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Fotos: iStockphoto/Divulgação

Aderir ao Número Global de Localização (GLN) ajuda as empresas a prevenir problemas logísticos, além de controlar melhor a autenticidade dos parceiros Quando o Walmart adquiriu o grupo varejista português Sonae Distribuição, detentor das marcas Big, Mercadorama, Nacional e Maxxi Atacado na região sul do País, recebeu junto uma herança valiosa: o uso de um código global de localização de fornecedores. Tudo começou quando a área de EDI (Troca Eletrônica de Dados) do Walmart absorveu os processos do Sonae e detectou que a padronização de GLN (Número Global de Localização) era feita em parceria com a GS1 Brasil e consultada no sistema chamado GEPIR (Busca Global de Associados GS1). O uso desses padrões otimizava a comunicação, o que a empresa não conseguia anteriormente. Esse apanhado de siglas pode ser traduzido da seguinte forma: o GLN é um código global que está vinculado à identificação de um lugar físico como endereços, armazéns, filiais, departamentos de empresas. Sua função é melhorar a comunicação de dados na cadeia de suprimentos. Em geral, o varejo utiliza o GLN na troca eletrônica de dados para identificar a origem de produtos e assim facilitar a gestão. A identificação via GLN funciona como uma espécie de CNPJ digital de um local, uma vez que por meio de uma codificação numérica acessada pelo GEPIR, as empresas têm acesso às informações necessárias e comprobatórias de

autenticidade. No sistema é possível inserir muitas informações, como a identificação e tipo de local, funções suportadas (veja mais no quadro). Além disso, armazenando as informações como endereço, telefone e outros dados de contato, a empresa reduz custos com a troca de EDI, que passa a ter o espaço otimizado apenas para o assunto da mensagem, sem delongas. Segundo Altamir Costa, coordenador da área de EDI do Walmart, antes muitos fornecedores informavam número similares ao GLN para a companhia, que sempre encontrava um fornecedor cadastrado com a mesma numeração. Ou seja, ocorriam muitas inconsistências de dados. Então, o que fez a diferença nesse caso foi utilizar um padrão válido em todo o mundo, o GLN da GS1. “Começamos a verificar que só havia benefícios na padronização”, diz O próprio Walmart teve problemas para abrir uma nova loja devido a um fornecedor que usava um número de identificação próprio, sem a validação da GS1. “Nós entramos em contato com o fornecedor e demos 15 dias para ele se regularizar com a GS1. Quando cancelamos o número deles, conseguimos abrir o nosso. Depois disso vimos que não tínhamos como ficar sem a validação via GEPIR, até hoje estamos usando”, afirma Costa.

Assim como a rede varejista, que adotou a padronização para todas as lojas do País em 2009, mais de um milhão de empresas está cadastrada no sistema GEPIR, que permite consulta ao GLN do fornecedor e trocas de EDI para solicitação de produtos, de forma padronizada.

O Walmart colhe benefícios depois de padronizar o número de identificação dos fornecedores

APLICAÇÕES DO GLN Identificação de locais físicos > centro de distribuição de uma empresa > doca de um centro de distribuição > local específico de entrega > prateleira no estoque ou na gôndola da loja Identificação de entidades legais > matriz > divisão de uma empresa > filial > banco Identificação de função em entidade legal > departamento de compras no varejo > departamento de cobrança > local que emitiu o pedido Informações associadas ao GLN > endereços postais > pessoa, departamento a ser contatado > números de telefone, fax, e-mail > horários de atendimento > referências de localização

[ BRASIL EM CÓDIGO ] abr/mai/jun 2012 49

Brasil em Código - 4ª Edição  

Conheça a história do código de barras e como sua evolução é essencial para as empresas conquistarem um diferencial competitivo. Veja também...

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