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P E N SAR

FORA DA CAIXA

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SEMEST RA L # 9 | J U N HO 20 18 | € 2, 50

FORMAS DE NÃO

GESTÃO DE CONFLITOS

A REVISTA

PROTEÇÃO DE DADOS

Dicas úteis na vida pessoal e empresarial

A aplicação do novo Regulamento Geral

JORGE DIAS

JORGE AUGUSTO

NÃO BASTA SER,

É PRECISO PARECER

Confirme a imagem de Líder em 3 passos ALEXANDRE MONTEIRO

O SONHO DA

MATA ENCANTADA

JOSÉ VALA

A INFLUÊNCIA DA COMUNICAÇÃO NO SUCESSO DO CLUBE AMADOR QUE CHEGOU ÀS MEIAS FINAIS DA PROVA RAINHA DO FUTEBOL PORTUGUÊS


Pub.

FORMAÇÃO PROFISSIONAL AJUDAMOS A DESENVOLVER O CAPITAL HUMANO DA SUA ORGANIZAÇÃO

DESENVOLVIMENTO PESSOAL

TRANSPORTES

Porque acreditamos que ‘o capital mais valioso de qualquer organização são as pessoas’, focamos a missão da Yes D People® no desenvolvimento pessoal, como forma de crescimento das pessoas e das organizações, permitindo a melhoria da relação com o cliente interno e externo.

Sendo a formação técnica a impulsionadora da melhoria de competências, a Sentidos Dinâmicos® aposta na formação especializada na área dos transportes como ativador das potencialidades do capital humano das organizações.

TACÓGRAFOS

AVALIAÇÃO DE POTENCIAL

Porque sabemos que os tempos de condução e repouso dos motoristas são difíceis de gerir e controlar, nós fornecemos as ferramentas que permitem a todos os intervenientes fazer a melhor gestão, para evitar surpresas.

G RU

Sendo as pessoas o motor do crescimento das organizações, dispomos de ferramentas para ‘encontrar a pessoa certa para o lugar certo’.

PO

SD

2 AVALIAÇÃO DE RISCOS

FORMAÇÃO À MEDIDA

Instrumento que permite avaliar a atmosfera psicológica que envolve a relação entre a empresa e os seus colaboradores, a qual é fundamental para o sucesso da organização.

Contruímos os programas e os conteúdos da formação de acordo com as necessidades específicas da empresa, sendo estes adaptados à sua realidade. Esta formação, sendo certificada, permite cumprir com a obrigatoriedade do Código do Trabalho em matéria de formação profissional.

SEGURANÇA E HIGIENE NO TRABALHO

TEAM BUILDING

Porque acreditamos que a formação aplicada na prevenção dos riscos profissionais proporciona bem-estar e satisfação no local de trabalho, apostamos na formação de Segurança e Higiene no Trabalho como forma de valorização da atratividade da empresa.

Quebramos barreiras, reforçando os laços entre os colaboradores e permitindo melhorar a comunicação, descobrir aptidões e talentos, fomentar a solidariedade, a cooperação e espírito de equipa, melhorar o desempenho coletivo e individual e aumentar a motivação dos colaboradores.

AJUDAMOS AS PESSOAS A CHEGAR MAIS LONGE! Yes D People

®

Sentidos Dinâmicos

Damos valor às organizações

S D E N V O L V E® EVENTOS TEAM BUILDING

P E NS AR

FORA DA CAIXA A REVISTA

APONTA MENTOS SD


EDITORIAL

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Grupo SD apoia o Caldas Sport Club

Sejam bem-vindos à “Pensar Fora da Caixa” - O Ano de 2018 é o ano da COMUNICASÃO! Porque será? É como enorme Orgulho que estamos sediados nas Caldas da Rainha, cidade termal de Dona Leonor, a qual dá nome a uma Mata inspiradora, que neste ano permitiu inspirar o grupo de trabalho do Caldas Sport Club, que foi bem longe na Taça de Portugal, e ficou conhecida pela MATA ENCANTADA, dando assim também título à edição 9 da “Pensar Fora da Caixa”. Vamos ter oportunidade de conhecer o líder da equipa de futebol do Caldas Sport Club, José Vala, assim como algumas dicas de como motivou esta equipa até bem longe na competição Rainha do Futebol Português, e como elas podem ser colocadas também ao serviço das Organizações Empresariais. Como habitualmente, trazemos artigos de qualidade inquestionável, que nos permitem refletir sobre grandes áreas dentro das empresas, por forma a podermos ter pessoas nas organizações mais FELIZES e Competentes. Na gestão do capital humano nas organizações, a forma como promovemos a comunicação interna faz a diferença! Acredito que se o fazemos de uma forma clara, objetiva e tendo como foco o recetor, a isso nós chamamos COMUNICASÃO, uma comunicação Saudável e Sincera, assim a probabilidade de sucesso é maior, não é? No dia 18 de Outubro, vamos realizar o nosso IX Encontro Nacional SD, com o tema COMUNICASÃO. Assim, convido todos a participarem neste evento que a Cidade Encantada das Caldas da Rainha e a Equipa SD acolhem, a todos como muito carinho e hospitalidade. Aproveito para desejar a todos quantos colaboraram e leem esta revista, excelentes momentos de energização, em Férias ou Trabalho, vai fazer a diferença nas Vossa vidas, não vai? Sobreiro Duarte, CEO Grupo SD

REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | JUNHO 2018


SUMÁRIO

FICHA TÉCNICA

Benvindo à 9ª Edição da Revista Pensar Fora da Caixa! Este número é dedicado ao Sonho da Mata Encantada, lugar mítico do acontecimento histórico que perdurará na memória da Cidade e dos Caldenses. Esta Edição tem também o privilégio de contar com brilhantes participações nos artigos da OPINIÃO PROFISSIONAL, RADAR e INTERDISCIPLINAR, que certamente o prenderão da primeira à última linha.

Diretor: Sobreiro Duarte

Editorial.......................................................... 3 Ficha técnica................................................... 4 RADAR: Tacógrafos – Trabalho Noturno................................6 Consultório..........................................................7 Comunicação Positiva nas Organizações...............8 ISO – A Importância da Certificação......................9 Fortaleça Laços num Dia de União e Aprendizagem...... 11 7 Formas de Não-Gestão de Conflitos................12 As Pessoas Certas para a Sua Organização..........13 É Diferenciador nas Organizações?.....................15 CAPA: 4

O Sonho da Mata Encantada..............................18 INTERDISCIPLINAR: Proteção de Dados – A Aplicação do Novo Regulamento Geral ...........................................23 Rejeição Social no Local de Trabalho...................24 Promoção da Saúde do Trabalhador ....................25 OPINIÃO PROFISSIONAL: Responsabilidade Social e Estratégia – Fazer Bem o Bem...............................................................27 As Empresas, o Combustível e Outros Componentes.....28 Onde colocas a Atenção flui a Energia.................30 Se a Vida te dá Limões, não faças Limonada!.......31 O Mundo anda Virado ao Contrário...................32 Entidades Contratantes, Trabalhadores Independentes....................................................33 Não basta Ser é preciso Parecer!.........................34 Comunicação e Intenção ...................................36 Encontros Nacionais SD – O que esperar da 9ª Edição! ..38

Subdiretora: Patrícia Neves Editor: Sobreiro Duarte, Lda. Coordenadora: Telma Eusébio Propriedade da Edição: Sobreiro Duarte NIF: 130 277 312 Sede da redação/edição: Rua Dr. Asdrúbal Calisto, Nº7 2500-133 Caldas da Rainha geral@gruposd.pt Paginação, impressão e Acabamento: FIG - Indústrias Gráficas, S.A. Rua Adriano Lucas, 3020-265 Coimbra fig@fig.pt Tiragem: 2500 exemplares Semestral Depósito legal n.º: 385617/14 ERC: 126607 ISSN: 2183‑4202 ESTATUTO EDITORIAL Colaboradores: Alexandre Monteiro Ana Correia Ana Ligeiro António Fidalgo Carolina Nogueira João Carlos Costa João Oliveira Costa Jorge Augusto Jorge Dias Mara Marques Marco Neves Miguel Fonseca Paulo Moreira Patrícia Abreu Patrícia Neves Pedro Duarte Rita Moura Rodrigues Sobreiro Duarte Telma Eusébio

A Revista PENSAR FORA DA CAIXA é independente do poder político, do poder económico e do poder de quaisquer grupos de pressão. A Revista PENSAR FORA DA CAIXA identifica-se com os valores da democracia pluralista e solidária. A Revista PENSAR FORA DA CAIXA rege-se no exercício da sua atividade pelo cumprimento rigoroso das normas éticas e deontológicas do jornalismo. A Revista PENSAR FORA DA CAIXA pauta-se pelo princípio de que os factos e as opiniões devem ser claramente separados: os primeiros são intocáveis e os segundos são livres.

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REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | JUNHO 2018


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GERIR TEMPOS DE CONDUÇÃO E REPOUSO será ASSIM TÃO DIFÍCIL? NÓS PODEMOS AJUDAR!

G RU

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PO

SD

FORMAÇÃO M A N U S E A M E N T O TA C Ó G R A F O S A N Á L I S E D E D A D O S TA C O G R Á F I C O S DEFESA DE AUTOS DE CONTRAORDENAÇÃO

REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | JUNHO 2018


TACÓGRAFOS Trabalho Noturno

BASE LEGAL Diretiva 2002/15/CE do Parlamento Europeu e do Conselho de 11 de Março de 2002 Marco Neves, Grupo SD

Trabalho Noturno DAS OOHOO ÀS 05H00 6

ARTIGO 7.º Os Estados-Membros tomam as medidas necessárias para que:

[ VISÃO SD]

- Se for efetuado trabalho noturno, o tempo de trabalho diário não exceda 10 horas por cada período de 24 horas.

Quando qualquer trabalhador móvel tenha trabalhado (condução e/ou martelos (outras atividades)), entre as 00h00 e as 05h00 considera-se que tem trabalho noturno.

Decreto – Lei 237/2007 de 19 de Junho, procede à transposição para ordem Jurídica a Diretiva 2002/15/CE

Não é necessário iniciar ou terminar a jornada neste horário; interessa sim se tem qualquer minuto registado neste período para ser considerado trabalho noturno. Caso tenha, tem que somar todos os minutos de condução e/ou martelos desde do início da jornada de trabalho até 24 horas depois do seu início.

Para não haver infração o somatório dos dois símbolos tem que ser inferior a 10 horas nesse mesmo período de 24 horas.

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N.º 5 do Artigo 6.º A duração do trabalho, incluindo trabalho suplementar, no caso de abranger, no todo ou em parte, o intervalo entre as 0 e as 5 horas, não pode exceder dez horas por dia. Esclarecimento ACT (Autoridade para as Condições do Trabalho) O termo “dia”, previsto no nº 5 do artigo 6º do DL nº 237/2007 é entendido como período de 24h, a contar do início da jornada de trabalho.


CONSULTÓRIO Pequenas Mudanças, Grandes Impactos: Os açúcares...

Mara Marques, Médica

Quando falamos de açúcar, a primeira imagem que nos surge são os pequenos cristais brancos, o açúcar refinado, mas será só este tipo de açúcar que importa reduzir? Existem vários tipos de açúcares, são exemplo a sacarose, a glucose, a dextrose, a frutose, a maltose, a maltodextrina, o xarope de glucose, o xarope de milho, a geleia de milho, o açúcar invertido, o melaço e também o mel. Se tomarmos atenção aos rótulos dos alimentos, não será surpresa encontrar algumas destas substâncias, reduzi-las da nossa alimentação é um desafio, pequeno mas que com certeza terá um grande impacto na nossa saúde. Mudar hábitos é difícil, tanto mais quando estes tem de ser feitos em idade adulta. Vejamos o exemplo do café, deixar de colocar açúcar no café e reeducar as papilas gustativas ao verdadeiro sabor do café por exemplo não se adivinha uma tarefa fácil, no entanto, a não conseguirmos esse feito, existem alternativas que permitem que bebidas como o café e o chá possam continuar a ser consumidas sem açúcares, falo então de adoçantes.

