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QUEREMOS PROPAGANDA NA TV, RÁDIO e JORNAIS SOBRE AS REUNIÕES QUE DECIDEM SOBRE OS RUMOS DA CIDADE! Você já reparou que entra e sai governo e pipocam propagandas mostrando as obras realizadas aqui e acolá? Já reparou também que quase nunca vemos na TV ou no rádio chamadas para as pessoas participarem de reuniões e audiências públicas para decidir grandes empreendimentos e grandes gastos com obras públicas? Segundo o Plano Diretor da Serra, cabe ao Poder Executivo Municipal: VI - viabilizar canais diretos e efetivos de divulgação para toda a população dos processos de discussão e tomada de decisões dos temas referentes ao planejamento e gestão do território da Serra. PELO DIREITO A INFORMAÇÃO!

Cultura e Violência

Somos bombardeados por informações vindas de diversas partes do mundo e por diversas mídias, ao ponto de esquecermos os acontecimentos ao nosso redor. Poucos de nós vamos a uma manifestação de hip hop na praça do bairro, na encenação de um auto da paixão de cristo na porta de uma igreja ou numa roda de congo. Aos poucos nos afastamos daquilo que é nosso, colocando em seu lugar o consumo e pagando o preço caro de perdermos a nossa identidade, cultura e ancestralidade. Nesse contexto do consumo, a violência se apropria do desejo de nossos jovens com a isca do dinheiro fácil ou da mercadoria barata, de ter fácil aquilo que se vê na TV. Esquecemos que somos maiores que tudo isso, que nossas comunidades tem histórias e que nossas famílias são guardiãs de contos e de cultura. Damos valor ao que podemos comprar e consumir, mas esquecemos que o mais valioso é a união de nossas famílias e a vida longa de nossos idosos. Temos de pensar a cidade além da produção de bens e serviço, mas através da produção de conhecimento e cultura. Temos de fazer nossos jovens consumir amor e refletir a felicidade. Temos de pensar nossos bairros como estruturas vivas, onde jovens e idosos podem compartilhar espaços. Por isso, na Conferência da Cidade da Serra temos que propor equipamentos e projetos que contemplem o fortalecimento das relações humanas por meio da cultura e do lazer. Não temos no município da Serra um só teatro, um centro de referência da juventude, um cineclube, ou qualquer lugar de difusão do conhecimento popular. Pensamos em construir estradas que ligam empresas e afastam pessoas, construímos condomínios fechados e moramos acastelados. A cada dia nasce um novo shopping, mas onde estão os teatros? E por que as praças andam vazias?

REFORMA URBANA JÁ!! Informativo do GT de Assuntos Urbanos da AGB-Vitória para a 5a Conferência da Cidade da Serra—17 de maio de 2013 VOCÊ SABE O QUE É O CONSELHO DA CIDADE DA SERRA E O QUE ELE TÊM DECIDIDO? O Conselho da Cidade da Serra surgiu como uma exigência do Estatuto da Cidade, visando abrir caminhos para que a população também participe das decisões sobre o planejamento urbano. Este conselho é muito importante porque sua missão é a de tomar decisões importantes sobre o presente e futuro da cidade da Serra. O Conselho da Cidade pode decidir, por exemplo, se um empreendimento, ou obra, que cause muitos transtornos aos moradores seja instalado ou não no município. Por outro lado, pode autorizar obras e empreendimentos em diferentes pontos da cidade, mesmo que não estejam previstos no Plano Diretor. É claro que tudo isto vai depender também da avaliação dos estudos por parte dos técnicos da Prefeitura. Sobre isto, é importante falar que os técnicos devem se posicionar levando em consideração o interesse da coletividade e da lei, mesmo que isso signifique estar contra um possível interesse da Prefeitura ou de setores de grande poder econômico. Por isso, é muito importante que todos os cidadãos serranos saibam sobre as pessoas que participam do Conselho da Cidade, sobre o que elas têm discutido e as decisões que tem tomado. Até porque existem diferentes interesses no Conselho, já que participam representantes da Prefeitura, representantes de setores produtivos (indústria, comércio, mercado imobiliário) e representantes de bairros, ONGs, movimentos populares, etc. O Conselho da Cidade da Serra foi recriado no final de 2012. No entanto, não encontramos nenhuma informação no site da Prefeitura sobre os conselheiros e as entidades que participam, nem as atas das reuniões e nem o resumo das decisões tomadas. Divulgar essas informações não é um favor, mas uma obrigação da Prefeitura da Serra com os cidadãos. agb.vitoria@gmail.com http://agbvitoria.webnode.com.br/


