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2ª Edição

CEVMAIS INFORMATIVO

CEV: 10 anos colecionando resultados

IV Painel das Profissões reúne 400 estudantes

A história do porteiro maratonista

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Editorial

A bela arte de educar

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ão importa se você é pai, mãe, professor (a) ou tia (o). Inevitavelmente, vai chegar a hora em que cada um de nós precisará arriscar-se na difícil, porém gratificante, missão de educar. Para ter sucesso no processo de aprendizagem, seja ele no campo da cidadania, da moral ou da academia, é preciso bem mais que responsabilidade. E é esse algo a mais que o Grupo Educacional CEV exige de si mesmo e de todos os profissionais que fazem parte da instituição. Esse algo a mais pode ser resumido, embora não se encerre, na palavra DEDICAÇÃO. O vocábulo que guia todas as nossas ações tem entre os seus sinônimos as palavras afeição, amizade, amor, apego, ternura e atenção. Está aí um pequeno resumo de como o CEV pratica a bela arte de educar.

como as aprovações, em ótimas colocações, dos nossos alunos em concursos e vestibulares. A nossa dedicação se expressa através de ações inovadoras, do melhor quadro de professores e do cuidado com o futuro dos nossos alunos, para que as escolhas sejam as mais acertadas. A prova de que desempenhamos bem a arte de educar está no sorriso das crianças, nas conversas dos adolescentes e nos agradecimentos daqueles que conquistaram a carreira pública. Enfim, unindo a nossa dedicação ao empenho de cada um dos nossos alunos, estamos certos de que alcançaremos sempre os melhores resultados. Nayara Felizardo Assessora da Comunicação

Tais preceitos, que são verdadeiros sentimentos, garantem os resultados mais recentes da nossa instituição,

Na rede

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Expediente Rafael Fonteles

Nayara Felizardo

Cleyson Moura

Jonathan Torres

Diretor Geral

Jornalista Responsável

Designer Gráfico

Marketing

Informativo Semestral Ano I • 2ª Edição • Junho/2013 Tiragem: 3.000 | Distribuição Gratuita

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CEV: 10 anos colecionando resultados

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esde quando o CEV ainda era um Curso Específico para Vestibulares, as pretensões nunca foram modestas. Colecionar muitos e bons resultados sempre foi a meta perseguida pelos fundadores do Grupo Educacional. E esse objetivo, digno de quem pensa grande, é alcançado a cada divulgação de listas de aprovados em concursos e vestibulares. Entre os primeiros colocados, certamente estarão alunos do CEV. Prova disso são os jovens Lucas Arrais e Alana Soares, ambos aprovados em 1º lugar no curso de Medicina, sendo ele na UFPI e ela na UEMA. Na FACID, 20 dos 40 aprovados em Medicina, incluindo o primeiro e o segundo lugares, se prepararam no CEV. No vestibular do Instituto Camilo Filho, foram aprovados 40 estudantes. Quando se trata de concursos, os resultados também são bastante significativos. No Banco do Brasil, 75% dos aprovados em primeiro lugar na macrorregião do Piauí, fizeram cursos preparatórios no Grupo CEV. Ao todo, o CEV Concursos e a Rede CEV ajudaram um total de 115 concurseiros a alcançar o sonho da carreira pública. Mais recentemente, no concurso do HU, o CEV aprovou diversos primeiros lugares na primeira fase e 395 concurseiros do CEV foram classificados. Segundo o Diretor-Presidente do Grupo Educacional CEV, Rafael Fonteles, os dados são fantásticos. “Tudo em linha com a nossa filosofia, que é completamente focada em resultados concretos para os nossos alunos", afirma Rafael. A aprovação em vestibulares ou concursos públicos se torna mais fácil quando o estudante dispõe de uma equipe experiente e compromissada com os bons resultados. É por isso que o Grupo Educacional CEV tem em seu quadro de professores os melhores profissionais. O diferencial é facilmente percebido por quem é beneficiado, a exemplo de Sandro Adriano Rodrigues, que ficou em primeiro lugar no concurso do Banco do Brasil. “Os professores passam segurança. Eles já têm experiência com as bancas examinadoras e nos direcionam para estudarmos os tópicos mais importantes”, afirma Sandro. Para os aprovados, a sensação é de que a escolha foi a mais acertada. Walberto Monteiro - 1º lugar de Medicina na FACID - destaca a equipe de professores. "Eles foram os maiores responsáveis pela minha conquista, porque aprofundam os assuntos, sem perder o foco do Enem”, disse.

