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SEMESTRAL NÚMERO 6 | DEZEMBRO 2016| € 2.50


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EDITORIAL

Sobreiro Duarte, CEO Grupo SD

Estamos a chegar ao final do ano de 2016. Fazer o balanço deste ano faz todo o sentido, por forma a avaliar tudo o que de bom aconteceu, assim como colher as aprendizagens do que correu menos bem. “São as pessoas que fazem a diferença nas organizações”. Começa a ser um “chavão” comum, no entanto será que os gestores assim o valorizam e reconhecem? O VII Encontro Nacional SD teve como tema “Motivação e Liderança”, tendo sido um dia de reflexão para as mais de duas centenas de participantes, com intervenções de grande qualidade. Nesta edição da “Pensar Fora da Caixa”, vamos trazer o resumo de todas as intervenções para que os nossos leitores tenham uma perspetiva de tudo o que aconteceu no dia 15 de outubro, nas Caldas da Rainha. Continuamos a ter os artigos da “Opinião Profissional” com que já habituámos os nossos leitores. Caldas da Rainha, cidade da zona oeste do país onde estamos sediados tem vindo a ter cada vez mais atividades assim como tem melhorado as infraestruturas existentes para benefício de todos quantos têm oportunidade de as utilizar. Assim, vamos trazer espaços e momentos que as organizações podem encontrar em parceria com o Grupos SD nas Caldas da Rainha para envolver os seus colaboradores, com os nossos programas de trabalho de equipa para o ano de 2017. Quero agradecer a todos quantos colaboram com a “Pensar Fora da Caixa”, o sucesso desta revista é reflexo do trabalho de todos, a forma envolvida e apaixonada como apresentam os seu trabalhos é fundamental para a marca que vamos deixando em todos quantos leem esta revista. Aproveito esta oportunidade para desejar a todos os nossos colaboradores, assim como aos nossos parceiros e leitores um Santo e Feliz Natal, e um ANO de 2017 de grande Sucesso e Oportunidades, acredito que as oportunidades em 2017 vão acontecer, é determinante que as consigamos aproveitar, transformando-as em Sucesso.

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SUMÁRIO

Continuamos a querer partilhar ideias e a procurar surpreender e inovar. Nesta sexta Edição a Revista Pensar Fora da Caixa dedica a área INTERDISCIPLINAR aos temas centrais doVII Encontro Nacional do Grupo SD: a Motivação e a Liderança, realiza a consulta periódica no CONSULTÓRIO, procura os melhores pontos de vista na OPINIÃO PROFISSIONAL, e apresenta temáticas inovadoras no RADAR.

Editorial Ficha técnica

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RADAR: Recrutamento e Seleção 5 Consultório 6 Traga a sua Equipa às Caldas da Rainha 7 CAPA: Para quem nunca me abandonou Chegar ao topo

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INTERDISCIPLINAR: Violino 14 Poesia 15 Os 7 C’s que envolvem as pessoas 16 Jantar de Natal GrupoSD 18 Motivação e Riscos Psicossociais 20 Motivação para a ligação da Indústria com a Academia 21 Motivação no associativismo 22 Envolver pessoas com paixão 23 Esculpir líderes conscientes 25 De Liderado a Líder 26 Desafios da Liderança: O Crescimento 27 Liderar pelo exemplo 28 SER faz a diferença 29 Câmara Municipal Bombarral 30 OPINIÃO PROFISSIONAL: Riscos Psicossociais Responsabilidade Social Seguros Contabilidade

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FICHA TÉCNICA Diretor: Sobreiro Duarte Subdiretora: Patrícia Neves Editor: Sobreiro Duarte, Lda. Coordenadora: Telma Eusébio Propriedade da Edição: Sobreiro Duarte NIF: 130 277 312 Sede da redação/edição: Rua Dr. Asdrúbal Calisto, Nº7 2500-133 Caldas da Rainha geral@gruposd.pt Paginação, impressão e Acabamento: FIG - Indústrias Gráficas, S.A. Rua Adriano Lucas, 3020-265 Coimbra Tiragem: 3500 exemplares Semestral Depósito legal n.º: 385617/14 ERC: 126607 ISSN: 2183‑4202 Colaboradores: Ana Júlio António Fidalgo Beatriz Morais Carlos Oliveira Catarina Fonseca Catarina Gaspar Hugo Feliciano Isabel Ferreira José Vieira Mara Marques Marco Colaço Marco Sousa Nuno Martinho Orlanda Costa Patrícia Abreu Patrícia Neves Pedro Duarte Rebeca Rita Moura Rodrigues Sobreiro Duarte Telma Eusébio Vítor Marques Pub.

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RECRUTAMENTO E SELEÇÃO Recrutamento na Administração Pública

Patrícia Neves, Psicóloga

Os procedimentos concursais baseiam-se na plena consagração dos princípios constitucionais e legais da liberdade de candidatura, da igualdade de condições e da igualdade de oportunidade para todos os candidatos, assim como da imparcialidade e isenção da composição do júri. Estes podem ser comuns ou para constituição de reservas de recrutamento, consoante sejam para ocupação imediata de um posto de trabalho ou para a satisfação de necessidades futuras de pessoal. Os métodos de seleção obriga-

tórios a utilizar nestes procedimentos são os seguintes: • Prova de conhecimentos • Avaliação psicológica Quando o candidato já possui relação de emprego pública, os métodos a utilizar são: • Avaliação curricular • Entrevista de avaliação de competências A ponderação, para a valoração final, das provas de conhecimentos ou da avaliação curricular não pode ser inferior a 30% e a da avaliação psicológica ou entrevista de avaliação de competências não pode ser inferior a 25%. Além dos métodos obrigatórios, a entidade responsável pela realização do procedimento pode determinar a utilização de métodos de seleção complementares de entre os seguintes: • Entrevista profissional de seleção • Avaliação de competências por portfolio

• Provas físicas • Exame médico • Curso de formação específica A ponderação, para a valoração final, de cada método de seleção complementar não pode ser superior a 30%. Avaliação Psicológica A avaliação psicológica visa avaliar, através de técnicas de natureza psicológica, aptidões, características de personalidade e competências comportamentais dos candidatos e estabelecer um prognóstico de adaptação às exigências do posto de trabalho a ocupar, tendo como referência o perfil de competências previamente definido. A Psicoeste, como entidade privada especializada na avaliação psicológica, já desenvolveu mais de 200 processos de avaliação psicológica e de entrevistas de avaliação de competências para procedimentos concursais, desde 2015.

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CONSULTÓRIO DPOC – Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica

Mara Marques, Médica

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A DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica), sigla desconhecida por muitos, revela uma doença que diminui significativamente a qualidade de vida, pelo que importa saber mais sobre ela, nomeadamente as principais causas podendo assim evitá-la ou na presença de fatores de risco ou sintomas, saber como suspeitar dela para que se possa recorrer ao seu médico atempadamente. A DPOC é uma das mais importantes causas respiratórias crónicas de mortalidade e de diminuição da qualidade de vida em Portugal. Em Portugal afeta14.2% dos indivíduos adultos com mais de 40 anos de idade está na origem, anualmente, de quase 8.000 internamentos, de uma mortalidade aproximada de 3000 doentes e de uma importante despesa de saúde, em custos diretos e indiretos. É uma doença crónica que se instala de forma relativamente silenciosa. O grau de suspeição para o diagnóstico desta aumenta quando há presença de tosse mais frequente, com produção de expetoração, maior cansaço e falta de ar, sobretudo nos doentes com história de contacto com REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | DEZEMBRO 2016

agentes poluentes, principalmente o fumo de tabaco. Para a sua identificação, é essencial a realização de um exame, um teste da função respiratória, a espirometria. A espirometria é um teste simples, de fácil realização, de interpretação imediata, constituindo também a forma mais objetiva de deteção precoce desta patologia, por vezes ainda sem uma sintomatologia muito evidente e eventualmente ainda em fase passível de resposta ao tratamento. Sendo a DPOC uma doença progressiva que evolui para insuficiência respiratória com importante limitação funcional e diminuição da qualidade de vida, só um diagnóstico numa fase precoce e a implementação das respetivas medidas terapêuticas, poderá evitar esta nefasta evolução. Evitar o tabaco O tabaco é a principal causa da DPOC. Não existe uma relação linear entre o número de anos de exposição ao tabaco e a DPOC. A exposição continuada, durante 30-40 anos, pode resultar numaelevada probabilidade da existência de obstrução aérea e presença de sintomas. Entre 20 a 35% dos fumadores não desenvolvem sintomas de DPOC, mas mesmo não apresentando sintomas, se forem avaliados, apresentam alterações da função respiratória. Por esta razão está recomendado pela DGS (Direção Geral da Saúde) a rea-

lização de uma espirometria em indivíduos com mais de 40 anos, mesmo que assintomáticos, desde que tenham história de tabagismo, com o objetivo de se efetuar um diagnóstico precoce. A cessação tabágica é então a intervenção com maior capacidade de alterar a história natural desta doença. Evitar o tabaco e utilizar proteção respiratória, como uma máscara de proteção se existir exposição a poeiras de origem profissional ou não, são as melhores formas de prevenir a DPOC.


