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SEMESTRAL NÚMERO 8 | OUTUBRO 2017 | € 2.50

PE NSAR

FORA DA CAIXA A REVISTA

OPINIÃO PROFISSIONAL AUTOCONHECIMENTO PARA O EQUILÍBRIO E PARA A FELICIDADE

RADAR NÃO ESPERE PARA SER FELIZ

Sónia Rosa

A ECOLOGIA DO OBJETIVO

Mónica Reis

Mário Rui Santos

ALTA PERFORMANCE DESPORTIVA António Fidalgo

INTER DISCIPLINAR OS VALORES DA SUSTENTABILIDADE António Batista

A FELICIDADE NAS ORGANIZAÇÕES! Samuel Soares

PESSOAS

felizes ORGANIZAÇÕES brilhantes


O MELHOR AMIGO DO MOTORISTA! DISPONÍVEL EM NOVEMBRO!

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AGENDA DO MOTORISTA

AGENDA DO MOTORISTA

2018

TEM dificuldade eM geRIR os tempos de condução e repouso? A AGENDA DO MOTORISTA PERMITE FAZER TODOS OS REGISTOS DE TEMPOS DE CONDUÇÃO E REPOUSO, AJUDANDO NO CONTROLO E CUMPRIMENTO DA LEGISLAÇÃO EM VIGOR. TOMANDO AS NOTAS NECESSÁRIAS, FARÁ UMA MELHOR GESTÃO DO SEU TRABALHO.


EDITORIAL

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Sobreiro Duarte, CEO Grupo SD

Seja bem-vindo ao número oito da “Pensar Fora da Caixa”! É com enorme gosto que o Grupo SD, nesta edição, envolveu talentos de diferentes áreas para partilharem ideias, assim como o leitor as vai desenvolver e colocar em prática no seu dia-a-dia. Sermos e termos à nossa volta pessoas felizes é o grande objetivo da sociedade, no entanto temos um grande desafio: querer lá chegar e não saber como. Nesta edição vai ter a oportunidade de ler partilhas extremamente interessantes que o vão ajudar a SER e TER algumas ferramentas para atingir esse objetivo. Também sabemos que se as pessoas que são mais Felizes contagiam os seus pares e que as envolvem nessa mesma energia permitindo que cada um em particular e todos no geral brilhem e deem o seu melhor, assim todos ficam a ganhar. Estou convicto que quando fazemos o que fazemos com paixão e muito amor, o produto final tem estes condimentos tornando este serviço ou produto como único e exclusivo. O consumidor sente e reconhece-o e, naturalmente, valoriza-o de uma forma diferenciadora. Colocar a nossa paixão no que somos e fazemos faz com que sejamos ainda mais felizes e as nossas organizações mais brilhantes. Estamos muito Gratos a todos os que confiam neste nosso/vosso trabalho e que as mensagens que nesta edição são passadas permitam que cada um se sinta mais “empoderado” para poder ter os resultados que projetou. Quero convidar todos a estarem no nosso VIII Encontro Nacional, no dia 21 de outubro nas Caldas da Rainha: “Envolver & Desenvolver “ é o tema, com excelentes intervenientes e como sempre a Arte das Caldas da Rainha vai estar presente. Encontro marcado! REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | OUTUBRO 2017


SUMÁRIO

FICHA TÉCNICA

Benvindo a mais uma Edição da Revista Pensar Fora da Caixa! Este número é dedicado à Felicidade: estado de plenitude, satisfação e equilíbrio físico e psíquico. Ao longo dos vários artigos nas áreas de OPINIÃO PROFISSIONAL, RADAR e INTERDISCIPLINAR são apresentadas várias perspetivas e, entre os vários autores, a opinião é unânime: com pessoas felizes, encontraremos organizações brilhantes.

Diretor: Sobreiro Duarte Subdiretora: Patrícia Neves Editor: Sobreiro Duarte, Lda.

Editorial --------------------------------------- 3 Ficha técnica --------------------------------- 4 RADAR: Felicidade e bem-estar nas organizações ------ 6 Sabia que o excesso de peso reduz a fertilidade? --------------------------------------- 7 Não espere para ser feliz – Aceite o desafio -- 8 Os portugueses são felizes no trabalho? ----- 11 Alta Performance Desportiva ------------------ 12 CAPA: Ter pessoas mais felizes traz custos ou benefícios às organizações? ------------------ 15 4

INTERDISCIPLINAR: A felicidade nas organizações – Uma abordagem prática ---------------------------Felicidade é movimento ----------------------Mais felicidade, mais produtividade --------10 técnicas da linguagem corporal --------Os valores da sustentabilidade ---------------

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OPINIAO PROFISSIONAL: A felicidade como vantagem competitiva --- 26 Felicidade numa organização – Comunicação e envolvimento ---------------------------------- 27 Autoconhecimento para o equilíbrio e para a felicidade ----------------------------------------28 A “Ecologia” do objetivo – Eliminando as auto-sabotagens inconscientes -----------------30 Adaptação à mudança - Novas oportunidades de negócio ------------------------------------- 31 O papel da informação e da comunicação -- 32 O stress e a condução ------------------------ 33 Distribuição de lucros pelos trabalhadores -- 34

REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | OUTUBRO 2017

Coordenadora: Telma Eusébio Propriedade da Edição: Sobreiro Duarte NIF: 130 277 312 Sede da redação/edição: Rua Dr. Asdrúbal Calisto, Nº7 2500-133 Caldas da Rainha geral@gruposd.pt Paginação, impressão e Acabamento: FIG - Indústrias Gráficas, S.A. Rua Adriano Lucas, 3020-265 Coimbra Tiragem: 2500 exemplares Semestral Depósito legal n.º: 385617/14 ERC: 126607 ISSN: 2183‑4202

ESTATUTO EDITORIAL

Colaboradores: Alexandre Monteiro Ana Júlio Ana Ligeiro António Batista António Fidalgo Filipe Simões Jorge Dias Mara Marques Mário Rui Santos Paulo Moreira Patrícia Abreu Patrícia Neves Pedro Duarte Rita Moura Rodrigues Samuel Soares Sobreiro Duarte Sónia Rosa Telma Eusébio

A Revista PENSAR FORA DA CAIXA é independente do poder político, do poder económico e do poder de quaisquer grupos de pressão. A Revista PENSAR FORA DA CAIXA identifica-se com os valores da democracia pluralista e solidária. A Revista PENSAR FORA DA CAIXA rege-se no exercício da sua atividade pelo cumprimento rigoroso das normas éticas e deontológicas do jornalismo. A Revista PENSAR FORA DA CAIXA pauta-se pelo princípio de que os factos e as opiniões devem ser claramente separados: os primeiros são intocáveis e os segundos são livres.

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SEGURANÇA E HIGIENE NO TRABALHO MAIS SEGURANÇA MENOS RISCO

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AJUDAMOS AS PESSOAS A CHEGAR MAIS LONGE!

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P O R Q U E A C R E D I TA M O S Q U E A FORMAÇÃO APLICADA NA PREVENÇÃO DOS RISCOS PROFISSIONAIS PROPORCIONA B E M - E S TA R E S A T I S FA Ç Ã O NO LOCAL DE TRABALHO, A P O S TA M O S N A F O R M A Ç Ã O COMO FORMA DE VALORIZAÇÃO DA ATRATIVIDADE DA EMPRESA

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GRUPO SD Felicidade e bem-estar nas organizações

Telma Eusébio, Grupo SD

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1º de Maio é o Dia do Trabalhador. Este acontecimento assinala a luta por melhores condições de trabalho marcada historicamente pela manifestação nas ruas de Chicago, nos EUA, em 1886, que teve a participação de milhares de trabalhadores e terminou com várias detenções e a morte de três manifestantes. Atualmente, a busca pelo bem-estar e pela felicidade no local de trabalho não é apenas uma pretensão do próprio colaborador que procura condições de trabalho justas e condignas. O mercado de trabalho reposicionou-se no sentido de encontrar estratégias para atrair e reter colaboradores. São vários os casos de empresas com projetos que procuram proporcionar momentos diferenciadores para que os colaboradores se sintam mais motivados no desempenho das suas tarefas. Os países nórdicos encabeçam a lista dos países cujas organizações mais se preocupam, e são vários os exemplos de práticas proactivas para o bem-estar dos colaboradores a nível mundial. Na Google os colaboradores são convidados a fazer pausas para exercício físico, têm acesso REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | OUTUBRO 2017

a massagens de relaxamento, têm mesas de jogos, etc. Também em Portugal são vários os exemplos de medidas e programas. Este ano foram 17 os colaboradores da bracarense BC Segurança que aceitaram o convite da empresa para passar férias na Jamaica. Quem não quis ir à Jamaica levou para casa um salário extra. No dia-a-da têm acesso a um mini-spa, diversões, lavandaria, comida, entre outros benefícios. Na Ibersaco, em Castelo Branco, além dos ordenados acima da média, é também oferecido acesso ao ginásio nas instalações da empresa e umas férias anuais pagas. Outro exemplo passa pela ginástica laboral, que tem vindo a ganhar bastante expressão na última década devido aos benefícios que a mesma promove, não só ao bem-estar físico dos colaboradores, mas também aos ganhos que potencia à própria empresa que realiza o investimento, como a redução do número de acidentes profissionais, dos gastos com assistência médica e dos níveis de absentismo. A Valorlis, em Leiria,

desenvolve no início e fim de cada horário exercícios de aquecimento, estiramento, fortalecimento e relaxamento, com o intuito de prevenir o aparecimento de lesões músculo-esqueléticas provocadas pela atividade profissional. Também no dia-a-dia os trabalhadores podem ter várias razões para ampliar os níveis de bem-estar, tais como a celebração de dias especiais (dia do Pai ou da Mãe, Carnaval, dia da Mulher, Jantar de Natal); a dispensa no dia do aniversário; a criação de um espaço de pausa/convívio com pequenos eletrodomésticos e mesas de jogos; existência de protocolos com Entidades Bancárias, Seguradoras, Ginásios para os colaboradores; e o incentivo do acesso ao Ensino Superior para a progressão na carreira. Por fim, outro resultado positivo reflete-se na responsabilidade social da empresa que sai valorizada perante a sociedade e junto dos seus colaboradores, ao proporcionar-lhes uma melhor qualidade de vida e uma melhor qualidade no trabalho.