Gramático Bechara visita o CEV Colégio

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le é um dos defensores do acordo ortográfico, que estabeleceu novas regras para a grafia de algumas palavras, principalmente em relação ao uso do hífen, do trema e dos acentos. Trata-se do gramático Evanildo Bechara, membro da Academia Brasileira de Letras. Durante sua estadia em Teresina, onde participou da 11ª Edição do Salão do Livro do Piauí, o gramático aproveitou para visitar o CEV Colégio, onde se reuniu com alguns alunos e professores, no dia 8 de junho. Segundo Evanildo Bechara, a reforma intenciona melhorias com relação à ortografia nos países onde a língua portuguesa é utilizada. “Mas ela exige mudança de hábitos e, por isso, causa desgaste, até que todos se acostumem com as modificações”, afirma. Questionado pelo aluno do 3º ano do Ensino Médio, Lucas Silva Reis de Souza, sobre a “nova roupagem da escrita na internet”, Bechara explicou que cada sistema de código, tem também seu sistema de grafia e não vê maiores problemas quanto a essa questão. “O que não se pode é transferir um código para outro”, alerta o gramático. Para ele, não há o menor risco do “internetês” pôr fim à grafia tradicional. Segundo o diretor-geral da instituição, Rafael Fonteles, a presença de Evanildo Bechara foi uma boa oportunidade para debater as mudanças que estão por vir. “Nós patrocinamos a vinda deste gramático de renome porque reconhecemos a importância de discutir sobre a reforma ortográfica com quem mais entende do assunto”, afirma Rafael.

Sandro Adriano Rodrigues 1º Lugar - Concurso BB

Lucas Arrais 1º Lugar Medicina - UFPI/2013 Alana Soares Nogueira de Castro 1º Lugar - Medicina - UEMA

Walberto Monteiro 1º Lugar - Medicina - FACID

Profº. Rafael Fonteles Diretor Geral do CEV

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IV Painel das Profissões reúne 400 estudantes

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s jovens se deparam com a necessidade de fazer escolhas profissionais cada vez mais cedo, aumentando a responsabilidade das escolas na orientação dos estudantes. O IV Painel das Profissões, realizado pelo CEV Colégio, reuniu 400 adolescentes. O evento faz parte do Programa de Orientação Vocacional e Profissional. O Painel teve palestras sobre 23 profissões diferentes e atividade interativa com stands das faculdades. Para a estudante Camila França, o evento ajudou a decidir o curso superior. “Eu estava em dúvida entre Arquitetura, Direito e Medicina, mas

agora já resolvi que vou ser médica”, afirma a jovem. Segundo a Coordenadora de Rendimento e Disciplina, Wellina Gondim, o interesse dos estudantes pelos cursos de Arquitetura e Engenharia surpreendeu. “Isso se dá por conta do maior acesso à informação e devido à orientação recebida na escola”, afirma a psicóloga. O Programa de Orientação Vocacional e Profissional do CEV é composto pelo Painel das Profissões, pela aplicação do teste vocacional e pelo Projeto 50 Minutos, que trabalha o lado emocional dos estudantes.

Escola estimula o empreendedorismo Finanças e Empreendedorismo. Segundo o professor Rafael Fonteles, os ensinamentos adquiridos nas aulas são importantes não apenas àqueles que já têm o perfil para se tornarem empresários, mas servem a todas as profissões. “O empreendedor é aquele que trabalha com criatividade, e que pensa estratégias para se destacar no seu ramo de atuação, seja ele médico, professor ou empresário”, afirma Rafael.

