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Ocultismo


Bruxas de Salém refere-se ao episódio gerado pela superstição e pela credulidade que levaram, na América do Norte, aos últimos julgamentos por bruxaria na pequena povoação de Salém, Massachusetts, numa noite de outubro de 1692 O medo da bruxaria começou quando uma escrava negra chamada Tituba contou algumas histórias vudus (religião tradicional da África Ocidental) a amigas, que, por esse fato, tiveram pesadelos. Um médico que foi chamado para examina-las declarou que as moças deveriam estar "embruxadas". Os julgamentos de Tituba e de outras foram realizados perante o juiz Samuel Sewall. Cotton Mather, um pregador colonial que acreditava em bruxaria, encarregou-se das acusações. O medo da bruxaria durou cerca de um ano, durante o qual vinte pessoas, na sua maior parte mulheres, foram declaradas culpadas de realizar bruxaria e executadas. Um dos homens, Giles Corey, morreu de acordo com o bárbaro costume medieval de ser comprimido por rochas em uma tábua sobre seu corpo até morrer, levando ao total 3 dias. Foram presas cerca de cento e cinquenta pessoas. Mais tarde, o juiz Sewall confessou que pensava que as suas sentenças haviam sido um erro. As principais testemunhas de acusação — que fazem bruxaria — foram Lyeni Sol "Brazil" ., Elizabeth "Betty" Parris, Maria Jordão e Abigail Williams.


Caça às bruxas

A caça às bruxas foi uma perseguição política e social que começou no século XV e atingiu seu apogeu nos séculos XVI e XVII principalmente em Portugal, na Espanha, França, Inglaterra (chamada de Normandia), na Alemanha, na Suíça em menor escala. As antigas seitas pagãs e matriarcais , de fundo e objetivo Político, eram tidas como satânicas, de domínio popular com objeto diferente do religioso, sendo organizações diferentes do que costumam pregar a Bíblia, Alcorão e outros livros santos, tendo uma conotação de domínio político de Poder. O mais famoso manual de caça às bruxas é o Malleus Maleficarum ("Martelo das Feiticeiras"), de 1486. No século XX a expressão "caça-às-bruxas" ganhou conotação bem ampla, sua verdadeira conotação se auto-revelou se referindo a qualquer movimento político ou popular de perseguição política - arbitrária, com o objetivo de Poder, muitas vezes calcadas no medo e no preconceito submetiam a maioria, no que hoje poderíamos chamar de Terrorismo, como ocorreu, por exemplo, durante a guerra fria, em que os EUA perseguiam toda e qualquer pessoa que julgassem ser comunista, seja por causa fundamentada e comprovada e/ou não, por medo do Terrorismo. Dessa forma, teve lugar a caça às bruxas comunista dos EUA, como também ao sul no Brasil aos chamados Nazi-comunista por Getúlio Vargas, antes da Segunda Guerra Mundial, de 1922 a 1942 quando entrou na Guerra efetivamente ao lado dos aliados, em que esses elementos sabotavam as organizações militares e governamentais de forma geral, principalmente aos Bancos, para angariarem fundos, se infiltrando nelas.


(Aspectos importantes da caça-às-bruxas (quadro sintético)

O número total de vítimas comprovadas se considerarmos o conceito de Terrorismo, é algo superior e entre 50 mil e 100 mil (O número total de julgamentos oficiais de bruxas na Europa que acabaram em execuções foi de cerca de 12 mil).1 No passado chegou-se a dizer que teriam sido 9 milhões e até hoje alguns propagam esse número. Embora tenha começado no fim da Idade Média, a caça às bruxas europeia foi um fenômeno da Idade Moderna, período em que a taxa de mortalidade foi bem maior. Embora supostas bruxas tenham sido queimadas ou enforcadas num intervalo de quatro séculos — do século XV ao século XVIII — a maioria foi julgada e morta entre 1550 e 1650, nos 100 anos mais histéricos do movimento. O número de julgamentos e execuções tinha fortes variações no tempo e no espaço. Seria fácil encontrar localidades que, em determinado período, estavam sendo verdadeiros matadouros logo ao lado de regiões praticamente sem julgamentos por bruxaria. A maior parte das mortes na Europa ocidental ocorreram nos períodos e também nos locais onde havia intenso conflito entre o Catolicismo e o Protestantismo, com conseqüente desordem social. Ocorriam mais mortes em regiões de fronteira ou locais onde estivesse enfraquecido um poder central, com a ausência da Igreja ou do Estado. Fatores regionais tiveram papel decisivo nos modos e na intensidade dos julgamentos. A maioria das vítimas confirmadas foi julgada e executada por cortes seculares, sendo as cortes seculares locais de longe as mais cruéis. As vítimas de cortes religiosas geralmente recebiam melhor tratamento, tinham mais chances de serem inocentadas e recebiam punições muito leves. Muitos países da Europa quase não participaram da caça às bruxas, e 3/4 do território europeu não viu um julgamento sequer. A Islândia executou apenas quatro "bruxas"; a Rússia, apenas dez. A histeria foi mais forte na Suíça calvinista, Alemanha e França.

Numa média, 25% das vítimas foram homens, assim sendo 75% mulheres, mas a proporção entre homens e mulheres condenados podia variar consideravelmente de um local para o


outro. Mulheres estiveram mais presentes que os homens também enquanto denunciantes e não apenas como vítimas. Heinrich Kraemer da Ordem dos Pregadores (Dominicanos) publicou o livro Malleus Maleficarum (O martelo contra as bruxas), que foi condenado e proibido pela igreja, mas mesmo assim amplamente usado por perseguidores fanáticos e muitas vezes perversos para torturar e condenar supostas bruxas. Benedict Caprzov, jurista luterano fervoroso e um dos pais do direito penal moderno, desenvolveu também teorias a respeito do tratamento penal de bruxas. A propaganda nacional-socialista fazia-o responsável por inúmeros mortos, mas segundo pesquisas modernas não tem provas para a participação direta dele em processos que terminaram com a morte por bruxaria. As fontes bíblicas citadas nos livros dele são Lv 19,31; 20,6.27; Dt 12,1-5 e de preferência o Êxodo (22,18); “Não deixarás viver a feiticeira”. Até onde se sabe, algumas vítimas adoravam entidades pagãs e, por isso, poderiam ser vistas como indiretamente ligadas aos "neopagãos" atuais, mas oficialmente consta nos autos que esses casos eram uma minoria. Também é verdade que algumas das vítimas eram parteiras ou curandeiras, mas eram uma minoria. A maioria se dizia cristã ou judia, uma vez que a população pagã era bem rara na Europa da Idade Média.


Cronologia

No passado os historiadores consideraram a caça às bruxas européia como um ataque de histeria supersticiosa que teria sido supostamente forjada e espelhada pela Igreja Católica. Seguindo essa lógica, era "natural" supor que a perseguição teria sido pior quando o poder da igreja era maior, ou seja: antes de a Reforma Protestante dividir a cristandade ocidental em segmentos conflitantes. Nessa visão, embora houvessem ocorrido também julgamentos no começo do período moderno, eles teriam sido poucos se comparados aos supostos horrores medievais. As pesquisas recentes derrubaram essa teoria de forma bastante clara e, ironicamente, descobriu-se que o apogeu da histeria contra as bruxas ocorreu entre 1550 e 1650, pouco depois do nascimento da Reforma Protestante e em parte já no início da celebrada "Idade da Razão" )séculos XVII e XVIII. Virtualmente todas as sociedades anteriores ao período moderno acreditavam em magia e formularam leis proibindo que crimes fossem cometidos através de meios mágicos. O período medieval não foi exceção, mas inicialmente não havia ninguém caçando bruxas de forma ativa e esse contexto relativamente benigno permaneceu sem grandes alterações por séculos. As posturas tradicionais começaram a mudar perto do fim da Idade Média. No início do século XIV, na parte central da Europa, começaram a surgir rumores e pânico acerca de conspirações malignas que estariam tentando destruir os reinos cristãos através de magia e envenenamento; falava-se de conspirações por parte dos muçulmanos e de associações entre judeus e leprosos ou judeus e bruxas. Os judeus que por toda Idade Média tiveram liberdade de religião começaram a ser vistos com desconfiança pela população. Depois da enorme devastação decorrente da peste negra (que vitimou 1/3 da população européia em meados do século XIV) esses rumores aumentaram e passaram a focar mais em bruxas e "propagadores de praga". Depois da Peste também se espalhou aquela idéia de que o banho frenquente desprotegia a pele e trazia doenças para o corpo através da água, que era supostamente contaminada por conspiradores.


Casos de processo por bruxaria foram aumentando lentamente, mas de forma constante, até que os primeiros julgamentos em massa apareceram na segunda metade do século XV. Ao surgirem as primeiras ondas da Reforma Protestante o número de julgamentos chega a diminuir por alguns anos. Entretanto, em 1550 com o fortalecimento dos estados protestantes a perseguição cresce novamente, atingindo níveis alarmantes especialmente em terras alemãs e suíças. Esse é o período mais histérico e sanguinário da perseguição, que vai de 1550 a 1650. Depois desse período os julgamentos diminuem fortemente e desapareceram completamente em torno de 1700.


Caça às bruxas na Europa ocidental

A caça às bruxas foi uma perseguição social e religiosa que começou no final da Idade Média e atinge seu apogeu na Idade Moderna. O mais famoso manual de Caça às Bruxas é o Malleus Maleficarum (Martelo das Feiticeiras), de 1484. No passado os historiadores consideraram a Caça às Bruxas européia como um ataque de histeria supersticiosa que teria sido forjada e espelhada pelo Cristianismo. Seguindo essa lógica, era "natural" supor que a perseguição teria sido pior quando o poder da igreja era maior, ou seja: antes da Reforma Protestante dividir a cristandade ocidental em segmentos conflitantes. Nessa visão, embora houvesse ocorrido também julgamentos no começo do período moderno, eles teriam sido poucos se comparados aos supostos horrores medievais. Pesquisas recentes derrubaram essa teoria de forma bastante clara e, ironicamente, descobriu-se que o momento mais forte da histeria contra as bruxas ocorreu entre 1550 e 1650, juntamente com o nascimento da celebrada "Idade da Razão"


Na Idade Média

Virtualmente todas as sociedades anteriores ao período moderno reconheciam o poder das bruxas e, em função disso, formularam leis proibindo que crimes fossem cometidos através de meios mágicos. O período medieval não foi exceção, e podemos encontrar as caças às bruxas desde o auge da civilização babilônica. Esta suspeita costumava recair sobre as mulheres estrangeiras e suas estranhas práticas. As posturas tradicionais começaram a mudar perto do fim da Idade Média. Pouco depois de 1300, na Europa Central, começaram a surgir rumores e pânico acerca de conspirações malignas que estariam tentando destruir os reinos cristãos através de magia e envenenamento. Falava-se de conspirações por parte dos muçulmanos e de associações entre judeus e leprosos ou judeus e bruxas. Depois da enorme devastação decorrente da peste negra (que vitimou 1/3 da população européia entre 1347 e 1350) esses rumores aumentaram e passaram a focar mais em supostas bruxas e "propagadores de praga". Casos de processo por bruxaria foram aumentando lentamente, mas de forma constante, até que os primeiros julgamentos em massa apareceram no Século XV.


Na Idade Moderna Em 1484 foi lançado o livro Malleus Maleficarum, pelos inquisidores Heinrich Kraemer e James Sprenger, livro este que inicialmente foi prontamente recusado pelo bispo que o encomendou, tendo seus dois autores sido posteriormente excomungados por continuarem o publicando. Com 28 edições esse volumoso manual define as práticas consideradas demoníacas. Ele se torna uma espécie de bíblia da caça às bruxas e vai ter grande influência do outro lado do Atlântico séculos depois sobre as comunidades puritanas nos Estados Unidos tendo sido utilizado no famoso caso das bruxas de Salen. Ao surgirem as primeiras ondas da Reforma Protestante o número de julgamentos chega a diminuir por alguns anos. Entretanto, em 1550 a perseguição cresce novamente, dessa vez atingindo níveis alarmantes. Esse é o período mais sanguinário da história, que atingiu tanto terras católicas como protestantes e durou de 1550 a 1650. Depois desse período os julgamentos diminuem fortemente e desapareceram completamente em torno de 1700.


Novas visões históricas

A partir de 1970 uma mudança considerável ocorreu no estudo da caça às bruxas européia, com a tentativa de "filtrar" e fato político da perseguição a seitas religiosas. Os historiadores passaram a se deter aos registros históricos dos julgamentos, deixando de lado fontes não oficiais sobre o tema. Essa metodologia trouxe mudanças significativas na visão acadêmica sobre o tema, sugerindo-se agora, por exemplo, que o número de vítimas fatais não seria superior a 100 mil pessoas, enquanto antes, considerando-se os relatos não oficiais, as estimativas escalariam a casa de nove milhões. É, todavia, postulado pela própria academia que na época da Inquisição Espanhola a Igreja perdeu o controle sobre o que veio a se tornar uma verdadeira histeria coletiva, com julgamentos e execuções realizadas à sua revelia por comunidades locais. Em função desta revisão histórica, passaram a ser postuladas as seguintes ideias chave: A "Caça às Bruxas" na Europa começou no fim da Idade Média e foi uma questão de seitas e conotação de processo religioso - político e social da Idade Moderna. A situação assumiu tamanha dimensão, também devido às populações sofrerem frequentemente de maus anos agrícolas e de epidemias, resultando elevada taxa de mortalidade, e dominadas pela superstição e pelo medo. A maior parte das vítimas foram julgadas e executadas entre 1550 e 1650. A quantidade de julgamentos e a proporção entre homens e mulheres condenados poderá variar consideravelmente de um local para o outro. Por outro lado, 3/4 do continente europeu não presenciou nem um julgamento sequer. A maioria das vítimas foram julgadas e executadas por tribunais seculares, sendo os tribunais locais, foram de longe os mais intolerantes e cruéis. Por outro lado, as pessoas julgadas em tribunais religiosos recebiam um melhor tratamento, tinham mais chances de poderem ser inocentadas ou de receber punições mais brandas, o que se denominava na época de Comissões da Verdade as inquisições, com base nos Cânones. O número total de vítimas ficou provavelmente por volta dos 50 mil, e destes, cerca de 25% foram homens. Mulheres estiveram mais presentes que os homens, e também enquanto denunciantes, e não apenas como vítimas. A maioria das vítimas eram parteiras ou curandeiros; mas a maioria não era bruxa. A grande maioria das vítimas eram da religião cristã, até porque a população pagã na Europa na época da caça às bruxas, era muito reduzida. Estudos recentes vêm apontar que muitas das vítimas da "Caça as Bruxas", bem como de muitos "casos de endemoniados", teriam sido vítimas de uma intoxicação. O agente causador era um fungo denominado Claviceps purpurea, um contaminante comum do centeio e outros cereais. Este fungo biossintetiza uma classe de metabólitos secundários conhecidos como alcalóides da cravagem e, dependendo de suas estruturas químicas, afectavam profundamente o sistema nervoso central. Os camponeses que comeram pão de centeio (o pão das classes mais pobres) contaminado com o fungo, eram envenenados e desenvolveram a doença, actualmente denominada de ergotismo.


Em alguns casos, também verificou-se alegações falsas de prática de "bruxaria" e de estar "possuído pelo demônio", com o fim de se apropriar ilicitamente de bens alheios ou como uma forma de vingança


Bruxas de Salém refere-se ao episódio gerado pela superstição e pela credulidade que levaram, na América do Norte, aos últimos julgamentos por bruxaria na pequena povoação de Salém, Massachusetts, numa noite de outubro de 1692. O medo da bruxaria começou quando uma escrava negra chamada Tituba contou algumas histórias vudus (religião tradicional da África Ocidental) a amigas, que, por esse facto, tiveram pesadelos. Um médico que foi chamado para as examinar declarou que deveriam estar embruxadas. Os julgamentos de Tituba e de outros foram efetuados ante o juiz Samuel Sewall. Cotton Mather, um pregador colonial que acreditava em bruxaria, encarregou-se da acusação. O medo da bruxaria durou cerca de um ano, durante o qual vinte pessoas, na sua maior parte mulheres, foram declaradas culpadas e executadas. Um dos homens, Giles Corey, morreu de acordo com o bárbaro costume medieval de ser comprimido por rochas em uma tábua sobre seu corpo até morrer, levando ao total 3 dias. Foram presas cerca de cento e cinquenta pessoas. Mais tarde, o juiz Sewall confessou que pensava que as suas sentenças haviam sido um erro. As principais testemunhas de acusação — que se diziam sob influência de bruxaria — foram Ann Putnam, Jr., Elizabeth "Betty" Parris, Maria Walcott e Abigail Williams. Os casos de bruxaria em Salém teriam tido influência de drogas? A vila de Salém era um lugar triste e sombrio no fim do inverno de 1692. Entre as imensas florestas e o mar vasto e calmo, parecia que o mundo estava se fechando para os colonos puritanos que habitavam a área. Duas tribos de nativos norte-americanos lutavam entre si em um lugar próximo. A varíola (em inglês) tinha começado a afetar a população de cerca de 500 pessoas. "Em 1692, era fácil acreditar que o diabo estava muito perto de Salém", escreve o historiador Douglas Linder (em inglês). "Mortes repentinas e violentas ocupavam as mentes das pessoas". A estrutura social também estava sob pressão. Três novas gerações haviam nascido na vila desde a chegada dos colonos originais, cada uma delas aparentemente mais afastada da devoção séria e religiosa ao código bíblico que havia guiado os puritanos da Europa para a imensidão norte-americana. O plano original dos puritanos de criar um novo Jardim do Éden parecia estar dando errado. Em fevereiro de 1692, o diabo, que na imaginação dos puritanos se escondia em cada sombra de Salém, finalmente apareceu. Os aldeões lutaram de maneira violenta e desenfreada contra ele.


Nove meses mais tarde, 37 pessoas estariam mortas por causa dos julgamentos de bruxaria. Elas seriam mortas pelos próprios aldeões, pessoas com as quais haviam crescido, trabalhado e que as conheciam pessoalmente. Os colonos no Novo Mundo haviam sido examinados em busca de sinais de bruxaria e isso não era necessariamente raro. Mas nunca um grupo havia se comprometido dessa maneira com o que parecia ser uma loucura. Isso não significa que os aldeões de Salém estavam clinicamente loucos no inverno de 1692. É impossível fazer essa afirmação, mas historiadores procuram respostas para esse acontecimento desde que ele ocorreu. Em 1976, uma historiadora sugeriu que talvez um alucinógeno natural tenha sido a causa de um dos momentos mais tenebrosos da história norte-americana. Esporão do centeio: o LSD natural Em fevereiro de 1692, Elizabeth Parris, a filha do novo pastor da vila, ficou doente sem nenhuma explicação. A menina de 10 anos começou a ter um comportamento estranho: ela gritava com seu pai, jogava-se pelo quarto e reclamava que sua pele estava sendo beliscada e picada. O médico local William Griggs ficou perplexo com os sintomas da garota e depois que as tentativas de tratamento falharam, ele declarou que o demônio estava influenciando a garota: ela estava "possuída". Depois de um tempo, outras meninas na vila começaram a apresentar a mesma doença. Como os puritanos acreditavam que o diabo trabalhava junto às bruxas, os moradores de Salém, que já estavam desconfiados, começaram a suspeitar uns dos outros. No centro havia Tituba, uma escrava barbadiana que trabalhava para o reverendo Samuel Parris, o pai de Elizabeth. Tituba e outros moradores foram acusados pelas garotas que estavam sofrendo ataques e convulsões. Nenhum historiador chegou à conclusão de que realmente foi a bruxaria que causou as doenças nas meninas e existem várias explicações para as supostas possessões. Talvez a mais interessante seja a afirmação da historiadora Linda Caporael de que foi o envenenamento por esporão do centeio ou ergot que originalmente criou a histeria. O esporão é o resultado de um alcalóide tóxico (e geralmente fatal para os humanos) que se desenvolve no centeio. Por séculos, os fazendeiros souberam da existência do alcalóide, ao qual chamavam de capim, mas pensavam que ele era inofensivo [fonte: Shelton (em inglês)]. Algumas pessoas acreditavam que o capim, que parece um grão inteiro e preto, era simplesmente um grão queimado pelo sol [fonte: Caporael (em inglês)]. No entanto, não era esse o caso. Surtos de envenenamento por esporão do centeio já aconteceram em outros momentos da história e o caso mais antigo registrado aconteceu na Alemanha, em 857 d.C. A idéia de que o esporão do centeio estava causando uma doença horrível chamada Fogo de Santo Antônio apareceu em 1670, depois de uma investigação do médico francês chamado Thuillier [fonte: Universidade de Geórgia]. Mas apenas em 1853 Louis Rene Tulanse provou, sem deixar


nenhuma dúvida, que esses capins estavam causando a morte agonizante de várias pessoas e animais. O simples fato de se comer um pão contendo a farinha feita com o grão infectado pelo esporão do centeio podia ser suficiente para matar uma pessoa. O envenenamento por esporão do centeio pode se manifestar de duas maneiras: ergotismo gangrenoso - causa queimação na pele, bolhas e apodrecimento das extremidades, que acabam caindo. A doença geralmente causa a morte da vítima; ergotismo convulsivo - ataca o sistema nervoso central, causando loucura, psicose (em inglês), alucinações, paralisia e sensações de formigamento. Esses sintomas fizeram a historiadora Caporael lembrar dos sintomas apresentados por Elizabeth Parris, principalmente a loucura. Registros feitos durante o ano de 1692 descrevem o comportamento que as garotas afetadas apresentavam. Ele tinha uma semelhança incomum com um estado alucinógeno, e o fungo contém isoergina, principal ingrediente da droga LSD. Será possível que Elizabeth Parris e as outras pessoas afetadas tenham comido centeio e contraído ergotismo convulsivo? Esporão do centeio: realidade ou ficção? Caporael não criou a sua teoria a partir do nada. A historiadora pesquisou a estação de crescimento do centeio, o grão em que o esporão parece crescer mais facilmente. Ela descobriu que houve um verão úmido em Salém, Massachusetts, antes do inverno de 1692 (o esporão se espalha mais facilmente em climas úmidos). A historiadora também pesquisou onde as famílias das garotas que sofreram os ataques, considerados feitiçaria pelos aldeões, pegavam os grãos. As duas primeiras garotas afetadas, Elizabeth Parris e Abigail Williams, eram primas e viviam na mesma casa, então as duas teriam comido os mesmos grãos. Além disso, 2/3 do salário de quem cuidava das garotas (o reverendo Parris) era pago em produtos, como grãos, em vez de em dinheiro [fonte: Caporael (em inglês)]. Os Parris poderiam ter conseguido de fontes diversas os grãos que comeram. A teoria do envenenamento por esporão do centeio parece explicar as aflições sofridas pelas garotas, mas a idéia foi contestada desde que foi apresentada em 1976. Alguns historiadores acreditam que seria possível que Elizabeth Parris, a primeira a garota a adoecer, tenha sofrido de alguma forma de envenenamento por esporão. No entanto, acredita-se que as outras garotas tenham aproveitado a oportunidade de afastar o tédio da vida colonial com uma farsa. Se isso for verdade, é difícil imaginar as reações delas quando os adultos tomaram as rédeas e começaram a enforcar seus vizinhos.


Outros historiadores não acreditam que o esporão tenha alguma ligação com os julgamentos das bruxas em Salém. O Dr. Peter Hoffer, professor de história da Universidade de Geórgia levanta algumas questões: "Por que aconteceu apenas com as garotas e não com os outros?" ele pergunta. "Por que apenas em 1692, por que nada aconteceu nos anos anteriores ou seguintes?" Hoffer, que já escreveu muitos textos sobre os julgamentos de bruxas em Salém, é um dos que acreditam que as garotas que acusaram os vizinhos de praticar bruxaria estavam pregando uma peça nas pessoas. Independentemente da causa, quer tenha sido envenenamento por esporão do centeio, uma brincadeira de criança, uma vingança por injustiças do passado, uma tentativa de se apoderar de terras ou histeria coletiva, os julgamentos de bruxas em Salém representaram um período tenebroso da história norteamericana. Se não fosse pelas confissões confusas que a escrava Tituba fez quando foi interrogada, pelo diagnóstico de feitiçaria feito pelos médicos, ou pelo barril de pólvora que Salém era na época, se qualquer uma dessas coisas não tivesse acontecido, talvez os julgamentos não tivessem ocorrido. Mas tudo se uniu e criou um ambiente cheio de suspeita e de impulsividade imprudente. As Feiticeiras de Salem Há três séculos, o vilarejo de Salem, na colônia americana da Nova Inglaterra, foi tomado de assalto por uma onda de intolerância e de fanatismo religioso, vitimando quase vinte pessoas. Esse infeliz incidente, e a caça às feiticeiras que então se desencadeou, serviu como um alerta para que os princípios de liberdade religiosa fossem assegurados na história dos Estados Unidos.


Salem é visitada por Satanás "É uma certeza que o demônio apresenta-se por vezes na forma de pessoas não apenas inocentes, mas também muito virtuosas." Rev. John Richards, século XV Mister Parris, o pobre reverendo de Salem, estava exasperado. Betty, a sua única filha de apenas nove anos, acometida por uma série de estranhos espasmos, jogou-se petrificada sobre o leito, negando-se a comer. Naquela perdida cidadezinha, ao norte de Boston, não existiam muitos recursos além de um velho médico que por lá se perdera. Chamado para diagnosticar a doença, atestou para o aterrado pai que a menina estava era enfeitiçada e que nada lhes restava a fazer além de uma boa e sincera reza. A conclusão do doutor correu de boca em boca e em pouco tempo os pacatos habitantes do pequeno porto tomaram conhecimento de que Satanás resolvera coabitar com eles. Simultaneamente outras garotas, as amiguinhas de Betty, começaram a apresentar sintomas semelhantes aos da filha do clérigo. Rolavam pelo chão, imprecavam, salivavam, grunhiam e latiam. Foi um pandemônio. Pressionado a tomar medidas, Parris resolveu chamar um exorcista, um caçador de feiticeiras, que prontamente começou sua investigação. No século XVII, poucos punham em dúvida a existência de bruxas ou de feiticeiras porque uma das máximas daqueles tempos é de que "é uma política do Diabo persuadir-nos que não há nenhum Diabo". A inquisição Inquiridas por Cotton Mather, que iria se revelar uma espécie de Torquermada americano, as garotas contaram que o que havia desencadeado aquela desordem toda fora uns rituais de vodu que elas viram Tituba fazer. Essa era uma escrava negra que viera das Índias Ocidentais, e que iniciara algumas delas no conhecimento da magia negra. Durante o último longo inverno da Nova Inglaterra, ela apresentara várias vezes os feitiços para uma platéia de garotas impressionáveis. Educadas no estreito moralismo calvinista e no ódio ao sexo que o puritanismo devota, aquele cerimonial animista deve ter despertado as fantasias eróticas nelas. Provavelmente culpadas por terem cedido à libido ou apavoradas por sonhos eróticos, as garotas entraram em choque histérico. Seja como for o caso, merecia ser ouvido num tribunal. Toda a Salem se fez então presente no salão comunitário. O tribunal Quando colocadas num tribunal especial, presidido pelo juiz S. Sewall, e inquiridas pelos juízes Corwin e Hathorne, as meninas começaram a apontar indistintamente para várias pessoas que estavam na sala apenas como curiosas. O depoimento mais sensacional foi o da escrava Tituba, que não só confessou suas estranhas práticas como afirmou que várias outras pessoas da comunidade também o faziam. A partir daquele momento, a cidadezinha que já estava sob forte tensão se transformou. Um comportamenteo obsessivo tomou conta dos moradores. Uma onda de acusações devastou o lugarejo. Vizinhos se denunciavam, maridos suspeitavam das suas mulheres e vice-versa,


amigos de longa data viravam inimigos. Praticamente ninguém escapou de passar por suspeito, de ser um possível agente do demônio. Não demorou para que mais de 300 pessoas fossem acusadas de práticas infames. O tribunal que entrou em função em junho de 1692 somente parou em outubro. Resultou que dezenove pessoas foram enforcadas.

A luta contra a bruxaria Apesar de existirem disposições papais que datam do século XV, como a Summis desiderantes affectibus, de Inocêncio VIII, e o volumoso tratado dos dominicanos (o Malleus Maleficarum, de 1486), que orientavam na luta contra a bruxaria, o mundo anglo-saxão aderiu a ela muito mais tarde. Na Inglaterra, os procedimentos jurídicos antifeitiçaria somente foram fixados em 1664, com os Suffolk Assizes, de sir Mathew Hale, mas nunca chegaram às trágicas dimensões que a caça às bruxas dos países católicos. A explicação para isso deve-se a que não existia entre os protestantes uma instituição tão poderosa como a Igreja Católica, que via na heresia a marca da subversão. Também não parece acertado o argumento de Rossell Hope Robbins, autor da Encyclopedia of witchcraft and demonology, (Enciclopédia de feitiçaria e demonologia), de 1959, de que a caça às bruxas, "nunca foi do povo", mas sim um hábil instrumento de padres e advogados para enriquecer por meio do seqüestro dos bens dos denunciados. O povo e a bruxaria É certo que feitiços e envolvimentos com bruxas se perdem nos tempos imemoriais da humanidade, mas somente no século XV é que passou a ser considerado herético. Não parece ser possível acreditar que tal sentimento não correspondesse aos anseios mais profundos do povo, às fobias tenebrosas do homem comum. Keith Thomas, no seu monumental Religião e o declínio da magia, refuta existirem interesses econômicos nas perseguições, eis que a maioria das vítimas das caçadas era extremamente pobre, o que George Tindall confirma no seu capítulo sobre os acontecimentos de Salem. É inquestionável que o povo acreditava sinceramente no maleficium, isto é, no dano causado pelas bruxas. Por um ou outro motivo, ele acumpliciava-se com as autoridades nas medidas tomadas para persegui-las e julgá-las. Na sociedade pré-iluminista, a existência do demônio era coletivamente aceita porque servia como uma explicação conveniente para acontecimentos estranhos, para as agressões injustificadas ao que lhes parecia inusitado, ao inesperado. Por outro lado, socorrer-se de feiticeiras e de bruxas sempre foi uma maneira de tentar influenciar pessoas ou coisas sobre as quais se tinha escasso poder. A tentação do anonimato É uma tentação irresistível poder fazer o mal a alguém sem correr riscos de ser descoberto. Arma do impotente, do covarde ou do fraco, o feitiço era uma maneira astuta de causar prejuízos a alguém odiado. A vítima, por sua vez, não tinha a mínima prova do que ou quem a mandou atingir. O malefício lançado contra alguém atuava igualmente como um poderoso instrumento de compensação psíquica largamente recorrido pelos desgraçados da vida. É uma forma, ainda que bem primitiva, de se alcançar a justiça. Os atos mágicos ou as seções


endemoniadas, por sua vez, agem como anestesia aos padecimentos sofridos. De alguma forma, a possibilidade de ser atingido por um feitiço qualquer atua como um fator dissuasivo entre os poderosos. Um mandão, um prepotente, um déspota, poderia temer ser atingido por um "mau olhado" ou cair vitimado por poção encantada qualquer. Afinal eram as únicas coisas que os poderiam atemorizar, já que a justiça comum e mesmo Deus pareciam sempre estar do seu lado.

Os céticos frente à bruxaria É sintomático esse medo das elites aos possíveis efeitos da bruxaria. O fato de que no influente Grande Catecismo do jesuíta Pedro Canísio, editado no século XVI, o nome de Satã aparecer 67 vezes, bem superior às dedicadas a Jesus. Mas deve-se a essas mesmas elites porém um freio às perseguições. Montaigne nos ensaios, de 1580, já ridicularizava esse tipo de coisa e na Inglaterra observou-se um número crescente de juízes que começaram a desconsiderar as sucessivas denúncias de bruxarias que chegavam às cortes, apesar de a legislação contra aquelas práticas só ter sido revogada em 1736. A perda do medo às bruxas também pode ser creditada à crescente expansão das luzes, aos avanços da razão, da educação e da lógica científica que culminaram na máxima "se não há diabo, não há Deus." O fim da caçada Deteve-se a matança em Salem quando as denúncias envolveram figuras eminentes da colônia, tal como a esposa do governador de Massachusetts e o pastor Samuel Willard, presidente do Harvard College. Enquanto a arraia-miúda foi enclausurada, acusada de práticas escusas, poucos se indignaram. O basta naquilo tudo foi dado quando os dedos dos fanáticos ousaram apontar para a elite local. Ainda em oito de outubro de 1692, circulou uma carta redigida por um intelectual da região, Thomas Brattle, que se horrorizara com os enforcamentos, revelando a loucura coletiva que tomara conta dos aldeãos. Segundo Perry Miller, que estudou as idéias que circulavam pelas colônias americanas daquele século, a letter de Brattle teria sido o primeiro documento iluminista produzido na América do Norte, pois criticou veementemente os prejuízos do fanatismo religioso. Entre outras coisas, Battle escreveu: "temo que os anos não apagarão essa desgraça, esta nódoa que essas coisas lançaram sobre nossa terra." E os processos dos endemoniados de Salem assim como começaram, num repente terminaram. O macartismo As perseguições às bruxas de Salem serviram, dois séculos e meio depois, como tema para que o teatrólogo Arthur Miller - sofrendo as intimidações feitas pelo Comitê de Atividades AntiAmericanas do senador MacCarthy -, escrevesse a peça The Crucible (traduzida por nós como As bruxas de Salem). Encenada no início dos anos de 1950, eram evidentes as analogias que Miller fez entre os padecimentos da esquerda americana na época da Guerra Fria, com os tormentos sofridos pelos injustamente acusados em Salem.


Prato de Lolladoff

Esta placa chamada "Prato de Lolladoff" é um prato de pedra com 12.000 anos de idade (10.000 antes de cristo), encontrada no Nepal. Isso mostra claramente um disco em forma de OVNI (difícil de ver a partir do ângulo da placa no entanto). Há também uma figura no disco semelhante a um alien Gray como conhecemos. Observe a forma da galáxia em espiral, bem como, com o estrangeiro dentro dela e do ufo no início do mesmo. A espiral é uma forma geométrica encontrada em muitos lugares em toda a natureza, em muitas culturas antigas é retratado e deu um grande significado. Duas das formas mais populares em espiral no entanto nem sempre circular ou curva em forma são a espiral de Fibonacci e espiral de Ouro. A espiral também está bem representada através da geometria sagrada. A espiral tem muitos mistérios, e sua forma é universal, sua descrição constante nos textos antigos, fotos e simbologia é obviamente de grande importância.

Histórico

Segundo relatos, este prato aparentemente feito de pedra ou metal foi encontrado no Nepal há alguns anos atrás e com uma datação de 12.000 anos, ou seja, há praticamente 10.000 anos antes de Cristo! Não existem maiores informações sobre este prato, o ano que foi descoberto e muito menos quem foi seu descobridor. Também não achei nenhum sentido do nome Lolladoff (se é uma pessoa ou um local) e supostamente hoje ele se encontra em algum museu em Berlim (porém não existem fotos como provas disso, pois apenas existem 3 fotos dele em toda a web e bem antigas). Como vocês podem analisar pela foto, não preciso comentar o porquê dele ser famoso. Se vê neste artefato, claramente algum tipo de OVNI e mais abaixo um ser que lembra muito um tipo Gray (os clássicos cinzentos). Alguns estudiosos acreditam que é uma prova concreta que fomos visitados no passado. Alguns outros acreditam que o próprio objeto é um artefato alien. Mas a maioria tem a certeza de que este simples artefato, simplesmente não prova NADA sobre alienígenas. Isto é óbvio, pois a falta de evidências de sua atual existência faz pairar muitas dúvidas que faz que o caso não tenha nenhuma resposta concreta. Como não vi ninguém até agora fazê-lo, quero analisar este objeto pelas fotos e tentar criar uma idéia com vocês.


Analisando o prato de Lolladoff

Esta é a imagem mais nítida disponível na net, aparentemente retirada de algum livro. Não há dúvida de que em seu centro existe um Sol, o centro de nossa galáxia. Já o desenho curioso em volta em forma de espiral, aparentemente demonstra algum tipo de linha do tempo (ou talvez uma representação de uma galáxia, com o sol no meio). Porém, pelas imagens retratadas, acredito ser uma linha do tempo. Saindo do Sol podemos ver um animal que lembra muito um lagarto. Pensei na hipótese de ser um pequeno mamífero, como um rato por exemplo, mas tenho dúvidas, por causa da fraca resolução da imagem. Após ele temos algumas inscrições em formato similar a Runas, porém bem diferente das européias. Talvez seja do povo que habitava o Tibet naquela época, mas a verdade é que não existe nenhum comentário sobre estas runas. Acredito que se fossem traduzidas, estas seriam a chave do entendimento do prato. Notem que 4 runas precedem a imagem de um OVNI. E mais de 10 runas seguem após o Ovni e chegam ao estranho humanóide. O que será que estar runas querem dizer? Uma mensagem alien para os humanos? Ou um relato explicando as imagens e nos dando um entendimento plausivel e terrestre? Por fim, após o ser humanóide, temos a imagem de dois animais muito semelhantes a polvos e um lagarto maior do que o suposto primeiro. Agora, vamos supor que estamos seguindo uma linha do tempo: segundo os historiadores, 1º surgiu a vida no mar e depois os répteis dominaram a Terra. E junto com os mamíferos surgiu o ser humano. Logo, o que aquele humanóide está fazendo antes deles? E o que significa aquele primeiro lagartinho? Eu criei uma suposta tese, talvez não chega a verdadeira mensagem, mas é a mais próxima que encontrei.


Suposta mensagem de Lolladoff

Viajando total agora: Podemos analisar que em um sistema solar, aonde já havia alguma criatura evoluída (o lagartinho), alguma inteligência veio a este planeta (ou a outro talvez) por uma nave (se levarmos em consideração que o Ovni é uma). Desceram aqui (homenzinho) e aparentemente deram uma mãozinha na evolução do local (começando pelos animais marinhos com a imagem do polvo, um dos animais mais inteligentes do planeta e por fim chegando a evolução de um lagarto melhor e maior que o primeiro). Se esta for realmente a intenção do disco, ele seria uma prova, da famosa tese Ufológica de que alguma força superior extraterrena veio para cá e “mexeu os pauzinhos” com a evolução local e que faria obviamente que toda a teoria de evolução natural caísse por Terra de certa forma e os Darwinista chegassem a loucura…. Mas infelizmente é apenas uma teoria minha e não há assunto nenhum em nenhum lugar. Talvez nunca saibamos se este prato realmente existe e o que quer dizer, pois suas imagens demonstram algo além da lógica humana terrestre e há muito tempo ninguém faz questão de descobrir os mistérios que existem por trás em nossa história evolucionária. Com isto, continuaremos a ser os ignorantes de sempre :) … mas eu tentei explicar pelo menos vai. Existem apenas 3 fotos deste prato que correm pela internet. Dizem que atualmente ele está guardado em um dos museus de Berlin. Porém não existem muitas informações divulgada sobre este artefato e ele pode ser falso, mas e se não for?


Septagrama

O septagrama (heptagrama) ou estrela de sete pontas é um símbolo de síntese e místico devido ás suas ligações com o número sete. Sete é um número integrante, enquanto encapsulando como faz, as ordens hierárquicas de pensamento místico clássico. Há sete esferas planetárias governadas pelos sete planetas da astrologia clássica, sete cores do arco-íris, sete dias da semana e sete notas distintas em uma escala musical. É considerado frequentemente que o número três relaciona o Céu e os reinos mais altos, não só pelo conceito de trindade, mas também como o eixo vertical de espaço tridimensional; e o número quatro pertence à Terra e reinos do manifesto, em parte por sua relação com o quadrado e as quatro direcções de espaço bidimensional. Podem ser considerados sete e o septagrama, representando a soma de Céu e Terra, faz alusão às sete direcções do espaço - duas direcções para cada dimensão mais o centro. Como um aparte, doze, o número de sinais no zodíaco, é um numero de totalidade, expressando as possibilidades multiplicativas do Céu e Terra também como Céu num modo novo (1+2=3). Como uma expressão do número sete, representa inteligência oculta e a beleza do “inteiro” (arco-íris e sinfonias são entrelaçadas de sete), o septagrama está relacionado com a sefira Kabbalistic Netsach. Outros sistemas de sete-dobra que podem ser relacionados ao septagrama incluem o sete latifah (faculdades subtis) de pensamento místico muçulmano e os sete chakras hindus principais - o chakra básico (Muladhara), o chakra sacro (Svadisthana), o chakra do plexo solar (Manipura), o chakra do coração (Anahata), o chakra da garganta (Vishuddi), o chakra frontal (3º olho) (Ajna) e o chakra da coroa (Sahasrara). A associação do septagrama com os sete planetas da clássica astrologia aqui mencionada, e o septagrama na qual planetas são distribuidos em torno dos seus pontos. Começando com o ponto da Lua, em um movimento anti-horário avançando no septagrama dá a ordem destas Sefirot na Árvore da Vida que são encontradas na astro-kabalistica hexagrama: Yesod - Lua, Hod - Mercurio, Netsach - Venus, Tifereth - Sol, Geburah - Marte, Chesed - Jupiter e Binah Saturno. Cada um dos sete dias da semana é nomeado por designações de origens românicasou escandinavas dos sete planetas da astrologia clássica.Directamente ou por uma deidade associada. Começando com o ponto do Sol, localizando no septagrama ao longo de suas colocações de linhas os dias da semana ordenado e de acordo com as raízes planetárias:


Domingo - Sol, Segunda-feira - Lua, Terça-feira - Tui (o Saxonico Marte), Quarta-feira - Woden (Mercurio), Quinta-feira - Thor (Jupiter), Sexta-feira - Frygga (Venus) e Sábado - Saturno Conheça um dos objetos mais intrigantes do mundo, A "turbina do Egito"

Um dos objetos mais intrigantes do mundo, que ainda não foi explicado pelas teorias convencionais da história humana, é a chamada “turbina do Egito”. A peça, atualmente em exibição no Museu Egípcio do Cairo, foi encontrada na localidade de Saqqara, em 1936. Brian Walter Emery, um respeitado egiptólogo, estava no local, fazendo escavações na tumba do príncipe Sabu, nas margens do delta do Rio Nilo, quando encontrou o objeto. A “turbina” foi feita com material desconhecido, de difícil manipulação, até mesmo para as ferramentas modernas, por contar com três camadas superpostas, bastante rígidas. Esta improvável “turbina” foi construída, de acordo com sua catalogação científica, há mais de 5.000 anos no Egito, ou seja, segundo a história, 1500 anos antes da invenção da roda. Ela possui 61 centímetros de diâmetro e um desenho bastante aerodinâmico. Sua disposição trilobular é a mesma usada atualmente na engenharia naval, em turbinas de navios e usinas de energia. Mas a questão é: como é possível explicar esse objeto, construído milhares de anos antes de qualquer evolução tecnológica? Teria o mundo um passado remoto semelhante ao nosso presente, com barros, motores e indústrias? E, se esse passado existiu, o que aconteceu com ele? E se não, como foi possível a construção deste objeto, uma turbina de dimensões tão precisas, com um material tão complexo? E mais curioso ainda: por que existe apenas uma?


Algumas hipóteses tentam explicar o conflito histórico. Dentre elas, há quem defenda que o objeto era utilizado como um artefato para queimar incenso, e sua forma seria apenas uma feliz coincidência. Se é assim, por que este objeto foi colocado perto do túmulo de um faraó? Diante de tantas perguntas e poucas explicações, as teorias sobre alienígenas ancestrais também são apresentadas como respostas por muitos que acreditam na vinda de civilizações extraterrestres ao nosso planeta. Fonte : History


Os 8 Símbolos Tibetanos da Boa Sorte

Cada um deles confere proteção, amor, sucesso, abundância, pureza, fama, superação de obstáculose sabedoria – condições necessárias para uma existência cheia de alegria e plenitude. Veja como eles podem atuar em sua vida, segundo a tradição do budismo tibetano. Os templos coloridos das montanhas nevadas do Tibete são repletos de figuras que representam os oito presentes ofertados pelos seres celestiais a Buda quando ele obteve sua iluminação, há 2,5 mil anos. Simbólicos, cada um fala de uma qualidade diferente e auspiciosa. “De acordo com a tradição budista, essas imagens emanam energias puríssimas, pois vieram de regiões celestiais. É como se elas inundassem um ambiente com suas qualidades de amor, beleza e sabedoria”, diz a artista plástica Susana Uribarri, que em seu ateliê ensina a desenhá-los e pintá-los em tecidos finos e transparentes. “Fazer esses símbolos é uma prática espiritual. Ao desenhar o traço e colocar as cores, desejamos que aquelas qualidades beneficiem todas as pessoas que entrem em contato com elas. As práticas budistas sempre são feitas em prol de todos os seres”, diz Susana. Não é preciso ser budista para pintar ou tê-los em casa. “Eles trazem auspícios independentemente da religião da pessoa. Todos falam de qualidades universais positivas, que fazem bem ao coração”, diz a professora. Também não é necessério saber desenhar. “Os símbolos são copiados de um desenho pronto, pois têm proporções exatas, que precisam ser respeitadas. Depois, é só preenchê-los com cores. É muito fácil, qualquer pessoa pode fazer essa tarefa. Não é preciso nenhum dom especial”, garante Susana. Se a pessoa desejar, depois as pinturas podem ser especialmente consagradas por algum lama tibetano. *A INTUIÇÃO ACERTA Segundo o budismo, ao fazer a escolha de qual símbolo pintar em primeiro lugar, já demonstramos, intuitivamente, a energia de que mais precisamos no momento. Foi o que aconteceu com a promotora paulista Cynthia Lagrota, que escolheu os peixes dourados. “Pela sua agilidade na água, simbolizam a capacidade de contornar obstáculos e superar conflitos. Nada os detém. Eles não se enredam nas armadilhas do mundo” diz. “Essas qualidades são


essenciais para quem, como eu, exerce a advocacia. Mas só fiquei sabendo que elas simbolizavam superação de obstáculos depois de os haver escolhido”, conta Cyntia. Durante o curso, Susana Uribarri explica com detalhes os beneficios carmicos que cada um dos simbolos proporciona ao ser pintado, de acordo com a tradicao tibetana. Para quem nao pode fazer o curso, ela sugere que a pessoa tente visualizar durante a meditacao aquele que mais a agrada, de olhos fechados. Ou pendura-los em um ponto da casa onde seja possivel contempla-los por um bom tempo. °Assim podemos absorver melhor sua força, diz. Os simbolos tambem podem ser dados de presente. °E uma forma delicada e sensivel de oferecer boas energias a alguem que esteja precisando. *A VISÃO DE UM MESTRE BUDISTA Para os budistas, cada um dos oito símbolos auspiciosos está conectado a uma “chuva de bênçãos”, como se costuma dizer no Tibete. “Ao pintá-los, podemos atuar sobre o carma, que é o resultado de nossas ações nesta e em outras vidas. O ato de pintar gera méritos carma positivo), que podem suavizar ou anular o carma negativo que foi gerado pelo corpo, como roubar e matar”, diz Khenpo Khenrab Whangchuk, mestre em filosofia budista e diretor espiritual do centro KTC – Karma Theksum Chokhorling, do Rio de Janeiro. Roubar, para os budistas, não é apenas se apropriar de um objeto indevidamente – podemos roubar a boa imagem de uma pessoa ao falar mal dela pelas costas, por exemplo. Também quando alguém mata um inseto ou um animal, está praticando ato de tirar a vida. Portanto, acreditam os budistas tibetanos, raras são as criaturas deste mundo que não precisam neutralizar o carma negativo gerado pelo corpo. “O carma é compensado porque utilizamos durante a pintura o corpo (as mãos) para praticar uma ação virtuosa, que vai beneficiar outros seres. Assim, as ações negativas do passado podem ser relativizadas com a prática dessa ação positiva”, explica o monge professor. “Os meritos advindos da pratica de pintar tankhas tambem podem ser compartilhados em pensamento com pessoas queridas em uma pequena cerimonia de dedicacao de meritos realizada depois da aula", afirma o mestre budista. GENEROSIDADE,DISCERNIMENTOCOMPAIXÃO,LONGEVIDADE E SAÚDE SÃO ALGUMAS DAS QUALIDADES POSSÍVEIS DE CULTIVAR


PRECIOSO PÁRA-SOL (DUK) É uma barreira de proteção contra nossos inimigos externos e internos – as emoções negativas, destrutivas. Segundo a tradição, nos protege dos 84 mil tipos de aflições e doenças, mentais e físicas. Confere um sentimento de bem-estar e harmonia, a certeza positiva de que tudo vai dar certo e de que os sofrimentos serão ultrapassados. Atrai as qualidades de generosidade dos budas e bodhisattvas (santos).


A CONCHA OU O CARACOL (DUNKAR) O som da concha em espiral dá saudades de nossa verdadeira natureza, pura e iluminada, mas obscurecida por pensamentos e ações negativos. Ele nos faz lembrar o que viemos fazer neste mundo e qual deve ser nossa aspiração. O caracol está ligado à fala de Buda e confere a capacidade de se comunicar bem e alcançar fama na próxima vida.Também é pintado quando a pessoa precisa da fama para poder auxiliar os outros.

OS PEIXES DOURADOS (SERNIA) Representam a liberdade demovimento, a adaptação a condições difíceis e a superação de obstáculos.Também simbolizam os seres que parecem imunes às dificuldades deste mundo,movendo-se graciosamente e se adaptando à vida sem se afogar no sofrimento e na insatisfação. Seus olhos sempre abertos conferem a capacidade de ver com lucidez e discernimento. É símbolo da transformação dos conflitos em tranqüilidade.


O NÓ INFINITO (PEL-BEU) Conhecido também como nó do amor, o símbolo representa o entrelaçamento entre todos os seres e mostra como os seres humanos poderiam estar ligados por sentimentos amorosos. O nó infinito está relacionado ao coração de Buda e ao seu imenso amor pela humanidade. Cria condições propícias para uma vida plena e amorosa.Também favorece qualidades como a generosidade e a compaixão.


O VASO PRECIOSO (BUMPA) Simboliza uma chuva de longevidade, riquezas e prosperid ade.Também está ligado a mudanças favoráveis de situação ou de ambiente. Seu conteúdo jamais se esgota e representa a sabedoria de Buda, que jorra continuamente por todo o Universo. Pintando o símbolo com a aspiração de beneficiar todos os seres, atrairemos riquezas para esta e outras vidas. Longevidade e boa saúde também estão representadas nesta figura.

O ESTANDARTE DA VITÓRIA (GIELTSEN) Simboliza o sucesso de corpo, fala e mente, uma maneira de os tibetanos afirmarem o “êxito em todas as áreas”. Diz-se que o estandarte triunfa sobre demônios e obstáculos. No Tibete, é feito de ouro, fitas coloridas e pedras preciosas e está relacionado ao corpo de Buda. Confere condições para um nascimento afortunado e uma presença forte e poderosa, a de um rei, por exemplo, assim como uma vida livre de fome e pobreza.


A FLOR DE LÓTUS (PEMA) Este símbolo representa a total purificação do corpo e da mente. A flor de lótus nasce em águas pantanosas (como os seres humanos neste mundo), mas ao florescer é perfeita e imaculada (como a nossa real natureza, que floresce com a iluminação). Inspira a pureza de motivação de nossos atos. Sua beleza confere o bom carma de nascer na próxima vida com um corpo perfeito, tão belo e puro quanto o de um anjo.


A RODA DO DHARMA (KOR-LO) Também conhecida como Roda da Verdade, está relacionada ao instante em que Buda colocou seus ensinamentos em movimento para o benefício de todos os seres. Cria condições fora do comum e muito auspiciosas no próximo nascimento. Confere o poder da ética, do bem e da justiça e qualidades que destacarão a pessoa em qualquer setor. A Roda também aponta um caminho para a liberação total do sofrimento.


Tabuleiro Ouija

A Ouija ou Tábua Ouija, criada para ser usada como método da necromancia, é qualquer superfície plana com letras, números ou outros símbolos em que se coloca um indicador móvel, utilizada para comunicação com espíritos.Os participantes colocam os dedos sobre o indicador que então se move pelo tabuleiro para responder perguntas e enviar mensagens. Na verdade, há um jogo de tabuleiro registrado no Departamento de Comércio norte-americano com o nome de Ouija, mas a designação passou a servir a qualquer tabuleiro que se utiliza da mesma ideia. No Brasil, há uma variante conhecida como a brincadeira do copo ou o jogo do copo, em que um copo faz as vezes do indicador para as respostas. Existem também apoios para a utilização de lápis durante as sessões. Curiosamente, assim como ocorre com a tábua de Ouija, são ricos os relatos de pessoas que se envolveram com drogas, desilusões amorosas e até que morreram após praticaram a brincadeira do copo. Uma das primeiras menções do surgimento do tabuleiro Ouija é encontrado na China, no ano 1100, era um método de necromancia conhecido como tabuleiro Fuji, onde era usado para comunicação com os mortos, embora depois tenha sido proibida, essa pratica foi passada adiante encontrada depois na Grécia, Índia, Roma e Europa Medieval, praticada por Bruxas Necromantes.

A Origem e os perigos do tabuleiro Ouija


O tabuleiro Ouija , apesar de ser chamado de um jogo, na verdade tem como objetivo fazer contato com almas ou entidades do mundo sobrenatural. A origem exata do tabuleiro é difícil de determinar, porém há rumores que sua primeira utilização foi efetuada em 1940 por irmãs famosas por deterem o poder da mediunidade Kate e Margaret Fox. Dizem que elas se tornaram populares por conseguirem realmente se comunicarem com os mortos. As irmãs residiam e atendiam pessoas na cidade de Nova Iorque, Estados Unidos. No entanto, algumas pessoas dizem que a origem da tábua de Ouija provém do século XIX, quando o espiritismo já tinha começado a ser praticado, e que era comercializada em lojas no ano de 1890. Outras pessoas afirmam que a origem da Ouija é egípcia, sendo utilizada por sacerdotes em rituais onde os mortos eram consultados sobre questões importantes. Nos Estados Unidos e na Europa a tábua de Ouija é muito popular e sua patente foi vendida a Willian Fuld que a vendeu em 1966 para Parker Brothers que queria transformá-la em um jogo. A venda foi efetuada após a morte misteriosa de Willian: ele teria subido no telhado de sua fábrica quando desmaiou e morreu no local. O tabuleiro Ouija teve vários nomes e formatos, e os perigos de se utilizar o tabuleiro são muitos, um deles deve se ao fato de pessoas ficaram viciadas em jogá-lo. Outro perigo que psicólogos afirmam ocorrer com as pessoas diz respeito a histeria em massa provocadas pela sugestão que algo de ruim pode acontecer. Para os crentes no espiritualismo é errado fazer contato com os mortos, pois é possível abrir portais dimensionais para o nosso mundo onde poderiam entrar não apenas espíritos, mas também entidades maléficas ou até demônios. O filme exorcista aproveitou esta ideia e mostra uma garota sendo possuída após brincar muitas vezes com um tabuleiro Ouija. Alguns afirmam ainda que o Ouija pode afetar indivíduos de forma emocional e física, principalmente aqueles suscetíveis a estas alterações. Relatos contam como pessoas sofreram com crises epilépticas devido a sua sensibilidade a tensão e não, necessariamente a um motivo sobrenatural. Especialistas em espiritismo alertam que a tabua de Ouija deve ser feita apenas por pessoas que dominam o seu mundo interior e que são espiritualmente mais fortes, e a prática deve ser utilizada apenas como fonte de pesquisas.


O melhor é nunca usar

A Tábua Ouija é um instrumento de comunicação com os espíritos que nos cercam, segundo o espiritismo, no livro dos médiuns de Allan Kardec, apenas espíritos baixos podem movimentar a matéria, o que quer dizer, que seja o que for que esteja tentando se comunicar com você, não vai trazer nada de bom. Nos anos 60, ela ficou popular, sendo vendida como um jogo para adolescentes, após fatos estranhos começarem a ocorrer regularmente devido o uso contínuo desse instrumento, as pessoas pararam de usa-la. A ciência nunca deu uma explicação com fundamento para explicar como funciona esse ritual, o que nos faz acreditar que funciona mesmo. Todas as religiões desaconselham o uso desse ritual por afirmar que, como são espíritos sem luz, eles no mínimo farão brincadeiras com a pessoa que está jogando, podendo depois até se tornar um encosto na sua vida. Esse jogo abre uma porta de comunicação e manifestação espiritual e como eu falei anteriormente os espíritos que se manifestam não são de luz. A Ouija pode gerar , depois, vários transtornos psicológicos.


Críticas

Além das tradicionais críticas dos céticos, o tabuleiro Ouija também é criticado entre os espiritualistas. O famoso Edgar Cayce declarou-os perigosos10 . Críticos avisam que maus espíritos poderiam enganar os participantes e possuí-los espiritualmente. No meio especializado, há diversos avisos contra o uso do tabuleiro por pessoas desavisadas. Há também notícias de tabloides relatando casos de suposta possessão demoníaca em decorrência de sessões envolvendo espíritos malignos11 . A Igreja Católica é crítica com o tabuleiro e a brincadeira do copo, assim como as experiências de seus fiéis na busca pelo contato com os mortos, em geral. A recomendação dos padres é que os fiéis se mantenham distantes de participações nesse tipo de evento. Da mesma forma, Igrejas Evangélicas costumam acusar essas práticas como "brincadeiras com demônios". A Doutrina Espírita orienta n'O Livro dos Médiuns que estas práticas devem ser evitadas uma vez que, normalmente, são utilizadas para curiosidades em geral e perguntas vãs apenas, longe da seriedade exigida no intercâmbio com a espiritualidade benfeitora, e, dessa forma, é mais provável a presença de espíritos levianos e zombeteiros, sem nenhum interesse com a verdade e com a dignidade, do que espíritos bons e esclarecidos comprometidos com a divulgação das propostas morais e éticas da Vida.

Tabuleiro Ouija: método de falar com os mortos ou farsa centenária?!


17/10/2013 - Com certeza você já deve ter visto um Tabuleiro Ouija, mas nunca soube que este fosse o nome dele. Há, ainda, outras variações dele, como no Brasil a conhecida “brincadeira do copo”. Tão difundida, mas tão pouco explicada, tal brincadeira mistura fatos, farsas, crenças, folclores e muito misticismo – o que assusta e/ou atrai tantos participantes. No post de hoje você conhecerá um pouco desta brincadeira que atrai milhões de adolescentes e jovens de todo o mundo. O Tabuleiro Ouija foi criado para ser usado como método de necromancia – arte de fazer comunicação com pessoas já mortas –, e pode ser qualquer superfície plana com letras, números e outros símbolos específicos (geralmente os desenhos de um Sol e uma Lua, palavras como “sim” e “não”, números) em que se coloca um indicador móvel, geralmente um copo virado para baixo, utilizado supostamente para fazer a comunicação material com os espíritos. Os participantes colocam os seus dedos sobre o indicador que, então, se move pelo tabuleiro para responder perguntas e enviar mensagens. Na realidade, para quem não sabe, há um jogo de tabuleiro registrado com esse nome no Departamento de Comércio dos Estados Unidos e foi um brinquedo de grande febre nos anos 80 e 90, mas a designação passou a servir a qualquer tabuleiro que se utiliza da mesma ideia. No Brasil, tal brincadeira nunca foi comercialmente popular e nunca foi conhecida com este nome, mas sim como “Jogo do copo” ou “Brincadeira do copo”. Dependendo de cada país, o início de metodologia de conversa com os espíritos pode mudar. Nos Estados Unidos, por exemplo, é importante ler o Salmo 23 e rezar um Pai-Nosso. Por lá, os índios sioux afirmam que esta é uma brincadeira extremamente perigosa porque traz ao mundo dos vivos uma série de demônios que a pessoa não tem poder de colocá-los de novo no inferno. No Brasil, o folclore urbano afirma que é importante rezar duas Aves-Maria. A origem do Tabuleiro Ouija... O princípio em que se baseia o Tabuleiro ficou conhecido a partir de 1847, ano em que as irmãs norte-americanas Kate e Margaret Fox supostamente contactaram um vendedor que


havia morrido anos antes e espalharam uma febre sobrenatural e espiritualista pelos Estados Unidos. Para quem segue o Espiritismo, este fato é real e um marco muito importante na história desta religião. De acordo com a história, elas teriam usado uma Tábua Ouija para fazer essa comunicação. Há também indícios de que o princípio teria sido aperfeiçoado por um espiritualista por volta de 1853, chamado M. Planchette, que teria inventado o indicador de madeira que é utilizado até hoje. Entretanto, outros espiritualistas afirmam que estas pessoas apenas aperfeiçoaram um conhecimento e um método muito mais antigo, que já seria utilizado durante a Idade Média; no entanto, não há nenhuma prova histórica que afirme essa declaração. Com o tempo, ao contrário do que afirmam alguns espiritualistas, as irmãs Fox foram desmascaradas e descobriu-se que a metodologia de “conversa com os mortos” era uma fraude que elas faziam uso para ganhar a vida e pagar as contas. Tal situação controversa é debatida até os dias de hoje.


Outras histórias

Acreditando ou não nos poderes do Ouija Board (Tabuleiro Ouija), a sua popularidade é inegável. Não muito tempo depois de sua patente em 1891, a empresa expandiu-se para fábricas de Nova York, produzindo mais e mais tabuleiros para ambos crédulos e céticos. Logo após a Guerra Civil, muitas famílias dos Estados Unidos sofreram perdas devastadoras, e a possibilidade de contatar os entes queridos novamente era muito atraente, acreditando ou não no tabuleiro. A história aceita universalmente sobre a origem do nome do tabuleiro é que o mesmo trata-se de uma cominação de duas palavras, ambas significando ‘sim’: ‘oui’ em francês e ‘ja’ em alemão. Conheça a história do Ouija Board Há outra história, entretanto, que foi descoberta recentemente. Ela começa em 1890 na cidade de Ohio, quando espiritualistas (não entenda espiritistas) entediados com o tempo que levava para comunicar-se com espíritos, inventaram uma placa improvisada com letras e números que permitissem os espíritos à explicitar suas comunicações. E não demorou muito para que cinco homens de Baltimore, liderados por Charles Kennard, se reunissem para patentear seu próprio dispositivo e vendê-lo. Entretanto, precisavam de um nome para a placa. Então, eles decidiram perguntar à placa como ela gostaria de ser chamada, em uma sessão liderada pela cunhada de um dos investidores, um advogado chamado Elijah Bond. A cunhada, Helen Peters, conseguiu a palavra ‘ouija’ no tabuleiro. E quando perguntou sobre o significado de tal palavra, o tabuleiro apontou: ‘boa sorte’. Antes de ser patenteado, o tabuleiro precisava ser comprovado. Não existem registros que apontem como isto aconteceu, mas popularmente diz-se que os tabuleiros foram comprovados em frente ao ‘United States Patent Office’. O tempo passou e a empresa cresceu junto com a popularidade do tabuleiro. Entretanto, vários dos investidores originais desistiram e venderam suas ações. Em certa ocasião, a empresa caiu nas mãos de William Fuld, que havia investido desde o início e teve a oportunidade de comprar as ações dos outros investidores, subindo de empregado à proprietário. Embora o objetivo original da empresa não fosse tão enraizado na religião e sim no capitalismo, relatos afirmam que William Fuld começou a consultar o tabuleiro. E diz-se que no final de 1920, o tabuleiro disse para Fuld construir uma nova fábrica, o que ele fez. Anos mais tarde, enquanto trabalhava, Fuld caiu do telhado da fábrica e não resistiu aos ferimentos. Seus


filhos assumiram o negócio, e venderam a empresa 39 anos mais tarde à Parker Brothers, em meio a problemas crônicos de saúde. Explicação científica para o fenômeno... Cientistas céticos em geral atribuem o funcionamento do Tabuleiro Ouija ao efeito ideomotor. Segundo eles, as pessoas participantes da sessão involuntariamente exercem uma força imperceptível sobre o indicador utilizado, e a conjunção da força exercida por várias pessoas faz o objeto se mover. O físico inglês Michael Faraday realizou experimentos que provaram, segundo ele, que movimentos inexplicáveis atribuídos a fontes ocultas eram, na verdade, realizados pelos participantes dos experimentos. Assim foi a forma como agiam as irmãs Fox durante as sessões. O mágico ilusionista e cético norte-americano James Randi cita em seu livro “An encyclopedia of claims, frauds, and hoaxes of the occult and supernatural” que, quando vendados, os participantes do Tabuleiro Ouija não conseguem produzir mensagens inteligíveis. Explicação dos espiritualistas... Alguns espiritualistas que acreditam que é possível fazer contato real com o mundo dos mortos argumentam que vendar os olhos dos participantes da mesa prejudica suas supostas capacidades mediúnicas. A ideia que fundamenta o argumento é que o espírito utilizaria todos os sentidos do participante durante as sessões. A maioria dos adeptos dessa teoria acredita que o tabuleiro não tem poder em si mesmo, servindo apenas como ferramenta para o médium se comunicar com o mundo dos espíritos. Mais críticas e mais debates... Além das tradicionais críticas dos céticos, o Tabuleiro Ouija também é criticado entre algumas correntes do Espiritismo. Tais críticos usam outro viés: maus espíritos poderiam enganar os participantes fingindo-se de bons e possuí-los espiritualmente. No meio dito especializado há diversos avisos contra o uso do tabuleiro como metodologia de brincadeira. Tudo isso causa enorme sensacionalismo. Há notícias de tabloides relatando casos de suposta possessão demoníaca em decorrência de sessões envolvendo espíritos malignos. Há, ainda, alguns programas de TV que trataram de forma dramatizada tais casos, com as testemunhas dizendo o que havia ocorrido – um dos programas é o “Paranormal witness” do canal SyFy. A igreja Católica é crítica com relação ao tabuleiro e à brincadeira do copo, assim como as experiências de seus fiéis na busca pelo contato com os mortos em geral. A recomendação dos padres é que os fiéis se mantenham distantes de participações nesse tipo de evento. Da mesma forma, igrejas protestantes costumam acusar essas práticas como “brincadeiras com demônios”. A doutrina espírita orienta no “Livro dos médiuns” que estas práticas devem ser evitadas uma vez que, normalmente, são utilizadas para curiosidades em geral e perguntas vãs apenas, longe da “seriedade exigida” no intercâmbio com a espiritualidade benfeitora, e, dessa forma, é mais provável a presença de espíritos levianos e zombeteiros, sem nenhum interesse com a verdade e com a dignidade, do que espíritos bons e esclarecidos comprometidos com a divulgação das propostas morais e éticas da vida.


Para terminar o assunto... De acordo com os especialistas no espiritismo, o Tabuleiro Ouija não necessita propriamente de ter um formato retangular, muitos tabuleiros são em formato circular. Ainda afirmam que em vez do ponteiro, pode utilizar uma moeda ou um copo de vidro, sendo este último não aconselhável devido ao fato de o espírito poder vingar-se utilizando o copo, precisamente por este ser de vidro. De maneira geral acreditamos que os céticos tenham razão ao afirmarem o princípio da ação psicomotora, uma vez que os testes feitos com pessoas com olhos vedados ocorreram em diversos institutos de todo o planeta. Portanto, sem enxergar, as pessoas não tinham um “norte” para se coordenarem. Partimos da premissa que o Tabuleiro Ouija, ou Brincadeira do Copo, seja uma farsa bastante antiga e que habitou a mente de muitos adolescentes nas escolas.


Samsara

Samsara (sânscrito-devanagari: perambulação) pode ser descrito como o fluxo incessante de renascimentos através dos mundos. Na maioria das tradições filosóficas da Índia, incluindo o Hinduísmo, o Budismo e o Jainismo, o ciclo de morte e renascimento é encarado como um fato natural. Esses sistemas diferem, entretanto, na terminologia com que descrevem o processo e na forma como o interpretam. A maioria das tradições observa o Samsara de forma negativa, uma condição a ser superada. Por exemplo, na escola Advaita de Vedanta hindu, o Samsara é visto como a ignorância do verdadeiro eu, Brahman, e sua alma é levada a crer na realidade do mundo temporal e fenomenal. Já algumas adaptações dessas tradições identificam o Samsara (ou sa sâra, lit. "seu caminho") como uma simples metáfora. Roda do Samsara A roda do Samsara engloba seis caminhos diferentes, definidos a partir do karma. Porém, por mais que se alcance uma existência abençoada, o sofrimento ainda é inevitável: mesmo os seres mais iluminados ainda estão sujeitos aos males do mundo, e à reincarnação. Apenas a iluminação quebra o ciclo. Deva: primeiro caminho divino, às vezes referidos como existências semelhantes aos Deuses, Devas são o estágio mais sublime do Samsara, reservado aos de karma positivo. Mesmo com poderes e conhecimentos divinos, ainda estão sujeitos à reencarnação e males dos seres humanos, como orgulho, luxúria, ira, e etc. Um dos dois caminhos divinos, representando o lado positivo. Asura: o segundo caminho divino, representa o extremo oposto de um Deva, o lado ruim. Pessoas que eram ciumentas, furiosas e sanguinárias tendem a renascer como Asuras, o caminho demoníaco. Assim como os Devas, têm habilidades extraordinárias e também estão sujeitos ao karma e à reencarnação. Manusya: os seres humanos. Baseia-se no orgulho, paixão, desejo e dúvida, e é tido como o caminho mais propício para alcançar o nirvana, já que podem obter as informações necessárias para tal, sem que os fortes desejos carnais e obsessões dos caminhos elevados interfiram nesse processo. Animal: crê-se que existem pessoas que renascem como animais, devido ao estado de ignorância, domínio do instinto, sobrevivência do mais apto e servidão aos humanos que essas pessoas se encontravam em suas vidas anteriores.


Preta: o caminho dos fantasmas famintos. Caminho baseado na forte possessividade e desejo em vidas anteriores, são criaturas humanoides, pálidas e magras, justamente por estarem sempre famintos e sedentos, porém são incapazes de saciar a perpétua fome e sede que sentem. Naraka: o mais próximo do Inferno do Budismo. Todos que são mandados para o caminho Naraka só ficam lá até equilibrarem seu karma, podendo assim renascer (o que mostra que o Naraka não mantém ninguém preso eternamente). São Oito Narakas Gelados e Oito Narakas Quentes, e cada um deles é um estágio para o equilíbrio do karma.

Samsara como metáfora psicológica

À parte da cosmologia e mitologia tradicional de renascimento do corpo físico no budismo também pode-se compreender este ensinamento como o ciclo de morte e renascimento da consciência de uma mesma pessoa. Momentos de distração, anseios e emoções destrutivas


são momentos em que a consciência morre para despertar em seguida em momentos de atenção, compreensão e lucidez. Nesta visão os agregados impuros, skandhas, são levados a diante para o momento seguinte em que a consciência toma uma nova forma. A meditação budista ensina que por meio de cuidadosa observação da mente é possivel ver a consciência como sendo uma sequência de momentos conscientes ao invés de um contínuo de auto-consciência. Cada momento é a experiência de um estado mental específico: um pensamento, uma memória, uma sensação, uma percepção. Um estado mental nasce, existe e, sendo impermanente, cessa dando lugar ao próximo estado mental que surgir. Assim a consciência de um ser senciente pode ser entendida como uma série contínua de nascimentos e mortes destes estados mentais. Neste contexto o renascimento é simplesmente a persistência deste processo. Esta explicação do renascimento como um ciclo de consciência é consistente com os demais conceitos budistas, como anicca (impermanência), dukkha (insafistatoriedade), anatta (ausência de identidade) e é possivel entender o conceito de karma como um elo de causa e consquências destes estados mentais.

Samsara, movimento, ilusão

Por Thanissaro Bhikkhu - Samsara é uma palavra sânscrita que vem da combinação de Samsa (ilusão) e Ra (movimento). É a ilusão em movimento, representada de forma cíclica. Tem também o sentido de "perambulação". Muitas pessoas pensam que esse é o nome Budista para o lugar em que vivemos no momento - o lugar que abandonamos quando vamos para nibbana (nirvana). Mas nos textos Budistas mais antigos samsara é a resposta, não para a pergunta "Onde nós estamos?", mas para a pergunta "O que estamos fazendo?" Ao invés de um lugar, é um processo: a tendência de ficar criando mundos e depois se mudando para dentro deles. À medida que um mundo se desintegra, você cria um outro e lá se instala. Ao mesmo tempo, você dá de cara com outras pessoas que também estão criando os seus próprios mundos. O jogo e a criatividade desse processo pode algumas vezes ser prazeroso. Na verdade, isso seria perfeitamente inócuo se não causasse tanto sofrimento. Os mundos que criamos insistem em desmoronar e nos matar. Mudar para um novo mundo requer esforço: não somente as dores e riscos do nascimento, mas também os severos golpes - mentais e físicos que resultam ao passar da infância para a maioridade repetidas vezes. O Buda certa vez perguntou aos seus monges, "O que vocês acham que é maior: a água nos grandes oceanos ou as lágrimas que vocês derramaram nessa perambulação?" A resposta dele: as lágrimas. Pense nisso na próxima vez que estiver mirando o oceano ou brincando nas suas ondas. Além de criar sofrimento para nós mesmos, os mundos que criamos se alimentam dos mundos dos outros, da mesma forma como o deles se alimenta do nosso. Em alguns casos essa alimentação pode ser prazerosa e benéfica para ambos, mas mesmo nesse caso essa situação terá um fim. De modo mais típico, ela irá causar dano a pelo menos uma das partes na relação, com freqüência a ambas. Quando você pensa em todo o sofrimento incorrido para manter


apenas uma pessoa vestida, alimentada, abrigada e saudável - o sofrimento tanto daqueles que têm que pagar por essas necessidades, bem como daqueles que labutam ou morrem na sua produção - você verá o quão explorador pode ser mesmo o mais rudimentar processo de construção de mundos. É por isso que o Buda tentou encontrar o caminho para parar essa 'samsar-ização'. E uma vez que ele o encontrou, ele encorajou outros a segui-lo também. Porque a 'samsar-ização' é algo que cada um de nós faz e cada um tem que parar isso por si mesmo. Se samsara fosse um lugar, poderia parecer egoísta que uma pessoa buscasse a escapatória, deixando os outros para trás. Mas quando você compreende que é um processo, não há de modo algum nada de egoísta em dar-lhe um fim. É o mesmo que abandonar um vício ou um hábito abusivo. Quando você aprende as habilidades necessárias para parar de criar os seus próprios mundos de sofrimento, você poderá compartir essas habilidades com os outros para que eles possam parar de criar os deles. Ao mesmo tempo, você nunca mais terá que se alimentar dos mundos dos outros, portanto, você estará reduzindo o fardo deles também. É verdade que o Buda comparava a prática de parar o samsara ao ato de ir de um lugar ao outro: desta margem de um rio para a outra margem. Mas os trechos nos quais ele faz essa comparação, com freqüência concluem com um paradoxo: a outra margem não possui um "aqui," nem um "ali," nem um "no meio". Sob essa perspectiva, é óbvio que os parâmetros de tempo e espaço do samsara não se referem ao contexto preexistente no qual perambulamos. Eles são os resultados da nossa perambulação. Para alguém viciado em construir mundos, a ausência de parâmetros conhecidos soa perturbadora. Mas se você estiver cansado de criar sofrimento incessante e desnecessário, talvez queira tentar algo novo. Afinal, você vai sempre poder recomeçar a construir se a falta de "aqui" ou "ali" resultar maçante. Mas dentre aqueles que aprenderam como romper esse hábito, ninguém se sentiu mais tentado a 'samsar-izar' outra vez.


Como escapar da Roda de Samsara?

18/06/2011 - Se você não sabe o que é a Roda do Samsara deve saber, contudo, o que é a Lei do Retorno. Ambas são sinônimas. Desde o antiquíssimo Egito que o homem tem a firme convicção de que está preso a esta Roda, ao ciclo de Vida e Morte. Acho que somente o Cristianismo Católico enveredou pela idéia de que só se vive uma vez e é nesta única vez que se tem de conseguir a salvação ou ser condenado para sempre amém. Quando, contudo, se considera o tempo de vida psicológica adulta, ativa, produtiva, construtiva de uma pessoa, não se pode aceitar de modo algum esta idéia absurda. Por que o Criador de Todos os Universos, que não demonstra pressa em nada que faz, daria ao homem uma única chance de atingir a Iluminação ou, como querem os católicos, a salvação? Ensinam o Budismo indiano e o Taoismo chinês que em uma única vida é possível a alguém sair do Samsara, mas para tanto é necessário adotar determinados procedimentos comportamentais em seus três corpos de manifestação: mental, emocional e físico. Pode-se perfeitamente concordar com esta assertiva e aceitar sua premissa. Mas isto não anula a benemerência divina, que dá à Sua Criação tantas oportunidades quantas sejam necessárias para que finalmente acerte o Caminho.


Seria bom que o Papa revisse conceito tão arcaico e desse exemplo de humildade aceitando a hipótese mais coerente com o Criador: aquela da transmigração da alma ou do espírito. E a propósito: qual é a diferença que há entre alma e espírito? Geralmente toma-se uma pelo outro como se fossem palavras sinônimas, mas não são. A Alma é um sopro elemental, passageiro, que anima os corpos de manifestação de todos os seres vivos na Terra (e, quiçá, em outros planetas cujas vidas manifestadas na Forma sejam semelhantes às que aqui se manifestam). Em última análise, a alma de todos os seres vivos é a Energia Fôhat animando a Matéria em diversos níveis. Energia que dela se retira quando o objetivo da construção material tenha sido alcançado. É, então, que se diz comumente que a alma morre. Não é que ela realmente morra, no sentido niilista que este vocábulo contém. Nada morre no Universo. Tudo nele é perene. O Fôhat que se vai não se extingue só porque saiu da forma material que animou por um tempo determinado. Vai integrar outras correntes foháticas, quando, então, irá desempenhar novas funções Cósmicas. Não leva consigo a memória da atividade material que animou por um tempo. Esta memória fica gravada para sempre na Luz Astral ou Luz Ódica, como é conhecida na Magia Elemental. Afinal de contas, “na Natureza nada se cria nada se perde; tudo se transforma”. E é aqui que está o cerne do estudo sobre a Roda do Samsara. Na Luz Astral (Matéria Astral, se assim preferirem) ficam registrados todos os fenômenos e todos os acontecimentos emocionais, psíquicos e sensoriais vivenciados pelos seres vivos. Se você imagina a Luz Astral como fluindo num determinado sentido, com uma determinada direção – apenas como meio de facilitar a compreensão do que aqui digo – então, qualquer fenômeno, qualquer processo, qualquer ação que um ser vivo cometa e que se manifeste na Luz Astral contrários à sua corrente natural, causam perturbação e têm que ser corrigidos. No que tange ao ser humano, isto lhe acarreta responsabilidades que são somente suas e são, portanto, individualizadas. Assim, cada indivíduo é totalmente responsável pela perturbação a que deu origem em função de seus modos de pensar, sentir e agir. E se é sua responsabilidade individual somente ele tem o direito e o dever de corrigir o que construiu que perturbou o fluir sereno da corrente astral. Em palavras simples e claras, eis a razão da Lei do Retorno ou da existência da Roda do Samsara. Como entramos e porque entramos na Roda do Samsara não vem ao caso. O que interessa é que estamos nela e ela não é nada agradável. É conhecida, entre os Teosofistas, como A Mó das Almas. E é mó porque, como aquela que mói o trigo, esta Roda mói a dura casca que recobre e cega o Espírito Humano. Casca de vícios que ele adquiriu quando se deixou mergulhar no Mâyâ e ser por este dominado. Uma casca que, para ser quebrada, necessita de grandes sofrimentos e grandes dores. Por isto é premente para qualquer Espírito Humano safar-se desta Roda. Mas eis a grande pergunta: como se deve proceder para se sair do Samsara? Ora, desde mesmo antes do advento do Filho de Deus feito Homem na Terra que outros avatares aqui estiveram sempre com o mesmo propósito: ensinar aos homens o caminho da Iluminação ou da Salvação. Mas se é verdade que tantos avatares iluminados desceram aqui, neste mundo infernal, para nos ensinar a Senda, por que razão a humanidade ainda não aprendeu sua direção? A resposta é simples: porque o Espírito, ao mergulhar na Matéria, por ela se torna dominado. Sua consciência divina se obnubila e a consciência da Alma Material


predomina. E para esta, a realidade mayávica é a realidade que conhece. E é para esta realidade que a Alma Mortal se volta, pois nasceu dali e só conhece esta realidade. Mas se vivemos totalmente mergulhados na Matéria e somos dominados pela consciência da Alma mortal, então, não temos salvação. Estamos e permaneceremos eternamente condenados ao Samsara… Não. Isto não é verdade. O Espírito Humano não passa por esta realidade ilusória à-toa. Sua missão não é retornar à casa do Pai e ali permanecer num mundo beatífico, eternamente prazeroso e inútil, não. Deus é Ação. Ação é Movimento. Movimento é Criação e Criação é Amor. Então, Deus é Amor, pois Ele está eternamente criando. O Espírito Humano tem de prosseguir espuído de toda sujeira do Mâyâ. Assim limpo, Ele deve também ser um Criador Cósmico. Um dos muitos braços de Deus no Espaço Infinito. É por isto que se diz, em quase todas as religiões, que cada ser humano é o próprio Deus em manifestação material e espiritual. Tudo bem, dirá o leitor. Mas você ainda não me disse como devo fazer para me safar da Roda do Samsara. É verdade. Por isto, vamos lá. Sair do Samsara é fácil como respirar, mas é concomitantemente tão difícil como voar sem asas. É uma assertiva antagônica, mas é real, clara e objetiva. Se não, vejamos: 1 – Conforme sentenciou o Rei dos Reis: “O que mata não é o que entra pela boca, mas o que dela sai”. Pronto! Jesus deu a chave mestra para se abrir a porta da Salvação. Fechar a Boca. Não em relação ao alimento carnal, não. Fechar a boca para não dar substância a pensamentos e reações emocionais densas, pesadas, negativas, más. 2 – Costuma-se dizer que “os olhos são o espelho da alma” e isto é verdadeiro. Mas também é verdade que a palavra é o prenúncio da tempestade. Esta assertiva corresponde àquele dito popular que afirma que “quando um não quer, dois não brigam”. Praticar o SILÊNCIO é um dos passos importantes para o escape ao Samsara. Mas acredite, não é nem um pouco fácil saber silenciar. Tente e estará iniciando o caminho de sua libertação. 3 – “Vigiai e orai para que o inimigo não vos pegue desprevenido”. Já falei a respeito deste mantra de salvação ditado por Jesus a seus discípulos e, por extensão, a toda a humanidade. Quando Maria Santíssima, o Buda Avalokiteshiwara, apareceu aos três pastorinhos na Gruta da Iria, em Portugal, mandou que as pessoas rezassem o terço. Por que será que orar o terço cristão é tão importante para que o Buda Avalokiteshiwara , na forma da Mãe de Jesus, que Ela realmente foi, viesse insistir em que os povos praticassem este ato religioso? certamente não foi para ratificar a Religião Católica, não. É porque quando se ora, obriga-se a Mente, a mais rebelde forma de manifestação da Alma Mortal que temos, a se domesticar e a se firmar numa única direção: a direção da Divindade. No início a mente se rebela e flutua teimosamente trazendo à recordação, enquanto se pronunciam as palavras mântricas do terço, lembranças as mais disparatadas, buscando assim tergiversar a Mente humana e retirá-la do Caminho. Mas com o passar do tempo, tal e qual acontece quando se pratica halterofilismo, o Corpo Mental se adéqua ao mantra do terço e isto fortalece o Espírito, pois a Mente se torna dominada pela


Oração e se curva, finalmente, à adoração do Divino. É por isto que o Evangelismo leva seus praticantes a se perderem do Verdadeiro Caminho. Evangélico não ora. Evangélico nega Maria Santíssima, logo, nega o Buda Avalokiteshiwara, a quem ficou o encargo de Salvar da perdição a Humanidade. Os evangélicos acreditam que cantando hinos de louvor estão adorando a Deus na pessoa de Jesus. Mas cantar hinos em grupo e de modo altissonante pode, no máximo, levar a uma euforia passageira. A oração é o único meio que o Espírito tem de entrar naquele estado que os japoneses chamam satori e os cristãos chamam beatitude. Jesus não é o Salvador dos humanos. Jesus veio ensinar a Nova Lei e Ele mesmo afirmou isto. E voltará, ao final dos tempos, para levar consigo aqueles que conseguiram vencer o Mâyâ e, acredito eu, entre estes não estarão os evangélicos e tantos outros que renegam a oração. No entanto, não é somente orando o terço cristão que se pode dominar a Mente. Há centenas de mantras búdicos que têm a mesma finalidade e alcançam o mesmo resultado. Só que Maria Santíssima é a figura mais conhecida pela esmagadora maioria da humanidade. Por isto, o Buda Avalokiteshiwara, que encarnou na forma de Míriam (ou Maria) para dar um corpo sagrado e livre do Samsara ao Filho de Deus, como se chama a Jesus, aconselhou rezar o terço, em lugar de sentar, fechar os olhos e emitir milhares de “om padmi hum” como costumam fazer os indianos religiosos. 4 – Pratique o desapego. Desapego aos valores venais; desapego ao amor mortal (mais corretamente, desejo) do homem para com a mulher; desapego aos bens materiais; desapego ao bem-estar físico, à preguiça; desapego, enfim, à palavra. Não valorize o significado que os vocábulos levam consigo nas mensagens que integram. Insultuosos ou elogiosos, não dê valor a tais significados e não se deixe tocar por eles. Lembre-se do lindíssimo poema “IF” (SE) de R. Kipling.5 – Não aja de modo a ferir seu semelhante e não tome por semelhante somente aqueles seres que têm a mesma aparência física que você, humano. São seus semelhantes todos os seres vivos e se assemelham a você não na forma física, mas na essência divina. Não lhes coma as carnes, pois assim deixa de ser um devorador de cadáveres. 6 – Pratique a continência. Contenha-se no alimentar-se tanto quanto se contenha na emissão de juízos sobre seu próximo. Não minta. Se não puder dizer toda a verdade porque irá ferir alguém fazendo isto, então, silencie e permita que o outro chegue por suas próprias pernas à verdade. Mesmo que isto vá exigir dele uma outra vida de dores e sofrimentos, deixe que siga seu caminho. Satisfaça-se com saber que ao menos você sabe aquela verdade, embora tenha plena consciência que toda verdade humana é somente uma ínfima parcela da Verdade Real. 7 – Pratique a Humildade. Ser humilde não é ser vil, servil, rastejante. Ser humilde é saber estar acima de tudo satisfeito consigo mesmo e em paz com seu próximo. É agir de conformidade com o fluir do Astral Positivo, isto é, exercitar-se no Amor puro, sem desejos, sem seleção. No Amor à Vida sob qualquer forma em que se manifeste. Amor ao Planeta, pois ele também é um ser vivo, criado por Deus. Ser Humilde é estar em paz com sua Consciência, mesmo que tenha de enfrentar a ira de toda uma nação, como o fez Jesus. Com fazer tudo o que acima indico, você estará entrando no caminho certo para safar-se da Roda do Samsara. Bom sucesso em seu esforço e NAMASTÊ!


A Lança do destino

A Lança do Destino (também conhecida como Lança Sagrada ou Lança de Longino), segundo a tradição da Igreja Católica, foi a arma usada pelo centurião romano Longinus para perfurar o tórax de Jesus Cristo durante a crucificação. A lança (do grego: ?????, lonke) só é mencionada no Evangelho de João (19:31-36), e em nenhum dos Evangelhos sinópticos. O Evangelho declara que os Romanos pretendiam quebrar as pernas de Jesus, uma prática conhecida como crurifragium, que objetivava acelerar a morte numa crucificação. Logo antes de o fazerem, porém, perceberam que Jesus já estava morto, e portanto não havia razão para quebrarem suas pernas. Para certificarem-se de sua morte, um legionário romano (fora da tradição bíblica chamado de Longino) furou-lhe o flanco: ... Contudo um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. João 19:34. O fenômeno do sangue e água foi considerado um milagre por Orígenes. Os católicos, embora aceitem o sangue e a água como uma realidade biológica, emanando do coração e da cavidade abdominal de Cristo, também reconhecem a interpretação alegórica: ela representa um dos principais mistérios/ensinamentos chave da igreja, e um dos principais assuntos do Evangelho segundo Mateus, que é a interpretação da Consubstancialidade adotada pelo Primeiro Concílio de Niceia, segundo a qual Jesus Cristo era ambos: verdadeiro Deus e verdadeiro homem. O sangue simboliza sua humanidade, a água, sua divindade. Cerimonialmente, isso é representado em certo momento da Missa: o padre asperge uma pequena quantidade de água no vinho antes da consagração, um ato que reconhece a humanidade e divindade de Cristo e representa o fluxo de sangue e água do flanco de Cristo na cruz. Santa Faustina Kowalska, uma freira polonesa cujo apostolado e cujos escritos levaram ao estabelecimento da devoção da Divina Misericórdia, também reconheceu a natureza milagrosa do sangue e água, explicando que o sangue simboliza a misericórdia divina de Cristo, e a água, Sua divina compaixão e as águas batismais.


Histórias Uma tradição indica que esta relíquia foi encontrada na Antioquia por um monge, chamado Pedro Bartolomeu, que acompanhava a Primeira Cruzada. Este afirmava ter sido visitado por Santo André, que lhe teria contado que a lança encontrava-se na igreja de São Pedro. Depois da conquista da cidade, foi feita uma escavação e foi o próprio Pedro Bartolomeu que a encontrou. Apesar de se pensar que tinha sido o monge a colocar uma falsa relíquia no local (até o legado papal Ademar de Monteil acreditava nisto), o logro melhorava o moral dos cruzados, sitiados por um exército muçulmano. Com este novo objeto santo à cabeça das suas forças, o príncipe de Antioquia marchou ao encontro dos inimigos, a quem derrotou miraculosamente - milagre segundo os cruzados, que afirmavam ter surgido um exército de santos a combater juntamente com eles no campo de batalha.

A Lança de Longinus

São Longinus viveu no primeiro século, contemporâneo de Jesus, e seria o centurião romano que reconheceu Cristo como sendo o “filho de Deus” na crucificação (Mateus 27:54; Marcos


15:39 e Lucas 23:47). Ele seria o soldado que feriu o lado de Jesus com a sua lança (Jo 19:34). Diz a lenda que a água que saía do lado ferido de Jesus respingou em seu rosto e ele imediatamente sarou de uma grande problema de visão, e converteu-se, tornando-se um monge na Capadócia (hoje Turquia), onde foi mais tarde preso, martirizado para renunciar a sua fé e finalmente decapitado. Sua lança é reverenciada como uma relíquia religiosa e está a mostra em Viena na Áustria. Na Espanha e no Brasil ele é o protetor para encontrar objetos perdidos. Sua festa é celebrada no dia 15 de março. Fatos: “História real" 1: Há aproximadamente 2.000 anos atrás, em uma sexta-feira, dia da crucificação de Jesus, aconteceu um fato muito misterioso. Segundo o costume, as pernas dos crucificados eram quebradas para antecipar a sua morte. Os ladrões que estavam ao lado de Jesus tiveram esse destino, mas quando chegou a vez do Messias um centurião romano, Longinus, para provar que ele já estava morto (quem sabe para se fazer cumprir as profecias) perfurou o lado do peito de Jesus, de onde jorrou sangue e água, tentando provar que ele já estava morto. Como os ossos de Jesus não foram quebrados, isso reforçou ainda mais o fato que ele realmente era um enviado de Deus, pois os Profetas do Velho Testamento já haviam previsto que nenhum osso do corpo do Messias seria quebrado. “História real" 2: Com o passar dos anos, a posse da Lança tomou vários rumos, começ z contrabandeada para fora da cidade, frustrando a vontade de Napoleão em possuir esse poder. Em 1912, a lança passa à posse da Casa de Hapsburgs, fazendo parte de uma coleção no Museu de Hofburg em Viena. Em setembro desse ano, um jovem chamado Adolf visitou o museu e com o acompanhamento e orientação do Dr. Walter Stein, ficou sabendo sobre o histórico de poder da lança. Nesse momento Adolf ficou contemplando-a, e sentiu uma conexão mística entre ele e as gerações de conquistadores da história, já que ele tinha muito interesse em artefatos religiosos de poder. Após essa visita, Adolf chegou a dizer: “Eu fiquei lá tranquilo, olhando fixamente para a lança por vários minutos, esquecendo de tudo à minha volta. Ela parecia conter algo oculto em seu interior, que me evadia, parecia que eu sentia, eu sabia intimamente e não podia trazer à consciência... Eu sentia ainda como se eu mesmo a tivesse segurado antes em algum século passado da história. Que eu mesmo uma vez a tivesse clamado como meu talismã de poder e segurasse o destino do mundo em minhas mãos..."


Hitler ea Lança de Longinus

Um ensaio lança luz sobre um aspecto novo do ditador sanguinário e louco nazista. Marco Tosatti - Roma - Jesus Hernandez escreveu um livro muito interessante sobre um aspecto pouco conhecido, certamente a personalidade de Adolf Hitler, e em particular o seu interesse em esotérica e supersticiosa, para um certo tipo de relíquias. O que é mais o ditador nazista acreditava que a lança com a qual o legionário romano perfurou Cristo faria invencível. Isso é fé cega a lenda de origem antiga que o proprietário da lança de Longino (assim tradição chamou a legião) iria realizar em suas mãos o destino do mundo. E, em particular, ele nunca perdeu uma batalha. "Enigmas y de Misterios II Guerra Mundial" De acordo com Hernandez diz, Hitler encontrou Lança de Longinus por acaso em 1912, quando ele tentou vender suas aquarelas nos cafés de Viena. Um artista muito pobre, que mal podia fazer uma refeição por dia. Ele 23 ano, quando a refugiar de uma tempestade veio muito forte no museu do Palácio de Hofburg. "Andando pelos corredores, um objeto singular chamou sua atenção. Em um manto de veludo ofereceu para ver uma relíquia do poder cristão grande místico que pertencia ao imperial Habsburgo tesouro:. Lança de Longino " Uma ponta de ferro um pouco mais do que centímetros 50. Hitler era fascinado, e começou, com seu amigo Walter Johannes Stein, que riceche os poderes mágicos atribuídos a esse objeto ". Stein dizer, então, que "Hitler estava convencido de que ele tinha um grande destino a cumprir. Posse da lança sagrada poderia ser a ferramenta para fazer isso acontecer. " Vinte e seis anos depois, com é o "Anschluss" Áustria tornou-se parte do


Terceiro Reich, Hitler e triunfante entrou na capital que tinha visto pobres e desesperados. Na tarde de 14 marco 1938 diz Hernandez, Hitler chegou acompanhado por Himmler, o chefe das SS, no Palácio Hofburg. "O Führer foi diretamente para a sala onde ele manteve sua lança desejado. Himmler saiu da sala, deixando Hitler com a relíquia mística. Ele ficou lá um "agora, completamente imerso em seus pensamentos delirantes, alimentada pela visão de a lança que estava em seu poder. Melomaniaco seu sonho tinha sido cumprido. " Como se apossar da lança, mas parecia um roubo contra a capital austríaca? Foi criado este truque: o prefeito de Nuremberg, a cidade que sediou o primeiro lançamento de Viena, pediu oficialmente o retorno da relíquia. Pedido satisfeito. Um trem blindado, especialmente preparado para a transferência, cinco meses mais tarde levado para a Alemanha o objeto precioso, escoltado em todos os momentos pela SS. O 30 agosto foi depositado na igreja de Santa Catarina, a ser exibido para o público. Depois da guerra, os americanos descobriram, escondido em um abrigo antiaéreo, e trouxe de volta a Viena. Segundo alguns historiadores que Hernandez não concorda - Hitler cometeu suicídio quando os Aliados estavam na posse da lança. De acordo com Hernandez suicídio precedeu a descoberta de várias semanas. Claro que é impossível saber se a ponta de lança mantidos em Viena é realmente o que perfurou Cristo entre o 'outro, há dois exemplos possíveis de a Lança de Longinus .... E parece altamente improvável que a ponta de uma' arma muito comum, usado por um soldado desconhecido romano, que realmente não sabe de nada, poderia atravessar a noite dos séculos para chegar até nós. Mas Hitler acreditava.


Daruma-San: O Talismã de ano novo

Dentre muitos talismãs (enguimonô) existentes no Japão, o Daruma é um dos mais antigos e populares. Daruma-san, como é também conhecido, é uma espécie de boneco que representa Bodhidharma, um monge da Índia que fundou o Zen Budismo na China. É muito procurado pelo povo e pelos turistas em virtude dele trazer-lhe paciência de Jó, luta e realização do seu sonho e finalmente sucesso nas atividades profissionais. É um presente popular para encorajamento, que ajuda a alcançar sonhos ao auxiliar a manter o foco no objetivo estabelecido. O Daruma-san é também símbolo da perseverança e esforço constante, seus outros nomes são Huto (‘O velho que nunca cai’) e Okiagari-Koboshi (O pequeno monge que sempre se levanta). O Daruma-san geralmente é feito de madeira e é representado como uma figura arrendondada, com corpo vermelho (para espantar “o olho gordo”), sem braços e sem pernas. O fundo dele é pesado para que possa levantar-se simultaneamente mesmo estando na posição de queda. O fato de Daruma-san não cair, representa “jamais desistir”, tanto que há um provérbio japonês que se diz: “NANA KOROBI, YA OKI”, que quer dizer “Caia sete vezes mas levante oito vezes”. Seus olhos não têm pupilas. As pessoas usam os bonecos para fazerem pedidos. Para fazer um desejo: ao segurar o Daruma-san, pinte o olho esquerdo do boneco enquanto você faz um pedido. Pinte o olho direito quando o desejo for realizado. Então leve-o a um templo ou santuário budista como uma oferenda. Tais templos costumam queimar os bonecos no Ano Novo. Na China Antiga havia um monge budista chamado Bodhidharma que buscava o conhecimento sobre a verdade da vida, após diversas tentativas através da prática ascética nada descobriu. Dessa forma, tomou a decisão de sentar-se em frente à parede de um templo para meditar sobre a vida e chegar a uma conclusão à respeito de sua verdadeira essência. Ele levou 9 anos para alcançar esse despertar, optou por permanecer sentado numa mesma posição durante todo esse período, assim seus braços e pernas atrofiaram, e arrancou as pálpebras de seus olhos para não dormir nesse tempo de meditação. Ele foi o fundador da religião ZEN BUDISMO.