Lago e Pavilhões do Parque D. Carlos I

Traga a sua Equipa às Caldas da Rainha Caldas da Rainha, cidade termal e de faianças, no coração do Oeste, convida a uma (ou várias) visitas pelos vários pontos turísticos de enorme beleza. A Foz do Arelho encanta pela paisagem e faz as delícias dos veraneantes. A Praça da Fruta, dona de uma magia especial, atrai pelas cores vibrantes das

Escultura de girafa no Parque D. Carlos I

frutas e legumes frescos da região. O Chafariz das 5 Bicas transborda histórias seculares. A Mata Rainha D. Leonor refresca o corpo e a alma de quem a visita. A Igreja de Nossa Senhora do Pópulo, que data do Séc. XVI, e o Hospital Termal são partes integrantes da fun-

dação da cidade e pontos de visita obrigatória. A Rota Bordaliana é uma homenagem ao artista Rafael Bordalo Pinheiro, constituída por 20 réplicas de obras do ceramista, espalhadas pela cidade, que formam um percurso cultural. E o Parque D. Carlos I, com mais de um século de existência, é o

Corredor Verde

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Telhado de Vidro

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pulmão da cidade. Atividades desportivas, culturais, ou um simples passeio atraem milhares de turistas ao Parque. Em 2016 após ser alvo de requalificação dos espaços, voltou a receber a Feira dos Frutos e a ser um dos pontos de encontro dos caldenses. O “Jardim Romântico”, como também é chamado, dispõe de inúmeros espaços propícios à realização de atividades de grupo, como por exemplo, de team building. Nos imensos espaços verdes, lago, parque de merendas, campo de ténis, ilha de fitness, coreto, telhado de vidro, podem criar-se oportunidades de desfrutar de um dia diferente, onde se possa

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Museu José Malhoa

combinar a diversão e o trabalho em equipa. O Grupo SD, através da sua marca SD Envolve, promove a realização de atividades de team building em empresas por todo o país, e lança o desafio: traga a sua equipa às Caldas da Rainha! As atividades são sempre bastante divertidas, são momentos de descontração, nos quais os colegas que estão juntos no dia-a-dia interagem de forma diferente, e com um objetivo diferente: promover o espírito de equipa. Pretendese desenvolver atividades inovadoras, e após as mesmas, estimular o debate entre os participantes para reflexão dos resultados obtidos. Como benefício para a sua

empresa, através do desafio apresentado, oferecemos uma oportunidade para criar um ambiente de trabalho melhor para todos e incrementar o potencial da sua equipa. Colaboradores integrados e motivados, serão consequentemente mais produtivos. Vítor Marques, Presidente da União de Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório, responsável pela manutenção do Parque e da Mata Rainha D. Leonor, convida-o a uma visita. Estamos em Dezembro, e a cidade das Caldas vive o reboliço de mais uma época festiva. Cidade da Luz do Natal, com uma iluminação sem igual.


Rota Bordaliana: Andorinhas

Cidade com história e estórias desde a sua fundação pela Rainha D Leonor, com o seu património termal, hospital, parque e mata. Cidade envolta pelas artes desde Bordalo aos artistas dos nossos dias onde podemos observar os seus trabalhos nos Museus, Malhoa, Cerâmica, Ciclismo, Hospital e no Centro e Artes. Cidade da Cultura que ferve diariamente de eventos nos diversos estágios, desde a rua ao Centro Cultural e de Congressos. Cidade da Cerâmica, das rotas Bordalianas e das rotas do azulejo. Cidade do desporto com os seus equipamentos diversificados que englobam vários equipamentos de qualidade e de todos os desporto. Cidade da Educação com uma oferta bastante diversificada desde o ensino pré-primário ao Universitário, do ensino convencional ao ensino profissional. Cidade do Associativismo, no desporto, na cultura, no lazer, na área social em que todos

Rota Bordaliana: Gato Assanhado

dão o seu contributo para o bem-estar do próximo. Cidade do comércio, capital do comércio tradicional, mais de 600 lojas e um mercado sem igual a nossa Praça da Fruta. Cidade dos serviços onde encontramos tudo o que precisamos. Cidade hospitaleira onde o que se distingue são as pessoas e o clima que elas criam.

Cidade onde tudo acontece, e há sempre algo a acontecer. Cidade pronta a vos receber, em lazer, em formação, em trabalho. Cidade que vos convida a visitar pois só assim é possível sentir o que estas palavras querem transmitir. Esperamos por vós, até breve.

Rota Bordaliana: Rotunda Rafael Bordalo Pinheiro

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REBECA “Para Quem Nunca Me Abandonou” Acreditando que motivar e liderar são uma arte, o VII Encontro teve como objetivo proporcionar aos participantes uma experiência com maior dimensão e mais envolvimento. A artista Caldense Rebeca criou um tema inédito, com o título “Para quem nunca me abandonou”, inspirado na temática do VII Encontro, cuja apresentação oficial decorreu na Sessão de Abertura desta Edição. A inspiração para qualquer arte nasce de qualquer coisa abstrata que para uns tem um sentido e para outros tem outro, contudo se nos basearmos em algo palpável será mais influente o produto final.

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Aconteceu depois da narração do escultor Carlos Oliveira, com a respetiva escultura à vista; foi imediato o nascimento do título desta linda canção, consequentemente a melodia e a letra nasceram por instinto. Todos nós seguimos alguém, todos temos uma fé, ou até um líder que nos dá força e confiança para seguir em frente, apesar das curvas apertadas desta vida. Podemos dar energia positiva a quem é mais fraco, com um conselho, com um carinho e porque não com uma canção?? PRA QUEM NUNCA ME ABANDONOU...


Para quem nunca me abandonou Por todos os sorrisos Ao longo do caminho Por todos os gestos e palavras Por darem ao meu palco Um infinito brilho Sei que um obrigado não é nada

Pra quem me seguiu Com tanta alma e coração Eu nem sei se chega uma canção Refrão É para vocês que eu canto agora Por vocês Sabem quem são e quem eu sou Amigos desde a primeira hora Quem ficou pela vida fora E nunca me abandonou

Rebeca, Sobreiro Duarte e Carlos Oliveira

Por todos os abraços Carinho passo a passo Em tantas curvas que tem esta vida Por pintarem os olhos De cor de cada aplauso O muito que vos dou é pouco ainda Pra quem me seguiu Com tanta alma e coração Eu nem sei se chega uma canção Refrão É para vocês que eu canto agora Por vocês Sabem quem são e quem eu sou Amigos desde a primeira hora Quem ficou pela vida fora E nunca me abandonou

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Rebeca a atuar no VII ENSD

Foi um dia repleto de palavras e conteúdos interessantes, enriquecedor pelas experiências relatadas e fortalecido pelas diversas artes apresentadas. Agradeço ao grupo SD pela iniciativa e a todos os oradores envolvidos. Aguardo firmemente o próximo encontro, porque sei que a originalidade vai surgir e o Grupo SD vai ultrapassar todas as expetativas! Virgínia Caetano, Dep. Recursos Humanos Logiqueen, Lda/Grupo Transwhite Para realizar as nossas metas precisamos vencer vários tipos de obstáculos que a vida nos impõe. Barreiras de várias ordens, entre outras dificuldades que põem à prova a nossa força de vontade e nos fazem dar ainda mais valor às nossas conquistas. Após ter marcado presença no 7ENSD nas Caldas da Rainha, dificilmente o olhar sobre tudo será igual, o empenho gerará prazer igual à conquista de algo. Portanto, nas barreiras impostas pela vida, algo que nos fortalecerá e transformará a realização de nossos sonhos em algo ainda mais positivo. São elas que fazem com que objetivos maiores sejam alcançados apenas por aqueles que têm disposição e energia para enfrentar o caminho das pedras. José Luís Ramos, Presidente da Junta de Freguesia de Bugalhos Pub.

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CARLOS OLIVEIRA “Chegar ao Topo”

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1. Criação da Obra A criação deste trabalho começou pela minha escuta junto de todos os elementos da equipa SD aquando da reunião de balanço do seu VI Encontro. Por conseguinte, nasceu uma vontade grande entre todos em subir a fasquia para o seu próximo Encontro Nacional. A possibilidade do próximo ser realizado em local diferente do último e com alguma possibilidade de ser em local fora das Caldas da Rainha, foi princípio da motivação. Com a proximidade que se criou com trabalhos conjuntos e partilhas entre as nossas empresas e equipas, mais tarde sou informado dos temas para o VII Encontro: Motivação e Liderança. Em todo o meu processo de trabalho, o foco principal, numa primeira fase, ouvir, percecionar e envolver todos aqueles para quem o nosso trabalho serve. O trabalho moldado em barro e todos os nossos trabalhos nascem primeiro de um esboço em desenho onde a ideia base é delineada e, só de seguida, é passada para o barro e para a escala pretendida. Esta ideia de um conjunto de pessoas (equipa, grupo, família, amigos, empresa e o povo de uma nação ou a população mundial), de subir para o cimo, para o cume e de todos lá chegarem e festejarem passa primeiro pelo esforço, a queda de alguns, a partilha, a interajuda e muito REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | DEZEMBRO 2016

