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Você Sabe o Que Passa Pela Cabeça dos Homens?

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HUMFREY HUNTER

Você Sabe o Que Passa Pela Cabeça dos Homens? Descubra o que eles realmente pensam sobre a vida, o amor, os relacionamentos e muito mais

Tradução MARTA ROSAS

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Título original: The Men Files. Copyright © 2011 Humfrey Hunter. Copyright da edição brasileira © 2013 Editora Pensamento-Cultrix Ltda. Texto de acordo com as novas regras ortográficas da língua portuguesa. 1ª edição 2013. Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida ou usada de qualquer forma ou por qualquer meio, eletrônico ou mecânico, inclusive fotocópias, gravações ou sistema de armazenamento em banco de dados, sem permissão por escrito, exceto nos casos de trechos curtos citados em resenhas críticas ou artigos de revistas. A Editora Seoman não se responsabiliza por eventuais mudanças ocorridas nos endereços convencionais ou eletrônicos citados neste livro. Editor: Adilson Silva Ramachandra Coordenação editorial: Denise de C. Rocha Delela e Roseli de S. Ferraz Preparação de originais: Marta Almeida de Sá Produção editorial: Indiara Faria Kayo Assistente de produção editorial: Estela A. Minas Editoração eletrônica: Fama Editoração Eletrônica Revisores: Maria Aparecida A. Salmeron e Vivian Miwa Matsushita

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Hunter, Humfrey Você sabe o que passa pela cabeça dos homens? : descubra o que eles realmente pensam sobre a vida, o amor, os relacionamentos e muito mais / Humfrey Hunter ; tradução Marta Rosas. — São Paulo : Seoman, 2013. Título original: The men files ISBN 978-85-98903-56-9 1. Comunicação interpessoal 2. Homens 3. Homens — Psicologia 4. Homem — Mulher — Relacionamento I. Título. 12-13577

CDD-306.7 Índices para catálogo sistemático: 1. Homens e mulheres : Relacionamento : Sociologia 306.7 2. Relacionamento : Homens e mulheres : Sociologia 306.7

Seoman é um selo editorial da Pensamento-Cultrix Ltda. Direitos de tradução para o Brasil adquiridos com exclusividade pela EDITORA PENSAMENTO-CULTRIX LTDA que se reserva a propriedade literária desta tradução. Rua Dr. Mário Vicente, 368 - 04270-000 - São Paulo - SP Fone: (11) 2066-9000 - Fax: (11) 2066-9008 http://www.editoraseoman.com.br atendimento@editoraseoman.com.br Foi feito o depósito legal.

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Para Rachel e Sarah

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Sumário Prólogo

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Capítulo Um: Conhecendo homens Capítulo Dois: Dentro da cabeça de um homem solteiro Capítulo Três: O que fazer para receber convites para sair Capítulo Quatro: O campo minado do primeiro encontro Capítulo Cinco: Faça-o telefonar para você Capítulo Seis: Sexo pela primeira vez com um novo cara Capítulo Sete: Lidando com um encontro de uma noite só sem perder a dignidade Capítulo Oito: Quando amigos se tornam amantes Capítulo Nove: Por que não se deve correr atrás do príncipe encantado Capítulo Dez: Evitando os cafajestes Capítulo Onze: Mantendo o histórico dele no passado e disfarçando o seu Capítulo Doze: Transformando um caso num relacionamento

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Conclusão Apêndice A Palavras de Charlotte Apêndice B Os homens nos relacionamentos Agradecimentos

