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“ Que todos os dias de nossa vida seja serena, seja de muita de paz e também "doce", assim como o aroma da fumaça do cachimbo de um Preto(a)-Velho(a)! " Adorei as Almas... Saravá todos os vovôs e vovós da Umbanda !!


DEDICATÓRIA Esta modesta contribuição a nossa amada Umbanda eu dedico todos os meus amigos orixás principalmente aos amados pretos-velhos e àqueles que a prestigiarem com sua leitura e críticas construtiva e a todos àqueles que tornaram possível sua realização.


Pretos-Velhos

Foi através da abolição que se tornou oficial no dia 13 de Maio que, uma vez "libertos" os ex-escravos começaram a se unir nas primeiras irmandades, como a Irmandade da Boa Morte, a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, que nada mais eram do que pequenas comunidades criadas para que os negros pudessem se manter fortes e unidos, mas também para manter vivos os seus cultos, tão perseguidos pelos brancos e pela religião em vigor na época no Brasil. Foi dessas irmandades que nasceram os primeiros terreiros de Candomblé como o da Barroquinha, o mais antigo de todos, no Ilè Asé Airá Intilè, criado pelas africanas Adetá ou (Iyá Detá), Iyá Kalá, Iyá Nassô e por dois africanos, Babá Assiká e Bangboshê Obitikô, que depois foi transferida, recebendo o nome de Ilé Iya Nassô Oká. Nós meus filhos, devemos muito a eles, pela resistência, pela firmeza e pela coragem, pois a Umbanda pode ser considerada uma filha adotiva do Candomblé, pois dele recebeu muita influência e força. A todos os escravos e personagens históricos nossa reverência, obediência, pois diante deles, nada somos além de pequeninos aprendizes.


PRETO VELHO DIZ ... Acordem Para a Vida! Na dificuldade de encarar a vida, é sempre fácil responsabilizar os outros; Na dificuldade de se relacionar com os outros, é sempre fácil olhar os defeitos; Na dificuldade de amar o próximo, é sempre fácil escolher a indiferença; Na dificuldade de competência para ser feliz, é sempre fácil infelicitar os outros; Na dificuldade de caráter é sempre fácil o nivelamento alheio; Na dificuldade de atitude é sempre fácil condenar o carma; Na dificuldade de buscar caminhos retos, é sempre fácil procurar atalhos; Na dificuldade de obedecer a ordens, é sempre fácil se julgar injustiçado; Na dificuldade de compreender liberdade, é sempre fácil buscar a libertinagem; Na dificuldade de lágrimas sinceras, é sempre fácil o sorriso falso; Na dificuldade de exercitar a mente, é sempre fácil obter respostas prontas; Invariável reconhecer que para as nossas dificuldades, sempre temos desculpas variadas, mas, para as dificuldades dos companheiros que nos acompanham no dia a dia sempre temos condenações. Por que será que exigimos tanto do outro quando não lhe suportamos as exigências? Alguns poderão responder: é o instinto de conservação que fala mais alto, temos que nos defender! Então nêgo velho pergunta: que diacho de conservação é essa que só guarda o que não é bom? Num existe mandinga pior do que carregar bagagem desnecessária e se suncês tão carregando egoísmo, vaidade, orgulho e prepotência. Tão é perdendo tempo! Mas aí suncês vão dizer: Pai Firmino a natureza não dá saltos! E eu vou arresponder: concordo com suncês meus fios! Ela num dá salto, mas, cumpre as funções estabelecidas por Zambi. Ao invés de suncês querer ser o que não são, procurem ser o que podem ser meus fios, tenham humildade em tudo que façam e reconheçam que só aprendendo a vencer suas dificuldades é que suncês sairão vitoriosos. Acordem para a vida! Pois, guia nenhum vai fazer o que cabe a suncês fazerem. Naruê meu Pai! Patacori Ogum Ogunhê! PAI FIRMINO DO CONGO


ORAÇÃO AOS PRETOS VELHOS Preto Velho Carreteiro de Oxalá Bastão bendito de Zâmbi Mensageiro de Obatalá Meu pensamento eleva-se ao teu espírito e peço Agô. Que tuas guias sejam o farol que norteie minha vida, Que vossa pemba trace o caminho certo para todos os meus atos, Que vossas palavras, tão cheias de compreensão e bondade, iluminem minha mente e meu coração, Que teu cajado me ampare em meus tropeços. Ontem te curvastes aos senhores… Hoje, ajoelho-me aos teus pés pedindo que intercedas junto a Oxalá por mim e por todos que neste momento clamam por vós. Maleme e paz sobre meu lar e que a luz divina de Obatalá se estenda pelo mundo, E que o grito de todos os orixás sejam o sinal de vitória sobre todas as demandas de minha vida. Maleme as almas. Maleme para todos os meus inimigos, para que saiam do negrume da vingança E encontrem fonte fecunda e clara do amor e caridade.


A lenda dos Pretos-Velhos e sua história A História (lenda) dos Pretos Velhos de Umbanda tem sua origem nas grandes metrópoles do período colonial: Portugal, Espanha, Inglaterra, França, etc; subjugaram nações africanas, fazendo dos negros mercadorias, objetos sem direitos ou alma, esta mesma entidade (pretos velhos) não está somente presente na Umbanda, mas também dentro do Candomblé (culto aos Orixás) por que muitos babalorixás iniciam-se primeiramente dentro de Umbanda, e logo depois migrando para a religião espírita de Nação (culto africano cultuado no Brasil denominado Candomblé) e permanecendo suas antigas origens como os Preto-velho, Caboclos, Erês, Exús, Pomba Giras, Boiadeiros, etc. Conhecendo alguns nomes de Preto Velho: Pai Bento, Pai Joaquim, Benedito, Cipriano, etc.. Nomes de Preta Velha: Vovó Cabinda, Mãe Maria, Sete Serras, Cristina, Maria Conga, Vovó Rita. - Os traficantes coloniais utilizavam se de diversas técnicas para poder arrematar os negros: Chegavam de assalto e prendiam os mais jovens e mais fortes da tribo, que viviam principalmente no litoral Oeste, no Centro-oeste, Nordeste e Sul da África. - Trocavam por mercadoria: espelhos, facas, bebidas, etc. Os cativos de uma tribo que fora vencida em guerras tribais ou corrompiam os chefes da tribo financiando as guerras e fazendo dos vencidos escravos. No Brasil os escravos negros chegavam por Recife e Salvador, nos séculos XVI e XVII, e no Rio de Janeiro, no século XVIII. Os primeiros grupos que vieram para essas regiões foram os bantos; cabindos; sudaneses; iorubás; geges; hauçá; minas e malês.


A valorização do tráfico negreiro, fonte da riqueza colonial, custou muito caro; em quatro séculos, do XV ao XIX, a África perdeu, entre escravizados e mortos 65 a 75 milhões de pessoas, e estas constituíam uma parte selecionada da população. Arrancados de sua terra de origem, uma vida amarga e penosa esperava esses homens e mulheres na colônia: trabalho de sol a sol nas grandes fazendas de açúcar. Tanto esforço, que um africano aqui chegado durava, em média, de sete a dez anos! Em troca de seu trabalho os negros recebiam três "pês": Pau, Pano e Pão. E reagiam a tantos tormentos suicidando-se, evitando a reprodução, assassinando feitores, capitães-do-mato e proprietários. Em seus cultos, os escravos resistiam, simbolicamente, à dominação. A "macumba" era, e ainda é, um ritual de liberdade, protesto, reação à opressão. As rezas, batucadas, danças e cantos eram maneiras de aliviar a asfixia da escravidão. A resistência também acontecia na fuga das fazendas e na formação dos quilombos, onde os negros tentaram reconstituir sua vida africana. Um dos maiores quilombos foi o Quilombo dos Palmares onde reinou Ganga Zumba ao lado de seu guerreiro Zumbi (protegido de Ogum). Os negros que se adaptavam mais facilmente à nova situação recebiam tarefas mais especializadas, reprodutores, caldeireiro, carpinteiros, tocheiros, trabalhador na casa grande (escravos domésticos) e outros, ganharam alforria pelos seus senhores ou pelas leis do Sexagenário, do Ventre livre e, enfim, pela Lei Áurea. A Legião de espíritos chamados "Pretos-Velhos" foi formada no Brasil, devido a esse torpe comércio do tráfico de escravos arrebanhados da África. Estes negros aos poucos conseguiram envelhecer e constituir mesmo de maneira precária uma união representativa da língua, culto aos Orixás e aos antepassados e tornaram-se um elemento de referência para os mais novos, refletindo os velhos costumes da Mãe África. Eles conseguiram preservar e até modificar, no sincretismo, sua cultura e sua religião. Idosos mesmo, poucos vieram, já que os escravagistas preferiam os jovens e fortes, tanto para resistirem ao trabalho braçal como às exemplificações com o látego. Porém, foi esta minoria o compêndio no qual os incipientes puderam ler e aprender a ciência e sabedoria milenar de seus ancestrais, tais como o conhecimento e emprego de ervas, plantas, raízes, enfim, tudo aquilo que nos dá graciosamente a mãe natureza. Mesmo contando com a religião, suas cerimônias, cânticos, esses moços logicamente não poderiam resistir à erosão que o grande mestre, o tempo, produz sobre o invólucro carnal, como todos os mortais. Mas a mente não envelhece, apenas amadurece. Não podendo mais trabalhar duro de sol a sol, constituíram-se a nata da sociedade negra subjugada. Contudo, o peso dos anos é implacavelmente destruidor, como sempre acontece.


O ato final da peça que encarnamos no vale de lágrimas que é o planeta Terra é a morte. Mas eles voltaram. A sua missão não estava ainda cumprida. Precisavam evoluir gradualmente no plano espiritual. Muitos ainda, usando seu linguajar característico, praticando os sagrados rituais do culto, utilizados desde tempos imemoriais, manifestaram-se em indivíduos previamente selecionados de acordo com a sua ascendência (linhagem), costumes, tradições e cultura. Teriam que possuir a essência intrínseca da civilização que se aprimorou após incontáveis anos de vivência.

História de um PRETO VELHO Tudo começou na pequena Paranapiacaba, uma vila pitoresca, com arquitetura e clima (leia-se neblina) que lembra as cidades inglesas do século XIX e destinada à moradia dos trabalhadores da Rede Ferroviária Federal. As casas – algumas mais simples (onde moravam os trabalhadores mais humildes), outras mais requintadas (que abrigavam os engenheiros da ferrovia, os verdadeiros mandatários da empresa) – eram de madeira, pintadas de um tom entre o vermelho e o marrom, enquanto as de alvenaria, mais simples, eram pintadas de cal com um pigmento amarelo. Parece que esses detalhes imprimiam um aspecto ainda mais melancólico ao local. Mas a casa onde dona Lidia morava não se encaixava em nenhum desses quesitos. Era uma casa extremamente humilde, de madeira, já bem úmida e surrada pelo tempo, a última casa da Rua Antônio Olinto abrigava a boa senhora, o marido e o casal de filhos. Os fundos do quintal davam para a mata fechada, que era bela, mas trazia alguns problemas, tais como a invasão de animais indesejados (cobras, morcegos, sapos), além de causar uma sensação de insegurança bastante justificável – tipos suspeitos costumavam se esgueirar por aquele local, sabe-se lá com qual finalidade. Tudo isso deixava dona Lidia apreensiva, pois seu marido, seu Sergio, saía para trabalhar antes do amanhecer e só voltava ao cair da tarde. Isso a fazia sentirse refém da situação, junto aos filhos, durante todo o dia. Em uma triste ocasião, um vizinho maldoso tentou arrastar a filha do casal para o matagal, com as piores intenções. Só não conseguiu seu intento porque outros moradores perceberam o movimento e agiram a tempo. A vila era pequena e existiam algumas casas, melhor localizadas, que estavam desocupadas. Dona Lidia sempre pedia ao marido que solicitasse junto à sua chefia uma outra moradia, mas ele sempre retornava dizendo que o pedido havia sido negado. Numa atitude de desespero, sem que o marido soubesse, ela pegou os dois filhos e foi São Paulo, tentar conversar com o superintendente da RFFSA. Após horas de cansativa espera foi atendida. O engenheiro a recebeu bem, ouviu a sua história, mas cordialmente disse que não atenderia o seu pedido. Explicou que seu Sergio era um excelente profissional e dentro da empresa somente ele dominava a técnica de


desenhar manualmente (naquela época era assim) as letras que identificavam os vagões. No entanto, por ser consciente disso, era um tanto abusado em seu comportamento. Desrespeitava a hierarquia da empresa, não cumpria corretamente seu horário de trabalho, brigava, discutia com os superiores, enfim, era bom no que fazia, mas não era merecedor de privilégios devido ao mau comportamento. Dona Lidia foi embora arrasada, deprimida. Precisava sair daquela casa a qualquer custo. Sentia um nó na garganta, mas segurou o choro para não abalar as crianças. Resolveu então visitar uma cunhada que morava ali perto, a fim de desabafar um pouco. Chegando lá, falou sobre sua angústia e a cunhada, percebendo que ela não estava bem, convidou-a a ir até uma vizinha que era benzedeira. Lá chegando foram prontamente atendidas e a senhora incorporou uma entidade que se identificou como o preto velho Pai João Benedito. O bom espírito deu um passe em dona Lidia e seus filhos e, depois de falar palavras de conforto, disse: _A fia pode ficar sossegada, esse preto velho vai ajudar a fia a conseguir o que precisa. Dona Lidia voltou para casa mais leve, já conformada em ter que viver naquela casa velha, úmida e sem segurança. Mas ao menos sentia que estava protegida espiritualmente. Algum tempo se passou e a conversa com o preto velho já estava caindo no esquecimento, afinal, como um espírito de um escravo poderia interferir na mudança de uma casa? O negócio era viver a vida, seguindo em frente e aprender a conviver com os sapos (bicho que particularmente dona Lidia tinha verdadeira fobia), cobras e outros animais repugnantes, além do constante medo por estar à mercê de um invasor que viesse pelo matagal. Uma noite, seu Sergio adormeceu assistindo à TV junto com a filha no sofá da sala. Dona Lidia cansada do trabalho diário, foi para a cama e colocou o filho mais novo na cama (a casa era tão pequena que todos dormiam no mesmo quarto). Quando estava quase adormecendo ouviu barulho vindo da janela do quarto. Seu medo foi tamanho, que ficou paralisada: não conseguia se mover ou gritar pelo marido. Seu medo aumentou quando lembrou que a cama em que o filho pequeno dormia ficava logo abaixo da janela. Ainda paralisada e apavorada percebeu a janela se mexer e viu que lentamente alguém a levantava. Em poucos minutos o ladrão estaria dentro do quarto e, pior que isso, poderia fazer o pequeno menino de refém. Os poucos segundos pareceram uma eternidade. Quando enfim a janela estava aberta, um homem negro, de cabelos levemente grisalhos enfiou a cabeça pela janela e olhou diretamente nos olhos de dona Lidia. Foi nesse instante que ela saiu daquele torpor e conseguiu gritar por socorro. Seu marido acordou assustado e veio correndo. Nisso o negro soltou a janela, que desceu com violência, quebrando todos os vidros, e sumiu no mato. A polícia foi chamada e vasculhou todo o matagal sem encontrar qualquer indício do invasor. A janela mostrava os sinais de arrombamento e, felizmente, os cacos de vidro não causaram sequer um arranhão no pequeno menino que fora atingido pelos estilhaços. Se tratando de uma vila pequena, o caso se tornou conhecido de todos os moradores. Todos comentavam sobre a casa no matagal, que expunha seus moradores aos mais diversos riscos. Diante da situação, os mandatários da RFFSA ficaram preocupados,


pois se algo mais grave acontecesse, especialmente às crianças, eles poderiam ser responsabilizados. Trataram então de ceder uma nova moradia à dona Lidia e sua família, num local mais tranquilo e seguro de Paranapiacaba. A casa velha e úmida foi demolida. Ninguém mais sofreria nela. A mudança foi feita. Na nova casa dona Lidia iniciou uma nova vida, mais tranquila e feliz. Algum tempo depois visitou a cunhada e novamente foi convidada a “tomar um passe” com aquela mesma benzedeira, que de novo incorporou a doce figura de Pai João Benedito. Após breve conversa, o velhinho perguntou a dona Lidia: _A fia está feliz na casa nova? Ela respondeu que sim e começou a relatar o ocorrido, quando tentaram invadir a casa, porém foi interrompida pelo preto velho, que disse: _Não precisa contar, não fia... eu sei o que aconteceu. Quem levantou aquela janela não foi um ladrão e nem alguém que queria fazer mal para você e sua família. Fui eu que estive lá. Com a confusão que causei os homens que mandam acharam melhor dar uma casa nova para a fia morar. Dona Lidia ficou sem palavras, então o preto velho continuou, dizendo que a acompanharia e sempre que precisasse, para chamar pelo seu nome. Pediu também que ela não esquecesse de colocar um cafezinho para ele todos os dias. Assim ela fez até o último dia de sua vida. O filho de dona Lidia, depois de adulto, iniciou-se na Umbanda. Aos poucos foi desenvolvendo sua mediunidade e recebendo suas entidades. Quando o seu preto velho se manifestou pela primeira vez, perguntaram seu nome, ao que prontamente ele respondeu: Sou Pai João Benedito, um nêgo veio que trabalha humildemente na Umbanda. Acompanho esse cavalo desde que ele era um cabritinho. A mãe dele foi sempre grata e fiel a mim, nunca se esquecendo de me oferecer um cafezinho num cantinho discreto da sua casa. Agora eu vim para dar continuidade ao meu trabalho de caridade através desse menino, que eu conheço tão bem e que tantas vezes já orientei e protegi sem que ele nem percebesse. Assim é a Umbanda: usa de meios que num primeiro momento não entendemos, usa métodos que até duvidamos, mas que sempre objetivam o nosso bem. Assim são os pretos velhos: trabalham discretamente, de maneira sábia e humilde, sem pedir nada em troca, no máximo um cafezinho, que serve mais para reavivar nossa fé do que para qualquer outra coisa. Assim são esses sábio trabalhadores. Jamais nos abandonam ou nos deixam sem respostas. Salve a corrente africana. Salve os pretos velhos. Salve Pai João Benedito. Adorei as almas


História Terrena de Um Preto Velho Noite na senzala. Os escravos amontoam-se pelo chão arranjando-se como podem. Engrácia entra correndo e vai direto até onde Amundê está e o sacode: - A sinhazinha está chamando, é urgente! - O escravo é conhecido pelas mezinhas e rezas que aplica a todos seus irmãos e o motivo do chamado é justamente esse. O filho de Sinhá Tereza está muito doente. É apenas uma criança de cinco anos e arde em febre há dois dias sem que os médicos chamados na corte consigam faze-la baixar. Sem ter mais a quem recorrer, no desespero próprio das mães, resolveu seguir o conselho de sua escrava de dentro e chamar o africano. Aproveitando a ida de seu marido à cidade, ele jamais concordaria, manda que venha. Sabendo do que se tratava o homem foi preparado. Levou algumas ervas e um grande vidro com uma garrafada feita por ele e cujos ingredientes não revelava nem sob tortura Em poucos minutos adentram o quarto do menino e Amundê percebe que precisa agir com presteza. Manda que Engrácia busque água quente para jogar sobe as ervas que trouxe enquanto serve uma boa colherada do remédio ao garoto. Dentro de uma bacia coloca a água pedida e vai colocando as folhagens uma a uma enquanto reza em seu dialeto. Ordena que desnudem a criança e carinhosamente a coloca dentro da bacia passando-lhe as ervas no pequeno corpo. Nesse instante a porta se abre e surge o Sinhô Aurélio acompanhado do padre da cidade. Tereza grita e corre até o marido desculpando-se. O padre dirige-se a ela com ferocidade: - Como entrega seu filho a um feiticeiro? - dirigindo-se ao marido - Diga adeus ao menino, após passar por essa sessão de bruxaria ele morrerá sem dúvida! Tereza corre até o filho e o cobre com um cobertor enquanto o marido ordena que o escravo seja levado


imediatamente ao tronco onde o capataz aplicará o castigo merecido. - Engrácia, acorde todos os negros para que vejam o fim que darei ao assassino de meu filho! Todos reunidos no grande terreiro ouvem a ordem dada ao capataz: - Chibata até a morte! E vocês - aponta todos os escravos - saibam que darei o mesmo fim a todos que ousarem chegar perto de minha família novamente. As chibatadas são dadas sem piedade, Amundê deixa escapar urros de dor entremeados com rezas o que somente aguça a maldade do capataz. Lágrimas copiosas correm pelas faces de muitos escravos. Após duas horas de intensa agonia o negro entrega sua alma e seu corpo retesa-se no arroubo final, finalmente descansará. O silêncio do momento é cortado por um grito vindo da principal janela da casa grande: - Aurélio, pelo amor de Deus - é Tereza com o filho nos braços - o menino está curado, a febre cedeu e ele está brincando! Assim morreu Amundê conhecido em nossos terreiros como o velho Pai Francisco de Luanda. Sua benção, meu pai! Permita que jamais voltemos a ver algo tão perverso em nossa história.

