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Doce

inspiração Aposta em nicho específico transformou a Amor aos Pedaços numa lucrativa rede

ESTRATÉGIA Quando investir nos restaurantes temáticos

TECNOLOGIA Foursquare pode ser um aliado do seu empreendimento Ivani Calerazi, proprietária da Amor aos Pedaços

CONSULTORIA – Como aumentar o movimento na hora do almoço R-110024-11-6_Revista_Ticket_Ed_14.indd 1

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Carta ao Leitor

Seu Recado Mande sugestões, críticas ou elogios para a redação, sempre com nome completo e endereço do autor. E-mail: redacao-br@edenred.com ou ligue: (0/xx/11) 3674-4400. Por razões de espaço ou clareza, as mensagens poderão ser editadas para publicação.

Pense

Reinaldo Borges

Expediente

diferente

Um dos principais trunfos na hora de começar um negócio é saber exatamente como ele vai se destacar da concorrência: pode ser a inovação na cozinha, o ambiente diferenciado ou mesmo a proposta de trazer algo novo ao consumidor, algum produto que ele ainda não conheça. Foi justamente ao descobrir uma lacuna do mercado de alimentação que a Amor aos Pedaços se consolidou como uma das maiores doçarias do país. Na reportagem de Mariana Soares você conhece a história do estabelecimento, que começou há 29 anos quando a proprietária, Ivani Calerazi, sentiu falta de um local que vendesse doces e bolos de qualidade, do tamanho da fome do seu consumidor. A ideia deu tão certo que, atualmente, são 57 lojas em todo o Brasil e o reconhecimento como uma das melhores franquias do segmento. Outra forma de se diferenciar é atender a mercados específicos, investindo em outros tipos de sabores e tendências. É aí que entram os restaurantes temáticos, que oferecem diversidade à rotina e são uma forma de lucrar alto – desde que observadas algumas restrições. É o que você confere na seção Estratégia. Mas não basta apenas inovar: é preciso investir também em soluções para tornar o seu negócio conhecido. Por isso, no retorno da seção Consultoria, a repórter Renata Cavalcante consultou especialistas para ajudar o restaurante Terraço Nobre, no centro de São Paulo, que quer aumentar o público na hora do almoço. Um dos meios de se popularizar é usar as redes sociais a seu favor. Na editoria Tecnologia, apresentamos o Foursquare, rede social com geolocalização onde as pessoas dão palpites sobre bares, padarias e restaurantes – e podem ser recompensadas por isso, criando fidelização e estreitando o relacionamento com o público final. Esperamos que você goste de mais esta edição Boa leitura!

Uma publicação da Ticket no Brasil dirigida aos estabelecimentos credenciados ao Ticket Restaurante e Ticket Alimentação. Avenida das Nações Unidas, 7.815 – São Paulo – SP – 05425-905 www.ticket.com.br – falecom-br@edenred.com Conselho Editorial Diretor-geral: Oswaldo Melantonio Filho Diretor-geral adjunto: Alaor Barra Aguirre Diretor-adjunto de Estratégia, Marketing e Novos Negócios: Gustavo Chicarino Gerente de Marketing e Comunicação Institucional: Rodrigo Cândido Coordenadora de Marketing e Comunicação Institucional: Shirley Reis Analista de Marketing e Comunicação Institucional: Leila Ferraz Colaboradores Diretora de rede de estabelecimentos: Maria Fernanda Cordeiro Gerente de vendas de rede de estabelecimentos: Alessandra Maier Gerente de operações de rede de estabelecimentos: Eliana Pereira Central de Atendimento Ticket Seg. a sex., das 8h às 18h30, tel. (0/xx/11) 4004-2233 (capitais e regiões metropolitanas. Nas demais localidades, use o código da operadora + DDD da capital do seu Estado) Criação e produção Rái Editorial Rua Cotoxó, 608, 05021-000 – São Paulo – SP (0/xx/11) 3674-4400 Editora-responsável: Jéssika Torrezan (Mtb 41.394/SP) Editor-executivo: Pedro Marcondes de Moura Repórter: Renata Cavalcante Colaboradores: Diogo Folloni Mariana Soares Marina Feliciano Nina Dionísio Luc de Sampaio (foto) Reinaldo Borges (foto) Fotografia: Marinheiro Manso Capa: Danilo Pimentel (concepção), Sérgio Gordin (maquiagem), Cake Mania (confecção do bolo), Rodrigo Gea (3D) Direção de arte: Adriano Frachetta, Danilo Minorello Atendimento: Karina Freitas Produção Gráfica: Jorge Gaglioni e Luana Trentin Arte Final: Fernanda Zompero Revisão: Livia Amarante Comercial: Bruna Rubacow Pré-impressão: Grupo Rái Impressão: Vox Editora Tiragem: 15 mil exemplares Publicidade Para anunciar, ligue (0/xx/11) 3674-4400

Maria Fernanda Cordeiro Diretora de rede de estabelecimentos da Ticket

Ticket, Ticket Restaurante, Ticket Alimentação, Ticket Car, Ticket Transporte, Accentiv’Mimética e Edenred são marcas registradas e/ou depositadas.

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Sumário Na Ponta do Lápis

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Marinheiro Manso

Os melhores sistemas para a emissão de notas e cupons fiscais

Estratégia

Ponto de Vista Saiba mais sobre o cadastro de bons pagadores

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Foto Divulgação

Restaurantes temáticos são uma forma de se diferenciar no mercado

12 18 Ideias de Valor Como lucrar oferecendo um cardápio especial para quem tem restrições alimentares

Menu Internacional A origem da fondue, um dos pratos preferidos do inverno

Fala, Sebrae Consultoria Um restaurante em São Paulo pede ajuda para atrair mais clientes no almoço

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Receita de Sucesso A história da Amor aos Pedaços, doçaria que tem 57 lojas no país

Chá das Cinco João Sanzovo, da Apas, fala sobre o futuro dos mercados sem as sacolas plásticas

Tecnologia

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Conheça o Foursquare, rede social que pode impulsionar seu estabelecimento

Dica do Chef Os segredos do Virado à Paulista, prato típico das segundas-feiras paulistanas

Fique por Dentro Saindo do Forno

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Na Ponta do Lápis

Em dia com

a Receita Emissão da nota fiscal eletrônica já é uma realidade. Conheça os sistemas disponíveis no mercado Por Diogo Folloni Foto Marinheiro Manso