CONSULTÓRIO Sabia que o excesso de peso reduz a fertilidade?

Mara Marques, Médica

É do conhecimento geral que a elevada acumulação de gordura no organismo, tem efeitos nefastos para a saúde. No entanto, o que grande parte não sabe é que além de contribuir para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2, o excesso de peso tem grandes implicações no sistema reprodutor, afetando a fertilidade feminina e masculina. Estudos realizados indicam que cerca de 15 a 20% dos casais em idade reprodutiva sofrem de infertilidade em Portugal. Por outro lado, metade dos homens e mulheres acima dos 20 anos têm excesso de peso e mais de 20% são obesos. Com a acumulação excessiva de gordura no corpo, dá-se um aumen-

to do tecido adiposo, que é responsável pela reserva de estrogénios, as hormonas que controlam a ovulação. Com este aumento de tecido, verifica-se então um desequilíbrio de estrogénios, que afeta diretamente a fertilidade, ao impedir a ovulação da mulher. Além deste cenário, algumas disfunções menstruais têm, também, origem no excesso de peso. Esta problemática agrava-se quando falamos de interrupções involuntárias da gravidez. Estudos indicam que há uma maior tendência para abortos espontâneos quando a grávida tem excesso de peso ou é obesa. No caso dos homens, os quilos a mais trazem uma dificuldade acrescida na altura de conceber, uma vez que o número de espermatozóides diminui consideravelmente. Tendo em conta estes fatores, se realmente sonha com uma gravidez saudável, a primeira grande mudança que deve fazer é alterar a sua alimentação e perder os quilinhos a mais. Iniciar uma alimentação saudável com a ajuda de um médico será a chave para o sucesso de um emagrecimento rápido, com resultados a longo prazo. Contudo, reforça-se que não é aconselhável iniciar uma dieta sem o acompanhamento de profissionais médicos, pois estes

poderão orientá-la e ajudá-la tendo em conta o seu perfil e necessidades. Segundo o Estudo Prokal, um tratamento médico baseado numa dieta proteinada, o método PronoKal (www.pronokal.com) permite perder 14 quilos em dois meses, face aos 5 quilos alcançados com a dieta hipocalórica, caracterizada por reduzir tanto a ingestão de gorduras e açúcares como de proteínas. Além de ser mais eficaz por conservar a massa muscular, a perda de peso é feita através da gordura acumulada. Nesta dieta 92% do peso perdido é proveniente do excesso de gordura do organismo, sendo que os resultados obtidos são notórios num curto espaço de tempo, comparativamente a outras dietas. Isto significa que o sonho de ser mãe não precisa de ser permanentemente adiado. Este tratamento tem como principal objetivo a reeducação alimentar do paciente, facilitando a manutenção do peso saudável a longo prazo, o que é essencial não só para uma gravidez saudável, mas também para enfrentar os desafios da maternidade. Não deixe que o excesso de peso o atinja a si e muito menos ao seu sonho de ser mãe. Mude de estilo de vida agora!

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NÃO ESPERE PARA SER FELIZ Aceite o desafio

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Mónica Reis, Diretora de Recursos Humanos

A nossa vida é passada em sua maioria nas organizações. Se considerarmos um horário de trabalho médio de 8 horas por dia, é sinonimo de que um terço de nossa vida adulta é passada no trabalho. Se considerarmos apenas o nosso tempo acordados, em média metade da nossa vida adulta decorre dentro de uma organização! Portanto, trabalhar não pode ser um sacrifício nem uma obrigação com vista a suprir algumas necessidades básicas. Acho injusto imaginar que um ser humano deve passar metade da sua vida adulta esperando para ser feliz quando sair do trabalho. A solução será as organizações tornarem-se locais de felicidade e desenvolvimento humano, ao invés de apenas geradoras de lucro e, atenção que estes obREVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | OUTUBRO 2017

jetivos não são necessariamente antagónicos. Em minha opinião e, utilizando os níveis de motivação do Autor Richard Barrett, as necessidades mais básicas podem ser suprimidas pelas Organizações: • Desde as necessidades de sobrevivência, que estão diretamente ligadas ao salário e às condições de trabalho; • Às de relacionamento e trabalho em Equipa, que impulsionam a fase seguinte da autoestima; • Até as necessidades superiores, podem ser suprimidas, de certa forma, pela organização; • Com posturas de auxílio às pessoas que pretendam desenvolver as suas capacidades pessoais (transformação); • Criando condições para que encontrem o Seu Eu (coesão interna);

• Criando oportunidades para impacte positivo (fazer a diferença).

NÍVEIS DE CONSCIÊNCIA É nas pessoas que está a diferença e, é com elas que as Organizações conseguirão destacar-se no mercado. Num clima competitivo como o da atualidade, a Motivação, formação


e desenvolvimento dos colaboradores e adequada retenção de talentos são, em minha opinião, fatores importantes não só para a competitividade, bem como o bom ambiente empresarial. Aqui, o Gestor de Recursos Humanos, deve ter liberdade para trabalhar e fazer diretamente parte da estratégia organizacional e de desenvolvimento da Empresa. Incentivando o trabalho em Equipa e a comunicação entre os colaboradores dos diferentes departamentos e cargos. Pessoas competitivas são pessoas felizes, que sabem fazer e dão o seu melhor. Atrevo-me a fazer AQUI um desafio a todos os GRH, CEO, Líderes e Responsáveis de Organizações, para experimentarem, estas dicas, durante 1 mês:

1. MEDITE / CAMINHE / RELAXE DE MANHÃ

“Se a escada não está encostada na parede correta, cada passo que damos só nos leva ao lugar errado mais rápido.” Stephen R. Covey

Esvazie as PRÉ OCUPAÇÕES. Filtre o que é realmente importante e desvalorize o acessório. Se negligenciar a oxigenação do cérebro, não importa o quão inteligente ou produtivo é. Ser produtivo para as coisas erradas não é útil. Confirme se está a caminhar na direção certa e, redirecione-se!!!

2. LEIA UM LIVRO POR SEMANA

Pessoas extraordinárias e felizes, buscam o ensino e a aprendizagem.

3. REGISTE UM DIÁRIO 5 MINUTOS POR DIA

Para reconhecer as oportunidades que surgem diariamente, registe as coisas pelas quais ficou agradecido terem ocorrido, no seu dia.

4. COMBATA OS RECEIOS

“O sucesso de uma pessoa na vida geralmente pode ser medido pelo número de conversas desconfortáveis que ele(a) está disposto a ter.”

Tim Ferriss

Seja o que for que você sinta que precisa fazer – faça-o. A antecipação do evento é muito mais dolorosa do que o próprio evento. Então, basta fazê-lo e acabar com essa tortura interna.

5. APRENDA A DIZER QUE “NÃO” Como sabe claramente os seus objetivos, vai ter a coragem e a clarividência de filtrar até mesmo oportunidades brilhantes – porque em última análise, eles são distrações para o objetivo atual. Registe-as para voltar a elas posteriormente. Em algumas ocasiões, não sabemos dizer não e, acabamos por ceder a alguns pedidos. Negar é muito difícil, porque ao fazê-lo, sentimos que somos egoístas e temos receio de rejeição, por parte de quem nos solicitou algo. Mas às vezes é preciso saber dizer não, para ganhar o respeito sobre si e daqueles que nos cercam. Caso você realize os desejos de todos, deixará a porta aberta para que

as pessoas abusem de si. Pode sempre usar expressões positivas, como por exemplo: “Neste momento estou a fazer…., acho que poderias fazer deste modo…, e obviamente que estarei aqui para te apoiar”.

6. CATCH DREAMS (CAÇA SONHOS)

Normalmente deixamos que a vida nos conduza, ao invés de projetar a nossa vida em torno das nossas ambições. Comece com o fim em mente. Como se fosse “terminar” amanhã, e delineie o caminho para a realização.

7. SEJA FELIZ E TRANSFORME A ORGANIZAÇÃO ONDE TRABALHA

“As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas... Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos... Pense nisso! O que você tem, todo mundo pode ter, mas o que você é ninguém pode ser.” Desconhecido Somos nós que criamos os nossos problemas. Se quer viver uma vida abundante, comece por mudar e ampliar o campo de visão. Não espere para ser feliz. A vida é para ser vivida e não para ser pensada. É tão simples assim, nós é que complicamos as coisas.

Você é tão feliz quanto acredita ser?

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pessoas felizes ´ ambiente saudavel

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AVALIAÇÃO DE RISCOS PROFISSIONAIS

ÇÃO IDENTIFICA OS DOS PERIG

ÇÃO REAVALIA

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IMPL E DAS MENTAÇ MED ÃO IDAS

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IAÇÃO AVAL ISCOS DOS R

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ÃO S LEÇ IDA SE MED S DA

Competindo ao empregador zelar, de forma continuada e permanente, p e l o e x e r c í c i o d a at i v i d a d e e m c o n d i ç õ e s d e s e g u r a n ç a e d e s a ú d e pa r a o t r a b a l h a d o r , i d e n t i f i c a n d o o s r i s c o s p r e v i s í v e i s e m t o d a s a s at i v i d a d e s da empresa, apoiamos as empresas na avaliação dos riscos existentes, p e l a a u d i t o r i a à e m p r e s a , e l a b o r a n d o o r e l at ó r i o d e ava l i a ç ã o d e r i s c o s e indicando as medidas de prevenção e de correção adequadas aos mesmos.