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o Piauí, destaca-se um novo perfil do empresariado. Trata-se de empreendedores que não apenas têm o dom do negócio, mas também são inteligentes e estudiosos. No CEV Colégio, os alunos são estimulados através da disciplina obrigatória de Noções de Economia,

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CEV Idiomas: Qualidade no ensino da língua estrangeira

O estímulo dos estudantes para o empreendedorismo já traz resultados. 70% dos alunos matriculados no 2º ano do Ensino Médio se inscreveram no Programa Miniempresa 2013. Após um teste seletivo interno, 70 estudantes foram escolhidos para formarem duas miniempresas que vão representar o CEV nessa disputa do empreendedorismo jovem, com outras escolas da capital.

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ensino de idiomas agora tem a qualidade e eficiência do Grupo Educacional CEV, além do melhor custo-benefício. Após alguns anos em fase experimental, foi lançado para toda a comunidade piauiense o CEV IDIOMAS. O diferencial fica por conta do curso Touchstone, que usa material didádico desenvolvido pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido. A didática trabalha a conversação, audição e escrita, com tempo de formação que varia de 4 a 6 anos, dependendo da idade. Aprender uma nova língua já deixou de ser privilégio para se tornar uma necessidade. Segundo o professor Amílcar Ximenes, coordenador do CEV Idiomas, o Piauí apresenta baixos índices quando o assunto é fluência na língua inglesa. “A deficiência é maior em conversação do que nos conhecimentos de gramática”, afirma. Entre as vantagens de aprender outra língua estão o aumento médio de 20% no salário, maiores chances de conseguir um bom emprego, além de melhorar a memória e a habilidade de realizar multitarefas.


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Textos

0 1 a t o N As crianças que queriam crescer Crianças enfrentando piratas, selvas de criaturas indomáveis, meninos forçosamente privados de sua inocência. Este é o universo fantástico construído pelo inglês J. M. Barrie em seu livro Peter Pan, um dos ícones da literatura mundial. Através de tais aventuras, o escritor retratou, metaforicamente, o cotidiano do menor abandonado em meio a uma sociedade opressora. Resultado da combinação de fatores não apenas políticos, mas históricos e estruturais, essa realidade persiste desde os séculos mais remotos até a contemporaneidade, devido, especialmente, ao descaso governamental, à concentração de renda e à visível segmentação social. O Estatuto da Criança e do Adolescente garante, por exemplo, o direito a moradia e proteção contra o abandono, porém se constata que tais determinações não estão sendo plenamente cumpridas, uma vez que há menores desamparados sujeitos a condições insalubres na maioria das cidades brasileiras. Entretanto, o governo não é o único responsável por esse grave problema, caso contrário o Estado de bem-estar social teria sido capaz de suprimi-lo, o que, de fato, não aconteceu. Em parte, isso se deve à elevada concentração de recursos financeiros em poder de uma pequena parcela da população brasileira, que, em conjunto com a segmentação da sociedade, gera disparidades notáveis. Se o percentual de impostos cobrados no país fosse proporcional à renda de cada família, uma parte dos valores arrecadados poderia ser empregado na reinserção dos menores à vida em comunidade. Tal processo requer acompanhamento psicológico contínuo, análise de lares adequados e outras medidas que visem, sobretudo, à readaptação de crianças e jovens aos ambientes familiar e escolar. Apesar dos altos custos que teriam de ser feitos, haveria redução considerável nos gastos com reabilitação de criminosos juvenis, combate ao tráfico de drogas, ao crime e à exploração de menores. Contudo, retirá-los das ruas não basta, afinal há menores abandonados que não moram nas ruas. Estes são ignorados pelos pais, pelos professores, pela comunidade em geral, e estão igualmente suscetíveis às drogas e à violência. Todo problema social é, segundo, Durkheim, produto da coletividade. Com seus próprios piratas e criaturas selvagens, a sociedade brasileira é semelhante à Terra do Nunca. Porém, enquanto Peter Pan escolheu não crescer por temer a idade adulta, muitas crianças jamais a atingem por serem vítimas de injustiças sociais. É preciso promover a efetivação do Estatuto através de intensas campanhas governamentais que também permitam o esclarecimento da população a respeito do papel de cada indivíduo na manutenção da sociedade. Desse modo, a juventude poderá crescer em um mundo no qual sonhos e realidade não serão contextos distintos um do outro.