Existem essencialmente dois tipos de adoçantes: os calóricos e os não calóricos. Relativamente aos adoçantes calóricos, estes têm cerca de metade das calorias do açúcar, deste grupo fazem parte o manitol, o xilitol, maltitol, lactitol, o isomalte e o sorbitol. Este tipo de adoçantes podem ser consumidos por pessoas com diabetes, mas quando ingeridos em excesso (mais do que 10 gramas por dia) podem provocar cólicas intestinais ou até diarreia. A frutose, por exemplo, não deve ser recomendada a doentes diabéticos, pois contém as mesmas calorias que o açúcar, aumentando a glicemia, os níveis de triglicerídos e a resistência à insulina. Os adoçantes não calóricos tem mais vantagens, já que não aumentam os níveis de glicemia e ajudam a controlar o peso. São exemplos: a sacarina, o aspartame, o acessulfame de potássio, a sucralose, o ciclamato de sódio e a stevia. Por vezes existe a ideia de que a utilização de adoçante pode ser prejudicial para a saúde, no entanto, sabe-se

que se não for consumido em excesso não há qualquer perigo. É ainda importante referir que o aspartame pode perder o seu poder adoçante quando é aquecido e é contraindicado em pessoas com fenilcetonúria. Nenhum destes adoçantes é aconselhado a crianças com menos de dois anos, e a sacarina e o ciclamato de sódio são desaconselhados para grávidas. Em jeito de conclusão, a diminuição do consumo de açúcar quer na sua forma mais simples, adicionada a alimentos ou bebidas deve ser reduzido, no entanto, não é apenas com este tipo de açúcar que temos de estar alerta, mas sim com todas as fontes de açúcar que muitas vezes estão ocultas nos alimentos processados. Um pequeno gesto como olhar para os rótulos dos alimentos que adquirimos poderá levar a que identifiquemos com facilidade outras fontes de açúcar e os possamos evitar na nossa alimentacao, criando assim um impacto positivo na saúde global e no caso da pessoa com diabetes um melhor controlo da diabetes.

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GRUPO SD Comunicação Positiva nas Organizações atividades dentro da organização são importantes para o processo de crescimento e podem ter ótimas ideias e sugestões.

2. Dar feedback e utilizar linguagem positiva

Telma Eusébio, Grupo SD

O que é comunicar? 8

Muitas definições explicam esta ação como informar, transmitir, divulgar, anunciar,… A todo o instante estamos a comunicar com quem nos rodeia: verbal ou não verbalmente, formal ou informalmente, expressa ou implicitamente, pessoal ou organizacionalmente. Na esfera das organizações, em contexto de trabalho, o processo de comunicação organizacional é muito importante para o sucesso e resultados das equipas. Uma comunicação eficiente e eficaz é vital para as organizações e fundamental para que haja um ambiente de trabalho saudável. Se bem administrada, a comunicação oferece agilidade a qualquer organização, bem como encontra com mais facilidade soluções para as dificuldades organizacionais. 4 DICAS PARA UMA COMUNICAÇÃO POSITIVA

1. Escutar ativamente Uma organização não se forma sozinha. Todos os que exercem REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | JUNHO 2018

O feedback é muito importante para que que fique claro que a comunicação foi eficaz e a resposta dada foi clara e esclarecedora. A linguagem positiva expressa claramente o que se pretende alcançar, e vai despertar sentimentos positivos, potenciadores de comportamentos e ações adequados ao resultado a alcançar.

3. Oferecer canais de comunicação transparentes A abertura para colocar perguntas abertamente às chefias para esclarecer as dúvidas e a partilha de informações internas sobre factos que interferem na vida dos cola-

boradores (lucros, prejuízos, empréstimos, investimentos), passam uma boa imagem da organização para o colaborador. Se todos os elementos da organização dialogarem eficazmente entre si, a comunicação será um instrumento útil de trabalho para garantir a compreensão dos objetivos e a integração de cada um no desempenho das suas funções.

4. Mostrar empatia e gratidão A confiança, o compromisso e a credibilidade são valorizados num ambiente interno com qualidade. Vários autores defendem que neste ambiente organizacional é necessária a existência de relacionamentos que promovam a satisfação de cada indivíduo. É vital que a comunicação deixe de ser apenas uma forma de transmitir a informação, para que se se construa um ambiente de diálogo e de inter-relacionamento pessoal.


ISO 9001 E ISO 14001 A Importância da Certificação um certificado na parede. É uma ferramenta crítica que ajudará a cumprir, e até exceder, os requisitos (cliente, regulatórios e jurídicos), minimizar riscos, fortalecer a posição de mercado, proteger a marca, focalizar no cliente, melhorar a eficiência organizacional e reduzir custos.

Carolina Nogueira, Gestora de Market Research

Os sistemas de gestão, como a ISO 9001 e ISO 14001 (normas líder em número de certificações), foram originalmente implementados para ajudar as organizações a obter maior acesso ao mercado, cumprir os requisitos obrigatórios dos clientes, agilizar processos, gerir o crescimento, impulsionar a melhoria contínua e acompanhar a concorrência. Mas, no atual ambiente de negócios, cheio de turbulência financeira e com diminuição da eficiência e alteração dos requisitos, aquelas razões são já menos relevantes. Os sistemas de gestão são, muitas vezes, mal interpretados pela gestão de topo como nada mais do que uma pesada carga administrativa: difícil de implementar e de não proporcionar benefícios ou melhorias para os negócios. O que não é entendido é que o sistema de gestão é uma forma de fornecer continuidade às operações. É o link entre política, desempenho, objetivos e metas.

A crescente globalização tem levado a um aumento do nível de exigência dos clientes e da sociedade em geral. As organizações passaram a estar sujeitas a um ambiente de enorme pressão concorrencial pelo que, para serem competitivas e consequentemente sobreviverem, são obrigadas a atualizações constantes. A certificação é uma ferramenta indispensável neste processo de globalização das empresas. Um dos grandes desafios da internacionalização é a capacidade das organizações desenvolverem mecanismos de comunicação e confiança interna e externa com as várias partes interessadas. É fundamental estabelecer laços de confiança e parceria com as comunidades em que as empresas se pretendem inserir. As ferramentas de gestão utilizadas devem ser

universais e com grande capacidade de adaptação às realidades e culturas locais. É neste contexto que entram as normas ISO (International Organization for Standardization) para alavancar o sucesso da internacionalização. Estas normas têm uma linguagem universal de gestão e são reconhecidas globalmente como boas práticas, possibilitando, pela flexibilidade, o ajuste ao mercado e cultura onde as organizações atuam. Quando as empresas partem para um processo de internacionalização através da certificação, conseguem uma diferenciação positiva que se traduz numa maior competitividade. Uma empresa certificada tem maior facilidade de penetração em novos mercados, uma vez que implementou e se certificou de acordo com referenciais normativos reconhecidos internacionalmente. Os gestores sabem que as estratégias de sobrevivência podem ser mais facilmente geridas e implementadas em organizações que tenham sistemas de gestão robustos. A certificação é por isso um objetivo claro para uma grande maioria das organizações.

O sistema de gestão certificado é mais do que um manual e

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S D E N V O LV E

EVENTOS TEAM BUILDING

PAIXÃO. COESÃO. DINÂMICA ESPÍRITO DE EQUIPA OS PRIMEIROS PASSOS PARA ALCANÇAR OBJETIVOS! REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | JUNHO 2018


TEAM BUILDING Fortaleça Laços num Dia de União e Aprendizagem

Telma Eusébio, Grupo SD

“Construir uma equipa” é a tradução direta de Team Building. Para construir uma equipa é necessário criar laços entre os membros que a constituem. As atividades de Team Building pretendem fortalecer estas ligações: criar experiências positivas para potenciar laços positivos e, consequentemente, equipas positivas. Este é um excelente argumento para ajudar a “construir uma equipa”! Quanto mais os elementos da equipa se conhecerem, mais semelhanças podem encontrar entre si, mais facilidade podem ter para trabalhar em conjunto, e mais sucesso pode ter a equipa! Para fortalecer a equipa, é importante que os seus elementos estejam conectados na mesma frequência e se conheçam. Quanto aos materiais e recursos necessários, as atividades podem ser realizadas com poucos materiais. Cada atividade dinamizada tem objetivos específicos e pretende ser divertida. A diversão é um ponto essencial, no entanto não é o principal. Cada atividade é desenhada para ajudar a equipa a encontrar o seu caminho para a união, e os membros podem divertir-se enquanto se conhecem,

aprendem e crescem em equipa! O balanço das atividades (debrief) é a parte mais importante do Team Building. Aqui, os participantes partilham o que aprenderam e como o que aprenderam pode ser transposto para o seu dia-a-dia no trabalho. Se se saltar esta etapa, estudos indicam que o impacto da atividade desvanece-se no espaço de poucos dias. Todas as respostas são consideradas e não devem ser submetidas a avaliação. Afinal trata-se de um momento de balanço e partilha das aprendizagens. As con-

clusões assumem uma conotação construtiva e sugestiva. A atividade pode perdurar no tempo após a sua concretização através de um objeto ou algo criado durante o Team Building. Se esse item for afixado em espaço partilhado na organização, de cada vez que o visualizarem, lembrar-se-ão das atividades e das aprendizagens. Um dia alternativo, num contexto diferente, num ambiente descontraído, só pode ser divertido, enriquecedor e produtivo e reverter em resultados fantásticos!

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Montagem do Puzzle durante o Team Building da Empresa A.Marques, Lda. no Parque D. Carlos I nas Caldas da Rainha

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COACHING E COMUNICAÇÃO 7 Formas de Não-Gestão de Conflitos envolvidas é sinal de falta de rapport entre elas e do mediador. Vejamos então as 7 formas de não-gestão de conflitos. A partir de hoje, saiba que estas são formas de remediar e paliativos dos conflitos que amenizam a dor, mas nunca resolvem.

1 - Ignorar o conflito – o primeiro passo para o deixar crescer, esperando que se resolva por ele próprio. Lembre-se que desleixo torna a fogueira num incêndio.

12 Jorge Dias, Presidente da ACC - Associação de Coaching e Comunicação

Um tema sexy e muito útil na vida pessoal e empresarial. Porém, há equívocos permanentes na forma como encontrar consenso e equilíbrio entre duas partes aparentemente em desacordo. A essência é encontrada sempre no que é comum aos dois lados, sobretudo considerando-os de igual modo nas suas perspectivas. Na minha experiência profissional, identifiquei sete estratégias disfuncionais. O mais interessante é que, mesmo na presença de pessoas com tarimba profissional, com formações na área, acabavam por recorrer a estes métodos e a culpar um dos lados, dizendo que era «inflexível». Aprendi o que fazer a partir do que não se deve fazer. No limite, a resistência nas partes

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2 - Apaziguar as duas partes – os «paninhos quentes». Palavrinhas amigas do «vamos lá a ver se se entendem», «vejam se se acalmam», «temos de ter calma». É uma forma tranquila de prolongar o problema.

3 - Convencer uma das partes – o processo de desvalorização de um dos lados, considerando-o de antemão como mais fraco. Tenta-se que se entregue, que se renda, abdicando de si mesmo. O primeiro passo para criar ressentimento e sensações do pé-atrás.