VIBRAÇÕES DE PRETO VELHO Quando falamos em Preto Velho, nos vem à mente quatro palavras básicas: calma, sabedoria, humildade e caridade. Voltando no tempo, durante o período colonial brasileiro, as grandes potencias européias da época subjugaram e escravizaram negros vindos de diversas nações africanas, transformando-os em mercadorias, seres sem alma, apenas objetos de venda de trabalho. Nesse mercado, os traficantes negreiros costumavam se utilizar de maneiras diversas para conseguir arrebanhar sua “mercadoria”: chegavam surpreendendo a todos na tribo, separavam, é claro, sempre os mais jovens e fortes. Costumavam buscar os negros nas regiões Oeste, CentroOeste, Nordeste e Sul da África. Trocavam por outras mercadorias, como espelhos, facas e bebidas, os que eram cativos oriundos de tribos vencidas em guerra e trazendo como escravos os que eram vencidos. No Brasil, em principio os escravos negros chegaram pelo Nordeste; mais tarde, também pelo Rio de Janeiro. Os primeiros a chegarem foram os Bantos, Cabindos, Sudaneses, Iorubas, Minas e Malés. Para a África, o trafico negreiro custou caro: em quatro séculos foram escravizados e mortos cerca de 75 MILHÕES de pessoas, basicamente a parte mais selecionada da população. Esses negros, que foram brutalmente arrancados de sua terra, separados de suas famílias, passando por terríveis privações, trabalharam quase que ininterruptamente nas grandes fazendas de açúcar da colônia. O trabalho era tão árduo, que um negro escravo no Brasil não chegava a durar dez anos. Em troca de tanto esforço, nada recebiam, a não serem trapos para se vestir e pão para comer, quando não eram terrivelmente açoitados nos troncos pelas tentativas de fuga e insubordinação aos senhores. Muitas vezes, reagiam a tudo suicidando-se, evitando


a reprodução, matando feitores, capitães-do-mato e senhores de engenho. O que restava ao negro africano escravo no Brasil era sua fé, e era em seus cultos que ela resistia, como um ritual de liberdade, protesto a reação contra a opressão do branco. As danças e cânticos eram a única forma que tinham para extravasar e aliviar a dor da escravidão. Mas, apesar de toda a revolta, havia também os que se adaptavam mais facilmente à nova situação. Esses recebiam tratamento diferenciado e exerciam tarefas como reprodutores, caldeireiros ou carpinteiros. Também trabalhavam na Casa Grande, eram os chamados “escravos domésticos”. Outros, ainda, conquistavam a alforria através de seus senhores ou das leis (Sexagenário, Ventre Livre e Lei Áurea). Com isso, foram pouco a pouco conseguindo envelhecer e constituir seu culto aos. Orixás e antepassados, tornando-se referencia para mais jovens, ensinando-lhes os costumes da Mãe África. Assim, através do sincretismo, conseguiram preservar sua cultura e religião.

ATUAÇÃO DOS PRETOS VELHOS Esses são os Pretos Velhos da Umbanda, que em suas giras nos terreiros representam a força, a resignação, a sabedoria, o amor e a caridade. São um ponto de referencia para aqueles que os procuram, curando, ensinando e educando, aos encarnados e desencarnados necessitados de luz e de um caminho a trilhar. Um Preto Velho representa a humildade, jamais demonstrando qualquer tipo de sentimento de vingança contra as atrocidades e humilhações sofridas no passado. Pretos Velhos ajudam a todos, independente de cor, sexo ou religião. Em sua totalidade, não se pode afirmar que as entidades que se apresentam nas giras são os mesmos Pretos Velhos escravos. Muitos passaram por ciclos reencarnatórios e podem ter sido em suas vidas anteriores médicos ou filósofos, ricos ou pobres, e, para cumprir sua missão espiritual e ajudar aos necessitados, escolheram incorporar a forma de Pretos Velhos. Outros, nem negros foram, mas também escolheram essa forma de apresentação. Muitos podem estar perguntando: “Mas então os Pretos Velhos não Pretos Velhos?”. A explicação é simples: todo espírito que já alcançou determinado grau de evolução tem a capacidade de descer sob qualquer forma passada, pois é energia pura, a forma é apenas uma consequência da missão que vem cumprir na Terra. Podem também, em locais diferentes, se apresentarem como médicos, Caboclos ou até Exu, depende do trabalho a que vêm realizar. Em alguns casos, se tiverem autorização, eles mesmos nos dizem quem são.


APRESENTAÇÃO DA ENTIDADE O termo “Velho, Vovô e Vovó, são usados para mostrar sua experiência, pois, quando pensamos em alguém mais velho, entendemos que este já viveu muito mais tempo do que nós, com coisas para nos passar e historias para nos contar através de sua longa experiência. No mundo espiritual isso é bastante parecido, e a característica da entidade Preto Velho é sempre o conselho. Suas vestes são bem simples e não necessitam de muitos apetrechos para trabalhar, apenas da concentração e atenção de seu médium durante a consulta. Costumam usar cachimbo, lenços, toalhas e algumas vezes fumo de corda ou cigarro de palha. Sua incorporação não necessita de dançar ou pular muito. A vibração começa com um “peso” nas costas, fazendo com que o médium incline o corpo para frente, sempre com os pés bem fixos no chão. Andam apenas para as saudações ao Atabaque, Conga e Babalorixá. Atendem sentados praticando sua caridade. Raras às vezes alguns mantêm-se em pé. Sua simplicidade se manifesta em sua maneira de ser e de falar, sempre usando um vocabulário simples. A maneira carregada com que falam é para mostrar que são bastante antigos. A Linha de Preto Velho possui suas características gerais, mas cada médium tem uma coroa diferente, determinando as diferenças entre os Pretos Velhos. As diferenças ocorrem porque cada Preto Velho trabalha em nome de um Orixá, utilizando a essência de cada força da natureza em sua atividade. Essas diferenças são facilmente percebidas na forma de incorporação.


A partir de agora iremos demonstrar aqui historias, conselhos, entre outros dizeres dos nossos amados vov贸s e vov么s da umbanda (pretos e pretas velhos(as)) Adorei as Almas!


Muito Lindo! A TRISTEZA DE UM MENTOR – Pai Joaquim 21/07/2013 - Pai Joaquim, o senhor está triste hoje? - Sim, meu filho, um Mentor também se entristece, mas saiba que é diferente da tristeza que vocês sentem. - Como assim diferente, meu pai? Tristeza não é tudo igual? - Nós nos entristecemos, mas não com sofrimento, pois o sofrimento vem quando sabemos que poderíamos ter feito mais, e nós sempre fazemos tudo que é possível, tudo que é permitido. Então somente ficamos tristes por não atingirmos os objetivos que dependem da compreensão de cada Individualidade, ou de cada Personalidade. - Entendo, mas o senhor poderia dar um exemplo, para que eu possa escrever sobre isso? - Sim, meu filho... Nenhuma pessoa se aproxima de outra se não houver um motivo. Grande parte das vezes é por afinidade vibratória, e outras tantas pelos reajustes. Saiba, meu filho, que todo reajuste é planificado pelos espíritos envolvidos de maneira que possam aprender alguma coisa e reequilibrar um charme do passado com amor. Sim, com amor! Porque cada reencontro, por mais doloroso que possa parecer, tem uma finalidade produtiva para ambas as partes. Às vezes nós, aqui no Plano Espiritual, nos esforçamos para auxiliar que dois caminhos se encontrem. Que duas pessoas que necessitam reajustar possam estar próximas e em situações que permitam a superação dos defeitos de caráter de cada um. A tristeza chega para nós quando todos os esforços são vencidos pelo orgulho pessoal, pela arrogância, pela falta de compreensão e pelo desejo inconsciente de voltar à velha estrada. Então nos entristecemos, pois sabemos que a lição não foi aprendida. - Então o reajuste não é realizado, e as pessoas terão que reencarnar novamente para reajustar a oportunidade que perderam?


- Não meu filho! O reajuste é sempre realizado, não tenha dúvidas. Mas sempre há a possibilidade do reajuste por amor, e, nestes casos, o reajuste é realizado pela dor. A mágoa acaba reequilibrando as energias. Os encontros e reencontros acontecem para que os envolvidos possam ultrapassar os limites do simples reajuste, para que possam aprender algo e realizar com amor o reequilíbrio do passado. É a lei do Perdão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Porém, quando o amor é vencido pelos sentimentos negativos ou mesmo pelas influencias dos irmãozinhos, volta-se a velha estrada do dente por dente, olho por olho e quem pode cobra, quem deve paga. - Então sempre podemos reajustar por amor, pelo perdão, mas quando “terminamos mal”, acabamos reajustando pela dor. É isso meu pai? - Sim filho. Por isso a importância de procurar compreender o outro, de colocar-se “nos seus sapatos” e entender, mesmo que não concorde com as atitudes e palavras. Assim, buscando o entendimento de como o outro está pensando, podemos perdoar, quando requer perdão, ou pedir perdão. Aliás, pedir perdão é sempre recomendável quando o coração compreende. Pedir perdão não é sinal de fraqueza ou de concordância com o outro. É o reconhecimento da compreensão e a nova Lei de Nosso Senhor Jesus Cristo, na sua Escola do Caminho. Pai Joaquim das Cachoeiras – 21/07/2013

Zi Zi fios, nunca julguem o teu irmão meus zi fios. Num se sabe o quanto de pedra ele escalou ou esta escalando pra esta onde ele esta. Nego veio quer dizer a encarnação dele ou dela. Cada um tem seu Karma. Aqui nesse ilê chamado de terra né nóis todos temos algo a passar. Seja de bão ou ruim. Temos que aprender zi fios que somos todos inguais porém diferentes nas situações. Num critiquem nem um pedra zi fios, pois ela mesma hoje pode ta aqui e amanhã acolá. E mais uma vez perdoe erros de linguagem do Veio né? Vovô Jose de Angola


Enxuga as lágrimas e fita os Céus. Deus que te sustentou até ontem, sustentará hoje e sempre. A sombra vale para destacar a luz. Surge a dor para aumentar a alegria. Se provações te feriram, esquece. Se desenganos te amargaram a existência, não esmoreças. Escuta a esperança, no silêncio da própria alma, a falar-te de futuro e de amor, de beleza e eternidade e transforma a bênção das horas em riqueza de trabalho. Olvida toda sombra, à procura de mais luz e perceberás que Deus está contigo, em teu próprio coração, a estender-te os braços abertos.”

Meus fios, pode ser que ninguém da atenção ao teu choro mas os Orixás dão e estão sempre disposto ajudar ocêis. Se tiver que vontade chorar chorem meus fios mas chore falando com Zambi Deus. Que Zambi proteja ocêis. Vovó Catarina

Nossos respeitos aos Guardiões e Guardiãs sempre. Preto Velho e Preta Velha não trabalha sem Exú. Nenhum Guia. Exú não é "diabo". Exú não é "mau". Exú é caminho, vitalidade, comunicação e proteção.


Como diz Pai João das Almas Eu vejo sempre Exú falar fio, quem tem medo de Cumba veio é falta de dinheiro. Se Cumba veio falta dinheiro acabou sua alegria. Cumba - Pessoa teimosa. Rsrsrs

Mim zi fios, num lamente pelo que se passou. Não gaste lágrimas de tristeza pelo que já esta no passado e guarde estas lágrimas pra as coisas boas num futuro em breve. A força do pensamento positivo mim zi fios faz ocêis vivenciar as bençãos de Olorúm Deus. O que pensar é atraído. Enxugue essas lágrias e pense positivo que tudo dará certo. Pode num ser do jeito que ocêis quer mas nem sempre o que ocêis quer é o meior pra ocêis. Perdoa os erros de português desse veio, mas sou assim fios. Vovô Pai José de Angola

Os fios vem pedi ajuda pra preto véio, mas esquece de vê o que tem feito... Preto véio tá aqui pra ajuda tudo ôceis, mas ôceis também tem que se ajuda. Num adianta baixa na frente do preto véio no dia dos trabalho e no outro dia tá fazendo os mal feito. Ôceis precisa vê como tá agindo com os irmão que tão perto d'ôceis, o que tão fazendo com os pensamento que tem na cabeça. Ôceis tão aqui nessa terra é mesmo pra aprende e tem todo direito de erra, de pensa mal feito as veis, mais o que é importante pro Preto é como é que ôceis lida com os pensamento feio. O aprende tá em não deixa pensamento ruim virá mal feito. Tá em tê humildade e pedi pra o Pai Criador que dê perdão pelo pensamento ruim, e que dê sabedoria a todos ôceis pra não deixa esses pensamento toma tamanho grande nem virá atitude. Preto Velho sempre vai tá pronto pra ajuda os fios, mas os fios também precisa aprende a não alimenta força ruim perto de ôceis, que é pra num atraí doença, problema e briga. A maioria dos problema que ôceis tem, é ôceis mesmo que atrai e não se dá conta. Mas sempre é tempo de aprende. Nosso Pai criador e Nosso Sinhô Jesus Cristo tão sempre preparado a perdoa e ajuda os fios aqui da terra, pra que possam passar por essa vida muito mió do que chegaram nela.


Força fios, peçam humildade e sabedoria que nós Pretos velhos e o pai Oxalá vai dá. Fiquem na paz de Nosso Sinhô!

Pai João das Almas Meus fios, o desprezo é a maior arma contra os inimigos. São como cobras esperando o bote para picar. Se num mexer com cobra ela não te morde. Ela espera primeiro teu ataque. Eu num pedi para criar este cantinho e num foi atoa. Usaria até criança se eu assim quisesse para criar ela e fazer vir mensagens da Aruanda. A justiça Divina num falha. Eu tenho Sangô comigo. Sou Preto Veio que fui judiado e sempre fiquei na defensiva. Já orientei meu cavalo a ficar quieto. Este cantinho é meu. Sou Pai João das Almas

Filhos... Muitas vezes a solidão é melhor que estar ao lado de uma pessoa ou algumas pessoas que confundem sua disposição de encarnação e evolução. É importante dizer que melhor só que mal acompanhado como diz ocêis né? Pai Jerônimo

O pior mal esta dentro de quem o deseja. Acelera o coração e o faz ter problemas de saúde e espirituais. Então fios, não alimentem-se do mal e tenham sempre a disposição do bem. Pois o bem é teu advogado onde estiver. Pai Antero de Aruanda Fio, ocê não tem que dar importância pra quem não te acrescenta nada. Quem dá confiança pra pobre fica mais pobre ainda. Entregue tudo nas mãos do Tempo porque Deus não cochila e nem dorme, Deus vigia.


(Pai Benedito - Médium Hiago RJ) Dar importância pra pobre significa coisas que não valem a pena.

Fio, Quando sunce fizer o bem a alguém, firme sua bondade com o silêncio sobre a dádiva que fez, para que sunce não humilhe quem a receba. Não se oponha contra quem fale pelo simples prazer de discordar. Preste uma informação sem desprezar quem te solicita. Converse sem desejar parecer maior ou melhor que aquele que te escuta. Evite sempre confronto, para não ferir o próximo. Não fique irritado e nem revide quando um amigo apontar seus defeitos. Tenha a paciência no momento difícil, para não piorar a situação. Não prometa a ninguém o que não quer e nem pode cumprir. Faça o bem pela alegria de servir, sem cobrar gratidão. Não exija a ajuda dos outros em tarefas que sunce possa realizar sozinho. Espalhando o amor, a compaixão e a caridade, sunce vai receber , em sua vida, a paz e a felicidade.


Falar de Pai Mané de Aruanda nos remete a falar de Preta Velha Benedita e vocês vão saber o porquê. Pai Mané, segundo nos contou ontem, nasceu em Angola, veio para o Brasil e chegou aqui como filho de escravos. Não passou pelo cativeiro e nem sofreu no tronco. Quando encarnado, o seu trabalho, na senzala, era o de levar água – escondido – para os escravos que tinham sido açoitados. Além disso, cuidava das feridas desses mesmos escravos que tinham sofrido a humilhação do tronco e levava palavras de conforto e conselhos para esses escravos sofridos. Deixou a terra cedo e quando teve permissão para vir trabalhar no terreiro de Umbanda foi designado para a Falange de Aruanda, por isso o nome da nossa tenda. Dona Benedita, que carinhosamente chamamos de Preta Velha Benedita, tem um história parecida, também veio de Angola e trabalhou em casas de família. Mulher simples e com grande sabedoria, ajudou a construir a T. E. Pai Mané de Aruanda recolhendo das famílias mais abastadas, que conhecia, doações para a construção do terreiro. Depois do terreiro construído, um dia chegou para o nosso dirigente, dizendo que a tenda teria uma missão muito importante, a de distribuir, no dia de São Cosme e Damião, não só doces, mas um cachorro-quente acompanhado de um refresco, pois as crianças do lugar precisavam comer mesmo que fosse só naquele dia. Assim foi, em setembro de 1983, data que figura na foto abaixo, Dona Benedita chegou na tenda com um pacote de salsicha dizendo que essa era a sua contribuição. Esse pacote virou 100 cachorros-quentes e assim começou a nossa distribuição e contribuição. Hoje, no dia de Ibejada, a tenda distribui, não só 500 cachorrosquentes, junto com eles são entregue refrescos, saquinhos de doces, roupas, calçados, brinquedos, enxovais para bebê e muito amor e alegria. Ibeja está ligada diretamente, na Umbanda, com os Pretos-Velhos, portanto Pai Mané de Aruanda e Preta Velha Benedita são espíritos elevados que levam a máxima da Umbanda para frente. “A manifestação do espírito para pratica da caridade”.


Mensagem canalizada por Isa Mar em 12 de Dezembro de 2010 TOLERÂNCIA Saravá meus fios Nego véio ta aqui hoje pra falá num assunto que oceis vive trupicando. Quantos de oceis sabe usá a tolerância com seus irmão? Vivem de lá pra cá e de cá pra lá com suas mesquineis querendo que todo mundo enxergue o que oceis tão enxergando. Esquecem que um dia foram igual eles e não queriam nada com nada. O que acham que tão fazendo aqui nessa terra? Qual o trabalho de oceis? Num é justamente sê os mostrador de caminho? Pra que acham que despertaram? Só pra se preocupá com suas coisa e deixá que o resto se estrumbique? Se tão aqui ainda é porque não terminaram o que vieram fazê senão já tinham ido embora num é mesmo? Então meus fios, oceis tem que dá o exemplo, num adianta só ficá falando e falando e na hora do vamu vê meterem os pé pelas mão. Depois que fazem a porcaria num adianta ficá chorando, feiz ta feito, tem que se preocupá em acertá da próxima veiz. Quando oceis dão de cara com os irmão ainda ignorante das coisa do espírito, se não podem ajudá faiz uma oração, pede que as bênção divina toque o coração deles. Oceis sabe o que acontece quando ficam com raiva e implicando com esses irmão? Oceis vibra que nem eles, e decem lá pras profundeza dos pensamento indigno de luz. Ninguém consegue convencê ninguém de nada e nem enfiá guela abaixo nenhuma verdade.


