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Sumário Prefácio à 5a edição,  XV Apresentação,  XVII Agradecimentos, XXI PARTE I − INTRODUÇÃO, 1 1

Conceitos Introdutórios, 3 1.1 1.2 1.3 1.4 1.5

2

Conceitos, 3 Objetivos da análise das demonstrações contábeis, 6 Usuários da análise das demonstrações contábeis, 8 Limitações da análise das demonstrações contábeis, 10 O impacto das fraudes na análise das demonstrações contábeis, 12

Visão da História Recente da Contabilidade e da Análise das Demonstrações Contábeis, 13 2.1 Estados Unidos, 13 2.2 Brasil, 15 2.2.1 Pioneiros da análise de balanços no Brasil,  18 2.3 Convergência às normas internacionais de contabilidade,  21

3  Características Qualitativas da Informação Contábil, 23 3.1 Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil- -Financeiro, 25 3.1.1 Objetivo do relatório contábil-financeiro de propósito geral (OB1 a OB21), 26 3.1.2 Características qualitativas das informações contábil-financeiras (QC4 a QC34), 26 3.1.3 Características qualitativas fundamentais (QC5 a QC18), 28

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VIII  Sumário 3.1.3.1

Aplicação das Características Qualitativas Fundamentais (QC17 a QC18), 29 3.1.4 Características qualitativas de melhoria (QC19 a QC34), 29 3.1.4.1 Aplicação das Características Qualitativas de Melhoria (QC33 a QC34), 30 3.1.5 Restrição de custo na elaboração e divulgação de relatório contábil- -financeiro útil (QC35 a QC39), 31 3.1.6 Orientações remanescentes contidas no texto da antiga Estrutura Conceitual, 31 3.1.7 Mensuração dos elementos das demonstrações contábeis, 32 3.1.7.1 Atualização monetária, 34 3.2 Diretrizes para pequenas e médias empresas, 35

4

Estrutura e Divulgação das Demonstrações Contábeis no Brasil, 39 4.1 Demonstrações contábeis e informações obrigatórias, 40 4.1.1 Demonstrações financeiras de sociedades de grande porte,  41 4.1.2 Demonstrações contábeis de pequenas e médias empresas,  41 4.1.3 Reconhecimento de elementos das demonstrações contábeis,  42 4.2 Balanço patrimonial,  42 4.2.1 Ativo,  44 4.2.2 Passivo,  46 4.2.3 Patrimônio líquido,  47 4.2.4 Contas retificadoras,  49 4.2.4.1 Contas retificadoras do ativo circulante e não circulante,  49 4.2.4.2 Investimentos,  49 4.2.4.3 Imobilizado e Intangível,  50 4.2.4.4 Diferido,  50 4.2.4.5 Patrimônio líquido,  50 4.2.5 Passivo a descoberto,  50 4.3 Demonstração do resultado do exercício,  50 4.3.1 A forma de apresentação dos resultados da DRE conforme a LSA,  51 4.3.2 Demonstração do Resultado Abrangente (DRA),  53 4.4 Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados,  53 4.5 Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL),  54 4.6 Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC),  55 4.6.1 A necessidade da DFC,  56 4.6.2 Métodos de elaboração da DFC,  57 4.6.2.1 Método direto,  58 4.6.2.2 Método indireto,  58 4.6.3 Modelos de DFC,  58 4.7 Demonstração do Valor Adicionado (DVA),  62 4.7.1 Características das informações da DVA,  63 4.7.2 Modelo de DVA,  64

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Sumário  IX 4.8 Exemplo completo de demonstrações contábeis,  65

5

Informações, Relatórios e Pareceres que Acompanham as Demonstrações Contábeis,  67 5.1 5.2 5.3 5.4 5.5

6

Notas explicativas,  67 Relatório da administração,  69 Parecer do Conselho Fiscal,  70 Relatório dos auditores independentes,  71 Exemplo de informações complementares,  73

Demonstrações e Informações Contábeis não Obrigatórias,  75 6.1 Demonstração das origens e aplicações de recursos,  75 6.2 Balanço social e relatórios de sustentabilidade,  77 6.3 EBITDA,  78 6.3.1 A utilidade do EBITDA como indicador da geração de caixa,  79 6.3.2 Forma de divulgação do EBITDA,  79

PARTE II − PREPARANDO-SE PARA A ANÁLISE,  81 7

Padronização, Consolidação e Qualidade das Demonstrações Contábeis na Lei das Sociedades Anônimas (LSA),  83 7.1 Padronização das demonstrações contábeis,  83 7.2 Consolidação das demonstrações contábeis,  85 7.3 Qualidade das informações contábeis,  85

8

Etapas da Análise das Demonstrações Contábeis,  89 8.1 Coleta de dados,  89 8.1.1 Obter cópia das demonstrações a serem analisadas,  89 8.1.2 Obter informações sobre os negócios da empresa,  90 8.1.3 Obter publicações especializadas,  90 8.2 Conferência dos dados coletados,  91 8.3 Preparação dos dados para análise,  92 8.3.1  Padronização das demonstrações,  92 8.3.2 Ajustes e reclassificações de contas,  93 8.4 Processamento dos dados,  94 8.4.1 Construção da análise horizontal e vertical,  94 8.4.2 Extração dos indicadores econômicos, financeiros e patrimoniais,  95 8.5 Análise dos dados,  95 8.5.1 Ponderações iniciais,  95 8.5.2 Benchmarking,  95 8.5.2.1 Fornecedores de dados nos Estados Unidos,  97 8.5.2.2 Fornecedores de dados no Brasil,  97 8.5.3 Análise de empresas pertencentes a um conglomerado econômico,  99

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X  Sumário 8.6 Elaboração do relatório ou parecer,  99 8.7 Impactos da convergência às IFRS na análise das demonstrações contábeis,  100 8.8 Uso de ferramentas eletrônicas para auxiliar o tratamento de dados, 100

9

O Uso de Ferramentas Eletrônicas no Processo de Análise das Demonstrações Contábeis,  101 9.1 Sistemas de escrituração contábil e de análise de demonstrações contábeis,  101 9.2 Sistema EmpresasNet,  102 9.3 Planilhas de cálculo,  102 9.3.1 Planilha Análise Financeira,  103 9.4 Internet,  103 9.4.1 Indicação de sites,  103 9.4.1.1 Portais,  103 9.4.1.2 Indicadores e notícias,  104 9.4.1.3 Mercado de capitais,  104 9.4.1.4 Sites de companhias de capital aberto,  105 9.4.2 Acesso a sites em outros idiomas,  105

PARTE III − ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS,  107 10 Metodologias de Análise das Demonstrações Contábeis,  109 10.1 10.2 10.3 10.4 10.5

Diferenças absolutas,  109 Análise horizontal,  110 Análise vertical,  110 Análise através de índices ou quocientes,  110 Outras metodologias complementares,  111 10.5.1 Análise da alavancagem,  111 10.5.2 Análise das Necessidades de Capital de Giro (NCG),  111 10.5.3 Determinação do grau de insolvência através de modelos estatísticos,  111 10.5.4 Análise da Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC),  112 10.5.5 Análise da Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL),  112 10.5.6 Análise da Demonstração do Valor Adicionado (DVA),  112 10.5.7 Análise do Balanço Social,  113 10.5.8 Análise do EBITDA,  113 10.6 Indicadores de avaliação de desempenho para o terceiro setor, 116 10.7 Analisando uma empresa sem o uso de indicadores,  119

11 Análise Horizontal e Vertical,  121 11.1 Análise horizontal,  122 11.2 Análise vertical,  122 11.3 Análise horizontal e vertical do balanço patrimonial,  123 11.3.1 Ativo Circulante (AC),  125 11.3.2 Ativo Não Circulante – Realizável a Longo Prazo (RLP),  126