4 - Comprar uma das partes – um dos lados é comprável. Tem um preço. Pois bem, compenso-te com dinheiro, uma posição, um estatuto, e tu abdicas por completo a tua perspectiva. O segundo passo para criar o hábito de comercializar opiniões e serviços.

5 - Pressionar uma das partes – chegamos à zona da contundência. O registo passa a ser de agressividade controlada, com um odor a retaliação caso não se abandone a opinião. O clima cria peso e desconforto nos indivíduos. O vínculo emocional desce, sobe a perspectiva instrumental do «estou aqui porque preciso, não porque quero».

6 - Tornar invisível uma das partes – a chantagem emocional. Torna-se a pessoa invisível e passamos a ter uma relação tóxica com o indivíduo. Chegámos ao reino da negligência. Como esperar performance de um indivíduo acossado e ignorado?

7 - Enxovalhar e ofender – a parte final, do desespero, está associada a uma atitude abrasiva e agressiva. Quando se atinge uma das partes com ironias, sarcasmos e até enxovalhos públicos directos. A fase da falência das relações. Entramos na balcanização, imperam a culpa e a vitimização. Agora, reveja os passos e saiba que terá grande probabilidade de fazer uma viagem na montanha-russa do conflito se os usar. Considere e aceite as duas partes. Procure encontros e cedências nos dois lados e atente ao contexto, não individualize.

Bom trabalho


humaanos e um processo fundamentall para o su ucesso organ nizacional e para atinggir os objettivos definidos pela emp presa. No entanto, não se trata de um processso unilateral. O recrutam mento é vistto, cada vez mais, como o um processso de atração o, em que a organização o deve ter um m papel proaactivo. Vário os estudos revelam r fato ores como as recompe progressãão na RECRUTAMENTO & SELEÇÃOensas, a pospssibilidade ddea flexibilida de de carreeira, o salário, o equilíbrrio entre a vida pessoal e a vida profissional, horárrio e a existêência de esp paços onde as a a pessoas fazer uma pausa e interagir, como As Pessoas Certas para suapossam Organização fatores motivacio onais e valo orizados pelaa maioria das pessoas e que são potenciadorres da atração. Outro do como o desafio daas organizaç ções, ainda que q aumatraçã ão, é o des da cha ferramentas desafio avaliação doamada clima to é visto, cadamaior vez mais, sas,dea “reteenção” de taalentos, ou processo a permanênc cia de em talent tos. Muitoorganizacional m mais do queeourecompen de avaliação de atração, que a orriscos psicossociais. ferramendeve ter de um manu utenção de talentos t pasganização sa pela cons strução umpapel ambiente e organizacio onal Estas favoráv vel, no tas possibilitam identificar se a orproactivo. qual as (melhores) pessoas te enham vonttade de perm manecer.

Vários estudos revelam comoam as recomPara o desenvolvimento fatores de um mbiente pensas, a possibilidade organ nizacional saaudável, podemos começçar pela de progressão na caranálisse do clima organizacion o nal atual, atrravés de reira, o salário, o equilíferramentas d de avaliabrio çãoentre do clima a vida pessoal e a vida profissional, organ nizacional ou o de avaaliação de riscosa flexibilidade horápsico ossociais. Esstas ferram mentas possde sibilitam Figura https://magma3.com.br/clima-organizacional/ rio e a existência de es- Figu ra 1-1In In https://magma a3.com.br/clima-organ nizacional/ identtificar se a organização o tem uma cultura paços onde as pessoas melhor onde as pessoas queiram espossam star e dar fazerouma pausa e interagir, ganização tem uma cultura onde do Grupo seeu SDtalento e, e posteriorm mente, elab borar e impllementar um mpessoas plano queiram de desenvolvim Patricia Neves, estar emento dar o como fatores motivacionais e valori- as melhor do seu talento e, posteriorzados pela maioria das pessoas e que organ nizacional que q permitaa melhorar os aspeto os consideraados mais relevantes pelos mente, elaborar e implementar um Um doscolab grandes desafios das orga- são potenciadores da atração. boradores. nizações e dos seus gestores passa Outro desafio das organizações, plano de desenvolvimento organique permita melhorar os ainda maior do queo apass atração, é zacional por encontrar pessoa certa para org Assim m,“a conhecer o clima ganizacional será so determin a permanênc cia de ante para aspetos considerados mais relevano desafio da chamada “retenção” o lugar talen certo”. Esta é, certamente, ntos na orgaanização e o desenvolviimento de um u processo o de recrutaamento e se eleção uma frase que já ouviu ou que já leu de talentos, ou a permanência de tes pelos colaboradores. lugar eficaz z e profissio onal será o p passo fundam mental para a encontrar “a pessoa c certa para o em vários artigos sobre recrutamen- talentos. Muito mais do que re- Assim, conhecer o clima organicerto o”! compensas, a manutenção de zacional será o passo determito e seleção. O recrutamento é, sem dúvi- talentos passa pela construção nante para a permanência de da, uma das componentes mais de um ambiente organizacional talentos na organização e o decomplexas da gestão de recursos favorável, no qual as (melho- senvolvimento de um processo humanos e um processo funda- res) pessoas tenham vontade de de recrutamento e seleção eficaz e profissional será o passo fundamental para o sucesso organiza- permanecer. cional e para atingir os objetivos Para o desenvolvimento de um am- mental para encontrar “a pessoa definidos pela empresa. biente organizacional saudável, po- certa para o lugar certo”! No entanto, não se trata de um demos começar pela análise do cliprocesso unilateral. O recrutamen- ma organizacional atual, através de

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Pub.

A PESSOA CERTA PARA O

LUGAR CERTO 14

ESCOLHIDOS A DEDO ENCONTRE HOJE O SEU FUTURO!

SENDO AS PESSOAS O MOTOR DO CRESCIMENTO DAS ORGANIZAÇÕES, DISPOMOS DE FERRAMENTAS PARA ‘ENCONTRAR A PESSOA CERTA PARA O LUGAR CERTO’

REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | JUNHO 2018


É DIFERENCIADOR NAS ORGANIZAÇÕES?

conjunto com os colaboradores. Se assim for feito, vai existir maior envolvimento por parte destes e, como tal, vão estar mais comprometidos com os seus resultados. Por vezes encontramos uma excelente Missão, que é muito clara para o exterior e no interior da empresa poucas pessoas a interiorizam e sentem. Experimente analisar se os colaboradores da sua empresa conhecem e sentem a missão da empresa. Já experimentou? Acredite, pode fazer a diferença!

Sobreiro Duarte, Grupo SD

As organizações de hoje têm grandes desafios: é, pois, a tecnologia que todos os dias tem inovações que nos levam a termos de estar atentos, são os clientes que cada vez mais estão focados em que as suas necessidades sejam satisfeitas de forma objetiva e com rapidez, e são as pessoas que dentro da organização não vêm as suas necessidades pessoais serem identificadas e satisfeitas, provocando a desmotivação. De todos estes fatores, o mais desafiante são os colaboradores, melhor, a forma como os selecionamos, os desenvolvemos e os retemos. É, assim, o Capital Humano da Empresa que pode permitir que os clientes externos e internos estejam satisfeitos, assim como permite que os recursos materiais tenham maior rentabilidade. Assim, o departamento de Capital Humano tem de estar particularmente atento a todos os sinais dos seus colaboradores.

Vamo-nos focar na comunicação interna e na liderança. São, pois, os fatores fundamentais para que possamos ter um clima organizacional EXTRA ORDINÁRIO. À Gestão da Empresa cabe definir a sua Missão, Visão e Valores, que podem também ser definidos em

Por vezes os colaboradores confundem função com missão, e, em minha opinião, são bem diferentes, quem não sabe claramente a sua Missão e a Missão da sua organização não está alinhado com a mesma por forma a ir ao encontro das expetativas que o cliente tem quando procura os nossos produtos ou serviços.

• Porquê P

• Para P quê q

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• Quê Desperttar interessse

Dar infformação

Em que se aplicaa

Exp perimentar

• Como o

A razzão por quee fazemos é fundamen ntal para qu ue as FORA pesso oas se |sinta am2018 envolvidas na REVISTA PENSAR DA CAIXA JUNHO menssagem, caso contrário see é administração que passa sem daar a razão, “o o chefe man nda” e temo os que obedeecer, o que, no n meu enteender, não faaz sentido.


“Onde a nossa empresa quer chegar” tem de estar bem claro a todos quantos nela trabalham, pois só assim podemos todos ir nessa direção. Também aí pode haver uma falha na comunicação. Certifique-se se os seus colaboradores sabem de forma objetiva a Visão da sua empresa. Por vezes, o que nós entendemos e é claro para nós pode não ser para os outros, não é?

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Existem pilares fundamentais que têm de ser conhecidos e praticados por todos os intervenientes. Estou a pensar nos Valores, aqui também é determinante que os Valores sejam colocados em prática pelo Capital Humano da empresa, pois são eles que permitem criar a confiança e fidelização dos seus clientes. Sempre que o cliente utiliza os nossos serviços ou os nossos produtos, tem como expe-

REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | JUNHO 2018

tativa que tudo seja feito em função do anunciado, caso contrário existe insatisfação. A comunicação interna e a sua eficácia é determinante! Gostaria de partilhar convosco o sistema 4 MET; em função das caraterísticas de cada pessoa pode ser útil, para que possamos internamente ser mais fortes e competentes, para nos revelarmos no mercado mais competitivos e diferenciadores. A razão por que fazemos é fundamental para que as pessoas se sintam envolvidas na mensagem, caso contrário se é administração que passa sem dar a razão, “o chefe manda” e temos que obedecer, o que, no meu entender, não faz sentido. Dar informação sobre o assunto é determinante para que o conheci-

mento seja transversal a todos quantos colaboram na organização. Como vamos realizar, experimentar faz muito sentido, só assim conseguimos interiorizar e credibilizar a informação passada, caso contrário poderá existir quem diga: “mas isso não funciona”, e aí haverá boicote à informação. O saber da sua aplicabilidade é importantíssimo, pois permite que o Capital Humano da organização seja embaixador da comunicação e permita que ela fluía. Ao aplicarmos estes 4 itens na comunicação, acreditem que aumentamos a qualidade e a eficácia do que comunicamos, permitindo um clima organizacional ainda mais SPS (Simples, Poderoso e Significativo)!


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DESENVOLVIMENTO

PESSOAL DESENVOLVEMOS A SUA EQUIPA PARA OBTER MAIOR ENVOLVIMENTO E MELHORES RESULTADOS

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FORMAÇÃO

COACHING

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PERFIL

G E S TÃ O D E E M O Ç Õ E S | M E D I A Ç Ã O D E C O N F L I T O S | T R A B A L H O S O B P R E S S Ã O R E L A C I O N A M E N T O C O M O C L I E N T E | T É C N I C A S D E N E G O C I A Ç Ã O | g E S TÃ O C O M E R C I A L C O M U N I C A Ç Ã O E T R A B A L H O E M E Q U I PA | G E S TÃ O D E P R O D U T I V I D A D E E T E M P O LIDERANÇA E ENVOLVIMENTO | IMAGEM INSTITUCIONAL E COMUNICAÇÃO REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | JUNHO 2018


CAPA O Sonho da Mata Encantada Neste momento é um dos rostos do Futebol em Portugal. Como lida com esta exposição mediática? Não me considero de maneira nenhuma “um dos rostos do Futebol em Portugal”, apenas sou o treinador de uma equipa que fez história na prova rainha do futebol Português, mas que tem plena consciência que todo o mediatismo é fruto do momento e que tende a desaparecer com o passar do tempo. A exposição mediática fruto do feito alcançado é gerida com tranquilidade, sem euforias e procurando disfrutar de cada momento. Posso acrescentar que a parte mais gratificante é ser felicitado por crianças e jovens que viveram estes momentos na Taça de Portugal com grande motivação.