AVALIAÇÃO DE RISCOS PSICOSSOCIAIS Tendo sido os riscos psicossociais relacionados com o trabalho identificados como um dos grandes desafios contemporâneos para a saúde e segurança dos trabalhadores, apoiamos as empresas na identificação e avaliação dos riscos p s i c o s s o c i a i s, r e c o r r e n d o a f e r r a m e n ta s e s p e c í f i c a s pa r a o e f e i t o, e l a b o r a n d o o r e l at ó r i o d e ava l i a ç ã o d e r i s c o s p s i c o s s o c i a i s e i n d i c a n d o a s m e d i d a s p r e v e n t i va s e corretivas mais adequadas a cada situação.

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AJUDAMOS AS PESSOAS A CHEGAR MAIS LONGE!

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GRUPO SD Os portugueses são felizes no trabalho?

Telma Eusébio, Grupo SD

Os profissionais portugueses afirmam ter um nível de felicidade de 3,8 em 5 pontos. Este resultado foi apurado na 6ª Edição do estudo Happiness Works 2017, que avalia o nível de Felicidade Organizacional das Empresas em Portugal. Esta iniciativa realiza-se desde 2012 e tem como parceiros a Consultora Lukkap Portugal, a Revista EXAME, a Associação Portuguesa de Gestão de Pessoas, a Universidade Atlântica, a Happy Brands e a Winning Scientific Management. O estudo decorre entre Janeiro e Abril. Todas as Empresas são convidadas a participar através do preenchimento de um inquérito online. Existem duas formas de participar: individualmente (sem ser através da Empresa, é preenchido o inquérito no link geral disponibilizado nas redes sociais); ou através da Empresa (aplicável nas Empresas que pretendem participar no estudo, preenchendo o inquérito no link Empresa que é enviado ao responsável,

sendo este depois encaminhado internamente para os inquiridos). No estudo é pedido aos inquiridos que respondam a várias questões sobre felicidade na Organização (9 dimensões e 45 variáveis) e felicidade na função (10 dimensões e 31 variáveis). São colocadas questões sobre o ambiente de trabalho, envolvimento com a organização, espírito de equipa, humor no dia-a-dia, comunicação, reconhecimento, justiça, aprendizagem, condições financeiras, processos de trabalho, inovação, alinhamento de valores, liderança, objetivos, equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, responsabilidade social, entre outras. Cada Organização recebe os seus resultados e posição relativa no ranking. As Empresas “Felizes” do Top 10 recebem um diploma e selo que podem utilizar na sua comunicação interna e externa. Georg Dütschke, docente e investigador na Universidade Atlântica que se tem dedicado ao estudo da felicidade e do seu impacto no local de trabalho, aponta que “pela primeira vez, a amostra do estudo ultrapassou a quatro mil respostas, o que nos dá conta da maior robustez dos resultados anteriores, mas que vem confirmar, de facto, que para os portugueses o pior já passou e que a felicidade voltou às suas Empresas”. Indicadores económicos positivos como a descida da taxa de desemprego e o aumento do consumo têm contribuído para a felicidade dos trabalhadores portugueses.

Das 150 empresas concorrentes ao ranking Happiness Works 2017, apresentamos as 10 empresas mais felizes: 1. Hilti Portugal; 2. PHC Software; 3. Omega Pharma Portugal; 4. Grupo Your; 5. Solfut; 6. Real Vida Seguros; 7. Mendes Gonçalves; 8. F. Fonseca; 9. Novo Oculista de Loures; 10. Selmatron. Paralelamente com o Happiness Works, é realizado também o Estudo Happy Boss, que já vai na 3ª Edição. Pedro Ribeiro, diretor da Rádio Comercial e líder da equipa do programa da manhã, é considerado pelos inquiridos no estudo como o ‘chefe mais feliz’ de Portugal, tendo sido o nome mais mencionado pelos inquiridos.

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ALTA PERFORMANCE DESPORTIVA Aplicação em organizações brilhantes

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António Fidalgo, Coach

“Somos o que pensamos. Tudo o que somos surge com os nossos pensamentos. Com os nossos pensamentos fazemos o nosso mundo”. No desporto como na vida, acredito, que uma das fórmulas mais eficaz para quem quer alcançar o sucesso (seja lá o que for que isso signifique para a pessoa), passa pela melhoria contínua e constante, das próprias capacidades, das

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competências, das aptidões…do seu “mundo”. Os japoneses, têm um termo, pouco traduzível por palavras para outra língua (kaizen), muito utilizado nas mais variadas áreas, desde as relações pessoais, ao meio empresarial, que, quando aplicado no desporto e nas instituições em geral, faz todo o sentido, face aos resultados que se quer alcançar! Kaizen, significa literalmente – melhoria contínua – e tem a sua base de sustentação no principio

da melhoria gradual, das melhorias simples. Este é um conceito aplicado pelo Dr. W. Edward Deming, técnico americano de controlo de qualidade, na revolução industrial japonesa do pós guerra e que, de facto, operou uma mudança de tal forma significativa no “modus operandi” instalado, que permitiu ao Japão, de uma forma consistente tornar-se em poucos anos uma das maiores potências económicas do mundo. Esta nova filosofia, de alguém ligado ao controle de qualidade, pode leva-lo a pensar que se trata do controlo de qualidade físico, o que na verdade não corresponde à realidade do processo. A informação passada por Deming aos japoneses consistia no seguinte: um empenho constante e incessante para aumentar, de forma sistemática, a qualidade dos produtos, todos os dias e em todas as variáveis do mesmo, alavancará a curto, médio e longo prazo, um total domínio do mercado. E mais: esse aumento de qualidade, não passa apenas por cumprir um determinado padrão, sim por um processo dinâmico de melhoria constante. Aplicado na área desportiva, este conceito permitiu a um dos técnicos de basquetebol mais bem sucedido dos EUA, Pat Riley, (anos 80) revitalizar a equipa dos Los Angeles Lakers, recuperando em 1987 o título de campeão. Pat Riley utilizou nessa época, e nas posteriores, uma estratégia completamente nova nos anais


do basquetebol americano, que passava por “convencer/influenciar” os jogadores a aumentarem em um por cento a sua qualidade de jogo em relação ao melhor que, individualmente já tinham conseguido. Parecendo uma melhoria ridiculamente pequena, a verdade é que, aplicada a cada um dos doze jogadores da equipa, nomeadamente no seu desempenho em campo nas diversas componentes do jogo, o esforço combinado se traduziu num aumento de 60 por cento na eficácia coletiva! – O verdadeiro segredo (valor) desta estratégia, reside na capacidade de influência do Líder, para que todos os jogadores (trabalhadores) acreditem, de forma congruente, que é possível e mais do que isso, possam ter a certeza que conseguem melhorar em um por cento as suas performances.

“A única verdadeira segurança da vida, provém de sabermos que todos os dias melhoramos de alguma forma”

Ao aplicar, eu próprio, esta filosofia, empenhando-me em melhorar de forma constante e incessante os meus padrões de qualidade de vida, noto claramente que os resultados, são fantásticos. Assim, tendo como objetivo partilhar de forma simples este conceito, para que todos os que queiram possam usufruir do mesmo, criei uma mnemónica MCI, que traduz na realidade, o conceito exposto. MCI, constitui nada mais nada menos, de que uma “âncora” que cada um pode utilizar à sua maneira, tendo em conta o objetivo do processo – Melhoria Constante e Incessante. MCI é um princípio que pode utilizar em todos os aspetos da sua vida, acreditando eu que o nível de sucesso que experimentará, será diretamente proporcional ao empenho e ao compromisso com o mesmo. É um processo de melhoria gradual, por mínima que seja, cujos resultados aparecerão mais tarde…ou mais cedo! MCI é um processo que exige ação e dedicação. Não significa ausência de dificuldades, significa sim, a estreita observância e

compreensão do nível em que nos encontramos e a crença de que podemos aceder a um nível ainda mais elevado.

“Não me preocupo em manter a qualidade da minha vida, porque todos os dias trabalho para a melhorar”. – Na vida pessoal, nos relacionamentos, nos negócios, no desporto, na saúde, nas finanças… como posso promover uma melhoria constante e incessante em cada uma das áreas da minha vida? Desenha e constrói o teu “MCI”, promovendo as acções necessárias ao seu desenvolvimento. 13

Qual o melhor momento para começar? AGORA!

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desenvolvimento pessoal ‘SOMOS AQUILO QUE FAZEMOS DE FORMA REPETIDA. POR ISSO A EXCELÊNCIA NÃO É UM ATO, MAS UM HÁBITO.’ ARISTÓTELES

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DESENVOLVEMOS A SUA EQUIPA PARA OBTER MAIOR ENVOLVIMENTO E MELHORES RESULTADOS

G E S TÃ O D E E M O Ç Õ E S | M E D I A Ç Ã O D E C O N F L I T O S | T R A B A L H O S O B P R E S S Ã O R E L A C I O N A M E N T O C O M O C L I E N T E | T É C N I C A S D E N E G O C I A Ç Ã O | g E S TÃ O C O M E R C I A L C O M U N I C A Ç Ã O E T R A B A L H O E M E Q U I PA | G E S TÃ O D E P R O D U T I V I D A D E E T E M P O LIDERANÇA E ENVOLVIMENTO | IMAGEM INSTITUCIONAL E COMUNICAÇÃO

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COACHING PO

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AJUDAMOS AS PESSOAS A CHEGAR MAIS LONGE!

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GRUPO SD Ter pessoas mais felizes traz custos ou benefícios às organizações? desafio constante que deve ser uma preocupação constante do Líder.

