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International Paper Pode ser arte, visão, projeto, pensamento, ideia, razão ou sentimento. Só não pode deixar de ir pro papel. Expressar é a chance que temos de mostrar o nosso melhor. E o melhor de cada um faz a vida ficar bem melhor. A International Paper é líder mundial na indústria de papéis e embalagens e está presente em dezenas de países da América do Norte, Europa, América Latina, Ásia e Norte da África. Temos orgulho dos produtos que fabricamos e de como os fazemos. No Brasil, produzimos os papéis cortados CHAMEX, CHAMEQUINHO e HP e o papel CHAMBRIL para impressão e conversão. Por mais de 110 anos, a temos sido uma das empresas que mais se preocupam com o meio ambiente em todo o mundo. Para nós, sustentabilidade é utilizar os recursos de maneira criteriosa e criar o menor impacto possível ao ambiente e às comunidades onde atuamos. Significa trabalhar juntos para criar sucesso para os negócios e um mundo melhor para as futuras gerações. Essa é a essência da International Paper.

Este livro foi impresso em papel Chambril Avena 80 g/m² da International Paper. Conforto para quem lê, produtividade para quem imprime.

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Uma educação para a felicidade Na difícil tarefa da educação, pais e mães seguem (ou gostariam de seguir) manuais e regras sobre como criar seus filhos; porém, muitos não percebem que cada um tem uma maneira especial de ser e que, portanto, manuais não ensinam tudo, não são nem de longe o suficiente. Se seu filho é um nadador como o Gustavo Borges, ele precisa de contexto para se desenvolver, de estrutura para treinar e de estímulos para se superar. Essa é a personalidade dele, ele nasceu dessa maneira e, provavelmente, é o estilo de vida que vai fazê-lo feliz. Se seu filho nasceu com a alma independente, assim como músicos como John Lennon ou Bob Dylan, ele precisa de liberdade para mergulhar em si mesmo e escutar as vozes da humanidade. Seria complicado para Lennon e Dylan se eles houvessem tido pais que os fizessem ter aulas diárias de música para tocar em apresentações clássicas, assim como teria sido uma pena se os pais de Gustavo Borges o tivessem deixado sem a estrutura adequada para permitir que participasse de treinos e competições. Quanto mais rápido os pais descobrirem a natureza dos filhos e a deixarem se realizar, mais a criança poderá viver feliz. Infelizmente, vejo que muitos pais e mães comemoram quando seu filho é o melhor aluno da classe, mas não percebem que talvez o preço de ser o destaque da escola seja alto demais para ele. É claro que sei que os pais querem dar o melhor para seus filhos e fazem tudo por isso sem medir esforços, mas, muitas vezes, sem perceber, acabam prejudicando-os com suas ações. Muitas mães e muitos pais querem definir para os filhos o que significa sucesso e ser realizado: ser presidente de uma grande empresa, ser top

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model, tornar-se médico, advogado, jogador de futebol, economista... E dirigem todas as atividades da criança para que ela seja uma pessoa bem-sucedida nesse sentido, mas, muitas vezes, se esqueceram de considerar e respeitar sua natureza. É como o pai que queria que o filho fosse um grande advogado para assumir seu escritório, mas a vocação dele passava longe dessa profissão, já que gostava mesmo de números. Ou aquela mãe que queria que a filha estudasse balé, mas ela não levava o mínimo jeito e achava que as aulas eram uma verdadeira tortura. Outro ainda sonhava com o dia em que sua criança crescesse e se tornasse um médico como ele, mas o que o filho queria mesmo era tocar música e mexer com artes. Pais e mães podem ficar frustrados, aborrecidos, sentindo que falharam ou que foram traídos. Mas o filho, mesmo com todo o empenho dos pais, pode crescer triste, deprimido, frustrado e até revoltado com a pressão e com as expectativas para ser o que papai e mamãe sonharam para eles. Procurar criar filhos perfeitos é uma forma de criar Franksteins infelizes. Na verdade, isso é algo que vem acontecendo e que eu chamo de Síndrome de Frankenstein. Essa ideia foi inspirada em um artigo da psicóloga norte--americana Laura Claridge. Ela escreveu um artigo muito interessante chamado “Parent-child tensions in Frankenstein: The search for communion” [As tensões entre pais e filhos no mito de Frankenstein: uma procura pela comunhão]. Frankenstein é um personagem do romance de mesmo nome escrito pela autora britânica Mary Shelley. Conta a história de um jovem cientista chamado Victor Frankenstein, que quer descobrir os mistérios da criação