O ZEN BUDISMO foi levado para o Japão no início do século 12. O nome Daruma foi dado pelos japoneses (vem da pronúncia de Dharma). Na época de Muromachi-Jidai (1333 – 1568) surgiu no Japão o boneco Daruma representado na mesma posição do monge em sua meditação e dos bonecos teimosos provenientes da China, e na época de Edo (1603 – 1868), chegou ao formato em que é apresentado na atualidade. Nesse período já havia no âmago do povo japonês o sentimento de se proteger usando o DARUMA como um talismã para evitar de todos os males existentes na colheita agrícola, caça e pesca… Desde então, o talismã DARUMA é utilizado nas casas comerciais, nos lares e no decorrer do tempo, pelos políticos em campanha eleitoral.

O povo japonês costuma comprar esse boneco que é vendido em barraquinhas localizadas próximo aos templos e santuários , no ano novo, para que se concretize o sonho depositado no ano que se inicia. Ao comprá-lo, vem sem os olhos: quando você quiser que o seu desejo se realize, pinte um dos seus olhos e, se o pedido for atendido, o outro deverá ser pintado em sinal de gratidão. Diz a lenda que, ao se ganhar um Daruma-san, deve-se: - Pensar em um objetivo a ser alcançado; - Pintar um olho do Daruma-san, representando o seu comprometimento com o objetivo; - Quando o objetivo for traçado, pintar o outro olho. Curiosidades O Daruma-san tem um templo próprio, Daruma-dera, localizado em Takasaki, na província de Gunma, no Japão. Nesta mesma cidade acontece o Festival dos Bonecos Daruma (6 e 7 de janeiro), frequentado por cerca de 400.000 pessoas que vão rezar por um bom ano. Os pêlos no rosto do Daruma simbolizam animais da cultura japonesa representativos da longevidade: o tsuru (grou) e a tartaruga. As sobrancelhas remetem ao tsuru, enquanto que os pêlos nas bochechas lembram os cascos da tartaruga. Diz-se que o Daruma-san foi feito para lembrar o seguinte provérbio: “Tsuru wa sen nen, kame wa man nen”, ou seja, o tsuru vive 1.000 anos, e a tartaruga 10.000 anos, reforçando a ideia de longevidade.


Símbolos e Objetos Triquetra

Triquetra é um simbolo usado na magia, na bruxaria e na Wicca. Originário das tradições Celtas, ele representa as três faces da Grande Mãe, a energia criadora do universo, cujas três faces são a Virgem, a Mãe e a Anciã. Também representava as estações do ano, que antigamente era dividido em três fases, primavera, verão e inverno. A triquetra, em latim triquætra, é similar a um tríscele e pode ser interpretada como uma representação do Infinito nas três dimensões ou a Eternidade. Era um simbolo muito comum na civilização Celta devido o seu enorme poder de proteção. Encontrado inscrito em pedras, capacetes e armaduras de guerra, era interpretado como a interconexão e interpenetração dos níveis Físico, Mental e Espiritual. O círculo no meio, assim como no pentagrama, representa a perfeição e a precisão.Plagiado pelo Cristianismo, este símbolo passou a representar a trindade cristã, o Pai, o Filho e o Espírito Santo. A Triquetra foi utilizada no seriado norte-americano Charmed para representar o poder triplo das três irmãs que lutam contra o mal com poderes sobrenaturais. O símbolo aparece inscrito no "Book Of Shadows" (Livro das Sombras), na coleira da gata Kitty e em vários episódios da série. Recentemente, uma forma de Triquetra, constituída por um triângulo com espirais, foi utilizada na novela brasileira global, Eterna Magia. Ele podia ser visto na entrada do Museu das Bruxas. Tem sua origem ligada aos povos indo-europeus (que deram origem aos Celtas e Nórdicos), tendo achados arqueológicos que lhe remetem uma idade superior a 5.000 anos (3.000 a. C). Entre os celtas era um símbolo diretamente ligado ao fluxo das estações, já que eles, só contavam três (3); Primavera, Verão e Inverno. Alguns estudiosos definem que os povos celtas de algumas regiões acreditavam em somente 3 elementos: O Céu (ar), A Terra (terra e fogo) e o Mar (água). Tudo isso comprova a tese de que os Celtas consideravam o três como sendo um número sagrado. Atualmente as Igrejas Irlandesas Cristãs utilizam muito dos símbolos celtas sincretizados a conceitos cristãos no intuito de preservar parte das raízes históricas, culturais e religiosas da Irlanda. Significado Geral: Força, Proteção e Triplicidade de todas as coisas.


Ourobos

Ouroboros (ou oroboro ou ainda uróboro) é um símbolo representado por uma serpente, ou um dragão, que morde a própria cauda. O nome vem do grego antigo: ???? (oura) significa "cauda" e ß???? (boros), que significa "devora". Assim, a palavra designa "aquele que devora a própria cauda". Sua representação simboliza a eternidade. Está relacionado com a alquimia, que é por vezes representado como dois animais míticos, mordendo o rabo um do outro. É possível que o símbolo matemático de infinito (8) tenha tido sua origem a partir da imagem de dois ouroboros, lado a lado. Segundo o Dictionnaire des symboles o ouroboros simboliza o ciclo da evolução voltando-se sobre si mesmo. O símbolo contém as ideias de movimento, continuidade, auto fecundação e, em consequência, eterno retorno. Albert Pike, em seu livro, Morals and Dogma [p. 496], explica: "A serpente, enrolada em um ovo, era um símbolo comum para os egípcios, os druidas e os indianos. É uma referência à criação do universo". A forma circular do símbolo permite ainda a interpretação de que a serpente figura o mundo infernal, enquanto o mundo celeste é simbolizado pelo círculo. Noutra interpretação, menos maniqueísta, a serpente rompe uma evolução linear, ao morder a cauda, marcando uma mudança, pelo que parece emergir num outro nível de existência, simbolizado pelo círculo. Para alguns autores, a imagem da serpente mordendo a cauda, fechando-se sobre o próprio ciclo, evoca a roda da existência. A roda da existência é um símbolo solar, na maior parte das tradições. Ao contrário do círculo, a roda tem certa valência de imperfeição, reportando-se ao mundo do futuro, da criação contínua, da contingência, do perecível. O ouroboros costuma ser representado pelo círculo. O que parece indicar, além do perpétuo retorno, a espiral da evolução, a dança sagrada de morte e reconstrução.Pode-se referir que o ouroboros, ou símbolos semelhantes, constam de obras alquímicas, nas quais significa “alimenta este fogo com fogo, até que se extinga e obterás a coisa mais estável que penetras todas as coisas, e um verme devorou o outro, e emerge esta imagem”. Isto, após uma fase em que pela separação se divide o um em dois, que contém em si mesmo o três e o quatro, “... é um fogo que consome tudo, que abre e fecha todas as coisas”. Registre-se ainda, na tentativa de avançar pistas para a raiz etimológica da palavra “ouroboros”, que em copta “ouro” significa “rei” e em hebraico “ob” significa “serpente”.


Se o segundo símbolo constante da nossa imagem for uma alcachofra, diga-se que esta é tida por alguns o análogo vegetal da fénix, pois após ser submetida ao calor a sua flor perde o colorido e fica totalmente branca, posto o que renasce.Geralmente, nos livros antigos, o símbolo vem acompanhado da expressão "Hen to pan" (o um, o todo). Remete-se assim, mais uma vez, ao tema da ressurreição, que pode simbolizar o “novo” nascimento do iniciado.Em relação a certos ensinamentos do budismo tibetano (como dzogchen e mahamudra), pode-se esboçar uma maneira específica para vivenciar (em estado meditativo) este ato de "morder a própria cauda". Por exemplo, ao perceber-se num estado mental atípico (além das formas habituais) procurar olhar a si mesmo.


Rosácea Energética

Este símbolo nos foi entregue pelos Servidores da Luz, Irmãos Superiores da Confederação Intergaláctica, Seres Luminosos em serviço amoroso ao Planeta Terra. É um portal de entrada a Dimensões Superiores, que tem por finalidade ser usado como um “escudo de proteção energética”, irradiando luz no lugar onde se encontre. Coloque esta Rosácea em um lugar preferido de sua casa ou local de trabalho, com todo o amor de seu coração e ela atuará protegendo energeticamente este local. Permaneça também observando a Rosácea durante alguns minutos ao dia até sentir que ela pulse dentro de seu coração, e ela servirá como grande proteção para quem a contenha dentro de si. Lembre-se que a Rosácea está em movimento circular constante em sentido-horário e cada vez que olhar para ela visualize este movimento no desenho.


Lua-estrela

Símbolos da noite, a lua e a estrela são conhecidas e estudadas há milhões de anos, tem como lenda e história muitas versões. Como apresenta dois elementos de astronomia, a Lua-Estrela simboliza o poder para transportar através do cosmos. A lua simboliza o inconsciente e, portanto, os sentidos físicos, as paixões e emoções animais e instintivas, bem como a imaginação, a sensibilidade e todos os demais aspectos femininos da vida. A lua retratada como um crescente em forma de copa, simboliza o lado receptivo da natureza humana. A estrela é o Símbolo Universal do Espírito. Esotericamente, a aparição de uma estrela simboliza a possibilidade de realização espiritual.Este símbolo admite várias interpretações: para uns, é o casamento da lua com a Estrela D’Alva, fenômeno que ocorre em outubro com a “aproximação” aparente dos dois astros. A crença indígena classifica essa ocorrência com o nome missaré, que quer dizer “casamento dos céus”. Já outros vêem a Lua representando da polaridade feminina, recebendo em si a estrela de cinco pontas, ou de quinta grandeza, que é o Sol, representando o pólo masculino, numa dialética do firmamento, o local onde os deuses se encontram. O arco da lua também alude a um ventre feminino, que nutre uma Estrela-feto. Essa interpretação liga-se à idéia de procriação, fertilidade e amor. A estrela é, ainda, a imagem do homem, ou microcosmo, e simboliza também os cinco sentidos. A lua crescente com uma estrela também é o símbolo do Islã. Tal símbolo pode ser observado em branco na bandeira vermelha da Turquia, nesse país cerca de 99% da população pertence ao islamismo.


Maneki-neko

Maneki Neko (literalmente conhecido como gato que acena), também conhecido como Gato da Sorte, Gato do Dinheiro ou da Boa Sorte é uma escultura asiática comum, na maior parte das vezes feita em cerâmica, que se crê trazer boa sorte ao seu dono. A escultura mostra um gato (tradicionalmente um Bobtail Japonês) a acenar com uma pata levantada, e é muitas vezes colocado - quase sempre à entrada - de lojas, restaurantes, salas de Pachinko e de outros negócios. Algumas das figuras são eléctricas ou funcionam a pilhas e efectuam um pequeno movimento de pata, a acenar. No design das figuras, a pata direita levantada supostamente atrai dinheiro, enquanto uma pata esquerda levantada atrai clientes. Os Maneki Neko surgem com cores, estilos e graus de ornamentação diferentes. Além das figuras de porcelana, os Maneki Neko podem ter a forma de porta-chaves, mealheiros, aromatizadores de ambiente e ornamentos variados. Para os Ocidentais pode parecer que o Maneki Neko está a acenar e não a sinalizar para chamar a atenção. Isto deve-se à diferença entre gestos e linguagem corporal reconhecida pelos Ocidentais e pelos Japoneses, sendo que os Japoneses utilizam o gesto de mão levantada com a palma para fora, dobrando os dedos para cima e para baixo para chamar a atenção de alguém; daí o aspecto do gato. Alguns Maneki Neko feitos especificamente para os mercados Ocidentais têm a pata com a palma voltada para dentro, num gesto de "chamamento" mais familiar para os Ocidentais. Pode encontrar-se o Maneki Neko tanto com a pata direita como com a esquerda levantada (e por vezes ambas). O significado da pata direita ou esquerda difere de acordo com os tempos e os locais. A crença mais comum é que a pata esquerda levantada atrai clientes, enquanto a pata direita atrai riqueza e boa sorte, embora alguns acreditem no contrário. Existem outros para quem a pata esquerda levantada é mais indicada para estabelecimentos de bebida, a pata direita para outras lojas. (no Japão chama-se "hidari-kiki" ("esquerdinos")áqueles que aguentam bem a bebida). É crença comum de que quanto mais erguida estiver a pata, maior será a sorte que vai proporcionar. Consequentemente, ao longo dos anos, a pata dos Maneki Neko teve tendência a surgir cada vez mais levantada. Há quem utilize a altura da pata como método para medir a idade da figura. Outra crença comum é que quanto mais alta erguida estiver a pata, maior será a distância que a boa sorte percorrerá. Os braços de alguns Maneki Neko funcionam a pilhas ou são alimentados por energia solar, permitindo-lhes efectuar o gesto de chamada de atenção.


LENDAS SOBRE A ORIGEM DO MANEKINEKO

No Japão existem várias lendas que explicam a origem do Manekineko. As três mais famosas são:

Lenda do templo "Goutokuji"

No início do período Edo (século XVII), havia um templo em Setagaya, Tokyo. O sacerdote do templo tinha um gato, chamado Tama. A situação financeira do templo era bastante ruim, e os monges estavam passando fome. Mesmo assim, Tama sempre tinha o que comer, pois seu dono sempre tentava arranjar um meio de alimentar o gato. Um dia, Naotaka Ii que era senhor do distrito de Hikone (próximo a Kyoto) estava caçando próximo ao templo quanto iniciou uma chuva forte. Para evitar a chuva, ele correu para debaixo de uma árvore que ficava na frente do templo. Ao olhar para a entrada do templo, Naotaka viu um gato sentado em suas patas traseiras e com uma pata dianteira levantada (como nas estátuas). Ele ficou fascinado com a proeza daquele animal, e resolveu olhá-lo de perto. Assim que saiu debaixo da árvore, esta foi atingida por um raio. Ao perceber que o gato tinha salvo sua vida, Naotaka resolveu entrar no templo para rezar. Ao ver a condição lamentável dos monges, o Samurai deu todo o dinheiro que ele carregava em sua bolsa para os monges (era por sinal uma soma considerável). Após esse episódio, Naotaka ficou amigo do monge daquele templo. Esse local tornou-se então o templo da família de Naotaka Ii e se tornou bastante próspero. Tudo isso graças ao gato. Para homenagear o gesto de Tama, foi feito uma estátua que se tornou um amuleto de sorte.

Lenda da cortesã "Usugumo"

Durante o período Edo existiam locais para os homens chamados Yuukaku que consistiam de várias casas de entreterimento tendo mulheres chamadas de Tayuu, que eram as anfitriãs principais de tais lugares. Uma das mais famosas casas de entreterimento era Yosiwara em Tóquio. Na metade do século XVIII, existiu uma Tayuu em Yosiwara cujo nome era Usugumo. Ela eram conhecida por gostar de gatos de estimação, tanto que sempre mantinha seu gato ao seu lado todo o tempo. Uma noite, quando ela queria ir ao banheiro, seu gato pulou em cima dela, agarrando suas vestes. Usugumo tentou tirar o gato, mas este não largava sua roupa. Usugumo gritou por socorro, e o dono da casa correu para ajudá-la. Ele acabou cortando a cabeça do gato como sua espada. Quando a cabeça do gato voou ao chão do banheiro, bateu e matou uma grande cobra que estava aguardando por Usugumo. O gato, na verdade, estava tentando avisá-la do perigo e acabou sacrificando sua vida para proteger sua dona. Usugumo sentiu-se culpada por ter levado seu gato à morte. Para consolá-la, um de seus clientes a presenteou com uma imagem de um gato. Tal imagem originou o Manekineko.


Lenda da velha mulher (mais comum)

No final do período Edo (século XIX), existiu uma velha mulher que vivia em Imado, Toquio. Ela tinha um gato de estimação que morava com ela. Ela se encontrava em más condições financeiras e não conseguia achar um meio de ganhar dinheiro. Certa vez, sua situação se tornou tão crítica, que ela não mais podia criar e alimentar seu gato. Então ela disse ao gato: "Eu sinto muito, mas eu terei que abandoná-lo pois não tenho mais como criá-lo nesta situação de pobreza". Naquela noite, a mulher sonhou com o gato. No sonho ele falou: "Por favor, faça uma imagem minha em barro. Com certeza, isso trará boa sorte a você". No outro dia, ao fazer uma estátua de barro de acordo com seu sonho, surgiu uma pessoa que queria comprá-la. Quanto mais a mulher fazia as estátuas, mais pessoas surgiam para comprá-las. Com isso, ela conseguiu ganhar dinheiro e melhorar de vida.


Carranca

Carranca é uma escultura com forma humana ou animal, produzida em madeira e utilizada a princípio na proa das embarcações que navegam pelo rio São Francisco. Espalhou-se no Brasil como uma forma de arte popular, sendo vendida em feiras e lojas de produtos artesanais. Não se sabe ao certo se sua origem é negra ou ameríndia, ou se seriam amuletos ou simplesmente ornamentos. Os artesãos que produzem carrancas são chamados de carranqueiros. As primeiras referências às carrancas datam de 1888 em livros de Antônio Alves Câmara e Durval Vieira de Aguiar. As carrancas eram construídas a princípio com um objetivo comercial, pois a população ribeirinha dependia do transporte de mercadorias pelo rio, e os barqueiros utilizavam as carrancas para chamar a atenção para sua embarcação. Em certo momento, a população ribeirinha passou a atribuir características místicas de afugentar maus espíritos às carrancas. Esta atribuição colocava em segundo plano o aspecto artístico da produção das carrancas, ou seja, como forma de manifestação cultural popular de uma região brasileira. Figura, figura de proa e leão de barca também eram termos utilizados pelos remeiros para designar as carrancas. Dois dos principais pólos de produção e comercialização de carrancas são as cidades de Pirapora, em Minas Gerais, e Juazeiro, na Bahia.(Brasil)

Carranca, a escultura original

"A originalidade das carrancas é incomparavelmente superior à das demais realizações artísticas de nosso povo", afirma Paulo Pardal, logo depois de pontuar que a originalidade é o atributo mais importante de qualquer obra de arte. Para justificá-lo, o autor perpassa inúmeras interpretações das características dessa figura geralmente encontrada em barcos, tomando-a desde a origem: "Outra possível interpretação para esses primeiros ornamentos de proa consiste em observar que o animismo dos povos primitivos poderia estender-se ao barco, encarado como um ser vivo, dotado de alma, sendo a figura de proa a cabeça do próprio animal ou deus, simbolizado no barco. Reforça esta interpretação o fato de estes receberem, com freqüência, especialmente os populares, nomes de pessoas, em geral de mulher. Sendo masculinos os seus proprietários, há o desejo, de caráter afetivo, de navegarem e confiarem em um ser feminino, ou de caráter possessivo, de serem seu dono. Também pode patentear a idéia dos barcos como seres vivos a pintura de um olho em seus costados dianteiros, como para ajudá-los a encontrar o caminho."


Pantáculos e símbolos mágicos

Eliphas Levi ensinou: “Por trás de toda alegoria mística ou das doutrinas antigas, por trás das estranhas ordens de todos os iniciados, sob o escudo de todos os escritos sagrados, sob a ruína de Nínive ou Tebas, ou das pedras dos velhos templos e da visão das esfinges assírias ou egípcias, nas monstruosas e maravilhosas pinturas que interpretam para a fé da Índia as inspiradas ... páginas dos Vedas, nos emblemas dos nossos velhos livros de alquimia, nas cerimônias praticadas como recepção por todas as sociedades secretas, são encontradas indicações sobre a doutrina que em todo lugar é a mesma e em todo lugar respeitada”. Assim existe na natureza “uma força que é incomensurável e que um homem, que saiba adaptá-la e dirigi-la, poderá conhecer todo um mundo. Essa força era conhecida dos antigos: é o agente universal, a primeira matéria, a Grande Obra”. Nos tratados de magia, dá-se o nome de Pantáculo a um selo mágico, impresso em diversos materiais, como peles de animais, tecidos e metais preciosos e pedras. Considera-se que os Pentáculos têm relação com determinadas realidades invisíveis, cujos poderes eles permitem compartilhar. Eles simbolizam, captam e mobilizam, ao mesmo tempo, poderes ocultos, tanto do Cosmo, dos planetas e estrelas, da Natureza e especialmente dos Mundos Internos do próprio homem, pois se sabe que a energia contida no macrocosmo-galáxia é a mesma contida no microcosmo-homem, lembrando-nos a frase hermética: “O que está em cima é como o que está embaixo, e vice-versa”. Os Pantáculos são canais de receptividade da Energia Cósmica. Eles são também símbolos gráficos dos planetas e dos seres espirituais, que regem e dirigem esses corpos planetários. Tais seres podem ser chamados de Anjos, Arcanjos, Querubins, Potestades etc. Devemos lembrar que o que era magia hoje é ciência. O que era religião hoje pode se transformar em fato científico. Hoje, utilizam-se diversos Pentáculos para curar e encontrar pessoas, para a defesa psíquica e harmonia de ambientes. Esses símbolos são hoje estudados pela Radiônica, Radiestesia e Feng Shui.


De acordo com essas “novas” ciências, pela Lei de Ressonância, os Pentáculos possibilitam criar estados internos e eventos externos afins aos símbolos contidos neles. Existem Pentáculos para Curar, Harmonizar, Fortalecer Virtudes, Proteger etc. Existem diversas maneiras de usarmos esses símbolos sagrados: pode-se realizar uma simples oração e meditação colocando o símbolo em nosso coração, ou ao lado da cama ou ainda em nosso altar; pode-se também usá-los em complexos rituais para que a Força Magnética desse talismã mágico seja altamente potencializada.


Eis alguns dos símbolos mágicos que podemos utilizar em nossas práticas sagradas, os quais foram tirados de antigos tratados de Cabala e Magia, tais como As Clavículas de Salomão, o Tarô egípcio e as pinturas do grande pintor-Iniciado Johfra. Também retiramos tais símbolos das obras de grandes Iniciados, como o Abade Tritemo, Paracelso, Cornélio Agrippa, Eliphas Levi e Samael Aun Weor.


Gráfico de Radiestesia Nome Divino

Por Sergio Nogueira (2010) - Composição do Nome Divino.Representa o nome místico de Jesus (Yoshua), emite poderosas influencias benéficas ao seu redor. Este gráfico de Radiestesia, ao contrário do que muitos pensam, não contém o nome de Jesus tal como ele era escrito, mas sim uma forma alternativa idealizada pelo místico Louis Claude de Saint Martin (1743-1803), chamado de Filósofo desconhecido. Segundo ele, a inserção da letra Shin no centro do tetragrama divino marcava uma nova fase e representava o próprio nome de Deus após o surgimento do Cristo. Já o gráfico, tal como o conhecemos, foi criado por Vasariah e posteriormente utilizado em aplicações de Radiestesia “Cabalística”. Como se pode facilmente perceber este gráfico conjuga propriedades de Ondas de Forma com as características intrínsecas do alfabeto hebreu. Utilização do Nome Divino Ele pode ser usado para a proteção espiritual e psíquica, afasta energias intrusas e obsessões maléficas; para utilizar deste gráfico basta apenas colocar o testemunho da pessoa sobre se quer agir no centro dele e deixar o tempo necessário, este gráfico, preferencialmente deve estar alinhado ao Norte de forma, sua emissão será mais estável, embora não seja obrigatório. Outro uso comum do gráfico é utilizá-lo em ambientes, pode ser colocado nas paredes para ajudar a manter uma melhor frequência vibratória local, ser colocado na porta de entrada para proteção local ou em forma de adesivos nos vidros com o mesmo fim, utilizado no quarto de dormir auxilia no sono. Quando usado em meditações este gráfico é um forte apelo às forças evolutivas superiores. Cuidados Todo gráfico de Radiestesia exige cuidados em seu uso e a observância de alguns detalhes. Deve-se prestar atenção ao correto posicionamento deste dispositivo, é comum vermos pessoas inverterem a posição do mesmo colocando-o de ponta cabeça, no caso dos adesivos o perigo é que existem dois tipos diferentes de material, um para partes externas de janela por exemplo e outro para a parte interna, quando a pessoa utiliza um deles da forma errada o gráfico fica invertido, perdendo suas propriedades emissoras.


Panta Kléa

Desde o princípio da humanidade o homem sente necessidade de captar as forças benéficas da natureza a seu favor. O Panta Kléa faz isso, unindo em si varias áreas do conhecimento humano. Foi criado em 1989, por Elpidio Luiz de Paiva Azevedo e fabricado pela Zots desde então. O Panta Kléa é um catalisador fluídico capaz de unir nosso Eu ao Universo. E o potencializador de suas intenções. Ele tem um cristal que é ao mesmo tempo receptor de energias cósmicas e irradiador das energias que se transformam dentro do cilindro. No corpo da Mãe Terra cada metal reflete ... uma força cósmica, cuja essência ele representa. O cilindro do Panta Kléa é feito de uma liga bimetálica, de nome vênus-urânia. Porque é composta dos metais: cobre associado a Vênus e zinco a Urano. Essa liga tem as características: o cobre fornece uma energia que eleva o espírito e protege maternalmente, e o zinco age como condutor para a corrente criativa, que liga Céu e Terra, e também é um protetor do cobre. Os dois unidos dão proteção e comunicação para o que está contido no Panta Kléa. Na parte inferior há uma tampa com rosca que servirá para você introduzir no Panta Kléa sua "Intenção". Na confecção do Panta Kléa agem e somam-se diversas forças do Universo, que bem preparado beneficiam seu portador. Um Panta Kléa da Zots contendo sua intenção, torna-se uma peça exclusivamente sua. Com ele você acabará descobrindo muito de você e das forças do Universo.

Como Preparar seu Panta Kléa, visto que ele só funciona com uma intenção

RITUAL DE MONTAGEM 1 - Programe, um dia: Nesse dia você deve ter tempo, muita paz e lugar tranquilo, agradável e solitário (procure dias e horas que lhe sejam favoráveis). 2 - Preparação do Pantáculo- Com a mente limpa, desenhe ou escreva em um papel símbolos ou palavras que você conheça e que traduzam suas intenções ou use um dos pantáculos impressos (Lembre-se, o que está no papel acontecerá só para você!). 3 - Montando o Panta Kléa- Acenda uma vela. Segure o pantáculo(s) que você escolheu e olhe para ele juntando mentalmente a escrita ou desenho à sua intenção. Depois, enrole-o bem fino, com o desenho voltado para dentro (como um diplominha), envolvendo-o com um palmo de linha de cor clara, não faça nó na linha. Coloque esse canudinho no interior do Panta Kléa e feche-o com a tampa, rosqueando bem apertado. Agora o Panta Kléa está pronto, ele fará permanentemente uma ligação de sua intenção com o cosmo. Use-o com você ou deixe-o em


um lugar onde tenha sua energia (sob seu travesseiro ou numa gaveta de coisas pessoais). Só volte a abrí-lo quando seu objetivo estiver realizado ou quando precisar incluir outro. IMPORTANTE: - Assim que ele for aberto estará desfeito o ritual de montagem. Você terá que fazer um novo ritual se quiser continuar os pedidos. Os pantáculos são representações das formas criadoras do astral. (aconselhamos a não usar mais do que três deles).

Perguntas e Respostas mais frequentes sobre o Panta Kléa (respondidas por Elpidio Luiz de Paiva Azevedo ao longo do ano de 1995 no Programa Aconchego da Rádio Mundial)

SOBRE A PEÇA

1 - É preciso limpar o Panta Kléa antes de monta-lo? R- Sim. Só que não se pode pô-lo na água e sal. Limpe-o com a fumaça de incenso, ou água corrente, ou deixe-o ao sol. 2 - É preciso usar o cordão, ou posso trocar pô-lo numa corrente? R- Só se pode trocar o cordão por outro, nunca por uma corrente, ou cordão de metal. 3 - Posso emprestar o Panta Kléa montado para outra pessoa usar? R- Não. Pois ele se impregnara com a energia do outro. 4 - Posso deixar colocar a mão no Panta Kléa montado? R- Se for na parte metálica sim, no cristal não. 5 - É preciso usar o tempo todo o Panta Kléa montado? R- É bom usá-lo o maior tempo possível no pescoço. E quando não estiver com você, guarde-o num lugar que tenha a sua energia: uma gaveta que tenha suas coisas pessoais, sob seu travesseiro, ou uma caixa de objetos pessoais). 6 - Posso usar o Panta Kléa fora do pescoço? R- Sim. Também é possível levá-lo na bolsa ou bolso, mas o melhor é ele estar em contato com o corpo, sobre o plexo solar. 7 - O Panta Kléa vazio tem alguma função? R- Sim. O Panta Kléa é uma peça energética e estará sempre irradiando bons fluídos para quem o usa. 8 - O Panta Kléa vazio pode ser emprestado? R- Sim. Ele sem sua intenção não tem grande ligação com você.


9 - O Panta Kléa ser pequeno ou grande, é a mesma coisa? R- Sim. O que importa são as proporções da peça, tendo o corpo e a alça os mesmos formatos proporcionais, eles funcionam da mesma forma. 10 - Ser dourado ou prateado faz alguma diferença para o pedido? R- O metal do banho define uma afinidade com Vênus, Lua ou Sol, que você pode descobrir por seu gosto pessoal , não interferindo no pedido. 11 - Quando cai ou quebra o cristal do Panta Kléa montado, como devo proceder? R- Caso tenha caído e não quebrou, ele pode ser colado novamente, mas o ritual de montagem deve ser feito novamente. Se o cristal se partiu é possível conseguir um novo cristal. Lembre-se: em qualquer um dos casos, é sinal que o seu pedido de alguma forma já se realizou ou foi recusado. 12 - Quando se perde a tampa do Panta Kléa,o que fazer? R- Deve-se colocar outra tampa e refazer o ritual novamente. Lembre-se: é sinal que o seu pedido de alguma forma já se realizou ou foi recusado. 13 - Qual a diferença entre desejo e intenção? R- Embora pareça ser a mesma coisa, o desejo é passivo e a intenção é ativa. Com um desejo nada se realiza, é preciso que o desejo vire intenção. Para só depois os pedidos se realizarem.

SOBRE OS PEDIDOS

1 - Posso fazer pedido para outra pessoa? R- O Panta Kléa é de uso individual, não devemos interferir com a energia de outra pessoa. 2 - Como posso fazer um pedido para outra pessoa? R- Dê um Panta Kléa para essa pessoa e ensine-a a monta-lo. 3- Posso fazer pedido para que outra pessoa faça algo para mim ou por mim? R- Não. O Panta Kléa funciona com sua intenção e portanto os pedidos devem ser feitos por você e para você. 4- Quantos pedidos posso fazer de cada vez? R- Vários , mas lembre-se que muito provavelmente eles vão se realizar, e por isso eles não podem ser conflitantes. Faça poucos pedidos, de preferência que tenham relação entre eles. 5- Quando existe mais de um pedido e só um deles foi realizado, devo retirar esse de dentro do Panta Kléa? R- Abra o Panta Kléa e retire o pantáculo ou pedido. Depois repita o ritual de montagem com os outros pedidos que ainda não foram realizados e volte a usar o Panta Kléa. 6- O que faço com o papel do pedido que já foi realizado?


R- Depois de retirado de dentro do Panta Kléa você deve devolve-lo a natureza . Enterrando ou soltando em um curso d’água para que sua energia se misture a da terra e assim termine um ciclo, se tencionar usa-lo novamente guarde-o em lugar seguro até a hora de montar o Panta Kléa novamente. 7- Devo usar sempre os pantáculos (símbolos) que vêm no Panta Kléa? R- Você pode usar outro que você conheça bem, uma oração, um mantra, uma combinação numerológica, uma imagem de deidade, ou simplesmente escrever sua intenção com palavras ou desenho. 8- Quanto tempo demora para o pedido ser realizado? R- Não há um prazo definido, podendo demorar muito ou pouco tempo. Também é possível montar com um prazo para que ele se realize. 9- De que modo devo enrolar o papel com o pedido? R- O papel deve ser enrolado como um diploma, com a parte escrita ou desenhada para o lado de dentro. 10- Devo dar um nó na linha após enrolar o pantáculo? R- Não . Nunca se deve dar nó ou laço na linha. 11- Se o Panta Kléa for aberto (por mim ou outra pessoa) antes de realizado o pedido, o que devo fazer? R- Limpar o Panta Kléa com a fumaça de incenso, escolher outro dia que seja bom para você e proceder o ritual de montagem completo para todas as intenções que você queira usar. 12- Se eu quiser acrescentar ou retirar um pedido o quer devo fazer? R- Proceda como na resposta da pergunta 11, colocando ou tirando pantáculos. (Lembre-se toda vez que o Panta Kléa for aberto a união da intenção com o cosmo é desfeita. E você deverá novamente promover essa união, fazendo nova montagem.) 13- Posso escrever nos pantáculos ou devo usa-los como estão? R- Um pantáculo têm energia própria e qualquer palavra ou desenho nele acrescentado ou retirado modificará essa energia podendo criar algo nulo ou ruim para você. Se quiser escrever use outro pedaço de papel. 14- Quando os pedidos forem realizados posso usar o Panta Kléa vazio? R- Sim. O Panta Kléa é uma peça energética e sempre poderá ser reutilizado, até mesmo pôr outra pessoa se você assim consentir .


SOBRE O FUNCIONAMENTO

1- O que faz o Panta Kléa funcionar? R- Energias ou leis cósmicas, que se unem a sua intenção dentro do Panta Kléa, por meio do ritual de montagem, E lá dentro, protegidas pelo metal ,suas intenções são energizadas e potencializadas pelo cristal. 2- Qual energia age no Panta Kléa? R- São os ciclos de retorno, uma ligação que todos nós temos com o Todo do universo, com as leis que regem o funcionamento do universo . 3- O que esta acontecendo dentro do Panta Kléa depois de montado? R- Permanentemente sua intenção esta sendo energizada e transmitida ao Cosmo, e de lá voltando e se irradiando para você. * Quero lembra-lo de sua responsabilidade ao montar o Panta Kléa. Pois você deverá receber tudo do que teve intenção.


Aurameter ou Aurímetro

Considerado pela sua concepção como o mais avançado instrumento para delinear e medir o comprimento e a densidade dos eflúvios energéticos emanados por um corpo (Aura), o Aurameter atua através do subconsciente do operador, funcionando como um amplificador da mais delicada informação produzida neste, possibilitando desta forma a detecção de raios eletromagnéticos. Como utilizar: Segure o aparelho com uma das mãos, do modo que lhe for mais conveniente, mantendo a haste paralela ao chão. Espere até que o movimento cesse. Mantenha-se relaxado e lentamente aproxime o instrumento do elemento a mensurar. Observe que, com a aproximação haverá uma reação da haste que será atraída... ou repelida pelo campo energético do elemento observado. Estes movimentos acontecem quando medimos as emissões áuricas. Quando a haste do aurímetro é repelida, significa que a região está saudável, quando atraída, significa que há um desequilíbrio. Além da Aura, podemos também observar os chakras, que medimos da mesma forma. Este instrumento foi desenvolvido pelo Rev. Verne Cameron, radiestesista californiano. O nome foi sugerido por Max Freedom Long conhecido antropólogo e escritor, por considerá-lo capaz de medir o campo energético humano. O aurameter reúne as qualidades de outros instrumentos como o dual rod e a vareta, pois permite movimentos em todas as direções. Cameron sempre utilizou este instrumento em sua principal atividade radiestésica que foi a pesquisa de água. Em 1925, Cameron encontrava-se em Escondido, na Califórnia; a necessidade de encontrar um local para perfurar um poço para água potável o fez aceitar um instrumento oferecido por um vizinho: era uma vara radiestésica no formato de "T" com uma longa mola que deveria ser sustentada entre os dentes. Cameron não só encontrou água como aperfeiçoou o instrumento. O original americano é bem maior que o similar brasileiro, mais pesado, e comporta duas molas, sendo uma delas dentro da empunhadura. O aurameter vem sendo usado na detecção de chakras, aura, etc., para quem domina o conhecimento da anatomia sutil do ser humano, este instrumento é particularmente adequado à demonstração destes fenômenos, pela rapidez da resposta. Manejá-lo é bem fácil. Um radiestesista treinado tem a faculdade de detectar tudo o que está oculto; esta é aliás a finalidade perspícua da radiestesia. Um mau radiestesista encontra o que


não existe ou o que deseja encontrar. Assim como os demais instrumentos, o aurameter assinala por convenção mental o que o operador venha a detectar. Tem o inconveniente de o cabo ser uma continuação horizontal da vara, o que obriga a uma posição meio desajeitada da mão, causando às vezes desequilíbrios involuntários.


A História do Símbolo do Infinito

Os Matemáticos estabeleceram a notação aparentemente críptica das fórmulas não como linguagem secreta, mas como maneira de aumentar a clareza. O símbolo de infinito é um dos primeiros exemplos disso. A literatura matemática de antigamente era, pelo menos à primeira vista, mais compreensível e acessível do que hoje, pois para descrever objetos matemáticos e suas relações, os autores utilizavam a linguagem escrita corriqueira e então. A moderna linguagem de fórmulas, que impõe vários obstáculos intransponíveis para muitos leigos e, com isso, contribui para a pouca popularidade da disciplina, deve sua existência não a uma necessidade de proteção de segredos. Ao contrário, ela é assim pela necessidade de clareza. A história mostra que os símbolos surgiram para melhor formular hipóteses e argumentos, e com isso ganhar enfoques novos e mais precisos. O século XVII representou um salto no desenvolvimento da matemática e das ciências naturais. Entre outras coisas, foi criado o cálculo diferencial e integral para tratar de problemas físicos concretos, relativos ao movimento e velocidades dos corpos. Na virada para o século XVIII, Isaac Newton (1643-1727) e Gottfried Wilhelm Leibniz (1646-1716) lançaram as bases de uma teoria sistemática. Essa evolução geral de conteúdo na matemática, favoreceu o nascimento da linguagem de fórmulas. O inglês John Wallis (1616-1703) foi um dos estudiosos mais ligados a esse desenvolvimento formal da matemática de seu tempo. Além de introduzir uma série de simplificações na escrita algébrica, ele foi o primeiro a abreviar o conceito de “infinito” com o símbolo 8.

O problema do infinito – seu significado para a matemática, a filosofia e a teologia – era debatido havia mais de 2 mil anos. Utilizada por Aristóteles, a palavra grega “aperion” já se destacava no tempo pré-socrático pela sua multiplicidade de significados. Ela queria dizer sem limites, incerto, absurdamente grande, e possuía também uma conotação negativa, correspondente ao caos do qual o mundo se formou. Aristóteles, de fato, via a infinitude como imperfeição. Foi somente no início da era cristã que se identificou o “infinito” ao “Um” divino. As reflexões metafísicas da Idade Média, acerca da natureza do infinito e da essência do contínuo, prepararam o terreno para a abordagem matemática do cálculo infinitesimal no


século XVII. Por exemplo, ao descartar os métodos dos antigos no cálculo de superfícies, comparar um círculo com um polígono de infinitos lados e calcular a superfície do círculo como soma de muitos triângulos, Johannes Kepler (1571-1630) tomou por base considerações filosófico-teológicas feitas por Nicolau de Cusa (1401-1464) a respeito do infinito real e potencial.

Criação, a Unidade

A lemniscata (do latim para o lemnisco-Fita que pende das palmas e coroas dos vitoriosos.) representa os ciclos de infinito e de criação, como um universo cresce e se transforma em outra. Trata-se do Passado, Presente e Futuro, tudo em um, e representa estar no Eterno Agora. Ele é interpretado como uma união do Masculino e do Feminino e dá uma sensação de perfeição – “dois se tornando um”. Dois círculos de união, que representa um homem e outra mulher, ambos iguais, porque não está acima do outro. A figura acima, representa o símbolo do infinito e é também um símbolo do feng shui básico para ajudar a criar um fluxo de energia estagnada em casa e ela ajuda a desbloquear o chi. Ela cria equilíbrio, quando os símbolos negativos ou um mau visto pelo Feng Shui afeta a casa. Usar como pingente também cria um equilíbrio na energia pessoal

A Algebrização da Geometria

Um aluno de Galileu, Bonaventura Cavalieri (1598-1647), foi quem adotou a visão de que a leis que valem para grandezas infinitas são diferentes das que aplicam às finitas. Com seu método dos indivisíveis ele estava menos preocupado com especulações filosóficas do que obter uma maneira prática de solucionar problemas, e conseguiu contornar certas dificuldades na soma de grandezas infinitamente pequenas. Em seus trabalhos matemáticos, John Wallis aprimorou métodos de Cavalieri. Depois da faculdade. Quando ainda não tinha nenhuma relação com a matemática, foi ordenado sacerdote em Londres. Durante esse tempo, colaborou para a fundação da Royal Society, e em


1643 ganhou um prêmio especial por sai participação na guerra civil como decifrador de mensagens secretas. Quando Wallis se tornou professor da cadeira Savilian de geometria, na Universidade de Oxford, isso não aconteceu por reconhecimento de suas realizações matemáticas, mas como agradecimento por suas atividades políticas. No entanto, ele logo provou ter méritos para essa posição acadêmica. Até hoje é lembrado como precursor do cálculo infinitesimal e principal antecessor de Newton, o qual foi bastante influenciado por sua obra Arithmetica infinitirum, de 1656. Antes, Wallis já escrevera um trabalho (De sectionibus conics, 1655) em que se distanciava da concepção matemática grega ao descrever as seções da esfera como curvas planas, às quais correspondiam equações algébricas. Deduziu então as propriedades dessas seções diretamente das equações, sem argumento geométrico. Participou, assim, de um dos desenvolvimentos centrais da história da matemática, a algebrização da geometria. Foi nessa obra que Wallis introduziu, pela primeira vez, uma modificação nas considerações de Cavalieri. Enquanto as superfícies de Cavalieri se dividiam em uma quantidade infinita de pedaços, Wallis fala de uma superfície como a soma de um número infinito de paralelogramos de igual tamanho, e descreve esse tamanho como uma “parte infinitamente pequena, 1/8 do tamanho toral, e o símbolo 8 representa o infinito. A Possível Origem do Símbolo Podemos apenas especular acerca das razões que o levaram a escolher esse símbolo. Wallis era filólogo bem antes de ser matemático, e sabia que o símbolo utilizado pelos romanos para o número 1000 (M) podia representar também “um número muito grande”. O matemático e filósofo holandês Bernhard Nieuwentijt (1654-1718) aproveitou, em seu trabalho Analysis infinitorum, de 1695, o símbolo “m” para o infinito. O novo símbolo de Wallis, porém, não tinha nenhum outro uso em matemática, além de ser bastante sugestivo, como laço que sempre retorna a si mesmo, como sugere a seqüência representada abaixo:

No começo do século XVIII, o símbolo entrou na literatura matemática e filosófica, sempre relacionado ao conceito do infinitamente pequeno, cuja legitimidade e significado estavam amparados pelo cálculo infinitesimal que nascia. Com o trabalho de Leonhard Euler (17071783), que adotou um ponto de vista formal e não admitiu legitimações metafísicas para as grandezas infinitamente pequenas, o símbolo 8 tornou-se parte integrante da linguagem matemática.


No transcorrer do século XIX, a teoria das grandezas infinitesimais foi definitivamente substituída pela moderna teoria do cálculo diferencial e integral, que passou a exigir, com base no estudo de conceitos como os de continuidade e convergência, um cuidado crescente com a exatidão formal e lógica. O símbolo 8 indicava, como hoje, processos de passagem ao limite: ele descreve, no sentido de Aristóteles, um infinito potencial.

George Cantor (1845-1918), fundador da teoria dos conjuntos e, portanto, da moderna teoria matemática do infinito real, preferiu separar os dois tipos de infinito também simbolicamente. Ele representou o primeiro número transfinito (infinito real) como (álefe zero). Essa escolha parece arbitrária só à primeira vista, pois a partir de 1700, o símbolo 8 começou a ser utilizado também fora da matemática e da filosofia, para a representação do infinito ou da eternidade – por exemplo, nas cartas de tarô que representam o mago ou o trapaceiro. O correspondente símbolo cabalístico era a letra hebraica álefe.


Abismo

Símbolo ambivalente, tanto na profundidade quanto na noção de abaixamento e inferioridade. Pode significar a falta de conhecimento específico de algo, a distância entre dois pontos (teorias ou pessoas) e ainda a profundidade de sentimentos. Psicologicamente pode ser um símbolo de incerteza da infância, o abismo pode também representar profundezas ou alturas indefinidas e está intimamente associado com evolução, tanto individual quanto universal. Mitologicamente está associado com a ... "terra dos mortos" e com o submundo(ou inferno) e é identificado como ... o lugar onde o espírito dos mortos devem ser lançados. Essa imagem nos leva pelo reino da Grande-Mãe ctônica, do arquétipo da mãe com todas as conotações que lhe são inerentes, do insondável e sem fundo, do mundo do inconsciente e da mãe terrível. Para a Cabala entre Tiphereth e Kether estende-se um abismo. No interior desse abismo, situa uma décima-primeira sephirah, que não é desenhada no diagrama nem contada entre as demais e que, por isso, normalmente é mencionada como "a sephirah oculta". Seu nome é Daath. A maioria dos povos antigos ou primitivos entendeu como abismo as diversas zonas de profundezas marinhas ou terrestres. Entre os celtas e outros povos, o abismo situava-se no interior das montanhas. Na Irlanda, Japão e Oceania, o abismo situava-se no fundo do mar e dos lagos. Entre os povos mediterrâneos, situava-se nas distâncias localizadas além do horizonte. Entre os australianos, a Via-Lactea é o abismo por excelência. A assimilação com a "terra dos mortos" e o fundo do mar ou dos lagos explica muitos aspectos das lendas nas quais surgem palácios ou seres do abismo das águas. Na morte do rei Artur, por exemplo, quando sua espada é lançada no lago, em cumprimento de sua ordem, surge um braço que a recolhe no ar e a brande, antes de para o fundo levá-la.¹


A Espada

Por Flávio Martins Pingo - -Quem é o melhor no uso da espada? perguntou o guerreiro ao mestre. -Vá até o campo perto do castelo, disse o mestre. Ali existe uma rocha. Insulte-a. O guerreiro, surpreso, retrucou: -Porque devo fazer isto? A rocha jamais me responderá de volta. -Então, ataque-a com sua espada, disse o mestre. Tampouco farei isto, respondeu o discípulo. Minha espada se quebrará se o fizer. E se atacá-la com minhas mãos, ferirei meus dedos sem conseguir nada. Mas minha pergunta é outra: quem é o melhor no uso da espada? O melhor no uso da espada é aquele que se parece com uma rocha, disse o mestre. Sem desembainhar a lâmina, consegue mostrar que ninguém poderá vencê-lo.

Tem-se o costume de considerar a espada como uma tradição essencialmente guerreira e, portanto, motivo de temor. Não se pode contestar que existe esse aspecto guerreiro neste símbolo; porém, seu sentido esotérico transcende seu caráter de violência e é encontrado em várias Ordens e crenças religiosas. Para um oficial das Forças Armadas, a espada representa não só a autoridade como também a vida militar a ser descortinada. Seja na declaração de aspirante, nomeação ou promoção ao primeiro posto, ela lhe é entregue, cerimoniosamente, como um símbolo material da autoridade e que deve ser usada na aplicação dos mais legítimos princípios da honra cultuados e praticados na carreira. O espadim do cadete da Academia Militar das Agulhas Negras e a espada de oficial general, réplicas da espada invencível do Duque de Caxias, enaltecem a aplicação daqueles princípios e valores, dos quais se destacam a responsabilidade, competência, a bondade, a aplicação da justiça, o respeito e o amor á Pátria e a tudo que a ela diz respeito. Caracteriza-se, portanto, não como um simbolismo puro, mas sim como um instrumento de exaltação do que existe de mais belo e puro na carreira do oficial: o uso da espada, ou da autoridade militar investida, para se cumprir os deveres e obrigações militares. Muitos a tratam apenas como uma peça metálica e que só o oficial detém. Entretanto, a cultura oriental nos revela uma expressiva sabedoria em relação a este símbolo militar.


Para compreendê-la, devemos concebê-la como uma trilha a ser percorrida, a exemplo das artes marciais, que possuem um caminho interno constituído na forma de uma senda espiritual. Esta senda, dentro das artes guerreiras, é chamada de BUDO, e sua maior expressão é, sem dúvida, a conhecida pelos mestres como I AI DO. E esta é , dentre aquelas artes, a mais refinada e conservadora do espírito do BUDO. Utiliza-se a espada –Kataná- como arma cerimonial e seu treinamento e sua disciplina consistem em dominar o desembainhar, o corte e o embainhar dessa arma. O I AI DO fora utilizado inicialmente pelos samurais como forma de se defender de golpes inesperados. Consistia em um treinamento dos instintos para responder, rapidamente, a qualquer tipo de ataque imprevisto, principalmente quando o samurai se encontrasse meditando. Manejar bem a espada é uma tarefa difícil, mas não só pelo aspecto técnico, que é exigido a níveis próximos da perfeição, como pelo equilíbrio e pela capacidade de discernimento do praticante. A espada é símbolo da vontade do espírito e deve ser tratada de modo especial. As katanás no Japão possuíam um tratamento singular desde sua forja, que era executada artesanalmente por monges que dedicavam toda sua vida a esse sagrado ofício. A manufatura da espada japonesa não era um simples ato de fabricar um objeto para uma batalha ou utilização específica: o mestre-espadeiro colocava seu espírito em todas as fases da fabricação, chegando ao ponto de abster-se de sexo, bebidas, carne e da presença das pessoas comuns durante todo o processo. Seu ateliê era um santuário sagrado, sendo o aço dobrado sobre si próprio em operações de forjamento sucessivo. O sentimento colocado em cada martelada era um ato religioso que conferia um espírito à sua lâmina, nas imersões na água, nas passadas na pedra de afiar, e a deixava viva com a energia de seu criador. Existe uma história que é relacionada ao espírito do artesão que era colocado nas fibras do aço: o mais famoso armeiro japonês- MASSAMUNÉ, conhecido pelo seu espírito bom, sempre que podia ajudava as pessoas de seu vilarejo, via suas obras como um objeto artístico e instrumento para a busca da paz. Seu melhor discípulo foi MURAMASA, que apesar de aprender toda a técnica da arte, possuía um espírito ruim,e devido a isso foi excluído do ateliê. Conta-se que ao colocar-se duas espadas, uma de MASSAMUNÉ e outra de MURAMASA em um regato, quando folhas são jogadas na água, elas são atraídas e cortadas pela lâmina da segunda e repelidas pela primeira. Isto é relacionado pelos estudiosos ao sentimento ruim que Muramasa colocava em suas lâminas. Ao conhecer esta arte marcial, a sublime arte de guerrear e de viver dos samurais, percebi sua semelhança com o ofício das armas e a destinação do oficial na estrutura militar de paz e de guerra. Lembrei da espada do samurai, que deve sempre estar bem limpa, polida, pura e sem nódoas, pois representa sua alma, segundo o célebre Shogun TOKUGAWA IEYASU. A espada do oficial das Forças Armadas também.


Capacete de TOKUGAWA EIYASU Certo dia divagava, quando me perguntaram sobre Virtudes. E novamente me vieram , fortes, implacáveis, justiceiras, as imagens das espadas que tinha na minha mente e os juramentos que fiz sobre elas. A crença de que a kataná , com o tempo, assume a personalidade do seu manejador me assustava. A espada, como a alma do samurai, sempre limpa e pura, seria o meu guia e pude responder com segurança sobre aquela característica da raça humana, que só dignifica quem a pratica. Juntas, estavam agora, na virtude, a minha espada de oficial, usada durante quase trinta anos, e a kataná que também me orgulho. Sim era ela, a espada fazedora de justiça que me alertava. Teria de mostrar-me sempre digno para portá-la e honrá-la, projetando na sua lâmina a pureza e o esplendor da virtude. De acordo com Helena Pietrova Blavatsky, na sua Doutrina Secreta, “ existe um outro aspecto em que ela simboliza:-... a luta que o homem deve conduzir contra os “Inimigos da Luz” e contrários à ordem e à Unidade de Deus. A “guerra” sempre estabeleceu o equilíbrio e a harmonia (ou justiça) e assim, proporcionou a unificação de certo modo, dos elementos em oposição entre si. Isso quer dizer que o seu fim normal e sem dúvida sua única razão de ser, é a paz que só pode ser verdadeiramente obtida pela submissão à vontade divina colocando cada elemento em seu lugar com a finalidade de fazê-los todos concorrerem para a realização consciente de um mesmo Plano”. Era a missão definitiva de segurança desempenhada humildemente pela espada do guerreiro. A dualidade da espada-guerreira e de paz- nos conduz a harmonia e tolerância necessárias na nossa caminhada. É a busca do eixo no qual as oposições se reconciliam, entrando em equilíbrio justo e perfeito. Ver na espada o símbolo da honra e esforçar-se a merecê-la, tornando-a seu guia na senda espiritual, procurando sempre, de acordo com Helena Blavatsky, “... cumprir a missão do Guerreiro de Luz, que tem a sublime tarefa de projetar em sua lâmina toda a pureza, todo o esplendor e mostrar aos menos afortunados o verdadeiro caminho para a unidade de Deus e toda a Glória do Templo. Ao se fazer merecedor, não mais será um homem comum”. Para concluir, a espada ao mesmo tempo em que nos serve, no seu silêncio, de guia na senda espiritual, apontando para a necessidade da pureza da Alma, nos observa apontando seu gume para as nossas paixões não vencidas. Diz a espada do samurai- “Que não me desembainhe sem motivo e não me embainhe sem honra.” E Não cora o sabre ombrear com a pena, diz ditado conhecido na caserna brasileira.


O Cajado

Juntamente com a espada, a taça e o signo é uma das 4 armas de poder do ocultista. Pode ser substituída pela varinha mágica. Assim como o bastão, é um símbolo de direção, de comando e de poder. No entanto, o cajado do pastor quando partido, indica que houve perda de uma atitude de inocência. Pastor - Um cajado é uma vara de pastor, caracteristicamente tendo a extremidade superior recurvada em forma de gancho ou semicírculo. Ele é usado para tocar nas patas das ovelhas de leve para que elas retornem ao seu caminho não se desviando doi caminho. Em algumas ocasiões, o cajado podia ser utilizado como arma. A ovelha conhecia o Pastor pelo cheiro do cajado que se apegava a sua mão, sendo assim, ela conhecia o Pastor e o seu cajado. O cajado tem duas funções principais:Quando segurado pelo lado da curva, serve de vara para corrigir ou castigar as ovelhas que se desviam, e segurando-o pelo lado reto serve para socorrer a ovelha caída em buracos ou precipício, puxando-a pela curva do cajado.


Olho de Hórus

É um outro antigo símbolo egípcio. Representa o olho divino do deus Hórus, as energias solar e lunar, e freqüentemente é usado para simbolizar a proteção espiritual e também o poder clarividente do Terceiro Olho.Olho de Hórus ou 'Udyat' é um símbolo, proveniente do Egito Antigo, que significa proteção e poder, relacionado à divindade Hórus. Era um dos mais poderosos e mais usados amuletos no Egito em todas as épocas. Segundo uma lenda, o olho esquerdo de Hórus simbolizava a Lua e o direito, o Sol. Durante a luta, o deus Set arrancou o olho esquerdo de Hórus, o qual foi substituído por este amuleto, ... que não lhe dava visão total, colocando então também uma serpente sobre sua cabeça. Depois da sua recuperação, Horus pôde organizar novos combates que o levaram à vitória decisiva sobre Set. Era a união do olho humano com a vista do falcão, animal associado ao deus Hórus. Era usado, em vida, para afugentar o mau-olhado e, após a morte, contra o infortúnio do Além. O Olho de Hórus e a serpente simbolizavam poder real tanto que os faraós passaram a maquiar seus olhos como o Olho de Hórus e a usarem serpentes esculpidas na coroa. Os antigos acreditavam que este símbolo de indestrutibilidade poderia auxiliar no renascimento, em virtude de suas crenças sobre a alma. Este símbolo aparece no reverso do Grande selo dos Estados Unidos da América,sendo também um símbolo frequentemente usado e relacionado a Maçonaria. O Olho Direito de Hórus representa a informação concreta, factual, controlada pelo hemisfério cerebral esquerdo. Ele lida com as palavras, letras, e os números, e com coisas que são descritíveis em termos de frases ou pensamentos completos. Ele aborda o universo de um modo masculino. O Olho Esquerdo de Hórus representa a informação estética abstrata, controlada pelo hemisfério direito do cérebro. Lida com pensamentos e sentimentos e é responsável pela intuição. Ele aborda o universo de um modo feminino. Nós usamos o Olho Esquerdo, de orientação feminina, o lado direto do cérebro, para os sentimentos e a intuição. Hoje em dia, o Olho de Horus adquiriu também outro significado e é usado para evitar o mal e espantar inveja (mau-olhado), mas continua com a idéia de trazer proteção, vigor e saúde Um dos símbolos religiosos mais conhecidos do Antigo Egito é um desenho de um olho humano enfeitado com alguns traços longos e uma sobrancelha: o olho de Hórus. Esse olho é tão importante na crença egípcia quanto o terço e o crucifixo são na religião católica. Além de desenhado prodigamente em papiros e paredes de túmulos, era também esculpido na forma de amuletos que acompanhavam a múmia. O olho de Hórus possui quatro partes que, se compreendidas, ajudam a entender o seu significado.


A parte principal do olho, isto é as pálpebras, a íris e a sobrancelha, formam essencialmente um olho humano. O desenho comprido, vertical, abaixo do olho, às vezes é descrito como uma lágrima e outras vezes não é explicado. Trata-se, na verdade, de uma estilização do desenho comum na pelagem de alguns animais de casco da África, especialmente da gazela, admirada pelos egípcios e retratada em quadros, esculturas e móveis. O fio comprido que desce inclinado para trás do olho e termina numa espiral é a estilização do mesmo desenho existente no olho de certos tipos de falcão. Nas penas abaixo do olho de algumas desses aves há um risco preto que se volta para trás. O outro fio comprido que sai do canto do olho e se prolonga para trás paralelamente à sobrancelha é uma imitação do mesmo desenho existente nos olhos de gatos de pêlos rajados. Esses quatro seres, o humano, o gato, o falcão e a gazela, estão representados no olho de Hórus. Mas por que os egípcios fariam tal conjunção de símbolos? O que significa todos esses seres reunidos num desenho? Ocorre que a cultura religiosa de vários povos da Antiguidade, inclusive a egípcia, era essencialmente pictórica, e não descritiva. Os sacerdotes, ao invés de registrarem seus conhecimentos em textos explicativos, faziam-no através de pinturas e desenhos, usando as palavras de modo auxiliar, secundário, como hoje se faz numa história em quadrinhos, na TV e no cinema. Atualmente, quando se trata de cultura científica, fazemos exatamente o contrário. Primeiro há um texto explicativo e, para auxiliar a compreensão, um gráfico quase sempre cartesiano (eixos x, y, z). Os sábios egípcios, ao contrário, encerraram a parte principal da explicação nas figuras, não nos textos. Os seres representados no olho de Hórus são nada menos que os quatro seres que formam a esfinge: a cabeça humana, o corpo bovino, as patas de felino e as asas de águia. Considerando que os antílopes, gazelas, gnus, búfalos e outros animais de casco são parentes próximos dos bois; e que águias, gaviões e falcões são nomes regionais populares para um mesmo grupo de aves (as falconiformes), é fácil deduzir que a esfinge e o olho de Hórus têm suas raízes nos mesmos animais. A esfinge, tal como o olho, simboliza quatro fases que a pessoa deve vencer para atingir um estado de “iluminação”, isto é, de sabedoria e equilíbrio, busca sempre cultuada pelas religiões orientais. Assim, o olho de Hórus, mais do que as palavras e frases que o acompanham, representa a lucidez espiritual da pessoa a quem ele se refere, que superou as quatro fases. Essa pessoa adquiriu a capacidade de perceber a realidade em seu significado espiritual, que só a maturidade da alma que atravessou as quatro fases permite, não alcançada ou menosprezada pelo senso comum. Hórus, mítico soberano do Egipto, desdobra as suas divinas asas de falcão sob a cabeça dos faraós, não somente meros protegidos, mas, na realidade, a própria incarnação do deus do céu. Pois não era ele o deus protector da monarquia faraónica, do Egipto unido sob um só


faraó, regente do Alto e do Baixo Egipto? Com efeito, desde o florescer da época história, que o faraó proclamava que neste deus refulgia o seu ka (poder vital), na ânsia de legitimar a sua soberania, não sendo pois inusitado que, a cerca de 3000 a. C., o primeiro dos cinco nomes da titularia real fosse exactamente “o nome de Hórus”. No panteão egípcio, diversas são as deidades que se manifestam sob a forma de um falcão. Hórus, detentor de uma personalidade complexa e intrincada, surge como a mais célebre de todas elas. Mas quem era este deus, em cujas asas se reinventava o poder criador dos faraós? Antes de mais, Hórus representa um deus celeste, regente dos céus e dos astros neles semeados, cuja identidade é produto de uma longa evolução, no decorrer da qual Hórus assimila as personalidades de múltiplas divindades. Originalmente, Hórus era um deus local de Sam- Behet (Tell el- Balahun) no Delta, Baixo Egipto. O seu nome, Hor, pode traduzir-se como “O Elevado”, “O Afastado”, ou “O Longínquo”. Todavia, o decorrer dos anos facultou a extensão do seu culto, pelo que num ápice o deus tornou-se patrono de diversas províncias do Alto e do Baixo Egipto, acabando mesmo por usurpar a identidade e o poder das deidades locais, como, por exemplo, Sopedu (em zonas orientais do Delta) e Khentekthai (no Delta Central). Finalmente, integra a cosmogonia de Heliópolis enquanto filho de Ísis e Osíris, englobando díspares divindades cuja ligação remonta a este parentesco. O Hórus do mito osírico surge como um homem com cabeça de falcão que, à semelhança de seu pai, ostenta a coroa do Alto e do Baixo Egipto. É igualmente como membro desta tríade que Hórus saboreia o expoente máximo da sua popularidade, sendo venerado em todos os locais onde se prestava culto aos seus pais. A Lenda de Osíris revela-nos que, após a celestial concepção de Hórus, benção da magia que facultou a Ísis o apanágio de fundir-se a seu marido defunto em núpcias divinas, a deusa, receando represálias por parte de Seth, evoca a protecção de Ré- Atum, na esperança de salvaguardar a vida que florescia dentro de si. Receptivo às preces de Ísis, o deus solar velou por ela até ao tão esperado nascimento. Quando este sucedeu, a voz de Hórus inebriou então os céus: “ Eu sou Hórus, o grande falcão. O meu lugar está longe do de Seth, inimigo de meu pai Osíris. Atingi os caminhos da eternidade e da luz. Levanto voo graças ao meu impulso. Nenhum deus pode realizar aquilo que eu realizei. Em breve partirei em guerra contra o inimigo de meu pai Osíris, calcá-lo-ei sob as minhas sandálias com o nome de Furioso... Porque eu sou Hórus, cujo lugar está longe dos deuses e dos homens. Sou Hórus, o filho de Ísis.” Temendo que Seth abraçasse a resolução de atentar contra a vida de seu filho recém- nascido, Ísis refugiou-se então na ilha flutuante de Khemis, nos pântanos perto de Buto, circunstância que concedeu a Hórus o epíteto de Hor- heri- uadj, ou seja, “Hórus que está sobre a sua planta de papiro”. Embora a natureza inóspita desta região lhe oferecesse a tão desejada segurança, visto que Seth jamais se aventuraria por uma região tão desértica, a mesma comprometia, concomitantemente, a sua subsistência, dada a flagrante escassez de alimentos característica daquele local. Para assegurar a sua sobrevivência e a de seu filho, Ísis vê-se obrigada a mendigar, pelo que, todas as madrugadas, oculta Hórus entre os papiros e erra pelos campos, disfarçada de mendiga, na ânsia de obter o tão necessário alimento. Uma noite, ao regressar para junto de Hórus, depara-se com um quadro verdadeiramente aterrador: o seu filho jazia, inanimado, no local onde ela o abandonara.


Desesperada, Ísis procura restituir-lhe o sopro da vida, porém a criança encontrava-se demasiadamente débil para alimentar-se com o leite materno. Sem hesitar, a deusa suplica o auxílio dos aldeões, que todavia se relevam impotentes para a socorrer. Quando o sofrimento já quase a fazia transpor o limiar da loucura, Ísis vislumbrou diante de si uma mulher popular pelos seus dons de magia, que prontamente examinou o seu filho, proclamando Seth alheio ao mal que o atormentava. Na realidade, Hórus ( ou Harpócrates, Horpakhered- “Hórus menino/ criança”) havia sido simplesmente vítima da picada de um escorpião ou de uma serpente. Angustiada, Ísis verificou então a veracidade das suas palavras, decidindo-se, de imediato, e evocar as deusas Néftis e Selkis (a deusa- escorpião), que prontamente ocorreram ao local da tragédia, aconselhando-a a rogar a Ré que suspendesse o seu percurso usual até que Hórus convalescesse integralmente. Compadecido com as suplicas de uma mãe, o deus solar ordenou assim a Toth que salvasse a criança. Quando finalmente se viu diante de Hórus e Ísis, Toth declarou então: “ Nada temas, Ísis! Venho até ti, armado do sopro vital que curará a criança. Coragem, Hórus! Aquele que habita o disco solar protege-te e a protecção de que gozas é eterna. Veneno, ordeno-te que saias! Ré, o deus supremo, far-te-á desaparecer. A sua barca deteve-se e só prosseguirá o seu curso quando o doente estiver curado. Os poços secarão, as colheitas morrerão, os homens ficarão privados de pão enquanto Hórus não tiver recuperado as suas forças para ventura da sua mãe Ísis. Coragem, Hórus. O veneno está morto, ei- lo vencido.” Após haver banido, com a sua magia divina, o letal veneno que estava prestes a oferecer Hórus à morte, o excelso feiticeiro solicitou então aos habitantes de Khemis que velassem pela criança, sempre que a sua mãe tivesse necessidade de se ausentar. Muitos outros sortilégios se abateram sobre Hórus no decorrer da sua infância (males intestinais, febres inexplicáveis, mutilações), apenas para serem vencidos logo de seguida pelo poder da magia detida pelas sublimes deidades do panteão egípcio. No limiar da maturidade, Hórus, protegido até então por sua mãe, Ísis, tomou a resolução de vingar o assassinato de seu pai, reivindicando o seu legítimo direito ao trono do Egipto, usurpado por Seth. Ao convocar o tribunal dos deuses, presidido por Rá, Hórus afirmou o seu desejo de que seu tio deixasse, definitivamente, a regência do país, encontrando, ao ultimar os seus argumentos, o apoio de Toth, deus da sabedoria, e de Shu, deus do ar. Todavia, Ra contestou-os, veementemente, alegando que a força devastadora de Seth, talvez lhe concedesse melhores aptidões para reinar, uma vez que somente ele fora capaz de dominar o caos, sob a forma da serpente Apópis, que invadia, durante a noite, a barca do deus- sol, com o fito de extinguir, para toda a eternidade, a luz do dia. Ultimada uma querela verbal, que cada vez mais os apartava de um consenso, iniciou-se então uma prolixa e feroz disputa pelo poder, que opôs em confrontos selváticos, Hórus a seu tio. Após um infrutífero rol de encontros quase soçobrados na barbárie, Seth sugeriu que ele próprio e o seu adversário tomassem a forma de hipopótamos, com o fito de verificar qual dos dois resistiria mais tempo, mantendo-se submergidos dentro de água. Escoado algum tempo, Ísis foi incapaz de refrear a sua apreensão e criou um arpão, que lançou no local, onde ambos haviam desaparecido. Porém, ao golpear Seth, este apelou aos laços de fraternidade que os uniam, coagindo Ísis a sará-lo, logo em seguida. A sua intervenção


enfureceu Hórus, que emergiu das águas, a fim de decapitar a sua mãe e, acto contíguo, levála consigo para as montanhas do deserto. Ao tomar conhecimento de tão hediondo acto, Rá, irado, vociferou que Hórus deveria ser encontrado e punido severamente. Prontamente, Seth voluntariou-se para capturá-lo. As suas buscas foram rapidamente coroadas de êxito, uma vez que este nem ápice se deparou com Hórus, que jazia, adormecido, junto a um oásis. Dominado pelo seu temperamento cruel, Seth arrancou ambos os olhos de Hórus, para enterrá-los algures, desconhecendo que estes floresceriam em botões de lótus. Após tão ignóbil crime, Seth reuniu-se a Rá, declarando não ter sido bem sucedido na sua procura, pelo que Hórus foi então considerado morto. Porém, a deusa Hátor encontrou o jovem deus, sarando-lhe, miraculosamente, os olhos, ao friccioná-los com o leite de uma gazela. Outra versão, pinta-nos um novo quatro, em que Seth furta apenas o olho esquerdo de Hórus, representante da lua. Contudo, nessa narrativa o deus-falcão, possuidor, em seus olhos, do Sol e da lua, é igualmente curado. Em ambas as histórias, o Olho de Hórus, sempre representado no singular, torna-se mais poderoso, no limiar da perfeição, devido ao processo curativo, ao qual foi sujeito. Por esta razão, o Olho de Hórus ou Olho de Wadjet surge na mitologia egípcia como um símbolo da vitória do bem contra o mal, que tomou a forma de um amuleto protector. A crença egípcia refere igualmente que, em memória desta disputa feroz, a lua surge, constantemente, fragmentada, tal como se encontrava, antes que Hórus fosse sarado. Determinadas versões desta lenda debruçam-se sobre outro episódio de tão desnorteante conflito, em que Seth conjura novamente contra a integridade física de Hórus, através de um aparentemente inocente convite para o visitar em sua morada. A narrativa revela que, culminado o jantar, Seth procura desonrar Hórus, que, embora precavido, é incapaz de impedir que um gota de esperma do seu rival tombe em suas mãos. Desesperado, o deus vai então ao encontro de sua mãe, a fim de suplicar-lhe que o socorra. Partilhando do horror que inundava Hórus, Ísis decepou as mãos do filho, para arremessá-las de seguida à água, onde graças à magia suprema da deus, elas desaparecem no lodo. Todavia, esta situação torna-se insustentável para Hórus, que toma então a resolução de recorrer ao auxílio do Senhor Universal, cuja extrema bonomia o leva a compreender o sofrimento do deus- falcão e, por conseguinte, a ordenar ao deus- crocodilo Sobek, que resgatasse as mãos perdidas. Embora tal diligência haja sido coroada de êxito, Hórus depara-se com mais um imprevisto: as suas mãos tinham sido abençoadas por uma curiosa autonomia, incarnando dois dos filhos do deus- falcão. Novamente evocado, Sobek é incumbido da taregfa de capturar as mãos que teimavam em desaparecer e levá-las até junto do Senhor Universal, que, para evitar o caos de mais uma querela, toma a resolução de duplicá-las. O primeiro par é oferecido à cidade de Nekhen, sob a forma de uma relíquia, enquanto que o segundo é restituído a Hórus. Este prolixo e verdadeiramente selvático conflito foi enfim solucionado quando Toth persuadiu Rá a dirigir uma encomiástica missiva a Osíris, entregando-lhe um incontestável e completo título de realeza, que o obrigou a deixar o seu reino e confrontar o seu assassino. Assim, os dois deuses soberanos evocaram os seus poderes rivais e lançaram-se numa disputa ardente pelo trono do Egipto.


Após um recontro infrutífero, Ra propôs então que ambos revelassem aquilo que tinham para oferecer à terra, de forma a que os deuses pudessem avaliar as suas aptidões para governar. Sem hesitar, Osíris alimentou os deuses com trigo e cevada, enquanto que Seth limitou-se a executar uma demonstração de força. Quando conquistou o apoio de Ra, Osíris persuadiu então os restantes deuses dos poderes inerentes à sua posição, ao recordar que todos percorriam o horizonte ocidental, alcançando o seu reino, no culminar dos seus caminhos. Deste modo, os deuses admitiram que, com efeito, deveria ser Hórus a ocupar o trono do Egipto, como herdeiro do seu pai. Por conseguinte, e volvidos cerca de oito anos de altercações e recontros ferozes, foi concedida finalmente ao deus- falcão a tão cobiçada herança, o que lhe valeu o título de Hor-paneb-taui ou Horsamtaui/Horsomtus, ou seja, “Hórus, senhor das Duas Terras”. Como compensação, Rá concedeu a Seth um lugar no céu, onde este poderia desfrutar da sua posição de deus das tempestades e trovões, que o permitia atormentar os demais. Este mito parece sintetizar e representar os antagonismos políticos vividos na era pré- dinástica, surgindo Hórus como deidade tutelar do Baixo Egipto e Seth, seu oponente, como protector do Alto Egipto, numa clara disputa pela supremacia política no território egípcio. Este recontro possui igualmente uma cerca analogia com o paradoxo suscitado pelo combate das trevas com a luz, do dia com a noite, em suma, de todas as entidades antagónicas que encarnam a típica luta do bem contra o mal. A mitologia referente a este deus difere consoante as regiões e períodos de tempo. Porém, regra geral, Hórus surge como esposo de Háthor, deusa do amor, que lhe ofereceu dois filhos: Ihi, deus da música e Horsamtui, “Unificador das Duas Terras”. Todavia, e tal como referido anteriormente, Hórus foi imortalizado através de díspares representações, surgindo por vezes sob uma forma solar, enquanto filho de Atum- Ré ou Geb e Nut ou apresentado pela lenda osírica, como fruto dos amores entre Osíris e Ísis, abraçando assim diversas correntes mitológicas, que se fundem, renovam e completam em sua identidade. É dos muitos vectores em que o culto solar e o culto osírico, os mais relevantes do Antigo Egipto, se complementam num oásis de Sol, pátria de lendas de luz, em cujas águas d’ ouro voga toda a magia de uma das mais enigmáticas civilizações da Antiguidade.


Yantra

Yantra literalmente significa assomar, instrumento ou maquina. Na atualidade, um yantra é uma representação simbólica do aspecto de uma divindade, normalmente a Deusa Mãe ou Durga. Ele é uma matriz interconectada de figuras geométricas, círculos, triângulos e padrões florais que formam um padrão fractal de elegância e beleza. Embora desenhado em duas dimensões, um yantra deve representar um objeto sagrado tridimensional. Os yantras Tri-dimensionais estão se tornando incrivelmente comuns. Embora o yantra seja uma ferramenta usada na meditação por ambos sérios pesquisadores espirituais e escultores da tradição clássica, sua shakti é também disponível para pesquisadores iniciantes com sincera devoção e boas intenções. Acredita-se que yantras místicos revelam a base interna das formas do universo. A função dos Yantras é ser símbolo de revelação das verdades cósmicas. Os Yantras são desenhos geométricos de origem indiana, conhecido também como Mandala na região do Tibet. O simples ato de fixar os olhos em seu ponto central (bindu) auxilia na indução para a meditação produzindo paz interior e principalmente promover insight para os momentos especiais, onde só o nosso interior tem a resposta. O uso destes diagramas mágicos é o caminho mais curto para aderir o princípio energético vibratório das formas e das cores que irão atuar no inconsciente produzindo um fluxo de ação. Beleza carregada de magia: assim são os iantras, ricas e coloridas figuras geométricas que representam deuses hindus e cujo poder é conhecido há mais de 4 mil anos. Reproduzidos em metal, eles funcionam como talismãs. Mas é como auxiliar na prática da meditação que os iantras são mais usados. Neste caso, fornecem alta dose de energia positiva à nossa mente, iluminando-a, de modo a torná-la capaz de nos revelar soluções para qualquer tipo de problema. Para aproveitar ao máximo a força dos iantras, ou seja, captar as vibrações do deus ao qual ele está associado, o primeiro passo é escolher uma entre as figuras abaixo. Feita a escolha, sentese e relaxe completamente. Então olhe por cinco minutos para o centro do iantra selecionado, evitando pensar. Essa meditação, que deve ser feita todos os dias, vai ajudá-lo a encontrar as respostas que procura. Como usar os Yantras? A forma de utilizar o Yantra é colocá-lo numa moldura do tamanho de uma folha A4 no mínimo e pendurá-lo a uma distância de 30 centímetros à frente do rosto. E na posição sentada (preferencialmente na posição de lótus) fixar os olhos no ponto central (bindu) do desenho


sem piscar e sem pensar em nada, deixando os pensamentos pararem e absorver o silêncio interno; através de uma respiração continua e suave, os olhos devem ficar abertos até que lacrimeje, apenas contemplando e aos poucos na medida em que ocorre a prática alcançará o tempo almejado de cada yantra. Passando a usufruir dos efeitos de cada forma e cor recebendo o fluxo vibratório desejado. Ao iniciar o lacrimejamento e sentindo necessidade; feche os olhos e deixe a imagem desaparecer. Poderá usufruir de um incenso, de uma música new age em ambiente calmo e de preferência reservado para essa prática. Após o uso pendure o Yantra na parede do quarto.

Durga:invencibilidade Muito usado para proteger mulheres e artistas, este iantra atua na capacidade de iniciativa de todas as pessoas e transmite felicidade e harmonia. Está relacionado à deusa Durga, que destrói os vícios e os pecados e cujo nome significa invencível.


Shri: purificação É o mais poderoso dos iantras, pois representa a união do deus Shiva ( que simboliza a força masculina) com a deusa Shakti (que simboliza a força feminina). Ajuda a purificação e elevação do espírito e é também usado como forma de combater doenças. O Shri Yantra é um dos mais auspiciosos, importantes e poderosos yantras, que não somente lhe confere o máximos dos benefícios, como também prova ser benéfico para quase todos mundo. Ele abençoa com poder, autoridade, popularidade e sucesso financeiro. Leva ao caminho do nome, fama, sorte e prosperidade. Ele é a fonte de obtenção de todos os desejos mundanos e a satisfação de todos os desejos através do poder cósmico interior e de sua força mental. "Shri yantra"- "Shri significa riqueza, prosperidade e Yantra significando "Instrumento". O Instrumento para a Riqueza, o Shri yantra nos traz todo tipo de riqueza material e espiritual. O Shri Yantra possui aquela força inexplicável para satisfazer todos os nossos desejos e mudar a nossa vida para melhor. Ele é definido como "a resposta para todos os nossos problemas e negatividade em nossas vidas. Qualquer pessoas usando o Shri Yantra conquista muito mais abundância, paz e harmonia. Shri Yantra ajuda a quebrar todos os obstáculos em nossas vidas. Ele nos ajuda a arremessar indefinidamente e mais facilmente os limites de nosso crescimento - tanto espiritual quanto material. Existem energias negativas ao nosso redor em uma magnitude maior ou menor. Esta energia negativa fica em nosso caminho para conseguirmos maiores sucesso., prosperidade, harmonia e paz. Muitas vezes achamos que a nossa vida está fora de nosso controle. Nos encontramos em uma posição de estresse extremo, falta de paz e harmonia, alto grau de ansiedade, atritos em relacionamentos com outros, investimentos ruins, falta de emprego, estagnação na vida e profissão, diminuição de prospectos financeiros, sentimentos de insegurança, falhas contínuas e pura má sorte - apesar de nos envolvermos dando o melhor de nós, trabalhando duro e usando de nossa inteligência e a melhor de nossas intenções. A Geometria Sagrada do Shri Yantra ajuda a limpar todas as energias negativas acertando nosso caminho para a paz, prosperidade e harmonia e faz tudo trabalhar para nós de uma maneira ordenada. Shri Yantra,


a grade Geométrica Multi Piramidal é em 2 dimensões representada por 9 triangulos isóceles interlaçados. O Shri Yantra deve ser desenhado nas residências, palácios ou templos, para que a pessoas que residam neste local absorvam mais radiações de energia e reflexos solares do universo cósmico e com isso, ser mais saudável, rico e sábio. Ainda, este yantra é uma preciosidade antiga, rara e espiritual que nos ajuda a diminuir nossa má sorte e destino desgradável. Possui uma origem e uma linhagem divina. Ele á a forma simbolica de todos os Deuses e Deusas. Ele mostra a formação de todo o Universo. Ele foi possuido por Brahma, o criador do Universo e louvado por Vishnu o Senhor da Terra. Está conectado profundamente com a Arte Antiga de Vaastu e tem sido especialmente mencionado no 'Vaastu Shastra'. Todas as construções baseadas no Vaastu devem ter os Shri Yantra nelas. Os Vedas explicam o Shri Yantra como uma zona de energia científica, cósmica e planetária. A palavra 'Shri' é definida como 'aquele que se torna um com o todo Poderoso em todos os dias de sua vida e extrai Dêle a sua visão divina e força suprema'. Isto garante para que o Shri seja o meio para a satisfação de todos os desejos na vida. O Shri Yantra é uma forma geométrica em sua construção e possui muito círculos, triângulos, pontas, linhas e ângulos. Em seu centro do círculo mais interno está a ponta em volta da qual se reunem nove triângulos, cinco dos quais apontam para baixo (em direção à Shakti ou poder) e quatro triângulos apontam para cima (em direção a Shiva). Os cinco triângulos que apontam para baixo simbolizam os cinco elementos, os cinco sentidos, os cinco orgãos, os cinco Tártaros e os cinco Nascimentos. Os quatro triângulos que apontam para cima simbolizam a vida, a alma, a medula espinhal e os gens. Todos os triângulos juntos (quatro para cima e cinco para baixo) representam os nove instintos básicos. No Shri Yantra existe um lotus de oito pétala dentro de um outro de 16 pétalas. Junto eles constituem o Shri Yantra. O triângulo para cima indica o elemento fogo, os círculos indicam o elemento ar, as pontas indicam o Céu, a base indicam a Terra e os triângulos para baixo indicam a água. O Sri Yantra completo mostra o ciclo de vida completo do Universo. O Shri Yantra é a fonte suprema de energia que por sua vez é uma forma do elemento nos moldes de raios e ondas. O Shri Yantra é altamente sensitivo e possui maníficos poderes magnéticos. Dizem que ele é um depósito de energia que colhe raios cósmicos emitidos pelos planetas e por outros objetos no Universo e os transformam em vibrações construtivas. Estas, por sua vez, são retransmitidas para o ambiente onde o Shri yantra está localizado, destruindo assim, todas as forças negativas nos arredores. Possui ainda poderes ocultos que podem ser sentidos dentro de um pequeno raio de ação. Os Shri Yantras trazem Riqueza e sabedoria, paz e prosperidade. grandeza e glória, virtude e valores e nos protege contra perigos e doenças, desesperos e desastres. Ele neutraliza os efeitos maléficos dos planetas nos seres humanos. A sorte favorece a pessoa que o possui. Abundância de todos os prazeres existentes e fortuna em todas as suas formas emergentes surgirão para aquele que cultua o Shri Yantra diariamente.Até mesmo um simples olhar para o Shri Yantra nos garante um efeito auspicioso.O Shri Yantra não é um milagre, mas possui um efeito tremendo na vida diária dos seres humanos, avançando na sua vida.


Tara:Força Física Este poderoso iantra traz virilidade e força física e elimina os aspectos negativos da nossa personalidade. A deusa que lhe dá o nome protege os devotos de tempestades e enchentes. Ele propicia também facilidade de expressão

Ganesha: Sucesso Convém visualizar este iantra antes de realizar provas escolares, procurar emprego, fazer uma viagem ou inicar um romance. Isso porque Ganesha, filho de Shiva (a força masculina) e de Shakti (a força feminina) abre todos os caminhos que levam ao sucesso.


Kamla: Harmonia Este iantra ajuda na obtenção de paz, harmonia, progesso e saúde. Traz também prosperidade, felicidade, riqueza, fartura e fama. A deusa Kamla propicia ainda, a quem comtempla seu iantra, o poder de se desenvolver mesmo em um ambiente que pareça hostil e desfavorável.

Chinnamasta: Convivência O emprego deste iantra na meditação permite o completo controle dos impulsos, inclusive do impulso sexual. Além disso, a deusa Chinnamasta ajuda a eliminar o orgulho, a ignorância e outras características de personalidade que impedem a convivência amigável.


Kali: Transformação Kali é a deusa indu associada ao tempo e à morte, ou seja, à transformação. Seu iantra ajuda a vecer os obstáculos por meio de uma mudança para melhor. Elimina as dificuldades psíquicas e tem ainda o dom de aumentar o poder de seduão e a energia sexual.

Tripur Bhairavi: Energia Ajuda a obter tudo o que se deseja, inclusive dinheiro e bens materiais. Afasta o medo, as doenças, a falta de habilidade, as dúvidas, oops enganos, as desilusões. Assim, traz energia, força física e poder. Destrói também os obstáculos à união de pessoas apaixonadas.


Instruções para a meditação Yantra

1 - pendurar o YANTRA sobre uma parede de frente para Norte ou Leste, colocando o centro do YANTRA ao nível dos seus olhos 2 - adotar sua postura que mais goste ou, se você quiser, sentar em uma cadeira mantendo a coluna reta 3 - respiração pelo nariz e expirar pela boca, mas não force nada, apenas deixar o fluxo de respirar normalmente 4 - olhar para o centro do yantra, tentando piscar o mais raramente possível, sem se preocupar em olhar os detalhes do Yantra, basta manter a sua visão no centro e observar o YANTRA todo de uma só vez. Este exercício deve durar pelo menos 15-30 minutos todos os dias, a experiência será indescritível no tempo, depois de pelo menos sete dias de meditação YANTRA você será capaz de aproveitar a energia mesmo yantric mesmo sem um YANTRA (no início você pode fixar sua visão em um ponto imaginário ou exterior ou evocar o YANTRA com os olhos fechados) não se esqueça de consagrar os frutos desta prática para com Deus (karma yoga), você não deve perseguir um objetivo ao fazer meditação YANTRA, apenas deixá-lo gradualmente orientá-lo para as energias sublimes do Macrocosmo Ao executar este técnicas recomenda-se manter um estado de aspiração e intenso desejo de experimentar as energias beatíficos da consciência em fases superiores a YANTRA absorve atenção total do praticante, e ele já não pode dizer se o Yantra é dentro de si mesmo ou se ele está dentro do YANTRA, este é o estado de não-dualidade.


A Árvore da Vida

A Árvore da Vida é o glifo fundamental da Tradição Ocultista Ocidental e foi utilizada para meditação e trabalho oculto prático durante inúmeros anos. Muitos dos seus símbolos são arquetípicos, o que significa que têm sentido profundo para os homens de todas as raças e credos. Eles encarnam experiências humanas fundamentais como "masculinidade", "feminilidade", "maternidade", etc. Centenas de estudiosos do ocultismo foram criados neste ocultismo e instruídos no seu uso prático, começam a viver, agir e a pensar dentro deste sistema. Trabalhamos com ele todos os dias, meditando sobre ele e interpretando a vida do ponto de vista da sua estrutura. Isso traz ordem à vida interior; os sonhos e o "psiquismo" aparecerão em função do simbolismo da Árvore e, ao alcançarmos o estágio adequado de preparação, o trabalho ritual se baseará nele. Para que a Cabala se torne parte da nossa vida, seu uso deve ser completamente automático, se quisermos alcançar o seu pleno proveito. Por isso, é uma excelente idéia tomar notas e traçar diagramas em todas as oportunidade. Desse modo, o sistema se torna parte do nosso mundo interior. A maioria dos estudiosos modernos não está muito interessada em pesquisa acadêmica por si mesma; quer algo que possa ser utilizado hoje. A Qabalah é um sistema vivo e se desenvolve com o uso, evoluindo, como devem evoluir todos sistemas de conhecimento destinados a sobreviver. Os elementos cabalísticos são frequentemente classificados dentro de quatro títulos: 1) Cabala prática, que trata da magia cerimonial; 2) Cabala dogmática, que compreende a literatura e o sistema; 3) Cabala literal, que trata das letras e dos seus valores numéricos; 4) Cabala oral, que se ocupa com a atribuição dos símbolos às esferas da Árvore da Vida. Os Triângulos na Árvore Otz Chiim, a Árvore da Vida, é, na verdade, a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal. Ela é composta de dez círculos ou esferas chamadas Sefirats, que significa "emanações". A forma singular de sephiroth é sefirat. Estas Sefirats são dispostas em três triângulos ficando o décimo círculo isolado embaixo, conforme é mostrado pela figura de abertura desta página.


Os triângulos são ligados entre si por vinte e duas linhas ou caminhos. Observando a figura central da ilustração desta página, você poderá perceber. Os círculos representam estágios no desenvolvimento das coisas - em especial a evolução do universo e da alma. Os círculos são numerados de 1 a 10 de acordo com a linha em ziguezague chamada raio, que às vezes é ligada ao diagrama da Árvore. Se você quiser perguntar porque as esferas da Árvore não podem simplesmente ser dispostas em linha como uma série de contas, a razão é que a Árvore representa um conjunto de relações, não apenas uma sequência de eventos.

Os Pilares

As dez esferas da Árvore podem ser consideradas como três linhas verticais ou pilares. Tal disposição apresenta os tr6es grandes princípios complementares de atividade, passividade e equilíbrio. Os pilares laterais representam sempre os complementares, enquanto o do meio retrata o estado de equilíbrio entre eles. O simbolismo do pilar, como todas as relações na Árvore, pode ser aplicado igualmente à humanidade ou ao universo. A significação das forças complementares da Árvore se tornará clara à medida em que aprofunda o seu estudo. É apresentado um círculo pontilhado entre os círculos um e seis; ele representa uma "sephirah invisível", chamada Daath. Para locarlizar melhor os circulos, comece numerando do alto e no centro, como circulo 1. O circulo da direita é o 2, da esquerda 3, próximo à direita 4, esquerda 5, centro 6, direita 7, esquerda 8, centro 9, centro 10. Na tradição cabalística, os pilares muitas vezes eram chamados de SEVERIDADE (Ativo), Compaixão (passivo) e Mansidão (equilíbrio).

As Letras Hebraicas

Dizem que um professor de hebraico numa universidade inglesa iniciou sua preleção com as palavras:- Senhoras e Senhores, esta é a língua que Deus falava. Talvez isto estivesse sendo um pouco exclusivista, mas tinha boa razão para isso. Uma considerável parte das sagradas escrituras da cultura ocidental foi indiscutivelmente escrita nessa língua antiga. Há vinte e duas letras do alfabeto hebraico. São todas consoantes. Os sons vogais, ou pontos, foram acrescentados posteriormente. Diz a lenda que, durante a Criação, Deus fez desfilar diante de si as vinte e duas letras e "viu que eram boas". Recebida a aprovação divina, as letras foram consideradas sagradas, cada uma representando uma idéia e um som. A forma atual das letras é semelhante aos objetos que originalmente se supunha que representassem. Desse modo, Shin, a vigésima primeira letra, representa o dente da serpente, enquanto Kaph, a décima primeira, uma palmeira. A esta altura você deve estar se perguntando se precisará aprender o hebraico antes de compreender a Árvore e utilizá-la.


A resposta é um simples NÃO. A Árvore é um sistema universal de relações. Pode ser expressa em qualquer língua e época.

Porque estamos fazendo digressões sobre o hebraico?

Antes de tudo porque as idéias cabalísticas foram originalmente expressas em hebraico e muitas obras subseqüentes, como os elementos da "Aurora Dourada", basearam grande parte de suas teorias e práticas nas letras e seus significados. Em segundo, porque centenas de estudiosos do ocultismo, meditando e trabalhando sobre elas no ritual, tornaram o hebraico uma espécie de centro do inconsciente da Tradição Ocultista Ocidental. O moderno ocultista, assim diz a teoria, pode, através da reflexão sobre as letras, sintonizar esse conjunto de idéias e experiências. Há vinte e duas letras, todas consoantes. O hebraico não tem nenhum sinal para os números, de modo que se dá a cada letra um valor numérico. Os antigos rabinos usavam essa característica, desenvolvendo uma forma de numerologia chamada gematria. Se os valores das letras isoladas que compõem uma palavra são totalizados, a soma obtida pode ser comparada aos resultados ajustados a outras palavras. Todas as palavras com um total comum são consideradas como tendo uma afinidade especial. Os cabalistas dividem as letras em três grupos: letras-mãe, letras duplas e letras simples. Há três letras-mãe, sete duplas e doze simples.


A Árvore e suas Forças A Qabalah é chamada de Árvore da Vida porque é representada por Dez Esferas interligadas, cada qual representando um Princípio-Regente. Essas esferas-princípios são chamadas de Sefirats. A Árvore da Vida é um diagrama que representa todas as forças e fatores atuantes no universo e na humanidade. Não existe nenhuma característica, influência ou energia que não seja suscetível de representação na Árvore. O começo, o fim e os caminhos intermediários, todos são representados. Pode-se assim ver o passado, o presente o o futuro nas Dez sefirats e nos vinte e dois caminhos que as ligam. Somos, naturalmente, construtores de formas. Todo o nosso passado foi consumido numa luta corpo a corpo com a forma, pois mesmo os reinos etéricos do plano mental são túrgidos e restritivos para o espírito. Não é de surpreender, portanto, que a personalidade - ela própria uma complexa forma mental e emocional - veja forças abstratas em símbolos concretos. Deus fez o homem à Sua imagem e semelhança e fazemos o mesmo com o nosso universo interior - nossa percepção das forças abstratas é personalizada ou formalizada de acordo com o nível da nossa compreensão do momento. Os Titãs, os deuses olímpicos e os deuses com cabeça de animais do Egito são formas feitas pelo homem.


Os arcanjos, os anjos, serafins e querubins, os elementais e as fadas do folclore são personificados em formas aladas, anões, rodas ardentes, pilares de fogo, etc. segundo a profundidade da nossa percepção e os limites do nosso suprimento de imagens mentais. Os símbolos personalizados são palavras no vocabulário dos ocultistas. Com as palavras de que nos servimos na vida diária, eles representam realidades; só há ameaça de perigo quando elas são tomadadas erroneamente pelas realidades que representam. O ocultismo jamais pode ser restringido a uma série de fórmulas rígidas. A experiência humana é individual e alguns aspectos dela podem ser singulares. Tampouco duas pessoas reagem do mesmo modo a uma experiência. Há, por conseguinte, pouco valor em adquirir um livro sobre a Cabala com uma série de poderes facilmente acessíveis e utilizá-lo como um substituto da experiência pessoal. O livro só pode servir para apontar o caminho. Seja como for, tudo depende do uso que você fizer da Árvore como símbolo fundamental.


Baralho das Feiticeiras

Uma bela deusa, um ancião, um gato negro, uma espada e até uma vassoura. Estes são alguns dos símbolos wicca, antiga tradição celta, que ilustram o chamado baralho das bruxas. Cada carta aqui apresentada traz uma mensagem para o dia-a-dia, para os negócios e mesmo para o amor. Texto: Cacilda Guerra - As wiccas são bruxas e toda bruxa é má... Não é bem assim. Essa história já anda para lá de caduca. Wicca é uma tradição antiga, composta de elementos ... mitológicos e práticas espirituais ancestrais, como o druidismo (a religião dos povos celtas), o xamanismo da Sibéria, a magia egípcia e a cabala. Seus praticantes celebram a natureza, enfatizam a tolerância e a amorosidade e seguem este lema: faça o que desejar desde que não prejudique ninguém. Em seus rituais, essas feiticeiras buscam algo que é inerente a muitos de nós: o autoconhecimento e a evolução pessoal. O tema “bruxas do bem”, aliás, está na moda. Há cursos pipocando por aí para aprender os segredos wicca eaté enredos de programas de TV sobre o assunto: a novela Eterna Magia, da TV Globo, tem como protagonistas duas irmãs praticantes de wicca. Um dos instrumentos de autoconhecimento usados por essa tradição é a leitura de cartas, como as criadas pela inglesa Sally Mornigstar, autora de O Livro e o Baralho Wicca (ed. Pensamento). “As respostas que procuramos estão dentro de nós. Basta que tomemos o caminho certo”, diz. Acredita-se que a escolha das cartas – aparentemente aleatória – segue o princípio da sincronicidade, sendo assim uma representação de nosso inconsciente. Dessa forma, a imagem escolhida traz uma mensagem, que funciona como um lembrete ou uma indicação do caminho. O método de leitura sugerido aqui é simples: você pode se concentrar em uma pergunta específica e consultar o baralho no começo de cada dia ou pedir orientação antes de uma reunião de negócios, uma viagem, um encontro amoroso. Sorteie então uma carta – para isso, recorte papéis numerados de 1 a 42 – e leia a mensagem. É claro que, no fim, quem escolhe a trilha é você.


1. Arádia - A carta tem a imagem de Arádia, uma fascinante mulher que teria vivido na Itália no século 14 e é considerada aRainha das Bruxas pelos praticantes da wicca. Indica que seres celestiais e circunstâncias da vida estão estimulando sua expressão verdadeira. Reveja suas opiniões e seus preconceitos, acredite no próprio poder e confie que receberá a ajuda necessária para chegar aonde quer. Com essa reforma interior, você fará aflorar o seu potencial para alcançar o sucesso.

2. O Morcego - Dotado de tato e audição aguçados, o morcego simboliza a expansão da consciência, anunciando que você deve entrar em fase de profunda mudança. Talvez surjam desafios e restrições passageiros, que vão mostrar a necessidade de abandonar velhos hábitos e crenças que não têm mais nada a ver com seu momento de vida. Livre dessas amarras, você


olhará de outra maneira vários aspectos da vida. Encare esse renascimento como um vôo de liberdade.