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Sumário  XI

11.4

11.5 11.6 11.7

11.3.3 Ativo Não Circulante – Ativo Permanente (AP),  126 11.3.4 Passivo Circulante (PC),  127 11.3.5 Passivo Não Circulante/Exigível a Longo Prazo (ELP),  127 11.3.6 Patrimônio Líquido (PL) e Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL),  128 Análise horizontal e vertical da Demonstração do Resultado do Exercício,  128 11.4.1 Receita bruta,  131 11.4.2 Custo dos produtos vendidos,  131 11.4.3 Lucro bruto,  131 11.4.4 Despesas operacionais,  131 11.4.5 Lucro operacional,  131 11.4.6 Receitas e despesas financeiras,  132 11.4.7 Lucro líquido,  132 11.4.8 Lucros distribuídos,  132 Análise horizontal e vertical da Demonstração dos Fluxos de Caixa,  132 Análise horizontal e vertical da Demonstração do Valor Adicionado,  133 Análise da Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL), 133

12 Análise Através de Indicadores ou Quocientes,  135 12.1 Indicadores de atividade ou rotatividade (prazos médios),  137 12.1.1 Mensuração dos ciclos operacionais e financeiros a partir das demonstrações contábeis,  138 12.1.1.1 PMRE (Prazo Médio da Rotação dos Estoques),  138 12.1.1.2 PMRV (Prazo Médio do Recebimento das Vendas),  140 12.1.1.3 PMPC (Prazo Médio do Pagamento das Compras – Fornecedores),  141 12.1.2 Avaliação dos ciclos operacionais,  142 12.1.2.1 Ciclo Operacional Superavitário (COS),  142 12.1.2.2 Ciclo Operacional Deficitário (COD),  143 12.2 Indicadores de liquidez,  144 12.2.1 Liquidez imediata ou instantânea,  146 12.2.2 Liquidez geral ou total,  146 12.2.3 Liquidez corrente ou comum,  147 12.2.4 Liquidez seca ou Prova Ácida (acid test ratio),  148 12.3 Indicadores da estrutura de capital (endividamento),  149 12.3.1 Participação de capital de terceiros (grau de endividamento),  150 12.3.2 Composição do endividamento,  151 12.3.3 Imobilização do patrimônio líquido,  152 12.3.4 Imobilização dos recursos não correntes,  152 12.4 Indicadores da rentabilidade,  153 12.4.1 Giro do ativo,  154 12.4.2 Margem líquida,  155

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XII  Sumário 12.4.3 Rentabilidade ou Retorno do Ativo (ROA ou ROI),  156 12.4.4 Rentabilidade do Patrimônio Líquido ou Retorno do Capital Próprio (ROE),  157 12.4.5 Análise da rentabilidade pelo Modelo DuPont,  157 12.4.5.1 Fórmula DuPont,  159 12.4.5.2 Fórmula DuPont modificada,  160 12.4.5.3 Decisões após aplicação do Modelo DuPont,  164 12.5 Análise Fundamentalista, 165 12.5.1 PL (Preço/Lucro), 166 12.5.2 Lucro por Ação (LPA), 167 12.5.3 Taxa de Dividendo ou Dividend Yield (DY), 167 12.5.4 Valor Patrimonial por Ação (VPA) ou Book Value per Share, 168 12.5.5 Preço sobre Valor Patrimonial (P/VPA), 168 12.5.6 Pay-out, 169

13 Estudo da Alavancagem,  171 13.1 Alavancagem Financeira,  171 13.1.1 Estratégias para aumentar o Grau de Alavancagem Financeira (GAF),  172 13.1.2 Calculando o GAF sem considerar o efeito dos custos com a dívida no Imposto de Renda,  173 13.1.3 Calculando o GAF considerando o efeito dos custos com a dívida no Imposto de Renda,  173 13.1.3.1 Identificação do valor de investimentos e do passivo oneroso e não oneroso,  174 13.1.3.2 Cálculo da carga tributária do Imposto de Renda (IR) e Contribuição sobre o Lucro (CSSL),  175 13.1.3.3 Cálculo do Retorno sobre Investimentos (ROI/ROA), Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) e Grau de Alavancagem Financeira (GAF),  176 13.2 Grau de Alavancagem Operacional (GAO),  180 13.2.1 Exemplo da determinação do GAO,  181 13.3 Alavancagem total,  183 13.4 Ponto de Equilíbrio (Break Even Point),  185

14 Análise da Necessidade de Capital de Giro,  187 14.1 Capital de Giro (CG) ou Capital Circulante Líquido (CCL),  187 14.2 Etapas a serem seguidas para se determinar a NCG,  189 14.2.1 Caso prático de determinação da NCG,  190 14.3 Efeito tesoura,  193 14.4 Overtrade ou overtrading,  194 14.5 Fontes de financiamento da Necessidade de Capital de Giro,  195 14.6 Capital de Giro Próprio (CGP),  196

15 Modelos Estatísticos de Previsão de Insolvência,  199 15.1 Modelo estatístico discriminante,  201

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Sumário  XIII 15.2 Aspectos gerais dos principais modelos de previsão de insolvência,  201 15.2.1 Modelo de Altman,  201 15.2.2 Modelo de Kanitz,  202 15.2.3 Modelo de Elizabetsky,  203 15.2.4 Modelo de Matias,  203 15.2.5 Modelo de Pereira da Silva,  204 15.3 Eficiência dos modelos de previsão de insolvência,  204

16 Elaboração do Relatório de Análise das Demonstrações Contábeis,  207 16.1 Cuidados na elaboração do relatório ou parecer,  208 16.2 A construção do relatório de análise,  210 16.3 Exemplos de relatório,  212 16.3.1 Relatório simulado de análise de uma empresa,  212 16.3.2 Exemplo de uma análise real, em forma de artigo jornalístico,  214

PARTE IV − ESTUDO DE CASOS,  217 17 Estudo Dirigido de Caso,  219 17.1 A escolha da empresa a ser analisada,  219 17.2 Levantamento de dados,  220 17.2.1 A coleta de dados,  220 17.2.2 Uso de papéis de trabalho,  220 17.2.3 Uso da planilha eletrônica,  221 17.3 Análises a serem efetuadas,  222 17.3.1 Análise de cenário,  222 17.3.2 Análise Vertical e Análise Horizontal do Balanço Patrimonial e DRE,  222 17.3.3 Indicadores de atividade,  222 17.3.4 Indicadores de liquidez,  223 17.3.5 Análise da estrutura de capital,  223 17.3.6 Análise da rentabilidade,  223 17.3.7 Análise da Necessidade de Capital de Giro,  223 17.4 Conclusões e recomendações,  224

18 Empresa Exemplo: Cia. Lucro Certo,  225 18.1 Informações gerais sobre a empresa,  225 18.2 Demonstrações contábeis,  226 18.2.1 Balanço Patrimonial,  226 18.2.2 Demonstração do Resultado do Exercício,  228 18.2.3 Demonstração dos Fluxos de Caixa,  229 18.2.4 Demonstração dos Lucros e Prejuízos Acumulados,  230 18.2.5 Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido,  231 18.3 Informações complementares extraídas das notas explicativas às demonstrações contábeis,  234

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XIV  Sumário 18.4 Relatório dos auditores independentes,  240 18.5 Quadro dos Indicadores das principais companhias concorrentes da Cia. Lucro Certo,  242

