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SEMESTRAL NÚMERO 7 | JUNHO 2017| € 2.50


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! L E V Í N DISPO

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AGENDA DO MOTORISTA

TEM dificuldade eM geRIR os tempos de condução e repouso? A AGENDA DO MOTORISTA PERMITE FAZER TODOS OS REGISTOS DE TEMPOS DE CONDUÇÃO E REPOUSO, AJUDANDO NO CONTROLO E CUMPRIMENTO DA LEGISLAÇÃO EM VIGOR. TOMANDO AS NOTAS NECESSÁRIAS, FARÁ UMA MELHOR GESTÃO DO SEU TRABALHO.


EDITORIAL

Sobreiro Duarte, CEO Grupo SD

É com enorme gosto que o Grupo SD vos apresenta mais uma edição da “Pensar Fora da Caixa”. Este número está recheado de assuntos com muito interesse, no âmbito do envolver e desenvolver pessoas. O envolvimento dos colaboradores nas organizações é fundamental para os resultados, quer organizacionais quer pessoais. Haverá dúvidas? Sinto que não. Quer os gestores quer os colaboradores estão em acordo. Por vezes não encontramos é “praticantes”. O que leva a que estejamos em acordo e não o façamos? Neste número da “Pensar Fora da Caixa”, além das habituais partilhas sobre saúde, segurança no trabalho e seguros, vamos trabalhar outras áreas fundamentais nas organizações. Envolver, Desenvolver e Comprometer os colaboradores são fatores determinantes para todas as organizações! “Passa o tempo a ser feliz e a fazeres o que queres, em vez de fazeres o que queres na esperança de seres feliz”. Cabe a todos nós, líderes e liderados, promover a “felicidade organizacional”. Se trabalharmos em conjunto com esse foco, garantidamente teremos pessoas mais produtivas e emocionalmente mais estáveis. A importância da comunicação, quer para dentro quer para fora das organizações é essencial, sendo a linguagem corporal fator decisivo. No entanto, por vezes não lhe damos a importância necessária - “É mais importante a forma como dizes do que o que dizes.” Pelo País temos excelentes experiências de boas práticas; trazemos a este número “10 conselhos” de quem de uma forma Simples e Disciplinada e Diariamente os coloca em prática. São estas experiências que nos podem ajudar a interiorizar que é possível, pois “se já alguém faz porque não eu fazer também?” Agradeço a todos quantos colaboraram na realização deste número da revista. Temos como interesse consciencializar que “envolver e desenvolver é uma dinâmica que faz muito sentido”. Quero marcar encontro consigo no dia 21 de Outubro nas Caldas da Rainha no VIII Encontro Nacional SD, com o tema “Envolver e Desenvolver”. Até lá, aproveitem a oportunidade de permitirem que à Vossa volta existam pessoas muito mais felizes!

REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | JUNHO 2017

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SUMÁRIO

Apresentamos mais uma Edição da Revista Pensar Fora da Caixa, recheada de temas inovadores. Nesta sétima publicação apresentamos como temas centrais o desenvolvimento pessoal e a inteligência emocional, partilhamos várias experiências sobre como “Envolver e Desenvolver” os colaboradores das empresas na área INTERDISCIPLINAR, realizamos a consulta periódica no CONSULTÓRIO, e procuramos os melhores pareceres na OPINIÃO PROFISSIONAL.

Editorial Ficha técnica

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RADAR: Formação Básica em Segurança 5 Consultório 6 Cheque-Formação 8 Neurolinguística para a Felicidade 9 Organizações 100% 10 CAPA: Ocupa-te e Vive! Inteligência Emocional nas Empresas 4

INTERDISCIPLINAR: Arte Quando a Rádio Volta a Ser a Melhor Companhia Sozinhos Vamos Mais Rápido. Juntos Vamos Mais Longe Linguagem Corporal que Pode “Matar” a sua Imagem! SER +

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OPINIÃO PROFISSIONAL: 10 Dicas para Envolver as Pessoas nas Empresas 28 Novos Riscos Emergentes no Trabalho 30 Recursos para Lidar com o Stress 31 Envolver, Desenvolver, Comprometer no Plano Interno 32 A Visão de Henry Ford Sobre os Seguros 33 Benefícios aos Empregados 34

FICHA TÉCNICA Diretor: Sobreiro Duarte Subdiretora: Patrícia Neves Editor: Sobreiro Duarte, Lda. Coordenadora: Telma Eusébio Propriedade da Edição: Sobreiro Duarte NIF: 130 277 312 Sede da redação/edição: Rua Dr. Asdrúbal Calisto, Nº7 2500-133 Caldas da Rainha geral@gruposd.pt Paginação, impressão e Acabamento: FIG - Indústrias Gráficas, S.A. Rua Adriano Lucas, 3020-265 Coimbra Tiragem: 3500 exemplares Semestral Depósito legal n.º: 385617/14 ERC: 126607 ISSN: 2183‑4202 Colaboradores: Alexandre Monteiro Ana Júlio Ana Ligeiro Carlos Oliveira Filipe Simões João Carlos Costa Jorge Dias Mara Marques Marco Colaço Noel Vinagre Paulo Moreira Patrícia Abreu Patrícia Neves Pedro Duarte Rita Moura Rodrigues Sobreiro Duarte Sónia Cristiano Telma Eusébio

ESTATUTO EDITORIAL A Revista PENSAR FORA DA CAIXA é independente do poder político, do poder económico e do poder de quaisquer grupos de pressão. A Revista PENSAR FORA DA CAIXA identifica-se com os valores da democracia pluralista e solidária. A Revista PENSAR FORA DA CAIXA rege-se no exercício da sua atividade pelo cumprimento rigoroso das normas éticas e deontológicas do jornalismo. A Revista PENSAR FORA DA CAIXA pauta-se pelo princípio de que os factos e as opiniões devem ser claramente separados: os primeiros são intocáveis e os segundos são livres. Pub.

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FORMAÇÃO BÁSICA EM SEGURANÇA Promoção de Comportamentos Seguros “É reconhecido que o elevado número de acidentes de trabalho em Portugal está relacionado com o défice curricular que existe em matéria de segurança no trabalho, com o consequente fraco nível de conhecimentos no que respeita à prevenção dos riscos” (Formação Básica em Segurança – Manual de Reconhecimento). Neste contexto, justifica-se a exigência para os trabalhadores duma Formação Básica em Segurança com o objetivo de promover comportamentos seguros e reduzir a sinistralidade. Tendo como objetivos fundamentais contribuir para a consciencialização da importância de atitudes e comportamentos de segurança e minimização do risco, a “Formação Básica em Segurança” aborda matérias relacionadas com os princípios gerais de segurança e as

práticas de trabalho seguras, tais como: Trabalhos em altura, máquinas e equipamentos de trabalho, movimentação manual de cargas e acidente de trabalho, entre outros. Esta formação é certificada pelo IEP - Instituto Eletrotécnico Português e é obrigatória e reconhecida para os trabalhadores que operam ou pretendam vir a operar nas instalações industriais da EDP, entre outras entidades. Paralelamente, e ao abordar matérias no domínio da prevenção de riscos profissionais é enquadrada também na formação obrigatória no Regime Jurídico da Promoção da Segurança e Saúde no Trabalho. O Grupo SD, orientando para a melhoria contínua e para o desenvolvimento de soluções adequadas às necessidades dos seus parceiros e clientes, certificou-se pela DGERT

nas áreas de Segurança e Higiene no Trabalho e Construção Civil e Engenharia Civil e mais recentemente pelo IEP para ministrar as ações de Formação Básica em Segurança. Grupo SD

