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Ocultismo Ensaio Introdutório por Aleister Crowley “E se algum se recusar a parar?” “Nesse caso, não vos preocupeis com ele; deixai-o ir e chamai os demais homens da guarda, dando graças a Deus por vos terdes livrado de um velhaco” 1.

APENAS UMA CIÊNCIA É IGNORÂNCIA. Ocultismo. Por quê? Nunca estudada corretamente. Que estudantes! Excêntricos, degenerados, solteirões! Quais os métodos? Fofoca. As lições – para os tolos e por jumentos. Os termos da ciência são definidos? Pergunte a um teósofo, que coloca o carma sob seu travesseiro à noite, o significado dessa palavra. Nove vezes ele não terá ideia; na décima terá uma falsa. Não há fatos no Ocultismo, não há axiomas, não há definições. Qualquer pessoa pode dizer-se um professor – nenhuma qualificação é necessária. A educação de um erudito é um obstáculo; a de um cavalheiro uma desqualificação. É certo que o mundo trate do assunto com desprezo, e os seus professores como répteis? É certo. Há uma organização, e apenas uma, a qual estas observações não se aplicam. Ela é conhecida como A.·.A.·.. Para todos os candidatos ela prescreve estudo; estudo rígido, definido. O mesmo tipo de estudo que é solicitado daqueles que seriam médicos, advogados, engenheiros, militares ou até mesmo taxistas. Os clássicos do assunto devem ser dominados, não porque eles sejam absolutamente confiáveis, mas para que o aluno possa saber o que tem sido dito sobre o assunto pelos melhores pensadores de todas as eras. Depois de três meses (pelo menos) um exame é


feito. Aqui está o questionário de 1913: 1. Anote as principais correspondências dos signos Leão e Aquário, do planeta Júpiter e a sephirah Tiphareth. 2. Faça um estudo de todos os múltiplos do número 17 abaixo de 1000, e se esforce em traçar uma conexão entre eles. 3. Faça um estudo dos vários métodos recomendados pela A∴A∴, e esforce-se em classificá-los sob quantas categorias for possível. 4. Dê uma interpretação d e Tannhäuser, “Adônis” e Sir Palamedes the Saracen, em termos de Qabalah. 5. Escrever um ensaio sobre o significado místico da vesica piscis, do Triângulo-Equilátero e da Hipérbole. 6. Compare os métodos místicos de Molinos e Lao-Tsé. 7. Dê algum relato da ideia hindu das partes do Corpo e da Alma. 8. Compare as Baquetas descritas por Eliphas Levi, Abramelin, o autor da Goetia e Frater Perdurabo, afirmando qual prefere e por que. 9. Desenhe um Pantáculo sintetizando o número 666. 10. Escreva um Ritual completo, com Talismãs, Plano do Templo, etc., para a produção de uma tempestade. 11. Discuta as diferenças entre o hinduísmo e o budismo no que diz respeito ao atman, afirmando a qual doutrina você se inclina mais, e porquê. 12. Dê ou (a) uma comentário completo e cuidadoso sobre quaisquer 5 capítulos consecutivos de O Livro das Mentiras, ou (b) um comentário e crítica sobre “The Psychology of Hashish”, ou “The Training of the Mind”, ou “Soldier and the Huncback”2.


Este questionário não deve ser respondido ao acaso, ou por aqueles que gostam de falar sobre ocultismo. Somente os estudantes sérios podem esperar passar. Um conjunto de respostas para este questionário cobria 60 páginas bem ocupadas de papel almaço. Prossegue para a próxima fase. O Estudante, tendo passado, torna-se um Probacionista. Durante um ano inteiro ele se ocupa com tais experiências conforme julgar conveniente – ele é deixado ao seu próprio julgamento – e ele deve manter um registro de cada dia de trabalho. No final do ano, esse registro é estudado pelos examinadores, e é criticado em detalhes. Só um trabalho contínuo e inteligente permite que o Probacionista passe a Neófito. Prossegue para a próxima fase. O Neófito deve trabalhar pelo menos oito meses na aquisição do conhecimento e controle daquilo que é chamado de seu “Corpo de Luz” e de “Plano Astral”. Estes termos não são vagos. Ele novamente é examinado. Símbolos lhe são dados de tal natureza que nenhum processo racional possa decifrá-los, e ele deve dar o seu significado claramente e em detalhes antes que possa passar para Zelator, o próximo grau. Aqui está uma das provas definidas em 1913. Existem vários outros poderes a serem adquiridos, mas este exemplo será o suficiente. 1. Atravesse uma porta em que está gravada esta figura e explique-a em detalhes por meio de suas visões.

2. Invoque Mercúrio e Hod, e viaje até encontrar o Unicórnio mencionado em “Liber LXV”, cap. III, verso 2. Relate inteiramente a sua conversa. 3. Descubra por visões a natureza dos princípios alquímicos Enxofre, Mercúrio e Sal. Como eles diferem dos três gunas, e dos elementos Fogo, Água e Ar?


4. Dê um relato do signo de Aquário nos Quatro Mundos: Assiah, Yetzirah, Briah e Atziluth. 5. Visite e descreva plenamente a Qliphah de Áries. 6. Visite lophiel e Hismael e relate a sua aparência, modo de vida e conversação.

O Zelator da A.·.A.·. é, portanto, alguém que já passou por algumas provas e ordálias definidas, e adquiriu certos poderes. Um charlatão não pode se passar por um membro deste grau. Além disso, não há incerteza possível. Trabalho desleixado não funcionará. Generalidades não funcionarão. As dificuldades do trabalho não devem ser contornadas; todas as trivialidades cômodas, todas as tolices, são barradas. É desnecessário prosseguir com essa ideia. Do começo ao Fim, o princípio é o mesmo. Os mestres sabem, e eles insistem em que o aluno saiba. Isso é escrito para desanimar o aspirante? Quem assim se desanima não é digno do conhecimento. Não é maravilhoso que a mais difícil de todas as disciplinas, a ciência que acima de todas as outras tem ocupado a mente dos maiores pensadores desde os primórdios da história até hoje, a pirâmide em que o maior dos construtores dificilmente se atreve a afirmar que adicionou uma única pedra, deva precisar de mais trabalho, e trabalho mais duro, do que qualquer outra? A mais sutil das ciências, não é a que mais requer precisão? A mais perigosa não é a que mais deve ser cercada com toda armadura de cautela, e juízo calmo, e bom senso? Algum homem espera aprender trigonometria de um manual comum em uma hora? Será que algum homem joga fora um tratado sobre seções cônicas dizendo que é “obscuro” ou “puro lixo”? Qual é o custo de vida de cada avanço do conhecimento? Quantos homens morreram para que outros pudessem voar? Quantas vidas foram perdidas na mera construção da Ponte Forth?


Você acha que vai ter sucesso onde Platão parcialmente falhou, correr onde Aristóteles teve medo de pôr os pés? Você pode. Mas não sem dar tudo que tem e tudo que é. Isso te desencoraja? Então isso não é escrito em vão. Isso te encoraja? Então você passou pela primeira ordália. Você foi escolhido. Ao trabalho! 1 [Shakespeare, Muito Barulho por Nada, iii, 3.] 2 [Uma nota para o exame 1913: “O aluno pode consultar suas obras de referência para responder a este documento. Ele deve se lembrar de que uma resposta completa e satisfatória o intitularia, na medida em que se relaciona à consecução intelectual, ao grau de Adepto Isento, de modo que ele não deve imaginar que se espera muito dele”]. Origem da tradução Traduzido por Frater S.R.


Uma Estrela à Vista

A∴A∴1 Publicação em Classe B. Imprimatur:

Π

7°=4□

M.

6°=5□

S.e.S. 5°=6□ Teus pés na lama, a tua face escura, Ó homem, que penosa condição! A dúvida te afoga, e a vida dura Para sofrer: Vontade ou percepção, Para lutar e faltam. Nessa agrura, Nenhuma estrela, não! Teus Deuses? São bonecos dos teus padres. “Verdade? Tudo é relativo!” diz Ó cientista. Queres que tu ladres Com o teu cão... E por que não? Servis, Ambos, e o amor-instinto os faz compadres. Mas que vida infeliz! Tua carniça estremeceu de ver-se


Um torrão, atirado pela chance, Do barro universal; sem alicerce, Sofrendo, e para quê? Pois que alcance Dá o acaso e este barro a contorcer-se? Mas que tolo rimance! Todas as almas são, eternamente; Cada uma individual, ultimal. Perfeita; cada faz-se um véu da mente E carne, e assim celebra o seu bridal Com outra gêmea máscara que sente Amar de amor lustral. Alguns, embriagados com seu sonho, Não querem que ele finde, e se confundem Com o jogo de sombras enfadonho. Um astro então que chame os que se afundem Na ilusão, e eles brilham no risonho Lago da vida e fundem... Tudo que começou não terá fim; O universo perdura porque é. Portanto, Faze o que tu queres; sim Todo homem e toda mulher é uma estrela. Pan não morreu; Pan, ele vive! Assim, Quebra os grilhões! De pé! Ao homem venho, número de um homem Meu número, Leão de Luz; enrista A Besta cuja Lei é Amor; pois tomem Meu amor sob vontade e vejam! – Crista De sol interna e não externa!... Homem!


Eis uma estrela à vista! UMA ESTRELA À VISTA Um Relance da Estrutura e Sistema da Grande Fraternidade Branca A∴A∴2 Faze o que tu queres há de ser tudo da Lei

I A Ordem da Estrela chamada S.S. é, com respeito à sua existência sobre a Terra, uma organização de homens e mulheres distintos dos seus semelhantes pelas qualidades aqui enumeradas. Eles existem em sua própria Verdade, que é ao mesmo tempo universal e única. Eles se movem de acordo com suas próprias Vontades, que são cada qual única, entretanto coerente com a vontade universal. Eles percebem (isto é, compreendem, conhecem e sentem) em amor o qual é ao mesmo tempo único e universal.

II A Ordem consiste de onze graus ou degraus, numerados como segue. Esses números compõem três grupos, subdivisões da A∴A∴; respectivamente as Ordens da S. S., da R.C. e da G.D.

A Ordem da S.S. Ipsissimus

10 =1〇

Magus

9 =2〇

Magister Templi

8 =3〇

A Ordem da R.C. (Bebê do Abismo – o elo)


Adeptus Exemptus 7 =4〇 Adeptus Major

6 =5〇

Adeptus Minor

5 =6〇

A Ordem da G.D. (Dominus Liminis – o elo) Philosophus

4 =7〇

Practicus

3 =8〇

Zelator

2 =9〇

Neófito

1 =10〇

Probacionista

0 =0〇

(Estes números têm significados especiais para o iniciado e são comumente empregados para designar os graus.) As características gerais e atribuições desses Graus são indicadas pelas suas correspondências sobre a Árvore da Vida, como pode ser estudado em detalhes no Livro 777.

Estudante:

Seu dever é adquirir um conhecimento intelectual generalizado de todos os sistemas de iniciação, tal como descritos nos livros prescritos. (Ver plano de estudos no Apêndice I.)

Probacionista: Seu principal dever é começar quais práticas ele prefira, e escrever um relatório cuidadoso das


mesmas por um ano. Neófito:

Deve adquirir perfeito controle sobre o Plano Astral.

Zelator.

Seu trabalho principal é adquirir sucesso completo em āsana e prāņāyāma. Ele também começa a estudar a fórmula da Rosa-Cruz.

Practicus:

É esperado completar seu treinamento intelectual e em particular, estudar a Cabala.

Philosophus:

É esperado completar seu treinamento moral. Ele é provado em Devoção à Ordem.

Dominus

É esperado demonstrar maestria em pratyāhāra e

Liminis:

dhāraņā.

Adeptus

É esperado realizar a Grande Obra e alcançar o

(externo):

Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião.

Adeptus

E admitido à prática da fórmula da Rosa-Cruz ao

(interno):

ingressar no Colégio do Espírito Santo. Ele deve ser um mestre do dhyāna.

Adeptus

Obtém um domínio geral da prática da Magick; se

Major:

bem que sem compreensão.

Adeptus

Completa em perfeição todas essas matérias.


Exemptus:

Então, ele tem que (a) torna-se um Irmão do Caminho da Mão Esquerda, ou, (b) é despido de todos os seus poderes e de si próprio, mesmo do seu Sagrado Anjo Guardião, e torna-se um Bebê do Abismo; o qual, tendo transcendido a Razão, nada faz senão crescer no útero de sua mãe. Então se percebe um

Magister

De quem as funções estão completamente

Templi

descritas no Liber 418, como é toda essa iniciação

(Mestre do

a partir de Adeptus Exemptus. Veja também

Templo):

“Aha!”. Seu principal dever é cuidar do seu “jardim” de discípulos, e obter uma compreensão perfeita do Universo. Ele é um Mestre de samādhi.

Magus:

Atinge à sabedoria, declara sua lei (consulte “Liber I, vel Magi”) e é um Mestre de toda a Magick no senso mais amplo e mais elevado desta palavra.

Ipsissimus:

Está além de tudo isso, e além de toda compreensão desses de graus inferiores.

Porém desses últimos três Graus vê-se algumas informações adicionais em The Temple of Solomon the King, e em outros lugares. Deveríamos observar que esses Graus não são necessariamente atingidos por completo, ou em estrita consecução, ou manifestados por completo em todos os planos. O assunto


é muito difícil, e inteiramente além dos limites desta pequena monografia. Anexamos, a seguir, uma descrição mais detalhada. A Ordem da S.S.

III A Ordem da S.S. é composta desses que cruzaram o abismo; as inferências desta expressão podem ser estudadas no Liber 418, os 14°, 13°, 12°, 11°, 10° e 9° Æthyrs em particular. Todos os membros da Ordem estão em completa posse das Fórmulas de Consecução, tanto as místicas, ou de direção para dentro, quanto as mágicas ou de direção para fora. Eles têm completa experiência de ambos estes caminhos. Estão todos, entretanto, ligados pelo Juramento original e fundamental da Ordem, e devotos em suas energias a assistir ao Progresso de seus Inferiores. Aqueles que aceitam as recompensas de sua emancipação para si próprio não estão mais dentro da Ordem. Membros da Ordem, estão cada um intitulados a Ordens dependentes deles mesmos, nas linhas das ordens R.C. e da A.D., para cobrir tipos de emancipação e iluminação não contemplados pelo sistema original (ou principal). Todas essas ordens devem, no entanto, ser constituídas em harmonia com a A∴A∴ no que se refere aos princípios essenciais. Todos os membros da Ordem estão de posse da Palavra do Æon em vigor, e governam-se de acordo com ela. Eles podem comunicar-se diretamente com todo e qualquer membro da Ordem, como bem quiserem. Todo Membro ativo da Ordem destruiu tudo que Ele é e tudo que Ele tem ao cruzar o Abismo; mas uma estrela aparece adiante nos Céus para iluminar a Terra, afim de que ele possua um veículo através do qual possa comunicar-se com a humanidade. A qualidade e posição dessa estrela, e suas funções, são determinadas pela natureza das encarnações transcendidas por ele.


IV O Grau de Ipsissimus não deve ser descrito por completo; mas seu princípio é indicado em Liber I vel Magi. Existe também uma descrição em certo documento secreto que será publicado quando convier permitir. Aqui diz-se apenas que: O Ipsissimus está completamente livre de toda e qualquer limitação, existindo na natureza de todas as coisas sem descriminação de quantidade ou qualidade. Ele identificou o Ser, não-Ser e Vir-a-Ser, ação, inação e tendência à inação, com todas as outras triplicidades, não distinguindo entre elas com respeito a quaisquer condições, ou entre qualquer coisa e qualquer outra coisa com respeito a se é com ou sem condições. Ele jura aceitar este Grau na presença de uma testemunha, e expressar sua natureza em palavra e ação, mas a retirar-se imediatamente para dentro dos véus de sua manifestação natural como ser humano, e manter silêncio durante sua existência humana quanto à sua consecução, mesmo para com outros membros da Ordem. O Ipsissimus é preeminentemente o Mestre de todas as modalidades de existência; isto é, seu ser está inteiramente livre da necessidade interna ou externa. Sua tarefa é destruir toda tendência a construir ou cancelar tais necessidades. Ele é o Mestre da Lei de Insubstancialidade (Anatta). O Ipsissimus não tem relação como tal com qualquer Ente; Ele não tem vontade em qualquer direção, nem Consciência de qualquer tipo envolvendo dualidade, pois n'Ele está tudo realizado; como está escrito: “além da Palavra e do Louco, sim, além da Palavra e do Louco”.

V O Grau de Magus é descrito em “Liber I vel Magi”, e há também descrições do caráter deste Grau em Liber 418, nos mais Altos Æthyrs. Existe também uma completa e precisa descrição da consecução deste Grau no Relatório


Mágico da Besta 666. A característica essencial do Grau é que seu possuidor pronuncia uma Palavra Mágica Criadora, que transforma o planeta no qual ele vive pela instalação de novos oficiantes para presidir à iniciação planetária. Isto acontece apenas durante um “Equinócio dos Deuses” ao fim de um Æon; isto é, quando a fórmula secreta que exprime a Lei de ação do Æon que finda torna-se usada e inútil para o desenvolvimento subsequente do planeta. (Por exemplo: “Sugar” é a fórmula de um bebê; quando os dentes aparecem, marcam o princípio de um novo “Æon” cuja “Palavra” é “Comer”.) Por esta razão, um Mago pode somente aparecer completamente como tal ao mundo apenas a intervalos de alguns séculos; narrações de Magos históricos, e suas Palavras, são dadas em Liber Aleph. Isto não quer dizer que um único homem possa atingir este Grau durante qualquer Æon, no que concerne à Ordem. Um homem pode fazer progresso pessoal equivalente àquele de “Palavra de um Æon”; mas ele se identificará com a palavra corrente, e exercerá sua vontade para estabelecê-la, a fim de que não haja conflito com o trabalho do Magus que pronunciou a Palavra do Æon em que Ele está vivendo. O Mago é preeminentemente o Mestre da Magick, isto é, sua vontade está inteiramente livre de desvio interna ou oposição externa; Seu trabalho é criar um novo Universo de acordo com Sua Vontade. Ele é o Mestre da Lei de Mudança (Anicca). Para alcançar o Grau de Ipsissimus, ele deve realizar três tarefas, destruindo os Três Guardiões mencionados em Liber 418, 3° Aethyr; Loucura, Falsidade e Glamour, isto é, Dualidade em Ação, Palavra e Pensamento.

VI O Grau de Mestre do Templo é descrito em Liber 418, como indicamos acima. Existem completos relatórios nos Diários Mágicos da Besta 666, que foram projetados no Céu de


Júpiter, e de Omnia in Uno, Unus in Omnibus, que foi projetado na esfera dos Elementos. A Consecução essencial é o aniquilamento perfeito daquela personalidade que limita e oprime o verdadeiro ser. O Magister Templi é preeminentemente o Mestre de Misticismo, isto é, seu Entendimento está inteiramente livre da contradição interna ou obscuridade externa. Seu trabalho é compreender o Universo existente de acordo com Sua própria Mente. Ele é o Mestre da Lei de Sofrimento (Dukkha). Para atingir o Grau de Mago ele deve realizar Três Tarefas: a renúncia de Seu deleite no Infinito para que ele possa formular-Se como o Finito; aquisição dos segredos práticos da iniciação e do governo de Seu proposto novo Universo; e identificação de si mesmo com a ideia impessoal do Amor. Qualquer Neófito da Ordem (ou, como alguns dizem, qualquer pessoa) tem o direito de exigir o Grau de Mestre do Templo tomando o Juramento do Grau. É expressamente necessário observar que para fazer tal coisa é a mais sublime e mais terrível responsabilidade que se é possível assumir, e uma pessoa não merecedora incorre as mais tremendas penalidades pela sua presunção. A Ordem da R.C.

VII O Grau de Bebê do Abismo não é exatamente um Grau, sendo antes uma passagem entre as duas Ordens. Suas qualidade são inteiramente negativas, sendo fruto da resolução do Adeptus Exemptus de abandonar para sempre tudo que ele tem e tudo que ele é. É portanto uma aniquilação de todos os ligamentos que compõem o ente ou constituem o Cosmos, uma decomposição de todos os complexos em seus elementos; e tais complexos cessam portanto de manifestar-se, desde que as coisas só podem se conhecidas em relação e em reação umas com as outras.

VIII


O Grau de Adeptus Exemptus confere autoridade para governar as Ordens mais inferiores da R.C. e da G.D. O Adepto deve preparar e publicar uma tese declarando Seu conhecimento do Universo e Sua proposta para o bem estar e progresso. Ele será assim conhecido como dirigente de uma escola de pensamento. (A Chave dos Grandes Mistérios de Eliphas Levi, as obras de Swedenborg, von Eckartshausen, Robert Fludd, Paracelso, Newton, Bolyai, Hinton, Berkeley, Loyola, etc. etc. são exemplos de tais teses.) Ele terá alcançado tudo, porém o topo supremo da meditação e deverá estar preparado para perceber que o único curso possível para si é devotar-se abertamente a ajudar suas criaturas companheiras. Para atingir o Grau de Magister Templi, ele deve executar duas tarefas; a emancipação do pensamento pela comparação de toda ideia com a ideia oposta, e recusa de preferir uma à outra; e a consagração de si mesmo como veículo puro para a influência da Ordem a que ele aspira. Ele deve então decidir-se quanto à aventura crítica da nossa Ordem; o abandono absoluto de si mesmo e suas consecuções. Ele não pode permanecer indefinidamente um Adepto Exemptus; ele é impelido para frente pelo irresistível momentum que ele gerou. Se ele falha, voluntariamente ou por fraqueza, em fazer a sua aniquilação absoluta, ainda assim ele é arremessado ao Abismo; mas em vez de ser recebido e reconstruído na Terceira Ordem, como um bebê no útero de Nossa Senhora BABALON, sob a Noite de Pan, para crescer

e

ser Si Próprio completamente e verdadeiramente como Ele não era

previamente, ele permanece no Abismo, escondendo seus elementos em torno de seu Ego como que isolado do Universo, e torna-se o que é chamado um “Irmão Negro”. Um tal ente é gradualmente desintegrado por falta de nutrição e a lenta mas certa ação da atração do resto do Universo, a despeito; de seus desesperados esforços para insultar-se e proteger-se e para aumentar-se através de práticas predatórias. Ele pode em vez disso, prosperar por algum tempo; mas no fim ele deve perecer, principalmente quando, com


um novo Æon, uma nova Palavra é proclamada, a qual ele não pode e não ouvirá, de maneira que continua a trabalhar com a desvantagem de que tenta utilizar um método obsoleto de Magick, qual um homem com um bumerangue numa batalha em que todos os outros usam rifles.

IX O Grau de Adeptus Major confere Poderes Mágicos (estritamente ditos) de segunda ordem. Seu trabalho é usá-los para manter a autoridade do Adepto Exemptus, seu superior. (Isto não deve ser entendido como uma obrigação de servidão pessoal, ou mesmo de lealdade; mas como uma parte necessária de seu dever de ajuda aos seus inferiores. A autoridade do Adepto Instrutor e Governante é a base de todo trabalho ordeiro.) Para atingir o Grau de Adeptus Exemptus ele deve realizar Três Tarefas; a aquisição de absoluta confiança em Si mesmo, trabalhando em completo isolamento, e no entanto transmitindo a palavra de seu superior clara, poderosa e sutilmente; e a compreensão e uso da Revolução da roda de força, sob suas três formas sucessivas de Radiação, Condução e Convecção (Mercúrio, Enxofre e Sal; ou Sattvas, Rajas, Tamas), com suas correspondentes naturezas em outros planos. Por terceiro, deve exercer seu completo poder e autoridade para governar os Membros dos Graus mais baixos, com vigor e iniciativa equilibrados por tal forma a não admitir nem disputas nem queixas; ele deve empregar, para esse fim, a fórmula chamada “A Besta copulando com a Mulher” que estabelece uma nova encarnação da deidade; qual nas lendas de Leda, Semele, Miriam, Pasiphae e outras. Ele deve estabelecer este ideal para as ordens que ele governa, para que eles possuam um não tão abstrato ponto de contato para seus estágios pouco evoluídos.

X O Grau de Adeptus Minor é o principal tema das instruções da A∴A∴. É caracterizado pela Consecução do Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião (Veja-se o Equinócio, The Temple of Solomon the King; A Visão e a Voz, Oitavo Æthyr; também


Liber Samekh, etc. etc.). Esta é a tarefa essencial de todo homem; nenhum outro trabalho possui a mesma importância quer para o progresso pessoal, quer para a capacidade de auxiliar o próximo. Sem isto, o homem não é mais que o mais infeliz e mais cego dos animais. Ele tem consciência de sua incompreensível calamidade e é desajeitadamente incapaz de repará-la. Com isto, ele é nada menos que o coerdeiro de deuses, um Senhor de Luz. Ele está cônscio de seu próprio caminho consagrado, e confidentemente pronto a percorrê-lo. O Adeptus Minor necessita pouco auxílio ou direção mesmo de seus superiores na nossa Ordem. Seu trabalho é manifestar a Beleza da Ordem ao mundo, da maneira que os seus superiores prescrevem, e seu gênio dita. Para atingir o Grau de Adeptus Major, ele deve realizar duas tarefas; equilíbrio de si mesmo, principalmente no que se refere às suas paixões, de forma que ele não tenha preferência para com qualquer curso de conduta sobre outro; e cancelamento de todo ato pelo seu complemento, de forma que o quer que ele faça o deixe sem tentação de desviarse do caminho de sua Real Vontade. Esse equilíbrio das paixões e dos atos compõe a primeira tarefa. Em segundo lugar, ele deve manter silêncio enquanto prega seu corpo à árvore de sua vontade criadora, na atitude daquela Vontade, deixando que sua cabeça e braços formem o símbolo de Luz, como que para jurar que todo o seu pensamento, palavra ou ato expressaria a Luz derivada do Deus com o qual ele identificou sua vida, seu amor e sua liberdade - simbolizados pelo seu coração, seu pênis e suas pernas. É impossível estabelecer regras precisas pelas quais um homem possa alcançar o Conhecimento e Conversação de seu Sagrado Anjo Guardião; este é o segredo particular de cada um de nós; um segredo que não é para ser dito, ou mesmo adivinhado por qualquer outro, qualquer que seja seu grau. Isto é o Santo dos Santos, em que cada homem é seu próprio Alto Sacerdote e ninguém conhece o Nome do Deus de seu irmão, ou o Rito pelo qual Ele é invocado. Os Mestres da A∴A∴ não tentaram portanto instituir qualquer ritual para esta Tarefa


central da Ordem, salvo as instruções generalizadas em Liber 418 (Oitavo Aethyr) e o detalhado Cânon e Rubrica da Missa utilizada, com sucesso, por FRATER PERDURABO em Sua consecução. Isto foi escrito por Ele mesmo em Liber Samekh. Mas eles tem tornado pública narrações tais como aquelas em O Templo do Rei Salomão e em John St. John. Eles tomaram a única atitude apropriada; treinar aspirantes na teoria e prática de tudo de Magia e Misticismo, para que cada homem possa ser perito no manuseio de todas as armas conhecidas, e portanto livre para escolher e usar aqueles que sua própria experiência e instinto ditarem como devidas quando ele ensaia o Grande Experimento. O Adeptus Minor é também treinado no único hábito essencial ao Membro da A∴A∴; ele deve considerar todas as suas consecuções como propriedade primária dos aspirantes menos avançados que são confiados aos seus cuidados. Nenhuma consecução é oficialmente reconhecida pela A∴A∴ a não ser que o inferior imediato da pessoa em questão tenha sido preparado, por ele, para substituí-la. A regra não é sempre rigidamente aplicada, pois causaria congestão, principalmente nos graus menos elevados, onde a necessidade é maior, e as condições mais confusas; mas nunca é relaxada na R.C. ou S.S., salvo em Um Caso. Existe também uma regra que os Membros da A∴A∴ não se conhecerão uns aos outros oficialmente, salvo apenas cada Membro seu superior, que o introduziu, e seu inferior que foi por ele introduzido. Esta regra foi relaxada, e um “Grão Neófito” nomeado para superintender todos os Membros da Ordem da G.D. O verdadeiro objeto desta regra era para prevenir que Membros do mesmo Grau trabalhassem juntos, assim obscurecendo cada um a individualidade do outro; e também para prevenir que o trabalho se desenvolvesse em um intercurso social. Os Graus da Ordem da G.D. estão completamente descritos em Liber 1853, e não há necessidade de amplificar aqui o que lá foi dito. Deve-se, no entanto, cuidadosamente frisar que cada um desses Graus preliminares contém certas tarefas apropriadas, e insiste-se sobre a ampla consecução de toda e cada uma da maneira mais rígida4.


Membros da A∴A∴ de qualquer grau não são obrigados, não se espera deles, e nem mesmo são encorajados a trabalhar em quaisquer linhas especiais, ou com quaisquer objetivos exceto os estabelecidos acima. Há, entretanto, uma proibição absoluta de aceitar dinheiro, ou qualquer recompensa material, direta ou indiretamente, por qualquer serviço em relação à Ordem, para lucro ou vantagem pessoal. A penalidade é expulsão imediata, sem possibilidade de readmissão em quaisquer circunstâncias. Mas todos os Membros devem necessariamente trabalhar de acordo com os fatos da Natureza, da mesma forma que um arquiteto deve tomar em consideração a Lei de Gravidade, ou um marinheiro calcular as correntes marítimas. Portanto todos os Membros da A∴A∴ devem trabalhar pela Fórmula Mágica do Æon. Eles devem aceitar o Livro da Lei como a Palavra e a Letra de Verdade, e a única Regra de Vida5. Eles devem reconhecer a autoridade da Besta 666 e da Mulher Escarlate tal como está definida no livro, e aceitarem Sua Vontade6 como concentrando a Vontade de nossa Ordem Inteira. Eles devem aceitar a Criança Coroada e Conquistadora como o Senhor do Æon, e esforçam-se por estabelecer Seu reino na Terra. Eles devem reconhecer que “A palavra da Lei é Θελημα” e que “Amor é a lei, amor sob vontade”. Cada Membro deve ter por principal propósito o descobrir para si mesmo sua própria real vontade, e fazê-lo, e nada mais7. Ele deve aceitar essas ordens no Livro da Lei que se aplicam a ele a como necessariamente de acordo com sua verdadeira vontade, e executar as mesmas ao pé da letra com toda a energia, coragem e habilidade que ele possa comandar. Isto se aplica especialmente ao trabalho de extensão da Lei no mundo, em que a prova dele é seu próprio sucesso, o testemunho de sua Vida à Lei que lhe deu luz em seus caminhos, e liberdade para percorrê-los. Assim fazendo, ele paga sua dívida para com a Lei que o libertou, trabalhando sua vontade para libertar todos os homens; e ele se prova ser um verdadeiro homem em nossa Ordem por querer trazer seus semelhantes à liberdade. Assim se dispondo, ele se preparará da melhor forma para a tarefa de compreender e


dominar os diversos métodos técnicos prescritos pela A∴A∴ para consecução Mística e Mágica. Ele estará assim se preparando apropriadamente para a crise de sua carreira na Ordem, a obtenção do Conhecimento e da Conversação do seu Sagrado Anjo Guardião. Seu Anjo o levará em seguida ao ápice da Ordem da R.C. e o tornará pronto para enfrentar o indescritível horror do Abismo que divide a Humanidade da Divindade; ensiná-lo-á a Conhecer aquela agonia, Ousar aquele destino, Querer aquela catástrofe, e Calar para sempre quando efetua o ato de aniquilação. Do Abismo Nenhum Homem sai, mas uma Estrela surpreende a Terra, e nossa Ordem regozija-se acima do Abismo que a Besta engendrou mais um Bebê no Útero de Nossa Senhora, Sua Concubina, a Mulher Escarlate, BABALON. Não há necessidade de instruir um Bebê assim nascido, pois no Abismo foi purificado de todo veneno da personalidade; sua ascensão ao mais alto está assegurada, em sua estação, e ele nem tem necessidade de estações, pois está consciente de que todas as condições não são mais que formas da sua fantasia. Tal é um breve relato, adaptado tanto quanto foi possível à inteligência do aspirante médio ao Adeptado, ou Consecução, ou Iniciação, ou Magistério, ou União com Deus, o Desenvolvimento Espiritual, ou estado de Mahatma ou Libertação, ou Ciência Oculta, ou qualquer outro nome que possa chamar a mais íntima necessidade de Verdade, de nossa Ordem da A∴A∴. Está redigido principalmente para despertar interesse nas possibilidades do progresso humano, e para proclamar os princípios da A∴A∴. O esquema dado acima dos diversos passos sucessivos é exato; as duas crises – o Anjo e o Abismo – são aspectos necessários de toda carreira. As outras tarefas não são sempre executadas na ordem dada; um homem, por exemplo, pode adquirir muitas das qualidades peculiares do Adeptus Major, e no entanto faltarem-lhe algumas das


qualidades do Praticus8. Mas o sistema aqui dado descrito mostra a correta ordem dos fatos, qual são arranjados na Natureza; e em nenhum caso é seguro para um homem o negligenciar o domínio de qualquer detalhe, ainda que mais tedioso ou desagradável lhe possa pareça. Frequentemente um detalhe assim parece; isto apenas significa quão urgente conquistá-lo. O desgosto para com o detalhe, ou desprezo por ele, testemunha uma fraqueza e falta de integridade na natureza que o repudia; essa falha particular nas defesas podem admitir o inimigo no momento crítico de alguma batalha. Pior, a pessoa ficaria envergonhada para sempre se seu inferior viesse pedir-lhe conselho e auxílio sobre o assunto de um tal detalhe e ela não pudesse ser-lhe de serviço! O fracasso do inferior – seu próprio fracasso também! Nenhum passo à frente, não importa quão bem esteja conquistado, até que seu inferior esteja preparado alcançar seu próprio avanço e tomar o seu lugar! Todo Membro da A∴A∴ deve estar armado em todos os pontos, e perito no uso de todas as armas. Os exames em todos os Graus são estritos e severos; respostas vagas ou descuidadas não são aceitas. Em questões intelectuais, o candidato deve mostrar-se não menos domínio de seu assunto do que se ele estivesse passando pelo exame “final” para Doutor em Ciência ou em Lei numa das melhores Universidades. No exame de práticas físicas, existem testes estabelecidos. Em Asana, por exemplo, o candidato deve permanecer imóvel por um certo tempo, seu sucesso sendo medido por uma xícara cheia de água a transbordar que é colocada sobre a sua cabeça; se ele derrama uma gota, é rejeitado. Ele é testado na “Visão do Espírito” ou “Viagem Astral” dando a ele um símbolo desconhecido e ininteligível, para ele; e ele deve interpretar sua natureza pelo significado de uma visão tão exatamente como quanto se tivesse lido seu nome e descrição no livro, quando ele foi tirado. O poder de fazer e imantar talismãs é testado como se eles fossem instrumentos científicos de precisão, tal como eles são. Na Cabala, o candidato deve descobrir para si mesmo, e provar ao examinador, sem


qualquer dúvida, as propriedades de um número nunca previamente examinado por qualquer estudante. Em invocação, a força divina deve ser feita tão manifesta e facilmente reconhecível quanto os efeitos do clorofórmio; em evocação, o espírito chamado deve ser no mínimo tão visível e tangível quanto os vapores mais pesados; em adivinhação, a resposta deve ser tão precisa quanto uma tese científica, e tão acurada quanto um inventário; em meditação, os resultados devem soar como o relatório de um especialista sobre um caso clássico. Através de tais métodos, a A∴A∴ tenciona tornar a ciência oculta tão sistemática e científica quanto a química; salvá-la da má reputação que graças aos charlatões ignorantes e desonestos que têm prostituído seus nomes, e aos entusiastas fanáticos e cheios de preconceitos que têm feito dela um fetiche, tornou-a um objeto de aversão àquelas muitas mentes cujo entusiasmo e integridade as fazem mais necessitadas dos seus benefícios, e mais merecedoras de recebê-los. É a única ciência realmente importante, pois transcende as condições da existência material e, portanto não perecerá com o planeta, e deve ser estudada como uma ciência, com ceticismo, e com a máxima energia e paciência. A A∴A∴ possui os segredos do sucesso; não faz segredo de seus conhecimentos, e se os seus segredos não são por toda parte conhecidos e praticados, é porque os abusos associados com o nome de ciência oculta desencorajam investigadores oficiais de examinar a evidência a sua disposição. Este documento não foi escrito apenas com o objeto de atrair pesquisadores individuais ao caminho da Verdade, mas também para afirmar a propriedade dos métodos da A∴A∴ como base para o próximo grande passo no progresso do conhecimento humano. Amor é a lei, amor sob vontade. O. M. 7°=4□ A∴A∴ Præmonstrator da


Ordem da R... C... Dado do Collegium ad Spirictum Sanctum, Cefalú, Sicília, no Décimo Sétimo Ano do Æon de Hórus, o Sol estando em 23° ♍ e a Lua em 14° de ♓. 1 Originalmente, nem um número no catálogo e nem uma Classe de Documento foram atribuídos a Uma Estrela à Vista. Estes foram atribuídos internamente na linhagem de Soror Estai. Com exceção destes elementos, esta edição em todos os respeitos é idêntica àquela que foi originalmente publicada por G∴H∴ Frater O.M. 2 O Nome da Ordem e esses de suas três divisões não são desvelados aos profanos. Recentemente certos charlatães e vigaristas roubaram as iniciais A∴A∴ a fim de lucrar pela sua reputação. Todos aqueles que desejam se juntar à Ordem são avisados que perguntem ao Chancellor da A∴A∴ se a pessoa com o qual estão em contato sobre este assunto é ou não um representante autorizado da Ordem. A A∴A∴ não aceita remunerações de quaisquer tipos pelos Seus serviços. 3 Este livro foi publicado no The Equinox Vol. III Nº 2 [Nota de S.R.: que não foi lançado. Liber 185 veio a público com o Gems From the Equinox de Israel Regardie.] 4 Liber 185 não precisa ser citado por inteiro. É necessário apenas dizer que o Aspirante é treinado sistematicamente e compreensivamente nas várias técnicas práticas que formam a base de Nosso Trabalho. Alguém pode se tornar um expert em uma ou todas estas sem necessariamente ter algum progresso verdadeiro, e prosódia sem estar apto a escrever uma única linha de boa poesia, embora o maior poeta em alma é incapaz de se expressar sem o auxílio daqueles três elementos da composição literária. 5 Isso não está em contradição com o direito absoluto de toda pessoa fazer sua própria Vontade verdadeira. Mas qualquer Vontade Verdadeira está em necessária harmonia com os fatos da Existência; e recusar-se em aceitar o Livro da Lei é criar um conflito na Natureza, como se um físico insistisse em usar uma fórmula incorreta de mecanismos


como base de algum experimento. 6 “Suas Vontades” – é claro, não os seus desejos como seres humanos individuais, mas sim as suas vontades como oficiais do Novo Æon. 7 Não é considerado “essencial para a correta conduta” ser um propagandista da Lei, e por diante; ela pode, ou não, ser a Verdadeira Vontade de qualquer pessoa particular. Porém desde que o propósito fundamental da Ordem é promover a Consecução da humanidade, do membro implicado, pela definição, a Vontade de ajudar a humanidade pelo significado melhor adaptado para tal. 8 Os talentos naturais dos indivíduos diferem muito extremamente. Sir Richard Jebb, um dos maiores estudantes clássicos dos tempos modernos, foi tão inferior em cálculos medíocres de matemática, que apesar de repetidos esforços não pode fazer uma “pequena visita” em Cambridge - de qual a mente mais sombria pode normalmente ser capaz. Ele foi tão profundamente estimado por seus clássicos que uma “Graça” especial foi concedida como para matricula-lo. Similarmente um brilhante Exorcista poderia ser um incompetente Adivinhador. Em tal caso, a A∴A.·. rejeitaria desviar-se de Seu sistema; o Aspirante seria compelido a ficar na Barreira até que conseguisse suplantá-la, embora uma nova encarnação seja necessária para permitir que isto acontecesse. Mas nenhum falha técnica de qualquer tipo que seja poderia necessariamente o prevenir de chegar nas Duas Tarefas Críticas, desde que o fato de sua própria encarnação prova que ele tomou o Juramento que intitula-o a alcançar o Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião, e à aniquilação desse Ego. Alguém poderia no entanto ser um Adeptus Minor ou até um Magister Templi, em essência, embora recusado do reconhecimento oficial da A∴A∴ tal como um Zelator devido a (dizer) um defeito nervoso que impediu-o de adquirir a Postura que fosse “firme e confortável” tal como é requerido pela Tarefa deste grau. Origem da tradução Traduzido por Marcelo Motta. Revisado de acordo com a apêndice de Book Four.


Um Relato da A.·.A.·. sub figura XXXIII Publicação em Classe C Primeiramente escrito em linguagem de seu período pelo Conselheiro Von Eckartshausen e agora reescrito em Cifra Universal

A.·.A.·. Publicação oficial em Classe C Emitido pela Ordem: D.D.S. 7= 4□ O.S.V. 6= 5□ N.S.F. 5= 6□


É necessário, meus caros irmãos, dar-lhes uma clara idéia da Ordem interior, daquela comunidade iluminada que está completamente dispersa no mundo, mas que é governada por uma verdade e unida em um espírito. Essa comunidade possui uma Escola, na qual todos que aspiram por conhecimento são instruídos pelo próprio Espírito de Sabedoria; e todos mistérios da natureza são preservados nessa escola para as crianças da luz. Conhecimento perfeito da natureza e da humanidade é ensinado nessa escola. É através dela que todas as verdades penetram no mundo; ela é a escola de todos aqueles que procuram por sabedoria, sendo que é apenas nessa comunidade que a verdade e as explicações de todos os mistérios serão encontrados. Ela é a mais oculta das comunidades, contudo ela contém membros de muitos círculos; nem há qualquer Centro de Pensamento cuja atividade não seja devido à presença de um de nós. Em todos os tempos, tem existido uma escola exterior, baseada numa interior, da qual não é mais que uma expressão exterior. Em todos os tempos, tem existido uma assembléia oculta, uma sociedade de Eleitos, daqueles que procuraram e


tiveram capacidade para luz, e essa sociedade interior foi o Eixo da R.O.T.A. Tudo que qualquer ordem externa possui no símbolo, cerimônia ou rito é a letra expressa externamente daquele espírito de verdade que habita no Santuário interior. E nem a contradição do exterior representa qualquer barreira à harmonia do interior. Conseqüentemente esse Santuário, composto de membros amplamente dispersos, de fato, mas unidos pelos laços de amor perfeito, têm se ocupado desde o início das eras na construção do grande Templo (através da evolução da humanidade) pela qual o reino de L.V.X. se manifestará. Essa sociedade está na comunhão daqueles que tiveram mais capacidade para a luz; eles estão unidos na verdade, e seu Chefe mesmo é a Luz do Mundo ele mesmo, V.V.V.V.V., o Ungido na luz, o único professor para a raça humana, o Caminho, a Verdade e a Vida. A Ordem interna foi formada imediatamente depois que a primeira percepção da mais rica herança do homem alvoreceu sobre o primeiro dos adeptos; ele recebeu de primeiramão dos Mestres, a revelação dos meios pelos quais a humanidade poderia ser elevada aos seus direitos e libertada de sua miséria. Ela [a ordem] recebeu a responsabilidade primitiva de toda revelação e mistério; ela recebeu a chave da verdadeira ciência, ambas, divina e natural. Mas conforme os homens se multiplicavam, sua fragilidade necessitava de uma sociedade exterior na qual velasse a interior, e ocultasse o espírito e a verdade na letra, porque muitos não eram capazes de compreender a grande verdade interior. Portanto, as verdades interiores foram revestidas em cerimônias externas e perceptíveis, de forma que os homens, por sua percepção da exterior que é símbolo da interior, pudessem através

de graus tornar-se aptos a chegar com segurança às verdades espirituais

interiores. Mas a verdade interior sempre tem sido confiada ao homem que em seus dias tivesse maior capacidade para iluminação, e se tornado o guardião exclusivo da Confiança original, como Alto Sacerdote do Santuário. Quando se tornou necessário que essas verdades interiores fossem envolvidas em


cerimônias e símbolos exteriores, por causa da real fraqueza dos homens que não foram mais capazes de ouvir a Luz da Luz, então a adoração externa começou. Isso era, portanto, sempre do tipo ou símbolo do interior, ou seja, o símbolo do verdadeiro e Secreto Sacramento. A adoração externa nunca estaria separada do deleite interior se não fosse pela fraqueza do homem que tende a esquecer muito facilmente do espírito na letra; mas os Mestres são vigilantes para notar em toda nação aqueles que podem receber luz, e tais pessoas são empregadas como agentes para espalhar a luz de acordo com a capacidade do homem e para revivificar a letra morta. Por estes instrumentos, as verdades interiores do Santuário foram levadas por toda nação, e também foram simbolicamente modificadas de acordo com seus costumes, capacidade para instrução, ambiente e receptividade. De forma que os tipos externos de toda religião, adoração, cerimônias e Livros Sagrados em geral tenham mais ou menos claramente, como o objeto de sua instrução, as verdades interiores do Santuário pelo qual o homem será conduzido ao conhecimento universal da única Verdade Absoluta. Quanto mais o culto externo de um povo tenha permanecido unido ao espírito da verdade esotérica, mais pura sua religião. Porém, quanto maior a diferença entre a letra simbólica e a verdade invisível, mais imperfeita se torna a religião. Finalmente, pode ser que a forma externa tenha se separado inteiramente de sua verdade interior, assim que as observâncias cerimoniais sem alma ou vida remanescentes ficaram isoladas. No meio de tudo isso, a verdade repousa inviolável no Santuário interno. Fiel ao espírito da verdade, os membros da Ordem interior vivem no silêncio, mas em atividade real. Ainda, além de seus sagrados trabalhos secretos, de tempos em tempos, eles decidem sobre a ação política estratégica. Assim, quando a terra era noite totalmente corrupta por causa da Grande Feitiçaria, os Irmãos enviaram Maomé para que trouxesse liberdade à humanidade pela espada.


Isto não sendo mais que um sucesso parcial, que eles ergueram Lutero para ensinar a liberdade do pensamento. Contudo esta liberdade logo se tornou em uma escravidão mais pesada que a anterior. Então os Irmãos entregaram aos homens o conhecimento da natureza, e suas chaves; essa ainda também foi prevenida pela Grande Feitiçaria. Agora então finalmente de maneiras inomináveis, como um de nossos Irmãos tinha agora em mente manifestar, ergueram Aquele que entregaria aos homens as chaves do Conhecimento Espiritual, e por Seu trabalho Ele há de ser julgado. Esta comunidade interior de luz é a reunião de todos aqueles capazes de receber a luz, e ela é conhecida como a Comunhão dos Santos, o receptáculo primitivo para toda a força e verdade, confiada a ela de todo o tempo. Por ela os agentes de L.V.X. foram formados em toda era, passando do interior ao exterior, e comunicando espírito e vida à letra morta, como já foi dito. Es s a comunidade iluminada é a verdadeira escola de L.V.X., tem uma Presidência, Doutores; possui um regulamento para os estudantes, assim como métodos e disciplinas de estudo Ela também tem seus graus para desenvolvimento sucessivo a altitudes maiores. Esta escola de sabedoria sempre foi a mais secretamente escondida do mundo, porque ela é invisível e submissa somente ao governo iluminado. Ela nunca foi exposta aos acidentes do tempo e à fraqueza do homem, porque só os mais capazes foram escolhidos para ela, e aqueles selecionados não erraram. Através desta escola foram desenvolvidos os germes de todas as ciências sublimes, que foram recebidas primeiro por escolas externas, então trajadas em outras formas, e conseqüentemente se degenerou. Conforme o tempo e as circunstâncias, a sociedade de sábios comunicou às sociedades


exteriores seus hieróglifos simbólicos, no intuito de atrair os homens às grandes verdades de seu Santuário. Mas todas as sociedades exteriores subsistem apenas em virtude da [Ordem] interior. Assim que sociedades externas desejem transformar um templo de sabedoria em um edifício político, a sociedade interior se retira e deixa apenas a letra sem o espírito. É assim aquele segredo das sociedades externas de sabedoria não eram nada além de telas hieroglíficas, a verdade permanecendo inviolável no Santuário de forma que ela nunca poderia ser profanada. Nesta sociedade interior, o homem encontra sabedoria e com ela Toda – não a sabedoria deste mundo, que não é nada além de conhecimento científico que revolve ao redor do exterior mas nunca toca o centro (na qual está contida toda a força), mas a verdadeira sabedoria, compreensão e conhecimento, reflexões da iluminação suprema. Todas as disputas, todas as controvérsias, todas as coisas que pertencem às falsas preocupações deste mundo, discussões infrutíferas, germes inúteis de opiniões que espalham as sementes de desunião, todos os erros, cismas, e sistemas estão banidos. Nem calúnia nem escândalo são conhecidos. Todo homem é honrado. Amor somente reina. Nós não devemos, entretanto, imaginar que esta sociedade assemelhe-se a qualquer sociedade secreta, reunindo-se em certos momentos, escolhendo líderes e membros, unidos por objetivos especiais. Todas as sociedades, sejam quais forem, podem vir somente depois deste círculo interior iluminado. Esta sociedade não conhece nenhuma das formalidades que pertencem aos círculos exteriores, o trabalho do homem. Neste reino de poder todas as formas exteriores cessam. L.V.X. é o Poder sempre presente. O maior homem de seu tempo, o próprio chefe, nem sempre conhece todos os membros, mas o momento quando for necessário que ele realize qualquer objetivo, ele os achará no mundo com certeza imediata. Esta comunidade não tem barreiras externas. Ele que pode ser escolhido é como o


primeiro; ele se apresenta entre os outros sem presunção, e é recebido por eles sem suspeita. Se for necessário que membros reais se encontrem, eles se acharão e se reconhecerão um ao outro com perfeita certeza. Nenhum disfarce pode ser usado, nem hipocrisia nem dissimulação poderiam ocultar as qualidades típicas que distinguem os sócios dessa sociedade. Toda a ilusão se foi, e coisas aparecem em sua verdadeira forma. Nenhum membro pode escolher outro; escolha unânime é necessária. Embora nem todos os homens sejam chamados, muitos dos chamados são escolhidos e tão logo estejam aptos para entrar. Qualquer homem pode buscar a entrada, e qualquer homem que está dentro pode ensinar a outro buscar por ela; mas somente aquele que está preparado, pode chegar lá dentro. Os homens despreparados ocasionam desordem em uma comunidade, e desordem não é compatível com o Santuário. Assim é impossível profanar o Santuário, desde que admissão não é formal, mas real. A inteligência mundana busca este Santuário em vão; infrutíferos também serão os esforços da malícia para penetrar nestes grandes mistérios; tudo é indecifrável aquele que não está amadurecido, não pode ver nada, ler nada no interior. Aquele que está apto está unido à cadeia, talvez muitas vezes onde ele achou menos provável, num ponto que ele não sabia nada dele mesmo. Tornar-se apto deveria ser o único esforço daquele que busca sabedoria. Mas há métodos pelos quais a aptidão é atingida, pois nessa sagrada comunhão está o armazém primitivo da ciência mais antiga e original da raça humana, com os mistérios primitivos de toda a ciência. A comunidade é a única e realmente iluminada que está absolutamente em posse da chave de todos os mistérios, que conhece o centro e a fonte


de toda a natureza. É uma sociedade que une a força superior à sua própria, e conta com seus membros em mais de um mundo. É a sociedade cujos membros formam a república de Gênios, a Mãe Regente de todo o Mundo. [Os Revisores do texto em inglês desejam agradecer a tradução da Madame de Steiger que livremente comentaram.] Origem da tradução Fonte: http://www.astrumargentum.org/arquivos/ht/libri/libri_33.htm


Liber Colegii Sancti sub figura CLXXXV

A.·. A.·. Publicação em Classe D. Este documento será devolvido ao Chancellor da A.·.A.·. pelo Neófito que o introduziu através de seu Zelator.

A.·.A.·.

Imprimatur.

Publicação em Classe D.

D.D.S. Præmonstrator.

Data. . . . . . . . . . . . . . . .

Nº. . . . . . . . . . . . . . . . A.·.A.·.

Tarefa de um Probacionista 1. Que qualquer pessoa seja recebida por um Neófito, estando este subordinado a seu Zelator. 2. O período de Probação deverá ser de pelo menos um ano. 3. O aspirante à A.·.A.·. deverá ouvir a Lição (Liber LXI) e esta nota de sua função; SE ELE QUISER, deverá então adquirir o robe de um Probacionista; deverá escolher com profunda premeditação e intensa solenidade um mote. 4. Na admissão ele deverá receber o robe, assinar o formulário fornecido e repetir o


juramento conforme designado, e receber o Primeiro Volume do Livro. 5. Ele deverá memorizar um capítulo de Liber LXV; e além disso, ele deverá estudar as Publicações da A.·.A.·. em Classe B, e aplicar-se a tais práticas do Iluminismo Científico conforme parecer-lhe agradável. 6. Além de tudo isso, ele deverá realizar quaisquer tarefas que a A.·.A.·. possa considerar adequadas a confiá-lo. Que ele esteja atento de que a palavra Probacionista não é um termo em vão, mas que os Irmãos irão prová-lo de muitas maneiras sutis, quando ele menos esperar. 7. Na próxima vez em que o sol deverá entrar no signo em que ele foi recebido, sua iniciação pode ser concedida a ele. Ele deverá manter-se livre de todos os outros compromissos por uma semana inteira a partir daquela data. 8. Ele pode a qualquer momento retirar-se de sua associação com a A.·.A.·. simplesmente notificando o Neófito que o introduziu. 9. Ele deverá proclamar abertamente em todos os lugares a sua conexão com a A.·.A.·. e falar Dela e de Seus princípios (mesmo o pouco que compreenda) pois o mistério é o inimigo da verdade. Um mês antes da compleição de seu ano, ele deverá entregar uma cópia do seu Registro ao Neófito que o introduziu, e repetir a ele seu capítulo escolhido de Liber LXV. 10. Ele deverá se manter casto, e reverente para com o seu corpo, pois a ordália da iniciação não é leve. Isso é de importância peculiar nos dois últimos meses de sua Probação. 11. Assim e não de outra forma possa ele alcançar a grande recompensa, SIM, POSSA ELE ALCANÇAR A GRANDE RECOMPENSA! A.·.A.·.

Juramento de um Probacionista Liberdade Poder

Vida Putrefação


Destino

Morte

Eu, _______________________, estando são de mente e corpo, neste ____º dia de ___________________ [An ______, ☉ em ____ ° de ____ ] por meio deste resolvo: na Presença de _________________________, um Neófito da A.·.A.·., a exercer a Grande Obra: que é, obter um conhecimento científico da natureza e dos poderes do meu próprio ser. Que a A.·.A.·. coroe a obra, me conceda a Sua sabedoria na obra, me permita compreender a obra! Reverência, dever, simpatia, devoção, assiduidade, confiança eu trago à A.·.A.·. e que em um ano a partir desta data eu possa ser admitido ao conhecimento e conversação da A.·.A.·.! Testemunhe de minha mão ________________________ Mote ________________________

Amor

Luz

Paixão

Percepção

Deboche

Trevas Este documento será devolvido ao Chancellor da A.·.A.·. pelo Zelator que o admitiu. A.·.A.·. Publicação em Classe D. B.

Tarefa de um Neófito 1. Que qualquer Probacionista que tenha completado sua tarefa a contento da A.·.A.·. seja


instruído na direção apropriada de procedimento: que é: — Que ele leia do princípio ao fim esta nota de sua função, e assine-a, pagando a quantia de Um Guiné pelo Liber VII que será entregue a ele em sua iniciação, e de Um Guiné por esta Pasta de Documentos de Publicações em Classe D, B-G. Que ele obtenha o robe de um Neófito, e confie o mesmo aos cuidados de seu Neófito. Ele deverá escolher um novo mote com profunda premeditação e intensa solenidade, expressando a consciência mais clara de sua Aspiração que o ano de Probação lhe deu. Que ele marque um encontro com o seu Neófito ao prazer do último para a cerimônia de Iniciação. 2. O Neófito não deverá proceder ao grau de Zelator em menos do que oito meses; mas deverá manter-se livre por quatro dias para o avanço ao final daquele período. 3. Ele deverá passar os quatro testes chamados de os Poderes da Esfinge. 4. Ele deverá aplicar-se em compreender a natureza de sua Iniciação. 5. Ele deverá memorizar um capítulo de Liber VII; e além disso, ele deverá estudar e praticar Liber O em todos os seus ramos: ele também deverá começar a estudar Liber H e algum método geralmente aceito de divinação. Ele também irá ser examinado em seu poder de Viagem na Visão do Espírito. 6. Além de tudo isso, ele deverá realizar quaisquer tarefas que seu Zelator em nome da A.·.A.·. possa considerar adequado confiar a ele. Que ele esteja atento de que a palavra Neófito não é um termo em vão, mas que de muitas maneiras sutis a nova natureza excitará dentro dele, quando ele menos esperar. 7. Na próxima vez em que o sol deverá entrar no signo em 240° daquele em que ele foi recebido, sua iniciação pode ser concedida a ele. Ele deverá manter-se livre de todos os outros compromissos por quatro dias inteiros a partir daquela data. 8. Ele pode a qualquer momento retirar-se de sua associação com a A.·.A.·. simplesmente notificando o Zelator que o introduziu. 9. Ele deverá proclamar abertamente em todos os lugares a sua conexão com a A.·.A.·. e falar Dela e de Seus princípios (mesmo o pouco que compreenda) pois o mistério é o inimigo da verdade. Além disto, ele deverá construir o Pentáculo mágico, de acordo com a instrução em Liber A.


Um mês antes da compleição de seus oito meses, ele deverá entregar uma cópia do seu Registro ao seu Zelator, passar pelos testes necessários, e repetir a ele seu capítulo escolhido de Liber VII. 10. Ele deverá de todos os modos fortificar o seu corpo de acordo com o conselho de seu Zelator, pois a ordália da iniciação não é leve. 11. Assim e não de outra forma possa ele alcançar a grande recompensa, SIM, POSSA ELE ALCANÇAR A GRANDE RECOMPENSA!

Juramento de um Neófito Eu, ____________________________ (antigo mote), estando são de mente e corpo, e preparado, neste ______º dia de ______________________ [An ______, ☉em

____

°

de

____

]

por

meio

deste

resolvo:

na

Presença

de

_________________________, um Zelator da A.·.A.·., a exercer a Grande Obra: que é, obter o controle da natureza e dos poderes do meu próprio ser. Além disto, eu prometo observar zelo em serviço dos Probacionistas abaixo de mim, e a negar-me completamente a seu favor. Que a A.·.A.·. coroe a obra, me conceda a Sua sabedoria na obra, me permita compreender a obra! Reverência, dever, simpatia, devoção, assiduidade, confiança eu trago à A.·.A.·. e que em oito meses a partir desta data eu possa ser admitido ao conhecimento e conversação da A.·.A.·.! Testemunhe de minha mão[antigo mote] ________________________ Novo Mote ________________________ Este documento será devolvido ao Chancellor da A.·.A.·. pelo Practicus que o admitiu. A.·.A.·. Publicação em Classe D.


C.

Tarefa de um Zelator 1. Que qualquer Neófito que tenha completado sua tarefa a contento da A.·.A.·. seja instruído na direção apropriada de procedimento: que é: — Que ele leia do princípio ao fim esta nota de sua função, e assine-a, pagando a quantia de Três Guinés pelo volume contendo Liber CCXX, Liber XXVII e Liber DCCCXIII, que serão dados a ele em sua iniciação. Que ele realize as adições necessárias a serem feitas ao seu robe de Neófito, e confie o mesmo aos cuidados de seu Zelator. Que ele marque um encontro com o seu Zelator ao prazer do último para a cerimônia de Iniciação. 2. O Zelator deverá proceder ao grau de Practicus a qualquer momento que a autoridade conferi-lo. 3. Ele deverá passar Exames em Liber E, Postura e Respiração. Ele deverá ter atingido sucesso completo no anterior, isto é, a postura escolhida deverá ser perfeitamente firme e fácil; e atingido o segundo estágio no mesmo, isto é, rigidez automática. 4. Ele deverá além disso mostrar alguma familiaridade e experiência com as meditações dadas em Liber HHH. E nisto o seu Registro será a sua testemunha. 5. Ele deverá memorizar um capítulo de Liber CCXX; ele deverá passar exames em Liber HHH. 6. Além de tudo isso, ele deverá se aplicar em trabalhar para a A.·.A.·. sob sua própria responsabilidade. Que ele esteja atento de que a palavra Zelator não é um termo em vão, mas que um certo Zelo será inflamado dentro dele, quando ele menos esperar. 7. Quando a autoridade conferir o grau, ele deverá regozijar-se nisto; mas acautele-se, pois esta é a primeira partida do pilar do meio da Árvore da Vida. 8. Ele pode a qualquer momento retirar-se de sua associação com a A.·.A.·. simplesmente notificando o Practicus que o introduziu. Mesmo assim que ele lembre de que estando adentrado até aqui sobre o Caminho, ele


não pode escapar dele, e retornar ao mundo, mas sim ou à Cidade das Pirâmides ou às solitárias torres do Abismo. 9. Ele deverá proclamar abertamente em todos os lugares a sua conexão com a A.·.A.·. e falar Dela e de Seus princípios (mesmo o pouco que compreenda) pois o mistério é o inimigo da verdade. Além disto, ele deverá construir a Adaga mágica, de acordo com a instrução em Liber A. Um mês após sua admissão ao Grau ele deverá ir ao seu Practicus, passar pelos testes necessários, e repetir a ele seu capítulo escolhido de Liber CCXX. 10. Ele deverá de todos os modos estabelecer controle perfeito de sua Consciência Automática de acordo com o conselho de seu Practicus, pois a ordália do avanço não é leve. 11. Assim e não de outra forma possa ele alcançar a grande recompensa, SIM, POSSA ELE ALCANÇAR A GRANDE RECOMPENSA!