PARTE V − MATERIAIS COMPLEMENTARES,  249 19 Guia do Usuário da Planilha Análise Financeira,  251 19.1 Menu principal,  252 19.2 Papéis de trabalho,  253 19.2.1 Usando os formulários de padronização,  254 19.3 Cadastramentos,  254 19.3.1 Cadastrando os dados da empresa a ser analisada,  255 19.3.2 Cadastrando os dados do(s) analista(s),  256 19.3.3 Cadastrando as demonstrações contábeis,  257 19.3.3.1 Balanço Patrimonial,  257 19.3.3.2 Demonstração do Resultado (DRE), Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) e Demonstração do Valor Adicionado (DVA),  258 19.4 Analisando os números e indicadores gerados,  259 19.4.1 Cadastrando o Parecer Final, 260 19.5 Imprimindo relatórios,  261 19.6 Declaração de responsabilidade,  262

Anexo A − Quadro-resumo dos Índices e Quocientes,  263 Anexo B − Siglas e Abreviaturas,  267 Anexo C – Documentos CPC Citados no Livro, 271 Referências,  273

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Prefácio à 5a Edição Nesta quinta edição realizamos atualização, inserções e revisão do texto para melhorar a compreensão dos conceitos apresentados. Destacamos as principais alterações em cada capítulo: Capítulo 2 – Ampliadas as informações concernentes à evolução da análise de Balanço nos Estados Unidos e Brasil, aos pioneiros da análise de balanço no Brasil, e convergência às normas internacionais de contabilidade (IFRS). Capítulo 3 – O capítulo foi totalmente revisado, passando a ser chamado de “Características qualitativas das informações contábeis”, considerando que não há mais a figura de princípios contábeis com a revogação da Resolução CFC No 750/1993, consolidando assim a convergência às normas internacionais de contabilidade. Capítulo 4 – Atualizado em razão da caducidade e revogação de normas da CVM e CFC que tratam da estrutura das demonstrações contábeis. Capítulo 5 – Atualizado em razão da caducidade de normas da CVM e revisão de normativos emitidos pelo CFC que tratam da estrutura das demonstrações contábeis. A seção relativa ao Relatório dos Auditores Independentes foi totalmente revisada. Capítulo 6 – Revisada a seção que trata do Balanço Social e relatórios de sustentabilidade. Capítulo 7 – Inserido texto introdutório sobre a necessidade de padronização de demonstrações contábeis, trazendo a sinalização feita sobre essa necessidade por um professor e pesquisador brasileiro e bancos americanos desde a década de 1930, e uma explicação sobre como a evolução da padronização foi sendo normatizada no Brasil. Capítulos 8 e 9 – Atualizadas as indicações de sites, proporcionando ao leitor o acesso a dados atualizados para realizar suas análises comparativas. XV

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XVI  Prefácio à 5a Edição Capítulo 10 – Incluída uma nova seção específica para tratar de indicadores de avaliação de desempenho para o Terceiro Setor, resultado de pesquisa coordenada pelo Conselho Federal de Contabilidade, Fundação Brasileira de Contabilidade e Associação de Procuradores e Promotores de Justiça de Fundações e Entidades de Interesse Social. A seção que tratava sobre Análise Fundamentalista foi remanejada para o Capítulo 12. Capítulo 11 – Ampliado o texto introdutório ao capítulo. Capítulo 12 – Ampliado o texto introdutório ao capítulo. Após a revisão do texto foi inserida uma seção tratando sobre Análise Fundamentalista, que antes constava no Capítulo 10. Capítulo 14 – Inseridos exemplo e comentários sobre a apuração do Capital de Giro Próprio a partir dos dados da empresa exemplo (Cia. Lucro Certo). Capítulo 15 – Ampliado o texto introdutório ao capítulo. Capítulo 19 – O capítulo foi totalmente revisado para descrever a melhor forma de utilização da nova versão da Planilha Análise Financeira. O guia traz uma série de dicas de uso. Além dessas alterações foi realizada uma revisão geral do texto, com modificações e inserções pontuais para melhorar a compreensão dos conceitos apresentados. A nossa expectativa é que esta obra continue proporcionando conhecimentos que sejam úteis e relevantes aos nossos leitores. O Autor

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Apresentação A construção do conhecimento não se encerra na sala de aula. Pelo contrário, nela se inicia, a partir do estímulo do professor aos seus alunos para que trilhem o gratificante caminho da pesquisa. Partindo dessa premissa, o presente livro tem como objetivo servir de ponto de partida para aqueles que se iniciam no estudo da Análise das Demonstrações Contábeis. A vasta referência bibliográfica disponível sobre as técnicas de elaboração, divulgação e Análise das Demonstrações Contábeis leva os iniciantes nessa disciplina a se desesperarem diante de tal volume de informações. Este livro oferece uma sequência lógica ao estudo dessa fascinante disciplina. O livro foi estruturado a partir de nossas reflexões e notas pessoais e de pesquisa na vasta referência bibliográfica disponível sobre o assunto, buscando incorporar todos os conceitos e conhecimentos associados necessários para a compreensão do tema. Veja a seguir o que você encontrará neste livro, considerando as alterações promovidas nesta quinta edição. Parte I – Introdução – Capítulos 1 a 6 Aspectos conceituais e históricos sobre a Análise das Demonstrações Contábeis, sua importância e limitações, os Princípios Fundamentais da Contabilidade, a estrutura­ das Demonstrações Contábeis no Brasil. São feitas uma abordagem sobre as demonstrações­ obrigatórias e não obrigatórias e a divulgação de informações complementares, à vista da legislação societária e normas do CPC, CFC e CVM, considerando as alterações introduzidas na LSA pelas Leis nos 11.638/2007 e 11.941/2009. 1. Conceitos introdutórios. 2. Visão da história recente da Contabilidade e da Análise das Demonstrações Contábeis. XVII

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XVIII  Apresentação 3. Princípios de Contabilidade. 4. Estrutura e divulgação das Demonstrações Contábeis no Brasil. 5. Informações, Relatórios e Pareceres que acompanham as Demonstrações Contábeis. 6. Demonstrações e Informações Contábeis não Obrigatórias. Exemplos das demonstrações contábeis obrigatórias estão apresentados no Capítulo 18. Parte II – Preparando-se para a Análise – Capítulos 7 a 9 São apresentadas as etapas a serem seguidas no processo de Análise das Demonstrações Contábeis. Essa parte inicia com os conceitos de padronização, consolidação e qualidade das demonstrações contábeis, para em seguida apresentar as etapas a serem seguidas no processo de análise, oferecendo importantes sugestões no uso de ferramentas eletrônicas e da Internet como suporte ao analista. 7. Padronização, consolidação e qualidade das Demonstrações Contábeis. 8. Etapas da análise das Demonstrações Contábeis. 9. O uso de ferramentas eletrônicas no processo de Análise das Demonstrações Contábeis. Parte III – Análise das Demonstrações Contábeis – Capítulos 10 a 16 Essa parte do livro começa com um capítulo introdutório sobre as principais metodologias utilizadas na Análise das Demonstrações Contábeis. Em seguida, é apresentada de forma detalhada cada uma das principais técnicas de análise. O livro busca ser claro e objetivo, sendo inovador no sentido de não trazer muitos exemplos ao longo do texto, pois a proposta é levar o leitor, a partir da teoria apresentada, a construir sua própria análise, seguindo o roteiro detalhado constante na Parte IV (Capítulos 17 e 18). 10. Metodologias de Análise das Demonstrações Contábeis. 11. Análise Horizontal e Vertical. 12. Análise através de Indicadores ou Quocientes. 13. Estudo da Alavancagem. 14. Análise da Necessidade de Capital de Giro. 15. Modelos Estatísticos de Previsão de Insolvência. 16. Elaboração do Relatório de Análise das Demonstrações Contábeis. Parte IV – Estudo de Casos – Capítulos 17 e 18 A Parte IV oferece ao leitor a oportunidade de colocar em prática cada um dos conceitos aprendidos ao longo do livro, sendo oferecido no site do livro material complementar­ de suporte a essa fascinante jornada, que é a interpretação das Demonstrações Contábeis. No Capítulo 17, é apresentado um roteiro detalhado para a análise de uma empresa real. O leitor será orientado desde a obtenção das Demonstrações Contábeis até a elaboração do Parecer ou Relatório Final.

