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CANDOMBLÉ

1-Uma Casa de Candomblé 2- Àbíkú (nascer-morrer 3- As Ervas dos Orixás 4- Assisti uma Festa

5- Candomblé não é Umbanda

6- Ciência e Religião 7-ebós


Uma Casa de Candomblé

Para existir um Ilê (casa de candomblé), é necessário um Babalorixá ou Yialorixá, competente, iniciado dentro da lei, seguindo rigidamente ao longo dos seus anos de iniciação suas normas e preceitos, pois somente assim terá o aval, o consentimento, o axé necessário para desenvolvimento das suas atribuições, atributos esses consignados por seu iniciador no nosso plano material, e seu consequente desempenho com resultados positivos junto à sua comunidade, que só serão obtidos com a aquiescência dos orixás que os monitoram de forma permanente, permitindo ou até mesmo interrompendo uma situação de resultados realmente significativos, quer seja na sua leitura esotérica ou no trato com o povo. Como ninguém planta de manhã para colher à tarde, um Ilê com axé, é estruturado com estudo, aprendizado, dedicação, humildade, respeito e principalmente, conduta ritual, a medida que vai "merecendo" os orixás vão lhe "dando" ao ponto de se obter uma estrutura suficiente, para o início das atividades de um novo Ilê. Em alguns casos, até mesmo por falta de um controle e fiscalização, por parte de uma Confederação legitimada, decorrente da não organização dos adeptos, muitos por conveniência, tem casas que são verdadeiros comércios (não pelo fato de cobrarem algum benefício financeiro para sua manutenção e sustento) pelo exagero dos valores pedidos, se aproveitando do medo e da inocência de algumas pessoas, outras instituem total libertinagem por conveniência de seus comandantes e comandados, outras pela sua ignorância ou mal iniciação, em vez de ajudarem acabam causando um mal maior, e, infelizmente somos abrigados a conviver com essas situações que denigrem como um todo a nação candomblecista; Mas como Oxalá é sublime essas barreiras de alguma forma são superadas, não colocando em risco a religião yorubá, e tão somente fornecendo subsídios à algumas alas de algumas Igrejas, que se aproveitam desses casos de exceções para se enaltecerem e nos escrachar, com objetivos de "angariar" mais fiéis, visando uma melhoria de arrecadação, mas como Deus é único, de alguma forma nos protege e seguimos adiante. As pessoas que frequentam uma casa de candomblé, basicamente são: praticantes, simpatizantes e usuários. A procura por esta religião tanto para prática como consulta, muito é em virtude de um atendimento pessoal e individualizado, em que as pessoas tem uma participação ativa, naquele instante a pessoa não é uma a mais numa multidão, mas o centro das atenções, de uma forma que possa canalizar toda sua fé, para obtenção do seu objetivo, e frise-se, a fé é fundamental e necessária para qualquer intento, onde cada um deve fazer o melhor possível a sua parte, no caso de quem está sofrendo a ação, comparecer fisicamente com o material no dia e hora marcado, quando solicitado ou orientado para tal, e fazêlo com muita fé e dedicação.

A hierarquia Observância de uma hierarquia rígida é o instrumento que mantém permanentes as instituições, como o


Estado, o exército, a religião... sua tradução literal expressa: ordem e subordinação dos poderes eclesiásticos, civis e militares; graduação de autoridade, correspondente às várias categorias. Em princípio, é o tempo de iniciação religiosa que conta, vale o ditado - antiguidade é posto - seguido do Oye (cargo) que a pessoa ocupe; o mais velho é sempre o mais velho, não importa que mais moço tenha seu cargo religiosos de maior importância; exceção única, feita ao Babalorixá ou Yialorixá, que por poder absoluto, está acima de todo e qualquer outro. De casa para casa ou de nação para nação, variam os cargos e seus nomes, e um ou outro detalhe da escala hierárquica, Via de regra são: - abians - por exprimir uma vontade de participar, ou escolhido a fazer parte da comunidade, recebe do babalorixá, um fio de contas "lavado" (colar ritual, símbolo do orixá do neófito), ou tenha se submetido a um bori (dar "comida" à ori , cabeça física e astral); participam no Ilê, ajudando com tarefas civis, nas festas, na limpeza e arrumação e decoração do barracão, preparo de café e almoço, alguma ajuda na cozinha ritual, onde são preparadas as oferendas dos orixás e demais tarefas afins. Iyawô - o iniciado, também chamado de adoxú (aquele que levou adoxum ), neste período não lhes são revelados segredos, ficará recluso alguns (que variam de 7 a 21, conforme sua nação), num lugar chamado roncó ou camarinha, um quarto fechado, com algumas esteiras, é confiado aos cuidados do seu ojúbonà (paipequeno ou pai-criador) que o auxiliará e ensinará alguns comportamentos durante todo período da iniciação, o qual juntamente com o iniciado, manterá resguardo neste período. Em um primeiro momento é feita a raspagem do cabelo, símbolo de submissão e humildade e preparo do oxú (o alto da cabeça, a moleira astral, chacra principal do corpo humano) para as obrigações principais. Neste período o iniciado tem como objetivo principal receber axé, a qual será responsável, pelo seu aumento e manutenção, através da rígida observância, da sua conduta ritual. Completados sete anos de iniciação, os iyawôs , após fazem sua "obrigação" ritualística que os 7 anos requer, tornam-se ègbónmí (egbomi - "irmão mais velho"), e tem direito a Ter seu próprio Ilê com a benção e autorização do seu babalorixá, bem como Poderá fazer parte do grupo dos Oloiês. - Oloiês`-, podem adoxús ou não-adoxús; os OGÃS, que quer dizer - chefe - podendo em alguns casos, ter seus otuns e osis ; os postos de AXOGUN, ALABÊ, OGOTUN, AFICODÉ, IPERILODÉ, ELEMOXÓ, ILÊIGBÓ, PEJIGAN em paralelo a IYAEGBÉ, IYAKEKERÉ (mãe pequena), BABÁKEKERÊ (pai pequeno), YIÁMORÔ, AJOIÊ ou EKÉDE, DAGÃ, SIDAGÃ, em casa de Xangô, o cargo da KOLABÁ, a IYÁ SIHA (relacionado a um ato litúrgico de Oxalá), IYÁEFUN(BABÁ), IYÁLOSSAIN (BABÁ), IYÁBASÉ. Mais especificamente no ILÊ AXÉ OPÔ AFONJÁ tem os OBÁS DE XANGÔ, seis da direita (otuns), com voz e voto; seis da esquerda (osis) somente com voz. - Agbá - duas condições a um só tempo: a) antiguidade iniciática (mais de 50 anos); b) antiguidade cronológica (mais de 60 anos). - Iyálorixá - (Iyálaxé)/Babalorixá. Uma fila hierárquica, a exemplo da que acontece nas "Águas de Oxalá" assim e procede: Iyálorixá (babá), seguindo os demais Adoxú, quer sejam oloiês ou não, de acordo com o tempo de iniciação, sempre o mais velho na frente do mais moço, sendo a segunda da fila a(o) Iyáegbé (mais velho(a) adoxú do axé e segue a fila de acordo com o tempo de iniciação, atrás do último adoxú, alternando-se ogans e ajoiés, de acordo com o tempo de confirmação, atrás virão ao abians. O mais velho é tudo; sempre se é iyawô para o imediato "mais velho", no próprio "barco" (mais de um iniciado recolhido ao roncó para iniciação) de iyawôs encontramos a figura do mais velho, chamado dofono , e sucessivamente dofonitinho, fomo, fomotinho, gamo gamotinho... ao dofono é aquele a quem se pede a benção em primeiro lugar, devendo, este, contudo, ser o primeiro a servir seus demais irmãos mais moços. É muito importante o mais velho se colocar no difícil papel; é o responsável - sem que muitas vezes saiba - pelo futuro do seu mais novo, seus anseios, esperanças, fantasias...

A quizila e as proibições A quizila é uma forma de reação negativa que atinge as pessoas, quer seja fisicamente, causando algum mal estar, ou, na vida pessoal gerando algum "atrapalho" ou perda; e, acontece quando comemos ou fazemos algo que não devemos; todos os orixás tem suas quizilas, e como filhos devemos respeitá-las, por exemplo: não devemos comer determinadas comidas, que são oferecidas aos orixás, pelo fato que, quando oferecemos à eles esta comida, eles "transformam" as energias daquela comida, em energia positiva para nós, das quais estamos precisando constantemente, portanto é comida do orixá, não nossa. A quizila, em alguns casos, é como se fosse uma "alergia" natural, que comemos alguma coisa, e imediatamente temos uma reação alérgica, porém a mais perigosa é aquela que não sentimos de imediato alguma reação, o que erradamente leva alguns filhos de santo, usarem, um sistema, Ah! Eu comi, não fez mal, não terá problema, aí é que se enganam, pois a reação virá quando menos esperam, atingindo de alguma outra forma. Os iniciados sabem o que devem respeitar, se não o fazem é por serem descomprendidos, evidente que há casos de desconhecimento, por uma má iniciação, e muito mais valor terá, se gostarmos daquilo que não podemos, pois é muito fácil se evitar, o que não gostamos. As proibições mais comuns, são com relação a determinadas comidas, temperos, folhas, bebidas, cores...


Àbíkú (nascer-morrer)

Só mesmo um grande mestre como Pierre Verger para nos tirar da ignorância sobre este tema, através da sua pesquisa e coragem, cujo legado será eterno. Se uma mulher, em país yorubá dá à luz uma série de crianças natimortas ou mortas em baixa idade, a tradição reza que não se trata da vinda ao mundo de várias crianças diferentes, mas de diversas aparições do mesmo ser (para eles, maléfico) chamado àbíkú (nascer-morrer) que se julga vir ao mundo por um breve momento para voltar ao país dos mortos, órun (o céu), várias vezes. Ele passa assim seu tempo a ir e voltar do céu para o mundo sem jamais permanecer aqui por muito tempo, para grande desespero de seus pais, desejos de ter os filhos vivos. Essa crença se encontra entre os Akan, onde a mãe é chamada awomawu (ela bota os filhos no mundo para a morte). Os ibo chamam os abikú de ogbanje, os hauças de danwabi e os fanti, kossamah. Encontramos informações a respeito dos abikú em oito itans (histórias) de ifá, sistema de adivinhação doa yorubá, classificados nos 256 odu (sinais de ifá). Essas histórias mostram que os abikú formam sociedades no egbá órun (céu), presididas por iyàjansà (a mãe-se-bate-e-corre) para os meninos e olókó (chefe da reunião) para as meninas, mas é Aláwaiyé (Rei de Awaiyé) que as levou ao mundo pela 1ª vez na sua cidade de Awayié. Lá se encontra a floresta sagrada dos abikú, aonde os pais de abikú vão fazer oferendas para que eles fiquem no mundo. Quando eles vem do céu para a terra, os abikú passam os limites do céu diante do guardião da porta, oníbodé órun, seus companheiros vão com ele até o local onde eles se dizem até logo. Os que partem declaram o tempo que vão ficar no mundo e o que farão. Se prometem a seus companheiros que não ficarão ausentes, essas, crianças apesar de todo os esforços de seus pais, retornarão, para encontrar seus amigos no céu. Os abikú podem ficar no mundo por períodos mais ou menos longos. Um abikú menina chamada "A-morte-ospuniu" declara diante de oníbodé órun que nada do que os seus pais façam será capaz de retê-la no mundo, nem presentes nem dinheiro, nem roupas que lhes ofereçam, nem todas as cosias que eles gostariam de fazer por ela atrairiam os seus olhares nem lhe agradariam.


Um abikú menino, chamado ilere, diz que recusará todo alimento e todas as coisas que lhe queiram dar no mundo. Ele aceitará tudo isto no céu. Quando Aláwaiyé levou duzentos e oitenta abikú ao mundo pela primeira vez, cada um deles tinha declarado, ao passar a barreira do céu, o tempo que iria ficar no mundo. Um deles se propunha a voltar ao céu assim que tivesse visto sua mãe; um outro, iria esperar até o dia em que seus pais decidissem que ele casasse; um outro, que retornaria ao céu, quando seus pais concebessem um novo filho, um ainda não esperaria mais do que o dia em que começasse a andar. Outros prometem à iyàjanjasà, que está chefiando a sua sociedade no céu, respectivamente, ficar no mundo sete dias, ou até o momento em que começasse a andar ou quando ele começasse a se arrastar pelo chão, ou quando começasse a ter dentes ou ficar em pé. Nossas histórias de ifá nos dizem que oferendas feitas com conhecimento de causa são capazes de reter no mundo esses abikú e de lhes fazer esquecer suas promessas de volta, rompendo assim o ciclo de suas idas e vindas constantes entre o céu e a terra, porque, uma vez que o tempo marcado para a volta já tenha passado, seus companheiros se arriscam a perder o poder sobre eles. É assim que nessas quatro histórias encontramos oferendas que comportam um tronco de bananeira acompanhado de diversas outras coisas. Um só dos casos narrados, o terceiro, explica a razão dessas oferendas: "Um caçador que estava à espreita, no cruzamento dos caminhos dos abikú, escutou quais eram as promessas feitas por três abikú quanto à época do seu retorno ao céu." "Um deles promete que deixará o mundo assim, que o fogo utilizado por sua mãe, para preparar sua papa de legumes, se apague por falta de combustível. O segundo esperará que o pano que sua mãe utilizar, para carregá-lo nas costas se rasgue. A terceira esperará, para morrer, o dia em que seus pais lhe digam que é tempo de ele se casar e ir morar com seu esposo." "O caçador vai visitar as três mães no momento em que elas estão dando à luz a seus filhos abikú e aconselha à primeira que não deixe se queimar inteiramente a lenha sob o pote que cozinha os legumes que ela prepara para seu filho; à segunda que não deixe se rasgar o pano que ela usar para carregar seu filho nas costas, que utilize um pano de qualidade diferente; ele recomenda, enfim à terceira, de não especificar, quando chegar a hora, qual será o dia em que sua filha deverá ir para a casa do seu marido." As três mães vão, então consultar a sorte, ifá, que lhes recomenda que façam respectivamente as oferendas de um tronco de bananeira, de uma cabra e de um galo, impedindo, por meio deste subterfúgio, que os três abikú possam manter seu compromisso. Porque, se a primeira instala um tronco de bananeira no fogo, destinado a cozinhar a papa do seu filho, antes que ele se apague, o tronco de bananeira, cheio de seiva e esponjoso, não pode queimar, e o abikú, vendo uma acha de lenha não consumido pelo fogo, diz que o momento da sua partida ainda não é chegado. A pele de cabra oferecida pela segunda mãe serve para reforçar o pano que ela usa para levar seu filho nas costas; a criança abikú não vai achar nunca que esse pano se rasgou e não vai poder manter sua promessa. Não se sabe bem o porque do oferecimento de um galo, mas a história conta que quando chegou a hora de dizer à filha já uma moça, que ela deveria ir para casa do seu marido, os pais não lhe disseram nada e a enviaram bruscamente para a casa dele. Nossos três abikú não podem mais manter a promessa que fizeram, porque as circunstâncias que devem anunciar sua partida não se realizaram tais como eles tinham previsto na sua declaração diante de oníbodé órun. Estes três abikú não vão mais morrer. Eles seguiram um outro caminho. Comentamos esta história com alguns detalhes porque ilustra bem o mecanismo das oferendas e de sua função. Não é o seu lado anedolíco (de lenda) que nos interessa aqui, mas a tentativa de demonstração de que em país yorubá, a sorte (destino) pode ser modificada, numa certa medida, quando certos segredos são conhecidos. Entre as oferendas que os retêm aqui, na terra, figuram, em primeiro plano, as plantas litúrgicas. Cinco delas são citadas nestas histórias: - Abíríkolo (crotalaria lachnophera, papilolionacaae) - Agídímagbayin (não identificada) - Ídí (terminalia ivorensis, combretacae)


- Ijá àgborin (não identificada) - Lara pupa (ricinus communis - mamona vermelha) Ainda mais duas plantas são frequentemente utilizadas para reter os abikú e que não figuram nessas histórias: - Olobutoje (jatropha curcas, euphorbiaceae) - Òpá eméré (waltheria americana, sterculiaceae) A oferta dessas folhas constitui uma espécie de mensagem e é acompanhada por ofó (encantamentos). Em país yorubá, os pais, para proteger seus filhos abikú e tentar retê-los no mundo, podem se dedicar a certas práticas, tais como fazer pequenas incisões nas juntas da criança e aí esfregar atin (um pó preto feito com ossum, favas e folhas litúrgicas para esse fim) ou ainda ligar à cintura da criança um ondè, talismã feito desse mesmo pó negro, contido num saquinho de couro. A ação protetora buscada nas folhas, expressa nas fórmulas de encantamento, é introduzida no corpo da criança por pequenas incisões e fricções, e a parte do pó preto, contida no saquinho do ondé, representa uma mensagem não verbal, uma espécie de apoio material e permanente da mensagem dirigida pelos elementos protetores contra os elementos hostis, sendo essa forma de expressão menos efêmera do que a palavra. Em uma outra história, são feitas alusões aos xaorôs, anéis providos de guizos, usados nos tornozelos pelas crianças abikú , para afastar os companheiros que tentam vir buscá-los no mundo e lembrar-lhes suas promessas. De fato seus companheiros não aceitam assim tão facilmente a falta de palavra dos abikú, retidos no mundo pelas oferendas, encantamentos e talismãs preparados pelos pais, de acordo com o conselho dos babalaôs. Nem sempre essas precauções e oferendas são suficientes para reter as crianças abikú sobre a terra. Iyájanjàsa é muitas vezes mais forte. Ela não deixa agir o que as pessoas fazem para os reter e porá tudo a perder o que as pessoas tiverem preparado. Contra os abikú não há remédios. Yiájanjàsá os atrairá à força para o céu. Os corpos dos abikú que morrem assim, são frequentemente mutilados. A fim de que, dizem, eles percam seus atrativos e seus companheiros no céu não queiram brincar com eles sobretudo para que o espírito do abikú, maltratado deste modo, não deseje mais vir ao mundo. Essas criança abikú recebem no seu nascimento, nomes particulares. Alguns desses nomes são acompanhados de saudações tradicionais. Eles podem ser classificados: quer nomes que estabeleçam sua condição de abikú; quer nomes que lhes aconselham ou lhe suplicam que permaneçam no mundo; quer em indicações de que as condições para que o abikú volte não são favoráveis; quer em promessas de bom tratamento, caso eles fiquem no mundo. A frequência com que se encontra, em país yorubá, esses nomes em adultos ou velhinhos que gozam de boa saúde, mostra que muitos abikú ficam no mundo graças, pensam as almas piedosas, a todas essas precauções, à ação de Òrúnmìlà, e à intervenção dos babalaôs. Alguns nomes dados aos ABIKÚ: Aiyédùn - a vida é doce Aiyélagbe - Nós ficamos no mundo Akúji - O que está morto, desperta Bánjókó - Senta-se comigo Dúrójaiyé - Fica para gozar a vida Dúróoríìke - Fica, tu serás mimada Èbèlokú - Suplica para que fique Ilètán - A terra acabou (não há mais terra para enterra-lo) Kòjékú - Não consinta em morrer Kòkúmó - não morra mais Kúmápáyìí - A morte não leva este daqui Omotúndé - A criança voltou Tìjúikú - Envergonhado da morte (não deixa a morte te matar) ITANS de IFÁ -

É preciso cuidar dos Abikú, senão eles voltam para o céu Oferendas podem reter Abikú no mundo Subterfúgios para reter os Abikú no mundo Mosetán fica no mundo Olóìkó é o chefe da sociedade dos Abikú Asejéjejaiyé fica no mundo na décima sexta vez que ele vem


- Os Abikú chegam pela primeira vez em Awaiyé - Íyájanjàsá não deixa os Abikú ficar no mundo Estes itens completos são descritos numa edição da revista Afro-Ásia, 14 - 1983, sob o título (A Sociedade Egbé Òrun dos Àbíkú, as crianças nascem para morrer várias vezes) As cerimônias para os abikú parecem ser pouco frequentes entre os yorubás, a única assistida por Pierre Verger, a cerimônia foi feita pela tanyinnon encarregada do culto aos deuses protetores de uma família tradicional do bairro Houéta. Num canto da peça principal, oito estatuetas de madeira com 20 centímetros de altura e eram colocadas sobre uma banqueta de barro. Todos vestidos de panos da mesma qualidade, mostrando pela uniformidade de suas vestimentas, pertencer a uma mesma sociedade (egbé). Seis destas estatuetas representam ábíkús e as outras duas ibeji. As oferendas consistiam de oká (pasta de inhame) obèlá (espécie de caruru) èkuru (feijão moído e cozido nas folhas) eran dindi, eja dindin (carne e peixe fritos) que, depois da prece da tanyionnon e da oferenda de parte desta comida às estatuetas, foram distribuídas pela assistência. Uma sacerdotisa de Obatalá assistiu à cerimônia sublinhando as ligações que existem entre o orixá da criação, as pessoas de corpos mal formados, corcundas, alijados, albinos e aqueles cujo nascimento é anormal (àbíkú e ibeji). Portanto ao contrário que muitos falam, nada tem a ver com a criança que já nasce "feita" no santo.

Considerações do autor nos tempos de hoje O legado dos antigos pelas suas crenças, histórias e ritos da sua prática religiosa e cultural, se adaptam e se aplicam em qualquer tempo, através da sua sabedoria, com muita propriedade. Em seu tempo, não há referências ao aborto, mas ao contrário, o esforço pela manutenção da vida, inclusive em quantidade. Pela prática divinatória através do jogo de búzios, nos dias de hoje identificamos muitos desses abikús , que percebemos em uma segunda instância, muitos são "criados", passam a existir por ingerência do ser humano através do aborto, é até simples de entender e ver por uma ótica e lógica astral/espiritual a qual simplesmente não podemos deletá-la da nossa mente e inteligência, ou na pior das hipóteses; ignorá-la: No instante em que o óvulo é fecundado pelo espermatozóide, esta nova matéria existente já é provida de alma e espírito, que os cristãos chamam de "anjo da guarda" e os yorubanos de "orixá" (guardião da cabeça), este fenômeno consta na teologia Yorubana, na lenda de Ajálá, que será comentada. Quando da execução do aborto propriamente dito, o ser humano supostamente, exerce o "seu direito" de eliminar aquele ser; mas somente a parte material, o corpo, por ele criado através do ato sexual de procriação, matando de forma definitiva o feto. Mas e o que por ele não foi criado, alma e espírito, onde fica, para onde vai? Esta análise via de regra não é feita ou levada em consideração, acaso haverá consequencias? Seríssimas, que aqui descrevemos com muita convicção, pautado nas mais diversas constatações através dos consulentes, por mais de duas décadas, dos sintomas pós aborto, a presença daquela "figura" que aparece de uma forma genética, oriunda de gerações passadas, os que são provocados e voltam ainda na mesma geração, e os que voltarão em nossos descendentes, e da forma mais imprevisível possível. A grande maioria de seres que nascem com deformidades, doenças graves, mortes prematuras... tem grandes possibilidades de serem abikús fabricados pelo homem. Nos dias de hoje, quando morre uma criança ainda nova, há muita possibilidade de ser um abikú que está voltando ao "céu", bem como persiste a probabilidade de voltar em um próximo filho, ainda na mesma geração ou na próxima; quando uma criança fica muito doente e corre risco de vida, pode averiguar na família se já há caso de aborto ou morte prematura, é bem possível. As reações, mais da mãe que do pai, em caso de aborto, porque muitas vezes o pai não fica sabendo e não participa da decisão, na sua vida, no seu dia a dia são sintomáticas: desequilíbrio generalizado, na vida pessoal, no trabalho, em casa, nos estudos, nada dá certo, nada vai bem, angustia, depressão, pessimismo, falta de ânimo, aparentemente tudo deveria estar bem, mas as coisas não "vão"; É a influência daquele "ser", que contrariando as leis da natureza foi "fisicamente" eliminado, o qual fica gravitando num outro plano próximo aos pais, afetando suas vidas com estes sintomas. Até mesmo por uma questão de justiça, não poderá um abikú que foi "gerado" por uma família, aparecer em outra, que nada tem a ver com o ato irresponsável de outros, e percebemos que uma criança que já nasce


deformada de alguma forma, ou uma doença grave com morte, quem sofre realmente na sua plenitude são os pais, porque a dor interna é maior que a dor física, a criança já nasceu daquela forma, para ela que não sentiu e não sabe ser saudável, não percebe e não imagina como se sente alguém normal, portanto a sua dor ou problemas, para si é normal. Esta situação pode e deve ser tratada no seu campo espiritual, os antigos nos legaram instrumentos dentro da religião yorubá, para fazê-lo, através de ebós e oferendas específicas, que se vale do mesmo princípio aplicado nos países yorubanos, quer seja: "enganar" os abikús; Muito se pode melhorar e modificar, evidente que em alguns casos é irreversível após o nascimento, mas se detectado ou informado o babalorixá ou yialorixá competente, pelo que foi descrito, a mãe que poderia vir a ter um filho abikú, por meio desses ebós e oferendas pode-se evitar a vinda de um ser deformado ou com problemas sérios, que na realidade, nada mais é que um "retorno sob forma de castigo" de atos nossos ou de gerações passadas, de um processo que nunca foi tratado ou interrompido. Desta forma vê-se que o aborto é uma situação que transcende a ingerência das pessoas, pois é algo ligado diretamente à natureza, e consequentemente ao Seu Criador, modifica-se ou escapa da lei dos homens, mas não à Divina. Este é um fato porque nenhuma religião da terra permite o aborto.


As Ervas dos Orixás

As ervas detém grande quantidade de Axé (Energia mágico-universal, sagrada) quem bem combinadas entre si, detém forte poder de limpeza da aura e produzem energia positiva. Um banho, com o Axé das ervas dos Orixá do Candomblé, age sobre a aura eliminando energias negativas, produzindo energias positivas. Um banho de ervas reúne as ervas adequadas a cada caso, agindo diretamente sobre esses distúrbios, eliminando os sintomas provocados pelo acúmulo de energias negativas.

Ervas indicadas para preparar um banho Esta relação, são as ervas mais utilizadas, e que são encontradas para uso, estão com a nomeclatura popular, científica, yorubana e para que orixás se destinam, ou são usadas. -

Babosa - aloe vera - exú - (ipòlerin, ipè erin) Melão são caetano-momordica charantia(oxumare,nanã)-èjìnrìn, wéwé Saião/Folha da costa- kalanchoe brasiliensis (oxala) - òdundún, elétí Erva de santa luzia - pistia stratoides (stratiotes) (osun) - ójuóró Nenúfar/lótus - nymphaea (lótus) alba (osun) - òsíbàtà Pimentinha dágua/Jambu - spilanthes acmella (filicaulis) (osun) - éurépepe, awere pepe, ewerepèpè Akòko - newbouldia laevis (osayn) São gonçalinho - cassiaria sylvestris (ogum, oxossi) - alékèsì Sete sangrias - cuphea balsamona (obaluaie) - àmù Tapete de oxala(boldo) - peltodon tormentosa (oxala) - ewé bàbá Bete cheiroso - piper eucalyptifolium (oxala) - ewé boyi Goiabeira - psidium goiava (oxossi, ogun) - àtòrì, gúábà Mamona - ricinus communis (exu, ossain) - lárà funfun, ewé lará Mamona vermelha - ricinus sanguneus (làrá pupa) - exu, ossain Peregun - dracaena fragans (ogun, oyá) - pèrègún Alumon - vernonia bahiensis (amugdalina)(ogun) - ewúro jíje Carqueja - borreria captata (oxosi) - kànérì Umbauba/embaúba - cecropia palmata (agbaó/agbamoda) -nanã, xangô, oyá (vermelha) Perpetua - alternanthera phylloxeroides (seu) - èkèlegbárá Gameleira branca - ficus maxima (tempo, sango) - ìrokó Canela de velho - molonia albicans (obalu)


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Macassá - tanacetum vulgaris - oxum, oxalá Melissa - melissa oficinalis - oxum Kitoko - pluchea quitoco (obalu ) xango Para raio/cinamomo - melia azeoarach - oyá - ekéòyìnbó Beti branco/agua de alevante - renealmia occidentalis sweet - kaia, oxalá Alfavaca(erva doce) - ocimum guineensis - oxalá - efínrín èrùyánntefé Folha da fortuna - bryophylum (eru oridundun, àbá modá)- exu Espada de yansã - rhoeo - oyá (ewé mesán) Aroeira branca - litrhea - ogum Poejo -mentha sp - (olátoríje) Erva prata Picão - elésin máso Patchouli - (ewé legbá) exu Anis - clausena anisata -oyá (agbásá, àtàpàrí òbúko) Aroeira - schinus sp - ogum Alecrim - rosmarinus officinais -oxossi - (sawéwé) Araça - psidium sp - oxossi - (gúrófá) Guiné - petiveria alliacea (ojusaju) - oxossi Louro - laurus nobilis - (ewe asá) ossain Macela Língua de vaca - rumex sp (enuum malu) - obá, oyá Alevante - menta sp - (olátoríje)ogum/exu Amoreira - rubus sp(morus celsa) - egun, oyá Dormideira - mimosa púdica (owérénjèjé, pamámó àlùro- caxixi) - oxumare Pata de vaca - bauhinia forficata Colônia/lírio de brejo - hedychium coronarium (toto) - oxalá Jibóia - jokónije Canfora Alfazema - ewe danda - oxum Algas marinhas - fucus - (ewe kaiá) - yemanjá.

Fórmula preparada com a Babosa Indicada principalmente no tratamento de câncer, muito usada também para infecções e inflamações. INGREDIENTES 0,5 Kg de mel de abelha; 2 folhas (se grandes) ou três de babosa (aloe vera); 3 a 4 colheres de araq, ou whisky, ou conhaque, ou cachaça, ou tequila. PREPARO Cortar espinhos bem de leve das folhas; Colocar tudo dentro do liquidificador; Bater bem. USO Antes de tomar, agitar o frasco; 1 colher de sopa, sempre antes das refeições (uma de manhã, uma meio dia, uma noite), uns 15 minutos antes é suficiente. Quanto mais em jejum melhor. Fórmula para 10 dias; Repetir + 2 vezes com intervalo de 21 dias.