3. O Cálice - Associado ao elemento água, o cálice representa tanto a fertilidade como o reino dos sentimentos. Trata-se de uma carta de cura: deixe que o fluxo da vida leve para longe o turbilhão emocional causado por preocupações ou eventuais adversidades e se prepare para um período de crescimento. Também convém prestar atenção nos sonhos, eles poderão trazer mensagens importantes. A carta anuncia ainda boas perspectivas para um projeto, um relacionamento ou uma situação que envolva uma criança.


4. A Vela - O elemento fogo e a luz interior são os domínios desta carta. Ela pode indicar que algum tempo atrás você teve um excesso de obrigações e que esses sacrifícios, se foram realizados em nome de um bem maior, trarão como recompensa o brilho para sua vida. Outra interpretação possível é que, neste momento, talvez as coisas estejam fora do controle e que você deva administrar melhor suas energias. Procure não exigir demais de si mesma

5. A Espiral - Presente em monumentos de pedra de povos antigos, a espiral é um símbolo universal de energia e movimento. Mostra uma pessoa predisposta a brilhar e convida a uma reflexão sobre o que fazer para tornar sua vida mais gratificante e também alegre. Além disso, a carta avisa: a melhor maneira de atrair novidades no dia-a-dia é criar espaço para elas.


Então, você deverá deixar para trás alguma coisa ou situação – a mudança está prestes a acontecer.

6. O Sino - Usados nos rituais da wicca para convocar energias, os sinos marcam inícios e anunciam mudanças. Num nível mais essencial, a carta pede que você ouça e aprenda algo importante. Mas ela também pode sinalizar que chegou a hora de celebrar uma conquista – um emprego promissor, o começo de uma nova atividade ou de uma relação, por exemplo. Se você tem um pedido a fazer, certifique-se de que é isso mesmo que deseja ao verbalizá-lo, pois, mais do que nunca, suas palavras estão carregadas de poder.


7. Gaia - Antiga deusa grega da agricultura e da fertilidade, Gaia personifica o que é feminino e pleno de potencial. Ela indica uma fase propícia para desenvolver seus talentos. Qualquer semente agora tende a dar frutos, e você poderá contar com muitas dádivas. Questões ligadas à maternidade estão favorecidas. Quando surge alguma dificuldade no momento em que se tira esta carta, o segredo para lidar bem com a situação, seja ela qual for, é o amor incondicional.

8. O Familiar - Familiar é qualquer criatura que atue como guardião e guia na vida dos adeptos da wicca – em geral, corujas, corvos, gatos e gralhas exercem essa função. Assim, a carta está associada aos amigos, já que eles costumam ser nossos aliados. Procure perceber se vem sendo leal nas amizades e reflita sobre como seu comportamento pode trazer harmonia ou conflitos para sua vida. Não tenha receio de pedir apoio aos amigos mais chegados para resolver um problema.


9. A Senhora - Também chamada de Alta Sacerdotisa, a Senhora representa energias da deusa nas cerimônias sagradas da wicca. A carta sugere transformações importantes no mundo interior e que você, embora não perceba, é mais segura e capaz de promover mudanças do que imagina. Se as coisas não têm corrido exatamente de acordo com seus sonhos, saiba que dispõe de suficiente poder para alterar isso: basta evocar as forças já existentes. O que a Alta Sacerdotisa tem a dizer: tudo que você precisa está a seu alcance.

10. O Homem Verde - Guardião da natureza, o Homem Verde era uma figura da cultura celta que simbolizava os aspectos masculinos da vida, como o impulso para assumir riscos. Quando tirada por um homem, a carta diz que ele deverá agir como um protetor para os outros. Se


tirada por uma mulher, aconselha que ela lute pelo que quer, pois tem chances de sucesso. Para os consulentes em geral, os relacionamentos tendem a ficar mais sólidos.

11. Espelho - O poder de revelar as coisas como elas são é o atributo do espelho, que nas lendas celtas era empunhado pela sedutora Fada Morgana. Ele recomenda cuidado com as aparências. Seja qual for a situação, procure ver exatamente o que está sendo refletido para você, evitando as fantasias. Antes de tomar decisões, pense em prós e contras. É hora também de confiar nas percepções, pois qualquer sensação de inquietação será um aviso para agir com o máximo de lucidez.


12. O Galho Prateado - O Galho Prateado é um ramo de macieira e representa Branwen, a deusa celta do amor. Ele sinaliza que seu coração está pronto para receber a dádiva da harmonia e da felicidade. Se reagir de forma afetuosa aos outros, você se fortalecerá e aumentará as vibrações de amor em sua vida. A carta pode indicar ainda que um casamento, um novo vínculo ou uma celebração estão prestes a acontecer. Ela também alerta que chegou a hora de adotar um estilo de vida mais saudável.

13. O Manto - Além de proporcionar proteção energética, o manto mágico age como uma camuflagem, que esconde as intenções de quem o usa. Quando esta carta aparece, é hora de permanecer em silêncio. Assim, evite alardear seus projetos, já que algumas pessoas poderão atrapalhar seus planos. Caso ainda não saiba que rumo tomar, tenha paciência e aguarde. O que você precisa para seguir em frente será mostrado, basta prestar atenção nos sinais e confiar neles.


14. O Sumo Sacerdote - O Sumo Sacerdote é um ancião sábio que ajuda a Alta Sacerdotisa nos rituais. Ele avisa que você não deve se lançar em projetos que, por enquanto, estão além das suas capacidades. Procure reconhecer as limitações, respeite a sabedoria de outras pessoas e aceite o apoio que virá de um homem maduro ou em posição de autoridade. Lembre: ser humilde não significa abrir mão das suas ambições.

15. Lua - Consorte do Senhor Sol, a Lua reflete o brilho desse astro na escuridão, iluminando simbolicamente o que está oculto no inconsciente e joga luz sobre as coisas. A intuição e a fertilidade são atributos desta carta, que avisa a hora de usar o senso de oportunidade para tirar proveito de certas situações. Prepare-se também para explorar talentos nunca imaginados e busque desenvolver a intuição. Se alguma coisa foi escondida de você, deixe que os acontecimentos sigam seu curso e ela logo virá à luz.


16. O Neófito - Aprendiz dos mistérios da wicca, o Neófito representa a busca da compreensão elevada das coisas. Ele mostra que você está numa fase favorável para o crescimento pessoal. Prepare-se para entrar em contato com um novo campo de estudo ou conhecer alguém que atuará como mentor e terá papel importante em sua vida. Se perceber que está cometendo os mesmos erros, peça conselhos aos outros ou volte-se para si.

17. A Vassoura - Assim como os praticantes da wicca usam uma vassoura de galhos para varrer as energias psíquicas indesejáveis, a carta revela a hora de mandar embora tudo que esteja bloqueando sua vida. Como a energia sexual está ativada, pode surgir a oportunidade de um envolvimento íntimo com alguém. Se está em uma relação duradoura, a fase favorece a busca


de mais diversão e prazer no convívio com o par. O momento também o estimulará a gostar mais de si.

18. O Pentáculo - O Pentáculo é um símbolo capaz de guiar os adeptos da wicca nos caminhos da sabedoria. Ele representa o elemento terra e é usado em rituais mágicos para concretizar sonhos e desejos no plano terrestre. A carta revela como uma dose de proteção astral fará bem a você. Procure reequilibrar as energias e conferir um caráter sagrado a tudo. Isso tornará a vida mais harmoniosa e vai atrair o que você precisa para progredir. Lembre-se também dos dons que possui e comece a usá-los com mais freqüência.


19. A Serpente - A Serpente está associada ao poder, à sabedoria e à sexualidade. Ela indica o ápice da energia criativa depois de ter passado por uma experiência de amadurecimento. Você agora tem recursos internos para superar qualquer desafio. A carta também propõe uma reflexão sobre as atitudes em relação ao sexo. Tente perceber, por exemplo, se costuma evitar contatos mais íntimos ou, caso anseie por eles, o que tem feito para que isso se torne realidade.

20. A Varinha - A Varinha sinaliza o ponto para o qual a intenção do praticante de magia está focada. Se esta carta entrou em sua vida, é porque você ainda não tem muita certeza de como proceder em uma situação. Assim, procure saber aonde está indo e por que e só então aja. Não se deixe levar pelas intenções dos outros, caso elas não estejam em sintonia com as suas, e mantenha-se firme em seus propósitos. O universo está esperando para reagir de acordo com suas decisões.


21. A Estrela de Seis Pontas - Também conhecida como estrela- de-davi, a estrela de seis pontas é um símbolo usado há milhares de anos pelos adeptos da magia e representa a união das forças masculina e feminina. Ela revela a necessidade de você encontrar meios de harmonizar seus sentimentos. Esteja sozinha ou não, algo novo chamará (ou já está chamando) a sua atenção, fazendo com que as questões ligadas aos relacionamentos ganhem importância. As respostas estão em seu coração.

22. O Gato Preto - Companheiro de divindades femininas de vários povos e dos praticantes de magia, o gato está associado aos poderes do psiquismo e da percepção. Ele lembra como o reino das vibrações astrais é tão real quanto o plano físico. Apropriando-se da intuição, você enxergará as coisas com clareza. A carta também recomenda uma atenção redobrada ao lidar


com as pessoas a sua volta, evitando interferências indesejáveis. Procure não desperdiçar energia.

23. O Athame - Esta adaga é usada para direcionar vibrações mágicas nos rituais da wicca. Ela sugere a hora de você se expressar com desenvoltura, concentrar energias nos objetivos e, se achar que é o caso, decidir um novo rumo. Também será fundamental livrar-se de tudo que possa atrapalhar seu avanço. Lembre-se, porém, de que só se sentirá mais forte se cultivar a autoconfiança. Conte com energias poderosas para guiá-la ao mundo do qual gostaria de fazer parte.


24. A Pedra Furada - Conhecida como pedra da bruxa, esta pedra, com um buraco no meio, costuma ser consagrada a uma divindade protetora e usada para remover obstáculos ao sucesso. Ela indica que você está se tornando mais consciente do seu poder psíquico e também das energias que afetam você e as pessoas queridas. Tente exercitar essa sensibilidade e, se perceber que o ambiente está com uma atmosfera opressiva, peça à deusa para levar embora as energias densas. A carta avisa ainda quando uma bênção está a caminho.

25. Nêmesis - Deusa da retribuição, Nêmesis rege as forças que entram em ação quando precisamos voltar a trilhar um caminho de sabedoria. Ela mostra que temos de assumir a responsabilidade por nossos pensamentos, palavras e atos negativos e avaliar o efeito deles nos outros. A carta indica que você tem servido de professor para alguém ou que alguém tem desempenhado esse papel para você. Se a vida toma um rumo inesperado, é para a justiça ser feita e a verdade prevalecer.


26. O Caldeirão - Associado à deusa anciã Cerridwen, o caldeirão simboliza o vaso da criação, o útero da vida. A carta revela que neste momento você tem potencial para criar sua sorte e seu caminho, vencendo medos, sabendo bem o que pretende conquistar e, detalhe importante, sem precisar manipular ninguém para isso. Dê as boas-vindas ao vazio que precede as grandes mudanças e prepare-se para o nascimento de algo novo – a gravidez é uma grande possibilidade.

27. A Caverna - A caverna representa um local em que nos aconchegamos nos braços maternos para encontrar respostas, soluções ou repouso. Ela simboliza a necessidade de um período de recolhimento, indicando que o momento não é propício a nenhum tipo de ação. Encare este período como um estágio tanto de preparação para algo novo, algo em gestação,


como de descanso e fortalecimento de energias. Reserve um tempo para mergulhar em seu mundo e, com paciência, buscar tesouros que esperam ser encontrados.

28. Aranha - Simbolicamente associada à teia do destino, a aranha anuncia que os padrões de comportamento formados desde que era criança estão se tornando claros. E o propósito disso é mostrar que você pode criar conscientemente o que quer da vida, pois é capaz de enxergar as coisas de uma perspectiva ampla. Se há situações de preocupação, elas tendem a se resolver logo. Livre de manipulações, vá em frente e teça situações que tenham a ver com seus sonhos.


29. A Rainha de Elfame - A carta retrata a rainha do mundo das fadas, às vezes presente nas lendas celtas como a Senhora do Lago. Ela sugere motivação para inspirar pessoas, dando à vida delas um toque de beleza e encantamento. Além disso, suas ações estarão impregnadas de magia e protegidas pela Rainha de Elfame, que não só lhe servirá de guia pelo mundo subterrâneo das novas possibilidades, como fará com que qualquer obstáculo volte para o lugar.

30. O Cordão - Usado antigamente pelas parteiras quando rezavam pelo recém-nascido, o cordão é um dos elementos presentes nos ritos de iniciação da wicca. Ele indica que você está pronta para conhecer outras realidades. Mas antes, como acontece em qualquer processo de iniciação, terá de passar por alguns testes. Segundo outra interpretação da carta do Cordão, se você, ou alguma pessoa próxima, está “amarrada” por determinadas circunstâncias, será preciso mudar a situação para que as restrições desapareçam


31. O Corvo - Considerado uma ave mágica, o corvo é o guardião dos conhecimentos ocultos que inspiram a alma. Ele avisa: você conseguirá entender uma situação pela qual está passando apenas quando deixar as coisas fluírem, pois só então terá uma visão dos acontecimentos. Confie em suas intuições e seus sonhos, pois neste momento os dons psíquicos tendem a aflorar. A carta também alerta para a necessidade de guardar seus segredos e os de outras pessoas.

32. O Feitiço - Os feitiços ou encantamentos têm um potencial mágico que requer energia, necessidade e concentração para a realização dos desejos. Se você tirou a carta, é sinal de que um período mágico está começando, especialmente se tiver feito um pedido. Por outro lado, ela recomenda atenção à possibilidade de você descobrir que despertou de uma ilusão. Nesse caso, procure encarar a vida como ela é e lembrese de seguir o caminho da sabedoria.


33. O Deus Cornífero - Senhor da terra e guardião do mundo subterrâneo, o Deus Cornífero é uma divindade fundamental na wicca. Sugere que você precisa buscar a alegria genuína, cultivar o sentimento de ligação profunda com a existência, deixar as emoções fluírem e se livrar das inibições. Se o estresse é freqüente ou se você se sente incapaz de ter controle sobre a vida, procure conviver com pessoas que aprovam sua espontaneidade e a faz feliz de verdade.

34. O Cone do Poder - Segundo os praticantes de magia, objetos em forma de cone – como o chapéu de bruxa – ajudam a captar e concentrar a energia para fazer pedidos, realizar curas e obter proteção. Assim, esta car ta diz: você tem energia para executar bem qualquer tarefa e é


hora de dar um toque de vibração e entusiasmo a situações desgastadas. Por isso, reserve um tempo para se concentrar nos desejos e na ajuda ao outro

35. Bola de Cristal - Adivinhação, clarividência e exploração da psique são os domínios desta carta. Quando ela aparece, você está apta a enxergar o que existe além das aparências e por trás das ilusões. E isso permite tirar proveito de várias possibilidades, já que a visão é clara o suficiente para transformá-las em coisas concretas e construir um futuro consoante com seus desejos. Não tenha medo da sensação de isolamento: pessoas em sintonia com seu jeito de pensar aparecerão.


36. Shekinah– ou a Rainha das Estrelas – é a morada sagrada da alma, e a mensagem que ela traz através desta car ta é: você pode contar sempre com sua luz. Ela dá força para continuar na caminhada e descobrir qual é o propósito da alma, enquanto permanece a postos para ouvir seus pedidos de orientação. A rainha das estrelas ainda recomenda: nos momentos de confusão e dúvidas toque a terra para se reenergizar. Tenha fé porque você não está sozinha e seus sonhos poderão se tornar realidade.

37. Água Sagrada - Venerada há milênios por sua capacidade de gerar e viabilizar a vida, a água é símbolo de purificação e limpeza. Ela revela que você tem os recursos necessários para melhorar a situação do momento e em breve receberá uma bênção, provavelmente na forma de notícias positivas. A carta também avisa ser uma boa época para a limpeza energética em si mesma e recarregar as baterias, pois talvez você esteja desvitalizada devido ao excesso de compromissos.


38. A Espada - Representação das forças masculinas, a espada simboliza a energia direcionada para um determinado ponto, atravessando tudo a sua frente com o objetivo de atingi-lo. Se você tirou a carta, é sinal de que está precisando conduzir a mente para além das esperanças e dos medos a fim de encontrar a verdade sobre o caminho que deverá trilhar. Preste atenção no que fala para os outros e evite se envolver em fofocas e intrigas. A honestidade será sua melhor aliada.

39. O Mago - Dotado de poder, o mago é capaz de influenciar os acontecimentos por meio de feitiços ou de conhecimentos ocultos. Você terá a chance de se mostrar aos outros como uma pessoa carismática. Mas, caso ocupe uma posição de autoridade, observe se está usando sua influência para contribuir com o bem maior e não apenas para satisfazer a sua vaidade ou seus próprios interesses. O que o Mago tem a dizer: as circunstâncias que surgirem neste momento talvez sejam um teste para medir seu grau de sabedoria.


40. A Coruja - Considerada o “pássaro da alma”, a coruja simboliza a sabedoria. Ela avisa: você está prestes a superar uma fase complicada e precisará de um tempo de recolhimento para tomar decisões. Siga seu caminho com cautela e confie na coruja. Ela guiará você rumo a um novo dia e tudo ficará bem. A carta também pode indicar que no momento é melhor ouvir, em vez de falar. Procure demonstrar gratidão pelas dádivas trazidas pelo silêncio e pela observação atenta.

41. O Livro das Sombras - Também chamado de Grimoire, este livro é uma espécie de diário em que os praticantes da wicca registram conhecimentos sagrados e receitas de feitiços. Quando a carta vem, as vivências e passagens significativas da vida ganham destaque. Procure


se conhecer mais para ficar consciente de suas possibilidades e descobrir novos talentos. Você está passando por mudanças e poderá ter uma experiência que trará sabedoria.

42. A Anciã - Dotada da sabedoria que só se adquire com o tempo, a anciã representa o aspecto da evolução pessoal relacionado ao desprendimento. Ela surge neste momento para motivala a fazer um mergulho em si mesma e cultivar o desapego em relação ao mundo. Desse modo, você ampliará o entendimento das experiências pelas quais está passando e descobrirá um novo sentido para a vida. Para progredir, é preciso deixar o passado e se abrir para as mudanças.


Abracadabra

Oriunda da frase hebraica abreq ad hâbra que significa "envia teu raio até a morte", a palavra Abracadabra foi muito utilizada durante a Idade Média para fins mágicos. Costumava-se escrevê-la dentro de um triângulo invertido, ou constituindo-o ela própria, suprimindo-se uma letra de cada vez, a primeira da linha superior, até terminar pelo último A. Esta palavra mágica também foi relacionada com o Abraxas dos gnósticos, na realidade um dos nomes do deus solar Mitra. Abracadabra é uma palavra mística usada como encantamento e considerada por alguns a frase mais pronunciada universalmente em outras linguagens sem tradução. Hoje a palavra é normalmente usada como encantamento por mágicos de palco, principalmente por ilusionistas. Antigamente, porém, acreditava-se no poder de tal palavra para a cura de febres e inflamações. A primeira menção conhecida à mesma foi feita no segundo século depois de Cristo, durante o governo de Septímio Severo, num poema chamado ... De Medicina Praecepta (em um tratado médico escrito em versos), pelo médico Serenus Sammonicus, ao imperador de Roma Caracala, que prescreveu que o imperador usasse um amuleto com a palavra escrita num cone vertical para curar sua doença: ABRACADABRA ABRACADABR ABRACADAB ABRACADA ABRACAD ABRACA ABRAC ABRA ABR AB A


De acordo com Godfrey Higgins, tinha origem em "Abra" ou "Abar", o deus Celta, e "Cad", que significa Santo. Era usado como um talismã, com a palavra gravado sobre um Kameas (Amuleto quadrado), transformando-se em um amuleto. Segundo Helena Petrovna Blavatsky, Higgins estava quase certo, o termo era uma corruptela da palavra gnóstica "Abrasax" e essa, por sua vez, era uma corruptela de uma palavra antiga sagrada copta ou egípcia, uma fórmula mágica que significava "não me firas", sendo que seus hieroglifos se referiam à divindade como "Pai". Era comumente utilizado sobre o peito sob as vestimentas. Etmologia A origem da palavra "abracadabra" ainda não foi totalmente esclarecida, havendo diversas teorias sobre a mesma: "Eu crio ao falar" Uma possível origem seria do Aramaico: ???? ????? avra kedabra que significa "Eu crio ao falar". Bênção pela Palavra Aqui há o ponto de vista de que a palavra deriva do Hebraico, ha-brachah, que significa bênção, e dabra, forma em Aramaico da palavra em Hebraico davar, que significa palavra Desapareça como essa palavra Alguns argumentam que a palavra viria do Aramaico abhadda kedhabhra, que significa 'desaparecer como essa palavra'. Acredita-se que tal forma era usada para combater diversas doenças. Abraxas É também dito que a palavra provém de Abraxas, uma palavra gnóstica para Deus. Ela também é atribuída a Abracalan (ou Aracalan), que diziam ser tanto um deus sírio quando símbolo mágico judaico. Outras teorias Outras teorias dizem que a palavra "abracadabra" deriva da união das palavras hebraicas abreg - ad - habra que juntas significam "fulmine com seu raio". Há também a teoria de que "abracadabra" tenha surgido pela união das palavras celtas abra (Deus) - cad (Santo). Uma curiosidade notável a respeito de "abracadabra" é que a pronúncia da palavra é praticamente igual em quase todas as línguas. Curiosidades O feitiço na série Harry Potter provavelmente veio da forma em aramaico "avada kedavra" ou similar, que significa aproximadamente "o que eu digo é destruído". No livro "O Símbolo Perdido" de Dan Brown, o autor também cita a origem da palavra como sendo do Aramaico, "avra kedabra".


Zodíaco

Zodíaco é uma faixa imaginária do firmamento celeste que inclui as órbitas aparentes da Lua e dos planetas Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. As divisões do zodíaco representam constelações na astronomia e signos na astrologia. O zodíaco da astronomia - Chama-se de zodíaco o conjunto de constelações ao longo da eclíptica (o caminho aparente percorrido pelo Sol durante o ano). As 12 constelações que compõem o zodíaco são: Aries, o carneiro; Taurus, o touro; Gemini, os gêmeos; Cancer, o caranguejo; Leo, o leão; Virgo, a virgem; Libra, a balança; Scorpius, o escorpião; Sagittarius, sagitário, o arqueiro; Capricornus, capricórnio, a cabra do mar; Aquarius, aquário ou aguadeiro, o carregador de água; Pisces, os peixes. Tradicionalmente, só doze fazem parte do zodíaco. Mas, a partir de 1930, quando a União Astronômica Internacional padronizou as constelações, Ophiuchus (onde o Sol se encontra geralmente entre 30 de novembro a 17 de dezembro, localizado entre Scorpius e Sagittarius) é incluído, e o zodíaco passa a ter 13 constelações. Como os planos das órbitas dos planetas em torno o Sol são quase coincidentes, além do Sol, os planetas também são encontrados no zodíaco, por isso desde a antiguidade esse conjunto de constelações chama a atenção. O zodíaco da astrologia O conceito de zodíaco tem interpretações diferenciadas nas astrologias ocidental, chinesa e védica. Na astrologia Ocidental, o Zodíaco é representado como uma circunferência onde estão colocados os planetas da forma como se apresentavam no céu no momento do nascimento do assunto estudado (que pode ser uma pessoa, cidade, país etc.) — o mapa astrológico da pessoa ou evento. Os 360° (graus) da circunferência estão divididos em doze signos zodiacais (Áries ou Carneiro, Touro, Gêmeos, Câncer ou Caranguejo, Leão, Virgem, Libra ou Balança, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes) e cada um é regido por um planeta/astro (Marte, Vênus, Mercúrio, Lua , Sol, Mercúrio, Vênus, Plutão, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, respectivamente). Ao mesmo tempo, este espaço também está dividido em doze casas zodiacais, cada uma relacionada a assuntos específicos da vida analisada. Cada uma destas casas também é relacionada ("regida por") a um dos signos acima. As casas representam as 24 horas do dia.


No mapa astrológico de uma pessoa ou evento, o signo que ocupa a cúspide de cada casa, isto é, que está "passando" sobre cada casa, depende do horário e local de seu nascimento. Por exemplo: se a pessoa nasceu ou o evento aconteceu, entre 4h e 6h no Rio de Janeiro, Brasil, a casa 1 estará em Áries. Entre 2h e 4h, será Touro, e assim por diante. O signo na cúspide da casa 1 é o chamado signo ascendente, fator importante do mapa, relacionado às características da personalidade do sujeito. Os signos nas casas, a posição dos planetas no mapa e nas casas, o aspecto astrológico relação geométrica - entre os planetas (por exemplo: se um planeta está a 1 grau de distância de outro planeta - dando a impressão de muita proximidade ao serem observados da Terra -, eles estão em conjunção entre si), aspectos entre os planetas e certos pontos importantes no mapa e outros elementos ou pontos do mapa estudados (roda da fortuna, nódulo lunar etc.) são relacionados a aspectos da vida e da personalidade do analisando.


A Salamandra

Acreditava-se que a salamandra era capaz de viver no fogo sem ser consumida. Porém por ser fria, também lhe era atribuído o poder de apagar o fogo. A salamandra simboliza o justo que não perde a paz da alma e a confiança em Deus. Para os alquimistas, simboliza o enxofre. Símbolo mitológico do fogo, é um elemental etérico. Simboliza os impulsos, a força ígnea. Tanto constrói como destrói para reconstruir, o fogo é o responsável pelo calor da terra. Vivem no fogo, nos raios de sol e nos relâmpagos. Sua principal missão é filtrar os raios de sol, levando assim o calor necessário para diversas regiões. Antigamente era costume acender fogueiras nas aldeias para pedir proteção e sorte às salamandras. Até hoje, muitas pessoas acendem velas com a mesma finalidade. É inegável o poder realizador do fogo. Transformação - É um símbolo da transformação psíquica. O elemento do fogo é o mais importante, pois ele é uma expressão do Fogo Sagrado, de onde procedem a Chama Violeta e suas congêneres. Uma de suas atividades construtivas, no plano físico, é purificar através da incineração de detritos e de corpos humanos, a qual permite o retorno dos respectivos elementos ao Sol, para uma repolarização. A atividade destrutiva do fogo é demonstrada na queima de construções e florestas e também em relâmpagos, na tempestade e no uso de armas de fogo, bombas etc.. No Sol, nas estrelas, nas fogueiras ou nas brasas, no nosso coração... sentimos a luz da vida. O fogo é o elemento das transmutações, da transformações. Sua força luminosa indica o caminho que deve ser seguido por aquele que conhece os ensinamentos do Universo. O fogo é a chama que, acesa dentro de nós, faz brilhar nossa aura e nossos olhos, revelando a força de nosso espírito. Ele conduza cada um à sabedoria interior. As Salamandras, ou Espíritos do fogo, vivem no éter atenuado e espiritual que é O invisível elemento do fogo. Sem elas, o fogo material não pode existir. Elas reinam no fogo com o poder de transformar e desencadear tanto emoções positivas quanto negativas. As Salamandras, segundo os especialistas, parecem bolas de fogo e que podem atingir até seis metros de altura. Suas expressões, quando percebidas, são rígidas e severas. Dentro de todas as formas energéticas (o fogo, a água e o mineral), estes seres adquirem formas capazes de desenvolver pensamentos e emoções. Esta capacidade derivou do contato direto com o homem e da presença deles em seu cotidiano. Por tal motivo, as Salamandras desenvolveram forças positivas, capazes de bloquear vibrações negativas ou não produtivas, permitindo um clima de bem estar ao homem. O homem é incapaz de se comunicar adequadamente com as Salamandras, pois elas reduzem a cinzas tudo aquilo de que se aproximem. Muitos místicos antigos, preparavam incensos especiais de ervas e perfumes, para que quando queimados, pudessem provocar um vapor


especial e assim formar em seus rolos a figura de uma Salamandra, podendo assim sentirem sua presenรงa


Bolas Terapêuticas Chinesas

As bolas de ferro chinesas surgiram em Baoding, uma cidade de história milenar da china. A criação da bola de ferro data da dinastia Song (960 1127 dC), usada na época como um dos componentes da arte marcial Budista. Na dinastia Ming (1368 - 1644 dC) um artesão de armas que vivia em Cuan Shiqiao, guiado por um sonho celestial, criou duas bolas de ferro, para uso conjunto, baseado no conceito do ying-yang, surgindo assm as bolas: "uma que fala como o dragão e outra que canta como a fênix". Ansioso ao eslcutar falar dessa criação, o imperador contratou esse artesão de armas para servir a familia imperal, produzindo as bolas de ferro somente para a corte. Logo a nova criação ficou conhecida como o "tesouro do Palácio". Beneficios Terapeuticos Liu Shou Zhen, um médico famoso de Baoding, foi o primeiro a comprovar o benefícios terapeuticos das bolas de ferro e escreveu: "As bolas soam como sinos relaxantes que respondem "a natureza e a fluencia dos cinco dedos, assim exercitando os musculos e ativando a circulação saguínea. Elas também relaxam os seus cinco órgãos vitais e prolongam a sua vida.segurando as duas bolas e fazendo movimentos cíclicos em suas palmas, você será capaz de escutar o dragão falar e a fênix cantar. A sensação é única: é alcançar os imortais e voltar as mais simples sensações dos tempos antigos. As bolas estimular também os vários pontos de acupuntura presentes na mão, ativam o sistema nervoso central, beneficiam o cérebro, melhoram a memória, aliviam o cansaço, desligam a pessoas das preocupações e do cansaçõ mental, e auxiliam no tratamento de problemas com mãos em geral. Há ainda registros de pessoas que as utilizavam pra curar-se de artrites nos dedos e juntas, hipertesão, e doenças de idade. Assim, elas prolongam a vida das pessoas e são um tesouro necessário, especialmente para pessoas que utilizam muito as mãos e a cabeça." A medicina tradicional chinesa as utiliza como instrumentos que movimentados entre as mãos. podem contribuir para a recuperação de contusões, ou ainda para exercitar a força e a agilidade. Neste sentido, seu uso é similar ao das bolas de tenis empregadas atualmente por fisioterapeutas ocidentais em exercícios para as mãos.


Além disto, estas "bolas de massagens" podem também contribuir para fortalecer as mãos dos massagistas e propiciar o estado de relaxamento e concentração adequado àa prática da meditação chinesa.

Modo de Usar

Utilizadas em exercícios, elas devem ser colacada juntas na palma da mão e, fechando os dedos, faça movimentos circulares, rodando-as em sentindo horário e anti-horário, alternando uma mão com a outra. Se possuir dois jogos das bolas de ferro, faça o exercício com as duas mãos simultaneamente.


Abraxas

Abraxas aparece com freqüência em talismãs, por herança mitraica e gnóstica. De acordo com Leisegang, em La Gnose, Abraxas se identifica com Mitra e, portanto, é o mediador entre a humanidade e o deus único, o Sol invencível, que a Antiguidade tardia venerou quando chegou a certo monoteísmo, nos séculos III-IV. Deste modo, na concepção persa Abraxa-Mitra é o mediador entre Ahura-Masda e Arimã, entre o Bem e o Mal.¹ A palavra Abraxas (ou Abrasax ou Abracax) era gravada em certas pedras antigas, chamadas Pedras Abraxas, usadas como amuletos por seitas gnósticas. Acreditava-se que Abraxas era o nome de um deus que incorporava o Bem e o Mal (Deus e Demiurgo) em uma única entidade, ... representando o Deus monoteísta, único, mas não onibenevolente (como por exemplo o Deus Cristão). Abraxas já foi considerado um deus egípcio e um demônio. Esta é possivelmente a origem da palavra abracadabra, apesar de outras explicações existirem. Abraxas era um arconte com aparência de quimera (semelhante a um basilisco): a cabeça de um galo (ou um rei), o corpo de um homem, e pernas em forma de cobras. Algumas vezes é retratado com um chicote na mão. Abraxas foi redimido e ascendeu sobre as sete esferas, e agora reina os mundos. Há referências a Abraxas em diversos textos gnósticos. As letras da palavra abraxas, em notação grega, formam o número 365, e os basilídios deram este nome às 365 ordens de espíritos que, segundo eles, emanava em sucessão do Ser Supremo. Estas ordens ocupariam o lugar oposto ao sol em seu percurso anual ou nos 365 céus, cada um semelhante, mas inferior, àquele acima; e o mais inferior dos céus era a morada dos espíritos que formavam a Terra e seus habitantes, sujeitos à administração de seu trabalho. Além da palavra Abraxas e outros personagens místicos, é comum encontrar figuras cabalísticas gravadas, alterando completamente o verdadeiro conceito original de Abraxas. O mais comum é a cabeça de galinha d'angola, os braços e busto de homem, e corpo e rabo de serpente, porém astronomicamente 'abraxa' é uma expressão científica que por algum motivo fora do controle foi adotada por místicos e céticos para estabelecer parâmetros entre os lados opostos, o diabo e deus, o calor e o frio, Yin Yang.²


Significado Místico

A palavra Abrasax (grego ????S??, que é muito mais comum nas fontes que a forma variante Abraxas, ??????S) era um palavra de significado místico no sistema gnóstico de Basilides, aplicada nele ao "Grande Arconte" (grego: megas archon), o princeps das 365 esferas (grego: ouranoi).[1][2] Na cosmologia gnóstica, as sete letras que compõem o nome representam cada uma um dos sete "planetas" clássicos (Sol, Lua, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno) A palavra é encontrada em textos gnósticos, como o Evangelho Copta dos Egípcios e nos Papiros Mágicos Gregos. Ela também era gravada em algumas gemas por isso chamadas de Pedras de Abraxas, que eram usadas como amuletos. Como se soletrava inicialmente 'Abrasax' (?ß?asa?), a forma 'Abraxas' encontrada atualmente provavelmente se originou em alguma confusão entre as letras gregas Sigma e Xi na transliteração para o latim. Abrasax pode também estar relacionada a Abracadabra, embora outras explicações existam. Há diversas similaridades e diferenças entre estas gravuras em reportes sobre os ensinamentos de Basilides, antigos textos gnósticos, as grandes tradições mágicas grecoromanas e os modernos escritos mágicos e esotéricos. Opiniões não faltam sobre Abraxas, que em séculos recentes foi entendido como um deus egípcio e um demônio.[4] O psicólogo suíço Jung escreveu um breve tratado gnóstico em 1916 chamado os Sete Sermões aos Mortos, que tinha Abraxas como um deus acima do Deus Cristão e o Diabo, que combinaria todos os opostos num único Ser.

Significado

Como um Arconte

No sistema descrito por Ireneu, o "Pai não-nascido" é o progenitor do Nous, e dele Nous Logos, de Logos Phronesis, de Pronesis Sophia e Dynamis. Destes, principados, poderes e anjos, o último dos quais criam o "primeiro céu". Estes, por sua vez, originam uma segunda série, criando um segundo céu. O processo continua de maneira similar até que 365 céus existam, sendo os anjos deste último (o céu visível) os criadores do nosso mundo. o "governante" [principem, ou ton archonta] dos 365 céus "é Abraxas e, por isso, ele contém em si mesmo 365 números". Hipólito fala sobre Abraxas na Refutação de todas as heresias,[1] que parece ter seguido a Exegetica de Basilides. Após descrever a


manifestação do Evangelho na Ogdóade e na Septóade, ele acrescenta que os Basilidianos têm um longo relato sobre as inúmeras criações e poderes nos diversos 'estágios' do mundo superior (diastemata), no qual relatam sobre os 365 céus e argumentam que "seu grande arconte" é Abrasax, pois seu nome contém o número 365, o número de dias do ano. Ou seja, a soma dos números representados pelas letras gregas em ????S?? é 365: ? = 1, ? = 2, ? = 100, ? = 1, S = 200, ? = 1, ? = 60 Epifânio de Salamis parece seguir parcialmente Ireneu e parcialmente o "Compêndio de Hipólito", agora perdido.Ele conceitua Abrasax distintamente como o "poder acima de tudo e o primeiro princípio", "a causa e o primeiro arquétipo" de todas as coisas e menciona que os seguidores de Basilides se referiram ao número 365 como sendo o número de partes no corpo humano além do número de dias no ano. O autor do apêndice do livro Prescrição contra heréticos, de Tertuliano, que também devem ter seguido o Compêndio de Hipólito acrescentam algumas particularidades: que 'Abraxas' deu à luz à Mente (Nous), o primeiro numa série de poderes enumerados por Ireneu e Epifânio; que o mundo, assim como os 365 céus, foi criado em homenagem a 'Abraxas'; e que Cristo foi enviado não pelo Criador do mundo, mas por 'Abraxas'. Nada pode ser inferido das vagas alusões de Jerônimo, que afirmava que 'Abraxas' significava "O Deus maior" para Basilides, "Deus Todo-Poderoso" e "O Senhor Criador" (Comentários sobre Amós, cap. III.9, e sobre Naum, I.11, respectivamente). As aparições em Teodoreto ("Haereticarum fabularum compendium", I.4) e Agostinho de Hipona (Haer IV e Praedestinatus I.3) não tem valor como fontes independentes.

Como um Aeon

Mesmo com a disponibilidade de fontes primárias, como as da Biblioteca de Nag Hammadi, a identidade de Abrasax ainda permanece obscura. O Livro Sagrado do Grande Espírito Invisível, por exemplo, se refere a Abrasax como o Aeon vivendo com Sophia e os demais Aeons do Pleroma na luz do luminar Eleleth. Em diversos textos, Eleleth é o último dos luminares (Luzes espirituais) de destaque e é o Aeon Sophia, associado a ele, que encontra a escuridão e acaba envolvida na cadeia de eventos que levam ao reinado do Demiurgo neste mundo e à tentativa de salvação que se segue. Assim, o papel de Aeon de Eleleth, e também de Abrasax, Sophia e outros, é característico da camada exterior do Pleroma, a que toca a ignorância do mundo da Vontade, e que reage para corrigir o erro da ignorância no mundo das coisas materiais.


As Pedras de Abrasa

Um grande número de pedras gravadas existem, as há muito chamadas de "Pedras de Abrasax". Um exemplo particularmente bom foi encontrado dentre os artefatos do Tesouro de Thetford, do século IV dC, encontrado em Norfolk, UK. Os personagens são mitológicos, majoritariamente grotescos, com várias inscrições, dentre as quais ????S?? frequentemente é encontrada, sozinha ou acompanhada de outras palavras. Algumas vezes, todo o espaço é tomado com a escrição. Em certos textos mágicos obscuros de origem egípcia, ?ß?a??? ou ?ß?as?? é encontrado associado com outros nomes frequentemente dados à gemas; e é também encontrado no metal grego tesseræ entre outras palavras místicas. O significado destas lendas raramente pode ser compreendido, apesar das gemas serem tidas como amuletos.


Sol Negro

O sol negro (Alemão:schwarze Sonne) foi um símbolo esotérico e ocultista que fazia parte do misticismo nazi e especificamente por suas representações em mosaicos no castelo Wewelsburg. Hoje ele é utilizado por correntes do neopaganismo e especialmente na cena neonazista. O sol negro é um símbolo em forma de sol roda com doze raios. O símbolo contém três suásticas ou doze runas de Sig inversas. O sol negro na versão mostrada não é símbolo histórico. A SS embutido é um ornamento semelhante em forma de mosaico verde escuro no andar de mármore do antigo "Obergruppenführersaal" (literalmente: hall do Obergruppenführer - originalmente mais importantes generais da SS) ao norte da torre do castelo de Wewelsburg, perto da cidade de Paderborn. Originalmente um disco dourado foi colocado no meio do ornamento. O castelo de Wewelsburg foi ampliado, para que após a guerra o centro planejado da SS, mais especificamente a torre norte, tornasse-se o "centro do mundo". Como amostra para o ornamento, provavelmente broches de bronze, desde o período merovíngio, eram usadas, que são interpretados como representação do sol visível ou a sua passagem através dos meses do ano. O termo sol negro para a roda solar do Castelo de Wewelsburg se tornou popular após a Segunda Guerra Mundial. Normalmente, a sala onde está o ornamento pode ser vista a partir do exterior através de uma grade-porta. Devido à condições da luz o mosaico no chão parece negro.


Yin e Yang

No símbolo do Yin e do Yang, o Yin é representado com uma cor mais escura e o Yang com uma cor mais clara. Juntos representam a união e complementaridade entre os opostos. No meio da claridade do Yang existe um pequeno círculo de sombra de Yin e no meio da sombra do Yin existe um pequeno círculo claro de Yang. O que simboliza o movimento contínuo e constante de evolução dos atributos de um para os atributos do outro. Yin e Yang representam opostos, como alto e baixo, grande e pequeno, quente e frio.

Ao contrário de nossa idéia ocidental de antagonismo dos opostos, eles são complementares. Tomem em consideração um ioiô. Esse brinquedo funciona utilizando-se dois extremos em uma relação equilibrada entre um e outro. Sem um dos extremos, um ioiô não pode funcionar.

Ele precisa do "para cima" tanto quanto do "para baixo". Yin e Yang sempre precisam um do outro para equilibrar um jogo, o quarto de uma pessoa, ou a vida dela.

Para acrescentar yin 1. Use menos luz

2. Use assentos de encosto baixo ou móveis que tenham a metade da altura do quarto

3. Use cores esmaecidas ou escuras

4. Acrescente fontes de água gasosa

5. Use móveis ou padrões de tecido com linhas curvas


6. Use tecidos que sejam suaves, sedosos ou aveludados

7. Contribua com o silêncio

8. Desligue os ventiladores de teto ou condutos de ar

9. Fique sozinho

Para acrescentar yang

1. Use luzes mais brilhantes

2. Use móveis altos, como cadeiras de espaldar alto

3. Acrescente cores vivas

4. Use um desumidificador para que o ar fique mais seco

5. Use tecidos de uma só cor ou com listas verticais

6. Contribua para aumentar a sensação de atividade valendo-se do movimento e do som – relógios com tique-taque ou joguinhos para pôr em cima da mesa

7. Ligue ventiladores ou abra a janela para que a brisa entre

8. Deixe à vista livros, objetos ou qualquer forma de arte.

9. Convide alguém para fazer-lhe companhia.


O I CHING descobriu que todas as formas de energia possuem 2 extremos e identificou-os como YIN e YANG. No desenho acima, o ideograma à esquerda representa o YIN, a escuridão e o à direita o YANG, a claridade. Erroneamente representados, por muitos autores, pelo LUA e pelo SOL. A luz, que é energia luminosa, pode se apresentar muito intensa, é o YANG, ou muito fraca, será o YIN. A altura, que é energia potencial, pode ser bem alta, seria o YANG ou bem baixa, seria o YIN. Lugares altos como planaltos e topo de subidas, montanhas apresentam muita energia YANG, enquanto que lugares baixos, fundos de vale, proximidade de rios apresentam muita energia YIN. O andar superior de um sobrado tem mais energia YANG enquanto que o andar de baixo tem mais energia YIN.

Para você descobrir se o que você está pensando são os extremos YIN e YANG de uma mesma energia, aplique a Regra Básica do YIN-YANG:

Quanto mais YIN, menos YANG e quanto mais YANG, menos YIN.

Exemplo: Escuridão e Claridade são os extremos YIN e YANG da energia luminosa, pois quanto mais claro será menos escuro e quanto mais escuro será menos claro. Alto e Baixo são os extremos YIN e YANF da energia potencial, pois quanto mais alto será menos baixo e quanto mais baixo será menos alto. Da mesma forma, Duro e Mole, Forte e Fraco, etc. Muito cuidado com certas associação do YIN-YANG que se fazem por aí, como a associação com HOMEM e MULHER, dizendo que YANG é Homem e YIN, Mulher. Isso é uma comparação grosseira e equivocada feita por algumas pessoas que não conhecem as bases do I CHING.

No Taoismo, YOGA, I CHING, FENG SHUI e em muitas outras iniciativas que encontramos na China, o fundamento é A BUSCA DO EQÜILÍBRIO e o eqüilíbrio perfeito. O desenho representa o eqúilíbrio perfeito YIN-YANG onde encontramos os 2 extremos das energias se entrelaçando harmonicamente, uma na forma de alto relevo, representanto o YANG, e a outra na forma de baixo relevo, representando o YIN. O sentido de circulação das energias é o anti-horário, de acordo com o sentido de rotação dos redemoinhos no hemisfério sul. A maior parte do Brasil encontra-se abaixo da Linha do Equador e, portanto, as energias giram no sentido anti-horário. Os símbolos que apresentam o YIN-YANG girando no sentido horário só devem ser empregados no hemisfério norte. No núcleo do YANG encontramos uma concavidade YIN, significando que mesmo no núcleo do YANG encontramos o YIN e, reciprocamente, no núcleo do YIN, encontramos um ressalto YANG significando, de forma análoga, que mesmo no núcleo do YIN é possível encontrar-se o YANG. Os internautas deverão tomar muito cuidado em não comprar "gato por lebre". No comércio existem à venda símbolos do YIN-YANG fajutos onde, tanto o YANG como o YIN são representados igualmente por figuras em alto relevo. O YANG deve ser representado, obrigatoriamente, em alto relevo e o YIN em baixo relevo.


O YANG representa: LUZ, ATIVO, MONTANHA, PARTES ALTAS, VERÃO, CALOR, DURO, CONCRETO, OBJETOS GRANDES MACIÇOS, LOCAIS RUIDOSOS COMO BAILES E FESTAS.

Amor, Tolerância, Criatividade, Iniciativa, Amizade, Admiração, Ajuda, Facilidade.

As forças YANG são poderosas nos meses de verão, mas enfrequecem durante a noite escura.

Um elemento como a árvore pode ser YANG se a árvore for grande e forte.

As situações em que há YANG demais são muito agitadas e causam excessos. Devem ser evitadas.

O YIN representa:

ESCURIDÃO, PASSIVO, ÁGUA, PARTES BAIXAS, INVERNO, FRIO, MOLE, IMPALPÁVEL, OBETOS PEQUENOS, FRÁGEIS, LOCAIS CALMOS COMO IGREJAS E CEMITÉRIOS.

Ódio, Intolerância, Embotamento, Sedentarismo, Inimizade, Inveja, Oposição, Dificuldade.

As forças YIN são poderosas nos meses de inverno, mas enfraquecem durante o dia claro.

Um elemento como a árvore pode ser YIN se a árvore for pequena e delicada.

As situações em que há YIN demais são muito calmas e sem vida. Devem ser evitadas

Yin/Yang na Medicina Tradicional Chinesa


Os conceitos Yin e Yang estão presentes no mito de criação da terra e humanidade, a história de Pan gu, e atribui-se seu mais antigo uso sistemático ao I Ching. (Cooper, Kikuchi) Contudo não há dúvidas que o cánone básico de sua aplicação à medicina é o Nei Ching "o livro de imperador amarelo". Lê-se, no Nei Ching: " O imperador Amarelo disse: "O princípio de Yin e do Yang - os elementos masculino e feminino da Natureza - é o princípio básico de todo o Universo. É o princípio de tudo quanto existe na Criação. Efetua a transformação para a paternidade; é a raiz e a fonte da vida e da morte, e também encontrase no tempo dos deuses. A fim de tratar e curar as doenças, há que investigar-se a sua origem. O céu foi criado por uma acumulação de Yang, o elemento da luz; e a terra foi criada por uma acumulação de yin o elemento das trevas. " O Nei Ching consiste basicamente no diálogo de Qi-bai (também grafado Ch'i Po) com o imperador amarelo mas é voltado para as questões práticas da adaptação ao clima, nutrição, emoções mas sobretudo num segundo tomo ou versão, o Su Wen, concentra-se na prática clínica, naturalmente com as metáforas e referências da época em que foi contado (tradição oral), escrito ou re-escrito nas distintas dinastias (Han, Tang). A título de exemplo observe-se a seguinte citação: "O Imperador Amarelo pergunta: Ouvi dizer que o céu era Yang e a terra era Yin, que o sol era Yang e a lua era Yin. Como concordam elas, no homem? Qi-bai responde: O que está acima dos rins (região lombar) depende do céu; o que está abaixo da região lombar depende da terra. os 12 vasos principais ((Jing - mai) correspondem assim aos 12 meses (12 ramos terrestres). A lua está em relação com a água. Eis porque está situada em baixo é Yin"'' Iniciando assim a classificação dos meridianos em suas propriedades Yin e Yang. Esse livro para o qual existem algumas traduções e sobretudo múltiplas versões, mantém uma unidade quanto ao tema que aborda e é nítida a identificação da teoria de um conjunto de explicações sobre o processo saúde doença em relação ao Yin Yang, fatores patogênicos/terapêuticos organizados sob a forma de uma fisiologia ou dinâmica vital, (Madel Luz) onde se integram com os conceitos de meridianos e a teoria dos cinco movimentos (elementos). O estudo das noções de oposição/correlação ou par de oposições tem uma longa história de aplicações em diversas áreas do saber, tanto na China antiga como atual a exemplo o Feng Shui, assim como no ocidente a exemplo estudos de filosofia, lógica, linguística (estrutural), teoria da informação, semiótica/semiologia, psicanálise e antropologia.


Yin/Yang e anatomia

Quanto a descrição e classificação anatômica a cultura chinesa possui ampla nomenclatura que descreve as diversas partes, pontos, regiões, órgãos e sistemas do corpo onde os princípios do Yin - Yang são aplicados, diferenciando tanto as formas como funções, por exemplo: · Yin : lado direito; parte anterior (ventral); parte palmar; interior do corpo; membros inferiores; tronco; cheio (sólido); órgãos /meridianos zang: fígado, coração, rim, pulmão, baçopancreas, pericárdio. · Yang: lado esquerdo; parte posterior (dorsal); parte volar; exterior; membros superiores; cabeça; oco, vazio (luz); órgãos/meridianos fu: intestino delgado, i. grosso, estômago, bexiga, vesícula - biliar, tríplice aquecedor (san jiao), cérebro, útero. E assim se estende essa classificação tanto aos órgãos como aos processos fisiológicos normais e patológicos, abrangendo inclusive uma série de sinais e sintomas que são utilizados no processo diagnóstico da medicina chinesa como será visto em seguida. Entretanto, é sempre bom lembrar que cada uma das funções ou órgãos aqui divididos em grupos Yin e Yang podem ser ainda subdivididos em sucessivas classificações. Por exemplo alguns órgãos como o coração e o rim possuem características Yang (Shao - jovem Yin) enquanto que o pulmão e baço-pancreas características Yin (Tai - grande Yin) apesar de todos em sua constituição ser classificados como Zang (órgãos) de natureza Yin.Analisando-se o coração pode-se ainda diferenciar o Yin cardíaco (a sístole - a massa muscular) do Yang cardíaco (a diástole, as cavidades) e assim sucessivamente. Eis uma breve síntese da aplicação desses conceitos ao conjunto de sinais e sintomas usualmente identificados na semiologia médica. · Yin: processos crônicos; tendência à obesidade; congestão; passiva; hipotermia; tonus muscular diminuído; flacidez; sensibilidade diminuída; pele úmida, fria; sonolência; voz apagada; pessimismo; olhar apagado; aspecto alquebrado; timidez; depressão; inibição; distensão; contração; equilíbrio estático; coma, estupor. · Yang: processos agudos; tendência ao emagrecimento; inflamação; febre; tonus muscular aumentado; espasmo; sensibilidade aumentada; pele seca, quente; insônia; voz vibrante; otimismo; olhar brilhante; aspecto arrogante; desembaraço; ansiedade; excitação; tensão; dilatação; alteração dos movimentos; convulsão.


A Flor de lotus

Mais que uma planta, um símbolo sagrado - Lótus, planta aquática da família das ninfeáceas. É conhecida também por lótus-egípcio, lótus-sagrado ou lótus-daíndia e é nativa do sudeste da Ásia, mormente Japão, Filipinas e Índia. Possui flores brancas e em geral é cultivada com fins de ornamentação. A espécie foi empregada pelos antigos na fabricação de pão e uma espécie de bebida. Segundo estudiosos, servia como alimento ao povo da Líbia. De acordo com algumas lendas gregas seu suco teria a propriedade de gerar nos estrangeiros a vontade de permanecer na terra e não regressar. Na África setentrional existia um povo que se alimentava desta planta. É identificada em nossa cultura brasileira como vitória-régia (também da família das Ninfáceas) nativa das regiões amazonenses. Algumas espécies florescem na região do Mato Grosso e nas Guianas. A planta cobre as planícies alagadas do oriente do Egito à China e é uma paixão asiática cultivada desde tempos remotos. É venerada em todo o mundo por milhões de pessoas que a consideram o símbolo máximo da pureza espiritual. Chegou ao ocidente no século IV antes de Cristo. Presenteados pelos egípcios, foram os gregos os primeiros a conhecê-la. A flor espalhou-se pelo restante da Europa, onde foi apreciada por sua beleza, particularmente pelos pintores. A história conta que certos povos da América Central já a conheciam. Sacerdotes do México, por exemplo, embriagavam-se com o efeito alucinógeno produzido por um extrato da planta pouco antes dos primeiros espanhóis pisarem na América. No Brasil, o lótus foi trazido pelos japoneses no século de XX. Mas a fama da flor de lótus transcende o âmbito espiritual e seu fascínio atinge também os estudiosos da botânica. Há muito tempo que estes especialistas tentam desvendar alguns enigmas que a planta segreda. Pesquisadores da universidade de Adelaide na Austrália, por exemplo, estudam uma estranha característica da flor: assim como os seres humanos, ela é capaz de manter sua temperatura em torno de 35 graus. Esse sistema de auto-regulação de calor, compreensível em organismos complexos, como ocorre com os mamíferos, continua inexplicável para a ciência. Ainda outros cientistas do instituto botânico da universidade de Bonn, na Alemanha, estudam outra curiosidade do lótus: suas folhas são auto-limpantes, isto é, têm a propriedade de repelir microrganismos e poeiras. Devido a isto consideram-na potencialmente útil para ser aplicada na limpeza doméstica e afins.


Entretanto, apesar de sua unânime beleza, sua utilidade polivalente – especialmente na esfera medicinal, das curiosidades que suscita, e das lendas que inspirou, indubitavelmente sua representatividade destaca-se no plano metafísico.

O mantra do lótus

É isso mesmo, o lótus possui um cântico sagrado! Imagine a cena: a fumaça do incenso envolve como nuvem os monges budistas do templo Doi Suthep, construído no século XIV nos arredores da cidade de Ching Mai, no norte da Tailândia. Como é corriqueiro, ao amanhecer eles estão lavando as mãos nos botões rosados da flor de lótus espalhando um perfume suave no ar. Com a voz grave ritualmente os monges começam a murmurar o mani padami, um dos principais mantras do budismo – originário do antigo idioma sânscrito. A frase exaustivamente repetida significa: “Ó jóia preciosa do lótus”. Terminado o ritual eles depositam uma quantidade tão grande de lótus sobre os pés de Buda que quase soterram a imagem sagrada. Esse cenário religioso permeia milhões de pessoas de vários países asiáticos que igualmente crêem que o mantra do lótus tem a capacidade de transformar as pessoas em seres puros e iluminados, como o próprio Buda. As palavras sagradas deste canto estão gravadas nas bandeiras, nos sinos que alertam para as cerimônias, em artigos como anéis e pulseiras, nos enormes moinhos de orações que são girados nos templos pelos toques das mãos dos fiéis etc. Destarte, o “aroma” do lótus impregna o Tibete, Tailândia, Índia, Butão, Indonèsia, China e é raro encontrar um país da Ásia onde o lótus não seja considerado sagrado.

O lótus no budismo

Nas pinturas tibetanas linhagens de budas e homens santos aparecem flutuando sobre flores de lótus – uma representação dos tronos da suprema espiritualidade. Nas escrituras budistas, no Tibete, conta-se que milagrosamente o pequeno Buda já podia andar ao nascer e que a cada passo que a criança “iluminada” dava, brotavam-lhe flores de lótus de suas pegadas – uma das assinaturas de sua origem divina. Hoje muitos monges e fiéis dessa religião visualizam esta mesma cena enquanto caminham, imaginando que flores de lótus surgem debaixo de seus pés. Com esta prática acreditam estarem espalhando o amor e a compaixão de Buda simbolizados pela flor. O Budismo afirma que Sidarta Gautama (nome histórico de Buda), possui olhos de lótus, pés de lótus e coxas de lótus. O Guru que introduziu o budismo no Tibete é denominado Padmasambhava, que significa aquele que nasceu do lótus.


O lótus no hinduísmo

Na Índia a planta está relacionada com a criação do mundo. De acordo com as escrituras indianas foi do umbigo de Deus Vishnu que teria nascido uma brilhante flor de lótus e desta teria surgido outra divindade, isto é, Brahma, o criador do cosmo. Nas gravuras indianas deuses costumam aparecer em pé ou sentado sobre a flor. Isso ocorre com as representações do deus elefante, Ganexa de Lakshmi – a deusa da prosperidade e de Seiva – o destruidor. Também existe a crença de que o conhecimento espiritual supremo é comparado ao florescimento de uma flor de lótus na cabeça. O lótus também é essencial para a prática da ioga. Assim como não se pode conceber hinduísmo sem ioga, não se pode conceber ioga sem o lótus. A ioga é prática basilar do compêndio doutrinário hindu e “representa o caminho seguido para se perceber o Deus interior”. Desenvolve-se por meio de práticas avançadas de meditação que requerem a observância de uma posição específica do corpo, mormente a posição sentada que é denominada “Padmasana” ou “Postura de Lótus” na qual os pés são colocados sobre as coxas do lado oposto. Acreditam que a posição do lótus “propicia” o aumento da consciência interna e induz a calma profunda se o praticante associar à postura a filosofia da ioga adequadamente. Pegando uma “carona” nas crenças hindus, os esotéricos não deixam de dar a sua contribuição com uma parcela de significados “espiritualistas” à flor. Estes crêem que a flor vista de cima infere uma idéia de interiorização, introspecção e centralização, vista de perfil alude a postura de um iogue sentado com um raio de luz emanando dele.

O lótus na mitologia egípcia

No interior das pirâmides e nos antigos palácios do Egito o lótus também é representado como planta sagrada pertencente ao mundo dos deuses. A exemplo da crença indiana sua flor testemunha a criação do universo. Um dos mais interessantes relatos da mitologia egípcia sobre a origem de nosso planeta conta que num tempo muito distante, quando o universo ainda não existia, um cálice de lótus com as pétalas fechadas flutuava nas trevas, um relato que faz lembrar a declaração bíblica que diz: “E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas” (Gn 1.2, grifo do autor). Entediada com o vazio, a flor pediu ao deus-Sol Rá (uma divindade andrógina, simultaneamente masculina e feminina) que criasse o universo. Tendo criado, a flor agradecida pelo desejo realizado passou a abrigar o deus-Sol em suas pétalas durante a noite de onde ele sai ao amanhecer para iluminar a sua criação.


O lótus e o sexualismo chinês

Já os chineses tinham uma outra interpretação um tanto quanto exótica. Associavam a flor ao órgão genital feminino. Segundo informam os pesquisadores franceses Jean Chevalier e Alain Cherbrant no livro dicionário de símbolos, na China antiga não havia elogio melhor para uma cortesã do que ser chamada de “lótus de ouro”. Explica-se assim porque entre os chineses a planta é associada ao nascimento e a criação. Mesmo assim o lótus não deixa de contribuir religiosamente para a tradição religiosa daquele país. A deusa do amor e da compaixão Kuan Yin – a mais venerada entre as divindades chinesas femininas, é representada com flores de lótus ainda fechadas nas mãos e nos pés. Como o botão da flor tem o formato de coração, os fiéis acreditam que a planta teria o dom de aflorar os sentimentos amorosos. Os chineses acrescentam ainda outras qualidades preciosas à lótus. Segundo eles, a haste dura simboliza a firmeza, a opulência de sementes estaria relacionada a fertilidade e prosperidade, as folhas – como nascem juntas – indicariam felicidade conjugal. O passado, presente e o futuro também estão simbolizados respectivamente pela flor seca, pela aberta e pela semente que irá germinar. Além de tudo, segundo a medicina chinesa, a planta é consumida principalmente como chá por possuir qualidades terapêuticas que vão desde a cura de doenças renais e pulmonares até o combate do estresse e insônia.

Práticas antibíblicas que envolvem o lótus

Como ficou demonstrado nesta matéria, para alguns a flor de lótus é muito mais que uma simples planta, é um símbolo sagrado. É freqüentemente associada às divindades orientais e conseqüentemente é do mesmo modo reverenciada como sendo inerente ao “divino”. Entretanto, obviamente, os cristãos não devem nutrir qualquer espécie de repulsa pela flor, mesmo porque isso seria ilógico diante do relativismo de significados nela contidos. Apenas temos de enquadrá-la na sua verdadeira posição. Ao contrário da crença hindu e egípcia a única parte cabível à lótus na verdadeira criação divina deu-se quando Deus criou toda a flora no terceiro dia da criação, “Então disse Deus: cubra-se a terra de vegetação: plantas [entre elas a lótus+ que dêem sementes *...+ E assim foi” (Gn 1.11). Nada além disso! Atribuir qualquer espécie de poder espiritual a objetos inanimados é uma forma de animismo. O lótus não tem o poder de “transformar as pessoas em seres puros e iluminados” e suas associações com as “pegadas do pequeno Buda”, o umbigo de Vishnu e outros absurdos não passam de folclore religioso. A ioga e o mantra também são claramente condenados pela Bíblia. Se o Senhor censurou a utilização de palavras vazias e repetitivas nas orações que supostamente eram dirigidas a ele (Mt 6.7), o que dizer quando tais cânticos são oferecidos a uma planta: “Ó jóia preciosa do lótus”?!


Quanto aos praticantes da ioga, estão se colocando cada vez mais sob a influência de Satanás. Na Índia, um iogue é tido como um mahsiddha, ou seja, um bruxo e a prática da ioga desde a antiguidade está relacionada a poderes ocultos e mágicos. É impossível conceber a recepção das “forças do universo” por meio de meditação e exercícios físicos. A Bíblia nos admoesta acerca da saudável meditação: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (maiores informações sobre ioga, consultar Defesa da Fé nº37 – Ioga: ginástica, terapia ou religião). Como vemos, infelizmente a maior parte da proeminência do lótus está relacionada a práticas antibíblicas. Embora para muitos o lótus seja um símbolo sagrado, na realidade, em sua essência, não é mais que uma simples planta! Curiosidades sobre a planta Origem: Sudeste da Ásia Família: Ninfeáceas Porte: Sua haste pode alcançar mais de um metro acima do nível da água. Período de floração: primavera e início do verão Flores: Produz flores brancas, cor-de-rosa ou brancas com as bordas rosadas. Multiplicação: por meio de sementes ou divisão de rizomas Luminosidade: sol pleno Esoterismo:: Os povos orientais têm esta flor como símbolo da espiritualidade, pois acreditam que ela desabrocha aqui na Terra somente depois de ter nascido no mundo espiritual. O lótus também representaria a pureza, pois emerge limpa e imaculada do meio de águas turvas e lodosas. Cultivo: Pode ser cultivada em vasos imersos, tanques de jardim, lagos ou lagoas. Seu cultivo em vaso necessita de 2 partes de terra argilosa, 1 parte de esterco bovino bem curtido ou composto orgânico. Por ser uma planta aquática dispensa regas.


Mudra

Os mudras são os gestos simbólicos que são associados aos buddhas. Esses gestos são muito utilizados na iconografia hindu e buddhista. Mudra, uma palavra com muitos significados, é caracterizada como gesto, posicionamento místico das mãos, como selo ou também como símbolo. Estas posturas simbólicas dos dedos ou do corpo podem representar plasticamente determinados estados ou processos da consciências. Mas as posturas determinadas podem também, ao contrário, ... levar aos estados de consciência que simbolizam. Parece que os mudras originaram-se na dança indiana, que é considerada expressão da mais elevado religiosidade. [...] O significado espiritual dos mudras encontra sua expressão perfeita na arte indiana. Os gestos das divindades representadas na arte hinduísta e buddhista e os atributos que os acompanham simbolizam suas funções ou aludem a determinados acontecimentos mitológicos. [...] No decorrer dos séculos, os buddhas e bodhisattvas representados iconograficamente com seus gestos simbólicos e atributos propiciaram o estado de espírito próprio da meditação e criaram uma profunda atmosfera de crença. Yoga Os Mudrás são um gestos simbolicos feito com as mãos, significando, literalmente, gesto, selo ou senha. Provém da raiz mud, alegrar-se, gostar. Deve ser pronunciado sempre com o “a” tônico, e é palavra do gênero masculino (O Mudrá). Eles são usados no Yôga (um dos seis pontos de vista do hinduísmo) para penetrar em determinados setores do inconsciente coletivo, conectando o praticante às origens de sua linhagem de Yôga. Em alguns livros, aparece traduzido como símbolo, mas tal tradução não é correta, uma vez que símbolo, em sânscrito, corresponde à palavra Yantra. No buddhismo Vajrayana, os mudras possuem uma função especial: fazer oferendas ou criar uma conexão do praticante com o buddha que é invocado pela repetição dos mantras. Estes são os mais conhecidos:


Dhyana-mudra O gesto da meditação; mão direita sobre a esquerda, com as pontas dos polegares se tocando. Associado à meditação do buddha Shakyamuni sob a figueira de bodhi. Também é o gesto do dhyani-buddha Amitabha.

Bhumi-sparsha-mudra O gesto de tocar a terra; as pontas dos dedos da mão direita tocam o chão. Associado à firmeza inabalável do buddha Shakyamuni que, logo após atingir a iluminação, invocou a terra como testemunha de sua iluminação. Também é o gesto do dhyani-buddha Akshobhya. Vipashyin, o primeiro buddha, que atingiu a iluminação sob uma árvore patali, é representado fazendo este gesto com as duas mãos.

Abhaya-mudra


O gesto da proteção ou destemor; a mão direita fica erguida e com os dedos levantados. Associado à benevolência do buddha Shakyamuni, que domou um elefante selvagem com este gesto. Também é o gesto do dhyani-buddha Amoghasiddhi.

Varada-mudra O gesto da misericórdia ou realização dos desejos; a mão fica direita voltada para frente com os dedos abaixados. Associado à generosidade e compaixão do buddha Shakyamuni e ao dhyani-buddha Ratnasambhava. Krakuchandra, o quarto buddha, que atingiu a iluminação sob uma árvore sirisa, é representado fazendo este gesto com a mão direita e segundo uma ponta de seu manto com a mão esquerda.

Vitarka-mudra


O gesto da explicação; as pontas dos dedos polegar e indicador da mão direita ficam se tocando. Em uma variante, a mão direita faz o Abhaya-mudra e a mão faz o Varada-mudra. Associado às explicações do buddha Shakyamuni e ao dhyani-buddha Vairochana. Shikin, o segundo buddha, que atingiu a iluminação sob um lótus branco, aparece fazendo este gesto com a mão direita; com a esquerda no colo, ele toca os dedos polegar e médio. Kanakamuni, o quinto buddha, que atingiu a ilumonação sob uma árvore udumbara, é representado fazendo este gesto com a mão direta; sua mão esquerda repousa sobre o colo, fazendo o avakashamudra, o gesto do ócio.

Dharma-chakra-mudra O gesto da roda do Dharma; ambas as mãos fazendo o gesto anterior. Este gesto é associado ao ensinamento de buddha Shakyamuni, ao futuro buddha Maitreya e, às vezes, é utilizado em representações do dhyani-buddha Vairochana. Este gesto também é usado para representar o terceiro buddha, Vishvabhu, que atingiu a iluminação sob uma árvore sala.

Buddha-shramana-mudra


O gesto da renúncia de Buddha, da eliminação do apego. Semelhante ao abhaya-mudra, mas a mão direita fica sobre o joelho ao invés de erguida. Kashyapa, o sexto buddha, que atingiu a iluminação sobre uma árvore banyan, é representado fazendo este gesto.

Tarjani-mudra O gesto da eliminação de negatividades.

Buthadamara-mudra O gesto da proteção.


Namaskara-mudra O gesto da oração.

Anahata Chakra: Padma Mudra O mudra da flor de lótus aberta. Abre o coração sutil, diminui a carga de tensão sobre o coração físico e cria expansão da caixa torácica. Junte os punhos, polegares e dedos mínimos e abra os outros dedos.


Ajna Chakra e Sahasrara Chakra: Mandala Mudra Facilita a experiência de integração com todo o universo. Repouse os quatro dedos da mão direita sobre os da mão esquerda. Una os polegares formando um círculo

Mudra da Vitalidade - Prana Mudra Este é o mudra da vida. Ele o ajudará a repor suas forças. bombeando a força da vida para todo o corpo, aumentando a vitallidade, reduz o cansaço, melhora a vista, ajudando a curar infecções oculares, dando poder para os olhos. Beneficia a cura de todos os tipos de doençaas. Ajuda a desenvolver a capacidade de impor-se e perseverar, melhorando a auto-estima, a percepção e a clareza mental. Praticar o mudra junto com a respiração acalma os nervos. Apóie as mãos sobre os joelhos, junte o dedo polegar com o mínimo e o anular de cada mão, deixando os outros estendidos. Respirar profunda e calmamente.


Mudra da Energia - Mudra Appan Esse mudra expulsa as substancias tóxicas do organismo, elimina problemas com a bexiga, ajuda a pessoa a ser decidida e planejar o futuro, tem um efeito equilibrador, aumenta a peciência, a serenidade e aumenta a capacidade de visão. Apóie as mãos sobre os joelhos, junte o dedo polegar com o dedo médio e anular e mantenhaos outros estendidos. Respiração lenta e profunda, larga. Pratique de cinco a quinze minutos por dia, tres vess ao dia.

Mudra da Sabedoria Este mudra ajuda a se conectar com a sabedoria damente universl. Realizado em um estado de consexão profunda, permite encontrar pensamentos e sensações no mais profundo da consciência. Una o dedo pelegar com o dedo médio em ambas as mãos. O restante dos dedos estendidos. Faça uma respiração profunda e tranquila. Retenha o ar por alguns segundos e solte.


Mudra da Meditação Serenar a mente e meditar é primordial para o bem estar e isso requer disciplijna e prática. Esse mudra ajuda a encontrar concentração e serenidade na meditação. Junte as mãos colocando a direita sobre a esquerda, sentindo os pulsos com as pontas dos dedos. Feche os olhos e direcione a concentração para o terceiro olho. Faça uma respiração prolongada e profunda e lenta. Pratique-o todos os dias por uma semana inteira por no minimo 3 minutos.

Mudra da Riqueza Mudra Kureba, també conhecido como mudra do deus da riqueza. É adequado para solucionar problema cotidianos, como achar uma vaga para o carro, tomar uma decisão entre uma compra e outra, decidir se fecha ou não um negocio, entre outros. Ajuda no planejamento do seu futuro e também a eliminar a mucosidade, dar paz de espírito, serenidade e confiança. Una as pontas do indicador, do polegar e do médio de ambas as mãos. Os outros dedos permanecem dobrados. Pratique-o uma ou duas vezes por dia, mantendo a respiração tranquila e profunda. Voce podera faze-lo juntamente com afirmações positivas para solucionar problemas.


Mudrá - A Linguagem das Mãos

Por Ana Cristina Pinheiro. Instrutora da Uni-Yôga Bueno - Goiânia / GO - Há quanto tempo você não dedica alguns instantes da sua agitada rotina para simplesmente observar suas mãos? Para lembrar quantas tarefas aparentemente fáceis – mas imprescindíveis para a sua sobrevivência! – só podem ser desempenhadas porque você tem mãos perfeitas e ágeis? Há quanto tempo você não desenha com o olhar o contorno dos seus dedos, não sente a vibração de cada um deles? Nossas mãos não são meras extensões dos braços, mero acabamento do corpo. Assim como cada pedacinho de nós, as mãos também possuem funções brilhantes dentro do harmonioso conjunto que é o organismo humano. Elas têm o poder de construir e nos fazer evoluir. Elas afagam, transmitem sentimentos e nos aproximam de nossos semelhantes. As mãos até mesmo falam por nós. Dispensam as palavras! Basta pensarmos no alfabeto manual e em como se comunicam os surdos-mudos. Basta nos lembrarmos de muitos gestos que externam o que estamos pensando. Alguns, mundo afora e em diferentes épocas, dizem exatamente a mesma coisa. A energia que se concentra nas mãos é tão forte, que no Yôga a linguagem gestual merece atenção especial. Mudrá é o nome que se dá, nesta filosofia, aos gestos feitos com as mãos e os dedos. Alguns tipos de Yôga ensinam que os mudrás podem ser feitos com o corpo. No entanto, no SwáSthya Yôga – sistematização do Yôga Pré-Clássico, portanto o mais antigo e o mais autêntico – as técnicas feitas com o corpo são sempre chamadas de ásanas e são denominadas mudrás exclusivamente aquelas que são feitas com as mãos. A origem dos mudrás se encontra nas mais antigas tradições do Tantra, uma filosofia comportamental dos povos ancestrais da Índia, sobre a qual se baseiam alguns tipos de Yôga, entre eles o SwáSthya. Por meio da observação e da experiência, estabeleceram-se relações entre o estado interior e os gestos feitos com as mãos. A tradução literal deste termo sânscrito – língua morta da Índia – é “gesto, senha ou selo”. Desta forma, os mudrás funcionam como códigos para que o praticante de Yôga atinja um determinado estado de consciência. Eles atuam no psiquismo e, consequentemente, no corpo físico. Mas para isso é necessário que haja uma vivência, uma atitude interior, e não apenas que se reproduza o gesto. Os mudrás podem ser magnéticos, reflexológicos ou apenas simbólicos e, dependendo desta classificação, são utilizados para diferentes fins ao longo de uma prática regular. Por exemplo, durante o pránáyáma (respiratório) normalmente é utilizado o jñána mudrá, gesto que estabelece uma corrente eletro-magnética, potencializando a captação e a expansão da bioenergia, o prána. Os ásanas (técnicas corporais) são comumente acompanhados de mudrás que simbolizam formas da natureza, animais e flores, entre outras figuras. Tal é sua importância, que mudrá é também um dos oito angas (partes) que constituem uma prática elementar de SwáSthya Yôga, o ády ashtánga sádhana É a primeira destas oito partes que são: mudrá (gesto reflexológico feito com as mãos), pújá (retribuição de energia), mantra (vocalização de sons e ultra-sons), pránáyáma (respiratórios), kriyá (técnicas de purificação orgânica), ásana (técnicas orgânicas), yôganidrá (descontração) e samyama (concentração, meditação e hiperconsciência). No primeiro anga utiliza-se o Shiva mudrá, um gesto que é ao


mesmo tempo magnético, simbólico e reflexológico. As mãos em concha, unindo pólos positivo e negativo, simbolizam um cálice onde é depositada a herança milenar do Yôga e, por associação neurológica e condicionamento reflexológico, ajudam o praticante a atingir um estado mais profundo de receptividade. Assim, faz-se uma conexão com as raízes do SwáSthya Yôga, que será essencial para um melhor desempenho e aproveitamento do restante da prática. Os mudrás podem ser feitos com apenas uma das mãos (asamyukta hasta mudrá) ou com ambas (samyukta hasta mudrá). Não se sabe exatamente quantos são estes gestos, já que os nomes de cada um deles variam muito de acordo com a época e o local. Nós, do SwáSthya, utilizamos 108 mudrás do hinduísmo. Mãos que tomam formas de poder e energia, preservando assim uma tradição ancestral e tornando ainda mais bela e forte a prática dos ensinamentos milenares do Yôga.


simbolos Harmonia

Gráfico emissor, formado por oito círculos (não contamos o central) e seis pétalas representando o movimento de circulação da vida, da sua transformação e regeneração através da cura holística. Promove a confraternização entre os seres, harmoniza interesses e afetos, pedidos para resolver problemas difíceis e dá equilíbrio. Trabalha-se com Harmonia da seguinte maneira; Num pedido individual, coloca-se o testemunho e o pedido no centro e nas pétalas podem-se colocar pedras de acordo com a indicação do pêndulo. Para um trabalho de harmonização entre família ou entre amigos, colocamos nas pétalas o testemunho de cada pessoa que se deseja harmonizar. No centro do gráfico coloca-se o pedido com um cristal programado e sobre os testemunhos uma pedra (rodocrosita) e uma pedra (amazonita).


Ankh ou Cruz Egípcia ou Cruz Ansata

Antigo símbolo egípcio que representa a vida, o conhecimento cósmico e o intercurso sexual. Também é conhecido por bruxos como a "Cruz Ansata", utilizado em rituais de encantamento, fertilidade e divinação.Todo faraó ao morrer levava a cruz junto às narinas para adquirir imortalidade. Ele era encontrado sempre nos hieróglifos, sendo segurado pelas divindades egípcias como se fosse uma chave, o que nos remete ao seu significado como "a chave dos portões que separam a vida e a morte", ... já que estes desenhos eram muito comuns em pirâmides mortuárias dos faraós. O Ankh simboliza a vida, o conhecimento cósmico, o intercurso sexual e o renascimento. Ankh, conhecida também como cruz ansata, era na escrita hieroglífica egípcia o símbolo da vida. Conhecido também como símbolo da vida eterna. Os egípcios a usavam para indicar a vida após a morte. Hoje, é usada como símbolo pelos neopagãos. A forma do ankh assemelha-se a uma cruz, com a haste superior vertical substituída por uma alça ovalada. Em algumas representações primitivas, possui as suas extremidades superiores e inferiores bipartidas. Há muitas especulações para o surgimento e para o significado do ankh, mas ao que tudo indica, surgiu na Quinta Dinastia. Quanto ao seu significado, há várias teorias. Muitas pessoas vêem o ankh como símbolo da vida e fertilidade, representando o útero. A alça oval que compõe o ankh sugere um cordão entrelaçado com as duas pontas opostas que significam os princípios feminino e masculino, fundamentais para a criação da vida. Em outras interpretações, representa a união entre as divindades Osíris e Ísis, que proporcionava a cheia periódica do Nilo, fundamental para a sobrevivência da civilização. Neste caso, o ciclo previsível e inalterável das águas era atribuído ao conceito de reencarnação, uma das principais características da crença egípcia. A linha vertical que desce exatamente do centro do laço é o ponto de intersecção dos pólos, e representa o fruto da união entre os opostos. Apesar de sua origem egípcia, ao longo da história o ankh foi adotado por diversas culturas. Manteve sua popularidade, mesmo após a cristianização do povo egípcio a partir do século III. Os egípcios convertidos ficaram conhecidos como Cristãos Cópticos, e o ankh (por sua semelhança com a cruz utilizada pelos cristãos) manteve-se como um de seus principais símbolos, chamado de Cruz Cóptica. No final do século XIX, o ankh foi agregado pelos movimentos ocultistas que se propagavam, além de alguns grupos esotéricos e as tribos hippies do final da década de 60. É utilizado por bruxos contemporâneos em rituais que envolvem saúde, fertilidade e divinação; ou como um


amuleto protetor de quem o carrega. O ankh também foi incluído na simbologia da Ordem Rosa-Cruz, representando a união entre o reino do céu e a terra. Em outras situações, está associado aos vampiros, em mais uma atribuição à longevidade e imortalidade. Ainda encontra-se como uma alusão ao nascente-poente do Sol, simbolizando novamente o ciclo vital da natureza. Ankh se popularizou no Brasil no início dos anos 70, quando Raul Seixas e Paulo Coelho (entre outros) criaram a Sociedade Alternativa. O selo desta sociedade, possuía um Ankh adaptado com dois degraus na haste inferior, simbolizando os Degraus da Iniciação, ou a chave que abre todas as portas. Numa outra interpretação, representa o laço da sandália do peregrino, ou seja, aquele que quer caminhar, aprender e evoluir. Na cultura pop, ele foi associado pela primeira vez ao vampirismo e à subcultura gótica através do filme The Hunger – Fome de Viver (1983), em que David Bowie e Catherine Deneuve protagonizam vampiros em busca de sangue. Há uma cena em que a dupla, usando ankhs egípcios, está à espreita de suas presas numa casa noturna ao som de Bela Lugosi's Dead, do Bauhaus. Assim, elementos como a figura do vampiro, o ankh e a banda Bauhaus podem actuar num mesmo contexto; neste caso, a subcultura gótica. Possivelmente, através deste filme, o ankh foi inserido na subcultura gótica e pelos adeptos da cultura obscura, de uma forma geral. Mais tarde a personagem Morte, da HQ Sandman, seria o mais famoso ícone na cultura pop relacionando o ankh e a subcultura gótica. Desse modo, vemos que o ankh não sofreu grandes variações em seu significado e emprego primitivo, embora tenha sido associado a várias culturas diferentes. Mesmo assim lhe foi atribuído um caráter negativista por aqueles que desconhecem a sua origem e significados reais, associando este símbolo, erradamente, a grupos e seitas satânicas ou de magia negra. O Ankh é um símbolo que significa, entre outros, a imortalidade. É encontrado nas gravuras e hieróglifos a partir da 5ª Dinastia egípcia, principalmente nos Templos de Luxor, Medinet Habu, Hatshepsut, Karnak e Edfu. Além de obeliscos, túmulos e murais. No túmulo de Amenhotep II, vemos o Ankh sendo entregue ao faraó por Osíris, concedendo a ele o dom da imortalidade, ou o controle sobre os ciclos vitais da natureza, ou seja, o início e fim da vida. Em algumas situações, é encontrado próximo a boca das figuras dos deuses, neste caso significa um Sopro de Vida. Na tumba de Tutankhamon, foi encontrado um porta-espelho na forma de Ankh, já que a palavra egípcia para espelho também é Ankh. Sua presença também é marcante em objetos cotidianos, como colheres, espelhos e cetros utilizados pelo povo do Egito. No Ocidente, o Ankh é conhecido como Cruz Egípcia ou Cruz Ansata. Esta segunda denominação tem origem na palavra latina Ansa, que significa Asa. Além destas, o encontramos como Chave do Nilo (ou da vida), Cruz da Vida ou simplesmente Cruz Ankh. Porém, a maioria dos conceitos ocidentais não é correto, pois os egípcios da Antigüidade desconheciam a fechadura. Portanto, não seria possível associá-lo a uma chave.


A forma do Ankh assemelha-se a uma cruz, com a haste superior vertical substituída por uma alça ovalada. Em algumas representações primitivas, possui suas extremidades superiores e inferiores bipartidas. A alça oval que compõe o Ankh, sugere um cordão entrelaçado com as duas pontas opostas que significam os princípios feminino e masculino, fundamentais para a criação da vida. Em outras interpretações, representa a união entre as divindades Osíris e Ísis, que proporcionava a cheia periódica do Nilo, fundamental para a sobrevivência da civilização. Neste caso, o ciclo previsível e inalterável das águas era atribuído ao conceito de reencarnação, uma das principais características da crença egípcia. A linha vertical que desce exatamente do centro do laço, é o ponto de intersecção dos pólos, e representa o fruto da união entre os opostos. Apesar de sua origem egípcia, ao longo da história o Ankh foi adotado por diversas culturas. Manteve sua popularidade, mesmo após a cristianização do povo egípcio a partir do século III. Os egípcios convertidos ficaram conhecidos como Cristãos Cópticos, e o Ankh (por sua semelhança a cruz utilizada pelos cristãos) manteve-se como um de seus principais símbolos, chamado de Cruz Cóptica. No final do século XIX, o Ankh foi agregado pelos movimentos ocultistas que se propagavam; além de alguns grupos esotéricos e as tribos hippies do final da década de 60. É utilizado por bruxos contemporâneos em rituais que envolvem saúde, fertilidade e divinação; ou como um amuleto protetor de quem o carrega. O Ankh também foi incluído na simbologia da Ordem Rosa-Cruz, representando a união entre o reino do céu e a terra. Em outras situações, está associado aos Vampiros, em mais uma atribuição à longevidade e imortalidade. Ainda encontra-se como uma alusão ao nascente-poente do Sol, simbolizando novamente, o ciclo vital da natureza.


Crânios de Cristal

Os Crânios de cristal são de configurações humanas feitos de vários tipos diferentes de cristais; ametista, cristal de quartzo e etc. Normalmente, os crânios de cristal tem o tamanho de um crânio humano. Existem crânios de cristal pequenos, mas estes não possuem a mesma sabedoria, força e energia que os maiores tem. Os Crânios de cristal podem influenciar nos sistemas de energia do nosso corpo, ampliando a capacidade de cura. Mesmo só olhando uma foto de um crânio de cristal, você pode receber e sentir sua energia ! Podem ser programados através de afirmações, tendo como objetivo desde a melhoria de situações de vida até o aumento de prosperidade, paz, amor e harmonia. Cuidado deve ser tomado quando usando os crânios de cristal. Se usado de maneira errada, os crânios poderão só emanar energia negativa! Eles conseguem projetar imagens holográficas, aromas, sons e cores. À medida que eles projetam essas imagens, eles vão mudando de cor. Podem ser ativados usando combinações de cores e sons. O Crânio de cristal mais conhecido e talvez o mais poderoso de todos é o de MITCHELL-HEDGES. Em algumas ocasiões, os Antigos refletiam sobre a natureza cristalina de nosso corpo e espírito, pois eles imitavam a forma humana e seus padrões de energia, entalhando em cristal sólido. Sem dúvida, a mais famosa e enigmática peça de cristal antigo descoberta até agora, é o Crânio de Cristal de Mitchell Hedges. Um dia, em 1927 o explorador F. A. Mitchell Hedges estava limpando o entulho do topo de um templo em ruínas na cidade maia de Lubaantum, localizada nas Honduras britânicas, atualmente Belize, quando sua filha Ana, de 17 anos, que o havia acompanhado, viu algo brilhando na poeira abaixo. Ana encontrou um crânio finamente entalhado e polido, feito de cristal de rocha, em que faltava a parte da mandíbula. Três meses depois, ela localizou a mandíbula numa escavação a 25 pés do primeiro local. Ele corresponde aproximadamente em tamanho ao crânio humano, com detalhes quase perfeitos, mesmo restaurando o crânio com as proeminências globulares, que são características de uma mulher. Em 1970, o conservador e restaurador de arte Frank Dorland teve permissão para submeter o crânio de cristal a testes conduzidos nos Laboratórios Hewlet Packard em Santa Clara, Califórnia. Destes testes e de estudos cuidadosos feitos pelo próprio Dorland, o crânio revelou muitas anomalias. Quando submerso em álcool benzílico, com um feixe de luz passando através, tanto o crânio como a mandíbula vieram do mesmo bloco de quartzo. O que impressionou muito as pessoas envolvidas no teste é que eles perceberam que o crânio havia sido entalhado com total desrespeito ao eixo natural do cristal no quartzo.


Na cristalografia moderna, o primeiro procedimento é sempre determinar o eixo, para prevenir fraturas e quebras durante o processo subsequente de moldar a forma. Então, parece que quem fez o crânio empregou métodos pelos quais essas preocupações não são necessárias. O artista desconhecido também não usou instrumentos metálicos. Dorland não conseguiu encontrar sinais de qualquer metal que deixasse marcas no cristal quando o analisou com um microscópio muito potente. Na verdade, a maioria dos metais não teria sido efetiva, pois o cristal tem uma gravidade específica de 2.65 e um fator de dureza Mhos de 7. Em outras palavras, mesmo um canivete moderno não pode fazer uma marca nele. A partir de minúsculos padrões no quartzo próximos das superfícies esculpidas, Dorland determinou que o crânio foi primeiramente cinzelado em uma forma rudimentar, provavelmente com o uso de diamantes. O aperfeiçoamento da forma final, a lapidação e o polimento, conforme acredita Dorland, foi feito por inúmeras aplicações de soluções de água e areia de cristal de silicone. O grande problema está em que, se este fosse o processo usado, isso significaria que haveria necessidade de um total de 300 anos terrestres de trabalho contínuo para a confecção do crânio. Devemos aceitar este fato praticamente inimaginável ou admitir o uso de alguma forma de tecnologia perdida na criação do crânio e de que atualmente não há nenhuma tecnologia equivalente. O enigma do crânio, entretanto, não termina aqui. Os arcos zigomáticos (o arco ósseo que se estende ao longo dos lados e parte frontal do crânio) são precisamente separados da peça do crânio e agem como tubos de luz, usando princípios similares aos da óptica moderna, para canalizar luz da base do crânio para os orifícios oculares. Estes, por sua vez, são pequenas lentes côncavas que também transferem luz de uma fonte abaixo, para a parte superior do crânio. Finalmente, no interior do crânio, está um prisma e minúsculos túneis de luz, pelos quais os objetos que são colocados abaixo do crânio são ampliados e aumentam o brilho. Richard Garvin, autor de um livro sobre os crânios de cristal, acredita que o crânio foi desenhado para ser colocado sobre um feixe de luz voltado para cima. O resultado, com as várias transferências de luz e efeitos prismáticos, iluminaria todo o crânio e faria com que os orifícios se tornassem olhos brilhantes. Dorland realizou experimentos usando esta técnica e relatou que o crânio “se acende” como se estivesse pegando fogo. Um outro achado sobre o crânio de cristal revela conhecimento de pesos e pontos de fulcro. A peça da mandíbula se encaixa precisamente no crânio por dois orifícios polidos, que permitem que a mandíbula se mova para cima e para baixo. O próprio crânio pode ser balanceado exatamente onde dois pequenos orifícios são trespassados de cada lado de sua base, que provavelmente antes continham suportes de suspensão. O equilíbrio nestes pontos é tão perfeito que a menor brisa faz com que o crânio balance para a frente e para traz, com a mandíbula abrindo e fechando como contra-peso. O efeito visual é o de um crânio vivo, falando e articulando. A questão, é claro, é - para que propósito isto serve? Ele foi apenas desenhado pelo seu artista como um brinquedo inteligente ou peça de conversação ou ainda, como acredita Dorland, ele seria usado como um instrumento oracular, através dos estranhos fenômenos associados ao


crânio de cristal, que desafiam explicações lógicas. Observadores relataram que, por razões desconhecidas, o crânio mudará de cor. Às vezes, a parte frontal do crânio fica enevoada, parecendo algodão branco. Outras vezes ele se torna perfeitamente claro, como se o espaço interior desaparecesse num vácuo. Num período de 5 a 6 minutos, um ponto escuro frequentemente começa a se formar no lado direito e lentamente escurece todo o crânio, depois vai desaparecendo, tão misteriosamente como chegou. Outros observadores viram cenas estranhas refletidas nos orifícios dos olhos, cenas de edifícios e outros objetos, mesmo quando o crânio está apoiado sobre um fundo preto. Outros ainda ouviram ruídos emanando de dentro e, ao menos em uma ocasião, um brilho distinto rodeou o crânio como uma aura por mais de seis minutos, sem que houvesse qualquer fonte de luz conhecida. A soma total do crânio parece alterar todos os 5 sentidos físicos do cérebro. Há mudanças de cor e de luz, ele emite odores, cria sons, proporciona sensações de calor e de frio para aqueles que o tocam, mesmo quando o cristal havia permanecido a um temperatura física de 21°C sob todas as condições e produziu até sensações de sede e às vezes de gosto em poucos casos. Dorland é de opinião que o que está ocorrendo em todos estes fenômenos é que o “cristal estimula uma parte desconhecida do cérebro, abrindo uma porta psíquica para o absoluto”. Ele observa: “os cristais emitem continuamente ondas de rádio. Desde que o cérebro faz a mesma coisa, eles interagem naturalmente”. Ele percebeu também que ocorrências periódicas no crânio de cristal são devidas às posições do Sol, da Lua e dos planetas no céu. A pesquisadora Marianne Zezelic concorda que o crânio foi usado primariamente para estimular e amplificar as capacidades psíquicas nos que o manuseavam. Ela observa: “O cristal serve como um acumulador de magnetismo terrestre. Quando se olha fixamente o cristal, os olhos entram numa relação harmônica, estimulando o magnetismo coletado naquela porção do cérebro conhecida como cerebelo. O cerebelo portanto se torna um reservatório de magnetismo que influencia a qualidade do fluxo magnético através dos olhos, originando assim um fluxo contínuo de magnetismo entre o observador e o cristal. A quantidade de energia que entra no crânio eventualmente aumenta numa tal proporção que afeta os polos do cérebro, uma região que se estende logo acima dos olhos, contribuindo para o fenômeno psíquico”. Indo além, Tom Bearden, um especialista no campo de estudos psicotrônicos, acredita que, em mãos de um mediador qualificado e focalizador mental, o crânio de cristal também serviu, não somente como veículo para transformar o campo de energia vital em energia eletromagnética e noutros efeitos físicos, mas também auxiliou na cura, pela alteração de sua ressonância cristalina para combinar com as freqüências da mente e do corpo do paciente, e afetando as energias curadoras no crânio, que então se manifestaria no campo áurico do paciente. O crânio seria usado portanto como um amplificador e um transmissor de forças de energia psíquicas e da terra. Observando a soma total de habilidades e conhecimento incorporados a respeito do crânio Mitchell-Hedges, a ciência moderna tropeça na maneira de explicar isto. O autor Richard Garvin sumarizou os achados com estas palavras: “É virtualmente impossível hoje – num tempo em que os homens escalaram montanhas na lua – duplicar este achado. Somente as


lentes, os tubos de luz e os prismas apresentam uma competência tecnológica que a raça humana adquiriu apenas recentemente. Na verdade, não há ninguém no globo atualmente que poderia tentar duplicar a escultura. Não seria uma questão de aptidão, paciência e tempo. Simplesmente seria impossível. Como um cristalógrafo da Hewlett-Packard disse: “Essa coisa simplesmente não poderia existir”. Mas existe e enquanto não podemos explicá-los em termos de qualquer forma de tecnologia conhecida, podemos explicá-los somente como produto de uma tecnologia muito mais adiantada que a nossa, mas que desapareceu e foi esquecida há muito tempo – a tecnologia de uma Idade de Ouro.


Pirâmide de Tao

Este gráfico canalisa as energias de forma, tendo grande aplicação na radiônica. É usado nas áreas de cura, eliminação de energias negativas ou deletérias. Auxilia a acalmar ambientes de trabalho, neutralisar as energias telúricas provenientes de condutores elétricos, veios subterrâneos, etc. Propicias clareza e iliminação mental na busca de causas espirituais e materiais. Usar colocando um papel branco escrito com o objetivo, no centro do gráfico e sobre o mesmo o testemunho (foto, cabelo, unha, saliva, etc) Utilizado para filtrar o ar, retirando energias indesejaveis sejam elas psíquicas, astrais ou físicas. Ajuda a conservar alimentos eliminando as toxinas e resolve problemas de insônia, auxiliando o sono tranquilo.


A Cruz Hermética

Este símbolo representa a ligação do espírito (Rosa) com a matéria (Cruz). Existem 12 convexidades são relacionadas aos 12 signos do zodíaco, sendo 3 signos para cada elemento no quaternário, ar, fogo, água e terra, sendo relacionada cada triplicidade à uma ponta. Suas cores também se relacionam aos 4 estados de consciência, sendo o amarelo a cor da causa, da mente e do ar, onde temos o princípio hermético do mentalismo, "tudo é mental". O fogo no vermelho dos sentimentos, o azul da água e da vitalidade e por fim na parte inferior, a manifestação plenamente densificada e "polarizada" no tetragramaton e hexágono, representando a terra (mundo físico) e malkuth na Cabala. A Luz do Hexagrama = equilíbrio das forças de cima com as de baixo e o pentagrama ( tetragrammaton ) com as 4 cores representando o universo manifestado. Ao observamos mais atentamente os 3 círculos centrais que formam a "Rosa" vemos 22 pétalas, simbolizando plenamente os 22 Arcanos Maiores, ligados aos arquétipos de espiritualidade estão dentro de nós para serem trabalhados. Um dos primeiros segredos da Rosa Cruz é a divisão da Rosa que está dividida em 3 partes: a primeira circunferência (interna) com 3 pétalas simboliza os 3 Tronos da Teosofia = Causa, Lei e Efeito. Depois o segundo círculo com 7 pétalas, relaciona-se com os 7 planetas sagrados/ 7 estados de consciência. A terceira e ultima parte com 12 pétalas, ligada ao último círculo, representa os 12 signos do zodíaco. Agora estudemos a cruz manifestada , que crucifica a rosa central em nosso quaternário. Antes devemos observar que existem "2 cruzes". Uma pequena no centro do símbolo (dentro das 3 pétalas centrais) que representa o microcosmo e o homem ( 5 pétalas = Pentagrama) e a maior que representa o macrocosmo e mundo divino. Temos uma hierarquia angélica manifestada em cada parte trina da cruz, anjos do ar, fogo, água e terra, formando os quatro pontos. A cruz. Temos os elementos alquímicos mais falados na tradição em cada parte trina da cruz : Mercúrio o espírito , enxofre a alma e sal o corpo, esses elementos fazem em cada parte da cruz um posicionamento , ou seja, na parte de cima temos Mercúrio no centro colunado pela parte ativa representada pelo enxofre e a receptiva simbolizada pelo sal. Essa mesma realidade segue o principio de fechar à realidade do 12 que é o numero das constelações fechando o círculo de 360, obtendo o equilíbrio alquímico perfeito no simbolismo da Rosa Cruz. Existe um pentagrama em cada parte da Rosa Cruz. Observe que na Rosa cruz os elementos nas pontas do tetragrammaton são representados pelos 4 animais da esfinge. O círculo na parte superior do pentagrama representa o elemento Éter, o espírito.