14 HORAS DE FORMAÇÃO FORMAÇÃO VÁLIDA POR 5 ANOS DÁ ACESSO AO CARTÃO FBS 5

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CONSULTÓRIO A Depressão

Mara Marques, Médica

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Para o Dia Mundial da Saúde de 2017, que se assinalou a 7 de Abril, a Organização Mundial da Saúde (OMS) deu início a uma campanha sobre depressão. Com o lema “Let’s talk” (“Vamos conversar”), esta iniciativa mostra que se poderá prevenir e tratar a depressão. A patologia depressiva é um problema grave de saúde pública. Atinge mais de 300 milhões de pessoas, de todas as idades, em todo o mundo e é uma importante causa de morbilidade e perda de qualidade de vida. Os custos associados à depressão são elevados, semelhantes aos das doenças coronárias e muito superiores ao de outras doenças crónicas, sendo a maioria destes custos por perdas indirectas (morte prematura, absentismo laboral e diminuição da produtividade). A sua elevada prevalência faz com que seja um dos principais problemas com que o médico de família se REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | JUNHO 2017

depara na prática clínica diária, apesar de que alguns casos possam passar despercebidos. Manifestações clínicas da depressão: • Humor depressivo ou irritabilidade, ansiedade e angústia; • Diminuição ou incapacidade de sentir alegria e prazer em atividades antes consideradas agradáveis; • Desinteresse, falta de motivação e apatia; • Sentimentos de medo, insegurança, desespero e vazio; • Pessimismo, baixa autoestima; • Ideação suicída; • Dificuldade de concentração e alterações da memória; • Diminuição do desempenho sexual e da líbido; • Perda ou aumento do apetite e do peso; • Insónia (dificuldade em adormercer, acordar muitas vezes durante a noite ou despertar matinal precoce) ou hipersónia (aumento do sono); • Dores e outros sintomas físicos não justificados por problemas médicos, como dores de barriga, má digestão, diarreia, obstipação, flatulência, dores de cabeça ou no corpo, pressão no peito, entre outros;

Relativamente ao tratamento da depressão é imprescindível o acompanhamento médico, quer para o diagnóstico quanto para o tratamento. A abordagem terapêutica deverá ser psicofarmacológica e psico-educacional do doente e eventualmente também da família. Último mas não menos importante é falar sobre prevenção. A prevenção da depressão pode ser feita com implementação de um estilo de vida saudável, com a prática de exercício físico diário, técnicas de relaxamento, promoção de atividades de lazer, melhoria na qualidade de sono e uma alimentação saudável e equilibrada.

Adaptado de “http://www.who.int/ campaigns/world-health-day/2017/ posters-depression/euro/en/”


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CHEQUE

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CHEQUE-FORMAÇÃO Oportunidade de Envolver, Desenvolver e Comprometer Pertencer a uma organização que incentiva e dinamiza a formação profissional como um processo de melhoria dos colaboradores enquanto profissionais e enquanto seres individuais promove o envolvimento e o comprometimento dos colaboradores com a empresa, garantindo que “o todo é muito mais do que a soma das partes” que o compõem!

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Com recurso a este apoio financeiro do cheque-formação é possível, não só, dar cumprimento à obrigatoriedade legal das 35 horas de formação anual por colaborador (Código do Trabalho), mas possibilita, sobretudo, o desenvolvimento do potencial de cada colaborador. Sabendo que as pessoas são o motor

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de qualquer empresa, essa força necessita de combustível (estímulo) constante para se manter em movimento (e por movimento podemos entender desenvolvimento, crescimento e melhoria). Estar rodeado de pessoas excecionais, num ambiente de melhoria contínua é um dos maiores catalisadores do sucesso; Logo, a possibilidade de fortalecer competências técnicas, organizacionais e relacionais através da formação profissional incrementa a competência de cada colaborador, promovendo o seu desenvolvimento. A medida Cheque-Formação, criada pela Portaria n.º 229/2015 de 3 de agosto e dinamizada pelo Instituto do Emprego e Formação

Profissional permite que as entidades empregadoras, os ativos empregados e desempregados possam usufruir de um apoio financeiro para a realização de formação profissional certificada, contribuindo para o desenvolvimento de competências e o reforço da qualificação dos trabalhadores. Grupo SD

O Grupo SD disponibiliza apoio de consultoria especializada na preparação e apresentação de candidaturas à Medida Cheque-Formação. Saiba mais em: www.gruposd.pt


NEUROLINGUÍSTICA PARA A FELICIDADE

Jorge Dias, Presidente da ACC - Associação de Coaching e Comunicação

A procura de soluções no caminho para o sentimento de felicidade move a humanidade. De formas diferentes e muitas vezes disfuncionais. Mantemos a curiosidade e a busca para conhecer novos mundos e sensações, mas esquecemos mais também os mistérios do nosso sentir. Como que reduzimos a questão espiritual à veneração de santos, deuses e gurus, esquecendo a nossa própria espiritualidade. Nos anos 70 do século passado, uma metodologia abriu as portas à procura da felicidade pela via da descoberta do nosso inte-

rior misterioso. A programação neurolinguística (PNL). A forma como pensa transforma-se em palavras e depois em comportamentos. As palavras que usa estão ligadas à mente e assim o que diz aos outros é como se estivesse a dizer a si mesmo. Ao tornar-se consciente do código que utiliza poderá alterar a sua neurologia de forma mais funcional. E assim encontrar aquele estádio de felicidade que todos perseguimos sem saber que não pode perseguir aquilo que já tem e não usa. Expressões como «não sou capaz», «não consigo» ou «não tenho jeito» são exemplos de como nos agredimos. Conheço pessoas que passam o tempo a espancarem-se com este palavreado. Flagelam-se diariamente, proferindo verbalmente aquilo que é continuamente regravado na sua neurologia. Com a programação neurolinguística, poderá reprogramar a sua forma de dizer. E também a sua forma de pensar. E assim também a sua forma de sentir e por conseguinte de fazer.

Finalmente, o que obterá será também diferente, de acordo com uma nova congruência. É a descoberta do indivíduo novo, o indivíduo que sente, pensa, diz e faz numa linha de congruência tão elegante que permite proporcionar-se um estádio de felicidade. Para que isto aconteça, não se trata de poder. Trata-se, sim, de querer. Assumir a responsabilidade da sua felicidade e iniciar o caminho implica estar do lado da Causa, não do Efeito. Cada um de nós é a sua própria causa e é responsável pelo seu processo. Do lado do Efeito, da vitimização, das justificações, estará a apostar não nas suas metas mas sim nas metas de outros. Se as palavras refletem apenas uma versão dos acontecimentos, quer dizer que está sempre ao nosso alcance mudar a nossa experiência. Reflita sobre isso. Afinal, são necessárias várias testemunhas em tribunal para apresentarem as suas versões da realidade. Se assim não fosse, bastava uma única, que detinha a verdade, que era a verdade de todos.

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ORGANIZAÇÕES 100% “JUNTOS SOMOS MAIS E MELHORES”

Noel Vinagre, Diretor Comercial

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As organizações que conseguem crescer e progredir, são as que conseguem envolver os seus colaboradores no seu propósito global, ou seja, na sua missão, nos seus valores e nos seus objetivos. Proporcionando o desenvolvimento das suas equipas de forma a atingir estes fins. Não menos importante é ter a certeza que tem os colaboradores certos para em conjunto ter a empresa que acredita e sempre sonhou. Conseguir manter os colaboradores motivados traz inúmeros benefícios para o negócio. O horário de trabalho é possuidor de “ar” respirável, fresco e agradável. A produtividade aumenta consideravelmente, os colaboradores sentem a empresa como sua e dão o seu melhor para REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | JUNHO 2017

dentro dessa organização), para resolver os desafios que lhes vão surgindo pelo percurso ou para os ajudar a evoluírem. Funcionando como verdadeiros mentores daqueles que o rodeiam. Ao conseguir o que descrevo, o líder atingirá de forma normal o que todas as lideranças ambicionam, equipas comprometidas com a organização e a melhor forma de identificar que está, estamos, no rumo certo é sentir que os colaboradores compreendem atingir os objetivos e me- que fazem parte de algo tas da organização, já os maior, algo que também é clientes percebem a dedi- seu. Quando isto acontecação e o cuidado no tra- ce a melhor palavra que balho, tornam-se de forma tenho para o descrever é natural fidelizados, isto é … maravilhoso. Uma boa liderança não se 100%. A liderança deve ter a ca- limita a escolher os seus pacidade global para tra- colaboradores. O desenzer à superfície o melhor volvimento pessoal e prode cada um dos seus co- fissional dos mesmos é falaboradores, seja para os tor crítico de (in) sucesso, apoiar a encontrar o ca- estar sempre atento a nominho certo (pode não ser vas formas de os ajudar a