Carlos Oliveira na abertura do VII ENSD

em especial pela Motivação e Liderança! Ninguém chega a lado algum sozinho! A criação desta ideia permitia criar uma animação e ser a solução para um cenário com a facilidade de transporte qualquer que fosse o local de realização do encontro. No dia 21 de janeiro de 2016 mostrei ainda numa fase de esboço esta ideia ao Sobreiro Duarte acompanhada de uma apresentação em PowerPoint assim como a sugestão da cantora Rebeca compor algo ligado a esta animação/escultura. Após este dia voltamos a envolver toda a Equipa SD, a qual se pronunciou favoravelmente ao passar à prática toda esta ideia, acabando por envolver o nosso amigo Joaquim Henriques (Pai da Rebeca) que ficou grato e disponível para o seu contributo. Mais tarde aca-

bamos por envolver Catarina Gaspar na área da poesia e Beatriz Morais, violinista, com o objetivo de enriquecer e fortalecer o Encontro SD. 2. VII Encontro SD e a Obra Da teoria à prática, no dia 15 de outubro a cantora Rebeca, inspirando-se nesta obra, cria um original com o título “Para Quem Nunca Me Abandonou”. Senti uma enorme gratidão pela confiança no meu trabalho, assim como o da minha equipa e de poder estar a assistir a algo que tinha visualizado há algum tempo atrás. O cenário começa com um pedaço de barro, ou seja, a montanha, e pouco a pouco, as figuras vão surgindo. O intervalo de cada figura é marcado com excelentes prestações de música e poesia. No final nasce por completo a obra “Chegar ao Topo” e aí


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chegaram as peças passadas à técnica final em alabastro, onde pude distribuir uma a uma a todos os intervenientes deste evento. Para mim foi uma imensa honra, poder acabar o dia e sentir uma enorme gratidão assim como um enorme sentido de responsabilidade cumprido. 3. O que simboliza para mim “chegar ao topo” Para mim “ chegar ao topo” de cada etapa é poder servir da melhor forma possível e de nos podermos superar a cada instante! De um ponto de vista figurativo chegar ao cimo ou ao cume permite-nos ver mais longe, ou seja, ter uma visão de um futuro mais determinado e alargado. Ninguém chega sozinho a lado algum, como referi, sou grato pelo que nós fizemos em conjunto: a equipa do Atelier Carlos Oliveira, a equipa Sentidos Dinâmicos, ao Sobreiro Duarte, ao Joaquim Henriques, à Rebeca, Catarina Gaspar, Beatriz Morais. A todos os oradores presentes e a

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Como chegar ao topo - peça criada em exclusivo para o VII ENSD

todos que participaram neste encontro um enorme Bem Hajam. Ao chegar ao topo desta etapa ficamos com uma enorme responsabilidade no desafio e confiança

numa nova reflexão e avaliação para traçar um novo rumo para o próximo Encontro Nacional. Carlos Oliveira, Escultor

Final do VII ENSD, entrega da peça aos oradores e moderadores

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BEATRIZ MORAIS Violino

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Beatriz Lourenço Morais, dezasseis anos de idade, toco violino desde os seis. Estudo música no Conservatório de Caldas da Rainha desde os seis, e em Regime Articulado com o ensino regular desde os dez anos. Ao longo dos anos, na disciplina de violino, com professores com diferentes características, com o Professor José Teixeira, destacando também o Professor Carlos Ferreiro (especialista em música antiga), o Professor Francisco Ramos, e o Professor Jorge Lé (Maestro na Orquestra que frequenta na Academia de Música de Lisboa). Todos estes Professores contribuíram para o crescimento musical e cultural, e no desenvolvimento da interpretação e da técnica. Gostei muito de ter participado no evento promovido pelo Grupo SD e ao seu líder Sobreiro Duarte, a quem agradeço a possibilidade de ter participado no evento “Motivação e Liderança” ocorrido dia 15 de outubro. Agradeço também ao escultor Carlos Oliveira, pois foi este que me apresentou ao Sobreiro Duarte. O Carlos Oliveira conhece-me desde pequenina e desde os sete anos de idade que me ouve a tocar violino. Aliás, a minha primeira participação pública a tocar violino aconteceu na inauguração duma das suas exposições em Arruda dos Vinhos. A participação no VII Encontro Nacional do Grupo SD, juntamente com a Catarina Gaspar, determinou a escolha do repertório, as obras interpretadas REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | DEZEMBRO 2016

Beatriz Morais a atuar no VII ENSD

estavam de acordo com os temas dos poemas declamados. A temática do evento, “Motivação e Liderança” remeteu-me para a peça “Cantabile” de Paganini, compositor que desenvolveu diferentes técnicas no violino e que viveu no estrelato, tornando-se o mais poderoso violinista da sua época. Esta peça transmite variadas emoções: a calma, o conflito, e por fim, a satisfação. Interpretei-a no evento por ter entendido que se adequava perfeitamente à ocasião. Outra das peças interpretadas, a pequena dança “Humoresque” de Dvorak, gira em torno da repetição dum tema, leve

e divertido, que espelha exatamente a ideia da ‘Luísa que sobe a calçada’. Como já tinha trabalhado com a Catarina Gaspar, na inauguração duma outra exposição do Carlos Oliveira, também em Arruda dos Vinhos, sabia que a obra “Meditação de Thais” de Massenet estaria bem para acompanhar o poema original por ela escrito propositadamente para este evento. A música é a minha paixão e espero que continue a fazer parte da minha vida e se torne no futuro a minha profissão. Beatriz Morais, Estudante e Violinista


CATARINA GASPAR Amigos Que Nos Desassossegam Ao longo da vida vamos fazendo amigos. Uns permanecem para sempre. Outros passam simplesmente por nós, no tempo certo, e seguem o seu caminho podendo ou não voltar a cruzar o nosso. Existem também aqueles amigos especiais, desassossegados. Eu gosto particularmente desses. Amigos que nos retiram da nossa zona de segurança e conforto e nos “obrigam” a olhar o mundo e os outros de uma forma ativa, bela, positiva. Amigos que nos desassossegam. Desassossegada pelos SD para participar no VII Encontro Nacional, não podia dizer não. Acreditando sempre que a poesia existe porque a vida não basta, foi com enorme honra, e sentindo-me privilegiada, que participei no Encontro da SD sobre Motivação e Liderança. Sentia o desafio difícil. Dizer poesia num auditório com centenas de pessoas que não estão especialmente ali com esse objetivo, parecia-me uma tarefa complicada. Primeiro colocavase a escolha dos poemas. Era necessário que chegassem ao coração dos que os ouvissem. Era necessário que se interligassem com as comunicações que seriam apresentadas ao longo do dia pelos vários oradores. Se a poesia não se sentir “cá dentro” pode ter o efeito contrário. Bons poetas é coisa que não falta em Portugal. Socorri-me do grande António Gedeão com a Calçada de Carriche. Aquela Luísa que sobe a calçada era a mulher que precisava para tocar os presentes. Colocar em alerta os seus sentidos mais profundos.

Catarina Gaspar durante a sua participação

Confesso que quando me apercebi da quantidade de pessoas que enchiam o auditório fiquei com a sensação de “borboletas na barriga”. Era assustador dizer poesia ali! Acho que cada vez mais me assemelho ao caranguejo. Olhos fora do corpo, sonhando de lado. Hesitante entre duas almas: o que sou e o que quero ser. E o que sou estava ali. Inteiro. Depois de Gedeão só José Régio com o Cântico Negro naquele dia faria sentido. “Não, não vou por aí. Só vou onde me levarem meus próprios passos”. Para finalizar um “poema” inédito escrito por mim. Uma brincadeira apenas para os amigos. Sem pretensões. Inspirada pela obra do Mestre Carlos Oliveira. A sua obra tem sempre a graça especial de me inspirar. Mexe com as minhas lágrimas e como é bom quando lágrimas de alegria nos inundam os olhos! O VII Encontro Nacional do Grupo SD de 2016 foi sem dú-

vida algo que vou reter na minha memória por várias razões, mas sobretudo pelos seus organizadores terem tido a audácia de introduzirem a música, o canto, a poesia, num evento destinado a um público muito restrito, direcionado ao mundo empresarial, onde quase nunca têm em conta que este mundo tão particular deve caminhar de mãos dadas com a arte. Entender o quanto a arte/cultura é urgente e necessária na formação do cidadão e que deve ser utilizada como ponte entre gerações e estratos sociais sendo mesmo formadora de personalidades e fator de integração social foi sem dúvida a grande chave do sucesso deste encontro. Ficou-nos água na boca. Que venham muitos mais. Parabéns a quantos estiveram envolvidos na organização. A vida só faz sentido se tocarmos o coração das pessoas. Bem hajam SD. Catarina Gaspar, Autarca e Declamadora

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MOTIVAÇÃO E LIDERANÇA Os 7 C’s Que Envolvem as Pessoas Nas organizações, o ativo mais importante são, sem dúvida, as pessoas; as pessoas fazem a diferença e esta diferenciação pode ser de uma forma positiva ou negativa. Logo, a importância de envolver as pessoas é determinante para o sucesso das mesmas. Fala-se muito de motivação, no entanto é necessário entender o que é que motiva cada pessoa, pois existem razões muito pessoais que permitem que o indivíduo tenha mais motivo para poder agir. 16

Sobreiro Duarte durante a sua apresentação

Faz-me todo o sentido que o Líder analise o perfil individual de cada colaborador, por forma a conseguir encontrar um conjunto de ações que possam envolver o colaborador na sua função, para que este se sinta feliz na mesma e transmita essa felicidade para todos os restantes parceiros, quer sejam internos ou externos.

que todos pretendemos obter.

