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Publicação Mensal | ABRIL 2012 | Edição 02/Ano 01

Agrishow

Vem aí a maior feira de tecnologia da América Latina

Agro Agenda

19ª Fenasoja, Zootec e Bio Brazil Fair Agro perfil Celso Casale reivindica financiamento para o médio produtor

Stefan Mihailov, diretor geral da Phibro Animal Health Corporation

Agro ENTREVISTA

Executivo da Phibro diz que a empresa aposta no Brasil

Agro Guia | Março 2012

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Índice

Agro Agenda

Agro Eventos

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(11) 3063.1899 / Al. Itu. 1063 - 2° andar CEP: 01421-001 - Jardins - São Paulo/SP www.publique.com | publique@publique.com

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PRESIDENTE E FUNDADOR: Carlos Alberto da Silva.

Editor-Chefe Carlos Alberto da Silva - MTB 20.330

Agro Entrevista

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Redação Béth Mélo - beth@publique.com

André Casagrande - andre@publique.com Paulo Roque - pauloroque@publique.com

Colaborador Nathã Carvalho Apoio Comercial Carlos Alberto da Silva

Agro Agricultura

Projeto Editorial Gutche Alborgheti

Vinicius Gallo Balsys Humberto Ogawa Juliana Vizzáccaro

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Diagramação e Edição Humberto Ogawa de Imagens Capa Foto de Carlão da Publique

Agro Pecuária

Agro Produtor

38 Twitter @GRUPOPUBLIQUE Facebook facebook.com/gpublique Slideshare slideshare.net/grupopublique You Tube youtube.com/GrupoPublique

40

PARA ANUNCIAR NO GUIA Agro Educação

Gerente Comercial Marcela Marchi marcela.marchi@grupofolha.com.br (011) 3225-4546

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Contato Comercial Larissa Ayumi Yokomizo larissa.yokomizo@grupofolha.com.br (11) 3224-4545 Informe Agro Econômico

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Representante Comercial Sonia Maciel soniamaciel@novojeito.net Mirian Domingues miriandomingues@novojeito.net tel: (11) 3021-1644

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Agro Guia | Abril 2012

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Agro Agenda

Próximo Eventos AgroGuia – Abril/Maio 2012 7518 - www.cbna. com.br

Até 6/5 19ª Fenasoja (Feira Nacional da Soja) – Parque de

8 a 12/5 Agrotins (Feira de Tecnologia Agropecuária)

Exposições, Santa Rosa, (RS), tel. (55) 3512-6866 - www. fenasoja.com.br

Até 10/5 78ª ExpoZebu –

Parque Fernando Costa, Uberaba, (MG), tel. (34) 3319-3900 - www. expozebu.com.br

30/4 a 4/5 Agrishow 2012 (19ª Feira Internacional de Tecnologia em Ação) – Pólo de

Desenvolvimento Tecnológico dos Agronegócios do Centro – Leste, Ribeirão Preto (SP), tel. (11) 3060-5000 - www.agrishow. com.br

1º a 4/5 23º Congresso Brasileiro de Ciência e Tecnologia de Alimentos – Centro de Convenções Uniccamp, Campinas (SP), tel. (19) 3014-0148 - www.cbta.com.br 6

2 a 5/5 24ª Fenovinos (Feira Nacional dos Ovinos)

– Parque de Exposições Visconde Ribeiro Magalhães, Bagé (RS), tel. (53) 3242-6130 - www. arcovinos.com.br

4 a 20/5 20ª Fenakiwi

– Parque Cinquentenário, Farroupilha (RS), tel. (54) 3261-3460 - www.fenakiwi. com.br

8 e 9/5 CBNA Pet 2012 (4º Congresso Internacional e XI Simpósio Sobre Nutrição de Animais de Estimação) – Centro de Convenções Frei Caneca, São Paulo (SP), tel. (19) 3232-

– Centro Agrotecnológico, Palmas (TO), tel. (63) 3218-2136 - www. agrotins.to.gov.br

9 e 10/5 19º Seminário Internacional do Café – Sofitel

Jequitimar, Guarujá (SP), tel. (13) 32128200 - www.acs. org.br

9 e 10/5 Seminário Internacional:  Outra economia, outro desenvolvimento, outra cooperação: a sociedade civil rumo à Rio+20/ Cúpula dos Povos – Hotel Rondônia Palace, Rio de Janeiro (RJ), tel. (11) 3237-2122 - www. abong.org.br

9 a 13/5 Exporriso 2012 – Parque do Centro de Tradições


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Agro Agenda

Gaúchas, Sorriso (MT) - www. exporriso.com.br

15 e 16/5 Tecnolat –

Aspectos de Qualidade na produção de Lácteos – Ital (Instituto de Tecnologia de Alimentos), Campinas (SP), tel. (19) 3743-1758 www.ital.sp.gov.br

9/5 a 11/5 4ª Feira da Floresta

– Serra Park, Gramado (RS), tel. (51) 3581-4117 www.feiradafloresta. 15 a 18/5 com.br 7º Sinsui 13/5

Mega Leilão Estância Bahia,

Britânia (MT), 66) 3468-6600, www. estanciabahia. com.br

13 a 18/5 Zootec 2012 –

Centro de Eventos Pantanal, Cuiabá (MT), tel. (65) 3615-8322 - www. zootec.org.br 15 a 19/5

Agrobrasília 2012 – e Brasília

(DF), tel.(61) 33396516 / 6500, www. agrobrasilia.com.br

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(Simpósio Internacional de Suinocultura)

– Salão de Atos da UFRGS, Porto Alegre (RS) - www. suinotec.com.br / www.faurgs.ufrgs.br

16 a 19/5 Agrovia 2012 (Feira de Negócios te Tecnologia Aplicada – Fazenda

São Paulo, Itapeva (SP), tel. (15) 35268042 - www. agroviasp.com.br 19/5

Mega Leilão Estância Bahia, Cuiabá (MT), tel. (66)

3468-6600, www. estanciabahia.com.br

22/5 a 27/5 Fenarroz (17ª Feira Nacional do Arroz) – Parque de Exposições Ivan Tavares, Cachoeira do Sul (RS), tel. (51) 3722-2425 - www. fenarroz.com.br

24/5 a 27/5 Bio Brazil Fair (8ª Feira Internacional de Produtos Orgânicos e Agroecologia)

– Parque do Ibirapuera, São Paulo (SP), tel, (11) 2226-3100 - www. biobrazilfair.com.br 22 e 23/5

Circuito Feicorte NFT 2012 –

Campo Grande (MS), tel. (11) 5067-6770 - www. agrocentro.com.br/ circuitofeicorte

29/5 a 2/6 5ª Bahia Farm Show – Luís

Eduardo Magalhães (BA), tel. (77) 3063-8000 - www. bahiafarmshow. com.br/2012


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Agro Eventos/Destaques

Renda da Agrishow deve superar US$ 1,7 bi Feira de 2012 registra recordes no número de expositores e área de estandes

Agrishow

De 30 de abril a 4 de maio, a 19ª Agrishow (Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação) reunirá, no Pólo Regional de Desenvolvimento Tecnológico dos Agronegócios, em Ribeirão Preto (SP), empresas dos segmentos de máquinas e equipamentos agrícolas e de outros produtos e serviços voltados para a agropecuária. “Esta é a maior feira de todas. São mais de 210 mil metros quadrados de estandes, 786 expositores e 50 delegações estrangeiras”, enumera Maurílio Biagi, presidente da Agrishow 2012. Para ele, a feira uma festa do agronegócio brasileiro, a maior a céu aberto e uma das cinco maiores em faturamento no mundo, além de ser um ponto de encontro entre produtores, pesquisadores e empresas. “É nesse ambiente que as empresas realizam seus lançamentos e apresentam novas tecnologias.” José Danghesi, diretor da Agrishow, também comemora os recordes e destaca o acréscimo de 30 mil metros quadrados na área de estandes. Ele anuncia como uma das novidades o 1º Encontro de Prefeitos da Agrishow, na tarde do dia 30 de 10

abril. Também cita mais uma edição do Prêmio Gerdau Agrishow. A expectativa da Reed Exhibitions Alcantara Machado, organizadora do evento, é de receber 150 mil visitantes para conferir lançamentos de produtos e serviços e assistir as demonstrações de campo. A previsão de Biagi é de superar o faturamento do ano passado, que foi de R$ 1,75 bilhão. Ele lembra que a feira injeta na economia regional R$ 150 milhões. Este ano, a Agrishow está dividida em 10 setores diferentes, para facilitar o acesso aos visitantes. São eles: aviação, irrigação, ferramentas, máquinas para construção, agricultura de precisão, armazenagem, pneus, automobilístico, caminhões/ônibus/transbordos e pecuária. Aproveitando o evento, a Agritech levará a nova linha 1.200, de tratores, de 30 e 50 cv, modelos 1235 e 1250, com apelo de baixo custo, menor consumo de combustível e redução na emissão de poluentes e apropriado para rodar com biodiesel B5. Entre os produtos Yanmar Agritech, o destaque é a linha 1155 NEW, que pode receber cabines de fábrica,