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Apresentação  XIX

No Capítulo 18, é apresentada como alternativa à proposta do Capítulo 17 a possibilidade de realização da análise da Cia. Lucro Certo. As demonstrações contábeis dessa empresa foram preparadas a partir de uma empresa real, na qual a denominação social, os exercícios a que se referem e o nome da empresa de auditoria independente foram alterados. Além disso, algumas informações das notas explicativas contidas nas demonstrações originais são apresentadas de forma sintética, tendo em vista a necessária adaptação ao objetivo a que se propõe a obra. Além disso, os dados da Cia. Lucro Certo foram utilizados nos Capítulos 11, 12, 13 e 14, para ilustrar as várias metodologias de análise. 17. Estudo Dirigido de Caso. 18. Empresa exemplo: Cia. Lucro Certo. Parte V – Materiais Complementares – Capítulo 19 19. Guia do Usuário: Planilha Análise Financeira O livro é enriquecido com materiais complementares disponibilizados para download na página do livro no site da editora (www.grupogen.com.br). Material para leitores e alunos a) Planilha Análise Financeira: planilha desenvolvida em Microsoft© Excel,1 que efetua de forma automática a extração dos percentuais da Análise Horizontal e Vertical, a apuração dos Indicadores e Quocientes, a Determinação da Necessidade de Capital de Giro e o correspondente valor de Tesouraria, além dos indicadores da análise fundamentalista e de insolvência da empresa. Permite ainda que sejam inseridos comentários sobre a situação dela, os quais serão incorporados aos relatórios disponibilizados (com gráficos ou sem gráficos).  versão sem nenhum dado de demonstrações contábeis;  versão com todos os dados da Cia. Lucro Certo, constantes no Capítulo 18, e, por consequência, com todos os indicadores calculados e percentuais das Análises Horizontal e Vertical devidamente demonstrados. b) Papéis de trabalho: papéis de trabalho recomendados no Capítulo 17. Alexandre Alcântara da Silva www.alcantara.pro.br

1 A planilha Análise Financeira foi desenvolvida em Microsoft Excel© versão 2016, porém pode ser usada

adequadamente a partir da sua versão 2007.

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Agradecimentos A construção de um livro se faz com a colaboração de amigos e este não fugiu à regra. Agradeço aos amigos e colegas professores que, de forma mais direta, desempenharam um papel importante lendo os originais e fazendo valiosos comentários, e que sempre nos dirigiram palavras de incentivo: César Tibúrcio (UnB), Clodomar Fernandes Costa (Faculdade Independente do Nordeste – FAINOR), Flávio José Dantas da Silva (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – UESB) e Francisco Nobre de Oliveira (Faculdade Ruy Barbosa Devry). Agradecimento especial a Roberto Araújo Magalhães, pela revisão e contribuição dada na planilha eletrônica disponibilizada aos leitores. Agradecemos aos nossos alunos da graduação e pós-graduação que ao longo dos últimos anos receberam capítulos avulsos do livro em sala de aula e sempre os retornavam com comentários e sugestões, o que contribuiu significativamente para ajustar o texto às reais expectativas e necessidades dos mesmos. Muitos também foram os e-mails de professores dirigindo-nos generosas palavras de reconhecimento e incentivo. A vocês o nosso especial agradecimento e o convite para continuar enviando críticas e sugestões. Agradecemos também aos demais leitores, profissionais do mercado e estudantes dos mais diversos lugares do Brasil que contribuíram para a publicação das edições de atualização, com suas críticas, sugestões e também com palavras de incentivo.

XXI

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XXII  Agradecimentos Em particular agradecemos a: PROFESSORES Adriano Leal Bruni, Dr.

Universidade Federal da Bahia

Antônio Carlos Ribeiro, Dr.

Universidade Federal da Bahia, Universidade do Estado da Bahia e Fundação Visconde de Cairu

Aroldo Dias Cassemiro, MSc.

UNIGRAD

Célia Oliveira de Jesus Sacramento, Drª

Universidade Federal da Bahia e Universidade Estadual de Feira de Santana

César Augusto Tibúrcio Silva, Dr.

Universidade de Brasília

Clodomar Fernandes Costa, Doutorando

Faculdade Independente do Nordeste (FAINOR)

Flávio José Dantas da Silva, Esp.

Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Francisco Nobre de Oliveira, MSc.

Faculdade Devry Ruy Barbosa

Inaldo da Paixão Santos Araújo, MSc.

Universidade do Estado da Bahia, Universidade Católica de Salvador

José Carlos Fortes Rocha, MSc.

Universidade Estadual do Ceará e Universidade de Fortaleza

Josenaldo de Souza Alves, Msc.

Faculdade Independente do Nordeste

Lívia da Silva Modesto Rodrigues, Doutoranda

Universidade do Estado da Bahia, Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia da Bahia e Universidade Salvador

Finalmente, meus agradecimentos à minha esposa Jane e aos nossos filhos Matheus, Lucas e Alexandre, e netos, pelas demonstrações de paciência e incentivo durante os longos momentos de isolamento para a elaboração deste trabalho. Aos meus pais Francisco e Romilda (in memoriam), e aos meus irmãos José, Cristina e Alberto. A Jesus Cristo, meu Senhor e Salvador, autor e consumador de minha fé.

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10  Capítulo 1 ferramenta aplicável somente às grandes empresas. Em sua 11a edição,2 divulgada em 2016, em parceria com a revista Exame, constatou-se que entre os indicadores mais utilizados pelas PMEs destacam-se: crescimento das vendas; custos e despesas variáveis; margem de lucro líquido; endividamento da empresa; margem de lucro; tempo do retorno do investimento e taxa interna de retorno.

1.4 LIMITAÇÕES DA ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Em que pese sua utilidade no fornecimento de informações úteis para interpretação da situação econômica, financeira e patrimonial da empresa por todos os interessados (Quadro 1.1), a análise por meio de índices deve ser realizada com muito cuidado e critério técnico rigoroso, haja vista as suas limitações. Veja a seguir algumas dessas limitações mais significativas e respectivos cuidados a serem tomados.  Existem empresas que operam simultaneamente em vários ramos de atividade, o que pode levar à não existência de concorrentes com o mesmo perfil econômico. Nessas situações, o trabalho do analista externo se torna muito mais complexo, em razão de não se ter acesso às informações contábeis separadas de cada uma das atividades exploradas pela empresa. Por outro lado, quando a multiplicidade de atividades é explorada por um conglomerado de empresas, no qual cada uma desempenha uma atividade específica, a análise fica mais objetiva, pois o analista poderá analisar não somente a empresa holding, mas também cada empresa do grupo de per si, comparando assim os dados com os respectivos concorrentes setoriais. Vide maiores detalhes sobre análise de empresas pertencentes a um conglomerado econômico no Capítulo 8 (Seção 8.5.3).  Os efeitos da inflação e do câmbio distorcem os resultados das empresas quando comparamos os resultados de um exercício com os de períodos anteriores. É o caso de empresas com dívidas de longo prazo contratadas em moeda estrangeira, que pode apresentar um alto lucro ao final de um exercício quando a cotação da moeda caiu em relação ao exercício anterior. Nesse caso, devemos atentar para o volume de resultados estritamente operacional versus resultados financeiros. Distorções poderão surgir, quando comparamos essa empresa com outra do mesmo segmento que não tenha contraído empréstimos em moeda estrangeira. O analista poderá trabalhar com softwares ou modelos de planilhas que façam os ajustes necessários, de forma a expurgar os efeitos da inflação, ou trabalhar 2 O estudo tem por título As PMEs que mais crescem no Brasil: o ranking das emergentes e as lições para tempos desafiadores – pesquisa 2016. Disponível em: <https://www2.deloitte.com/content/dam/Deloitte/br/Documents/ conteudos/pmes/PME-2016.pdf>. Acesso em: 15 jan. 2017.