Existem pessoas que não se sentem felizes no trabalho, por vezes sofrem da síndrome de “ódio trabalho” e utilizam excessivamente o relógio para avaliarem quanto tempo falta para saírem.

Os 7 C’s que Envolvem Pessoas:

No meu entender, há que promover algo na organização para termos pessoas alinhadas com a mesma, assim como promover uma cultura de felicidade interna, pois é determinante para a “saúde organizacional” e como tal para os resultados REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | DEZEMBRO 2016

Depois de estudarmos alguns modelos e teorias, criámos os “7 C’s que Envolvem Pessoas”, sendo um modelo que só por si pode não ser eficaz, no entanto quando aplicado em conjunto com o plano estratégico da organização tem resultados fenomenais.

Comunicação “Se falares a um homem numa linguagem que ele compreenda, a tua mensagem entra na sua cabeça. Se lhe falares na sua própria linguagem, a tua mensagem entralhe diretamente no coração.” Nelson Mandela

A importância de encontrar um processo de comunicação interno, nomeadamente alinhar os colaboradores com a Missão, Visão e Valores da organização.

Por vezes, encontramos organizações que quando perguntamos qual é a sua Missão, só obtemos a resposta do gerente, pois os restantes colaboradores não fazem a mínima ideia qual é. Existe muito a confusão entre função e missão, e são coisas diferentes que precisam de estar na “cota mental” de todos dentro da organização. Ter processos simples que de uma forma clara todos os conheçam e pratiquem. Naturalmente que a comunicação é importante e que necessita de ser bem estruturada, muito além do que referimos nestas poucas linhas. Confiança “Se não confiares o suficiente nas pessoas, elas não poderão confiarte nada.” Tau-te-King


Ter confiança nas pessoas e transmiti-la de forma clara, faz com que os envolvidos se sintam também confiantes e como tal mais tranquilos e mais disponíveis para atingir os objetivos que traçados. Colaboração

um compromisso é uma certeza.

Celebração

As pessoas gostam de compromissos, assim quando nos comprometemos as pessoas comprometem-se também. Competência “Ser competente é trabalhoso, porém, trabalhar com competência não tem preço.” Hélio Delamare Momento da celebração

Plateia a colaborar

“Uma ideia, quando é processada por duas ou mais mentes que têm a mesma intenção focada, se transforma em realidade e numa velocidade incrível.” Elder Formigoni

Temos claro que todas as pessoas gostam de colaborar, naturalmente em processos interessantes para elas; Então, pedir às pessoas a sua colaboração, valorizá-las e reconhecê-las, é diferenciador. Compromisso “No que diz respeito ao empenho, ao compromisso, ao esforço, à dedicação, não existe meio-termo. Ou você faz uma coisa bem feita ou não faz.” Ayrton Senna

Muitos gestores fazem promessas, e promessa é mesmo isso: prometer, e isto é completamente diferente de compromisso. No meu entender, quando prometemos é uma possibilidade,

Dar oportunidade às pessoas de melhorarem as suas competências, sabendo quais os seus objetivos de carreira e entender o que para as mesmas é importante para se alinharem nesse crescimento dentro da organização. Não dar formação para cumpri com o código de trabalho, dar formação para desenvolver as competências dos colaboradores, quer no âmbito técnico quer no âmbito comportamental, e que esta seja alinhada com o que o colaborador entende interessante para si. Todas as pessoas têm interesse no que é interessante para elas. Coragem “O mundo está nas mãos daqueles que têm a coragem de sonhar e correr o risco de viver seus sonhos.” Paulo Coelho

Fala-se muito de coragem, percebo que para colocar algo em prática é preciso ter ação. Assim, entendo que é preciso ter CU RAGEM, ou seja, levantar-se e agir; este processo é transversal aos colaboradores e à liderança.

“Temos sempre que comemorar com vigor os momentos felizes. Como não sabemos o que será do futuro, temos que garantir que estas passagens estarão gravadas em nossas mentes.” Daniel Doretto

Há necessidade de, quando se atinge um objetivo, celebrar, ou seja, criar um processo interno de confraternização de forma descontraída e informal para que as pessoas entendam que o local de trabalho é, também, um local de celebração de vitórias e não só um local em que, quando atingimos um objetivo, este é uma simples obrigação e não damos reconhecimento a nós próprios desse feito. Este é o nosso modelo, entendemos que é funcional desde que feito de uma forma Simples, Diariamente e de maneira Disciplinada. A missão do Grupo SD é levar entusiasmo e paixão às organizações, criando soluções dinâmicas e desenvolvendo o potencial das pessoas. Podem contar connosco! Grupo SD

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GRUPO SD JANTAR DE NATAL

Equipa SD

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Cerca de 60 participantes celebraram com espírito natalício no Centro de Recursos Comunitários da Santa Casa da Misericórdia das Caldas da Rainha, no dia 3 de dezembro, o V Jantar de Natal do Grupo SD, que este ano foi dedicado a ajudar as famílias apoiadas pela SCMCR, através da recolha de bens alimentares. No Jantar, além do convívio e boa disposição, reinaram os jogos e as dinâmicas. Carlos Oliveira desafiou os presentes a meterem a “mão na massa” e a criarem um painel em barro, formado por peças elaboradas através de uma bola de barro moldada por cada um

Participantes com as “mãos na massa”

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Bens alimentares doados pelos convidados

dos participantes. De seguida, foram divididos em grupos e convidados a “dar uma volta ao mundo”, num Quizz com questões sobre capitais, rios, pontes, montanhas, músicas tradicionais e gastronomia. Desde 2012 o Grupo SD realiza o seu Jantar de Natal, no qual estão presentes amigos, formadores, clientes, fornecedores, com um objetivo: angariar bens para proporcionar o bem-estar e felicidade dos que se encontram com dificuldades. O 1º jantar de Natal contribuiu para a Delegação da Cruz Vermelha das Caldas da Rainha (recolha de bens alimentares e vestuário);

o 2º jantar foi realizado em Tomar e reverteu a favor do Centro de Integração e Reabilitação de Tomar (recolha de leite achocolatado); no 3º jantar foram recolhidos bens alimentares para o Centro de Educação Especial Rainha D. Leonor, e no 4º jantar, o ano passado, foram também angariados bens alimentares para a Ordem do Trevo. Aproveitamos para agradecer a presença de todos os que nos têm acompanhado ao longo dos Jantares de Natal SD e desejar um Feliz Natal e um ano vindouro repleto de sucessos e realizações!

Resultado final da obra criada durante o Jantar

Grupo SD


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MOTIVAÇÃO Motivação e Riscos Psicossociais

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A melhoria das condições do trabalho, cuja promoção compete à ACT, exige Motivação. Propõe-se que a Motivação no Trabalho seja definida como todo o impulso consistente e persistente com vista ao desenvolvimento e crescimento pessoal e, por isso, à Excelência Profissional/Alto Desempenho de cada trabalhador e das Organizações. Para tal, além da clareza da Missão, Visão e Valores (autoconhecimento) dos Indivíduos e das Organizações, é fulcral o Controlo dos Riscos Psicossociais (RPS). Além dos fatores individuais e extra-organizacionais, devem considerar-se como fatores organizacionais de RPS a ocorrência de deficiências ao nível da(s)/do(s): - Segurança no trabalho; - Gestão dos Recursos Humanos; - Liderança;

Perguntas finais do Moderador, António Fidalgo

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Interação com a plateia durante a apresentação

- Tecnologias de Informação; - Valorização/Reconhecimento dos trabalhadores; - Comunicação; - Competências, face às tarefas exigidas; - Carga, horários e métodos de trabalho, e - Precariedade. A fim de evitar as graves con-

sequências dos RPS (tais como baixa produtividade, stress, acidentes/doenças, e aumento de custos) devem os mesmos ser integrados no Sistema de Gestão dos Riscos Profissionais da Organização e ser tomadas medidas de prevenção. Orlanda Costa, Inspetora do Trabalho na ACT

Orlanda Costa


MOTIVAÇÃO Motivação para a Ligação da Indústria com a Academia Desde o surgimento do fogo na Terra até à atualidade passaramse cerca de 400 milhões de anos. A máquina a vapor, que usa o fogo para transformar a resultante energia térmica em energia mecânica, foi aperfeiçoada e introduzida na indústria há cerca de apenas 200 anos, estando na origem da 1ª Revolução Industrial do séc. XVIII. Nestes cerca de 200 anos, seguiram-se já mais três Revoluções Industriais, a 2ª da “Linha de produção em massa”, a 3ª da “Era da automação” e da “Internet” e a 4ª, com início em 2010, da “Indústria 4.0”, e da “Internet das coisas”. Vivemos hoje na intitulada Sociedade da Informação e do Conhecimento, requisitos para estas enormes (revoluções num tão curto espaço de tempo. Se a Academia é o espaço para a pesquisa e recolha de Informação, bem como para potenciar o seu uso com criatividade e inova-

Nuno Martinho durante a sua apresentação

ção - Conhecimento, a Indústria é, complementarmente, o espaço para a aplicação do Conhecimento “ao serviço” da mais-valia do produto/serviço e da geração de riqueza. Motivar ambos os atores envolvidos para uma maior proximidade e ligação da Indústria com a Academia estará, por isso, na base da qualidade de

Perguntas finais do moderador, António Fidalgo a Nuno Martinho

vida das sociedades modernas. Reconhecendo a importância desta aproximação, o IPLeiria, a NERLEI e a CEFAMOL, assinaram um protocolo que estabelece formas de cooperação tendo em vista o aproveitamento recíproco das suas potencialidades científicas, técnicas e humanas. Em apenas 3 anos de vigência, são já muito significativos os números de ações específicas realizadas no âmbito das linhas de ação deste protocolo - www.ipleiria.pt/iplindustria. Este exemplo deverá ainda tornar-se mais profícuo, alagado e, da referida ligação da Indústria com a Academia, espera-se que surjam cada vez mais ações que repercutam o conhecimento da Academia no valor acrescentado do produto/serviço da Indústria. Nuno Martinho, Coordenador do Curso de Engenharia Automóvel no IPL REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | DEZEMBRO 2016

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MOTIVAÇÃO Motivação no Associativismo O que é? Motivação é o ato de motivar ou de se motivar, a razão, a causa. Associativismo significa voluntariado. Foram apresentadas as principais características de uma associação: o conceito, a finalidade, a gestão, a formação, o património e a remuneração de dirigentes e resultados financeiros. Como? Através da definição de objetivos sociais, culturais e desportivos.