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O Futebol, tal como qualquer outra modalidade desportiva, não se resume apenas a “jogar à bola”, tem muito mais para oferecer e descobrir. Como vê o Futebol dentro e fora das 4 linhas?

José Vala, Treinador dos Séniores do Caldas Sport Club

Nascido a 21 de janeiro de 1972, José Eduardo Santos Vala, Professor de Educação Física e Treinador da Equipa Sénior do Caldas Sport Clube concretizou um momento histórico para o Clube e para a Cidade: levou a sua formação às meias-finais da Prova Rainha. A deixar a sua marca no futebol desde 1984 no escalão de iniciados do Clube no qual esta época fez história, apresenta um currículo recheado de 16 anos enquanto jogador sénior e 13 anos como treinador. REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | JUNHO 2018

Mestre na motivação e impulsionador de coragem nas equipas que dirige, o Técnico José Vala partilha connosco experiências e aprendizagens marcantes ao longo da sua carreira.

Identifico-me muito pouco com o futebol fora das 4 linhas, cada vez mais estamos perante um negócio, com tudo de bom e de mau que advêm do mesmo. Continuo a procurar viver o jogo com emoção e centro-me naquilo que o mesmo tem de bom e gratificante. Lembro-me de dizer aos meus jogadores num dos jogos importantes da Taça de Portugal: “ando no Futebol para viver momentos como este”. A liderança, a motivação e a comunicação são 3 caraterísticas atribuídas aos Treinadores. De que forma lida com cada uma delas para o sucesso da Equipa?


Equipa Técnica dos Séniores do SCC constituída por David Silva, Tiago Gonçalves, José Vala, Gonçalo Penas e Sérgio Nogueira (da esquerda para a direita)

Não considero que existam estilos de liderança melhores ou piores que outros, apenas são diferentes. Há treinadores autocráticos com grande sucesso e treinadores com estilos mais democráticos que também o têm. No meu caso revejo-me muito mais no segundo exemplo. No que respeita à motivação, apenas procuro encontrar formas de que a mesma seja intrínseca, que o atleta não precise de estímulos externos para se motivar, que encontre na forma como treina, em si mesmo a motivação para dar o seu melhor. A comunicação tem de ser curta e objetiva. Para transmitir o que se pretende, quem está a ouvir tem de estar focado, tem de ter a sua atenção/concentração com índices elevados e sabemos que isso tem uma duração “limitada”.

to outros treinadores defendem que deve haver um equilíbrio. Qual a sua opinião?

Muitos treinadores acreditam que deve ser mantida uma distância entre treinador e jogadores, no entan-

Primeiro é essencial reunir um conjunto de pessoas com as qualidades identificadas como necessárias.

A distância existirá sempre, mais com uns jogadores menos com outros. É lógico que a figura Treinador implica sempre que o jogador A ou B não aja da mesma forma que o faz perante os colegas de balneário. Mas não vejo que o treinador tenha de “trabalhar” para que essa distância seja uma realidade, bem pelo contrário, penso que deve contribuir para que a mesma seja diminuída. É mais fácil confiar e acreditar em quem está próximo. Fazendo um paralelismo entre a gestão de uma Equipa de Futebol e uma Equipa numa Organização/Empresa, quais os aspetos que considera mais importantes para formar a base de uma boa Equipa?

No caso da equipa técnica, para além das qualidades específicas de cada um, tem de existir empatia entre treinador e os diferentes elementos, para que a mesma possibilite um ambiente de confiança e intimidade que permita a todos agir com honestidade, sem qualquer problema de confrontar as ideias de quem lidera. Em relação aos jogadores, o mais importante passa por conquistar o reconhecimento e confiança dos mesmos e assim levá-los a acreditar no que se propõe. Sem qualidade, empenho, coerência e honestidade na intervenção, penso que é algo muito difícil de conseguir. Que indicadores considera que favorecem a comunicação numa Equipa? E quais podem prejudicar a comunicação? Considero que é a ausência dos indicadores que favorecem e que podem prejudicar a comunicação numa equipa. Um dos principais indicadores é o número de elementos que absorREVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | JUNHO 2018

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José Vala em entrevista para a Sport TV na Mata Encantada

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vem a comunicação, essa medição muitas vezes é fácil de fazer, mas, em algumas situações, necessita de outros instrumentos, é necessário questionar elementos “chave” para perceber se a mensagem chegou da forma que pretendíamos. A motivação do grupo para a comunicação que vai ser feita e a perceção que o mesmo tem da importância do que se está a transmitir. Muitas vezes valoriza-se algo, ou o contrário, comunica-se de acordo com esse sentimento e estamos a falar para um grupo, que na sua maioria, nem sequer pensou que isso fosse um assunto, essa comunicação não resulta de certeza. Depois há a comunicação individualizada, não é possível comunicar para todos da mesma forma, é necessário procurar conhecer um pouco de cada um e procurar interagir da forma mais adequada. Que estratégias de comunicação interna utiliza para que os outros percebam da melhor forma possível a mensagem que pretende passar? “Uma imagem vale mais do que mil REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | JUNHO 2018

palavras”, para mim não se trata de uma frase feita, procuro em todas as palestras sustentar o quero transmitir com imagens. Muitas vezes é entregue individualmente a determinados jogadores um conjunto de imagens, sem sequer lhes dizer mais nada.

José Vala

Sempre foi uma pessoa eloquente, com capacidade em transmitir mensagens?

Neste ponto acho que me conheço muito bem, sei que consigo ser convincente quando sinto o que estou a comunicar. Mas também sei que tenho muita dificuldade em ser “ator”, em transmitir aquilo que não sinto. Sempre fui escolhido como capitão de equipa pelos meus colegas nos diferentes escalões, não por ser uma criança, um jovem ou um adulto que sobressaísse por alguma qualidade visível, talvez fosse mesmo porque tinha sempre algo para transmitir, principalmente nas situações mais difíceis e, geralmente, o que dizia era considerado pelo grupo. Como é comunicar para um grupo de 30 pessoas, ansiosas, expetantes (por exemplo, antes de um grande jogo)? Sentir que quem nos ouve está tão ou mais envolvido que nós no assunto que está na base da comunicação, é uma inspiração, envolve-nos mais e, com toda a certeza, faz com que o discurso flua com muito mais facilidade e eloquência. Uma plateia que reage, nem que seja apenas com o silêncio ou a expressão de quem está a ouvir e sentir o que se transmite, é extremamente


gratificante para quem comunica. E comunicar perante as câmaras? Utiliza alguma(s) técnica(s) para controlar o nervosismo no momento da comunicação? Nas primeiras vezes que tive perante as câmaras, não pensei muito no que poderia acontecer, em como controlar possíveis situações de nervosismo. Importantes foram os feedbacks dados por amigos e família, que me permitiram eliminar alguns tiques gestuais e palavras que repetia vezes demais. Com a repetição de novas situações, cada vez com uma maior presença de jornalistas, apenas procurei ser natural, criar empatia com os interlocutores, como gosto de fazer com quem me relaciono, procurando escutar com atenção e dando importância às questões colocadas. Comunicar como geralmente o faço, fazendo uso de alguma linguagem corporal. Não deixar que a ansiedade controlasse a minha mente, no meio da resposta, pensar se estamos a ir bem ou mal, é um erro que pode ser fatal, o foco tem de estar todo no que estamos a transmitir. Depois de garantida a presença nas meias-finais da Taça de Portugal, como foi gerir a Equipa durante a 1ª e 2ª mãos? Após o jogo com Farense, que garantiu a presença nas meias finais da Taça de Portugal, a grande preocupação passou por focar todo o grupo de trabalho no campeonato, havia um grande objetivo para atingir, a manutenção no Campeonato de Portugal. Os meus jogadores só me ouviram falar do Desportivo das Aves, para lhes dizer que não fazia qualquer sentido uma equipa estar a “escrever” uma história tão inspiradora numa determinada competição e depois, essa mesma equipa, não conseguir a manutenção nos campeonatos nacionais.

A emoção ao rubro

Após o objetivo atingido, aí sim, caminho aberto para que tudo fosse disfrutado na sua plenitude, para que todos usufruíssem do momento ao máximo. Com racionalidade, apesar de toda a ambição, é algo que muitos de nós dificilmente vamos voltar a viver. Que momento recorda como o mais marcante na Prova Rainha? Foram muitos os momentos marcantes e inesquecíveis vividos, mas sem dúvida que tudo o que foi vivido no jogo da segunda mão na “Mata Encantada”, foi algo que superou aquilo que poderia imaginar. A saída do Hotel onde estagiámos, a chegada ao Campo da Mata, o golo que nos levou para o prolongamento e o final do jogo com um estádio cheio a prestar homenagem a um grupo de jogadores, treinadores e dirigentes, lavados em lágrimas por uma frustração sem sentido, nunca mais esquecerei e ainda hoje me comovo só de relembrar. E o futuro, como se apresenta? A minha grande preocupação para o futuro passa pela gestão das expetativas. As expetativas demasiado elevadas que excedem a realidade, podem ter um efeito prejudicial.

Controlar as mesmas no grupo de trabalho é algo que estará dentro das minhas competências e acredito ter capacidade para as gerir, mas controlar as expetativas de todas as pessoas que envolvem um clube e principalmente de toda uma cidade, é algo que sai, com toda a certeza, do meu controle. Apenas temos que ser ambiciosos e procurar aproximarmo-nos das expetativas que põe em nós, dando desta forma o contributo para que aquilo que se passou nesta época que findou, tenha sido apenas o início de algo. Enquanto Treinador com 13 anos de carreira, qual o conselho que deixa aos leitores da Revista Pensar Fora da Caixa sobre comunicação em Equipa? A comunicação deve ser preparada, mas é um erro pensar que a mesma deve ser perfeita e sustentada apenas na nossa memória ou em frases previamente elaboradas. Deixem-se levar pela emoção, sintam o que querem transmitir, mesmo que o discurso contenha algumas gafes, a mensagem vai passar de forma muito mais eficaz.

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FAÇA STOP AOS RISCOS! REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | JUNHO 2018

MAIS SEGURANÇA MENOS RISCO A FORMAÇÃO APLICADA NA PREVENÇÃO DOS RISCOS PROFISSIONAIS PROPORCIONA B E M - E S TA R E S A T I S FA Ç Ã O NO LOCAL DE TRABALHO.