Ervas indicadas para preparar um banho Saião, conhecida como "folha gorda", São gonçalinho, Tapete de Oxalá ((boldo), Bete cheiroso, Goiabeira, Peregun (conhecido como pau dágua, é ideal que tenha em qualquer tipo de banho), Carqueja, Umbauba/embaúba, Macassá (excelente p/banho), Melissa, Kitoko, Beti branco, Alfavaca, erva doce, folha da fortuna, Erva prata, Patchouli, Anis, Alecrim, Araça, Guiné, Louro, Macela, Língua de vaca, Alevante, Amoreira, Pata de vaca, Colônia/lírio de brejo, Jibóia, Canfora, Alfazema.


Assisti uma Festa

Foi em 09 de janeiro de 1989, na Ilha de Itaparica, praia das Amoreiras, no Ilé Agboulá, a convite do Alabá Dominguinho, sobrinho de sucessor do seu Antônio (nesta data já falecido) que me disse que se tivesse chegado uns dias antes teria assistido uma festa de mosà (moxã) uma etapa antes de ojé-iniciado, de um senhor de Pernambuco. À tarde visitei a cidade de Itaparica onde tem muitas casas de veraneio e tinha muita gente, era tudo muito bonito, pois tinha a festa de caboclo que tem todo ano. Amoreira - saímos às 21:00h da casa do Alabá, leve comigo uma agenda e uma caneta, para registrar tudo que pudesse, subimos o morro com seu filho Adilson, 19, 2 filhas mais 2 rapazes, andamos aproximadamente 1.500 metros na mais total escuridão, me perguntaram se eu queria fazer um "ose" - 3 acassas (300,00) mais uma vela pequena e 1.000,00 para ser arriado no axé para fazer algum pedido, concordei e foi arriado por uma das suas filhas (tem 23 com 4 esposas) , cheguei em uma casa já dentro Ilé (terreno cercado com várias construções e casas , inclusive o barracão central local das festividades e rituais), onde fiquei esperando, algum tempo depois um ojé de nome kaô, levou o "osé" para ser entregue a um Babá de Xangô (Babá Egun, espírito de luz que fala e se movimenta, espírito ancestre), estava muito quente dentro da casa, saí no pátio, próximo a entrada, cheguei perto de um portãozinho, quando saiu do barracão (o local das cerimônias religiosas) um "Aparaka" (espírito sem luz, não fala, estágio anterior a um Babá), me mandaram entrar rápido e fecharam a porta, todos bem "assustados". Ali ficamos, comentaram comigo - Hoje é dia de ITÁ, "eles saem mais cedo". Fomos ao salão, dentro deste tem uma repartição onde fica a assistência, as mulheres vão para o lado esquerdo e os homens para o direito, no salão propriamente dito, a frente da assistência, encostado na parede do fundo focam várias cadeiras, bonitas, entalhadas, de porte alto, lugar destinado aso Babá Egun da casa. Nos acomodamos como dava, eu fiquei próximo aos atabaques, bem na frente, queria ver tudo de perto, a curiosidade e ansiedade era muito grande, a expectativa não demorou muito; apareceu um Aparaká na porta da entrada, todos correram no sentido do salão (sem poder adentrar ao mesmo pois é "lugar sagrado" não se adentra sem ser chamado ou convidado), vieram dois ojés com seus isan (ixãns) batendo no chão à frente do Aparaká e o afastam, ele deu a volta (pelo lado externo do barracão) e retornou ao salão por uma porta


interna, foi saudado por todos com palmas e os ojés pediram licença para "despachar" exu. Iniciam com um toque de Alujá, são dois atabaques grandes que são tocados com as mãos e um pequeno no centro este já tocado com aguidavi e mais um Gã (uma picareta) tocado por um quarto elemento. No barracão, já separado às mulheres à esquerda e os homens à direita - as mulheres tem cargo - a molecada (uns 8) faz muita bagunça durante o toque não respeitam muito, ficam mexendo uns com os outros e com as meninas do outro lado; alguns homens (4) parecem que não estão nem aí, nesta casa não entra adé (homossexual). Fico observando, são 12 ojés, quatro deles com sapatilhas; foi feito um pequeno ebó numa menina, o carrego foi levado por vários ojés pela porta lateral do salão, batendo seus "ixãns". Um ojé mais velho fica no centro cantando e os demais juntamente com o povo em geral respondendo, são cantigas em Yoruba, algumas delas tem frases conhecidas, outras totalmente novas para mim. A sua frente uma bandeja bem grande sob um cavalete, com várias oferendas em cima, após algumas cantigas 2 deles pegam esta bandeja e andam em círculo, os demais seguem em fila indiana, entram pela porta lateral todo o cortejo e somem. Me pediram para passar um dinheiro pelos olhos para poder ver egun e não Ter problema (mas só pediram para mim) e entregar a um deles, logo a seguir entrou um Babá egun murmurando frases em algum dialeto africano, provavelmente em Yoruba, a cada um que entrava, eu perguntava a um dos rapazes que estava ao meu lado o nome do Babá e ia anotando, sempre de forma discreta, este chamava-se KELEBÈ, algumas cantigas eram respondidas; sentou-se em sua cadeira, bem ao centro, cantou e responderam, levantou, saiu e logo voltou, 4 mulheres ficaram ajoelhadas em sua frente, já no salão, e a medida que ele falava, elas faziam gestos tipo "se limpando", cantou e dançou muito bem, de uma forma diferente, tinha na mão direita uma espada, com esta faz alguns atos ritmados, sempre o povo cantando e batendo palma, é tudo muito bonito e realmente sente-se uma forte energia e vibração no ar, a participação de todos de uma forma geral, é de muita fé, realmente se entregam e se empregam no estão fazendo; ele pára e conversa com o povo, é uma voz gutural, parece que vem de dentro da garganta, de uma forma rápida até parece apressadas e sobrepostas, fica até difícil sua descrição, mas encanta e prende a atenção, é realmente algo místico; ele dança com passos curtos e rápidos, tipo um Alujá; os ojés ficam agachados a sua frente impedindo que o babá egun avance sobre o povo, o que ele tenta diversas vezes, dança mais um pouco e se recolhe. Aparece um Aparaká e é aplaudido, na sala agora só tem 4 ojés, por um momento tudo fica parado, passam 30' entra um novo Babá pela roupa, de Xangô, mesmo estilo de dança, na mão direita uma espada tipo alfanje, outro tipo de voz, bem fina , mas gutural, para dentro; entra outro Babá, saúda as cadeiras e sentou-se, ficam os dois na sala, um deles chamas 2 crianças dá algumas ordens tipo: pular (eles pulam), gargalhar (obedecem, é estranha as crianças forçarem, mas obedecem prontamente) cantar, eles cantam; Os Babás se cumprimentam; pede que as crianças se ajoelhem e cantem para ele, assim fazem; ele entra pela assistência dançando, passa bem perto de mim, vem um ojé para me proteger com um ixãn, as crianças cantam e o povo responde é muito bonito as cantigas e a dança, ele vem novamente para cima de nós, nova correria. Um 3º Babá (mesma voz do 1º) fala várias coisas e o ovo responde - axé - este é um egun de Xangô OMONINLÊ, entra um Aparaká, OMONINLÊ conversa muito com uma mulher, devido a muita falação Babá avançou para o nosso lado, foi um esparramo, me espremeram numa porta que dava para um quartinho ao lado dos atabaques, que cabia uns 20, entrou mais ou menos uns 50 num tempo recorde de 3 segundos, quem não conseguiu se amontoou num canto do barracão se espremendo e se empilhando uns 10, outros se bandearam (se jogando por cima da divisão) para o lado das mulheres, ele se aclamou, voltou para o centro e dançou. Notei que os ojés mais velhos sumiram aos poucos mas em pouco tempo, eram meia noite e cincoenta; a porta da frente fechada, tem um guardião, nenhum leigo sai (no caso era só eu); os de sapatilhas reapareceram por volta da 1:00h da manhã, vem um 4º Babá de Xangô, um 5º e + 1 Aparaká, o 6º e entra mais um, o 7º Babá, este é bem pequeno, com 1 metro e vinte, uma roupa comprida, tipo véu de noiva que se arrasta atrás dele, ele é muito engraçado, fala com voz de criança e dança tipo de arrastando; eu já estava quase dormindo, perguntei aquele amigo que me explicava as coisas, se tinha alguma coisa para beber, disse que podia buscar lá embaixo na vila uma cervejas, mandei trazer 4, entra um 8º Babá, de Obaluayiê, um 9º um Babá "maior" que senta na cadeira do meio, uma moça se aproxima e joga perfume nele, ele gosta e fica na sala por mais de 1 hora, alterando entre sentar, cantar e dançar, entra o 10º Babá, do Omolu, é muito reverenciado e senta no centro, chama-se BABÁ MIM, nesse instante vem um ojé e percebe que eu estava escrevendo (até então ninguém notara, pois fazia de uma forma bem discreta), me toma a caneta e diz que é proibido escrever, me dá uma "baixa", faço uma cara de idiota como que não sabe de nada e que não é comigo a coisa, guardo minha agenda, passa uma duas horas, quando já dava por perdido meu dinheiro (aquele da cerveja), aparece o rapaz com as 4 cervejas, ofereço a todos e consolido mais a amizade e com mais alguns rapazes, assisto o resto da "sessão" , já é madrugada, eles se despedem aos poucos, desejando felicidade a todos e axé, da minha parte agradeço, fazendo os gestos que vi as pessoas fazendo, um gesto com as mãos como se puxasse para mim uma energia presente no ar. Todos Babás egun vão embora pela porta lateral, o porteiro abra a porta da


entrada, liberando a saĂ­da, descemos a ladeira, pois fica no alto de um pequeno morro, tendo a sua entrada uma grande ĂĄrvore de Akoko, e vamos embora.


Candomblé não é Umbanda

Elucidar de uma forma definitiva a diferença entre Candomblé e Umbanda, é um dos meus grandes objetivos com esta obra, pois a frase mais comum que ouvimos como candomblecista, após uma explanação mesmo que resumida é que: eu achava que tudo era a mesma "coisa". O que primeiro respondo quando me perguntam sobre a diferença entre Candomblé e Umbanda, é que: não há semelhança, esta eu considero a melhor resposta, pois é o fato, não há a menor semelhança. A começar pelas origens, o Candomblé é uma religião africana que existe desde os tempos mais remotos daquele continente, que é o berço da terra, de forma que se funde sua origem com os primeiros contatos de pessoas que lá chegaram, existem citações na teologia africana que Odudúwa era Nimrod, o conquistador caldeu primo de Abraão e neto de Caim, que foi designado por Olodumarè para levar a remissão e a palavra de Olurún (Deus) aos filhos de Caim que, amaldiçoados, viviam na África. Este fato data de 1850 A.C., sendo que Caim pode ter vivido entre 2100 a 2300 A.C. - Oranian , neto de Odudúwa , viveu em 1500 e seu filho Xangô por volta de 1400. As coincidências existentes nos rituais africanos, como a Kaballah hebraica, são imensas, e vem provar a tese da estreita ligação entre Abraão, pai dos semitas, e Odudúwa, (Nimrod) pai dos africanos. Isso pode ser constatado no relacionamento existente entre o símbolo de um elemental africano chamado Dan a serpente, e uma das 12 tribos de Israel, cujo nome é Dan, e seu símbolo, a serpente telúrica. Citação que faremos adiante na Teologia Yorubana que fala da criação da terra. De uma forma básica, no Candomblé não existem "incorporações" de espíritos, pois os orixás, de quem sentimos força e vibrações, são energias puras da natureza, que não passaram pela vida, ou seja não são "entidades", mas elementais puros da natureza, criados por Olorún. No Candomblé a consulta é feita através da leitura esotérico/divinatória do jogo de búzios (no Brasil), forma de leitura exclusiva do povo candomblecista, que trataremos em capítulo próprio, e o tratamento para cada caso, é feito com elementos da natureza, oriundos dos reinos vegetal, animal e mineral, através e ebós, oferendas, Orôs (rezas) e rituais africanos. A Umbanda por sua vez, sem qualquer demérito a quem a pratica, pois se levada de uma forma séria e consciente tem seu mérito, valor e aplicação, é uma religião brasileira, que advém do sincretismo católicofeitichista, necessário em uma época de grande repressão das religiões africanas, em que era proibido o culto dos orixás na sua forma de origem, e esta adaptação se fez necessária, a partir desta premissa, a Umbanda começou tomar corpo, com algum conhecimento de alguns africanos no trato com seus ancestrais, que era comum a "incorporação" de algum ente falecido, por um elégún (aquele que é montado por) por motivos familiares. É muito comum nos dias de hoje, Ilês que praticam Candomblé e Umbanda, porém em dias, horários e formas diferenciados, mas é uma atitude não compactuada, bem como a utilização do sincretismo com os santos católicos, pelas tradicionais Casas de Candomblé cujas raízes foram plantadas no Nordeste do país, mais precisamente em Pernambuco e na Bahia. A Umbanda por sua vez, a consulta é feita através de um médium "incorporado" , e os "trabalhos" pelo espírito ali incorporado com seus elementos rituais.

A verdade a qualquer custo - Doa a quem doer Umbanda é deste século, e utiliza os orixás do Candomblé, sob outra forma e outro aspecto, em especial, vou me ater a figura de Exú. Na sua qualidade de ser ambivalente, positivo e negativo, bem e mal, de uma forma definitiva, esta situação de bem e mal, também está associado à todos os seres humanos, e nem por isso, somos o diabo, ninguém é totalmente bom, 24 horas por dia, 360 dias por ano, a sua vinda inteira; o inverso também é verdadeiro, convivemos com o bem e o mal, porém Exú, na sua condição, só fará alguma coisa, se e


somente se, for mandado, portanto quem faz o mal na realidade é quem pede, e que pela própria lei da natureza, pagará, pois segundo a lei mais certa que existe, a lei do retorno - "Toda ação gera uma reação, com a mesma intensidade, em sentido contrário", quer dizer, tudo que vai, volta, a experiência nos comprova isto, e geralmente, da forma que mais dói, no bolso ou na saúde (tarda mas não falha); isso posto, em quem está a maldade? Sem mandante, ela simplesmente não existiria, e, mais uma vez EXÚ PAGA O PATO. Em mais de vinte anos de pesquisa, e não foi pouca, as maiores e melhores obras, dos maiores e melhores autores, sobre religiões africanas, sejam brasileiros, ingleses, franceses, africanos, babalorixás, antropólogos, babalaôs, nunca li nada que se referisse à exú mulher, ao contrário, sua forma é fálica (forma de pênis), sempre no sentido de elemento fecundador, fertilizador e nunca elemento fecundado, nunca houve qualquer simbolismo ou ligação com uma "vagina", em sua ambivalência, assume situações duplas, mas nunca, macho e fêmea. Tudo se inicia, com a palavra bombogira, que é o nome dado à Exú macho por excelência na nação de Angola, uma corruptela desta palavra, utilizada somente pela Umbanda, gerou a expressão "pombogira", como forma de um exú mulher, em cuja manifestação, a pessoa, seja homem (homem?) ou mulher, assume uma atitude sensual, atrevida e em alguns lugares, sob esta manifestação, a prática do ato sexual em si; é muito comum, se a mulher tem vontade, libido forte ou até mesmo por necessidade (a prostituição), é porque uma pombagira está "encostada", o que seria uma situação normal, natural; A POMBA GIRA PAGA O PATO. Qualquer incorporação, deste gênero, que se fale com as pessoas, beba ou fume em público, não é Candomblé, é umbanda; a única manifestação "semelhante" no Candomblé, é a figura do Erè, que, assim como o orixá, é um elemental da natureza, com uma conduta infantilizada, e que nunca passou pela vida, portanto não é um egun (espírito de morto), tem função específica, uma delas, se comunicar pelo orixá, justamente pelo fato de que ele não fala, que nos referimos como "estado de erê", tal pessoa está com, ou de, erê. A incorporação, eu imagino, vem de necessidade do ser humano (que é incrédulo por natureza), de crer e confiar, para crer, tem que "ver" algo, no caso o espírito manifestado, falar com ele, ouvir coisas que confirmem ser real ( o que muitas vezes acontece), e para confiar, o consultor não poderá se "lembrar" do que ouviu, como confidência, ou segredo, pois em várias situações, estão envolvidos, conversas e pedidos escusos, se utilizando assim da "inconsciência" relatada nas religiões africanas, a qual também a coloco, em outro capítulo da forma como a vejo e sinto. Falo muita propriedade e experiência, pela vivência de muitos anos no meio, o objetivo não é em momento algum, desmascarar quem quer que seja, muito menos denegrir, desmerecer ou tirar o valor da Umbanda, pelo contrário, bem praticada e bem conduzida, tem enorme valor e função social na comunidade, quer seja: na solução de problemas de saúde, família, trabalho, amor... Existe forte vibração de uma energia, no ato da "incorporação", variando muito de pessoa para pessoa, em muitos casos, com real valor e força, porém, a inconsciência total ... o único objetivo é a realidade, que é benéfica para todos nós, a medida em que nada temos que esconder.


Ciência e Religião

Eu concordo, não porque foi considerado o gênio do século, mas que várias situações levam à isso, quer sejam, a constatação que a experiência, os testemunhos e resultados apurados através de pessoas que alteram seu comportamento, a nível de melhoria na saúde, disposição, energia, sistema nervoso, otimismo, caminhos e objetivos materiais, enfim em várias áreas, quando recorrem à situações que as religiões propiciam, quer seja por alguma conduta ritual, um ato de fé, um procedimento de oração, meditação, conscientização, pedido de perdão, amor verdadeiro, arrependimento... O inverso também é verdadeiro, a pessoa atingida por uma carga/energia negativa, inveja, sentimento negativo, magia, egun (espírito desencarnado com problemas quando em vida), ambiental...tem o procedimento inverso, queda ou não melhoria da saúde, na vida pessoal, no trabalho, energia, sistema nervoso alterado com angústias e depressões,... quase que tudo ao mesmo tempo, parece que o mundo desaba sobre a cabeça e a vida desta pessoa. Percebe-se que estas energias não transitam num sistema conhecido de tempo e espaço, mas por planos "paralelos", como? Ora, uma magia com forte energia negativa(magia para o mal, inveja...) ou positiva(magia para o bem, oração, ato de fé...) é emitida em um local, e o efeito é sentido em outro local, às vezes muito ou pouco distantes, isto não influi, em tempo diferentes e incertos, quer sejam para o mal ou para o bem(curas...) prova que para estes tipos de energias não existe este nosso conceito de tempo e espaço. A filosofia da China antiga é que o corpo humano tem o poder de se auto curar, desde que haja equilíbrio harmônico de todos os órgãos internos, além da situação de fé e equilíbrio espiritual. O Egito antigo por outro lado tem em sua filosofia a utilização de energias para seu benefício, das pirâmides, de diversos elementos


símbolos, e sua fé e crença no esotérico, no espiritual... No Candomblé existe o axé, energia pura, elemento central para soluções, espirituais ou materiais. Penso cada vez mais que quando executamos um procedimento ritualístico, que através dos elementos portadores de axé, geram uma energia, e o corpo humano, através de um processo interno, faz ou deixa de fazer, a produção de elementos/produtos necessários a auto-cura ou mesmo manutenção de estabilidade, exemplos: cerotonina, adrenalina e outros tantos que desconheço por não ser minha área, e estes elementos produzidos a mais ou deixados de produzir, que levarão o indivíduo ao malefício ou benefício físico que proporciona a doença ou a cura, a medicina inteligentemente chama de doenças com origem psico-somáticas, não deixa de ser por ter origem em nosso cérebro (em seu todo, glândulas, etc.) grande emissor deste elementos que equilibram ou desequilibram nossa saúde física e mental. Conclusão: energia é ciência, fé é religião, religião gera energia que gera cura e melhorias, que por sua vez é ciência. Einsten já dizia que não é possível a ciência sem a religião, uma crença e vice versa, a religião sem a ciência/medicina. Ciência e religião são natureza. Os orixás são natureza pura. Em algum instante, percebemos isto, quando uma criança cai febril, só rezar poderá não resolver, um simples analgésico pode lhe salvar da morte, isto mostra que a religião precisa da ciência e vice-versa, quando lhe é administrado um remédio e o mesmo não cumpre sua função, observamos que quando acompanhado de um procedimento ritualístico ou ato de fé, a cura se processa, a interação da religião com a ciência.

* Esta situação exposta é um pensamento e postura totalmente pessoal.


É uma Religião?

"Os deuses não nos revelaram desde o princípio todas as coisas, mas, com tempo, se buscarmos, poderemos aprender, conhecê-las melhor. A verdade certa, contudo, ninguém jamais a conheceu nem conhecerá: a dos deuses ou a de todas as outras coisas, mesmo se por acaso alguém pronunciasse o nome da verdade última, não poderia reconhecê-la; neste universo de opiniões." Karl Popper O CANDOMBLÉ é uma religião dinâmica, ao contrário do imaginação de muitos, pela sua variedade de deuses, é essencialmente monoteísta, crê em um único Deus e criador, Olorún (olo = dono, senhor; orun = céu, espaço celeste sagrado), que criou o céu e a terra, os orixás e o homem. O Orún sua moradia e dos Araorún, todos os ancestres e elementais divinizados; o Aiyé, moradia dos Araiyé, os seres humanos, os animais, vegetais, minerais e toda forma da natureza; os orixás, elementais da natureza por excelência, guardiões e fiscais da mesma, energia indispensável para toda sobrevivência, com função dupla: reger e cuidar da natureza em si e da natureza humana; o homem, objeto maior da sua criação, para de tudo usufruir dentro dos critérios do seu Criador. A teologia yorubana, só faz referência ao Orún e Aiyé , em momento algum, em qualquer circunstância, sobre as palavras - inferno e pecado - as leis, a lógica, o bom senso e os ensinamentos permeiam a conduta das pessoas, e, mesmo porque são termos posteriores à criação do homem pela teologia yorubana. No candomblé nada se inventa, tudo se aprende, o saber e o conhecimento só vem com o tempo, ensinamento, humildade, axé, merecimento e compreensão; a sua prática tende a se adaptar, pelo crescimento e modernidade do mundo, professando a sua religião através dos seus ritos, cada vez mais, confinados no seu Ilê Axé (casa de candomblé); muita coisa mudou, as leis ambientais, que fixa como crime, "sujar" a natureza, não sendo mais permitido os ebós, oferendas e rituais em matas e cachoeiras, acertadamente a conscientização de se preservá-la, os orixás na sua sabedoria com certeza agradecem e veicularão seu axé, através dos seus elementos símbolos, no interior dos ilês , os beneficiados diretos serão os próprios praticantes, que terão uma natureza mais limpa, saudável e abundante, sendo casa vez mais uma fonte inesgotável de axé. Também cabe uma atenção especial à uma alteração de comportamento, com relação ao uso do obéxirê (navalha), com o advento da AIDS e outras doenças contagiosas (hepatite, dengue, malária ...), nas cerimônias de uso coletivo, com a da Sexta-feira santa, dia de abertura de "curas" nas casas de candomblé, muitas já aderiram ao uso de lâmina descartável, adaptação correta e necessária, é óbvio e evidente que se deve preservar tudo que for possível em prol de uma identidade própria que a religião requer. "Candomblé é uma Religião primitiva com hábitos primitivos." ORÚN: O céu, o além, o espaço sobrenatural, o outro mundo, outro plano. AIYÉ: O mundo, o universo físico concreto.


"Quanto mais aprendemos sobre o mundo, quanto mais aprofundamos nosso conhecimento, mais específico e articuloso será nosso conhecimento do que ignoramos - O conhecimento da nossa ignorância. Essa de fato é a principal fonte da nossa ignorância: o fato de que o nosso conhecimento só pode ser finito mas nossa ignorância deve necessariamente ser infinita."

Um pouco de teologia Yorubana Numa densa síntese, a história nos informa que nos primórdios existia nada além de ar, Olorún era uma massa infinita de ar; quando começou a mover-se lentamente, a respirar, uma parte do ar transformou-se em massa de água, originado ÒRÌSÀNLÁ, o grande orixá-funfun, orixá do branco. O ar e as águas moveram-se conjuntamente e uma parte deles mesmos, através de uma interação própria, transformou-se em lama. Dessa lama originou-se uma bolha ou montículo, primeira matéria dotada de forma, um rochedo avermelhado e lamacento. Olorún admirou essa forma e soprou sobre o montículo, insuflando-lhe seu hálito e dando-lhe vida. Essa forma, a 1º dotada de existência individual, um rochedo d laterita, era Exú. Exú é o primeiro nascido da existência, símbolo de elemento procriado. Essa história foi recitada pelo Sr. David Agboola Adeneji, ancião de Iwo, na Nigéria. A relação entre Olorún, proto-matéria do universo, o hálito - èmí - e o òfurufú , ar divino, com o elemento existencial que dá a vida o èmí é indiscutível. A posição de Orixalá na escala hierárquica e sua relação com o elemento água são igualmente indiscutíveis. Os mitos revelam que, em épocas remotas, o aiyé e o orún não estavam separados. A existência não se desdobrava em dois níveis e os seres dos dois espaços iam de um lado à outro sem problemas. Os orixás habitavam o aiyé e os seres humanos podiam ir ao orún e voltar. Foi depois de uma interdição é que a existência de desdobrou.

ÌTÀN (lenda) da separação AYIE-ORÚN Havia uma mulher estéril que insistia em ORIXALÁ (divindade mestra da criação dos seres humanos), para que pudesse gerar um filho, diante da insistência ele permitiu com a condição de este filho, jamais pudesse sair do AIYÉ. O garoto ao atingir puberdade, despertou a curiosidade de ir ao Orún, um dia fugiu de casa, ultrapassou os limites do aiyé e entrou em orún gritando e desafiando Orixalá , atravessou os vários espaços que compõe o Orún até chegar em Orixalá. Este irritado lançou seu òpàxòro (cajado) que veio cravar-se em aiyé, separando-o para sempre de orún e entre os dois apareceu o SANMÒ (céu-atmosfera). Existem nove espaços de orún (quatro deles situados sob a terra). Um dos nomes mais conhecidos de OYÁ IGBALÉ (igbalé= voltar à terra, aquela que retorna à terra)) patrona dos mortos, é YÁSAN que deriva do seu ORÍKI: IYÁ-MESAN-ÒRUN - Mãe-dos-nove-òrun É também saudada como Alákòko, senhora do òpákòko, tronco ou ramo da árvore akòko, tronco ritual que liga os nove espaços do orún ao aiyé, e o "assento" consagrado onde serão invocados ao ancestrais.

Lenda do nascimento de alguns Orixás (não reconhecida na Bahia) OLORÚN (o céu-Deus) OBATALÁ (céu) ODUDÚA (terra) AGANJÚ (a terra firma) YEMANJÁ (as águas) ORUNGAN (o ar) Orungan, apaixonado-se por Yemanjá, consegue violá-la, esta foge perseguida pelo filho até que morre. Dos seios nascem dois rios que se reúnem e formam um lago, e do ventre nascem os orixás Dadá (deusa dos vegetais), Xangô (deus do trovão), Ogún (ferro e guerra), Olokun (deus do mar), Oloxá (deusa dos lagos), Oyá (deusa do rio Niger), Oxum (deusa do rio Oxum), Oko (deus da agricultura), Oxóssi (deus da caça), Òrun (o sol), Oxú (a lua). Lenda contada por A. B. Ellis.


"Quem n達o tem Religi達o ou alguma espiritualidade, tem que carregar sozinho seu fardo, resolver seus problemas astral/espiritual, n達o tem acesso a nenhuma forma de consulta e atendimento no plano astral, espiritual e religioso."


Fazendo Oferendas

Comidas de Santo (Orixás) Padê para Exú Feijão para Ogum Amalá para Xangô Frutas para Oxossi Omolokum para Logunedé Abacate para Ossaim Serpente de Oxumarê Omolokum para Oxum Acarajés para Oyá/Iansã Moranga para Obá Farofa para Tempo/Iroko Feijoada para Omolú Pipoca para Obaluaiye Manjar para Yemanjá Ebô para Nanã Ebô para Oxalá

Importante: Quando for preparar uma "Comida de Santo", deverá fazê-lo vestida (o) de branco ou roupa clara, e deixar sempre uma vela branca acesa ao lado do Fogão. Escolha um local que possa ficar deitado ou até mesmo ajoelhado de frente para a oferenda; comida de santo; que deverá já estar previamente preparada, colocar no chão na sua frente, acender uma vela branca de 7 dias, ou do seu orixá, colocar sua cabeça de frente, na mesma altura da oferenda de modo que o alto da sua cabeça, sua moleira astral, fique próxima da oferenda, dizendo o seguinte Orô/reza. a ki corodun, mabosun, maborun a ko fenin, xeras je xeras, ociló, ocidó ekoman, ora (dizer o nome do seu orixá) euê Quando terminar esta reza, converse normalmente com seu orixá/anjo de guarda, fazendo seus pedidos. Após 3 dias, esta oferenda poderá ser "despachada", colocar em saco de lixo, que irá junto com o seu lixo comum. Obs: Antes das Leis Ambientais, estas oferendas eram "despachadas" em água corrente, normalmente rios ou


cachoeiras, porém como passou a ser crime, esta é a nova forma de fazê-lo, colaborando assim com a natureza, que é o próprio orixá.

Oferendas Padê para Exú Ingredientes: - 01 pcte. de farinha de milho amarela - 01 vidro de azeite de dendê - 01 cebola grande - 01 bife - 03 charutos - 01 caixas de fósforo - 01 garrafa de aguardente - 07 pimentas vermelhas Modo de preparo: Em um alguidar coloque a farinha de milho e um pouco de dendê, com as mãos faça uma farofa bem fofa sempre mentalizando seu pedido. Corte a cebola em rodelas e refogue ligeiramente no dendê, faça o mesmo com o bife. Cubra o padê com as rodelas de cebola e no centro coloque o bife, enfeite com as sete pimentas. Ofereça a Exú o padê não esquecendo dos charutos e da aguardente.

Feijão para Ogum Ingredientes: - 500g. de feijão cavalo - 01 cebola - 01 vidro de dendê - 07 camarões grandes Modo de preparo: Cozinhe o feijão e tempere-o com cebola refogada no dendê, coloque em um alguidar e enfeite com os camarões fritos no dendê. Faça seus pedidos e ofereça a Ogum.

Amalá para Xangô Ingredientes: - 500gr. de quiabo - 01 rabada cortada em doze pedaços - 01 cebola - 01 vidro de azeite de dendê - 250g. de fubá branco Modo de preparo: Cozinhe a rabada com cebola e dendê. Em uma panela separada faça um refogado de cebola dendê, separe 12 quiabos e corte o restante em rodelas bem tirinhas, junte a rabada cozida .Com o fubá, faça uma polenta e com ela forre uma gamela, coloque o refogado e enfeite com os 12 quiabos enfiando-os no amalá de cabeça para baixo.