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Agro Eventos/Destaques

oferecendo conforto e segurança ao operador. Outra novidade é o trator 1175 Agrícola Super Estreito, com potência de 75 cv e 1,30 metro de largura externa dos pneus, especial para a cultura de café adensado. Agricultura de precisão Soluções para atender a agricultura de precisão também serão apresentadas na Agrishow. A Alezi Teodolini levará os monitores outback S3 e STS, para monitorar todas as etapas do cultivo, o pulverizador e controlador da seção outback AC110 e o piloto automático eDRive X eDrive TC. Já Falker Automação Agrícola, apresentará os medidos eletrônicos: de teor de clorofila da lavoura, cloroLOG; de unidade do solo HidroFarm, de compactação do solo PenetroLOG, além do software FalkerMap, para importar dados, gerar mapas interpolador e visualizar e comparar mapas. Armazenagem Grandes marcas do setor, que respondem por cerca de 90% das vendas de máquinas e equipamentos para recepção, pré e pós-limpeza, secagem e armazenagem de grãos no país, estarão presentes na Agrishow. Marcas como Kepler Weber, GSI Brasil, Granfinale, Comil, Pagé, Premag, Tmsa, Casp, Silomax, Electro Plastic e Waig, entre outras, ocuparão uma área 25% maior que em 2011. A Kepler Weber mostrará a nova linha de equipamentos de armazenagem de grãos, que tem comp apelos alta performance, responsabilidade no consumo energético, automatização e segurança ope12

racional, além dos silos metálicos planos e elevados, secadores de grãos, máquinas de limpeza e pré-limpeza e transportadores. Já a GSI Brasil, além de produtos para armazenagem de grãos, vai expor o secador de grãos Process Dryer, com baixa emissão de partículas, menor nível de ruído e redução do consumo de energia por tonelada seca.  No estande da Granfinale, os visitantes apreciarão o Silo-Secador para secagem de grãos em baixa temperatura e sem contato com fumaça, o Granduto para o transporte de grãos e a Limpadora de grãos, que separa impurezas por aspiração. Aviação agrícola Os principais fabricantes do setor de aviação agrícola mostrarão tendências e novidades para atender os compradores e profissionais desse mercado. A Embraer apresentará a Ipanema modelo BEM 202A, primeira aeronave produzida em série para voar com etanol, para a pulverização de defensivos agrícolas e combate a incêndios. Já a Volato, leva à feira a aeronave Volato 400, para quatro passageiros, com autonomia de voo de quatro horas e 30 minutos na reserva. Novidades Grandes marcas do setor também apresentarão novidades. O Grupo Tracan estará na Agrishow com a representação de suas sete concessionárias Case IH, no estande da montadora, e também no estande próprio da indústria do Grupo, a TMA. Na feira, a empresa fará seu primeiro


Agro Eventos/Destaques

lançamento para grãos. Trata-se do VTG 20.000 transbordo, com capacidade para 20.000 kg, que teve pré-lançamento na Tecnoshow Comigo, em Rio Verde (GO). Além de levar a sua linha completa de pneus agrícolas da marca Firestone e apresentará o pneu Radial All Traction DT, para terrenos onde se exige maior tração. A multinacional americana Eaton lançará o LifeSense® (sensores que avaliam possíveis falhas na mangueira hidráulica durante o funcionamento), a válvula de direção hidráulica XCEL45 (aplicada na direção das máquinas, reduz esforço e dá mais ao operador),  bombas e motores de pistão Heavy Duty DuraForce e a mangueira para alta pressão Spiral.

Estreia Em sua estreia na Agrishow, a Coopercitrus (Cooperativa de Produtores Rurais) leva para o evento o seu conceito de Shopping Rural, um espaço para a venda de produtos nos segmentos de insumos, fertilizantes, máquinas e implementos agrícolas, peças, máquinas portáteis, motores, veterinária, lubrificantes, entre outros. Segundo João Pedro Matta, vice presidente da cooperativa, o conceito da loja foi criado em 2011, tornou-se uma moderna forma de comercialização de produtos. “Os visitantes da Agrishow poderão conferir a loja que oferece itens diferenciados com valores acessíveis e facilidades para cooperados e produtores.”

Pela Primeira vez a Coopercitrus estará na Agrishow 2012 Toda linha de produtos e serviços a preços especiais e condições facilitadas. O diferencial que faltava na maior feira agrícola da América Latina.

30 abril a 04 de maio Rodovia Antonio Duarte Nogueira Km 321- Ribeirão Preto/SP Na Agrishow procure o Shopping Rural Coopercitrus (estande G2d) e surpreenda-se.


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Agro Eventos/Destaques

“Zebu: o futuro em boas mãos”

Foto ABCZ

Com este mote, a ExpoZebu antecipa debates para a conferência Rio + 20

Até dia 10 de maio, Uberaba (MG), é a capital de negócios e de genética zebuína, por conta da 78º ExpoZebu. Os pavilhões do Parque Fernando Costa estão totalmente tomados por 3.000 zebuínos e 110 empresas. A abertura da feira ocorrerá dia 3 de maio, com a presença de várias autoridades do agronegócio brasileiro. Segundo Eduardo Biagi, presidente da ABCZ – Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, organizadora da mostra mineira, estão programados 9 julgamentos diferenciados e 3 concursos leiteiros com a participação de 150 fêmeas. Os 41 leilões oferecem genética zebuína das raças nelore, gir, tabapuã, brahman, guzerá, sindi e gir leiteiro, além de jumentos pêga e marchador. Também estão previstos 3 shopping de animais. Em 2011 os 44 leilões 14

da ExpoZebu faturaram R$ 53,131 milhões com a venda de 1.491 lotes. Mesmo com a redução no número de leilões em 2012, a expectativa da ABCZ é positiva, pois o mercado tem se mostrado aquecido para as raças zebuínas nos últimos anos. Completam a programação importantes reuniões, entre as quais ele cita a oficial da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) da Fizebu (Federação Internacional de Criadores de Zebu) e de outras entidades do agronegócio. A grade de eventos técnicos tem programadas palestras, workshops, o 1º Congresso Mundial do Gir Leiteiro, o 5º Fórum de Pecuária Sustentável, entre outros. “A ExpoZebu é um grande show de genética e política e um grande fórum de discussão da pecuária”, afirma Jovelino Carvalho Mineiro Filho, vice-presidente de ABCZ Com o tema “Zebu: o futuro em


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Agro Eventos/Destaques

Lançamentos Durante a ExpoZebu, estão previstos os lançamentos dos genomas das raças gir e guzerá, iniciativa do Polo de Excelência em Genética Bovina e coordenado pela Embrapa Gado de leite, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz, Epamig e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). As informações obtidas a partir deste sequenciamento permitirão mapear os genes dessas raças para identificar características que vão dar um salto no desenvolvimento da pecuária. Durante a 78ª ExpoZebu, ocorrerão outros três lançamentos importantes: a Sala Virtual “Adalberto Rodrigues da Cunha”, que contará a história da ABCZ através da narrativa de seus dirigentes; o Produz, novo software de gerenciamento de animais zebuínos desenvolvido pela ABCZ, em parceria com a empresa Softbox e o curso de Sistemas 16

de Informação da Fazu (Faculdades Associadas de Uberaba); e o Agrocurso, projeto de Educação à Distância, desenvolvido em parceria entre a ABCZ e Canal Rural. Ao fim da ExpoZebu, no dia 10 de maio, às 9h00, ocorrerá o desfile das matrizes do 34º Concurso Leiteiro, na pista de julgamento.

Foto divulgação: ABCZ

boas mãos”, a exposição fará uma prévia da Rio +20, conferência da ONU (Organização das Nações Unidas), que ocorrerá no Rio de Janeiro, no mês de junho. Durante o evento será formalizado um documento da ABCZ com o perfil da pecuária brasileira, que será apresentado na Rio + 20. “Queremos mostrar a realidade de nossa pecuária, que é desenvolvida de forma sustentável”, afirma. “Nos 170 milhões de hectares ocupados com a criação de gado de corte estão toda nossa expectativa de produzir mais carne, mais grãos e mais energia.”

Eduardo Biagi, presidente da ABCZ.