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e para isso estuda muito e acaba encontrando o segredo da geração da vida. Com empenho total e muito trabalho, finalmente consegue criar um ser humano como planejou. Mas, ao perceber que sua criatura tinha defeitos, Victor decepciona-se e a abandona à própria sorte. A criatura se revolta e começa a cometer crimes, e ele passa a se sentir culpado por tê-la criado, e a culpa passa a torturá-lo. O cientista quis criar um ser perfeito e acabou criando um ser sem valores. Embora pudesse até ter boa índole, a criatura não estava pre-parada para conviver em sociedade e passou a se sentir muito só. Começou a viver à margem das cidades e longe das pessoas, se tornou vingativa e revoltada especialmente com relação a seu criador. Amargurada depois de destruir as pessoas que o cientista amava, a criatura foge e é perseguida por Victor, já devastado pela culpa e pela tristeza. No final da história, Victor Frankenstein, bastante doente, acaba morrendo. A criatura aparece no leito de morte do cientista e chora por seu criador. Muitos pais acabam fazendo algo parecido ao que ocorreu nessa história. Tentam criar uma pessoa perfeita, mas acabam por criar alguém com muitas dificuldades. Ao escrever isto, meu objetivo não é fazer você se sentir culpado com a educação que tem dado ao seu filho, mas sim alertá-lo para a importância de respeitar a essência dele. Os pais que procuram criar o filho perfeito muitas vezes se es-quecem de que um ser humano tem algo fundamental: uma alma.

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Pais e mães que não percebem a alma de sua criança, descobrem, assim como Victor, que seu filho recebeu todas as orientações, assistiu a todas as aulas, foi punido e premiado cor-retamente, mas ficou vazio, infeliz e totalmente inadequado para viver no mundo ou aceitar a si mesmo. Se a alma do filho não foi escutada e muito menos respeitada, então esse filho se torna um verdadeiro “Frankenstein”, inadequado, desencontrado, perdido, sem espiritualidade, sem valores claros, sem emoções autênticas e sem condições de se relacionar direito com a sociedade e consigo mesmo e, por isso mesmo, com enormes dificuldades de ser feliz. Uma criança, quando nasce, é como um broto de planta rasgando a terra. Se ela será uma roseira, um cacto, um eucalipto ou um girassol, isso está escrito em sua natureza e é com ela que pai e mãe precisam se preocupar. Querer transformar um cacto em uma amoreira será uma agressão à sua alma. E a infelicidade de muitas pessoas começa exatamente quando seus pais têm um projeto de vida grandioso para elas e elas nem mesmo sabem direito qual é o sentido real de sua vida. Ser pai, ser mãe, portanto, não pode ser enquadrar seu filho em um projeto de vida que você criou para ele, mas sim ajudá-lo a realizar sua própria vocação existencial. Quem é pai ou mãe, ou pretende ser, precisa pensar no signi-ficado de ter filhos e compreender o sentido da existência deles em sua vida, para que não desperdicem as dádivas de tê-los como companheiros de viagem. Ter um filho representa, acima de tudo, receber uma missão e uma grande oportunidade de ter uma conexão profunda com seres que chegam em sua vida e que conferem a você o direito de cuidar deles. A