Quem ganha com a felicidade dos colaboradores nas organizações?

Sobreiro Duarte, CEO Grupo SD

Sendo que felicidade é um estado durável de satisfação e equilíbrio psíquico e físico gerando bem-estar e paz interior, faz todo o sentido que cada um de nós esteja constantemente a trabalhar para atingir este estado, quer na vida profissional assim como na vida familiar. Será que é possível ter felicidade na vida familiar e não a ter na vida profissional? Sendo a pessoa constituída por “partes” e o seu todo é naturalmente a soma das partes. Se a felicidade é um estado, caso não exista nestas partes não poderemos ter uma felicidade global mas sim momentos felizes, e o objetivo é atingir a felicidade no seu todo. Assim sendo, a felicidade das pessoas nas organizações é, pois, um

Em primeiro lugar a organização, de seguida os colaboradores, as seguradoras, o serviço nacional de saúde e, claro, a sociedade em si, pelo contágio que essas pessoas fazem por onde passam. Será que a felicidade está diretamente ligada à motivação? Se o estiver, temos que primeiro entender que motivo leva os colaboradores a fazerem o que fazem. Se assim é, então, cabe ao Líder entender esse motivo. Se, para as organizações serem brilhantes isso depende em primeiro lugar dos colaboradores, é fundamental construir uma cultura organizacional forte e um ambiente interno eficaz que promova a felicidade de toda a equipa. A conjugação entre pessoas que encontrem motivo naquilo que fazem e isto lhes dê significado de vida, aliado a uma cultura organizacional fortemente voltada para as pessoas, leva a termos PESSOAS FELIZES e ORGANIZAÇÕES BRILHANTES, logo, objetivo alcançado.

Se isto é assim tão simples porque não acontece com a frequência desejada? No meu entender, começa pela Liderança, pois em primeiro lu-

gar tem que ter este processo claramente consciente, “ Pessoa Felizes Organizações Brilhantes”. De seguida, utilizar as melhores ferramentas para o fazer, por vezes encontrar também uma visão externa com esse objetivo, sendo fundamental ter um processo de comunicação interna eficaz. A liderança deve estar focada nas pessoas, pois nas organizações temos pessoas com pontos fortes e com oportunidades de melhoria. A Arte de liderar passa por permitir que os colaboradores potencializem os seus pontos fortes assim como permitir oportunidades de melhoria. Como estimular as pessoas? Existem diversos estudos que indicam que 80% dos colaboradores referem que ficam mais motivados quando o seu líder mostra apreço pelo desempenho que têm, enquanto apenas 17% das pessoas entendem que são suficientemente consideradas pelos empregadores. E mais de 50% das pessoas ficariam mais tempo no trabalho se sentissem mais apreço por parte do seu líder. Assim, o Líder mesmo que se sinta muito ocupado deve reservar algum tempo para construir, com mais frequência e de forma mais consistente, sistemas e rituais de valorização das pessoas, estando assim a estimulá-las. Gerar uma atitude de Gratidão e respeito para com os colaboradores que lidera gera grandes benefícios.

Ter pessoas mais felizes traz custos ou benefícios às organizações?

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A resposta é evidente e clara, traz benefícios, então faz todo o sentido criar-se dentro da organização uma estratégia de felicidade! Algumas sugestões: • Sabe qual o motivo por que cada pessoa trabalha na sua organização? • Sabe claramente qual o grau de satisfação dos seus colaboradores? • Tem de uma forma clara avaliado e consciencializado os pontos fortes e as oportunidades de

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melhoria de cada um dos seus colaboradores? • Nos últimos seis meses quantas vezes de uma forma clara valorizou os seus colaboradores? • Costuma envolver os seus colaboradores nas soluções de trabalho? • Sabe o que os seus colaboradores gostam de fazer extra trabalho? Todas as pessoas nas organizações têm um papel importante e uma visão interessante para desenvolver a sua organização.

“As pessoas não precisam de ser geridas, precisam de ser estimuladas.” Richard Florida


A FELICIDADE NAS ORGANIZAÇÕES! Uma abordagem prática sentimento de bem-estar, de realização, concretização de sonhos, a felicidade está também associada à ausência de sofrimento. Quem lidera organizações tem como principal responsabilidade criar um ambiente onde se potencie sentimentos e emoções positivas! O contributo de todos os líderes nas organizações passa por serem eles próprios os maiores agentes de promoção da felicidade, e como o podem fazer? Na Samsys usamos estas abordagens: Samuel Soares, Diretor Geral

Considero que a felicidade é um modo, ou forma como escolhemos viver a nossa vida e não um destino. Quando consideramos que a felicidade é um destino perdemos toda a beleza e a oportunidade de vivermos felizes com o que o universo nos oferece!

Nas organizações acredito que a fórmula é a mesma, devemos viver gratos com o que já alcançamos e com ações alinhadas no sentido de transformar os nossos dias em dias felizes!

O sentimento de felicidade e a sua definição intrínseca, é de alguma forma, diferente para todos os seres humanos, em alguns aspetos genéricos, estamos de acordo de que associamos a felicidade, a sentimentos e emoções positivas,

Começar por algo muito simples, é de manhã cedo que o dia começa, cumprimentar todos os elementos com alegria e energia positiva, uma alegria e energia contagiante, esta alavanca pode ser muito útil, todos nós temos noites mal dormidas, ou preocupações que não deixaram descansar bem, se encontrarmos de manhã um cumprimentar assim, pode ajudar-nos a melhorar o nosso registo emocional e assim o dia ser mais feliz. Demonstrar interesse genuíno nos nossos elementos de equipa, dar-lhes tempo e atenção, preocupar-se com as suas dores, sendo por vezes “o ombro amigo que faz falta”, querer saber dos seus sonhos, aqueles sonhos que os fazem mover e superarem-se, e perceber como os ajudar a concretizar. Investir tempo em acompanhar e ajudar os elementos de equipa a se desenvolverem e evoluírem,

praticar a velha máxima de ensinar a pescar em vez de oferecer o peixe, ajudar a que cada elemento de equipa desenvolva ferramentas de estudo contínuo, desta forma estaremos a contribuir para que o sentimento de autorrealização seja mais forte e consequentemente vai contribuir para um sentimento positivo de felicidade. Sermos um verdadeiro elemento lubrificador na equipa, darmos um contributo para que a interação de todos os elementos de equipa seja mais fácil e menos conflituosa. Sermos um elemento moderador, apaziguador, um elemento que potencia a boa comunicação entre os elementos de equipa, desta forma potenciarmos o sentimento positivo de trabalho de equipa. Envolver a equipa na definição do rumo a seguir, estimular que toda a equipa dê o seu contributo para a construção de uma equipa melhor, que a equipa apresente ideias para melhorar o negócio, desta forma potenciamos o sentimento positivo de pertença e contributo. Dar, sim dar, dar o nosso tempo, dar a nossa atenção, dar alguns mimos e com surpresas para a equipa, na Samsys temos usado alguns destes exemplos, numa tarde de verão, presentear a equipa com gelados, no outono com castanhas assadas, no dia da mulher uma flor para todas as nossas colegas, de vez em quando trazemos frutos

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tipo mirtilos, outras vezes doces. Festejar, festejar é obrigatório, todas as conquistas e superações, devem de ser festejadas, e a sua dimensão deve ser proporcional ao feito em si, porque cada

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Samuel Soares

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vez que festejamos, cultivamos o sentimento positivo de querer de novo concretizar mais metas e objetivos. Estes são alguns dos condimentos que praticamos na Samsys, desejo

sinceramente que possam ser de ajuda para todas as organizações e a todos os que lerem este artigo.


COACHING E COMUNICAÇÃO Felicidade é movimento

Jorge Dias, Presidente da ACC - Associação de Coaching e Comunicação

A vida é como uma montanha-russa. Cheia de curvas, contracurvas, altos, baixos, suspense, adrenalina, subidas lentas, descidas estonteantes, sensações, uma verdadeira coleção de emoções. Calculo que ninguém pagaria uma volta na montanha-russa se fosse uma linha reta, apenas de A para B. O seu sucesso reside mesmo no durante, a sucessão de experiências dentro da experiência global. Um dos pontos quentes da montanha-russa é o «looping», aqueles segundos em que damos uma volta rodando sobre nós mesmos, de cabeça para baixo. É um momento febril, radical e temporário. Na vida também se passa o mesmo. Porém, há quem fique no looping tempo de mais. Surge a

confusão, má-disposição, preocupação, dúvida, stress e ansiedade. Se se sentir assim alguma vez, é porque está em looping. Anda à volta e não há movimento. Há movimento, mas repetitivo. A vida não flui. A aprendizagem para, a experiência fica retida e sem ela o indivíduo fica anestesiado, num transe tóxico. Ora a experiência é o que permite ao indivíduo crescer. O percurso tem de ser feito pelo próprio. Há quem fique à espera que a felicidade e a boa vida cheguem em vez de a viverem. A felicidade não se encontra num ponto. Nem no início, nem no final. Está contida no movimento, na coleção de emoções no trajeto.

Do material ao espiritual Felicidade é um processo espiritual, da sua interioridade, e não material, baseado na acumulação de bens ou de status. As emoções positivas que sentimos dos bens materiais que adquirimos esgotam-se mais depressa do que as que sentimos das experiências que vivemos, sobretudo com outras pessoas. Convívio, passeios, férias, encontros, celebrações, partilha. São as experiências que const roem memórias positivas e lhe dão a sensação de bem-estar. Do outro lado está a aquisição de bens, uma sensação momentânea sem registo significante na memória. Como material entende-se carros, casas, roupas, etc.; os conceitos de status, como poder, importância, valor, honra, bom-nome, pre-

sença, imagem; o apego a tarefas, regras e procedimentos; a especulação mental da dualidade, como bem e mal, certo e errado, mau e bom, prazer e desprazer. Ora toda a experiência é válida, não havendo apego nem dualidade. Tomando consciência do mundo espiritual ou emocional, saberá que o mundo material é temporário. Não é fácil assimilar este estado, a maioria das pessoas são servas do mundo material. Mas embora o gosto pelos objetos permaneça, entregue-se a um propósito maior e ganhará mais consciência da sua interioridade, das suas emoções, que constituem o seu mundo espiritual. Esse é o caminho para a felicidade. A vida material é o passaporte para sentimentos de medo, ansiedade, perda e escassez.