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Porquê? No caso concreto da Casa do Benfica das Caldas da Rainha: - Paixão pelo clube que se representa; - Acreditar ser capaz de fazer renascer a mística da Casa do Benfica nas Caldas da Rainha; - Tentar melhorar o existente para o desenvolvimento da cidade e da região; - Desenvolver os interesses dos associados existentes e criação de novos. 4 tipos de Motivação: - Altruísmo - Pertença - Ego e Reconhecimento Social - Aprendizagem e Desenvolvimento Para quê? Vantagens da Reabertura e da Dinamização da Casa do Benfica para as Caldas da Rainha: • Valorização da Casa do Benfica nº2, inaugurada a 26 de Novembro de 1952; • Criação de um espaço de referência de convívio da popuREVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | DEZEMBRO 2016

Perguntas finais do moderador António Fidalgo a Hugo Feliciano

lação; • Interligação das empresas caldenses com a população através de protocolos e parcerias; • Venda de material promocional e bilhetes; • Organização de excursões a jogos do Sport Lisboa e Benfica. 4 fatores que dificultam o associativismo 1. Individualismo Quando existe no grupo de pessoas que trabalham em benefício próprio ou em prol de propósitos contraditórios, é muito comum numa associação. À medida que o grupo vai crescendo, aumenta a vontade, melhora o relacionamento e grau de confiança. O individualismo passa a dar lugar à Cooperação. 2. Conflitos Por mais que o ser humano goste de estar em grupo, o estar juntos, acaba sempre gerando conflitos, pois somos diferentes. Estar em grupo, independente da situação (amigos, família, trabalho, grupo, etc.) é saber lidar com conflitos o tempo todo. Alguns fatores facilitam a redução do conflito, como: boa comunicação, transparência, quebra de individualismo, sentimento de empatia, diálogo, confiança, visão empre-

endedora, etc. Ocorrendo conflito, significa que deveremos fazer algo para solucioná-lo, criando ou recriando normas, mudando formas de gestão, dialogando, negociando ou até mesmo punindo em casos extremos. O importante é crescer com a situação de conflito e não deixá-lo crescer. 3. Falta de Vontade para Mudar Associativismo é sinónimo de mudança o tempo todo, é aceitar as diferenças, ouvir, aprender com os outros e com o que a entidade proporciona. Aquele que se coloca como “dono da verdade”, dificulta em muito o processo associativo. É necessário aceitar a mudança como um processo contínuo. 4. Não Trocam Experiências A união e trocas de experiências são essenciais para o crescimento pessoal. Não é possível calculá-la, mas é o maior ganho que cada interveniente irá conquistar. Criar um ambiente de convivência e troca de experiências, passa a ser de extrema importância para o desenvolvimento do grupo. Hugo Feliciano, Arquiteto e Presidente da Casa do Benfica de Caldas da Rainha


MOTIVAÇÃO Envolver Pessoas com Paixão Para envolvermos pessoas com paixão, é fundamental gostarmos de pessoas e traduzir esse sentimento na prática: Acolher, Conhecer, Escutar (ativamente), Acompanhar, Envolver, Delegar, Proteger, Cuidar, Formar, Acarinhar e ACREDITAR na nossa equipa são palavras chave que não podemos esquecer. Uma liderança conquistada, com bases sólidas, tendo como princípio a proximidade com os colaboradores e o respeito pelas pessoas e pelas suas diferenças é uma liderança que gera confiança e a confiança é essencial tanto nas relações pessoais como nas relações de trabalho. Algumas práticas quotidianas contribuem para construir estas relações positivas. Envolver os trabalhadores nas discussões e nas decisões a tomar, explicando sempre que exista alguma medida que os envolva diretamente antes da mesma ser posta em prática, explicando sempre muito bem as razões. Por exemplo, garantir que os funcionários participam na seleção de equipamento e na organização de tarefas, promover o trabalho em equipa, agradecer no momento

Catarina Fonseca durante a sua apresentação

Perguntas finais do moderador António Fidalgo

oportuno uma tarefa bem executada ou realizada com autonomia e responsabilidade. Nos tempos que correm, talvez se presuma de forma precipitada que o vencimento é o que motiva as pessoas. Mas, na verdade, fazer as pessoas compreenderem a importância daquilo que fazem, estar ao lado das pessoas quan-

do elas precisam, ter uma palavra de apoio e um muito obrigada em público e em privado motivam muito mais do que a recompensa monetária. Em resumo, só é possível trabalhar com paixão quando as equipas são lideradas com paixão. Catarina Fonseca, Socióloga e Autarca

O VII Encontro Sentidos Dinâmicos foi uma agradável surpresa. É certo que já nos habituaram ao seu profissionalismo e empenho no desempenho da sua atividade, no entanto, a paixão com que se dedicaram a este evento contagiou todos os presentes e tornou-o um enorme sucesso. Excelentes temas, ativas intervenções, delicada arte, não se poderia pedir mais para um agradável Sábado em “família”. Todo o encontro permitiu uma reflexão sobre a liderança e motivação, e uma constante aprendizagem. Por último, não podemos ignorar o notório carinho que TODOS nutrem pelo Dr. Sobreiro Duarte! Parabéns! Estamos já ansiosos pelo VIII Encontro Nacional Sentidos Dinâmicos!! Nídia Sousa, Associação Rodoviária de Transportadores Pesados de Passageiros Pub.

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LIDERANÇA Esculpir Líderes Conscientes O que é um líder consciente? Será a liderança uma arte que se pode esculpir? Podemos ser verdadeiros líderes de outros, se não formos líderes das nossa vidas, capazes de ser o melhor que nascemos para ser, a cada dia? Que líderes seremos se a massa de que somos feitos foi amassada por outros, pelas suas perspetivas, pontos de vista e visão? Quem escutamos no dia a dia? Quem seguimos nas nossas convicções? Que histórias tentamos modelar para preencher o espaço a que chamamos a “nossa” vida? Se a liderança for uma qualidade a ser esculpida, a quem demos o papel de escultor? Poderá alguém esculpir o líder que governará a nossa vida 24 horas por dia? Onde fica a escolha, a responsabilidade e a verdade que pulsa dentro de nós, quando deixamos que sejam os outros a esculpir quem “devemos” ser? E o que há para esculpir? A réplica das vidas de outros, dos seus sonhos e inquietações, das suas vitórias e fracassos, das verdades que oscilam entre o ontem e o hoje, num carrossel de constantes mudanças e incongruências? O que sobra de verdade sobre quem verdadeiramente somos, que mal pode aflorar à consciência para se fazer ouvir e expressar? Apagados desse brilho que nos viu nascer, os líderes feitos por outros perderam o contacto consigo mesmos e vivem como estranhos dentro de si mesmos, procurando no vazio pelas respostas que julgam poder encontrar nos modelos alheios.