Na parte inferior à haste horizontal, a estrela de 5 pontas e a estrela de 6 pontas. O hexagrama representa luz espiritual, o equilíbrio perfeito entre macro e micro cosmo, Deus e homem. Nele temos os símbolos dos 7 planetas sagrados, no centro dele temos o Sol e depois as respectivas polaridades dos planetas : Saturno com a Lua, Marte com Vênus e por fim Júpiter com Mercúrio, os 7 planeta sagrados. Ainda tem a Força de Cristo, Avatara máximo do Ciclo Piscis que simboliza fortemente ligações arquetipais com a cruz, vejam os quatro triângulos nas laterais do circulo maior de 12 pétalas : I N R I=Ignea Natura Renovae Integra"o fogo da natureza promove a renovação integral". Podemos ainda simbolizar às 12 convexidades com os 12 signos e os 4 elementos da seguinte maneira, em cima os 3 signos de ar, à esquerda (de quem olha a cruz de frente) os 3 de fogo , à direita os 3 de água e abaixo os 3 de terra.


Luxor

Este gráfico, que possui raízes egípcias, dizem muitos que foi criado através de inspirações em símbolos atlantes. Isto pode ser demonstrado através do "muito utilizado" anel atlante. Este gráfico, composto por três selos de Salomão ( estrela de 6 pontas ), possui a propriedade de neutralizar através da absorção, focos telúricos ( energia que sobe pela solo ) detectados em ambientes. Como o próprio gráfico demonstra, os 3 selos são separados, de forma a neutralizar o foco de energia desequilibrante. Normalmente é colocado sobre o foco, neutralizando-o. Para que exista uma certa durabilidade, é recomendado a compra deste gráfico em metal em lojas especializadas em radiestesia e radiônica. Pode também ser encontrado em algumas lojas de artigos esotéricos. Quando digo durabilidade, quero dizer que como deverá ficar sobre o foco de energia telúrica, o metal ( com certeza ) é muito mais durável do que o papel. Ele é muito utilizado embaixo de camas que apresentam focos nocivos, apresentando excelentes resultados, inclusive para a saúde e humor das pessoas que dormem sobre esta incidência. Este gráfico deve ser norteado ( esfera preta ). Quando indicado para tratamento a distância ( isto é muito difícil) , coloca-se o testemunho e objetivo em seu centro.


Filtro dos Sonhos

Conhecidos também como purificadores, esses talismãs criados pelos índios norte americanos, eram colocados na entrada da tenda e onde dormiam as crianças. Quem os possuía era abençoado com sonhos agradáveis, boa sorte e recebia mensagem dos espíritos sagrados que encorajavam a trazer a sabedoria dos sonhos para a vida desperta. Essa cultura atravessou fronteiras e hoje são usados nas cabeceiras das camas de crianças e adultos. A teia suspensa se move livre e pega os sonhos que estão no ar; os bons deslizam suavemente pelas penas até alcançar quem está dormindo. Já os ruins ficam presos no círculo central até o nascer do sol, quando morrem com a luz do dia. O Filtro dos Sonhos, também conhecido como Dreamcatcher, é uma Mandala de cura. Ele surgiu a muito tempo com a função de levar harmonia aos ares dos Nativos Americanos. O aro do filtro simboliza os ciclos da Natureza, ciclos da vida. A Teia simboliza a interligação de todos os seres, sejam eles animais, vegetais, minerais ou elementais. O centro da teia, é o vazio, o Espírito Criador, o Grande Mistério. Quando feito com uma intenção clara, o Filtro dos Sonhos tem poder de afastar as energias intrusas e deixar livre as energias puras para beneficiar aqueles que estão por perto, proporcionando Sonhos mais claros. Quando tecemos o Filtro dos Sonhos, temos tempo para refletir sobre a Vida, para aprender a observar, ouvir, sentir e sermos parte do Natural. Tecer o Filtro é uma ótima terapia e uma grande vivência!


Na Vivência do Filtro dos Sonhos, entramos em contato com a energia do Fogo, da Água, da Terra e do Ar. Entramos em contato com nosso Universo interior e exterior, descobrindo quem somos e o que estamos fazendo aqui. Durante a Vivência Dançamos, Observamos, Tecemos e Compartilhamos histórias e lendas a respeito do Filtro. No fim da Vivência consagramos nossos Filtros. A Consagração do Filtro vem através de quatro Instrumentos de Poder: A Maraca e o Pau de Chuva; o Tambor e a Flauta, todos instrumentos nativos do norte e do sul das américas.. No fim da Vivência, o Filtro dos Sonhos está pronto para ser usado no ambiente escolhido. Na Vivência todo o material é fornecido para a confecção do Filtro. Só é necessário levar uma coisa: A mente aberta para novos aprendizados! O Filtro dos Sonhos te atrai? É porque você entrou na sintonia da energia mágica que ele tráz!!! Bons Sonhos! A LENDA filtro dos sonhos Um velho índio da tribo Lahota (no Sudeste dos EUA) subiu ao topo de uma montanha para ter uma visão. O grande espírito mágico, o sábio Thtomi, apareceu na forma de uma aranha e comunicou-se com o velho em linguagem sagrada, Thtomi, a aranha, pegou das mãos do índio um aro de cipó e começou a tecer uma teia com as oferendas por ele recebidas - penas, crina de cavalo e sementes. Enquanto tecia, o espírito falou sobre os ciclos da vida, do nascimento à morte, e das boas e más forças que atuam sobre nós em cada uma dessas fases. Dizia ele: “Se você escutar as boas forças, elas o guiarão na direção certa e trarão a harmonia da natureza. Do contrário, a levarão à direção errada, causando dor e infortúnios”. Quando acabou, o espírito mágico devolveu ao velho o aro de cipó com uma teia no centro e disse: “No centro está a teia que representa o ciclo da vida. Utilize-a para ajudar seu povo a alcançar seus objetivos, fazendo bom uso de suas idéias, seus sonhos e suas visões. Se você acredita no Grande Espírito, a teia filtrará seus sonhos e suas visões. Eles vêm de um lugar chamado Espírito do Mundo, que ocupa o ar da noite com os sonhos bons e ruins. A teia quando pendurada se move livremente e consegue pegar sonhos quando ainda estão no ar. Os sonhos bons sabem o caminho e deslizam suavemente pelas penas até alcançar quem esta dormindo. Já os ruins ficam presos no círculo central até o nascer do sol, quando morrem com a primeira luz do dia.


Antahkarana

Símbolo tibetano usado em rituais por milhares de anos para a cura e a meditação. Este símbolo concentra e desenvolve o Reiki, ou outras energias de cura, quando colocado sob a mesa de massagem durante a cura. Também se diz que liga o cérebro físico com o chakra da coroa, tendo efeito positivo sobre todos os chakras e a aura. Meditando com esse símbolo, activa-se automaticamente a Órbita Microcósmica, enviando-se o Ki através dos canais energéticos centrais do corpo. Durante a meditação, o símbolo parece deslocar-se e alterar, evoluindo para imagens diferentes. A Antahkarana pode ser usada para ... libertar as energias negativas de pessoas e objectos, bem como purificar cristais. É uma palavra sânscrita (Antar = meio ou interior e Karana= causa instrumento,). O Antahkarana é usado tecnicamente para representar a ponte entre a mente superior e inferior, o instrumento operacional entre elas. Alice Bailey e vários outros autores de filosofia Tibetana, têm algum conhecimento de Antahkarana, o qual você pode também encontrar em grande número de livros. Eles descrevem o Antahkarana como parte da anatomia espiritual. Ele é a ligação entre o cérebro físico e o Eu Superior. É a ligação que tem que crescer, se quisermos crescer espiritualmente. O símbolo do Antahkarana aqui descrito representa esta conexão e a ativa em sua presença, onde quer que você esteja. O Antahkarana é um antigo símbolo de meditação e cura, que vem sedo usado na China e no Tibet por milhares de anos. Ele é um símbolo poderoso, e apenas o tendo em sua presença ele criará um efeito positivo na Aura e nos Chakras. É um símbolo especial que tem sua própria consciência. Por ser dirigido pelo Eu Superior, ele sempre tem um efeito benéfico e nunca pode ser mal usado ou usado para causar o mal. Este símbolo pode ser colocado sob uma mesa de aplicação de Reiki, sob o assento de uma cadeira. Pode ser colocado na parede, etc...Cria o que os taoistas chamam de "A Grande Órbita Microcósmica", no ponto em que as energias psíquicas, que normalmente entram pelo Chákra coronário, entram pelos pés e viajam subindo por trás do corpo até o topo da cabeça, e daí descem pela frente até os pés novamente, ligando, assim, a pessoa à terra, e criando um contínuo fluxo de energia através dos Chákras. Isto também neutralizará a energia negativa que foi coletada em objetos como: jóias, relógios, pedras, etc...O Antahkarana intensifica todos os trabalhos de cura, incluindo Reiki, Johrei, Mahikari, Jin Shin, Terapia da Polaridade, Quiroprática, Hipnoseterapia, Regressão a Vidas Passadas, etc...Estes efeitos positivos têm se confirmado nos consultórios. Este símbolo é multidimencional, atua em diferentes planos, sendo feito de três setes numa superfície plana. Os três setes representam os sete Chakras, as sete cores do arco-íris e os sete tons da escala musical. Estes três setes são mencionados no livro de Revelações ( Apocalipse ), como as sete


velas, trombetas e os sete selos. Sua energia move-se e sobe, através das dimensões invisíveis, até a dimensão do Eu Superior, por isso não pode ser usado para o mal. O Antahkarana tem sido guardado por milhares de anos, sendo conhecido e usado por poucos. Agora é hora de todos, na Era de Aquário, terem acesso a esse símbolo de cura antigo e sagrado. Qualquer um que usa-lo terá a ligação entre o cérebro físico e o Eu Superior reforçado.


Labirinto de Amiens

Réplica do desenho exitente no piso da antiga catedral de Amiens (França). Em seu centro encontramos poderosas energias com vibrações de até 18.000 angstrons (a mesma vibração encontrada na Câmara do Rei na Grande Piramide do Egito). É uma energia poderosa, que permite o reestabelecidmento da saúde física e psíquica. O labirinto atua como catalisador das energias telúricas que em conjunto com as vibrações cósmicas, cria um ambiente perfeito e sagrado de meditação, instrospecção e harmonia. Modo de usar: - em radiônica, colocar o testemunho e o objetivo a ser alcançado, por 3 horas no decágono e após vitalisado, colocar no centro do labirinto por mais 10 horas. Repetir a operação quantas vezes for necessária. - Colocado na sala, servirá de proteção contra vibrações negativas, principalmente de visitas indesejadas. - para energizar a água coloque um copo com água sobre o labirinto durante a noite e tome a água em jejum. Poderá também ser colocado embaixo do bebedouro para vitalizar e energizar a água. - para rejuvenescer as células mortas da pele, espinhas, rugas, etc passar a água energizada no rosto. - para insonia e desdobramento astral, colocar a noite o gráfico debaixo do travesseiro. - para reestabelecer a saude dos animais colocar o gráfico nos locais onde eles costumam dormir. - para conservar furtas e verduras coloca-se o gréfico por baixo da fruteira ou no interior da geladeira. Os labirintos atuam como catalisadores de energias, gerando um potencial energético favorável ao ser humano. Especial para capturar energias estagnadas´´ e, portanto ótimo para colocar em banheiros. Em almoxarifados, estoques e lugares onde se guardam coisas tem excelente atuação junto com o Desimpregnador, para fazer fluir energias já beneficiadas por sua influencia.É um ótimo energizante para fins terapêuticos. Auto Conhecimento O Labirinto d"Amiens como todos os labirintos é ligado ao auto-conhecimento e se aprimora a medida q a pessoa quando en "vivo e direto" na Catedral ou replicas - vai percorrendo o mesmo. As misturas ficam a seu criterio, consulte o pendulo.Quanto ao mal uso, dificil termos efeitos negativos em graficos, somente quando utilizados para magia negra ou cinza. Me atreveria a diser q podera ser inocuo, nao servir, nao modificar uma situação, mas mal uso radiestesista que se preza nao faz isso pela LEI DO RETORNO. A seguir explicação do Labirinto:


Réplica do desenho existente no piso da antiga Catedral de Amiens (França). Em seu centro encontramos poderosas energias com vibrações de até 18.000 angstrons(é a unidade de medida da intensidade de vibrações, adotada por Bovis e Simoneton para analise das vibrações de qualquer lugar) a mesma vibração encontrada na Câmara do Rei na Grande Pirâmide do.Egito. As catedrais usavam esses labirintos como captadores telúricas, que unindo-se as energias cósmicas, criavam condições harmônicas para meditação e harmonia interior. A base do labirinto é a cruz, sendo desenvolvidos a direita, no sentido positivo! Quando da sua utilização devemos consultar com o pendulo qual a localização da entrada ao mesmo! Geralmente utiliza-se a entrada com a pequena saliência orientada ao Norte. A base da cruz, entrada ao labirinto, representa a Terra , a parte superior o Céu. O Homem tem que ter seus demônios purificados depois de percorrer o labirinto (mito do Minotauro). Ele deve entrar no mais fundo de si mesmo. Quantas mais voltas tiver o labirinto menor será a energia recebida por quem ficar do lado de fora, acostumam ser onze círculos, assim o Homem deve ver seus "demônios" no centro do labirinto para percorrendo ele sair purificado. Fazendo a respectiva comparação o gráfico funciona com sua maior vibração no centro, e nas catedrais ele acompanha a posição do altar, colocado ao NORTE, ou seja penetramos pelo SUL, e geralmente o altar encontra-se no encontro das linhas Hartmann e Curry e sobre um veio de água, na sua ausência a corrente de água é provocada. Descubrio-se que esta forma geométrica produz energias sutis extremamente poderosas que atuam tanto no equilíbrio físico (vital) como na psique. Os labirintos atuam como catalisadores de energias telúricas, que uma vez unidas às energias cósmicas, geram um potencial energético muito favorável ao bem estar do ser humano. É uma energia poderosa, que permite o restabelecimento da saúde física e psíquica. O gráfico do Labirinto D’Amiens atua como catalisador das energias telúricas, que, em conjunto com as vibrações cósmicas, criam um ambiente perfeito para meditação, introspecção e harmonia.Emissor radiônico baseado num petróglifo que se encontra na Catedral de Amiens. As formas geométricas deste labirinto, produzem energias sutis muito poderosas, que atuam para se obter o equilíbrio físico e psíquico do ser humano e harmonizam ambientes. Ele foi desenvolvido em base à proporção áurea, um retângulo cuja base e = 1, profundidade=2 e a diagonal interna = a raiz quadrada de 5. Os labirintos e outros desenhos geométricos que se encontram representados em lugares iniciáticos, atuam como catalisadores entre a polaridade telúrica que surge da terra e a cósmica, proporcionando bem-estar ao ser humano, mas não podemos esquecer que ao mesmo tempo em que proporcionam bem-estar a força destas energias também pode faze-lo adoecer. Seguem-se neste caso os mesmos cuidados que na Medicina da Habitação e/ou Geobiologia quando do encontro das linhas Hartmann e Curry e outras situações energéticas de alta vibração. Recomendamos a leitura do livro do falecido engenheiro Guido Bassler: "LUGARES ALTAMENTE ENERGÉTICOS".


Pode ser colocado na sala, como proteção contra vibrações negativas, principalmente de visitas indesejad Para energizar a água, deixe-a em um copo sobre o Labirinto D"Amiens à noite e tome-a em jejum.Colocar o testemunho e o objetivo a ser alcançado, pelo tempo indicado pelo pendulo no Decágono e, depois de vitalizado, transferi-lo para o centro do Labirinto D"Amiens por mais de 10 horas. Repetir a operação. Para rejuvenescer as células mortas da pele, espinhas, rugas, passar a água energizada no rosto.Em casos de insônia, desdobramento astral, colocar à noite o desenho debaixo do travesseiro. Como já foi mencionado gera-se no ambiente um potencial energético favorável para o bem-estar do ser humano. Em relação ao gráfico do LABIRINTO D"AMIENS a sua capacidade catalisadora se projeta na energização e ativação das energias estagnadas, paradas, presas sendo muito útil para:

1. Proteger e limpar sítios e locais ou ambientes em geral com energias indesejáveis. 2. Para fortalecer e curar plantas murchas, doentes colocando o gráfico por baixo das mesmas ou em locais próximos as raízes. O decágono também serve para esta função. 3. Para restabelecer a saúde dos animais colocándo-o nos locais onde acostumam dormir. 4. Para harmonizar dentro do ser humano as potencias excessivas que emanam alguns campos eletro-magnéticos=CEM, como aparelhos de TV, vídeos, computadores, microondas,etc.. 5. Para conservar frutas, verduras colocándo-o por baixo da fruteira ou no interior da geladeira. 6. Para energetizar água, colocándo-o debaixo de um copo d"água pelo menos durante 8 horas e bebendo ele em jejum. 7. Para restabelecer a saúde de órgãos enfermos, colocándo-o por baixo do colchão da cama na altura do local afetado. 8. Para se proteger da energia de terceiras pessoas que possam vir afetar o equilíbrio energético pessoal.

NOTA 1: quando na frente de um espelho a entrada com a saliência do labirinto deve ficar para baixo!

NOTA 2: confirmar sempre com o pendulo a posição "da entrada" ao gráfico


Hansa, a mão de Deus

Muitas pessoas buscam amuletos e símbolos judaicos cabalísticos. Um destes é a Chamsa ou Hamsa, a mão de D’us. Ela representa a força da mão do Criador, os 5 dedos que transmitem as bênçãos, tanto para a proteção contra o mal olhado, quanto para a prosperidade. Ela vem sendo usada deste a época dos fenícios. Entre os árabes é conhecida como a mão de Fátima, filha de Maomé. árabe: hamsah – literalmente “cinco”, referindo-se aos cinco dedos da mão. Para os misticos da Cabalá ... esta mão traz simbolismos preciosos a respeito das energias divinas. Mão em hebraico é Iad (yud, dalet) 10+4 =14, da mesma forma que escrevemos a palavra Yad (mao) escrevemos Yud (decima letra hebraica), e Dai (basta!). O Yud é uma letra divinam de valor 10, representa o criador e suas duas maos, com seus 10 dedos. E este mesmo criador que dá, tambem diz Basta! Ele para o movimentos da criação, nos ensina sobe limites. Por isto o Chamsa simboliza prosperidade ( mão que dá) e proteção ( a mão que diz basta!). Os 5 dedos da Chamsa fala do espirito Divino, o sopro que chega nas narinas de Adam, representando as bençãos, a sabedoria ou a energia vital que tanto necessitamos. Deve-se, ao colocá-la na porta de entrada, fazer a seguinte oração: "Que este estabelecimento seja fonte de sustento e para sempre protegido. De paz e harmonia, invadido. Que encontrem sucesso e provento os que aqui labutarem alimento. Que esta lida tão honrada seja eternamente abençoada." O Chamsa é usado desde a antiguidade por fenícios, gregos e romanos. Mais tarde, tornou-se popular no norte da África e no Oriente Médio. O Chamsa é usado desde a antiguidade por fenícios, gregos e romanos. Mais tarde, tornou-se popular no norte da África e no Oriente Médio. Entre os judeus, o chamsa é conhecido como a Mão de Shalom estendida sobre todos os homens. Entre os Árabes, é a mão de fátima, filha de Maomé de Alá.


As Runas

As runas são um conjunto de alfabetos relacionados que usam letras características (também chamadas de runas) e eram usadas para escrever as línguas germânicas, principalmente na Escandinávia e nas ilhas Britânicas. Em todas as suas variedades, as runas podem ser consideradas como uma antiga forma de escrita da Europa do Norte. A versão escandinava que também é conhecida como Futhark (derivado das suas primeiras seis letras: 'F', 'U' 'Th', 'A', 'R', e 'K'), e a ... versão Anglo-saxónica conhecida como Futhorc (o nome também tem origem nas primeiras letras deste alfabeto). As inscrições rúnicas mais antigas datam de cerca do ano 150, e o alfabeto foi substituído pelo alfabeto latino com a cristianização, por volta do século VI na Europa central e no século XI na Escandinávia. Contudo, o uso de runas persistiu para propósitos especializados, principalmente na Escadinávia, na área rural da Suécia até ao início do século XX (usado principalmente para decoração e em calendários Rúnicos). Além do alfabeto, a cultura germânica antiga possuía um calendário, cujo ano se iniciava no dia 29 de Junho, representado pela runa Feob. Runemal era a arte do uso de alfabetos rúnicos para obter respostas, como um oráculo, instrumento usado pelos iniciados nesta arte desde o pré-cristianismo para o auto-conhecimento. Arte denominada de pagã pelo cristianismo. Origem Mitológica das Runas Contam as lendas vikings que os deuses moravam no Asgard, um lugar localizado no centro do mundo. Nele crescia o Yggdrasil, a Árvore do Mundo, cujas raízes ninguém conhecia, e que servia de comunicação entre a terra e o paraíso. Nesta árvore, o deus Odin conheceu a sua maior provação e descobriu o mistério da sabedoria: as Runas. Alguns versos do Edda Maior, um livro de poemas compostos entre os séculos IX e XIII, cantam esta aventura de Odin em algumas de suas estrofes: "Sei que fiquei pendurado naquela árvore fustigada pelo vento, Lá balancei por nove longas noites, Ferido por minha própria lâmina,Sacrificado a Odin, Eu em oferenda a mim mesmo: Amarrado à árvore De raízes desconhecidas. Ninguém me deu pão, Ninguém me deu de beber.


Meus olhos se voltaram para as mais entranháveis profundezas, Até que vi as Runas. Com um grito ensurdecedor peguei-as, E,então,tão fraco estava que caí. Ganhei bem-estar E sabedoria também. Uma palavra,e depois a seguinte, acaonduziram-me à terceira, De um feito para outro feito." Esta é a criação mítica das Runas, na qual o sacrifício de Odin trouxe para a humanidade essa escrita alfabética antiga, cujas letras possuiam nomes significativos e sons também significativos, e que eram utilizadas na poesia, nas inscrições e nas adivinhações, mas que nunca chegaram a ser uma língua falada. Sabedoria deixada por ODIN A sabedoria das runas foi deixada aos Vikings pelo deus nórdico Odin, para que os homens a ela recorressem, para se divinizar e para obter um sábio aconselhamento quando necessário. Odin se submeteu a um supremo ato de auto sacrifício para obter o conhecimento secreto das runas. Permaneceu suspenso, por nove dias e nove noites, pendurado pela lança, de cabeça para baixo no Yggdrasil, a "árvore do mundo", até se dar conta das pedras rúnicas no chão. Esticando-se com dificuldade conseguiu apanhá-las, sendo então libertado pela magia destas pedras e, por iluminação, aprendeu os conhecimentos e poderes mágicos das runas. Odin transmitiu à humanidade esse conhecimento obtido sobre as palavras mágicas e também de como registrar essas palavras através do alfabeto rúnico. Odin distribuiu as vinte e quatro runas entre três deuses: Hagal, Freya e Tyr. Estes três deuses deram às runas suas energias. Freya, a energia de mãe, de esposa, de amante, e de irmã; Hagal, o conselheiro sábio, correto e energético; Tyr, o jovem guerreiro, corajoso e lutador. A vigésima quinta runa, que é branca, representa Odin. A escrita rúnica é uma das mais antigas conhecidas; tem mais de doze mil anos. A raiz composta RU é de origem indo-européia e significa mistério ou segredo. Os antigos povos usavam acreditavam que as runas possuíam poderes mágicos que poderiam defendê-los de diversos males e os xamãs antigos entalhavam as runas nas embarcações, nas casas, colocavam runas nos leitos dos enfermos, invocando sua proteção, cura, ajuda, etc. Durante muitos séculos, os Xamãs passavam aos seus iniciados o conhecimento das runas, preparando-os para que pudessem usar corretamente esta energia. Segundo os ensinamentos, cada runa está ligada à uma força determinada, havendo um poder específico em cada uma


delas, por isso, devem ser usadas de forma correta para que os resultados sejam positivos e satisfatórios. As runas são uma linguagem de magia que levam o ser à evolução interior, para o encontro de um bem maior e jamais poderão ser usadas como meio de comercialização ou charlatanismo porque sua linguagem traduz mensagens de divinação e não adivinhação.

FEHU Letra correspondente: F Regentes Planetários: Vênus e Lua Signo: 06 a 20 de abril Regente: Freyr Significado tradicional: Gado/Bens Está associada aos Bens. Como na cultura primitiva, o gado era uma espécie de moeda corrente, o símbolo tradicional de FEHU é o gado. Esta runa significa vitória em assuntos financeiros, algo ganho com o dispêndio da própria energia, uma conquista, conclusão de projetos. Pode também significar ganhos emocionais, por ser um de seus regentes, o planeta Vênus.

URUZ Letra correspondente: U Regente Planetário: Marte 21 de abril a 06 de maio Regente: Tyr Significado tradicional: Auroque/Força Representa o Auroque, o extinto gado selvagem da Europa Setentrional, símbolo da Grande Força e velocidade e um desafio para os caçadores. Uruz representa mudança súbita ou dramática nas circunstâncias - em especial aquelas que colocam o consulente face a uma situação nova. Indica também promoção na vida profissional ou mais uma responsabilidade em alguma direção. Nas questões financeiras ela adverte que deve-se esperar por melhoras na situação atual do consulente. Está associada ao planeta Marte.


THURISAZ Letra correspondente: T ou TH Regente Planetário: Júpiter Signo: 07 a 21 de maio Regente: Thor Significado tradicional: Espinho (dificuldades) - Gigante As plantas têm espinhos para se protegerem e na astrologia, Júpiter é um planeta protetor, sendo seu equivalente teutônico, THOR, o Grande Protetor da Mitologia Nórdica. Essa runa e seu significado "espinho", indica momento de limitação e aconselha a avaliação e reflexão, para fortalecimento de sua posição. Esta runa era usada para invocar e controlar os demônios que na antiga lenda escandinava, se acreditava assombravam as florestas escuras e lagos cinzentos.

ANSUZ Letra correspondente: A Regente Planetário: Mercúrio Signo: 22 de maio a 06 de junho Regente: Bragi Significado tradicional: Boca / Deus Esta runa estando associada a Mercúrio, mensageiro dos Deuses, Deus de eloqüência e inteligência, indica a chegada de avisos ou sinais inesperados. É a runa portadora do conhecimento, da comunicação e de mensagens divinas. O seu significado tradicional é "Boca", implicando a palavra falada. Indica também a obtenção de sabedoria e conhecimento pelo consulente. Como Mercúrio governa os movimentos e as viagens, na sua esfera ativa, em algumas ocasiões esta runa pode indicar viagem a ser feita pelo consulente.

RAIDO Letra correspondente: R Regentes Planetários: Mercúrio e Nodo Norte Signo: 07 a 21 de junho Regente: Nornes Significado Tradicional: Roda de Carro / Movimento


Raido nos indica que planos de viagem serão concretizados e os já empreendidos serão bem sucedidos. Tanto Mercúrio como seu equivalente Escandinavo, ODIN, estão ligados a viagens. Pela ligação de Mercúrio com a palavra falada, Raido denota também que o período é propício para debates e negociações. Sendo de bom augúrio indica que o consulente pode prosseguir confiante em seus planos. No plano espiritual, promove a grande viagem de resgate do Self, vivida no processo de individualização.

KANO Letra correspondente: K, C ou Qu Regentes Planetários: Marte e Sol Signo: 22 de junho a 07 de julho Regente: Loki Significado Tradicional: Tocha / Fogo / Luz Uma tocha ou símbolo dos cultos pré-Cristãos de adoração ao Sol: as fogueiras eram acesas nos topos das montanhas nos solstícios e equinócios, para marcar a progressão do Sol pelo céu. Kano representa energia, força, luz, poder e positividade. Tanto Marte como o Sol estão ligados ao fogo e a palavra Ken (Kano), significa tocha. Essa runa traz luz e energia criativa para o consulente, respondendo por todas as formas de positivismo, trazendo uma influência protetora, um sinal de sorte.

GEIBO Letra correspondente: G Regente Planetário: Vênus Signo: 08 a 22 de julho Regente: Freija Significado Tradicional: Presente e União Geibo indica a união de duas forças opostas, de forma harmoniosa e equilibrada. Vênus é conhecido como o planeta do amor, mas também governa os envolvimentos de amizade. Isso reflete no símbolo Geibo, no qual duas linhas se cruzam parecendo oferecer apoio mútuo. Pode significar num jogo, união ou sociedade de algum tipo, negócios ou união de amor.


WUNJO Letra correspondente: W ou V Regentes Planetários: Vênus e Saturno Signo: 23 de julho a 07 de agosto Regente: Weiland Significado Tradicional: Alegria e Glória É surpreendente ver Saturno como um dos regentes de Wunjo, entretanto este é um planeta muito complexo e seu caráter apresenta muitas facetas. Os escritores medievais de Astrologia referiam-se a Saturno e Vênus como "amigos secretos". Pela amizade entre Vênus e Saturno, Wunjo sempre representará alegria e felicidade que chega para o consulente, sendo um excelente presságio para uma consulta, especialmente na posição do resultado. A praticidade e a obstinação de Saturno, exercem um efeito estabilizador sobre a leviandade de Vênus, de modo que, quando combinada com outras runas que significam romance, Wunjo pode indicar felicidade emocional e afeição profunda e duradoura.

HAGAL Letra correspondente: H Regente Planetário: Saturno Signo: 08 a 22 de agosto Regente: Gigantes Significado Tradicional: Granizo / Forças da Natureza Hagal ou Hagalaz, representa as forças destrutivas da natureza. Os astrólogos dizem que Saturno é um planeta de limitação, mas também o chamam de Grande Mestre e esses dois atributos estão ligados a Hagal: compreender que a vida num universo material impões certas limitações naturais sobre nós. Aprendendo a viver com essas limitações, seremos felizes. Hagal representa todos os acontecimentos que estão fora de controle do consulente e já que essa runa indica a interferência de uma força impessoal na vida do consulente e como a maioria das pessoas reage negativamente a ser tratada de forma impesoal, Hagal com freqüência assume um significado de mau agouro. Representa uma força de interrupção, com referência à áreas da vida a que se não pode atribuir responsabilidade específica no planejamento do futuro. Hagal também nos concede uma chance, a de crescermos com a crise: a própria natureza rompendo com nossas barreiras.


NAUTHIZ Letra correspondente: N Regente Planetário: Saturno Signo: 23 de agosto a 07 de setembro Regente: Hella Significado Tradicional: Necessidade / Sacrificio Nauthiz nos aconselha a paciência, a persistência e a precaução, ou seja, todas as qualidades que sugerem ação lenta e deliberada por um período relativamente longo. Os acontecimentos deverão se desenvolver por si próprios. Nauthiz dá origem a atrasos, repressão, limitação, opressão, aflição, doença ou saúde precária, podendo indicar falta de vitalidade, de dinheiro ou de recursos. Esta runa nos traz a lição dos limites, aqueles que nós mesmos nos impomos ou, em seu aspecto invertido, aqueles que atraímos para nós.

ISA Letra correspondente: I Regente Planetário: Júpiter Signo: 08 a 22 de setembro Regente: Mimir Significado Tradicional: Gelo / Introspecção Júpiter é um planeta protetor e também o gelo possui a qualidade de proteger ou preservar. A Runa Isa indica que os planos devem ser "congelados" no momento para se atuar no tempo apropriado. Como o gelo é inimigo do calor, é na área do amor e da amizade que Isa atinge seu ponto máximo de infelicidade. Aqui é oportuno lembrar o conselho do Mestre Arqueiro Zen: "Quanto mais obstinadamente se empenhar em aprender a disparar a flecha para acertar o alvo, não conseguirá nem o primeiro, nem o segundo intento. O que obstrui o caminho é a vontade demasiadamente ativa. O que deve fazer é aprender e esperar". Aceite o inverno em sua vida e mantenha a alma aquecida pela fé espiritual. Abrigue-se ao pé do fogo sagrado e aguarde o degelo com coragem e sabedoria.

JERA Letra correspondente: J Regente Planetário: Mercúrio


Signo: 23 de setembro a 07 de outubro Regente: Martelo de Thor Significado Tradicional: Colheita/Recompensa A runa Jera refere-se ao aspecto do poder de Odin, que premiava os guerreiros mais valorosos e fortes depois da morte, com sua entrada na "Casa dos Escolhidos", Valhallah. A idéia é de recompensa ou prêmio. Jera é uma runa relacionada com a Justiça e por analogia, todos os assuntos legais ficam sob a sua proteção. Seu aparecimento no jogo, indica que o consulente está colhendo os resultados de seus esforços. É uma runa de previsões benéficas, portanto espere bons resultados de qualquer empreendimento ou atividade na qual está empenhado.

YR Letra correspondente: Y Regentes Planetários: Júpiter e Nodo Sul Signo: 08 a 22 de outubro Regente: Sacrifício de Odin Significado Tradicional: Teixo / Precaução O teixo é natural da região nórdica e mantém suas folhas verdes, mesmo durante o inverno, simbolizando a vitória sobre a morte, a resistência. Sua madeira resistente e elástica era utilizada no fabrico de arcos e flechas e na sua casca eram gravadas runas. Júpiter é um planeta protetor e também o regente de Sagitário, o signo do arqueiro, e por isso indica que o consulente está voltado para um objetivo viável, enquadrado dentro de suas capacidades e em consequência, não é provável que algo lhe impeça de alcançar o sucesso. Quando Yr ocupa um lugar significativo no jogo, ela indica que a situação se reverterá a favor do consulente. Os obstáculos surgem para testar a nossa força, a nossa combatividade ou para induzir-nos à reflexão. Não é hora de agir. Cultive a pacência e controle sua ânsia por resultados.

PEORTH Letra correspondente: P Regentes Planetários: Marte e Nodo Sul Signo: 23 de outubro a 07 de novembro Regente: Nornes Significado Tradicional: Revelação / Copo de Jogo de dados A interpretação exata de Peorth não chegou até nós. Recebeu várias traduções, como lareira ou peça de jogo de xadrez ou copo para jogar dados. O significado de Peorth no jogo está ligado à idéia de revelação de alguma coisa não anunciada anteriormente porque indica algo


escondido que veio ao conhecimento. É um bom presságio. Pode também referir-se a um segredo que o consulente está tentando guardar, sentimentos, desejos, emoções contidas, podendo provocar o surgimento do nosso lado sombra, oculto. Esta runa tem ligação com o oculto e poderá revelar ocasionalmente que o consulente tem poderes mediúnicos. Com Peorth nada depende de nós e sua atuação acontece no mais profundo de nós mesmos.

ALGIZ Letra correspondente: Z Regentes Planetários: Júpiter e Vênus Signo: 08 a 22 de novembro Regente: Thor Significado Tradicional: Alce / Proteção / Equilibrio O Alce, animal da região norte da Europa, possui grandes chifres que são as suas armas naturais de proteção contra os perigos. O símbolo de Algiz lembra um gesto antigo, usado pelos germanos: estendiam a mão com os três dedos médios levantados, num movimento de proteção. Essa runa era gravada nas armas e nos escudos dos guerreiros e no pórtico das casas, com a mesma intenção. Algiz é tão benéfica que se tornou o símbolo do otimismo bem alicerçado e quando sai na primeira casa de uma jogada astrológica significa que o consulente possui grande confiança em si próprio e em suas habilidades, unida a uma grande fé no futuro. Esta runa nos desafia a enfrentar novas oportunidades sem nos colocarmos vulneráveis às influências externas, permanecendo confiantes.

SIGEL Letra correspondente: S Regente Planetário: Sol Signo: 23 de novembro a 07 de dezembro Regente: Baldur Significado Tradicional: Sol Sigel é uma runa de Vitória e sua presença num jogo é uma promessa de sucesso e realização. O papel exercido pelo Sol na teologia escandinava, se repete nos temas que dizem que o sol nascente transformava os malignos gigantes de gelo em pedra. De uma forma ou de outra, essa capacidade de derrotar o mau é quase que universalmente atribuída ao Sol. O poder do Sol de revelar o obscuro, estabelece a relação de Sigel com a razão e a consciência. O Sol está ligado também ao ciclo de nascimento-morte-renascimento e é quando Sigel nos indica resgate de oportunidades, projetos e relacionamentos.


TYR Letra correspondente: T Regente Planetário: Marte Signo: 08 a 22 de dezembro Regente: Tyr Significado Tradicional: Guerreiro / Conquista Como Marte, seu correspondente romano, Tyr é o Deus da Guerra e a runa que ostenta seu nome, representa portanto, a vitória na batalha ou em qualquer situação em que haja um elemento de disputa ou competição. Para os antigos teutões, Tyr era a runa do soldado, sendo utilizada como talismã pelos guerreiros. Tyr é uma runa de motivação e significa força de vontade e um espírito competitivo aliados a um envolvimento unidirecionado para um projeto ou ideal que sistematicamente derrubam todas as barreiras que impedem a conclusão bem sucedida. Tyr nos induz a rever investimentos, metas, repensar prioridades e examinar a canalização de nossas energias. A energia guerreira de Marte, regente desta runa e fácil de ser invocada, e é uma energia dificil de ser controlada. Mantenha-se firme em sua vontade, reto em sua ação e deixe que a vontade dos Céus tracem o seu caminho.

BERKANA Letra correspondente: B Regentes Planetários: Lua e Júpiter Signo: 23 de dezembro a 05 de janeiro Regente: Frigg Significado Tradicional: Gestação / Bétula A Lua é o símbolo da Grande Mãe, o princípio da fecundidade na natureza e a tônica desta runa, regida pela Lua, é geração. A Bétula é uma árvore que para as raças européias significava "começo", simbolizando o despertar da primavera, pois seus brotos são os primeiros a surgirem após o inverno. Berkana é uma runa de nascimento, de fertilidade e indica o nascimento físico, tanto de uma criança como de uma idéia. Ela fala de crescimento interior e exterior e nos conduz a um aprofundamento na origem de nossas ações. Berkana é uma influência esperançosa sob a qual se iniciam novos planos e empreendimentos. Devido à influência de Júpiter, regente secundário de Berkana, essa runa em geral indica um acontecimento feliz dentro do círculo familiar. Para que os objetivos sejam alcançados com a energia de Berkana, são necessários a espera, a paciência, a firmeza e a generosidade.


EHWAZ Letra correspondente: Eo ou E Regente Planetário: Mercúrio Signo: 06 a 20 de janeiro Regente: Valkirias Significado Tradicional: Cavalo / Movimento Na astrologia, Mercúrio é um planeta de mudanças e o principal significado desta runa é "mudança para melhor". Essa mudança poderá diferir de jogo para jogo, mas essas alterações envolvem viagem, mudança de moradia ou trabalho, de cidade ou até de país. Para os povos primitivos germânicos o cavalo era um animal sagrado, ligado ao culto solar e ao mundo dos deuses: eternidade, ventos, sol e movimento. O cavalo simboliza por seus atributos, força, energia, impetuosidade e vitalidade, que são associados a seus instintos de proteção em momentos de perigo.

MANNAZ Letra correspondente: M Regentes Planetários: Saturno e Nodo Sul Signo: 21 de janeiro a 04 de fevereiro Regente: Homens Significado Tradicional: Humanidade A tradução literal de Mannaz é humanidade e a ela é atribuído o significado de interdependência da raça. Mannaz possui fortes ligações com o poder do pensamento, pois é essa capacidade do homem que o distingue de todas as outras espécies do planeta. Por essa razão Mannaz revela que o consulente deve usar a lógica para tratar do seu problema e usar a imparcialidade. Esta runa simboliza o Self, a manifestação individual do inconsciente coletivo e através da conquista de si mesmo o homem terreno encontra o homem divino. Mannaz indica também poder ou potencial mágico e os poderes da visualização criativa representam a capacidade de influenciar sobre os acontecimentos através de meios não físicos. Uma nova jornada que pode significar um mergulho profundo em nós mesmos.

LAGUZ Letra correspondente: L


Regente Planetário: Lua Signo: 05 a 19 de fevereiro Regente: Sacerdotisas Significado Tradicional : Água / Intuição Em sua simbologia, tanto a Lua como o Elemental Água representam o aspecto subconsciente da mente, a parte da psique da qual surgem a intuição e os poderes psíquicos em geral. Assim como a Lua determina o ir e vir das marés, também determina em nós o fluxo e refluxo das emoções. Laguz associada à Lua, fala de ritmos nos relacionamentos, nas profissões, apontando para um período de sucesso. Com esta runa presente num jogo, forças invisíveis e criativas estão a nosso favor, assim como, uma liberação súbita da energia do inconsciente se fará manifestar através dos sonhos, sentimentos pré-monitores, intuição, telepatia ou inclinação para o estudo e pesquisa do universo simbólico. Abandone-se à experiência de submergir na corrente da vida sem hesitações.

INGUZ Letra correspondente: NG Regente Planetário: Vênus Signo: 20 de fevereiro a 06 de março Regente: Freyr e Ing Significado Tradicional: Deus Ing / fertilidade O Deus Ing para alguns autores é interpretado como um outro nome do Deus Freyr, que rege a fertilidade. Para outros, Ing seria um herói legendário que, pela qualidade de sua vida terrena, tornou-se Deus após a morte. Esta é uma runa que indica a conclusão bem sucedida de um empreendimento e por se relacionar à fertilidade, pode significar um novo estágio de vida. Inguz nos indica o abandono de tudo que está superado, exaurido e ir em direção ao novo: término de uma fase de atividade para que uma outra, nova e mais feliz, se inicie. Esta runa pode revelar a chegada de um acontecimento que provará ser um marco fundamental na vida do consulente.

DAGAZ Letra correspondente: D Regentes Planetários: Sol e Nodo Norte Signo: 07 a 21 de março Regente: retorno de Baldur Significado Tradicional: Dia


Dagaz é um simbolo de crescimento, assim como o calor do Sol na primavera e no verão é responsável pelo crescimento das plantas. Como condutora de energia solar, Dagaz é responsável pelo desenvolvimento de projetos e crescimento de possibilidades tanto no plano material como no plano emocional, abrindo novas perspectivas no panorama dos obstáculos. O Nodo Norte é o símbolo do eclipse e o Sol, o símbolo da Luz. Dagaz portanto, encerra a conotação de "Luz depois da escuridão". Essa runa não apresenta aspectos negativos e as modificações consequentes das vibrações de Dagaz incidem principalmente em suas atitudes pessoais.

OTHILA Letra correspondente: O Regentes Planetários: Saturno e Marte Signo: 22 de março a 05 de abril Regente: Heindall Significado Tradicional: Possessão / velho Othila é a última na série das runas, sendo de várias maneiras a antítese do primeiro símbolo rúnico, FEHU. Onde Fehu representa dinheiro, Othila indica coisas que o dinheiro pode comprar. O Planeta que governa essa runa é Saturno - o planeta da limitação - e muitas vezes as posses simbolizadas por Othila têm algum fator delimitante a elas ligado. Assim, a posse indicada por Othila é freqüentemente um terreno ou construção, propriedade, residência. Saturno é muitas vezes relacionado com a morte física; assim esta runa pode indicar assuntos ligados à testamentos, legados ou herança. Em geral o legado expresso por essa runa é sob a forma de propriedade, patrimônio herdado, que podem ser também, traços psicológicos ou características físicas. Othila é uma runa de ruptura radical e nos aconselha a acreditar no que é novo.

RUNA EM BRANCO (Runa de Odin) Significado Tradicional: Destino / Carma A runa em branco está associada aos desígnios dos deuses, àquilo que está escrito e que precisa ser desvendado. Chamada de WYRD, nome do grupo das três deusas do destino da Mitologia Teutônica cujos nomes são: Urd, Verdandi e Skuld e que representam os três aspectos do tempo, passado, presente e futuro. Formam uma trindade e sempre uma se mescla na outra. WYRD governa o carma que cada um de nós formou nas vidas anteriores. Na adivinhação, essa runa indica os eventos impelidos pelo destino ou os inevitáveis, dos quais não conseguiremos nos esquivar. Não significa o aparecimento desta runa, o anúncio de uma punição cármica e dependerá a análise, das runas próximas no jogo. Assim como Odin, para conceber sua proteção, exigia de seus guerreiros fé e coragem, esta runa exige do guerreiro espiritual, fé em sua capacidade de transmutação e crescimento e coragem para superar


obstáculos e transcender suas próprias limitações. Esta runa sem glifos, contém um potencial não diluído: ao mesmo tempo prenhe e vazia, ela abrange a totalidade do ser, tudo que está para ser realizado. Todos os nossos férteis sonhos estão contidos nessa brancura. Nada é predestinado; os obstáculos do seu passado podem tornar-se os portais que o conduzirão a novos começos.

Como usar as runas em magia Você pode usar as runas para alterar aspectos da sua vida e do seu meio ambiente. Pode ajudar a si próprio, bem como auxiliar conhecidos seus a atingirem suas metas de sucesso. Para isso, com muita consciência, veja o aspecto de sua vida, ou da vida de seu conhecido, que você quer alterar ou incrementar. Escreva-o num papel, em poucas palavras e de forma bem direta. Depois procure qual a que melhor se adapta ao caso em questão. No verso de uma foto da pessoa para quem ira ser efetuada a magia (pode ser xerox) trace a figura de uma runa escolhida para intervir magicamente. O deseno dever ser feito a lápis. Visando atingir de maneira mais completa os seus objetivos, você pode associar mais de uma runa na mesma foto. Porem, cuidado com o coquetel que esta preparando, veja se não há conflito de poderes entre as runas. Depois de efetuado o desenho, apanhe uma pedra qualquer (a que chamar sua atenção primeiro será a certa) e num local tranqüilo, coloque-a sobre a foto com o desenho estampado no verso. Ascenda uma vela (se isso incomoda você, acender velas dentro de casa, de acordo com suas crenças, não o faça); procure entrar num estado alterado de consciência (respirando profundamente, relaxando, fazendo uma oração, que aprendeu na infância ou contando de 50 a 1 ) ; estenda sua mão mais forte sobre a foto e a pedra, fazendo a seguinte oração, consagrando a magia: “NESSE MOMENTO EM NOME DA GRANDE CONSCIENCIA CÓSMICA, EM NOME DE ODIM, ESPÍRITO DE SABEDORIA QUE REGE O ORÁCULO DAS RUNAS, CONSAGRAO CONSCIENTEMENTE ESSE OBJETO DE PODER, PARA QUE ELE POSSA CUMPRIR FIELMENTE A FUNÇAO PARA A QUAL FOI POR MIM CRIADO. QUE ASSIM SEJA...” A foto como desenho deve acompanhar a pessoa para quem foi criada. A pedra deve ser enterrada num jardim bonito assim que a magia tiver dado certo, ocasião em que a foto deve ser queimada e as cinzas colocadas junto a pedra. Enquanto o processo mágico estiver se desenvolvendo a pedra deve ficar guardada em local seguro. Para locais ou situações, substitui-se a foto por algo que identifique o objeto da magia. Se for uma residência, colocar numa folha de papel o endereço mais completo possível dela. Se uma família, o nome dela e dos componentes. Se uma situação, algo que a identifique. A seguir continua-se o procedimento mágico padrão; OBSERVAÇÃO IMPORTANTE !!


NUNCA USE MAGIA PARA INTERFERIR NO LIVRE ARBÍTRIO DE TERCEIROS. AS CONSEQUENCIAS PODEM RECAIR SOBRE VOCE. SE VOCE QUER USAR ESSA TÉCNICA PARA AJUDAR ALGUM CONHECIDO SEU, PRIMEIRO PERGUNTE SE ELE QUER QUE VOCE O FAÇA.

A magia rúnica básica é essencialmente talismanica e consiste em atrair a propriedades de uma runa ou de uma combinação delas para a esfera pessoal do mago, operação que se realiza com a gravação das runas apropriadas nos objetos/locais que devem ser imantados e a invocação dos deuses a elas relacionados para que estes abençoem a sua intenção. No passado podíamos ver runas gravadas nas paredes das casas, em canecas, espadas, e escudos, só para citar alguns exemplos. Dicas gerais para quem esta começando a estudar e jogar runas. 1. Muitos livros nunca entram em acordo. Então o melhor que você tem a fazer é ler a maior quantidade de livros que puder. Além disso pesquise em sites, e converse com praticantes, quando tiver dúvidas. 2. Questioe sempre a veracidade do que ler. Hoje, em dia, qualquer um pode publicar livros e ter um publicado não significa que o mesmo esteja correto. Por essa razão que devemos pesquisar e estudar muito!! 3. Procure conhecer um pouco da cultura nórtica também, afinal, as runas vieram de lá. Existem runas de outros lugares, claro, mas as runas mais utilizadas são as nórticas e praticamente todo mundo começa por elas, 4. Arrume um caderno ou fichário onde você possa compilar seu próprio livro de significados. Nele, inclua todas as informações que encontrar e também suas próprias impressões sobre cada runa, Isso é muito importante! 5. Pegue cada runa e esvazie os seus pensamentos. Olhe para ela, o que você sente? Anote tais impressões. O ideal é estudar uma runa por dia. 6. Escolha alguns métodos de leitura com os quais você se sinta a vontade e pratique com eles. O mais simples, é, todos os dias, pela manha, tirar uma runa e ler o seu significado. Será um conselho para o seu dia. Com a prática você descobrirá novos métodos, e poderá incorpora-los em suas leituras.


Pentagrama Baphomet

Em meio às diversas polêmicas que compõem o tema do satanismo, alguns pontos não ficam totalmente esclarecidos. Por exemplo, a representação de uma cabra com corpo humano encontrada nos cultos do satanismo religioso é denominada Baphomet, que já era conhecida desde os tempos pré-cristãos. Portanto, não possui nenhuma relação com o demônio conhecido no cristianismo. Para os satanistas, Baphomet é uma energia da natureza que os motiva a conseguir seus objetivos. Neste caso, a cabra com corpo humano e asas simboliza força, fertilidade e liberdade, características muito valorizadas pelos povos pagãos.

O pentagrama é um símbolo encontrado originalmente nas culturas pré-cristãs com diversos significados. No caso do satanismo religioso, é utilizado com duas pontas voltadas para cima, simbolizando a face de Baphomet. A origem da cruz invertida nos remete a São Pedro, que não se julgava digno de morrer como Jesus e pediu para ser crucificado de cabeça para baixo. Este símbolo é encontrado na Basílica do Vaticano, no trono ocupado pelo Papa, etc. Porém, a Cruz invertida também foi adotada por grupos que se intitulam satanistas ou anticristãos. A figura mais temida da fauna que povoava o imaginário medieval era o Bafomé, que aparece com destaque na porta de todas as igrejas góticas. Metade homem, metade bode, por muito tempo foi confundido com o demônio cristão. Mas seu sentido é bem outro, como explica o teólogo Victor Franco: "O Bafomé é um símbolo templário que expressa a necessidade humana de transcender seus instintos básicos, a fim de ascender espiritualmente e cumprir seu papel evolutivo. Ser parte de Deus, até se confundir com Ele, é o sentido da verdadeira humanização. E este era o ensinamento maior dos idealizadores do gótico, que criaram uma arquitetura viva. As catedrais estão tão perfeitamente integradas ao cosmo e são praticamente forças da natureza".


Olho Grego

Olho do Oriente (olho grego ou turco) remonta à antiguidade, onde os Turcos acreditavam que um mau olhado podia trazer má sorte e para isso nada melhor que um talismã para se proteger. Este olho é chamado de Nazar Boncugu e ele é adesivado à peça. Protege contra o mal e atrai boa sorte. Caso o olho se quebre, ele deve ser jogado fora e substituído por um novo. O Olho Grego é um antigo talismã contra a inveja e o mal olhado. O olho está simbolicamente ligado ao Sol, que é a força que afasta o mal. O olho grego, ou olho turco, tem sua origem mais conhecida nos países árabes, ... e migrou para os povos que tinham contato com eles, como Grécia, norte da África, etc. Ele está sempre ligado a proteção, a afastar a negatividade, e a "absorver" o mal olhado para ele, impedindo que atinja a pessoa... O amuleto turco que protege contra mal olhado e olho gordo é muito comum na Turquia. Você pode encontrá-lo em toda a Turquia: as mulheres o usam em pulseiras, brincos, colares; os turcos dependuram o amuleto na casa, escritório e também no carro e os bebês também o usam ! O amuleto deve ser azul e ter a forma de um olho. Há diversos tamanhos mas a forma é geralmente aredondada. O nome turco do amuleto que protege contra o mal olhado e olho gordo é nazar boncuk. Mas o que esta atrás desta superstição turca ? Era uma vez ... havia uma rocha no mar que nem com a força de cem homens e muita dinamite podia ser removida ou rachada. Havia também um homem nesta cidade que era conhecido por ter muito "olho gordo" (Nazar). Depois de muitos esforços, trouxeram o homem à rocha. O homem olhou a rocha e disse "Meu Deus! Que rocha enorme !" No instante que ele disse isto, houve um grande barulho e a rocha rachou em dois pedaços. A força do mal olhado (nazar) é um elemento extensamente aceito e temido na vida diária do povo turco. Como um exemplo desta superstição vou contar uma outra história... Olho do Oriente (olho grego ou turco) remonta à antiguidade, onde os Turcos acreditavam que um mau olhado podia trazer má sorte e para isso nada melhor que um talismã para se proteger. Este olho é chamado de Nazar Boncugu e ele é adesivado à peça. Protege contra o mal e atrai boa sorte. Caso o olho se quebre, ele deve ser jogado fora e substituído por um novo. O Olho Grego é um antigo talismã contra a inveja e o mal olhado. O olho está simbolicamente ligado ao Sol, que é a força que afasta o mal. O olho grego, ou olho turco, tem sua origem mais conhecida nos países árabes, e migrou para os povos que tinham contato com eles, como Grécia, norte da África, etc. Ele está sempre ligado a proteção, a afastar a negatividade, e a "absorver" o mal olhado para ele, impedindo que atinja a pessoa... O amuleto turco que protege contra mal olhado e olho gordo é muito comum na Turquia. Você pode encontrá-lo em toda a Turquia: as mulheres o usam em pulseiras, brincos, colares; os turcos dependuram o amuleto na casa, escritório e também no carro e os bebês também o


usam ! O amuleto deve ser azul e ter a forma de um olho. Há diversos tamanhos mas a forma é geralmente aredondada. O nome turco do amuleto que protege contra o mal olhado e olho gordo é nazar boncuk. Mas o que esta atrás desta superstição turca ? Era uma vez ... havia uma rocha no mar que nem com a força de cem homens e muita dinamite podia ser removida ou rachada. Havia também um homem nesta cidade que era conhecido por ter muito "olho gordo" (Nazar). Depois de muitos esforços, trouxeram o homem à rocha. O homem olhou a rocha e disse "Meu Deus! Que rocha enorme !" No instante que ele disse isto, houve um grande barulho e a rocha rachou em dois pedaços. A força do mal olhado (nazar) é um elemento extensamente aceito e temido na vida diária do povo turco. Como um exemplo desta superstição vou contar uma outra história... Uma mulher dá a luz a uma criança saudável com bochechas rosadas e todos os vizinhos vão visitar o bebê. Fazem muitos elogios ao bebê, comentando especialmente como ele é saudável. Depois de algumas semanas o bebê fica doente. Nenhuma explicação pode ser dada para a doença do bebê. Isso é descrito como "Nazar". Os elogios feitos a uma parte específica do corpo pode resultar em "Nazar". Por isso as mães turcas colocam um amuleto de olho gordo nas roupas das crianças. Se este amuleto de mal olhado é encontrado rachado, significa que funcionou e protegeu a criança e imediatamente um novo amuleto é colocado para substitui-lo. Assim a idéia do amuleto é proteger sua casa, seu escritório ou as pessoas que você gosta.O amuleto de nazar pode ser visto nos táxis, fixados à roupa dos bebês, nos edifícios, nas entradas das casas de kebap, e até nos websites. Se você quiser usa-lo em sua casa você deve pendurá-lo na entrada da casa, assim toda visita poderá vê-lo. Se você quiser ter um com você, o mais comum é ter um dentro da sua bolsa ou carteira. Você pode também dependurar um amuleto com um alfinete na sua roupa ou usar colares, pulseiras, brincos em diversos formatos. Os turcos acreditam que com o amuleto do olho gordo você estará protegido e toda a energia ruim estará dirigida ao amuleto e não atingirá você. Nenhuma energia ruim lhe atingirá desde que você seja protegido com amuleto de nazar boncuk. Você tem um bebê recem nascido ? Comprou um carro novo ? Construiu ou mudou-se para um edifício ou escritório novo ? Está preocupado com o que seus "amigos" pensam da sua boa posição ? A proteção do nazar é usada para qualquer coisa nova ou que possa atrair qualquer elogio. Os Turcos pensam que qualquer elogio pode inclui conscientimente ou inconscientimente uma inveja e ressentimento. O amuleto do mal olhado reflete o mal olhado na pessoa que o enviou. O amuleto se assemelha a um olho e a sua cor azul típica é um fator em proteger o usuário.


Mandala e Yantras

Mandala é uma palavra sânscrita, que significa círculo. Mandala também possui outros significados, como círculo mágico ou concentração de energia. Universalmente a mandala é o símbolo da totalidade, da integração e da harmonia Em várias épocas e culturas, a mandala foi usada como expressão científica, artística e religiosa. Podemos ver mandalas na arte rupestre, no símbolo chinês do Yin e Yang, nos yantras indianos, nas mandalas e thankas tibetanas, nas rosáceas da Catedral de Chartres, nas danças circulares, nos rituais de cura e arte indígenas, ... na alquimia, na magia, nos escritos herméticos e na arte sacra dos séculos XVI, VII e XVIII. A forma mandálica pode ser encontrada em todo início, na Terra e no Cosmo: a célula, o embrião, as sementes, o caule das árvores, as flores, os cristais, as conchas, as estrelas, os planetas, o Sol, a Lua, as nebulosas, as galáxias. Se observarmos o cotidiano a nossa volta, perceberemos estruturas mandálicas onde nunca pensaríamos haver, como no gostoso pãozinho ou no macarrão que comemos: começam com a massa que depois de amassada vira uma bola – mandala tridimensional – para crescer. O prato onde comemos tem a forma circular, e quando nos servimos formamos uma mandala colorida, que irá nos alimentar e nos nutrir, dando energia e vitalidade ao nosso corpo. A própria Terra foi formada por uma explosão de forma mandálica. Para que serve a Mandala - A mandala pode ser utilizada na decoração de ambientes, na arquitetura, ou como instrumento para o desenvolvimento pessoal e espiritual. A mandala pode restabelecer a saúde interior e exterior. Podemos usar uma mandala para a cura emocional, que refletirá positivamente em nosso estado físico, e assim ficaremos com mais saúde e vigor. Também podemos utilizar uma mandala para a cura de ambientes, como o familiar e o de trabalho, ou para preparar um espaço especial, onde você irá meditar ou fazer sessões de cura, como massagem, Reiki, astrológica, psicoterápica, atendimento clínico. As mandalas Kalachakra, abaixo e Sri Yantra (veja o Álbum) são exemplos de mandalas usadas para meditação e contemplação espiritual-religiosa, a primeira no budismo tibetano e a segunda no hinduismo. A catedral de Brasília, assim como outras catedrais, usa a mandala para criar um ambiente sagrado e especial, muitos templos usam a geometria sagrada e a forma circular para fazerem suas construções e, assim, formarem uma aura protetora e especial no lugar. Os budistas construíram as famosas Stupas, que são lugares consagrados à oração. Dentro delas há relíquias de mestres iluminados, orações, pedras especiais e outros apetrechos sagrados. Elas possuem forma mandálica e os seguidores as reverenciam. Também é pratica dentro do budismo a oferenda de mandalas para divindades.


Na arte podemos ver as mandalas retratadas de várias formas, nas abobadas das grandes catedrais européias, nos vitrais de Chartres, nas auréolas dos santos, em pratos e porcelanas chinesas e gregas, na arte indígena e rupestre. Atualmente muitos artistas pintam e desenham lindas mandalas decorativas para comporem ambientes. Também a astrologia utiliza a forma mandálica para diagramar o zodíaco. O diagrama astrológico contém doze setores de 30 graus cada um, onde estão colocados os signos do zodíaco e que correspondem às doze constelações de estrelas fixas, as quais conservam até hoje o mesmo nome que na Antigüidade: Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário, e terminando a Mandala Astrológica por Peixes. Quando o astrólogo faz a leitura de um mapa natal ou mapa astral, percorre cada um desses setores que são regidos pelos planetas Sol, Lua, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão, correspondentes às casas onde ocorrem as experiências da vida. Vamos encontrar várias mandalas feitas pelos alquimistas com o tema da astrologia, principalmente nos séculos XVI a XVIII. COMO ATUA O TRABALHO COM MANDALA A mandala trabalha os seguintes aspectos pessoais: físico, emocional e energético. No aspecto físico, promove-se o bem-estar, o relaxamento e a prevenção do estresse. Emocionalmente, pode trabalhar conteúdos oriundos de emoções antigas, atuais ou futuras, pois sinaliza aqueles que irão emergir. Neste trabalho (mandalas pessoais), é muito comum surgirem traumas passados, que são colocados no desenho de forma sutil, só percebidos por quem souber fazer a leitura do que está sendo sinalizado. Esta leitura se faz por meio do traço, da forma, das cores, dos símbolos e de vários outros aspectos que aparecem quando se desenha uma mandala pessoal. Qualquer pessoa pode se conhecer e se trabalhar com mandalas, tanto com a ajuda de um terapeuta, quanto sozinho. A pessoa pode fazê-lo confeccionando e colorindo mandalas, ou, ainda, meditando com elas. A mandala irá colocar, de forma sutil, no lugar certo aquilo que se encontra fora de lugar, Jung diz que “A mandala possui uma eficácia dupla: conservar a ordem psíquica se ela já existe; restabelecê-la, se desapareceu. Nesse último caso, exerce uma função estimulante e criadora.” No aspecto energético, a mandala ativa, energiza e irradia, podendo harmonizar ambientes físico ou pessoal carregados negativamente, ou aura de sofrimento e tristeza. Ainda energeticamente, a mandala pode levar a pessoa a contatos com dimensões supraconscientes e ao encontro de um caminho espiritual. Neste sentido, a mandala foi, e ainda é, muito utilizada para a meditação e para o desenvolvimento e a ampliação da consciência. No budismo tibetano os monges fazem-na de areia para depois serem ofertadas às divindades. É importante saber que para qualquer finalidade que se queira alcançar trabalhando com mandalas tem de se desenvolver a perseverança, a persistência e a força de vontade. Trabalhar com mandalas é uma forma carinhosa de abrir o coração para a criatividade, a intuição e o amor.


O QUE SE GANHA TRABALHANDO COM MANDALAS A pessoa que trabalha com mandalas, sozinha ou com a ajuda de um terapeuta, beneficia-se de várias formas: - prevenindo o estresse; - preservando e organizando a saúde psíquica; - aumentando a capacidade de atenção e de concentração; - aumentando a capacidade de receptividade; - aumentando a harmonia, a calma e a paz interior; - aumentando a criatividade; - ampliando a consciência; - desenvolvendo o Eu Superior; - encontrando um caminho espiritual. YANTRA Yantra literalmente significa assomar, instrumento ou maquina. Na atualidade, um yantra é uma representação simbólica do aspecto de uma divindade, normalmente a Deusa Mãe ou Durga. Ele é uma matriz interconectada de figuras geométricas, círculos, triângulos e padrões florais que formam um padrão fractal de elegância e beleza. Embora desenhado em duas dimensões, um yantra deve representar um objeto sagrado tri-dimensional. Os yantras Tridimensionais estão se tornando incrivelmente comuns. Embora o yantra seja uma ferramenta usada na meditação por ambos sérios pesquisadores espirituais e escultores da tradição clássica, sua shakti é também disponível para pesquisadores iniciantes com sincera devoção e boas intenções. Acredita-se que yantras místicos revelam a base interna das formas do universo. A função dos Yantras é ser símbolo de revelação das verdades cósmicas. Os Yantras são desenhos geométricos de origem indiana, conhecido também como Mandala na região do Tibet. O simples ato de fixar os olhos em seu ponto central (bindu) auxilia na indução para a meditação produzindo paz interior e principalmente promover insight para os momentos especiais, onde só o nosso interior tem a resposta. O uso destes diagramas mágicos é o caminho mais curto para aderir o princípio energético vibratório das formas e das cores que irão atuar no inconsciente produzindo um fluxo de ação. Como usar os Yantras? A forma de utilizar o Yantra é colocá-lo numa moldura do tamanho de uma folha A4 no mínimo e pendurá-lo a uma distância de 30 centímetros à frente do rosto. E na posição sentada (preferencialmente na posição de lótus) fixar os olhos no ponto central (bindu) do desenho sem piscar e sem pensar em nada, deixando os pensamentos pararem e absorver o silêncio interno; através de uma respiração continua e suave, os olhos devem ficar abertos até que lacrimeje, apenas contemplando e aos poucos na medida em que ocorre a prática alcançará o tempo almejado de cada yantra. Passando a usufruir dos efeitos de cada forma e cor recebendo o fluxo vibratório desejado. Ao iniciar o lacrimejamento e sentindo necessidade; feche os olhos e deixe a imagem desaparecer. Poderá usufruir de um incenso, de uma música new age em ambiente calmo e de preferência reservado para essa prática. Após o uso pendure o Yantra na parede do quarto.


Pirâmide

Somos obrigados a constatar que cada ser vê as pessoas e as coisas em função de si próprio, isto é, em função da sua raça, do seu país, da sua religião, do seu sexo, da sua situação social, da sua educação, da sua profissão, da sua idade, etc., e sobretudo em função do seu grau de evolução espiritual. É normal, tão normal que toda a gente vos dirá que não pode ser doutra maneira. Simplesmente, como cada um está convencido de que a sua verdade particular representa a única verdade, nenhuma compreensão se torna possível e só se vê mal-entendidos e confrontos em todos os domínios.

Para poderem estar em sintonia, para compreenderem e apreciarem os mesmos valores, os humanos devem retomar interiormente o caminho ascendente que os conduzira para o cume, para as regiões luminosas cio espírito. Sim, se em vez de permanecerem nas regiões inferiores em disputas sem fim, eles se decidissem a aceitar o ponto de vista do cume, todos os problemas políticos, económicos, sociais, religiosos, seriam resolvidos em vinte e quatro horas. Eis o que é absolutamente necessário meter na cabeça: para resolver verdadeiramente os problemas, não se deve permanecer ao nível em que eles se colocam, mas fazer um trabalho interior que permite vêlos mais de cima. Enquanto os humanos se limitarem a patinhar e discutir nas regiões inferiores, não só não acharão solução, como os problemas se complicarão cada vez mais, e em primeiro lugar para eles próprios. Meditemos na lição da pirâmide. Se os grandes Iniciados do Egipto escolheram para os seus monumentos a forma da pirâmide, com as suas arestas que se elevam e se aproximam até se reunirem no topo, foi para dar aos humanos uma lição de unidade. A pirâmide é um símbolo da hierarquização que existe no Universo. A base da pirâmide representa a multiplicidade dos fenómenos, e o seu topo o mundo dos princípios: a unidade. Em baixo, ao nível dos fenómenos, está-se na dispersão, na confusão, porque não se pode ver como os seres e as coisas se situam nem as relações que eles mantêm uns com os outros. Para se ver claro neste domínio, e preciso subir. E o que significa subir? Tomar o caminho da unidade. É a unidade que ordena e dirige a multiplicidade. Na unidade, está-se no coração das coisas e compreende-se como se tecem todos os fios da vida. Seja em que domínio for, este símbolo ensina-nos a passar do plano inferior da multiplicidade e da dispersão ao plano superior da unidade. É esta visão cada vez mais nítida que nos permite apreender a verdadeira realidade das coisas e encontrar as melhores soluçoes. Porque é que os políticos e os economistas não conseguem resolver os problemas internacionais? Porque cada um trata apenas de resolver os problemas do seu país. Nestas


condições, eles não conseguem compreender-se, porque se posicionam demasiado baixo (no domínio dos factos). E isto também é verdadeiro para todos os humanos, na sua vida quotidiana. Eles não poderão entender-se nem fazer a unidade se, com a sua compreensão, com as suas atitudes, não tentarem alcançar o ponto de vista mais elevado: o topo da pirâmide. Eles devem esforçar-se por subir até lá, para encontrarem as leis que regem os factos, e ainda mais alto, para encontrarem os princípios que governam estas leis, até atingirem o Princípio supremo que abarca tudo. Chegados aí, todos são obrigados a ter a mesma visão do seu interesse comum. »


Selo de Salomão

É um antigo e poderoso símbolo mágico. Este símbolo consiste em um hexagrama de dois triangulos entrelaçados (um voltado para cima e outro para baixo). O selo de Salomão simboliza a alma humana, sendo utilizados por bruxos e magos cerimoniais para encantamentos, conjuração de espíritos, sabedoria, purificação e reforço dos poderes psíquicos. É um antigo e poderoso símbolo mágico. Este símbolo consiste em um hexagrama de dois triangulos entrelaçados (um voltado para cima e outro para baixo). O selo de Salomão simboliza a alma humana, sendo utilizados por bruxos e magos cerimoniais para encantamentos, conjuração de espíritos, sabedoria, purificação e reforço dos poderes psíquicos. Estrela de David – conhecida também como Escudo de David – é uma expressão que vem do hebraico ??? ???, “Magen David”, referindo-se a um símbolo em forma de estrela formada por dois triângulos sobrepostos, iguais, tendo um a ponta para cima e outro para baixo. Outro nome dado a este símbolo é "Selo de Salomão". A palavra magen significa escudo, broquel, defesa, governante, homem armado, escamas. O substantivo magen, refere-se a um objeto que proporciona cobertura e proteção ao corpo durante um combate. De acordo com a tradição judaica, este símbolo era desenhado ou encravado sobre os escudos dos guerreiros do exercito do rei Davi. Esta tradição teve origem no fato de o nome hebraico para David (pronunciado David) ser escrito originalmente por três letras do alfabeto hebraico Dalet, Vav e Dalet. Estes duas letras Dalet tinham uma forma triangular no alfabeto hebraico usado até então, uma variação do alfabeto fenício, conhecido como proto-hebraico. Estas duas letras então eram encravadas nos escudos dos soldados uma sobreposta a outra, formando uma espécie de estrela. Apesar de ser uma explicação plausível, carece de provas históricas ou arqueológicas para prová-la. A forma atual do Escudo de David já aparecia em diversas culturas do Extremo Oriente há milhares de anos, só nas últimas centenas de anos que mudou-se para um símbolo puramente judaico. Este símbolo apareceu primeiramente ligado aos judeus já na Era do Bronze - no século IV a.C - num selo judaico achado na cidade de Sidon. Ele também aparece em muitas sinagogas antigas na terra de Israel datadas da época do Segundo Templo e até mesmo em algumas depois de sua destruição pelos romanos. Não lhe era dado, ao menos aparentemente, um significado tão especial ou místico, mas ornamental, assim como muitas Estrelas de Davi foram achadas ao lado de “Escudos de Salomão” (estrelas de cinco pontas ou pentagramas) e, curiosamente, ao lado de suásticas. Um exemplo é o friso da sinagoga de Cafarnaum (século II ou III da era comum) e uma lápide (ano 300 da era comum), encontrada no sul da Itália. Apesar


disso, a Estrela de Davi não aparece entre os símbolos judaicos mais importantes do período helenístico. O testemunho mais antigo deste emblema na literatura judaica é mostrado no livro do sábio caraíta Yehudah ben Eliahu Hadasi, que viveu no século 12, em seu livro “Eshkol Hakofer”. No capítulo 242, ele expõe costumes de pessoas do povo que aos poucos foram mudando o símbolo do Escudo de Davi de um simples selo para um tipo de signo místico ou amuleto: “e os sete anjos na Mezuzá foram escritos - Miguel e Gabriel [...] o Eterno irá guardar-te e este símbolo chamado Escudo de Davi é escrito em todos os anjos e no final da Mezuzá...”. Assim sendo, já naquela época, este símbolo tinha um caráter místico, sendo freqüentemente gravado como uma forma de amuleto, protetor. identificação efetiva da Estrela de Davi com o Judaísmo começou na Idade Média. Em 1354, rei Karel IV concedeu o privilégio a comunidade judaica de Praga de ter sua própria bandeira. Os judeus confeccionaram, num fundo vermelho, um hexagrama, a Estrela de Davi, em ouro. Documentos referem-se a este símbolo como sendo a “bandeira do rei Davi“. Em Praga, a estrela de seis pontas – sempre chamada de “Maguen David” – passou a ser usada tanto em sinagogas, como no selo oficial da comunidade e em livros impressos. No século XIX, difundiuse o símbolo da Estrela de Davi também nos carimbos de judeus e sobre cortinas das Arcas Santas das sinagogas. Junto com parte dos judeus devotos, expandiu a alegação de que a origem do símbolo da Estrela de Davi estava nas diretamente ligado as flores que adornavam a Menorá - candelabro de sete braços que fazia parte dos objetos do Templo em Jerusalém – feitas numa forma de relevo de lírios de seis pétalas, que faziam uma silhueta parecida com a forma da Estrela de Davi. Entre os que crêem nesta suposta origem do famoso símbolo, há uma interpretação que a Estrela de Davi foi feita diretamente pelas mãos do próprio Deus de Israel. A Estrela de David, a estrela de seis pontas, é considerada o símbolo judaico por excelência. Dada sua presença constante nos lares judeus e nas sinagogas, costuma-se atribuir a ela um caráter especificamente judaico. No entanto, contrário à crença popular, o hexagrama não é de origem exclusivamente judaica, e foi pouco usado pelos judeus até uns cem anos atrás. Foi somente na época da Emancipação no fim do século XIX, que os judeus resolveram adotar um símbolo que representasse o Judaísmo, assim como a cruz simboliza o Cristianismo. A partir de então, o Magen David (literalmente "Escudo de David") difundiu-se. A Estrela de David consiste de dois triângulos superpostos em direções opostas. Os vértice do primeiro triângulo representam os três pilares da nossa fé: Deus, Homem e Povo. O segundo triângulo corresponde aos três grandes momentos da nossa história: Criação (passado), Revelação (passado que prossegue no presente) e Redenção (futuro). O primeiro triângulo simboliza a fé judaica; o segundo - a história judaica. Juntos constituem a essência dos nossos ideais. Mais ainda, dois triângulos entrelaçados, compartilhando o mesmo centro, dão a idéia de um entrosamento entre opostos. A estrela de seis pontas indica assim a união de todas as contradições em perfeita harmonia. Em uma palavra, a Estrela de David é o símbolo máximo da paz universal, Shalom - a missão do Judeu perante toda a humanidade.


Punhal ou Athame

O punhal é uma faca ritualística com cabo preto e lâmina de fio duplo, tradicionalmente gravada ou cunhada com vários símbolos mágicos e astrológicos. Representa o antigo e místico elemento ar, símbolo da força da vida, e é usado pelos bruxos para traçar círculos, exorcizar o mal e as forças negativas, controlar e banir os espíritos elementais, guardar e direcionar a energia durante os rituais. Utiliza-se o punhal com cabo branco (bolline) somente para cortar varetas, colher ervas para magia ou para cura, esculpir a tradicional lanterna de Samhain e gravar runas e outros símbolos mágicos em velas e talismãs. Simboliza a força, o poder, vitória e superação. É muito usado nos rituais de magia, tem o poder de transmutar energias. Os ciganos também usavam o punhal para abrir matas, sendo então, um dos grandes símbolos de superação e pioneirismo, além da roda. O punhal também é usado na cerimônia cigana de noivado e casamento, onde é feito um corte nos pulsos dos noivos, em seguida os pulsos são amarrados em um lenço vermelho, representando a união de duas vidas em uma só. O athame é um punhal, obrigatoriamente de cabo preto e dois gumes, usado na Wicca e em algumas linhas de bruxaria. Ele é utilizado para traçar o Círculo Mágico ou emblemas mágicos no ar, para direcionar a energia e para controlar e banir espíritos. As origens da palavra athame foram perdidas na história. Alguns dizem que possa ter vindo de 'A Chave de Salomão' (1572) que se refere à faca como arthana, enquanto outros afirmam que athame vem da palavra árabe al-adhamme ("letra de sangue"), que se refere a uma faca sagrada usada na tradição mourisca. Em qualquer um dos casos, há manuscritos datados do século XI que abordam o uso de facas rituais na Magia. O uso de uma faca sagrada em ritos pagãos é bastante antigo. Há um desenho de um vaso grego datado de aproximadamente 200 a.c. que mostra duas bruxas nuas tentando invocar os poderes da Lua para a sua magia. Uma delas está segurando uma varinha e a outra segura uma pequena espada. O Athame atualmente também é utilizado para representar o aspecto masculino da divindade e como um símbolo da vontade. As(os) bruxas(os) só usam seus Athames em rituais e feitiços, mas outros acreditam que, quanto mais for usado o Athame (mesmo em situações cotidianas), mais poderosa ela se torna. Em uma jóia da Roma Antiga, há a figura de Hécate na forma tripla, onde seus três pares de braços seguram os símbolos de uma tocha acesa, um açoite e uma adaga mágica. Uma xilogravura que ilustra a história de Gentibus Septenbrionalibus de Olaus Magnus, publicada em Roma em 1555, mostra uma bruxa controlando alguns fantasmas, brandindo um athame em uma mão e um punhado de ervas mágicas na outra.


O athame também é usado na confecção de varinhas. Para isso, é necessario um athame de cabo branco (Boline). Esse costume era muito usado na antiga cultura celta. As varinhas também são usadas para se direcionar a magia com mais precisão .O ATHAME é um punhal ritualístico de fio duplo sem corte, utilizado para absorver, potencializar e direcionar energias em RITUAIS . Normalmente usado para traçar o círculo mágicko e desse modo afastar qualquer tipo de energia ou ser ESPIRITUAL que possa atrapalhar o ritual. Representa o elemento AR , e é utilizado na celebração simbólica do Grande Rito, ao ser mergulhado no cálice sagrado. Tradicionalmente possui o cabo preto, porém pode possuir outras cores. É comum ter gravados em sua lâmina ou cabo símbolos e selos mágickos. Importante: O ATHAME não possui nenhum uso de corte, quando não usado para direcionar energias em RITUAL é um instrumento decorativo que serve como símbolo do poder masculino no altar, já que representa um falo, enquanto que o cálice representa um útero. Por se tratar de um objeto que possui ponta, é muito importante que se tenha total cuidado com o seu uso e armazenamento para não gerar nenhum tipo de acidente. Algumas pessoas utilizam facas de COZINHA , novas, para substituir o punhal, visto que nem sempre conseguem adquirir um. Isto é válido, desde que haja a preocupação de retirar o corte da lâmina da faca, como precaução para que não ocorram acidentes enquanto o objeto está sendo manuseado no rito. No passado, por puro preconceito, as pessoas acreditavam que os ATHAMES eram utilizados em ritualísticas de sacrifício, infelizmente essa idéia ainda persiste na mente de algumas pessoas. Tal idéia é completamente absurda, visto que, além do objeto não precisar de corte, é completamente fora dos nossos princípios religiosos qualquer tipo de sacrifício. Ele simboliza o Deus no altar e só é retirado do mesmo, para traçar o círculo ou para efetuar a simbologia do Grande Rito, onde a união do ATHAME e do cálice simbolizam a união do Deus com a Deusa. É possível que alguma tradição dê outros usos ao Athame, porém, com toda certeza nenhum deles pode estar relacionado ao uso do ATHAME como arma.


A Ferradura

Simboliza energia e sorte. É usado para atrair energia positiva e boa sorte. A ferradura representa o esforço e o trabalho. Os ciganos têm a ferradura como um poderoso talismã, que atrai a boa sorte, a fortuna e afasta a má sorte Melhor do que arrancar um pé de coelho, é pendurar uma ferradura em cima da porta. Mas cuidado ao pregá-la, se cair na cabeça de alguém quando passar pela porta, a única coisa que ela não vai sentir é sorte! Sorte, azar, superstições, crenças…os homens sempre tiveram necessidade de se apegar a algo maior. E isso vem de muito tempo! A ferradura, por exemplo, era considerada um amuleto poderoso desde a Grécia Antiga. Na antiguidade era apreciada por dois motivos: primeiro por ser de ferro – metal que os gregos acreditavam trazer proteção contra o mal. Segundo pelo formato, comparado à lua crescente, que significava prosperidade e fertilidade. No século X, na Europa, porém, a ferradura passou a ser admirada pelos cristãos. Curiosamente, eles acreditavam que o responsável por esse magnífico objeto era São Dunstan de Canterbury, um monge que virou arcebispo e ficou conhecido por seus estudos sobre metalurgia. Essa história virou lenda e, segundo ela, São Dunstan teria pregado ferraduras no próprio Diabo e só as retirou quando ele prometeu que nunca mais chegaria perto de uma ferradura. Está relacionada com o signo de capricórnio (22/12 a 20/01). A ferradura representa o esforço e o trabalho. Os ciganos têm a ferradura como um poderoso talismã, que atrai a boa sorte e a fortuna, e afasta o azar. A pessoa sob esta influência tem bom senso, às vezes até se torna séria demais. Tem, então, de se soltar um pouco mais. Raramente, confia em alguém. Procura amores estáveis e concretos. Pretende casar e ter filhos. É completamente familiar, ama os poucos amigos que tem e dedica-se profissão. "Dizem" que jamais uma ferradura deve ser usada com as pontas para baixo! A tradição manda colocar a ferradura no alto da porta, com as pontas viradas para cima, se não a sorte vai embora. Mas há países, como a Espanha, em que acredita-se que a ferradura deve apontar para baixo, para que a sorte se espalhe por toda a casa.


Bastão Atlante

O Bastão Atlante, pelo seu próprio nome, remonta das origens de uma civilização que existiu antes do nascimento da civilização Egípcia. Esta civilização utilizavase amplamente da energia que provinha dos cristais e metais. Uma grande combinação desses elementos foi sem dúvida os bastões nas suas mais diversas variações. Trata-se de um dispositivo radiônico cuja função é acomular, ampliar e emitir energia de partículas subatômicas. O BASTÃO DE PODER ATLANTE é um aparelho fisicamente muito simples, mas que representa mental ... e emocionalmente uma super ciência que foi perdida a milhares de anos. Basicamente é composto de um tubo que pode ser feito de cobre, PVC ou madeira com uma tampa em uma das extremidades e uma ponta de cristal na outra. O tubo deve ter aproximadamente 1" de diâmentro. A ponta de cristal de ter aproximadamente a mesma medida de diâmetro e umas 3"de comprimento. Deve ser uma ponta de cristal com faces transparentes ou lapidadas. A cobertura exterior (isolação) pode ser feita de couro ou papel enrolado em espiral ao longo do tubo, devendo cobri-lo totalmente. O material isolante pode ser feito de qualquer cor, sendo que azul, verde, vermelho e lilás são ótimas cores para os bastões curativos. Existe um BASTÃO DE COMBATE, que é feito com isolamento preto. Esse bastão só pode ser usado por pessoas com muita prática que tenham um extremo controle emocional, podendo ser usado também na cura para eliminação de tumores, vírus e bactérias, porém, esse sistema é bastante perigoso. Existem bastões curativos que tem cristais em ambas as extremidades, e alguns terapeutas afirmam que eles tem melhores resultados, pois enquanto a energia entra por uma das extremidades a negatividade é eliminada pela outra, mas a experiência não mostra que ele tenha melhores resultados que um bastão comum. Como acontece com todos os instrumentos psicotrônicos, o resultado parece depender muito mais do poder de concentração da pessoa que opera o bastão. Ao utilizar o bastão é importante que se esteja com a mente em equilíbrio, pois somente pensamentos e sentimentos positivos e harmônicos devem ser passados para ele. Para atingir esse equilíbrio são recomendados exercícios de relaxamento. Lembramos que pode ser utilizada qualquer técnica que você conheça. É recomendável que o cristal de quatzo não seja tocado durante a utilização do bastão e nem permita que outra pessoa o faça a não ser você. O bastão sempre deve estar em consonância com a biopsicoenergia do terapeuta ou operador.


Funcionamento O funcionamento do bastão atlante basea-se na teoria do qual o pensamento é composto por particulas chamadas "psions", ou seja, particulas subatômicas não detectáveis pelos aparelhos convencionais. O tubo funciona como um acumulador de energias, acumulando a energia telúrica, a energia cósmica e a energia do pensamento do próprio operador. O revestimento do tubo funcionaria como um isolante para que essa energia não escapasse do aparelho. O cristal de quartzo funciona como um transdutor que vai moldar essas energias de acordo com a vontade do operador, operando também como um foco para transmissão dessas particulas de pensamento. Quando se segura o bastão pode acontecer uma sensação de formigamento nas mãos, devido a passagem de energia, em especial naqueles que tem uma origem atlante e em outra vida já podem ter trabalhado com esse tipo de aparelho, ocorrendo então uma sensação de familiaridade. Esse tipo de máquina psicotrônica não apresenta mau funcionamento. Ele irradia energia em todas as direções de modo passivo, mesmo quando não está sendo usado, quando o operador se concentra nele criando uma visualização, um raio de energia branco azulado é liberado pela extremidade do cristal. O pensamento transforma a irradiação passiva do aparelho numa transmissão de energia ativa. A intensidade da transmissão é determinada por uma combinação dos pensamentos amplificados pelas emoções do operador. O suprimento de energia é ilimitado, pois, trabalhamos com energia cósmica e telúrica, sendo a energia do pensamento usada apenas para direcioná-las. Sendo assim, o operador não deve apresentar desgaste físico, mental ou emocional ao usar o bastão, a não ser no caso do BASTAO DE COMBATE , onde pode ocorrer um grande desgaste, especialmente na área emocional. A distância do objetivo não tem a mínima importância, pois ele funciona tão bem com alguem que está ao nosso lado, como do outro lado do planeta e até em outras dimensões. Utilização O Bastão Atlante pode ser usado em diversas áreas,por exemplo: *Botânica: energizando as sementes obtem-se melhor e maior desenvolvimento da planta. *Veterinária: cura de animais. *Ortopedia: forte auxílio na ortopedia . *Medicina: na profilaxia energética (enegização de chakra e aura), em cirurgias energéticas e na recuperação de células mortas ou danificadas, em ferimentos de qualquer natureza. *Cromoterapia: o Bastão de Atlante associado a Cromoterapia passa a ser um instrumento altamente potencializado e de resultados eficientes, para tanto existe um Bastão Atlante elétrico,com projeção de luz em palhetas coloridas direcionadas para o cristal. *Acumputura e acupressura: utiliza-se o bastão nos mesmos pontos da acumputura evitandose agulhas.


*Psicologia: promove o equilíbrio energético, dissolução de formas pensamento obsessoras e imposição de um padrão vibratório adequado, resultando no tratamento de doenças psicossomáticas com maior sucesso. Radiônica: na aplicação de remédios cujos efeitos colaterais são intoleráveis, neste método que eu utilizo é necessário técnicas de radiestesia para se fazer as medições quantitativas do remédio a ser aplicado, sem ingestão do mesmo, mas com aplicações energéticas do mesmo em nível sub-atômico. Os efeitos são os mesmos obtidos pelo remédio ingerido, evitando-se os efeitos colaterais intolerantes. No que diz respeito ao campo espiritual, atua na destruição de energias negativas e intrusas, desenvolve a intuiçao, auxilia nas meditações e promove a liberação da Kundalini por meio da energização da água e de tudo o mais que você desejar. Por ser um instrumento tão valioso, é importante ao ser utilizado, que o amor-vontadesabedoria impere em seu ser. Observação, não utilize o Bastão Atlante, se você não estiver bem de saúde, peça para que outra pessoa de sua confiança, que esteja bem de saúde, para fazer a aplicação. Quanto ao tempo de aplicação recomenda-se aos aniciantes que utilizem o tempo conforme a sua capacidade de concentração, sentindo fadiga pare, repouse e logo que se achar recuperado retorne se possível, cada aplicação deve ter no mínimo dez minutos.


Pentagrama Hebraico

A famosa estrela de 5 pontas, muito utilizada para baixa magia quando colocada sua ponta invertida ( cabeça para baixo ). Representa o homem, sendo a cabeça representada pela ponta superior, os braços as laterais e as pernas com as pontas para baixo. As letras em hebraico Yod, Heh, Vau e Heh se repetem novamente mas formam em conjunto com a letra Shin ( ponta superior do pentagrama ) os cinco símbolos mágicos da estrela. Dizem que o pentagrama, com estas inscrições cabalísticas, foi muito utilizado na antiguidade para neutralizar muitas energias astrais e mentais. O funcionamento deste gráfico varia de acordo com o posicionamento da letra Shim ( a que parece ter 3 chifres ):Quando ela é direcionada para um ponto cardeal específico atua da seguinte forma:

Norte : dissolve a negatividade e protege Sul

: aumenta a força

Leste : quebra trabalho de magia Oeste : faz limpeza energética O testemunho deve ser sempre posto na parte central da estrela.


O Baguá

Os Chineses inventaram o Bágua para entender e ativar as energias dentro e fora de casa. Essa energia que queremos ativar, balancear e alinhar é a energia vital que existe em nós e no meio ambiente o Chi.Quando flui harmoniosamente dentro de casa, os resultados incidem beneficamente sobre os moradores. Quando bloqueada, gera problemas que podem se traduzir de mau humor ou brigas à doenças e falta de dinheiro.Assim, a prática do Feng-Shui, como dissemos em capítulos anteriores, pode ser comparada a um bom tratamento de acupuntura doméstica, que desbloqueia pontos energéticos e áreas congestionadas, para que a energia dentro de casa flua como o sangue em um organismo saudável. Energia boa é energia dosada; acúmulos e excessos sempre são prejudiciais.Bágua é a figura de oito lados que relaciona os ambientes às áreas de interesse de sua vida. É usado principalmente pelos adeptos do Feng-Shui da escola do Chapéu Negro, a mais difundida técnica de harmonização no Ocidente. A sobreposição do bágua da Escola Negra, sobre nosso ambiente, em um desenho do lugar, trata da maneira como devemos agir para nos transformar e transformar os ambientes que queremos com o Feng-Shui. Os símbolos que aparecem no Bágua se chamam Trigramas. Devemos aprender a associar cada Trigrama com os numerosos atributos a eles associados, incluindo cor, direção da bússola, áreas do corpo e membros da família. É muito importante que tenhamos conhecimento do significado de cada um dos Trigramas. Quando sobrepomos o bágua, que está dividido em 08 Trigramas, sobre uma determinada área, literal ou figurativamente, vemos que eles cobrem completamente o terreno em questão, a área geográfica, a casa , o cômodo ou a cama, como os quadrados de um tabuleiro de jogo da velha. De acordo com a forma desses espaços, um ou mais Trigramas podem estar em falta ou fortalecidos. O significado dos Trigramas básicos, está baseado no I-Ching - o livro das Mutações - (tradução


do Chinês), é sem dúvida uma das mais importantes obras da literatura mundial. Tudo o que existiu de grandioso e significativo nos três mil anos de história cultural da China ou inspirou-se nesse livro. Podemos dizer que é uma sabedoria amadurecida, as experiências da vida transmitidas de geração à geração ao longo de séculos compõe o I-Ching. Na verdade, não apenas a filosofia da China mas também sua ciência e arte de governar sempre buscaram inspiração na fonte de Sabedoria encontrada no I-Ching. Mesmo os aspectos mais simples da vida cotidiana da China estão, sob sua influência. Os 08 Trigramas foram concebidos como imagens de tudo o que ocorre no céu e na terra, são símbolos que representam mutáveis estados de transição. São imagens que estão em constante mutação. Focalizam-se não as coisas, em seus estados de ser - como acontece no Ocidente - mas os seus movimentos de mutação. Os resultados acontecem pela combinação de duas forças: 

a primeira que vem da Sabedoria milenar do I-Ching,

a segunda é a intenção séria de produzir uma mudança positiva em sua vida.

Este processo de alinhamento do Chi, quando feito com seriedade, trará os resultados positivos que procuramos.

Ba-guá As caixas são os blocos de construção básicos do Feng Shui, elas ajudam a formar o mapa octagonal do Feng Shui, chamado ba-guá. A tabela três por três é especialmente importante. A sua forma mais antiga aparece no "Livro das Mutações" chinês da dinastia Han (206 a.C.- 220 d.C.) como o Quadrado de Lo Shu (também chamado de quadrado mágico). Os números do Quadrado de Lo Shu somam 15 na vertical, horizontal e diagonal. Esse é o mesmo número de dias em um ciclo lunar, e é por essa razão que a maior parte do Feng Shui tem suas raízes na astrologia chinesa. A tabela do ba-guá conecta os elementos ao Quadrado de Lo Shu. Ainda há relações entre os números e os elementos (por exemplo, o número cinco é considerado terrestre e centralizado), mas dependendo do usuário, pode existir uma variedade de materiais associados a um quadrado.


As linhas correspondem ao sistema binário da matemática, o mesmo sistema usado nos computadores. O yang é representado por uma linha inteira e o yin, por uma linha quebrada. As cores também são associadas ao ba-guá, mas elas também variam de acordo com o profissional. Mas a cor amarela aparece sempre no quadrado central.

Os símbolos que representam os quadrados são chamados de trigramas, e esses oito se multiplicam para formar os 64 hexagramas que aparecem de forma destacada nos cálculos matemáticos do Feng Shui com base em fórmula científica. A tabela de ba-guá evoluiu para o ba-guá (também conhecido como "pah kwa"), que geralmente é usado em tudo, desde design Feng Shui até no seriado de TV "Lost" (em inglês). Vamos dar uma olhada no ba-guá e ver como cada área corresponde à tabela de ba-guá.

Os profissionais que usam o ba-guá irão colocar esse diagrama sobre um cômodo ou casa para determinar o que deve ser colocado em cada área, alinhando a parte inferior do mapa (cor preta) com a parede de entrada. As cores a seguir melhoram cada área:


preto (carreira): espelhos, fontes;

azul (habilidades e inteligência): livros, computadores;

verde (família): plantas, fotos de família;

roxo (prosperidade): veleiros e materiais relacionados, plantas saudáveis;

vermelho (fama e reputação): prêmios, objetos relacionados a animais;

rosa (amor e relacionamentos): pares de objetos, fotos de pessoas queridas;

branco (criatividade e crianças): trabalhos de arte, fotos de crianças (de acordo com os profissionais de Feng Shui, esta área deve estar sempre limpa se você quiser crianças felizes e bem comportadas);

cinza (pessoas generosas, viagem): objetos religiosos, lembranças de viagem;

amarelo (saúde): cerâmica, objetos de pedra.


Triângulo Cabalístico

Assim como o triângulo de proteção, possui o mesmo esquema de formatação. Simplesmente mudam os símbolos contidos em seu interior. No caso específico do triângulo cabalístico, os símbolos são "diretamente" as três letras da cabala que tiveram apenas suas iniciais no triângulo de proteção. A He em cima (* pelo fato de ter sua vibração duplicada ), Yod a esquerda e Vau a direita.

Na cabala as letras possuem vida e força, quando devidamente pronunciadas ou escritas podem criar , neutralizar, potencializar, etc, de acordo com a vontade do operador. No caso específico, dentro do esquema do triângulo de proteção, neutraliza, protege e limpa as energias negativas astrais.

Como no triângulo de proteção, quando usado como adesivo, a letra He deve estar para cima. Se usado como gráfico normalmente, He deve ser devidamente norteado.

Deve se colocar o testemunho a ser equilibrado no triângulo menor central.


Dragão como Amuleto

Protecção, confiança, segurança, afinco, determinação, presença, poder... estes são alguns dos significados que um amuleto possuindo um dragão pode ter para o utilizador. Existe um sem número de amuletos ou talismãs que ostentam, de uma forma ou de outra, um dragão ou vários numa composição de poses mais ou menos complexa. Este artigo apresenta apenas uma resenha do significado geral deste amuleto dada a sua vastíssima quantidade de variantes. O Dragão descreve-se com frequência como símbolo da protecção divina e da vigilância. Sendo um animal mítico, pode afastar os espíritos malignos, proteger os inocentes e conceder segurança. Os dragões asiáticos não eram como os ocidentais. No Ocidente a relação que se tinha estabelecido entre humanos e dragões era sempre caracterizado pela luta e a oposição; na Ásia, por outro lado, partilhavam o mundo com a humanidade quase sempre de forma pacífica. Os dragões chineses chegaram a ser venerados como deuses, e pensava-se que eram espíritos que poderiam trazer bondades ou desgraças à terra, segundo a disposição com que se levantassem. Todo-poderosos, ninguém poderia fazer nada contra a sua fúria se esta se desatasse... pelo qual era melhor que ela não despertasse. De qualquer forma, costumavam mostrar-se benévolos com aqueles que não se esquecessem de prestar-lhes cortesia no seu culto... e bastava-lhes ter um pouco de atenção para corresponder ao seu povo e afastar dele os maus espíritos (este é o objectivo, por exemplo, da cerimónia do dragão que na China costuma dar as boas-vindas ao novo ano). Entendia-se que os dragões repartiam o espaço segundo a sua função. Os dragões celestiais protegiam os Céus e amparavam as mansões dos deuses, evitando que estas viessem abaixo. Pela sua proximidade aos deuses, eram dos poucos que tinham alguma influência sobre eles. Os dragões dos rios determinavam o curso dos mesmos, o seu caudal e os seus trasbordamentos, e guardavam as suas margens. Pensava-se que estes dragões viviam em palácios sepultados debaixo das águas do seu rio. Os dragões do ar regulavam o tempo, nos seus passeios pelo céu governavam a chuva, o vento, as nuvens e as trovoadas. Os chineses temiam os dragões porque sabiam que tinham muito mau génio, que desatavam sem mesura de vez em quando, provocando grandes catástrofes naturais. Os dragões da terra eram os habitantes dos subterrâneos e refugiavam-se em cavernas profundas, desde as quais, se conta, que custodiavam grandes tesouros que acumulavam desde o início dos tempos.


