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EM REVISTA

Distribuição Gratuita

ANO I - EDIÇÃO 3 - MARÇO2011

NATAÇÃO

MARCOS HALLACK

Atleta busca o tetra e lidera sua equipe no Estadual de Triathlon

CICLISMO

CORRIDA

PEDAL EUSOU

Segurança e Velocidade

Débora Macedo

TRIATHLON EM REVISTA

março.2011


A CAIXA acredita no atleta brasileiro. Por isso, investe cada vez mais em programas de formação de novos talentos, patrocina competições nacionais e internacionais, delegações inteiras, além de realizar importantes eventos para competidores de todos os níveis. Porque, para a CAIXA, esporte não é só medalha; é transformação, é inclusão social. E contribuir nesse sentido justifica ainda mais o nosso apoio.

Fabiano Peçanha – Atletismo

Keila Costa – Salto em distância

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SAC CAIXA – 0800 726 0101 (informações, reclamações, sugestões e elogios). Para pessoas com deficiência auditiva e de fala – 0800 726 2492. Ouvidoria CAIXA – 0800 725 7474.

c a ixa . gov. b r


Pablo Casadio, Diogo Fiochi, Marcius Itaborahy, Marcos Hallack, Carolina Hallack, Marco Capitão e Luciano Queiroz.

Foto de Márcio Schmidt / schmidtdigital.com.br Agradecimento: Escola de Educação Física do Exército

LIGHT - PARCEIRA DO ESPORTE

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EU SOU - DÉBORA MACEDO

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PEDAL SEGURO

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VELÓDROMO

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MARCOS HALLACK

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ESTADUAL DE TRIATHLON

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TREINAMENTO - MARCELO LEAL

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SIMULADO

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CIRCUITO MÍDIA KITRIO ANTIGO

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CIRCUITO RIOREDAÇÃO ANTIGO DIRETO DA

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CONSELHO EDITORIAL Paulo Prudente Marcelo Nissenbaum Raphael Pazos

AMIGO LEITOR,

Mais uma edição pronta e aqui em suas mãos. Este mês nossa matéria de capa conta um pouquinho da história de Marcos Hallack, tricampeão de triathlon do Estado do Rio de Janeiro. Carioca com sotaque mineiro, Hallack vem com força total de Juiz de Fora em busca do tetracampeonato. Junto com ele, vem os triatletas da Saúde Performance, que promete brigar pelo título por equipes. E os triatletas do Rio que se cuidem, por que os mineiros vão mesmo invadir a nossa praia. Também de Minas vem os atletas da TRIPLEX Team Agora é esperar e aparecer dia 20 de março no Aterro do Flamengo para competir ou prestigiar esta prova olímpica na cidade sede das Olimpíadas de 2016. E vem aí a TRIATHLON TV. Aguarde! Enquanto isso... BOA LEITURA!

PROJETO GRÁFICO

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JORNALISTA RESPONSÁVEL Paulo Prudente - MTB 20.644-RJ CONSULTORIA JURÍDICA Mourão, Silva, Muniz & Carvalho Advogados Associados

CONTATO redacao@triathlonemrevista.com.br comercial@triathlonemrevista.com.br

COLABORAÇÀO Marcelo Leal Walter Tuche Marcio Schmidt

A Triathlon em Revista é uma publicação da ECO - Idéias Esportivas, com distribuição gratuita.


LIGHT

PARCEIRA DO ESPORTE Copa Light de Ciclismo, Circuito Light Rei e Rainha do Mar e Circuito Light Rio Antigo. Isso para ficar apenas nas três modalidades que compõe o triathlon. Essa tem sido a relação da Light com o esporte. A empresa tem se destacado como umas principais parceiras dos esportes ao ar livre. Triathlon em Revista ouviu Paulo Pinto, diretor de Novos Negócios e Institucional da empresa. Aproveitamos para perguntar quando o triathlon será vist0 com carinho pela Light.

Paulo Pinto. Diretor de Novos Negócios e Institucional da LIGHT.