Noel Vinagre na agência da Média Mais Seguros

crescer, de complementar as suas competências, de lhes dar novas ferramentas de trabalho e novas oportunidades. A formação seja em competências comportamentais e socias ou no desenvolvimento das habilidades técnicas fará a diferença positiva. Sei que por vezes (tudo) isso é (muito) difícil, mas quanto maior o compromisso que se tem com a empresa, mais fácil será a perceção de algo que se pode fazer para melhorar. Juntos crescemos. Em Portugal e no mundo o mercado de trabalho está cada vez mais competitivo; seria de esperar que a norma em vigor fosse a “lei do mais forte” ou do “cada um per si”. É verdade, em muitos casos (se não mesmo a

maioria, é), mas há sempre a exceção que confirma a regra, é nessa exceção que devemos e quero acreditar. É o caso dos bons diretores (os líderes), que, como tal, percebem que o sucesso da empresa (e o seu próprio sucesso) requer envolvimento, desenvolvi-

mento e comprometimento da equipa, pelo que se esforçam por motivá-los e ajudá-los a chegar sempre mais longe. Juntos somos mais e melhores. Pessoas… são sempre as pessoas que fazem a diferença nas (pessoas) organizações.

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OCUPA-TE E VIVE!

Modelo do Processo “Ocupa-te e Vive!”

É vulgar encontrarmos pessoas que nos dizem “ando preocupado”, assim como outras que dizem “eu sobrevivo”. Estas afirmações levaram-me a refletir e chegar à seguinte conclusão: há pessoas que andam “preocupadas e a sobreviver”. A vida é muito curta para ser vivida desta forma, há que fazer alguma coisa! Se começarmos por pen-

sar num dos pressupostos da Programação Neuro Linguística (PNL) - “O Mapa não é o Território”, podemos concluir que o mundo que eu estou a viver é o meu mapa desse mundo, isto significa que se eu mentalmente alterar esse mapa começo a ver o mundo de outra forma, e naturalmente a vivê-lo dessa mesma forma. Agora pensem comigo,

Participei neste workshop porque fui cativada. Foi um dia intenso e longo mas cheio de boas surpresas num grupo composto por pessoas muito diferentes e interessantes. Foi uma experiência muito interessante, da qual retiro uma frase que acredito ter vindo para alterar a minha forma de estar e pensar, " devemos focar-nos na causa e não no efeito, se ficarmos pelo resultado vamos andar toda a vida em círculos viciosos". Aprendi que sou a responsável pelo que me acontece, mesmo na pior fatalidade eu posso escolher uma forma mais saudável de lidar com essa situação. Não há tristezas crónicas nem problemas sem solução, nós temos o poder de transformar-nos e assim viver uma vida mais tranquila e mais completa, com mais ocupações e menos preocupações. Recomendo! Rute Correia

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Participantes durante o Workshop

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se andarmos a querer controlar o que não depende de nós, o que nos acontece? Provavelmente usamos a nossa energia de uma forma pouco funcional e entramos em “estados circulares” que nos levam a ficar sempre no mesmo sítio. No meu entender estamos PRÉ OCUPADOS. Então, e se nos concentrarmos em controlar o que depende de nós, o que nos acontece? Provavelmente usamos a nossa energia de uma forma funcional e entramos em “pensamentos retilíneos” levando-nos a algum lado. Assim, passamos a estar OCUPADOS. Acredito que muito do que nos acontece tem a ver com a forma como concentramos as nossas REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | JUNHO 2017

energias, ou seja, no problema ou na solução. Será que nos “COLOCAMOS A JEITO”? Após algumas análises, desenvolvemos um processo ao qual chamamos “OCUPA-TE E VIVE!” É precisamente um processo, porque ele começa com um workshop de 2 horas no qual partilhamos alguns princípios sobre PNL e Inteligência Emocional que nos ajudam a libertar-nos. Posteriormente, existe um dia de formação em que, aí sim, vamos descobrir o EU e trabalhar com algumas ferramentas que nos permitem libertarmo-nos, para nos focarmos nas soluções e começarmos a estar mais centrados e OCUPADOS. Após esta formação exis-

Num dia que foi em tudo intenso, particularmente pela partilha e visão, destaca-se a simplicidade da importância de aprender, praticar e usufruir da respiração como meio de responder melhor e de forma mais positiva a nós próprios e ao ambiente em que estejamos inseridos. Foi-me particularmente grato compreender que o mapa não é o território, o que só por si constitui uma nova consciência do que somos e sentimos. Grande facilitador, Obrigada Sr. Sobreiro Duarte! Lina Vieira


Grupo da 1ª Edição do Workshop Ocupa-te e Vive!

Sobreiro Duarte

Fórmulas

(Re)aprendi que é possível mudar a Fórmula sem mudar a Essência. Somos os alquimistas da nossa própria Vida. Orlanda Pereira da Costa

te um acompanhamento dos resultados, que é feito de forma coletiva ou individual, a que nós chamamos COACHING OCUPACIONAL. O COACHING OCUPACIONAL é o momento em que a pessoa sente o poder de realizar o seu processo transformacional, aí as aprendizagens começam a ter sentido prático, transformando-se em experiências fantásticas e assim (re)começamos a VIVER e a andar (muito bem) OCUPADOS. “OCUPA-TE E VIVE!” é um processo que é aplicado a qualquer pessoa e com resultados e experiências excelentes quer a nível pessoal, familiar ou profissional. REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | JUNHO 2017

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INTELIGÊNCIA EMOCIONAL O Impacto nas Empresas cilmente levados pelos nossos estados emocionais. Uma análise feita por Erich C. Dierdoff e Robert S. Rubin, professores de gestão da Universidade de DePaul, a um programa de desenvolvimento para executivos de uma empresa listada na Fortune10, que contou com 58 equipas e mais de 300 líderes, mostrou o impacto de uma baixa autoconsciência no local de trabalho. Verificaram que nas equipas em que existia menos autoconsciência, os indivíduos tomavam piores decisões e apresentavam mais conflitos interpessoais.

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Autocontrolo

Paulo Moreira, CEO EQ-Trainning, Lda

A Inteligência Emocional, tem a ver com o reconhecimento e gestão das nossas emoções e das emoções dos outros. Embora existam várias correntes que abordam este conceito, o mais utilizado nas empresas, partiu de Daniel Goleman, um psicólogo e escritor do New York Times, que a dividiu em 4 competências. Cada uma destas competências tem um REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | JUNHO 2017

peso determinante para que uma empresa obtenha sucesso. Autoconsciência É a capacidade de reconhecermos os nossos estados emocionais e ganharmos consciência de como é que reagimos perante pessoas e situações. A autoconsciência é uma capacidade pilar, mas muito difícil, pois somos fa-