Frutas para Oxossi Modo de preparo: Em um alguidar ou cesta coloque 7 tipos de frutas bem bonitas (exceto abacaxi, mimosa, limão) enfeite com folhas de goiaba e côco cortado em tirinhas.

Omolokum para Logunedé Ingredientes: - 500g. de feijão fradinho - 500g. de milho


- 01 cebola - 4 ovos - azeite de oliva Modo de Preparo: Coloque o feijão fradinho para cozinhar com cebola e azeite de oliva. Em outra panela cozinhe o milho. Depois do feijão fradinho cozido amasse-o bem até formar uma pasta. Em uma travessa coloque o omolokum (massa do feijão fradinho) de maneira que ocupe a metade da travessa e na outra metade coloque o milho cozido, regue com oliva e enfeite o omolokum com os quatro ovos cortados em quatro, e o milho enfeite com côco cortado em tirinhas.

Abacate para Ossaim Ingredientes: - 01 abacate - 500g. de amendoim - 250g. de açúcar - fumo em corda - 7 folhas de louro Modo de preparo: Corte o abacate no meio e tire a semente, coloque as duas parte numa travessa com a polpa virada para cima. Numa panela misture o amendoim e o açúcar e mexa até derreter o açúcar, derrame essa mistura sobre o abacate. Enfeite com pedaços de fumo em corda e as 7 folhas de louro.

Serpente de Oxumarê Ingredientes: - 500g. de batata doce - dendê - Feijão fradinho Modo de preparo: Depois de cozinhar a batata doce descasque regue com dendê e amasse-a até formar uma massa homogênea. Em um alguidar molde duas serpentes em forma de círculo, sendo que a cauda de uma encontre-se com a cabeça da outra. Com o feijão fradinho forme os olhos e enfeite o restante do corpo com alguns grãos de feijão fradinho (a seu critério), regue com dendê e ofereça ao orixá.

Omolokum para Oxum Ingredientes: - 500g. de feijão fradinho - 01 cebola - azeite de oliva - 8 ovos Modo de preparo: Cozinhe o feijão fradinho com cebola e azeite de oliva, depois de cozido amasse-o bem até formar uma pasta. Coloque um recipiente de louça enfeite com os 8 ovos cozidos cortados em quatro e regue com bastante oliva.

Acarajés para Oyá/Iansã Ingredientes: - 500g. de feijão fradinho - 500g. de cebola - 01 litro de azeite de dendê Modo de preparo: Num processador (pode ser num pilão) triture o feijão fradinho, deixe de molho por meia hora e após descasque os feijões coloque o feijão no processador e vá adicionando a cebola cortada em pedaços. Bata até formar uma massa firme. Despeje numa tigela e bata a massa com uma colher de pau até formar bolhas, coloque sal a gosto.


Numa frigideira coloque o dendê e deixe esquentar bem, com a colher vá formando os bolinhos e fritando até dourar. Coloque-os num alguidar.

Moranga para Obá Ingredientes: - 01 moranga - 500g. de camarão limpo - um maço de língua de vaca - 01 cebola - dendê Modo de preparo: Cozinhe a moranga inteira. Depois de cozida abra um circulo em cima da moranga, tire a tampa e as sementes. Corte a língua de vaca em tiras (como se corta couve), refogue com cebola, dendê e os camarões, coloque o refogado dentro da moranga e ofereça a Obá.

Farofa para Tempo/Iroko Ingredientes: - 500g. de farinha de mandioca torrada - 01 vidro de mel - 01 pepino Modo de preparo: Coloque a farinha de mandioca num alguidar, vá colocando o mel e com as mãos faça uma farofa , corte o pepino em três partes no sentido longitudinal, coloque as fatias do pepino sobre a farofa de maneira que eles fique em pé, regue com mel.

Feijoada para Omolú Ingredientes: - 500g. de feijão preto Ingredientes para feijoada - dendê - 01 cebola - côco Modo de preparo: Prepare uma feijoada normal, porém tempere-a com cebola e dendê, coloque a feijoada num alguidar e enfeite com côco cortado em tirinhas.

Pipoca para Obaluaiye Ingredientes: - 300g. de milho pipoca - 01 bisteca de porco - dendê - côco - areia de praia/na falta areia fina de construção peneirada. Modo de preparo: Em uma panela ou pipoqueira, aqueça bem a areia da praia, coloque o milho pipoca e estoure normalmente, Coloque num alguidar. Frite a bisteca no dendê e coloque sobre a pipoca, enfeite com côco cortado em tirinhas.

Manjar para Yemanjá Ingredientes: - 250g. de creme de arroz


- 01 pescada inteira - azeite de oliva Modo de preparo: Faça um mingau com o creme de arroz e água e uma pitada de sal. Limpe a pescada e assea na oliva. Coloque o mingau numa travessa de louça deixe esfriar e coloque a pescada assada sobre o manjar, regue com oliva.

Ebô para Nanã Ingredientes: - 500g. de quirerinha branca - 01 côco - azeite de oliva Modo de preparo: Cozinhe a quirerinha com bastante água para que ela fique meio "papa", tempere com oliva, coloque em uma tigela de louça, descasque , rale o côco com ele cubra a quirerinha.

Ebô para Oxalá Ingredientes: - 500g. de canjica branca - 01 cacho de uva itália (uva branca) - Azeite de oliva. Modo de preparo: Cozinhe a canjica, coloque numa tigela branca, tempere com oliva mel e um pouco de açúcar, enfeite com o cacho de uva.


Jogo de Búzios

"O Jogo de Búzios é uma leitura divinatória e esotérica por excelência, utilizado como consulta que tem por finalidade identificar nosso Orixá (ORÍ: cabeça física e astral) + (IXÁ: guardião; ou seja anjo de guarda), problemas de plano astra/espiritual - material e suas soluções." Portanto de uma forma definitiva - ninguém "fala" ao nosso ouvido, nem Exú e tampouco Oxum, os quais tem forte influência sobre o jogo, mas não desta forma, se assim fosse, não seria necessário jogá-los. A leitura esotérica divinatória está diretamente ligada à Òrúnmìlà, cujos babalorixás, são seus porta-vozes, outras lendas africanas, mostram a ligação do jogo de búzios com Exú, Oxum e Oxalá. No capítulo destinado aos Orixás, consta essa estreita relação entre Exú e Ifá. O jogo de búzios é exclusivo dos candomblecistas praticantes e reconhecidamente iniciados, fora isso É FARSA, É MENTIRA, É ENGÔDO. Os búzios são jogados em número de dezesseis, que correspondem aos dezesseis odús principais, quer sejam: okaran (exú), megioko (ogum), etaogunda (obaluayiê), iorosun (yemanjá), oxê (oxum), obara (oxossi e logunedé, na África é um odú de xangô), odí (omolu e oxalá), egionile (oxaguian), ossá (oyá e yemanjá), ofum (oxalufan), owarim (oyá), egilexebora (xangô), egioligibam (nanã), iká (ossain e oxumare), obeogundá (ewá e obá) e alafia (orixalá). Duas formas são as mais utilizadas, sobre a urupema (peneira), ou sobre erindilogun (fio de contas), que em alguns casos, nele constam os dezesseis orixás cultuados atualmente no Brasil; igualmente constam desta parafernália: uma otá, uma vela branca, um adjá (espécie de sineta) usado para saudar os orixás, abrir o jogo e convocar o eledá do consulente para que permita uma boa leitura; água; indispensável os fios de Oxalá e Oxum; um côco de ifá; moedas; favas; obi; orobô; um imã; uma fava (semente) especial que represente no jogo o eledá consultado, aforante a isso um preparo do babalorixá, e os orôs (rezas) necessários. O jogo de Ifá, que é anterior ao jogo de búzios, adota uma relação semelhante de odús com algumas variações: èji-ogbé; oyèkú-meji; iwóri; òdi; ìrosun; owónrin; obàrá; okànràn; ogundá, òsá; iká; otúrúpón; otúá ou elije oxebora; irètè; òxè; òfún e o décimo sétimo odú, chamadado òxetùá, odu de àxetuwá (poder trouxe ele à nós)- filho de oxum - também chamado akin oxó (poderoso mago) - filho de enìwàre (aquela que foi colocada na senda do bem). Para uma boa leitura de búzios, três situações são fundamentais: 1) Conhecimento e aprendizado. 2) Autorização, através de ritual próprio, o qual é ministrado por sacerdote responsável, tendo o iniciado passado por completo, com seriedade e merecimento, seu período de iniciação, que são no mínimo 7 anos. 3) Seriedade do consultor e do consulente.


Esses são pré-requisitos básicos para uma leitura honesta e imparcial. Muito importante, quem "responde" no jogo de búzios é o orixá do consulente, ele é quem determina a formação dos búzios para serem analisados, é uma espécie de permissão, do orixá, para que a situação do seu filho seja exposta. A forma de jogo mais usual, é a da leitura por odú, feita pela quantidade de búzios "abertos" ou "fechados", em que o babalorixá, deverá efetuar várias jogadas para uma leitura mais completa, em alguns jogos, cada queda corresponde a um único odú-orixá; o que particularmente pratico é por odú múltiplo e por "sinca", sendo odú múltiplo, porque em uma mesma queda respondem vários orixás, o que determina o início e desenrolar do jogo é a "sinca", e neste tipo de jogo, tudo é lido em uma única jogada, desde a "cuia" dos orixás, a todos problemas existentes. Este tipo de jogo, só vi, e foi onde aprendi a base, com o já falecido Muzzillo do Ogum Omini que morava no Bairro Alto em Curitiba, o qual me disse de quem aprendeu, mas já não mais me recordo. O porque e para que se consultam os búzios; pelo mesmo princípio que se vai ao médico, só vai quem está doente ou para uma avaliação de rotina, da mesma forma, que só toma remédio quem está doente, só se deve fazer algo, se houver alguma necessidade. O futuro - é grande questão dos consulentes, no jogo de búzios, pode-se fazer "perguntas", cujas respostas não são detalhadas, mas de uma maneira geral é sim ou não, provável e se não fosse assim não haveria babalorixá pobre neste mundo, o futuro a Deus pertence, esta é uma frase sábia que alguém com muita propriedade disse um dia. O futuro depende muito dos nossos atos presentes, o exercício do nosso livre arbítrio é constante, nada está definitivamente marcado ou decidido, a partir do instante que exercemos nossa vontade, podemos modificar a todo instante nosso futuro; exemplos simples: se alguém fica doente e acha que é o destino, vai morrer, mas, se procurar um médico, vai se curar; o futuro foi alterado; assim alguém que perca seu emprego, se ficar em casa, vai passar fome, se sair e procurar um emprego, terá grande chance de conseguir e novamente alterar seu futuro; e assim com tudo na vida; uma grande questão é que muitas pessoas acham que seu orixá, anjo da guarda ou Deus, tem saber de tudo, das suas necessidades, dos seus problemas e simplesmente resolvê-los, antes assim fosse, porém, mais uma vez é necessário que o nosso livre arbítrio e o nosso querer, tem que ser constante em nosso dia a dia, não podemos esperar que as pessoas "adivinhem" ou saibam o que estamos querendo ou precisando, se não falarmos, se não nos comunicarmos, é evidente que se tem uma forma de fazê-lo, sempre podemos dizer o que pensamos e precisamos, mas de uma forma correta, não agressiva, coerente. Sempre temos duas chances em cada situação que nos apresenta, o de sim e de não, se tentarmos, porém se não tentarmos, só resta o não. O jogo de búzios, costumo dizer que é uma ciência exata, sabe-se ou não, não cabe meio termo, quem sabe, talvez, ou a leitura é a expressão de uma realidade presente ou não, a forma de checar se um jogo está correto, começa pela identificação do orixá, a cada orixá corresponde um estereotipo de caráter e personalidade ao seu "filho", que ao lhe relatar não pode errar ou fugir das suas principais características, que o babalorixá checa com o consulente, se tudo corresponde, as demais situações do jogo também estarão corretas. Porém se observe, que um leitor de jogo de búzios necessariamente tem que conhecer sobre as características que os orixás imprimem aos seus "filhos" características estas, que em alguns casos para o mesmo orixá, tem variantes, pela sua qualidade apresentada, ou ainda, difere determinadas características, se o "filho" for do sexo masculino ou feminino, há que se reconhecer uma situação um pouco complexa, e não poderia ser de outra forma, com todas essas variantes é um jogo prostituído, isto é, usado de forma inescrupulosa, leviana, por pessoas totalmente estranhas ao processo, pelos ignorantes que se julgam conhecê-lo. Com relação ainda à esta situação, é muito comum alguns iniciados ou até mesmo sacerdotes, que não se preocuparam muito com o aperfeiçoamento, estudo mais detalhado, prática exaustiva, incorrem num erro, de conhecer uma pessoa de determinado orixá, e classificar suas características como definitivas para aquele orixá, e sempre que ver alguém com aquelas características, achar que aquela pessoa, também será daquele orixá, generalizando para sempre todos estes casos e situações; o erro: esta pessoa que conheceram, pode estar com o orixá errado, pois quem lhe atribuiu este orixá, não era competente, este é um fato muitíssimo comum. É uma forma de leitura divinatória, que não massifica, isto é, uma situação vale para muitos, como no caso do horóscopo, mas usada de forma individual, como exemplo, o caso de gêmeos, dois ou mais, nascem no mesmo dia, e no entanto, caráter e personalidade em muitos casos, totalmente diversos.


Limpeza de Aura

Esta é uma forma de limpeza de aura que qualquer pessoa pode fazer, quando sentir que alguma "coisa" está errada, e sentindo que precisa fazer algo. Este alguma "coisa" pode ser: sensação de "corpo pesado" e "peso" sobre os ombros, insônia, angústia e depressão sem justificativa, inquietação, nervosismo exagerado, doenças que não curam ou não identificadas sem uma explicação, falta de atração pessoal, projetos que não se realizam, "caminhos" fechados, relacionamento abalado ou destruído, perdas e prejuízos frequentes... Muito importante É necessário que haja ao menos uma combinação de alguns desses problemas, se for um só desses indícios, de forma isolada, pode não ser problema de aura carregada com energias negativas, mas sim um problema isolado, BEM COMO devem ser situações sem explicações ou justificativas. Por exemplo, se você trair seu(sua) companheiro(a), e for descoberto(a), aí não é carga, é caca, e não há limpeza que de jeito.


O que fazer? Tomar uma Banho de Ervas e/ou fazer um Ebó de Odu.

Banho de ervas ou Amaci/Abô Tem uma grande relação de ervas, na seção Ervas dos Orixás, com os nomes científico, yorubano e popular, se ainda assim você não identificar, pois vai precisar de no mínimo 7 tipos, procure usar ervas que tenham um bom cheiro, pois via de regra são ervas positivas. Modo de fazer: Colha uma pequena porção de cada erva (mais ou menos de 50 a 100 grs), lave bem as folhas, pegue uma pequena bacia com água limpa (de 2 a 3 litros), uma vela branca pequena, procure um lugar isolado que ninguém vá lhe incomodar, sente em cima de um pano branco coloque a bacia a sua frente e acenda a vela ao lado da bacia, coloque as folhas dentro da água, e inicie a maceração - esfregar de forma que esmaguem as folhas umas nas outras, alternando gesto dentro e fora d’água, de forma a tirar seu sumo, até que fiquem reduzidas a pequenos pedaços de folhas dentro da bacia com água, que ficará com uma cor esverdeada. Faça de uma forma concentrada com bons pensamentos, a seguir tire os pedaços de folha já macerados, com a mão, de modo a ficar quase só o banho de ervas, que deverá guardar (em geladeira conserva mais) numa vasilha para usar por 7 dias seguidos (se possível). Modo de usar: Após o banho comum, de preferência à noite, coloque uns dois copos deste banho em uma bacia ou jarra, misture com um pouco de água quente do chuveiro (se estiver frio), se não, use só o banho, e jogue do alto da cabeça, de modo a escorrer pelo corpo, a seguir pode se enxugar e ir deitar, não deve sair para alguma atividade, se for o caso, então faça o banho de manhã. Se após estes banhos ainda se sentir "carregado(a)", deverá fazer um ebó de odú. Para fazer este ebó, primeiro identifique seu orixá, para saber qual o tipo de ebó.

Fazendo um "Ebó" Ebó de Odu: A quantidade dos componentes será fornecida se você solicitar em: identifique seu orixá, que, de acordo com seu orixá, irá indicar quantos componentes deverá usar para este tipo de ebó. Componentes: - Bolinho de arroz; arroz branco bem cozido, fazer uma pequena bola (aproximadamente do tamanho de uma bola de sinuca); - Bolinho de farinha de mandioca crua, Oca, - misturar água até formar uma boa liga, e fazer as bolinhas como as de arroz; - Bolinhos de fubá branco e amarelo, acassá; cozinhar levemente o fubá com água, até formar o ponto de polenta, ainda morno, fazer os bolinhos, de cada cor; - Ovos; - Canjica branca cozida, ebô; considerar "punhados"; - Pipoca, doboru; estourar a pipoca em areia peneirada (preferencialmente de praia ou beira de rio ou lago, em último caso de construção bem fina), colocar a areia no fundo da panela, aquecer bem, e colocar o milho da pipoca até estourar, considerar "punhados". Procedimento: Pedir para alguém "passar" em você, o/a qual deverá obrigatoriamente estar usando 2 (dois) contra-egun, espécie de pulseira de Ikó (palha da costa devidamente "preparada/consagrada", isto é, lavada no abô e passada na pemba, o orô (reza), um para cada braço, ficar em cima de um tecido branco, um de frente para o outro, segurar um objeto em cada mão, bolinho ou punhado, e passar, esfregando sem muita força, do alto da cabeça, passando pela nuca, braços, peito, costas e pernas, até o pé, na seguinte sequência: punhado de pipoca, bolinho de fubá amarelo, branco, arroz, farinha mandioca, ovos e punhado de canjica, dizendo: Sarará e bocunan, sarará e brocunan até terminar o procedimento, em seguida tomar um banho comum e após jogar o banho de ervas (abô), que deverá estar já previamente preparado, do alto da cabeça, enxugar e colocar roupa branca, se não tiver, uma roupa clara. Quem passar, também é bom tomar o banho de abô (ervas). Após o banho é a melhor ocasião


para fazer uma OFERENDA ao seu Orixá (fazendo oferendas), se não, ir descansar e dormir. Se for fazer a oferenda, escolha um local que possa ficar deitado ou até mesmo ajoelhado de frente para a oferenda; comida de santo; que deverá já estar previamente preparada (ver em fazendo oferendas), colocar no chão na sua frente, acender uma vela branca de 7 dias, ou do seu orixá, colocar sua cabeça de frente, na mesma altura da oferenda de modo que o alto da sua cabeça, sua moleira astral, fique próxima da oferenda, dizendo: a ki corodun, mabosun, maborun a ko fenin, xeras je xeras, ociló, ocidó ekoman, ora (dizer o nome do seu orixá) euê Quando terminar esta reza, converse normalmente com seu orixá/anjo de guarda, fazendo seus pedidos.


O Axé

"Energia mágica, universal sagrada do orixá. Energia muito forte, mas que por si só é neutra. Manipulada e dirigida pelo homem através dos orixás e seus elementos símbolos." O elemento mais precioso do Ilê, é a força que assegura a existência dinâmica. É transmitido, deve ser mantido e desenvolvido, como toda força pode aumentar ou diminuir, essa variação está relacionada com a atividade e conduta ritual. A conduta está determinada pela escrupulosa observação dos deveres e obrigações, de cada detentor de axé, para consigo, ser orixá e para com seu ilê. O desenvolvimento do axé individual e do grupo, impulsionam o axé de ilê. "O axé dos iniciados está ligado, e diretamente proporcional a sua conduta ritual - relacionamento com seu orixá; sua comunidade; suas obrigações e seu babalorixá." A força do axé é contida e transmitida através de certos elementos e substâncias materiais, é transmitido aos seres e objetos, que mantém e renovam os poderes de realização. O axé está contido numa grande variedade de elementos representativos dos reinos: animal, vegetal e mineral, quer sejam da água - doce ou salgada - da terra, floresta - mato ou espaço urbano. Está contido nas substâncias naturais e essenciais de cada um dos seres animados ou não, simples ou complexos, que compõem o universo. Os elementos portadores de axé podem ser agrupados em três categorias: 1) "sangue" vermelho 2) "sangue" branco 3) "sangue" preto O "sangue" vermelho compreende: a) do reino animal: o sangue b) do reino vegetal: o epô (óleo de dendê), osùn (pó vermelho), aiyn (mel - sangue das flores), favas (sementes), vegetais, legumes, grãos, frutos (obi, orobô), raízes... c) Do reino mineral: cobre, bronze, otás (pedras), areia, barro, terra... O "sangue" branco: a) do reino animal: sêmem, saliva, emí (hálito, sopro divino), plasma (em especial do igbin - espécie de caracol -), inan (velas) b) reino vegetal: favas (sementes), seiva, sumo, alcool, bebidas brancas extraídas das palmeiras, yiérosùn (pó claro, extraído do iròsún) ori (espécie de manteiga vegetal), vegetal, legumes, grãos, frutos, raízes...


c) reino mineral: sais, giz, prata, chumbo, otás (pedras), areia, barro, terra... O "sangue" preto: a) do reino animal: cinzas de animais b) reino vegetal; sumo escuro de certas plantas, o ilú (extraído do índigo) waji (pó azul), carvão vegetal, favas (sementes), vegetais, legumes, grãos, frutos, raízes... c) Reino mineral: carvão, ferro, osun, otás (pedras), areia, barro, terra... Existem lugares, sons, objetos e partes do corpo (dos animais em especial) impregnados de axé; o coração, fígado, pulmões, moela, rim, pés, mãos, rabo, ossos, dente, marfim, órgãos genitais; as raízes, folhas, água de rio, mar, chuva, lago, poço, cachoeira, orô (reza), adjá (espécie de sineta), ilús (atabaques)... Toda oferenda e ato ritualístico implica na transmissão e revitalização do asé. Para que seja verdadeiramente ativo, deve provir da combinação daqueles elementos que permitam uma realização determinada. Receber asé , significa, incorporar os elementos simbólicos que representam os princípios vitais e essenciais de tudo o que existe. Trata-se de incorporar o aiyé e o orún , o nosso mundo e o além, no sentido de outro plano. O asé de um ilê é um poder de realização transmitido através de uma combinação que contém representações materiais e simbólicas do "branco", "vermelho" e "preto", do aiyé e orún. O asé é uma energia que se recebe, compartilha e distribui, através da prática ritual. É durante a iniciação que o asé do ilê e dos orixás é "plantado" e transmitido aos iniciados. A Iyálorixá é ao mesmo tempo iyálasé, zeladora dos ibás (assentos - representação material do orixá na terra, local específico para receberem suas oferendas, local que se entra em comunhão com os orixás), tudo relacionado aos orixás, zelar pela preservação do asé que manterá viva e ativa a vida do ilê.


O Motivo

"Por mais que façamos pelas pessoas sempre haverá alguém que achará que foi pouco e sempre haverá um dia em que acharemos que o que fizeram por nós foi pouco" Para se fazer uma obra deste gênero, é preciso uma boa motivação, neste caso uma somatória de razões: uma certa discriminação dos praticantes; um ataque exacerbado de outras religiões que para se promover, se aproveitam do desconhecimento de uma parte do povo, e nossa própria falta de organização; o desconhecimento de muitos por falta de uma linguagem simples e aplicativa; o Eró (segredo) exagerado por parte de Babalorixás e Iyalorixás, no afã de manter seus filhos da santo "prisioneiros" do seu conhecimento, como se fossem o supra sumo e único dono da verdade. "O Direito e a liberdade para criticar nos leva ao dever de uma solução apresentar" Como motivo maior, a falta de alguma forma de espiritualidade, que é a grande causa do aumento dos males do povo. Seguindo o mesmo princípio de que teremos um corpo saudável, a medida em que nos protegemos e fortalecemos fisicamente, quanto mais saudável e bem alimentado estivermos, mais imunes estaremos para com as doenças; espiritualmente, seguimos da mesma forma; quanto mais estivermos fortalecidos espiritualmente, maior será nossa imunidade contra os males que não enxergamos a olho nu: as energias negativas nas suas mais diversas formas. Esta é uma visão totalmente de: dentro para fora, não para sua defesa, porque a mesma não precisa, tampouco para angariar adeptos, mas, para mostrá-la como ela é, e aconselhar ao leitor(a), a esvaziar a sua cabeça de todo e qualquer conceito ou preconceito negativo, quer seja por má informação, má iniciação, má experiência ou pessoas que tenha conhecido, praticantes, que como muitas, pecam pela ignorância, vaidade ou maldade, usando de forma errada, incompleta ou interesseira esta belíssima religião, a nós legada, pelo povo mais antigo do planeta, que pelo fato de ter sido o primeiro, portanto primeira criação Divina na terra, não poderia, jamais, pela própria interferência de Deus, ser um mau exemplo para a humanidade futura, com práticas religiosas absurdas, descabidas ou malignas como querem alguns; Faça você leitor(a), sua "nova" avaliação dessa maravilhosa religião que é o CANDOMBLÉ.


Com apenas um comparativo, teremos uma grande conclusão: De uma maneira generalizada as pessoas se alimentam, no mínimo três vezes ao dia, ou seja, café da manhã, almoço e jantar, um mínimo suficiente e necessário para uma vida saudável sem grandes interferências de doenças, ao menos as mais comuns; e espiritualmente, quantas vezes nos alimentamos por dia? Em uma grande maioria: nenhuma! Agora pergunto? o que é mais importante, nosso corpo físico ou a parte espiritual? Até hoje não encontrei um só, que não respondesse o óbvio - a parte espiritual - conclusão óbvia; "Se não alimentamos nosso espírito diariamente ao menos uma só vez, é evidente que o mesmo está e estará debilitado, nos sujeitando e expostos a todo e qualquer tipo de "sujeira astral", as cargas negativas" sobre as quais iremos relatar nesta obra. A falta até mesmo de uma manutenção, da espiritualidade, pois é como uma planta, que deve ser regada todo tempo para não morrer, gera uma procura de pessoas às mais diversas formas de religiões ou afins, para solução dos males, os quais, muitos deles poderiam ser evitados. Com uma boa dose de espiritualidade, ainda assim as dificuldades e problemas existem, quanto mais para quem não a tem e cultiva. "Falem dos meus defeitos, mas não me tirem as qualidades"


Orí

Combinação de ODU de IFÁ - IRETE (14) e OFUN (16) "ATEFUN - apelido de Ifá sábio - Adivinhava o oráculo às 401 divindades, estavam indo ao estado de perfeição, o sábio de ORI "adivinhou" oráculo para ORI; ORI estava indo ao estado de perfeição (ÒDE-ÀPÉRÉ), mandoulhe fazer sacrifício, SOMENTE ORI, O ÚNICO QUE FEZ, O SEU SACRIFÍCIO FOI ABENÇOADO, portanto ORI é maior que todas as divindades, ORI é mais forte que as divindades, somente ORI chegou no estado de perfeição. O iniciado sacrificou! ORI é forte, mais que os orixás." Para qualquer Yoruba, a palavra ORI tem uso amplo. ORI num primeiro momento quer dizer cabeça; e simboliza também - o ápice de todas as coisas; o mais alto desempenho, portanto contém o superlativo ou seja o Zénite. Por exemplo, a cabeça é a parte mais alta e mais importante do corpo humano, é a moradia do cérebro que controla o corpo inteiro. O líder ou chefe de qualquer organização é referido como "Olóri" (a cabeça), ORI é cabeça, cabeça é alta, alto é supremo e o ser supremo é ÔLÔDUMARÊ (Deus maior). No corpo humano ORI se subdivide em duas colocações: 1) a cabeça física - é o crânio humano, onde está o cérebro que usamos para o pensamento e controle das outras partes do corpo; consciente ou inconsciente; os olhos para tudo ver; o nariz para respirar e cheirar; orelhas para ouvir; a boca para alimentar e falar; a língua para saborear; nossa essência masculina ou feminina está na cabeça, o rosto que dela faz parte nos distinguem uns dos outros, imprimindo uma identidade individual; sem a cabeça o homem e mulher seriam como qualquer "X". 2) a cabeça espiritual está subdividida em mais duas partes a saber:


Cabeça Espiritual APARÍ-INÚ (Cabeça espiritual interna) - ORÍ-ÀPÉRÉ (santo pessoal, destino ou parte divina de cada um: escolhido no domínio de ÀJÀLÁ - divindade de ORÍ. ORÍ-ÀPÉRÉ é acumulação de destino individual; Isto é: ÀKÚNLÈYÀN, ÀKÚNLÈGBÁ e ÀYÀNMÓ. AKUNLEYAN é a parte do destino que cada um escolhe por vontade (livre arbítrio) própria AKUNLEGBA é a parte do destino o qual está adicionada como complemento de AKUNLEYAN AYANMO é aquela parte do destino que nunca pode ser mudado. Por exemplo - pais, sexo, karma, etc. Mas Akunleyan e Akunlegbá podem ser melhorado enquanto Ayanmó não pode ser modificado . O destino ORÍ-APÉRÉ está escolhido no domínio de AJALÁ (divindade de Orí) APARI INÚ é de caráter individual, uma pessoa poderia chegar a terra com bom destino, mas, sem boa conduta; A maldade da cabeça espiritual interna danificará definitivamente o bom destino, o inverso também acontece. Porém o "destino" pode ser modificado, numa certa medida, quando certos segredos são conhecidos, dentro de um contexto e conhecimento da Teologia Yorubana. Contudo ORÍ é o mais importante entre as divindades. Na ordem de importância - o primeiro é Orí; o segundo é a mãe, e se ela tenha morrido, seu espírito; em terceiro lugar é o pai, e se tenha morrido, o seu espírito; em quarto lugar, IFÁ e a seguir, seu orixá e as outras divindades. (Por Gbolahn Okemuyiwa e Awo Ademola Fabunmi - traduzido por: Adélékè Àdìsá Ògún) Ser humano - somatória - O Criador, o procriador, procriadora e ser procriado. Para ser adivinhador, no sentido mais elevado é "SER DIVINO", provido de conhecimento e alguma coisa ainda mais misteriosa. Os dois sinais da divindade humana ou humanidade divinizada são: predições e milagres. Para ser um Profeta é ver ante mão os efeitos; os quais existem causas, ler a luz transcendental; fazer milagres é agir sobre agente universal e sujeitá-lo a nossa própria vontade" Eliphas Levi.