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O INÍCIO “Há mais de cem anos, a Light é uma grande parceira no desenvolvimento sustentável do Rio e tem, como política de patrocínio, estimular o desenvolvimento sócio-cultural nos 31 Municípios de sua área de concessão, localizados no Vale do Paraíba, Baixada Fluminense e região Metropolitana do Rio, incluindo a capital. Ao longo de sua história, a Light procurou incentivar a prática esportiva e apoiou eventos que servissem de exemplo e buscassem a melhoria da qualidade de vida da população.” CICLISMO, NATAÇÃO E CORRIDA “A Light desde 2007 apoia as Olimpíadas da Baixada que, até hoje, reúnem várias modalidades em um “intercâmbio” entre os municípios e que promovem a socialização por meio da prática sadia e da convivência pelo esporte.

Também foi parceira de Lars Grael na disputa olímpica na classe Star da vela, uma das modalidades que historicamente trouxe ao Brasil muitas medalhas. Nesses últimos anos, a Light vem apoiando, em especial, esportes ao ar livre, que valorizam a relação do atleta com o meio ambiente como natação, ciclismo, maratonas etc. A geografia da cidade do Rio permite associar as modalidades esportivas ao cenário mágico da orla, da arquitetura centenária e todo o legado cultural da história do país. Em dois eventos recentes, a Copa Light de Ciclismo e o Circuito Light Rio Antigo - Correndo por ruas históricas do Centro da Ci dade, os atletas uniram cultura e esporte. Além da Maratona do Rio e o Match Race, que aconteceram em cartões postais cariocas.”


EM REVISTA NATAÇÃO

DENTRO DA LIGHT “O apoio ao esporte começa “dentro de casa”. A Gente da Light tem uma academia de ginástica na sede da empresa, exclusiva para os empregados, com salas de alongamento, spinning, pilates, aparelhos de musculação de última geração etc. O programa Qualidade de Vida promove caminhadas e atividades esportivas durante todo o ano e implementa programas de antitabagismo, educação alimentar, vacinação de gripe, correção postural, saúde oral, entre outros. Já detectamos, através desse nosso grupo, que o esporte é fator motivacional importante para o empregado. Soma-se a isso a crença da Diretoria de que o investimento em qualidade de vida traz retornos significativos em produtividade, retenção de talentos e diminuição na ausência de empregados por motivos de saúde. Os funcionários são incentivados a participar dos diversos eventos esportivos ao longo do ano, em especial, os que tem a parceria da Light. Entre os resultados/ benefícios dessas ações, está a descoberta de talentos em diversas modalidades. Em seu quadro de funcionários, a Light tem judocas, karatecas, nadadores, velejadores, maratonistas, jogadores de rugby, futebol, volei, ciclistas, remadores etc.” IMAGEM “A prática de esportes sempre será um instrumento de formação individual e de socialização do cidadão, uma ferramenta para a educação de crianças e jovens. Desenvolve disciplina, dedicação, persistência, respeito, alegria, meritocracia e solidariedade: valores defendidos pela Light. É importante para a Light manter cada vez mais sua imagem associada à educação, qualidade de vida saudável e à sustentatibilidade.

CICLISMO

CORRIDA

Soma-se a isso, o fato de os grandes eventos promoverem a cidade, movimentarem a economia, permitindo um aumento cada vez maior na presença de turistas. E, ao contribuir com a promoção e desenvolvimento dos municípios da nossa área de concessão e da promoção da imagem do Rio de Janeiro, a Light investe indiretamente no seu maior negócio: distribuir energia.”

OUTROSESPORTES “A Light está atenta aos projetos que colaborem com a melhoria da qualidade de vida da população e promovam a cidadania. Assim como o Triathtlon, o apoio a outras modalidades não está descartado, desde que esteja de acordo com a nossa estratégia e nossa política de patrocínios. Estudamos mecanismos para estar ainda mais presente nas comunidades pacificadas também por meio de patrocínios esportivos e culturais. Comunidades que podem se tornar um banco de talentos para o esporte brasileiro.“ TRIATHLON EM REVISTA

