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DEZEMBRO 2012 - EDIÇÃO 11

EM REVISTA

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COMPORTAMENTO

QUALIDADE DE VIDA

Mau humor, você tem?

Terapia com animais

BONS HÁBITOS

DOSSIÊ NUTRICIONAL

20 dicas de Harvard e Cambridge

Café: o vilão que virou mocinho

TRATAMENTO

Enxaqueca


2ª Capa

ANÚNCIO Fornecedor


SUMÁRIO

EDITORIAL Com saúde, brindamos um novo começo A cada dia, somos bombardeados por diversas informações. “Faça isso, assim, assado e cozido”, “Coma isso, não coma aquilo”. E muitos acabam ficando saturados com uma rotina de tantas preocupações e proibições. Mas 2013 está aí, esperando por mudanças e novos hábitos. Então, que tal brindar um novo começo com muita saúde e da forma que mais se adeque ao seu estilo de vida? Pode chegar, a gente te ajuda. O que se pensa hoje acaba ganhando outras conotações amanhã, com novas pesquisas e descobertas científicas. É o caso, por exemplo, do café. Acompanhe, em nosso dossiê nutricional, as descobertas que transformaram esse vilão em mocinho. Está provado que envelhecer bem é o prêmio de quem começa a se cuidar mais cedo. Por isso, trouxemos 20 conselhos saudáveis para melhorar sua qualidade de vida, de forma prática e habitual, diretamente das universidades de Harvard e Cambridge. E quando o nosso sistema nervoso se torna um masoquista e provoca sensações de dor e mal-estar por qualquer motivo? Saiba por que as mulheres sofrem mais com a enxaqueca e, se você faz parte do clube das ‘enxaquecosas’ de plantão, anote as sugestões de nossos profissionais. Você sabia que o mau humor aumenta o risco de doenças cardiovasculares, reduz a imunidade e dificulta a concentração? Livre-se, de uma vez por todas, desse inimigo que faz você querer brigar com a própria sombra. Encante-se com as facilidades da medicina do futuro, dê um “chega pra lá” nas amigdalites, preserve a saúde dos seus joelhos para garantir muito mais anos de vida, esclareça todas as suas dúvidas sobre a terapia de reposição hormonal, conheça os efeitos milagrosos do ômega-3, fique atento ao HPV e saiba por que a terapia com animais vem fazendo tanto sucesso entre a turma da melhor idade. Soluções e novidades quentinhas sobre esses assuntos, e muitos outros, você encontra nas páginas a seguir. Conquistas e realizações. É com a alegria de dever cumprido, que a Angélica em Revista encerra 2012 com este número. A cada final de ano, cumprimos um ciclo, fechamos um círculo e, assim, renovamos o rito que nos permite, olhando para trás, recomeçar. Desejamos a todos os nossos clientes, amigos, colaboradores e parceiros, um feliz Natal e um ano novo repleto de inspirações e escolhas positivas. Boa leitura e até 2013!

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MUNDO TECNOLÓGICO

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ACONTECEU

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INFLAMAÇÃO NA GARGANTA

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SAÚDE À MESA

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TRATAMENTO

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TERAPIA DO BEM-ESTAR

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COMBATE AO VÍRUS

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HIPERIDROSE

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VALORES DA NOSSA TERRA

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PERFIL

Medicina do Futuro

Principais Ações do Grupo SB

Amigdalites

Ômega-3

Enxaqueca

Reposição Hormonal

HPV

Transpiração Excessiva

Cileno Conceição

Gleicymara Abreu

Renata Pinheiro | Gerente Geral - Drogarias Angélica

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COMPORTAMENTO Mau humor, você tem?

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BONS HÁBITOS 20 dicas de Harvard e Cambridge

Expediente Gerente Geral: Renata Pinheiro Assessoria de Comunicação-Grupo SB: Jean Mara Tavares (Coordenadora de Marketing), Lilian Pontes (Assistente de Marketing), Gabriel Pivoto, Israel de Brito, Reideson Rocha, Samuel Souza (Design/Marketing), Ana Beatriz Garcia, Emanuelle Canavarro (Redação/Marketing) e Bruno Santos (Relacionamento com o Cliente).

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QUALIDADE DE VIDA Terapia com animais

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DOSSIÊ NUTRICIONAL Café: o vilão que virou mocinho

Projeto Gráfico e Diagramação: Marketing SB E-mail: marketing@gruposb.com.br / Tel: (92) 2121-3509 Site: www.drogariasangelica.com.br Fan Page: facebook.com/DrogariasAngelica UMA PUBLICAÇÃO QUADRIMESTRAL EDITADA PELO MARKETING SB. Todas as informações e fotos contidas nos anúncios são de inteira responsabilidade dos anunciantes. Todos os textos estão escritos e corrigidos conforme a nova Reforma Ortográfica.


Mundo Tecnológico

Medicina do futuro Seja bem-vinda Pensar no futuro costumava nos transportar para uma atmosfera mágica, repleta de ilusões e engenhocas mirabolantes. Na década de 80, o filme “De Volta para o Futuro” que o diga! Muitos ficavam maravilhados com a possibilidade de em 2015 podermos dirigir automóveis voadores e conversar com pessoas a quilômetros de distância por meio de uma tela. Embora um pouco diferente das previsões de Hollywood, as evoluções imaginadas ganharam os ares da nossa realidade. E a medicina, como já era de se esperar, também foi beneficiada por este desenvolvimento. Progressos tecnológicos constantes, novos materiais e medicamentos têm proporcionado tratamentos eficientes, obtendo a prevenção ou cura de doenças antes consideradas irremediáveis. Até mesmo iPads, iPhones, mobiles, smartphones, tablets e videogames estão se tornando aliados da assistência à saúde. Os esforços vêm convergindo, cada vez mais, para tornar os exames e as operações menos dolorosos e invasivos, além de mais simples e acessíveis. Nessa tendência de paparicar o paciente, há de tudo: da maior utilização de ressonâncias e tomografias para o diagnóstico de enfermidades às telecirurgias e intervenções modernas que dispensam o bisturi. Pesquisas revelam que grande parte da assistência médica, daqui a alguns anos, será feita no chamado “terceiro lugar”. “Uma das consequências de todo este desenvolvimento tecnológico é sem dúvida a ‘desospitalização’. Cirurgias que antes requeriam que o paciente ficasse uma semana no hospital, por exemplo, já podem ser feitas de forma bem menos invasiva, com mínima permanência hospitalar. A pressão por redução de custos, pelo conforto do paciente e por uma maior humanização da medicina tem levado aos lares muitas coisas que antes eram feitas somente dentro de um hospital, como tratamentos fisioterápicos e, até mesmo, aqueles que exigiam medicação por via endovenosa”, reflete o Dr. Marcelo Funari – chefe do Departamento de Imagem do Hospital Israelita Albert Einstein. Hoje, a equipe médica domina técnicas de precisão e faz uso de equipamentos sofisticados. Mas, o que será que os profissionais estão achando de todas essas mudanças? E os pacientes, estão mais inteirados e aceitando as inovações? Acompanhe, a seguir, a nossa entrevista com o Dr. Marcelo Funari e confira o “andar da carruagem” de nossos avanços na medicina. – Entre as diversas áreas influenciadas pelas novas tecnologias, a de saúde é uma das que despertam o maior interesse público. Quais as tendências e campos mais beneficiados, no momento, com as inovações na medicina?

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Dr. Marcelo Buarque de Gusmão Funari, 50 anos, é médico radiologista chefe do Departamento de Imagem do Hospital Israelita Albert Einstein. Tem doutorado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e 25 anos de experiência.

“O enorme progresso tecnológico das últimas duas décadas tem mudado de forma muito significativa a maneira de se exercer a medicina. Muitas são as áreas em que este fenômeno ocorre. Na cirurgia, robôs começam a ajudar o médico a fazer grandes intervenções, com menos cortes, e permitem, até mesmo, que o médico esteja à distância, manipulando remotamente tais máquinas. Na área de diagnóstico por imagem, aparelhos agora podem mostrar cada detalhe anatômico do interior do nosso corpo e eventuais alterações em estágios muito precoces. O desenvolvimento da informática permitiu também que os resultados e as imagens dos exames diagnósticos transitassem de forma ágil a qualquer lugar do planeta”. – Como os médicos e pacientes estão reagindo a essas mudanças? Eles têm se mostrado abertos a inovações tecnológicas nesta área? “Considero os médicos, de modo geral, como pessoas muito abertas ao progresso tecnológico. Mas, sem dúvida, esta evolução mais acentuada dos últimos tempos tem exigido dos profissionais maior esforço de tempo em treinamento, que antes era dedicado somente à prática médica. Isto também tem fortificado a importância de equipes multidisciplinares e o trabalho em grupo, no cuidado dos doentes”. – Como funcionam os contêineres de saúde? Quais as vantagens dessas tecnologias móveis? “Os contêineres de saúde procuram levar serviços, basicamente de medicina diagnóstica, para lugares cujo movimento de exames não é suficiente para a demanda de um aparelho fixo. Esta ideia nasceu em países da Europa e Estados Unidos e aos poucos começa a chegar ao Brasil. Têm aumentado o número de hospitais que possuem aparelhos de raio-x, mamografia, tomografia e ressonância instalados em contêineres transportados por caminhões, para atender a regiões mais distantes do seu raio de ação”. O profissional observa que, apesar de toda essa evolução, a medicina não pode ser encarada como, apenas, mais uma prestação de serviços, nem o ser humano como uma máquina que, de vez em quando, exige reparos. “É preciso tomar cuidado para o progresso tecnológico não ofuscar o humanismo que a prática médica exige. Por trás de alguém doente há alguém fragilizado, também psicologicamente. O médico que entende esta realidade descobre, muitas vezes, caminhos para a cura que nenhuma máquina é capaz de dar”.