Já faz parte do passado aquelas notas fiscais em papel que ocupavam espaço e se acumulavam ao final do mês. Desde setembro de 2006, a maioria dos estabelecimentos comerciais utiliza os cupons para prestarem contas junto à Receita. Hoje existem várias opções de softwares no mercado que oferecem o programa para que seja impresso o cupom fiscal. Os dados da transação ficam armazenados em um arquivo, e ao final do mês o documento é enviado à Receita via internet. Para o ano que vem está prevista a implementação do Serviço de Rádio de Pacote Geral (GPRS). Neste modelo, haverá um chip de celular instalado no modem do computador, que passará as informações por meio de um aplicativo. “O Fisco deseja esta conectividade para poder receber os dados diariamente, sem necessidade de gerar um arquivo”, explica Antônio Ricardo Almeida, gerente de Soluções Fiscais da Bematech, empresa de softwares para emissão de notas fiscais. Enquanto a novidade não chega ao mercado, o atual sistema vem sendo bastante difundido entre os comerciantes. Proprietário de um restaurante self-service localizado no Novo Brooklyn, em São Paulo, Cleber José Ricardo afirma que prefere o cupom à nota fiscal. “Ele é bem mais prático. Quando eram talões, nós tínhamos que discriminar o produto um por um. Além disso, a documentação

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a ser enviada para o contador era muito grande”, avalia o empresário. Além do cupom fiscal, os sistemas disponíveis no mercado também oferecem outros tipos de serviços, como controles de estoques e baixas de mercadorias, que ajudam no gerenciamento do negócio. Mas como escolher um sistema dentre os vários oferecidos para emitir o certificado eletrônico? “O principal cuidado que o comerciante precisa ter é que o sistema seja homologado junto à Secretaria da Fazenda”, afirma Gildo Freire de Araújo, vice-presidente do Desenvolvimento Profissional do Conselho Regional de Contabilidade de São Paulo. Depois, é verificar as necessidades da empresa e escolher os modelos mais adequados.

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Cupom x nota Muitos comerciantes confundem cupom fiscal e nota fiscal eletrônica. Apesar de os termos serem parecidos, os documentos têm funções diferentes.

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Sistemas disponíveis cupons eletrônicos Bematech Chef Empresa: Bematech Preço: A partir de R$ 1.600 Vantagem: Dificilmente o sistema cai ou dá problemas ao comerciante Desvantagem: O processo é demorado caso você queira colocar mais de um CPF em uma mesma nota Telefone de contato: 0800 644-2362

Mobility Empresa: Mobility Sistemas Preço: Não divulgado Vantagem: O comerciante não terá dificuldade em utilizar o sistema Desvantagem: Se o papel da bobina acabar, o sistema trava Telefone de contato: (0/xx/11) 6972-1709

Sistemas para a Nota Fiscal Eletrônica Notafaz Empresa: Notafaz Preço: Pacotes com 500 notas fiscais eletrônicas custam R$ 395 Vantagem: O empresário não precisa comprar o sistema nem pagar mensalidade. Além disso, ele é fácil de ser utilizado Desvantagem: Não é possível transferir o cadastro do cliente direto para o sistema Contato: (0/xx/48) 3204-6551

Sistema da Secretaria da Fazenda

Cleber Ricardo elogia a rapidez do cupom fiscal

O primeiro, também chamado de nota paulista, é entregue para os consumidores em uma negociação realizada entre uma pessoa física e jurídica. A nota fiscal eletrônica é utilizada no mercado atacadista. Caso não haja a oficialização da transação junto ao Fisco, o fornecedor será punido com uma multa de 50% do valor da operação. O governo estadual oferece gratuitamente aos usuários um serviço para emissão de nota fiscal eletrônica. “O contribuinte precisa ter apenas microcomputador e um certificado digital. É um programa mais simples, voltado para pequenas e médias empresas. Se o dono do estabelecimento quiser outras funcionalidades, terá de buscar outras soluções”, adverte. Não são todos os empreendedores que são obrigados a emitir uma nota fiscal eletrônica. Tudo depende de como o CNPJ está registrado no CNAE (Cadastro Nacional de Atividade Econômica). Porém, se houver uma filial em que não seja permitida a utilização do modelo antigo, todos os estabelecimentos daquele proprietário deverão utilizar o sistema eletrônico.

Preço: Gratuito Vantagem: O comerciante não precisa fazer um investimento para se adequar à lei Desvantagem: O software não oferece opções de gerenciamento do negócio, como controle de estoque Contato: acesse o site www.nfe.fazenda.gov.br e baixe o programa

Entenda as diferenças 1 – Quem é obrigado a emitir o cupom fiscal? R: Empresas que tenham receita anual superior a R$ 120 mil. 2 – A nota fiscal pode ser emitida de forma manual para quem é obrigado a entregar cupom fiscal? R: Somente será permitida a emissão do modelo antigo de nota fiscal caso haja queda de energia, furto ou quebra de equipamento. 3 – E se o comprador quiser a nota fiscal antiga? Como proceder? R: Quando isso ocorrer, o comerciante pode emitir o modelo antigo, porém não deve deixar de emitir o cupom fiscal.

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Estratégia

Ambient

Aposta na

diferença

Restaurantes temáticos são uma boa forma de se destacar da concorrência e apresentar novas opções ao mercado

Ambiente do restaurante Shimo, que mistura as culinárias japonesa e peruana Por Marina Feliciano

Mexicanos, árabes, italianos, tailandeses, alemães, japoneses. Não faltam opções de restaurantes de vários tipos, com os mais diversos temas, para todos os gostos. Mas, para quem pensa em se lançar no ramo gastronômico, vale mais a pena investir em um restaurante temático ou apostar em uma casa que sirva de tudo? Na avaliação de especialistas, geralmente a primeira opção é a melhor. “Em uma cidade grande como São Paulo, por exemplo, se você não segmentar, o próprio cliente pode não entender a proposta e te deixar meio de lado”, afirma Paulo Cioffi, da Cioffi Gastronômica, que presta consultoria a restaurantes. Luiz Eduardo Camargo, diretor do Grupo Pesto – focado nas áreas de marketing, gastronomia e negócios –, ressalta que é necessário checar a demanda da região na qual se pretende atuar. “Se vou abrir um restaurante escandinavo, preciso ter a certeza de que existam pessoas que garantam mais que um sucesso inicial”, diz. No meio do caminho, dificuldades, é claro, podem surgir. E não adianta mudar drasticamente o cardápio para tentar atacar em outras frentes. “Se um café que tem a proposta de trabalhar com doces sofisticados começar a introduzir almoço executivo, pode ser analisado como um estabelecimento que não está dando retorno”, diz Camargo.