Juramento de um Zelator Eu, _____________________________ (mote), estando são de mente e corpo, e preparado, neste ______º dia de ________________________ [An ______, ☉ em

____

°

de

____

]

por

meio

deste

resolvo:

na

Presença

de

_________________________, um Practicus da A.·.A.·., a exercer a Grande Obra: que é, obter o controle das fundações do meu próprio ser. Além disto, eu prometo observar zelo em serviço dos Neófitos abaixo de mim, e a negarme completamente a seu favor. Que a A.·.A.·. coroe a obra, me conceda a Sua sabedoria na obra, me permita compreender a obra! Reverência, dever, simpatia, devoção, assiduidade eu trago à A.·.A.·. e que em breve eu possa ser admitido ao conhecimento e conversação da A.·.A.·.! Testemunhe de minha mão[mote] ________________________


Este documento será devolvido ao Chancellor da A.·.A.·. pelo Philosophus que o admitiu. A.·.A.·. Publicação em Classe D. D.

Tarefa de um Practicus 1. Que qualquer Zelator seja apontado pela autoridade a proceder ao grau de Practicus. Que ele leia do princípio ao fim esta nota de sua função, e assine-a. Que ele realize as adições necessárias a serem feitas ao seu robe de Zelator. Que ele marque um encontro com o seu Practicus ao prazer do último para a concessão do avanço. 2. O Practicus deverá proceder ao grau de Philosophus a qualquer momento que a autoridade conferi-lo. 3. Ele deverá passar exames em Liber DCCLXXVII, Qabalah, e Sepher Sephiroth. Ele deverá alcançar sucesso completo em Liber III, Cap. I. 4. Ele deverá além disso mostrar alguma familiaridade e experiência com seu método de divinação escolhido. Todavia nesta matéria ele deverá ser o seu próprio juiz. 5. Ele deverá memorizar Liber XXVII; e passar exames no Ritual e na prática de meditação dados em Liber XVI. Além disso, ele deverá passar pela prática de meditação S.S.S., em Liber HHH. 6. Além de tudo isso, ele deverá aplicar-se a um modo de vida inteiramente adaptado ao Caminho. Que ele lembre que a palavra Practicus não é um termo em vão, mas que a Ação é o equilíbrio dele que está na Casa de Mercúrio, que é o Senhor da Inteligência. 7. Quando a autoridade conferir o grau, ele deverá regozijar-se nisto; mas acautele-se, pois esta é a segunda partida do pilar do meio da Árvore da Vida. 8. Que ele não se aventure enquanto um membro do grau de Practicus a tentar retirar-se de sua associação com a A.·.A.·.. 9. Ele deverá proclamar abertamente em todos os lugares a sua conexão com a A.·.A.·. e


falar Dela e de Seus princípios (mesmo o pouco que compreenda) pois o mistério é o inimigo da verdade. Além disto, ele deverá construir a Taça mágica, de acordo com a instrução em Liber A. Um mês após sua admissão ao Grau ele deverá ir ao seu Philosophus, passar pelos testes necessários, e repetir a ele Liber XXVII. 10. Ele deverá de todos os modos estabelecer controle perfeito de sua razão de acordo com o conselho de seu Practicus, pois a ordália do avanço não é leve. 11. Assim e não de outra forma possa ele alcançar a grande recompensa, SIM, POSSA ELE ALCANÇAR A GRANDE RECOMPENSA!

Juramento de um Practicus Eu, _____________________________ (mote), estando são de mente e corpo, e preparado, neste ______º dia de ________________________ [An ______, ☉ em

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resolvo:

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_________________________, um Philosophus da A.·.A.·., a exercer a Grande Obra: que é, obter o controle das vacilações do meu próprio ser. Além disto, eu prometo observar zelo em serviço dos Zelatores abaixo de mim, e a negarme completamente a seu favor. Que a A.·.A.·. coroe a obra, me conceda a Sua sabedoria na obra, me permita compreender a obra! Reverência, dever, simpatia, devoção eu trago à A.·.A.·. e que em breve eu possa ser admitido ao conhecimento e conversação da A.·.A.·.! Testemunhe de minha mão[mote] ________________________ Este documento será devolvido ao Chancellor da A.·.A.·. pelo Dominus Liminis que o admitiu. A.·.A.·. Publicação em Classe D.


E.

Tarefa de um Philosophus 1. Que qualquer Practicus seja apontado pela autoridade a proceder ao grau de Philosophus. Que ele leia do princípio ao fim esta nota de sua função, e assine-a. Que ele realize as adições necessárias a serem feitas ao seu robe de Practicus. Que ele marque um encontro com o seu Philosophus ao prazer do último para a concessão do avanço. 2. O Philosophus deverá proceder ao grau de Dominus Liminis a qualquer momento que a autoridade conferi-lo. 3. Ele deverá passar exames em Liber CLXXV e em Construção e Consagração de Talismãs e em Evocação. Todavia nesta matéria ele deverá ser o seu próprio juiz. Além do mais ele deverá alcançar sucesso completo em Liber III, Cap. II. Além disso, ele deverá aplicar-se a estudar e praticar as meditações dadas em Liber V. 4. Ele deverá além disso mostrar alguma familiaridade e experiência de Liber O, Caps. V, VI. Do qual seu Registro deverá ser sua testemunha. 5. Ele deverá memorizar um capítulo de Liber DCCCXIII. 6. Além de tudo isso, ele deverá fazer reflexões constantes e profundas sobre o Caminho. Que ele lembre que a palavra Philosophus não é um termo em vão, mas que a Filosofia é o equilíbrio dele que está na Casa de Vênus, que é a Senhora do Amor. 7. Quando o título de Dominus Liminis é conferido a ele, que regozije-se excedentemente nele; mas acautele-se, pois isto não é nada senão o véu falso da lua que paira sob o Sol. 8. Que ele não se aventure enquanto um membro do grau de Philosophus a tentar retirar-se de sua associação com a A.·.A.·.. 9. Ele deverá proclamar abertamente em todos os lugares a sua conexão com a A.·.A.·. e falar Dela e de Seus princípios (mesmo o pouco que compreenda) pois o mistério é o inimigo da verdade. Além disto, ele deverá construir a Baqueta mágica, de acordo com a instrução em Liber


A. Um mês após sua admissão ao Grau ele deverá ir ao seu Dominus Liminis, passar pelos testes necessários, e repetir a ele seu capítulo escolhido de Liber DCCCXIII. 10. Ele deverá de todos os modos estabelecer controle perfeito de sua devoção de acordo com o conselho de seu Practicus, pois a ordália do avanço não é leve. 11. Assim e não de outra forma possa ele alcançar a grande recompensa, SIM, POSSA ELE ALCANÇAR A GRANDE RECOMPENSA!

Juramento de um Philosophus Eu, _____________________________ (mote), estando são de mente e corpo, e preparado, neste ______º dia de ________________________ [An ______, ☉ em

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_________________________, um Dominus Liminis da A.·.A.·., a exercer a Grande Obra: que é, obter o controle das atrações e repulsões do meu próprio ser. Além disto, eu prometo observar zelo em serviço dos Practici abaixo de mim, e a negarme completamente a seu favor. Que a A.·.A.·. coroe a obra, me conceda a Sua sabedoria na obra, me permita compreender a obra! Reverência, dever, simpatia eu trago à A.·.A.·. e que em breve eu possa ser admitido ao conhecimento e conversação da A.·.A.·.! Testemunhe de minha mão[mote] ________________________ Este documento será devolvido ao Chancellor da A.·.A.·. pelo Adeptus Minor que o admitiu. A.·.A.·. Publicação em Classe D. F.


Tarefa de um Dominus Liminis 1. Que qualquer Philosophus seja apontado pela autoridade um Dominus Liminis. Que ele leia do princípio ao fim esta nota de sua função, e assine-a. Que ele realize as adições necessárias a serem feitas ao seu robe de Philosophus. Que ele receba Liber Mysteriorum. Que ele marque um encontro com o seu Dominus Liminis ao prazer do último para a concessão do avanço. 2. O Dominus Liminis deverá proceder ao Grau de Adeptus Minor a qualquer momento que a autoridade conferi-lo. 3. Ele deverá passar exame Liber III, Cap. III. 4. Ele deverá meditar sobre o diverso conhecimento e Poder que ele adquiriu, e harmonizá-los perfeitamente. E nesta matéria ele deverá ser julgado pelo Præmonstrator a A.·.A.·.. 5. Ele deverá aceitar um cargo em um Templo da Iniciação, e memorizar uma parte indicada pelo Imperator da A.·.A.·.. 6. Além de tudo isso, ele deverá residir sobre o Umbral. Que ele lembre que a palavra Dominus Liminis não é um termo em vão, mas que a sua maestria será frequentemente contestada, quando ele menos esperar. 7. Quando finalmente ele atingir o grau de Adeptus Minor, que ele se faça humilde excedentemente. 8. Ele pode a qualquer momento retirar-se de sua associação com a A.·.A.·. simplesmente notificando o Adepto que o introduziu. 9. Ele deverá proclamar abertamente em todos os lugares a sua conexão com a A.·.A.·. e falar Dela e de Seus princípios (mesmo o pouco que compreenda) pois o mistério é o inimigo da verdade. Além disto, ele deverá construir a Lâmpada mágica, de acordo com a instrução em Liber A. Seis meses após sua admissão ao Grau, ele deverá ir ao seu Adeptus Minor, passar pelos testes necessários, e repetir a ele sua parte indicada no Templo da Iniciação. 10. Ele deverá de todos os modos estabelecer controle perfeito de sua intuição de acordo


com o conselho de seu Dominus Liminis, pois a ordália do avanço não é leve. 11. Assim e não de outra forma possa ele alcançar a grande recompensa, SIM, POSSA ELE ALCANÇAR A GRANDE RECOMPENSA!

Juramento de um Dominus Liminis Eu, _____________________________ (mote), estando são de mente e corpo, e preparado, neste ______º dia de ________________________ [An ______, ☉ em

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_________________________, um Adeptus Minor da A.·.A.·., a exercer a Grande Obra: que é, obter o controle das aspirações do meu próprio ser. Além disto, eu prometo observar zelo em serviço dos Philosophi abaixo de mim, e a negar-me completamente a seu favor. Que a A.·.A.·. coroe a obra, me conceda a Sua sabedoria na obra, me permita compreender a obra! Reverência, dever, simpatia eu trago à A.·.A.·. e que em breve eu possa ser admitido ao conhecimento e conversação da A.·.A.·.! Testemunhe de minha mão[mote] ________________________ Este documento será devolvido ao Chancellor da A.·.A.·. pelo Adeptus que o admitiu. A.·.A.·. Publicação em Classe D. G.

Tarefa de um Adeptus Minor Que o Adeptus Minor atinja o Conhecimento e Conversação de seu Sagrado Anjo Guardião.


Juramento de um Adeptus Minor Eu, _____________________________ (mote), estando são de mente e corpo, e preparado, neste ______º dia de ________________________ [An ______, ☉ em

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_________________________, um Adeptus da A.·.A.·., a exercer a Grande Obra: que é, atingir o conhecimento e conversação do Sagrado Anjo Guardião. Que a A.·.A.·. coroe a obra, me conceda a Sua sabedoria na obra, me permita compreender a obra! Reverência, dever, simpatia eu trago à A.·.A.·. e que aqui e agora eu possa ser admitido ao conhecimento e conversação da A.·.A.·.! Testemunhe de minha mão[mote] ________________________ Origem da tradução Traduzido por Frater S.R.


Liber Vesta vel PaRoKeTh [Nota de Frater S.R. Este não é um documento escrito por Aleister Crowley. Trata-se dos robes empregados pela linhagem em http://outercol.org (O.T.O. Califado). Todos estiveram conectados a Marcelo Motta no passado (entre expulsos e desligados). Quanto ao Imprimatur, os nomes são: Frater V. = J. Daniel Gunther Frater V.V. = William Breeze (Hyemaneus Beta) Frater S.U.A. = Martin P. Starr ] ‫תכרפ‬ Sub Figvra DCC

A. · . A. · . Publicação em Classe D. Imprimatur: N. Fra. A. · . A. · . Autorizado por: V. 7° = 4° Præmonstrator V.V. 6° = 5° Imperator S.U.A. 5° = 6° Cancellarius Agora que haja um velar deste santuário: agora que a luz devore os homens e os engula totalmente com cegueira! Liber CCXX II: 14 Este é o Livro dos Robes da Ordem:


O Robe de um Probacionista O Probacionista usará um Robe Branco de Linho,Lã ou Seda na Forma de Tau, com as mangas, gola e barra enfeitadas com tiras Douradas. Na frente do Robe, um Pentagrama Escarlate, com a ponta pra cima deverá estar; nas costas, um Hexagrama da Natureza com um Tau dourado no meio, sebdo que, "o triângulo azul apontando para baixo é Nuit e o vermelho apontando para cime é Hadit". Não há capuz.

O Robe de um Neófito O Neófito usará um Robe Negro de Linho, Lã ou Seda, na forma de Tau, com o Triângulo Vermelho sobre o peito, o símbolo de Thelema "o coração vermelho de três angulos sobre o santuário".. O Capuz é do mesmo material, com o Olho Dourado ( de Hórus) dentro do Triângulo Luminoso Prateado sobre a testa.


O Robe de um Zelator O Zelator deverá adicionar um Quadrado Violeta no Robe do Neófito, abaixo do nível dos joelhos.


O Robe de um Practicus Quando o Grau for confirmado pela Autoridade, o Practicus deverรก adicionar uma Faixa Laranja a manga direita do Robe do Zelator.

O Robe de um Philosophus Quando o Grau for confirmado por Autoridade, o Philosophus adicionarรก uma Faixa Verde na manga do braรงo esquerdo do Robe do Practicus.


O Robe de um Dominus Liminis Quando este título for confirmado pela Autoridade, o Philosophus deverá trocar o Capuz Negro, por um Branco do mesmo material, com Três Neteru em Azul, abaixo dos olhos. O Adepto manifestando-se como senhor dos Caminhos, cobrirá-se-á com um Pano Prata Transparente da cabeça aos pés.

Nota: Os Robes correspondem apenas aos Graus; eles não o indicam. Qualquer um desses Robes, poderá ser usado por uma pessoa de qualquer grau em ocasiões especiais.


Adendo (por S.R., n達o incluso no original - imagens da mesma artista) O Robe de um Adeptus Minor

O Robe de um Adeptus Major

O Robe de um Adeptus Exemptus


Origem da tradução Fonte: http://www.astrumargentum.org/arquivos/ht/libri/liber700.pdf


Quatro Pinturas Frater Per Ardua (J. F. C. Fuller)


O Portal da Ordem Externa.


O Portal da Segunda Ordem.

O Portal do Abismo.


Baphomet


8º Éter – Liber CCCCXVIII

A∴A∴ Publicação em Classe D E assim fará quem quiser alcançar o mistério do conhecimento e conversação de seu Sagrado Anjo Guardião: Primeiro, que ele prepare uma câmara cujas paredes e teto sejam brancos e o piso será coberto com um carpete quadriculado de preto e branco, e a borda deste será azul e dourada. E se ela estiver numa cidade, a sala não possuirá janelas, estando no campo, então é melhor se a janela estiver no teto. Ou, se for possível, que esta invocação seja realizada em um templo preparado para o ritual da passagem através do Tuat. Do teto pendurará uma lâmpada, na qual há um vidro vermelho, a queimar óleo de oliva. E essa lâmpada será limpa e preparada após a oração do poente e, abaixo dela haverá um altar, cúbico, & a altura será o triplo da metade ou o dobro da largura. E sobre o altar estará um incensário, semiesférico, apoiado em três pernas, de prata, e dentro uma semiesfera de cobre, e sobre o topo uma grade de prata dourada, e em seguida ele queimará incenso feito de quatro partes de olíbano e duas partes de estoraque, e uma parte de lignum aloes, ou de cedro, ou de sândalo. E isto é o suficiente. E ele também deixará preparado em um frasco de cristal no altar, óleo untado santo feito de mirra e canela e gengibre azul.


E mesmo sendo de grau mais elevado do que o de Probacionista, o robe de um deverá usar, pois a estrela de chamas mostra Ra Hoor Khuit abertamente sobre seu peito, e secretamente o triângulo azul descendente é Nuit e o vermelho ascendente é Hadit. E eu sou o Tau dourado no centro de suas bodas. Também, se for de sua escolha, ele poderá usar um roupão fechado de seda de tiro, púrpura e verde, e sobre ele um manto sem mangas, de azul brilhante, coberto com lantejoulas douradas, e escarlate por dentro. E ele mesmo fará uma baqueta de madeira de amêndoa ou de castanha cortada por suas próprias mãos ao alvorecer do Equinócio, ou do Solstício, ou do dia de Corpus Christi, ou em um dos dias de festa indicados no “Livro da Lei”. E ele entalhará com sua própria mão sobre a placa dourada, a Sagrada Tábua de Sete Partes ou a Sagrada Tábua de Doze Partes, ou algum desenho pessoal. E isso deverá ser enquadrado em um círculo, e o círculo será alado , ele irá prende-lo sobre a sua testa por uma tira de seda azul. Além disso, ele usará uma faixa de louro ou rosa ou hera ou arruda, e diariamente, após a oração do amanhecer, irá queimá-la no fogo do incensário. Agora ele orará três vezes por dia, por volta do pôr do sol, da meia-noite e do nascer do sol. E se ele for capaz, orará também quatro vezes entre o nascer e o pôr do sol. A prece deverá perdurar pelo tempo de uma hora, pelo menos, e ele procurará estendê-la e inflamar-se em oração. Assim ele invocará o seu Sagrado Anjo Guardião por onze semanas, e em qualquer caso orará sete vezes por dia durante a última das onze semanas. E durante todo esse tempo ele irá compor uma invocação tão satisfatória, com tanta sabedoria e compreensão quanto possam ser dados pela Coroa, devendo escrevê-la em letras douradas em cima do altar. Pois o topo do altar será de madeira branca, bem polida, e no centro dela terá colocado um triângulo de carvalho, pintado de escarlate, e sobre este triângulo as três pernas do incensário devem ficar.


Além disso, ele copiará sua invocação em uma folha de puro papel velino branco, com tinta indiana, e ele a iluminará de acordo com sua imaginação e fantasia, isso será informado pela beleza. E no primeiro dia da décima segunda semana ele entrará na câmara ao amanhecer, e fará sua prece, tendo antes queimado o conjuro feito sobre o papel velino no fogo da lâmpada. Então, por sua oração, a câmara será preenchida com luz insuportável pelo esplendor, e um perfume intolerável pela doçura. E seu Sagrado Anjo Guardião aparecerá para ele, sim, seu Sagrado Anjo Guardião aparecerá para ele, de forma que ele penetrará nos Mistérios da Santidade. E nesse dia ele permanecerá no prazer do conhecimento e conversação do Sagrado Anjo Guardião. E durante os três dias seguintes permanecerá no templo do nascer ao pôr-do-sol, e obedecerá as determinações que seu Anjo lhe terá dado, e sofrerá aquelas coisas que a ele são designadas. E por dez dias após isso irá se retirar como dito a ele pela plenitude dessa comunhão, pois ele precisa harmonizar o mundo que está dentro com o mundo que está fora. E ao final dos noventa e um dias ele deverá retornar ao mundo, e lá realizará aquela obra a qual o Anjo o terá designado. E mais do que isto não é necessário dizer, pois seu Anjo o rogará amavelmente, e mostrará de que maneira ele poderá estar mais perfeitamente envolvido. E ante ele que tem este Mestre não há nada mais de que ele precise, enquanto continuar no conhecimento e conversação do Anjo, para que adentre, afinal, na Cidade das Pirâmides. Origem da tradução Fonte:

http://www.astrumargentum.org/arquivos/ht/libri/libri_8.htm

brevemente por Frater S.R.

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Revisado


Liber LXV com Comentรกrios


LIBER LXV Liber Cordis Cincti Serpente sub figurâ ‫ינדא‬ Capítulo I[1] Os cinco capítulos referem-se aos cinco elementos. 1 — Terra, 2 — Ar, 3 — Água, 4 — Fogo, 5 — Espírito. Cada capítulo mostra seu Elemento a luz da relação entre o Adepto Menor e seu Sagrado Anjo Guardião. Assim, no Capítulo 1, o mundo material, ou aspecto sensível da Natureza, é demonstrado como uma mera pintura simbólica de algo completamente diverso. 1. Eu sou o Coração; e eis a Cobra enroscada Da mente em volta ao centro do qual não se vê nada. Ó minha cobra, sobe! Está chegada a hora Da flor velada e santa. Ó minha cobra, aflora! Sobe com esplendor que fulge e que retumba No cadáver de Asar que flutua na tumba! Ó coração de mãe, de irmã, coração meu, Tu és jogado ao Nilo; Tifão, ele é teu! Ah me! Porém a glória e fúria da tormenta Enfaixa-te de força, em forma te acalenta. Aquieta-te, Ó minha alma! a fim de suma o encanto Ao erguer dos condões; findo aeon; novo, e santo! Vê! que belo que sou, que alegre assim Te faço. Ó cobra que me envolves no tempo e no espaço! Vê! nós somos um só, e o vendaval de arroube Vai, desce no poente, e o Escaravelho sobe.


Ó Khephra! Teu zumbido, a nota pura e santa. Seja sempre o só trance e voz desta garganta! Eu aguardo a alvorada! O chamo de Pai. O Senhor Adonai, o Senhor Adonai! Invocação de Kundalini. O Adepto “morre” para o mundo material e floresce como um Lótus. Ele cessa; e entra no silêncio da meia-noite, onde adora Khephra. Então ele aguarda a chegada de seu Senhor. 2. Adonai falou a V.V.V.V.V., dizendo: Deve haver sempre divisão na palavra. 3. Pois as cores são muitas, mas a luz é uma. 4. Portanto tu escreves aquilo que é de esmeralda-mãe, e de lápis-lazúli, e de turquesa, e de alexandrita. 5. Outro escreve as palavras de topázio, e de profunda ametista, e de safira cinza, e de profundo safira com um toque como que de sangue. 6. Portanto vós vos afligis por causa disto. 7. Não vos contenteis com a imagem. 8. Eu que sou a Imagem de uma Imagem digo isto. 9. Não discutais a Imagem, dizendo Além! Além! Sobe-se à Coroa pela lua e pelo Sol, e pela seta, e pelo Fundamento, e pelo escuro lar das estrelas, partindo da terra negra. 10. Não de outra maneira podeis atingir a Ponta Polida. 11. Nem está bem que o sapateiro tagarele sobre assunto Real. Ó sapateiro! conserta-me este sapato, para que eu possa andar. Ó rei! se eu for teu filho, falemos da Embaixada ao Rei teu Irmão. 2-11. O Anjo diz: cada homem vê a Natureza a sua maneira. O que ele vê é apenas uma


imagem. Todas as imagens devem ser ignoradas; o Adepto deve aspirar de todo coração à Ponta Polida. Este assunto não pode ser discutido em linguagem vulgar; o rei tem que falar dos assuntos da realeza de uma forma soberana. 12. Então houve silêncio. A fala nos deixará por algum tempo. Existe uma luz tão estrênua que não é percebida como luz. Silêncio. O Adepto registra as suas impressões. O grau máximo de qualquer tipo de energia ultrapassa o poder receptivo do observador. Parece então como se fosse energia de alguma outra ordem. 13. O acônito não é tão agudo quanto o aço; no entanto, fere o corpo mais sutilmente. Quanto mais sutil a forma de energia, tanto mais potente, mas menos fácil de observar. 14. Tal como beijos malignos corrompem o sangue, assim minhas palavras devoram o espírito do homem. A verdade destrói a razão. 15. Eu respiro, e há infinito desassossego no espírito. A vida perturba o comodismo com que a mente aceita símbolos sem vida como realidade. 16. Como um ácido corrói o aço, como um câncer corrompe por completo o corpo, assim sou Eu para o espírito do homem. O Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião dá uma nova e mais alta forma de energia que destrói os tipos mais grosseiros de existência. 17. Eu não descansarei, até que o tenha dissolvido todo. O processo continua até ser completado. 18. Assim também a luz que é absorvida. Um absorve pouca, e é chamado branco e reluzente; um absorve toda e é chamado negro.


Fenômenos resultam de resistência ao ‘amor’. A união perfeita é silenciosa. 19. Portanto, Ó meu querido, tu és negro. 20. Ó meu lindo, Eu te tornei semelhante a um retinto escravo núbio, um menino de olhos tristes. 21. Ó o cão! o imundo! eles gritam contra ti. Porque tu és bem-amado. 19-21: V.V.V.V.V., tendo alcançado em perfeição o Grau de Adeptus Minor, parece maligno. 22. Felizes aqueles que te elogiam; pois eles te veem com Meus olhos. Aqueles que compreendem todo este Trabalho elogiam V.V.V.V.V. 23. Não em voz alta eles te elogiarão; mas na guarda noturna um se aproximará furtivamente e te dará o aperto secreto; outro, em privado, te coroará com uma coroa de violetas; um terceiro ousará grandemente, e beijará com lábios únicos os teus. 24. Sim! a noite cobrirá tudo, a noite cobrirá tudo. 23-24: Eles o fazem de modos secretos. 25. Tu me procuraste longamente; tu correste tanto avante que Eu não pude te alcançar: Ó tu, querido tolo! Com que amargura te coroaste os dias. Perdurabo impediu seu próprio sucesso pela sua ânsia exagerada. 26. Agora Eu estou contigo; Eu jamais deixarei o teu ser. 27. Pois Eu sou aquela macia, sinuosa, e enroscada em volta tua, coração de ouro! 26-27. União quando feita é permanente.


28. Com doze estrelas está a minha cabeça adereçada; Meu corpo é branco como o leite as estrelas; brilha com o azul do abismo de estrelas invisível. O Anjo está coroado com o Zodíaco. Seu corpo é o de Nuit. 29. Eu achei aquilo que não podia ser achado; Eu achei um vaso de mercúrio. A estabilidade foi achada na base de uma mudança contínua. 30. Tu instruirás teu servo em seus caminhos, tu falarás muito com ele. Parece uma injunção ao Sagrado Anjo Guardião para que se mantenha em contato constante com o Adepto. 31. (O escriba olha para cima e grita) Amém! Tu o disseste, Senhor Deus! O Adepto aceita isto como uma promessa definida. 32. Adonai falou mais a V.V.V.V.V. e disse: 33. Deleitemo-nos na multidão dos homens! Construamos deles um bote de madrepérola para nós, a fim de que naveguemos no rio de Amrit! 32-33: Proposta para se encarar o mundo fenomênico do novo ponto de vista. 34. Tu vês aquela pétala de amaranto soprada pelo vento das baixas sobrancelhas de Hathor? 35. (O Magister viu-a, e regozijou-se na beleza dela.) Escuta! 36. (De certo mundo veio um lamento infinito.) Aquela pétala caindo pareceu aos pequeninos uma onda para engolir seu continente. 34-36: Dois pontos de vista, tal como o sorriso de uma moça é morte para muitas células do seu corpo. 37. Assim eles recriminarão teu servo, dizendo: Quem te encarregou de nos


salvar? Isto explica porque os homens ressentem o seu salvador. Eles interpretam seus atos como destrutivos. 38. Ele sofrerá muito. Ele em sua mente humana se entristece com isto. 39. Todos eles não compreendem que tu e Eu estamos fazendo um bote de madrepérola. Desceremos o rio de Amrit até os bosques de teixos de Yama, onde podemos nos regozijar extremamente. 40. A alegria dos homens será nosso brilho prateado, e sua tristeza o nosso brilho azulado — tudo na madrepérola. 39-40: Mas a relação toda é ilusória. Na realidade, o Anjo e o Adepto estão se preparando para partir juntos pela eternidade; o Trabalho do Adepto de redenção da Humanidade é apenas uma imagem vista enquanto ele prepara sua madrepérola. 41. (O escriba se enraiveceu com isto. Ele disse: Ó Adonai e meu mestre, eu tenho carregado o tinteiro e a pena sem salário, a fim de que eu pudesse buscar esse rio de Amrit, e navegar nele como um de vós. Isto eu exijo como paga, que eu partilhe do eco de vossos beijos.) 42. (E imediatamente lhe foi isto concedido.) 41-42: A mente humana exige que a aliviem da dor de ver a Natureza sob este aspecto, alegando que tem servido os Mestres com devoção sem egoísmo. 43. (Não; mas não com isto ele se contentou. Por um infinito rebaixamento em vergonha ele se esforçou. Então uma voz:) A mente exige completo alívio. 44. Tu te esforças sempre; mesmo em te entregando tu te esforças por


entregar-te — e vê! tu não te entregas. 45. Vai aos lugares mais externos e submete todas as coisas. 46. Submete teu medo e teu desgosto. Então — entrega-te. 44-46: O método. Conhece tudo que é possível, torna-te indiferente a tudo. Isto feito, torna-te perfeitamente passivo. 47. Houve uma virgem que andava a esmo no trigal, suspirando; então nasceu algo novo, um narciso, nele ela esqueceu seu suspirou. 48. No momento instante Hades se abateu sobre ela e possui-a e a levou. 47-48: Perséfone, a alma presa à terra. Trigo — sustento material; o resultado é sofrimento. Narciso — o instinto sexual florescendo como Beleza. No instante em que a alma esquece o ‘trigo’ e deseja a flor, Hades vem e carrega com ela. Hades é o senhor do ‘Inferno’, isto é, a Alma escura, secreta, porém divina, dentro de cada homem e cada mulher. O estupro, portanto significa que o desejo de beleza acorda o subconsciente, o qual toma posse da Alma e a entroniza, permitindo-lhe voltar à terra (Conhecimento do mundo material) somente em certas ocasiões, para atender ao bemestar da humanidade. 49. (Então o escriba conheceu o narciso em seu coração; mas como não lhe subia aos lábios, ele envergonhou-se e se calou.) Eu fui tomado de um impulso de adorar a Beleza, e senti vergonha da minha incapacidade de escrever na mesma hora um poema que fosse digno do tema. 50. Adonai falou uma vez ainda a V.V.V.V.V. e disse: A terra está madura para a vindima; comamos de suas uvas, e embriaguemo-nos com elas. 50-58: Uma longa parábola em dialogo.


50. O Anjo convida o Adepto a regozijar-se em certos acontecimentos que estão a ponto de ocorrer na terra. 51. E V.V.V.V.V. respondeu e disse: Ó meu senhor, meu pombo, meu excelso, como parecerá esta palavra às crianças dos homens? O Adepto duvida que sua doutrina venha a ser retamente compreendida pela humanidade. 52. E Ele respondeu-lhe: Não qual podes ver. É certo que cada letra desta cifra tem algum valor; mas determinará o valor? Pois varia sempre, de acordo com a sutileza d’Aquele que a fez. O Anjo concorda; mas é ainda mais céptico que o Adepto, sugerindo que qualquer evento pode ser interpretado como significando qualquer coisa que a gente queira. 53. E Ele respondeu-lhe: Não tenho Eu a chave da cifra? Eu estou vestido com o corpo de carne; Eu sou um com o Eterno e Onipotente Deus. O Adepto protesta que é capaz de interpretar fenômenos corretamente; que existe uma relação particular que é verdadeira, e que todas as outras são falsas. Ele lembra ao Anjo que ele se percebe a Si Mesmo (como um Ente único sempre idêntico a Si Mesmo) tanto na mais baixa matéria quanto no mais elevado espírito. 54. Então disse Adonai: Tu tens a Cabeça de Falcão, e teu Falo é o Falo de Asar. Tu conheces o branco, e tu conheces o negro, e tu sabes que estes são um. Mas por que buscas tu o conhecimento da equivalência deles? O Anjo pergunta por que alguém que possui absoluta Visão, Senhorio e poder de subir (a Cabeça do Falcão), que possui energia criadora capaz de fertilizar a Natureza, sua mãe, irmã e esposa (o Falo de Asar), alguém que conhece os pares de opostos e o fato de sua identidade, se preocupa em calcular as equações que expressam as relações entre os ilusórios símbolos de diversidade. 55. E ele disse: Para que minha Obra possa ser correta.


O Adepto replica que ele precisa compreender as leis da ilusão para poder trabalhar no mundo de ilusão. 56. E Adonai disse: o segador forte e moreno varreu a sua ceifa, e regozijouse. O homem sábio contou seus músculos, e ponderou, e não compreendeu, e ficou triste. Sega tu, e regozija-te! O Anjo replica que tais cálculos leva a gente a acreditar na realidade das ilusões, a atrapalhar-se com suas complexas falsidades, e finalmente, a abster-se de agir por medo de errar; quando na realidade não tem importância o que a gente faz, pois uma ilusão serve tanto quanto qualquer outra. O dever do Adepto é executar seu Trabalho viril e alegremente, sem ânsia de resultado ou medo de acidentes. Ele deve exercer por completo suas faculdades; o livre e espontâneo funcionamento dessas faculdades é suficiente justificativa. Tornar-se cônscio da atividade de qualquer órgão é prova de que o órgão em questão não está funcionando bem. 57. Então o Adepto alegrou-se, e levantou seu braço. Vede! um terremoto, e praga, e terror sobre a terra! Uma queda daqueles que sentavam em lugares elevados; uma fome sobre a multidão! O Adepto aceita o conselho e exerce seu poder. O aparente resultado de sua Obra é desastre. 58. E a uva caiu madura e rica em sua boca. Mas sacrifica-se que a ideia toda do Adepto da sua relação de Redentor para com a humanidade é uma fantasmagoria. A verdade é que ele “comeu uma uva”, isto é, começou a saborear o banquete que seu Anjo propôs no Verso 50. (Veja-se CCXX, I, 31) 59. Manchada está a púrpura da tua boca, Ó brilhante, com a glória branca dos lábios de Adonai. Todo ato do Adepto é na realidade o beijo do seu Anjo.


60. A espuma da uva é como a tormenta sobre o mar; os navios tremem e sacodem-se; o capitão está com medo. O êxtase da relação do Adepto com o seu Anjo dispersa pensamentos “normais”; o Ego receia perder controle da mente. Isto, naturalmente, ocorre em um plano menos real, o plano normal de consciência. O receio do Ego é justificado, pois este êxtase conduzirá a uma situação em que a aniquilação do Ego será decretada para que o Adepto possa cruzar o Abismo e tornar-se um Mestre do Templo. Lembre-se de que o Ego não é realmente o centro e coroa do indivíduo; de fato, a dificuldade toda parte do falso conceito que o Ego tem de sua importância. 61. Isso é a tua embriagues, Ó santo, e os ventos rodopiam a alma do escriba para dentro do porto feliz. O êxtase do Conhecimento e da Conversação do Sagrado Anjo Guardião traz paz à “alma do escriba” (sua mente consciente) pelo processo de imprimir tal energia aos seus pensamentos que o conflito normal entre eles (que causa a dor) torna-se insignificante, tal como os antagonismos pessoais de um regimento de cavalaria são esquecidos no ardor de uma carga. 62. Ó Senhor Deus que o porto caia na fúria da tormenta! Que a espuma da uva tinja minha alma com Tua luz! Mas a mente sabendo que as velhas brigas recomeçarão assim que passe o êxtase, pede que esta anestesia seja removida. A mente aspira a entrar no êxtase com todos os elementos do seu ser, não importa com que dor. A mente sabe que não pode estar realmente contente até que cada fibra individual vibre harmoniosamente naquele supremo encanto. 63. Bacchus envelheceu, e foi Silenus; Pan sempre foi Pan, para sempre e sempre mais, através dos aeons. A mente sabe que os tipos mais baixos de embriagues eram apenas excitações, as quais terminam em estupor e senilidade. A mente exige a loucura de Pan, a ereção de cada


partícula de seu ser em um só símbolo que inclua Tudo. Este símbolo deverá combinar a inteligência (onisciência) do Homem com a onipotência tipificada por chifres, e o êxtase criador do Bode pulando. Este Pan não está embriagado, mas completamente louco, estando além da discriminação (Conhecimento) porque inclui tudo em si mesmo; igualmente, ele é imune aos assaltos do tempo, uma vez que tudo que acontece só pode acontecer dentro dele; isto é, todos os acontecimentos são igualmente o exercício das funções dele, e, portanto são acompanhadas por êxtase, já que ele incluiu todas as possibilidades em Sua unidade, de forma que toda mudança é parte da sua vida, um ato de amor sob vontade. 64. Intoxica o mais íntimo, Ó meu amante, não o mais externo. Presumivelmente isto é uma vez mais a voz do Anjo. Ele aconselha o Adepto a prestar mais atenção no futuro à transmutação de impressões grosseiras em êxtases de união. A obra maior é fazer com que a Mente Inconsciente se interpenetre com o Anjo. Pois este é o Sacramento definitivo. O Adepto corre perigo de se contentar com a alegria consciente de fazer com que justamente esses pensamentos que tem sempre sido causa de erro brilhem com esplendor e pureza ao toque do Anjo. Mas é muito mais importante renunciar a estas recompensas, se bem que elas sejam inefavelmente santas e deliciosas, e lançar-se ao trabalho de aperfeiçoar o Ente mais íntimo, purificá-lo de personalidade e uni-lo ao Universo, ainda que esta Consecução seja demasiado profunda para ser experimentada diretamente na mente consciente. 65. Assim foi — sempre o mesmo! Eu mirei à baqueta pelada de meu Deus, e eu atingi; sim, eu atingi. Em um código secreto o Adepto afirma que ele é (por assim dizer) do mesmo sexo que o seu Anjo. Não se trata aqui a união de opostos para produzir um tertium quid, mas uma realização de identidade, como o retorno à consciência após delírio, cujo êxtase não produz fruto envolvendo novas responsabilidades, novas possibilidades de sofrimento.; é completamente autossuficiente, sem passado nem futuro. A “baqueta pelada” é a Energia criadora do Anjo, despojadas de todos os véus, apontando ao Zênite, pronta e impetuosa


por agir. O Adepto exclama com alegria que ele aspirou a unir-se a esta ideia, e foi bem sucedido. *** Assim se conclui a descrição das relações do Adepto com o seu Anjo no que concerne ao elemento Terra, o aspecto concreto e manifestado da Natureza. A ilusão foi completamente destruída; o pão tornou-se o corpo de Deus. No entanto, esta é apenas a forma mais baixa de existência; no capítulo seguinte compreenderemos como a mente — qual distinguida do assunto dos pensamentos — é concentrada e santificada pela Magia do Adepto. [1] Nota do Editor: originalmente o texto foi dividido em duas páginas, uma com o original e outra com os comentários. Aqui optamos por utilizer negrito para o original e fonte normal para os comentários. Origem da tradução Traduzido por Marcelo Ramos Motta


Capítulo II O primeiro capítulo descreve o efeito produzido pelo Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião sobre a aparência das coisas e as sensações que essa aparência causa. É a transmutação do elemento Terra e da parte da alma que lhe corresponde, o Nephesch. Agora se trata do elemento Ar, as faculdades da alma chamadas Ruach, isto é, a mente considerada como um instrumento de apreensão intelectual, uma máquina apropriada para a análise de impressões e interpenetração destas em termos do pensamento consciente. O Trabalho de obtenção do Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião estando localizado em Tiphereth, o centro do Ruach, o resultado do sucesso é a harmonização, concentração e glorificação da mistura de ideias soltas e desconexas que são sugeridas pela multiplicidade sem significação das concepções mentais. 1. Eu entrei na montanha de lápis-lazúli, mesmo como um falcão verde entre os pilares de turquesa, sentado sobre o trono do Oriente. Descreve a passagem da Consciência Divina (o Falcão) colorida por amor (verde) para dentro do mundo do espaço estelar (lápis-lazúli, pedra que é azul com pontos de ouro), seguindo um curso equilibrado desde a terra até o céu (os pilares da turquesa). O Oriente é o canto atribuído ao Ar, e o Falcão está ali sentado — isto é, estabilizado, não sendo distraído por quaisquer pensamentos que surgem na mente. 2. Assim cheguei a Duant, a habitação das estrelas, e ouvi vozes que gritavam alto. Estando agora aberta ao Universo inteiro, a Alma escuta o que quer que seja dito. (Ar é o veículo do som.) 3. Ó Tu que sentas sobre a Terra! (Assim me falou certa Figura Velada) tu não és maior que tua mãe! Tu grão de pó infinitésimo! Tu és o Senhor de Glória, e o cão imundo. Uma “Figura Velada” (Isis) explica que nenhuma consciência individual pode ser mais


que a esfera de que nasce e que constitui o seu ambiente. É igualmente suprema e vil, estas qualidades sendo ilusões produzidas de relações artificiais, as quais podem ser escolhidas à vontade. 4. Descendo, mergulhando minhas asas, eu cheguei às habitações de escuro esplendor. Lá, naquele abismo informe, fui eu feito um comungante dos Mistérios Invertidos. A Divindade para se realizar a si própria, deve voluntariamente submeter-se à experiência de imperfeição. Deve tomar o Sacramento que a une ao escuro glamour do ‘Mal’, a contraparte do qual exalta o ‘Pecador’ à Divindade. 5. Eu sofri o abraço mortal da Cobra e do Bode; eu prestei a homenagem infernal à vergonha de Khem. Ela aceita a fórmula de: a) Dualidade, isto é, vida de vibração; (a-1) Morte; (a-2) a ilusão do Conhecimento. b) Exílio; (b-1) a Fome de Ardor; (b-2) Trabalho. Ela aquiesce à vergonha de ser um Deus oculto em forma animal. 6. Nisto havia esta virtude, que o Um tornou-se o todo. O objetivo deste ato é realizar todas as possibilidades da nossa unidade através da representação de sua integridade como um número infinito de casos particulares, tal como alguém poderia tentar obter uma ideia do significado da palavra ‘poesia’ pelo estudo de todos os poemas existentes. Nenhum poema por si só poderia ser mais que uma ilustração imperfeita da ideia abstrata de ‘poesia’; no entanto, somente através dessas imagens concretas se pode alcançar alguma compreensão do que a palavra significa. 7. Além disto, eu tive a visão de um rio. Nele havia um botezinho; e neste, sob velas de púrpura, estava uma mulher dourada, uma imagem de Asi lavrada do ouro mais fino. Também, o rio era de sangue, e o bote de aço brilhante. Então eu a amei; e, desatando meu cinturão, atirei-me à correnteza.


7-16. O rio é a corrente de pensamento. O bote é o consciente. As velas de púrpura são as paixões que dirigem o curso do consciente, e a mulher é o ideal puro que procuramos fazer o ocupante constante e o guia da nossa vida consciente. Esta ‘mulher’, se bem que feita de ouro, é apenas um imagem sem vida. O rio é de sangue; isto é, a corrente dos pensamentos deve ser identificada com o objeto de nossa vida, não ser o mero campo de reflexão de toda impressão casual. O bote é de aço; isto é, a consciência deve ser capaz de resistir à intrusão de todo pensamento indesejado. Amando este ideal, o Aspirante se livra de tudo que o prende (vergonha, egoísmo, etc. — desatando o cinturão) e perde seu ego na corrente dos pensamentos (‘atirei-me à correnteza’). 8. Eu recolhi-me ao botezinho, e durante muitos dias e noites eu a amei, queimando lindo incenso diante dela. Ele se identifica com o consciente puro, imune ao curso do Pensamento, no entanto flutuando nesse curso, e se devota a este Ideal, com fervor poético e religioso. 9. Sim! Eu lhe dei a flor da minha juventude. Ele consagra a sua energia criadora ao Ideal. 10. Mas ela não se moveu; apenas, pelos meus beijos eu a conspurquei tanto que ela enegreceu perante mim. Este processo destrói a beleza superficial do Ideal. Sua pureza é corrompida pelo contato da mortalidade. 11. Entretanto eu a adorei, e dei-lhe a flor da minha juventude. A despeito do seu desapontamento, o Aspirante persiste em ‘amor sob vontade’. Ele se dá completamente à Verdade, mesmo agora quando ela parece tão escura e medonha. 12. Também aconteceu que através disto ela adoeceu, e corrompeu-se diante de mim. Quase eu me atirei à correnteza. O Ideal agora se decompõe em formas repulsivas, não mais reconhecíveis como o objeto


do amor dele. O Aspirante é tentado a abandoná-la, e a buscar refúgio do Consciente afogando-se nesses pensamentos que o rodeiam, e que continuamente tentam a atenção dele. 13. Então, no fim marcado, seu corpo era mais branco que o leite das estrelas, e sua boca rubra e quente como o acaso, e sua vida de um branco em brasa como o calor do sol do meio-dia. Esse desespero subitamente se desfaz. Seu ideal aparece em sua verdadeira forma, uma mulher vivente em vez de uma imagem de ouro inanimada. A substância dela é agora mais pura que a luz das estrelas; seus lábios — o instrumento de sua fala e das suas carícias — são cheios de vida e calor como o ocaso — isto é, eles prometem repouso, amor e Beleza (Hathor, deusa do Oeste) . Ela está viva com a pura energia do centro do sistema ao qual o Aspirante pertence: isto é, ela é a realização da ideia criadora de que até agora ele havia sido apenas parte. 14. Então ela se ergueu do abismo de Idades de Sono, e seu corpo me abraçou. Eu me derreti por completo em sua beleza, e alegrei-me. A escuridão do passado desaparece quando seu Ideal possui o Aspirante; e seu Ego se dissolve no êxtase de união com ela; ele se torna a essência de toda a Alegria. 15. Também o rio tornou-se o rio de Amrit, e o botezinho era a carruagem de carne, e suas velas o sangue do coração que me carrega, que me carrega. Agora então mesmo os pensamentos do Aspirante se tornam imortais; sua consciência é compreendida como veículo da sua vida física — em vez de vice-versa, como se supõem os profanos. Suas paixões já não são sintomas de descontentamento, mas idênticas com a vida individual dele. Assim, não há conflito com a Natureza. A Vontade é ela mesma o Ente. 16. Ó mulher serpente das estrelas! Eu, mesmo eu, Te fiz de uma pálida imagem de ouro fino.


Minha concepção pessoal de Nuit é o resultado da Operação de Magia que eu executei para dar vida ao ideal que originalmente eu tinha em meu coração, adorei, e resolvi realizar. A passagem inteira descreve a maneira de se lidar com qualquer ideia de forma a realizá-la em perfeição. 17. Também o Santo veio sobre mim, e eu vi um cisne branco flutuando no azul. O cisne é a Consciência extática do Adepto. Está pousada no espaço infinito, suportado pelo Ar — i.e., o campo de propagação do pensamento. 18. Entre suas asas eu me sentei, e os aeons fugiram. No Êxtase, o tempo não conta. 19. Então o cisne voou, e mergulhou, e subiu; no entanto não fomos alhures. O Êxtase move-se de uma sublimidade de Dita a outra; mas não há progresso possível para a perfeição, portanto não existe fito a ser alcançado em tais movimentos. 20. Um meninote louco que montava comigo falou ao cisne e disse: O meninote é a razão humana, que exige mensuração como condição primária de consciência inteligível. Sabendo que o tempo está passando, ele não pode compreender por que este movimento todo não acercou o cisne de algum ponto fixo, ou por que a relação entre o ponto de partida e a presente posição do cisne não é um constante motivo de ansiedade para este. O meninote não pode compreender movimento sem referências a coordenadas fixas. 21. Quem és tu que flutuas e voas e mergulhas e sobes no inano? Vê, todos estes aeons passaram; de onde vens tu? Aonde vais? 22. E rindo, eu lhe ralhei, dizendo: Não há de onde! Não há onde! Eu respondo que, apreendendo o contínuo (Nuit) como tal, não existem “marcas-noespaço”.


23. O cisne não falando, ele respondeu: Então, se não há fito, para que esta jornada eterna? O cisne, naturalmente, permanece em silêncio: o Êxtase transcende a expressão. A razão pergunta o motivo de movimento sem destino. 24. E eu reclinei minha cabeça contra a Cabeça do Cisne, e ri-me, dizendo: Não há alegria inefável neste voo sem fito? Não há cansaço e impaciência para quem quereria alcançar algum alvo? O Adepto aproximando seu pensamento ainda mais do Êxtase, ri, tanto de pura alegria quanto porque acha graça na absurda incongruidade de argumentos “razoáveis” dos quais ele agora está agora livre para sempre; e expressa sua ideia assim: O livre exercício de nossas faculdades é pura alegria; se eu sentisse necessidade de alcançar algum objetivo, isto resultaria na dor do desejo, na tenção do esforço, e no medo de fracasso. 25. E o cisne permaneceu silente. Ah! mas nós flutuamos no infinito Abismo. Alegria! Alegria! Cisne branco, sustenta-me sempre entre tuas asas! O Êxtase permanece imperturbado. Mas o diálogo fez com que o Adepto refletisse mais abertamente sobre a sua dita, de forma que o Êxtase se torna imóvel, percebendo sua perfeita relação com a Infinidade do contínuo. 26. Ó silêncio! Ó êxtase! Ó fim das coisas visíveis e invisíveis! Tudo isto é meu, que Não sou. Silêncio dá termo à imperfeição implícita na linguagem humana — todas as palavras sendo evidência de dualidade, uma quebra na Perfeição. Êxtase: fim do conflito entre quaisquer duas coisas: elas são dissolvidas por Amor; e perdendo o senso do Ego que causa a dor do sentimento de sua separação do Todo, sua imperfeição, a dissolução do esforço é expressada como êxtase. ‘Ó fim das coisas visíveis e invisíveis!’ Isto não só significa que todas as coisas — sendo imperfeitas — são destruídas, mas que este é o verdadeiro fim — τέλος — das coisas — sua perfeição. ‘Tudo isto é meu, que Não sou.’ O


Adepto é agora proprietário de todas as coisas, tendo chegado ao estado chamado ‘Não’ que contém todas elas, e do qual elas são somente imagens. Enquanto ele era um Ego positivo, ele era uma delas, e oposto a elas; elas não lhe pertenciam. Para fazê-las suas, ele deve tornar-se contínuo em que todas as coisas existem potencialmente como membros de qualquer série que seja selecionada para ilustrar quaisquer propriedades da Natureza. 27. Deus Radiante! Deixa que eu faça uma imagem de ouro e gemas para Ti! para que o povo possa derrubá-la e espezinhá-la em pó! Para que a Tua glória seja vista deles. O Adepto é movido a manifestar sob a forma de poesia a Divindade que ele viu. Ele prevê que o vulgo se enfurecerá aos pés; mas assim fazendo, pelo ato mesmo os olhos deles se abrirão à glória do Deus. Isto pode significar que o meu Trabalho pode vir a renovar o verdadeiro fervor religioso nesses que perderam toda visão e toda fé; sua fúria contra mim os levará a perceber que no fundo dos seus corações está o instinto de que eles são entes espirituais. 28. Nem será dito nos mercados que eu cheguei quem deveria vir; mas Tua vinda será a Palavra única. Meu trabalho religioso não resultará em eu ser reconhecido como o redentor; mas os homens admitirão que o Espírito do Deus Solar Hórus soprou sobre eles, e infundiu-lhes a vida. 29. Tu Te manifestarás no imanifesto; nos lugares secretos os homens te encontrarão, e Tu os conquistarás. Hórus será reconhecido como a explicação de todas essas energias do Universo que nós sabemos devem existir, se bem que nossos sentidos não podem percebe-las. Os homens perceberão Hórus ao explorarem os mistérios da Natureza, como o inconsciente no Homem, ou a estrutura do Átomo. Ele os compelirá a admitir que Ele é o Ultimal princípio atrás de todas as manifestações, contrariando as velhas teorias deles. (O exato


significado de ‘Hórus’ nesta passagem deve ser extraído de CCXX, Capítulo III.) 30. Eu vi um jovem pálido e triste deitado sobre o mármore à luz do sol, chorando. A seu lado estava o alaúde esquecido. Ah! mas ele chorava. 30-36: O Jovem é Ganimedes, a águia, a ave de Júpiter. Aqui, ele é uma imagem do Adepto. Ele é pálido, tendo dado o seu sangue ao seu Trabalho. Ele é triste, tendo compreendido a Dor do Universo (Seu próprio Trabalho o levou a esta compreensão). Ele está deitado, como que cansado e duvidando se vale a pena trabalhar. Ele está sobre o mármore; isto é, os duros, nus fatos da existência, apensar de todo o polimento, machucam lhe a carne. Ele está à luz do sol: ele vê mais que claramente a Natureza. Seu Anjo brilha sobre ele, mas de uma altura inacessível. Ele chora: ele cujo dever é verter vinho para os Deuses, pode apenas derramar água salgada sobre o solo nu. Ele pôs de lado e até esqueceu o seu alaúde. Ele não pode fazer música; até perdeu a memória de que era capaz de fazê-lo antigamente. 31. Então veio uma águia do abismo de glória e cobriu-o com sua sombra. Tão negra era a sombra que ele ficou invisível. A Águia simboliza a influência do Pai dos Deuses, também a mais alta forma de Vida Mágica, e o Governo do Ar, isto é, o poder de comandar o mundo dos pensamentos. Isto o cobre de maneira a esconder a personalidade dele. 32. Mas eu ouvi o alaúde tocando vivamente através do ar azul e quieto. Assim inspirado, ele retoma alegremente a sua música; o Ar mesmo torna-se quieto, isto é, nenhum pensamento o perturba; e é azul, estando cheio dos espíritos de santidade, amor e pureza. 33. Ah! mensageiro do Bem-Amado, cobre-me com a Tua sombra! O Adepto invoca a Palavra de seu Anjo para silenciar todos os pensamentos pessoais.


34. Teu nome é Morte, talvez; ou Vergonha, ou Amor. Contando que me tragas novas do Bem-Amado, não perguntarei teu nome. Ele aceitará isto em qualquer forma em que apareça; se a Morte mesma for necessária para acabar com a amolação do Ego, ou a Vergonha para mortificá-lo e impedir que se apavoneie, ou o Amor para destruir as suas ambições, ainda assim o Adepto aceitará o mensageiro. 35. Onde está agora Mestre? gritam os loucos meninotes. Ele está morto! Ele está envergonhado! Ele está casado! e sua zombaria dará volta ao mundo. Seus preconceitos ‘racionais’ presumivelmente perguntarão em tal caso: “Que aconteceu com as tuas ambições mágicas? Tu não és o Mestre que querias ser; tu és apenas o escravo desse teu Anjo — o que quer que a palavra signifique. Tua personalidade está sufocada, tuas ambições estão esmagadas, tua ocupação única é ecoar as palavras desse ‘Anjo’, as quais tu nem sequer aprovas”. 36. Mas o Mestre terá tido a sua recompensa. O riso dos zombadores será um corrupio no cabelo do Bem-Amado. O Adepto admite que seu corpo e mente, abandonados a sua sorte, sofreram esses desastres. Mas a intimidade com seu Anjo, para adquirir a qual ele deliberadamente abandonou todo cuidado com seus assuntos pessoais, justifica a sua conduta; e as recriminações de suas ideias intelectuais não são por ele percebidas como tais: elas são para ele um movimento do cabelo do Bem-Amado (energias radiantes da Individualidade do Anjo) ; isto é, elas chamam sua atenção para uma das Glórias d’Aquele. 37. Vê! o Abismo da Grande Profundeza. Ali está um pujante golfinho, fustigando seus lados com a força das ondas. 37-44: Esta passagem é uma parábola com diversas aplicações. I. Descreve a maneira de adquirir Concentração pelo método das ‘Escadas’ (ver Liber Aleph) .


II. Indica como lidar com gente que desejamos iniciar. III. Dá um método para se passar de um estado mental a outro à Vontade. A ideia básica é que em cada caso é que devemos aplicar o remédio apropriado a qualquer doença que possa existir; não algum remédio idealmente perfeito. A matéria prima deve ser passada gradativamente através de cada fase do processo; é inútil tentar obter dela a Tintura Perfeita através da execução imediata da Projeção Final. IV. Descreve o curso inteiro do Caminho Iniciático. Estes quatro significados necessitam uma explicação detalhada, verso por verso. I. O Abismo é a Mente; o Golfinho é o Consciente Desassossegado. II. Os homens são governados pelo orgulho e outras paixões. III. O golfinho significa qualquer estado mental que seja inquieto, descontente e incapaz de escapar às suas circunstâncias. IV. O golfinho é o profano. 38. Ali está também um harpista de ouro, tocando infinitas melodias. I. O harpista é o instrutor cujo elogio do Caminho Iniciático induz o profano a procurar a Iniciação; ele é o Guru que aquieta a mente fazendo-a escutar sons harmoniosos, em vez de torturar-se pensando em suas dores e suas paixões. Estes sons harmoniosos são produzidos através de meios mecânicos; isto refere-se a práticas como Asana, etc. II. Eles são mais eficientemente impressionados pelo elogio da beleza, mostrada em suas mais brilhantes vestes. III. Cura isto refletindo que esta é a matéria prima da Beleza, tal como o caráter de Macbeth, o infortúnio de Timon, etc., deram a Shakespeare sua chance. Faz com que teu próprio problema sirva ao tema de tua vida como um sublime drama.


IV. Percebendo o seu mal estado, e deleitando-se nos prospectos que a iniciação oferece, ele (39) renuncia a tudo e se torna um Aspirante puro. 39. Então o golfinho deleitou-se nelas, e deixou seu corpo, e se tornou uma ave. I. Libertado de sua grosseria e violência, o Consciente aspira a ideais elevados. É, no entanto, incapaz de manter silêncio e tem inteligência. É treinado escutando a harmonia da vida — alento inspirando junco, em vez de músculo agitando metal; isto refere-se a Pranayama, mas também à apreensão de que a inspiração em si é apenas um movimento superficial; o Consciente deve aprender a arte de usar todo e qualquer alento para produzir harmonia. II. 39-40. Quando tiverem sido ensinados a aspirar, e tiverem sido limpos dos apetites mais grosseiros, ensina-lhes as sete ciências. III. Desta forma, teu pensamento se tornará lírico; mas isto não será suficiente para satisfazer tua necessidade. Tu sentirás a natureza transitória de tal pensamento. 40. O harpista também pôs de lado sua harpa, e tocou melodias infinitas na Flauta de Pan. I. 40-41. O Consciente agora adquire agora compleição divina e humana. III. Transforma-o apreciando-o como um fato de intrínseca importância na estrutura do Universo. IV. Ele aprende que o Adepto não é uma perfeição daquilo que ele sente ser a parte mais nobre dele mesmo, mas um Microcosmo.

41. Então a ave desejou muito esta alegria, e depondo suas asas, tornou-se um fauno da floresta. I. O Fauno simboliza a aspiração firme, o poder criador e a inteligência humana. As asas


do anseio idealístico são depostas; o pensamento aceita o fato de sua verdadeira natureza e aspira apenas a perfeições possíveis. II. 41-42. Tendo-os instruído até eles estarem realmente prontos, por estarem completos, para real iniciação, dize-lhes Verdades. III. A exaltação lírica dará lugar a uma realização profunda de ti mesmo, e de tudo que te concerne, como um Habitante da Natureza, contendo em tua consciência os elementos do Bestial e do Divino, ambos igualmente necessários à Compleição do Universo. Teu desconforto mental do início agora te parecerá agradável, uma vez que sem aquela experiência tu serias eternamente mais pobre. IV. Ele completa a formação de si mesmo como uma imagem do Todo. 42. O harpista também depôs sua flauta de Pan, e com voz humana cantou suas melodias infinitas. I. Agora ele ouve a harmonia do Universo expressada através da voz humana; isto é, sob uma forma articulada e inteligível, de maneira que cada vibração, além de deleitar os sentidos, apela à alma. Isto representa o estágio da concentração em que, estando fixo em meditação sobre algum assunto, o praticante penetra no aspecto superficial deste e tenta atingir-lhe a realidade, o verdadeiro significado de sua relação com o observador. III. Agora interpreta aquela experiência como ‘um trato de Deus com tua alma’. Descobre uma explicação articulada para ela; compele a experiência a fornecer uma mensagem inteligível. IV. 42-43. Ele então compreende todas as coisas, e finalmente se torna o Todo. 43. Então o fauno encantou-se, e foi-lhe atrás muito longe; por fim o harpista calou-se, e o fauno virou Pan no meio da primal floresta da Eternidade. I. O estágio final é alcançado. Todos os positivos possíveis são percebidos como desvios do Negativo, e portanto como erros. Há Silêncio. Então o Fauno se torna o Todo. Foi-se a


floresta limitada das ideias secundárias em que no passado ele habitou, e que ele abandonou para seguir a Palavra que o encantou. Ele está agora no Mundo de Ideias cuja natureza é simples (primal) e que não são determinadas por condições tais como o Tempo. (Uma árvore é uma ideia, sendo fálica e tendo ramos.) II. Uma vez eles estejam no Caminho, cala-te; eles chegarão à Consecução naturalmente. III. Continua este fio de pensamento até entrares em Êxtase, causada pelo reconhecimento do fato que tu — e tudo mais — são expressões extáticas de um sublime Orgasmo Espiritual, elementos de uma Eucarística oniforme. A Verdade, não importa quão esplêndida, perderá agora todo significado para ti. Ela pertence a um mundo onde descriminação entre sujeito e predicado é possível, o que implica imperfeição; e tu te elevaste acima desse plano. Tu assim te tornas Pan, o Todo; não mais uma parte. Tu vibras com a alegria do ardor de criação, tornada uma deusa virgem por amor a ti. Também, tu estás louco, a razão sendo o estado que conserva as coisas em proporção definidas umas com as outras, enquanto que tu as dissolveste todas em teu próprio ser, em êxtase incomensurável. 44. Tu não podes encantar o golfinho com silêncio, Ó meu profeta! I. Pratica Yoga Elementar até tua técnica ser perfeita; não tentes atingir Nibbana até saberes como! II. Muitas são as virtudes do Silêncio; mas quem jurou auxiliar aos homens tem que ensinar-lhes o Próximo Passo. III. Não tentes curar ataques de melancolia através de ideais elevados; eles parecerão absurdos, e tu apenas aumentarás teu desespero. O profano não consegue imaginar qual a intenção dos Mestres quando estes trabalham com os que lhe estão mais próximos. 45. Então o Adepto foi arrebatado em dita, e o além da dita, e excedeu o excesso do excesso.