As verdade de cada um são diferente e oceis tem que respeitá e não ficá procurando encrenca e nem xingando. Nego veio vê a falta de respeito entre oceis e fica pensando que tão agindo pior que bicho, porque bicho só ataca pra comê e demarcá território, mais isso é instinto animal. Oceis falta com o respeito com seus irmão e ainda se dizem estudado, imagine se num fosse. Nego veio fala tudo errado, não estudô, não aprendeu a falá bunito, mais também não fala coisa feia pra ofendê ninguém. Nego veio num fica rogando praga em ninguém, nego veio não faiz maldade só pra vê o outro se ferrá como oceis diz e nego veio não fica competindo com outros nego véio pra vê quem sabe mais. Nóis aqui é tudo irmão e dividimo tudo que sabemo, num precisamo ficá se mostrando, ficá se ixibindo como oceis faiz. Oceis tudo tem um grande trabalho nesses blog aí, mais muitos usa isso pra se promovê e essa fia aqui muitas vezes pensa em largá tudo porque acha que num tá valendo a pena. Essa fia também faiz coisa errada, pensa errado, mais sempre depois procura voltá pro caminho, porque sabe sê humilde mesmo quando nóis aqui dá umas lambada nela, as veis ela xinga um monte, mais nóis sabe que ela tem vontade de aprendê o certo e por isso nunca deixamo ela.

Assim é com todos os fios, ninguém fica jogado, mesmo quando tão doente, tão desanimado, nóis tamo cuidando, só que os fio ainda não aprenderam que se passam por tanto sufoco é por culpa deles mesmo, porque ainda num aprenderam a fazê as coisa direito. Aí ficam culpando Deus que não cuida, que não dá o que eles qué, mais não enxergam que tudo só depende de cada um e Deus não tem nada a vê com isso. Essa fia num sabe muito bem escrevê como nego veio fala, ta fazendo como pode e nóis queria isso mesmo, vê se ela ia escrevê ou se ia deixá de lado... ou fazê com as palavra dela.


Nego véio tem muita pacência e tá esperando faiz dias pra falá, e se num desse num ia fazê mal, nego véio num liga, se pudé ajudá ajuda, se num pudé tá bão tamém. Essa mensage é pra duas coisa: pra pedi pra oceis cuidarem mais com o que diz pros seus irmão e pedi pra terem mais pacência com os que ainda não sabe as verdade que oceis já sabe. Lembrem meus fios, muitos de oceis tão aqui pra ajudá os que ainda não sabem o que fazê, que tão perdido nos caminho da vida, precisando duma luz, duma palavra, dum alento, dum amigo pra chorá as mágoa. Num deixe que o que oceis aprenderam até aqui fique guardado num baú criando teia, dividam com seus irmão, não liguem pros que te chamam de atordoado das idéia, eles só fazem isso porque tão perdido e precisando de ajuda. Nego veio já vai indo mais antes qué dizê que num precisava falá assim tudo errado, mais feiz isso pra vê até onde vai a fé dessa fia e dos fio que vão lê isso tudo. Nego sabe da vergonha que muitos tem e qué sabê como vão reagi depois dessa mensage Dispois mais acolá nego veio vai revelá proceis quem é... he he he... Saravá meus fios, que as bênção de Aruanda se derrame nas cabeça e nos coração de oceis Nhô Chico Bento


Com a permissão do nosso Amado Pai e Criador, o Senhor Deus, e do Sagrado Pai Obaluaiê, Salve a Luz! Salve os Sete Sentidos da Vida! Salve o Sagrado Pai Oxalá! Salve Nossa Senhora da Guia! Salve os Pretos Velhos! Que a grandeza da Umbanda sirva de farol em vossas caminhadas! Filhos, vossas caminhadas podem ser diferentes, mas no final das contas os caminhos são os mesmos e nos levam a uma só direção: o nosso amado Pai e Criador, o Senhor Deus... O filho pode estar caminhando no sentido da Fé, mas os caminhos dos sentidos e instintos se cruzam, e em certos momentos, o filho vai ter que passar pelo caminho do Amor, Conhecimento, etc... até mesmo para se desviar das armadilhas do egoísmo, maldade, desunião, ódio... para só então retomar a sua caminhada no sentido da Fé, por exemplo. A Evolução dos seres é como uma estrada cheia de encruzilhadas, e às vezes os filhos preparam armadilhas contra si próprios, escorregando e caindo, ou estacionando em sua caminhada. O caminho da Evolução pessoal não é como um paredão de pedra onde os filhos precisam escalar em sentido reto, como muitos imaginam... ele se parece com uma grande montanha, cortada por estradas em sentido espiral, pois a Evolução acontece com o tempo. Nesta montanha encontramos algumas pedras e cascalhos, e devemos nos atentar para não pisar nelas, escorregar e acabar descendo alguns níveis antes de conseguir retomar o prumo novamente. Alguns filhos se perguntam (e se lamentam muitas vezes, o que é pior...) o porquê de alguns irmãos caminharem mais depressa que eles, ou e encontrarem menos obstáculos em seus caminhos: "Por que só chove em minha trilha, se vejo meu irmão seguindo trilha ensolarada?" Por que as dificuldades só aparecem no meu caminho?"


A Providência Divina está atenta a tudo o que acontece com cada forma de vida neste Universo... o Pai não descansa nunca... Por esta razão as dificuldades servem para "frear" a nossa imaturidade e nos preparar melhor para chegar em segurança, cheios de confiança e equilíbrio em nosso destino. Que Deus abençoe cada um de vocês... Vovó Maria da Bahia

Vou contar-lhes uma pequena estória para auxiliar-vos na reflexão que quero passar. Refletir é olhar para dentro de Si, sem julgamentos, sem culpa, sem autocondenação... Mas com sinceridade, indulgência e tolerância. Perceber no seu mundo Interior aquilo que ainda contribui para que você ainda recaia nos mesmos erros. Então, meus Filhos, Reflitam! Reflitam! Era uma vez dois vizinhos, vamos chamá-los de João e Lourenço, tendo suas casas separadas por uma pequena cerca. João vivia a cuidar do jardim de sua casa. Jardim que se mostrava sempre multicolorido com as mais belas flores. Eram margaridas, rosas, girassóis... Os pássaros, as abelhas, insetos eram presenças constantes. Ali sempre se via João a regar as flores, retirando ervas-daninhas... Enfim, cuidando do seu jardim. Na casa de Lourenço não se percebia a mesma coisa. Seu quintal era tomado por um matagal, as flores não sobreviviam, pois não podiam competir com a variedade de ervas-daninhas. Lourenço não se importava e não se dispunha a tirar um tempo para cuidar de seu quintal.


João começou a se preocupar com aquilo e decidiu chamar a atenção de Lourenço. Não suportava ver aquele quintal tomado pelo mato e seu vizinho não fazer nada. No fundo não admitia que essa era a escolha de Lourenço. Deixou suas flores e foi até a cerca e ficava horas tentando convencer Lourenço a ter mais zelo com sua casa, seu quintal. Passaram os dias e ele ali insistindo, tentando convencer Lourenço que não dava ouvidos, achandoo um chato. Quando João desistiu de tenta convencer seu vizinho, levou um grande susto ao voltar-se para seu próprio quintal, pois este tinha sido tomado pelo mato e ervas-daninhas, sufocado as flores que morreram todas. Seu quintal tornou-se pior do que do seu vizinho. Enquanto perdia tempo preocupado com o quintal do outro, tentando ajudar quem não lhe pediu ajuda, esquecia de olhar e cuidar do seu próprio jardim. Não podemos inverter nossos papéis. Se João continuasse com amor e dedicação a cuidar de seu jardim, chegaria o dia em que a harmonia dele seria tão grande que tocaria seu vizinho ao ponto deste vir lhe pedir ajuda para harmonizar seu. Mas, o que aconteceu, é que João, o vizinho cuidadoso, mas descuidado, foi envolvido pela desarmonia de Lourenço, pensando que estava ajudando-o. Meus Filhos, quanto mais cuidamos e iluminamos nossa Vida, mais tocaremos os outros, que nos buscarão no momento oportuno. Quando preocupam com a vida dos outros, passam a querer que o outro viva como vocês gostariam, muitas vezes até vivem a vida dos outros e esquecem de viverem vossas próprias Vidas, sufocando assim, vossa própria Luz. Busquem ocupar-se com vossas Vidas. Busquem Viver vossas vidas, essa é a melhor ajuda que vocês podem dar aos outros. Quero enfatizar para aqueles que buscam vivenciar a espiritualidade. Ouçam: se o outro não está vivenciando sua Espiritualidade como você acha que é o correto, da forma como ele está aprendendo...Deixe-o, essa é a vida dele, a escolha dele. A Luz não escolhe, mas separa aqueles que já fizeram suas escolhas. Se parares para observar e julgar a forma do outro conduzir sua espiritualidade, estarás esquecendo de viver e cuidar da sua. Espero que todos possam me compreender, pois se venho falar, é por AMOR, SIMPLESMENTE POR AMOR. Reflitam, meus Filhos! Reflitam! Que a Luz do Cristo e da Virgem Maria iluminem vossas mentes e vossos corações! Pai Tomé, por Claudiney Rosa.


Mironga de Preto-Velho Eu vim lá de Angola Eu vim lá do meu gongá Junta esse povo de Umbanda Zinfio e vamo trabaiá Preto-Velho trabalha sentado Mas se for preciso Trabalha em pé Mironga de Preto-Velho É galho de arruda e folha de guiné.

Quem vive e sente a pureza da Umbanda está sempre Feliz, pois sabe que mesmo nos momentos difíceis está evoluindo e aprendendo... Até quando tropeçam, tropeçam para frente. Vovô Joaquim d’Angola.

Mãe eu todo dia pergunto a Deus porque tanto sofrimento, eu não mereço Mãe. Preta Velha: - Mim fio, mude o termo eu não mereço por eu preciso de tua compaixão Deus.


Tudo nessa vida tem um porque mim fio de acontecer seja bom ou ruim. Vem de coisas dessa encarnação ou passada a serem cumpridas. E outra coisa, ao invés de todo dia perguntar a Deus o porque disso fala o contrário todo dia diga: Deus me dê força neste dia e tua misericórdia. Vovó Maria Conga

Pai Rei do Congo e um médium de Niterói Rio de Janeiro. Pai, eu queria saber porque a religião Africana esta tomando conta na Internet? Sim meu fio, aquele negócio que todos ficam olhando pra ver coisas boas e ruins. Bom, pra começar se existe milhões denegrindo a nossa fé nos da Espiritualidade resolvemos através desse negócio que é um leva e traz na Terra a verdade da nossa religião. E trazer a verdade aos corações que são aprisionados pelos preconceitos vividos ate de antepassados. Se eles usam para falar da fé deles porque nós espíritos que trabalham através da fé até em movimentos dos olhos do médium num podemos levar a nossa Bandeira de Oxalá adiante? Quantas pessoas fio retornaram e conheceram Terreiros através de passadas mensagens de Aruanda? Tudo provem do Espiritual. Nem uma folha cai da Arvore se Zambi num querer.

Pai Joaquim de Angola Zi zi fios, o seu maior objetivo para alcançar o grau de evolução necessária é amar. Mais muita gente pensa mais em evoluir a si que ajudar a evoluir alguém ou outras pessoas. Se um irmão ou irmã estiver no abismo. num ajude a empurra-lo dentro dele pois ocê cai junto.


A linha de pretos-velhos (também conhecida como Linha das Almas), inclui os títulos de Tios e Tias, Pais e Mães, Vovôs e Vovós, todos com a mesma forma e idade avançada. A diferença é exatamente a sua experiência, o seu grau de conhecimento e a sua forma de atuação. Normalmente, aqueles chamados de Vovô ou Vovó são mais velhos do que os demais. O que não quer dizer que são melhores ou piores, apenas mais antigos nesta linha. Cada um deles adquire seus conhecimentos e evolui individualmente, embora estejam dentro da mesma linha de trabalho. Precisamos começar a entender que no plano espiritual também existem graus evolutivos, assim como existe aqui no plano físico. Uns estudam até a alfabetização, outros terminam apenas o colegial, alguns vão para a faculdade e se especializam em alguma profissão, outros ainda querem mais e buscam uma pós-graduação, um doutorado, um mestrado. Todos nós somos espíritos, tanto nós quanto nossos guias, e devemos entender que nossa evolução depende de nós, dos nossos esforços, da nossa busca pelo conhecimento. Assim também acontece no plano espiritual, nossos guias também estão sempre em evolução. Alguns nomes dos Pretos-Velhos mais conhecidos nas casas de trabalho: Pai Cambinda, Pai Cipriano, Pai João, Pai Congo, Pai José, Pai Benguela, Pai Jerônimo, Pai Francisco, Pai Guiné, Pai Joaquim de Angola, Pai Antônio, Pai Fabrício das Almas, Pai Benedito, Pai Jacó, Pai Caetano, Pai Tomaz, Pai Tomé, Pai Malaquias, Vovô João Baiano, Vovó Maria Conga, Vovó Manuela, Vovó Chica, Vovó Cambinda (ou Cambina), Tia Ana, Vovó Maria Redonda, Vovó Catarina, Vovó Luiza, Tia Rita, Vovó Gabriela, Vovó Quitéria, Vovó Mariana, Vovó Maria da Serra, Vovó Maria de Minas, Vovó Maria da Bahia, Vovó Maria do Rosário, Vovó Joana, Tia Maria e Vovó Benedita.

Uma pessoa chegou no Terreiro e disse ao Preto Velho: Prestem atenção! Isso acontece demais! - Irmão, aceite Jesus e espirito trevoso sai deste corpo! O Preto Velho sorriu e disse: - Meu fio teimoso, eu tenho Jesus e Jesus esta me pedindo pra me aceitar como Preto Véio dele. Ocêis desde minha ultima encarnação num aprende que quem faz trevas é ocêis? Na época da ferradura eu tava com ferro na boca calado e ocêis dizia que o cão falava sendo que nem minha boca mexia.


Preto Veio aqui quieto e ocê vem falar isso a Preto. Mas te benzo em nome do Pai, Fio e Espirito Santo. O irmão saiu admirado com a conversa do Preto Velho e disse a Cambona com lágrimas nos olhos: - Realmente, senti Jesus neste Preto Velho e me tirou um peso terrível na alma chamado de intolerância. Pai João das Almas

Sou Preto Véio do amor de Oxum e da maternidade de Yemanjá. Sou fio de Obaluaiê e na cura eu venho ajudar com poder da cura os fios de fé da Terra. Carreteiro de Oxalá na tranquilidade e paciência de passar aos fios. Fui Pai de Terreiro do Candomblé, feito no Santo e pratico muito a fé nos meus Orixás. Além das marcas da chicotadas Preto Véio tem sinal de doação aos Orixás. Sou da Terra, simples e muito humilde. Cafezinho amargo eu amo beber e se fios tiver uma bengalinha e um chapéu de palha para este Vovô usar este véio vai agradecer. Se num tiver banquinho de madeira pra veio sentar pode ser um toquinho fios que vovô se acomoda. Uso muito ervas pra benzer os fios da Terra mas uso muito arruda na minha mão para tirar os olhos gordo e inveja de cima dos fios. Uso uma velinha no meu ponto riscado onde tiro toda Quizila e jogo na vela e ela as vezes até derrete com tanta energia carregada. Se tiver uma velinha marrom pra por nó pé do Vovô eu agradeço. É pra Obaluaiê. Com conhecimento de Nanã e os Ventos de Iansã com as ervas de Oxóssi e Oxumaré Preto Veio vem ajudar os fios de fé. Sou Pai João das Almas também conhecido como Pai João da Caridade. Pois sempre fios encarnado ou agora em espirito iluminado por Zambi peço caridade nos Ilês que são Terreiros

Explicação excelente de Pai Francisco sobre problema amoroso.


Filhos, quando acontece de terminar um romance e não ter outra oportunidade de ter alguém muitas vezes não é trabalho feito. O que acontece filhos, nos prendemos como uma aranha dentro de uma própria teia chamada estagnação e dentro desta teia kiumbas, egúns entram e fazem tipo como campos de energias decaídas que potencializam uma parada no tempo e a pessoa mesmo não consegue assim se libertar por si só. O que leva isso é saudade direcionada por mais lembranças de momentos ruins, nervosismo, falta de vontade de se relacionar e desânimo. Isso proporciona a pessoa uma círculo fechado de energia no campo sentimental não tendo mais felicidade e muito menos chances ou vontade de se relacionar com alguém. A vida sentimental e emocional é um campo onde nossos pensamentos nos escravizam. Tem uma forma de sair desta teia? Sim, com certeza. Através de uma limpeza com um Guia de Umbanda de preferência Pomba Gira e Exú que desamarram estas teias para as coisas fluírem. Então, nem tudo é trabalho feito e sim EFEITO de nosso ATO até mesmo inconsciente.

A UMBANDA Vovô Inácio Fios de Zambi Deus, a Umbanda é religião linda e tem muitas vertentes. Todas são lindas e com muito fervor de fé e ajuda das espiritualidade. O problema é muitas pessoas fios dentro delas que criticam as bandas. A Umbanda é linda. O coração humano que as vezes é sujo.

PAI JOAQUIM DE ANGOLA Pai Joaquim D'Angola apresenta-se sempre com uma calça branca, sem camisa e com uma guia somente. Traz na mão esquerda seu cachimbo e na mão direita uma pemba branca.


PAI JOAQUIM DE ANGOLA Sempre que arria, mesmo que para trabalhos rápidos, sempre deixa grandes lições. Sempre fala com carinho aos consulentes e a outros médiuns, mesmo quando está irritado com suas ações, procedimentos ou quando há algo errado no terreiro. Quando incorpora, sempre traz uma sensação de alívio muito aconchegante. Sua primeira preocupação é limpar o médium com quem vai trabalhar, mantê-lo equilibrado energeticamente para que este não carregue nada ruim enquanto trabalha. Sua maneira de trabalho é muito peculiar. Trabalha nas duas bandas e pode virar o trabalho para esquerda sem que qualquer pessoa no terreiro consiga perceber facilmente. Sempre se apresenta com um ótimo senso de humor e procura sempre deixar suas lições de maneira simples e objetiva, para que não fiquem dúvidas com relação ao assunto. É exímio conhecedor das propriedades medicinais das plantas. Sua especialidade é trabalhar com a saúde. Pai Joaquim D'Angola é chefe de falange e vale a pena frisar que sua falange é enorme. Tem grande influência sobre seus comandados e uma equipe muito grande de Exús a seu serviço. Pai Joaquim, como muitos Pretos-Velhos, foi trazido ao Brasil na época da escravidão. Era um simples morador de uma aldeia na Angola, hoje chamada de Lobito, quando houve a invasão portuguesa. Os portugueses escravizaram diversos negros que apresentavam um bom estado de saúde para que servissem de escravos do outro lado do Atlântico. Pai Joaquim foi arrancado do seio de sua família, tinha esposa e filhos nesta época. Um de seus filhos gerou um filho com o nome de Tomáz, seu neto, hoje uma entidade conhecida na Umbanda que apresenta-se com o nome de Pai Tomáz. Quando Pai Joaquim chegou ao Brasil trabalhou pelo resto da vida em uma fazenda de cana e café na região de Minas Gerais. Durante sua vida na fazenda, começou a ser chamado de Pai Joaquim pois era o curandeiro da tribo que se formou. Sempre tinha uma maneira de aliviar o sofrimento físico de seus irmãos através do uso de plantas, desenvolvendo chás, ungüentos e emplastros. Era muito hábil em animar seus irmãos com mensagens de carinho e esperança. Sempre tinha uma boa lição para ensinar.