265 275 281 295

151 164 185 203 227 247

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Prólogo Este livro é uma descrição de uma honestidade brutal, sem nenhuma censura, de como são os homens solteiros: como pensam, o que querem e por que fazem o que fazem. Inspirado em um homem versado nas repercussões imediatas do fim de um longo relacionamento — eu —, ele é, em resumo, o livro que as solteiras esperavam, aquele que finalmente vai decodificar os inúmeros sinais confusos que nós, homens, essas criaturas simplórias que somos, emitimos de propósito e sem querer. Você Sabe o Que Passa Pela Cabeça dos Homens? revela a verdade sobre os caras: eles são complicados e incoerentes, sim, mas não tão misteriosos quanto parecem. E, ao ficar por dentro da vida e da cabeça dos solteiros, você vai aprender a: identificar os que não estão interessados em compromisso, levar um cara a convidá-la para sair e descobrir por que os homens às vezes não tomam uma iniciativa, mesmo quando querem tomar. Logo após o fim do meu segundo relacionamento mais longo, comecei a escrever uma coluna sobre namoro. Essa coluna me obrigou a fazer o que pouquíssimos solteiros jamais conseguem: analisar de que maneira homens como eu se comportam. Este livro vai muito além do que eu poderia alcançar numa coluna. Ele vai lhe dizer tudo o que você precisa saber sobre os homens, e isso sob a óptica de um cara normal — eu de novo. Com esse conhecimento, você poderá participar do jogo dos solteiros com confiança, ficar no controle e, o mais importante, divertir-se nesse meio-tempo. 9

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Agora, quero deixar uma coisa bem clara: este livro não é um guia passo a passo para amarrar o homem perfeito. Não existe nenhum método infalível, 100% garantido, de agarrar o homem que você quer, porque não existem duas pessoas iguais. Este livro vai lhe dar muitas informações sobre os homens para você juntar ao que descobrir por si mesma. Quando fizer isso, você poderá desenvolver suas próprias regras e seus requisitos para o namoro. Depois disso, você é quem decidirá se deve ou não apostar em alguém. Tudo o que posso fazer é garantir que você se prepare e se informe o suficiente para entender os riscos que correrá com os solteiros que conhecer e a importância de pôr em prática seu próprio conhecimento e sua experiência. Então, este é o principal objetivo deste livro: usar minha temporada de solteiro — todos aqueles dois anos e meio — e todas as histórias que já ouvi sobre moças e rapazes, para entender como e por que os homens encontram a garota certa e se apaixonam por ela na hora certa. Primeiro, vamos voltar ao início daqueles dois anos e meio.

Agora você vai saber o que os homens pensam Em matéria de rompimentos, o meu não foi particularmente dramático. Após três anos relativamente felizes com minha ex, percebi que ela não era a mulher com quem eu queria passar o resto de minha vida, e o relacionamento acabou. Até aí, tudo bem. Mas, no dia seguinte, meu amigo Giles me proibiu de arrumar uma namorada durante um ano. Eu tinha 30 anos e, nos oito anos anteriores, tinha ficado solteiro durante apenas seis meses (um intervalo entre dois longos relacionamentos). Por isso, Giles disse que eu precisava “conhecer” muitas novas garotas antes de me envolver com outra. 10

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Segundo ele, essa regra de um ano era essencial porque eu sou “fraco” e me apaixono com muita facilidade. Ele disse também que, se não tivesse cuidado, eu acabaria com uma namorada muito antes de estar pronto para isso, lançando assim as bases para mais um desagradável rompimento dois anos depois. Nesses doze meses, eu teria permissão para sair com quantas garotas quisesse, mas qualquer tipo de compromisso estava fora de questão. Essa abordagem para mim era nova — eu nunca havia tomado a decisão consciente de ficar solteiro. Porém, quanto mais pensava na ideia de Giles, mais sábia ela me parecia. Afinal, eu já travara dois relacionamentos longos e nenhum tinha dado certo. Meus 20 anos já tinham ficado para trás e praticamente todos os meus amigos estavam fisgados. Casamentos e bebês estouravam por todos os lados, e eu estava ficando para trás na demanda por uma vida adulta. Embora meus instintos me dissessem que eu deveria me apressar e tentar correr atrás do prejuízo agarrando uma noiva e começando a reproduzir o mais rápido possível, percebi que Giles tinha razão. Eu deveria ir com calma, conhecer melhor a mim mesmo e o tipo de garota com quem tinha compatibilidade, e só então, quando estivesse pronto e conhecesse a garota certa, tomar uma iniciativa. Imediatamente, namorar passou a ser muito diferente. Comecei a analisar de uma maneira nova e muito mais minuciosa as mulheres que conhecia e as minhas reações diante delas. Minha vida amorosa começou a parecer um projeto de pesquisa. Era fascinante. Então, graças a um golpe de sorte verdadeiramente escandaloso, tornei-me um profissional. Quer dizer, fui convidado a assinar uma coluna sobre namoro em um jornal. O cara que a escrevia antes de mim havia acabado de sair porque ia se casar (uma pena ou uma ótima notícia, dependendo do ângulo pelo qual você via a coisa), e eles queriam que eu o substituísse. 11

