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J.S. Godinho APOMETRIA Um Instrumento para a Harmonia e para a Felicidade Edição revista e ampliada Copyright © 2012 J.S. Godinho Todos os direitos reservados HOLUS Instituto e Publicações Ltda ME. ABDR - Associação Brasileira de Direitos Reprográficos Não é permitida a reprodução sem a prévia autorização do autor ou editor. Edição Digital Flávio Marcos Luccas flavio.luccas@globo.com 2013


Todos os seres humanos buscam desesperadamente encontrar a FELICIDADE. Nessa busca, enveredam pelos mais estranhos caminhos. Pensam encontrá-la na posse e na fruição dos bens materiais, no domínio e manipulação de belos corpos, no brilho fugaz das rodas sociais, na luz ilusória da fama, nos frágeis pedestais das gloríolas humanas e na belicosidade. Vibra no ar uma psicosfera de preocupação e angústia. Um temor indefinido e asfixiante inquieta até as almas mais corajosas e bem formadas. Urge imediata renovação interior, cujo efeito implicará em nova reação emocional, cultural, filosófica, religiosa e psicológica. O homem cósmico deve ocupar o espaço vivenciado pela atual humanidade. Deve retomar a consciência de si mesmo, de sua filiação e de sua destinação superior. A noite tétrica deve ceder lugar à alvorada libertadora. “Conhece-te a ti mesmo”, diziam os gregos. “Conhecereis a Verdade e ela vos libertará”, afirmava Jesus. Desvendar a consciência humana e os segredos do periespírito é a apaixonante e inovadora perspectiva, a qual abrirá, para a humanidade aflita, os PORTAIS DA FELICIDADE. J.S. Godinho


Sobre o Autor J.S. Godinho Nascido em 10 de novembro de 1947, no interior do município de Lagoa Vermelha no Rio Grande do Sul. Filho de pais camponeses. Viveu até os 12 anos no interior. Autodidata e preocupado com as questões do psiquismo desde criança. Abandonou a faculdade onde iniciava o curso de ciências para viajar e estudar livremente o que interessava. Pois não encontrava nas escolas e nos professores o que realmente desejava estudar, nada o satisfazia. Encontrou nos livros, a observação sobre o comportamento humano e na experiência desenvolveu as técnicas aprendidas. Aprofundou estudos e pesquisas na área do espiritualismo, espiritismo, hermetismo, esoterismo e psiquismo, dando prioridade às técnicas terapêuticas que atuassem nessa área. Nas pesquisas sobre Apometria descobriu e aprimorou a técnica de Desdobramento Múltiplo e Dissociação de Níveis Conscienciais dando gigantesco salto na qualidade dessa técnica que passou a ser solução para intrincadas dificuldades terapêuticas e facilitar a compreensão e solução de muitas desarmonias de etiologia até então obscura. Em Lages fundou e dirigiu o Grupo Espírita Ramatis que pesquisa e experimenta técnicas terapêuticas relacionadas com Cromoterapia Mental, Apometria, Chacras, Desdobramento, Regressão, Mediunidade, Corpos Sutis ou Conscienciais (Agregado Espiritual), "Cordão de Prata", obsessão, auto-obsessão e desarmonias de origem espiritual e psíquica. Fundou também uma escola iniciática para estudos de Psicopedagogia Transpessoal e Apometria para interessados nessas novas áreas, onde divulga suas observações, abordando e pesquisando as "coisas e segredos da alma" visando a construção e aprimoramento do homem do Terceiro Milênio. Estudou técnicas de hipnose e expansão de consciência e criou uma técnica própria de abordagem terapêutica consciencial e psíquica. Sua técnica difere das demais pela simultânea abordagem e tratamento multidimensional do ser em seus aspectos espirituais, psíquicos, energéticos e emocionais, levando as criaturas a uma rápida compreensão de si mesmo, de suas dificuldades internas e externas. Tem quatro livros que tratam da terapêutica espiritual e um sobre a terapêutica regressiva. Está com mais dois livros sobre os assuntos em vias de conclusão. É fundador, co-fundador e orientador de 29 grupos e centros de estudos e tratamento com a técnica apométrica. Participa normalmente de congressos da área como palestrante e como instrutor dessas novas técnicas. Na área profissional atua como Terapeuta Holístico com ênfase na técnica de Terapia de Vida Passada e Regressiva e Captação Psíquica.


E-mail: jsgodinhotvp@hotmail.com Site: www.holuseditora.com.br


“O futuro é a mente e nós viajamos em direção a esse futuro. Melhor seria tomarmos consciência disso. Conhece-te a ti mesmo! Recomendavam os gregos. Conhecereis a Verdade e ela vos libertará! Afirmava Jesus. Vejo que você já despertou para essa realidade e para a harmoniosa construção de ti mesmo, sinto-me feliz com isso. Segue em frente corajosamente! E que Deus te ampare o luminoso caminho!” J. S. Godinho


Reflexões “O homem que queira ser crístico, não apenas cristão, necessita de viver uma vida 100% sincera consigo mesmo, e não se iludir com paliativos e camuflagens que lhe encubram a verdade sobre si mesmo. Vai, leitor, conhece-te a ti mesmo! Realiza-te a ti mesmo! E serás profundamente feliz.” Huberto Rohden “O homem erudito é um descobridor de fatos que já existem, mas o homem sábio é um criador de valores que não existem e que ele faz existirem”. Albert Einstein “Não tenho a pretensão de ser perfeito; mas faço questão de me empenhar numa apaixonada busca da Verdade, que é apenas outro nome para Deus.” Mahatma Gandhi “Cada criatura que busca movimentar-se em benefício de seu semelhante torna-se significativa luz iluminando as trevas da existência própria e dos outros. Seja você também mais um foco de luz e verá em breve a humanidade mais fraterna e iluminada pelo amor e a boa-vontade das criaturas.” Irmã Teresa “É inútil alguém pretender tornar-se um iluminado, se não é capaz nem de respeitar o horário de seus compromissos terrenos. As disciplinas de caráter são o primeiro passo, sem as quais as experiências iluminativas jamais acontecerão.” Ramatís “Quem quer receber algo, terá que dar também algo em troca. Pois o ser humano, que apenas quer receber sem dar nada, torna-se mendigo. Atentai para que os pratos da balança sempre estejam em equilíbrio”. Provérbio Egípcio


Nota: A base deste livro é constituída pela proposta terapêutica do Dr. José Lacerda de Azevedo, a Apometria. Sua tese era de que os corpos sutis, quando desdobrados, poderiam ser incorporados e tratados. Entretanto, depois de novas pesquisas, estudos e experimentações, chegamos à conclusão de que corpos não incorporam, mas podem ser sintonizados mentalmente, “lidos” e tratados terapeuticamente. Os elementos que realmente incorporam são as personalidades múltiplas e as subpersonalidades. Assim sendo, reformulamos alguns pontos de nossa obra, que era totalmente baseada nos postulados do Dr. Lacerda, procurando esclarecer conceitos e definir nomenclaturas, objetivando contribuir com os esforços e a descoberta do pesquisador Lacerda, facilitando aos interessados a compreensão da técnica. Sem sombra de dúvida, se ele tivesse percebido o que já percebemos hoje, com certeza teria reformulado imediatamente seus conceitos. Um homem de ciência como ele era, jamais se prenderia a uma definição ou a um conceito que soubesse ultrapassado. Compreendemos as dificuldades de alguns companheiros com relação às mudanças. Sabemos que as palavras, idéias e conceitos, quando ditas por alguma autoridade em um determinado assunto, são símbolos fortíssimos e geram em algumas pessoas muitas dificuldades para sua reformulação. Essa relação de representação, por vezes, pode ser arbitrária, ou seja, associamos tal palavra a tal idéia de forma inteiramente livre, mas tomamos isso como verdade inamovível, daí as dificuldades em aceitarmos ou compreendermos novos conceitos ou idéias diferentes. Quando essa associação equivocada persiste sem ser repensada e reformulada, o equívoco permanecerá. As traduções fisiológicas das tensões psíquicas e psicológicas. As realidades energéticas do nosso mundo se manifestam de alguma forma, tornando-se visível e revelando os segredos da criação. Nós humanos, quando queremos exprimir nossos pensamentos, sentimentos e emoções conscientes, os transformamos em palavras, gestos, expressões e ações, para que os outros saibam o que estamos querendo dizer ou o como estamos nos sentindo. Com a realidade psíquica e psicológica que procede do mundo inconsciente e subconsciente, muito mais rica do que a realidade objetiva, tudo ocorre de forma semelhante. Quando negativa, essa realidade se traduz ou se exprime em forma de reações ou sintomas revelando o que se passa nas profundezas da alma. É nesses campos, pouco conhecidos, que está assentado o foco de nossas perquirições e estudos. Dentro dessa visão, cada sintoma ou reação, é a representação clara de que algo no nosso universo interior, não consciente, não está indo muito bem. De certa forma, é o


“Mestre Interior” de cada um, batendo na janela da “Carruagem” (corpo), para alertar ao “Cocheiro” (personalidade física ou consciência de vigília), de que algo não vai bem (o caminho está errado, a velocidade está inadequada, a forma de dirigir está perigosa ou imprudente, está havendo algum excesso de velocidade, algum atraso na programação, ou é preciso rever a trajetória). Se o “Cocheiro” estiver aberto aos alertas e às novas orientações, se for prudente e estiver fazendo uso de suas faculdades de inteligência, atenderá ao chamamento do “Mestre Interior” e fará uma parada para verificação e avaliação de sua posição, planos, ações e estratégias. Se não estiver disposto a essa avaliação, se fizer-se de surdo a esse chamamento ou não se interessar pelos avisos recebidos, sem dúvida nenhuma, haver-se-á com dificuldades maiores. Então, os traumatismos, as dores, as decepções, as doenças e os desastres aparecem para chamá-lo a razão e reconduzi-lo ao caminho do equilíbrio, da autodescoberta e da autotransformação. A técnica apométrica, a terapêutica das personalidades múltiplas e das subpersonalidades, como também o conhecimento das propriedades, possibilidades e leis que governam o psiquismo humano, é de grande valia nesse necessário e vital empreendimento. Então, o convite, além de ser baseado na proposta de fraternidade do Mestre Jesus representando a cooperação legítima, é para que nos empenhemos em aprender a resolver não só os nossos problemas, mas principalmente auxiliar aos outros resolverem os deles. Fazendo isso, estaremos ajudando, principalmente, a nós mesmos. J.S. Godinho


Índice Sobre o Autor Reflexões Introdução Minha Gênese Deus Gênese Católica e Espírita O Principio Inteligente do Universo A Doutrina dos Espíritos A Ação dos Espíritos no Mundo Físico Os Planos Vibratórios O Carma – A Grande Lei O Evangelho de Jesus O Passe A Água Fluida A Mediunidade Mediunidade Curadora A Equipe Mediúnica O Comportamento do Médium Atitude, Responsabilidade, Pontualidade e Assiduidade Dúvidas no Trabalho Mediúnico Algumas considerações sobre o Animismo Mediunidade e Animismo Obsessão e Animismo Animismo e Hipnose Desobsessão e Animismo Ação Auto-Obsessiva Obsessão Tratamento das Obsessões Os Corpos 01) O Corpo Físico 02) O Duplo Etérico 03) Corpo Astral 04) Corpo Mental Inferior ou Concreto 05) Corpo Mental Superior ou Abstrato 06) Corpo Búdico 07) Corpo Átmico O Agregado Periespiritual A Apometria As Forças empregadas na Apometria


01) A Força Mental 02) A Força Zeta Manuseio de energia e dúvidas gerais Energia e a força mental Acoplamento Ressonância Vibratória Nós, os Mediadores As Leis da Apometria Apometria na Prática Impedimentos na utilização da Apometria Outras aplicações para a Apometria Efeitos Despolarização, Dialimetria, Eteriatria, Psiquiatria Allan Kardec e a Apometria Os Chacras. 01 - Chacra Básico ou Raiz 02 - Chacra Esplênico 03- Chacra Umbilical 04 - Chacra Cardíaco 05- Chacra Laríngeo 06- Chacra Frontal 07- Chacra Coronário Introdução à Física Quântica – Bases Fisicas Ondas, Matéria, Energia e Radiações Plano Físico e Plano Astral ou Mental Conceitos de Ondas, Átomos e Fótons Conceitos do Plano Físico no Plano Mental Cromoterapia Corrente Mediúnica Corrente Mental Desdobramento Anímico e Personímico Utilidade e aproveitamento dos Desdobramentos A Descoberta do Desdobramento Múltiplo Desarmonias nos corpos, Níveis e Subníveis A Moral A Ética A Ética Ocidental e o Espiritualismo O Autoconhecimento e os Problemas Humanos O Modelo Psíquico Junguiano Relato de alguns atendimentos (casuística) Paciente - Criança de seis meses de idade Paciente - Pessoa de sexo feminino, 29 anos, deficiente física e mental.


Comportamento agressivo contra a mãe. Paciente - Adulto, sexo masculino, 40 anos, um tanto introvertido. O Maia - Pessoa do sexo masculino, jovem de 26 anos, queixando-se de dor de cabeça intensa do lado esquerdo. O Fóbico - Pessoa do sexo masculino, 42 anos, casado, pai de três filhas, profissão motorista, encaminhado por uma terapeuta. O Apavorado - Paciente do sexo masculino, 39 anos, casado, advogado, ocupando posição importante na sua cidade. Overdose - Paciente com dezessete anos, estudante, inteligente, vida confortável, teve tudo o que quis. Polaridades Invertidas e Homossexualidade - Paciente do sexo masculino, quarenta e três anos, separado, inteligente, curso superior, sendo aposentado por uma grande empresa onde trabalhara desde formado. O Samurai - Sexo masculino, 30 anos de idade, comportamento normalmente equilibrado, interessado em sua melhoria e isento de vícios. A Prova Final Conclusão Bibliografia e indicação de leitura Referências


Introdução Ao longo de anos de experimentação no campo da terapêutica espiritual e psíquica, tivemos oportunidade de vivenciar muita coisa interessante e desvendar muitos aspectos obscuros que envolvem as causas dos distúrbios e desarmonias de toda a ordem que atacam o ser humano da atualidade. Sem sombra de dúvida, as desarmonias que afetam o homem dos dias atuais, diferem muito das que o afetavam há algumas décadas atrás. As respostas do psiquismo humano às influências do meio e aos desafios da atualidade diferem em muito das inquietações de dez anos atrás. Com isso, precisamos desenvolver novas técnicas de abordagem das patologias que ora se manifestam. Este livro tem o objetivo humilde de tentar abrir, aos não-iniciados, um pequeno orifício no “ameaçador” e grosso muro de desinformação que ainda separa o mundo físico (mundo dos chamados vivos) do mundo espiritual (mundo dos chamados mortos), e do mundo psíquico que medeia os dois primeiros. É uma coletânea de informações e perguntas garimpadas de inúmeras obras espíritas e não espíritas que representam o labor de dedicados trabalhadores das falanges do Mestre Jesus, religiosos e não-religiosos. É formado por material colhido no Terceiro Congresso Brasileiro de Apometria, realizado em Lages, em Setembro de 1995; por questões levantadas no seminário sobre Desdobramento Múltiplo, realizado em Porto Alegre em Outubro do mesmo ano; por orientações repassadas pelos mentores aos nossos questionamentos ocorridos no dia-a-dia de nossos trabalhos; pelo fruto da experiência de dezessete anos de trabalho e observações sobre o que nos foi intuído ao elaborá-lo, e pelos esclarecimentos dados pelos nossos orientadores espirituais Irmã Teresa, representante da Congregação Jesus Nazareno, instituição dirigida por ela no Astral e pelo Irmão Mahaidana, representante da Equipe Mahadon do Templo da Paz, Amor e Fraternidade, da Falange de Ramatis. É trabalho simples, para simples aprendizes. Pré-iniciação com objetivo de despertar a atenção para o fenômeno de desdobramento dos corpos e a realidade espiritual, e também para quebrar algumas barreiras de medos e temores injustificáveis, relacionados com o psiquismo e a espiritualidade. Visa introduzir algumas noções sobre o fenômeno de desdobramento e projeção da consciência, personalidades múltiplas e subpersonalidades, e, ainda, explicar que espíritos são pessoas desencarnadas, criaturas iguais a nós mesmos, simples filhos de Deus, irmãos nossos, e que não há nada para temer no relacionamento com eles. Há sim, muito para se estudar, conhecer e aprender. Nosso desejo é bem simples: buscamos auxiliar os “jovens”, companheiros de caminhada apométrica, que por inexperiência e receio estão vacilando diante de supostas dificuldades já vivenciadas por nós. A experiência nos possibilita descrever o caminho até aqui percorrido e apontar uma trajetória bastante segura. Com isso, evitarão um grande desperdício de tempo, pois não precisarão experimentar e nem procurar soluções para aquilo que já foi experimentado e solucionado, podendo utilizar este precioso tempo para socorrer e auxiliar as criaturas necessitadas. Objetivamos também, clarear algumas dúvidas e orientar comportamentos no trabalho medianímico, dentro de uma ótica possível e fácil. Não é ensinamento para “experts” no assunto. É simples orientação destinada a


principiantes, até porque, nosso estudo se direciona apenas a um ramo dos muitos que o psiquismo oferece. Evidentemente, não temos a tola pretensão de tudo saber, sendo que este trabalho pode até conter interpretações, conceitos e informações que em breve tenham que ser reformulados dentro dos preceitos ensinados pela própria Doutrina dos Espíritos, ou pela experiência e novas orientações espirituais dentro do próprio trabalho, como já aconteceu e continua acontecendo. Este trabalho representa a pequena chave que poderá abrir a complicada fechadura do “palácio encantado” que é o mundo interior ou psíquico do ser humano, com suas imensas riquezas a serem exploradas, e o infinito mundo do espírito eterno. Desde o átomo primordial até o majestoso arcanjo, somos todos filhos de Deus, ricos e pobres, sábios e ignorantes, letrados e analfabetos, e o universo nos pertence. Vamos, portanto, conhecê-lo e conquistá-lo. Sentimos a necessidade de trabalhos dessa natureza ao observar os irmãos que estão sob o jugo da obsessão ou perturbação de ordem espiritual, que após a tradicional romagem pelos consultórios e hospitais, não logram êxito em encontrar o alívio desejado. Cada ser humano que nos busca tem sido uma fonte inesgotável de ensinamentos, trazendo para nós, trabalhadores da última hora, a valiosa oportunidade de fazermos aos outros o que desejamos para nós mesmos. É claro que por trás das curas e do alívio, há sempre a Bondade Divina atuando através das mãos de nossos Mentores Espirituais. Nossa contribuição, importante porque representa a iniciativa e o exercício da fraternidade, é, ainda, muito modesta, por nos faltar conhecimentos na área. Mas o trabalho é profundamente gratificante e nos tem rendido um luminoso aprendizado. Aos que se candidatam a trabalhadores na terapêutica medianímica, exige-se esforço, estudo, dedicação e responsabilidade. Alguns irmãos de outras linhas espiritualistas e espíritas tem perguntado o que o Desdobramento Múltiplo e Apometria têm a ver com a Doutrina Espírita. Ou ainda, se essa prática está inserta na Doutrina dos Espíritos. Nós respondemos que a Apometria e o Desdobramento Múltiplo nada tem a ver com a Doutrina Espírita e não entram na sua essência enquanto ferramentas de abordagem e tratamento terapêutico.Da mesma forma, outros recursos terapêuticos muito utilizados dentro das casas espíritas, como era o caso da homeopatia, e ainda é o caso do passe e da água fluída, também não entram na essência da doutrina. Mas sempre foram e continuam sendo utilizados largamente nas casas espíritas como instrumentos para a prática da fraternidade. Então, não há porque não se utilizar a Apometria, o Desdobramento Múltiplo e a mediunidade, na prática fraterna e consoladora de se aliviar a dores e sofrimentos alheios. Essas técnicas não poderiam constar nas obras de Kardec, que representam os fundamentos da Doutrina Espírita. As técnicas socorristas através da mediunidade e do animismo já existiam antes, e continuaram existindo depois, só que melhor compreendidas e aprimoradas. Por outro lado, não pode haver espiritismo sem animismo, dado que um é


o complemento necessário do outro. Basta lembrar o que disse Ernesto Bozzano[1], em “Animismo e Espiritismo”: “Nem um, nem outro logra, separadamente, explicar o conjunto dos fenômenos supranormais. Ambos são indispensáveis a tal ponto que não podem separar-se, pois que são efeitos de uma causa única e esta causa única é o espírito humano que, quando se manifesta, em momentos fugazes durante a encarnação, determina os fenômenos anímicos e quando se manifesto mediunicamente, durante a existência desencarnada, determina os fenômenos espiríticos.”(Bozzano, Ernesto, 1987) Mas, mesmo assim, Kardec deixou sinalizado que pelo conhecimento do periepírito poderíamos curar doenças até então desconhecidas. Informou ele que a Doutrina Espírita “seria científica ou não sobreviveria”, nos sugerindo a futura terapêutica medianímica: "...somente faremos notar que no conhecimento do perispírito está a chave de inúmeros problemas até hoje insolúveis" (“O Livro dos Médiuns", Capítulo I, 2ª parte (página 72 da 51ª edição, FEB), onde trata da Ação dos Espíritos sobre a Matéria). A essa advertência associou o “amaivos e instruí-vos”, sugerindo também aos seus seguidores que estivessem receptivos para novos conhecimentos. Pelo que sabemos, Jesus evangelizava e curava os corpos e dava as coordenadas para a cura da alma. Seu trabalho de cura física não ofuscou a cristalinidade de seu Evangelho. Pregou a solidariedade e o amor fraterno, recomendou o “fazei aos outros o que quereis que vos façam” e “o não julgueis para não serdes julgados”, além de informar que “a semeadura é livre e a colheita obrigatória”. Portanto, neste livro, não nos preocupamos com opiniões contrárias, pois queremos desenvolver um trabalho simples, destinado aos que se preocupam em socorrer as criaturas angustiadas e sofredoras. Seguimos as orientações da Doutrina Espírita em nosso trabalho porque achamos que elas se ajustam perfeitamente à nossa proposta de aprendizes da fraternidade. Temos plena consciência sobre o dever de respeitar aqueles que buscam trabalhar em outras searas. Não objetivamos convencer as pessoas da excelência de nosso modelo de trabalho, mas pretendemos divulgá-lo, desejando auxiliar na construção de um mundo mais fraterno e menos penoso. Não devemos tentar impor nosso sistema e técnicas às casas ou grupos que pensam de forma diferenciada, nem insistir em inscrever nossas casas nas federações espíritas que têm outras propostas. Devemos respeitar o trabalho e o ideal alheio, fazendo bem o nosso. Os outros têm sua própria ótica, e muitos desconhecem essas técnicas que praticamos. Muito embora, a própria Federação Espírita Brasileira tenha publicado, em 1956, o livro do Dr. Antônio J. Freire intitulado “DA ALMA HUMANA”, que discorre sobre a constituição do agregado humano e do desdobramento do periespírito de que trata a técnica apométrica, e que fornece as bases para compreensão do desdobramento múltiplo da consciência. Hoje, de forma associada ou independente, devemos estudar criteriosamente o aspecto anímico do ser humano, visando aprofundar a compreensão do seu psiquismo. Nossa gratidão a Deus, a Jesus e aos nossos Mentores e cooperadores


desencarnados, pelo carinho, amor e aprendizado que generosamente nos têm concedido. Agradecemos tambÊm, aos nossos companheiros do plano físico que, mesmo tendo uma vida atribulada, sobrecarregada por pesados fardos, encontram tempo e boa vontade para servir desinteressadamente a seus semelhantes. Que Jesus nos abençoe a todos! J. S. Godinho


Minha Gênese Inconsciente centelha parti... Lançada do Pai, que é Deus... Em cósmica viagem segui... Pela imensidão dos céus... Do infinito ao finito... No mineral adormeci. Milênios rolaram lentos... E Eu centelha, dormia... No Divino Laboratório... A nova Mônada se fazia... Do descenso vibratório... O milagre vida, surgia. Do mineral ao vegetal... O Eu centelha a sonhar... Na chuva e na luz do Sol... Meu corpo a se exercitar... Foi nesse reino bendito... Que aprendi a respirar. Milênios rolaram lentos... Sensações eu ensaiava... Do frio, calor, brisa e ventos... Informações em mim somava... Da Terra mãe, era rebento... O corpo que me sustentava. Aprendendo e cooperando... Alimentando-me, alimentava... Milênios foram rolando... No Reino Animal eu despertava... Forte aqui a Alma Grupo... O viver, me comandava. Já do solo desligado... Pela bondade do Pai... Que pelo impulso criador... Do eterno sono a alma sai... Alimentada pelo Amor...


Em longa gênese se vai. Milênios rolando lentos... Fui nascendo, fui morrendo... O psiquismo instintivo... Meu ser foi desenvolvendo... Do aparelho auditivo... Ao fonador foi se fazendo. Na Lei de incessante progresso... Fui sentindo e fui sofrendo... Na construção do meu corpo... Meu cérebro desenvolvendo... Da cerebração à inteligência... A consciência foi nascendo Abençoados Engenheiros... Construtores Siderais... De suas sábias cirurgias... Eu ganhei a vertical... Da consciência instintiva... À consciência elemental. Nesse reino encantado... Dos pequenos construtores... A vida floresce oculta... Desdobrando-se em labores... Elementais de toda a ordem... Construindo seus valores. Trabalhando em novo molde... Na inocência e alegria... Os Gnomos e Fadinhas... Vivem sua fantasia... Vão formando as emoções... Neste reino de estesia[2]. Já no homem primitivo... Finda a fase elemental... Nova etapa se efetiva... Ingressa o Ser, no racional...


Na jornada evolutiva... Construindo o consciencial. Milênios rolando lentos... Oscilando no bem e no mal... Sou espírito, eterna busca... Da Consciência Sideral... Sou persona em cada vida... De mil vidas sou total. Buscando o bem que não faço... Na busca do bem faço o mal... Dos meus erros sou meu juiz... Do meu agir e meu pensar... Se não cumpro as Leis Eternas... Sou meu cárcere infernal. Eu sou filho do Universo... Sou eterno e sou mortal... Sou binômio corpo-espírito... Eu sou uno e sou dual... Vivendo longe de Deus... Para Deus irei voltar. Da minha felicidade autor... Da ventura ou desventura... Arquiteto e construtor... No passado já fui fera... No hoje construo o Amor... Amanhã glorioso Arcanjo... Do Eterno Criador.


Deus “Deus é a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas”. Essa foi a resposta que o Espírito da Verdade deu a Allan Kardec, na pergunta número 01 do Livro dos Espíritos. Ramatis nos informa que Deus é a fonte original, incriada da vida, preexistente antes de qualquer coisa ou ser; em conseqüência jamais poderíamos explicar aquilo que já existe muito antes e independente de nós existirmos. Caso o homem lograsse a solução de poder explicar Deus, então ele também seria outro deus para ser descoberto, descrito e identificado. A parte não pode definir o Todo, embora o Todo esteja presente na parte, nem o criado o seu Criador. Deus é Chama, Luz, Amor Puro, Espírito Total Cósmico, Infinito, origem e fim de tudo. Tudo o que existe no cosmo é fruto de sua creação e portanto, a vida é centelha emanada Dessa Eterna, Infinita e Incognoscível Energia. Afirma Kardec em “A Gênese”, no capítulo II - A Providência, que: “Sendo Deus a essência divina por excelência, unicamente os Espíritos que atingiram o mais alto grau de desmaterialização o podem perceber. Pelo fato de não o verem, não se segue que os Espíritos imperfeitos estejam mais distantes dele do que os outros; esses Espíritos, como os demais, como todos os seres da Natureza, se encontram mergulhados no fluido divino, do mesmo modo que nós o estamos na luz. Geralmente, nós interpretamos Deus como algo unicamente externo. Pensamos em Deus como um ser separado de nós. Isso é a causa dos conflitos. Se Deus também está dentro de nós, podemos mudar por nossa própria vontade.Mas se acreditamos que Deus está exclusivamente do lado de fora, então supomos que só Ele pode nos mudar e não nos transformamos pela nossa própria vontade.Não podemos excluir a nossa vontade, dizendo que tudo ocorre pela vontade de Deus. Temos de reconhecer o deus que há em nós, como afirmou o Doce Amigo há 2000 anos. Então seremos livres. (...) Achamo-nos então, constantemente, em presença da Divindade; nenhuma das nossas ações lhe podemos subtrair ao olhar; o nosso pensamento está em contacto ininterrupto com o seu pensamento, havendo, pois, razão para dizer-se que Deus vê os mais profundos refolhos do nosso coração. Estamos nele, como ele está em nós, segundo a palavra do Cristo. Para estender a sua solicitude a todas as criaturas, não precisa Deus lançar o olhar do Alto da imensidade.As nossas preces, para que ele as ouça, não precisam transpor o espaço, nem ser ditas com voz retumbante, pois que, estando de contínuo ao nosso lado, os nossos pensamentos repercutem nele.”


Gênese Católica e Espírita Vivendo em um país de tradição dita cristã, embora basicamente católica, é lógico aprendermos, desde a infância, que a gênese descrita na Bíblia, no capítulo Gênesis, sintetiza a origem do Universo e de tudo que nele existe, inclusive do homem. No entanto, na escola, ensinam a teoria evolucionista darwiniana, que diverge totalmente da anterior. Já os espiritualistas vêem esta questão de outra forma. No Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec escreve: “Os Espíritos superiores procedem, em suas revelações, com uma extrema sabedoria: eles não abordam as grandes questões da doutrina senão gradualmente, à medida que a inteligência esta apta a compreender verdades de uma ordem mais elevada, e que as circunstancias são propicias para a emissão de uma nova idéia. É por isso que, desde o princípio, eles não disseram tudo e ainda hoje assim procedem” (p.16, parágrafo 4º; ed.187, 1995). Isso vem ocorrendo desde que o Homo sapiens surgiu, há 100.000 ou 200.000 anos, ou talvez antes. E não poderia ser diferente, pois as pequenas tribos iniciais (30 a 40 indivíduos), mesmo que auxiliadas pelos orientadores do espaço (o estado alterado de consciência já existia), estavam começando sua relação com o ambiente e com a vida e a morte. A grande vantagem que possuíam sobre os demais hominídeos era a linguagem articulada, permitindo ações conjuntas e, conseqüentemente, rápido desenvolvimento cultural e tecnológico. Daí por que, em tão curto espaço de tempo (100.000 anos?), além do desaparecimento dos outros hominídeos, alcançou o atual grau de desenvolvimento. Certamente, desde seu aparecimento, o Homo sapiens contou com assistência espiritual, inclusive a comunicação com o mundo astral. Praticamente todas as sociedades muito primitivas contavam, e contam, com portadores de estado alterado de consciência (mediunismo), conforme observado pelos antropólogos. Portanto, por sua própria iniciativa ou auxílio espiritual, surgiram os tratamentos médicos e espirituais além do contato com os seres espirituais, que, provavelmente, determinou o inicio do xamanismo. Daí a certeza da imortalidade do espírito e o aparecimento do culto dos antepassados. Acreditavam que seus familiares desencarnados estabeleciam morada perto deles, necessitavam serem alimentados e receber culto especial próprio de cada família. Conseqüentemente, os túmulos deviam localizar-se em terreno da família. Unicamente o primogênito podia presidir as cerimônias. Caso isso não acontecesse, o desencarnado não teria paz e viria perseguir seus parentes. Do xamanismo às religiões monoteístas atuais, longo caminho foi percorrido. Atualmente, a idéia do Deus Único é aceita por cristãos, maometanos e hinduístas. Budistas e taoístas não o referem diretamente, mas não o negam (Nirvana, O Inominado, O Nada). Todas buscam explicar de onde viemos e para onde vamos. É evidente que de acordo com o estágio evolutivo atingido, justifica-se a resposta dada às questões acima propostas, fundamentalmente a mesma no mesmo nível de civilização. Assim o xamanismo foi encontrado, e ainda o é, como religião dos povos mais primitivos, embora variando em detalhes conforme o desenvolvimento atingido. O pensamento monoteísta predominante nas grandes religiões atuais possui, basicamente, três raízes: judaica-cristã-arábica, budista-taoísta e hinduísta.


Na concepção judaica-cristã-arábica o homem é o único ser pensante do Universo, daí derivando sua concepção de Deus e da doutrina que adotam, embora desde o início tenham existido minorias divergentes. Lao-Tsé ensina que o Tao é incognoscível, vasto, eterno. Como vazio indiferenciado, puro espírito é a mãe do Cosmos; como não-vazio, é o receptáculo, o amparo e, em certo sentido, o ser dos objetos inumeráveis, que permeia a todos. Buda disse que o Nirvana corresponde ao “Ser Último”, “Não-Nascido”, “NãoCriado”, “Não-Composto”, “Não-Morte” e “Consciência Infindável” (Udana-6.1 e 6.3). O que, sem duvida, corresponde a Energia Primordial. Os Vedas, para os hinduístas, ensinam que o “Ser Ultimo” é a fonte do atman, o qual nunca deixará de fazer parte do mesmo, embora momentaneamente dele destacado. É de destacar que a gênese descrita nos Vedas encaixa-se perfeitamente na teoria do Big-Bang, o mesmo ocorrendo com as teorias budista e taoísta, embora com algumas diferenças. Somente agora a ciência ocidental, com o desenvolvimento da física quântica, passa a estudar, com seriedade, princípios enunciados há milênios, quando as demais civilizações ainda engatinhavam e descreviam a gênese de acordo com os conhecimentos da época. Ao contrário do avançado estágio espiritual dos mestres orientais, o relato bíblico da Gênese (Gênesis), demonstra o enorme atraso cultural dos hebreus, pois acreditavam num Deus Único, exclusivamente deles (povo escolhido), intrometendo-se em seus assuntos, pessoais ou coletivos, castigando exemplarmente aos faltosos. A criação do mundo em 7 dias, a historia de Adão e Eva, o Paraíso perdido, o Céu e o Inferno, anjos e demônios, uma só vida, sacerdócio (tribo de Levi), o dízimo, rituais com sacrifício de animais, os 10 mandamentos, constituem os elementos básicos da doutrina judaica. Cristo era judeu e, portanto, o Cristianismo nasceu da doutrina judaica. Assim o Velho Testamento passou a ser aceito, pois Jesus dizia que sua missão não era destruir a lei e sim lhe dar cumprimento. Daí também a confusão inicial, pois muitos pensavam que continuariam a ser o povo escolhido e a doutrina restrita a eles. Mas o próprio Cristo dizia aos discípulos: “Ide (...) a todos os do mundo inteiro e fazei-os meus discípulos...”. Em suas pregações, combateu ensinamentos tidos como sagrados (guardar o sábado, sacrifício de animais, etc.). Na verdade substituiu a doutrina do "olho por olho" pela doutrina do “amor” (fazei aos outros o que quereis que vos façam). Nos primeiros séculos de existência, intensos debates foram travados entre os cristãos, disso resultando a supressão de muitos princípios antes aceitos, entre os quais a reencarnação. Passaram a vigorar os quatro evangelhos, Atos dos Apóstolos e o Apocalipse, os quais não poderiam ser objeto de discussão. O Antigo Testamento também foi totalmente adotado, como vimos. Assim na Gênesis, o conceito de Deus, de Moisés e os demais capítulos lá expostos, passaram a fazer parte da historia cristã. Naquela época, era generalizada a idéia de que Deus havia criado o Universo, a Terra e tudo que nela está contido, para benefício e gozo do homem. Portanto, crenças próprias daquele tempo tornaram-se verdades eternas e indiscutíveis, porquanto os cristãos passaram a ser o povo escolhido e donos da verdade absoluta. Daí a intolerância que tantos males causou. Ainda


agora, muitos religiosos pensam que a ingênua história da Gênesis bíblica deve ser aceita sem discussão. A reencarnação e o carma, verdades básicas das doutrinas orientais, eram aceitas pela Cabala hebraica e pelo Cristo e os cristãos. Foi proibida, como herética, no 2° Concílio de Constantinopla, presidido por Justiniano (553). Mais tarde, Kardec restabeleceu a verdade. Como vimos, no Oriente, há milênios, a partir dos Vedas, a Gênese do Universo já apontava para o caminho que, atualmente, a Física Quântica vem tornando cada vez mais claro (ver a vasta obra de Amit Goswami, Editora Aleph). No Ocidente, Kardec ensina que o Espiritismo “não deve fechar a porta a nenhum progresso, sob pena de se suicidar; assimilando todas as idéias reconhecidas justas, de qualquer ordem que sejam, físicas ou metafísicas, não será jamais ultrapassada, e ai esta uma das principais garantias de sua perpetuidade” (Obras Póstumas, p. 336, 6° ed.). Confirmando o acima exposto, na obra “A Caminho da Luz,” Emmanuel relata a evolução do Universo, concordando plenamente com os atuais conhecimentos científicos. Em “Le Vide: Univers du tout et du Rien”, obra escrita por mais de 40 filósofos e físicos quânticos, editada por Edgard Gunzig e Simon Diner, em 1997, encontramos atualizadas teorias quânticas e discussões filosóficas a respeito de Deus. Unindo os pensadores orientais à doutrina de Kardec, à literatura espírita e à teoria quântica, encontramos uma linha única de idéias, embora ocasionais divergências, possibilitando reconstituir a gênese do Universo. Nosso Universo é pura energia com troca constante de estado, variando do “nada” até a matéria densa, sendo esta simplesmente “energia coagulada”. Deus é a “Energia Primordial”, responsável por toda a Criação realizada inteligentemente, como a ciência atualmente comprova. Portanto, Deus é também a “Suprema Inteligência”. O “big-bang”, ao que tudo indica, originou-se em uma “singularidade[3]” microssísmica extremamente pequena e, no entanto, já possuía tudo que o Universo contém e, ainda continua em expansão. Rezam as tradições do mundo espiritual que a estruturação de nosso sistema solar foi entregue pelo Senhor Supremo do Universo, a uma Comunidade de Espíritos Puros, da qual Jesus é membro e comandante. Por duas vezes a referida comunidade já se reuniu próximo da Terra, quando de sua formação e para decidir a vinda de Jesus. Sob essa sabia orientação e obedecendo as leis universais, nosso globo desprendeuse da nebulosa solar e continuou evoluindo sem cessar desde o mineral até o Homo sapiens. Há muitos milênios, um dos orbes de Capela, que guarda muitas afinidades com nosso planeta, necessitou realizar a seleção, enviando milhões de espíritos rebeldes para um orbe em estágio inferior de evolução. Os rebelados foram dirigidos para a Terra, apressando a evolução de seus habitantes, pois eram intelectualmente muito mais desenvolvidos.


O Principio Inteligente do Universo No "Livro dos Espíritos", na questão número 23, o Espírito da Verdade respondeu a Allan Kardec que "O Espírito é o princípio inteligente do universo". Na parte segunda, capítulo primeiro do "Livro dos Espíritos" (Da Origem e Natureza dos Espíritos, questões número 77, 78 e 79), o mesmo espírito respondeu que "os Espíritos são obras de Deus, exatamente qual a máquina o é do homem que a fabrica. A máquina é obra do homem, mas não é o homem, é sua filha, sua criação. Assim, os espíritos, com relação a Deus. Não são iguais a Deus porque tiveram princípio e estão submetidos ou sujeitos à Sua lei e a Sua vontade. Mas não sabemos quando nem como cada um foi feito. Os Espíritos são a individualização do princípio inteligente, como os corpos são a individualização do princípio material. Seu mundo é a matriz de onde copiamos o que se cria e se constrói na terra. No mundo espiritual há intensa atividade positiva nas faixas superiores, e negativa nas inferiores. Os bons espíritos cuidam de fazer o bem e construir para o bem e o progresso da humanidade. Os maus cuidam de fazer o mal e tramar o atraso moral dos seres humanos".


A Doutrina dos Espíritos Ao contrário da ciência materialista, é no campo da alma que a Doutrina dos Espíritos constrói a compreensão do homem. Aqui os ensinamentos evangélicos são interpretados à luz da lógica e se tornam uma filosofia e uma ciência a ser vivida. As bases da Doutrina estão fundamentadas na crença em Deus, o Senhor da Criação, eterno, sábio, imutável e infinito; na reencarnação (palingenesia ou existências sucessivas); na Lei do Carma, que é lei da responsabilidade total e intransferível (ficando claro que o que se semeia terá que ser colhido ou transmutado, nesta ou em futuras encarnações); e, ainda, na comunicabilidade dos espíritos. Os valores positivos necessários ao aperfeiçoamento do espírito vão sendo adquiridos e automatizados aos poucos, ao mesmo tempo em que as qualidades negativas, que são as resultantes da ignorância do ser com relação a si mesmo, às leis da vida e sua destinação superior, devem ser transformadas ou eliminadas. A Doutrina dos Espíritos tem por princípio as relações do mundo material com o mundo espiritual, ou seja, o mundo visível com o invisível e seus seres. O espírito não é o efeito da vida humana como pensam os materialistas e sim a sua causa. É a centelha lançada do Criador a individualizar-se e tomar consciência de si mesma ao longo de sua evolução. Ao findar cada encarnação com o desligamento do Corpo Físico, a chamada morte terrena, o espírito sobrevive levando consigo a experiência vivida. A alma-vital se encontra em todos os seres orgânicos, plantas, animais e homens; a alma-intelectual pertence aos animais e aos homens; a alma-espírito, somente aos homens. Resta, ainda, dizer que, sendo o homem espírito encarnado, deve e pode comunicarse com seus pares desencarnados, aliás, meio de onde veio e para onde terá que retornar. O mundo dos espíritos é eterno, preexistente e sobrevivente a tudo. O mundo corporal ou físico pode deixar de existir ou mesmo nunca ter existido e isso não alteraria a essência do mundo espiritual. O homem tem natureza dual. Pelo corpo participa dos instintos animais e pela alma, da natureza dos espíritos. O espírito não é um ser abstrato, concebível só pelo pensamento. É um ser real, perceptível pela visão, audição e tato. Pertence a diferentes classes ou categorias, conforme seu grau de evolução, sabedoria, inteligência, etc. Os espíritos reagem aos diferentes mundos e atuam sobre a matéria e o pensamento alheio; são causa eficiente de uma multidão de fenômenos não explicados ainda pela ciência oficial, mas amplamente explicados e comprovados pelas ciências espiritualistas e hoje também pela moderna física quântica. Fenômenos esses, compreendidos pela grande maioria das pessoas e pesquisadores de vanguarda, desprendidos de conceitos ou preconceitos científicos ou religiosos envelhecidos, verdadeiros entulhos a emperrar o progresso que, em breve, serão superados e sepultados na poeira dos tempos pelos modernos instrumentos eletrônicos de prova, que já se materializam no plano terrestre. Os espíritos superiores têm como moral os ensinamentos do Cristo, principalmente, “o fazer aos outros somente o que queremos que nos façam”, e, que não há falta irremissível que a expiação ou o amor não possam apagar. Dizem, ainda, que as “Leis Divinas” estão


gravadas indelevelmente no âmago ou consciência de cada espírito, e que todo julgamento é um auto-julgamento. A doutrina dos espíritos se apresenta com aspecto dual aos olhos do estudioso. O primeiro aspecto é o metafísico-filosófico que se posiciona no mundo abstrato da mente, fora do campo físico. Neste horizonte infinito reinam absolutas as grandes “Leis Cósmicas,” imutáveis, que regem os destinos de todas as civilizações do universo. Sendo uma das maiores leis o “ama a teu próximo como a ti mesmo”, pedra fundamental do cristianismo. O Espiritismo é uma filosofia que dá uma interpretação à vida, respondendo a questões como: “de onde você veio?”; “o que faz no mundo?”; “para onde vai, após a morte?”. Toda doutrina que dá uma interpretação à vida, uma concepção própria do mundo, é uma filosofia. O segundo aspecto da Doutrina trata do fenômeno, ou daquilo que aparece; é o lado científico, mutável, regido por leis menores, comprováveis e dentro dos mesmos parâmetros das “Leis Maiores.” Os fenômenos mediúnicos podem ser estudados à luz da razão e dentro de critérios científicos, fenômenos esses que nada têm de sobrenaturais, são apenas pouco conhecidos ainda. São, portanto, de ordem natural, por mais estranhos que pareçam e têm explicação científica, lógica e racional. O universo é UNO e do uno tudo nasceu. Os dois primeiros aspectos tem aí a sua origem comum. O aspecto religioso é um derivado ou uma decorrência da Doutrina, mas não pertence a ela, pertence ao homem, pois, por enquanto, é ele quem forma as religiões. E nesse aspecto, o Espiritismo é uma religião, porque ele tem por fim a transformação moral do homem, retomando os ensinamentos de Jesus, para que sejam aplicados na vida diária de cada pessoa, revivendo o cristianismo na sua verdadeira expressão de amor e caridade. Não é uma religião organizada dentro de uma estrutura clerical. Não tem sacerdotes, nem chefes religiosos. Não tem templos suntuosos. Não adota cerimonias de espécie alguma, como batismo, crisma, “casamentos”, etc. Não tem rituais, nem velas, nem vestes especiais, nem qualquer simbologia. Não adota ornamentação para cultos, nem gestos de reverência, nem sinais cabalísticos, nem talismãs, nem defumadores, nem cantos cerimoniosos (ladainhas, danças ritualísticas, etc.), nem bebidas, nem oferendas, etc. O culto espírita é feito no próprio coração. É o culto do sentimento puro, do amor ao semelhante, do trabalho constante em favor do próximo. Sem luxos, sem pompas e sem convencionalismos sociais, pois, como nos recomendou o Mestre Jesus, Deus deve ser adorado em “espírito e verdade”.


A Ação dos Espíritos no Mundo Físico Na questão número 459 do Livro dos Espíritos, o Espírito da Verdade respondeu a Allan Kardec que: “os espíritos influenciam nossos pensamentos e atos muito mais do que possamos imaginar, a tal ponto que, de ordinário, são eles que nos dirigem”. É claro que Deus nos dotou de livre-arbítrio para aceitarmos ou não as suas sugestões ou influências; se sensatas e boas, devemos aproveitá-las; se más, devemos recusá-las, aprimorando nossas capacidades de discernimento. A ação dos espíritos vai além do mundo dos encarnados, estendendo-se ao mundo vegetal, mineral, elemental, etc. A Doutrina Espírita nos alerta que a fé deve ser raciocinada, ou seja, precisamos compreender aquilo que devemos crer. A crença sem raciocínio não passa de uma fé cega, de uma crendice ou mesmo superstição. Antes de aceitarmos algo como verdade devemos analisá-lo bem. “Fé inabalável é aquela que pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da humanidade”.A.Kardec (Recomendamos a leitura das obras básicas codificadas por A. Kardec, Ramatis e André Luiz.)


Os Planos Vibratórios Em linguagem simples podemos dizer que os planos vibratórios são os andares ou esferas onde se localizam as moradas espirituais adjacentes a cada planeta.Dizem alguns autores, que temos, a partir do nível físico, mais seis, sete ou nove níveis vibratórios abaixo de nossos pés, até as profundezas trevosas ou infernais. Temos também, acima de nós, outros sete planos vibratórios (ou nove, conforme outros autores) que são as esferas vibratória que envolvem cada orbe ou planeta. O certo é que esses planos existem, independentemente das controvérsias, e parecem seguir a mesma hierarquia cósmica dos outros orbes que estão classificados como mundos primitivos, primários, escolas, etc. O nosso comportamento ou semeadura nos sintoniza e nos conduz automaticamente para esses planos, independentemente de nossa vontade, pois o quantum magnético é a resultante de nossas ações e nos imanta à faixa vibratória correspondente. Portanto, arrependimentos de última hora apenas predispõem a criatura para correções futuras, mas não livra ninguém das conseqüências amargas de uma vida descuidada e irresponsável do ponto de vista espiritual. E é nesses planos e sub-planos que as criaturas se arrojam como conseqüência de suas ações, comportamentos descuidados e fora de sintonia com as Leis Superiores.Só a busca da vivência evangélica nos colocará em condições vibratórias passíveis de socorro espiritual e compatíveis com as instituições comandadas pelo mundo espiritual superior, onde vivem e operam nossos mentores e benfeitores do Mundo ​Maior.


O Carma – A Grande Lei Diz-nos o Dr. José Lacerda de Azevedo que carma é a Lei de Ação pela qual a obra de Deus emana de sua natureza. É a grande Lei que preside a Criação. Ela rege a absoluta harmonia do cosmo nos seus ínfimos detalhes. Se houver desarmonia em qualquer recanto do espaço, essa grande Lei sofre a interferência de uma outra, a Lei de Reação, que obriga tudo a voltar ao seu lugar em imenso processo de reajuste harmônico. Quando o homem se desvia da Lei Cósmica, torna-se satânico, vira inimigo da Lei Divina e da Harmonia e deflagra em si mesmo e ao seu redor a desarmonia e o caos, tudo fica perturbado. Estas Leis estão claramente expressas no Evangelho de Jesus nas seguintes afirmativas: “a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória”; “a cada um será dado conforme as suas obras”; “com a mesma medida com que medirdes, também sereis medidos”. Fica, portanto, bem claro, que não está nos planos de Deus castigar ou premiar ninguém, pois cada ser é patrono e arquiteto do seu próprio destino e, construir o céu ou inferno, é pura questão de livre escolha. Jesus, na sua grande sabedoria, recomendava que se fizesse aos outros o que se queria para si mesmo, revelando conhecimento profundo dessas Leis Divinas. Estamos colhendo agora o Carma que já foi semeado em outras vidas, e só podemos amenizá-lo ou até eliminar seus efeitos desastrosos, espalhando amor e auxílio ao semelhante, por iniciativa própria, atendendo à recomendação de Jesus, confirmada pelo apóstolo que disse: “O amor cobre a multidão dos pecados” (I Pe 4,8). Esta importante recomendação podemos encontrá-la já no Antigo Testamento em Provérbios 10,12: “O ódio desperta rixas. O amor, porém, supre todas as faltas”. O futuro está em nossas mãos. Poderemos no agora semear espinhos ou semear flores. Se quero ser saudável, feliz e harmônico amanhã, tenho que semear isso hoje, com amor, paciência e boa vontade. Só o conhecimento das Leis Divinas gravadas no Evangelho, e a vivência dessas Leis é que podem nos salvar. A nossa rebeldia acarretará funestos resultados, com grandes sofrimentos e atrasos para todos nós. Em nosso trabalho de socorro espiritual denominado “Arte-Cura”, temos observado processos pré-encarnatórios em que as criaturas são trazidas para tratamento de correção das futuras deficiências físicas. Nele temos instruções dos mentores espirituais para que recomendemos a estas criaturas que se livrem dos remorsos de erros passados que as levam a punir-se através de aleijões e deficiências, pois seria mais sábio e produtivo o ser reencarnar-se perfeito e dedicar-se ao trabalho beneficente. Temos notado que esta tem sido a tônica das orientações e tratamentos, porque a Bondade Infinita sempre dá uma nova chance ao ser para refazer-se através do amor e da boa-vontade. A criatura tem livre arbítrio e quando a consciência está incendiada de remorsos e profundamente lesada em si mesma, prefere os aleijões como forma de liberar-se definitivamente. Por outro lado os que erraram sabendo o que estavam fazendo e permaneceram assim por rebeldia contumaz, estes sim, a severidade da Lei os obriga a viverem em si mesmos o que fizeram aos outros.


É o conhecido provérbio que diz: “quem não aprende pela boa-vontade e pelo amor, vai acabar aprendendo pela dor”. Que saibamos ser sensatos, aproveitando as possibilidades e recursos que temos nas mãos agora, para construir um futuro melhor, mais alegre e mais feliz.


O Evangelho de Jesus O Evangelho de Jesus é o caminho que reconduz a criatura à intimidade do Criador. Repositório de máximas e advertências morais, demonstração das Leis Cósmicas que governam e disciplinam o Universo. Um tratado perfeito do bem viver, em qualquer época, longitude terrestre ou astronômica e para qualquer tipo humano. A vivência evangélica proporciona uma transmutação consciente da criatura para Deus. O homem evangelizado vive corretamente no seu “mundo pequeno” a mesma pulsação criativa e vibração sublime do “mundo grande”. No Evangelho de Jesus estão refletidos os princípios do próprio Universo.Síntese da sublime ética e princípios científicos que regem o Cosmo. É o “Caminho a Verdade e a Vida” orientados por Jesus. Essência orientadora do comportamento humano na mais perfeita harmonia com os postulados científicos das Leis do Macrocosmo. As regras do Evangelho são as mesmas Leis que disciplinam o pulsar dos sóis, planetas e galáxias. O Pai é um, e uma é a Sua Lei para toda a Criação. O Evangelho é a síntese global de todos os ensinamentos dos iniciados. É o definitivo código de moral para a evolução de todas as criaturas, independentemente de inteligência, raça, cor ou posição social. É o amor preceituado, exaltado e vivido por Jesus. O “faze aos outros o que queres que te façam”. É o repositório total da Eterna Sabedoria. É o equilíbrio perfeito e a fórmula perfeita da ascensão espiritual.