Seus feitos milagrosos com seus irmãos chamaram a atenção dos senhores das fazendas que começaram a levar seus entes para serem tratados por Pai Joaquim. Ele amorosamente os tratava da melhor maneira possível. A notícia de seus feitos estava se disseminando entre as comunidades mais próximas, o que o denotou como curandeiro e, para algumas pessoas da época, simplesmente bruxo, conhecedor das magias dos negros e, nesta época, totalmente condenável pela igreja católica. Certo dia, uma criança, filha de um dos senhores, foi levada até Pai Joaquim para que fosse tratada de sua enfermidade. Ela apresentava sérios problemas de saúde. No início do tratamento, Pai Joaquim já sabia que ela lhe foi levada tarde demais e que seria quase impossível devolver-lhe a saúde tão esperada. O senhor, pai da criança, disse que se Pai Joaquim não a curasse de tal enfermidade, ele mesmo trataria de ordenar sua morte e que esta se daria com muito sofrimento. Pai Joaquim, com todo seu conhecimento não pôde restaurar-lhe a saúde e a criança acabou desencarnando. Após a dor da perda, o senhor imediatamente ordenou que o velho Joaquim fosse açoitado até a morte, para que dessa maneira todos os outros aprendessem com quem estavam lidando e que não lhe adiantavam quaisquer outros meios de cura se não fosse pela tradicional. Os senhores das fazendas não tolerariam mais os atos de curandeiros, nem negros que detivessem o poder de manipular as magias que só eles conheciam. Pai Joaquim foi açoitado por um dia inteiro, sem direito à qualquer alimento ou sequer um pouco de água. Durante sua sessão de tortura, ele chorava e pedia a Deus que lhe levasse, pois a sua dor era insuportável. Não só a dor da carne, mas também a dor de seus sentimentos, donde tanto fez para trazer a paz, alegria e saúde aos que agora açoitavam-lhe sem piedade. Quanto mais o tempo passava, mais Pai Joaquim odiava tudo o que tinha feito pelo próximo, e o pior, começava a odiar a Deus pelas suas Leis e pelo que lhe tinha reservado à vida. "Como podia um Deus tão bom e tão justo deixar que façam isso comigo? Eu que sempre zelei pelas suas leis e pelos seus ensinamentos? Eu que fui escravizado e o resto de minha vida fui condenado a trabalhar como um animal de carga? Deixasteme, ó meu Deus, que me tratassem como um animal, quando o que mais queria era tratar meus semelhantes da forma mais humana, transmitindo-lhes o amor que o Senhor tanto tenta nos ensinar!!! Eu que era só amor agora me transformo em ódio, por tudo que fiz e que mereço agora são chibatadas neste corpo frágil e cansado do trabalho e do tempo!!! Onde estás meu Deus que não me protege nesta hora de minha maior agonia???" Pai Joaquim deixou o plano terreno ao entardecer, quando a luz do sol já não lhe aquecia mais o corpo.


Viu-se envolto por uma névoa branca. Assustador o que sentia pois ainda levava consigo a dor dos chicotes, a saudade de seus irmãos... o amor pelos seus... Só e perdido, começou a orar mais uma vez. Percebeu que ninguém lhe chegava, nenhuma alma vinha lhe prestar socorro ou ao menos lhe dizer o que fazer ou para onde ir. Após um bom tempo de espera angustiosa, irritado com tal situação, começou a esbravejar: "E agora??? Onde está esse tal Deus que vocês sempre me ensinaram que existe??? Que Deus é esse que simplesmente me deixou quando mais precisei Dele??? Que Deus é esse que ao invés de me ensinar o amor me ensinou a dor??? Que Deus é esse???" Enquanto esbravejava, notou que não tocava seus pés no chão. Parou de falar por alguns instantes. Olhou para trás e viu que quem o segurava em seus braços era Jesus Cristo, que caminhava em direção ao Pai. Jesus disse-lhe: "- Tenha calma, meu velho, meu amigo, meu irmão, que sua dor já passou. E pra onde nós estamos indo nunca mais sentirás dor, nunca mais sentirás saudades, nunca mais sentirás solidão e terás a todos que ama ao vosso lado!" A criança cuja enfermidade não foi possível curar hoje acompanha esse querido Preto-Velho em todos os trabalhos em que participa. Ela somente incorpora em médiuns que apresentam grande afinidade vibratória com Pai Joaquim e que estejam muito equilibrados durante o trabalho. Sua incorporação só é necessária quando determinada pelo Pai Joaquim. O porque do nome de Pai Joaquim D'Angola e o seu chapéu de palha Pai Joaquim (ou Iquemí) foi um forte guerreiro, filho prometido de uma família real africana, oriunda de Angola, África, para reinar junto ao seu povo. Iquemí era príncipe majestoso, amava sua liberdade, seus amores, um legítimo filho de Xangô. Mas entre guerra de brigar pelo poder, Iquemí foi aprisionado por uma tribo inimiga que o entregaram aos mercadores brancos. Iquemí, o grande guerreiro, príncipe de sua tribo, estava em desespero. Preso como um animal, veio no porão de um navio aos gritos de desespero dos seus inimigos de cor. O mercador de escravos, dono do navio onde vinha Iquemí, soube do destaque de ter um príncipe entre os outros escravos, observou o seu porte, sua beleza, seus dentes perfeitos e seu corpo musculoso, mas viu nos seus olhos que não se submeteria aos maus tratos em se tornar um escravo.


O mercador de escravos chama-se Manoel Joaquim, nascido em Lisboa, descidiu então ficar com Iquemí na sua fazenda nas terras da Bahia. Assim Iquemí chegou à Bahia e foi para a fazenda do mercador. Mas Iquemí não aceitava ser escravo, o mercador se afeiçoou a Iquemí devido a sua valentia, sua força e destaque entre os negros, mal sabia que sobre a luz do espiritismo ambos eram almas afins unidos pelo destino. Iquemí foi conquistando a amizade do senhor Manoel Joaquim, que só teve um filho que morreu cedo com a peste, gostava de Iquemí como de um filho e um dia lhe disse: "- Negro, tu não tens um nome, um nome verdadeiro, um nome onde vais ser conhecido, vou pensar como te chamar." O mercador adoeceu seriamente, antes de morrer batiza Iquemí de Manoel Joaquim de Luanda, um pedido de Iquemí. Sua fama correu por terras, envelhecendo se tornou pai de todos, Pai Manoel Joaquim de Luanda ou Pai Joaquim D'Angola. Seu papel na escravidão foi importantíssimo. Promovia a paz entre seus irmãos de cor. Bondoso, um verdadeiro cristão, Pai Joaquim recebeu sei primeiro chapéu de palha dado por um bispo da igreja local quando sua cabeça já era toda branquinha. Sofreu muito no cativeiro, mas jamais esqueceu sua grande e velha mão África. Ao senhor, meu pai e querido amigo com quem tenho o grande prazer de trabalhar, saravá!

VOVÓ MARIA CONGA De onde ela veio? Angola, Congo, Moçambique, Guiné, Luanda, não importa, pois a sua presença representa um lenitivo para as nossos sofrimentos e uma lição de vida daquela preta velha, que com o seu cachimbo branco, saia carijó, terço de lágrimas de nossa senhora, senta-se em um toco de madeira no terreiro e conta os fatos de sua vida em terra brasileira, começando dizendo que só o fato de podermos conviver com nossos filhos é uma grande dádiva. Vinda da África distante, filha de Pai Rei Congo e Vovó Cambinda, chegou à Bahia pelos navios tumbeiros a escrava que foi dado o nome de Maria. Como sua origem era da tribo do Rei do Congo, foi chamada de Maria Conga. Naquele tempo as negras eram coisas e destinadas a cuidar da


lavoura, a procriar, a gerar filhos que delas eram afastados muito cedo, até mesmo antes de serem desmamados. Outras negras alimentavam sua cria ou de outras escravas, assim como tantos outros candengues foram amamentados pela Vovó Maria Conga. Quase todas as mulheres escravas se transformavam em mães; cuidavam das crianças que chegavam à fazenda sem saber para onde foram enviados os seus pais, rezando para que seus próprios filhos também encontrassem alento aonde quer que estivessem. Os orixás africanos, desempenhavam papel fundamental nesta época. Diferentes nações africanas que antes guerreavam, foram obrigadas a se unir na defesa da raça e todos os orixás passaram a trabalhar para todo o povo negro. As mães tomavam conhecimento do destino de seus filhos através das mensagens dos orixás. Eram eles que pediam oferendas em momentos difíceis e era a eles que todos recorriam para afastar a dor. Vovó Maria Conga para deixar de ser uma reprodutora passou a se utilizar de algumas ervas, e pelo fato de ser uma escrava forte, foi enviada para a plantação de cana, onde a colheita era sempre motivo para muito trabalho e uma espécie de algazarra contagiava o lugar, pois as mulheres cortavam a cana e as crianças, em total rebuliço, arrumavam os fardos para que os escravos os carregassem até o local indicado pelo feitor. Foi numa dessas ocasiões que Maria Conga soube que um dos seus filhos, afastado dela ainda no período de amamentação, tinha se tornado um escravo forte e trabalhava numa fazenda próxima. Então o amor falou mais forte e seu coração transbordou de alegria e nada poderia dissuadi-la da ideia de revê-lo. Passou Maria Conga a escapar da fazenda, correndo de sol a sol, para admirar a beleza daquele forte negro. Nas primeiras vezes não teve meios de falar com ele, mas os orixás ouviram suas súplicas e não tardou para que os dois pudessem se abraçar e derramar as lágrimas por tanto tempo contidas. Parecia a ela que eles nunca tinham se afastado, pois o amor os mantivera unidos por todo o tempo. Certa tarde, quase chegando na senzala, à negra foi descoberta. Apanhou bastante, foi acorrentada, mas sempre conseguia passar os seus pés pelos grilhões e não deixou de escapar novamente para reencontrar seu filho. Mais uma vez os brancos a pegaram na fuga, novamente a acorrentaram com os grilhões nos pés e como ela ainda insistisse uma terceira vez resolveram encerrar a questão: queimaram sua perna direita, um pouco acima da canela, para que ela não mais pudesse correr. Impossibilitada de ver o filho, com menor capacidade de trabalho e locomoção, Maria Conga começou o seu lamento de dor e passou a cuidar das crianças negras e de seus doentes. De repente, Maria Conga foi encontrada calada, triste, com o coração cheio de tristeza ao saber que seu filho tinha sido morto quando tentava fugir para vê-la. Seu comportamento mudou e de alegre e tagarela passou a ser muito séria, mas sempre cuidava dos escravos doentes e de outros negros que vinham procurar o seu conselho e contava histórias de reis negros para as crianças, de outras terras além mar, onde não havia escravidão. Um dia os escravos ao procurar pela Vovó Maria Conga dentro da senzala, estranharam o seu sono sereno e o seu semblante alegre ao dormir. Como o sol rompeu e a escrava não acordava os escravos a foram chamar, foi onde houve a surpresa, não encontraram o corpo, pois Maria Conga desencarnou e não mais estava neste plano terrestre, pois Orumilá a havia resgatado, para se tornar mais uma estrela da sua constelação. De nada adiantou os feitores açoitarem os escravos, pois os mesmos não sabiam como explicar o sumiço da escrava Maria Conga. Então os escravos passaram a adorar como uma santa e toda vez que necessitavam das suas curas , entoavam: Brilhou uma estrela no céu


Oxalá mandou Maria Conga na terra E lá no mar as ondas batiam, saravando a preta velha Maria Conga da Bahia.”

Meus filhos, não vejam a Umbanda como todos são uma forma de Marmotagem devido algumas Páginas de Axé estarem mostrando mais erros de Marmoteiros que os próprios intuitos da religião. Pessoas que denigrem existem em todas religiões. A erva venenosa esta em qualquer plantação. Páginas de Axé não corram com pessoas dos Terreiros e Páginas. Mostrando o lado ruim que existe na Religião como os Evangélicos. Pai João de Aruanda

PAI BENEDITO DAS ALMAS É Pai Benedito das Almas, preto velho mirongueiro! Existe 7 linhas das Almas para esse preto velho... Ele foi filho de uma escrava com um branco (um feitor), não era nem negro e nem branco (o que o fazia sofrer discriminação por ambas as partes) e nem tão velho por isso ele anda pouco curvado ,até porque sua linhagem de trabalho é a quimbanda, magia pesada. Ele cresceu sofrendo muito porque tinha preconceito do branco e dos seus irmãos negros, foi um escravo reprodutor por ser muito forte. Logo depois de alguns acontecimentos como a morte de um feitor foi levado ao tronco e colocado para trabalhar na lavoura, sendo q quando foi à senzala logo adquiriu muito respeito dos seus irmãos, pois começou a curar e ajudar em fugas porque desde pequeno era amante das magias as quais aprendeu com um velho chamado Pai Barnabé que o ensinou desde pequenino a magia como também a luta dos negros (a capoeira). Desencarnou mais ou menos aos 80 anos de idade, depois de enfrentar o senhor e seus feitores; demorou 45 dias para morrer: sem comer ou beber nada, o senhor da fazenda ficou receioso pelo fato dele não morrer de fome ou sede.


A sua raiva pelo branco o levou na espiritualidade a chefiar grandes falanges de escravos para se vingar do branco..sendo q foi arrebanhado por Barnabé ao trabalho de umbanda e logo percebeu q sem caridade não há salvação e também adquiriu grande respeito, onde ainda vai em umbrais e lugares muito pesados ajudando os espíritos perdidos e guiando a lugares melhores. É um preto velho de muito conhecimento e poder dado por Deus e por seus conhecimentos antigos e curadores... é um rascunho da grande história q esse velho tem e conta para seus filhos de fé que são muitos.

PAI CIPRIANO Era o primogênito de uma família abastada e nobre. Herdeiro direto do trono daquela tribo, ainda bem jovem, por volta dos vinte anos, forte, saudável e cheio de vida, fui iniciado nos preceitos e conceitos religiosos do meu povo. Logo estava recebendo o "Decá" (autorização para a prática religiosa da minha tribo de origem). Foi um espanto geral! Ninguém quis acreditar. Como um menino daquele conseguira um encargo tão valoroso? Talvez por ser o filho primogênito do Chefe tribal. A partir da minha consagração as coisas começaram a ficar difíceis, Os demais membros da minha comunidade não mais me dirigiam a palavra. O ambiente foi ficando insuportável. Afastado da convivência com os outros irmãos, sofrendo discriminação e recebendo vibrações de ódio causadas pelo imenso despeito dos meus irmãos, preferi me isolar e me entreguei cada vez mais à prática dos meus ensinamentos religiosos. Num dia em que sozinho clamava aos Orixás por minha tribo, quando pedia a doce Mãe Oxum que suavizasse o coração dos meus irmãos, sofri uma terrível emboscada. E num dia cinzento, chuvoso, dia em que a tribo não participava tão intensamente do trabalho em grupo devido ao tempo, fui arrancado à força de minha maloca e levado para um lugar distante da minha Luanda, minha querida Angola... Indaguei todo tempo o que se passava, reivindicando a minha posição de membro da família real. Mas mesmo assim fui levado por uns homens estranhos que me carregaram à força, sem piedade, como se eu fosse um animal e eles os caçadores implacáveis. Ali começou o meu martírio. Mas dor maior senti ao avistar por perto três dos meus sete irmãos de sangue. Nesse momento me conscientizei da terrível traição que sofri e que deitou uma profunda ferida na minha alma. Amarrado como um bicho, passei três dias amontoado em cima de uma carroça, onde cada vez mais eram colocados negros em grande número, uns por cima dos outros, como se faz com pele de animais. E assim fiquei, por baixo daquele amontoado de infelizes, faminto e sedento. Desespero maior eu senti ao ser retirado da carroça e jogado no porão imundo de uma grande embarcação. Dali por diante nós nos unimos em preces, dor e saudade na longa viagem ao Brasil, terra distante e desconhecida. Maltratado durante a interminável viagem, assistindo com horror cenas que jamais poderia imaginar, vi meus irmãos de raça e de religião sendo esmagados


em sua hombridade; vi humilhação e revolta no olhar dos meus irmãos de destino; vi o açoite cortar impiedosamente a carne daqueles que ousavam manifestar a menor reação de revolta; vi corpos jogados ao mar e a peste se alastrar, ceifando a vida de muitos irmãos. Apesar do horror do navio negreiro consegui chegar com vida nesta terra distante chamada! pelos seus nativos de Brasil. Clamei a Olodumaré por forças, pois pensei que não aguentaria tanta fome e tanto sofrimento dentro daquela embarcação maldita que me obrigava a tomar água salgada, e de barriga inchada deixei n'África distante minha juventude e alegria. Aqui chegando, fui levado para uma feira, como as batatas compradas hoje por vocês, e vendido, pelos dentes fortes e bons que tinha, para uma rica família fazendeira de café. Dei duro dia e noite, trabalhando duro nos cangais, sofrendo mais humilhação, mais dor. "Nego Véio” era humilde e obediente e tudo fazia para agradar aos senhores brancos. Logo fui recompensado pela docilidade, passando a trabalhar para Sinhá dona como escravo de dentro, "catiço" de Sinhá. Por isso, "Nego" sofreu novamente a inveja dos irmãos de cor, que passaram a maltratar o "Véio" na senzala, acusando o "Véio" de não mais pertencer àquela raiz. Como estavam enganados! Se "Nego Véio" pudesse, tirava todos das correntes do cativeiro. "Nego Véio" era apenas obediente e manso. Rejeitado por meus irmãos catiços, procurei aprender escondido com Sinhá moça, linda e formosa, as primeiras letras. "Nego Véio" esperto, logo aprendeu a ler e a escrever. Com isso, passei a fazer as anotações da fazenda. Conquistei a amizade do Sinhô e também acabei despertando, por isso, a inveja do capataz da fazenda, que era ruim "por demais". O caminho de espinhos ainda não estava longe dos pés do “Véio", e o destino prega nos "fio" umas brincadeiras ingratas. Bonito, jovem, agora letrado, fui me enamorar por quem nunca deveria sequer levantar os olhos: Sinhá Moça! Mas foi impossível não me prender aos encantos daquela jovem formosa, de pele rosa, carinhosa e doce como uma flor sem espinhos. Até os dias de hoje, quando me lembro, suspiro. E como Zâmbi não separa os filhos por cor quando traça o seu destino, a jovem Sinhá também se encantou com a doçura do "Nego". E o que aconteceu vocês já podem imaginar... "Véio" sucumbiu aos encantos da Sinhá e por isso mais uma vez tive o meu destino mexido e remexido. Fui arrancado, numa noite, da minha esteira, levado para um cemitério distante e lá fui abandonado. O feitor me alertou dizendo que dali não poderia mais sair. Que deveria tomar conta de todas as campas, que comesse o que conseguisse plantar e nunca mais aparecesse nem na Casa Grande, nem na senzala. Pois eu traíra a confiança do Sinhô e que ele só não me matava, porque não queria sujar as mãos com o sangue do pai do neto dele. Ali naquele cemitério, isolado e triste, eu vivi até o fim dos meus dias. Distante de quem eu amei, distante do meu povo... Passei a fazer feitiços fortes para o meu povo, que passou a me procurar quando os feitores estavam bravos com eles, quando adoeciam, quando tinham algum problema. Procuravam a minha rega, a minha magia forte. E o sacerdócio recebido na África, acabei exercendo aqui nesta terra, dentro de uma Calunga, onde fui por muitos anos o "Guardião Encarnado"! "Nego Véio" tem consciência de que não sofreu porque era bonzinho. Teve culpa passada e por isso resgatou. Quando retornei à "Pátria Espiritual", verifiquei que não precisava, se quisesse, reencarnar no planeta Terra. Mas, como a mágoa é péssima companheira e deveria me livrar dela de alguma forma, por misericórdia do Pai a mim foi oferecida a oportunidade de trabalhar na "Lei de Umbanda" para, através da caridade e do amor, depurar esse "tiquinho" de mágoa existente.


