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AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DO ATAQUE AMPLIADO A INCÊNDIOS FLORESTAIS 2007

2007

Circunstâncias compatíveis com uma actividade de fogo significativa tardaram até Julho, com a influência do anticiclone dos Açores e de uma depressão de origem térmica localizada sobre a Península Ibérica. Condições similares prevaleceram em Agosto. Uma depressão no Atlântico condicionou o mês de Setembro, à excepção da primeira semana, sob influência da circulação de leste. Os dias incluídos nas classes de perigo reduzido ou moderado ─ quando a ignição não é possível ou o fogo é facilmente debelado ─ representaram 39,0% do total em 2007 (Anexo 2). Trata-se de um valor muito elevado que diverge da média 2000-2006 (24,1%) e que situa 2007 ao nível de 2002 (40,3%) e 2004 (37,8%). Mais significativo, e distinguindo 2007 de qualquer um dos anos do período 2000-2006, é porém o facto de apenas 35,0% dos dias se classificarem como de perigo muito elevado ou extremo, contrastando com a média de 56,7% para 2000-2006; o segundo ano mais favorável foi 2002, com 45,5% dos dias nestas classes. Uma percentagem muito elevada da área ardida distribui-se por um número relativamente reduzido de dias correspondentes às situações meteorológicas mais severas e que concentram os incêndios de maior dimensão. Assim, é pertinente examinar a distribuição do FWI para os dias classificados como de perigo muito elevado ou extremo (Figura 3). Em 2007, e de novo em contraste com qualquer um dos anos do período 2000-2006, é visível a grande assimetria da distribuição, que se apresenta fortemente enviesada para a esquerda. Em 2007 estiveram muito pouco representados os dias com índice mais elevado (FWI>40), similarmente a 2001, ano em que a ocorrência de dias com valores intermédios de FWI (30-35) foi porém razoavelmente superior. Dias com um FWI realmente elevado (>50), tão relevantes em 2003, 2004 e 2005, não se verificaram em 2007. O percentil 97 do FWI, que pode ser adoptado como critério de delimitação dos dias mais severos, atingiu o valor 44 em 2007, bastante abaixo dos valores registados de 2003 a 2006, e que variaram de 48 a 52.

Protocolo ANPC/UTAD

Relatório final

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AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DO ATAQUE AMPLIADO A INCÊNDIOS FLORESTAIS  

Este trabalho foi realizado no âmbito do Protocolo entre a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) e a Universidade de Trás-os-Montes...

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