O Passe O Passe é a transfusão de energias fisio-psíquicas do medianeiro ao irmão necessitado. É a operação de boa vontade, vibração de amor que cura, consola e alivia. É a caridade, a ajuda energética, o socorro vibratório. É ato sublime da Fraternidade Cristã. Purifica o raciocínio, o sentimento, o coração e o cérebro de quem doa e de quem recebe. Cura e faz “milagres”. Todos os médiuns passistas devem, antes do início de seus trabalhos, lavar cuidadosamente as mãos, pois elas estão normalmente, impregnadas de resíduos das mais diversas substâncias de nosso contato diário. Igualmente importante é o asseio corporal e mental do médium. Um banho e roupas limpas são, portanto, fundamentais para a composição de um bom clima de trabalho. Um médium jamais deve ter vícios tais como fumo, álcool, drogas, agressividade, imoralidade, etc. Deve nutrir-se moderadamente, evitando alimentação carnívora, procurar desenvolver a calma, a paciência e a ponderação. Também aprender a captar o prana rosa, que é a energia da vitalidade existente na Natureza, e que é extremamente necessária ao curador ou médium passista. Pode-se captá-la, aglutinando-a pela força mental, através do ar que respiramos, inspirando-a calma e profundamente e também canalizá-la através do Chacra Esplênico.


A Água Fluida Quando Jesus se referiu à bênção do copo de água fria em seu nome, não apenas se reportava à compaixão rotineira que sacia a sede comum, ele falava de valores espirituais mais profundos. A água é das substâncias mais simples e receptivas da Terra. É como que a base pura em que a medicação do céu pode ser impressa, através de recursos substanciais de assistência ao corpo e à alma. Embora em processo invisível aos olhos mortais, a água potável recebe a influenciação do mundo espiritual e físico, de modo claro, condensando linhas de forças magnéticas, e princípios elétricos que aliviam, sustentam, ajudam e curam. A fonte procede do coração da Terra, associada à prece que flui do coração do ser, opera milagres. Para auxiliar a outrem e a si mesmo, bastam a boa vontade e a confiança positiva. Se desejas, portanto, o concurso dos amigos espirituais nas soluções de tuas necessidades fisio-psíquicas ou nos problemas de saúde e equilíbrio dos companheiros, coloca teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações, espera e confia. O orvalho Divino magnetizará o líquido com os raios do amor em forma de bênçãos e estarás, então, consagrando o sublime ensinamento do copo de água pura abençoada pelos “céus”. É elemento energético e ótimo veículo para transmitir fluidos benéficos para o ser humano. É sensível aos princípios radioativos emanados do sol e também ao magnetismo áurico do perispírito humano. Não deve fluidificar a água a pessoa doentia ou depauperada, ou que teve recente crise de ciúmes, agressividade, etc. A água fluidificada por pessoa bondosa, sadia, sem vícios e vegetariana pode produzir um quantum energético semelhante à homeopatia na sua 100.000 dinamização infinitesimal.


A Mediunidade “A Mediunidade é talento do céu para serviço de renovação do mundo. É lâmpada que nos cabe acender, aproveitando o óleo da humildade e o combustível da boa vontade; é indispensável nutrir com ela a sublime lua do amor, a irradiar-se em caridade e compreensão para com todos os que nos cercam”. (Emmanuel) Mediunidade é a capacidade de sintonizar, isto é, vibrar no mesmo diapasão e intercambiar pensamentos com outras mentes encarnadas ou desencarnadas. É a faculdade que certas pessoas têm de entrar em comunicação com espíritos e de transmitir mensagens destes, fora do campo pessoal. É um estado fisiológico e foi o veículo de todas as revelações que trouxeram avançados códigos de ética em todas as épocas, estando classificada como mediunidade de efeitos físicos, intelectuais e curativos. Tem por finalidade um programa de serviço assumido antes da encarnação, por espíritos falidos, como meio de resgate e regeneração. É grave compromisso e o espírito deverá prestar contas junto à Justiça Divina. Na grande maioria dos casos a mediunidade manifesta-se através de perturbações nervosas, mentais, etc. (tonturas, náusea, dor de cabeça, problemas na coluna, taquicardia, angústia, medo, arrepios, cansaço, dor nas pernas, braços e músculos, crises de irritação, dificuldade com a sexualidade, insônia ou sonolência, vida atrapalhada, doenças sem diagnóstico ou causa aparente, etc.), revelando a condição inferior e comprometida do encarnado. Para desenvolvê-la ou educála é necessário, em primeiro lugar, buscar um curso de educação de mediunidade em uma casa espírita, amor, boa vontade, algum esforço, renúncia e disciplina. O encarnado que, imprudentemente não der atenção, rejeitar ou abandonar sua mediunidade, lamentará amargamente a fuga da responsabilidade, e sofrerá sérias conseqüências no seu futuro. A Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec, diz-nos que a mediunidade é inerente a todos os seres, sendo passível de ser desenvolvida durante a vida física através de estudos e exercícios mediúnicos. O futuro fez surgir novas informações que, aos poucos, vão complementando as teses do Mestre Lionês, pois o processo evolutivo e o conhecimento espiritual são infinitos. Existe, além da preparação espiritual realizada pelos técnicos reencarnacionistas do Mundo Maior para intensificar ou reduzir este contato espiritual, o caso das pessoas que necessitam resgatar dívidas cármicas através da mediunidade. Esses receberem uma “aceleração” em seu desenvolvimento mediúnico, por meios que a ciência revelará mais tarde. Estes espíritos, então, reencarnam na matéria e desde cedo percebem a presença do mundo espiritual. Alguns, por desleixo ou desinformação, abandonam, ou nem iniciam, o estudo da prática mediúnica. Então, os problemas aparecem. O contato mediúnico desordenado, sem desenvolvimento ou orientação, causa distúrbios mentais que terminam desequilibrando estes espíritos que abandonam o compromisso assumido antes de reencarnar. Muitos deles, terminam por lotar os leitos dos manicômios da Terra, infelizmente. Constata-se nos trabalhos socorristas que a grande maioria dos casos de esquizofrenia e outras patologias similares são decorrentes do


desequilíbrio mediúnico de encarnados que desprezaram o compromisso assumido no astral. Médium é intermediário, é meio, é instrumento do bem ou do mal. Se o interessado não tomar conta dessa “porta aberta” para o mundo oculto, alguém tomará. E se esse alguém for um espírito inferior e de má índole, o médium imprevidente estará metido em complicações e não se eximirá das responsabilidades pela sua falta de atenção e cuidado. Mediunidade é, ainda, um “dom-compromisso” concedido por Deus para demonstração da imortalidade da alma e de sua comunicabilidade, e ainda auxílio recíproco entre a humanidade encarnada e desencarnada. Diz Ramatis que “com a aproximação do final dos tempos, foi arbitrada pelo Alto uma providência que pudesse ainda sanar o mal acumulado por séculos de atividade desordenada, em virtude da busca dos interesses imediatistas da vida. Decidiu-se então que às almas que se predispusessem a um esforço intenso de recuperação, fosse lançado mão de um recurso extremo, que consistia em intensificar a sensibilidade perispiritual dessas almas, de tal forma que se vissem constrangidas a procurar solução inadiável para seus problemas aflitivos. Solução esta que só seria obtida através da própria doação ao bem e renúncia completa às conveniências pessoais, para entregar-se à atividade em benefício do próximo”. O médium é um instrumento apenas, uma máquina a serviço da Bondade Divina. Pode ser uma máquina boa ou má, displicente ou atenta, responsável ou irresponsável, defeituosa ou afinada, viciada ou correta, e refletirá tão somente o que ele der e fizer de si mesmo. Deve estar sempre pronto a descer as escadas e profundezas dos abismos onde gemem os infelizes que lá se precipitaram, oferecendo-lhes socorro.


Mediunidade Curadora Ao tempo do Cristo, a mediunidade curadora disseminou-se por entre os discípulos, que produziam curas, algumas, pela imposição das próprias mãos, outras, através de objetos magnetizados. Em Atos, 19:11 e 12, encontramos o relato de que lenços e aventais pertencentes a Paulo eram aplicados aos doentes e possessos, e, graças a ação magnética desses objetos, ficavam curados. As curas à distância também foram realizadas. O criado do Centurião de Cafarnaum e o filho de um régulo (pequeno rei) foram curados (Mateus, 8:5, 13; e João). Jesus recomendara, quando esteve entre nós, que curássemos. Dizia ele: "Curai os enfermos, expulsai os maus Espíritos, dai de graça o que de graça recebestes." (Mateus, 10:8, Lucas 9,2 e 10:9). É em cumprimento desse preceito que o Espiritismo, além de ser uma obra de educação, procura dar atendimento aos enfermos do corpo e da alma, com a ajuda dos abnegados irmãos espirituais, que se servem dos médiuns passistas, receitistas, doutrinadores e de todos os que, de boa vontade, trabalham em prol da construção de um mundo melhor.


A Equipe Mediúnica O trabalho medianímico deve estar apoiado e ser realizado por equipe mediúnica séria, digna, isenta de vícios grosseiros e atitudes negativas. Os médiuns devem ser devotados ao bem e à vivência evangélica, a humildade, a disciplina e ao estudo. Devem ser esforçados, assíduos e responsáveis. Devem ter como meta primeira servir desinteressadamente por amor, sem preocupação com os resultados, fazendo apenas o melhor ao seu alcance. Ter consciência de que devemos fazer aos outros o que para nós desejamos. Devem aprender a renunciar às glórias humanas, a abrir mãos de sonhos terrenos de poder, riqueza, destaque social e ambições de posse. Devem ser cumpridores de suas obrigações de cidadãos e buscar a harmonia doméstica e o entendimento com a vizinhança. Devem ser tolerantes e compreensivos, trabalhadores e honestos. Servir pelo prazer de servir.


O Comportamento do Médium O talhe da vida de um médium não deve fugir da decência traçada pelo Evangelho. Qualquer outro comportamento do seu modo de ser o denuncia. O comportamento cristão é a meta, o amor fraterno, o combustível que lhe dá segurança. Cada um dá o que tem. O comportamento representado no grupo é o mesmo que deve ser vivenciado em casa, no trabalho e na sociedade. No entanto, o orgulho, o egoísmo, a prepotência, a inveja, a agressividade e a desconfiança, costumam por a perder qualquer médium invigilante. Só aquele que busca educar-se, aprimorar-se e desenvolverse com amor, paciência e compreensão, é que consegue harmonizar-se com as forças do bem, na mediunidade com Jesus.


Atitude, Responsabilidade, Pontualidade e Assiduidade O médium que busca o bem deve avaliar suas atitudes costumeiras, seus automatismos, seus vícios. Deve verificar se costuma ser agressivo, áspero, inquieto ou injusto. Avaliar sua maneira de ser em confronto com os ensinamentos do Evangelho de Jesus. Havendo divergências, é preciso redirecionar-se. A responsabilidade é virtude indispensável no desempenho da mediunidade. Aquele que não deseja cultivá-la, não deve, jamais, envolver-se com trabalhos mediúnicos. Não há nada mais desagradável do que trabalhar com pessoas irresponsáveis, viciosas, que não assumem suas tarefas, que não são pontuais nem assíduas, que por qualquer motivo deixam de comparecer ao trabalho. O médium sério, que quer cumprir com sua proposta de renovação espiritual, tem de abrir mão de muitos projetos pessoais, prazeres mundanos e vícios grosseiros, tais como fumo, álcool, drogas, jogos de cartas, rodas de piadas indecentes, bem como vícios ligados à imoralidade de pensamentos, sentimentos, etc. Isso tira seu equilíbrio e o deixa à mercê de espíritos maldosos, perturbados ou doentes, sofrendo, como conseqüência, doenças, baixas vibrações ou perturbações diversas, além de ficar impedido de sintonizarse com espíritos de melhor padrão vibratório. Deve ser afável, educado, comedido, respeitoso, prudente, e não deve falar demais. Deve ser asseado corporalmente, usar roupas limpas e discretas, deve estudar para conhecer mais e sair da ignorância das Leis maiores e dos fenômenos que são comuns à prática da Doutrina Espírita. Deve procurar melhorar seu vocabulário, conhecer bem o funcionamento da casa onde trabalha e ter consciência de que a tarefa de socorrer pertence a nós, os resultados, porém, somente a Deus e a Jesus. O médium jamais deverá prometer soluções aos consulentes. Só o fato de estar no trabalho de servir seu semelhante, já está se elevando perante a Lei Divina. Enquanto médium de Jesus, é um missionário do Alto para o bem dos outros, e não para o bem pessoal. Embora, naturalmente, deva ser atendido pelos colegas, quando estiver com algum problema. E médium com problemas, pode significar equipe com problemas. Nunca se pode esquecer que as incursões de atendimento não ocorrem somente dentro do centro, ocorrem principalmente no astral, por desdobramento, juntamente com os mentores. E a única forma da equipe ficar sabendo que existe um grupo de espíritos a ser socorridos através da incorporação, é sinalizando um problema num ou em vários médiuns. Deve o médium estar ciente, ainda, que para um bom atendimento, é necessário, além do desejo do bem, saber como agir, e conhecer intimamente o procedimento a ser executado. Para atingir este objetivo, é necessário muito esforço pessoal na busca do conhecimento, pois só através do estudo constante o médium saberá como se conduzir melhor e conseguirá fugir das obsessões e, consequentemente, das práticas levianas e ignorantes. É preciso muita vigilância por parte do médium iniciante, pois que convites


insinuantes e as mais diversas tentações surgem em sua jornada, tudo para tentar desviá-lo do caminho redentor. Caso não haja uma vigilância permanente, pode acontecer de o médium, quando cair em si, já ter-se desviado da nobre missão que lhe traria a libertação espiritual. “Dai de graça o que de graça recebestes” é a severa advertência do Evangelho. Mediunidade não deve ser vendida. O médium deve ajudar os outros a conseguirem o que ele gostaria de obter para si mesmo, e deve rejubilar-se com o sucesso e melhoria dessas pessoas. Jamais deve envaidecer-se com elogios e nem magoar-se com críticas. No momento atual, a mediunidade eclode perturbadora em praticamente todos os encarnados, devido ao grau evolutivo e ao comprometimento do ser. O médium precisa estar ciente dessa realidade para que não se julgue vítima da mediunidade, pois se esta lhe trouxer sofrimentos, é provável que seja pela sua própria teimosia e rebeldia espiritual. Ficam patentes na obra “Os Mensageiros”, autoria de André Luiz, as terríveis conseqüências a que está sujeito o médium irresponsável que não valoriza, não cumpre e nem respeita o seu compromisso mediúnico. O médium é um instrumento apenas, uma máquina a serviço da Bondade Divina. Pode ser uma máquina boa ou má, displicente ou atenta, responsável ou irresponsável, defeituosa ou afinada, viciada ou correta, e refletirá tão somente o que ele der e fizer de si mesmo. O médium precisa ter cuidado ao servir de instrumento a certos espíritos manifestantes. Deve tentar evitar que o espírito manifestante o maltrate ou promova atos tais como fungar, chiar, contorcer-se, bater com os pés ou com os punhos ou mesmo jogar-se ao chão, embora nem sempre isso seja possível. Este comportamento é mais comum em médiuns ainda não educados ou desatentos, que são pegos de surpresa nos casos de incorporações bruscas, provocadas por alguns espíritos violentos, mas quase sempre, dependendo do tipo de trabalho que a equipe desempenha, isso pode ser evitado. “Se queres ser médium de Jesus, caminha no silêncio de tuas decepções, revigora teu espírito nas provas duras e amplia a tela de teus conhecimentos, renunciando todos os dias às tentações egoísticas que procedem de teu atavismo animal. Não queiras subir os degraus da fama enganadora; sê tão pequeno que ninguém te veja entre os maiores. Tem sempre uma palavra amiga, um gesto carinhoso, sê um ponto de amparo e repouso para os sofredores e derrotados da vida. Lembra-te que os prazeres do mundo e as glórias da vida em breve passarão. Apressa teu passo no caminho da bondade e do amor ao semelhante; não exijas dos outros o que eles não te podem dar”. (ditado por um amigo espiritual) O médium deve estar sempre pronto a descer as escadas e profundezas dos abismos onde gemem os infelizes que lá se precipitaram, e socorrê-los. O médium deve ser a água que mata a sede devoradora, o bálsamo que alivia e cura, a calma e a paciência que trazem a calmaria e o equilíbrio, o amor que aquece e reconforta, a luz que desfaz a treva, a compreensão e o entendimento. Ser, por fim, aquele que renunciou a si mesmo em benefício dos outros, ser o seguidor do Médium-Modelo: Jesus. Não precisa ser santo. Deve buscar apenas ser bom e viver normalmente.


Dúvidas no Trabalho Mediúnico “Por uma questão de comodismo, muitas vezes preferem os médiuns furtar-se ao cumprimento de um dever de trabalho, encontrando sempre no plano astral quem lhes incentive a insensatez. Aos poucos, vêem-se enredados, de tal forma que toda a paz lhes foge e ficam impossibilitados de prosseguir sob o peso de tal situação. Nada mais nos resta então do que permitir uma experiência dura que os desperte para a necessidade de reação; e, por mais doloroso que lhes seja o aprendizado, agradecerão ao Senhor quando conseguirem compreender o erro em que laboram.” (...) “Os médiuns que duvidam sempre da própria inspiração, trabalhando num clima de incredulidade, menosprezam a proteção de que são alvo e tornam-se indignos dela. Os amigos espirituais que procuram envolve-los em sugestões positivas de confiança, vêm-se forçados a entregá-los a experiências fortes, a fim de que valorizem a proteção de que eram alvo. Têm que chorar na solidão a que se relegam quando se deixam envolver por sugestões negativas em relação ao trabalho. Por suas próprias disposições de descrença negam-se o direito puro e simples de desfrutar o amparo concedido pelo Senhor, com vistas ao trabalho e a evolução. É certo que o assédio das sombras se faz intenso onde quer que se acenda uma pequena luz, mas ela só se apagará se o trabalhador do Bem recusar-se a defendê-la com o próprio desvelo e amor.” (Ramatis. “Mensagens do Grande C oração. Livraria Freitas Bastos ).


Algumas considerações sobre o Animismo O animismo é uma doutrina que considera a alma como princípio ou causa de todos os fenômenos vitais tais como desdobramentos, aparições “materializadas”, sentidos, consciência, etc. Segundo Alexandre Aksakof[4], Animismo corresponde aos fenômenos psíquicos inconscientes, ou parcialmente conscientes, produzidos fora dos limites da esfera corpórea das pessoas. Aqui a manifestação do desdobramento psíquico (os elementos da personalidade) transpõe o limite do corpo e manifestam-se à distância, por efeitos não somente psíquicos, mas, de certa forma, também físicos. Isto por que plásticos, ou em forma de ideoplastia, com certo grau de consistência e objetivação, podendo ser observado pela vidência. Então, podemos afirmar que um elemento psíquico pode ser, não somente um simples fenômeno de consciência, mas ainda um centro de força substancial pensante e organizador. Por conseguinte, quando exteriorizado, visível ou invisível, esse elemento além de ser um efeito ou fenômeno físico, por sua vez pode produzir outros efeitos físicos e não físicos. O animismo oferece um campo de exploração inteiramente novo, cheio de fatos maravilhosos, geralmente considerados como sobrenaturais; é esse domínio, tão imenso, senão mais, do que o do Espiritismo, que está em nossas mãos para ser estudado, pesquisado e decifrado. É extremamente importante reconhecer e estudar a existência e a atividade desses elementos (desdobramentos ou projeções) da nossa natureza, nas suas mais variadas e mais extraordinárias manifestações. É no campo anímico que reside a causa e solução de inúmeros distúrbios e problemas relacionados com o corpo, com o psiquismo e também com o comportamento humano. E, para que se possa construir uma técnica terapêutica eficiente, é necessário, antes de tudo, que se conheça um pouco sobre a realidade do espírito e suas inúmeras propriedades e possibilidades de manifestação. Sem isso, pouco ou nada se pode fazer. Com toda a certeza, não foi por acaso que o “Espírito da Verdade” orientou Kardec a lembrar que existe uma lei que regula as intenções e possibilidades dos seres humanos, a lei do amor e do conhecimento, sintetizada no “amai-vos e instruí-vos”. Portanto, o estudo das propriedades do periespírito, dos fluidos espirituais e dos atributos fisiológicos da alma, abre novos horizontes à Ciência e nos dá a chave para o entendimento de uma multidão de fenômenos incompreendidos até então, por falta de conhecimento das leis que os regem. Estudando, observando e experimentando, poderemos catalogá-los e, muito provavelmente, descobrir ou formular suas leis.


Mediunidade e Animismo A questão anímica tem sido deturpada de tal maneira que acabou quase se transformando em verdadeiro fantasma, uma assombração para espíritas desprevenidos ou desatentos. Muitos são os dirigentes que condenam sumariamente o médium, rotulando-o de mistificador, ante a mais leve suspeita de estar produzindo algum fenômeno anímico e não espírita. A rigor, não há fenômeno espírita puro, de vez que a manifestação de seres desencarnados, em nosso contexto terreno, precisa do médium encamado e das faculdades da alma (espírito encarnado) e, portanto, anímicas. Não há fenômeno mediúnico sem participação anímica. As conseqüências do desconhecimento sobre o assunto e do descaso deliberado daqueles que o conhecem, deságua também nos manicômios e penitenciárias. Esses lugares estão repletos de pessoas em desequilíbrio, por terem atingido um ponto específico de suas recapitulações do pretérito culposo. E na falta de informação, conhecimento, orientação e providências terapêuticas adequadas, recaíram na loucura ou no crime. Na verdade, a alienação e a delinqüência, na maioria das vezes, expressam a queda mental do viajor espiritual, perdido nas reminiscências das lutas pregressas, à semelhança do aluno, que, voltando à lição com recursos deficitários, incorre lamentavelmente nos mesmos erros. O ressurgimento de certas situações e o reencontro com criaturas ligadas ao nosso pretérito funciona em nossa vida íntima como deflagradores das memórias traumáticas do passado, reativando nossa inferioridade e nossos recalques. Se estivermos desarmados de elementos morais suscetíveis de alterar-nos a onda mental para a assimilação de recursos superiores, quase sempre tornamos à mesma perturbação e à mesma crueldade que nos assinalaram as experiências passadas. Nesse fenômeno reside maior percentual das causas de insanidade e criminalidade em todos os setores da civilização terrestre, porquanto é aí, nas chamadas predisposições mórbidas, que se rearticulam velhos conflitos, arrasando os melhores propósitos da alma que descure de si mesma. Assim sendo, é inegável que os valores da Doutrina Espírita e o conhecimento do aspecto anímico e sua terapêutica, representam valiosos contributos na correção dos impulsos mentais, aperfeiçoando-os e favorecendo a solução de todos os problemas suscitados pelo animismo. Através desses recursos, as criaturas em aprendizado poderiam ser endereçadas à esfera iluminativa da educação e do amor. Ou devidamente amparados nos desajustes de que se vejam portadores, impedindo-se-lhes o mergulho nas sombras da perturbação e, recuperando-se-lhes a atividade para a sementeira da luz. André Luis, na psicografia de Francisco Cândido Xavier, no livro “Mecanismos da Mediunidade”, no capítulo XXIII, “Obsessão e Animismo”, repassa-nos valiosas orientações sobre o assunto, alertando-nos sobre a importância do conhecimento sobre a extensa gama de fenômenos a que está sujeito a criatura humana. Induz-nos ao estudo sobre as propriedades da estrutura periespiritual, sobre os desdobramentos da consciência, sobre as perigosas influenciações a que estamos sujeitos quando não temos conhecimento


sobre essa realidade, ou quando, por rebeldia, nĂŁo tomamos os devidos cuidados.


Obsessão e Animismo “Muitas vezes, conforme as circunstâncias, qual ocorre no fenômeno hipnótico isolado, pode cair a mente nos estados anômalos de sentido inferior, dominada por forças retrógradas que a imobilizam, temporariamente, em atitudes estranhas ou indesejáveis. Nesse aspecto, surpreendemos multiformes processos de obsessão, nos quais Inteligências desencarnadas de grande poder senhoreiam vítimas inabilitadas à defensiva, detendo-as, por tempo indeterminado, em certos tipos de recordação, segundo as dívidas cármicas a que se acham presas. Freqüentemente, pessoas encarnadas, nessa modalidade de provação regeneradora, são encontráveis nas reuniões mediúnicas, mergulhadas no mais complexos estados emotivos, quais se personificassem entidades outras, quando, na realidade, expõem a si mesmas, a emergirem da subconsciência nos trajes mentais em que se externavam noutras épocas, sob o fascínio constante dos desencarnados que as subjugam”


Animismo e Hipnose “Imaginemos um sensitivo a quem o magnetizador intencionalmente fizesse recuar até esse ou aquele marco do pretérito, pela deliberada regressão da memória, e o deixasse nessa posição durante semanas, meses ou anos a fio, e teremos exata compreensão dos casos mediúnicos em que a tese do animismo é chamada para a explicação necessária. O “sujet”, nessa experiência, declarar-se-ia como sendo a personalidade invocada pelo hipnotizador, entrando em conflito com a realidade objetiva, mas não deixaria, por isso, de ser ele mesmo sob controle da idéia que o domina. Nas ocorrências várias da alienação mental, encontramos fenômenos assim tipificados, reclamando larga dose de paciência e carinho, porquanto as vítimas desses processos de fixação não podem ser categorizadas à conta de mistificadores inconscientes, pois representam, de fato, os agentes desencarnados a elas jungidos por teias fluídicas de significativa expressão, tal qual acontece ao sensitivo comum, mentalmente modificado, na hipnose de longo curso, em que demonstra a influência do magnetizador.” (André Luiz[5]). Lembra esse autor espiritual, a seguir, que se fôssemos levados, pelo processo da regressão da memória, a uma situação qualquer em uma de nossas vidas anteriores e lá deixados por algumas semanas, apresentaríamos o mesmo fenômeno de aparente alienação mental, complicada com características facilmente interpretadas como de possessão, pelo observador despreparado. Ou, então, a pessoa seria tida como mistificadora inconsciente. Em ambas as hipóteses, o diagnóstico estaria errado e, por conseguinte, qualquer forma de tratamento porventura proposto ou tentado.


Desobsessão e Animismo “Nenhuma justificativa existe para qualquer recusa no trato generoso de personalidades medianímicas provisoriamente estacionadas em semelhantes provações, de vez que são, em si próprias, Espíritos sofredores ou conturbados quanto quaisquer outros que se manifestem, exigindo esclarecimento e socorro. O amparo espontâneo e o auxílio genuinamente fraterno lhes reajustarão as ondas mentais, concurso esse que se estenderá, inevitável, aos companheiros do pretérito que lhes assediem o pensamento, operando a reconstituição de caminhos retos para os sensitivos corporificados na Terra, tão importantes e tão nobres em sua estrutura quanto aqueles que os doutrinadores encarnados se propõem traçar para os amigos desencarnados menos felizes.” André Luiz, em “Nos Domínios da Mediunidade”, escreve o seguinte: “Muitos companheiros matriculados no serviço de implantação da Nova Era, sob a égide do espiritismo, vêm convertendo a teoria anímica num travão injustificável a lhes congelar preciosas oportunidades de realização do bem; portanto, não nos cabe adotar como justas as palavras "mistificação inconsciente ou subconsciente" para batizar o fenômeno.” Refere-se o instrutor Áulus, nesta passagem, a uma senhora que, embora com as usuais características de uma incorporação obsessiva de espírito perseguidor, estava apenas deixando emergir do seu próprio inconsciente, memórias desagradáveis de uma existência anterior que nem mesmo o choque biológico da nova encarnação conseguira "apagar". Tratava-se de uma doente mental, cujos passados conflitos ainda a atormentavam e se exteriorizavam naquela torrente de palavras e gestos sonidos como se estivesse possuída por um espírito desarmonizado. No caso, havia, sim, um espírito em tais condições - era o seu próprio e, portanto, ela estava ali funcionando como médium de si mesma, produzindo uma manifestação anímica. Mais que ignorância, seria uma crueldade deixar de socorrê-la, com atenção e amor fraterno, somente porque a manifestação era anímica. Continua Áulus, mais adiante: “Um doutrinador sem tato fraterno apenas lhe agravaria o problema, porque, a pretexto de servir à verdade, talvez lhe impusesse corretivo inoportuno em vez de socorro providencial.”(André Luiz. “Nos Domínios da Mediunidade”) Portanto, não devemos abrir trabalhos com desdobramento, nem tratar de corpos ou personalidades sem o devido preparo. Em primeiro lugar devemos estudar o assunto, aprender a lidar com a mediunidade e as incorporações espontâneas, acompanhar algumas sessões de desdobramento junto a companheiros mais experientes e esclarecidos, para só depois abrir nosso próprio trabalho e adentrarmos aos meandros e sutilezas do psiquismo. Dito isto, podemos direcionar nossos apontamentos para a estrutura periespiritual do ser, formada pelo agregado de corpos, níveis e subníveis.


Ação Auto-Obsessiva A auto-obsessão manifesta-se de múltiplas formas, mas, sempre com efeitos arrasadores. Os motivos maiores são a ignorância sobre o assunto e o ceticismo dos próprios interessados que não acreditam ser isso possível. O inimigo é interno e a pessoa tem imensas dificuldades para identificá-lo. As patologias dessa ordem são altamente mascaradas pelas próprias personalidades múltiplas que desejam manter a consciência de vigília na ignorância do que ocorre no mundo inconsciente. Além do mais, existem poucas pessoas e grupos preparados para esse tipo de tratamento. Em nossas pesquisas e atendimentos, com a técnica de Desdobramento Múltiplo, temos encontrado nos corpos, níveis, subníveis, personalidades múltiplas e subpersonalidades, as raízes geradoras desses distúrbios. A maior parte dos casos de retardo mental, de autismo, de homossexualidade patológica e de obsessão, têm aí suas raízes. É manifesta e clara também a sua ação em crianças rebeldes e choronas, em jovens e adultos desajustados, com tendência a desobediência das leis e o desrespeito à sociedade. A ação arrojada, que por vezes os leva à criminalidade, contém, quase sempre, forte dose de auto-obsessão. São criaturas que em encarnações passadas ou mesmo em vivências no astral permitiram envolver em vícios e comportamentos negativos e, mesmo reencarnadas em nova existência, continuam apegadas nesses velhos hábitos. Com isso, demonstram o quanto o homem é herdeiro de si mesmo. Após a descoberta do Desdobramento Múltiplo estamos desenvolvendo novas pesquisas sobre as propriedades do agregado espiritual e da consciência através dos desdobramentos e da regressão de memória. Em um desses trabalhos, por intermédio do desdobramento, descobrimos a possibilidade de dissociar os níveis em sub-níveis, como se fossem um aglomerado de fichas, cada uma com seu registro. Consultamos a espiritualidade perguntando se cada corpo era dividido em sete níveis ou se cada um representaria uma encarnação. Fomos então orientados a pesquisar um pouco mais, a descobrir o que pudéssemos, que depois, então, nos dariam respostas mais conclusivas. Em conversa com Irmã Teresa, no dia 05/04/96, no grupo de pesquisa, ela informou que em casos mais complicados, devemos atender (incorporar) sete ou oito elementos, preferencialmente aqueles influenciados pelos atributos revelados pelo Mental Superior. Nessa época, pensávamos que essas incorporações múltiplas ocorressem por divisões ou fragmentações dos corpos. Não eram. Eram produzidas pelas personalidades múltiplas. Na realidade eram fragmentações ou divisões da consciência. Mas, de qualquer forma, na época, concluímos que, realmente, cada encarnação deveria formar um “disquete” de informações a se agregar aos corpos, o que nos parece, claramente, ser verdadeiro. Permanecendo ligadas ou apegadas em passadas existências desarmônicas, essas personalidades ou conteúdos informativos, criam dificuldades à personalidade encarnada, configurando, claramente, que a auto-obsessão pode levar a criatura até a perda da oportunidade encarnatória. Uma pessoa acomodada, preguiçosa, irrefletida, tem dificuldades para sentir, inovar, determinar-se, construir e modificar-se, ficando a mercê da ação predatória destas personalidades desvirtuadas, ou da influência perturbadora geradas


por memórias subconscientes. Percebemos que criaturas acomodadas passam a vida de forma quase inconsciente, buscando apenas, comer, vestir, reproduzir, divertir-se e dormir. Nada mais. Têm pouca consciência das coisas, mas não têm interesse e nem desejam saber mais. Também não manifestam interesse pelo seu futuro e pela sua realidade espiritual. Passam a vida sonhando e usufruindo, desde que isso não lhes exija maiores esforços. Lamentam, reclamam muito e permanecem cegas às oportunidades e apelos que a vida oferece. Um dia dolorosamente acordam pelo sofrimento ou pela morte, que os vêm despertar, desalojando-as do mofo da própria imobilidade. Só então, é que se dão conta de sua triste realidade. Aí, às vezes, é muito tarde, e a vida já passou. Envelhecidos, doentes ou desencarnados, lamentarão os ensejos perdidos, e amargurados, terão que esperar por novas oportunidades. Terão que expiar sua própria negligência e incúria, e recomeçar outra vez, em novas encarnações reparatórias.


Obsessão Obsessão é o ato ou efeito de importunar ou vexar alguém. É a impertinência excessiva, a preocupação constante ou a idéia fixa (mono-idéia) em alguma pessoa, coisa ou fato. É também a perturbação causada por uma idéia fixa que leva o doente à execução de determinado ato. Espiritualmente, é a perseguição ou sugestão permanente e negativa, mal intencionada. É o domínio ou ação persistente e intencional que alguns espíritos impõem sobre outros. Obsessão é, ainda, a mania, independentemente do estado em que o ser se encontre: encarnado ou desencarnado. É a causa da maioria das doenças mentais que superlotam hospitais psiquiátricos, o que mostra o clamoroso fracasso das religiões em sua missão de iluminar e conscientizar a criatura sobra a sua permanente ligação com o Criador. É a resultante da negação sistemática da realidade espiritual, pois não há o que “religar”, o Pai sempre está conosco, nós é que, às vezes, não estamos com Ele. Todo o ser é herdeiro de si mesmo, de seus atos anteriores, plasmando o seu destino futuro, do qual não conseguirá evadir-se. Portanto, há que se abolir preconceitos científicos e religiosos, penetrar corajosamente no mundo dos espíritos e buscar lá a etiologia das síndromes psicopatológicas. A obsessão é sempre o fruto das transgressões à grande Lei da Harmonia Cósmica que provocam verdadeiras brechas cármicas nos campos vibratórios que protegem os seres, tornando-os vulneráveis. As qualidades negativas, o egoísmo, o ódio, o desamor e os vícios são portas abertas às obsessões e perturbações de toda espécie. A obsessão apresenta caracteres muito diversos, desde a simples influência moral - sem perceptíveis sinais exteriores – até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais. As obsessões podem ser divididas em: a) Simples - Mono e poli-obsessões (inclusive com instalação de aparelhos eletrônicos menos sofisticados); b) Complexas - Goécia (magia negra), obsessão eletrônica mais sofisticada e hipnose; c) Auto-Obsessão - Pessimismo, desconfiança, complexos, rebeldias, fugas, apegos e vivências passadas, ódios, auto-vampirismo, etc. Em qualquer destas classificações pode-se encontrar situações conforme subdivisão abaixo. 01 - Obsessão Simples Obsessão simples é dividida em mono-obsessão, quando há um único espírito agindo sobre outro, e poli-obsessão, quando há vários obsessores sobre uma mesma vítima. Nas obsessões simples a ação é superficial. Não há utilização de recursos mais sofisticados. Suas conseqüências são também relativas. Na poli-obsessão já há uma multiplicação de energia e, às vezes, até implantação de aparelhos eletrônicos no sistema nervoso da vítima, com danos reversíveis ou irreversíveis.


02 - Obsessão Complexa Podemos considerar obsessão complexa todos os casos onde há ação de magia-negra (goécia), implantação de aparelhos parasitas, hipnose, hipnose eletrônica, campos de força dissociativos ou magnéticos de ação contínua (provocadores de desarmonias tissulares que dão origem a processos cancerosos), inibição da criatividade das pessoas, destruição de projetos de vida, parasitismo, vampirismo, etc. Essas obsessões têm planejamento minucioso, urdidura rigorosa e execução diabólica. 03 - Auto-Obsessão A auto-obsessão é a obsessão em forma de idéias fixas, negativas, pessimistas, doentias, que vibram no mundo íntimo da criatura e que se exteriorizam causando uma imensa gama de desarmonias que aos poucos vão destruindo a criatura. Podem ser somatizadas desde a simples forma de cansaço até o câncer fatal. Para falar da autoobsessão seria preciso que se escrevesse um tratado, tal é a quantidade de sintomas que causa. Em nossa experiência com o trabalho de desobsessão, temos observado que o problema da auto-obsessão[6] ocupa lugar avantajado na escala percentual das perturbações chamadas espirituais. Muitas criaturas nos têm procurado com todos os sintomas de auto-obsessão e, na maioria das vezes, já com prejuízos bastante acentuados em seu corpo físico e também em sua vida pessoal, afetiva e profissional. Esse assunto, como os demais, será tratado mais minuciosamente em livros subseqüentes, bem como a terapêutica adequada. 04 - De desencarnado sobre desencarnado A obsessão de desencarnado sobre desencarnado é a obsessão praticada por espíritos de maior capacidade, grau de inteligência e liderança, sobre outros menos preparados.Os primeiros organizam grupos ou bases no astral inferior e arrebanham e escravizam espíritos de menor inteligência e capacidade. Geralmente, por falta de conhecimento ou preguiça, espíritos que desejam vingar-se de desafetos, colocam-se sob a proteção de outros mais experientes e preparados, e se submetem a estes. Visando atingir seus fins e gozar de certos privilégios e proteção, entregam-se ao seu domínio, prestam serviços aos mais fortes, tendo depois, imensas dificuldades em se livrar do imprudente acordo, podendo padecer por anos ou séculos em suas mãos. 05 - De desencarnado sobre encarnado A obsessão de desencarnado sobre encarnado é a obsessão de espíritos que, inconformados com o que lhes aconteceu, deixam-se levar pelo desejo de vingança e


buscam incessantemente seus desafetos, perseguindo-os, atrapalhando-os, prejudicando-os e infernizando suas vidas. E, muitas vezes, a “vítima”, por ser descrente ou descuidada, abre as portas para estas entidades, ao adotar comportamentos negativos, vícios, etc. Quase sempre o assédio começa de maneira sutil e, aos poucos, o desencarnado vai se infiltrando na vida, pensamentos e atos da pessoa. Sintonizando-o cuidadosamente, vai alimentando suas qualidades negativas, adocicando-o com pequenos prazeres, envolvendo-o em vícios, estimulando susceptibilidades, irritações, etc, até que acaba por envolvê-lo por completo. 06 - De encarnado sobre desencarnado A obsessão de encarnado sobre desencarnado é muito comum também. É um tipo de obsessão, onde pessoas, tanto em estado de sono quanto no de vigília, inconscientes dessa realidade, ou desavisadas, obsedam espíritos que lhes estão ligados por laços de afeto, pelas algemas do desafeto, ou por cumplicidade em outras existências. Razões como essas são causa eficiente de grandes inquietudes, desgastes e até de doenças psicossomáticas ou físicas. Essas pessoas apresentam, quase sempre, grande desvitalização, insônia, irritação, revelando acentuado sofrimento que mascara a verdade ocultada atrás da aparência de vítimas. Ao atender um caso desses, o paciente, meia idade, revelava intensa desvitalização. Alcoólatra, profundamente perturbado, dizia: - “Não consigo dormir, acho que estou obsedado. Sinto-me perseguido”. Ao abrirmos a sua freqüência, imediatamente incorporou um espírito manifestando intenso pavor e medo, pedindo que o livrassem, e seus amigos, daquele maldito “feitor” que não os deixava em paz, nem depois de mortos. Ele os localizara no astral e continuava a chicoteá-los permanentemente. Pedia que retirássemos das mãos daquele brutamontes o chicote que ele usava. Tratamos a entidade e, já mais calma, nos explicava que em pretérita encarnação eles trabalhavam numa fazenda onde o paciente era o capataz. Na época, ele usava e abusava impiedosamente de suas prerrogativas, e o chicote “corria solto” sobre seus subordinados. Tinha grande prazer em maltratá-los. O tempo foi passando e todos retornaram ao mundo espiritual, inclusive o capataz. Só que, nem assim ele deixou-os em paz. Logo depois de reencarnado, retornou ao que gostava com maior intensidade: maltratar seus desafetos. Provavelmente, a providência o encaminhou para reencarnação como forma de afastá-lo de suas vítimas preferidas. Por um tempo, enquanto durou o seu processo encarnatório, esses espíritos, visivelmente acomodados e ociosos, puderam ter um pouco de paz. Logo depois, ele reapareceu para infernizá-los. Na mesma condição de algoz, com a mesma fúria e chicote, o calvário desses miseráveis recomeçava. Depois de muito apanhar, o grupo resolveu estudar sua situação a fim de tomar alguma providência. E tomaram. Mesmo temerosos com o que poderia lhes acontecer resolveram aproximar-se, observar seus hábitos e verificar como ele fazia para, mesmo reencarnado, sair do corpo e


lhes encontrar no astral. Assim, talvez pudessem fazer alguma coisa para impedir sua ação. Surpresos, não demoraram a verificar que podiam ter algum controle sobre o temido adversário. Como ele costumava aparecer e atacá-los durante à noite, deduziram que ele só fazia isso quando ele estava dormindo. Portanto, desdobrado pelo sono físico. Então, perceberam que se o impedissem de dormir, eles ficariam livres do seu chicote. Dessa forma, o antigo capataz, de algoz, passou a vítima. 07 - De encarnado sobre encarnado A obsessão de encarnado sobre encarnado apresenta duas facetas bem distintas. No primeiro caso, temos a obsessão afetiva, paradoxal ou ainda pseudo-obsessão. É a forma obsessiva vestida da máscara do amor e o cuidado com a segurança, sucesso e bem-estar da vítima. É o controle ciumento, mascarado de afeto e cuidados. É o caso da mãe que fica controlando e manipulando o filho, escolhendo sua futura profissão, suas namoradas, roupas que deve vestir, programando sua vida, afastando ou destacando sutilmente os aspectos negativos da namorada ou nora, sempre determinando ou preparando os alimentos que deve ingerir, lugares onde deve freqüentar, com quem sair, horários etc. Tudo de forma ciumenta e extremamente preocupada, torturante e obsessiva, ou sutil e disfarçada. Sempre encontra uma forma de imiscuir-se na vida da pessoa, sempre encontrando maneiras de gerar irritação e descontentamento na nora ou futura nora. Imiscui-se sutilmente na vida do filho, como se este não houvesse crescido e precisasse dos cuidados dela. Inclui-se, nesse caso, o chamado “amor ciumento”, muito bem justificado e fundamentado pelo parceiro que afirma: “só quem tem ou senteciúmes é que ama de verdade”. Verdadeira distorção no comportamento e postura afetiva, pois só pode ser verdadeiro o amor que liberta, que deseja o melhor para a criatura amada, que deseja sua felicidade, que aceita as suas escolhas. Quem ama de verdade renuncia a si mesmo em benefício do outro, é feliz com a felicidade do ser amado, mesmo longe dele. No outro extremo, temos o obsessor-mago que suga as energias, os conhecimentos e até as possibilidades de serviço das pessoas, manipula a tudo e a todos os que se deixam envolver em suas malhas. Vive sempre nutrido da vitalidade alheia, que aproveita tudo e de forma gulosa o que a vida material lhe pode oferecer. Quando contrariado e atingido em seus interesses, torna-se terrível inimigo, não mede meios para destruir aqueles que ousam cruzar os seus caminhos, ou que se aproximaram de seus supostos domínios. 08 - Obsessão recíproca A obsessão recíproca ocorre quando dois seres reagem ou revidam um ao outro. Nesses casos, temos os dois contendores em intermináveis brigas, disputas e prejuízos mútuos. Não conseguem permanecer juntos sem agressões e torturas permanentes, mas também não se separam, porque ninguém cede. Muito comum em casais que não se entendem.


09 - Obsessão indireta A obsessão indireta ocorre quando o obsessor não consegue atingir seu desafeto, pelo grau evolutivo deste, voltando-se então, para alguma pessoa que lhe seja cara. Como não há injustiças na Lei Divina, isso só é permitido porque que essa pessoa também é devedora da Lei e tem resgates cármicos que permitem a ação obsessiva. Com isso, através da obsessão, estará se resgatando de seus erros passados também. 10 - Síndrome da indução Síndrome da indução é a presença do encosto ou do parasita inconsciente. Na realidade, é um ser desencarnado, geralmente inconsciente do que faz, que se encosta em um encarnado, buscando alguma forma de alívio e amparo para suas dores e dificuldades, às custas das energias alheias. Nem chega a ser um obsessor, dado que invariavelmente nem conhece a sua vítima. Também não deseja prejudicá-la e nem sabe que a está prejudicando. Assim que conscientizado de sua situação, aceita, sem relutância, ser encaminhado para o devido tratamento. 11 - Fascinação A fascinação é obsessão das mais graves e bastante perigosas, pois neste caso o obsessor produz inicialmente algum tipo de influenciação mental e comportamental na vítima. Se esta for invigilante, viciosa e descuidada, certamente responderá fielmente ao estímulo malévolo e oculto. Aos poucos, e quase sempre de forma sutil, o obsessor vai se insinuando mais intensamente na vida da pessoa, até produzir uma espécie de ilusão sobre os seus pensamentos. Então, a pessoa passa a adotar opinião irredutível, comportamento excêntrico, e acredita estar certo e ter sempre razão, por mais estapafúrdia que sejam seus pontos de vista e suas idéias. Não aceita e nem admite ser contrariada ou criticada. Qualquer observação a respeito de suas atitudes faz com que se sinta imediatamente ofendida e fica melindrada. Quando descrente, pior é a obsessão, pois julgará sempre que os doentes são os outros, recusando-se ao tratamento. 12 – Subjugação A subjugação é a última e mais trágica de todas as fases de uma obsessão. Nela ocorre a paralisia da vontade da vítima. Nessa altura, o enfermo já está totalmente dominado pelo obsessor e tem início o processo de autodestruição e agressão aos circunstantes. É também de difícil tratamento, em virtude da pouca ou nenhuma colaboração do paciente na própria cura. Nestes casos, a solução final será o internamento do paciente. Em todos os casos obsessivos há sempre uma grande contribuição do obsedado que


abdica de sua vontade em favor da vontade forte do obsessor. Por não reagir a essa ação externa e insidiosa, acaba por contribuir com sua própria desdita. Por isso, devemos ficar atentos aos nossos pensamentos, sentimentos, emoções e vontades, vigiando os pensamentos ou idéias interferentes ou fixas, buscando estímulos e idéias novas, eliminando o monoideísmo, princípios dos processos obsessivos. 13 - Simbiose Obsessão onde ocorre uma associação biológica de seres vivos, (plantas, animais, encarnados ou desencarnados), com benefícios mútuos. Um favorece o outro e o outro favorece o um. Bastante comum nos casos de viciações e comportamentos debochados e imorais, em pessoas dissolutas. Muito comum nas auto-obsessões, onde os obsessores associados ao obsedado, propiciam ao mesmo, certas fontes de prazer, visando participarem dos momentos de descuido e absorverem energias e vapores viciosos da vítima ou vítimas, com pleno consentimento destas. 14 - Arquepadia A Arquepadia não é propriamente uma obsessão por não existir mais a presença de obsessores, é a ação de magia antiga atuando, ainda, na vida presente do encarnado que, esquecido de sua realidade espiritual, descuidou-se de evoluir. Como ele permanece vibrando na mesma faixa de quando a magia fora feita, continua sendo atingido pela mesma. Desfeita a magia, ou mudada a freqüência do atingido, fica resolvido o caso. 15 - Parasitismo O parasitismo é a obsessão em que o obsessor fica direta, deliberada e conscientemente ligado à vítima, sugando suas energias e trazendo prejuízos generalizados. Quase sempre é praticado por criaturas maléficas com a finalidade de lesar a vítima em sua economia energética, facultando campo propício para o aparecimento de doenças. 16 - Vampirismo O Vampirismo é obsessão provocada por entidades ociosas que se valem das possibilidades alheias para sua nutrição. São os exploradores do além. Seres perigosos que habitam cavernas do astral e agem normalmente à noite. Têm plena consciência de seus atos. Típico dos espíritos conhecidos como Bruxas ou Vampiros.


Tratamento das Obsessões No tratamento de qualquer tipo de obsessão impõe-se, em primeiro lugar, a decisão séria e honesta do próprio encarnado, quando ainda consciente, de que precisa harmonizar-se. Em segundo, o atendimento do desencarnado que, no mais das vezes é a verdadeira vítima. A conscientização de ambos e a retomada de objetivos superiores, dentro de padrões ético-evangélicos, faz-se necessária, exigindo, muitas vezes, recursos da ciência terrena em conjunto com a terapia espiritual. É altamente recomendável a busca de um objetivo maior, uma meta espiritual digna, uma vivência filosófica superior. Uma vida equilibrada, harmônica, responsável, fraterna e laboriosa já basta para criar campos propiciadores do equilíbrio psicossomático do paciente, ou seja, restabelecer sua saúde física e familiar. É fundamental que ambos, vítima e algoz, adotem os nobres princípios do Evangelho. Que ambos sejam encaminhados, pois, na realidade, os dois, encarnado e desencarnado, encontram-se doentes e obsedados. É recomendável que o encarnado receba passes e água fluidificada, que são valiosos desintegradores dos sedimentos e resíduos agregados às estruturas dos vários corpos e níveis perispirituais, e habitue-se às leituras, pensamentos e conversas de cunho elevado. Imprescindível também a eliminação de vícios e comportamentos negativos, a reordenação dos sentimentos e das ações desordenadas, uma completa, honesta e decidida reforma interior, e, com isso, já teremos eliminado o campo alimentador do processo obsessivo. O resto, a espiritualidade e a Bondade Infinita se encarregarão de fazer. O tratamento mais adequado a essas criaturas é através do sistema holístico: espiritual, energético, psíquico, médico, psicológico e psiquiátrico, sendo que o mais recomendado é a “evangelhoterapia”, embora de longo prazo. As terapias ditas alternativas, como a cromoterapia, a homeopatia, os florais, a regressão de memória e a terapia de vida passada, têm produzido bons resultados.


Os Corpos Corpos são ferramentas de ação do espírito, que lhe dá condição de operar e se manifestar nas mais variadas faixas vibratórias de que é constituído cada orbe onde habita, e onde faz sua evolução. Os corpos sutis são constituídos de sete camadas e sete subcamadas, denominadas de níveis e subníveis. Interagem com os demais elementos e estruturas do espírito, formando, constituindo e dando condições da individualidade eterna poder se manifestar.