"ESTRELA, OH ESTRELINHA.. ESTRELA DE SÃO CIPRIANO... QUIMBANDEIROS, VAMOS SARAVÁ CIPRIANO NO TERREIRO..."

NO

DIA

DOS

O Passe é o bem repassado a outra pessoa em forma solidária de energia. Mas para isso ó Médium precisa estar preparado nesta energia de força chamada bem pra não contaminar o consulente. Pois polaridades energias se tiverem o tratador desgastado como passará bons fluidos ao consulente? Pai Joaquim do Congo

O Afeto. Pai Antônio das Almas É algo que nunca deve morrer dentro do ser humano encarnado. Pois no mundo Espiritual a lei maior é Afetividade no trabalho em conjunto. Não alimente sua mente com ódio que é algo que destrói sua vida lentamente sem você mesmo perceber. Use a afeto de saber que somos todos IRMÃOS e erramos muitas vezes piores que aqueles que cometem erros conosco. Todos nós somos submetidos a testes neste mundo expiatório onde somos testados através das mais diversas formas de expressar nossos melhores sentimentos vindo do Espiritual: Amor, Irmandade, Tolerância, Perdão e Respeito.

Meus fios, nós Pretos Velhos e Pretas Velhas somos carreiros de Obatalá Deus ou como se diz também Zambi ou Olorúm. Somos Espíritos escolhidos para trabalhar na Seara de Oxalá e todos Orixás para dar conselhos, afeto e ajudar os fios de fé. Vovó Maria Conga


Não fique triste e nem lamente o que passou meus zi fios. Se passou porque num vale a pena estar no plano evolutivo futuro que virá. Nada é por acaso e nem mesmo o que foi tirado. Se foi tirado é porque se antes era bom aos teus olhos no hoje seria um empecilho a teus caminhos. Confiem! Pai Antero da Guia

O Tempo cura. O Tempo cicatriza. O Tempo leva o que não vale a pena. O Tempo traz o que realmente é de nossa evolução. Por isso esperem no Tempo. Tempo, Tempo, Tempo... Vou te fazer um pedido seja sempre esta fonte segura onde eu possa construir minha vida e morada de vida. Salve o Tempo. Vovô Pai Jerônimo

Tem Casas que passam Orixá através de Oráculos. Tem Casas que passam Orixá através de Búzios. Tem Casas que passam Orixá através de Consulta com Guia de Frente a Falange. Não se descobre Orixá de cabeça na INTERNET e sim no Terreiro!


Ei, Minha fia e meu fio... É ocê ai mesmo. Parar pra que? Vai adiantar parar Segue em frente e confie no teu Orixá. Sei que vai saber que é prá alguns num desistir agora. Se vois me cê desisti vai perder chance de voar mais alto. Oxóssi te dá força. Vovó Catarina

PAI BENEDITO Seu nome foi José Benedito, desencarnou aos 90 anos de idade, nasceu na Guiné (Oceania), foi levado para a África negra por negreiros. Um dia, quando ainda era criança, perdeu-se de sua aldeia, e foi encontrado por um velho aborígine, que antes de levá-lo para o seu povoado ficou com ele por um período de 3 meses, nos quais o aborígine procurou ensinar suas crenças a ele. Mas José Benedito já possuía suas crenças, por isso não acreditou muito no que o aborígine lhe falou. Ao voltar para sua aldeia, ele deparou com vários negreiros, que o levaram juntamente com seu pai para o mercado da África. Dentro do navio ele era um dos mais jovens, contava com 10 anos. O navio, que comportava 700 pessoas, tinha mais de 1500, onde todos faziam suas necessidades fisiológicas ali mesmo, onde estavam presos. Isto ocasionava muitas doenças, além das transmitidas por ratos. Durante a viagem muitos foram morrendo, e os que estavam feridos, os negreiros jogavam água com sal sobre as feridas. Durante a noite jogavam água com sal aonde os negros ficavam, por acharem que isso desinfetava o local, e de dia abriam as portinholas para que a luz do sol entrasse. Os negreiros queriam evitar as mortes, pois isso lhes causava prejuízos. Seu pai contraiu uma virose e veio a falecer, sendo seu corpo jogado ao mar. Logo após a morte de seu pai, veio-lhe a primeira provação de fé. Sentia-se mal e sabia que tinha adquirido alguma doença, por causa da lavagem que lhes serviam. Surgiu-lhe então, a imagem do aborígine. Era tão real que ele chegou a ter certeza de


que não era sonho, pois ele falava com o aborígine. Este lhe disse para parar de beber a água e de comer a lavagem que lhes davam. Ao invés, ele deveria pegar a alfafa já quase apodrecida que estava forrando o chão, e lavá-la com a água do mar que jogavam lá dentro todos os dias. Assim o fez. Após uma viagem de mais de 40 dias, ele finalmente chegou no continente africano, para posteriormente ser levado ao Brasil. Mas houve um atraso no negreiro, que durou cerca de 6 anos. Nesse período, trabalhando como escravo, ele entrou em contato com outras culturas, ou seja, escravos provindos de outros países. Uma das pessoas que conheceu foi um angolano chamado Zimzumba, que era curandeiro e feiticeiro da nação nagô. Zimzumba ensinou-lhe a ler e ensinou-lhe a magia, e disse-lhe em uma de suas visões de que nada lhe adiantaria fugir, porque seria escravo por toda a sua vida, que iria ensinar a muitos negros como ser forte e lutar por seus ideais, e que viria a não mais escutar a voz das pessoas. A princípio não entendeu, mas acreditou, lembrando-se de como o aborígine havia lhe ajudado. Após esse período de 6 anos foi levado ao Brasil Colônia, em uma viagem de mais de 30 dias. Aportou em Parati e foi vendido em um leilão ao Sr. Patrocínio e a Sra. Joaquina, que moravam em uma fazenda no interior de São Paulo. Lá chegando conheceu o único amor de sua vida, Maria Benedita, que hoje trabalha na linha da Vovó Conga. Passaram-se vários anos, e ele, insatisfeito com a vida que levava, viu novamente, em uma noite de lua cheia, o aborígine. Este he pediu que entrasse em contato com a cultura daquele país. Fazendo isso, teve o primeiro contato com o que seriam os Orixás. Longe de suas crenças, e já crendo no aborígine, começou a se aprofundar nesse culto afro-brasileiro, onde acabou por casar-se com Maria Benedita. Sendo ela mucama da casa grande, pois sabia ler e escrever, conseguiu junto a seus donos que ele fosse trabalhar lá. Importante notar que seus donos gostavam muito de ambos, mas sendo ele um tanto bisbilhoteiro, acabou descobrindo uma tramóia contra o Sr. Patrocínio, urdido por seus filhos para tomarem posse das terras. Um deles, ao descobrir que José Benedito havia descoberto tudo, mandou-o de volta para a senzala, e ordenou que lhe furassem os dois ouvidos. Foi aí que começou a sua caminhada de fé. Começou a acreditar de verdade na força espiritual dos Orixás, e passou a frequentar mais os cultos. Nesse período conheceu quem seria seu maior carrasco. Como castigo por ter tentado avisar o Sr. Patrocínio, ele facilitou minha fuga para então me matar, mas durante a fuga surgiu uma luz forte que cegou a ele e ao capitão-do-mato, não conseguindo ele seu intento. Levou-me então de volta e permaneci vários dias no tronco, sendo chicoteado diariamente.


Mas algo lhe fazia ter forças para viver, e sabia que alguém cuidava dele. Quando Maria Benedita veio lhe dar água, disse-lhe que estava grávida. Após alguns meses nascia José Benedito de Angola, seu único filho. Não satisfeito, o filho do Sr. José Patrocínio vendeu Maria Benedita, desagradando a Sra. Joaquina. Seu filho ficou sendo cuidado por uma outra escrava. José Benedito revoltou-se sendo novamente amarrado ao tronco. Surgiu então diante dele a figura de uma mulher, dizendo-lhe que iria conseguir trazer Maria Benedita de volta, e de que nada adiantaria ele pegar a criança e fugir, que sua missão era ali. Ela falou-me que sairia dali e traria Maria Benedita, e voltaria ao tronco por mais alguns dias. Duvidou, mas o aborígine apareceu-lhe e disse-lhe para acreditar, pois já havia tido muitas provas. Surgiu diante dele um homem em um cavalo branco e em seguida ele adormeceu. Quando acordou Maria Benedita estava de volta à fazenda. O capitão-do-mato passou a temê-lo, chamando-o de feiticeiro. Passou então a seguir o culto dos negros de longe, e maltratando-os menos. Passaram-se anos. Maria Benedita desencarnou antes dele, e seu filho morreu de uma doença desconhecida. José Benedito passou todos os seus conhecimentos para as gerações seguintes. Quando desencarnou encontrou-se com o aborígine, que era seu Mentor Espiritual. Uma de suas missões era fazer com que alguém que tivesse feito muito mal às pessoas, acreditasse que poderia trabalhar no astral, ajudando a muitos. Essa pessoa foi o capitão-do-mato, que ao desencarnar foi doutrinado por Pai Benedito, e que atualmente trabalham juntos com o mesmo médium, na linha de Boiadeiro. O principal material utilizado por Pai Benedito é um chapéu de palha, onde ele faz as suas mandingas. Trabalha também com ervas, utilizadas para cura. Dependendo para o que for o trabalho, pode ser colocado em mata, cachoeira, mar, trilho de trem, encruzilhada, cemitério, enfim qualquer lugar, pois ele passou por todos.

PAI GUINÉ São muitas as lembranças da minha encarnação como escravo em uma fazenda de café no interior paulista. O som da chibata, os gritos dos feitores que saíam à caça dos escravos fugidos, as amas de leite obrigadas a amamentar os filhos da sinhá. Lembranças pungentes de muito sofrimento. Quando a princesa Izabel assinou a Lei Áurea, eu estava velho e muito doente.


A senzala era o único lugar onde o negro conseguia ser livre. Minha história de vida foi muito triste, mas aprendi muito. O sinhô era um homem muito refinado e não me tratava mal, mas a sinhá era uma mulher muito infeliz. Seu coração cheio de fel não sabia amar. Era temida e detestada. Por muito pouco mandava chicotear os escravos da senzala e o sinhô fazia todas suas vontades. Negrinhos eram afastados das suas mães, velhos escravos iam para o tronco e as escravas caseiras tremiam com as ordens da caprichosa sinhá. Eu não me queixava e jamais cultivei o ódio e a vingança. Alguns escravos odiavam os senhores com todas as forças até à morte. No plano espiritual, continuavam a perseguição perturbando os senhores com a força da magia negra e da vingança. Como é bom ser bom! Como é triste ser mau! Quantas lágrimas e sofrimentos os senhores plantaram através de suas atitudes. No entanto, todos caminharemos para a Eterna Felicidade! O caminho mais sublime é o Amor, mas alguns só evoluem através da Dor! Eu era forte e jovem, mas quando meu grande amor foi vendido, capricho da sinhá, minha saúde nunca mais foi a mesma. Minha vida mudou bastante e o meu consolo eram as rezas. Jamais cultivei a revolta ou a vingança. Os Orixás me davam a paz e o consolo para suportar as provas daquela encarnação. Pior que a escravidão os grilhões da maldade e do preconceito. Muito pior que nosso sofrimento era o peso dos pecados daqueles que oprimiam seus irmãos de cor. No dia 13 de maio, a alforria! No entanto, as lembranças marcaram minha vida para sempre. Foi minha encarnação mais proveitosa. Nessa vida de martírios, cultivei a renúncia e a humildade. Quando desencarnei, meu grande amor estava à minha espera. A linda escrava que eu amei e foi vendida já estava no Plano Espiritual ansiosa pelo meu retorno. Somos todos irmãos! Somos todos iguais! Muito tempo se passou e agora estou novamente na Terra. Não como espírito encarnado, mas como pai velho trabalhando nos terreiros de Umbanda. Minha vestimenta astral é a de preto velho. Escolhi essa missão para estar mais perto dos meus filhos de fé. Muitos precisam de libertação, da alforria da paz e da fé. Essa é a missão dos pretos velhos! Conselho, resignação, amor e paz! Limpar com a fumaça do cachimbo os miasmas do mal e da doença. Aceitei essa tarefa sublime por muito amar a Humanidade. Conheci o sofrimento, a humilhação e a pobreza. Minha mensagem é de libertação! Filho de fé liberte-se dos grilhões do orgulho e do egoísmo. Se você está sofrendo, não desanime! Confie no Pai Oxalá que tudo vê e tudo sabe! Faça sua parte no aprimoramento espiritual e na reformulação das suas atitudes. Liberte-se das vibrações negativas do desânimo, da tristeza e do pessimismo. Ame a Terra! Colabore para que esse Planeta melhore cada vez mais e seja um grande Lar de Amor! Liberte-se do peso da angústia através do Amor! Perdoe seus inimigos, porque Oxalá é o exemplo de Perdão e Misericórdia!


VOVÓ CATARINA DE ARUANDA Os tambores tocavam o ritmo cadenciado dos Orixás, e nós dançávamos. Dançávamos todos em volta da fogueira improvisada ou à luz de tochas ou velas de cera que fazíamos. A comida era pouca, mas para passar a fome nós dançávamos a dança dos Orixás. E assim, ao som dos tambores de nosso povo, nos divertíamos, para não morrer de tristeza e sofrimento. Eu era chamada de feiticeira. Mas eu não era feiticeira, era curandeira. Entendia de ervas, com as quais fazia remédios para o meu povo, e de parto; eu era a parteira do povo de Angola, que estava errando naquela terra de meu Deus. Até que Sinhazinha me tirou do meu povo. Ela não queria que eu usasse meus conhecimentos para curar os negros, somente os brancos; afinal, negro - dizia ela tinha que trabalhar e trabalhar até morrer. Depois, era só substituir por outro. Mas Dona Moça não pensava assim. Ela gostava de mim, e eu, dela. Fui jogada num canto, separada dos outros escravos, e todas as noites eu chorava ao saber que meu povo sofria e eu não podia fazer nada para ajudar. De dia eu descascava coco e moía café no pilão. À noite eu cantava sozinha, solitária. E ouvia o cantar triste de meu povo, de longe. Ouvia o lamento dos negros de Angola pedindo a Oxalá a liberdade, que só depois nós entendemos o que era. E os tambores tocavam o seu lamento triste, o seu toque cadenciado, enquanto eu respondia de meu cativeiro com as rezas dos meus Orixás. A liberdade, que era cantada por todos do cativeiro, só mais tarde é que nós a compreendemos. A liberdade era de dentro, e não de fora. Aqueles eram dias difíceis, e nós aprendemos com os cânticos de Oxóssi e as armas de Ogum o que era se humilhar, sofrer e servir, até que nosso espírito estivesse acostumado tanto ao sofrimento e a servir sem discutir, sem nada obter em troca, que, a um simples sinal de dor ou qualquer necessidade, nós estávamos ali, prontos para servir, preparados para trabalhar. E nosso Pai Oxalá nos ensinou, em meio aos toques dos tambores na senzala ou aos chicotes do capitão, que é mais proveitoso servir e sofrer do que ser servido e provocar a infelicidade dos outros. Um dia, vítima do desespero de Sinhá, eu fui levada à noite para o tronco, enquanto meus irmãos na senzala cantavam. A cada toque mais forte dos tambores, eu recebia uma chibatada, até que, desfalecendo, fui conduzida nos braços de Oxalá para o reino de Aruanda. Meu corpo, na verdade, estava morto, mas eu estava livre, no meio das estrelas de Aruanda. Em meu espírito não restou nenhum rancor, mas apenas um profundo agradecimento aos meus antigos senhores, por me ensinar, com o suor e o sofrimento, que mais compensa ser bom do que mau; sofrer cumprindo nosso dever do que sorrir na ilusão; trabalhar pelo bem de todos do que servir de tropeço. Eu era agora liberta, e nenhum chicote, nenhuma senzala poderia me prender, porque agora eu poderia ouvir por todo lado o barulho dos tambores de Angola, mas também do


Kêtu, de Luanda, de Jêje e de todo lugar. Em meio às estrelas de Aruanda eu rezava. Rezava agradecida ao meu Pai Oxalá. Fui pra Aruanda, lugar de muita paz! Mas eu retomei. Pedi a meu Pai Oxalá que desse oportunidade pra eu voltar ao Brasil pra poder ajudar a Sinhá, pois ela me ensinou muita coisa com o jeito dela nos tratar. E eu voltei. Agora as coisas pareciam mudadas. Eu não era aquela nega feia e escrava. Era filha de gente grande e bonita, sabia ler e ensinava crianças dos outros. Um dia bateu na minha porta um homem com uma menina enjeitada da mãe. Era muito esquisita, doente e trazia nela o mal da lepra. Tadinha! Não tinha pra onde ir, e o pai desesperado não sabia o que fazer. Adotei a pobre coitada, fui tratando aos poucos e, quando me casei, levei a menina comigo. Cresceu, deu problema, mas eu a amava muito. Até que um dia ela veio a desencarnar em meus braços, de um jeito que fazia dó. Quando eu retomei pra Aruanda, o que vocês chamam de plano espiritual, ela veio me receber com os braços abertos e chorando muito, muito mesmo. Perguntei por que chorava, se nós duas agora estávamos livres do sofrimento da carne, então, ela, transformando- se em minha frente, assumiu a feição de Sinhazinha! Ela era a minha Sinhá do tempo do cativeiro. E nós duas nos abraçamos e choramos juntas. Hoje, trabalhamos nas falanges da Umbanda, com a esperança de passar a nossa experiência pra muitos que ainda se encontram perdidos em suas dificuldades. Axé a todos!!!

Zi fios, do coração provém todos os nossos sentimentos. Sejam ruins ou bons mas precisamos saber qual é realmente necessário pra obter a paz de espírito. Pai João das Almas

O mal num é o que entra na boca meus fios e sim o que sai. Isso Jesus disse com toda propriedade ao Mundo né mesmo? Por isso que boca fechada num entra mosca e dela num produz larvas. Se for abrir a boca só abre para propagar o bem. Da boca fala o que ta cheio coração.


Vovó Inácia

Que a paz de Nosso Senhor Jesus, esteja no coração de cada fio aqui na Terra, e no céu. Véia vem aqui pedir oração e fortalecimento, com toda falange de Ibejada, e vem falar, com toda simplicidade e humildade. Recebemos um anjo no céu, junto á sua família, véia não pode ser tentar ser responsavel em seu falar, ao pedir oração meus fios. Pouco aqui vão entender o que véia veio pedir. Oração por esse anjo, rogo ao pai da justiça que olhe por este anjo injustiçado. Rogo pela corrente de fios em terra. Um anjo, não acabaria com a família, existe muita coisa entre o céu e a terra, que os fios não entende. Quem entender a Mensagem de pobre velha, não faça debate, use sua responsabilidade espiritual, quem entender, coloque em oração esse anjo e toda sua família. Vovó, não anda muito por aqui, pois minha menina está praticando a caridade no terreiro. Vovó veio somente pedir a corrente dos fios, Não vim aqui, nessas simples letras, causar polêmica. Véia veio pedir a caridade da oração. Quem entender responda, nesta hora com uma vela e uma oração, muita coisa vai acontecer. Mais pelos netos espirituais e toda falange de ibejada véia, veio rogar por ajuda... Saravá umbanda Saravá paz na terra, Saravá as crianças espirituais, saravá Ibejada. Vovó Engrácia

O dia que vestir branco for obrigação, fio, não vista mais. A caridade tem que vir do coração. Preta Velha Maria Redonda


Onde a humildade e a simplicidade reside mora a paz e felicidade. Pai Antônio

Eu te perdoei, e voce me perdoou. aprendemos a lição na cartilha do vovô Se o perdão é o único caminho para se chegar, A paz do mestre Oxalá eu agradeço essa lição oa meu vovô Hoje eu vou te perdoar nesse caminho do bem E na corrente do amor eu peço o seu perdão também" O PERDÃO E´ O ÚNICO CAMINHO QUE NOS LEVARA A PAZ!!!""""SE DESEJAS A PAZ DE CONSCIÊNCIA POR PRINCIPIO DE FELICIDADE;APRENDA A PERDOAR!!!