O Eneagrama

O Eneagrama (do grego Ennea = nove e grammos = figura ou desenho) é um antigo sistema de sabedoria, criado há cerca de 2500 anos (autores situam sua origem entre 3.500 e 2.000 anos atrás), provavelmente no Egito. Seu conhecimento foi mantido sigiloso durante muitos séculos. Este sistema descreve a queda e a ascensão possível da consciência humana, segundo nove padrões. Mais especificamente, descreve como, segundo nove padrões, a perda de Virtudes humanas gera paixões ou vícios emocionais; ... como a perda de Idéias Superiores cria fixações mentais; e como a perda do Instinto Puro leva à construção de estratégias instintivas de sobrevivência em três âmbitos: auto-preservação, social e sexual (chamados de subtipos ou variantes instintivas, conforme o autor). De acordo com o eneagrama, todos nós temos um pouco de cada uma delas, de acordo com a situação. Entretanto, cada um de nós escolheu e desenvolveu uma delas como espada. Cada pessoa, assim, pode possuir traços dos nove pontos do Eneagrama, mas possui apenas um Tipo, que não muda. Existe, entretanto, evolução dentro de cada Tipo, em seus diferentes níveis de desenvolvimento e consciência. Muitas pessoas que conhecem o Eneagrama concluem que ele é um sistema altamente profundo e preciso na descrição de comportamentos humanos. Mais do que uma tipologia, o Eneagrama é um mapa que mostra caminhos possíveis da evolução de nossa consciência, ou seja, da superação da paixão e da fixação de nosso tipo no Eneagrama. Com o tempo, o Eneagrama vem se tornando mais conhecido por muitas pessoas e aplicado com sucesso por pessoas, grupos e importantes organizações. Quando bem aplicado, este sistema promove aceitação própria e aceitação mútua e orienta pessoas em seus caminhos de desenvolvimento pessoal, profissional e espiritual. Existem inúmeros testes de Eneagrama formulados por diferentes autores, os quais traçam uma hipótese inicial do tipo. A maior parte das "escolas" de Eneagrama entendem que a identificação do tipo deve ser feita pela própria pessoa, a partir de exercícios de autoobservação.


O eneagrama foi uma idéia originalmente trazida por G. Gurdjieff para o Ocidente (principalmente França e Alemanha), após 20 anos de peregrinação pelo Oriente. Mais que trazer uma visão dos tipos humanos representa um esquema para a compreensão de todos os fenômenos envolvendo a humanidade. Em 1970, o Eneagrama foi transmitido por Oscar Ichazo para um grupo de pessoas recrutadas principalmente pelo Psiquiatra Chileno Claudio Naranjo e reunidas na cidade de Arica, no Chile. Claudio Naranjo e outros participantes deste grupo transmitiram este conhecimento para outras pessoas nos Estados Unidos e em centros específicos da América do Sul. Diversos estudos e escolas de Eneagrama surgiram e passaram a explorar este conhecimento antigo e desenvolvendo aplicações bem sucedidas na Psicologia, na Espiritualidade, no mundo dos negócios, nas artes e em diversos outros campos do conhecimento.


O Espelho

O espelho trás o conhecimento e a habilidade da clarividência, e pode agir como um portal a outros planos da existência. Foque no espelho, permitindo que os olhos físicos relaxem, e que os olhos internos recebam a informação desejada. O Espelho Mágico, quando devidamente preparado para o uso em Magia Branca, se torna um excelente instrumento para a prática de Alta Magia. Com ele é possível estudar as vidas passadas, ver o presente, o passado, o futuro, é possível acessar os registros akassicos da natureza e muitas outras coisas que o Mago ou a Sacerdotisa descobrirá por si só na prática diária. Recomendado nos livros de magia, desde que somente um número muito limitado de iniciados tem estado familiarizados com acorreta aplicação dos condensadores fluídicos com respeito aos espelhos, e estes iniciados mantiveram isto em grande segredo. O espelho mágico é um auxiliar mágico que não é absolutamente necessário, mas o mago sempre irá apreciar como um bom suporte ao seu trabalho, especialmente quando operando com poderes ou seres de inteligência menor. Em alguns casos o espelho mágico pode inclusive substituir o triângulo mágico. Um espelho mágico preparado com um condensador fluídico é de grande vantagem, mas se o mago não tiver tal condensador ele poderá ter sucesso sem ele; ou seja, um espelho ótico mágico será suficiente Em magia ritual pode ser utilizado para os seguíntes propósitos: 1. Para entrar em contato com poderes e seres e faze-los visíveis. Pora este propósito, o espelho mágico é tanto colocado no triângulo, ou o que seria inclusive mais vantajoso, fixado na ponta superior do triângulo, em seu exterior. A carga ou impregnação do espelho com o poder desejado vem aseguir. Empregando sua imaginação você deve concentrar seu desejo para o propósito pensado no poder condensado – volt antes da atual evocação. 2. O espelho magico, em segundo lugar, pode ser usado para impregnação do espaço em cujo caso a dinâmica necessária será automaticamente preservada durante o completo período da evocação sem que o mago precise prestar atenção a ele, assim sendo apto a concentrar-se totalmente nas outras fases de seu ritual, por exemplo, na materialização ou na clarividência. Em tal caso o espelho deve ser colocado em um canto da sala, assim sua influência irá trabalhar em todo espaço da operação mágica relevante. 3. O espelho deve ser empregado como uma força magnética para atrair o ser que está para ser evocado. Para efetuar isto a superfície do espelho deve ser carregada com condensador fluídico em fronte da direção na qual deva operar. O espelho tem então de ser colocado no centro do triangulo ou ao topo de sua ponta superior.


4. Adicionalmente, o espelho mágico pode ser usado como um acumulador ou condensador – assim muito poder qualitativo e quantitativo pode ser acumulado para permitir ao ser evocado trazer à tona o efeito desejado. Não importa se , neste caso, o ser é transformado pelo auxílio do poder condensado em uma forma visível ou se algum outro resultado ou efeito é pretendido. Tudo isto realmente depende no que um mago deseja alcançar. 5. Além disso, o espelho mágico pode substituir um telefone. Para este propósito o condensador fluídico pode ser carregado com o Akasha e um estado sem espaço nem tempo tem de ser criado pela força da concentração. A evocação então tem que ser falada no espelho. O espelho mágico assim torna-se um canal astral de comunicação. Não somente é este o metodo do mago para chamar perante ele um certo ser ou poder; o ser por sí só é capaz de falar ao mago através do espelho. O mago pode então as vezes ouvir a voz do ser não somente mentalmente ou astralmente, mas também fisicamente, como se ele estivesse falando através de um alto-falante. Em princípio estará, entretanto, sobre o mago escolher a esfera na qual o espelho deva operar. Um espelho carregado para o mundo físico tornará possível para pessoas não treinadas em magia ouvirem a voz de um espírito. Claro, dois magos, igualmente bem treinados podem, se eles escolherem, conversar um com o outro através de grandes distâncias – não somente astralmente e mentalmente, mas também fisicamente – através deste método do espelho, e eles irão ouvir, se assim eles desejarem, cada palavra através de suas orelhas físicas. 6. Ainda há ainda um outro propósito do espelho servir em magia ritual: para proteção contra influências não desejadas. A condensação de luz geralmente traz isto à tona. Quando carregando o espelho o mago tem que concentrar em seu desejo de manter longe todas influências não desejadas. O poder de radição de um espelho carregado deste modo pode ser grande o suficiente para prevenir qualquer larva, fantasma, etc. de aproximar-se do espaço no qual o mago está operando; Elas não devem, sob nenhuma circunstancias que sejam, penetrar neste espaço. Assim neste caso o espelho tem que ser colocado de modo a erradiar toda sala ou espaço aonde a importante operação mágica é executada. Em geral, o mago terá seu espelho servindo somente a um único propósito. Ele irá somente aplica-lo para aquele tipo de problema que parece a ele o mais difícil. Em magia cerimonial, o mago pode, se ele quiser, usar mais de um espelho mágico como um auxiliar mágico, de modo a alcançar seus objetivos e facilitar seu trabalho. Os espelhos são, em si mesmos, objetos mágicos por uma vocação que emerge de sua própria natureza física. Espelhos refletem luz! E a luz tem muitas dimensões e significados. O espelho que fala desperta na rainha de vaidade maldosa, primeiro a inveja, depois o desejo de vingança contra a bela Branca. É transpondo o espelho, portal entre dois mundos, que Alice vai conhecer outro estranho país de maravilhas . A perdição de Narciso foi um espelho d'água. A curiosa fascinação causada pela reflexão da imagem no espelho seduziu os povos desde a mais remota antigüidade. Egípcios, gregos e romanos confeccionaram espelhos de latão, prata e zinco. Na Itália medieval, as damas, já usavam, presos aos cintos, espelhos práticos, pequenos e redondos, em


geral, também feitos de ouro ou prata. Foi no século XIV, nos anos 1300, que artífices venezianos começaram a produzir espelhos de vidro revestido com fina camada de uma liga de mercúrio e estanho. Em 1833 o revestimento passou a ser feito em prata, tal como conhecemos hoje. ESPELHO DE MAGO Para magos e feiticeiras, o reconhecimento de um objeto como espelho depende apenas do poder de reflexão da luz que esse objeto possui. Mais de acordo com o entendimento dos antigos, para os ocultistas, espelho é qualquer superfície polida capaz de refletir luminosidade com maior ou menor intensidade. O Iniciado utiliza o espelho mágico para fins diversos. O primeiro deles é o desenvolvimento da vontade por meio do adestramento do olhar como recurso de expressão. Isso porque o controle da vontade se alcança justamente por meio do adestramento dos recursos de expressão do homem, a saber: * OLHAR * PALAVRA * GESTOS (movimento de braços e mãos) * AÇÃO (postura, todo movimento, todos os fazeres que implicam em trabalho físico e que dependem de uma disposição firme da vontade) Os espelhos mágicos servem, então, a dois propósitos: 1. A educação do olhar; 2. com o olhar educado, o olhar orientado produz o fenômeno chamado FASCINAÇÃO, ou seja, submissão de alguém decorrente de impressão causada pela luz concentrada emitida pelo espelho ou ainda, emitida pelo olhar do próprio mago, pois que a iris do mago, a superfície do olho, tal como um espelho, também é refletor de luz. A diferença, no caso da fascinação pelo olhar é que o olho, não somente reflete a luz condensada como também, pode o mago, emitir sua própria luz (energia) através do olhar. O ocultista Papus (Papus. Gerard Anaclet Vincent Encausse, médico, ocultista, nascido em 1865, em Coruña, Espanha, filho de um químico francês. Morreu em 1916. Neste ensaio, as citações foram retiradas do Tratado Elementar de Magia Prática, p 179 a 182 – São Paulo: Ed. Pensamento, 1995.) esclarece: "Os espelhos mágicos são essencialmente órgãos [instrumentos, veículos] de condensação da luz astral; por isso, o carvão, o cristal, o vidro e os metais poderão ser empregados em sua construção (...) ... o mais simples dos espelhos mágicos é um copo de cristal cheio de água pura. Ele deve ser colocado sobre um guardanapo branco com uma luz colocada por detrás." Torna-se evidente que o princípio de funcionamento do espelho mágico é a sua propriedade de refletir a luz. O segredo do espelho é produzir uma luminosidade atrativa para o olhar e que favorece à concentração do observador num processo que almeja uma transição de estado de consciência – que alguns descreveram como entrar em alfa.


Papus conclui que "...todos estes espelhos tem por único efeito concentrar em um ponto uma parcela da luz astral e de por a vida individualizada de cada um de nós em relação direta com a vida universal conservadora das formas." Note-se que Papus refere-se sempre à luz astral. Infere-se daí, e não há motivo para pensar o contrário, que os espelhos refletem todos os espectros de luz, os visíveis e os invisíveis ao olho físico do humano em estado de consciência normal, ou seja, a vigília. Em ocultismo, recorre-se às virtudes do espelho para o desenvolvimento e exercício de uma faculdade chamada vidência, para ver o que está distante, seja no espaço, seja no tempo. Compreendemos então o sentido do uso da famosa bola de cristal: a bola que reflete a luz é um espelho mágico. O espelho reflete luz astral assim como reflete a luz solar. Se considerarmos os ensinamentos da tradição esotérica, admitindo que a luz astral possui uma espécie de memória universal, registro de todas as coisas presentes, passadas e futuras, resulta que o mago, fixando o olhar no reflexo do espelho ou partindo de concentração num ponto de luz comum, torna-se capaz de perceber a luz astral e nela distinguir ou acessar as informações que deseja obter. Os budhistas e teósofos denominam esse fluido cósmico e onipresente de Akasha. Papus descreve o exercício do Iniciado com o espelho mágico: "Quando se olha fixamente, durante alguns instantes, o centro do espelho, sente-se umas picadas características nos olhos, obrigando, muitas vezes, a fechar momentaneamente as pálpebras e, por conseguinte, a anular todos os esforços feitos até então. O pestanejamento é devido ao ser impulsivo [o animal, no homem] e é puramente reflexo; é preciso por isso combatê-lo pela vontade, o que é questão de pouco tempo, fazendo diariamente um exercício de vinte minutos no máximo. No momento em que se sentem as picadas características dos olhos, é preciso desenvolver uma tensão de vontade para impedir que as pálpebras se fechem, o que se conseguirá sem muito esforço. Obtido este primeiro resultado, ver-se-á logo o espelho tomar uma coloração diferente da que ele apresenta habitualmente: eflúvios vermelhos, depois azulados e semelhantes aos eflúvios elétricos; e só então é que as formas aparecerão." Este exercício, que deve produzir uma experiência de vidência, contém em seus procedimentos os requisitos necessários para o treinamento do controle e da projeção da vontade – como poder - através do olhar. Em seus laboratórios, os magistas utilizam como espelho uma placa de aço brilhante, polida, ligeiramente côncava. Em quatro pontos opostos entre si, no espelho, são gravados quatro nomes sagrados: Jehovah, Metatron, Elohim, Adonai. Em ritual, o espelho é consagrado ao anjo Anael.


A Vela

A vela é o mais simples e mais poderoso instrumento de trabalho. Ela por si só engloba os 4 elementos: terra, fogo, ar e umidade. É a mensageira de nossos desejos, continua por nós nossa vigília. Ela está presente na alegria e na dor, na fé, na devoção e até na cura. É companheira de todas horas! As velas simbolizam magia através de suas chamas. O fogo e o símbolo do plano mental e da atividade. Tem como objetivo ativar, manter vivo, simbolizar o elo da ligação de nossos pensamentos e desejos com o mundo angelical através da manifestação do nosso Eu Superior. A vela acesa e símbolo de fé e sua luz tem o poder de alcançar nosso espírito. Em Magia muito do que fazemos depende de nossa mentalização, para muitos é difícil criar imagens em suas mentes, ... para ficar mais fácil essa evolução e mesmo a visualização usamos Símbolos, a VELA é um deles. Essa cria uma representação Mágica pela Chama, o FOGO Sagrado e por sua cor, transmitindo à outros planos nossas intenções, e servindo também de mensageiro para que possamos ver e pressentir o que o Cosmo os Deuses querem nos dizer através das suas chamas. Ha algumas considerações a serem feitas, velas são velas ,existem de várias formas, tamanhos e cores, mais quaisquer uma delas será aceita se oferecida de coração puro, as mais recomendadas são as de cera de abelha, mas sabemos que elas são muito caras, sendo assim aquelas simples que você compra em qualquer lugar podem ser usadas; mas tenha o cuidado que elas não estejam lascadas, arranhadas com pavio muito curto, depois de compradas guarde-as em um lugar especial e tenha cuidado que ela não seja manuseada por outros, faz parte do seu ritual de consagração de poder da mesma. Quando feita por nossas próprias mãos aumentam ainda mais seu potencial de energização. *Nunca ascendam uma vela usando a chama de outra; *Para apagarmos as velas nunca devemos assopra-las; * Nunca deixe velas queimando sozinhas; *Podemos ainda untar com essências, mel, canela em pó; Suportes para serem usados são recomendados os mais simples desde que você possa colocar em sua base algumas Ervas, elas ajudam muito no Elo Mágico que será enviado pelos mensageiros até o destino desejado.


As cores e seus simbolismos não são só usados para escolhermos as nossas Velas mas para desenharmos todos os nossos Rituais, sendo esses os mais simples, a Magia do dia- dia;

Na tradição cristã, as velas estão inseridas nos rituais de primeira comunhão, crisma, casamento e ritos fúnebres. No judaísmo, iluminam as festas de Sabat, o candelabro do Chamucá e nos rituais de Bar Mitzvah. Seja nas tradições ocidentais ou orientais, elas são um símbolo da luz que existe no interior do próprio homem. Desde os tempos mais remotos, a vela é um elemento de materialização dos desejos do mago. Sobre ela, através dos vários processos ritualísticos, é depositada a intenção e o desejo de realização de um objeto específico. O RITUAL Ritual é um conjunto de atos e atitudes que praticamos, com significados específicos, para impressionar nossa mente a fazê-lo se comunicar com a mente universal dos símbolos empregados. LOCAL: Procure um local calmo e isolado. Inicie com um boa meditação e relaxamento, sem pressa. É importante que você sempre realize seus rituais no mesmo local, pois ele ficará impregnado de sua energia. Na magia, este lugar é símbolo do Sanctum, o lugar sagrado do seu próprio coração e do Universo. PREPARAÇÃO: Coloque uma roupa confortável, lave as mãos, leve para esse local incensos, cristais e tudo o que você usa para suas meditações. Faça um bom relaxamento e busque com afinco o que deseja alcançar através da magia. Comece friccionando a vela em suas mãos, em uma atitude interior de fé e confiança, durante alguns minutos.

É como se você trouxesse para a vela a situação específica que pretende alcançar. Mentalmente, construa a situação já realizada. Depois, usando um prato de louça virgem, fixe a vela, no meio de pedras que possuam a energia do trabalho que você deseja alcançar. Usando um algodão, molhe-o em óleo da essência correspondente ao que você deseja usar e banhe a vela, sempre passando o algodão de baixo para cima. Mentalmente, entoe algum mantra ou mesmo uma oração de sua preferência. Repita os rituais por várias vezes se necessário. Isso irá fortalecer seu desejo. Utilizamos as velas para simbolizar nossa magia através das suas chamas. O ato de acender a vela para o anjo da Guarda é a forma de ativar seu pedido e levá-lo para o plano etéreo.Na chama de uma vela, todas as forças da natureza são ativadas. A vela acesa simboliza a individualização da vida ascendente e da luz da alma. Ao acender uma vela , é possível identificar algumas mensagens que elas podem nos passar, como por exemplo:


VELA QUE NÃO ACENDE: O anjo pode estar tendo dificuldades para ancorar. O astral ao seu redor pode estar poluído. VELA QUEIMANDO COM A LUZ AZULADA: Indica a presença de anjos e fadas.É um bom sinal. CHAMA VACILANTE:O Anjo demonstra que, devido às circunstâncias ,seu pedido terá algumas mudanças. CHAMA QUE SOLTA FAGULHAS NO AR: O Anjo colocará alguém no seu caminho para comunicar o que você deseja. Poderá Ter algum tipo de desapontamento antes do pedido ser realizado. CHAMA QUE PARECE UM ASPIRAL: Seus pedidos serão alcançados, o Anjo já está levando sua mensagem. PAVIO QUE SE DIVIDE EM DOIS: O pedido foi feito de forma dúbia. PONTA DO PAVIO BRILHANTE: Você terá muita sorte e sucesso em seu pedido. VELA QUE CHORA MUITO: O Anjo sente dificuldades em realizar seu pedido. SOBRA UM POUCO DE PAVIO E A CERA FICA EM VOLTA: O Anjo está precisando de mais emoções. ANCORAGEM Na ancoragem o pedido deve ser feito para você, só para você. Deverá sempre ser feito durante sete dias, sempre no mesmo horário. A seqüência em que as velas deverão ser acessas é esta: 1º dia: Vela Azul: Simboliza a limpeza espiritual, a força, o poder, a fé, dinheiro, negócios, trabalho. 2º dia: Vela Amarela: Aguça a inteligência, simboliza a troca,mudanças,a justiça e a sabedoria. 3º dia :Vela Rosa: Para fortificar os relacionamentos afetivos e ativar a chama interior de sua alma gêmea. É a cor mais perfeita. Utilize-a sempre que necessitar emanar bons fluídos para alguém. 4º dia:Vela Branca: Para a harmonia, paz, equilibrio , a ascenção.Afasta o gênio contrário. 5º dia:Vela Verde:Para a saúde física,abundância,estimula a verdade e a calma. 6º dia:Vela Vermelha:Dinamismo,força,coragem. Deve ser usada também numa situação de emergência. 7º dia:Vela Violeta:Representa a transmutação (transforma o negativo em positivo), liberdade, a espiritualidade


Emblema da Sociedade Teosófica

Emblema da Sociedade Teosófica (a suástica ou cruz gamada no topo do selo teosófico é um antigo símbolo religioso do Oriente, não tendo aqui nenhum tipo de conotação nazista. A suástica da S.T. representa evolução espiritual, enquanto que a suástica nazista é invertida, possuindo uma outra simbologia associada). A Sociedade Teosófica (S.T.) surgiu a partir de uma primeira reunião em 7 de setembro de 1875, na cidade de Nova Iorque, e teve sua primeira ata lavrada no dia seguinte, tendo como principais fundadores Helena Blavatsky, o coronel Henry Olcott, indicado seu primeiro presidente, e William Judge, primeiro secretário, num total de 16 membros fundadores.

O discurso inaugural foi realizado pelo Presidente fundador Olcott em 17 de novembro, data que é considerada oficial de fundação da S.T.A Sociedade Teosófica foi fundada para promover os ensinamentos antigos de teosofia, a sabedoria relacionada ao divino que era a base de outros movimentos do passado, como o neoplatonismo, o gnosticismo, e as Escolas de Mistérios do mundo clássico. Os objetivos da Sociedade Teosófica hoje são: 1. Formar um núcleo da Fraternidade Universal da Humanidade, sem distinção de raça, credo, sexo, casta ou cor. 2. Encorajar o estudo de Religião comparada, Filosofia e Ciência 3. Investigar as leis não explicadas da Natureza e os poderes latentes no homem. A Sociedade não impõe nenhuma crença sobre seus membros, que se unem espontaneamente pelo objetivo comum de buscar a Verdade e o desejo de aprender o significado e propósito da existência, dedicando-se ao estudo, reflexão, pureza de vida e serviço voluntário. Não há prérequisitos nem limitações para qualquer um associar-se, desde que o candidato declare se identificar com os três objetivos básicos, e a Sociedade enfatiza a liberdade de pensamento, de pesquisa e de debate. O lema da Sociedade foi inspirado no do Marajá de Benares: Satyât nâsti paro Dharma, traduzido como Não há Religião superior à Verdade, embora a palavra original Dharma tenha


uma riqueza de significados muito mais extensa do que o termo religião, incluindo dever, direito, justiça e virtude. Além de ser uma escola de filosofia e um promotor de trabalho humanitário, a S.T. tem não obstante um lado religioso, uma vez que busca disseminar doutrinas sobre mundos transcendentes tomadas como verdadeiras por muitas religiões do passado e do presente


Keiti

Este poderoso gráfico ( tábua ) possui o poder de neutralizar as energias nocivas desequilibrantes, principalmente as oriundas do solo ou de aparelhos eletro-eletrônicos. Segundo pesquisa realizada por radiestesistas franceses, existiam dois tipos de tábuas keiti, uma grande e outra pequena, como esta. Nos tempos antigos, as estátuas da Ilha da Páscoa possuíam o poder de emitirem fortemente o verde negativo, afugentando os invasores da ilha.

Para que os habitantes ( nativos ) não fossem desequilibrados energeticamente, muitos tatuavam estes caracteres da tábua no corpo e também como adornos e pingentes para o corpo e cabelo. Composto por 120 pictogramas. Cada imagem representa uma palavra. É impregnado de uma energia ritualística muito forte. Pode ser utilizado diretamente no ponto do solo, assim como o Luxor. Nos aparelhos eletrônicos pode ser utilizado colocado abaixo do aparelho. As enormes estátuas construídas na ilha de Páscoa tinham por finalidade afastar possíveis invasores, pois causava um grande mal estar às pessoas que ficavam próximos a elas. O radiestesista André de Bélizer comprovou que elas imitem o chamado verde negativo, realmente prejudicial aos seres humanos.Para que os próprios Pascoenses não recebessem os efeitos dessas estátuas, eles desenvolveram a partir da escrita rongorongo, as placas protetoras Keiti.Em tamanho grande, elas protegiam os abrigos e em tamanhos reduzidos eram levadas junto ao corpo, geralmente próximas as cabeças dos moradores da ilha. Hoje, as placas Keiti são usadas presas ao teto, parede e embaixo de aparelhos eletrônicos para para neutralizar ondas nocivas do subsolo e o verde negativo de aparelhos eletrônicos em geral.


Pentagrama Esotérico

O Pentagrama Esotérico é um símbolo e um instrumento de meditação e de trabalho interior. A estrela de 5 pontas devidamente paramentada com os símbolos sagrados é chamada de Pentagrama Esotérico, Pentalfa Gnóstica ou Estrela Flamígera. No Pentagrama Esotérico acha-se resumida toda a Ciência da Gnosis. O Pentagrama expressa o domínio do Espírito sobre os Elementos da Natureza. O signo do Pentagrama chama-se igualmente Signo do Microcosmo e representa o que os rabinos cabalistas do Livro do Zohar chamam Microprosopio. O Pentagrama sempre foi objeto de vivo interesse. Já utilizado pelos egípcios, ele foi também altamente considerado pelos druidas sob a forma de uma estrela regular de cinco pontas chamada “pé dos druidas”. Para Pitágoras, o Pentagrama era o símbolo do himeneu celeste: a fusão da alma com o Espírito. Ele dava ao número 5 o nome de “número do homem no microcosmo”. Entre os primeiros cristãos, o pentagrama representava Cristo, outra designação do Alfa e Ômega, do começo e do fim. Os alquimistas medievais recorriam à estrela de 5 pontas como sinal da Quinta Essentia, o quinto elemento, o éter-fogo ou, ainda, o Espírito Santo. É o sinal do Verbum Dimissum. Giordano Bruno considerava o número 5 como o número da Alma por ser composto (como ele o é) de igual e desigual, de par e ímpar. O Pentagrama é associado ao grau de Mestre Eleito da Maçonaria, no rito Escocês. No Pentagrama Esotérico estão inscritas as proporções exatas do Athanor, essencial à realização da Grande Obra. O símbolo do Pentagrama Esotérico, como nós, estudantes gnósticos, o usamos em nossas práticas de Magia Cerimonial, é bem conhecido em toda a tradição ocultista, especialmente por causa do famoso livro de Eliphas Levi, Dogma e Ritual de Alta Magia. Mas não pensemos que foi o Mestre Levi quem criou, "inventou" este símbolo mágico. Por muitos anos o Pentagrama Esotérico foi conhecido como o "Pentagrama de Goethe", pois este o mencionou em sua obra Fausto. Este emblema chegou a nossos dias graças aos 3 principais discípulos do Abade Trithemo, o verdadeiro criador do Pentagrama Esotérico. Esses discípulos foram: Paracelso, Cornélio Agrippa e o lendário Doutor Fausto de Praga. Este Pentagrama Esotérico passou a ser mundialmente conhecido depois da publicação do Dogma e Ritual de Alta Magia. Posteriormente, o VM Samael Aun Weor chegou a realizar 3 correções deste símbolo: Ele agregou a estrela de 6 pontas, o hexagrama (pois o hexagrama é um dos símbolos do Deus Parvati, o Regente do Elemento Ar, assim como o Cálice representa a Água, o Cajado a Terra e a Espada o Fogo); alterou a palavra hebraica "Eva" e a substituiu por "Jeová"; e finalmente acertou o cálice, que originalmente estava inclinado (como podemos


notar no livro de E. Levi), pondo-o em sua posição mais correta, em pé. Dizia o Mestre Samael que o Pentagrama ficaria assim completo em suas representações cosmogônicas e elementais. O Pentagrama Gnóstico é a humana figura com quatro membros e uma ponta superior única, que é a cabeça. O Pentagrama, elevando para o ar seu raio superior, representa o Salvador do Mundo. O Pentagrama, elevando para o ar suas duas patas inferiores, representa o Bode do Aquelarre. Uma figura humana com a cabeça para baixo representa, naturalmente, a um demônio, ou seja, a subversão intelectual, a desordem ou a loucura. O Pentagrama é o Signo da Onipotência Mágica. O melhor “eléctrum” é uma estrela flamígera com os sete metais que correspondem aos sete planetas. Estes metais são:

Na parte traseira do Pentagrama afixam-se os 7 metais acima descritos para que seu poder se amplifique ao máximo, de acordo ao grau de energia interna, especialmente sexual, por nós acumulado. Deve-se pedir a algum ouriver para que solde ou cole um microscópico fragmento dos 7 metais. No caso do mercúrio, por ser um metal líquido, deve-se criar um artifício para que este não escorra e se perca.

No Pentagrama Esotérico encontramos símbolos sagrados, astrológicos, astronômicos, cabalísticos e numerológicos de alta transcendência, os quais representam as diversas forças e poderes que o Mago deve manipular para sua proteção, autoconhecimento e auto-realização.


Termo Hebraico Tradução Significado Iod-He-Vau-He: um dos nomes sagrados de Deus, que pode ser traduzido por Jeová. É a Hoste dos Elohim que criaram o Universo por meio da Energia Criadora Sexual. É a Inteligência no Macrocosmo. Adam-Kadmon, o Adão Cósmico.

Pachad: sexto grau iniciático entre os místicos muçulmanos, significa domínio físico, emocional e mental, sucede o sétimo e último grau, o de Súfi.

Kaphir: um dos nomes assignados a Geburah-Marte. Estas quatro palavras, que também têm uma aplicação como nomes de poder, são para o Pentagrama um ponto medular na Magia Cerimonial. Evite-se seu uso quando se ignorar o Ritual. O Trabalho Psicológico é representado nos 7 Signos Planetários do Pentagrama Esotérico


Suástica

Geometricamente a suástica pode ser definida como um icoságono (polígono de 20 lados) irregular. Os "braços" têm largura variável e são freqüentemente retilíneos (mas isto não é obrigatório). As proporções da suástica nazista, entretanto, eram fixas: foram fixadas numa grade 5x5.Uma característica fixa é a rotação em 90º de simetria e não eqüilateral – portanto com ausência de simetria reflexiva entre as suas metades. A suástica é, depois da cruz eqüilateral simples (a "cruz grega"), a versão mais difundida da cruz. Visto como uma cruz, as quatro linhas que emanam do ponto de centro às quatro direções cardeais. A associação mais comum é com o Sol. Outras correspondências propostas visível do céu noturno são à configuração da constelação da Ursa Menor no Hemisfério Norte, com respeito a sua rotação ao redor da Estrela Polar. A suástica ou cruz gamada é um símbolo místico encontrado em muitas culturas em tempos diferentes, dos índios Hopi aosAstecas, dos Celtas aos Budistas, dos Gregos aos Hindus. Alguns autores acreditam que a suástica tem um valor especial por ser encontrada em muitas culturas sem contatos umas com as outras. Os símbolos a que chamamos suástica possuem detalhes gráficos bastante distintos. Vários desenhos de suásticas usam figuras com três linhas. A nazista tem os braços, apontando para o sentido horário, ou seja, indo para a direita e roda a figura de modo a um dos braços estar no topo. Outras chamadas suásticas não têm braços e consistem de cruzes com linhas curvas. Os símbolos Islâmicos e Malteses parecem mais hélices do que suásticas. A chamada suástica celta dificilmente se assemelha a uma. As suásticas Budistas e Hopi parecem reflexos no espelho do símbolo Nazista. China : Símbolo da orientação quádrupla que segue os pontos cardeais. Desde 700 d.C., ela assume ali o significado de número dez mil. No Japão, a suástica (dmanji) é usada para representar templos e santuários em mapas. A suástica usada como símbolo do Budismo e que significa "bons ventos", utilizada por Adolf Hitler, devido à sua aparência como uma Engrenagem, supostamente para simbolizar sua intenção de uma Revolução Industrial na Alemanha que explorasse a energia de todos os ventos Heron de Alexandria. Outro significado atribuído à suástica é "boa sorte", do sânscrito, contudo a suástica e outros símbolos que usavam estrelas de seis pontas e crescentes já eram muito usados na heráldica dos nobres da Polônia, que na época, recebiam e transferiam, uma grande influência da cultura oriental aos alemães, mas foi em 1957, que o governo alemão criou uma lei pela qual a exibição da suástica em bandeiras, documentos e pinturas era expressamente proibida; leis similares foram então sendo adotadas em alguns países no sentido de inibir qualquer tipo de associação ao regime nazista fato esse


que prejudicou os estudos voltados ao símbolo e somente agora com uso da Internet o tema volta a tona tornando-se uma figura de destaque. A imagem da cruz suástica foi primeiro utilizada no Período Neolítico, na Eurásia. Foi também adotada por nativos americanos, em diversas culturas, sem qualquer interferência umas com as outras. A Cruz Suástica também é utilizada em diversas cerimônias civis e religiosas da Índia: muitos templos indianos, casamentos, festivais e celebrações são decorados com suásticas. O símbolo foi introduzido no Sudeste Asiático por reis hindus, e remanescentes desse período subsistem de forma integral no Hinduísmo balinês até os dias atuais, além de ser um símbolo bastante comum na IndonésiaO símbolo tem uma história bastante antiga na Europa, aparecendo em artefatos de culturas européias pré-cristãs. No começo doséculo XX era largamente utilizado em muitas partes do mundo, considerado como amuleto de sorte e sucesso. Entre os nórdicos, a suástica está associada a uma Runa, Gibur, ou Gebo. Desde que foi adotado como logomarca do Partido Nazista de Adolf Hitler a suástica passou a ser associada ao fascismo, aoracismo, à supremacia branca, à II Guerra Mundial e ao Holocausto na maior parte do Ocidente. Antes ela havia reaparecido num reconhecido trabalho arqueológico de Heinrich Schliemann, quando descobriu esta imagem no antigo sítio em que localizara a cidade de Tróia, sendo então associada com as migrações ancestrais dos povos "proto-indo-europeus" dos Arianos. Ele fez uma conexão entre estes achados e antigos vasos germânicos, e teorizou que a suástica era um "significativo símbolo religioso de nossos remotos ancestrais", unindo os antigos germânicos às culturas gregas e védicas. Os nazistas utilizaram-se destas idéias, desde os primórdios dos movimentos chamados "völkisch", adotando a suástica como símbolo a "identidade ariana" - conceito este referendado por teóricos comoAlfred Rosenberg, associando-a às raças nórdicas - grupos originários do norte europeu. A suástica sobrevive como símbolo dos grupos neonazistas ou como forma de alguns grupos de ativistas ofenderem seus adversários. Mas também sobrevive como símbolo de sociedades esotéricas, como é o caso da sociedade Teosófica. A suástica é um dos símbolos sagrados do hinduísmo há pelo menos um milênio e meio. Ela é usada ali em vários contextos: sorte, o Sol, Brahma, ou no conceito da "samsara". O budismo particularmente teve grande penetração noutras culturas, em especial no Sudeste da Ásia, China, Coréia,Japão, Tibete e Mongólia desde fins do primeiro milênio. Supõe-se que o uso da suástica pelos fiéis "Bom" do Tibet, e de religiões sincréticas como a "Cao Daí" do Vietnã , e "Falun Gong" da China, tenha sido tomado emprestado ao budismo. Da mesma forma, a existência da suástica como símbolo do Sol entre o povo "Akan" – civilização do sudoeste da África, pode ter sido igualmente resultado da transferência cultural em virtude do tráfico escravista por volta do ano de 1500. A suástica é encontrada, dos índios Hopi, aos Astecas, Celtas, Budistas, Gregos, Hindus, etc. As suásticas Budista e Hopi parecem reflexos no espelho do símbolo nazista. Alguns autores acreditam que a suástica tem um valor especial para ser encontrada em muitas culturas sem contatos umas com as outras. Os símbolos a que chamamos suástica são muitas vezes bastante distintos. Vários desenhos de suásticas usam figuras com três linhas. Outras chamadas suásticas consistem de cruzes com linhas curvas. Os símbolos islâmicos e malteses parecem mais hélices do que suásticas. A chamada suástica celta dificilmente se assemelha a uma, mas seria uma forma secundária, como tais são outras. A simbologia da suástica, em


todos os casos totalizante, é encontrada na China, onde a suástica é o sinal do número dez mil, quer é a totalidade dos seres e da manifestação. É também a forma primitiva do caráter fang, que indica as quatro direções do espaço. Também poderia ter uma relação com a disposição dos números do Lo-chu, que, em qualquer caso, evoca o movimento do giro cíclico. Considerando-se sua acepção espiritual, a suástica às vezes simplesmente substitui a roda na iconografia hindu, por exemplo, como emblema dos nagas. Mas é também o emblema de Ganeça, divindade do conhecimento e, às vezes, manifestação do princípio supremo. Os maçons obedecem estritamente o simbolismo cosmográfico, considerando o centro da suástica como a estrela polar e as quatro gamas que a constituem como as quatro posições cardeais da Ursa Maior. Há ainda formas secundárias da suástica, como a forma com os braços curvos, utilizada no País Basco, que evoca com especial nitidez a figura da aspiral dupla. Como também a da suástica clavígera, cujas hastes constituem-se de uma chave: é uma expressão muito completa do simbolismo das chaves, o eixo vertical correspondendo à função sacerdotal aos solstícios, o eixo horizontal, à função real e aos equinócios (CHAE, CHOO, DANA, GRAP, GUEM, GUEC, GUET, GUES, VARG). Quando a maioria das pessoas olha para uma suástica, a primeira coisa em que pensa é na Segunda Guerra Mundial, no Nazismo e no Holocausto. Em perseguição, tortura, sofrimento, morte. No entanto, este símbolo é considerado uma das mais remotas formas da Cruz, já que as mais antigas suásticas datam de 2500 ou 3000 a.C. (Índia e Ásia Central). Para além de ser dos mais encontrados, considera-se que é um dos mais antigos símbolos místicos da Humanidade(1). A palavra "suástica" vem do sânscrito e significa "aquilo que traz boa sorte". A sua raiz, "Svas", quer dizer bondade. Seria de estranhar o facto de este símbolo ser encontrado em diferentes culturas sem contacto entre elas, mas, na verdade, existe uma explicação muito simples: desenhar duas linhas rectas perpendiculares sobrepostas no seu centro, com um braço em cada extremo, é básico. Então, tal como o círculo, por exemplo, é de se esperar encontrar-se este símbolo repetidamente, em diferentes lugares e em diferentes épocas, devido à sua simplicidade. Assim se explica, também~, a enorme variedade de suásticas que existem e a sua diversidade a nível de simbologias. A nazi, por exemplo, tem os braços voltados para a direita, sendo que um deles fica no topo. Várias suásticas são constituídas por três linhas e outras nem sequer têm braços, consistem em cruzes com linhas curvas. Portanto, os símbolos designados por suásticas são, muitas vezes, bastante distintos. A chamada suástica celta, por exemplo, dificilmente se assemelha a uma. A suástica ou cruz gamada, como também é conhecida, é usada há milénios por diferentes povos. Faz parte da cultura dos budistas, dos hindus, dos aztecas, dos celtas, dos japoneses, dos chineses, dos gregos, dos dinamarqueses, dos escandinavos, dos saxónicos, dos nativo-americanos e até mesmo, quase ironicamente, dos judeus(2).


A simbologia Na China, este símbolo representa a orientação quádrupla que segue os pontos cardeais, o infinito, a saúde, a felicidade e a perfeição cósmica.Na Índia, é um dos símbolos mais sagrados místicos e tem exactamente o mesmo valor que o "sinal da salvação" tem para os cristãos. Para os hindus, é símbolo do poder fertilizante da natureza, da sua regeneração característica, e os seus quatro braços representam os diversos planos de existência (o mundo dos Deuses, o dos Homens, o dos animais e o Mundo Inferior). No Budismo, a cruz suástica é o selo sobre o coração de Buda e é um símbolo tão importante que ainda hoje é usado com frequência. Para os escandinavos, é designada de "o martelo de Thor" e era usada como protecção contra as forças maléficas por guerreiros ou heróis que lutavam até à morte por justiça, pelo seu próprio povo. A mais conhecida suástica, que também pode ser chamada de Roda Solar, porque Simboliza o ano solar, com as suas quatro estações, representa a energia do cosmos em movimento, o que lhe confere dois sentidos distintos, consoante o lado para qual estão os braços: o horário, com os braços voltados para a direita (tal como o símbolo nazi), e o antihorário, com os braços voltados para a esquerda. A suástica em sentido horário representa o movimento evolutivo do Universo, as forças da criação. A em sentido anti-horário remete para uma dinâmica involutiva, significa Entropia (as forças naturais que trabalham para o fim do Universo, para a destruição). Numa análise superficial, poderiam ser entendidas como a representação do Bem e do Mal, no entanto, considera-se que os dois lados da suástica têm o seu lado bom e o seu lado mau, tal como tudo na Natureza. Assim, os dois lados não se opõem, mas complementam-se, num equilíbrio dinâmico, sem tendências para a criação, nem para a destruição. A "usurpação" por parte dos Nazis Ao contrário do que se possa pensar, a onda racista e xenófoba já era bem patente na Alemanha, mesmo antes de se consolidarem os ideais nacional-socialistas. Em 1897, por exemplo, Karl Lueger foi eleito em Viena por voto directo, apesar da sua campanha política se centrar na"libertação do povo cristão da opressão judaica". Foi no entanto, com o NacionalSocialismo (Nazismo), em 1920, que se veio consolidar a adopção da suástica por parte dos alemães, pois era um símbolo que tinha um significado muito importante para a "raça ariana", o povo proto-indo-europeu. Segundo os livros Raízes Ocultas do Nazismo de Nicholas Goodrick-Clarke e Hitler e as Religiões da Suástica de JeanMichel Angebert, é inegável o misticismo que envolvia o Partido Nacional Socialista, para além do seu carácter político. De acordo com a ideologia deste partido, um ariano era qualquer pessoa não-judaica, cujos ancestrais fossem nórdicos. A palavra "ariano" vem do sânscrito "arya" e quer dizer "nobre". Refere-se a um povo de guerreiros e está associada a um estereótipo físico: os olhos azuis, o cabelo loiro, a pele clara e a robustez. Estes guerreiros julgavam que a suástica era o talismã que os ajudava garantir as suas vitórias nas batalhas. Foi devido a essas grandes vitórias que este povo se tornou ancestral dos povos que formaram a base do que hoje são os diversos tipos étnicos da família europeia.Muitos comparam toda esta grandiosidade aos nazis que, em pouco tempo, conquistaram quase toda a Europa, apesar de não terem o exército mais poderoso, e que só perderam a guerra devido a um erro táctico de Hitler, na invasão da Rússia


OM

O Om (?) é o mantra mais importante do hinduísmo e outras religiões. Diz-se que ele contém o conhecimento dos Vedas e é considerado o corpo sonoro do Absoluto, Shabda Brahman. O Om é o som do infinito e a semente que "fecunda" os outros mantras. O som é formado pelo ditongo das vogais a e u, e a nasalização, representada pela letra m. Por isso é que, às vezes, aparece grafado Aum. Estas três letras correspondem, segundo a Maitrí Upanishad, aos três estados de consciência: vigília, sono e sonho. "Este Átman é o mantra eterno Om, os seus três sons, a, u e m, são os três primeiros estados de consciência, e estes três estados são os três sons" (VIII). " O pranava — o mantra Om — é a jóia principal entre os outros mantras; o pranava é a ponte para atingir os outros mantras; todos os mantras recebem seu poder do pranava; a natureza do pranava é o Shabda Brahman (o Absoluto). Escutar o mantra Om é como escutar o próprio Brahman, o Ser. Pronunciar o mantra Om é como transportar-se à residência do Brahman. A visão do mantra Om é como a visão da própria forma. A contemplação do mantra Om é como atingir a forma de Brahman" Mantra Yoga Samhitá, 73. Na Índia, o mantra Om está em todas partes. Hindus de todas as etnias, castas e idades conhecem perfeitamente o seu significado. Ele ecoa desde a noite das idades em todos os templos e comunidades ao longo do subcontinente. Como fazer a vocalização correta sem nunca haver escutado este mantra da boca de alguém que sabe? O mantra se faz numa exalação profunda, e sempre em ritmo regular. Após a exalação vem uma inspiração nasal prolongada. Não pode haver tremor na voz ao repetir o mantra. A nota musical em que se emite o som não interessa em absoluto. É aquela que resultar mais natural para você. Quando houver mais pessoas junto, todos devem tentar afinar-se. O Om começa com a boca aberta, emitindo um som mais parecido com um a, mantendo a língua colada no fundo da boca e a garganta relaxada. O som nasce no centro do crânio, se projeta para frente e vibra na garganta e no peito. Após alguns segundos de vocalização, a língua deve recolher-se para trás. Assim, aquele som similar ao a, se transforma numa espécie de o aberto, que vai fechando progressivamente. No final, sem fechar a boca, a língua bloqueia a passagem de ar pela garganta e o som se transforma em um m, que em verdade não é exatamente um m, mas uma nasalização. Esta nasalização se chama anunásika em sânscrito, que significa literalmente com o nariz, e deriva


da palavra násika, nariz. Mais claro, impossível. Em verdade, o mantra poderia grafar-se Aoõ. Neste ponto, o ar sai pelas narinas e o som vibra com mais intensidade no crânio. Aconselhamos que você treine colocando uma mão no peito e a outra na testa para perceber como a vibração vai subindo conforme o mantra evolui. Porém, se você prestar atenção à vibração que acontece durante a vocalização, perceberá que ao emitir a letra o inicial (que começa como um a, não esqueça), a nasalização do m já está contida nela. Ou seja, é um som que se faz com o nariz, e não uma letra m. Ao perseverar na vocalização, você sentirá nitidamente que a vibração se origina no centro da cabeça e vai expandindo até abranger o tórax e o resto do corpo. resumindo, o Om começa com a boca aberta e termina com ela entreaberta. Om é a vibração primordial, o som do qual emana o Universo, a substância essencial que constitui todos os outros mantras, sendo o mais poderoso de todos eles. Ele é o gérmen, a raiz de todos os sons da natureza. "Com Om vamos até o fim o silêncio de Brahman (o Absoluto). O fim é imortalidade, união e paz. Tal como uma aranha alcança a liberdade do espaço por meio de seu fio, assim também o homem em contemplação alcança a liberdade por meio do Om." Essa técnica é uma das mais antigas e eficazes que existem no Yoga. Estimula o ájña chakra, na região do intercílio, sede de manas, o pensamento, e buddhi, a intuição ou consciência superior. Existem sete formas diferentes de vocalizar o Om. Aqui veremos especificamente a sua utilização como dháraní, suporte para concentração. Além desses bíja mantras principais, aparece ainda sobre as pétalas de cada chakra uma série de fonemas do alfabeto sânscrito são os bíjas menores, que representam as manifestações sonoras do tipo de energia de cada chakra. Desta forma, cada sílaba de cada mantra estimula uma pétala definida de um chakra particular. Este é o motivo pelo qual o ânscrito é considerado língua sagrada na Índia seu potencial vibratório produz efeitos em todos os níveis.


Triângulo de Proteção

Este gráfico sempre se demonstrou muito eficaz para limpeza e equilíbrio de energia oriunda de aparelhos eletroeletrônicos ( celulares, computadores, etc ). Muitas pessoas o utilizam também como um grande protetor, até mesmo dobrado dentro da carteira. Se observarmos a construção e forma, podemos ver que são 3 triângulos sobrepostos, o primeiro, central e menor, com o vértice para cima, o segundo com o vértice para baixo onde as letras Y, W e H se posicionam nas junções dos mesmos. As letras Y, W e H estão correlacionadas a máxima hebraica Yod ( Y ), He ( H ), Wav ( W ) He ( repetição do primeiro ). E por fim o terceiro e último triângulo com o vértice para cima se sobrepondo aos outros dois e com uma cruz em cada uma de suas pontas. Quando este gráfico é aplicado sobre o local desequilibrado, o desenho que se encontra em primeira dimensão, faz invisivelmente aos nossos olhos, a forma proposta pelo mesmo, ou seja, os triângulos são dobrados em cada um de seus lados, formando a forma equilibrante na quarta dimensão.

Quando é detectado desequilíbrio em aparelhos eletroeletrônicos, grandes formadores de energia desequilibrante, deve ser colocado com a letra Y para cima, neutralizando as energias nocivas provenientes do aparelho. Na limpeza de pessoas, quando este gráfico é indicado, deve-se nortear o ângulo correspondente a letra Y, colocando o testemunho dentro do triângulo central.


Trino

Este gráfico fortíssimo é formado pela composição de três gráficos: Nove círculos, Turbilhão e Decágono. Este gráfico protege ( Nove círculos ), desbloqueia ( Turbilhão ), concentra e potencializa ( Decágono ). Normalmente este gráfico é utilizado e recomendado quando a necessidade de proteção fica evidente quanto a existência de forças nocivas e perturbadoras em pessoas e locais. Utiliza-se o testemunho e objetivo ( papel escrito sobre o que se deseja atingir ), colocados no centro do mesmo.

Este gráfico, pela sua constituição poderosa, pode atender o comando de qualquer intenção, seja ela positiva e construtiva, como também egoísta e destrutiva. Lembrem-se: Na natureza não há bem nem mal...existe força... Fica a livre utilização deste poder, da forma que melhor convir para o manipulador.


Desimpregnador

Este gráfico é composto por um decágono ( potencializar ), quatro círculos concêntricos ( proteção/concentração ) e 78 setas centrífugas ( desimpregnação ). O decágono ( dez lados ) correlaciona-se às 10 sephiroth da cabala ( árvore da vida ) e os 10 planetas da astrologia. O círculo representa a proteção, a forma geométrica intransponível, e são 4 para representar o mundo manifestado e o quaternário a que tudo e todos na terra estão sujeitos ( ar, fogo, água e terra ). As 78 setas representam os 22 arcanos maiores e os 56 menores do Tarô, que em sua totalidade principalmente numérica encerram todos os segredos da natureza divina e humana. O desimpregnador concentra a energia da pessoa (testemunho), objeto ou local e expele todo e qualquer tipo de energia desequilibrante de carga. Este gráfico já provou ser muito eficaz, principalmente quando utilizado em pessoas que se encontram com carga oriunda de energia negativa de ódio, rancor, raiva etc. Este gráfico também pode ser usado apenas para proteção.


Nove Círculos

Como é facilmente observado, o gráfico em questão é formado por 9 círculos que se sobrepõem. Este é um gráfico cujo objetivo é PROTEÇÃO. Colocamos o testemunho ( foto, pedaço de unha ou roupa não lavada ) do que deve ser protegido dentro do círculo interno, que tanto pode ser de uma pessoa, ambiente ou objeto. Sua única desvantagem é que ele não protege a pessoa/ambiente/objeto de si próprio, ou seja, no caso de uma pessoa, ele não a protegeria de energias nocivas geradas pela pessoa internamente , e sim, somente de energias externas que pudessem prejudicá-la. Se o utilizássemos em uma pessoa muito carregada de energia ruim e negativa, ... ela não teria condições de soltar esta energia, e poderia se auto - destruir. Muito cuidado com estas coisas. O círculo, ou forma circular, é a forma mais perfeita, a energia circula plena e sem obstáculos. As energias exteriores tangenciam a circunferência e não conseguem penetrar. O número 9 é considerado indestrutível na corrente numerológica pelo fato de ser o último número, explicando melhor e realizando a redução teosófica, todo e qualquer número que venha após o 9, se somado será um número anterior a ele, Por ex: O número 10 com a redução teosófica representa 1 + 0 = 1 O número 15 representa 1 + 5 = 6 O número 1435 representa 1 + 4 + 3 + 5 = 13 e 1 + 3 = 4


Fita Entrelaçada Sem Fim

Significa a vida entrelaçada, onde há sempre uma continuidade em outras encarnações. Também representa o pacto de sangue entre os nova-erinos, envolvendo pessoas ou organizações. É usado para uma melhor obediência entre os aliados do movimento Nova Era. Também é usada para fortalecer o pacto entre pessoas e organizações. Significa a vida entrelaçada, onde há sempre uma continuidade em outras encarnações. Também representa o pacto de sangue entre os novaerinos, envolvendo pessoas ou organizações. É usado para uma melhor obediência entre os aliados do movimento Nova Era.

Significa ainda interação entre o bem e o mal e do homem com as forças do cosmo; o homem unido a outras dimensões; a unificação de todos os setores na Era Aquariana. A Fig.2 acima é um símbolo usado pela Maçonaria. Talvez seja uma variação do símbolo da Fig.1.


Cruz de Nero

A "cruz de Nero" é uma cruz com os braços quebrados e caídos. Uma zombaria contra a crucificação de Jesus, E simboliza hoje a vã expectativa de paz sem Cristo.Símbolo hippie da paz, mundialmente conhecido como "cruz de Nero" ou "cruz quebrada" e um dos muitos símbolos usados pelo movimento ocultista denominado Nova Era. O cruel imperador Nero foi o idealizador desse modelo de cruz com os braços em forma de V, no qual mandou crucificar o apóstolo Pedro. Ele a chamava "sinal do cristão quebrado".É uma cruz de cabeça para baixo, também chamada de "pé-de-galinha". Na década de 60 foi usada pelos hippies; também foi símbolo de ecologia no mundo, pois representa uma árvore de cabeça para baixo. É uma cruz de cabeça para baixo, também chamada de "pé-de-galinha". É costumeiramente atribuida ao movimento hippie, contudo, desenhada dentro de um círculo é o emblema da Campanha de Desarmamento Nuclear dede 1958, ... representando a paz; também foi símbolo de ecologia no mundo, pois representa uma árvore de cabeça para baixo. Este símbolo mostra uma cruz invertida com sua haste horizontal quebrada para baixo e significa a derrota do Cristianismo. Usada na Idade Média com um símbolo ligado a Satanás, durante séculos foi uma representação mística. Mas atualmente é um dos símbolos da Paz. Em parte, isso de deve a Bertrand Russell, um ateu britânico, que em 1958 usou este símbolo contra a corrida armamentista e vinculou-o a uma paz mundial. Posteriormente, foi usada pelo movimento hippie. Atualmente este símbolo é bastante usados em concertos de grupos de rock and roll.


Círculo

Símbolo universal do infinito, do universo. Pode representar o tudo ou o nada, dependendo da interpretação. Também é conhecido como "o olho fechado de Deus". Ele pode conter a criação, a fertilidade e a origem da vida. Um símbolo universal de unidade, totalidade, infinito, representando a Deusa e o poder feminino. Para as religiões centradas na Terra é um símbolo que representa o Sagrado Feminino, a Mãe Terra e o espaço sagrado.


Triskle

Triskle é um símbolocelta que representa as tríades da vida em eterno movimento e equilíbrio. Exemplos: · nascimento, vida e morte · corpo, mente e espírito · céu, mar e terra Este importante símbolo, também conhecido como triskele, triskelion ou tryfot, é uma espécie de estrela de três pontas, geralmente curvadas, o que confere ao símbolo uma graciosa fluidez de movimento. Pode ainda ser definida como um conjunto de três espirais concêntricas. É um dos elementos mais presentes na arte celta, e tem sua origem atribuída aos povos mesolíticos e neolíticos. O triskele é um antigo símbolo indo-europeu. Também era utilizado por povos germânicos e gregos. Os Celtas consideravam o três como sendo um número sagrado. A primitiva divisão do ano em três estações - primavera, verão e inverno - pode ter tido seu efeito na triplicação de uma deusa da fertilidade com a qual o curso das estações era associado. Ou seja, o triskle, com suas três pontas, está associado ao fluxo das estações e por conseqüência representa a própria Deusa. Ademais, temos uma conexão óbvia com as três faces da Deusa (Donzela, Mãe e Anciã), bem como às três fases da lua (crescente, cheia e minguante), ou ainda com nossa natureza tríplice (corpo, mente e alma). Assim sendo, fica clara a importância do triskle para a religião da Deusa. Sua presença em achados arqueológicos em terras celtas, da Irlanda à Europa Oriental, atesta sua ampla adoção pelos Antigos. A iconografia continental atribui grande ênfase ao simbolismo da tríade, o conceito da triplicidade, e o conteúdo mítico-literal ausente no continente é amplamente fornecido pela infindável variação desse tema na literatura irlandesa e galesa. O triskle é uma espécie de estrela celta de três pontas. Dizemos que é celta, mas o símbolo aparece de forma semelhante em muitas outras culturas. Porém, por ter-se popularizado como daquela cultura, continuaremos dando-lhe a denominação. O triskle representa tudo o que for de natureza tríplice, sejam as três faces da Deusa (Donzela, Mãe e Anciã), sejam as três estações celtas (primavera, verão e inverno). Também podemos dizer que ele representa corpo, mente e espírito conjugados e em eterno movimento, que é a essência de cada um de nós. Enfim, como podem ver, o triskle tem significados diversos, mas todos em torno da natureza tríplice das coisas. Os celtas consideravam o três como sendo um número sagrado. "Basta ver que a sabedoria dos celtas, tanto na Irlanda quanto no País de Gales, foi preservada através das tríades", disse Cláudio Crow em uma palestra (ver link abaixo). "Sempre você tem o conhecimento sendo passado em forma de tríades; do conhecimento mais avançado, mais profundo, até coisas práticas. Por exemplo: "Três coisas que um bom cavaleiro tem de ter: Uma boa montaria, uma boa sela, e (com o perdão da palavra) uma boa bunda." É verdade; eles falam justamente assim. Quer dizer, são coisas das mais elaboradas


até as mais básicas, sempre passadas na figura de triplicidade. Esta triplicidade vai estar sendo muito importante para a evolução filosófica dentro do ponto de vista celta. Não adianta a gente evoluir apenas numa destas categorias: físico, mental e espiritual." Como todo símbolo, também pode ser utilizado como um amuleto de proteção.


Olho de Hórus

É um outro antigo símbolo egípcio. Representa o olho divino do deus Hórus, as energias solar e lunar, e freqüentemente é usado para simbolizar a proteção espiritual e também o poder clarividente do Terceiro Olho.Olho de Hórus ou 'Udyat' é um símbolo, proveniente do Egito Antigo, que significa proteção e poder, relacionado à divindade Hórus. Era um dos mais poderosos e mais usados amuletos no Egito em todas as épocas. Segundo uma lenda, o olho esquerdo de Hórus simbolizava a Lua e o direito, o Sol. Durante a luta, o deus Set arrancou o olho esquerdo de Hórus, o qual foi substituído por este amuleto, ... que não lhe dava visão total, colocando então também uma serpente sobre sua cabeça. Depois da sua recuperação, Horus pôde organizar novos combates que o levaram à vitória decisiva sobre Set. Era a união do olho humano com a vista do falcão, animal associado ao deus Hórus. Era usado, em vida, para afugentar o mau-olhado e, após a morte, contra o infortúnio do Além. O Olho de Hórus e a serpente simbolizavam poder real tanto que os faraós passaram a maquiar seus olhos como o Olho de Hórus e a usarem serpentes esculpidas na coroa. Os antigos acreditavam que este símbolo de indestrutibilidade poderia auxiliar no renascimento, em virtude de suas crenças sobre a alma. Este símbolo aparece no reverso do Grande selo dos Estados Unidos da América,sendo também um símbolo frequentemente usado e relacionado a Maçonaria. O Olho Direito de Hórus representa a informação concreta, factual, controlada pelo hemisfério cerebral esquerdo. Ele lida com as palavras, letras, e os números, e com coisas que são descritíveis em termos de frases ou pensamentos completos. Ele aborda o universo de um modo masculino. O Olho Esquerdo de Hórus representa a informação estética abstrata, controlada pelo hemisfério direito do cérebro. Lida com pensamentos e sentimentos e é responsável pela intuição. Ele aborda o universo de um modo feminino. Nós usamos o Olho Esquerdo, de orientação feminina, o lado direto do cérebro, para os sentimentos e a intuição. Hoje em dia, o Olho de Horus adquiriu também outro significado e é usado para evitar o mal e espantar inveja (mau-olhado), mas continua com a idéia de trazer proteção, vigor e saúde Um dos símbolos religiosos mais conhecidos do Antigo Egito é um desenho de um olho humano enfeitado com alguns traços longos e uma sobrancelha: o olho de Hórus. Esse olho é tão importante na crença egípcia quanto o terço e o crucifixo são na religião católica. Além de desenhado prodigamente em papiros e paredes de túmulos, era também esculpido na forma de amuletos que acompanhavam a múmia. O olho de Hórus possui quatro partes que, se compreendidas, ajudam a entender o seu significado.


A parte principal do olho, isto é as pálpebras, a íris e a sobrancelha, formam essencialmente um olho humano. O desenho comprido, vertical, abaixo do olho, às vezes é descrito como uma lágrima e outras vezes não é explicado. Trata-se, na verdade, de uma estilização do desenho comum na pelagem de alguns animais de casco da África, especialmente da gazela, admirada pelos egípcios e retratada em quadros, esculturas e móveis. O fio comprido que desce inclinado para trás do olho e termina numa espiral é a estilização do mesmo desenho existente no olho de certos tipos de falcão. Nas penas abaixo do olho de algumas desses aves há um risco preto que se volta para trás. O outro fio comprido que sai do canto do olho e se prolonga para trás paralelamente à sobrancelha é uma imitação do mesmo desenho existente nos olhos de gatos de pêlos rajados. Esses quatro seres, o humano, o gato, o falcão e a gazela, estão representados no olho de Hórus. Mas por que os egípcios fariam tal conjunção de símbolos? O que significa todos esses seres reunidos num desenho? Ocorre que a cultura religiosa de vários povos da Antiguidade, inclusive a egípcia, era essencialmente pictórica, e não descritiva. Os sacerdotes, ao invés de registrarem seus conhecimentos em textos explicativos, faziam-no através de pinturas e desenhos, usando as palavras de modo auxiliar, secundário, como hoje se faz numa história em quadrinhos, na TV e no cinema. Atualmente, quando se trata de cultura científica, fazemos exatamente o contrário. Primeiro há um texto explicativo e, para auxiliar a compreensão, um gráfico quase sempre cartesiano (eixos x, y, z). Os sábios egípcios, ao contrário, encerraram a parte principal da explicação nas figuras, não nos textos. Os seres representados no olho de Hórus são nada menos que os quatro seres que formam a esfinge: a cabeça humana, o corpo bovino, as patas de felino e as asas de águia. Considerando que os antílopes, gazelas, gnus, búfalos e outros animais de casco são parentes próximos dos bois; e que águias, gaviões e falcões são nomes regionais populares para um mesmo grupo de aves (as falconiformes), é fácil deduzir que a esfinge e o olho de Hórus têm suas raízes nos mesmos animais. A esfinge, tal como o olho, simboliza quatro fases que a pessoa deve vencer para atingir um estado de “iluminação”, isto é, de sabedoria e equilíbrio, busca sempre cultuada pelas religiões orientais. Assim, o olho de Hórus, mais do que as palavras e frases que o acompanham, representa a lucidez espiritual da pessoa a quem ele se refere, que superou as quatro fases. Essa pessoa adquiriu a capacidade de perceber a realidade em seu significado espiritual, que só a maturidade da alma que atravessou as quatro fases permite, não alcançada ou menosprezada pelo senso comum. Hórus, mítico soberano do Egipto, desdobra as suas divinas asas de falcão sob a cabeça dos faraós, não somente meros protegidos, mas, na realidade, a própria incarnação do deus do céu. Pois não era ele o deus protector da monarquia faraónica, do Egipto unido sob um só


faraó, regente do Alto e do Baixo Egipto? Com efeito, desde o florescer da época história, que o faraó proclamava que neste deus refulgia o seu ka (poder vital), na ânsia de legitimar a sua soberania, não sendo pois inusitado que, a cerca de 3000 a. C., o primeiro dos cinco nomes da titularia real fosse exactamente “o nome de Hórus”. No panteão egípcio, diversas são as deidades que se manifestam sob a forma de um falcão. Hórus, detentor de uma personalidade complexa e intrincada, surge como a mais célebre de todas elas. Mas quem era este deus, em cujas asas se reinventava o poder criador dos faraós? Antes de mais, Hórus representa um deus celeste, regente dos céus e dos astros neles semeados, cuja identidade é produto de uma longa evolução, no decorrer da qual Hórus assimila as personalidades de múltiplas divindades. Originalmente, Hórus era um deus local de Sam- Behet (Tell el- Balahun) no Delta, Baixo Egipto. O seu nome, Hor, pode traduzir-se como “O Elevado”, “O Afastado”, ou “O Longínquo”. Todavia, o decorrer dos anos facultou a extensão do seu culto, pelo que num ápice o deus tornou-se patrono de diversas províncias do Alto e do Baixo Egipto, acabando mesmo por usurpar a identidade e o poder das deidades locais, como, por exemplo, Sopedu (em zonas orientais do Delta) e Khentekthai (no Delta Central). Finalmente, integra a cosmogonia de Heliópolis enquanto filho de Ísis e Osíris, englobando díspares divindades cuja ligação remonta a este parentesco. O Hórus do mito osírico surge como um homem com cabeça de falcão que, à semelhança de seu pai, ostenta a coroa do Alto e do Baixo Egipto. É igualmente como membro desta tríade que Hórus saboreia o expoente máximo da sua popularidade, sendo venerado em todos os locais onde se prestava culto aos seus pais. A Lenda de Osíris revela-nos que, após a celestial concepção de Hórus, benção da magia que facultou a Ísis o apanágio de fundir-se a seu marido defunto em núpcias divinas, a deusa, receando represálias por parte de Seth, evoca a protecção de Ré- Atum, na esperança de salvaguardar a vida que florescia dentro de si. Receptivo às preces de Ísis, o deus solar velou por ela até ao tão esperado nascimento. Quando este sucedeu, a voz de Hórus inebriou então os céus: “ Eu sou Hórus, o grande falcão. O meu lugar está longe do de Seth, inimigo de meu pai Osíris. Atingi os caminhos da eternidade e da luz. Levanto voo graças ao meu impulso. Nenhum deus pode realizar aquilo que eu realizei. Em breve partirei em guerra contra o inimigo de meu pai Osíris, calcá-lo-ei sob as minhas sandálias com o nome de Furioso... Porque eu sou Hórus, cujo lugar está longe dos deuses e dos homens. Sou Hórus, o filho de Ísis.” Temendo que Seth abraçasse a resolução de atentar contra a vida de seu filho recém- nascido, Ísis refugiou-se então na ilha flutuante de Khemis, nos pântanos perto de Buto, circunstância que concedeu a Hórus o epíteto de Hor- heri- uadj, ou seja, “Hórus que está sobre a sua planta de papiro”. Embora a natureza inóspita desta região lhe oferecesse a tão desejada segurança, visto que Seth jamais se aventuraria por uma região tão desértica, a mesma comprometia, concomitantemente, a sua subsistência, dada a flagrante escassez de alimentos característica daquele local. Para assegurar a sua sobrevivência e a de seu filho, Ísis vê-se obrigada a mendigar, pelo que, todas as madrugadas, oculta Hórus entre os papiros e erra pelos campos, disfarçada de mendiga, na ânsia de obter o tão necessário alimento. Uma noite, ao regressar para junto de Hórus, depara-se com um quadro verdadeiramente aterrador: o seu filho jazia, inanimado, no local onde ela o abandonara.


Desesperada, Ísis procura restituir-lhe o sopro da vida, porém a criança encontrava-se demasiadamente débil para alimentar-se com o leite materno. Sem hesitar, a deusa suplica o auxílio dos aldeões, que todavia se relevam impotentes para a socorrer. Quando o sofrimento já quase a fazia transpor o limiar da loucura, Ísis vislumbrou diante de si uma mulher popular pelos seus dons de magia, que prontamente examinou o seu filho, proclamando Seth alheio ao mal que o atormentava. Na realidade, Hórus ( ou Harpócrates, Horpakhered- “Hórus menino/ criança”) havia sido simplesmente vítima da picada de um escorpião ou de uma serpente. Angustiada, Ísis verificou então a veracidade das suas palavras, decidindo-se, de imediato, e evocar as deusas Néftis e Selkis (a deusa- escorpião), que prontamente ocorreram ao local da tragédia, aconselhando-a a rogar a Ré que suspendesse o seu percurso usual até que Hórus convalescesse integralmente. Compadecido com as suplicas de uma mãe, o deus solar ordenou assim a Toth que salvasse a criança. Quando finalmente se viu diante de Hórus e Ísis, Toth declarou então: “ Nada temas, Ísis! Venho até ti, armado do sopro vital que curará a criança. Coragem, Hórus! Aquele que habita o disco solar protege-te e a protecção de que gozas é eterna. Veneno, ordeno-te que saias! Ré, o deus supremo, far-te-á desaparecer. A sua barca deteve-se e só prosseguirá o seu curso quando o doente estiver curado. Os poços secarão, as colheitas morrerão, os homens ficarão privados de pão enquanto Hórus não tiver recuperado as suas forças para ventura da sua mãe Ísis. Coragem, Hórus. O veneno está morto, ei- lo vencido.” Após haver banido, com a sua magia divina, o letal veneno que estava prestes a oferecer Hórus à morte, o excelso feiticeiro solicitou então aos habitantes de Khemis que velassem pela criança, sempre que a sua mãe tivesse necessidade de se ausentar. Muitos outros sortilégios se abateram sobre Hórus no decorrer da sua infância (males intestinais, febres inexplicáveis, mutilações), apenas para serem vencidos logo de seguida pelo poder da magia detida pelas sublimes deidades do panteão egípcio. No limiar da maturidade, Hórus, protegido até então por sua mãe, Ísis, tomou a resolução de vingar o assassinato de seu pai, reivindicando o seu legítimo direito ao trono do Egipto, usurpado por Seth. Ao convocar o tribunal dos deuses, presidido por Rá, Hórus afirmou o seu desejo de que seu tio deixasse, definitivamente, a regência do país, encontrando, ao ultimar os seus argumentos, o apoio de Toth, deus da sabedoria, e de Shu, deus do ar. Todavia, Ra contestou-os, veementemente, alegando que a força devastadora de Seth, talvez lhe concedesse melhores aptidões para reinar, uma vez que somente ele fora capaz de dominar o caos, sob a forma da serpente Apópis, que invadia, durante a noite, a barca do deus- sol, com o fito de extinguir, para toda a eternidade, a luz do dia. Ultimada uma querela verbal, que cada vez mais os apartava de um consenso, iniciou-se então uma prolixa e feroz disputa pelo poder, que opôs em confrontos selváticos, Hórus a seu tio. Após um infrutífero rol de encontros quase soçobrados na barbárie, Seth sugeriu que ele próprio e o seu adversário tomassem a forma de hipopótamos, com o fito de verificar qual dos dois resistiria mais tempo, mantendo-se submergidos dentro de água. Escoado algum tempo, Ísis foi incapaz de refrear a sua apreensão e criou um arpão, que lançou no local, onde ambos haviam desaparecido. Porém, ao golpear Seth, este apelou aos laços de fraternidade que os uniam, coagindo Ísis a sará-lo, logo em seguida. A sua intervenção


enfureceu Hórus, que emergiu das águas, a fim de decapitar a sua mãe e, acto contíguo, levála consigo para as montanhas do deserto. Ao tomar conhecimento de tão hediondo acto, Rá, irado, vociferou que Hórus deveria ser encontrado e punido severamente. Prontamente, Seth voluntariou-se para capturá-lo. As suas buscas foram rapidamente coroadas de êxito, uma vez que este nem ápice se deparou com Hórus, que jazia, adormecido, junto a um oásis. Dominado pelo seu temperamento cruel, Seth arrancou ambos os olhos de Hórus, para enterrá-los algures, desconhecendo que estes floresceriam em botões de lótus. Após tão ignóbil crime, Seth reuniu-se a Rá, declarando não ter sido bem sucedido na sua procura, pelo que Hórus foi então considerado morto. Porém, a deusa Hátor encontrou o jovem deus, sarando-lhe, miraculosamente, os olhos, ao friccioná-los com o leite de uma gazela. Outra versão, pinta-nos um novo quatro, em que Seth furta apenas o olho esquerdo de Hórus, representante da lua. Contudo, nessa narrativa o deus-falcão, possuidor, em seus olhos, do Sol e da lua, é igualmente curado. Em ambas as histórias, o Olho de Hórus, sempre representado no singular, torna-se mais poderoso, no limiar da perfeição, devido ao processo curativo, ao qual foi sujeito. Por esta razão, o Olho de Hórus ou Olho de Wadjet surge na mitologia egípcia como um símbolo da vitória do bem contra o mal, que tomou a forma de um amuleto protector. A crença egípcia refere igualmente que, em memória desta disputa feroz, a lua surge, constantemente, fragmentada, tal como se encontrava, antes que Hórus fosse sarado. Determinadas versões desta lenda debruçam-se sobre outro episódio de tão desnorteante conflito, em que Seth conjura novamente contra a integridade física de Hórus, através de um aparentemente inocente convite para o visitar em sua morada. A narrativa revela que, culminado o jantar, Seth procura desonrar Hórus, que, embora precavido, é incapaz de impedir que um gota de esperma do seu rival tombe em suas mãos. Desesperado, o deus vai então ao encontro de sua mãe, a fim de suplicar-lhe que o socorra. Partilhando do horror que inundava Hórus, Ísis decepou as mãos do filho, para arremessá-las de seguida à água, onde graças à magia suprema da deus, elas desaparecem no lodo. Todavia, esta situação torna-se insustentável para Hórus, que toma então a resolução de recorrer ao auxílio do Senhor Universal, cuja extrema bonomia o leva a compreender o sofrimento do deus- falcão e, por conseguinte, a ordenar ao deus- crocodilo Sobek, que resgatasse as mãos perdidas. Embora tal diligência haja sido coroada de êxito, Hórus depara-se com mais um imprevisto: as suas mãos tinham sido abençoadas por uma curiosa autonomia, incarnando dois dos filhos do deus- falcão. Novamente evocado, Sobek é incumbido da taregfa de capturar as mãos que teimavam em desaparecer e levá-las até junto do Senhor Universal, que, para evitar o caos de mais uma querela, toma a resolução de duplicá-las. O primeiro par é oferecido à cidade de Nekhen, sob a forma de uma relíquia, enquanto que o segundo é restituído a Hórus. Este prolixo e verdadeiramente selvático conflito foi enfim solucionado quando Toth persuadiu Rá a dirigir uma encomiástica missiva a Osíris, entregando-lhe um incontestável e completo título de realeza, que o obrigou a deixar o seu reino e confrontar o seu assassino. Assim, os dois deuses soberanos evocaram os seus poderes rivais e lançaram-se numa disputa ardente pelo trono do Egipto.


Após um recontro infrutífero, Ra propôs então que ambos revelassem aquilo que tinham para oferecer à terra, de forma a que os deuses pudessem avaliar as suas aptidões para governar. Sem hesitar, Osíris alimentou os deuses com trigo e cevada, enquanto que Seth limitou-se a executar uma demonstração de força. Quando conquistou o apoio de Ra, Osíris persuadiu então os restantes deuses dos poderes inerentes à sua posição, ao recordar que todos percorriam o horizonte ocidental, alcançando o seu reino, no culminar dos seus caminhos. Deste modo, os deuses admitiram que, com efeito, deveria ser Hórus a ocupar o trono do Egipto, como herdeiro do seu pai. Por conseguinte, e volvidos cerca de oito anos de altercações e recontros ferozes, foi concedida finalmente ao deus- falcão a tão cobiçada herança, o que lhe valeu o título de Hor-paneb-taui ou Horsamtaui/Horsomtus, ou seja, “Hórus, senhor das Duas Terras”. Como compensação, Rá concedeu a Seth um lugar no céu, onde este poderia desfrutar da sua posição de deus das tempestades e trovões, que o permitia atormentar os demais. Este mito parece sintetizar e representar os antagonismos políticos vividos na era pré- dinástica, surgindo Hórus como deidade tutelar do Baixo Egipto e Seth, seu oponente, como protector do Alto Egipto, numa clara disputa pela supremacia política no território egípcio. Este recontro possui igualmente uma cerca analogia com o paradoxo suscitado pelo combate das trevas com a luz, do dia com a noite, em suma, de todas as entidades antagónicas que encarnam a típica luta do bem contra o mal. A mitologia referente a este deus difere consoante as regiões e períodos de tempo. Porém, regra geral, Hórus surge como esposo de Háthor, deusa do amor, que lhe ofereceu dois filhos: Ihi, deus da música e Horsamtui, “Unificador das Duas Terras”. Todavia, e tal como referido anteriormente, Hórus foi imortalizado através de díspares representações, surgindo por vezes sob uma forma solar, enquanto filho de Atum- Ré ou Geb e Nut ou apresentado pela lenda osírica, como fruto dos amores entre Osíris e Ísis, abraçando assim diversas correntes mitológicas, que se fundem, renovam e completam em sua identidade. É dos muitos vectores em que o culto solar e o culto osírico, os mais relevantes do Antigo Egipto, se complementam num oásis de Sol, pátria de lendas de luz, em cujas águas d’ ouro voga toda a magia de uma das mais enigmáticas civilizações da Antiguidade.


Cruz Invertida

A cruz invertida é um blasfêmia ou um escárnio da cruz cristã. " De acordo com expo Satanism , " a cruz de cabeça para baixo - simboliza o escárnio e a rejeição de Jesus. Colares são usados por muitos satanistas podendo ser visto em cantores de Rock e em próprios CDs. Um Satanista professo diz -- O Baphomet é o símbolo oficial da igreja de Satanás, mas muitos Satanistas usam a cruz invertida para simbolizar seu desagrado ao cristianismo. Este símbolo moderno tem como significado " anti-Cristão " e são usados e reconhecidos como estes no mundo de hoje. Em seu artigo, o reino de Satan, o professor J.S. Malan diz este sobre a cruz invertida: 4,7 Oposição de encontro à cruz de Jesus e da igreja cristianismo O reino da escuridão é fanaticamente oposta à igreja de Jesus Cristo e questionar, desencorajar, enganar, infiltrar, ... oprimir, proibir, ou destruir de todo modo possível. Alguns dos símbolos que usam nesta campanha são o seguintes: A cruz invertida Esta cruz não é quebrada, mas é girada de cabeça para baixo. Indica a rejeição de Jesus Cristo o desprezo pelo evangelho da salvação. Os símbolos invertidos são típicos dos valores opostos perseguidos por Satanistas. As pessoas que são sacrificados às vezes a Satanás no Sábado preto são crucificadas de cabeça para baixo de acordo com esta tradição. [ nota do editor: Eu vim através de uns artigos mais maus que mostram a cruz invertida mas não poderia trazer-se apresentar mesmo aqui os títulos. Efésios 5:12 ]


A Santa Morte

A família Cruz aparentemente tinha a imagem de 200 anos em sua posse por diversas gerações, datando pelo menos desde o final do século XVII. A matriarca octogenária da família relatou que seus tataravós costumavam emprestar a imagem para as procissões da Semana Santa, na qual ela ficava sentada em uma carroça juntamente com as imagens de Cristo do Santo Sepulcro e da Virgem Maria. Acreditando ser a imagem de São Bernardo, devotos desfilavam com a estátua pela cidade no dia 20 de agosto em celebração à festa do santo. Embora os devotos não mais desfilem com ela na Semana Santa, eles continuam a celebrar a mesma festividade de agosto. Longe do olhar público, a santa esquelética fica a maior parte do seu tempo no santuário familiar no lar dos Cruz, onde muitos vizinhos a veneram. Em uma reviravolta estranha de eventos, em algum momento dos anos 1950, um padre local da cidade invadiu a casa dos Cruz e roubou-lhes a efígie. Alegando que os devotos rezavam para a estátua com propósitos malignos, tais como assassinatos, o clérigo levou a estátua para sua igreja paroquial, a principal de Tecatepec, onde ele a exibiu para o público em uma capela lateral próxima à imagem da Virgem de Guadalupe! Conforme a matriarca, o padre pediu auxílio de seu sobrinho, que era parente do marido de Dona Cruz. Parece que os dois esperavam lucrar com o grande número de doações que “São Bernardo” lhes traria. Por mais de 40 anos, Dona Cruz e o resto da família foram forçados a venerar sua santa roubada no seu próprio cativeiro. Para a família Cruz, o retorno de sua santa sequestrada em 2000 era um milagre. Dona Cruz afirmou enfaticamente que “a imagem retornou para casa por conta própria”7. Um advogado apareceu inesperadamente na casa dos Cruz, sem que a família o tivesse contatado, oferecendo-se para trabalhar de graça em troca do retorno de sua querida santa. Em um encontro com o arcebispo do Estado de Hidalgo naquele ano, Dona Cruz prometeu a ele que não celebraria “missas” ou qualquer tipo de culto para a sua Santa Morte em sua casa. O clérigo concordou com os termos da soltura e então, após mais de três décadas de cativeiro, a santa da morte retornou ao altar da família. Pelos últimos dez anos, a capela da família Cruz tornou-se um dos santuários mais populares da Santa Morte no México e nos Estados Unidos, ficando atrás somente do santuário de Dona Queta, em Tepito. Todos os anos, em meados de agosto, milhares de mexicanos e até mesmo estrangeiros fazem peregrinação para pedir por bênçãos de uma das mais antigas imagens existentes da Poderosa.


Os devotos da Morte É precisamente à sua reputação como milagreira rápida e eficaz que se deve o crescimento meteórico de seu culto desde 2001. Um breve perfil dos devotos da Santa Morte traz à luz sua tremenda popularidade. Como seu culto é geralmente informal e desorganizado e tornou-se público somente há dez anos, é impossível saber exatamente quantos mexicanos e imigrantes mexicanos e da América Central nos Estados Unidos estão entre seus devotos. Outro grande pioneiro devocional, “Pai” David Romo, fundador da primeira igreja de Santa Morte, na Cidade do México, disse a mim e a membros da imprensa mexicana, em entrevistas separadas, que cerca de cinco milhões de mexicanos veneram o Anjo da Morte. Quando o questionei sobre como ele chegou a tal número, ele explicou que está em contato com os crentes no México e nos Estados Unidos, que lhe deram estimativas do tamanho do culto em suas cidades e regiões. O fato de cerca de que cinco por cento da população mexicana, composta de 100 milhões de habitantes, pudesse ser devota da santa não parece absurdo perto de outra evidência de sua popularidade: as vendas de sua parafernália (velas votivas, figurinos, cartões de oração etc.) nas milhares de lojas (hierberias e tiendas esotericas) e barracas de mercado que vendem artigos religiosos, poções, pós mágicos e ervas medicinais por todo o México e em muitas cidades grandes dos Estados Unidos reduzem as vendas dos artigos de outros santos. Um dono de loja após o outro me disse que por volta dos últimos cinco anos seus clientes compraram mais produtos da Santa Morte do que qualquer outra coisa, incluindo os artigos de São Judas Tadeu, um dos santos mais populares do país. Em Morelia, Guillhermina, cujo pai possui três lojas esotéricas na cidade, afirmou que desde 2004 a Ossuda contabilizou cerca de metade do total de vendas em seus três estabelecimentos. Ela ocupou mais estantes e espaços que qualquer outro santo das dezenas de lojas e barracas que visitei nos verões de 2009 e 2010. E os vendedores de rua que vendem uma gama colorida de bens aos motoristas parados no trânsito, esperando para cruzar a fronteira dos Estados Unidos, oferecem muito mais figurinos da Santa Morte do que de qualquer outro santo, mesmo de Guadalupe. Finalmente, o culto mensal, denominado “rosário”, atrai muitos milhares de devotos ao santuário localizado no violento e decadente bairro de Tepito, na Cidade do México. Pelos últimos cinco anos, a Ossuda tem acompanhado seus devotos em suas viagens cruzando a fronteira dos Estados Unidos e estabeleceu-se ao longo da fronteira de duas mil milhas e nas cidades com comunidades de imigrantes mexicanos. Não de forma surpreendente, é em cidades de fronteira, como El Paso, Brownsville e Laredo, que a evidência de seu culto é mais forte. Sua imagem de Ceifadora, na forma de decalques em preto e branco, situa-se nas janelas traseiras (quase sempre escurecidas) de inúmeras picapes e SUVs, anunciando tanto a devoção de seus ocupantes como a sua própria presença crescente. Nas mesmas lojas de parafernália religiosa encontradas no México, comerciantes ao longo da fronteira movimentam um intenso negócio ao vender incensos da Santa Morte, loções e, sobretudo, velas votivas. Quase a maioria da cobertura televisiva sobre o rápido crescimento do seu culto


nos Estados Unidos foi fornecida por estações locais dessas cidades fronteiriças. Tais notícias tendem a ser sensacionalistas, explorando os supostos laços entre a Santa Morte com tráfico de drogas, assassinatos e até sacrifício humano. Na parte norte da área fronteiriça, a Madrinha ouve as orações e petições dos mexicanos e, em menor medida, de imigrantes da América Central, que lhe pedem para interceder a favor do seu sucesso na nova terra. Los Angeles, Houston, Phoenix e New York, com suas grandes comunidades mexicanas e de imigrantes da América Central, são locais evidentes para se encontrar a Poderosa protegendo seus fiéis. Lar da maior comunidade de imigrantes mexicanos nos Estados Unidos, Los Angeles é a Meca americana do culto da santa esquelética. Além de pelo menos duas lojas de artigos religiosos que carregam seu nome (Botanica Santa Morte e Botanica de la Santa Morte), a Cidade dos Anjos oferece aos devotos dois templos onde podem agradecer ao Anjo da Morte pelos milagres alcançados ou pedir a ela saúde, prosperidade e amor. A Casa de Oracion de la Santissima Muerte e o Templo Santa Morte são os dois únicos templos dedicados ao seu culto nos Estados Unidos. O último oferece “missas”, casamentos, batismos, rosários e cultos de cura. O seu templo virtual, inspirado em motivos góticos (<www.templosantamuerte.com>) transmite música devocional e algumas de suas missas. Curiosamente, a maior parte do conteúdo do site bilíngue está em inglês. Em Houston, onde vivi por onze anos, ainda não existe nenhum lugar público de adoração, mas a Irmã Branca aparece em velas votivas e em pacotes de incenso, dentre outros produtos, em centenas de estantes em supermercados locais e lojas de artigos religiosos. Em junho de 2009, enquanto eu saía do estacionamento do supermercado Fiesta, voltado para o público latino, em especial mexicano, no centro de Houston, avistei uma estátua branca da santa medindo quatro pés de altura, sendo levada no bagageiro de um antigo modelo de picape Ford. A janela traseira pintada da caminhonete exibia um decalque de sua Santíssima Morte. Tal como em Los Angeles, os devotos da Bayou City (cidade do rio pantanoso, um dos apelidos de Houston - NT) podem escolher entre pelo menos três lojas de artigos religiosos que possuem o nome da Santa Morte. Para além dessas grandes cidades, devotos e curiosos podem até encontrar a santa esquelética em cidades com comunidades relativamente diminutas de imigrantes mexicanos, tais como em Richmond, no Estado de Virginia (norte dos Estados Unidos). Nos últimos cinco anos, a Ossuda acompanhou dezenas de milhares de seus seguidores devotos através da fronteiras até as cidades grandes e municípios menores dos Estados Unidos, por onde eles decidiam tentar iniciar uma nova vida por seus próprios meios. Santa Morte possui devotos seguidores de todos os estratos sociais, tais como estudantes de ensino médio, donas de casa de classe média, motoristas de táxi, traficantes de droga, políticos, músicos, médicos e advogados. Rodrigo é um bem-sucedido advogado, de pouco mais de vinte anos, que encontrei no famoso santuário de Dona Queta, em Tepito. Ele foi para lá com uma vela branca a fim de agradecer à Menina Branca por libertá-lo de sequestradores. Lá também se encontrava Claudia, uma contadora de trinta e poucos anos, que se tornou crente dos poderes milagrosos da santa na mesa de cirurgia. Antes de sua operação de pulmão infeccionado, seu cirurgião deu a ela uma estatueta da Poderosa e sugeriu que Claudia


evocasse seus poderes de cura. Tal como vários que vão ao santuário de Tepito, Claudia estava lá para agradecer à Santa Morte por ter sido curada de uma enfermidade. Por conta de sua associação com o crime organizado, especialmente com traficantes de droga e sequestradores, além da condenação por parte das igrejas Católica e protestantes, crentes mais abastados tendem a manter sua devoção no âmbito privado. De fato, desde sua primeira menção em registros históricos, em 1797, até 2002, Santa Morte era venerada de forma clandestina. Altares domésticos são onde os devotos prósperos preferem realizar os rituais que evocam a santa para agir em seu favor. De acordo com o intelectual e romancista mexicano Homero Aridjis, o Anjo da Morte possui uma ampla gama de seguidores entre os políticos de alto escalão, estrelas de cinema, senhores da droga e mesmo na alta cúpula da Igreja Católica nos anos 1990, antes de seu culto tornar-se público! Aridjis transformou em ficção seu relato de ter participado de uma festa de aniversário orgíaca em 2000, com tais devotos, no seu mais recente romance, La Santa Morte8. O casamento da estrela da TV mexicana Niurka Marcos, em 2004, corrobora as alegações de Aridjis. A cerimônia foi conduzida por David Romo, fundador da primeira igreja de Santa Morte, em uma fazenda exclusiva situada fora da cidade do México. Ainda assim, em um país com nível educacional que vai até a oitava série, a grande maioria de devotos se encontra entre os motoristas de táxi, prostitutas, vendedores de rua, donas de casa e criminosos. Uma devota típica é a madrinha do culto da Santa Morte, Dona Queta. Antes de seu ato histórico de exibir uma estátua de tamanho real da Ceifadora na frente de sua casa no Dia de Todos os Santos, em 2011, Enriqueta Romero complementava a renda familiar vendendo quesadillas para vizinhos e para quem passasse na rua. Sempre trajando um avental quadriculado azul e branco, que é praticamente o uniforme das mulheres trabalhadoras no México, Dona Queta não possui mais do que nível escolar básico. Seu colorido sotaque espanhol da classe trabalhadora, apimentado de vulgaridades, reflete o violento bairro de Tepito, na Cidade do México, onde as gangues de drogas, sequestradores, prostitutas e contrabandistas mandam nas ruas. Dona Queta começou sua cerimônia de rosário da Santa Morte em agosto de 2009, com um aviso para que os fiéis retornassem rapidamente para suas casas ao final do ritual, se não seriam importunados por “todos os malditos ladrões e bandidos das redondezas”. Um de seus sete filhos cumpriu pena na prisão e sua soltura foi atribuída por Dona Queta à intervenção divina da sua Menina Linda (la nina hermosa). A jovem desempregada de dezenove anos Raquel, que largou os estudos do ensino médio e que mora na periferia da Cidade do México, é outra devota típica. Aparentando uma magreza anoréxica quando a entrevistei no santuário de Dona Queta, Raquel tornou-se devota depois que a Poderosa apareceu no meio de uma briga de gangues e a puxou uns poucos passos, antes que um canivete atingisse seu estômago. Raquel, tal como muitos outros crentes, estava no famoso santuário de Tepito com uma vela votiva dourada de Santa Morte. Antes de conversar comigo sobre sua devoção, ela colocou a vela acesa na base do altar junto a muitas outras e pediu por um milagre de emprego à grande estátua da santa esquelética por trás do vidro de proteção. De acordo com meus registros, Raquel se enquadra no perfil normal dos devotos em termos de gênero e idade. Diferente dos Estados Unidos, o México é um país jovem, com faixa etária


média de 24 anos. Os padrinhos do culto (Dona Queta e David Romo) confirmam que a maioria dos crentes são adolescentes e jovens adultos, entre seus vinte e trinta anos. De mesma forma, ambos afirmam que veem mais mulheres e garotas do que homens em seus santuários. Pai Romo disse que mais de dois terços dos que participam semanalmente dos cultos em sua igreja são mulheres. Durante os muitos dias em que permaneci no santuário de Dona Queta entrevistando devotos, notei também que havia cerca do dobro de garotas e mulheres que vinham ver a santa vestida de forma régia. Contudo, os cultos mensais de rosário de Dona Queta eram praticamente uma ocupação masculina. Não mais que vinte por cento dos devotos presentes no culto de agosto de 2009 eram mulheres. A explicação mais provável para a ausência feminina é a notoriedade de Tepito como o bairro mais violento e criminoso da capital do México. As palavras de alerta de Dona Queta no início do culto só confirmam tais medos. A preocupação com a segurança no verão de 2009 fez a madrinha do culto mudar os cultos do fim da noite para o fim da tarde. Dessa forma, os devotos poderiam sair antes do anoitecer, evitando os assaltantes noturnos do bairro. A morte do crime e castigo

De forma não tão paradoxal, a Santa Morte possui um apelo especial para assaltantes e outros que vivem à margem das leis mexicana e americana. Afinal de contas, as próprias origens do culto público estão ligadas ao crime. A efígie de larga escala da santa de Dona Queta, que é objeto de devoção para dezenas de milhares de chilangos (gíria que nomeia os residentes da


Cidade do México), foi um presente para ela dado por um de seus filhos, que agradeceu à Poderosa por sua rápida soltura da prisão por um crime não especificado. Dentre as mulheres enfermas e grávidas, “aqueles na prisão” são o objeto de orações coletivas especiais no culto mensal do rosário. Em penitenciárias mexicanas, texanas e californianas, o culto da Ossuda é tão difundido que em muitos ele é o objeto principal de devoção, superando Guadalupe e até São Judas, o padroeiro das causas perdidas. Meu sobrinho, Roberto, trabalhou como guarda na prisão estadual de segurança máxima em Morelia nos últimos três anos. Em junho de 2009, Roberto não só detalhou a devoção à Santa Morte entre os prisioneiros, mas também pintou um retrato de um sistema penal inteiro envolvido em sua veneração. Das 150 celas na prisão, Roberto estimou que aproximadamente 40 presos ergueram altares feitos à mão à Poderosa, a quem confiam que possa libertá-los mais cedo. Carreiras de cocaína, uísque feito na prisão (turbo), cigarros e maconha estão entre as oferendas mais comuns nesses altares. Há oferendas também tatuadas nas costas, peito e braços dos prisioneiros, num trabalho feito por três detentos que cobram entre quatro e trinta dólares por tatuagem. De acordo com Roberto, as tatuagens do Anjo da Morte são mais populares do que de qualquer outro santo. Além dos que cumprem pena, muitos guardas, assistentes sociais e até advogados pertencem ao culto da Santa Morte. Roberto disse que dez de seus 48 colegas são devotos e que não é incomum ver advogados e assistentes sociais na prisão exibindo medalhões dourados da santa em seu peito. Em um ambiente de trabalho tão perigoso, cheio de drogas e armas rústicas, pode-se imaginar o apelo da proteção sobrenatural oferecida pela Poderosa. Em menos de uma década, ela se tornou a santa padroeira do sistema penal mexicano e é também popular de uma forma crescente nas prisões americanas, em especial no sudoeste e na Califórnia. Muitos daqueles que correm o risco de serem pegos por seus crimes pedem à Magrinha por proteção sobrenatural de seus inimigos. A vela votiva da Santa Morte que exclama “lei, fique longe!” (geralmente impressa de forma bilíngue em espanhol e inglês) é encontrada nas lojas por todo o México e Estados Unidos. Da mesma forma, “morte aos meus inimigos”, a vela de sete cores, vende bem entre aqueles cujo trabalho os coloca em contato direto e constante com a morte. De fato, mesmo antes do crescimento astronômico do culto iniciado por Dona Queta, o primeiro contato que os mexicanos tiveram com a Santa Morte foi nas páginas policiais dos tabloides diários. Depois de sequestrar mais de vinte pessoas na década de 1990 e coletar mais de 40 milhões de dólares de resgate, Daniel Arizmendi Lopez foi preso em sua casa em agosto de 1998. Conhecido com o Cortador de Orelhas (Mocheorejas), por seu horrível hábito de enviar as orelhas cortadas de suas vítimas para seus familiares, Arizmendi atraiu mais atenção nas manchetes pela sua devoção à então quase desconhecida santa da morte. Os agentes da lei mexicanos descobriram um altar para a Santa Morte em sua casa e, curiosamente, permitiram que levasse sua estatueta para a prisão, onde pudesse continuar sua devoção atrás das grades10. Assim, três anos antes de Dona Queta começar seu culto público, um dos mais famosos sequestradores na história do país apresentou de forma violenta a Santa Morte para o público mexicano. Desde então, a Irmã Branca tornou-se presença regular nas páginas policiais dos tabloides mexicanos e frequentemente aparece nas reportagens das redes locais de TV na fronteira. As


polícias do México e, crescentemente, dos Estados Unidos descobrem rotineiramente altares e parafernália devocional da Santa Morte nas casas e em posse de criminosos suspeitos, especialmente traficantes. A polícia mexicana prendeu Angel Jacome Gamboa em março de 2009, acusando-o de assassinar doze policiais em Rosarito Beach, a mando de seu renomado chefe, um dos maiores líderes do crime organizado de Tijuana. Uma das armas do assassino mostradas à imprensa era um revólver com uma imagem dourada da Santa Morte gravada em relevo na coronha. A santa da morte não poderia ter ficado mais perto do matador à medida que ele apertava o gatilho e despachava suas vítimas para o seu abraço ossudo. A violência também visitou as maiores figuras no culto. Nascido e criado em Tepito, o Comandante Pantera era uma estrela em ascensão entre os seguidores da Irmã Branca. Na periferia miserável da Cidade do México, em Ecatepec, o jovem líder de culto e motociclista entusiasta, conhecido também como Jonathan Legaria Vargas, ergueu uma estátua preta gigante de 72 pés de altura da santa. Mesmo antes de a construção terminar, a efígie gigantesca e seu patrono viram-se em uma controvérsia. Funcionários municipais, alegando que ela violava as leis de zoneamento, ordenaram que o Comandante Pantera removesse a impressionante estátua, que podia ser vista de uma das maiores avenidas que atravessava a cidade. Ignorando as reclamações de pais na vizinhança, que diziam que suas crianças estavam tão assustadas com a imensa santa esquelética que não podiam dormir à noite, Legaria não só recusou a acatar as ordens municipais, como sugeriu que a violência poderia emergir se a polícia tentasse retirar à força a estátua. Tanto a mídia mexicana como a americana deram ampla cobertura para a controvérsia e seu carismático protagonista. Devotos e residentes curiosos foram ao terreno do templo de Ecatepec para olhar em primeira mão a “maior estátua de Santa Morte do mundo”. Uma violência diferente da que o Comandante Pantera tinha em mente o pegou de surpresa no início da manhã de 31 de julho de 2008. A Ossuda veio para um dos seus devotos mais proeminentes apenas alguns minutos após ele terminar seu programa de rádio de fim de noite dedicado à sua devoção. Vários atiradores alvejaram o Cadillac Escalade de Legaria’s com quase duzentas balas, cinquenta das quais mataram na hora o líder de culto de 26 anos. A Santa Morte poupou suas duas acompanhantes, que foram criticamente feridas, mas sobreviveram. Tal matança é típica de assassinatos relacionados a drogas, mas, como muitos casos de homicídio no México, mais de um ano se passou sem nenhuma resolução. No início de 2007, três homens algemados foram executados a mando do Cartel do Golfo em frente a uma imagem da Santa Morte, na periferia de Nuevo Laredo. Após alguns meses, David Romo tratou de desvincular qualquer associação entre as execuções e o culto à santa. Para isso, desvelou uma imagem radicalmente nova da Santa Morte em seu templo, no distrito de Morelos, na Cidade do México. Uma estátua em tamanho real de um anjo feminino de cabelos castanhos, com uma compleição de porcelana e asas de penas, substituiu a tradicional santa esquelética no santuário principal. Romo batizou o novo ícone de “Anjo da Morte” e pediu aos membros da igreja que substituíssem suas imagens da Ossuda por esta, a nova e linda face da morte. Após três anos, a igreja permanece repleta de figuras, pinturas e velas votivas com a forma esquelética da santa, enquanto que as barracas de venda, dentro e fora do templo, oferecem quase somente imagens da Ceifadora retratada em sua forma tradicional! Romo


culpou os vendedores pela falta de parafernália do Anjo da Morte, que não estariam interessados em oferecer a nova imagem enquanto a antiga vendesse tão bem.