A ABCZ Entidade organizadora da ExpoZebu, a ABCZ conta, atualmente, com quase 20 mil associados, 24 escritórios. Contabiliza 18 milhões de documentos digitalizados no banco de dados, 2 mil provas zootécnicas com a participação de 39 mil animais, 43 mil animais em controle leiteiro, 6672 exposições. Em 12 meses, segundo Biagi, foram realizados 683 mil novos registros e 297 mil coletas de estruturas de FIV (fertilização in vitro). (B.M)


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Agro Eventos/Destaques

Agrovia terá presença de grandes empresas e cooperativas

(Foto/Divulgação)

Organizadores trabalham com expectativa de crescimento de 20% nos negócios

De 16 a 19 de maio, a Fazenda São Paulo, em Itapeva (SP), recebe a Agrovia 2012 (4ª Feira de Negócios, Tecnologia Agrícola e Pecuária). Além de reunir eventos pecuários, exposição e dinâmica de máquinas e implementos e mostra de animais, a feira mostrará as oportunidades e os programas de interesse dos agricultores familiares que participam do evento para buscar conhecimento e informação técnica, trocar experiências e fazer negócios. As atenções dos organizadores estão voltadas também para preservação do meio ambiente e a sustentabilidade no meio rural. O sucesso da feira de 2011 levou grandes empresas do setor, como Basf, Pionner, Dekalb, Agroeste, Dow AgroSciences, entre outras, já confirmaram presença. “A Agrovia se consolidou como excelente oportunidade para as empresas investirem na promoção e na exposição de seus produtos e serviços ligados ao agronegócio e na troca de informações com seus clientes e profissionais do setor”, afirma Grace Caribé, diretora da Live&motion (Grupo Via 18

Funchal), empresa organizadora. Segundo Grace, no passado a Agrovia superou as expectativas de negócios, contatos, exposição na mídia e consolidação de parcerias. “A feira gerou mais de R$ 100 milhões em negócios e esperamos crescer 20% em 2012.” O Sescoop (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo) vai aproveitar o evento para divulgar ações para o desenvolvimento do setor, de forma integrada e sustentável, e os trabalhos de assessoria para estimular a competitividade e melhorar a qualidade de vida dos cooperados, empregados e familiares.  As cooperativas Holambra, Castrolanda e Capal também estarão presentes. Para Grace, a adesão de grandes cooperativas consolida a feira como ponto de encontro de profissionais, empresários e produtores para o teste de tecnologias, conhecimento de novos produtos, troca de informações e estabelecimento de parcerias. “A feira é um pólo de divulgação e promoção do que a região produz: culturas como soja, trigo, milho, batata, feijão, laranja, além de disseminar tecnologia para o campo.” www.agroviasp.com.br


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Por André Casagrande

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Agro Eventos/Balanço

Divulgação/Tecnoshow

Recordes

A 11ª Tecnoshow Comigo 2012, realizada de 9 a 13 de abril, em Rio Verde (GO), bateu recordes em negócios, expositores e público. A feira movimentou R$ 780 milhões e superou a edição anterior do evento em 56%. A feira deste ano registrou aumento também no número de visitantes, que neste ano foi de 78 mil (em 2011 foram 70 mil) e na presença de expositores, com 450 empresas de diversos segmentos (no ano passado a Feira teve a participação de 400 expositores). Foram gerados ainda mais de 5 mil empregos

Mais visitantes

AveSui América Latina 2012 recebeu 19.100 visitantes, 6% acima da edição anterior. Segundo a Gessulli Agribusiness, organizadora do evento realizado em São Paulo, de 2 e 4 de abril, o evento reuniu mais de 150 empresas nacionais e internacionais e atraiu empresários, produtores, pesquisadores, acadêmicos, alunos de universidades do setor, interessados em acompanhar e discutir as principais questões que envolvem a produção intensiva de aves, ovos e suínos. “O público qualificado sempre foi um dos principais diferenciais da feira”, diz Andrea Gessulli, diretora da

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temporários durante a realização do evento. “Conseguimos superar as previsões iniciais e os números conquistados em anos anteriores. Agora, é começar a trabalhar para oferecer novidades no evento de 2013, que será de 8 a 12 de abril, principalmente na difusão de tecnologias e conhecimento para o produtor melhorar resultados e renda”, diz Antonio Chavaglia, presidente da Comigo (Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano), organizadora da mostra.

Gessulli Agribusiness, que destacou a presença de pessoas de todos os Estados brasileiros e de países como Argélia, Venezuela, Nigéria, Estados Unidos, Chile, China, Bélgica, África do Sul, Turquia, Argentina, Holanda, Peru, Paraguai, França, Macedônia, Colômbia, Paquistão e Egito. A AveSui também apresentou a Feira Biomassa & Bioenergia e a AveSui Reciclagem Animal, onde foram apresentadas as tendências mundiais e a potencialidade da energia de biomassa e da reciclagem de subprodutos de origem animal. A AveSui 2013 será realizada de 14 e 16 de maio, em Florianópolis (SC).


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Agro Eventos/Balanço

Genética em alta

O Parque Ney Braga foi palco de rodeio, eventos técnicos, leilões, julgamentos, por conta da 52ª ExpoLondrina (Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina), realizada de 4 a 14 de abril. “O Parque ficou cheio praticamente todos os dias e também tivemos bons negócios”, disse Gustavo Andrade e Lopes, presidente da SRP (Sociedade Rural do Paraná), entidade organizadora da mostra. O vice-presidente da SRP, Roberto Barros, destacou a comercialização de touros. “O produtor está em busca

de genética”, comentou. A Campos & Carrer, que vende sêmen e outros insumos para inseminação artificial, registrou crescimento de 20% em relação a 2011. “Os programas de reprodução estão crescendo bastante”, diz Luigi Carrer Filho, diretor da SRP e sócio da empresa. A EmbrioSêmen também obteve resultados positivos, segundo o gerente de vendas Leonardo Pavan. “ Divulgamos nossa marca e fizemos muitos contatos”, afirma.  A próxima edição será de 4 a 14 de abril de 2013.

foto: Ney Messi

Campeões

Dinamarca da Sasa JE foram os maiores destaques do evento

José Francisco Brito Eusébio foi o Melhor Criador e Melhor Expositor da 1ª Grande Exposição e Encontro de Criadores do Cavalo Lusitano, realizada em Araçoiaba

da Serra (SP), pela ABPSL (Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Puro-Sangue Lusitano). Dinamarca da Sasa JE, da Fazenda Sasa, de Eusébio, foi a Grande Campeã Adulta e Campeã das Campeãs. Entre os machos, Cobalto (SS), importado pela Coudelaria Ilha Verde, de Victor Oliva, foi o Grande Campeão e o Campeão dos Campeões.

Bateria de 40 leilões A ExpoGrande 2012 (74ª Exposição Agropecuária e Industrial de Campo Grande), promovida pela Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande, contou uma agenda de 40 leilões, nos quais foram comercializados cerca de 20 mil animais, entre bovinos, equinos e ovinos.

De 12 a 22/4, o Parque de Exposições Laucídio Coelho recebeu animais de várias raças, de 80 expositores de vários estados. Este ano, a mostra procurou resgatar a participação de muitos produtores e de famílias ligadas ao agronegócio, segundo Alexandrina Marques Barbosa, produtora rural e diretora da Acrissul. Agro Guia | Abril 2012

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Agro Entrevista

Banco de imagem Grupo/ Renan Antonelli

O campo está na frente da indústria

Stefan Mihailov, diretor geral da Phibro, diz que a empresa aposta no Brasil.

Por Paulo Roque

Um dos mais jovens executivos a dirigir uma multinacional no Brasil, Stefan Mihailov, 45, diretor geral da Phibro Animal Health Corporation, é também vice presidente mundial da empresa que produz e comercializa aditivos para nutrição e saúde animal, utilizados na alimentação de aves, suínos e bovinos. Seu produto mais importante é a Virginiamicina, melhorador de desempenho para várias espécies animais. Médico veterinário, com especialização em administração de em22

presas pela FGV (Fundação Getulio Vargas), marketing pela ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) e governança corporativa pelo IBGC (Instituo Brasileiro de Governança Corporativa), Mihailov conta que a Phibro está no Brasil desde 1995, quando comprou a Planalquímica Industrial, em Bragança Paulista, SP. Em 2000, adquiriu os negócios mundiais de nutrição animal da Pfizer, incluindo as instalações de Guarulhos, onde são fabricados antibióticos, a partir de um processo