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De repente, meu “projeto de pesquisa” foi alçado a um patamar inteiramente novo. Nesse momento, eu era um profissional do namoro e tinha a desculpa perfeita para fazer o que bem quisesse. Afinal, não iria sair por aí tendo casos simplesmente por ter — a partir desse instante, tudo o que eu fizesse seria pelos meus leitores. Eles queriam saber como funciona a mente de um homem solteiro, e mostrar-lhes isso era minha responsabilidade. Isso me dava também a oportunidade perfeita para meter o nariz no romance alheio, e por isso comecei a interrogar amigos, homens e mulheres, sobre suas vidas amorosas. Ouvi histórias de namoros de todas as formas e de todos os tamanhos. Algumas me fizeram rir, outras me fize­ ram corar e outras ainda simplesmente me deixaram de boca aberta. Depois de quase dois anos contando minhas próprias aventuras no front amoroso, coletando experiências de várias outras pessoas e analisando todas elas, minha pesquisa estava quase chegando ao fim. E o resultado foi a ideia deste livro. Nele, eu gostaria de ajudar as garotas a entrar na cabeça do solteiro e entender todos os nossos erros, por que os cometemos, por que tratamos certas mulheres da maneira que tratamos, como os homens se comportam ao longo de suas próprias fases de solteirice e os sinais aos quais reagimos positivamente e aqueles que nos fazem fugir espavoridos. Assim, este livro trata do que aconteceu à minha volta e do que aconteceu comigo, das histórias que ouvi e presenciei, dos conselhos que dei, segui e ignorei, e das cicatrizes das batalhas e da sabedoria adquiridas com o passar do tempo — sem omitir absolutamente nada. Estas histórias lhe propiciarão um conhecimento que você, como o jogador de pôquer que pensa em porcentagens e probabilidades, poderá usar ao tomar suas próprias decisões sobre namoro, para maximizar suas chances de obter o resultado (ou o cara) que você quer. Tão importante quanto isso é que, além de revelar os segredos do funcionamento da mente do solteiro, este livro vai lhe provar uma coisa: não importa quanto você possa achar que já tenha estragado sua vida 12

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amorosa, que tenha se humilhado diante daquele cara que você tanto queria, saiba que eu ou alguém que conheço já fizemos muito, muito pior mesmo, porque todas as histórias que conto aqui são verídicas. Nem todas elas aconteceram comigo (se fosse assim, minha vida teria sido bem estranha), mas todas aconteceram com alguém. E, embora este livro felizmente não seja apenas o relato de meus próprios altos e baixos e de minhas idas e vindas (desculpe, não pude resistir a essa expressão) no amor, quando for necessário, passarei ao modo confessional e lhe contarei histórias de minha própria vida. E — esta é a melhor parte — depois que você, mulher solteira, ler todas as histórias e perceber que não é o pior desastre no namoro e que afinal os homens não são, nem de longe, tão desconcertantes quanto parecem, sua segurança vai parar nas alturas... e todo mundo sabe que a segurança é um afrodisíaco. Antes de você começar o primeiro capítulo, há mais uma coisa que devo mencionar. Quando escrevi minha última coluna sobre namoro, a pesquisa para este livro ainda não havia terminado porque eu ainda estava solteiro. Mas agora não estou mais, pois pouco depois uma garota entrou em minha vida de maneira inteiramente inesperada, num momento em que eu nem sequer estava procurando uma namorada. Na verdade, eu tinha até acabado de desistir dessa ideia. Mas, mesmo assim, essa garota veio — e veio para ficar. Ela se chama Charlotte, e você verá seu nome diversas vezes nestas páginas. Além disso, no final do livro, ela terá a palavra para dar sua opinião. Agora sei que conhecer Charlotte foi a parte final da minha pesquisa, a última lição que aprendi: aquela que finalmente me fez entender como, por que e quando um cara — eu — encontra alguém especial.

