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TRIMESTRAL NÚMERO 4 OUTUBRO 2015 | € 2.50


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EDITORIAL

Sobreiro Duarte

Iniciou-se o último trimestre do ano de 2015! Quando em março deste ano escrevia que “o ano de 2015 vai ser determinante para a estabilidade das empresas”, acredito claramente que se vai confirmar. É determinante para as organizações a valorização do Capital Humano das mesmas, desde envolver as pessoas na definição dos objetivos organizacionais até encontrar o foco na concretização desses mesmos objetivos. A envolvência das pessoas permite que elas se sintam parte integrante da organização e parte da solução; quando não envolvidas estão, obviamente, do lado do problema. Esta edição da “Pensar Fora da Caixa” permite-nos refletir sobre a importância da saúde e concretamente da alimentação, melhorando a forma como cada um se pode sentir melhor individualmente e contribuir para o todo da organização. Sabemos que em cada dia que passa existe muito mais informação. Neste número trazemos experiências na primeira pessoa da sua implementação, a transferência da informação em conhecimento é fundamental, e transformar o conhecimento em experiências é determinante. As situações legais, em termos fiscais e contabilísticos são uma preocupação, pelo que uma visão ampla das mesmas pode ajudar a que os resultados das empresas sejam melhores. Não quisemos deixar de trazer também essas opiniões! A segurança das pessoas para nós é uma ocupação, sabemos que há sempre algo mais a fazer. Está em causa a pessoa no seu todo e o impacto que tem na vida organizacional, social e familiar. A administração da organização tem de entender que o bem-estar físico e psíquico do seu colaborador afeta o clima organizacional e o clima familiar. O grande objetivo é que existia segurança, saúde e felicidade no local de trabalho. A responsabilidade social das organizações e a PNL são temas que andam na ordem do dia – queremos que, neste número, reflita connosco e avalie se esta nossa visão faz sentido. Assim, com a revista “Pensar Fora da Caixa” queremos deixar a mensagem de que quando trabalhamos de forma Simples, Diariamente e de uma forma Disciplinada conseguimos alcançar os nossos objetivos. REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | OUTUBRO 2015

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SUMÁRIO

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FICHA TÉCNICA

Todos os dias somos confrontados com a necessidade de inovar, fazer melhor, surpreender. A Revista Pensar Fora da Caixa comemora um ano e apresenta-se mais organizada. Nesta quarta edição, para além da consulta periódica no CONSULTÓRIO da Dra. Mara Marques, alinhámos o RADAR além-fronteiras e recolhemos testemunhos de empresas de prestígio. Ficámos a conhecer melhor o artista Caldense Carlos Oliveira na CAPA e como tem vindo a ser habitual, reunimos os melhores para uma selecionada OPINIÃO PROFISSIONAL; atual, informativa, racional e objetiva.

Diretor: Sobreiro Duarte

Editorial

Sede da redação/edição: Rua Dr. Asdrúbal Calisto, Nº7 2500-133 Caldas da Rainha geral@gruposd.pt

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Subdiretora: Hélia Roberto Silva Editor: Sobreiro Duarte, Lda. Coordenadora: Telma Gonçalves Propriedade da Edição: Sobreiro Duarte NIF: 130 277 312

RADAR: Cheque formação Consultorio Formação SD: Transwhite LASO RODOVIÁRIA DO TEJO

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CAPA: Carlos Oliveira

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INTERDISCIPLINAR: MDance Academy Atelier Linhas da Terra Pneus do Alcaíde

Depósito legal n.º: 385617/14 ERC: 126607 ISSN: 2183‑4202

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OPINIÃO PROFISSIONAL: Riscos profissionais Responsabilidade social Seguros Contabilidade Ética e responsabilidade Coaching

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Colaboradores: Ana Ligeiro António Fidalgo Carla A. Tavares Júlio Estrelinha Lina Vieira Mara Marques Noel Vinagre Patrícia Abreu Patrícia Neves Pedro Duarte Rita Moura Rodrigues Sandra Sobreira Telma Gonçalves

Paginação, impressão e Acabamento: FIG - Indústrias Gráficas, S.A. Rua Adriano Lucas, 3020-265 Coimbra Tiragem: 2000 exemplares Trimestral

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REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | OUTUBRO 2015


Cheque-Formação Oportunidade Única

Dra. Patrícia Neves

No dia 3 de agosto de 2015, foi publicada a Portaria n.º 229/2015 que vem criar a medida Cheque-Formação, a qual “constitui uma modalidade de financiamento direto da formação a atribuir às entidades empregadoras, aos ativos empregados e aos desempregados inscritos na rede de Centros do Instituto de Emprego e Formação Profissional”. O Cheque-Formação permite o cumprimento do Código do Trabalho relativamente à formação profissional, possibilitando às entidades empregadoras o financiamento parcial da formação dos seus colaboradores, tendo em vista o aumento da produtividade e da competitividade das empresas, através do reforço da qualificação profissional dos seus trabalhadores. O apoio a atribuir, por trabalhador, considera a duração máxima de 50 horas de formação no período de dois anos e um valor hora limite de 4€, num montante máximo que poderá atingir os 175€, sendo que o apoio a atribuir não pode exceder 90% do valor total da

ação de formação, comprovadamente pago. As entidades empregadoras devem, ao longo do período em que decorrer o apoio atribuído, reunir e apresentar a seguinte documentação: • Cópia do Pacto Social; • Comprovativo da situação tributária e contributiva regularizada ou confirmação da autorização para a consulta das respetivas certidões; • Cópia do último mapa de pessoal remetido aos serviços da Segurança Social; • Comprovativo do pagamento do valor da formação, por cada colaborador proposto na candidatura; • Comprovativo da titularidade da conta bancária e indicação do respetivo IBAN; • Declaração da entidade formadora, onde conste a identificação do percurso de formação de cada colaborador; • Cópia dos certificados de formação profissional, emitidos pelo SIGO. Para os desempregados inscritos no IEFP, I.P há pelo menos 90 dias consecutivos, com idade igual ou superior a 16 anos e com qualificação de nível 3 a 6 (ensino secundário a licenciatura) e que frequentem uma formação com duração máxima de 150 horas no período de dois anos, o apoio financeiro corresponde ao valor total da ação de forma-

ção, comprovadamente pago, até ao montante máximo de 500€. O Regulamento Específico desta medida foi aprovado no dia 2 de outubro de 2015 e vem definir que o ChequeFormação tem um regime de candidatura aberta e que as candidaturas serão aprovadas até ao limite anual da dotação orçamental. A apresentação das candidaturas é efetuada através do portal Netemprego, pelo que será necessário o registo prévio da entidade empregadora, de cada um dos seus trabalhadores afetos a esta medida e de todos os particulares, ativos empregados ou desempregados, que pretendem apresentar candidatura. Em caso de aprovação da candidatura, o beneficiário deve assinar o termo de aceitação da decisão de aprovação, emitido pelo IEFP, I.P. e proceder ao pagamento da totalidade da formação junto da entidade formadora, a qual tem, obrigatoriamente que ser certificada pela DGERT. O pagamento de 50% do apoio será efetuado pelo IEFP no prazo de 5 dias úteis após o envio da documentação solicitada, sendo o valor remanescente pago após o termo da formação, depois do envio dos comprovativos de frequência e de conclusão da formação, com aproveitamento. REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | OUTUBRO 2015