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EU SOU

DÉBORAMACEDO O INÍCIO Engenheira, 36 anos, sempre adorei esporte. Já pratiquei vários ao longo da vida, especialmente natação e atletismo. Casei-me, fui mãe aos 18 anos e parei de praticar esportes. Voltei aos 26 anos, quando minha vida já estava mais organizada. Aos 29 entrei para a equipe de corrida da Embratel, onde trebalho. Comecei a gostar das corridas e me destacar no grupo. Aos 34 anos tive uma fratura por estresse no tornozelo depois de exagerar nos treinos (cheguei a correr 75km por semana sem orientação de técnico e por puro vício). Resolvi voltar a nadar e conversando com um colega de empresa que praticava triathlon decidi comprar uma bike. Comprei uma humilde Caloi Strada, que me serve muito bem até hoje e entrei de cabeça no mundo do triathlon. Filiei-me à FTERJ e resolvi fazer todas as provas estaduais. TREINOS, TRABALHO E LAZER Como só faço provas curtas (no máximo a distância olímpica), não é tão complicado conciliar os treinos com as demais atividades. Treino antes e depois do trabalho e na hora do almoço. Às segundas, quartas e sextas eu corro das 7 às 8h num quarteirão perto de casa, faço musculação de 12 às 13h na academia dentro da Embratel, e nado de 20h às 21h na academia Physical, perto da minha casa. Nas terças e quintas, treino ciclismo no rolo das 6h30 às 8h, em casa. Aos sábados e domingos, os treinos variam dentre ciclismo na estrada, natação no mar e corrida na areia, conforme a planilha passada pelo técnico Neném, que atualmente está me assessorando. Quanto ao lazer, os treinos por si só já funcionam como lazer, mas costumo ir toda semana ao cinema. COMPETIÇÕES Minha vontade é participar de todas as provas para as quais eu esteja fisicamente apta, atualmente significaria todos os aquathlons, duathlons e triathlons até a distância olímpica. Porém, tenho como limitação o investimento em cada prova: despesas com inscrição, passagem e hospedagem. ESSA MARCOU O primeiro triathlon olímpico de que participei, em 20/06/10. Na época, não tinha nenhum técnico me assessorando e o meu autotreinamento não foi suficiente. Fui a última colocada e terminei bastante quebrada. Porém, senti-me vitoriosa por concluir a prova. O objetivo é treinar e participar de provas por prazer, buscando bons resultados, porém sem neurose em ter alta performance. Já passei da idade de ser atleta olímpica, portanto quero apenas me superar. Minha cobrança é ganhar de mim mesma, melhorando minhas marcas a cada prova.

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PEDAL SEGURO por Marcelo Nissenbaum e Walter Tuche

Numa escala de 0-10, a segurança está enquadrada com índice 10. Não há cartilhas SER HURespeite o ou regras perfeitas para se sentir 100% lado e NO ao seu l! Chegue 5 A a M tu n o p ja seguro. Simplesmente porque muia Se io a seguranç ntes do iníc ele pela su z a 10 min. a a r tos acidentes não são provocados a op s. tenha temp e dos outro pae r do treino e p e s por ciclistas. Muitas variáveis não e s truçõe ouvir as ins podem ser controladas por quem amente. d a rar adequ está no pedal: motoristas bêbados ou , dormindo ao volante e pedestre atraculos, luvas Pedale de ó vessando a rua sem prestar atenção, em este rta na capacete (s e luz de ale s U vestuário e a ) n etc. Poderíamos, facilmente, citar 100 elha e casa m d r e ia (v a s ta o ã le n bicic rgas não (camisas la dianteira). o a d n exemplos e deixar todos de cabelo em a a u c q n e a d r a b traseira, utilizadas). devem ser pé. O propósito é criar uma reflexão. O que pode ser feito de fato para minimizar erros está intimamente ligado ao nto ciclista. Esteja ate a ânsito. tr tr nção nos às leis do Preste ate e la ocê peda Pedalar acompanhado é um excelente cojetos que v eracos ou alt meço. Não ouvir música ao pedalar tam- memorize os bur ações bém. Ter uma visão e audição aguçados na pista. também previnem acidentes. Imagine-se

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A grande maioria que pedala na estrada necessita estar atenta à alimentação, à hidratação, ao condicionamento físico, às altas temperaturas e outros fatores. O atleta nesse ambiente exaustivo pode sofrer severas alterações momentâneas (musculares e cognitivas). A primeira pode não causar um desastre, mas a segunda alteração pode.

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Dê preferê sas de noss treinos.

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pedalando na estrada com um calor de 40°; distância de 100km; intensidade moderada; água quente na garrafa; humidade alta; e cansaço por uma semana de treino. Sabe quantas variáveis podem estar contra você? Falta de reflexo, diminuição da coordenação motora e desempenho, raciocínio lento, falta de concentração, hipoglicemia. No ciclismo, um segundo pode valer uma vida.

ef Não fale d om c o ida com . de pelotão

de faixa Não troque ar to sem avis de rolamen r b Lem e sem olhar. o c u o p m ta e várias cê estarão o v m o c e u q pessoas.