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Identidade é fundamental Dono dos bem-sucedidos restaurantes Shimo e La Mar, em São Paulo, o empresário Alexandre Miqui endossa as afirmações dos especialistas: inovar é possível e aconselhável, mas sem perder o conceito. “A identidade é a alma do restaurante. Tudo deve ser coerente com sua personalidade. Os sócios, o arquiteto, chef, os decoradores... toda a equipe deve conseguir visualizar isso. Perder a essência significa a morte em nosso ramo”, diz. Sócio de uma cadeia de fast-food de comida japonesa durante dez anos, Miqui resolveu buscar novos ares, mas sem deixar de lado a gastronomia que já conhecia bem. Assim nasceu o Shimo, com influência das culinárias japonesa e peruana. “Eu entendia que precisava de um diferencial. Na época, eu já conhecia o sucesso da gastronomia peruana em outros países e decidi introduzir pratos característicos no cardápio. A novidade deu tão certo que acabei abrindo o La Mar Cebicheria

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O que levar em conta Intimidade Na hora de escolher o tema, vale pensar em algo com que a pessoa tenha um mínimo de experiência, nem que seja como consumidor

Conceito

Ambiente e comida do Si Señor remetem a restaurantes dos EUA

Pesquisar, pesquisar, pesquisar Não vale ouvir só os amigos. Pesquisas e dados são fundamentais tanto para saber se o mercado está saturado quanto para descobrir se existe uma demanda não atendida na região

Cuidado com o “pulo do gato” Aquela ideia de “vou abrir um restaurante com tal especialidade porque aqui não tem nenhum” pode ser roubada. Se ninguém mais enxergou isso, vale investigar os motivos de não haver nada parecido

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Definir o que se quer de fato fazer é essencial. Ajuda especialmente na hora de divulgar o negócio. É necessário haver coerência

Cuidado com as modas

Peruana em São Paulo”, conta. Apostando na culinária tex-mex (mistura da texana com a mexicana), Eli Abada criou há cinco anos a rede Si Señor. “A ideia era reproduzir o ambiente descontraído, com a música e o bom astral que o fundador costumava encontrar nos restaurantes na época em que estudou e morou nos Estados Unidos”, conta Anderson Pinheiro, gerente de operações. Mas Abada não era iniciante: ele já estava na área gastronômica há 15 anos. Unindo inspiração e conhecimento técnico, o novo projeto logo se transformou em um negócio bem-sucedido. Hoje, já são nove restaurantes. Um dos cuidados é adaptar o cardápio ao paladar do público. “Usamos pouca pimenta na elaboração dos pratos. O intuito não é arder, mas sim destacar os ingredientes que estão nas receitas e dar um toque levemente picante”, diz Anderson.

Se a novela trouxe um tema à tona, é preciso pesquisar antes de resolver abrir um restaurante neste embalo. Será que o projeto tem fôlego para continuar depois do fim da moda?

Diferencial É preciso oferecer serviços que a concorrência não tem – o que não significa necessariamente um preço menor. O restaurante pode cobrar mais caro se oferecer produtos de melhor qualidade, por exemplo

Giro É preciso avaliar se o ponto, a cidade e principalmente o tipo de comida servido têm giro comercial. Certifique-se de que na região haja demanda para que a casa não fique cheia apenas enquanto é novidade

Não radicalizar no paladar Manter-se fiel ao conceito é essencial, mas é preciso adaptar as receitas ao paladar do público. Um restaurante indiano, por exemplo, precisa pensar nos temperos que não são comuns aqui e eventualmente fazer trocas

Fontes: Luiz Eduardo Camargo, diretor do Grupo Pesto, e Paulo Cioffi, da Cioffi Gastronômica

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Ponto de Vista

Finalmente o Cadastro Positivo chegou: conheça-o Por Fernando Manfio*

Sustentabilidade é garantir hoje a qualidade do meio ambiente, da vida e gastar apenas o que for necessário para as gerações presentes

*Fernando Manfio é presidente da GoOn – evolução em Gestão de Riscos

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No início desse mês, a Presidência sancionou, após várias décadas de espera, um dispositivo que certamente irá revolucionar as relações de consumo em nosso país. Trata-se do Cadastro Positivo – ou, como muitos ficaram conhecendo, o “cadastro de bons pagadores”. Para entendê-lo melhor, podemos pensar em um Cadastro Completo de Crédito, com as visões do comportamento “negativo” e “positivo” juntas, além de muitas outras informações que poderão ser agregadas com o tempo. O novo dispositivo representa uma oportunidade de se fazer crédito com mais conhecimento e inteligência do que já fazemos - aliás, até com muita sabedoria, se considerarmos que não pudemos contar com ele até então. Com isso, precisamos nos preparar e entender exatamente como trabalhar com estas informações, para que não nos frustremos em um curto espaço de tempo. Afinal, na mídia, vemos profissionais falando de baixa de juros, aumento de aprovação, entre outros fatores. Resumindo: um “mundo de soluções cor-de-rosa” que, na realidade, não existirá tão cedo. São até possíveis, porém a médio e longo prazo.

Além dessas questões, outra dúvida recorrente do empreendedor sobre o Cadastro Positivo é: qual o verdadeiro benefício para a minha empresa? Quanto a isso, podemos afirmar que, com certeza, o dispositivo deverá enriquecê-lo de informações sobre os clientes, permitindo conhecê-los melhor e, com isso, buscar sempre a melhor forma de atendê-los. Também se iniciará um movimento de construção de uma nova cultura completamente diferente no país, seja dos consumidores, seja das instituições. Mediante esse cenário, é inquestionável o fato de que precisaremos ousar mais e não temer a transparência e o compartilhamento de informações. A lei existe, mas precisa ser entendida – e depois praticada! Teremos um tempo de aprendizado nessa cultura, na forma como utilizar as informações e para o “preenchimento” desse cadastro. Ou melhor: desses cadastros, que serão oferecidos por diversas instituições e precisam ser “populados” em quantidade de consumidores e qualidade de dados, para posteriormente serem transformados em informações “positivas”. Estas, por sua vez, precisam ser organizadas e incluídas nos modelos de decisão de cada instituição. Tarefa nada rápida. Em suma: apesar dos percalços, podemos seguramente afirmar que é com alegria que assistiremos a mais essa evolução da inteligência em crédito. Vamos em frente!

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Receita de Sucesso

Fatias de doçura Amor aos Pedaços investe em inovação constante e gestão competente para adoçar a vida dos consumidores Por Mariana Soares Fotos Marinheiro Manso

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Referência quando se fala em doçaria, a Amor aos Pedaços começou por conta de uma lacuna do mercado. Há 29 anos, a então professora de piano Ivani Calerazi tinha um desejo: encontrar na cidade de São Paulo um local que vendesse doces artesanais em porções individuais, do tamanho de sua gula. “Só era possível comprar a peça inteira e não havia variedade. Bolo, por exemplo, era floresta negra para aniversário e algum mais simples para o dia a dia. Brigadeiro, apenas em festas e no formato tradicional”, lembra. Da necessidade, aliada ao sonho de ter um negócio, em 1982 surgiu a rede de doçarias Amor aos Pedaços, na badalada região paulistana dos Jardins. Atualmente, são em média 16 toneladas de bolos vendidos todos os meses. Mas o início – como em todas as novidades do mercado – não foi fácil. Poucas pessoas conheciam sabores como mousse de chocolate, pavê de nozes ou bicho de pé [que Ivani inventou para a festa de aniversário do filho e depois patenteou]. “Tive de dar muito doce de graça para conquistar cliente”, conta a empresária. Após dois anos, a ideia vingou. E, com a chegada da sócia Silvana Marmonti e a parceria do marido, Ivani abriu a segunda loja e o embrião de sua fábrica de delícias, na zona sul paulistana.