01) O Corpo Físico O Corpo Físico é o sétimo e último corpo na escala hierárquica do “Agregado Humano”. Tem por finalidade oportunizar ao Espírito sua manifestação no campo físico. É constituído de compostos químicos e opera na mesma dimensão eletromagnética do Planeta onde habita, porque ambos constituem-se de matéria densa. É uma máquina biológica complexa, cujo funcionamento e constituição são quase inteiramente idêntico ao funcionamento e constituição dos corpos de outras espécies de animais, particularmente aquelas que estão evolucionariamente mais próximas do Homem (os mamíferos, entre estes os primatas, e entre estes os macacos antropóides). A fisiologia, para um melhor compreensão do funcionamento do corpo humano, divide o organismo em diversos sistemas ou aparelhos, constituídos por órgãos que funcionam em conjunto para realizar uma determinada função: - Sistema digestivo; - Sistema respiratório; - Sistema circulatório; - Sistema reprodutor (masculino e feminino); - Sistema excretor; - Sistema nervoso; - Sistema ósseo; - Sistema hematopoiético; - Sistema muscular. “Santuário sublime, que raros estudiosos se recordam de descrevê-lo, o corpo humano é um dos prodígios da realização paciente da Sabedoria Divina, nos milênios de evolução. Templo da alma, em temporário aprendizado na Terra. Por mais se nos agigante a inteligência, até agora ainda não conseguimos explicá-lo, em toda a sua harmoniosa complexidade. Ainda se conhece pouco sobre o milagre do cérebro e a complexidade do eletronismo do sistema nervoso; sobre os gânglios à maneira de interruptores e células sensíveis por receptores em circuito especializado; os neurônios sensitivos, motores e intermediários, que ajudam a graduar as impressões necessárias ao progresso da mente encarnada, dando passagem à corrente nervosa, em altíssima velocidade; como a câmara ocular veicula as imagens, da retina para os recônditos do cérebro, em cuja intimidade se incorporam às telas da memória, como patrimônio inalienável do espírito; o parque da audição, com os seus complicados recursos para o registro dos sons e para a fixação deles nos recessos da alma, que seleciona ruídos e palavras, definindo-os e catalogando-os na situação e no conceito que lhes são próprios; o centro da fala; a sede miraculosa do gosto, nas papilas da língua, com um potencial de corpúsculos gustativos que ultrapassa o número de 2.000; as admiráveis revelações do esqueleto ósseo;as fibras musculares; o aparelho digestivo; o tubo intestinal; o motor do coração; a fábrica de sucos do fígado; o vaso de fermentos do pâncreas; o caprichoso sistema sangüíneo, com os seus milhões de vidas microscópicas e com as suas artérias vigorosas, que suportam a pressão de várias atmosferas[7]; o avançado laboratório dos pulmões; o precioso serviço de seleção dos rins;a epiderme com os seus segredos dificilmente abordáveis; os órgãos veneráveis da atividade genésica e os fulcros elétricos e magnéticos das


glândulas no sistema endocrínico. (...) Da cabeça aos pés, sentimos a glória do Supremo Idealizador que, pouco a pouco, no curso incessante dos milênios, organizou para o espírito em crescimento o domicílio de carne em que a alma se manifesta. Maravilhosa cidade estruturada com vidas microscópicas quase imensuráveis, por meio dela a mente se desenvolve e purifica, ensaiando-se nas lutas naturais e nos serviços regulares do mundo, para altos encargos nos círculos superiores. A bênção de um corpo, ainda que mutilado ou disforme, na Terra, é como preciosa oportunidade de aperfeiçoamento espiritual, o maior de todos os dons que o nosso Planeta pode oferecer. Até agora, de modo geral, o homem não tem sabido colaborar na preservação e na sublimação do castelo físico. Enquanto jovem, estraga-lhe as possibilidades, de fora para dentro, desperdiçando-as impensadamente, e, tão logo se vê prejudicado por si mesmo ou prematuramente envelhecido, confia-se à rebelião, destruindo-o de dentro para fora, a golpes mentais de revolta injustificável e desespero inútil. Dia surge, porém, no qual o homem reconhece a grandeza do templo vivo em que se demora no mundo e suplica o retorno a ele, como trabalhador faminto de renovação, que necessita de adequado instrumento à conquista do abençoado salário do progresso moral para a suspirada ascensão às Esferas Divinas. (...) O corpo humano é um conjunto de células aglutinadas ou de fluidos terrestres que se reúnem, sob as leis planetárias, oferecendo ao Espírito a santa oportunidade de aprender, valorizar, reformar e engrandecer a vida. (...) A carne é uma vestimenta temporária, organizada segundo a vibração espiritual, e essa mesma vibração esclarece todos os enigmas da matéria.[8]” Já André Luiz refere-se ao corpo físico nos seguintes termos: “O veículo carnal agora não é mais que um turbilhão eletrônico, regido pela consciência. (...) O corpo humano não deixa de ser a mais importante moradia para nós outros, quando compelidos à permanência na Crosta. Não podemos esquecer que o próprio Divino Mestre classificava-o como templo do Senhor.[9]”


02) O Duplo Etérico O Duplo Etérico é o sexto corpo na escala hierárquica do “agregado periespiritual”. É constituído por ectoplasma e sua base é o éter cósmico e, como composição exterior, o éter físico emanado do próprio planeta Terra e elaborado no fantástico laboratório homem-espírito. É fundamental nos fenômenos de tele-transporte (efeitos físicos) e acoplamento ou sintonia mediúnica. Este corpo possui inúmeros automatismos que visam o bom funcionamento e o equilíbrio do corpo físico. Não possui individualidade própria, mas tem um certo grau de consciência, um tanto instintiva e reduzida, e pode ser dividido em sete níveis ou camadas conforme estudos e informações da espiritualidade. Grande número de doenças e desarmonias podem estar alojadas no Duplo Etérico, influenciando, daí, o Corpo Físico. Sua cor é azul do lado esquerdo e alaranjado do lado direito e, quando em intensa atividade, tende ao azul-cinzento-violáceo. Todos os seres vivos possuem Duplo Etérico, embora nem todos tenham Corpo Astral ou Mental. Pode ser afetado por substâncias ácidas, hipnóticas, sedativas ou entorpecentes. É sensível também ao perfume, frio, calor, magnetismo, etc. As criaturas dotadas de mediunidade devem ter o máximo cuidado evitando alimentos ou bebidas com as características acima descritas. Pode ser afastado do agregado e do corpo físico por pequena distância, através de anestesia, transe mediúnico, sono, coma alcoólico, hipnotismo, etc. mas tende sempre a reintegração. O Duplo vibra em média um centímetro acima do Corpo Físico. Sua função mais importante é transmitir para a tela do cérebro todas as vibrações das emoções e impulsos que o periespírito recebe da alma. Além de absorver a vitalidade ou prana do mundo oculto, emanada do sol, misturando-a com as várias energias vitalizantes do planeta, distribui-as ao soma. Seu automatismo é instintivo e biológico, não inteligente. Segundo Ramatis, no caso do ataque epiléptico, o Duplo Etérico fica saturado de venenos usinados, acumulados e expurgados pelo periespírito ou pelos níveis mais altos da consciência e afasta-se violentamente do corpo, evitando, com isso, danos à delicada construção celular do Corpo Físico. Ele possui função semelhante ao do fusível ou chave disjuntora, que sob o efeito de elevação brusca da tensão elétrica, desliga-se automaticamente, aliviando e preservando o sistema. É claro que são ataques semelhantes, mas não são ataques epilépticos. Nessa categoria, pela nossa experiência e observação, podemos comentar sobre mais três fenômenos que se assemelham ao ataque epiléptico: a) A ação agressiva de um obsessor violento a uma criatura possuidora de alta sensibilidade mediúnica (nervosa), quando direcionada ao pescoço da vítima, produz a mesma aparência do ataque epiléptico; b) Quando a criatura traz em si lembranças de erros graves cometidos em vidas passadas, mesmo veladas, por remorso, tende a “voltar” ao local onde errou. Ao defrontarse com os quadros ideoplastizados, ou com o antigo cenário ainda existente, sofre tremendo impacto nervoso e emocional, entrando em convulsão;


c) Quando antigas vítimas, agora transformadas em vingadores, plasmam ao redor da criatura, ou na sua tela mental, clichês ou quadros tenebrosos de seus erros cometidos em passadas existências. Da mesma forma, um choque emocional acontece, parecendo um ataque epiléptico. Nos três últimos itens, o fenômeno geralmente é inconsciente e de difícil diagnóstico, mas perfeitamente passível de tratamento e cura, a nível espiritual num primeiro estágio, e psicológico num segundo. Mas, retomando nosso estudo sobre o Duplo Etérico, podemos tomar também, como exemplo do bloqueio do fluxo de energia nos chacras e no Duplo Etérico, os casos das pessoas que portadoras de vícios químicos. O tabagismo, a tóxicomania, a dipsomania e os medicamentos, estão em primeiro lugar. Conhecido é o caso da Talidomida, que era um medicamento recomendado como tratamento nos enjôos da gravidez, e que produzia um bloqueio nas articulações dos ombros dos bebês em formação. O bloqueio ocorria por impedimento do fluxo das energias que deveria formar os braços. Como conseqüência, nasceram bebês apresentando deficiências físicas irreversíveis. O Duplo Etérico, quando do desencarne do ser, tem ainda a função de drenar para o cadáver, energias residuais acumuladas nos corpos. Dessa forma, livra o desencarnante das sobrecargas negativas, evitando sofrimentos futuros nos charcos de lama ácida do baixo astral, onde o mesmo teria que drenar esses sedimentos deletérios. No desencarne por suicídio, acidente ou síncope cardíaca, ocorre uma espécie de choque bastante violento, gerado pela desintegração dos motos vorticosos (chacras). Esse choque provoca o rompimento dos cordões fluídicos, impedindo a imediata e necessária drenagem de que já falamos.


03) Corpo Astral O Corpo Astral é o quinto corpo. É o detentor dos atributos da emoção, da sensibilidade geral, do instinto e das emoções passionais. É o primeiro invólucro espiritual mais próximo da matéria, facilmente visível por clarividentes. Sua luminosidade é variável. Pode apresentar-se branca argêntea, azulada, etc. É o responsável pela organização biológica do molde que estrutura o Corpo Físico. É observável por fotografias, vidência, moldagens, impressões digitais, impressões tácteis e aparições fantasmáticas. Todos os espíritos que incorporam em médiuns possuem esta estrutura corpórea sutil, necessária à sua manutenção no mundo astral. Já os espíritos que não possuem este corpo, em virtude de seu grau de evolução mais elevado, se comunicam com médiuns via intuição mental. Observamos que os espíritos que estão na forma ovóide, e que se apresentam completamente disformes, na realidade não perderam o Corpo Astral, eles o “implodiram” ou o deformaram. Afirmamos isso em virtude de termos conseguido incorporá-los e restabelecer a sua forma humana. Se houvessem perdido esse corpo, o restabelecimento não seria possível. Em um trabalho de estudo sobre o Desdobramento Múltiplo, analisávamos o Corpo Mental Superior de um dos médiuns. Incorporado e já tendo recebido os cuidados terapêuticos que julgamos conveniente às suas necessidades, resolvemos aproveitar de suas possibilidades mnemônicas, já que nos encontrávamos amplamente amparados pelos nossos Mentores ligados ao trabalho de pesquisa. Interessados em saber o que realmente acontece no processo de ovoidização de um espírito, procuramos verificar se ele, corpo Mental Superior, detinha alguma informação do gênero em sua memória que pudesse ser acessada por nós. Como resposta, o médium nos relatou que no intervalo de uma de suas encarnações ele freqüentava uma avançada escola no Astral. Certo dia, ele e seus colegas foram convidados para observar um antigo colega em processo de desencarne. Esse antigo colega, deixando de lado o caminho da Luz,, escolheu trabalhar na magia negativa até o final de sua existência física, em rebeldia espiritual deliberada e consciente. Na medida em que o processo de libertação acontecia, ficavam mais claros os sinais e as marcas trágicas da vivência desvirtuada e dos talentos mal utilizados por aquele ser. Liberto do Corpo Físico, o veículo astral mostrava-se enegrecido e com visíveis sinais de decomposição e desgaste. Era como se as energias se esvaíssem incontrolavelmente, produzindo na criatura, deformações e um desespero irremediável e avassalador. Ao final do processo ele não tinha mais forma humana, apenas uma estrutura em forma de ovo era o que restava. Em seu mundo mental, o terrível remorso causado por suas ações impensadas que resultara em tão trágico desastre, a perda temporária de sua forma humana. Imensa e desesperadora sensação de vazio e solidão lhe invadia o espaço mental. Dali por diante, por longos anos ou séculos, seria o algoz e a vítima de si mesmo, experimentando todo o horror da consciência mutilada.


Aquele que recusara a orientação e o amparo da Lei, ficaria entregue ao caos que imprudentemente deflagrara em si mesmo. Sentindo-se desesperançado e aterrorizado, mergulhou em negro abismo interior. Colhia a própria e insensata semeadura. Até quando? Só Deus sabe. Após este relato, profunda reflexão nos invadiu a alma.Ficamos a pensar que, com certeza um dia, após expiar seus crimes, acordará, e nesse dia, se aperceberá que não pode e não deve lutar contra o inelutável, o invencível poder das Leis evolutivas que são delineadas para a condução benéfica e harmoniosa da criatura ao Criador. A Bondade Infinita, que a ninguém desampara, estaria velando. E, quando essa criatura estivesse pronta e disposta a regenerar-se, seria então, socorrida e tratada. Por outro lado verificamos também que médiuns que se recusam sistematicamente a educar sua mediunidade e colocá-la a serviço do semelhante, no trabalho do bem, acumulam energias no Corpo Astral e no Duplo Etérico, deformando-os e prejudicandoos. O Corpo Astral tem ainda a função da sensibilidade, dor ou prazer, e registro das emoções sob a vontade da consciência física. Tem desejos, vícios, sentimentos e paixões que nele são impressos pela força do psiquismo. Este corpo é utilizado no mundo espiritual para incorporar espíritos já desprovidos dele, tal como nossas incorporações mediúnicas. O Corpo Astral pode desencaixar (desdobrar) do Corpo Físico por anestesia, coma alcoólico, droga, choque emotivo ou desdobramento apométrico, da mesma forma que o Duplo Etérico também pode. É com ele que, nos trabalhos com a técnica da Apometria, projeções astrais conscientes ou por sonho, viajamos e atuamos no tempo e no espaço.


04) Corpo Mental Inferior ou Concreto O quarto corpo é a Alma inteligente, intelectiva, responsável pela mentalidade e associação de idéias. Pode ser registrado por fotografias ou percebido pela vidência. Sua aura ovalada envolve todo o corpo físico. É o corpo que engloba as percepções simples, através dos cinco sentidos comuns, avaliando o mundo através do peso, cheiro, cor, tamanho, gosto, som, etc. É ele o repositório do cognitivo, o primeiro grande banco de dados onde a mente física busca as informações que precisa. Seu raciocínio é seletivo. Ele registra aquilo que, exterior à nossa pele, impressiona o nosso sistema nervoso. Está mais relacionado com o Ego inferior ou Personalidade encarnada. Este corpo, quando em desequilíbrio, gera sérias dificuldades comportamentais, como comodismo, busca desenfreada de prazeres mundanos, vícios etc. Normalmente, sua forma é ovalada, mas pode ocorrer, em raros casos, formas triangulares ou retangulares. Suas cores podem ser variáveis. Da mesma forma que os outros corpos, é composto de sete níveis e quarenta e nove subníveis.


05) Corpo Mental Superior ou Abstrato O Corpo Mental Superior ou Abstrato é o terceiro corpo na hierarquia do agregado periespiritual. É o revelador e detentor da memória criativa e pode ser percebido através da vidência. Esse corpo é primeiro decodificador dos impulsos que descem do Corpo Búdico e, também, é um banco de dados a disposição da consciência manifestada no mundo físico. Esse corpo proporciona à consciência a possibilidade de elaborar e estruturar princípios e idéias abstratas, de buscar sínteses ou conclusões, que por sua vez são geradoras de novas idéias, infinitamente. Quando acionado para as coisas superiores, dinamiza, impulsiona estudos e pesquisas, visando o aprimoramento do ser. Quando carregado por registros inferiores, pelos atributos de poder, mando e domínio do meio que é detentor, cria sérias dificuldades à personalidade encarnada. Além disso, desdobra-se em níveis e subníveis, dando gênese e impulsionando personalidades múltiplas rebeldes, alimentadas pelos seus registros. Impulsiona e alimenta grupos de personalidades desdobradas que fogem do projeto encarnatório e ignoram a realidade da personalidade encarnada. Tem forma de uma rosácea com nove pétalas, quando harmônico e saudável. Suas pétalas apresentam tom cromático de chamas amareladas ou alaranjadas, com várias outras nuances cromáticas. Cada pétala tem significado particular e retrata as vibrações de cada um dos sete corpos (sendo que o Átma, o Astral e o Duplo Etérico são representados por duas pétalas cada. Já o Corpo Búdico está representado pela pétala superior em forma de cálice, contendo três pétalas menores, representando as “almas” Moral, Intuitiva e Consciencial. Por ser o corpo do raciocínio criativo, é através dele que elabora o os raciocínios e processos responsáveis pelo avanço científico e tecnológico, além de todo nosso embasamento filosófico. É gerenciador das avaliações, da formulação de teorias, do relacionamento e interpretação dos símbolos e da elaboração das leis. É o corpo do subjetivo, mais relacionado com o Eu Superior, Crístico, Individualidade. É o chamado Corpo Causal, revelador da vontade e imaginação, o gerenciador dos programas e ações do ser. Grava facilmente os hábitos de mando e poder, que dominam o meio onde o ser vive, podendo, por alguma contrariedade, reagir negativamente a esse meio.


06) Corpo Búdico O Corpo Búdico é o segundo corpo do agregado periespiritual. É composto pelas três Almas - Moral, Intuitiva e Consciencial – indescritíveis instrumentos de manifestação do espírito.Suas linhas de força, que formam parte do corpo do espírito, são constituídas de matéria hiperfísica[10], de sutil quintessenciação[11]. Tem como atributo principal ser o grande núcleo de potenciação da consciência. Nele, todas as experiências e acontecimentos vividos pelo espírito estão armazenados. É dele que partem os impulsos do reciclar permanentemente as experiências mal resolvidas, reviver as experiências fracassadas até que elas se tornem aceitáveis, e reformular as experiências que necessitam de atualização. Assim sendo, é dele que partem as notas de harmonia ou desarmonia que brotam na consciência encarnada. As experiências bem sucedidas que estão ali arquivadas já são patrimônio do espírito, servem de modelo e alicerce para novos cometimentos. As experiências mal resolvidas ali permanecem até que o espírito se fortaleça através de novos esforços e, depois disso, são remetidas de volta a uma personalidade encarnada para novas e melhores significações. Por ser instrumento da consciência cósmica, as impulsões ai geradas terão seus efeitos visíveis e somatizados no Corpo Físico ou no psiquismo da personalidade encarnada. De um modo geral, o Corpo Búdico é pouco conhecido. Longe de nossos padrões físicos e de nossos meios de expressão, não há como compará-lo. Tudo o que é inferior tende ao movimento descendente. Por isso, o corpo somático passa a ser o grande “fio terra”, onde deságuam os resíduos negativos gerados pelos erros do espírito em evolução. Quando, no labor medianímico, trabalhamos na limpeza e no desbloqueio dos cordões energéticos que ligam os corpos, observamos intensa e luminosa torrente de luz multicor jorrar desse corpo até os corpos inferiores. Através da visão psíquica, observamos que os corpos Búdico e Átmico formam maravilhoso e indescritível foco de luz, semelhante a uma esfera de cristal multicor, girando e flutuando no espaço. As três almas, componentes do Corpo Búdico, têm as funções a seguir descritas. A Alma Moral é o veículo que proporciona a manifestação do discernimento do bem e do mal sob o ponto de vista individual. Tem a forma de um sol em chamas, é o veículo que impulsiona o espírito a obediência às leis do local onde está encarnado, comandando o comportamento da personalidade encarnada em relação ao meio. A Alma Intuitiva é o veículo que proporciona o iluminismo[12], a manifestação da intuição, da inspiração do gênio[13] científico, literário e artístico. Tem a forma de uma ponta de lança triangular, irradiando, em torno, chamas ramificadas, animada de movimento rotatório lento. Espécie de sensível antena captadora e registradora das informações que vibram no cosmo. A Alma Consciencial, em forma de um pequeno sol muito brilhante, tem


radiações retilíneas. É o centro da individualidade espiritual. Consciência coordenadora e diretora da vida, elo de ligação com a Centelha Divina.


07) Corpo Átmico Primeiro corpo do Espírito Essência (Mônada Quântica, Princípio ou Centelha Divina, Semente pulsante de vida). Corpo da “idiogênese diretriz[14] e formativa”, princípio fundamental e coordenador. Esfera multifacetada, verdadeiro sol irisado de luzes policrômicas. Inexplicável, indescritível, imanente, transcendente e eterno. De acordo com a milenar concepção setenária, originária da antiga tradição oriental, o agregado homem-espírito compõe-se de dois extratos distintos: A TRÍADE DIVINA OU TERNÁRIO SUPERIOR (INDIVIDUALIDADE OU EU) – a individualidade é composta pelos corpos Átmico, Búdico e Mental Superior; B - QUATERNÁRIO INFERIOR OU EGO-PERSONALIDADE – é composta pelos corpos Mental Inferior ou Concreto, Astral ou Emocional, Duplo Etérico ou Corpo Vital e Corpo Físico ou Somático. Os corpos Físico e Etérico são materiais, que se perdem pelo fenômeno morte. Os demais são Espirituais e o ser os vai abandonando, gradativamente, na medida que evolui até se tornar espírito puro. O Corpo Etérico é o mediador ou elo plástico entre o Corpo Físico e o Astral ou conjunto periespírito. Essas ligações acontecem ou se fazem por cordões existentes nos centros de força e pelo cordão prateado, com ligação na região da nuca. Em nosso caso, o interesse foi mais direcionado aos aspectos do psiquismo, por isso, pouco estudamos essas ligações ou cordões. No entanto, como trabalhamos profissionalmente com terapia de vida passada, freqüentemente, nesse trabalho, percebemos dificuldades com os cordões, que parecem sujos ou emaranhados, necessitando de tratamento.


O Agregado Periespiritual O Agregado Humano ou periespiritual vem sendo objeto de pesquisas desde as mais remotas eras. O desdobramento desse agregado, como também a comunicação com os espíritos, já acontecia e era prática comum nos primórdios da humanidade. Muito embora, fossem praticados apenas por iniciados nos chamados “mistérios sagrados”, no segredo dos templos, onde ao vulgo não era permitida a entrada. Sabemos que o estudo e o exercício da mediunidade só foi melhor organizado e sistematizado depois do advento da Doutrina dos Espíritos, pesquisada e codificada por Allan Kardec, sob a orientação da equipe do Espírito da Verdade. Depois disso, realmente a comunicação com os espíritos e as práticas mediúnicas saíram do plano dos mistérios, do sobrenatural e do simples mediunismo, para tomar a feição de Filosofia e Ciência com conotação religiosa. Isso se deu com o lançamento de o Livro dos Espíritos, em 1857, na França. Como todos os demais ramos das ciências e filosofias, os pesquisadores do psiquismo e da Doutrina dos Espíritos pagaram e pagam ainda suas cotas de perseguição, dor e sofrimento. O dogmatismo equivocado das religiões, dos sistemas filosóficos e a cegueira dos homens, em todos os tempos, perseguiram e tentaram destruir ou desmoralizar qualquer nova doutrina, técnica ou procedimento que ameace o comodismo vigente. Com isso, sufocando ou retardando o progresso e a evolução do espírito humano, notadamente no que tange ao espiritual. Evidentemente, nos últimos tempos e na atualidade, já não tinham e não tem mais os mesmos poderes e instrumentos que lhes permitiram, na Idade Média, condições de prender, torturar, queimar e matar milhares de criaturas em nome de uma fé religiosa ou de um ideal filosófico. Todos aqueles que ousassem afrontar as “verdades estabelecidas” sofreriam as mais atrozes e perversas crueldades. E os que conseguissem escapar, teriam de esconder-se para poder dar prosseguimento aos seus estudos e pesquisas. O progresso é Lei Divina e ninguém pode interromper o seu curso, apenas atrasá-lo. O tempo arredou os impedimentos, desarmou os poderosos. Mas ainda hoje, nos estertores finais da agonia, movem seus tentáculos, tentando amordaçar os arautos da verdade, que dia-a-dia se multiplicam, tornando-se mais vigorosos. A partir da segunda metade do século passado, renomados pesquisadores europeus dedicaram-se às pesquisas do homem-espírito, em nível científico, notadamente no campo do psiquismo experimental. Temos notícias de que o primeiro a exteriorizar o duplo humano a nível científico foi o sábio físico e químico austríaco, Barão de Reichenbach, entre 1850 e 1865. Mais tarde, em 1893, o famoso diretor da Escola Politécnica de Paris, coronel Albert de Rochas, autor de inúmeras obras e tratados científicos na área do complexo psiquismo humano e do metapsiquismo, deu continuidade ao trabalho. Com isso, marcou o início e o ponto de partida para o movimento de renovação das ciências ligadas ao psiquismo, imprimindo-lhe nova orientação, essencialmente positiva e experimental. Utilizando-se da hipnose magnética, desdobrou e estudou o Duplo-Etérico,


juntamente com os demais corpos, chamando-o de aerossoma I, (Alma Vital), porque previu que poderia continuar desdobrando e chegando aos demais aerossomas. Coube a outro pesquisador, o cientista Hector Durville, em 1909, desdobrar o Corpo Astral, que foi chamado de aerossoma II (Alma Sensível), verificando, repetindo e expandindo as pesquisas de seus antecessores, cuja exatidão era indiscutível. E, tal como Albert de Rochas, previu o desdobramento do terceiro corpo ou aerossoma III. Continuam os trabalhos os eminentes Drs. H. Baraduc, L. Lefranc e Charles Lancellin. Coube ao Dr. Baraduc a glória de dissociar o terceiro corpo ou aerossoma III, notando que este novo elemento tinha não mais a forma humana, mas a forma ovóide, de coloração luminosa, concluindo tratar-se do Corpo Mental Concreto ou inferior (Alma Inteligente). Em 1912, L. Lefranc, que havia sido o mais dedicado cooperador de Durville, acabou, após intenso trabalho, por dissociar o IV aerossoma, observando que sua forma assemelhava-se a uma chama de halo muito brilhante. A este corpo deu o nome de corpo causal, considerando-o como detentor da memória e da vontade. Nessa altura das experiências explode a primeira grande guerra mundial de 1914 a 1918, e os experimentos foram paralisados. Além dos eminentes pesquisadores em pauta, houveram outros não menos importantes e valorosos, que chegaram às mesmas conclusões, ou a conclusões assemelhadas, repetindo as mesmas e outras experiências. Dentre eles, citamos Dr. Joire e Fernandez Colavida. Surgida a paz com o fim da guerra, Charles Lancelin retornou às pesquisas com fervor e competência, aplicando uma magnetização intensiva e prolongada sobre o vértice do último elemento anímico desdobrado. Ou seja, do último fantasma, agindo ao contrário da forma usada por L. Lefranc e H. Durville, que aplicavam o magnetismo na base do elemento. Com isso, obteve um novo processo de desdobramento mais eficiente, o qual chamou de analítico, produzindo uma melhor e mais completa dissociação dos elementos da alma humana. Charles Lancelin que era discípulo do coronel Albert de Rochas, após exaustivas experiências e mudando a técnica analítica para a outra técnica que chamou de sintética, conseguiu dissociar os elementos V, VI, VII, alma moral, alma intuitiva e alma consciencial. Considerou que o Atma seria o VIII elemento, perfazendo um total de nove com o corpo físico. Charles Lancelin, Irmã Teresa e Mahaidana, foram os espíritos que nos orientaram no momento em que pesquisávamos a técnica do desdobramento e incorporações múltiplas, no início de 1995. Em virtude dos persistentes estudos desses eminentes pesquisadores, que passaram do processo hipnótico para o processo de indução magnética, por ser menos traumático e mais eficiente, é que se chegou a descobrir a lei básica do desdobramento e ação à distância, do complexo homem-espírito. Neste ponto das pesquisas, estava estabelecida a base segura para que outros pesquisadores demonstrassem a sua competência perquiridora. Até aqui, os sistemas ou métodos conhecidos eram utilizados somente em experimentos morosos, visando a


comprovação daquelas informações e os conhecimentos legados pelos antigos Iniciados. Surge então, em 1965, a ferramenta apométrica que é para nós a utilização prática e proveitosa da experiência e descoberta dos pesquisadores do passado. Dizem os Instrutores Espirituais que, ao Brasil, está reservada a missão de evangelizar a humanidade. No entanto, sabe-se das imensas dificuldades morais com que a Terra do Cruzeiro ainda se debate. Nosso povo encontra-se convalescente de erros milenares, cometidos em outras latitudes geográficas, e precisa, antes de ser irradiador de luzes e sabedoria, curar as feridas morais que exibe. Para isso, precisa primeiro de terapêutica adequada, para então poder confirmar as profecias. Um desses instrumentos terapêuticos foi trazido até nós em 1965, quando, em Porto Alegre, RS, no Hospital Espírita, um médico natural de Porto Rico, Dr. Luiz Rodrigues, demonstra uma nova técnica terapêutica, com a qual trata seus pacientes. A técnica denominava-se Hipnometria e consistia em se desdobrar a consciência dos pacientes, através de contagem lenta, e levá-lo até os médicos desencarnados no plano espiritual para tratamento (o desdobramento de corpos deixa o paciente inconsciente, já o desdobramento de consciência não). Embora ele mesmo não fosse espírita, sua técnica funcionava, e muito bem. Por essa época, chefiava a equipe de pesquisas científicas do Hospital Espírita de Porto Alegre o Dr. José Lacerda de Azevedo. Em sua incansável procura de soluções para os intrincados problemas da mente humana, Dr. Lacerda acabou por encontrar o Dr. Luiz Rodrigues. Convidado por ele, foi conferir o seu trabalho. Após assistir a duas sessões demonstrativas do referido trabalho, teve olhos de ver que estava diante de extraordinária oportunidade de absorver uma técnica de socorro da maior eficiência e importância. Nesse momento, o pesquisador do presente acordou nos refolhos da alma, as lembranças de pesquisas desenvolvidas no passado, que estavam arquivadas para aplicação em momento oportuno. A hora havia chegado, era preciso desarquivá-las e dar-lhes continuidade. Dr. Rodrigues denominava a sua técnica de Hipnometria[15], embora nessa modalidade de tratamento, não há sono algum. Dr. Lacerda, observando que a técnica do Dr. Rodrigues nada tinha de sono, entendeu que o termo não se adequava à técnica. Percebeu que o fenômeno consistia num desdobramento produzido pela vontade forte e treinada do operador, instantaneamente, independente de hipnose, utilizando-se apenas das possibilidades anímicas da pessoa. Observou também que não era utilizado o antigo método magnético de desdobramento e dissociação desenvolvido pelos psiquistas do passado. Diante do fenômeno e da possibilidade de sua reprodução e controle, Dr. Lacerda percebeu a possibilidade de criar ou desenvolver uma nova técnica terapêutica. E, para a nova técnica, cunhou a designação “Apometria”, que é um composto das palavras gregas “apo[16]” que significa “afastamento”, e “metron” significando medida, explicitando um desdobramento por ação da vontade imediata do operador. Estudando, pesquisando e experimentando a nova técnica com amor, carinho e


dedicação, Dr. Lacerda e sua equipe chegaram a resultados inesperados. Aplicando a técnica em pacientes de toda a ordem, o método surpreendia, facilitando enormemente o diagnóstico dos sintomas como também trazendo, de imediato, resposta positiva nos tratamentos aplicados. Muitas vezes, o paciente surpreendia a equipe, totalmente recuperado, após uma sessão de atendimento. Em 1988, após vinte anos de pesquisas e milhares de doentes e espíritos curados, o pesquisador lançou o seu primeiro livro intitulado “ESPÍRITO E MATÉRIA - Novos Horizontes Para a Medicina”, contendo suas pesquisas e descobertas. Ali estão documentados inúmeros casos interessantes, bem como o relato dos experimentos que, depois de repetidos, estudados, analisados e comprovados até a exaustão, puderam ser transformados em leis. Ao folhear as páginas desse livro, encontramos nele um verdadeiro tratado das ciências do espírito e do psiquismo humano, uma extraordinária fonte onde se pode saciar a sede de autoconhecimento. Cada parágrafo se desdobra em verdadeira fonte, rica de informações, conhecimentos e possibilidades de pesquisa, que abrem ao leitor interessado na terapêutica psico-espiritual, amplos horizontes para fecundas realizações. Logo a seguir, veio o livro “Energia e Espírito”, formando o que poderíamos chamar de a segunda “asa”, que dará ao psiquista interessado e movido por amor fraterno, a possibilidade de alçar vôo em direção ao segredo da cura e da felicidade humana. Em 1990, tivemos notícias dos trabalhos liderados pelo Dr. Lacerda e da nova técnica utilizada no socorro a encarnados e desencarnados: a Apometria. De imediato, percebemos a importância do novo método e procuramos nos inteirar sobre o assunto, pois a nova técnica trazia algo dos “milagres” dos Antigos Iniciados e Grandes Mestres de todos os Tempos, tais como, velocidade de trabalho, boa fundamentação lógica, e vinte e cinco anos de experimentações comprovadas. Na realidade, a Apometria é a utilização do desdobramento pesquisada no passado pelos cientistas do psiquismo, de certa forma, desprezada e esquecida no tempo.Assim, o assunto “desdobramento” vem estudado e debatido há muito tempo, e está muito longe de ser esgotado. Mas o método apométrico desenvolvido pelo Dr. Lacerda, simples no seu enunciado, pode ser compreendido e utilizado por qualquer interessado na prática do amor fraterno, sem nenhuma dificuldade ou possibilidade de erro ou efeito secundário negativo. Mesmo não sendo aceito por alguns, ou sendo combatido por outros que, muitas vezes, do método nada conhecem, a Apometria vai muito bem. Não devemos esquecer o que disse a Mentora Irmã Teresa, incorporada em uma de nossas médiuns, ao falar sobre esse assunto: “Cada um deposita fé naquilo que quer e deseja. Infelizmente nem todos acreditam no mesmo que nós, mas nem por isso deixarão de ser nossos amigos e companheiros de caminhada. Nenhuma oportunidade proveitosa deve ser desperdiçada, e nos foram colocados nas mãos valiosos instrumentos para aliviar o sofrimento alheio e enriquecer os nossos conhecimentos. Usemo-los para ensinar aprendendo e aprender ensinando, sem nos preocuparmos com as opiniões alheias.” Nossos escritos visam facilitar o trabalho dos que se interessam por ajudar ao semelhante e auxiliar àqueles que nos buscam, ansiosos por encontrar um alívio para suas angústias. Visam também, cooperar com nossos colegas de aprendizado no bem, auxiliar na compreensão das técnicas, facilitar a sua aplicação consciente, demonstrar a amplitude


dos seus recursos, e levar o assunto àqueles que ainda não entraram em contato com a técnica. Para nós, a Apometria tem sido uma ferramenta rica de possibilidades. Nos serviu de base para o desenvolvimento do Desdobramento Múltiplo, para o tratamento das personalidades dissociadas do propósito encarnatório, mostrando-se uma “mina diamantífera”. Dessa “mina” garimpamos, até agora, apenas alguns cascalhos. Quando mais tarde, tivermos olhos de ver e a fé que remove montanhas, aí sim teremos noção dos recursos de que hoje somos depositários indignos. De qualquer forma, queremos registrar aqui a nossa gratidão e o nosso carinho à valorosa equipe da Casa do Jardim, capitaneada por Dr. Lacerda, que, por estudo, observação, inteligência, esforço e dedicação, nos legaram tão fantástica ferramenta de trabalho, encontrando dando sentido útil e caridoso para os fenômenos de desdobramento da consciência. Devemos lembrar que todo o conhecimento implica em maior responsabilidade. “Faze aos outros somente o que queres que te façam”, conforme recomendou o Mestre Maior. Assim, se usarmos essa poderosa ferramenta com má fé, em prejuízo de nossos semelhantes, a Lei de Reação que é severa e justa, nos alcançará. E mais cedo do que possamos imaginar, colheremos as sementes espinhentas e dolorosas de nossa imprudente semeadura.


A Apometria Por Apometria entende-se um conjunto de técnicas e procedimentos físicos, mentais e psíquicos desenvolvidos, fundamentados cientificamente e instrumentalizados operacionalmente pelo Dr. José Lacerda de Azevedo (1919-1997), médico formado pela Universidade do Rio Grande do Sul (URGS). A Apometria, segundo seu criador, não é uma ciência, muito menos uma filosofia ou uma religião. Trata-se apenas de uma poderosa técnica baseada em conhecimentos científicos e empíricos advindos da matemática, do eletromagnetismo, da física quântica, do psiquismo, do espiritualismo, do espiritismo e da psicologia, capaz de auxiliar eficientemente no tratamento de inúmeras patologias, cujo tratamento médico-tradicional quase sempre se mostra ineficaz. A técnica parte do fenômeno conhecido como desdobramento espiritual induzido através da contagem pausada e progressiva, acompanhada por forte intenção mental do operador. Esse procedimento, foi descoberto pelo estudioso do psiquismo humano, farmacêutico-bioquímico Dr. Luis J. Rodrigues, nascido em Porto Rico. É diferente da hipnose. As projeções obtidas dessa maneira não necessitam das sugestões de um hipnólogo e nem da sugestibilidade do sujeito, como no processo hipnótico, levando a pessoa, sensitiva ou não, a realizar um desdobramento consciente. A intenção do Sr. Rodrigues era instrumentar os médicos com técnicas psíquicas, pois o bom médico, em sua opinião, deveria ser um médico do corpo e da alma. Infelizmente, ainda hoje, sua contribuição, como também a do Dr. Lacerda, ainda encontram eco reduzido, pois, para muitos, a vida se resume ao corpo físico e se extingue com a falência e decomposição deste. Para aceitar a Apometria, a medicina teria que compreender o homem além da configuração física, em toda a sua complexidade (aspecto espiritual, anímico, personímico e reencarnatório). Algo que acontecerá, inexoravelmente, no futuro. Mas felizmente, cada dia aumenta o número de grupos de atendimento apométrico que procuram servir com amor e por amor, sem nenhum interesse pecuniário. E, da mesma forma, aumenta também o número de pessoas interessadas no assunto, que buscam tratamento apométrico para problemas como obsessões, distúrbios do comportamento, distúrbios do sono, distúrbios espirituais, distúrbios anímicos, vícios e dependências químicas, dificuldades de relacionamento interpessoal, bloqueios profissionais, síndromes raras, depressões e tantas outras enfermidades psicossomáticas. No tratamento apométrico não se prescreve medicamentos, seus instrumentos de cura são mentais e vibracionais. O atendimento pode ser feito a distância, embora o ideal seja com a presença física do consulente. A distância não impede o desdobramento da pessoa e nem a possibilidade da imediata presença psíquica do desdobrado junto a equipe atendente. Também não impede a presença dos membros da equipe socorrista, desdobrados, junto ao paciente distante. Ao se abrir a “freqüência” de um paciente, como se costuma dizer nos trabalhos apométricos, os sensitivos desdobrados acessam os seus sintomas e fazem uma leitura


mental da natureza do problema. Percebem se o problema tem origem em traumas de existências passadas ou da presente, se é de ordem espiritual ou anímica ou comportamental. Conforme afirmava Dr. Lacerda, comprovado por nós em 16 anos de experimentação, projetado na dimensão mental, pode o homem conhecer fatos passados desta e de outras existências, com precisão de detalhes, e agir proveitosamente. Podemos dizer ainda que as técnicas terapêuticas medianímicas como a Apometria e o Desdobramento Múltiplo, como ferramentas de grande valia, além de sua base científica, têm apoio, sustentação e repercussão filosófica e moral. Mas, não inferem nem interferem em nenhuma doutrina ou religião estabelecida, nem, tampouco, formam uma outra. No entanto, esses dois instrumentos terapêuticos, necessitam de amparo moral, religioso e ético de seus praticantes e adeptos, para o seu correto e eficiente funcionamento. Por outro lado, se uma genuína religião deve buscar o cultivo de princípios morais capazes de nos colocar em harmonia com o plano da Criação Divina, a Apometria e o Desdobramento Múltiplo, como instrumentos de compreensão e harmonização do homem espírito, filosoficamente saudáveis e éticos, são também instrumentos a serviço da religião. O problema é que a maior parte dos seres humanos vive presa nas três dimensões cartesianas, ligados somente às coisas materiais, sem desenvolver seus potenciais psíquicos. Por isso, não conseguem empreender saltos mais amplos, não despertando para o conhecimento desses novos horizontes, e nem sequer acreditando nessas possibilidades. As dúvidas em relação às possibilidades psíquicas e espirituais do ser humano, em realizar tarefas de auxílio com proveito, em corrigir desequilíbrios físicos, psíquicos e espirituais das demais pessoas, se encontra não só entre os materialistas, mas também entre muitos adeptos do espiritismo, que já se acostumaram ao exercício da mediunidade passiva. Isso, porém, em nada diminui o mérito e o alcance de técnicas medianímicas com as que estamos falando, que unem ciência e espiritualidade, e que abrem novos horizontes para a medicina do terceiro milênio, integrando o corpo e a alma.


As Forças empregadas na Apometria[17] 01) A Força Mental Para a utilização da energia cósmica potencial que é livre, precisamos de uma ferramenta operatriz, a mente. Através da força mental podemos aglutinar, moldar, mover e direcionar, com um ilimitado poder, essa energia do infinito oceano cósmico. A mente, portanto, é uma das ferramentas de que se utiliza a técnica apométrica. A força da mente é de natureza radiante, já não há mais dúvida, já que o pensamento pode transmitir-se à distância e ser capturado, mais ou menos integralmente, por criaturas dotadas de especial sensibilidade. Ora, se o pensamento é energia radiante - onda em propagação – tem que ser regido pelas mesmas leis a que está sujeita a energia eletromagnética. Sabemos que uma onda eletromagnética é composta por dois feixes energéticos ou fluxo conjugado (daí a denominação de eletro e magnética); estes feixes (ou ondas, ou fluxos) energéticos, entrecruzando–se em dois planos com ângulo de 90º, conservam o mesmo eixo de propagação logo, a energia mental tem retas de fluxo, o pensamento tem direção e um ponto de aplicação, que é o objeto do pensamento. Este fluxo age sobre a energia cósmica livre, plasmando-a.


02) A Força Zeta Além dessas duas energias - Cósmica e Mental - sutis e compatíveis com campos de dimensões espirituais (principalmente o astral), há uma outra, tão importante e sutil quanto aquelas, atuando nos trabalhos de Apometria. Trata-se de energia proveniente do corpo físico, extraordinária usina produtora de energia e manancial energético de grandes possibilidades. Constituído de matéria densa, nosso corpo é, na verdade, uma condensação de energia. Uma força formidável, portanto, represada, em nossos átomos e moléculas, expandindo-se em nós e em nosso campo magnético, energia que, seguramente, se movimenta, se irradia e é dirigida por nossos atos de vontade. Com essa fonte de energia a sua disposição (porque é seu próprio corpo), o operador apométrico pode formar poderosos campos-de-força, magnéticos, para contenção de espíritos rebeldes, dementados e levas de malfeitores do astral inferior. Energia em Ação Ao se condensar o plasma cósmico (talvez seja esta a melhor denominação para a energia cósmica indiferenciada, espaço), um rebaixamento de freqüência se produz em sua massa, de modo que esse plasma, já agora transformado em energia grosseira, se desfechada pelo corpo físico através do ato de vontade, passa a funcionar como onda portadora, torna-se fluxo contínuo, sob comando da mente orientada pela vontade. Porque fluxo em forma vetorial, deve comportar-se do mesmo modo que o vetor de POYNTING. Tudo indica que o plasma cósmico (que chamamos K (Kapa) se comporte como vetor magnético de altíssimo padrão de energia, congregando-se ao vetor vital Z (Zeta) que deve funcionar como o fluxo elétrico mais pesado da equação de Poynting. Em que S (sigma) represente o vetor de Poynting, ativo.

Cada vez que a vontade do operador apométrico comanda a cadência[18], por contagem em voz alta (1...2...3...4...5...6...7) a projeção de energia mental S com que condensa, enfeixa e dá direção as energias dessas duas fontes principais, a Z (energia animal, do corpo físico) e o vetor de fluxo resultante, produzindo-se a equação. K.Z = S .


Manuseio de energia e dúvidas gerais Albert Einstein dizia que matéria é energia condensada, coagulada ou congelada em um certo estágio vibratório. Os estados mais conhecidos são o sólido, o líquido, o gasoso, o plasmático e o radiante, deles conhecemos alguma coisa. Mas, provavelmente, existam outros estados desconhecidos ainda e que fazem parte exatamente do contexto onde atuamos. O universo etérico, astral e mental é o nosso campo de ação. Nele interferimos através da nossa vontade e de nossa força mental bem ou mal direcionada. Por isso, devemos observar, perquirir, analisar, comparar, experimentar, conhecer, e depois concluir, para evitarmos criar dificuldades para nós mesmos. O comportamento das energias conhecidas são variados, relativamente bem conhecidos da grande maioria das pessoas e principalmente da ciência. Resta saber o comportamento das energias que pouco conhecemos ou que desconhecemos, com as quais provavelmente atuamos, quando em trabalhos dessa ordem. Quando atuamos em energias conhecidas as reações são previstas e conhecidas, o mesmo não deve ocorrer quando atuamos no universo das energias desconhecidas. Essas, devem ser regidas por forças ignoradas e as reações delas decorrentes podem ser imprevisíveis. A força mental é conduzida pela energia mental, gera efeitos que aos poucos estamos conhecendo e já constatamos que não se pode brincar com forças dessa natureza. A ação da força mental alimentada e impulsionada por intenções positivas pode construir as asas de luz do anjo, ou seja, pode construir as mais fantásticas e primorosas criações. Mas, a força mental, impulsionada de forma negativa, também pode construir algemas infernais acorrentando o imprudente nos infernos de sofrimento que causou aos seus semelhantes. Então, como precisamos atuar em campos, forças e agentes desconhecidos ou pouco conhecidos, devemos agir com cautela, pesquisando e observando para ver o que acontece. Podem aparecer reações inesperadas, desconhecidas e com resultados surpreendentes. Assim, devemos movimentar nossos recursos mentais com decisão e firmeza, mas, ao mesmo tempo, com prudência e bom senso. De nada adiantaria ficarmos paralisados, receosos e atemorizados, com medo de reações imprevisíveis. Ao contrário, as reações são bem previsíves, desde que se aja eticamente. Além do mais, a única forma de adquirirmos conhecimentos sobre essas energias, é acionando-as. Se estamos movidos pelo amor fraterno e intenções positivas, devemos pesquisar sem medo, confiantes no amparo superior que nunca nos faltará. Aquele que procura fazer um trabalho sério em benefício da humanidade e também de sua evolução pessoal, será amparado e orientado amorosamente. Quanto à fundamentação científica da técnica, não nos cabe comentários. Vamos deixar isso para aqueles que têm formação no assunto como é o caso do próprio Dr. Lacerda que deixou iniciada essa fundamentação em seus livros. Nosso interesse é ensinar como se aplica e como funciona a técnica apométrica na prática, para poder auxiliar as pessoas que desejam ajuda. É para esse fim que empregamos o conhecimento sobre a técnica e sobre a energia psíquica, vibrando-a e irradiando-a através da mente, em forma de impulso elaborado, pensado, ideado.


Possivelmente, a nossa mente possui inúmeros atributos desconhecidos, com capacidade de produzir trabalho e efeitos positivos. Evidentemente que, por sua natureza transcendental, a força mental deve tender ao infinito, e sua propagação deve ser em forma de ondas e corpúsculos, como demonstram os estudos de Einstein, e o princípio da incerteza defendido pelo físico alemão Heisenberg. Mas, o que nos interessa deixar bem claro aos colegas trabalhadores da Apometria, é a nossa capacidade de irradiar, de emitir fluxos de energia benéficos, podendo direcioná-los para objetivos definidos. É a nossa possibilidade potencial de ação, que pode ser desenvolvida e aplicada com proveito geral. Naturalmente, não poderemos esquecer uma conhecida lei da física clássica, que diz “Para toda a ação haverá uma reação contrária e de intensidade igual[19]”. Ou seja, emitido um fluxo, haverá um refluxo de retorno, uma reação. Pensar e agir são fluxos. Sentir e reagir são refluxos. O conhecimento desses princípios nos faz entender por que, às vezes, ficamos com dor de cabeça e cansados em um trabalho mediúnico mais exigido, ou quando trabalhamos em ambiente hostil ou antagônico. Ao emitirmos nossa vibração mental encontramos outras vibrações antagônicas que reagem e se contrapõem a nossa onda mental (vontade), provocando um maior desgaste de energia, e provocando atrito desagradável. Quando em trabalho mediúnico, devemos ficar atentos para isso, pois sonolência e dor de cabeça revelam presença de espíritos negativos, portadores de força mental bem desenvolvida, tentando atrapalhar ou resistir ao trabalho. É necessário neutralizá-los, para que se possa trabalhar normalmente. Com relação ao número de médiuns para o trabalho com Desdobramento e Incorporação Múltipla, não existe maiores dificuldade, com duas duplas (dois médiuns psicofônicos e dois doutrinadores) já podemos operar incorporando e tratando duas personalidades de cada vez, repetindo a operação quantas vezes forem necessárias. O trabalho deve ser executado com atenção, responsabilidade, seriedade, amor ao próximo e harmonia entre os membros do grupo. Uma pessoa em desarmonia, jamais deve se candidatar a harmonizar as outras. Necessita harmonizar-se primeiro. Não se pode lavar algo com água suja. Nesse tipo de atendimento, deve-se avaliar cuidadosamente o estado do paciente, verificando as condições dos corpos, dos níveis e subníveis, dos cordões de ligação entre os elementos em exame. Devemos também verificar se existem elementos deformados, aparelhos parasitas, e focos de energias negativas sedimentadas em alguma parte ou elemento. Com relação a entidades obsessoras, espíritos, personalidades múltiplas e subpersonalidades, estas podem ameaçar aos médiuns. Quando isso acontece, é sinal de que o trabalho está surtindo algum efeito positivo, e já está incomodando alguém. Irmã Teresa, questionada sobre o assunto, pronunciou-se assim: “Diz um provérbio popular que cão que ladra não morde, mas é preciso ter cuidado com os cães. Os cuidados devem ser os do “orai e vigiai”, a correção das próprias falhas, eliminação de vícios, fechando todas as portas de acesso a possíveis assédios. Normalmente, não nos consideramos atacados e sim assediados por espíritos ameaçadores, que, desesperados, querem nossa atenção para seus problemas,


a qualquer custo, como os encarnados também fazem.”[20] A melhor recomendação que podemos passar para nossos colegas de trabalho e aqueles que nos buscam o auxílio, confiantes no alívio ou na cura de suas dores e aflições, é aquela que se encontrava escrita no frontispício do Templo de Delfos, na Grécia antiga: “conhece-te a ti mesmo”, recomendação que foi secundada pelo insigne Mestre Jesus, quando recomendou: “conhecereis a Verdade e ela vos libertará”. Não devemos esquecer, também, a orientação da limpeza preconizada por Jesus, que remove a raiz de muitos males. O preceito mais vigoroso encontrado nos Evangelhos: “perdoa setenta vezes sete vezes!” Quem aprender a perdoar setenta vezes sete vezes, não atrairá mais aflições para si mesmo, e se curará das feridas que já tenha. A terapêutica medianímica pode ser maravilhoso recurso nas mãos de um trabalhador de Jesus. Através dele, poderemos beneficiar inúmeras criaturas encarnadas ou desencarnadas. No entanto, precisamos advertir que, se esse poderoso recurso for utilizado com má fé, em prejuízo do semelhante, a Lei de Reação que é severa e justa, alcançará o imprudente que dele fizer mau uso, fazendo-o colher as sementes espinhentas e dolorosas de sua imprudente semeadura. Devemos lembrar que, todo o conhecimento implica em maior responsabilidade. Assim, devemos fazer aos outros o que queremos para nós mesmos, conforme recomendou o Mestre dos Mestres.


Energia e a força mental “O poder da mente[21] Livre no Reservatório do Espaço, a infinita energia cósmica está permanentemente a nossa disposição. No entanto, apesar dessa disponibilidade que a torna virtual propriedade nossa, quase todos vivemos ignorando-a: recusamo-nos a reconhecer a sua existência apenas porque ela não se encontra no estado com que estamos familiarizados. Com efeito, ela não tem características como as identificadas em outras forças. E, se não é eletromagnética e não tem comprimento de onda definido, não pode existir pensamos. Apesar disso, essa inesgotável energia constitui uma força em estado potencial, infinito campo de algo que escapa ao nosso entendimento: energia em repouso, altamente moldável, sensível às forças que tiverem atuação sobre ela. E a mente sob a ação da vontade, é a ferramenta operatriz que move, molda e direciona - com ilimitado poder - a energia desse oceano infinito. Se o operador, em consciente ação volitiva, comandar mentalmente a aglutinação dessa energia, chegará o momento que há de acontecer um acúmulo ou intensificação dessa potencialidade (com geração de um estado de desequilíbrio, em relação ao meio) e a energia estará pronta para ser projetada, moldada, ou manipulada da forma que bem se desejar, de modo a criar coisas. Se, por exemplo, desejarmos criar alimentos para saciar um espírito esfomeado, bastará projetar o pensamento sobre o infinito oceano de energia e retirar dele “algo” que, condensado pela vontade, se transformará nas iguarias que desejarmos servir. É assim, exatamente assim, que espíritos superiores constroem casas, mobiliários, veículos etc., no mundo astral. Nisso levam poucas horas e até menos tempo, utilizando matérias retiradas do manancial cósmico. Nós, no plano físico, levaríamos meses ou até mesmo anos para construir coisas equivalentes, a partir do projeto, preparação do terreno, etc. A mente, instrumento de expressão e de consciência do espírito (consequentemente, o nosso modo de expressão, pois somos espíritos - ainda que não o admitamos), tem condições de operar no mundo astral com todas as possibilidades de êxito, conforme a vontade do operador e a energia mental liberada. O poder modelador ou desagregador que possuímos, nessa dimensão, assemelha-se ao que temos no mundo físico, enquanto encarnados. Assim atuamos neste mundo que nos rodeia transformando-o à nossa vontade: modelamos, criamos, construímos, destruímos dentro das nossas atuais condições físicas, volitivas, ambientais e energéticas. Mas observamos que todas as nossas realizações têm origem na mente; tudo é sempre, antes, fruto de nossa imaginação, e se concretiza por ato de vontade. Embora isso pareça óbvio, se tivéssemos permanente consciência dessa realidade o nosso mundo seria bem outro. E talvez não estaríamos usando apenas 20% de nossa capacidade mental, como hoje acontece. O “abre-te-Sésamo” para o mundo dos espíritos, chave mágica para atuar nessa dimensão paralela à nossa, é a energia mental impelida por ato de vontade, pelo querer firme que se transforma em poder. Note-se que é o mesmo ato volitivo que age e nos dá poder sobre o mundo físico, ato que está na origem das conquistas de todas as civilizações e da destruição de Hiroshima. A ação da energia mental não apresenta diferenças significativas, conforme o espírito esteja encarnado ou desencarnado. A alteração aparece apenas no fator tempo. No nosso mundo físico tudo leva mais tempo para ser construído, pois é preciso vencer a matéria e a inércia de sua massa. No astral tudo se faz rapidamente.