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VELÓDROMO

OVELÓDROMO

do Rio de Janeiro abre as portas para os interessados em conhecer e praticar as modalidades de Ciclismo de Pista. As clínicas são pré-requisito para treinar no velódromo e ocorrem aos sábados, das 14h às 17h. “A procura tem sido relativamente boa. Acredito que daqui em diante aumente ainda mais, até pela divulgação boca-a-boca que será feita pelos participantes”, diz Antônio Márcio, diretor de Velódromo da Federação de Ciclismo (FECIERJ) e instrutor da clínica junto com Álvaro da Costa Ferreira Júnior. Ter à disposição um local adequado e de alto nível para treinamento, segundo Antônio Márcio, faz com que os atletas se transformem quando entram na pista. “Me chama a atenção a reação de cada um quando começa a pedalar na pista. No início existe um misto de medo e admiração quanto à pista e às bikes de pinhão fixo, sem freio e marcha, mas depois que começam a pedalar, entram em êxtase e não querem parar”. As clínicas, limitadas a 20 participantes por sessão, são supervisionadas pela FECIERJ e contam com a participação do mecânico Erlon Otávio M. Soares (Tavinho). Há bicicletas disponíveis no local e o interessado deverá levar seus equipamentos de uso pessoal (uniforme, sapatilha, luvas e capacete). As inscrições podem ser feitas pelo site WWW.BIKEBROS.COM.BR. Mais informações pelo telefone da própria FECIERJ: (21) 2620-6566.

TREINAMENTO DEVELOCIDADE

Quando pensamos em velocidade no ciclismo, imediatamente pensamos em provas de pista (velódromo). Velocistas são principalmente preocupados com o desenvolvimento do seu sistema ATP-CP. Para conseguirem isso, o treinamento deverá conter esforços curtos mas muito intensos, normalmente com cerca de 10 segundos de duração. É importante descansar o suficiente entre os esforços. Se o esforço é muito intenso, como o de uma volta rápida, poderá descansar por 10 minutos antes de fazer outro. Se o esforço é relativamente curto, como um tiro de 100 metros, então o período de descanso pode ser de 2 a 3 minutos. O treinamento contrarresistência (musculação) é útil para velocistas, o que significa treinamento pesado para os membros inferiores. Segundo Paul Rogers, responsável pelo treinamento físico da Equipe Nacional Australiana, um treino de musculação típico teria um pequeno aquecimento aeróbico, leg-press unilateral pesado, fortalecimento para as costas e abdômen, além de um trabalho para a região da cintura escapular e trabalho aeróbico de volta a calma bem leve. O agachamento pode substituir o leg-press uma vez por semana sendo feito 2 ou 3 vezes por semana. O trabalho da parte superior do corpo é alternado para que exercite toda essa parte uma vez por semana. Treinos específicos, intensos e de curta duração na bicicleta podem ser realizados 2 ou 3 vezes por semana. Você também pode fazer musculação e sprints no mesmo dia. A musculação é a melhor maneira de desenvolver a força, mas também deve-se gastar tempo na bike fazendo um trabalho intenso para maximizar a transferência de força ganha na musculação. Trabalhos longos na estrada não são recomendados, pois irão gastar energia sem fazer você ficar mais rápido. Lembre-se, se você quer ser um velocista, principalmente no velódromo, precisa treinar como um velocista. Não é à toa que o melhor sprinter da atualidade no pelotão Pro-Tour, Mark Cavendish, começou sua carreira de ciclista na pista. BONS TREINOS! Antonio Marcio Domingues Ferreira. Profissional de Educação Física Técnico de Ciclismo de Pista Nível 1 pela Confederação Brasileira de Ciclismo. Diretor de Velódromo – Federação de Ciclismo do Estado do Rio de Janeiro. CREF 000157-G/RJ – www.bestfit.com.br