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Agro Entrevista

natural de fermentação de microrganismos, que também são exportados para a Europa, Japão e Estados Unidos entre outros países. Agro Guia – Qual a leitura que Phibro faz do agronegócio brasileiro de uma maneira geral e da pecuária em particular? Stefan Mihailov – No momento em que a empresa passou a conhecer melhor o mercado brasileiro, decidiu apostar todas as fichas nesse setor. Tanto que, em 2006, a Phibro trouxe da Bélgica a fabricação mundial da Virginiamicina, nossa molécula mais importante que, hoje, é fabricada aqui no Brasil para o mundo inteiro, incluindo para os Estados Unidos. Portanto, é uma fábrica que nós chamamos de FDA Aproved, é a única indústria brasileira em sua área de especialidade certificada pelo FDA (Food & Drug Administration), dos Estados Unidos, o que significa que estamos autorizados a fabricar os produtos aqui e exportar para o mercado americano. Então, a Phibro aposta no Brasil, e muito. Agro Guia – Como você vê a atuação da indústria de nutrição e sanidade animal? SM – Na verdade, o avanço que o Brasil alcançou em produtividade deve-se, primariamente, a essas indústrias, que trouxeram tecnologias que melhoraram a conversão alimentar e a sanidade geral dos rebanhos de forma significativa. Hoje, a avicultura brasileira é uma das mais competitivas do mundo. Nos últimos 10 anos, a suinocultura avançou muito e, quanto à bovinocultura, talvez seja a área com mais espaço para crescer. Estive cinco

anos fora do Brasil, retornei há dois e fiquei surpreso com o avanço da pecuária, principalmente com a mudança da mentalidade do pecuarista. Está profissionalizado e com vontade de investir e tornar sua atividade mais produtiva. Então, o que falta, realmente, é a indústria levar informação e disponibilizar essas tecnologias de uma forma fácil, acessível, a custo competitivo. Esse é o desafio que nós temos. Agro Guia – Qual a contribuição dos aditivos no ganho de peso do gado criado a pasto? SM – Realizamos vários estudos no Brasil, inclusive, com universidades, e, dos oito estudos que já temos disponíveis, os resultados indicam que o retorno do investimento é de 10 para 1, ou seja, para cada real investido no uso desses aditivos, oferecidos através de um suplemento mineral, o produtor vai ter um retorno de R$ 10,00 em ganho de peso adicional. Fizemos pesquisas em várias regiões, tanto na época das secas quanto na época das águas. Durante o período de seca, quando o aditivo entra no proteinado, o resultado é ainda melhor do que nas águas, porque, quanto mais proteína tiver na dieta, o aditivo, nesse caso, vai responder melhor. O ganho de peso é de 240

“...o que falta, realmente, é a indústria levar informação ...” Agro Guia | Abril 2012

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Agro Entrevista

gramas por animal/dia, além do ganho normal diário. E, nas águas, fica na faixa de 120 a 150 gramas a mais o ganho de peso diário por boi. No caso da Virginiamicina, o boi teria que ganhar mais ou menos 15 gramas a mais por dia para pagar o custo do aditivo e, como ele, ganha 120 a 150 gramas/dia. O retorno é de 10 para 1. Já com o proteinado, o boi vai ganhar 240 a 250 gramas por dia, esse retorno supera 20 para 1, ou seja, cada real investido vai trazer para o pecuarista mais de R$ 20,00 de retorno.

Agro Guia - Quais as perspectivas para a pecuária brasileira? SM – Aqui, a carne é produzida essencialmente a pasto. Esse é um grande diferencial. O Brasil é um dos poucos países que têm espaço para crescer na pecuária de corte. A FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) prevê que de 2010 a 2050 a necessidade de proteína animal no mundo aumentará de 35 a 40%, o 26

Brasil terá um papel importante para atender essa demanda. Poucos terão essa oportunidade. A Austrália tem limitação de água, os Estados Unidos estão reduzindo o rebanho devido à competição do grão para o uso no etanol. A produção da Índia é apoiada no descarte de vacas leiteiras e em búfalos, uma pecuária de baixo valor agregado. A China vai passar a ser um grande importador. Portanto, a bola está na mão do Brasil. Já levantaram a bola só falta a gente chutar.

“O produtor está ávido por adotar tecnologias” Agro Guia – Como você vê o papel e o desempenho da indústria para a pecuária brasileira? SM – O produtor está ávido por adotar tecnologias e a indústria, talvez, não esteja totalmente preparada. O que mais me chama atenção é que a indústria está trabalhando 10 anos atrás, imaginando que a coisa mais importante é ter produto com preço barato. O produtor nunca pediu isso, ele quer um produto de preço justo por aquilo que ele pode oferecer de retorno. O produtor está totalmente aberto e alguns setores da indústria ainda não perceberam esse ponto. Aquele que perceber isso vai crescer mais rápido. Isto já está acontecendo em alguns setores. Então, é só ficar alerta, é só abrir o olho, o mercado está nos dando sinais.


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Agro Agricultura/ Commodities

Cenário para os produtos agrícolas Produção brasileira de milho avança 13,5% e de soja retrocede 12,9%

SOJA 65,6 milhões/t De acordo como sétimo levantamento da safra de grãos da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), divulgado no começo de abril, o clima seco nas principais regiões produtoras reduziu a previsão de produção de oleaginosa para 65,6 milhões de toneladas, 12,9% abaixo da safra anterior, quando foram colhidas 75,32 milhões/t. A área de plantio encerrada em dezembro/2011 foi de 25,0 milhões de hectares, um acréscimo de 817,1 ha – a maior área com soja no País –, 3,4% acima dos 24,18 milhões/ha obtidos em 2010/2011. O maior crescimento ocorreu em Mato Grosso, que agregou mais 531,1 mil ha, passando de 6,40 milhões/ha para 6,93 milhões/ha, seguido do Rio Grande do Sul, com mais 112,4 mil ha, passando de 4,08 milhões/ ha para 4,20 milhões/ha. A produção estimada para o Centro Oeste é de 34,87 milhões/t, 2,7% acima das 33,94 milhões/t obtidas em 28

2011/2012. No Sudeste, o aumento esperado é de 0,1%, de 4,62 milhões/t para 4,63 milhões/t. Já na Região Sul, a previsão de quebra é de 38,4%, de 28,5 milhões/t para 10,96 milhões/t. Para o Norte-Nordeste, a expectativa é de produção de 8,53 milhões/t, expansão de 3,7%, ou mais 302,9 mil t em relação à safra anterior. Milho Área ampliada Segundo o sétimo levantamento da safra de grãos da Conab, a área semeada com milho primeira safra cresceu impulsionada pelos bons preços do mercado. A previsão de cultivo para a primeira safra é de 8,580 milhões de hectares, ante 7.916 milhões de ha, aumento de 8,4% sobre a safra anterior. A área cultivada com grão nas duas safras, deverá ficar ao redor de 15,651 milhões/ha, 13,4% acima de 2010/2011, que foi de 13,807 milhões/ha. A produção do grão na safra 2011/2012 é estimada em 65.143,7 mil t,

ante 57.406 mil t na safra passada, um avanço de 13,5%. Para a primeira safra, a Conab estima uma produtividade média de 4.210 kg/ha, 7,2% abaixo de 2010/2011, que foi de 4.538 kg/ha. Para o milho segunda safra, a produtividade prevista é de 4.104 kg/ha, 12,5% acima da colhida na safra anterior. Considerando as duas safras, a produtividade estimada é de 4.162 kg/ha, aumento de 0,1%. CANA-DE-AÇÚCAR Renovação do canavial A cana-de-açúcar continua em expansão, com crescimento expressivo em Mato Grosso do Sul 12,5%, Goiás 7,9%, Espírito Santo 7,35%, Bahia 5,3%, Mato Grosso 5,5%, e Minas Gerais (3,5%). A área cultivada com cana na safra 2012/2013 está estimada em 8.567,2 mil hectares. Pelas estimativas da Conab, a área de renovação do canavial prevista para a safra 2012/2013 será superior à da safra 2011/2012. Deve alcançar 956.375 ha, com maior aumento na Região Sudeste, com 576.629 ha, seguido pelo


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Agro Agricultura/ Commodities

Centro-Oeste (164.039 ha), Nordeste (109.755 ha) e Sul (103.047). A produtividade média prevista é de 70,289 kg/ ha, 2,9% acima da safra anterior, que foi de 68.289 kg/ha. A previsão de moagem de cana na safra 2012/2013 é de 602,2 milhões/t, ante 571,4 milhões/t da safra passada, uma expansão de 5,4%. A previsão de esmagamento para a produção de açúcar é de 299,9 milhões/t, 49,83% da moagem total de 602,2 milhões/t. A produção total de açúcar está estimada em 38,85 milhões/t. Para a produção de etanol a expectativa é de esmagamento de 302,2 milhões/t de cana produção estimada de 23,96 bilhões de litros de etanol, 4,81% acima da safra 2011/2012. ALGODÃO Área menor O sétimo levantamento da safra brasileira de R$ 3,5 BILHÕES é valor do investimento da Bunge no setor sucroenergético, até 2016, para a expansão da produção de açúcar e etanol. Empresa começou no setor, em 2006, e já possui oito usinas em funcionamento.

CAFÉ Receita de US$ 8,7 bi

Segundo relatório mensal do Departamento do Café, da Secretaria de Produção e Agroenergia do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), o café representou 9,1% das exportações brasileiras do agronegócio no primeiro trimestre de 2012, em receita. De janeiro a março, 6,7 milhões de sacas, exportadas ao preço médio de US$ 262,46 a saca, renderam ao País US$ 1,8 bilhão. Em 2011, as exportações totais foram de 33,6 milhões de sacas, rendendo US$ 8,7 bilhões, com preço médio de venda de US$ 259,83 a saca. No acumulado do primeiro bimestre de 2012, os embarques brasileiros de café responderam por 25,8% nas exportações mundiais do grão. No acumulado dos 12 meses de 2011, a participação do Brasil nos embarques de café foi de 32,4%. (BM)

R$ 3 BILHÕES foi o faturamento obtido pela Cooxupé, em 2011, ano em que a cooperativa mineira obteve recorde na exportação de café. Empresa possui 12 mil cooperados e produz 11% do grão no Brasil.