Este conhecimento e a constante exploração prática dessas abertas possibilidades, no trato com espíritos, constituem o segredo do êxito que temos tido até agora, em assisti-los. Para os espíritos isso não deve constituir novidade, pois André Luiz, ilustre médico desencarnado, já tratou do assunto no livro “OS OBREIROS DA VIDA ETERNA”. No capítulo “O Sublime Visitante”, ele nos descreve a formação de uma paisagem artificial em uma grande ampola de substância transparente, vítrea, onde haveria de se materializar (no astral) um espírito proveniente de dimensão crística. Na descrição se vê a dificuldade que André Luiz e mais dois companheiros enfrentaram, ao participar da criação da paisagem. Reproduzimo-la, porque nos parece extraordinariamente esclarecedora”. “Para outra classe de observadores, o Instrutor Cornélio poderia parecer excessivamente metódico e rigorista; entretanto, não para nós, que lhe sentíamos a sinceridade profunda e o entranhado amor às coisas santas.” Após longo intervalo, destinado à nossa preparação mental, tornou ele, sem afetação: - Projetemos nossas forças mentais sobre a tela cristalina. O quadro a formar-se constará de paisagem simbólica, em que águas mansas personificando a paz, alimentem vigorosa árvore, a representar a vida. Assumirei a responsabilidade da criação do tronco, enquanto os chefes das missões entrelaçarão energias criadoras fixando o lago tranqüilo. E dirigindo-se especialmente a nós outros, os colaboradores mais humildes, acrescentou: - Formarão vocês a veste da árvore e a vegetação que contornará as águas serenas, bem como as características do trecho de firmamento que deverá cobrir a pintura mental. Após ligeira pausa, concluía: - Este é o quadro que ofereceremos ao visitante excepcional que nos falará breves minutos. Atendamos aos sinais. Dois auxiliares postaram-se ao lado da pequena câmara, em posição de serviço, e, ao soar de harmonioso aviso, pusemo-nos todos em concentração profunda, emitindo o potencial de nossas forças mais íntimas. Senti, a pressão do próprio esforço, que minha mente se deslocava na direção do gabinete de cristal, onde acreditei penetrar, colocando tufos de grama junto ao desenho do lago que deveria surgir... Utilizando as vigorosas energias da imaginação, recordei a espécie de planta que desejava naquela criação temporária, trazendo-a do passado terrestre para àquela hora sublime. Estruturei todas as minúcias das raízes, folhas e flores, e trabalhei, intensamente, na intimidade de mim mesmo, revivendo a lembrança e fixando-a no quadro, com a fidelidade possível. Fornecido o sinal de interrupção, retomei a postura natural de quem observa, a fim de examinar os resultados da experiência, e contemplei, oh! maravilha! ... Jazia o gabinete fundamental transformado. Águas de indefinível beleza e admirável azul-celeste refletiam uma nesga do firmamento, banhando as raízes de venerável árvore, cujo tronco dizia, em silêncio, da própria grandiosidade. Miniaturas prodigiosas de cúmulos e nímbos estacionavam no céu, parecendo pairar muito longe de nós... As bordas do lago, contudo, figuravam-se quase nuas e os galhos do tronco apresentavam-se vestidos escassamente. O Instrutor, célere, retomou a palavra e dirigiu-se a nós com firmeza: - Meus amigos, a vossa obrigação não foi integralmente cumprida. Atentai para os detalhes incompletos e exteriorizai vosso poder dentro da eficiência necessária! Tendes, ainda, quinze minutos para terminar a obra. Entendemos, sem maiores explicações, o que desejava ele dizer e concentramo-nos de novo, para consolidar as minudências do que deveria revestir-


se a paisagem. - “Procurei imprimir mais energia à minha criação mental e, com mais presteza, busquei colocar as flores pequeninas, nas ramagens humildes, recordando as minhas funções de jardineiro, no amado lar que havia deixado na Terra. Orei, pedi a Jesus me ensinasse cumprir o dever dos que desejavam a bênção do seu divino amor naquele Santuário e, quando a notificação soou novamente, confesso que chorei.” Afirma o Dr. Lacerda que a técnica apométrica é aplicável em médiuns melhorando e facilitando a sua ação a nível sintônico e, também, no deslocamento dos mesmos, desdobrados, no astral. Desta forma, podem visitar e tratar pacientes à distância e também auxiliar no recolhimento e remoção de espíritos no mesmo plano, bem como conduzir pacientes encarnados ou desencarnados desdobrados, às instituições socorristas, no mundo espiritual. O médium desdobrado torna-se mais vibrátil e melhora suas capacidades anímicomediúnicas, podendo comunicar-se mais facilmente com os espíritos socorristas, obtendo informações necessárias ao trabalho. A Apometria, o Desdobramento Múltiplo de corpos, níveis, subníveis, e o tratamento das personalidades e subpersonalidades dissociadas, revelam-se neste final de século e milênio, poderosas ferramentas de trabalho em benefício da humanidade sofredora e desiludida. E, os Trabalhadores da “última hora”, interessados em seguir as instruções do Espírito de Verdade (amai-vos e instruí-vos), não podem ignorar essas técnicas maravilhosas, doadas à humanidade pela bondade do Pai. Quanto aos cuidados, é necessário que o interessado seja estudioso e tenha conhecimento das leis da Apometria, das técnicas e recursos da doutrinação e da desobsessão. Pois muitas vezes, defrontamo-nos com obsessores cruéis que passam a nos seguir, vigiar e ameaçar. E o candidato a doutrinador ou médium que for dado a vícios químicos ou comportamentais, com falhas morais e desinteressado da vivência evangélica, será alvo fácil desses obsessores. A correção, a fé, a seriedade, o amor e a caridade devem ser os elementos componentes do alicerce desse trabalho. O nível elevado é condição primordial e imprescindível para que o trabalho possa merecer cobertura espiritual superior. O bom senso indica que não se pode brincar com espíritos e nem com Leis Superiores, muito menos manipular energias de forma irresponsável. O imprudente que não levar isso a sério arcará com as conseqüências. Resta ainda dizer que, com essas técnicas podem ser tratadas verdadeiras levas de espíritos ao mesmo tempo, libertando-os de prisões, masmorras, cavernas ou outros “sítios” dos abismos umbralinos, onde estão estacionados há séculos ou até milênios. Pode-se destruir construções destinadas ao mal, no astral, construir instalações ou auxiliar na construção de hospitais ou postos de socorro. E no trato com desencarnados mutilados ou ovóides, podemos recompô-los, recuperar órgãos, tratar paralisias, mudez, cegueira, etc. Podemos ainda, amortecer suas lembranças negativas através da despolarização dos estímulos de memória. Podemos também, imprimir clichês positivos em suas mentes e retirá-los, enfim, das faixas de sofrimento, encaminhando-os aos postos de recuperação. É


necessário, ainda, criar as condições para que percebam que continuam sendo filhos de Deus e que não estão desamparados. Apenas, a sua rebeldia e cegueira, não lhes permitiram encontrar o caminho do equilíbrio e da construção da própria felicidade.


Acoplamento Em física, acoplamento é a ligação ou sistemas (mecanismos, elétricos, átomos, etc.) em que há transferência de energia de um para outro. Da mesma forma que no mundo físico, há acoplamento de sistemas no mundo espiritual. A ligação entre espíritos e médiuns, por exemplo, se processa entre sistemas oscilantes, de nível vibratório que escapa aos sensores de aparelhos de mensuração. No acoplamento espiritual a passagem de energias se faz quase em um só sentido, operando o médium como doador delas ao espírito comunicante, por isso, e para facilitar o contato, devemos fazer “variar a freqüência[22]” do médium no momento do acoplamento, até o ponto de torná-lo apto à ligação. O médium tem função semelhante a do capacitor variável dos aparelhos de rádio – peça que permite a sintonia de estações emissoras. Consegue-se esta variação comandando o abaixamento da freqüência vibratória do médium através da projeção de energias mentais, sob forma de impulsos cadenciados (no que se utiliza a contagem), quando se tratar de espírito de baixa vibração, “pesados”, carregados de energias densas, negativas, ou elevando a vibração do médium também sob o comando e através de contagem, quando forem superiores “leves” ou (de alta vibração) os espíritos comunicantes. Essa modulação da freqüência permite que o médium sintonize o espírito estranho e lhe receba o fluxo de idéias e emoções. Para que isso se torne bem claro, voltamos à física e suas equações. O fluxo eletromagnético, o vetorial e o vetor de Poyting indicam sua intensidade.

H: Vetor magnético E: Vetor elétrico S: Vetor de fluxo S da ação magnética - os três vetores formam a onda eletromagnética.


Ressonância Vibratória Ressonância é definido, genéricamente, em Física, como o fenômeno que ocorre quando o sistema oscilante (mecânico, elétrico, acústico, etc) é excitado por agente externo periódico, com freqüência idêntica a freqüência fundamental do receptor, ou a uma de suas freqüências harmônicas. No campo espiritual, ressonância é a transferência de energia de um sistema radiante, indutor, par outro sistema radiante, receptor, que tenham freqüências sintônicas. É um fenômeno mental. E energia do pensamento do espírito emissor (encarnado ou desencarnado) é captada e absorvida pela energia mental do espírito receptor, esteja encarnado ou desencarnado. Esta transferência energética faz com que o receptor sofra influência da energia vinda de fora. Seu estado mental varia para melhor ou para pior, sua freqüência fundamental se eleva ou se rebaixa segundo as características do influxo indutor. Se rebaixada a freqüência, o receptor haverá de se sentir mal, e conforme o estado de desarmonia que o abaixamento provocar, poderá até adoecer (há nisso gradação, conforme a potência do influxo indutor, desde a sensação de cansaço para a de peso na cabeça e nos membros, evoluindo para mal estar geral, náusea, até atingir o estado mórbido declarado). Quando o influxo eleva a freqüência fundamental do receptor, dá-se contrário. Há de se sentir muito bem, leve e lúcido.


Nós, os Mediadores O operador encarnado atrai e manipula (isto é, aglutina e condensa) energias cósmicas (K) misturando com as energias vitais de seu próprio corpo (Z). Transforma suas freqüências vibratórias em uma massa magnética de energias assimiláveis pela baixa freqüência dos enfermos. Finalmente, projeta essa massa sobre os necessitados no plano astral, aliviando-lhes as dores ou mesmo curando-as. Assim agindo, o operador funciona como transdutor, transforma e projeta energias. Mas esse operador é também um modulador, pois modifica as energias extraídas ao misturá-las com as do seu próprio corpo, rebaixado-as em sua freqüência original mas de fluxo intensificado (como se passasse por um transformador, de alta para baixa tensão). Reduzida suas freqüências, ficam em condições de atuar no plano astral, junto aos espíritos infelizes que ainda vivem presos a sofrimentos e enfermidades. Nunca é demais repetir: o amor tudo pode no mundo maior. Munido de amor e com sincero desejo de harmonizar, curar, iluminar e elevar o próximo, basta contar em voz alta (geralmente de 1 a 7), mentalizando a aglutinação das energias em grandes flocos alvos como algodão, muito alvos. Invisivelmente espalhados no espaço. À medida que a contagem progride, imaginamo-los mais e mais densos, mais maleáveis. Ao vocalizarmos o número final, projetarmos essas massas ativas sobre os enfermos astrais (sem que, para tanto, precisemos vê-los), e a transformação acontece.


As Leis da Apometria De forma simples, procuramos apenas transcrever as leis da Apometria e sua aplicação prática, por interessar diretamente aos trabalhos mediúnicos. No livro do Dr. Lacerda, os interessados em ampliar conhecimentos, poderão encontrar outras informações complementares e, em alguns casos, interpretações diferentes das nossas, fruto de sua experiência pessoal. Primeira Lei: - LEI DO DESDOBRAMENTO ESPIRITUAL - Lei Básicada Apometria - Enunciado: Toda a vez que, em situação experimental ou normal, dermos uma ordem de comando a qualquer criatura humana, visando à separação de seu corpo espiritual - corpo astral - de seu corpo físico, e, ao mesmo tempo, projetarmos sobre ela pulsos energéticos através de uma contagem lenta, dar-se-á o desdobramento completo dessa criatura, conservando ela sua consciência.” - Técnica: Nesta Lei geral se baseia a Apometria. No campo dos fenômenos anímicos a técnica de sua aplicação representa uma verdadeira descoberta. Ela possibilita explorar e investigar o plano astral, com bastante facilidade. Não dá condições, é evidente, de nos aprofundarmos até abismos trevosos do interior do planeta, nem nos permite a ascensão a píncaros espirituais, mas com ela podemos assistir os desencarnados na erraticidade, com vantagens inestimáveis tanto para eles como para os encarnados que lhes sofrem as obsessões. A técnica é simples. Com o comando, emitem-se impulsos energéticos através de contagem em voz alta - tantos (e tantos números) quantos forem necessários. De um modo geral, bastam sete - ou seja, contagem de 1 a 7”. Sem dúvida, essa é a lei que fundamenta todos os demais trabalhos que utiliza as técnicas apométricas. E é na experiência prática que os fatos e os fenômenos nos chamam a atenção. O paciente acolhido, muitas vezes, já nos chega em situação de desdobramento de corpos ou de personalidades, uma ou várias, deslocadas em tempo e espaço diferentes do momento em que a pessoa vive. Segunda Lei - LEI DO ACOPLAMENTO FÍSICO - Enunciado: Toda vez que se der um comando para que se reintegre no corpo físico o espírito de uma pessoa desdobrada, (comando se acompanhado de contagem progressiva, dar-se-á imediato e completo acoplamento


no corpo físico”. A Lei do Acoplamento tem sua aplicação ao inverso da Lei do Desdobramento, revertendo-o ou reacoplando a parte desdobrada. - Técnica: “Se o espírito da pessoa desdobrada estiver longe do corpo, comanda-se primeiro a sua volta para junto do corpo físico. Em seguida, projetam-se impulsos (ou pulsos) energéticos através de contagem, ao mesmo tempo que se comanda a reintegração no corpo físico. Caso não seja completa a reintegração a pessoa sente tonturas, mal estar, sensação de vazio que pode durar até algumas horas. Via de regra há reintegração espontânea, instantaneamente ou em poucos minutos (mesmo sem comando); não existe o perigo de alguém permanecer desdobrado, pois o corpo físico exerce atração automática sobre o corpo astral. Apesar disso, não se deve deixar uma pessoa desdobrada, ou, mesmo, mal acoplada, para evitar ocorrência de indisposições de qualquer natureza, ainda que passageiras. Assim, ao menor sintoma de que o acoplamento não tenha sido perfeito, ou mesmo que se suspeite disso, convém repetir o comando de acoplamento e fazer nova contagem. Pelo que observamos em milhares de casos, bastam sete a dez impulsos de energia (contagem de 1 a 7 ou 10) para que se opere tanto o desdobramento como a reintegração no corpo físico”. Recomendamos à equipe mediúnica que trabalha com a Técnica Apométrica tomar cuidado com as palavras, atitudes e direcionamentos, após terminar os trabalhos, dado que este só é encerrado no campo físico, em virtude de horários e compromissos dos encarnados. No campo espiritual o trabalho continua, e nós, encarnados, permanecemos trabalhando desdobrados, mesmo que não percebamos. No atendimento dos pacientes, temos encontrado grande quantidade de pessoas com problemas nos três corpos que influenciam diretamente o corpo físico (astral, mental inferior e mental superior), e que precisam ser tratados com cuidado. Concomitantemente, percebe-se também a presença de personalidades múltiplas desdobradas, com grande poder mental, e, por isso, dominantes. Estas, facilmente passam despercebidas, ocultam-se e escapando do rastreamento realizado pela equipe, dificultando o atendimento e a recuperação do paciente, ou ainda, anulando posteriormente o que foi feito, ou exigindo vários atendimentos, até que sejam descobertas, sintonizadas e tratadas. No caso dos médiuns, principalmente os principiantes, é comum saírem dos trabalhos com dor de cabeça, mal estares ou tonturas, em virtude de permanecerem ligados a situações negativas vislumbradas no trabalho, ou pela continuidade do mesmo no plano astral, juntamente com os mentores. E, como pensamento é sintonia, basta pensar em situações ou imagens desarmônicas para que a sintonia se estabeleça e ocorra uma troca de energia, desarmonizando o médium e produzindo sensações desagradáveis. Terceira Lei. - LEI DA AÇÃO À DISTÂNCIA, PELO ESPÍRITO DESDOBRADO (Lei das Viagens Astrais comandadas por agente encarnado)


- Enunciado: Toda a vez que se ordenar ao espírito desdobrado do médium uma visita a lugar distante, fazendo com que esse comando se acompanhe de pulsos energéticos através de contagem pausada, o espírito desdobrado obedecerá à ordem, conservando sua consciência e tendo percepção clara e completa do ambiente (espiritual ou não) para onde foi enviado. - Nota importante: esta Lei é aplicada, de ordinário, em sensitivos que conservam a vidência, quando desdobrados.” - Técnica: “Ordena-se ao médium desdobrado a visita a determinado lugar, ao mesmo tempo que se emite energia com contagem lenta. Ele se desloca seguindo os pulsos da contagem, até atingir o local estabelecido. Como permanece com a visão psíquica, transmite, de lá, descrições fiéis de ambientes físicos ou espirituais, nestes últimos se incluindo a eventual ação de espíritos sobre encarnados. Este tipo de desdobramento exige certos cuidados com o corpo físico do médium, que deve ficar em repouso - evitando-se até mesmo que seja tocado”. O conhecimento desta lei é muito útil nos trabalhos mediúnicos, pois possibilita ao médium treinado visitar locais no astral ou no mundo físico, localizar e examinar pacientes, informando ao seu colega de dupla a situação do local ou mesmo atuar auxiliando espíritos socorristas ou socorrendo necessitados. Porém, nós temos um enfoque diferente sobre essa lei. Para nós, o elemento que se desdobra do médium e vai até o local ordenado não é o espírito, mas uma subpersonalidade, um desdobramento da atual personalidade do médium, pois se fosse o espírito, certamente o médium ficaria inconsciente, dado que nas chamadas “viagens astrais” com desdobramento de corpos, o núcleo da consciência se desloca com esses corpos desdobrados, deixando o corpo adormecido, inconsciente. Não é o caso no desdobramento apométrico. Os pacientes e os médiuns, quando desdobrados, geralmente têm condições de informar a real situação, qual a causa de suas aflições do paciente, revelando se o seu problema é obsessão, auto-obsessão ou simples ressonância com o passado. E, nesse caso, os médiuns podem auxiliar aproveitando essas informações para melhorar o diagnóstico e uma boa orientação do tratamento. Uma dupla de médiuns desdobrados (incorporador e doutrinador), treinados e decididos, quando acompanha o paciente em viagem ao passado, podem localizar vítimas e socorrê-las, transportando esses infelizes em campos magnéticos comandados pela mente de ambos. E em caso de ressonância com o passado, podem levar o paciente a reviver e rever situações desagradáveis e não resolvidas, proporcionando-lhe uma melhor compreensão, direcionamento e solução dessas situações, geralmente conseguindo libertá-lo das fontes desarmonizadoras. Aliás, essa é a técnica de cura utilizada na TVP (terapia de vida passada).


Quarta Lei - LEI DA FORMAÇÃO DOS CAMPOS-DE-FORÇA - Enunciado: Toda vez que mentalizarmos a formação de uma barreira magnética, por meio de impulsos energéticos através de contagem, formar-se-ão campos-de-força de natureza magnética, circunscrevendo a região espacial visada na forma que o operador mentalizou ou imaginou. - Técnica: Mentalizamos fortemente uma barragem magnética e projetamos energias para sua concretização, através de contagem até sete. Há de se formar um campo-de-força simples, duplo ou triplo, e com freqüências diferentes - conforme desejarmos. A densidade desses campos é proporcional à força mental que os gerou. Costumamos empregar esta técnica para proteger ambientes de trabalho, e, principalmente, para a contenção de espíritos rebeldes. Os antigos egípcios eram peritos nessa técnica, pois seus campos-de-força duram até hoje, conforme temos verificado. Usavam-no para a proteção de túmulos, imantação de múmias e outros fins. A forma do campo tem grande importância, pois os piramidais, mormente os tetraédricos (sic.), têm tamanha capacidade de contenção que, uma vez colocados espíritos rebeldes no seu interior, eles não poderão sair - a menos que se lhes permita. Dentro desses campos, tais espíritos podem ser conduzidos para qualquer lugar, com toda a segurança e facilidade. Descobrimos que os ângulos diedros das pirâmides têm propriedades especiais: dificilmente se rompem e, assim mesmo, por ação de energias que, via de regra, esses espíritos não possuem”. A formação dos campos se dará conforme a imaginação do operador. Podem ser esféricos, cúbicos, cônicos ou piramidais. Podem ser utilizados na proteção dos ambientes de trabalho, na contenção de espíritos rebeldes, na imantação de objetos, delimitação de áreas espaciais, etc.

Aqui vai a figura (pirâmide) Nos trabalhos socorristas, muitas vezes nos defrontamos com barreiras magnéticas e campos de proteção negativos no astral. Da mesma forma, encontramos construções destinadas ao mal e protegidas por esses campos. Pelo conhecimento dessa lei, podemos desativá-las, construir campos positivos e libertar espíritos que normalmente aí se encontram aprisionados. Podemos ainda, destruir aparelhos e laboratórios destinados à tortura de encarnados e desencarnados. Em nossos trabalhos, não mais utilizamos esses campos para formar barreiras de proteção ou para aprisionar espíritos. Apenas, mentalizamos uma cruz luminosa no centro, sobre a mesa, ou junto ao grupo de trabalho, e mentalizamos uma esfera de luz violeta a partir do coração de cada trabalhador, a irradiar-se de forma centrífuga, visando atingir


beneficamente a todos quantos se aproximarem do local de trabalho. Lembrando sempre que, a cor violeta é a cor do sétimo raio, o raio da fraternidade. É a cor da transmutação do negativo em positivo. Assim, espíritos agressivos e mal intencionados, ao serem atingidos por esse campo de luz violeta, acabam por perder sua força de agressão e já chegam ao local de atendimento, enfraquecidos em suas intenções. Quinta Lei - LEI DA REVITALIZAÇÃO DOS MÉDIUNS. - Enunciado: Toda a vez que tocarmos o corpo de um médium (cabeça, mãos) mentalizando a transferência de nossa força vital, acompanhando-a de contagem de pulsos, essa energia será transferida. O médium começará a recebê-la, sentindo-se revitalizado. - Técnica: Pensemos fortemente na transferência de energia vital de nosso corpo físico para o organismo físico do médium. Em seguida, tomemos as mãos do médium ou coloquemos nossas mãos sobre sua cabeça, fazendo uma contagem lenta. A cada número pronunciado, massa de energia vital - oriunda de nosso próprio metabolismo - é transferida de nosso corpo para o médium. Usamos essa técnica, habitualmente, depois dos passes magnéticos em pacientes muito desvitalizados. Ela nos permite trabalhar durante quatro ou cinco horas consecutivas, sem desgaste apreciável. De trinta em trinta minutos costumamos transferir energias vitais para os médiuns, que desse modo podem trabalhar sem dispêndio de forças”. A técnica é simples e consiste na mesma técnica de passe ou imposição de mãos, somente aplicada com maior força mental. No Grupo Espírita Ramatis, em Lages, os médiuns trabalham em média de três a quatro horas sem nenhum cansaço, pois, na atualidade, treinamos os médiuns para que não se entreguem integralmente à passividade de suas possibilidades mediúnicas, mantendo o máximo de consciência. Com essa providência, temos obtido melhor rendimento, menor consumo de energia e o médium pode interferir na comunicação a qualquer momento, informando detalhes sobre a vida e ação do elemento incorporado ou sintonizado. Sexta Lei - LEI DA CONDUÇÃO DO ESPÍRITO DESDOBRADO, DE PACIENTE ENCARNADO, PARA OS PLANOS MAIS ALTOS, EM HOSPITAIS DO ASTRAL. - Enunciado: Espíritos desdobrados de pacientes encarnados somente poderão subir a planos superiores do astral, se estiverem livres de peias magnéticas.


- Técnica: É comum ao desdobrar-se um paciente a fim de conduzi-lo ao plano astral superior (para tratamento em hospitais) e encontrá-lo, já fora do corpo, completamente envolvido em sudários aderidos ao seu corpo astral, laços, amarras e toda a sorte de peias de natureza magnética, colocadas por obsessores interessados em prejudicá-lo. Nesses casos, é necessária uma limpeza perfeita do corpo astral do paciente, o que pode ser feito, e de modo muito rápido, pelos espíritos dos médiuns desdobrados. Se estes não puderem desfazer os nós ou não conseguirem retirar esses incômodos obstáculos, o trabalho será feito pelos socorristas que nos assistem. Note-se que os passes habitualmente ministrados em casas espíritas são ineficazes nesses casos, pois o passe age apenas sobre a aura do paciente, e mais no campo vibratório. Com freqüência, fornecemos energias aos médiuns desdobrados, para que possam retirar do paciente essas peias e o material mais pesado. Lembramos que é sempre através de contagem que se transfere qualquer forma de energia. Insistimos: a contagem até sete (ou mais) nada tem de místico nem constitui ato mágico. Acontece que, em geral, 7 ou 10 impulsos energéticos são suficientes”. Esses “instrumentos” ou “amarras” apresentam-se, muitas vezes, em forma de algemas, cordas, microprocessadores, rádio-emissores-receptores, metais que liberam partículas no organismo, parafusos embutidos nas articulações, etc. São colocados em áreas vitais, provocam reações estranhas, de difícil diagnóstico, em operações realizadas nos corpos sutis. Provocam dores, desarmonias e problemas no corpo físico, muitas vezes prejudicando seriamente ou inutilizando a pessoa. Alguns aparelhos são de alta tecnologia, construídos por inteligências privilegiadas que atuam a serviço do mal, utilizando-se de avançados conhecimentos. Como forma de removê-los procedemos uma limpeza através da cromoterapia mental, desintegrando-os. O próprio médium sentindo as dificuldades do paciente e os locais onde existem os bloqueios, pode, mais facilmente, removê-los, através de irradiação mental cromoterápica. Quando temos uma personalidade do próprio paciente, incorporada, instruímo-la, para que ela mesmo atue na limpeza e liberação das amarras, recuperando suas possibilidades energéticas. As cores que mais utilizamos são o amarelolimão para dissolver sedimentação de energias negativas ou os aparelhos parasitas, e o violeta para reconstituir áreas lesadas e restaurar o equilíbrio da área. Após a realização da parte de trabalho que nos é encaminhada, entra a colaboração e o atendimento complementar dos nossos colegas desencarnados, ficando o paciente liberado para encaminhamento a hospitais no astral, ou ao retorno imediato a seu corpo físico. Daí em diante, cabe ao paciente a responsabilidade pelas reformas que se fizerem necessárias, por vontade própria. Sétima Lei - LEI DA AÇÃO DOS DESENCARNADOS SOCORRISTAS SOBRE PACIENTES DESDOBRADOS. - Enunciado:


Espíritos socorristas agem com muito mais facilidade sobre enfermos se estes estiverem desdobrados, pois que uns e outros, desta forma, se encontram na mesma dimensão espacial. - Técnica: Estando os pacientes no mesmo universo dimensional dos espíritos protetores (médicos, técnicos, enfermeiros e outros trabalhadores), estes agem com muito mais profundidade e rapidez. Os diagnósticos tendem a ser mais precisos e as operações cirúrgicas astrais também são facilitadas, pois quase sempre o espírito do paciente é conduzido a hospitais do astral que dispõem de abundantes equipamentos, recursos altamente especializados, com emprego de técnicas médicas muito avançadas e aperfeiçoadas. A Apometria, desdobrando os pacientes para serem tratados, concorre decisivamente para o êxito de seu tratamento espiritual - e poderá se constituir em importante esteio no tratamento dos espíritos. Não está longe o dia, acreditamos, que a Medicina será integral: enquanto médicos encarnados tratarem das mazelas físicas, seus colegas desencarnados se encarregarão das enfermidades do espírito, encarnados e desencarnados trabalhando juntos. Como a maioria das doenças, talvez 80% delas, começam no corpo astral, bem se pode imaginar a extensão das aplicações da Apometria, especialmente no campo das doenças mentais. Nessas, a terapêutica é grandemente facilitada, pois é viabilizado o tratamento e afastamento de obsessores, causa mais freqüente das psicopatias”. Oitava Lei - LEI DE AJUSTAMENTO DE SINTONIA VIBRATÓRIA DOS ESPÍRITOS DESENCARNADOS COM O MÉDIUM OU COM OUTROS ESPÍRITOS DESENCARNADOS, OU DE AJUSTAMENTO DA SINTONIA DESTES COM O AMBIENTE PARA ONDE, MOMENTANEAMENTE, FOREM ENVIADOS. - Enunciado: Pode-se fazer a ligação vibratória de espíritos desencarnados com médiuns ou entre espíritos desencarnados, bem como sintonizar esses espíritos com o meio onde forem colocados, para que percebam e sintam nitidamente a situação vibratória desses ambientes. Técnica: Quando se quiser entrar em contato com desencarnado de nível vibratório compatível com nosso estado evolutivo, presente no ambiente, projeta-se energia em forma de pulsos rítmicos, ao mesmo tempo em que se comanda a ligação psíquica. Por esta técnica se estabelece a sintonia vibratória entre sensitivo e desencarnado, facilitando grandemente a comunicação. Ela abre canal sintônico entre a freqüência fundamental do médium e do espírito: emitidos por contagem, os pulsos energéticos fazem variar a freqüência do sensitivo do mesmo modo como acontece nos receptores de rádio, quando giramos o dial do capacitor variável até estabelecer


ressonância com a fonte oscilante (estação) que se deseja. Se o espírito visitante tiver padrão vibratório muito baixo ou se estiver sofrendo muito, o médium baixa sua tônica vibratória ao nível da entidade, e fica nessa situação até que ela se retire. Tão logo aconteça a desincorporação, devemos elevar o padrão vibratório do médium. Se isso não for feito, o sensitivo ficará ainda por algum tempo sofrendo as limitações que o espírito tinha, manifestando sensações de angústia, opressão, mal-estar etc., em tudo semelhante as da entidade manifestada. É comum verem-se médiuns saindo das sessões espíritas se queixando de que se sentem mal, psiquicamente esgotados e até doentes, o que denota a má condução dos trabalhos espirituais. Com efeito, isso só acontece porque os médiuns, tendo ficado por algum tempo em sintonia com espíritos sofredores, não desfizeram a ressonância vibratória quando da saída deles. Em trabalhos bem orientados, com freqüência o plano espiritual usa o recurso de incorporar, ao final das sessões, um guia em um dos médiuns, para processar a limpeza vibratória. (Esse, por sinal é procedimento costumeiro nos trabalhos de Umbanda). Em trabalhos de desobsessão, as circunstâncias muitas vezes fazem com que seja necessário levar espíritos rebeldes a confrontarem-se com situações constrangedoras do Passado ou Futuro, de modo a esclarecê-los. Estes nossos irmãos revoltados costumam não aceitar esse constrangimento, talvez porque não queiram se reconhecer como personagem dos dramas escabrosos que lhes são mostrados - avessos que são às admoestações, ainda que amoráveis. Nesses casos, procuramos fazer com que sintam o ambiente, isto é, entrem em ressonância com as vibrações opressivas que desencadearam no Passado, para que possam bem compreender a desarmonia que geraram e suas conseqüências. Tão logo projetamos energias em forma de pulsos, por contagem, a sintonia se estabelece. E haverá de permanecer até que o campo vibratório se desfaça, por ordem do operador, com a volta da entidade ao Presente. Quando isso ocorrer, nosso irmão revoltado se pacificará, completamente esclarecido. Não poderia ser de outra forma: a transformação espiritual é automática quando ele vê as cenas e as sente, revivendo-as. A visão do encadeamento kármico implica “iluminação instantânea[23]´.” Quando um espírito reage violentamente ao atendimento, nos ameaçando, é por que se considera vítima inocente. Quase sempre, está se negando a reconhecer que a Lei Divina apenas lhes fez experimentar a colheita da semeadura imprudente do passado. Algumas vezes, temos que usar de recursos enérgicos e fazer com que experimentem os métodos cruéis com que infernizam a vida de seus desafetos, mas a tônica do trabalho deve ser o amor incondicional recomendado por Jesus. A nós, trabalhadores, não compete nenhum julgamento ou tomada de partido. Obsedado e obsessor são vítimas da própria rebeldia e descuido com relação a vivência dos postulados Evangélicos. No curso do atendimento, buscamos, ainda, sintonizá-los com seus familiares esquecidos, pois, pela fixação no ódio e na vingança, perderam o contato com os laços afetivos.Devemos fazê-los ver que têm chances de reencarnar e ter uma vida bastante harmoniosa, e que nós mesmos, que no mais das vezes saímos dos mesmos lugares que eles se encontram no astral inferior, somos o exemplo desta possibilidade. Depois de conscientizados de que suas ações resultam em mais prejuízos para si mesmos, e aí, esclarecidos, mesmo relutantes resolvem-se pela retomada da autoreconstrução. A visão panorâmica (passado, presente e futuro) do encadeamento cármico


implica iluminação instantânea do espírito. Então, ele percebe que não era vítima inocente. Muitas vezes, foi mais cruel do que sua vítima atual. Não raro também os médiuns novatos são assediados por obsessores ligados ao seu passado que, vendo seus desafetos encaminharem-se para a vivência evangélica e sentindo que lhes fica mais difícil alcançá-los, agem rapidamente tentando fazer com que desistam do caminho do bem. Devemos sempre estar precavidos para essas investidas. Muitos médiuns promissores abandonam a mediunidade nessa fase, e mais tarde, amargam pesadas obsessões. Em muitos casos, a mediunidade se manifesta motivada por resgate cármico ou compromisso que o médium assumiu no astral antes de sua encarnação. Nona Lei - LEI DO DESLOCAMENTO DE UM ESPÍRITO NO ESPAÇO E NO TEMPO. - Enunciado: Se ordenarmos a um espírito incorporado a volta a determinada época do Passado, acompanhando-a da emissão de pulsos energéticos através de contagem, o espírito retorna no Tempo à época do Passado que lhe foi determinada. - Técnica: Costumamos fazer o espírito regressar ao Passado para mostrar-lhe suas vivências, suas vítimas, sua conduta cruel e outros eventos anteriores à existência atual, no objetivo de esclarecê-lo sobre as leis da Vida. Há ocasiões em que temos que lhe mostrar as injunções divinas que o obrigam a viver em companhia de desafetos, para que aconteça a harmonização com eles, além de outras conseqüências benéficas à sua evolução. O conhecimento, aqui ou no plano espiritual, é Luz. Tão logo se esclarece, sentindo, sobre o funcionamento da Lei do Karma, qualquer sofredor desencarnado dá um passo decisivo em sua evolução, pois se elucidam suas dolorosas vivências passadas com todo o cortejo dos não menos dolorosos efeitos. Também usamos essa técnica, e com grande proveito para conduzir magos negros ao Passado, a fim de anular os campos energéticos que receberam em cerimônias de iniciações em templos”. Em nosso trabalho, temos aplicado a mesma técnica com ótimos resultados, tratando pacientes encarnados, rebeldes, perturbados ou viciados. Esses costumam adotar uma postura de fuga diante dos desafios da vida. Desencorajados, negam-se a enfrentar as provas que a vida lhes impõem. Julgam-se vítimas inocentes que “não pediram para nascer”. Debitam a culpa de suas mazelas a Deus, aos pais, aos outros, ou à sua condição social ou física. Esqueceram que, provavelmente, imploraram à Bondade Divina a oportunidade de obter um corpo físico que lhes aliviasse a consciência incendiada de remorsos. Essa postura os leva, muitas vezes, quando não se reconhecem devedores em processo de resgate, a perderem a oportunidade reencarnatória, candidatando-se a provas mais dolorosas. Esse tipo de paciente necessita conscientização bem orientada, e decisão de se reformular.


Décima Lei - LEI DA DISSOCIAÇÃO DO ESPAÇO-TEMPO. - Enunciado: Se, por aceleração do fator Tempo, colocarmos no Futuro um espírito incorporado, sob comando de pulsos energéticos, ele sofre um salto quântico, caindo em região astral compatível com seu campo vibratório e peso específico kármico Km negativo - ficando imediatamente sob a ação de toda a energia Km de que é portador. - Técnica: Chamamos de Km o peso específico do karma do indivíduo, isto é, a energia kármica negativa de que está carregado. Constitui a massa kármica a resgatar, de uma determinada pessoa; por ser assim individual, consideramo-la específica. O fatorm indica a massa maléfica desarmônica. Esta lei é importante porque nela se baseia uma técnica para tratamento de obsessores simples, mas renitentes. Observamos que um espírito, ao ser dissociado do espaço em que se encontra, através da aceleração do fator Tempo, dá um verdadeiro salto quântico (à semelhança dos elétrons, nos átomos). O afastamento do espaço normal não acontece de maneira progressiva, e sim por saltos, até que consegue instalar-se num espaço do futuro hostil. (Espaço freqüentemente ocupado por seres horrendos, compatíveis com a freqüência vibratória do recém-chegado viajante). Nesses casos de dissociação do Espaço-Tempo ocorre fenômeno sobremaneira interessante. Ao acelerar-se o Tempo, a carga kármica a resgatar que normalmente seria distribuída ao longo do Tempo, 300 anos, por exemplo - fica acumulada, toda de uma só vez, sobre o espírito. Essa é a causa da sensação de terrível opressão, de que começa a se queixar. Desse incômodo, momentâneo mal-estar, podemos nos servir, apresentando-as como provas das conseqüências de seu atos e de sua repercussão negativa na harmonia cósmica. A técnica é muito simples: projetamos energias magnéticas por pulsos rítmicos e através de contagem, sobre o espírito incorporado, ao mesmo tempo em que se lhe dá ordem de saltar para o Futuro. (Esta técnica só deve ser usada em espíritos desencarnados, visando a esclarecê-los). O salto quântico acontece imediatamente, e o espírito passa a se ver no novo ambiente, sentindolhe a profunda hostilidade. Dá-se o abrupto encontro com toda a massa kármica negativa, com grande incômodo para o culpado. Devemos ter muito cuidado com o espírito, durante este encontro. Se o desligarmos do médium de repente, sem preparação, será literalmente esmagado pelo campo energético acumulado. Seu corpo sofrerá destruição, transformando-se em “ovóide”. Para desligar o espírito do médium, devemos fazê-lo, antes, retornar lentamente para a época presente. Este processo é fácil de ser entendido. Ao ser projetado para o futuro, o espírito passa a viver em uma nova equação de Tempo, de vez que o Futuro ainda não foi vivido por ele, mas seu karma negativo (Km ) continua a sobrecarregá-lo. Como este Km ainda não foi resgatado, também não foi distribuído ao longo do Tempo: fica condensado e acumulado sobre seu Corpo Astral, comprimindo-o. Se, de repente, o


desligarmos do médium, toda a massa negativa (ainda não espalhada em outras reencarnações) precipitase sobre ele de uma vez só. E ei-lo reduzido a “ovóide”. Explicamos melhor. É como se esse espírito possuísse um caminhão de tijolos a ser descarregado ao longo de sucessivos amanhãs, mas que tivesse atirada essa carga de uma só vez, sobre sua cabeça - por acidente. O esmagamento seria inevitável”. Essa Lei nos tem sido muito útil no trato com encarnados rebeldes, viciosos e inconseqüentes. Projetamo-los no futuro e fazemos ver as conseqüências dos atuais comportamentos desregrados. A criatura costuma levar um choque, quase sempre se ilumina e percebe que está a construir sofrimentos para si próprio, resolvendo-se pela mudança de atitude diante da vida, dos outros e de si mesmo. “Décima primeira Lei - LEI DA AÇÃO TELÚRICA SOBRE OS ESPÍRITOS DESENCARNADOS QUE EVITAM A REENCARNAÇÃO. - Enunciado: Toda vez que um espírito desencarnado possuidor de mente e inteligência bastante fortes consegue resistir à Lei de Reencarnação, sustando a aplicação dela nele próprio, por largos períodos de tempo (para atender a interesses mesquinhos de poder e domínio de seres desencarnados e encarnados), começa a sofrer a atração da massa magnética planetária, sintonizando-se em processo lento, mas progressivo, com o Planeta. Sofre apoucamento do padrão vibratório, porque o Planeta exerce sobre ele uma ação destrutiva, deformante, que deteriora a forma do espírito e de tudo o que o cerca, em degradação lenta e inexorável. - Técnica: A adaptação ao meio é da dinâmica da Vida.Dela, de seus vários níveis de complexidade e degraus evolutivos se ocupam as ciências biológicas. Mas a fonte de Vida é o Espírito. E o meio do Espírito é a Eternidade. Cada vez que reencarna - mergulhando num determinado Tempo do Planeta, de certo país, de uma comunidade, família e humanos com quem irá conviver - a cada nova germinação na Matéria o Espírito tem um reencontro com cósmicas e eternas opções. Ou evolui, aumentando a Luz de si mesmo, que conquistou através de anteriores experiências na noite dos tempos, ou involui, fabricando suas próprias sombras, as dores e horrores que terá de suportar para reajustar-se à Harmonia Cósmica, que perturbou. De tempos em tempos, de ciclo em ciclo, passos grandes ou pequenos, vão sendo dados. E o Espírito sempre avança, embora eventuais retrocessos. Quando um ser humano se atira a variados crimes, perversões e vícios, de modo a retroceder alguns degraus na evolução, sabe-se que ele sentirá, ao desencarnar, todo o fardo das conseqüências. Seu espírito tomará forma adequada ao meio que ele próprio se construiu: terá um corpo astral degradado, disforme, monstruoso. E, ao ver que outros companheiros, esbeltos quando encarnados, se transformaram e tomaram a aparência de animais, compreenderá que a degradação de sua forma está acompanhando a degradação espiritual. As lendas de homens que se transformaram em animais (zoantropia) têm, no astral, permanente realidade. Mas tais fenômenos de deterioração da forma, sendo relativamente rápidos, também são


passageiros. Vistos da Eternidade, têm a duração de uma moléstia curável. O espírito, mais tempo ou menos tempo, reintegra-se ao fluxo reencarnatório e assim, vivendo e morrendo, vivendo e morrendo, reconquista o Caminho perdido. Muito mais séria - porque irreversível - é a pavorosa deformação que sofrem os espíritos que transgridem sistematicamente a Lei da Reencarnação. Não é fenômeno comum, pois somente entidades sumamente negativas e dotadas de mente poderosa - como, por exemplo, os magos negros - têm condições e temeridade bastante para desprezar recusar a Vida. Observamos cuidadosamente, por cerca de cinco anos: espíritos que evitam por todos os meios reencarnar, chegando a sustar a própria reencarnação durante tempo tão dilatado que vai a milênios, começam a sofrer uma sutil, quase imperceptível, mas lenta e inexorável ação do magnetismo do Planeta. - coercitivo e primário. O corpo astral se corrói e desgasta, o espírito perde a aparência e estética normais e vai se transformando num ser repelente. Este processo tem semelhança com o envelhecimento de uma casa em que a ação do Tempo vai produzindo sinais de progressiva ruína, como o deslocamento de paredes, rachaduras, perda de reboco, etc. Tão lenta é essa degradação que nem mesmo o espírito que a padece costuma percebê-la. O que é de suma gravidade, já que a deformação, segundo tudo indica, não tem reversão. Já observamos muitos magos negros com estes sinais de decadência. Mais de trinta casos. Ninguém burla as Leis Divinas impunemente. Quem se contrapõe ao ciclo das encarnações, repelindo oportunidades evolutivas; quem abomina, como repugnantes, as experiências na carne; quem prefere as ilusões do Poder, através do domínio tirânico de seres encarnados ou desencarnados (ou de vastas regiões do astral inferior), aferra-se, inconsciente e automaticamente, à massa do Planeta. E se afunda nele em trágico retrocesso. Este fenômeno só ocorre com espíritos detentores de inteligência e poder mental suficientes para sustar as próprias reencarnações durante séculos. Espíritos inteligentes, (Sic) e grande poder mental. (Sic) mas inferiores, pois ainda sujeitos à roda das encarnações e dependentes delas para subir na escada evolutiva. Nos espíritos superiores que, por mérito evolutivo, não mais precisam encarnar, esse tipo de degradação jamais aconteceria. Eles estão redentos: escapam ao magnetismo do Planeta em razão do grau de desmaterialização que já atingiram. Temos aprendido que o conhecimento dessa Lei de Ação Telúrica é da mais alta importância. Ela nos enseja profundas lições espirituais ao desvelar a evolução dos seres. E esclarece, também, esses espíritos endurecidos, envelhecidos no Mal através do poder maléfico de suas mentes”. No Grupo Espírita Ramatis, em Lages, temos trabalhado com estes espíritos e constatamos que a Espiritualidade Superior desenvolveu técnicas de reversão para estes casos. Na incorporação podemos reconstituir as suas configurações e, assim, encaminhálos às instituições do astral já na forma humana. Em nosso entender, Dr. Lacerda utilizou a palavra retrocesso significando a estagnação dos créditos do espírito e conseqüente aumento de seus débitos, e não no sentido de involução. Nos trabalhos de atendimento e pesquisa, constatamos que este processo de envelhecimento e degradação se dá também com encarnados (senilidade precoce), quando, desviando-se de sua finalidade encarnatória, tomam o caminho do mal movidos por ódio, vícios, deboche, prazeres mundanos ou ambições desmedidas. O processo de degradação


da forma física, às vezes, é quase imperceptível aos olhos das pessoas menos atentas. Oscar Wilde, no prefácio de sua obra, “O Retrato de Dorian Grey”, diz o seguinte: “aqueles que se aventuram abaixo da superfície fazem-no por sua própria conta”. Então, quem se dá o direito aos desequilíbrios, sintoniza-se com as faixas inferiores, desligando-se, por conta própria, do amparo imediato das Leis Superiores. Isto, considerando-se a superfície como sendo o ponto de equilíbrio e o limite do bom senso. Wilde relata a vida dissoluta do personagem principal de seu livro e a degradação que isso produzia em seu mundo oculto. Numa sessão terapia de vida passada, nosso trabalho profissional, submetemos um paciente à técnica regressiva projetado-o a uma recuada encarnação: Naquela, era homem culto, portador de forte orgulho e ambição, porém destituído dos dons da fortuna. Remoia-se de ódio porque a sociedade de seu tempo não lhe valorizava as capacidades e a inteligência invulgar. Não conseguindo resignar-se ante o que ele considerava desprezo público, afunda-se em ódio e silencioso isolamento. Quanto mais odeia mais deforma-se, pelo acúmulo dos venenos mentais usinados em si mesmo. Como sempre ocorre na TVP, o paciente permanece lúcido e observando o desenrolar da vida na existência pregressa em estudo e trabalho. O paciente verificava a sua própria história. Deu-se conta ali que, quanto mais odiava, e quanto mais o tempo passava, a horríveis deformidades transformavam a configuração de seu Corpo Astral. O Corpo Físico, porém, não acusava as ocorrências de seu mundo íntimo na mesma proporção. Após o desencarne, viu-se então, horrorizado, em toda a hediondez, resultante do ódio e do rancor alimentado ao longo do tempo. Constatamos, também, uma espécie de atrofia de um ou alguns níveis dos corpos sutis, ampliando os distúrbios no seu comportamento e na sua saúde. O mesmo fenômeno ocorre nos pacientes muito rebeldes, portadores de sintomatologia complicada, tratados com Desdobramento Múltiplo. Os corpos apresentam-se escurecidos ou manchados, e sempre existe alguma personalidade múltipla deformada. Geralmente, a causa reside na má conduta atual e no apego a eventos negativos de passadas existências, tais como ódios, culpas ou remorsos. Esses casos configuram a auto-obsessão, muitas vezes mal compreendida ou traduzida como vontade ou castigo de Deus. Na realidade, é o reflexo do mundo íntimo da pessoa, impulsionando as suas dificuldades em lidar com a própria vida, redundando em mais prejuízos para sua já complicada contabilidade. Por outro lado, observa-se que pessoas com comportamento regular, que não são más e não tem vícios, mas que são acomodadas, que nada fazem para sua melhoria evolutiva, acabam por arranjar sérios problemas para si mesmas, dificultando o próprio progresso evolutivo. Mesmo este comportamento não sendo maldoso, traz reflexos perturbadores e dolorosos para o universo físico. A pessoa pode viver uma vida totalmente inconsciente de sua realidade espiritual, vivendo de sonhos e usufruindo as facilidades que a vida oferece, cego aos apelos da forças superiores. Maas com certeza, mais cedo ou mais tarde acordará ou será despertado, às vezes de forma dolorosa, pela chegada do sofrimento ou da morte. Na realidade, o correto seria viver totalmente consciente, acordado e ciente dos


fatos que a vida apresenta, com suas causas e efeitos, sentindo-os e vivendo-os em sua intensidade, enfrentando os desafios com tranqüilidade, por saber necessários ao processo evolutivo e a aprendizagem. Cada ser humano reencarna no meio mais adequado à suas necessidades evolutivas, e pede as dificuldades que deseja trabalhar. Cada um tem o que merece, mas também o que precisa, para atender sua necessidade de progresso. Décima segunda Lei - LEI DO CHOQUE DE TEMPO. - Enunciado: Toda a vez que levarmos ao Passado um espírito desencarnado e incorporado em médium, ele fica ele sujeito a outra equação de Tempo. Nessa situação, cessa o desenrolar da seqüência do Tempo tal como o conhecemos, ficando o fenômeno temporal atual (presente) sobreposto ao Passado. O deslocamento cria tensão de energia potencial entre a situação presente e os deslocamentos para o Passado. Enquanto o espírito permanecer incorporado ao médium, nada lhe acontece; apenas passa a viver e vislumbrar a nova situação ambiental que lhe foi imposta. No entanto, se for bruscamente desligado do médium, sai do campo de proteção do mediador e fica como que solto na outra dimensão espaço-temporal. Recebe em cheio, então, a energia potencial criada pelo deslocamento. Essa energia é suficientemente forte para destruir sua estrutura astral através do choque que se produz. Ele se reduz a ovóide, vestido apenas com suas estruturas espirituais superiores: corpos átmico, búdico e mental superior. Para que um espírito não sofra tal agressão quando submetido a tratamento no Passado, é necessário trazê-lo lentamente de volta ao Presente, através de contagem regressiva. - Técnica: É mesma descrita nas leis anteriores: emprego de pulsos energéticos através de contagem”. Décima terceira Lei - LEI DA INFLUÊNCIA DOS ESPÍRITOS DESENCARNADOS EM SOFRIMENTO, VIVENDO AINDA NO PASSADO, SOBRE O PRESENTE DOS DOENTES OBSEDADOS. - Enunciado: Enquanto houver espíritos em sofrimento no Passado de um obsedado, tratamentos de desobsessão não alcançarão pleno êxito, continuando o enfermo encarnado com períodos de melhora, seguidos por outros de profunda depressão ou de agitação psicomotora. - Técnica: Em primeiro lugar, procede-se ao atendimento dos obsessores que se encontram em volta do paciente, retirando-os para estâncias do astral especializadas no tratamento de tais casos.


