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Falta  Feverestival: Se falta, o que falta?

O Feverestival - Festival Internacional de Teatro de Campinas surgiu em 2003 da iniciativa de grupos teatrais e artistas de Barão Geraldo. Desde esse período, muitas mãos se deram para que ele continuasse existindo por 9 anos. Em seu décimo aniversário, pela primeira vez, o Festival não acontece. Pela primeira vez “Falta Feverestival”. E o que falta com sua Falta? O Feverestival nasceu para complementar o intercâmbio que acontece entre os diferentes artistas que visitam Barão Geraldo no mês de fevereiro, por conta das oficinas oferecidas pelos grupos locais. Ao longo desses anos, o festival cresceu: estruturou-se profissionalmente; trouxe diversos espetáculos reconhecidos nacional e internacionalmente; descentralizou as atividades do Distrito de Barão Geraldo; levou atividades para o centro e periferia de Campinas, e outras cidades da Região Metropolitana; ganhou espaço na mídia; ampliou seu público-alvo; foi reconhecido como um importante festival no panorama do teatro nacional. Sabemos que, tudo isso foi possível, pela união de muitas mãos: comerciantes locais, parceiros, SESC Campinas, Espaço Cultural Semente, Grupos e Artistas de Barão Geraldo e tantos outros artistas que fizeram história ao nosso lado. Mesmo sem a décima edição, os grupos de Barão Geraldo individualmente continuam a se movimentar, as oficinas que iniciaram esse intenso movimento continuam como antes, acolhendo e movimentando visitantes. Como antes? Então, o que falta quando “Falta Feverestival”? À luz, concretamente falta: espetáculo adulto e infantil, de rua e de sala; Falta Cabaré, Falta Clownferência, Falta Sarauferência; Falta uma programação escolhida por uma curadoria diversificada, que contempla artistas locais e estrangeiros, antigos parceiros, e jovens desconhecidos, grupos renomados e companhias recémchegadas. Falta espaço para artistas nacionais e internacionais mostrarem seus trabalhos. Falta opção cultural para o público campineiro. Porém, olhando um pouco mais à sombra, perceberemos que Falta mais do que o concreto. A partir dessas e de outras atividades, ao longo dessa história, o Feverestival organizou, institucionalizou, democratizou, potencializou, criou e articulou ações artísticas novas e já existentes, na medida em que promoveu atividades de diferentes cunhos, ampliando referências de artistas e não artistas, formando público e olhar. Então, depois de tantos anos, por que “Falta Feverestival”? Nesse momento, embora obvio, é preciso ser novamente claro: Porque Falta política pública cultural efetiva e de qualidade em Campinas. Falta o reconhecimento do poder público e a contemplação em editais públicos estaduais e federais existentes no país. Falta interesse da iniciativa privada em incentivar a cultura local. Falta espaço para apresentação, já que Campinas, infelizmente não possui um teatro municipal disponível e o Festival perdeu um importante parceiro que fechou suas portas em 2011, o Espaço Cultural Semente. É clara, assim, a importância que o Feverestival ganhou nesses anos todos, e não pretende-se abandonar os avanços, nem o público conquistado, porém pensando em manter o objetivo de fomentar a arte teatral dentro e fora da cidade de Campinas e colaborar para a formação de plateia, o Núcleo Feverestival decide deflagrar a Falta! Esperamos que o Feverestival faça FALTA! Porém, esperamos que seja por pouco tempo. Se pra você faz falta, manifeste-se no nosso facebook: Feverestival Campinas.

Núcleo Feverestival: Bruna Picolli, Cynthia Margareth, Erika Cunha, Isis Madi e Joice Lima.


Se falta, o que falta?