45-49. Esta passagem descreve a reação do Adepto ao estado de Êxtase. O ponto é, que toda tentativa de descrição é fútil. 45. Frases extravagantes tentam registrar o Evento. 46. Também seu corpo tremeu e cambaleou com a carga daquela dita, e daquele excesso, e daquele ultimal inominável. O corpo físico, seus nervos (ao tentarem reagir simpaticamente à experiência) sendo carregados além de sua capacidade, é atingido. 47. Eles gritaram Ele está ébrio ou Ele está louco ou Ele sente dor ou Ele está a ponto de morte; e ele não os ouviu. O observador (outros, ou a própria mente racional dele) não compreende o que se passa. 48. Ó meu Senhor, meu bem-amado! Como hei de compor cantos, quando até a memória da sombra da tua glória é uma coisa além de toda música da fala ou do silêncio? Tudo isto é inexprimível. 49. Vê! eu sou um homem. Mesmo uma criancinha poderia não Te suportar. E então! Mesmo a inocência de uma criança não poderia suportar o impacto do Anjo. Um homem, tendo ideias fixas da verdade, sofre um terrível abalo quando elas são todas despedaçadas, tal como acontece nesta experiência. 50. Eu estava só num grande parque, e junto a um certo outeiro estava um anel de relva profunda esmaltada onde uns vestidos de verde, lindíssimos, brincavam. 50-52: O parque é o mundo das ideias bem plantadas e bem cultivadas, tais como o literato e o letrado usufruem. Aqui eu encontrei um lugar onde eu podia exaltar minha consciência (o outeiro). Perto estava um anel de relva (minha poesia) em que brincavam


fadas (meus personagens, minhas frases, meu ritmo, etc.). 51. Em seu brinquedo eu cheguei até mesmo à terra do Sono Encantado. Todos os meus pensamentos estavam vestidos de verde; lindíssimos eram eles. Brincando assim, eu cheguei a um estado de êxtase poético (Sono Encantado). Aí eu me senti feliz. 52. A noite inteira eles dançaram e cantaram; mas Tu és a manhã, Ó meu querido, minha serpente que Te enroscas em redor deste coração. Mas isto tudo aconteceu durante a noite; meu mais elevado êxtase poético é como escuridão comparado à luz do Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião. 53. Eu sou o coração, e Tu a serpente. Aperta mais teus anéis em volta minha, para que nem luz nem dita possam penetrar. Eu sou o senso feminino que aceita os abraços do masculino S.A.G. Eu requeiro contato mais íntimo: mesmo a luz e a dita do Êxtase me distraem da União com Ele. 54. Arrebenta-me em sangue, como uma uva sobre a língua de uma branca jovem Dórica que enlanguesce ao luar com seu amante. Sua presença não deve me deixar nenhuma luz própria. 55. Então que o Fim desperte. Longo tempo tu dormiste, Ó grande Deus de Terminus! Longamente tu esperaste no fim da cidade e das estradas desta. Acorda Tu! não esperes mais! O Fim significa “O Verdadeiro Ser”. Terminus é a Pedra Fálica que jaz além da mente (cidade) e seus pensamentos (estradas) . Através desta União com o Anjo eu espero chegar ao Verdadeiro Ser, o eterno, fixo indivíduo criador. 56. Não, Senhor! mas eu cheguei a Ti. Sou eu que espero enfim.


Tendo conseguido o Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião (por um esforço, por assim dizer, masculino) o Adepto torna-se receptivo, feminino, paciente, entregando sua vontade por completo àquela do seu Anjo. 57. O profeta gritou contra a montanha: vem tu aqui, para que eu possa falarte! 57-60: É igualmente inútil chamar o que a gente deseja ou sair à sua procura. Isto apenas afirma a ausência da coisa desejada, e a verdade é que está com a gente o tempo todo, se apenas extinguimos a nossa inquietação. 58. A montanha não se moveu. Portanto foi o profeta até a montanha e faloulhe. Mas os pés do profeta ficaram cansados, e a montanha não lhe ouviu a voz. 59. Mas eu clamei alto por Ti, e viajei em busca Tua, e de nada me valeu. 60. Esperei com paciência, e Tu estavas comigo desde o início. 61. Isto agora eu sei, Ó meu amado, e nós estamos deitados à vontade entre os vinhais. Isso feito, acabou-se o esforço; temos apenas que usufruir. 62. Mas antes teus profetas; eles devem gritar alto e fustigar-se; eles devem cruzar desertos virgens e oceanos insondados; esperar por Ti é o fim, não o princípio. Porém, tal como as coisas são, nós somos constituídos de maneira a ser incapazes de tal simplicidade. Temos que passar por muito para aprendermos a esperar! 63. Que escuridão cubra a escrita! Que o escriba se vá em seus caminhos. O consciente do escriba, até agora requerido para que ele pudesse registrar as palavras daquela parte de seu Ser que nós chamamos ‘o Adepto’ e as palavras do seu Anjo, é agora dispensada para que cuide dos seus afãs normais.


64. Mas tu e Eu estamos deitados à vontade entre os vinhais; o que é ele? O Adepto e seu Anjo permanecem no repouso do Êxtase: eles não deixam de existir quando o escriba não mais os percebe. Pelo contrário; ele lhes parece bastante irreal. 65. Ó Tu Bem-Amado! não existe um fim? Não, mas existe um fim. Acorda! levanta-te! cinge teus membros, Ó tu corredor; leva a Palavra às cidades pujantes. União com o seu Anjo não é o único fito do Adepto. Existe um ‘fim’, um Propósito próprio à sua individualidade. Portanto o Anjo ordena-lhe que se retire dos Trances de União. Ele deve assumir a forma de Hermes (corredor — o portador da Palavra) e entregar a Palavra que lhe foi confiada às ‘cidades pujantes’. Isto pode significar ‘às maiores mentes do mundo’. Origem da tradução Traduzido por Marcelo Ramos Motta


Capítulo III Este capítulo é atribuído à Água; trata dos reflexos preliminares da verdade qual apreendida pela intuição, antes de qualquer apreensão intelectual; e da natureza da Compreensão e do instinto sexual. 1. Em verdade e Amém! Eu passei pelo mar profundo, e pelos rios de água corrente que ali abundam, e cheguei à Terra Sem Desejo. 1-2: O mar é o Sensório da Alma, e as correntes suas tendências — essas atividades em que ela se compraz. Até que tenhamos passado pela totalidade de experiências possíveis (qual adivinhadas pela estimativa das atualidades disponíveis em nosso caso particular), a gente não pode alcançar o estado em que todo Desejo é reconhecido como fútil. Somente quando isto está fixado podemos perceber o Unicórnio — Μονοκερως — de Astris — o único, puro (é branco) Propósito cujo nome é escrito da maneira a ser explicada. A coleira representa compleição — a ‘infinidade’ ou ‘eternidade’ simbolizada por um anel. Está em volta do pescoço, i.e., o lugar do Conhecimento (Daath — o Visuddhi cakkra) e feito de prata, o metal da Virgem Isis-Urânia, a qual anima Aspirações puras. O nome Unicórnio (cujo chifre significa o poder criador) é ‘A Linha Verde cinge o Universo���. Note-se a etimologia de Viridis, a qual está ligada a ‘vir’ e ‘vis’; também a ideia de ‘gyra’ lembrando-nos do aforisma ‘Deus é Ele com a Cabeça do Falcão, tendo uma força espiral’. A Linha Verde, aqui escolhida para sugerir o Limite do Universo, lembra o Cinturão de Vênus. O limite da Existência, portanto, não é uma ideia fixa, mas um sempre crescente Principio Vegetal de Vida, da natureza do Amor. Em suma, podemos dizer que a expressão inteligível da pura Ideia criadora é o principio oniforme do Crescimento. 2. Onde estava um unicórnio branco com uma coleira de prata, na qual estava gravado o aforisma Linea viridis gyrat universa. 3. Então a Palavra de Adonai veio a mim pela Boca do Magister meu, dizendo:


Ó coração que estás cingido com os anéis da velha cobra, levanta-te à montanha da iniciação! O Anjo fala então à consciência humana do Adepto por intermédio de seu Ser Iniciado — de outra forma ele não poderia compreender uma tão elevada mensagem. Ele comanda o homem, qual homem (o coração, Tiphereth, o lugar do Eu Consciente), a que adquira o ponto de vista do Iniciado. A cobra velha representa o Desejo natural, o qual é a ‘causa da Dor’, condena o homem a rastejar no pó, e o une à baixa vida animal. 4. Mas eu me lembrei. Sim, Than, sim, Theli, sim, Lilith! estas três me cingiam de há muito. Pois elas são uma. Than, Theli e Lilith são três formas serpentinas descritas na Qabalah. Than é realmente Tanha — nenhum trocadilho é intencionado, mas Th é a letra da matéria, e N representa a forma de Vida réptil ou pisciana. Está relacionada com o ‘glúten no sangue’ que von Eckartshausen chama ‘o corpo do pecado’. Theli: li significa satisfação secreta — uma ideia que sugere vergonha. Lilith: li duplicado e portanto tornado tedioso, e terminado em escuridão material. 5. Linda eras tu, Lilith, tu mulher-serpente! 5-12: O Adepto analisa essa Rainha-Demônio do seu Nephesch. Ele se recorda do apelo sensual dela, e nota que, sendo a dissolução de todas as coisas inevitável, o apego a elas leva ao sofrimento e à destruição. Nos versos 11-12, de mais a mais, ele mostra que à parte considerações da passagem do tempo, a natureza desse Desejo é, intrinsecamente, corrupção. 6. Eras esguia e teu rosto uma delícia, e teu perfume era de almíscar misturado de ambergris. 7. Tu apertavas o coração com teus anéis, e isso era como a primavera de alegria.


8. Mas eu vi em ti certa mancha, mesmo naquilo em que me deleitava. 9. Eu vi em ti a mancha de teu pai macaco, do teu avô o Verme Cego do Lodo. 10. Olhei no Cristal do Futuro, e vi o horror do teu Fim. 11. Mais, eu destrói o tempo Passado, e o tempo Vindouro — não tinha eu o Poder da Ampulheta? 12. Mas mesmo na hora eu vi corrupção. 13. Então eu disse: Ó meu amado, Ó Senhor Adonai, eu te rogo que desfaças as roscas da serpente! 13-14: É inútil pedir ao Anjo que livre o Adepto dessa coerção: a força mágica do Adepto, a qual é necessária para este fim, é pelo Desejo impedida mesmo de começar. 14. Mas ela estava apertada em volta minha, de modo que minha Força era impedida em seu começo. 15. Também eu orei ao Deus Elefante, o Senhor dos Começos, que derruba obstrução. O Adepto invoca Ganesha, o qual representa o poder de quebrar obstruções. O elefante, ‘o semi-pensador com a mão’, é a força moral do homem, parcialmente inteligente e dócil ao controle de seu Mestre Espiritual. 16. Estes deuses vieram prontamente em minha ajuda. Eu os vi; eu me uni a eles; eu me perdi em sua vastidão. Essa força moral sendo posta em ação, o Anjo também se torna um auxiliar eficiente, e a constrição do Desejo desaparece totalmente. 17. Então me percebi Cingido pelo Infinito Círculo de Esmeralda que circunda o Universo.


O Adepto agora percebe que ele está limitado apenas pela Linha Verde do verso 2. 18. Ó Serpente de Esmeralda, Tu não tens tempo Passado, nem tempo Vindouro. Em verdade, Tu não és. Está linha é reconhecida como equivalente ao Negativo — Nuit Ela Mesma. 19. Tu és gostosa além do tato e do sabor, Tu não podes ser vista de glória, Tua voz está além da Fala e do Silêncio e da Fala no Silêncio, e Teu perfume é de puro ambergris, que não é de se pesar contra o mais fino ouro fino. 19-20: Está Ideia de Puro Amor é sem limites; ela outorga a verdadeira, a máxima satisfação possível; seu perfume (significado espiritual) não está misturado com qualquer concepção imperfeita (Ambergris é o perfume de Kether; almíscar refere-se ao Amor em um senso um pouco animalizado.) . 20. Também Tuas roscas são de infinito alcance; o Coração que Tu cercas é um Coração Universal. Também o Anjo é identificado com está Linha Verde, e desta forma a consciência do Adepto se expande para incluir o Universo. 21. Eu, e Mim, e Meu, estavam sentados com alaúdes na praça de mercado da grande cidade, a cidade das violetas e das roscas. 21-26: A ideia do Ego não deve ser utilizada para unificar a experiência do Adepto. Em tal caso, a música da Vida cessa quando a dúvida obscurece, problemas perturbam, ou o tempo cansa o consciente. O Adepto deve perder-se por completo na Consciência de seu Anjo, que está além de tais limitações e imune de tais ataques, pois Ele não pode ser expresso por nenhuma Imagem fixa que pode ser destruída. 22. A noite caiu, e a música dos alaúdes parou. 23. A tempestade rugiu, e a música dos alaúdes parou. 24. A hora passou, e a música dos alaúdes parou.


25. Mas Tu és a Eternidade e o Espaço; Tu és Matéria e Movimento; e Tu és a negação de tudo isso. 26. Pois não existe Símbolo de Ti. 27. Se eu digo Subi sobre as montanhas! as águas celestiais fluem ao meu comando. Mas tu és a Água além das águas. 27-30: O Adepto aprende a controlar todas as variedades de imagens que se apresentam, e a criar quaisquer que ele deseje. Mas seu Anjo representa seu Ideal que seu limite neste assunto. Todas as ideias de que ele é capaz estão compreendidas na natureza de seu Anjo. 28. O rubro coração triangular foi colocado em Teu templo; pois os sacerdotes desprezaram igualmente o templo e o deus. 29. No entanto o tempo todo Tu ali oculto estavas, como o Senhor do Silêncio está oculto no botão do lótus. 28-29: Estes versos são especialmente obscuros e devem até certo ponto assim permanecer. Pois eles contêm uma alusão ao ponto mais secreto e mais crítico da Carreira Mágica de ΤΟ ΜΕΓΑ ΘΗΡΙΟΝ. ‘O rubro coração triangular’ é o símbolo peculiar de Ra-Hoor-Khuit; e o Profeta hesitou em aceitar o Livro da Lei, que proclama o Deus, porque considerava isto incompatível com o seu Juramento de alcançar o Conhecimento e Conversação do seu Sagrado Anjo guardião. Somente dezenove anos mais tarde foi que ele percebeu por completo que o Sagrado Anjo Guardião está escondido neste símbolo R.H.K. Os “sacerdotes” aqui parecem representar os Chefes Secretos da A∴A∴, os quais executaram seu propósito de estabelecer a Lei através de ΤΟ ΜΕΓΑ ΘΗΡΙΟΝ, com completo descaso pelas ideias pessoais dele quanto ao seu Trabalho (templo) e ao objeto de sua adoração (deus). A metáfora ao fim do verso 29 nos lembra de que o lótus (a Natureza-Isis) esconde debaixo de sua aparência externa as perfeições secretas da Criança.


30. Tu és Sebek o crocodilo contra Asar; tu és Mati, o Assassino no Profundo. Tu és Tifão, a Fúria dos Elementos, ó Tu que transcendes as Forças em seu Concurso e Coesão, em sua Morte e Ruptura. Tu és Píton, a terrível serpente em volta do fim de todas as coisas! O Sagrado Anjo Guardião é agora identificado não apenas com Ra-Hoor-Khuit, mas com símbolos ostensivamente hostis. Ele é para ser encontrado em todos os fenômenos. 31. Eu me virei três vezes em todas as direções; e sempre eu cheguei a Ti por fim. 31-32: Em qualquer direção que o Adepto decida mover-se, ele deverá chegar eventualmente ao seu Anjo. Tudo que ele vê não é mais que um véu sobre a Sua Face. 32. Muitas coisas eu vi, mediadas e imediatas; mas não as vendo mais, eu vi a Ti. 33. Vem Tu, Ó Bem-Amado! Ó Senhor Deus do Universo, Ó Vastidão, Ó Minúcia! Eu sou o Teu amado. 33-36: Está passagem, puramente lírica, não requer comentário especial. Ela assevera a ultimal identidade de todas as coisas com o Anjo, incluindo o próprio Adepto, que se reconhece unido a Ele na relação triuna de Pai, Governante e Noivo: a fonte de seu Ser, o determinante de sua Vontade, e a inspiração de sua Fertilidade e Alegria. 34. O dia inteiro eu canto o Teu deleite; a noite inteira eu me deleito em Teu canto. 35. Não existe nenhum outro dia ou noite que não este. 36. Tu estás além do dia e da noite; eu sou Tu Mesmo, Ó meu Criador, meu Mestre, meu Esposo! 37. Eu sou como o cachorrinho vermelho que está sentado nos joelhos do Desconhecido.


O cão é a baixa natureza animal — ‘vermelho’ é o símbolo da sua energia, sensibilidade e poder de amar. Ele está impotente (nos joelhos) e no circundante Mistério da Vida (Desconhecida) mas permanece quieto e confia. 38. Tu me trouxeste o grande deleite. Tu me deste da Tua carne a comer e do Teu sangue como uma oferta de intoxicação. O Anjo substitui esta atitude por uma satisfação e nutrição completas. É n’Ele que o Adepto vive, é Sua Vida que o embriaga. 39. Tu ferraste as presas da Eternidade em minha alma, e o Veneno do Infinito me consumiu inteiramente. O inimigo do Tempo foi devorado, e o Ego limitado dissolvido no Infinito. 40. Eu estou tornado como um opulento diabo da Itália; uma mulher loura e forte de face cavada, comida de fome de beijos. Ela bancou a rameira em diversos palácios; ela deu seu corpo às bestas. A referência é à Marquesa de Brinvilliers; ela representa o Nephesch ou Alma Animal. Esta Alma tem procurado satisfazer as suas paixões de diversas formas extravagantes. 41. Ela matou seus parentes com forte veneno de sapos; ela foi castigada com muitas varas. Ódio de outras almas — a dor de receber verdades. 42. Ela foi despedaçada sobre a Roda; as mãos do verdugo a amarraram ali. Com isto a unidade dela acaba sendo despedaçada por Mudança. Ela foi presa no ciclo de Samsara pelo Ministro da Justiça. 43. As fontes d’água foram abertas sobre ela; ela lutou contra tormento extremo. Sua solidez não pode mais resistir à ação da Pureza; seus complexos são invadidos pelo


Solvente Universal. Sua resistência é uma tortura tremenda. 44. Ela rebentou sobre o peso das águas; ela afundou no horrendo mar. Finalmente a coerência dela é quebrada, e o senso de separação desmorona e dissolve-se no infinito Oceano de Amor. 45. Assim sou eu, Ó Adonai, meu senhor, e assim são as águas da Tua intolerável Essência. 45-46: O texto confirma esta interpretação da Iniciação como o equivalente de extensa psicanálise. 46. Assim sou eu, Ó Adonai, meu amor, e Tu me arrebentaste por completo. 47. Eu estou derramado por como sangue sobre os picos; os Corvos da Dispersão me levaram por completo. A vida do Ego é dispersa sobre todas as ideias salientes. Os corvos são os pássaros de Netzach, a esfera de Vênus. Isto é, a vida do Adepto é transportada para longe, voando, pelo Amor Universal. 48. Portanto está afrouxado o selo que guardava o Oitavo abismo; portanto é o vasto mar como um véu; portanto há uma dilaceração de todas as coisas. Este processo conduz à completa passagem do Abismo — a respeito do que se consulte Libri 418 e VII. 49. Sim, também em verdade tu és a fresca, quieta água da fonte encantada. Eu me banhei em Ti, e me perdi em Tua quietude. 50. Aquilo que entrou como um valente menino de lindos membros sai como uma donzela, como uma criancinha em sua perfeição. 49-50: As ideias acima são aqui repetidas sob a forma de outro símbolo. A ‘fonte’ é Salmacis. A individualidade positiva se torna a Universal e Perfeita Virgem do Mundo.


Veja novamente Liber 418. 51. Ó Tu luz e deleite, arrebata-me ao oceano leitoso das estrelas! 52. Ó Tu Filho de uma mãe que transcende a lua, abençoado seja Teu nome, e o Nome de Teu Nome, através das idades! 51-52: Um desabafo lírico sobre o tema. Note-se Nuit, e o novo Verdadeiro Eu nascido d’Ela agora que o velho Falso Ego é aniquilado. 53. Vê! eu sou uma borboleta na Fonte da Criação; deixa-me morrer antes da hora, caindo morto em Tua corrente infinita! A referência é ao Atu XVII. A borboleta é o Neschamah (puro ψυχη). Sua natureza é aquela de um ente separado momentaneamente, sem dor, de Nuit. 54. Também a corrente das estrelas flui sempre majestosamente à Habitação; carrega-me no Colo de Nuit! A corrente das almas (estrelas) flui sempre em direção a Nuit, isto é, cada homem e mulher tem a mesma Verdadeira Vontade — recuperar a sua Mãe original. 55. Este é o mundo das águas de Maim; esta é a água amarga que se torna doce. Tu és belo e amargo, Ó dourado, Ó meu Senhor Adonai, Ó tu Abismo de Safira! O acima é declarado um Mistério do Atu XII. O ‘afogamento’ do Adepto transforma o Trance de Sofrimento no Trance de Amor. O Anjo é visto como um símbolo positivo desse “Grande Mar”. 56. Eu sigo a Ti, e as águas da Morte lutam estrênuas contra mim. Eu passo às Águas além da Morte e além da Vida. Pelo seu Conhecimento e Conversação esta transmutação é realizada. 57. Como responderei ao homem tolo? Por nenhum caminho ele chegará à


Tua Identidade! 57-59: O ‘homem tolo’ é o homem natural, o profano. ‘Tolo’ neste sentido significa vazio, vaidoso, cheio de si. Ele é o ‘pequeno louco’, adiante comparado com o Louco, Atu 0, ‫א‬, do Taro, o qual é o primeiro Caminho de Kether. Este homem não pode ser conduzido à perfeição, pois ele é composto de Qliphoth ou excremento. Sua emancipação é precisamente de tais partes de seu ente; elas não são da sua essência. 58. Mas eu sou o Tolo que não liga ao Jogo do Mago. A mim a Mulher dos Mistérios instrui em vão; eu quebrei os grilhões do Amor e do Poder e da Adoração. O Adepto se identifica com este Puro Tolo. Ele é indiferente à Ilusão da Existência Fenomenal causada pelo Mago (Pekht, Extensão, o Atu I, 2, ‫כ‬, Mayan, ☿) . A Mulher dos Mistérios (Isis, Atu II, 3 ,‫נ‬, ☽) não estraga a pureza dele com seus fantásticos reflexos da Verdade. Ele não está mais à mercê da Imperatriz, Atu III, 4 ,‫ ד‬, ♀; nem do Imperador, Atu IV, 90 ,‫צ‬, ♈; nem do Hierofante, Atu V, Σ, 6, ♉. Isto é, nem as distinções sutis (I, II) da Verdade nem as suas imagens grosseiras (III, IV, V) podem causar injúria na sua perfeição de Zero. 59. Portanto é a Águia unida ao Homem, e a forca de infâmia dança com o fruto do justo. O resultado é que os símbolos de Realeza e de Espiritualidade são agora equivalentes àqueles da vida plástica (♒ e ♏) e manifestação vibratória. A força é encontrada no Atu XII, 40 ,‫מ‬, Água (Veja-se verso 55) ; nela está pendurado, isto é, livre da terra, movendose alegremente (dança) o homem manifestado ou estendido (Atu VIII, 30 ,‫ל‬, ♎: a forma positiva ou expressada do Atu 0, ‫ ;א‬Aleph e Lamed são a Chave de CCXX) . 60. Eu abaixei, Ó meu querido, às águas negras e brilhantes, e Te como uma pérola negra de valor infinito.


60-61: (Estes versos podem ser lidos como Estrofe e Antístrofe; mas antes, quando o Anjo fala, nós somos informados de é Ele falando.) As ‘águas negras brilhantes’ são as do Akasha, o mênstruo de manifestação; a Pérola é a simétrica, redonda perfeição do Anjo, o qual é assim um símbolo tangível da Amorfia de Nuit. (Quanto à ‘negra’, vede novamente Cap. I, vv. 18-20.) 61. Eu desci, Ó meu Deus, ao abismo do todo, e eu Te encontrei lá no meio sob o disfarce de Nada. 62. Mas como Tu és o Último, Tu és também o Próximo, e como o Próximo eu Te revelo à multidão. Se bem que assim ultimal, o Anjo está também em íntimo contato com o homem. Isto explica a política de 666, revelada no resto do parágrafo. 63. Aqueles que sempre Te desejam Te obterão, mesmo no Fim do seu Desejo. O Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião representa a suprema necessidade, e sua consecução coincide com a destruição final do Desejo (no sentido que os budistas dão a esta palavra.) 64. Glorioso, glorioso, glorioso Tu és, Ó meu amante superno, Ó Ser do meu ser. 65. Pois eu Te achei igualmente no Mim e no Ti; não há diferença, Ó meu belo, Ó meu Desejável! No Um e no Muitos eu Te encontrei; sim, eu Te encontrei. 64-65: O capítulo termina em um desabafo de exaltação lírica. “Todo número é infinito; não há diferença.” AL I. 22 “Portanto agora vós me conheceis por meu nome Nuit, e ele por um nome secreto que Eu lhe darei quando afinal ele me conhecer. Desde que Eu sou o Espaço Infinito, e as Infinitas Estrelas dali, fazei assim também. Nada amarreis! Que não haja diferença feita entre vós entre qualquer coisa e qualquer outra coisa; pois daí vem dor.” O Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião dissolve todo


pensamento na identidade da insignificância. Ele existe igualmente na Unidade de RaHoor-Khuit e em todo e qualquer detalhe de manifestação fenomênica. Origem da tradução Traduzido por Marcelo Ramos Motta


Capítulo IV Este capítulo é atribuído ao Elemento Fogo. Trata dos raios salientes de Ideia Positiva, além de qualquer intuição; e da natureza da Vontade e da energia sexual, o aspecto dinâmico do Ente. Estando assim além da Compreensão, sendo a Voz do Inconsciente, torna-se naturalmente impossível mesmo para o Iniciado o apreender o capítulo tal como é. O capítulo trata das Unidades Originais; e compete ao Mestre do Templo (o Adepto em Tiphereth não pode de forma alguma compreender o capítulo) a tarefa de receber, interpretar, dar nascimento e expressão consciente ao sublime gesto d’Elas. 1. Ó coração de cristal! Eu a Serpente Te abraço; Eu enterro minha cabeça no Teu centro mais íntimo, ó Deus meu amor. 1-10: Esta seção é o Anjo falando. Ele explica Seu Conhecimento e Conversação de Seu próprio ponto de vista. A aspiração em direção a Ele é masculina. No momento de consecução, isto é substituído por passividade, tal como foi explicado em capítulos prévios. A aspiração paralela a vontade de o Anjo comungar. Mas superficialmente a vontade d’Ele é de caráter diverso. Sua natureza vai ser explicada agora. 1. Ele chama o Adepto de ‘Coração de Cristal’, sugerindo que este é uma concentração de luz, energia, amor, lucidez e pureza. É com estas qualidades do Adepto que ele se comunica. Este é o objetivo da preparação. O Adepto deve apresentar esta imagem perfeitamente antes que o Conhecimento e Conversação possa operar. Isto é, purificação e consagração devem preceder invocação. É extremamente difícil mesmo paro o Mestre do Templo, mesmo após anos de contemplação, firmar em seu consciente a percepção de que parte material dele não é mais “ele” que qualquer outra coleção de fenômenos. O Anjo Se descreve como Serpente. A serpente, é claro, o símbolo de sabedoria, imortalidade, realeza e outras semelhantes qualidades. O Anjo não só se enrola em volta do coração do Adepto como também mergulha sua cabeça ao centro deste coração. Ele chama o Adepto de ‘Deus meu amor’; naturalmente, uma entidade de tal ordem de existência já assinalou há muito tempo a verdade do Panteísmo.


2.

Mesmo qual nos ressoantes altos varridos de vento e Mytilene alguma

mulher como deusa põe de lado a lira e, seus cabelos flamejando qual auréola, mergulha no líquido coração da criação, assim Eu, Ó Senhor meu Deus! A referência é a Safo, a qual amava o Sol, e se atirou ao mar para alcançá-lo. Ela é aqui o símbolo do Anjo representado pelo Caminho de Gimel, onde está a ‘Grã Sacerdotisa’. Este caminho liga Macroprosopo (Kether) e Microprosopo (Tiphereth), a divindade suprema e sua manifestação humana. O Sol é atribuído a Tiphereth, e assim simboliza o Adepto. O Anjo pensa-Se ‘mergulhado no líquido coração da criação’, isto é, a reflexão na matéria do Verdadeiro Ser do Adepto que Ele ama. 3.

Há uma beleza indizível neste coração de corrupção, onde as flores

flamejam. O Anjo acha beleza neste ‘coração de corrupção’. Por esta imagem Ele quer significar a vida de mutabilidade. ‘As flores flamejam’: Fenômenos florescem e incendeiam, isto é, tocam. 4. Ah me! mas a sede de Tua alegria resseca esta garganta, de modo que Eu não posso cantar. A intensidade da paixão do Anjo é tão grande que Ele não a pode exprimir, nem mesmo em música. O bote é aqui o símbolo da consciência, tal como no Capítulo II, vv. 7-16. A língua é o Logos do Anjo, e os rios desconhecidos novas esferas de pensamento. O eterno sal é o sofrimento que tinge o Grande Mar de Binah, e ele espera pelo método acima transcender o Trance de Sofrimento no que se refere a todas estas possibilidades. 5.

Eu me farei um botezinho de minha língua, e explorarei os rios

desconhecidos. Pode ser que o eterno sal vire doçura, e minha vida não seja mais sedente. 6.

Ó vós que bebeis da salmoura do vosso desejo, estais perto da loucura!


Vossa tortura cresce se bebeis, e continuais bebendo. Subi pelos regatos à água fresca; eu vos esperarei com os meus beijos. Ele se recorda do método paralelo, mas contrário dos homens de procurar satisfação no objeto do desejo. A água é o símbolo do prazer, e desejo está impregnado de sofrimento. Agir desta forma enlouquece a iludida raça dos homens. Ele os convida a ‘subir pelos regatos’, isto é, as estreitas passagens do pensamento, as correntes concentradas de pensamento que levam ao prazer puro — a ‘água fresca’. Quando os homens conseguem viajar, através da vontade controlada, até o verdadeiro puro prazer, eles O encontram esperando para administrar o Sacramento. 7. Como a pedra-bezoar que é encontrada na barriga da vaca, assim é meu amante entre os amantes. 7-8: A pedra-bezoar é uma bola composta principalmente de cabelos que representam forças estreitamente entrelaçadas. O Anjo compara o Adepto com essa pedra, vendo-o como um complexo de diversas energias. Os membros do Adepto são os instrumentos da sua atividade. O Anjo o convida a repousar na chácara, em Sua companhia. A chácara é o local onde os processos naturais culminaram em frutificação. A relva fresca parece ser um símbolo da vida vegetativa, e o Anjo propõe usar esta sempre verdejante frescura da Natureza como o campo do regozijo e da nutrição. Ele chama os escravos, isto é, os instrumentos de ação, controlados e postos em uso, para que tragam vinho, isto é, fornecem os meios para o êxtase, pois Ele deseja que o Adepto se inflame de êxtase e manifeste o calor desse êxtase em sua face, isto é, sua consciência externa. 8. Ó menino de mel! Traz-me aqui Teus membros frescos! Sentemo-nos por um pouco na chácara, até o sol descer! Festejemos sobre a relva fresca. Trazei vinho, vós escravos, para que as bochechas do meu menino se enrubesçam. 9. No jardim de imortais beijos, Ó tu brilhante, resplandece! Faz de Tua boca uma papoula, que um beijo é a chave do sono infinito e lúcido, o sono de Shiloh-am.


Um jardim geralmente simboliza um lugar onde a beleza é cultivada; os poetas orientais usam a palavra para expressar uma coleção de poemas ou ditados. Os beijos imortais são os sinais da operação são os sinais da operação do ‘amor sob vontade’, a qual é perpétua. O Anjo chama o Adepto para que demonstre seu brilho como se Conhecimento e Conversação fosse um sacramento além daquilo implica do em todos os atos. A papoula é um símbolo de paz, exaltação e deleite, a doadora do sono, pelo qual é significado o silenciamento de todas as distrações possíveis. A boca do Adepto, o órgão através do qual ele é nutrido, expressa seus pensamentos e simboliza a sua paixão; pelo beijo desta boca é significado seu abandono ao Anjo, o ato de casamento, e esta é a chave do sono infinito e lúcido. Sono foi explicado acima. É infinito, sendo livre da limitação de condições, e lúcido, sendo caracterizado por pura visão. Shi-loh-am: a palavra significa paz. ‫= ש‬Fogo, ‫♎ = ל‬, ‫ = מ‬Água: ✡. 10. Em meu sono Eu contemplei o Universo como um cristal límpido sem mancha. O Anjo explica que em seu sono (no repousante êxtase do amor, poder-se-ia mesmo dizer no orgasmo do amor; a referência é ao particular Samadhi da consecução do C. & C. do Sagrado Anjo Guardião) ele obteve a visão do Universo como fenômeno contínuo e imaculado. Isto é implicitamente contratado com o efeito do mesmo ato sobre o Adepto, para o qual significa simplesmente União com a Divindade. O Anjo encontrou perfeição em seu próprio Adepto: isto completa a Perfeição. 11. Existem ricaços vaidosos sem vintém que ficam à porta da taverna e tagarelam de seus feitos de bebedores de vinho. 11-14: Agora fala o Adepto, ou antes, fala o Mestre do Templo.


11. A taverna é o templo de intoxicação espiritual. Do lado de fora estão os Irmãos Negros, vangloriando-se de suas próprias consecuções. 12. Existem ricaços vaidosos sem vintém que ficam à porta da taverna e insultam os hospedes. Eles são vaidosos de sua riqueza, isto é, egoístas e mesquinhos, no entanto sem vintém, isto é, suas consecuções são sem valor. Também, eles insultam os que alcançaram o Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião: o Irmão Negro, a despeito de toda a sua arrogância, sabe (como Kinglisor) qual é a sua verdadeira condição, e portanto ele blasfema a Loja Branca. 13. Os hóspedes brincam sobre sofás de madrepérola no jardim; o barulho dos homens tolos está escondido deles. Os sofás simbolizam o repouso. A madrepérola é a opalescência dos fenômenos quando são observados pelo Iniciado (compare-se o simbolismo do Arco-Íris) . Note-se que os hóspedes estão no jardim, não na taverna. Isto pode significar que eles passaram além do estágio em que o é único a um estágio tal como descrito nos vv. 8 e 9. Os homens tolos: veja-se Cap. III, v. 57. O barulho é um símbolo de distração e falta de harmonia. Está ‘escondido deles’ — uma frase mais enfática do que ‘não é ouvido por eles’. 14. Apenas o taverneiro teme que o favor do rei lhe seja retirado. O taverneiro é o Guardião dos Mistérios, e o rei a autoridade pela qual as vidas dos homens são governadas. É o dever do taverneiro não só proteger os hóspedes da malícia dos Irmãos Negros, mas também impedir que essa malícia profane o sacramento. (Levi tem uma passagem sobre este ponto. Ele diz que quando o Arcano foi divulgado na época da Revolução Francesa, tornou-se

impossível pô-lo em

prática. Os

Adeptos

consequentemente brigaram entre si, e o resultado foi caos. Nós não devemos supor que isto seja apenas uma mera parte do assunto do voto de sigilo. Nem implica em dizer que a publicação dos métodos de consecução leva ao desastre. Foi simplesmente o quarto poder da Esfinge que, de algum modo, foi perdido.) Parece estranho que o Magister, em


meio a seu êxtase, com as palavras de seu Anjo ainda lhe soando aos ouvidos, não encontrasse algo menos incôngruo a replicar. A dificuldade é explicada facilmente. Por um lado, seu êxtase é inefável. Por outro lado, é perfeito, de forma que não pode falar dele. Em terceiro lugar, ele percebe que parte do preço de sua consecução é a sua responsabilidade como Guardião dos Mistérios. Ele, portanto chama a atenção do Anjo para aquilo que poderíamos descrever como situação política. 15. Assim falou o Magister V.V.V.V.V. a Adonai seu Deus, enquanto eles brincavam juntos à luz das estrelas de encontro à profunda poça negra que está no Lugar Santo da Casa Santa sob o Altar do Santíssimo. 15-21: A peculiaridade acima mencionada do diálogo prévio é o assunto de parte desta passagem. De modo geral, ela discute a questão das relações entre certos poderes da Natureza. 15: As circunstâncias do diálogo são cuidadosamente explicadas. Ele é o Mestre do Templo, V.V.V.V.V., não o mero Adepto que simplesmente conseguiu união. O Anjo é ainda mais especificamente identificado com o símbolo de Adonai. Eles estão brincando juntos, isto é, em comunhão consciente; a luz das estrelas, isto é, na presença de Nuit; e o lugar onde se encontram é a ‘profunda poça negra’ simbólica de Binah, a esfera do sofrimento da Maternidade, o lugar de concepção e a habitação da Compreensão. O lugar Santo é as três primeiras Sephiroth, isto é, acima do Abismo. A casa santa é a Árvore da Vida. E o Altar do Santíssimo é Kether. 16. Mas Adonai riu, e brincou mais lânguido. Adonai replica à passagem vv. 11-14 simplesmente mudando o ritmo de sua música para uma medida mais lânguida. Desta forma ele indica que não dá razão para pressa ou ansiedade. 17. Então o escriba tomou nota, e alegrou-se. Mas Adonai não tinha medo do Mago e seu brinquedo. Pois foi Adonai quem ensinou ao Mago todos os seus truques.


O escriba é o ser humano consciente encarregado de anunciar estes assuntos; ele compreende que tudo está bem. O Mago é o Atu I, Mayan (ver Cap. II, v. 58 e as referencias em Liber 418). O Anjo não receia que as forças da ilusão possam jamais interferir com a Grande Obra. Ele é, em si mesmo, Macroprosopo. Esta frase necessita de explicação. Exatamente como um homem aspira ao Conhecimento e Conversação do seu S.A.G. e o consegue, assim também o Anjo aspira à “ultimal unidade demonstrada”; pois sua posição é o Caminho de Gimel. Em sua consecução, portanto, ele atingiu Kether, de que sai não somente o seu próprio Caminho de Gimel (levando a Tiphereth) mas também aquele de Beth (levando a Binah) . Para compreendermos bem a completa natureza de Binah, nós devemos manter este ponto em mente. O Sofrimento relacionado com a ideia desta e Sephirah deve-se ao fato de que ela é o recipiente da ilusão original. Não existe sofrimento na outra corrente, o Caminho de Daleth, através do qual o senhor dela comunica sua essência. 18. E o Magister entrou no jogo do Mago. Quando o Mago ria, ele ria; tudo como deve um homem fazer. O Magister, cuja habitação é Binah, agora usa a ilusão mesma como um meio de prazer. Ele procede naturalmente, como uma criança, sem receio de que possa haver alguma significação sinistra nas operações da Natureza. 19. E Adonai disse: Tu estás enredado na teia do Mago. Isto ele disse sutilmente, para prová-lo. Para prová-lo, o Anjo sugere que o prazer dele na ilusão é idêntico ao prazer do profano. 20. Mas o Magister deu o sinal do Magistério e riu-Lhe: Ó Senhor, Ó bemamado, relaxaram-se estes dedos nos anéis dos Teus cabelos, ou desviaram-se estes olhos do Teu olho? O Magister replica que, se bem que aparentemente usufruindo as coisas boas da vida (por assim dizer), ele nunca por um instante esqueceu que está usufruindo o amor de seu Anjo. Nem por ação dos dedos que seguram os anéis ou energias espirais do Anjo,


nem por perda de concentração sobre o olho (símbolo de visão, de energia criadora, de unidade, etc. Veja-se também o ‘Olho de Hórus’) de seu amante, ele caiu do cume de seu Samadhi. O Magister é assim mostrado como perfeitamente iniciado; ele abraçou deliberadamente a ilusão que é a fonte de todo sofrimento, e a tornou parte integral da Grande Obra. Não havendo outra direção de onde o infortúnio o possa tocar, desde que ele é protegido pelos Guardiões do Abismo da interferência dos Caminhos de Zayin e Cheth, ele está de agora em diante imune.

21. E Adonai deleitou-se extremamente nele. 22. Sim, Ó meu mestre, tu és o amado do Bem-Amado; a Ave Bennu não está posta em Philae em vão. A Ave Bennu refere-se às correntes e subcorrentes iniciadas pela A∴A∴ aproximadamente cada 600 anos, isto é, duas vezes no curso de cada Aeon.

ΨΧ- Aiwass, ΤΟ ΜΕΓΑ ΘΗΡΙΟΝ 1900 15 - Dee e Kelly, Christian 1600 Rosencreutz, Lutero, Paracelso 1490-1541. 91000 6700 3400

Maomé.


0

Apolônio de Tiana

B.X. Gautama Buda. 300 NOTA: Escala de Tempo — imagens resolvidas dilatada apresentação. Pernas de cavalo de corrida. ‘n’ é uma série de ‘m’ acontecimentos, nenhum dos quais sugere ‘n’. Cf. grifos de A, soletração de palavras, etc. Portanto não é medida da realidade (LXV I, 32 e seg.). Philae é uma ilha do Nilo, agora submergida pelo industrialismo, famosa por seu Templo de Ahathoor. Em Liber VII, 27, a Ave Bennu é definitivamente identificada com a Fênix — ou Set o Asno Selvagem — através do simbolismo da Baqueta de Segundo Adeptus Minor da R.R. et A.C. O texto confirma a Missão de ΤΟ ΜΕΓΑ ΘΗΡΙΟΝ 666 9°=2▫ A∴A∴ como Logos do Aeon. Quem fala parece ser o escriba, isto é, o indivíduo Aleister Crowley através do qual estas energias 666 etc. se manifestam. Ele se regozija da Consecução do Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião. O resto deste capítulo trata em grande parte da relação deste escriba com o Adepto e o Anjo que coroam a sua personalidade. Os versos seguintes descrevem o Equinócio dos Deuses e a Consecução do Sagrado Anjo Guardião. Eles indicam o efeito de tais acontecimentos sobre o indivíduo; pois este capítulo refere-se ao Elemento Fogo, o Deus de Tetragrammaton, isto é, à essência da personalidade do homem em questão qual homem. O Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião representa a descida do Elemento Espírito no ser desse homem, de acordo com a fórmula regular da formação do Pentagrama IHShVH de IHVH. A dificuldade principal de interpretação está na complicação introduzida pelo Equinócio dos Deuses. 22-27 descreve este Evento.


28-29 descreve o estado do escriba. 30-32 descreve a preparação do escriba para a sua Consecução. 33-37 descreve o umbral da Iniciação dele. 38-41 descreve a Iniciação mesma. 42-44 descreve a Compreensão dada por essa Iniciação das relações necessárias entre o Espírito e a Matéria. 45-53 descreve os resultados da Iniciação. 54-56 liga a Consecução ao Equinócio dos Deuses. 57-60 responde à pergunta assim proposta. 61-65 uma profecia quanto ao futuro do escriba, as circunstâncias em que ele chegará à Perfeição de sua Consecução.

23. Eu que fui a sacerdotisa de Ahathoor regozijo-me no vosso amor. Erguete, Ó Deus-Nilo, e devora o lugar Santo da Vaca do Céu! Que o leite das estrelas seja bebido por Sebek o habitante do Nilo! O escriba recorda de sua encarnação como uma sacerdotisa de Ahathoor deusa do Amor e da Beleza. Ele chama as forças do Nilo e de Sebek, o crocodilo que ali vive. Elas devem terminar com o Regime da Mãe (Aeon de Isis). 24. Levanta-te, Ó serpente Apep, Tu és Adonai o bem-amado! Tu és meu querido e meu senhor, e Teu veneno é mais doce que os beijos de Isis a mãe dos Deuses! Apófis substitui Isis. 25. Pois Tu és Ele! Sim, Tu engolirás Asi e Asar e os filhos de Ptah. Tu vomitarás uma enxurrada de veneno para destruir os trabalhos do Mago. Somente o Destruidor Te devorará; Tu lhe enegrecerás a garganta, onde seu espírito habita. Ah, serpente Apep, mas Eu Te amo! AIWASS (identificado com o Sagrado Anjo Guardião de Aleister Crowley) destruirá as


fórmulas de Isis e Osíris (Aeon do Deus Sacrificado). Não existe Aeon de Apófis; sua função é sempre destruir. Agora o Destruidor devorará a Destruição mesma. Há aqui uma referência à lenda de Shiva, que bebeu o veneno formado pelo batimento do “Leite das Estrelas” ou manifestação da Existência Fenomenal. Sua garganta fica negra (ou azul índigo) como resultado. Aiwass assim virou Apófis contra si próprio, para abrir caminho ao Aeon de Hórus, a Criança Coroada e Conquistadora. Apep é amado; isto é, desaparece em êxtase à carícia de Aiwass, a ‘pujante serpente’ do verso 26 (a garganta é o local do Elemento do Espírito — o Akasha habita no Cakkram Visuddhi). O significado é que a fórmula dada por Aiwass destrói a ideia da Destruição como tal. O que até agora era chamado ‘Morte’, o método de ressurreição da Fórmula de Osíris IAO, deve ser compreendido de agora em diante como ‘amor sob vontade’. 26. Meu Deus! Que Tua presa secreta penetre até o tutano do ossinho secreto que eu guardei para o Dia de Vingança de Hoor-Ra. Que Kheph-Ra zumba com seus élitros! que os chacais de Dia e Noite uivem na imensidão do Tempo! que as Torres do Universo tremam, e os guardiões fujam correndo! Pois meu Senhor revelou-se como uma serpente pujante, e meu coração é o sangue do Seu Corpo. Este Dia de Vingança é o Aeon de Hórus — começando com o Equinócio de Primavera (L.N.) de 1904 e.v. (Note-se CCXX, iii, 3 e ΑΛΑCΤΩΡ o Vingador.). O ‘ossinho secreto’ é encontrado no Falo do Urso (Hebreu 6 = ‫ )בד‬. Isto é um fato de anatomia. A natureza deste animal — que é de grande importância na Alquimia — pode ser estudada no Asch Metzareph. O Urso é simbólico de parte de ΤΟ ΜΕΓΑ ΘΗΡΙΟΝ 666 de acordo com a descrição d’Ele dada no Apocalipse: Eu vi uma besta levantar-se do mar, tendo sete cabeças e dez chifres, e sobre seus chifres dez coroas, e sobre as suas cabeças o nome de blasfêmia. E a besta que eu vi era como um leopardo, e seus pés eram como os pés de urso, e sua boca como a boca de um leão: e o dragão deu-lhe o seu poder e seu trono com grande autoridade.


E eu vi uma de suas cabeças com uma ferida de morte; e esta ferida mortal foi curada: e a terra inteira maravilhou-se com a besta. E eles adoraram o dragão que deu poder à besta; e eles adoraram a besta, dizendo: Quem é como a besta? Quem pode fazer-lhe guerra? E foi-lhe dada uma boca dizendo grandes coisas e blasfêmias; e foi-lhe dado poder para continuar durante 42 meses. E ele abriu sua boca em blasfêmia contra Deus, para blasfemar seu nome, e seu tabernáculo, e aqueles que estão no céu. E foi-lhe dado poder para fazer guerra aos santos, e conquistá-los; e foi-lhe dado poder sobre todas as raças e linguagens e nações. E todos que vivem sobre a terra o adorarão, cujos nomes não estão no livro de vida do cordeiro morto desde a fundação do mundo. Se alguém tiver ouvidos que ouça. Aquele que leva ao cativeiro cairá em cativeiro; aquele que mata com espada deverá ser morto com espada. Eis aqui a paciência e a fé dos santos. E eu vi outra besta surgindo da terra: e ele tinha dois chifres como um carneiro, e falava como um dragão. E ele exerce todo o poder da primeira besta antes dele, e faz com que a terra e todos que ali habitam adorem a primeira besta, cuja ferida mortal foi curada. E ele faz grandes maravilhas, e faz com que fogo caia do céu à terra à vista dos homens. E ele engana aqueles que vivem sobre a terra com estes milagres que ele tem poder de fazer sobre a vista da besta; dizendo àqueles que vivem na terra que eles devem fazer uma imagem da besta, que foi ferida pela espada, e no entanto viveu. E ele tinha poder para dar vida à imagem da besta, para que a imagem da besta pudesse falar e pudesse matar todos que não adoram a imagem da besta. E ele faz com que todos, tanto os poderosos quanto os humildes, tanto os ricos quanto os


pobres, tanto os livres quanto os escravos, recebam uma marca na mão direita ou na testa. (Apocalipse, Cap. XIII). Este osso é consequentemente a Quintessência e Individualidade do Inconsciente de Aleister Crowley; ele tendo conservado a sua personalidade humana para servir como Instrumento do Logos deste Aeon. Ele agora requer que a ‘presa’ (dente = ‫ = ש‬Espírito) de seu Anjo penetre no mais intimo do seu ser. Khephra, o Escaravelho Sagrado, é o Sol da meia-noite. Ele aparece no Atu XVIII (A Lua Minguante, referido a Peixes no Zodíaco) ao pé do hieróglifo, em uma poça (o firmamento de Nadir). Acima disto está um caminho levando por entre duas montanhas coroadas por torres. Isto tudo sob a Lua Minguante, simbólica de ilusão e glamour, ao contrário da Lua no Caminho de Gimel, simbólica de pureza, aspiração, etc., aonde vai o Sagrado Anjo Guardião. O Atu XVIII é guardado por dois cães ou chacais simbólicos de Anúbis, o Guardião do Umbral (veja-se v. 34). O significado deste verso é, portanto que AIWAZ (revelado como uma ‘serpente pujante’) destruiu o princípio de ilusão. Em particular, a crença do homem de que ele é mortal (Osíris) deve dar lugar à consciência de que ele é a Criança Coroada e Conquistadora (Hórus). Meu ‘coração’ — isto é, a vontade das consciências humanas de Aleister Crowley — é identificado com a essência da vida de AIWAZ (o sangue do Seu corpo que é usado por Ele como a base física de Sua manifestação em CCXX) . 27. Eu sou como uma cortesã de Corinto doente de amor. Eu brinquei com reis e capitães, e fiz deles meus escravos. Hoje eu sou a escrava da viborazinha da morte; e quem desatará nosso amor? Aleister Crowley abandonou todas as suas ambições pessoais para ‘morrer’ à carícia de AIWAZ em Sua função como seu Sagrado Anjo Guardião. (A ‘víborazinha’ Microcósmica, em contraste com a ‘pujante serpente’ que é responsável pelo Evento Macrocósmico do Equinócio dos Deuses.). As imagens da cortesã amorosa e de Cleópatra indicam que o Nephesch ou ‘alma animal’ de Aleister Crowley está implicada neste assunto.


28. Cansado, cansado! diz o escriba, que me levará à visão do Êxtase de meu mestre? O escriba confessa a completa prostração da sua consciência humana enquanto divorciada de comunhão com a êxtase do Adepto (‘meu mestre’) que o controlará. 29. O corpo está cansado e a alma cansadíssima, e sono lhes pesa nas pálpebras; no entanto está sempre presente a certeira consciência do êxtase, desconhecido, entretanto conhecido em que sua existência é certa. Ó Senhor, sê minha ajuda, e traze-me à dita do Bem-Amado! A ‘alma’ aqui significa o Nephesch. O escriba é sustentado, mesmo em sua fatiga consciente, pela certeza de seu ‘Inconsciente’ de que ele chegou à Consecução, a despeito do esquecimento deste fato por parte do consciente humano. Ele apela ao Anjo para que inunde a consciência humana com a ‘dita do Bem-Amado’, como já foi explicado neste Livro. 30. Eu cheguei à casa do Bem-Amado, e o vinho era como fogo que voa de asas verdes pelo mundo das águas. Isto lhe é concedido; a consciência entra na Casa de Delícias do Adeptado. O vinho de êxtase espiritual, que o intoxica, é comparado ao ‘fogo que voa’ (‫ )ש‬com ‘asas verdes’ (‫ד‬, amor) ‘através do mundo das águas’ (‫)ם‬. Passagens prévias devem permitir que o Aspirante compreenda bem este simbolismo. (‫ םש‬na Qabalah é ‘O Nome’ e ‘O Céu’. ‫דש‬ significa ‘Poder Onipotente’; e ‫ םד‬significa ‘Sangue’. Estes símbolos assim explicam o texto em detalhe.). 31. Eu senti os lábios rubros da natureza e os lábios negros da perfeição. Como irmãs elas me afagaram seu irmãozinho; elas me adornaram como noiva; elas me trouxeram ao seu quarto de núpcias. Natureza e Perfeição são Isis e Nephthys, as quais preparam Osíris (veja-se o Papiro de Ani e o Livro dos Mortos, em geral) para a Iniciação. O candidato é aqui representado


como irmão delas (Aleister Crowley é o Vau de IHVH, ‘o Filho’, a consciência humana em Tiphereth — masculina) , mas adornado como noiva, pois simbolicamente ele é feminino para com o seu S.A.G.; ele é o Coração a ponto de receber o abraço da Serpente. (Veja-se Cap. III, vv. 49-50.) 32. Elas fugiram à Tua vinda; eu fiquei só perante Ti. O Ego é desprivado de seus atributos antes que possa receber o impacto do S.A.G. Deve ser o puro Ser Humano como indivíduo, independente dos fenômenos de sua relação com seu ambiente. 33. Eu tremi à Tua vinda, Ó meu Deus, pois Teu mensageiro era mais terrível que a estrela-da-Morte. O Ego percebe que o Sagrado Anjo Guardião o aniquilará. Treme, e esse tremor de sua identidade é o sinal de sua entrega (compare-se o êxtase de medo de Amfortas no princípio de sua Cura; e veja-se o Capítulo II, vv. 60 e 62 e diversas outras passagens similares. A doutrina está em toda parte implícita; mas compare-se também com Liber 418, o Décimo Quarto Aethyr, etc.). Também, a primeira aparição do Anjo é necessariamente incompreendida; pois enquanto o Ego humano existe, ele está circundado pelas condições do seu ser; e isto implica numa certa falsidade de apreensão, cuja raiz está na Ilusão de Separação mesma que torna possível a Ideia de um Ego. 34. No umbral quedou a fulminante figura do Mal, o Horror do vazio, com seus olhos fosforescentes como poços venenosos. Ele quedou, e o quarto corrompeu-se; o ar fedia. Ele era um velho peixe enrugado, mais horrendo que os cascões de Abaddon. O umbral está diante da ‘porta’ ou ‘pilone’ de Daleth (Daleth significa porta; sua atribuição é Vênus, puro Amor, e seu Caminho é de Chokmah à Binah, a base do triângulo das Supernas. Esta ‘porta’ é assim em tudo um símbolo apropriado da entrada à Iniciação.) . Portanto o ‘umbral’ está abaixo do Caminho de Daleth na Árvore da Vida; isto é, é o Abismo.


O simbolismo acima se refere estritamente à Consecução do Mestre do Templo; mas sua Verdade é refletida no tecnicamente correto relato da Iniciação do Dominus Liminis a Adeptus Minor. Aí a ‘porta’ é o terceiro Recíproco ou Transverso Caminho (Daleth é o primeiro), Pé, que significa boca — a porta dos órgãos da vida. Pé é a letra do Atu XVI, a ‘Casa de Deus’ ou ‘Torre Fulminada’. O Hieróglifo representa uma Torre — simbólica do Ego em seu aspecto fálico, porém encerrado, isto é, separado. Esta torre é ferida pelo Relâmpago ou Raio da Iluminação, o impacto do S.A.G. e a Espada Flamejante de Energia que procede de Kether para Malkuth. Da torre são arremessadas duas figuras formando, pela sua atitude, a letra Ayn (‫ ;)ע‬estes são os gêmeos ‫( הו‬Hórus e Harpócrates) nascidos da abertura do Útero da Mãe (o segundo aspecto da Torre como uma ‘fonte encerrada’, uma ‘fonte selada’ ou ‘murada’). Eles representam, com referência ao aspecto másculo da Torre, os espermatozoides (‫ ע‬é ♑, o signo em que está o Sol no Solstício de Inverno L.N., quando o Ano Novo começa) emitidos pelo Falo quando este é fulminado pelo impacto do Orgasmo (Relâmpago ou Raio) e é ‘arruinado’ pela perda de ereção. No ‘umbral’, o Dominus Liminis é ameaçado pelos Caminhos de Nun, Samekh e Ayin, os Atus XIV, XV e XVI (Temperança ou Restrição, A Morte e o Diabo), os quais surgem de Tiphereth, a morada de seu Anjo, para impedir a passagem dos profanos da Ordem Externa da A∴D∴. A diferença principal (em essência) entre as fórmulas das duas Iniciações, na R.R. et A.C. e na S.S., respectivamente, consiste em que o Adeptus Exemptus está completamente abaixo de Daleth, se bem que ele cruzou o Segundo Caminho Recíproco Teth em seu progresso para se tornar Adeptus Exemptus, e não tem Caminho pelo qual possa viajar (a não ser Gimel, que leva de Tiphereth a Kether, não de Chesed a Binah, que é onde ele vai; isto é para conservar os profanos fora da Ordem Interna da R.R. et A.C.) ; enquanto que o Dominus Liminis já atravessou o Caminho de Pé para atingir o Grau de Philosophus, e o umbral está dentro, em vez de fora, do Pilone. O significado disto é o seguinte:


Ao cruzar o Abismo, o fito é aniquilar o Ego e suas faculdades por completo. Em simbologia cabalística: o fito é atingir a Zero. O perigo consiste, portanto na identificação da consciência, ou ‘ponto de vista’, com qualquer dos produtos da desintegração. Choronzon, portanto (nome pelo qual nós designamos a ideia de Dispersão), não tem lugar na Tríada Superna. O umbral de iniciação, o Abismo, jaz completamente abaixo da porta de Daleth. A compleição da desintegração, a impotência (ακρατωρ) e preguiça (αεργια) são garantidas pela ausência do amor (Daleth), o qual de outra forma poderia enfeixar os eventos dissipados para formar uma unidade (Em Liber 418, Sétimo Aethyr, nós aprendemos que se os Irmãos Negros pudessem apenas contemplar a Deusa do Amor — Daleth — acima deles, eles poderia ainda chegar à Compreensão (Binah). Na Iniciação a Adeptus Minor, as condições são completamente diversas. O fito é a consecução da unidade, não da negatividade, e não existe tal perfeição nas Sephiroth do Ruach: Chesed, Geburah, Tiphereth, as quais compõem os Graus da Ordem Interna (R.R. et A.C.) como necessariamente excluindo Choronzon dos três Graus da A∴A∴. O estudante é aqui referido às Torres Elementais de Vigilância de Sir Edward Kelly (Veja-se o Equinócio I, volumes vii e viii). As quatro Tábuas Elementais (12x13) são ligadas pela pequena Tabuleta do Espírito (4x5) , ou (quando as tábuas são arranjadas de forma a mostra-las cada qual uma subseção da unidade de Tetragrammaton) por uma cruz negra contendo as letras desta pequena Tabuleta do Espírito. Os nomes de demônios malignos são notavelmente formados ao tomarmos algum símbolo imperfeito e desequilibrado das Torres de Vigilância, tal como um nome bilateral debaixo da barra da Cruz de Calvário em qualquer dos Ângulos Menores — e prefixando a letra apropriada da Cruz Negra. A doutrina assim implicada é que a natureza do Espírito não é somente representada por Shin, o Espírito Santo, cuja descida ao meio de Tetragrammaton santifica e ilumina as forças cegas dos Elementos, mas também pela matéria desalmada, escura, informe e vazia, o mero fundo para a manifestação, indiferentemente, de todos os fenômenos; e esta verdade é também simbolizada pela escuridão e pela potencialidade nãodesenvolvida pelo Akasha, qual explicada pela lenda de Shiva mencionada em um parágrafo prévio.