Aconteceu

Outubro Rosa – a Drogarias Angélica abraça essa ideia Outubro é o mês do rosa, onde as ações de prevenção e combate ao câncer de mama acontecem em várias partes do Brasil e do mundo. Para essa data tão importante, o Grupo SB desenvolveu uma programação especial – nos dias 17, 18 e 19, profissionais da área da saúde, além dos representantes do Centro de Integração Amigas da Mama (CIAM), realizaram palestras e um bate-papo descontraído com as colaboradoras. “Essa é uma oportunidade única, para discutirmos o câncer de mama sob uma abordagem humanista e fornecer informação de qualidade, além de estimular a conversa sobre o tema e, assim, ajudar a quebrar os paradigmas”, pontuou o Dr. Sebastião Marden, ao dar início a sua apresentação. Os especialistas Dr. Gerson Mourão e Dra. Hilka do Espírito Santo também marcaram presença no evento e esclareceram dúvidas sobre temas variados.

Workshop do Varejo Farma

De cara nova, nos dias 23, 25 e 26 de outubro, o evento mesclou a experiência das edições anteriores às últimas novidades e tendências do

ABRH 2012 – A gente colhe o que planta É hora de dar um gás em novas ideias, acelerar as boas práticas e fortalecer a competitividade manauara. A sinergia entre os aspectos humano, econômico e social se traduz nos princípios da sustentabilidade, que considera o hoje e o amanhã e dá sentido à mudança. Foi com essa motivação, que a Drogarias Angélica marcou presença no 12º Congresso Amazônico de Gestão de Pessoas, da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), e encantou a todos com um stand de ideias, diferenciais e soluções verdes – de modo a valorizar a temática deste ano: Liderança Sustentável - Pessoas e Resultados Diferenciados. O evento aconteceu no Tropical Hotel, nos dias 20 e 21 de setembro. O tema “Consciência Sustentável, Pense no Futuro” ilustrou o nosso espaço, totalmente voltado para cultivar conceitos de saúde e bem-estar, que ganhou vida com a apresentação da horta vertical orgânica – uma alternativa ecológica que visa diminuir os impactos ambientais e promover a cultura sustentável. Serviços de beleza, massagem e teste capilar movimentaram a

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Em um trabalho contínuo e com iniciativas para melhorar a qualidade de vida dos seus funcionários, o Grupo SB busca esclarecer questões comuns a todo ser humano, com novas perspectivas sobre assuntos relacionados à saúde do homem e da mulher, investindo na prevenção de doenças, alimentação adequada e prática de exercícios físicos.

segmento Farma, em Manaus. Os colaboradores do Grupo SB, mais uma vez, tiveram a oportunidade de apreciar a performance dos gestores e supervisores das drogarias Angélica e FarmaBem, com base em novas projeções e perspectivas. “Motivar é investir nas pessoas. Os desafios não estão no trabalho em si, mas em cada um de nós, responsáveis por criar soluções. Essa apresentação foi uma oportunidade para os colaboradores que almejam novos cargos. Para ter diferencial é preciso estar sempre antenado e saber fazer adaptações. A equipe, novamente, está de parabéns!”, destacou Renata Pinheiro – gerente geral da rede. Conceitos foram repassados de forma envolvente e descontraída, em meio a encenações que contrastaram elementos históricos com atuais. Diversão e interatividade foram as grandes apostas desta edição, que resgatou inclusive os antigos boticários e as curas praticadas pelos pajés da floresta Amazônica, estabelecendo uma linha do tempo até os dias de hoje com as imprescindíveis atividades desempenhadas pelos farmacêuticos.

nossa ação, que também contou com a distribuição de brindes e a realização de sorteios. Os colaboradores distribuíram sementes de alface, rúcula, cebolinha, pimentão, tomate e coentro, com o passo a passo para criar o jardim sustentável, enquanto os visitantes podiam desfrutar de uma estrutura completamente interativa, registrar os momentos com um programa de foto instantânea e apreciar as delícias do coquetel oferecido por nossa equipe.


Ação Social

CAC Uma manhã tão linda quanto as pequenas flores da Casa Mamãe Margarida Foi em clima de festa e fogos de artifício, que o CAC 2012 chegou à Casa Mamãe Margarida, no dia 06 de outubro, para a entrega dos donativos arrecadados com a campanha. A manhã foi marcada por um universo particular de brincadeiras e aprendizados, organizado pelas equipes de colaboradores do Grupo SB. A Casa Mamãe Margarida é uma instituição de caráter filantrópico, social, educacional e religioso, sem fins lucrativos, dirigida pelas Filhas de Maria Auxiliadora (Irmãs Salesianas). Fundada em 02 de abril de 1986, com o propósito de atender a população infanto-juvenil, a entidade está localizada no bairro São José e acolhe aproximadamente 400 meninas e adolescentes de 06 a 18 anos, que se encontram em situações de vulnerabilidade e risco social. São realizados dois programas: o sistema socioeducativo e o de abrigo. Teatrinho e pinturas no rosto fizeram a alegria das “pequenas flores” e despertaram preferências. Juliana Costa da Silva, de 9 anos, se mostrou bastante empolgada e revelou suas aptidões: “Estou me divertindo muito com os personagens fantasiados. Eles contam histórias que me fazem rir. Também gosto de arte. Ainda agora, a moça desenhou uma flor no meu rosto. Ficou tão bonito que estou indo lá, de novo, pedir uma no braço. Será que ela faz?”. Atividades lúdicas e interativas, danças, lanches repletos de tudo o que as crianças mais gostam, muita música e serviços de beleza garantiram a diversão de todos. “Eu ganhei um penteado, comi muita coisa gostosa e brinquei no pula-pula. Isso é ser

feliz”, contou Lorena Barbosa Araújo, de 11 anos. Enquanto isso, Beatriz Pereira Brandão, de 7 anos, mostrou-se deslumbrada com a caracterização das equipes, que deram vida a figurinhas conhecidas no mundo infantil - “Vocês parecem ter saído de um conto de fadas. São todos tão bonitos!”, revelou. Não existe recompensa melhor que o sorriso de uma criança. Recordações, valores, sentimentos, histórias e lições acompanham nossas preciosas experiências a cada nova edição – o que motiva toda a família SB a dar o seu máximo, todos os anos, despertando em toda a sociedade a consciência social, ajudando aqueles que são menos favorecidos e colaborando para a criação de um mundo mais justo e livre de preconceitos. Agradecemos a todos que sonharam mais uma campanha conosco e ajudaram a torná-la realidade. 2013 está chegando e tem muito mais! “Quando vejo uma criança, ela inspira-me dois sentimentos: ternura, pelo que é, e respeito pelo que pode vir a ser”. (Louis Pasteur)