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Inovar para crescer Percebemos que já não dávamos conta de atender a clientela de forma individualizada, como faço questão, e ao mesmo tempo cuidar da fábrica Ivani Calerazi, proprietária do Amor aos Pedaços

O trio chegou a ter 13 lojas próprias, todas em São Paulo. Porém, em 1989, foi preciso mudar para ir em frente. “Percebemos que já não dávamos conta de atender a clientela de forma individualizada, como faço questão, e ao mesmo tempo cuidar da fábrica. Inventamos então um modelo de franquia”, revela Ivani, completando que modificar o negócio foi como começar do zero novamente. Mas ela não se arrepende. “Esse foi um dos nossos grandes acertos. Até hoje, escolhemos a dedo para onde vamos e quem será nosso franqueado, pois é preciso que ele seja apaixonado pela ideia, como somos. Essa parceria é fundamental.” Além da capital, a rede atualmente está em oito cidades paulistas, além de Minas Gerais, Paraná, Bahia, Maranhão, Espírito Santo e Distrito Federal. Até o fim do ano, a meta é abrir pelo menos outras dez lojas. “Atualmente, temos 57 lojas. Até 2016, queremos estar com 150 unidades abertas”, conta Ricardo Miragaia, diretor-financeiro da empresa. Entre os principais focos de expansão, estão o Nordeste e o Centro-Oeste. Há uma década isso seria praticamente impossível, já que todos os produtos são feitos na fábrica paulistana. “Com o sistema de embalagem que adotamos, dá para manter a validade e a qualidade dos bolos já assados, prontos para enfeitar e vender, por um mês. Antes, o prazo era quatro

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Receita de Sucesso dias. Como os produtos são transportados por caminhões, seria inviável abrir uma loja muito distante de São Paulo, já que para alguns locais o trajeto pode levar até sete dias”, explica a engenheira de alimentos Tania Nakajima, uma das funcionárias mais antigas da casa. Há três anos, a empresa desenvolveu, a partir de testes com embalagens de atmosfera modificada, uma tecnologia especial para conservar as massas de seus bolos já assados. Essa técnica tira o oxigênio do interior da embalagem e, em seguida, injeta uma mistura de nitrogênio e gás carbônico que conserva o alimento intacto (pois as bactérias não têm como se desenvolver naquele ambiente). E o que é melhor: isso não aumentou muito o custo dos produtos. “A preocupação com a qualidade do que o cliente encontrará faz com que os desafios sejam enfrentados. Esse respeito fez com que não se perdesse o poder de venda.”

Ivani na fábrica da Amor aos Pedaços, na zona sul de São Paulo

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A doçaria em números

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Toneladas de bolo de diversos sabores são vendidos todos os meses nas redes da loja Foi o ano de abertura da primeira loja na rua da Consolação, nos Jardins (área nobre da capital paulista)

Quilos do bolo de brigadeiro - ou 6,6 toneladas – são vendidos por mês. É o sabor mais procurado

Mil foi o investimento inicial

Colaboradores trabalhavam na primeira loja Foi a quantidade de lojas que os três sócios chegaram a ter antes de abrir o esquema de franquias

É o número de lojas da rede atualmente

Estabelecimentos a marca pretende ter em funcionamento em até cinco anos

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Países em que foram abertas lojas da marca, além do Brasil: Estados Unidos e Portugal

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Produção de salgados

Processo de armazenamento dos doces

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É a média atual de profissionais de toda a rede É a área, em metros quadrados, da fábrica de onde saem todas as receitas vendidas

Mil é o valor mínimo, em reais, para abrir uma franquia da marca (com taxa de franquia, projeto arquitetônico e obra, veículo utilitário, equipamentos e abertura de empresa; sem valor do ponto, taxas de franquia e de propaganda)

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Os acabamentos são feitos artesanalmente

Tania Nakajima, engenheira de alimentos, Ivani e Regina Nogueira, gestora de marketing

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Receita de Sucesso

A versatilidade da fruta é impressionante Ivani Calerazi, proprietária do Amor aos Pedaços

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Festival do morango Realizado há 28 anos, a ideia se tornou um dos maiores trunfos da loja O sucesso da rede se confunde com o de uma das principais sacadas de sua fundadora: o Festival do Morango. Aproveitando o período de safra no Brasil (de junho a outubro), Ivani decidiu explorar o potencial da fruta no preparo de doces. “A Amor aos Pedaços só tinha um ano quando surgiu o festival. Até então, não se tinha costume de mergulhar, por exemplo, morango em chocolate. A versatilidade da fruta é impressionante.” Após 28 festivais anuais, a empresária conta que o maior desafio é criar novas receitas. “Quando o evento se aproxima, entro em crise. Penso que já fizemos tudo o que era possível”, brinca. Mas não é bem assim. Neste ano, o cardápio traz 30 opções de guloseimas – todas, é claro, usando morango como matéria-prima. Para atender uma clientela cada vez mais exigente, há até doces sem glúten (como o merengue) e sem açúcar (como o bolo sensação de coco com morango). A cada mês de festival, são usadas 40 toneladas da fruta. Ivani revela que a inspiração vem de fontes diversas; uma delas é seu álbum de fotos da infância. “Quando revi uma imagem do meu baile de debutante, encantei-me com meu pai muito elegante, usando smoking e uma flor vermelha na lapela. Resolvi homenageá-lo com uma receita que tivesse as cores do seu traje e, assim, surgiu o Bolo de Gala [feito com camadas de bolo de chocolate e massa biscuit recheados com creme de trufa branca e morango e cobertos com marshmallow, creme de trufa negra e morangos].”

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Chá das Cinco

Adeus, sacolinha Veja o que muda com a lei que vai banir dos supermercados as sacolas plásticas, consideradas por muitos inimigas do ambiente

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Por Marina Feliciano

Em maio deste ano, virou lei o que já era há tempos uma campanha em muitos supermercados e um pedido dos defensores do meio ambiente: o fim da venda e da distribuição de sacolas plásticas nos supermercados e nos centros comerciais da cidade de São Paulo. A cidade passa a ser a segunda a adotar a medida – Belo Horizonte foi a primeira. Enquanto a capital mineira teve três anos para se adaptar, São Paulo terá pouco menos de um ano – a Lei entra em vigor em 1º de janeiro de 2012. Neste meio tempo, afirma João Sanzovo, diretor de sustentabilidade da Apas (Associação Paulista de Supermercados), as sacolinhas plásticas serão retiradas gradativamente de circulação, com campanhas que vão incentivar o uso das embalagens retornáveis. “O Ministério do Meio Ambiente fez um estudo e comprovou que 75% da sociedade quer o fim das sacolas plásticas descartáveis. Esta também é uma percepção dos supermercados, que atuam muito próximos da população. Para reforçar as iniciativas da Apas, é importante lembrar que está sendo regulamentada no Congresso a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que vai revolucionar o comportamento da sociedade sobre o descarte”, diz. Em entrevista exclusiva à Ticket e Negócios, João Sanzovo fala sobre a nova lei e os benefícios que ela trará. Entre eles, a redução de gastos com o fim da produção de sacolinhas plásticas, que refletirá nos preços para o consumidor. Ou seja, além da natureza, o bolso também agradece.