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MARCOS

HALLACK À primeira vista o sotaque não deixa dúvidas: atual tricampeão estadual de triathlon do Rio é um mineiro. Mas o próprio Marcos Hallack já vai logo adiantando: “Sou carioca, nasci no Rio mas mudei-me para Juiz de Fora ainda muito pequeno”. E é de lá que Hallack promete trazer uma galera para, junto com ele, fazer bonito no Campeonato Estadual de Triathlon, que começa em 20 de março. Liderada por este carioca com sotaque mineiro a Saúde Performance promete brilhar no campeonato que tem distância olímpica e será disputado na cidade que em 2016 vai receber os melhores do mundo. Mas quem é Marcos Hallack? A CARREIRA Aos 30 anos, Marcos Hallack já competiu em vários países. Entre 2003 e 2004 foi classificado entre os 15 melhores triatletas do país. Ano passado foi o 3º colocado no Brasileiro de Longa Distância. É o atual tricampeão estadual de Triathlon Olímpico e está entre os 35 melhores no ranking mundial de Duathlon. PROVAS MARCANTES “Alguns eventos foram especiais e estão guardados na minha memória. Em 2000 venci o Sulamericano entre os amadores em Mar del Plata. Largar em um Mundial também é sempre bacana, especialmente quando se tem a honra de largar na Elite. Vivi essa emoção em 2005 na Dinamarca, 2009 nos EUA e 2010 na Alemanha. O Ironman também é sempre especial!” O INÍCIO “Em 1993 um primo apareceu nas comemorações de Ano Novo com o VHS

Marcos Hallack abriu uma série de entrevistas da nova TRIATHLON TV 12

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do Ironman do Havaí. Na época adorava basquete e participava de provas de corrida de rua em Juiz de Fora. Assisti aquilo e fiquei doido. Em 1994 meu primo me chamou para participar de uma prova em Santos. Me matriculei em uma aula de natação, treinei por dois meses e fui. Corri com uma MTB que ele me emprestou e nadei toda a prova de peito apavorado com o mar. Terminei o short triathlon em 1h35min. Nunca mais parei!” DEDICAÇÃO “A época em que mais me dediquei ao esporte foi quando morei em Niterói. Partcipava de provas internacionais e me mudei para lá para ficar perto do mestre Neném (Carlos Eugênio Ferraro). Cheguei a fazer 15 treinos por semana. Treinava com Ezequiel Morales, Roberto Tadao, Mamelo e outros, foi um período muito especial.” FAMÌLIA E ESPORTE “Hoje sou 100% envolvido com esporte, treino um grupo grande de corredores e triatletas, dos iniciantes aos avançados. Tenho um bom patrocínio, (MIZUNO) que me garante a possibilidade de participar de bons eventos. O trabalho exige muito e treino menos do que gostaria. Minha prioridade é a Saúde Performance. Emprego cinco profissionais que dependem de nosso trabalho para viver, assim como eu. Minha família entende e apóia. A chegada do Davi foi realmente um marco. Certamente ele é parte fundamental na minha motivação para vencer um dia após o outro!” A EXPECTATIVA “Acredito em bons resultados da equipe nesta primeira etapa. Espero por em prática o que treinei. Não me preocupo tanto com resultado, gosto de focar na minha performance, vou para fazer meu melhor. Tenho chance de vencer se estiver em um bom dia e tudo der certo. Mas não há prova ganha antes da chegada.

“Pratico triathlon desde 1994. Acredito que persistência e paixão me fizeram chegar até aqui. Não me considero um atleta de talento e sim alguém que nunca parou simplesmente porque gosta muito do que faz.” Bons atletas querem vencer e a briga vai ser boa. A equipe vem forte também no Short com o Pablo Casadio, que em 2010 foi o 3º geral no Campeonato. Diogo Fiochi também promete bons resultados. Em 2010 ele só correu a última etapa. Foi o segundo triathlon de sua vida e ele chegou em 5º no geral. No Olímpico, Marcius Itaborahy vem forte novamente. Ele foi campeão em sua faixa etária em 2010 e está motivado. Além desses teremos outros atletas que podem se destacar nas categorias, a força de cada um irá nos ajudar também na disputa por equipe. Em 2011 a Saúde Performance vai entrar na disputa em todas as modalidades do campeonato: Triathlon Olímpico, Short Triathlon, Duathlon e Aquathlon. março.2011 TRIATHLON EM REVISTA