PROTEÇÃO DE DADOS A Aplicação do Novo Regulamento Geral

Jorge Augusto, Jurista

O Regulamento (UE) 2016/679 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 27 de abril de 2016, que conhecemos por RGPD - Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados, apresenta um conjunto de regras relativas à proteção das pessoas singulares no que diz respeito ao tratamento de dados pessoais e à livre circulação desses dados, aplicável desde 25 de maio de 2018. Estão sujeitas à aplicação do RGPD as empresas que tenham o seu estabelecimento no território da União Europeia (UE), independentemente da sua localização, ainda que o tratamento dos dados seja feito fora da UE. Os dados pessoais são toda e qualquer informação relativa a

uma pessoa singular identificada ou identificável, isto é, informações que identifiquem ou possam levar à identificação de uma determinada pessoa. Existem dados pessoais classificados como sensíveis, que merecem uma maior proteção, designadamente, os que revelem a origem racial ou étnica, as opiniões políticas, as convicções religiosas ou filosóficas, filiação sindical, genéticos, biométricos relativos à saúde ou à vida sexual ou orientação sexual de uma pessoa. O tratamento de dados abrange um amplo conjunto de operações efetuadas sobre dados pessoais, por meios manuais ou automatizados, que vai desde a recolha até à sua eliminação. Esse tratamento está assente em princípios basilares, como o da licitude, lealdade, transparência, limitação das finalidades, minimização dos dados, exatidão, limitação da conservação, integridade, confidencialidade e responsabilidade. Em contexto empresarial, o tratamento de dados pessoais é lícito se tiver como fundamento o cumprimento de obrigações legais, for necessário para a execução de um contrato, para diligências pré-contratuais a pedido do titular dos dados, necessário para efei-

tos de interesse legítimo ou o consentimento do titular dos dados. O consentimento terá que ser dado de forma específica, informada, livre e inequívoca, através da qual por declaração ou ato positivo o titular comunica o seu acordo para o tratamento dos seus dados pessoais, para uma ou mais finalidades. O responsável pelo tratamento terá que conseguir demonstrar que o titular dos dados deu o seu consentimento e informá-lo que poderá revogá-lo em qualquer momento, num processo rápido e fácil. A grande mudança de paradigma, e que preocupa as empresas e as organizações, é o facto de agora lhes ser imposto o ónus de demonstrar que o tratamento de dados pessoais, que realiza no âmbito das suas atividades, se encontra em conformidade com o RGPD, e para esse efeito terão que apresentar evidências de compliance, e para isso é necessário implementar medidas técnicas e organizativas, de acordo com o RGPD e a legislação nacional, sob pena de incumprimento e incorrerem em sanções que poderão culminar em coimas elevadíssimas.

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INTELIGÊNCIA EMOCIONAL A Rejeição Social no Local de Trabalho

Paulo Moreira, CEO EQ-Training, Lda.

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O ser humano é um ser social. Temos uma necessidade básica de pertencer a outros grupos e esta necessidade está profundamente enraizada na nossa história evolucionária. Não conseguíamos ter sobrevivido até aos dias de hoje, se não nos tivéssemos mantido em grupos e dependendo dos indivíduos desses grupos. Quando esta necessidade de pertença não é respeitada, tem inúmeras consequências no bem-estar psicológico, emocional e físico. No entanto, é muito comum existir divisão de grupos nos locais de trabalho. Colegas que desenvol-

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vem laços apenas com outros colegas que consideram como “semelhantes” e deixam de interagir com aqueles que não encontram tanto em comum. Esta forma de rejeição social, causa inúmeros prejuízos no nosso funcionamento social e no desempenho coletivo da empresa. Mas a rejeição pessoal não vem só através destas interações mais diretas com os colegas de trabalho. Se um colaborador não for considerado para uma promoção quando achava que merecia, quando não é escolhido para um projeto que se candidatou, quando o seu chefe adia várias vezes uma reunião que pediu ou quando é publicamente criticado por um erro que fez, o seu cérebro sente-se rejeitado. Nathan Dewall, Psicólogo da Universidade de Kentucky tem investigado o impacto da rejeição social e verificou que esta aumenta a raiva, ansiedade, níveis de depressão e tristeza, prejudicando o desempenho e contribuindo para um baixo autocontrolo. DeWall também indica que as pessoas que se sentem rejeitadas diariamente, têm uma pior qualidade

de sono e o seu sistema imunitário também é afetado. E a rejeição social vai ainda mais longe. Einsenberger, uma investigadora da Universidade de Columbia, descobriu que a rejeição social ativa áreas cerebrais semelhantes à dor física. Einsenberger diz que no que toca ao cérebro, um coração partido não é assim tão diferente de um braço partido. Infelizmente, é muito comum vermos casos de exclusão e rejeição social em escolas e nos locais de trabalho. Este é um tema muito importante e que temos que estar atentos, agora que a ciência tem vindo a demonstrar o impacto que tem no estado psicológico e físico da pessoa que se sente rejeitada. Devemos estar atentos no local de trabalho aos relacionamentos que são fomentados e como são fomentados. Todos devem-se sentir incluídos, pois isto causa um impacto sistémico, que vai desde a saúde do colaborador aos resultados da organização.


ALHO

SEGURANÇA NO TRABALHO

SEGURANÇA NO TRABALHO

Promoção da saúde do trabalhador: o trabalho por turnos e os distúrbios nos hábitos alimentares

Promoção da Saúde do Trabalhador: o Trabalho por Turnos e os Distúrbios nos Hábitos Alimentares

Segundo Rosa e Colligan (1997), trabalhomona em do turnos (shiftwork): é entendido crescimento e a ação da tem o seu horário. como todo o trabalho contínuo que ocorre fora do horário de trabalho, prolactina. Ao nívelnormal de domínio É Saudável, variada e equilibrada, psicológico, são exemplo da sinpelo sendo que este é por compreendido laboração que é realizada de segunda a que inclui nos seus planeao trabalhador: o trabalho turnos e os pela distúrbios nos hábitos cronização, a rapidez do cálculo, mentos sexta-feira, das 6 ou 8 horas da manhã indo até as 16 ou 18 horas com o tempo todos os nutrientes de que o a memorização a curto tempo. organismo necessita para funcionar de trabalho diário de 8 horas e a junção trabalho em investigações turnos e noturno Os de dados atuais das corretamente. completam as 24 horas do dia. permitem-nos apontar a existência de quatro sincronizadores externos

A Cronodieta baseia-se em três re-

an (1997), trabalho em (shiftwork): é entendido ou de informação temporais gras básicas: Os fenómenos da turnos sincronização, no que dizfontes respeito, aos agentes fotoperiódicos (alternância no homem (Reinberg, 1994): contínuo que ocorre fora do horário normal de trabalho, dia e noite) têm um papel preponderante na organização temporal da atividade fisiológica do 1. Comer apenas durante o dia, preendido pela laboração que é realizada segunda a Homem. exemplo a secreção dode cortisol, o ritmo da secreção da hormonaporque do crescimento AnaSão Ligeiro 1. A sucessão luz/obscuridade à tarde e sobretudo à Técnica de Segurança nohoras Trabalho horas da indo até as 16 ou o tempo e amanhã ação daSuperior prolactina. Ao18nível decom domínio psicológico, são exemplo da sincronização, a 2. A alternância sono/vigília noite o metabolismo torna-se 8 horas e a junção de trabalho em turnos e noturno 3. O ritmo das refeições mais lento, facilitando a conrapidez do cálculo, a memorização a curto tempo. Os dados atuais das investigações Segundo Rosa e Colligan (1997), 4. O ciclo da atividades sociais versão do alimento em tecido s do dia. permitem-nos apontar a existência de quatro sincronizadores externos ou fontes de trabalho em turnos (shiftwork): é

gordo.

informação temporais homem (Reinberg, 1994): 2. Dividir a ração diária alimentar como no todo trabalho ronização, noentendido que diz respeito, aoso agentes fotoperiódicos (alternância contínuo que ocorre fora do horápor 3 refeições principais: pe25 apel preponderante na de organização temporal 1. sucessão luz/obscuridade rioA normal trabalho, sendo que da atividade fisiológica do queno- almoço, almoço e jantar, a secreção doeste cortisol, o ritmo dapela secreção é compreendido labora-da hormona do crescimento com um lanche a meio da tarde ção que é realizada de segunda a e outro a meio da manhã. alternância sono/vigília a. Ao 2. nível deA domínio psicológico, são exemplo da sincronização, a sexta-feira, das 6 ou 8 horas da 3. Nunca saltar uma refeição, cona memorização a curto tempo. Os dados atuais das investigações manhã indo atérefeições as 16 ou 18 horas centrando-a no seguinte uma 3. O ritmo das ar a existência de quatro sincronizadores externos ou fontes de com o tempo de trabalho diário de vez que ao contrário do que os distúrbios nos hábitos 8 horas e a junção de trabalho em parecer, isso iria favore- almoço, 2. Dividir a ração diária alimentar por 3poderia refeições principais: pequenono homem 4. (Reinberg, O ciclo da atividades sociais 1994):

turnos e noturno completam as 24 /obscuridadehoras do dia.

A Cronodieta, inspira-se nos

cer a acumulação de energia e, almoço, e jantar, com um lanche a meio da tarde e outro a meio da manhã. consequentemente de gordura. princípios da Cronobiologia, que é a ciência que estuda os 3. Nunca saltar uma refeição, concentrando-a no seguinte uma vez que ao

ono/vigília ritmos naturais do organismo. A Cronodieta que a actividade do contrário dodemonstrou que poderia parecer, work): é entendido normal organismo de trabalho,varia segundo as horas do diafavorecer a acumulação de energia e da noite. Este pequeno relógio interno, que feições zada de segunda a consequentemente de gordura. nos programa a partir do interior, desempenha um papel fundamental na nossa saúde. horas o tempo dadescom sociais A Cronodieta, inspira-se nos princíturnos e noturno Segundo a teoria da Cronodieta, elaborada por um Médico Mauro Todisco, pios da Cronobiologia, que é a Italiano ciên-

isso

iria e,

a-se nos princípios da Cronobiologia, que é aciaciência queosestuda os que estuda ritmos naturais do cada alimento tem o seu horário. organismo. A Cronodieta demonsNão que há a a menor dúvida de existirem ritmos de comportamento alimentar e que estes organismo. A Cronodieta demonstrou trou que aactividade actividade do do organismo gentesÉfotoperiódicos (alternância Saudável, variada e equilibrada,influenciam pelo que inclui nos seus planeamentos todos ose consequentemente da a produtividade e a rentabilidade do trabalhador Os fenómenos da sincronização, varia segundo as horas do dia e da Não há a menor dúvida de existiundo as da horas do diafisiológica e da noite. relógio interno, emporal atividade do Este pequeno empresa. É durante a fase deque atividade laboral que a água e os alimentos são ingeridos, e têm no que diz respeito, aos agentes noite. Este funcionar pequeno relógio interno, rem ritmos de comportamento alinutrientes de o organismo necessita para a suaque interrupção durante ascorretamente. fases de repouso. Trata-se de um ritmo circadiano, pois persiste reção da hormona doque crescimento fotoperiódicos (alternância dia e nos programa a partir do ir do interior, desempenha um papel fundamental na nossa saúde. interior, mentar e que estes influenciam a num meio constante e desaparece com a destruição das diferentes estruturas do encéfalo que

têm um papela preponde- desempenha um papel fundamental produtividade e a rentabilidade do são exemplonoite) da sincronização, osMauro ritmos. Existe uma propagaçãotrabalhador a longo prazoe (24 horas) do comportamento rante na temporal dacontrolam na nossa saúde. consequentemente a Cronodieta, por um Médico Italiano Todisco, dados atuais elaborada das organização investigações alimentar. A este ritmodacircadiano junta-sedaum ritmo anual. Em certas A Cronodieta regras básicas: atividade baseia-se fisiológica em do três Homem. Segundo a teoria Cronodieta, empresa. É durante a fasecircunstâncias, de zadores externos ou fontes de do corti-encontramos estes no comportamento alimentar noaser humano seu horário. São exemplo a secreção elaborada porritmos um circadianos Médico Italiaatividade laboral que água e os(Garrett & 1. sol, Comer apenas durantedao hordia,Kirkendall, porque á tarde e sobretudo á noite o metabolismo 1994): 2003; Reinberg, 1994).alimento o ritmo da secreção no Mauro Todisco, cada alimentos são ingeridos, e têm a

e equilibrada, pelo que inclui nos seus planeamentos todos os torna-se mais lento, facilitando a conversão do alimento em tecido Segundo Haus e Smolensky (2006), cerca de 20 %gordo. da população dos países desenvolvidos PENSAR FORA DA CAIXA | JUNHO 2018 organismo necessita para funcionar corretamente. trabalha durante a noite, e é cada vez maior oREVISTA número de cidades com serviços 24 horas como exemplo: indústria, postos de gasolina, supermercados, restaurantes e muitos outros.