Jairo Victor Candeira Braga 3º Ano Olímpico

Jorge Gabriel Macedo Gomes 2º ano do Ensino Fundamental I

O primeiro passo para uma grande conquista Últimas semanas na escola... Tinha que me despedir de todos e dizer “Adeus!”. Era hora de correr atrás do meu grande sonho: me tornar uma médica. Minha escola era muito simples, precisava de uma escola que me desse condições de realizar meu sonho. Como minha mãe é costureira e meu pai é taxista, eles não tinham como pagar esta escola que eu tanto desejava. Minha única chance era ganhar uma bolsa, ou mesmo, um grande desconto. Me inscrevi para fazer testes em várias escolas. Eu sabia que precisava me esforçar bastante... Havia pessoas que eram contra meu sonho; diziam que não precisava, ou que eu não iria conseguir. Continuei persistindo, estudei muito, tudo dependia de mim. No dia do teste, estava ansiosa, nervosa e muito confiante. Antes de partir, meu pai disse: “Vamos tirar uma foto para registrar o começo de um grande sonho!”. Quando cheguei no CEV, me encantei, era tudo que eu sempre sonhei. Perguntei onde era a sala de aula que eu iria fazer o teste, entrei e tentei me concentrar ao máximo. Tinham muitas pessoas; estava com medo de não conseguir. Escrevi letra por letra, fazia com atenção, tentava não errar nenhuma vírgula. Fui das últimas a sair; minha mãe esperava lá fora, fomos para casa e aguardamos o resultado. Após alguns dias, ficamos sabendo, eu ganhava 70% de desconto. Fiquei muito feliz, pulei, cantei, comemorei... Foi tudo maravilhoso! Meus pais ficaram orgulhosos. Hoje estou aqui, me esforçando ao máximo e seguindo em frente. Tento realizar meu sonho, sei que ainda tenho que lutar e prosseguir. Pois é só o primeiro passo para uma grande conquista.

Danyelle Karolynnede Araújo Quadros 7º ano do Ensino Fundamental II

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O porteiro maratonista O

maratonista Francisco Barbosa da Silva tem 37 anos, mas só descobriu o seu potencial aos 34, quando foi incentivado por alguns amigos a competir pela primeira vez. Na época, há três anos, correr a maratona seria apenas diversão. Mesmo assim, Francisco conquistou a 12ª colocação na sua categoria, no GP Teresina Corrida de Rua, promovido pela TV Clube. Um ano depois, após dedicar-se mais aos treinos, o maratonista subiu ao pódio e conquistou o terceiro lugar na mesma competição. Mas a grande vitória de Francisco foi comemorada este ano. Ele ganhou a primeira colocação no GP Teresina Corrida de Rua, na categoria E. Em 37 minutos terminou o percurso de 10 km. “Eu nem esperava conseguir. Pensava que ia ficar em 2º ou 3º. Foi uma emoção muito grande”, afirma o maratonista. Quando não está com seu uniforme de corredor, Francisco trabalha como porteiro no Grupo Educacional CEV. Para valorizar o talento do maratonista, a instituição apoia o atleta e vai proporcionar a sua participação na próxima corrida de São Silvestre, que acontece no dia 31 de dezembro. Conheça um pouco da história desse campeão na entrevista que ele concedeu ao CEV Mais Informativo.