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CONSULTÓRIO Alimentação e Condução

Dra. Mara Marques

O homem enquanto condutor é o elemento principal de todo o sistema de circulação rodoviário, dependendo do seu comportamento, em parte, a segurança da circulação rodoviária. É claro para todos nós que a segurança rodoviária poderá estar comprometida por uma falha mecânica, excesso de velocidade ou pela taxa de alcoolemia, no entanto outros fatores como a alimentação ou o hábito de fumar ao volante também poderão estar implicados e são muitas vezes por nós esquecidos. No que diz respeito à alimentação, o tipo de alimentação ou a frequência das refeições poderá ter importância no comportamento durante a condução. Abordar esta questão é importante para todos os condutores, no entanto esta reveste-se ainda de maior relevo quando falamos dos profissionais da condução.

no condutor, o aparecimento de sono ou suscitar condutas anómalas que poderão ir desde a distração até mesmo à irritabilidade do condutor. A adoção de alguns hábitos simples poderão evitar o aparecimento de muitos efeitos nefastos que prejudicam o comportamento do condutor. Devemos ter em conta que em viagem: - Se o período de trabalho do condutor for predominantemente de manhã, este deverá tomar um bom pequeno-almoço, com pão ou cereais acompanhados de leite ou iogurte e uma peça de fruta. - O almoço e o jantar devem fazer-se às horas habituais, evitando períodos demasiado longos ou irregulares em relação ao que é habitual. Estas refeições devem ser de fácil digestão, devendo ser ricas em proteínas, hidratos de

carbono e com baixo conteúdo de gordura, devendo evitar-se alimentos demasiado condimentados ou muito salgados. - Após as refeições principais a condução não deverá ser logo retomada, devendo ser sempre feita uma pequena pausa; - Não deve ser iniciada uma viagem longa sem ter feito uma pequena refeição, principalmente quando se poderá estar algum tempo sem fazer uma paragem; Por último, mas não menos importante, importa salientar que as paragens esporádicas ao longo da viagem deverão ser aproveitadas para ingerir alimentos leves, como fruta, iogurtes ou frutos secos, sempre acompanhados da ingestão de água ou sumos naturais, nunca devendo os condutores comer durante a condução pois poderá distrair o condutor e constituir um fator de risco adicional.

Mas que implicações podem ter na condução hábitos alimentares incorretos? Uma alimentação inadequada poderá contribuir para desencadear ou aumentar a fadiga REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | OUTUBRO 2015

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Formação com o Grupo SD Transwhite

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A Transwhite é uma empresa com sucesso e em franco crescimento. Fale-nos desta história empresarial. A história empresarial da nossa empresa que foi fundada no ano de 2004, rege-se pelos seguintes pontos: TransWhite é uma empresa jovem em termos de existência bem como de mentalidade e modo de estar no mercado. Ligado ao seu início esteve a vontade do seu fundador de fazer mais e melhor, ao seu espírito empreendedor, à sua larga experiência no ramo dos transportes e à sua equipa. A empresa possui neste momento uma frota de 60 camiões e cerca de 160 colaboradores.

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A empresa concentra-se essencialmente em transportes a dois motoristas, de cargas de temperatura controlada de frutas, vegetais, flores e bens alimentares e carga geral onde colabora com a Logiqueen uma outra empresa do grupo, operando maioritariamente em portugal, holanda, bélgica, alemanha, frança, inglaterra, suíça e noruega. Para poder ir ao encontro das necessidades e com a crescente exigência do mercado, tanto ao nível económico como regulamentar, a Transwhite tem apostado numa frota moderna, na diferenciação e melhoria contínua das soluções apresentadas aos seus clientes e na qualificação dos seus profissionais, oferecen-

do aos seus clientes vastos serviços como: -Reboques Frigoríficos com 2 motoristas, com bi-temperatura, com ADR e plataforma elevatória; -Reboques Lona com 2 motoristas, com ADR; -Megatrailers com 2 motoristas com ADR; -Roadtrain com 2 motoristas com ADR; -Carrinha com plataforma elevatória; -Carrinha frigorífica com plataforma elevatória; -Todos os nossos reboques lona têm capacidade elevatória até aos 3 metros de altura interior e possuem equipamento de ADR e segurança e borrachas antiderrapantes;


-Camiões disponíveis diariamente de maneira a satisfazer todas as necessidades dos nossos clientes. O vosso comportamento e dedicação é visível. Que fatores têm e consideram determinantes para a vossa consolidação? A dedicação da nossa empresa rege-se na satisfação ao cliente e na prestação de um serviço com qualidade por uma equipa de profissionais qualificados e empenhados para superar todos os desafios colocados, tendo como principais valores a diferenciação e inovação, confiança e respeito entre colegas e parceiros, e desenvolvimento das pessoas. “Formar é investir individualmente num coletivo”. O que pode a formação representar e promover no desenvolvimento, competência e crescimento dos colaboradores e em que é que se reflete na empresa? Para ultrapassar os seus desafios a empresa acredita na importância da formação e do crescimen-

to pessoal e profissional das suas pessoas, sendo imprescindíveis para garantir soluções de qualidade e “fora da caixa” para os seus clientes. O Grupo SD tem vindo a ser a vossa entidade selecionada para esta área. É uma aposta ganha e para continuar? O Grupo SD tem vindo a ser um parceiro importante nesta área, tendo ajudado a empresa a encontrar a solução certa para os desafios de toda a organização. Acreditamos que esta parceria continuará no futuro e que fará parte do crescimento futuro destas duas empresas. As vantagens obtidas pelo retorno da formação constituem mais-valias para o Capital Humano. As ações realizadas trouxeram esta consciencialização? Todas as ações de formação têm vindo a ajudar no aumento da consciencialização por parte dos colaboradores da importância da formação e melhoria contínua de todas as operações efetuadas.

A vossa visão para o futuro de certeza é abrangente. Que caminho vai ser percorrido? A nossa organização terá ainda um grande caminho a percorrer, tendo como principais objetivos a curto prazo a certificação da qualidade, a otimização de processos e conclusão de construção de novas instalações que permitirão criar as condições necessárias para o seu crescimento. Deixem uma mensagem/conselho para quem também pensa fora da caixa. Vivemos uma época de oferta alargada de profissionais, produtos, serviços e soluções. A diferenciação é cada vez mais difícil, mas a maioria de nós continua a procurar valor acrescentado. Para tal, o pensar e agir “fora da caixa” torna-se cada vez mais importante. Por mais brilhantemente que se defenda o que está estabelecido, é preciso correr riscos e abrirmo-nos às novas realidades e novos desafios. Novas ideias traduzem-se em novos caminhos. Manuela Sábio – Gerente

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A IMPORTÂNCIA DA FORMAÇÃO Rodoviária do Tejo

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Dra. Sónia Ferreira Diretora Administrativa, Financeira e de Recursos Humanos da Rodoviária do Tejo, SA Gerente das empresas Rodoviária do Oeste, Lda. e Viva Bus Transportes, Lda.