É a capacidade de gerir as nossas emoções. É fundamental saber distinguir entre reagir ou responder às situações. Quando reagimos, é quando agimos instantaneamente com a nossa parte do cérebro emocional. Quando respondemos, é quando colocamos o nosso cérebro racional a trabalhar e conseguimos escolher a melhor resposta. É muito comum os colaboradores e líderes reagirem a situações impulsivamente, levados pelo seu estado emocional, pelo que depois o impacto reflete-se nos resultados negativos e no au-


mento de conflitos no local de trabalho. Quando aprendemos a responder, analisando a situação e ponderando os vários cenários possíveis, a nossa resposta é mais eficaz e saudável, gerando um melhor resultado. Consciência Social Traduz-se na capacidade de ter uma consciência organizacional, focar-se no cliente (interno ou externo) e em conseguir ganhar empatia. As pessoas que têm uma elevada consciência social, conseguem aperceber-se melhor das necessidades dos clientes, tornando-se mais disponíveis e pró-ativas. Num estudo feito numa fábrica de produção nos Estados Unidos da América, os supervisores receberam treino em competências emocionais, tal como aprender a ouvir melhor os colaboradores e ajudá-los a resolver determi-

nados problemas por si próprios. Após o treino, os acidentes causados por tempo perdido reduziram em 50%, as queixas formais reduziram em média de 15 para 3 por ano e a fábrica excedeu os seus objetivos de produção em mais $ 250.000 (Pesuric & Byham, 1996). Relacionamentos Interpessoais As competências desta categoria incluem: fomentar relacionamentos, desenvolver outros, inspirar como líder e gerir conflitos. É através dos relacionamentos interpessoais que as pessoas à nossa volta formam opiniões sobre nós e se relacionam connosco. A maioria das organizações têm mais problemas relacionados com o pessoal do que com o negócio propriamente dito. Estes problemas com o pessoal devem-se a um fraco

relacionamento interpessoal, que se trabalhado, traduz-se em inúmeros resultados positivos. Pesquisa efetuada no meio empresarial, demonstrou que fomentar a amizade no trabalho pode aumentar a satisfação no local de trabalho, compromisso com a função e a dedicação. (Zagenczyk et al., 2010) Num clima tão competitivo como o existente hoje em dia, a falta destas competências emocionais e sociais irá traduzir-se numa luta inglória, em que o foco da empresa será maioritariamente interno, para conseguir resolver questões internas, em vez de ter um foco externo, de forma a acompanhar o mercado e os clientes.

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R I S C O S

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PSICOSSOCIAIS INSTRUMENTO QUE PERMITE AVALIAR A ATMOSFERA PSICOLÓGICA QUE ENVOLVE A RELAÇÃO ENTRE A EMPRESA E OS SEUS COLABORADORES, A QUAL É FUNDAMENTAL PARA O SUCESSO DA ORGANIZAÇÃO.

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Construção e Aplicação dos Questionários Tratamento dos Dados Divulgação dos Dados Implementação de Ações Corretivas Repetição da Pesquisa


SEGURANÇA E HIGIENE NO TRABALHO

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TRABALHADOR

Designado REQUISITOS

BENEFÍCIOS

Dimensão até 10 trabalhadores Sem risco elevado Válido apenas para SHT

Serviço interno simplificado de SHT Custos associados à gestão de SHT reduzidos Acompanhamento mais regular e com conhecimento de causa Maior perceção da realidade quotidiana dos serviços

ENTIDADE FORMADORA CERTIFICADA


ARTE Escultura de Homenagem aos Veteranos em Newark

Projeto de Peça de Tributo Aos Veteranos

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Respondi com a maior entrega e paixão ao convite que me foi endereçado pela Organização Luso American Veterans Monument. Este convite teve origem na indicação dada pelo Dr. Tinta Ferreira que, ao indicar-me em conjunto com a minha Equipa, juntamo-nos aos nossos parceiros da LASO e Fundibronze. Do meu trabalho de preparação para o processo criativo tive como ferramenta de trabalho o livro do jornalista Fernando Santos com o título “Terra que é boa para viver também é boa para ser defendida” e a partir do excerto abaixo citado, nasceu esta minha ideia. “(…)Quando recebeu a Medalha de Honra da Câmara de New Bedford pelos filhos que entregara às forças armadas a Sra. Mello foi mais longe: “Rezamos todos os dias para que nossos filhos regres-

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Carlos Oliveira durante a execução d´A CAMISA


sem ilesos. Se tiverem de dar suas vidas pela pátria, pedimos para que enfrentem a morte com coragem, honrando os seus uniformes. (…)” in TERRA QUE É BOA PARA VIVER É TAMBÉM BOA PARA SER DEFENDIDA’ Todo o aspeto plástico dos três elementos que compõem este conjunto escultórico, pretendem plasmar uma enorme homenagem em honra de todos quanto serviram nas várias guerras. A camisa deitada pode simbolizar todos os que caíram por terra. As botas representam tudo o que foi palmilhado e percorrido pelos vários países e continentes durante este período de três séculos. O capacete, quantas as histórias, as memórias e vivências no interior deste equipamento de proteção, a simbologia que ele nos pode trazer no decorrer destas intervenções, é de todos quanto o usaram e com as suas vidas marcaram as comunidades e a sociedade onde serviram. A grande escala proposta de 3 metros de altura para este conjunto de esculturas representa a elevação e o erguer-se de uma nação. Olhando para o próprio conjunto pretendo que a desproporção dos vários elementos comparada com a escala real dos mesmos, crie nos visitantes, nos transeuntes, nos familiares dos veteranos, algo que nos torne pequenos a todos quantos somos confrontados com este monumento! E aos que serviram este uniforme o contrário, ou seja, que sintam algo de enormidade, de grandeza, de

nobreza e sentido patriótico. Este meu projeto não foi o vencedor. No entanto, passou todas as fases e cheguei à final, ou seja, ao pódio. Ao fazer com a minha equipa a avaliação desta nossa prestação internacional, concluímos o seguinte: há sempre dois resultados possíveis: ou aprendemos ou ganhamos. Na sequência desta nossa avaliação segue-se o convite para eu

estar presente em Newark, a fim de apresentar todo este projeto à nossa Comunidade Portuguesa. Tendo este convite nascido a partir da indicação do Senhor Presidente da Câmara de Caldas da Rainha, e sendo eu caldense e tudo o que hoje sou como artista e profissional devo ao legado e mestria desta minha Terra, quero devolver à mesma e dedicar-lhe esta minha chegada ao pódio.

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Conferência de Imprensa nas Caldas da Rainha a 12 de Abril de 2017

Carlos Oliveira com a sua equipa

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QUANDO A RÁDIO VOLTA A SER A MELHOR COMPANHIA

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Numa altura em que a oferta das televisões e as propostas da Internet se multiplicam quase à velocidade da luz, a rádio parecia ter, de vez, os dias contados nas nossas vidas. A verdade é que nestes últimos tempos, a rádio parece ressurgir mais forte que nunca, reforçando o seu espaço tão próprio, no carro, em casa ou qualquer outra parte. Longe vão os tempos em que família se reunia à volta de um velho transístor para ouvir as notícias, as novelas radiofónicas ou até os relatos. A rádio regenerou-se, adaptou-se às novas realidades e anda agora por todo o lado, usando inclusive as redes sociais para criar sinergias de que geralmente sai vencedora porque é, de longe, o meio mais imediato e aquele que nos acompanha mais facilmente seja onde for, mesmo que estejamos ocupados com outras tarefas. Neste quadro, a Rádio Litoral Oeste a emitir na frequência 91 FM e estando na Internet em www.91fmradio.pt, estação local de radiodifusão local que emite a partir de Óbidos, sofreu recentemente um processo de revitalização que a catapultou em poucos meses para o ranking das rádios mais ouvidas da região Litoral Centro (segundo dados da Marktest). Em poucos meses com uma dinâmica invulgar, esta estação do Oeste de Portugal, tornou-se numa plataforma onde autarquias, empresas, coletividades e o cidadão comum se encontram com a possibilidade de fazer passar as suas mensagens de forma eficaz. "Acreditamos que a rádio a nível local e regional só terá futuro se compreender o seu papel e o assumir de verdade. A Rádio Litoral Oeste, nesta sua "nova" REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | JUNHO 2017