US$ 200 MILHÕES é o valor que a Cargill investirá na construção de uma unidade, em Castro (PR), para produção de xarope e amido de milho para uso em bebidas e alimentos, além de produtos para rações.

algodão 2011/2012, feito pela Conab, estima a área plantada com a cultura em 1.398,1 mil hectares, 0,2% abaixo dos 1.400,3 mil ha na safra 2010/2011. O plantio do algodão, primeira e segunda safras, já foi concluído nas principais regiões produtoras e produtividade média esperada para o algodão em caroço é de 3.793 kg/ha, ante 3.705 kg/ ha na safra passada, aumento de 2,4%. Enquanto isso, para a produção do algodão em pluma, a previsão é de crescimento de 2,1% em relação à safra anterior, de 1.959,8 para 2.001,8 mil toneladas. Mato Grosso deverá colher cerca de 985,4 mil t, o equivalente a 49,22% da produção nacional estimada, Bahia 633,3 mil t (31,63%) e de Goiás 139,2 mil t (6,95%).

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Agro Agricultura/ Irrigação

Arquivo do entrevistado

Irrigar é preciso

Everardo Chartuni Mantovani: “O produtor deve realmente se planejar para a seca”.

A seca é um dos grandes vilões e inimigos do pecuarista que precisa de pasto de qualidade ao longo do ano para garantir maior produtividade de seu rebanho. Para minimizar esse problema, o especialista em irrigação, Everardo Chartuni Mantovani, professor titular da UFV (Universidade Federal de Viçosa) e sócio-consultor da Irriger, dá dicas, em sua entrevista, sobre manejo de pastagem e irrigação, para o produtor reduzir custos e aumentar a produtividade, com um pasto de qualidade por mais tempo durante o ano, mesmo na seca. Agro Guia – Quais as consequências do manejo inadequado durante o período da seca para o pecuarista e para a pecuária de um modo geral? Everardo Chartuni Mantovani – Por não ver o pasto como uma cultura, geralmente o produtor investe o mínimo possível nele, deixando de fazer correções básicas com calcário, adubações, além de preocupar-se muito pouco com a irrigação. O principal problema é a falta de investimento, mesmo em tecnologias simples, como o pastejo rotacionado, nas áreas de 30

Por André Casagrande

pastagem. Todos estes fatores agregados fazem com que o pasto perca o vigor ao longo dos anos e forneçam pouco volume de matéria seca de péssima qualidade nutricional. Isso leva o produtor a investir em silagem, cana ou “capineiras” que, sem dúvida, são de custo muito maiores do que uma pastagem bem cuidada. Agro Guia – Como se programar para enfrentar a época seca quando a falta de chuvas torna as pastagens fracas para a alimentação do rebanho? EM – Não é apenas a falta de chuvas que prejudica o rendimento das pastagens. Existem os aspectos de nutrição, que podem ser corrigidos via adubação e calagem, o manejo da pastagem, melhorado pelo pastejo rotacionado, além de irrigação, que é a solução para a falta de chuva. O produtor deve realmente se planejar para a seca, fazendo com que a pastagem saia do período chuvoso com pleno vigor e possa enfrentar as intempéries do período seco de uma forma produtiva. Neste ponto é importante ressaltar que, manter a mesma lotação do


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Você sabia que... O uso correto da água pode abastecer o mundo inteiro no próximo século? Um estudo publicado pela revista International Water aponta que as reservas de água disponíveis no mundo, se bem gerenciadas, podem suprir as necessidades durante todo o século 21. Além disso, a água disponível pode até mesmo dobrar a produção sustentável de alimentos nas próximas décadas. A irrigação é uma tecnologia desenvolvida para maximizar a eficiência no uso da água pelas plantas. Para isso, cada projeto exige um estudo minucioso da lavoura (relevo, clima, tipo de solo, área, produto a ser irrigado e disponibilidade dos recursos naturais necessários), feito por especialistas qualificados e preocupados com a implantação de soluções que sejam eficientes em produção e ao mesmo tempo preservem o meio ambiente. Depois de implantada, a irrigação gera: • Segurança de produção - ao controlar a quantidade de água disponível no solo, o produtor garante que as plantas conseguirão retirar nutrientes do solo e terão água suficiente para crescer e produzir. • Qualidade dos produtos - de forma semelhante, o controle da água no solo leva a produção de alimentos com maior qualidade ao tornar as lavouras

mais homogêneas e as plantas mais fortes e resistentes à pragas e doenças. • Preservação ambiental - apesar de usar grandes volumes de água a agricultura irrigada contribui para a preservação dos biomas ao aumentar a produtividade das lavouras e assim reduzir a necessidade de novas áreas para incrementar a produção de alimentos. Enfim, preservar a água é obrigação legal de qualquer pessoa, e para isso, implementar e manter boas práticas de irrigação é um grande passo para uma agricultura sustentável. Fonte: http://www.pivotvalley.com.br/artigos/ plantio_circular_do_cafeeiro_com_pivo_central. pdf; http://ambientalsustentavel.org/2011/usocorreto-da-agua-pode-abastecer-o-mundo-inteirodurante-o-proximo-seculo/.

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Agro Agricultura/ Irrigação

período chuvoso na seca poderá ser um agravante na conservação da pastagem, que não suportará o pastejo intensivo e, neste sentido, o pecuarista deverá avaliar a possibilidade de abrir mão de algumas cabeças no inverno, ou seja, deverá ter planejamento e estratégia para enfrentar a escassez de alimentos. Agro Guia – Qual a contribuição da irrigação para esse processo? EM – Atualmente, as opções para irrigação de pastagem são inúmeras e a cada dia se tornam mais acessíveis aos pecuaristas, porém, por mais eficaz que ela seja, não é milagrosa e depende do manejo geral da “lavoura” chamada pastagem. Partindo do princípio que os demais aspectos da pastagem estejam de acordo, a irrigação proporcionará uma produção mais estável da pastagem, que não sofrerá forte estresse hídrico, podendo vegetar em um período que normalmente reduziria drasticamente este processo. Temos que levar em conta que, na maioria das regiões produtoras, o período seco é acompanhado de redução de temperatura e luminosidade, ou seja, por mais que a planta esteja suprida no aspecto hídrico, as condições climáticas não serão favoráveis ao pleno desenvolvimento vegetativo, porém, ainda sim, a irrigação contribuirá para manutenção de aproximadamente 5 ua/ ha (unidades animal por hectare) em pastagens bem manejadas, o que seria impossível sem o uso desta tecnologia. Agro Guia – Quais os tipos de irrigação indicados para pastagem nesse período?

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EM – A indicação de qual sistema de irrigação utilizar dependerá muito da característica da área a ser irrigada. De forma geral, a irrigação por malha e a aspersão convencional, utilizando aspersores de baixa vazão e com motores de baixa potência, têm sido as mais utilizadas para pequenas áreas ou terrenos muito declivosos ou irregulares. Para grandes áreas com relevo mais plano, a opção mais viável é o uso de pivôs centrais, que são de fácil operação, custo/área bom e grande eficiência na aplicação de água. É importante levar em conta que, em geral, as gramíneas destinadas à pastagem são muito resistentes ao déficit hídrico e este aspecto deve ser levado em conta na confecção do projeto, que ficará muito mais barato do que seria para a irrigação plena de hortaliças por exemplo. Agro Guia – Qual a relação custo benefício desse processo (acesso à tecnologia e aumento de produtividade)? EM – O Brasil, por ser um país tropical, tem total aptidão para pastagem, porém, esse não é o caminho normalmente escolhido pelos produtores de leite, que tratam a produção de volumoso externo à pastagem como algo inevitável, quando na verdade não é. O grande benefício de conseguir fornecer volumoso, via pasto, além do menor custo, é a facilidade do manejo do gado e da fazenda em geral, que elimina todo o processo de produção, corte e transporte deste volumoso, economizando em mão de obra e tempo, tornando a atividade menos desgastante e mais econômica. Para isto basta realizar o óbvio, que é fazer o gado se alimentar de forma natural: pastando.