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Os benefícios para o ambiente serão muito grandes. Acredito que, aos poucos, toda a sociedade vai perceber isso João Sanzovo

Ticket & Negócios - Como a associação encarou essa mudança na lei das sacolas plásticas? João Sanzovo - Pela proximidade com a população e por estar em sintonia com o consumidor final, a Apas vem percebendo o crescimento das demandas por ações que preservem o meio ambiente. Nós participamos desse movimento pelo fim das sacolas plásticas descartáveis desde o início. Por isso, encaramos o assunto com muita naturalidade. Em maio, a entidade assinou um protocolo de colaboração com o governo paulista para acabar com a distribuição de sacolas plásticas a partir de 2012. Em 2010, desenvolvemos com sucesso um projeto-piloto em Jundiaí, com a adesão de 95% da população. Mais de 80 toneladas de sacolas plásticas deixaram de ser enviadas mensalmente aos aterros sanitários da cidade. T.N. - De que maneira os estabelecimentos devem se preparar para quando a mudança entrar em vigor? J.S. - Temos um cronograma de atividades para a mudança. Já distribuímos cartazes para serem fixados em locais visíveis nas lojas, e vamos disponibilizar sacolas reutilizáveis para venda, além de caixas de papelão recebidas dos fornecedores. T.N. - O consumidor pode esperar que, gradativamente, as sacolinhas desapareçam? J.S. – Sim, esta é a tendência. O mundo todo está atento às questões ambientais, e sabemos que precisamos por fim à cultura do descarte. As sacolas plásticas demoram centenas de anos para se decompor; ficam no ambiente, causando danos.

T.N. - Em termos de custos, a mudança ajuda os supermercados? J.S. - As sacolas plásticas descartáveis fazem parte da planilha de custos dos supermercados e, ao deixarem de existir, esse item sairá da planilha. Os gastos serão menores, e isso será repassado para os preços dos produtos. T.N. - Os estabelecimentos terão de vender sacolas reutilizáveis? J.S. - Sim. Os supermercados já têm sacolas reutilizáveis para vender. Acredito que irão aumentar a oferta a partir de agora. T.N. - O que muda na vida do consumidor com essa nova postura? J.S. - O consumidor, naturalmente, terá de se adaptar e levar sua sacola reutilizável ao supermercado, ou deixar no carro caixas de papelão ou de plástico para acomodar suas compras. T.N. - De que maneira os consumidores podem ajudar nessa transição? J.S. - Os benefícios para o ambiente serão muito grandes. Acredito que, aos poucos, toda a sociedade vai perceber isso. O consumidor ajudará mudando a rotina e desenvolvendo o hábito de levar sua sacola reutilizável sempre que for às compras.

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Marinheiro Manso

Ideias de Valor

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Bom negócio, e sem restrições

Investir em públicos com restrições alimentares pode trazer ótimos resultados para o estabelecimento

Os sorvetes da Soroko, feitos com leite de soja, conquistam os consumidores

Por Nina Dionísio

Que tal tomar um sorvete tão cremoso como qualquer outro, mas sem adição de leite? Ou ainda se deliciar com pratos da gastronomia franco-suíça, cheios de requinte e com nada de glúten? Há algum tempo, essas ideias pareciam impossíveis. Mas, para a alegria daqueles que têm de conviver com restrições alimentares, esse quadro está mudando. O mercado de restaurantes e a indústria brasileira têm se adaptado, ainda que aos poucos, para atender esse público consumidor e suas necessidades. Segundo o Ministério da Saúde, temos 6 milhões de diabéticos e mais de um milhão de celíacos (pessoas com intolerância ao glúten) no Brasil. Estima-se que 25% dos brasileiros tenham algum tipo de intolerância à lactose. Ou seja, se há deman-

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da, há espaço para um negócio lucrativo e socialmente inclusivo. Um exemplo é o restaurante Petit Château, em Curitiba (PR), que oferece diversas opções de refeições francesas e suíças aos celíacos. Apesar da sofisticação das culinárias, entre todos os pratos produzidos na casa, somente um não é servido a esse público. “Adaptamos todas as receitas que temos, tomando sempre cuidado para que os alimentos sem glúten não sejam misturados aos que têm, evitando a contaminação”, diz Andréa Kammers Pleti, nutricionista, chef e dona do estabelecimento. Contando com uma equipe treinada e uma cozinha que passou por adaptação, ela conta que criou o negócio, há quatro anos e meio, pensando em atender o público dito comum e também aqueles com restrição alimentar – até porque ela está nesse grupo. “Sou celíaca e, para abrir um restaurante, tinha de experimentar a comida, então era preciso fazer mudanças. E acho que ficaram muito boas, porque tem gente que come alguns pratos sem glúten, mesmo sem precisar, e adora o sabor”, explica.

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Incluir sem excluir Apesar do sucesso conseguido ao adaptar um cardápio tão específico, a chef conta que o público celíaco frequentador do local ainda é pequeno. “Como empresária, vejo que ainda não é possível fazer um negócio focando somente neles. Atendo todo mundo, caso contrário não teria lucro. Sinto que as pessoas parecem se incomodar quando sabem que tal lugar é para tal público. Talvez ainda não estejamos preparados para isso”, diz Andréa. De acordo com Maria Luisa Simioni, nutricionista e consultora especializada em Qualidade de Serviços e Lucratividade em Empresas de Alimentação, é cada vez mais vantajoso investir na adaptação de um restaurante para atender ao público com restrição alimentar. No entanto, é preciso ter certas preocupações em mente. “O empreendedor deve estudar o perfil

Sou celíaca e, para abrir um restaurante, tinha de experimentar a comida, então era preciso fazer mudanças Andréa Kammers Pleti, nutricionista e chef

do cliente, para que assim possa responder às suas exigências e oferecer algo a mais. Hoje, o que ganha mercado é o diferencial, e isso não quer dizer colocar uma placa na frente dizendo: ‘temos comida para celíaco ou diabético’. Aliás, essa atitude não ajuda em nada, só gera rejeição”, diz a especialista. “O importante é conseguir agradar todos os tipos de pessoas, o que pode ser feito com o auxílio de profissionais treinados, em um lugar bacana, com produtos de qualidade”. Segundo Maria Luisa, para superar expectativas é preciso, antes de tudo, melhorar o ‘diálogo’ entre cliente e empreendedor. Ter um bom trabalho de pesquisa antes das alterações no negócio vai ajudar a entender o que realmente está sendo demandado.