Parque Tecnológico de Óbidos

vida quer ser um fórum que potencie todas as atividades económicas, sociais e políticas da região onde se insere. A sua força em chegar a todo o lado e a todos deverá na prática ser uma vantagem para as populações, ajudando-as na divulgação das suas atividades, na resolução dos seus problemas. Recusamos a ideia de ser um gira discos gigante que só passa as músicas da moda. Queremos ser parceiros das gentes da nossa terra e até criar eventos próprios que se revelem benéficos para a zona onde estamos implantados" afirma Rui Tavares diretor geral da estação. Aliando a transferências dos seus estúdios para o Parque Tecnológico de Óbidos, uma renovação completa de todo o equipamento técnico, a nova equipa da rádio foi escolhida a dedo com nomes bem conhecidos dos ouvintes da região e não só. Para além de uma plástica moderna em termos da imagem da estação, os próprios conteúdos são inovadores, "fora da caixa" havendo uma grande dose de originalidade em muitas das emissões

que vão para "o ar" 24 horas sobre 24. A aposta na Internet e nas redes sociais em particular tem sido também um dos trunfos da rádio, com resultados que revelam uma adesão em massa por parte de ouvintes de todas as idades, sendo frequente ouvir-se: “há muitos anos que não sintonizava uma rádio local". Com uma vontade enorme de marcar pela diferença, a Rádio Litoral Oeste que em breve usará apenas a designação "91 FM Radio", tem agora uma filosofia renovada, em que a interatividade é levada ao limite e sobretudo com uma postura mais adequada aos dias de hoje, em "que mais do que pessoas a ouvir a rádio, se quer que haja mais pessoas a ouvirem-se nela. "Com conteúdos muitos específicos criou-se uma relação quase íntima com os ouvintes porque desde a primeira hora o que mais importa "não é chegar muito longe, mas chegar perto das pessoas." Em Óbidos, a rádio voltou a ser uma boa companhia.


SOZINHOS VAMOS MAIS RÁPIDO. JUNTOS VAMOS MAIS LONGE. matarmos a esperança de um lugar melhor para as próximas gerações, será reaprendermos e ensinarmos aos nossos filhos, o que dava uma força incalculável aos nossos país e avós que viveram numa era de muitas necessidades: o sentimento de que só juntos podiam “ir mais longe”.

João Carlos Costa, ADN Comunicação Global

Em 1992 nas Olimpíadas especiais de Seattle nos Estados Unidos da América, nove portadores de deficiências mentais ou físicas iam disputar a prova dos ”100 metros”. No momento da partida um dos atletas tropeçou, caiu com um grito imenso de dor e começou a chorar. Apercebendo-se da situação, um a um os outros corredores abrandaram, pararam e voltaram para junto do rapaz prostrado no asfalto. Depois, levantaram e auxiliaram o, até ali adversário, que havia ficado para trás, até à meta que acabaram por cruzar todos juntos exatamente ao mesmo tempo. Nesse preciso instante, o público levantou-se e aplaudiu fervorosamente durante vários minutos. Num mundo virado ao contrário que caminha a uma velocidade vertiginosa para uma sociedade cada vez mais individualista e até egoísta, acredito que a única forma de não

Na vida como nas empresas, até porque as empresas são uma parte da vida, pôr em prática o provérbio africano, reformulado por Clarisse Lispector e sintetizado por Robinho Pirola é determinante para o sucesso: “Sozinhos vamos mais rápido. Juntos vamos mais longe.” No âmbito das empresas modernas é determinante para o seu êxito, saber envolver e desenvolver os colaboradores, aumentando o seu sentido de compromisso, de responsabilidade e até de lealdade em relação aos objetivos da organização. É fundamental todos perceberem a importância de cada um. Por outro lado, promover o sentido de realização pessoal e profissionalismo do colaborador e ao mesmo tempo motivar a cooperação e auto competição num quadro de evolução contínua, são a chave do sucesso de qualquer organização. É que os valores e esforços quando partilhados são mutuamente enriquecedores e potenciadores de resultados verdadeiramente positivos.

As organizações bem-sucedidas reconheceram há muito a importância crescente das pessoas, a necessidade de comunicar e discutir as metas estratégicas com os colaboradores, orientando cada um nas sinergias que vai criar com os outros e maximizar a contribuição de cada elemento através do seu envolvimento e desenvolvimento. Envolver ativamente uns e outros na partilha de valores, é definitivamente o melhor carburante para acelerar a velocidade da empresa em direção aos seus objetivos. Também é correto afirmar que longe vão os tempos em que as pessoas eram peças de uma mecânica, apenas interessando que fizessem e não que pensassem. Para os colaboradores libertarem todo o seu potencial é imprescindível uma aposta constante na formação técnica e pessoal do indivíduo, dando-lhe a oportunidade de evoluir e assim melhorar o seu desempenho e sentir-se mais feliz nas suas tarefas. Tal como já foi dito, o que é verdade para as empresas também funciona no dia-a-dia, nas nossas vidas. Tal como naquele dia nas Olimpíadas em Seattle, “sozinhos vamos mais rápido, mas juntos vamos mais longe.”, uma verdade válida para todos nós, seja onde for.

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LINGUAGEM CORPORAL QUE PODE “MATAR” A SUA IMAGEM! tempo a escrever o que vai dizer do que a treinar como o vai dizer. As palavras transmitem ideias, os movimentos, gestos e expressões transmitem emoções e senão houver congruência entre as palavras e os movimentos, não vai haver congruência entre as ideias e as emoções! E é aqui que muitos falham! Um dos maiores medos das pessoas é falar em público, existe até quem tema mais falar em público do que morrer. O motivo deste medo está relacionado com a insegurança ou o não corresponder às expectativas dos investidores ou clientes. Todos estes pensamentos de insegurança e nervosismo são refletidos no corpo, prejudicando a mensagem. Existem vários erros que cometemos inocentemente que prejudicam a nossa imagem de confiança, liderança e/ ou credibilidade e vão transmitir supostamente uma imagem contrária à desejada. Ao treinar a forma como se comporta e evitar os erros mais comuns irá otimizar a sua imagem de credibilidade e confiança e melhorar a forma como a mensagem vai ser percebida.

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Alexandre Monteiro, Especialista em Decifrar Pessoas

Lembra-se dos gestos que fez hoje? Há 10 minutos atrás? E agora? Provavelmente não se lembra da maioria dos gestos que fez hoje, porque são inconscientes e não os controla. A Lingua-

gem Corporal tem demasiada importância para a deixar ao acaso! Investe mais tempo a escrever o que vai dizer ou a treinar como o vai dizer? O erro n.º 0, é investir mais

Sorrir na altura errada O sorrir é importante para criar ligação daí a sua importância, quem sorri é como se transmitisse um sinal de que não é uma ameaça e não vai “atacar”. A ausência do sorriso ou feito numa altura errada pode enviar


Olhar para as pessoas do público olhos nos olhos: Se a plateia for de menor dimensão tente fazer contato visual com todas as pessoas. Se a plateia for maior faça-o por zonas, focando o olhar em algumas pessoas daquela zona, passando de seguida para outra zona.

Livro de Alexandre Monteiro - Os Segredos que o Nosso Corpo Revela

uma mensagem contrária. Se sorrir em excesso vai ser percebido como menos competente, senão sorrir vai ser percebido como ameaça, arrogante e distante, o ideal é sorrir no início da conversa e na despedida. Não olhar olhos nos olhos Existe quem afirme ”Quem não olha olhos nos olhos está a mentir!”, o que é mentira! Através do contato visual pode verificar se adota uma posição de domínio ou submissão durante a conversa. A ausência de contato ocular é como um reconhecer de domínio por parte do outro ou então falta de confiança em si mesmo, tal como o excesso serve para intimidar a outra pessoa, tendo também um efeito negativo. O olhar nos olhos deve ser mais intenso enquanto fala, irá fazer com que seja visto como mais confiante e líder.

Aperto de mão “Rabo de Peixe” Aperto de mão “Rabo de Peixe” é quando só apertam as pontas dos dedos, mantendo mão “mole”. Um aperto de mão pode definir a perceção que a outra pessoa irá ter de si para o futuro e o “Rabo de Peixe” é o mais detestável de todos, deixando-o em desvantagem. Um aperto de mão adequado é fundamental para garantir uma boa imagem, deve ser firme, mão na horizontal e exercer a mesma força que a outra pessoa (à exceção do “Rabo do Peixe”). Falar devagar, rápido ou baixo Se fala muito rápido, as pessoas vão ter dificuldade em acreditar na mensagem, se fala muito devagar ou muito baixo irá perder o interesse do público. Imagine que o bater do coração é compasso de música e fale a essa velocidade. Use o tom de voz para enfatizar palavras e/ou expressões importantes articulando cada sílaba. “Quando questionado deverá aproximar-se ligeiramente da pessoa demostrando confiança.”