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Capítulo Um

Conhecendo homens • • • •

O que os homens fazem para conhecer garotas Como os homens pensam quando se aproximam das garotas Por que o homem que parece o mais confiante não é o mais seguro Como identificar um sedutor compulsivo

Quando um homem encontra uma garota pela primeira vez, normalmente duas perguntas lhe passam pela cabeça. A primeira é “Ela vai fazer sexo comigo?”; e a segunda é “Quando?”. Não vou explicar, desculpar nem justificar isso. Simplesmente é assim que nós somos. Ok, esse é um dos piores cenários que alguém pode imaginar — eu queria baixar suas expectativas de propósito. Na verdade, não somos tão maus assim, juro. Bom, alguns de nós somos, com certeza, mas… todos? Não, de jeito nenhum. Então, além de útil, saber de onde vêm os piores de nós é um bom começo. O fato é que há caras por aí que dizem qualquer coisa para levar você para a cama, e estou quase apostando que praticamente toda garota do mundo que ficar solteira algum tempo vai se pegar caindo nessa conversa pelo menos uma vez na vida. Essas garotas não têm nada de que se envergonhar. Nada mesmo. Elas só se arriscaram e não tiveram o resultado que queriam. Não adian15

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ta lamentar uma coisa que já aconteceu. Portanto, se tiver acontecido com você, bola pra frente. Não se preocupe com coisas que não pode controlar, como o passado. Simplesmente ponha isso numa caixa rotulada como “EXPERIÊNCIA” e faça o possível para evitar que aconteça de novo. Não porque você tenha feito alguma coisa errada, mas sim porque você se sentiu mal depois. Eu só quero evitar que você se sinta mal. Agora, vou contar como.

A regra Há uma regra bem simples que você pode seguir e que vai aumentar estatisticamente suas chances de se proteger de fato. Não posso garantir que você terá sucesso todas as vezes, mas, em longo prazo, os benefícios serão óbvios. Essa regra pode ser formulada em mais de mil diferentes maneiras vistosas (já escreveram até livros sobre ela), mas eu vou formulá-la da maneira mais simples possível. Assim: se você gosta de um cara, não pule na cama dele depressa demais. Parece simples, não é? No entanto, um número considerável de garo­ tas ignora o fato — e é fato mesmo — de que, quanto mais depressa você dormir com um cara, maior a chance de que depois não aconteça mais nada de significativo. Evidentemente, se o que você quer do cara é só sexo, então pule na cama dele o mais rápido possível. Aliás, não vejo nada de errado no fato de as mulheres curtirem sexo casual. Mas acho que curtir sexo sem emoções é mais fácil para os homens do que para as mulheres. Portanto, os riscos (dos quais o principal é se apaixonar pela pessoa com quem está fazendo sexo supostamente casual) são maiores para a metade feminina da equação. Não que eu seja sexista ou antifeminista. Não sou uma coisa nem outra. É simplesmente uma conclusão generalizada com 16

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base em anos de observação. Se você discorda, tudo bem. Mas eu não vou mudar de ideia. Como em todas as minhas histórias e conclusões, existem exceções a essa regra. Porém, assim como as aventuras pós-relacionamento que acabam dando em casamento, não há muitas exceções. Por quê?