Acima, ambiente interno do Petit Château; nesta foto, a fachada do restaurante

O empresário Anatole Soroko, dono da Sorveteria Soroko, localizada na região central de São Paulo, conhece bem o termo “ouvir o público”. Há dez anos, ele e sua esposa decidiram experimentar uma nova receita de sorvete, sem uso do leite, para atender aos pedidos dos frequentadores intolerantes à lactose. Optaram pela soja. E, desde então, tem sido um sucesso. “Descobrimos uma nova fatia de mercado e ainda deixamos felizes aqueles que tanto queriam nosso produto”, diz o sorveteiro. “Daí em diante, começamos a renovar, com mais sabores, e conquistamos também os veganos (pessoas que não consomem nenhum produto de origem animal).” De acordo com Anatole, os resultados das vendas de sabores com soja já são significativos nos negócios da empresa. “Hoje em dia, eles correspondem a 33% do que faturamos, além de nos render um bom relacionamento com os clientes. É um público lucrativo e muito fiel. Ficamos contentes com isso”, conta.

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Descoberta em tempos de recessão, a fondue se tornou um dos pratos preferidos do inverno Por Mariana Soares

Com a queda das temperaturas, nada melhor que reunir os amigos para degustar a fondue, um dos pratos mais unânimes do inverno. “Neste período, sentimos necessidade de consumir alimentos com maior teor de gordura, como queijos e carnes, e os carboidratos, caso do chocolate”, conta a professora de gastronomia Michele Coelho Novembre, do Senac de Águas de São Pedro. As versões mais populares são justamente as que levam estes ingredientes: carne, queijo e chocolate, no caso da fondue doce. Prato típico da Suíça – país que leva a fama de criador da iguaria original, de queijo –, a fondue (palavra que, em português, significa “fundido”) tornou-se rapidamente popular em países vizinhos como França e Alemanha, e chegou ao Brasil com os imigrantes europeus da segunda metade do século 20. Sua criação, aliás, está relacionada à 2ª Guerra Mundial. Historiadores contam que a fondue surgiu a partir da dificuldade da população em sair de casa para comprar alimentos, principalmente no inverno. Na tentativa de conservar o queijo que produziam por mais tempo, derretendo-o e misturando-o com álcool, fizeram a deliciosa descoberta. Embora hoje seja possível degustar por aqui até mesmo fondue de camarão e outros frutos do mar, em seu país de origem chega a ser pecado quebrar algumas regras. A principal delas diz que apenas vinho pode ser servido para acompanhar uma fondue – outras bebidas não são permitidas. Já na França, conta a professora do Senac, a tradição é outra. “Em vez de pães, as opções mais comuns para se mergulhar na fondue de queijo são batata assada, picles e embutidos, como presunto.” Há também muito folclore relacionado à sua degustação. O mais divertido prega que, quem deixar cair o pedaço de pão no réchaud (panela específica) da fondue, deve pagar a conta da comilança.

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Tecnologia

Por Luc Sampaio

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Mais que um localizador Foursquare pode ser usado por estabelecimentos para atrair, fidelizar e conhecer melhor os consumidores

Fique

Por Renata Cavalcante Fotos Luc de Sampaio

“O senhor já fez seu check-in?” A pergunta veio do garçom de um pequeno restaurante na zona sul de São Paulo e espantou Mario Faria, professor de Marketing e Estratégia da Universidade Anhembi-Morumbi. “Não esperava que o estabelecimento tivesse essa tecnologia ou que o funcionário soubesse o que é isso”, conta. Ele se referia ao Foursquare, serviço que acumula as funções de geolocalização e rede social, tem quase meio milhão de locais cadastrados em todo o mundo (veja box) e é uma ótima ferramenta para estabelecimentos de vários países, inclusive o Brasil. Segundo Faria, os serviços de localização devem movimentar cerca de US$ 50 bilhões no mercado mundial em 2012. A expressividade desta cifra indica que a ideia pode – e deve – ser aproveitada por quem deseja interagir com seus clientes de forma diferente. O melhor de tudo: o Foursquare é gratuito. “Os estabelecimentos que ainda não trabalham com esta tecnologia devem começar a experimentar o quanto antes”, afirma.

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Simplicidade que dá certo Há cerca de um ano, o Jacobina Bar, em Curitiba (PR), começou a usar o Foursquare com uma promoção simples, que continua em vigor: a cada cinco check-ins, o cliente ganha um brownie. “Pode parecer nada de mais, mas nós vemos como os ganhadores ficam satisfeitos por interagirem conosco”, afirma o sócio Juca Esmanhoto. Ele conta que o Jacobina é adepto do Foursquare exatamente porque parece mais um canal de relacionamento que uma campanha de marketing. “O Foursquare também nos ajuda a conhecer melhor nossos consumidores, e isso o diferencia de outras redes.” O sócio lembra um caso curioso. Juca chegou ao restaurante um dia e foi cumprimentar uma conhecida, que estava acompanhada por um amigo. Depois, foi para o escritório, acessou o Foursquare e viu que o rapaz havia dado check-in no local. “Pelo Twitter, passei então uma mensagem para ele de boas-vindas.” São essas pequenas atitudes que fazem com que o cliente se sinta valorizado. Por causa do sucesso da ferramenta, Juca quer ampliar e dinamizar o uso do Foursquare. “Vamos pensar em brincadeiras diferentes para o futuro. Esse aspecto lúdico é muito legal, e é algo que queremos explorar, por exemplo, criando um badge (distintivo) do Jacobina”, conta.

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Para Eric Messa, professor e coordenador do curso de Mídias Sociais da Faculdade de Comunicação e Marketing da FAAP, o uso no Brasil crescerá na medida em que aumenta o número de smartphones e acesso móvel à internet. Mesmo assim, o especialista acredita que o Foursquare é um ótimo canal de relacionamento, já que, além das ofertas comerciais, pode servir também como fonte informal de pesquisa. “Observar os comentários na página do estabelecimento é uma ótima maneira de identificar a opinião dos clientes.” As versões mais recentes do aplicativo contam com uma ferramenta analítica. Com ela, é possível identificar o perfil de quem faz check-in no lugar e, de acordo com esses dados, uma empresa pode criar novas ações ou adaptar as já existentes para seu público. Mário Faria ressalta a importância desta função para enxergar com mais clareza a realidade do cliente. “Às vezes, os empresários realizam ações que não casam com o perfil dos usuários. É importante criar formas eficazes de fidelização e estudar os hábitos de consumo.”