Nunca se deve esquecer que um obsessor, ou qualquer sofredor, só se atende uma única vez. Se bem feito o tratamento, com assistência espiritual devida, todos os espíritos malfazejos são retirados definitivamente - num único contato. Deixar obsessor solto após breve esclarecimento evangélico (como se faz em sessões Kardecistas) é um erro. Não é com simples diálogo de alguns minutos que se demovem perseguidores renitentes (ou magos negros). Reafirmamos: esse procedimento clássico torna o trabalho inócuo. E até prejudicial. A remoção de todos esses seres pode ser feita em algumas sessões. Se o doente depois, não apresentar melhoras definitivas, devemos dar início ao estudo de suas encarnações anteriores. Para tanto, abrimos as freqüências dessas encarnações, para atendimento aos espíritos que estacionaram no Tempo. Todos eles, quase sempre, são profundos sofredores. Alguns ainda se encontram acorrentados em masmorras, outros vivem em cavernas ou se escondem em bosques, temerosos, famintos, esfarrapados. Eles maldizem quem os prejudicou, formando campos magnéticos de ódio, desespero e dor, profundamente prejudiciais. Quando o enfermo encarnado recebe o alívio que se segue ao afastamento dos espíritos mais próximos - os que estão na atual encarnação - esse alívio não se consolida porque as faixas vibratórias de várias freqüências, oriundas do Passado, refluem e se tornam presentes, por ressonância vibratória. O enfermo encarnado, partícipe ou causante daqueles passados barbarismos continua a receber as emanações dessas faixas de dor e ódio.Sente, também ele, intima e indefinida angústia, sofrimento e desespero. E somente terá paz se o Passado for passado a limpo. De encarnação a encarnação, vai-se limpando essas faixas do Passado. Espíritos enfermos, dementados e torturados, são recolhidos para o Tempo presente e internados em Casas de Caridade do Astral, para tratamento eficiente. E ao final, quando o enfermo encarnado manifesta sinal de que sua cura se consolida, o persistente trabalho de desobsseção - aprofundando-se no Passado - terá conduzido à regeneração e à Luz centenas, quando não milhares de irmãos desencarnados”. Como acabamos ver, Dr. Lacerda recomendava atendimento cuidadoso ao paciente obsedado. Mas para nós, o principal problema apresentado pelas pessoas não é a obsessão, mas sim a auto-obsessão, que é a desarmonia gerada pela dissociação de consciência, motivada pelo medo desses antigos comprometimentos e suas implicações. Por outro lado, mesmo atendido, por um certo tempo, o paciente continuará ligado e influenciado mentalmente pelas entidades afastadas para tratamento. A influenciação recíproca ou mesmo unilateral, cria dependência e troca energética, que pode perdurar por longo tempo, difícil de ser rompida num primeiro atendimento, pela adaptação mútua entre obsessor e obsedado.Frequentemente, o encarnado, após o trabalho de desobsessão, sente-se profundamente vazio e mutilado, por faltar-lhe a parte que foi afastada. O desligamento dos laços energéticos podem ser instantâneos, mas o mesmo não ocorre com relação aos laços mentais, os desfazimento destes são bem mais demorados.O pensamento produz sintonia imediata, gera troca energética e influenciação na conduta. Por isso, depois de atendido, o paciente precisa buscar ocupação física e mental de natureza superior, visando desligar-se de pensamentos negativos, angústias e dores, colaborando conscientemente na própria recuperação. À medida que o pretérito for revisto e passado a limpo, as entidades liberadas, a


criatura vai se harmonizando aos poucos, até conseguir sua total libertação.


Apometria na Prática O grau de conhecimento exigido para se iniciar um trabalho de Apometria deve ser suficientemente bom para que a pessoa possa sintonizar ou incorporar um espírito ou personalidade sem receio e doutriná-lo com alguma eficiência. Então, o interessado necessita ter um bom conhecimento sobre a Doutrina Espírita que explica satisfatoriamente a base dos fenômenos espirituais, anímicos e personímicos, algumas noções sobre o agregado periespiritual e sobre a consciência (corpos, níveis, subníveis, personalidade, personalidades múltiplas, subpersonalidades, etc.). Precisa conhecer as leis que fundamentam a técnica com que vai trabalhar, treinar junto de uma equipe preparada e acompanhar o trabalho de outras equipes como observador para poder ter uma boa noção do trabalho e das sutilezas que ele apresenta. É altamente recomendável ainda estudo sobre psiquismo, mediunidade, obsessão, auto-obsessão, desobsessão, etc. É necessário, também, conhecimentos sobre os chacras, dado que eles são importante para o bom funcionamento do corpo e são “portais” de acesso aos próprios sete corpos, níveis e subníveis; cromoterapia mental, por ser extremamente útil quando se tem que lidar com energias densas e conhecimentos sobre regressão de memória e hipnose. Como referências bibliográficas importantes para um bom trabalhador recomendamos as obras básicas de Alllan Kardec, Ramatis, Joanna de Ângelis, Leopoldo Balduíno, Jaime Cerviño, André Luiz, Hermínio Miranda e outros. Com uma boa base de estudo e conhecimento teórico, disciplina, ética, boa vontade, amor fraterno, trabalho, esforço, dedicação, paciência, observação e experimentação, o interessado certamente se capacitará para um bom desempenho. O trabalho fica mais proveitoso quando conhecemos e dominamos as técnicas que utilizamos, quando acreditamos no que queremos fazer, quando aprendemos a utilizar a força mental, quando trabalhamos com amor e confiantes no amparo superior. Conforme Irmã Teresa, a diferença entre uma desobsessão tradicional e uma apométrica é muito grande. Em um trabalho tradicional, onde as pessoas não têm grande conhecimento da fisiologia da alma, a espiritualidade supre o conhecimento e as energias que os encarnados não podem oferecer. Quando isso acontece, o tempo do tratamento é dilatado em função da diferença das energias, que são mais pesadas e grosseiras no mundo físico, em confronto com energias mais sutis do mundo espiritual. Por isso, as operações de socorro nas faixas mais pesadas são mais difíceis e os resultados são mais lentos. Então, o trabalho com os desencarnados de baixa vibração fica dificultado, porque a equipe encarnada, mesmo amorosa e fraterna, pouco coopera com suas forças mentais e vontade. Com a técnica apométrica os espíritos são trazidos às mesas mediúnicas pelos socorristas ou os médiuns desdobrados vão até eles. Muitos deles, por não ter percebido o próprio desencarne, têm dificuldade em recompor um órgão ou um membro que lhe esteja faltando. Vibrarem negativamente e não oferecem condições de receptividade aos socorristas desencarnados. Ficam, assim,


impedidos de receber ajuda. Quando são incorporados em médiuns bem treinados, esse trabalho fica bastante facilitado, pela energia pesada do corpo físico fornecida pelo médium. Havendo conhecimento sobre várias técnicas que se pode utilizar num trabalho de socorro, o trabalho fica muito facilitado. Pois quando uma técnica não está dando os resultados desejados, utiliza-se outra, e às vezes duas ou mais ao mesmo tempo. A própria técnica apométrica já é, em si mesma, uma alternativa dentro da psicoterapia espiritual, conhecida como doutrinação ou desobsessão. Portanto, qualquer técnica, que por sua seriedade, utilidade e possibilidades venha a somar junto ao socorro fraterno, deve ser utilizada na tentativa de auxiliar nossos semelhantes, submetidos à dura terapêutica alternativa da dor. A Divindade se utiliza da dor como sendo a única ferramenta que funciona no despertamento da consciência endurecida, embotada ou acomodada. Mas nos deixa sempre o livre-arbítrio e os recursos, para que possamos procurar as soluções e o alivio para as nossas dores e dificuldades. O fenômeno de desdobramento induzido já é conhecido desde a mais remota antigüidade, sob várias denominações. Mas a incorporação múltipla e simultânea das personalidades múltiplas e subpersonalidades é conhecimento novo, ainda não devidamente explorado. A técnica apométrica, a terapêutica das personalidades múltiplas, como também a terapia de vida passada, estão, à cada dia mais procuradas, e se encaminham para uma aceitação geral, como as demais descobertas que são importantes para a felicidade humana. A rigor, nada em si é mau, já que tudo o que existe foi criado ou permitido por Deus. O problema é o uso que a humanidade faz dos conhecimentos e dos recursos que Deus permitiu que estivessem à sua disposição. Uma substância, um conhecimento ou um instrumento, tem suas próprias características e propriedades, sua utilidade, e deve ser aproveitado com critério e sabedoria. Lamentavelmente, nem sempre isso ocorre. O Espírito Mahaidana, um dos mentores dos nossos trabalhos, relatou-nos o seguinte: “que já foi excluído de alguns grupos mediúnicos, por tentar demonstrar as possibilidades das forças mentais e de técnicas mais enérgicas e mais eficientes de trabalho, sendo convidado a retirar-se, por ser considerado espírito das trevas.” Em nossa própria casa espírita, ainda temos colegas que não aceitam os nossos mentores, mesmo sendo dirigidos e orientados por eles. Tampouco crêem nas técnicas por nós descobertas e pesquisadas. Mas o fato de alguns espíritos, médiuns ou orientadores, pensarem diferente de nós, não quer dizer que estejamos errados. Ocorre, apenas, divergências de idéias e crenças. Irmã Teresa, instada a falar sobre o comentário que certo espírito teceu sobre Apometria, assim se pronunciou: “A vida como desencarnado é uma extensão da vida que temos na Terra. A maior parte das virtudes ou defeitos adquiridas aqui, continuam sendo nossos quando estamos no mundo espiritual. Da mesma forma, continuamos acreditando basicamente nas mesmas coisas que acreditávamos quando estávamos encarnados.


Para alguns adeptos da Doutrina Espírita, que hoje estão no mundo espiritual, muitos conhecimentos foram repassados. Todos permanecem intimamente ligados a esses conhecimentos. Com certeza, eles não desconhecem as novas técnicas surgidas, mas todos têm livre arbítrio suficiente, para escolher qual a linha de conduta que desejam adotar no trabalho de socorro à humanidade. Para alguns espíritos encarnados e desencarnados, técnicas como a Apometria são extremamente úteis, por estarem mais ligados a elas e por se sentirem melhor quando trabalham com elas. Já outros espíritos, encarnados ou desencarnados, não sentem o mesmo que nós, e permanecem numa linha de trabalho diferenciada. Já comentei em outra ocasião que, trabalhando com a Apometria, obteremos solução mais rápida para uma mesma questão, do que trabalhando com técnicas antigas e convencionais. Por outro lado, precisamos alertar as pessoas para a necessidade de se conhecer algo mais da Codificação e da vivência Evangélica. Temos muitos encarnados extremamente afoitos em conhecer e utilizar a Apometria, esquecendo-se da base evangélica. Os irmãos sabem que a Apometria é uma técnica que tem a sua origem na “magia”, portanto, nem todos os espíritos estarão prontos a se utilizar dela, e poderão tecer alguns comentários desfavoráveis, levando aos adeptos da mesma, a impressão de estarem sendo atacados. Nem sempre o pensamento de um espírito vem completamente puro quando transcrito para o papel. Muitas vezes, existe interferência do médium na transcrição desse pensamento. Não são todos os médiuns que permitem ter a mente completamente liberada da sua opinião particular (anímica), para deixar que o espírito escreva o que deseja escrever. Assim, não há necessidade daqueles que já escolheram sua linha de trabalho sentirem-se incomodados com determinados comentários que possam surgir. Muitas vezes, deveremos ficar calados em razão do que é dito, porque é assim que poderemos adquirir a confiança das pessoas. Nem sempre precisamos nos defender. Aliás, a defesa está nas nossas atitudes e não nas nossas palavras. O mundo espiritual está se adaptando a técnicas diferentes, vindas do mundo Espiritual Superior ao que estamos vivendo. Nem todos aceitarão prontamente as instruções, mas todos somos levados a crer nas novas técnicas surgidas. Elas têm efeito extremamente rápido e benéfico. Assim como o espiritismo propriamente dito, que a princípio não foi entendido por muitos e ainda não é, as técnicas da Apometria e Desdobramento Múltiplo, e outras que já estão aparecendo, também não terão crédito imediato de todas as pessoas. É preciso que elas sejam convencidas. Todos nós podemos repassar os nossos pensamentos, mas eu repito, muitas vezes o pensamento do médium que estamos nos utilizando, pode fazer com que o nosso pensamento seja afetado, distorcido. Por isso a nossa equipe trabalha sempre com energia e tranqüilidade. Mais energia no que tange ao uso da mediunidade, para que todos os médiuns tenham consciência absoluta da tarefa que lhes é colocada nas mãos. E também tenham responsabilidade com relação a essa tarefa, repassando o pensamento e os sentimentos do espírito que está se comunicando através dele. Muitas vezes, não há possibilidade de repassar esse pensamento com as mesmas palavras, porque quando nos sintonizamos num médium, seja para escrever ou para falar como estamos fazendo agora, necessitamos procurar na mente desse médium as palavras que possam expressar o nosso pensamento com precisão, para que ele seja interpretado da melhor forma possível. Assim acontece com qualquer espírito que venha até um médium para escrever ou falar. É preciso uma sintonia absoluta, que só acontece depois de muito tempo, e muitas vezes, dentro de


uma obra pode acontecer que um determinado pensamento do espírito não seja repassado da forma como deveria. Como podemos observar, o fato de encarnados e desencarnados, acreditarem, desacreditarem, aceitarem, duvidarem, questionarem, ignorarem ou conhecerem, faz parte do comportamento humano. Sabemos que essas posturas não alteram em nada a essência e a realidade das coisas. A verdade está muito acima da cegueira humana e continuará a existir, independentemente de alguém crer ou descrer dela. E também não é por isso que devemos nos tornar inimigos de quem tem posição contrária a nossa. Nem tampouco, devemos expulsá-los de nossas instituições. Talvez nós mesmos tenhamos feito as mesmas coisas alhures. Os verdadeiros Mentores não estão interessados nisso. Interessam-se sim pela fraternidade, caridade, amor e socorro às criaturas desorientadas e sofredoras”. Irmã Teresa orienta que na fase inicial de um trabalho medianímico admite-se alguma dúvida, mas após algum tempo, deverá haver somente a certeza de que estamos sendo amparados. Quem deseja servir, fazendo o melhor ao seu alcance, com seus conhecimentos e técnicas, não pode vacilar. “Precisamos ter fé! A fé e a certeza de quem não deseja abandonar o caminho de socorrista e trabalhador espiritual. De quem quer aliviar o sofrimento de seus irmãos encarnados e desencarnados. A fé que dissipa a falta de confiança em si mesmo e a desconfiança nos outros. Pois esse mal ainda faz parte da personalidade dos homens, e só apagar-se-á, quando florescer dos corações humanos o almejado Amor Divino, Fraterno e Verdadeiro.” Evidentemente, que num trabalho dessa natureza, onde se trata a consciência e os corpos das criaturas, é preciso cautela, conhecimento, responsabilidade, amor fraterno, segurança e confiança em si e na equipe. Mas precisamos também alertar aos amigos que o excesso de cautela gera paralisia. Medo de mistificação atrapalha e impede a realização de um bom trabalho, por mais séria que seja a proposta. Falta de confiança na espiritualidade também atrapalha. Para se realizar um trabalho novo como esse, que só agora está sendo repassado e orientado pela espiritualidade, não pode haver receios nem medos nem cautelas exageradas. Tem que haver fé, confiança na equipe encarnada e desencarnada, estudo, tentativas, observação, experimentação e verificação de resultados e efeitos. Sabemos que em tratamentos mediúnicos e anímicos, praticamente não existem efeitos colaterais. Se ocorrer algum erro na aplicação da terapêutica, o máximo que pode acontecer é não se conseguir nenhum resultado. Portanto, devemos apenas buscar socorrer, o resto não corre por nossa conta. Precisamos ter “sintonia” e “sincronia” com a equipe de trabalho. Um colega desconfiado, em atrito ou com alguma diferença com os demais colegas, pode ser um problema sério na equipe, provocando a desarmonia do grupo e vibração perturbadora no ambiente. É um entrave ao bom andamento dos trabalhos. Principalmente, onde se utiliza a técnica apométrica, que é, essencialmente, manuseio de energias através da força mental e comandos vibracionais. Cada gota de energia desperdiçada ou destruída através de vibrações negativas fará diferença em um trabalho prolongado. Remover esses entraves é responsabilidade do dirigente. A espiritualidade não costuma fazer o que cabe aos encarnados, principalmente no caso daqueles que sempre tiveram orientação de estudar e


experimentar para saber o que acontece. Com isso, podem e devem saber os propósitos e as intenções de quem irá trabalhar na equipe, e se o candidato possui as condições e qualificações necessárias para tanto. Permanece em vigor a filosofia do “ensinar aprendendo e aprender ensinando”. Os membros de uma equipe socorrista, apométrica, devem estar isentos de vícios grosseiros como o tabagismo, o alcoolismo, a toxicomania, o carnivorismo, a sexolatria, etc. O tabagismo e o alcoolismo, ao nosso ver, representam a maior maldição que já se abateu sobre a humanidade encarnada e desencarnada, porque são aceitos socialmente. Os religiosos fumam e bebem, os curadores fumam e bebem, os médicos fumam e bebem, os pregadores do Evangelho fumam e bebem, os médiuns fumam e bebem, os espíritas fumam e bebem, a gestantes fuma e bebem. O que se pode esperar disso além de dores e sofrimentos? Nos trabalhos com a técnica apométrica é totalmente desaconselhável e até perigoso a participação de um fumante ou alcoólatra. Informa C.W. Leadbeater que o fumo danifica a tela etérica (tela búdica) e deteriora os sentimentos delicados que são os elos de ligação com mentores e guias espirituais. Além de desenvolver um brutal egoísmo e escravizar a criatura, embota os sentimentos e destrói as estruturas mais delicadas de todos os corpos, pelos venenos que possuem. Amortece o sistema vibratório tornando-o letárgico. Por serem antimagnéticos, são entraves pesados numa mesa de trabalho, pois impedem o fluir das energias. Com isso, os médiuns não fumantes e não alcoólatras pagam alto preço em desgaste energético, devido a presença dos viciados. Todos os comandos são entravados e os fluxos energéticos movimentam-se com pouca mobilidade. Os mentores têm imensas dificuldades em se aproximar e os viciados ficam impedidos de uma boa e leve sintonia, ficando no entanto totalmente aberto às baixas vibrações e exposto a obsessões e incorporações indesejadas. Leadbeater revela que, após o desencarne dos fumantes, os seus corpos sutis ficam como que ossificados, gerando paralisia e inconsciência no desencanado, tornando-os incapazes para o socorro e para o recebimento da influência superior. Assim sendo, sugerimos aos dirigentes de trabalhos apométricos que reflitam na responsabilidade em manter médiuns viciados em seus grupos de desobsessão. Sabendo-se que os vícios são falhas de caráter, que devem ser urgentemente consertadas, esses médiuns devem fazer uma reflexão, escolhendo o que considerarem mais importante para si mesmos; se o crescimento espiritual através de um trabalho mediúnico e da renúncia de um mal, ou o afundamento nesse mal com suas trágicas e funestas conseqüências, a curto, médio e longo prazo. Quanto a sexolatria, igualmente prejudicial, consome excesso de energia preciosa para o trabalho mediúnico e embota a mente do viciado, rebaixando-o. Da mesma forma, embora com menor grau de prejuízo, o vício de alimentação carnívora, igualmente antimagnética e por ser energia grosseira, deve ser evitado.


Impedimentos na utilização da Apometria Na folha quatro do livro “Espírito Matéria – Novos horizontes para a medicina”, ao falar sobre o destino e a utilização da Apometria, Dr. Lacerda deixou plena liberdade aos que dela quisessem fazer uso. “DOS MÉDIUNS AOS MÉDICOS”, disse ele. Portanto, não há nenhum impedimento na sua utilização, desde que essa utilização seja ética. Então, como conhecimento terapêutico, a Apometria pode ser utilizada por médicos, psicólogos, psiquiatras e terapeutas. Seria ilógico a Bondade Divina nos oferecer um recurso sem, implicitamente, nos dar também o alvará para utilizarmos esse recurso. Porém, onde houver a prática da mediunidade (intervenção de espíritos), os atendimentos devem ser gratuitos, conforme recomenda a Doutrina Espírita.


Outras aplicações para a Apometria Em alguns casos, quando necessitamos desmontar estruturas energéticas muito sedimentadas, utilizamo-nos de alguns recursos sugeridos por Dr. Lacerda, com a inversão de spins, por exemplo. Mas para isso, mesmo que de forma simplória, precisamos saber o que significa spin, sua inversão, e o que realmente acontece no mundo das energias sutis. Na verdade, esta resposta deveria ser dada por um físico, mas na falta dele, emitiremos nossa fraca opinião. “Spin” em inglês, significa giro. É a rotação ou giro dos elétrons em torno do eixo com vetor ou força negativa ou positiva. No chamado processo de inversão há redução da coesão molecular, enfraquecimento estrutural, impacto magnético que anula a força acumulada liberando energia. Com isso desmoronam-se as forças organizadas. Os vetores de sentido contrário passam para um só sentido. No espírito, a inversão de spin provoca o desaparecimento momentâneo da capacidade organizada do mesmo, esvaziando-o energeticamente, como a um balão, que rompido, o ar preso nele se escapa. O que é chamado de salto quântico, utilizado em Apometria, é a mudança brusca de estado vibratório, saltando de um estado a outro sem passar pelo nível intermediário (ex. do gelo para o vapor sem passar pela água). É a aplicação da força mental acumulada, que, de alguma forma, provoca a mudança de órbita dos elétrons, liberando ou emitindo fótons[24]. Saltar significa o sair e voltar do elétron à sua órbita. A rotação provoca um momento de energia cinética[25]. O que denominamos “energia psíquica” é a força vibrada e irradiada pela mente do espírito, em forma de impulso elaborado, pensado, ideado. Possivelmente, a mente do ser espiritual possui muitos outros atributos ainda desconhecidos, com capacidade de produzir trabalho. Deve tender ao infinito e se propagar em forma de raios, ondas ou corpúsculos. A ação de pensar produz um fluir, ou um fluxo de energia temperada pelos sentimentos, desejos, emoções e intenções do emissor. O refluxo é a reação, o retorno desse fluxo que foi arrojado, e que, agora, retorna temperado pelos sentimentos, emoções, desejos e intenções da pessoa que foi atingida. Pensar e agir são fluxos. Sentir e reagir são refluxos.


Efeitos Efeito é o resultado produzido por uma ação ou por um agente, denominado causa ou conseqüência em relação a esse resultado. É uma realização, uma combinação, uma alteração. Em física pode ser, por exemplo, uma mudança aparente do comprimento de onda de qualquer radiação eletromagnética ou movimento ondulatório em geral. 01- Efeito Arraste – O efeito arraste é a resultante de uma ação mental ou energética, vinda de alguém de fora e atingindo a pessoa, produzindo um certo alheamento ou desmaio, principalmente na pessoa portadora de mediunidade. Pode ocorrer quando, em trabalho mediúnico, o espírito do médium desdobrado, ou mesmo de paciente sob obsessão ou perturbação, sofre um tipo de atração (ação), inconsciente ou consciente, automática ou induzida, acompanhando ou sendo forçado a acompanhar o espírito que lhe estava incorporado ou influenciando. Quando o espírito se afasta ou é afastado, o médium fica em completa inconsciência, não responde aos comandos, alheio ao ambiente, custando a voltar. Pode-se, nesse caso, trazê-lo de volta através de uma das técnicas de Apometria, o “campo-de-força”. Esse campo é formado pela mentalização de uma determinada figura geométrica, pirâmede, por exemplo; e comandado pela vontade fortemente direcionada e ampliada por pulsos vibracionais. A mesma técnica é usada quando percebemos no paciente obsedado que uma de suas personalidades está aprisionada em masmorras ou bases do astral inferior. Comandase um campo (piramidal) e se traz de volta a personalidade que está sob domínio do obsessor. Diz Dr. Lacerda, em seu livro “Espírito e Matéria – novos horizontes para a medicina”, no capítulo que trata do assunto, que este fenômeno tem duas causas: “- Ação do espírito comunicante, sobretudo os de grande potencial mental e energético, como os magos negros. Por maldade, eles atraem o médium, levando-o com eles, até quando já contidos. - E a ação do médium, por curiosidade. Voluntariamente, deseja saber onde o comunicante habita, e, levianamente, se dispõe a acompanhá-lo (esta causa é a mais importante, como se verá, por suas implicações). O fenômeno é também comum em se tratando de entidades superiores. Por sua aura altamente harmônica, eles formam um campo de tal bem-estar que os médiuns tentam ir com eles, atraídos pela sensação de paz que deles se irradia. Essa atitude por parte dos médiuns (segunda causa) revela certa imaturidade e indisciplina. Desvios desse tipo, para atender anseios de ordem pessoal não se coadunam com a natureza do trabalho, constituindo transgressão de uma norma que pode não ter sido expressa, porque tácita. (Quem desejar estudo mais aprofundado sobre o assunto, sugerimos as obras do Dr. Lacerda.) Somente a ordem e a disciplina conseguem conduzir a bom termo qualquer trabalho, principalmente os trabalhos espirituais. Por sua própria natureza estes exigem constante atenção e vigilância do dirigente e também - em especial - por parte dos médiuns, dos quais dependem por completo. Nenhum trabalhador, portanto, deve se deixar seduzir pela curiosidade, nem fazer investigações


no mundo astral por conta própria, aventurando-se a sortidas pelo Umbral afora. Já vimos médiuns afoitos retornarem, apavorados, de intempestiva incursão no astral. É preciso entender: existem normas de segurança que, se violadas, podem comprometer todo o trabalho. A equipe fica exposta à súbita invasão das Trevas, invalidando planos de trabalho penosamente elaborados.” O “efeito arraste[26]” obedece a leis espirituais semelhantes às leis físicas, de onde tiramos a denominação. 02 - Efeito de Franjas de Onda - Algumas pessoas de maior sensibilidade (mediunidade) podem sofrer esse efeito se, nas proximidades existirem trabalhos de magia ou grupos de espíritos de baixa vibração, mostrando-se perturbadas por ação vibratória indireta. Sentem a carga negativa reinante no ambiente, proveniente da baixa vibração desses trabalhos ou da presença desses espíritos. Não tendo conhecimentos na área espiritual e mediúnica, e não sabendo o que isso significa, podem achar que estão doentes, quando, na realidade, estão sentindo o efeito de Franjas de Ondas. 03 - Efeito Hipnótico - Muitas criaturas, encarnadas ou desencarnadas, são altamente influenciáveis e podem deixar-se envolver (hipnotizar-se) por espíritos de maior potencial mental. E quando esse potencial ou influência é negativa, essas criaturas sentem-se afetadas. Comportam-se de forma estranha quando encarnadas, ou tomam formas animalescas quando desencarnadas. Exemplo: a pessoa fica como que desligada, “fora do ar” sonolenta, meio inconsciente, perturbada e sem vontade própria. No mundo espiritual é bem conhecido o fenômeno da licantropia (efeito lobisomem), zooantropia (formas diversas de animais), deformidades que, sugeridas, são aceitas pelas vítimas.


Despolarização, Dialimetria, Eteriatria, Psiquiatria A - Despolarização dos Estímulos de memória - Tudo o que o espírito vivencia e tudo o que acontece ao seu redor ao longo do tempo e do espaço, é gravado nos bancos de memória do seu psiquismo, e jamais se apagará. Quando esses fatos, experiências ou clichês são negativos, podem gerar desarmonias que se refletirão no Corpo Físico, na forma de doenças e distorções comportamentais. Mas, esses estímulos podem ser minimizados (adormecidos temporariamente), deixando a pessoa mais livre para novas aquisições, podendo-se polarizar novos clichês ou novos estímulos. Com isso, a pessoa se fortalecerá e, mais tarde, enobrecido por realizações dignificantes, rever suas dificuldades e enfrentá-las com mais segurança e equilíbrio. B - Dialimetria[27] - Dialimetria é o efeito de dissolver, o resultado da força mental direcionada pela vontade consciente produzindo um efeito na coesão molecular das células e dentro delas, modificar seu padrão vibratório pela dissolução de energias negativas nelas existentes. É a chamada operação espiritual ou fluídica. Nela utiliza-se a força da mente, somada com energias cósmicas terapêuticas, orientadas pelos médicos da espiritualidade, para curar. A aplicação da Dialimetria exige treino, concentração e direcionamento correto da força mental, para atingir a região afetada. O curador deve estar bem consciente do que quer e deseja, e do como fazer. Deve concentrar a sua força mental, seu amor fraterno, a confiança em si e na Bondade Divina, o desejo de curar, de dissolver, de dissociar e destruir a doença. C - Eteriatria: Eteriatria é a técnica ou capacidade de se operar em dimensão energética, corpo etérico, movimentando e transmutando sedimentos ou instrumentos energéticos negativos, curando lesões e benefíciando as criaturas. Através da Eteriatria podemos modificar feridas ou deformações que o corpo energético ou o Duplo Etérico possam apresentar. D - Psiquiatria: A psiquiatria opera nas dimensões da Alma. Em obras mais antigas como nas atuais, psicografadas ou escritas, espíritas ou psicológicas, encontramos clara descrição aos temas que são de interesse e objeto de pesquisa e trabalho da Apometria. Assim, em “Domínios da Mediunidade”, no capítulo XI, versando sobre desdobramento, descreve os mecanismos íntimos que presidiram o desdobramento do médium Antonio Castro. Em “Mecanismos da Mediunidade”, capítulo XXI, especialmente o item “Desdobramento e Mediunidade”, demonstra claramente a técnica apométrica. Além disso, encontramos ainda referências sobre a terapêutica dos corpos, personalidades múltiplas e subpersonalidades nas obras “Nosso Lar”, “Libertação”, e “Nos Domínios da Mediunidade”, obras psicografadas por Francisco Cândido Xavier, de autoria de André Luiz. Encontramos também referências semelhantes nas obras de Joana de Angelis e de Manoel Philomeno de Miranda, psicografadas por Divaldo Pereira Franco, “O Despertar do Espírito” e “S.O.S. Família”. Nas obras de codificação e terapêutica do perispírito


também está sugerida, conforme “O Livro dos Médiuns", Capítulo I, 2ª parte, página 72 da 51ª edição, FEB, onde trata da “Ação dos Espíritos sobre a Matéria”, quando diz: “somente faremos notar que no conhecimento do perispírito está a chave de inúmeros problemas até hoje insolúveis”. A psicologia também tem excelentes estudos sobre isso. Encontramos referências sobre personalidades múltiplas e subpersonalidades nas obras de Jung,“O Espírito na Arte e na Ciência”, em Fundamentos de Psicologia Analítica.Editora, e também na obra “O Ato da Vontade” de Roberto Assagioli. E nosso caso, como atuamos profissionalmente no campo do psiquismo, com terapia de vida passada e regressão de memória, temos realizado longas e proveitosas experimentações, já aquelas situações que não ficam bem claras na TVP levamos para serem trabalhadas, também, em Apometria. Isso nos facilita muito a compreensão de problemas de diagnose obscura e que resistentes ao tratamento. Ao longo do tempo percebemos que a harmonização das criaturas, com sérios e longos problemas emocionais, espirituais e comportamentais, não pode ser conquistada com facilidade. É necessário tratamento profundo e cuidadoso, para se conseguir bons resultados. Às vezes, é necessário a utilização de vários recursos terapêuticos, além de profundas mudanças no comportamento da pessoa interessada. A problemática do ser humano, quase que generalizada, denota um profundo desconhecimento das leis maiores e das reações geradas pelos pensamentos, sentimento, emoções e comportamentos inadequados. Na realidade, o grande problema somos nós mesmos. O apego aos valores materiais, com o conseqüente abandono aos valores espirituais, levaram as criaturas ao desequilíbrio psicológico vivenciado nos tempos atuais. Ao observar o caos reinante, Albert Einstein, cientista e filósofo, constatou entristecido: “a mundanidade, a futilidade, o comodismo, o materialismo, a confortite e ausência de sintonia com a Fonte da Vida, são as bases da própria infelicidade”. Como se isso não fosse o suficiente, surge ainda as reminiscências dos traumas sofridos em existências pretéritas, vigorosos e desestruturadores. Resultantes das pragas e maldições do passado, das excomunhões, das condenações, dos votos de castidade forçados, das torturas inquisitoriais, da escravidão e do desrespeito a da falta de fraternidade. Os recalques, as fobias, as inquietudes e as perturbações têm aí sua origem. Sedimentados em raízes profundas, que só com o conhecimento e aceitação das vidas sucessivas podem esclarecer e extirpar, devolvendo à criatura, a harmonia e a felicidade.


Allan Kardec e a Apometria A Apometria é apenas uma técnica socorrista que consiste, em parte, no desdobramento dos corpos sutis e no acesso das personalidades múltiplas e das subpersonalidades, e oferece condições de tratamento terapêutico a esses elementos. O desdobramento, a dissociação, as propriedades e a terapêutica desses elementos que compõem o agregado periespiritual e a consciência foram aventadas e previstas por Kardec e a equipe espiritual que o orientou. Consta da obra “O Livro dos Espíritos”, questões 447 e 450: “a dupla vista é o resultado da libertação do espírito, sem que o corpo seja adormecido, podendo ser espontânea, as mais das vezes, porém a vontade desempenha com grande freqüência importante papel no seu aparecimento. A dupla vista também é suscetível de desenvolver-se pelo exercício, pois do trabalho sempre resulta o progresso e a dissipação do véu que encobre as coisas.” Em “O Livro dos Médiuns”, item 74, São Luiz informa: “O fluido universal não é uma emanação da divindade e sim uma criação da mesma. Este fluido é o princípio elementar de todas as coisas. Ele apenas anima a matéria, mas não é fonte da vida nem da inteligência. O periespírito é composto por ele”. E mais adiante: “...o que chamais de periespírito, vos faculta a chave de todos os fenômenos espíritas de ordem material”. Na “Gênese”, capítulo XIV, temos a confirmação do acima exposto, além de explicar que a camada de fluidos espirituais que envolve a Terra constitui a morada dos espíritos e ali eles haurem seu periespírito. Na mesma obra, capítulo VI, item 19, fala na criação dos espíritos, dizendo que só recebemos a consciência e o livre arbítrio, após termos iniciado nossa evolução no átomo, conforme a resposta dada à pergunta 540, na obra “O Livro dos Espíritos”: “que tudo se encadeia na Natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo, que também começou por ser átomo”. Portanto, do fluido universal se origina a vida material, do infinitamente pequeno até as maiores galáxias, sendo por ele animada. Mas a ação inteligente do espírito, independente da matéria, é que traz o senso moral e a faculdade de pensar (“Obras Póstumas” capítulo “A Alma”). Ainda na “Gênese”, no capítulo XIV, item 7, o autor descreve: “o periespírito, ou o corpo fluídico dos Espíritos, é um dos produtos mais importantes do fluido cósmico; é uma condensação desse fluido, ao redor de um foco de inteligência ou alma. Viu-se que o corpo carnal tem igualmente seu princípio neste mesmo fluido transformado e condensado em matéria tangível, e mais adiante, no mesmo texto: O corpo periespiritual e o corpo carnal têm, pois, a sua fonte no mesmo elemento primitivo; um e outro são da matéria, embora sob dois estados diferentes”. No item 6, do referido capítulo, no parágrafo dois, está escrito: “o matéria tangível, tendo por elemento o fluido cósmico etéreo, deve poder, em se desagregando, retornar ao estado de eterização, como o diamante, o mais duro dos corpos, pode se volatilizar em gás impalpável”. No item 11, ainda do mesmo capítulo, afirma que: “o fluido etéreo é para as necessidades do espírito o que a atmosfera é para as necessidades dos encarnados”. Na continuidade, no item 12, lemos o seguinte: “assim, tudo se liga, tudo se encadeia no Universo; tudo está submetido à grande e harmoniosa lei da unidade, desde a materialidade mais compacta até a espiritualidade mais pura”.


Aliás, o Espiritismo veio trazer o “Espírito da Verdade” prometido por Jesus (João, capítulo XIV; Mateus, capítulo XVII), conforme explicado no item 55, cap. I, da Gênese: “O Espiritismo não coloca, pois como princípio absoluto, senão o que está demonstrado como evidência ou que ressalta logicamente da observação”. E finaliza: “O Espiritismo, caminhando com o progresso, não será jamais ultrapassado, porque se novas descobertas lhe demonstrarem que está em erro sobre um ponto, modificar-se-á sobre esse ponto; se uma nova verdade se revela, ele a aceita”. Do exposto, podemos concluir que: 1- O fluido universal é uma criação de Deus, dele derivando a formação e animação da matéria. Origina também o ambiente onde vivem os espíritos, inclusive o periespírito, pois ainda são matéria, embora diferenciada; 2- O espírito, obra divina, conforme vimos, desenvolve-se desde o átomo primitivo, crescendo com a evolução, chegando ao estágio, onde adquire o livre arbítrio, senso moral e alto grau de inteligência. O homem age sobre a matéria e o espírito molda o mundo espiritual (matéria diferenciada). E, um dia, chegará a arcanjo; 3- O Universo é uma grande unidade energética, com inúmeros tipos de energia, capazes de se transformarem, quer condensando ou volatilizando, até a energia primordial, obedecendo a leis inteligentes, originadas na Suprema Inteligência (Deus). Os dados aqui apresentados demonstram claramente que, em pleno século XIX, Kardec antecipa, com extrema clareza as teorias da evolução e quântica, além de tornar aceitável a hipótese do “big-bang”. Há intercâmbio entre os mundos espiritual e humano? O espiritismo, e também outras religiões demonstram que os espíritos desencarnados interferem na vida dos encarnados, quer através dos médiuns, materializações e outras manifestações. Basta ler o capítulo IX do “O Livro dos Espíritos”, para avaliar a extensão dessa ação. Na “Gênese”, capítulo I, item 58, esclarece que espíritos de todas as ordens entram em contato conosco, cabendo-nos a seleção das informações, mas ressalta que todos fornecem contribuições úteis. Para evitar dúvidas, vamos transcrever: “Mas não são apenas os espíritos superiores que se manifestam, são também os espíritos de todas as ordens, e isso era necessário para nos iniciar no verdadeiro caráter do mundo espiritual, no-lo mostrando sob todas as suas faces; com isso, as relações entre o mundo visível e o mundo invisível são mais íntimas, a conexão é mais evidente; vemos mais claramente, de onde viemos e para onde vamos; tal é o objetivo essencial das comunicações. Todos os espíritos, a qualquer grau que tenham chegado, nos ensinam, pois, alguma coisa, mas, como são mais ou menos esclarecidos, cabe a nós discernir o que há neles de bom ou de mau, e de tirar o proveito que os seus ensinamentos comportam; ora, todos, quaisquer que sejam, podem nos ensinar ou revelar coisas que ignoramos, e que, sem eles, não saberíamos.” Desde os xamãs, por outro lado, sabemos que os encarnados podem freqüentar o mundo espiritual. É de relembrar que, sempre conscientes, viajam pelo mundo astral, visitando ambientes e conversando com espíritos, são possuídos e se desdobram, usando diferentes técnicas, tais como tambor, meditação e drogas. Desde há milênios, bastando citar Hermes Trismegisto, as viagens astrais são descritas por inúmeros autores, religiosos ou não, muitas vezes provocadas conscientemente (nada mais é que auto-hipnose).


Praticantes da yoga também realizam viagens astrais, embora visem atingir seus próprios objetivos. No capítulo VIII da obra “O Livro dos Espíritos” (Da emancipação da alma), estão explicitadas a importância do sono, sonhos, sonambulismo, êxtase e dupla vista e o papel que exercem na comunicação dos encarnados com o mundo astral. No “O Livro dos Espíritos”, a questão 538 é a seguinte: “Formam categoria especial, no mundo espírita, os Espíritos que presidem os fenômenos da Natureza? Serão seres a parte ou Espíritos encarnados como nós? Resp. Que foram ou que serão.” Para completo esclarecimento do assunto é aconselhável ler as questões 536, 537, 539 e 540. Além das conclusões anteriores, podemos acrescentar as seguintes: 1- O intercâmbio entre os dois mundos é constante, amplo e bilateral; 2- Espíritos de qualquer ordem devem ser recebidos, pois poderão trazer ensinamentos úteis; 3- Todos os Espíritos poderão passar estágios não humanos, mas um dia encarnarão como seres humanos. Tendo em vista as conclusões até aqui exaradas, entendemos que a Apometria está nela incluída e de maneira explícita, como a seguir demonstramos. Na “Gênese”, capítulo XIV, item 18, está escrito: “Sendo os homens os Espíritos encarnados eles têm, em parte, as atribuições da vida espiritual, porque vivem desta vida quanto da vida corpórea; primeiro durante o sono, e, freqüentemente, no estado de vigília. O Espírito, em se encarnando , conserva o seu periespírito com as qualidades que lhe são próprias, e que, como se sabe, não está circunscrito pelo corpo mas irradia todo ao redor e o envolve como de uma atmosfera fluídica. Pela sua união íntima com o corpo, o periespírito desempenha um papel preponderante no organismo; pela sua expansão, coloca o Espírito encarnado em relação mais direta com os Espíritos livres, e também com os Espíritos encarnados. O pensamento do Espírito encarnado age sobre os fluidos espirituais como o dos Espíritos desencarnados; ele se transmite de Espírito a Espírito pela mesma via, e, segundo seja bom ou mau, saneia ou vicia os fluidos circunstantes.” Ler os demais parágrafos deste item. No item 22, do mesmo capítulo, diz: “O periespírito é o traço de união entre a vida corpórea e a vida espiritual; é por ele que o Espírito encarnado está em contínua relação com os Espíritos; é por ele, enfim, que se cumprem, no homem, fenômenos especiais que não têm a sua causa primeira na matéria tangível, e que, por esta razão, parecem sobrenaturais. É nas propriedades e na irradiação do fluido periespiritual que se deve procurar a causa da dupla vista, ou visão espiritual, que se pode também chamar visão psíquica, da qual muitas pessoas são dotadas, freqüentemente com o seu desconhecimento, assim como a visão sonambúlica”. Ler o restante deste item. O item 27, ainda do cap. XIV, está assim redigido: “A visão espiritual é necessariamente incompleta e imperfeita entre os Espíritos encarnados, e, por conseqüência, sujeita a aberrações. Tendo a sua sede na própria alma, o estado da alma deve influir sobre as percepções que ela dá. Segundo o grau de seu desenvolvimento, as circunstâncias e o estado moral do indivíduo, ela pode dar, seja no sono, seja no


estado de vigília: 1 – a percepção de certos fatos materiais reais, como conhecimento de acontecimentos que se passam ao longe, os detalhes descritivos de uma localidade, as causas de uma doença e os remédios convenientes; 2 – a percepção de coisas igualmente reais do mundo espiritual, como a visão dos Espíritos”. Na continuação, são fornecidas interessantes informações a respeito das distorções que podem ocorrer e formas pensamento. Completando nosso pensamento, devem ser lidos os itens 31, 32 e 33, do já referido capítulo, demonstrando como são procedidas as curas. Sabido é que espíritos encarnados podem até materializar-se, embora se mantenham perfeitamente conscientes. No item 119, no “Livro dos Médiuns”, estão relatados os casos dos santos Afonso de Liguori e Antônio de Pádua, por demais conhecidos. Certamente, inúmeros casos fazem parte de muitas publicações ou de histórias familiares. Evidentemente, em muitos casos, senão em todos, a vontade exerce papel decisivo, como está relatado no item 131, parágrafo terceiro, do mesmo livro: “tanto quanto do Espírito errante, a vontade é igualmente atributo do Espírito encarnado; daí o poder do magnetizador, poder que se sabe estar na razão direta da força de vontade. Podendo o Espírito encarnado atuar sobre a matéria elementar, pode do mesmo modo mudar-lhe as propriedades, dentro de certos limites. Assim se explica a faculdade de cura pelo contado e pela imposição das mãos, faculdade que algumas pessoas possuem em grau mais ou menos elevado”. Ainda no referido volume, no item 282 (questões sobre evocações), parágrafo 14, o espírito foi interrogado se reunidos em comunhão de pensamentos e de intenções, dispõem os homens de mais poder para evocar os Espíritos? Resposta: “Quando todos estão reunidos pela caridade e para o bem, grandes coisas alcançam. Nada...” Sobre o mesmo tema, reler parágrafos 37 e 38, onde está registrado a encarnação não impede a evocação de pessoas vivas, as quais podem comparecer sem serem evocadas. Também o parágrafo 43, continuação dos anteriores, confirma ser possível a evocação de pessoas acordadas. No “O Livro dos Espíritos”, no capítulo VIII, indagado se é necessário o sono completo para a emancipação do Espírito (pergunta 407), eis a resposta: “não; basta que os sentidos entrem em torpor para que o Espírito recobre a sua liberdade. Para...”. No mesmo capítulo, perguntado se os Espíritos podem comunicar-se, estando os corpos inteiramente despertos (pergunta 420), a resposta foi: “o Espírito não se acha encerrado no corpo como numa caixa; irradia por todos os lados. Segue-se que pode comunicar-se com outros Espíritos, mesmo em estado de vigília, se bem que mais dificilmente”. As perguntas 447 a 454, referentes a dupla vista, devem ser lidas atentamente, o mesmo ocorrendo com a de número 455, principalmente com relação à dupla vista, pois favorecem nosso ponto de vista. Em “Obras Póstumas” encontramos um capítulo referente à dupla vista. Ela é mencionada em outras publicações de Kardec, também é chamada de visão espiritual ou visão psíquica e é por nós mencionada nesta publicação. Aconselhamos a leitura completa e cuidadosa desse capítulo, pois nele comprova-se que tem origem idêntica ao sonambulismo, mas dele se diferencia porque existe no estado de vigília. Também fica comprovado que existem diferentes graus, podendo chegar até uma percepção clara e limpa como ocorre no sonambulismo. Vale a pena transcrever o seguinte trecho: “os


médiuns videntes podem, pois, ser comparados às pessoas que gozam de visão espiritual; mas seria, talvez, muito absoluto considerar estes últimos como médiuns; porque a mediunidade consistindo unicamente na intervenção dos Espíritos, o que se faz por si mesmo não pode ser considerado como um ato mediúnico. Aquele que possui a visão espiritual, vê pelo seu próprio Espírito, e nada implica, no desenvolvimento de sua faculdade, a necessidade do concurso de um Espírito estranho.” (p. 99; §2; 6ª Ed.; Instituto de Difusão Espírita; 1993). Para aqueles que não aceitam o acima exposto, apesar da clareza da argumentação, é de lembrar que, o espiritismo, segundo Kardec, é científico e, conseqüentemente, experimental, tornando obrigatório o estudo da Apometria pelos kardecistas, antes de rejeitá-la. Segundo Kardec, o desdobramento do espírito é anímico, mas permite que entre em contato e aja no mundo astral, o que deve fazer sob a direção dos dirigentes espirituais, pois eles é que comandam e orientam o trabalho a ser realizado. Apometria é apenas um método de trabalho, devendo ser aplicado em sessões espíritas, expandindo sua área de ação. Nem é possível usá-la de outra maneira. Apenas a título de esclarecimento informamos que a conduta científica e filosófica continua sendo inteiramente praticada, pois o método de trabalho não pode alterá-las. Portanto, o Amor Cósmico preside e orienta o trabalho, pois fora da caridade não há salvação.


Os Chacras. Ao longo do tempo constatamos que os chacras, sendo influenciados pelas múltiplas vibrações do ser, apresentam uma imensa gama de variantes dimensionais e tons cromáticos. Existe também uma vasta literatura a respeito do assunto, muitas vezes divergentes, no que tange a localização, predominância de cores, função, etc. Os chacras são centros de forças por onde os dinâmicos campos magnéticos dos corpos espirituais se ligam ao físico. Sua sede está no Duplo Etérico, embora tenham suas origens, ou correspondentes, nas estruturas superiores do conjunto homem-espírito (agregado espiritual ou perispírito). Estes vórtices são de natureza cósmica e alimentam energética e espiritualmente o ser que está manifestando o fenômeno “vida encarnada”. A velocidade do giro de um chacra depende do grau evolutivo do ser, da região do corpo em que está localizado, e da sua importância. Os chacras das áreas superiores do corpo giram com velocidade muito maior que os das áreas inferiores e, quanto maior a velocidade dos chacras, mais beneficiada é a criatura. Os chacras pertencem à fisiologia transcendental do ser humano, carreiam energias cósmicas dos vários planos vibratórios, modulando-as e distribuindo-as ao corpo e demais níveis. São verdadeiros transformadores de energia. Cada chacra possui freqüência específica e colorido próprio, sendo os principais em número de sete. (Recomendamos a leitura do excelente trabalho de pesquisa do físico e terapeuta francês, Patrick Drouot, CURA ESPIRITUAL E IMORTALIDADE, Editora Nova Era, página 154, (“características essenciais dos chacras”).


01 - Chacra Básico ou Raiz O Chacra Básico ou Raiz está localizado na base da coluna e tem quatro raios, de cor predominantemente vermelha. É o mais primário de todos, sede do Fogo Serpentino ou Kundalini - energia poderosa emanada do sol e da intimidade do planeta terra. “Mãe do mundo”, principal fundamento da vida na terra, assemelha-se a uma torrente de fogo líquido a subir pela coluna vertebral dos homens. É o chacra modelador das formas. Vitaliza os outros chacras e anima a vida animal encarnada. As pessoas com este chacra em desarmonia costumam ser agressivas, desconfiadas e ligadas ao material.


02 - Chacra Esplênico Localizado sobre o baço físico, esse chacra de vida vegetativa tem seis raios de colorido variável. Possui grande importância nos fenômenos mediúnicos, provocando incorporação indesejada quando desarmônico. Age como auxiliar no metabolismo da purificação sangüínea, absorvendo o prana vital.Se funciona mal pode provocar leucemia por insuficiência de glóbulos vermelhos provenientes do prana. Atrai, desintegra e distribui pelo corpo as energias do meio ambiente, tais como eletricidade, magnetismo, raios cósmicos, emanações telúricas e energias do sol. Esse chacra se utiliza, também, de outras energias que fluem através dos chacras Frontal e Coronário, dando ao sangue um certo “ tom” espiritual. Revela sete matizes de cores na sua absorção prânica (branco): roxo, azul, verde, amarelo, alaranjado, vermelho-forte e róseo. Cada matiz atende a uma determinada função orgânica-vital no corpo humano. Sua função principal é irrigar e vitalizar o Duplo Etérico e o Corpo Astral. Os passistas e médiuns que conseguem desenvolver este chacra tornamse excelentes terapeutas, produzindo curas miraculosas. Pessoas muito nervosas refletem carência de energia rosa (prana rosa).


03- Chacra Umbilical Posicionado acima do umbigo, esse chacra possui dez raios, que vão do vermelho ao esverdeado. Está diretamente ligado a fisiologia da alma, ao campo das emoções e sentimentos primários e ao sistema nervoso. Abrange o fígado, intestinos, rins, e demais órgãos do abdome, exceto o baço. É o chacra responsável pela assimilação e metabolismo dos alimentos. Quando desenvolvido, o médium percebe as sensações alheias, boas ou hostis.


04 - Chacra Cardíaco De um dourado brilhante, com doze raios ou pétalas, este chacra localiza-se do lado esquerdo do peito. É ligado às emoções superiores, afetos, sentimentos, etc; nele residem a bondade, a afeição, e também o ódio, ou seja, as emoções que estão sob o domínio da vontade. Uma violenta emoção pode paralizá-lo, provocando a morte do encarnado. Age como centro de força responsável pelo equilíbrio e pelo intercâmbio das emoções e dos sentimentos do homem. Quando desenvolvido amplia a capacidade da percepção instantânea das emoções e intenções alheias. Recebe energia prânica amarela do Esplênico (raio amarelo) e eleva-se ao cérebro, atendendo as suas funções e atingindo o chacra Coronário, resultando na consciência dos sentimentos e emoções, estimulando cogitações filosóficas elevadas (metafísica) e os pressentimentos.


05- Chacra Laríngeo Esse chacra de freqüência superior fica sobre a garganta. Possui dezesseis raios, nas cores azul-claro, lilás, violeta e prateado-brilhante. Uma de suas principais funções é materializar as idéias, fato de grande importância nas comunicações espirituais. Com a cooperação do chacra Frontal auxilia o desenvolvimento do ser e a audição astral e etéreofísica. Comanda o funcionamento das glândulas tireóide e paratireóide e é o responsável direto pela saúde da garganta e das cordas vocais.


06- Chacra Frontal Com noventa e seis raios, divididos em duas porções de quarenta e oito raios. Esse chacra localiza-se entre as sobrancelhas. É um chacra da espiritualidade superior, sendo, portanto, muito fácil provocar-se uma sintonia através dele. Sua cor é róseo-amarelada com matizes de azul-violáceo, embora nutra-se, também, do raio amarelo vitalizante do Esplênico e do azul do Laríngeo. Quando bem desenvolvido confere a faculdade da clarividência do mundo astral; assinala também os poderes da psicometria e da micro e macro visão. É ligado a pituitária.