Como é do conhecimento comum, a nossa economia tem passado nos últimos anos por um período de recessão, que se mostrou mais duradouro do que inicialmente se previa. Os especialistas apontam várias razões, quer de ordem externa quer de ordem interna, para a gravidade desta crise. Analisando o nosso contexto interno, não restam dúvidas de que uma das razões que contribui para as atuais dificuldades é pouca competitividade do nosso tecido empresarial. Efetivamente muitas das nossas empresas apresentam dificuldades em manter um nível de competitividade sustentado, que permita vencer os desafios, cada vez maiores, provindos de uma concorrência REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | OUTUBRO 2015

cada vez mais global. Questionamo-nos então dos porquês que levaram a esta situação, e de imediato se levanta a questão da produtividade. É que competitividade está indubitavelmente associada a bons níveis de produtividade e esta, por sua vez, está associada a investimento na formação e qualificação das pessoas. Na realidade, muitas empresas não deram a devida importância ao fator humano, negligenciando alguns aspetos impulsionadores do bom desempenho, nomeadamente a formação. Com efeito, está hoje mais do que confirmado, que a qualificação e formação dos Recursos Humanos é fator crítico para o sucesso de qualquer organiza-

ção económica, no pressuposto, claro está, de que esta é realizada em alinhamento com a estratégia da empresa e não apenas como uma obrigatoriedade de horas de formação ministradas numa sala a um conjunto de pessoas! Por este motivo as nossas empresas têm de encarar a formação contínua como algo absolutamente necessário e imprescindível, que permite proporcionar a atualização das competências técnicas e a adequação das atitudes e comportamentos, e deste modo, melhorar o desempenho e a satisfação no trabalho. Este é o racional que tem sido a base da política de formação nas empresas do Grupo Rodoviária do


Tejo, visando sempre a melhoria da qualidade de serviço prestada aos nossos clientes. O Grupo Rodoviária do Tejo, engloba as empresas Rodoviária do Tejo, SA, Rodoviária do Oeste, Lda. e Viva Bus Transportes, Lda., exerce a sua atividade no setor do transporte rodoviário de passageiros (carreiras regulares urbanas e interurbanas, carreiras regulares internacionais, serviço de Expresso e Alugueres) nos distritos de Leiria, Santarém e Lisboa. Com 703 trabalhadores, dos quais 551 são motoristas, e 548 autocarros, transporta anualmente cerca de 14 milhões de passageiros. Há mais de uma década que consideramos o Plano Anual de Formação como uma das ferramentas estratégicas. Por ano, proporcionamos em média, cerca de 7.000 horas de formação em várias áreas e abrangendo do um modo geral todos os grupos funcionais. Dada a relevância da função Motorista, pelo papel importante que desempenham e pela grande quantidade de efetivos, este é o grupo de pessoas que maior volume de formação implica. Como já referimos, a formação constitui um importante mecanismo de alinhamento estratégico com os objetivos da empresa. O seu planeamento e a sua execução merecem uma atenção cuidada, na medida em que uma mensagem mal transmitida numa sala de formação pode constituir motivo de desalinhamento e de desmotivação do trabalhador, já para não falar do investimento financeiro perdido! Por este motivo, temos uma preo-

cupação especial na escolha dos nossos fornecedores. Fornecedores esses que ao demonstrarem a sua competência, disponibilidade, preocupação, interesse e qualidade efetiva e sustentada do seu desempenho, passamos a considerar Parceiros. É desta forma que consideramos a nossa relação já de longa data com a empresa Sentidos Dinâmicos. No futuro, com as mudanças já

delineadas para o funcionamento do setor, a capacidade de diferenciação no serviço prestado será cada vez mais um fator crítico de sucesso. Para tal, continuaremos a apostar na formação como um dos fatores essenciais para alcançar essa diferenciação e assim assegurarmos que esta mudança constitui uma oportunidade e não uma ameaça.

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“ Mudança é a lei da vida. Aqueles que apenas olham para o passado ou para o presente, seguramente que irão passar ao lado do futuro.” John F. Kennedy REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | OUTUBRO 2015


ULTRAPASSAMOS OBSTÁCULOS LASO Transportes

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A LASO Transportes realizou no passado mês de Julho o transporte da Estátua de João Paulo II, obra do Escultor Carlos Oliveira que acompanhou todo o processo de perto. O transporte do Papa foi orientado por Paulo Silva e José Brás, colaboradores da LASO, e decorreu entre as Caldas da Rainha e a Igreja de Paço d´Arcos. Devido às dimensões da Estátua (5,50m de Altura, 3,20m de Largura e 1,70m de diâmetro) a mesma teve de ser transportada

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na horizontal o que, a juntar ao facto da mesma ser construída num material muito delicado, tornou a logística de transporte muito exigente. Todo o processo, desde o momento da carga até à chegada à Igreja, durou perto de 10 horas e mais uma vez, como é apanágio da Transportadora, o serviço decorreu na perfeição, fruto do profissionalismo dos seus colaboradores. A LASO - Transportes, S.A. é uma empresa portuguesa especializa-

da na prestação de serviços de transporte rodoviário de mercadorias especiais e normais. Possui cerca de 1000 equipamentos próprios e uma força de trabalho altamente experiente e qualificada com aproximadamente 700 colaboradores. A Transportadora é hoje uma empresa certificada no que respeita à qualidade do seu serviço e tornou-se uma marca de referência no mercado dos transportes especiais e normais por toda a Europa e em África.


A Certificação Profissional da Formação

Parceria de Valor A aposta no Capital Humano tem como principal pilar a Formação, particularmente incidente nos motoristas enquanto embaixadores da empresa. O profissionalismo fomentado na LASO encara a motivação dos seus colaboradores como primordial tendo como preocupação constante a sua satisfação e realização profissional. Neste âmbito, a parceria com o Grupo SD para a Formação Profissional Certificada, tem sido desenvolvida de forma a promover o aumento das competências e da segurança a par da qualidade, que constituem valências primordiais para melhoria contínua do serviço prestado pela empresa e consequente satisfação dos seus clientes.

Parceiros no âmbito da formação profissional é com muito regozijo que o Grupo SD participa ativamente na estratégia de desenvolvimento da LASO Transportes. Colocamos muito de nós em tudo o que fazemos e crescemos sustentados nos resultados ob-

tidos. Aceitamos humildemente os desafios respondendo sempre de forma criativa, profissional e comprometida. Queremos contribuir para a valorização, a qualidade e o sucesso dos nossos parceiros e estamos reconhecidos na avaliação ao nosso desempenho:

“Existe uma relação muito próxima entre nós no âmbito do apoio à nossa área da Formação havendo uma grande capacidade da vossa parte em se adaptarem às nossas necessidades” Dr. João Pedro – Diretor de Marketing e Comunicação

“A virtude do sucesso desta parceria assenta na capacidade e visão do Dr. Sobreiro Duarte em ter olhado para a LASO, não como mais uma empresa de transportes que necessita de formação para os seus colaboradores, mas sim como a LASO uma Organização com “ADN” próprio, cujas formações têm vindo a ser organizadas e realizadas em função da cultura e “ADN” de uma empresa líder nos transportes especiais em Portugal e com elevada credibilidade e projeção em toda a Europa. Aqui residiu a diferenciação entre o Grupo SD e as restantes ofertas formativas existentes no mercado” Engº Carlos Julião – Diretor de Qualidade, Inovação e Frota REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | OUTUBRO 2015

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CAPA – CARLOS OLIVEIRA A Escultura como forma de expressão