CEV - Quando você correu pela primeira vez? Francisco – Eu iniciei em 2010, na corrida da TV Clube. Era só por diversão mesmo, mas ainda fiquei em 12º lugar na minha categoria. Fiz o percurso de 5km em 35 minutos e 25 segundos. Em 2011 eu fiquei em 3º e esse ano consegui ganhar em primeiro lugar na minha categoria.

CEV – Você já havia chegado em primeiro lugar outras vezes? Francisco – Não. Em 2011 eu corri em Sobral. Já corri em São Luís, quando ganhei em 3º lugar na minha categoria. Mas em primeiro lugar só foi dessa vez. Eu imaginava que ia chegar em 3 º ou 2º. Por isso, a emoção foi muito grande. Também cheguei em 1º lugar na corrida em Pedro II, que aconteceu em junho deste ano.

CEV – Qual é a sua rotina de treino? Francisco – Eu trabalho à tarde. Por isso, treino pela manhã, no horário de 8h às 9h, de três a quatro dias por semana.

CEV – O que você precisa para realizar um bom treino? Francisco – O CEV patrocinou meu uniforme para a corrida desse ano. Mas eu preciso de tênis próprio para atletismo. E são dois: um para treinar e outro para competir.

CEV – Como você se interessou em competir? Francisco – Eu vi a divulgação da corrida em um cartaz. Inclusive, agradeço muito aos meus amigos Eloes, Gilson e Bruno. Foram eles quem me incentivaram. Diziam que eu tinha capacidade de participar. Eu tinha 34 anos, na época, mas desde pequeno eu gostava muito de correr. Via as pessoas treinando e me interessava. O atletismo é uma coisa muito boa na minha vida.

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“Conviver com os jovens é envelhecer ao contrário” O professor Marcos Vilhena tem mestrado em História do Brasil, dá aula no CEV Colégio para as turmas do 9º Ano do Ensino Fundamental e para o Ensino Médio. Na entrevista concedida ao CEV Mais Informativo, ele fala sobre o ensino da história, sobre o livro de sua autoria - “O Vôo de Ícaro” – e destaca porque escolheu o caminho do magistério. “Devido à minha semelhança com o ator Johnny Depp, pensei em seguir a carreira de modelo e ator de renome internacional, mas, como tenho medo de andar de avião, fiquei por aqui mesmo”, brinca Vilhena, antes de afirmar que, na verdade, tem vocação e sente prazer pelo que faz.

CEV - Qual é o desafio do ensino da história em tempos nos quais as informações são tão rápidas e, muitas vezes, distorcidas? Marcos Vilhena - Você, como jornalista, deve ter passado metade de seu curso discutindo isso em sala de aula. Em outros tempos, o bom jornalista era aquele que ia atrás da notícia e a trazia ao público; o desafio hoje é o de saber filtrar, dentre tantas informações e meios de propagação das mesmas, aquilo que realmente deve ser levado em conta e é de interesse da coletividade. A mesma coisa acontece com os profissionais da área de Humanidades. Nosso papel é o de selecionar o que realmente importa e tentar transmitir isso aos nossos alunos, principalmente evitar o proselitismo político e, no caso específico da História, tentar filtrar o viés maniqueísta que se instaurou nos discursos historiográficos nas últimas décadas do século passado. Mas eu vejo esse excesso da informação como uma coisa boa, pois ajuda a preparar uma geração mais aberta à mudança, menos preconceituosa. Acredito que toda essa geração filha da Internet, que convive e aceita mais facilmente a mudança, está mais aberta ao fato de que as verdades não são eternas. Esse tipo de pensamento abre espaço para a criatividade, para a contestação e ajuda a mudar o mundo. Observe que as mentes que definiram este mundo tecnológico de hoje foram todas produtos dessa nova mentalidade.