N O L H TRIAT

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“Nós vamos invadir sua praia”, hit do grupo Ultraje a Rigor, sucesso na década de 80 promete ser mesmo a trilha da primeira etapa do Estadual de Triathlon. Quem manda o recado é Schubert Abreu, presidente da Associação Triathlon Master de MG: “Existe um grande ditado que diz que se Minas não tem mar, vamos pro bar. Neste caso 15 triatletas decidiram mudar a rota e ir para a Praia do Flamengo disputar o Estadual de Triathlon”. Os destaques são os atletas da Triplex Team (Triathlon Experts Team): Bruna Vasconcellos, Luiz Felipe Vilela, Rafael Araújo e Túlio Mendes irão fazer sua primeira prova de Triathlon. Bruna Vasconcellos é um bom exemplo de que os corredores de rua procuram novos desafios e acabam migrando para o Triathlon: “Comecei a correr há quatro anos. Desde então tive a oportunidade de participar de várias competições de corridas de rua, desde provas de 5km até uma maratona. Com o passar do tempo comecei a ficar saturada de tantas corridas de rua. Em 2010 conheci o Schubert e vários outros triatletas. Há apenas três meses treino ciclismo e posso dizer estou amando essa nova realidade. Minha meta é completar bem meu primeiro short triathlon. Não estou preocupada com tempo, mas em finalizar bem a prova.”

KAREN

De Araruama, na Região dos Lagos, Karen Krichanã vem buscar o bicampeonato estadual. A triatleta de 29 anos treina forte para não decepcionar em sua terceira temporada nas provas da FTERJ. “Treino todos os dias, duas vezes por dia, às vezes três com intervalo de duas horas de um treino para outro. Por semana são 20 km de natação, 5 horas de bike, 30 km de corrida. Compenso com a musculação”, avisa Karen, que ganhou a primeira etapa do Estadual de Aquathlon. Apaixonada por esportes, Karen começou sua trajetória no triathlon pela natação, por onde acabou chegando ao aquathlon. Já disputou diversas provas de maratonas aquáticas, entre elas o “FestVerão”, um “Brasileiro” na Urca, um “Mundial” no México. “A entrada no triathlon foi uma conseqüência do aquathlon. Me adaptei rapidamente e já participei de duas etapas do Brasileiro”, conta Karen, que com apoio da Prefeitura de Araruama, da Stetic e da Fac-Unilagos, também conquistou o vicecampeonato brasileiro de aquathlon. “Para essa temporada, minhas expectativas são as melhores possíveis. Treino forte pra obter bons resultados. Tanto nos estaduais, como no brasileiro ou no mundial na minha categoria”, completa Karen. Para conhecer um pouco mais a atleta acesse http://karenkrichana.blogspot.com


TRIMINI por Júlio Alfaya - Presidente da Federação de Triathlon do RJ

www.trimini.com.br “Os anos passam mas nosso Triathlon fica. As gerações se sucedem, os herdeiros vão chegando, a familia vai crescendo e... sempre cabe mais um ! Nada mais justo, portanto, que recebamos estas novas gerações no ambiente que mais gostamos: o Triathlon”.

“Pensando nisso e vendo essa galerinha chegando de mansinho nas nossas provas, tomamos a iniciativa de criar um espaço para recebê-las, e que batizamos de Espaço TriMini.” Julio Alfaya - Presidente da Federação de Triathlon do RJ

“Não vamos mudar nosso foco, queremos melhorar cada vez mais as nossas provas, mas achamos importante a presença daqueles que mais torcem por nossos atletas: sua família.”


A musculação é conhecida por aumentar o tamanho das fibras musculares e por promover ajustes que são opostos àqueles gerados pelo treino aeróbio. Por isto, muitos atletas como corredores ou ciclistas de longas distâncias, por exemplo, optam por não fazer musculação, com receio de que isto prejudique seus resultados. Puro mito! Fortes evidências na literatura mostram que a incorporação deste tipo de treino a uma rotina pré-existente de corrida ou ciclismo, não exerce qualquer efeito negativo sobre o desempenho aeróbio. Ao contrário disto, alguns protocolos trazem benefícios para estes atletas. Mas como isto acontece?

PARAVOAR NASPISTAS

MUSCULAÇÃO

Existe um grande consenso na literatura e no meio esportivo de que atletas ou praticantes de atividades físicas regulares devem dedicar grande parte de seu treinamento usando a atividade esportiva que praticam. Isto quer dizer, se um indivíduo é nadador, ele deve treinar nadando! Várias adaptações específicas ocorrem no corpo do indivíduo quando este realiza os movimentos característicos de um determinado esporte. Desde adaptações relacionadas ao gestual esportivo, até alterações fisiológicas que ocorrem de acordo com as demandas do exercício. No entanto, outras atividades podem dar suporte para melhorar o desempenho destes praticantes. Neste cenário, a musculação vem sendo muito utilizada como parte da rotina de treino em diversas modalidades.