Os Orixás

"Nosso Orixá é o elemento de ligação entre nós e Oxalá" Conheça cada um dos orixás: Exú, Lógunnède, Nanã, Obá, Obaluayiê,Ogun, Òrúnmmìlà, Ossain, Oxalá, Oxóssi, Oxumaré, Oxun, Oyá, Tempo,Xangô e Yemanjá. Há que se separar sempre, duas situações dos Orixás: o histórico (com todas suas lendas) e o divinizado, para que não se caia, em profunda confusão. Ao todo são 401 orixás que compõe o panteão africano. Sendo objeto desta obra, os mais cultuados atualmente no Brasil, e de acordo com o título, uma religião a serviço do povo, os de maior interesse pela nossa própria necessidade, maior conhecimento e interação. Levando sempre em consideração que são nominados na linguagem yorubana. Existe uma subdivisão, entre os orixás, que os diferencia e identifica, de uma forma mais individual, mesmo dentro do seu grupo, que é denominado "qualidade" do orixá, cabe uma explicação mais aprofundada; cada pessoa tem um orixá individual, único e exclusivo, não existem dois orixás iguais em toda terra, e todos possuímos, o que chamamos de "cuia' , formada por sete orixás, sendo um principal, chamado de "frente" - o dono do Orí - , o segundo "ajuntó", os demais: "proteção", "carrego", "alicerce" e "cumieira". A cada orixá, as qualidades variam de acordo com a nação que se pratica (kêto, gêge, angola, ijexá, fon...), essas qualidades exprimem situações desses orixás, que podem ser, títulos honoríficos (caso de Xangô), tipos de animais, lugares, situações, formas ... os sete orixás que formam a "cuia" de cada pessoa, com as suas mais diversas qualidades, formam entre si, uma combinação matemática, quase que infinita, o que propicia a cada indivíduo, um orixá único, sem outro igual. A título de exemplo, pegamos uma pessoa que tenha como 1º santo Xangô Aganjú, e ajuntó Oyá Igbalè; para haver um outro com esses dois orixás nesta ordem e qualidades não é difícil, mas que toda a "cuia" coincida, já é muito difícil, mas que todos seus orixás do 1º ao 7º coincidam, a ainda com todas as qualidades exatamente iguais, é totalmente impossível, em algum dos orixás que compõem sua "cuia" haverá no mínimo uma diferença que seja da "qualidade". A determinação desta "qualidade" varia também de casa para casa, particularmente a defino, muito em função do "ajuntó" e sucessivamente; bem como sou adepto, que cada pessoa deva ter como 1º e 2º orixá um "pai" e uma "mãe" ou vice-versa, não como regra, mas como equilíbrio, como tudo na natureza, pelo que permeia as religiões, quer sejam a lógica e o bom senso, e ainda as respostas e formações que o jogo de búzios, pela sua forma de leitura por odú e com "sincas", mostra em sua grande maioria.


Incorporação e possessão Assunto polêmico até mesmo entre os adeptos, o qual dá margem, a interpretações e atitudes, erradas, exageradas e equivocadas, dentro e fora da comunidade. Duas situações de extrema seriedade, normatizam e definem na sua essência a "incorporação" pelo orixá do seu "filho", lista na categoria dos adoxús, aqueles que "sentem" o orixá: 1º - A Lei de Deus não permite, em momento ou instante algum, que o ser humano, não esteja sempre em condições de exercer seu livre arbítrio, ou seja, comandar a si mesmo. 2º - Este mesmo livre arbítrio está presente em todas as horas e situações no Candomblé, e, como dissemos, o orixá, é uma energia pura da natureza. "Os Orixás foram criados por olorun (olo=senhor, criador ; orun = espaço celeste/ astral, o além, outro plano) para regerem cada um determinado setor da natureza e paralelamente um setor da natureza humana." Portanto, o que sentem os adoxúns quando "incorporados", é uma forte vibração dessa energia, que no primeiro impacto, é muito forte e com o decorrer do tempo de "incorporação", vai enfraquecendo, para explicar melhor ao leigo, é como uma forma de "encanto", motivo pelo qual a atitude, de quando ainda a pessoa é iniciada, não abre os olhos ou fala, pois se o fizer, some o "encanto", com o passar dos anos, este orixá "incorporado" assume algumas atitudes independentes, pelo seu próprio amadurecimento e compreensão desta forma de energia . O que varia bastante de pessoa para pessoa, é a intensidade dessa energia, e, como se sente, quando está sob esse efeito. A única possibilidade, fora disso, para uma perda de consciência, é de que, na África, conforme consta em alguns livros, eram ministrados aos iniciados (mas somente nesta fase) um tipo de beberagem. Composta de plantas que teriam este poder, da pessoa ficar num estado de letargia ou subconsciência. Esta mesma premissa se aplica, às "incorporações" da Umbanda, aforante o 2º tópico, em que as entidades, são eguns, ou sejam pessoas que passaram pela vida, mas mesmo assim segue o 1º tópico. "Terá Orixá forte quem deixar seu Orixá forte através da conduta e obrigação ritualística."


Padre Iniciado no Candomblé

Importante posição ecumênica deste padre que mostra sua visão sobre o Candomblé como religião compatível e complementar para o benefício do ser humano; os exageros da Igreja e sua posição atualizada que resgata a legitimidade do Candomblé através da Carta de Paulo VI - Africae Terrarum Paulo "Olúsinadé" Botas, 56, é padre, teólogo, doutor em filosofia, militante de movimento ecumênico, estudioso, pesquisador e iniciado no Candomblé, como Ogã de Ogum no Ilé Axé Opô Afonjá, em Salvador, pela Iyalorixá Stella D'Oxossi. Tem em sua conduta e no seu trabalho uma visão e posição ecumênica, no sentido que as pessoas rompam seus preconceitos em relação às religiões africanas e entendam serem religiões complementares e compatíveis, para o benefício do próprio ser humano. Para tanto, coloca de forma clara e inequívoca, situações que contribuíram para o distanciamento destas religiões co-irmãs, bem como o resgate da legitimidade do Candomblé como religião, dos exageros da Igreja para atingir seus objetivos de religião superior e oficial nos países que entrou com seu processo evangelizador, citando e dando a devida atenção, ao documento oficial do Papa Paulo VI, de 1967, o qual valoriza a religião africana em seu documento oficial - Africae terrarum - Terras das África, no qual reconhece a religião africana como positiva e não mais como religião não-cristã, até mesmo porque Cristo veio ao nosso mundo, alguns milhares de anos após a existência desta religião. Mostra assim, que é Divino as diversas culturas e religiões, nos mais diversos cantos da terra. Todo material que segue, está contido em seu livro - Xirê , A ciranda dos encantados - publicado pela Editora Ave-Maria, em 1997, separado por temas e dos quais pincei estes conteúdos.

Introdução "Quando o profeta nos questiona: "Acaso não temos um mesmo Pai para todos nós? Não nos criou um mesmo Deus? Porque trabalhamos tão perfidamente uns contra os outros? (Malaquias 2,10) - Deus quis que assim


fosse...se não, nos teria criado um só. Quis Deus que muitos fossem seus nomes e manifestações, para que houvesse uma partilha permanente entre os homens e mulheres, de todos os tempos e lugares, para se enriquecerem mutuamente com as suas maneiras múltiplas de buscá-Lo. O objetivo é ampliar o coração das pessoas, que o único caminho para a paz, é reconhecer que Deus nos deu, na sua infinita criação, uma diversidade e pluralidade de expressão, nas múltiplas culturas e humanidades. Todos os orixás, os cristos, os budas, os krishnas, os maomés, os tupãs e tantos outros que moldamos em linguagens humanas não esgotam a força espiritual de cada um e de todos, ainda que, na nossa miopia, possamos acreditar que encontramos, no nosso momento histórico, o verdadeiro deus. Não podemos deixar para nosso filhos e filhas esse espólio horrorendo e asqueroso de guerras santas, de perseguições sem limites.

Da origem O professor Cavali-Sforza, da Universidade de Stanford, declarava para a revista Veja, em 18 de janeiro de 1995, que o processo de humanização, ocorreu na África e hoje todos os seres humanos do planeta descendem dos africanos. A Folha de São Paulo, de 28 de abril de 1995, noticiou as conclusões de cientistas americanos, nas revista Science, que "o uso de ferramentas e o surgimento de relações sociais entre seres humanos começaram na África e não na Europa, como se pensava até agora". Somos todos africanos de origem. Homens e mulheres de todos os cantos da terra, a partir do seu berço africano foram reinventando seus mitos, suas lendas, seus deuses, suas comidas, suas festas, suas danças e suas músicas na busca incessante de transcender cada vez mais e se perpetuar na história humana pela ancestralidade. Na tradição religiosa, a pedra ocupa um lugar de qualidade, existe entre a alma e a pedra uma estreita relação. Quando o culto se celebra sobre a pedra, não se dirige à própria pedra, mas ao deus que a tem como lugar de moradia. Jacó fez de uma pedra um travesseiro para dormir. E sonha com uma escada cujo topo chegava aos céus e pela qual os anjos de Deus subiam e desciam. E por cima dela estava o Senhor que lhe revela ser Deus de Abraão e de Isaac, seus ancestrais. Jacó, quando desperta, proclama que Deus estava naquele lugar. "Quão terrível é este lugar! Esta não é outro senão a casa de Deus; esta é a porta dos céus" então levanta-se de madrugada, toma a pedra em que repousara cabeça, erige-a em coluna e derrama azeite sobre ela. E chama o lugar de Beith-el - a casa de Deus (gênesis, 28, 10-22). É bom lembrar que, até poucos anos, a celebração da missa era realizada sobre a ara, uma pedra colocada numa cavidade sobre o altar, onde se encontravam as relíquias dos mártires. Ainda o que foi dito à Pedro. Pedro, tu és pedra, e sobre esta pedra, erigireis tua Igreja. Na tradição cristã, a pedra angular - a que foi rechaçada pelos construtores (Lucas 20,17) - é a pedra do acabamento, da coroação, da cumeeira, a chave da abóbada. Ela foi substituída pelo pão. E Beith-el (casa de Deus) converteu-se em Beith-Iehem (casa do pão), e o pão eucarístico substituiu a pedra como lugar da presença divina.

Dos escravos A vinda dos escravos ao Brasil fez com que homens, mulheres e crianças, pertencentes a reinos, nações, clãs, linhagens, aliados e inimigos, caçadores da medicina natural se encontrassem e redimensionassem as suas tradições culturais e religiosas. Essa era a única maneira de confrontar a opressão religiosa católica que se fez acompanhar não apenas dos grilhões de ferro que aprisionavam os corpos dos negros, mas também do "aspergir" da água benta, do nome novo marcado a ferro em brasa nas regiões corporais, onde a carne não fosse comprometida e perdesse seu valor de compra e venda: de mercadoria. E tudo isso ao som entoante do "em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo". Catequese e escravidão andavam de mãos dadas. Os navios negreiros eram batizados com nomes da Virgem: Imaculada Conceição, Mãe de Deus, etc. muitos padres e ordens religiosas eram possuidores de escravos. Os sofrimentos de Cristo eram exemplos de redenção para o sofrimento imposto pelos católicos brancos. A expressão religiosa africana foi vista como num espelho pelos colonizadores, o que não era o reflexo nu e cru,


da sua cultura eurocêntrica e da sua religiosidade católica romana, deveria ser banido, aniquilado e/ou demonizado. Tudo o que não era o seu espelho, o seu igual, era demonstração de "possessão demoníaca" e suas consultas aos oráculos, sacrifícios propiciatórios e outros rituais, eram estigmatizados como bruxaria ou "magia negra". As almas católicas viviam rogando pragas, maldições e conspirando em sintonia com o bom-tom hipócrita das cortes da Europa. Mas... os negros souberam se apropriar das formas de organização religiosa dos colonizadores e criaram, como forma de confronto, suas irmandades religiosas próprias, notadamente as de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e da Boa Morte. Por meio delas e da contribuição dos seus filiados, buscavam formar pecúlios suficientes para a alforria dos seus membros e garantir um enterro digno e "cristão" aos seus membros, onde eram mescladas as ladainhas católicas e os ritos funerários da nação africana do morto. Tudo sob as barbas da ignorância dos seus senhores e da fragilidade espiritual da maioria do clero branco, tão atento em coibir bruxarias, demônios, orgias, possessões, etc.

O papa e seu documento "Africae Terrarum" Em 1967, o papa Paulo VI lançava um documento oficial valorizando a religião africana e a colocando lado a lado das outras religiões universalmente conhecidas. Irônica ou intencionalmente, esse documento não foi suficientemente divulgado e amadurecido pelas comunidades cristãs; o que teria, sem dúvida, aniquilado muitos dos preconceitos e dos dogmatismos das igrejas locais. o mais importante é o fato de o Papa reconhecer a religião africana como positiva e não mais como uma religião não-cristã. Essa mudança de ótica legitima e estimula o reconhecimento da diferença como condição fundamental para um diálogo inter-religioso. "A vida espiritual é o fundamento constante e geral da tradição africana. Não se trata simplesmente da assim chamada concepção "animista", no sentido emprestado a esse termo na história da religiões, no fim do século passado. Trata-se, antes, de uma concepção mais profunda, mais ampla e universal, segundo a qual todos os seres e a mesma natureza visível se acham ligados ao mundo do invisível e do espírito. O homem, em particular, nunca é concebido, como apenas matéria, limitado à vida terrena, mas reconhece-se nele a presença e a eficácia de outro elemento espiritual que faz a vida humana ser sempre posta em relação com a vida do além. Desta concepção espiritual, elemento comum importantíssimo é a idéia de Deus, como causa primeira e última de todas as coisas. Esse conceito, percebido mais do que analisado, vivido mais do que pensado, exprime-se de modo bastante diverso de cultura para cultura. Na realidade, a presença de Deus penetra a vida africana, como a presença de um ser superior, pessoal e misterioso. A ele se recorre nos momentos mais solenes e críticos da vida, quando da intercessão de qualquer outro intermediário se julga inútil. Quase sempre posto de lado o temor da onipotência, Deus é invocado como Pai. As orações a ele dirigidas, individuais ou coletivas, são expontâneas e por vezes comoventes. E entre as formas de sacrifício sobressai pela pureza do significado o sacrifício das primícias(...) A participação na vida da comunidade, quer esta seja no âmbito da parentela quer no da vida pública, é considerada como um dever preciso e como um direito de todos, mas ao exercício desse direito se chega somente depois de uma preparação amadurecida, por meio de uma série de iniciações com o objetivo de formar o caráter dos jovens candidatos e instruí-los sobre as tradições e normas consuetudinárias da sociedade". Paulo VI. - Africae Terrarum Muita violência teria sido evitada se os católicos tivessem dado ouvidos e compreendido toda a riqueza dessas palavras do seu líder e pastor máximo. Poder-se-ia ter avançado, e muito, na troca permanente dos valores religiosos. Beber na fonte da tradição religiosa que originou Jesus de Nazaré e o cristianismo. Nada está em contradição. São outros momentos e outras culturas, outra vivências e expressões, outras faces de um mesmo Deus. "Eis porque o africano quando se torna cristão não se renega a si mesmo mas retoma os antigos valores da tradição "em espírito e em verdade." (Africae terrarum) Os tempos são outros... O Papa é outro nesse início de milênio. O brasil é outro e outra é a sua dimensão religiosa: plural e diversa. Jamais poderemos esquecer que, nos últimos vinte séculos, a África foi explorada pela Europa "cristã"...o império romano explorou o Egito tirando dele trigo, escravos e animais de carga. Os maometanos foram cooptados e organizaram o tráfico negreiro em demanda da Europa durante toda a idade Média, com a complacência da Igreja Católica Apostólica Romana. No século XIX, as potências européias "cristãs" ocuparam definitivamente a África transformando suas nações em protetorados.


Os negros - Os escravos As carnes nobres para a Casa-grande, o resto para a senzala. E a criatividade inventou a comida pela qual o Brasil é reconhecido no mundo; a negra feijoada dos negros baianos e mineiros. Sempre foi assim a festa comunitária dos negros. A comida farta de Ogum, guerreiro doa caminhos, a dança e os cantos, as roupas coloridas. Senhoras e senhores da folhas, dos chás e infusões que curam e aliviam a todos os que deles se servem. Generosidade e gratuidade são as heranças presentes, até hoje, na nossa cultura. A ganância e a avareza dos colonizadores e das igrejas foram vencidas pela grandiosidade dos gestos e pelo acolhimento da diversidade e da pluralidade vividas nos quilombos. As igrejas pragmáticas, e com ambição expancionista, procuram ocultar pelo tamanho dos seus templos a sua pequenez espiritual. Para elas, as festas religiosas africanas, nos seus barracões despojados, onde a comunidade recebe a todos, (não importando a cor, classe social, religião ou raça); onde a comida é repartida fartamente e onde cada filho e filha, generosamente, contribui com o que tem para a festa comum - tais festas só podem ser "uma barbárie". Imersas na sua ânsia-quase-vômito de poder e preocupadas com a eficácia e eficiência dos seus investimentos materiais, as igrejas há muito perderam a alegria da partilha e a comunhão da mesa. Depois de uma longa história de repressão religiosa aos cultos populares de origem africana e indígena, as igrejas mantêm ainda um sentimento de superioridade, separando a fé católica das elites brancas das práticas consideradas ignorantes do povo. Some-se a isso toda a cultura de segregação desenvolvida após a abolição que, pensando o Brasil em moldes europeus, isolava os negros, dando-lhes o estigma de malandros, criminosos, bêbados, desocupados e embusteiros. A eles coube os planos sanitaristas que visavam erradicar "as doenças dos pobres": varíola, febre amarela, tuberculose, etc. a urbanização das cidades seguiu o mesmo padrão europeu: boulevards e ruas largas para combater a herança africana em nossa cultura, vista como "primitiva e atrasada". Na religião o estigma foi de anátema. Interpretando, para a sua melhor conveniência, a religião africana como politeísta ( que acredita em vários deuses) e animista ( que atribui alma e vida a objetos inanimados) afirmava a inferioridade do negro em relação ao branco, cuja religião monoteísta era a descrita e de graus infindáveis de abstração. Na África, o culto tinha um caráter familiar e era exclusivo de uma linhagem, clã ou grupo de sacerdotes. As divindades iorubas eram cultuadas em suas cidades: Xangô, em Oió; Oxossi, em Keto; Oxum, em Ipondá, e assim por diante. Com a vinda ao Brasil e a separação ardilosa das famílias, das nações, das etnias, essa estrutura religiosa não pode se repetir e se fragmentou. Mas os negros criaram uma unidade nesta diversidade e pluralidade e puderam partilhar e comungar os cultos e os conhecimentos diferentes em relação aos segredos rituais de sua religião e cultura. E desta nova maneira de ser e viver, aberta a todos, surgiu a forma acabada do que se chama hoje candomblé. Foi a negação da originalidade do outro que fez com que tantas culturas e civilizações fossem destruídas. Algumas pessoas acabam querendo reduzir os outros a seu tamanho, à cor da própria pele, à sua maneira de pensar, de acreditar em Deus, tomado-se como única referência na vida e no mundo. Olorum ama tudo o que criou e nos concede que o encontro entre os Orixás e a humanidade seja realizado em momentos de festa e alegria, na partilha da comida e da bebida, para que todos saibam da sua generosidade e misericórdia...


Problemas e Soluções

"A solução dos problemas não é uma mágica - como uma varinha de condão a qual batemos e o mal some ou as coisa se modificam instantaneamente mas cada problema tem um tempo e forma de solução." De uma forma geral os problemas são comuns aos seres humanos: amor, trabalho, lar, saúde, estudo, magia, egun ("encosto" de pessoa já falecida), cargas negativas, inveja, mau olhado, "olho gordo", karma, retorno (lei do retorno, aqui se faz aqui se paga). A rotina diária, principalmente nas cidades, põe o indivíduo em contato com energias negativas que atuam no nosso campo astral/espiritual, impregnando-se em nossa aura e provocando distúrbios conhecidos popularmente como "corpo carregado". Estes distúrbios surgem, aparentemente sem uma razão concreta ou justificativa. Porém essas cargas negativas são reais, assim como os sentimentos - o amor e a inveja por exemplo - você não vê, mas existem e podem ser de diversas espécies e várias origens. Espécies: Inveja, "mau olhado", magia, "eguns" (espíritos) ... Existem pessoas, ainda que involuntariamente, por uma sensibilidade ou fraqueza astral/espiritual, absorvem cargas negativas de outras pessoas ou ambientes. Origens: - Dirigida: resultado de ação de magia, de inveja sofrida, mau olhado ... - Ambiental: locais como cemitério e hospital (onde existe uma concentração de espíritos), casas, local de trabalho ... - Egun: são de dois tipos distintos; 1) espíritos "sem luz" altamente destrutivos que "encostam" nas pessoas, quer por ação de magia ou ainda por sensibilidade da pessoa. 2) espírito de parentes ou amigos quando em vida, que no seu desconhecimento inicial do mundo espiritual, tentam nos "ajudar" mas acabam nos prejudicando sem perceber. - Retorno: toda energia por nós emitida, seja positiva ou negativa, sempre volta com as suas conseqüências da Lei do retorno.

Os sintomas provocados pelas cargas negativas nos atingem de várias formas Vida afetiva Relacionamentos abalados ou destruídos, falta de atração pessoal, solidão. Caminhos, trabalho e objetivos materiais Projetos que não se realizam, dificuldade de relacionamento e produtividade no trabalho, desemprego e dificuldade para obtê-lo, "portas que se fecham", perdas e prejuízos ... Disposição física e mental Sensação de "corpo pesado" e peso sobre os ombros, pressão na nuca, tirando nossa energia e poder de reação, causando angústia, depressão, pessimismo, inquietação, nervosismo exagerado, insônia, sonolência durante o dia, cansaço, desânimo, vendo as coisas mais feias do que realmente são, sofrendo por antecipação, idéias ruins e de auto destruição. Saúde Saúde frágil, doenças que não curam, males que a medicina não explica ou detecte sua origem, dores de cabeça freqüentes, enxaquecas, dificuldade de cura...

As Soluções "A solução dos problemas muitas vezes não é um fenômeno (como uma varinha de condão que batemos e o mal some ou as coisas se modificam instantaneamente) mas cada um tem uma forma de tempo de resolução." "Através do trabalho de limpeza - ebó - que eliminam as energias negativas, que agem como um campo de força em torno da nossa aura, impedindo que coisas boas se aproximem e atraindo mais negatividade e dificuldades."


As soluções passam por uma "limpeza" e fortalecimento da aura, e são as mais diversas, através da diversidades de "sacodimentos" , oferendas, ebós, boris, obis, abôs, pembas ... sempre de acordo com o indicado pelo jogo de búzios, ou mesmo pela vasta experiência prática do babalorixá, o qual já sabe o que fazer em situação conhecida, pois muitas vezes não há a necessidade de se jogar os búzios, como nem sempre é preciso "fazer" alguma coisa, em virtude desta experiência, o babalorixá se torna um psicólogo prático, e um bom conselho e orientação resolvem situações. A forma varia de nação para nação, que são as origens dos locais africanos das diversas casas de candomblé; keto, angola, gêge, fon, ijexá... Existem casos em que a "limpeza" por si só não é suficiente, oferendas aos orixás, para obtenção de alguma ajuda específica ou generalizada, é preciso, bem como, só oferenda e pedidos não é o suficiente - "para tratar uma ferida, é preciso, antes limpá-la" - há necessidade de se deixar a aura limpa para receber o axé necessário. "A abertura de melhoria de determinados caminhos pode se obter através de pedidos aos orixás por meio de oferendas e Orô - reza dos orixás." Oferenda "Quando fazemos alguma oferenda, comida aos orixás, o orixá se utiliza dos elementos símbolos ali contidos e transforma em energia positiva, seu axé." Ebó "Trabalho de lipeza de aura das energias negativas (encosto de espíritos - magias - doenças de plano astral)" Abô "Banho de ervas (selecionadas) maceradas para lipeza de aura." Pemba "Favas - sementes - raladas com pemba (giz especial) branca, utilizada para limpeza da aura. Este pó deve ser passado na cabeça e corpo - utilizado para limpeza e energização." Na minha ótica, qualquer problema é tratável sem a necessidade de uma iniciação, por mais grave que seja, a iniciação é um exercício de vontade, de amor ao orixá, o qual requer dedicação; fazer o "santo" é uma missão, é mais um elemento para atender ou auxiliar no atendimento à quem da religião necessitar, com todos os requisitos necessários ao bom cumprimento, seriedade, humildade, fé, disponibilidade de tempo quando solicitado em detrimento a um lazer pessoal. Em muitos casos se restaura uma energia pessoal, que de certa forma foi "contaminada" e se acrescente uma boa dose de energia positiva a qual está necessitando para desempenho das suas funções. Este tipo de tratamento eu comparo como uma limpeza de caixa d'agua, onde se tira toda água suja, esfrega-se as paredes com um bom produto de limpeza e coloca-se água limpa, aliás operação que deveria ser feita periodicamente, pois o contato com essas energias negativas é comum e constante. Sabiamente em alguns lugares da China e da África um doente antes de se internar num hospital , passa por uma limpeza de aura, que vai auxiliar a sua cura. Assim como a gordura de uma cozinha se acumula sobre o azulejo, as energias negativas se acumulam sobre nossa aura, formando um "campo de força negativo" , onde as energias boas "batem e resvalam" , nos deixando expostos a toda gama de consequências já relatadas, que estamos sujeitos; e assim como não basta um pano com água para "lavar" a gordura do azulejo, mas um bom detergente; em nossa aura, é pura inocência achar que simples banho de água e sal ou poucas ervas, serão suficientes para um bom resultado, é como dar aspirina infantil para úlcera. "Nosso orixá não tem obrigação de nos dar mas, o receber é consequência dos nossos atos." "Receberemos o axé pedido se: Merecermos e se for o tempo de recebermos." "Quem vê a vida somente com os olhos do interesse não enxerga o caminho."


Sacrifício de Animais

Esta matéria deve ser lida com muita atenção, e, guardada, em especial dirigida àqueles, que sofrem preconceitos diversos por sua prática, bem como conhecimento com embasamento teológico. Não há como se falar de sacrifício de animais, sem algumas situações correlatas, que sejam: - Comparativo à outras religiões. - Sua teologia, aplicação esotérica e prática, no contexto africano. - Comparativo quanto a outros animais ou seres vivos.

Comparativo à outras religiões No comparativo à outras religiões, ainda que posteriores à africana, não para se justificar, mas para comprovar que a negação e contrariedade é um ato de discriminação. Quando se aceita ou não, pratica o mesmo combate exacerbado das inúmeras práticas de sacrifício contidas nos testamento, algumas discorridas apenas como exemplificação, sendo o próprio testamento, um ajuste, contrato; na história bíblica as duas maiores alianças realizadas por Jeová uma com Abraão e outra com Moisés foram firmadas através de sacrifício de animais e sangue como elemento principal desta confirmação. Estes sacrificios eram por vários motivos, o principal deles, a expiação dos pecados, firmar tratados e testamentos, cura de leprosos...