O mal num é o que entra na boca meus fios e sim o que sai. Isso Jesus disse com toda propriedade ao Mundo né mesmo? Por isso que boca fechada num entra mosca e dela num produz larvas. Se for abrir a boca só abre para propagar o bem. Da boca fala o que ta cheio coração. Vovó Inácia

Meus zi fios, estão sofrendo? Dobre o joelho e salve seu Orixá com rosto ao chão. Quero ver teu Orixá num te ouvirem fios. Pai Francisco


Fios, nada melhor que o TEMPO para sarar as feridas internas e externas da alma e cicatrizar todas as feridas. Deixem na mão do TEMPO SOBERANO todas suas dificuldades e demandas desta terra. Quem semeia vento colhe tempestade e quem no vento semeia bons frutos a tempestade não destrói com o vento forte. Vovó Sinhá

Pai Preto só vejo gente errada neste Terreiro, uns com ódio, rancor, preconceito, pessoas invejosas, descrentes, infelizes... Pai Preto interrompe: - Quando vai Olhar para os Orixás e nos Guias? Erros em todo lugar tem! Mas você tem que olhar para o Espiritual e não erros humanos. Fazer sua parte. Pai Chico

Mãe eu só vejo imperfeição aqui. - Já olhou para dentro de si fia? Olhe e veja o quanto ocê também erra e é imperfeita ao ponto de elencar defeitos alheios. Vovó Maria Conga


Fios, esse vovô tem cabelo branco e sabe de muita coisa que nem médium vestido de branco sabe. Vamos resumi né? Nem tudo é demanda fios, e sim colheita daquilo que planta. E pra terminar a colheita só com resignação e perdão. Pai João das Almas

Médium só descansa quando parte para outro lado. Nunca para no caminho. Num pare pois as DEMANDAS espirituais submetem com mais forças do que as que você possuí. Se esta AFASTADO procure um Terreiro de sua Cidade, ou para bloquear o CANAL mediúnico que é menos aconselhável pois foi escolhido pela encarnação como RESGATE ou dar PASSAGEM para o trabalho no TERREIRO. Esse é um dos principais MOTIVOS de Médiuns caírem e não conseguirem se levantar. Pai João de Aruanda

Entendam, filhos, ninguém é santo. Mas a espiritualidade não quer santos. A Aruanda quer seres humanos de boa índole, de coração puro, de mão aberta no auxílio ao próximo. Porque, se vocês têm isso, o resto se ajeita, se conserta, se aprende. Vovó Benedita de Aruanda


Incorporação em Criança: Pai João de Aruanda Muitas vezes filhos numa Gira acontece de ter uma criança que nasce com fluídos da mediunidade aflorada e de imediato incorpora dentro de uma sessão. Isto é algo que parece ser de incomodo devido uma criança ser protagonista de incorporação mas devemos assim ressaltar que além de ser ainda corpo material de criança e idade terrena de criança existe muitas vidas dentro desta criança, ou seja, encarnações entrelaçadas que a fazem dar lugar ao espirito de luz. Porém filhos é bom ter doutrinação e deixar este canal não ceder tanto ao ponto de atrapalhar a vida física e mental da criança. Ou pode ser feito um bloqueio enquanto criança ou monitorar com precisão perto desta criança pedindo para que Egúns num venham penetrar nesta passagem.

Conversa de Preto Velho

À noite, quando a maioria das pessoas está dormindo, diversas falanges espirituais se desdobram em trabalhos socorristas de assistência à humanidade encarnada. Devido ao sono, a queda natural do metabolismo e das ondas cerebrais, o corpo espiritual desprende-se naturalmente do corpo físico.


Aproveitando-se desse fato natural e inerente a todo ser humano, muitos amigos espirituais trabalham nessa hora da noite retirando essas pessoas do seu corpo físico, dando um toque sensato a elas diretamente em espírito, ou, simplesmente, trabalhando as energias do assistido com mais liberdade a partir do plano espiritual da vida. Um dia desses, durante um trabalho de assistência, estava conversando com um Preto Velho, que responde nas lidas de Umbanda, pelo nome de pai José da Guiné. Segue o diálogo: — Pai José, esse trabalho de assistência na madrugada é enorme, não? O médium umbandista muitas vezes nem imagina o tamanho dele, não é mesmo? — É sim fio. Trabalho grande, toda noite. Mas são poucos que lembram da espiritualidade no dia-dia e mantém sintonia elevada antes de dormir. Isso acaba por barrar as possibilidades de trabalho em conjunto conosco, você sabe disso. A maioria dos médiuns por aí pensam que o único dia de trabalho espiritual é o dia de trabalho no terreiro. É uma pena. — É verdade, as pessoas tendem a se preparar muito para o dia de trabalho no terreiro, mas esquecem dos outros dias. — Preparar? Muitas vezes eles nem se preparam fio. A maioria chega lá cheia de problemas e preocupações na cabeça. Dá um trabalhão danado acoplar na aura toda encardida de pensamentos e sentimentos estranhos deles. E nego num tá falando que preparação é tomar um banho de erva antes do trabalho, não… — Ué, mas o banho de erva é importante, não é pai? — É, claro que é. Mas num é tudo. Antes do banho de erva, seria melhor um banho de bom-humor, com folhas de tranquilidade e flores de simplicidade, hehehe… Isso sim ajudaria. Num adianta colocar roupa branca, defumar, tomar banho, se o coração tá sujo, se a boca maldiz, se o rosto está sem alegria e o espírito apagado. Limpeza interna fio, antes de limpeza externa… — Tá certo… — Tá certo, mas você mesmo muitas vezes num faz isso né, fio? hehehe… Tudo bem, todo mundo tem lá seus dias ruins, o problema é quando isso se torna constante. Fio, a Umbanda é muito rica em rituais, em expressões exteriores de alegria e culto a divindade. Mas isso deve ser utilizado sempre como uma forma de exteriorizar o que de melhor trazemos dentro de nós. Não uma fuga do que carregamos aqui dentro. Volta seus olhos pra dentro e lá presta culto aos Orixás. Só depois disso, canta e dança… — Quando estiver participando de um trabalho, esteja por inteiro, em corpo físico, coração e mente. Não faça das reuniões espirituais um encontro social. Antes de começar os trabalhos, medita, ora, entra em sintonia com o trabalho que já está acontecendo. Durante os cantos, busca a sintonia com os Orixás.


Nesse momento, você e Eles não estão separados pela ilusão da matéria. Tão juntos. Em espírito e verdade… — Acompanha as batidas do atabaque e faz elas vibrarem em todo seu ser. Defuma seu corpo, mas defuma também sua alma, queimando naquela brasa seu ego, sua vaidade, seu individualismo, que lhe cega os sentidos. — Trabalha, aprende, louva, cresce meu fio. Mas o mais importante: Leva isso pra fora do terreiro! Lá dentro, todo mundo é filho de pemba, todo mundo tá de branco, todo mundo ama os Orixás… — Mas aqui fora, logo na primeira dificuldade, duvidam e esquecem dos ensinamentos lá recebidos. Aqui fora, num tem caridade, fraternidade, Orixá, espiritualidade. Mas a Lei de Umbanda não é pra ficar contida no terreiro. A Lei de Umbanda é pra estar presente em cada ato nosso. Em cada palavra, em cada expressão de nosso ser… — Percebe fio? Você é médium o tempo todo, não só no dia de trabalho, mas todo dia. Você é médium até quando tá dormindo… hehehe... Pai José fez uma pausa e eu fiquei a pensar a respeito da responsabilidade do trabalho mediúnico. De quantos médiuns por aí nem tinham ideia do trabalho espiritual que as muitas correntes de Umbanda desenvolvem. De como, a vivência de terreiro, demandava uma mudança interior, uma postura diferente em relação à vida. Enquanto pensava a respeito, pai José disse: — É por aí mesmo fio. A partir do momento que a pessoa internaliza os valores espirituais, um novo mundo, cheio de novas perspectivas surge. Novas ideias, novos ideais. Uma forma diferente de encarar a vida. Esse é o resultado do trabalho. A caridade não é mais uma obrigação, mas torna-se natural e inerente ao próprio ser, assim como a respiração. A sintonia acontece esteja onde ele estiver, carregando consigo a Lei da Sagrada Umbanda em seu coração… — Lembre-se: Aruanda não é um lugar! Aruanda é um estado de espírito… Você a carrega para onde for. Isso é trabalho. Isso é sacerdócio. Isso é viver buscando a espiritualização… — Por isso, meu fio, faz de cada trabalho espiritual que você participar um passo em direção a esse caminho. Um passo em direção a unidade com o Orixá. Cada reunião, um passo… Sempre! Notas do médium: Pai José de Guiné é um espírito que há muito tempo eu conheço, trabalhador incansável nas lidas da cura espiritual. Apresenta-se como um negro, com cerca de 50 anos, sempre com seu chapéu de palha a cobrir-lhe a cabeça e seu olhar firme e determinado. Tem um jeito muito direto e reto de falar as coisas sempre nos alertando a respeito de posturas incompatíveis com o trabalho espiritual. É um espírito muito bondoso com quem já aprendi muitas coisas. Fica aí o toque dele, que muito me serviu, a respeito de levar o terreiro para o nosso dia-dia.


Ao ver um preto velho em Terra, pitando o seu cachimbo, sentado em seu banquinho, não tenha vergonha, ajoelhe-se e peça sua benção! Adorei as Almas

Noite gelada né fios? Triste e angustiante. Deite na cama e chame Iansã a Rainha do Fogo para te ajudar a tirar todo mal do teu caminho. Chame assim: Eparrêi Iansã. Vovó Maria do Rosário.

Entendam, filhos, ninguém é santo. Mas a espiritualidade não quer santos. A Aruanda quer seres humanos de boa índole, de coração puro, de mão aberta no auxílio ao próximo. Porque, se vocês têm isso, o resto se ajeita, se conserta, se aprende. Vovó Benedita de Aruanda

" Pedrinha miudinha, pedrinha de aruanda ê..." Somos todos pedrinhas miudinhas na construção de uma novo mundo regido pela fá, pela caridade, pela humildade e acima de tudo pelo AMOR.


SALVE A UMBANDA!!!

Quantas vezes nos perdemos em pensamentos negativos, contra pessoas que precisavam só de um gesto de carinho e compreensão naquele momento? Meus Pretos Velhos, meu Pai protetor, que esse dia de hoje seja o sinal dos tempos, seja abundante em bondade, caridade e amor. Salve nossos amados e queridos Pretos-Velhos Adorei as Almas.

PENSE NISSO..... O plantio é livre mas a colheita é obrigatória! "LEMBRE-SE de que colheremos, infalivelmente aquilo que houvermos semeado. Se estamos sofrendo, é porque estamos colhendo os frutos..

Conselho de Preto Velho Pai Venâncio O respeito é proporcional com a medida que ocê respeita a outra pessoa. Tudo é retorno nesta Terra.


A MAGIA DOS PRETOS VELHOS Na Umbanda os Pretos velhos são homenageados no dia 13 de maio, data que foi assinada a Lei Áurea, a abolição da escravatura no Brasil. Pretos velhos ou Pretos-velhos são entidades de umbanda, espíritos que se apresentam em corpo fluídico de velhos africanos que viveram nas senzalas e que adoram contar as histórias do tempo do cativeiro. Sábios, ternos e pacientes, dão o amor, a fé e a esperança aos "seus filhos". O preto velho, na umbanda, está associado aos ancestrais africanos, assim como o caboclo está associado aos índios e o baiano aos imigrantes nordestinos. São entidades que tiveram pela sua idade avançada, o poder e o segredo da sabedoria, apesar da rudeza do cativeiro demonstram fé para suportar as amarguras da vida, consequentemente são espíritos guias de elevada sabedoria, trazendo esperança e quietude aos anseios da consulencia que os procuram para amenizar suas dores, ligados a vibração de Omolu, são mandingueiros poderosos, com seu olhar prescrutador sentado em seu banquinho, fumando seu cachimbo, benzendo com seu ramo de arruda, rezando com seu terço e aspergindo sua água fluidificada, demandam contra o baixo astral e suas baforadas são para limpeza e harmonização das vibrações de seus médiuns e de consulentes. A característica desta linha, devido a elevação espiritual de tais entidades, é o conselho e a orientação aos consulentes, são como psicólogos, receitam auxílios, remédios e tratamentos caseiros para os males do corpo e da alma. Os pretos velhos se apresentam com nomes que individualizam sua atuação, do Congo ou de Angola, evidenciando sua atuação propriamente dita e procedência. Em


sua linha de atuação eles apresentam-se pelos seguintes codinomes, conforme acontecia na época da escravidão, onde os negros eram nominados de acordo com a região de onde vieram: Congo (Pai Francisco do Congo) – refere-se a pretos velhos ativos na linha de Iansã; Aruanda (Pai Francisco de Aruanda) – refere-se a pretos velhos ativos na linha de Oxalá. (OBS: Aruanda quer dizer céu); D´Angola (Pai Francisco D´Angola) – refere-se a pretos velhos ativos na linha de Ogum; Matas (Pai Francisco das Matas) – refere-se a pretos velhos ativos na linha de Oxóssi; Calunga, Cemitério ou das Almas (Pai Francisco da Calunga, Pai Francisco do Cemitério ou Pai Francisco das Almas) – refere-se a pretos velhos ativos na linha de Omolu/ Obaluaê; Entre diversas outras nominações tais como: Guiné, Moçambique, da Serra, da Bahia, etc… Muitos Pretos velhos podem apresentar-se como Tio, Tia, Pai, Mãe, Vó ou Vô, porém todos são Pretos velhos. ADOREI AS ALMAS!!! SALVE OS PRETOS VELHOS DE UMBANDA!!!

Fios, muitos neste momento estão passando por uma tristeza no coração então vamos lá né? Coloque o joelho no chão e diga as seguintes palavras: "Meu Pai, Meu Deus, Meu Tudo. Eu te peço agora de Joelho neste momento de angústia e dor que atenda este meu pedido. Faça o pedido. Se tiver que chorar chore, mas de joelho. Bata a cabeça três vezes no chão e diga eu saúdo meus Orixás e Guias. Deus tem compaixão de mim." Faça com fé! Pai Benedito

Na Senzala Pai João das Almas


Nossa Senhora do Desterro o Virgem Imaculada a qual Preto Veio pede com clemência tem compaixão de nóis nesta Terra. Desterre todo mal para longe dos nossos olhos carnais mãe. Tire toda força maligna que vem até nós Nossa Senhora do Desterro. Mãe da Divina Graça, rezai por nós no Orúm (Céu).

Nossa Senhora das Lágrimas Pai João das Almas Mãezinha que tem seu olhar como uma flor e doçura em teus coração a desabrochar como um jardim florido de amor, o doce mãe das Lágrimas de amor e de dor do nascimento e padecimento de Jesus tem Misericórdia de nóis.

Meus Filhos, num existe colocar OFERENDA para Iemanjá no Cemitério. Se tiver Pai ou Mãe de Santo ensinando isso pergunte ele ou ela de onde eles tiraram esse absurdo.

Pedido de Pai João das Almas Zifios, tenho sofrido hoje a dor de ver o Egito em Guerra meus fios. Várias almas voltaram a Aruanda com esta Guerra entre Ganância e Pobreza. Mim fios, rezem muito pelo Egito.


Todo sofrimento e uma ilusão... e algo inerente ao que o Criador fez!!! Mas se sofrem pensem assim: A argila para tomar a forma útil e bela, sofre fortes pressões, lhe tiram pedaços e a esquentam à altas temperaturas. Então zi fios, pense que sunceis é como a argila e a mão do criador ta dando a forma bela pra oceis!!! Pai Joaquim das Almas

Pai Joaquim de Angola posso e gostar de música de Crente? Mim fia, música de Deus é tudo bão né? Só toma cuidado mim fos com letras que trazem coisas de ódio a demais religiões né? Mas se fala de AMOR e traz paz que mal tem? Crente é quem Crê em Deus

O único sentimento mim fios que destrói a paz da humanidade tanto que tem esse sentimento e que a dele recebe é a Ganância. Vovó Ana de Guné

Nego Veio fica feliz quando Seu Tupinambá chega no Terreiro e vem pedir a benção a Preto Veio enquanto muitos na Gira num passa nem perto de Vovô para Vovô abençoar. Muitos usam branco meus zi fios mas falta o branco da humildade e fraternidade. Num custa pedir a benção e abençoar. Pai João das Almas


Pai José do Cruzeiro das Almas. Preto Velho curandeiro e muito batalhador contra forças do mal. Vive sempre no Cruzeiro das Almas rezando pelas almas que desencarnam. Tem Oxalá e Nanã. Vida e Morte. Sabe que a Morte num é o fim e sim uma nova vida em seguimento. Ajuda junto com Yansã e Omolú a conduzir espíritos a suas densidades conforme foram feitas na Lei da Ação e Reação. Ventos da Vida que leva e da Morte que traz é virtude encantatória de Zambi.

Preto Velho Pai João das Matas é um Velho bondoso e muito sábio. Mandingueiro e benzedor. Traz a força que Ogum e Obá mandou. De Oxóssi e Ossãe a sabedoria das ervas. De Obaluaiê a cura do corpo físico. Zi Zi fios, suncês sabe que num se pode fazer o mal num fique dentro do mal pra num carecer de retardá a evolução

Ocê colhe o que ocê planta. Pai Antônio


Evangélicos olham Página de Preto Velho e fica reclamando pois é fio, olhem a vida deles pra ver se realmente são o que estão pregando. Pai Cipriano

Se o mundo da voltas meus filhos o porque vocês vivem cometendo erros para pagar depois com as voltas que Ele dá? Pai João de Aruanda

Pai João das Almas Mim zi fios vou contar uma coisa pra ocêis... Orixá Obaluaiê num é só associado a doença e sim a cura. Vou explicar pro cêis? Ogum pegou palhas e cobriu o Pai Obaluaiê com elas e levou ao seu Reino e chegando lá Iansã sentiu uma curiosidade enorme em ver o que estava debaixo das palhas né? Como Ela é dona dos Ventos soprou e todas palhas foram levantadas e ai mim fios apareceu Obaluaiê curado e limpo com sua força interior espiritual toda a mostra brilhando aos olhos de Ogum e Iansã. Por isso mim fios, Ele Obaluaiê é o Senhor da Cura e da Beleza. Da terra e pé no chão. Deixem um Atotô para o Pai da Cura aqui mim fios.

Pai José Meus filhos, o amor não se guarda dentro de nós como se fosse um segredo e sim se mostra a tudo e todos como uma virtude. Amar é uma virtude de Zambi Deus e Orixás.


SABEDORIA DE PRETO VELHO NÃO TEM PREÇO. Na Páscoa um Preto Velho já de idade chega ao Seu Senhor na Festa chamada Páscoa e vê que Ele quer ir a um local comprar mais escravos e trocar alguns, e diz ao Senhor: - Meu Senhor, a festa de Páscoa serve pra que? O Senhor diz: - Comemoramos o fim da Escravidão pelo amor de DEUS. O Preto Velho retruca: - Então Senhor, se é festa pra comemorar o fim da Escravidão pra que vender e trocar seres humanos como escravos? Num ser JUSTO! Todos são filhos de Deus. Pai João de Aruanda

Mim zi fios, num é porque um é filho de Xangô e outro de Yemanjá e outro de Oxóssi e assim vai que um é melhor que o outro. Na espiritualidade num existem Orixás melhores ou piores. Existe ignorância humana de achar isso aqui na Terra. Pai Joaquim da Angola

Amor.. Carinho.. Respeito.. Fé.. Esperança.. Vida.. Humildade e Simplicidade... Bases estas, fundamentais, de nossa Amada Lei Sagrada!!