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12  Capítulo 1 Neste sentido Graham e Meredith (2010) destacam que “Um único balanço patrimonial pode nos dar algumas indicações do passado da empresa, mas ela só pode ser analisada de forma eficaz no contexto da demonstração do resultado e por meio de uma comparação de sucessivos balanços patrimoniais.”

1.5 O IMPACTO DAS FRAUDES NA ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS A possibilidade da existência de manipulação das demonstrações contábeis é uma triste realidade. Nos últimos anos, a mídia nacional e internacional tem divulgado escândalos envolvendo grandes corporações, que desencadearam um amplo movimento pela transparência e imposições de rígidos controles. No caso dos Estados Unidos, por exemplo, foi sancionada a Lei Sarbanes-Oxley (SOX).3 Essas manipulações contábeis também são denominadas de contabilidade criativa; no inglês, de windows dressing ou earning management; e no espanhol, de contabilidade creativa. A motivação de sua existência está relacionada aos incentivos econômicos buscados por gestores ou pelas próprias empresas. Outra corrente de pesquisadores prefere ainda usar as expressões alisamento de resultado ou gerenciamento de resultados, cuja prática é apresentada como a busca pela “suavização nas flutuações de uma série de resultados contábeis, cuja aplicação deriva de decisão emanada da alta direção da companhia” (TORRES et al., 2009).4 Nessas situações os gestores assumem a opção por esta ou aquela prática contábil para um mesmo fato. Caberá ao analista se deter na leitura das notas explicativas, e assim ponderar sobre os possíveis impactos das diferentes práticas adotadas. As demonstrações contábeis ainda podem não trazer a totalidade dos registros das operações da empresa (off-balance-sheet). Uma das formas de precaução é verificar se as demonstrações contábeis a serem analisadas passaram pelo crivo de uma auditoria independente (vide Capítulo 5, Seção 5.4).

3 Essa lei foi proposta pelos congressistas americanos Paul Sarbanes e Michael Oxley e aprovada em 30-6-2002 motivada por diversos escândalos financeiros praticados a partir de manipulação de dados contábeis. A lei afeta particularmente empresas brasileiras que mantêm ADRs (American Depositary Receipts). Para conhecer melhor a SOX recomendamos a leitura de excelente material produzido pela empresa de auditoria Deloitte: Lei Sarbanes-Oxley: guia para melhorar a governança corporativa através de eficazes controles internos. O material está disponível em: <http://www.ibgc.org. br/index.php/biblioteca/192/Lei-Sarbanes-Oxley-guia-para-melhorar-a-governanca-corporativa-atraves-de-eficazescontroles-internos>. Acesso em: 15 jan. 2017. 4 Recomendamos a leitura na íntegra dos artigos: Estrutura de propriedade e controle, governança corporativa e o alisamento de resultados no Brasil (TORRES et al., 2009); e Contabilidade criativa e responsabilidade dos auditores (GRATERON; SANTOS, 2003).

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24  Capítulo 3  Lei nº 10.406/2002 (Novo Código Civil – NCC) O Código Civil estabelece que o empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir um sistema de contabilidade, mecanizado ou não, com base na escrituração uniforme de seus livros, em idioma e moeda corrente nacional, em correspondência com a documentação respectiva, e a levantar anualmente o balanço patrimonial e o de resultado econômico, entre outras determinações relacionadas diretamente à escrituração contábil dentre outros.  Lei nº 6.404/1976 (Lei das Sociedades Anônimas – LSA) Os artigos 176 e 177 da LSA estabelecem a obrigatoriedade da uniformidade dos critérios contábeis ao longo do tempo, a adoção do regime de competência, bem como orientações quanto à elaboração das demonstrações contábeis, conforme detalhado no Capítulo 4, e demais relatórios que a acompanham, conforme detalhado no Capítulo 5.  Comissão de Valores Mobiliários (CVM) A LSA dispõe nos §§ 3o e 5o do artigo 177 que as companhias abertas observarão as normas relativas às demonstrações financeiras (contábeis) expedidas pela CVM, as quais deverão ser elaboradas em consonância com os padrões internacionais de contabilidade adotados nos principais mercados de valores mobiliários.  Conselho Federal de Contabilidade (CFC) Com a edição da Lei no 12.249/2010, que alterou o Decreto-lei nº 9.295/1946, ao CFC foi atribuído competência para editar Normas Brasileiras de Contabilidade de natureza técnica e profissional.  Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) Prevendo o ambiente de convergência do Brasil às normas internacionais de contabilidade, o Conselho Federal de Contabilidade, através da Resolução CFC no 1.055/2005, criou o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) para o “Estudo, o preparo e a emissão de Pronunciamentos Técnicos sobre procedimentos de Contabilidade e a divulgação de informações dessa natureza, para permitir a emissão de normas pela entidade reguladora brasileira, visando à centralização e uniformização do seu processo de produção, levando sempre em conta a convergência da Contabilidade Brasileira aos padrões internacionais.”

O CPC emite os seguintes documentos que correspondem à versão brasileira dos normativos emitidos pelo IASB e pelo antigo IASC, os quais têm sido sistematicamente aprovados pelo CFC, CVM, BACEN\CMN, SUSEP, ANEEL, ANTT e ANS: a) Pronunciamentos CPC. b) Interpretações Técnicas (ICPC).

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26  Capítulo 3

3.1.1 OBJETIVO DO RELATÓRIO CONTÁBIL-FINANCEIRO DE PROPÓSITO GERAL (OB1 A OB21) O Capítulo 1 do CPC-00 (R1) apresenta o objetivo do relatório contábil-financeiro de propósito geral. O OB1 introduz este capítulo com a seguinte declaração: OB1. O objetivo da elaboração e divulgação de relatório contábil-financeiro de propósito geral constitui o pilar da Estrutura Conceitual. Outros aspectos da Estrutura Conceitual – como o conceito de entidade que reporta a informação, as características qualitativas da informação contábil-financeira útil e suas restrições, os elementos das demonstrações contábeis, o reconhecimento, a mensuração, a apresentação e a evidenciação – fluem logicamente desse objetivo. Este capítulo apresenta os seguintes conteúdos:  Objetivo, utilidade e limitações do relatório contábil-financeiro de propósito geral (OB2 – OB11).  Informação acerca dos recursos econômicos da entidade que reporta a informação, reivindicações e mudanças nos recursos e reivindicações (OB12 – OB21). :: Recursos econômicos e reivindicações (OB13 – OB14). :: Mudanças nos recursos econômicos e reivindicações (OB15 – OB21). %% Performance financeira refletida pelo regime de competência (accruals)1 (OB17 – OB19). %% Performance financeira refletida pelos fluxos de caixa passados (OB20). %% Mudanças nos recursos econômicos e reivindicações que não são resultantes da performance financeira (OB21).

3.1.2 CARACTERÍSTICAS QUALITATIVAS DAS INFORMAÇÕES CONTÁBIL-FINANCEIRAS (QC4 A QC34) As Características qualitativas das informações contábil-financeiras estão estabelecidas no Capítulo 3 do CPC 00 (R1) Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro. O Quadro 3.1 apresenta as características qualitativas das informações contábil- -financeiras constantes nas duas versões do Pronunciamento Conceitual Básico (CPC 00) aprovados pela CVM e CFC.