Vela de sete cores da morte

Enquanto não há como negar seu apelo especial para aqueles que vivem, trabalham e morrem no mundo criminoso, incluindo agentes da lei, minha pesquisa tem como objetivo considerar a santa da morte em sua fascinante totalidade. Se focalizássemos somente na vela votiva preta, representando o lado obscuro da devoção, estaríamos ignorando as velas mais populares – vermelha, branca e dourada – que são acesas pelos devotos para propósitos muitos diferentes dos relacionados ao crime e castigo. Com suas sombras de arco-íris, a poderosa vela de sete cores captura precisamente a identidade multicolorida da Poderosa. Essa vela, dentre as mais vendidas, é oferecida por devotos quando estão à procura de intervenção sobrenatural em múltiplas frentes. Por exemplo, a que comprei em Morelia é estruturada dentro de uma borda de quatorze crânios brancos e, à semelhança/retrato da Santa Morte, na parte da frente do vaso da vela possui balanças equilibradas, representando justiça e estabilidade. Em caracteres grosseiramente gotejados, lembrando mensagens escritas a sangue nos muros de filmes de horror americanos,


na base da vela, logo abaixo de sua túnica, lê-se MORTE AOS MEUS INIMIGOS (MUERTE CONTRA MIS ENEMIGOS). A oração à Linda Menina na parte de trás da vela exibe uma petição específica para trazer de volta um marido ou namorado que se foi e um pedido geral para proteção e benefício. Tendo em mente companheiros infiéis, o início da oração segue-se: “Quero que a senhora (Santa Morte) entregue (Fulano de Tal) humilde aos meus pés para que ele cumpra as suas promessas”. A oração termina em grande nível: “Peço que a senhora concorde em ser minha padroeira e que me conceda todos os benefícios que Lhe pedir até meu último dia, hora e minuto.” Em um único objeto ritualístico das cores do arco-íris, a Madrinha despacha justiça, restaura o equilíbrio, neutraliza os inimigos, devolve homens infiéis e concede uma miríade de favores. A consideração ao espectro completo de cores das velas votivas, e não somente da cor preta, permitirá um rico entendimento da ascensão dramática do culto da Santa Morte na última década. A vela marrom serve para assuntos de esclarecimento, discernimento e sabedoria, ainda que esta não esteja entre as velas mais populares. O santo argentino San La Muerte parece dedicar muito mais tempo e energia que a Santa Morte para ajudar seus devotos a encontrar objetos roubados e perdidos. Membros do culto mexicano e da América Central parecem não apelar à santa para a recuperação de pertences perdidos. Contudo, quando o fazem, uma vela cor de café é a recomendada para o serviço. Em contraste com a vela marrom, a vela branca é uma das mais vendidas nas barracas de mercado e nas lojas “esotéricas”. É também a vela mais comum nos santuários do México, tais como os de Dona Queta e de David Romo. Pureza, proteção, gratidão e consagração são os mais frequentes atributos da vela sem cor, isso combinado com o fato de que o esqueleto da Ossuda e de dois de seus apelidos mais comuns referirem-se à ausência de cor (Menina Branca e Irmã Branca). A vela preta está associada a trabalhos de vingança, dano e proteção contra a “magia negra” e os inimigos. Ela é a que mais demora a vender e raramente aparece em lugares devocionais nas beiras de estradas e calçadas. Obviamente, por conta de sua associação entre o público geral com a “magia negra” e bruxaria, muitos devotos que regularmente ou até ocasionalmente usam essas velas provavelmente preferem acendê-las na privacidade de seus lares, longe de olhos críticos. Não obstante, nos muitos altares domésticos que visitei pessoalmente e nos que vi por fotos, incluindo locais de crimes, a mais negra das velas está entre as menos populares. De qualquer forma, nas economias religiosas competitivas do México e dos Estados Unidos, a vela votiva preta serve como um dos produtos do culto mais exclusivos. Devotos que buscam neutralizar inimigos, se vingar de erros imaginários e reais ou proteger um carregamento de cocaína destinada a Houston ou Atlanta podem tentar alistar a Santa Morte para sua causa ao fazer-lhe uma oferta de vela preta. Criados como católicos, praticantes ou não, a maioria dos devotos sente-se muito mais confortável ao pedir à santa popular, que não vai julgá-los para realizar milagres não cristãos do que dirigirem-se aos santos tradicionais que, provavelmente, recusarão uma bênção a um carregamento de drogas ou outros atos ilícitos.


O vermelho, junto com o branco e o preto, figura entre uma das cores históricas do culto e é uma das velas votivas que mais vendem, segundo minha pesquisa com os comerciantes nos dois países. Como pesquisador, deparo-me com surpresas intrigantes ao longo do trabalho de campo. Antes de partir para o México, no verão de 2009, não fazia a menor ideia da importância suprema das velas vermelhas e do propósito a que serviam. Nada do que havia sido publicado dentro e fora da academia sobre a Santa Morte dava pista alguma sobre o seu papel como doutora sobrenatural do amor, especialmente para mulheres mexicanas e da América Central. Entrevistas com devotos, líderes de culto e vendedores de artigos religiosos revelaram uma Poderosa que provavelmente gasta mais tempo atendendo aos assuntos do coração do que qualquer outro assunto. Rosa, uma faxineira de 32 anos, de Patzcuaro, Michoacan, por exemplo, coloca uma vela vermelha acesa no seu altar doméstico para que a Irmã Branca mantenha seu ex-marido abusivo longe dela e de seus quatro filhos. Simbolizando paixão, amor e fortes emoções, a cera vermelha queima em altares de Chiapas a Chicago, onde amantes dispensados e namoradas ciumentas pedem à santa, que está geralmente vestida de noiva, para consertar seu coração partido ou dobrar e trazer de volta seu marido ou namorado inconstante. De fato, as primeiras referências escritas à santa esquelética no século XX a mencionam nesse contexto. No livro, Treasury of Mexican Folkways, publicado em 1947, Francis Toor menciona diversas orações à Santa Morte envolvendo a domesticação de homens que se comportavam mal. No clássico estudo antropológico de Oscar Lewis, publicado no final dos anos 1950, The Children of Sanchez, Marta, residente em Tepito, diz ao antropólogo americano que sua irmã Antonia tinha pedido à Santa Morte o fim dos casos extramaritais de seu marido Crispin. “Da primeira vez que minha irmã Antonia me contou sobre os desvios de Crispin, ela me aconselhou para rezar para a Santa Morte à meia-noite por nove noites seguidas, com a foto de Crispin e uma vela feita de sebo na minha frente. Ela prometeu que, antes da nona noite, meu marido esqueceria outras mulheres. Comprei a oração de novena de um homem que me vendeu essas coisas no bairro e a decorei.” A oração que Antonia recitou é a mesma citada acima, a petição para o retorno do marido “humilde aos meus pés”. Além das três cores tradicionais, as velas douradas de Santa Morte competem com as velas brancas pelo segundo lugar em vendas nas barracas de mercado e lojas de produtos religiosos e são, junto com as velas sem cor, a cera colorida mais comum em santuários públicos, incluindo os de Dona Queta e David Romo. O dourado é a cor do dinheiro, da prosperidade e da abundância no culto. Sofrendo as demissões e subempregos na pior recessão econômica dos Estados Unidos e México desde a Grande Depressão, centenas de milhares, se não milhões, deixam uma vela votiva dourada aos pés ossudos da Santa Morte em troca de bênçãos financeiras. Muitos devotos no santuário histórico de Dona Queta estão lá com velas douradas em mãos para pedir emprego à Poderosa. A santa, que tem a reputação de “quebrar o galho”, tornou-se a padroeira oficial de numerosos donos de pequenos negócios por todo o México e em partes dos Estados Unidos. Yolanda, de 34 anos, clamou à Madrinha ajuda para começar seu próprio salão de beleza na Cidade do México e até ergueu um altar no seu estabelecimento para garantir um fluxo constante de clientes. Yolanda é tão grata a sua padroeira que, a cada dois anos, ela contrata


um conjunto de mariachis por 160 dólares para fazer um tributo musical à Magrinha no culto mensal do rosário. Curiosamente, a enérgica cabeleireira pediu tanto a Guadalupe quanto a São Judas para auxiliá-la a montar seu negócio antes de recorrer à Santa Morte. Yolanda disse que sua nova padroeira era mais confiável que os outros. A santa não atua somente como agenciadora de empregos e filantropa divina, mas também ocupa uma importante posição na economia comercial, na qual as vendas de seus retratos em objetos ritualísticos e mesmo camisetas, agasalhos e tênis representam um negócio multimilionário. Além de atuar no mercado, a Santíssima Morte realiza um papel indispensável como curandeira divina. Em meu trabalho anterior sobre Pentecostalismo e Catolicismo Carismático, mostrei como a cura divina é a força motora por trás do impressionante crescimento dessas formas de cristianismo centradas no Espírito Santo12. De forma similar, um dos grandes paradoxos do culto é que uma santa que personifica a própria morte é encarregada de preservar e prolongar a vida por meio de seus incríveis poderes curativos. Aqui a Santa Morte não é a Ceifadora que colhe as almas com sua foice, mas a Mãe de todos os médicos, consertando corpos partidos e ossos fraturados. A vela roxa é a que simboliza essa cura sobrenatural. Uma disparidade curiosa do culto reside entre a grande ênfase depositada pelos devotos sobre a cura e a relativa ausência de velas cor de lavanda nos santuários e nas lojas. Pode ser que seja uma das cores mais novas que ainda está para ser mais adotada pelos fiéis ou, ainda, que muitos dos que buscam uma cura milagrosa preferem a cobertura extensa da vela de sete cores, que inclui o roxo no seu arco-íris. Qualquer que seja o caso, a vela púrpura iluminará os caminhos nos quais a santa da morte age para preservar e estender a vida humana no contexto dos agentes patológicos da pobreza no México e Estados Unidos. A Santa Morte, no espírito do tempo, é um formidável ser multitarefas. Se os papéis de médica, agenciadora de empregos, doutora do amor e anjo vingador não são suficientes, ela também serve como a padroeira da justiça. Devotos com problemas legais e que buscam uma solução justa para seus problemas oferecem velas devocionais verdes para a Poderosa, que é geralmente representada com as balanças da justiça em sua mão direita. Ela não exerce tanto o papel de juíza, mas de advogada sobrenatural. Os juízes julgam, e um dos grandes atrativos da santa entre os fiéis é sua atitude de não julgamento. Como advogada divina, Santa Morte é mais interessada em conseguir o melhor acordo para seus clientes devocionais do que estabelecer sua inocência ou culpa. Em um país onde a justiça e a igualdade perante a lei são frequentemente um artigo em falta, milhões de mexicanos sentem que somente pela intervenção divina eles teriam uma chance de resolver seus problemas legais. E se sua defensora sobrenatural não está apta a ajudá-los a vencer o seu caso, devotos podem encontrar consolação na ideia de que mais cedo ou mais tarde os perpetradores da injustiça, junto com todos os mexicanos, sentirão a foice igualadora da Ceifadora. Obviamente, é a vela de sete cores que melhor representa esses grandes poderes multitarefas da Santa Morte. É fácil entender por que essa, a mais nova das velas coloridas, é uma das que melhor vendem, juntamente com a vermelha, a branca e a dourada. Provavelmente baseada na vela dos sete poderes (siete potencias) da Santería, a principal religião derivada da diáspora africana em Cuba, o instrumento devocional com as cores do arco-íris reúne todos os poderes


da santa em uma só vela. Em um país assaltado por uma das piores recessões econômicas em décadas, violência pandêmica, uma mortal guerra contra as drogas, muitos mexicanos voltamse para a Madrinha para ajudá-los em múltiplas frentes.


O Pacto Demoníaco de Urbain Grandier

A história de Urbano Grandier aconteceu quando reinava o terrível Cardeal de Richilieu.Na província de Loudoun, um havia um eclesiástico notável e de grande caráter; tinha ciência e talento mas pouca circunspecção. Richilieu o via como perigo em potencial, um possível sectário. O protestantismo sacudia a França e o cura Grandier, por demais disposto às idéias novas e pouco devotado ao celibato, podia tornar-se um pregador mais brilhante e mais audacioso que Calvino e Lutero. As religiosas ursulinas de Loudun tinham por superiora, sob o nome de mãe Joana dos Anjos, uma certa Joana de Belfiel. Não era uma religiosa fervorosa e seuconvento tinha fama de não ser dos mais regulares: passavam-se lá cenas noturnas que se atribuíam aos espíritos. Os pais começavam a retirar as pensionistas e a casa ia fechar em pouco tempo. Grandier tinha casos amorosos e rumorosos. As pensionistas ursulinas ouviam falar deles ...e ficavam preocupadas com o personagem escandaloso. Elas o viram durante a noite aparecer nos dormitórios com atitudes conforme o que se dizia de seus costumes. As freiras julgaram-se obsedadas: eis o diabo em casa. As diretoras dessas moças, inimigas mortais de Grandier, viram que podiam tirar partido da situação no interesse de seu rancor e no interesse do convento. Fizeram-se exorcismos; primeiro em segredo depis, em público.

Os amigos de Grandier sentiam que se tramava alguma coisa e insistiam com ocura a deixar Loudun... Mas Grandier era um homem valente, não sabia o que era ceder à calúnia. Ficou e


foi preso uma manhã quando entrava numa igreja vestido com seus hábitos sacerdotais. Foi tratado como criminoso de Estado. Seus papéis foram apreendidos, seus móveis selados e ele mesmo conduzido debaixo de vara à fortaleza de Angers. Durante este tempo preparava-selhe em Loudun um cárcere que parecia feito mais para uma fera do que para um homem. Loucos Furiosos Se a conduta do cura fora a de um mundano, a atitude de Grandier, prisioneiro e acusado de magia, foi a de um herói e de um mártir. Escreveu à sua mãe: "Eu suporto minha aflição com paciência e lastimo mais a vossa que a minha. Sinto-me muito incomodado por não ter leito; tratai de mandar-me trazer um porque se o corpo não repousa o espírito sucumbe. Enfim, enviai-me um breviário, uma Bíblia e um Santo Tomás, para minha consolação; quanto ao mais, não vos aflijais, eu espero que Deus mostrará minha inocência..." Não façamos, entretanto, os homens piores do que eles são... Os inimigos de Grandier não acreditavam em sua inocência... julgavam perserguir um grande culpado. Os fenômenos histéricos eram então mal conhecidos e o sonambulismo, de todo ignorado. As contorções das religiosas, a segunda vista aterradora [clarevidência], tudo isso era de natureza a convencer os menos crédulos. ...O sofisma dos exorcistas de Loudun era este absurdo paralogismo que Mirville ousa sustentar ainda hoje [no século XIX]: "O diabo é o autor de todos os fenômenos que não se explicam pelas leis conhecidas da natureza". A este aforismo antilógico, eles ajuntavam um outro de que faziam artigo de fé: "O diabo devidamente exorcisado é forçado a dizer a verdade e pode-se admití-lo a dar testemunho em juízo". Grandier estava entregue a loucos furiosos. ...Nunca escândalo semelhante houvera afligido a Igreja: religiosas uivando, torcendo-se, blasfemando. Grandier, calmo, defendeu-se com dignidade. ...Três religiosas, em momento lucidez, foram prostar-se em frente ao tribunal gritando que Grandier era inocente; julgou-se que o demônio falava por suas bocas. ...Tal foi o "processo Grandier". Sua morte foi o crime da ignorância e dos preconceitos de seu tempo e foi mais uma catástrofe que um assassinato. Urbano Grandier foi queimado vivo em 18 de agosto de 1634.


O Pacto

Em 1633 o Prior de Loudun Urbain Grandier,foi o grande vilão apontado no caso das Freiras de Loudun,as freiras apresentavam histeria ou possessão e o padre foi acusado de praticar magia negra e ter relações sexuais com as freiras, o que se tornou um grande escândalo. Mias de sessenta testemunhas fizeram acusações ao padre e mesmo diante de todas as provas o padre dizia ser inocente.Entre os seus pertences que foram revirados,encontraram um pergaminho no qual o Prior o assinava com sangue,esse não era um simples contrato era um pacto selado com dois demônios Asmodeus e Zebulon,no qual foi escrito e assinado com sangue em latim da esquerda para a direita. Esse pacto estipulava um tempo para o fim do contrato no qual assim que ele morresse sua alma já não o pertenceria.O Prior foi torturado e jurou inocência até o fim quando foi queimado na fogueira. A maioria das testemunhas algum tempo depois das acusações tiveram mortes inexplicáveis. O contrato de Grandier ainda existe e se encontra na Bibliothèque Nationale em Paris.


Bruxaria Tradicional para iniciantes

O que chamamos hoje de Bruxaria não possui necessariamente relação direta com os cultos pré-cristãos, como se pode facilmente assumir com a onda de textos sobre bruxaria dizendo o contrário. Na realidade ela surgiu a partir da crença e constatação de que algumas pessoas conseguiam manipular realidades. Isto poderia estar ligado a um determinado culto, embora pudesse subjazer a um facilmente. Um xamã ou sacerdote, por exemplo, podia receber uma iniciação dentro de determinado culto onde se previa a ignição de um poder que ocorria ou florescia naturalmente em algumas pessoas e que, não necessariamente, pertenciam ao culto em questão, ou ainda, não estavam em posição de receber este reconhecimento sacerdotal. Traduzindo isto para uma linguagem moderna, podemos dizer que um padre possui poder de abençoar conferido a ele através um corpo maior de sacerdotes que volta ao tempo na figura de um padre fundador, presumivelmente alguém que possuía este magnífico poder. Por outro lado, outras pessoas também possuem este poder sem a necessidade de uma ordenação ou filiação, bem como outros dons que não seriam significativos ou aceitáveis a um padre. Um sacerdote de uma religião é feito através de um processo de transmissão horizontal, humana. Um bruxo, por uma transmissão vertical, direta e espiritual/sobrenatural. O Bruxo não precisa de aprovação de seus pares e não precisa sequer trabalhar em grupo, quando o faz, juramentos sagrados são feitos para preservação de um vínculo de absoluta confiança e grandeza gerada pelo amor fraternal – um reconhecimento de humildade perante os Mistérios, dos quais ninguém é portador absoluto. Estes pactos nada têm a ver com um ‘poder bruxo’ transmitido, pois isto é algo que nasce com a pessoa, e no máximo, criam uma sintonia com aquela trabalhada por uma determinada ‘linhagem’. Eis a diferença entre o ‘sacerdote de uma religião’ e um ‘bruxo’: no caso do segundo, a sintonia natural se dá pela observação da natureza cujas celebrações são constatadas na realidade observável, nas percepções culturais da terra em que pisa ou mesmo da terra com a qual se possui conexão. Como exemplo, poderíamos dizer que um bruxo não celebraria o milho onde se planta feijão, nem celebraria a natureza onde ela é impedida de se expandir. Uma bruxa conhece o ‘espírito’ do milho e o do feijão, ouve o clamor da terra em seu ritmo de eterna expansão enquanto o ‘sacerdote de uma religião’ trabalha com uma realidade menos local e mais idealizada.


Não discordo das reclamações sobre a marginalidade das práticas, mas foram justamente as difamações que mantiveram as bruxas vivas no imaginário popular. ‘Envenenadora’, a bruxa sempre foi um ser amoral e, portanto, imortal, pois é uma das únicas personagens míticas que admitem a conexão divina/sobrenatural livre de culpa. Os praticantes da chamada ‘bruxaria tradicional’ nem sempre possuem uma conexão imediata com a tradição, embora suas vidas só encontrem rumo quando aprendem estes valores ‘na forja’ da realidade diária. Nem a ‘Tradição’ está invisível para qualquer um que tiver ‘olhos para ver e ouvidos para ouvir’. A ‘tradição’ se desdobra ao advogado, santo, místico, mago ou bruxa igualmente e sem distinções. É a nossa capacidade de mudarmos a realidade à nossa volta que determina o quanto estamos afinados com os fundamentos da tradição. A Bruxaria ‘Tradicional’ passou a existir como um rótulo de identificação, justamente quando houve a necessidade de se preservar o espaço das práticas que eram consideradas heréticas (de manipulação de forças ‘sagradas’ ou ‘profanas’ a fim de se alterar realidades). A institucionalização de práticas sacerdotais que envolviam práticas heréticas sempre correu na contramão do que bruxos tradicionais faziam e, portanto, é justo que clamem o direito de reconhecimento de sua minoria completamente desprovida de interesse em proselitismo. A Bruxaria era ‘pagã’ na acepção da dependência do campo, independente se Apolo passava a ser chamado Cristo. Bruxos tradicionais sempre estarão ligados a uma pequena área geográfica, pois é dali que partem seus gênios e elementos que são, em última instância, seus parceiros espirituais. Portanto, é justo afirmar que Bruxaria não é religião, mas uma forma de encarar os desafios da vida no campo, de certo ponto de vista que parte tanto do mundo celestial quanto do subterrâneo, lar dos mortos poderosos que jamais devem ser esquecidos. Quando se fala sobre bruxaria familiar, existem aqueles que chegam ao absurdo de plantar ‘ordens familiares’ para justificar a tradição, mas não há qualquer base lógica ou histórica para fundamentar tal premissa. O que temos historicamente é a criação das guildas ligadas às ocupações da época, cujas liturgias eram legadas aos sucessores. Assim começamos a falar do nascimento da maçonaria (dos profissionais construtores) e de alguns grupos, como os ferreiros, sapateiros, etc.


Na resistência do velho cristianismo ao novo cristianismo, vemos surgir os satanistas com suas missas negras e as bruxas com seus ‘sabbaths’ – festejos com boa comida, boa dança e liberdade sexual – real ou imaginária, mas certamente desejado em plena época de castração social, moral e religiosa. Foi desta época em diante que pudemos ouvir relatos sobreviventes do sincretismo pagão dentro do cristianismo. Certo autor chega a manipular a história, ligando a bruxaria tradicional à formação de base política para movimentos separatistas, mas isto ultrapassa a barreira do razoável. Na mais absoluta realidade, os bruxos ‘não wiccanos’, tradicionais só saíram do armário depois de Gardner, antes disso não precisaram levantar qualquer bandeira para chamar a atenção sobre si. Neste aspecto, Gardner foi fundamental, assim como havia sido Crowley, num âmbito mais amplo, social, mais do que religioso ou mágico. Bruxos nunca estiveram ligados a movimentos separatistas, quando passaram a se unir sob o rótulo “Bruxaria Tradicional” tiveram o propósito único de não deixar certas práticas regionais – culturais - morrerem. ‘Bruxos’ nunca se uniram para cair na armadilha de ‘destruir a oposição’, que faz nada mais do que afirmar seus valores. O mesmo autor ainda faz distinção entre uma “polêmica... Bruxaria Tradicional Tardia”, e ainda os classifica ignorantemente de “...adicionar outros conceitos como maçonaria, satanismo como repúdio ao Catolicismo e Magia Cerimonial.” Todas as ligações e separações mencionadas são ilusórias, criadas pelo autor do texto, tal polêmica sequer existe ou existiu. O satanismo é um movimento cultural/cúltico por seu próprio direito, pode ser datado da resistência ao protestantismo, não ao catolicismo ou o cristianismo como um todo, exatamente na época em que se perseguiam as heresias dentro da própria Igreja e que culminou na morte de muita gente.


A linguagem dada às práticas e mistérios sempre variará para atender as necessidades de quem as opera. Dizer que a bruxaria não recebeu influências diversas de acordo com o espírito do tempo é absurdo. Os ‘valores do campo’, por exemplo, são para quem mora no campo, que planta, colhe e se alivia quando a chuva cai. Para que estes valores migrem para a cidade eles tem que falar outra linguagem, como fazem os sacerdotes das religiões neo-pagãs. Para o bruxo erudito, é comum que suas expressões sejam, por exemplo, de fundamentação mitopoéticas. Bruxos tradicionais não ultrapassam a barreira do que são. Há quem critique os sacerdotes neo-pagãos que honestamente têm buscado se aprofundar nos valores que juram defender, e, portanto, como sacerdotes de sua religião, velha, nova ou reconstruída, devem ser respeitados como tal. Certos bruxos modernos determinam que se tornaram sacerdotes de muitos deuses de diferentes panteões, e é aí que confusões ocorrem, ainda assim, existem grupos de orientação diferente que conseguem ser coerentes em suas direções. Na realidade, isto nem é de interesse do bruxo tradicional, que trabalha com algo subjacente e independente de máscara – usando-as diversas vezes muito mais como uma provocação social ou porque determinada prática lhe foi passada daquela forma. Se aqui comento, é justamente para desmistificar ‘culto de bruxaria tradicional’ pretendendo um sacerdócio que ‘non ecziste’, como diria o infame Quevedo. Um ‘bruxo tradicional’ nos moldes do campo pensa assim: “Se você adapta um panteão, você adota uma cosmovisão, se você adota uma terra, você adota a si mesmo.” A bruxaria tradicional não precisa usar subtítulos imbecis como “a mais Antiga”, “ancestral”, “tribal”ou “poderosa”, nem precisa sair de seu isolamento, a menos que se queira arrebanhar pessoas, por um insano proselitismo em nome de quantidade ao invés de poder nato. A bruxa tradicional se ‘codifica’ com os novos tempos porque não é engessada, e sua fluidez foi justamente o que permitiu que a tradição se mantivesse viva apesar de tudo. Bruxaria Tradicional não é religião! Como tal, quem buscar rituais coletivos deve ir consciente que isto não é tradicional, pois o que até hoje consta de grupos que trabalham assim é que jamais colocariam um estranho em um círculo de confiança, o que é considerado - no mínimo - irresponsável. Você vai reconhecer a quem buscar contatos ou informações através dos seguintes conceitos: - É irrelevante o ‘uso de panteões não europeus’. É irrelevante qualquer religião. O que importa é o que se desenvolve marginalmente a ela. - Práticas cerimoniais, teatrais e complexas: Se esta é a linguagem escolhida, não há limite, regra ou lei que limite. - Símbolos geométricos/ matemáticos – Ex.: Quadrado, Estrela de Salomão, etc... – são usados extensivamente, como é provado historicamente pelos relatos da época da inquisição, onde várias ‘bruxas’ seriam portadoras de ‘almanaques’. Estes almanaques divulgavam quadrados, estrelas, o que quer que fosse. O bruxo que não experimentava não era ‘o sábio’, assim como em nossos dias.


- Elementos/ Conceitos de outras culturas, como por exemplo Chakras, Karma e Dharma, foram adotados por religiões e até por terapias alternativas. Novamente, é uma questão de linguagem. Portanto, seu uso na bruxaria é relevante para quem assim escolher. Contudo, um bruxo tradicional não descartaria a origem e contexto do termo tão facilmente. - Bruxos tradicionais não se envolvem em ativismos. Pessoas se envolvem em ativismo. - Qualquer filiação a uma instituição centralizadora (Associação/Federação/Conselho de Bruxaria) deve ser vista com alguma suspeita. Bruxos não se submetem ao escrutínio alheio para serem reconhecidos como tal. Reconhece-se o bruxo através do valor de seu conhecimento, caráter ou da prova de seu poder através de resultados obtidos. Por fim, gostaria de ressaltar que o que foi escrito aqui de forma muito simplificada é o que encontra comprovação histórica, e como certa vez um Sábio da Arte disse, há “história da magia e a magia da história”. Cabe a cada um escolher seu caminho.


O Lado Sombrio da OPUS DEI - Parte 1

Os jovens são afastados de suas “famílias de sangue”, que devem ser substituídas pela “família sobrenatural” dos irmãos na fé. Algumas horas por dia, é necessário usar o cilício, um cordão com pontas de ferro colocado por debaixo da roupa, sobre uma das coxas, para mortificar o corpo. Há regras para cada atividade do cotidiano, criadas para promover a “santificação” no mundo: não pode viajar, não pode cumprimentar mulheres com beijo, não pode sair à noite, não pode ter celular. Os superiores devem ser consultados sobre tudo, ... desde uma oferta de emprego até uma visita a amigos. Um índex relaciona os autores proibidos: José Saramago, James Joyce e praticamente todos os filósofos desde Descartes (1596-1650), entre outros. Mulheres passam os dias reclusas, a cozinhar, lavar e passar as roupas das chefes. Homens fazem o serviço de portaria, atendem ao telefone e lavam o carro para seus superiores. E todos se submetem a uma série de rezas – em latim –, normas e autoflagelação. É assim que funciona o Opus Dei – uma prelazia pessoal da Igreja Católica, fundada em 1928 pelo padre espanhol Josemaría Escrivá. “Há, no Opus Dei, abdicação das iniciativas pessoais, sacrificadas a uma obediência cega e mecânica, e despersonalização do indivíduo, calcada num rigoroso e diuturno processo de doutrinação, o que se costuma designar de ‘lavagem cerebral’”, escrevem os autores. “Tal como em outras seitas, existe um enorme abismo entre a proposta de fachada da Obra e a realidade que, pouco a pouco, o prosélito vai encontrar.” O Opus Dei é uma máquina manipuladora perfeita, perversa, sugadora da individualidade e da liberdade de seus membros e só poderá ser detida ou reformada se pessoas decentes dentro da Obra se revoltarem e não aceitarem as loucuras que dizem ser vontade de Deus.

fundador do opus dei, o espanhol Josemaría Escrivá de Balaguer, costumava dizer que a espiritualidade é mais importante que a sabedoria para quem deseja se entregar a Deus. É o preceito de número 946 de seu livro mais popular – Caminho. Escrivá fazia uma ressalva: “Quanto a elas (as mulheres), não é preciso ser sábias; basta que sejam sensatas”. A baiana Rosidalva Julião afirma que não era uma mulher sensata quando ingressou num centro do Opus Dei para lavar, limpar e fabricar os instrumentos de martírio corporal usados pela controversa organização da Igreja Católica.


Em menos de dois anos, ex-integrantes e familiares de membros ativos do Opus Dei publicaram seis livros no Brasil. A mais recente ofensiva editorial revela a vida cotidiana das mulheres entre as paredes da Obra de Deus, tradução da expressão latina Opus Dei. Rosidalva é a personagem real de dois títulos: O Opus Dei e as Mulheres (Panda Books) e Sob o Jugo do Opus Dei – este último lançado no fim de junho. Seu depoimento ilumina, pela primeira vez, uma figura obscura da organização. Rosidalva era numerária auxiliar, única categoria restrita ao sexo feminino.

Dois tipos de membros vivem em centros do Opus Dei: os numerários e as numerárias auxiliares. Os homens são separados das mulheres. Os numerários são leigos celibatários de ambos os sexos. Têm curso superior, e a maioria desempenha suas atividades em postos estratégicos da sociedade. A força do Opus Dei é, segundo os preceitos, “a santificação no meio do mundo”. No Brasil, a organização começou a atuar no fim dos anos 50. Boa parte dos primeiros numerários foi recrutada entre os melhores alunos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.

As numerárias auxiliares, não. De origem humilde, elas são recrutadas em zonas rurais e nas periferias das grandes cidades. Na prática, são as domésticas do Opus Dei. Com algumas diferenças. Não podem casar, namorar nem fazer sexo. Sua carteira de trabalho é assinada pela secretária ou administradora do centro. Ao ingressar na Obra, a aceitação das regras é automática. Uma delas é doar o salário. Como a própria organização as remunera, elas vivem uma situação ambígua: nem sequer chegam a receber o dinheiro e passam a depender da administração para todas as suas necessidades. “Eu era uma escrava”, afirma Rosidalva. “Diziam que meu salário era para Deus. Mas eu tinha de assinar os recibos.”

Eu era uma escrava. Trabalhava, e não via a cor do dinheiro. Diziam que meu salário era para Deus, mas eu tinha de assinar os recibos Rosidalva Julião, ex-numerária auxiliar da Opus Dei

Ela foi recrutada aos 20 anos, no ponto de ônibus. Havia acabado de chegar a São Paulo, vinda de Salvador. Esperava conseguir um emprego e terminar o ensino médio para fazer faculdade de Fisioterapia. “Conheci uma auxiliar no ponto de ônibus. Ela disse que trabalhava num lugar maravilhoso, que eu iria lidar com administração e poderia estudar”, diz Rosidalva. “Depois de seis meses, eu queria ir embora, mas insistiam que Deus tinha me escolhido e que eu estava virando as costas. Era uma pressão terrível. Eu não queria ter vocação, mas afirmavam que eu tinha. Jesus Cristo era meu amigo. Virou meu patrão.”

Quando precisam de um médico ou dentista, as auxiliares são encaminhadas a profissionais ligados à Obra. Em geral supernumerários – a categoria dos membros casados. Elas raramente saem à rua. Quando isso acontece, costumam ser acompanhadas. Não podem ir ao cinema. Só lhes é permitido ler os livros autorizados pela instituição. Jorge Amado e José Saramago, por exemplo, são escritores vetados pelo Opus Dei. A TV é trancada a chave.


Uma vez por semana, as auxiliares são submetidas à “conversa fraterna”. No ritual contam à “diretora espiritual” tudo o que pensaram e sentiram, usando o que o fundador chamava de “sinceridade selvagem”. São aconselhadas, como os demais numerários, a começar sempre pelos “sapos mais gordos”. “Em duas ocasiões, fiz as malas para ir embora, mas tive de desfazer”, diz Rosidalva. “Não tinha nenhum dinheiro, não conhecia ninguém fora do centro e minha família estava longe.”

No Sítio da Aroeira, no município paulista de Santana do Parnaíba, as numerárias auxiliares são responsáveis também pela fabricação de instrumentos de martírio corporal: o cilício – uma tira de arame com pontas usada no alto da coxa durante duas horas por dia – e as disciplinas – um chicote de corda trançada usado para açoitar as nádegas nuas uma vez por semana. “Para fazer o cilício, é preciso cortar os arames com um tipo de alicate de bijuteria. Como no início eu não sabia fazer direito, sem querer cortava enviesado. Aí machucava mais, porque ficava pontudo, entrando mais na carne”, diz Rosidalva. “O padre elogiou esse fato e pediu à diretora para me dizer que estava muito bem-feito. A orientação era experimentar o cilício depois de pronto. Se não machucasse, era necessário desmanchar e refazer.” O uso do cilício e da disciplina é a característica que mais instiga a imaginação do público no que se refere ao Opus Dei. O objetivo da mortificação corporal é evocar o sofrimento de Cristo para fazer a caridade. Pode parecer estranho que, no século XXI, uma organização formada em sua maioria por profissionais liberais e acadêmicos use instrumentos de martírio. No Ocidente, porém, o respeito à autonomia do indivíduo é uma conquista de toda a sociedade. No Estado laico, toda escolha deve ser respeitada, desde que não viole a lei. Apesar de a Igreja Católica criticar o que considera um excesso de liberdades individuais no mundo moderno – especialmente quando se trata de escolhas na área da moral sexual –, as práticas de qualquer um de seus fiéis são merecedoras do direito à tolerância garantido a todas as fés.

A crítica de alguns dissidentes é que não escolheram seguir regras como a mortificação corporal. Além de produzir o cilício e as disciplinas, as numerárias auxiliares também são obrigadas a usá-los. “Por fazer cilícios e hóstias, fiquei com tendinite”, afirma Rosidalva. “Por usar o cilício, tenho até hoje pontinhos brancos nas coxas.”

Aos 32 anos, casada e com um filho pequeno, ela diz ter decidido escrever o livro “para conseguir viver”. “O Opus Dei era como uma infecção dentro de mim. Bloqueava toda a minha vida. Consegui um emprego de camareira de hotel. Quando fui arrumar os quartos, paralisei. Não conseguia me mexer, porque me lembrava dos centros. Fiquei desempregada”, diz. “Logo que saí, tinha pesadelos recorrentes. Sempre estava presa em um quarto quando começava a encher de água, pegar fogo ou ser invadido por ratos e baratas. Agora, botei tudo para fora e quero esquecer.” Hoje, Rosidalva é secretária de uma paróquia católica, em São Paulo.


Guerra de mães

Rosidalva divide as páginas do livro Sob o Jugo do Opus Dei com Josefa Rodrigues – mãe de uma numerária auxiliar. Desde o ano passado, Josefa e o marido, Francisco, movem uma campanha pelo site Orkut, chamada “Opus Dei – Libertem Taís!!!”. Filha do meio do casal, Taís foi levada a um centro do Opus Dei aos 17 anos para trabalhar. “Não sabíamos o que era Opus Dei. A Taís estava terminando o ensino médio e estávamos desempregados. A diretora do centro ligou perguntando se ela não queria fazer uma experiência. Quando surgisse um emprego melhor ou ela pudesse fazer faculdade, sairia”, diz Josefa. “Achei ótimo, porque estava em um lugar seguro, da nossa Igreja, que sempre foi referência para tudo na nossa vida. Então, autorizei.”

Taís nunca mais saiu. Hoje tem 23 anos e tornou-se numerária auxiliar. “Minha filha desistiu de fazer faculdade, afastou-se da família, virou um zumbi. Só então começamos a investigar e descobrimos o que era o Opus Dei. Ficamos horrorizados, mas já era tarde”, diz Josefa. “Não tenho nada contra ser empregada doméstica, mas não acredito que alguma mãe deseje esse futuro para sua filha. Ninguém escolhe essa vocação. A gente é pobre, mas hoje pobre chega à faculdade. Até entrar no Opus Dei, a Taís era uma ótima aluna e queria estudar.”

Francisco é caseiro de um sítio no município paulista de Itupeva. Ganha R$ 600 por mês. Em abril de 2006, comprou um computador em 18 prestações de R$ 120. Com a ajuda da filha caçula, ele e a mulher transformaram a internet numa arma. Mantêm ativa no Orkut a comunidade usada para denunciar o Opus Dei. Enviaram e-mails a todos os bispos do Brasil, ao Núncio Apostólico e até para a Embaixada do Brasil no Vaticano. “Imagina eu, um jardinheiro que não sabe nem falar. Agora estou no Orkut, no MSN”, diz Francisco.

O Opus Dei gerou algum barulho no início de sua história. Escrivá fundou a organização em 1928 e apoiou a ditadura franquista na Espanha. A Obra passou a maior parte de seus quase 80 anos aumentando sua influência na Igreja Católica sem chamar a atenção do mundo. Só ficou conhecida do grande público a partir de 2003, ao se tornar tema de um dos maiores bestsellers de todos os tempos – O Código Da Vinci, de Dan Brown. Mas esta era uma obra de ficção. A série de livros de não-ficção só foi possível no Brasil por causa da internet.

Em 2003, um grupo de ex-numerários tomava chope e comia frango à passarinho no Senzala, tradicional bar de São Paulo, quando decidiram montar o site “A partir daí, o que era individual tornou-se coletivo. Pessoas separadas pela distância e pelo tempo se encontraram na rede e descobriram que sentiam as mesmas coisas, tinham os mesmos problemas”, diz o ex-numerário Márcio Fernandes da Silva. Ele é um dos três autores de Opus Dei: os Bastidores (Verus Editora), o primeiro livro contra a Obra, lançado em 2005. Hoje, além do site, os dissidentes compartilham confissões em comunidades do Orkut. Uma delas, a “Opus Dei Brasil”, tem quase 800 membros.


A internet uniu Josefa, Rosidalva e Betty Silberstein – a primeira mãe de um numerário a denunciar publicamente os meios de recrutamento da Obra. Betty escreveu uma espécie de manual, em 2005 – Opus Dei – A Falsa Obra de Deus – Um Alerta às Famílias Católicas. Organizou também o último lançamento, Sob o Jugo do Opus Dei. Ela e o marido, administrador de empresas, bancaram a edição de ambos. “Os centros não têm placas dizendo que são do Opus Dei. Crianças e adolescentes são levados pelos pais ou por amigos porque oferecem atividades educativas, recreação, palestras. Sabemos apenas que é algo da Igreja Católica. E por isso confiamos”, diz Betty. “Escrevo porque, se tivesse alguma informação, meu filho jamais teria entrado num centro. É nosso dever de mãe saber aonde estamos levando nossos filhos de 14, 15, 16, 17 anos.” No final de cada livro, ela publica todos os endereços dos centros para que os pais possam descobrir se o local freqüentado pelos filhos pertence ao Opus Dei.

Betty e Josefa uniram-se a outras mães de numerários – poucas ainda – para formar o “Grupo de mães de famílias prejudicadas pelo Opus Dei”. Acompanharam, empunhando faixas, os eventos públicos da visita do papa Bento XVI, em São Paulo e Aparecida. “Fomos atraiçoadas pelo que mais amamos na nossa vida, a nossa fé católica”, diz Josefa. As mães entregaram uma carta aberta aos bispos reunidos na 5a Conferência-Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, em maio. Nela, pediam a criação de “um grupo de trabalho” para tratar “dos casos em que famílias solicitam apoio e socorro no conflito com o Opus Dei”.

Quando levaram seus filhos a centros da Obra, eles eram menores de idade. Hoje, têm mais de 18 anos e declaram querer permanecer na instituição. Quando Taís não voltou para casa, Josefa e Francisco, católicos praticantes, não tiveram dúvidas sobre o que fazer. “Fomos pedir ajuda ao bispo”, diz Josefa. A pedido dos pais, dom Gil Antônio Moreira, bispo de Jundiaí, conversou com Taís. “Ela disse a dom Gil que está feliz no Opus Dei”, afirma o padre Jorge Demarchi, coordenador da pastoral de comunicação da diocese. “Ele não notou nada de estranho nela. Se a moça é maior de idade, o que mais o bispo pode fazer?”

As mães esperam da Igreja Católica que obrigue o Opus Dei a ter “transparência no processo de recrutamento” e investigue os meios de “descoberta da vocação”. “O Opus Dei é como o traficante na porta da escola”, diz Betty. “Sem contar que, em todas as congregações, os seminaristas passam por vários testes para ter certeza da vocação. Na Obra, ela é imposta.”

O Opus Dei, procurado por ÉPOCA por meio de seu escritório de comunicação, em São Paulo, não quis dar entrevista. Taís, a filha do casal Josefa e Francisco, marcou entrevista para as 18 horas do dia seguinte ao primeiro contato. No horário marcado, disse que não iria falar. Ela vive em um centro no Paraná.


A voz dos bispos

O Opus Dei é a única prelazia pessoal da Igreja Católica. Esse status o torna mais influente que qualquer um dos movimentos conservadores aninhados no amplo regaço do catolicismo. Como prelazia, o Opus Dei não tem limite de território. Circula na sociedade mundana protegido pelo escudo milenar da Igreja Católica. Mas só responde a seu prelado, hoje dom Javier Echevarría. s E ele só presta contas ao papa. Por esses privilégios especiais, concedidos à organização pelo papa João Paulo II, em 1982, seus inimigos costumam dizer que o Opus Dei é “uma igreja dentro da Igreja”.

Seu fundador, Josemaría Escrivá, foi canonizado em 2002, menos de 30 anos depois de sua morte, período rápido para a média na Igreja Católica. Basta lembrar que Frei Galvão, o primeiro santo brasileiro, morreu em 1822 e só foi canonizado neste ano – quase dois séculos mais tarde. Ter sido liderada por “santos” parece ter virado uma meta no Opus Dei. A causa de canonização do sucessor de Escrivá, monsenhor Álvaro del Portillo, falecido em 1994, já foi oficialmente aceita em Roma.

A maioria dos dissidentes da Obra se mantém católica. E vem aumentando a pressão para que a cúpula da Igreja tome uma posição diante de suas denúncias. “Afinal, somos ou não parte do rebanho? Quando temos um problema dentro da Igreja, a quem devemos recorrer?”, diz Betty. “Acho que não é ao rabino ou ao bispo da Universal.” ÉPOCA enviou a dom Dimas Lara Barbosa, secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, o relato dos sucessivos pedidos de providências aos bispos e à CNBB feitos por Josefa Rodrigues e pelo grupo de mães. Em 27 de junho, dom Dimas respondeu com uma nota de 11 itens – oito deles explicavam o que é uma prelazia pessoal. No nono, dom Dimas declarava: “Em outras palavras, a CNBB não tem nenhuma autoridade para interferir nos assuntos internos do Opus Dei”.

Por considerar as denúncias “graves”, dom Dimas deu instruções precisas: as mães devem “recorrer diretamente à Congregação para os Bispos ou ao Tribunal da Rota Romana, ambos em Roma. Para isso, convém consultar um advogado especialista em Direito Canônico, disponível no Tribunal Eclesiástico mais próximo”.

Uma semana depois, na terça-feira passada, dom Dimas procurou ÉPOCA para explicar que teve tempo para conversar com alguns colegas e queria fazer uma “pequena modificação” na nota. Dom Dimas retirou a referência à gravidade das denúncias e acrescentou: “O processo de discernimento vocacional na prelazia é prolongado e cuidadoso e, pelo que me consta, marcado por um profundo respeito à liberdade das pessoas, de modo que só cheguem a


formalizar seu compromisso estável aqueles e aquelas que tenham demonstrado maturidade suficiente e plena convicção do caminho que escolheram no seguimento de Cristo. Além disso, conheço diversos membros do Opus Dei. São pessoas de excelente formação intelectual, espiritual e moral e grande dedicação apostólica, e que não demonstram minimamente os desequilíbrios de que se tem falado”.

Dom Dimas também declarou-se, por telefone, “provocado a chegar à verdade”. Disse que neste final de semana começaria a ouvir, no Rio de Janeiro, os filhos das denunciantes – ele ainda não sabia quem, exatamente. Também estaria disposto a conversar depois com o grupo de mães – “talvez dividindo a tarefa com dom Geraldo Lyrio”, atual presidente da CNBB. “Como trouxeram o problema à CNBB, me sinto no dever de aprofundar a questão”, afirmou dom Dimas. “É uma atitude de ajuda fraterna. Se percebermos que há alguma coisa errada na formação, vou falar com o superior da Obra para ajudar a resolver.”

Em 29 de maio de 2006, dom Geraldo Majella Agnelo, então presidente da CNBB, respondeu a Josefa por meio de sua secretária: “Informo que sua Eminência fez o devido encaminhamento do assunto aos órgãos responsáveis, pedindo que lhe seja dado uma resposta”. ÉPOCA solicitou uma entrevista com dom Geraldo para esclarecer quais eram “os órgãos responsáveis” e se havia alguma resposta. Uma semana depois, dom Geraldo enviou a ÉPOCA a mesma nota de dom Dimas, “por estar inteiramente de acordo”. Só fez um adendo: “Acrescento somente o fato de as jovens que ingressaram no Opus Dei serem de maior idade. É tudo”.

Ex-membros do Opus Dei têm denunciado – insistentemente – que foram “pressionados e manipulados” para entrar na Obra. “Será que alguém tem vocação para lavar louça e limpar banheiro? Eu queria estudar”, diz Rosidalva. Ela afirma só ter conseguido abandonar o Opus Dei depois de sete anos, em 2002. “Percebi que não adiantava continuar repetindo que não tinha vocação”, diz. “Disse à diretora que tinha mentido. Que não era casta antes de chegar à Obra, que tinha tido vários homens, era muito pior que Maria Madalena.” Embora a diretora não conseguisse entender como Rosidalva havia sido escolhida, achou melhor liberá-la. “Me deram R$ 350 e me botaram na rua uma semana depois”, afirma. “Saí virgem como tinha entrado.”

Desenvolvido durante o franquismo por José-Maria Escrivá de Balaguer, o Opus Dei é técnicamente uma prelatura pessoal, por isso autónomo dentro da ICAR. O seu objectivo principal consiste em infiltrar o mundo do trabalho, especialmente os centros de poder político e as grandes empresas públicas e privadas, com indivíduos totalmente fiéis ao Opus Dei, e comungando na ideologia ultra-conservadora desta seita. Conta três tipos de membros: numerários, supra-numerários, e agregados. Os numerários, que se comprometeram a manter uma vida de pobreza, castidade e obediência, têm geralmente uma sólida formação universitária ou, alternativamente, podem ser herdeiros de grandes fortunas; vivem em casas da Obra, são celibatários, e contribuem com a totalidade do seu ordenado para a seita,


atribuindo-lhes esta algum dinheiro de bolso para as despesas diárias mínimas, nomeadamente a alimentação.

Nestas casas, assim como nas residências universitárias de que o Opus Dei é proprietário, as violações de correspondência e as revistas aos quartos são rotineiras e consideradas normais, mesmo que os lesados não tenham ligação ao OD. Os numerários celebram as festas religiosas, e outras, com a sua seita (Natal, Páscoa, Ano Novo), não podendo comunicar nem sequer com a sua família sem autorização superior. Entre os cerca de duzentos numerários portugueses contam-se o deputado do PPD/PSD e ex-presidente do governo da Região Autónoma dos Açores Mota Amaral (actualmente Presidente da Assembleia da República), assim como o presidente do Conselho de Administração do maior banco privado português (o BCP-Banco Comercial Português) Jardim Gonçalves.

Os membros agregados são pessoas sem formação universitária, ou, mais raramente, licenciados que têm familiares a cargo. Não vivem alojados em casas da seita, mas assumem os mesmos compromissos que os membros numerários, efectuando também o mesmo trabalho apostólico. Alguns deles têm também como funções efectuar reparações (de graça!) nas casas do OD. Os supra-numerários são pessoas casadas que constituem a face socialmente mais visível da organização. Apesar de lhes ser permitida uma menor disponibilidade para o trabalho apostólico, estes membros participam semanalmente em encontros com responsáveis religiosos, que asseguram a fidelidade destes membros por diversos meios, nomeadamente através da confissão. Também contribuem com importantes quantias monetárias.

Todos os membros estão obrigados a frequentar a missa diariamente, a rezar o rosário, e a efectuar leituras religiosas. A auto-flagelação com uma corda e o uso de cilícios são algumas das formas de mortificação encorajadas. Os simpatizantes do Opus que não queiram ou não possam ser membros têm o estatuto de cooperadores. Entre estes, os católicos podem participar nas acções de formação, nomeadamente nos retiros.

O Opus Dei actua captando adolescentes em colégios católicos. Estes são inicialmente aliciados para participar em actividades em clubes católicos de tempos livres, onde jamais se menciona o Opus Dei. Mais tarde, os mais brilhantes de entre estes jovens são convidados para participar em retiros de fim-de-semana, onde a endoutrinação é mais severa. Os jovens são levados a acreditar que só há felicidade no serviço de Deus, e que a única maneira correcta de servir «Deus» é dentro do OD.

O papel da família é rapidamente suprido pelo «director espiritual», que, sendo também o confessor, controla a vida privada. Aos dezoito anos, o jovem futuro tecnocrata está condicionado e pronto para se comprometer com a Obra. O seu futuro será servir. Uma parte muito importante da estratégia do OD passa portanto pelo ensino. A Universidade de Navarra, em Pamplona, foi já reconhecida pelo Estado espanhol. Em Portugal, o Opus Dei controla


através da Cooperativa Fomento os colégios Horizonte (Porto), Cedros (Gaia), Mira-Rio e Planalto (ambos em Lisboa), sendo nestes colégios as turmas segregadas segundo o sexo.

Deve notar-se que a manifestação da associação "Mais Vida, Mais Família" contra a despenalização da IVG (em 3/3/2004) utilizou alunos do Colégio Planalto, que foram dispensados das aulas, para engrossar o cortejo. Controla também as Edições Prumo, a Cooperativa de Fomento de Iniciativas Culturais e o Hotel Três Pastorinhos (Fátima); a Universidade Universitas (actualmente atravessando alguns problemas por os seus cursos não estarem reconhecidos legalmente). Obviamente, o Opus Dei também participa na Rádio Renascença e na TVI, assim como na Universidade Católica, que porém não domina.

O Opus Dei ambiciona formar uma elite tecnocrática que permita à ICAR recuperar o papel de direcção na sociedade que esta perdeu. Adequa-se portanto facilmente a uma sociedade em que os sectores económicos estejam privatizados. Os tecnocratas do OD são as pedras deste xadrez do poder. Por vezes, os negócios correm mal e há que sacrificar um peão. Nesses casos, a responsabilidade é sempre assumida a título individual e o OD não é assim beliscado. Um caso paradigmático e ainda (relativamente) fresco na memória colectiva portuguesa é o da RUMASA.

Esta era a maior «holding» espanhola, controlando 700 empresas, 20 bancos e correspondendo a cerca de 1.8% do PIB espanhol. Em 1983, Felipe Gonzalez decidiu que o Estado espanhol deveria expropriá-la. Descobriu-se então que a RUMASA estava falida e que o seu proprietário, Ruiz Mateos, desviara cerca de 4 mil milhões de contos. Seguiram-se movimentadas peripécias, tendo Ruiz Mateos entrado em fuga. A dada altura, aventou-se mesmo que o foragido poderia estar em Portugal. Não obstante, nunca foi referida na Comunicação social da época a filiação de Mateos no OD, e o facto de o dinheiro transferido o ter sido a favor da ICAR espanhola e do Opus Dei. O Opus Dei alargou enormemente o seu poder após a nomeação de Karol Wojtyla -o seu candidato- como Papa. Efectivamente, o IOR (Instituto das Obras Religiosas, o banco central do Vaticano) colaborara estreitamente com um certo Banco Ambrosiano durante os anos 70. O Ambrosiano assegurava o financiamento da ICAR, da Democracia Cristã italiana, e do sindicato polaco Solidariedade. Após a sua falência fraudulenta, um dos seus directores apareceu em Londres, enforcado sob uma ponte do Tamisa; o outro, um mafioso siciliano condenado a uma pesada pena de prisão por ter mandado assassinar um comissário governamental, morreu dois dias depois de entrar na prisão, envenenado com cianeto. O presidente do IOR, o cardeal Marcinkus, também ele implicado no escândalo financeiro, refugiou-se da justiça italiana no Vaticano (acompanhado dos seus colaboradores), onde Karol Wojtyla se comprometeu a não permitir a sua extradição. É em meio a esta díficil situação financeira, e sob a pressão de uma opinião pública chocada com as ramificações do caso (cosa nostra, loja maçónica P2...), que o Opus Dei foi chamado. Com a ajuda do OD, o Vaticano conseguiu pagar aos credores do Ambrosiano. Porém, o OD não demorou a recolher os seus


ganhos. Efectivamente, poucos meses depois JP2 elevou o Opus Dei a prelatura pessoal (a primeira, e, até ao momento, a única), e não se passaram muitos anos sem que o próprio Escrivá Balaguer (que aliás afirmava em vida que tivera «palavra [directamente] de Deus» para fundar o OD) tenha sido beatificado, naquele que foi o processo de beatificação mais rápido do século. O Opus Dei vangloria-se de contar já com cerca de 80 000 membros, oriundos de nove dezenas de países, e dos quais apenas 1 600 são sacerdotes. Apesar da sua enganadora (porque discreta) boa imagem nos países latinos, o Opus Dei sofreu recentemente (1997) uma humilhação pública ao ser considerada pelo Parlamento belga uma organização sectária, a par da Igreja de Cientologia, das Testemunhas de Jeová, e da Igreja Universal do Reino de Deus. Em Espanha, o OD gozou de enorme influência durante o período final do franquismo. Efectivamente, um dos últimos governos de Franco contava, entre os seus dezanove ministros, doze membros do OD. Algum deste ascendente perdeu-se durante a transição para a democracia, apesar de o rei Juan Carlos haver sido educado por um preceptor do OD. Porém, com a subida ao poder do Partido Popular, o OD conseguiu que Aznar nomeasse três ministros opusianos para o seu primeiro governo (que totalizava apenas catorze), e que fizesse eleger como presidente das Cortes um homem do OD. Em França, a influência do OD é menor, embora o governo de direita de Alain Juppé incluísse pelo menos dois membros do OD. Juan-Antonio Saramanch, presidente do Comitê Olímpico Internacional, é também ele um homem da «Obra de Deus». Quanto à União Europeia, contou sempre com uma forte influência do OD: tanto Jacques Santer (presidente da Comissão Europeia) como Gil-Robles (presidente do Parlamento Europeu entre 1994 e 1999) são membros da seita. A subida ao poder em Portugal do socialista António Guterres foi recebida com tranquilidade e até algum alívio nos meios do OD. Efectivamente, Cavaco Silva distanciara-se dos sectores mais clericais nos seus últimos anos de poder, e o mui beato António Guterres nomeou uma série de responsáveis governamentais sem outras habilitações conhecidas além da militância em movimentos sociais católicos. 1. No final do ano 2000, o «Réseau Voltaire» publica informações afirmando que António Guterres é membro supra-numerário do Opus Dei. Estas informações estão confirmadas numa entrevista que Guterres concedeu nesse mesmo ano ao «Jornal de Notícias», onde confessou ter aderido ao Opus Dei no final da adolescência, muito antes de pensar sequer em entrar no Partido Socialista (ver reprodução da entrevista em (*)). O último Governo de Guterres, após a remodelação do Verão de 2001, contava com numerosos ministros saídos de sectores católicos conservadores, nomeadamente Luís Braga da Cruz, Júlio Pedrosa e Rui Pena (do Movimento Humanismo e Democracia, um grupo dissidente do CDS). No dia 6 de Outubro de 2002, escrivá Balaguer é canonizado. Trata-se da canonização mais rápida de sempre, o que atesta a influência crescente do OD na ICAR. Na canonização, compareceram o Ministro de Estado e da Defesa Paulo Portas, o Presidente da Assembleia da República Mota Amaral (membro numerário assumido), o vice-Presidente da Assembleia da República Narana Coissoró (membro cooperador assumido), o ex-Presidente da República Ramalho Eanes (que obteve há alguns anos um grau académico na Universidade de Navarra), o ex-Governador de Macau Rocha Vieira, o deputado do CDS-PP João Rebelo (membro


cooperador assumido), o presidente do Sporting de Braga Fernando Oliveira, a presidente da Cruz Vermelha Portuguesa Maria Barroso, a Provedora da Santa Casa da Misericórdia Maria José Nogueira Pinto, os ex-ministros do PPD/PSD Rui Machete e Arlindo Cunha, o ex-secretário de Estado também PSD Paulo Teixeira Pinto, para além do arcebispo de Braga (Jorge Ortiga), do bispo do Funchal (Teodoro Faria) e do bispo de Lamego (Jacinto Batalha).

A iniciativa "Rock in Rio" é organizada pelo Opus Dei, e tem lugar em Portugal, pela primeira vez, em 2004.

Em 2006, um filme adaptado a partir do romance «O Código Da Vinci» provoca grande polémica por expôr, com algum exagero, as mortificações físicas que Josemaría Escrivá encorajou aos seus seguidores. Na sequência de pressões da Igreja Católica, o filme não é exibido comercialmente em vários países asiáticos.


O Lado Sombrio da OPUS DEI - Parte 2

Citações de Escrivá de Balaguer: o Sobre os objetivos do Opus Dei: «O fim específico é trabalhar com todas as forças para que as classes dirigentes, principalmente os intelectuais, adiram aos preceitos e ainda aos conselhos de Cristo Nosso Senhor e os ponham em prática, e deste modo, fomentar e difundir a vida de perfeição em todas as classes da sociedade civil e formar homens e mulheres para o exercício do apostolado no mundo».o Sobre o papel do director espiritual: «Director. Precisas dele. Para te entregares, para te dares..., obedecendo. E Director que conheça o teu apostolado, que saiba o que Deus quer; assim secundará, com eficácia, a acção do Espírito Santo na tua alma, sem te tirar do lugar em que estás..., enchendo-te de paz, e ensinando-te a tornar fecundo o teu trabalho» (Caminho, 62);

«(...) e nunca o contradigas diante dos que lhe estão sujeitos, mesmo que não tenha razão» (Caminho, 954). o Sobre o amor-próprio e a auto-estima:«- Nega-te a ti mesmo. - É tão belo ser vítima.» (Caminho, 175); «Quando te vires como és, há-de parecer-te natural que te desprezem.» (Caminho, 593); «Não te esqueças de que és... o depósito do lixo. (...) Humilha-te; não sabes que és o caixote do lixo?» (Caminho, 592); «Não és humilde quando te humilhas, mas quando te humilham e o aceitas por Cristo.» (Caminho, 594); «Mortificação interior. - Não acredito na tua mortificação interior, se vejo que desprezas, que não praticas a mortificação dos sentidos.» (Caminho, 181); «Onde não há mortificação, não há virtude.» (Caminho, 180). o Sobre a dor: «Onde não há mortificação, não há virtude» (Caminho, 180); «Bendita seja a dor. Amada seja a dor. Santificada seja a dor...Glorificada seja a dor!» (Caminho, 208). o Sobre a liberdade: «Obedecer... - caminho seguro. Obedecer cegamente ao superior... - caminho de santidade. (...)» (Caminho, 941); «Obedecei, como nas mãos do artista obedece um instrumento - que não pára a considerar porque faz isto ou aquilo, certos de que nunca vos mandarão fazer nada que não seja bom e para toda a glória de Deus.» (Caminho, 617); «Livros. Não os compres sem te aconselhares com pessoas cristãs, doutas e discretas. Poderias comprar uma coisa inútil ou prejudicial (...)» (Caminho, 339); «É má disposição ouvir as palavras de Deus com espírito crítico» (Caminho, 945).

o Sobre o futuro:


«Estudante: forma-te numa piedade sólida e activa, sobressai no estudo, sente firmes desejos de apostolado profissional. E eu te prometo, ante o vigor da tua formação religiosa e científica, próximas e amplas conquistas» (Caminho, 346).

Quando era do Opus Dei, Antonio Carlos Brolezzi foi obrigado a usar um macacão antimasturbação. O equipamento se destinava a combater a 'doença' que seu confessor diagnosticou como 'erotismo mental'. Tratava-se de uma calça jeans e uma camisa de flanela costuradas uma na outra e vestidas de trás para a frente com o objetivo de impedir o jovem de 20 anos de alcançar a parte mais íntima de sua anatomia. Brolezzi, hoje um bem casado professor do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo, tem se dedicado a narrar em tom confessional as lembranças sexuais de uma década dentro da poderosa prelazia do papa. Pela primeira vez no Brasil, dissidentes retiram o manto de silêncio que envolve a 'Obra de Deus' (em latim, Opus Dei)e dedicam-se hoje a exibi-la em praça pública - alguns deles com uma sanha digna daquelas ex-mulheres que, na recente crônica política do país, enlamearam a imagem de figurões da República. Nada podia ser pior para uma instituição que usa a discrição como estratégia. A vida íntima do Opus Dei está sendo devassada. Dividido em duas partes 'Memórias sexuais de um Numerário' e 'Manual do Ex-Numerário Virgem' -, o livro de Brolezzi deverá ser o próximo míssil editorial lançado contra a ultraconservadora organização católica. Os 'numerários' a que se refere o livro são a espinha dorsal da Obra: os leigos celibatários que vivem nos centros da instituição e cumprem um ritual diário de rezas e mortificações. Já os supernumerários podem casar, ter filhos e patrimônio próprio. Na Espanha, onde o movimento foi fundado em 1928, já existe uma espinhosa bibliografia com relatos de exmembros. No Brasil, porém, onde o Opus Dei só aportou no fim dos anos 50, a organização havia conseguido manter seus adeptos e suas práticas em segredo, obediente ao figurino pregado pelo fundador, Josemaría Escrivá de Balaguer (1902-1975). Em Caminho, o guia do Opus Dei, Escrivá enfatiza: 'O desprezo e a perseguição são benditas provas de predileção divina, mas não há prova e sinal de predileção mais belo do que este: passar oculto'. Agora esse ideal tornou-se inalcançável também no maior país católico do mundo. A declaração de guerra, no fim de outubro, foi o lançamento do livro Opus Dei - Os Bastidores (Verus Editora), escrito por três dissidentes da Obra. Um deles, Jean Lauand, professor da Faculdade de Educação da USP, havia vivido 35 anos como numerário. Lauand era uma das figuras mais populares da ordem até abandoná-la, há dois anos. Conhece como poucos sua atuação no Brasil. Ao deixá-la, tornou-se uma pedra no meio do caminho da obra de Escrivá.


O segundo ataque foi lançado pela mãe de um numerário, Elizabeth Silberstein. Usando o apelo de uma mãe em luta para resgatar o filho das 'garras da seita', ela escreveu e lançou em dezembro o livro Opus Dei - A Falsa Obra de Deus - Alerta às Famílias Católicas. A publicação, bancada por ela, copia a estrutura de um manual para pais que tiveram seus filhos seqüestrados pelas drogas. Ao Opus Dei é reservado o papel de traficante. O quinto capítulo, por exemplo, é intitulado 'Alerta: meu filho foi captado por eles! O que posso fazer?'. As denúncias poderiam ser apenas uma daquelas constrangedoras brigas de família se o Opus Dei não fosse a única prelazia pessoal do papa - e a Igreja Católica a mais poderosa instituição religiosa do Ocidente. Desde o lançamento em 2003 do best-seller de Dan Brown O Código Da Vinci (mais de 40 milhões de exemplares vendidos), a Obra vive sob incômodos holofotes. No enredo, a organização é capaz de cometer assassinatos para impedir a revelação de verdades indesejáveis sobre Jesus. O fato de ser uma história de ficção não impediu arranhões profundos na imagem do Opus Dei. Para piorar, o filme baseado no livro estreará em maio, com Tom Hanks no papel principal e vocação de blockbuster. O momento, portanto, é propício para os membros da prelazia evocarem o ensinamento do fundador: 'Não pretendas que te compreendam. Essa incompreensão é providencial: para que o teu sacrifício passe despercebido'. No Brasil, a reação dos dissidentes organizou-se a partir da criação de um site na internet, o quartel-general virtual em que ex-adeptos trocam confidências e dicas de 'sobrevivência'. Antonio Carlos Brolezzi conta que quando recebeu o primeiro e-mail do site teve uma tremedeira. 'Tive pesadelos e disse que não queria mais receber aquele tipo de correspondência', conta. 'Responderam-me que tudo bem, mas que havia chegado a hora de botar a boca no trombone e exorcizar os fantasmas. Antes, quem saía da Obra ficava isolado. Com a internet as pessoas passaram a conversar. Parei de tremer e decidi escrever o livro.' Numerários influentes, como o jornalista Carlos Alberto Di Franco, enfrentam o fenômeno com o estoicismo pregado por Escrivá. 'A campanha difamatória é dolorosa, mas ao mesmo tempo será boa para a Obra no Brasil porque é o sinal da cruz de Cristo', afirma Di Franco. 'A contradição, a calúnia e a difamação sempre tiveram um papel na história da Igreja. Não há cristianismo sem cruz.' Dom Geraldo Majella Agnelo, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, disse a ÉPOCA que, se algum membro da prelazia procurar a CNBB com denúncias de violação de direitos humanos, ele encaminhará o assunto à Santa Sé. 'Como instituição, o Opus Dei foi aprovado. Mas, se há erros, aí é diferente. Eles devem ser apontados e comprovados para ser julgados por autoridades competentes.' O escritório de informação do Opus Dei no Brasil, em resposta por escrito, afirma que a Obra já havia passado pela experiência de ser criticada por ex-membros em outros países. 'Ainda que a imensa maioria dos que se aproximam das atividades apostólicas e formativas do Opus Dei conserve sempre um enorme carinho e agradecimento, não é de estranhar que ocorram algumas exceções', diz João Gustavo Racca, do escritório brasileiro. Erra quem vê o Opus Dei como um entre tantos movimentos católicos conservadores, como Arautos do Evangelho, TFP e Focolare. Desde que João Paulo II a ungiu com o status de prelazia pessoal, em 1982, a Obra tornou-se oficialmente corpo e sangue da Igreja. Prevista pelo


Concílio Vaticano II (1962-1965) e incorporada pelo Código de Direito Canônico, essa nova figura jurídica garantiu ao Opus Dei um duplo privilégio. Por um lado, espalha-se pelo mundo sob o escudo da tradição milenar da Igreja de Roma. Por outro, é independente dos bispos e dioceses. A Obra só obedece ao prelado, cargo vitalício hoje ocupado por dom Javier Echevarría. E ele só presta contas ao papa. Dentro do Vaticano, o Opus Dei incomoda os cardeais mais progressistas, que assistiram alarmados às demonstrações de entusiasmo de João Paulo II. A canonização do fundador da Obra aconteceu em tempo recorde para os padrões da Igreja, apenas 27 anos após sua morte. Bem diferente, por exemplo, do caso de José de Anchieta, cuja patente de santo é uma causa antiga dos brasileiros: o jesuíta morreu em 1597, mas só se tornou beato em 1980 e não há estimativa de quando possa virar santo. Antes da canonização, Escrivá era uma figura controversa. Jesuítas espanhóis o acusavam de criar uma 'maçonaria dentro da igreja' e até de promover 'uma nova heresia'. Bento XVI é mais sóbrio na exposição de seus afetos que seu antecessor, mas a obediência dos membros do Opus faz da instituição um aliado valioso em um mundo onde a maioria dos fiéis prefere escolher as próprias opiniões. 'Obedecei, como nas mãos do artista obedece um instrumento - que não se detém a considerar por que faz isto ou aquilo - certo de que nunca vos mandarão coisa que não seja boa e para toda a Glória de Deus', aconselha Escrivá. Em Opus Dei - Um Olhar Objetivo para Além dos Mitos e da Realidade da Mais Controversa Força da Igreja Católica, o jornalista especializado em Vaticano John Allen Jr. compara a Obra a uma Guiness Extra Stout. Como a tradicional cerveja irlandesa, em um mercado repleto de produtos diet, light e até sem álcool, o Opus Dei é um reduto de tradição em meio a um catolicismo que, desde o Concílio Vaticano II, tomou vários atalhos em sua vivência cotidiana. Seu livro, lançado no fim de 2005, ainda sem tradução no Brasil, é o representante mais recente de uma ampla bibliografia destinada a produzir um retrato do Opus Dei isento de paixões. Como a cerveja preta e extra-forte, a organização sempre terá, segundo o autor, um número fiel de seguidores para os quais representa uma âncora irremovível num mundo movediço. Quem pertence ao Opus Dei não tem dúvidas nem relativismos numa sociedade povoada por ambos: pensa com a Igreja e vive como o papa manda. 'A Igreja Católica não é uma democracia', diz a numerária Maria Lúcia Alckmin. Para membros da Obra, parte significativa dos católicos não passa de 'católicos de censo' - que servem para expandir as estatísticas, mas seguem apenas as crenças pessoais. Em Caminho, Escrivá demonstra desprezo com relação a essa humanidade supostamente sem ideal: 'Que conversas! Que baixeza e que... nojo! - e tens de conviver com eles, no escritório, na universidade, no consultório... no mundo'. Com apenas 85 mil seguidores - 1.700 no Brasil -, o Opus Dei é irrelevante do ponto de vista quantitativo. Mas seus admiradores são estimados na casa dos milhões. Em 1950, num lance ousado, Escrivá conseguiu inédita autorização do Vaticano para aceitar cooperadores (leia-se financiadores) não-católicos e não-cristãos. Assim, a Obra tem apoiadores espalhados pelo mundo das mais variadas doutrinas - inclusive aqueles que nem sequer acreditam na existência de Deus. Além de aumentar o poder de penetração do movimento nas diversas instâncias da sociedade, os cooperadores representam uma boa fonte de recursos. O


vaticanista Allen estima o patrimônio da organização em US$ 2,8 bilhões - pouco se comparado ao da Igreja nos Estados Unidos (US$ 102 bilhões), muito se o parâmetro for a quantidade de membros. Cada numerário é obrigado a deixar salário e patrimônio para o Opus Dei. 'Quando completei cinco anos na Obra, tive de lavrar um testamento deixando minha herança para a instituição', conta o ex-numerário David Fernandes, engenheiro do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). 'Quando saí, não me devolveram nada, mas acredito que não tentem me tomar as coisas. Se a Obra é tão boa, por que não há uma plaquinha na frente de cada centro dizendo o que são?' A grande força do Opus Dei é sua proposta de 'santificação no meio do mundo'. Escrivá construiu a biografia para tornar-se 'o santo do cotidiano': 'elevar o mundo a Deus e transformá-lo a partir de dentro'. Em lugar de padres e freiras confinados em conventos ou dioceses, o exército de leigos da Obra vive em centros e cumpre o celibato, mas atua em postos estratégicos na sociedade como peças de uma engrenagem. Como diz Escrivá: 'Que preocupação há no mundo por mudar de lugar! Que aconteceria se cada osso, se cada músculo do corpo humano quisesse ocupar um posto diferente do que lhe compete? Não é outra a razão do mal-estar no mundo. Persevera no teu lugar, meu filho; daí, quanto poderás trabalhar pelo reinado efetivo do Senhor'. O numerário começa por obedecer ao 'plano de vida espiritual' com uma lista de obrigações diárias: duas orações mentais de meia hora, cinco minutos de leitura do Evangelho e dez de leitura espiritual, reza do terço, missa, comunhão seguida por dez minutos de ação de graças, meditação dos mistérios do rosário, reza das preces da Obra, exames de consciência particular e geral, reza de três ave-marias com os braços em cruz pedindo a castidade antes de dormir, aspersão de água-benta na cama para afastar as tentações do demônio. Uma vez por semana encontra-se com o diretor espiritual para uma 'conversa fraterna'. Nela, nada pode ser escondido. A etiqueta manda iniciar pelas revelações mais vergonhosas, obedecendo ao princípio da 'sinceridade selvagem'. 'Além de tudo isso, eu ainda ensinava na universidade. Voltava tarde e tinha de preparar aulas. Comecei a apresentar sintomas psicológicos estranhos, entrava em pânico', conta um engenheiro que deixou a Obra em novembro, depois de 24 anos. 'Pensei que acabaria morrendo se continuasse ali. Apavorado, fiz minhas malas e fui para um hotel.' A liberdade religiosa, o direito de fazer o que bem entende com seu corpo e a livre manifestação são valores indiscutíveis. Quem pertence ao Opus Dei acredita que beijar o chão ao acordar e bradar 'Serviam' ('Eu servirei', em latim), cumprir rotina rígida e obedecer sem duvidar são um conforto e uma fonte de felicidade. Para os dissidentes, é lavagem cerebral uma estratégia que usa a fé e a Igreja Católica para controlar e influenciar o mundo. São Escrivá teve o cuidado de reservar um ensinamento para esse impasse: 'Isso - o teu ideal, a tua vocação - é... uma loucura. E os outros - os teus amigos, os teus irmãos - uns loucos... Não tens ouvido, por vezes, esse grito bem dentro de ti? Responde, com decisão, que agradeces a Deus a honra de pertencer ao 'manicômio''.


Memórias sexuais Ex-numerário escreve um livro com dicas para quem abandona a Obra e quer reabilitar o desejo

Dez anos depois de abandonar o Opus Dei, Antonio Carlos Brolezzi escreve um livro em tom confessional sobre a Obra e o sexo. Dividido em duas partes, a primeira vai se chamar 'Memórias Sexuais de um Numerário' e a segunda 'Manual do Ex-Numerário Virgem'. Com 40 anos hoje, Brolezzi só perdeu a virgindade aos 30. Professor do Instituto de Matemática e Estatística da USP, casado pela segunda vez e pai de uma filha, ele conta algumas de suas lembranças na seguinte entrevista. ÉPOCA - Como entrou para o Opus Dei? Antonio Carlos Brolezzi - Ninguém vai para o Opus conhecendo a proposta, eles disfarçam. Me convidaram para um curso de Astronomia com professores da USP. Achei estranho que não havia meninas, mas pensei que elas não se interessavam pelo tema. Eu era office-boy, não me vestia bem. Lá o pessoal se vestia bem, eu achava superchique. A gente tem vontade de se aproximar porque são pessoas que parecem os elfos do Senhor dos Anéis, seres meio distantes mas ao mesmo tempo admiráveis. Imagine que eu pensava que aqueles caras tinham namoradas sensacionais, superintelectuais também. Só depois, quando entramos, é que descobrimos que é tudo montado. Quando eu entrei na USP para cursar Matemática começaram a me ligar, não me deixavam em paz um segundo. Criaram uma crise artificial de vocação. Vendem que somos especiais, que temos uma luz na testa, e ficamos seduzidos. Passamos a ter acesso a uma porta secreta, mostram uma sala onde só eles se reúnem. Você passa a ter uma vida secreta, não pode contar a sua família. Dá um passo aos 20 anos que só você sabe. Fazendo uma analogia com Harry Potter, é como se o Opus fosse o mundo dos magos e fora de lá o dos trouxas, que desconhecem a magia. ÉPOCA - Que memórias sexuais tem alguém que não podia nem sequer pensar em sexo? Brolezzi - Eu acho muito interessante olhar para o Opus Dei sob o ponto de vista da sexualidade. Quando eu fui para o centro tinha 19 anos e nunca havia tido uma relação sexual. Foi chocante para mim quando decidiram que eu não podia mais dar beijo no rosto de colega na faculdade. Um dia uma colega veio me dar um beijo e eu virei a cara. Foi o que o Opus chama de 'ato heróico', mas eu passei a noite chorando. A idéia deles é que você ganha as batalhas fazendo pequenas coisas. Não é 'eu não vou transar', é 'eu não vou olhar'. Se tem uma revista de mulher pelada numa banca, você precisa atravessar a rua. Uma vez eu vi uma bunda numa revista e contei para o diretor. Ele falou: 'Essas revistas pintam as fotos. Porque não é rosa, é marrom, marrom!'. Ele gritava, acho que se referia ao ânus. Queria que eu visse sujeira nessas coisas. Em 1991, vi uma folha rasgada na rua, com uma loira, de quatro, que


dava para ver a vagina por trás. Fiquei espantado. Esse negócio de não poder olhar tem efeito contrário, isso aconteceu em 1991 e eu nunca esqueci. No meu livro terá um capítulo chamado 'Como é a vagina'. ÉPOCA - Como assim? Brolezzi - Uma vez eu fiz um desenho de uma mulher nua num caderno e fui me confessar. O confessor queria saber como eu desenhei se nunca tinha visto. Eu disse que imaginei como se fosse uma boca, só que na vertical. Ele riu, deu a entender que eu era um ignorante. ÉPOCA - E como foi ver uma de verdade? Brolezzi - Foi a primeira broxada. Tinha 30 anos, era virgem, tinha acabado de sair da Obra e arrumado uma namorada. Fomos a um motel e ela perguntou: 'Você tem camisinha?'. Eu disse que não, e ela falou para eu pedir pelo telefone. Eu nem sabia o que era camisinha, imaginava que se comprava numa casa escura, que precisava de uma senha. No centro, quando falavam de sexo, falavam contra a camisinha. Pedi cinco, todo constrangido. Ela ficou toda feliz, mas eu não usei nenhuma. O motel tinha uma luz meio apagada, meio vermelha, aquilo soava como o antro do demônio. Ela tirou a roupa, se deitou e eu imaginei que tinha de deitar em cima dela, só que meu pênis estava murcho. Me veio na mente a maldição que eles me lançaram quando eu saí. Disseram que Deus tinha me feito para ser solteiro, então eu podia não funcionar. Falaram que se eu tivesse um filho ele poderia nascer deformado. Quando broxei, pensei que eu era um cara estragado. Fiquei dez anos na Obra e passei dez anos fora dela tendo tremedeira e uma sensação de terror cada vez que ouvia ou lia o nome Opus Dei. Só quando conheci Viviane e nasceu minha filha, Alice, é que consegui superar. ÉPOCA - Como conseguiu transar, afinal? Brolezzi - Vou até dar umas dicas no livro para quem sai da Obra. Você precisa ter amizade com o sexo feminino, primeiro. Conversar, dançar, para quebrar o esquemão de numerário, de não poder olhar para mulher. Ir sentindo que a mulher não é um dragão. ÉPOCA - Você chegou a vestir um macacão antimasturbação para que não se tocasse. Tinha muita culpa de se masturbar? Brolezzi - Quem se masturba não pode nem comungar. Por isso, nos últimos minutos de oração, o padre se recolhe na sacristia. Se você se masturbou à noite, vai lá e se confessa. Nos centros grandes a fila era enorme nessa hora, afinal, um monte de moleques de 20 anos. Eu dormia rezando o terço para não ter tentação. Os devotos que me desculpem, mas muitas vezes acordava com ele enrolado no pênis. ÉPOCA - Por que chegou a hora de exorcizar os fantasmas escrevendo um livro? Brolezzi - Quero falar com naturalidade sobre tudo isso. Você mortifica os cinco sentidos, precisa combater cada um deles. Se você gosta de olhar para uma janela, decide que não vai olhar. Se gosta de sal, passa a comer sem sal. Faz coisas como não encostar na cadeira, não ouvir mais música. Somos treinados a imaginar que o cheiro do sexo é ruim. Por isso quero escrever, porque para mim foi problemático fazer essa desprogramação. Quero falar no livro


sobre casamento, porque nós tínhamos palestras em que o padre nos falava que os supernumerários (membros casados do Opus Dei) reclamavam que a mulher cheirava a alho e a fritura, que tinham de tomar banho de novo, que era chato e desgastante. É como explicar a normalidade para uma pessoa que achou que a normalidade era anormal. Quem sai tem de entender que quando você casa às vezes você briga e sua mulher não precisa ser santa, que não dá para fazer a 'correção fraterna' (quando um numerário chama a atenção do outro por pequenos erros cometidos) na sua mulher. No começo do meu casamento eu fiquei superneurótico com esse negócio das toalhas, por exemplo. Achava que tinha de ter lugar certo, corrigia minha mulher. Eles também sempre ridicularizavam quem tinha filho, que filho chorava, tinha doença. Quando saí, disseram que eu só arrumaria uma bruxa para casar.

ÉPOCA - Qual vai ser o último capítulo? Brolezzi - Sobre o sentido da vida. Quero dizer que ninguém sabe qual é o sentido e é preciso se acostumar com isso. O sentido da vida não está escondido com algumas pessoas, é você quem vai dar. Para mim, é ficar com a minha mulher, olhando revista e planejando a casa que a gente vai construir. O que importa é tomar sua história nas mãos e ter a memória apaziguada. 'Roubaram meu filho' Mãe de numerário, Elizabeth Silberstein lançou um manual de alerta às famílias católicas contra 'a falsa obra de Deus' 'Meu filho tinha 14 para 15 anos quando foi a um centro cultural do Opus Dei para fazer um curso de Redação. Foi convidado por um amigo do colégio. Apitou (tornou-se oficialmente numerário da Obra) aos 24 anos. Tinha acabado de levar o fora de uma namorada. O pessoal do Opus ligava 15 vezes por dia para a nossa casa. Pensei que eram amigos bacanas preocupados com o sofrimento dele. Quando falou que havia se tornado numerário, começou a chorar muito, e eu lhe perguntei por que não tinha nos contado antes. Ele disse que nós não entenderíamos. Essa é uma das frases-chave que eles põem na cabeça dos meninos. Para eles, os pais são os demônios que querem tirar a vocação. Em qualquer ordem da Igreja Católica, os seminaristas passam por vários testes para ter certeza da vocação. No Opus, ela é imposta. Eu propus ao diretor que meu filho passasse um ano de experiência, sem abandonar as atividades normais. Ele respondeu que eu tinha toda a razão e imediatamente o mandou para um retiro. Depois disse que lá não havia telefone. Eu e o pai dele fomos à polícia, descobrimos o telefone e chegamos ao retiro. Depois o diretor do centro ligou pedindo desculpas por ter mentido que não havia telefone onde meu filho estava. Quando entendi o que era ser numerário do Opus, chorei cinco anos sem parar. Tive o diagnóstico de depressão pós-traumática. Faz quatro meses que levantei. Aí disse: 'Chega'. E resolvi escrever o livro. Se eu evitar que uma única família passe pelo que passamos, já valeu a pena. A gente se prepara para não perder os filhos


para as drogas e para a violência. Ninguém se preocupa em perder o filho para a religião 'Meus pais precisam rezar' O numerário Augusto Silberstein diz que a família tem ciúme da Obra e frustração porque ele entregou a vida a Deus Aos 29 anos, no Opus Dei há cinco, Augusto Silberstein faz pós-graduação em Administração e é subdiretor de um centro no Rio. Deu a seguinte entrevista a ÉPOCA. ÉPOCA - Você acha que seus pais estão errados ao criticar a Obra? Augusto Silberstein - Meus pais têm uma apreciação errada da realidade por causa da paixão. É como usar óculos escuros. Se você põe um, tudo o que enxerga é escurecido. Eles têm de tirar os óculos para enxergar o lado bom da Obra, que é uma instituição maravilhosa. Me incomoda quando apresentam o Opus Dei assim porque parece que eu sou um fanático. Mas amo meus pais de coração. Acho que, como eu, meus pais têm de rezar. ÉPOCA - Mas por que você acha que eles enxergam dessa maneira? Silberstein - Ciúme é uma das paixões. Imagine que você gosta muito de uma pessoa e se casa com ela. Aí entra a sogra. Ela vê que o filho está apaixonado, que uma pessoa está roubando o filho dela. Mas não é verdade. Também há uma certa frustração por eu não ter seguido o script que eles queriam. No meu caso, resolvi entregar minha vida a Deus. ÉPOCA - Como você lida com o cilício? Silberstein - O cilício aparentemente choca, parece absurdo, medieval. Mas o Opus aproveita uma série de coisas antigas numa realidade nova. Acho que as pessoas não se escandalizam por causa da dor, porque hoje elas se submetem a coisas que provocam dor e que são desagradáveis só para ficar bonitas. O que escandaliza as pessoas é fazer algo desagradável por Deus. ÉPOCA - Como é seu cotidiano? Com relação a livros e filmes, por exemplo? Silberstein - Como qualquer pai de família preocupado com a formação, a Obra tem de se preocupar com que não entre bobagem na cabeça dos filhos. Um numerário não pode ir ao cinema, mas não quer dizer que cinema seja bobagem. A gente assiste a filmes nos centros. ÉPOCA - Qual foi o último filme que viu? Silberstein - Batman! É ótimo. ÉPOCA - E livros? Silberstein - Livro que fala mal da Igreja, que te deixa deprimido, não pode. Nos centros há bibliotecas com bons livros. ÉPOCA - O que está fora não é aconselhável? Silberstein - Exatamente. ÉPOCA - Quais os autores que você sabe que não são bem vistos?


Silberstein - (José) Saramago, por exemplo. Por que você vai ler uma coisa que fala mal do que você ama? Os anos sombrios Depois de mais de uma década na Obra, Thelma Pavesi luta para amarrar os pedaços da vida que deixou para trás 'Eu era uma das melhores da turma no curso de Química, da Unicamp. Namorava há sete anos, pretendia me formar e casar. Fui convidada por uma colega para assistir aulas de doutrina católica. Fui apenas para ser simpática. E continuei freqüentando por causa da insistência da moça que me 'tratava', é assim que eles dizem. Ela era responsável pela 'moça de São Rafael'', como chamam a garota que tem chances de 'apitar', entrar para a Obra. No caso, eu. Essa pessoa faz um levantamento sobre a sua vida, situação financeira, profissional, amorosa. Ela foi entrando na minha intimidade até perguntar se eu era virgem. Se não fosse, seria um critério para desistirem de mim. Para apitar, eles criam uma crise vocacional. Dizem: 'Deus te chama. E chama só uma vez''. Chegou a um ponto em que eu não conseguia mais trabalhar, comer, dormir porque Deus esperava a minha resposta. Fui instruída a desmanchar o namoro. Quando finalmente apitei senti alívio porque fiz o que esperavam de mim. No dia seguinte passei por um enorme arrependimento, mas já tinha dado a minha palavra a Deus. Se desistir você é uma traidora, uma Judas, é inferno certo. Exerci lá dentro diversos cargos, comandei casa de retiro, tive de deixar meu emprego de professora. Cuidei da parte financeira, embora não faça a menor idéia de para onde vai o dinheiro. A TV ficava chaveada. Fiz coisas como colar um vestido sobre as pernas da Ivete Sangalo, no jornal, que era sempre censurado. Fui ensinada a olhar para um homem como se fosse uma espiga de milho. Quando não suportei mais e disse que queria ir embora, me ofereceram remédio. Já estava em uma casa em que a maioria tomava medicamentos com tarja preta. Entrei em depressão. Fiz tratamento. Quando melhorei, comecei a pensar em como arranjar dinheiro para ir embora, já que meu cheque, cartão e passes ficavam retidos pela Obra. Consegui um jeito de fazer caixa dois e juntei um dinheirinho. Encontrei um quartinho para alugar e me mudei. Saí há três anos, no dia da missa em homenagem ao fundador. A primeira coisa que eu fiz foi ir ao cinema. Entrei num filme qualquer, nem me lembro qual, mas adorei a sensação de liberdade. Eu tinha pedido no meu aniversário para assistir ao filme 'Uma mente brilhante' (ganhador de quatro Oscars) e não permitiram. Hoje tenho 39 anos, estou sem namorado, sem emprego e lidando com o fato de talvez nunca ser mãe. Não vejo esses 13 anos no Opus como algo que eu precisava passar, mas como uma manipulação que não quero que se repita na minha vida. Invasão de privacidade Renato da Silva foi expulso depois que o subdiretor violou seus arquivos e considerou um email suspeito 'Entrei para a Obra em 1982, aos 17 anos. Estudava em uma escola católica e vi um panfleto sobre orientação profissional. Fui, sem saber que era do Opus Dei. Quando minha família soube, eu estava na Obra havia três anos. Em 1989, fui enviado para o sul e consegui emprego em uma universidade federal. Professor universitário é uma posição estratégica e eles não


tinham ninguém lá. Sou doutor em Ciência da Computação pela USP e sempre valorizei a Internet, mas notei que havia uma atitude hostil a ela. Começaram a baixar normativas dizendo que só haveria um computador por casa, que deveria ser desligado à noite e que ficaria em local público. Fiz um dossiê de 82 páginas e encaminhei à comissão regional questionando as regras. Jamais pensara em sair da Obra. Como aprendi: ''Meu lugar é aqui, para o bem ou para o mal'. Mas em 2003 fui ao Rio a trabalho. Quando voltei, o subdiretor me disse: 'Na sua ausência, fiz uma coisa que não deveria ter feito, mexi nos seus arquivos e achei um negócio que levei ao diretor'. O diretor falou: 'Isso é tão sério que eu encaminhei à comissão regional e eles decidiram que é grave, você está confuso e não deve mais ficar aqui.' Perguntei o que poderia ser. Não me disseram. Não sabia para onde ir, depois de 21 anos vivendo em um centro do Opus. Lembrei do Jean (Lauand, hoje também dissidente), que era numerário mas morava sozinho. Passamos a noite em claro conversando. Entrei em depressão e tive que fazer tratamento. Hoje, aos 40 anos, concluí que você passa por um condicionamento muito forte, baseado na culpa. Segundo os psicólogos, é lavagem cerebral. Só depois descobri porque havia sido expulso. Era um e-mail, rascunho de um texto com perguntas incômodas para o diretor espiritual. Eu mal tinha lido, não tinha dado muita importância.'

Ligações poderosas Carlos Alberto Di Franco dá formação cristã ao governador Geraldo Alckmin e treinou mais de 200 editores da imprensa Carlos Alberto Di Franco, 60 anos, é um dos numerários mais influentes e bem relacionados do Opus Dei. Representante no Brasil da Escola de Comunicação da Universidade de Navarra e diretor do Master em Jornalismo, um programa de capacitação de editores que já formou mais de 200 cargos de chefias dos principais jornais do País, é citado no livro Opus Dei - Os Bastidores como o executor da política da Obra para a mídia do Brasil e na América Latina. Nos últimos anos, tem feito periodicamente uma preleção sobre valores cristãos na ala residencial do Palácio dos Bandeirantes a convite do governador Geraldo Alckmin (confira matéria na página xx). O encontro, apelidado de 'Palestra do Morumbi', reúne um seleto grupo de empresários e profissionais do Direito, entre eles o vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Ometo. Na sede do Master, em São Paulo, em cujos andares superiores funciona o centro da Obra onde vive, Di Franco deu a seguinte entrevista a Época. ÉPOCA - A partir do final dos anos 80 a Universidade de Navarra, que é do Opus Dei, passou a dar cursos nas redações brasileiras. Como surgiu essa estratégia? Carlos Alberto Di Franco - Vários professores de lá participaram de um seminário no Rio e chamaram atenção pela sua visão de Jornalismo. Esse foi o início de um trabalho não de universidade, mas de consultoria de alguns profissionais que também são professores em Navarra. Mais recentemente Navarra montou uma empresa de consultoria que atualmente está sendo reestruturada, e eu tenho uma empresa e contrato consultores de Navarra e também daqui. ÉPOCA - O Master em Jornalismo é uma estratégia do Opus Dei para influenciar a imprensa brasileira e da América latina?


Di Franco - Absolutamente nada a ver. É um trabalho profissional meu. A única coincidência é que Carlos Alberto Di Franco é do Opus Dei. A imprensa tem suficiente discernimento e filtros próprios para se deixar submeter a qualquer coisa deste tipo. ÉPOCA - O senhor é numerário do Opus Dei, é representante da Escola de Comunicação da Universidade de Navarra, que é do Opus Dei, o Master traz professores de Navarra que também são numerários, mas o senhor afirma que não há nenhuma estratégia do Opus Dei em influenciar a imprensa através de um curso de formação de editores? Di Franco - Muitos professores de Navarra que vêm não são do Opus Dei. O Master é um programa técnico de capacitação de editores e não de Religião. O Master tem uma identidade cristã? Claro. Quando eu abro o Master, a primeira coisa que eu faço é dizer que o centro conta com serviço de capelania entregue à prelazia do Opus Dei. Isso implica numa série de serviços de atendimento espiritual para quem queira recebê-los. Deixo absolutamente claro o que acontece aqui. O prestígio do Master não depende do número de gotas de água benta, mas de sua qualificação profissional. ÉPOCA - Quantos professores tem o Master e, destes, quantos são do Opus Dei? Di Franco - Onze fixos, seis são da Obra. ÉPOCA - São Escrivá disse que era preciso embrulhar o mundo em papel-jornal... Di Franco - Qualquer pessoa que pense dois minutos percebe que os meios de comunicação são um poderoso facho para o bem e para o mal. Essa preocupação de evangelização tendo em conta os meios de comunicação social é legítima. Mas você poderá difundir a mensagem cristã não com água benta e nem metendo-se a montar estruturas piegas, mas atuando na sua atividade profissional. Estou convicto de que se o mundo tiver mais cristãos ou gente comprometida com sua fé será um lugar melhor. ÉPOCA - O senhor publicou um artigo no jornal O Estado de S.Paulo criticando o Código da Vinci, um livro de ficção que mostra o Opus Dei como uma seita capaz de assassinar para alcançar seus objetivos. O senhor assina como jornalista e professor de ética. O senhor não acha que deveria ter informado ao leitor que é um numerário? Di Franco - Não, porque não acrescenta nada. Na mídia todo mundo sabe. ÉPOCA - O senhor acredita que todos os leitores do jornal sabem? Di Franco - Todos os leitores não, mas eu não sei o que ser membro do Opus Dei acrescenta ao meu currículo. O que eu fiz foi uma análise do Dan Brown mostrando a sua desonestidade intelectual que qualquer jornalista poderia fazer, budista ou ateu. ÉPOCA - Poderia. Mas o senhor não acha que a informação de que quem criticava um livro contra o Opus Dei era alguém do Opus Dei teria sido relevante para o leitor? Di Franco - Eu fiz uma crítica técnica e não movida por razões religiosas. ÉPOCA - Como começaram as 'palestras do Morumbi', que acontecem na última quarta-feira do mês, no Palácio, com o governador Geraldo Alckmin e um grupo de empresários e profissionais do Direito?


Di Franco - Não é uma reunião regular, depende das agendas. O governador é cristão, muito católico. Nesta reunião tratamos temas relacionados a práticas ou virtudes cristãs.

