Page 27

CAPA

[

[

desenvolvimento da GS1, já previa a adoção de novos códigos na identificação de produtos. “Num futuro próximo, as mercadorias serão marcadas com um dispositivo que será o portador de seu próprio número de identificação. A RFID vai se tornar financeiramente acessível e será implementada para complementar diversas aplicações da cadeia de suprimentos.” De fato, a adoção da tecnologia está em expansão. Hoje, a RFID é utilizada na área de logística para fazer a rastreabilidade de produtos, em algumas lojas do varejo (em especial no segmento de vestuário), no sistema de pedágio eletrônico Sem Parar e até pelo Exército e a Aeronáutica no gerenciamento de suprimentos. Outra tecnologia que vem ganhando espaço é o chamado GS1 DataMatrix, que pode ser decodificado por leitores equipados com câmeras. Ao capturar a imagem do símbolo, é possível ter acesso a informações adicionais sobre o produto. Mas, mesmo com o crescimento do interesse por essas novas formas de identificação, o código de barras idealizado por Wooland não deve perder terreno. “Num horizonte bastante longo, imagino que o código de barras vai continuar a ser usado, por sua funcionalidade e custo–benefício. Na maior parte das empresas, a aplicação do código de barras não representa nenhum custo adicional. Qualquer outra tecnologia que existe hoje é mais cara”, afirma Matsubayashi. “A tecnologia de radiofrequência e o código de barras vão conviver juntos por pelo menos mais 50 anos. Para que a RFID substitua o código de barras, é preciso que se torne mais acessível e isso não deve ocorrer em um curto ou médio prazo”, avalia Pierre Georget. NA PRÁTICA As melhores testemunhas do quanto a ideia de Wooland foi essencial para o desenvolvimento da

26 abr/mai/jun 2012 [ BRASIL EM CÓDIGO ]

Roberto Matsubayashi, da GS1 Brasil Abertura de mercado e o Plano Real ajudaram na adoção do código de barras no País

Jefferson Cardoso, da Baxter Uso do código de barras reduz custos com materiais e ajuda a controlar o estoque

cadeia de suprimentos são as próprias empresas varejistas e indústrias. A farmacêutica Baxter adotou os padrões da GS1 em 2000, diante da necessidade do mercado, pois quase todos os clientes já possuíam sistemas automatizados, além de cumprir a exigência da Agência Nacional da Vigilância Sanitária (ANVISA) em relação ao controle e à rastreabilidade de materiais médicos e hospitalares. “Dentre os vários benefícios da adoção do código de barras, destaco o controle e a rastreabilidade. Internamente lemos todos os códigos dos produtos e dessa forma acompanhamos seu fluxo, conseguimos reduzir custos de gestão de materiais e controlar o estoque, além de aprimorar a automação de nossos sistemas”, ressalta Jefferson Cardoso, gerente de marketing da Baxter.

Os mesmos benefícios são notados na 3M do Brasil. “Utilizamos a tecnologia RFID em diversas áreas, com vários produtos, como automatização e controle de inventário em bibliotecas, leitura e reconhecimento eletrônico de passaportes, automatização e rastreabilidade de vários tipos de rebanhos”, detalha Paulo Berbel, gerente de engenharia de embalagens e processos de embalagens da companhia. “Hoje muito mais do que reduzir filas ou controlar estoques, o código de barras – em seus vários formatos, tipos e tecnologias –, serve também como uma importante ferramenta de relacionamento, que busca a aproximação e uma maior integração do consumidor com as empresas”, conclui Berbel.

Brasil em Código - 4ª Edição  

Conheça a história do código de barras e como sua evolução é essencial para as empresas conquistarem um diferencial competitivo. Veja também...

Brasil em Código - 4ª Edição  

Conheça a história do código de barras e como sua evolução é essencial para as empresas conquistarem um diferencial competitivo. Veja também...

Advertisement