O Elemento do Espírito pode, portanto manifestar-se tanto como o S.A.G. quanto como a Persona Maléfica, o Morador do Umbral, descrito sensacionalisticamente para o público por Lord Bulwer-Lytton em seu romance Zanoni. Esta doutrina é também frequentemente encontrada em lendas folclóricas, onde o homem é representado como atendido por um gênio bom e por um gênio mau. O horror do gênio maligno é intensificado pela sua função como alternativa do S.A.G. Nenhuma outra inteligência maligna pode se comparar com esta, seja por sua terrível asquerosidade subjetiva, seja pela sua hostilidade objetiva. Pois o gênio mau não é menos uma possibilidade de Consecução que o S.A.G. Agora, no caso do Adeptus Exemptus, se ele for repelido da Cidade das Pirâmides por falta de obediência perfeita à fórmula de ‘amor sob vontade’, ele permanece perdido no Abismo sem nenhuma possibilidade futura a não ser a de identificar-se sucessivamente com cada fenômeno incoerente e ininteligível que aparece no sensório do homem material, o qual foi desintegrado como primeiro efeito de sua operação, cuja essência sanção a toda e qualquer imperfeição que protesta o ser. Inteiramente diverso é o caso do Dominus Liminis, cuja operação, se malsucedida, pode ser uma simples derrota, talvez devida a erro não muito sério dele mesmo. À parte um simples desencorajamento, ele deveria ser capaz de tentar novamente sem desvantagem; de fato, ele deveria usar sua derrota prévia como uma lição. Mas ele pode também falhar por não ter assimilado completamente a injunção do Hiereus na cerimônia da sua iniciação ao Grau de Neófito: ‘O medo é fracasso, e o começo do fracasso. Sê tu, portanto sem medo, pois no coração do covarde a virtude não habita!’ Similarmente, ele pode ter sido incapaz de satisfazer a fórmula do Hierofante naquela cerimônia: ‘Lembra-te de que Força Desequilibrada é maligna. Excesso de Misericórdia é fraqueza; excesso de Severidade é opressão.’ Além disto, a fascinação do mal é as vezes tão perigosa quanto o medo. Em qualquer caso ele pode esperar ser confrontado antes de tudo pelo seu Gênio Maligno (Veja-se, adiante, a cerimônia do Zelador da A∴D∴; a aparição dos Anos Samael, Metatron e Sandalphon) . Ele pode não resistir ao ataque. Ele pode ser repelido do umbral, e sua derrota pode ser mais ou menos prejudicial, de acordo com as circunstancias. Mas seu medo pode ser tão grande que o induza a transforma-lo em fascinação, ou sua exaustão tão completa que


ele esteja disposto a comprar a paz a qualquer preço. Em tal caso, o resultado pode ser que ele aceite sua Persona Maligna como seu Sagrado Anjo Guardião. Eu não gostaria de afirmar que mesmo uma tão pavorosa forma de fracasso é necessariamente fatal e definitiva, se bem que evidentemente deve sempre acarretar um Karma desastroso, envolvendo como envolve a asserção mágica, fortificada pelos juramentos mais solenes e selada pelo mais intenso êxtase da existência do mal absoluto (em certo senso da palavra; na realidade, para isto definida por ele mesmo); isto é, ele aquiesce em dualidade, estabeleceu um conflito interno em si próprio, e cerimonialmente blasfemou e negou a unidade de sua própria Verdadeira Vontade. Por arrasadora que seja tal catástrofe, no entanto não é nem pode ser final, pois que os princípios envolvidos não se estendem acima de Tiphereth. Ele se tornou um Mago Negro, sem dúvida; mas está longe ainda de ser um Irmão Negro. Não pode ser afirmado que tal Mago Negro manifestará qualquer tendência a se tornar um Irmão Negro quando a ocasião chegar; pois sua união, mesmo com a personificação do Mal, é também um ato de amor sob vontade, se bem que essa vontade seja falsa e viciada por todos os erros e defeitos concebíveis. Seu principal perigo é presumivelmente que a intensidade do sofrimento que resulta de sua Αηαρτια pode, como no caso de Glyndon em Zanoni, levá-lo a querer escapar por completo da magia, a abster-se de quaisquer atos de amor por medo de se afastar ainda mais de seu verdadeiro caminho. Que ele se lembre das palavras de meu irmão: ‘Se o tolo persistisse em uma tolice, ele se tornaria sábio. ’ Que ele, portanto persista absolutamente em iniquidade, invocando a vingança dos Deuses, para que ao fim o excesso do seu amor e a transcendência da sua angústia possam trazê-lo de volta ao caminho da verdade. Do acima deve se tornar claro como é que o Gênio Maligno está dentro do Santuário do Templo da Rosa Cruz, cuja fórmula é ‘amor sob vontade’, enquanto Choronzon é excluído igualmente desse templo e da Cidade das Pirâmides, cuja lei, se bem que ainda ‘amor sob vontade’, compreende ambos estas termos como sem limite. O Gênio Maligno é descrito agora. A linguagem, naturalmente, é simbólica. Ao mesmo tempo, a aparência dada aqui poderia perfeitamente corresponder de perto às expressões


sensórias da experiência. Duas vezes nos é dito que ele “quedou”, o que deve ser contrastado com a atividade de “ir” do Sagrado Anjo Guardião. (Veja-se vv. 37-41.) É a característica peculiar de todo Deus que ele “vai”. Por isto ele leva o Ankh, ou ataduras de sandália, nos monumentos egípcios. Esta antítese se contrasta com a concepção dos Irmãos Negros, fechados em si mesmos, ressentindo mudança. A concepção thelêmica do Universo é dinâmica, de forma que stasis é inevitavelmente o símbolo de conflito com a Natureza. É o equivalente de Morte; pois a Morte sendo uma mudança, é um evento, isto é, um fenômeno de atividade da vida. Esta doutrina deve ser cuidadosamente estudada em CCXX. Que o estudante preste atenção, além disto, ao contraste entre os símbolos do S.A.G. e os do Gênio Mau. Os do Anjo (vede vv.38-41) são positivos, ativos, sólidos, dinâmicos; de carruagens, cavaleiros, lanceiros; as armas de Júpiter e Pã são tremendamente vitais em suas mãos. Em contraste, o Gênio Maligno é vago, irreal e inativo. Suas características são o horror e o vazio. Seus olhos são fosforescentes, e isto é particularmente repugnante, já que o sentido da visão é atribuído ao Fogo, e deveria ser agudo e luminoso. As atividades que ele controla são vagarosas, gosmentas e vermiculares. Seus olhos se assemelham a poços de água venenosa, isto é, eles espreitam e recebem tão pouca luz quanto possível, quando o olho ideal deveria chamejar luz. Ele faz com que o ar mesmo ao redor dele se torne estagnado e fedorento. Anatomicamente, ele se assemelha a um peixe, um habitante sangue-frio do elemento passivo (Note-se o peixe como o símbolo aceitado de Jesus). Mesmo assim, ele é velho, vagaroso, enquanto que a virtude principal de um peixe é que desliza rapidamente. E ele é enrugado, oferecendo desnecessária resistência aos seus próprios movimentos, e aumentando sua fricção. Hediondo! Cascões ou Qliphoth são excrementos sem vida; e Abaddon é o destruidor ou dispersor — o destruidor por dispersão. 35. Ele me envolveu com seus tentáculos demoníacos; sim, os oito medos se apossaram de mim.


Seu método de combate (distinto daqueles do Anjo, que ou transfixa com uma lança ou esmaga com um raio) é envolver com seus tentáculos demoníacos, e, portanto ilusórios. Este método é restringir o Aspirante, sabendo muito bem que ‘a palavra do Pecado é Restrição. ’ Ele consegue comunicar os ‘oito medos’, os quais estão relacionados com as oito cabeças do Dragão que desce. (Veja-se, para este simbolismo, O Templo do Rei Salomão, Equinócio I, volumes i, ii e iii.) Elas são as restrições das Tríada Superna tentadas pelas sete Sephiroth abaixo do Abismo e por Daath. Por isto, o Dragão que Desce é mostrado na Árvore da Vida abaixo do Abismo após a Queda, e no chão do Sepulcro de Christian Rosencreutz. No simbolismo mais antigo, as oito cabeças são os oito Reis de Edom. 36. Mas eu estava ungido com o mui-doce óleo do Magister; escorreguei do abraço como uma pedra da funda de um menino dos bosques. O Aspirante está ‘ungido com o mui-doce óleo do Magister’. O Magister pertence a Binah, este óleo pode ser tomado como simbolizando seu Neschamah ou aspiração. Veja-se o relato do Óleo Santo dado no Livro 4, Parte II. O Óleo Santo é a Aspiração do Magista; é aquilo que o consagra à busca da Grande Obra; e tal é a sua eficácia que consagra todo o mobiliário do Templo e os seus instrumentos. É também a graça da crisma, pois esta aspiração não é ambição; é uma qualidade outorgada pelo alto... É a pura luz traduzida em termos de desejo. Não é a Vontade do Magista o desejo do mais baixo de atingir o mais alto; é a centelha do mais alto no Magista, que deseja unir o mais baixo a si Também, a propriedade essencial de substâncias oleosas é diminuir a fricção e aumentar a facilidade de movimento. É, portanto precisamente a réplica correta contra este tipo de ataque. Ainda mais, o Aspirante se compara a uma pedra, o que se refere à pedra cúbica simbólica do Adepto perfeito, sendo a perfeição quadrada e equilibrada da Maçonaria espiritual; é circundada por seis quadrados que significam proteção de Macroprosopo. Vede também o simbolismo da Pedra no Zohar, um assunto demasiado extensivo para que possamos fazer mais que está referência aqui. Há, ainda mais, uma identificação da Pedra com o Falo Sagrado e com o Sol, tal como adorado no Templo de Diana em Éfeso e


na palavra ABRASAX. Em nossos próprios Livros Santos, vede o Cap. V, vv. 6 e 58 deste Livro, e Liber VII, Cap. Vi, v. 2 (‘Nós nos construímos um templo de pedras na forma do Universo, mesmo tal como tu usaste abertamente e eu escondido’.) Nesta última conexão, note-se a justaposição apropriada de pedras como simbólica da Grande Obra. Isto é encontrado também na Voz do Silêncio, onde esses que alcançaram a libertação se constroem a si mesmo num muro para proteger a humanidade. Vede também Liber VII, Cap. Vii, v. 6 (‘Nós sabemos por que tudo está escondido na pedra, dentro do caixão, dentro do grande sepulcro, e nós também respondemos Olalam! Imal! Tutulu! como está escrito no antigo livro’.). Esta pedra é um projétil na ‘funda do menino dos bosques’, o qual pode ser tomado como representando a forma mais jovem e ativa de Pan; isto é, o aspirante se considera como que arremessado do infinito, e desligado de suas ataduras (compare-se Liber VII, Cap. Vii, vv. 3-5) , para que se possa executar a Grande Obra. 37. Eu era liso e duro como o marfim; o horror não conseguiu apoio. Então, ao ruído do vento da Tua vinda, ele foi dissolvido, e o abismo do grande vazio foi desdobrado diante de mim. O aspirante é liso; suas qualidades foram perfeitamente harmonizadas. Ele é duro, tendo tornado perfeita a sua resistência à extrema pressão. A analogia é com o marfim. Marfim é a substância do dente, a letra Shin do Espírito Santo e também da substância do esqueleto sobre o qual seu ser está sendo construído. O som Sh, além disto, representa o poder do silêncio, como também a atividade e alerta que acompanham a vontade de nos manifestarmos através da nossa Verdadeira Vontade. Eu cito aqui uma passagem das minhas notas originais sobre o significado intrínseco desta letra: “S é o sibilo da serpente, o sopro arremessado do alento através dos dentes postos à mostra, porém fechados, o que é sinal natural de alarme, ódio, desafio, natural a um homem que depara com um seu semelhante — outra aberração da macacada legítima. Através deste gesto ele reconhece o seu irmão, e no princípio, quando necessário, assim o nomeava. (Mais tarde, quando não havia mais alarme, ainda temos ‘Shh!’, ‘Psst!’, não um apelo por Silêncio, que o gesto quebra, mas um apelo à atenção de outros homens.) Em S está esta ideia de


medo e cólera, também de ar, por causa do sopro mais apressado do alento. ‘Tormenta’ combina estas ideias; assim, os primeiros S-deuses foram deuses de tempestade. “Mais tarde este alento, ar movendo-se no homem, podia ser considerado uma prova de que o homem estava vivo; então esta letra-alento, S, pode vir a significar ‘vida’. Por exemplo, Deus sopra sobre Adão para insuflar-lhe a ‘alma vivente’; e Elias ressuscita um menino respirando sobre ele. O Ruach Elohim, novamente, é um Alento que paira sobre o Caos. Finalmente, encontramos um Espírito Santo fertilidade através de um alento. E não era Maut, o Abutre-Mãe, fertilizado pelo vento? Talvez também o chiado da chuva que fertiliza a terra, qual até mesmo um selvagem deverá chegar a observar nas regiões tropicais, onde o efeito segue a causa tão rapidamente, tê-lo-á impelido à convenção de que S deve significar Vida. Essa chuva vem do ar que ele respira, se bem que de além de sua pessoa; parece portanto natural para ele o fazer Zeus ou Shu deuses da chuva e deuses da vida, como também deuses da vida, como também deuses do ar, deuses da tempestade, nomes para a intensa, medrosa cólera que no princípio significava apenas ‘um inimigo’ — um seu semelhante!” (Diário, Junho de 1920.) O Gênio Maligno é portanto incapaz de dominar o aspirante. Este havendo provado sua virtude, está agora pronto para receber o S.A.G. Primeiro vem o ruído da Sua vinda. ‘Pois o Senhor descerá do Céu, com um grito, com a voz do Arcanjo, e com a Trompa de Deus. ’ O ‘Senhor’ é Adonai — o hebreu para ‘Meu Senhor’; e Ele desce do Céu, o Paraíso superno, o Sahashara Chakra no homem, com um ‘grito’, uma ‘voz’ e uma ‘trompa’, novamente símbolos aéreos, pois o ar é o condutor do som. Estes sons referem-se àqueles escutados pelo Adepto no momento do êxtase. (Livro 4, Parte II.) Isto por si só é suficiente para destruir a ilusão do Gênio Mau. O ‘Abismo do grande vazio’ desdobra-se diante do aspirante, isto é, todos os fenômenos positivos desaparecem. O que resta é o ‘espaço infinito’ de Nuit. O corpo é contínuo de possibilidades infinitas. 38. Através do mar sem ondas da eternidade Tu cavalgaste com Teus capitães e Tuas hostes; com Teus carros e cavaleiros e lanceiros Tu viajaste pelo azul. ‘O mar sem ondas da Eternidade’ repete esta ideia. É o menstruo acrônico da ação, não-


modificado por qualquer vibração, no entanto pronto para receber e transmitir aquilo que lhe é imposto pela vontade. O Sagrado Anjo Guardião aproxima-se rapidamente (cavalga) acompanhado pelas suas hostes (Note-se que ‫אבצ‬, uma hoste = 93.). 39. Antes que eu Te visse, Tu estavas já comigo; eu fui trespassado por Tua maravilhosa lança. A chegada do Anjo é demasiado rápida para o Adepto. Cf. Cap. II, v. 60, etc. O simbolismo da lança deve ser estudado nas lendas da Crucifixão, de Parzifal, e outras. O assunto é ainda mais esclarecido no B-I-M 40. Eu fui aturdido qual uma ave pelo relâmpago do Trovejador; eu fui varado como o ladrão pelo Senhor do Jardim. O Trovejador é Júpiter, aqui considerado como o paternal criador, e guerreiro Senhor do Ar. O relâmpago é a Suástica, ou Disco de Zeus. Seu simbolismo é ultimalmente idêntico com aquele da esfera. A ave é o símbolo natural da alma que aspira. Cf. Cap. II, vv. 39-41. A Suástica tem a forma da letra Aleph, cujo Temurah é PLA (Veja-se o Sepher Sephiroth) , pelo que significamos a instantânea destruição do Ego em Samadhi. A segunda frase ecoa as duas prévias. O Senhor do Jardim é Pan ou Príapo, o qual meu irmão Catullus constantemente representa punindo ladrões em sua peculiar maneira. Existe aqui um simbolismo especial do ladrão no qual talvez nós encontrássemos traços na lenda da Crucifixão e do ritual do sacerdote de Nemi; mas sua significação detalhada foi em sua mor parte abandonada ou perdida. 41. Ó meu Senhor, naveguemos sobre o mar de sangue! Cf. Cap. II, v. 15, passagens similares. I, 33-41, especialmente versos 33 e 39. No momento em que o Adepto conseguiu o Conhecimento e Conversação do seu Sagrado Anjo Guardião ele não perde tempo, mas vai ao caminho da sua Verdadeira Vontade, carregado sobre o dilúvio da vida física que ele derramou para usufruir a vida impessoal e sem esforço em comunhão com seu Anjo.


42. Existe uma profunda mancha sob o deleite inefável; é a mancha da geração. Os versos 42-44 apresentam uma imagem lírica do Mistério do Mal. 42. O deleite de união com seu Anjo parece ao Adepto conter uma falha: em que, sendo uma operação de mudança (‘mancha da geração’) comparte da impermanência de todos os fenômenos complexos, e é, portanto tendente à dor. Veja-se v. 21. 43. Sim, se bem que a flor dança brilhante à luz do sol, a raiz se afunda na escuridão da terra. Admite que as mais admiráveis manifestações nascem de mistérios do ‘subterrâneo’, por assim dizer. A corrupção está no coração de todas as coisas. 44. Louvor a ti, Ó linda terra escura, tu és a mãe de um milhão de miríades de flores. Nenhuma tentativa é feita para contradizer o acima ou oferecer explicações conciliatórias. A solução está em contemplá-lo do ponto de vista oposto. A corrupção mesma, e todos os mistérios devem ser considerados como motivo de regozijo, desde que são as forças cujo trabalho resulta em verdade e beleza. Cf. CCXX. Cap. I, vv. 29-30. 45. Também, eu contemplei meu Deus, e Sua face era mil vezes mais brilhante do que o raio. Mas em seu coração eu vi o Lento e Escuro, o ancião, o devorador de Seus filhos. 45-53: Esta passagem é a mais difícil do capítulo. É difícil considerar seus versos separadamente. No entanto, parece não haver própria coerência entre eles, nenhuma ideia ordeira concatenando a sua diversidade. A solução parece estar em uma realização de que a passagem representa uma descoberta progressiva. Lembra o relato de uma viagem mental. Uma das chaves é a súbita mudança de ponto de vista, já comentada nos vv. 43-44. A contemplação da Beleza leva à reflexão sobre os elementos da Beleza que nós não reconhecemos como belos porque nosso sensório não está ajustado àquele


estágio de existência. Cf. meu poema ‘Ovariotomia’, onde a beleza plástica da mulher parece ser destruída quando a cortam em pedaços. No entanto, a beleza reaparece sob uma forma diversa quando as células de que ela composta são examinadas sob o microscópio. Usemos esta chave na passagem agora sob consideração. 45. Na primeira sentença chama-se a atenção para o brilho da aparência do Anjo. A segunda sentença reconhece que sob aquela aparência está um símbolo de terror, a saber, Saturno, o qual é aqui compreendido pelos seus atributos lendários e astrológicos. Nós devemos acentuar que Saturno é o deus da geração. Isto estabelece uma referência ao v. 42. Saturno é chamado o devorador de seus filhos porque ele é o Tempo que esconde no olvido os fenômenos que ele fez surgir do inano. Mas existe outro significado, o qual é que ele não é obrigado pelos resultados da sua ação. O que quer que ele faça resulta apenas em um fenômeno transitório que desaparece automaticamente à medida que o tempo passa. Gente de mente estreita geralmente tem o hábito de lamentar a impermanência das coisas. Eles não refletem que se tudo que acontece permanecesse em existência, a carga dos fatos logo se tornaria insuportável. A Natureza requer um sistema excretório, ou cedo ela ficaria entupida com a multiplicidade de suas próprias ilusões. O progresso da mente humana depende do seu poder de assimilar os detalhes de qualquer trabalho. Eles constituem o produto acabado, e aparecem neste apenas em uma forma mudada. O esboço, o esquema preliminar, deve ser construído. O processo é contínuo. A arte de progredir consiste em compor constantemente sínteses mais complexas e mais compreensivas; assim como as palavras de um poema tem que abandonar o seu significado intrínseco para compor a unidade da impressão exercida pelo poema em seu conjunto, da mesma forma os poemas mesmos devem ser absorvidos no conceito mais simples na mensagem do poeta. Esta fórmula é universalmente aplicável. É em particular o assunto da biologia. 46. No píncaro e no abismo, Ó meu lindo, não existe nada, em verdade não existe coisa alguma que não seja completamente e perfeitamente feita para Teu deleite. Este verso está para o verso 45 assim como o verso 44 está para o 43. O trabalho de


Saturno já não parece misterioso e terrível, porque sua natureza muda e perde-se no admirável resultado de sua operação. 47. A Luz se agarra à Luz, e a escória; com orgulho um acusa a outra. Mas não Tu que és tudo, e além disso; que estás absolvido da Divisão das Sombras. Cf. CCXX, Cap. I, vv. 22-23 e passagens similares. É natural para nós distinguir entre duas coisas, preferir uma á outra. Mas o Anjo está acima de tal dualidade. Todas as coisas contribuem igualmente à sua perfeição. É dito que Ele está ‘absolvido da Divisão das Sombras’, isto é, da ilusão de dividualidade. É apenas uma Ilusão, que haja diferença aparente entre os fenômenos diversos. O erro mais fatal que o Adepto pode cometer é dar demasiada ênfase ao agradável em um grupo de coisas e ao desagradável em outro. Se ele persistir em fazê-lo, seu sectarismo desvirtuará seu ideal de forma que seu Anjo, em vez de ser completo, compreensivo, e perfeito, representará seus preconceitos pessoais. Em tal caso o Adepto sofrerá quando quer que sua atenção seja chamada para alguma ideia da Natureza que não foi com êxito transmutada e incluída no âmbito da sua aspiração. 48. Ó dia da Eternidade, que Tua onda se quebre em glória quieta de safira sobre o laborioso coral que fabricamos! Esta doutrina é repetida. O coral é o Karma produzido pela acumulação dos nossos atos. Esta construção foi executada no tempo, e sua necessidade é ser coberta pelo ritmo do Eterno Deleite. O Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião age como um ponto de contato entre dois contínuos. Nenhum dos dois é compreensível sem o outro. 49. Nós fizemo-nos um anel de branca areia reluzente, espargida sabiamente no meio do Oceano Deleitoso. O simbolismo do verso prévio é continuado. O anel indica a perfeição de nosso próprio ser na síntese das nossas ações. Nós nos constituímos um fenômeno positivo situado em um ambiente de possibilidades infinitas, com as quais podemos estabelecer contato, como preferirmos. Para compreender está passagem corretamente devemos manter em


mente o ensinamento de CCXX sobre a natureza da existência. A aparição do Khu, a série de casamentos de Hadit e Nuit, leva à congregação do que poderia ser chamado uma individualidade positiva da Segunda Ordem, a qual está pronta a agir como unidade, e a invocar Nuit. 50. Que as palmeiras de brilho floresçam sobre a nossa ilha; nós comeremos do seu fruto, e nos alegraremos. 50-51: Mostram as duas formas em que este plano pode ser executado. 50: Atos de amor sob vontade devem ser dirigidos à criação de obras de arte. Estas são a palmeiras cuja flor deleita, cujo fruto nutre a nossa personalidade. Tais atos podem também ser dirigidos ao interior — o processo místico qual oposto ao mágico, a dissolução da personalidade considerada como imperfeição. O texto indica uma preferência pelo segundo processo. Isto é natural, o trabalho em questão sendo o C.&C. do S.A.G.; isto é primariamente um trabalho de dissolução, em vez de mais construção. 51. Mas para mim a água lustral, a grande ablução, a dissolução da alma naquele ressoante abismo. 52. Eu tenho um filhinho como um bode malandro; minha filha é como uma aguiazinha sem plumas; eles conseguiram nadadeiras, para que possam nadar. O simbolismo aqui é particularmente obscuro. O filho é presumivelmente o Ruach, e a filha o Nephesch. O primeiro parece ser descrito quanto à sua natureza cheia de caprichos, e a segunda quanto a seu pobre desenvolvimento em matéria de aspiração. Eles devem ser fornecidos com os meios de movimento rítmico. O defeito do bode é ser malandro, o caráter errático e indisciplinado dos seus pulos; o do Nephesch é sua preguiça, sua falta de asas. Eles devem ser tornados capazes de movimento ordeiro dentro do elemento da natureza do Anjo. 53. Para que eles possam nadar, Ó meu amado, nadar longe do morno mel do Teu ser, Ó abençoado, Ó menino de beatitude!


54. Este meu coração está cingido com a serpente que devora seus próprios anéis. Os símbolos do coração e da serpente são mantidos como representando o Adepto e o Anjo; mas o Anjo é agora mostrado como idêntico com a grande Serpente, Ananta, que circunda o Universo e que, constantemente devorando seus próprios anéis, gradualmente restringe o Cosmo manifestado. 55. Quando haverá um fim, Ó meu querido, Ó quando serão o Universo e seu Senhor completamente engolidos? O Adepto indaga com respeito ao processo (A resposta, aparentemente, é dada no verso 65.). A despeito da perfeição da seu êxtase, o Adepto parece reconhecer que isto é apenas, por assim dizer, um oásis no deserto. Ele estende a sua aspiração do problema pessoal do seu próprio erro à contemplação do Sofrimento Universal. 56. Não! quem devorará o Infinito? quem desfará o Erro do Princípio? O Adepto parece esmagado por esta consideração. Parece-lhe teoricamente impossível ‘desfazer o Erro do Princípio’. Isto significa que ele agora compreendeu a doutrina de que o princípio (Berashith) é necessariamente da natureza de um erro. Qualquer separação, qualquer senso de finitude representa imperfeição. É simples lógica que isto devesse ser assim. Ele foi, naturalmente, bem sucedido em fazer sua imperfeição pessoal o meio de atingir autoconsciência, e daí um estado espiritual além de tudo de que ele parecia capaz. Mas sua consecução o tendo feito realizar o Universo inteiro, e identificá-lo com seu próprio sublime ser, ele experimenta o Trance de Dor. Deve-se ter em mente que cabalisticamente o Adepto não tem conhecimento especial de qualquer Sephirah acima de Tiphereth até que ele a tenha atingido. Este postulado é promulgado simplesmente para conveniência de cálculo. Na prática, é natural para o aspirante o estar imbuído de motivos mais sábios que aqueles determinados pelo seu reconhecimento de suas imperfeições pessoais. O ponto da passagem é mostrar como a consecução, em vez de ser, como o aspirante


talvez imaginou, a compleição da Grande Obra, pode estender a concepção que ele tinha daquele trabalho de uma esfera pessoal a uma esfera impessoal. De fato, a primeira lição que ele aprende é que ele deve se aplicar imediatamente a se tornar apto para entrada na Terceira Ordem, agora que finalmente foi admitido à Segunda. Eu cito Liber 418, o 14º Aethyr. A doutrina está ali exposta com singular penetração e eloquência. 57. Tu gritas como um gato branco no telhado do Universo; nenhum existe para Te responder. Este verso lança luz sobre os três versos prévios. O Anjo é agora claramente compreendido como ocupado com o Adepto, como tal, somente em uma fração de sua completa função. Ele não é mais o fito e a coroa do Adepto. Aquele trabalho tendo sido terminado, é visto em sua apropriada perspectiva. O Adepto começa a apreender a natureza do Anjo tal qual esse é em si mesmo, isto é, tal qual ele é em relação ao Macrocosmo. Agora, no caso particular de 666, O Anjo sendo Aiwass, a pertinência dos vv. 54-56, os quais a princípio eram obscuros, é agora vista como absoluta. Aiwass é o Logos do Aeon, seu número sendo 93, tal como o de Θελημα, a Palavra da Lei. 666 é porta-voz que ele e os chefes secretos da A∴A∴ prepararam e empregaram como um instrumento através do qual a Lei pudesse ser proclamada. 666 é o quarto número do Sol cuja casa é Léo, o qual novamente é o signo ascendente do homem 666. Este homem, portanto, apreendendo seu Anjo como a perfeição do seu próprio símbolo, identificou-o com um gato (leão) branco (Kether) e, desde que ele é o Logos, diz-lhe ‘Tu gritas’. Este é o elo com vv. 54-56, pois 666 espera que Aiwass o Erro do Princípio pronunciando uma Palavra. Parece, no entanto, a 666 que esta palavra é gritada sobre o teto do Universo, isto é, a natureza da Palavra é completamente sublime. O teto do Universo é um símbolo de Kether, ou de Kether com os Caminhos de ‫ א‬e ‫ ב‬que dali nascem, formando simbolicamente um teto para a Árvore da Vida. ‘Nenhum existe para Te responder’. Acima de Kether está nenhum ou o Negativo, os três tipos de Ain ou Nada. A queixa de 666 é, portanto que está Palavra não achará eco senão no coração de Nuit. 58. Tu és como um pilar solitário no meio do mar; nenhum existe para Te ver, Ó Tu que vês tudo!


Repete a ideia do verso 57. O ‘pilar solitário’ representa Chokmah, a Palavra Criadora, o Mercúrio Fálico, a Sabedoria pela qual os mundos foram criados. O mar é Binah, a habitação natural de Chokmah. A natureza de Binah, se bem que realmente é compreender, é ser a grande escuridão. Este é o simbolismo convencional. Muitos exemplos são dados neste e em outros livros sagrados. Mas vede em particular Liber 418: Este é o Mistério de Babylon, a Mãe das Abominações, e este é o mistério de seus adultérios, pois ela se entregou a tudo quanto vive, e se tornou comungante em seu mistério. E desde que ela se fez a servidora de cada, portanto ela se tornou a senhora de tudo. Tu ainda não podes compreender a glória dela. Linda és tu, Ó Babylon, e desejável, pois tu te deste a tudo quanto vive, e tua fraqueza subjugou tua força. Pois naquela união tu compreendeste. Portanto és tu chamada Compreensão, Ó Babylon, Senhora da Noite! Isto é aquilo que está escrito, ‘Ó meu Deus, em uma derradeira êxtase deixa-me atingir à União com os muitos!’ pois ela é Amor, e seu amor é um, e ela tem dividido o amor único em amores infinitos, e cada amor é um, e igual a Um, e portanto está ela passada da Assembléia e da Lei e da Iluminação à anarquia da solidão e das trevas. Pois sempre assim deve ela velar o brilho de seu Ser. Ó Babylon, Babylon, tu Mãe pujante, que cavalgas sobre a besta coroada, deixa-me embriagar-me com o vinho das tuas fornicações; que teus beijos me façam delirar até à morte, para quem mesmo eu, o portador da tua taça, possa compreender. Agora, através da rubicunda incandescência da taça, eu percebo, longe no alto, e infinitamente grande, a visão de Babylon. E a Besta sobre a qual ela cavalga é o Senhor da Cidade das Pirâmides, que eu vi no 14º Aethyr. (12º Aethyr) Ó tu que és mestre dos cinquenta portões da Compreensão, não é minha mãe uma mulher negra? Ó tu que és mestre do Pentagrama, não é o ovo do espírito um ovo negro? Aqui mora o terror, e a dor cega da alma, e vê! mesmo eu, que sou a única luz, uma


chispa encerrada, estou de pé no sinal de Apófis e Tifão. (14º Aethyr) Eu sou aquele além de todos esses; e Eu levo os símbolos da escuridão pujante. Haverá um selo como de um vasto, ameaçador e negro oceano de morte, e o central braseiro de treva, radiando sua noite sobre tudo. Engolirá aquela escuridão menor. Mas naquele profundo quem responder�� Que é? Não Eu. Não Tu, Ó Deus! (Liber VII, vii, 28-31) Um símbolo principal de Chokmah como Mercúrio Fálico é o olho. Eu cito da visão d’Ele qual obtida no Trabalho de Paris: “Ele (Mercúrio) é essencialmente Fálico, mas ele tem um livro na mão, Livro de cento e seis páginas. Na ultima página, como colofão, está uma estrela de quatro pontas, muito luminosos e isto deve ser identificado com o Olho de Shiva; e o livro pertence ao Grau 7°=4▫. O subtítulo do Livro é BIA, o que é dito significar ‘força’.”. Neste aspecto, se bem que Chokmah é a Palavra, ele vê e não fala, a Palavra é um fato de Ação mesma, mais que qualquer pronunciamento inteligível. A queixa de 666 parece então ser que nem por palavra nem por ato pode Aiwass desfazer o Erro do Princípio. Θελημα (que é em si mesma um símbolo absoluto de Chokmah) está além da compreensão do Universo cuja imperfeição é a sua função remediar. 59. Tu esmoreces, tu fracassas, tu escriba; gritou a Voz desolada; mas Eu te enchi de um vinho cujo sabor tu não conheces. O epíteto ‘desolado’ atrai a atenção imediatamente. A palavra é derivada de de-solare, de


tendo um efeito enfático, de forma que a palavra ‘desolado’ significa ‘completamente só’. Os Hierofantes, porém tem habitualmente comunicado arcanos na presença do profano tomando vantagem de semelhança de som entre ‘Sol’ e ‘solus’, especialmente em partes da declinação tais como ‘soli’ que é genitivo singular de ‘solus’ e dativo singular de ‘Sol’; e ‘Solis’, genitivo singular de ‘sol’ e ablativo plural de ‘solus’. A palavra ‘desolado’ pode portanto ter sido usada para indicar a atribuição do Anjo tanto a Kether (Solus) como Tiphereth (Sol) . O de pode implicar uma referência à sua relação com o Adepto através do Caminho de ‫ד‬, Amor, especialmente em vista do fato que Sua Palavra Θελημα, 93, contém a ideia de Ágape, 93. O verso é uma réplica direta de Aiwass a 666, o qual estava realmente desencorajado por ter percebido que a Grande Obra que ele havia executado, apesar de todo o êxtase da dor pessoal dele, era apenas o portal do Caminho da Estupenda tarefa de redescobrir o Universo como ele fizera para si próprio. Aiwass explica que ele fez o necessário laço mágico entre Si Mesmo e o Mundo através do homem 666. Meu desânimo sob o senso da minha responsabilidade, meu sentimento de que meu trabalho pelo mundo estava antecipadamente condenado ao fracasso, eram devidos à minha ignorância do que Aiwass fizera. Ele afirma que Ele me encheu com um ‘vinho cujo sabor tu não conheces’. Vinho é o símbolo universal para o êxtase espiritual e o meio de produzi-lo. 666 não sabe precisamente como este êxtase que pulsa em sua vida afetará outros. 60. Ele servirá para embriagar o povo da velha esfera cinzenta que rola no infinitamente Longe; eles lamberão o vinho como cães que lambem o sangue de uma linda cortesã trespassada pela Lança de um veloz cavaleiro que atravessa a cidade. ‘A velha esfera cinzenta que rola no infinito Longe’ é a terra; pois o lugar que o Adepto é arrebatado para comungar com o seu Anjo é remoto do Universo material. No entanto este vinho, que pode simbolizar CCXX mesmo ou até a poesia ou a biografia do homem 666, é garantido como possuindo a virtude de intoxicar os habitantes deste planeta. O símbolo final é estranhamente e até formidavelmente vívido. A referência aos cães, ao


sangue, e ao veloz cavaleiro pela cidade, sugere a história de Jehu e Jezebel, mas a alusão não é acurada ou completamente inteligível. O simbolismo geral, porém, é suficientemente claro. Cf., primeiramente, Cap. III, v. 40; Cap. V, v. 8; Liber VII, Cap. Vii, vv. 15-16. Cf. também a uniforme representação do Adepto como uma donzela ou prostituta. Para o cavaleiro veloz, Cf. Cap. IV, vv. 38-39 e o simbolismo geral do Anjo como portador da sagrada lança ou phallus; e montado em um cavalo para indicar sua rapidez e seu poder sobre a natureza animal. O sangue é usado constantemente como um símbolo da vida fluída, o veículo da energia animal. O significado do verso é então que este derrame da orgia do Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião torna-se a nutrição e o método de intoxicação dos cães, isto é, de animais de um estágio inferior de evolução. É, no entanto insinuado que eles contêm em si mesmos a divindade escondida. Vede CCXX, Cap. II, v. 19. Eles tem apenas que virar ao contrário a sua fórmula mágica para atingir a divindade. Note-se também o uso da palavra ‘lamber’, que sugere sede deles, sua avidez e prazer, mas também está ligada ao simbolismo do número 111. Este implica em ‘pesada escuridão’ e a ‘morte súbita’ envolvidas no processo de Iniciação. Há também a doutrina toda do ‘Tolo’ ou ‘Louco’. Além de tudo isto, a palavra ‘lap’ está na linguagem Angélica (Veja-se o Equinócio I, viii, ‘Os 48 Chamados ou Chaves’.) . ‘Porque’ assim indica que a limitação e sofrimento desses cães é devida à subserviência deles à faculdade da razão. ‘Existe grande perigo em me; pois quem não compreende estas runas fará uma grande falha. Ele cairá no mundéu chamado Porque. e lá ele perecerá com os cães da Razão. Agora uma maldição sobre Porque e seus parentes! Seja Porque maldito para sempre! Se a Vontade para e grita Por que, invocando Porque, então a Vontade para e nada faz. Se o Poder pergunta por que, então o Poder é fraqueza. Também, a razão é uma mentira; pois existe um fator infinito e desconhecido; e todas as palavras deles são meandros. Bastante de Porque! Seja ele danado para um cão!’ (Liber CCXX, Cap. II, vv. 27-33.) O estudante faria bem em meditar sobre estas considerações até que as tenha assimilado completamente, em separado e em combinação. Ele deveria então construir uma


projeção visual da cena descrita neste verso. Desta forma eventualmente chegaria a uma apreensão intuitiva direta da maneira em que o trabalho da vida inteira de 666 pode auxilia-lo a participar do sacramento de iniciação. Cf. também Liber VII, vii, v. 16, vv. 2025 (24) , vv. 49-50, vv. 56-60, mesmo Livro, Cap. Iv, vv. 17-24; Cap. Vii, vv. 47-49. Eu pus tanta ênfase na importância desta passagem devido às seguintes considerações: Minha carreira mágica pessoal começou quando eu tomei um juramento de alcançar o Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião por motivos inteiramente egoístas e pessoais. Eu havia, é verdade, experimentado o Trance de Dor, mas a motivação dada por este para fazer o juramento estava estritamente circunscrita à minha insatisfação pessoal com a situação em que eu me encontrava — a meu saber, sem nenhuma intenção minha. No curso das preparações para executar a Operação da Magia Sagrada de Abramelim o Mago, eu descobri que meus interesses eram inseparáveis dos do resto da humanidade. No entanto, eu formulei a minha Vontade Real desta forma: Minha missão na terra era ensinar aos homens ‘o próximo passo’, isto é, induzi-los a se devotarem a alcançar o C.&C. do S.A.G., em vez de tarefas filosoficamente mais universais como preconizadas pelos sábios hindus e budistas. Foi a minha própria consecução que me compeliu a ampliar o alcance de minha Obra para incluir a função do Logos do Aeon, muito como já foi explicado nas passagens deste Capítulo ainda a pouco discutidas. As duas obras mais importantes de origem estritamente inspirada que eu já produzi são LXV e VII, e agora se torna claro que é natural e necessário que assim fosse. Pois Liber LXV cobre toda questão possível que possa aparecer em conexão com o Grau de Adeptus Minor, e Liber VII faz o mesmo com o Grau de Magister Templi. 61. Também Eu sou a Alma do deserto; tu me buscarás ainda uma vez na solidão da areia. 61-63: Começando com o verso 54 o assunto deste Capítulo, e de fato do Livro inteiro, passou por um processo de modificação. Previamente tratava quase exclusivamente das relações entre o Anjo e o homem, a única variação sendo devida à divisão do homem, por razões de conveniência, em Nephesch, Ruach, etc. De fato, se nós identificarmos o Anjo


com Jechidah, seria direito dizer que Liber LXV não é mais que um extenso comentário sobre a coluna LVXVII de Liber 777. Mas agora nós primeiro tocamos na consciência do Universo em sua totalidade, e depois na relação peculiar de 666 com seus semelhantes. Nós já vimos que a função dele na vida do Planeta foi definida, e consequentemente não é estranho que o Anjo indique as atuais condições de Suas futuras relações com 666. O Anjo se declara a Alma do Deserto. Esta afirmativa pode ser tomada como uma referência de modo geral à Sua atribuição ao Caminho de Gimel, que liga Kether e Tiphereth cruzando o Abismo, ou o Deserto, cuja característica essencial é ausência de alma. Veja-se Liber 418, 10º Aethyr. Choronzon é definido como falta de alma. Por proteicas que sejam as formas de aparição dele, todas tem isto em comum: não existe essência atrás delas. Elas são os Qliphoth (cascões) , desprovidas de significado ou substância porque são meras categorias, desabitadas por qualquer individualidade. Gimel, aliás, significa um camelo, ‘o navio do deserto’. Cf. Liber VII, vii, vv. 22-23, e Liber 333, Cap. 73: O DIABO, A AVESTRUZ E A CRIANÇA ÓRFÃ A Morte cavalga o Camelo da Iniciação. Tu corcunda de pescoço duro que gemes em Teu Asana, a morte te aliviará! Não mordas, Zelador querido, mas persiste! Dez dias tu passaste sem água na barriga? Tu passarás vinte mais com um tição aceso no traseiro! Sim! toda a tua aspiração é para a morte; a morte é a coroa de toda a tua aspiração. Tripla é a corda de luar de prata; ela te pendurará, Ó Santo, Ó Homem Enforcado, Ó CameloTerminação-da-terceira-pessoa-do-plural por tua multiplicidade, tu Fantasma de um Não-Ego! Pudesse apenas a Tua mãe te ver, Ó tu Unt! (Unt is Hindustani for camel. i.e., Would that BABALON might loon on thee with favour.) A Infinita Serpente Ananta que circunda o Universo é simplesmente o Verme do Ataúde!


V.V.V.V.V. é o Mote de 666 em seu Grau de Magister Templi. Veja-se Liber LXI, vv. 2930. A função do Magister Templi é fazer com que o deserto floresça, transmitindo o Logos do Aeon a esses que estão abaixo do Abismo. À parte este significado geral, existe uma alusão pessoal a 666 que é Alastor, o Espírito da Solidão. Tolos rabis incluíram este símbolo em sua lista de demônios. Para o bemnutrido fariseu, como para o moderno burguês, nada parece mais aterrador que a solidão em que a mente é compelida a encarar a realidade. Semelhante gente teme acima de tudo regiões solitária e selvagens. Até a lenda mesmo da sua tribo tem a ver com a ‘terra de leite e mel’, a Terra Prometida, o fantasma desejo do sensualista. Observe-se que isto é apenas uma matéria de ponto de vista. Cap. V, vv. 59-62. O que, para o presunçoso judeu com seu complexo de Édipo é a extrema abominação, para nós é uma ‘terra além de mel e espécies e toda perfeição’, mesmo se a chamamos de ‘Nada’. Nós consideramos os ‘cansados’, e seu ideal de conforto e civilização, como ‘velha terra cinzenta’. De gustibus non est disputandum. Mas existe um critério neste caso, pelo qual podemos determinar se nós ou eles escolheram a melhor parte. Pois é evidente que nenhuma condição de existência pode ser verdadeiramente satisfatória se o prazer que ela causa pode ser perturbado. A questão é se a sua natureza é harmônica com a natureza do Universo. Pois a estabilidade depende disto. Nós consequentemente verificamos que o ideal burguês é o repouso, e que sua concepção do Cosmo é estática. Ora, experiência comprova que tal não é o caso. O Universo é uma transição constante. Desejar repouso é portanto ir contra a própria Natureza. Nós aceitamos este fato e definimos os Irmãos Negros diretamente como esses que tentam interromper o curso dos acontecimentos. Para nós o burguês é um desajeitado, ignorante Mago Negro amador. Nossa ideia de alegria é um livre movimento contínuo, e a estabilidade da nossa alegria é assegurada pela nossa concepção mesma de Yesod. Nós vemos que a fundação do Universo é contínua mudança. Quanto mais nós mudamos, mais fixos estamos em nossa alegria. Vejam-se os Aethyrs 11º e 3º, e várias passagens similares dos Livros Sagrados. Nós estamos garantidos pela natureza intrínseca das coisas, enquanto que o burguês está sendo constantemente perturbado pelos assuntos mais triviais, como a passagem do


tempo e a flutuação do câmbio. As dificuldades da vida no deserto, e em particular o seu horror psicológico, indicam enfaticamente esta correspondência. À parte esta referência a Alastor, a palavra novamente lembra os históricos eventos de 3 de Dezembro de 1909 e.v., em Bou Saada, quando 666 passou cerimonialmente pela Iniciação ao Grau de Mestre do Templo. Isto explica a alusão. Daí é evidente que a importância destes versos é inteiramente prática. Eles não devem ser tomados em um senso místico, mas como definitivamente predizendo um Grande Retiro Mágico a ser realizado por 666 em algum período no futuro. Não parece existir qualquer indicação clara quanto à data dessa jornada, mas suas condições são estabelecidas com considerável precisão, e o local mesmo da ‘consumação’ é descrito em termos tais que não deve haver dúvida. O estudante deveria aqui consultar o relato de tais acontecimentos como a busca e descoberta da Villa Caldarazzo, se ele deseja aprender a interpretar as instruções recebidas através de visões e oráculos. Eu sempre tomei a passagem neste sentido. Eu tenho esperado perceber, mais cedo ou mais tarde, que as minhas circunstâncias são tais que o curso de ação apropriado é fazer uma jornada tal que, após, será verificado que ela é uma precisa e exata realização desta predição. No momento de escrever este Comentário tal jornada está precisamente sendo contemplada, e pode talvez ser parte dos preparativos dela que eu tinha sido movido a devotar minhas energias à análise deste Livro. É, portanto diretamente pertinente ao meu próprio trabalho, e deveria ser extremamente útil da maneira mais prática ao estudante, se eu traçar tão minuciosamente quanto possível as possíveis relações do simbolismo do texto. Em vista, porém, da extrema importância desse Grande Retiro Mágico, seria definitivamente impróprio discuti-lo coram populo enquanto ainda incipiente. Mais, é uma característica bem conhecida de toda verdadeira profecia que, se bem que algumas das alusões devem ser inteligíveis no momento da pronunciação dela, de forma que o


significado geral não seja passível de engano, no entanto devem haver outras passagens completamente impossíveis de interpretar até que a ocorrência predita venha a se processar. Em Macbeth e Parte I de Henry VI, Ato I, Cena 4, e Ato IV, Cena I, linhas 3035, e Ato V, Cena 2, linhas 67-69 ilustram esta condição. O estudante é também referido à interpretação e cumprimento da profecia em CCXX, III, 47. Nenhum número de investigações me teria habilitado a dizer em que sentido as palavras da predição se viriam a justificar. 62-63. No caso do Grande Retiro Mágico indicado nestes versos, os dados são singularmente precisos. Mesmo quanto ao efeito de Trabalho, V. 63, existe um número de expressões pouco usuais — ‘enfeitado’, ‘ungido’, ‘Consumação’ — as quais no presente são e devem assim continuar, até o evento, perfeitamente obscuras. O verso, superficialmente, é vago ao máximo. Estas expressões poderiam ser aplicadas a quase qualquer forma de relação de Aiwass com a Besta. Quando o Retiro for um assunto para a história, tornar-se-á aparente que estas expressões descrevem com precisão quase matemática a natureza da orgia, e que em cada caso nenhuma outra palavra poderia substituir a palavra usada. Está circunstância deveria ser prova irrefutável para esses que compreendem algo das leis da Natureza, especialmente no que concerne à doutrina da probabilidade, de que Aiwass possui o poder de predizer ocorrências futuras e de fazê-las ocorrer conforme Seus planos. A natureza vaga das expressões no presente é evidentemente uma parte essencial desta prova; pois se eu fosse capaz de interpretá-las agora da maneira surpreendente e convincente com que o tempo me permitirá fazê-lo, eu poderia, exercendo prudência, arranjar a realização da profecia, e desta forma destruiria o seu valor de evidência. Este parágrafo foi ditado por mim a Frater O.P.V. na noite de 17 de Julho de 1923 e.v. (Na realidade, de 10 às 10.20 da noite, Terça-feira, 17 de Julho de 1923, no Hotel Au Souffle du Zephir, Marsa Plage, Tunísia. An XIX, Sol em 24° de Câncer, Lua em 14° de Virgem.) A passagem será mostrada a Eddie para confirmação. 62. À tua mão direita, um grão-senhor, e formoso; à tua mão esquerda uma mulher vestida de gaze e ouro, tendo as estrelas em seu cabelo. Vós viajareis longe em uma terra de mal e pestilência; Vós acampareis no ri de uma tola


cidade esquecida; lá vos encontrareis Comigo. 63. Lá Eu farei Minha habitação; como para bodas Eu virei enfeitado e ungido; lá a Consumação será feita. 64. Ó meu querido, Eu também espero pelo brilho da hora inefável, quando o universo será como uma cinta para o meio do raio do nosso amor, estendendo-se além do fim permitido do Infindo. A linguagem deste verso é curiosamente extravagante, no entanto curiosamente exata. A impressão é que o Anjo está perpetrando violência sobre a linguagem, compelindo grifos ambíguos a assumirem forma definida. Consulte o Cap. III, v. 12, e meu comentário. Versos 64-65 aparentemente fixam a conotação da palavra ‘consumação’ no verso 63. É difícil apontar qualquer motivo definido para a minha impressão, no entanto é minha impressão que o amor então se estenderá não mais como até agora somente até Tiphereth (Liber LXV) ou até Binah (Liber VII) , mas até Kether e o Ain Soph (Ilimitado) . O Infinito parece ser Kether. Pelo menos, eu não posso conceber outra alternativa. Kether pode ser legitimamente descrito como infindo devido à sua unidade. Mas em tal caso, que significado podemos atribuir a ‘fim permitido’? A sugestão é que existem realmente dois fins, um permitido, isto é, arbitrariamente atribuído, o outro inerente a sua natureza. A referência poderia então ser ou a Malkuth ou ao Ain. Alternativamente, o ‘fim’ pode representar não ‘finis’ mas ‘telos’. O fim permitido pode ser parafraseado como ‘o fito legítimo’. Também, ‘infindo’ poderia ser tomado como equivalente de ‘sem objetivo’. O cânon de perfeição da vontade é dado em CCXX, I, 44: ‘Pois vontade pura, desembaraçada de propósito, livre da ânsia de resultado, é todavia perfeita.’ Kether como unidade pode ser descrito como infindo porque é em si mesmo um


resultado, um produto de ‘amor sob vontade’, a resolução da Díade. O Universo é comparado com uma ‘cinta para o meio do raio do nosso amor’, como se aquele raio fosse uma ilimitada linha de luz. A totalidade da existência manifestada seria então a fronteira da [simples/central SEÇÃO] deste amor. Este estado de coisas se passará quando cada um dos dois amantes se tiver identificado com a ideia infinita da qual ele é naturalmente um caso (centralizado ou constringido) particular. Em outras palavras, o Anjo e o Adepto cada qual terá atingido autoaniquilação ou dissolução no ser de Nuit e Hadit respectivamente; e assim o ponto de junção, a câmara nupcial, será no meio do Universo dos fenômenos finitos precipitado pela união dos infinitos complementos. O Universo será em fato determinado pelo raio que representa a vontade de amar destes dois. O fenômeno é, portanto paralelo ao ato fundamental de criação. Está formula é tão profunda e importante que deve ser aprendida e assimilada pelo estudo das teorias a ela concernentes antes que o estudante possa esperar atribuir qualquer significado verdadeiramente definido às ideias que eu acabo de tentar traduzir na linguagem de concepções intelectuais. Além de tudo isso, existe indubitavelmente um significado Neshâmico ou Samádhico do verso 64 que não é de forma alguma suscetível de interpretação intelectual, a não ser por um Magister Templi que tenha feito um esforço especial para construir uma linguagem especial para cruzar o Abismo entre Nephesch e Ruach, entre a consciência Samádhica e as condições normais de vida consciente. 65. Então, Ó tu coração, Eu a serpente te devorarei por completo; sim, Eu te devorarei por completo. A conclusão — e seja lembrado que este capítulo inteiro trata da expressão da Vontade Inconsciente — é que a ‘Consumação’ do C.&C. do S.A.G., cuja conotação fixada pelo verso 64, é a completa e irrevogável absorção da consciência humana do Adepto naquela do seu S.A.G. O símbolo do coração, isto é, da apaixonada vida passiva do Adepto, é consumido (consumação) na vida eterna e divina representada pela serpente. A serpente é uma vibração de energia cujas curvas complementares aparecem como morte e vida. É


a mudança de direção nos pontos solsticiais das curvas que produz a ilusão de stasis e portanto provoca nomenclatura por parte desses que não conseguem compreender a continuidade da linha, vendo como veem apenas um seu diminuto arco. A ideia é apreendida quando a ‘serpente’ é tomada como no verso 54. Qualquer grifo que seja escolhido, o pensamento é o mesmo. A consumação implica a transformação da vida humana na contínua vibração espiral serpentina daquela pura energia que não é diminuída pelos seus resultados, que nem anseia pelos seus resultados nem é diminuída por eles. Origem da tradução Traduzido por Marcelo Ramos Motta.


Capítulo V Este Capítulo é atribuído ao elemento do Espírito; consequentemente trata da harmonização, em termos da Humanidade, das Quatro Forças Cegas de Energia. Em capítulos prévios, o homem 666, por ser uma ideia tão grosseira e tão complexa, não tinha nenhum direito natural a qualquer lugar nas relações entre o seu Anjo e o Adepto que ele selecionou e aperfeiçoou em si mesmo. 666, o ‘escriba’, etc., como ele é chamado em diversas passagens, deve formular um ele entre si e os outros (Veja-se Capítulo I, v. 31, vv. 41-49, etc.). Mas como o Espírito, descendo ao centro de Fogo, Água, Ar e Terra, os constitui em uma Unidade, Microprosopo, assim este capítulo resume os quatro capítulos prévios, aplicando-os a 666. Explica como as Bodas Químicas de seu Ente Mágico com o seu Anjo afetam a totalidade do ser dele. A linguagem, consequentemente, é menos técnica; certas passagens, realmente, são inteligíveis tais como estão escritas, mesmo a mentes completamente sem iniciação. 1. Ah! meu Senhor Adonai que brincas com o Magister na Tesouraria de Pérolas, que eu escute o eco de vossos beijos. 666 começou a compreender sua relação com o Casamento no Capítulo IV, vv. 54 etc. Pois a raiz de Yod (em Tetragrammaton) está no ‘Inconsciente’ que liga a consciência humana a Consciência Mágica. Cf. Cap. I, v. 41, ‘o eco dos beijos’; porque a realidade de tais relações está além de apreensão articulada: podemos nos tornar conscientes apenas do reflexo (em termos do Ruach) da intuição Neschâmica. Este fato explica a impotente tagarelice dos antigos Místicos: eles eram compelidos a empregar expressões retóricas, como o uso de palavras tais como ‘inefável’ é metáforas magnificamente misteriosas. Mas agora por fim S.H. Frater V.V.V.V.V., 8°=3▫ colaborou com G.H. Frater O.M., 7°=4▫ , para construir uma linguagem verdadeira, com símbolos acuradamente definidos, pela qual a gesta da A∴A∴ (acima do Abismo) pode ser traduzida na linguagem da R.R. et A.C. (abaixo do Abismo). Vede Liber DCCCXIII vel Ararita: diversas passagens, mas especialmente Cap. V, vv. 1-8. A maior parte dos meus escritos


sobre a orgia do Santo Espírito do Homem, desde a Espada de Canto, Konx Om Pax, e 777, até o Bagh-i-Muattar e meus Relatórios Mágicos, e talvez principalmente valiosa para a humanidade por representar a primeira tentativa sistemática de interpretar a Intuição de Neschamah em termos do Intelecto de Ruach. A ‘Tesouraria de Pérolas’. Vede 777, Coluna 127, onde Pérolas são atribuídas ao Primeiro Palácio (as Três Supernas) e ao Sétimo (Yesod e Malkuth). Mas o simbolismo da Pérola — ou Orvalho — é peculiarmente apropriado para descrições da Boda Química. A Pérola é ZRO (vede o Bagh-i-Muattar; o Continente Perdido, etc.), uma enuviada Nebulosa contendo o Rashith-ha-Gilgalim do novo Universo criado da Quintessência da Substância da Unidade do Anjo e do Adepto, extrapolada desta por virtude de ‘amor sob vontade’ no momento de Êxtase. No Capítulo I, o Capítulo da Terra, o escriba ou profeta 666 é colérico, importuno, laborioso e envergonhado. Ele ainda não tivera sucesso em estabelecer as relações apropriadas. Agora ele foi bem sucedido; “que eu escute” não é uma exigência ou pedido. Implica o poder, como em um verdadeiro subjuntivo. Cf. ‘que a luz se faça’. Ele não espera por resposta. 2. Não é o céu estrelado sacudido como uma folha ao trêmulo êxtase de vosso amor? Não sou eu a esvoaçada fagulha de luz arremessada longe pelo grande vento da vossa perfeição. Ele continua com absoluta confiança a indicar a fonte dos seus poderes. Ele nota que o céu estrelado (Nuit) é ‘sacudido’, isto é, sua continuidade é rompida pela Boda Química. No outro extremo, a condição estática dele é destruída. Ele se compreende não mais como um fixo ser terrestre, mas como a ‘esvoaçante fagulha de luz’ — uma pura vibração dinâmica. Esta concepção, formulada pela primeira vez em Liber CCXX, e já explicada neste Comentário, é um fato a primeira condição daquilo que os Budistas chamam Samma Dithi — correta perspectiva. Enquanto o homem se concebe como um ente, em vez de como uma energia, ele atribui a si próprio não (como supõe o profano) a estabilidade, mas a estagnação, que é a morte.