Pessoas felizes experimentam mais, vivem sensações, convivem, criam ligações significantes e partilham boas sensações. Invista mais em experiências e menos em objetos. Partilhe vivências e momentos, acumule capital emocional vivo. Mantenha-se sempre em viagem, em movimento. Comece já. Agora é o momento, o momento é agora. REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | OUTUBRO 2017

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FORMAÇÃO CRIADA À SUA MEDIDA! AVALIAMOS O POTENCIAL DE CADA UM, E DESENHAMOS UM PLANO À MEDIDA 20

G RU

desenvolvimento pessoal segurança e higiene no trabalho saúde | proteção de pessoas e bens transportes entre outras

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PO

SD


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VIII ENCONTRO NACIONAL SD CALDAS DA RAINHA 21 OUTUBRO 2017

PROGRAMA Consulte os detalhes do programa em 8encontronacional.gruposd.pt,

JORGE DIAS

SAMUEL SOARES

PAULO MOREIRA

SOBREIRO DUARTE

Fundador - JD Communication

CEO - Samsys

CEO - EQ-Training

CEO Grupo SD

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PAINEL ‘ENVOLVER & DESENVOLVER’

ORLANDA COSTA

EUNICE DUARTE

FILIPE SIMÕES

JOSÉ FERNANDO

Inspetora do Trabalho

Diretora Recursos Humanos Transportes Paulo Duarte

CEO - FRUEAT

Diretor Zona Operacional Boa Viagem - Barraqueiro Transportes, SA

MODERADORA

SÓNIA ROSA Gestora de Projetos

HORÁRIO

9h30 - 18h00 RECEÇÃO AOS PARTICIPANTES A PARTIR DAS 8H45

APRESENTAÇÃO

FAÇA A SUA INSCRIÇÃO

AUDITÓRIO

ESCOLA SECUNDÁRIA RAFAEL BORDALO PINHEIRO

8ENCONTRONACIONAL.GRUPOSD.PT/INSCRICAO

#8ENSD

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INTELIGÊNCIA EMOCIONAL Mais felicidade, mais produtividade O grande problema vem no facto das empresas não entenderem o verdadeiro impacto que a felicidade dos seus colaboradores traz nos resultados da empresa.

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Paulo Moreira, Fundador da Marca Treino Inteligência Emocional®

Um estudo massivo feito pela Gallup em 2013, com empresas de 142 países, mostrou que apenas 13% dos colaboradores estão comprometidos no seu trabalho. A maioria dos colaboradores de todo o mundo, cerca de 63%, não estão comprometidos, indicando que lhes falta motivação e poucos, provavelmente, vão investir energia e foco extra na empresa onde trabalham. Este estudo mostrou ainda que 24% dos colaboradores estão ativamente descomprometidos, ou seja, estão infelizes e pouco produtivos no trabalho, estando também a contagiar negativamente os outros colegas. Algumas empresas já começam a apostar na felicidade e bem-estar psicológico dos seus colaboradores, mas ainda são poucas as empresas que realmente investem neste tema.

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A Social Market Foundation e a Warwick’s Centre for Competitive Advantage, fez um estudo que contou com 700 pessoas, mostrando que os colaboradores felizes são mais produtivos no trabalho. O estudo mostrou que a produtividade aumentou 12%, em média, tendo chegado até 20% acima do grupo de controlo (grupo de pessoas que não foram alvo da experiência). Embora a felicidade seja um tema subjetivo, tem resultados concretos e objetivos. Um colaborador feliz, sente-se mais realizado, melhora a sua saúde, consegue estar mais disponível nos seus relacionamentos pessoais, é mais produtivo e dedicado e ainda contagia positivamente os seus colegas.

Este contágio emocional é um assunto muito sério e estudado na literatura psicológica há várias décadas. A Dra. Sigal Barsade, da Universidade de Wharton, nos EUA, tem feito alguns estudos sobre o contágio emocional. Ela verificou que quando grupos de trabalho têm pessoas que contagiam emocionalmente outros elementos do grupo, de forma positiva, esse grupo mostra mais cooperação, menos conflito interpessoal e melhor desempenho. Quando as empresas apostam numa cultura emocional positiva e em disseminar felicidade e práticas de bem-estar psicológico junto dos seus colaboradores, todas as dificuldades sentidas pelas empresas começam a diminuir. Os problemas de conflitos interpessoais, baixa produtividade, falta de criatividade, baixo compromisso, começam a melhorar. E nesse momento, essas empresas tornam-se também em “empresas felizes”.


DECIFRAR PESSOAS 10 Técnicas da linguagem corporal negócios, falar em público com sucesso, conseguir seduzir a mulher ou o homem da sua vida, compreender e comunicar melhor com os filhos e ainda ganhar mais dinheiro.

1. Sorrir Sorrir é sinal de que não vamos atacar, revela boas intenções e vontade de ligação. Se for em grupo, entre no meio e à frente para ser identificado como mais confiante e líder.

2. Olhar olhos nos olhos

Alexandre Monteiro, Especialista em Decifrar Pessoas

O corpo reflete os pensamentos e traduz em gestos, posturas e expressões faciais os verdadeiros sentimentos das pessoas. Revela, ainda, a sua verdadeira personalidade, intenções, graus de ligação, emoções, interesses e até a posição que ocupam numa conversa. Não querer ver ou não dar importância a estes sinais do corpo é perder uma grande parte da mensagem mais verdadeira e secreta das pessoas. Saber interpretar e otimizar a linguagem corporal permitir-lhe-á ter uma vida melhor, ter emprego, proteger a família, fazer bons ou maus

Olhar olhos nos olhos demonstra confiança e credibilidade. Cabeça levantada, queixo na horizontal e olhar nos olhos das pessoas com quem vai interagir, quando entra no local e durante o cumprimento do aperto de mão.

3. Palmas das mãos visíveis Palmas das mãos visíveis e viradas para cima, postura aberta, não colocar objetos à frente do peito como malas ou livros e vire o peito para a pessoa de forma a minimizar o domínio, demonstrando total interesse e que não é nem perigoso nem uma ameaça.

4. Aparência visual Vista-se para impressionar e não para chocar. O ideal é vestir de

forma parecida com as outras pessoas ou do modo como esperam que se vista. Adapte a sua forma de vestir à situação ou ao evento para que o identifiquem como semelhante. Não gostamos e sentimo-nos ameaçados por pessoas que percecionamos como diferentes. Fale de igual forma, usando até o mesmo calão ou gíria, e use um perfume suave, devido à tendência que temos para desconfiar de pessoas que usam excesso de perfume.

5. Diga o nome da Pessoa Não poderia deixar de referir a importância do verbal nesta fase: diga o nome da pessoa! Dizer o nome irá gerar mais foco, atenção e aumentar o grau de ligação inconscientemente. Para o poder usar tem de o ouvir; logo, obrigue-se a ouvir o nome da pessoa e durante a interação diga-o pelo menos três vezes: Início da conversa — «Muito gosto em conhecê-lo/a, «Nome”» Meio da conversa — «Sim, «Nome”» Fim da conversa — «Até já, “Nome”» Temos uma necessidade primitiva de pertencer a um grupo. Na Pré-História, quem não era aceite pelo grupo não tinha acesso ao abrigo e morria. Criámos um mecanismo de sobrevivência automático para encontrar pessoas REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | OUTUBRO 2017

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semelhantes, sermos aceites e também para detetar rapidamente as ameaças ao grupo, para assim garantir a segurança de todos.

6. Queixo da horizontal A posição do queixo indica o nível do ego. Se adota a posição do queixo erguido, o seu ego está elevado, podendo ser interpretado como uma pessoa egocêntrica, que quer transmitir que se sente superior naquela situação, ou que a pessoa com quem está a interagir não representa uma ameaça, vê-a como menos poderosa, seja ao nível de conhecimento, força, estatuto social ou hierarquia; são aqueles a que, na gíria popular, chamamos «nariz empinado» 24

7. Vire o tronco para a pessoa Vire o tronco para a pessoa para criar uma maior ligação inconsciente com as pessoas que quer influenciar. Isto é percebido pelo outro como interesse, e o mais provável é que lho devolvam, porque temos uma necessidade inconsciente de devolver o que nos dão. Esta técnica funciona tal como quando quer pedir um favor. Para ter mais sucesso no pedido, primeiro faça um pequeno favor à pessoa, depois esta sente que tem de retribuir.

8. Mexa os braços e as mãos Nos dias de hoje passamos muito tempo sentados, em reuniões, apresentações, negociações, e os braços são uma fonte importante de informação de honestidade e domínio.

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Um bom sinal de alerta é a ausência de movimento dos braços, ou então quando escondem as mãos debaixo da mesa: a pessoa quer passar despercebida porque poderá estar a esconder alguma informação ou fez algo errado. Porém, também deverá desconfiar do excesso de movimentos com os braços. Ao esticar os braços e colocá-los por cima da cadeira ao lado, está a ocupar demasiado espaço, é uma demonstração de poder e domínio, a pessoa sente que domina o local. As mãos devem estar calmas e os movimentos controlados para gerar confiança, o que não acontece frequentemente.