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missão é ajudá-los a realizar sua vocação. É dar amor e estrutura ao novo ser para que ele possa se realizar a partir do que sua natureza diz que ele é. Saber criar uma estrutura com carinho e disciplina para ajudá-lo a conquistar autonomia e felicidade é o grande dever de quem tem um filho. Um filho também é uma grande oportunidade de resgatar dentro de você sua própria essência, que tinha sido deixada de lado. Tenho cinco filhos. Cada um é bem diferente do outro e com cada um sinto um sabor novo da vida. Leandro, meu filho mais velho, me ensina que cada pessoa é especial à sua maneira, e que nós temos forças para ir muito mais longe do que nunca sonhamos ir. Com toda a certeza, ele é a fonte de energia que me alimenta nos momentos difíceis da minha vida. Ricardo, meu segundo filho, é um grande atleta que sempre está criando novos desafios para si. Atualmente, ele participa de provas de Ironman, aquela competição em que você precisa nadar 3,8 quilômetros, depois pedalar uma bicicleta por 180 quilômetros e finalmente correr por mais 42 quilômetros. Ele me motiva a nunca ficar parado, a vencer minha preguiça, meus limites e não deixar o meu corpo se acomodar. A impressão que eu tenho é que ele me vê eternamente com 40 anos. Arthur, meu terceiro filho, é criativo, cheio de ideias e irreverente. É um rapaz talentoso, com uma personalidade autêntica. Todas as vezes que conversamos, ele me ensina algo novo. Ele é o meu principal professor de negócios na era digital. André, meu quarto filho, paga o preço que for para realizar seus sonhos. Ele não desiste mesmo quando tudo parece difícil. Com ele, vivo a perspectiva de que um sonho existe para ser realizado. Marina, minha única filha, me ensina que sensibilidade e feminilidade podem ser muito bem temperadas com força, determinação e firmeza.

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Adoro vê-la descobrindo a vida com determinação. Sua juventude me mostra o quanto existe de mistérios a serem desvendados. Muitos de nós crescemos, infelizmente, sem respeito por nossa essência. Muitos de nós somos “peixes obrigados a voar”, e, muitas vezes, a espontaneidade de nossos filhos nos incomoda porque nos mostra que não estamos respeitando nossa vocação. O objetivo de uma educação para a felicidade é ajudar seu filho a desenvolver uma autoconfiança poderosa, pois a pessoa que confia em si própria vai saber criar as competências para realizar qualquer objetivo que tenha na vida. Pessoas que se sentem respeitadas vão saber respeitar a maneira de ser dos outros. Lembre-se de que a autoimagem dos filhos é criada a partir da reação que veem no rosto de seus pais, a partir de suas ações. Se a criança vê papai e mamãe com um olhar crítico para ela, vai perceber a si mesma como alguém que está sempre errado e sua autoestima vai ficar frágil. Se ela vê seus pais lhe passando confiança, vai acabar se percebendo como uma pessoa capaz. A educação para a felicidade cria pessoas confiantes em sua capacidade. A autoconfiança da criança tem de ser construída com base na verdade de sua capacidade. Por isso, os pais têm de saber criar uma referência congruente com a ação do filho. Se os pais têm uma reação positiva mesmo quando a criança apresenta uma atitude negativa, ela perderá a referência adequada ao momento. O objetivo de nossa conversa neste livro é ajudá-lo a descobrir qual é a essência de seu filho para poder ajudá-lo a realizar sua vocação.

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Crie uma conexão com seu filho, aprenda a escutá-lo e ajude-o a se realizar. Quando isso acontecer, você vai perceber que aprendeu também a fazer isso por si mesmo, conseguindo uma conexão interior para escutar-se e ajudar-se a se realizar. A presença de filhos em nossa vida é um mistério muito belo que somente será desvendado por aqueles que tiverem a coragem e a sabedoria de ir além das simples regras da educação.

Seu filho precisa de mais que somente boas escolas Na cabeça de pais e mães, educar os filhos é prepará-los para o futuro. Quando escolhem a escola, com eles ainda pequenos, muitos pais perguntam se ela prepara os alunos para o vestibular. Isso é um perigo! O vestibular é um acontecimento mínimo na vida de uma pessoa. A melhor pergunta é se essa escola ajuda o aluno a se preparar para a vida. Não existe uma regra para a melhor formação para o futuro. Muitos dos homens mais ricos do mundo não foram bem na escola e alguns nem terminaram o ensino superior. Bill Gates abandonou a faculdade para criar seu próprio negócio. Steve Jobs deixou a faculdade porque não tinha dinheiro para pagá-la. O primeiro foi encorajado em seu empreendedorismo por pais que confiavam nele. E o segundo aprendeu a se virar sozinho a partir da experiência do abandono dos pais biológicos.

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Créditos: Esta capa foi impressa em Lenza Top 250g/m²

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Este material não tem valor comercial. Distribuição gratuita.