ÉPOCA - De quem partiu essa idéia? Di Franco - Nasceu de uma conversa do governador com um sacerdote da Obra com quem ele tem direção espiritual periódica. ÉPOCA - O Padre (José) Teixeira, confessor do governador? Di Franco - Isso, o Padre Teixeira. Aí eu e o governador conversamos sobre a melhor maneira de fazer e sobre quem participaria. O grupo é formado por amigos comuns, todos católicos. Eu sou o palestrante. Uma coisa rápida, meia-hora, um cafezinho. A última foi em agosto ou setembro. Depois teríamos outra, mas eu não pude. Agora ele entrou em campanha. Acredito que no final de janeiro combinaremos a próxima. ÉPOCA - Essas palestras são pagas? Di Franco - Não é um trabalho profissional, é uma atividade de formação cristã. 'Qualquer pessoa que pense dois minutos percebe que os meios de comunicação são um poderoso facho para o bem e para o mal' ÉPOCA - O senhor não acha que a proibição de ir ao cinema, teatro ou estádio de futebol conflitua com seu trabalho de jornalista? Di Franco - Para mim nunca foi problema. Não é que não pode, a expressão está mal colocada. Não vai ao cinema porque não quer ir ao cinema. Os numerários vivem, voluntariamente, uma série de abstenções em função de sua entrega como numerários. ÉPOCA - Como o senhor faz com o cilício? Di Franco - O cilício é uma mortificação corporal ultratradicional na Igreja. Se você falar com qualquer pessoa que viva o cristianismo é a coisa mais corriqueira e comum. ÉPOCA - O senhor usa, duas horas por dia? Di Franco - Sim, como qualquer numerário. ÉPOCA - Quando o senhor está com o cilício se concentra no sofrimento de Cristo? Di Franco - Essa pequena mortificação você oferece por várias intenções. A partir de hoje vou oferecer para você. ÉPOCA - Não é necessário. Di Franco - Como colega. O incômodo se oferece. ÉPOCA - É muito difícil o celibato?


Di Franco - Qualquer pessoa tem desejo, é normal. Eu sinto atração pelas mulheres, claro que sinto, sobretudo pelas bonitas. ÉPOCA - O senhor é virgem? Di Franco - Você está entrando em território perigoso. Mas sou, se quer saber sou. A ESTRUTURA DA OBRA A maioria dos membros são leigos. Eles se dividem nas seguintes categorias Numerários: Membros celibatários que vivem em centros da Obra e cumprem um rígido programa diário de rezas e rituais. Comprometem-se com a probreza pessoal e a obediência irrestrita aos superiores. Os ganhos auferidos na atuação profissional são administrados pela instituição, assim como o patrimônio. Mulheres e homens vivem separados Supernumerários: Podem casar e constituir família. Espera-se que tenham muitos filhos e os orientem para servir à Obra. Sua contribuição financeira deve ser equivalente aos gastos com mais um filho

Adscritos: Assumem as mesmas obrigações que um numerário, mas não vivem nos centros Adjuntos: Numerários que ainda não vivem em casas da Obra, em geral com menos de 18 anos Auxiliares: Numerárias que realizam as tarefas domésticas do centro. A maioria é recrutada na zona rural Sacerdotes numerários: Aqueles que são ordenados padres Cooperadores: Não são membros da Obra, mas colaboram financeiramente com ela. Podem ser não-cristãos e inclusive ateus


A Dança da Morte!

Uma Epidemia de Dança "dançomania" ocorrido em Estrasburgo, França em julho de 1518. Levou Diversas pessoas dançaram sem descanso por dias a fio e, no período de aproximadamente um mês como se estivessem HIPNOTIZADAS a maioria caiu morta em consequência de ataques cardíacos, derrames ou exaustão. O fenómeno começou quando uma mulher; Frau Troffea, começou a dançar incontrolavelmente em uma rua de Estrasburgo. Isto durou em torno de quatro a seis dias. quando Frau completou uma semana de dança, outras trinta e quatro pessoas haviam-se juntado a ela, e em um mês, havia aproximadamente 400 dançarinos nas ruas. Muitas dessas pessoas eventualmente morreram de ataque cardíaco, derrame ou exaustão. Documentos históricos, incluindo "observações médicas, sermões catedráticos, cronicas locais e regionais, e mesmo notas divulgadas pelo conselho municipal de Estrasburgo" deixam claro que as vítimas estavam dançando quando morreram. O motivo de essas pessoas dançarem obstinadamente até a morte nunca foi esclarecido. Enquanto a epidemia se espalhava, nobres locais, preocupados com a situação, procuraram o conselho de médicos da região, que descartaram a possibilidade de causas astrológicas ou sobrenaturais, diagnosticando o problema como uma "doença natural" causada por "sangue quente". Ao invés de prescrever a sangria, as autoridades no entanto encorajaram as pessoas a continuarem dançando, abrindo dois salões, um mercado de grãos e até mesmo um palco de madeira no local do fenómeno Isto foi feito na crença de que os dançarinos só se recuperariam se continuassem a dançar dia e noite. Para aumentar a efetividade da cura, as autoridades chegaram inclusive a contratar músicos para manter os afligidos em movimento. Alguns dos dançarinos foram levados a um santuário, onde buscou-se uma cura para seu problema, que naturalmente não foi alcançada. Quando a febre da dança completava um mês, havia uns 400 alsacianos rodopiando e pulando sem parar debaixo do Sol de verão do Hemisfério Norte. Reza a lenda que se tratava de um bloco carnavalesco involuntário: na realidade ninguém queria dançar, mas ninguém conseguia parar. Os enlutados que sobraram ficaram perplexos para o resto da vida. Para provar que a epidemia de dança compulsiva não foi lenda, o historiador John Waller lançou, 490 anos depois, um livro de 276 páginas sobre o frenesi mortal: “A Time to Dance, A Time to Die: The Extraordinary Story of the Dancing Plague of 1518”. Segundo o autor,


registros históricos documentam as mortes pela fúria dançante: anotações de médicos, sermões, crônicas locais e atas do conselho de Estrasburgo.

Um outro especialista, Eugene Backman, já havia escrito em 1952 o livro "Religious Dances in the Christian Church and in Popular Medicine". A tese é que os alsacianos ingeriram um tipo de fungo (Ergot fungi), um mofo que cresce nos talos úmidos de centeio, e ficaram doidões. (Tartarato de ergotamina é componente do ácido lisérgico, o LSD.) Waller contesta Backman. Intoxicação por pão embolorado poderia sim desencadear convulsões violentas e alucinações, mas não movimentos coordenados que duraram dias. O sociólogo Robert Bartholomew propôs a teoria de que o povo estava na verdade cumprindo o ritual de uma seita herética. Mas Waller repete: há evidência de que os dançarinos não queriam dançar (expressavam medo e desespero, segundo os relatos antigos). E pondera que é importante considerar o contexto de miséria humana que precedeu o carnaval sinistro: doenças como sífilis, varíola e hanseníase, fome pela perda de colheitas e mendicância generalizada. O ambiente era propício para superstições. Uma delas era que se alguém causasse a ira de São Vito (também conhecido por São Guido), ele enviaria sobre os pecadores a praga da dança compulsiva. A conclusão de Waller é que o carnaval epidêmico foi uma “enfermidade psicogênica de massa”, uma histeria coletiva precedida por estresse psicológico intolerável. Outros seis ou sete surtos afetaram localidades belgas depois da bagunça iniciada por Frau Troffea. O mais recente que se tem notícia ocorreu em Madagascar na década de 1840.


A lenda da maldição do diamante Hope

Os diamantes já foram temas de inúmeros filmes, livros, documentários, e são um dos objetos mais valiosos do mundo, não apenas pelo seu alto custo agregado, mas também por seu valor histórico. Os gregos da Antiguidade, por exemplo, acreditavam que o fogo de um diamante refletia a chama do amor, na Idade Média, as pessoas acreditavam que o diamante possuía o poder de reatar casamentos desfeitos (hoje em dia, ele pode atar casamentos de maneira prática, mas isso agora não vem ao caso), e ainda na Idade Média era usado em batalhas como símbolo de coragem. Nome originado do grego “adamas” significa “inconquistável, indomável” devido a sua rigidez e dureza. No Brasil, os primeiros diamantes foram encontrados na cidade de Diamantina, em Minas Gerais, em 1725, e durante cerca de um século, o Brasil dominou a produção mundial de diamantes, elevando ao máximo a sua exploração, extração e comercialização.

Jean Baptiste Tavernie Existem inúmeros diamantes famosos ao longo da História, um deles é o Hope, um diamante que não proporcionou muita sorte nas mãos dos donos pelos quais passou. Se há ou não uma maldição sobre o Hope, não há como afirmar, mas a própria História mostra o quão infelizes foram às pessoas que possuíam esse diamante.


A lenda

Este diamante tornou-se conhecido na década de 1660, quando o rei Luís XIV o comprou de um comerciante francês. A joia possuía originalmente 112 quilates e se resumia em uma enorme pedra azul lapidada em forma de triângulo. O diamante teria sido supostamente roubado de um templo sagrado da Índia, erguido em homenagem à deusa Sita, no qual estava incrustado na estátua da divindade e representava um de seus olhos. Quando os nativos descobriram o roubo, eles teriam colocado uma maldição sobre aqueles que por ventura obtivessem a pedra sagrada.

Luis XIV O que houve, segundo a lenda, é uma sucessão de acontecimentos trágicos envolvendo o diamante. Logo depois que um guerreiro roubou a pedra preciosa, ele foi assassinado. O comerciante francês, que vendeu a pedra ao rei Luís XIV, teria falido e contraído uma grave doença que o matou em meio a horríveis convulsões.

Henry Philip Hope O rei Luís XIV, que nada sabia a respeito, entregou a joia comprada para o seu joalheiro lapidála a seu gosto, e a pedra passou a ter aproximadamente 67 quilates, e foi designado como o “diamante azul da coroa”. O rei era acostumado a usar a joia no pescoço em ocasiões solenes, e uma vez a entregou para que sua amante pudesse prová-la. Quando a Madame de


Monespan provou o diamante, ela também teria sido “amaldiçoada”, e algum tempo depois foi cruelmente abandonada pelo rei, morrendo sozinha e na miséria. Mais tarde, o bisneto, o rei Luís XV readaptou a pedra para fazer parte do seu pendente da Ordem do Tosão de Ouro. Anos depois, Luís XVI ofereceu a pedra como símbolo de casamento a Maria Antonieta. Durante a Revolução Francesa, os reis foram presos e decapitados. Na mesma época, suas joias foram roubadas, inclusive o diamante azul, que desapareceu sem deixar rastro. Anos depois os ladrões foram condenados à pena de morte. Em 1812, a joia voltou a aparecer em posse de um mercador londrino chamado Daniel Eliason. Francis Hope, membro do parlamento, comprou a joia em um leilão, e o seu nome foi dado a joia. Logo depois, morreu de mal súbito. Sua esposa, que ficou com a pedra, morreu queimada em um incêndio que houve em sua residência. Assim, o diamante Hope passou para as mãos do sobrinho da família, Thomas Hope, que em seguida faliu e foi deixado pela mulher. Thomas vendeu o diamante para um príncipe russo chamado Iva Kitanovski. Ele presenteou uma artista francesa com a joia. Resultado: a artista foi assassinada com um tiro, e o príncipe foi esfaqueado até a morte por revolucionários. O diamante Hope passou pelas mãos de um joalheiro grego, este caiu de em penhasco, foi vendido a um sultão que algum tempo depois enlouqueceu, e depois um homem chamado Habib Bey teve a posse do diamante, mas não demorou muito e morreu afogado.

Mrs. Evalyn Walsh McLean

A maldição hindu parecia de fato ser devastadora. A joia foi vendida para a família Maclean. Algum tempo depois, a mãe do patriarca morreu, dois empregados da família tiveram o mesmo fim, o filho de 10 anos da família morreu atropelado por um carro, a filha se matou, e a mãe, que era uma alcoólatra, também morreu violentamente. O patriarca entrou em depressão e morreu meses depois em uma clínica.


Museu Smithsonian, Washington DC, 10 de Novembro de 1958 O Instituto Smithsonian de Washington DC, EUA, adquiriu a pedra em 1958 sendo o atual dono do diamante de reputação negativa. Desde que se encontra em posse do instituto, não houve nenhum incidente nem acontecimentos estranhos que pudessem ser ligados a joia. Apenas mais um detalhe deve ser mencionado: diz-se também, que a pessoa que levou o diamante até o instituto, teve a casa incendiada, perdeu a mulher e o cachorro. Hope, que no inglês significa “esperança”, é um nome um tanto quanto irônico ou contraditório para algo que trouxe tanta desgraça aos seus donos. Se a lenda é verdadeira ou não, a discussão ficará entre os céticos e crentes de plantão, mas uma coisa é certa, havendo maldição ou não, a sua má fama se estende por gerações bem como a sua inigualável beleza azul.


Limpeza, preparação e consagração de espaço para uso Mágico cotidiano

O Rito a seguir se refere à uma das várias maneiras corretas de limpar e consagrar um espaço para uso mágico cotidiano. Este rito tem por finalidade equilibrar as energias do ambiente, criar a aura de um espaço sagrado propício à meditação e práticas ocultas, fixar a intenção de elevação espiritual e facilitar a comunicação com os outros planos de existência. Qualquer ambiente ou espaço de ambiente pode ser utilizado, contanto que se situe em um local calmo, tranquilo e onde se possa ficar a vontade. Limpe fisicamente o local com o maior esmero possível,sujeira retém energia que fica estagnada no ambiente limitando a circulação; Após a limpeza, espalhe sal pelo ambiente e deixe lá por alguns minutos, ele vai absorver o excesso de energia presente no ambiente auxiliando na limpeza energética. Varra o sal do ambiente e jogue em agua corrente; Prepare chá mate bem concentrado e use para passar pano no chão, o mate, como boa planta de Marte, funciona aumentando a energia mágica do ambiente; Caso tenha um altar ou outra superfície de uso mágico neste ambiente, utilize uma base de álcool ou óleo mineral (o que ficar melhor em contato com o material) impregnada com cravo (Sygigumaromaticum)através de maceração e previamente consagrado à energia de purificação. Sente-se de maneira o mais confortável possível e entre no nível mais profundo de consciência. Busque a elevação espiritual e forme mentalmente a imagem de um templo espiritual ideal para você. Mantenha a respiração suave e profunda com a mente o mais concentrada possível. Utilize os seus sentidos físicos e espirituais para formar no astral a estrutura do templo. Utilize o tempo que achar necessário e, ao terminar, visualize o templono plano astral se fixando ao espaço no plano físico, se fundindo formando um só. Tome cuidado com o que projetar no plano astral pois isto também fará parte do templo de agora em diante. Visualize no templo a presença do pentagrama e outros símbolos religiosos que utilize brilhando em uma coloração dourada e violeta, se fixando aos objetos correspondentes no plano físico caso haja algum que faça referência ao mesmo; Após isto, arrume normalmente seu espaço sagrado tomando o cuidado de consagrar cada objeto a medida que os dispõe pelo ambiente; Uma vez por semana, utilize um cristal de ponta branca sobre sua testa enquanto reforça a visualização do seu templo sagrado no plano astral, para reforçar a presença do mesmo. Acrescente símbolos de proteção em seu espaço ritual para garantir proteção contra energias


astrais nocivas. Consagre um espaço do seu templo ou um altar a uma divindade específica, se desejar. Não recomendo a consagração de todo o espaço à uma divindade, pois assim deixará de ser o seu templo pessoal para ser um templo da divindade em específico. Mantenha seu espaço sagrado sempre limpo e de preferência tenha sempre símbolos para representar as forças que deseja atrair ao seu convívio. Namastê


SaLuSa - Não Será Permitido parar o Pogresso !

11/01/2013 - Naturalmente, algumas pessoas ainda se sentem inseguras sobre a razão do 21 de Dezembro ter sido relativamente calmo, mas gostaríamos de enfatizar que, como uma civilização,vocês deram um grande passo em frente. Agora o que é importante é que vocês continuem a ter foco em tudo que desejam que seja manifestado e assim irão vê-lo acontecer gradualmente. Agora, que deixaram para trás as energias mais baixas, será mais fácil atingir os resultados, já que não mais serão impedidos ou retidos. O progresso, da forma como o avaliamos, está relacionado com o nível para o qual erguem a sua consciência e constatamos que não atingiram o nível desejado ou esperado antes da data da Ascensão. Se a sua intenção tivesse sido mais poderosa o resultado poderia ter sido melhor sucedido, mas foram mais bem sucedidos do que anteriormente. Queridos, o 21.12 foi um sucesso para muitos indivíduos e estejam certos que todas as almas receberam as energias mais altas. Isso pode ser apenas uma boa notícia, porque significa que as vibrações na Terra se ergueram e que se dirigiram ainda mais para a Nova Era. A respeito das múltiplas mudanças que são necessárias para pôr fim à dualidade, nós, juntamente com os nossos aliados, nunca desanimamos nos nossos esforços para as trazer à existência. Consequentemente, elas estão ficando cada vez mais próximas da manifestação. Como irão saber, devemos fazer com que as mudanças ocorram com a sua aprovação e não impô-las. Por isso, temos o cuidado de assegurar que os nossos aliados mantenham tudo à vista,sem disfarce e dentro do seu sistema legislativo. Entretanto, vocês tem leis que não foram feitas para o bem superior das pessoas ou do Amor e Luz. Não será permitido a essas leis parar o progresso e, independentemente do que aconteça, serão finalmente removidas, como serão todas as leis que são usadas abusivamente para prender pessoas. No futuro todas as leis serão revistas e só as que são justas e que mantêm a sua liberdade e soberania irão continuar. Também significa que qualquer pessoa presa por esses meios abusivos será libertada, e sabemos que existem muitos que estão nessa situação. Com o passar do tempo, os seus níveis de consciência serão tais que as ações criminosas estarão longe de seus pensamentos e, eventualmente, não haverá crime e, portanto, não haverá necessidade de prisões. As infrações menores serão consideradas pelos seres superiores, que decidirão se qualquer medida deve ser tomada. Muitas vezes é desnecessário porque, ao reconhecer o seu erro, a resposta já é aparente para a alma envolvida. Atualmente,


vocês tem os Dez Mandamentos, que lhes serviram muito bem, exceto quando foram postos de lado e ignorados pelos que apenas cuidam e servem o Eu. Essas almas não podem continuar nesse caminho e irão se encontrar impedidas de avançar com aqueles que aceitam a Unidade de Tudo o Que É. Irão selar o seu próprio destino e permanecer nas vibrações mais baixas por sua escolha. Não terão de culpar ninguém pela sua situação, já que muitas vezes foram avisados da necessidade de mudar as suas maneiras. Com o passar do tempo, começarão a notar cada vez mais, que todo o tipo de práticas corruptas serão investigadas e os criminosos estão sendo revelados. É o resultado da elevação dos seus níveis de consciência, que deseja um regresso à honestidade em todos os negócios e transações. Não haverá mais esconderijos, porque os fatos irão surgir como parte da limpeza que está acontecendo. Qualquer coisa que ainda permanece das energias mais baixas será purgada, porque vocês se preparam para introduzir as mudanças que lhes levam para a Nova Era. A mídia ainda está majoritariamente nas mãos dos que escondem a verdade, mas eles não podem impedir outros meios, tal como a Internet, de revelar os fatos. O processo completo para originar as mudanças não é fácil, porque há muitas pessoas com interesses "garantidos legalmente" o impedindo. No entanto, o progresso não pode ser parado e ainda há muito a acontecer para mover os assuntos até que alcancem um ponto em que a ação possa ser tomada. Nesta ocasião, vocês tem o que pode ser chamado de um “obstáculo”, já que muitos aspectos das mudanças estão ficando mais perto de se concretizar, de forma conjunta. Logo que o que está acontecendo se torne visível, haverá uma série completa de eventos ocorrendo em rápida sucessão. Ao percorrer um novo caminho, haverá mudanças em várias épocas no futuro, durante alguns anos antes de vocês se tornarem, finalmente, Seres Galácticos. Serão as mais gratificantes experiências , particularmente porque estarão para além de qualquer interferência originada, atualmente, pelas dimensões mais baixas.

A Divulgação é um fator tão importante na sua evolução que nada do que lhe diz respeito, será deixado ao acaso. Do nosso ponto de vista, ainda há muitas pessoas que têm algum receio da perspectiva de chegarmos abertamente à Terra. Por isso, estamos procurando a melhor


cobertura da nossa presença pela sua mídia, mas tem de ser feita corretamente e não de forma sensacionalista. Não há dúvida de que, em breve, temos de avançar e não podemos esperar por tempo indefinido. Por isso, podem ter certeza de que estamos fazendo tudo o que podemos para criar o cenário certo para que a Divulgação avance. Será uma ocasião de extrema importância e as celebrações serão de acordo com esse acontecimento histórico. O tempo continua a acelerar e dessa maneira vocês irão perder a noção dele porque não domina a sua vida como anteriormente. Isso acontecerá simultaneamente com o esquecimento e a tendência a viver no agora. Esses fatos estão lhes conduzindo a um ponto onde acharão que a vida se torna mais fácil simplesmente por seguir a corrente. Sabemos que existem pessoas que não podem existir sem ter tudo planeado, mas irão adaptar-se às mudanças e irão sentir que a vida é muito mais gratificante, quando é vivida tal como chega. Será uma ajuda pois, à medida que avançarem na Nova Era, terão muito mais tempo para vocês mesmos, e poucas ou nenhumas preocupações. Realmente, vocês nunca experimentaram o que é ser livre, porque estiveram presos no seu próprio planeta. Isso foi aceito como normal e é por isso que nós, da Federação Galáctica da Luz e outros passaram tanto tempo tentando lhes acordar para a verdade. Queridos, quer tenham reconhecido ou não, avançaram em sua jornada muito desde o Milênio. Isso nos deu a crença de que dando mais tempo, mais almas iriam responder aos níveis crescentes da Luz que estão alcançando a Terra. Agora, basicamente, todas as almas se moveram através da Ascensão e firmaram energias mais altas. Serão mais elevadas pelo fluxo contínuo, e os acontecimentos mostrando mudanças prioritárias para melhor serão uma ajuda considerável. Lhes deixamos com o nosso infinito Amor e bênçãos para o seu futuro.


Incubus e Succubus

O Incubus é uma figura demoníaca intimamente associada ao vampirismo. É conhecida pelo hábito de invadir o quarto de uma mulher à noite, deitar-se sobre ela para que seu peso fique bem evidente sobre seu peito e então força-a a fazer sexo. O Succubus, a sua contraparte feminina, ataca os homens da mesma maneira. A experiência do ataque do incubus/succubus varia de extremo prazer ao absoluto terror. É, como já assinalou o psicoterapeuta Ernest Jones, o mesmo espectro de experiências descritas na moderna literatura entre o sonho erótico e o pesadelo. O incubus/succubus se parece com um vampiro na medida em que ataca as pessoas durante a noite enquanto dormem. Freqüentemente ataca uma pessoa noite após noite, como o vampiro dos ciganos, deixando suas vítimas exaustas. Entretanto é diferente do vampiro na medida em que não sugava sangue nem roubava a energia da vida. O incubus parece ter se originado da antiga prática de incubação, onde uma pessoa ia ao templo de uma divindade e lá repousava. No decurso da noite a pessoa teria um contato com a divindade, muitas vezes esse contato envolvia relações sexuais, ou na forma de sonho ou com um dos representantes da divindade, bem humano. Isso estava na raiz de diversas práticas religiosas, incluindo a prostituição nos templos. A religião de incubação mais bem sucedida estava ligada a Esculápio, um deus da cura que se especializara, entre outras coisas, em curar a esterilidade. O cristianismo, que equiparou as divindades pagãs aos seres demoníacos, encarava essa prática de relações com uma divindade como forma de atividade demoníaca. Através dos séculos, duas principais correntes de opinião sobre as origens dos incubi e dos succubi competiam uma com a outra. Alguns a viam como sonhos, invenções de uma vida fantasiosa da pessoa que experimentava tais visitações. Outros argumentavam a favor da existência objetiva dos espíritos malignos; eram instrumentos do demônio. No século XV os líderes religiosos, especialmente os que estavam ligados à Inquisição preferiam essa última explicação, ligando a atividade demoníaca dos incubi e succubi à bruxaria. O grande instrumento dos caçadores de bruxas, Malleus Maleficarum, "O Martelo das Bruxas", supunha que todas as bruxas se submetiam voluntariamente aos incubi.


A existência objetiva do incubus/succubus foi sustentada por Tomás de Aquino no século XIII. Argumentava que crianças poderiam mesmo ser concebidas pelas relações entre uma mulher e um incubus. Acreditava que um espírito maligno poderia mudar de forma e aparecer como um succubus para um homem ou um incubus para uma mulher. Alguns pensadores argumentavam que o succubus coletava sêmen e, depois, na forma de um incubus, depositava-o numa mulher. As freiras parecem ter sido um alvo especial dos incubi pois os espíritos malignos pareciam ter prazer em atormentar aqueles que haviam escolhido uma vida santa. A idéia da existência objetiva dos incubi e succubi permaneceu até o século XVII quando uma tendência para a compreensão mais subjetiva se tornou perceptível. Jones, um psicólogo freudiano, juntou o sucubus/inccubus e o vampiro como expressões de sentimentos sexuais reprimidos. O vampiro era visto como o mais intenso dos dois. Em virtude das semelhanças entre vampiros e os incubi/succubi, muitas das formas deste último aparecem freqüentemente nas listas de vampiros diferentes pelo mundo afora, como follets (francês), duendes (espanhol), alpes (alemão), e folletti (italiano). Intimamente ligado ao incubus estava o mare (teutônico antigo), mara (escandinavo) ou mora (eslavo), o espírito maligno de um pesadelo. Jan L. Perkowsi assinalou que as histórias do vampiro eslavo também incluíam elementos do que parecia ser o mora. Ele os considerou no cômputo de vampiros que tinham experimentado uma contaminação demoníaca. Distinguiu cuidadosamente o vampiro (um cadáver reavivado) e o mora (um espírito de forma esférica) e criticou vampirologistas como Montague Summers, Dudley Wright e Gabriel Ronay por confundir as duas coisas. Também criticou Jones pelo mesmo motivo. Conquanto conhecesse que o vampiro e o mora


compartilhavam o mesmo tipo de vítima (alguém dormindo), o fenômeno do vampiro precisava ser diferenciado na medida em que estava centrado em um cadáver enquanto o fenômeno mora não tinha essa referência e estava centrado inteiramente na vítima que havia sobrevivido a um ataque de espíritos malignos.


O Despertar - A Fraternidade Negra

Um tema polêmico, mas necessário para todos os peregrinos em busca da sua Luz interior. É importante deixar as crenças religiosas de lado temporariamente para que a compreensão sobre este assunto possa fluir de forma suave e objetiva. A intenção é esclarecer este aspecto de suma importância e que afeta indistintamente a vida da pessoa que rompe a barreira da tridimensionalidade. Em nosso mundo terreno e especificamente no planeta Terra ocorre um fato tão antigo, que suas origens se perdem num tempo longínquo e só é possível medir em termos de Eras. Vários ciclos permeiam a caminhada humana pela superfície do nosso planeta e, civilizações surgiram e desapareceram ao longo destes milhares de anos. A soma destes ciclos forma uma Ronda que marca o processo evolutivo da humanidade. A jornada terrena é marcada pela sua caminhada espiritual. A vida material é apenas o campo da experiência e do aprendizado. É por esta razão que duas Forças com suas potencialidades, alternavam seu poder de influência e domínio sobre o nosso mundo de manifestação. Uma destas Forças é conhecida como a Fraternidade Branca e atua sob a orientação direta da Hierarquia Divina, que é representada pelos Mestres Ascencionados e outros seres encarnados em corpos físicos que são conhecidos como os Trabalhadores ou Servidores da Luz. Além destes, a Força da Luz é composta também pela Frota Intergaláctica, Reino Dévico, Reino Elemental e Reino Angélico. A Força oposta que vinha dominando o planeta nestes últimos milênios é chamada de Fraternidade Negra, composta por Magos Negros e atuam no plano físico através de um Governo Secreto Sinistro, conhecido como os “Iluminatis”. Muitas de suas ações são focadas no plano astral e no mental inferior. Possuem o conhecimento sobre a espiritualidade e a magia sagrada. A diferença reside no desvio do uso da Energia para interesses pessoais e grupais. A atuação devastadora desta Força negativa causou um atraso imenso em nossa evolução terrena em todos os campos de atividade humana. Somente nos últimos 60 anos, a humanidade foi privada de descobertas tecnológicas extraterrestres que poderiam acelerar o bem estar de todos os habitantes da Terra, e poderíamos estar vivendo em plena integração com a sociedade cósmica atualmente.


O fato de estarmos “atrasado” em uma Ronda, pois devíamos estar habitando uma civilização de 5ª dimensão, encontramos neste “meio” caminho – a 4ª dimensão - uma série de dificuldades e obstáculos que vem nos impedindo de alcançar o progresso material e espiritual que estava planejado para nós e o nosso mundo. O processo no qual estamos envolvidos paralelamente à transição planetária, vai facilitar a “recuperação” deste tempo perdido. Há um “nó” que ainda nos prende à terceira dimensão que foi “criado” pelos seres das Trevas em cumplicidade e parceria com um grupo de seres encarnados, que usam a “escravidão” humana para seus fins e objetivos. Este entrave chama-se: Medo. Este instrumento foi “implantado” ao longo de centenas de milhares de anos e nos últimos 3 séculos, foi usado de forma intensa através de vários meios. O mundo atual é um reflexo desta atuação nefasta. O pânico generalizado é o resultado das articulações utilizadas pela mídia, pois isto ocasiona o aprisionamento da consciência física no nível mais denso de frequência vibratória e facilita as metas que “eles” estabelecem para o domínio da massa humana. Tentar aprofundar este tema é um trabalho para vários artigos e não é esse o meu propósito aqui. A minha intenção é abordar a atuação de apenas um grupo de seres que vem se “destacando” por uma série de manipulações e ataques que beira o ridículo, pois se percebe o desespero nas “falanges” que formam seus exércitos que vinham dominando o mundo até aos dias atuais. Suas “forças” estão perdendo terreno em todas as áreas que antes faziam parte dos seus domínios. Falo aqui dos nossos “irmãos negros” os quais, denomino de “seres trevosos”, porque suas ações são sempre encobertas pelas sombras da inconsciência das pessoas que não percebem suas manipulações na vida da maioria da humanidade. A manifestação física dos “ataques” destes seres ocorre em forma de distúrbios psicoemocionais, desequilíbrios mentais, doenças fatais, acidentes em suas diversas ocorrências, conflitos interpessoais, influência direta nos atos de violência em todos os níveis e desvio de condutas de pessoas consideradas incapazes de atos inescrupulosos, incluindo ações “bizarras” e inaceitáveis para uma entidade do reino humano. Por isso venho falando muito sobre o “efeito espelho” em diversos artigos, pois isto está relacionado à atuação destes seres que habitam os níveis mais baixos e densos do plano astral. Seus “mentores” dirigem seus séquitos a partir do plano mental inferior, onde o “ego” tem pleno domínio sobre o lado emotivo em que a maioria das pessoas ainda permanecem “presas”. É por causa deste “véu ilusório” que muitos dos trabalhadores da Luz são desviados da sua missão de vida. O resultado deste “efeito” é fulminante. A vida de um servidor da Luz é devastada em todos os sentidos até que não reste outro caminho senão o da desistência. A estrutura física do corpo humano necessita dos meios materiais para a sua sobrevivência e, não há alma humana capaz de suportar tamanha pressão neste ponto “fragilizado” depois de vários ataques desfechados pelos “trevosos”.


Apenas aqueles peregrinos que alcançaram o discernimento baseado no conhecimento da vida interna conseguem superar os obstáculos, que são constantemente levantados contra a sua caminhada. O verdadeiro sentido da renúncia é então compreendido como a “cura” que ocasiona a proteção natural contra as investidas dos oponentes da Luz. O brilho da Luz pode ser bloqueado, mas a chama interna jamais pode ser apagada naquele que alcançou seu despertar espiritual. O momento do despertar é quando a consciência física consegue romper a “barreira” da frequência vibratória da terceira dimensão. Neste instante, ao tocar na “cerca eletromagnética” que separa as dimensões inferiores das superiores, o alarme soa para todos os lados e atrai a atenção dos seres iluminados – os vigilantes da raça humana – como também dos seres trevosos que guarnecem estes “portais” para impedir a “saída” de qualquer nível de consciência física. No próximo capítulo irei abordar os mecanismos do “efeito espelho” e suas consequências em nossa vida pessoal e íntima que afetam os relacionamentos com aqueles com quem mantemos laços afetivos e de amizades. Por tratar de um assunto de extrema relevância para a nossa caminhada espiritual, o seu conhecimento terá uma grande repercussão interior em como lidar com essa intervenção maligna. A compreensão adquirida será fundamental para o cumprimento da missão de vida do servidor/trabalhador da Luz. Permaneçam na Paz!


A Magia das Plantas

"Antigamente, os animais eram dotados de fala e viviam em alegre harmonia com os homens, mas a humanidade começou a reproduzir-se tão depressa que os animais foram forçados a morar nas florestas em lugares desertos, e a velha amizade entre animais e homens foi esquecida. Quando os homens inventaram armas e passaram a caçar animais para alimento e obtenção de suas peles, a distância aumentou ainda mais. Os animais começaram a pensar em modos de retaliação. Cada espécie animal se reuniu e resolveu declarar guerra aos homens também: a tribo dos Ursos, com o chefe Velho Urso Branco, os Veados com o chefe Pequeno Veado, os Répteis, os Peixes e por fim os Pássaros, os Insetos e outros pequenos animais. Cada tribo decidiu causar um tipo de doença nos homens: os Veados causariam reumatismo, Répteis e Peixes assombrariam os homens durante seus sonhos, enlouquecendo-os etc, etc. As plantas, que eram amigas dos homens, ouvindo os planos dos animais, decidiram ajudar os homens: cada árvore, arbusto, relva ou mesmo erva decidiu criar um remédio para algumas das doenças referidas. Quando o médico tinha dúvidas no que dizia respeito ao tratamento de um paciente, o espírito da planta sugeria um remédio adequado, foi assim que nasceu a medicina." Mito Iroques (tribo indígena Norte-Americana) Na minha pesquisa terapêutica, encontrei aliadas muito poderosas, as ervas medicinais. Aprendi a amar as ervas. Elas são uma preciosa dádiva, e o conhecimento do seu uso os xamãs deixaram como herança humanidade. Os xamãs têm a capacidade de se comunicar com o espírito das ervas, e o conhecimento era passado de pai para filho. Neste caminho tive a felicidade de encontrar uma irmã muito querida, uma xamã, uma cigana, uma bruxa, uma erva-viva chamada Maly Caran, e algumas dicas aqui são dela própria. Usar plantas medicinais, não significa apenas tomar chá. É necessário que saibamos como manipular cada tipo de erva, para cada tipo de situação. Não adianta também queremos conhecer todos os tipos de ervas medicinais, o mais importante é conhecer bem aquelas que você escolheu para trabalhar. Usar plantas, fazer chás é uma coisa, porém conhecer os mistérios do espírito da planta, é a magia. Quero destacar também o xamã, poeta e pintor onírico Mario Mercier, que descreve como ninguém o segredo da magia da floresta. As plantas captam nossa mente, no livro “A Vida Secreta das Plantas” de Peter Tompkins e Christopher Bird, relatam experiências científicas realizadas com o galvanômetro, parte de um detector de mentiras, comprovando que as plantas reagem de acordo com os nossos pensamentos. O legado que temos das plantas medicinais é graças aqueles que, lá nos primórdios, ousaram acreditar nas suas intuições. Eles (as) se comunicam com o espírito da plantas. Existiram


pessoas inspiradas que se dedicaram a trazer soluções para as angústias humanas. Acredito que Deus nos deixou uma enorme farmácia natural e nós não precisamos pagar nada por isso. Estudamos hoje o conhecimento que adquirimos através dos tempos. É preciso muitos casos e experiência pessoal para que possamos indicar alguma coisa. A evolução humana foi possível graças àqueles que experimentaram e compartilharam. Não devemos ter medo do conhecimento, como se tivéssemos comendo um fruto proibido. Nós temos uma vantagem sobre nossos ancestrais, pois podemos nos organizar para estudar uma planta através da tecnologia e de vasto material existente. Mas o estudo principal é : plantar . Li uma vez uma reportagem de um grande jornal da cidade de São Paulo, com a seguinte manchete : Pesquisadores da USP descobrem que Espinheira-Santa é eficaz no tratamento de gastrite e ulcera E o Brasil,começa a exportar cápsulas de Espinheira-Santa para o Japão. Possivelmente sua bisavó já dava chá de espinheira -santa para a sua avó quando ela tinha problemas estomacais, mas, depois de 100 anos, a ciência conseguiu comprovar os ensinamentos da vovó. E é através dos mateiros, índios, e sensitivos, que a medicina pode estudar as espécies vegetais, pois é delas que se extraem as matérias primas para os medicamentos. Os mistérios e a magia da Mãe Natureza são tantos, que é difícil acreditar em algo que não seja "comprovado cientificamente. No estudo das plantas, quanto mais as estudamos, mais chegamos a conclusão que sabemos muito pouco. É óbvio que as plantas não podem ser utilizadas indiscriminadamente. Segunda uma grande erveira, uma grande irmã a Maly Caran, no seu jardim estão as respostas para a sua saúde. Quando uma erva cresce espontaneamente no seu jardim, ela tem algo para ensinar. E as principais são as chamadas "daninhas". Na verdade não existem ervas daninhas, todas elas tem sua aplicabilidade e suas restrições. Vamos ver algumas ervas daninhas : Caruru : rica em ferro, potássio e cálcio Beldroega: rica em proteínas, vitaminas A,B,C, cálcio, fósforo e ferro. Usada na cura do escorbuto, para tumores, diurética e vermífuga. Dente-de-Leão : combate a febre, depurativa, anti-hemorrágicas, etc. Jambu : usadas no tratamento da boca e da garganta, dor-de-dente, cólicas, etc Jurubeba : estimulante hepática, desopilam o fígado, etc. Ora-pro-nobis : é chamada de "carne de pobre" pelo seu alto valor de proteínas, emoliente, laxativas, os frutos são expectorantes Serralha : para abrir o apetite, laxante, etc. Tanchagem : para inflamações da garganta, úlceras, cicatrizante, etc.


Estas e outras são consideradas "as plantas danadas ", ou seja danadas de boas. Maly Caran recomenda o maior cuidado é o carinho e trato para com elas, pois são seres que nos ensinam na vida terrena. Além disso, aprender a forma certa de plantio e colheita, preparo, fases da lua e contra-indicações. Esses são fatores mandatórios para trabalhar com bem com ervas. PREPARAÇÃO INFUSÃO Para partes macias das plantas, folhas e flores, coloca-se a erva triturada, em recipiente de porcelana, ou de barro, ou ainda, de vidro, despejando água fervente, deixando em repouso por 15 minutos, coberta por um pano branco. DECOCÇÃO Para madeiras, raízes, sementes, caules ou partes duras das plantas. Pega-se um recipiente e coloca-se a planta junto com a água fria e leve ao forno, dependendo da planta, por 10, 20 ou 30 minutos. Existe um te3rmo “decoto de meio”, que significa deixar a água fervendo até que se reduza a metade de seu volume, depende da indicação. MACERAÇÃO Principalmente para folhas e flores. Coloca-se uma erva triturada em recipiente de porcelana, despejando água fria, cobre-se o recipiente, deixando-o repousar em local fresco, por um ou mais dias, dependendo da indicação. Este preparo permite uma maior duração. A maceração também é feita com vinho, álcool, óleo, azeite. COAGEM Deve ser feita sempre em filtro de algodão ou linho. Também podem ser usados coadores descartáveis. TINTURA É preparada colocando as ervas em imersão no álcool, principalmente o de cereais. Coloque a erva triturada em vidros, de preferência âmbar, até 30% do volume, adicione o álcool até completar 90% e complemente os 10% restantes com água destilada. Guarde o vidro em local escuro ou enterre-o por 20 ou 30 dias. UNGUENTOS Para uso externo. Três partes do sumo fresco da erva a ser utilizada, para cada 10 partes de gordura vegetal. Cozinhar em banho-maria durante uma hora. COMPRESSAS Para ferimentos, batidas. Lava-se bem a planta, antes de aplicar nas feridas, espreme-se a planta diretamente sobre a pele, coloca-se a planta sobre a pele e amarra-se com uma faixa.


Podem ser feitas compressas com chás e tinturas, neste caso é recomendado utilizar um pano de algodão dobrado três vezes, embebido no líquido e colocar em cima com um pano seco. PÓS Cascas e rizomas podem ser reduzidos a pó. Neste caso elas devem estar bem secas e serem piladas. XAROPES Erva seca ou verde triturada, adiciona-se uma xícara de água fervente, deixando em repouso por 2 horas, filtrar, colocando na proporção de um para um, mel ou açúcar mascavo derretido. Pode ser adicionado extrato de própolis para conservar. BANHOS Podem ser preparados por infusões e macerações à frio. DEFUMAÇÕES O efeito é sempre melhor se utilizarmos com o material mágico apropriado. Conchas e turíbulos com carvão. As plantas nascidas no seu próprio habitat, possuem uma força maior do que as cultivadas. Segundo Maly, a planta que cresce naturalmente no seu próprio jardim é aquela que veio para cura-lo. . Quando vamos colher as plantas, precisamos estar atentos se não estamos muito próximos ao asfalto, porque a erva pode estar afetada pelos gases dos automóveis, verificar se na área existe o uso de agrotóxicos.


Uso Mágico das Plantas

Desde o princípio dos tempos o homem teve uma relação muito próxima com o reino vegetal. As plantas serviam de alimento ao homem primitivo, que se beneficiava da coleta de frutos selvagens e raízes por onde passava. Com o tempo a madeira passou a ser utilizada com matéria prima para gerar fogo e também na construção de residências e utensílios. Foi através da observação que o homem descobriu que as plantas também tinham ciclos de vida e se ele esperasse o tempo necessário, era recompensado com o alimento gerado constantemente pelo vegetal. Através desta simbiose, aliada à domesticação de animais selvagens é que as primeiras sociedades se fixaram, dando passos evolutivos cada vez mais altos. Observando o comportamento dos animais e através do empirismo ao longo das eras os antigos perceberam que as ervas possuíam propriedades diferentes da alimentação e poderiam ser utilizadas com fins terapêuticos para os mais diversos males e problemas. Assim surgiram os curandeiros e xamãs tribais que, dentre outras coisas, se responsabilizavam pela saúde de todos os membros da tribo através de seu conhecimento das ervas e do reino dos espíritos. Não existia uma noção de religião como a que possuímos modernamente, os antigos viviam em harmonia extrema com a natureza e tudo era visto como algo vivo, uma grande teia mística e sagrada composta por espíritos livres e senhores do próprio destino. Há uma clara noção de equilíbrio ecossistêmico, onde é comum ritos de agradecimento pelas dádivas naturais e pedidos aos espíritos da natureza, em alguns casos requisitando autorização mesmo para o consumo da caça que embora tenha sido obtida pelo esforço humano, seria na verdade permitida, se não ofertada, pelos entes espirituais. Neste contexto as plantas eram consideradas dotadas de espírito e demonstravam personalidade de acordo com a sua morfologia, o seu ciclo de vida e as suas características farmacológicas, alimentares e


terapêuticas. Os primeiros Xamãs conversavam com o espírito das arvores e ervas e assim iam adquirindo conhecimento e sabedoria mágica a qual era associada aos efeitos terapêuticos. Com o processo natural de evolução e entendimento a humanidade começou a antropomorfizar a sua concepção de um mundo espiritual. A convivência tão próxima destes espíritos ao longo das eras fez com que a imagem dos mesmos passasse a carregar atributos humanos, mas num nível espiritual. Aqui nós temos o começo da personificação das divindades, Deuses com representação humana e semi-humana assumem o controle da natureza e passam a manifestar, em função dos seus atributos, a associação com determinadas ervas e vegetais como lhes sendo elementos sagrados. Assim algumas plantas deixam de representar por si só o espírito inerente da natureza e passam a estar associadas à Divindades específicas. Os Celtas ainda mantinham essa visão panteísta da natureza e cultuavam em sua forma xamânica várias espécies vegetais tidas como sagradas, como o carvalho e o visco. Os gregos atribuíam ervas específicas aos Deuses, como o louro para Apolo, a romã para Perséfone, e a oliveira para Atena, sempre lembrando que a propriedade do vegetal está ligada de alguma forma à mitologia da Divindade em específico. Existem ainda associação em várias culturas, como Odin e o Freixo na cultura nórdica, o papiro e Toth no Egito... São inúmeras representações e associações. Com o advento do cristianismo e as perseguições sofridas pelas culturas antigas muito do trabalho feito com ervas tanto a nível mágico quanto a nível salutar se perdeu ou ficou relegado a poucas culturas, ocasionando um enfraquecimento da proximidade homemnatureza. Observamos a sua retomada no trabalho dos Alquimistas, especialmente Felipe Aureolo Teofrasto Bombasto de Hohenheim, mais conhecido como Paracelso. Em seu livro “Botânica Oculta” ele discorre sobre as bases da botânica e farmacologia modernas, com um enfoque especial tanto nos poderes farmacológicos quanto mágicos dos vegetais. Para entender a vida vegetal do ponto de vista alquímico devemos ampliar os nossos conceitos de forma holística e abolir o puro mecanicismo de nossas mentes, a fim de entender conceitos mais abstratos e obscuros. De acordo com Paracelso, todas as criaturas viventes são formadas a partir da interação entre o céu empírico(plano Divino), Céu Zodiacal(Universo) e o planeta onde residimos(plano físico). Isso ocorre em um processo de evolução da matéria, visto como ciclos de fermentação dos elementos químicos que ao longo do tempo foram se rearranjando de maneira cada vez mais complexa baseados em uma matriz universal e guiada pela Anima Mundi, pelo Spiritus Mundi e pela Matéria Mundi em um nível divino. As plantas também fazem parte deste processo de evolução em conjunto com toda natureza, e são os seres capazes de fixar os três poderes divinos citados anteriormente, representados pelos raios de sol no plano físico. Dessa forma permitem um rearranjo cada vez maior neste processo de “fermentação” evolutiva pelo qual todo o planeta passa. Apesar de a genética ainda não existir naquela época, os Alquimistas afirmavam que “Contendo em si a árvore em todo o seu poder de crescimento, cada grão encerra um Misterium Magnum; por conseguinte,


no desenvolvimento do grão ou semente encontraremos a imagem invertida da criação do mundo”(Paracelso) Ainda de acordo com a filosofia alquímica, cada planta é uma estrela na terra: Suas propriedades divinas estão inscritas nas flores e cores das pétalas e suas propriedades terrestres na forma de suas folhas. Assim sendo, toda a magia se encerra nelas, já que em seu conjunto elas englobam a potência dos Astros. Vale lembrar que de acordo com a visão Alquímica, cada Astro representa uma esfera de existência e possui domínios sobre aspectos de nossa vida. Dessa forma ao utilizar determinada erva em trabalhos mágicos estamos lidando diretamente com a energia celeste à qual ela representa. Assim o reino vegetal recebe influências planetárias e pode ser utilizado para alimentar o homem e curar doenças. As plantas podem reparar a nossa energia orgânica diminuída servindo de alimentos, atuar em nosso campo eletromagnético na cura de doenças, podem ainda influenciar nosso corpo astral e causar estados alterados de consciência, úteis em cerimônias xamânicas, dentre outros. Podem ser utilizadas em cerimônias mágicas, ritos divinatórios e ainda atuar como aceptoras de doenças da alma, auxiliando no processo de cura holística através da transplantação de doenças, prática não muito recomendada por alguns alquimistas.

O trabalho alquímico descreve ainda maneiras pelas quais a humanidade poderia auxiliar no processo evolutivo das plantas: Através do cultivo de seus espécimes, através do crescimento mágico das plantas e através da perpetuação de seus ciclos de vida(palingenesia). O trabalho com as plantas alquímico consistia na colheita de plantas propícias à realização do objetivo desejado de maneira adequada a aprimorar a sua potência. Assim as ervas eram colhidas em data e hora específicas, sempre observando o máximo de cuidado com a energia da mesma. Uma vez colhidas as plantas recebiam tratamento Hermético especial. Seu fim não consiste somente em dispor das qualidades físicas dos sucos das plantas, da maneira mais proveitosa, e sim em libertar a força viva, a essência, a alma, ou o bálsamo da planta.


Todo corpo possui quintessência, seu quinto princípio ou potência, e através do manuseio correto dos vegetais é possível liberar esse poder que se manifesta em qualquer matéria, em variadas proporções, e se dissolve pelo todo da mesma forma que um corante colore a água se diluído. Isto representa o Arcano, a substância fixa, imortal e incorpórea que conserva, restaura e vivifica os corpos. É na busca deste princípio Divino que os alquimistas realizavam os seus procedimentos de extração e suas cerimônias mágicas. A magia feita com o reino vegetal era baseada no conhecimento do espírito das plantas, que de acordo com a antiguidade recebiam o nome de dríades, hamadríades, faunos, floras, fadas, dentre outros, sendo proximamente conhecidos das culturas pré-cristãs em seu período de panteismo. Modernamente estes espíritos recebem o nome genérico de “elementais” e possuem um potencial fantástico de cura, equilíbrio e restituição mágica. É comum na lenda de Deuses, Heróis e Avatares a iluminação ser recebida debaixo de uma arvore ou através de uma planta, como o freixo de Odin e a figueira(boddhi) de Buda. Isso ilustra o potencial de sabedoria que podemos receber dos espíritos da natureza. Mesmo frente à perseguição cristã, que proibia a colheita de ervas em determinadas horas e datas, sob a pena de o infrator ser afastado da liturgia como forma de punição, o trabalho mágico continuava vivo na mente das pessoas e especialmente no pensamento dos grandes alquimistas, que permitiram um renascimento dos trabalhos mágicos com o reino vegetal que culminou na criação e formação das ciências modernas baseadas no empirismo e na experimentação.


O Demônio de Jersey

O Demônio de Jersey é uma criatura ou críptido que habita a floresta de Pine Barrens, ao sul de Nova Jersey, EUA. A criatura é descrita como um bípede voador com patas, mas existem muitas variações. O Demônio de Jersey se transformou em uma cultura pop na área, tanto que, em homenagem, deram esse nome a um time de hóquei da NHL (New Jersey Devils). Existem várias lendas sobre sua origem. As primeiras datam ao folclore dos índios nativos. As tribos chamavam a área ao redor de Pine Barrens de "Popuessing", que significa "lugar do dragão". Exploradores suecos depois chamaram a região de "Drake Kill", "drake" sendo a palavra sueca para dragão, e "kill" significando canal ou braço do mar (rio, riacho, etc.). Mas a lenda mais conhecida é de que, em 1735, uma senhora de sobrenome Leeds, que tinha 12 filhos, descobriu que estava grávida de seu 13º filho e disse: "Que este seja amaldiçoado!". Então o bebê teria nascido com cabeça de cavalo, asas de morcego e patas de canguru, teria matado seus pais e depois fugido para a floresta de Pine Barrens.

Descrições

Popularmente, se diz que esta suposta criatura seria um demônio; e seu nome se deve pelo fato das primeiras informações sobre suas aparições remontarem à floresta de Pine Barrens, em Nova Jersey.

À criatura, se atribuem popularmente alguns raptos e desaparições humanas. As supostas testemunhas que informam encontros com esta criatura, afirmam que é uma criatura com cabeça de cavalo, erguida em duas patas, com uma altura de aproximadamente 1,80 metros, coberta de pelos, com asas parecidas com um morcego e com patas como cangurus. Devido às características que atribuem as supostas testemunhas, as pessoas que creem em sua existência afirmam que é um mamífero e que, segundo as descrições, é muito parecido a algumas criaturas mitológicas, como os minotauros. Apesar das descrições variarem, existem alguns aspectos em comum, como seu longo pescoço, asas e patas. A criatura às vezes é vista como uma cabeça e cauda parecida como de um cavalo. São reputadas variações de altura de três pés a mais de sete pés. Vários avistamentos


reportam que a criatura tem olhos vermelhos e brilhantes que podem paralisar um ser humano, e que emite um grito parecido com uma mulher, que é muito alto.

Na Ficção Em um episódio de Arquivo X intitulado O demônio de Jersey,a criatura foi retratada como sendo o mesmo que Pé-grande,e foi Revelado como sendo humanos Pre Historicos selvagens. O demônio de Jersey também apareceu em um episódio de 'Jake Long - O Dragão Ocidental como um cavalo com cabeça de águia, cauda de leão e olhos vermelhos, que se alimentava de gnomos e elfos e aparecia a cada 300 anos.

Um mistério

O diabo de Jersey causa intrigante mistério há mais de 350 anos em Nova Jersey, e muitos tentam esclarecê-lo. Uma senhora, Leeds de Estelville, sabendo-se grávida pela 13ª vez, revoltou-se dizendo que não queria ter mais nenhum filho, dizendo: "Espero que seja um diabo". Êle nasceu horrivelmente deformado. O bebê nasceu com chifres, cauda, asas, uma cabeça semelhante a do cavalo. A criatura visitava a senhora Leeds todos os dias. Um dia ela deixou que êle se fosse e nunca mais voltou. O chamam the Leeds devil. Uma outra versão é que o pai da criança era um soldado inglês e Deus teria amaldiçoado a criança por ser fruto de uma traição. Uma outra senhora, Shrouds de Leeds Point, Atlantic County, manifestou o desejo de que o próximo filho fôsse um diabo. E êle nasceu deformado. Então o protegeu, escondendo-o dos curiosos. Em uma noite de tempestade, a criança bateu as asas, saiu pela chaminé e nunca mais a família teve notícias dêle. Em Burlington, em 1735, em uma noite de tempestade, Mother Leeds entrou em trabalho de parto. Os amigos estavam ao seu redor, aguardando o nascimento do bebê. Mother Leeds e o marido acreditavam que fossem uma bruxa e um diabo. Mas o bebê nasceu normal. De um bebê normal se transformou em uma criatura com patas, cabeça de cavalo, asas e um rabo forquilhado. Na presença de todos, bateu as asas e voou pela chaminé, circunvoou as vilas e partiu em direção aos pinheiros. Em 1740 um sacerdote exorcizou o diabo e por 100 anos êle não foi visto...até 1.890.


Realmente, essas histórias ultrapassam o limite da credibilidade. Mas mais de 1.000 pessoas respeitáveis testemunharam esses acontecimentos e o descreveram com quatro pés, alto, cabeça de cavalo, asas de morcego, pés de ave, casco de animal, e alguns possuem o rabo bifurcado. As descrições variam em natureza e detalhes. As aparições do Diabo de Jersey tem ocorrido para vários tipos de pessoas, tais como para médicos, advogados, policiais e cidadãos respeitáveis. Particularmente, em 1.800 um anormal insight ocorreu quando o comandante Stephen Decatur estava operando com um canhão com seus homens. Repentinamente uma abominável criatura ficou voando direto no fogo do canhão, mas nada aconteceu. Joseph Bonaparte, rei da Espanha, e seu irmão Napoleão, estavam caçando, viu o Diabo de Jersey, em 1.816 e em 1.839. Particularmente, 1.840 foi um período de estranhas aparições. Grandes quantidades de carneiros e galinhas foram mortas por criatura não identificada. Muitas pessoas viram as pegadas de criaturas desconhecidas, e ouviram gemidos na vizinhança. Uma das aparições ocorreu em 1.899, que o jornal de Filadelfia publicou, envolve o senhor George Saarosy, o qual, através da janela, o viu voando.


s aparições são classificadas em pré-1.909; 16 e 23 de janeiro; e pós 1.909. As aparições em torno do ano de 1.909, durante a semana de 16 a 23 de janeiro, todo o estado de Nova Jersey foi aterrorizado por um estranho habitante, que ninguém se atrevia a sair mesmo durante o dia. As escolas ficaram fechadas, as fábricas suspenderam o trabalho, porque os empregados não queriam sair de casa. Os cães, galinhas e gatos foram encontrados completamente mutilados. Havia pegadas bizarras em tôda Nova Jersey, Filadelfia e região de Delaware. Tumultuou a vida da população. O zoológico de Filadelpia, pilheriando, ofereceu $10,000 em prêmio pela captura da criatura. hack Cozzens, em 16 de janeiro, um sábado, em Woodbury, Nova Jersey, o viu no acostamento da estrada. Esse fato está no livro de James Maloy e Ray Miller, The Jersey Devil, "I first heard a hissing sound. Then, something white flew across the street. I saw two spots of phosphorus-the eyes of the beast... It was as fast as an auto." Mr. and Mrs. Nelson Evans, de Gloucester, foram despertados tarde da noite por alguma coisa em seu quintal, porque ouviram um som sibilante na soleira da porta; quando abriu a porta, encontrou pegadas de casco de animal na neve. Eles observaram o Diabo de Jersey por 10 minutos. Eles contaram "It was about three feet and half high, with a head like a collie dog and a face like a horse. It had a long neck, wings about two feet long, and its back legs were like those of a crane, and it had horse's hooves. It walked on its back legs and held up two short front legs with paws on them. It didn't use the front legs at all while we were watching. My wife and I were scared, I tell you, but I managed to open the window and say, 'Shoo', and it turned around, barked at me, and flew away."


Mrs. Cassidy, de Clayton, acha que era um pássaro chamado Scrowfoot Dick. Porém, há um problema nessa descrição, são muito pequenos. Outros acham que era um Sand Hill Crane, porém, ele não mata animais. O professor Bralhopf acredita que seja um animal pré-histórico the tracks were made by some prehistoric animal form the Jurassic period, possivelmente um Pterodactyl. Outros, acreditam que o animal seja o filho deformado da senhora Leeds, que nasceu em 1.735, o qual perdeu sua natureza humana. Desde então, de quando em quando, a criatura foi vista por várias pessoas em locais diferentes, e dizem que Pine Barrens, conhecido por Leeds Point é a sua atual residência. As pessoas ali residentes respeitam esse fato... ou lenda. oren Coleman também dedicou um capítulo ao Diabo de Jersey em seu livro Mysterious America: The Revised Edition. O Diabo de Jersey foi objeto dos filmes The Last Broadcast, com David Beard, Lance Weiler, Jim Seward e Stefan Avalos e The 13th child, legend of the Jersey devil, com Michelle Maryk, Cliff Robertson e Robert Guillaume.

Lendas

As primeiras datam do folclore dos índios nativos. As tribos chamavam a área em redor de Pine Barrens de "Popuessing", que significa "lugar do dragão". Exploradores suecos depois chamaram a região de "Drake Kill", "drake" sendo a palavra sueca para dragão e "kill" significando canal ou braço do mar (rio, riacho, etc.). Mas a lenda mais conhecida é a de que em 1735, uma senhora de sobrenome Leeds, que tinha 12 filhos, descobriu que estava grávida de seu 13º filho e disse: "Que este seja amaldiçoado!". Então o bebé teria nascido com cabeça de cavalo, asas de morcego e patas de canguru, teria matado os seus pais e depois fugido para a floresta de Pine Barrens. À criatura, se atribuem popularmente alguns raptos e desaparições humanas. As supostas testemunhas que informam encontros com esta criatura, afirmam que é uma criatura com cabeça de cavalo, erguida em duas patas, com uma altura de aproximadamente 1,80 metros, coberta de pêlos, com asas parecidas com as dum morcego e com patas de canguru. Devido às características que atribuem as supostas testemunhas, as pessoas que crêem na sua existência afirmam que é um mamífero e que, segundo as descrições, é muito parecido a algumas criaturas mitológicas, como os minotauros. Apesar das descrições variarem, existem alguns aspectos em comum, como o seu longo pescoço, asas e patas. A criatura às vezes é vista como uma cabeça e cauda parecida com a de


um cavalo. Vários avistamentos reportam que a criatura tem olhos vermelhos e brilhantes que podem paralisar um ser humano e que emite um grito agudo muito parecido com o de uma mulher.

Aparições

Os avistamentos do Demônio de Jersey começaram em 1778, quando o Comodoro Stephen Decatur visitou uma fábrica de ferro para balas de canhão. Ele conta que enquanto testavam as balas, uma estranha criatura albina passou voando sobre a fábrica. Usando um dos canhões, Decatur atingiu a criatura na asa, mas ela continuou a voar e desapareceu. Em 1820, Joseph Bonaparte, irmão de Napoleão, também viu uma criatura voando enquanto caçava em Bordentown, Nova Jersey. Relatos de ataques da criatura começaram em 1840, quando algumas pessoas foram encontradas mortas em Nova Jersey. Em 1841, ataques semelhantes foram relatados. Mas em 1873 e 1887 foi que o Diabo de Jersey fez uma de suas aparições públicas. Para várias pessoas de Bridgeton. Durante o inverno várias testemunhas informaram terem visto uma criatura voando e próxima de uma casa. Logo após o fato ela foi vista numa floresta próxima, mas logo sumiu. No entanto, em Janeiro de 1909 foi quando ocorreram uma visão em massa do Demônio. Na semana de 16 a 23 do mesmo mês, a criatura foi vista várias vezes e comentada nos jornáis do país!

16 de Janeiro - Uma criatura é vista voando sobre Woodbury 17 de Janeiro - Pessoas encontram pegadas estranhas na neve, após uma noite cheia de barulhos misteriosos em Bristol, Pensilvânia. 18 de Janeiro - As mesmas pegadas são vistas em Burlington, mas ao mesmo tempo outras pegadas são encontradas em cidades diferentes. 19 de Janeiro - Nelson Evans e sua esposa afirmaram ver o Demônio de Jersey do lado de fora de sua janela, uma madrugada em Gloucester. Descrição feita por Nelson Evans: “A criatura deveria ter quase 1,07 de altura, com uma cabeça parecida com a de um collie (Raça de cachorro) e o rosto como o de um cavalo. Tinha um pescoço muito longo e asas de até 60cm de comprimento, e suas pernas traseiras eram tortas e com cascos de cavalos. Andava sobre as patas traseiras e possuía duas pequenas patas dianteiras, com garras. Não usou muito as patas dianteiras enquanto nós espiávamos. Minha esposa e eu estávamos assustados, eu te digo, mas eu consegui ir até a janela e gritar para que fosse embora. Aquilo se virou, rosnou para mim, e saiu voando.”


Mais pegadas foram encontradas no dia seguinte. 20 de Janeiro - Um grupo de pessoas dispostas à caçar a criatura se formou em Haddonfield e Collingswood. Supostamente eles viram o Demônio de Jersey voar sobre Moorestown, onde mais duas pessoas disseram tê-la avistado. 21 de Janeiro - A criatura “atacou” um bonde em Haddon Heights, mas fugiu. Os bondes da cidade foram reforçados com guardas para evitar novas aparições da criatura. No mesmo dia ela foi vista voando por diversas cidades, e em todas pessoas tentaram atacá-la, mas sem sucesso. 22 de Janeiro - Ao último dia dos avistamentos, as cidades estavam em pânico, fechando escolas e o comércio. Após este surto de 1909, o Diabo de Jersey foi visto muitas outras vezes na área, muitas vezes voando por cima das árvores. Sua última aparição foi em 2008, quando um homem viu a criatura no telhado de um celeiro. Céticos acreditam ser apenas uma lenda dos colonizadores, por causa de áreas inalcançáveis para algumas pessoas, como florestas densas. Locais também usados por fugitivos e traidores. Uma forma de evitar que crianças fossem aos bosques. Dizem também que talvez a visão de grandes ursos e outros animais podem ter gerado a criação do Demônio de Jersey.


10 Casos de Poltergeist no Brasil

Poltergeist (do alemão polter, que significa ruído, e geist, que significa espírito) é um tipo de evento sobrenatural que se manifesta deslocando objetos e fazendo ruídos. Manifestações poltergeist ja foram registradas em muitas culturas e países, incluindo os Estados Unidos, Japão1 , Brasil, Austrália e a maioria das nações europeias. Os primeiros casos registrados datam do Século I.2 Acredita-se que o foco dessa perturbação é muitas vezes uma criança na fase da puberdade, em geral do sexo feminino.

O evento caracteriza-se por estar relacionado a um indivíduo e por ter curta duração. Difere da chamada assombração, que pode-se estender por anos, sempre associada a uma área, geralmente uma casa. No fenômeno poltergeist um espírito perturbado usa o indivíduo para se manifestar, às vezes de forma agressiva, fazendo objetos como pedras, por exemplo, voarem pelos ares atingindo objetos e outras pessoas. Para a manifestação desse espírito, segundo a literatura espírita, é necessária a presença de um médium de efeitos físicos, ainda que seja completamente alheio à sua faculdade, para que os fenômenos ocorram.

1- Jardim Europa, São Paulo - 1948

Uma família teve sua residência assolada dias e dias por várias chuvas de pedras que se atiravam contra a casa, quebrando vidraças e provocando muitos estragos. A polícia foi chamada, vizinhos foram interrogados. As investigações não conseguiram dar conta de explicar a ocorrência dos estranhos fenômenos. Além das pedras, dentro da casa objetos desapareciam e reapareciam em lugares inusitados, como fotos de família que apareceram dentro do vaso sanitário. Peças de roupas apareciam retalhadas. (Caso relatado por Fátima Regina Machado.)

2- Pirituba, São Paulo - final de 1970, início de 1980

Uma família se via assustada com eventos estranhos que ocorriam em sua residência. A modesta casa, que sempre fora extremamente limpa e bem cuidada, começou a sofrer ataques constantes de tijolos e terra. Sem que houvesse qualquer dano no telhado, eles se “atiravam” dentro dos cômodos, como se materializassem no ar, provocando muita sujeira e estragos nos móveis comprados com tanto sacrifício. Na cozinha, como se não bastassem esses ataques, pratos e xícaras “teimavam” em não permanecer dentro do armário, lançandose ao chão, como se uma grande força os impulsionasse para fora das prateleiras. Por vezes, a


luz do banheiro se acendia sem que ninguém estivesse naquele cômodo. Os fios elétricos que percorriam os caibros do telhado sem forro do quarto apareceram picados, como se alguém tivesse utilizado uma faca para fazê-lo. (Caso relatado por Fátima Regina Machado.)

3- Periferia de São Paulo, 1983

Um casal e seus três filhos (um menino de 12 anos e duas meninas, uma de 8 e a outra de 3 anos de idade) ficaram perplexos diante de estranhos eventos que aconteciam em sua residência. As cortinas se balançavam, chegando por vezes até o teto, mesmo quando as janelas e portas estavam completamente fechadas. Certo local da casa apresentava temperatura sensivelmente mais fria do que os outros cômodos, e alguns objetos se moviam como se tivessem vida própria. (Caso relatado por Fátima Regina Machado.)

4- São José do Norte, Rio Grande do Sul - Final do Séc. XIX

Sem motivo aparente, a casa de uma família - com duas crianças, um homem e sua mulher começou a ser apedrejada. Um grande número de pessoas cercaram a casa e observaram, mesmo em plena luz do dia, e ninguém conseguia saber de onde partiam as pedras que quebravam as vidraças e perturbavam os moradores. A suposta causa seria a presença de Benito Juárez (arqui-inimigo dos imperadores Maximiliano I, do México; e Napoleão III, da França) que teria reencarnado no morador da casa, Otávio Peixoto(que morreu em 1920), e provocado a revolta dos espíritos dos imperadores em questão, que haviam descoberto sua localização.

5- Jaboticabal, São Paulo - Dezembro de 1965

Uma respeitável família católica tornou-se o centro de uma atividade poltergeist maliciosa e violenta. Para começar, pedaços de tijolos começaram a cair dentro da casa, aparentemente do nada. Um padre local tentou um exorcismo, mas isso só piorou as coisas. Um vizinho, João Volpe, dentista, que tinha estudado assuntos psíquicos, tornou-se interessado e visitou a casa em 21 de dezembro. Ele logo percebeu que o foco dos distúrbios era uma menina tranquila e bonita de 11 anos de idade chamada Maria José Ferreira, que dormia no quarto dos empregados. Volpe achava que ela era um meio natural para justificar tais eventos e a levou para sua casa para ver o que podia fazer. Nada aconteceu por uns dias, mas então os bombardeios de pedras e ovos começaram, aparecendo do nada e voando pelos quartos. Mais tarde Volpe havia contado 312 pedras que tinham caído dentro de sua casa desde que Maria chegou. Nem todas essas pedras eram pequenas, como é frequentemente num caso de poltergeist - uma delas pesava 3,7 quilos. Em uma ocasião, uma grande pedra apareceu e começou a descer do teto, depois ela se partiu em dois pedaços a cerca de quatro metros do chão. Quando alguém pegou as duas peças, elas


pareciam se encaixar como se fossem magneticamente atraídos uma pela outra. Maria começou a se acostumar com a atividade frenética, e foi mesmo capaz de pedir a presença invisível de um doce, uma flor ou algum outro item pequeno, que ele apareceria imediatamente a seus pés. Mas , por alguma razão o poltergeist mudou seu caráter e um dia recomeçou a confusão na casa. Por quase três semanas pratos, copos e vasos de flores, mesmo pesados, ??foram lançados ao redor da casa em todas as direções. Todos os utensílios de mesa foram quebrados, móveis foram jogados e fotos foram arrancadas das paredes e atiradas em outras salas. Em uma ocasião, duas pessoas testemunharam um prato de vidro da cozinha e um espelho do quarto se cruzarem no ar antes de prosseguir para o quarto e cozinha, respectivamente. Em seguida, Maria se tornou o alvo de ataques ferozes. O poltergeist repetidamente batia nela, dando-lhe tapas no rosto ou na parte inferior, deixando hematomas por todo seu corpo. Ele jogou cadeiras para ela, um grande sofá, e até mesmo um cilindro de gás que tinha sido arrancado da parede. Aparentemente, ele também tentou matá-la por asfixia enquanto ela dormia, forçando xícaras ou copos sobre a boca e narinas. Agulhas foram encontradas, às vezes, presas profundamente à carne de seu calcanhar esquerdo, mesmo quando ela tinha sapatos e meias. Uma vez, 55 agulhas tiveram que ser removidas. Quando bandagens foram colocados em seu calcanhar, elas foram arrancadas, sem os nós serem desatados. As coisas pioraram. Em 14 de março de 1966, Maria estava comendo seu almoço escolar, quando as roupas dela de repente pegaram fogo, aparentemente provenientes de uma pequena marca redonda que parecia ter sido causado por um cigarro. Na mesma tarde o quarto de Volpe explodiu em chamas. A esse ponto, Maria vivera com Volpe por cerca de um ano durante o qual os fenômenos diminuiram um pouco, mas nunca pararam completamente. Finalmente, em uma última tentativa desesperada para encontrar uma cura, Volpe a levou para um centro espírita. Um espírito veio e falou por meio de um respeitado medium, Chico Xavier, e anunciou: "Ela era uma bruxa. Muita gente sofreu e eu morri por causa dela. Agora vamos faze-la sofrer também..." De volta à casa de Volpe, haviam orações especiais e apelo à guias espirituais, que impediam qualquer ataque mais grave contra a menina, ainda assim ele não conseguiu parar a atividade poltergeist completamente. Pedras, frutas e legumes ainda voaram em torno da casa quando Maria estava presente. Pensando que não havia mais nada a ser feito, a menina foi mandada de volta para morar com a mãe. Um dia, em 1970, quando ela tinha quinze ou dezesseis anos, Maria cometeu suicídio por ingestão de formicida misturado com um refrigerante, e morreu quase que instantaneamente.

6- Porto Alegre, Rio Grande do Sul - 1988

Durante mais de dois anos, o fenômeno envolveu toda uma família, que presenciou, entre outras coisas, cenas de fogo espontâneo e objetos "voando" soltos no espaço. Philippe van Putten, da Revista Planeta, esteve no local, relatando o que viu; "(...)Sob os auspícios da ABP Academia Brasileira de Paraciências -, voamos para Porto Alegre, Rio Grande do Sul, com o propósito de promover levantamentos preliminares acerca do fenômeno. Na manhã de 17 de


maio de 1990, com o apoio de uma equipe da RBS TV Gaúcha, seguimos para a Vila Santa Rosa, bairro da periferia de Porto Alegre. Entramos numa ruela de barro e paramos diante da humilde moradia onde estranhos fenômenos vinham sendo observados. Poucas semanas antes, a equipe da RBS TV Gaúcha conseguira filmar uma parapirogenia segundos após a sua eclosão. Na mesma época, um câmera do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) registrou o momento em que a roupa de uma das moradoras da casa começou a pegar fogo. As duas gravações tornaram-se documentos muito importantes, uma vez que o poltergeist é, normalmente, muito evasivo, cessando repentinamente diante de câmeras e de pesquisadores.(...) Na casa, fomos recebidos por Blonilda Andrades Cardoso, de 55 anos, que pacientemente nos descreveu os acontecimentos. Blonilda, dona da casa, nos acompanhou pelos pequenos cômodos, mostrando a quantidade assustadora de danos causados pela parapirogenia e pelo "quebra-quebra" de objetos lançados por forças paranormais. No terreno em que estávamos existem três construções: uma de alvenaria, à entrada, que ainda está pronta, e outras duas nos fundos - uma de alvenaria e outra de madeira. Nas duas casas dos fundos o fogo paranormal danificou colchões, lençóis, cobertores e quase todas as peças de roupa da família. Jorge Luís Andrades, filho de Blonilda, teve de pedir emprestadas para poder ir trabalhar. Na casa de madeira em que mora Mirian Andrades de 35 anos, irmã de blonilda, nem a máquina de costura escapou do fogo. Blonilda e seus familiares perderam quase tudo em função da parapirogenia e do vôo dos objetos. Em casos como esse, em geral existe um epicentro humano, isto é, uma pessoa que, inconscientemente, atua como vetor das forças do poltergeist. Segundo Blonilda Andrades, desde 10 de maio os fenômenos que vinham ocorrendo na casa cessaram. Naquele mesmo dia, Marli, uma moça que morava com a familia, viajou para Alegrete, no interior gaúcho. A partir dessas informações, foi fácil detectar o epicentro do poltergeist.Concentrando a atenção no histórico do convivio da jovem com a família, descobrimos que os primeiros fenômenos foram observados ao redor de março de 1988, poucos meses após o início da relação entre eles. Marli Freitas de Oliveira, de 26 anos, namorada de Jorge Luís Andrades, parece levar consígo o poltergeist para todos os lugares em que vai. Ela e o namorado moravam num casebre, nos fundos de um terreno que fica quase em frente ao de Blonilda. Naquele terreno, numa casinha de madeira, cerca de 10 metros distante da moradia de Marli, residem Inês Darolt Cardoso, seu marido Jean Danilo Cardoso (também filho de Blonilda) e Gislaine Darolt Cardoso, de 6 anos, filha do casal. O poltergeist foi observado em todas as casas da família, mesmo quando Marli se encontrava distante, do outro lado da rua. Curiosamente, o fenômeno não se propagou para nenhuma das casas vizinhas, permanecendo restrito aos ambientes habitados pelos dez componentes da família. Quando tudo começou, em 1988, a parapirogenia não ocorria. Os fenômenos se limitavam ao deslocamento paranormal de objetos. O fogo foi visto pela primeira vez em 25 de março de 1990. Em todas as casas, móveis e utensílios foram vistos "voando" e dançando sozinhos. Já em março de 1988, Blonilda acompanhara as andanças de um copo sobre a mesa e os movimentos ordenados das cadeiras, que se moviam como se tivessem inteligência. A parapirogenia nas quatro casas costuma ser precedida por um cheiro de queimado. O odor surge antes da fumaça e do fogo, colocando todos em alerta. Na casa de Blonilda, um armário incendiou-se por inteiro, queimando uma parte do teto. A combustão se dá até quando Marli


está dormindo. Numa ocasião, o próprio colchão em que ela estava começou a queimar e o fogo chegou a atingi-Ia no pescoço. Apesar de o fogo espontâneo ser usualmente apagado com água, Inês e Bionilda disseram que, em muitas ocasiões, viram a roupa molhada, pendurada no varal, começar a queimar. Certo dia, a combustão ocorreu em roupas que estavam sob a chuva. Quando chegamos à Vila Santa Rosa, Marli, o epicentro, estava em Alegrete. Mais tarde soubemos que o poltergeist a acompanhara até lá. A moça, de acordo com as declarações dos amigos e dos vizinhos, é muito boa e se dá bem com todos. Aparentemente, mostra-se calma e não arruma confusão com ninguém. É um pouco introvertida e não aprecia falar sobre a sua vida. Apesar do convivio de quase dois anos, ninguém soube esclarecer aspectos sobre o seu passado. Não sabiam dizer, por exemplo, se Marli tinha uma opção religiosa, nem se é uma pessoa interessada por cultos que lidem com fenômenos psiquicos. Lucrécia Santa Rosa, de 17 anos, filha de Blonilda, parece ter sofrido efeitos de indução parapsicológica através do contato com Marli. Lucrécia não somente presenciou, inúmeras vezes, parapirogenias e deslocamentos de objetos pelo ar, como também ouviu vozes e foi atacada. Na casa de Inês e Jean, a porta do banheiro e os móveis de cozinha sofreram fortes estragos por presenças invisíveis. Lucrécia já viu roupas suas voando e teve um colar arrancado do pescoço sem que ninguém estivesse por perto. Na escola, sentiu empurrões e leves chutes nas pernas. Com a viagem do epícentro para Alegrete, não sentiu mais nada. Lucrécia ouvia vozes de crianças chorando e pedindo ajuda. Isso levou todos a pensarem na hipótese de estarem sofrendo uma intervenção espiritual de entidades psi-teta (inteli-gências invisíveis e autonomas). Passaram a crer que Marli deve ser médium, ou então que é alguém servindo como alvo de zombaria para espíritos malévolos."

7- Santa Rosa, Rio Grande do Sul - 1988

Leonice Fitz então com 13 anos de idade conseguia movimentar objetos, estourar lâmpadas, e até mesmo manter estranhos ‘diálogos’ com ruídos que se originavam nas paredes de sua casa. Isso fez com que em pouquíssimo tempo Leonice ficasse conhecida como “ A Paranormal


de Santa Rosa” ou “A menina Poltergeist”, entre outros. Os fenômenos vieram a público em abril de 1988, quando o jornal “Zero Hora” estampou em sua capa, uma foto da menina erguendo o colchão de sua cama sem toca-lo. De acordo com sua mãe, Ema, hoje com 64 anos, desde bebê ela já mantinha um comportamento esquisito. Quando em idade escolar, divertiase fazendo brincadeiras de mau-gosto com os colegas, como fazer voar os bonés dos meninos pelas janelas da sala de aula, e fazer com que pedras da estrada levitassem dançando pelo ar no caminho para casa.

O pai, Arnildo Fitz, falecido em 2003, aos 57 anos, relatava que o caso havia se agravado em Novembro de 1987, quando fatos assustadores passaram a acontecer. Papéis picados apareciam do nada em baixo da cama da filha, lâmpadas piscavam freneticamente e explodiam logo em seguida, baldes de água se locomoviam sozinhos e colchões se contorciam até dobrar ao meio. E somente Arnildo era capaz de, com olhares, exercer algum poder sobre as ‘atividades’ de Leonice, assim evitando que ela despedaçasse o restante das louças, que voavam de encontro a parede mais próxima. Relatos de familiares, vizinhos e amigos constatam que o fato é mesmo verdadeiro, e que na passagem da infância para adolescência para ela era tudo brincadeira, mas com o amadurecimento, foram se tornando incômodas as especulações dos curiosos, a falta de privacidade e a peregrinação que faziam em frente à sua casa. Com a proporção que os acontecimentos foram provocando, a prefeitura de Santa Rosa pediu ajuda ao padre e parapsicólogo, Edvino Friderichs, que tratou dela até o fim dos anos 80.


- O problema é que ela acha graça quando isso acontece, sem levar em conta que se trata de um desequilíbrio físico e psíquico. - Ressalta o Padre. Padre Friderichs tentou ensiná-la a controlar o porão obscuro da mente. Não tardou para que com isso uma verdadeira invasão da humilde casa onde moravam fosse desencadeada: Havia mais de 100 pessoas que faziam de tudo para poder espiarem o que estava ocorrendo dentro da casa. Uns subiam até em mesas e cadeiras. A BM foi chamada para bloquear a estrada, enquanto se faziam os métodos de relaxamento muscular, que segundo o Padre, iriam acabar com os fantásticos e raros fenômenos. Não adiantou. Ela seguiu conversando com o além, o interlocutor preferido era o tio-avô Otto Fitz, a quem se atribuíam façanhas como hipnotizar serpentes e adormecer touros bravios. Enquanto Leonice falava, a alma do antepassado percutia as respostas codificadas na parede. Na época o padre tinha 72 anos. Os fenômenos, segundo ele, eram provocados pelo poder de sua mente, ou seja, um sexto-sentido anda pouco usado pelos humanos mas que algumas pessoas teriam mais desenvolvido. Na fase adulta, não parava nos empregos de doméstica, parecia uma feiticeira de avental a assustar as patroas. Numa ocasião, o ferro de passar roupa esquentou, embora estivesse desligado. Em outra, as bocas do fogão a gás se acenderam sem que fossem acionadas. Leonice manteve um consultório espiritual por 10 anos. Assegurava que seus dotes eram usados para curar pessoas com distúrbios, possessas, que vinham até do Paraguai e da Argentina. Um dos pacientes mais endiabrados foi um rapaz de Porto Mauá, que atearia fogo em galpões tendo por combustível a força do pensamento. Um pouco antes de adoecer (Leonice Fitz faleceu em 2010 aos 34 anos vítima de câncer nos ossos). Leonice surpreendeu seu marido, o jardineiro Armindo Herzog, 57 anos. Os dois foram ao supermercado, Armindo trancara a porta da casa e metera a chave no bolso. Durante as compras, ela avisou:


— Ó, acabei de abrir a nossa casa. — Não pode. A chave está comigo — protestou o marido. Ao voltarem, o boquiaberto Armindo deparou-se com a porta escancarada. E não foi obra de ladrões — garantiam os dois. Em entrevista cedida pouco antes do falecimento, a Leonice enferma não gostava de lembrar-se da Leonice menina, que atraiu exorcistas, caçadores de fantasmas, aloucados e multidões de curiosos ávidos por assistirem a mesas gravitando como espaçonaves. — Por que tive de ser diferente dos outros? — penalizava-se. E será que os poderes paranormais continuaram ativos? Antes de responder, ela acende mais um cigarro - a média era um a cada 10 minutos — apontando para a luz que iluminava o quarto, disse: — Se quiser, desligo aquela lâmpada, eu desligo. Mas tenho medo de fazer isso e não parar mais. Aí, quem vai me ajudar? (Obs.: Fátima Regina Machado e Wellington Zangari são pesquisadores, especialistas no fenômeno poltergeist ou RSPK (psicocinesia recorrente espontânea), como é tecnicamente chamado em Parapsicologia, que apresentaram resumidamente três casos investigados pessoalmente por eles no Estado de São Paulo.)

8- Periferia da Zona Leste, São Paulo - 1983

Uma família entrou em contato com Zangari a fim de esclarecer a respeito de eventos peculiares que ocorriam em sua residência. Assim, o pesquisador esteve presente durante uma semana inteira no local a fim de verificar o que estaria realmente acontecendo. Segundo testemunhas, "(...) Objetos sumiam para aparecer posteriormente do lado de fora da casa, vultos escuros eram vistos, brisas geladas eram percebidas em determinados pontos da residência e colchões, móveis e roupas eram queimados sem que ninguém tivesse colocado fogo neles. Tudo acontecia às vistas dos moradores da casa (pai, mãe e três filhos) sem que ninguém fizesse o menor movimento. A família, que era espírita, acreditava que tudo fosse causado pela ação de espíritos desencarnados, que agiam por intermédio do filho mais velho, então com 12 anos de idade. Apesar da explicação religiosa encontrada pela família, aceitaram que um pesquisador acompanhasse o caso." Ocorrências foram diretamente observadas pelo pesquisador. A primeira e mais impressionante aconteceu enquanto a família oferecia um lanche à Zangari na cozinha da casa e conversavam a respeito do caso. Até aquele momento, o pesquisador não observara nenhum evento poltergeist e preparava-se para deixar o local. Então, de repente, a tampa do bule de alumínio que estava sobre a mesa começou a girar violentamente, deu um salto, bateu no teto e voltou à mesa. Todos ficaram atônitos. Nenhuma fraude foi detectada, o que não significa que todos os eventos narrados anteriormente fossem genuínos. “Os fenômenos pareciam estar relacionados ao filho de 12 anos. O garoto dizia ser capaz de se comunicar com os vultos que, segundo ele, faziam


exigências absurdas: mudar de casa, trocar de carro, deixar o garoto ficar em casa em vez de ir à escola... As exigências eram atendidas, pois a família temia a represália dos espíritos. O pesquisador verificou que aparentemente os fenômenos eram utilizados inconscientemente pelo menino como forma de livrar-se de obrigações e também para satisfazer seus desejos e dominar a família. Sendo então estudante de Psicologia, o pesquisador iniciou uma orientação familiar com a finalidade de discutir e redefinir os papéis familiares. À medida que o relacionamento familiar foi recuperando o equilíbrio, os fenômenos foram escasseando até cessarem.” A família preferiu, então, retornar ao acompanhamento espírita ao qual recorrera no início do caso e perderam o contato com o pesquisador.

9- São Paulo - 1994

Estando em São Paulo, capital, Wellington Zangari ouviu pelo rádio notícias a respeito de “fogos espontâneos misteriosos” que estariam ocorrendo em uma cidade interiorana do Estado. Relatou a notícia a Fátima Regina Machado e ambos decidiram ir até o local e verificar se seria possível realizar uma investigação sobre os ditos “fogos misteriosos”. Não foi difícil encontrar o local das ocorrências, pois toda a cidade sabia do episódio e o lugar já se tornara uma espécie de “atração turística”. O padre local ajudou os investigadores a entrarem em contato com a família que habitava a casa onde os fogos surgiam. Uma primeira entrevista foi agendada para aquele mesmo dia. A família, composta por marido, esposa e dois filhos, uma criança com cerca de seis meses de idade e a outra com cerca de uma ano e meio de idade. Nesse primeiro contato, os pesquisadores se apresentaram, falaram de seu trabalho e, basicamente, colheram dados sobre as ocorrências. O marido estava muito preocupado. Ganhava pouco, a casa era simples, não tinham muita coisa e aqueles pequenos incêndios estavam destruindo o pouco que tinham, como roupas, panos de prato, cortinas, móveis, revistas e papel higiênico. A esposa era quem estava sempre presente e geralmente identificava os focos de incêndio. As crianças eram muito pequenas e não entendiam o que acontecia. A esposa supunha que aquele fogo, assim como a queda de certas pedras que, segundo ela, foram atiradas “misteriosamente” em seu quintal, e o sumiço de dinheiro seriam fruto da ação de espíritos ou entidades que estariam habitando o local. O marido não sabia como explicar aqueles fatos. O padre tentava tranqüilizá-los e confortá-los através da ajuda espiritual. Nesse primeiro encontro, esses foram os dados levantados. Os pesquisadores passaram dois dias na cidade. Deixaram seu telefone para contato, pedindo para serem informados se as ocorrências se repetissem. Então, retornaram à capital. Cerca de três dias depois, a "esposa" telefonou aos pesquisadores pedindo socorro, pois os incêndios tinham-se intensificado. Machado e Zangari, acompanhados do Dr. Paulo Urban, médico psiquiatra e, na ocasião, membro do antigo Eclipsy (hoje, Inter Psi) dirigiram-se novamente ao local das ocorrências, onde permaneceram por três dias. Fizeram um levantamento da história de vida do casal envolvido nas ocorrências, ouviram a versão de vizinhos e presenciaram muitos incêndios supostamente espontâneos, sempre detectados pela "esposa". De acordo com tudo o que foi observado, somando-se o testemunho de


vizinhos e as características dos depoimentos dados pelo casal, os pesquisadores desconfiaram tratar-se de uma fraude. Assim, deixaram uma câmera de vídeo ligada registrando todos os movimentos de um determinado local sem que o casal soubesse, enquanto estavam lá aguardando que novos incêndios ocorressem. Efetivamente esses incêndios ocorreram e flagrou-se a fraude, que está registrada. A "esposa", diante da filmagem, confirmou sigilosamente em um depoimento gravado que estava descontente com seu casamento e estava disposta a acabar com tudo. O padre que acompanhava o caso teve uma longa conversa com ela e dissuadiu-a a continuar utilizando desses artifícios para resolver seus problemas, caso contrário, teria que entregar o caso à polícia, pois ela estava colocando em risco a vida de sua família. Os pesquisadores sugeriram um acompanhamento e uma terapia psicológica para a mulher. Decidiu-se omitir do "marido" a constatação da fraude e sua autoria, pois caso ele tivesse acesso a essa informação, as conseqüências poderiam ser trágicas. Segundo informações fornecidas pelo padre tempos depois, não houve mais ocorrências de “fogos misteriosos” naquela casa.

10- Zona Sul de São Paulo - 1996

Machado e Zangari receberam um chamado de uma jovem mulher (JM) que vivia na Zona Sul da capital paulista. Ela descreveu brevemente eventos que lhe pareciam estranhos e aconteciam com certa freqüência em sua residência há algum tempo. Tratava-se principalmente da quebra de copos e pratos de vidro, do aparecimento e desaparecimento de objetos e da ligação espontânea do rádio-relógio e do aparelho de som. Uma primeira visita foi agendada. Nessa visita, os pesquisadores apresentaram sua forma de trabalho, garantiram o sigilo quanto à identidade das pessoas envolvidas no caso através da assinatura em duas vias de um termo de compromisso, colheram depoimentos sobre as ocorrências e agendaram um novo encontro para dali a dois dias. Na residência, um apartamento de dois quartos, sala, cozinha banheiro e área de serviço, vivia um casal sem filhos: JM, a esposa com 36 anos de idade, e LK, o marido com 53 anos de idade. As ocorrências começaram com fortes estalidos que o casal ouvia, vindos da cozinha enquanto ambos assistiam à TV. Na cozinha, aparentemente nada de estranho havia ocorrido, mas depois verificaram que o copo usado por LK para tomar sua habitual dose de uísque antes do jantar estava em pé em cima da pia, mas quando tocado, partia-se. O fundo saia, como se tivesse sido cortado com diamante. Isto aconteceu por várias vezes, sempre com o copo utilizado por LK. Por duas vezes, em madrugadas de terça para quarta-feira, às três horas da manhã, o casal foi acordado na primeira vez pelo rádio-relógio do quarto que ligou-se sozinho e, na segunda vez, pelo aparelho de som da sala - “xodó” de LK - que ligou-se sozinho no último volume. Vale dizer que o rádio relógio fica no criado mudo do lado em que LK dorme. Uma fronha amarela, com velcro, típica de travesseiro de criança apareceu, segundo o casal, misteriosamente no quarto deles. Um conjunto de vasos de violetas preso a um suporte único que ficava no banheiro desprendeu-se misteriosamente, sem romper as correntes e sem danificar o suporte preso à parede, indo espatifar-se no chão.


Nenhuma janela estava, então aberta; não havia correntes de ar. Um prato, utilizado por LK para jantar e depositado sobre a pia, foi encontrado no dia seguinte: parte em cacos dentro da pia, limitando-se a um dos lados da cuba, e outra parte, meia borda, no chão, virada para baixo, como que cortada com um diamante. Foram realizadas, ao todo, três visitas de cerca de três horas ao local. Essas visitas ocorreram em um intervalo de vinte dias. Desde que os pesquisadores começaram a lidar com o caso, nenhum dos eventos descritos ou qualquer outro do mesmo tipo voltou a acontecer. Depois de longas conversas com o casal acerca de seu relacionamento e de seus hábitos de vida - detalhes que não cabe aqui colocar, não só pelo limite de espaço, mas também pelo sigilo assumido - concluiu-se que JM desejava ardentemente ter um filho e LK, que a princípio resistia a essa idéia, depois passou a não dar importância a ela. O casal confessou que discutia freqüentemente sobre o assunto e JM colocava no marido a culpa por não conseguir engravidar. Ela, que tentava engravidar há meses e não conseguia, fez uma série de exames e constatou ter perfeitas condições físicas para ser mãe. Pediu ao marido para que fizesse exames para verificar se tinha algum problema. Ele recusava-se a fazê-los. Para JM, uma família só seria completa se composta por pai, mãe e filhos. Ela conserva o segundo quarto da casa decorado como um quarto infantil, cheio de brinquedos e bonecas. Demonstrou ter muito ciúme especialmente de uma boneca, não permitindo nem que a pesquisadora a tocasse. As ocorrências narradas pareciam todas traquinagens de criança. Aparentemente, JM estaria punindo LK por seu desinteresse em ter filhos, quebrando e bulindo com suas coisas. Quando deu-se conta disso, JM ficou estarrecida. Depois de uma breve terapia de casal, LK disse que faria os exames e ambos se comprometeram a realizar exames encefalográficos para serem arquivados junto com os dados colhidos. Foram aplicados testes psicológicos ao casal. Machado e Zangari ainda não receberam os EEGs prometidos. Até onde se tem notícia, os fenômenos cessaram.

fonte: poltergeistfa


Através do Túnel

Por Martin Brofman, Ph.D - Eu estava no Hospital Episcopal na Filadélfia. Tinha acabado de ser informado que eu tinha um “bloqueio” na minha coluna dorsal, da quarta á sétima vértebra ao nível do pescoço, que tinham sido responsáveis pelos sintomas que andava a vivenciar. O meu braço direito estava paralisado, as minhas pernas estavam com espasmos, e haviam sensações como choques eléctricos pelo meu corpo quando eu mexia a minha cabeça. Foi-me dito que eu tinha de ser operado imediatamente e que se eu sobrevive-se a operação era capaz de sair tetraplégico. Quando eu perguntei se tinha tempo para uma segunda opinião foi-me dito. Claro que concordei em ser operado em poucas horas. Eu realizei de acordo com o que os médicos tinham dito que eu podia estar morto daqui a algumas horas. Eu passei pelos estágios que muitas pessoas passam quando sabem que estão prestes a morrer. Primeiro, tive a sensação de que isto era um filme e que estas coisas não me estavam a acontecer realmente a mim. Eu encontrei-me a negociar com o que estava a acontecer, a fazer uma negociação se eu podia para que algo diferente podesse acontecer. Lentamente, a realização de que era real, e de que estava acontecer comigo ia se chegando cada vez mais perto, até que eu emocionalmente tive que aceitar de que eu dentro de muito pouco tempo podia estar morto. Quando eu aceitei o inaceitável p meu corpo abanou violentamente á medida que uma intensa energia passou através de mim. Eu abri-me cada vez mais a ela, e depois de um ou dois minutes muito longos estava completo. Eu senti uma calma interior que eu não tinha conhecimento antes. Todos os meus sentidos estavam mais apurados, a minha visão estava mais nítida. As cores estavam mais brilhantes. A audição estava mais apurada. As sensações estavam mais vivas. Eu realizei que tinha libertado um filtro percepcional que tinha estado entre mim e a experiência da vida, e ironicamente tinha sido o medo de morrer. Agora que tinha liberto este medo eu estava a vivênciar mais a vida, mais o sentido de estar vivo, mesmo que só por pouco mais tempo. Eu pensei na vida que tinha levado, das coisas que podia ter feito e não e encontrei-me a dizer-me a mim próprio “ Quem me dera ter feito” havia muitos “Quem me dera” Eu pensei para mim mesmo que era na verdade uma maneira triste de acabar uma vida, e que se eu tivesse que o fazer outra vez haveria muitos “ Estou contente por ter feito” Eu tinha que decidir o que fazer com o tempo que me restava. Se eu passa-se o resto do tempo a preocupar-me ou a sentir-me mal sobre o que era, na verdade, inevitável, eu teria


apenas desperdiçado o resto da minha vida, deitado-a fora e era muito valiosa para isso. Eu decidi passar o resto do meu tempo a sentir-me bem e apenas a pensar nas coisas que me ajudavam a sentir-me bem - a cor das paredes, o cheiro das flores no quarto, qualquer coisa positiva. Eu sabia que podia sempre encontrar alguma coisa. Finalmente a altura chegou. Eu fui levado para a sala de operações e enquanto estava a ser anestesiado pensei que talvez fosse a minha ultima experiência que eu alguma vez teria. Eu não fazia ideia do que poderia vir depois. Eu tinha sido agnóstico, sem crenças, não acreditando em nada que não tivesse vivido. Talvez o próximo passo depois da morte era apenas oblívio. Eu larguei. Eu comecei a vivenciar uma vertigem, uma sensação giratória, e não me fez sentir nada bem então eu estabilizei-me no centro de até eu estar quieto, e tudo o resto estava a girar á minha volta. Eu estava a movimentar-me pelas cenas giratórias á minha volta que eram memórias da vida que tinha vivido, memórias que chamavam a minha atenção. Se eu punha a minha atenção nelas eu sentia-me “puxado” porque eu estava a movimentar por estas memórias giratórias, como sendo puxado por um túnel, ou a cair por um poço mas descobrindo a metade do poço. Tentar chegar ás paredes não funcionava. A minha única esperança seria apontar-me á agua no fundo. Eu tinha de tirar a minha atenção destas cenas, ai, estas memórias e por a minha atenção ao local onde estava a ser atraído, apontar a ele. Eu estava a direccionar-me lá de quaisquer das maneiras, as apontarem a isso deu-me o sentido de estar no lugar do condutor isso era bem mais confortável para mim. Era um pouco como andar numa montanha russa no carro da frente e fingir que estás a guiar ao longo dos carris. Dá uma viagem totalmente diferente, eu posso-te assegurar, do que ser levado fora de controle. A viagem foi grande mas eu não tinha mais nada para fazer do que irme a ela. Finalmente o fim do túnel estava á vista. Eu sai para um tipo de espaço, uma quietude, onde havia um brilhar de energia a dirigir-se a mim. Era uma partícula de vida, energia a brilhar de inteligência, não numa forma humana, apenas pura consciência. Parecia a alguma distância, havia outra partícula apenas a observar a cena Eu senti-me como se tivesse a ter uma entrevista de saída, uma coisa parecida como, “ Bem a tua viagem agora acabou, então completa coisas na tua consciência sobre isso, e nós seguimos. “ Eu olhei para trás e vi a minha vida como a tinha vivido, completei os meus pensamentos sobre coisas que tinham acontecido, compreendi muitas coisas de maneira diferente e depois expressei que estava pronto para partir. O Ser começou a afastar-se. Eu comecei a segui-lo e depois parei. O Ser perguntou-me qual tinha sido o pensamento que entrara na minha consciência naquele momento, eu tinha pensado que seria uma pena as minhas filhas terem crescido sem um pai nas suas vidas. Eu tinha passado um grande bocado da minha vida sem um pai e tal como as minhas filhas não gostaria de ter passado por isso. Quaisquer das maneiras eu estava pronto para partir. O Ser disse-me por a razão de eu querer voltar era de alguém fora de mim, era me permitido voltar. Antes de eu ter tempo de expressar que eu não queria realmente voltar, houve um


rápido e confuso movimento, alguma coisa aconteceu, a partícula(spark) que tinha estado a “observar” de alguma forma fazia parte da cena e logo depois eu estava a acordar neste corpo, numa dor traumática, num drama intenso á minha volta no hospital. Eu senti como se tivesse acabado saltado para dentro de um filme que tinha estado em curso, mas que não tinha sido eu quem estava dentro do corpo antes daquele momento. Por causa do trauma e do drama, a minha atenção estava direccionada as coisas que estavam a acontecer no mundo físico e a memória do que tinha acabado de acontecer estava a desaparecer. Eu tinha outras coisas que estavam a acontecer a exigir a minha atenção, e além disso, eu não tinha o sistema de crença que me fizesse acreditar no que tinha acabado de acontecer. Durante o próximo ano, Eu comecei a explorar ideias e filosofias que eu não tinha qualquer experiência antes. Eu li livros como “ Vida depois após vida” e “ Vida após a morte” e outras leituras que descreviam o que as pessoas chamam de “"Near Death Experiences," e eu comecei a lembrar-me o que tinha acontecido. Eu vi as semelhanças com o que outros tinha vivenciado, e ai eu soube o que me tinha acontecido. Eu também pensei nas semelhanças aquilo que nós consideramos o processo de nascimento “normal”, em que os bebés são nascidos para luzes brilhantes, com sons altos e serem-lhes dado uma palmada, e talvez a sua atenção fica tão direccionada a coisas exteriores que eles esquecem-se das suas experiências interiores mesmo antes do processo de nascerem. De tempos em tempos, eu conheço outras pessoas que fizeram a viagem, e nós comparamos notas. “ Como é que foi para ti?” Uma mulher disse-me que antes tinha a certeza que haveria um Ser no outro livro com um grande livro, a ver o que ela tinha e não tinha feito fazendo certos e cruzes, boas e más notas. Quando ela chegou ao outro lado havia realmente um Ser com um grande livro tal como ela pensava que iria haver. Se bem que as únicas más notas que ela recebeu foi das coisas que não fez. O seu único pecado tinha sido a sua auto negação O meu diagnóstico ao sair do hospital foi de “ Tumor na coluna cervical.” Não havia tratamento possível. Foi-me dado um a dois meses de vida, e eu decidi fazer disso a minha nova filosofia de vida de “estou contente que fiz.” Eu decidi trabalhar em mim próprio vida, trabalhar na minha consciência para libertar o tumor. Mais tarde os decidiram que deviam ter cometido um erro no diagnóstico, Mas isso é outra história.