07- Chacra Coronário É o mais brilhante de todos, chamado “Lotus de Mil Pétalas”. Situado no alto da cabeça, possui 960 raios periféricos, com uma flor menor de doze pétalas no centro. De infinitos matizes e altíssima atividade, é o chacra da união divina, sede da consciência. Faz a ligação da mente perispiritual com o cérebro físico, presidindo, ainda, o funcionamento dos demais chacras. Está mais ligado à pituitária que juntamente com a hipófise são elos de comunicação fisio-psíquica com os planos superiores. Quando “ligado” à glândula pineal permite a vidência astral mais circunscrita às regiões inferiores. Todos os médiuns devem estudar e saber a localização e as funções dos chacras, pois este conhecimento é fundamental nos diagnósticos de pacientes com problemas obsessivos ou desarmonias espirituais. De acordo com a milenar concepção setenária, originária da antiga tradição oriental, o agregado homem-espírito compõe-se de dois extratos distintos:


Introdução à Física Quântica – Bases Fisicas Ondas, Matéria, Energia e Radiações Quando falamos em matéria, imediatamente pensamos em alguma coisa sólida, maciça, concreta, palpável, condensada, mas não é somente isso, certamente algo mais também pode ser. Quando falamos em ondas, imaginamos o movimento do mar ou “aquilo” produzido em uma corda quando seguramos em uma ponta e a fazemos movimentar, ou mesmo as ondas do rádio. Quando falamos em energia, imediatamente pensamos em uma força capaz de deslocar um objeto. Quando falamos em radiação, pensamos em “algo” proveniente de alguma substância radioativa, ou proveniente do sol, do cosmos. Com isso queremos mostrar que, ao falarmos em ondas, matéria, energia e radiação, associamos uma idéia distinta a cada uma dessas palavras. Isso tudo porque tratamos os assuntos relacionados com esses efeitos em separado, mas ao fazermos um estudo mais profundo, veremos tratar-se tudo da mesma coisa, ou seja, matéria é onda, onda é energia, energia é radiação, tudo está intimamente relacionado entre si, pois tudo vibra, tudo no nosso mundo oscila, tendo, portanto, uma vibração. Se a base de nosso trabalho é a energia movimentada pela força mental, isso tem tudo a ver com nosso trabalho.


Plano Físico e Plano Astral ou Mental Para explicar nosso trabalho, vamos recorrer aos ensinamentos de André Luiz, em seu livro Mecanismos da Mediunidade. Para isso, faremos um estudo supondo a existência de dois planos: o físico e o mental ou astral. O plano mental (astral) possivelmente poderá ser dividido em diversos outros planos, mas no momento, juntamos todos esses planos que estão fora de nosso alcance, em termos de medidas, em um único e o chamamos de “mental” ou astral. O plano físico é esse no qual vivemos nossa vida material, e que através de instrumentos mecânicos, elétricos, eletrônicos, etc, realizamos medidas de diversas grandezas, transformamos em uma equação e/ou número e tentamos interpretar a maneira de como a natureza funciona, estabelecendo leis físicas que regem o Universo. Estas leis físicas adotam modelos físico-matemáticos, definindo termos específicos. Para tal, veremos alguns conceitos: Força: força é o produto da massa pela aceleração. Visto de outra maneira, veremos que força é um agente atuante, sendo que a resultante dessa atuação provoca algum efeito, em termos de energia. Se o agente (força) atuar na velocidade, temos a energia cinética; se atuar na altura, temos a energia potencial; se atuar nas ligações moleculares, temos a energia química; se atuar nos átomos temos a energia atômica; se atuar nos núcleos, temos a energia nuclear. Como podemos ver, o nosso mundo físico é formado por diversos objetos materiais, palpáveis ou não, sobre os quais podemos agir, resultando em uma forma de energia. O mesmo ocorre com o mundo invisível aos nossos olhos e aos equipamentos de medidas, ou seja, o mundo astral, sendo um dos seus constituintes o fluido universal. Se o agente atuante (força) for a mente, e esta atuar no cosmos (fluido universal), temos como resultado uma energia, a energia cósmica. Assim como o mundo físico se apresenta de diversas formas, partículas sólidas, ar, água, radiação, etc., mas tudo é energia, o mundo astral também se apresenta sob diversas formas (mas tudo é energia) que em combinação com a energia da matéria (física, animal) produz a infinita variedade das coisas que apenas conhecemos uma parte mínima. O que pouco se conhece é esse mecanismo de interação da força mental com o fluido cósmico, que resulta em energia, ou seja, como atuar sobre as partículas condensadas do cosmos, sobre os átomos, os núcleos, as ligações moleculares, e obter as energias cinéticas do cosmos, energia nuclear do cosmos, etc. Dessa forma, se a mente atua emitindo uma força maléfica, esta age em algum tipo de átomo do fluido universal produzindo uma energia cósmica do mal, o mesmo acontece se a força da mente atuar no bem, produzirá uma energia cósmica do bem. Estas energias combinadas nas doses certas com a nossa do plano físico produz uma infinidade de fenômenos. Campo: o campo é definido como sendo uma região do espaço que sofre a influência de alguma coisa. O campo gravitacional é a região do espaço sobre a influência (em torno) do planeta. O campo elétrico é a região do espaço em torno (sobre a influência) de uma carga elétrica. O campo magnético é a região do espaço sobre a influência de um ímã ou de um solenóide. Como verificamos essa influência? Largando


um objeto veremos que ele cai (devido a gravidade); aproximando outra carga elétrica ou ímã veremos que eles se atraem ou repelem. Sabemos que uma carga elétrica em repouso gera um campo elétrico e que se a carga estiver em movimento gera também um campo magnético. Todos os átomos são formados pelo núcleo e pela eletrosfera, sendo essa constituída por elétrons que se movem em torno do núcleo. Todo o mundo físico, e em particular o corpo humano, é formado por átomos, logo é formado por elétrons que são cargas em movimento. Como cargas em movimento geram campos elétricos e magnéticos, então o corpo humano gera um campo eletromagnético, ou seja, em torno de nós existe uma região do espaço que está sobre a influência de nosso corpo físico, sendo essa região chamada de campo eletromagnético. Qualquer ponto nesse campo é caracterizado por um vetor chamado vetor de força Zeta. O pensamento é formado pela matéria mental, que também vibra, formando o campo mental. Qualquer ponto desse campo é caracterizado por um vetor chamado vetor de força Mental. Dessa forma, o ser humano forma em torno dele um campo mentoeletromagnético, caracterizado por um vetor denominado vetor de força Sigma (vetor de Poyting), que sob o comando da mente, orientada pela vontade, atua nas partículas (átomos) do fluido universal, produzindo algum dos tipos de energia cósmica (produzindo alimento, reconstituindo partes do corpo, produzindo cor, etc.) Energia: é a forma pela qual a natureza se manifesta. Quando um agente (força) atua sobre alguma coisa (corpo material, átomo, ar, mente, fluido universal) resulta em energia, pois a força atuante faz com que a natureza se manifeste, e esta se manifesta sob formas de energias. Resumidamente temos: Plano físico -> campo eletromagnético -> força Zeta Plano mental -> campo mental -> força Mental Ser humano -> campo mento-eletromagnético -> força Sigma Força Sigma atua no fluído universal e este se manifesta sob formas de energias cósmicas. Segundo André Luiz, a terra é um magneto enorme, constituído de forças atômicas condicionadas e cercado por essas mesmas forças em combinações de diferentes formas, compondo aquilo que chamamos de campo eletromagnético terrestre. Dessa forma, o nosso planeta Terra, nada mais é do que energia. Energia essa que se manifesta sob diferentes formas, ou seja, na forma condensada (matéria) ou na forma de ondas. Sendo assim, qualquer ponto na Terra é atravessado por um conjunto de linhas de força, ou seja, em qualquer ponto temos uma manifestação energética. Nesse reino de energias, em que a matéria concentrada estrutura o Globo de nossa moradia e em que a matéria em expansão lhe forma o clima peculiar, a vida desenvolve agitação (oscilação, vibração). E toda agitação produz ondas. Uma frase que emitimos ou um instrumento que vibra cria ondas sonoras. Ao ligarmos o aquecedor espalhamos ondas caloríficas e ao acendermos uma lâmpada, exteriorizamos ondas luminosas.


Conceitos de Ondas, Átomos e Fótons Em nosso plano físico o homem criou uma série de conceitos e definições para descrevê-lo, mas desconhecemos o plano mental, assim como os conceitos empregados para sua descrição e entendimento. Razão pela qual, André Luiz empregou os conceitos do plano físico e fez um paralelo com o plano astral, na tentativa de nos fornecer uma melhor compreensão desse plano. Dessa forma, para falarmos e entendermos o que se passa no astral, primeiro temos de entender os nossos conceitos do plano físico, motivo pelo qual, iniciamos falando sobre aquilo que nos cerca, mas não enxergamos, mas podemos medir e quantificar. A primeira coisa que devemos nos dar conta é que vivemos em um mundo de energias (vibrações, ondas, matéria, radiações), reconhecendo que o nosso mundo constitui-se de um vasto magneto, composto de átomos e sabendo-se que as ondas provinham deles, como poderiam os sistemas atômicos gerar essas ondas, criando, por exemplo, o calor, a luz e as cores? Para entender isso vamos retroceder um pouco na história. Até a metade do século passado o homem conhecia somente a luz visível e o arco Íris, além de um pouco do infravermelho e ultravioleta. Ele já tinha compreensão de que o arco Íris nada mais era do que a luz visível decomposta em suas 7 componentes. Nessa época existiam poucos instrumentos de trabalho, sendo um deles o próprio olho humano que somente percebia a luz visível, não conseguindo decompor essa luz em suas componentes, o que era obtido com as gotas de água nas nuvens (arco-íris) ou com um prisma no laboratório. No final do século passado, foram descobertas as ondas hertezianas, sendo colocadas imediatamente à serviço da humanidade no setor das telecomunicações. Nessa mesma época descobriu-se que essas ondas tinham as mesmas características da luz visível, porém com energia (freqüência, comprimento de onda) um pouco menor. Essa ondas podiam ser manipuladas pelo homem, mediante a construção de circuitos elétricos que oscilam com determinada freqüência. Dessa forma, a voz humana que tem freqüência máxima de 4000 Hz, pode ser codificada por um transmissor, sendo transportada por meio de um portador de sinal (antena) e detectada por um receptor (rádio) que decodifica ou reconstrói a informação original. Essa é a maneira mais simples de uso, na qual a fonte de radiação (antena) é macroscópica e de dimensões manipuláveis, pois a faixa de comprimento de onda é da ordem de 1 metro. Dessa forma, funcionam as ondas de rádio, TV, microondas, etc. Outras radiações, como os raios X, raios gama, luz visível, radiação cósmica, vem de fontes que também oscilam, mas que tem dimensões microscópicas, ou seja, atômicas ou nucleares. Mas o importante disso tudo é que tanto a luz visível, como as ondas de TV, raios X, e todas as outras são formadas por fótons de diferentes energia. Para explicar as dimensões microscópicas temos de entender aquilo que não enxergamos, razão pela qual recorremos ao modelo atômico adotado oficialmente e que explica uma série de fenômenos físicos. O átomo é como um pequeno universo, com um centro denominado de núcleo e


em torno desse núcleo giram, em diversas órbitas, os elétrons. O núcleo é constituindo por partículas extremamente pequenos, os prótons e os neutrons. Os elétrons são partículas menores ainda, e giram em torno do núcleo a altíssimas velocidades. Essas partículas por sua vez são formadas de outras ainda menores, os quarks. Com isso podemos dizer que tudo aquilo que é material, é formado por minúsculas partículas que estão sempre vibrando ou oscilando, logo, são ondas que transportam fótons de energia. Como no espaço sempre existe alguma coisa, mesmo que não possamos ver, então podemos dizer que em qualquer ponto existe alguma forma de energia. A partir dessa noção do átomo, vamos tentar explicar as cores que visualizamos. A radiação (luz) proveniente do sol pode ser interpretada como sendo formada de pequeníssimos grânulos de matéria (fótons). Esses fótons tem diferentes comprimentos de onda, sendo que cada comprimento de onda caracteriza uma cor. A mistura desses fótons forma a luz chamada de branca, mas na realidade essa luz branca é formada pela combinação do vermelho, laranja, amarelo, verde, azul e violeta com todas as suas matizes. Cada uma dessas cores tem um comprimento de onda, tem uma freqüência e em conseqüência tem uma energia bem definida. Com isso estamos dizendo que a cor é uma forma de manifestação de energia. Se vocês pegarem uma chapa de ferro e colocar no sol vocês sentiram que a chapa fica quente, porquê isso acontece? Por que a luz (energia) do sol foi absorvida pelos átomos de ferro, fazendo com que estes átomos vibrassem intensamente provocando o aumento de temperatura, ou seja, a energia da luz (formada por todas as cores) foi transformada em calor. Outra pergunta que podemos fazer é porquê um objeto apresenta a cor vermelha, ou verde, ou azul? Os fótons de luz que são formados por todas as cores (vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, violeta e matizes diversas) e que nos parecem todos brancos devido a essa mistura, quanto batem (interagem) em um objeto, estão na realidade batendo nos átomos que formam esse objeto, esses átomos absorvem determinadas energias (cores) dos fótons aquecendo o objeto e emitem as demais. Essa emissão, que não é absorvida, constitui-se na cor do objeto. Isto quer dizer que, quando olhamos um casaco verde, significa que o material de que é feito o casaco absorve todas as cores, emitindo o verde; as outras cores que não foram emitidas são transformadas em outras energias (calor). Mas como é que o átomo absorve essas energia? No caso das cores, verifica-se que a estimulação dos elétrons das órbitas eletrônicas externas produzirá a luz vermelha, formada de ondas longas; enquanto que a estimulação das órbitas mais internas produzirá cores (azul, violeta) formada de ondas curtas. À medida que as órbitas eletrônicas se aproximam do núcleo do átomo, a reemissão vai mudando de energia (cor) até chegar ao violeta. A evidência da existência do fóton e as experiências da materialização de partículas betas (+ e -) que juntas desaparecem transformando-se somente em energia, o mesmo ocorrendo com outras partículas materiais, indicam que o Universo é formado de um reino de oscilações. O mundo material como que desapareceu, dando lugar a um vasto aglomerado de corpúsculos, cada vez menores, em movimento, arrastando turbilhões de


ondas em freqüências inumeráveis, cruzando-se em todas as direções, mas sem se misturarem. O homem passou a compreender que a matéria é simples vestimenta das forças que servem nas múltiplas faixas da Natureza e que todos os domínios da substância palpável podem ser plenamente analisados e explicados em linguagem matemática, embora o plano das causas continue para ele (homem) indevassado. Dessa forma, compreendemos que a matéria pode ser transformada em energia e vice-versa, e tudo pode ser visto como ondas.


Conceitos do Plano Físico no Plano Mental O homem sabe que está no planeta Terra (terceiro planeta mais próximo do sol), que a Terra gira em torno do sol, que o sol é uma estrela de pequeno tamanho localizado na via Lacta, que a via Lacta é uma galáxia entre inumeráveis outras. Mas isto tudo fica situado onde, dentro de quê, quem fez, como foi feito, como tudo teve origem, qual é o meio sutil que reveste tudo isso? Mesmo com todas as teorias existentes (campos) o homem desconhece a matéria base na qual o Universo se equilibra. Esse meio sutil em que o Universo se equilibra foi definido (segundo André Luiz) como sendo o Fluido Cósmico ou Hálito Divino ou Fluido Universal, a força para nós inabordável que sustenta a Criação. Vimos que o átomo é um remoinho de forças, cujos potenciais variam com o número de elétrons ou partículas de força em torno do núcleo, informando-nos de que a energia ao condensar-se, surge como massa para, após, transformar-se em energia, entretanto o meio sutil em que os sistemas atômicos oscilam não pode ser equacionado com nossos conhecimentos. Identificando o Fluido Cósmico como a base mantenedora do Universo, o elétron é apontado como sendo um dos corpúsculos-base, nas organizações e oscilações da matéria. Dessa forma, o Universo é interpretado como um todo de forças dinâmicas, expressando o Pensamento do Criador. E superpondo-se-lhe à grandeza indevassável, encontramos a matéria mental que nos é própria, em agitação constante, plasmando as criações temporárias adstritas à nossa necessidade de progresso. Usando os conceitos do plano físico, podemos fazer uma comparação com o plano mental. Podemos falar em fótons mentais, ondas mentais, matéria mentais, átomos mentais, próton, neutron e elétrons mentais (isso pela falta de terminologia analógica para estruturar-se os conceitos do plano mental). Com isso, podemos dizer que do Princípio Elementar que flui constantemente no campo cósmico, percebemos as energias que produzem eletricidade e magnetismo e, da matéria mental dos seres criados, estudamos o pensamento ou fluxo energético do campo espiritual de cada um dos seres, a se graduarem nos mais diversos tipos de onda, desde os raios super-ultra-curtos em que se exprimem as legiões angelicais, até os oscilações curtas, médias e longas em que se exterioriza a mente humana. Como alicerce vivo de todas as realizações nos planos físicos e extrafísico, encontramos o pensamento por agente essencial. Entretanto, o pensamento ainda é matéria, - a matéria mental, em que as leis de formação dos sistemas atômicos prevalecem sob novo sentido, compondo o maravilhoso mar de energia sutil em que todos nos achamos submersos. Temos ainda aqui, as formações corpusculares, com base nos sistemas atômicos em diferentes condições vibratórias, considerando os átomos, tanto no plano físico, quanto no plano mental, como associações de cargas elétricas. Desse modo, a aura de cada criatura permanece formada de correntes atômicas sutis dos pensamentos que lhe são próprios ou habituais, dentro de normas que correspondem


as mesmas leis físicas que lhes imprimem freqüência e cor características. Essas forças, em constantes estados de agitação pelos impulsos da vontade, estabelecem para cada pessoa uma onda mental própria. Quando pensamos, estamos fazendo com que nossos átomos mentais comecem a vibrar. Essa vibração se manifesta na forma de emissão de fótons mentais que constituemse nas ondas mentais, sendo que estas ondas transportam energia mental, e essa energia em torno de nós forma um campo energético que constitui-se na aura. Outro fato importante é que essa energia pode ser projetada ou canalizada para algum lugar ou para alguém.


Cromoterapia Em nossos trabalhos, quando o dirigente indica a projeção de luz amarela, pensamos na cor amarela do plano físico, mas nosso cérebro, impulsionado pela vontade, informa os átomos mentais para que os mesmos vibrem nesse amarelo, com a conseqüente projeção de fótons mentais com comprimento de onda (energia) característico dessa cor, mas no plano mental, razão pela qual não enxergamos, com nossos olhos físico, a cor amarela sendo projetada no paciente. Certamente essa energia (cor) mental, em combinação com a energia cósmica, irá atuar em alguma parte do corpo (físico, astral, etc.) trazendo um benefício para o paciente. Mas não esqueçamos que a vontade atua sobre a matéria mental e essa matéria mental não é uma mera abstração, mas representa forças (força mental), que atua nas energias cósmicas, fazendo com que esta possa agir nas formações físicas, gerando as motivações de prazer ou desgosto, alegria ou dor, bem ou mal. A mesma analogia podemos fazer ao descer ao Fogo da Base ou ao fogo serpentino. Pela vontade, emitimos um comando para que a energia (matéria sutil) que forma o nosso corpo astral, desça e fique submetido as energias do fogo da base que, fisicamente imaginamos uma mistura de cores (vermelha, laranja, etc.), dessa forma, nossos fótons mentais também projetam energia com esse comprimento de onda (cor), entrando em ressonância com a energia projetada pela base, ou seja, entrar em ressonância significa vibrar na mesma freqüência atingindo um pico de absorção com a conseqüente assimilação de toda aquela energia pelo corpo, com destruição de tudo que não se afina com essa energia. Como exemplo de ressonância no plano físico, temos o forno de microondas e os exames de RMN (ressonância magnética). A criatura humana normal, com seus pensamentos comuns, vibra os átomos mentais inteiros (núcleo + órbitas eletrônicas), produzindo ondas muito longas, ou seja, de pequena energia, que correspondem à manutenção de calor. Em estados menos comum da mente (estados de oração ou reflexão) o homem vibra os elétrons nas órbitas eletrônicas, e não o átomo como um todo, emitindo ondas de comprimento médio (média energia), que correspondem à produção de luz interior. Em situações extraordinárias da mente (emoções profundas, dores indizíveis, súplicas aflitivas), o pensamento produzirá a vibração do núcleo do átomo, emitindo ondas muito curtas de grande energia que correspondem a ondas de imenso poder transformador do campo espiritual. Teoricamente essas últimas ondas se aproxima dos raios gama da esfera física. A vontade, constitui-se em poderosa alavanca que atua sobre a matéria mental, que é facilmente moldável, podendo plasmar um alimento, uma peça de roupa ou mesmo um equipamento médico para atender aos espíritos que estão sendo assistidos. A vontade de auxiliar o próximo fará com que vibremos os elétrons que giram em torno do núcleos dos átomos mentais produzindo ondas mentais de grande energia, que circulando na corrente, forma a corrente mental. Dessa forma, quando o dirigindo pede para reforçar a corrente, ele está pedindo para que tenhamos mais confiança e vontade no trabalho, de forma a produzir ondas mentais de maior energia, ou seja, aumentar a força Mental e, em


conseqüência a força Zeta, que juntas atuam nas diversas modalidades de energias cósmica. Quando iniciamos os trabalhos, procuramos esquecer os problemas do dia-a-dia e nos fixamos somente na Casa, fazemos uma oração com o objetivo de fazer vibrar o núcleo de nossos átomos mentais (maior energia) e deixar o grupo praticamente na mesma faixa de vibração. Por isso que em um trabalho espiritual a coisa mais importante é a unidade de pensamento e a boa vontade. Pois a unidade de pensamento garante a quantidade de energia, e a boa vontade e os pensamentos elevados, garante a qualidade dessa energia mental. O nosso trabalho, como já foi dito, baseia-se na energia. Quando estamos todos unidos com o mesmo pensamento no bem, formamos uma corrente mental que gera em torno de si um campo mento-eletromagnético, semelhante ao plano físico em que uma carga elétrica (elétron) em movimento gera um campo eletromagnético. Esse campo mento-eletromagnético emite a Força Sigma que atua nas energias cósmicas, que pode ser canalizada para tratar a saúde do paciente ou para reforçar as proteções da casa. Essa energia/força, bem direcionada e delimitada, pode constituir campo vibratório que filtra as energias, cujas freqüências não combinam com as da casa ou que não devem atingir o paciente. Os campos de força, feitos com a energia retirada do fluido universal vibra com determinada freqüência característica, cada uma dessas proteções tem um comprimento de onda bem definido.


Corrente Mediúnica Nesse momento é conveniente entendermos como funciona a corrente mediúnica, em termos de emissão de ondas mentais. Os médiuns, na mesa mediúnica, procuram harmonizar-se, ou seja, corpo e mente (campo mento-eletromagnético), procuram vibrar na mesma freqüência, de forma a produzir um campo mento-eletromagnético que possua maior atuação (força Sigma). Feito isso, a mesa mediúnica forma um sistema oscilante com determinada faixa de freqüência de oscilação, constituindo um campo mento-eletromagnético caracterizado, em cada ponto no espaço, pelo vetor Força Zeta e Força Mental, cuja resultante é a força Sigma. A Força Sigma atua sobre o fluido universal, manipulando a energia cósmica. Como as energias cósmicas são diversas (assim como no plano físico temos energia cinética, potencial, nuclear, eletromagnética, etc.), dependendo da forma como se atua, são manipuladas energias na forma de cores, na forma material, na forma de calor, na forma de barreiras magnéticas, etc., mas como pouco conhecemos sobre a forma de atuação e manipulação dessas diversas energias cósmicas, as Equipes de Irmãos Maiores que presidem os trabalhos nos intuem, direcionam, selecionam e dosam essas energias. Nós somos somente os instrumentos e agentes também, mas pelo nosso pouco conhecimento e baixo grau evolutivo todo o trabalho deverá ter assistência do Plano Espiritual, pois sem essa assistência conseguiremos fazer bem menos. A mesa mediúnica é um instrumento de trabalho que se constitui em um grande sistema oscilante (conjunto de médiuns), formado por diversos sistemas oscilantes menores (médiuns) cada um com determinada energia (freqüência, comprimento de onda) Sigma, que varia pouco de um médium para outro, pois todos estão harmonizados. Dessa forma, a mesa tem como resultante uma certa faixa de freqüência (energia, comprimento de onda) que constitui a força Sigma da mesa. Essa força atua no fluido universal, sob orientação dos Irmãos Maiores, manipulando e selecionando as diversas faixas de energias cósmicas. Um desencarnado, possui seu próprio campo vibratório (mental). Ele emite uma força mental que atua no fluido cósmico manipulando essas energias com determinada freqüência. Para se comunicar é necessário que a mesa entre na mesma freqüência do desencarnado. Isso se opera do seguinte modo: A mesa, sistema oscilante maior, emite pulsos de ondas (contagem, força Sigma) que atuam no fluido universal e, sob a orientação do Plano Espiritual, a energia cósmica é combinada com a energia (força Zeta e Mental) de um médium, modificando sua freqüência de tal forma que se aproxime da freqüência do desencarnado. Como o médium e a mesa estão em freqüências muito próximas é bem mais fácil direcionar a energia cósmica para o médium, devido ao efeito da ressonância, que faz com que o padrão vibratório do médium seja, momentaneamente, modificado. Dessa forma, o médium se constitui em um oscilador na mesma freqüência do desencarnado, assim como se sintoniza um rádio de forma a captar determinada estação e, o desencarnado pode se manifestar. Lembrando sempre que a quantidade e a forma de combinação da energia cósmica com as


energias do médium, de forma a variar a freqüência até vibrar na mesma do desencarnado, não é feita somente pela mesa mediúnica, esta é apenas o instrumento, pois quem conhece e sabe atuar sobre essa fonte inesgotável de energia cósmica são os Irmãos Maiores que presidem os trabalhos. Após a comunicação, novamente o mesmo sistema atua, de forma a trazer o médium para o seu padrão vibratório próprio. Do contrário, o médium poderá não se sentir bem, pois não estará na sua freqüência natural de vibração. Como regra número um, devemos sempre nos lembrar que, a vontade de servir ao próximo sem interesse e o amor são a chave para os trabalhos. Pois agindo dessa forma, atuamos sobre os núcleos das partículas que formam os átomos mentais, fazendo com que vibrem, emitindo ondas de alta energia, formando em torno de nós um campo mentoeletromagnético de alto padrão vibratório. Sendo assim, esse campo é capaz de emitir uma força Sigma muito intensa, possibilitando atuar nas energias cósmicas do Bem.


Corrente Mental No cérebro de cada indivíduo, ao impulso do Espírito, a matéria mental é manipulada e expressa em movimento constante, produzindo correntes que se exteriorizam no espaço e no tempo, conservando mais amplo poder na aura da personalidade em que se exprimem, através de ação e reação permanentes. Toda criatura dispõe de oscilações mentais próprias, pelas quais entra em combinação espontânea com a onda mental de outras criaturas encarnadas ou desencarnadas que se lhe afinam com as inclinações e desejos gerados pelos pensamentos. A uma simples vibração de nosso ser, ou seja, a um pensamento emitido, por mais secreto que nos pareça, evidenciamos de imediato a faixa vibratória em que nos situamos, que terá pronta repercussão naqueles que estão na mesma freqüência vibracional (sintonia). Assim, atrairemos aqueles que comungam conosco e que se identificam com a qualidade de nossa emissão mental. Desse modo, cabe a cada indivíduo escolher a onda mental que quer sintonizar, pois o pensamento, na forma de onda mental, age de cérebro a cérebro, que atua como emissor e receptor ao mesmo tempo (o Espírito, na engrenagem individual do cérebro, conta com recursos avançados para serviços de emissão e recepção simultâneos). No plano físico, a circulação da corrente elétrica em um fio condutor, provoca calor, produz luz, produz campos elétricos e magnéticos, etc. Da mesma forma, a corrente mental, nascida das emoções e desejos do Espírito, através dos fenômenos íntimos e profundos da consciência, se desloca produzindo irradiações mento-eletromagnéticas, cuja freqüência varia conforme os estados mentais do emissor. No cérebro humano, a corrente mental não se exprime somente na forma de impulso necessário à manutenção dos circuitos orgânicos, com base na nutrição e reprodução como ocorre em outros reinos da Natureza. A corrente mental é fluxo energético incessante revestido de poder criador inimaginável. A corrente mental se desloca sobre o cosmos celular mantendo as fábricas das unidades orgânicas, através da inervação visceral e da inervação somática. A corrente mental do indivíduo vitaliza todos os centros da alma e todos os núcleos endócrinos e junturas plexiformes. Essa corrente circulando, mantém o sistema físico funcionando e as forças eletromagnéticas emitida pelo sistema físico, junto com as forças mentoeletromagnéticas da corrente mental gera um campo (aura) em torno do indivíduo que emite radiações com freqüência característica. Essa radiação emitida pelo campo individual nada mais é que uma onda que se alonga, atuando sobre todos os que se lhe revelam simpatia (sintonia). E para manejar as correntes mentais que originam essas ondas, a alma dispõe da alavanca da vontade, capaz de nos colocar em afinação com vibrações superiores ou inferiores. No início dos trabalhos, ao fazermos a leitura ou oração edificantes, concentrados, com boa vontade, emitimos energias de alta freqüência que nos sintonizam com nossos Irmãos Maiores. Mas se a mente do médium está desatenciosa, como que mantendo o cérebro em circuito aberto, forma-se, no mundo intracraniano, reduzida força mentocriativa que não determina qualquer corrente circulante no campo individual; mas


se a mente está concentrada, a força mentocriativa gerada produz uma corrente no campo da personalidade que provoca a formação de energia mental de alta freqüência. Razão pela qual, devemos deixar todos os nossos problemas e preocupações de lado e elevar nosso pensamento ao alto, usando a alavanca da vontade, para sintonizar com o Mundo Maior. Dessa forma, cada médium, nas engrenagens do cérebro, vibra a matéria mental, ou mais especificamente, vibra os elétrons mentais que produz corrente mental que, pelo processo da indução mental (um corpo com propriedades eletromagnéticas pode transmiti-la a outro corpo sem contato visível) circula entre os médiuns produzindo a corrente mediúnica, que é alimentada pelo pensamento constante de adesão de cada médium. A corrente mediúnica gera um campo mento-eletromagnético, de modo similar ao campo eletromagnético físico formado pela corrente elétrica. Esse campo mentoeletromagnético gerado pela corrente mediúnica é utilizado pelos Irmãos Maiores nos trabalhos da casa. Por exemplo, um desencarnado que deseja se manifestar, gera em torno dele próprio um campo mento-eletromagnético; desse modo, temos dois campos, o da corrente mediúnica e o do desencarnado e, o fio condutor que faz a ligação entre esses dois campos é o pensamento de aceitação do médium, fazendo que entre esses campos circule uma corrente mental que é direcionada, pelos Irmãos Maiores, para o tipo de manifestação (escrita, falada, stc). Quando nos concentramos no paciente, estamos na realidade tentando fazer com que o campo mediúnico interaja com o campo do paciente, de forma a produzir uma corrente mental que se desloca entre os campos. Essa corrente, direcionada pelos Irmãos Maiores, transporta alguma informação que é captada pelos médiuns. No encerramento dos trabalhos, é feito o acoplamento físico dos médiuns, que consiste na emissão de pulsos (quantuns) de energia, que são direcionados ao espírito (campo mental) do médium, de forma a trazê-lo de volta, ou seja, fazê-lo vibrar na sua faixa natural de oscilação. Feito isso, os médiuns adquirem sua faixa própria de vibração, sendo desfeito o campo mento-eletromagnético (oscilador maior) da mesa mediúnica.


Desdobramento Anímico e Personímico O Desdobramento Múltiplo é representado por dois fenômenos constatados e pesquisados pela nossa equipe de trabalhadores (sensitivos) do Grupo Espírita Ramatis, de Lages SC.O fenômeno anímico[28] e o fenômeno personímico[29]. Os fenômenos anímicos referem-se as possibilidades, propriedades e atributos da alma. Ocorrem pela ativação do subcórtex[30], que dá condições de abrir as “páginas inscritas” no passado remoto ou recente, e ler o arquivo onde estão registradas as existências pretéritas com a possível reativação e manifestação das personalidades vividas nesse passado (Personalidades Múltiplas). Nesse caso, os acontecimentos relembrados pertencem ao Espírito da pessoa em estudo. Apenas, aconteceram em vidas anteriores. As Personalidades Múltiplas apresentam-se com a aparência, idade e costumes da época em que existiram. Já os fenômenos personímicos ocorrem quando são feitas consultas ao córtex[31], ou seja, ao instrumento que dá condições de se acessar o arquivo da existência presente. Nesta ocasião são os fatos pertencentes à atual encarnação e, sob certas condições emocionais e mentais, podem gerar desdobramentos da consciência. Estes desdobramentos quando trazidos à incorporação o fazem de forma vigorosa e apresentam características semelhantes às apresentadas pela pessoa no seu dia-a-dia, nos hábitos, nas expressões verbais, nos gestos, na aparência, etc. Diferentemente, os fenômenos espiríticos ocorrem somente quando existe uma causa extramediúnica, ou seja, alheia ao sujeito. Nesse caso, há, além da consulta aos arquivos do próprio espírito do atendido, a participação, direta ou indireta de outros Espíritos. A técnica de trabalho consiste no desdobramento do bloco de consciência e na incorporação em separado de cada um desses elementos, de forma seqüenciada ou simultânea, e um ou em vários médiuns diferentes. Evidentemente, esse desdobramento ocorre sustentado pelas possibilidades de suporte da consciência do espírito, que são os corpos, componentes da estrutura periespiritual ou do agregado periespiritual humano, corpos, níveis e subníveis. A título de esclarecimento informamos que os pioneiros nas pesquisas e estudos desses elementos de consciência estão o psicólogo americano William James com os vários “eus”, o fisiologista francês Pierre Janet com as “personalidades múltiplas ou secundárias” e Carl Gustav Jung com os complexos, além, naturalmente, dos espíritos André Luiz, Joanna de Ângelis e outros. Mas este assunto, este melhor explicitado em nosso livros subseqüentes, onde a nossa forma de trabalhar vai sendo fundamentada, ampliada e aprofundada. Esta modalidade de desdobramento faculta o acesso do terapeuta medianímico ao mundo inconsciente da criatura encarnada. Da mesma forma, o desdobramento de corpos, níveis e subníveis, faculta o acesso e tratamento dos corpos Astral, Mental Inferior e Mental Superior (Trabalho que foi apresentado no III Congresso Brasileiro de Apometria


em Setembro de 1995, em Lages, SC). Através desta técnica temos conseguido estudar, de forma mais direta e detalhada as personalidades múltiplas e as subpersonalidades, como também cada um dos corpos anteriormente referidos. O processo é simples, no caso dos elementos da consciência. Basta focar a mente em processo de rastreamento e trazê-los para incorporação. No caso dos corpos, níveis e subníveis, precisamos desdobrá-los e sintonizá-los, acessando-os mentalmente.É claro que, para isso acontecer com mais precisão e clareza, a equipe mediúnica deve estar perfeitamente sintônica, sincrônica, afinada e saber o que está fazendo e por que está atuando. Deve ser estudiosa e interessada, ter mente aberta e liberta de preconceitos ou conceitos limitadores, ser observadora e isenta de críticas ou prevenções, responsável e esforçada na busca da vivência do Evangelho de Jesus. Sem isso, a experiência fica muito difícil e pode nem acontecer. Como forma de verificar se realmente a incorporação era de elementos conscienciais, nós tivemos que descobrir uma técnica que pudesse servir de teste. Dado que um elemento consciencial, necessariamente, deve estar ligado a sua personalidade física de alguma forma, resolvemos focalizar nossa vibração mental no cordão prateado, tracionando-o. Para surpresa nossa, os médiuns imediatamente acusaram uma sensação desagradável na nuca, algo como um puxão acompanhado de dor. Este efeito se repete toda a vez que o tracionamento é realizado, o que se configura como uma verdadeira prova. Existe uma verdade racional, baseada nos conflitos e incoerências da personalidade humana, revelando muitas vezes uma multiplicidade de comportamentos, conforme revela a ampla experiência documentada pelos pesquisadores do psiquismo. Existe uma verdade moral fundada na necessidade do ser auto-justificar-se, transferindo a culpa de seus atos, incoerências e múltiplos comportamentos ao seu “gênio” ou a sua “personalidade forte”, ou “fraca”, ou a seu “espírito”, ou ainda a má sorte. Na rebeldia do espírito quando tenta libertar-se da vida física através do suicídio ou dos demais processos de fuga, e das sanções morais, autopunição, etc. Existe ainda uma verdade experimental baseada no próprio desdobramento de cada elemento de consciência que, após e incorporado, revela-se como detentor dos comportamentos manifestados pelos pacientes. E quando um princípio ou técnica se harmonizam com estes três aspectos da Verdade, é máximo o grau de sua probabilidade e real o valor de sua certeza. O fenômeno do Desdobramento Múltiplo apóia-se nessas três categorias de verdades ou provas. Após o tratamento através da técnica, os resultados positivos aparecem, muitas vezes imediatamente, revelando sua eficácia. Se não podemos dizer que essas provas são verdades definitivas, podemos, com toda a segurança, afirmar que em seu conjunto, são suficientes para uma hipótese admissível. Pois as mesmas podem ser repetidas a vontade. E, no dizer do físico contemporâneo David Bohm: “Ciência é a tentativa de compreender a realidade ou a natureza como um todo”.


Utilidade e aproveitamento dos Desdobramentos Em nossos trabalhos temos observado que, muitas vezes, é desnecessário pulsos e contagem para que o desdobramento se produza, pois, ao pensarmos em fazer isso, o mesmo se dá, em vários níveis, com a conseqüente incorporação. Se dispusermos de várias duplas de médiuns, o fenômeno ocorrerá de forma múltipla e simultânea. Observando isso desde 1995, no Grupo Espírita Ramatis de Lages, Santa Catarina. Para isso, devemos ter uma equipe mediúnica sem vícios, bem treinada, harmônica e estudiosa, trabalhando em perfeita sincronia com o dirigente. Havendo isso, teremos a possibilidade de atendimentos mais rápidos, eficientes e de grande profundidade. A técnica apométrica dá condições de atendimento a pacientes portadores de obsessões, neuroses, angústias, fobias, complexos, desvios comportamentais, deformações, más-formações anatômicas e retardo mental. Ao desdobrarmos o bloco de consciência do paciente, as causas dos distúrbios podem ser visualizadas, observadas, diagnosticadas e tratadas. Além disso, podemos utilizar o desdobramento como instrumento auxiliar em diagnóstico e tratamento anímico-espiritual, em centros espíritas, consultórios médicos, psiquiátricos, psicológicos e terapêuticos. Sua eficácia tem se revelado extraordinária, verdadeira bênção descida dos céus. O Dr. Lacerda, homem cuidadoso e sábio, prevendo um possível engessamento de sua técnica, legou-a “A TODOS QUANTOS TRABALHAM NO CAMPO DO PSIQUISMO, DOS MÉDIUNS AOS MÉDICOS”, em seu livro Espírito e Matéria, quarta página. Assim, todas as pessoas fraternas, éticas e de boa vontade, podem dela se utilizar em benefício de seus semelhantes. O mesmo dizemos da técnica do Desdobramento Múltiplo. Um paciente desdobrado em seus corpos, níveis e subníveis, pode nos oferecer amplo campo de informações imediatas sobre as causas de seus problemas físicos. Acessando suas personalidades através da incorporação, seu estado psicológico e a realidade íntima, superficial ou profundo pode ser verificada e tratada. Nessas regiões mais desconhecidas da consciência e do agregado periespiritual humano, alojam-se em ebulição, bilhões de informações, conflitos e experiências positivas ou negativas, oriundas da gênese evolutiva do espírito. E, desse caldeirão efervescente e perturbador, afloram até o nível de consciência de vigília, ondas de desarmonias que somatizam-se no universo físico, emocional, psicológico e comportamental, gerando vasta gama de desequilíbrios. Resíduos dos traumas e conflitos pendentes ou mal resolvidas, que esperam resoluções e atitudes pacificadoras da consciência, em atenção aos imperativos das Leis de Harmonia Universal. Todo o infrator é obrigado a resgatar suas faltas, reparando os danos causados e indenizando devidamente suas vítimas, para só então ter direito à paz, a saúde e à felicidade. Antes de adentrarmos as demais leis, vamos procurar definir de maneira simples e sucinta, o que entendemos por personalidades, corpos, níveis e subníveis: Personalidade “personas”, “máscaras” e “eus” são as fachadas de apresentação do espírito em cada existência, dando individulidade ao corpo físico, na forma da pessoa.


Interagem com os demais elementos e estruturas do espírito, formando e constituindo a individualidade eterna. Corpos são as ferramentas que dão as condições ideais de suporte ao espírito, para que possa agir, operar e se manifestar nas mais variadas faixas vibratórias de que é constituído cada orbe, onde habita e faz sua evolução. Esse agregado é constituído por sete partes, e cada parte também é formada por outras sete camadas (níveis), divididas em sete subpartes (subníveis). Neste trabalho estamos estudando os corpos Astral, Mental Inferior e Mental Superior, porque são os que mais apresentam problemas em virtude de reterem resíduos negativos e influenciarem diretamente o corpo físico, e também a consciência física e as personalidades dissociadas. Por isso, nos interessam sobremaneira em detrimento dos demais que tem funções bem diferenciadas. Níveis são as partes setenárias de cada corpo, retém as informações e registros positivos e negativos das encarnações passadas. Neles podemos encontrar registros sobre diretrizes, conceitos, conquistas, como também sobre os recalques, traumas, crenças, conceitos e postulados equivocados, medos diversos, etc., Afetam ainda o corpo físico podendo gerar distúrbios e doenças de variada ordem. Permanecerão assim até que sejam tratados ou, se houver a busca de equilíbrio, harmonia e espiritualização por parte da consciência física, essas desarmonias desaparecem, diluem-se, entram em colapso, por falta dos nutrientes gerados pela má conduta. Subníveis são as divisões setenárias de cada parte que compõe o Nível (em tese, um nível tem 21 subníveis), carregados de informações residuais referentes às experiências realizadas ou vividas em existências passadas mais antigas. São estruturas ou bancos de dados, positivos ou negativos, que vibram em forma de reflexos condicionados e incondicionados, construídos ao longo da evolução no plano físico ou espiritual. Terapeuticamente nos interessa seu estudo, porque guardam informações mais sutis, não conscientes, e difíceis de serem percebidas e identificadas, dado ao seu fraco pulsar. Podem nos revelar as causas dos defeitos, comportamentos anômalos, distúrbios, sintomas, suscetibilidades, etc, que tem, como causa raiz, resíduos químico ou energético resultantes dos traumas, humilhações (recalques), medos, postulados, apegos (hábitos), etc, experimentados ao longo das existências pregressas. Teoricamente, sua função é arquivar informações, mantê-las armazenadas e disponibilizá-las às personalidades que vão se construindo ao longo do processo evolutivo. Mas tal como ocorre com as personalidades, os níveis e subníveis necessitam reciclagem. Os resíduos negativos que armazenam produzem autonomamente impulsos desarmonizadores, conforme a natureza dos resíduos energéticos que estão impregnados, mobilizando impulsos sutis e não percebidos pela consciência de vigília, desestruturando a personalidade física. Assim, impulsionam o surgimento de personalidades anômalas e alimentam as já existentes, denominadas de “pseudo-obsessores”, “personalidades parasitas, omissas, vingativas, ociosas, doentias, negativas”, “lado ruim”, “resíduo de personalidade”, “extrato de memória”, “personalidades múltiplas”, “subpersonalidades”,


“cisões da consciência”, etc. Estas criam confusões de toda a espécie, destroem relações afetivas, dificultam aprendizados, provocam desentendimentos, estimulam comportamentos e viciações, rebelam-se, frustram-se, reagem, interferem, afastam-se, associam-se a outras personalidades ou a espíritos, em prejuízo da proposta encarnatória ou contra terceiros. Quando guardam resíduos mais densos e vigorosos, impulsionam o despertar de elementos (subpersonalidades e personalidades múltiplas) altamente potencializadas, com as memórias totais de uma vida passada. Se as informações e resíduos que guardam são positivos, reforçam o que podemos denominar de “personalidades alimentadoras”, “personalidades de base”, “personalidades guias”, “personalidades mentoras”, etc. Essas, procuram guiar a consciência encarnada, “ego”, para os aprendizados produtivos, para a moral e os bons costumes, a ética e a religiosidade, a fraternidade, o amor e as grandes realizações. Representam a conhecida “voz da consciência”. O tratamento deve ser realizado com a presença do interessado para que ele possa tomar consciência de suas dificuldades espirituais, ser devidamente orientado e perceber que existem pessoas desinteressadas de qualquer valor pecuniário, e que estão dispostas a ajudá-lo fraternalmente. Devemos atender com justiça e equidade, enérgica e amorosamente, sem preferências descabidas ou defesa imprudente do livre-arbítrio de alguém desequilibrado, encarnado ou desencarnado. Não devemos contemporizar com atitudes ou interesses escusos, ou utilizar entendimentos equivocados supondo que um dos contendores ou necessitados seja vítima do outro. Somos vítimas de nossa própria incúria, irresponsabilidade, inconseqüência ou inércia. Não importa se estamos tratando um corpo, um nível ou subnível, uma subpersonalidade, uma personalidade múltipla ou um espírito, se estamos removendo aparelhos ou implantes astralinos, se desdobrando médiuns ou desfazendo seus bloqueios, melhorando suas capacidades. Não importa se estamos reconstruindo a configuração do modelador biológico no caso de deficiências físicas e mentais, e com isto facilitando sua recuperação nos casos de cirurgias reparadoras; se estamos tratando de dependências químicas, vícios em geral, doenças de etiologia obscura ou desconhecida; se estamos acessando elementos rebeldes dissociados, causadores de distúrbios variados; se estamos tratando de simbioses na obsessão compartilhada; se estamos recuperando cordões entre níveis e chacras ou resgatando personalidades múltiplas no astral inferior; se rastreando, localizando ou destruindo trabalhos de magia; se alinhando polaridades invertidas ou fazendo encaminhamento de personalidades ou espíritos para os hospitais do astral. Importa a prática do amor fraterno e a consciência de que podemos melhorar a qualidade de vida no nosso Planeta, contribuindo para que o mito do “tem que sofrer para ver Deus” seja banido para sempre de nossas vidas. Devemos contribuir para que a ignorância sobre a realidade espiritual e psíquica deixe de existir, para que, definitivamente, se instale na Terra o reino do amor baseado no “conhecereis a Verdade e ela vos libertará”. No campo dos fenômenos e da terapêutica anímica, a técnica apométrica representa


uma verdadeira descoberta. Ela possibilita explorar e investigar o mundo da consciência e também o plano astral, com bastante facilidade. Não dá condições de tudo resolver, mas faculta a possibilidade de um aprofundamento terapêutico até então nunca explorado. Não possibilita incursões aos abismos trevosos do interior do planeta, nem nos permite a ascensão a píncaros espirituais, mas com ela podemos assistir aos desencarnados na erraticidade, com vantagens inestimáveis tanto para eles como para os encarnados que lhes sofrem as obsessões, bem como a humanidade auto-obsedada. O leitor interessado em ações fraternas, estudioso dos problemas e fenômenos do comportamento humano, tem no Desdobramento Múltiplo e na Dissociação dos Corpos, Níveis e Subníveis, uma ferramenta extraordinária que possibilita o trabalho e a pesquisa dos distúrbios psicossomáticos e espirituais. Através do desdobramento, podemos ter uma visão muito mais clara e objetiva dos elementos do agregado e de seus problemas, ampliando a nossa capacidade de compreensão dos processos patológicos que afetam a saúde humana. Com o desdobramento, os atributos revelados por cada corpo, nível, personalidades múltiplas ou subpersonalidades ficam bem evidenciados, da mesma forma que os desvios relacionados com esses atributos. Então, podemos acessar, avaliar e tratar cada sintoma separadamente, de forma bastante segura e eficiente. Na realidade, isso corresponde a algo como a especialização nas áreas das ciências médicas, onde o especialista tem condições de examinar detalhadamente um determinado órgão, avaliar suas condições e tratá-lo adequadamente. Descoberta a localização da raiz do problema, fica mais fácil arrancá-la, extirpando o mal na sua origem. Com a rearmonização dos corpos mais próximos do corpo físico (Duplo-Etérico, Astral, Mental Inferior e Superior), e com a liberação das cargas de energia deletérias sedimentadas neles, geradas pelas gravações e informações negativas, efervescentes, automatizadas ao longo da evolução e estimuladas pelos normais conflitos que não podemos evitar, a criatura consegue a desejada cura e harmonização. Por imposição das vibrações geradas nas estruturas superiores do espírito, os mecanismos que vibram nas dimensões mais próximas do campo físico, obedecem e seguem o comando evolutivo do espírito. No Corpo Búdico, as experiências positivas são arquivadas e permanecem disponíveis. As negativas são devolvidas à personalidade encarnada para novas tentativas de reciclagem, visando a busca de melhores significados. Os quatro corpos inferiores se tornam, então, verdadeiros caldeirões efervescentes, onde a ordem do bem em conflito com os desejos e condicionamentos inferiores, se atritam, permanentemente, gerando e enviando ao conscientefísico, cargas muito intensas de desarmonias. Dizem-nos Irmã Teresa e Mahaidana, que estudam e orientam o tema (desdobramento) em nosso grupo, que cada corpo tem seu núcleo de potenciação particular. Porém, o Corpo Búdico é o potenciador geral. Deduzimos então que a ação de todos os corpos, juntos, formam a base de sustentação para a manifestação da própria consciência, estudada e pesquisada pelo Dr. Jorge Andréa em sua volumosa obra. Essas cargas, quando excessivas ou mal dosadas, geram desequilíbrios


comportamentais e fisiológicos. O tratamento objetivo e correto, harmonizando cada elemento do agregado, fará com que o psiquismo do paciente fique menos sobrecarregado, podendo, dentro de sua capacidade, da proposta encarnatória, e do grau de consciência alcançado pela pessoa, conduzir-se de forma mais harmoniosa diluindo os conflitos. Por estudo e observação nos trabalhos, percebemos também que os vícios químicos, principalmente, onde haja os componentes alucinógenos, perturbam e desregulam as barreiras vibratórias desses núcleos, fazendo com que cargas geradas pelos conflitos e memórias de passado vertam para o consciente, perturbando e desarmonizando a personalidade. Reforçando o que já dissemos antes, o Duplo-Etérico, estrutura que se perde pela morte física, é novamente construído em cada nova encarnação ou existência. Assim, as informações instintivas do atavismo ancestral e das experiências vividas em cada existência, são novamente impressas nesse corpo, para a manutenção e o comando da vida física. Arquétipos e automatismos reinstalados, deles pode se utilizar em qualquer momento, automaticamente. Principalmente, nos momentos de enfrentamento de situações já conhecidas. Mas, baseado nos automatismos condicionados e instintivos, provê os recursos necessários ao Corpo Físico, melhorando suas condições de funcionamento e eficiência, também para enfrentar o desconhecido. Ao mesmo tempo, o Corpo Etérico repercute as desarmonias e traumatismos existentes em seus parceiros superiores, podendo causar dores no corpo físico. Nos trabalhos mediúnicos normais, ao desdobrarmos o paciente, intuitivamente, a espiritualidade nos orienta para a observação do corpo mais afetado. Mas, havendo equipe preparada para tratar mais que um corpo simultaneamente, a tarefa fica bem mais facilitada. Segundo alguns mentores, ao reencarnar-se o espírito, este pode herdar de seus pais suas incoerências, vícios e dificuldades comportamentais, que lhe são transmitidas pelos gens. Os vícios e os comportamentos desarmônicos, também se transmitem como herança vibratória, e se gravam profundamente no psiquismo e no universo cromossômico e celular dos descendentes. As delicadas linhas de força cromossômicas, se excitadas negativamente pelos pensamentos desarmônicos, fazem com que as desarmonias herdadas se manifestem no Corpo Físico do novo ser, no seu devido tempo. No caso de desdobrarmos a pessoa e a equipe não estar atenta ou não detiver conhecimentos sobre o Agregado Periespiritual, Desdobramento Múltiplo e Dissociação de Personalidades, poderá confundir a sintonia de um elemento do agregado com a incorporação de um obsessor, de uma personalidade múltipla ou de uma subpersonalidade. Entre um elemento e outro, pode haver completa e total oposição situacional, confundindo os trabalhadores menos atentos. Por outro lado, como referimos antes, dois ou mais corpos, níveis ou subníveis, contaminados por uma mesma freqüência vibratória negativa, gerada por um apego ou um vício, dificultarão o desdobramento. Não poucas vezes lutamos com esta dificuldade sem entendê-la. Nestes casos, devemos quebrar a imantação através de dupla inversão de polaridade magnética, por comandos mentais e contagem, e tratá-los separadamente, e até


isolá-los se for o caso. Aí reside uma das grandes dificuldades no tratamento de viciados em geral e no alcoolismo principalmente, porque, muitas vezes, o paciente vem repetindo o vício há várias encarnações. Diz Irmã Teresa que um corpo ou um nível, seja qual for, contendo uma determinada energia negativa pode tornar-se uma espécie de vampiro das energias do Corpo Físico e das forças dos demais corpos, pela influenciação vibratória que causa. Quando isso acontece, a criatura pode ficar incapacitada para uma vivência normal da proposta encarnatória ou para a assimilação de novos programas vivenciais, ou, no mínimo, terá imensas dificuldades para que isso aconteça. Como terapêutica, devemos fazer a cromoterapia mental diluindo esses focos de energia negativa e, às vezes, “apagando” as memórias, conhecimentos e lembranças que eles carregam, fazendo com que a pessoa fique livre, pelo menos temporariamente, das influências e perturbações geradas por essas memórias, conhecimentos e lembranças. Dessa forma, sobra mais energia para fortalecer o agregado e servir à evolução harmônica do conjunto. Com isso evita-se que a parte encarnada fique prejudicada, ao se ligar às sensações e apelos negativos do mundo material, impedida de receber os estímulos oriundos do corpo Búdico, que não chegariam a repercutir no agregado cerebral. Acontece também que as energias negativas agregadas a um desses corpos, pode alimentar personalidades múltiplas desarmônicas, que de forma deliberada, pode prejudicar a parte encarnada, numa tentativa até de livrar-se dela. E o que é pior, muitas vezes, de forma sorrateira e sutil, ou através da busca um vício ou de um comportamento perigoso, onde pode acontecer um “acidente”, que passará despercebido aos olhos dos familiares ou demais pessoas. Temos atendido muitos casos onde as pessoas ingerem altas doses de drogas e desencarnam por overdose, ou descuidam-se provocando trágicos acidentes.