25 Isabel Ferreira durante a sua apresentação

Sobreiro Duarte e Isabel Ferreira

Quantas vezes nos perguntamos: “Isto sou eu”? Talvez as perguntas mais eficazes sejam: Quem quero ser? O que há em mim que eu ainda não reconheci? Ter a coragem de começar do zero abre-nos oportunidades de descobrirmos, a tempo, a vida que nos pertence, sem termos que carregar às costas as vidas de outros que ocuparam o espaço que nos pertence em exclusivo! A qualidade essencial da auto liderança consiste em reconhecerse e reconhecer os outros por quem somos e por quem são, para além da mimetização a que nos habituámos! Começar do Zero pode parecer uma loucura, mas será loucura descobrimos quem somos, conscientes de nós e fiéis ao propósito que temos de viver uma vida que

verdadeiramente nos pertence? O mundo lá “fora” responde ao que cultivamos cá “dentro”. Esta é uma viagem que fazemos um dia de cada vez. Descobrindo, ajustando e melhorando para esculpir a obra prima que somos. Dá trabalho, sem dúvida, mas deixaremos de viver como estranhos dentro de nossa própria “casa”. A cada dia que passa reescrevemos a nossa história. Descobrimos mais de nós, ousamos, arriscamos e ESCOLHEMOS! Reconstruir para florescer é um ato de inteligência e consciência. O maior projeto de sempre é esculpir o líder nato que somos e para isso sabemos que a vida é uma constante aventura de reinvenção, recriação, reconstrução e renascimento. Isabel Ferreira, Coach REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | DEZEMBRO 2016


LIDERANÇA De Liderado a Líder

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Ser líder não é uma tarefa fácil e o caminho par lá chegar certamente que também não. Todos ambicionamos ser líderes, no entanto antes de lá chegar devemos percorrer um caminho em que sejamos reconhecidos pelo nosso desempenho como liderados, e pela forma como contribuímos para o sucesso da equipa. Qualquer líder só terá sucesso a longo prazo se tiver uma verdadeira equipa, isto é, que todos sintam confiança no seu líder e nos seus colegas de equipa, que partilhem o conhecimento entre si e que não se sintam constrangidos em aprender com os colegas. A liderança tem sempre dois sentidos dar e receber, o líder deve orientar a sua equipa, contudo deve estar sempre recetivo ao contributo com ideias das pessoas que lidera. O líder inteligente não se baseia apenas nas suas ideias e estratégias, está permanentemente recetivo a novos conceitos, novas ideias, novas estratégias ou novas formas de executar o trabalho. Os líderes que não retiram todo o potencial da sua equipa provavelmente não vão ser bem-suce-

didos. No trajeto de liderado a líder devemos adotar uma postura que inclui determinadas competências: Mostrar respeito pelos outros: no nosso dia-a-dia quando trabalhamos numa organização com mais colegas, fornecedores, clientes, deve existir respeito pelo outro não só ao nível relacional mas também pelo seu trabalho. Comunicar de forma a inspirar os outros. Quando comunicamos com os nossos colegas, clientes, etc., se o fizermos com motivação, alegria e simpatia iremos certamente contribuir para a melhoria do ambiente de trabalho. Mostrar paixão pelo que fazemos: quando somos apaixonados pelo que fazemos, a forma como executamos as nossas tarefas é agradável e motivadora. Quem é que não gosta de trabalhar com alguém que é positivo, e constantemente “vê o copo meio cheio”. Ser Humilde: O facto de pedir ajuda em determinada ocasião não significa ser inferior, mas sim vontade de aprender para progredir. Não ter receio de tomar deci-

Marco Sousa no VII ENSD

sões: As organizações hoje procuram pessoas que nas situações em que é necessário tomar uma decisão não tenha receio de o fazer com medo do resultado que daí possa surgir. Mostrar coragem: Nas situações em que sentimos ansiedade, receios, devemos ter coragem para enfrentar a situação criando estratégias para minimizar o impacto do medo nas nossas ações, e transformar o medo numa característica que nos ajuda a superar os nossos limites e não estagnar. Se formos bons liderados, quando chegarmos ao cargo de liderança mais facilmente saberemos o que os membros da nossa equipa necessitam para serem bem sucedidos e também eles poderem evoluir na sua carreira. Marco Sousa, Gestor de Recursos Humanos

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LIDERANÇA Desafios da Liderança – O Crescimento “O que sou hoje resulta do caminho que eu fiz até agora e por isso utilizo as minhas experiências para definir o meu caminho futuro e para saber por onde quero ir”tendo também referido que “todos somos líderes da pessoa mais importante do mundo que somos nós mesmos e todos somos responsáveis por definir o nosso próprio caminho”. Foi assim, que ao longo da apresentação, Duarte Torres utilizou o seu percurso profissional como exemplo do papel do líder para o crescimento de uma organização. Em 2003 teve a oportunidade de liderar o departamento de Recursos Humanos de uma empresa da Ferrovial, com o objetivo de criar esse departamento e de autonomizá-lo do departamento financeiro, dando apoio a cerca de 700 pessoas. Em 2008, assume a Direção sul da empresa, tendo como objetivo “pôr a casa em ordem”, já que existia uma equipa muito dedicada e muito comprometida mas com sentido de abandono. Nessa altura, havia um espírito de grupo e de proteção mas não havia um espírito de equipa e de trabalho e o objetivo era pôr termo a isso. Assim, decidiu alinhar interesses e pôr as pessoas todas a trabalhar na mesma direção, de uma forma sinérgica, em que cada um promovesse o trabalho do outro. Era mais fácil resolver problemas se todos os partilhassem, deixando de ser um problema individual

mas um problema da equipa. Paralelamente, havia necessidade de integrar processos para que houvesse uma matriz comum sendo importante que todos participassem na definição da estratégia da empresa. No final de 2011, quando deixou a liderança da Direção sul da Ferrovial “tínhamos renovado mais de metade da carteira e conquistamos novos clientes, por isso esse período foi muito bem-sucedido e foi curioso ver que quando sai para a Polónia as pessoas valorizaram o trabalho que tinha sido feito”. Em 2011, Duarte Torres vai para a Polónia, onde o desafio da Ferrovial foi entrar num novo país, montar uma empresa do zero e oferecer os seus serviços num contexto muito difícil, com uma estrutura inexistente, com uma barreira cultural e linguística tremenda e com uma incerteza muito grande. Neste contexto, a aprendizagem passou sobretudo por perceber que temos que nos adaptar: “Se queremos ser bem-sucedidos na Polónia temos que nos adaptar às regras da Polónia”. Foram desenvolvidas parcerias estratégicas com empresas locais, recrutamento e formação de uma equipa de gestão e mais importante que isso: preparar a saída. “Aconteceu que, a determinada altura, foi necessário trabalhar até às 2h da manhã, e as pessoas estavam lá, comprometidas e nessa altura o horário das 9h às 17h já não era importante”. Em 2011 eram 4, numa empresa

Duarte Torres no VII ENSD

que não existia; em 2013, quando se previa a saída de Duarte Torres da empresa na Polónia eram 200 pessoas e hoje faturam mais de 40 milhões de euros. Em 2014, vem para Portugal liderar a unidade das infraestruturas para melhorar a rentabilidade da empresa. Encontra pessoas muito focadas no seu negócio, cada um dono dos seus processos. Uma das primeiras alterações a fazer foi colocar todos a reportar-lhe diretamente para que pudesse conhecer o negócio e conhecer quem são as pessoas, quais os seus problemas e o seu potencial. Aliado a isto, a contratação de novas competências catalisadoras de mudança e a promoção do ambiente colaborativo têm permitido o crescimento da empresa e o aumento do número de colaboradores. GRUPO SD

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LIDERANÇA Liderar Pelo Exemplo

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Sobreiro Duarte e António Fidalgo

“As pessoas pouco querem saber o quanto sabe, até saberem o quanto se preocupa.” Liderar pelo exemplo é um exercício, que os líderes de excelência praticam assiduamente de forma a elevar para outros patamares as suas próprias competências enquanto “condutor de pessoas”, assim como as capacidades de influência. Neste artigo, em particular, o exemplo advém dos níveis de congruência demonstrados pelo líder. “Quem sou?”, é uma pergunta a que o próprio (líder) tem que responder de forma inequívoca, para dessa forma cimentar o nível mais elementar de um alinhamento congruente – a Identidade. REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | DEZEMBRO 2016

António Fidalgo durante a sua apresentação

Alinhando essa Identidade com a sua hierarquia de Valores, pode começar a intencionar… ”O que vou fazer?” Encontrada a resposta que melhor lhe serve face aos objetivos pretendidos, Estratégias e Plano de ação são os passos seguintes. Está chegada a altura de analisar os Comportamentos, potenciados pelos itens anteriores; “Que comportamentos estou a desenvolver?” “Neste Contexto, estes comportamentos alavancarão os resultados pretendidos?” Como em todo o objetivo bem definido, por fim, há que “medir” o Resultado. “Estou a alcançar o resultado que pretendo?” “O que tenho de alterar nos passos anteriores, para facilitar

a consumação do resultado que pretendo?” Da Identidade ao Resultado, há um “caminho” a percorrer, cujos passos poderão eventualmente ser aleatórios em função das estratégias de cada pessoa, sendo esta ordem exposta, apenas... (mais) uma! De entre as várias formas (fórmulas) conhecidas para, como Líder, exercer a sua capacidade de Influência, elejo e sugiro a Liderança Congruente como uma das que mais potencial possui para…dar o exemplo! “Os Líderes existem para personificar os valores pelos quais os seguidores anseiam e os seguidores existem para alimentar a visão de líder que têm dentro de si”. António Fidalgo, Coach


CÂMARA MUNICIPAL DE ARRUDA DOS VINHOS Ser Faz a Diferença!

André Rijo, Presidente da Câmara Municipal de Arruda

A convite da Senhora Presidente da Assembleia Municipal da Arruda dos Vinhos, o Grupo SD e o Escultor Carlos Oliveira realizaram o Workshop “Ser Faz a Diferença”, no qual participaram todos os 80 autarcas daquele concelho. Este evento tinha como objetivo o envolvimento no trabalho de equipa, assim como o que é SER Arruda dos Vinhos. Sobreiro Duarte, facilitador de conhecimento e Coach, envolveu todos os participantes de uma forma muito dinâmica, em que o foco estava na participação ativa de todos pela causa pública, pois as populações têm expetativas dos seus eleitos, sendo que superá-las é, pois, um grande objetivo. O escultor caldense Carlos Olivei-

Sobreiro Duarte durante a sua apresentação

Catarina Gaspar e André Rijo

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Painel construído pelos participantes

ra construiu o brazão da vila, no qual estão inscritos os nomes de todos os autarcas em cerâmica. Este estava dividido em 80 peças, que foram distribuídas por cada um, os quais, de uma forma muito animada, construíram o referido painel, que foi sem dúvida um momento muito especial.