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Natural das Caldas da Rainha, Carlos Oliveira nasceu em 1963 no seio de uma família humilde. Desde muito cedo é introduzido à escultura através do seu pai, que fazia com barro e lama da fazenda figuras pintadas com graxa dos sapatos para oferecer ao padre da freguesia do Coto. “Tinha muita habilidade com as mãos” relembra Carlos Oliveira aludindo a sua avó paterna que carinhosamente afirma “é a minha mulher ídolo”. REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | OUTUBRO 2015


Quisemos saber um pouco mais sobre este artista Caldense, percebendo o seu percurso até aos dias de hoje, conhecendo a sua filosofia e a sua fórmula de sucesso. “Eu corro atrás do meu cordeiro” Carlos Oliveira residia, com os seus pais onde hoje se situa o seu Atelier - fábrica, em frente a um forno de tijolo e lembra “sempre que se estragava um tijolo, eu ia lá pedi-lo e como nunca tive jeito para jogar à bola ia fazendo uns bonecos”. Afirma que esta sensibilidade foi desenvolvida quando o pai lhe ofereceu uma peça de barro pequena, em forma de cordeiro; essa experiência marcou-o de tal forma que ainda hoje utiliza a expressão “eu corro atrás do meu cordeiro”. De Operário Especializado a Artista Autodidata Na adolescência trabalhava em faiança na Olfaire, ingressou no Cencal como formando no primeiro curso chegando a fazer parte do grupo pedagógico, até que surgiu a oportunidade de se juntar às faianças Subtil a convite de um dos seus mestres o Sr. Artur Lopes. Entrou numa secção de moldes e foi de operário especializado à Direção do Departamento Criativo das Faianças Subtil. “Desta casa trouxe na mala de viagem uma experiência muito forte no relacionamento com os outros, aprendi a trabalhar em equipa, a importância de nos mostrarmos disponíveis e com boa vontade. Temos que

ser contagiantes e trazer as pessoas para o nosso lado.” O facto de dirigir uma das equipas entre centenas de colaboradores fez com que “Quando algo não corria como o esperado eu perguntava: há solução para isto? Pois o importante é ir sempre em busca da solução!” Exclama que “todos os erros que surgem são uma oportunidade de aprendizagem!” e tem presente um ensinamento transmitido pelo Sr. Artur Lopes “cada peça criada tem uma história e se nós não percebermos bem a história e o objetivo, podemos nunca o conseguir atingir.” Em ascensão na carreira, sendo reconhecido no meio profissional, cria em 1989 o seu próprio Atelier. Chegou a fornecer modelos e moldes para todo o mercado Nacional da indústria cerâmica até que numa altura menos próspera do mercado, resolve dedicarse à escultura. Em 2000 “Conheci um pintor que foi o meu padrinho artístico, Bravo da Mata. (…) Ele dizia-me para apostar na minha criatividade e no meu valor e começou a levar-me a galerias. Eu tinha 38 anos e estava a começar de novo.” (…) E foi muito interessante, comecei a fazer trabalhos para galerias e iniciei um novo processo de aprendizagem.”

A receita para o Sucesso Conheceu artistas conceituados, desenvolveu novas técnicas e trabalhou em equipas até 2011 onde foi distinguido pelo seu profissionalismo e talento, sendo convidado pelo padre da paróquia do Coto a esculpir uma cruz, que viria a entregar em mãos a sua Santidade, o Papa João Paulo II* (história desenvolvida na 1ª Edição da PFC). Este feito fez com que fosse catapultado para o mundo da Arte Sacra que hoje justifica “Esta ligação com a igreja e a arte sacra remonta à minha infância e é uma ligação muito familiar.” Afirma que cada projeto é um desafio a que responde com o mesmo processo de trabalho “Assim que recebo o convite para um novo projeto, faço uma pesquisa intensiva, recolho toda a informação e inteiro-me da história. Depois o processo é natural… Começo a desenhar, a planear e a receita é sempre a mesma: tentar fazer o melhor possível. (…) Entrego-me da melhor forma possível a cada desafio e faço-o com uma paixão enorme porque eu gosto muito do que faço e faço-o com o sentido de servir contando sempre com a minha preciosa equipa: António Santos na moldagem e escultura, Daniel Oliveira nas REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | OUTUBRO 2015

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estruturas e moldes e Nídia Francisco na área decorativa e folha de ouro. Isso é essencial. É a matriz”. Papa João Paulo II e a LASO Transportes No dia 26 de Julho de 2015, foi inaugurada a igreja Paroquial de Porto Salvo que conta com esculturas monumentais que ficarão para a história religiosa do concelho de Oeiras.

Uma figura de 5,2 metros do papa João Paulo II que implicou muito estudo da matéria e muitos cálculos, apoiados em fórmulas muito bem calculadas para que pudesse resistir a altas e baixas temperaturas. Sendo um artista muito espiritual justifica que este trabalho tem muito de Alquimia, referindose a Hermes Trimegisto como uma inspiração quando refere “Para além dos quatro elemen-

tos: terra, água, ar e fogo é necessário um quinto elemento tão ou mais importante, o Amor, a Entrega” e com esta entrega, veio a necessidade de avançar do ponto de vista técnico. Aceitou o desafio com naturalidade e depois de muitos investimentos em equipamentos, avaliações e novas perspetivas criou uma fórmula que se mostrou um sucesso. Com a LASO Transportes enPub.

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carregue do transporte da peça, Carlos Oliveira acompanhou todos os minutos desse processo e lembra com emoção “Há alturas em que nos surpreendemos, há situações em que nos sentimos muito pequeninos, muito frágeis. Achamos que não vamos ser capazes de realizar certa tarefa, mas há sempre um sabor a milagre quando as coisas acontecem, temos de trabalhar para acreditar e acreditando, temos que ser gratos. E esta peça é parte de mim, como um filho. Os meus filhos já saíram de casa, mas neste caso, houve também a sensação de partida. E ao ver as fotografias e os vídeos, assiste-se à despedida de um filho que partiu (…) e eu espero que tudo lhe corra bem, que é aquilo que desejamos aos nossos filhos.” Muitos convites surgiram e o caminho é próspero para o artista Caldense que está a desenvolver um projeto bastante ambicioso para o Município de Arruda dos Vinhos. Para o VI Encontro do Grupo SD, Carlos Oliveira preparou uma apresentação do seu trabalho criativo, saindo fora da caixa e expondo uma série de imagens que documentam o processo de trabalho da sua

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equipa. De pequenos a grandes formatos, partilha com os participantes da forma mais intima que um artista o pode fazer, dando a conhecer o seu interior, o seu método. Não podemos deixar de agra-

decer ao Carlos Oliveira o empenho e dedicação com que nos tem presenteado até hoje e aguardamos com a maior expectativa a sua presença no VI Encontro Nacional do Grupo SD! Pub.

