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AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DO ATAQUE AMPLIADO A INCÊNDIOS FLORESTAIS 2007

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2007

em 2007 ocorreram fogos ≥100 ha em 80% dos dias com perigo extremo, quando em 2000-2006 tal sucedeu em quase todos os dias incluídos naquela classe de perigo;

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em 2000-2006 mais de três quartos dos dias com perigo muito elevado registaram fogos ≥100 ha mas em 2007 tal sucedeu em apenas um quarto desses dias;

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as maior reduções relativas verificaram-se no nº de incêndios ≥500 ha e ≥1000 ha no nível de perigo muito elevado.

Na classe de perigo muito elevado os anos de 2000, 2006 e 2007 registaram uma proporção semelhante de dias com incêndios ≥1000 ha. O ano de 2000 foi ligeiramente mais severo que 2007 na classe de perigo extremo, mas somente 7% dos dias de 2000 registaram fogos daquela magnitude, enquanto em 2007 esses dias constituíram 20% do total. Os resultados são assim sugestivos de uma melhoria genérica do ataque ampliado em 2007 face ao período 2000-2006, mas não atestam uma evolução positiva real já que aproximam o desempenho de 2007 daquele obtido nos melhores anos anteriores (2000, 2006).

3. Efectividade do combate ampliado: análise de incêndios individuais

3.1. Área individual dos incêndios com mais de 500 ha Devido a informação insuficiente não foi possível analisar a área ardida por todos os grandes incêndios. Para os incêndios com ≥500 ha, que ocorreram sempre em dias classificados como de perigo extremo, foi construído um modelo (com os dados de 2003-2006) que relaciona a superfície ardida com o índice FWI calculado com informação proveniente de uma ou mais estações meteorológicas do IM localizadas na vizinhança do incêndio (Anexo 6). Dada a enorme dispersão das observações Protocolo ANPC/UTAD

em

torno

da

curva

ajustada

(ver

gráfico

no

Anexo

6)

Relatório final

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AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DO ATAQUE AMPLIADO A INCÊNDIOS FLORESTAIS  

Este trabalho foi realizado no âmbito do Protocolo entre a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) e a Universidade de Trás-os-Montes...