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sua interrupção durante as fases de repouso. Trata-se de um ritmo circadiano, pois persiste num meio constante e desaparece com a destruição das diferentes estruturas do encéfalo que controlam os ritmos. Existe uma propagação a longo prazo (24 horas) do comportamento alimentar. A este ritmo circadiano junta-se um ritmo anual. Em certas circunstâncias, encontramos estes ritmos circadianos no comportamento alimentar no ser humano (Garrett & Kirkendall, 2003; Reinberg, 1994).

colesterol e cardiopatias entre outras doenças crónicas degenerativas (Martins, Mello & Tufik, 2001). Além disso, a aptidão física que nas palavras de Nahas (2001), são todos os elementos necessários para uma vida ativa, fica comprometida pela falta ou pela inversão do horário de sono. Segundo Guedes e Guedes (1998), os componentes da aptidão física relacionada à saúde são: flexibilidade, força muscular, resistência cardiorrespiratória, resistência muscular e composição corporal.

Segundo Haus e Smolensky (2006), cerca de 20 % da população dos países desenvolvidos trabalha durante a noite, e é cada vez maior o número de cidades com serviços 24 horas como exemplo: indústria, postos de gasolina, supermercados, restaurantes e muitos outros.

Em suma, atualmente, aumenta cada vez mais o interesse das empresas, principalmente médias e grandes empresas em desenvolver ações

As alterações de turnos de trabalho geram modificações do relógio biológico ou circadiano e de hábitos como a alimentação e o sono ocasionando assim complicações ao bom funcionamento do corpo, dentre elas: mal-estar, fadiga, sonolência, azia, má digestão, irregularidade intestinal, irritabilidade, problemas psíquicos, falta de agilidade mental, aumento do teor de

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de prevenção das doenças crónicas e promoção de estilos de vida saudáveis, motivadas por constatações científicas crescentes, como: - maior número de absenteísmo em funcionários hipertensos, diabéticos, obesos, doentes cardíacos; - menor produtividade/rentabilidade e maior risco de acidentes de trabalho em funcionários portadores das doenças crónicas; - aumento do custo com tratamento médico e gastos com seguros de saúde; - aumento do custo com tratamento de doenças profissionais por parte das entidades estatais – Centro Nacional de Proteção Contra os Riscos Profissionais (CNPRP).


RESPONSABILIDADE SOCIAL E ESTRATÉGIA Fazer Bem o Bem a empresa fazer as escolhas quanto às entidades a apoiar, fazendo-o de uma forma clara, objectiva e profissional, facilitando a difícil tarefa de apresentar justificação das recusas de apoios. Esse guia deverá responder às seguintes perguntas: O quê? Porquê? Quem? Como? Quando? Quanto?

Rita Moura Rodrigues, Socióloga

Vivemos tempos em que as empresas são cada vez mais solicitadas para apoiar projectos e organizações sociais. Na maior parte dos casos, a vontade de ajudar existe, mas a falta de informação sobre as questões sociais e a escassez de recursos levanta dúvidas quanto às iniciativas e entidades a apoiar. É importante ter presente que um dos principais propósitos da empresa é ser financeiramente viável, gerindo bem os seus recursos, pois caso contrário não estará a ser responsável perante os seus colaboradores, fornecedores, accionistas e demais partes interessadas. Há portanto que saber fazer escolhas para “fazer bem o Bem”. Assim como existem orientações estratégicas noutros domínios da vida organizacional, é fundamental definir linhas orientadoras para as decisões a tomar em termos de responsabilidade social. Tendo um guia orientador torna-se mais fácil para

Um primeiro passo será definir uma questão social sobre a qual a empresa quer desenvolver a sua responsabilidade social. A missão da organização (ou na sua ausência, o objecto do seu negócio) servirá de referência para a selecção do tipo de questão social e da entidade ou do projecto a apoiar. O sector social tem cada vez maior visibilidade em Portugal, pelo que não será difícil partir das boas práticas na área social para a escolha da iniciativa a apoiar. A causa escolhida tem de fazer sentido para a realidade da empresa. A responsabilidade social não deverá ser uma “terra de ninguém” dentro da empresa. Muitas organizações poderão não ter dimensão para ter um departamento específico, mas é fundamental que seja clara a definição de quem fica responsabilizado por esta área e pelas iniciativas a realizar, de modo a garantir o seu desenvolvimento, implementação e avaliação. Também nesta área é importante que a empresa apresente resultados, é necessário perceber o impacto que as acções de responsabilidade social têm nas partes interessadas.

“como?”, a resposta será: através da formalização de parcerias com as organizações beneficiárias, de forma a identificar claramente as responsabilidades de cada parte, os objectivos da acção, o público-alvo, a sustentabilidade da actividade apoiada a longo prazo e compreender a temporalidade do impacto social. O retorno do investimento social raramente é mensurável no curto prazo. É importante ao longo de todo o processo ir acompanhando, medindo resultados, afinando decisões, numa lógica de melhoria contínua. É também fundamental que o apoio não seja pontual – as iniciativas pontuais acabam por se revelar de fraco impacto – mas que seja continuado e bem definido em termos temporais. Quanto? Não se trata de aplicar uma lógica meramente economicista à responsabilidade social, mas é importante a definição de limites orçamentais, para que a empresa saiba até onde pode ir o seu apoio e para que a organização beneficiária saiba quais os recursos que lhe serão disponibilizados e os gira bem. Recursos esses que poderão ser de carácter financeiro, logístico, técnico, entre outros. Em todas as dimensões do contexto organizacional, o planeamento estratégico é a “alma do negócio” na responsabilidade social também. É preciso “fazer bem o Bem”.

As empresas não têm que dominar a área social, pelo que à pergunta REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | JUNHO 2018

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CONDUÇÃO ECONÓMICA As Empresas, o Combustível e Outros Componentes todas as potencialidades dos veículos, e ao nível dos equipamentos o que pode ajudar a serem mais eficientes, tanto no consumo, como nos componentes e também na segurança. Esta evolução está em ritmo muito acelerado, pelo que é essencial as empresas proporcionarem condições para os motoristas acompanharem a evolução através da formação, e por outro lado, os motoristas estarem disponíveis também para acompanhá-la. João Costa, Formador Grupo SD

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Atualmente fala-se muito do consumo de combustível, tendo em consideração o preço por litro, é normal que assim seja. Além do combustível é importante também a poupança de componentes do veículo, como pneus, sistemas de travagem, suspensões, entre outros. As empresas em particular fazem muita pressão sobre os condutores para terem uma condução económica, no entanto nem sempre são atingidos os objetivos.

O motorista tem a responsabilidade de conduzir o veículo de forma a economizar combustível e outros componentes, no entanto a empresa também tem as suas obrigações, como efetuar a correta manutenção dos veículos, diminuindo assim os custos operacionais e aumentando a segurança. Além destes fatores deve proporcionar aos motoristas condições de trabalho

Porquê? Existem vários motivos para que os objetivos de redução de custos não sejam atingidos, como por exemplo: - O desconhecimento por parte dos motoristas das técnicas de economia; - A desmotivação dos motoristas; - A organização dos tempos de trabalho; - A manutenção dos veículos, etc. É importante que os motoristas conduzam de forma a economizar os diversos componentes dos veículos, no entanto nota-se que por vezes os motoristas não conhecem REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | JUNHO 2018

Volvo I-see

adequadas a um bom desempenho por partes destes e, desta forma, existir uma maior motivação por parte dos motoristas. A responsabilidade na otimização dos custos de operacionalidade não depende exclusivamente dos motoristas, nem exclusivamente das empresas. É fundamental que os condutores e as empresas estejam unidos em torno deste objetivo. Nota-se que em algumas empresas, na opinião dos gestores, a responsabilidade é toda dos motoristas e os motoristas acham que a responsabilidade é exclusiva dos gestores. É necessário que ambos sintam que todos têm que trabalhar no mesmo sentido, para o bem da sustentabilidade da empresa e na manutenção dos postos de trabalho. “A mente é como um paraquedas... Só funciona se estiver aberta”. Albert Einstein


G RU G RU

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Pub.

SSDD

para parapoupar poupar não nãoprecisa precisa de deandar andarde de bicicleta! bicicleta! 29

CONDUÇÃO CONDUÇÃOECONÓMICA ECONÓMICAEEDEFENSIVA DEFENSIVA MANTENHA MANTENHAAAPRODUTIVIDADE PRODUTIVIDADEEEEFICIÊNCIA, EFICIÊNCIA, BAIXANDO BAIXANDOOS OSCUSTOS CUSTOSEEDESGASTE DESGASTEDOS DOSCOMPONENTES COMPONENTES REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | JUNHO 2018


CRENÇAS E CONSPIRAÇÕES DO UNIVERSO “Onde Colocas a Atenção Flui a Energia” - Reconheço que sim. Aturarem-me devia ser uma grande seca… (antes ainda de eu ter tido tempo para esboçar qualquer resposta, afirmativa certamente, continuou)

António Fidalgo, Coach

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Encontrei, há uns anos atrás, um colega meu do tempo do liceu, que já não via desde que a vida, aos 17 anos, nos fez seguir rumos diferentes. Não o via há algum tempo, é certo, mas sabia muito sobre ele, já que se tinha tornado numa figura pública, com uma carreira profissional fantástica, e um atleta de elite, tendo até conseguido alcançar patamares de reconhecimento internacional nas duas áreas! Aproveitamos a oportunidade para recordar outros tempos, velhos amigos, e até algumas características pessoais de alguns deles, inclusive de nós próprios…à data! “Confesso que fiquei bastante surpreendido com o que conseguiste fazer da tua vida”, disse eu. - Até eu… confessou com um grande sorriso. Lembraste como eu era naquele tempo? “Se me lembro…” respondi com um sorriso ainda maior. “Estavas sempre a queixar-te de tudo e de todos! Em boa verdade eras um chato do caraças…!” REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | JUNHO 2018

...recordo principalmente o que vos dizia sobre mim próprio, o que, confesso hoje, reflectia na sua essência, aquilo em que verdadeiramente acreditava e exactamente o que transmitia a mim mesmo, umas vezes de forma consciente, outras nem tanto é certo. Estava sempre mal-humorado; dizia que as miúdas me achavam feio, que me vestia mal, que nunca iria ser nada na vida…e do que me lembro mais, era de vos dizer, que nunca iria conseguir ser como vocês. Como sofria nas aulas de desporto do prof. Puga, a ver-vos jogar andebol, futebol, voleibol e eu sem jeito nenhum para a coisa! Pensava eu… - Então que se passou para depois teres conseguido ser o que foste, um atleta de elite, e o que ainda és, um médico de créditos firmados e reconhecido em boa parte do mundo? - Vou contar-te o que mudou a minha vida: Estava eu a preparar-me para os exames de admissão à faculdade, quando na biblioteca, ao desfolhar uma revista, li um artigo que dizia mais ou menos isto «tudo o que diz aos outros a seu respeito vai reforçar a sua crença. Por muito mal que esteja na vida, diga que tudo vai bem; por mais que não goste da sua aparência, afirme-se bonito; por mais pobre que se sinta, diga aos outros

que está tudo bem e que outra prosperidade, estará para breve. Tudo o que diz aos outros a seu respeito vai-se reforçando a cada dia que passa» Fiquei a pensar naquilo e…a partir desse dia comecei a ser e a agir de forma diferente. Passei a dizer, às outras pessoas e a mim mesmo, que me sentia feliz por ser como era, feliz por ter o que tinha e por fazer o que fazia. Que era bonito, bem disposto, aos poucos mais próspero e que o melhor ainda estava para vir..” De repente tudo mudou na minha vida e comecei a ver-me rodeado pelas pessoas certas, que me ajudaram muito, até chegar onde cheguei. Tive apenas que entender o Poder das Palavras; que “O Universo” sempre apoiará tudo o que dissermos, escrevermos ou pensarmos a nosso respeito e isso acabará por se manifestar na nossa vida como uma realidade. Enquanto afirmarmos que tudo vai mal, que a nossa aparência é horrível, que não vamos conseguir…a tendência é que as coisas fiquem cada vez pior, pois “O Universo” irá dar-lhes força, materializando na nossa vida, todas as nossas crenças. O contrário também é verdade… “Estás a querer dizer-me que algumas palavras modificaram a tua vida?” Respondeu, cheio de humor: – Não sejas ingénuo António. Claro que não. Primeiro eu tive que acreditar nelas!