O trabalho coletivo é fundamental, estas atividades quer em autarquias quer em empresas privadas, permitem aumentar o sentido de pertença e facilitar o espírito de entreajuda que objetivamente vai produzir resultados EXTRA ORDINÁRIOS. Grupo SD

Plateia

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CÂMARA MUNICIPAL DO BOMBARRAL 70º Aniversário do Episódio das Pombas de Nossa Senhora de Fátima em Bombarral

“As Pombas de Nª Srª Fátima“ de Jorge Jerónimo

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Pela comemoração do 70º aniversário do episódio das Pombas de N. Sra. de Fátima, o Município do Bombarral levou a cabo um conjunto de comemorações para dar relevo a um acontecimento que reforçou a fé dos bombarralenses e marcou, à data, o reerguer da Igreja local. A História Em 1946, Portugal celebrava o 3º centenário da sua Consagração a N. Sra. da Imaculada Conceição, quando foi promovido um encontro em Lisboa, entre a sua imagem e a imagem de N. Sra. de Fátima, que saiu pela 2ª vez do lugar de origem. Esta deslocação atravessou o Bombarral a 01/12/1946. Nessa altura, algumas pombas brancas lançadas ao ar, no momento da passagem, foram pousar aos pés da Imagem, tendo permanecido sempre próximas da mesma até à sua chegada a Lisboa, a 08/12/1946. 1 de Dezembro de 2016 REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | DEZEMBRO 2016

Estátua “Nossa Senhora e as Pombas“ de Carlos Oliveira

Sensível à importância dos caminhos de peregrinação e ciente que estes dinamizam a economia local, o Município do Bombarral está profundamente grato a todos aqueles que deram o seu testemunho para que deixemos este legado às gerações futuras. Está igualmente reconhecido pela bênção concedida a este projeto, pelo nosso ex-pároco e atual Bispo Auxiliar de Lisboa, D. José Traquina, a quem devemos grande parte da força e da fé que sempre nos transmitiu. Foi com imenso gosto que o Bombarral o viu a presidir a este evento, organizado pela Câmara Municipal, com a colaboração da Paróquia do Bombarral, virado para a promoção de um importante facto histórico, ligado ao turismo religioso, e dedicado por toda a comunidade, a N. Sra. de Fátima e ao episódio de 1946. A colocação em espaço público da imagem de N. Sra. de Fátima e a edição de um livro sobre um legado com sete décadas, valoriza a história e capitalizará a favor do município e dos seus

habitantes. Sobre a estátua de “Nossa Senhora e as Pombas”, uma palavra de agradecimento ao seu autor, Carlos Oliveira, artista e pessoa simples, mas com sentimentos elevados, pelo empenho, dedicação e excelente concretização desta obra, pela força da criatividade que a fez nascer e pelo significado que a mesma encerra. Ao autor do livro “As Pombas de Nossa Senhora de Fátima |O Princípio - O episódio ocorrido em 1946 na vila do Bombarral”, Jorge Jerónimo, o Município apresenta igual manifestação de gratidão e satisfação pela qualidade da obra editada. Pretendemos com esta comemoração que os símbolos que motivaram a força e a união dos bombarralenses, em 1946, fiquem bem vivos neste final de 2016 e que provoquem o mesmo efeito conciliador na população. José Vieira, Presidente da Câmara Municipal de Bombarral (Texto resumido pelo Grupo SD)


STRESS Riscos Psicossociais - Abordagem a um Conceito

Ana Júlio, Psicóloga

O termo stress deriva do latim, stringo, stringere, strinxi, strictum, que tem como significado apertar, comprimir, restringir. Sendo um termo aproveitado da língua inglesa, a sua utilização inicial limitava-se à expressão de uma constrição de natureza física, e tratava-se de um conceito, sobretudo utilizado no campo da engenharia. Nesse sentido, engenheiros desde os primórdios da construção procuravam planear estruturas resistentes a diferentes cargas e forças externas, avaliar a pressão (stress) que essa mesma carga provocava na respetiva estrutura, bem como, a resposta/resistência que a mesma conseguia apresentar. A preocupação com este mesmo tipo de interação, mas, desta vez, no ser humano, surge bastantes anos mais tarde, com o fisiologista francês Claude Bernard (séc. XIX) que introduzia pela primeira vez a ideia

de que, quando perante uma situação de agressão/ameaça à sua integridade física, cada organismo possuía a capacidade de evocar uma resposta para contrariar essa mesma ameaça. Mais recentemente, as diferentes linhas de investigação, procuraram abordar este conceito, não apenas em termos do tipo de resposta que desencadeava, mas também na compreensão e análise dos diferentes acontecimentos que pareciam estar na sua origem, introduzindo a noção de “situação indutora de stress” (Lazarus e colaboradores, séc XX). Sendo assim, um mesmo estímulo, ainda que nocivo, não poderia bastar para explicar a ocorrência de uma resposta de stress, tornava-se importante atender aos diferentes factores cognitivos anteriores ao próprio acontecimento(“filtros”), determinantes na forma como este era avaliado e sentido. Por definição, consideramos uma situação indutora de stress, toda aquela circunstância ou estímulo, de origem interna ou externa ao indivíduo, em que este avalia a sua exigência como sendo superior à sua capacidade de resposta.

Nesse sentido, rapidamente percebemos que essa mesma avaliação irá variar muito de pessoa para pessoa, e até mesmo, numa mesma pessoa, de momento para momento. De uma forma mais concreta, a repercursão ou impacto de um determinado acontecimento sobre um indivíduo, depende, sobretudo, de 3 factores: - a avaliação que o indivíduo faz da situação que está a vivenciar; - a sua percepção da sua capacidade resposta ou controlo sobre essa mesma situação; - e, não menos importante, o apoio social de que dispõe naquele momento. Como conclusão, importa referir que nenhum ser humano está livre de enfrentar circunstâncias indutoras de stress, no entanto, como “seres sociais” que somos, é fundamental perceber que cada indivíduo não conta apenas com a sua própria força/resistência para enfrentar/ resistir a determinada situação. É fundamental que, nestes momentos, sinta o apoio e a força daqueles que o rodeiam, de forma a que a “carga” a que está exposto, seja, dentro do possível, experimentada como mais leve.

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RESPONSABILIDADE SOCIAL Competitividade Responsável: A Relação com os Fornecedores

Rita Moura Rodrigues, Socióloga

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Num mercado complexo e interligado, o desempenho organizacional está constantemente sob escrutínio, ao ponto de podermos dizer que aquilo que a nossa marca é, não é mais o que dizemos dela, mas sim aquilo que a opinião pública (seja sob a forma de acionistas, clientes, fornecedores, colaboradores, comunidade, etc.) diz sobre ela. Ou seja, é na relação com as outras partes interessadas que vamos construindo o nosso posicionamento no mercado. O respeito pelos interesses das diferentes partes interessadas é um dos 7 princípios da Responsabilidade Social definidos pela norma ISO 26000 (2010). Foquemo-nos, então, numa dessas partes interessadas - os fornecedores - para abordar duas dimensões que podem fazer a diferença na construção do nosso percurso como empresa socialmente responsável: a seleção dos fornecedores e o pagamento dentro do prazo. A escolha dos fornecedores é um dos momentos em que podemos aprofundar a nossa política de responsabilidade social. Não contratar produtos/serviços com empresas que não respeitem a legislação laboral, que não gaREVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | DEZEMBRO 2016

rantam boas condições de trabalho aos seus colaboradores, que usem métodos comerciais ilícitos ou que não tenham em atenção a proteção do ambiente são princípios básicos que devem nortear a atividade comercial de qualquer organização e que cada vez mais se tornam numa vantagem competitiva. É necessário que os requisitos de seleção dos fornecedores sejam bem claros dentro da empresa, de forma a que qualquer trabalhador saiba exatamente como deve atuar na aquisição de bens e serviços. O Código de Ética é um precioso auxiliar na tomada de decisão num mercado complexo e de frequente conflito de interesses. Este instrumento orientador permite também aos seus potenciais fornecedores conhecer quais as regras e requisitos para negociar com a sua empresa. Por outro lado, a relação com fornecedores pode ser também uma oportunidade para sensibilizar outras organizações da importância de implementar práticas de responsabilidade social. Falemos agora de outra questão ética: o pagamento dentro do prazo acordado. Essa não é uma prática comum no mercado português, o que penaliza a sua dinâmica e atinge com maior intensidade as PME (99,9% do tecido empresarial nacional), chegando a pôr em causa a sua sustentabilidade. Se muitas vezes o atraso está relacionado com dificuldades financeiras, em mais de metade das situações as faltas de pagamento são intencionais (Relatório Europeu de Pagamen-

tos 2016). A redução de liquidez gerada penaliza também o mercado de trabalho, pois 1/3 das empresas inquiridas refere que se os seus clientes pagassem atempadamente, poderiam aumentar o número de postos de trabalho. Ganhariam as empresas, ganharíamos todos nós. Em termos de práticas comerciais, as organizações podem dar provas de boas práticas de responsabilidade social, contribuindo para que pagar “a horas” se torne uma regra e não uma exceção. Muitas vezes é uma questão de se reavaliar quais os pagamentos e os recebimentos que se têm que fazer. Num mercado onde pagar dentro do prazo não é a regra, este é um fator atrativo para os potenciais fornecedores. A aplicação dos princípios de responsabilidade social por uma empresa tem efeito de contágio, pois introduz no mercado maiores critérios de exigência. Lucro e sustentabilidade fazem, cada vez mais, parte da mesma equação. As medidas de Responsabilidade Social conduzem a empresas bem reputadas, mais rentáveis e competitivas.


