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AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DO ATAQUE AMPLIADO A INCÊNDIOS FLORESTAIS 2007

2007

enquanto o maior incêndio diverge dele acentuadamente (115%). O diminuto número de casos em análise torna a análise inconclusiva.

3.2. Incêndios em ataque ampliado A Directiva Operacional Nacional 2/2007, fazendo referência ao termo “ataque ampliado”, não esclarece as condições em que se considerará a passagem de ataque inicial para a fase seguinte. Verificou-se

igualmente

a

inexistência

de

uma

Norma

Operacional

Permanente relativa ao conceito e normalização de procedimentos em situação de ataque ampliado. Analisaram-se 36 incêndios com base na informação colhida e pré-tratada no CNOS, respeitante ao desenrolar das operações e meios humanos e materiais utilizados e às condições meteorológicas. Obtiveram-se para cada um dos fogos os índices de perigo FWI, calculados com dados da mais próxima estação ou estações meteorológicas do IM. Quase todos estes incêndios foram alvo de combate ampliado e apenas um não decorreu em situação de perigo meteorológico muito elevado ou extremo. No Quadro 2 consideramos os indicadores duração (até à contenção), área ardida e velocidade média de expansão do incêndio, calculada simplesmente como a razão entre a superfície ardida total do fogo e a sua duração. Equiparámos o momento da contenção do fogo à referência “circunscrito”, pelo que a referida taxa de crescimento do fogo constitui uma aproximação por excesso ao valor real. A superfície ardida por incêndio dependeu, em partes iguais, das condições meteorológicas (FWI) e da duração do fogo, mas estas variáveis apenas explicam 37% da variação observada. A área ardida por unidade de tempo aumentou proporcionalmente com o quadrado do índice FWI (Figura 5).

Protocolo ANPC/UTAD

Relatório final

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AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DO ATAQUE AMPLIADO A INCÊNDIOS FLORESTAIS  

Este trabalho foi realizado no âmbito do Protocolo entre a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) e a Universidade de Trás-os-Montes...