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Longevidade

Joelhos Saudáveis

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Eles podem aumentar a nossa qualidade de vida Somos bípedes porque eles existem. Suportam as corridas, os trancos de cada pulo e as pedaladas do fim de semana. Poucas pessoas dão a devida importância para os joelhos, mas eles aguentam o nosso peso desde que deixamos de engatinhar e damos o primeiro passo. A maior articulação do corpo humano – e que trabalha pesado – é apta a exercer o caminhar sem sobrecargas, porém, com maior impacto e esforço nas corridas, as diversas estruturas do joelho, como a cartilagem, meniscos, ligamentos e musculaturas, podem ser lesionados. “Em nosso cotidiano nos deparamos com algumas situações agressivas aos joelhos: desde um trabalhador braçal, como os pedreiros que trabalham agachados e, desta forma, podem lesar seus meniscos, até na parte burocrática, onde nos mais variados escritórios a carga horária é realizada com a pessoa sentada e, assim, a falta de contato da patela com a tróclea ocasiona a fraqueza (condropatia) e até desgaste (artrose) da cartilagem”, afirma o ortopedista Dr. Adelino Jean Viana Ramos, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho (SBCJ) e da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. A saúde desta importante engrenagem não é prioridade para boa parte dos indivíduos, mas a manutenção dos joelhos está diretamente ligada à qualidade de vida e ao bem-estar do organismo. Afinal, eles correspondem à nossa independência – são responsáveis pela mobilidade dos membros inferiores e possuem grande influência nas atividades físicas. Subir degraus com dificuldade, não conseguir agachar para calçar os sapatos e sentir dor ao andar até o mercado da esquina pode ser resultado de danos graves da articulação. “Os desgastes articulares são progressivos e, em sua maioria, irreversíveis: ocorrem inicialmente como uma sobrecarga articular, evolui para o enfraquecimento e amolecimento da cartilagem e passa para os graus progressivos de desgaste articular, ou seja, a artrose”, declara o especialista. Para o profissional, é preciso tomar cuidado com as altas cargas na prática de esportes e da musculação. “Alguns exercícios devem sem executados sob a supervisão de um especialista em educação física, uma vez que eles podem sobrecarregar e até lesar os joelhos. São aqueles que exigem esforços da articulação em todos os graus de movimentos (flexão/extensão), como é o caso dos agachamentos e do leg press. Já no futebol, por ser um esporte de contato, as principais lesões são os estiramentos musculares, em seus diversos graus. Os atletas estão mais predispostos a terem lesões mais graves, como as entorses e, consequentemente, lesões meniscais e ligamentares”, aponta. Atenção, mulheres! O ortopedista faz um alerta: saltos altos podem, sim, prejudicar os joelhos. “Devido ao fato de exercer uma pressão excessiva na região anterior do joelho, assim como ANGÉLICA EM REVISTA

a exigência de esforço para flexão, o uso contínuo de saltos altos pode causar tanto lesões de enfraquecimento e encurtamento muscular, como a sobrecarga e desgaste da patela. O joelho feminino é mais vulnerável às instabilidades da patela, condropatia patelar e artrose com sobrecarga medial”. Mas, o que é a artrose? De acordo com o Dr. Adelino Ramos, ela é uma das causas mais frequentes de dores articulares: “Ocorre por um desequilíbrio da sustentação muscular do joelho e sobrecarga exigida do mesmo, ocasionando o desgaste articular de forma progressiva. O segredo para evitá-la e ter um joelho saudável por toda a vida é o fortalecimento e equilíbrio muscular obtido através de exercícios físicos, realizados com orientação especializada”. Fica claro então que, para proteger o conjunto de ossos, ligamentos e cartilagens dos joelhos, a palavra-chave é a prevenção. Mas se você já notou algum inchaço – que pode ser decorrente de processos inflamatórios ocasionados por lesões – existem diversos tipos de cirurgias e tratamentos para corrigi-los. A maioria das patologias tem resolução: quanto mais precoce o diagnóstico, mais fácil chegar a uma solução. “Nos últimos 20 anos, as cirurgias de joelho passaram por um grande processo evolutivo. Os procedimentos realizados por vídeo (artroscopias) – que são menos agressivas e invasivas – até as cirurgias de prótese do joelho, onde se substitui a articulação desgastada por componentes metálicos e polietileno de alta resistência, apresentam resultados fantásticos”, finaliza o médico.

Dr. Adelino Jean Viana Ramos é preceptor da residência médica no Grupo do Joelho no Hospital Universitário Getúlio Vargas, sócio membro do Instituto de Traumato Ortopedia do Amazonas e membro oficial da International Society Arthroscopy, Knee Surgery and Orthopaedic Sports Medicine, com oito anos de atuação na área.


Livre-se deste incômodo Você já respondeu “Só se for para você” quando alguém o cumprimentou com um simples “Bom dia”, ficou apático e com cara de poucos amigos em situações corriqueiras no trânsito, banco ou supermercado para evitar possíveis diálogos, ou se identifica e age com “tolerância zero”, de acordo com o temperamento do personagem “Saraiva” do programa Zorra Total, da Rede Globo? Então pode estar sofrendo com um sentimento familiar, mas que causa sérios prejuízos à saúde – o mau humor. Este estado de espírito vai além de explosões iminentes e dores de cabeça, causando doenças cardiovasculares (devido à mudança no metabolismo, com maior contração dos vasos sanguíneos), baixa imunidade, entre outras complicações. Segundo Fernanda Esteves, psicóloga clínica do Hospital Universitário Francisca Mendes: “Quando o mau humor se instala, nosso nível de paciência diminui, não conseguimos enxergar o lado bom dos acontecimentos, somos mais intolerantes, impulsivos e perdemos a concentração. Ou seja, nosso sistema imunológico fraqueja, ficamos predispostos a diversas doenças e criamos uma abertura para ataques de vírus e bactérias”. Se o botão do mau humor está no automático e se faz frequente no cotidiano, pode ser característica de um quadro ainda mais grave – a distimia. “Ele se transforma em doença quando se mantém por um período prolongado, por dias e até semanas. Isso pode ser avaliado para levantar uma hipótese diagnóstica de doença emocional, como a distimia. Como o organismo está se defendendo dessas percepções alteradas, sempre consideradas como ameaças, o cérebro acaba se mantendo em estado de alerta, reagindo com a liberação de adrenalina e cortisol (hormônios) que, em excesso, podem destruir neurônios”, alerta a especialista. A seguir, confira a entrevista com a profissional, para esclarecer mais dúvidas sobre este sentimento, que chega a ser muito mais que um incômodo. – O que é a distimia? Indique as características e diferenças. “É uma depressão crônica, onde o estado de mau humor é permanente e prejudica o relacionamento interpessoal da pessoa que a possui. Geralmente, esses indivíduos têm baixa autoestima e elevado senso de autocrítica. Outras características: desânimo e tristeza, pensamentos negativos predominantes, falta de apetite e sono alterado, tendência ao uso de drogas lícitas, ilícitas e tranquilizantes. A distimia não

Fernanda Esteves é psicóloga do Hospital Universitário Francisca Mendes, com pós-graduação em psicologia clínica pela Universidade Luterana de Manaus (CEULM-ULBRA) e possui sete anos de atuação na área.

Comportamento

Mau humor, você tem? acontece de uma hora pra outra, ela se instala no indivíduo ao longo do tempo. Muitas vezes, as pessoas não procuram ajuda pelo fato de acharem que as características são inerentes a sua personalidade, por terem os sintomas há bastante tempo”. – Quais os recursos da psicologia para mudar o padrão de comportamento de quem possui o mau humor? “Antes de mais nada é preciso reconhecer que se está ou tem mau humor e, assim, ter vontade de mudar este estado. Perceber como está a autoestima e tentar modificá-la. Uma psicoterapia seria um meio para tentar trabalhar os pensamentos e sentimentos referentes ao mau humor”. – Por que filhos de pais mal-humorados têm mais chances de manifestar o mesmo comportamento? “Somos uma combinação do que é temperamento próprio, com os ensinamentos do meio em que vivemos. Aprendemos com nossos pais a termos as mesmas percepções do mundo que eles. É preciso saber a diferenciação dos sentimentos e pensamentos que são da própria pessoa e que são dos outros (neste caso, os pais)”.

Principais estratégias para vencer o mau humor, de acordo com a psicóloga. • Boa alimentação! Principalmente pela parte da manhã para encarar o dia com energia; • Acorde com antecedência para não se atrasar, o atraso pode ser um estimulador para o mau humor; • Banho matinal revigora as energias. Nunca o dispense! • Faça atividade física! Ela libera endorfina, que traz a sensação de bem-estar e relaxamento em seguida; • Busque coisas prazerosas para fazer. Se você gosta de filmes, assista! Se você gosta de pedalar, pedale! Se você gosta de ler, leia! • Percebeu que está de mau humor? Tente pensar no porquê! • Avalie o seu sentimento e pensamento, se ele está adequado ou não; • Se você está tendo uma visão negativa de algo, tente enxergar algum lado positivo.

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Bons Hábitos

20 dicas de Harvard e Cambridge

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Para ser mais feliz e saudável Com o intuito de mandar para o espaço aqueles quilinhos a mais e melhorar a saúde e o bem-estar, você já experimentou a dieta do tipo sanguíneo, do limão, da sopa, do chá verde e até da lua – e não ficou satisfeito com o resultado. Diante de tantas receitas milagrosas, qual o segredo para viver bem, sem ter que sacrificar aquela saborosa barrinha de chocolate no final da tarde? A Angélica em Revista tem uma sugestão: siga seus instintos.