Além disto, está fagulha é praticamente identificada com o êxtase da Boda Química. 3. Sim, gritou o Santíssimo, e da Tua fagulha Eu o Senhor acenderei uma grande luz; Eu queimarei por completo a cidade cinzenta na velha terra desolada; Eu a limparei da grande impureza. Já foi explicado que o absoluto abandono do falso ser é a primeira condição da existência do Verdadeiro Ser. Enquanto 666 parecia a si mesmo uma existência separada, ele permanecia impotente. No momento em que ele se compreende ‘arremessado pelo grande vento da vossa perfeição’ o Anjo lhe declara o seu sucesso precisamente naquele plano de ilusão por ele abandonado. O sofrimento e fracasso de 666 nasce de sua contemplação de seus semelhantes, da imperfeição e miséria, do tédio da existência sobre este planeta. Ele verificara que seus esforços pessoais, longe de remediarem o dano, tendiam pelo contrário a aumentá-lo. Agora porém que a personalidade foi destruída, ela se torna eficiente. É impossível mudar qualquer estado fixo atuando sobre este em seu próprio plano. Quando muito, pode-se rearranjar seu caráter pela fórmula de ALIM (Veja-se Livro 4, Parte III, Cap. iv), a fórmula da feitiçaria. Não importa como manipulemos os dígitos de um número divisível por 9. (Considerando-se atentamente a doutrina toda do número 9. As referências já foram indicadas neste Comentário.). O mundo de Assiah é uma cristalização da ideia Atzilúthica através de Briah e Yetzirah. Pode ser efetivamente modificado pela importação de alguma outra quintessência Atzilúthica. É portanto inútil para 666, como um ente de Assiah, o procurar concertar Assiah. Ele pode fazer isso apenas exaltando-se a Atziluth pela Consecução do Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião, e atuando sobre Assiah através de Briah partindo de Yetzirah. O Anjo espontaneamente promete a 666 que sua Vontade Real se tornará operativa. A diminuta fagulha da sua individualidade será incendiada em uma grande luz, e esta luz consumirá a impureza da ‘cidade cinzenta na terra velha e desolada’. Este livro foi escrito em Londres, e a aparente referência no primeiro caso é àquela cidade. O texto pode significar de alguma forma 666 se tornará ‘uma grande luz’, um fenômeno portentoso


prenhe de destruição aos olhos de seus habitantes. Nesta interpretação não é claro o significado de ‘sua grande impureza’, ou de que forma a manifestação de 666 a ‘limpará’. O método apropriado de exegese que imediatamente ocorre é reunir as passagens nos Livros Santos que se referem àquela cidade e estudá-los à luz dos eventos históricos em que 666 tomou parte. Mesmo assim, a despeito de certos possíveis incidentes significativos, pareceria que um tal acontecimento ainda está no futuro. Não há, naturalmente, qualquer sinal seguro de que esta interpretação é válida. Uma alternativa poderia ser procurada no valor numérico do equivalente grego de ‘cidade cinzenta’, ou pode vir a transparecer que alguma cidade em particular tem direito a ser designada como cinzenta. Mais, a alusão pode ser estritamente uma metáfora poética; ‘cidade cinzenta’ pode significar não mais que um lugar onde homens se reúnem, um local sombrio enevoado (Veja-se Cap. IV, vv. 59-60). 4. E tu, Ó profeta, verás estas coisas, e tu não ligarás a elas. Cf. verso 21, Liber CCXX, iii, 16; também Cap. I, v. 44. Parece ser sempre implicado que o trabalho de 666 será secreto em um senso peculiar da palavra. Vede Liber CCXX, Cap. I, v. 10. Eu devo operar mudanças importantes na sociedade humana, à parte a mudança cardial afetando o começo do Aeon de Hórus e a proclamação da Lei de Θελημα. Mais, eu verei, ao menos até certo ponto, os resultados do meu trabalho, e é importante que eu não me permita sentimentos de desencorajamento ou de satisfação na contemplação deles. 5. Agora está o Pilar estabelecido no Vazio; agora está Asi satisfeita por Asar; agora é Hoor baixado à Alma Animal das Coisas como uma estrela flamejante que cai sobre a escuridão da terra. Este verso confirma a interpretação do verso 3. Existe uma referência bem diferente ao Equinócio dos Deuses. ABRAHADABRA, a Fórmula Mágica do Aeon (que não deve ser


confundida com a Palavra da Lei do Aeon) representa o estabelecimento da coluna, pilar ou falo do Macrocosmo de 6 ideias positivas no vazio do Microcosmo de 5 Alephs. Aleph é um vazio ou kteis, sendo o Atu marcado 0. O símbolo geral é repetido em termos particulares. Isis e Osíris governam respectivamente os dois Aeons (da Mãe e do Deus Sacrificado) pelos quais nós acabamos de passar. A satisfação de Asi por Asar indica que a operação deles está completada, sua conjunção tendo resultado na aparição de Hórus (Heru-ra-ha em seus aspectos gêmeos a) Força e Fogo e b) Silêncio). O verso nos diz que se cumpriu aquilo que era a Grande Obra de 666 (em sua relação oficial com a A∴A∴, contrastada com sua carreira pessoal como magista) proclamar. A ‘alma animal das coisas’, isto é, o Nephesch do Mundo. O Senhor do Aeon representa mais que um novo estágio na infiltração progressiva da escuridão da matéria pela luz. Ele age diretamente sobre o Mundo de Assiah. Note-se em particular a forma assumida por ele — aquela de ‘uma estrela flamejante que cai sobre a escuridão da terra. ’ É como um meteoro ou um raio que ele invade o planeta (Note-se que ele é ‘baixado’; do ponto de vista da terra ele aparece de modo terrível, mas do ponto de vista dos Deuses ele é imbuído de toda possível gentileza.). 6. Através da meia-noite tu és deixado cair, Ó minha criança, meu conquistador, meu capitão cingido com a espada, Ó Hoor! e eles te acharam como uma nodosa brilhante pedra negra, e eles te adorarão. O simbolismo da meia-noite e da ‘nodosa brilhante pedra negra’ sugere uma referência ao Atu XVIII, onde Khephra o Escaravelho, o Sol da Meia-Noite, aparece viajando em seu barco sob o Céu. (A pedra é em toda parte convencionalmente aceita como símbolo do Sol.) A despeito da promessa do símbolo — ‘existe uma aurora em botão na meia-noite’ — esta primeira aparição de Hórus é escura e amedrontadora. No entanto ele é achado sob esta forma e adorado. A natureza do símbolo se torna inconfundível pelos epítetos adicionais: uma ‘criança’


indica a irresponsabilidade e inocente arteirice. ‘Meu conquistador’ define-O como vencendo a oposição da inércia, ou naturais preconceitos, da ‘velha guarda’ dos profanos. (Cf. Liber CCXX, iii em geral, e particularmente vv. 3-9, 11, 17, 28, 32, 46, 49-55, 59, 7072.). ‘Meu capitão cingido com a espada’. Isto acentua o aspecto guerreiro em que Hórus primeiramente aparecerá. Tomando-se estes versos como se referindo diretamente à primeira publicação do Livro da Lei, em Londres, observe-se que nove meses após a publicação do Equinócio I, vol. 10, a guerra estalou de forma que Hórus foi adorado precisamente sobre este aspecto e da maneira bem irracional que foi predita. 7. Meu profeta profetizará a teu respeito; em tua volta dançaram as donzelas, e brilhantes bebes lhes nascerão. Tu inspirarás os orgulhosos com infinito orgulho, e os humildes com um êxtase de abjeção; tudo isto transcenderá o Conhecido e o Desconhecido com algo que não tem nome. Pois é como o abismo do Arcano que é aberto no secreto Lugar de Silêncio. ‘Meu profeta’, como em v.4, refere-se a 666. Cf. Liber CCXX, Cap. I, v. 26, etc. Este título é-lhe dado com mais frequência que qualquer outro. O termo ‘profeta’ ou ‘sacerdote’ é contrastado com ‘A Besta’, cuja conexão é com a minha função em Tiphereth, implicando minha hombridade, minha realeza, minha mestria do êxtase, e como cumprindo a função a que se refere o Apocalipse, tanto quanto a confusão causada pela deliberada corrupção do texto daquele livro nos permite calcular. O título ‘profeta’ refere-se à função de serviço aos Deuses proclamados em Liber CCXX, e de administrar os sacramentos (a nova Magia, a fórmula AB........A, etc.). O título ‘príncipe’ pode ter conexão com a atribuição a Tiphereth, desde que Microprosopo é o Vau de Tetragrammaton, Vau tendo o valor de 6, e correspondendo aos quatro príncipes (as vezes chamados Imperadores) do Tarô. A ‘profecia’ aqui mencionada é antes de mais nada CCXX, Cap. Iii, este livro mesmo, e


vários outros poemas, ensaios e rituais. Liber 418, Aethyr I. O segundo parágrafo indica Hórus em seus aspectos ativo e adulto. O estudante é referido à completa exposição do significado da letra Aleph, em particular àquela em que se explica que o ‘bebe no ovo de azul’, Harpócrates, no qual todo poder é latente (ele sendo Harpócrates, Bacchus Diphues, Zeus, Baphomet, Parzifal como o ‘Puro Louco’, o Grande Louco das Lendas Célticas, a traquinas criança Hermes, etc.) no primeiro estágio de inocência pantomorfa, desenvolve-se ao chegar à puberdade em Parzifal o cavaleiroandante, que obtém a Coroa ao ganhar a Filha do Rei (um mistério sobre o qual foram fundados os costumes temporais de muitas raças primitivas. Veja-se Sir James Frazer, ‘O Ramo de Ouro’.). O Hermes fálico, o Baphomet do Atu XV, Zeus que assume a forma de uma besta para impregnar várias mulheres (a Mulher Escarlate no Atu XI. Veja-se também as lendas da Bela e a Fera, do Diabo do Sabbath, do Minotauro, Hércules — a princípio disfarçado como desarmado e bissexual), muitas lendas asiáticas. O Senhor do presente Aeon, dois em um (‫ ה‬,‫ו‬, Atu VI, nascido da união de ‫ י‬e ‫)ה‬, tem sido assunto de profecia através da história. Sua natureza, funções e relação com os outros Deuses é assim matéria de conhecimento geral entre iniciados e mesmo simples letrados. Ao mesmo tempo, sua presente aparição é, num certo sentido, um fenômeno original. Pois Ele é representado em CCXX como terceiro em relação a Nuit e Hadit, não como primeiro; Nuit e Hadit estando completamente além da compreensão de quem quer que seja, com exceção da ‘Besta & sua Noiva e os vencedores da Ordália x’. (CCXX, iii, 22)Ele é portanto mostrado como nascendo espontaneamente. Não existe referência a Isis ou Osíris, os tradicionais pai e mãe de Hórus na teogonia dos egípcios. ‘Á tua volta dançaram as donzelas, e brilhantes bebes lhes nascerão.’ Isto lembra o costume quase universal de circundação ou dança em redor do lingam, ‘maypole’, ou qualquer outro símbolo apropriado da faculdade criadora. A voz do escândalo sugere que mulheres que adotam este rito tornam-no efetivo através de precauções fisiológicas. Mas mesmo assim, a congruidade dos dois métodos é evidente, e a filoprogenitividade é tão justificada de seus filhos quanto a Sabedoria. Os puritanos afirmavam com razão que Maypole era um lingam, e que a festa daquele dia era um festival de Príapo.


A seção restante do verso é extremamente obscura. A humildade parece ser desencorajada pelo Livro da Lei como incompatível com a correta compreensão de nós como uma estrela, um rei, um ente divino ou soberano tanto quanto o maior dos Deuses. Mais; tende a levar ao Pecado, isto é, Restrição, uma vez que os humildes são capazes de não afirmar sua independência e seus direitos. Daí pareceria que em algum senso a humildade deve ser uma virtude positiva cuja clímax em um ‘êxtase de abjeção’ não é menos merecedor de respeito que qualquer outra forma de trance. Veja-se o Yi, capítulo XV, o Hexagrama de Khien. Este Hexagrama é composto do trigrama do princípio fêmea ☷ modificando o símbolo da Terra ☶. Veja-se o última Trigrama em Liber Trigrammaton. ‘Portanto foi o fim daquilo sofrimento; mas naquele sofrimento uma gloriosa estrela de seis pontas por cuja a luz eles pudessem enxergar para retornar à Habitação sem mancha; sim, à Habitação Sem Mancha. (Liber XXVII) Abasement significa movimento em direção a base, isto é, em direção ao Fundamento, Yesod, que representa a resolução da antinomia Estabilidade-Mudança. Observe-se a harmonia simpática de todos estes símbolos e os compare, além disto, com a doutrina do Tao Teh King com respeito à suprema força da água, que permanece em seu próprio nível, e que é a apoteose da fraqueza, no senso que o Tao Teh King, do princípio ao fim, atribui a esta palavra. Eu tomo esta oportunidade, além do mais, para citar o Livro de Mentiras. PÊSSEGOS Macio e oco, como tu vences o duro e cheio! Ele morre, entrega-se; a Ti o fruto! Se tu a Noiva; tu serás a Mãe no futuro. A todas as impressões assim. Não deixes que elas te conquistem; no entanto deixa que elas engendrem dentro de ti. A mais insignificante das impressões, chegada a sua perfeição, é Pan. Recebe mil amantes; tu parirás apenas Uma Criança. Esta Criança será o herdeiro do Destino, o Pai. Cap. IV


TAT Ex nihilo N.I.H.I.L. fit. N. o Fogo que se contorce e queima como um escorpião. I. a inconspurcada, sempre fluente água. H. o Espírito interpenetrante, fora e dentro. Não é seu nome ABRAHADABRA? I. o inconspurcado, sempre fluente ar. L. a verde terra fértil. Ardentes são os Fogos do Universo, e em suas adagas eles suspendem o sangrento coração da terra. Sobre a terra jaz a água, sensual e sonolenta. Acima da terra paira o ar; acima do ar, mas também abaixo, fogo — e em todos — o material de toda existência entretecido em Seu invisível desenho, está ΑΙΘΗΡ. Cap. LXXXVI

Daí é evidente que a humildade e abjeção mencionadas não tem relação com a 10ª ‘virtude’ à qual é dada o nome de humildade: a humildade de Uriah Heap e Pecksniff, de Tartuffe, do ‘Jesus crucificado’ da A.C.M., C.I.C.C.U. e semelhantes associações do rebanho, que é sempre acompanhada por hipocrisia, inveja, baixa astúcia e a síndrome de temores característica daqueles que se sabem inferiores. É curioso refletir que na Inglaterra nós associamos essa atitude mental com o Cristianismo, principalmente o Cristianismo Romano, enquanto no Continente precisamente as mesmas características são atribuídas ao Judaísmo. Os ‘humildes’ nesta passagem estão evidentemente empregando uma definida fórmula


mágica, com absoluta energia e confiança. Os resultados da manifestação de Hórus são agora descritos como transcendendo ‘o Conhecido e o Desconhecido com algo que não tem nome’. Está bem claro que isto é assim, mas é longe do óbvio por que razão o fato deva ser tão enfaticamente afirmado e explicado, especialmente em uma terminologia tão pouco usual e tão obscura. A palavra ‘isto’ na sentença final pode referir-se ao ‘algo’ sem nome ou a ‘tudo isto’. O ‘secreto Lugar de Silêncio’ é o útero de Nuit ou ‘ovo azul’ que esconde o bebe Harpócrates. A expressão ‘Arcano que é aberto’ pode talvez ser parafraseada ‘a verdade secreta que é manifestada’. O Abismo pode sempre ser tomado como significando ‘ausência de apoio’. É a forma ou meio de manifestação de tudo que não está assim manifestado. Alternativamente, pode ser considerado que o abismo é aberto, quer dizer, tornado passível de investigação. ‘Tudo isto’ não tem nome porque é a ‘ultimal unidade demonstrada’(vede CCXX, iii, 37) de Hórus. Sua identidade absorve estes diversos fenômenos absolutamente por igual. Na perfeita pureza da criança, ou puro louco (Parzifal, ao lhe perguntarem seu nome, responde ‘Eu não sei’), todas as diferenças desaparecem para sempre; ver CCXX, i, v. 4, e vv. 22-23. Este verso 7 pode portanto ser sumarizado mais ou menos como segue: A proclamação de Hórus por 666 habilitará toda pessoa a executar sua função legítima ou Real Vontade, e assim fazendo, a alcançar a perfeição de sua própria natureza, enquanto que a ilusão de divisão é inteiramente destruída. Tal como está escrito, Liber CCXX, i, 4445: ‘Pois vontade pura, desembaraçada de propósito, livre da ânsia de resultado, é toda via perfeita. ’ ‘O Perfeito e o Perfeito são um Perfeito e não dois; não, são nenhum!’ 8. Tu chegaste aqui, Ó meu profeta, por graves caminhos. Tu comeste do


excremento dos Abomináveis; tu te prostraste diante do Bode e do Crocodilo; os homens maus fizeram de ti um joguete; tu vagaste pelas ruas como uma rameira pintada, sedutora com doces perfumes e pintura chinesa; tu escureceste os cantos dos teus olhos com Kohl; tu tingiste teus lábios de vermelho; tu emplastraste tuas bochechas com esmalte de marfim. Tu bancaste a desavergonhada em todo portão e cada beco da grande cidade. Os homens da cidade te seguiram desejosos de te abusar e te bater. Eles mastigaram as douradas lantejoulas com fino pó com as quais adornaste os teus cabelos; eles fustigaram tua carne pintada com teus açoites; tu sofreste coisas indizíveis. A essência desta rapsódia é clara; entretanto, o plano em que melhor pode ser interpretada diferirá de acordo com o grau de iniciação alcançado pelo leitor. De um modo geral, porém, pode ser parafraseada: ‘Tua alma foi submetida à contaminação da ilusão material e fenomenal’. Cf. Cap. II, vv. 4-6, 7-16; III, vv. 4-12, 4048; IV, vv. 2-3, 5, 33-37, 42-44. Veja-se também Liber VII, diversas passagens, as quais podem ser descobertas pelo reto engenho do Adepto Isento. 9. Mas Eu queimei dentro de ti como uma pura chama sem óleo. À meia-noite Eu brilhei mais do que a lua; durante o dia Eu excedi completamente o sol; nos atalhos pouco trilhados do teu ser Eu flamejei, e desfiz a ilusão. A despeito do acima, o Sagrado Anjo Guardião tem sempre habitado o ente do Adepto, não necessitando nem mesmo da nutrição representada pelo ‘óleo’. (Para este símbolo veja-se o Livro 4, Parte II, Capítulo 5.) O Anjo excede igualmente Sol, Lua e Agni, os três princípios que (no simbolismo hindu) entram em curso sucessivamente durante cada vinte e quatro horas, assim determinando o caráter do Dhyana alcançado em qualquer período do dia. 10. Portanto tu és completamente puro diante de Mim; portanto tu és Minha virgem eternamente.


A relação do homem com seu Anjo independe de seus atos qua homem. Seu Nephesch, considerado como em relação com o não-Ego, é incapaz de interferir com seu verdadeiro Nephesch. 11. Portanto Eu te amo com excedente amor; portanto aqueles que te desprezam te adorarão. Isto sendo compreendido pelos profanos, eles percebem o homem em sua própria perspectiva. Eles percebem que os ‘vícios’ de Shakespeare e Shelley não detraem do seu gênio. 12. Tu serás amorável e piedoso para com eles; tu os curarás do mal inominável. Os profanos sendo assim purificados, são capazes de receber o benefício da Iniciação do Adepto. 13. Eles mudarão ao serem destruídos, assim como duas estrelas escuras que se chocam no abismo e esbraseiam num incêndio infinito. A referência parece ser a uma teoria (fora da moda no presente) quanto à formação das nebulosas. O ponto aqui é simplesmente que o íntimo contato de duas ideias aparentemente ‘escuras’ ou ‘malignas’ resulta em sua transmutação em luz. É ‘amor sob vontade’. 14. Durante tudo isso Adonai trespassou meu ser com sua espada que tem quatro lâminas; a lâmina do raio, a lâmina do Pilão, a lâmina da serpente, a lâmina do Falo. Adonai: ‫ינדא‬. Aleph é a suástica ou Raio por sua forma; Daleth significa porta ou Pilão; Num refere-se a Serpente; Yod é o Falo (Yod de IHVH) considera do como a ideia mais íntima e mais simples. 15. Também ele me ensinou a santa indizível palavra Ararita, de forma que eu derreti o ouro sêxtuplo em um único ponto invisível, do qual nada se pode


dizer. Veja-se Liber Ararita (DCCCXIII sub figurâ DLXX) para isto. A maneira simbólica de escrever a Palavra é:

Um volume à parte poderia ser escrito — e deveria ser, e será escrito! — sobre os Arcanos deste Hieróglifo. 16. Pois o Magistério desta Opus é um magistério secreto, e o sinal do mestre nisso é certo anel de lápis-lazúli com o nome do meu mestre, que sou eu, e o Olho no Meio. A referência é a um anel material: veja-se ‘O Espírito da Solidão’ para algum relato a respeito. As letras em volta do Olho são V.V.V.V.V. Veja-se Liber LXI, vv. 29 e seguintes. Estas são as iniciais do Moto de 666 como Mestre do Templo, 8°=3▫ ‘Vi Veri Vniversum Vivus Vici’. Também, V é a letra latina significando 5, e seu valor (‫ ו‬ou ) é 6. A alusão é, portanto a 5°=6▫, a Grande Obra. Novamente, o arranjo das letras no lápis-lazúli indicava o Pentagrama. 17. Também Ele falou e disse: Isto é um sinal secreto, e tu não o revelará ao profano, nem ao neófito, nem ao zelador, nem ao prático, nem ao filósofo, nem ao adepto menor, nem ao adepto maior. 18. Mas ao adepto isento tu te revelarás se tiveres necessidade dele para as operações menores da tua arte. 17-18: A instrução é pessoal e prática. Cf. CCXX, Cap. I, vv. 10 e 50. O M.T. se comunica, como tal, apenas com o Adeptus Exemptus: isto é, diretamente.


19. Aceita a adoração da gente tola a quem odeias. O Fogo não é conspurcado pelos altares dos Ghebers, nem é a Lua contaminada pelo incenso daqueles que adoram a Rainha da Noite. Novamente pessoal e prático para 666. Eu tenho causado muita complicação por insistir em tornar tudo claro para gente que não estava preparada para tal. Ghebers: Adoradores do Fogo na Pérsia. (Veja-se o Comte de Gabineau: Trois Ans en Asie). Geralmente, o abuso de uma fórmula não injuria a parte passiva, que não está envolvida e não incorre em responsabilidade. 20. Tu viverás entre o povo como um diamante precioso entre diamantes nublados, e cristais, e pedaços de vidro. Somente o olho do mercador justo te contemplará, e mergulhando sua mão te escolherá e te glorificará diante dos homens. Ainda pessoal e prático. 666 deve continuar a viver sua vida normal com homem do mundo, não reconhecido como o que é salvo pelo ‘mercador justo’, o homem que pode julgar valores corretamente. É o dever e o privilégio de algum tal homem o trazer a 666 sua devida medida de fama. 21. Mas tu não ligarás a nada disto. Tu serás sempre o coração, e Eu a serpente Me apertarei em volta tua. Meus anéis nunca se relaxarão através dos aeons. Nem mudança nem sofrimento nem insubstanciabilidade te terão; pois tu passaste além de todos estes. 666 (naturalmente) ligará tão pouco à fama quanto ele tem ligado à incompreensão, ao abuso e a calúnia. Ele estará inteiramente absorvido em Sua consecução do Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião. Isto é sempiterno. Mudança, sofrimento, insubstanciabilidade: Anicca, Dukkha, Anatta: as Três Características. Vejase meu ‘Ciência e Budismo’ e outras referências.


22. Mesmo como o diamante brilhará rubro para a rosa e verde para a folha da roseira; assim tu permanecerás à parte das Impressões. Impressões: Vrittis. O Verdadeiro Ser independe de todos os fenômenos. Vejam-se numerosas explicações destes assuntos em muitos dos meus escritos. Veja-se, em particular, meu Tao Teh King; o M.T. reage com perfeita elasticidade a todos os impactos, parecendo completamente passivo para com todos por igual; mas na realidade não é influenciado no mínimo que seja por qualquer deles. 23. Eu sou tu, e o Pilar está estabelecido no vazio. Compare-se este refrão com vv. 5, 24, 25. No verso 5 a Grande Obra é anunciado impessoalmente. Aqui é identificada com a Consecução. 24. Também tu estás além das estabilidades do Ente e da Consciência e da Bem-aventurança; pois Eu sou tu, e o Pilar está estabelecido no vazio. Ente, Consciência, Bem-aventurança: Sat, Chit, Ananda. Veja-se meus escritos sobre a Filosofia hindu. Contraste-se com o verso 21. A Consecução emancipa o Adepto de todas e quaisquer condições. 25. Também tu discursarás sobre estas coisas ao homem que as escreve, e ele partilhará delas como um sacramento; pois Eu que sou tu sou ele, e o Pilar está estabelecido no vazio. A consciência humana de Aleister Crowley deverá ser iluminada sobre este ponto. Ele deverá ser assim santificado, e ‘consumado’ ou ‘consumido’. Esta Boda Química o uno ao seu Anjo e ao Adepto, Três em Um e Um em Três; esta é a perfeição final da união. Daí a repetição pela quarta vez do símbolo do Pilar Vazio. Cf. as Quatro Consagrações no Ritual do Neófito da A∴D∴. O Practicus não deve ficar surpreendido — nem mesmo ele! — em ver os assuntos privados de 666 discutidos em uma Publicação Classe A da A∴A∴ que se propões a lidar com a Grande Obra de 5°=6▫. Este livro trata primariamente da Consecução daquele


Grau por 666; e é somente porque toda Consecução verdadeira é quase que por completo impessoal, que o seu conteúdo é válido para o Aspirante em geral. 26. Da Coroa ao Abismo, assim vai ele único e ereto. Também a esfera ilimitada resplandecerá com o seu brilho. A Coroa, Kether; o Abismo, quer Daath ou aquilo que está além de Malkuth. A Esfera Ilimitada, o Ain Soph. O significado geral é que a Consecução enche o Universo inteiro. 27. Tu te regozijarás nas poças de água adorável; tu enfeitarás tuas donzelas com pérolas de fecundidade; tu acenderás flama como línguas lambentes de licor dos Deuses entre as poças. As poças; e a flama entre elas, refere-se às Sephiroth e aos Caminhos. O significado geral é que a Consecução tornou o Adepto capaz de executar trabalho criador em todas as esferas. 28. Também, tu converterás o ar que abrange-tudo nos ventos de água pálida, tu transmutarás a terra em um abismo azul de vinho. Torna-o, além disso, capaz de executar transmutações; não é bem claro por que motivo estes exemplos especiais foram escolhidos, a não ser que seja por razões puramente poéticas (Eles são, em essência, Ar em Água, e Terra em Fogo.). 29. Rútilos são os coriscos de rubi e ouro que ali chispam; uma gota intoxicará o Senhor dos Deuses meu servo. Para as cores neste e no último verso, cf. CCXX: ‘Azul sou Eu e ouro na luz de minha noiva: mas o brilho rubro está em meus olhos; & minhas escamas são púrpura & verde. ‘Púrpura além do púrpura: é a luz mais alta que a visão. ‘Existe um véu; aquele véu é negro. É o véu da mulher modesta; é o véu de sofrimento, & o manto de morte: isto é nada de me. Rompei aquele mentiroso espectro dos séculos: não veleis vossos vícios em palavras virtuosas: estes vícios são meus serviço; vós fazeis


bem, & Eu vos recompensarei aqui e no além. (Cap. II, vv. 50-52.). O Senhor dos Desuses presumivelmente é Júpiter; ele pode ter sido escolhido porque a transmutação inteira refere-se a Chesed, ou por causa da sua posição como a mais alta Sephirah de Microprosopo. 30. Também, Adonai falou a V.V.V.V.V., dizendo: Ó meu pequenino, meu terno, meu pequenino amoroso, minha gazela, meu lindo, meu menino, enchamos o pilar do Infinito com um infinito beijo! 30-33: A identificação dos diversos elementos nos quais a Iniciação analisou o indivíduo original está agora completa. A Grande Obra — Solve et Coagula — foi efetuada. Não existe distinção entre a Consecução pessoal de Aleister Crowley e a proclamação da Palavra da Lei de Θελημα através dele. Aqueles que percebem o significado disto assumem corretamente que a consecução marca o fim de um Aeon. 31. De modo que o estável foi sacudido e o instável se aquietou. 32. Aqueles que viram isto gritaram com um formidável medo: O fim das coisas chegou. 33. E assim foi. 34. Também, eu estive na visão espiritual e contemplei uma pomba parricida de ateístas conjugados de dois em dois no êxtase superno das estrelas. Eles riam e se regozijavam extremamente, estando vestidos em robes de púrpura e embriagados com vinho púrpura, e sua alma inteira era uma só purpúrea flama-flor de santidade. 34-40: Esta passagem é talvez a mais obscura do livro inteiro. ‘Parricida’ Eles mataram seus pais: isto é, eles alcançaram a maturidade varonil e a consciência da independência da sua Individualidade. ‘Pomba’. Eles celebram sua consecução de Liberdade através de um Espetáculo de


Triunfo. Eles manifestaram a Divindade que eles conquistaram. ‘Ateístas’. ‘Alá é o ateísta! Ele não adora Alá!’(Bagh-i-Muattar). Eles estão livres da obsessão de mortalidade e dependência. ‘Conjugados’. Eles se unem com seus camaradas por ‘amor sob vontade’, sendo iguais e idênticos a despeito de suas aparentes diferenças (Veja-se CCXX, i, vv. 2-4; 22, 50, etc.) em virtude do êxtase de sua comum relação com Nuit. ‘Riam e se regozijavam’. Veja-se CCXX, i, 26, 58; ii, 19-26, 35-44, 62-64, 70; iii, 46. ‘Púrpura’. Veja-se CCXX, i, 61; ii, 24 50-51. Púrpura é a cor da realeza e a cor do êxtase; em particular, das Bodas Químicas de Nuit e Hadit. 35. Eles não viam Deus; eles não viam a Imagem de Deus; portanto eles estavam erguidos ao Palácio do Esplendor Inefável. Uma espada afiada golpeava diante deles, e o verme Esperança retorceu-se nas vascas da morte sob os seus pés. Este verso elabora a ideia de ‘Ateístas’. Cf. também Cap. I, 7-9, etc. Seu lugar natural sendo Yesod (cuja cor é púrpura), eles, tendo destruído a Fundação, são elevados a Hod (cuja cor também é púrpura). Veja-se Liber 777, Col. XVII. A ‘espada’. Sua arma de destruição intelectual. A ‘Esperança’ é um verme rastejante, sendo o sinal da falta de compreensão de Nós Mesmos como supremo Deleite. 36. Mesmo quando a êxtase deles despedaçou a Esperança visível, assim também o Medo Invisível fugiu correndo e não mais foi. Cf. “The City of Dreadful Night.” 37. Ó vós que estais além de Ormuzdi e Ahrimanes! abençoado sois através das idades. Na teologia persa, os princípios de Bem e Mal. Cf. Nietzsche e nossa própria doutrina,


apresentada em muitas formas e muitos lugares. ‘Através das idades’. ‘Le-Olahm’, ‫םלועל‬. Veja-se o Ritual do Pentagrama. O valor da palavra é 176; isto é 8x22, ou 16x11, e isto significa a Redenção da Serpente (22 letras) ou o Poder Mágico (11) aplicado à Torre Fulminante (Atu XVI), cujo significado pode ser visto neste Comentário, acima. 38. Eles fizeram uma foice da vida, e colheram as flores da para suas grinaldas. TRABALHO DE TERRIER Duvida. Duvida de ti mesmo. Duvida mesmo de se duvidas de ti mesmo. Duvida de tudo. Duvida mesmo de se duvidas de tudo. Parece algumas vezes como se debaixo de toda dúvida consciente jazesse alguma certeza profunda. Ó mata isso! Mata a serpente! O Chifre do Bode-Dúvida seja exaltado! Mergulha mais profundamente, sempre mais profundamente, no Abismo da Mente, até descobrires a raposa. AQUILO, Avante, cães! Pega! Pega! Trazei AQUILO ao cerro! Então, toca o Clarim proclamando o fim da caçada! (Liber 333, Capítulo 51)

39. Eles fizeram uma lança de Êxtase, e atravessaram o velho dragão que estava sentado sobre a água estagnada. ‘Lança’: arma de ☉ (e de ♂).


‘Dragão’: o Dragão que Desce. Veja-se “The Temple of Solomon the King”, o diagrama da Queda, O Equinócio, Vol. I, 2, página 283. ‘Água estagnada’: a ‘alma’ em seu estado não-iniciado, passiva, corrompida e estagnada, refletindo erroneamente as imagens do não-Ego. (A ideia budista da Mente é idêntica a esta concepção.) as palavras ‘sentado’ e ‘estagnado’ ligam isto à doutrina dos Irmãos Negros, e à teoria de CCXX do Universo como Movimento, ou Energia. 40. Então as fontes frescas foram libertadas, para que a gente sedenta pudesse estar à vontade. A destruição desta ilusão libera a alma para Pureza e Movimento, para ‘estar à vontade’, o que não significa indolência, mas liberdade de ação, pela qual os homens anseiam. A água pura é o Princípio da Elasticidade, o Transmissor de Energia. A Alma Pura é identificada com o Espírito Movente que a informa, refletindo-o verdadeiramente com perfeita compreensão. Veja-se todo o simbolismo da Taça. Veja-se em particular Cap. III e meu Comentário. 41. E de novo eu fui arrebatado à presença de meu Senhor Adonai, e o Conhecimento e Conversação do Santo, o Anjo que me Guarda. A passagem 34-40 foi na ‘visão espiritual’. Segue a passagem de 30-33. 34-40 assim se torna inteligível: é a minha visão da humanidade do Novo Aeon do qual eu proclamei a Palavra. Agora eu retorno à contemplação da minha relação pessoal com meu Anjo. 42. Ó Santo Exaltado, Ó Ser além do ser, Ó Imagem Auto-Luminosa do Nada Inimaginável, Ó meu querido, meu belo, vem Tu e segue-me. Eu repito a Invocação. Ele é a Imagem de Nuit. A propriedade destas frases se torna clara se estudarmos as descrições já dadas da natureza d’Ele. 43. Adonai, divino Adonai, lá Adonai inicia refulgente deleite! Assim eu escondi o nome do nome d’Ela que inspira meu êxtase, o odor de cujo corpo confunde a alma, a luz de cuja alma rebaixa este corpo às bestas.


A primeira sentença é um acróstico de ‘Ada Laird’. Esta foi uma das moças com as quais eu tinha intimidade na época da escrita deste livro. Nestes versos eu deliberadamente identifico minha satisfação sexual com o meu êxtase espiritual, assim negando com finalidade qualquer diferença entre quaisquer duas partes do meu ser consciente. 44. Eu suguei o sangue com meus lábios; eu sequei Sua beleza de sustento; eu A rebaixei diante de mim, eu A mostrei, eu A possuí, e a vida d’Ela está em mim. No sangue d’Ela eu inscrevo os enigmas secretos da Esfinge dos Deuses, que nenhum compreenderá — salvo apenas os puros e voluptuosos, os castos e obscenos, os andróginos e as ginandras que passaram além das barras da prisão que o velho Lodo de Khem estabeleceu nos Portões de Amennti. Isto constitui um profundo Enigma de Santidade. Note-se ΄Η Σφίγξ - Γραίός = 781 = 71 x 11. Vejam-se autoridades para significados especiais destas palavras. Somente compreende isto aqueles que em si próprios combinam os extremos da Ideia Moral, identificando-os por um transcendental domínio da antinomia. Eles devem ter ido ainda além, transcendendo a oposição fundamental dos sexos. O macho deve ter se completado e se tornado andrógino; a fêmea, se tornado ginandra. Esta imperfeição aprisiona a alma. Pensar ‘Eu não sou uma mulher, mas um homem’, ou vice-versa, é limitar-se a si próprio, opor uma barreira aos movimentos do ser. É a raiz do ‘fechamento’ que culmina em se tornar ‘Maria inviolada’ ou um ‘Irmão Negro’. Por ‘velho Lobo de Khem’ é aqui significado o princípio de estagnação que era simbolizado no Egito (Khem) por Sebek, o habitante da lama do Nilo — veja-se acima, e em Liber 418 para um relato completo. Note-se que isto não é ‘maligno’, mas simplesmente o entupimento da Energia Universal. As ‘forças opostas do Bem e do Mal’ são complementares, e devem ser unidas por ‘amor sob vontade’ — assim alcançando, em êxtase, uma nova concepção transcendendo os planos destes opostos. Assim, o meu obstáculo principal é a crença que qualquer Ideia ativa possa ser ‘maligna’; e é portanto o dogma principal dos Deuses-Escravos, o ‘Pecado Original’, a existência de


um ‘Diabo Pessoal’ oposto a uma Bondade Onipotente — Ahrimanes e Aormuzdi como acima — que ameaça a minha Vontade. Amennti — o Oeste — o Lugar da Morte — é o ponto atribuído a Osíris em seu aspecto de Deus Sacrificado, isto é, na gíria moderna, a ‘Jesus’. Para nós, ‘A Palavra de Pecado é Restrição’. A única possibilidade de ‘mal’ é que a Vontade possa ser estorvada. Em contraste, para os escravos de ‘Jesus’, não há quase nenhum ato que não seja por natureza um ‘pecado’. Mesmo a nossa ‘retidão é como farrapos imundos’. ‘Não existe ninguém bom, não, nenhum’, etc. etc. etc. ad nauseam et praeter! Para nós, portanto, ‘Jesus’ é precisamente a fonte e origem de todo ‘mal’, pois esta ideia é sinônima da ideia de Restrição em todos os planos. A concepção cristã do pecado como a vontade do homem natural, o ‘Velho Adão’, é a base de todo conflito interno — de insanidade moral. É verdade que alguns escritores, chamando-se a si mesmos de cristãos, tem-se declarado pelo Antinomismo; mas a ortodoxia os tem sempre condenado; é evidente que as doutrinas deles implicam no panteísmo. Os sofismas de Paulo demonstram com suficiente clareza quão profundamente falsos para conosco mesmos de ser para tentar mesmo apenas desviar a mente do dilema implícito nas teses que a ‘Salvação’ emancipa do ‘Pecado’, mas ao mesmo tempo o ‘Santo’ é moralmente obrigado pelas ‘leis de Deus’. As passagens sobre isto seriam risíveis se a História não as tivesse estigmatizado como atrozes. 45. Ó minha adorável, minha deliciosa, a noite inteira eu verterei a libação dos Teus altares; a noite inteira eu queimarei o sacrifício de sangue; a noite inteira eu balançarei o turíbulo do meu deleite diante de Ti, e o fervor das orações intoxicará Tuas narinas. Aqui existe uma identificação deliberada das mesmíssimas palavras da Invocação do Sagrado Anjo Guardião com essas apropriadas a uma fervente rapsódia endereçada a uma rameira. 46. Ó Tu que vieste da terra do Elefante, cingindo com a pele do tigre, e engrinaldado com o lótus do espírito, inebria Tu a minha vida com Tua


loucura, para que Ela pule quando eu passe. ‘A terra do Elefante’: a Índia. A referência é a Dioniso — a Bacchus Diphues. O símbolo do Atu 0 já foi explicado em detalhe. Note-se a ênfase dada aqui aos seus atributos: o viril ardor animal, a coragem e a ferocidade do tigre; a voluptuosa feminilidade passiva, sensual (grinalda), entretanto espiritual, do Lótus; no entanto, destes — cuja Boda Química é aquela de Nuit e Hadit — Ele é imune. (Ele é Inocência e Silêncio — o Bebe no Ovo de azul.) Eu O invoco para que ‘inebrie a minha vida’ com Sua ‘loucura’; para que me inspire com o seu êxtase essencial. HINO À BACCHUS Salve, filho de Samela! A ti seja, a ti e a ela, Louvor, e a vida eterna, e divindade bela! Vergonhosa traição! Da esposa olímpica a mão Cruel trama teceu contra a doce paixão! Vede! em rugidora flama Desce Zeus! e como clama Em Tebas, corpo em fogo, a nobre, a dama! Nesse incêndio consumida, Ergue a voz do deus querida Pedindo que ao bebê no ventre salve vida! E tu lhe escutaste o rogo, Tu, Zeus, percebeste o jogo, E tiraste o bebê do chuveiro de fogo! Em tua coxa sagrada Foi a criança encerrada;


De néctar, de ambrósia e luz alimentada! Com cabelos de serpente, Corpo lindo, olhar ardente, Ó Dionísio, tu surgiste finalmente! Sim! os sonhos do destino Nós ousamos dar de ensino E celebrar enquanto amamos neste hino! Ó tu, Dionísio, escuta! Vem rápido, vem, labuta, Sussurra teu segredo em cada orelha e gruta! Ó tu, Dionísio, enceta Qual apolônica seta! Em cada coração teus chifres achem meta! (“Orpheus”)

A última frase, ‘que Ela pule quando eu passe’, é peculiarmente obscura. ‘Ela’ pode ser tomado como se referindo a — a Ada Laird — a eu não sei o que! 47. Comanda Tuas moças que Te seguem a que nos façam uma cama de flores imortais, para que ali tomemos nosso prazer. Comanda Teus sátiros a que amontoem espinhos entre as flores, para que ali tomemos nossa dor. Que o prazer e a dor sejam misturados em uma suprema oferta ao Senhor Adonai! Finalmente, prazer e dor devem ser misturados, identificados, em uma Boda Química deles próprias. Pois todos os possíveis elementos de sensação devem tomar parte no supremo Sacramento. Omitir o que quer que seja seria deixar imperfeita, e, portanto ‘maligna’, a coisa omitida; seria excluir um hóspede do Festim Nupcial: o Universo naquela dimensão particular.


48. Também, eu ouvi a voz de Adonai o Senhor o desejável sobre aquilo que está além. 48-52: Uma vez mais, o plano da Comunhão entre o Adepto e o Anjo muda: esta passagem é uma simples instrução. Deveria ser lida em conexão com o Cap. I, v. 9, e outros textos onde se menciona ‘aquilo que está além’.

É-me dito aqui, com pela

primeira vez na minha Iniciação de 1905-1906, que minha Missão para essa Humanidade concerne ao Próximo Passo da Escada de Jacó da Ascensão Espiritual da Raça. Eles devem progredir de uma maneira sadia e ordeira; não subindo que nem Ícaro a uma mal definida percepção como Nibbana; mas, com firmeza e espírito crítico, usando as faculdades que tem da maneira mais vantajosa; satisfazendo adequadamente, acuradamente, com aspiração inteligente, cada função de suas naturezas; sem tentarem escapar ao duro trabalho da evolução, sem tentarem correr antes de poder andar; assegurando cada passo à medida que é tomado; fortificando cada posição à medida que é conquistada antes de procederem ao ataque da linha seguinte de trincheiras. A campanha de Napoleão em 1812 — a campanha de Moscou — deveria servir de aviso ao Aspirante. Em minha experiência eu tenho notado que esse erro é o mais perigoso que jovens magistas que prometem tendem a cometer; enquanto que, no caso da grande maioria, isto simplesmente os impede de fazerem o mínimo progresso. Eu cito o caso de Meredith Starr como instrutivo no mais alto grau. 49. Que os habitantes de Tebas e seus templos não boquejem sempre os Pilares de Hércules e o Oceano do Oeste. Não é o Nilo uma água bela? Cf. Cap. II, vv. 37-44 e Comentário. Vivendo em Tebas, buscai vossa água no Nilo, em vez de perder vosso tempo em vastas, vagas, vaporosas fantasias sobre o Atlântico. Em bom português, segui precisamente e pacientemente o sistemático curso de Iniciação prescrito pela A∴A∴ SEDE MINUNCIOSOS E METÓDICOS; COMPLETAI TODOS OS DETALHES E CONDIÇÕES. Um pássaro na mão é melhor que dois voando. De grão em


grão a galinha enche o papo. Esses que desprezam detalhes são eventualmente destruídos precisamente por essas coisas que eles julgaram triviais; e seu desapontamento e desgraça são ainda mais humilhantes. 50. Que o sacerdote de Isis não descubra a nudez de Nuit, pois todo passo é uma morte e um nascimento. O sacerdote de Isis levantou o véu de Isis, e foi morto pelos beijos da sua boca. Então foi ele o sacerdote de Nuit, e bebeu do leite das estrelas. Todo incidente da vida é de importância estrutural. Nenhum homem se pode permitir omitir a experiência própria ao seu presente estágio de iniciação. Satisfaça a fórmula de Isis — não importa, no momento, que Isis seja uma manifestação ‘mais baixa’ do Yin que Nuit! — e você chega imediatamente a ser sacerdote de Nuit, e recebe o Seu infinito amor. (Veja-se meu ‘Através do Golfo’, Equinócio I, vol. 7, pp. 295-354.) Eu refiro o Aspirante ao diário de S.H. Frater O.I.V.V.I.O., o qual, em vez de percorrer pacificamente e metodicamente a trilha própria e o Trabalho apontado ao Zelador, tomou a vantagem de uma Regra sutil da A∴A∴ a qual permite a qualquer homem, qualquer que seja o grau dele, o declarar-se um Mestre do Templo, e, por mera virtude do seu Juramento, tornarse um. Neste caso a intensa pureza da aspiração do nosso Irmão, e a Necessidade Mágica — em um assunto não diretamente ligado à sua carreira pessoal na Ordem — de que ele tomasse tal espantoso passo, com seus olhos abertos à responsabilidade e perigo envolvidos, salvou-o das consequências que teriam esmagado qualquer pretendente arrogante, insolente e presunçoso. Entretanto, sua ignorância dos detalhes dos Graus intermediários levaram-no constantemente a cometer os mais deploráveis erros, das devastadoras penalidades dos quais ele foi salvo pela amante vigilância do seu Superior na Ordem, pelo menos no que se referia às catástrofes mais críticas. 51. Que o fracasso e a dor não desanimem os adorantes. As fundações da pirâmide foram talhadas da rocha viva antes do pôr-do-sol; chorou o rei na madrugada porque a coroa da pirâmide ainda não havia sido cortada da pedreira na terra distante?


Existe ainda uma terceira consideração a fazer sobre a doutrina do Próximo Passo. Parece de fato ser muito mais fácil vagar pelo País das Maravilhas da Tríada Superna do que cavoucar penosamente no Caminho de Tau; formular o voto de Renúncia de um Dhamma-Buddha, em vez de conquistar Asana através de angustiante aplicação e terrível agonia daquele detestado e desprezado fantasma físico, o corpo, cuja obsessão é ao mesmo tempo um insulto, uma amolação, e o âmago de Distração, Dispersão, Degradação, Desgosto e Desespero! Mas isto é uma ‘danosa heresia e uma perigosa ilusão’, devido ao simples fato que ninguém pode de forma alguma ter a mínima ideia da Natureza do Trabalho de qualquer Grau além do seu — e eu digo isto com toda a ênfase, a despeito da minha devoção e determinação de escrever os detalhes do Caminho dos Sábios — tendo mesmo me dado ao trabalho de inventar o que é praticamente uma linguagem nova para este fim. É verdade que eu tenho sido bem sucedido em que o Iniciado, ao chegar a qualquer Grau, instantaneamente reconhece a exatidão de minha descrição, assim confirmando sua confiança no meu conhecimento do assunto, é sua segurança de que ele realmente atingiu o grau em questão, e não está sendo enganado pela sua vaidade. Mas, até ter real experiência desta parte do Caminho, ele fatalmente interpretará erroneamente minha mais simples exposição dos seus mais evidentes sintomas. A não ser que o Aspirante compreenda por completo e se conforme por completo com esta inerente incapacidade, ele está muito sujeito a tentar evadir a imprecisa, tediosa, terrível disciplina do seu Grau, tanto mais repugnante porque representa precisamente a limitação dele no momento, e a se divertir muito imaginando-se um Adepto Isento, ou um Arahat, ou mesmo — eu conheci um tal especialista na arte de se enganar a si próprio — um Ipsissimus! Não significava nada para o grande homem que a única referência àquele Grau em todos os nossos Livros Sagrados é uma indicação de certa prática (a qual em si está além da compreensão de qualquer pessoa a não ser os Mestres do Templo de mais poderosas mentes!) como a ‘abertura do Grau’. A Parábola da Pirâmide não requer comentário: é tão lúcida quanto sublime.


A passagem toda pode ser sumarizada como um apelo ao Bom Senso — chamado Senso Comum (lucus a non lucendo), porém a mais rara das faculdades humanas. No entanto, a verdade jaz além deste cínico apotegma. Bom senso é realmente comum a todos os homens: é a propriedade do Inconsciente, cuja Onisciência iguala sua Onipotência. O problema é que, praticamente em todo caso particular, o Intelecto insiste em interferir: a vaidade anseia por ser lisonjeada tentando ‘aperfeiçoar’ o que é naturalmente perfeito — com resultados uniformemente desastrosos. Essa é uma das principais interpretações das repetidas diatribes do Livro da Lei contra ‘a Razão’, contra ‘Porque e sua raça’(CCXX, II, 27-33, etc.)ou qualquer outra semelhante usurpação da realidade do indivíduo pelas suas próprias, autocriadas ilusões. O intelecto deveria ser um aparelho através do qual podemos expressar os fatos da Natureza. Mas não é capaz sequer de interpreta-los: essa é a função de Neschamah. Mesmo sua faculdade crítica está limitada ao propósito de aparente coerência interna: de evitar qualquer aparência de conflito. Quando se arroga qualquer outra função, é ultra crepidam. Note-se a palavra Mas em CCXX, ii, 34, marcando a antítese do correto curso de ação (vv. 34-51) contra o errôneo (vv. 27-33). 52. Houve também um beija-flor que falou ao cerastes de chifres, e rogou-lhe por veneno. E a grande cobra de Khem o Santo, a real serpente Ureus, respondeu-lhe e disse: 52-56. A Parábola do Íbis, do Beija-flor e da Serpente Uraeus. Qualquer comentário serias impertinente: o significado da parábola, por profundo que seja, é tão lúcido quanto qualquer passagem em literatura; e a linguagem, lindamente ornada como é, possui uma sublimidade e simplicidade toda sua. O valor moral, em particular, desafia aquele das tão elogiadas parábolas dos Evangelhos. Contrasta-se o sectarismo, a trivialidade e (com demasiada frequência) a obliquidade moral daquelas com esta obra prima. 53. Eu naveguei sobre o céu de Nu no carro chamado Milhões-de-Anos, e não


vi nenhuma criatura sobre Seb que fosse minha igual. O veneno de minha presa é a herança de meu pai e do pai de meu pai; e como darei a ti? Vive tu e teus filhos como eu e meus pais temos vivido, mesmo durante cem milhões de gerações, e pode ser que a misericórdia dos Poderosos confira sobre teus filhos uma gota do veneno antigo. 54. Então o beija-flor afligiu-se em seu espírito, e voou por entre as flores, e foi como se nada tivesse sido dito entre eles. No entanto daí a pouco uma serpente o golpeou e ele morreu. 55. Mas um Íbis que meditava sobre a margem do Nilo o lindo deus ouviu e escutou. E ele abandonou seus hábitos de Íbis e tornou-se como uma serpente, dizendo Talvez em cem milhões de milhões de gerações dos meus filhos eles conseguiram uma gota do veneno da presa do Exaltado. 56. E vede! antes que a lua enchesse três vezes ele virou uma serpente Ureus, e o veneno da presa foi estabelecido nele e sua semente mesmo para sempre e para sempre. 57. Ó tu Serpente Apep, meu Senhor Adonai, é um grão do tempo mais mínimo, esta viagem pela eternidade, e à Tua vista as marcas são de lindo mármore branco intocado pela ferramenta do gravador. Portanto Tu és meu, mesmo agora e para sempre e para sempre mais. Amém. Este verso completa a concepção tempo estabelecida na Parábola. No Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião, as divisões do tempo não mais implicam diferença. Paras usar a metáfora romana, cada dia é marcado com uma pedra branca. Mas não existe diferença entre estas pedras; todas parecem ser igualmente monumentos de brilhante candura, intocada pelos detalhes da vida. Todos os eventos ordinários param de perturbar o brilho uniforme da Pura Consciência da Eterna Comunhão. 58. Além disto, eu ouvi a voz de Adonai: Sela o livro do Coração e da Serpente; no número cinco e sessenta sela tu o santo livro. Como ouro fino que é batido


em um diadema para a linda rainha de Faraó, como grandes pedras que são cimentadas juntas na Pirâmide da cerimônia da Morte de Asar, assim liga tu as palavras e os atos, de forma que em tudo há um só Pensamento de Mim Adonai teu deleite. 58-65. A passagem final sumariza o Livro inteiro. Ela exige íntimo estudo e destro manejo por parte do Comentarista; pois cada verso, se bem que completo por si só, é um elemento integral e necessário do todo. 58. ‘eu’: o Escriba: cf. verso 48. A significação do número LXV foi explicada na nota prefacial. As metáforas neste texto são curiosas. Uma é de ouro — ouro fino — batido com ouro fino para formar um círculo (O diadema, tradicionalmente, é um círculo de algum metal precioso, ornamentado ou não, para enfeitar o toucado de senhoras. — M.) para enfeitar a noiva e a rainha. A referência é ao Adepto em sua relação com Adonai. A metáfora da pedra é, por outro lado, de Tiphereth. (O texto assume que a Grande Pirâmide de Gizé foi de fato planejada como um Templo de Iniciação onde muito apropriadamente se celebrava o Ritual do Deus Sacrificado.) Para o simbolismo todo da pedra, veja-se a Qabalah, os rituais da Maçonaria, etc. Note-se que as palavras e atos, sendo corretamente ligados, perdem sua natureza grosseira e tornam-se puro pensamento. (As letras capitais, Th, M, A, podem ser lidas ‫תמא‬, Verdade. 59. Eu respondi e disse: Está feito mesmo de acordo com a Tua palavra. E foi feito. E aqueles que leram o livro e debateram sobre ele passaram à terra desolada das Palavras Estéreis. E aqueles que selaram o livro no seu sangue firam os escolhidos de Adonai, e o Pensamento de Adonai era uma Palavra e um Ato; e eles habitaram na Terra que os viajantes longínquos chamam Nada. O criticismo intelectual deste Livro induz estéril controvérsia — mero pedantismo. Ele


deve ser apreciado como um poema (selado no sangue), tomado como a nutrição da vida interior mais íntima. Estes que assim fazem se tornam candidatos de escola para o C. & C. do S.A.G. Sua Aspiração (Pensamento) é então cristalizada em Palavra e Ação: eles completam a Operação da Magia Sagrada. A ‘Terra’: a referência é a Nuit. Eles se tornam conscientes de que são Estrelas no Espaço. Para a interpretação toda deste símbolo como equivalente à compleição da Grande Obra. 60. Ó terra além do mel e das espécies e toda perfeição! Eu viverei ali com meu Senhor para sempre. Aqui esta a ideia da vida do Adepto em si: 61. E o Senhor Adonai deleita-Se em mim, e eu porto a Taça da sua alegria à gente cansada da velha terra cinzenta. E aqui, em relação aos seus semelhantes. Minha própria carreira deveria ser uma explicação adequada destes dois versos. 62. Aqueles que dela bebem são atacados de aflição; a abominação tem poder sobre eles, e seu tormento é como a grossa fumaça negra da habitação maligna. 62-64. Esta doutrina é o mais mortífero veneno para os indignos (mesmo os místicos cristãos tiveram alguma concepção disto de ‘comer e beber danação para si próprios’). É estranho que o texto se abstenha especificar a natureza do erro(Verso 63); aparentemente o único ponto em questão é se somos ‘escolhidos’ ou não. Note-se a palavra ‘cansada’, e o símbolo de estagnação e passividade: (a) tem poder sobre eles, (b) grossa, (c) fumaça, (d) negra, (e) habitação. Contraste-se com estes os estigmas de Consecução no v. 64, todos fogosos, ativos e prontos, mesmo na esfera usualmente associada com a ideia de repouso — ‘poente’. A própria Coroa do Sol é o cinturão deles (Cf. a adjuração da Rosacruz ‘Seja tua mente aberta’, etc.) — o cinturão dos ‘beijos


mortais’, assim identificando a morte com o amor, a energia criadora. O mistério se esclarece com referência ao v. 59. ‘Ser escolhido’ é uma decisão que depende de nossa própria Vontade. Se o Livro for estranho ao estudante, envenená-lo-á completamente; ‘ele deve sela-lo em seu sangue’; então, bebendo dele como de um Vinho que é idêntico à sua vida mesma, o livro os intoxica à realização de si mesmos como o Senhor Adonai, a Alma do Livro. 63. Mas os escolhidos beberam dela, e tornaram-se mesmo como meu Senhor, meu lindo, meu desejável. Não existe nenhum vinho como este vinho. 64. Eles estão reunidos em um coração luminoso, como Ra que reuniu suas nuvens em volta Sua no poente num flamejante mar de alegria; e a serpente que é a coroa de Ra os cinge com o cinturão dourado dos beijos mortais. 65. Assim também é o fim do livro, e o Senhor Adonai o rodeia todo como um Raio, e um Pilão, e uma Cobra, e um Falo; e no meio Ele é como a Mulher que esguicha o leite das estrelas de seus seios; sim, o leite das estrelas de seus seios. Cf. v. 14; meditai estritamente sobre a propriedade da primeira aparição deste particular símbolo justamente aqui. O símbolo é agora completado pela introdução de Nuit em seu meio. Compare-se à aparição similar de Shin em IHVH. Que a letra então, significando Nuit, transmutará ‫ ינדא‬como Shin transmuta ‫ ?הוהי‬A letra usual é He, ‘A Estrela’, Atu XVIII, ♒ (Note-se que pela precessão dos Equinócios o Sol está agora em Aquário em vez de Pisces no Equinócio Vernal.). No Aeon do Deus Sacrificado os homens adoravam ♍ e ♓, a Virgem e o Peixe. Nós substituímos esses por ♒ (Nuit) e ♌ (Babalon e a Besta conjugados). Mas como ‫‘ צ‬não é a Estrela’, e ♈ pivotam em torno de ♓ como ♌ e ♎ em torno de ♏ (Atus VIII e XI trocam de lugar, e assim Atus


XVII e IV). Mas o atual Deus adorado progrediu de ♉, o laborioso Touro de Mitras


sacrificado, ☉ no Norte, a ♊, as Crianças R.H.K. e H.P.K. Nós assim obtemos o Pentagrammaton ‫ ינהדא‬cujo valor é 70, ‫ץ‬, o Olho, Set ou Saturno, Atu XV, ‘O Diabo’. Origem da tradução Traduzido por Marcelo Ramos Motta.


Liber LXXI A Voz do Silêncio Os Dois Caminhos Os Sete Portais de Helena Petrovna Blavatsky 8 =3○ com um comentário de Frater O.M. =47

A∴A∴ Publicação em Classe B.

93

10 =1○

666

=29

777

=38

D. D. S.

7 =4○

O. M.

7 =4○

O. S. V.

=56

Parzival

=65

V. N. Præmonstrator } P.

Imperator

} Pro Coll. Summ.

}

Pro Coll. Int.

Pro Coll. Ext.


Achad

Cancellarius


Figura 14. O Caminho. Lam é a palavra tibetana para Caminho ou Rota, e Lama é Ele que Vai, o título específico


dos Deuses do Egito, aquele que Trilha o Caminho, na fraseologia budista. Seu valor numérico é 71, o número deste livro. Origem da tradução Traduzido por Frater V.I.T.R.I.O.L.


Nota Prefacial Faze o que tu queres há de ser tudo da Lei. NÃO É MUITO DIFÍCIL escrever um livro, se há a chance de possuir o grau necessário de Iniciação, e o poder de expressão. É infernalmente difícil comentar sobre tal Livro. A principal razão para isto é que toda afirmação é verdadeira e falsa, alternadamente, conforme se avança pelo Caminho do Sábio. A pergunta sempre surge: Para qual nível este Livro se dirige? Para dar um exemplo simples e concreto, afirma-se na terceira parte deste tratado que a Mudança é o grande inimigo. Isso é tudo muito bom no sentido de que se deve agarrar-se ao seu trabalho. Mas noutro sentido a Mudança é a Grande Amiga. Como ela é maravilhosa declarou bem a Própria Besta em Liber Aleph, Amor é a lei, e o Amor é Mudança, por definição. Precisando escrever uma interpretação separada adequada para cada grau, portanto, o comentarista está em um lamaçal de dúvidas o que faz o Lodo de Flandres parecer granito polido. Ele só pode fazer o seu pobre melhor, deixando a maior parte à inteligência de cada leitor para obter apenas o que precisa. Estas observações são especialmente aplicáveis ao presente tratado; pois as questões são apresentadas de uma forma tão confusa que quase se duvida que Madame Blavatsky não era uma reencarnação da Mulher com a Hemorragia de Sangue familiar aos leitores dos Evangelhos. É surpreendente e preocupante notar como o Lanu, não importando o que aconteça com ele, subindo bem alto como um phang e navegando gloriosamente através dos inumeráveis Portais da Alta Iniciação, no entanto, mantêm seu ponto de vista original, como um Bourbon. Ele está sempre a se livrar das ilusões, mas, como a comitiva do Cardeal Senhor Arc-Bispo de Reims após ele ter amaldiçoado o ladrão, ninguém parece pior que uma moeda de um centavo - nem melhor. Provavelmente a melhor maneira de aproveitar todo o tratado, é assumir que está escrito para o verdadeiro principiante, com uma boa dose entre linhas para o místico mais avançado. Isto será uma desculpa para o mahatma esnobe, uma boa dose de aparente trivialidade e crueza de ponto de vista. É claro que é necessário para o comentarista salientar apenas as coisas que não se espera que os novatos percebam. Ele terá que mostrar mistérios de muitos graus, e cada leitor deve colher seu próprio trigo.


Ao mesmo tempo, o comentarista fez um bom negócio para arrancar alguns dos joios no espírito do que foi dito aprendiz, que Madame Blavatsky ficou aparentemente satisfeita em deixar crescer até o dia do julgamento. Mas esse dia chegou desde que ela escreveu este Livro; o Novo Æon está aqui, e sua Palavra é Faze o que tu queres. É certamente o momento para dar a ordem: Chautauqua est delenda. Amor é a lei, amor sob vontade. Origem da tradução Traduzido por Frater V.I.T.R.I.O.L.


Fragmento I A Voz do Silêncio [As notas de Madame Blavatsky são omitidas nesta edição, já que são difusas, cheias de imprecisões, e destinam-se a enganar os presunçosos.—Ed.] 1. Estas instruções são para aqueles que são ignorantes nos perigos dos iddhi inferiores (poderes mágicos).

Faze o que tu queres há de ser tudo da Lei. Nada menos pode satisfazer do que este Movimento em sua órbita. É importante rejeitar qualquer iddhi do qual você possa tornar-se possuidor. Em primeiro lugar, por causa do desperdício de energia, que preferencialmente deveria ser concentrado em avançar além; e em segundo, porque os iddhi em muitos casos são tão sedutores que levam os incautos a esquecerem completamente o verdadeiro propósito de seus esforços. O Estudante deve estar preparado para tentações das sutilezas mais extraordinárias; como as Escrituras dos cristãos misticamente colocam, em seu estranho, mas muitas vezes iluminado jargão, o Diabo pode disfarçar-se como um Anjo de Luz. Portanto uma espécie de parêntese é necessário logo no início deste Comentário. É preciso alertar ao leitor de que ele vai nadar em águas muito profundas. Para começar, presume-se que o estudante já esteja familiarizado com, pelo menos, os elementos do Misticismo. É verdade, supõe-se que você seja ignorante dos perigos dos iddhi inferiores, mas há realmente um monte de gente, até mesmo em Boston, que afinal não sabem que existe qualquer iddhi, inferior ou superior. No entanto, quem foi assíduo com O Livro 4, de Frater Perdurabo, não deve ter dificuldade até o momento já que uma compreensão geral do assunto do livro está em pauta. Muito corado por parte de uma assídua, contudo prematura, para dizer no mínimo, alegria. Pois o fato é que este tratado não contém uma


cosmogonia coerente e inteligível. O lamentável Lanu está na posição de um capitão do mar, que está equipado com as mais elaboradas e detalhadas instruções de vela, mas não é permitido ter a menor idéia de qual passagem ele está a fazer, e ainda menos de um gráfico do Oceano. Encontra-se em conformidade, uma espécie de atmosfera de “Childe Roland à Torre Negra Chegou”. Esse poema de Browning deve muito de seu assombroso charme a essa mesma circunstância, que ao leitor nunca é dito quem Childe Roland é, ou porque ele quer chegar à Torre Negra, ou o que ele espera encontrar quando chegar lá. Há uma atmosfera habilmente construída de Gigantes e Ogros e Corcundas, e o resto do elenco dos contos de fadas, mas não há qualquer vestígio da influência de Baedeker no estilo. Agora isso é realmente muito irritante para quem passa a estar seriamente interessado em chegar a essa torre. Lembro-me como um menino, que miséria sofri ao longo deste poema. Se Browning ainda estivesse vivo, eu acho que eu teria procurado ele por aí, tão a sério quanto eu tomaria uma Investigação. O estudante de Blavatsky é igualmente deficiente. Felizmente, Livro 4, Parte III, vem para o resgate mais uma vez com um esboço do Universo tal como é concebido por Aqueles que o conhecem; e uma investigação regular desse livro, e acompanhada dos volumes recomendados em "O Programa de Estudos da A∴A∴", fortificada pela persistência constante em uma exploração pessoal prática, permitirão que esta Voz do Silêncio se torne um guia sério em algumas das obscuridades mais sutis que pesam sobre as Pálpebras dos Buscadores. 2. Aquele que quiser ouvir a voz de nāda, o "Som Sem Som", e compreendê-lo, terá de aprender a natureza de dhāranā (o pensamento concentrado).