Só do fato de ocê escutar alguém num momento de desespero e dar um abraço é caridade. Vovô Ambrósio.

Eu Amo, Vivo, Curto e Compartilho a minha fé Umbandista!

Agradecemos nosso Mestre Alípio e Besouro por terem lutado pela Liberdade da Capoeira. Pai João de Aruanda

Cultivar a paciência é saber esperar o tempo certo meus fios. Não se pode tirar fruto de uma árvore sem ele estar maduro e nem derrubar esta árvore se ela num estiver sem vida. Destruir a natureza das coisas sem o devido conhecimento do Tempo Certo para cada cosa em nossa vida. O que tiver de ser será e o que tiver de acontecer acontecerá. Por isso cultive a paciência de esperar. Pai Joaquim da Angola


Nem tudo é DEMANDA! Muitas vezes colhemos o que se Planta. Aguarde a próxima colheita e plante o bem. Não repita a colheita daquilo que não convém.

A sineta do Céu bateu Oxalá já disse a hora. A sineta do Céu bateu Oxalá já disse a hora. Eu vou, Eu vou, Eu vou, fica com Deus e Nossa Senhora.

Não existe Exú Pagão meus zi fios. Existe uma alma sem Pai? O que existe são Egúns com Pai que fazem maldade e são julgados pelo Pai. Pai João das Almas

Preto Velho é de Umbanda e Candomblé. Apesar de não ser muito cultuado no Candomblé como uma forma incorporar apesar de hoje ter ramificações de Umbanda com Candomblé, os Pretos Velhos ficam nas Giras saldando os Orixás. Num existe Preto Velho ou Preta Velha não raspado e nem que foi virado no Santo no Passado. Num entendo o porque de tanta discriminação do Meu também Candomblé. Pai João de Aruanda


Muitas vezes um Terreiro meus fios fundo de quintal tem mais Axé que aqueles que se apresentam no jornal. Pai João das Almas

Médiuns fios de Orixá tranca a boca pra fofoca em Terreiro. Respeitem os Orixás. Ocêis podem ser responsáveis até por Terreiro fechar e ficar com este carrego de culpa devido a língua. Sua boca e língua foi feita pra Orixá. Depois acontece cair e vem chorar pra nóis Guias. Pai Joaquim da Angola

A poeira da terra é mais viável q a que gera no ar. Ela limpa mais rápido. Más a poeira da discussão leva tempos para se desfazer no ar. Vovó Maria Conga

Lindo isso é para os filhos de umbanda que amam a sua religião.


Os Sete Sorrisos de um Preto Velho: Num cantinho de uma terreiro sentado num banquinho pitando o seu cachimbo um alegre Preto-Velho sorria, os seus olhos brilhavam em sua face com tanta ternura e alegria. Foram sete sorrisos onde na incontida vontade de saber o motivo me aproximei e o interroguei , fala meu Preto Velho diz ao seu filho o porque externa assim uma visível alegria? E ele suavemente se levantou do seu banquinho e me levou para fora da casa e me respondeu. É para aquele que no caminho de sua vida procurou e aprendeu. O primeiro dei para aquela pessoa que verdadeiramente buscou Jesus Cristo e o pôs em seu coração. O segundo dei para aquela pessoa que busca a verdadeira paz a si e aos de mais em sua volta. O terceiro dei para aquela pessoa que verdadeiramente sacrificou-se deixando muitas vezes de viver para se dedicar ao seu próximo. O quarto dei para aquela pessoa que teve a humildade de reconhecer os seus erros que vinha praticando em sua vida e procurando se aperfeiçoar errando menos e acertando mais. O quinto dei para aquela pessoa que procura perdoar e busca sempre a verdade. O sexto dei para aquela pessoa que da o valor a tudo e a todos na sua vida e sempre agradecendo ao senhor seu Deus. O sétimo vai para aquela pessoa que agradece todos os dias de sua vida a sua existência no universo e procura enxergar a grandeza da criação de pai Oxalá, em que este pertence... E assim Meu Filho eu vim aqui sorrindo para cada uma dessas pessoas, onde vistes. Saravá os Pretos Velhos!

Não devemos julgar a vida dos outros meus fios. Quem gosta de julgar a vida alheia vive num amaranhando de esquecimento da sua vida em uma teia que num tem tempo de se desprender. Pai Icânga


Pai Joaquim das Cachoeiras

Texto enviado pelo Adjunto Adelano – Mestre Gilmar Salve Deus! O ano era 1780, os cafezais, a cana de açúcar e o cacau eram sinônimos de riqueza no sul da Bahia. A feira de São Joaquim em Salvador era o ponto de troca e venda de todo tipo de mercadoria , ali além dos gêneros alimentícios , escravos trazidos nos Navios Negreiros eram expostos como qualquer outra mercadoria. Germano Gonçalves Lêdo, proprietário da fazenda Barro Fundo, juntamente com sua jovem esposa estava a procura de mão obra para começar a colheita de cana açúcar e a secagem do café que já havia sido colhido . Desce da carruagem preta e juntamente com Maria Dolores começam a examinar os escravos que ali haviam chegado , vindo de Angola na Africa. Depois de muito observar com alguns contos de réis levam um casal de escravos para sua fazenda. Um deles era um guerreiro que fora retirado e amarrado no porão do navio juntamente com tantos outros que foram levados ao Brasil. Também viera junto uma negra que seria a ama da filha de Dolores. O Negro fora batizado a força e dado lhe o nome de Joaquim dos Santos. A negra recebera o nome de Isabel.


Como a fazenda era muito grande havia dois capatazes de confiança de Germano. Antônio de Pádua, homem sisudo , convicto de sua obrigação e dava sua vida por seu patrão e Emanuel Assunção, um pouco mais jovem, porem com o mesmo sentido de responsabilidade. Tão logo a filha de Germano nascera, Dolores entregou a filha a Isabel, que já tinha engravidado de um negro na senzala e ficara com a incumbência não só de cuidar de Ana Dolores, como também de ser sua ama de leite. O tempo passou e Joaquim dos Santos já estava com quase setenta anos e Isabel além de cuidar dos filhos do coronel Germano era cozinheira da Casa Grande. Aos capatazes ficava a responsabilidade de vigiar todas as ações dos negros na Fazenda , desde a colheita a seus rituais que de certa forma eram permitidos pelo Coronel. A lua no céu prateada iluminava aquele Vale e a noite em seu manto escuro era cortada pelo som triste dos atabaques que rompia o véu do tempo propiciando o reencontro dos negros com seus ancestrais. Vez por outra Ana Dolores com uma maneira que não podia explicar se pegava na senzala assistindo aqueles negros dançarem ao ritmo daquele som envolvente. Muitas vezes acaba dormindo no colo de sua ama de leite a qual chamava carinhosamente de Mimica. E a Sinhazinha sempre pedia que sua ama de leite fizesse para ela quindim de queijo, e para deixa-la sempre feliz a negra velha sempre atendia os mimos de Ana Dolores. Neste caldeirão cármico Emanuel o capataz mais jovem sentia uma paixão imensa pela Sinhazinha, mas não podia se declarar, pois o Coronel desejava que sua filha casasse com Doutor da cidade. Adiantando um pouco nessa história Joaquim dos Santos que era chamado de Quinzinho já velho e não conseguindo trabalhar na lavoura, foi lhe- dado a incumbência de buscar lenha para alimentar o imenso fogão da Casa grande, e não muito raro quando trazia algumas lenhas verdes era punido com algumas chibatadas. Mas o capataz mais velho, Antônio de Pádua, foi curado certa feita por Quinzinho e por isso afeiçoou se a ele profundamente. E o tempo foi passando quando o Coronel Germano determinou que o velho escravo Quinzinho fosse vendido em Salvador, pois não mais servia para casa, pois sua idade avançada não lhe dava condições de atender as demandas da Casa Grande. Antônio de Pádua dirige-se a seu Patrão e levando a viver em sua casa.

acaba comprando o velho escravo,

Emanuel não conseguindo o intento da união com a Sinhazinha, passa toda a sua vida em profunda tristeza.


Um dia Antônio acorda de madrugada e ouve os gemidos de Quinzinho e ouve as seguintes palavras: Sinhôzinho Antoin, esse vèio não vai dar lhe mais trabaio, mas quero que vós-suncê fique sabendo que um dia voltaremos a nos encontrar... Com o desencarne de Quinzinho fecha-se mais um ciclo existencial no processo encarnatório de um grupo de jaguares. 1985 , arredores de Planaltina DF, vale do Amanhecer. Depois de tentar encontrar respostas em vários lugares um senhor de mais ou menos 25 a 26 anos de idade chega a doutrina. Vinha com o intuito de testar a incorporação de uma antiga amiga. Mas antes passa com Pai Jacó nos tronos vermelhos. Pai Jacó ao receber aquele Senhor dirige-se ao doutrinador e lhe diz: “Meu filho, hoje vou ganhar mais uma luz, por ter encontrado esse meu filho que agora está a minha frente” Duas semanas depois não só o Senhor mas também sua esposa estavam desenvolvendo . Ele médium de incorporação sente imensa dificuldade para conseguir desenvolver sua mediunidade. Naquela época havia o grupo seis que era composto por vários Doutrinadores que tinha muita ligação com Tia Neiva. Um desses instrutores chama o jovem Senhor que estava tendo dificuldades de incorporar e conversam muito tempo. Alguns dias depois já definido sua caminhada como Apará tem como Guia Pai Joaquim das Cachoeiras. No castelo do Apará Pai Joaquim das cachoeiras manda chamar o instrutor que havia conversado com aquele aparelho e lhe diz: Meu filhos hoje quero lhe revelar uma coisa e lhe fazer um agradecimento! _Salve Deus meu Pai, estou aqui a vosso dispor! Responde o instrutor: Meu filho quero lhe agradecer por duas situações distintas e diferentes em que você esteve presente a este Preto velho! Há muito tempo, desencarnei em seus braços e aqui neste local renasci por tuas mãos!


Quando o casal foi fazer sua elevação de espadas o mesmo Instrutor convidou os dois para serem seus padrinhos. Ele (Ajanã) padrinho e ela (Ninfa Sol) Madrinha. Depois de algum tempo aceitaram . O Instrutor marcou com os dois para que fossem diante de Tia Neiva para reafirmar aquele compromisso. E assim aconteceu! Tia Neiva disse ao instrutor: É meu filho agora não poderás dizer como Ditinho que não tem padrinho! E também: Meu filho! Seu Padrinho ainda vai contar a você a história dele! Meu filho. Você não sabe quem é esse Mestre! Só mesmo o Pai Seta poderá dizer! Um dia em um trabalho em que estavam os três reunidos, Padrinho, Madrinha e o Afilhado, Pai Joaquim das cachoeiras contou essa história acima... Observações: Existe uma falange imensa de Pai Joaquim das cachoeiras , cada Preto Velho assume uma roupagem de um de sua várias encarnações, mas como suas palavras certa vez perguntado quem ele seria, respondeu: Sou o Pai Joaquim das Cachoeiras, mais um pouco do Aparelho! Uma das grandes características de Pai Joaquim das cachoeiras e seu grande amor e sua capacidade de levar aqueles vão até ele uma paz imensa, onde suas palavras consegue desarmar corações endurecidos como um verdadeiro emissário do Cristo Jesus! Gilmar – Adj. Adelano

O Caboclo “Gritador”


Um Caboclo nos Tronos e na Linha de Passes, e a incorporação da Sessão Branca. A “Vovozinha” atendia com sua voz tranquila ao paciente que vinha pela primeira vez. Em determinado momento dá passagem para um sofredor. A doutrina é realizada com precisão e o irmãozinho encaminhado, mas... - AAAAAAAEEEEEEEEEEEIIIIIIIIIIOOOOOOOOUUUUUUUUUU O Caboclo incorpora com um grande grito e literalmente esmurra o peito do Apará com tamanha violência que o paciente quase cai dos Tronos e dá um grito junto! Vocês já imaginaram o trauma deste paciente? Será que ele vai acreditar que era uma Entidade de Luz que veio dar um passe? Salve Deus! Meus irmãos e minhas irmãs! Um Preto Velho e mais ainda, uma Preta Velha, é ternura! Vem com “jeitinho”, falar brejeiro, com carinho vai conscientizando o paciente dos problemas espirituais que enfrenta... Fala de Deus, está sempre saudando “Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo”. O paciente de primeira vez vai ficar chocado! Às vezes tudo que o Preto Velho conseguiu quebrar (preconceitos, medos, etc) vai por água abaixo. Não foi isso que aprendemos! O Apará tem controle da incorporação, pois é um médium consciente, isso é um ponto pacífico. Devemos esclarecer no Desenvolvimento que realmente a energia da incorporação do Caboclo é intensa. Que na maioria das vezes sente-se o ímpeto de gritar e liberar com toda força as três pancadas no peito, mas... aprendemos que nossa Doutrina prima pela elegância! Não tem gritaria de Caboclo, quem grita é o índio vivo na Sessão Branca! Lá o índio vem para falar, para gritar, para emitir seu magnético animal puro e levar a energia Iniciática que emitimos neste intercâmbio. É um índio vivo, sem a consciência de uma Entidade de Luz!


O Caboclo é uma roupagem de uma Entidade de Luz, e, portanto jamais viria para chocar um paciente, vem ajudar e não atrapalhar o trabalho de um Preto Velho. A intensidade da energia propõe, no subconsciente do Apará, a vontade de gritar para liberar esta forte projeção. Mas não é o Caboclo que grita, é o Apará! Todos nós sabemos que se você, Apará, “resolver” que não vai abrir a boca depois de incorporado, não sai nada! O Preto Velho não vai agarrar sua mandíbula e forçar que se mova. A mesma coisa é o Caboclo! O controle existe e é seu! Existe sim a vontade, provocada pela energia que deseja se expandir, mas a Entidade respeita o paciente, suas possíveis crenças, medos e preconceitos... Gritar não é um sinal de “força” da Entidade e tão pouco é um sinal de desequilíbrio (atenção Doutrinadores), é uma falha no desenvolvimento, que deveria ser alertada no tempo correto. Algumas vezes os “branquinhos” observam um médium mais antigo gritando e consideram isso como o “correto”, por isso devem ser alertados sempre sobre o quê é certo e o quê são “vícios de incorporação” (tema interessante para desenvolver em outro texto). Entendam que não é uma “chamada de atenção”, mas uma preocupação pelos nossos pacientes. Kazagrande

Pérolas de Preto Velho


Meu filho, lá nos planos espirituais, aonde você muitas vezes vai quando dorme, mas ao acordar não lembra, existe uma grande família espiritual a lhe esperar, velar e torcer por você. Quebre a barreira vibracional com sentimentos e pensamentos elevados, levando seu coração até eles. Mate a saudade espiritual que existe dentro do seu peito. Deixe a intuição fluir. Os mentores não são mestres intocáveis que vocês devem reverenciar, mas sim, são amigos de jornadas. Conheça-os, trabalhem juntos e se alegrem juntos. Eles estão te esperando.

Mediunidade é uma missão importante, mas não diviniza e nem inferioriza ninguém. Vocês sabem disso. Tem gente que pensa que ser grande médium é praticar fenômenos para “incrédulo ver”, fazer profecias e escravizar sentimentos. Outros pensam que é se vestir todo com uma fantasia e das vazão às suas próprias emoções, gritando e batendo, fazendo o sofredor sofrer ainda mais com suas energias. Não! Mediunidade é trabalhar com respeito! Com o mesmo respeito que um Preto Velho chega até você, sutilmente... É trabalhar em parceria com os amigos do lado de cá para o bem de todos, apenas isso. Vocês complicam muito as coisas. Na verdade tudo é muito simples. Pense na manifestação de uma Sereia, emanando e curando. Existe algo mais simples e de mais grandiosidade que a manifestação de uma Sereia?

Parem de julgar a manifestação mediúnica ou a experiência do outro. Você pode até não concordar, mas caso para ele faça sentido, deixe. Cada um tem sua evolução e vai aprender... Quando o discípulo está pronto, o mestre aparece! Isso lembra muito a postura daquele que não consegue fazer melhor e por isso mesmo vive a criticar e apontar o defeito dos outros. Meu filho, alguns fazem questão de incorporar Pai João de Enoque, mas em Cristo Jesus afirmo a você que a maioria das vezes que Pai João chega em um Trono, ele vem com outro nome para não melindrar os médiuns, porém


sua sabedoria e sua energia é a mesma. O quê realmente conta é o seu dia a dia, como pessoa comum, passando pelo crivo do grande mestre que é a vida. Não adianta nada trabalhar muito espiritual e viver mal com sua família, com seus colegas... Tem que aprender a viver lá fora do mesmo jeito que procura trabalhar no Templo, praticando a humildade, tolerância e amor.

Fazer caridade é muito bom. Se, além disso, der exemplo no seu dia a dia com seu comportamento, melhor ainda. Tem gente que acha que doando uma cesta básica de Natal ao desencarnar será “salvo”. Outros ainda se acham muito especiais e caridosos, verdadeiros missionários... Não caiam nessa bobagem. Saibam que, em verdade, ao auxiliar os outros vocês ajudam a si próprios. E quando fizer a caridade, também não apenas dê o peixe, ensine as pessoas a pescarem. “Caridade de consolação” ergue a pessoa, mas depois que ela já está de pé, está na hora de ensiná-la a andar, com a “caridade de esclarecimento”. Pensem nisso! Caridade, faça sempre que surgir a oportunidade de auxiliar o irmão. Esclarecimento leve a todos os lugares, fazendo a sua aura brilhar e contagiando as pessoas com alegria e vontade de viver.

Trabalho em grupo é coisa séria, deve haver amizade, alegria, mas não é reunião social. Os Mentores escutam os seus pensamentos e não estão nada interessados em suas preferências físicas, nem em suas “paqueras” dentro deste grupo, nem dão importância a isso. Tão pouco são cúmplices das fofocas, guerras de vaidade e ciúmes que existem dentro do mesmo. Um trabalho espiritual em grupo é uma benção e oportunidade única de evolução, tanto de encarnados como desencarnados. Aproveitem bem! Existe um montão de mestres esperando por vocês desse lado, mas muitas vezes eles não conseguem lhes amparar, afinal vocês não param de pensar no “vizinho”, ou como a vida é difícil e injusta com vocês…

Não sejam Jaguares pela metade. Durante o dia vocês ficam pensando em espiritualidade, mas ao dormir, que é a grande hora onde o espírito se liberta do corpo físico, vocês não pensam em nada, ficam com preguiça e logo suas mentes são invadidas por um monte de coisas, adormecendo na mais perfeita desordem. No mínimo orem ao deitar-se. Agradeçam o dia, coloquem - se à disposição do aprendizado, aproveitem as horas de sono. Elas são chaves de acesso ao crescimento espiritual. Meditem nisso.

Do lado de cá nós adoramos música. Ela rejuvenesce a alma, acorda o coração e desperta a intuição. Aproveitem as músicas de qualidade. Elas são ótimas e verdadeiro brilho e alimento para vossos espíritos. Também escutem a música que os espíritos superiores cantam secretamente dentro do coração de cada um. É a música


da Criação, ela está em todos, mas só pode ser escutada quando a mente silencia e o coração brilha.

Pensem também na natureza. Coloquem uma música suave. Direcionem-se mentalmente a um desses sítios sagrados, verdadeiros altares vivos do amor de Deus. Pensem na força curativa das matas, na força amorosa e pacificadora das cachoeiras, da limpeza energética que o mar traz ao espírito. Meditem neles. Isso traz sintonia, reciclagem energética e boa disposição. Façam isso por vocês e fiquem bem!