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Segundo estudos realizados nas Universidades de Harvard e Cambridge, para melhorar a qualidade de vida, é preciso adotar regras básicas, durante o dia a dia. No compêndio publicado pelas duas faculdades mais conceituadas do mundo, devemos seguir algumas dicas de forma prática e habitual, sem grandes sofrimentos. Então, que tal dar uma olhada na fórmula ideal para ser mais saudável e, principalmente, mais feliz?


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Inflamação na Garganta

Amigdalites Saiba como preveni-las Dr. Luiz Avelino Jr. é otorrinolaringologista e diretor técnico da OTOCLIN.

É só o tempo mudar repentinamente para você acordar com uma irritação incômoda na garganta. Ou então, no começo de cada resfriado, nota-se um mal-estar na região, que vai se agravando com o passar dos dias. Esta inflamação das amígdalas – duas massas arredondadas de tecido linfático, situadas em ambos os lados da garganta – é denominada amigdalite e pode ser causada tanto por vírus como por bactérias. Geralmente, os dois mecanismos impedem infecções no corpo, realizando uma espécie de filtro entre organismos e germes. As tonsilas palatinas – como também são conhecidas as amígdalas – são alvo fácil para ataque de intrusos. Segundo o Dr. Luiz Avelino Jr., otorrinolaringologista formado pela tradicional Clínica Professor José Kós, no Rio de Janeiro, as tonsilas palatinas, a adenóide (tonsila faríngea) e as tonsilas linguais formam um anel de proteção na via respiratória, denominado anel linfático de Waldeyer. “As tonsilas captam as ‘impurezas’ que entram em nosso organismo via nariz e boca, para produzir células de defesa (linfócitos) e substâncias protetoras (imunoglobulinas) específicas que ajudam na defesa do organismo. O período de maior atividade das tonsilas vai dos 4 aos 10 anos de idade, depois tendem a diminuir. Infecções recorrentes e o crescimento exagerado (hipertrofia) das tonsilas diminuem sua capacidade protetora, há queda acentuada da atividade imunológica e o tecido linfático é substituído por fibrose”, afirma o médico. Por ficarem estrategicamente localizadas na garganta, além de tudo o que se leva à boca, as nossas defensoras podem sofrer inflamações, que afetam os pequenos com maior frequência. Para o especialista: “As tonsilites (amigdalites) são mais comuns em crianças devido à exposição a novos antígenos, gerando amadurecimento do sistema imunológico. Conforme a meninada entra em contato com novos agentes causadores de doenças, sua imunidade vai se desenvolvendo e ficando mais resistente. Esse contato é feito principalmente pela boca e o nariz, daí o fato das infecções acontecerem nas tonsilas”. Confira a seguir, a entrevista com o profissional, para saber mais sobre as infecções das tonsilas, que culmina em tormentos para falar e engolir. – Quais são os sintomas e tipos de amigdalites? “Os principais sintomas são: ardência na garganta, dor à deglutição, mau hálito, febre, mal-estar geral, gânglios cervicais. É importante salientar os sintomas obstrutivos como respiração oral, roncos e apneias do sono. Pigarro, tosse e rouquidão tam-

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bém podem fazer parte do quadro. Além do agente etiológico (vírus, bactérias e fungos), podemos classificar as tonsilites em: Agudas: Quando os sintomas duram de 3 a 5 dias, podendo chegar a mais de 2 semanas mesmo com o tratamento adequado. De repetição: De um modo geral, consideramos tonsilite de repetição quando o paciente apresenta 7 episódios em um ano, ou 5 episódios em dois anos. Ou ainda, 3 episódios por ano em um período de três anos consecutivos”. – Existem pessoas mais predispostas a desenvolvê-la? “Temos que entender que nossa faringe é colonizada por milhões de micro-organismos. Nosso sistema de defesa equilibra esse ‘ecossistema’ e tudo fica bem. Qualquer fator que desequilibre esse convívio pode gerar uma infecção. Mudanças bruscas de temperatura, umidade ou acidez favorecem alguns germes que podem fazer infecções. Uma diminuição da eficiência de nossas defesas (gripe, estresse, dieta inadequada e privação de sono), também facilita o quadro”. – Qual o tratamento ideal para as amigdalites? “O tratamento ideal depende do diagnóstico perfeito. A prioridade é manter hidratação e nutrição adequada, assim como o controle da dor e da febre. Os antibióticos são indicados especificamente nos casos de infecções bacterianas. O repouso agiliza o tempo de recuperação”. – Quando a cirurgia é necessária? “Podemos dividir as indicações cirúrgicas em obstrutivas e infecciosas. Obstrutivas: quando há ronco e respiração oral crônica; síndrome da apneia obstrutiva do sono; hipertrofias tonsilares associadas a doenças cardíacas, desnutrição ou alterações de fala; alterações do desenvolvimento craniofacial e problemas de oclusão dentária. Infecciosas: infecções recorrentes (mais de 6 casos por ano ou 3 episódios por ano, por 2 anos ou mais); infecções recorrentes associadas à doença cardíaca valvular ou convulsões febris; infecções que não respondem ao tratamento clínico associadas à halitose, faringite crônica ou adenite cervical persistente e abscessos peritonsilares. Outras indicações com suspeita de neoplasias – hipertrofia assimétrica”.


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Saúde à Mesa

Ômega–3 A gordura amiga do seu corpo Lotado de vantagens para a saúde, os ácidos graxos ômega-3 têm sido exaltados por todo o mundo. A ingestão de doses elevadas pode ser indicada para reduzir depressão, melhorar a parte cardiovascular e prevenir corononariopatias – infecções das artérias coronárias, que determinam isquemia do miocárdio – além de induzir a longevidade e, se usado por grávidas, ter efeito benéfico no futuro quociente de inteligência da criança em gestação. Eles constituem as chamadas “gorduras boas” e possuem caráter indispensável para o bom funcionamento do nosso corpo, essenciais a todas as células, incluindo a produção de energia, o aumento do metabolismo e do crescimento muscular, bem como o transporte de oxigênio, proporcionando funções nervosas e participando da regulação dos hormônios. Essas “partículas gordurosas” impressionam os especialistas por serem aliadas na reconciliação com a balança. Segundo a nutricionista do Hospital Universitário Francisca Mendes, Darcira Nascimento Coimbra: “Nos últimos anos, muitas evidências têm sido observadas sobre os efeitos benéficos dos chamados n-3. Com um bom potencial anti-inflamatório, eles também contribuem para a redução dos níveis sanguíneos de triglicerídeos (gorduras) e diminuição do LDL (o famoso mau colesterol), aumentando o HDL (bom colesterol)”. Portanto, quem busca a perda de peso pode rechear o seu cardápio com fontes deste incrível nutriente. Não há motivos para deixar de apreciar essa substância cheia de riquezas, uma vez que ajudam na prevenção de uma série de males no intestino, nas articulações e no coração. Sem falar na influência no humor, coordenação, capacidade de aprendizagem e, ainda, sobre certos casos de depressão e esquizofrenia. E, onde encontrar o milagroso ômega-3? Para a especialista: “Doses generosas da substância podem ser encontradas nos peixes marinhos (sardinha e salmão), nos óleos vegetais (particularmente canola, linhaça e nozes), castanhas, vegetais de folha verde, amêndoas secas, nozes, avelãs e sementes de chia”. Confira a seguir, as vantagens da gordura poliinsaturada, para não hesitar em colocá-la em cima da mesa. – A substância é capaz de afastar o risco de infarto? “Sim. Na verdade o ômega-3 é essencial para o funciona-

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mento de dois órgãos importantíssimos: o cérebro e o coração. O primeiro é constituído de 20% de gordura, então o consumo de ômega-3 é importante para deixá-lo ativo. Com a deficiência, o cérebro funciona lentamente, causando assim a falta de memória. Já no coração, ele diminui o risco de ataques cardíacos, uma vez que evita que as gorduras ruins (hidrogenadas e as saturadas) fixem nos vasos sanguíneos, causando o entupimento e os ataques cardiovasculares”. – Como incluir o ômega-3 nas refeições? “Podemos conseguir este equilíbrio acrescentando, em nossa alimentação, mais fontes da substância. Por exemplo, incluir peixes no seu cardápio, bem como a castanha, a semente de linhaça e os óleos vegetais, pelo menos duas vezes por semana, contribui para o bom abastecimento”. – Quando é preciso ingerir cápsulas? “Conforme recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a suplementação com ácidos ômega-3 é desnecessária em indivíduos saudáveis. A ingestão recomendada corresponde a 1,5g/dia, sendo facilmente atingida com o consumo habitual, em uma dieta equilibrada”.

Darcira Nascimento Coimbra é nutricionista do Hospital Universitário Francisca Mendes, com especialização em nutrição clínica e oito anos de atuação na área.