Fique mais perto Quem ainda não conhece o Foursquare e quer começar a usá-lo pode seguir os passos recomendados por Faria: “primeiro, é preciso testar a ferramenta, para conhecê-la, e, em seguida, pensar em promoções e campanhas para os clientes. Quando tiver o domínio de tudo que a tecnologia oferece, é possível ver o seu grande potencial de utilidade”. Vale destacar que as empresas podem desenvolver seus próprios aplicativos para o programa, que funciona em iPhone e celulares como Blackberry e os que têm sistema Android. Faria sugere: “por que não investir em uma plataforma de delivery integrada ao Foursquare?”. Para concluir, Eric Messa diz que é importante ter sempre em mente a importância da internet como espaço de relacionamento e valorização dos consumidores. “Hoje em dia, prevalece a marca que sabe construir uma relação próxima com seus clientes.”

Juca Esmanhoto, sócio-proprietário do Jacobina Bar

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Ainda não conhece o Foursquare? - A ferramenta foi criada na cidade de Nova York, nos Estados Unidos, em 2009 - Os usuários dão check-in nos lugares em que chegam pelo celular; assim suas redes de contatos sabem onde eles estão - O usuário que tiver maior número de check-ins em um lugar se torna o “Mayor” (prefeito do local) - É possível deixar comentários na página de um estabelecimento - Os usuários acumulam pontos e ganham distintivos variados à medida que vão usando a ferramenta - Só no ano passado, o Foursquare cresceu 3.400% - No último mês de junho, ultrapassou os dez milhões de usuários do mundo. No Brasil, ainda não há dados oficiais atualizados, mas sites especializados estimam em mais de 500 mil usuários - Para concorrer com o Foursquare, foram lançados o Facebook Places, em 2011, e uma função de check-in do Google Latitude

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Tradicional nos restaurantes às segundas-feiras, virado à paulista pode ser feito em casa com facilidade

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Por Marina Feliciano Fotos Marinheiro Manso

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À frente da cozinha do centenário restaurante Ao Guanabara, um dos mais tradicionais de São Paulo, Francisco Nogueira de Sousa, 55, sabe bem a importância do prato em seu cardápio. Como pede a tradição, o virado é o prato das segundas na casa, que foi aberta em 1910 e já recebeu em suas mesas nomes como Getúlio Vargas e Santos Dumont. Com o “know-how” de quem trabalha há 30 anos no local, é taxativo quanto ao segredo para se preparar um bom virado. “O feijão é o mais importante. Se o tutu estiver bem feito, o virado vai ficar bom.” De resto, não tem mistério. É fazer a banana à milanesa e fritar linguiça, o ovo, a bisteca e o torresmo. “É bom fazer um arroz soltinho e colocar no prato de um jeito bonito. Não tem como ficar ruim”, sentencia.

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Fala, Sebrae

A importância

de manter uma

equipe motivada Por Ana Maria Magni Coelho*

É preciso inspirar as pessoas a darem o melhor de si, a assumir riscos, a pensar de forma empreendedora e a libertar o potencial que possuem

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O sucesso de qualquer empreendimento depende de uma equipe motivada. Afinal pessoas com baixo - astral trazem baixos resultados. Funcionários que “vestem a camisa” da empresa e se empenham para ver seu crescimento são essenciais para qualquer negócio. Por isso, os empreendedores devem sempre se preocupar com o ambiente de trabalho. Entender as razões da possível desmotivação, saná-las e evitar que esse problema volte e se dissemine para outros funcionários pode parecer complicado. No entanto, é o melhor caminho para garantir a produtividade da sua empresa. Motivação é consequência, e não causa. Para mantê-la, o empregador ou o líder tem de se dedicar profundamente à sua equipe. Ninguém fica motivado por razões que sejam dos outros. É preciso inspirar as pessoas a darem o melhor de si, a assumir riscos, a pensar de forma empreendedora e a libertar o potencial que possuem.

Nem sempre o salário é a principal variável para isso. A motivação está intimamente ligada aos significados e valores pessoais dos indivíduos. É um fenômeno interno, não externo, e varia de acordo com as percepções e interesses de cada um. Para manter uma equipe trabalhando afinada, o líder precisa conhecer bem seus funcionários a fim de construir e oferecer significados reais a eles. O ambiente de trabalho, a falta de perspectivas de carreira ou de reconhecimento, processos mal estruturados e problemas de relacionamento com colegas ou superiores são apenas alguns fatores que desmotivam um funcionário. Nas empresas, esta falta de ânimo pode levar a diversos problemas, como o absenteísmo, a alta rotatividade e, consequentemente, o não cumprimento das metas estabelecidas. Algumas medidas, como qualidade de vida, liderança transformadora, planos de carreira e remuneração compatível com o mercado poderão ajudar a adequar o ambiente de trabalho e criar perspectiva de crescimento na empresa. Os funcionários podem ficar mais motivados e, consequentemente, produtivos. * Ana Maria Magni Coelho é consultora do Sebrae-SP

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Consultoria

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Com espaço e boa comida, Terraço Nobre quer conquistar ainda mais consumidores

Procuram-se novos clientes Restaurante em São Paulo busca ideias para aumentar o movimento na hora do almoço Por Renata Cavalcante

Fotos Marinheiro Manso

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O Terraço Nobre é um espaço que merece destaque em sua região. Há 16 anos, Sidney Grigio abriu o restaurante no primeiro andar do emblemático edifício Eiffel, na praça da República, região central de São Paulo. Com 240 lugares distribuídos em 980 m², o terraço conta com uma charmosa área externa, com mesas entre pequenas árvores e pés de temperos. Diariamente, o estabelecimento oferece 30 opções de pratos no buffet por quilo e atende mais de 400 clientes. No entanto, o sócio-proprietário pretende aumentar o movimento durante o almoço em 30%. “Nós oferecemos convênios às empresas da região, e é daí que vem a maior parte da clientela. Mas gostaríamos de ir além e crescer ainda mais.”

Como atrair mais olhares Desde o último mês de abril, o Terraço Nobre conta com uma profissional encarregada de visitar mais empresas no bairro e conquistar novos conveniados. “Este trabalho resultou em um crescimento de 2% ao mês, mas ainda não é o que eu espero atingir”, conta Grigio. Fazer-se notar pelo público na região não é uma tarefa fácil, já que a panfletagem é proibida no centro e, como o Terraço Nobre fica no primeiro andar de uma galeria, não é visto por quem passa na rua.

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Uma opção para ser mais notado é aparecer nos jornais, revistas e internet. O restaurante já ganhou prêmios e obteve boas críticas na mídia, mas Grigio conta que não possui assessoria de imprensa: “acho que é um investimento muito alto para pouco retorno”. Marcelo Miyashita, consultor de marketing e professor da Faculdade Cásper Líbero, discorda. Para ele, ter um bom relacionamento com a imprensa é necessário para quem deseja ser lembrado. “Isso acontece quando o restaurante tem predicados diferenciadores, e nesses casos, um assessor com material relevante em mãos faz bem essa ponte.” O Terraço Nobre possui como diferencial um rigoroso controle de qualidade. Todos os alimentados servidos, armazenados e manipulados são constantemente analisados, e os laudos que atestam a excelência de qualidade ficam expostos nas paredes do restaurante. Para Miyashita, isso é fundamental: “não basta ser, é preciso demonstrar. A cozinha e os funcionários devem ser impecáveis, para que a qualidade seja visível”.