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MDANCE ACADEMY Uma escola de dança, criatividade e bem-estar MDANCE academy é um lugar distinto que nasceu em Lisboa para acolher e desenvolver as áreas da Dança, Teatro, Música e Bem-Estar. Três grandes e surpreendentes espaços, um horário apetecível, preços imbatíveis e uma programação inovadora que surge da necessidade de oferecer aulas de dança com qualidade e disciplina nesta atmosfera acelerada e descomprometida da cidade. Rapidamente perceberá que está numa academia diferente das outras, sentir-se-á em casa e disponível a saborear o tempo da melhor forma, a esquecer o stress do quotidiano, e ao mesmo tempo a conhecer o seu corpo e tratá-lo bem. Esta academia estruturada por um leque de profissionais de topo oferece uma aprendizagem para iniciados e mais experientes, de qualquer idade. Danças de Salão, Kizomba, Técnicas de dança Clássica, Contemporâ-

neo, Hip-Hop, Desenho, Teatro são só algumas das hipóteses regulares desta escola que se prevê um lugar de sucesso. Workshop’s, Cursos, Palestras, Exposições, e grandes nomes, são uma constante na programação dos seus fins-de-semana. Para os alunos, um acompanhamento extremamente personalizado e adaptado aos objetivos e necessidades. Para a sua empresa, os melhores artistas para levar os seus eventos a outro patamar, animações, espetáculos, masterclasses, flash mobs, e muita criatividade. Para a sua vida, mais formação, mais saúde, mais alegria, mais tempo de qualidade!

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LINHAS DA TERRA Modelling and Ceramics

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A Cerâmica é uma paixão. Nela se conjugam formas, cores, luz, sombra, ideias e sonhos. Com um percurso de cerca de 30 anos, a cerâmica continua a ser uma grande paixão. Acreditamos que ao dar vida a cada peça estamos a partilhar, a harmonia que nos alimenta. Cada peça tem uma história. Histórias únicas pedaços de uma vida. Esta paixão começou no Cencal – Centro de formação de Cerâmica, onde frequentamos o curso de Modelação Decorativa e de Escultura em Figura Humana, obtivemos também um conjunto de experiências, permitiram a abertura do nosso atelier. Tivemos como mestres : Herculano Elias, Euclides Rebelo, Xohan Viqueira. Para dar vida a cada projeto o “Atelier Linhas da Terra” conta com uma equipa de três pessoas. Victor Mota, Helena Brito e Manuela Mota que diariamente criam e executam peças dentro do conceito definido pelo atelier. -Pequenas series de peças cerâmicas (Sto. António, Presépios, Rolhas decorativas, etc.) estes

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trabalhos são procurados por colecionadores . – Esculturas cerâmicas originais, peças únicas de varias dimensões (Touros, Cavalos, Pratos Decorativos com vários temas, Painéis em Relevo). Conjugamos formas e métodos tradicionais e procuramos inovar, fazendo assim uma ponte entre a tradição e a modernidade. Estes trabalhos estão expostos para venda no espaço de loja junto ao Atelier. No Atelier proporcionamos

Workshops a pessoas que tenham ou não trabalhado em cerâmica, podem ser Portugueses ou de outros Países. “ Atelier Linhas da Terra” é Uma marca registada Victor Mota São Cristóvão – Caldas da rainha atelierlinhasdaterra@gmail.com www.facebook/linhasdaterra Telf. 262099446 Telm. 919328973 / 915569199


PNEUS DO ALCAIDE Experiência Comprovada

Foi em 1981 que nasceu a PNEUS DO ALCAIDE, pelas mãos do seu fundador, Augusto Francisco Domingos Laureano. Iniciando-se com a atividade de revenda de pneus ligeiros e pesados, prestando assistência aos seus clientes num pequeno posto situado em Porto de Mós, rapidamente a empresa sentiu necessidade de se alargar para novas instalações, na Tremoceira, onde ainda hoje se encontra sediada. Em 1991, abraçou um novo desafio, a recauchutagem de pneus. Entra neste ramo de negócio como Recauchutador Oficial da Goodyear, único no país. Significa isto que é a única empresa do setor que está autorizada a com-

prar matérias-primas das marcas Goodyear / Dunlop e a utilizá-las no mercado. A Goodyear exige um controlo efetivo da produção, de modo a garantir uma qualidade de excelência no produto final. Neste sentido, a Pneus do Alcaide é anualmente auditada pelo departamento técnico da marca, vindo a merecer ano após ano a sua confiança. FROTAS A Pneus do Alcaide trabalha essencialmente o pneu recauchutado para jantes de 17,5 a 22,5, numa oferta exclusiva para pneus de camião, sendo que o negócio é feito numa abordagem direta

às frotas. Tendo-se especializado nessa área, possui know-how e experiência com mais de 30 anos. Esta especialização é de facto um dos pontos fortes da empresa, prestando um serviço integrado às frotas, começando pela comercialização do pneu novo até ao final do seu ciclo de vida, passando pela recauchutagem do mesmo, assistência e acompanhamento quer na casa do cliente quer na estrada, a nível nacional e internacional, através das quatro unidades de retalho que a empresa detém (Santeira, Benedita, Marinha da Mendiga e Porto), de duas carrinhas (zona norte e centro) totalmente equipadas para o efeito e de acordos com a Goodyear, através da rede Truckforce. Cada vez mais se tem vindo a notar nas frotas uma maior especialização na área dos pneus como forma de gerir melhor esta componente e de reduzir custos operacionais destas, passando pela opção de pneus recauchutados. Para a recauchutagem conta com uma gama de pisos modernos e atuais, exatamente iguais aos dos pneus novos, que correspondem às necessidades das maiores frotas de camiões.

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RISCOS PROFISSIONAIS Ruído: Medidas de Proteção Individual

Dra. Ana Ligeiro

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Quando nos encontramos num ambiente de trabalho e não conseguimos ouvir perfeitamente a fala das outras pessoas no mesmo recinto, isso é uma primeira indicação de que o local é demasiado ruidoso. Os especialistas no assunto definem o ruído como todo o som que causa sensação desagradável ao homem, assim, o ruído é um agente físico que pode afetar de modo significativo a qualidade de vida do trabalhador, sendo que atua sobre o sistema nervoso central e quando o estímulo ultrapassa determinados limites causa

surdez. A Surdez é a segunda Doença Profissional com mais expressão a nível nacional. As pessoas que vivem ou trabalham em lugares muito ruidosos, ou aquelas que suportam ruídos intensos de forma regular, correm o risco de sofrer de problemas de audição irreversíveis. Assim sendo, as perdas de audição são derivadas da frequência e intensidade do ruído, transmitidas através de ondas sonoras (tanto pelo ar como por materiais sólidos). Quanto maior for a densidade do meio condutor, menor será a velocidade de propagação do ruído. Os tipos de lesão poderão estar inseridas da seguinte forma:

Consoante os valores de ruído a que o trabalhador está sujei-

to, a organização deverá atuar da seguinte forma: Para valores superiores a 90 dB(A) de exposição pessoal

diária

ou

MaxLpico superior a 140 dB

Para

valores

entre

85dB(A) a 90 dB(A) de

exposição pessoal diária ou MaxLpico igual a 140 dB

Para valores inferiores a 85dB(A) ou MaxLpico* inferior a 140 dB

É obrigatório o uso de proteção auditiva

A entidade empregadora deve

disponibilizar

equipamento de proteção auditiva,

cabendo

ao

trabalhador o seu uso ou não Não

é

necessário

a

utilização de qualquer equipamento de proteção auditiva

Para trabalhadores expostos ao ruído deve existir uma vigilância médica e audiométrica da função auditiva: timpanogramas e audiogramas. O controlo de ruído é um processo que deve ser cuidadosamente estudado, com vista a selecionar as soluções mais adequadas a cada tipo de ruído e a cada situação. Pub.