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Tratamento

Enxaqueca Uma inimiga que dói nos nervos Oi, tudo bem? Em vez de um cortante “tudo mal”, a maria-das-dores explica que enjoa, aperta, irrita, pinica, perfura, belisca, queima, estremece, lateja aqui, ali e acolá. No início, chega a doer no coraçãozinho de quem ouve – que retira um providencial analgésico do bolso, lembra-se de um mágico chá da vovó, ensina uma simpatia, procura o endereço daquele médico que fez milagres por outro amigo – mas, há dores que vencem não só esses primeiros socorros como também todas as demais manifestações de caridade: é o caso da enxaqueca, uma doença neurológica crônica com causas variadas e predisposição genética. Você sabia que para cada homem com dores atrozes na cabeça, há 2,2 mulheres afetadas pela enxaqueca – a mais terrível de todas? Elas são as vítimas mais frequentes, e não apenas por conta da dança mensal de hormônios. Há também o fator comportamental, que se traduz em mais ansiedade, oscilação de humor e irritabilidade como causas principais. A seguir, confira nossa entrevista com a Dra. Eliana Melhado – membro da Sociedade Brasileira de Cefaleia – e esclareça todas as suas dúvidas sobre essa inimiga que “dói nos nervos”. – É fácil diferenciar a enxaqueca de outras dores de cabeça? “As dores podem ocorrer em diferentes áreas da cabeça, mas a mais clássica é no hemicrânio (meia cabeça). Elas podem ser de caráter latejante ou pulsátil, apresentar náuseas, vômitos, aversão à luz e ao barulho (chamadas de fotofobia e fonofobia), e muitas vezes aversão também a odores, podendo durar de 4 a 72 horas e limitar atividades rotineiras como subir uma escada”. – Quais os principais fatores que podem desencadear uma crise? “Existem muitas variantes, mas é importante salientar que cada paciente pode apresentar um fator desencadeante específico, sendo grandes os aspectos individuais a serem levados em conta. Os mais comuns são: estresse, jejum prolongado, alimentos, sol ou luz forte, falta ou excesso de sono, barulho e menstruação”. – Pesquisas revelam que as mulheres são mais propensas ao problema. Por que isso acontece, de fato? “As mulheres apresentam proporção três vezes maior de enxaqueca do que os homens. As distinções hormonais, desde a puberdade, são responsáveis por boa parte desse predomínio. Sabe-se que a queda na taxa de estrogênio durante a fase lútea, após níveis sustentados antes da ovulação, são responsáveis por deflagrar a crise de enxaqueca antes ou durante a menstruação. Fatores genéticos também são relevantes. As diferenças

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Dra. Eliana Meire Melhado, 42 anos, possui doutorado em neurologia, pela Unicamp, e curso de aplicação de toxina botulínica para enxaqueca crônica, pelo Congresso Americano de Cefaleia, de Washington.

entre os gêneros começam na puberdade e são máximas durante a idade fértil”. – É possível prevenir a enxaqueca? “Sim, com um tratamento preventivo à base de medicações capazes de diminuir a frequência, intensidade e duração das crises, que pertencem à categoria de drogas betabloqueadoras, bem como antidepressivos, neuromoduladores, bloqueadores dos canais de cálcio e toxinas botulínicas. Os medicamentos preventivos devem ser usados continuamente por pelo menos 6 meses e a dose monitorada por neurologistas”. – Quais os alimentos que podem desencadear as dores e devem ser evitados? “É importante dizer que apenas um percentual de pacientes apresenta crises desencadeadas por alimentos. Nesses casos, o indivíduo só deve evitar se notar a relação de causa e efeito. Chocolate, leite, queijos, vinhos, frutas cítricas, comidas gordurosas e aspartame costumam constar na lista dos envolvidos”. – Crianças sofrem com esse tipo de dor de cabeça? Qual é o procedimento recomendado aos pais? “Crianças também sofrem de enxaqueca. Até cerca de 11 anos, meninos e meninas são acometidos na mesma proporção. Depois dessa idade, as diferenças entre os gêneros acontecem. Os pais devem levar as crianças ao médico para obterem avaliação e orientação, pois há também o tratamento da enxaqueca na infância”. – Em momentos de crise, que providências tomar? “Em momentos de crises, podemos dividir em tipos: pessoas com crises fracas, que estão acostumadas a tomar um medicamento mais corriqueiro de ‘casa’, podem até fazer uso. Isso é permitido para duas crises ao mês. Pessoas com crises fortes devem procurar o pronto atendimento e receber uma medicação prescrita pelo médico, ainda que seja via oral, e evitar a automedicação. Se apresentar mais de três crises por mês, deve procurar um especialista para receber o tratamento adequado”. A médica alerta para o cuidado com os analgésicos e a automedicação. “A automedicação deve ser evitada porque pode conduzir à dor de cabeça crônica diária, por induzir mecanismos que aumentam a incidência da dor. Analgésico não serve para tratamento contínuo”, garante. Além dos remédios receitados pelo médico, quem sofre de enxaqueca deve praticar exercícios físicos e investir em uma alimentação rica em frutas e vegetais.


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Menopausa e andropausa: é hora de dar tchau! O sistema hormonal funciona como uma espécie de “maestro” do corpo, onde um desequilíbrio pode acelerar o processo de envelhecimento, desencadear doenças e trazer uma série de sintomas que, de tão desagradáveis, chegam a ultrapassar os limites da paciência humana. As taxas hormonais não caem porque envelhecemos, mas envelhecemos justamente porque o corpo para de produzir quantidades suficientes de hormônios. E, então, eles começam a despencar em uníssono. “A menopausa e a andropausa são fases da mulher e do homem que se caracterizam pela diminuição gradual e progressiva de vários hormônios, dentre eles os sexuais, trazendo desconfortos mentais (fadiga, má qualidade do sono, nervosismo, ansiedade, irritabilidade, alteração da memória, diminuição de energia e apatia) e físicos (aumento de peso, pele seca, dores articulares, perda de massa óssea e muscular, diminuição da libido e ereção)”, revela o endocrinologista Mário Quadros – diretor da Body Clinic, em Manaus. O profissional destaca que estes fenômenos podem iniciar a partir dos 35 anos nas mulheres, sendo mais comuns após os 45 anos; enquanto nos homens, a testosterona (principal hormônio masculino) diminui 1,2% ao ano, continuamente, a partir dos 40 anos. O sexo feminino passa praticamente três quartos da vida sob forte influência do sistema endócrino e se torna bem mais suscetível a flutuações hormonais. Para a fase não ser encarada como um bicho-papão, eis que surge a Terapia de Reposição Hormonal (TRH) – que vem minimizar os sintomas e diminuir as provenientes doenças degenerativas. “O grande temor é se a TRH poderia levar ao aparecimento de câncer. Hoje, já se sabe que os hormônios não levam ao surgimento da doença, mas a sua falta, pois para o organismo suprir esta deficiência, tem que produzir hormônios alternativos e estes, sim, atuam nos órgãos alvos de maneira deficitária. Recentemente, estudos provaram que a TRH previne o câncer de mama, no endométrio, na próstata e o retal”, esclarece o Dr. Mário Quadros. Até pouco tempo, só haviam hormônios sintéticos para a TRH, que apresentavam um certo risco à saúde, pois em sua fase de eliminação pelo organismo criavam-se metabólitos diferentes dos hormônios naturais, causando danos no fígado e nos rins. Hoje, dispomos dos bioidênticos, cuja ação é exatamente igual ao hormônio natural, isentando o organismo de efeitos colaterais e adversos. Pioneiro no tratamento com hormônios bioidênticos, em

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(Foto: Studio Avant)

Terapia do Bem-Estar

Reposição Hormonal

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Dr. Mário Quadros, 47 anos, é diretor da Body Clinic – clínica especializada em Endocrinologia, em Manaus. Possui pós-graduação em crescimento e desenvolvimento, pelo Hospital das Clínicas, SP.