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Agro Agricultura/Logística

Problemas antigos Os custos com transporte e armazenagem no Brasil equivalem a 20% do PIB, o dobro dos países ricos O transporte e a armazenagem de grãos continuam sendo os grandes gargalos do agronegócio brasileiro. Os números ainda não mudaram, pelo menos oficialmente. Atualmente, 60% de todo movimentação de grãos é feita através de rodovias. O País perde, a cada ano, durante o transporte rodoviário e a armazenagem de grãos, R$ 2,7 bilhões, o equivalente a 14 milhões de toneladas, o que corresponde a 10% de toda a produção nacional. Os dados são do último levantamento realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2005. Segundo Hamilton Picolotti, presidente da (Confenar) Confederação Nacional das Revendas AmBev e das Empresas de Logística da Distribuição as deficiências da infraestrutura logística brasileira permeiam todos os setores de transporte. “Rodovias, portos e ae-

roportos sofrem com a falta de investimentos, afetando a demanda e os gastos”, diz Picolotti, lembrando que, de acordo com o Banco Mundial, o custo da logística no Brasil equivale a 20% do PIB (Produto Interno Bruto), o dobro dos países ricos. E exemplificou: “o país tem apenas 212 mil quilômetros de estradas pavimentadas, enquanto a China e a Índia registram 1,5 milhão de quilômetros de estradas cada”. Em recente seminário sobre Logística, realizado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), em São Paulo, o vice presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), José Ramos Torres de Melo, disse que o País investe menos de 3% do PIB no setor, abaixo da média mundial. “A inexistência de infra estrutura para o transporte e armazenagem de mercadorias agrícolas provoca um aborta

Principais problemas de infraestrutura segundo os profissionais de logística no Brasil

Fonte: Instituto ILOS

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Agro Agricultura/ Logística

mento da produção no país. Por falta de meios para escoar ou estocar os frutos da safra, regiões inteiras produzem menos que poderiam”, destacou. O professor e consultor de Logística em Transportes, Hermann Gonçalves Marx, da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), apresentou alguns números de 2008 durante o seminário da FGV. Naquele ano, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) empenhou orçamento de R$ 700 milhões em hidrovias, R$ 7,9 bilhões em ferrovias e R$ 33 bilhões em rodovias. Mas os valores adequados para esses modais seriam de R$ 15 bilhões, R$ 86 bilhões e R$ 93 bilhões, respectivamente, de acordo com análises técnicas da CNT (Confederação Nacional do Transporte). “A necessidade de investimento, para manter o status logístico atual, é de no mínimo 3% do PIB ao ano. O Brasil investe menos do que isso, então, presume-se que a infraestrutura seja anualmente degradada”, analisou Max. Em consequência, a iniciativa privada investe o equivalente a 20% do PIB nesse campo. “No Brasil, para ser competitiva, uma empresa tem que lucrar duas vezes”, afirmou.

Pesquisa De acordo com pesquisas realizadas com os principais executivos das maiores empresas de logística do Brasil, pelo Instiuto ILOS, constatou-se que elas gastam, em média, 8,5% da sua receita líquida com logística. Desse valor, mais da metade (54,3%) é destinado a transportes e pouco mais de 23% com armazenagem. O segmento em que os custos logísticos tem mais representatividade é o agronegócio, com 13,3% da receita líquida das empresas. Nesse setor, a atividade de transportes representa 60% dos custos logísticos, pois os produtos do segmento são commodities e exigem grande movimentação. Setor com grande utilização de silos, armazéns e equipamentos para o acondicionamento da produção, o agronegócio gasta o equivalente a 3,4% da receita líquida com armazenagem, valor quase duas vezes maior do que o da média geral de outros setores. De acordo com a avaliação dos profissionais, a infra estrutura logística no Brasil é regular, tendo recebido nota média 5,0 (em escala de 0 a 10). A má conservação das estradas e a falta de malha ferroviária são os principais problemas, na opinião dos executivos.

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Agro Agricultura/Safra

Rally da Safra avalia produção de milho e soja

fotos/MCPress

Estiagem no Sul e pragas provocam queda de 13% na produção da oleaginosa

Sete equipes visitaram lavouras de 13 estados brasileiros

“Essa foi uma safra de contrastes, bem difícil de avaliar, pois a cada 50 km percorridos, mudava a paisagem e safra, uma diferença significativa por região. Em alguns lugares, encontramos produtores comemorando e, no mesmo estado, produtores que tiveram a sua pior colheita. “Este relato é de André Pessôa, diretor da Agroconsult, empresa que realiza, anualmente, o Rally da Safra, ao anunciar os resultados da expedição tecnológica que visitou as principais regiões brasileiras produtoras de milho e soja para levantar os números da safra 2011/2012. Trata-se do único levantamento de safra técnico privado que vai a campo para 36

avaliar as condições dessas duas culturas. A projeção é de colheita de 65,2 milhões de toneladas de soja, diante das 75,3 milhões/t registradas no ano passado. A queda se deve à estiagem que atingiu o Sul do País, entre dezembro e janeiro, e também à incidência de pragas acima do normal. A produtividade média nacional, que na safra anterior foi de 51,9 sacas por hectare, caiu para 43,3 sacas por hectare. A colheita será 13% menor que a da safra 2010/2011. Com relação à safra milho, de acordo com a Agroconsult, apesar da produtividade menor, houve expansão na área cultivada e a previsão é

de colheita de 64,6 milhões de toneladas. Desde o início da década, a safra total de milho não se equiparava à da soja, disse André Pessôa ao destacar, entre as regiões de lavouras de milho visitadas, o Mapito (Maranhão, Piauí e Tocantins) e o Oeste da Bahia, que tiveram uma forte expansão da cultura do verão de alta tecnologia. Esta foi a 9ª edição do Rally da Safra, expedição realizada de janeiro a março. Sete equipes percorreram 13 Estados brasileiros e o Distrito Federal, num total de 60 mil km. Os resultados foram apresentados, no início de abril, em evento na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).


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Agro Agricultura/ Sustentabilidade

Brasil é exemplo de produção sustentável de etanol Publicação internacional mostra o país como referência na adoção de boas práticas

No Brasil, de acordo com a Unica, o uso da água pela indústria sucroenergética foi reduzido em 90% nos últimos 30 anos. A captação média pelo setor caiu dos 15 a 20 metros cúbicos por tonelada na década de 1970, para menos de dois metros cúbicos por tonelada em 2005. Na avaliação do gerente da Unica, o documento do IFC estabelece boas práticas de produção existentes na indústria canavieira. “Serve como importante referência para empresas que desejam obter financiamento do Banco Mundial para o desenvolvimento de projetos nesta área,” conclui. Cortesia UNICA/foto Tadeu Fessel

O Brasil é citado como modelo para a produção sustentável de cana-de-açúcar e seus derivados no Good Management Practices Manual for the Cane Sugar Industry (Manual de boas práticas para a indústria de cana-de-açúcar). Trata-se de uma publicação do Intenational Finance Coporation (IFC), importante instituição ligada ao Banco Mundial, que mostra tecnologias de última geração e modernas técnicas de plantio e colheita de cana usadas na América do Sul, Ásia e África. Um dos pontos destacados é a utilização do bagaço de cana na produção de bioeletricidade, considerado um diferencial das usinas brasileiras. Segundo Luiz Fernando do Amaral, gerente de Sustentabilidade da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), “esse é um dos muitos aspectos que credenciam o setor sucroenergético brasileiro como um modelo sustentável. Além de autossuficientes em eletricidade, as usinas exportam o que produzem a mais de energia para o sistema elétrico justamente durante o período do ano em que o nível dos reservatórios está mais baixo”. A reutilização de subprodutos industriais de base orgânica no processo produtivo da cana-de-açúcar, caso de insumos agrícolas como a chamada torta de filtro e a vinhaça – ambas são utilizadas como fertilizantes, substituindo o uso de produtos de base fóssil – e o uso cada vez mais racional e eficiente de recursos hídricos na produção de açúcar e etanol também são analisados no documento publicado pelo IFC.

A reutilização de subprodutos industriais de base orgânica no processo produtivo é destaque no manual.

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Agro Pecuária/Commodities

Cenário das exportações Resultado positivo para aves e suínos no primeiro trimestre do ano

BOVINOS Aposta em reação No acumulado de janeiro a março 2012, a exportação de carne bovina caiu de US$ 1,223 bilhão para US$ 1,230 bilhão, redução de 0,53% no comparativo do mesmo período do ano passado. Segundo os números da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), no primeiro trimestre deste ano, o volume embarcado caiu 2,23%, para 258,5 mil toneladas, ante de 264,3 mil t em comparação ao primeiro trimestre de 2011. A notícia boa foi o preço médio da tonelada que cresceu 1,74%, de US$ 4.653 para US$ 4.733, no período analisado. A expectativa do presidente da Abiec, Antônio Jorge Camardelli, no entanto, é que as exportações de carne bovina alcancem US$ 6 bilhões, em 2012, 38

um crescimento de 20% em relação à receita do ano passado, Em volume, ele projeta expansão de 10% no mesmo comparativo. SUÍNOS Embarques crescem Segundo a Abipecs (Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína), as exportações brasileiras de carne suína cresceram 6,93% em volume e 3,02% em faturamento. No mês, as 47.367 toneladas embarcadas renderam US$ 121,01 milhões. No acumulado de janeiro a março deste ano, os embarques totalizaram 122.249 t e faturamento de US$ 313,36 milhões, um crescimento de 3,45% e 0,73%, respectivamente. Para o presidente da Abipecs, Pedro de Camargo Neto, o resultado foi obtido com grande empenho e sacrifício


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Agro Pecuária/Commodities

das empresas exportadoras. “A Rússia voltou a comprar de quatro estabelecimentos brasileiros, mas continua com baixo desempenho nas nossas exportações: metade do que comprou no ano passado”, disse e apontou outro entrave: as restrições aos embarques para a Argentina, ainda sem solução. Em março, Ucrânia foi o primeiro destino da carne suína brasileira, com 11.972 toneladas (25,27%), seguida por Hong Kong, com 11.969 t (25,27%) e Rússia, com 8.265 t (17,45%). No acumulado do ano, Hong Kong é o principal mercado comprador (36.746 t e 30,06%), seguido pela Ucrânia (25.047 t, 20,49%) e Rússia (16.379 t, 13,40%). AVES Mercado em expansão Em março, os embarques brasileiros de carne de frango somaram 363,6 mil toneladas, 6,6% acima do volume do mesmo mês de 2011, um recorde para o período, de acordo com a Ubabef (União Brasileira de Avicultura). Em receita, a expansão foi 3,25%, com US$ 712,5. No acumulado do primeiro trimestre, foram exportadas 974,1 mil t, 4,42% acima do mesmo período do ano passado. Já a receita, cresceu 1,1% e chegou a US$ 1,89 bilhão no comparativo.