Posturas encolhidas e cruzadas A postura reflete o nível de atitude e energia da pessoa. Quanto mais encolhido estiver, maior será a perceção de que a pessoa tem pouca atitude, um baixo nível de energia, pouca confiança em si mesma e/ou carece de liderança. Quanto às posturas cruzadas, impedem uma comunicação fluída e a capacidade de retenção de informação. As posturas cruzadas funcionam como barreiras invisíveis e fazemo-las porque ainda não confiamos ou gostamos o suficiente da pessoa com quem estamos a interagir. Ter posturas abertas incentiva à comunicação, demonstra confiança, credibilidade e liderança. Mantenha as costas direitas, queixo na horizontal, braços abertos e pés ligeiramente afastados.

“Não digam o preço aos clientes ou valores de investimentos aos investidores enquanto estes estiverem de braços cruzados”. Pode escolher as melhores palavras e as mais adequadas ao contexto, mas se a linguagem corporal não for congruente com as palavras, irá prejudicar a sua imagem de confiança e credibilidade. A cara tem de estar visível para que o público acredite na mensagem. É através da cara e das expressões que o público valida e percebe o que está a sentir e se a mensagem está a ser congruente com a sua linguagem corporal.

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SER + Plano de Ação para a Segurança, Economia e Relação nas Empresas global dos resíduos e demais serviços e produtos disponibilizados permitindo o reconhecimento da excelência destes e aumentando o reconhecimento nacional da Empresa. Alguns exemplos de ações nesta área, são a Racionalização de recursos e consumos, Responsabilidade social nos transportes, Gestão de tempo e organização do trabalho, Finanças pessoais ou a Gestão de tempos de condução e repouso.

SEGURANÇA Tem como foco o respeito pelo ser humano e pela segurança no trabalho, para o bem-estar de todos, o que promove a criação de valor para a organização e o exercício da sua responsabilidade social. Neste domínio, podem ser desenvolvidas temáticas como a Prevenção de riscos profissionais, Ergonomia aplicada ao posto de trabalho, Ginástica laboral, Higiene e Segurança Alimentar, Princípios de manuseamento de matérias perigosas, Combate a incêndios para equipas de primeira intervenção, entre outras.

RELAÇÃO Sendo o envolvimento, o compromisso e a paixão dos colaboradores pela organização fundamentais para garantir a excelência nos serviços, torna-se fundamental o alinhamento de todos os colaboradores com os valores da Empresa e a sua motivação crescente para estabelecer uma

ECONOMIA Pretende potenciar o conhecimento e a aplicação prática ao nível da racionalização de recursos e da gestão dos tempos. Permite que o foco seja colocado na gestão REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | JUNHO 2017

ser +

relação próxima de confiança e reforçar a boa imagem organizacional. O Plano de ação neste campo pode debruçar-se sobre a Responsabilidade de representar uma Empresa reconhecida no mercado global; o Compromisso com a excelência no desempenho; a Comunicação, assertividade e foco no cliente; o Compromisso com a excelência, a transparência e a ética empresarial ou o Trabalho em Equipa, por exemplo. “SER +” é marca registada do Grupo SD, sendo a formação ministrada neste âmbito certificada pela DGERT. Trata-se uma formação desenhada à medida e adaptada à realidade da organização, sendo emitido um cartão personalizado com o logotipo da Empresa, conforme exemplo na imagem. Grupo SD

G RU

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Conscientes da importância do desenvolvimento de competências dos colaboradores nas Empresas e da sua consciencialização em matérias como a segurança no trabalho, economia de recursos e representação da marca da qual “vestem a camisola”, o Grupo SD desenvolveu um plano de ação para que os colaboradores conheçam e cumpram os requisitos essenciais nos três domínios que apresentamos já de seguida.

Nome Completo XXXXXXX

ME025SD

N.º Documento Identificação

N.º Cartão

03-01-2017

02-01-2019

Data de Emissão

Data de Validade

PO

SD


SER +

OS PILARES DE FORMAÇÃO DA SUA EMPRESA

AJUDAMOS AS PESSOAS A CHEGAR MAIS LONGE! SEGURANÇA

RELAÇÃO

Melhoria dos procedimentos de segurança.

Alinhamento dos 27 colaboradores com a Visão, Missão e Valores da empresa.

Minimização dos riscos profissionais dos colaboradores.

Desenvolvimento dos colaboradores, permitindo a melhoria da relação com o cliente interno e externo.

ECONOMIA Otimização dos recursos da organização.

SER +

G RU

Racionalização de custos para a melhoria dos resultados.

PO

SD

XXXXXXX

ME025SD

N.º Documento Identificação

N.º Cartão

03-01-2017

02-01-2019

Data de Emissão

Data de Validade

RUA DR. ASDRÚBAL CALISTO, 2C 2500-133 CALDAS DA RAINHA

G RU

Nome Completo

262 086 311 937 321 022

www

GERAL@GRUPOSD.PT

PO

SD

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WWW.GRUPOSD.PT

APONTAMENTOSD.GRUPOSD.PT


10 DICAS PARA ENVOLVER AS PESSOAS NAS EMPRESAS

28 Filipe Simões, CEO FRUEAT

Dica 1: Exemplo Um líder não pode pedir aquilo que não dá. Olhemos para as equipas como um espelho, em que as atitudes dos elementos refletem quase sempre o comportamento e atitude de quem os lidera.

mitindo que todos se concentrem no que é verdadeiramente importante. As equipas têm de sentir-se orientadas e informadas sobre qual a visão estratégica e saber qual o papel de cada elemento no objetivo comum.

Dica 2: Humildade Se quer envolver alguém, habitue-se a dizer palavras como “obrigado”, “por favor” ou “desculpe”. Recorde que colhemos o que plantamos.

Dica 4: Sorriso Sorrir é abraçar cada dia com alegria e levar o brilho e o calor do sol a todos os que trabalham connosco. Especialmente nos dias mais cinzentos. Sorrir é uma forma de vida que espelha gratidão e energia por cada dia que vivemos. E não conheço nada mais forte do que a força de um sorriso.

Dica 3: Foco Onde queremos que a empresa esteja daqui a 1 ano? E daqui a 5? São perguntas simples mas cruciais que envolvem toda a estratégia da empresa. Com isto definem-se objetivos claros per-

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Dica 5: Vivemos para as Pessoas Não gosto da palavra consumidor pois é excessivamente técni-

ca e racional. As empresas vivem para as pessoas que desfrutam dos seus produtos ou serviços. E as pessoas têm coração, sentimentos e expectativas. E gostam de ser bem tratadas e sentir-se importantes. As equipas têm de acreditar nisto. Quando desenvolvem novos produtos, quando vendem ou quando respondem a uma reclamação. São as pessoas que fazem as empresas crescer, ou morrer. Dica 6: Fica na História Ao contrário dos flippers, a vida é um jogo de uma moeda só. Sem segunda oportunidade. E como gostaríamos de ser lembrados se o jogo acabasse hoje? É uma forma de estar na vida, encarando cada momento com a máxima entrega e empenho.


Cada um de nós pode ficar na história. Do nosso departamento, da nossa empresa, da nossa cidade ou do nosso País. E ficar na história significa dar tudo para ser excecional e fazer disso uma pressão positiva e um hábito. Dica 7: A importância de decidir Pior do que decidir mal é não ter a coragem para decidir. E decidir não é tarefa fácil nos momentos controversos. Cabe ao líder tomar as decisões mais difíceis, em defesa do grupo e da empresa. E um problema que não é resolvido hoje, amanhã será 10 vezes pior. Dica 8: Comunicar As empresas vivem mergulhadas em conflitos e tricas que desmotivam as equipas e desviam as empresas do mais importante. Comunicar é falar sobre o que verdadeiramente importa. De uma forma clara e com verdade. Pior do que dizer a alguém que não esteve à altura é nada dizer x-lhe e comentar nas suas costas.