Manaus, o Dr. Mário Quadros explica: “Estes hormônios são prescritos após uma minuciosa avaliação laboratorial e clínica, em que detectamos os níveis de hormônios e mandamos formular exatamente a quantidade que falta – às vezes, temos que repor vários hormônios, dependendo dos resultados. Lembrando que as queixas clínicas, assim como os exames laboratoriais, são muito importantes para o diagnóstico e acompanhamento do tratamento”. “Os benefícios da TRH já podem ser notados nos três primeiros dias do tratamento, onde se observa uma melhoria no humor, ritmo do sono, memória, fluência verbal, massa muscular, libido e ereção (para os homens), além do aumento da imunidade, proteção cardíaca e diminuição do peso”, pontua o especialista. Recomenda-se que a partir dos 35 anos sejam feitas avaliações anuais dos níveis hormonais e que, caso se note uma baixa hormonal, seja realizada a reposição – que pode ir até os 65 anos com segurança e, se necessário, a vida toda (em caso de osteoporose acentuada). Sobre as contraindicações, o médico nos diz que para pacientes portadores de doenças tumorais, inclusive o câncer, assim como diabéticos com dislipidemias (colesterol e triglicerídeos altos) e trombose venosa profunda, deve-se recomendar fitoterapia para o tratamento, pois os hormônios podem progredir a doença de base. Uma alternativa na modulação hormonal é adquirir hábitos de vida saudáveis: • Tenha uma alimentação balanceada, rica em frutas, legumes, verduras e peixes; • Limite o consumo de carne vermelha, a uma ou duas porções por semana; • Aumente o consumo de soja, tofu, linhaça e sementes de abóbora; • Evite frituras, gorduras, massas, doces, sal e café; • Beba muito líquido: no mínimo oito copos de água por dia; • Faça atividade física regularmente; • Procure um médico para acompanhar suas taxas hormonais, por exame de sangue; • Pare de fumar e diminua a ingestão de bebida alcoólica; • Durma bem, de sete a oito horas por dia.


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Combate ao Vírus

HPV O inimigo silencioso O papiloma vírus humano – denominado HPV – não é apenas um vírus, mas um grupo inteiro deles. Mais conhecido como o “inimigo silencioso”, ele chegou de mansinho e se tornou uma perigosa epidemia mundial. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são mais de 200 tipos diferentes, que podem provocar a formação de verrugas na região genital, anal, na uretra, na pele e nas mucosas (lábios, boca, cordas vocais, etc.). Para a Dra. Raquel Braga, ginecologista do ambulatório de climatério do Hospital Universitário Getúlio Vargas, os tipos de vírus são divididos quanto ao alto risco, ou seja, com maior probabilidade de provocar lesões persistentes e estar associados a lesões pré-cancerosas. “São eles: os tipos 16, 18, 31, 33, 45, 58 e outros (com alto risco). Já os HPV de tipo 6 e 11, encontrados na maioria das verrugas genitais (ou condilomas genitais) e papilomas laríngeos, oferecem baixo risco de progressão para malignidade, apesar de serem encontrados em pequena proporção em tumores malignos”, aponta. Estima-se que 50% a 80% das mulheres sexualmente ativas têm contato com o vírus em algum momento de suas vidas, devido ao fato de que um homem infectado pode não apresentar lesões aparentes. Segundo a especialista, a maioria das infecções é transitória, uma vez que nosso sistema imune combate a infecção do HPV, desenvolvendo anticorpos. Quando eles não são suficientemente competentes para eliminar os vírus, desenvolve-se a doença. Os dados são alarmantes: com mais de 600 milhões de casos em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o HPV é a doença sexualmente transmissível mais comum. Além disso, diversos estudos apontam que mais da metade (56%) dos jovens adultos em um novo relacionamento com sexo foram infectados pelo HPV. A boa notícia é que existem duas grandes armas importantes contra este pequeno vilão: as vacinas aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – a bivalente (contra os tipos 16 e 18) e a quadrivalente (abrange os tipos 6, 11, 16 e 18). “Elas são seguras, uma vez que se conseguiu identificar a parte principal do DNA do HPV. Depois, usando-se um fungo (Sacaromices cerevisiae), obteve-se apenas a ‘capa’ do vírus, que mostrou induzir fortemente a produção de anticorpos quando administrada em humanos. No Brasil, foi liberada para mulheres de 9 a 26 anos e a utilização em homens ainda está em fase de aprovação”, desmistifica a médica. A seguir, a especialista esclarece algumas questões de suma importância sobre esta barreira de proteção contra o HPV. – Qual a importância da vacina para os jovens? “Estudos realizados com meninas adolescentes demonstra-

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Dra. Raquel R. Braga é formada pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, com residência no Hospital Semper (MG). Atua no Hospital Universitário Getúlio Vargas (ambulatório de climatério) e é preceptora da residência médica na Maternidade Ana Braga.

ram a presença de infecção pelo vírus precoce, desde o aparecimento de lesões externas (verrugas), como também lesões no colo do útero precursoras de neoplasias, demonstrando a grande ação do vírus nesta faixa etária. Portanto, a informação quanto à prevenção, bem como a profilaxia com a vacina serão importantes para que estes jovens não apresentem a doença”. – São necessárias quantas doses para a imunização ser eficiente? “Ambas as vacinas existentes são indicadas três doses (injeções intramuscular). Na vacina quadrivalente, a administração é indicada de 0, 60 dias e 180 dias e a bivalente é indicada em 0, 30 dias e 180 dias”. – Em relação aos adultos, qual a eficácia da vacina? “A vacina é eficaz, podendo ser usada em adultos, segundo os estudos já publicados, mas sem o aval da Anvisa. A questão em julgamento seria se estas mulheres que já iniciaram atividade sexual há algum tempo vão se beneficiar da vacinação. Apesar de ter baixíssimo índice de efeitos indesejados, seu alto custo limita o uso. Se considerarmos que estas mulheres já tiveram uma chance muito grande de ter tido contato com o HPV e não desenvolveram lesão, é provável que sua imunidade seja competente para impedir que adoeçam. Sob este ponto de vista, qualquer benefício adicional à imunidade teria que ser avaliado face ao custo das vacinas. Assim, esta deve ser uma decisão individual da mulher. Diversos pesquisadores ressaltam que, acima da faixa etária inicialmente recomendada (até os 26 anos), a estratégia de rastreio pela citologia (exame preventivo ou de Papanicolaou) e Colposcopia seria mais custo efetiva”. – Quais cuidados devem ser tomados para evitar a transmissão do HPV? “O uso de preservativo (camisinha) diminui a possibilidade de transmissão na relação sexual, apesar de não evitá-la totalmente. Por isso, sua utilização é recomendada em qualquer tipo de relação, mesmo aquela entre casais estáveis. Além disso, manter cuidados higiênicos, ter parceiro fixo ou reduzir o número de parceiros, visitar o ginecologista para fazer todos os exames de prevenção e incentivar o parceiro a procurar um médico para verificar se ele está com o vírus, também são ferramentas poderosas”. O HPV pode ser controlado, mas ainda não há cura contra o vírus. A melhor arma ainda é a prevenção e a realização do diagnóstico precoce.


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Hiperidrose

De ordem psicológica ou orgânica, ela tem solução Suar é a forma mais rápida, simples e eficiente para controlar a temperatura interna do nosso organismo, que precisa ser mantida na faixa dos 36,5°C para funcionar conforme as leis do corpo. Acima dos 45°C, o calor mata as células e “cozinha” os órgãos internos. Para se manter longe da zona de perigo, ao menor sinal de quentura – causada pela temperatura externa, por fatores emocionais, a exemplo do nervosismo, ou atividades físicas – os termorreceptores espalhados pelo corpo dão um alerta. A mensagem é recebida pelo nosso termostato: a região do hipotálamo (no centro do cérebro), que aciona vários mecanismos para refrescar o corpo, como a circulação sanguínea superficial e a transpiração. Sim, transpirar é indispensável – mas, um verdadeiro drama quando ocorre em excesso. Só quem sofre com a hiperidrose, sabe como ela atrapalha a vida. Há quem sue excessivamente nas mãos. Então, fica difícil escrever: a caneta escorrega, gotas de suor molham o papel. Um simples cumprimento de mãos pode virar constrangimento! Se o problema acontece nas axilas, força a pessoa a levar roupas extras para o trabalho. Muitas vezes, simples mudanças no cotidiano ajudam a amenizar o incômodo. Outra alternativa, dependendo da causa, pode ser a intervenção cirúrgica. Para saber mais sobre o distúrbio e as formas de tratamento, a Angélica em Revista entrevistou a dermatologista Valeska Francesconi – Presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Regional Amazonas. “A hiperidrose pode comprometer a qualidade de vida e interferir de forma negativa nas atividades escolares, sociais ou profissionais”, destaca a profissional. – Como se estabelece a diferença entre pessoas com hiperidrose patológica e as que apenas suam muito e com facilidade? Fale sobre os sintomas e fatores desencadeantes. “Elevação da temperatura ambiente, prática de exercícios físicos, reações emocionais e psicológicas podem explicar o aumento na produção do suor, mas a produção anormal é o que chamamos de hiperidrose. Nestes casos, os sintomas estão diretamente relacionados ao estresse e à instabilidade emocional e desaparecem com o sono ou a sedação. Os efeitos da hiperidrose podem ser angustiantes, acarretando enormes prejuízos sociais, profissionais e, sobretudo, psíquicos aos seus portadores. A partir do momento em que o suor excessivo atrapalha as relações interpessoais, a pessoa deve procurar ajuda médica”.