CEV - Você escreveu um livro. Que tema ele aborda? Marcos Vilhena - O livro “Vôo de Ícaro” foi lançado em 1996, alguns meses após a conclusão de meu mestrado em História do Brasil. Trata-se de uma biografia de Antônio José de Sampaio, engenheiro piauiense que ousou, na transição entre os séculos XIX e XX, implantar no Piauí um projeto industrial pioneiro, grandioso e ousado para os padrões da época do lugar que ele escolheu para seu empreendimento.

CEV - Quais os aspectos mais importantes da sua obra? Marcos Vilhena - Como ponto mais relevante deste trabalho destaco a influência que o historiador francês Jacques Le Goff exerceu sobre o meu livro, especificamente o texto sobre a vida de São Luís, no qual Le Goff desenvolve seu estudo confrontando o biografado com a época em que ele viveu. Segui o mesmo modelo com a biografia de Sampaio e acredito que, com isso, meu livro traduz um pouco do espírito do século XIX, seja na Europa, sob o clima da chamada revolução tecnológica, seja no Brasil e no Piauí, analisando como esse clima impactou sobre as subjetividades brasileiras e piauienses, desencadeando tanto os mecanismos da tradição quanto os do espírito progressista e empreendedor, do qual Sampaio ressalta como um signo expressivo.

CEV - Dos fatos atuais, principalmente os que aconteceram ainda este ano, quais têm mais probabilidade de serem questões do Enem? Marcos Vilhena - Costumo brincar com meus alunos que, se eu soubesse alguma coisa a esse respeito, ou eu estaria rico, ou estaria preso por fraude ao ENEM. Uma coisa eu posso garantir a você: em todas as provas anteriores do ENEM, todos os temas contemplados, inclusive os de Redação, foram trabalhados no CEV em sala de aula, incluindo aí, além das turmas de Terceiro Ano e de preparatórios para o acesso ao Ensino Superior, também as turmas do Segundo Ano do Ensino Médio. Como coordenador

da área de Humanidades, conheço bem a competência de nossa equipe de professores e sou capaz de apostar que nada vai passar em branco. O que cairá no ENEM, tenho certeza, foi ou ainda será comentado nas salas de aula do CEV.

CEV – E, para finalizar, por que optou pelo magistério? Marcos Vilhena - Olha, devido a minha semelhança com o ator Johnny Depp, pensei em seguir a carreira de modelo e ator de renome internacional, mas, como tenho medo de andar de avião, fiquei por aqui mesmo (risos). Agora, brincadeiras à parte, deixe eu lhe contar uma história: há três dias apareceram aqui duas bolotas em minha garganta e a primeira coisa que me bateu foi o desespero de pensar que isso poderia afetar minha voz e que eu não poderia mais dar aula, pois isso é a única coisa que sei fazer na vida, mas graças a Deus eram apenas umas glândulas entupidas. Em sala de aula me sinto bem, esqueço de qualquer problema que eu possa ter, acredito até mesmo que essa convivência com tanta vitalidade e juventude desses meninos ajude a nos remoçar a cada dia. Conviver com eles é envelhecer ao contrário e acredito que nenhuma outra profissão pudesse me trazer esse tipo de realização. Além disso, o histórico de magistério em minha família é grande: minha bisavó foi formada na primeira turma do Instituto Antonino Freire e deu aulas até se aposentar; minha mãe também é professora; meu tio também. Então é isso: vocação e prazer no que faço.

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GALERIA EVENTOS Confira algumas atividades que aconteceram no CEV Colégio neste primeiro semestre.

No Dia do Livro Infantil, as crianças do Ensino Fundamental I puderam aprofundar o contato com a leitura.

Nas Olimpíadas Esportivas do CEV, 26 times disputaram as modalidades de futsal e handebol masculino e feminino.

de Páscoa foi A celebração da Missa al Tony Batista. Ger ário Vig o pel da liza rea

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A campeã olímpica Sarah Menezes participou da abertura do IV Painel das Profissões.

“Gotas de Poemas caindo sobre nós, acariciando nosso cotidiano”, foi o tema do evento no Dia da Poesia.

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