Aspecto de pacto/testamento O pacto da Lei foi quando da transmissão da Tábuas, transmitida por meio de anjos, pela mão de um mediador, Moisés, e que entrou em vigor com o sacrifício de animais no monte Sinai (Gál 3:19; He 2:2; 9:16-20). Naquela oportunidade, Moisés aspergiu sobre o altar a metade do sangue dos animais sacrificados, daí, leu o livro do pacto para o povo, que concordou em ser obediente. Depois disso, ele aspergiu o sangue sobre o livro e sobre o povo. ( Êx 24:1-8)


Aspecto de cura - A purificação do Leproso A purificação do leproso. 1 O Senhor falou a Moisés, dizendo: 2 "Esta será a lei do leproso para o dia em que for declarado puro: Será conduzido ao sacerdote, 3 que sairá a seu encontro fora do acampamento para examiná-lo. Se o sacerdote constatar que a chaga do leproso foi inteiramente curada, 4 mandará trazer para o purificando duas aves vivas e puras, madeira de cedro, púrpura carmesim e hissopo. 5 Mandará imolar uma das aves em cima de uma vasilha de barro, cheia de água de fonte. 6 Depois, tomará a ave viva, a madeira de cedro, a púrpura carmesim e o hissopo, e os molhará, do mesmo modo que a ave viva, no sangue da ave imolada sobre a água de fonte. 7 Aspergirá sete vezes o que deve ser purificado da lepra, declarando puro, e soltará no campo a ave viva. 8 Então o purificando lavará as vestes, rapará todos os cabelos e se banhará em água, e será puro. Depois poderá entrar no acampamento, mas ficará fora da tenda durante sete dias. 9 No sétimo dia rapará todos os pêlos, a cabeça, a barba, as sobrancelhas, enfim, todos os pêlos, lavará as vestes e o corpo em água, e será puro. 10 No oitavo dia tomará dois cordeiros sem defeito e uma ovelha de um ano sem defeito, treze litros e meio de flor de farinha amassada com azeite, para oblação, e um quarto de litro de azeite. 11 O sacerdote que fizer a purificação apresentará perante o Senhor o purificando junto com essas oferendas, à entrada da tenda de reunião. 12 O sacerdote tomará um dos cordeiros e oferecê-lo-á como sacrifício de reparação, junto com o quarto de litro de azeite, agitando-os ritualmente diante do Senhor. 13 Depois imolará o cordeiro no lugar onde se imola a vítima expiatória e o holocausto, em lugar santo; porque a vítima do sacrifício expiatório, como a do sacrifício de reparação, pertence ao sacerdote e é coisa santíssima. 14 O sacerdote pegará um pouco do sangue da vítima de reparação e untará o lóbulo da orelha direita do purificando, bem como os polegares da sua mão e do pé direitos. 15 Depois tomará um pouco do azeite que derramará na palma da mão esquerda 16 e, untando o índice da mão direita no azeite que tem na palma da mão esquerda, aspergirá sete vezes perante o Senhor. 17 Depois, com o azeite que ficou na palma da mão untará o lóbulo da orelha direita do purificando, o polegar da mão e do pé direitos, por cima do sangue da vítima de reparação. 18 O resto do azeite que tiver na palma da mão o sacerdote o passará sobre a cabeça do purificando. Assim fará por ele a expiação diante do Senhor. 19 Depois o sacerdote oferecerá o sacrifício pelo pecado, fazendo a expiação por aquele que se purifica da mancha. 20 Em seguida o sacerdote oferecerá o holocausto e a oblação no altar. Tendo assim o sacerdote feito por ele a expiação, será puro. 21 Se for pessoa pobre e não tiver recursos suficientes, tomará somente um cordeiro como sacrifício de reparação a ser oferecido com um gesto de oferenda, para fazer por ele a expiação. Levará apenas quatro litros e meio de flor de farinha amassada com azeite, para a oblação, e um quarto de litro de azeite, 22 duas rolas ou dois pombinhos, segundo as posses, um como sacrifício expiatório e outro para o holocausto. 23 No oitavo dia os apresentará ao sacerdote para a purificação, à entrada da tenda de reunião, diante do Senhor. 24 O sacerdote tomará o cordeiro de reparação e o quarto de litro de azeite, e os oferecerá com um gesto de oferenda diante do Senhor. 25 Depois de imolar o cordeiro do sacrifício de reparação, pegando um pouco do sangue da vítima, o aplicará sobre o lóbulo da orelha direita, sobre o dedo polegar da mão e do pé direitos do purificando. 26 Derramará um pouco de azeite na palma da mão esquerda, 27 e com o dedo indicador da mão direita aspergirá sete vezes este azeite diante do Senhor. 28 Com o azeite que tem na mão untará o lóbulo da orelha direita, o polegar da mão e do pé direitos do purificando, no mesmo lugar onde aplicou o sangue da vítima de reparação. 29 O restante de azeite que lhe ficar na mão o sacerdote aplicará sobre a cabeça do que se purifica para fazer por ele a expiação diante do Senhor. 30 Depois, de acordo com os recursos, oferecerá uma das rolas ou um dos pombinhos 31 em sacrifício expiatório e o outro em holocausto, além da oblação. Assim o sacerdote fará diante do Senhor a expiação por aquele que se purifica". 32 Esta é a lei para aquele que esteve atacado de lepra e cujos recursos são insuficientes para a purificação. A lepra das casas. 33 O Senhor falou a Moisés e Aarão, dizendo: 34 "Quando tiverdes entrado na terra de Canaã que vos darei em propriedade, e eu atingir com a infecção da lepra alguma casa da terra que possuirdes, 35 o dono da casa irá informar o sacerdote, dizendo-lhe: ‘Parece haver infecção de lepra em minha casa’.36 O sacerdote mandará desocupar a casa antes de ir examinar a mancha leprosa, a fim de não contaminar o que nela há. Feito isso, o sacerdote irá examiná-la. 37 Se, ao examinar a mancha, notar nas paredes da casa cavidades esverdeadas ou avermelhadas, parecendo mais fundas que a parede, 38 sairá pela porta da casa e fará isolar a casa durante sete dias. 39 Ao sétimo dia o sacerdote voltará. Se constatar que a mancha se espalhou pelas paredes da casa, 40 mandará arrancar as pedras infectadas e lançá-las fora da cidade, em lugar impuro. 41 Fará raspar a casa toda por dentro e o pó da raspagem será lançado em lugar impuro. 42 Outras pedras serão tomadas e colocadas no lugar das primeiras, e a casa será rebocada com nova argamassa. 43 Se, depois de tiradas as pedras e de a casa ter sido raspada e novamente rebocada, tornarem a surgir as manchas, 44 o sacerdote virá examinar. Se constatar que a manha se espalhou pela casa, há lepra contagiosa na casa. A casa está contaminada. 45 Será demolida a casa, com as pedras, madeira e toda a argamassa, que serão levadas para fora da cidade, a um lugar impuro.46 Quem entrar na casa enquanto esteve fechada, ficará impuro até à tarde. 47 Quem tiver dormido ou comido nesta casa, deverá lavar as vestes. 48 Se, ao entrar na casa, o sacerdote constatar que a mancha não se espalhou pela casa depois de rebocada, declarará pura a casa, pois o mal foi sanado. 49 Para fazer a expiação pela casa, tomará duas aves, madeira de cedro, púrpura


carmesim e hissopo. 50 Sacrificará uma das aves sobre uma vasilha de barro com água de fonte. 51 Pegará a madeira de cedro, o hissopo, a púrpura carmesim e a ave viva, e os molhará no sangue da ave imolada sobre água de fonte. Depois aspergirá a casa sete vezes. 52 Feita a expiação da casa com o sangue da ave, com água de fonte, com a ave viva, com madeira de cedro, com hissopo e com púrpura carmesim, 53 soltará a ave viva no campo, fora da cidade. Assim fará a expiação pela casa e ela ficará pura". 54 Esta é a legislação referente a qualquer tipo de infecção de lepra, ou de sarna, 55 a infecções leprosas de vestes e de casas, 56 a tumores, pústulas e erupções da pele, 57 para ensinar quando alguma coisa é pura ou impura. Esta é a legislação sobre a lepra.

Aspecto de expiação do pecado - o sangue que expia (Lv 17,11), sem o qual não há remissão (Hb 9,22) Nm 6.10 e ao oitavo dia trará duas rolas, ou dois pombinhos, ao sacerdote, à porta da tenda da reunião; Nm 6.11 e o sacerdote oferecerá, um para expiação do pecado, e o outro para holocausto; e fará expiação por ele, do que pecou relativamente ao morto; assim naquele mesmo dia santificará a sua cabeça. Nm 6.12 então separará os dias do seu nazireado a Javé, e para expiação da transgressão trará um cordeiro de um ano; e os dias antecedentes serão perdidos, porque o seu nazireado foi contaminado. Portanto, vemos que o nazireu que tem que rapar a cabeça, tem que oferecer duas pombas, uma como holocausto e outra como oferta pelo pecado, e um cordeiro, como oferta pela transgressão. Portanto, o apóstolo Paulo comprou oito pombas e quatro cordeiros, para os sacrifícios daqueles quatro homens cristãos. E, ao que tudo indica, o apóstolo Paulo ofereceu também, ele próprio, duas pombas e um cordeiro, pois ele também tinha feito voto de nazireu, e tinha rapado a cabeça em Cencréia, como está escrito em: At 18.18 e Paulo ainda permaneceu ali muitos dias, e despediu-se dos irmãos, e navegou para a Síria, e com ele Priscila e Áquila, tendo rapado a cabeça em cencréia, porque tinha voto. Portanto, vemos que o sacrifício de animais para expiação de pecados, instituído por Deus, só vale para os pecados cometidos por erro, isto é, sem querer, e que para os pecados cometidos à mão levantada, ou seja, intencionalmente, não há nenhum sacrifício de animal que possa servir de expiação, e que a alma que pecar intencionalmente, deve morrer. Em Hebreus 10:1-3, está escrito: Hb 10.1 porque a lei, tendo a sombra das coisas boas que vão existir, não a própria imagem das coisas, a cada ano os mesmos sacrifícios que oferecem continuamente, nunca pode aperfeiçoar os que se aproximam. Hb 10.2 porque se não, parariam de ser oferecidos, por não terem mais consciência de pecados os que servem, uma vez purificados. Hb 10.3 mas neles, há recordação dos pecados a cada ano. Portanto, vemos que os sacrifícios ordenados na Lei de Deus, no Templo, continuam, mesmo após a morte e ressurreição de Cristo, pois a Epístola aos Hebreus foi escrita após a morte, ressurreição e ascensão de Cristo, e ela diz que os sacrifícios continuam a ser oferecidos. Em Números, capítulos 28:1-8, Javé ordenou que os sacerdotes, no Templo, ofereçam um sacrifício contínuo, um cordeiro de manhã, e um cordeiro de tarde, todos os dias, cada cordeiro acompanhado de uma oferenda de farinha de trigo amassada com azeite, e de uma libação de vinho.

Aspecto cerimonial A páscoa foi instituída quando e em comemoração da saída do povo de Deus do Egito e deveria ser comemorada em família, como uma espécie de refeição sagrada, por ser uma festa e um sacrifício (Ex 12,2528; Nm 9,13), presidida pelo pai, que atuará como sacerdote. Posteriormente com a centralização do culto, na reforma de Josias, passou a ser imolada no templo pelo sacerdote, que derramava o sangue no altar, prosseguindo-se o cerimonial em família ou com amigos ou parentes, em outros lugares ( Dt. 16,5-7; Cro 30, 15-17; 35, 10-14) Dos Muçulmanos - Maomé disse no Alcorão sagrado: Surata, 22/28; Para auferirem benefícios e celebrarem o nome de Deus nos dias mencionados (os do sacrifício), sacrificando uma das agraciadas reses. Se abandonaram sua prática e conduta religiosa, foram por razões próprias que não nos cabe discutir, mas nem por isso devemos abandonar as nossas, como muitos assim o querem.


Aceitar isto por parte de outras religiões e rechaçar o que é pratica dos africanos, é puro ato discriminatório, um ato de racismo disfarçado, e vai além disso, está imbutido uma escancarada disputa de mercado, cuja forma de aumentar e manter é nos atacando desta forma disfarçada e inescrupulosa.

Sua teologia, aplicação esotérica e prática no contexto africano Para sua compreensão há a necessidade da explicação a aplicação da palavra AXÉ (visite a seção Axé), quer seja: Força/Energia vital Neste contexto o ejé (sangue) é elemento primordial, não ao acaso, produz uma energia de fato, bem como elemento essencial para iniciação, na religião de toda e qualquer pessoa, sem o qual não haveriam nem novos babalorixás e iyalorixás, não haveria mais, sequer a religião. Independente de qualquer discussão : Esta forma como que é utilizado, o sangue e demais vísceras dos animais, tem uma causa e objetivo nobre, o de produzir uma energia, o axé, já tantas vezes mencionado, que ao menos, irá cumprir uma função, de maior ou menor importância, beneficiando o alvo de qualquer religião: o ser humano.

Comparativo quanto a outros animais ou seres vivos É feito algum tipo de comentário, por quem quer que seja sobre o abate industrial ou caseiro? Absolutamente não; porque? No fundo, no fundo, ninguém saberia dizer; Mas, intrinsecamente, já está embutido na cabeça das pessoas, um preconceito de ordem religiosa, moral, conservadora ... ou “pseudos” religiosos e moralistas...através de argumentos, os mais variados e convenientes. Porém, quando essas pessoas, lêem na Bíblia Sagrada, diversas situações de sacrifício, já mencionadas; tão somente estavam repetindo um ato já praticado, provavelmente advindo dos africanos, que dizem dessas passagens bíblicas, nossos algozes? Onde está a maldade, o diabólico, se isto pode ajudar alguém? O abate é o mesmo, só porque é um ato religioso? Os vermes, a barata, o pernilongo, a formiga, todos foram criados por Deus, com alguma função, mas criaturas divinas, claro que são nojentos, nocivos, e, devem se exterminados, as vezes esmagados, pisoteados, outras com ímpetos e rituais de sadismo e com plena satisfação, quer seja com o sapato, chinelo, vassoura, ou mesmo de forma maciça, o inseticida, o procedimento se faz de forma algoz, por envenenamento, a morte vem lenta e dolorosa ... Do ponto de vista, de que são igualmente, criaturas criadas por Deus (por outro não seria), que diferença tem dos animais imolados no Candomblé?O mundo sacrifica animais diariamente. A conclusão é que se trata de discriminação e mais além, disputa de mercado, pelo grande mercado consumidor que são os fiéis, disputados inescrupulosamente, e os subterfúgios são os mais variados, este é um deles.


Somos um Povo Profano?

Não é, e nem pode ser coincidência, que a mitologia Egípcia, Grega e Romana, cujos povos surgiram bem mais tarde que o povo Africano (e alguns até oriundo de lá), seus deuses, tenham muita verossimilhança com os elementais (deuses) africanos, a interligação é muito grande e muito forte, o deus da caça, da colheita, da chuva, do vinho, da fecundidade, do amor, da saúde...acaso seriam eles, povos atrasados, ignorantes, imaginativos? Povos que hoje são considerados a base da humanidade moderna. Muita semelhança também está presente, na criação do mundo, segundo textos bíblicos, com a dos africanos, do povo yorubano, o homem sendo feito do barro (na história yorubana é moldado por Ajálá, o orixá funfun moldador de Orí -cabeça -), moldado e recebido vida pelo sopro do Criador; a separação do paraíso com a terra pela ira de Deus, com a história da separação do Aiyé e o Orún. O mercado, na região yorubá, tem a mesma função do Agora dos gregos ou o Forum dos romanos: um lugar de reunião, onde todo os acontecimentos da vida pública e privada são mostrados e comentados. Não há nascimento, casamento, enterro, festa organizada por grupos restritos ou numerosos,, iniciação ou cerimônia para os orixás, que não passem pelo mercado. No Brasil essa noção da "passagem ao mercado" continua presente e pode ser constatada quando os noviços no "dia do nome", são convidados a anunciá-lo claramente "para que todos ouçam seja na cidade e no mercado". Alguns missionários primeiros, que lá chegaram, constataram estas coincidências, mas não as revelaram, ao contrário, foram usadas, as lendas, de forma negativa, difundindo a imagem de povo politeísta, profano, tentando impingir-lhes o novo Deus, como único e verdadeiro. Consequencias, que acompanharam esses povos, quando da sua transferência ao Mundo novo por ocasião da


escravidão, e desta feita, sofrendo com intensidade, toda carga repressiva pelo culto da sua religião, não sendo dado, vistas, e ouvidos, a toda sua história, origem, cultura e procedimentos. Que de uma forma muito tímida, e, infinitamente pequena, perante sua grandeza e liberdade tolhida, hoje tentamos resgatar e lhes dar o seu devido valor. O que nada mais é que nosso dever e obrigação, e ainda assim, seus seguidores, nos dias de hoje, são discriminados, e, algumas pessoas, entre elas, "novos" pastores, despreparados ou de má fé, por algum interesse ou comando, se aproveitando de uma situação atual, que parte de uma mídia lhes permite; agem como aqueles primeiros missionários, usando de forma negativa, os hábitos e usos, do qual alguns são ainda primitivos (até mesmo pela sua inocência, manutenção dos costumes e tradições, e muito mais por um ato de fé), para se beneficiarem, a atraírem mais fiéis, ou, contribuintes? Contudo a história ainda não está terminada, e, o passado revela que as perseguições, com o tempo, nada valeram, ao contrário, revelaram o engano cometido e o castigo devido.


Uma Casa de Candomblé

Para existir um Ilê (casa de candomblé), é necessário um Babalorixá ou Yialorixá, competente, iniciado dentro da lei, seguindo rigidamente ao longo dos seus anos de iniciação suas normas e preceitos, pois somente assim terá o aval, o consentimento, o axé necessário para desenvolvimento das suas atribuições, atributos esses consignados por seu iniciador no nosso plano material, e seu consequente desempenho com resultados positivos junto à sua comunidade, que só serão obtidos com a aquiescência dos orixás que os monitoram de forma permanente, permitindo ou até mesmo interrompendo uma situação de resultados realmente significativos, quer seja na sua leitura esotérica ou no trato com o povo. Como ninguém planta de manhã para colher à tarde, um Ilê com axé, é estruturado com estudo, aprendizado, dedicação, humildade, respeito e principalmente, conduta ritual, a medida que vai "merecendo" os orixás vão lhe "dando" ao ponto de se obter uma estrutura suficiente, para o início das atividades de um novo Ilê. Em alguns casos, até mesmo por falta de um controle e fiscalização, por parte de uma Confederação legitimada, decorrente da não organização dos adeptos, muitos por conveniência, tem casas que são verdadeiros comércios (não pelo fato de cobrarem algum benefício financeiro para sua manutenção e sustento) pelo exagero dos valores pedidos, se aproveitando do medo e da inocência de algumas pessoas, outras instituem total libertinagem por conveniência de seus comandantes e comandados, outras pela sua ignorância ou mal iniciação, em vez de ajudarem acabam causando um mal maior, e, infelizmente somos abrigados a conviver com essas situações que denigrem como um todo a nação candomblecista; Mas como Oxalá é sublime essas barreiras de alguma forma são superadas, não colocando em risco a religião yorubá, e tão somente fornecendo subsídios à algumas alas de algumas Igrejas, que se aproveitam desses casos de exceções para se enaltecerem e nos escrachar, com objetivos de "angariar" mais fiéis, visando uma melhoria de arrecadação, mas como Deus é único, de alguma forma nos protege e seguimos adiante. As pessoas que frequentam uma casa de candomblé, basicamente são: praticantes, simpatizantes e usuários. A procura por esta religião tanto para prática como consulta, muito é em virtude de um atendimento pessoal e individualizado, em que as pessoas tem uma participação ativa, naquele instante a pessoa não é uma a mais numa multidão, mas o centro das atenções, de uma forma que possa canalizar toda sua fé, para obtenção do seu objetivo, e frise-se, a fé é fundamental e necessária para qualquer intento, onde cada um deve fazer o melhor possível a sua parte, no caso de quem está sofrendo a ação, comparecer fisicamente com o material no dia e hora marcado, quando solicitado ou orientado para tal, e fazêlo com muita fé e dedicação.

A hierarquia Observância de uma hierarquia rígida é o instrumento que mantém permanentes as instituições, como o


Estado, o exército, a religião... sua tradução literal expressa: ordem e subordinação dos poderes eclesiásticos, civis e militares; graduação de autoridade, correspondente às várias categorias. Em princípio, é o tempo de iniciação religiosa que conta, vale o ditado - antiguidade é posto - seguido do Oye (cargo) que a pessoa ocupe; o mais velho é sempre o mais velho, não importa que mais moço tenha seu cargo religiosos de maior importância; exceção única, feita ao Babalorixá ou Yialorixá, que por poder absoluto, está acima de todo e qualquer outro. De casa para casa ou de nação para nação, variam os cargos e seus nomes, e um ou outro detalhe da escala hierárquica, Via de regra são: - abians - por exprimir uma vontade de participar, ou escolhido a fazer parte da comunidade, recebe do babalorixá, um fio de contas "lavado" (colar ritual, símbolo do orixá do neófito), ou tenha se submetido a um bori (dar "comida" à ori , cabeça física e astral); participam no Ilê, ajudando com tarefas civis, nas festas, na limpeza e arrumação e decoração do barracão, preparo de café e almoço, alguma ajuda na cozinha ritual, onde são preparadas as oferendas dos orixás e demais tarefas afins. Iyawô - o iniciado, também chamado de adoxú (aquele que levou adoxum ), neste período não lhes são revelados segredos, ficará recluso alguns (que variam de 7 a 21, conforme sua nação), num lugar chamado roncó ou camarinha, um quarto fechado, com algumas esteiras, é confiado aos cuidados do seu ojúbonà (paipequeno ou pai-criador) que o auxiliará e ensinará alguns comportamentos durante todo período da iniciação, o qual juntamente com o iniciado, manterá resguardo neste período. Em um primeiro momento é feita a raspagem do cabelo, símbolo de submissão e humildade e preparo do oxú (o alto da cabeça, a moleira astral, chacra principal do corpo humano) para as obrigações principais. Neste período o iniciado tem como objetivo principal receber axé, a qual será responsável, pelo seu aumento e manutenção, através da rígida observância, da sua conduta ritual. Completados sete anos de iniciação, os iyawôs , após fazem sua "obrigação" ritualística que os 7 anos requer, tornam-se ègbónmí (egbomi - "irmão mais velho"), e tem direito a Ter seu próprio Ilê com a benção e autorização do seu babalorixá, bem como Poderá fazer parte do grupo dos Oloiês. - Oloiês`-, podem adoxús ou não-adoxús; os OGÃS, que quer dizer - chefe - podendo em alguns casos, ter seus otuns e osis ; os postos de AXOGUN, ALABÊ, OGOTUN, AFICODÉ, IPERILODÉ, ELEMOXÓ, ILÊIGBÓ, PEJIGAN em paralelo a IYAEGBÉ, IYAKEKERÉ (mãe pequena), BABÁKEKERÊ (pai pequeno), YIÁMORÔ, AJOIÊ ou EKÉDE, DAGÃ, SIDAGÃ, em casa de Xangô, o cargo da KOLABÁ, a IYÁ SIHA (relacionado a um ato litúrgico de Oxalá), IYÁEFUN(BABÁ), IYÁLOSSAIN (BABÁ), IYÁBASÉ. Mais especificamente no ILÊ AXÉ OPÔ AFONJÁ tem os OBÁS DE XANGÔ, seis da direita (otuns), com voz e voto; seis da esquerda (osis) somente com voz. - Agbá - duas condições a um só tempo: a) antiguidade iniciática (mais de 50 anos); b) antiguidade cronológica (mais de 60 anos). - Iyálorixá - (Iyálaxé)/Babalorixá. Uma fila hierárquica, a exemplo da que acontece nas "Águas de Oxalá" assim e procede: Iyálorixá (babá), seguindo os demais Adoxú, quer sejam oloiês ou não, de acordo com o tempo de iniciação, sempre o mais velho na frente do mais moço, sendo a segunda da fila a(o) Iyáegbé (mais velho(a) adoxú do axé e segue a fila de acordo com o tempo de iniciação, atrás do último adoxú, alternando-se ogans e ajoiés, de acordo com o tempo de confirmação, atrás virão ao abians. O mais velho é tudo; sempre se é iyawô para o imediato "mais velho", no próprio "barco" (mais de um iniciado recolhido ao roncó para iniciação) de iyawôs encontramos a figura do mais velho, chamado dofono , e sucessivamente dofonitinho, fomo, fomotinho, gamo gamotinho... ao dofono é aquele a quem se pede a benção em primeiro lugar, devendo, este, contudo, ser o primeiro a servir seus demais irmãos mais moços. É muito importante o mais velho se colocar no difícil papel; é o responsável - sem que muitas vezes saiba - pelo futuro do seu mais novo, seus anseios, esperanças, fantasias...

A quizila e as proibições A quizila é uma forma de reação negativa que atinge as pessoas, quer seja fisicamente, causando algum mal estar, ou, na vida pessoal gerando algum "atrapalho" ou perda; e, acontece quando comemos ou fazemos algo que não devemos; todos os orixás tem suas quizilas, e como filhos devemos respeitá-las, por exemplo: não devemos comer determinadas comidas, que são oferecidas aos orixás, pelo fato que, quando oferecemos à eles esta comida, eles "transformam" as energias daquela comida, em energia positiva para nós, das quais estamos precisando constantemente, portanto é comida do orixá, não nossa. A quizila, em alguns casos, é como se fosse uma "alergia" natural, que comemos alguma coisa, e imediatamente temos uma reação alérgica, porém a mais perigosa é aquela que não sentimos de imediato alguma reação, o que erradamente leva alguns filhos de santo, usarem, um sistema, Ah! Eu comi, não fez mal, não terá problema, aí é que se enganam, pois a reação virá quando menos esperam, atingindo de alguma outra forma. Os iniciados sabem o que devem respeitar, se não o fazem é por serem descomprendidos, evidente que há casos de desconhecimento, por uma má iniciação, e muito mais valor terá, se gostarmos daquilo que não podemos, pois é muito fácil se evitar, o que não gostamos. As proibições mais comuns, são com relação a determinadas comidas, temperos, folhas, bebidas, cores...


Vida Eterna?

Por razão lógica, se viveremos fisicamente, neste plano terreno, apenas uma vez e nossa "vida" é eterna, este período que aqui passamos é muito curto, em se comparando com a eternidade, só isto já torna óbvio nos preocuparmos com a "outra" vida, mas o raciocínio conclusivo aparecerá mais adiante, destacado sob forma grifada, após algumas considerações necessárias. Evidentemente para quem crê nesta "outra" vida. Porque creio na outra vida e não na reencarnação? Primeiro não li ou ouvi nada a respeito na filosofia Yorubana, o que me faz raciocinar, e raciocinando me leva a perceber que não temos nenhuma prova ou indicação de reencarnação, salvo exceções, que toda regra se submete, no caso em tela, os àbiku, assunto ainda sob-júdice em minha cabeça. Existe uma teoria, anterior a ciência da genética atual, que as pessoas, locais ou situações que existem em nossa memória e que temos a certeza que nunca vimos ou passamos, acessadas mais comumentes em nossos sonhos, seriam de "encarnações" anteriores, mas que atualmente, estou mais propício a crer de se trata de uma herança genética, que herdamos dos nossos antepassados, assim como traços físicos, genes, etc. seriam traços de memória anexados em nossos genes de memória, razão de "visualizarmos" rostos ou locais nunca vistos, pois a possibilidade de os criarmos de forma instantânea é zero. E porque a preocupação com a próxima "vida"? Por uma razão simples, "lá" não haverão os diferenciais que propiciam em nosso mundo terreno, mais ou menos situações de felicidade, quer sejam: o dinheiro, a preocupação com saúde, beleza, juventude ou velhice, alimentação, sexo, filhos, pais, país, guerras, sobrevivência, enfim todas as preocupações humanas que a grande massa da população mundial, tem em seu dia-a-dia. Não havendo estes diferenciais, só restará a natureza e individualidade de cada um, estaremos todos nivelados, materialmente falando, e aí sim, a felicidade dependerá única e exclusivamente de cada um, mas é certo, levaremos daqui, fruto do nosso comportamento, daquilo que desenvolvemos como pessoa, a condição e local para onde iremos após a morte física. Nesse aspecto a filosofia yorubana fala de 9 planos astral, sendo os primeiros planos, os que chamamos de planos terra-a-terra, aqueles que ficam espíritos involuídos, ou os que não tiveram em vida um bom procedimento e comportamento e que comprovamos sua existência quando da leitura do jogo de búzios (no caso dos candomblecistas) destes espíritos desencarnados que se "encostam" nas pessoas, trazendo problemas, dificuldades as mais diversas alterações de comportamento e energia, os demais são estágios para os quais poderemos ir com menor situações de infelicidade e desconforto, ou estando lá, galgando plano a plano através de procedimentos que lá serão conhecidos, até o plano mais próximo da felicidade plena, ou seja, próximo da Energia Suprema, da Luz ou qualquer outro nome que tenha cada segmento religioso.


Candomblé de Angola

O tráfico de escravizados africanos ao Brasil fez com que homens, mulheres e crianças, pertencentes a reinos, nações, clãs, linhagens, aliados e inimigos, caçadores, sacerdotes, guerreiros, príncipes e princesas, mães e pais de famílias se encontrassem e redimensionassem as suas tradições culturais, sociais, familiares e religiosas. Essa era a única maneira de confrontar a opressão religiosa católica que se fez acompanhar não apenas dos grilhões de ferro que aprisionavam os corpos dos negros, mas também do "aspergir" da água benta, do nome novo marcado a ferro em brasa nas regiões corporais, onde a carne não fosse comprometida e perdesse seu valor de compra e venda de mercadoria e ainda na permissividade e omissão diante dos desmandos e das ações dos senhores (algozes) cristãos no novo mundo. Religião, catequese e escravidão andavam juntas desde os embarques nos navios negreiros, quando eram batizados, até nos troncos, quando os africanos e seus descendentes, que nem eram vistos como humanos, aos olhos da teologia da época, eram levados sem que houvesse, por parte da igreja nenhuma manifestação contra aquela situação desumana. Todos os valores que os africanos traziam, fossem religiosos ou culturais eram banidos ou rotulados como coisas do demônio, magia pagã ou feitiçaria. Mas, por muitos meios e artifícios os africanos e seus descendentes se apropriaram dos valores dos seus escravizadores ou usaram sua estrutura para se organizarem em irmandades, onde o branco cristão europeu não participava, como é o exemplo da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e da Boa Morte. Estas irmandades funcionavam até como agremiação para angariar fundos para pagar a alforria de seus “irmãos”, além de servir de um intercâmbio de africanos, e das suas tradições culturais, lingüística e religiosas, sendo um dos primeiros berços para a resistência e para a manutenção das crenças dos seus antepassados africanos na terra que tinha lhe recebido com o chicote na mão. A religião nativa dos africanos foi interpretada à luz da teologia católica que se considerava superior, deferindo títulos de pagãs, idólatras, satânicas,animistas e politeístas, gerando, senão no africano que aqui chegava, que tinha o conhecimento de seus antepassados, mas a partir de seus descendente uma inferiorização da fé e crença trazidas na alma de seus pais. Na maioria dos casos, na África, o culto tinha um caráter familiar e era exclusivo de uma linhagem, clã ou grupo de sacerdotes. As divindades iorubás eram cultuadas em suas cidades: Xangô, em Oió; Oxossi, em Ketu; Oxum, em Ipondá, e assim por diante. Bem como divindades de origen Bantu como Nzazi, Mutakalambô, Ndandalunda eram cultuadas por grupos próprios, embora os bantu tivessem uma idéia de transcendência de seus cultos e buscasse esta ou aquela divindade como intermediária entre ele e Nzambi Mpungu (Deus Todo Poderoso), de acordo com a situação real e a área de atuação de cada energia.


