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AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DO ATAQUE AMPLIADO A INCÊNDIOS FLORESTAIS 2007

2007

procedimentos nem claramente definidas as condições que implicam a entrada em funcionamento do PCO, e consequentemente a passagem a ataque ampliado. Em muitos casos houve dificuldade em conhecer a localização/posicionamento dos meios presentes no TO no momento de montagem do PCO, e constatou-se por vezes a ausência de planeamento do combate. O VCOC é geralmente mobilizado por iniciativa do CODIS e nem sempre é disponibilizado com a necessária rapidez. A estrutura do PCO variou em resposta à complexidade da ocorrência. Nem sempre são estabelecidas (e nem sempre parecem necessárias) as posições de adjuntos do COS e de células específicas para o Planeamento, Combate ou Logística. A existência de TO sem PCO, mas onde a complexidade do incêndio determina, por exemplo, a sectorização, é demonstrativa da ausência de critérios homogéneos na condução do combate. É variável o recurso a instrumentos de apoio à decisão e planeamento que são essenciais para uma correcta condução das operações de combate ampliado, caso da implementação de SITAC (sendo variável a organização de informação), apoio SIG e meteorológico, apoio aos meios aéreos (em alguns casos acumulado pelo COS), e criação de ZCR. É sempre incompleto o registo do despacho de meios de combate, provavelmente reflectindo a falta de conhecimento da movimentação de meios na chegada ao TO. Embora o SITAC permita conhecer a quantidade e posicionamento dos meios envolvidos no combate, o seu carácter efémero impede uma análise a posteriori da forma como decorreu o combate, que poderia constituir um importante instrumento pedagógico e de valorização dos recursos de comando. O procedimento de mobilização de meios para uma ocorrência não aparenta estar estandardizado. No registo de envio de meios deveriam ser assinalados aqueles que fazem parte dos grupos distritais e colunas nacionais. Os critérios que presidem à decisão de mobilização de GRIF da CNIF, ou de GRIF distritais nem sempre são claros, assim como a mobilização de meios militares. Na ausência de documentação do seu posicionamento no TO foi impossível detectar os efeitos

Protocolo ANPC/UTAD

Relatório final

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AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DO ATAQUE AMPLIADO A INCÊNDIOS FLORESTAIS  

Este trabalho foi realizado no âmbito do Protocolo entre a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) e a Universidade de Trás-os-Montes...