ARTE Se a Vida te dá Limões... Não Faças Limonada! Faz algo diferente! Entra em ti próprio. Todos nós vamos construindo um modelo de vida com base no que pensamos, no que queremos para nós próprios. Tudo em função que o que a vida aparentemente nos dá! No que a sociedade nos faz acreditar que é o mais correto. Parece que nem podemos escolher, parece que somos vítimas de um plano maquiavélico que nos domina e nos manipula. Mas não podemos estar mais longe da verdade, na minha opinião. Esse plano maquiavélico, que pensamos existir somos nós que o criamos, momento a momento, com o que pensamos, com as escolhas que fazemos. Estamos tão preocupados na nossa comunicação com o exterior, de corresponder à verdade dos outros, que nos esquecemos da pessoa com quem devemos comunicar a sério: nós mesmos.

Porque uma boa comunicação melhora o processo de crescimento, de mudança. Porque tudo tem de evoluir. Faz parte da natureza. Dessa forma, estabeleci uma comunicação interior que mostrou uma nova forma de o fazer com o exterior. Que me permite partilhar a ideia que a nossa evolução nos pode levar a patamares nunca antes sonhados... a emoções nunca antes sentidas. Comigo foi a arte. E com ela ofereço, em cada peça que construo, uma oportunidade de criar uma emoção. Naquele que a recebe, a oferece, a identifica. Espero que sinta a alegria e a felicidade que experimento a realizá-la.

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Bem hajam. Ana Correia www.pincelarte.pt

Nessa altura não precisaríamos dos avisos que o Universo nos dá e que nos força a mudar de rumo a fim de podermos estabelecer essa comunicação. Eu fui “vítima” desse processo. Mas sabem mais? Reconheci, assumi a responsabilidade da minha vida e estou num novo patamar. @PincelarteAC REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | JUNHO 2018


Basta ler o jornal ou assistir ao noticiário na televisão para chegarmos à conclusão que de facto o nosso dia a dia está virado do avesso. ...Será que ainda nos conseguimos salvar? …Será que caminhamos numa dialética de Hegel invertida, rumo à nossa extinção?

da Terra, que é tão longe, conseguirmos viajar ao mais íntimo de nós mesmos, que é já ali. Uma lenda Hindu conta que em tempos, o ser humano tinha as mesmas capacidades dos deuses. Depois de uma zanga, os deuses retiraram ao Homem os poderes que o tornavam num ser divino e esconderam-nos num sítio onde ele nunca os encontrasse. Desesperado o Homem tudo fez para recuperar essas capacidades superiores. Subiu à mais alta das montanhas, mergulhou no mais profundo dos oceanos, percorreu enormes distâncias em toda a Terra e nada encontrou. Apercebendo-se de tudo isto, um deus menor perguntou ao Deus de todos os deuses: -Mas afinal onde escondeste os poderes daqueles que dantes eram como nós?

REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | JUNHO 2018

Depois de termos descoberto o planeta em que vivemos em toda a sua latitude e longitude, depois de termos explorado, cada metro, cada centímetro quadrado da Terra, depois de termos ido à Lua e de nos estarmos a aventurar já para os confins do universo, urge explorarmos o que realmente nos falta: nós próprios. O mundo está mesmo virado do avesso e só conseguiremos inverter esta caminhada suicida quando mais do que irmos ao centro

O Deus maior respondeu: -Escondi a força suprema no lugar onde o Homem nunca irá procurar: no mais íntimo de si. É na minha opinião, este o nosso verdadeiro problema e a razão do nosso mundo estar virado ao contrário. Tal como na velha lenda, inventámos os meios mais sofisticados para percorrer distâncias enormes, mas não conseguimos simplesmente viajar dentro de nós e encontrarmo-nos. No dia em que conseguirmos, o mundo deixará de estar virado ao contrário. Um destes dias gostava de escrever um artigo de “pernas para o ar” e até podia ser numa revista chamada Pensar Fora da Caixa, seria um humilde mas sentido contributo para virarmos o mundo do lado bom.

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Não será necessário dissertar muito para chegarmos à conclusão que quer seja politicamente, socialmente, a todos os níveis, o mundo anda virado ao contrário. João Carlos Costa, ADN Comunicação Global

O MUNDO ANDA VIRADO AO CONTRÁRIO


CONTABILIDADE Entidades Contratantes – Trabalhadores Independentes

Patricia Abreu, Técnica Oficial de Contas, RF Consultores

Visando combater a precariedade nas relações laborais e, tendo como perspetiva a promoção do desenvolvimento social, o DL nº 2/2018 de 9 de janeiro vem alterar as regras do Regime Contributivo de Segurança Social. Esta legislação prevê diversas alterações, umas com entrada em vigor a 1 de janeiro de 2018 e outras apenas em janeiro de 2019. Uma das grandes alterações verificadas foi a referente às Entidades Contratantes, com aplicação a partir de janeiro de 2018. É importante esclarecer o que é uma Entidade Contratante (EC): pessoa coletiva ou singular com atividade empresarial, que no mesmo ano civil beneficie de mais de 50% do valor total da atividade de um ou mais Trabalhadores Independentes. A situação é apurada com base nos valores dos serviços prestados e declarados pelos Trabalhadores Independentes (TI) na declaração de IRS com o preenchimento do respetivo anexo da Segurança Social (anexo SS). Com base no valor declarado da atividade exercida a Segurança Social apura quem é a EC. Devemos ter em consideração que se en-

tende como prestada à mesma EC os serviços prestados a empresas do mesmo agrupamento empresarial. A qualidade de EC é apurada só para os TI que se encontrem sujeitos à obrigação de contribuir e tenham um rendimento anual obtido com prestação de serviços igual ou superior a 2 572.20€ (a seis vezes o valor do IAS - 428.70€) para 2018. Temos por isso, situações em que os TI estão excluídos de contribuir e consequentemente não têm de declarar valor de atividade, não existindo por isso para estes casos o enquadramento como EC. Esta situação verifica-se para o caso dos trabalhadores excluídos do regime ou isentos da obrigação de contribuir, os TI que não tenham obrigação de pagar contribuições por não ter ainda decorrido pelo menos 12 meses desde o início de atividade, os cônjuges de TI e ainda os advogados ou solicitadores. Sendo considerada EC, existe a obrigação do pagamento da contribuição. A obrigação contributiva constitui-se no momento em que a Segurança Social apura oficiosamente o valor dos serviços que lhe foram prestados. No momento da notificação, a EC deve aceder à Segurança Social Direta, para consultar o detalhe da obrigação contributiva, irá poder recolher a informação dos TI que declararam ter-lhes prestado serviços em valor superior a 50% da sua atividade. Se a Entidade concordar deve emitir o documento para pagamento e efetuar o pagamento, caso a EC não concordar pode

reclamar no mesmo prazo que tem para efetuar o pagamento (até dia 20 de mês seguinte ao recebimento da notificação). A reclamação deverá ser feita preferencialmente na Segurança Social Direta, pois apresenta-se como o meio mais célere e eficaz, podendo, no entanto, se assim pretender entregar a reclamação junto dos serviços. O valor a pagar será a resultante da aplicação das taxas, ao valor total dos serviços, que lhe foram prestados no ano civil. Se a dependência económica é superior a 80%, a taxa a aplicar será de 10%. Se a dependência económica for superior a 50% e igual ou inferior a 80%, a taxa que se aplica será 7%. Anteriormente era apenas 5% para as situações de dependência económica superior a 80%. O prazo para pagamento das contribuições das EC de TI é até ao dia 20 do mês seguinte ao da data da emissão da notificação. O atraso no pagamento implica pagamento de juros de mora e está sujeito a Contraordenação, bem como a participação da dívida para efeitos de cobrança coerciva.

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DECIFRAR PESSOAS Não Basta Ser, É Preciso Parecer! Confirme a Imagem de Líder em 3 Passos A linguagem corporal é o espaço que ocupa, aparência, postura, gestos, expressões faciais, o olhar olhos nos olhos e como cumprimenta as pessoas com quem interage. As últimas pesquisas provam que a linguagem corporal é fundamental para a eficácia da liderança e com ela podemos otimizar a capacidade de negociar, gerar confiança, credibilidade, carisma e promover colaboração.

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Alexandre Monteiro, Especialista em Decifrar Pessoas

A linguagem corporal é demasiado importante para a deixar ao acaso. A imagem que os outros têm de si é na maior parte das vezes avaliada pela forma como anda, como fala com o corpo ou expressões faciais recorrentes. Boas notícias! Se quer melhorar a imagem de confiança, credibilidade e liderança, pode começar simplesmente por melhorar e otimizar a linguagem Corporal. Quando a linguagem corporal de um Líder não coincide com as palavras, maior parte da mensagem está perdida. Não basta dizer “Eu sou Líder!”, é preciso confirmá-lo através da Linguagem corporal. REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | JUNHO 2018

No mundo dos negócios, as primeiras impressões são demasiado importantes para deixar ao acaso. É a primeira impressão que vai influenciar todo o processo de liderança, uma vez que alguém o rotula como “Amigável” ou “Ameaça”, “Poderoso” ou “Submisso”, tudo o que faça vai ser visto através destes filtros. Se a pessoa não confia, irá procurar melhor. Se ela não gosta de si, ou desconfia de si, vai suspeitar e procurar motivos, mesmo que disparatados, para ir de encontro à avaliação inicial. Os 3 passos que vou partilhar vão ajudá-lo a confirmar a imagem de Líder e ainda ajudá-lo a tornar-se um comunicador mais eficaz. 1.º CONTATO OCULAR Tal como as palavras os nossos

olhos transmitem muitas mensagens. A forma como faz o contato ocular pode ajudá-lo ou prejudicá-lo. Se tem dificuldade no contato ocular vai enviar os sinais errados e ser visto como ansioso, inseguro ou até como mentiroso, devido ao mito “Quem não olha olhos nos olhos, está a mentir!”. Também não é pela quantidade de tempo ou intensidade que o faz que vai transmitir mais liderança, ao fazê-lo está a demonstrar insegurança. Para um bom contato ocultar deve olhar olhos nos olhos na proporção de 7 para 1, olhar durante 7 segundos e desviar 1 segundo. Tal como os músculos, o contato ocular também pode e deve ser treinado, através de técnicas específicas. 2.º APERTO DE MÃO 90% das interações entre duas pessoas começam com um aperto de mão. Saber fazer um bom aperto de mão e saber “ler” um aperto de mão dá-lhe uma vantagem competitiva, pode transmitir mais confiança, ligação, credibilidade e ainda pode ler quais as boas ou más intenções da outra pessoa em relação a si. Um bom aperto de mão deve ser


3.º POSTURA

firme, colocar a mão na vertical e exercer a mesma força que a outra pessoa. Saber como fazer um aperto de mão corretamente é uma habilidade que requer o conhecimento de técnicas que o ajudam a parecer mais Líder, seguro, credível, carismático e também como contrariar o domínio subconsciente exercido por outras pessoas. O toque é a forma não-verbal mais primitiva e mais poderosa. No local de trabalho, a credibilidade e ligação são estabelecidos inconscientemente através da tradição do aperto de mão, e este contato é responsável por uma impressão duradoura e positiva. Um estudo sobre apertos de mão, mostrou que as pessoas são duas vezes mais propensas a lembrarem de si e a reagir de uma forma mais amigável, se lhes apertar a mão. Além do aperto de mão, pode criar um impacto mais duradouro

Fórmula do aperto de mão: Contato visual 100% + Firme + Diga “nome”

+ Ligeiro toque no antebraço

Um líder “não tem medo” e deve saber demonstrá-lo através da postura. Um líder não tem medo de que as pessoas venham falar com ele e por este motivo tem de adotar posturas abertas e acolhedoras. Braços abertos com as mãos visíveis, os pés à distância de ombro um do outro, gestos com as mãos amplos, ombros para trás e costas direitas. Braços cruzados, pernas cruzadas, mãos à frente dos genitais, mãos nos bolsos, olhar para baixo são vistos como gestos de submissão, medo ou insegurança.