A Descoberta do Desdobramento Múltiplo Depois de algum tempo praticando a técnica apométrica nos moldes do Dr. Lacerda, passamos a observar a ocorrência de várias incorporações simultâneas, ao desdobrarmos um paciente. É importante informar que o nosso modelo de trabalho adota o sistema de duplas. Cada dupla é composta de um médium passivo para incorporação, e um médium ativo para doutrinação ou tratamento. No início, achamos que o fenômeno das múltiplas e simultâneas incorporações, muitas com as mesmas características em termos de atributos, embora com discursos ou sintomas diferentes, fosse mistificação. E, por isso, não demos muita importância ao que estava acontecendo, procuramos averiguar e estudar cuidadosamente, visando a corrigenda necessária. Mas o fato passou a repetir-se independentemente das orientações e da seriedade dos médiuns. Dessa forma, resolvemos prestar maior atenção àquelas ocorrências e investigá-las com outro foco e com outros “olhos”. Então, percebemos que não era mistificação e sim um fenômeno que, mesmo antigo, era pouco conhecido e estudado. Pesquisando além dos livros de Dr. Lacerda, encontramos no trabalho de alguns psiquistas do século passado[32] e início deste, referências Parecia-nos que o Dr. Lacerda se utilizou dessas experiências, observações e descrições para estruturar a sua técnica. Preferencialmente, a terminologia do Budismo Esotérico, que faz referência a sete corpos foi a escolhida (Atma,Corpo Búdico - que engloba três corpos:Alma Moral, Intuitiva e Consciencial, - Mental Superior ou Abstrato, Mental Inferior ou Concreto, Corpo Astral, Duplo Etérico e Corpo Físico). Portanto, para nós, havia uma dúvida ou contradição sobre os elementos que incorporavam. Se eram só sete corpos, como poderiam estar ocorrendo mais do que sete incorporações simultâneas desses mesmos elementos? Não poderia. Algo diferente estava ocorrendo. Na obra do Dr. Lacerda não havia referências sobre o Desdobramento Múltiplo. Embora, ao assistir um trabalho comandado por ele, na Casa do Jardim em Porto Alegre, no início de nosso aprendizado, observamos algo semelhante ao que estava ocorrendo em nossos grupos. Ao encaminhar um paciente desdobrado (em corpos) para ser tratado na antiga Atlântida, o mesmo permaneceu “sintonizado” no médium, relatando o que o outro estava fazendo e projetado no tempo e no espaço da Atlântida, sendo que o paciente estava ali, bem acordado. Das duas uma, ou não era um desdobramento de corpos, ou de um corpo que ocorria, dado que o paciente permanecia lúcido e o corpo físico permanecia consciente, sem deslocamento do fulcro de consciência, ou o que estava ocorrendo tinha outra explicação (Um desdobramento de corpos, por deslocar o núcleo de consciência, deixa o corpo imediatamente inferior desacordado). O que observamos na Casa do Jardim, na época, com certeza, já era um desdobramento da consciência com dissociação de personalidade (personalidades múltiplas e subpersonalidades, e não um desdobramento de corpos.). Portanto, ao nosso ver, e devido as inúmeras possibilidades e expectativas novas que a técnica havia despertado, isso não tinha ficado bem claro ainda para o Dr. Lacerda. Em conversa posterior com o espírito Irmã Teresa, fomos informados que a tarefa


do Dr. Lacerda e sua equipe era estabelecer, de forma segura e prática, as bases de uma técnica terapêutica avançada, e descobrir algumas de suas leis. Tarefa essa de que ele desincumbiu-se a contento. Já o desenvolvimento e uma maior compreensão sobre o assunto, aconteceria, naturalmente, com o tempo e os trabalhos e pesquisas subseqüentes. O desdobramento de cada corpo em nível e subnível e seu tratamento por acesso mental, a incorporação múltipla de personalidades e subpersonalidades, foi a tarefa destinada ao Grupo Espírita Ramatis em Lages, como prosseguimento da tarefa iniciada por Dr. Lacerda. Ou seja, a mesma proposta espiritual assumida pelo grande grupo, no astral[33], em 1860, que depois de nós, outros grupos devem levar em frente, com novas pesquisas e novas descobertas. O desdobramento de corpos, a dissociação de níveis e de subníveis, faculta o acesso e leitura mental dessas estruturas. E por ser um desdobramento estrutural, que possibilita examinar os mecanismos de suporte da consciência, os procedimento terapêuticos ficam facilitados. Assim, a projeção cromoterápica, amorosa e enérgica, pode curar com mais facilidade os elementos que se apresentarem afetados. Em nosso modo de ver, os corpos que influenciam mais diretamente a saúde do corpo físico são os corpos Astral, Mental Inferior e Mental Superior. Por serem as estruturas que revelam e modulam as forças dos sentimentos, das emoções, do intelecto, dos sentidos, da vontade e da imaginação. Dessa forma, são evidenciados os atributos inerentes a cada corpo, podendo-se trabalhar com cada um deles separadamente, rearmonizá-los e sincronizá-los. Com a estabilização dos corpos sutís mais próximos do corpo físico, geralmente impregnados de informações negativas, muitas delas automatizadas ao longo da evolução, teremos, no campo físico, o restabelecimento da harmonia e da saúde, desejadas. Por conseguinte, as lembranças e os condicionamentos que descem do Corpo Búdico, por ser ele o núcleo de potenciação da consciência, devem ser decodificados pelos corpos inferiores, dosados, elaborados ou reciclados pela personalidade encarnada (consciente), que deve senti-las e experimentá-las, dando-lhes uma nova direção e um melhor significado. Assim, a nova personalidade em prova, vai diluindo essas lembranças e os conteúdos negativos gerados pelos erros de passado, e a consciência vai ficando menos sobrecarregada. Com isso, a pessoa poderá, dependendo do seu grau de capacitação e o interesse alcançado, conduzir-se de forma mais harmoniosa e menos conflitada. No entanto, segundo Irmã Teresa, os corpos ou níveis intermediários podem reter e até imantar-se a lembranças negativas. Muitas vezes, isto faz com que os níveis e subníveis, como também as personalidades múltiplas e as subpersonalidades, sejam perturbadas ou prejudicadas. Da mesma forma, o Duplo Etérico que é instrumento necessário à manutenção e ao comando da vida física, ao ser construído em cada encarnação, carrega-se com as informações negativas ou positivas do passado. Remonta arquétipos e automatismos gravados ao longo da evolução. Recursos de que se vale, instantânea e automaticamente, nos momentos de enfrentamento de situações conhecidas ou desconhecidas, provendo o


Corpo Físico e colocando-o nas melhores condições possíveis de funcionamento e eficiência, seja para o bem ou para o mal. Ainda assim, segundo Irmã Teresa, o Duplo é um corpo bastante delicado. E muitas vezes, uma leve pancada, que não lesaria o Corpo Físico, poderia “machucar” com certa gravidade o Duplo, produzindo neste a dor física. Esta seria então a primeira estrutura a ser tratada. Muitas vezes, os companheiros de trabalho do mundo espiritual desdobram os outros corpos mais necessitados, e sintonizam nos médiuns para que estes percebam e tratem as suas necessidades. Se o dirigente ou os médiuns não estiverem atentos, podem confundir a oposição vibracional existente entre um corpo, nível ou subnível em desarmonia, com a incorporação de uma entidade obsessora, confundindo os trabalhadores menos atentos. E, dentro da estrutura de cada corpo, os níveis e subníveis vibram, freqüentemente, em completo desacordo ou oposição com seus pares. Irmã Teresa nos informa que, muitas vezes, um corpo, um nível ou subnível empregnado de determinada energia ou imantado em determinado condicionamento, pode transformar-se em verdadeira fonte negativa, intoxicando, perturbando e oprimindo os demais, tornando-se verdadeiro vampiro a consumir e deteriorar as energias do Corpo Físico. Quando isso acontece, a criatura pode ficar incapacitada para a vivência da proposta encarnatória ou assimilação de novos programas vivenciais. Como terapêutica, devemos tratar[34] cromoterapicamente essas estruturas, incorporar e tratar as personalidades dissociadas, adormecendo ou diluindo seus conhecimentos e lembranças, evitando maiores prejuízos à pessoa. Se o Corpo Búdico é o centro ou núcleo[35] de potenciação[36] das experiências do espírito, ponto de partida das energias diretivas a distribuir-se por toda a estrutura do psiquismo. Gera impulsos que se refletem na consciência do espírito. Quando esses impulsos não são interpretados inteligentemente em virtude da teimosia ou rebeldia do ser, tornam-se cargas pesadas, além da capacidade de suporte e resolução da criatura, causando o seu desequilíbrio psicológico, comportamental e físico. E, quando essa rebeldia ou desinteresse leva a pessoa a apegar-se a vícios químicos ou comportamentais, as barreiras que regulam as cargas conflitantes que vertem dos núcleos de potenciação se desregulam, liberando maior quantidade ainda de informações desarmônicas, ou potencializando as já liberadas, provocando doenças graves e o desajuste da personalidade encarnada. Para esses pacientes, nossos mentores recomendam a utilização de tratamentos alternativos[37], como forma de orientar suas consciências e ajudar na sua recuperação física, psicológica e espiritual A orientação que têm nos passado é de que todos os corpos estão impregnados das mesmas informações. Essas informações navegam pelo agregado homem-espírito e se gravam ou se fixam nos corpos cujos atributos lhes sejam correspondentes, formando aí núcleos particulares de potenciação, que vibram para todo o cosmo espiritual, entrecruzando-se e influenciando-se mutuamente, num verdadeiro entrechoque de forças. Dessa forma, a consciência física precisa munir-se de forças e de bom senso, para que


possa manter-se em equilíbrio, e sustentar pensamentos harmoniosos. Assim, informações ou impressões de caráter emocional se fixam no Corpo Astral por ser este o revelador e modulador das emoções. Sendo também o responsável pela organização do modelo biológico. Portanto, um desequilíbrio emocional alimentado consciente ou inconscientemente, pode provocar reações do tipo emagrecimento ou obesidade. Informações ou hábitos de sensações se fixam no corpo Mental Inferior por ser este o repositório das percepções e dos sentidos, como por exemplo, os apegos ao gozo de riquezas e dos prazeres mundanos, que aí permanecerão até que a criatura perceba e se convença de que tem que abrir mão deles, em seu próprio benefício. Dado que, nem tudo o que é agradável, convém ao processo evolutivo. Os automatismos desenvolvidos pelo mando e pelo poder, estão sedimentados no corpo Mental Superior. São atributos deste corpo a busca do conhecimento e do progresso em geral pela vontade, o domínio do meio e das forças que o cercam. Conhecimento e domínio que freqüentemente é mal direcionado, por egoísmo e ambição, em prejuízo dos outros e de si mesmo. É o gerenciador dos programas do agregado homem-espírito. Se estiver desajustado ou nele houver desarmonias, o agregado poderá ter sérios problemas, muito embora o Corpo Búdico gerir diretamente a personalidade encarnada. Sabemos que nossas tendências negativas, podem ser dominadas pela adoção de bons princípios e pelo bom senso irradiado pelas ondas de possibilidades geradas pelo Búdico. Através das técnicas de desdobramento e do conhecimento dessas valiosas possibilidades terapêuticas fica mais fácil trabalhar com a raiz de cada um desses problemas. Irmã Teresa explica que, quando não temos médiuns preparados para este tipo de atendimento, mas temos amor e boa vontade em atender, frequentemente, ao se desdobrar uma criatura, a espiritualidade procede o desdobramento dos corpos e níveis, e também a dissociação de personalidades, providenciando a sintonia ou a incorporação dos elementos mais afetados. Com isso, os elementos que estão impressionados pelas vibrações negativas são tratados. Se não forem atendidos nesse momento, a recuperação da pessoa estará retardada ou dificultada. Então, se você só tiver um médium de incorporação, pode proceder o desdobramento e a dissociação com sintonias e incorporações sucessivas, que também obterá excelentes resultados. É comum personalidades múltiplas não aceitarem a situação e a programação da nova personalidade (nova existência) ao perceber que esta não possui os mesmos recursos e a mesma projeção que tinha no passado. Então, cria dificuldades e até tenta livrar-se do que considera um apêndice inútil, uma carga incômoda a ser arrastada, e dela tenta livrar-se, buscando algum tipo de suicídio ou fuga. Quando não consegue, em virtude da consciência física já ter adquirido e assimilado princípios éticos visando metas libertadoras, passa a odiar a atual personalidade e também o Corpo Físico, tentando prejudicá-los. Essa ou essas personalidades múltiplas precisam ser incorporadas para a devida conscientização, visando sua harmonização e, com isso, possibilitar um melhor aproveitamento encarnatório. Assim, a pessoa poderá ter uma convivência mais adequada com familiares, um melhor domínio do meio onde vive e atua,


como também uma melhor aceitação de si mesmo e de eventuais limitações diante dos desafios a serem enfrentados. Mas nesse tipo de trabalho, é preciso atenção e conhecimento. Quando trabalhamos com vários médiuns, acontece de um ou outro corpo ou nível ser sintonizado e o grupo atender como se fosse uma incorporação de espírito, de personalidade ou subpersonalidade, mas é apenas sintonia. De qualquer forma, é necessário tratar adequadamente esses elementos. Corpos ou níveis em desarmonia vibrando de forma desajustada, prejudicam a parte física e precisam ser devidamente tratado. Irmã Teresa nos informa que ao programar a reencarnação, o espírito, muitas vezes, toma uma boa encarnação passada como modelo, visando estabelecer novos padrões comportamentais. Mas o apego a velhos hábitos de poder, mando, orgulho, vaidade, posse e prazeres terrenos, fluem dos núcleos de potenciação de cada corpo para serem trabalhados, mas aos poucos, a personalidade em formação, quando descuidada, vai se deixando envolver negativamente. Dessa forma, as energias emanadas das estruturas superiores do espírito vão tendo seu fluxo bloqueado, não podendo chegar a consciência de vigília. Quando isso ocorre, as energias geradas pelo corpo físico e duplo etérico são “vampirizadas” pela personalidade desarmônica ou sugadas por um corpo impregnado de resíduos grosseiros, enfraquecendo todos os demais elementos, fazendo com que a nova personalidade se desvie de sua proposta evolutiva, submetida à influência usurpadora e indesejada. Outro fato interessante, constatado nos trabalhos, foi a dificuldade em desdobrar determinadas criaturas. Isto ocorria por imantação negativa entre os corpos e também entre as personalidades dissociadas. A associação negativa é gerada pela semelhança de vibração, que faz com que os elementos desarmônicos se conjuguem num esforço de rebeldia cooperativa da mesma forma que se aliariam em um propósito positivo. O agregado quando desarmônico forma blocos de elementos negativos tanto nos níveis quanto nas personalidades. As chamadas linhas de rebeldia. Essas associações ou dissociações negativas tentam bloquear o progresso da personalidade encarnada e também qualquer iniciativa de tratamento ou atendimento. O segredo da cura está em identificálos, separá-los, tratá-los e reacoplá-los positivamente. Ao nosso ver, a rebeldia das personalidades e a desarmonia nos corpos e níveis é a causa da maioria dos desequilíbrios psicológicos ou comportamentais como também dos problemas de saúde física. Quando existem essas desarmonias os impulsos nutridores e energias diretivas da vida ficam impedidas de chegar ao plano consciente e ao corpo físico, baixando a imunidade, enfraquecendo a pessoa, e abrindo espaço para a instalação das doenças e desarmonias de origem espiritual e psicossomática[38]. Em sentido contrário, os fluxos positivos, resultantes das aquisições da pessoa, que ascendem da proposta encarnada para a parte superior do agregado humano e espiritual, ficam impedidos de ascender, entravados por esses conflitos, dificultando o progresso material, intelectual, profissional e espiritual da criatura.


Com isso, o psiquismo vai também sofrendo uma pressão contínua e cumulativa em virtude da lei do incessante fluir e refluir, pressão essa que acaba por criar um estado de tensão, deformando esses elementos em conflito. Os danos podem ser semelhantes aos que são produzidos pela Lei de Ação Telúrica, que produz deformações no espírito que se recusa sistematicamente a progredir através da reencarnação. Da mesma forma que no astral, a pressão e a tensão geradas por esses elementos em conflito na criatura encarnada, podem gerar dilatações e atrofias nas estruturas periespirituais nas personalidades envolvidas, que devem manter o corpo físico em harmonia e também desestabilizá-las por longo prazo, prejudicando a formação de futuros corpos em novas encarnações. Os fluxos ascendentes e descendentes só podem acontecer se os cordões fluídicos, que ligam os corpos na altura dos chacras e o cordão prateado que liga as personalidades na altura da nuca estiverem livres e desimpedidos de bloqueios e sedimentações negativas. Em muitos casos, quando há rebeldia de personalidades, os cordões encontram-se amarrados, ressecados, estrangulados e prejudicados por anéis e outros instrumentos, ou ainda impregnados por uma espécie de energia pegajosa semelhante a um visco escuro. O tratamento para os cordões pode ser cromoterápico, através das cores amarelolimão em primeiro lugar e violeta na sequência, limpando-os, desobstruindo-os, energizando-os e colocando-os em funcionamento. A comparação pode ser grosseira devido a sofisticação dos elementos que estamos tratando, mas, é como se fosse a tubulação de uma refinaria ou usina, onde um cano entupido pode gerar um verdadeiro desastre, causando prejuízo de monta ao trabalho do conjunto. Outras vezes, vemos corpos ou cordões vampirizados por espíritos obsessores, roubando as energias do agregado e lesando a parte encarnada, já bastante prejudicada pela rebeldia da consciência dissociada, impedindo as vibrações defensivas dos veículos periespirituais. Na verificação sobre a existência de simbiose ou obsessão compartilhada afetando os elementos do agregado, principalmente nos níveis de Astral, Mental Inferior e Superior, podemos aplicar um fluxo energético-mental branco-cintilante sobre esses corpos que o problema aparece. A cor branco-cintilante, por conter todas as cores, torna visível aquilo que está ocultado. Como já foi citado anteriormente neste livro, cada corpo é o revelador de determinados atributos do espírito. As informações ou impressões de caráter emocional se revelam e se gravam no Corpo Astral. As sensações, o apego ao gozo de riquezas e prazeres mundanos e os conhecimentos intelectivos se fixam e se revelam no Corpo Mental Inferior ou Concreto. Já o Mental Superior grava e revela automatismos de mando e poder, e é sede da imaginação e da inteligência criadora. Então, os atributos destes corpos devem servir de instrumentos para a busca e a conquista do progresso do espírito e para o domínio do meio e das forças que o cercam. Quando ocorre o contrário, ou quando o espírito é rebelde ou atrasado moralmente, pode despertar e alimentar em si o egoísmo e o orgulho arrasadores. E imprudentemente, o potencial de que é portador, é direcionado em prejuízo de si mesmo e dos outros, colidindo com a Lei de Reação, que o obrigará ao necessário reajuste. Conforme assevera o


Evangelho de Jesus, os talentos devem ser multiplicados e distribuídos em benefício geral. Quando acumulados e usufruídos egoisticamente, se transformam em apego destruidor. Os apegos negativos e os vícios de caráter e comportamento desviam a pessoa da proposta encarnatória.E pela dificuldade de aquisição de novos hábitos mais saudáveis, terão de lutar desesperadamente para levar em frente um propósito harmonizador. Para esses, tudo lhes parece dificultado. Quando o encarnado não busca deliberadamente o progresso encarnatório pelo seu próprio esforço, quando não segue os exemplos e os bons conselhos recebidos, e se não o faz por rebeldia consciente, torna-se vítima de de si mesmo e entra em processo de degradação da própria forma. E logo os sinais do desajuste aparecem no corpo físico. Vêse claramente este fenômeno nas pessoas dadas ao alcoolismo, ao tabagismo, a drogadição, a sexolatria, etc.


Desarmonias nos corpos, Níveis e Subníveis Pessoas que apreciam ou gostam de estudar, buscar conhecimentos novos, exercitarse em novas e mais positivas vivências, muitas vezes, apresentam sintomas de fadiga constante, dor de cabeça, inquietude, mal estar ou crises de irritação. A causa pode ser a presença de uma personalidade múltipla dissociada, contrária aos esforços de sua consciência física, fazendo bloqueio em um dos corpos. Sabemos que os fluxos coordenadores que descem do Corpo Búdico para os corpos inferiores, podem ser barrados em algum ponto por uma personalidade influenciada pelos atributos de um determinado corpo. Da mesma forma, os fluxos de informações apreendidas pelas experiências realizadas pelo consciente físico, podem ser barrados em algum dos corpos, em sua viagem ascendente em direção às estruturas superiores. Com isso teríamos, em tese, uma sobrecarga naquele ponto, por acúmulo de informações que não puderam ser transportadas. Este acúmulo gera, então, as desarmonias e fadigas, produzindo um refluxo energético. Nesses casos, pode surgir sintomas comuns, como os que foram descritos anteriormente. Pode também, ocorrer a não absorção ou a não assimilação das informações lidas, dificuldades em se reter e memorizar o que se leu, ou crises de irritação aparentemente imotivada. Pessoas normalmente pacíficas, que diante de um problema reagem violentamente, ou fora dos padrões normais, poderão ser enquadradas nessa sintomática. Quando cursávamos o ginasial, na cidade de Vacaria RS, éramos internos em tradicional colégio religioso pertencente a Congregação dos Irmãos Maristas. Como forma de preenchimento para nossas muitas horas disponíveis, inventávamos quase sempre brincadeiras arrojadas. Jamais poderíamos imaginar que algum dia isso nos viesse servir para alguma coisa. Dentre essas brincadeiras as técnicas da hipnose ocupavam lugar de destaque em nossos folguedos, por nos dar um certo poder e autoridade perante os demais colegas. Além das reações inusitadas que nossas experiências provocavam, havia a ânsia em desvendar os intrincados e tentadores mistérios que a mente humana encerrava, e que a técnica possibilitava. Nas tardes de domingo, após cumprirmos as nossas tarefas (pois cooperávamos nos serviços gerais da Instituição), sentávamos na calçada em frente ao colégio e em pequeno grupo nos concentrávamos, tentando incomodar, com nossas técnicas, as pessoas que por ali passavam. Focalizávamos certa parte do corpo da “vítima” tentando, via força mental, que ali se produzisse forte coceira ou que a mesma se voltasse dando sinal de que algo a incomodava. Quase sempre a pessoa se voltava, nos olhando um tanto desconfiada, o que para nós já representava grande êxito na empreitada. Era nosso divertimento favorito, nos sentíamos poderosos, verdadeiros magos da hipnose.


O tempo passou e a brincadeira ficou esquecida. Mais tarde quando os fenômenos da mediunidade iniciaram seu trabalho perturbador em nossa vida, desesperados, resolvemos buscar os caminhos do Espiritismo. Após o “quebra gelo” inicial, quando tivemos nossas aflições aliviadas, conseguimos vencer os preconceitos e os medos de que éramos depositários, fruto de conceitos religiosos equivocados, pudemos perceber então a grandiosidade dessa maravilhosa e consoladora Doutrina de Luz. Após anos de estudos e cursos, vendo a grande quantidade de pessoas em busca de orientação e socorro, que muitas vezes são ludibriadas, por absoluto desconhecimento dessa realidade. Então, nós resolvemos trabalhar com orientação e cura psíquica e espiritual, fundando nosso primeiro pronto socorro. Ao nos envolver neste trabalho, percebemos que só o conhecimento da Doutrina Espírita não bastava para o que desejávamos. Era preciso saber mais. A descoberta da terapêutica apométrica tornou-se a alternativa que necessitávamos. Conseguimos contatar com o Dr. José Lacerda de Azevedo, responsável por essas pesquisas e, gentilmente, ele nos recebeu, atendendo ao nosso pleito. Lembramos, então, de nosso antigo interesse pelo hipnotismo e percebemos que os conhecimentos sobre o assunto poderiam nos ser úteis agora. Na Apometria, como os leitores já perceberam, se emprega muitas técnicas que são utilizadas na psicoterapia convencional e também na terapia de vidas passada, como regressão e progressão de memória, cromoterapia mental, hipnose e doutrinação. No caso da Apometria a regressão é feita quando a personalidade múltipla ou o espírito, incorporado, não cedem à psicoterapia verbal e as argumentações do doutrinador. Isso ocorre quando esses elementos têm as emoções perturbadas por um sentimento de ódio, vingança, frustração, rancor; quando estão presos ou apegados em um vício ou hábito negativo qualquer; ou, ainda, quando tem a mente fixada em um evento traumático qualquer. Assim, com a regressão, mesmo que forçada, o foco consciencial é deslocado do evento traumático e, literalmente, o elemento “viaja” para outras vivências, recordando seu passado, oportunidade em que nos aproveitamos para fazer com que perceba que ele só colheu o fruto da própria semeadura. Utilizamos a cromoterapia mental na cor amarelo-limão para dissolver condensações de energias negativas; o violeta para transmutar, restaurar e curar; a hipnose nos casos de confronto com espíritos de maior poder mental. Neste último caso, devemos ter muito cuidado e atenção, em virtude de se tratar de espíritos com provável conhecimento sobre magia negativa e com poder mental bem desenvolvido, não subestimando-o. Enfim, podemos dizer, de forma bem simples e sucinta, que a terapêutica medianímica exige do interessado estudo, experimentação e determinadas disciplinas como isenção de vícios grosseiros, perseverança e determinação. E, para o tratamento propriamente dito, exige-se que o interessado tenha consciência de que os sofredores precisam de acolhida, carinho e tratamento terapêutico para ficarem curados; os zombadores e cínicos, que às vezes têm conhecimentos intelectuais e religiosos, exigem


tolerância, paciência e compreensão; os racionalistas exigem provas e doutrinação bem fundamentada; os vingadores e injuriados exigem esclarecimentos, para que possam se libertar das idéias equivocadas sobre seus supostos alvos; os maus, os cruéis, os insensíveis e os mercenários, por serem os mais perigosos, exigem muito cuidado, conscientização e conscientização sobre o seu futuro. Exigem também, coragem dos trabalhadores para suportarem as ameaças sem se perturbarem; os ociosos, os indiferentes e os aproveitadores, exigem esclarecimento, conscientização, paciência e tolerância. Evidentemente, não podemos catalogar aqui todas as categorias de seres, de comportamentos e índoles, nem todas as formas e recursos para o seu tratamento, apenas nos referimos a um pequeno rol desses elementos, com seus aspectos negativos. Naturalmente, os estudos, a experiência e as pesquisas continuam, e nos dão condições de investigar níveis profundos da consciência. De identificar, diagnosticar e tratar desarmonias até então obscuras, com relativa facilidade e com excelentes resultados. O estudo nos capacita e nos ilumina com o esclarecimento; a pesquisa nos confirma e esclarece pontos obscuros do que foi estudado e nos amplia a visão das coisas; a experimentação repetida nos dá a certeza e a convicção plena do que foi estudado e pesquisado, consolidando-se na insubstituível experiência. Precisamos aprender a “ler” as pessoas e interagir com seus campos de energia. Ouvir os sons inarticulados de seu psiquismo inconsciente e desenvolver a capacidade de interpretação e resolução dos distúrbios que o afetam. Isso se consegue através do estudo, dedicação e amor fraterno, vontade e decisão de auxiliar. A psicoterapeuta americana, Barbara Ann Brennan, em seu livro “Mãos de Luz”, Editora Pensamento, afirma que “o processo da cura, na realidade é um processo da lembrança, lembrança de quem você é”. Então, a nós terapeutas da fraternidade, cabe aprender a auxiliar, a facilitar às pessoas o processo de autoconhecimento e autodescobrimento. É sabido que conhecimentos por si só não resolvem problemas, nem, tampouco, estamos fazendo aqui apologia da ignorância, conhecimento e títulos são sempre úteis e respeitáveis, pois que representam a coroação dos esforços e da capacidade do portador. Então, é preciso utilizar os conhecimentos com amor, sensibilidade e “olhos de ver”. Por outro lado, a criatura que deseja, mesmo possuindo vontade débil, reajustar-se no presente, mas tem personalidades múltiplas antagônicas, tudo faz para que isso não aconteça. O ser humano é paradoxal em seu aspecto intrínseco, é como se o espírito não se reencarnasse por inteiro, divide-se em personalidades, e estas nem sempre estão de acordo com o que a vontade consciente deseja. Dessa forma, a consciência de vigília, raramente tem controle ou conhecimento do que ocorre em seu universo interior. É como se a parte encarnada ficasse um tanto isolada do resto do conjunto, por vezes fragilizada, impotente. Dr. Antonio J. Freire[39] afirma o seguinte: “O estudo do subconsciente, baseado na teoria do automatismo psicológico com suas correlativas personificações ou “personaliades segundas” (ainda que de natureza, origem e finalidade diversas), merece particular atenção e exame crítico por parte de todos aqueles que se interessam pelo prestigio e expansão do Espiritismo”.


E eu acrescento: pelo conhecimento das inúmeras possibilidades terapêuticas que poderão advir desse conhecimento, conforme a técnica apométrica tem demonstrado. Nesses casos, só a doutrinação, conscientizando a personalidade desajustada, possibilitará a harmonia e sincronização do agregado espírito-matéria. No nível consciente, a criatura infeliz busca desesperadamente encontrar uma solução para o seu drama, esperando que alguém lhe cure, o que dificilmente consegue. Por falta de informações e porque as terapêuticas mais adequadas, Apometria e Terapia de Vida Passada ainda são raras, vai caminhando pela vida arrastando seu drama. Além do mais, poucos são os que tomam a decisão do auto-enfrentamento. Querem a cura, mas sem a necessária modificação de conduta. Uma boa parcela quer se livrar das dores para continuar com os mesmos vícios e com as mesmas atitudes negativas. Não sabem ou não querem tomar conhecimento de que a dor ou o sofrimento é um sinal de que está havendo o desrespeito as leis da vida. Existem aqueles que, quando já cansado de sofrer, e plenamente consciente de que se não fizerem algo enérgico por si mesmos, caminharão a passos largos em direção ao túmulo. Então, buscam, amedrontados, reajustarem-se, resolvendo-se por abrir portas onde detém, ciosos, e seus segredos, embora relutantemente. Buscam então conhecer o que já foi, com a finalidade de ajustar-se no que é, construindo o “vir-a-ser”. Ai sua realidade aparece, por vezes dolorosa, traumática, mas sempre libertadora. É o desvendar pleno do si mesmo, do por quê de suas desgraças, e da percepção de que a Justiça Superior não pode ser subestimada. É o momento da compreensão de que a “Semeadura é livre, mas a colheita é sempre obrigatória”. Neste instante, a cura começa a acontecer. - Cuidados: Quanto aos cuidados na aplicação da técnica do Desdobramento Múltiplo e Dissociação de Níveis, são os mesmos da Apometria. Responsabilidade, respeito e amor ao semelhante e suas dificuldades.Reacoplamento dos corpos, níveis e subníveis, regularizando suas dimensões, desbloqueio e limpeza dos cordões fluídicos, reintegração das personalidades e subpersonalidades tratadas, quando não necessitem permanecer nos hospitais do astral. A terapêutica vai sendo melhor desenvolvida, em seu múltiplos aspectos, nos demais livros.


A Moral Conforme o Dicionário Michaelis, a moral refere-se aos bons costumes, aos procedimentos honestos, à justiça, à decência, à educação, aos atos humanos, aos deveres do homem em sociedade e perante os de sua classe, ao pudor. Todas as sociedades, desde as mais primitivas, sempre adotaram um conjunto de regras de conduta tidas como válidas para todos seus membros, sendo sua desobediência punida, variando a pena de acordo com o grau da transgressão. Então, Moral é o termo que designa esse conjunto de regras. À medida que a civilização avança sofre ela modificações, adaptando-se aos novos tempos. Portanto, pode-se dizer que a mesma é própria de cada sociedade não havendo uma moral absoluta. Aliás, numerosas sociedades animais (primatas, lobos, golfinhos e muitas outras), apresentam nítida estruturação, seus membros respeitando as regras estabelecidas, embora não saibamos como foram instituídas, mas lembram a moral humana.


A Ética Ética é a parte da filosofia que estuda os valores morais e os princípios ideais da conduta humana. Em meu modo de entender, a Ética é diferente da Moral em muitos aspectos. Se a Moral rege a vida de um agrupamento em determinado momento, a Ética rege a vida de todos os agrupamentos em todos os tempos, porque está baseada nas leis maiores, imutáveis, portanto, acima dos conceitos particulares ou de agrupamentos. Jesus pregou a Ética e, por isso, não foi bem compreendido nem entendido em seu tempo, como ainda hoje não é. Muito embora, aquele povo onde viveu, tinha severas regras de Moral. Ética é a parte da filosofia que aborda os fundamentos da moral, buscando demonstrar a influencia dos valores morais na conduta de uma sociedade, pois podem torná-la melhor ou pior (bem e mal). Assim foram estabelecidas as responsabilidades de todas as profissões, e esse conjunto de regras de conduta superior, deu-se o nome de “Código de Ética”, que pode não ter nada a ver com a Moral dos seus profitentes. Moralmente, cada sociedade tem concepções próprias, divergindo em varias questões e mudando de opinião, com o passar do tempo. Na nossa sociedade, por exemplo, a virgindade feminina, tida como tabu, atualmente não tem a menor importância. Éticamente, todas as sociedades tem algumas concepções que são comuns a todos os grupos, em todos os tempos. Exemplo, a honestidade que é uma regra, ou um dever comum a todas as sociedades. Por outro lado o homem, muito cedo, manifestou desejo de saber de onde veio, o que faz aqui e para onde irá. O culto dos antepassados, o primeiro a ser estabelecido, há milênios, já demonstrava essa preocupação. Desde então, inúmeros sistemas filosóficos e principalmente religiosos, têm procurado responder, em termos absolutos, as indagações acima formuladas. Portanto estabelecem regras, que podem denominar de Ética ou de Moral, mas nem sempre são. Daí porque muitos autores preferem o termo moralidade para caracterizar questões mutáveis com a evolução social. Virgindade, por exemplo. E questões imutáveis, mesmo com a evolução social. A honestidade, por exemplo. Que deve acentuar-se e consolidar-se mais ainda na media em que a evolução social progride. Muitos filósofos tais como Pitágoras, Aristóteles, Spinoza, Kant e muitos outros construíram sistemas que tentavam explicar o porquê da existência do homem e do Universo. As religiões, desde o xamanismo, preocuparam-se em justificar o mundo em que viviam. No entanto, somente com o surgimento das grandes civilizações, a partir do hinduismo, possibilitou a compreensão da existência de um mundo englobando todos os povos e o Universo. Nessa época surgiram as grandes religiões atuais (monoteísmo). Cada uma delas é portadora de uma “Ética”, que em meu modo de ver é uma “Moral” absoluta, isto é, seus crentes são obrigados a aceitar suas doutrinas como verdades irrefutáveis e eternas, embora não sejam. Assim, no Cristianismo, não é permitido duvidar do que está escrito na Bíblia. Velho e Novo Testamentos contém a historia da origem do Universo, da Terra e da doutrina cristã. Quem não concordar é herege. No entanto, sabemos que, desde o inicio,


muitos movimentos dividiram os cristãos, pois diferiam na interpretação da Bíblia, sendo realizados Concílios (reunião geral dos bispos). Para decidir o certo e o errado. A reencarnação, por exemplo, passou a ser heresia, a partir de 553 d.C. (2° Concílio de Constantinopla). Inúmeros pontos foram excluídos e outros acrescentados. Alem disso, os cismas provocados em 1054 (Igreja Ortodoxa) e por Martinho Lutero em 1521 (Dieta de Weimar), dividiram, definitivamente, o Cristianismo. Desde esse momento, firmou-se a Igreja Católica Romana que, em concílios posteriores, criou o purgatório e a infalibilidade papal, além de outras modificações, como a do culto mariano. Apesar de tudo que aqui foi narrado, católicos, protestantes e ortodoxos, juram interpretar fielmente a Bíblia e tudo que afirmam nela estar contido. Embora o enorme esforço dessas igrejas, não mais é possível aceitar a ingênua história da Gênesis bíblica e muitas das interpretações posteriormente introduzidas. Daí a queda de credibilidade das mesmas. Cabe aqui reafirmar que as doutrinas orientais, tão bem expostas nos Vedas, representam o que realmente aconteceu. Até certo ponto isso é real, mas atualmente vamos bastante além do que ali esta contido. Infelizmente, sabemos que existem muitas desfigurações que destoam da doutrina inicial. A tentativa, feita por filósofos e religiões, de estabelecer uma Ética (Moral) definitiva e eterna, teria que falhar, como realmente aconteceu, porque nossos conhecimentos são limitados e se expandem com o correr dos séculos, modificando conceitos tidos como verdades indiscutíveis. Assim, seria mais adequado estabelecer-se como Moral o conjunto de regras temporárias e grupais, e Ética para as regras permanentes e gerais. As tentativas e as interpretações humanas são falhas, pois a Verdade Absoluta somente Deus a conhece, ela é infinita como Ele mesmo. À medida que nosso conhecimento cresce, podemos estabelecer princípios éticos que, cada vez mais, aproximam-se da Verdade Infinita, embora ainda tenhamos que percorrer longo caminho. Aliás, Cristo e Kardec enfatizaram que posteriormente, outros viriam para revelar verdades que, naquele momento, não seriam compreendidas. A Ética espiritualista busca estabelecer o dialogo entre o Espírito e a matéria, substituindo o materialismo e o determinismo dos mestres do século XIX, por uma nova visão do mundo, unindo ciência e religião, pois a Verdade é única, desde o big-bang. Nenhuma lei física explica porque o Universo surgiu, aparentemente do Nada. No entanto essas mesmas leis permitem descrever, com precisão, o que se passou no inicio, a partir do tempo zero. Não caberia neste livro a descrição desses acontecimentos cósmicos e nem é a sua finalidade. Como a Física Quântica comprova, o Universo é formado por um mar de energia, sendo pequena parte dela visível. O Vazio não existe. Sem dúvida alguma, o Universo foi pré-programado e por “Uma Inteligência Perfeita”. Certamente Ela é Infinita, sendo discutível se é parte ou independente do mesmo. Esse o nosso conceito de Deus, alias semelhante ao de Nirvana, Nada e o Inominado. Impossível para nós concebê-lo, podendo conhecê-Lo através de Sua Obra,


como ensinou Jesus, isto é, das leis divinas, demonstradas pela ciência humana ou dadas a luz pela tradição espiritualista. A matéria é “energia coagulada”, produto da energia inteligente, não sobrevivendo quando abandonada pelo principio vital (espírito), pois ai se desagrega e retorna ao “mar energético”. Não tem inteligência, pois esta surge onde habita o principio vital (vida). Evolui sempre, como preconizou Darwin, chegando, na fase atual da Terra, ao Homo sapiens. A organização do Universo, em obediência aos desígnios do Alto, foi entregue a uma Comunidade de Espíritos Puros eleitos pelo Supremo Senhor do Universo, sendo que um grupo, do qual Jesus faz parte comandou, e ainda comanda, a formação de nosso sistema planetário. Jesus, por consenso desse Conselho, veio a Terra, para completar a orientação divina, iniciada por seus antecessores, trazendo a doutrina do Amor Cósmico. A Realidade é uma só, sendo uma parte visível (Universo manifesto) e outra, muito maior (Universo Imanifesto), ambas constituindo o Infinito, isto é, Deus (Purusa, dos hindus). Para abreviar esta exposição, diremos que, nesta linha de raciocínio, cada ser humano contém, ou é, uma centelha divina (atman, dos hindus ou mônada quântica, dos físicos quânticos atuais), que é imortal, não é mensurável, é eterna, infinita, sem tempo ou espaço, sendo puro Ser e Consciência. Desde o inicio são iguais e eternas. As diferenças existentes entre elas, no momento humano, resultam de experiência objetiva colocada diante dela. Portanto, no instante em que se libertam, se reintegram no Indivisível. Daí dizerem os hindus que nosso mundo é Maya, isto é, resulta do poder de Deus, criando a ilusão de um Universo diferenciado, que na Realidade não existe. Segundo João, capítulo 10, versículos 33 e 34, Cristo disse: “vós sois deuses”. E completou: “naquele dia conhecereis vós que eu estou em meu Pai, e vós em mim, e eu em vós” João: 14:20). A discussão acima pode parecer supérflua, mas na realidade é indispensável porque possibilita compreender que a libertação da centelha divina e sua reintegração na Energia Primordial, constitui a diretriz fundamental de nossa conduta. Lentamente, pelo menos seis dos corpos que a precedem serão desagregados, na evolução através de vidas e mundos sucessivos, até alcançar a libertação final. Ao se desagregar o quinto corpo (astral), o ser não mais reencarna no planeta, pois foi despojado do organizador do “modelo biológico”, a não ser por determinação do Alto, como foi o caso de Jesus. Estes esclarecimentos foram necessários para um melhor entendimento do que estamos estudando. Pois, em nosso atual estágio de evolução, a conduta ética condiz com o mesmo, mas sempre buscando atingir o Amor Cósmico. Portanto, é nosso dever seguir os ensinamentos de Jesus, que podem ser resumidos em algumas frases lapidares: “O amor cobre a multidão dos pecados”. “O Pai não quer que nenhum de seus filhos se perca”. “Assim como fizeres assim acharás”. “Há muitas moradas na casa do meu Pai”. “Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo”.


“Ama o próximo como a ti mesmo”. Dos preceitos acima se deduz facilmente o código de Ética do verdadeiro espiritualista cristão.


A Ética Ocidental e o Espiritualismo Retrocedendo no tempo até onde a história se confunde com a lenda, vamos encontrar um povo que surgiu no Planalto do Pamir e que acabou contribuindo na origem e formação da chamada Cultura Ocidental. A lenda conta que, naqueles tempos, os Seres Humanos não assumiam a posse da Terra, mantendo uma atitude passiva e contemplativa em relação a ela. Esperavam, apenas passar o seu ciclo de existência aqui, para retornar ao Astral (Quarta Dimensão) que consideravam como sua verdadeira morada. A Terra era apenas uma mãe que os sustentava temporariamente. Não a viam como um instrumento de evolução. Tal situação não poderia continuar. A Terra teria de ser assumida pelo Ser Humano. No astral, um grupo considerável de Seres Humanos reuniu-se com o objetivo de proceder a posse do planeta Terra. Escolheram o Planalto do Pamir como local para reencarnarem e, formaram um povo que passou a ser denominado de Ariano. Dali desceram pelo desfiladeiro rumo ao Ocidente. Eram pastores e, portanto, necessitavam de cada vez mais espaço para os seus rebanhos. Forjaram-se como guerreiros e conquistadores e, aos poucos, foram criando uma mentalidade geográfica, de espaço. O conceito de uma Mãe Terra ficou em segundo plano. Adotaram um Deus único, masculino, hegemonizado pelo homem. A segurança e a ascensão, tanto individual como social, estavam baseadas na posse material. Criaram um conjunto de novos valores éticos que deram origem a uma nova cultura assentada essencialmente nos valores materiais, no ter. O espiritual passou a estar em função do material. Sempre seguindo em direção ao Ocidente, foram conquistando espaços e muitos povos, influenciaram outros e fixaram a sua cultura. Observamos, ao longo do tempo, junto com o caminhar evolutivo do Ser Humano, que esses valores foram-se modificando, aperfeiçoando, evoluindo, mas sempre dentro do mesmo todo. Atualmente assistimos o predomínio dos valores da cultura ocidental em todo o planeta. As poucas regiões que ainda resistem não chegam a representar um peso importante dentro do todo. O Ser Humano conquistou o Planeta Terra e sua posse foi assumida e globalizada. Porém no momento em que um conjunto de valores éticos predomina sobre o todo, eles também se esgotam. Atualmente os Estados Unidos da América funcionam como um império hegemônico em nível planetário, irradiando um modelo sócio-econômico que leva dentro de si todos esses valores culturais e também éticos. Tudo está em função do material e é buscado no material, até mesmo os valores espirituais como a felicidade, o amor, a solidariedade. É um sistema que promove o egoísmo, a ambição, a disputa, o poder e o individualismo, valores máximos do material. O apego e a posse de objetos vêm adquirindo uma aura de sagrado. Enfim, esses valores chegam ao extremo de suas possibilidades evolutivas e se esgotam, surgindo o desejo de mudança. Portanto, a tendência é vivermos cada vez mais no artificialismo.


Hoje podemos observar um esgotamento geral de todo o sistema, de todo o conjunto de valores que compõe e organiza o meio social. Uma crise mais profunda, que vai além do econômico, do político e do social, configura-se uma crise existencial, tendendo a ameaçar a continuidade de nossa evolução. Apesar de todas as contradições e violência que estamos assistindo em nosso planeta, podemos observar também que a humanidade nunca experimentou tanta democracia, o que vem facilitando o debate, a troca de experiências, o desenvolvimento intelectual e a busca de soluções. Nunca surgiram tantos grupos e movimentos lutando pela paz, pelos direitos humanos e pela ecologia. Desenvolvem-se em vários pontos do planeta experiências de uma nova economia solidária e autogestionária. Centenas de milhares de grupos espiritualizados vêm-se formando ao redor do planeta com o objetivo de buscar um novo modelo de desenvolvimento da humanidade. Em nenhum outro momento se produziu e vendeu tanta literatura de conteúdo espiritual. Jamais antes surgiram tantos seres humanos com mediunidade, prontos para vivenciar e difundir os valores espirituais. Tudo indica que este será o último grande império construído pela humanidade baseado essencialmente nos valores materiais. O próximo será uma civilização em nível planetário, assentada nos valores espirituais, tendo como referência uma ética cósmica. Portanto, aproxima-se um momento crucial para a humanidade (Juízo final?). Para continuar evoluindo, ela terá que construir um novo sistema de valores com predomínio do espiritual sobre o material, um salto evolutivo fantástico, um salto quântico, uma mudança de predomínio, um novo paradigma, uma nova consciência e o começo de uma nova era. É o que se está discutindo atualmente nos mais diferentes meios sociais, em nível mundial. Talvez poucas vezes, ou nenhuma, isso tenha acontecido ao longo da história humana. Nenhuma transição nesse nível será pacífica. Mais do que antes, será de muita luta, angústia e sofrimento. A crise existencial tende a aumentar e a luta principal do Ser Humano será consigo mesmo, porque ele terá que se libertar de suas sombras, de seus fantasmas interiores e forjar uma nova consciência. Será um período rico em experiências e criatividade e, nesse grande laboratório que é o planeta Terra, nascerá uma nova sociedade que viverá em paz e harmonia. Para tanto deverá ocorrer uma transformação dos atuais valores predominantes por novos valores como os a seguir propostos: - a Dissonância pela Harmonia; - a Violência pela Paz; - o Autoritarismo pelo Democracia; - a Competição pela Cooperação; - o Ter pelo Ser; - o Egoísmo pela Solidariedade; - a Exclusão do outro pela Aceitação do outro; - a busca fora de si pela busca dentro de si; - a Inteligência pela Sabedoria;


- a AscensĂŁo material pela AscensĂŁo espiritual; - o Casamento pela Dupla evolutiva.


O Autoconhecimento e os Problemas Humanos “Pára de tentar encontrar Deus (como algo fora de ti), e o universo, e coisas semelhantes; procuráO a partir de ti mesmo e aprende quem é, quem de uma vez por todas toma para Si mesmo tudo o que existe em ti e diz: Meus Deus, minha mente, minha razão, minha alma, meu corpo. E aprende de onde vêm a tristeza e a alegria e o amor e o ódio, e despertando apesar de não o querer, e dormindo apesar de não querer, e enfurecendo-se apesar de não querer, e apaixonando-se apesar de não querer. E se tu por acaso investigares mais atentamente essas coisas, O encontrarás em ti mesmo, um e vários, exatamente como o átomo, descobrindo assim, a partir de ti mesmo, uma saída para ti.” (Monoimus, mestre gnóstico[40]) O Humano “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou, homem e mulher os criou”. (Gênese capítulo 1; 27) Observa-se, nos trabalhos espirituais, em grande número dos atendimentos efetuados, problemas emocionais desestruturando a vida das pessoas que nos buscam. Um melhor entendimento da estruturação do ser humano, e um olhar para si mesmo, daria à muitas criaturas, uma base para compreenderem as dificuldades espirituais que enfrentam. Segundo Jung, a mente não é um dado ao acaso, ela é história, dá-se na evolução do homem, com um salto qualitativo rumo a humanização. Nos primórdios, quando o homem era primitivo, natural, os pensamentos vinham-lhe ao encontro: “antes que os homens aprendessem a produzir pensamentos, os pensamentos vieram a eles. Os homens não pensavam, e sim recebiam sua própria função espiritual”. Nesse princípio não havia ainda a parede da racionalidade, as reminiscências eram vivas e formavam as idéias, os ideais, os símbolos. As potencialidades superiores transitavam pelos dois mundos, os seres sutis influenciavam diretamente os homens, as fronteiras eram tênues: deuses demônios, anjos, devas e todas as qualidades de espíritos transitavam livres. Ao mesmo tempo que os homens os temiam, por eles eram protegidos. Ocorreu, então, ao homem, pensar e, principalmente, pensar sobre o pensar. E no auge da racionalidade humana Descartes inferiu o “cogito ergo sun”[41]. As idéias produzidas por um indivíduo são subjetivas, mas quando atingem a massa passam a ser objetivas, surgindo os dogmas, existentes em todos os campos, independente da lógica. Jung entendia o SAGRADO como categoria do NUMINOSO[42] e entendia a RELIGIÃO como RELIGARE, ou seja, a ponte da união do homem com o sagrado. “Qualquer que seja a sua causa, o numinoso constitui uma condição do sujeito, e é independente de sua vontade”. Ao mesmo tempo em que as religiões tentam religar o homem, há experiência direta de confronto com o numinoso. São como filtros que deixam passar o perfume, mas nos livram da essência. O perfume agrada a muitos, mas a essência pode sufocar alguns. A busca do espiritual religioso é inerente ao ser humano, independente de qualquer condição externa, independente do tempo e do espaço, constituindo a maior fonte de


angústia do homem adulto, mas nada, absolutamente nada substitui essa experiência. A busca de Deus é a procura da essência que constituí o ser humano; buscando dentro de nós as grandezas do auto conhecimento, tomaremos consciência do ser criado a sua IMAGEM.