Moradia digna: a luta permanente por um direito básico 1) O PROBLEMA DA MORADIA NA SERRA NÃO É A PRODUÇÃO, MAS O ACESSO À MORADIA. Nos últimos anos foram lançadas mais de 20 mil unidades habitacionais na Serra (SINDUSCON). Porém, a grande maioria é voltada para o mercado, ou seja, para famílias que ganham a partir de três salários mínimos. Segundo pesquisas, o déficit habitacional concentra-se nas famílias que ganham até três salários. Quase 50% das famílias serranas ganham até três salários mínimos (IBGE, 2010); 2) O cadastro de famílias para empreendimentos populares atraiu quase 30 mil famílias no ano passado! Esse é um importante indicativo do tamanho do déficit habitacional na Serra; OU SEJA, HÁ MUITAS FAMÍLIAS QUE VIVEM DO ALUGUEL OU EM SITUAÇÃO DE MORADIA INADEQUADA... 3) NÃO HÁ UMA POLÍTICA DE HABITAÇÃO INTERESSE SOCIAL NA SERRA. Há apenas projetos pontuais e muitas das vezes de caráter emergencial. A Prefeitura faz anúncios na mídia de construção de empreendimentos habitacionais populares, todavia, de um modo geral, não saem do “papel” e, quando saem, atendem poucas famílias. 4) O CRESCIMENTO DO MERCADO IMOBILIÁRIO É UM OBSTÁCULO PARA A PRODUÇÃO DE MORADIAS POPULARES. A valorização da terra na cidade, como ocorre com as áreas próximas à Laranjeiras e ao litoral, representa um grande problema para a produção de moradia popular, uma vez que o principal componente no preço final da moradia é o custo do terreno. 5) TERRA PARA QUEM PRECISA DE MORAR, NÃO PARA QUEM QUER LUCRAR. Uma das possibilidades que poderiam combater a valorização imobiliária e destinar terrenos para a produção habitacional de interesse social são as chamadas Zonas de Interesse Social de Vazios Urbanos. Essas áreas seriam reservadas necessariamente para empreendimentos populares, independente da vontade dos donos dos terrenos. Todavia, segundo o PDM atual, há poucas ZEIS desse tipo e ainda em áreas distantes de centros de empregos e com infraestrutura limitada.

SEM TETO OU SEM DOCUMENTO, TODOS TEM DIREITO A CIDADE!

Mobilidade urbana: direito de ir e vir para todos Ir e vir representa um direto básico reconhecido pela Constituição Federal de 1988. Esse direito mostra-se fundamental no espaço urbano, uma vez que o acesso à cidade, isto é, ao local de trabalho, de lazer ou de estudo, depende diretamente da mobilidade urbana. Na Serra, como em outras cidades, a solução dos problemas de mobilidade urbana foi direcionada principalmente ao indivíduo que anda de carro. Exemplo disso foram as inúmeras rodovias construídas nos últimos dez anos. Apesar do crescimento da frota de veículos no município, a maioria da população serrana utiliza o transporte público e formas alternativas de transporte como a bicicleta. É preciso uma política de mobilidade urbana que leve em consideração não apenas o motorista, mas, sobretudo, o usuário de transporte público, o ciclista e o pedestre. Será que o usuário de transporte público está satisfeito com as condições dos terminais e dos ônibus? E quanto aos horários e itinerários dos ônibus? O transporte público na Serra realmente satisfaz a necessidade de locomoção do cidadão ou atende, primeiramente, os interesses das empresas de ônibus? Embora tenha ocorrido a expansão de ciclovias na Serra, quem anda de bicicleta no município ainda enfrenta grandes dificuldades. A implantação de uma rede de ciclovias é mais que possível, de extrema necessidade: 

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É preciso integrar as ciclovias e proporcionar segurança ao ciclista. Não adianta construir ciclovias que tenham início e fim em rodovias que, em muitos casos, não possuem condições seguras do ciclista trafegar; Deve ser realizada manutenção permanente nas ciclovias; Deve-se tornar obrigatório a instalação de bicicletários em estabelecimentos públicos e privados;

Informativo para Conferência da Cidade da Serra  

Um material produzido pelo GT de Assuntos Urbanos para ser panfletado na Conferência da Cidade da Serra.