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Riscos Profissionais Equipamentos de Proteção Individual

Eng.ª Sandra Sobreira

Entende-se por equipamento de proteção individual (EPI) qualquer equipamento destinado a ser usado pelo trabalhador para sua proteção contra um ou mais riscos suscetíveis de ameaçar a sua segurança ou saúde no trabalho, assim como qualquer complemento ou acessório destinado a esse objetivo. Os EPI classificam-se segundo a zona do corpo a proteger: Corpo inteiro - equipamentos de proteção contra quedas, roupa protetora: aventais, fatos de uma ou duas peças. Cabeça - capacetes protetores especiais, gorros, chapéus. Olhos e cara - óculos protetores, viseiras faciais, máscaras de soldadura. Ouvidos - tampões, auriculares, capacetes anti-ruído. Nariz e vias respiratórias - máscaras

filtrantes contra gases e pó, aparelhos individuais com fornecimento de ar/oxigénio. Tronco e abdómen - coletes, aventais, protetores contra agressões mecânicas, físicas ou químicas, coletes salva-vidas, coletes térmicos, cinturões de proteção lombar. Braços e mãos - luvas, manguitos, dedeiras. Pernas e pés - sapatos, botas, galochas, calças. Pele - cremes protetores, pomadas. As exigências técnicas dos EPI prendem-se com os seguintes fatores: •Ergonomia e conforto - os EPI devem adaptar-se ao trabalhador e ao trabalho, não criando dificuldades ao desenvolvimento do seu trabalho; •Devem adaptar-se à morfologia do utilizador, devem apresentar boas caraterísticas de regulação, ser sólidos e leves. •Os materiais devem apresentar caraterísticas de inocuidade para os trabalhadores, não deixando de oferecer as adequadas caraterísticas de resistência de modo a defender com eficácia o trabalhador do risco associado. Devem, ainda, ser de fácil manutenção e conservação. • Devem ser acompanhados de

um manual de instrução em língua portuguesa, onde conste informação sobre as classes de proteção adequadas aos riscos em causa, instruções de utilização, manutenção e armazenamento, data ou prazo de validade dos EPI e dos seus componentes. • Marcação CE e Declaração de Conformidade: compete ao fabricante de EPI apresentar aposta a marcação CE e acompanhá-los da Declaração de Conformidade CE. Os Equipamentos de Proteção Individual devem ser utilizados quando os riscos existentes não podem ser evitados ou limitados por meios técnicos de proteção coletiva ou por medidas, métodos ou processos de organização do trabalho. De acordo com a metodologia preconizada nos princípios gerais de prevenção, as medidas de prevenção devem anteceder as medidas de proteção. Deve-se dar prioridade à proteção coletiva face à proteção individual, uma vez que é mais eficaz. A proteção individual assume, assim, um caráter complementar em relação à proteção coletiva, devendo utilizar-se quando esta não seja tecnicamente possível ou seja insuficiente. Pub.

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RESPONSABILIDADE SOCIAL A Empresa Como Comunidade

Dra. Rita Moura Rodrigues

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A responsabilidade social de uma empresa não é mais do que a prática das regras éticas que orientam o seu funcionamento. Embora contribua fortemente e de forma sustentada para a imagem da empresa, daí a sua elevada componente externa, a responsabilidade social é algo que começa internamente: nas mais simples opções de gestão, na forma como o líder/gestor se posiciona, no modo como são tratados aqueles que constituem o ativo mais precioso de uma empresa ou organização, os seus recursos humanos, nas relações que estes estabelecem entre si e na forma como assumem a cultura da empresa. Há autores que defendem que uma das lições que resultou da crise foi o sublinhar da urgência de um novo modelo de gestão mais orientado para o bem-estar interno e externo das organizações e não tanto na sobrevalorização dos líderes como elementos que viviam numa redoma, separados do comum dos colaboradores. Em muitas empresas essa separação teve efeitos nefasREVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | OUTUBRO 2015

tos: os líderes não sabiam o que se estava a passar pois não comunicavam (ouviam) com os demais trabalhadores e estes últimos, por sua vez, não tendo visão de conjunto e muitas vezes tratados como meras mercadorias, não se importavam com o que se estava a passar. A gestão de “nova geração” perceciona a empresa como uma comunidade, construída numa base de justiça e confiança, com regras claras de atuação (código de ética), em que cada um sinta que dentro da organização todos são iguais, apenas com funções e responsabilidades diferentes, motivando-se para dar o seu melhor de forma a cumprir os objetivos da empresa. Mas toda esta cultura de compromisso tem que ser trabalhada de parte a parte: se se pretende que o colaborador dê o melhor pela sua empresa, também esta tem que lhe criar condições para o seu desenvolvimento pessoal e profissional. A comunicação é o elemento central de toda esta estratégia. Apresentar de forma clara e desde o início a descrição da função, o perfil de competências (pessoais e profissionais) exigido pela empresa, o código de ética pelo qual se rege a organização, a forma de avaliação, são informações que constituem uma referência para cada colaborador quanto àquilo que dele se espera, facilitando a execução das suas tarefas e imergindo-o na cultura da empresa.

Mas esta comunicação deverá ser de duplo sentido: também o colaborador tem que sentir o quanto é importante a sua motivação, envolvimento e participação, as suas propostas, as suas críticas construtivas, que para a empresa ele não é apenas um recurso humano, mas um membro da “comunidade”, com as suas especificidades, reconhecido pelo seu valor. E este reconhecimento não se esgota na parte financeira, mas passa por uma justa avaliação, pela possibilidade de flexibilizar o seu horário atendendo à sua vida familiar, pela mobilidade interna, pela possibilidade de realizar formações que contribuam efetivamente para o seu desenvolvimento pessoal e profissional, só para citar alguns exemplos. À semelhança de uma orquestra, numa empresa cada elemento tem que ter consciência do seu valor para o sucesso da mesma e da importância de que este reveste também para o seu sucesso e bem-estar pessoal. Por seu lado, a orquestra também só executará bons concertos se garantir as condições de equipamento e de treino aos seus músicos para atingirem o seu máximo potencial. Concluindo, podemos afirmar que uma verdadeira estratégia de responsabilidade começa, então, pelos colaboradores, numa lógica de - fazendo uma analogia com um slogan bem conhecido – “se eu não gostar dos meus, quem gostará?”.


SEGUROS A Mais Valia do Seguro Profissional

Dr. Noel Vinagre - Diretor Média Mais

Desde 1913 que é reconhecida em Portugal a obrigatoriedade de as entidades empregadoras restaurarem as consequências dos acidentes de trabalho sofridos pelos seus colaboradores. Foi neste âmbito criada a obrigatoriedade legal do seguro pelo risco de acidentes de trabalho, visando assegurar aos empregados por conta de outrem e seus familiares condições adequadas de reparação dos danos resultantes de acidentes de trabalho. Consequências da falta de seguro A ausência ou insuficiência de seguro é punida por lei, determinando o pagamento de uma coima. Nestas situações, acontecendo um acidente com trabalhador por conta de outrem, a entidade empregadora é responsável pelo pagamento das

prestações previstas na lei. O que é um acidente de trabalho? É considerado acidente de trabalho aquele que se verifique no local e no tempo de trabalho, e que produza direta ou indiretamente lesão corporal, perturbação funcional ou doença de que resulte limitação na capacidade de trabalho, ou de ganho, ou a morte. Qual o âmbito territorial do seguro de acidentes de trabalho do trabalhador por conta de outrem? O seguro de acidentes de trabalho do trabalhador por conta de outrem é válido em todo o território nacional e no estrangeiro, desde que ao serviço de uma empresa portuguesa, salvo se a legislação do Estado onde ocorreu o acidente reconhecer o direito à reparação. Quais os deveres de informação do tomador do seguro antes da celebração do contrato? A proposta de seguro vai dar a conhecer ao segurador o risco a segurar e deve ser preenchida com o máximo de rigor, devendo o tomador do seguro declarar com exatidão todas as circunstâncias que conheça para