Os conflitos latentes são os piores, pois não são ditos, nem expressos. Desenvolvem-se nos corredores e destroem equipas. Comunicar é dizer o que pensamos, sem barreiras. É dar e recolher feedback sem receios ou vaidades. Quem não estiver preparado para isto, é melhor não seguir viagem. Dica 9: O adversário está sempre fora Ponto básico no envolvimento das equipas é mostrar que os adversários são os concorrentes externos e que olhar para cada colega como um “companheiro de trincheira” que terei de defender sob a “chuva de balas” dos dias. Cada minuto que eu desperdice a “combater” um colega de equipa é mero desperdício de tempo e de energias.

e não conseguir envolver a sua equipa. Como pode ser analfabeto e “arrastar” as pessoas consigo. Um dia perguntavam-me onde estava a liderança. Sem pensar, disse que estava no coração. E em cada ano de experiência acredito mais nisso. É o coração que nos faz gostar das pessoas e amar o que fazemos. É ele que nos faz respeitar, cuidar e construir. Para mim não existem líderes sem coração. É ele que distingue um líder de um manipulador.

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Dica 10: Não existem fórmulas secretas Não pense que existem fórmulas secretas que garantam que tudo vai correr bem. Pode ler 1000 livros de liderança

Filipe Simões durante uma apresentação

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SEGURANÇA NO TRABALHO Novos Riscos Emergentes no Trabalho

Ana Ligeiro Técnica Superior de Segurança no Trabalho

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Para que as entidades empregadoras consigam envolver, desenvolver e comprometer os seus colaboradores, devem estar conscientes da presença dos novos riscos emergentes no mercado de trabalho e quais os procedimentos a implementar para o seu controlo. Assim, conscientes dos novos riscos tanto as entidades como os colaboradores conseguirão criar uma equipa coesa e capaz. Novas tecnologias Devido à expansão mundial das redes de cadeias de aprovisio-

namento e ao crescimento do setor transformador nos países em vias de desenvolvimento, as mudanças tecnológicas têm simultaneamente um impacto sobre estes países e sobre os países desenvolvidos. Assim, utilizam-se no mundo inteiro, e com uma frequência cada vez maior, processos de fabrico modernos que recorrem às nanotecnologias e às biotecnologias. Deve haver um cuidado cada vez maior de criar um aporte legislativo nesta área. A economia informal e a SST A economia informal inclui principalmente atividades de escala reduzida em setores da economia tradicionais, mas pode englobar novos processos de produção no final de cadeias de aprovisionamento mais formalizada. A regulamentação em questões de SST continua a ser pouco rigorosa na economia informal. Será importante fazer com que as medidas de SST sejam plenamente integradas em programas de emprego mais vastos para uma melhoria das condições de trabalho.

Trabalhadores migrantes e SST Os trabalhadores migrantes correm um maior risco de serem explorados, uma vez que não têm acesso a cuidados de saúde, nem à segurança social e, frequentemente, não estão abrangidos pela legislação em matéria de SST. Os governos e aos seus parceiros sociais devem tomar medidas para que os trabalhadores migrantes, onde quer que trabalhem, beneficiem de normas de SST aceitáveis. Condições de trabalho de trabalhadores jovens Os trabalhadores jovens exercem frequentemente empregos perigosos e precários, o que a longo prazo terá consequências para a saúde e qualidade de vida de toda a mão-de-obra. É possível remediar esta situação oferecendo aos jovens trabalhadores um emprego que corresponda às suas capacidades, assegurando-lhes formação em matéria de SST, um enquadramento adequado e prevendo medidas de segurança específicas. Pub.

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RISCOS PSICOSSOCIAIS Recursos para Lidar com o Stress

Ana Júlio, Psicóloga

Tal como referi no artigo anterior, uma situação só por si não pode ser considerada como “stressante” ou como “indutora de stress”. Para ser definida como tal, devem ser considerados 3 fatores: a avaliação que o indivíduo faz da situação; a sua percepção da sua capacidade de resposta/controlo; e, o apoio social de que dispõe naquele momento. Neste sentido, o impacto de uma circunstância, parece depender mais de características do próprio indivíduo e dos seus recursos (pessoais ou sociais), do que da situação em si. Nos recursos sociais, podemos referir a rede social em que determinado indivíduo está inserido e a facilidade de acesso a pessoas (familiares, amigos ou conhecidos) que possam, efetivamente disponibilizar-lhe apoio. Nos recursos pessoais, podemos referir os diferentes aspetos relacionados com o sujeito e a sua personalidade e que de alguma forma

determinam a sua capacidade de mediar uma situação de stress, pois influenciam a representação cognitiva da situação vivida. Entre estes, podemos apontar: uma personalidade resiliente, sentido de humor, otimismo, um autoconceito positivo, uma autoestima elevada e uma boa capacidade de comunicação. Importa ainda referir, que não existem recursos ou estratégias que possam ser apresentadas como “universalmente” eficazes ou ineficazes. De facto, o grau de eficácia de uma determinada estratégia, depende (efetivamente) da combinação de recursos de que o indivíduo dispõe, mas, sobretudo, do tipo de problema com que o mesmo se defronta e a sua afinidade com a estratégia escolhida. Sendo assim, uma determinada estratégia poderá ser superior a outra, quando utilizada pela pessoa certa,

no momento certo e tendo em conta uma situação específica, mas nem por isso, significar que esta estratégia seja sempre eficaz, em todos os tipos de circunstâncias e com todos os tipos de pessoas. Cai assim por terra a nossa tendência inata de, perante uma determinada situação tender a aplicar “fórmulas de ação” que já se mostraram eficazes no passado e que para a situação atual poderão ser totalmente inadequadas. O segredo está numa atitude otimista, de perseverança na busca pelos nossos sonhos e de aceitação perante as situações que não podem por nós ser alteradas, rodearmo-nos de pessoas que nos querem bem e comunicar, comunicar muito!

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RESPONSABILIDADE SOCIAL Envolver, Desenvolver, Comprometer no Plano Interno

Rita Moura Rodrigues, Socióloga

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O tema central desta edição da “Pensar Fora da Caixa” não poderia ser mais adequado para se falar de responsabilidade social. Envolver, desenvolver e comprometer são 3 verbos que alicerçam a cultura de uma empresa socialmente responsável, definindo a estratégia organizacional que estabelece o ponto de partida para a responsabilidade social. De há uns anos a esta parte, o muito que se tem falado em responsabilidade social tem gerado muito “ruído” e levado a alguns equívocos. As mediáticas ações desenvolvidas por algumas grandes corporações, em prol de causas sociais, têm contribuído para distorcer aquilo que é efetivamente responsabilidade social, orientando o olhar apenas para uma das suas dimensões, a externa. Mas a responsabilidade social tem uma importante componente interna, sem a qual muitas das ações orientadas

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para o exterior acabam por não ser mais do que meras manobras de marketing. Não tem mal que uma empresa tenha preocupação com a sua imagem, não deverá é desenvolver a sua estratégia de responsabilidade social exclusivamente orientada para essa preocupação. Foquemo-nos no plano interno. A responsabilidade social interna envolve inúmeras dimensões: social - passando por um bom clima organizacional, pela capacidade de gerar/manter o emprego, pela forma como os seus recursos humanos são geridos e potenciado o seu desenvolvimento; económica - nomeadamente, pela sua capacidade de garantir a sua sustentabilidade e durabilidade; ambiental - promovendo condições de segurança e de saúde aos seus colaboradores, gerindo o seu impacto ambiental. A atuação nestas diferentes dimensões transmite aos seus colaboradores uma sensação de coerência e confiança quanto aos propósitos da estratégia de responsabilidade social. Sendo uma preocupação transversal às diversas opções empresariais, cria uma cultura organizacional própria que envolve os colaboradores. Envolver, cativando os colaboradores para a estratégia

da empresa; desenvolver, promovendo a evolução de cada um e comprometer, fazendo com que cada um assuma a estratégia da empresa como sendo sua. Envolver, desenvolver, comprometer são condições de sucesso para qualquer empresa ou organização. Conquistando os seus colaboradores, é seguro que a boa imagem da empresa vai ultrapassar as suas paredes. Vivemos numa sociedade de redes, de relação, nenhuma organização funciona isoladamente, sendo constantes os fluxos que estabelece com o exterior: clientes, comunidade, ambiente. Em qualquer um deles, a atividade da empresa tem impacto, passamos para a dimensão externa da responsabilidade social. Mas isso ficará para uma próxima “conversa”.