A linguagem corporal é uma parte fundamental na sua imagem de Liderança, mas esquecemo-nos demasiadas vezes da sua importância e não lhe damos a devida importância.

Alexandre Monteiro, mestre em Decifrar Pessoas©, palestrante internacional, autor, comentador de televisão e coach, com um propósito especial de preparar líderes, executivos, políticos, pais, equipas comerciais e figuras públicas para ler, interpretar e influenciar pessoas, optimizar comportamentos, estratégias e garantir melhores resultados tanto na vida pessoal e profissional. Durante a última década aprendeu como Decifrar Pessoas com os maiores especialistas do mundo, desde especialistas em linguagem corporal, inteligência não verbal, ex agentes FBI e CIA, espiões, terapeutas, psicólogos, neurocientistas e investigadores do comportamento humano com o objetivo de ganhar o poder de decifrar, influenciar e encantar pessoas para conhecer quais as suas motivações, medos, intenções e os seus segredos mais profundos de forma simples, através da leitura de pistas, padrões, sinais verbais e não verbais sempre com base em milhares de estudos e investigações científicas.

e positivo, se adicionar uma única palavra, o nome da pessoa “ Muito gosto” Nome da pessoa”, e um breve toque de 1/4 de segundo no antebraço da pessoa, é o suficiente para criar um vínculo mais forte. REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | JUNHO 2018

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COMUNICAÇÃO E INTENÇÃO

inadiável, os seus carros avariam misteriosamente, são convocados para uma reunião na escola dos filhos ou adormecem. Este medo que é gerado quando têm que falar em público não é apenas mais uma das muitas “maleitas” da sociedade moderna. É nada mais, nada menos o modelo de comunicação que está a ser passado às gerações mais novas. Miguel Fonseca Hipnoterapeuta e Professor de Teatro

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Carlos, nos seus 50 e poucos anos, estava em pânico! Qualquer pessoa percebia que Carlos estava assustado e que aquele era o último sítio em que queria estar. Maldita a hora em que decidiu ir para ali! Mas afinal onde estava? Numa esquadra de polícia? Num tribunal? Por improvável que pareça, Carlos encontrava-se numa formação de Comunicação Eficaz. Aquela ansiedade toda de Carlos, com idade suficiente para já ter enfrentado verdadeiras adversidades ao longo da vida, devia-se a um simples exercício de apresentação. Parece absurdo este comportamento, no entanto, para muita gente, falar perante um grupo de 12 pessoas pode ser um momento verdadeiramente petrificante. De tal forma que muitos formandos comparecem entusiasmados a módulos como Trabalho em Equipa, Gestão de Conflitos, Liderança, mas quando chega o dia do módulo de Comunicação adoecem, têm um exame médico REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | JUNHO 2018

Sou professor de teatro há 15 anos em várias escolas de primeiro ciclo e assisto, ano após ano, ao que considero ser um cenário profundamente triste: Crianças com uma brutal capacidade para se focarem num telemóvel/ tablet, mas que quando lhes dou um fantoche para conversar com o colega do lado, começam imediatamente a bater com os bonecos uns nos outros! Se insisto no verbo “conversar” voltam, na sua maioria, a ficar intrigados, como se estivesse a falar noutra língua. Proibir as crianças de utilizar telemóveis/tablets? Como em tudo na vida, o problema não está nas coisas, mas antes na forma como são utilizadas. O facto é que sintomas como a inibição, a incapacidade de comunicar, a agressividade, o medo de falar perante um conjunto de pessoas são apenas a ponta do iceberg. Para além dos tais formandos que não encontram a coragem suficiente para comparecer ao módulo de Comunicação, a maioria dos que ficam assume quase sempre as mesmas dificuldades:

“Não sei o que fazer às mãos.” “Tenho medo de me atrapalhar, de me engasgar, de me falharem as palavras.” “Às vezes preparo-me e depois chego lá e dá-me uma branca.” “Queria perder um bocado esta vergonha, falar mais alto, mas atrapalho-me.” Como em muitas outras áreas, as pessoas preferem aprender truques, técnicas, fórmulas que resolvam rápida e facilmente os seus problemas, do que estudar, compreender e aplicar os princípios da Comunicação. Podia ensinar dezenas de truques para comunicar de forma mais eficaz, como segurar uma caneta para ocupar as mãos de quem as não sabe usar, não olhar para os olhos das pessoas com quem estamos a falar, etc, etc, mas não o faço sem que antes esteja compreendido um princípio que considero basilar na Comunicação: Intenção. Da boca de Ávila Costa, mestre da Interpretação com quem tive o privilégio de trabalhar durante 5 anos, ouvi várias vezes esta pergunta ser colocada a grandes atores: “Qual a tua intenção para dizeres isso?” Se o ator demorava mais do 5 segundos a responder ele dizia: “Não tens uma intenção clara no que queres atingir com essas palavras, mais vale calares-te. Não tens o direito de poluir os ouvidos dos espetadores com


palavras coladas a cuspo, sem profundidade, sem espessura, nada! Repete, mas antes diz-me qual a tua intenção?” Não havia dia que o ato de abrir a boca para comunicar não fosse desafiado, posto à prova, questionado na busca das intenções. São níveis de treino da Comunicação absurdos, levados ao limite, a profundidades que só grandes mestres ousam mergulhar. Não há nenhum pó que se dilua na água e torne alguém melhor comunicador. Essa competência treina-se! Infelizmente, perante o apelo à perseverança e à necessidade de treino, apercebo-me que para muitos formandos melhorar a comunicação não é prioritário.

cadores têm bem claro na mente deles a quem se dirigem. Levam muito a sério a ideia de comunicação como provocação, desafio, influência. É para estes níveis que a Comunicação deve ser atirada, ensinada, treinada desde cedo. Só então poderemos esperar melhores relações interpessoais, melhores resultados nas empresas, nas famílias, nas sociedades e entre as nações…

Pudera! Crianças chegam ao secundário sem saber ler. Sabem juntar letras, palavras, mas estão a anos-luz do que é apoderar-se de uma mensagem, torná-la comum, tocar os outros com as suas palavras, influenciar. Como querem chegar a adultos e conseguir fazê-lo se ninguém os ensinou ou treinou? Qual a importância que está ser dada à aprendizagem e treino sério da Comunicação nas escolas, nas universidades e nas empresas. Ninguém será melhor comunicador com formações de um dia. Não se criam hábitos, comportamentos, atitudes, não se consolidam técnicas. Nos dias de hoje qualquer pessoa que faça nascer a sua mensagem de uma intenção forte, congruente, clara e objetiva destacar-se-á do joio. Nesses, todas as técnicas encaixam como uma luva. Eles e a mensagem tornam-se num só. Cada expressão, cada gesto que nasce de uma verdadeira intenção torna a mensagem distinta, contagiante e autêntica. Estes comuni-

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Miguel Fonseca é também Treinador de Taekwondo

REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | JUNHO 2018


ENCONTROS NACIONAIS SD O Que Esperar da 9ª Edição! No século XXI torna-se cada vez mais importante para o sucesso a partilha de ideias e propostas, nas mais diversas áreas, que permitem a cada um a sua evolução a nível pessoal e empresarial. ‘Se você tem uma laranja e troca com outra pessoa que também tem uma laranja, cada um fica com uma laranja. Mas se você tem uma ideia e troca com outra pessoa que também tem uma ideia, cada um fica com duas.’ Confúcio

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Nesse sentido, e tendo em conta a responsabilidade social de todos nós, o Grupo SD realiza todos os anos em Outubro, desde 2010, o Encontro Nacional SD. Nesse dia convidamos profissionais de várias áreas e empresários de diferentes setores de atividade para partilharem as suas experiências e as propostas perante uma audiência composta por parceiros de negócio, clientes, empresários e profissionais. Sendo a empresa das Caldas da Rainha, uma terra de grandes artistas, queremos aliar as artes ao desenvolvimento pessoal criando um dia diferente, de boa energia e proporcionando a troca de experiências entre cada um dos participantes. Em 20 de Outubro de 2017, estiveram presentes cerca de 190 pessoas no Auditório da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, onde o destaque foi a gestão de equipas, sendo o tema do evento REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | JUNHO 2018

‘Envolver & Desenvolver’. Contamos com a participação de vários convidados ilustres, como Paulo Moreira, Samuel Soares e Jorge Dias, completada com um painel representando diferentes áreas de negócio, Eunice Duarte (Departamento de RH dos Transportes Paulo Duarte), José Fernando (Responsável pela Boa Viagem) e Marco Martins (2º Comandante dos Bombeiros Voluntários de Óbidos). ‘Se falares a um homem numa linguagem que ele compreenda, a tua mensagem entra na sua cabeça. Se lhe falares na sua própria linguagem, a tua mensagem entra-lhe diretamente no coração.’ Nelson Mandela ComunicaSão – Comunicação Saudável Sendo a comunicação um dos pilares mais importantes das organizações, este irá ser o tema da 9ª

edição do Encontro Nacional SD, que se irá realizar no dia 18 de Outubro no Auditório da Expoeste. O envolvimento de todos os colaboradores, a paixão e o entusiasmo que cada um coloca no seu trabalho, é o primeiro passo para atingir os objetivos propostos. Para poder potenciar o ambiente propício a este espírito de grupo, é fundamental a criação de uma Comunicação Saudável, fundamentalmente com a equipa, mas também com o exterior. Acompanhem as novidades do evento nos próximos dias no nosso site e nas redes sociais. Contamos com a vossa presença!


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formação de operação de equipamentos em segurança PROTEGA OS SEUS COLABORADORES COM FORMAÇÃO ADEQUADA AOS EQUIPAMENTOS QUE OPERAM REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | JUNHO 2018


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COMUNICA ÃO IX ENCONTRO NACIONAL SD

CALDAS DA RAINHA

18 OUT 2018

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ALEXANDRE

JOSÉ

MIGUEL

MONTEIRO

VALA

FONSECA

E S P E C I A L I S TA E M DECIFRAR PESSOAS

TREINADOR DO CALDAS SPORT CLUBE

H I P N O T E R A P E U TA P R O F E S S O R D E T E AT R O

RESERVE NA SUA AGENDA! EM BREVE MAIS NOVIDADES SIGA-NOS NAS REDES SOCIAIS REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | JUNHO 2018

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Pensar Fora da Caixa - Número 9  

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