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Os Parâmetros Curriculares Nacionais Brasileiros indicam como objetivos do ensino fundamental que os alunos sejam capazes de compreender a cidadania, adotar atitudes de solidariedade e cooperação e respeitar o outro. Além disso, devem posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva em sociedade, utilizando sempre o diálogo como forma de mediar conflitos. É muito importante que as crianças aprendam a pensar e a agir coletivamente. Com bases éticas e cidadãs, os futuros adultos ficam mais propensos a lidar com a doação e filantropia, pilares importantes da Educação Financeira. É importante também desenvolver com elas conceitos de filosofia. Já presente no currículo escolar, o assunto muitas vezes recebe pouca importância em casa e na escola e é tratado como conhecimento avulso. Deveria ser mais estimulado, pois cidadãos conscientes são aqueles capazes de questionar seus valores, duvidar de argumentos vendedores e quebrar paradigmas na construção de sua carreira e de sua sociedade. Uma visão mais crítica da realidade em que vivemos certamente agrega valor a nossas ideias e aumenta o potencial de ganhos ao longo da vida de todas as pessoas.

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As coisas baratas podem ser tão boas quanto as coisas caras. O mercado determina o preço, mas você é quem determina o valor. As crianças, geralmente as pequenas, demonstram claramente isso quando preferem seu brinquedo antigo a um novo. O valor sentimental do brinquedo antigo supera o valor em dinheiro do brinquedo novo. Para ela, o antigo vale mais.

A importância da ética e da cidadania

Como estamos falando de valores, é importante ensinar às crianças ética e regras de sociedade. Não devemos fazer aos outros o que não queremos que façam conosco é um exemplo simples de regra. Praticar a honestidade também. Quando se recebe um troco errado, maior do que o valor devido, é preciso ensinar às crianças que ele deve ser devolvido imediatamente. Quando alguém pega uma coisa que não é dele, se for emprestada, é preciso devolver. Não se pode pegar algo sem a permissão do dono. É PRECISO ENSINAR ÀS CRIANÇAS: QUANDO SE RECEBE UM TROCO ERRADO, MAIOR DO QUE O VALOR DEVIDO, ELE DEVE SER DEVOLVIDO IMEDIATAMENTE Assim, estaremos cultivando valores éticos muito necessários para se conviver em sociedade. Toda a Educação Financeira está baseada em ética, pois, nas trocas feitas com o dinheiro, é preciso respeitar regras e ser honestos. Se queremos que nossas crianças adquiram traços de caráter, como a honestidade e correção, precisamos ensiná-las a identificá-los, mostrando que merecem ser adotados e cultivados.

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Mas não é só isso que determina se um objeto é caro ou barato. Temos que considerar também o valor que a sociedade dá para esse objeto, o uso que vai ser dado a ele, se é durável ou descartável, qual a importância que ele tem, se é raro ou abundante, se é fundamental ou supérfluo, se é necessidade ou desejo. Todos esses aspectos contribuem para que um objeto seja considerado caro ou barato. Por exemplo, existem roupas boas de marcas pouco conhecidas e roupas boas de marcas da moda. Aquela roupa de marca da moda custa mais caro porque a importância que as pessoas dão a ela é grande; porém, ambas podem ter a mesma qualidade. Você pode andar com uma calça de marca da moda e o bolso vazio ou uma boa calça e com o bolso cheio. AQUELA ROUPA DE MARCA DA MODA CUSTA MAIS CARO PORQUE A IMPORTÂNCIA QUE AS PESSOAS DÃO A ELA É GRANDE; PORÉM, POR VEZES PODE TER A MESMA QUALIDADE DE UMA ROUPA DE MARCA DESCONHECIDA

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Entretanto, queremos – e muitas vezes precisamos de – ambas; necessitamos das coisas fundamentais e desejamos as coisas supérfluas. Aí está a diferença entre necessidade e desejo. Para aprender a planejar gastos e a consumir com responsabilidade, é fundamental que a criança seja estimulada a distinguir entre uma compra que fazemos por necessidade e uma compra que fazemos para atender ao desejo de consumir. Afinal, muito da habilidade em lidar com as finanças, tanto na infância quanto na vida adulta, depende de sermos capazes dediferenciar “eu necessito” do “eu desejo” Podemos dar um exemplo simples para isso. Uma pessoa tem dinheiro suficiente para fazer a compra de supermercado da semana, mas deseja muito comprar uma calça jeans que custa exatamente a mesma quantia. Distinguindo aquilo que necessita daquilo que deseja, ela irá ao supermercado em vez de comprar a calça. É verdade que gastar com coisas que queremos é ótimo, divertido e até importante. Mas é fundamental ensinar que as necessidades devem ser satisfeitas em primeiro lugar.