Dedique-se mais ao autoconhecimento. Ele é muito importante. E um dia, mesmo que isso demore milênios, você se conhecerá tanto, que realmente descobrirá sua natureza divina. Nesse dia, as cortinas da ilusão se abrirão e você verá o universo a sua frente. Não vai ver mais nem Céu e nem a Terra, vai enxergar que o Senhor tem o Seu Templo em teu íntimo...

MENSAGEM DE OTIMISMO PAI JOAQUIM DAS CACHOEIRAS E A PEDRINHA

Certa vez Pai Joaquim das Cachoeiras estava a atender um mestre em um Angical. O Mestre estava todo queixoso, maldizia de tudo, precisava tomar algumas decisões mas não tinha coragem de fazê-lo. Pai Joaquim, com aquela paciência toda especial, se dirige a ele da seguinte maneira: "Meu filho, acredite em você. Coloque Jesus em teu coração. Pode tomar suas decisões. Acredite em sua intuição e em seu coração". "Meu Pai, eu não consigo. Por mais que eu tente, não consigo", respondeu o Mestre. Pai Joaquim pára um pouco e depois se dirige ao Mestre e lhe diz: "Meu filho, vou lhe contar uma historinha: Havia um grande mestre tibetano que tinha muitos discipulos, os quais devotava todos os seus ensinamentos, os preparava para a vida e dava todo o conhecimento para isto. Certo dia, após o sol se por no horizonte, manda chamar um de seus discípulos e lhe diz:" - Meu filho, sinto que você está pronto para sua missão! - E qual é esta missão Mestre ?, pergunta o discipulo. - Terás que atravessar uma grande floresta. Depois que fizer isto, irá encontrar o que é seu...


- O que levo meu Mestre? Pergunta o discipulo. - Todos os ensinamentos que lhe passei. Isto é suficiente, responde o Mestre - Mas isto ainda é pouco, meu Mestre. Dá me algo mais. Um amuleto! - O Mestre abaixa e apanha uma pedrinha polida que estava ali no chão, entrega ao Discipulo e diz: "Esta pedrinha é mágica, meu filho. Quando a dificuldade chegar e você não tiver mais saida, use-a e ela te salvará". E assim fez o discipulo. Foi adentrando na floresta, os dias foram passando, a água e o pão foram sendo consumidos e as dificuldades chegaram. O discípulo, apavorado, não mais sabendo o que fazer, lembrou-se da pedrinha. Pegou-a junto ao peito e conseguiu atravessar a floresta. Quando o discipulo saiu, lá estava o Mestre a esperá-lo. E perguntou: E então, meu filho, como foi? - Meu mestre, se não fosse a pedrinha que o Senhor me deu, eu não teria conseguido, respondeu o discipulo. - Meu filho, dá-me esta pedrinha que lhe dei. O discípulo entrega a pedrinha ao Monge e ele a atira bem longe. O discípulo logo diz para o Mestre: "Mas esta pedrinha é mágica. Ela me salvou. O senhor não poderia têla jogado fora." O mestre se agacha, apanha um punhado de pedras e, se dirigindo ao discípulo, diz: Meu filho, se você quiser aqui tem mais. A força, meu filho, está dentro de você. Não foi a pedrinha, foi você meu filho. A força de teu coração e de tua alma. Pai Joaquim se dirige ao mestre que ali estava passando e lhe pergunta: "Você, meu filho, está precisando também de uma pedrinha? FONTE: COORDENAÇÃO GERAL DOS TEMPLOS DO AMANHECER

Bom dia a todos irmãos e irmãs de fé Vó Quitéria nos dá uma linda lição de sua vida, para nos ensinar o caminho certo. "Bão dia fios, a vó vai cuntá uma história pruceis, qui vó iscutava quandu era bem piquena. As vó cuntava essas história pra nóis aprende as lição.


Antigamenti na senzala tinha uma preta véia qui chamava Francisca, intão us fio chamava ela de Vó Chica. Vó Chica tinha uma pureza i um amô tão grandi que tudo u qui ela tocava parecia abençuadu, us animar só obidicia ela, as criança piquena só acarmava nu colo dela, se pidisse pra ela pra chuve, chuvia, si pidia pra ela sor, saia sor. Ela era muito boa, sufria in silêncio, ninguém sabia u quanto ela apanhava, era distradada i humiada, ela nunca cuntava. Aconticeu di Vó Chica fica duente, di uma duença incuravi, a vó já tava disacreditada pur tudo mundo, principarmente pruque dizia qui nunca ia tenta faze nada pur si mema, pruque num merecia graça ninhuma, mai sempri surria prus fio memo sufreno tortura da duença e da fraqueza du corpo. Um dia duranti a noite a vó tava deliranu im febri, us fio du lado já num teno mais u qui faze chorava muito, di repentia senzala intera fico iluminada duma luiz perolada i apariceu Nossa Sinhora du lado da vó. Ela oio pra vó i falo isso qui nega nunca mais isqueceu: _ Filha amada, você abraçou a morte colocando sobre suas costas os males de cada irmão, como meu Filho fez. Meu coração que chorou por ele, agora chora por você. Você que prefere morrer a usar para si a benção que sempre deu em favor dos outros irmãos merece receber do Altíssimo a ajuda que precisa. Fios, Nossa Sinhora injueiô, pois as mão qui tava cum rosário nas testa da vó, feiz rezo um padri nosso. Dispois levantô i derramo seti lágrima nu chão. Dispois sumiu. Nega paro di gemê, a fébri passo, i ondi a santinha choro nasceu sete Erva di Santa Maria, Vó Chica tava curada. As vó cuntava qui as erva era dum perfume sem iguar, i viveru tudo inquanto a Vó Chica viveu, dispois que ela murreu as erva tudo murrero tumem. Assim nóis aprendia sempri a mantê a pureza i us passo nu caminho certo du Pai, pra sempre merece a ajuda deli. Assim tumem a Vó insina pruceis" Vó Quitéria

Bom dia irmãos e irmãs de fé, o Pai João traz uma mensagem explicando os motivos dos pedidos de oração destes dias e explica também a importância da Petição que que estamos postando estes dias. "Bão dia fios, vamo iscrivinha umas coisa qui negu tava isperanu passa u dia di onti pra ispricá. Negu véio pidiu as oração essis dia, onti negu pidiu as vela, hoje negu vai isprica u pruque. Pra tudo uceis qui atenderu us pididu du negu, begu desdi já agradeci. Tudas oração, tuda fé canalizada pur uceis foi inviada pur uma currente di guias di luiz, pra um trabaio qui nóis feiz num reduto di isprito trevoso qui tinha pelus morro lá ondi us irmão tava sufreno. Sunceis puderu vê qui onti num apariceu quase uma arma pra manda um recadinho pru ceis, foi pur isso. Nóis organizamu um grupo pra faze um trabaio du auxiliu pra essis irmão dessi reduto, passamo a noiti i a


madrugada pur lá ajudano nu máximu qui nóis pudemu. Nóis canalizamo tudas oração du ceis justamenti pra formá uma currenti di força maió, pra anulá a currenti negra qui eles tava formanu. Num foi trabaio fáci, num foi bunito di vê. Teve muitos fios do Pai di amô qui puderu se ajudadu di arguma forma, teve otros qui num tevi jeitu. U redutu perdeu muita força, mais num foi totarmente disfeitu, até pruque essi reduto tem muito tempu di formação, i nóis vem trabaiano nele a uns bãos tempu tumem, mais demora. Negu sabi qui num foi tudos fio qui ajudô dessa veiz, mais num tem pubrema não fois, vai te otras veiz qui us fio vai pude ajudá, negu cunfia sempri im tudo ceis. Negu só num vai isprica im detalhi comu foi pruque vai leva muito tempu, mais dispois negu isprica prus fio aqui i elis resumi pru ceis. Essis negócio di petição qui sunceis ta fazenu, é uma otra forma di ajuda, pruque tem qui cerca di tudos lado, pra pude disarma essas teia i assim ajuda us fio dus dois ladu, us qui ta sufreno essi disamor tremendu, e us fio qui necessita di ajuda pras deficiência qui traiz nu ispritu. Negu prumeteu qui ia ispricá, negu cumpriu. Nóis ta ajudano dessi ladu, sunceis ajuda desse ladu aí. Ceis fica cum Deus qui abençoe sunceis fios." Pai João das Almas

Sua sabedoria , seus ensinamentos vão de canto a canto aliviando os sofrimentos !!! Adorei as Almas

13 maio Liberdade , liberdade Abre as asas sobre nós E que a voz da igualdade Seja sempre a nossa voz Salve nossos amados e humildes Pretos Velhos ! Salve nossas curandeiras e rezadeiras Pretas Velhas ! Eu adorei as Almas Eu adorei as Almas no dia de hoje As Almas "dá" para quem sabe aproveitar ! Eu andava perambulando Sem ter nada para comer Fui pedi às Santas Almas Para "vir" me socorrer


"Foi" as Almas que me "ajudou" Meu Divino Espírito Santo Viva Deus Nosso Senhor.

Preto Velho tá cansado De tanto "trabaiá" Preto Velho tá cansado De tanto "curimbá" Ô risca ponto , risca pemba Que é longa a caminhada Quem tem fé , tem tudo Quem não tem fé , não tem nada

Preto velho, salve nossos vovôs queridos. Aqueles velhos conselheiros , de risadas tão entusiasmante, voz carinhosa e puxão de orelha, aqueles pretinhos sentados num banquinho fumando seu cachimbo ,salvando seus filhos da mandinga com água e folha de arruda são os mais respeitados e sábios povo da umbanda. Adorei as Almas "Foi, foi Oxalá, que mandou eu pedir Que mandou implorar Que as Santas Almas viessem me ajudar Que eu fosse na calunga de joelho a implorar."


" Bahia, ô África...Vem cá nos ajudar...Força baiana, força africana, vem cá nos ajudar!" Preto Velho que está em nossos pensamentos e ocupa um lugar de destaque em nossos corações. Abençoado seja o teu nome no céu, assim como de redenção foi o teu sofrimento na terra. Benditas sejam as tuas agonias físicas, assim como para sempre sejam louvadas as tuas angústias morais. Intercede por nós junto ao Pai Misericordioso. Tu que já galgastes as escadas luminosas da espiritualidade e comunica-nos essa força inquebrantável que te elevou o espírito aos parâmetros celestiais, onde te encontras. Ensina-nos a ter, com tua experiência milenar, a calma, a resignação, a compreensão que muito necessitamos e que estejamos sempre contigo, assim como Jesus te tem na Santa Glória. A ti, bondoso Preto Velho, oferecemos esta prece, reafirmando a nossa fé, a nossa esperança na tua força espiritual sempre a serviço do bem. Protege-nos, querido Preto Velho, que tanto sofreste de tua passagem pela terra. Dános a coragem que às vezes nos falta, para que nós possamos prosseguir a nossa jornada e algum dia tenhamos merecimento para receber as Graças Divinas. Adorei as Almas


Assim seja!

Preto Velho, Carreteiro de Oxalá, Bastão bendito de Zâmbi, Mensageiro de Obatalá. Meu pensamento eleva-se ao Teu espírito e peço Agô. Que Tuas guias sejam o farol que norteie minha vida, que Vossa pemba trace o caminho certo para todos os meus atos, que Vossas palavras, tão cheias de compreensão e bondade, iluminem minha mente e meu coração, que Teu cajado me ampare em meus tropeços. Ontem Te curvastes aos senhores... Hoje, ajoelho-me aos Teus pés pedindo que intercedas junto a Oxalá por mim e por todos que neste momento clamam por Vós. Maleme e paz sobre meu lar e que a luz divina de Obatalá se estenda pelo mundo,e que o grito de todos os orixás sejam o sinal de vitória sobre todas as demandas de minha vida. Maleme as almas. Maleme para todos os meus inimigos, para que saiam do negrume da vingança, e encontrem fonte fecunda e clara do amor e caridade.

Nomes de Alguns Pretos -Velhos : - Pai Cambinda (ou Cambina), - Pai Roberto, Pai Cipriano - Pai João ,Pai Congo - Pai José D'Angola - Pai Benguela - Pai João - Pai Jerônimo - Pai Francisco - Pai Guiné - Pai Joaquim - Pai Antônio - Pai Serafim


- Pai Firmino D'Angola - Pai Serapião - Pai Fabrício das Almas - Pai Benedito - Pai Julião - Pai Jobim - Pai Jobá - Pai Jacó - Pai Caetano - Pai Tomaz - Pai Tomé - Pai Malaquias - Pai Dindó - Tia Maria de Minas - Tia Rosa - Vovó Maria Conga - Vovó Manuela - Vovó Chica - Vovó Cambinda (ou Cambina) - Vovó Ana - Vovó Maria Redonda - Vovó Catarina - Vovó Luiza - Vovó Rita - Vovó Gabriela - Vovó Quitéria - Vovó Mariana - Vovó Maria da Serra - Vovó Maria de Minas - Vovó Maria do Guiné - Vovó Rosa da Bahia - Vovó Maria do Rosário - Vovó Benedita. Obs: Normalmente os Pretos-Velhos tratados por Vovô ou Vovó são mais “velhos” do que aqueles tratados por Pai, Mãe, Tio ou Tia)."

╰★╮Amɑdos e Sábios Pretos Velhos. Ontem te curvɑstes ɑos senhores... Hoje ɑjoelhɑmo-nos ɑos teus pés pedindo que intercedɑs à Oxɑlá por nós e por todos que clɑmɑm por vós. Rogɑmos pelɑ pɑz em nossos lɑres e que ɑ chɑmɑ divinɑ do ɑmor e dɑ bondɑde ofertɑdɑ por vossɑs vibrɑções continuem ɑ brilhɑr em nossɑs vidɑs.


Conduzindo nossos corɑções e mentes nɑ trilhɑ dɑ cɑridɑde rumo à Seɑrɑ dɑ Evolução.

AS SETE LÁGRIMAS DE UM PRETO VELHO "Num cantinho de um terreiro, sentado num banquinho, pitando o seu cachimbo, um triste Preto Velho chorava. De seus olhos molhados, lágrimas lhe desciam pela face e não sei por que as contei. Foram sete. Na incontida vontade de saber, aproximei-me e o interroguei. - Fala meu Preto Velho, diz a este teu filho, por que externa assim, esta tão visível dor? - Está vendo, filho, estas pessoas que entram e saem do terreiro? As lágrimas que você contou, estão distribuídas a cada uma delas. - A primeira lágrima foi dada aos indiferentes, que aqui vem em busca de distração. Que saem ironizando e criticando, por aquilo que suas mentes ofuscadas não puderam compreender. - A segunda, a esses eternos duvidosos que acreditam, desacreditando. Sempre na expectativa de um milagre, que os façam alcançar aquilo que seus próprios merecimentos lhes negam. - A terceira, aos maus. A aqueles que procuram a Umbanda em busca de vinganças, desejando prejudicar a um seu semelhante. - A quarta, aos frios, aos calculistas. Aos que, ao saberem da existência de uma força espiritual, procuram beneficiar-se dela, a qualquer preço, mas não conhecem a palavra gratidão e nem a Caridade. - A quinta lágrima, vê como chega suave? Ela tem


o riso, do elogio e da flor dos lábios. Mas se olhares bem, no seu semblante, verá escrito: 'Creio na Umbanda. Creio nos teus Caboclos, nos teus Velhos, e no teu Zambi, mas somente se vencerem no meu caso ou me curarem disso ou daquilo'. - A sexta, eu dei aos fúteis que vão de Terreiro em Terreiro, sem acreditar em nada, buscando aconchegos e conchavos. Mas em seus olhos revelam um interesse diferente. - A sétima, filho, notas como foi grande? Notou como deslizou pesada? Foi a última lágrima. Aquela que vive nos Olhos de todos os Orixás e de todas as entidades. Fiz doação desta aos Médiuns. Aos que só aparecem no Terreiro em dia de festa. Aos que se esquece de suas obrigações. Aos que esquecem que existem tantos irmãos precisando de caridade, tantas 'crianças' precisando de amparo. Da mesma caridade e do mesmo apoio que eles próprios, um dia aqui vieram buscar. Assim, filho meu, foi para esses todos que vistes cair, uma a uma, AS SETE LÁGRIMAS DE UM PRETO VELHO.

Você que fala mal da Umbanda não sabe o que Umbanda é. Eu venho no Terreiro como Espirito com pés descalços e peço humildade a quem tem fé. Pairo sobre as vontades e o mal jogo fora de quem o tem. Respeito seu moço e sua moça o meu local sagrado que piso. Não peço pra pagar televisão pra eu falar a verdade que ensino. Quem quiser escutar o que falo não precisa me trazer trocado. Apenas fazer o bem a quem precisa e este é meu recado.

Num adianta fios dizer que o Axé num é Luz. Sendo que o que não é luz ilumina aquilo que é escuro. O Axé vai crescer. Não adianta fazer leis contra o Espiritual. Quem dita regras é Zambi Deus. Pai Cambinda

Porque os pretos velhos recebem a designação de Pai, Tio, Vovô ou Vovó?


Os escravos antigos recebiam essa classificação de acordo com a sua idade, os mais velhos eram chamados de Vô ou Vó, os de idade mais adulta de Tio ou Tia, os da mesma idade se tratavam pelo nome que receberam, Pai ou Mãe era dado apenas pelos escravos que, pelas decisões dos Orixás faziam suas iniciações em segredo durante a noite. Esses nomes foram sendo conhecidos a partir das primeiras manifestações dos pretos velhos, tendo segundo conta a história, a primeira manifestação de Pai Antônio no médium Zélio de Moraes.

Podem dizer a Justiça muitas vezes cega da Terra ditada por poderosos e ricaços pastoreiros de ovelhas do Senhor que nossa Fé não é Religião. Mas no Espiritual num existe separação de religião e sim quem pratica CARIDADE ou VENDE Caridade. Doa Amor ou Vende Amor. Que prega JESUS como Salvador mas pra manter ovelha dentro do teu celeiro precisa de dinheiro. Sendo que Jesus pregava até no mato e não em castelos de egos. Não pode barrar o que cremos. Podem frear cavalos mas não amarrar mentes em Deus ÚNICO pra todas religiões. Ignorância se vence com amor. Sempre o Pai Maior revelará alguém pra barrar maldade. O que um crê e outro não não é problema e sim o respeito pois o MUNDO é grande e sua volta a Maior Pai pertence. Ninguém consegue revelar os ocultos de Deus único em amor e não disfarçado de poder terreno e moeda. A justiça Dele que vale acima de qualquer feita. Por Pai João da Caridade. 17/05/2014


PENSE NISSO! MAS NÃO DEMORE! Aqueles que dizem que as crenças espíritas ameaçam invadir o mundo proclamam lhe, com isso, a força, porque uma ideia sem fundamento e despida de lógica não poderia se tornar universal. O Espiritismo não tem mistérios nem teorias secretas; tudo nele é revelado com clareza, para que cada um possa julgá-lo com conhecimento de causa; mas, cada coisa deve vir a seu tempo para vir com segurança. Uma solução dada superficialmente, antes da elucidação completa da interrogação, seria uma causa de retardamento, ao invés de realizar o progresso. Divino Senhor! Não deixes que eu ocupe o tempo precioso vendo os defeitos alheios. Não permita que minha boca sirva de escândalos pata alimentar a vingança, o orgulho e a vaidade. Livra-me do ambiente de discórdia e de maledicência! Nenhuma obra humana pode ser grande e duradoura se não se inspirar, na teoria e na prática, em seus princípios e em suas explicações, nas leis eternas do Universo. Tudo o que é concebido e edificado fora das leis superiores se funda na areia e desmorona. Leon Denis. Vivemos num tempo de agitação. Tempo de conflitos, de aflições, "de guerras e de rumores de guerras". E eis que todo mundo deseja encontrar a paz, a tão sonhada paz.

Veridiana contato@grupoboiadeirorei.com.br


Pretos velhos Fernando de Ogum