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Na edição 2 da Triathlon em Revista, Marcia Ferreira ressaltou a importância de variáveis como a economia de corrida e o VO2 máximo para corredores. Alguns estudos mostram que em indivíduos destreinados, um programa de musculação na forma de circuito pode aumentar o VO2 máximo. Circuitos duram em torno de 30 minutos por sessão com um pequeno intervalo de recuperação entre as passagens pelas estações, e podem ser uma boa estratégia para iniciar um trabalho de condicionamento. Porém, em atletas ou sujeitos treinados, a musculação parece não ter impacto sobre o VO2 máximo. Então, como ela pode ajudar? Quando iniciamos um programa de musculação, além das adaptações musculares, todo o sistema nervoso responsável pelo controle destes músculos também precisa se adaptar. E é isto que parece contribuir para a melhora do desempenho em corredores. Um estudo mostrou que quando corredores de longa distância foram submetidos a um treino de explosão na musculação, estes aumentaram sua potência muscular e diminuíram seu tempo de corrida. Estes resultados foram atribuídos à adaptação neuromuscular gerada pelo treino de explosão que mostrou influenciar positivamente a economia de corrida. As evidências mostram que a musculação pode melhorar o desempenho de corredores. Porém, se seu objetivo principal for ganhar força e você é um apaixonado por treino aeróbio, tome cuidado, pois o contrário não é verdadeiro.

Marcelo Leal Licenciado em Educação Física - UFES Mestrado em Ciências (Genética do exercício) - USP


’SOL A PINO’ “Sol a pino e aqueles loucos ali, pedalando”. Esta deve ter sido a reação de quem passava pelo Posto 6 de Copacabana no dia 20 de fevereiro. Naquele dia, coordenada pelos treinadores Bernardo Tillmann e Suyanne Lourenço, a Tribus Adventure organizou um supersimulado para seus atletas inscritos no Ironman Brasil 2011. Foram 2.000m de natação (4 voltas de 500m), uma hora e meia de pedal no rolo e 15km de corrida (3 voltas de 5km). Com este formato, os atletas se cruzaram várias vezes independente do ritmo de cada um. “Além de chamar a atenção dos curiosos, o simulado, com este formato, serviu para que os atletas incentivassem


uns aos outros, unindo ainda mais a equipe na preparação para este grande desafio, que é o Ironman Brasil”, disse Bernardo Tillmann. Após o simulado, atletas e treinadores foram recebidos por Gustavo Slaib na 3Shop para um café da manhã. O próximo Simulado está marcado para abril e será aberto para outros interessados. Para os que estarão no Ironman é uma ótima oportunidade para testar equipamentos e melhorar o condicionamento físico.

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DIRETO DA REDAÇÃO Fiel à sua missão de fortalecer e massificar o triathlon, a natação, o cliclismo e a corrida, a Triathlon em Revista promoveu no fim de janeiro no Mar Palace uma reunião de trabalho entre o Secretário de Esportes do Rio de Janeiro, Romário Galvão, e as Federações de Triathlon (FTERJ) e de Ciclismo (FECIERJ). Na oportunidade as duas federações, representadas respectivamente por Júlio Alfaya e Arthur Castro, entregaram ao secretário seus calendários de competições e eventos para o ano de 2011. As duas federações aproveitaram a oportunidade para solicitar à Secreta-

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ria de Esportes e Lazer (SMEL) a oficialização de algumas áreas para treinamento de ciclismo, como o autódromo de Jacarepaguá e o elevado da Perimetral. “É a primeira vez que um secretário de esportes vem ao nosso encontro. Isso mostra a intenção da prefeitura e a boa vontade do poder público em prestigiar os calendários das federações de triathlon e de ciclismo do Rio de Janeiro. Afinal estamos sempre sujeitos à disponibilidade de datas por conta dos grandes eventos de corrida no Aterro. A maioria deles puramente promocionais “, disse Júlio Alfaya, presidente da FTERJ.


coleção

Inverno 2011

soulier.com.br Barrashopping . Copacabana . Centro: Assembléia . Quitanda Ipanema: Visc. de Pirajá .Vinícius de Moraes 121-A Plaza Shopping Niterói . Shopping Tijuca . São Paulo . Goiânia

TRIATHLON EM REVISTA - Ed. Março  

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