1 Os accruals são provisões derivadas de apropriações por competência, caracterizadas como obrigações já existentes, registradas no período de competência, em que não existe grau de incerteza relevante, logo, como já se caracterizam como passivos genuínos não devem ser reconhecidos como provisões. Exemplo: Férias e 13o Salário devido aos funcionários e respectivos encargos. Dessa forma devem ser evidenciados como Férias a Pagar, e não como Provisão para Férias (FIPECAFI, 2013, p. 400-401).

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52  Capítulo 4  O resultado do exercício antes do Imposto sobre a Renda e a provisão para o imposto.  As participações de debêntures, empregados, administradores e partes beneficiárias, mesmo na forma de instrumentos financeiros, e de instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados, que não se caracterizem como despesa.  O lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação do capital social. No Quadro 4.2 apresentamos um exemplo de estrutura para a Demonstração de Resultado do Exercício a partir do padrão estabelecido na LSA. Quadro 4.2 Estrutura de Demonstração de Resultado do Exercício Demonstração do Resultado do Exercício RECEITA BRUTA DE VENDAS E SERVIÇOS (–) Impostos, devoluções e descontos sobre vendas e serviços RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS E SERVIÇOS (–) Custo das mercadorias vendidas e serviços prestados LUCRO BRUTO RECEITAS DESPESAS OPERACIONAIS (–) Com vendas (–) Gerais e administrativas (–) Honorários dos administradores (–) Depreciação e amortização (+/–) Participação em controladas e controlada em conjunto (+/–) Outras receitas despesas operacionais LUCRO OPERACIONAL ANTES DO RESULTADO FINANCEIRO RESULTADO FINANCEIRO (+) Receitas financeiras (–) Despesas financeiras Lucro do exercício antes do imposto de renda, contribuição social e das participações Imposto de renda e contribuição social (–) Corrente (–) Diferido Lucro do exercício antes das participações (–) Participação de acionistas não controladores Lucro do exercício antes das participações minoritárias (–) Participações minoritárias LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO Lucro líquido do exercício por ação do capital social em circulação no final do exercício Quantidade de ações do capital social em circulação no final do exercício

Um outro modelo de DRE pode ser visto no Capítulo 18, Seção 18.2.2.

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Estrutura e Divulgação das Demonstrações Contábeis no Brasil  61

Um outro modelo de Demonstração dos Fluxos de Caixa, pelo método indireto, pode ser visto no Capítulo 18, Seção 18.2.3. Veja a seguir modelo de Notas Explicativas sobre a Demonstração dos Fluxos de Caixa (métodos direto e indireto), constante no mesmo Apêndice A do CPC 03 (R2). A. Aquisição de Subsidiária Durante o período, o grupo adquiriu a controlada X. O valor dos ativos adquiridos e dos passivos assumidos é apresentado a seguir: Caixa

40

Estoques

100

Contas a receber

100

Ativo imobilizado

650

Conta a pagar – fornecedores

(100)

Dívida a longo prazo

(200)

Preço total de compra

590

Caixa da subsidiária

(40)

Fluxo de caixa da aquisição menos caixa da controlada X

550

B. Ativo Imobilizado Durante o período, o grupo adquiriu ativo imobilizado com um custo total de 1.250, dos quais 900 por meio de arrendamento financeiro. Pagamentos em dinheiro de 350 foram feitos para aquisição de imobilizado. C. Caixa e Equivalentes de Caixa Caixa e equivalentes de caixa consistem em numerário disponível na entidade, saldos em poder de bancos e aplicações financeiras de curto prazo. Caixa e equivalentes de caixa incluídos na demonstração dos fluxos de caixa compreendem: 20X2

20X1

40

25

Aplicações financeiras de curto prazo

190

135

Caixa e equivalentes de caixa

230

160

Efeito de oscilações nas taxas cambiais

0

(40)

Caixa e equivalentes de caixa ajustados

230

120

Caixa e saldos em bancos

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62  Capítulo 4

Caixa e equivalentes de caixa no fim do período incluem depósitos em banco de 100, mantidos por uma controlada, os quais não são livremente remissíveis à matriz por motivos de restrições cambiais. O Grupo tem linhas de crédito disponíveis para utilização no valor de 2.000, dos quais 700 poderão ser utilizados somente para expansão futura. D. Informação por Segmentos Fluxos de caixa de:

Segmento A

Segmento B

Total

Atividades operacionais

1.520

(140)

1.380

Atividades de investimento

(640)

160

(480)

Atividades de financiamento

(570)

(220)

(790)

310

(200)

110

Apresentação Alternativa (Método Indireto) Como alternativa, numa demonstração dos fluxos de caixa pelo método indireto, o lucro operacional, antes das mudanças no capital de giro, é, às vezes, demonstrado como segue: Receitas, excluída a renda de investimentos Despesas operacionais, excluída a depreciação Lucro operacional antes das mudanças no capital de giro

30.650 (26.910) 3.740

4.7 DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO (DVA)4 A Demonstração do Valor Adicionado (DVA) passou a ser obrigatória para as sociedades anônimas de capital aberto a partir do exercício de 2008, apesar de que algumas empresas já a divulgavam. A DVA deve evidenciar o valor da riqueza gerada pela companhia, a sua distribuição entre os elementos que contribuíram para a geração dessa riqueza, tais como empregados, financiadores, acionistas, governo e outros, bem como a parcela da riqueza não distribuída. Em outras palavras, a DVA evidencia o quanto de riqueza uma empresa produziu, ou seja, o quanto ela adicionou de valor aos seus fatores de produção e

4 O CPC emitiu o pronunciamento Técnico CPC 09 – Demonstração do Valor Adicionado, que foi aprovado pela Resolução CFC nº 1.138/2008 (NBC TG 09) e Deliberação CVM nº 557/2008.

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Demonstrações e Informações Contábeis não Obrigatórias  79

6.3.1 A UTILIDADE DO EBITDA COMO INDICADOR DA GERAÇÃO DE CAIXA Ao desconsiderar todas as despesas operacionais que não afetam o caixa – depreciação e amortização, por exemplo – e não levar em consideração os custos de financiamento representado pelas despesas financeiras, além dos efeitos da tributação sobre os resultados do exercício, o EBITDA tem sido considerado um dos melhores indicadores de geração de caixa operacional. Os detalhes da determinação do EBITDA, sua utilidade, limitações e forma de análise são discutidos no Capítulo 10 (Seção 10.5.8).

6.3.2 FORMA DE DIVULGAÇÃO DO EBITDA As companhias de capital aberto têm preferido divulgar o EBITDA (LAJIDA) e o EBIT (LAJIR) no Relatório da Administração junto com as análises do desempenho econômico e financeiro, acompanhado de comentários sobre os principais fatores que influenciaram as variações ocorridas na apuração do mesmo. A CVM através da Instrução CVM nº 527/2012 assim dispõe sobre a divulgação voluntária do LAJIDA e LAJIR:  O cálculo do LAJIDA e do LAJIR deve ter como base os números apresentados nas demonstrações contábeis de propósito geral previstas no Pronunciamento Técnico CPC 26 (R1) – Apresentação das Demonstrações Contábeis, não podendo compor o cálculo divulgado ao mercado, valores que não constem das demonstrações contábeis referidas no caput, em especial da demonstração do resultado do exercício.  A divulgação do cálculo do LAJIDA e do LAJIR deve ser acompanhada da conciliação dos valores constantes das referidas demonstrações contábeis, não podendo ser excluídos quaisquer itens não recorrentes, não operacionais ou de operações descontinuadas e será obtido conforme detalhado no Quadro 6.2. Quadro 6.2 Conciliação do LAJIDA/LAJIR conforme IN CVM no 527/2012 LAJIDA (EBITDA)

LAJIR (EBIT)

Resultado líquido do período

Resultado líquido do período

(+)

Tributos sobre o lucro

(+)

Tributos sobre o lucro

(+/–)

Despesas financeiras líquidas das receitas financeiras

(+/–)

Despesas financeiras líquidas das receitas financeiras

(+)

Depreciações, amortizações e exaustões

=

LAJIR (EBIT)

=

LAJIDA (EBITDA)

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102  Capítulo 9 sistemas de planilha eletrônica, a exemplo do Microsoft Excel© ou BrOffice Calc©, potencializando assim as possibilidades de análise.