“Mesmo em meio às dificuldades em relação ao cambio e a carga tributária, o alto nível do trabalho da avicultura brasileira tem permitido ao país manter o share mundial”, afirma o presidente da Ubabef, Francisco Turra. O Oriente Médio, mercado principal para o setor avícola brasileiro, importou 315,9 mil t nos primeiro trimestre, 12,7% abaixo do volume do mesmo período de 2011. Já a Ásia, segundo maior cliente, absorveu 294,1 mil t, 16,8% a mais no comparativo com o ano anterior.  Em terceiro lugar, com 40,8% de alta, ficou a África, que absorveu de 158,7 mil toneladas de carne de frango.

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Agro Produtor/ Agro Perfil

Por Paulo Roque

Tecnologia ao alcance de todos

Arquivo do entrevistado

Idealizador do nome Agrishow, Celso Casale preside a mais importante câmara setorial de máquinas e implementos agrícolas do país

Celso Casale: linha de financiamento específica para o médio produtor.

Diretor presidente da Casale Equipamentos e da Jemac Industrial e Comercial, empresas sediadas em São Carlos, SP, Celso Casale, 56,engenheiro mecânico graduado pela Universidade Federal de Uberaba, com pós-graduação em Marketing pela FGV, além de agropecuarista, exerce cargos em importantes associações e entidades respresentativas do setor industrial. É integrante do Cosag (Conselho Superior do Agronegócio) da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e é conselheiro do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e do Sesi (Ser40

viço Social da Indústria) de São Carlos. Desde abril de 2009, preside a CSMIA (Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas), da Abimaq, que reúne 190 indústrias do setor. Casale, vale ressaltar, foi quem criou o nome, no início dos anos 90, da maior feira de tecnologia em movimento da América Latina e uma das três maiores do mundo, a Agrishow, que é realizada, anualmente, em Ribeirão Preto (leia matéria na página 6). Nos três anos à frente da CSMIA, Celso Casale tem motivos para comemorar vitórias importantes. Entre elas, o aumento para 96 meses do

prazo de financiamento para implementos agrícolas no Finame-Moderfrota e a inclusão na linha de financiamento do Programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono) do governo federal, para aquisição de máquinas e equipamentos de fabricação nacional, limitada a 40% do valor financiado, com três anos de carência e até 12 anos para pagar. Para ele, o acesso à tecnolgia deve ser facilitado para todos. Por isso, no momento, revela, a CSMIA está sintonizada com o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) num sério trabalho para que seja criada uma linha


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Agro Produtor/ Agro Perfil

de financiamento para máquinas e implementos agrícolas específica para médio produtor. Segundo ele, há muitos anos este agricultor não tem condição de renovar sua frota de equipamentos que está totalmente ultrapassada e com vida útil além da recomendada para o trabalho no campo com boa produtividade. Casale lembra que, nessa questão, deve-se levar em consideração um ponto importante: “a classificação de média propriedade ou médio produtor varia de região para região no Brasil. Por exemplo, em São Paulo, um produtor rural que tem uma propriedade de 500 hectares é considerado um médio produtor, já no Mato Grosso, um produtor que possui uma área 2.000 hectares é um médio produtor ”, explica. Na sua opinião, o médio produtor é o grande fixador do homem no campo e, por isso, precisa de um apoio maior. “Os financiamentos devem ser especiais, principalmente no que se refere à carência, são necessários pelo menos

3 anos, pois só assim e com taxa de juros ao redor de 4%aa viabiliza para o médio produtor invista em tecnologia e alcance produtividade similar aos grandes produtores e, assim, poder continuar na atividade”, diz Casale.

O médio produtor é o grande fixador do homem no campo

Além de missões comerciais no exterior e participação em eventos internacionais para discutir as ações das indústrias do setor pelo mundo e das tendências econômicas e de mercado, várias ações da CSMIA nos dois últimos anos merecem destaque. Entre elas, a participação no Programa Mais Alimento, voltado para a agricultura familiar e um projeto para criar levantamento estatístico especialmente para atender às necessidades do setor e, assim, estabelecer, junto com o Departamento de Economia e Estatística da

Abimaq, uma radiografia periódica e confiável para coordenar ações, projetos e pleitos. “Temos ainda o Pró-Implemento, que faz parte do convênio assinado com as Secretarias de Agricultura e da Fazenda do Estado de São Paulo para ampliar as oportunidades de financiamentos de implementos agrícolas para os pequenos produtores. Criamos o programa de TV Tecnologia do Campo, da CSMIA-Abimaq, transmitido semanalmente pelo Canal Rural, que trata especificamente do segmento de máquinas e implementos agrícolas”, enumera Casale. Casale, destaca, também Portal África, criado através de um acordo de cooperação entre a CSMIA e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para impulsionar os negócios e ampliar as relações entre o Brasil e países africanos nas áreas de tecnologia  de máquinas e implementos agrícolas. O portal trará informações socioeconômicas sobre o Brasil e os países africanos e estará ligado em tempo real ao banco de dados da Abimaq e da Embrapa. Agro Guia | Abril 2012

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Agro Educação

Confira as oportunidades de cursos de capacitação, treinamento e especialização FGV/Agro (Fundação Getulio Vargas) Mestrado Profissional em Agronegócio (stricto sensu) em duas áreas: Agroenergia ou Economia e Gestão do Agronegócio, com duração de 2 anos, em São Paulo. Inscrições no segundo semestre para a turma que terá início em janeiro/2013 (www. eesp.fgv.br/agronegocio). Aulas às sextas-feiras (à noite) e aos sábados (manhã e tarde). SNA (Sociedade Nacional de Agricultura) A Escola Wencesláo Bello, da SNA, oferece, em maio, cursos de Jardinagem, Paisagismo, Horta Orgânica e Plantas Medicinais. Aulas aos sábados, de 8h00 às 12h00, e de 13h00 às 17h00, no campus da SNA na Penha (Rio de Janeiro), Avenida Brasil, 9727. Os cursos, têm duração de quatro a seis sábados. Os preços variam de R$ 170 a R$ 210. Tel. (21) 3977-9979, www.sna.agr.br/ewb CPT Cursos Presenciais • Integração Lavoura Pecuária Floresta – Sistema Barreirão, 1 a 3 • Produção de Milho no 42

Sistema de Plantio Direto, 4a6 •Transferência de Embriões em Bovinos, 12 a 15 • Exame Clínico em Bovinos, 15 a 17 • Ultrassonografia e Aspiração Folicular em Bovinos, 16 a 20 • Cirurgias em Bovinos a Campo, 18 a 20 • Inseminação Artificial e Estratégias de IATF em Bovinos, 20 a 23 • Formulação de Dietas e Rações para Bovinos 28 a 30 • Inseminação Artificial em Tempo Fixo em Bovinos (IATF Avançado), 29 a 31 • Transferencia de Embriões em Equinos, 29/5 a 1/6 • Boas Práticas de Fabricação de Ração – Implementação e Gestão 31/5 a 3/6 Informações, tel. (31) 38998300, por email (cpt@cursospresenciais.com.br) e no site (www.cptcursospresenciais.com.br). Faculdade Cantareira Especialização em Meio Ambiente com duração 18 meses, carga horária de 360 horas. Exigência de entrega de monografia ao final do estudo. Mais informações, tel.