9. Pés ligeiramente afastados Quantas pessoas dizem que são dominantes, líderes, confiantes, que enfrentam tudo e todos e que têm autoridade, mas que entrelaçam as pernas quando falam. É uma mensagem contraditória. A distância entre os pés é o melhor indicador de confiança e domínio, quanto maior for a distância entre os pés, mais territorial e autoritária é a pessoa. Vá buscar uma fotografia antiga de grupo e repare na distância entre os pés de cada um. Lembre-se de que quanto for

maior for a distância, mais poderosa essa pessoa se sente. Para otimizar a imagem de confiança e autoridade de pé ou sentado, assente bem os pés no chão, afaste-os ligeiramente, não mais do que a largura dos ombros As senhoras, em vez de afastarem os pés, podem avançar ligeiramente um pé ou afastar ligeiramente o joelho.

10. Proteja-se!!! Microexpressão Desprezo O levantar um só lado dos lábios, ou seja, sorrir assimetricamente, está associado à expressão facial de desprezo, revela ausência de consideração, superioridade moral e que não considera o outro como ameaça; é um sentimento que poderá ter quando se sente superior. Tenha atenção redobrada em situações de negociação, gestão de equipas ou relações conjugais, e fique atento a este sinal. Numa negociação pode indicar que é ou foi uma presa fácil; em gestão de equipas indica que a pessoa não considera nem valoriza a sua liderança; e em relações conjugais, quanto mais vezes surgir esta expressão em discussões, maior é a probabilidade de divórcio.


MOTIVAÇÃO E FELICIDADE Os valores da sustentabilidade

António Batista, Informático

Muito se tem falado dos valores que sustentam uma empresa e da importância que têm na gestão e motivação dos seus recursos humanos. Quanto melhor for a relação da empresa com os funcionários, melhor será a relação com os clientes, pois estes transmitir-lhe-ão essa mesma força e as suas próprias motivações. Um empregado motivado representa mais e melhor. Pode igualmente apelar-se aos sentimentos do consumidor para vender e promover o produto. Ao fazê-lo, está-se a potenciar a criação de visibilidade da empresa no mercado, uma vez que, todos nós, temos a necessidade de pertencer a um grupo, seja ele um clube, uma religião ou uma família. No fundo, é realizar algo que marque a diferença em relação à concorrência. Naturalmente que ninguém pode garantir o sucesso de um produto/ serviço no mercado mas pode-se sempre tentar perceber se esse

produto tem possibilidades de ser melhor aceite. Um dos recursos que as organizações dispõem é o recurso ao Endomarketing, ou seja, perceber juntos dos seus colaboradores até que ponto é que comprariam esse produto. Dificilmente se conseguirá vender um produto no mercado se este não for aceite internamente. É um facto que, quanto mais aproximado estiver a conceção, o empenho no desenvolvimento, o melhoramento e aperfeiçoamento dos seus produtos às necessidades reais do consumidor, mais hipóteses terá a empresa de permanecer no mercado, ajudando-a na sua sobrevivência. Um outro fator a ter em conta é a Inovação na conceção dos seus produtos, o que permite à empresa ter a sua própria identidade perante a concorrência e os consumidores, acabando por fazer com que a sua visibilidade no mercado apareça. Uma outra ação que pode ajudar é “Fazer o bem”, ou seja, ajudar as populações mais carenciadas com oferta de produtos ou parte dos lucros da venda destes. Tal atitude permitirá ajudar as pessoas mais carenciadas dentro das respetivas comunidades onde as organizações estão inseridas. Também é uma forma de publicitar as marcas e a empresa, incentivando as pessoas ao consumo dos seus produtos. Ao fazer estas campanhas a empresa estará a sensibilizar os clientes e o público em geral para a

sua consciência social enquanto organização. A responsabilidade social das empresas perante os trabalhadores e a comunidade onde está inserida é uma mais-valia, quer a nível da produção, quer a nível dos benefícios sociais e fiscais para as mesmas. Desta forma, estando clientes, empregados e todos os que dependem, direta ou indiretamente da empresa satisfeitos, cada um dos intervenientes poderá, assim, tirar o máximo proveito do seu potencial contribuindo para o que se chama de Legado. O poder de influenciar o cliente reside, não só na estratégia de marketing, mas passa também pela capacidade de proteger o ambiente e de respeitar os seus trabalhadores. É importante percebermos que o planeta é de todos e para todos e que é diminutivo pensar-se somente no presente sem preservar o futuro. Tendo em conta a Hierarquia das Necessidades de Kotler, cada necessidade do empreendedor está intimamente ligada a uma necessidade das pessoas. A forma como se comunica o produto também tem a capacidade de influenciar o cliente na compra. A empresa deve ter sempre em linha de conta a satisfação do cliente e a produção de um produto que vá de encontro às normas e valores instituídos bem como às necessidades do consumidor. Essa deve ser a sua prioridade, aludindo ao lema: “Faz aquilo que consegues vender”.

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RESPONSABILIDADE SOCIAL A felicidade como vantagem competitiva

Rita Moura Rodrigues, Socióloga

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Não, não estamos a falar de um conto de fadas! Estamos a falar de economia real e de novas formas de gestão que têm no seu centro a felicidade. Temos tão enraizada a ideia de que trabalho é esforço e sofrimento, que quase achamos que trabalho e felicidade não combinam e que felicidade e organizações competitivas são universos que nunca se tocam. Mas há cada vez mais exemplos de empresas que demonstram que não é bem assim, tal como estudos de gestão que sublinham o papel da felicidade e do bem estar como ingredientes fundamentais para a eficiência e capacidade competitiva de uma organização. Porque é que a felicidade ou o bem-estar são assim tão importantes em contexto organizacional? Se pensarmos que passamos 1/3 do nosso dia a trabalhar, percebemos a importância de nos sentirmos bem em contexto profissional, pois isso condiciona

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inevitavelmente a nossa produtividade e o nosso bem estar global. O ambiente laboral reflecte-se na saúde de cada um, não só do ponto de vista psico-social, como também na sua saúde física. Um mau ambiente de trabalho está muitas vezes associado a uma baixa produtividade e a elevada taxa de absentismo, podendo mesmo levar à depressão, a doenças cardiovasculares e a tensão arterial elevada, entre outros problemas de saúde. Os modelos de gestão de pessoas mais vanguardistas olham para cada colaborador no seu todo, como um ser com vida profissional, pessoal e familiar, cientes de que cada dimensão se reflete nas outras duas. O interesse e preocupação genuínos com o colaborador constituem uma verdadeira política de responsabilidade social para com a parte interessada que são os recursos humanos. É a responsabilidade social interna, que deve pré-existir à externa e que lhe reforça a coerência. Nesta ótica pretende-se que cada colaborador possa realizar o seu potencial profissional, atribuindo-lhe maior protagonismo e autonomia, passando do papel passivo de acolher e realizar ordens, para um papel mais ativo, colocando a sua criatividade ao serviço da organização. Em termos de gestão de recursos humanos, a expressão funcionário vai caindo em desuso, sendo cada vez mais substituída pela expressão “colaborador”. Há que analisar o significado das palavras: funcionário é aquele que funciona, como uma máquina, que

realiza ordens, que faz o que lhe é pedido, sem grande autonomia ou criatividade; colaborador é aquele que co-labora, ou seja, que trabalha com, é um termo que pressupõe relação e cooperação. As organizações do século XXI já não querem ter funcionários, querem ter trabalhadores motivados e criativos que lhes permitam fazer a diferença num mercado altamente competitivo, querem ter capacidade de atração e posterior retenção de talentos, de colaboradores “ganhos” para o propósito da organização, que se distinguem pela sua performance. Pessoas descontentes não trabalham bem. Na melhor das hipóteses fazem o mínimo que lhes é exigido, não se envolvem, não são criativas, não “vestem a camisola”. A preocupação com os colaboradores, com o seu desenvolvimento pessoal e profissional, com o seu envolvimento na missão e valores da empresa cria um círculo virtuoso. Garantir aos colaboradores o seu bem estar no local de trabalho – um bom ambiente laboral, a possibilidade de aprendizagem contínua, a oportunidade de progressão profissional e o reconhecimento pelo desempenho - é um passo fundamental para o aumento da eficiência de uma organização, vários estudos o têm confirmado. Nessas condições, a tendência é para o aumento da produtividade, para a melhoria da imagem da empresa que sai para o exterior e logo na forma como a empresa é olhada pelo mercado, que as vendas aumentem. Há uma convergência de propósitos em que todos ganham.


FELICIDADE NUMA ORGANIZAÇÃO Comunicação e envolvimento

Filipe Simões, CEO FRUEAT

É difícil para mim falar em felicidade numa organização pois corro o risco de cair em banalidades ou “esoterismos”. E porque todos os gestores pensam que têm equipas felizes, mesmo que não percam 1 minuto por mês para falar com elas, ouvi-las ou explicar-lhes uma alteração de forma descomplexada e transparente. Mas vou ter de correr o risco porque se há coisa que estes 20 anos de carreira me ensinaram é que o sucesso sustentável se constrói com

pessoas felizes. E que nenhum sucesso do mundo valerá a pena se for conseguido desrespeitando as pessoas. É na felicidade genuína que tudo começa, sem show-off, lugares comuns, modas ou eventos para a fotografia. Ela surge naturalmente pela comunicação aberta, pelo envolvimento, mas acima de tudo por acreditarmos realmente naquilo que a nossa empresa leva à vida das pessoas e no nosso papel na organização.