9.2 SISTEMA EMPRESASNET O Sistema EmpresasNET é um programa disponibilizado gratuitamente pela CVM/ BM&FBOVESPA, utilizado pelas companhias registradas ou que pretendam se registrar na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para gerar e enviar os Formulários Cadastral, de Referência, ITR, DFP e SEC à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e à BM&FBOVESPA S.A. – Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros, no caso de companhias listadas nos mercados por ela administrados. Por meio desse sistema também é possível consultar e gerenciar os Formulários enviados pelas companhias. Para realizar o download do aplicativo basta acessar o site <http://www.bmfbovespa.com.br> e navegar em:  Serviços / Serviços para Empresas / Mais Serviços / Sistema Empresas.NET Na página do sistema existem todas as orientações relacionadas a pré-requisitos, instruções de download, instalação e canal de suporte ao usuário. No próprio site da BM&FBOVESPA é possível baixar as demonstrações e formulários para serem visualizados no EmpresasNET, navegando em:  Produtos / Listados a vista e derivativos / Renda variável / Ações / Empresas Listadas Uma vez localizada a seção Empresas Listadas, basta usar os recursos de filtragem de dados, localizar a companhia escolhida e realizar o download do arquivo, que deverá ser importado para o EmpresasNET. O sistema permite a visualização de todas as informações transmitidas pelas companhias para CVM e exportação para o formato TXT ou XLS (Microsoft Excel©).

9.3 PLANILHAS DE CÁLCULO Outra forma mais simples e customizada para se efetuar a extração e análise dos indicadores é através do uso de planilhas eletrônicas (Excel®, BrOffice Calc® etc.). O uso de planilhas eletrônicas elimina consideravelmente os cálculos tediosos e demorados, além de possibilitar a análise de um volume maior de dados, como, por exemplo, a extração de medidas de tendência central, muito útil quando se deseja determinar indicadores-padrão de um determinado segmento econômico.

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Análise Através de Indicadores ou Quocientes  137

de sua época davam preferência por observar ao que nós chamamos hoje de liquidez corrente e liquidez seca.  Manual de análise de balanços, de Rogério Pfaltzgraff (1969). O autor apresenta 105 ratios de análise de balanço agrupados em quatorze áreas temáticas.  Fórmulas importantes para analisar balanços, de Antônio Lopes de Sá (1982), a qual lista 38 indicadores, agrupados em Quocientes para a análise financeira e Quocientes para a análise da rentabilidade.  Magic numbers – the 33 ratios that every investor should know, de Temple (2002). O autor apresenta 33 indicadores agrupados em: Market based, Income statement­, Balance sheet, Cash flow e Risk, return, and volatility.

12.1 INDICADORES DE ATIVIDADE OU ROTATIVIDADE (PRAZOS MÉDIOS) A análise dos indicadores de atividade ou dos ciclos financeiro e operacional também é conhecida como análise da rotação de valores circulantes (BRAGA, 2003, p. 157161), interpretação dos quocientes de circulação (rotação) de capitais (FRANCO, 1992, p. 304), índices de prazos médios (MATARAZZO, 2010, p. 260-282). Na Figura 12.1 é possível visualizar o fluxo econômico-financeiro de uma empresa. Observe que nas empresas comerciais o fluxo após as compras segue diretamente para a fase de estocagem, já que a fase de produtos em processo se restringe às empresas industriais. PRODUTOS EM PROCESSO (inclui os custos de produção)

ESTOCAGEM

COMPRAS

Matéria-prima Produtos Intermediários Produtos Acabados Mercadorias para Revenda

Matéria-prima Mercadorias para Revenda Compras a Vista Compras a Prazo

VENDAS

PAGAMENTOS

Vendas a Vista Vendas a Prazo

Fornecedores Custos Indiretos (CIF) Mão de Obra Direta (MOD)

RECEBIMENTOS Caixa Bancos

Figura 12.1 Diagrama do fluxo econômico-financeiro de uma empresa industrial.

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164  Capítulo 12 12.4.5.3 Decisões após aplicação do Modelo DuPont Como o Modelo DuPont apresenta a decomposição dos componentes que permitem a determinação modificada da ROE, é possível visualizar, de forma rápida, através de simples cálculos e reflexões, as estratégias com melhor viabilidade de implementação. Como pode ser observado na Figura 12.2, o tripé do modelo, conforme destacado, está baseado na lucratividade (margem líquida), produtividade (giro dos ativos) e estrutura financeira da empresa (alavancagem financeira), permitindo uma boa identificação dos principais elementos que afetam o Retorno sobre o Capital Próprio (ROE). Basta então ao analista fazer as projeções de cenários possíveis e checar onde é possível impactar positivamente no ROE. Margem Líquida Lucratividade

X

=

Giro dos Ativos

ROA ou ROI (DuPont) Retorno do Ativo

Produtividade

X Ativo Total ÷ Patrimônio Líquido Total

=

Multiplicador da Alavancagem Financeira

=

ROE (DuPont) Retorno do Patrimônio Líquido

Estrutura Financeira ou Endividamento

Figura 12.2 Diagrama do Modelo DuPont.

O estudo da rentabilidade das empresas através do Modelo DuPont, por conjugar os aspectos de produtividade do investimento, da lucratividade das vendas e da estrutura de capitais, permite ao gestor tomar decisões acertadas que viabilizem a alavancagem da rentabilidade do capital próprio. O Quadro 12.5 apresenta um exemplo de conjunto de estratégias que podem ser implementadas pela empresa com o objetivo de maximizar o Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE).

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180  Capítulo 13

13.2 GRAU DE ALAVANCAGEM OPERACIONAL (GAO) A Alavancagem Operacional pode ser compreendida como o uso de ativos operacionais, como custos e despesas fixas, com o objetivo de aumentar os lucros antes de juros e Imposto de Renda (LEMES JUNIOR; RIGO; CHEROBIM, 2005, p. 71) e, de acordo com Padoveze (2003, p. 154), com a possibilidade de um acréscimo percentual no lucro operacional maior do que o percentual obtido de aumento das vendas. A análise da Alavancagem Operacional de uma empresa permite que se conheça sua viabilidade econômica, identificando-se claramente as causas que determinaram eventuais variações nos resultados, observando ainda a natureza cíclica de um negócio e a variabilidade de seus resultados operacionais, possibilitando ao analista identificar rapidamente qual o impacto no resultado da empresa a partir de qualquer variação no volume das vendas, revelando-se assim como uma boa ferramenta para construção de cenários. Na formação dos resultados, existem dois tipos de custos: os fixos e os variáveis (Quadro 13.4). Quadro 13.4 Custos fixos e variáveis CUSTOS E DESPESAS FIXOS

CUSTOS E DESPESAS VARIÁVEIS

Não variam em decorrência de mudanças no volume de atividades (produção e vendas), mantendo-se constantes no tempo.

Estão vinculados diretamente ao volume de atividade da empresa, ou seja, o valor deles oscila em função do volume de produção e vendas.

Exemplos: contabilmente (ou para fins fiscais) a depreciação de uma máquina ocorre independentemente de o volume de atividade, em certo tempo, ter variado. Da mesma forma o aluguel, salários e honorários da administração, despesas de juros de empréstimos e financiamentos etc., por não terem relação com a produção, são considerados custos fixos.

Exemplos: matéria-prima, mão de obra direta, comissão de vendedores, fretes sobre vendas etc.