Objetos caros e objetos baratos

Existem objetos caros e objetos baratos. Para que alguma coisa seja considerada cara ou barata, levamos em conta, em primeiro lugar, o quanto a pessoa tem de dinheiro disponível para gastar. Se ela tem menos do que a coisa custa, a coisa é cara para ela; se ela tem mais, a coisa é barata para ela.

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Necessidade e desejo

Existem muitas coisas no mundo que podem ser classificadas como fundamentais ou supérfluas. As fundamentais são aquelas sem as quais não se pode viver: são necessárias à nossa sobrevivência. Já quanto às supérfluas, pode-se viver sem elas. Coisas fundamentais podem ser materiais ou imateriais. Por exemplo, necessitamos de alimento, de saúde, de moradia, que são coisas materiais. Mas também necessitamos de liberdade, de dignidade, que são coisas imateriais. Já as coisas supérfluas geralmente são materiais. Por exemplo: chiclete, perfume, cigarro, calça de marca etc.

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O preço das coisas materiais está diretamente ligado ao seu valor. E o valor, como já dissemos, é representado pela lista de aspectos citados no item anterior. Um dos principais aspectos que deter-minam o valor de algo é sua escassez ou abundância. Geralmente, quando alguma coisa é muito rara, e as pessoas querem essa coisa, ela passa a ter um alto valor, e por isso um alto preço. Da mesma maneira, quando uma coisa é abundante, ou seja, quando ela é muito disponível para as pessoas, essa coisa não é tão cara, pois é fácil de conseguir, obter, alcançar etc. Uma garrafa de água, por exemplo, tem pouco valor para quem possui um poço artesiano no quintal de casa, ao mesmo tempo que pode ter um valor incalculável para alguém perdido sob o sol escaldante do deserto. Assim, no deserto essa garrafa d’água terá preço altíssimo, e no mercado próximo a essa casa do poço terá um preço bem menor.

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Valor e preço As coisas materiais geralmente podem ser compradas com dinheiro, mas as coisas imateriais não podem; ou seja, ambas têm valor, mas apenas as coisas materiais têm preço, isto é, podem ser compradas. Quanto às coisas imateriais, não há dinheiro que as compre ou faça alguém tê-las, pelo menos de maneira natural e legítima.

O preço das coisas materiais está diretamente ligado ao seu valor. E o valor, como já dissemos, é representado pela lista de aspectos citados no item anterior. Um dos principais aspectos que determinam o valor de algo é sua escassez ou abundância.

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É importante mostrar às crianças que o valor de algo está ligado ao que uma pessoa ou um grupo de pessoas acha ou pensa daquele algo. Há uma série de aspectos que determinam o valor de alguma coisa. Por exemplo, uma coisa passa a ter valor quando: • alguém gosta dela; • representa algo para uma pessoa; • é muito rara; • é muito difícil de obter; • tem uma qualidade muito boa; • deu muito trabalho para se conseguir ou se construir; • poucas pessoas conseguem fazer ou construir, ou alcançá-la; • é preciso saber muito para fazê-la; • é muito importante para alguém; • dá prazer para uma ou mais pessoas; • possuí-la faz você importante; • sê-la faz você importante; • dá segurança a você; • permite que você faça coisas importantes; • é durável, e não descartável; • etc.

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As coisas e seus valores Todas as coisas têm um valor. Existem coisas materiais e coisas imateriais, concretas ou abstratas, mas todas elas têm um valor. Exemplos:

Dependendo da idade das crianças com quem estamos lidando, a capacidade de abstrair conceitos é maior ou menor. Mas será simples explicar que as coisas imateriais não são palpáveis. Por meio de exemplos vividos no dia a dia, isso se torna muito claro. Quando ganha um doce, por exemplo, a criança fica alegre. O doce e a alegria são coisas que existem, são reais. Porém, apenas o doce podemos “pegar”. A alegria podemos sentir.

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Projeto 24 educação financeira 3  
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