Sucesso no boca a boca A comunicação e o ponto de venda são dois vetores de prospecção de novos clientes. Portanto, como o Terraço Nobre fica “escondido”, o caminho é focar em outras frentes, como ações promocionais para fidelizar os frequentadores assíduos e fazer com que eles passem essa informação adiante. “Para isso, o primeiro passo é identificar o tíquete e a frequência média dos clientes, e com base nestes indicadores criar promoções, ações de relacionamento e marketing direto”, explica Miyashita. Para se aproximar do cliente desta forma, é necessário cadastrar uma base de dados, com contatos pessoais, como e-mail. Miyashita sugere: “crie uma promoção e ofereça algo em troca pelo cadastro – uma sobremesa, por exemplo”. Com base nestes dados, é possível ainda monitorar o consumo. O especialista recomenda a criação de ferramentas como um cartão de fidelidade, que ofereça vantagens aos usuários. “Isso ajuda os clientes a se lembrarem do restaurante”, completa. Embora ressalte a importância de prospectar novos clientes, o consultor acredita que, assim como os convênios empresariais comuns no Terraço Nobre, a prospecção é apenas uma fatia do bolo. “A base de um negócio não deve estar em uma coisa só, e sim em um conjunto de decisões e ações que envolvem todas as áreas do negócio: de compras até vendas, de pessoas a serviços.” Para completar, Miyashita lembra que é preciso analisar quaisquer perspectivas com realismo. “Com ações táticas, é possível garantir o crescimento orgânico do negócio. Porém, crescimento exponencial é algo que só se atinge com revisões no plano de negócios.”

Mais uma oportunidade de crescimento Além do serviço de restaurante por quilo, o Terraço Nobre possui um auditório para eventos, que recebe turmas de empresas e fornece o serviço de buffet do evento. Miyashita acha a ideia interessante, e afirma que quem oferece um portfólio de serviços ampliado abre mais sua perspectiva de negócios. “É preciso ter em mente que cliente não compra empresa, e sim o que a empresa fornece a ele.” O custo fixo de um ponto de venda é alto. Por isso é importante otimizar o espaço – ainda mais em um estabelecimento do tamanho do Terraço Nobre. “Quanto mais o empreendedor souber ativar serviços complementares, mais oportunidades de consumo será capaz de disponibilizar.”

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Fique por Dentro

Culinária internacional

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O franco-brasileiro Antônio Goulart está lançando “Chefs e Châteaux”, uma obra que reúne curiosidades sobre a enogastronomia internacional. O livro reúne fotos, receitas e dicas de vinhos, fruto das viagens do autor pela Europa. Ele apresenta receitas desenvolvidas por grandes nomes da culinária mundial e retrata sua experiência em alguns dos principais châteaux do mundo. “Chefs e Châteaux” pode ser adquirido nas livrarias.

Apresentação impecável O visual de um prato é parte importantíssima de sua degustação. Com fotos e ilustrações, o livro “Segredos da Apresentação de Pratos – Food Styling” (Ed. Nobel), de Cara Hobday e Jo Denbury, dá dicas que vão da escolha da louça até os ingredientes necessários. Os truques desvendados no livro ensinam a realizar um trabalho mais fácil de acabamento profissional, com técnicas usadas por chefs nos melhores restaurantes do mundo. Para mais informações, acesse www.editoranobel.com.br.

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Comida de boteco

Sabores da Itália

Quem quer aprender um pouco mais sobre os aperitivos e porções dos bares brasileiros deve procurar o curso “Comida de Botequim”, oferecido pelo Senac-SP nas unidades Aclimação e Penha. Em uma carga horária de nove horas, é possível desvendar o preparo de receitas tradicionais e contemporâneas, como frango à passarinho, bolinho de bacalhau e escondidinho de carne seca. O investimento necessário é de R$ 289. Informações no site www.sp.senac.br ou pelo telefone 0800 883-2000.

Entre as atrações do III Festival Gastronômico de Campinas (a 93 km de SP), um dos destaques é a Cozinha Show Prática, com o chef italiano Mário Sobbia, entre os dias 15 de julho e 7 de agosto. O evento é destinado a profissionais e estudantes de gastronomia, hotelaria, turismo e nutrição. Temas como Antepastos, Primeiros Pratos, Carnes e Peixes e Doces serão abordados. Todos os cursos são gratuitos. As inscrições podem ser feitas pelo telefone (0/xx/19) 3232-5444.

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Saindo do Forno

Imagens reprodução

A Linha Premium da Camil traz cinco tipos de arroz especiais, para levar a alta gastronomia a todas as mesas do Brasil. O Arroz Preto vai bem com peixes, frutos do mar, carne de cordeiro e de pato. Já o Selvagem é recomendado para acompanhar carnes defumadas ou de caça, peixes e pode ser servido até como cereal, com frutas e mel. O Arroz Vermelho acompanha pratos da culinária nordestina. Culinária Italiana é o arroz canarole, perfeito para risotos, e o Basmati combina com grãos, vegetais, camarões, cordeiro ou frango. Os cinco produtos estão disponíveis em embalagens de 250 g, 500 g e 1 kg.

Soja refrescante Sufresh Soyos é a única linha de bebidas feita com soja integral no Brasil. São nove sabores que não apresentam o odor e o sabor residual comuns neste tipo de produto, e substituem a linha anterior, Sufresh Soja. O consumidor pode encontrar a novidade em embalagens de 200 ml, com desenhos da Turma da Mônica, ou de um litro, nos sabores Abacaxi e Limão, Laranja e Cenoura, Maçã, Mamão e Acerola, Manga e Coco, Maracujá, Morango, Pêssego e Uva.

Fotos Divulgação

Arroz para todos os gostos

Além da mortadela A Ceratti, famosa pela sua tradicional mortadela, desenvolveu uma linha de frios especiais, feitos com peito de frango, para deixar sanduíches, pratos light e petiscos mais saborosos e saudáveis. São três novidades: Presunto de Frango, Presunto de Frango com Tomate Seco e Presunto de Frango com Azeitonas, todos com baixo teor de sódio e 1% de gordura. Os produtos são comercializados em embalagens de 1,5 kg.

Bebida sempre gelada O novo refrigerador da Metalfrio, o VB26, foi criado especialmente para estabelecimentos com espaço reduzido. O equipamento tem capacidade de 288 litros e armazena até 240 latas de 350 ml em temperaturas entre 2ºC e 8ºC, para manter água, sucos e refrigerantes nas condições ideais para o consumo. O refrigerador conta com sistema frost free, prateleiras reguláveis, vidro antiembaçante, base removível, porta com fechamento automático e trava de carga.

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