a apreciação e tarifação do risco pelo segurador. Quando se inicia a cobertura dos riscos pelo contrato? A cobertura dos riscos inicia-se no dia e hora indicados no contrato e depende do antecipado pagamento do prémio. Como deve fazer se as empresas de seguros se recusarem a aceitar o seguro? A entidade empregadora, se após consulta a três companhias de seguros não conseguir efetuar o contrato, por recusa daquelas, deve solicitar a cada uma a respetiva declaração de recusa e contactar o Fundo de Acidentes de Trabalho (FAT) que indicará as condições de aceitação bem como a empresa de seguros que celebrará o seguro. As consequências da falta de seguro de acidentes de trabalho podem ser desastrosas para uma empresa comprometendo o seu sucesso e mesmo a sua solvência. Feita esta compilação sobre o tema, se todos os envolvidos fizerem a sua parte, tudo será, em caso de sinistro mais fácil, mais ágil e melhor para todos. Aqui não vale facilitar.

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CONTABILIDADE As Alterações à Contabilidade em Portugal

Dra. Carla A. Tavares

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No seguimento do que já foi feito no número anterior desta revista, vamos dar a conhecer mais um pouco da Contabilidade e Fiscalidade do nosso país. Foi publicado o Decreto-Lei n.º 98/2015, que tem por finalidade a transposição da diretiva da União Europeia n.º 2013/34/ EU, de 26 de Junho de 2013, referente a alterações ao relato financeiro das empresas. A diretiva tem como principais objetivos a redução de encargos administrativos das pequenas e médias empresas e a simplificação de procedimentos de relato financeiro que em traços gerais procede às seguintes alterações: • Redefinição do conceito de microentidades e dispensa de elaboração de algumas demonstrações financeiras; • Integração do normativo contabilístico das microentidades no SNC; • Obrigatoriedade de Inventário Permanente para todas

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as entidades que estejam a adoptar o SNC incluindo as pequenas entidades (apenas exclui as microentidades). Para uma melhor compreensão do que será o futuro vamos analisar estes aspetos com mais algum detalhe: Alteração ao conceito de microentidades A partir de 2016, são consideradas microentidades aquelas que, à data do balanço, não ultrapassem dois dos três limites seguintes: a) Total do balanço: € 350.000,00; b) Volume de negócios líquido: €700.000,00; c) Número médio de empregados durante o período: 10. Os limites acima referidos reportam-se aos dois períodos contabilísticos consecutivos anteriores. Sempre que sejam ultrapassados, as entidades deixam de poder ser consideradas na respetiva categoria, a partir do terceiro período inclusive. Pessoas singulares e entidades do setor não lucrativo Ficam dispensadas da aplicação do SNC: As pessoas singulares que, exercendo a título individual qualquer atividade comercial, industrial ou agrícola, não

realizem na média dos últimos três anos um volume de negócios líquido superior a €200.000,00. As entidades do setor não lucrativo cujo volume de negócios líquido não exceda €150.000,00 em nenhum dos dois períodos anteriores, salvo quando integrem o perímetro de consolidação ou estejam obrigadas à apresentação das demonstrações financeiras, por disposição legal ou estatutária. Obrigatoriedade de inventário permanente (não se aplica às microentidades) As entidades a quem seja aplicável o SNC ou as NIC’s ficam obrigadas a adotar o sistema de inventário permanente na contabilização dos inventários, nos seguintes termos: a) Proceder às contagens físicas dos inventários com referência ao final do período, ou, ao longo do período, de forma rotativa, de modo a que cada bem seja contado, pelo menos, uma vez em cada período; b) Identificar os bens quanto à sua natureza, quantidade e custos unitários e globais, por forma a permitir a verificação, a todo o momento, da correspondência entre as contagens físicas e os respetivos registos contabilísticos.


CONSULTORIA Tributação Autónoma Sobre Veículos

Dra. Patrícia Abreu

Com o Orçamento de Estado (OE) de 2014 as taxas de tributação autónoma (do artigo 88º do CIRC) sobre as despesas com veículos ligeiros de passageiros, sofreram um agravamento. Passou-se a ter uma taxa de 10% para veículos de valor de aquisição até 25 000€, uma taxa de 27.5% para veículos de valor de aquisição entre 25 000€ e 35 000€ e taxa de 35% para veículos de valor de aquisição superior a 35 000€, sendo que se a empresa apresentar prejuízo estas taxas sofrem um agravamento em 10%. O aumento da taxa de tributação autónoma nas empresas, fomentou a celebração de acordos de imputação do veículo aos colaboradores (trabalhadores ou membro de órgão social) da empresa. Mas afinal porque surgem as tri-

butações autónomas sobre veículos ligeiros de passageiros? Os gastos suportados com os veículos ligeiros de passageiros estão sujeitos a tributação autónoma, uma vez que a administração fiscal considera a existência de rendimentos não declarados. Como bem sabemos, a atribuição de viatura para uso dos colaboradores (24 horas por dia), é uma forma de pagamento de rendimento de trabalho dependente, sem qualquer incidência no IRS. Ao existir um acordo escrito entre a empresa e o colaborador que usa a viatura, ambas as partes assumem que a viatura também é usada na esfera pessoal do colaborador, logo será tributado como rendimento na sua esfera pessoal (no seu IRS) e afasta definitivamente a incidência da tributação autónoma na empresa. Sendo que provoca um grande alívio da carga fiscal na empresa, que se notará mais se os veículos que possuir estiverem sujeitos à taxa máxima de tributação. O que se tributa em sede de IRS é a utilização pessoal que o colaborador faz da viatura. O rendimento em espécie é calculado por um indicador teórico que cor-

responde ao produto de 0,75% do valor de mercado da viatura reportada a 1 de janeiro do ano em causa, pelo número de meses dessa utilização, sendo que o OE de 2015 introduziu o valor de mercado, calculado de acordo com a portaria nº 383/2003, neste cálculo, ou seja, irá permitir que o valor de rendimento a imputar ao colaborador vá diminuindo com o aumento da idade do veículo. Em relação à segurança social e segundo o código contributivo da segurança social, com o previsto nº 4 do artigo 46A, é considerado para o cálculo de rendimento, o corresponde ao produto de 0,75% do custo de aquisição da viatura, pelo número de meses dessa utilização. A principal diferença é que a segurança social não tem em consideração a idade do veículo. Mas no mesmo artigo no nº 1 alínea b) refere “que os encargos com a viatura e com a sua utilização sejam integralmente suportados pela entidade empregadora”. Então se existir alguma despesa que fique definida no acordo, que será suportada pelo colaborador, o rendimento não terá de ser tributado em sede de Segurança Social.