Os homens do século XXI ainda são homens Imagine um cara indo caçar alces. Ele passa semanas, talvez meses, planejando a viagem. Ele e os amigos organizam seus apetrechos, suas roupas, suas armas, suas provisões etc. Escolhem um lugar para ficar, resolvem quem vai dirigir e calculam quanto a viagem vai custar. Investem nisso horas e horas e ficam animadíssimos antes mesmo de sair de casa. Finalmente, a caçada começa. Encontram um alce, e — glória total — é um animal magnífico. Forte, enorme, com uma cabeça imponente e uma galhada espetacular. Sim, é o alce que pediram a Deus, o alce de suas vidas. Então, eles saem em seu encalço pela floresta, fazendo o mínimo de barulho para evitar que o majestoso animal fuja. Seguem-no durante horas até que um dos caçadores vê sua oportunidade. Ele saca o rifle em silêncio, carrega-o com mais cuidado do que nunca, respira fundo e, lentamente, mira. Sabe que esse é o maior e o melhor alce que já viu, o maior prêmio de sua vida de caçador. Dedicou-se tanto, esforçou-se toda a vida por esse momento. Ele está nervoso, com a adrenalina a mil e se sente o máximo. E então o alce é morto (humanitariamente, é claro). Os caras o levam até o hotel, não sem arrebentar as costas no trajeto. Nas semanas seguintes, o cara que matou o alce manda empalhar aquela cabeça nobre para, durante o resto de sua vida, poder olhar a galhada magnífica e contar às visitas a história daquela caçada. A cabeça daquele alce representa muito para ele. Ele lhe dá um valor imenso. 17

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Agora imagine que esse mesmo cara está dirigindo pela floresta um belo dia. Enquanto dirige, um alce igualmente majestoso cruza a pista e, num infeliz acidente, ele atinge o animal, que morre imediatamente. O homem salta do carro e olha para o bicho. Ele é um caçador e conhece alces. Sabe que aquele é um espécime da melhor qualidade. Mas o que é que ele faz? Leva o alce para casa e manda empalhar a cabeça para admirá-la até o fim da vida? Não. Ele balança a cabeça e pensa: “Que pena, amigão...”. Então ele arrasta o alce morto para o acostamento e vai para casa. Apresentado ao caçador em circunstâncias diferentes, aquele alce não tem praticamente valor nenhum. É assim que os homens pensam, em especial quando o assunto é sexo. Pergunta: que alce você quer ser? Resposta: não seja um alce atropelado na estrada.

Segredinhos dos homens Os homens querem ver você como um prêmio valiosíssimo. Queremos sentir que é algo especial termos conquistado determinada mulher. Se você entender isso, poderá usar essa informação em benefício próprio.

Sinais e placas de sinalização Então, o que você deve fazer para atingir o nível certo no flerte? Ou seja, para mostrar ao cara que você gosta de diversão, mas não do tipo “me ofereça um drinque e serei sua esta noite”. Simples: mantenha o controle. Decida o que vai fazer e se atenha a essa decisão. Crie regras para você mesma. Não me refiro a seguir As Regras (falaremos delas depois); refiro-me a um conjunto de diretri18

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zes criadas por você e para você, que garantam que você não troque as bolas.

Como não fazer isso Uma garota que conheço me contou esta história sobre uma amiga dela. A fonte é fidedigna — não é uma daquelas histórias que a pessoa conta dizendo que aconteceu com uma “amiga”, mas que na verdade aconteceu com quem está contando. E também não é uma dessas lendas urbanas que vão passando de um grupo de amigos para outro, cada vez com o acréscimo de um novo detalhe inventado. Não, esta aconteceu mesmo. Eu até sei o nome da protagonista. Mas não vou revelar aqui porque não sou tão cruel assim. Vamos à história. A garota saiu pela primeira vez com um cara de quem gostava muito. Como já tinha um histórico de ir longe demais no primeiro encontro, principalmente quando tomava algumas, resolveu não beber muito para não perder o controle. E até criou mais uma camada de segurança não depilando as pernas nem as virilhas — algo que, em sua opinião, evitaria que ela quisesse tirar a roupa na presença dele naquela noite. Só que ela acabou ficando um pouco embriagada e, “animadinha”, levou o cara para casa e criou um plano infalível. Então, deixou o cara sentado no sofá enquanto escapuliu para o banheiro e deu uma geral rápida na depilação. Depois — a essa altura, com a depilação em dia e uma minissaia —, postou-se languidamente na passagem entre o corredor e a sala. O cara a olhou de cima a baixo e arregalou os olhos horrorizado quando viu as pernas dela. Confusa, ela olhou para baixo. Acontece que a garota não é lá muito boa na delicada arte da depilação depois de tomar alguns drinques a mais e acabou se cortando. As pernas estavam cobertas de sangue. 19