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(Foto: Studio Avant)

Transpiração excessiva

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Dra. Valeska Francesconi é presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia - Regional Amazonas, professora da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), dermatologista da Fundação de Medicina Tropical e proprietária da clínica Francesconi Dermatologia. (CRM 3463 / RQE 2108)

– Quando costuma aparecer esse problema? É de nascença, começa na infância ou pode ocorrer mais tardiamente, na adolescência ou fase adulta? E as causas? “A hiperidrose primária, em geral, tem início na adolescência e parece ser herdada geneticamente. A incidência é maior em pessoas da mesma família. Cerca de 30-50% dos pacientes têm outro membro da família com a mesma condição. Já a hiperidrose secundária ou adquirida pode começar em qualquer idade e ocorrer devido a doenças como hipertireoidismo, diabetes, obesidade, menopausa, alterações neurológicas, tumores e, até mesmo, alguns medicamentos”. – Vamos começar falando dos tratamentos não cirúrgicos? “O tratamento da hiperidrose pode ser clínico ou cirúrgico, dependendo da intensidade. Nos casos menos intensos, ela pode ser controlada com a aplicação tópica ou o uso de medicação oral contendo substâncias que inibem a transpiração. Outra opção de tratamento é a aplicação intradérmica de toxina botulínica – feita no local afetado que, dentro de alguns dias, passa a inibir a produção de suor. O procedimento é realizado no consultório, sem necessidade de internação, e o paciente pode retornar às suas atividades no mesmo dia. O efeito dura de 8 a 12 meses, dependendo do caso, podendo, então, ser repetida a aplicação”. – Existem algumas simples mudanças no dia a dia, que ajudam a controlar ou amenizar o incômodo? “Algumas condutas podem ser adotadas, no cotidiano, na tentativa de reduzir o suor excessivo, como evitar o sobrepeso; diminuir a ingestão de pimenta, canela, chá verde, guaraná em pó, gengibre; preferir roupas com tecido que facilitem a transpiração, como o algodão, e de cor clara; assim como evitar ambientes com altas temperaturas”. – Sobre as intervenções cirúrgicas, quais as recomendações? “Os casos mais intensos necessitam de tratamento cirúrgico, que consiste na simpatectomia (secção dos nervos que estimulam a produção do suor), uma cirurgia realizada sob anestesia geral e com necessidade de internação hospitalar. A escolha do tratamento adequado irá depender da intensidade de cada caso”.


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Valores da Nossa Terra

Cileno Conceição Música, talento e vibrações positivas É fato: ninguém consegue ficar parado em seus shows. Quando o cantor amazonense Cileno sobe aos palcos e inicia uma de suas melodias marcantes, o público vibra e se deixa embalar pela mistura de ritmos, que vai da música popular brasileira ao reggae – famoso gênero musical desenvolvido originalmente na Jamaica, no fim da década de 1960. Com 32 anos de estrada, 12 registros musicais gravados (sendo 11 CDs e um disco de vinil) – e muita história para contar – o autodidata iniciou a sua jornada ainda criança, em um programa de televisão, o “Cirandinha na TV”. Em meados dos anos 80, o artista também cantou em diversas bandas, nos bailes da época. Logo em seguida, passou a trilhar o seu próprio caminho, realizando composições e participando dos festivais de música da região. Os sucessos “Vibe Zona Sul” e “Mimo de Beija-flor” fazem parte da sua história e comprovam o talento do compositor, que iniciou a carreira cantando MPB e se apaixonou pelo reggae quando ouviu o disco “Kaya”, do cantor Bob Marley – famoso pelas músicas com pegadas jamaicanas e letras fortemente influenciadas pelas questões sociais da sua terra natal. “Desde que ouvi o ritmo pela primeira vez, não consegui me libertar deste incrível estilo musical”, ressalta. Além do renomado “Rei do Reggae” e de Stevie Wonder, uma das mais criativas figuras e multi-instrumentistas do R&B e do soul music, Cileno também possui influências brasileiras. Entre as suas referências estão: Gilberto Gil, Caetano Veloso e Djavan. “O meu repertório passeia pelo soul, blues, reggae, samba e baião, com percussão e melodias de fácil assimilação”, afirma. A seguir, confira a entrevista que o músico concedeu à Angélica em Revista e fique sabendo um pouco mais sobre os seus

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O cantor Cileno Conceição possui 32 anos de estrada e 12 registros musicais

próximos projetos, além do novo trabalho, o CD “Nudez”, que já está sendo comercializado há cerca de dois meses. – Como surgiu a ideia do novo disco “Nudez”? “O CD ‘Nudez’ surgiu para suprir a falta de um DVD tão esperado, por isso resolvi fazer um CD nos moldes do ‘Dialética’, ou seja, apenas com violão e voz. Dei esse título pelo fato das músicas estarem nuas, sem arranjos”. – O que sentiu ao ver o álbum pronto? “Alívio: este é o sentimento, porque a conclusão de mais um disco é um compromisso assumido com os fãs, que te cobram por novos trabalhos todos os anos. Ufa!” – Quais artistas você indica como destaques da nossa região? “Gosto do Antônio Pereira, Lucilene Castro, Amílcar Azevedo, Amanda Aparício, Karine Aguiar, Gil Valente, Cabocrioulo e Linha Rasta”. – Quais os próximos projetos? “O tão sonhado DVD e especiais como Djavan e tributo ao Bob Marley, além do lançamento oficial do CD ‘Nudez’”. – Deixe uma mensagem para quem quer ingressar no mundo da música amazonense. “Você que acredita no seu talento, não desista na primeira decepção que surgir no seu caminho. Tenha paciência, que os aplausos surgirão ao longo da estrada!”


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Perfil

Gleicymara Abreu Jovem e determinada, ela vai longe Não é fácil se acostumar com a ideia de que nascemos com as mesmas chances de brilhar, principalmente quando olhamos para aquelas pessoas que parecem ter habilidades sobrenaturais e nos fazem lembrar, diariamente, de nossas limitações. Mas, acredite: até os mais bem-sucedidos, que esbanjam talento, ralaram muito para chegar lá. Ronaldo, o Fenômeno – por exemplo – tinha de ser arrancado dos campos de futebol quando criança porque não queria fazer nada que não fosse jogar bola – era sempre o primeiro a chegar aos treinos e o último a ir embora. E mesmo Bill Gates, não fez sua fortuna do nada: quando adolescente, passou boa parte da sua (nada agitada) vida programando computadores, enfurnado em uma sala da Universidade da Califórnia. Portanto, aquilo que costumamos chamar de “talento natural para liderança” ou “aptidão nata para os esportes” pode estar no empenho de cada um de nós. Com apenas 22 anos, Gleicymara Sarges Abreu tem consciência de que depende apenas de seu suor e sua força de vontade para alcançar o que deseja. Dinâmica, ela trabalha por amor e não se rende a bons desafios. Para os momentos em que a Lei de Murphy começa a querer dar o ar da graça, em seu caminho, ela tem uma receita infalível: “Desistir? Jamais. Paro, penso e reflito para conseguir enxergar onde estou errando. E, claro, sempre peço forças de Deus para continuar lutando pelos meus objetivos”. Cheia de sonhos e superdeterminada – como manda a lei de uma verdadeira escorpiana – ela acredita que com ética profissional, garra e dedicação o céu é simplesmente o limite. Ocupando a função de operadora de caixa, há quase um ano, Gleicymara diz ter aprendido muito com a experiência. “Fiz grandes evoluções. Hoje, sei conviver com as diferenças, a ouvir mais e falar menos, depois de analisar; estou sempre antenada a tudo o que acontece ao meu redor; e tenho uma certeza: tudo vem na hora certa”. Longe do trabalho, o seu tempo livre é preenchido por músicas, filmes e livros inspiradores. Agora que sabemos que talento é 1% inspiração e 99% transpiração, que tal conhecer um pouco mais sobre a personalidade e filosofia de vida da nossa colaboradora de destaque? Muitas lições esperam por você, logo a seguir. – Fale um pouco sobre a sua personalidade. “Sou uma pessoa carismática e comunicativa. Gosto de falar, mas também de ouvir. Sou muito tranquila, porém, como todo mundo, também tenho meus momentos de raiva”.

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Gleicymara Sarges Abreu Operadora de Caixa.