A voz de nada é ouvida muito mais rapidamente pelo iniciante, especialmente durante a prática de pranayama (controle do alento). De início assemelha-se a uma rebentação distante, embora no adepto seja mais parecida com o gorjear de inúmeros rouxinóis, mas este som é premonitório, como se fosse, o véu dos mais distintos e articulares sons que vêm depois. Ele corresponde em audição, ao véu escuro, que é visto quando os olhos estão fechados, embora neste caso, um certo grau de progresso seja necessário, antes de qualquer coisa ser ouvida.


3. Tendo-se tornado indiferente aos objetos da percepção, deve o Estudante buscar o Rāja (Rei) dos sentidos, o Produtor dos Pensamentos, ele (sic!) quem desperta a ilusão.

A palavra "indiferente" aqui significa "capaz de anular." O Rajah nesse ponto se refere onde nascem os pensamentos. Ele finalmente passa a ser Maia, o grande Magista descrito no Terceiro Æthyr (ver O Equinócio, Vol. I n º5 Suplementos Especiais ). Deixo ao Estudante a advertência de que em suas meditações iniciais, todos os seus pensamentos estarão sob a Guna Tamas, o princípio da Inércia e da Escuridão. Quando ele destruir todos aqueles, ele ficará sob o domínio de um conjunto totalmente novo do tipo de Guna Rajas, o princípio da Atividade, e assim por diante. Para o estudante avançado um simples pensamento comum, o que parece pouco ou nada para o iniciante, se torna uma grande e terrível fonte de iniquidade, e quanto maior ele for, até um certo ponto, o ponto da vitória definitiva, maior será o caso. O novato pode pensar, "é dez horas", e dispersar os pensamentos. Para a mente dos adeptos esta frase vai despertar todos as suas possíveis correspondências, todas as reflexões que ele já fez pontualmente, como também simpatizantes acidentais como o ensaio do Sr. Whistler, e se ele é suficientemente bem avançado, todos esses pensamentos em suas centenas e milhares de divergências do pensamento único, voltarão a convergir, e tornar-se-ão resultado de todos esses pensamentos. Ele ficará em samadhi que é o pensamento original, e isso será um inimigo terrível para o seu progresso. 4. A Mente é a grande Aniquiladora do Real.

Na palavra "Mente" deveríamos incluir todos os fenômenos da Mente, inclusive o próprio Samādhi. Qualquer fenômeno tem causas e produz resultados, e todas estas coisas estão abaixo do "REAL". Entende-se aqui por REAL o NIBBANADHATU. 5. Que o Discípulo mate o Assassino. Pois —


Este é um corolário do Versículo 4. Estes textos podem ser interpretados num sentido muito elementar. É claro que é o objetivo até mesmo do principiante suprimir a mente e todas as suas manifestações, mas apenas à medida em que ele avança que descobrirá o que significa Mente. 6. Pois quando a ele próprio sua forma parece irreal, do mesmo modo como, ao acordar, lhe parecem todas as formas que vê em sonhos;

Este resultado é um tanto elementar. Concentração sobre qualquer assunto leva logo a uma convicção súbita e decisiva de que o objeto é irreal. A razão disto talvez possa ser filosoficamente falando, que o objeto, seja ele qual for, tem apenas uma existência relativa. (Consulte O Equinócio, Vol. I Nº 4, p. 159). 7 . Quando deixar de ouvir os muitos, poderá discernir o UM — o som interior que mata o som que está fora.

Por "muitos" entende-se principalmente os ruídos que ocorrem fora do Estudante, e secundariamente, aqueles que ocorrem dentro dele. Por exemplo, a pulsação do sangue nos ouvidos, e depois os sons místicos que são descritos no Versículo 40. 8. Então, e só então, abandonará ele a região de ASAT, o falso, para chegar ao reino de SAT, o verdadeiro.

Por "SAT, o verdadeiro", entende-se uma coisa anterior ao "REAL" acima referido. O próprio SAT é uma ilusão. Algumas escolas de filosofia têm um maior ASAT, Não-Ser, que está além do SAT, e, consequentemente, é Shivadarshana assim como SAT é atmadarsana. Nirvana está além de ambos.


9. Antes que a alma possa ver, a Harmonia interna deve ser alcançada, e os olhos da carne devem se tornar cegos a toda ilusão.

Por "Harmonia interna" entende-se o estado em que nem os objetos dos sentidos, nem sensações fisiológicas, nem emoções, podem perturbar a concentração do pensamento. 10. Antes que a Alma seja capaz de ouvir, a imagem (o homem) tem de se tornar surda tanto aos rugidos como aos sussurros, tanto aos som dos elefantes em fúria como ao sussurro prateado do vagalume dourado.

No texto, a imagem é explicada como "Homem", mas refere-se mais a consciência do homem, que a consciência é considerada tanto como sendo um reflexo do Não-Ego, ou uma criação do Ego, de acordo com a escola de filosofia que o Estudante possa pertencer. 11. Antes que a Alma possa compreender e seja capaz de recordar, ela deve primeiro unir-se Aquele que Fala em Silêncio, assim como a forma com a qual o barro foi inicialmente modelado estava unida à mente do oleiro.

Qualquer objeto real aos sentidos, é considerada uma precipitação de um ideal. Assim como nenhum triângulo existente é um triângulo puro, uma vez que deve ser equilátero, isósceles ou escaleno, assim cada objeto é um aborto de um ideal. No decorrer de uma prática concentra-se sobre uma determinada coisa, rejeitando essa aparência exterior e chegando a esse ideal, o que obviamente não vai de alguma forma se assemelhar a qualquer um dos objetos que são suas encarnações. É neste sentido que o versículo nos diz que a alma deve estar unida Aquele que fala em silêncio. As palavras "Aquele que fala em silêncio" podem ser consideradas como um hieróglifo do mesmo caráter que Logos, ‫ ינדא‬ou o Nome Inefável.


12. Pois então a alma ouvirá e recordará.

A palavra "ouvirá" alude à tradição que a audição é o sentido do Espírito, como a visão é o do Fogo. A palavra "recordará" pode ser entendida como "irá atingir a memória." A memória é a ligação entre os átomos da consciência, para cada uma das sucessivas consciências do Homem é um fenômeno único, e não tem nenhuma ligação com qualquer outro. Um espelho não sabe nada sobre as diferentes pessoas que olham para ele. Ela apenas reflete uma de cada vez. O cérebro é, contudo, mais como uma placa sensível, e a memória é a faculdade de trazer à consciência qualquer imagem requerida. Assim como isso ocorre no homem normal, com suas próprias experiências, ocorre do mesmo modo no Adepto com todas as experiências. (Esta é mais uma razão para Sua identificação de Si Mesmo com os outros.) 13. E então ao ouvido interior falará — A VOZ DO SILÊNCIO. E dirá: —

O que se segue deve ser considerado como um artifício do poeta, pois é claro que a "Voz do Silêncio" não pode ser interpretada em palavras. O que se segue é apenas a sua expressão em relação ao próprio Caminho. 14. Se a tua alma sorri ao banhar-se à Luz-do-Sol da tua Vida; se a tua alma canta dentro da sua crisálida de carne e de matéria; se a tua alma chora dentro do seu castelo de ilusão; se a tua alma se esforça por quebrar o fio de prata que a liga ao MESTRE; sabe, Ó Discípulo, que a tua Alma é da terra.

Neste versículo o Estudante é exortado a indiferença a tudo que não seja seu próprio progresso. Isso não significa que seja a indiferença do homem para as coisas que estão ao seu redor, como tem sido muitas vezes tão indignamente e perversamente interpretado. A indiferença que se fala é uma espécie de indiferença interior. Tudo deve ser


aproveitado ao máximo, mas sempre com a ressalva de que a ausência da coisa aproveitada não deve causar sofrimento. Isso é muito difícil para o iniciante e, em muitos casos, é necessário que ele abandone os prazeres a fim de provar a si mesmo que é indiferente a eles, e pode ser ocasionalmente aconselhável mesmo para o adepto fazer isso de vez em quando. É claro que durante os períodos de concentração real, não há tempo para nada, mas seja qual for o trabalho em si, tomar para si, mesmo que o mais suave asceticismo como uma regra de vida é o pior dos erros, exceto, talvez, com respeito ao Asceticismo como uma virtude. Este último sempre leva ao orgulho espiritual, e o orgulho espiritual é a principal qualidade do irmão do Caminho da Mão Esquerda. "Ascéta" vem do grego άσκέο "trabalhar curiosamente, adornar, exercitar, treinar." O ars latino é derivado dessa mesma palavra. Artista, em seu melhor sentido de artesão criativo, é, portanto, a melhor tradução. A palavra tem sido degenerada em Puritana impureza. 15. Quando ao tumulto do Mundo a tua alma que desabrocha dá ouvidos; quando ao brado da grande ilusão a tua Alma responde; quando se sobressalta diante das lágrimas quentes da dor, quando a ensurdece o clamor da angústia, quando a alma se retira tal qual a tímida tartaruga para o interior da carapaça da INDIVIDUALIDADE, aprende, Ó Discípulo, que do “Deus” Silencioso dela, tua Alma é um sacrário indigno.

Este versículo trata a respeito de um obstáculo em um estágio mais avançado. É novamente um aviso para não fechar a si mesmo em seu próprio universo. Não é pela exclusão dos não-Ego que a santidade é atingida, mas por sua inclusão. Amor é a Lei, amor sob Vontade. 1 6 . Quando, já mais forte, a tua Alma vai saindo do seu retiro seguro; quando, deixando o sacrário protetor, estende o seu fio de prata e avança; quando, ao contemplar a sua imagem nas ondas do espaço, ela murmura, “Isto sou eu” - declara, Ó Discípulo, que a tua Alma está presa nas teias da


ilusão.

Uma instrução mais avançado, mas ainda está ligada com a questão do Ego e do não-Ego. O fenômeno descrito é talvez Ātmadaršana, que ainda é uma ilusão, e ainda é de certa forma uma ilusão de personalidade, pois embora o Ego seja destruído no Universo, e o Universo nele, há uma tendência distinta apesar de extremamente sutil para resumir suas experiências como Ego. Estes três versículos podem ser interpretados também como bastante elementares, v. 14 como a cegueira a Primeira Nobre Verdade "Tudo é Sofrimento", v. 15, tal como a covarde tentativa de escapar do Sofrimento através de um Retiro, e v. 16 como a aceitação do Astral como SAT. 17. Esta Terra, Discípulo, é a Sala da Tristeza, em que há, pelo Caminho das terríveis provações, ciladas para prender o teu EGO na ilusão chamada “a Grande Heresia”.

Desenvolve ainda mais estas observações. 1 8 . Esta terra, Ó ignorante Discípulo, é apenas a sombria entrada que conduz ao crepúsculo que precede o vale da luz verdadeira — aquela luz que nenhum vento pode extinguir, aquela que queima sem pavio ou combustível.

"Crepúsculo" aqui pode se referir novamente a Ātmadaršana. A última frase é emprestada de Eliphas Levi, que não era (creio eu) um tibetano da antiguidade. [Madame Blavatsky humoristicamente fingiu que este livro é um antigo escrito Tibetano.-Ed.] 1 9 . Diz a Grande Lei: “Afim de te tornar o CONHECEDOR do SELF


ABSOLUTO, tens primeiro de conhecer o SELF”. Para chegares ao conhecimento desse SELF, tens de abandonar o Self pelo Não-Self, o Ser pelo Não-Ser, e poderás então repousar entre as asas da GRANDE AVE. Sim, suave é o descanso entre as asas daquilo que não nasce, nem morre, mas é o AUM através de eras eternas.

A palavra "abandonar" pode ser entendida aqui como "entregar-se" em seu mais sutil ou quase masoquista sentido erótico, mas num plano superior. Na seguinte citação da "Grande Lei", é explicado que a entrega não é o começo, mas o fim do Caminho.

1. Então que o Fim desperte. Longo tempo tu dormiste, Ó grande Deus Terminus! Longamente tu esperaste no fim da cidade e das estradas desta. Acorda Tu! não esperes mais! 2. Não, Senhor! mas eu cheguei a Ti. Sou eu que espero enfim. 3. O profeta gritou contra a montanha: vem tu aqui, para que eu possa falarte! 4. A montanha não se moveu. Portanto foi o profeta até à montanha, e faloulhe. Mas os pés do profeta ficaram cansados, e a montanha näo lhe ouviu a voz. 5. Mas eu clamei alto por Ti, e eu viajei em busca Tua, e de nada me valeu. 6. Eu esperei com paciência, e Tu estavas comigo desde o início. 7. Isto agora eu sei, Ó meu amado, e nós estamos deitados à vontade entre os vinhais. 8. Mas estes teus profetas; eles deves gritar alto e fustigar-se; eles devem cruzar desertos virgens e oceanos insondados; esperar por Ti é o fim, näo o princípio. [LXV, II, 55-62]

AUM é aqui citado como o hieróglifo do Eterno. "A" o começo do som, "U" seu meio, e "M" de seu fim, juntos, formam uma única palavra ou Trindade, indicando que o Real


deve ser considerado desta natureza tríplice, Nascimento, Vida e Morte, não sucessivos, mas um. Aqueles que alcançaram transes em que o "tempo" não é mais, entenderá melhor do que outros como isso pode ser possível. 20. Cavalga a Ave da Vida, se queres saber.

A palavra "saber" é usada especificamente aqui em um sentido técnico. Avidya, a ignorância, o primeiro dos grilhões, é, aliás, um que inclui todos os outros. Com relação a este Cisne "Aum" comparar aos seguintes versos da "Grande Lei", "Liber LXV," II:17-25.

1. Também o Santo veio sobre mim, e eu vi um cisne branco flutuando no azul. 2. Entre suas asas eu me sentei, o os æons fugiram. 3. Então o cisne voou, e mergulhou, e subiu; no entanto não fomos alhures. 4. Um meninote louco que montava comigo falou ao cisne e disse: 5. Quem és tu que flutuas e voas e mergulhas e sobes no inano? Vê, todos estes æons passaram; de onde vens tu? Aonde vais? 6. E rindo eu lhe ralhei, dizendo: Não há de onde! Não há aonde! 7. O cisne não falando, ele respondeu: Então, se não há fito, para que esta jornada eterna? 8. E eu reclinei minha cabeça contra a Cabeça do Cisne, e ri-me, dizendo: Não há alegria inefável neste voo sem fito? Não há cansaço e impaciência para quem quereria alcançar algum alvo? 9. E o cisne permaneceu silente. Ah! mas nós flutuamos no infinito Abismo. Alegria! Alegria! Cisne branco, sustenta-te sempre entre as tuas asas!


21. Abandona a tua vida, se quiseres viver.

Este versículo pode ser comparado com declarações semelhantes nos Evangelhos, em A Visão e a Voz, e em seus Livros. Isso não quer dizer asceticismo no sentido usualmente literal entendido pelo mundo. 12th Æthyr (ver O Equinócio, vol.I, no. 5, Suplemento) dá a clara explicação desta frase. 22. Três Salas, Ó cansado peregrino, conduzem ao fim dos trabalhos. Três Salas, Ó conquistador de Mara, te trarão através de três estados até ao quarto, e daí até aos sete mundos, os mundos do Descanso Eterno.

Se isso tivesse sido um documento autêntico, eu deveria ter tomado os três estados como sendo Sirotāpanna, etc, e o quarto como Arhat, quanto a isso o leitor deve consultar "Ciência e Budismo" e tratados semelhantes. Mas como ele é melhor do que um "genuíno", sendo, como O Casamento Alquímico de Christian Rosenkreutz, a falsificação de um grande adepto, não se pode referi-lo com tanta confiança assim. Por que os "Sete Mundos" não são Budismo. 2 3 . Se queres saber os seus nomes, escuta-os e aprende-os. O nome da primeira Sala é IGNORÂNCIA - Avidyā. É a Sala em que viste a luz, em que vives e hás de morrer.

Estas três salas correspondem as gunas: Ignorância, tamas; Aprendizagem, rajas, Sabedoria, sattva. Novamente, a ignorância corresponde a Malkuth e Nephesch (a alma animal), Aprendizagem a Tiphareth e Ruach (a mente), e da Sabedoria, Binah e Neschamah (a aspiração ou a Mente Divina).


24. O nome da segunda Sala é a Sala da APRENDIZAGEM. Nela a tua Alma encontrará as flores da vida, mas debaixo de cada flor uma serpente enrolada.

Este Salão é uma região muito maior do que aquela que geralmente está junto ao Plano Astral. Ela certamente inclui todos os estados até Dhyana. O estudante se lembrará que a sua "recompensa" imediatamente transforma-se em tentações. 25. O nome da terceira Sala é Sabedoria, para além da qual se estende o mar sem praias de AKSHARA, a Fonte indestrutível da Onisciência.

Akshara é o mesmo que o Grande Mar da Cabala. O leitor deve consultar O Equinócio para um estudo completo desse Grande Mar. 2 6 . Se desejas atravessar com segurança a primeira Sala, não deixe tua mente se enganar, tomando os fogos da luxúria que ali ardem pela Luz-dosol da vida.

A metáfora é agora um pouco alterada. A Sala da ignorância representa a vida física. Observe atentamente a fraseologia, "não deixe tua mente se enganar, tomando os fogos da luxúria que ali ardem" É legítimo se aquecer por estes incêndios, desde que não vos engane. 27. Se queres atravessar seguramente a segunda, não pares para sorver o perfume de suas flores inebriante. Se queres ver-te livre das cadeias cármicas, não procures o teu guru nessas regiões māyāvicas.

Uma lição semelhante é ensinada neste versículo. Não imagine que o seu início nas


experiências psíquicas é a Verdade Absoluta. Não se torne escravo de seus resultados. 28. Os SÁBIOS não se demoram nas regiões de prazer dos sentidos.

Esta lição é confirmada. Os sábios não demoram. Ou seja, eles não permitem que o seu prazer interfiram em seus afazeres. 29. Os SÁBIOS não dão ouvidos às vozes musicais da ilusão.

Os sábios não dão ouvidos. Eles as ouvem, mas não necessariamente atribuem importância ao que dizem. 30. Procura aquele, que te dará o ser, na Sala da Sabedoria, a Sala que está para além, onde todas as sombras são desconhecidas e onde a luz da verdade brilha com eterna glória.

Isto significa que, aparentemente, o único Guru confiável é aquele que alcançou o grau de Magister Templi. Para as realizações deste grau consultar O Equinócio, vol. I, no. 5, Suplemento , etc. 3 1 . Aquilo que é incriado está dentro de ti, Discípulo, assim como está naquela Sala. Se queres possuí-lo, e unir as duas coisas, tens de despir os teus negros trajes de ilusão. Abafa a voz da carne, não deixes que qualquer imagem dos sentidos se entreponha entre a sua luz e a tua, para que assim as duas se fundam em uma. E, tendo aprendido a tua ajñāna, abandona a Sala da Aprendizagem. Essa Sala é perigosa pela sua beleza pérfida, e só é necessária para a tua provação. Acautela-te Lanu, não vá a tua Alma, entontecida pelo brilho ilusório, demorar-se e enredar-se na sua luz enganadora.


Este é um resumo dos últimos sete versos. Ele reforça a necessidade da aspiração constante e, e atenta em particular ao estudante avançado a não se contentar com sua recompensa. Não há qualquer método de meditação em que o Estudante mate pensamentos que possam surgir pela reflexão: "Não é isso". Frater P. indicou o mesmo, tendo como lema, na Segunda Ordem que se estende desde Yesod a Chesed, "ΟΥ ΜΗ", "Não, certamente não!" 3 2 . Esta luz brilha na joia do Grande Enganador (Māra). Enfeitiça os sentidos, cega o espírito e deixa o descuidado naufragado e sozinho.

Estou inclinado a acreditar que a maioria das notas de Blavatsky destinam-se a confundir. "Luz", como é descrito aqui tem um significado técnico. Seria muito mesquinho considerar Mara aqui como um Cristita consideraria um homem que lhe ofereceu um cigarro. A luz suprema e cegueira desta joia é a grande visão da luz. É a luz que emana do limiar do Nirvana, e Mara é o "morador do umbral". É um absurdo chamar isso de luz "maléfica" em qualquer sentido comum. É uma espada de dois gumes, flamejando em todos os caminhos, que guardam os portões da Árvore da Vida. E há mais um Arcano ligado a isto que seria impróprio para divulga aqui. 3 3 . A mariposa atraída para a chama da tua lâmpada noturna está condenada a ficar morta no azeite. A Alma incauta, que não pode defrontarse com o demônio escarninho da ilusão, voltará ao mundo escrava de Māra.

O resultado de não rejeitar a recompensa é o retorno à Terra. A tentação é considerar-se como tendo atingido algo, e assim não progredir mais. 3 4 . Contemple as Hostes das Almas. Vê como elas pairam sobre o mar tempestuoso da vida humana, e como, exaustas, sangrando, de asas


quebradas, caem, uma após outra, nas ondas encapeladas. Batidas pelos ventos ferozes, perseguidas pelos vendavais, são arrastadas para os sorvedouros e somem-se pelo primeiro grande vórtice que encontram.

Nesta metáfora está contida uma advertência contra a identificação das Almas com a vida humana, do fracasso de suas aspirações. 35. Se, passando pela Sala da Sabedoria, queres chegar ao Vale da Felicidade, fecha, Discípulo, os teus sentidos à grande e cruel heresia da separação, que te afasta do descanso.

Este versículo mostra-se de início como se a heresia ainda fosse possível na Sala da Sabedoria, mas isto não é o que parece. O discípulo é convidado a descobrir o seu ego e matá-lo ainda no início. 3 6 . Não permita que tua "Origem Divina" afogue-se no mar de Maya, separando-se do Pai Universal (a Alma), mas que o Poder de Fogo se retire para a câmara interior, a câmara do coração, e o domicílio da Mãe do Mundo.

Isto é explicado no versículo 35. A "Origem Divina" é a consciência humana. A câmara do coração é o chackra Anahata. A morada da Mãe do Mundo é o chackra Muladhara. Mas há um sentido mais técnico ainda, e este versículo inteiro descreve um método específico de meditação, um método avançado, que é muito difícil para o iniciante. (Ver, contudo, O Equinócio, em todos estes pontos. 37. Então do coração esse Poder subirá até à sexta região, à região média, ao lugar entre os teus olhos, quando se torna a respiração da ALMA-ÚNICA, a voz que enche tudo, a voz do seu Mestre.


Este versículo ensina a concentração da kundalini no Chakra Ajna. "Respiração" é aquilo que vai para lá e para cá, e refere-se a união de Shiva com Shakti no Sahasrara. (Consulte O Equinócio). 38. É só então que te podes tornar um “Que Anda nos Céus”, que pisa os ventos por cima das ondas, cujo passo não toca nas águas.

Esta parte refere-se a certos Iddhi, sobre a Compreensão dos Devas (deuses), etc.; aqui a palavra "vento" pode ser interpretada como "espírito" É relativamente fácil chegar a este estado, e não tem grande importância. O "andarilho dos céus" é muito superior ao mero leitor das mentes das formigas. 39. Antes que ponhas o pé sobre o degrau superior da escada, da escada dos sons místicos, tens de ouvir de sete maneiras a voz do teu DEUS INTERIOR.

A palavra "sete" é aqui, como tantas vezes, mais poética do que matemática, pois há muitas mais. O versículo também interpreta como se fosse necessário ouvir todas as sete, e não é esse o caso, alguns terão uma e alguns outras. Alguns estudantes podem até mesmo perder todas elas. (Isso pode acontecer como resultado de ele as ter conquistado, as arrancado, e "queimado suas sementes", em um nascimento anterior.) 40. A primeira é como a voz suave do rouxinol cantando à sua companheira uma canção de despedida. A segunda vem como o som de um címbalo de prata dos dhyānis, acordando as estrelas lucilantes.


A terceira é como o lamento melodioso de um espírito do oceano prisioneiro na sua concha. E a esta segue-se o canto da Vina (alaúde Hindu). A quinta, como o som de uma flauta de bambu, grita aos teus ouvidos. Muda depois para um clamor de trompa. A última vibra como o rumor surdo de uma nuvem de trovoada. A sétima absorve todos os outros sons. Eles morrem, e não tornam a ouvirse.

Os quatro primeiros são relativamente fáceis de obter, e muitas pessoas podem ouvi-los à vontade. Os três últimos são muito mais raros, não necessariamente porque eles são mais difíceis de conseguir, e indicam maior avanço, mas porque o invólucro protetor do Adepto se tornou tão forte que eles não podem perfurá-lo. A última das sete às vezes ocorre, e não como um som, mas como um terremoto, se a expressão pode ser permitida. É uma mistura de terror e êxtase impossível de descrever, e como regra geral, ela descarrega completamente a energia do Adepto, deixando-o mais fraco do que um ataque de malária faria, mas se a prática foi feita corretamente, logo isso passará completamente, e a experiência tem essa vantagem, que é muito menos perturbada com fenômenos menores do que anteriormente. É bem possível que isto seja referido no Apocalipse XVI, XVII e XVIII. 41. Quando os seis estão mortos e postos aos pés do Mestre, então o pupilo é absorvido no UNO, se torna esse UNO e nele vive.

A nota diz que isto se refere aos seis princípios, de modo que o sujeito está completamente mudado. Até o assassinato dos princípios que significa a retirada da consciência a partir deles, a sua rejeição pelo buscador da verdade. Sabhapaty Swami tem


um excelente método nestas linhas, é dado, de uma forma melhorada, no Liber HHH. (Veja O Equinócio, vol. I, no. 5, p. 5; também Livro 4, Parte III, app, VII). 42. Antes que possas entrar para esse caminho, tens de destruir o teu corpo lunar, e limpar o teu corpo mental, assim como o teu coração.

O corpo lunar é Nephesch, o corpo mental é Ruach. O coração é Tiphareth, o centro de Ruach. 4 3 . As águas puras da vida eterna, límpidas e cristalinas, não podem misturar-se com as torrentes lamacentas da tempestade de monção.

Estamos agora novamente sobre o assunto de suprimir o pensamento. As águas puras são a mente tranquila, as torrentes são a mente invadida por pensamentos. 44. O orvalho do céu brilhando ao primeiro raio do sol no coração do lótus, quando cai na terra torna-se uma, gota de lama; vede como a pérola se tornou uma porção de lodo.

Esta não é uma mera imagem poética. Essa gota de orvalho na flor de lótus é conectado com o mantra "Aum Mani Padme Hum", e ao que este versículo realmente se refere é conhecido apenas por membros do nono grau da O.T.O 45. Luta com os teus pensamentos desonestos antes que eles te dominem. Trata-os como eles te querem tratar, porque, se os poupas, criarão raízes e crescerão, e repara, esses pensamentos dominar-te-ão até que te matem. Acautela-te, Discípulo, não deixes aproximar-se mesmo a sua sombra. Porque ela crescerá, aumentará em tamanho e poder, e então essa coisa escura observará o teu ser antes que te apercebas da presença do monstro


hediondo e negro.

O texto retorna à questão de suprimir os pensamentos. O versículo 44 tem sido inserido, onde ha a esperança de iludir o leitor para a crença de que ele pertence aos versículos 43 e 45, o Arcano que ele contém é tão perigoso que deve ser guardada por todos os meios possíveis. Talvez até mesmo para chamar a atenção para ele está um cego destinado a prevenir o leitor de olhar para outra coisa. 46. Antes que o “Poder místico” te possa fazer um deus, Lanu, deves ter adquirido a faculdade de matar, quando quiseres, a tua forma lunar.

Agora é evidente que, ao destruir ou matar não significa a destruição permanente. Se você pode matar uma coisa futuramente isso significa que você pode revivê-la à vontade, pois a palavra "faculdade" implica em repetir a ação. 47. A Pessoa da matéria e a Pessoa do Espírito nunca podem se encontrar. Uma delas tem de desaparecer; não há lugar para ambas.

Este é um versículo muito difícil, justamente porque parece muito fácil. Não é meramente uma questão de Advaitismo, refere-se a união espiritual. [Advaitismo é um Monismo espiritual-Ed.] 4 8 . Antes que a mente da tua Alma possa compreender, deve a flor da personalidade ser esmagada em botão, e o verme dos sentidos destruído até não poder ressurgir.

Isso é novamente preenchido com um significado mais profundo do que aquele que parece superficialmente. As palavras "botão" e "verme" formam uma pista.


49. Não podes caminhar no Caminho enquanto não te tornares esse próprio Caminho.

Compare a cena em Parsifal, onde o cenário vai ao cavaleiro em vez de o cavaleiro ir ao cenário. Mas aqui a doutrina do Tao também está implícita, e somente aquele que é um taoísta realizado pode ser esperado que entenda este versículo. (Ver "O Eremita da Ilha Esopus", de The Magical Record of the Beast 666, a ser publicado em O Equinócio, vol. III) 50. Que a tua Alma dê ouvidos a todo o grito de dor como a flor de lótus abre o seu seio para beber o sol matutino.

51. Que o sol feroz não seque uma única lágrima de dor antes que a tenhas limpado dos olhos de quem sofre.

52. Que cada lágrima humana escaldante caia no teu coração e aí fique; nem nunca a tires enquanto durar a dor que a produziu.

Este é um conselho para nunca esquecer o estímulo inicial que levou-lhe ao caminho, a "primeira nobre verdade." Tudo está "bom" agora. É por isso que o versículo 53 diz que essas lágrimas são os córregos que irrigam os campos da caridade imortal. (Lágrimas, pelo caminho. Pense!) 53. Estas lágrimas, Ó tu de coração tão compassivo, são os rios que irrigam os campos da caridade imortal. É neste terreno que cresce a flor noturna de Buda, mais difícil de achar, mais rara de ver, do que a flor da árvore Vogay. É a semente da libertação do renascer. Ela isola o Arhat tanto da luta como


da luxúria, leva-o através dos campos do Ser para a paz e a felicidade que só se conhecem na terra do Silêncio e do Não-Ser.

A "flor noturna" é uma frase relacionada com a doutrina da Noite de Pan, familiar aos Mestres do Templo. "As papoulas que florescem ao anoitecer" é outro nome para ela. Uma fórmula mais secreta da Magia está conectada com este "Coração do Círculo". 54. Mata o desejo; mas se o matares, cuida bem em que ele não renasça da morte.

Por "desejo" em todos os tratados místicos de algum mérito entende-se a tendência. O desejo é manifestado universalmente na lei da gravidade, na de atração química, e assim por diante, na verdade, tudo que é feito é causada pelo desejo de fazê-lo, neste sentido técnico da palavra. A "flor noturna" implica a uma certa renúncia monástica de todo o desejo, que atinge a todos os planos. É preciso no entanto distinguir entre o desejo, o que significa atração natural a um ideal e amor, que é o movimento natural. 55. Mata o amor da vida; mas se matares tanhā, que isso não seja pela ânsia da vida eterna, mas para substituir o evanescente pelo eterno.

Isto particulariza uma forma especial de desejo. O Inglês [N.E. Idioma original do comentário] é muito obscuro a qualquer ignorante em literatura budista. O "eterna" referido não é uma condição de vida a todos. 56. Não desejes nada. Não te indignes contra o karma, nem contra as leis imutáveis da Natureza. Mas luta apenas com o pessoal, o transitório, o evanescente e o que tem de perecer.


As palavras "não desejes nada" deve ser interpretada tanto positivamente como negativamente. O sentido principal do restante do versículo é para aconselhar o discípulo a trabalhar, e não a reclamar. 57. Auxilia a Natureza e trabalha com ela; e a Natureza ter-te-á por um dos seus criadores, obedecendo-te.

Embora o objetivo do Discípulo seja transcender a lei, ele deve trabalhar através da Lei para alcançar este fim. Pode-se observar que este tratado e este comentário na maior parte é escrito para os discípulos de certas classes somente. É totalmente inferior aos livros, como Liber CXI Aleph, mas por isso mesmo, mais útil, talvez, para o candidato mediano. 5 8 . E ela abrirá de par em par diante de ti as portas das suas câmaras secretas, desnudará ao teu olhar os tesouros ocultos nas profundezas do seu seio virgem. Impoluída pela mão da matéria, ela revela os seus tesouros apenas aos olhos do Espírito — os olhos que nunca se fecham, os olhos para os quais não há véu em todos os seus reinos.

Este versículo nos lembra um dos textos dos alquimistas, e ele deve ser interpretado como o melhor deles teria interpretado. 59. Então ela te mostrará o meio e a senda, a primeira porta, e a segunda, e a terceira, até à própria sétima porta. E então a meta — para além da qual estão, banhadas pelo sol do Espírito, glórias indizíveis, que só o olhar da Alma pode ver.

Estas portas são descritas no terceiro tratado. As palavras "espírito" e "alma" são muito


ambíguas, e é melhor que sejam consideradas como figuras poéticas, sem procurar um significado técnico. 60. Há só uma senda até ao Caminho; só chegado bem ao fim se pode ouvir a “Voz do Silêncio”. A escada pela qual o candidato sobe é formada por degraus de sofrimento e de dor; estes só podem ser calados pela voz da virtude. Ai de ti, pois, Discípulo, se há um único vício que não abandonaste. Porque então a escada abaterá e far-te-á cair; a sua base assenta no lodo fundo dos teus pecados e defeitos, e antes que possas tentar atravessar esse largo abismo de matéria, tens de lavar os teus pés nas Águas da Renúncia. Acautela-te, não vás pousar um pé ainda sujo no primeiro degrau da escada. Ai daquele que ousa poluir um degrau com seus pés lamacentos. A lama vil e viscosa secará, tornar-se-á pegajosa, e acabara por colar-lhe o pé ao degrau; e, como uma ave presa no visco do caçador sutil, ele será afastado de todo o progresso ulterior. Os seus vícios tomarão forma e puxá-lo-ão para baixo. Os seus pecados erguerão a voz, como o riso e soluço do chacal depois do sol se por; os seus pensamentos tornar-se-ão um exército e levá-lo-ão consigo, como um escravo cativo.

Uma advertência contra qualquer impureza na aspiração original do discípulo. Por impureza se entende, e sempre deve-se entender, a mistura (em oposição à combinação) de duas coisas. Faça uma coisa de cada vez. Isto é particularmente necessário em matéria de aspiração. Pois, se a aspiração for de qualquer forma impura, significa divergência na própria vontade, esta é a vontade de uma falha fatal. Ele contudo, entenderá que a aspiração muda constantemente e se desenvolve com o progresso. O novato pode ver apenas a uma certa distância. Só assim com os nossos primeiros telescópios descobrimos muitas novas estrelas, e com cada melhoria no instrumento descobrimos cada vez mais. O segundo significado, mais evidente no versículo prega a prática de yama, niyama, antes da pratica séria ser iniciada, e isso significa na vida real, mapear sua carreira, assim como você puder. Decidir fazer o trabalho de tantas horas por dia em condições que possam ser


possíveis. Isso não significa que você deve criar neuroses e histeria, suprimindo os seus instintos naturais, que são perfeitamente corretos em seu próprio plano, somente são errados quando eles invadem outros planos, e configuram tiranias alienígenas. 61. Mata os teus desejos, Lanu; torna os teus vícios impotentes, até dares o primeiro passo na jornada solene.

Por "desejos" e "vícios" se entende as coisas das quais você acha que tornam seu self hostil à obra, que para cada homem vai ser bem diferente, e qualquer tentativa de estabelecer uma regra geral, leva a uma confusão pior. 6 2 . Estrangula os teus pecados, torna-os mudos para sempre, antes que ergas um pé para subir a escada.

Esta é apenas uma repetição do versículo 61 em idioma diferente. Mas lembre-se: "A palavra de Pecado é Restrição." Faze o que tu queres há de ser tudo da Lei. 63. Faze calar os teus pensamentos e concentra toda a tua atenção sobre o teu Mestre, que tu por enquanto não vês, mas sentes.

Isto novamente comando a quietação dos pensamentos. Os versos anteriores, preferem as emoções, que são as piscinas de grande estagnação em que os mosquitos do pensamento procriam. As emoções são questionáveis, pois representam uma invasão do plano mental por impressões sensoriais ou morais. 64. Funde num só todos os teus sentidos, se queres tornar-te seguro contra o inimigo. É só por aquele sentido que está oculto no vácuo do teu cérebro, que o caminho íngreme que conduz ao teu Mestre se pode revelar aos olhos indecisos da tua Alma.


Este versículo se refere a uma prática de meditação um pouco semelhantes as descritas em Liber 831. (Ver também O Equinócio, Livro 4, Parte III, anexo VII ). 65. Longa e fatigante é a senda ante ti, Ó Discípulo. Um único pensamento a respeito do passado que abandonaste puxar-te-á para baixo, e terás novamente de começar a ascensão.

Lembre-se da mulher de Ló. 66. Mata em ti toda a recordação de experiências passadas. Não olhe para trás ou estás perdido.

Lembre-se da mulher de Ló. É uma divisão da Vontade de morar no passado. Mas as experiências passadas devem ser construídas dentro de uma Pirâmide, como em degraus, camada por camada. É preciso também ressaltar que este versículo se aplica somente para aqueles que ainda não conseguiram conciliar o passado, presente e futuro. Cada encarnação é um Véu de Isis. 67. Não creias que a luxúria pode alguma vez ser morta se é satisfeita ou saciada, porque isso é uma abominação inspirada por Māra. É alimentando o vício que ele se expande e se torna forte, como o verme que se alimenta no seio da flor.

Este versículo não deve ser tomado em seu sentido literal. A fome não é vencida por inanição. A única atitude diante de todas as necessidades das quais as tradições da vida terrena envolvem deve ser a de governá-las, nem pela mortificação, nem por indulgência. A fim de realizar a obra você deve manter-se na condição física e mental adequada. Seja


sensato. Ascetismo sempre excita a mente e o objetivo do discípulo é acalmá-la. No entanto, ascético originalmente significava atlético, e só adquiriu seu sentido moderno, devido à corrupção que penetrou as práticas utilizadas por aqueles em "treinamento". As proibições, relativamente valorizadas, foram exaltadas como regras gerais. "Interromper o treinamento" não é um pecado para quem não está em treinamento. Aliás, é preciso todos os tipos para criar um mundo. Imagine a estupidez de um universo cheio de Arhans! Ninguém é de ferro. 68. A rosa tem de tornar a ser o botão, nascido da sua haste paterna, antes que o parasita lhe tenha roído o seio e bebido a seiva de sua vida.

O Inglês [N.T. Idioma original do comentário] é aqui ambíguo e obscuro, mas o significado é que é importante atingir a Grande Obra enquanto você tem a juventude e energia. 69. A árvore dourada dá flores de joia, antes que o seu tronco esteja gasto pela tormenta.

Repete isso em uma linguagem mais clara. 70. O Pupilo tem de tornar ao ESTADO DE INFÂNCIA QUE PERDEU antes que o primeiro som lhe possa soar ao ouvido.

Compare a observação de "Cristo", "A não ser que vos torneis como criancinhas de modo algum entrareis no Reino dos Céus", e também, "Necessário vos é nascer de novo." Ela também se refere à vinda da vergonha e do sentido do pecado. Se você acha que o Templo do Espírito Santo é um chiqueiro de porcos, é certamente inadequado para realizar nele a Missa do Graal. Portanto, purifica e consagra a si mesmo, e então, reis e sacerdotes para Deus, vós realizarão o milagre da Substância Única.


Aqui está escrito também o mistério de Harpócrates. Deve-se tornar o "Inconsciente" (de Jung), a Criança Divina ou fálica ou o "anão de si mesmo". 7 1 . A luz do ÚNICO MESTRE, a única, eterna, luz dourada do Espírito, derrama os seus raios fulgurantes sobre o discípulo desde o princípio. Os seus raios atravessam as nuvens espessas e pesadas da Matéria.

O Santo Anjo Guardião já está aspirando a união com o discípulo, antes mesmo que sua aspiração seja formulada no último. 7 2 . Ora aqui, ora ali, esses raios iluminam-na, como os raios do sol iluminam a terra através das espessas folhas da floresta. Mas, Ó Discípulo, a não ser que a carne seja passiva, a cabeça lúcida, a Alma firme e pura como um diamante que cintila, o fulgor não chegará à câmara, a sua luz do sol não aquecerá o coração, nem os sons místicos das alturas Ākāsicas chegarão ao ouvido, por atento que ele esteja, no estágio inicial.

A união do discípulo com seu Anjo depende do primeiro. O último está sempre à mão. "Alturas Ākāsicas", a morada de Nuit. 73. A não ser que ouças, não poderás ver. A não ser que vejas, não poderás ouvir. Ouvir e ver, eis o segundo estágio. ...............

Este é um versículo obscuro. Isso implica que as qualidades do fogo e do Espírito misturam-se para chegar à segunda fase. Evidentemente, falta um versículo, ou seja, é omitido, como pode ser entendido pela linha de pontos, o que presumivelmente se refere à terceira fase. Esta terceira fase pode ser encontrado pelo discernimento em Liber 831 .


74. Quando o discípulo vê e ouve, e quando cheira e gosta, com os olhos fechados, os ouvidos fechados, tapados o nariz e a, boca; quando os quatro sentidos se fundem e estão prontos a tornar-se o quinto, aquele do tato interior — então passou ele para o quarto estágio.

A prática indicada no versículo 74 é descrita na maioria dos livros sobre o Tatwas. Os orifícios da face sendo cobertos com os dedos, os sentidos assumirão uma nova forma. 75. E no quinto, Ó matador dos teus pensamentos, todos estes têm de ser outra vez mortos até não ser possível reanimarem-se.

Não é suficiente livrar-se temporariamente dos próprios obstáculos. Deve-se buscar suas raízes e destruí-las, de modo que elas nunca poderão emergir novamente. Trata-se de uma investigação psicológico muito profunda, como um prólogo. Mas é tudo uma questão entre o Eu e suas modificações, não entre todos os instrumento e seus portões. Para destruir o sentido da visão não é necessária a retirada dos olhos. Este erro obscureceu mais o caminho do que qualquer outro, e tem sido responsável pela miséria sem fim. 7 6 . Retira a tua mente de todos os objetos externos, de todas as vistas externas. Retira as imagens internas, para que não lancem uma sombra negra sobre a luz da tua Alma.

Esta é a instrução de costume, mais uma vez, apenas indo mais longe, ela insinua que a imagem interna ou a realidade do objeto deve ser destruída, assim como a imagem exterior e a imagem ideal. 77. Estás agora em dhāranā, o sexto estágio.


DHARANA foi explicado minuciosamente no Livro 4, q.v. 7 8 . Quando tiveres passado para o sétimo, Ó bem-aventurado, não mais verás os três sagrados, porque te terás, tu próprio, tornado esses três. Tu próprio e a mente, como gêmeos sobre uma linha, a estrela que é o teu guia brilha por cima, nas alturas. Os três que moram na glória e na felicidade inefáveis, agora perderam os seus nomes no mundo de māyā. Tornaram-se uma só estrela, o fogo que arde mas não queima, o fogo que é o upādhi da chama.

Seria um erro anexar mais de um sentido poético para estas observações sobre os Três sagrados, mas Ego, não-ego, e Aquele que é formado a partir do casamento destes, é o que aqui se refere. Existem dois triângulos de especial importância para os místicos, um é o equilátero, o outro quem conhece é o mestre na Maçonaria. A última frase do texto refere-se a "semente" de Fogo, ao "Ás de Paus", a "Serpente com cabeça de Leão", ao "Anão de Si Mesmo", ao "Ovo Alado", etc, etc, etc 79. E isto, Ó iogue do sucesso, é aquilo a que os homens chamam dhyāna, o verdadeiro precursor do samādhi.

Esses estados têm sido suficientemente, e muito melhor, descritos no Livro 4, q.v. 80. E agora o teu Self está perdido no SELF, tu para CONTIGO MESMO, imerso NAQUELE SELF de onde primeiro irradiaste.

Neste versículo é dada uma sugestão da teoria subjacente filosófica do Cosmos. Veja Liber CXI para uma completa e adequada descrição. 81. Onde está a tua individualidade, Lanu, onde está o próprio Lanu? É a


fagulha perdida no meio do fogo, a gota dentro do oceano, o raio de luz sempre presente tornado o TODO e o fulgor eterno.

Mais uma vez, sobretudo poeticamente. O homem é concebido como um mero acréscimo sobre o seu "Anão de Si Mesmo", e agora ele está totalmente absorvido nele. Por ISSO é também TUDO, estando no Corpo de Nuit. 8 2 . E agora, Lanu, tu és o agente e a testemunha, o que irradia e a irradiação, a Luz no Som, e o Som na Luz.

Importante, pois indica a realização de um estado místico, em que você não está apenas envolvido em uma ação, mas fora dela. Existe um elevado estado descrito no Bhagavadgita. "Eu, que sou tudo, e tudo fiz, permaneço seu isolado Senhor."

8 3 . Conheces, Ó bem-aventurado, os cinco impedimentos. Tu és o seu conquistador, o Mestre do sexto, libertador dos quatro modos da Verdade. A Luz que cai sobre eles brilha de ti, Ó tu que foste Discípulo, mas agora és Professor.

Os cinco obstáculos são geralmente tidos como os cinco sentidos. Neste caso, o termo "Mestre do sexto" torna-se de profundo significado. O "sexto sentido" é o instinto da raça, cuja manifestação é comum no sexo, nesse sentido, é então o nascimento do eu individual ou consciente com o "anão de si mesmo," o menino silencioso, Harpócrates. Os "quatro modos da Verdade" (nobres verdades) são adequadamente descritas em "Ciência e Budismo". (Vide Crowley, Collected Works ). 84. E destes modos da Verdade: —


Não atravessaste tu o conhecimento de toda a dor — primeira Verdade?

85. Não venceste tu o rei dos Māras em Tsi, a porta da reunião — segunda verdade?

86. Não destruíste tu o pecado à terceira porta, atingindo a terceira verdade?

87. Não entraste tu para Tau, “o Caminho” que leva ao conhecimento — a quarta verdade?

A referência ao "rei dos Maras" na verdade confunde a segunda com a terceira. A terceira Verdade é um mero corolário da Segunda e a Quarta uma Gramática da Terceira. 88. E agora, descansa sob a árvore de bodhi, que é a perfeição de todo o conhecimento, porque, sabe-o, és Mestre do samādhi — o estado da visão infalível.

Esta descrição do Samadhi é muito incongruente. Durante todo o tratado ideias hindus são dolorosamente misturadas com budistas, e com a introdução das "quatro nobres verdades", fica muito estranho como a precursora dos versículos 88 e 89. 89. Vê! tornaste-te a luz, tornaste-te o Som, tu és o teu Mestre e o teu Deus. Tu MESMO és o objeto da tua busca: a VOZ sem falha, que ressoa através de eternidades, isenta de mudança, isenta de pecado, os sete sons em um, A VOZ DO SILÊNCIO


Om Tat Sat.

Esta é uma peroração pura, e claramente envolve uma metafísica egocêntrica. O estilo de todo o tratado é caracteristicamente ocidental. Origem da tradução Traduzido por Frater V.I.T.R.I.O.L.


Fragmento II Os Dois Caminhos 1. E agora, ó Mestre da Compaixão, ensina tu o caminho aos outros homens. Olha, todos aqueles que, batendo para que os admitam, esperam [sic] na ignorância e na escuridão ver abrir-se a porta da Doce Lei!

Isso começa com a palavra "E", como se fosse uma continuação de "A Voz do Silêncio". Não deve ser assumido que este seja o caso. No entanto, assumindo que o primeiro fragmento explica o caminho como um Mestre do Templo, é legítimo considerar este segundo fragmento, assim chamado, como a instrução adicional, pois o Mestre do Templo deve deixar o seu progresso pessoal para atender ao de outras pessoas, uma tarefa da qual, sou obrigado a acrescentar, mesmo o mais paciente dos Mestres sente às vezes uma tendência a se revoltar! 2. A voz dos Candidatos: Não quererás tu, Mestre da tua própria Misericórdia, revelar a doutrina do Coração? Recusar-te-ás a conduzir os teus Servos até ao Caminho da Libertação?

Um deles é obrigado a observar um certo sabor de nostalgia na exposição da "doutrina do Coração", talvez devido ao aumento da idade e da influência da Autora. A verdadeira razão da compaixão (assim chamada) do Mestre é perfeitamente prática e sensata. Não tem nada a ver com os lindos versos: "Isto é apenas as dores dos outros lançando suas sombras sobre mim." O Mestre aprendeu a primeira nobre verdade: "Tudo é sofrimento", e ele aprendeu que não existe tal coisa como a existência separada. A existência é uma. Ele tem isto como fato, como ele sabe que dois e dois são quatro. Por conseguinte, embora ele tenha encontrado o caminho da libertação para a fração de consciência que


ele chamou de "Eu," e embora saiba que não só a consciência disso, mas todas as outras consciências, são parte de uma ilusão, ele sente que sua tarefa não é realizada enquanto houver qualquer fragmento de consciência, assim prendendo-o na ilusão. Aqui entramos em dificuldades metafísicas muito profundas, mas que não podem ser aliviadas, o Mestre do Templo sabe que qualquer afirmação, mesmo que simples, envolvem dificuldades metafísicas que são não só difíceis, mas insolúveis. No plano do qual a Razão é o Senhor, todas as antinomias são inconciliáveis. É impossível para qualquer um abaixo do grau de Magister Templi começar até mesmo a compreender a resolução dos mesmos. Esse fragmento do imaginário "Livro dos Preceitos de Ouro" deve ser estudado sem nunca perder de vista esse fato. 3. Diz o Mestre: Os Caminhos são dois; as grandes Perfeições três; seis as Virtudes que transformam o corpo na Árvore do Conhecimento.

A "Árvore do Conhecimento" é, naturalmente, outro eufemismo, o "Dragoeiro", representando a união das retas e das curvas. Uma descrição mais detalhada da árvore sob a qual Gautama sentou-se e alcançou a emancipação é imprópria para esse comentário elementar. Aum Mani Padme Hum. 4. Quem se aproximará delas? Quem primeiro entrará para elas? Quem primeiro ouvirá a doutrina dos dois Caminhos em um, a verdade sem véu a respeito do Coração Secreto? A Lei que, rejeitando o aprendizado, ensina a sabedoria, revela uma história de dor.

Esta expressão "dois Caminhos em um" é destinada a transmitir um sinal de que este fragmento tem um significado muito mais profundo do que aparenta. A chave deve


novamente ser procurada na Alquimia. 5. Ai de nós, ai de nós, que todos os homens possuam Alaya, sejam unos com a grande Alma, e que, possuindo-a, Alaya de tão pouco lhes sirva!

6 . Repare que, assim como a lua se reflete nas ondas tranquilas, Alaya é refletida pelos pequenos e pelos grandes, espelhando-se nos átomos ínfimos, e contudo não consegue chegar ao coração de todos. Ai de nós, que tão poucos sejam os homens que se aproveitem do dom, do dom sem preço, de aprender a verdade, a verdadeira percepção das coisas existentes, o conhecimento do não-existente!

Esta é certamente uma séria acusação metafísica. A solução não é para ser encontrada na razão. 7. Diz o Pupilo: Ó Mestre, que farei eu para atingir a Sabedoria? Ó Sábio, que farei para conseguir a perfeição?

8. Procura os Caminhos. Mas, ó Lanu, sê puro de coração antes que comeces a tua jornada. Antes que dês o primeiro passo, aprende a separar o real do falso, o transitório do eterno. Aprende sobretudo a separar a Ciência-daCabeça da Sabedoria-da-Alma, a doutrina dos “Olhos” da doutrina do “Coração”.

A autora destes tratados é um pouco exigente no número de coisas que você tem que


fazer antes de dar o primeiro passo, a maioria dessas coisas são o que mais se assemelham as dificuldades da última etapa. Mas, aprender a distinguir o real do falso "destina-se apenas a uma espécie de discernimento elementar entre as coisas que valem a pena ter e aquelas que não valem a pena ter, e claro, a percepção se altera com o avanço do conhecimento. Por "Ciência da Cabeça" entende-se o conteúdo de Ruach (mente) ou manahs. Chiah é subconsciente em seu melhor sentido, aquilo subliminar que é sublime. A doutrina dos "Olhos" em seguida significa a exotérica, a doutrina do "Coração" a esotérica. Claro que, em uma doutrina mais secreta ainda, há uma Doutrina dos Olhos que transcende a Doutrina do Coração como a que transcende este Doutrina Menor dos Olhos. 9. Sim, a ignorância é como uma vasilha fechada e sem ar; a Alma uma ave dentro dela. Não canta, nem pode mexer uma pena; mas jaz num torpor e morre de não poder respirar.

A Alma, Atman, apesar de sua posse dos atributos de onisciência, onipotência, onipresença, etc, é totalmente limitada e vendada pela ignorância. O enigma metafísico que esta situação dá origem não pode ser discutido aqui, que é insolúvel pela razão, embora se possa chamar a atenção para a incomensurabilidade inerente de um postulado absoluto com observada relação. 10. Mas mesmo a ignorância é melhor do que a Ciência-da-Cabeça sem a Sabedoria-da-Alma para a iluminar e guiar.

A palavra "melhor" é usado no lugar sentimentalmente, pois, como "É melhor ter amado e perdido do que nunca ter amado", é melhor ser um louco do que um idiota. Há sempre uma chance de avaliar o erro adequadamente. Como, entretanto, a doença da idade é o intelectualismo, essa lição é boa para ensinar. Inúmeros sermões sobre este ponto deverá ser encontrado em muitos dos escritos de Frater Perdurabo.


11. As sementes da Sabedoria não podem germinar e crescer no espaço sem ar. Para viver e comer experiência, o espírito precisa espaço e profundidade e pontos que o guiem para a Alma de Diamante. Não procures esses pontos no reino de māyä; mas ergue-te acima das ilusões, busca o eterno e imutável SAT, desconfiando das falsas sugestões de fantasia.

Compare o que é dito no Livro 4, Parte II , sobre a Espada. Na última parte do versículo a exclamação é um tanto óbvia, e deve ser lembrado que com o progresso, o reino de Maya constantemente se expande à medida que diminui o de SAT. No Budismo ortodoxo esse processo continua indefinidamente. Há também a resolução SAT = ASAT. 12. Porque a mente é como um espelho; cobre-se de pó ao mesmo tempo que reflete. Precisa que as brisas leves da Sabedoria-da-Alma limpem o pó de nossas ilusões. Procura, ó Iniciante, fundir a tua Mente e a tua Alma.

A indicação é para eliminar o lixo da Mente, e ensina que a Sabedoria da Alma é o agente seletivo. Mas estes Fragmentos serão vergonhosamente mal interpretados se for permitido que um só traço de sentimentalismo os influencie. "Sabedoria da Alma" não significa "piedade" e " nobreza" e as concepções semelhantes, que só florescem onde a verdade é permanentemente perdida, como na Inglaterra. Sabedoria da Alma, aqui, significa a Vontade. Você deve eliminar de sua mente qualquer coisa que não seja útil para o seu real propósito. Foi, no entanto, dito, no versículo 11 que "a mente precisa de espaço", e isso também é verdade, mas se todos os fatos conhecidos do Pensador forem devidamente coordenados e ligados causalmente, por necessidade, a mentalidade ideal será atingida, pois, apesar de complexa, será unificada. E se o cume da pirâmide é a sua alma, a determinação para o Iniciante neste versículo 12 será devidamente observada. 13. Afasta-te da ignorância e também da ilusão. Vira o rosto às decepções do mundo; desconfia dos teus sentidos; eles mentem. Mas dentro do teu corpo -


escrínio das tuas sensações - procura no impessoal o “homem eterno”; e, tendo-o procurado, olha para dentro: tu és Buda.

"Afasta-te da ignorância": Continua a adquirir fatos. "Afasta-te da Ilusão": Veja todos os fatos da realidade suprema. "Interpreta cada fenômeno como um trato particular de Deus com sua alma." "Desconfia dos teus sentidos": Evite juízo superficial dos fatos que se apresentam a você. O último parágrafo também dá uma indicação sucinta dos fatos. A obtenção do conhecimento do Santo Anjo Guardião é apenas "o próximo passo." Isso de nenhuma forma implica a Iluminação. 14. Rejeita o aplauso, ó Devoto. O aplauso conduz à auto-ilusão. O teu corpo não é o self, o teu SELF é, em si, sem corpo, e o elogio ou a censura não o atingem.

O orgulho é uma expansão do ego, e o ego deve ser destruído. O orgulho é sua bainha protetora e, portanto, extremamente perigoso, mas esta é uma verdade mística sobre a vida interior. O Adepto pode ser tudo, menos um "Jesus rastejante." 15. O contentamento de si próprio, Ó discípulo, é como uma torre altíssima, à qual um insensato orgulhoso subiu. Ali se senta em orgulhosa solidão, invisível a todos, salvo a si próprio.

Desenvolve isto: mas, sendo este tratado tanto para iniciantes como para os mais avançados, um motivo banal e sensato é dado para evitar o orgulho, na medida em que conquista o seu próprio objetivo.


16. A falsa ciência é rejeitada pelos Sábios, e espalhada aos Ventos pela boa Lei. A sua roda gira para todos, tanto para os humildes como para os orgulhosos. A "Doutrina dos Olhos" é para a multidão, a "Doutrina do Coração" para os eleitos. Os primeiros repetem, orgulhosos: "Vede, eu sei"; os últimos, aqueles que humildemente fizeram a sua colheita, confessam em voz baixa: "assim ouvi"

Continua o assunto, mas ainda acrescenta algumas palavras para distinguir Daath (conhecimento) em favor de Binah (entendimento). 17. "A Grande Peneira" é o nome da "Doutrina do Coração", Ó discípulo.

Isso explica que a "Doutrina do Coração" como um processo de eliminação contínua se referindo tanto aos aspirantes como aos pensamentos. 18. A roda da boa Lei gira rapidamente. Noite e dia mói. Afasta o joio do trigo dourado, e a casca da farinha. A mão do karma guia a roda; as rotações marcam o bater do coração kármico.

O tema da exclusão é aqui desenvolvido. A imagem Oriental favorita da Roda da Boa Lei é difícil para as mentes Ocidentais, e toda a metáfora, parece-nos um pouco confusa. 1 9. O verdadeiro conhecimento é a farinha, a falsa ciência é a casca. Se queres comer o pão da Sabedoria, tens de amassar a tua farinha com a água límpida de Amrita. Mas, se amassas cascas com o orvalho de māyā, só podes criar alimento para as pombas negras da morte, as aves da nascença, da decadência e da tristeza.


"Amrita" significa não só a imortalidade, mas é o nome técnico da Força Divina que desce sobre o homem, mas que é queimada por suas tendências, por parte das forças que fazem o que ela é. É também um certo elixir que é o Mênstruo de Harpócrates. Amrita aqui é melhor interpretada assim, pois está em oposição a "maya". Interpretar a ilusão é fazer a confusão mais confusa. 20. Se te disserem que para te tornares Arhan tens de deixar de amar todas as coisas — dize-lhes que mentem.

Aqui começa uma instrução contra o ascetismo, que sempre foi o obstáculo mais temido pelos sábios. "Cristo disse que João Batista vivia sem comer nem beber, e as pessoas o chamavam de louco. Ele próprio veio comendo e bebendo, e chamaram-lhe de um homem comilão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores. O Adepto faz o que gosta, ou melhor, o que ele quer, e não permite que nada interfira, mas isso porque ele é asceta no sentido de que ele não tem apetite para as velhas estupidez que os tolos chamam prazer, as pessoas esperam que ele recuse a coisas tão naturais e necessárias. Algumas pessoas são tão hipócritas que afirmam seus desagrados como virtude, e assim os pobres, de convivência, insalubres degenerados que não podem fumar, porque o coração deles está fora de ordem, e não podem beber porque seu cérebro é demasiado fraco para suportar, ou talvez porque o seu médico o proibiu de fazer qualquer um destes pelos próximos dois anos, o homem que tem medo da vida, com medo de fazer qualquer coisa por medo de um resultado que provavelmente possa vir a seguir, é aclamado como o melhor e maior da humanidade. É muito divertido na Inglaterra assistir ao esnobismo, sobretudo das classes médias e sua absurda atitude de imitar seus superiores, enquanto que a nata da brincadeira é que a moralidade com os quais as classes médias se apegam não existe na boa sociedade. Aqueles que têm Alma de Mestres se recusam a ser vinculados a qualquer coisa além de suas próprias vontades. Eles podem se abster de certas ações, pois sua finalidade principal seria interferida, assim como um homem se abstém de fumar, se ele está


treinando para uma corrida de barco, e aqueles em quem esperteza é mais forte que o auto-respeito, por vezes, enganam a população por abster-se publicamente de determinadas ações, enquanto que, no entanto, as realizam em privado. Especialmente nos últimos anos, alguns adeptos têm achado prudente abster-se ou fingir que se abstém de várias coisas, a fim de aumentar sua influência. Esta é uma grande loucura. O que é mais necessário demonstrar é que o Adepto não é nada mais e nada menos do que um homem. É melhor golpear seu inimigo e ser falsamente acusado de malícia, do que abster-se de golpeá-lo e ser falsamente acusado de covardia. 21. Se te disserem que para te libertares tens de odiar a tua mãe e desprezar o teu filho; de renegar o teu pai e chamar-lhe "dono de casa"; de renunciar toda a compaixão pelos homens e pelos animais — dize-lhes que as suas palavras são falsas.

Este versículo explica que o Adepto não tem vínculos a romper em sua situação doméstica. A Doutrina Rosacruz de que o Adepto deve ser um homem do mundo, é muito mais nobre do que a do eremita. Se a doutrina asceta é levada à sua conclusão lógica, a pedra é mais santa do que o próprio Buda. Leia, no entanto, "Liber CLVI". (Ver também O Equinócio, Livro 4, Parte III, anexo VII ). 22. Assim ensinam os Tirthikas, os descrentes.