Com a vinda ao Brasil e a separação ardilosa das famílias, das nações, das etnias, essa estrutura religiosa não pode se repetir e se fragmentou. Mas os negros criaram uma unidade nesta diversidade e pluralidade e puderam partilhar e comungar os cultos e os conhecimentos diferentes em relação aos segredos rituais de sua religião e cultura. E desta nova maneira de ser e viver, aberta a todos, surgiu a forma acabada do que se chama hoje candomblé. O vernáculo Candomblé, não mantém sob sua sombra uma unicidade e sim uma diversidade religiosa e cultural, que talvez até hoje não tenhamos a verdadeira dimensão de sua abrangência, em termos de origem étnica, clã, reinos, povos e organizações sociais e religiosas africanas que foram trazidas para o Brasil. Reúne, sob o mesmo título a idéia genérica para os diversos troncos religiosos na experiência dos muitos povos trazidos do continente africano para as terras brasileiras. Na sua etimologia advém do étimo bantu ndombele para a variação kandombele, e, portanto, vem a denotar um equivalente próximo ao verbo “adorar” “falar” (existem outras interpretações para o termo, mas preferimos esta). Os aqui chegados, vindo da longínqua terra dos seus antepassados e submetidos ao regime de escravatura de produção comercial de bens e riquezas, não tiveram tempo de trazer seus objetos rituais e sagrados, visto terem sido forçados a abandonar seu espaço de origem, além de muitos povos terem perdido o vínculo com os seus sacerdotes. Porém, não houve como impedir que transportassem suas crenças, cultos, ritos, mitos e cosmogonias em suas almas, fazendo retumbar em seus corações o som dos ngomas/atabaques ancestrais de seus povos. Então, como antes tinha se organizado sob o manto das irmandades cristãs, agora, no momento próprio se irmanam sob o manto da nova identidade, que viria a ser conhecida como Candomblé. Os africanos de maioria bantu (durante os dois primeiros séculos do tráfico dos negros), largamente assentados na região nordeste do Brasil (Alagoas, Pernambuco, Maranhão), no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, utilizados na lavoura e pastoreio, pois já na África eram grandes criadores e cultivadores do solo, além de serem mestres na fundição de metais, influenciaram em todas as áreas a cultura do país nascente, que nascia sob o fertilizado solo regado pelo suor da pele negra, e sob a riqueza gerada pelos músculos africanos. Alguns historiadores defendem que os africanos que desembarcaram na Bahia eram da África sudanesa (Yorubás, dahomeanos, malês...), e que em muitas lutas de resistência se refugiavam em quilombos baianos. O que se tem certeza é que os primeiros a chegarem por aqui, quando a escravidão era mais desumana, foram os bantu. Na religião não foi diferente. Influenciaram e foram influenciados. Ou conscientes, ou por aproximação de cultos e tradições, ou por necessidade de recriar seu universo mítico, se amalgamaram às novas experiências e resistiram aos valores religiosos dos escravizadores. A própria concepção de Nzambi ou Nzambi-Mpungo para os bantu, a quem se chama, no Ocidente, Deus – Nzambi: o que fala; Nzambi-Mpungo (ou ainda Zambiapungo): aquele que, por excelência, fala (Mpungu é uma ave que voa muito alto, fornecendo, deste modo, a derivação semântica de “maior”, “eminente”, “excelente”) Os bantos (bantu) são povos que habitam a África do Sul Equatorial. Falam dialetos diferentes (a língua é igual) e pertencem a etnias diferentes. Cerca de 274 dialetos e línguas são falados. A influência dos bantos invadiu a cultura brasileira, trazendo sua mitologia, culinária, religião além de elementos folclóricos como a congada, recordando a rainha Ginga de Angola; o maracatu de Cambinda Velha; a capoeira e o primitivo samba (semba). Claro que muitas coisa tidas hoje como folclóricas, são na verdade uma tentativa de reformular nas novas terras uma dinastia desfeita pela escravização como é o caso da formação da corte do Congo (congadas). Hoje o candomblé abriga em suas lides várias tradições religiosas conhecidas como Nações. A nação Ketu, que tomou o nome de um dos povos yorubanos, onde a familia Arô reinava, quando da escravização e do tráfico para o Brasil, e que cultua Orixás de várias origens daquele povo, além de diversas divindade de povos que eram seus vizinhos na África e se influenciaram mutuamente tanto na sua terra natal, quando na diáspora. De forte expressão na Bahia e em Pernambuco, através do Xangô do Recife, uma variação religiosa correspondente ao candomblé. A Naçaõ Jêje, que tomou o nome de um “apelido” que lhe era dado pelos yorubanos. São de origem Ewe Fon, de povos do antigo Daomé, que cultua Voduns, além de divindades comuns com a nação ketu. Teve sua grande expressão na Bahia, através de casas antigas e no Maranhão através do Tambor de Mina, uma organização religiosa corresponde ao candomblé. A nação chamada Candomblé de Caboclo, que se originou do intercâmbio de ritos fundamentalmente de origem bantu com os ritos e mitos dos nativos brasileiros. Nação hoje quase extinta, devido ao forte movimento de re-africanização que as religiões afro-brasileiras sofreram a partir da década de 80.


--Entre os grupos que se identificam nas “Nações” acima, temos as variantes que trafegam entre uma e outra, como, por exemplo, os que se identificam como “Nagô-Vodum”. E a nação Angola/Angola-Congo ou Muxicongo, que tem como base lingüística o kimbundo e cultua Nkisi/Mukixi. Esta com seus ritos fundamentados nas tradições e cosmogonias mantidas a duras penas pelos antepassados bantu, vindos de muitos povos distintos como ngola, cambinda, lunda, makuá, kassange, essange, munjolo, rebolo, angico, e povos menores originários da contra-costa, além, é claro, da influencia de outros povos africanos, como os yorubás e ewe fom, formando assim tradições diferente, dentro do prórpio grupo conhecido como Candomblé de Angola, como Tumba Nsi, Tumba Junsara. Bate-Folha, Angolão, Angola Paketá, Kassange, Angola da Mariquinha e Goméia (que apesar de forte influencia yorubana, se identificava como angoleiro e seu fundador, o Sr. Joazinho da Goméia, foi considerado por muitos como o Rei do Candomblé no Rio de Janeiro). Ainda temos o Omolocô, uma tradição afro-brasileira antiga e respeitada, que em muitas casas está mais próximo das tradições yorubanas/daomeanas e em outras das tradições de origem bantu Devemos entender estas “nações” em momentos históricos próprios e que todas se influenciaram entre si. Em alguns lugares, como no Maranhão, temos casas que foram fundadas por africanas canbindas e daomeanas, embora, por algum motivo prevaleceram as tradições daomeanas e em outros casos as tradições yorubanas, embora, em qualquer “Nação”, sempre exista elementos, deste ou daquele povo, que em muitos casos são mantidos por tradição e respeito aos antepassados, embora se conheça as diferentes origens. E, em alguns casos, os seus praticantes não têm o mínimo de consciência das origens diversificadas, identificando somente como tradições africana, fazendo assim uma leitura “unificada e unificadora” de um continente tão diverso, como o Africano. Pelos registros temos como o primeiro sacerdote iniciado no Brasil, de origem bantu, que mais tarde seria conhecida como Nação Angola-Congo, o Sr. Roberto Barros Reis, que foi o Iniciador da Sra. Maria Genoveva do Bonfim, conhecida como Maria Neném. A Sra. Maria Neném tinha o nome iniciático de Twenda Nzambi e Fundou uma casa de candomblé que chefiou até 1945. De suas mãos saíram Manoel Ciriaco de Jesus, Tata Nludiamugongo, que teve casa de candomblé no Engenho Velho e depois assumiu a terreno da Ladeira da Vila América (ou Alto do Corrupio), que era do Sr. Manoel Kambambi, filho do Nkisi Nkosi. Foi Tata Ciriaco que formou a grande família hoje conhecida como Tumba Junsara, deixando a casa nas mãos de sua filha de santo e sobrinha de Tata Manoel Kambambi, Mam'etu Deré Lubdi, grande sacerdotisa. Hoje a casa é chefiada pela Nengua ria Nkisi/Mukixi Sra. Iraildes Maria de Jesus, filha do Nkisi Kindembo (Tempo), onde se celabra uma grande festa todos os anos no final de semana mais próximo ao dia 10 de agosto. Da raiz Tumba Junsara se espalharam várias casas em todo Brasil e no exterior. Também das mãos de sacerdotisa Twenda Nzambi (Maria Neném) saiu o Sr. Manoel Bernardino, fundador da casa de Angola-Congo Bate Folha, na Mata escura, que também gerou um enormidade de filhos e casas que seguem esta tradição em todo o país e em vários país estrangeiros. Além, é claro, de várias outras casas e famílias, que de acordo com os estudos e com os mais velhos são todos descendentes da sacerdotisa Maria Neném, pois foi ela que fundou a primeira casa de Candomblé de Angola – Muxicongo. Embora, cada família se identifique como Angola-Congo, Angola Muxicongo, etc., existem tradições diferenciadas. Algumas cultuam um nkisi/mukixi que não é cultuado por outras. Algumas tem festas que não são realizadas por outras, mas a essência é a mesma: Nzambi Mpungu ou Suka Kalunga (um dos seus muitos nomes), que mora na Sanzala Kasembe Diá Nazambi (Aldeia encantada de Deus)/Duilo (céu), é o Deus Supremo e criador de todas as coisas. Quando do seu movimento de expansão e de criação, gerou o universo e consequentemente o planeta terra, que foi gerado pela energia e criação dos Nkisis/Mukixis que se manifestam nas diferentes partes da natureza e também regem a natureza humana. Através do culto aos Nkisi/Mukisi, já que Nzambi, está acima de qualquer forma existencial e de qualquer representação e culto, pois é completo em si mesmo, o ser humano consegue o equilíbrio e ascende espiritualmente como iniciado, até que chegue o momento de ir morar nas Aldeias dos Antepassados, onde se mantém vivo. Onde os campos são verdes e os rebanhos fartos. Onde são felizes e mantém o intercâmbio com os mundo dos humanos, que é sua continuidade. Os antepassados, também, são respeitados e invocados como intercessores e intermediários entre os seres humanos e Nzambi. A eles são devidos todo o respeito e todo ação de culto dentro de uma nzo (casa), que deve sempre iniciar com a invocação e homenagens aos antepassados. ---

ABRANCHES, Dunshee de – O Cativeiro, Documentos Maranhenses, São Luís, 1992. Ed. Alumar Cultura


BERKENBROCK, Volney J. – A Experiência dos Orixás, Um estudo sobre a experiência religiosa no candomblé. Editora Vozes, Petrópolis, 1998. CARNEIRO, Edson – Religiões Negras – Negros Bantos, 2ª edição. Editora Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1981. CAROSO, Carlos & BACELAR, Jeferson (Organizadores) – Faces da Tradição Afro-Brasileira, Editoras Pallas, CEAO, CNPq. Salvador Bahia/Rio de Janeiro, 1999. HOLANDA, Sérgio Buarque de – Raizes do Brasil, 21ª edição, Coleção Documentos Brasileiros, Volume 1, Editora J.O., Rio de Janeiro 1989.


EBÓ PARA OBTER BOAS OPORTUNIDADES E SER NOTADO NOTRABALHO OU NOS NEGÓCIOS 12 folhas de Iroko01 Amalá completo (12 bolas de inhame, 12 akasás, 12 abarás, 12bicos de papagaio,12 moedas, 12 orobos, 12 acarajés, 12 cocadasbrancas, 12 quiabos inteiros, 12 pedaços de peito bovino, 12 pedaçosde rabada, 12 folhas da fortuna

01 quartinha com agua03 velas de 12 horas01 gamela redonda01 tijela com ajebó (cortado em rodelas e cozido rapidamente comagua e banha de ori)Acender 12 pedras de carvão bem grandes, rodar todos os comodoscom o carvão aceso, coloca-lo então no lugar onde será arriado oamalá, e por em cima das brasas muito incenso importado, daquelesusados pelos padres em missa. Trazer então o amalá, cantando louvando e pedidndo tudo o que seprecisa, peça a Xango para elevar a sua vida, tirar empecilhos einimigos ocultos e declarados.os orobos serão todos alafiados enquanto se pede as coisas a Xango,esse amalá é entregue a Oba Aganjú.As folhas de iroko serão postas embaixo da gamela, fazendo umcirculo com as pontas para fora.Os outros ingredientes todos serão postos em cima do amalá.As moedas não serão despachadas, e sim guardadas no Xango dapessoa, ou em um pote onde se tenha favas de olho de boi e imã comuma figa.As velas serão acesas a casa 12 horas, completando assim 36 horas oamalá arriado dentro de casa, após esse tempo a pessoa retira asfolhas de Iroko quina e toma banho da cabeça aos pés, e leva o amalápara uma pedreira. EBÓ PARA EXÚ ALAKETU TRAZER PARCEIRO DE VOLTA 1 cabaça, 1 miolo de boi, 1 ekodidé, 1 moeda, 1 pimenta dedo demoça, meio litro de dendê.Abrir a cabaça, por o nome da pessoa que se quer dentro, por omiolo por cima, enfincar o ekodidé no miolo, por a moeda por cima domiolo junto com a pimenta dedo de moça e despejar todo o dendê porcima, subir em uma arvore bem alta e por a cabaça na copa


destaárvore, faça os pedidos ainda lá no alto, dizendo a alaketu que “assimcomo ele vigia sua cidade do alto, assim ele vigie a sua pessoaamada também, e a traga de volta para você.

EBÓ PARA AMARRAR UM HOMEM A QUEM SE QUER

07 bananas d’água, palha da costa, cominho, azougue.Abrir cada banana ao comprido com casca e tudo, por o nome dapessoa que se quer junto ao seu dentro desta banana a comprido,fechar as bananas e amarra-las com a palha da costa.Por em um prato de barro, cobrir com o azougue, salpicar cominhopor cima, entregar numa barreira que tenha barro bem vermelho aoxeturá, com uma vela cinza acesa. EBÓ DE OYÁ FUNAN PARA REACENDER AMOR QUE SE ESFRIOU 9 carvões em brasa grandes, 9 acarajés, 9 abarás, 9 moedas decobre, 9 orobos, 1 amalá bem quente.por cima deste amalá por 18 vezes o nome do casal bem juntos, porcima dos nomes os acarajés e os abarás, enfinque as moedas nosacarajés e os orobos nos abarás, entregue aos pés de xangô pedindoa oyá que em nome da pessoa que ela mais amou (xango) que aquelapessoa que está fria no amor reacenda como no inicio o amor.

EBÓ PARA TRAZER BONS VENTOS DENTRO DE SEU ILÊ 1 quartinha de barro;1 leque de palha;3 cabaças pequenas cortadas ao meio (igual a um copo);água de poço ou de mina;azeite de dendê;terra de bambuzal.Num canto da porta de entrada da sua casa (do lado de dentro),coloque a quartinha sem nada dentro. Ao lado, ponha as três cabaçascortadas. A primeira, preenchida com a água de poço; a outra, comazeite de dendê; e a última, com terra. Com o leque, bata três vezesna boca da quartinha (que deve estar destampada), pronunciandoseu nome três vezes. Neste momento,


você deve abanar todo oambiente com o leque, pedindo para que oyá traga bons ventos paraseu lar; que a casa seja sempre positiva; que as pessoas malintencionadas e espíritos desencarnados sejam afastados; e quetodos os que ali habitam tenham prosperidade, fertilidade, harmonia,etc.Depois disso, coloque a terra, a água e o dendê dentro da quartinha,tampando-a Deixe essa quartinha, com as três cabaças, no mesmo local, paraproteger sua casa.

Ebó de Osalá para tirar Ajé

10 fitas Brancas com 1m4 m de Morim branco1 preá branca1 obi funfun1 vela brancaErvas: poejo, cana do brejo, funcho, macaça, folha de goiabaModo de Fazer:Dentro do mato, enrolar a pessoa toda no morim branco, jogar asfitas bancas por cima de seus ombros, sendo 5 de um lado e 5 deoutro. Esfregar o obi na pessoa e abri-lo, sacrifique-o tirando o bruto, jogue-o na terra dizendo para ONILE que segure ali todo o ajé, todo omal , toda a feitiçaria que se encontrava naquela pessoa. Esfregue apreá das cabeças aos pés, solte-a pedindo a Baba de Osalá que dêvida longa e caminhos abertos para essa pessoa. Passe a velaapagada e jogue longe dentro do mato dizendo “ Estou apagando aforça do inimigo, apagando a feitiçaria e apagando Iku.”. Retire asfitas e balance-as ao vento e ponha esticada numa árvore, desenrolea pessoa do morim e balance o morim ao vento, deixe-o esticando emuma árvore e dê as costas. Retornando para o Ilê. Chegando na roçatomar banho cozido com as ervas acima citadas misturadas comefum africano. Tomar um chá de funcho adocicado.

Comida a Sorte Uma galinha brancaUm peixe vermelho ou siobaCamarão grando frescoVinho BrancoVinho tintoVinho moscatel


3 colobos de louça com mel / dendê / água3 colobôs de louça com efum / osun / wají 7 pratos de louça7 talhas de flores diferentes Sacrifica-se a galinha para o Ogum do portão, corta-se em 6 partestempera-se com cebola camarão e azeite doce e distribui cada parteem um prato, o peixe também é preparado com os mesmostemperos, assado na folha de bananeira ocupará o 7°prato. Chegandona praia, estende-se uma toalha branca e arruma-se a mesa como sefosse um banquete e oferece-se a sorte do Yawo. Chama-se AjèXaluga, neste momento de um banho no Yawo com a seguintemistura: Sementes de girassol, arroz com casca, açúcar cristal e favade imburana tudo em grande quantidade.Obs: Nos colobôs de dendê, mel e água servir um pouco de vinhobranco, vinho tinto e vinho moscatel. Presente as Águas Uma talha GrandeColobôs com comidas de todos os orixásBrinquedos de criançasEspelhosPentesSabonetesVinho brancoPerfumesDocesFitas de várias coresFlores2 galinhas brancas que são sacrificadas na água na hora da entregado presente.

Estando a talha pronta, coloca-se a mesma na cabeça da yawo, quedeverá ficar de joelhos para recebe-la, e assim, a Yawo toda trajadade branco sai com a talha da cabeça. Antes de sair canta-se 3cantigas para o orixá do yawo ao chegar na beira da praia, canta-secantigas de Yemanja, Oxum e Nana. Por se tratarem de orixás Odo.Depois então faz-se a entrega do presente. Em seguida a entrega dopresente, dá-se de comer a Sorte, tanto o presente as Águas como acomida a Sorte deve ser realizada num sábado ou quarta-feira de luacrescente ou lua Cheia.


EBÓ TÓYA KÓSÌ REMOVER DOENÇAS, PRAGAS, FEITIÇARIAS,BAKU E EGUNMaterial: 1 Vara de bambu que deverá ser partida, ao comprido, em 4, pega-se1 parte destes 4 e confecciona-se na ponta deste uma espécie deponta de flecha, lembre-se embora partida em 4 esta vara continuarácom seu comprimento que normalmente chega a 2metros, as vezesaté 3.Pinta-se 1 alguidar número 05 e 1 quartinha com tampa sem alça deEfun, Ossun e Wají.1 Galinha D‘Angola1 Ekuru1 Acaçá1 Acarajé1 Aberém1 Bola de Canjica1 Bola de Feijão Preto1 Bola de Arroz1 Ovo1 Bola de Farinha Tudo isso em Tamanho exagerado,E 1 Bacia de Pipocas.

1 Estoura Balão (Fogos

Modo de Fazer: Levar o Filho de Santo no mato, no pé de uma Árvore Frondosa.Entregar na mão direita dele a Galinha D’Angola que será segurapelas Patas. Na mão Esquerda a Vara de Bambu, o Alguidar pintadonos Pés da Árvore e Junto a Quartinha sem nada dentro apenastampada, e pede-se ao Filho de Santo para mentalizar tudo quedeseja que saia da Vida dele e do Corpo. E vai se passando todas ascomidas começando pelas comidas escuras e terminando com asPipocas. Ao terminar de passar todas as comidas, o Filho de Santoencosta a Lança de Bambu rente ao Tronco da Árvore, na mãoesquerda então, ficará a quartinha. Tira-se a Tampa, pede-se aoIyawo fale com a boca dentro da quartinha pedindo para sair tudo deruim da vida dele,tampa-se a Quartinha e manda-se o Iyawo atira-laao chão para que se quebre.


O próprio Iyawo faz um Sarayê com aGalinha em seu Corpo e a Joga bem longe com toda a Força. Nestemometo, dá-se na mão do Filho de Santo o Estoura Balão que seráapontado para bem longe botando para correr então todas asmazelas que estavam na vida daquela pessoa. Durante todo oprocesso deste ebó, canta-se para Omolu.

EBÓ ESÚ PARA TRAZER DE VOLTA PESSOA SEQUESTRADA OUPRESAMaterial: 1 gaiola sem uso;3 passarinhos;3 kilos de Canjica cozida3 cabacinhas cortadas;mel;azeite de dendê;pinga;1 peça de roupa da pessoa. Modo de fazer: Trate dos passarinhos em sua casa, por pelo menos 3 dias.

Faça essa oferenda na mata, num local onde tenha terra. Antes deentrar na mata, você deve oferecer a Exú as três cabaças (uma commel, a outra com dendê e a última com pinga). Fale em voz alta,dizendo o que veio fazer, e peça agô, a Exú, para entrar na mata.Feito isso, limpe o local onde você vai fazer a oferenda. Faça umcírculo no chão para colocar a gaiola com os passarinhos. Coloque emcima da gaiola a peça de roupa da pessoa. Solte o primeiropassarinho, pedindo para Exú encontrar fulano de tal (pronunciar onome completo). Solte o segundo pássaro, pedindo que a pessoa sejalibertada. Quando soltar o último pássaro, peça que a pessoa venha asalvo até sua casa (fale em voz alta o endereço).Quebre a gaiola totalmente e cubra com bastante ebô , deixando-a nolocal.Assim que a pessoa retornar, ela deve usar a peça de roupa que vocêutilizou na oferenda.Obs.: Em agradecimento pelo regresso do ente querido, deve sercopado um Cabrito calçado para Exú.


EBÓ PARA TER ÊXITO E MOVIMENTO EM CASA COMERCIAL EILE ASÉMATERIAL 21 obi21 orogbo01 litro de gim01 garraga de azeite de dendêEwe Ireke (folha de cana de açúcar)Ewe Epa (folha de amendoim)Ero Osun (solanaceae)Epo Odu (erva moura)Ogede Omini (bananeira)Iyo (sal) MODO DE FAZER: Soque num pilão todas as folhas misturando-as aos outros materiais.Em seguida, abra uma fenda no meio da casa comercial e enterreesta massa, enrolada em um pano branco. Cubra a fenda.Esta oferenda deve ser direcionada a Esu, guardião dos templos,casas cidades e pessoas, e intermediário entre os homems e osdeuses.

EBÓ PARA ATRAIR FORÇAS DAS DIVINDADES AFRICANAS PARAILÈ ASÉ MATERIAL

Uma vasilha branca9 moedas (se for homem)7 moedas (se for mulher)20 gotas de azeite de dendêSal grossoGim MODO DE FAZER: Na vasilha coloque água e as moedas. Acrescente sal grosso, gim e oazeite de dendê.Deixe e vasilha no pé de Esu se o tiver assentado, caso contrário,coloque na sala e deixe de uma dia para o outro.Faça o pedido à Iyá mí entregando esta oferenda em troca deprosperidade para você e seus filhos de santo.Faça seu pedido saudando a Elá:Elá Boru!Elá Boye!!Elá Bosise!!! ÈBÓ PARA ARRUMAR EMPREGOMATERIAL 2 Inhame Da costaDendê1 Obi roxo2 PratosDanda da costa em pó14 Folhas de fortuna2 Favas de Èsú1 Alguidar7 OvosBastante moedas

MODO DE FAZER:

Os dois inhames da costa devem ser bem cozidos, e sua água épara tomar um banho ao fim desta obrigação. Então pegue osdois pratos e coloque um do lado do outro, amasse cada


inhameem cada prato, com suas próprias mãos e junte ao inhame, umpouco de dendê, os 2 obi roxo ralados, danda da costa em pó,folhas da fortuna 7 em cada prato triture bem, as 2 favas de Èsúraladas uma em cada prato, então após o banho, ou seja nooutro dia de manhã em jejum, passe esta massa em todos osdois pés, entre os dedos enfim passe bem, coloque uma meia, efique com este ebo nos pés no mínimo por 4 horas, fazendo seuspedidos a Èsú caminhos de emprego rapidamente, passado esteperíodo, retire tudo e coloque dentro do alguidar, cubra combastante dendê e quebre dentro 7 ovos, leve e coloque em umaestrada de grande movimento e que você não veja seu final, jogue por cima de tudo bastante moedas, novamente peça a Èsúdinheiro, e caminhos de emprego.

ÈBÓ P/TIRAR QUEIMAÇÃO MATERIAL: Panela de barro9 Ovos9 CebolasDendêPeneira pequenaMelMorim branco MODO DE FAZER: Pegue uma panela de barro coloque em sua frente, passe emtodo o corpo 9 ovos, e as 9 cebolas, coloque dentro desta panelae cubra com dendê, em seguida coloque a peneira na boca destapanela e derrame o mel, e peça as forças da Terra que tire tudode ruim de sua vida, ebo, feitiços, olho grande e queimação, eque seus inimigos não possam lhe enxergar. Este ebo será feitoem local de mato queimado e/ou seco, e que tenha formigueiroperto, então cubra com o morim branco, e ao chegar em casatome banho com sabão da costa e/ou sabão de coco.

Após o Ebó prescrito acima aconselha-se a fazer oseguinte banho abaixo --->>


BANHO FORTALECER ORI MODO DE FAZER: Pegue água de coco verde, quine dentro de uma vasilha com folhas de algodoeiro, elevante, e tome este banho varias vezes sempre ao amanhecer, antes tome banho com sabão da costae/ou sabão de coco, após feito isto tome banho com as ervas,logo a seguir coloque um akasa em sua cabeça e amarre comum morim branco e fique pôr duas horas, depois leve em um jardim e coloque em baixo de uma arvore.

ebós/parte2 caracoles.gif RELAÇÃO DOS EBÓSA forma de despachar os ebós, anunciando os nomes dos mensageiros dos recados, fala-se:OÉ-TURA-WAGBATÈTÈ - VENHA RECEBER DEPRESSAOGUN DAGBE -DE WÀ GBA TÈTÈ - CHEGUE PARA RECEBER WORUN -OFUN -WÀ GBA TÈTÈ - VENHA RECEBER DEPRESSA OWORUNSERE - O GBA - TÈTÈ - RECEBA DEPRESSA OTURÁ – AYKÓ WA GBA TÉTÉ - VENHA RECEBER DEPRESSAOTURUPON - OKARAN - WA GBA TÈTÈ - VENHA RECEBER DEPRESSAOKARAN - OIERU - WA GBA TÈTÈ - VENHA RECEBER DEPRESSA" OMO ODUS DE EJIONILÊ " "OSOGUIA1. OLAFIN2. ODOLUÁ3. KUDIRÉ4. SAGRIN5. EBUIM6. AKANJI7. YALANTE


RELAÇÃO DOS EBÓS A forma de despachar os ebós, anunciando os nomes dos mensageiros dos recados, fala-se:OÉ-TURA-WAGBATÈTÈ - VENHA RECEBER DEPRESSAOGUN - DAGBE -DE WÀ GBA TÈTÈ - CHEGUE PARA RECEBER WORUN -OFUN -WÀ GBA TÈTÈ - VENHA RECEBER DEPRESSA OWORUNSERE - O GBA - TÈTÈ - RECEBA DEPRESSA OTURÁ – AYKÓ WA GBA TÉTÉ VENHA RECEBER DEPRESSAOTURUPON - OKARAN - WA GBA TÈTÈ - VENHA RECEBER DEPRESSAOKARAN - OIERU - WA GBA TÈTÈ - VENHA RECEBER DEPRESSA" OMO ODUS DE EJIONILÊ " "OSOGUIA1. OLAFIN2. ODOLUÁ3. KUDIRÉ4. SAGRIN5. EBUIM6. AKANJI7. YALANTE

8. EKIO9. SILIN10. KOKONISSE11. IRO12. SAKONAN13. SOÍA DA14. MOROSSE15. GEA16. DEJANISSÉ Observações Importantes:OSOGUIA foi o único Orixá que driblou a morte por isso ele é sempre chamado emcaso de muita aflição.Os odús vieram primeiro que os Orixás, o n.° 06 se ele não quer presente faz a pessoa perder tudo. Todos comem com ele e ele come com todos, ao afastar ou tirar qualquer outro odú. também deve imediatamente lhe agradar para que o que esteja respondendode forma negativa faça parir o bom.Para agradar Obara nunca se deve fazê-lo para uma só pessoa, sempre coletivo, o Tesmo para assentar, nunca para uma só pessoa. EBÓ OYA ONIRA1 Abóbora moranga4 búzios aberto4 nós moscada4 moedas 4 acarajés4 metros de fita vermelha4 metros de fita branca1 saco de morimFazer um buraco na ab ó bora, depois de passar no corpo da pessoa coloca-se dentrocom as fitas, por num saco de morim. Entregar a Oya Onira, no alto do morro 18 horasou 24 horas, acender velas e fazer os pedidos. EBÓ ENCANTAMENTO (AMARRAÇÃO)1 mamãoFita rosa e brancaCravoVela de 3 diasPartir o mamão no meio colocar os nomes regado a mel, em cima de um prato branco,amarrar com as fitas e enfeitar com os cravos após por num campo ou rio.EBÓ ENCANTAMENTO ( AMARRAÇÃO)2 ilés (pombo) casal1 punha1 prato branco2 metros de morimMelOs nomes da pessoa por os nomes no prato, atravessar o punhal no pescoço do casal de pombo, ao mesmotempo deixando o ej é (sangue) cair em cima dos nomes misturado ao mel, enrolar tudo no morim e pendurar numa árvore bem frondosa.


EBÓ ENCANTAMENTO ( AMARRAÇÃO)

1-ObiMel 1 vaso de planta sem espinho Fita branca e amarela3 vezes o nome um por cima do outro Açúcar Abrir o obi em duas partes, por os nomes, mel, açúcar, amarrar com as fitas por dentro do vaso e plantar, todo dia em jejum regar a planta e ir chamando o nome de fulano(a),quando conseguir a pessoa levar num rio ou na praia, entregar a Ogum.

PARA OGUM TRAZER UMA PESSOA DE VOLTA 1 oberó Farofa de mel Canjica por cima do padê1 acará aberto no meio (em cada banda colocar 3 vezes o nome da pessoa)1 miolo de boi (colocar por cima do acará)regar com azeite doce e a çúcar 3 velas1 garrafa de vinho doceOferecer a Ogun para que traga Fulano(a) de voltaEBO UNIÃO1 panela de barro2 quilos de canjica Dendê Me!Azeite doce1/2 It de leite de cocoCamarão seco9 velas Moedas correntes Pedidos a Yemonj �� , Ogum, união , amor, saúde e paz.EB Ó AMARRAÇÃO1 obiMel1 vaso de planta sem espinho Fita branca e amarela3 vezes o nome um por cima do outro Açúcar Abrir o obi em duas partes, por os nomes, mel, a çú car, amarrar com as fitas por dentro do vaso e plantar, todo dia em jejum regar a planta e ir chamando o norne de fulano(a),quando conseguir a pessoa levar num rio ou na praia, entregar a Ogum.


EBÓ DE SEPARAÇÃO (2)2 alguidásPólvora 1 casal de bruxo21 vezes o nome escrito (dos dois)Jogar a pólvora no alguidar com o casal no meio, tampar com outro alguidar, põe fogo edeixa queimar, põe e no bale (cemit é rio) ou encruzilhada.EBÓ DE SEPARAÇÃO (3)O nome da pessoa no coité, soca junto com pimenta malagueta, põe cachaça, após joga-se café fervendo por trás de uma porta onde tenha bastante sujeira, só despache após ver o resultado. EBÓ DE SEPARAÇÃO (4)1 garrafa de cachaça, 7 vezes o nome dentro , tampa-se, leva em uma encruzilhada ounum mato que não tenha bananeira. Ofereça a Exu Mularnbo e diz: " COMO ESSAGARRAFA ROLAR, QUE ROLE COM FULANO(A) DA VIDA DE .........(NOME),ROLAR DE MANEIRAQUEBRE A GARRAFA, E VIRE-SE DE COSTA E VAI EMBORA."EBÓ PARA TOMAR NOJO OU RAIVA DA PESSOA E SE AFASTAR 1 miolo de boi inteiro1 ovo1 boneco de pano ( com alguma coisa pessoal da pessoa )1 vela Procurar uma árvore seca, fazer um buraco no p é da árvore, por o boneco por cima domiolo ( o boneco sentado) e colocar o ovo e enterrar, acender uma vela e dizer assim: "COMO ESTA Á RVORE N Ã O GERMINA, ESTE MIOLO VAI APODRECER EESTE OVO VAI GORAR ASSIM QUE O FULANO(A) SENTE POR MIM VAISECAR."