– Quais os seus planos para o futuro? Onde e como você se vê em 5 anos? “Estudar e trabalhar muito, pois daqui há 5 anos pretendo ser psicóloga”. – Qual o verdadeiro sentido da vida? “Trabalhar bastante, para conseguir algo de melhor na vida; respeitar sempre os mais velhos; ter caráter para admitir quando estou errada; e buscar o melhor para mim e minha família”. – Três coisas essenciais, sem as quais você não saberia viver. “Família, Deus e Saúde”. – Uma música que lhe inspira. “Diário de um vencedor, do cantor Damares”. – Um lugar que você precisa conhecer. “Fortaleza, pelas belas praias”. – Se você pudesse ter um superpoder, qual escolheria? “Voar, pois poderia ir ver meus pais sempre que a saudade apertasse”. – Amor, fama ou sucesso? “Amor, tudo se constrói com ele”. – De fato, a vida é uma verdadeira escola. Estamos sempre errando e aprendendo. O que você aprendeu com o último erro? “Aprendi que tem horas em que a melhor resposta é ficar calada e deixar que a voz do silêncio fale por nós”. – O que mais lhe motiva no ambiente de trabalho? “É saber que meu esforço e meu desempenho nas atividades profissionais proporcionam desenvolvimento à empresa e aos clientes. Isso é gratificante”. – Considerações finais. “Quero agradecer a oportunidade dada a mim nesta empresa, que reconhece o trabalho e a dedicação de seus funcionários, a cada dia, e nos prepara para novos desafios”.


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Qualidade de Vida

Terapia com animais Sucesso na terceira idade Que ter um animal de estimação faz um bem enorme, isso todos nós sabemos. Mas, agora podemos contar com respaldo científico, além de descobertas que prometem turbinar tanto a saúde quanto o bem-estar. Recentemente, um estudo publicado no conceituado American Journal of Cardiology, dos Estados Unidos (EUA), mostrou que o convívio com os dóceis bichinhos ajuda a controlar o estresse, diminui a pressão arterial e ainda reduz o risco de problemas cardiovasculares. Por sua vez, pesquisas médicas, realizadas na Austrália, concluíram que os donos de animais fazem consultas com menor frequência a clínicos gerais e requerem menos medicação do que as outras pessoas. E as boas notícias não param por aí: são incontáveis os trabalhos científicos que apontam o quanto a interação do homem com o animal é capaz de reduzir problemas como solidão, ansiedade e depressão. Muitos benefícios para um pequenino pet, não é mesmo?! Agora, relacione todos esses dados com a realidade dos idosos no Brasil e terás a fórmula para uma melhor idade. Infelizmente, a veracidade dos fatos mostra que não são poucas as pessoas que chegam a essa fase da vida sem uma atividade que os mantenha ocupados e, o que é ainda pior, sem um acolhimento familiar que lhes garanta o mínimo de atenção, cuidado e afeto. Então, a relação de amizade com os mascotes produz efeitos terapêuticos, pois vem suprir carências, criar novas responsabilidades e estimular o convívio em sociedade, com um novo propósito e identidade. Outros pontos fortes, em relação às qualidades físicas: diminuição da pressão sanguínea e da frequência cardíaca, melhora no funcionamento do sistema imunológico, da capacidade motora e da autoestima. Na África do Sul, pesquisadores comprovaram que o convívio com animais ativa a liberação de diferentes hormônios e neurotransmissores – como endorfina, dopamina, prolactina e oxitocina, responsáveis pela sensação de prazer. Outro estudo, dessa vez desenvolvido pelo Journal of the American Association of Human-Animal Bond Veterinarian (EUA), revela que a interação entre humanos e cães ocasiona alterações hormonais que afetam o nível de endorfinas e outras substâncias pelo pe-

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ríodo de 15 minutos. A liberação desses componentes diminui a ação do cortisol, o hormônio do estresse, atuando com efeito calmante e antidepressivo. Essas e outras razões têm feito da ‘pet terapia’ um método de tratamento que faz muito sucesso entre a turma da terceira idade. A proximidade é uma singularidade à parte. O animal se deixa acariciar e está sempre pronto para mostrar satisfação e afeto. Dar e receber um afago, chamego ou cafuné, quem não curte? Se as pessoas de uma maneira geral precisam desse contato íntimo, que dirá um idoso carente e solitário. Além disso, essa relação aumenta o círculo social, enquanto o mundo se amplia – afinal, é muito difícil sair para passear com um cachorro, por exemplo, e não ser abordado por alguém querendo brincar ou saber algo sobre ele. Os mais velhos acabam se sentindo mais úteis e valorizados, pois há alguém ali que precisa deles, de sua atenção e cuidados. Especialmente em casas de repouso para idosos, os animais têm o poder de criar uma atmosfera caseira ao ambiente. Sendo assim, mesmo que um idoso não tenha condições de criar um pet, é interessante buscar oportunidades para gastar um tempinho com animais: às vezes, um cachorro ou um gato podem trazer o conforto que nem mesmo um humano pode oferecer. A partir de sua companhia e afeto incondicional, os bichinhos podem ser uma ótima fonte de conforto e segurança para as pessoas idosas. Essa terapia é o bicho E na hora de escolher que animal de estimação adotar, não sabe quais os critérios devem ser considerados? Aqui vai uma dica: caso o bichinho em questão seja um cachorro, uma saída é optar por raças que tenham comportamento parecido com o do dono. Cães pequenos e ágeis são mais indicados como companheiros de idosos ativos, enquanto os maiores e mais tranquilos se darão harmoniosamente com as pessoas calmas. Para este público, aliás, os gatos também são bons companheiros, especialmente aqueles que gostam de ficar no colo, como o persa.


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Dossiê Nutricional

Café O vilão que virou mocinho Seja para relaxar ou dar um “chega pra lá” naquele sono impulsivo – em pleno expediente de trabalho –, o cafezinho é sempre um irrecusável convite. Faz parte da nossa herança social, aguça a memória olfativa e seu ritual de preparo pode ser considerado uma arte que merece ser apreciada pelos nossos cinco sentidos. Por muito tempo, ele foi visto como um dos vilões da saúde. Mas, hoje, depois de muitas pesquisas nutricionais, ele já pode se dar ao luxo de assumir a posição de mocinho. Quem não resiste aos encantos do café, manda para dentro do organismo uma série de substâncias. Entre elas, a cafeína – célebre por sua ação estimulante. Mas os compostos antioxidantes aparecem em maior quantidade, além de vitamina B3 e minerais como potássio, manganês e ferro. Então, se tomar algumas xícaras de café faz parte da sua rotina diária, boas notícias: “A cafeína não oferece risco à saúde humana, por conter ácidos clorogênicos – substâncias com importantes efeitos antioxidantes e que ajudam a prevenir doenças cardiovasculares e cancerígenas, além de reduzir a resistência à insulina e, com isso, o risco de diabetes”, revela Yeda Moreira – nutricionista do Emporium Roma. Depois de acompanhar mais de 110 mil pessoas por 20 anos, pesquisadores de Harvard descobriram que o café está inversamente associado ao tipo mais comum de tumor de pele, enquanto uma investigação do Instituto Nacional do Câncer, nos Estados Unidos, mostrou que beber de 3 a 4 xícaras faz você viver mais — o ganho na expectativa de vida é de 10% para homens e 13% para mulheres. Mas o consumo deve ser feito de forma moderada, claro. A nutricionista alerta para a quantidade de cafeína recomendada: “É de 300-400mg por dia, o equivalente a 3 ou 4 xícaras de café de 50 ml para adultos. Crianças e idosos devem consumir cerca de metade da dose. Quantidades elevadas (500mg/dia) podem ser maléficas, principalmente para aquelas pessoas com elevação da pressão arterial e problemas de estômago (como gastrite e refluxo)”.

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Yeda Moreira é nutricionista do Emporium Roma, formada pelo Centro Universitário Nilton Lins, e especialista em gestão de segurança alimentar.

Dor de cabeça. Está aí um tópico que rende “pano para mangas”. A confusão começa com a dificuldade de identificar se a bebida é realmente o estopim da dor ou se as pessoas que sentem o incômodo a veem como válvula de escape. Para esclarecer a dúvida, a nutricionista recomenda: “Diminua a ingestão de cafeína (café, chás e refrigerantes), aos poucos. É importante lembrar que cada organismo reage de uma forma diferente. Em boa parte dos casos, a cafeína é a salvação. Prova disso é que ela está presente na fórmula de analgésicos. Se a dor não sumir, procure um médico”. Conhecida por incitar a atenção, deixando-nos mais preparados para cumprir as tarefas do dia a dia, a cafeína é uma substância estimulante do sistema nervoso central. Por isso ficamos mais dispostos e ativos após a ingestão de café. “Mas, ele tem que ser de qualidade, com pouca adição de açúcar e, depois de preparado, deve ser ingerido em 15 minutos para não oxidar e melhor aproveitarmos os seus atributos nutricionais”, finaliza a nutricionista.

Receita da Nutricionista Ingredientes: • 50g de café solúvel de sua preferência • 200g de açúcar • 240ml de água • 50ml de leite Modo de fazer: Bata todos os ingredientes acima em batedeira por 20 minutos, até que vire um creme parecido com chantilly. Para fazer o café cremoso, coloque 50 ml de leite quente, misture e sirva em xícaras.


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Revista Angélica  

Dezembro de 2012

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