(11) 2790-5900, site: www.cantareira.br. Senar/SP (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) O Senar/São Paulo fará, em maio, mais de mil cursos de formação profissional rural, gratuitos, e de promoção social em todo o Estado, nas áreas de agricultura, pecuária, aquicultura, atividades de apoio agrosilvo-pastoris, prestação de serviço, silvicultura, alimentação e nutrição, apoio às comunidades rurais, entre outros. Estão previstos 169 treinamentos de formação profissional rural e 78 de promoção social, com destaque nas áreas de mecanização, aplicação de agrotóxicos, bovinocultura de leite, cultivo do café, alfabetização de jovens e adultos, processamento artesanal de carnes, artesanato com fibras vegetais, etc. Os cursos são destinados a pequenos produtores, trabalhadores rurais e familiares. Inscrições nos Sindicato Rural de seu município. Mais informações, consulte o portal do Senar/SP: www.faespsenar.com.br


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Confinamento no Brasil: atividade consolidada

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pecuária se destaca entre as vocações naturais brasileiras com uma característica única: o uso de 175 milhões de hectares para manter 185 milhões de animais, metade da área brasileira não coberta por florestas e quatro vezes mais que a agricultura. Essa área é muito superior a de outros países, os quais mantêm o sistema de produção baseado em alimentação dos animais por ração (confinamento), ao invés do capim do pasto. A pecuária a pasto possui custo menor quando o preço da terra não é alto. Essa extensão de terras com poucos animais por área proporciona a oferta necessária para o abate na estação chuvosa – dezembro a maio, além de atender até 80% das necessidades de abate durante a entressafra, período seco em que as pastagens sustentam menos a engorda do rebanho. O complemento da oferta para abate na entressafra vem da atividade de confinamento. O número de animais confinados no Brasil cresceu 55% desde 2003 até atingir 10% dos animais abatidos por ano. O rebanho total brasileiro cresceu somente 3% no mesmo período, o que levou a oferta de animais confinados a responder por até 25% do abate no auge da entressafra, entre outubro e novembro, contra menos de 1% nos meses da estação chuvosa. O aumento da renda per-capita, juros menores e a queda do risco macroeconômico valorizam todas as classes de ativos brasileiros, o que inclui imóveis urbanos e o preço da terra produtiva. A extensão da infra-estrutura para o interior do país acentua a valorização da terra e retira a vantagem da produção extensiva

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a pasto. A saída será a intensificação da pecuária e o maior uso do confinamento. A intensificação virá da multiplicação do baixíssimo número de animais por hectare, o que exige a integração da atividade de confinamento à estratégia dos produtores, mesmo durante a safra, e contribui para o crescimento acelerado da atividade de confinamento. Os Estados Unidos abatem 90% dos animais oriundos de confinamento, o inverso do Brasil. A importância da atividade de confinamento justificou a primeira pesquisa sobre a intenção de confinamento do Banco Original do Agronegócio. O Banco Original perguntou a 109 clientes e 118 não-clientes, em 10 estados, qual a sua intenção em confinar nesta entressafra. Os produtores desta amostra pretendem confinar aproximadamente 1,2 milhão de animais, o que representa mais de 1/4 do total a ser confinado no Brasil. A amostra permite esperar um crescimento entre 17,5% e 21%, o que simplificamos para um crescimento de 19% no número de animais confinados este ano. Este crescimento robusto mostra o preparo do produtor brasileiro, pois é dos mais expressivos quando comparado com o histórico e sucede um ano ruim para atividade. O preço da arroba caiu entre a safra e a entressafra de 2011, quando o contrário acontece para refletir a escassez de animais na seca e é essencial para os bons resultados desta atividade. O motivo para a queda do preço em 2011 foi a exportação menor durante a instabilidade causada pela primavera árabe e pelo auge da crise na Grécia, ao mesmo tempo em que o consumo brasileiro desacelerou no segundo semestre por efeito da alta de juros. O preço dos insumos também subiu, mas por efeito da safra ruim de milho nos Estados Unidos e outros fatores, como a queda do dólar diante das outras moedas e a alta do petróleo. As circunstâncias para o período de confinamento este ano são muito distintas, mas a percepção da mudança de cenário exige perspicácia. O consumo no Brasil voltou a crescer ao final do ano passado e deve acelerar com a


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queda do juro. As exportações de carne também aumentaram neste período e devem sustentar maior crescimento ao longo de 2012, pois a atividade no mundo árabe e o consumo nos Estados Unidos, América Latina, Ásia, África e Europa seguem se recuperando. O abate no Brasil, porém, começou o ano com forte queda, o que dificultou ainda mais a percepção da inversão do cenário. A pesquisa mostrou aspectos regionais interessantes. Regiões no norte do país, como Pará e Rondônia, se lançam na atividade de confinamento com aumentos de 40% e 20%, respectivamente. O Tocantins e a Bahia também se lançam e aparecem na pesquisa com 75% e 100% de aumento, respectivamente. Os estados confinadores tradicionais seguem aumentando o número de animais acima do crescimento do rebanho. Goiás, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso aumentam o número de animais em 10%, 20% e 30%, respectivamente. Estes estados já confinam cerca de 3% de seus rebanhos, enquanto a média nacional é menor que 2%. O crescimento do confinamento só não será recorde porque o maior estado confinador, São Paulo, apresenta o menor crescimento entre os pesquisados (6%). Outro confinador relevante, Minas Gerais, pretende reduzir a atividade em 15%. A pesquisa mostrou outra informação importante. Os pesquisados relataram uma capacidade de confinar 867 mil animais, enquanto a sua intenção é confinar 1,13 milhão. Essa capacidade poderia, na verdade, confinar um volume maior, pois um animal passa de 3 a 4 meses antes de sair para o abate. De fato, alguns estados irão confinar mais de 200% de sua capacidade, pois a entressafra permite mais de um giro. Outras regiões relataram uso de apenas 70% de sua capacidade, mesmo com crescimento no número de animais. A avaliação do Banco Original é que o confinamento vai se consolidar no Brasil. Ao perguntarmos se a atividade faz parte da estratégia do sistema de produção, ou seja, será repetida todos os anos, estados de maior rebanho (MT, MS, GO) respon-

deram que 70% faz parte da estratégia. Em outras palavras, somente 30% dos animais confinados são decididos com base nas condições de mercado. Uma proporção próxima vale para estados como Minas Gerais e Paraná. A novidade é a proporção em São Paulo ser o inverso. A pesquisa mostrou que 75% dos animais confinados em São Paulo são exclusivos, ou seja, seu confinamento é decidido com base nas condições de mercado. Proporções semelhantes são encontradas na Bahia e Rondônia, onde os produtores estão expandindo o número de animais, enquanto São Paulo optou por menor crescimento. A Pecuária só tem a ganhar com a expansão da atividade de confinamento no Brasil. O ganho de peso e o abate precoce aumentam a produtividade e liberam áreas de pastagem para outros fins. Outros desafios se colocam, como a gestão de custos e o manejo da alimentação. Estas questões se encaixam com vocação brasileira, na qual fatores naturais se combinam com a expertise e o espírito empreendedor do produtor pecuário.

Para outros relatórios e informações acesse: www.bancooriginal.com.br economia@bancooriginal.com.br

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Agro Produtor/ Agro Valor

Cachaça da Tulha Com o apelo artesanal e de produção sustentável, a marca avança no mercado e cresce cerca de 30 % ao ano. Com apelo artesanal e de produção sustentável, marca cresce cerca de 30 % ao ano Um antigo depósito de café, com instalações originais de pau-a-pique, na Fazenda São José do Mato Seco, em Mococa, SP, construída no final do século XIX , foi preservado e restaurado para dar lugar aos toneis de carvalho. A propriedade foi adquirida pelo casal Augusto Quintella e Veva Quintella, em 2001, e passou por um processo de reestruturação para dar início à produção de cachaça de qualidade. Neste cenário, surgiu a Cachaça da Tulha, que recebeu este nome por ser envelhecida em uma bela tulha antiga. A cana-de-açúcar utilizada no preparo artesanal é cultivada na propriedade é colhida no corte manual, sem o uso de queimada. “A matéria-prima ganha vida na fermentação com leveduras selecionadas e cresce na destilação, que reserva apenas a melhor parte do produ46

to”, conta a filha do casal, Yayá Quintella. Segundo Yaiá, a marca avança no mercado, com crescimento na casa dos 30% ao ano e já é consumida em restaurantes e lojas especializadas de São Paulo e região. Desde 2006, é comercializada em duas versões: a armazenada em toneis de jequitibá e a envelhecida em carvalho. Edições A Cachaça da Tulha Ouro tem edições anuais e apresenta essa versão em carvalho. “É encorpada e ácida com notas de frutas, madeira, baunilha, couro, amêndoa caramelada, com toque mineral na boca e final discretamente amargo”, descreve. A primeira Edição Única, lançada em 2007, com 1700 garrafas, levou a assinatura do sommelier Manoel Beato, do barman Derivan de Souza e de Maria José Miranda (do Programa Brasileiro de Desenvolvimento da Cachaça). A 2008 foi

preparada por Belarmino Iglesias, proprietário do Rubaiyat; Carlos Cabra, consultor de vinhos do Pão de Açúcar; Pereira, barman do Astor. e Mauricio Maia, publicitário e apreciador de cachaças. (A.C)

Cachaça Tulha

Os números da branquinha • 6,6% é a participação da cachaça no mercado de bebidas, atrás apenas da cerveja (88,8%) • 4 mil é a quantidade de marcas de cachaça no Brasil • 40 mil é número de produtores de cachaça, dos quais, 1.694 registrados no Mapa 600 mil é total de empregos diretos e indiretos que o setor oferece.

Fontes: Abrabe – Associação Brasileira de Bebidas e Instituto Brasileiro da Cachaça


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