É um pouco difícil de justificar o epíteto de "descrente", parece-me que, pelo contrário, eles são os crentes. O ceticismo é a espada e o escudo para o sábio. Mas, por um ceticismo não significa que a sarcástica infidelidade de um Bolingbroke, ou o agnosticismo esmoléu de um Boulter Harry, sejam remédios brutos contra uma cólica muito vulgar. 23. Se te ensinarem que o pecado nasce da ação e a felicidade da inação


absoluta, dize-lhes que se enganam. A não-permanência da ação humana, a libertação da mente da sua escravidão pela cessação do pecado e das culpas não são coisas para os "Egos devas". Assim reza a "Doutrina do Coração".

Essa doutrina é mais desenvolvida. O termo "Egos Devas" é novamente obscuro. O versículo ensina que não devemos ter medo de agir. Ação deve ser combatida por reação, e a tirania nunca será destruída por servil submissão a ela. Covardia é conquistada por uma prática de expor-se desnecessariamente ao perigo. O desejo da carne já foi mais forte para os ascetas, assim como seu esforço para combatê-lo pela abstinência, e quando com a idade avançada suas funções são atrofiadas, eles proclamam vangloriosamente "Eu venci". O caminho para conquistar qualquer desejo é de entender que, a liberdade consiste na capacidade de decidir se você quer ou não executar uma determinada ação. O Adepto deve sempre estar pronto para lançar uma moeda, e permanecer absolutamente indiferente ao fato de ela cair como cara ou coroa. 24. O Dharma (Lei) dos “Olhos” é a corporização do externo, e do nãoexistente.

Por "não-existente" entende-se o Asat menor. A palavra é usada em outras ocasiões, para significar uma Asat que é superior, e além de Sat. 2 5 . O Dharma do “Coração” é a corporização de Bodhi, o Eterno e o Permanente.

"Bodhi" implica a raiz "Luz" no seu sentido mais elevado de L.V.X. Mas, mesmo em Teoria Hindu, παντα ρει. 2 6 . A Lâmpada brilha bastante quando estão limpos pavio e óleo. Para limpá-los é preciso quem os limpe. A chama não sente o processo de limpeza.


“Os ramos de uma árvore são sacudidos pelo vento; o tronco fica imóvel”.

Este versículo refere-se novamente ao processo de seleção e eliminação já descritos. A aspiração deve ser considerada como não afetada por este processo, exceto na medida em que torna-se mais clara e nítida em consequência dele. A última frase parece mais uma vez se referir a esta questão do ascetismo. O Adepto não é afetado por suas ações. 27. Tanto a ação como a inação podem caber em ti; o teu corpo agitado, a tua mente tranquila, a tua Alma límpida como um lago de montanha.

Isto repete a mesma lição. O Adepto pode mergulhar no trabalho do mundo, e realizar suas funções diárias e prazeres exatamente como qualquer outro homem faria, mas ele não é movido por eles como o outro é. 28. Queres tu tornar-te um iogue do “Círculo do Tempo”? Então, Ó Lanu:

29. Não creias que sentando-te em florestas escuras, em orgulhosa reclusão, longe dos homens; não creias que a vida alimentada a plantas e raízes, saciada a sede com a neve da. grande Cordilheira — não creias, Ó Devoto, que isto te levará à meta da libertação final.

30. Não julgues que o partir dos ossos, o rasgar da carne e dos músculos, te unirá à teu “Self silente”. Não julgues que quando estão vencidos os pecados da tua forma grosseira, Ó Vítima das tuas Sombras, o teu dever está cumprido para com a natureza e com os homens.


Mais uma vez a vida asceta é proibida. É, aliás, mostrou ser uma ilusão que a vida asceta leva a libertação. O asceta pensa que, ao reduzir-se à condição de um vegetal, ele avança no caminho da evolução. Não é assim. Minerais não têm nenhum poder inerente ao movimento, salvo intramolecularmente. As plantas crescem e se movem, embora muito pouco. Os animais são livres para se mover em todas as direções, e o espaço em si não é um obstáculo aos princípios superiores do homem. Avanço está na direção da mais contínua e mais incansável energia. 31. Os bem-aventurados não quiseram fazer assim. O Leão da Lei, o Senhor da Misericórdia, percebendo a verdadeira causa da dor humana, imediatamente abandonou o repouso suave mas egoísta das solidões sossegadas. De Aranyaka tornou-Se o Mestre da humanidade. Depois de Julai ter entrado para o Nirvana, Ele pregou em montanhas e planícies, fez sermões nas cidades, aos devas, aos homens e aos deuses.

A referência é aqui feita a consecução de Buda. Foi só depois de ele ter abandonado a vida asceta que ele atingiu, e estava muito longe de manifestar esta consecução pela nãoação, Ele criou uma revolução na Índia, atacando o sistema de castas, e por pregar a sua lei criou um carma tão violenta que, mesmo hoje a sua principal força ainda está ativa. O presente "Buda", o Mestre Therion, está fazendo algo similar, mas um trabalho ainda maior, pela sua proclamação: Faze o que tu queres ha de ser o todo da lei. 3 2 . Semeia boas ações e colherás o seu fruto. A inação num ato de misericórdia passa a ser a ação num pecado mortal. Assim diz o Sábio.

Isto continua a retórica contra a não-ação, e aponta que o asceta é inteiramente enganado quando ele supõe que não fazer nada não tem efeito. Recusar-se a salvar vidas é assassinato.


33. Por que queres abster-te da ação? Não é assim que a tua alma conseguirá a sua liberdade. Para chegar ao Nirvana é preciso chegar ao conhecimento de Si próprio, e o conhecimento de Si próprio é filho de ações caridosas.

Continua o assunto. A base do conhecimento é a experiência. 34. Tem paciência, Candidato, como quem não teme falhar, nem procura triunfar. Fixa o olhar da tua Alma na estrela cujo raio és, a estrela chamejante que brilha nas profundezas sem luz do ser eterno, nos campos sem limite do Desconhecido.

O Candidato é exortado a paciência e unidirecionalidade, e, na sequência de uma indiferença ao resultado que vem da verdadeira confiança de que esse resultado se seguirá. . Cf. Liber CCXX 1:44: "Pois vontade pura, desembaraçada de propósito, livre da ânsia de resultado, é toda via perfeita." 35. Tem perseverança, como aquele que tem de sofrer eternamente. As tuas sombras vivem e desaparecem, aquilo que em ti viverá para sempre, aquilo que em ti conhece, porque é o conhecimento, não é da vida transitória; é o Homem que foi, que é, e que há de ser, para quem a hora nunca soará.

Compare ao aforismo de Levi, "O Mago deve agir como se tivesse em seu comando onipotência e eternidade à sua disposição." Não pense que é importante saber se você terminará a tarefa nesta vida ou não. Vá em silêncio e com firmeza, indiferente ao que quer que seja. 36. Se queres colher a suave paz e o descanso, Discípulo, semeia as sementes do mérito nos campos das colheitas futuras. Aceita as dores da nascença.


Aceite as Leis da Natureza e trabalhe com elas. Não fique sempre tentando tomar atalhos. Não se queixe, e não tenha medo do comprimento do caminho. Sendo este tratado para iniciantes, a recompensa é oferecida. E—ela é realmente o que vale a pena. Poder encontrar a si mesmo no Cargo de um Buda.

1. Sim, gritou o Santíssimo, e da Tua fagulha Eu o Senhor acenderei uma grande luz; Eu queimarei por completo a cidade cinzenta na velha terra desolada; Eu a limparei da sua grande impureza. 2. E tu, Ó profeta, verás estas coisas, e tu não ligarás a elas. 3. Agora está o Pilar estabelecido no Vazio; agora está Asi satisfeita por Asar; agora é Hoor baixado à Alma Animal das Coisas como uma estrela flamejante que cai sobre a escuridão da terra. 4. Através da meia-noite tu és deixado cair, Ó mina criança, meu conquistador, meu capitão cingido com a espada, Ó Hoor! e eles te acharão como uma nodosa brilhante pedra negra, e eles te adorarão.

37. Afasta-te da luz do sol para a sombra, para dares mais espaço aos outros. As lágrimas que regam o solo árido da dor e da tristeza fazem nascer as flores e os frutos da retribuição cármica. Da fornalha da vida humana e do seu fumo denso, saltam chamas aladas, chamas purificadas, que, erguendose alto, sob o olhar cármico, tecem por fim o tecido glorioso das três vestes do Caminho.

Agora, o discurso se volta para a questão da origem do mal. A teoria da alquimia está aqui estabelecida. A matéria prima da obra não é tão digna como o elixir, e deve passar pelo estagio do Dragão Negro para atingi-lo. 3 8 . Essas vestes são: Nirmānakāya, Sambhogkāya, e Dharmakāya, traje Sublime.


O corpo Nirmanakaya é o "Corpo de Luz", conforme descrito no Livro 4, Parte III . Mas isso deve ser considerado como tendo sido desenvolvido para o ponto mais alto possível que seja compatível com a encarnação. O Sambhogakaya tem "três perfeições" adicionais, por assim dizer. Estas impedem a encarnação. O corpo Dharmakaya é o que pode ser descrito como a sublimação final de um indivíduo. É uma chama sem corpo a ponto de se misturar com a chama infinita. A descrição do estado de quem possui este corpo é dada em "The Hermit of Æsopus Island". Este é um relato grosseiro das "vestes", segundo a sra. Blavatsky. Ela ainda acrescenta que o corpo Dharmakaya tem de ser renunciado por qualquer um que queira ajudar a humanidade. Agora, ajudar a humanidade é uma coisa muito agradável para aqueles que gostam dela, e sem dúvida aqueles que o fazem merecem o bem de seus semelhantes. Mas não há nenhuma razão para imaginar que, ajudar a humanidade seja o único tipo de trabalho que vale a pena fazer neste universo. O sentimento de desejar fazer isso é uma limitação e um obstáculo tão mau como qualquer outro e não é necessário fazer todo este alarde sobre iniciador e o resto. O universo é muito elástico, especialmente para aqueles que estão se esticando. Portanto, embora, naturalmente, não se possa lembrar a humanidade quando se está usando o corpo Dharmakaya, pode-se pendurar o corpo Dharmakaya em um guarda-roupa mágico, com um pouco de naftalinas para manter as traças distantes, e colocá-lo de vez em quando se sentir-se na necessidade de renovação. Na verdade, quem está ajudando a humanidade está constantemente na necessidade de uma lavagem e retocada de vez em quando. Não há nada tão contaminado quanto a humanidade, especialmente teosofistas, como a sra. Blavatsky se descobriu. Mas a melhor de todas as ilustrações é a morte, em que as coisas não essenciais ao progresso são queimadas. O esquema é muito melhor do que o Elixir da Vida. É perfeitamente correto usar este Elixir de juventude e energia, mas apesar de tudo, mantem impressões que confundem a mente, e de vez em quando é certamente uma coisa excelente para que


todos possam ter a limpeza da Primavera da morte. Com relação ao propósito em fazer alguma coisa, que depende da natureza da própria estrela. Blavatsky foi terrivelmente prejudicada pelo "Visão do Sofrimento". Ela não podia ver mais nada no mundo, além de ajudar a humanidade. Ela não toma conhecimento independentemente da questão do progresso por meio de outros planetas. Geocentricidade é uma característica muito patética e divertidamente infantil das escolas mais antigas. Elas estão sempre falando sobre os dez mil mundos, mas é apenas uma figura de linguagem. Elas não acreditam nisso como realidades objetivas. É um dos truques comuns do Oriente exagerar todos os tipos de coisas para impressionar outras pessoas com o conhecimento de alguém, e depois esquecer completamente de levar este ponto em consideração de informação sobre a roda da Lei ". Consequentemente, todas as frases de Blavatsky sobre a sublimidade do corpo Nirmanakaya não é mais que o discurso de um político quem está agradecendo a um general famoso por ter feito alguns dos seu trabalho sujo por ele. 3 9 . A veste Shangna, certamente, pode comprar a luz eterna. A veste Shangna, por si só, dá o Nirvāna da destruição; para o renascer, mas, Ó Lanu, também mata — a compaixão. Os Budas perfeitos, que vestem a glória do Dharmakāya, já não podem contribuir para a salvação humana. Ai de nós! Devem os SELFS serem sacrificados ao Self, a humanidade, ao bem das Unidades?

A soma da miséria diminuiu apenas em um grau por minuto da realização de um Pratykeka Buda. A tremenda energia adquirida é utilizada para realizar o milagre da destruição. Se a pedra angular de um arco é tirada, as outras pedras não são promovidas para um lugar mais alto. Elas caem. [Um Pratykeka Buda é aquele que atinge a emancipação para si próprio sozinho.-Ed.] ("Nirvana da destruição"! Nirvana significa "cessação". Que bagunçado Inglês!)


40. Aprende, Ó principiante, que este é o CAMINHO Aberto, o caminho para a felicidade egoísta, evitado pelos Bodhisattvas do “Coração Secreto”, os Budas da Compaixão.

As palavras "felicidade egoísta" não devem ser tomadas no sentido literal. É extremamente difícil discutir essa questão. A mente ocidental tem dificuldade até mesmo em atribuir algum significado às condições do Nirvana. Em parte é culpa da linguagem, em parte é devido ao fato de que a condição de Arhan está muito além do pensamento. Ele está além do Abismo, e uma coisa só é verdadeira na medida em que é autocontraditório. O Arhan não tem a si mesmo para ser feliz. É muito mais simples considerar isso na linha de pensamento do meu comentário ao último verso. 41 . Viver para servir a humanidade é o primeiro passo. Praticar as seis virtudes gloriosas é o segundo.

42. Vestir a veste humilde do Nirmānakāya é rejeitar para Si a felicidade eterna, para poder auxiliar a salvação humana. Chegar à felicidade do Nirvana, mas renunciar a ela, é o passo supremo, final — o mais alto no Caminho da Renúncia.

Tudo isso sobre Buda Gautama ter renunciado ao Nirvana é aparentemente tudo uma pura invenção da sra. Blavatsky, e não tem legitimidade no cânone budista. O Buda é referido, repetidas vezes, como tendo "passado por esse tipo de passagem, em que não se deixa nada para trás." O relato de seu feito disto é dado no Sutta Maha-Parinibbana, e foi a controvérsia dos teosofistas que essa "grande, sublime, história de Nibbana" era algo peculiar ao Buda Gautama. Eles começaram a falar sobre Paranibbana, super-Nibbana, como se houvesse alguma forma de subtrair um de um que deixaria algo maior, superior a um nada, ou como se houvesse alguma maneira de apagar uma vela que teria levado


Moisés a um Egito muito mais escuro que jamais imaginaríamos quando éramos crianças. Isso não é ciência. Isso não é negócio. Isso é jornalismo americano de domingo. Os hindus e os americanos são muito parecidos nesta inocência, essa ingenuidade que exige contos de fadas com os gigantes cada vez maiores. Eles não podem suportar a ideia de algo ser completamente executável apesar disso. Então, eles estão sempre a falar em superlativos, e é difícil colocá-los quando os fatos os alcançam, e eles têm de inventar novos superlativos. Em vez de dizer que há tijolos de vários tamanhos, e especificar os tamanhos, eles têm um tijolo, e um super tijolo, e "um" tijolo, e "alguns" tijolos, e quando eles têm até o fim, eles perseguem através do dicionário para algum outro epíteto de tijolo, que deve excitar o sentimento de admiração com o progresso magnífico e super-progresso que apresenta a nação americana com esta palavra, é o que supostamente foi feito. Provavelmente, a coisa toda é um blefe, sem um único fato por trás disso. Quase toda a psicologia hindu é um exemplo deste tipo de jornalismo. Eles não se contentam com o Deus supremo. O outro homem deseja mostrar ter um Deus mais supremo do que isso, e quando um terceiro homem chega e encontra os litigantes, cabe a ele inventar um super-supremo Deus. É simplesmente ridículo tentar adicionar à definição de Nirvana por esta invenção de Parinibbana e locutores só se ocupam com essas especulações fantásticas. A mente do estudante sério é o seu próprio negócio, que é o negócio em mãos. O Presidente da Corporação não paga a sua contadora para fazer uma declaração dos incontáveis bilhões de lucro a ser feito em alguns anos no futuro. Ele não requer grande capacidade de enfileirar uma linha de zeros depois de um número significativo até que a tinta se esgote. O que se quer é o saldo efetivo da semana. O leitor é ainda mais fortemente pressionado não permitindo a si próprio voos fantásticos de pensamento, que são o veneno da mente, porque eles representam uma tentativa de fugir da realidade, uma dispersão de energia e uma corrupção da força moral. Seu negócio é, em primeiro lugar, conhecer a si mesmo, em segundo lugar, a ordenar-se e controlar-se, em terceiro lugar, a desenvolver-se em sólidas linhas orgânicas


pouco a pouco. O resto é só pele e prunela. Há, no entanto, um sentido em que o serviço a humanidade é necessário para a completude do Adepto. Ele não irá voar para longe, muito longe. Algumas observações sobre este curso é dado na nota do próximo versículo. O estudante também é aconselhado a tomar nota das condições de adesão à A∴ A∴. 43. Aprende, Ó Discípulo, que é este o CAMINHO Secreto, escolhido pelos Budas da Perfeição, que sacrificaram O SELF para os Selves mais fracos.

Esta é uma indicação das condições de executar a operação alquímica indicado na operação "Coagula". Em "Solve" o Adepto aspira para cima. Ele joga fora tudo o que ele é. Mas depois de alcançar a tríade suprema, ele aspira para baixo. Ele continua a acrescentar a tudo o que ele tem ou é, mas de outra maneira. Esta parte do nosso tratado é um repugnante disparate sentimental que a América (que Deus a abençoe!) chama de "romantismo." Quando embriagar velhinhas tiver se tornado piegas, é hora de ir. 44. Mas, se a “Doutrina do Coração” é alta demais para ti. Se precisas te auxiliar a ti próprio e receias oferecer auxílio aos outros, — então, tu de coração tímido, acautela-te a tempo; contenta-te com a “Doutrina dos Olhos” da Lei. Continua esperando. Porque se o “Caminho Secreto” não é atingível hoje, “amanhã” estará ao teu alcance. Aprende que não há esforço, por pequeno que seja — quer no bom sentido, quer no mau — que possa perder-se e desaparecer no mundo das causas. Mesmo o fumo dado ao vento não é sem rastro. “Uma palavra brusca dita em vidas passadas não se perde, mas renasce sempre”. A pimenteira não produz rosas, nem a estrela de prata do jasmim se torna espinho ou cardo.


Eis o que está escrito de uma parábola da "Grande Lei":

1. Que o fracasso e a dor não desanimem os adorantes. As fundações da pirâmide foram talhadas da rocha viva antes do pôr-do-sol; chorou o rei na madrugada porque a coroa da pirâmide ainda não havia sido cortada da pedreira na terra distante? 2. Houve também um beija-flor que falou ao cerastes de chifres, e rogou-lhe por veneno. E a grande cobra de Khem o Santo, a real serpente Ureus, respondeu-lhe e disse: 3. Eu naveguei sobre o céu de Nu no carro chamado Milhões-de-Anos, e não vi nenhuma criatura sobre Seb que fosse minha igual. O veneno da minha presa é a herança de meu pai e do pai de meu pai; e como o darei a ti? Vive tu e teus filhos como eu e meus pais temos vivido, mesmo durante cem milhões de gerações, e pode ser que a misericórdia dos Poderosos confira sobre teus filhos uma gota do veneno antigo. 4. Então o beija-flor afligiu-se em seu espírito, e voou por entre as flores, e foi como se nada tivesse sido dito entre eles. No entanto daí a pouco uma serpente o golpeou e ele morreu. 5. Mas um Íbis que meditava sobre a margem do Nilo o lindo deus ouviu e escutou. E ele abandonou seus hábitos de Íbis e tornou-se como uma serpente, dizendo Talvez em cem milhões de milhões de gerações dos meus filhos eles conseguirão uma gota do veneno da presa do Exaltado. 6. E vede! antes que a luta enchesse três vezes ele virou uma serpente Ureus, e o veneno da presa foi estabelecido nele e sua semente mesmo para sempre e para sempre.

4 5 . Podes criar "hoje" tuas oportunidades de "amanhã". Na "Grande Jornada", as causas semeadas cada hora produzem cada qual a sua colheita de efeitos, porque uma justiça inalterável rege o Mundo. Com o vasto alcance


de ação infalível ela traz aos mortais vida de alegria ou de angústia, a prole Kármica dos nossos pensamentos e ações anteriores.

46. Aceita, pois, tanto quanto o mérito te reserva, Ó de coração paciente. Anima-te e contenta-te com a sorte. Tal é o teu Karma, o Karma do ciclo dos teus nascimentos, o destino daqueles que, na sua dor e tristeza, nascem a ti ligados, riem e choram de vida a vida, presos às tuas ações anteriores.

47. Age tu por eles "hoje", e eles agirão por ti "amanhã".

Estes versículos confirmam aquilo que foi dito acima a respeito da perseverança. Toda causa tem seu efeito. Não há desperdício. Não há evasão. 48. É do botão da Renúncia do Self, que nasce o fruto doce da Libertação final.

Isso é novamente obscuro, como a palavra "Self" significa muitas coisas, e apesar de muitos tipos do modelos terem sido empregados para explicá-lo, faltam definições claras do que cada tipo indica. É aqui, no entanto, que a doutrina dos dois caminhos é ensinada. Ao chegar ao mais alto grau da Segunda Ordem, o de Adepto Isento, há dois caminhos abertos, a mão direita e a esquerda. Estes são descritos em detalhe no Liber 418, e temos de referir esse livro ao Estudante. Mas o ponto principal é que no caminho da mão direita, despindo-se de si mesmo, o adepto torna-se Nemo, o Mestre do Templo, e retorna através do abismo, ou melhor, é arremessado para trás, e aparece no céu de Júpiter ou na esfera de outro planeta como uma estrela da manhã ou uma estrela vespertina para trazer luz aos que habitam sobre a terra. No caminho da mão esquerda, o Adepto, que deseja manter tudo o que ele tem, se fecha em uma torre de silêncio, lá para


sofrer a progressiva e degradante agonia da dispersão lenta. Porque no caminho da mão direita o Mestre do Templo está-momentaneamente-depois de uma adaptação-em repouso. Suas forças intelectuais e físicas estão agindo no mundo, mas o seu sangue está na Taça de Babalon, um esquema para despertar a Velhice do Pai-de-Tudo, e tudo o que resta dele é um pequeno monte de pó que só espera o momento quando que deverá ser consumido. 49. Condenado a perecer é aquele que por medo de Māra deixa de auxiliar os homens, receando agir em proveito de Si. O peregrino que quer refrescar os seus membros lassos em águas correntes, mas não mergulha por medo à corrente, arrisca-se a morrer de calor. A inação baseada no medo egoísta não pode dar senão mau fruto.

Um alerta ainda contra a doutrina da inação. É extraordinário como o autor insiste novamente e contra este ponto. O budismo ortodoxo ostensivamente ensina que a criação de qualquer Karma qualquer que seja apenas perpetua a "tristeza". 5 0. O devoto egoísta vive inutilmente. Vive em vão — o homem que não realiza na vida a obra para que nasceu.

Este versículo repete a lição ainda mais uma vez. É outra maneira de dizer: Faze o que tu queres ha de ser o todo da lei. 51. Segue a roda da vida; segue a roda do dever para com a tua raça e os do teu sangue, para com o amigo e o inimigo, e fecha a tua mente tanto aos prazeres como à dor. Esgota a lei da retribuição kármica. Adquire Siddhis para o teu nascimento futuro.

Este, de novo, a mesma coisa, exorta o aspirante a viver sua vida plenamente em cada


plano, preservando, na verdade, uma indiferença a tudo o que ele faz, mas apenas a indiferença do interior de desprezo, não a indiferença do exterior de atrofia. Madame Blavatsky fumava como um vulcão, bebia como um peixe, praguejava como um soldado, amava como uma Cleópatra. Ela estava certa. Leia as instruções taoísta para esse efeito. 52. Se não podes ser o Sol, sê então o humilde planeta. Sim, se te é impossível brilhar como o sol do meio-dia sobre o monte nevado da pureza eterna, então escolhe, Ó Neófito, uma carreira mais humilde.

Há um grande número de pessoas que não são apenas sem capacidade acentuada, mas são obviamente sem qualquer capacidade em tudo, para a realização, mesmo numa escala muito modesta. Surge então a questão de saber se eles podem "ser bons". Ao menos que eles sejam empregados para fazer alguma coisa, eles provavelmente darão um passo para trás ao invés de progredir. Felizmente, há um caminho através do qual podem ter certeza de adquirir a capacidade em sua próxima encarnação. Este caminho é o Karma Yoga: a devoção através de um trabalho sobre a obra. 53. Aponta o "Caminho" — por vagamente que o faças, e perdido entre a multidão — como a estrela da tarde àqueles que caminham pela escuridão.

O principal método de Karma Yoga indicado é a pregação da Boa Lei. Claro que vai ser entendido que qualquer pessoa, assim, infelizmente, situada não poderá entender a Lei, mas a Lei é de tal força que esta não é uma desvantagem fatal. Veja Liber CCC . 54. Olha Migmar (Marte), quando nos seus véus carmesins o seu "Olho" se derrama sobre a Terra que dorme. Olha a aura de fogo da "Mão" de Lhagpa (Mercúrio) estendida com amorosa proteção por sobre as cabeças dos seus ascetas. Ambos são agora servos de Nyima (o Sol), ficando, na sua ausência, como sentinelas silenciosas na noite. Foram, contudo, em Kalpas passados, Nyimas brilhantes, e talvez em "Dias" futuros se tornem outra vez dois Sóis.


Tais são as descidas e subidas da Lei kármica na natureza.

A astronomia do autor deste livro não é igual a sua prosa poética. Mercúrio não pode ser mencionado como tendo uma aura de fogo, ou ser um observador silencioso durante a noite. Também não é fácil atribuir algum significado para a afirmação de que Marte e Mercúrio eram Sóis. As teorias de transmigração da personalidade envolvida está um pouco difícil de entender! 55. Sê, Ó Lanu, como eles. Dá luz e conforto ao peregrino cansado, e procura aquele que sabe ainda menos do que tu; que na sua desolação miserável está faminto do pão da sabedoria e do pão que alimenta a sombra, sem Mestre, esperança ou consolação, e fá-lo ouvir a Lei.

Essa indicação é muito importante para todos os Estudantes de qualquer grau. O primeiro dever de cada um é para si, e ao seu progresso no caminho, mas o seu segundo dever, que pressiona o primeiro duramente, é dar assistência a esses não tão avançados. 5 6. Dize-lhe, Ó Candidato, que aquele que faz do orgulho e do egotismo servos da devoção; que aquele que, tenaz da sua existência, em todo o caso depõe a sua paciência e submissão à Lei como uma flor aos pés de ShākyaThub-pa, se torna um Sirotāpatti neste nascimento. Os Siddhis da perfeição podem ainda estar longe, muito longe; mas está dado o primeiro passo, ele entrou para o rio, e pode adquirir a visão da águia das montanhas, o ouvido da tímida corça.

Parece uma afirmação bastante ousada que Sirotapatti seja tão facilmente alcançado, e eu não conheço nenhuma autoridade Canônica Budista para esta afirmação. (Um Srotapatti torna-se um Arahat em sete encarnações. "Siddhis" - poderes mágicos.)


57. Dize-lhe, Ó Aspirante, que a verdadeira devoção pode tornar a dar-lhe o conhecimento, aquele conhecimento que era seu nas suas vidas anteriores. A visão dévica e o ouvido dévico não se podem obter em uma breve vida.

A promessa neste versículo é menos difícil de acreditar. Por verdadeira devoção entendese uma devoção que não depende de seu objeto. O maior tipo de amor não pede retorno. No entanto, é errado dizer que "visão dévica e o ouvido dévico não se podem obter em uma breve vida", uma vez que parece significar que, a menos que nasça com eles você nunca poderá adquiri-los, o que certamente é falso. Isso abre a possibilidade para qualquer um afirmar a quem quer que seja que tenha adquirido, que ele deve ter adquirido em uma existência anterior, mas uma argumentação mais estúpida dificilmente pode ser imaginada. É uma declaração em função do próprio cargo, e ela levanta a questão, e comete a mesma falácia que é cometida por aqueles que supõem que um Deus eterno pode explicar um Universo incriado. 58. Sê humilde, se queres adquirir a Sabedoria.

Por humildade significa a humildade do homem científico. 59. Sê mais humilde ainda, quando tiveres adquirido a Sabedoria.

Esta é apenas uma paráfrase de observação de Sir Isaac Newton sobre a criança pegando conchas. 60. Sê como o Oceano, que recebe todos os rios e riachos. A calma imensa do Oceano não se perturba; recebe-os e não os sente.

Este versículo tem muitas interpretações possíveis, mas seu significado principal é que


você deve aceitar o universo sem ser afetado por ele. 61. Domina o teu Ser inferior com o teu Divino.

"Divino" refere-se a Tiphareth. (Ver O Equinócio). 62. Domina o Divino com o Eterno.

"Eterno" refere-se a Kether. Nestes dois versículos, o caminho é explicado em linguagem quase cabalística. 63. Sim, grande é aquele que mata o desejo.

Por "desejo" novamente entende-se "tendência" no sentido técnico budista. A Lei da Gravitação é o exemplo mais universal de tal tendência. 6 4 . Maior ainda é aquele em quem o Self Divino matou o próprio conhecimento do desejo.

Este versículo se refere a uma fase em que o Mestre está inteiramente fora da lei de causa e efeito. As palavras "Self Divino" são um pouco enganadoras, tendo em conta o sentido em que têm sido utilizadas anteriormente. 65. Põe-te de guarda ao Inferior, para que não macule o Superior.

O Estudante é orientado a "guardar" o inferior, ou seja, ele deve protege-lo e fortalecê-lo em cada aspecto possível, nunca permitindo que ele cresça desproporcionalmente ou ultrapasse seus limites.


66. O caminho para a libertação final está dentro do teu SELF.

Neste versículo encontramos o "SELF" identificado com o Universo. 67. Esse caminho começa e acaba fora do Self.

O Ego ou seja, aquilo que se opõe ao não-Ego, tem que ser destruído. 68. Sem elogios de todos os homens e humilde é a mãe de todos os rios na vista orgulhosa de Tirthika; vazia a forma humana, ainda que cheia das águas suaves de amrita ao olhar dos insensatos. E, contudo, a origem dos rios sagrados é a terra sagrada, e aquele que possui a Sabedoria é respeitado por todos os homens.

Este versículo parece empregar uma metáfora local e, como Madame Blavatsky nunca tinha visitado o Tibete, a metáfora é obscura, e a geografia duvidosa. 69. Arhans e Sábios da Visão ilimitada são raros como a flor da árvore Udumbara. Os Arhans nascem à meia-noite, como a planta sagrada de nove e sete caules, a flor sagrada que desabrocha e floresce na escuridão, saída do orvalho puro e do leito gelado das alturas nevadas, alturas que nenhum pé pecador pisou.

Encontramos o autor talentoso novamente em dificuldades, desta vez com botânica. Por "Visão ilimitada" não se entende um Siddhi idiota, mas uma das formas de Samadhi, talvez aquele sobre a serpente Ananta, a grande serpente verde que circunda o Universo. 70. Nenhum Arhan, Ó Lanu, se torna um naquela vida em que pela primeira


vez a Alma começa a ansiar pela libertação final. E, contudo, Ó ansioso, a nenhum guerreiro oferecendo-se voluntariamente para a terrível luta entre a vida e a morte, a nenhum recruta pode ser recusado o direito de entrar no caminho que conduz ao campo de Batalha. Porque ou vence ou cai.

É muito importante que o Mestre não deve rejeitar qualquer Estudante. Como está escrito em Liber Legis, "Ele deve ensinar, mas ele pode fazer severos os ordálios." Compare também o Æthyr l3th em Liber 418, onde é mostrado que Nemo não tem condições de decidir qual das suas flores é realmente importante, embora a certeza de que todos os dias uma flor floresce. 71. Sim, se ele vence, o Nirvāna será seu. Antes de abandonar a sua sombra, de enjeitar a sua veste mortal, essa causa abundante de angústia e de dor ilimitável — os homens honrarão nele um Buda grande e sagrado.

As palavras "veste mortal" sugerem Stratford-on-Avon, em vez de Lhasa. O significado do verso é um pouco obscuro. É que o vencedor será reconhecido como um Buda, mais cedo ou mais tarde. Isso não é verdade, mas não importa. "Meu Deus... se alguém quiser "reconhecimento" de "homens"! Socorro! 72. E se cai, mesmo assim não cai em vão; os inimigos que abateu na última batalha não tornarão a viver na sua próxima encarnação.

Um novo incentivo para prosseguir, pois apesar de você não conseguir tudo, os inimigos que você conquistou não vão atacá-lo novamente. Na verdade isso raramente é verdade. A conquista deve ser muito completa para que seja assim, mas certamente eles retornam com intensidade muito reduzida. Semelhante é a imunização progressiva do homem com


a sífilis, que era uma doença rapidamente fatal quando fresca. Agora todos nós temos em nosso sangue, e somos protegidos (até certo ponto, pelo menos) contra as mulheres. 73. Mas, se queres chegar ao Nirvāna, ou rejeitar esse prêmio, não deixes o fruto da ação e da inação ser o teu motivo, ó de coração indômito.

Este versículo também é muito obscuro, desnecessariamente. O "fruto" e o "prêmio" ambos se referem ao Nirvana. 74. Aprende que ao bodhisattva que troca a Libertação pela Renúncia para vestir as angústias da "Vida Secreta", chama-se "três vezes Venerado", Ó candidato à dor através dos ciclos.

Este versículo não deve ser interpretada como oferecendo o incentivo ao título de "três vezes Venerado" a um bodhisattva. É um simples apelo eloquente ao Candidato. Isso ai é preocupantemente terrível. Isso sugere uma proprietária de terras em Dickens que "com certeza já viu dias melhores". 75. O CAMINHO é um, Discípulo, mas, no fim, duplo. Marcados estão os seus estágios por quatro e sete Portas. A uma extremidade — a felicidade imediata, à outra — felicidade renunciada. Ambos são a recompensa do mérito: a escolha a ti pertence.

Os "quatro e sete Portais" referem-se, primeira ás quatro etapas que terminam em Arhat, e segundo aos portais que são mencionados no terceiro fragmento. 76. O Um torna-se os dois, o Aberto e o Secreto. O primeiro leva à meta, o segundo à Autoimolação.


O significado óbvio do verso é o único a se tomar. No entanto, devo novamente alertar o leitor contra a suposição de que a "Auto-Imolação" tenha alguma coisa a ver com Sir Philip Sidney, ou o Sati da viúva de brahmin. 77. Quando ao Permanente o Mutável se sacrifica, o prêmio é teu; volta a gota ao lugar de onde veio. O CAMINHO Aberto conduz à mudança imutável — Nirvāna, o estado glorioso de Absoluto, a Felicidade além da concepção humana.

78. Assim, o primeiro Caminho é a LIBERTAÇÃO.

7 9. Porém, o segundo caminho é — a RENÚNCIA; por isso é chamado o "Caminho da Dor".

Há muito sentimentalismo nesta parte do tratado, embora talvez isso seja culpa da linguagem, mas a atitude de contemplar a tristeza do Universo eterno é covarde e não científica. Na tentativa prática de auxiliar o sofrimento, a consciência do sofrimento é perdida. No que diz respeito à doutrina do karma, o argumento é inoperante. Em certo sentido, o Karma não pode ser interferido, até mesmo no menor grau, de qualquer forma, portanto, todos as ações não são verdadeiramente a causa, mas o efeito. Em outro sentido Zoroastro está certo quando diz que "teurgos, não descem tanto ao ponto de serem classificados entre os rebanhos que estão sujeitos ao destino." Mesmo que a vontade não possa ser livre, ela deve ser considerado como livre, ou a palavra perde seu significado. Há, no entanto, um ensino muito mais profundo nesta matéria. 8 0 . Esse Caminho Secreto conduz o Arhan a uma angústia mental inexprimível; dor pelos Mortos que estão vivos, e compaixão inútil pelos homens da tristeza kármica; o fruto do Karma não ousam os Sábios fazer


parar.

Angústia mental inexprimível — Ratos! Se tivéssemos que tomar tudo isto com toda a seriedade, deveríamos mandar H.P.B. e Sacher Masocj para a escola. Ela não parece ter qualquer ideia do que é um arhat, logo que ela mergulha em uma dessas orgias de flagelação moral! Muito antes de a pessoa se tornar um Arhat, a pessoa tem a mente completamente curada. Sabe-se o que é contradição e ilusão. É aquele que passou pelo Abismo, e chegou a Realidade. Agora, embora um seja arremessado de volta novamente cruza o Abismo, como explicado no Liber CDXVII , e sofre bastante suas experiências mentais normais, mas elas não são mais levadas a sério, pois elas não têm o poder de iludir. Não há dúvida de que Sábios ousados ainda gerem karma. Eu entendo perfeitamente e sei como se poderia definir a respeito de ainda gera-lo, pelo caminho. Mas quanto mais Sábio se é, menos se interfere com a Lei. Há um comentário especial sobre este ponto em Liber Aleph. A maioria dos prazeres da vida, e a maioria das lições da vida, são dadas por obstáculos superáveis. Jogo, incluindo o amor, depende da superação de resistências artificiais ou imaginárias. Golf tem sido definido como uma tentativa de meter uma bolinha em um buraco com um conjunto de instrumentos muito mal adaptados para o efeito. No Xadrez estamos limitados por regras puramente arbitrárias. As prostitutas mais bem sucedidos são aquelas que têm mais truques em suas bolsas. Não vou dizer que essa complexidade é melhor do que o Caminho do Tao. Provavelmente é uma perversão do paladar, um caviar espiritual. Mas como diz o poeta: Pode parecer estranho para você: O fato é—eu gosto disto!

81. Porque está escrito: "ensina a evitar todas as causas; à maré do efeito, como à grande onda, deixarás seguir o seu curso".


Este verso aparentemente contradiz completamente longo discurso contra a inação, porque o objeto deste que aconselha a não-ação é evitar qualquer causa dela decorrente, de modo que quando as velhas causas forem trabalhadas não haverá mais nenhuma. Mas isso é muito filosófico, porque cada efeito tão logo ocorra torna-se uma nova causa, e é sempre igual à sua causa. Não há resíduos ou dissipação. Se você pegar um átomo de hidrogénio e combiná-lo com cem mil outros átomos, por sua vez, continua sendo o hidrogênio, e não perdeu nenhuma de suas qualidades. A harmonia das doutrinas de ação e não-ação pode ser encontrada no Caminho do Tao. Cada um deve "fazer o que é perfeitamente natural para si, mas esse efeito só pode ser atingido quando a consciência da pessoa esta fundida na Consciência Universal ou Fálica. 8 2. O "Caminho Aberto", mal chegaste ao seu fim, levar-te-á a rejeitar o corpo bodhisattvico, e far-te-á entrar para o estado três vezes glorioso de Dharmakāya, que é o eterno esquecimento dos homens e do Mundo.

O colocação denominada "Eu" é dissolvida. Algo "sai" como a chama de uma vela. Mas devo ressaltar que a cláusula final é novamente dolorosamente geocêntrica. 83. O "Caminho Secreto" também conduz à felicidade Parinirvānica — mas ao termo de Kalpas inúmeros; Nirvānas ganhos e perdidos por uma piedade e compaixão ilimitadas pelo mundo de mortais iludidos.

Isto é completamente contrário aos ensinamentos budistas. Buda certamente tinha "Parinirvana," se há uma coisa dessas, embora, como Nirvana significa "Aniquilação" e Parinirvana "completa Aniquilação", ele exige uma mente mais metafísica do que a minha para distinguir entre estes. Certamente o Buda não precisou de qualquer velhos Kalpas para chegar lá, e supõe-se que Buda ainda esteja lá, observando o mundo, degradando-se a uma divindade comum, e está em flagrante contradição para a afirmação contida no Sutta Mahaparinibbana, onde Buda explica seriamente que ele está


passando por esse tipo de falecimento que nunca deixa nada para trás, e compara sua morte a extinção de uma lâmpada. O Budismo Canônico é certamente a única coisa em que podemos confiar como um guia para os ensinamentos de Buda, se é que houve um Buda. Mas não estamos de modo algum obrigados a aceitar esses ensinamentos às cegas, no entanto é grande nossa reverência pessoal para o professor. 84. Mas diz-se: "O último será o maior". Samyak Sambuda, o Mestre da Perfeição, abandonou seu SELF para a salvação do Mundo, parando no limiar do Nirvāna — o estado de pureza.

Aqui está mais dificuldade metafísica. Uma espécie de nada, satisfazendo seus prazeres, infelizmente, se torna um tipo totalmente superior de nada. É sem qualquer esperança de progresso pessoal que os mestres ensinam. Promoção pessoal deixou de ter qualquer significado muito antes de alguém se tornar um mestre. Nem ensinam, porque eles são um Tipo Amável de Pessoas. Mestres são como os cães, que "latem e mordem, por essa ser sua natureza". Nós não queremos nenhum crédito, não obrigado; estamos cansado de vocês, nós temos apenas que ir em frente. Este verso é, supõe-se, uma tentativa de colocar as coisas no tipo de linguagem que seria compreendida pelos iniciantes. Compare com o Capítulo Treze do Livro das Mentiras, onde se explica como a pessoa é induzida a seguir o caminho por falsos pretextos. Compare também a história do Golfinho e do Profeta em "Liber LXV":

1. Vê! o Abismo da Grande Profundez. Ali está pujante golfinho, fustigando seus lados com a força das ondas. 2. Ali está também um harpista de ouro, tocando infinitas melodias. 3. Então o golfinho deleitou-se nelas, e deixou seu corpo, e se tornou uma ave. 4. O harpista também pôs de lado sua harpa, e tocou melodias infinitas na Flauta de Pan.


5. Então a ave desejou muito esta alegria, e depondo suas asas, tornou-se um fauno da floresta. 6. O harpista também depôs sua flauta de Pan, e com a voz humana cantou suas melodias infinitas. 7. Então o fauno encantou-se e foi-lhe atrás muito longe; por fim o harpista calou-se, e o fauno virou Pan no meio da primal floresta da Eternidade. 8. Tu não podes encantar o golfinho com silêncio, Ó meu profeta!

8 5 . Tens agora o conhecimento a respeito dos dois Caminhos. Chegará o momento em que terás de escolher, Ó de Alma ansiosa, quando tiveres chegado ao fim e passado as sete Portas. A tua mente está lúcida. Já não estás preso a pensamentos ilusórios, porque aprendeste tudo. Sem véu está ante ti a verdade, e fita-te gravemente. Diz ela: "Doces são os frutos do Descanso e da Libertação por causa do Self, porém, mais doces ainda os frutos do dever longo e amargo. Sim, da Renúncia por amor aos outros, aos homens que sofrem".

86. Aquele que se converte em Pratyeka-Buda só presta obediência à seu Self. O bodhisattva que ganhou a batalha, que tem o prêmio na mão, mas exclama, na sua divina compaixão:

8 7 . "Por amor aos outros abandono esta grande recompensa" realiza a Renúncia maior. Ele é UM SALVADOR DO MUNDO. ...............


Mais uma vez somos informados da doçura dos frutos. Mas, mesmo no começo o Magista teve que trabalhar totalmente independente de todas os frutos, e seu principal método tem sido o de rejeitar qualquer que venha em seu caminho. Novamente tudo isso sobre o "amor aos outros" e "homens que sofrem", é o tipo de traço sentimental careca que assegura que este livro foi concebido para atingir o Inglês e não para o público tibetano. O sentimento de separação dos outros tem sido eliminado da consciência a muito, muito tempo atrás. O Buda, que realiza a maior Renúncia é um Salvador do Mundo-ele é a raça de um cão que se tornou um cachorrinho. Não é virtude de um cão se tornar cachorrinho. Um cão não se torna um cachorrinho pela renúncia de não-raça. É bem verdade que você e eu valorizemos um tipo de Buda dentre uma espécie de Buda, mas o Universo não está enquadrado em conformidade com o que você e eu gostamos. Como Zoroastro diz: "O movimento das Estrelas não foi gerado por sua causa", e há momentos em que um Buddha-Dhamma reflete sobre o fato de que ele é nada mais, nada menos do que qualquer outra coisa, e queria que ele estivesse morto. Ou seja, esse tipo de Buddha-Dhamma no qual tais pensamentos surgem necessariamente, pensa assim, mas isso obviamente não aconteceu, porque ele não tem a natureza de um BudaDhamma para pensar qualquer coisa do tipo, e Ele até sabe demais para pensar que seria bastante natural que houvesse alguns tipos de Buda Dhamma que pensar-se algo do tipo. Mas ele é certamente bastante indiferente ao elogio e à crítica dos "homens que sofrem." Ele não quer a sua gratidão. Agora vamos encerrar este assunto doloso. 88. Vê! A meta da felicidade e o longo Caminho da Dor estão no extremo fim. Podes escolher um ou outro, Ó aspirante ao Sofrimento, através dos ciclos que hão de vir! Om Vajrapani Hum.

Com esta passagem eloquente o fragmento se encerra. Pode-se observar que a afirmação "podes escolher" é completamente oposta à forma da teoria do determinismo, que é o budismo ortodoxo. No entanto, a questão do livre-arbítrio tem sido discutida em uma


nota anterior. OM VAJRAPANI HUM.-Vajrapani era uma espécie de divindade universal em um Manvantara anterior que fez um juramento: Antes que o Ciclo traga a escuridão total, Eu trabalho para que cada ser vivo Passe para além desta constante cadeia de causas. Se eu falhar, destrua todo o meu ser Em milhões de peças de um turbilhão!

Ele não conseguiu, é claro, e consequentemente explodiu; daí surgiram as Estrelas. Origem da tradução Traduzido por Frater V.I.T.R.I.O.L.


Fragmento III Os Sete Portais 1. “Upādhyāya, a escolha está feita, anseio pela Sabedoria. Rasgaste já o véu que escondia o Caminho secreto e ensinaste o Yāna superior. [Mayayana, o Grande Caminho; um termo para o budismo hinduizado do Tibete. - Ed.] O teu servo aqui está pronto para que o guies".

Este fragmento de novo parece ter a intenção de seguir-se imediatamente após o último, e ainda o chela diz ao guru que a escolha está feita. Obviamente não se refere à excelente escolha referida no fragmento II, versículo 88. Um é mais inclinado a suspeitar que Madame Blavatsky supõe que Mahayana e Hinayana se refere de alguma forma ou de outra aos dois caminhos previamente discutidos. Eles não. O método de explicação de Madame Blavatsky, na ausência de informação original, deveria ter comentadores existentes e em desacordo com seus critérios já que os originais devem ser desconhecidos, assim como suas opiniões e afirmações. Este método economiza muito do trabalho de pesquisa, e com um pouco de sorte, deveria ser possível descobrir posteriormente, muita justificação nos originais a medida que eles se tornassem conhecidos. Madame Blavatsky foi inocentada ao empregar este método porque ela realmente conhece o assunto melhor do que qualquer comentador ou original. Ela simplesmente usou a tradição oriental como um caçador de avestruz usa a pele de um pássaro morto. Ela foi Ulysses, e o Oriente seu Cavalo de Madeira. [Maha (grande) e Hina (pequeno) são epítetos completamente sem sentido, servindo apenas para diferenciar budismo tibetano hinduizado do budismo cingalês-birmanes-siames Canônico.-Ed]. 2 . Está bem, Srāvaka. Eu te Preparo, porque terás de seguir sozinho. O Mestre só pode apontar a direção. O Caminho é um para todos, os meios para alcançar a meta deve variar de acordo com o Peregrino.


Aqui é admitido que há muitas maneiras de alcançar o mesmo fim. Para que esteja em condição de auxiliar um Estudante, o professor deve conhecer todas estas formas por experiência efetiva. Ele deve conhecê-las em detalhe. Há uma grande quantidade de intoxicação de piedade sobre a maioria dos professores, é muito fácil dizer: "Seja bom e você será feliz", e eu tenho medo que mesmo este livro em si tenha sido superestimado pela maioria de seus admiradores. O que o Estudante quer não é generalizações vagas sobre a virtude, não analises do Nirvana e explorações na metafísica hindu, mas uma clara declaração simples de carácter prático. Quando um homem está meditando e se vê interferido por alguma classe especial de pensamento, ele não quer saber sobre a glória de Buda e as vantagens do dhamma e a piedade fraterna do sangha. Ele quer saber como parar os pensamentos que surgem, e a única pessoa que pode ajudá-lo a fazer isso é um Professor que tem sido incomodado por esses mesmos pensamentos, e aprendeu a detêlos em seu próprio caso. Para cada um professor que conhece a sua área completamente, há pelo menos dez mil que arrotam banalidades piedosas. Eu não gostaria de mencionar nomes, mas Annie Besant, Prentice Mulford, troward, Ella Wheeler Wilcox, e assim por diante, para baixo-direita para baixo, de Arthur Edward Waite, imediatamente me ocorrem à mente. O que não me ocorre à mente é os nomes das pessoas que vivem atualmente e que conhecem o seu assunto com a experiência. O falecido Swami Vivekananda sabia disso. Swami Sabapaty fez. Sri Swami Parananda fez isso e, claro, acima de tudo isso está Bhikkhu Ananda Metteyya. Fora esses, não pode-se pensar em ninguém, exceto os muito reticentes Rudolf Steiner, que denuncia conhecimento prático com o Caminho. A maneira de descobrir se um professor sabe alguma coisa sobre isso ou não é fazer o trabalho sozinho, e ver se sua compreensão dele melhora, ou se ele mente em sua hora de necessidade, com observações sobre a Virtude. 3 . Qual escolherás, Ó de coração indômito? O Samtan da "Doutrina dos Olhos", o quádruplo Dhyāna, ou abrirás caminho através das Pāramitās, seis em número, nobres portas da virtude conduzindo a Bodhi e a Pragnyā, sétimo passo da Sabedoria?


Não se deve supor que os caminhos aqui indicados são todos. Aparentemente, o escritor ainda esta preso aos mesmos velhos dois caminhos. Parece que "quádruplo Dhyana" é uma mera extensão da palavra Samtan. Há, no entanto, oito, e não quatro, quatro destes sendo chamados Baixos e quatro altos. Eles são definidos no "budismo" de Rhys-David, 174-6. O Buda antes de sua morte passou por todos esses estágios de meditação, que são descritos no parágrafo aqui citado: "Então, o Abençoado dirigiu-se os irmãos, e disse: 'Eis que agora, irmãos, exorto-vos, dizendo:" Decadência é inerente a todas as coisas compostas! Trabalhai na vossa salvação com diligência! '" "Esta foi a última palavra do Tathagata! "Então, o Abençoado entrou no primeiro estágio da meditação profunda. E, levantando-se da primeira fase, passou para a segunda. E, erguendo-se da segundo, ele passou para a terceira. E, levantando-se da terceira fase, ele passou para o quarta. E, levantando-se da quarta fase de profunda meditação, ele entrou em estado de espírito em que o espaço infinito é o único presente. E a passagem para fora da mera consciência da infinitude do espaço, entrou para o estado de espírito em que o infinito do pensamento é o único presente. E a passagem para fora da mera consciência da infinidade de pensamento que ele entrou em um estado de espírito em que o nada foi especialmente presente. E a passagem para fora da consciência de nenhum objeto especial que ele caiu em um estado entre a consciência e a inconsciência. E a passagem para fora do estado entre consciência e inconsciência, ele caiu em um estado no qual o inconsciente tanto de sensações e de ideias tinha falecido inteiramente. "

Que bobagem! Aqui temos um homem sem experiência dos estados que ele está


tentando descrever, pois o professor Rhys-Davids, embora tenha muitas virtudes, não é Buda, e este homem está a tentar traduzir termos altamente técnicos para uma linguagem em que os termos técnicos, não só não têm equivalente, mas não têm nada ao menos remotamente capaz de ser substituído por um equivalente. Esta é uma característica de praticamente todos os que escrevem sobre o pensamento oriental. O que se deseja é um mestre de uma linguagem ocidental para obter as experiências do Oriente pelo empreendimento de práticas Orientais. Sua própria experiência, colocar em palavras, então, formar uma tradução muito maior de obras orientais sobre o mesmo assunto, do que qualquer tradução que um estudante poderia fornecer. Estou inclinado a pensar que este foi o método de Blavatsky. Mesmo sendo uma óbvia falsificação, este único volume contém tanta verdade e sabedoria porque esse é o caso. O Mestresemelhante na Linguagem e na Experiência tem surgido nos últimos tempos, é o Mestre Therion — A Besta — 666 — o Logos do Æon, cuja palavra é "Faze o que tu queres há de ser tudo da lei". 4. O Caminho árduo do quádruplo Dhyāna ondula montanha acima. Três vezes grande é aquele que chega ao píncaro altíssimo. 5 . As alturas de Pāramitā são atravessadas por um caminho ainda mais íngreme. Tu tens de lutar pelo teu caminho através de sete portas, sete fortalezas guardadas por Poderes cruéis e ardilosos — paixões encarnadas.

A distinção entre os dois caminhos agora é evidente, que do Dhyana é intelectual, ou se poderia dizer melhor, mental, e o de Paramita, moral. Mas pode muito bem ser perguntado se esses caminhos são mutuamente exclusivos, se um homem bom é sempre um idiota e um homem inteligente sempre um bruto, para colocar a antítese em um plano um pouco inferior. Será que alguém realmente acha que se pode alcançar um controle mental supremo enquanto há "sete cruéis, ardilosos poderes, paixões encarnadas", o preocupando? O fato é que esta dicotomia do Caminho é bastante dramática do que realmente baseada na experiência.


6 . Anima-te, Discípulo; tem sempre presente o preceito áureo. Uma vez passada a porta Srotāpatti, “aquele que entrou para o rio”; uma vez teu pé seja posto sobre o leito do rio Nirvānico nesta vida ou em qualquer vida futura, tem apenas diante dele mais sete nascimentos, Ó homem de Vontade de ferro.

O autor não esclarece o que se entende por "preceito áureo". O Srotāpatti é uma pessoa em um estágio que ele se tornará Arhan após sete encarnações. Não há nada no budismo sobre o compromisso voluntário de encarnações, a fim de ajudar a humanidade. E, claro, o ato de falar de "felicidade nirvânica" é enganoso quando se pensa que esta qualidade de bem-aventurança ou Ananda decorrente do primeiro jhana, já desapareceu, para nunca mais voltar, em seguida. A questão toda é o Nibbana irremediavelmente misturado com bebida e interpretação mal-metafísica e tradição falsa. Deve ser lembrado que Nibbana é apenas o Pali, o dialeto vulgar, para o NIRVANA sânscrito, e que o Nirvana é um estado que caracteriza Moksha, que é o resultado da liberação Nirvikalpa-Samadhi. Mas nesta ocasião Moksha é definida pelos hindus como a unidade com Parabrahman e Parabrahman é sem quantidade ou qualidade, não sujeito a alteração de qualquer forma, completamente fora de Manvantara e Pralaya, e assim por diante. Em certo sentido, ele é puro Atman. No entanto, o budista rejeita o Atman, dizendo que não há tal coisa. Portanto, para ele, não há Parabrahman. Não há realmente Maha Brahma, que está (em última instância) sujeito a mudanças, e, quando o Karma que fez dele Maha Brahma está esgotado, podem reencarnar como um porco ou uma Pisacha. Consequentemente Moksha não é a libertação de tudo, o Nirvana significa a cessação daquilo que, no entanto, após um longo período, pode mudar. Isso tudo é bastante claro, mas, em seguida, o budista vai e toma a palavra para Nibbana exatamente pelo mesmo significado que os hindus entendem por Nirvana, insistindo com veemência que ele é completamente diferente. E assim de fato é. Mas, se há um motivo mais para perguntar: "Então o que é?" encontra-se envolvido em dificuldades muito consideráveis. É uma dificuldade que eu não posso fingir resolver, até


mesmo pela lógica que se obtém sobre o abismo. Posso, no entanto, mostrar a dificuldade em relacionar uma conversa que tive com Bhikkhu Ananda Metteyya em novembro de 1906, enquanto eu estava com ele em seu mosteiro fora de Yangun. Eu estava discutindo que resultado teria efeito direto no trabalho do Estudante. Se ele passou muito tempo ele foi obrigado a ter êxito, e ele pode razoavelmente inferir uma relação causal entre seu trabalho e o seu resultado. O Bhikkhu não estava disposto a admitir que isso possa ser assim em tais etapas elementares como Jhana, mas no que diz respeita à realização de travessia-Arhat, ele alegou que dependia sim do Karma universal do que aquele criado pelo aspirante. Evitando subterfúgios metafísicos como o fato de estes dois tipos de Karma não serem idênticos, figurou a situação desta maneira. Existem duas rodas, uma da qual é o soro de Nibbana, e as outras das quais levam à realização do Adepto. Estas duas rodas tocam-se somente em um ponto. Agora, o Arhat pode chegar a circunferência de sua roda, ou seja, o ápice de sua realização, sempre que ele preferir, mas a menos que aconteça de fazê-lo no momento em que toca o ponto da roda do Nibbana, ele não vai se tornar um Arhat, e por isso é necessário que ele permaneça nessa cimeira tanto tempo quanto possível, na verdade sempre, a fim de que bye-bye - ele possa permanecer mais do que muitas encarnações de perfeição, esses dois podem coincidir. Essa perfeição não considerada como sendo a experiência espiritual, mas como a realização de Sila, e por Sila ele quis dizer a estrita observância das regras estabelecidas pelo Buda para o Bhikkhu. Ele continuou, que o Buda tinha aparentemente dado muito mais importância à virtude do que a qualquer grau de realização espiritual, colocando o bem-comportado Bhikkhu não só acima dos deuses, mas acima dos maiores Yogis. (É óbvio, para os budistas, que iogues hindus, por mais eminente, não são Arhats.) Ele disse que as regras estabelecidas para Bhikkhus criou as condições necessárias. Um Bhikkhu bom, sem qualquer experiência espiritual, tinham pelo menos uma chance, enquanto o Bhikkhu ruim ou não-Bhikkhu, apesar de todas as formas de Samadhi ter ido até na ponta dos dedos, não tinha nenhuma. O ponto é muito importante, pois nesta teoria o último, após todas as suas realizações, pode passar por todas os Lokas-Dhyana e através do Arupa-Brahma-Lokas, exaurir o Karma, reencarnado como um Spirochætes Pallida, e ter que começar mais uma vez. E o Bhikkhu mais virtuoso pode ser tão infeliz como a queda da Virtude a milionésima parte de um segundo antes de seu ponto na


circunferência da esfera tocar aquela da roda do Nibbana, recuperá-la de dois milionésimos

de

segundo

depois, e

assim, encontrar uma forma de

adiar

indefinidamente o Arhat. Então eu disse: O mais excelente expositor da boa Lei, peço-te para explicar-me a diferença exata entre essa doutrina e o que ouvimos de Shri Parananda quanto a realização do Samadhi, embora dependesse de alguma forma sobre a realização do Yogi, dependia também da graça do Senhor Shiva, e que o Yoga que todos nós tínhamos não era bom a menos que o Senhor Shiva estivesse de bom humor. Em seguida, o Bhikkhu respondeu num sussurro dramático, "Não há nenhuma diferença, exceto que não é Budismo". A partir deste exemplo, o Estudante vai entender que é melhor não se preocupar com Nibbana e sua natureza, mas limitar-se a controlar seus pensamentos. 7. Repara. Que vês tu diante dos olhos teus, Ó aspirante à Sabedoria Divina? 8 . "O manto da escuridão está sobre a profundidade da matéria, nas suas dobras me debato. Aprofunda-se, Senhor; à medida que para ele olho; um gesto da tua mão o desfaz. Mexe-se uma sombra, arrastando-se como as dobras coleantes da serpente ... Ela cresce, incha e desaparece na escuridão".

Nesta passagem, uma visão definitiva é apresentada ao Lanu. Isso pode ser feito por um adepto, e às vezes é um método útil. 9. É a sombra de ti mesmo fora do CAMINHO, lançada sobre a escuridão dos teus pecados.

Esta encantadora imagem poética não deve ser tomada literalmente. 10. “Sim, Senhor, vejo o CAMINHO; o seu princípio fincado no lodo, o seu cimo perdido na Nirvānica luz gloriosa. E agora vejo os Portais cada vez


mais estreitos na estrada árdua e espinhosa para Gnyċna".

Isto continua uma visão que se assemelha, dolorosamente, as colorido estampas dos Amplos e Estreitos Caminhos tão familiares para aqueles infelizes, cujas atividades os leva através da Paternoster Row. 11. Tu vês bem, Lanu. Esses Portais levam o aspirante a atravessar o rio "para a outra margem". Cada Portal tem uma chave dourada que abre o seu portão; e essas chaves são:

A expressão "a outra margem" é particularmente infeliz, devido a suas associações na mente do Inglês com o hino mais conhecido como "O doce adeus." É uma metáfora para a qual existe pouca justificação. O Nirvana é frequentemente mencionada como uma ilha em escritos budistas, mas eu não estou familiarizado com todo o trecho em que a metáfora é a de um lugar na outra extremidade de uma viagem. A metáfora, além disso, é mista. No verso anterior ele estava subindo uma escada, agora ele está atravessando as águas, e nem em escadas, nem em viagens pela água que se costuma passar através dos portais. 12. 1. DĀNA, a chave da caridade e do amor imortal. 2. SHĪLA, a chave da Harmonia nas palavras e nos atos, a chave que contrabalança a causa e o efeito, não deixando mais espaço à ação Kármica. 3. KSHĀNTI, paciência doce, que nada pode perturbar. 4. VAIRĀGYA, a indiferença ao prazer e à dor, a ilusão vencida, só a verdade vista. 5. VĪRYA, a energia indômita que abre o seu caminho para a VERDADE suprema, erguendo-se acima das mentiras terrenas.