ABERTURA DE CAMINHO ( CHAMAR CLIENTE )7 velas7 folhas de mamona Padê de dendê e de mel akaçáFeijão fradinho torrado Milho Torrado DeburuDar um frango ao exú da casa, só o ejé, por um pouco de padê de dendê, feijão fradinho,milho vermelho, deburú, akaçá em cada folha e por uma parte do frango em cada folha;cabeça, 1 pé, outra um rabo, a asa, outra 1 pedaço do pescoço, a cabeça na rua da casa virada para a rua principal e o resto ir distribuindo em cada encruzilhada, na volta vir jogando padê de mel na ma até a porta de cassa chamando cliente, dinheiro e etc.. Por no Ogum 1 prato de feijão fradinho 1 prato de milho vermelho


EBO CLIENTE7 folhas de mamona com; padê de mel, dendê,7 akaçás vermelho7 akaçás branco7 moedas1 obi roxo partido em 7, colocar em 7 encruzilhadas pedindo abertura de caminho.EBÓ OKARÃ ESU

7 padès diferente3 akaçás7 acarajés7 punhados de deburú7 velasVá metro branco, preto e vermelho1 frangoE eBÓ DE ESÚ NA RUA cartucho de pólvora garrafa de cachaça ou champanhe CHARUTOS, CIGARROS Ebó Para Fins Amorosos Tendo um coração de boi, parta-o em quatro pedaços. Regue-o generosamente com mel de abelha, tendo o nome da pessoa visada dentro. Coloque o coração assim preparadodentro de um alguidar e ofereça a Ogum, em um Terça-feira. Ebó Para Atrair Clientes Fumo de rolo e açúcar. Defume o local dentro para fora e de fora para dentro. Repita este processo e não tarda seus efeitos surpreendentes.

Ebó Para Solucionar Problemas Torre feijão fradinho no azeite de dendê. Coloque-o na folha de mamona. Ebó Para Se Livrar De Pessoa Indesejável Cave um buraco, coloque o nome da pessoa ali dentro, e jogue sete punhados de terra por cima. Ebó Para Problemas Renais e Hérnia Coloque em uma quartinha, perfume, mel de abelha, e ao lado acenda uma vela branca.Toda Quinta-feira renove.Amalá de Oxalá Cabras, galinhas e pombos brancos. Canjica e acaçá de arroz com mel. Há também o"boi de Oxalá", espécie de caracol comestível. Suas bebidas: água, leite, mel e sumos de ervas.Amalá de Ogum Galos vermelhos, inhame assado acompanhado de feijão fradinho ou acarajé, ou ainda feijoada acompanhada de cerveja branca.Amalá de Oxóssi Porcos, galos e outros animais, de caça preferencialmente. Espigas de milho cozidas com mel, feijão preto, inhame, feijão fradinho torrado e milho cozido com cócoraspado. Bebida: mel, aluá, garapa, vinho doce, licores de frutas, além de outras bebidasfermentadas.Amalá de Xangô Galos vermelhos e carneiros. Caruru de quiabo, acarajé comprido e feijão preto acompanhado de farofa e arroz. Aluá e cerveja preta.


Amalá de Omulu

Bode, galo e porco. Aberém, o doburu e latipá. Bebida: sumo extraído de suas próprias ervas, vinho tinto, azeite de dendê e mel Amalá de Ibêji Frango(a) de leite. Caruru de quiabos, doces diversos, pirulitos, bolos, tortas doces, tudo isso enfeitado com fitas de cetim de cores bem vivas e diversificadas. Bebidas:refrigerantes, sucos, aluá, garapa e similares. Juntamente a tudo isso é bom que se coloque adequadamente, artigos de festas infantis, como: apito, chapéu de aniversário, brinquedinhos e outros.Amalá de Yemanjá Patas, galinhas e cabras brancas. Milho branco com mel, angu, manjares brancos, arroze comidas brancas de um modo geral. Bebida: Sumo extraído de suas próprias ervas,champanha clara e a também a água mineral puríssima.Ebó para o Amor Material:07 Maçãs vermelhas07 Botões de Rosas vermelhas07 Velas Vermelha e Branca04 galhos de pitangueiraMel07 Papéis com os nomes escritosColoque os nomes em cada maçã.Forme um círculo de maçãs numa bandeja.Ponha as velas e os galhos de pitangueira por fora do círculo de maçãs.Despeje mel por cimaDespache no mato acendendo as velas e fazendo seus pedidos e oferecendo á Yansã.Ebó de Oxum para Prosperidade Numa tigela de vidro coloque os ingredientes, obedecendo a ordem a seguir:08 Moedas;01 Punhado de Farinha de Milho;Mel;Água até a proximidade da borda da tigela;Perfume;Pétalas de Flores Amarelas.Deixe em sua casa ou no local de trabalho durante 07 dias. Despache num verde,reaproveite as moedas e a tigela de vidro.Peça á Oxum properidade e fartura. Para Afastar Pessoas Indesejáveis Torre numa panela velha os seguintes ingredientes:07 Grãos de Milho;07 Grãos de Feijão

07 Grãos de Amendoim:

03 Pimentas;Os nomes das pessoas indesejáveis escritos num papel.Chame pelas pessoas enquanto mexe na panela.Depois de torrado, triture até se transformar em pó.Assopre numa encruzilhada mandando as pessoas para longe de sua vida.Para Conseguir seus


Objetivos Pegue uma tigela de vidro e coloque no fundo um papel com seus objetivos escritos.Coloque mel por cima. Encha a tigela com água e 08 flores brancas. Guarde por 08 dias.Despache no verde. Faça todos os seus pedido á Oxalá.Para Estreitar Laços de Amizade e Melhorar o Relacionamento Familiar Material Camjica Amarela cozida;04 Quindins;08 Balas de Mel;Os nomes escreitos num papel.Arrume tudo numa bandeja e despache na praia fazendo seus pedidos á Oxum.Banho para Yemanjá Ajudar a Conquistar as Coisas que Deseja Material Água morna FOlhas de Pata de Vaca;Folhas de Tapete de Oxalá (boldo);MelFlores BrancasLave as folhas uma a uma, coloque-as numa bacia com água e de frente para a baciamacere as folhas esfregando uma na outra, pensando positivamente em seu objetivos.Acrescente 08 gotas de perfume. Tome o bnaho do pescoço para baixo. Neutralizar Pessoas Fofoqueiras Escreva o nome da fofoqueira num papel, enrole-o e coloque dentro de uma pimenta de dode-moça. Numa quarta-feira, deixe a pimenta fora de casa (no sereno, mas onde ninguém veja). Na sexta-feira, torre a pimenta, e transforme-a em pó. Jogue um pouco de pó nas costasda fofoqueira. Separar a Rival de Seu Amado 01 Maçã vermelha;01 Lâmina de barbear;01 Pedaço de papel;01 Vidro de boca larga e com tampa;Azeite de dendê.Faça na Lua Minguante. Crave a lâmina no lato da maçã. Em um dos lados do papelescreva o nome da rival e no outro do seu amado. Coloque o papel com os nomes nalâmina.Ponha a maçã dentro do vidro e encha-o com dendê.Feche o vidro, despache no verde ou quebre-o num cruzeiro. Saia sem olhar para trás.


EBÓ PARA OBTER BOAS OPORTUNIDADES E SER NOTADO NO TRABALHOOU NOS NEGÓCIOS

12 folhas de Iroko01 Amalá completo (12 bolas de inhame, 12 akasás, 12 abarás, 12 bicos de papagaio,12moedas, 12 orobos, 12 acarajés, 12 cocadas brancas, 12 quiabos inteiros, 12 pedaços de peito bovino, 12 pedaços de rabada, 12 folhas da fortuna.01 quartinha com agua03 velas de 12 horas01 gamela redonda01 tijela com ajebó (cortado em rodelas e cozido rapidamente com agua e banha de ori)Acender 12 pedras de carvão bem grandes, rodar todos os comodos com o carvão aceso,coloca-lo então no lugar onde será arriado o amalá, e por em cima das brasas muitoincenso importado, daqueles usados pelos padres em missa.Trazer então o amalá, cantando louvando e pedidndo tudo o que se precisa, peça aXango para elevar a sua vida, tirar empecilhos e inimigos ocultos e declarados.os orobos serão todos alafiados enquanto se pede as coisas a Xango, esse amalá éentregue a Oba Aganjú.As folhas de iroko serão postas embaixo da gamela, fazendo um circulo com as pontas para fora.Os outros ingredientes todos serão postos em cima do amalá.As moedas não serão despachadas, e sim guardadas no Xango da pessoa, ou em um poteonde se tenha favas de olho de boi e imã com uma figa.As velas serão acesas a casa 12 horas, completando assim 36 horas o amalá arriadodentro de casa, após esse tempo a pessoa retira as folhas de Iroko quina e toma banho dacabeça aos pés, e leva o amalá para uma pedreira.EBÓ PARA EXÚ ALAKETU TRAZER PARCEIRO DE VOLTA 1 cabaça, 1 miolo de boi, 1 ekodidé, 1 moeda, 1 pimenta dedo de moça, meio litro dedendê.Abrir a cabaça, por o nome da pessoa que se quer dentro, por o miolo por cima, enfincar o ekodidé no miolo, por a moeda por cima do miolo junto com a pimenta dedo de moçae despejar todo o dendê por cima, subir em uma arvore bem alta e por a cabaça na copadesta árvore, faça os pedidos ainda lá no alto, dizendo a alaketu que “assim como elevigia sua cidade do alto, assim ele vigie a sua pessoa amada também, e a traga de volta para você.” EBÓ PARA AMARRAR UM HOMEM A QUEM SE QUER.07 bananas d’água, palha da costa, cominho, azougue.Abrir cada banana ao comprido com casca e tudo, por o nome da pessoa que se quer junto ao seu dentro desta banana a comprido, fechar as bananas e amarra-las com a palha da costa.Por em um prato de barro, cobrir com o azougue, salpicar cominho por


cima, entregar numa barreira que tenha barro bem vermelho a oxeturá, com uma vela cinza acesa. EBÓ DE OYÁ FUNAN PARA REACENDER AMOR QUE SE ESFRIOU9 carvões em brasa grandes, 9 acarajés, 9 abarás, 9 moedas de cobre, 9 orobos, 1 amalá bem quente. por cima deste amalá por 18 vezes o nome do casal bem juntos, por cima dos nomes os

acarajés e os abarás, enfinque as moedas nos acarajés e os orobos nos abarás, entregue aos pés de xangô pedindo a oyá que em nome da pessoa que ela mais amou (xango) que aquela pessoa que está fria no amor reacenda como no inicio o amor.

EBÓ PARA TRAZER BONS VENTOS DENTRO DE SEU ILÊ 1 quartinha de barro;1 leque de palha;3 cabaças pequenas cortadas ao meio (igual a um copo);água de poço ou de mina;azeite de dendê;terra de bambuzal. Num canto da porta de entrada da sua casa (do lado de dentro), coloque a quartinha semnada dentro. Ao lado, ponha as três cabaças cortadas. A primeira, preenchida com aágua de poço; a outra, com azeite de dendê; e a última, com terra. Com o leque, bata trêsvezes na boca da quartinha (que deve estar destampada), pronunciando seu nome trêsvezes. Neste momento, você deve abanar todo o ambiente com o leque, pedindo paraque oyá traga bons ventos para seu lar; que a casa seja sempre positiva; que as pessoasmal intencionadas e espíritos desencarnados sejam afastados; e que todos os que alihabitam tenham prosperidade, fertilidade, harmonia, etc.Depois disso, coloque a terra, a água e o dendê dentro da quartinha, tampando-a.Deixe essa quartinha, com as três cabaças, no mesmo local, para proteger sua casa.

Ebó de Osalá

para tirar Ajé10 fitas Brancas com 1m4 m de Morim branco1 preá branca1 obi funfun1 vela brancaErvas: poejo, cana do brejo, funcho, macaça, folha de goiabaModo de Fazer:Dentro do mato, enrolar a pessoa toda no morim branco, jogar as fitas bancas por cimade seus ombros, sendo 5 de um lado e 5 de outro. Esfregar o obi na pessoa e abri-lo,sacrifique-o tirando o bruto, jogue-o na terra dizendo para ONILE que segure ali todo oajé, todo o mal , toda a feitiçaria que se encontrava naquela pessoa. Esfregue a preá dascabeças aos pés, solte-a pedindo a Baba de Osalá que dê vida longa e caminhos abertos para essa pessoa. Passe a vela apagada e jogue longe dentro do mato dizendo “ Estouapagando a força do inimigo, apagando a feitiçaria e apagando Iku.”. Retire as fitas e balance-as ao vento e ponha esticada numa árvore, desenrole a pessoa do morim e balance o morim ao vento, deixe-o esticando em uma árvore e dê as costas. Retornando para o Ilê. Chegando na roça tomar


banho cozido com as ervas acima citadas misturadascom efum africano. Tomar um chá de funcho adocicado.Comida a SorteUma galinha brancaUm peixe vermelho ou siobaCamarão grando frescoVinho BrancoVinho tintoVinho moscatel3 colobos de louça com mel / dendê / água3 colobôs de louça com efum / osun / wají7 pratos de louça

7 talhas de flores diferentesSacrifica-se a galinha para o Ogum do portão, corta-se em 6 partes tempera-se comcebola camarão e azeite doce e distribui cada parte em um prato, o peixe também é preparado com os mesmos temperos, assado na folha de bananeira ocupará o 7°prato.Chegando na praia, estende-se uma toalha branca e arruma-se a mesa como se fosse um banquete e oferece-se a sorte do Yawo. Chama-se Ajè Xaluga, neste momento de um banho no Yawo com a seguinte mistura: Sementes de girassol, arroz com casca, açúcar cristal e fava de imburana tudo em grande quantidade.Obs: Nos colobôs de dendê, mel e água servir um pouco de vinho branco, vinho tinto evinho moscatel.Presente as ÁguasUma talha GrandeColobôs com comidas de todos os orixás Brinquedos de crianças Espelhos Pentes Sabonetes Vinho branco Perfumes Doces Fitas de várias coresFlores2 galinhas brancas que são sacrificadas na água na hora da entrega do presente.Estando a talha pronta, coloca-se a mesma na cabeça da yawo, que deverá ficar de joelhos para recebe-la, e assim, a Yawo toda trajada de branco sai com a talha dacabeça. Antes de sair canta-se 3 cantigas para o orixá do yawo ao chegar na beira da praia, canta-se cantigas de Yemanja, Oxum e Nana. Por se tratarem de orixás Odo.Depois então faz-se a entrega do presente. Em seguida a entrega do presente, dá-se decomer a Sorte, tanto o presente as Águas como a comida a Sorte deve ser realizada num sábado ou quarta-feira de lua crescente ou lua Cheia.

EBÓ TÓYA KÓSÌ REMOVER DOENÇAS, PRAGAS, FEITIÇARIAS, BAKU EEGUNMaterial:1 Vara de bambu que deverá ser partida, ao comprido, em 4, pega-se 1 parte destes 4 econfecciona-se na ponta deste uma espécie de ponta de flecha, lembre-se embora partidaem 4 esta vara continuará com seu comprimento que normalmente chega a 2metros, asvezes até 3.Pinta-se 1 alguidar número 05 e 1 quartinha com tampa sem alça de Efun, Ossun eWají.1 Galinha D‘Angola1 Ekuru1 Acaçá1 Acarajé1 Aberém1 Bola de Canjica1 Bola de Feijão Preto1 Bola de Arroz1 Ovo

1 Bola de Farinha Tudo isso em Tamanho exagerado,E 1 Bacia de Pipocas.1 Estoura Balão (Fogos)Modo de Fazer:Levar o Filho de Santo no mato, no pé de uma Árvore Frondosa. Entregar na mão direita dele a Galinha D’Angola que será segura pelas Patas. Na mão Esquerda a Varade Bambu, o Alguidar pintado nos Pés da Árvore e Junto a Quartinha sem nada dentro


apenas tampada, e pede-se ao Filho de Santo para mentalizar tudo que deseja que saiada Vida dele e do Corpo. E vai se passando todas as comidas começando pelas comidas escuras e terminando com as Pipocas. Ao terminar de passar todas as comidas, o Filho de Santo encosta a Lança de Bambu rente ao Tronco da Árvore, na mão esquerda então,ficará a quartinha. Tira-se a Tampa, pede-se ao Iyawo fale com a boca dentro daquartinha pedindo para sair tudo de ruim da vida dele,tampa-se a Quartinha e manda-seo Iyawo atira-la ao chão para que se quebre. O próprio Iyawo faz um Sarayê com a Galinha em seu Corpo e a Joga bem longe com toda a Força. Neste mometo, dá-se namão do Filho de Santo o Estoura Balão que será apontado para bem longe botando paracorrer então todas as mazelas que estavam na vida daquela pessoa. Durante todo o processo deste ebó, canta-se para Omolu. EBÓ ESÚ PARA TRAZER DE VOLTA PESSOA SEQUESTRADA OU PRESAMaterial:1 gaiola sem uso;3 passarinhos;3 kilos de Canjica cozida3 cabacinhas cortadas;mel;azeite de dendê; pinga;1 peça de roupa da pessoa.Modo de fazer:Trate dos passarinhos em sua casa, por pelo menos 3 dias.Faça essa oferenda na mata, num local onde tenha terra. Antes de entrar na mata, vocêdeve oferecer a Exú as três cabaças (uma com mel, a outra com dendê e a última com pinga). Fale em voz alta, dizendo o que veio fazer, e peça agô, a Exú, para entrar namata.Feito isso, limpe o local onde você vai fazer a oferenda. Faça um círculo no chão paracolocar a gaiola com os passarinhos. Coloque em cima da gaiola a peça de roupa da pessoa. Solte o primeiro passarinho, pedindo para Exú encontrar fulano de tal(pronunciar o nome completo). Solte o segundo pássaro, pedindo que a pessoa sejalibertada. Quando soltar o último pássaro, peça que a pessoa venha a salvo até sua casa(fale em voz alta o endereço).Quebre a gaiola totalmente e cubra com bastante ebô , deixando-a no local.Assim que a pessoa retornar, ela deve usar a peça de roupa que você utilizou naoferenda.Obs.: Em agradecimento pelo regresso do ente querido, deve ser copado um Cabritocalçado para Exú.

EBÓ PARA TER ÊXITO E MOVIMENTO EM CASA COMERCIAL E ILE ASÉ MATERIAL:

21- obi-21 orogbo01 litro de gim01 garraga de azeite de dendêEwe Ireke (folha de cana de açúcar)Ewe Epa (folha de amendoim)Ero Osun (solanaceae)Epo Odu (erva moura)Ogede Omini (bananeira)Iyo (sal) MODO DE FAZER: Soque num pilão todas as folhas misturando-as aos outros materiais. Em seguida, abrauma fenda no meio da casa comercial e enterre esta massa, enrolada em um pano branco. Cubra a fenda.Esta oferenda deve ser direcionada a Esu, guardião dos templos, casas cidades e pessoas, e intermediário entre os homems e os deuses.EBÓ PARA ATRAIR FORÇAS DAS DIVINDADES AFRICANAS PARA ILÈ ASÉMATERIALUma vasilha branca9 moedas (se for homem)7 moedas (se for mulher)20 gotas de azeite de dendêSal grossoGim


MODO DE FAZER: Na vasilha coloque água e as moedas. Acrescente sal grosso, gim e o azeite de dendê.Deixe e vasilha no pé de Esu se o tiver assentado, caso contrário, coloque na sala edeixe de uma dia para o outro.Faça o pedido à Iyá mí entregando esta oferenda em troca de prosperidade para você eseus filhos de santo.Faça seu pedido saudando a Elá:Elá Boru!Elá Boye!!Elá Bosise!!!ÈBÓ PARA ARRUMAR EMPREGOMATERIAL2 Inhame Da costaDendê1 Obi roxo2 PratosDanda da costa em pó14 Folhas de fortuna

2 Favas de Èsú1 Alguidar 7 OvosBastante moedas MODO DE FAZER:Os dois inhames da costa devem ser bem cozidos, e sua água é para tomar um banho aofim desta obrigação. Então pegue os dois pratos e coloque um do lado do outro, amassecada inhame em cada prato, com suas próprias mãos e junte ao inhame, um pouco dedendê, os 2 obi roxo ralados, danda da costa em pó, folhas da fortuna 7 em cada pratotriture bem, as 2 favas de Èsú raladas uma em cada prato, então após o banho, ou sejano outro dia de manhã em jejum, passe esta massa em todos os dois pés, entre os dedosenfim passe bem, coloque uma meia, e fique com este ebo nos pés no mínimo por 4horas, fazendo seus pedidos a Èsú caminhos de emprego rapidamente, passado este período, retire tudo e coloque dentro do alguidar, cubra com bastante dendê e quebredentro 7 ovos, leve e coloque em uma estrada de grande movimento e que você não vejaseu final, jogue por cima de tudo bastante moedas, novamente peça a Èsú dinheiro, ecaminhos de emprego. ÈBÓ P/TIRAR QUEIMAÇÃOMATERIALPanela de barro9 Ovos9 CebolasDendêPeneira pequenaMelMorim branco MODO DE FAZER:Pegue uma panela de barro coloque em sua frente, passe em todo o corpo 9 ovos, e as 9cebolas, coloque dentro desta panela e cubra com dendê, em seguida coloque a peneirana boca desta panela e derrame o mel, e peça as forças da Terra que tire tudo de ruim desua vida, ebo, feitiços, olho grande e queimação, e que seus inimigos não possam lheenxergar. Este ebo será feito em local de mato queimado e/ou seco, e que tenhaformigueiro perto, então cubra com o morim branco, e ao chegar em casa tome banhocom sabão da costa e/ou sabão de coco.Após o Ebó prescrito acima aconselha-se a fazer o seguinte banho abaixo --->> BANHO FORTALECER ORIMODO DE FAZER: Pegue água de coco verde, quine dentro de uma vasilha com folhas de algodoeiro,elevante, e tome este banho varias vezes sempre ao amanhecer, antes tome banho comsabão da costa e/ou sabão de coco, após feito isto tome banho com as ervas, logo aseguir coloque um akasa em sua cabeça e amarre com um morim branco e fique pôr duas horas, depois leve em um jardim e coloque em baixo de uma arvore.Apêlo as Almas Ciganas que morreram queimadas para obtêr RiquezasPanela de cobre velha1 Punhado de Cinzas de fogueiraPétalas de 21 rosas brancasEssência de Nardo


Benjoim importado Turíbio1 Vela na altura da pessoa na cor brancaEm uma praça pública bem ao centro desta depositar a panela de cobre e preenche-lacom as cinzas, acenda a vela, e o turíbio, ponha o benjoim para queimar no turíbio, e vaise fazendo pedidos.Comece a espalhar as pétalas sobre as cinzas, e por cima desta a essencia de Nardo,clamando nesta hora pelas Almas Ciganas que foram perseguidas e queimadas pelainquisição, pedindo sorte, saúde e prosperidade !Durante todo o tempo bater palmas ... Restituição da Riqueza e Atração do Dinheiro1 Bacia com água do Mar 1 Bacia com água de Mel1 Bacia com leite de Cabra1 Bacia com açucar Cristal21 Favas de Jucá21 Moedas de cobre correntes1 Corrente de aço1 Vidro de água de laranjeira1 Vidro de água de sandalo Modo de Fazer:Embaixo de uma árvore sêca acender um fogareiro, pôr a corrente para esquentar,quando já estiver bem vermelha a corrente pelo fogo, joga-la na agua do mar que seencontra na bacia, tomar banho da cabeça aos pés com a água do mar, pedindo-se paralivrar-se de todas as pragas e malefícios que impede a pessoa de Vencer na vida !Procure uma árvore frondosa e antiga, acenda 2 velas dos 7 nós uma de cada lado da árvore, e comece a banhar-se com o leite de cabra, com a agua de mel misturada comflor de laranjeira, sandalo, moedas, favas de juca, da cabeça aos pés.Em seguida jogue todo o açucar cristal para o alto na copa frondosa da árvore, pedindo por emprego, sorte na vida e brilhantismo profissional.OBS: A Corrente que se encontrava na agua do mar, será enterrada aos pés da arvoreseca após o banho de agua do mar. Defumações e Banhos Defumação para descarregar casa ou comércio:Misturar mirra, incenso, bejoim, aniz estrelado, breu, alecrim e alfazema e colocar numdefumador aceso com carvão. Defumar do fundo da casa para a frente; no final,despachar num verde e deitar um copo de água por cima.Defumação para abrir caminhos:Misturar num recipiente três colheres de açúcar, três colheres de café em pó, trêscolheres de canela moída e sete folhas de louro seco. Defumar a casa da frente para ofundo fazendo os seus pedidos. Aconselho a fazer a defumação para descarregar à noitee no dia seguinte, pela manhã, ao nascer do sol, fazer esta defumação


para chamar dinheiro, freguesia e tudo que é bom.Banho para descarregar o corpo:Colher pela manhã: levante, manjericão, alecrim, guaco, malva cheirosa, espada de são

Jorge, espada de santa Catarina, orô, oito folhas de ameixa, um punhado de folhas de pitangueira, gervão, sete ramos de arruda, guiné, oito folhas de boldo e folhas dealfazema. Colocar numa panela grande e deixar a ferver por catorze minutos. Apague olume e deixe arrefecer até ficar em boa temperatura para fazer o banho. Ponha o líquidosem as folhas num balde, entre na banheira ou no duche, colocando-se de pé dentro deuma bacia, vá despejando o conteúdo do balde por cima do corpo com uma caneca, façaos pedidos para os bons guias retirarem todos os males do vosso caminho etc. Peça aalguém para deitar a água do banho que ficou na bacia num verde ou em água corrente. Nota: Este mesmo preparado pode ser utilizado para lavar a casa (do fundos para afrente) para descarregar. Neste caso, em vez de ferver, as ervas também podem ser maceradas, piladas, com água, o efeito é melhor ainda. Também encontrará estas ervasem bons mercados ou ervanárias, caso você não tenha como colhê-las você mesmo.Banho para atrair bons fluidos:Misture dinheiro em penca, folhas de dólar, folhas de malva cheirosa, folhas de laranjeira, folhas de elefante, folhas de manjericão, folhas de fortuna, macere estas ervas com água e coe, misture um pouco de água quente para que a água fique numa boa temperatura para o banho. Coloque num balde entre na banheira ou no duche,colocando-se de pé dentro de uma bacia, vá despejando o conteúdo do balde por cimado corpo com uma caneca (nunca deite nenhum tipo de banho na cabeça). No final,despeje o conteúdo da bacia no seu quintal. Se quiser lavar a casa com este preparado deve lavar da frente para o fundo e despeje o resto no fundo do quintal. Nota: Como é um banho para atrair bons fluidos não deve ser despachado do lado defora do pátio ou da porta de casa, caso você more num apartamento, sugiro que deixeum vaso grande com plantas verdes numa área onde possa despejar estes banhos.Banho para o amor:Cozinhar um quarto de quilo de canjica amarela com bastante água, após estar cozida,coar e colocar o líquido a ferver com folhas de pitangueira por mais dezasseis minutos. No final deste tempo, acrescente dezasseis gotas de um perfume a seu gosto, pétalas deuma rosa branca, uma vermelha e uma amarela. Tome o banho do pescoço para baixo.Ponha a canjica numa bandeja forrada com papel amarelo e leve a uma praça. Coloquedebaixo de uma árvore e despeje o resto do banho em volta da bandeja, fazendo pedidos enquanto isso. Se puder , deixe um vela branca acesa. Nota: Este banho é indicado para fazer antes de sair para festas ou lugares onde vocêquer chamar a atenção para o amor. Faça-o antes de receber o companheiro(a). Mais Alguns TrabalhosXangô Aganjú Para passar em concursos e provas:01 gamela de madeira06 bananas catarinas01 vela vermelha01 vela branca01 vela marrom-mel-pedidos escritos 6


vezesPegue a gamela, coloque as bananas descascadas dentro da gamela, em baixo de cadauma o papel com o seu pedido, leve a um verde de preferência onde tenha uma pedragrande para você colocar a gamela em cima, escreva o seu nome em cada uma das velase depois de colocar a simpatia sobre a pedra ,ascenda as velas e peça muita protecção eauxílio quando você estiver prestando à prova.

Para Xangô Agodô – Justiça 01 gamela de madeira12 bananas catarinas03 maçãs (vermelhas)-fita branca-fita vermelhamel-pedido escrito em uma folha de papel com caneta vermelha-1 vela de 7 dias branca e vermelhaEscreva o seu pedido em uma folha de papel com a caneta vermelha ,enrole o papel coma escrita para dentro, amarre com as fitas e coloque no centro da gamela, descasque as bananas e coloque-as sobre o papel, arrume-as para que você possa colocar no centro astrês maçãs, regue com um pouquinho de mel e leve a um verde onde haja uma pedra,coloque a gamela sobre a pedra e peça a Xangô que lhe ajude a vencer este processo.Para atrair um novo amor:Canela-em-pauCravo-da-índia Noz-MoscadaFlor de LaranjeiraFolhas de PitangueiraPétalas de 1 Rosa VermelhaÓleo de AmêndoasÁguaFerva a canela, o cravo, a noz-moscada e as folhas de pitangueira. Apague o lume eacrescente as flores de laranjeira e as pétalas de rosas. Abafe e deixe arrefecer. Tomeum banho higiénico, depois o banho atractivo do pescoço para baixo, mentalizando a pessoa que você deseja ter a seu lado; logo após, passe o óleo de amêndoas nas suaszonas erógenas, pedindo para que a pessoa amada permaneça sempre em seus braços.Para aproximar quem está distante:01 abafador de barro01 maçã01 par de alianças01 pedaço de favo de mel-fita vermelha-fita branca-algodão01 vela vermelhaPegue o favo de mel, abra no meio com uma colher e escreva o nome do casal a lápisem um papel, dobre e coloque dentro do favo. Amarre as alianças com as fitas e amarreo favo também com estas fitas, faça um buraco na maçã com a colher, coloque o favodentro, forre toda a maçã com bastante algodão, coloque dentro do abafador e reguecom muito mel, tape o abafador, ascenda a vela ao lado, após a vela queimar plante estasimpatia em um vaso de folhagem, sem espinhos.Magia para o amor:01 vidro de boca larga, pelo qual possa passar uma maça inteira sem ferir a fruta;Uma maça bem bonita e vermelha;MelSete fitas de cores variadas, excepto preto.Uma vela branca Nome do casal.