E essa mesma felicidade não passa por ter matraquilhos, cabeleireiro ou festas no escritório todos os meses. Ela deve ser simples porque está no teu coração. E estou certo que a encontras mais facilmente num passeio à beira mar com o teu filho ou com o teu Pai do que numa rave party em Ibiza. A efemeridade passa mas o conteúdo fica. Os sentimentos são raízes fortes, que resistem a tempestades. E a felicidade não é um evento. Não pode ser um evento. Ela é conquistada minuto a minuto, num conjunto de momentos bons a que chamamos felicidade. De que vale um mega jantar com Disk-Jockey se não sabes o nome do office-boy, nem imaginas que a mãe dele está doente? Um líder que não goste de pessoas nunca terá equipas felizes. Pode até ter bons resultados, mas nunca terá sucesso. Porque a nossa missão no mundo não se expressa num balanço ou numa demonstração de resultados. Se não tocares o coração de outros e não lhes despertares sorrisos, então lamento, mas falhaste rotundamente. E isto passa tão depressa.

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COACHING Autoconhecimento para o equilíbrio e para a felicidade

Sónia Rosa, Coach e Gestora de Projetos

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Coaching tornou-se seguramente num termo bastante massificado nos nossos dias, quer pela importância cada vez mais evidenciada no contexto pessoal e profissional, quer pela aplicabilidade em várias áreas. Não ficando indiferentes à ideia de que acresce significado na vida de uma pessoa, será que todos conhecem o seu significado? Segundo a APCOACHING - Associação Portuguesa de Coaching, o Coaching é uma Relação profissional, orientada para um Objectivo do Cliente (…), que ajuda o Cliente a produzir resultados extraordinários na sua vida, carreira, negócio e organizações. Através do Processo de Coaching os Clientes aprofundam o seu auto-conhecimento, encaram as mudanças desejadas, orientam-se para a Acção, produzindo abertura a mais aprendizagem, melhoria do desempenho e da sua qualidade de vida. Vários autores criaram definições

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de acordo com correntes de coaching nacionais e/ou internacionais, sendo que todas partilham um denominador comum, o Coaching é um processo de desenvolvimento pessoal que visa potenciar as capacidades de cada ser humano com vista a uma melhor realização, de acordo com a sua vontade. Refere-se desenvolvimento pessoal, considerando que o SER pessoal e o SER profissional formam o SER humano integral, e quando um destes reage positiva ou negativamente o outro sentirá as devidas repercussões. O crescimento desta área leva-nos a assistir à conceção de várias metodologias/ modelos desenvolvidas por coaches (profissionais certificados que desempenham esta função) fomentando o processo de coaching, procurando obter resultados cada vez mais eficazes para o coachee (cliente). Diferente de um mentor ou consultor, um coach não precisa necessariamente de ter experiência na área de intervenção do seu cliente, nem deve aconselhar ou apresentar soluções para as questões trabalhadas nas sessões. O pressuposto do processo de coaching é que o cliente possui em si as respostas e soluções para os seus dilemas, necessitando de um profissional capacitado, para o auxiliar no processo de autoconhecimento, fazendo os questionamentos certos, com recurso a perguntas poderosas, permitindo que o coachee tenha maior consciência das suas ca-

pacidades, dos seus pontos fortes e fracos e dos seus valores.

O coach emprega várias ferramentas e utiliza técnicas e conhecimentos de diversas ciências comportamentais como a psicologia, sociologia, neurociência, gestão de recursos humanos, com recurso à PNL - Programação neuro linguística, planeamento estratégico, visando a conquista de objetivos/resultados em qualquer contexto, seja pessoal, profissional, social, familiar, saúde, desportivo, financeiro, entre outros.

O Coaching é uma ferramenta fundamental para os indivíduos que embarcam numa viagem de crescimento pessoal e otimização das suas potencialidades, enriquecendo as competências pessoais e emocionais para uma vida mais plena e equilibrada. Todos nós deveríamos ter um coach!


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MOTIVAÇÃO E A P I U Q E M E O H L TRABA TEAM BUILDING | EVENTOS 29

MOTIVAÇÃO | ESPÍRITO DE EQUIPA | COESÃO | DINÂMICA QUEBRAMOS BARREIRAS, REFORÇANDO OS LAÇOS ENTRE OS COLABORADORES E PERMITINDO MELHORAR A COMUNICAÇÃO, DESCOBRIR APTIDÕES E TALENTOS, FOMENTAR A SOLIDARIEDADE, A COOPERAÇÃO E ESPÍRITO DE EQUIPA, MELHORAR O DESEMPENHO COLETIVO E INDIVIDUAL, E AUMENTAR A MOTIVAÇÃO DOS COLABORADORES

S D E N V O LV E

EVENTOS TEAM BUILDING

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A “ECOLOGIA” DO OBJECTIVO Eliminando as auto-sabotagens inconscientes

Mário Rui Santos, Terapeuta e Formador

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Há trabalhos que são autênticas formas de vida. Tão difíceis de dissociar do resto da vida, que se tornam a própria vida. O que faz com que na história da humanidade sejam inúmeras as personagens que conhecemos graças ao trabalho que fizeram, não por aquilo que eram com as suas famílias ou na sua vida diária. Por vezes a paixão por aquilo que se faz profissionalmente, confunde-se com a paixão pela própria vida. Quando assim é, sem exageros patológicos, a felicidade que se sente no trabalho sente-se na vida e para a vida. Há, no entanto, que saber equilibrar a realização profissional com a realização pessoal. E sermos “ecológicos” na definição dos nossos objetivos. Alguns anos atrás, trabalhei de perto com uma executiva comercial de uma empresa farmacêutica. Uma mulher, mãe de família, dinâmica e saudavelmente ambi-

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ciosa. Alguém com quem sabia bem estar por perto. Procurou-me porque sentia que estava a precisar de ajuda. Observava um padrão nela que sentia como uma espécie de auto-sabotagem. Nas palavras dela, uma desmotivação oscilante. Sempre que ela estava prestes a atingir resultados especialmente satisfatórios, que lhe poderiam abrir caminho a uma ascensão na carreira, algo acontecia e não os chegava a atingir. O lugar de responsável de região tinha-lhe sido apresentado como uma forte possibilidade, e essa perspetiva era encarada por ela com muito bons olhos. No entanto, ela não conseguia avançar, dar o passo que a ajudava a progredir. Quando comecei a pedir-lhe que ela se projetasse na função que pretendia, deu-me alguns pormenores importantes. Entre os quais, o estado de equilíbrio da sua família. Com duas filhas pré-adolescentes, ela sentia que as iria “abandonar” um pouco. O novo cargo que queria ocupar também exigia mais responsabilidade e algumas deslocações para locais mais afastados da sua residência. Essa situação era uma “ponta-solta” que se materializava numa sabotagem inconsciente. A possibilidade de ascensão na carreira tinha sido referida de forma muito subtil com o marido e com as filhas, mas o assunto nunca tinha sido abordado de uma forma mais cuidada. Dando es-

paço e tempo para que cada um dos elementos da família se pronunciasse sobre essa mudança. Percebemos que a “ecologia” do seu objetivo profissional não estava considerada, e que o impacto que essa mudança poderia ter na família estava a ser materializada num receio inconsciente que levava à auto-sabotagem. Pedi-lhe então que ela considerasse a hipótese de realizar essa reunião familiar. E chegamos a fazer algumas simulações dessa conversa, antecipando os diferentes pontos de vista. Com esta iniciativa, os caminhos abriram-se e as auto-sabotagens dissiparam-se. Enquanto terapeuta, aprendi o respeito que se deve colocar – aquando da definição de objetivos – no impacto sobre os outros elementos da vida de cada pessoa. Se essas situações não estiverem clarificadas e pacificadas, o inconsciente/subconsciente será uma força de bloqueio, em vez da fantástica alavanca que pode ser. Será, assim, importante definir clara e especificamente o objetivo a atingir, mas é de crucial importância antecipar o impacto da sua concretização nas pessoas e nas circunstâncias envolventes. Daí, a necessidade da “ecologia” nos objetivos.

Fiquemos bem… ou melhor ainda!


ADAPTAÇÃO À MUDANÇA Novas oportunidades de negócio

António Batista, Informático

O mercado está em constante mutação e, por conseguinte, as empresas precisam de estar atentas e de se adaptarem a cada uma das mudanças que o mercado exija. No entanto, essas mudanças serão tão mais eficazes quanto a preocupação que tivermos no sentido de procurar o tão almejado sucesso, sim, porque não importa produzir a todo o custo mas sim de acordo com o custo. É importante percebermos que o planeta é de todos e para todos e que é diminutivo pensar-se somente no presente sem preservar o futuro. Muda o mercado porque o mundo está em profunda mutação. Costuma dizer-se; mudam-se os tempos, mudam-se as vontades!

É uma verdade incontornável, assim como o é o facto de, ao longo dos tempos, virmos assistindo à construção de um novo modelo social, mais dinâmico e inovador ao qual denominamos de Sociedade da Informação. Esta nova realidade surge como consequência da instabilidade sócio económica e pela crescente importância das tecnologias de informação, constituindo esta um fator crítico de sucesso. Esta dinâmica criou, per si, um conjunto de novas profissões e novas expressões (Open sources, Tagging, Web 2.0/3.0, API, Network, RFID…). As empresas vêem-se na particular necessidade de mudar a forma de abordar o mercado e o consumidor, em particular, passando a fazer uma abordagem mais interativa em busca de novas formas de funcionamento e de novas oportunidades de negócio, pois o perfil do consumidor atual mudou. Eles estão, hoje, mais informados, mais exigentes, mais heterogéneos, pensam por si mesmo e, por conseguinte, a oferta tem de ser apresentada à sua medida, através de um produto mais personalizado, mais versátil e de uma distribuição mais individualizada e temos de perceber

que não é a fidelização que conta mas sim a manutenção dos clientes. Ora, se os consumidores procuram a informação on-line, importa perceber e ter em conta que quando o consumidor decide adquirir um determinado serviço/ produto, este já está devidamente informado sobre as suas caraterísticas. Por fim, as empresas têm de estar atentas à concorrência, pois é importante perceber o que faz a concorrência para que se possa tomar uma posição de liderança pois ao não fazê-lo, correm um sério risco de falência pois os concorrentes não são mais do que empresas que oferecem produtos substitutos e que procuram satisfazer as mesmas necessidades dos clientes torna-se, pois imprescindível conhecer bem a concorrência. Já Kotler dizia que “as firmas fracas ignoram os seus competidores, as firmas médias copiam os seus competidores e as firmas vencedoras lideram os seus competidores”. Boas decisões e bons negócios!