O Modelo Psíquico Junguiano “É o afastamento do homem em relação aos instintos e sua oposição a eles que cria a consciência” (C. G. Jung). Carl Gustavo Jung (1875-1961), médico e psicoterapeuta suíço, erudito dissidente de Freud e um dos maiores pensadores deste século, faz um entendimento da estruturação da psique, que contempla a abrangência do humano. Dentro da perspectiva junguiana, o modelo da psique aborda duas categorias: consciente e inconsciente. O centro da consciência pertence ao ego, traz o sentido de permanência e a consciência da existência. Sua função é a de organizar todas as percepções externas e internas, sendo o mediador entre os conteúdos do mundo exterior (consciente), e os do mundo interior (inconsciente). O aspecto externo dessa estrutura mediadora é chamada persona (do latim, que significa a máscara do ator), cuja utilização auxilia na relação do indivíduo com o mundo na sua adaptação social. A persona está associada à função superior em termos tipológicos e é um aspecto arquetípico da personalidade. O tipo psicológico, isto é, a função principal, é representado pela atuação dessa persona. O ego nasce a partir do que Jung chamou de self (si mesmo), o centro do inconsciente. Os conteúdos do inconsciente são primeiramente vivenciados em forma de complexos. Um complexo é um grupo de idéias ou imagens carregadas emocionalmente na psique inconsciente que se caracteriza como uma entidade de um número associado de idéias e imagens consteladas em torno de um núcleo central, derivado de um ou mais arquétipos. Os complexos são psiques parciais que adquirem independência, podendo surgir pela emergência de um afeto e, na maioria das vezes, desequilibram a dinâmica das funções do ego. Assim, para Jung, o inconsciente é considerado a psique objetiva que contém o centro organizador, de onde flui a vida e se divide em pessoal e coletivo. O inconsciente pessoal é definido como o conjunto de fatos e habilidades conhecidas e todas as aquisições da existência pessoal: o esquecido, o reprimido, o subliminarmente percebido, sentindo e pensado. Além do inconsciente pessoal, há outros conteúdos que não provêm de aquisições pessoais, mas da possibilidade hereditária do funcionamento psíquico em geral, da estrutura cerebral herdada. Esses conteúdos foram chamados de arquétipos ou imagens primordiais. O núcleo dos complexos se origina no inconsciente coletivo e esses padrões herdados estruturam e coordenam o desenvolvimento da consciência. Por um lado, o arquétipo está ligado ao instinto, e por outro, à imagem. Com relação às imagens, os arquétipos se referem às idéias, à inspiração criativa e ao espírito. Com relação ao instinto, está ligado à biologia e aos impulsos – o princípio espiritual e o instintual estão presentes na própria essência humana (Jung, 1984 : 133). Os arquétipos são bipolares e apresentam aspectos tanto positivos quanto negativos da experiência humana. Eles se manifestam através dos complexos e durante a experiência de vida. Alguns são ativados e tornam-se mais ou menos conscientes, enquanto outros


permanecem nas profundezas e sabe-se que, quanto menos consciente é um complexo, mais ele nos possui. Um dos aspectos que permanecem nas profundezas, e que de tempos em tempos vem à tona, é aquele por Jung denominado como o complexo da sombra que, por um lado é individual e pertence aos conteúdos não-conscientizados do ego e, por outro, pertence ao inconsciente coletivo e à humanidade. A sombra contrabalança as pretensões da persona, estando assim associada às funções inferiores. Formam um par de opostos e a parte pessoal dessa sombra corresponde ao inconsciente freudiano (na maioria das vezes a conteúdos reprimidos). Para lidar com a sombra, o ego se utiliza de mecanismos de defesa, tais como a projeção, que é o fenômeno de ver e condenar, nos outros, aspectos pessoais não integrados na dinâmica da psique consciente, e o mecanismo de negação, que é um movimento de inconscientizar aspectos da própria personalidade que não podem ser mantidos na luz da consciência. A persona e a sombra, formando um par de opostos, são incompatíveis entre si, assim como as funções superiores e as inferiores não ocupam o mesmo espaço ao mesmo tempo. A persona é um complexo funcional e é formada de acordo com o que é aceito e esperado de cada indivíduo. O que não é esperado e é, portanto, reprimido, torna-se sombra e aglutina-se com esse complexo. A sombra não é feita apenas de aspectos negativos, mas também de aspectos positivos que não tiveram, igualmente, espaço de realização na economia da constituição da psique. Assim como a função superior, a função inferior é também portadora de conteúdos necessários para a totalidade da psique. Uma imagem que poderia ilustrar essa dinâmica é a da árvore, na qual a função inferior ocuparia a posição da raiz. Para que haja fluxo de energia vital do centro (self), a raiz deve estar entranhada na terra. Uma árvore precisa de luz (consciência), mas também de todos os outros elementos para que possa existir. Ela precisa da água, da terra (com todos os seus nutrientes), do ar e da luz para a fotossíntese. Uma desconexão com a base vital (terra) pode ser fatal para a sua vida. Assim como a persona está localizada entre o ego e o mundo exterior, formando em conjunto a função superior, a sombra está localizada entre o ego e o inconsciente, o mundo interior, formando a função inferior. Ela contém características inferiores, fraquezas e potencialidades não desenvolvidas, mas que também podem ser positivas. O desenvolvimento psicológico, dentro da visão junguiana, segue uma necessidade progressiva de diferenciação do ego que deriva de um centro chamado self (si mesmo), considerado o arquétipo central do inconsciente coletivo que coordena o desenvolvimento através dos outros arquétipos. O self é o centro da personalidade, mas também a própria totalidade psíquica que abrange consciente e inconsciente – é o centro dessa totalidade, assim como o ego é o centro da consciência. O self tem uma função teleológica conhecida como o processo de individualização. Enquanto o ego tem uma atuação no mundo consciente, o self tem uma atuação mais ampla dentro da experiência do ser humano através dos símbolos, que são imagens arquetípicas. Consciente e inconsciente formam um par de opostos compensatórios dentro de um sistema auto-regulador.


Através do desenvolvimento da personalidade, os conteúdos do ego adquirem energia própria, configurando o complexo do ego e possibilitando uma vivência subjetiva de um eu e de uma identidade egóica. Nessa discriminação, ao diferenciar-se do self, forma-se o eixo self-ego, polarizando a psique em consciente e inconsciente. O ego identifica-se, num primeiro momento, com a luz da consciência e sombreia a outra polaridade, o inconsciente. A tarefa do homem no caminho da individuação é unir novamente os opostos. O ego nasce, cresce e desenvolve-se para depois, num segundo movimento, unir-se novamente ao self. A formação das funções psíquicas segue um curso natural de polarização, de contrários, mas o processo de individuação requer a união dessas polaridades, para que o indivíduo se torne individuado, isto é, não dividido. A individuação é um movimento natural em direção à totalidade original. Não é um simples movimento de retorno a uma situação primitiva e anterior – é, antes de tudo, um passo adiante, além da formação da consciência. Jung chama de função transcendente aquela que progressivamente permite essa união, sendo esta função o próprio símbolo que se manifesta e transcende as posições polares da personalidade, levando a uma nova atitude, que ultrapassa o movimento regressivo. Desta forma, há uma diferenciação do ego em relação à persona, o confronto com a sombra e com os outros arquétipos que se mostram através da imagens formadas a partir do inconsciente coletivo. A diferenciação no processo de individuação é um movimento que nunca estanca, por isso, nunca está completo. Pode-se dizer que o processo de diferenciação dessas imagens e a construção da individualidade é o sentido da vida. O método junguiano é o tipo hermenêutico[43], isto é, desvela o que está escondido. A psicologia junguiana é finalista e teológica, pois considera a consciência um produto do inconsciente que caminha em direção à totalidade, à junção com o self, o arquétipo central. Sua direção é contrária à psicologia freudiana, que é causalista e considera o inconsciente um produto da consciência. A individuação obedece a um ideal arquetípico de totalidade, estabelecendo assim um caminho a percorrer sem necessariamente ter de cumpri-lo integralmente – é um ponto de referência. O homem moderno ocidental perdeu o referencial da divindade, assim como Nietzsche prenunciou: “Deus está morto”, porque nós o matamos e em seu lugar vazio colocamos a nós mesmos”. “Parece que o lugar da divindade acha-se ocupado pela totalidade do homem” (Jung). O homem moderno é passionalista, materialista e ateu, há nele uma inflação muito perigosa “Eu sou Deus”. Esse é o risco de perder-se e não encontrar o caminho da totalidade, porque em seu íntimo, sabe que se há nele algo divino, também não é ele o criador do cosmo, não é ele que dá sentido e significado ao universo. É como viver em sonho, sabendo-se que não está sonhando, e que cedo ou tarde teremos que despertar. Os deuses e os demônios, projeções do inconsciente, deverão retornar à alma humana “de onde aparentemente saíram”. Mas é preciso entendê-los em seu significado,


pois intelecto é diferente da alma, e o fato de sabermos de onde surgiram, não elimina sua realidade e necessidade. Quando chegamos ao fim de nossos recursos e tomamos consciência de nossa incapacidade de mudar a nós mesmos, podemos começar a aceitar essa posição existencial de que a mudança ocorre dentro de nós, em nós, mas não por nós. Assim seremos tocados e, nos tornaremos conscientes de nossas limitações e fronteiras dentro das quais operamos.


Relato de alguns atendimentos (casuística) Paciente - Criança de seis meses de idade Aberto os trabalhos, nosso primeiro paciente do dia é apresentado pela mãe preocupada. Com seis meses de idade e com cinco meses de choro contínuo, a mãe nos pede ajuda para seu bebê. A busca de respostas e solução para o problema, nas andanças pelos consultórios médicos, não tinha apresentado os resultados desejados. Não havia diagnóstico, nem tampouco motivo aparente para o comportamento choroso e inquieto do menino. Aberta a sua freqüência, procedido o rastreamento em busca da sintonia ou da incorporação de algum espírito ou personalidade (porque em crianças de menos de sete anos não ocorre o fenômeno personímico das subpersonalidades, dada sua total imaturidade emocional), incorporou uma de suas personalidades múltiplas. Embora o bebê físico continuasse chorando desesperado no colo da mãe, a sua personalidade incorporada, manifestava-se em absoluta paz e tranqüilidade. Então, a “intuição” nos sugeriu rastrear e tentar encontrar mais alguma personalidade, e, da mesma forma, trazê-la para incorporação. Focalizamos a mente em seu campo consciencial e pulsamos sob contagem visando fortalecer o influxo mental. Nosso objetivo era encontrar a causa geradora do choro, dado que os exames médicos não revelaram nenhuma anormalidade no campo físico. Naquele tempo nem desconfiávamos que era possível trazer para incorporação simultânea várias personalidades múltiplas de uma mesma pessoa, embora já tivéssemos notícias da existência delas. Feito isto, uma segunda médium retrai-se e cai em choro convulsivo, incorporada por mais um elemento consciencial da criança. Queixa-se de uma forte dor na perna esquerda, que diz estar encolhida, em desconfortável posição, amarrada ao pescoço por algo semelhante a uma corda. Na época não exploramos as causas do inusitado “fenômeno”, mas deduzimos que em alguma existência passada o paciente havia sido vítima de alguma tortura e desencarnara naquela condição, ou então, era o próprio torturador e submetia suas vítimas àquele tipo de sofrimento. No primeiro caso, o paciente estaria renascido junto de seus antigos algozes e reativara a personalidade em virtude da presença dos mesmos, ao entrar em ressonância com o passado. No segundo, poderia ser a necessidade de reparo consciencial que houvera deflagrado um processo de auto-punição ao ser recebido amorosamente por alguma de suas antigas vítimas, o que se enquadraria no mesmo processo de ressonância com o passado. Mas enfim, retirada a amarração, corrigida a anomalia, encaminhamos a personalidade chorosa para complementação de tratamento em instituições do astral e reintegramos a outra personalidade. E, para nossa surpresa, após esses simples procedimentos, em um atendimento de cinco a dez minutos, a criança já dormia sossegada no colo da mãe. Só que agora, era a mãe que estava chorando, de alegria, naturalmente. Nessa caso, não havia presença de obsessores, o instrumento causador da


desarmonia fora, provavelmente, a necessidade de reparo consciencial do paciente ou do grupo familiar. Após esse atendimento não tivemos mais notícias do caso. Sem dúvida, a criança ficou curada.


Paciente - Pessoa de sexo feminino, 29 anos, deficiente física e mental. Comportamento agressivo contra a mãe. Desdobrada a moça, incorporou uma personalidade revelando um grande sofrimento. Apresentava-se humilde na incorporação e embaraçada pelo que parecia ser algum tipo amarra energética negativa. Informou não suportar a presença da mãe a quem estava ligada por comprometimentos do passado. Nada mais adiantou, além dessas informações. Parecia ser mais uma vítima de circunstâncias infelizes do passado. Fizemos novo rastreamento e encontramos um segundo elemento em desarmonia (personalidade múltipla). Incorporado, através da aplicação da força mental e contagem, apresentou-se agressivo, revelando muito ódio, violência e crueldade. Informara que no passado fora afortunada castelã, consumindo seus dias em festas, orgias e futilidades. Seu formoso castelo adentrava as águas do mar, onde costumava arremessar impiedosamente os frutos pecaminosos de seu comportamento dissoluto, arrancados de suas entranhas. A mãe atual fora mais uma de suas vítimas naquela malfadada encarnação. Segundo ela, assim que a mãe nascera, tivera o mesmo destino dos demais filhos. Tão logo parida, fora arremessada muralha abaixo. As ondas furiosas se encarregaram de destroçar contra o penhasco o que ali fora jogado. Não aceitara a maternidade enobrecedora que a teria libertado dos sofrimentos que hoje padece. Rebelada e furiosa, afirmava querer libertar-se daquele maldito corpo retorcido, traste defeituoso que ela não pediu e achava não merecer, por julgar-se no direito de usar o seu próprio corpo e divertir-se à vontade, já que o corpo e a vida lhe pertenciam. Detestava a mãe que havia jogado no penhasco. Não a perdoava pelo atrevimento e a petulância de encontrá-la e trazê-la para esta vida de misérias, e por encarcerá-la naquele monte de carnes disformes e horripilantes, do qual desejava libertar-se o mais cedo possível. Após algumas tentativas de doutrinação, a paciente mantinha-se de ouvidos moucos na mais extrema rebeldia. Considerava-se vítima injustiçada sem se dar conta de que era o algoz de si mesma. Como forma de acalmá-la e facilitar a vida dos familiares, aplicamos na personalidade rebelada a despolarização de memória, visando produzir o esquecimento das lembranças torturantes produzidas pelos erros do passado. A mãe há muito já havia lhe perdoado. Pessoa pobre e humilde, tratava-a com muito amor, paciência e carinho, revelando a superioridade moral de que era portadora. Após o atendimento, já bem mais calma, foi liberada com recomendações para freqüentar uma casa espírita, a fim de ouvir Evangelho e receber passes, regularmente. Não tivemos mais notícias dessa paciente. Creio que, pelas dificuldades de locomoção. E pelo que constatamos em nossas observações, quando um paciente com problemas graves não retorna pedir novo atendimento, geralmente é por que os resultados foram benéficos e solucionaram grande parte do problema.


Paciente - Adulto, sexo masculino, 40 anos, um tanto introvertido. No trabalho de experimentação que fazemos nos cursos de educação da mediunidade e técnicas terapêuticas medianímicas, temos presenciado inúmeros casos interessantes e instrutivos. Um desses casos nos chamou atenção de forma particular pelas peculiaridades apresentadas. O caso estudado foi o desdobramento de um colega de trabalho. Pessoa moderada nos hábitos, postura calma, colaboradora, harmônica e fraterna. Trabalha na casa há mais de um ano. Aberta a freqüência, apareceram os condôminos de seu agregado de personalidades com seus comportamentos, vícios e atitudes. A primeira personalidade incorporou calma e tranqüila, não revelando nada de anormal, além de estar dissociada. O simples fato de um elemento estar dissociado e vir para a incorporação já é sinal de que algo está errado. Ocorreu uma segunda incorporação de personalidade e também disse que nada de anormal havia. Aquilo nos parecia estranho, mas como desejávamos entender o que estava acontecendo com tanta “normalidade dissociada”, fomos em frente. Na época não tínhamos experiência suficiente para inferir o que aquilo significava. Com a terceira incorporação, uma personalidade múltipla sob influxo do Corpo Mental Inferior, revelouse receosa, dizendo que havia um elemento revoltado no campo consciencial que costumava reprimir as propostas dos demais. E que, freqüentemente, lhes criava dificuldades. Com essa informação, deduzimos que, provavelmente, era esse elemento quem estava produzindo a dissociação das personalidades incorporadas anteriormente. Chamado à incorporação, através da utilização da força mental e contagem, o tal elemento apresentou-se contrariado e agressivo. Era uma personalidade múltipla influenciada pelos atributos do Corpo Mental Superior. Revelava arrogância e apego em algum tipo de investidura que lhe conferia autoridade. Recusava-se a falar e ameaçava “acertar-se” mais tarde com os “subalternos”, que não tinham nenhum direito, a não ser a devida obediência a ele, senhor dos demais. Estava apegado a uma encarnação passada, de poder e mando, oportunidade em que dominara a todos quantos estivessem sob sua influência. Considerava as demais personalidades, inclusive a nova personalidade encarnada, a pessoa física, como elementos insignificantes e desprezíveis, a quem não devia satisfações. Pesquisando o fato junto ao colega em estudo, ele nos confirmou dificuldades relacionadas com obediência, mando, dominação, autoritarismo, orgulho e os demais atributos afetos ao Corpo Mental Superior. É interessante analisarmos que a Lei Divina, sendo de cooperação e de solidariedade, manda se fazer aos outros o que queremos para nós mesmos. No bloco de consciência, para que a pessoa se realize plenamente, tem que haver vibração equilibrada e cooperação mútua entre todos os corpos, níveis, subníveis, personalidades múltiplas e personalidade encarnada. Não havendo essa cooperação o conjunto se desajusta e a pessoa passa a refletir ou a somatizar as mais variadas dificuldades. Após o atendimento e a harmonização da personalidade revoltada, nosso colega


sentiu uma grande calma e uma tranqüilidade profunda. Consultamos os Mentores sobre o porquê da não manifestação espontânea de uma personalidade consciencial tão desarmônica, e eles nos responderam o seguinte: “uma criatura que busca viver equilibradamente, consegue frear a manifestação negativa de uma personalidade, embora sinta os ímpetos e a natureza dos impulsos que lhe brotam do mundo interior. Mas por consciência ou conveniência, domina ou refreia esses sentimentos inferiores, impedindo sua manifestação. E com isso, se persistir na auto-educação e na reforma íntima, acaba por eliminar estes negativos ao longo da encarnação”.


O Maia - Pessoa do sexo masculino, jovem de 26 anos, queixando-se de dor de cabeça intensa do lado esquerdo. Os tratamentos costumeiros não apresentaram os resultados esperados. Apesar de descrente, veio nos procurar. Aberta a freqüência, não havia presença de obsessores. Corpos desdobrados, constatamos uma lesão no que nos pareceu duplo etérico ou corpo astral. Parte da cabeça desse corpo estava faltando (os três últimos corpos, astral, etérico e físico, são os únicos que apresentam forma antropomórfica ou da figura humana). Parecia uma maçã que levara uma mordida. A sintonia do corpo e leitura psicométrica revelou que a deficiência apresentada foi gerada por ressonância com um crime cometido em passado remoto, junto ao povo maia, de onde é originário como espírito. O remorso e a culpa, inconsciente agora, geraram a necessidade de autopunição e, por isso, a lesão. Os mecanismos da Lei de Causa e Efeito ou Lei Cármica, transferem para o infrator a lesão causada em outra pessoa, independentemente de tempo ou lugar. E um dia, a criatura somatiza isso, de alguma forma, em sua parte encarnada. A indecisão em se auto-enfrentar provocou a desarmonia que constatamos pela vidência. Feita a recuperação energética da parte lesada e a conscientização do paciente, a cura aconteceu. Constata-se que o remorso funciona como mecanismo despertador da consciência adormecida. Assim que ativado, exige da criatura, imediata reparação dos erros cometidos em seu passado. Se essa reparação não acontecer, inicia-se o processo de autopunição, podendo causar até deformações físicas e mentais.


O Fóbico - Pessoa do sexo masculino, 42 anos, casado, pai de três filhas, profissão motorista, encaminhado por uma terapeuta. Atendido em início de 1995. Nesse caso, também não havia espíritos perturbadores e nem personalidades ou subpersonalidades que pudessem estar afetando o paciente daquela forma. Diante disso, o encaminhamos para um trabalho de regressão de memória e TVP, pois desconfiamos que o problema fosse emersão de memórias traumáticas de existências passadas. Esse tipo de sintomas não se pode “incorporar” num médium, por ser somente memória. Apresentando um quadro de fobia, medos diversos, crises de sufocação e dificuldade respiratória, o paciente tinha a sensação de estar afundando e, naquele momento, estava até impossibilitado para o exercício da profissão. Os tratamentos médicos e psicológicos não alcançaram os resultados desejados e o mal vinha se acentuando. Iniciamos o trabalho de TVP pelo tradicional levantamento de informações (anamnese composta de 120 questões). Em princípio, nos últimos dois anos, não havia ocorrido nenhum evento grave que pudesse ter deflagrado o problema ou que estivesse provocando o estado de fobia e medo por ele vivenciado. Mas, curiosamente, a “doença” aparecera depois de um pequeno acidente de carro, e acentuou-se com a terceira gravidez de sua esposa, e mais ainda com o nascimento da filha. A anamnese revelou medo de água, culpa imotivada, medo de julgamento, e outros receios que pareciam de pouca importância. Iniciamos o tratamento com o processo de regressão da atual encarnação. Ao atingir a idade de quinze anos, ele manifestou uma pequena perturbação emocional, pois foi a idade em que havia perdido a mãe, a quem era muito ligado. A perda fora muito sentida e, até aquele momento, ainda não se recuperara de todo. Além desse fato, nada mais revelou na vida atual que pudesse estar gerando o fato perturbador. Investigado o período de vida intra-uterino, nada de anormal se constatou. Passamos, então, a rastrear a possibilidade de algum evento funesto em existências passadas, e ai mais uma parte do enigma apareceu. Ao rever uma existência passada, o paciente relatou que se via conduzindo um barco a remos, em largo rio. O barco colide com uma pedra e perde o controle, submergindo quase no mesmo instante. Por não saber nadar, morreu afogado em intensa crise de pavor. Passou mal ao rever o infausto acontecimento passado. Como a Lei Cármica nos diz que só se colhe o fruto da própria semeadura, resolvemos recuar mais uma encarnação, buscando o por que daquele afogamento. Focada outra existência, o paciente se via na beira de um rio, porém, voltado de costas, como que paralisado, incapaz de olhar para a água. Insistimos várias vezes para que se voltasse para o rio, encorajando-o, mas ele relutava. Com muito custo, girou e, ao focalizar o rio, via uma jovem de uns quinze anos, despida, saindo da água, onde provavelmente costumava banhar-se. Ele estava como que imantado àquele lugar e situação. Recusava-se a ver o que acontecera, depois de observar as primeiras imagens. Aos poucos, o induzimos a enfrentar a si mesmo e a encarar os seus erros. Só assim


poderia livrar-se dos transtornos que o infelicitavam. Foi o que acabou acontecendo. Descongeladas as imagens, percebeu que havia assediado a mocinha que saia da água, mas não fora bem sucedido. Temendo o fatal enfrentamento junto aos familiares da moça, que certamente ficariam sabendo de suas atitudes indecentes, resolveu afogá-la para que não falasse. O tempo passou e ele escapou da justiça dos homens, mas não da sua consciência. Mais tarde resgataria seu crime, afogando-se no acidente de barco, mas ficariam as desarmonias geradas pelos anos em que viveu com sua consciência atormentada. A mocinha do passado, que aos quinze anos fora sua vítima, nesta encarnação foi a mãe que desencarnou quando ele, paciente, tinha quinze anos. E como que, a evocar reminiscências daquela recuada encarnação, ainda tinha o hábito de trançar seus longos cabelos. Com a perda da mãe, entrou em ressonância com o passado, começando seu desequilíbrio. Terminada a regressão, retomado o estado normal de vigília, analisamos o por que do acidente ter agravado o comportamento emocional do paciente, já um tanto fragilizado pela morte da mãe na sua adolescência. Concluímos que ele tornara-se fragilizado ao afogar sua vizinha de infância do passado, onde lesara a si mesmo, ocultando o assassinato. A morte da mãe, que era a moça de tranças do passado, fizera aflorar as lembranças negativas. O nascimento da filha, que era o retorno do mesmo espírito, (moça e mãe) que vem para receber o que um dia lhe fora roubado, acentuara e agravara mais ainda o problema. Ao defrontar-se com essas informações que estava ocultas no seu psiquismo, o paciente descobrira a causa e a cura de suas fobias, medos e dificuldades. Em regressão, a simples revisão dos fatos passados com o conseqüente enfrentamento e auto-perdão, já pode representar pelo menos setenta por cento da cura. Mas nesse caso, com uma sessão de TVP, o paciente ficou praticamente curado. Dois meses depois, visitou-nos refeito, feliz e profissionalmente recuperado. Ao final do ano de 1996, visitou-nos novamente, para confirmar a sua cura.


O Apavorado - Paciente do sexo masculino, 39 anos, casado, advogado, ocupando posição importante na sua cidade. Comportamento emocional totalmente descontrolado. Crises de desespero, choro, medo da morte, receio de que algo ruim está prestes a acontecer, etc. Foi encaminhado para TVP por uma amiga psicóloga, que vinha tratando-o sem muitos resultados. Meados de 1995. Conversa inicial de praxe, informações, etc. Aparentemente, nada havia de anormal nos fatos lembrados que pudessem estar gerando tantos sintomas complicados, a não ser a conhecida Síndrome da Eclosão Mediúnica (momento em que a mediunidade surge, perturbadora e acompanhada de um cortejo de sintomas físicos e psicológicos) e sensibilidade bastante acentuada. Coisa que na maioria das pessoas é administrada com relativa facilidade. Refratário, não havia se interessado pelo espiritismo e nem desenvolvido sua mediunidade, embora houvesse recebido recomendações sobre o assunto. Não tinha levado as recomendações a sério. Realizada a anamnese, iniciamos a terapia propriamente dita. Logo entra em regressão e revela grande quantidade de conflitos. Um após o outro vão aflorando perturbadores. Inclusive sobre fatos que, segundo ele, já haviam sido trabalhados. O que para a maioria das pessoas seria perfeitamente resolvido e assimilado, em seu caso, tudo era superdimensionado. O paciente informou que na atual existência, aos quinze anos, sua mãe, mulher dominadora e ciumenta, descobrindo-se traída pelo marido, desejava obrigar o filho a tomar as suas dores e perpetrar um desatino, vingando-se por ela, da pessoa que ela julgava a sua rival. Mesmo fragilizado diante da autoridade e pressão da mãe, com dificuldade e esforço, conseguiu negar-se aos desejos dela. Não escapou, contudo, de graves prejuízos emocionais. Aos poucos, esquecidos fatos da juventude e infância, os verdadeiros motivos de suas desarmonias, começam a surgir. Mas o fato que nos pareceu mais importante ocorreu quando ele tinha dois dias de vida nesta existência. Espírito bastante comprometido com o passado, reencarna temeroso das dificuldades que sabia ter de enfrentar. À medida que o momento do nascimento se aproxima ele fica mais receoso e preocupado. Nasce e recebe os costumeiros cuidados. O evento perinatal, faz com que o bebê tenha suas percepções muito ativadas, e inclusive a vidência do mundo espiritual. Qualquer acontecimento agradável ou desagradável é imediata e prontamente registrado e, mais tarde, se negativo, pode ser somatizado de alguma forma, influindo na formação da personalidade. Aos dois dias de recém-nascido é visitado por cadavérica mulher de tranças longas (espírito), óculos desproporcionais, configuração avantajada, catadura feroz, expressão odiosa. Fixando-o ameaçadoramente, diz-lhe: “jamais você me escapará!”. Ao mesmo tempo, como vampiro do astral que era, extrai grande parte de seu fluido vital (essa categoria de espíritos é bastante perigosa e costuma causar sérios prejuízos à economia energética de recém-nascidos. São as chamadas bruxas). Visitou-o muitas vezes


e, imprimiu nele medo e insegurança, que, mesmo depois de adulto, aflorava toda a vez que aquele espírito se aproximava, causando-lhe pânico. No momento da regressão, revivendo o fato passado, tremia apavorado, com medo do vampiro que ainda lhe perseguia. Explicamos-lhe o que se passava, falamos de sua mediunidade desatendida, orientamos devidamente e o encaminhamos para Apometria, dado que o problema era de obsessão e mediunidade não trabalhada. Mais tarde, em uma sessão de Apometria, tivemos a oportunidade de constatar que esse espírito, mulher transformada em bruxa, lhe fora uma das muitas vítimas no passado. Não conseguindo perdoá-lo, o perseguia e obsedava. Conversamos com ela esclarecendo-a, tratando-a e encaminhando-a para as colônias do astral. Após algumas sessões de TVP, para tratar as memórias de passado e algumas sessões de Apometria, para tratamento de obsessores e personalidades dissociadas, o paciente reagiu prontamente. Cessaram as crises, recuperou a tranqüilidade,ficando completamente curado.


Overdose - Paciente com dezessete anos, estudante, inteligente, vida confortável, teve tudo o que quis. Desde cedo demonstrou rebeldia e acabou vitimado por overdose de cocaína. Atendido antes do “acidente” mostrava-se apegado em encarnação de poder e mando, além de forte ligação com espíritos trevosos. Utilizamos no tratamento os recursos de conscientização, polarização positiva e despolarização dos estímulos de memórias do passado. Parecia ter ficado tudo bem. No atendimento mostrou-se cooperativo e prometera tomar rumos novos, demonstrando inequívocos sinais de recuperação. No entanto, o rapaz estava “representando”. Ocultamente, continuou a utilizar-se da droga em seu próprio quarto, possivelmente em altas horas da noite, acabando por ser encontrado morto. Em conversa posterior, trazido da regiões umbralinas por equipe socorrista, demonstrou todo o desprezo que tinha pela vida, dizia estar feliz por livrar-se de familiares que odiava.incorporado, desafiadora e debochadamente, disse que enganou a todos nós. Era espírito de grande poder mental, ligado e influenciado por comparsas das trevas, conseguiu evadir-se da vida física sem ser atingido pelo impacto do desencarne, pelo menos num primeiro momento. Surpreendeu a todos e provou quão pouco conhecemos da naturezahumana.


Polaridades Invertidas e Homossexualidade - Paciente do sexo masculino, quarenta e três anos, separado, inteligente, curso superior, sendo aposentado por uma grande empresa onde trabalhara desde formado. Foi encaminhado por um amigo psicólogo de uma capital do sul do país. Esse caso foi particularmente instrutivo porque nos mostrou a eficácia do Desdobramento Múltiplo na abordagem de casos como a chamada “crise ou transtorno de identidade”. O paciente nos foi recomendado com diagnóstico de caso difícil, pois além de ser revoltado, confuso e descrente, tinha a sensação de estar sendo permanentemente vigiado. Nenhuma terapia psicológica ou psiquiátrica logrou resultados. Bloqueado sexualmente há mais de dois anos, foi rejeitado e recentemente abandonado pela esposa e familiares. A revolta só apareceu depois do abandono. Sempre fora bom pai, responsável, sem vícios e marido comportado. Aberta a sua freqüência, vislumbrou-se um grupo de “prostituídas e prostituídos do astral”, assediando o paciente, a esposa e familiares, cobrando dívidas do passado. Consciência dissociada, possuía personalidades influenciadas negativamente pelos atributos do Mental Inferior. Incorporado uma primeira personalidade múltipla, demonstrou atitude humilde e retraída, pedindo que a deixassem como estava (apresentava-se como mulher), dizia não precisar e não desejar ajuda, não queria mexer em coisas passadas. A essa altura os médiuns já tinham identificado três fatos importantes relacionados ao seu passado. a) Visualizaram um antigo bordel ainda em funcionamento em freqüência de astral, onde ele e a esposa foram os proprietários e também se prostituíam, desenvolvendo os hábitos de hétero e homossexualidade.Foi nesse local que suas antigas vítimas e comparsas montaram sua base de ação, saindo de lá para localizá-los e assediá-los. b) Perceberam outra personalidade múltipla feminina, apresentava-se com longos e fartos cabelos, unhas pintadas, batom, etc. c) Visualizaram o que parecia ser uma tela holográfica, ao redor do paciente, com altura aproximada de 1,50 m, em que um enorme rosto com olhar severo e reprovador, estava sempre projetado. Para todos os lados que ele se movimentasse, se defrontava com aquela expressão de censura permanente. Julgamos, no início, tratar-se de clichê criado e projetado por algum obsessor, mas não era. Desdobramos os corpos e tivemos a resposta para o fenômeno inusitado. A sua própria consciência o reprovava através dos recursos, possibilidades e propriedades do Mental Superior, que projetou aquela tela. O estranho rosto vigiava-o para que a consciência física reagisse e não prejudicasse a personalidade encarnada, não cedendo espaço à polaridade feminina e não cometesse agora os mesmos erros do passado. Corrigida as dificuldades, acertadas as polaridades, tratados e reacoplados os elementos dissociados, o paciente sentiu-se aliviado e informou que agora começava a entender os seus conflitos e o porquê de reações que não se explicavam.


Os prognósticos eram os melhores. Porém, o paciente não apareceu mais. Em Dezembro de 1995, aproximadamente oito meses após, tivemos notícias de que o paciente recusou-se a dar continuidade aos tratamentos, recaindo em obsessão e desequilíbrio total, lamentavelmente.


O Samurai - Sexo masculino, 30 anos de idade, comportamento normalmente equilibrado, interessado em sua melhoria e isento de vícios. Porém, às vezes, deixa-se atingir pelas opiniões alheias e tem ímpetos de violência. Candidatou-se ao trabalho de experimentação. Aberta a freqüência não havia dissociação de personalidades, os médiuns sintonizaram o seu Mental Superior e este parecia envolver os demais corpos, dominandoos. Tão compacto era este domínio que não nos foi possível desdobrar os corpos. A vidência revelava a ideoplastia de um samurai ou guerreiro oriental, do passado. Todas as energias do agregado eram canalizadas para a força desse “guerreiro”. Esse apego, associado e compacto, estava dificultando o processo de aprendizagem em nível de consciência física. Conscientemente, o paciente gravava pouco ou nada do que estudava. Na época, conhecíamos poucos recursos e, por isso, tivemos bastante dificuldade para trabalhar com este paciente. Nas primeiras tentativas não conseguimos o Desdobramento Múltiplo e nem desfazer essa compactação. Fechamos sua freqüência e passamos a analisar o curioso fenômeno. Depois de algum tempo concluímos pela aplicação técnica que denominamos “inversão de polaridade magnética”, como forma de tentar quebrar a imantação do conjunto. Então, obtivemos o resultado esperado. Nesse caso, agimos como Dr. Lacerda agia quando os recursos conhecidos não apresentavam os resultados esperados. Orientado pela intuição e pela experiência e conhecimentos sobre física, criava novos recursos e novas técnicas de abordagem, identificação e tratamento, enriquecendo a técnica. Após o tratamento cromoterápico deste conjunto, o mesmo foi reacoplado novamente, só que livre dos resíduos gerados pelo condicionamento no apego de passado Em conversa com os mentores, eles nos explicaram que o Desdobramento Múltiplo pode acontecer de várias formas e é bom que estejamos preparados para as surpresas, pois estamos longe ainda de conhecer os mecanismos da mente humana. Para que a cura real aconteça, há que haver, também, uma profunda conscientização da criatura, para que se convença da necessidade urgente de transforma-se, de lutar e se esforçar para ser melhor, honesta e corajosamente, arregimentando forças para livrar-se dos vícios. Quando as forças da consciência em desarmonia predominam, a personalidade encarnada pode sentir a necessidade ou o impulso suicida, como tentativa de evadir-se dos seus sofrimentos, e até mesmo por resistência rebelde às propostas de correção que se fazem necessárias à vida encarnada.


A Prova Final Como prova final da certeza sobre a eficiência de nosso trabalho, usaremos a argumentação utilizada por Kardec, baseada em três pontos principais: 01 - O princípio da universalidade que pergunta: O Desdobramento Múltiplo e dissociação de personalidades ocorrem em lugares diferentes, com médiuns e pessoas diferentes? Ocorrem. Desde que se disponha de médiuns sensíveis, sérios, dignos e bem treinados e de pessoas interessadas nesse tipo de terapêutica. 02 - O princípio da utilidade que questiona: A - São úteis esses conhecimentos? São. Sem dúvida essa modalidade terapêutica proporciona a possibilidade de se tratar um grande número de desarmonias mentais, espirituai, psicológicas e físicas. B – Essas técnicas servem para auxiliar o semelhante e facilitam a compreensão dos sintomas apresentados pelo paciente? Evidentemente que servem e facilitam. Não há auxilio mais bem vindo do que se restabelecer a esperança de cura para uma doença que parecia incurável, devolver o alívio a uma pessoa que se via presa a uma angústia ou dor atormentadora. Só quem se dedicou a estudar estes recursos e tratou as pessoas através deles, sabe o quanto um diagnóstico pode ser simplificado e agilizado, bem com a decisão terapêutica. Pode-se ainda dar-se uma ótima e decisiva orientação comportamental ao paciente. 03 - O princípio do bom senso que confirma: Parece-nos que bom senso não falta, pois desdobrar os corpos já foi feito e experimentado exaustivamente por pesquisadores de renome. Só não haviam sido tratados. Então não há o que duvidar. Quanto, as personalidades múltiplas e as subpersonalidades, não são novidade para os estudiosos da psicologia e da Doutrina Espírita, apenas, não havia sido tentado um tratamento terapêutico para elas através da incorporação, mas isso qualquer grupo pode tentar e fazer. Sendo possível, tendo finalidade útil, podendo se provar e atendendo ao bom senso, fica difícil de ser negado por quem quer que seja. Portanto, esta modalidade terapêutica, tende a se firmar cada vez mais pela eficácia.


Conclusão Cada palavra aqui escrita, cada pensamento aqui colocado, representa o esforço despretensioso de uma equipe de trabalhadores encarnados e desencarnados que buscam conhecer e entender como funcionam os veículos e recursos utilizados pelo ESPÍRITO na sua escalada evolutiva. Em nossas pesquisas não nos utilizamos dos métodos de avaliação e mensuração científicas, nem de seus critérios. Faltam-nos os métodos, seus valiosos e caros instrumentos e também os títulos acadêmicos. Utilizamo-nos dos conhecidos caminhos da “Ciência Ancestral” que usa da intuição, observação e experimentação do que intui e observa. Os resultados têm sido mais que animadores, excelentes. Desejamos “aprender servindo e servir aprendendo”, com a finalidade de auxiliar as criaturas no alívio de seus sofrimentos e angústias, orientando suas caminhadas no sentido de que tenham mais consciência de si mesmas e das Leis Divinas que regem a vida na Terra. Para que, dessa forma, não cometam tantos erros por ignorância, não construam tantos sofrimentos por imprudência, para que possam acelerar seus processos evolutivos de forma mais harmoniosa e tranqüila, encontrando a própria felicidade, razão maior de sua existência. Nosso trabalho é uma humilde contribuição de fraternidade. Não pretendemos ser eruditos e nem granjear méritos especiais, que sabemos não possuirmos e de cujo merecimento temos dúvida. Colocamos este trabalho no papel, em homenagem aos companheiros de luta que, por generosidade e amor, dão tanto de si, buscando aliviar seus semelhantes. Queremos sim cooperar, seguindo o exemplo dignificante daqueles que lutam ao nosso lado, sem outra pretensão a não ser aprender e servir. Para finalizar, queremos dizer aos companheiros que não estamos livres de erros e equívocos, dado que somos humanos e a perfeição ainda não é deste mundo. Mas também não estamos perdidos e nem desamparados. A orientação é prosseguir firmes no trabalho, pensando naqueles que sofrem sem esperança, sepultados nos lamaçais umbralinos ou na dor sem esperança, desinteressados dos nossos erros e imperfeições. As tormentas e os vendavais das noites escuras sempre cedem ao raiar de um dia de Sol, embora eventuais estragos que possam ter causado. Agradecemos o carinho, a cooperação que tem sido dada ao projeto Ramatis, que sem o esforço, o amor, a compreensão e a boa vontade de todos, não poderia ter sido levado em frente. Muito obrigado! Paz e Luz! Se estamos avançando o sinal, pedimos que o Mestre Jesus, na sua infinita sabedoria, nos dê um basta.


Bibliografia e indicação de leitura BRENNAN, Bárbara Ann. Mãos de luz. São Paulo, SP: Pensamento, 1991. DROUOT, Patrick. Cura espiritual e imortalidade. Rio de Janeiro, Nova Era, 1996. FREIRE, Antonio J.Da alma humana. Rio: FEB, 1956. FREIRE, Antonio J. “Ciência e Espiritismo”. Rio: FEB, 1954. GERBER, Richard. Medicina vibracional - Uma medicina para o futuro. SP: Cultrix, 1995. GOSWAMI, Amit. O Universo Autoconsciente. Editora Rosa dos Tempos. GOSWAMI, Amit. A Física da Alma. Editora ALEPH, 2006. HERVÉ, Ivan Vianna. Espiritualismo. Porto Alegre: Hércules Editora, 1999. KARAGULLA, Shafica. M.D.& KUNZ, Dora van Gelder. Os Chakras: e os Campos de Energia Humanos. S. Paulo: Pensamento, 1995. KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Araras - SP, 1996. ___, O Livro dos Espíritos.____________,1996. ___, O Livro dos Médiuns.____________,1996. ___, A Gênese._____________________,1996. LACERDA de Azevedo, José. Espírito matéria: Novos Horizontes para a medicina. Porto Alegre: Palotti, 1988. LACERDA de Azevedo, José. Energia e Espírito. Sobradinho: DF: Edicel, 1993. LEADBEATER, Charles Webster. Os Chacras. São Paulo: Pensamento, 1974. RUBY, Paulo. As Faces do Humano. Estudos de Tipologia Junguiana e Psicossomática. Ed. Oficina de Textos. ROCHAS, Albert. Exteriorização da sensibilidade. S.Paulo: Edicel, 1985. SARRACENI, Rubens. O Guardião da meia-noite. São Paulo: Cristális Editora e Livraria, 1998. VILELA, Dr.Antonio Lobo. O destino humano. Lisboa: Inquérito, 1941. WILDE, Oscar. O Retrato de Dorian Gray. Rio: Otto Pierre Editores, 1979. XAVIER, Francisco Cândido (André Luiz, Espírito). Libertação. Rio de Janeiro: FEB, 1969. XAVIER Francisco Cândido - Waldo Vieira (André Luiz, Espírito) Mecanismos da Mediunidade: FEB1969. XAVIER, Francisco Cândido (André Luiz, Espírito). Desobsessão. Rio: FEB, 1991. ZACHALY, F. Lansdowne. Chakras e a Cura Esotérica. Ed. Roca


Referências [1]

Ernesto Bozzano, (1862-1943). É tido como “o ultimo Cientista espírita da Europa”. [2] Estesia: s.f., sentimento do belo; sensibilidade; estética. [3] Singularidade: o termo “singularidade” foi emprestado da física. Lá, ele designa fenômenos tão extremos que as equações não são mais capazes de descrevê-los, como buracos negros, lugares de densidade infinita, que levam as leis da ciência ao absurdo. A idéia surgiu em 1950, com o matemático John von Neumann, um dos criadores do computador, que disse que as tecnologias poderiam chegar a um ponto além do qual “os assuntos humanos, da forma como conhecemos, não poderiam continuar a existir”. Uma singularidade pode ter diversos significados: Singularidade gravitacional, um conceito da Cosmologia envolvendo uma curvatura infinita no continuum espaço-tempo. Singularidade matemática, ponto onde uma função matemática assume valores infinitos ou, de certa maneira, tem um comportamento não definido. [4] Alexandre Aksakof: Alexandre Nicolaievitch Aksakof nasceu na Rússia no dia 14 de Maio de 1832 na localidade de Repievka e desencarnou na cidade de São Petersburgo a 17 de Janeiro de 1903. Cientista, notabilizou-se na investigação e análise dos fenômenos espíritas (Animismo e Espiritismo). Doutor em Filosofia e conselheiro íntimo de Alexandre III, Tzar de todas as Rússias. [5] André Luiz, em “Mecanismos da Mediunidade”, capítulo sobre Obsessão e Animismo, página 165. [6] Auto-obsessão: obsessão dentro do bloco de “ego”. Divisão ou fragmentação da própria consciência pelo acordar de “personalidades múltiplas” vividas em outras existências. Obsessão anímica. [7] Atmosfera: em física, atmosfera é a unidade de pressão dos gases, igual à pressão exercida por uma coluna vertical de mercúrio, de 76 cm de altura e 1 cm2 de base, à temperatura de 0° C, ao nível do mar. 1 atm. = 1,033 kg/cm2. Atmosfera técnica: unidade de pressão, usada na indústria, para medir a pressão de vapor ou outros fluidos, igual a 1 kg/cm2 = 735,51 mm da coluna de mercúrio. [8] XAVIER, FRANCISCO CÂNDIDO. Pão Nosso. Ditado pelo espírito Emmanuel. Rio de Janeiro: FEB. [9] XAVIER, FRANCISCO CÂNDIDO. Nos domínios da mediunidade. Ditado pelo espírito André Luiz. Rio de Janeiro: FEB, 1954. [10] Hiperfísica: que está acima da natureza material. [11]

Quintaessência: substância etérea e sutil, considerada pelos alquimistas como um quinto elemento, além da água, da terra, do fogo e do ar, e obtida após cinco destilações sucessivas. [12] Iluminismo: iluminar, espalhar luz em ou sobre, encher de luz, esclarecer, inspirar, civilizar, ilustrar, instruir, revestir de luz, aclarar-se o espírito, entender. [13] 2 Gênio ou Genialidade: habilidade, aptidão, vocação ou inspiração para a arte,


para a virtude ou vício. Índole, caráter, talento inato. [14] Idiogênese diretriz: filosoficamente podemos traduzir idiogênese diretriz como “modelo eterno e perfeito do que existe”. Fonte delineadora, inventiva. Núcleo de engenhosidade, de arte, de imaginação, de concepção primária que dá origem e desenvolvimento as realizações e ações do espírito. Força de realização. Idéia-mãe: aquela que dá origem a outras idéias. [15] Hipnos (gr hýpnos): exprime a idéia de sono. Metria ou metron significa (medida), que diz respeito a pesos e medida. [16] Apo: etimologicamente o prefixo grego apo ou apó (além), exprime a idéia de distância, afastamento, separação. [17] “Espírito Matéria – Novos horizontes para a medicina”, 6ª edição, gráfica UCS, Caxias do Sul. Textos referentes às páginas 97, 98 e 99. [18] Cadência: ritmo, compasso, regularidade ou sucessão de movimentos, sons, etc. [19] Lei da física (clássica) ou terceira Lei de Newton. [20] Informamos aos leitores que as questões respondidas pelo Espírito Irmã Teresa, em sintonia mediúnica nos trabalhos, nem sempre estão insertas em outros livros. Por isso não as referenciamos bibliograficamente. [21] O poder da mente: - Trata-se de texto extraído do livro “Espírito/Matéria – Novos horizontes para a medicina”; Lacerda, página 92,93,9. Nesse texto ele comenta trechos da obra de André Luiz, “Os Obreiros da vida Eterna. Inclusão do texto completo justifica-se em função da importância do assunto pelos esclarecimentos que nos trazem. [22] Variar a freqüência: isto se consegue colocando a mão a uma distância aproximada de sete centímetros acima da cabeça do médium ou tocando suavemente em seu chacra frontal. [23] “Iluminação instantânea” significa, no dizer do Dr. Lacerda, esclarecimento e percepção das causas que geraram a desarmonia do espírito em trabalho ou dos espíritos envolvidos, encarnados ou desencarnados. Havendo esse esclarecimento o espírito, geralmente, paralisa sua ação negativa contra o inimigo, estabelece-se uma trégua e abre-se espaço para um futuro perdão e entendimento entre obsessor e obsedado. [24] Fótons, Fóton: partícula ou "partícula de luz". [25] Momento cinético: (momento = instante. Cinetismo = movimento.). [26] Arraste: em física, arraste é o fenômeno de deslocamento e condução de um corpo, por energias vindas de fora. [27] Dialimetria: do Grego Dialyo, dissolver, dissociar. [28] Anímico: concernente ou pertencente à alma. [29] Personímico: fenômeno psicológico onde a pessoa exprime seu estado de consciência (descontentamento, frustração, repressão) através de um tipo de desdobramento e projeção da própria personalidade. O elemento desdobrado apresenta-se portando as qualidades e a aparência da pessoa. [30] Subcortex: que fica debaixo do córtex ou casca. [31] Córtex: camada superficial do cérebro.


[32] Referência ao livro “Da Alma Humana” de Antonio J. Freire. FEB, 1956. [33] Referência a uma instituição denominada “Casa do Jardim” fundada, aproximadamente em 1860, no astral. Situa-se nos jardins de uma instituição socorrista maior, “Instituição Jesus Nazareno”. Na realidade, segundo Irmã Teresa, os filiados dessa instituição estão espalhados por todo o Planeta, em todas as comunidades, atuando nos diversos ramos e divisões da ciência (oficial ou complementar) e campos de atividade humana que visem o bem comum. Engloba-se todos os esforços que visem o bem da humanidade, desde o simples passe; a tarefa de alfabetizar alguém; a prece da benzedeira amorosa, até as mais avançadas pesquisas científicas; as mais profundas teses acadêmicas ou os projetos políticos sérios que visem o bem e o progresso dos povos. [34] Tratamento. A técnica de tratamento por cromoterapia mental, na seqüência de cores violeta-forte, verde-suave, amarelo-limão, violeta-suave, azul-celeste e rosa, tem surtido excelentes resultados e facilitado a recuperação dos atendidos, funciona bem até mesmo em espíritos obsessores. [35] Núcleo - Região central do átomo consciencial, onde se acha concentrada a carga propulsora da vida, armazém das experiências vividas, em potencial. Foco ou unidade central que contém os germes de idéias que determinam procedimentos e geram experiências, que por sua vez geram novas idéias e criam novas necessidades de experimentação, vivência e reciclagem. [36] Potência. Qualidade de potente; poder, eficácia, aptidão para se realizar, força ativa, mando. [37] Alternativas. Os tratamentos recomendados são: cromoterapia mental, homeopatia, florais, terapia de vida passada, regressão de memória, reiki, musicoterapia, aromaterapia, desobsessão, alinhamento de chacras, tratamento e reacoplamento de corpos, níveis e subníveis, tratamentos das personalidades dissociadas, cristalterapia, aplicação de micro-organizadores-florais, etc. [38] Psicossomática. Ramo da Medicina que trata das inter-relações entre processos mentais, emocionais e somáticos, especialmente da maneira pela qual os conflitos emocionais influenciam a sintomatologia somática. [39] Antonio J. Freire em “Ciência e Espiritismo”. FEB. Página 127, capítulo “O Subconsciente e o Automatismo Psicológico” (Dissociação da Personalidade, Personalidade Mediúnica). [40] Gnóstico: Gnose é o substantivo do verbo gignósko, que significa conhecer. Gnose é conhecimento superior, interno, espiritual, iniciático. No grego clássico e no grego popular, koiné, seu significado é semelhante ao da palavra epistéme. Em filosofia, epistéme significa "conhecimento científico" em oposição a "opinião", enquanto gnôsis significa conhecimento em oposição a "ignorância", chamada de ágnoia. A aplicação do Gnosticismo está na representação de um movimento religioso que influenciou o mundo Mediterrâneo desde o primeiro século antes de Cristo até o terceiro século depois de Cristo. O Gnosticismo se


expressou, aparentemente, como uma variedade de formas pagãs, judias e Cristãs. [41] Cogito ergo sun: Penso, logo existo. René Descartes. [42] Numinoso. Nume: Anjo Tutelar. A palavra nume, antigamente usada para designar as mais diversas divindades pagãs, hoje ampliou-se e adquiriu novos significados. Um deles é “inspiração”. Para C. G. Jung, numinoso, era o sentimento religioso, experimentado. [43] Hermêneutica: A Hermenêutica é um ramo da filosofia que se debate com a compreensão humana e a interpretação de textos escritos. A palavra deriva do nome do deus grego Hermes, o mensageiro dos deuses, a quem os gregos atribuíam a origem da linguagem e da escrita e consideravam o patrono da comunicação e do entendimento humano. Forma ampla de interpretação, no sentido da procura do simbólico.

Apometria, Mediunidade,Espiritual  

ENSINAMENTOS ESPIRITUAIS

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