SEGUROS A Visão de Henry Ford sobre os Seguros

Marco Colaço, Diretor Financeiro Média Mais

Hoje repasso parcialmente um artigo bastante ilustrativo da importância da indústria seguradora de A.M. de Borba. “Um escritor italiano chamado Giovanni Pappini relatou, certa vez, a história de um passeio por Nova Iorque. Como ele ficou admirado com a vista da cidade do alto do Empire State Building, comentou que lhe parecia impossível que os homens tivessem sido capazes de construir toda aquela grandiosidade. Foi aí que Henry Ford, também presente, ao ouvir o comentário de Pappini, teria

argumentado: “O senhor engana-se quando pensa que essa cidade foi feita pelos homens. Quem a fez foram os seguros. Sem seguro não teríamos os edifícios, porque nenhum homem se atreveria a trabalhar nessas alturas com o risco de cair e morrer, deixando a sua família na miséria; sem seguro, nenhum empresário investiria milhões numa construção, como sabe uma simples fagulha poderia reduzir tudo a cinzas; sem seguro, nada circularia pelas ruas porque ninguém correria o risco de a qualquer momento, sofrer um acidente e não estar coberto por um seguro. E isso não acontece só nos Estados Unidos, mas em todo o mundo, cuja tranquilidade repousa sobre a base dos seguros.” Para ter uma ideia de como os seguros tornam dinâmicos os mais diversos setores da economia, ilustra-se apenas um exemplo contido no discurso de Henry Ford, sobre a circulação pelas diversas vias: “Não fosse ao abrigo da proteção dos seguros, o transporte de pessoas não funcionaria, bem como o de mercadorias,

já que aviões, navios, camiões, etc., não partiriam em direção aos seus destinos. Menos automóveis seriam vendidos pelo receio que as pessoas teriam em circular sem seguro. Como consequência, oficinas e os seus trabalhadores não teriam o que fazer. Também o comércio sofreria o impacto de ver as mercadorias presas nos seus armazéns. As indústrias deixariam de surgir não só porque os empresários (e os próprios trabalhadores) não investiriam tempo e dinheiro correndo riscos sem cobertura, mas também porque, com menos circulação de bens, não haveria porque produzir mais, e menos riqueza seria gerada para todos.” A atividade seguradora é por vezes mal interpretada, até mal-amada, muitas por responsabilidade própria mas sejam os profissionais que dela vivem (e os outros) honestos e teremos uma indústria a trabalhar para muitas outras se desenvolverem com mais e maior segurança.

Pub.

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CONTABILIDADE

Benefícios aos Empregados – Realizações de Utilidade Social

Patrícia Abreu, Técnica Oficial de Contas

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As empresas podem implementar novas políticas de apoio à família, conciliando a vida profissional, pessoal e familiar dos seus colaboradores e contribuir para proteção na velhice, doença e acidente de trabalhadores e seus familiares e apoiar no esforço de educação dos seus filhos. Esta política será através da implementação de benefícios aos empregados através das realizações de utilidade social. As realizações de utilidade social são um conjunto de benefícios que as empresas podem suportar em prol do pessoal ativo na empresa ou dos reformados e respetivos familiares, são por isso prestações que têm uma natureza social. Os benefícios poderão ser desde seguros de vida, acidentes pessoais, seguros de saúde ou doença (em que se inclui os familiares), a creches, jardins-de-infância ou os vales sociais (vale infância ou educação) e até passes sociais.

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Traduz-se também como uma contrapartida económica das atividades exercidas pelos trabalhadores. O que irá por certo criar uma maior motivação por parte dos colaboradores e consequente aumento de produtividade. Estes benefícios apresentam um regime fiscal atrativo, quer para as empresas, que podem ver o valor gasto ser considerado gasto dedutível ao lucro tributável sujeito a IRC, só se os benefícios estiverem atribuídos para a generalidade dos trabalhadores segundo um critério objetivo e idêntico para todos os trabalhadores e que não revistam a natureza de rendimentos do trabalho dependente ou, revestindo-o, sejam de difícil ou complexa individualização, como para os próprios trabalhadores (ao estarem excluídos de IRS). O artigo 43º CIRC estabelece as definições e regras destes gastos aceites fiscalmente. Assim, e segundo o nº 1 do referido artigo “São dedutíveis os gastos do período de tributação, incluindo depreciações ou amortizações e rendas de imóveis, relativos à manutenção facultativa de creches, lactários, jardins-de-infância, cantinas, bibliotecas e escolas”, que permite que a empresa usufrua de uma majoração do gasto em 40%. O nº 2 refere “são igualmente consi-

derados gastos do período de tributação, os suportados com contratos de seguros de doença e de acidentes pessoais, bem como com contratos de seguros de vida, contribuições para fundos de pensões e equiparáveis ou para quaisquer regimes complementares de segurança social, que garantam, exclusivamente, o benefício de reforma, pré-reforma, complemento de reforma, benefícios de saúde pós-emprego, invalidez ou sobrevivência a favor dos trabalhadores da empresa”, neste caso existe um limite para o valor dessas despesas que é 15% da massa salarial. Existem algumas situações a reter: para o limite de 15% da massa salarial considera-se todas as despesas objeto de descontos obrigatórios para a Segurança Social. A expressão “trabalhadores da empresa” referida no n.º 1 do art. 43.º do CIRC abrange os órgãos sociais, uma vez que se considera trabalhador dependente. Quando, por imposição de Convenção Coletiva de Trabalho, uma empresa é obrigada a garantir, só a alguns dos seus trabalhadores, pensões de reforma, o encargo é aceite como gasto fiscal na totalidade. Os trabalhadores que não pretendam ser abrangidos por qualquer benefício, têm de comunicar a sua intenção por escrito à empresa.


Pub.

FORMAÇÃO BÁSICA EM

SEGURANÇA

A SUA SEGURANÇA EM PRIMEIRO LUGAR! OBJETIVOS

Formação Básica em Segurança

Reconhecer a importância das atitudes proativas de segurança Identificar os princípios gerais de segurança Conhecer os trabalhos de escavações e em valas

Nome Completo

Identificar as máquinas e equipamentos de trabalho e a sua operação em segurança Saber movimentar manualmente as cargas em condições de segurança Enumerar os cuidados na segurança contra incêndios Conhecer as substâncias e preparações perigosas

XXXXXXX

FBS025SD

N.º Documento Identificação

N.º Cartão

03-01-2017

02-01-2022

Data de Emissão

Data de Validade

Identificar os ruídos e vibrações como risco para a segurança e saúde do trabalhador Conhecer os principais acidentes de trabalho e doenças profissionais

G RU

Conhecer os trabalhos na proximidade de eletricidade, em altura, em túneis ou galerias e na via pública

PO

SD

ENTIDADE FORMADORA CERTIFICADA

G RU

A Formação Básica em Segurança visa assegurar aos trabalhadores os conhecimentos suficientes para reconhecerem e se protegerem dos riscos associados ao meio onde irão desenvolver a sua atividade. PO

SD


Pub.

VIII ENCONTRO NACIONAL SD CALDAS DA RAINHA

ENVOLVER & DESENVOLVER

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MARQUE JÁ NA SUA AGENDA!

Pensar Fora da Caixa - Número 7  

Apresentamos mais uma Edição da Revista Pensar Fora da Caixa, recheada de temas inovadores. Nesta sétima publicação apresentamos como temas...

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