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Ética e Responsabilidade Social Stress e Burnout nas Organizações

Me. Júlio César Estrelinha

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A crise económica faz emergir uma nova perspetiva de mercado que transforma a Ética e Responsabilidade Social (ERS), numa estratégia de Gestão. Assim, a ERS passa a ser encarada como uma ferramenta que permite vantagens competitivas numa envolvente extremamente concorrencial, porque permite uma abordagem responsável sobre questões como o respeito sistémico, isto é, por todos os colaboradores, fornecedores, clientes e meio ambiente, pressupondo novos valores para além dos meramente financeiros. Neste artigo defenderei a existência de uma Declaração de Ética e boas práticas profissionais na área da Gestão de Recursos Humanos como forma de atenuar, higienizar ou até eliminar, estados de Distresse Burnout. É frequente ouvirmos comentar acerca do seu estado de Stress, certamente decorrente da mudança de paradigmas REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | OUTUBRO 2015

de gestão que impelem para sistemas organizacionais supra competitivos, sendo que, nesse sentido, tal pressão poderá desencadear elevados níveis de Distresse e, numa fase mais grave, de Burnout transformando a identidade daquela Cultura Organizacional, isto é, a referida pressão é adotada por todos através duma necessidade intuída como natural, de ter de ser melhor e mais rápido na concretização dos objetivos individuais e organizacionais. Segundo Ferrel, O.C. “entende-se um ambiente ético como sendo aquele em que se pode constatar a presença de valores tais como: legalidade, transparência, parceria, respeito às diferenças, esperança, cooperação, justiça, liderança pelo exemplo e a busca pelo bem comum. Assim sendo, há uma relação positiva entre esse tipo de ambiente organizacional e os resultados empresariais alcançados.” Quanto ao conceito de stress e derivados mais graves em contexto profissional, refira-se que, numa fase inicial estamos perante um nível de stress desejado que funciona como mola impulsionadora e que representa um estado de Eustress (stress positivo), mas que quando mantido por muito tempo e/ou de forma intensa, poderá progredir para um estado de distresse (stress negativo),

e com eventuais graves consequências no âmbito da saúde, tanto mais graves quanto maior for a intensidade daquele estado, e que poderá culminar com o Burnout - estado de exaustão física, emocional e mental causado pelo envolvimento, por longo tempo, em situações emocionalmente desgastantes. Apontam-se neste âmbito como consequências de nível organizacional: - Fraca produtividade; - Elevado turn-over; - Elevado absentismo; - Elevados índices de acidentes de trabalho; - Elevado nível de conflitualidade; - Suicídio, em última análise. Tais transformações ocorridas no mundo do trabalho requerem uma enérgica predisposição por parte dos agentes económicos no sentido de promoverem uma revolução de mentalidades que induza a uma necessária reeducação, através da existência de uma Declaração de Ética e boas práticas profissionais na área da Gestão de Recursos Humanos, isto é, que blinde qualquer possibilidade de decisões que transgridam um conjunto de regras de ERS, assente na boa conjugação do critério: Necessidade de excelentes níveis de produtividade/lucro e de elevada satisfação dos recursos humanos.


COACHING PNL - O Caminho para o Sucesso

António FIdalgo Coach

Normalmente a palavra sucesso está ligada a uma ação ou empreendimento cujo resultado final é o pretendido. Naturalmente que todos nós temos ideias e sonhos diferentes para a nossa vida, o que me impele a dizer que a palavra sucesso pode ser aplicada com sentidos muito variados. Poderei até ir um pouco mais longe e afirmar que nem sempre o sucesso de uns é considerado dessa forma por outros. Temos exemplos de vida que o comprovam de forma inequívoca. Eu próprio tenho as minhas próprias ideias e os meus sonhos sobre resultados que pretendo para a minha vida, que quando os alcançar considerarei… um sucesso. Como parto do princípio que o sucesso raramente acontece por acidente, procurei investigar algumas pessoas – pessoas de sucesso nas mais variadas áreas - para assim encontrar uma fór-

mula ou um caminho para o sucesso, que melhor se adequasse há minha pessoa, baseando-me no processo de modelagem que aporta à PNL (Programação Neuro Linguística). A má notícia é que não encontrei nenhuma fórmula mágica para o sucesso. A boa notícia é que encontrei várias caraterísticas comuns às pessoas de sucesso. Notei que, ao pesquisar com maior profundidade, o sucesso deixa pistas. São essas caraterísticas de personalidade comuns às pessoas de sucesso que partilharei consigo, sem qualquer prioridade ou ordem estabelecida e que podem despoletar ou mesmo assegurar o seu sucesso, nas mais variadas atividades. - Todas estas pessoas tinham um propósito bem definido. Mais que um propósito, uma

Paixão. Paixão que os conduziu ao longo dos anos fornecendolhes a energia necessária para prosseguir, mesmo com alguns percalços pelo caminho. Paixão em quererem ser grandes, fosse como atleta, como artista, como pai ou como homem de negócios. Aliada a essa paixão uma forte Crença na possibilidade. Acreditaram que os limites existem para serem alargados. Acreditaram que, acreditando ser possível, tornava-se possível. Acreditaram que mesmo com Paixão, qualquer crença limitadora sobre quem eram e o que queriam ser, fazer ou ter, causava grandes dificuldades no empreender das ações necessárias para tornar o sonho em realidade. Estas pessoas sabiam bem o que queriam e que era perfeitamente possível alcançar o sucesso.

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Pessoas com critérios seguros sobre a valorização ou desvalorização das coisas. Pessoas seguras das razões que as motivavam para certas ações e não para outras. Pessoas com sistemas de crenças específicas sobre o que era certo ou errado para as suas vidas. Pessoas que tinham perfeita consciência do que fazer para que a vida valesse a pena ser vivida. Pessoas com uma bem definida hierarquia de Valores, justificativa de cada ação. Estrategas natos. Grande capacidade para organizar os recursos. Todas estas pessoas estabeleceram uma estratégia que os catapultou para o sucesso. Estratégia que os colocou no rumo certo, face aos resultados pretendidos. Estabeleceram previamente o que era necessário fazer como o fazer e depois… fizeram! Fizeram porque tinham a Energia suficiente para o fazer. Apesar da magnificência da Estratégia, do correto alinhamento de Valores, das Crenças possibilitadoras e da Paixão pelo propósito, nada seria possível sem a energia físi-

ca, mental, intelectual e espiritual, necessária para fazer o melhor que podiam a partir do que tinham. É extremamente difícil para não dizer impossível caminhar de forma lânguida para um objetivo de excelência. A juntar a todas estas caraterísticas, as pessoas de sucesso, normalmente são pessoas com uma grande capacidade para se relacionarem e desenvolverem relações profícuas e duradouras com outras pessoas. A excelência do que alcançam tem assim um eco determinante. Por fim, nesta não ordem estabelecida e sem relevantes prioridades surge a capacidade para Comunicar. Dominar as formas

de comunicação (intrapessoal e interpessoal), determina em última análise a qualidade de vida de cada um de nós. A excelência na comunicação com os outros é uma das caraterísticas mais comuns nas pessoas que maior sucesso alcançam. Além dessa capacidade, para as pessoas de sucesso as adversidades da vida são comunicadas a si próprios, não como uma limitação, mas sim como uma forma de aprender a fazer diferente. “ Há acontecimentos que não posso controlar e/ou alterar. A forma como reajo ao que acontece e/ou o significado que lhe atribuo, é da minha responsabilidade”. Pub.

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Pensar Fora da Caixa - Número 4  

Todos os dias somos confrontados com a necessidade de inovar, fazer melhor, surpreender. A Revista Pensar Fora da Caixa comemora um ano e ap...