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SEGURANÇA NO TRABALHO

O papel da informação e da comunicação

Ana Ligeiro Técnica Superior de Segurança no Trabalho

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Um bom programa de informação e comunicação é algo imprescindível dentro de uma organização, pois são, aspetos essenciais para promover um bom ambiente de trabalho, fomentar a coesão entre os diversos elementos e garantir a aplicação das obrigações no âmbito da segurança e saúde. Através deste programa as organizações podem: - Determinar as necessidades de informação/comunicação da avaliação de riscos e de normas jurídicas aplicáveis; - Ajustar as ações a desenvolver junto dos diferentes grupos de colaboradores; - Criar mecanismos de difusão pelos sistemas de comunicação da empresa; - Criar metodologias de comunicação para os trabalhadores da organização e para terceiros; - Definir instrumentos que avaliem a adequabilidade e eficácia da informação; 4 A informação assume, hoje em REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | OUTUBRO 2017

dia, um dos motores da atividade das empresas de forma a torna-las competitivas e também de forma a promover as condições de segurança e saúde necessárias para os trabalhadores. A comunicação em equipa é também ela fulcral, pois sem ela, não seria possível constituir uma organização formada por pessoas felizes e interligadas entre si, possibilitando a expressão de cada elemento do grupo, criando espaço às posições dos diferentes elementos e ajudando a alcançar o consenso.V A informação e a comunicação no âmbito da SST A informação desempenha um papel essencial na identificação das componentes materiais do trabalho e no conhecimento dos riscos a eles associados e das formas de proceder ao seu controlo. Mais do que construir uma medida de prevenção, a informação é um fator potenciador da eficácia das principais medidas e de uma organização constituída por pessoas felizes, cuja promoção e segurança e saúde está assegurada. A informação, enquanto sistema permanente de alimentação e circulação de conhecimentos, adequados ao processo produtivo da empresa, deve permitir: • A avaliação sobre os riscos para a segurança e saúde e as medidas tomadas na empresa para fazer face aos riscos em cada posto de trabalho; • Saber quais as medidas a adotar e quais os trabalhado-

res designados em matéria de primeiros socorros, luta contra incêndios e evacuação de trabalhadores; Os trabalhadores e os seus representantes para a SST devem dispor de informação sobre: - Os riscos, as medidas de prevenção e o modo de aplicação no contexto do posto de trabalho e da empresa; - As medidas a adotar em caso de perigo grave e iminente; - As medidas de combate a incêndio, primeiros socorros e evacuação de trabalhadores. A empresa deve também dispor de formas de comunicação eficaz, que permita partilhar a visão, os valores e os princípios da política, o plano e os programas de execução de medidas, as normas e procedimentos internos, a informação externa oriunda de entidades com competências em vários domínios (administração do trabalho, inspeção, qualidade, etc.).


RISCOS PSICOSSOCIAIS O stress e a condução

Ana Júlio, Psicóloga

Vários são os estudos que têm evidenciado, ainda que de uma forma não específica à tarefa de condução, a relação entre uma situação indutora de stress e a atividade intelectual e /ou o desempenho de determinado indivíduo. Uma das primeiras explicações, e talvez a mais divulgada, é a designada por Lei de Yerkes-Dodson (1908), evidenciada no quadro seguinte:

Entretanto foram surgindo outras explicações, com algumas correções a este modelo, mas a conclusão inquestionável foi sempre que o stress interfere com o desempenho, e quanto maior a sua intensi-

dade, pior o desempenho se torna. Sem querer prolongar a descrição das repercussões biológicas de uma resposta de stress, podemos resumir que perante uma situação indutora de stress, ocorre um conjunto de alterações ao nível químico/hormonal (sobretudo ao nível do Sistema Nervoso Central, mas com efeitos ao nível Cardiovascular, Respiratório, Digestivo e Muscular) que podem conduzir a variadas interferências no comportamento/ desempenho do indivíduo. Estas alterações podem apresentar consequências, quer ao nível da percepção, do comportamento imediato ou em manifestações mais prolongadas. Sendo assim, é comum verificar que indivíduos que experienciam um nível de stress intenso e prolongado, tendem a apresentar alterações de sono, de humor, de energia, de memória, que a longo prazo poderão levar ao desenvolvimento de outros quadros clínicos, tais como, depressão ou crises de ansiedade. Quando falamos da tarefa de Condução, pensamos sempre num fenómeno trifásico. Um comportamento que envolve as etapas de VER, PENSAR e AGIR. Devido às alterações biológicas referidas de uma resposta de stress, será importante (re)conhecer que estas 3 competências poderão ser

fortemente enviesadas, devido aos seguintes aspetos: Ao nível da percepção – devido às alterações biológicas referidas, o indivíduo “stressado” é frequentemente levado a fazer interpretações erradas, p.ex., erros na avaliação de distâncias, velocidades, entre outros, que comprometerão a sua clareza na análise das relações causa-efeito, e consequentemente no seu processo de tomada de decisão. Ao nível da atenção – o indivíduo passa a sentir uma maior dificuldade em manter uma atenção persistente, pelo que surge uma maior frequência de erros, sobretudo, quando tem de atender a vários estímulos simultâneos. Ao nível da memória – o indivíduo mostra uma maior dificuldade em reter informação e em recuperar dados de informação armazenada. Mais uma vez, vê assim comprometida, a sua capacidade/qualidade de tomar uma decisão. Perante um quadro de stress, o indivíduo tende a apresentar decisões prematuras, impulsivas, sem considerar todas as alternativas possíveis, apenas com o intuito de se libertar rapidamente da situação que o está a incomodar. Esta dificuldade tende a ser ainda mais acentuada quando o indivíduo se encontra num dilema em que possa estar ameaçada a sua condição física, tal como poderá acontecer perante um imprevisto durante a tarefa da condução.

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CONTABILIDADE Distribuição de lucros pelos trabalhadores

Patricia Abreu, Técnica Oficial de Contas, RF Consultores

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Sempre que exista lucro na empresa é possível fazer-se a gratificação por participação nos lucros (também conhecido como gratificações de balanço) pela sua gerência e/ou aos trabalhadores, a título de participação nos lucros da empresa, lucros estes que, nos termos da legislação comercial, pertencem aos sócios. Ou seja, falamos dos valores apurados no resultado, após estarem fechadas as contas, que são distribuíveis aos sócios, “abdicando” estes de parte desses valores em proveito dos trabalhadores, normalmente como prémio ou gratificação pelos resultados alcançados. Uma gratificação não é mais que uma recompensa pecuniária que se atribui para além do normal pagamento pelos serviços prestados. Esta é uma das formas das empresas reconhecerem o trabalho, dedicação e empenho dos seus funcionários em proveito dos resultados positivos da empresa e pelo que continuarão a ter os seus trabalhadores envolvidos, motivados, produtivos e empenhados no desempenho das suas funções. Tecnicamente falando, são valores apurados na conta de resultados que com as tributações devidas em REVISTA PENSAR FORA DA CAIXA | OUTUBRO 2017

sede de imposto sobre o rendimento, iriam ser atribuídos aos sócios, nos termos propostos e acordados na assembleia relativa à distribuição de lucros. Logo só é possível a existência destas gratificações havendo lucro, uma vez que havendo resultados negativos não existe montante que possa ser distribuído. Os lucros distribuídos por sociedades a pessoas singulares são apenas tributados a 50% no seu IRS, desde que os mesmos optem pelo englobamento dos restantes rendimentos obtidos. A tributação ocorrerá no momento do recebimento ou colocados à disposição dos empregados. Ao nível da segurança social as gratificações atribuídas aos colaboradores da empresa são sujeitas a desconto para a segurança social, pelo valor total atribuído, mesmo que a sua atribuição esteja condicionada aos bons serviços dos trabalhadores, bem como as que revistam caráter de regularidade e de permanência; Quando falamos de “prémios” de desempenho (não atribuídos por via de “gratificações de balanço”), estes são atribuídos quando existe o cumprimento de determinados objetivos, isto é, não depende de existirem resultados positivos na empresa. É considerado um gasto contabilístico e fiscal da empresa, relativo à remuneração do trabalhador. Estes prémios também podem estar condicionados aos resultados da empresa, se houver essa condicionante imposta. Com o SNC surge a NCRF 28 Benefícios dos empregados, com o objetivo de prescrever a contabili-

zação dos benefícios dos empregados, onde se inclui os benefícios de curto e longo prazo e também as gratificações de balanço. Para ser reconhecido como gasto fiscal e contabilístico, a participação nos lucros tem de ser reconhecida como uma obrigação legal ou construtiva, e se poder fazer uma estimativa fiável do valor a atribuir. O gasto tem de ser reconhecido no ano a que o lucro diz respeito independentemente do seu pagamento poder ocorrer no ano seguinte. A empresa poderá não ter a obrigação legal, mas poderá ter a obrigação construtiva, é o que acontece por exemplo se a entidade tiver a prática enraizada de remunerar os trabalhadores através de gratificações, por participações nos lucros. No entanto o valor tem uma limitação fiscal, o valor atribuído só poderá ser até ao dobro da remuneração média mensal quando os beneficiários sejam órgãos sociais ou funcionários com uma participação de pelo menos 1% do capital da sociedade e para que sejam considerados um gasto fiscal terão de ser pagos até ao fim do período seguinte.


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