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A garota deu um grito, correu de novo para o banheiro, trancou a porta e começou a chorar. O cara bateu na porta e lhe disse que não se preocupasse, mas ela não queria ouvir. Pediu a ele que fosse embora, e os dois não se viram nunca mais. Não é nenhuma love story, de fato. Mas o que ela poderia fazer? Torturar-se durante os próximos vinte anos por causa desse constrangimento ou rir e partir para outra, pelo fato de que não adianta se preocupar com coisas que você não pode mais mudar. Além disso, aposto minha perna esquerda que ela não vai cometer esse erro novamente. Como você provavelmente pode adivinhar, eu lhe aconselharia que ficasse com a segunda opção. Mas dando uma tacada extra na sorte: ela deveria também procurar esse cara. Se ele fosse legal e gostasse dela, o incidente do sangue não teria importância alguma. E, se tudo corresse bem, os dois teriam uma história da qual rir por muitos anos. Pode ser que o cara não estivesse mesmo muito interessado, mas ela dificilmente conseguiria ficar ainda mais constrangida do que já tinha ficado.

Lições aprendidas O que ela deveria ter feito? Há uma coisa muito simples que essa garota poderia ter feito e que teria evitado toda a chateação e a humilhação: não levar o cara para casa, em primeiro lugar. Não há nada intrinsecamente errado em dormir com um homem no primeiro encontro, mas pular na cama com um cara depressa demais pode criar problemas, se o seu objetivo for maximizar suas chances de fazer as coisas chegarem a algum lugar. Essa garota tomou a decisão errada. Ela perdeu o controle da situação e, por isso, perdeu também o cara. 20

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Mas não precisava ser assim porque, na verdade, nem tudo estava perdido, nem mesmo depois que ela o mandou embora. Se a garota tivesse ligado para o cara no dia seguinte, se desculpado e perguntado se poderia lhe oferecer um drinque “uma hora dessas”, ele bem poderia ter respondido que “sim, ok, vamos nos encontrar”. E ela teria conseguido uma segunda chance por ter retomado o controle.

Lá vou eu sozinho de novo... Se abordar uma garota quando se está sóbrio já é um dos grandes desafios da vida para qualquer homem solteiro, imagine para um solteiro sem muita experiência. O que você deve dizer? E como sair com alguma dignidade se ela lhe der um pé? Nas duas vezes em que fiquei solteiro após alguns anos fora do baralho, depois da Namorada X e da Namorada Y, eu não tinha a menor ideia. Mas tinha uma arma secreta: B. B é um cara que vai aparecer regularmente neste livro. Ele é um grande amigo meu, só que é também uma péssima influência: do tipo que sai e enche a cara e tem um arsenal inesgotável de cantadas que põe em prática onde quer que esteja, não importa a hora do dia ou da noite. Por isso, B sai com várias mulheres toda semana e, depois que leva uma para a cama, perde o interesse imediatamente e vai atrás de outra. Ele é o próprio estereótipo do garanhão, um cafajeste até o último fio de cabelo, e não tem o menor interesse em sossegar. B não é de modo algum uma má pessoa — é meu amigo e gentilmente me relatou suas ideias e experiências para este livro, na esperança de que fossem úteis —, só não é o cara que eu gostaria que minhas irmãs namorassem. Portanto, ele é exatamente o tipo de cara que você deve saber reconhecer, entender e evitar. Mais um aviso: se eu disser alguma coisa que não lhe agradar, a culpa é de B, não minha. 21

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VOCÊ SABE O QUE PASSA PELA CABEÇA DOS HOMENS?