Com base em uma determinada estrutura de custos, a alavancagem operacional revelará como uma alteração no volume de atividade influirá no lucro operacional da empresa. Logo, se determinada empresa possui alta percentagem de custos fixos em relação aos custos totais, diz-se que ela tem um alto grau de alavancagem operacional. Caso contrário, a rentabilidade tenderá a cair, podendo levar ao prejuízo, que, a despeito de poder ser mantido por algum tempo, a depender da estrutura econômica da empresa, a conduzirá a um estado de insolvência. Entendimento esse compartilhado por Brigham, Gapenski e Ehrhardt (2001, p. 568-571), que associam o conceito de alavancagem operacional ao de risco do negócio da empresa.

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220  Capítulo 17 Uma leitura nos relatórios trimestrais do exercício seguinte não deve ser desconsiderada. Caso você tenha dificuldade para obter demonstrações contábeis de uma empresa real, trabalhe de forma alternativa com as Demonstrações Contábeis da Cia. Lucro Certo, constante no Capítulo 18.

17.2 LEVANTAMENTO DE DADOS 17.2.1 A COLETA DE DADOS Sugerimos os seguintes procedimentos para a obtenção das Demonstrações Contábeis e de informações complementares para subsidiar a sua análise:  As Demonstrações Contábeis podem ser obtidas diretamente no site da empresa, ou no site da CVM ou BOVESPA, se a empresa escolhida for de capital aberto.  Consulte as edições anuais das revistas Melhores & Maiores (Exame), As 1000 Maiores empresas do Brasil (IstoÉ Dinheiro), Valor 1000 (Valor Econômico), conforme sugerido no Capítulo 8, Seção 8.1.3.  É importante obter as Demonstrações Contábeis dos principais concorrentes da empresa selecionada com o objetivo de comparação dos principais indicadores (benchmarking, Capítulo 8, Seção 8.5.2).  Consulte sites na Internet que divulgam notícias e análises de empresas com ações negociadas em Bolsa de Valores (vide indicações de alguns sites no Capítulo 9, Seção 9.4.1).  Consulte ainda os sites de entidades, associações ou até mesmo sites de notícias voltados especificamente para o segmento econômico da empresa selecionada. Nesses sites, que tendem a ser independentes, o analista encontrará uma variada fonte de informação sobre eventos passados, presentes e posicionamentos sobre as tendências do segmento.

17.2.2 USO DE PAPÉIS DE TRABALHO Para facilitar o processo de padronização das demonstrações contábeis que serão inseridas na planilha Análise Financeira, está disponibilizado para download na página do livro no site do Grupo GEN (<www.grupogen.com.br>) diversos Papéis de Trabalho (Quadro 17.1). Esses papéis de trabalho, além de oferecer uma padronização customizada com o padrão de análise da planilha Análise Financeira, poderão ser também utilizados para o registro das principais percepções ocorridas ao longo da análise, servindo de subsídio para a elaboração do Relatório de Análise sobre a situação da empresa analisada, conforme orientado na Seção 17.4.

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Estudo Dirigido de Caso  221 Quadro 17.1 Papéis de trabalho disponibilizados Número/descrição do papel de trabalho 1.  Formulário de Padronização – Balanço Patrimonial 2.  Formulário de Padronização – Demonstração do Resultado 3.  Formulário de Padronização – Demonstração dos Fluxos de Caixa – Direto 4.  Formulário de Padronização – Demonstração dos Fluxos de Caixa – Indireto 5.  Formulário de Padronização – Demonstração do Valor Adicionado 6.  Formulário de Análise – Análise de Cenário 7.  Formulário de Análise – Análise Horizontal e Vertical 8.  Formulário de Análise – Indicadores de Rotatividade/Atividade 9.  Formulário de Análise – Indicadores de Liquidez 10.  Formulário de Análise – Indicadores da Estrutura de Capital 11.  Formulário de Análise – Indicadores de Rentabilidade 12.  Formulário de Análise – Indicadores da Necessidade de Capital de Giro 13.  Formulário de Análise – Conclusões sobre a situação econômica, financeira e patrimonial da empresa

17.2.3 USO DA PLANILHA ELETRÔNICA Na página do livro no site do Grupo GEN (<www.grupogen.com.br>), você encontrará a planilha Análise Financeira, desenvolvida em Microsoft Excel© versão 2013, mas que funciona adequadamente nas suas versões 2010 e 2007. Antes de utilizar a planilha leia o Guia do Usuário (Capítulo 19). Lembre-se de que antes de proceder a qualquer tipo de análise faz-se necessária a padronização das demonstrações contábeis, conforme visto no Capítulo 7 (Seção 7.1). à Utilize os seguintes papéis de trabalho 1. Formulário de Padronização – Balanço Patrimonial; 2. Formulário de Padronização – Demonstração do Resultado; 3. Formulário de Padronização – Demonstração Fluxos de Caixa – Direto; 4. Formulário de Padronização – Demonstração Fluxos de Caixa – Indireto; 5. Formulário de Padronização – Demonstração do Valor Adicionado. Na planilha Análise Financeira, após serem digitados os números das Demonstrações Contábeis padronizadas, serão efetuados de forma automática a extração dos percentuais da Análise Horizontal e Vertical, a apuração dos Indicadores e Quocientes, a determinação da Necessidade de Capital de Giro e o valor de tesouraria da empresa sob análise.

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224  Capítulo 17 para a manutenção do giro dos negócios, oferecendo, conforme o caso, as sugestões que podem ser adotadas pela empresa para melhorar o seu Capital de Giro, como, por exemplo, modificações nas políticas de estocagem, de crédito e de compras, ou mudança no perfil das dívidas (prazos e taxas), ou até novas fontes de financiamento. No Capítulo 14, vimos que a Necessidade de Capital de Giro é a principal determinante da situação financeira de uma empresa, já que as contas patrimoniais utilizadas na sua determinação expressam operações de curto prazo, de efeitos rápidos sobre os resultados. Lembre-se de que quaisquer modificações nas políticas de estocagem, de crédito e de compras produzirão efeitos imediatos sobre o fluxo de caixa da empresa. Recomendamos uma revisão dos conceitos relacionados aos indicadores de atividade e ciclo operacional estudados no Capítulo 12 (Seção 12.1) e da alavancagem (Capítulo 13). à Utilize o seguinte papel de trabalho 12. Formulários de Análise – Análise da Necessidade de Capital de Giro.

17.4 CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES Após haver compilado as suas percepções sobre a empresa, o trabalho culminará com a elaboração de um Relatório, onde serão apresentados o objetivo, a metodologia aplicada, as empresas concorrentes analisadas, a descrição do cenário econômico em que a empresa está inserida e o seu parecer quanto à sua situação econômica, financeira e patrimonial. Para essa etapa, é imprescindível a releitura do Capítulo 8. Os cuidados a serem observados na elaboração do relatório de análise constam no Capítulo 16. à Utilize os seguintes papéis de trabalho 13. Formulários de Análise – Conclusões sobre a situação econômica, financeira e patrimonial da empresa. Os papéis de trabalho números 6 a 13 podem ser utilizados também para rascunhar seus comentários ao longo da análise das Demonstrações Contábeis da empresa escolhida. A planilha Análise Financeira disponibiliza a opção de inserção de um Parecer Final a partir da seleção de opção no seu Menu Principal. Suas percepções, comentários e parecer final serão compilados, permitindo a impressão de forma consolidada ao selecionar a opção Relatório sem Gráficos e Relatório com Gráficos a partir do mesmo menu.

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Estrutura, Análise e Interpretação das Demonstrações Contábeis  
Estrutura, Análise e Interpretação das Demonstrações Contábeis  

O texto desta 5ª edição foi revisto e ampliado, estando de acordo com as recentes alterações introduzidas na Lei das Sociedades Anônimas (Le...

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