SEGUROS O Seguro de Saúde nas Empresas

Marco Colaço, Diretor Financeiro Média Mais

O tema que hoje aqui abordamos e que pode revestir-se de algum protagonismo no seio das organizações, tem vindo a evoluir de forma bastante positiva ao longo dos últimos anos, quer seja em termos de adesão quer em termos de composição e oferta de produto. O seguro de saúde no ambiente empresarial apresenta duas possibilidades de enquadramento fiscal que em baixo indicamos, uma vertente em que os custos com aquisição de seguros de saúde não têm limite e uma segunda situação com limites definidos. A contratação de produtos de saúde por parte das empresas a favor dos seus colaboradores apresenta-se sempre como um benefício para estes, seja ou não considerado em sede de IRS para o trabalhador: • Sendo considerado como rendimento do trabalho (Artº 23º do Código do IRC), o trabalhador ainda que tenha o rendimento tributado, pode por norma ter acesso a produtos e serviços que

se fossem adquiridos de forma individual iriam com toda a certeza ter um custo de aquisição bastante superior; • Sendo atribuído a título de outros benefícios (Artº 43 do Código do IRC), irá funcionar como uma mais-valia que a entidade proporciona aos seus colaboradores, criando uma vantagem competitiva e trazendo um bemestar adicional. Este facto, além de se traduzir como uma mais-valia para o colaborador, traz também e de imediato, vantagens à entidade: • Redução do absentismo pela otimização dos tempos de atendimento/marcação; • Acesso às melhores redes de saúde do mercado, melhorando a qualidade e rapidez dos serviços prestados; • Sensação de segurança adicional com um dos bens que a todos preocupa, a saúde e a saúde dos entes mais queridos. Hoje, assistimos a uma panóplia variada da oferta de produtos disponíveis no mercado, quer seja pela construção de produtos à medida do cliente com a introdução/retirada de coberturas, quer seja pela disponibilização de produtos complementares aos tradicionais seguros de saúde, como os cartões de saúde que assentam o seu princípio de funcionamento na utilização de uma rede médica a preços convencionados, com um desconto significativo sobre o preço de mercado do serviço em questão. Sendo que estamos a finalizar mais um exercício fiscal e às portas de um novo ano, será com certeza uma excelente altura de

reflexão quer a nível fiscal, custos, resultados, etc., quer a nível de proteção, criação de bem-estar ao elemento mais importante de qualquer organização, o seu capital humano. Enquadramento Fiscal Para a Empresa/Entidade patronal, os prémios pagos podem ser considerados como um custo do exercício, tendo dois enquadramentos distintos: • Atribuídos a título do rendimento do trabalho – Artº 23º do Código do IRC: a empresa pode considerar, sem limite, como custo dedutível do exercício, a totalidade do valor dos prémios de seguro pagos pela empresa, de seguros a favor dos colaboradores, se estes constituírem rendimentos do trabalho dependente por parte do trabalhador e como tal, declarados e tributados em sede de IRS. • Atribuídos a título de outros benefícios – Artº 43º do Código do IRC: a empresa pode considerar como custo dedutível do exercício, o valor dos prémios de seguro pagos pela empresa de seguros a favor dos colaboradores, reformados e respetivos familiares, quando estes: 1. Não forem considerados rendimentos do trabalho dependente; 2. Sejam observados os requisitos do Artº 43º: o Os benefícios devem ser estabelecidos para a generalidade dos trabalhadores, obedecendo a critérios objetivos e idênticos para todos, ainda que pertencentes a diferentes classes profissionais. o Os contratos de seguros devem ser celebrados com Companhias de Seguros. 3. Não excedam o limite de 15% das despesas suportados com remunerações do pessoal, ordenado ou salário se os seguros forem atribuídos a colaboradores com direito a pensões da segurança social, este limite é aumentado para 25%, caso os trabalhadores não tenham direito a essas pensões. Para os Colaboradores da Empresa / Pessoas Singulares: • Os seguros de saúde contratados pelas empresas em benefício dos seus colaboradores ou familiares não são tributados em IRS, logo, não passíveis de dedução quando o beneficio tenha caracter geral entre o universo dos trabalhadores. • A partir de 2015, os prémios de seguros passaram a ser dedutíveis como despesas de saúde à luz do Artº 78ºC do Código do IRS, sendo que: o São dedutíveis à coleta, 15% do valor suportado a título de despesas de saúde por qualquer membro do agregado familiar, com limite global de 1.000 €. Estes limites incluem os prémios de seguros de saúde, pagos por aquele ou por terceiros, desde que, neste caso, tenham sido comprovadamente tributados como rendimento.

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CONTABILIDADE Gasóleo Profissional - Reembolso Parcial de Impostos

Patrícia Abreu, Técnica Oficial de Contas

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Ao longo dos anos tem-se verificado que as empresas de transportes internacionais para manterem a competitividade no sector, têm deslocado os abastecimentos para países onde existem mecanismos de “gasóleo profissional”, nomeadamente França e Espanha. O custo dos combustíveis é um fator determinante para o setor, onde existe claramente uma vantagem económica para as empresas que estão mais próximas de locais de abastecimento de baixo custo. Como em Portugal não existe um regime destes, que para além de pôr em causa a competividade das empresas tem contribuído para a diminuição da receita fiscal, quer através dadeslocalização dos abastecimentos, como a deslocalização das empresas do setor dos transportes para fora de Portugal, foi criado um regime de reembolso parcial de impostos,com efeito a partir do dia 01/01/2017, através da Lei 24/2016, sendo que a Portaria n.º 246-A/2016, veio estabelecer as condições e os procedimentos para o reembolso.Por sua vez o Ofício Circulado Nº 35060, veio publicar as

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orientações de aplicação do referido regime. O regime consiste num reembolso parcial do imposto até ao limite de 30 000 litros por veículo abrangido e por ano civil, independentemente de alteração do proprietário ou do locatário do mesmo. O montante a reembolsar é de € 0,126/litro de gasóleo rodoviário abastecido. Os veículos abrangidos para o reembolso parcial dos abastecimentos de gasóleo rodoviário têm de estar matriculados num Estado membro da UE, serem tributados na categoria D do Imposto Único de Circulação (IUC), ter um peso total em carga igual ou superior a 35 toneladas, têm de estar afetos ao transporte de mercadorias por conta de outrem, a título oneroso e têm de efetuar os abastecimentos através de cartões frota. Para serem elegíveis, os adquirentes têm de estar licenciados como empresa de transporte de mercadorias, com sede ou estabelecimento estável num estado membro da UE, utilizar o NIF na comunicação dos abastecimentos e têm de ser proprietários, locatários financeiros ou locatários em regime de aluguer sem condutor, do veículo abastecido. Serão considerados apenas os abastecimentos efetuados através da utilização de cartões frota, nos postos de abastecimento localizados na zona de Vilar Formoso (Almeida e da Guarda), na zona do Caia (Elvas e de Estremoz), na zona de Vila Verde de Ficalho (Serpa e de Beja) e na zona de Quintanilha (Bragança e de Macedo de Cavaleiros).

As entidades emitentes de cartões frota enviam à AT, informação relativa a identificação dos postos localizados nos concelhos abrangidos e onde são aceites cartões de frota, posteriormente comunicaram eletronicamente os dados dos abastecimentos até ao dia 15 do mês seguinte ao do abastecimento. Os dados que serão comunicados são vários, nomeadamente: Código do estabelecimento; Data e hora do abastecimento; Número de litros abastecidos; Preço de venda dos litros abastecidos; NIF;País emissor do NIF ou do número de identificação em sede de imposto sobre o valor acrescentado; Matrícula do veículo; País emissor da Matrícula; Quilometragem da viatura no momento do abastecimento; Número da fatura ou documento equivalente; Data da fatura ou documento equivalente; Número do cartão frota utilizado no registo dos abastecimentos; Peso total em carga permitido da viatura, quando matriculada noutro Estado membro, e o Tipo de combustível abastecido. Os dados serão disponibilizados no portal das finanças até ao dia 20 do mês seguinte ao abastecimento, para que os adquirentes os confirmem. Caso exista alguma reclamação, pode ser feita, no portal das finanças, até ao dia 25 do mês seguinte ao abastecimento. E o pagamento do reembolso deverá ser efetuado até três meses após a data da comunicação do abastecimento, para o IBAN constante do cadastro de contribuintes da AT.


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Pensar Fora da Caixa - Número 6  

Continuamos a querer partilhar ideias e a procurar surpreender e inovar. Nesta sexta Edição a Revista Pensar Fora da Caixa dedica a área INT...