Corte o tampo da maça e esvazie o miolo. Escreva no papel o nome do seu amor, por cima, escreva o seu próprio nome, tornando o primeiro ilegível. Ponha o papel dentro damaça, depois de fazer com ele um rolinho, despeje por cima um pouquinho de mel.Ponha no lugar o tampo da fruta e prenda-o amarrado à maça com as sete fitas, dandosete nós bem apertados. Se não usar as fitas prenda a tampa na maçã atravessando asduas partes com o galho, como se ele fosse uma flecha. Ponha a fruta dentro do pote eencha-o com mel; fecheo a seguir com a tampa. Na noite de Lua crescente ou cheia, enterre o vidro junto ao pé de uma árvore florida,acendendo a vela ao lado. Se preferir, guarde o vidro no fundo do seu guarda-roupa(onde ninguém a ache) ou mesmo enterre-o na entrada de sua casa.

Mais Ebós e Oferendas

Os Ebós são oferendas feitas para Orixás, Odús e outras divindades para diversas finalidades, sejam elas feitas para apaziguar algum problema, sejam feitas em forma de agradecimento de alguma graça atingida, por alcançar algum objectivo ou simplesmente como forma de agradar às divindades que se cultuam. O princípio do Candomblé baseia-se no Ebó, nas oferendas propiciatórias obtendo a redistribuição do Axé emantendo o seu equilíbrio vital.Abaixo seguem alguns Ebós que o poderão ajudar em algumas situações da sua vida, noentanto, sempre que possível, é preferível recorrer a alguém que tenha fundamento no Candomblé para os realizar de forma correcta. Ebó para Ògún Para abrir caminhos, trazer dinheiro, prosperidade1 inhame assado, 1 alguidar médio, 21 moedas correntes, 21 taliscas de mariô (folha de palmeira), 1 acaçá branco (bolinho de milho branco misturado com água, envolto emfolha de bananeira), 1 acaçá vermelho (igual a acaçá branco, porém com farinha de milho amarela), azeite de dendê e mel.Como Preparar: Asse o inhame na brasa. Se necessário, raspe um pouco para eliminar o excesso de negrume. Colocar dentro do alguidar. Vá enterrando os talos de mariô echamando por Ogum, Faça o mesmo com as moedas. Coloque os acaçás, um em cada ponta do inhame. Regue com um pouco de dendê e mel, 1 pitada de sal. Acenda umavela e faça os seus pedidos a Ogum. Deve-se colocar no muro, ao lado do portão, ou no chão, na entrada do portão. Se você morar num apartamento, coloque dentro da sua casa, atrás da porta de entrada. Deixe 7 dias e após, despachar aos pés de uma árvore frondosa.Presente para Oxum


Para acalmar a pessoa amada 5 batatas inglesas, mel, azeite doce, açúcar mascavo, 2 velas.Como Preparar: Cozinhe as 5 batatas inglesas sem casca. Deixe esfriarem. Coloque um pouco de mel, azeite doce e açúcar mascavo em um prato de louça, vá amassando as batatas com as mãos e misturando tudo. Faça isso pensando na pessoa amada. Dê umformato de coração à massa. Acenda 2 velas amarelas de 30 cm ao lado. Ofereça aOxum Aparà.Ebó para Exú LonanAbrir Seus Caminhos, para tirar feitiço, olho-grande, inveja1 metro de pano vermelho, 1 alguidar médio, 7 velas brancas, 1 bife de boi cru, 7moedas actuais, 7 búzios abertos, 1 farofa de dendê, com uma pitada de sal, 7 limões, 7

acaçás vermelhos, 7 ovos vermelhos, 1 obi.Como Preparar: Abra o pano em sua frente. Acenda as velas. Passe o alguidar pelo seucorpo e coloque-o em cima do pano. Passe os ingredientes no corpo, pela ordem acima.Por último, abra o obi, e leve-o até a sua boca, fazendo seus pedidos. Deixe-o em cimado Ebó. Feche o pano. Este Ebó tem que ser despachado numa rua de muito movimento,onde tenha muitas casas comerciais. Oferenda a ExúMaterial: Farinha; Azeite de dendê; Mel de abelhas; Farinha de milho branco; Fígado,coração e bofe de boi; Cebola; Camarão seco socado; Um alguidar.Modo de fazer: Faça uma farofa com dendê, uma com mel e uma com água,separadamente. Faça o acaçá branco cozinhando a farinha de milho em água, deixe amassa bem consistente, depois coloque em um pedaço de folha de bananeira e enrole.Deixe esfriar. Corte os miúdos de boi em pedaços pequenos e coloque para refogar comdendê, cebola, um pouco de sal, o camarão e rodelas de cebolas. Coloque as farofas noalguidar sem misturar muito, ponha o refogado de miúdos sobre a farofa e coloque oacaçá no centro. Oferece-se para Exú pedindo o que se quer. Coloque numa praça bem movimentada.

Ebó Para Iansã - Oyá Onirá

Material Necessário:1 Abóbora moranga, 4 Búzios abertos, 4 Noz moscada, 4 Moedas,4 Acarajés, 4 Metros de fitas vermelha / Branca, 1 Saco de pano.Modo de Fazer: Fazer um buraco na abóbora, colocar o resto das coisas, depois de passadas no corpo. Tapar a abóbora, amarrar com fitas. Entregar a OYÁ ONIRA no altode um morro, às 18:00 ou 24:00 horas, acender e pedir tudo de bom. Ebó Para Resolver Problemas Difíceis


Material Necessário:2 Acaçás Brancos, 2 Ovos Brancos, 2 Quiabos, 2 Moedas, 2Conchas, 1 OberóManeira de Fazer: Passa-se tudo no corpo e coloca-se num Oberó, colocar bastante mele arriar numa praça e pedir a MEGE ou MEGIOKO que traga tudo de bom eem dobro. Este Ebó tem que ser feito com 2 pessoas, acompanhadas de duas crianças. Nota: Este Ebó só pode ser feito nas terças-feiras.

Ebó de União Amarrações

Este é um dos temas mais polémicos de que podemos falar, não só no enquadramentodo Candomblé, como de qualquer prática religiosa que utilize rituais de magia. Cabe em primeiro lugar salientar que a magia, como tudo na vida, tem o seu lado bom e o seulado mau, ou se preferir-mos, o seu lado positivo e o seu lado negativo, e cabe a cadaum de nós escolher a utilização que lhe queremos dar.Está na natureza humana a constante luta por conseguir tudo aquilo que pretende, desdeos objectivos mais elevados, até àqueles que nem vale a pena descrever… de tãoignóbeis que podem ser. E uma vez mais, aqui, também é a nossa escolha que prevalece.Somos nós que escolhemos as nossas metas e os nossos objectivos, e por isso, cabe-nosa nós também escolher os meios. E se não é tão questionável que os fins justifiquem os

meios, devemos de facto preocupar-nos com os meios que escolhemos para atingir osnossos fins, porquanto, pelo caminho, estão quase sempre em jogo pessoas… e atévidas!Particularmente no Candomblé, e porque esta página a ele é dedicada, a prática derituais de magia é uma constante, mas, vamos então analisar como ela é utilizada ecomo deveria ser utilizada.Os Ebós, as Oferendas e as Simpatias, são algumas das formas de magia que utilizamos,mas estes, todos eles sem excepção, foram criados originalmente com o intuito decorrigir alguma situação errada na vida de uma pessoa e para tal pode-se recorrer aoauxílio de diversas entidades; em primeira linha aos Orixás e depois, a outras entidades,que pelo seu estado evolutivo e pelas suas características, se assemelham mais a nós,humanos – aqui enquadram-se os Exús pagãos, as Pombagiras e os Caboclos – e estãode facto num plano mais próximo de nós.Qualquer destas entidades pode ser uma mais valia na vida de uma pessoa, pois o seuauxílio chega sempre, e se devidamente tratados são nossos aliados preciosos.Mas a magia, como já referi, também tem as duas faces da moeda, e a quem a pratica, énecessário, diria mesmo essencial, conhecer os dois lados, tornando-se mais uma veznecessário escolher o lado que se vai utilizar, e esse lado deve ser sempre o lado positivo e construtivo.Poderíamos aqui, a título de exemplo, encarar como um veneno, que pode ser utilizadoe para o qual é necessário conhecer o antídoto: é do próprio veneno da cobra que secriam os antídotos que são utilizados para curar quem é picado por ela - na magia,grosso modo, também temos que conhecer tanto o veneno como o antídoto, porque parase tratar ou curar alguém que tenha sido atingido pela magia negativa, é


necessáriosaber contrapor com a magia positiva.Obviamente, não vou aqui explicar - nem o poderia fazer - os detalhes desseconhecimento, o importante é que fique claro que quem mexe com um lado tem queconhecer o outro. Embora não pertencente ao Candomblé, m dos magos maisconhecidos de sempre - São Cipriano - começou por ser um dos melhores magos que jáse conheceram a manejar a chamada Magia Branca, mas de igual modo, mais tarde nasua vida, virou, e tornou-se um dos mais temidos e eficientes magos da Magia Negra.Também para ele isto só foi possível porque tinha conhecimento verdadeiro e profundode como os dois lados funcionam.Portanto, assim como se pode Amarrar, também se pode sem dúvida Desamarrar, masisto só é possível a quem tenha verdadeiros e fundamentados conhecimentos.Convenhamos no entanto que não são muitos aqueles que estão verdadeira mente capacitados para isto, portanto, quando pensar em fazer ou solicitar uma Amarração, pense, não duas, não três vezes, mas muitas vezes naquilo que está a pedir, ou vai fazer, pois você jamais terá a garantia de que o seu pedido possa ser atendido devido a um conjunto de factores que podem estar envolvidos e que você certamente desconhecerá.Ao fazer uma Amarração, você não só estará a pedir algo para si, como estará a mexer com a vida de outra pessoa, e de alguma forma forçando-a a agir de uma maneira queela muito provavelmente não quer, não de forma voluntária e consciente. Quando issoacontece, muita coisa se altera, e por vezes os resultados não são nada satisfatórios e sãoaté perniciosos para a vida das pessoas envolvidas.Imagine uma situação em que você quer muito ficar com uma outra pessoa e faz uma Amarração para conseguir o seu intento. Imagine agora que uma segunda pessoa está interessada nessa mesma pessoa para quem você fez a Amarração e resolve também, para conseguir o seu intento, fazer também uma Amarração. Como é que fica essa pessoa que está pelo meio? E você, vai conseguir o seu intento? Ou é a outra pessoa que vai conseguir?Este tipo de situação não é inédito, é até cada vez mais comum, dado que são cada vezem maior número as pessoas que recorrem a este tipo de magia (embora a maioria jamais vá admitir que o fez!), e garanto que daqui não sai nada de bom para nenhuma das partes envolvidas, só confusão e mais confusão e muita dor. Cria-se assim um ciclo vicioso, e nenhuma das partes vai sair a contento.Ainda que posteriormente seja feita a magia para Desamarrar, entretanto, já muita coisa aconteceu que não tem retorno e já nada voltará a ser como era antes, ainda que a Desamarração seja um sucesso.Amarração mexe com o destino da pessoa, e nós simplesmente não temos o direito deimpor a nossa vontade na vida e no destino dos outros.Esta forma de utilizar a magia não é de todo uma forma positiva. Está na hora de todos perceber-mos isto e agir-mos em conformidade.Gostaria, de uma vez por todas, que os verdadeiros adeptos e/ou praticantes do Candomblé, independentemente do posto que ocupem, se negassem determinadamente a aceitar este tipo de trabalhos que constantemente nos pedem, ou sequer de pensar neles como uma solução para as nossas vidas, porque não é de facto uma solução; mais que não seja, pelas consequências kármicas que lhes são inerentes e que o nosso lado espiritual jamais deve esquecer - chama-se Lei do Retorno!Há sempre uma forma difrente de ajudar as pessoas… pelo lado positivo!Axé!Pequenos Trabalhos Hoje deixo aqui mais alguns trabalhos que lhe poderão ajudar a melhorar alguns aspectos da sua vida.Para afastar pessoas invejosas e indesejáveis:Você vai precisar de:01 vassoura de carqueja ou de palha Varra a sua casa ou comércio dos fundos para a frente, mentalizando as pessoas que


você gostaria que se afastassem de você, vá pedindo a São Roque:”eu não estou tirando a sujeira de dentro da minha casa e sim estas pessoas que me fazem mal”. Pegue o lixo ea vassoura, leve a um verde e despache.Para Afastar Doenças:01 vassourinha de palha07 dentes de alho01 pedra de carvão01 saquinho de tecido lilás01 fita lilás01 punhado de pipoca (em grão)01 papel com os nomes de todos da família Coloque dentro do saquinho lilás: o papel com os nomes ,o alho, o carvão, e a pipoca, amarre o saquinho com a fita e amarre-o navassourinha, guarde no alto e procure nunca mexer ,no próximo ano despache este emum verde e faça outro. Peça a Ossaim muita saúde e protecção para a sua família. Protecção da casa:01 fita vermelha01 chave07 moedas07 grãos de milho 01 saquinho de tecido vermelho Coloque dentro do saquinho: a chave, as moedas e os grãos de milho, amarre com a fita vermelha e pendure por cima da porta de entrada da sua residência ou comércio, pedindo protecção, fartura e bons negócios.Abertura profissional:01 bandeja papelão pipoca estalada (sem sal e sem açúcar)07 papéis com os pedidos escritos07 velas vermelhas07 chavesForre a bandeja com a pipoca, escreva os pedidos referentes à parte profissional em 7 papéis, enrole cada papel em uma chave e coloque dentro da bandeja formando um círculo, sendo que a ponta da chave fica voltada para fora, leve a uma encruzilhada e peça a Exú Bará que abra os seus caminhos para que consiga um emprego ou uma promoção, etc. Casamento Materiais necessários:Uma fotografia do casal;Uma tigela branca;1 par de alianças;½ kg de açúcar cristal;½ kg de arroz com casca;½ metro de fita cor de rosa;Duas velas, brancas.Maneira de fazer: No fundo da tigela colocar a fotografia e por cima as alianças. Cobrir com o açúcar cristal, cobrindo tudo com o arroz. Em seguida unir as duas velas e amarra-las com afita. Acender as velas, pedindo a YEMONJA união e casamento. Amaração Materiais necessários:Uma Batata doce, grande;1 Carretel de linha verde;1 Carretel de linha branca;Uma tigelinha;mel;Água de Flor de Laranjeira;Açúcar Cristal;Duas Velas de Sete Dias.Maneira de fazer:Pegar a batata doce, cortar sem separar, longitudinalmente, e colocar dentro o seu nomeescrito por cima do/da, outro/outra,a lápis, 8(oito)vezes. Amarrar com a linha verde e branca e colocar dentro de uma tigelinha, regando com mel, àgua de flor de laranjeira,açúcar cristal e acender duas velas de sete dias, colocando uma de cada lado da tigelinhae dizer:" OSÙMÀRÈ!, assim como o senhor não vive sem FREKEN, fulano/fulana nãoviver;a sem mim. OSÙMÀRÈ!, assim como as cobras se arrastam, fulano/fulana há dese arrastar para mim. Após sete dias enterrar.Acabar com briga em casa.


Materiais necessários:

1 Pombo branco;1 Metro de fita branca;1 Imã;Azogue;7 Moedas correntes;Mel;Água mineral;1 Obi Uma tesourinha.Maneira de fazer:Amarrar a fita no pé do pombo, passar, simbòlicamente na casa e solta-lo, afastado do portão.Após 7 dias, colocar atrás da porta, que é mais usada, uma quartinha de barro e dentro dela 1 imã, azogue, 7 moedas correntes, lavadas, mel, água mineral e uma tesourinha aberta. Pegar um OBI, abri-lo com a unha, tirar o broto com os dentes, jogar o OBI atéque dê ÀLÁFIÀ.Para acalmar filhos.Materiais necessários:Uma canjica;12 quiabos;Algodão;Água mineral;Mel;Açucar cristal;Duas velas.Maneira de fazer:Acender a vela e num papél liso escrever, a lápis, seu nome por cima do nome da criança.Cozinhe a canjica, escorra, e coloque, por cima, o papel com os nomes, pedindo..., por cima do papél coloque ,também, um Ajabó com os nomes escritos 8 vezes, cobrindo tudo com algodão, deixando no alto, com uma vela acesa, pedindo a XÀNGÓ para acalmar a cabeça de ..., o anjo da guarda de ... parar de perturbar, etc... ." Maneira de fazer o AJABÓ: 12 quiabos cortados em cruz, bem pequenas, águamineral, mel e açucar cristal. Bater bem, com a mão direita, pedindo a XÀNGÓ ".Saúde/Pronta Recuperação Materiais necessários:Uma tigela branca;Açúcar cristal;Milho de canjica;Algodão;Uma vela de 7 diasManeira de fazer:Cozinhar uma canjica com açúcar cristal. Escrever, a lápis, 8 vezes o nome da pessoadoente, colocar na tigela e cobrindo com a canjica( fria ). Em seguida cobrir a canjica com algodão, acendendo ao lado a vela, pedindo a ÒÒSÀÀLÀ saúde e pronta recuperação.Salvar uma vida Materiais necessários:Um pedaço de pano branco, virgem;

Uma vela;Uma moeda,lavada;1 quiabo;1 ôvo branco.Procedimento:Com o pedaço de pano fazer uma trouxinha, colocando dentro a vela, a moeda o quiabo e o ôvo. Em seguida, passar a trouxinha na pessoa da cabeça para os pés, de uma só vez,não pode retornar. Colocar a trouxinha na porta de uma igreja cujo santo seja masculino. Ao chegar em casa, tomar um banho com água de flor de laranjeira.Para o marido ser fiél.Materiais necessários:Um pouco de leite de peito de mãe recém parida.Maneira de fazer:Despeje o leite em uma vasilha, fique de cócora sôbre uma mesa e lave suas partes íntimas. Após esta operação, derrame o líquido em um copo. Logo após coloque-o na geladeira.Quando surgir uma oportunidade dar ao seu marido para beber, adicionado aocafé. O líquido restante dar a um animal que goste


muito de você . Exemplo: gato ou cachorro.Marido sair de casa.Materiais necessários:Um pouco do cabelo dêle;Um pouco de unha dêle;1 saquinho de pano, virgem;Pimenta do reino.Maneira de fazer:Coloque no saquinho os cabelos , as unhas e misture com pimenta do reino. Enterre osaquinho num formigueiro.Pessoa sair da vida sem brigas ou confusão.Materiais necessários:Uma vela de 7 dias;1 miolo de boi;Uma tigela;Mel;Água-deflor de laranjeira;Vinho brando doce.Acender a vela e lavar o miolo de boi para tirar todo o sangue, colocar na tigela o nomeda pessoa, escrito 9 vezes, a lápis, e o miolo por cima. Colocar por cima mel, água-de-flor de laranjeira e o vinho branco.Passados sete dias, retirar o papél com o nome, desmancha-lo, bem, em baixo de uma bica e , despachar o miolo num mato limpo.Para fazer duas pessoas brigarem.Materiais necessários :2 bifes;1 Carretel de linha branca;1 Carretel de linha preta;Pimenta malagueta.

Maneira de fazer :Escreva, a lápis, o nome da primeira pessoa em um papel branco sem pauta, estique o bife sôbre uma mesa ou pia da cozinha, colocando o papél com o nome sôbre o bife, eEnrolando o bife de maneira que o nome fique bem preso dentro dele, enrolando, bemapertado com alinha branca. Proceda da mesma maneira com o outro nome, enrolandocom a linha preta. Despeje a pimenta e os dois enrolados de carne em uma bacia outigela, deixe por três dias, a contar do dia seguinte. Dar um dos enrolados de carne paraum cachorro e o outro para um gato. A pimenta que ficar no recipiente, jogar em umlugar distante de sua casa.

Para chamar clientes.

Materiais necessários :Três galhos de alecrim;Pó de sândalo;Uma bacia de plástico;Um litro de água benta;Meio quilo de arroz.Maneira de fazer :Despejar a água benta dentro de uma bacia e em seguida o arroz. Com as mãos lave oarroz de maneira que a água fique com a cor branca. Com um o escorredor de arroz,separe a água em um outro recipiente. Adicione a água do arroz o pó de sândalo.Proceda da seguinte maneira: Salpique dentro do seu local de comércio a água preparada, da porta para dentro e em todos os cantos. Feche o local de comércio e, nooutro dia, ao abri-lo, com galhos de Alecrim, varra o arroz da porta para dentro e para ocentro,rezando: " Meu Santo Antônio caminhante ,que caminha o mundo inteiro, traga para o meu comércio gente que tenha muito dinheiro".Em seguida recolha o arroz e coloque na bacia anteriormente usada, levando para uma praça bem movimentada, lá deixando. Trazer fartura, dinheiro, sorte, etc... Materiais necessários:1 Alguidar nº 5;1 Par de mãos abertas, de cera;7 Moedas;1 Imã;Arroz com casca;Farinha de kibe;Semente de girasol.Maneira de fazer:Dentro do alguidar colocar o par de mãos voltadas para cima; na mão direita colocar as7 moedas, na esquerda o imã e em


volta o arroz com casca, a farinha de kibe e assementes de girasol. Oferecer a ODÉ e OYÁ para ... .Trocar uma vez por ano na lua crescente ou cheia.Para reconquistar um amor.Materiais necessários:1 côco;

1 litro de mel.Maneira de fazer:Abra o côco e retire toda a água. Coloque 21 vezes o nome, a lápis, da pessoa amada.Coloque 21 vezes o seu nome. Encha o côco com mel, fechando com uma rolha oorifício e enterre no fundo do quintal. Para prender a pessoa amada. Materiais necessários:1 Pedaço de tecido suado;1 Carretel de linha branca.Maneira de fazer:Pegue um pedaço de tecido suado da pessoa amada, meia, camisa ou cueca, e faça um boneco.A mesma coisa deve ser feita com uma peça de roupa da pessoa que está fazendo. Junteos dois bonecos e enrolando a linha reze a seguinte oração:"Minha beata Santa Catarina que sois bela como o sol, formosa como a lua e linda comoas estrêlas, entraste na casa do Padre Santuário com 50 mil homens, ouvistes todos, vósos abrandastes, assim peçovos Senhora, que abrandais o coração de fulano para mim.Fulano, quando tu me vires, esmerarás por mim. Se não me vires, por mim chorarás esuspirarás, assim como a Virgem Santíssima chorou por seu bendito filho. Fulano,debaixo do meu pé esquerdo eu te arremato, seja com duas seja com quatro, que parto ocoração de fulano. Se estiveres dormindo não dormirás, se estiveres comendo nãocomerás, se estiveres conversando não conversarás; não sossegarás, enquanto comigonão vieres falar, contar o que souberes e dar o que tiveres. Me amarás entre todas asmulheres do mundo, e eu para ti parecerei uma rosa fresca e bela".

Para marido voltar para casa. Materiais necessários:1 Santo Antônio de madeira.Maneira de fazer:Se o seu marido foi embora há muito tempo, compre um Santo Antônio de madeira queo filho seja solto. O Santo você deixa em casa e o filho você leva numa igreja e deixa lá.Coloque a foto do marido embaixo do Santo e, até êle voltar, acenda uma vela fazendo aseguinte oração:"Meu beato Santo Antônio de Pádua, eu, Fulana, a vossos pés prostrada, vos peço pelohábito que vestistes, pelo cordão que existes, pela coroa que abristes, pela religião que professastes, pela hóstia e cálice que contastes, pela obediência que tivestes ao PadreSão Francisco, pelo sermão que pregastes, pela Ave Maria que pedistes, pelo gozo quetivestes quando livrastes vosso Pai da frondosa morte injusta. Assim vos peço meu beato e glorioso Santo Antônio, debaixo da obediência de meu Senhor Jesus Cristo, queeste meu pedido seja feito o mais


breve possível, que fulano não coma, não beba, nãodurma, não pare nem descanse, enquanto não fizer o meu pedido e vos peço, mais pelostrês dias que andastes nas matas de bulhões em busca de vosso santo breviário. Vós,meu glorioso beato Santo Antônio, não parastes nem sossegastes enquanto não o haveisde parar nem sossegar enquanto não fizeste o meu pedido. Pela obediência que fizeramos peixes do mar ouvirem as vossas santas palavras, pela resistência que tivestes astentações do demônio, pela suma devoção que tivestes a Conceição de MariaSantíssima, pela pureza da mesma Senhora, pela claridade que nesta vida obrastes, pelos

pobres, pelas almas de vossos pais, padrinhos, tutores, pelos muitos milagres que nestemundo fizestes, pela alma do purgatório, pela anjo no púlpito. Em vosso Santo lugar, pela glória que gozais em companhia das três pessoas, pelas chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo, pela ressurreição gloriosa me queres favorecer em ouvir os meus rogos,vos prometo mandar dizer uma missa de vosso agrado, reparando pelo que vos tenho pedido e regado, pelo infinito amor do mesmo Deus de sua mãe Maria Santíssima,espero alcançar feliz despacho da vossa proteção o que vos peço e rogo. Amem".Quando o seu marido tiver voltado, vá na igreja que fez a novena, pegue o filho e de para Santo Antônio de volta, agradeça, assista a missa e peça para o Santo que o seumarido não se afaste de novo.Maneira de fazer:Escreva vinte e uma vezes, a lápis, o nome do marido e da amante, colocando dentro dorepolho. Enrole o repolho com o pedaço de pano preto ou roxo e jogue em um lugar quetenha lama podre.

A magia para Amarrar um Amor ou Fortalecer um relacionamento que já está um pouco abalado, não é maldade.Deve-se corta-se em dois (ao meio) uma maçã vermelha; retira-se as sementes e um pouco da polpa, fazendo um buraco onde se introduz: Um papel com os nomes das pessoas; um pedacinho de folha de comigo-ninguém-pode; um pedacinho de abre-caminho; um pouquinho da poeira da frente das casas das duas pessoas. Fecha-se amaçã, amarra-se com fita vermelha dando nove voltas e, em cada volta, um nó. A maçãé colocada num prato e regada com mel de abelhas, depois do que, é oferecida ao Orixá com os pedidos correspondentes. Em caminha-se (Despacha-se) aos pés de umflamboayant depois de quatro dias. Lembre-se também “ Unir duas pessoas ou um trabalho de Amarração


” é para o bem nunca deve ser utilizado para o mau, pois quem planta o mau o mau colherá Não esqueça de estar com o corpo limpo e fazer a:

Saudação de Oyá ou Iansã: Eparrei Oia, Oiá messan OruOriki deOYÁ/ IANSÃEla é grande o bastante para carrega o chifre do búfaloOyà, que possui um marido poderosoMulher guerreiraExplicação: Oriki, Oriqui, Adura, Gbadura, Reza, Louvação, Louvar, Invocação,Saudação, Despertar, Acordar, etc..., normalmente utilizada no candomblé e no CultoAos Orixás de nação (Keto, Alaketo, Engenho velho, Opojonjá, Nagô, Axé Oxumarê,Culto a Ifá, Santeria Cubana, (Los Orishas) etc... (santo, divindade, deuses, protetor,guardião, anjo da guarda, Pai de cabeça). Praticado na hora em quer for pedir, oferecer,fazer, cultuar, agradar etc.. . Vários são os termos utilizados dependendo e variando de

cada tipo de culto religioso, mas que não muda muito o sentido e sim muda o dialetoutilizado (a língua).Para maiores Informações de Como utilizar ao certo o oriki, procure seu pai de santo(Babalorixá, Yalorixá, Mameto, Tateto, Babalawo, etc..), ou estude um pouco sobre a pronuncia do dialeto yoruba que não é difícil, particularmente aprendi lendo e ouvindosozinho, dai você pode tirar um exemplo que força de vontade é um dos principais pontos para que na hora de louvar, reverenciar o Candomblé, orixás, santos, Deuses,vodun, etc..., você pode sim fazer, e dar o melhor de si, mesmo não tendo o yorubacomo uma língua nata de nosso país.Oyà A To Iwo Efòn GbéOyà Olókò ÀraObìnrin OgunObìnrin OdeOya Òrírì Arójú Bá Oko Kú.Iru Èniyàn Wo Ni Oyà Yí N Se, Se?Ibi Oya Wà, Ló GbináObìnrin Wóò Bi Eni Fó IgbáOyà tí awon òtá ríTí Won Torí Rè Da Igbá Nù Sì IgbóHéèpà Héè, Oya ò!Erù Re Nikan Ni Mo Nbà OAféfé IkúObìnrin Ogun, Ti Ná Ibon Rè Ní À Ki KúnOyà ò, Oyà Tótó Hun!Oyà, A P'Agbá, P'Àwo Mó Ni Kíákíá,Kíákíá, Wéré Wéré L' Oyà Nse Ti ÈA Rìn Dengbere Bíi FúlàníO Titi Tí Nfi Gbogbo Ará Rìn Bí EsinHéèpà, Oya Olómo Mesan, Ibá Re Ò!clique abaixo em Leia mais para ver a traduçãoEla é grande o bastante para carrega o chifre do búfaloOyà, que possui um marido poderosoMulher guerreiraMulher caçadoraOyà, a charmosa, que dispõe de coragem para morrer com seu marido.Que tipo de pessoa é Oyà?O local onde Oyà está, pega fogoMulher que se quebra ao meio como se fosse uma cabaçaOyà foi vista por seus inimigosE eles, assustados, fugiram atirando as bagagens no matoEeepa He! Oh, Oyà!És a única pessoa que temoVendaval da MorteA mulher guerreira que carrega sua arma de fogoOh, Oyà, à Oyà respeito e submissão!Ela arruma suas coisas sem demoraRapidamente Oyà faz suas coisasEla vagueia com elegância, como se fosse uma nômade fulan


Quando anda, sua vitalidade é como a do cavalo que trota Eeepa Oya, que tem nove filhos, eu te saúdo!

Atenção: Nunca faça um Trabalho/Ebó para desejar o mal de alguém, pois um pensamento negativo atrai para si essa má vibração. E, sempre que tiver o seu desejo realizado, lembrese de agradecer, dessa forma, um universo de boas energias passará a “conspirar” por si.

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