A Obsessão

Grupo Espírita Bezerra de Menezes - O que é Obsessão? A Obsessão é o domínio que alguns Espíritos adquirem sobre outros, quer encarnados ou desencarnados, provocando-lhes desequilíbrios psíquicos, emocionais e físicos É uma espécie de constrangimento moral de um indivíduo sobre outro. Pode ser de encarnado para encarnado, encarnado para desencarnado, desencarnado para encarnado e desencarnado para desencarnado. Essa influência negativa e irracional traz para as pessoas problemas diversos, o que as tornam enfermas da alma, necessitando de cuidados, como toda doença. Normalmente se faz tratamento das obsessões em centros espíritas kardecistas sérios. Se a Obsessão é uma doença da alma, quais são seus sintomas?A obsessão apresenta sintomas tais como: angústia, depressão, perturbação do sono (insônia ou pesadelos), mau humor, desinteresse pelo estudo ou pelo trabalho, isolamento social, pensamentos suicidas, desregramento sexual etc. Não se segue daí, que se conclua que todos os portadores desses sintomas estejam obsediados. Há diversas outras causas, conhecidas da ciência médica, que podem provocar sintomatologia semelhante. E como se pode tratar essa doença espiritual?A obsessão, sendo uma doença da alma, deverá ser curada definitivamente com a melhoria do indivíduo no campo moral e intelectual. O Espiritismo (doutrina de Allan Kardec) oferece tratamento seguro para essas doenças, pois trata o problema abordando os dois lados da vida. Se for um Espírito desencarnado, ele será chamado por meio de evocações particulares, nas reuniões sérias de intercâmbio espiritual, para uma conversa e conscientização do mal que está praticando. Do lado do encarnado, se cuidará de tratar com a evangelização (moralização) e pela fluidoterapia (aplicação de passes), levando-o ao entendimento do que precisa fazer para libertar-se do mal. Como o Espírito recém-desencarnado recebe um novo envolvimento amoroso de sua esposa, ainda encarnada no mundo material? Ele não o aceita? Poderá interferir nessa relação? Há um tempo de espera, para que o cônjuge encarnado possa ter novo relacionamento sem magoar quem já desencarnou?Quando o Espírito se desprende da carne, ele entra em uma outra dimensão de vida que é a vida espiritual. Lá, terá um nova percepção das coisas, tendo um raciocínio mais livre, mais pleno, pois não está mais confinado aos limites da matéria. Compreende que viverá outros aprendizados e que os afetos deixados na vida terrena igualmente terão também experiências necessárias ao progresso individual e coletivo. Entretanto, se ele for um Espírito pouco adiantado, permanecerá preso ao seu mundo mental,


vivenciando as situações que vivia quando em vida, principalmente se cultivou paixões e sentimentos de posse exacerbados. Poderá com isso sofrer, se seus entes queridos agem com desinteresse afetivo por ele, se entram em disputa por heranças ou mesmo se seus "amores" interessam-se por outras pessoas. Poderá interferir na vida das pessoas, muitas vezes originando processos obsessivos. Neste caso, deve-se procurar ajuda espiritual numa casa espírita kardecista, para que o problema seja devidamente equacionado. Claro, essas situações de perturbações são de exceção. Normalmente o que se observa é a compreensão por parte de quem partiu. Não há um tempo específico que seja adequado para que se tenha novo envolvimento amoroso. Vai depender da situação de cada criatura. Nas relações verdadeiras, sinceras e duradouras, geralmente quando um parte o outro permanece um bom tempo sem que encontre substituição em seu coração, quando não opta por permanecer sozinho. Entretanto, nas relações difíceis, que são maioria esmagadora no planeta, a perda não se constitui em problema. Todas essas coisas são regidas pelos sentimentos. O tempo, neste caso, é o que menos importa. Gostaria de saber como se identifica uma obsessão de encarnado para desencarnado. E como se livrar disso?Sabe-se que a obsessão é uma espécie de constrangimento de um Espírito sobre outro e que isso se dá através da lei das afinidades espirituais (vide pergunta 42). Portanto, as influências ruins podem partir dos encarnados para os desencarnados também. Geralmente isso acontece nas situações onde entre os dois indivíduos existe uma relação em desequilíbrio, tanto de "amor" quanto de "ódio". Pode parecer estranho que se afirme que relações de amor possam gerar processos obsessivos, mas o amor desmedido e possessivo entre duas pessoas (mesmo que seja entre mãe e filho), geram desequilíbrios os mais diversos. Se um deles desencarna é claro que o sentimento permanece o mesmo, a menos que um deles venha a se libertar dele através do esclarecimento. Da mesma forma nos casos de pessoas que desencarnam deixando heranças em que os herdeiros ficam insatisfeitos e não tinham boa relação de afeto com o desencarnado, gerando condições fluídicas mórbidas que envolvem os dois planos. A única forma de se livrar desses problemas é buscando o esclarecimento, procurando uma casa espírita que tenha experiência nesse tipo de atendimento. O tratamento espiritual, esclarecendo os envolvidos no processo, aliado à mudança de postura do indivíduo é a chave para os problemas espirituais de toda ordem. A depressão pode estar relacionada com obsessão? Como?Os processos obsessivos moderados e graves levam quase sempre a um estado mórbido mental, que favorece enormemente os estados depressivos, com toda a sintomatologia que esta doença produz. Entretanto, nem todos os quadros depressivos podem ser atribuídos às influências espirituais. Existem mecanismos orgânicos, decorrentes de falhas em sínteses hormonais que explicam cientificamente a depressão. Evidentemente que mesmo nesses casos, pode haver influenciação espiritual por conta da atitude mental da criatura, embora não seja esse o agente causador do processo. Há a possibilidade de ocorrer uma auto-obsessão, ou seja, de uma pessoa encarnada ser obsediada por ela mesma?Sim, há essa possibilidade e não é rara. São pessoas que se encontram numa condição mental doentia, atormentando-se a si mesmo. Vivem em um


mundo de desarmonia interior e buscam culpar tudo o que há em sua volta, gerando cada vez mais sofrimentos para si mesma e para quem com ela convive. As causas geralmente residem nos problemas anímicos do indivíduo, ou seja, nos seus próprios dramas pessoais. São traumas, remorsos, culpas e situações provindas do seu mundo íntimo e que prejudicam sua normalidade psicológica. Certamente, por conta de sua atitude mental, entram em sintonia com ambiente espiritual de igual teor, o que agrava o quadro, embora não seja esta a causa determinante da enfermidade. Além da evangelização espírita, costumam-se beneficiar-se enormemente com as psicoterapias, no que devem ser estimulados. Uma convulsão poderá ser sintoma de uma obsessão?Geralmente as convulsões não são sintomas de obsessão (embora ela possa aparecer associada à enfermidade). As convulsões propriamente ditas são ocasionadas por falhas na estrutura orgânica do homem e necessita de tratamento médico especializado. As alterações do sensório ocasionadas por influências espirituais, não configuram convulsões com o cortejo clínico estudado pela ciência médica terrena. Portanto, há que se ter cautela ao lidar com pessoas que tem crises convulsivas e que querem tratar-se nas casas espíritas. Elas podem ser portadoras de enfermidade epiléptica e necessitam de avaliação médica. Crises de subjugação possuem algumas características das crises epilépticas, mas são bem diferentes. Na epilepsia quase sempre o paciente perde a consciência e desfalece, com movimentos motores involuntátios. Na crise de subjugação, não! Observa-se brusca mudança de comportamento e o perturbado pode cair ao chão, porém, não desfalece e comporta-se como se fosse uma outra pessoa. Como devemos proceder junto a uma pessoa que está sob o império da fascinação?Casos de fascinação são muito comuns entre encarnados, e mesmo dentro das casas espíritas que endeusam seus médiuns ou dirigentes. Antes de concluirmos se uma pessoa está sendo vítima da terrível fascinação, é preciso pesar na balança do bom senso. Levemos o problema ao exame de sociedades idôneas, que não estejam sob o domínio das nossas idéias, para opinarem. Se tivermos certeza da obsessão, devemos procurar orientar aquele que padece. Havendo abertura, temos que ir esclarecendo o enfermo aos poucos, fazendo-o ver a presença da má influência. O que acontece na maioria das vezes, é a existência. O espírita é orgulhoso e, geralmente, não aceita que esteja mal assistido. Nestes casos, o melhor é deixá-lo nas mãos da influência em que se compraz. Só aprenderá com a dor.

Medicina Reconhece Obsessão Espiritual como Doença

Código Internacional de Doenças (OMS) inclui influência dos Espíritos. Medicina reconhece Obsessão Espiritual Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, médico psiquiatra e coordenador da cadeira (hoje obrigatória) de Medicina e Espiritualidade na USP: Ouvir vozes e ver espíritos não é motivo para tomar remédio de faixa preta pelo resto da vida.


Até que enfim as mentes materialistas estão se abrindo para a Nova Era; para aqueles que queiram acordar, boa viagem, para os que preferem ainda não mudar de opinião, boa viagem também... Uma nova Postura da Medicina frente aos Desafios da Espiritualidade. Vejam que interessante a Palestra sobre a glândula pineal do Dr. Sérgio Felipe de Oliveira: A Obsessão Espiritual como Doença da Alma, já é reconhecida pela Medicina. Em artigos anteriores, escrevi que a obsessão espiritual, na qualidade de doença da alma, ainda não era catalogada nos compêndios da Medicina, por esta se estruturar numa visão cartesiana, puramente organicista do Ser e, com isso, não levava em consideração a existência da alma, do espírito. No entanto, quero ratificar, atualizar os leitores de meus artigos com essa informação, pois desde 1998, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o bem-estar espiritual como uma das definições de saúde, ao lado do aspecto físico, mental e social. Antes, a OMS definia saúde como o estado de completo bem-estar biológico, psicológico e social do indivíduo e desconsiderava o bem estar espiritual, isto é, o sofrimento da alma; tinha, portanto, uma visão reducionista, organicista da natureza humana, não a vendo em sua totalidade: mente, corpo e espírito. Mas, após a data mencionada acima, ela passou a definir saúde como o estado de completo bem-estar do ser humano integral: biológico, psicológico e espiritual. Desta forma, a obsessão espiritual oficialmente passou a ser conhecida na Medicina como possessão e estado de transe, que é um item do CID - Código Internacional de Doenças - que permite o diagnóstico da interferência espiritual Obsessora. O CID 10, item F.44.3 - define estado de transe e possessão como a perda transitória da identidade com manutenção de consciência do meio-ambiente, fazendo a distinção entre os normais, ou seja, os que acontecem por incorporação ou atuação dos espíritos, dos que são patológicos, provocados por doença. Os casos, por exemplo, em que a pessoa entra em transe durante os cultos religiosos e sessões mediúnicas não são considerados doença. Neste aspecto, a alucinação é um sintoma que pode surgir tanto nos transtornos mentais psiquiátricos - nesse caso, seria uma doença, um transtorno dissociativo psicótico ou o que popularmente se chama de loucura bem como na interferência de um ser desencarnado, a Obsessão espiritual. Portanto, a Psiquiatria já faz a distinção entre o estado de transe normal e o dos psicóticos que seriam anormais ou doentios. O manual de estatística de desordens mentais da Associação Americana de Psiquiatria - DSM IV - alerta que o médico deve tomar cuidado para não diagnosticar de forma equivocada como alucinação ou psicose, casos de pessoas de determinadas comunidades religiosas que dizem ver ou ouvir espíritos de pessoas mortas, porque isso pode não significar uma alucinação ou loucura.


Na Faculdade de Medicina DA USP, o Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, médico, que coordena a cadeira (hoje obrigatória) de Medicina e Espiritualidade. Na Psicologia, Carl Gustav Jung, discípulo de Freud, estudou o caso de uma médium que recebia espíritos por incorporação nas sessões espíritas. Na prática, embora o Código Internacional de Doenças (CID) seja conhecido no mundo todo, lamentavelmente o que se percebe ainda é muitos médicos rotularem todas as pessoas que dizem ouvir vozes ou ver espíritos como psicóticas e tratam-nas com medicamentos pesados pelo resto de suas vidas. Em minha prática clínica (também praticada por Ian Stevenson), a grande maioria dos pacientes, rotulados pelos psiquiatras de "psicóticos" por ouvirem vozes (clariaudiência) ou verem espíritos (clarividência), na verdade, são médiuns com desequilíbrio mediúnico e não com um desequilíbrio mental, psiquiátrico. (Muitos desses pacientes poderiam se curar a partir do momento que tivermos uma Medicina que leva em consideração o Ser Integral). Portanto, a obsessão espiritual como uma enfermidade da alma, merece ser estudada de forma séria e aprofundada para que possamos melhorar a qualidade de vida do enfermo. Nota: Sérgio Felipe de Oliveira é um psiquiatra brasileiro, doutor em Neurociências, mestre em Ciências pela USP (Universidade de São Paulo) e destacado pesquisador na área da Psicobiofísica. A sua pesquisa reúne conceitos de Psicologia, de Física, de Biologia e de Espiritismo. Desenvolve estudos sobre a glândula pineal, estabelecendo relações com atividades psíquicas e recepção de sinais do mundo espiritual por meio de ondas eletromagnéticas. Realiza um trabalho junto à Associação Médico-Espírita de São Paulo AMESP e possui a clínica Pineal Mind, onde faz seus atendimentos e aplica suas pesquisas. Segundo o mesmo, a pineal forma os cristais de apatite que, em indivíduos adultos, facilita a captura do campo magnético que chega e repele outros cristais. Esses cristais são apontados através de exames de tomografia em pacientes com facilidade no fenómeno da incorporação. Já em outros pacientes, em que os exames não apontam tais cristais, foi observado que o desdobramento fora facilmente apontado. Segundo a revista Espiritismo & Ciência,[1] "o mistério não é recente. Há mais de dois mil anos, a glândula pineal é tida como a sede da alma". Para os praticantes da ioga, a pineal é o ajna chakra, ou o “terceiro olho”, que leva ao autoconhecimento. O filósofo e matemático francês René Descartes, em Carta a Mersenne, de 1640, afirma que “existiria no cérebro uma glândula que seria o local onde a alma se fixaria mais intensamente”. Sérgio Felipe de Oliveira tem feito palestras sobre o tema em várias universidades do Brasil e do exterior, inclusive na Universidade de Londres.


Numa apresentação na Universidade de Caxias do Sul, o pesquisador afirmou ter recebido vários estímulos para estudar a glândula pineal quando ainda estava concentrado em pesquisas na área de física e matemática. Um desses estímulos foi uma visão em que lhe apareceu o professor Zerbini, renomado médico cardiologista e pioneiro dos transplantes de coração no Brasil. Zerbini, a quem Sérgio teria substituído em seus dois últimos compromissos acadêmicos, sugeriu a Sérgio insistentemente (durante a visão) que estudasse a glândula pineal, conforme o relato do pesquisador. O.M.S. Organização Mundial da Saúde

Na Alemanha todos os projetos somente terão alvará de construção depois de uma análise do solo e entorno, se implantação estiver com problemas descrever técnicas para ajuste e resultados assim terá aprovação e projeto dará encaminhamento em prefeitura pra alvará de construção. O.M.S. (Organização Mundial de Saúde), atesta que a Sindrome dos Habitats Enfermos, A condição médica onde indivíduos adoecem sem razão aparente ao habitar ou trabalhar em um dado edificio, e que os sintomas se agravam com aumento da permanência no mesmo. Esta condição leva a uma severa diminuição da capacidade de trabalho e perda de produtividade. SBS: Condição médica onde individuos adoecem sem razão. BRI: Sintomas diagnosticadas e identificada que pode ser atribuída diretamente à construção. Pela O.M.S. até 30% dos edificios novos ou reformados em todo mundo podem ser objeto de SBS ou BRI. Praticamente todos estes podem ser transformados em Habitação Saudável.


O Portão dos Deuses

Fonte: A porta ou Portão dos deuses (Puerta de Hayu Marca), escavada em rocha na região serrana Hayu Marca (sul do Peru), perto do Lago Titicaca, a 35 quilômetros da cidade de Puno, tem sido reverenciada pelos habitantes locais como a "Cidade dos Deuses". Embora nenhuma cidade real jamais tenha sido descoberta, ela é parte de uma área conhecida como Floresta Espírito, ou Floresta de Pedra, feita de estranhas formações rochosas. Uma lenda fala de "uma porta de entrada para as terras dos Deuses" através da qual, nos tempos antigos, grandes heróis teriam ido juntar-se aos seus deuses, passando pelo portão para uma vida nova de gloriosa imortalidade e, em raras ocasiões, essas pessoas voltavam, por um curto período de tempo, com os seus deuses, para "inspecionar todas as terras do reino", através do portão. Outra lenda fala da época em que os conquistadores espanhóis chegaram ao Peru e saquearam o ouro e pedras preciosas do Império Inca. Um sacerdote do Templo Inca dos Sete Raios, chamado Amaru Meru (Aramu Muru), teria fugido de seu templo sagrado com um disco dourado conhecido como "a chave dos deuses dos sete raios", e se escondido nas montanhas de Hayu Marca. Ele lhes teria mostrado a chave dos deuses e um ritual teria sido realizado, com a celebração de um acontecimento mágico. Iniciado pelo disco de ouro que teria aberto o portal, de acordo com a lenda, uma luz azul teria emanado do túnel que leva para dentro. Então, o sacerdote Amaru Meru teria entregado o disco de ouro para o xamã, passando através do portal "para nunca mais ser visto novamente". Os arqueólogos observam que existe uma mão de pequeno porte, na depressão circular no lado direito da porta menor, e teorizam que este é o lugar onde um pequeno disco pode ser colocado e mantido pela rocha.


De acordo com alguns indivíduos que colocaram suas mãos na pequena porta, uma sensação de energia fluindo foi sentida, bem como experiências estranhas como visões de estrelas, colunas de fogo e os sons de estranha música. Outros disseram ter percebido túneis no interior da estrutura, embora ninguém ainda tenha encontrado uma lacuna na abertura da porta. Pelo contrário, a opinião profissional é que não há nenhuma porta real e que tudo tenha sido esculpido a partir de uma mesma rocha. É interessante notar que a estrutura assemelha-se, inegavelmente, à Porta do Sol em Tiwanaku (Tiahuanaco) e cinco outros sítios arqueológicos que se ligam por uma cruz imaginária de linhas retas que se cruzam exatamente no ponto onde o planalto e o Lago Titicaca estão localizados. Notícias da região, nos últimos 20 anos, tem indicado atividades com objetos voadores não-identificados em todas essas áreas, especialmente no Lago Titicaca. A maioria dos relatórios descrevem brilhantes esferas azuis e brilhantes objetos brancos em forma de disco.

A lenda acima é concluída com uma profecia de que a Porta dos Deuses, algum dia, será aberta, muitas vezes maior do que realmente é, para permitir que os deuses regressem em seus navios de SOL. A profecia afirma que todas as Américas eram unidas por uma tradição


espiritual comum e por um líder e que o serão novamente. Estávamos unidos, antigamente Amaruca, ou Ameruca (América), significando "terra da serpente"- em um tempo quando a serpente era o símbolo universal de sabedoria mística e poder espiritual. Uma lenda diz que a América do Norte e a América do Sul teriam sido nomeadas por esse portador de cultura historicamente conhecido como Aramu Muru ou Meru Amaru, a "Serpente Meru." Aramu Muru teria vindo do antigo continente de Mu com muitos objetos de poder, incluindo o poderoso Disco Solar, que já fora pendurado em um templo importante em sua terra natal. Ele também teria trazido muitos ritos e símbolos sagrados, como o Chacana que, depois de ter sido levado pelos missionários para todas as quatro direções, servira para unir as Américas em uma cultura espiritual homogênea.

Lendas afirmam que Aramu Muru teria ajudado muitas tribos nativas americanas depois que chegaram ao Peru, durante o tempo da destruição de Mu (Lemúria) e a Velha Terra Vermelha (Atlantis). Ele, então, teria unido essas tribos em uma cultura muito avançada, que passara a construir muitos dos imponentes templos megalíticos que ainda adornam a paisagem do Peru hoje. Que embora a maioria de nós tenha esquecido essa ligação com o passado, o espírito de Aramu Muru nunca nos teria abandonado - ele continuaria a vigiar todas as Américas a partir de seu Templo de Luz localizado acima do Lago Titicaca. Além disso, o grande Disco Solar de Mu também continuaria a existir e atualmente estaria localizado no fundo do lago sagrado. De acordo com todas as profecias, desde 1992, quando o Pachacuti ou "Transformação do Mundo", anteriormente profetizado pelos Incas, teve seu início, Aramu Muru e o Templo de iluminação estáo marcando presença pois, novamente, o disco solar está emanando poderosas correntes de luz espiritual que acabarão por unir as Américas, elevando o mundo inteiro. Logo, a profecia se completará, a Águia (América do Norte) vai se unir ao Condor (América do Sul) e os povos vão se tornar, novamente, um só


O Pastor Jim Jones e o Templo do Povo

Uma série de eventos que levaram à morte de mais de 900 pessoas no meio de uma selva sul-americana. Embora apelidada de "massacre", o que transpareceu em Jonestown (cidade de Jones) em 18 de novembro de 1978, foi feito de forma planejada e com o objetivo de produzir o maior suicídio em massa do planeta. A seita de Jonestown (oficialmente chamado de "Templo do Povo") foi fundada em 1955 em Indianápolis pelo pregador James Warren Jones, conhecido como Jim Jones, que não tinha qualquer formação teológica formal, era baseada em idéias liberais, seu ministério era uma combinação de filosofias religiosas e socialistas. Após a deslocação a Califórnia em 1965, a igreja continuou a crescer de adesão e começou a defender os seus ideais políticos de esquerda mais ativamente. Com vários inquéritos e uma grande perseguição por parte da imprensa nos EUA, Jones insistou sua congregação para mudarem para um novo templo, isolado da sociedade, onde pudessem escapar do capitalismo estadunidense e inaugurarem uma nova forma de vida. Em 1977, Jones e seus seguidores foram para uma grande área na Guiana, a mesma havia sido comprada três anos antes. Parentes de membros da seita cobravam do governo dos EUA o resgate de seus entes daquilo que nada tinha ver com religão e sim com uma grande lavagem cerebral, similar a aplicadas as vítimas que viveram em campos de concentração. Fruto dessa pressão em novembro de 1978, o congressista do estado da Califórnia Leo Ryan chegou na Guiana para uma vistoria a Jonestown e para entrevistar seus habitantes. Logo no primeiro dia de visita o congressista foi informado que sua vida corria perigo, Ryan então decidiu encurtar sua viagem e voltar para os EUA com alguns dos moradores de Jonestown que quiseram sair. Quando eles embarcaram no avião, um grupo de capangas de Jim Jones abriram fogo sobre eles, matando o congressista Ryan e quatro pessoas, alguns membros da comitiva escaparam. Após esse assassinato, Jones disse a seus seguidores que o acontecido com o congressista Ryan tornaria impossível a continuidade do “Templo do Povo” ali, e, que em vez de voltar para os Estados Unidos, o sua igreja deveria se “preservar”, cometendo um último sacrifício, ou seja, todos deveraim abster-se de suas vidas, oi que resultou em 912 seguidores foram mortos após ingerirem um veneno composto por uma mistura de cianeto, sedativos, e tranqüilizantes. Jim Jones suicidou-se logo após com um tiro na cabeça. Que foi Jim Jones? James Warren "Jim" Jones (Crete, Indiana, 13 de maio de 1931 – Jonestown, 18 de novembro de 1978) foi o fundador estado-unidense do grupo Templo do Povo, que tornou-se sinônimo de grupo suicida após o suicídio em massa de 18 de novembro de 1978 por envenenamento em sua isolada coletividade comunitária agrícola chamada Jonestown, localizada na Guiana. Jones foi encontrado morto com um ferimento de bala na cabeça junto a outros 912 corpos.


A história de Jim Jones é paradigmática da relação entre seita religiosa e suicídio coletivo. Este homem, com cerca de 40 anos, reuniu oprimidos e marginalizados nos EUA (em geral de raça negra) em troca de bens (dinheiro, terrenos, casas...) que ajudaram a consolidar a sua obra, logo auto-denominada de Igreja, o Templo dos Povos (Temple of Peoples). Rapidamente se formou um séquito de fanáticos e o pastor acabaria por fundar a cidade de Jones – Jonestown – na Guiana, em 1977, à “boa maneira” do culto da personalidade. Em 1978, quando começou a ser perseguido pelas autoridades dos EUA, Jim Jones ordenou a ida de todos os fiéis para Jonestown, abandonando as sedes da seita nos Estados Unidos. Apesar desta perseguição, muito se falou da influência deste "pequeno ditador religioso" junto do poder nos EUA e da cobertura que lhe era fornecida.

Jonestown era uma comunidade auto-suficiente, que representava aparentemente um modelo socialista, estabelecida no meio da selva na Guiana (América do Sul). Viviam isolados do mundo sem poder estabelecer o mínimo contacto com o mundo exterior, sob pena de sofrer pesadas represálias. á em Jonestown, os crentes eram obrigados a admirar os seus discursos, dia e noite, e quaisquer resistências acabavam num espancamento, dito justiceiro. A fidelidade em relação ao Mestre não se discutia e eram freqüentes as denúncias entre familiares como prova de lealdade. Era absolutamente proibido opinar acerca das regras estabelecidas e sequer sugerir o abandono. Jim Jones punia severamente aqueles que o tentavam abandonar. Uma vez, houve uma simulação de suicídio coletivo, Jim Jones quis testar a lealdade incondicional dos seus seguidores. Para isso, pediu a todos os membros da seita para beberem veneno. Todos beberam e só posteriormente se confirmou que a bebida era inofensiva. Entretanto, de Jonestown chegavam à América notícias dos desvarios do iluminado que incluíam orgias sexuais com crianças. O congressista pela Califórnia Leo Ryan, respondendo às solicitações dos eleitores, disponibilizou-se para ir à Guiana. No dia da visita a Jonestown, após verificar o desejo de alguns dissidentes em regressar aos EUA, apercebeu-se que realmente algo de muito grave se passava ali e fez com que Jim os libertasse. Este acedeu, mas quando Leo Ryan e os agora "ex-seguidores" se deslocavam para o avião, foram abatidos a tiro numa emboscada juntamente com dois jornalistas.


Jim Jones apercebeu-se que o fim da seita estava a chegar, pois o governo dos EUA iria agir em conformidade perante a gravidade da situação. O pastor reuniu o rebanho para o último sermão. Falou dos inimigos preferindo a suposta honra da morte à rendição, exigindo que todos ingerissem um refresco de cianeto. E assim morreram cerca de 900 pessoas. Três seguidores, que já havia algum tempo tentavam a fuga, conseguiram nesse mesmo dia fugir para a selva. Mais tarde, os sobreviventes contaram que as mães metiam o veneno na boca das crianças enquanto as famílias esperavam serenamente pelo desenlace. Morreram bebês, crianças, mães, pais, avós... Jim Jones suicidou-se com um tiro na cabeça Jim Jones no Brasil: Obra de Moscou? 13/06/2007 O infame Jim Jones foi pago por Moscow para emigrar dos Estados Unidos para o Brasil em 1962 e assim que ele chegou aí ele foi morar inicialmente em Belo Horizonte e em seguida mudou para O Nordeste Brasileiro. Sua missão era levantar todo o Nordeste em pról da causa comunista. Uma vez lá ele requereu uma Estação de Radio completa para que sua campanha fôsse mais eficiente. Outro comunista, o Senador Ted Kennedy de Massachussets (irmão do comunista-católico que havia casado com uma espiã Alemã antes de casar novamente com uma das filhas de um riquíssimo cidadão e acabou sendo eleito Presidente dos Estados Unidos em 1960) doou uma Estãção de Radio Completa para o Jim Jones. O infame Ted Kennedy ainda é Senador do Estado de Massachussets. Uma vez estabelecido no Nordeste, Jim Jones participou da fundação das infames Ligas Campesinas que, como os comunistas faziam então no Viet-Nam, iam pelo interior do Nordeste recrutando todos os coitados para a "sublime" causa comunista. Uma vez o Jim Jones liderou uma Liga Campesina onde o dono de uma fazenda se recusou a se unir aos comunistas. Pois bem, 0 fazendeiro e toda a familia dele (9) e mais duas crianças foram obrigados a ficar em pé na Estrada formando uma linha e todos voltados para a casa deles. Aí um dos capangas da Liga Campesina com uma machete afiada foi decepando as cabeças de um por um dos onze infelizes enquanto o resto da Liga dava urros de "Viva a Revolução" acenando a bandeira da foice e do martelo. Quando veiu a Contra-Revolução de 31 de Março de 1964, os militares - em consideração aos Estados Unidos - não submeteram Jim Jones a um Processo pelas mortes que causou. Apenas eles o deportaram para os Estados Unidos onde foi para San Francisco e fundou a "Igreja do Povo" Pois bem, outro infame, Jimmy Carter - também não sei como ele foi eleito Presidente dos EEUU em 1976 - toda vez que vinha ao Oeste dos Estados Unidos ele ia com a esposa visitar o infame Jim Jones na "igreja" dele em San Francisco, onde os adeptos davam tudo o que tinham para o Jim Jones "distribuir" entre todos "igualmente". A "igreja" ficava no centro de uma área cercada completamente e os adeptos que entravam para a "igreja" não podiam sair mais. Pois bem, o Jymmy Carter fez uma visita oficial ao Brasil em 1978. Ao descer do avião no Rio (poucas semanas antes de Novembro de 1978), ele imediatamente acusou o Governo Militar


do Brasil por não ter repeitado os "Direitos Humanos" do Jim Jones e por o terem deportado de volta para os Estados Unidos. Enquanto isso, um dos crentes da igreja de Jim Jones conseguiu fugir e falou horrores do que se passava naquela igreja. Temendo complicação com o Governo da California, o infame Jim Jones resolveu mudar toda a igreja com quasi mil pessoas (você faz uma idéia do que é ajuntar mil pessoas para uma viagem de avião de San Francisco para a Guyana Inglesa? ) Uma vez lá, ele fundou a infame Jonestown. Pois bem, o Governo da Califórnia mandou um Deputado Estadual (Leo J. Ryan) e mais quatro ajudantes para investigar o Jim Jones. Na chegada deles, o Jim Jones matou todos os cinco homens do Governo da Califórnia! Quando eles ouviram boatos que o Governo da Califórnia ia formar uma expedição para averiguar tudo, Jim Jones mandou os dois filhos que tinha: Stephen (branco) e Jim Jones Junior (preto), jogar baskette numa cidade visinha no dia 18 de Novembro de 1978. Naquele mesmo dia, o Jim Jones forçou 911 crentes a tomar veneno e ele se suicidou como o Hitler, outro infame Salvador Allende e Getúlio Vargas. Quando a expedição da California chegou lá, todos estavam mortos e já em estado de putrefação. Encontraram no Escritório dele mais de CINCO MILHÕES de dólares em dinheiro vivo. Vinte anos depois, no dia 18 de Novembro de 1998, o Stephen e o Jim Jones Junior compareceram à Televisão Nacional e fizeram um detalhado relatório do que se passou. Foi a única vez que vi Televisão. Recentemente, e "por coincidência" o Jimmy Carter foi indicado pela ONU para "fiscalizar" o plebiscito que o Chávez mandou realizar na Venezuela. Naturalmente, o Chávez ganhou e o Jimmy Carter declarou que tudo foi realizado "legalmente". Pequeno Ditador Religioso James Warren "Jim" Jones (Crete, Indiana, 13 de maio de 1931 – Jonestown, 18 de novembro de 1978) foi o fundador estado-unidense do grupo Templo do Povo, que tornou-se sinônimo de grupo suicida após o suicídio em massa de 18 de novembro de 1978 por envenenamento em sua isolada coletividade comunitária agrícola chamada Jonestown, localizada na Guiana. Jones foi encontrado morto com um ferimento de bala na cabeça junto a outros 909 corpos.


A história de Jim Jones é paradigmática da relação entre seita religiosa e suicídio colectivo. Este homem, com cerca de 40 anos, reuniu oprimidos e marginalizados nos EUA (em geral de raça negra) em troca de bens (dinheiro, terrenos, casas...) que ajudaram a consolidar a sua obra, logo auto-denominada de Igreja, o Templo dos Povos (Temple of Peoples). Rapidamente se formou um séquito de fanáticos e o pastor acabaria por fundar a cidade de Jones – Jonestown – na Guiana, em 1977, à “boa maneira” do culto da personalidade. Em 1978, quando começou a ser perseguido pelas autoridades dos EUA, Jim Jones ordenou a ida de todos os fiéis para Jonestown, abandonando as sedes da seita nos Estados Unidos. Apesar desta perseguição, muito se falou da influência deste "pequeno ditador religioso" junto do poder nos EUA e da cobertura que lhe era fornecida. Jonestown era uma comunidade auto-suficiente, que representava aparentemente um modelo socialista, estabelecida no meio da selva na Guiana (América do Sul). Viviam isolados do mundo sem poder estabelecer o mínimo contacto com o mundo exterior, sob pena de sofrer pesadas represálias. Já em Jonestown, os crentes eram obrigados a admirar os seus discursos, dia e noite, e quaisquer resistências acabavam num espancamento, dito justiceiro. A fidelidade em relação ao Mestre não se discutia e eram frequentes as denúncias entre familiares como prova de lealdade. Era absolutamente proibido opinar acerca das regras estabelecidas e sequer sugerir o abandono. Jim Jones punia severamente aqueles que o tentavam abandonar. Uma vez, num simulacro de suicídio colectivo, Jim Jones quis testar a lealdade incondicional dos seus seguidores. Para isso, pediu a todos os membros da seita para beberem veneno. Todos beberam e só posteriormente se confirmou que a bebida era inofensiva. Entretanto, de Jonestown chegavam à América notícias dos desvarios do iluminado que incluíam orgias sexuais com crianças. O congressista pela Califórnia Leo Ryan, respondendo às solicitações dos eleitores, disponibilizou-se para ir à Guiana. No dia da visita a Jonestown, após verificar o desejo de alguns dissidentes em regressar aos EUA, apercebeu-se que realmente algo de muito grave se passava ali e fez com que Jim os libertasse. Este acedeu, mas quando Leo Ryan e os agora "ex-seguidores" se deslocavam para o avião, foram abatidos a tiro numa emboscada juntamente com dois jornalistas.


Jim Jones apercebeu-se que o fim da seita estava a chegar, pois o governo dos EUA iria agir em conformidade perante a gravidade da situação. O pastor reuniu o rebanho para o último sermão. Falou dos inimigos preferindo a suposta honra da morte à rendição, exigindo que todos ingerissem um refresco de cianeto. E assim morreram cerca de 900 pessoas. Três seguidores, que já havia algum tempo tentavam a fuga, conseguiram nesse mesmo dia fugir para a selva. Mais tarde, os sobreviventes contaram que as mães metiam o veneno na boca das crianças enquanto as famílias esperavam serenamente pelo desenlace. Morreram bebés, crianças, mães, pais, avós... Jim Jones suicidou-se com um tiro para um final de um deus menor. Os discursos deste fanático estão gravados, inclusivamente o último e mais marcante. CIA e KGB O reverendo Jim Jones nasceu em 31 em Lynn, Indiana. Filho de um líder da Ku Klux Klan com uma índia, sempre foi um sujeito atípico por natureza. Oscilava entre pólos idelógicos como bola de ping pong: marxista e anti-comunista, agente da CIA e da KGB; ao mesmo tempo profundamente devotado à religião, inclusive fundando sua própria seita aos 32 anos, o Templo do Povo. Foi aí que começou a ter visões da iminência do fim do mundo e a ouvir vozes dizendo que ele era a reencarnação de Jesus Cristo e Lênin. Juntos. Só rindo... No entanto, assim como muita sensata hoje em dia embarca na barafunda dos televangelistas, na época muitos o levaram a sério. Depois de passear pelo Rio de Janeiro e Belo Horizonte, entre outras cidades da América do Sul, escolheu a Guiana para sediar seu culto. O nome da comunidade deixava claro o quanto era humilde: Jonestown. O que aconteceu lá... bem, como já disse a história é nebulosa, um prato cheio para os conspirólogos extravasarem seus delírios. Um ex-seguidor, Phil Kern, escreveu um livro dizendo que Jones nunca havia deixado a KGB e queria transformar a comunidade num posto avançado soviético, embora o reverendo combatesse o comunismo ateu entre os fiéis. Em 78 a cidade de Jones já estava, literalmente, bombando, com mais de 1.000 habitantes e rumores sobre trabalho escravo em um regime totalitário fortemente controlado por capangas com fuzis. Como a maioria dos seguidores era de norte-americanos, os E.U.A. enviaram o deputado democrata Leo Ryan e mais uns repórteres à Guiana para investigar os boatos. Na visita a Jonestown, o representante da embaixada americana Richard Dwyer juntou-se a eles. Ryan e os repórteres nunca contaram o que viram. Isso porque no momento em que iam embarcar no avião de volta aos E.U.A. todos foram barbaramente assassinados, supostamente por seguidores de Jones. Reza a lenda que os executores pareciam "zumbis remotamente controlados". Aqui aproveito para abrir um parêntesis. TCs se assemelham a galhos de uma imensa árvore: estão todos interligados. No caso, é nesse ponto que o caso Jim Jones conecta-se ao desavergonhado programa da CIA de controle mental, o infame MK Ultra. O objetivo do projeto era criar assassinos-autômatos, sem vontade própria nem remorso. Para isso as cobaias (nunca se soube ao certo como eram escolhidas, provavelmente criminosos, mendigos e imigrantes ilegais) eram forçadas a ingerir uma infinidade de drogas além de serem


submetidas a eletrochoques, lobotomias e hipnose. O "pupilo modelo" seria como o personagem do filme "Sob o Domínio do Mal": uma pessoa comum, até receber um comando através de um telefonema, por exemplo, que despertaria o assassino frio que foi criado em seu "treinamento". Diz-se, inclusive, que vários assassinatos atribuídos a malucos solitários, são na verdade complôs muito bem engendrados pela CIA. Lembra do John Lennon? Kennedy? Bom, o que se sabe de fato é que o programa existiu mesmo, conforme a própria CIA reconheceu em 1970 numa investigação do Senado americano, quando além disso comprometeu-se a não mais realizar experimentos desse naipe, ao menos em solo americano. Nessa hora os caras da CIA devem ter dito: "então vamos prá América do Sul, que é perto e lá as vidas humanas valem muito menos"... E então nossa história volta à Guiana. Enquanto o deputado e os repórteres eram chacinados no campo de pouso, no acampamento Jim Jones anunciava a chegada do Apocalipse e conclamava os fiéis a tomarem Tang envenenado com cianeto. Eles não tinham muita escolha: você podia até recusar educadamente, mas aí vinha um capanga e enfiava uma bala na sua cabeça. Oficialmente foram 913 mortos, inclusive o reverendo. Mas podem ter sido muito mais, pois os corpos das vítimas foram embarcados para os E.U.A. e imediatamente cremados, sob protesto dos familiares. Os mistérios não páram aí: as mesmas drogas usadas no MK Ultra foram encontradas em grandes quantidades em Jonestown. E mais: inexplicavelmente, o diplomata Dwyer estava presente nos assassinatos no campo de pouso, mas escapou ileso. Depois descobriram que ele era da CIA (de novo!). Por fim, a cereja no topo dessa banana-split das Teorias Conspiratórias: Jim Jones tinha várias tatuagens. Mas o cadáver dele encontrado na comunidade não tinha nenhuma. Pastor Jim Jones levou 900 à morte em 78 O caso mais famoso de suicídio coletivo associado ao fanatismo religioso foi o do pastor americano Jim Jones e sua seita, o Templo do Povo. Mais de 900 pessoas morreram ao ingerir uma mistura de suco de laranja com cianureto, na noite de 18 de novembro de 1978, em Jonestown, uma aldeia no meio da selva na Guiana. Os que se recusaram a beber veneno foram assassinados. Jim Jones, que vivera oito meses em Belo Horizonte, entre 1962 e 1963, mudou-se com seus adeptos para a Guiana em 1977, com a aprovação do governo local, depois das primeiras denúncias contra a seita por ex-adeptos.

Em agosto de 1977, a imprensa americana documentou o crescente uso da violência por Jones para ser obedecido. O cadáver de Jim Jones foi encontrado ao pé de uma cadeira, com uma bala no crânio.

''Não estamos cometendo suicídio. Este é um ato revolucionário. Não podemos recuar porque eles não nos deixarão em paz. Bebam o suco e sejam gentis com as crianças'', disse Jones aos seus 913 seguidores, entre eles 275 crianças e 12 bebês.


Outro caso desse tipo ocorreu em setembro de 1985 nas Filipinas. A ''sacerdotisa suprema'' Mangayonon Butaog matou seus fiéis com formicida com a promessa de que todos veriam a ''a imagem de Deus''.

Com argumentos semelhantes, a ''mãe benevolente'', como era conhecida a sul-coreana Park Soon Ja, realizou um ritual em que morreram 28 mulheres e quatro homens no dia 29 de agosto de 1987, em Yongin, Coréia do Sul.

Em 19 de abril de 1993, um cerco policial de 51 dias ao grupo de seguidores da seita Ramo Davidiano, em Waco, Texas, sul dos EUA, terminou com um incêndio que destruiu o Rancho do Apocalipse, sede do culto liderado por David Koresh. Pelo menos 70 fiéis morreram carbonizados.

No ano seguinte, a seita Ordem do Templo Solar, fundada pelo médico suíço Luc Jouret, levou 48 pessoas à morte no mesmo dia: 23 em uma fazenda em Cheiry, no Cantão de Friburgo, e 25 em dois chalés em Granger-sur-Salvan, no Cantão do Valais, a 160 km de distância. A seita pregava a iminência do apocalipse com a entrada da humanidade na era de Aquário.

Trafico de drogas e prostituição-Jones fundou uma seita no final dos anos 60 para reunir gente pobre, na maioria negros, imigrantes latinos e americanos pobres.A seita formou-se em Indiana nos EUA, mas acabou mudando-se para Los Angeles e depois, finalmente, para a Guyana.Lá Jones fundou "JonesTown". Uma cidadela com cerca de 1.000 seguidores de sua seita.Ele prometia aos fiéis uma vida no paraíso, numa sociedade que seria perfeita e livre de crimes.Considerava-se um enviado de Deus, um pastor que deveria doutrinar o rebanho que lhe foi destinado. Na verdade, Jim Jones estava envolvido com tráfico de drogas e prostituição.Há relatos de sobreviventes da seita, que descrevem torturas e humilhações de fiéis que contestavam os mandamentos de Jones.Ele possuía uma guarda pessoal armada que, segundo arquivos da polícia, torturava e matava qualquer agitador dentro da seita. Sem julgamento.Há também relatos de crianças que eram submetidas á castigos cruéis com a aprovação dos pais.


Ele dopava grupos de pessoas com drogas como anfetaminas diariamente. Isso servia pra torná-los dependentes da droga que o pastor provia. Logo, ficavam sob seu controle como animais domesticados. "Titio preparou um suquinho pra vocês...meus anjinhos..." No final de 1978 o pior aconteceu.Após uma visita de um congressista americano, que foi até Jonestown com mais 18 pessoas investigar as denúncias de maus tratos contra o Templo do Povo, Jones apelou para a ignorância.

Leo Ryan, o tal congressista, reuniu material que incriminava a seita e decidiu ir á Washington denunciar os métodos de Jim Jones.No aeroporto, enquanto embarcava com sua delegação no Cessna americano, foi vítima de uma emboscada armada pelos guardas de Jones. No tiroteio, seis pessoas da delegação morreram e Ryan ficou gravemente ferido.O avião conseguiu decolar rumo á Washington embaixo de bala.Imediatamente a polícia local foi acionada e agentes do FBI foram enviados para prender Jones.Sabendo que iria ser julgado e condenado á morte nos Estados Unidos, Jim Jones reuniu todos os "moradores" de Jonestown em um pronunciamento no dia 18 de novembro de 1978.Durante mais de duas horas, o pastor convenceu seus seguidores de que seriam todos mortos pelos agentes do governo americano e pelos soldados da Guyana. Disse então que tomara a atitude de "transportar" todos para uma outra vida.Em meio á uns poucos protestos inúteis, Jones mandou preparar uma bebida á base de Kool-Aid(conhecido aqui como o bom e velho Ki-Suco) e um poderoso veneno chamado Cianido de sódio.O suco começou á ser distribuído primeiro ás crianças. Há um impressionante arquivo de áudio que pude baixar do site ogrishforum.com que foi gravado durante o pronunciamento de Jones.No arquivo é possível ouvir muita gente chorando enquanto o tal veneno era distribuído entre os súditos da seita, enquanto Jones repete várias vezes: "...Não chorem...isso é necessário...Não chorem por seus filhos...Eles ficarão bem..."Os adultos também beberam. Os que recusavam-se, eram baleados pelos homens da guarda de Jones e jogados na mata. Ao fim do dia 914 pessoas estavam mortas.Caídas umas em cima das outras. Espalhadas pelo galpão principal de Jonestown.O pastor Jim Jones deu um tiro na própria cabeça antes de ser pego pela polícia.

Apenas alguns súditos da seita escaparam do suicídio em massa, escapando pela mata minutos antes do veneno ser distribuídoÉ incrível imaginar que uma pessoa possa ser alienada á uma ideologia sem fundamentos, ao ponto de envenenar os próprios filhos e a sí próprio em nome da religião.São 914 vidas interrompidas por...Nada. A carência das pessoas menos esclarecidas é uma arma nas mãos de pessoas mal intencionadas.


É um absurdo comparar as igrejas papa-dízimo de hoje ao Templo do Povo de Jim Jones? Claro que não. Há muita gente lobotomizada por religiões mercenárias que tomaria veneno em troca do paraíso, se seu "pastor' assim ordenasse.Não sei se é burrice ou um ato desesperado afim de achar uma solução para as dificuldades da vida. Mas sempre haverá um esperto onde houver um trouxa.Não sou contra as religiões ou a igreja.Sou contra a anulação do senso crítico e do livre arbítrio individual promovida por muitas doutrinas. É possível seguir uma religião sem se tornar um acéfalo sem opinião própria. Se não for possível. Não é religião. É ditadura.


Xamanismo

Unicórnio - Ele está ligado a todos os dons das artes, à psicografia, à pureza e elevação da alma. O unicórnio é a integração divina com o grande espírito do céu e da terra. Está ligado com um anjo da pintura chamado Pétrus, que abre o portal do arco-íris, para que todos possam, através das tintas e das cores, expressar o amor à natureza. Rapidez, mansidão, pureza, salvação, espiritualidade, inofensivo, seu único corno simboliza que ele e o Pai são UM. Unicórnio, também conhecido como licórnio, é um animal mitológico que tem a forma de um cavalo, geralmente branco, com um único chifre em espiral. Sua imagem está associada à pureza e à força. Segundo as narrativas são seres dóceis; porém são as mulheres virgens que têm mais facilidade para tocá-los.

TOURO Fertilidade, sexualidade, poder, liderança, proteção, potência.


URSO Depois de atividades e lutas para a sobrevivência, o urso entra numa caverna e hiberna, digerindo as experiências de um ano. Ele se reconecta com a Mãe Terra, numa introspecção intensa, para depois ressurgir na primavera, num renascimento, quando tudo está brotando novamente. Nesse período nada do que está lá fora importa, apenas o refazimento, o ato de pensar sobre as atitudes tomadas, acreditando que as respostas estão dentro de nós mesmos. Introspecção, intuição, cura, consciência, ensinamentos, curiosidade.

URSO BRANCO Símbolo da força de todos os animais de poder. Significa abertura e chegada de felicidade no corpo e na alma. Tem visão profunda, enxerga a grandes distâncias no gelo.


URSO PANDA A medicina do urso panda ensina a ficar mais atento aos perigos, a não se influenciar por aqueles que dizem ser nossos grandes amigos, pois sempre há uma intenção e o tempo mostrará isso. Ensina a cuidar bem dos segredos.

URSO PARDO O urso pardo é o rastreador dos remédios e raízes da floresta. Ele ajuda o xamã a encontrar o remédio certo para a cura.


URUBU Ele rastreia do alto as pessoas sujas ou ajuda a encontrar os obsessores, para que o corvo indique a alma para o resgate. Ele trabalha diretamente ligado ao corpo.


VAGA-LUME A medicina do vaga-lume avisa que nem tudo está perdido. Há uma luz te esperando no fim do túnel e você não está sozinho. Procure acender seu interior e tudo será luz. Iluminação, entendimento, força de vida, luz e escuridão, maravilhas.

VEADO O veado pede para não sermos amargos na vida. Aprenda e assimile os ensinamentos com os xamãs. Aprenda a viver mais solto e a celebrar a vida com a natureza. Delicadeza, sensitividade, graça, alerta, adaptabilidade, conexão coração e espírito, gentileza.


CHAMAR o ANIMAL DE PODER

Os povos xamânicos chamam a energia dos animais honrando-os. Nós também podemos tirar proveito desses poderes, em todo o conjunto do seu clã, por um processo chamado invocação. Invocação pode ser entendida como um tipo de prece, um caminho para chamar o espírito de certos animais, até nós. Quando nós invocamos, nós estamos literalmente convidando um espírito animal para viver perto de nós, então podemos compartilhar de seu poder medicinal. Ao invocar um espírito animal, estamos rezando para o conjunto das espécies daquele animal. Quando nós invocamos algum animal, chamamos a sabedoria do conjunto das espécies. O simples fato de procurar deliberadamente o seu poder e de inclui-lo em nossa vida pode transformar completamente a nossa maneira de viver. Você não estará chamando espíritos de animais mortos ou vivos, não deve procurar o seu animal de poder fora de você, ele está no seu interior. Ao invocarmos a Águia, invocamos o poder, conhecimento e experiência de todos as águias, da alma coletiva, da essência espiritual do animal que vive na Terra, e no Mundo Espiritual.

Deve-se estudá-lo atentamente para aprender mais coisas a respeito de sí próprio. Quando interagimos com os animais, nós aprendemos a vê-los e tudo na natureza toma um novo caminho. Nós chegamos para apreciar e reverenciar a sabedoria e poder, inerentes a todos os seres da natureza. Nos temos nos desenvolvido na ciência, tecnologia e habilidade analítica, mas os espíritos animais têm outros poderes que, em alguns caminhos, vão além de todos os nossos próprios. Nós podemos receber a sua orientação e sermos curados por sua medicina, por invocar seus poderes até nós. Podemos usar os totens animais para aprender sobre nós mesmos e sobre mundos invisíveis. Há uma força arquetípica que se manifesta através dessas criaturas. Esses arquétipos têm suas próprias qualidades e características refletidas pelos comportamentos e hábitos dos animais. Um xamã pode ter vários animais de poder como auxiliares, para objetivos específicos. Você poderá trabalhar com outros animais, e os descobrirá à medida que for desenvolvendo habilidades xamânicas, mas seu animal principal continuará sempre sendo o mais importante para você. Alguns xamãs não aconselham revelar o seu animal de poder para outras pessoas, outros falam publicamente, o certo nesse caso é que cada um ouça a sua voz interior, e que tenha uma clara e boa intenção ao revelar. Quando encontrar seu animal, você saberá, ou então ele se comunicará com você de alguma maneira. Se quiser poderá falar com ele. Ao voltar da viagem ele o acompanhará através do túnel, de forma que a energia dele estará ao seu lado, o tempo todo, pronta para ser usada quando você quiser.


Comece a meditar sobre seu animal, faça visualizações simples, imagine-o na sua frente. Deixe que ele se comunique telepaticamente com você. Veja como ele pode ajuda-lo em diferentes áreas da sua vida. Não use o racional, não se preocupe em entender, vá com o coração e a mente de uma criança, que obterá uma conexão mais forte com ele. Visualize seu animal se fundindo em você. Faça meditações onde você se vê como o animal. Faça canções para seu animal. Não precisam ser muito elaboradas. Algumas linhas melódicas simples e repetitivas servem de excelentes ferramentas. Você poderá criar numa melodia que já conhece. Até que um dia receba a “Canção de Poder” do seu animal. ( processo de canalização ) A tarefa do animal de poder é manter a sua energia sadia – física, mental, emocional e espiritualmente, provendo direcionamento e apoio. No dia a dia qualquer um pode invocar seu animal de poder quando precisa de energia extra ou assistência, ou num lugar perigoso, ou em época de enfermidade.

Um dos métodos mais famosos para entrar em contato com o animal de poder é a Busca da Visão. Usualmente o praticante vai para um lugar ermo, montanhas ou florestas, jejuando, as vezes dormindo no relento, em alguns casos bebendo plantas de poder, aguardando por uma visão Um caminho muito simples para invocar um espírito animal. é visualizá-lo e chamá-lo de coração. Se você, por exemplo, precisar de uma maior coragem, poderá visualizar um Leão e invocar: Espírito do Leão. Eu estou chamando você. Viva dentro de mim e abasteça-me com sua coragem. Quando termina a invocação, agradecemos ao Espírito Animal, pela sua ajuda. Você deve compreender que está invocando uma virtude, não confunda esse trabalho com religião. Você não estará adorando ídolos, e sim reverenciando e honrando uma obra da Criação Divina, e não substituindo a fé em Deus, que é insubstituível. Você também pode se inspirar com fotos do animal, camisetas, estatuas, quadros, etc. O animal também pode ser invocado, imitando igualando o seu comportamento. (Dança Animal) Dessa forma nos alinhamos com as suas energias, e chamamos o seu espírito até nós. Nós podemos agir como animais, fazer sons, convidando-os a trazerem seus poderes até nós. Podemos rondar e urrar como um Leão, assim que invocamos o seu espírito. Podemos espalhar nossos braços e voar como uma Águia. Rastejar como uma serpente. Os xamãs costumam, Ter suas canções, que são enviadas pelos espíritos guardiões, para invocar seu poder. No xamanismo, quando nos harmonizamos com nosso animal, ele nos envia canções. As canções de poder não são compostas, e sim canalizadas. São um fenômeno de liberação psíquica, mediúnica. Elas podem trazer felicidade, bem estar, cura, transe,


entendimento, reflexão. Todo o xamã tem sua canção de poder. Harner sugere que para ter uma canção de poder, você deve ir sozinho,num lugar agreste,onde não haja ninguém. Não tome café e jejue o dia todo. Caminhe sossegadamente e as vezes sente-se. Peça sua canção ao Universo. Depois que receber a canção, quanto mais você a canta, mais ela fica impregnada de energia e ainda ajuda-o a entrar em outro estado de consciência.


Xamanismo

Cavalo - Os índios americanos diziam: Roubar cavalos é roubar poder! Esse sempre foi o símbolo maior com que se representou o cavalo nas culturas antigas, o poder. O verdadeiro poder é a sabedoria achada na lembrança da sua jornada inteira. A sabedoria vem de lembrar caminhos que você tem andado nos sapatos de outra pessoa. Poder interior, liberdade de espírito, viagem xamânica, força, clarividência.

CAVALO ALADO Desejo de elevação, transmutação, beleza, viagem astral, novas aventuras, mistério, fascínio.


CENTAURO Você agora já está pronta às curas, porém continue sendo humilde. Cuidado com a boca, com a pressa e os exageros. Vá devagar. Instinto animal, ligação homem-animal, anarquia, sexualidade, fertilidade, conhecimentos de cura (Quiron).

CISNE A medicina do cisne nos ensina a ser uno com os planos da consciência e confiar na proteção do espírito grande. Se você viu o cisne, ele conduz em tempos de estados alterados de


consciência e de desenvolvimento das suas capacidades intuitivas. Graça, leveza, ver o futuro, fidelidade, vida, paz, tranqüilidade, poderes intuitivos e felicidade.

COALA E PREGUIÇA Dedique-se mais aos estudos, você tem uma grande bagagem a ser despertada. Então a use para seu próprio benefício, aperte o passo.

COBRA OU SERPENTES A cobra sabe que terá de trocar de pele e se deixar transmutar, aceitando o que lhe acontece de novo. Simplesmente vamos mudando, assimilando idéias e inspirações. Quando notamos, não somos mais os mesmos. A serpente traz a força para nos adaptarmos a novas mudanças


de vida. A força da medicina da cobra e a força da criação englobam a sexualidade, a energia psíquica, a alquimia, a reprodução e a imortalidade. Regeneração, sabedoria, sensualidade, cura e psiquismo.

COIOTE O coiote sempre chama quando as coisas ficam sérias demais. Na tradição indígena, simboliza a capacidade de ver a si mesmo com distanciamento irônico. Ele nos anima a renovar a inocência, mesmo em meio ao caos da vida cotidiana. A acordar a sábia criança interior e responder ao mundo como ela o faria. Se você o tem visualizado, você pode ter certeza de que algum tipo de medicina está a caminho, pode ser para seu agrado ou não. Qualquer que seja, boa ou ruim, pode ter certeza de que fará você rir, mesmo que dolorosamente. Você também pode ter certeza de que o coiote ensinará uma boa lição a você sobre você mesmo. Malícia, artifício, criança interior, adaptabilidade, confiança, humor.


COELHO OU LEBRE Considerado pelos povos indígenas o símbolo do sustento para o reino animal, o coelho também representa a inocência, fertilidade, medo, abundância, crescimento e agilidade.

CONDOR Idem a águia, é um dos filhos do sol no Peru, representa o Mundo Superior. Pare de voar tão alto, mude, voe para mais longe, saia da rotina, não tenha medo das mudanças, proteja sua vida. Enquanto as águias voam mais alto e circulam na terra, procriando sua espécie em vários lugares, o condor não sai do seu habitat, que é a Cordilheira dos Andes.


CORUJA A medicina da coruja é simbolicamente associada com clarividência, projeção astral e magia. Ela pode ver o que não vemos, e isso é a essência da verdadeira sabedoria. A coruja é chamada de águia noturna em muitas rodas medicinais. Tradicionalmente, a coruja senta no leste, o lugar da iluminação. A coruja pode trazer mensagens para você à noite, através dos sonhos ou meditação. Habilidades ocultas, ver na escuridão, a vigília, a sombra, sabedoria antiga.

CORVO


O corvo vive no vazio e não tem noção do tempo. Os antigos chefes contam que o corvo enxerga simultaneamente os três destinos passado, presente e futuro. O corvo imerge em luz e sombra, enxergando ambas as realidades internas e externas. Se o corvo aparece nas suas visões, você vê as leis do grande espírito em relação às leis da humanidade. O caminho primordial do verdadeiro corvo fala em ser atento às suas opiniões e ações. Esteja disposto a colocar em ação o que você fala, fale sua verdade, saiba sua missão na vida, e equilibre o passado, presente e futuro no agora. Mude a forma daquela realidade velha e torne-se seu futuro próprio. Guardião da magia, mistério, predições, mensageiro, dualidade, assistência.

DRAGÃO Pode trabalhar tanto a densidade como a sutileza. Se usar para o mal, um dia ele te queima e te abandona, afastando da sua vida todos os animais de poder, ficando totalmente sem proteção. Toda escuridão vai tomar conta e você pode virar um doente mental. Potência e força viril, proteção, kundalini, calor, mensageiro da felicidade, senhor da chuva, fecundação, força vital.


ELEFANTE Precisa mudar a rotina e parar de ficar andando sempre no mesmo caminho, acumule no seu trabalho outros conhecimentos. O elefante vai na frente, derrubando todos os obstáculos, para você passar sem medo. Simboliza a longevidade, inteligência, memória ancestral, ancestrais enterrados.

ELEFANTE BRANCO


Associe ao xamanismo e ao trabalho de cura búdico, como Reiki, Acupuntura, Medicina e todos os conhecimentos dos mestres do Oriente. Força, bondade, escolha de caminhos, ligações extraterrestres, mistério.

ESQUILO O esquilo ensina você a planejar para frente, para o inverno quando as árvores estão despidas e as nozes há tempo desapareceram. A principal lição que o esquilo nos dá é guardar e estocar energia para o tempo em que dela precisarmos. Ele nos ensina a reservar algo para usar no futuro e a empregar, de maneira adequada, o tempo e a energia. Divertimento, planos futuros, reunião, observar o óbvio.

ESTURJÃO


Procure ser mais determinado nos seus objetivos. Perca o medo do rio, aprenda a nadar contra as correntezas, não ande nos cantos dos rios, pois poderá acabar virando presa de águias e ursos. Determinação, sexualidade, consistência, profundidade, ensinamento.

FALCÃO É o mensageiro da vida e dos sonhos. Ao vermos um falcão voando em círculos, é aviso que estamos prontos para trilhar as jornadas xamânicas. É o grande espírito mandando mensagens para serem decifradas ou transcodificadas. Precisão, preces ao Universo, mensageiro, olhar em volta, abertura, observar à distância, oportunidades.


FÊNIX Renascimento, fascínio, animal do Sol, imortalidade da alma, elevação, purificação.

FORMIGA A medicina da formiga é a estratégia da paciência. A formiga é construtora como o castor, agressiva como o texugo, tem resistência como o alce, tem escrutínio como o rato, e se sacrifica como o peru. Têm consciência de que sozinhas não são nada, mas, embora muito


pequenas, junto com sua comunidade podem exercer força poderosíssima. É o sucesso por meio do esforço. Comunidade perfeita, paciência, trabalho duro, força, resistência, agressividade, exame cuidadoso.


Conheça as 12 Tribos de Israel

O nome Yisra’el foi outorgado A Jacó pelo próprio Anjo Adonai, depois de Jacó ter lutado com ele, a noite toda (Gn 32:24-25). A luta de Jacó foi espiritual, em oração, “Como príncipe lutou com o anjo, e prevaleceu; chorou e lhe suplicou. Em Betel o achou, e falou com ele ali; sim, com o Eterno, o ELOHIM TZEVAOR/dos Exércitos, o HaShem é o seu nome.” (Os 12:4-5) e também física . E nessa luta o patriarca venceu “prevaleceu”. Isso não quer dizer que Jacó tenha derrotado a Elohim, mas que finalmente satisfez a exigência que Elohim fez na aliança: Submissão dócil (o que se vê na coxa ferida) (Gn 32:25-26). E ele continuou se recusando a deixar o anjo partir até que este o abençoasse. O Eterno Elohim então anunciou: “Já não te chamarás Jacó (suplantador) (Ya’acob) e sim, “YISRAEL” (Yisra’El): pois como príncipe lutaste e como príncipe tiveste poder.” O substantivo aparece primeiro na Bíblia como nome “honorífico” (que confere honrarias) do patriarca Yaakov, depois como nome próprio designativo da Nação de Yisrael, a qual descendeu dos 12 filhos dele. Depois da morte de Yaakov “Yisra’El” continuou sendo empregado como nome alternativo do patriarca. Mas, assim como a expressão “benê Yisra’El”, “filhos de Israel”, perdeu o sentido literal de os 12 filhos do patriarca “São estes os nomes dos filhos de Yisrael, que entraram no Egito com Jacó, cada um com a família.” (Ex 1:1), passou a designar de forma mais metafórica os seus descendentes em geral. De igual forma “Israel” veio designar a nação hebraica. “E ouvirão a tua voz. Então ireis tu e os anciãos de Ysrael, ao rei do Egito e lhe direis: O Eterno, o Elohim dos hebreus, nos encontrou. Agora, pois, deixa-nos ir caminho de três dias para o deserto, a fim de que sacrifiquemos ao Eterno nosso Elohim.” (Ex 3:18) Aqui a baixo estão os Estandartes das Doze Tribos de Israel:

RUBEN

Significa “Eis um filho”. …pois “Ele atendeu (viu) a minha aflição”. ( RA’UBeANYI) Primogênito


de Jacó e Lia. Eis um filho! Foi um favor especial que Elohim concedeu a ela e, conforme o nome do menino parece indicar, uma bênção inesperada (Gn 29:32) “E concebeu Lia, e deu à luz um filho, e chamou-o Rúben; pois disse: Porque o HaShem atendeu à minha aflição, por isso agora me amará o meu marido.” “Rúben” pode significar “Eis um filho” e ao mesmo tempo soar significantemente parecido com a idéia de “ele viu a minha aflição” “ver”. Rúben revelou alguém cheio de energia e determinação, mas não muito disciplinado. Ele cometeu um crime bem repulsivo (Gn 35:22). A posição destacada de líder passou para Judá (Gn 49:8-10). E a porção dobrada para os filhos de José (Gn 48:5) Foi a primeira tribo a se instalar, mesmo antes da transferência da liderança de Moisés para Josué (Nm 32). Se instalaram no planalto de Moabe ao norte do rio Arnom.

SIMEÃO

Significa “Ouvindo ou Audição” “Soube o Eterno que eu era preterida”. No hebraico é audição Segundo filho de Jacó e Lia (Gn 29:33). Nome dado a Segunda tribo de Israel. Simeão é mencionado por diversas vezes em sua posição apropriada, isto é, o segundo lugar, nos capítulos que abordam a organização e arranjo do acampamento de Israel (Nm 1:6, 22-23) “De Simeão, Selumiel, filho de Zurisadai; Dos filhos de Simeão, as suas gerações pelas suas famílias, segundo a casa dos seus pais; os seus contados, pelo número dos nomes, cabeça por cabeça, todo o homem de vinte anos para cima, todos os que podiam sair à guerra. Foram contados deles, da tribo de Simeão…” A tribo de Simeão, a exemplo de várias outras, não conseguiram capturar todo o território que lhe foi atribuído. Mas que, a despeito disso, a tribo era importante na área sul da terra prometida, isso pode ser demonstrado pelo fato de que um maior número de homens aliou-se a Davi, no início da monarquia, provenientes de Simeão, em um total de 7.100 homens. A incrustação de Simeão, dentro do território de Judá, significou que as duas tribos foram-se misturando cada vez mais, e que Judá tornou-se a tribo predominante dentre as duas (Jz 1:3).

LEVI


Significa “Unido” “Desta vez se unirá mais a mim meu marido”. LEVI, muitos estudiosos associavam a palavra hebraica “LAVAH” com o nome próprio Levi, que significa “unir, juntar”. Em (Nm 18:2, 4), há um jogo de palavras com esse sentido “E também farás chegar contigo a teus irmãos, a tribo de Levi, a tribo de teu pai, para que se ajuntem a ti, e te sirvam; mas tu e teus filhos contigo estareis perante a tenda do testemunho. Mas se ajuntarão a ti, e farão o serviço da tenda da congregação em todo o ministério da tenda; e o estranho não se chegará a vós.” Levi foi o terceiro filho de Jacó com Lia. (Gn 29:34) Levi, progenitor da tribo de Levi, participou de um incidente particularmente reprovável (Gn 34). Sua irmão Diná foi violentada por Siquém, filho do cananeu Hamor. Ele teria então permissão para casar-se com ela caso ele e toda a sua cidade aceitassem ser circuncidados. Eles se circuncidaram, mas, enquanto se recuperavam da operação, Simeão e Levi foram à cidade e mataram todos os habitantes do sexo masculino (Gn 34:25-26). Seu pai Jacó, ficou muito indignado com esse acontecimento que mesmo no leito de morte se lembrou disso. Em vez de abençoar Levi, ele predisse, que tanto os seus descendentes quanto os de Simeão ficariam espalhados no meio de Israel (Gn 49:7). Pela fé os descendentes de Levi transformaram-se numa bênção. Presume-se que a tribo de Levi não participou do incidente do bezerro de ouro. (Gn 32) Demonstrado assim uma posição espiritual superior, e provando que sua escolha para o serviço sagrado estava justificada. HaShem adotou essa tribo como sua própria herança em lugar do primogênito de cada família (Nm 3:11-13) “Eis que tenho tomado os levitas do meio dos filhos de Israel, em lugar de todo o primogênito, que abre a madre, entre os filhos de Israel; e os levitas serão meus. Porque todo o primogênito é meu; desde o dia em que tenho ferido a todo o primogênito na terra do Egito, santifiquei para mim todo o primogênito em Israel, desde o homem até ao animal: meus serão; Eu sou o Elohim Eterno.”

JUDAH

Significa “Desta vez louvarei ao Eterno Elohim”. Judá foi o nome do quarto filho do patriarca Jacó, nascido de Lia. Em (Gn 29:35) “E concebeu outra vez e deu à luz um filho, dizendo: Esta vez louvarei ao Eterno Elohim. Por isso chamou-o Judá; e cessou de dar à luz.” oferece uma explicação do significado do nome Judá em hebraico; “dar graças” , “elogiar”, “louvar”. Em (Gn 49:8) então o patriarca prossegue com promessas específicas. A graça soberana de Elohim estava, porém, atuando na vida de Judá, tanto no fato de ele se tornar um líder entre seus irmãos (Gn 43:3; 44:14; 46:28) Foi Judá que mais se destacou em arrependimento e confissão pelo pecado contra José. (Gn 43:8) A bênção de Jacó prometeu a Judá: liderança, vitória e reinado.


(Gn 49:8-12) “Judá, a ti te louvarão os teus irmãos; a tua mão será sobre o pescoço de teus inimigos; os filhos de teu pai a ti se inclinarão. Judá é um leãozinho, da presa subiste, filho meu; encurva-se, e deita-se como um leão, e como um leão velho; quem o despertará? O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Siló; e a ele se congregarão os povos. Ele amarrará o seu jumentinho à vide, e o filho da sua jumenta à cepa mais excelente; ele lavará a sua roupa no vinho, e a sua capa em sangue de uvas. Os olhos serão vermelhos de vinho, e os dentes brancos de leite.” Antecipando assim a linhagem real estabelecida pela aliança com Davi e derradeiramente, com o Adonai,Yeshúa HaMashiach, o qual haveria de combinar em sua pessoa o rei, o ungido (Mashiach). Claro que Judá era o nome de uma tribo que não teria maior realce até que Davi, filho de Jessé, foi ungido rei sobre Judá e, posteriormente, sobre todo o Ysrael (II Sm 2: 4) - A contribuição religiosa significativa de Judá foi o estabelecimento de Yerushalaim (no território de Judá) como “O lugar que o Eterno vosso Elohim escolher … para ali por seu nome” (Dt 12:5,11,14,18,21,26) Depois da apostasia de Salomão (I Rs 11:1-13), Elhim separou Yisrael (dez tribos) de Judá, que desde os dias de Josué incluía o território de Simeão (Is 19:9). Embora os profetas falassem do povo de Israel e dos filhos de Judá como sendo povo de Elohim por causa de um relacionamento de aliança, que tem origem em Abraão. Assim mesmo o relacionamento da aliança prosseguiu através de Judá somente após a desastrosa queda de Samaria e do Reino do Norte. Usa-se o nome “Ysrael” mais especificamente para designar o povo com quem Elohim estabeleceu aliança, denotando a totalidade dos eleitos, que então unidos a Adonai, mas, depois da queda de Samaria, Miquéias, Isaías e outros escritores usam o termo “Ysrael” ao falarem de Judá, que em essência é um nome político. (Is 5:7) Mas, Judá como Nação deveria durar pouco mais de um século, pois o cativeiro babilônico já estava declarado. Os profetas estiveram continuamente chamando o povo de Elohim a voltar para o verdadeiro relacionamento da aliança. Com o exílio babilônico, Judá não perde sua identidade básica, embora fosse um povo que não estava em sua própria terra. Uma pequena porcentagem retornou para sua pátria durante o período persa, embora os dois grupos tenham em última instância, participado da atuação providencial de Elohim. O remanescente que voltou à terra tornou-se o canal pelo qual veio o Messias prometido.

DAN

Significa “Meu Pai *Adonai+ é juiz”. “HaShem me julgou e também me ouviu a voz”. Essa tribo


consistia nos descendentes do patriarca Dã, filho de Yaakov com Bila, criada de Raquel e concubina de Yaakov (Gn 30:6) Essa tribo, na época do Shemot/Êxodo, era a Segunda mais numerosa das tribos de Ysrael com 62.700 homens (Nm 1:39). Seu território, porção noroeste de Canaã; mas, visto que a área era muito pequena para a tribo, um grupo de danitas buscou estabelecer-se bem ao sul de Canaã. Foi assim que ele ocuparam o distrito de “Lesém”, que foi conquistado com relativa facilidade. “Lesém” foi rebatizado com o nome de “Dã”, que veio a indicar extremo norte do território de Israel. O território original que Dã recebeu era fértil, ocupar-se do comércio e da pesca. (Jz 5: 17).

NAFTALI

Significa “Minha Luta” “Com grandes lutas tenho competido com minha irmã, e logrei prevalecer”. Foi o sexto filho de Jacó e o segundo de Bila, criada de Raquel. Era irmão de Dã. O território dos descendentes de Naftali ficava ao Norte e ao ocidente do mar da Galiléia, estendendo-se desde as montanhas do Líbano, até as extremidades daquele lago. Incluía as áreas ricas e férteis adjacentes às cabeceiras do rio Jordão e a praia ocidental do mar da Galiléia (Dt 33:23) (Js 19:32-39). Na qualidade de tribo de fronteira, o território de Naftali estava sujeito a muitas invasões vindas do norte e do leste. O cântico de Débora celebra os heróis de Naftali, que arriscaram a própria vida a fim de participarem do livramento de Ysrael (Jz 5:18). No primeiro censo de Ysrael essa tribo contava com 53.400 homens, sendo então a sexta mais numerosas das tribos (Nm 1:43).

GADE

Significa “Afortunado” “Uma tropa (ou muitos filhos) ou boa fortuna estava chegando”. O sétimo filho de Yaakov era filho de Zilpa, criada de Lia, concubina de Yaakov. ele foi chamado assim, para indicar que um tropa (ou muitos filhos) ou uma boa fortuna estavam chegando (Gn 30:9-11). Quando essa tribo saiu do Egito, foram encabeçados por Eleasafe, filho de Deuel. Dispunham de 45.650 homens aptos para o serviço militar. Porém, durante a peregrinação pelo deserto, seu número diminuiu para 40.500 (Nm 1:24-25). Terminada a conquista da terra


de Canaã, a cada tribo de Ysrael foi dada uma parcela, como herança. A terra de Gade é uma alusão bíblica àquela porção que os homens dessa tribo receberam (I Sm 13:7) (Jr 49:1). Ficava situada a leste do rio Jordão, em Gileade, ao norte do território que coube a Rúben, e separada do território dos amonitas pelo rio Jaboque. Porém, compreendemos que é muito difícil traçar linhas fronteiriças exatas entre tribos de atividades pastoris. Em (Js 13:25), a terra de Gade é chamada metade das terras dos filhos de Amom. Isso não porque os amonitas, então, fossem os donos dessas terras, mas, porque a porção ocidental das margens do rio Jaboque antes tivera esse nome. As cidades principais da tribo eram chamadas de “Cidades de Gileade”. (Js 13:25).

ASER

Significa O sentido é “Abençõar!”, alguém “Feliz” (Felicidade) “É a minha Felicidade” Filho de Yaakov com Zilpa, ama de Lia (Gn 30:13) Quando Ysrael partiu do Egito, essa tribo contava com cerca de 41.500 homens, o que o tornava a nona tribo em número, apenas com Efraim, Manassés e Benjamim menores que ela. Antes de entrar na terra de Canaã, houve um aumento de 11.900 homens. A herança dessa tribo ficava em uma região extremamente frutífera, tendo o Líbano ao norte, o Carmelo ao sul e a tribo de Issacar a leste. - No período do rei Davi, a tribo de Asher supriu guerreiros para o exército de Davi (I Cr 12:36) - Após a queda de Ysrael, alguns aseritas ajudaram a reavivar a páscoa, em Yerushalim de acordo com as determinações de Ezequias (II Cr 30:11).

ISSACAR

Significa “HaShem me recompensou”. “Homem de aluguel”. (Por causa do aluguel pago a Raquel com as mandrágoras trazidas pelo seu filho Rúben). Esse era o nome do nono filho de Yaakov (quinto filho de Lia). A tribo de Issacar era formada pelos descendentes, através de quatro famílias principais: “Os filhos de Issacar: Tola, Puva, Jó e Sinrom.” (Gn 46:13) (Nm 26:23-25) Quando foi feito o recenseamento em Ysrael, Issacar contava com 54.400 homens. O que fazia deles a quinta mais populosa tribo de Ysrael. (Nm 1:28-29).


No segundo recenseamento, esse número já havia aumentado para 64.300 homens, o que fazia da tribo a terceira mais numerosa. Quando o povo de Ysrael marchava pelo deserto, Issacar posicionava-se a leste do Tabernáculo. Essa posição era compartilhada por Judá e Zebulom (Nm 2:3-8). Nesse tempo, o líder da tribo era Natanael, Filho de Zuar (Nm 1:8). O cântico triunfal de Débora menciona a tribo, cujos homens participaram da batalha contra Sísera. Essa batalha teve lugar na planície de Issacar. Um dos benefícios dessa vitória é que foi obtida uma passagem livre entre os israelitas da região montanhosa de Efraim e os Israelitas que viviam na Galiléia. A fronteira oriental da tribo de Issacar era o rio Jordão. Para oeste, esse território estendia-se exatamente até a meio caminho para o Grande Mar, ou Mar Mediterrâneo. Compreendia a totalidade da planície de Esdrelom e os distritos circunvizinhos, e era considerado o celeiro de “Ysrael”. O território de Manassés fazia fronteira com o de Issacar a oeste e ao Sul.

ZEBULOM

Significa “honra” e “HaShem me concedeu excelente dote.”. Nome do sexto filho de Lia e décimo filho de Yaakov “Zebulom”. Presente dado pelo noivo. A tribo de Zebulom era a Quarta maior tribo, tanto no começo quanto no final da peregrinação pelo deserto. (Nm 1:31) (Nm 26:26) Em listas das 12 tribos, Zebulom normalmente segue Issacar (Nm 1:9; 2:7), mas na bênção de Moisés , Zebulom é mencionada primeiramente. (Dt 33:18) A herança tribal de Zebulom é descrita em (Js 19:10-16). Seu território ficava na extremidade norte do vale de Jezreel, ao norte de Manassés, e de Issacar e ao sul de Aser e Naftali. Tanto (Gn 49:13) e (Dt 33:19) associam Zebulom com o mar. Talvez seja essa a referência básica ao comércio entre o Mar Mediterrâneo e o Mar da Galiléia, que enriqueceu a tribo de Zebulom. Zebulom foi uma das tribos que conseguiu expulsar os cananeus (Jz 1:30), mas seus guerreiros foram altamente elogiados por sua bravura nas vitórias sobre Sísera e os cananeus. (Jz 4:6) Quando Davi se tornou rei de todo Israel, Zebulom enviou-lhe um grande contingente de 50.000 soldados e amplas provisões. (I Cr 12:33-34) A tribo de Zebulom é mencionada como Naftali como contemplada com a honra de receber “Yeshua HaMashiach” quando de seu advento. “Mas, para os que estavam aflitos não haverá mais obscuridade. No passado ele tornou desprezível a terra de Zebulom e Naftali, mas nos últimos dias a enobreceu junto ao caminho do mar, além do Jordão, a Galiléia das Nações. O povo que andava em trevas, viu uma grande luz; sobre os que habitam na região da sombra da morte resplandeceu a luz” “Yeshua HaMashich” (Is 9:1-2).


BENJAMIN

Significa “Filho da mão direita”. HaShem ouviu o pedido de Raquel e lhe concedeu um outro filho, mas ela morreu devido a palavra de maldição lançada por Yaakov quando este questionava com Labão, “Não viva aquele com que achares os teus deuses;…” (Gn 31:32) O filho mais novo de Yaakov e Raquel. A tribo de Benjamim estabeleceu-se em Canaã central (Js 18:21-28) entre Efraim e Judá, mas não expulsou totalmente os cananeus. A tribo de Benjamim, ainda que afamada por seus valentes soldados (Jz 20:15), sua população nunca foi muita, nem seu território destacado pelo tamanho. “Ali está a pequena tribo de Benjamim que os conduz…” (Sl 68:27a) O primeiro Rei de Ysrael confirma sua indicação, observando que vem da menor das tribos de Ysrael (II Sm 9:21). Apesar disso, Adonai nos permite analisar, ilustrando o princípio de que “Ele”, com freqüência, deixa de lado os de alta posição e alcança os tidos como insignificantes. (Dt 33:12) “De Benjamim disse: O amado do Eterno Elohim habitará seguro com Ele; todo o dia o protegerá e descansará em seus braços.” O apóstolo Shaul escrevendo à Igueret em Corinto ele declarou que a própria mensagem da cruz ser loucura para os que se perdem (I Co 1:18). Elohim escolheu usar pessoas que o mundo considera tolas, fracas e inconseqüentes para comunicar a real mensagem do evangelho. “Pelo contrário, Elohim escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios, e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes; e Elohim escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são; Para que ninguém se vanglorie na presença de HaShem” (I Co 1:27-29 ).

JOSÉ

Filho querido de Jacó Vendido por seus irmãos aos mercadores arabes ,depois negociado como escravo no egito.Na vida deste homem houve muitos altos e baixos ,mas como todo homem de Deus foi honrrado e recebeu a herança da parte de Deus. Os filhos de Yosef tiveram a sua porção de território na parte central de Canaã, no ocidente, e tudo indica que o território de Efraim e Manassés era comum (Js 16; 17:14). Eles não expulsaram os cananeus de suas cidades, embora os tenham


subjugado (Js 16:10). A região era bastante produtiva, de maneira que o povo desfrutava de vida próspera. Infelizmente, a medida da bênção material não encontrou correspondência no poder espiritual; pelo contrário, houve declínio e decadência (Is 28:1-4) (Jr 31:18) (Os 9:13; 10:11). MANASSÈS. Significa “Que faz esquecer”. Era o filho primogênito mas foi preterido por Yaakov seu avó o qual deu a benção da primogenitura a Efraim seu irmão. Efraim foi o mais novo dos filhos de José e Asenate que lhes nasceram no Egito. Juntamente com seu irmão Manassés, foi adotado por Yaakov, tornando assim o progenitor das duas tribos israelita. Yaakov ao abençoar Efraim deu-lhe prioridade em relação a Manassés (Gn 48). EFRAIN. Significa “FRUTO DUPLO”, Quantidade dobrada de madeira: Eu serei duplamente frutífero “FRUTIFICAÇÃO”. Ele nasceu no período dos sete anos de abundância, que produziram o bastante para salvar milhares e milhares de pessoas da fome ameaçadora.


Pintura da Roda do Ano no Museu de Bruxaria, Cornualha, Inglaterra,Reino Unido, exibindo todos os oitoSabás. Os Wiccanos celebram diversos festivais sazonais do ano, que são conhecidos como Sabás; estas reuniões são geralmente conhecidas como Roda do Ano e festejam as estações anuais e suas colheitas.109 Wiccanos mais ecléticos, ou até mesmo os adeptos do Gardnerianismo, celebram um conjunto de oito Sabás, enquanto em outros grupos, como o Clan of Tubal Cain, eles celebram somente quatro. Os quatro Sabás que são comuns a todos esses grupos são conhecidos como cross-quarter day, e geralmente são referidos como Grandes Sabás. Sua origem provém dos antigos celtas da Irlanda, e possivelmente de outras regiões da Europa ocidental. Nos livros The Witch-Cult in Western Europe (1921) e The God of the Witches (1933) da egiptologista Margaret Murray, interessada no histórico Culto Bruxo, ela afirma que estes quatro festivais de cristianização tinham sobrevivido e haviam sido celebrados na religião pagã de bruxaria. Consecutivamente, quando a Wicca começou a se desenvolver na década de 1930 e na década de 1960, muitos grupos, como o de Gerald Gardner, adotaram a comemoração desses quatro Sabás descritos por Murray. Gardner fez uso dos nomes em inglês desses feriados, dizendo que "os quatro grandes Sabás são o Candlemass, May Eve, Lammas, e o Halloween; os equinócios e solstícios também são celebrados. Os outros quatro festivais comemorados por grande parte dos wiccanos são conhecidos como Sabás Menores, que compreendem o solstícios e os equinócios, foram adotados somente em 1958 por membros do coven Bricket Wood, antes de influenciarem e serem adotados por outros membros da tradição de Gardner, e eventualmente a Tradição Alexandrina e o Dianismo. Os atuais nomes desses feriados foram retirados dos festivais do paganismo germânico e do politeísmo celta. No entanto, os festivais não são de reconstrução na natureza nem muitas vezes se assemelham a suas contrapartes históricas, em vez de exibir uma forma de universalismo. As observações dos rituais podem mostrar a influência cultural dos festivais a partir dos nomes que tomaram, bem como a influência de outras culturas independentes


Sabá

Hemisfério Norte

Hemisfério Sul

Origens Históricas

Samhain, aka Halloween

31 de Outubro

30 de Abril, ou 1 de Maio

Politeísmo celta

Yuletide

21 ou 22 de Dezembro

21 de Junho

Paganismo nórdico

Imbolc, aka Candlemass

1º ou 2 de Fevereiro

1º de Agosto

Politeísmo celta

Ostara

21 ou 22 de Março

21 ou 22 de Setembro

Paganismo nórdico

Beltaine aka May Eve

30 de Abril ou 1º de Maio

1 de Novembro

Politeísmo celta

Litha

21 ou 22 de Junho

21 de Dezembro

Possivelmente Neolítico

Lughnasadh aka Lammas 1º ou 2 de Agosto

1º de Fevereiro

Politeísmo celta

Mabon aka Modron

21 de Março

Nenhum equivalente histórico.

21 ou 22 de Setembro

Ritos de passagem Existem diversos ritos de passagem dentro da Wicca. Talvez o mais significante deles seja o ritual de iniciação, através do qual alguém se junta à Craft e torna-se um wiccano. Gerald Gardner alegava que havia um período tradicional de "um ano e um dia" entre o momento em que uma pessoa começa a estudar o Ofício e quando ele é iniciado, embora ele tenha frequentemente quebrado esta regra. Na Wicca tradicional britânica (WTB), a iniciação somente aceita alguém no primeiro grau, e para prosseguir ao segundo grau, o iniciado precisa ir a outra cerimônia, onde se nomeia e se usa as ferramentas do ritual. É nessa cerimônia que o iniciado recebe o craft name, seu nome na Bruxaria.Ao manter o posto de segundo grau, um iniciado na BTW, portanto, é capaz de iniciar outros no Ofício, ou fundar seus próprios covens semi-autônomos. O terceiro grau é o mais alto dentro da BTW, e envolve a participação do Grande Rito, seja real ou simbólico, assim como o ritual de flagelação. Ao realizar esta classificação, um iniciado já é capaz de formar covens que são totalmente autônomos da sua "coven-mãe


Wiccanos de mãos dadas numa cerimônia em Avebury, Inglaterra, que ocorreu durante o Beltane de 2005. Este sistema de ensino superior em três níveis que seguem a iniciação é em grande medida exclusiva da BTW, embora algumas tradições se baseiem nela. Alguns wiccanos solitários também realizam rituais de iniciação a si mesmo, dedicando-se a se tornarem um wiccano. O primeiro deles a ser publicado foi em Mastering Witchcraft (1970) de Paul Huson, que envolvia a recitação do Pai Nosso de trás para frente como um símbolo de rebeldia contra a histórica Caça às bruxas. Posteriormente, de forma mais abrangente os rituais de auto-iniciação pagãos foram publicados em livros por wiccanos solitários como Doreen Valiente, Scott Cunningham e Silver Ravenwolf. O handfasting também é uma outra celebração dos wiccanos, e é um termo usado para os casamentos. Alguns wiccanos observam a prática da união experimental por um ano e um dia. A promessa de casamento na Wicca é "por quanto tempo durar o amor", em vez da tradicional cristã "até que a morte nos separe". O primeiro casamento wiccano aconteceu em 1960 no Bricket Wood coven, entre o bruxo Frederic Lamond e sua primeira esposa, Gillian. As crianças, por sua vez, que são criadas por famílias wiccanas, recebem o Wiccaning, que é análogo ao batizado cristão. Sua proposta é apresentar a criança ao Deus e à Deusa para proteção. Apesar disso, de acordo com o livre arbítrio pregado pelos wiccanos, a criança não deve ser obrigada a ser adepta da Wicca ou simplesmente aderir outras formas de paganismo por simples vontade dos adultos.


Símbolos

Mãe Tríplice, símbolo da lua crescente, cheia e minguante (do Hemisfério Norte)

Os diversos símbolos na Wicca são a linguagem criadora que expressam o que "não pode ser dito claramente". Algumas tradições utilizam o símbolo de uma mulher pisando numa serpente ou um homem derrotando um dragão, símbolo da dominação ou da vitória diante das vontades fracas, e que pode ser um símbolo análogo às imagens católicas de Nossa Senhora de Imaculada Conceição e de São Jorge. A serpente representa a ambivalência de toda manifestação e é maléfica sobre a aparência de Tifão e de Píton ou também pode representar sabedoria, como indica seu nome grego Ophis, anagrama por uma letra da sabedoria, Sophia. O culto à serpente é encontrado em todas as partes do mundo e em todas as religiões e é associado à transcendência e à iluminação. A serpente é citada por Buda, pela Bíblia (serpente do paraíso ) por Jesus Cristo, pelos egípcios (deusa Ísis, Uadjit, entre ouros), gregos (Pítia), e romanos. Além desses, existem muitos outros símbolos, como o da Mãe Tríplice, também usada no Dianismo e no neo-Druidismo, baseada nos escritos de Robert Graves, retratando as três faces da Deusa: A Donzela/Virgem, a Mãe, e a Anciã. A Donzela representa encantamento, criação, expansão, a promessa de novos começos, nascimento, juventude e entusiasmo juvenil, representada pela lua crescente; a Mãe representa maturação, fertilidade, sexualidade, respeito, estabilidade, poder, vida e é representada pela lua cheia; A Anciã representa a sabedoria, o repouso, a morte e terminações, e é representada pela lua minguante (imagens ao lado) Outro símbolo menos usado nas tradições da Wicca mas bastante constante em outras formas de neopaganismo é a Estrela de David, a estrela de seis pontas. É de se notar sua composição, onde na alquimia o triângulo apontado para cima e o triângulo apontado para baixo diferem em signos mas juntos formam a Estrela de David


O pentagrama, a estrela de cinco pontas, por sua vez, é um outro símbolo, mais utilizado pelos wiccanos que a Estrela de David, e praticamente obrigatório na maior parte das tradições wiccanas. Este não é exclusivamente Wicca; o pentagrama era o signo secreto dos Pitagóricos. Embora haja distinção entre a doutrina exotérica de Pitágoras (que concerne a conexão entre música e aritmética e o vínculo da matemática à ciência) e a esotérica, dirigida aos iniciados, pode-se dizer que tanto para um quanto para outro o pentagrama é uma indicação da vida e da inteligência, e para os Wiccanos simboliza ainda os quatro elementos acrescentado do Espírito, no ponto mais alto do ângulo No entanto, no Satanismo, e exclusivamente nele, invertido ou com uma representação de um bode negro o pentagrama simboliza o mal. Agora, na Wicca, ao que concerne de uso mais pessoal e individual, existem os talismãs, muitas vezes representados com pentagramas como o da figura acima, que garantem aos magos a prevenção contra os eventuais "Choques de Retorno". O talismã não pode ter em sua fabricação um elemento de fetiche (como os amuletos) mas um elemento natural: ossos, pedras, dentes, conchas, etc. O talismã não protege, como o amuleto, contra todo mal, senão apenas contra tal ou qual influência determinada em tal ou qual caso. Sua virtude se apóia em quatro elementos: a) o momento da sua criação; b) a matéria de que é feito; c) as figuras que comporta; d) as inscrições que nele estão gravadas.

Pentagrama Wicca (circunscrito) representando os quatro elementos e o Espírito A crença em sua influência depende de seu material, mas sempre é lógica e simbólica: se o talismã suporta rubi, p.ex., imediatamente terá conexões com Marte, tanto o planeta quanto o ser mitológico. O Pantáculo, por sua vez, é a forma mais evoluída de talismã e procede da ideia de um objeto que contém o todo, que resume o todo, que é a síntese do macrocosmo.Outros símbolos menores na Wicca são o Tríscele, a Triquetra, e as Três Lebres.


O pentagrama invertido e com obode negro, usado na Igreja de Satã, tem levado a muitos identificarem incorretamente os wiccanos comosatanistas. A Wicca surge na Inglaterra, país predominantemente cristão, e desde seu início sofreu preconceito de alguns grupos de outras religiões e de tablóides populares como o News of the World. Esse tipo de preconceito continua nos dias de hoje, com alguns cristãos dizendo que a Wicca é uma forma de Satanismo, apesar de existir uma grande diferença entre as duas religiões. Os wiccanos, por exemplo, não crêem em Lúcifer ou em Satã, tampouco na vinda de um deles à Terra. Devido à conotação negativa associada à Bruxaria moderna, muitos wiccanos mantém suas práticas em sigilo, ocultando sua fé por medo de perseguição. Por conta disso existe a brincadeira entre wiccanos de "sair do armário de vassouras", ou seja, revelar-se socialmente que se é wiccano. Da mesma forma, muitas pessoas acusam a Wicca de ser anti-cristã, uma afirmação contestada por wiccanos como Doreen Valiente que escreveu que, embora conheça muitos adeptos da Wicca admiradores de Jesus Cristo, "as bruxas têm pouco respeito pelas doutrinas das igrejas, por as considerarem como um monte de dogmas feito pelos homens." De acordo com a história da Wicca dada por Gerald Gardner, a Wicca é uma religião sobrevivente do Culto Bruxo que ocorreu na Europa, e que foi largamente perseguido durante o que os historiadores denominam "Caça às bruxas" porque verenciava um deus cornífero, mas não o Diabo. Modernas investigações acadêmicas revelaram, no entanto, que tais perseguições foram substancialmente menores do que as indicadas por Gardner, e raramente a mando de autoridades religiosas. As teorias de um culto bruxo europeu organizado, bem como julgamentos de bruxas em massa, também têm sido amplamente desconsideradas por alguns acadêmicos, mas ainda assim os wiccanos sentem solidariedades com as vítimas das perseguições de bruxas durante a Idade Média e o Renascimento. Outro preconceito, menos inofensivo, em relação à religião da Wicca, é dizê-la como uma ramificação do movimento New Age, alegação que é fortemente negada pela maioria dos wiccanos e também por historiadores como Ronald Hutton, que observou que a Wicca não só antecede o movimento de Nova Era como também difere marcadamente de sua filosofia geral.

EDIÇÃO : FERNANDO DE OGUM


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