6. DHYĀNA, cuja porta de ouro, uma vez aberta as cabeças dos Narjol em direção ao reino do Sat eterno e sua contemplação incessante. 7. PRAGNYĀ, a chave para o que faz do homem um Deus, criando- nele um Bodhisattva, filho dos Dhyānis. Tais são as chaves de ouro para esses Portais.

(Subseção I) Caridade e amor são aqui utilizadas no seu sentido técnico, Ágape. Amor é a Lei, amor sob Vontade. Ambos Ágape e Thelema (vontade) somam 93, que os identifica cabalisticamente. Este amor não é um sentimento superficial de bondade sentimental piegas. A maioria das pessoas da Ciência Cristã, Teosófica, do tipo Novo Pensamento, pensam que um monte de pensamentos flácidos, o envio de correntes de amor em seis trimestres, e assim por diante, irão ajudá-los. Não irá. O amor é uma chama pura, tão rápida e letal como o relâmpago. Este é o tipo de amor que o Estudante necessita. (Subseção II). A "chave" fala aqui do que foi exaustivamente explicado no Thien Tao em Konx Om Pax, mas não há um método peculiar, para além deste plano, e de fácil compreensão pelo equilíbrio em que as coisas possam ser feitas, que não produzam frutos. E esse método é completamente impossível de explicar. O mais próximo que eu possa vir a inteligibilidade, é dizer que você tem quase o mesmo tipo de sentimento como o que vocês têm quando estão tentando fazer-se invisível. Shila é de forma alguma relacionado com a moça encantadora irlandesa de mesmo nome. (Subseção III). A "paciência" falada aqui parece implicar a coragem de um tipo muito ativo. É a qualidade que persiste apesar de toda a oposição. Não se deve esquecer que a palavra "paciência" é derivada de Patior, sofrer. Mas, especialmente com os antigos, o sofrimento não foi concebido como uma função meramente passiva. Foi intensamente ativo e intensamente agradável. Há certas palavras ainda hoje existentes em que o significado original da palavra permanece, e considerações podem sugerir ao Estudante o verdadeiro sentido e o segredo desta passagem, "Accendat em nobis ignem Dorninus sui


amoris et aeternae flammam caritatis", uma frase que eu com a ambigüidade sutil dos clássicos encontrei a melhor forma de compreenção. (Subseção IV). Essa indiferença é muito similar ao que geralmente é chamado de desapego. A Doutrina foi redescoberta no Ocidente, e é normalmente anunciada como "A arte pela arte". Esta qualidade é mais inteiramente necessária no Yoga. Em tempos de aridez o "Diabo" vem a você e o convence que se você continuar meditando ou fazendo Pranayama, ou seja lá o que você pratique, você ficará louco. Ele também vai provar a você que é mais necessário para o seu progresso espiritual repousar. Ele vai explicar que, pela grande lei da ação e reação, você deve alternar a tarefa que você se propôs a fazer com qualquer outra coisa, que você deve, de fato, de alguma forma ou de outra mudar os seus planos. Qualquer tentativa de discutir com ele certamente resultará na derrota. Você deve ser capaz de responder, "Mas eu não tenho o mínimo interesse no meu progresso espiritual, estou fazendo isso porque eu me propus a fazê-lo. Pode prejudicar o meu progresso espiritual mais do que tudo no mundo. Isso não importa. Terei prazer em ser condenado eternamente, mas não vou negligenciar a minha obrigação de nenhuma forma. " Fazendo isso você sai na outra margem, e descobre que toda a controvérsia foi uma ilusão. Um nos torna cego, um tem que lutar contra o nosso caminho através do mar de asfalto. Não ha mais Fé nem Esperança. Tudo isso pode ser feito guardando o Amor, a fonte original de sua energia, com a máscara da indiferença. Esta imagem é um pouco enganadora, talvez. Não se deve supor que a indiferença é uma capa, e sim que deve ser uma indiferença real. O desejo de qualquer espécie deve realmente ser vencido, pois é claro que todo desejo é como se fosse uma corda em você para puxá-lo em algum sentido, e deve ser lembrado que o Nirvana está (como se fosse) em qualquer direção, como a quarta dimensão no espaço. (Subseção V.) "Virya" é etimologicamente a masculinidade. É essa qualidade que tem sido habitualmente simbolizada pelo falo, e sua importância tem feito suficientemente o Falo um símbolo universal, além de motivos totalmente relacionados com o curso da natureza. No entanto, estes confirmam a sua escolha. É livre-ele tem uma vontade própria completamente independente da vontade consciente do homem, levando-lo. Ele


não tem consciência. Ela pule. Ele não tem consideração por nada, apenas sua finalidade própria. Novamente e novamente este símbolo vai em um novo sentido retornar como o tipo de ideal. É um símbolo tanto do Início, do Meio e do Fim. Nesta passagem especial, é, contudo, principalmente sinônimo de vontade, e vontade foi tão pormenorizadamente no Livro 4, Parte II , que irá evitar problemas se assumirmos que o leitor está familiarizado com a obra-prima. (Subseção VI). Isso também foi descrito cuidadosamente no Livro 4, Parte I. Há uma distinção entre "Jhana" budista e em sânscrito "Dhyana", embora a primeira etimologicamente seja uma corrupção da última. A mania de classificação que obceca as mentes dos sábios tem sido particularmente dúbia e pernicioso no Oriente. A fim de dividir os estados de pensamento em 84 classes, que é a sua imbecilidade!-Objeto em si, pois 84 é sete vezes doze, eles não hesitam em inventar nomes para os estados completamente imaginários da mente, e para acabar com o mesmo estado de mente várias vezes. Isto leva a extrema dificuldade no estudo de suas obras sobre psicologia e afins. O homem original, Buda, ou quem ele possa ter sido, desenterrou de sua mente um número suficiente de joias, e os intelectuais miseráveis que editaram o seu trabalho adicionaram pedaços de vidro que compõem a cadeia. O resultado foi que muitos estudiosos têm pensado que toda a psicologia do Oriente é blefe puro. Uma observação semelhante acontece com a filosofia do Ocidente, onde os Escolásticos produziram um obscurecimento similar. Até agora, as pessoas quase não perceberam que eles fizeram todo o trabalho valioso de tudo isso, e citar as controvérsias, como as que dizem respeito ao número de anjos que podem dançar na ponta de uma agulha, são exemplos de sua completa imbecilidade e arrogância. Na verdade, é o crítico que é estúpido. A questão sobre os anjos envolve as considerações mais profundas da metafísica, e era sobre esta que as batalhas se desenrolavam. Imagino que seus críticos imaginam os Escolásticos discutindo se o número era de 25 ou 26, que defende a sua própria superficialidade pela prontidão com que eles atribuem a mesma qualidade aos outros. No entanto, uma grande quantidade de mal tem sido feito pelos pedantes, e as distinções entre as várias Jhanas tem pouco a transmitir para a mente


ocidental, mesmo para os homem que tem alguma experiência deles. A questão da má tradução torna a maioria dos documentos budistas, se não sem valor, no mínimo, pouco confiáveis. Nós, porém, tendo este livro como uma obra original de Blavatsky, não precisamos ser incomodados por todas as dúvidas mais mortais do que a de saber se o seu domínio de Inglês era perfeito, e neste tratado, apesar de certos sentimentalismos óbvios e bombasticismos, nós encontramos pelo menos as bases de um estilo bastante refinado. Eu acho que o que ela diz nesta subseção refere-se a uma declaração que eu tenho do meu Guru em Madura no sentido de que haveria um certo ponto no corpo apropriado para a meditação, que, uma vez descoberto, chamaria o pensamento naturalmente para si mesmo, a dificuldade de concentração consequentemente desapareceria, e que o conhecimento deste ponto em particular pode ser comunicado pelo Guru aos seus discípulos aprovados. (Subseção VII.) Vemos, agora, uma confusão entre as chaves e os portões. Os cinco primeiros são obviamente todos chaves. Os dois últimos parecem ser portões, a despeito das afirmações do texto. Encontramos também o termo Bodhisattva num sentido completamente ininteligível. Discutiremos esta questão mais detalhadamente um pouco mais tarde. O Dhyânis são deuses das sortes, ou o homem perfeito ou o que se pode chamar de deuses naturais, que ocupam a eternidade em contemplação incessante do Universo. O Mestre do Templo, como ele é em si mesmo, é uma pessoa bastante semelhante. Narjol é o Negociador do Caminho, não uma parafina-purgativa. 13. Antes que te possas acercar do último, Ó tecedor da tua liberdade, tens de possuir estas Pāramitās da perfeição — as virtudes transcendentais em número de seis e dez — por esse longo Caminho.

Vamos agora voltar para o Paramitas, e este tratado é aparentemente silencioso em relação a eles. Será que eu comoveria alguém? Não é o Caminho que é enfadonho: e sim


os sermões sobre a trajetória. 14. Porque, Ó Discípulo! Antes que estivesses apto a encontrar o teu Mestre frente a frente, o teu MESTRE luz a luz, que foi que te disseram?

O velho problema se repete. Nós não podemos dizer muito claramente em qual estágio o Discípulo supostamente está com relação a qualquer determinado pedaço de instrução. 15. Antes que te possas acercar da porta mais próxima tens de aprender a separar o teu corpo do teu espírito, e a viver no eterno. Para isto, tens de viver e respirar em tudo, como tudo que vês respira em ti; sentir-te existir em todas coisas, e todas as coisas no SELF.

No versículo 13 nos disseram para dominar as Paramitas antes de nos aproximarmos do último portão. Ora, o autor remete para o que ele tinha que fazer antes de ter se aproximado do primeiro portão, mas isso pode ser considerado como uma espécie de brincadeira por parte do Guru. O Guru tem uma vida enfadonha, e frequentemente se diverte ensinando ao Estudante! Que ele deve fazer algo obviamente impossível antes de começar. Isso aumenta o respeito do Estudante para com o Guru, e desta forma o ajuda, enquanto ao mesmo tempo, o seu ar de desespero é intensamente engraçada para o Guru. Assim, encontramos nesse versículo que o resultado final, ou algo muito parecido, é dado como um antecedente de qualificação para o ponto de partida, como dizer a um homem cego que ele deve ser capaz de ver através de uma parede de tijolos antes de recuperar a visão. 16. Não deixarás os teus sentidos fazer do teu espírito campo para o seu recreio.

Na sequência da tremenda tarefa do versículo 15 vem a parte óbvia e elementar de


instrução que se dá a um iniciante. A melhor saída para o dilema é tomar o versículo 15, num sentido bem básico. Vamos parafrasear este versículo. "Tente adquirir o hábito de ver o corpo e a mente como coisas distintas. Conecte-se com questões de importância eterna, e não se iluda com a ideia de que o universo material é real. Tente perceber a unidade do ser." "Isso é uma instrução sensata e adequada, uma espécie de prenúncio da meta. Ela harmoniza concepções emocionais e intelectuais que - posteriormente não vem a ser a realidade. 17. Não separarás o teu ser do SER, e do resto, mas fundirás o Oceano na gota de água, e a gota de água no Oceano.

Isso também pode ser considerado sob uma luz fundamental no sentido de: ". Comece mesmo a destruir o sentido de separação" 18. Então tu deverás estar em pleno acordo com tudo o que vive, o amor urso aos homens como se fossem o teu irmão-Estudante, discípulos de um Mestre, os filhos de uma doce mãe.

Agora fica claro que nisso ha a intenção em um sentido fundamental, pois o versículo 18 é realmente um pouco mais do que uma declaração de que um quadro de irritação da mente seja ruim para a meditação. É claro que qualquer forma de 'amor-urso ", etc, conforme solicitado, estaria sofrendo de amolecimento do cérebro. Ou seja, se você tomar isso em um sentido literal evidentemente. Existe uma forma clara de amor, mas não é estas tolas poças melosas. 1 9 . Professores há muitos; a ALMA-MESTRA é uma, Ālaya, a Alma Universal. Vive nesse MESTRE como o SEU raio em ti. Vive nos teus semelhantes como eles NELE.


Aqui o ato de destruir o sentimento de separação é mais uma vez aconselhado. É uma descrição da natureza do Atman, e o Atman é, como indica qualquer outro lugar, um conceito hindu, e não budista. O ensinamento aqui é que tudo se refere ao atman, a considerar tudo como uma corruptela do Atman, se você permitir, apenas uma corrupção que é irreal, porque o atman é a única coisa real. Existe uma instrução semelhante em Liber Legis: "Que no meio de vós não exista diferença feita entre uma coisa qualquer & qualquer outra coisa", e que são convidados a não "confundir as marcas do espaço, dizendo: Elas são uma; ou dizendo, Elas são muitas" 20. Antes que estejas no limiar do Caminho; antes que entres pela primeira Porta, tens de fundir os dois em Um e sacrificar o pessoal ao SELF impessoal, e assim destruir o "caminho" entre as duas - Anta-karana.

Aqui está mais uma vez a confusão notada anteriormente no versículo 15 - a destruição das manas inferiores implica numa realização não menor do que a de um Mestre do Templo. 21. Tens de estar pronto para responder a dharma, a lei austera, cuja voz te perguntará ao teu primeiro passo, ao teu passo inicial: 22. “Obedeceste a todas as regras, Ó de altas esperanças? “Puseste o teu coração e a tua mente de acordo com a grande mente e o grande coração de toda a humanidade? Porque, como a voz sonora do grande Rio, na qual todos os sons da Natureza têm o seu eco, assim deve o coração daquele que queira entrar para o rio vibrar em resposta a cada suspiro e a cada pensamento de tudo quanto vive e respira”.

Aqui está outro absurdo. Qual é o sentido de pedir a um homem um passo inicial quando ele já tem cumprido todas as regras? Se o discípulo estava na condição mencionada,


estaria já muito avançado. Mas é claro que se tivéssemos de tomar as palavras "O limite do Caminho" "O portão principal" "O córrego!"

como equivalente a Srotapattia, a passagem teria ganho em inteligibilidade. Mas, assim como no nobre caminho óctuplo, as etapas são simultâneas, não consecutivas, assim, como o conde de Saint Germain, quando foi expulso de Berlim, pôde passar por todas as sete portas de uma vez. 23. Os discípulos podem ser comparados a cordas da Vinā que produz eco nas almas; a humanidade, à sua caixa de ressonância; a mão que a vibra, à respiração melodiosa da GRANDE ALMA DO MUNDO. A corda que não vibra ao toque o Mestre, em harmonia suave com todas as outras, quebra-se ��� e é deitada fora. Assim as mentes coletivas dos Lanu-Shravakas. Têm de ser afinadas para vibrar de acordo com o espírito do Upādhyāya — uno com a Super-Alma — ou se quebrará.

Esta é uma descrição um pouco extravagante, ela é pouco mais do que uma defesa de docilidade, a aceitação tranquila da situação tal como ela é, e um consentimento à finalidade sublime. A questão da travessia do abismo agora se coloca, e nós chegamos a uma consideração dos Irmãos do Caminho da Mão Esquerda. 24. Assim fazem os "Irmãos das Sombras" — os assassinos das suas Almas, a horrível seita dos Dad-Dugpa.

"Os Irmãos das Sombras", ou do Caminho da Mão Esquerda são minuciosamente


esclarecidos acerca do Liber 418. O Adepto Isento, quando tem que continuar, tem a escolha de jogar-se no Abismo e abrir mão de tudo que ele tem e é, ou encerrar-se a fazer o que ele imagina ser prosseguir com seu desenvolvimento pessoal seguindo as linhas originais. Este caminho recluso não o levará através do abismo, mas o fixará em Daath, a coroa de uma árvore falsa da vida em que a Tríade Suprema está perdida. Ora, este homem também é chamado de mago negro, e uma grande confusão surgiu em conexão com esta frase. Mesmo o autor, a julgar pela nota, parece confundir o assunto. Chapéus Vermelhos e Chapéus Amarelos [tradições budistas do Tibet] são iguais de forma geral, e estão totalmente abaixo do estágio ao qual nos referimos. " E do ponto de vista do Mestre do Templo, há muito pouco que escolher entre magia branca e magia negra como é visto ordinariamente pelo homem mundano, que as distingue a medida que elas são úteis ou prejudiciais a eles mesmos. Se o Magista cura sua dor de cabeça, ou lhe dá uma boa dica na Bolsa de Valores, ele é um Mago Branco. Se ele é suspeito de causar doença e coisas semelhante, ele é Negro. Para o Mestre do Templo, qualquer um destes modos de proceder parece ser cego e estúpido. Nos estágios mais baixo há apenas um caminho certo, e todo os outros errados. Você está a aspirar o Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião, e claro, fazer qualquer outra coisa que possa ser útil a este propósito, mas nada além disso. E é claro que é um erro, a não ser em circunstâncias muito especiais, realizar qualquer milagre, com o fundamento de que eles diminuem a suprema energia reservada para o desempenho da tarefa principal. Recorde-se que o Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião é atribuído a Tiphareth, enquanto o Adepto Isento está em Chesed, como é então que um mago negro, um Irmão do Caminho da Mão Esquerda, pode chegar a esse grau? A resposta é dada no décimo primeiro Æthyr, quando o Adepto Isento alcança a fronteira do Abismo, o seu Sagrado Anjo da Guardião o deixa, e este é o terror supremo da passagem. Parece extraordinário que uma pessoa que já vivenciou o Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião possa cair depois no horror cego, cujo nome é Choronzon. Mas tal é o caso. Alguns dos problemas, ou melhor, mistérios, relacionados com o presente fato são profundos demais para serem abordados aqui, mas o ponto principal a ser lembrado é este, que na Ordem Externa, e no Colégio dos Adeptos em si, não é certo para quê


qualquer um possa vir. O maior e mais santo dos Adeptos Isentos pode, num único momento, tornar-se um Irmão do Caminho da Mão Esquerda. É por esta razão que a Grande Fraternidade Branca não admite ligação direta com os ramos mais baixos filiados à Ordem. Ao mesmo tempo, Os Irmãos da A∴A∴ não recusam ninguém. Eles não têm nenhuma objeção a qualquer um que reivindique ser um Deles. Se ele faz isso, eles o permitem e persistem com ele. 2 5 . Puseste o teu ser de acordo com a grande dor da Humanidade, Ó candidato ao chamado? Fizeste assim? ... Podes entrar. Antes, porém, que dês um passo no duro Caminho da tristeza, é bom que aprendas quais são os perigos da estrada. ...............

Parece que a condição de entrar no Caminho foi a Visão do Sofrimento, e é claro que o presente Comentarista poderia estar inclinado a apoiar esta teoria, já que, na sua própria experiência, foi esta Visão do Sofrimento que o levou a assumir o Primeiro Grande Juramento. Ela havia de repente apresentado a sua percepção das Três Características. Isto é inteiramente narrado no Livro 4, Parte IV. É também evidente que a aspiração implica algum tipo de insatisfação. Mas, ao mesmo tempo, não acho que em todos os casos é necessário que esta insatisfação deva ser tão consciente e tão universal como parece estar implícito no texto.

26. Armado com a chave da Caridade, do amor e da terna misericórdia, podes estar tranquilo ante a porta de Dāna, a porta que fica à entrada do caminho.


27. Vê, Ó ditoso Peregrino! O portal que tens diante de ti é alto e largo, parece de fácil acesso. A estrada que o atravessa é reta, suave e relvada. É como uma clareira cheia de sol no meio da floresta escura e funda, um lugar na terra refletindo o paraíso de Amitābha. Ali rouxinóis de esperança e aves de penas radiosas cantam em bosques verdejantes, trilando triunfos aos Peregrinos sem receio. Cantam as cinco virtudes do Bodhisattva, a fonte quíntupla do poder do Bodhi, e dos sete degraus no Conhecimento. 28. Passa, segue para diante! Pois trouxeste a chave: estás salvo.

A linha de pontos no texto (após o versículo 25) parece implicar mudança total de assunto, embora em outras ocasiões ela não o faça. Eu já expliquei um dos significados técnicos de Dana, e sem dúvida, o caminho parece atraente nesta fase. Pense na alegre recepção na Companhia dos Adeptos. Algo quase como um garoto vai ao encontro de sua amada pela primeira vez. Mas há aqui uma outra alusão ao começo da meditação, quando tudo parece tão simples e direto, e além disso tão fácil e agradável. Há algo intensamente humano acerca disto. Homens partiram em expedições mais perigosas quando estavam de bom humor. 2 9 . Para a segunda porta a entrada é verde também. Mas é íngreme e serpenteia montanha acima - sim, até ao cimo rochoso da montanha. Névoas cinzentas cobrirão o seu píncaro rude e pedregoso, e para além será tudo escuridão. À medida que avança, o cântico da esperança soa cada vez mais débil no coração do peregrino. O arrepio da dúvida atinge-o; os seus passos tornam-se mais incertos.

Na sequência do último comentário uma descrição desse caminho se refere ao início da "estiagem" no curso da Meditação.


30. Acautela-te com isto, Ó candidato! Acautela-te contra o medo que, como as asas negras e silenciosas do morcego noturno, se alastram entre o luar da tua Alma e a tua grande meta que surge na distância, muito longe ainda.

Essa passagem também parece referir-se ao início da vida do estudante, por isso ele é especialmente advertido contra o medo. O medo é, naturalmente, o primeiro dos pilares através do qual se deve passar no sistema egípcio. É importante, então organizar sua vida de tal maneira que nunca se permita que uma coisa interfira com a outra, e nunca crie problemas para si mesmo. O método apresentado no " Thien Tao" é o melhor a se empregar. 31. O medo, Ó Discípulo, mata a vontade e acomoda a ação. Se é falho da virtude Shīla — o peregrino tropeça, e pedras cármicas ferem-lhe os pés pelo caminho pedregoso.

A objeção de medo não é apenas óbvia. O medo é apenas uma das coisas que interferem na concentração. A reação contra o medo leva ao excesso de ousadia. Qualquer coisa que interfira com a perfeita e inconsciente simplicidade levará a contusões. Problemas desse tipo podem ser chamados de Karmicos, porque são eventos passados que dão oportunidade para o problema. 32. Pisa com segurança, Ó Candidato. Banha a tua Alma na essência de Kshānti; porque te acercas agora do Portal que tem esse nome, a porta da fortaleza e da paciência.

Chegamos agora ao terceiro portal. Observe que aqui ha uma confusão maior entre o Portal e a Chave. Como dito anteriormente, a paciência aqui implica em vez de autocontrole, uma recusa a aceitar favores, até mesmo se estiver pronto para eles.


33. Não feches os olhos, nem percas de vista o Dorje (a Suástica); as setas de Māra atingem sempre o homem que não chegou ao Vairāga.

"Não feches os olhos" pode se referir a dormir ou entrar em êxtase, ou talvez a ambos. Dorje é a força centrífuga que joga para fora de si qualquer outra influência. Vairagya é uma etapa bem definida em força moral. O ponto é que é um desejo intenso de êxtase o que gera um rendimento a ele. Se alguém fizer isso, esse alguém está envolvido com a ilusão, pois mesmo o êxtase maior ainda é uma ilusão. O resultado, em muitos casos, da obtenção de Dhyāna é que os buscadores deixam de buscar. Vairagya é uma indiferença aproximando-se a uma repulsa por tudo. Ela lembra bastante o estilo de Oxford. Homens de Cambridge têm esse sentimento, mas não acho que sejam as pessoas que valha a pena o trabalho de lisonjeio. 34. Não tremas. Sob o hálito do medo enferruja a chave de Kshānti; a chave ferrugenta já não pode abrir.

A palavra "tremor" parece implicar que ele seja o êxtase vertiginoso ao qual é atribuído, e o "medo" do qual se fala aqui talvez seja o medo, pânico, ou provavelmente algum sentimento análogo que produz o que é chamado de impotência psíquica. 35. Quanto mais avançares, mais e mais serão os perigos que cercarão os teus passos. O caminho que segue para diante é iluminado por uma chama — a luz da audácia ardendo no coração. Quanto mais ousares, mais conseguirás. Quanto mais temeres, mais a luz esmorecerá — e só ela te pode guiar. Porque como o último raio do sol no píncaro do alto monte é seguido pela noite escura quando cessa, assim é a luz do coração. Quando se apaga, uma sombra negra e ameaçadora cairá do teu coração sobre o Caminho, e prenderá os teus pés pávidos no chão.


É verdade que quanto mais se avança, mais sutis e mortais são os inimigos, até o cruzamento do Abismo, e tanto quanto se pode julgar o presente discurso, não permite o avanço além de Tiphareth. Lamento muito ter de observar neste ponto que Madame Blavatsky é agora completamente obcecada pelo seu próprio estilo. Ela se entrega, muito mais do que na parte anterior deste tratado, ao imaginário poético e romântico, e na inversão Miltonica. Consequentemente temos uma longa passagem em um ponto um tanto óbvio, e a Persona do Mal ou o Morador do Umbral, é introduzido. No entanto, é um lugar bastante correto. O Morador é o Medo-sua forma é Dispersão. É neste sentido que Satanás, ou melhor, Samael, uma personalidade totalmente diferente, o acusador dos irmãos, é o Demônio. 36. Acautela-te, Discípulo, com essa sombra letal. Nenhuma luz que brilhe do Espírito pode dispersar a escuridão da Alma inferior, a não ser que todo o pensamento egoísta de lá tenha fugido, e que o peregrino diga: “Abdiquei deste corpo que passa; destruí a causa; as sombras, meros efeitos, não podem mais subsistir”. Porque teve lugar agora a última grande batalha, a guerra final entre o Ser Superior e o Inferior. Vê, o próprio campo da batalha se engolfou na grande guerra, e deixou de existir.

A citação só é apropriada na boca de um Buda, da qual ela é proferida. Neste ponto, o Eu Superior e Inferior estão unidos. É um erro comparar sua disputa com uma guerra — ela é um casamento. 37. Mas, uma vez passada a porta de Kshānti, está dado o terceiro passo. O teu corpo é teu escravo. Prepara-te agora para a quarta porta, a Porta das tentações que enleiam o homem interior.

Estamos agora em um plano completamente superior. O Eu Superior e Inferior se tornam Um. É aquele cujo maior progresso de Tiphareth a Binah está agora a ser


descrito. 38. Antes que possas acercar-te dessa meta, antes que a tua mão se erga para levantar o fecho da quarta porta, deves ter dominado todas as alterações mentais em teu Self, e matado o exército das sensações-pensamentos que, sutis e insidiosas, se introduzem, sem que tu queiras, no sacrário luzente da Alma.

São as alterações mentais e os pensamentos invasores que nos entristecem. Isto deve ser entendido em um sentido bastante avançado, o curso dos pensamento deve ter sido conquistado antes disso, ou seja, o self deve ter sido separado de seus pensamentos, para que não perturbe a si mesmo. Agora, porém, a muralha deve ser derrubada, e a mente morta em campo aberto. 3 9 . Se não queres que elas te matem, deves tornar inofensivas as tuas criações, os filhos dos teus pensamentos, invisíveis, impalpáveis, que enxameiam em torno à humanidade, prole e herdeiros do homem e das suas presas terrestres. Tens de estudar o vácuo do aparentemente cheio, o cheio do aparentemente vazio. Ó Aspirante intemerato, olha bem para dentro do poço do teu coração, e responde. Conheces bem os poderes do Self, Ó observador das sombras externas? Se os não conheceis — então estás perdido.

A maneira de fazer os pensamentos inofensivos é pelo equilíbrio das contradições, este é o significado da frase: "Tens de estudar o vácuo do aparentemente cheio, o cheio do aparentemente vazio". Este assunto tem sido tratado com detalhes em "O Soldado e o Corcunda" em O Equinócio I (I), e muitas outras referências podem ser encontradas nas obras do Sr. Aleister Crowley. A identificação real do Self com o Não-Self é necessária.


40. Porque, no quarto Caminho, a mais leve brisa da paixão ou do desejo fará tremer a luz firme nos muros brancos e puros da Alma. A mais pequena onda de ânsia ou de saudade pelos dons ilusórios de Māyā, ao passares por Antakarana — o caminho que há entre o teu Espírito e o teu Self, a estradareal das sensações, as despertadoras de Ahamkara (a faculdade que cria a ilusão chamada de Ego) — um pensamento rápido como a luz do relâmpago far-te-á perder os teus três prêmios — os três prêmios que ganhaste. Aprende que no Eterno não há mudança.

O significado é novamente muito confuso pela pretensa expressão poética, mas é evidente que o desejo de qualquer tipo não deva interferir com essa meditação intelectual intensa, e naturalmente a totalidade do objetivo é que se abstenham de qualquer coisa em preferência a qualquer outra coisa. Quando se diz que "Um pensamento rápido como a luz do relâmpago far-te-á perder os teus três prêmios - os três prêmios que ganhaste", isso não significa que, se acontecer de você cometer um erro em meditação você tem que começar tudo de novo como um novato iniciante, e ainda, é claro, em qualquer meditação a ocorrência de uma simples interrupção destrói, neste momento, o efeito do que se passou imediatamente antes. Sempre que um é árduo por efeito cumulativo, algo desse tipo é verdade. Tem-se uma espécie de efeito Leyden Jar, mas a sentença tal como está é enganosa, como ela explica mais adiante, no versículo 70 - "Cada fracasso é um sucesso, e cada tentativa sincera ganha sua recompensa a tempo." 41. Pois saiba que no ETERNO não há mudança.

Aqui novamente temos um sujeito "O ETERNO", e um predicado de "não ha mudança", a afirmação hindu coincide com a budista, e a identidade abrangida pela louca terminologia. X = A, diz o hindu, Y = A, diz o budista. X = Y é furiosamente negado por ambos, embora estas duas equações são a nossa única fonte de informações sobre X ou Y. A metafísica tem sido sempre cheia destas construções aéreas. Devemos postular um


Invisível por trás do Visível, e quando tivermos definido o Invisível como um quadrado redondo, podemos discutir com nossos colegas professores que preferem defini-lo como um círculo quadrado. A única maneira de evitar isso é deixar completamente de lado este argumento, e prestar atenção somente na concentração, até chegar a hora de enfrentarmos os fenômenos mentais de uma vez por todas, por algum método como o de Liber 474. 42. “Abandona para sempre as oito cruéis angústias. Se não, por certo que não chegaste à sabedoria, nem ainda à libertação”, diz o grande Senhor, o Tathāgata da perfeição, “aquele que seguiu as passadas dos seus predecessores".

"As oito cruéis angústias" são os cinco sentidos, mais o fogo tríplice de luxúria, do ódio e da estupidez. Mas a citação não é familiar. Tenho certeza que Ele não disse "certo". 4 3 . Austera e exigente é a virtude de Vairāga. Se queres possuir o seu Caminho, tens de ter a tua mente, as tuas percepções mais do que nunca livres da ação mortal.

A Linguagem está a ficar ambígua. A palavra "mortal" é, suponho, o que implica uma locução adjetiva 'fatal para o objetivo do estudante." Mas, mesmo assim, o comentário parece-me deslocado. Neste alto curso do Caminho já deveria causar dano menor, na verdade, o segundo caminho tinha este como seu objeto principal. É muito difícil fazer o que a Autora realmente quer que você faça. 44. Tens de te saturar do puro Ālaya, de te identificar com o Pensamento da Alma da Natureza. Unificado com ele és invencível; separado dele, torna-te o campo de recreio de Samvritti, origem de todas as ilusões do mundo.


Isto significa, adquirir simpatia com a Alma Universal da Natureza. Esta Alma da Natureza comentada aqui é, naturalmente, imaginada como algo totalmente contrário a qualquer coisa que realmente sabemos da natureza. De fato, seria difícil distingui-la de uma ficção piedosa. A única razão que pode ser dada para assumir a Alma da Natureza como algo puro, amável, tranquilo, e todas as outras virtudes tea-party, é Lucus a non lucendo. Para colocar em algum tipo de forma lógica, o Manifesto não é o Manifesto, portanto, o Manifesto é o que o Manifesto não é. A Natureza, como sabemos, é estúpida, brutal, cruel, bela, extravagante e, sobretudo, o recipiente ou veículo da energia ilimitada. No entanto, por reflexão podemos vir a ter uma visão bastante diferente da Natureza. Muitas das imbecilidades e brutalidades são apenas aparentes. A beleza, a energia, e a majestade, ou se preferir, o amor, permanece inegável. É o primeiro triângulo invertido da Árvore da Vida. O que se diz de "Samvritti" é um disparate. Os Vrittis são impressões ou as causas das impressões. Samvritti é simplesmente a soma delas. 45. Tudo é transitório no homem, salvo a pura e clara essência do Ālaya. O homem é o seu raio cristalino; por dentro um raio de luz imaculada, uma forma de barro material na superfície inferior. Esse raio é o teu guia de vida e o teu verdadeiro Self, a Sentinela e o Pensador silencioso, a vítima do teu Self inferior. A tua Alma não pode ser ferida senão através do teu corpo pecador; domina e rege os dois e estarás salvo quando estiveres cruzando as proximidades da "Porta do Equilíbrio".

Aqui temos Alaya identificado com o Atman. O restante do versículo é principalmente um poético nada, e não há guia para o significado da palavra "Alma". É uma teoria perfeitamente absurda considerar o corpo como capaz de infligir feridas na alma, que aparentemente é o significado aqui. A definição de Atman dá impassibilidade quase como a primeira condição. A partir da frase "domina e rege os dois", devemos supor que a que alma que se fala aqui


seja um princípio intermediário, presumivelmente Nephesh. 46. Anima-te, Ó audaz peregrino, "para a outra margem". Não dês ouvidos ao segredar das hostes de Māra; afasta os tentadores, esses Espíritos de má índole, os Llamayin invejosos no espaço infinito.

Este versículo pode ser novamente julgado com demasiada facilidade indulgente em expressão poética. Uma mente devidamente controlada não deve está sujeita a essas ilusões. E embora possa ser admitido que estas coisas, apesar de ilusórias, não correspondem a uma determinada realidade, nada de objetivo deveria ter sido julgado em uma fase anterior. Nas lutas mentais não deve haver lugar para os demônios. A não ser que minha memória me engane, era exatamente o problema que eu não tinha. O motivo pode ter sido possivelmente que eu já havia dominado todos os demônios externos antes de ter assumido a meditação. 47. Mantém-te firme! Acerca-te agora do Portal do meio, da porta da Dor, com as suas dez mil armadilhas.

Nenhuma explicação é dada como concebível para o quinto dever ser chamado o "Portal do Meio" dentre os sete. 4 8 . Domina os teus pensamentos, Ó ansioso pela perfeição, se queres atravessar o limiar dela.

A partir daqui ao versículo 71 é a descrição longa deste quinto portão, a chave pela qual (isso será lembrado) foi Virya, isto é, energia e vontade, o homem em seu sentido mais secreto. Parece bastante inútil dizer que o Estudante tenha domínio sobre seus pensamentos


neste versículo, porque ele não tem feito nada além disso em todas os Portões anteriores. 49. Domina a tua Alma, Ó ansioso pelas verdades eternas, se queres chegar à meta.

O Estudante também é orientado a ter domínio sobre sua alma, e novamente não há nenhuma indicação quanto ao que se entende por "Alma" Bhikkhu Ananda Metteyya observou certa vez que os teosofistas eram bastante absurdos para falarem de si mesmo aos budistas, como os Budistas não tinham alma, e os Teosofistas, não satisfeitos em possuir uma, insistiam em possuir sete tipos diferentes. Se isso significa Nephesh, é claro que isso deveria ter sido dominada há muito tempo. Isso provavelmente significa Neshamah. Se levarmos isso dessa forma, a passagem inteira se tornará inteligível. No início do progresso, temos o Ego automático, o criador animal ou gerador de Nephesh em Yesod, o ponto mais baixo de Ruach, e o casamento entre eles é a primeira regeneração. Nephesh é Siringe, e Yesod é Pã. Nephesh é a alma elemental, que procura a redenção e a imortalidade. A fim de obtê-la, ela deve adquirir uma alma, como é possuída pelo homem. Agora, o elemental é dito ter medo da espada com o punho em forma de cruz, da Cruz, ou seja, do falo, e é isso que é chamado de pânico, que, originalmente uma coisa individual é aplicada a uma multidão, porque uma multidão não tem Alma. Uma grande quantidade de elementais encontram-se em forma humana atualmente, são quase sempre mulheres, ou homens que não são homens. Esses seres são imitativos, irresponsáveis, sempre se chocam, sem qualquer padrão de verdade, embora muitas vezes extremamente lógicos; criminosos sem um senso de certo e errado, e são tão desavergonhados como são hipócritas. A verdade de qualquer tipo assusta. Eles geralmente são os Cientistas Cristãos, Espíritas, Teosofistas, ou os que não são. Eles refletem a personalidade de um homem com extraordinária facilidade e, frequentemente, enganam-se em pensar que eles sabem o que estão dizendo. Observa Levi que "o amor de tais seres por um Mago é insensato e pode destruí-lo." Ele teve alguns. Esta doutrina é magnificamente exposta em Parsifal, de Wagner. O caminho para


resgatar tais criaturas é resistir a elas, e seu Caminho da Redenção é o Caminho do Serviço para o homem que as tem resistido. No entanto, quando no momento certo, o crucificado, o estendido, o Salvador Secreto, autoriza redimi-las, e pode fazê-lo sem perder o seu poder, sem no entanto ceder a elas, o próximo passo é realizado, e elas são renascidas como homens. Isso nos traz de volta ao nosso assunto, pois o homem inferior, dos quais ainda estamos falando, possui, acima de Yesod, cinco formas de intelecto e Daath sua coroa Em seguida, vêm um outro casamento em um plano superior, a redenção de Malkuth por Tiphareth, a realização do Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião. O próximo passo crítico é o sacrifício deste organismo inteiro à Mãe, Neshamah, uma Alma superior, a qual é espiritualmente escura e solitária como Nephesh era materialmente. Neshamah está além do Abismo, não tem nenhuma preocupação com a noiva, apenas por absorvê-la, e por oferecer o sangue de seu Filho ao Pai de Tudo, que foi seu marido, ela O acorda. Ele, por sua vez, vitaliza a Filha original, perpetuando assim o ciclo. Agora, no plano humano, este Pai de Tudo é a verdadeira força geradora, o Ego real, do qual todos os tipos de Ego conscientes de um homem são apenas Eidolas, e esta verdadeira força criativa é o Virya de que estamos falando agora. 50. Concentra o olhar da tua Alma na Luz Única e Pura, na Luz que nada afeta, e serve-te da tua chave de ouro. ...............

Esta Virya é a luz única e pura de que fala este versículo. É chamado de "livre de afeição". Ela cria sem desejo, simplesmente porque é sua natureza criar. É essa força em si mesma da qual se deve tornar-se consciente neste estágio. 51. O árduo trabalho está feito, a tua tarefa quase finda. O grande abismo, que se abria para te tragar, está quase passado.


...............

Deve ser notado que este versículo tem linhas de pontos acima e abaixo dele. Existe um segredo a respeito do versículo 51, que será evidente para qualquer pessoa que tenha compreendido corretamente nosso comentário sobre o versículo 49. O alto matrimônio, entre Chiah e Neshamah, é realizado novamente, de outra maneira! 52. Atravessaste a vala que circula a porta das paixões humanas.

Por "paixões humanas" deve ser entendido todo o tipo de atração, não apenas os apetites grosseiros-que têm sido há muito tempo conquistados, não por exclusão, mas por regulalos. No plano da própria mente, tudo está em ordem, tudo tem sido contrabalançado por seu oposto. 53. Já venceste Māra e à sua horda furiosa.

O candidato já passou pelo abismo onde habita Choronzon cujo nome é Legião. Tudo isso deve ser estudado com mais cuidado em Liber 418.

54. Tiraste a impureza do teu coração e sangraste-o de desejos impuros. Mas, Ó Combatente glorioso, a tua tarefa ainda não está no fim. Constrói alto, Lanu, o muro que há de defender a tua Ilha Sagrada, o dique que protegerá o teu espírito do orgulho e do contenta mento ao pensares no teu grande feito.

Mais uma vez é uma daquelas passagens infelizes que permitem que a superficial imaginação acredite que a tarefa do Adepto é a greve de fome, usar a fita azul, e parar de


fumar. O primeiro parágrafo deste versículo significa o preenchimento da taça de Babalon com cada gota de sangue, que é explicado no Liber 418. O Ego superior — "Ilha Sagrada" — não é o eu pensante, é o "anão de si mesmo," o eu que está além do pensamento. O aspirante está agora, de fato, para além do pensamento, e esta conversa de construir o muro alto ou represa é muito parecida com a poesia para ter bom senso. O que isso significa é: "Cuidado para que não redesperto, o Chiah, se torne autoconsciente, como é suscetível de fazer devido ao seu casamento com Neshamah." Ou eu deveria dizer com Nephesh? O organismo foi agora trazido a perfeita harmonia em todas as suas partes. O Adepto tem um forte e saudável, corpo vigoroso, e uma mente não menos perfeita, ele é uma pessoa muito diferente da débil castrada e bagaçada vítima de anemia, com sua mente, que ganhou o que pode se chamar de emancipação por ter esquecido de como pensar. Pequena como sempre soube! Não pode de certa forma encontrar o verdadeiro Adepto. Leia Liber AL vel Legis, Cap.II, versículo 24, e aprenda onde procurar eremitas. 5 5 . Um sentimento de orgulho macularia a tua obra. Sim: ergue forte o muro, não vá o impulso feroz das ondas em guerra, que sobem e batem na sua costa, vindas do grande Mundo do Oceano de Māyā, engolfar o peregrino e a ilha — sim, no próprio momento da vitória.

Percebemos agora mais claramente o significado desta passagem. Assim como o homem, para conquistar a mulher, usa de repressão, assim também deve conter esta verdadeira Alma em si mesmo, mesmo neste alto estágio, embora ela esteja completamente erguida. Embora ela crie sem pensar e sem desejo, que ela faça isso sem nenhuma perda. E para que a entrega seja completa, deve tomar cuidado com essa expansão, que é chamada de orgulho, pois ela está a destruir a dualidade, e orgulho implica dualidade. 5 6. A tua “Ilha” é a corça, os teus pensamentos os galgos que cansam e perseguem o seu avanço até ao rio da Vida. Ai da corça que é atingida pelos


galgos malignos antes que chegue ao Vale do Refúgio — Dhyāna-Mārga, “o caminho do puro conhecimento”.

Mais uma vez a passagem remete ao Abismo, onde prevalecem os pensamentos. É uma outra ilustração poética, e não é uma das boas. Extraordinário como a inatacável Almade-Alaya é passível de pegar um resfriado! Ela não está aflita com ele, ela está aflita com VOCÊ! 57. Antes que te possas estabelecer em Dhyāna-Mārga e chamar-lhe tua, a tua Alma tem de se tornar como o fruto maduro da mangueira: mole e doce como a sua polpa dourada para as angústias dos outros, duro como o caroço desse fruto para as tuas próprias dores e angústias, ó triunfador da Alegria e da Tristeza.

Mais problemas, a imagem mais poética, mais sentimentalismo aparente. Sua verdadeira interpretação é encontrada no simbolismo antigo deste rearranjo de Chiah e Neshamah. Chiah é o macho, a prova de sedução; Neshamah a fêmea que vence pela fraqueza. Mas na prática o significado pode ser explicado assim,-você conquistou a si mesmo, você se tornou perfeitamente indiferente, perfeitamente energético, perfeitamente criativo, mas, tendo se unido ao Universo, torna-se extremamente consciente de que sua afortunada condição não é compartilhada por aquilo que está fluindo. É então que o adepto volta sua face para baixo, muda a sua fórmula de solve para coagula. Seu progresso no caminho para cima agora corresponde exatamente com o seu progresso no caminho para baixo, ele só pode salvar-se por salvar os outros, pois se assim não fosse ele não seria melhor do que aquele que se tranca em sua torre negra de ilusão, o Irmão do Caminho da Mão Esquerda, o Klingsor de "Parsifal". 58. Torna a tua Alma dura contra as armadilhas do teu Self; faça com que ele mereça o nome de "Alma-de-Diamante."


Aqui está outra confusão, pois as palavras "Alma" e "Self" já foram utilizadas anteriormente, em sentido exatamente oposto. Se algum significado, deve ser anexado a este versículo e ao versículo 59, é que o progresso descendente, o progresso do Redentor do Sol quando ele desce do Zênite, ou passa do Solstício de Verão para o seu castigo, deve ser uma absorção voluntária da Morte, a fim de transformá-la em vida. Nunca mais o Adepto deve ser enganado por suas impressões, embora haja aquela parte dele que sofre. 59. Porque, como o diamante enterrado fundo no coração vivo da terra não pode refletir as luzes terrenas, assim são a tua mente e a tua Alma; imersos no Dhyāna-Mārga, nada devem refletir do meio ilusório de Māyā.

Agora é evidente que uma metáfora infeliz foi escolhida. Um diamante não é muito útil quando se está enterrado nas profundezas do coração vivo da terra. O lugar apropriado para um diamante é o pescoço de uma cortesã. 60. Quando chegares a esse estado, os Portais que tens de vencer no teu Caminho abrem de par em par as suas portas, para que passes e os poderes maiores da Natureza não têm força para te embargar o passo. Serás dono do sétuplo Caminho: mas só então o serás, Ó Candidato a provas indizíveis.

Temos interpretado corretamente essas passagens obscuras que agora se tornam claras. Mais nenhum esforço pessoal é requerido. Os portões se abrem por si só para o Mestre do Templo. 61. Até ali, espera-te uma tarefa muito mais difícil: tens de te sentir TODO PENSAMENTO, e contudo exilar da tua ALMA todos os pensamentos.


O discurso mais uma vez é convertido para uma outra fase da tarefa de Vairāgya. É como na "Terra-Bhavana", onde você tem que olhar para uma estrutura de Terra, e chegar a uma impressão da Terra em que não ha nela qualidade terrestre", que a terra não é a terra", como diria a Cabala . Assim, neste plano mais elevado você deve alcançar a quintessência do pensamento, da qual os pensamentos são talvez, degradadas imagens, mas que não participa na forma de qualquer coisa que lhes dizem respeito. 62. Tens de chegar àquela fixidez de espírito em que nenhuma brisa, por mais que cresça, pode soprar um pensamento material para dentro dele. Assim purificado, o sacrário deve ficar vazio de toda a ação, som ou luz da terra; assim como as borboletas, atingidas pela geada, caem mortas no limiar — assim todos os pensamentos materiais devem cair mortos ante o templo.

Novamente outra fase desta tarefa. Distanciamento completo, perfeito silêncio, absoluta vontade, isto deve ser o puro Chiah, que é totalmente removido de Ruach. 63. Vê que está escrito: “Antes que a chama dourada possa arder com um brilho firme, deve a lâmpada estar guardada num lugar livre de toda a aragem”. Exposta à brisa volúvel, a chama tremerá, e, tremendo, lançará sombras enganosas, negras, e sempre variantes, sobre o sacrário branco da Alma.

Esta frase familiar é normalmente interpretada como a mera manutenção da mente livre de pensamentos invasores. Também tem esse significado secreto em que várias vezes já foi sugerido. Estas infelizes imagens poéticas novamente nos confundem. O constante uso da palavra "alma" por Blavatsky sem definição é muito chato. Estes versículos 63 e 64 devem ser


interpretados como uma forma de lidar com um estagio preliminar a consecução deste Quinto Portão. Se a lança treme na mão do guerreiro, seja qual for a causa, o resultado é desastre e fracasso. 64. E então, Ó perseguidor da verdade, a Alma da tua Mente tornar-se-á como um elefante louco, que se enfurece na floresta. Tomando as árvores por inimigos vivos, morre ao tentar matar as sombras sempre incertas bailando no muro dos rochedos inundados de sol.

Este versículo fala sobre o estado da mente que falhou na travessia do Abismo-o Estudante torna-se insano. 65. Acautela-te, não vá a tua Alma, ao cuidar de teu Self, perder seu ponto de apoio no terreno do conhecimento Deva. 6 6 . Acautela-te, não vá a tua Alma, ao esquecer ao SELF, perder o seu domínio sobre o seu espírito trêmulo, perdendo assim o justo prêmio das suas conquistas.

Estes dois versículos parecem querer dizer que qualquer atenção ao Self impediria uma travessia do Abismo, enquanto que no caso de qualquer desatenção ao Self a mente se revoltaria. Em outras palavras, "alma" significa Neshamah, e é importante para Neshamah fixar a sua atenção em Chiah, em vez de Ruach. 6 7 . Acautela-te contra a mudança! Porque a mudança é o teu grande inimigo. A mudança lutará contigo, afastar-te-á, atirar-te-á para fora do Caminho que trilhas, para dentro de pântanos viscosos da dúvida.

A única dificuldade neste versículo é a palavra "mudança". As pessoas que estão


meditando, muitas vezes são interrompidas pelas circunstâncias de suas vidas, e essas circunstâncias devem ser absolutamente controladas. Convém no entanto, levar em consideração que também pode se referir a qualquer mudança em um dos métodos de meditação. Você deve fazer com que sua mente se volte inteiramente para um plano de ação, e se manter vinculado a ele. Um homem é perfeitamente inútil se, em achando um Mantra infrutífero, tente outro. Há um efeito cumulativo em toda a obra mística e mágica, e o mantra que você tem feito, mesmo ruim, é o melhor para prosseguir. 68. Prepara-te e acautela-te a tempo. Se experimentaste e falhaste, Ó lutador indômito, não percas, porém, a coragem: continua a lutar, e volta ao embate repetidamente.

O versículo 68 confirma nossa interpretação deste versículo. 69. O guerreiro destemido, ainda que o sangue da sua vida lhe escorra das feridas abertas, continuará a atacar o inimigo, expulsálo-á do seu forte, vencê-lo-á mesmo, antes que ele próprio expire. Agi, pois, todos vós que falhais e que sofreis, como esse soldado; e do forte da vossa Alma expulsai todos os vossos inimigos — a ambição, a cólera, o ódio, até a sombra do desejo — mesmo quando tiverdes falhado. 70. Lembra-te, tu que lutas pela libertação humana, que cada falência é um triunfo, e cada tentativa sincera a seu tempo recebe o seu prêmio. Os santos germes que brotam e crescem invisíveis na Alma do discípulo, dobram como juncos mas não quebram, nem podem eles perder-se. Mas quando a hora soa, desabrocham. ............... Mas se vieste preparado, então não temas a nada. ...............


Estes versículos explicam o efeito cumulativo de que falamos. É muito difícil persistir, porque muitas vezes parece que não estamos a fazer nenhum progresso. Alí é a água no fogo, e nada parece estar acontecendo. Mas sem aviso, de repente ferve. Você pode obter a temperatura de 99 ° C e mantê-la em 99 ° C por mil anos, e a água não ferver. É a última etapa que faz o truque. Uma observação a este respeito pode ser útil: "A panela que é observada nunca ferve." O Estudante deve praticar o desapego completo, deve chegar ao estágio em que ele não se importe com duas insignificâncias se ele atinge ou não, e, ao mesmo tempo, ele prossegue ansiosamente o caminho da realização. Esta é a atitude ideal. Ela é muito bem exposta em Parsifal. Klingsor, por ter o seu erro apontado por ele, disse: "Ah, isso é muito fácil", pegou uma faca, e removeu todos os seus perigossempre cometendo o mesmo erro novamente. Retornando, cheio de honrado orgulho em sua realização, descobriu-se mais vergonhosamente rejeitado do que antes. Finalmente a sagrada lança é trazida de volta para o salão onde está o cálice, e lá, no momento certo, e não movida pelo desejo, não seduzida pela astúcia de Kundry, mas de sua própria natureza, o sacrifício pôde ser realizado. Então, como explicado anteriormente, é importante não manter-se preocupado com o progresso pessoal, caso contrário, toda a concentração é perdida, e um clima de irritabilidade aumenta, o trabalho é entregue, e o Estudante torna-se colérico com seu Professor. Sua Mente-Alma torna-se como um elefante louco que grassa na selva. Ela pode até obter a Visão do Demoníaco Crowley. Mas, pela persistência no caminho apontado, por evitar a decepção por não permitir que a diabólica Esperança ponha suas ventosas em sua Alma, por continuar em silêncio o discurso nomeado, apesar de Mara e seus exércitos, a roda que faz um círculo completo, as aflitantes horas, as flores de palmeiras, e tudo é diversão e festa, como a Alice, quando ela chegou ao oitavo quadrado. É minha oração diária que podem ser poupadas para escrever um comentário completo sobre as obras extremamente mística do Rev C. L. Dodgson.


Observe as duas linhas de pontos no último parágrafo deste versículo. Elas são aquela cena final de Parsifal, que as palavras são inadequados para expressar. 71. Daqui em diante é claro o teu caminho, que vai direto à porta de Vīrya, o quinto dos Sete Portais. Estás agora no caminho que conduz ao porto do Dhyāna, o sexto portal, o Portal Bodhi. 72. A porta do Dhyāna é como um vaso de alabastro, branco e transparente; dentro dele arde uma luz firme e dourada, a chama de Pragnyā, que de Ātmān irradia. Esse vaso és tu. 73. Afasta-te dos objetos dos sentidos, seguiste pelo "Caminho da visão", pelo "Caminho da audição", e estás agora na luz do Conhecimento. Chegaste agora ao estado de Titikshā. Ó Naljor, estás salvo. ...............

Nesses três versículos a passagem para o sexto portão é clara. Não há mais nenhuma luta, não existe, mas o fogo de ouro dentro do vaso de alabastro, e tu és o vaso. Macho e fêmea são novamente trocados. Acima de Chiah e Neshamah está Yechidah, e no aspecto inferior do mesmo, um tornou-se novamente o recipiente do Infinito, não aquela que penetra o infinito. Existem duas fórmulas de se fazer duas únicas coisas. A fórmula ativa é a da seta perfurando o arco-íris, a cruz erguida sobre a colina do Gólgota, e assim por diante. Mas a fórmula passiva é a da taça em que o vinho é derramado, o da nuvem que se enrola ao redor de Ixion. É muito chato ouvir que o Narjol está seguro. Este é o Complexo de Édipo. Por que não "segura nos braços de Jesus"? O Demônio voa longe com o apoio do 'descanso eterno'! Dá-me uma noite de descanso de vez em quando, um mergulho no


Tao, e então lá vamos nós outra vez! 7 4 . Aprende, Vencedor dos Pecados, que uma vez que um Sowani tenha atravessado o sétimo Caminho, toda a Natureza estremece de alegria e se sente submissa. A estrela prateada eis que cintila esta nova às flores da noite, o riacho murmura esse conto às pedras; as ondas escuras do oceano o cantam aos rochedos cheios de espuma, as brisas perfumadas cantam-no aos vales, e os pinheiros altivos segredam misteriosamente: “Surgiu um Mestre, UM MESTRE DO DIA".

Há uma confusão ainda mais terrível entre o progresso pessoal do homem, e seu progresso em relação às suas encarnações. Não pode ser tão claro que estas coisas sejam completamente diferentes. Blavatsky na sua tentativa de misturar o hinduísmo e o budismo é produtora de atrito constante. O primeiro caminho em Dhyana não tem nada a ver com ser um Srotapatti. É perfeitamente compreensível que você possa ser Mestre dos oito Jhanas sem mais esperanças de se tornar um Srotapatti do que um dançarino de Pwe. No entanto, esta é uma descrição extremamente poética do que acontece no sétimo Caminho. Você deve perceber que há uma certa confusão entre os Caminhos e os Portais no final deles. Aparentemente não se alcança o sétimo Portão até o fim do tratado. "Um mestre do Dia" se refere ao Manvantara, mas também é uma frase óbvia onde o dia é equivalente a Sol. 7 5 . Ele se ergue agora como uma coluna branca ao ocidente, sobre cuja fronte o Sol nascente do pensamento eterno derrama as suas primeiras ondas gloriosas. O seu espírito, como um oceano ilimitado em calmaria, alastra-se no espaço sem praias. Ele tem a vida e a morte na sua mão


poderosa.

É interessante notar que ele ainda está no Ocidente. Este é o penúltimo estágio. Ele realmente é agora praticamente idêntico à própria Maya. Ele saciou e conquistou o fabricante de ilusões, se tornou um com ele, e sua dificuldade será a de concluir este trabalho, que será centrado em si mesmo, e não deixará nenhuma semente que possa germinar e posteriormente destruir tudo o que já foi realizado . 76. Sim, ele é poderoso. O poder vivo tornado livre nele, esse poder que é ELE MESMO, pode erguer o tabernáculo da ilusão muito acima dos deuses, acima dos grandes Brahm e Indra. Agora, por certo, ele conseguirá a sua grande recompensa!

A tentação neste ponto é a de criar um Universo. Ele é capaz: a necessidade de fazê-lo, é forte dentro dele, e ele talvez nem imagine que Ele pode fazer um que deve ser livre das três características. Evelyn Hall, um antigo amor meu costumava dizer: "Deus Todo Poderoso—ou palavras desse efeito—não tem consciência", e no estado tremendo de espírito em que ele está, um estado de priapismo cósmico, é muito provável que Ele veja vermelho, e não ligue para o que possa resultar para Si ou à Sua vítima, e, projetando-se violentamente sobre o Akasha, pode fertilizá-lo, e o Universo começará mais uma vez. Em Liber I, parece que isso deve ser feito, como se fosse parte do trabalho, e em Liber AL vel Legis, se entendi alguma coisa, seria imprimir a mesma no espírito. Para os EUA, o Três Características e as Quatro Nobres Verdades são mentiras, as leis da Ilusão. O nosso é o Palácio do Graal, não o Castelo de Klingsor. 77. Não usará ele os dons, que isso confere, para seu descanso e felicidade, para seu proveito e glória tão bem ganhos — ele o subjugador da Grande Ilusão?


Vê-se agora que ele não deveria fazer isso, embora ele seja capaz. Ele deve, pelo contrário, assumir o encargo de um Magus. Toda esta passagem será encontrada em uma linguagem mais clara tanto em LIBER UM, EQUINÓCIO VII . 78. Não, Ó candidato à ciência secreta da Natureza! Se quiseres seguir os passos do santo Tathāgata, esses dons e poderes não são para o Self.

Deve ser notado que esta forma não é completamente idêntica à como o Mestre do Templo destaca o ser que já foi chamado de "Self" para arremessá-la do Abismo que pode "aparecer no Céu de Júpiter como uma estrela matutina ou como uma estrela vespertina, para dar luz aos que habitam sobre a terra. " Esse Magus é uma pessoa muito mais forte do que o Mestre do Templo. Ele é a força criativa, enquanto o Mestre é meramente receptivo. Mas nestes versículos 78, 79 e 80, pode se supor muito facilmente que eles eram apenas uma recapitulação das observações anteriores, e eu estou inclinado a pensar que existe uma certa confusão na mente do autor entre estes dois graus. Ela atingiu apenas os inferiores. Mas um estudo cuidadoso desses versos vai inclinar o leitor a perceber que é uma nova criação da qual se fala aqui, não uma simples melhora. O único versículo muito difícil nessa interpretação é o 86. Há muito sentimento simulado neste versículo. Ele dá uma imagem totalmente falsa do Adepto, que não se queixa, que não finge ser um Devoto. Todo este negócio de proteger a humanidade de enorme miséria e tristeza é absurdo. Por exemplo, em uma passagem H.P.B. explica que as profundezas do inferno é um Planeta conduzido pelo homem. Há uma certa dose de melancolia com delírios de perseguição neste versículo. Natural, talvez, para quem foi traída e roubada por Vittoria Cremers? 79. Irás assim por um dique às águas nascidas em Sumeru? Irás desviar o rio para teu serviço, ou fazê-lo subir até à sua nascente, pelos cerros dos ciclos?


É visto aqui que o ideal proposto pelo autor é de modo algum o repouso ou a imobilidade. O Caminho, ou melhor, a Meta, é simbolizado como um fluxo rápido e poderoso, e o grande mistério é revelado que o próprio Caminho é a Meta. "Fosse o mundo compreendido Bom seria percebido, Uma linda dança lírica!"

Esta é também a doutrina indicada em todas as obras de Fra Perdurabo. Você pode vê-la em Liber 418, onde, logo que um certo estágio é alcançado, a grande maldição se transforma em uma benção inefável. Em O Livro das Mentiras, também, a mesma ideia é afirmada repetidas vezes, somente com a repetição incansável por causa da beleza e variedade da forma. "Tudo é sofrimento", diz o Buda. É o suficiente, pra começar. Analisamos as coisas que consideramos menos dolorosas, e descobrimos que, tendo um período suficientemente longo de tempo, ou um curto período, podemos provar que elas são as agonias mais requintadas. Essa é a tentativa de todos os escritores Budistas, e de seus fracos imitadores Ocidentais. Mas, uma vez que o segredo do universo é encontrado, então tudo é alegria. A afirmação é bastante universal. 80. Se quiseres que esse rio de conhecimento bem ganho, de Sabedoria de divina origem, mantenha-se uma corrente pura, não deves deixar que ele se torne um lago estagnado.

Aqui nós temos a mesma tese desenvolvida com força inesperada. Assim, longe do Caminho ser o repouso, menor é o abrandamento que possa transforma-lo em estagnação. 8 1 . Aprende, se quiseres tornar-te cooperador de Amitābha, a "Idade


Ilimitada", então deves derramar a luz adquirida, como os dois Bodhisattvas, sobre a extensão de todos os três mundos.

A mesma doutrina é ainda mais detalhada, mas eu não posso dar a autoridade pela qual Blavatsky fala de Kwan-Shi-Yin como um Bodhisattva. Isso vai se tornar mais que evidente no comentário ao versículo 97 de que Blavatsky não tinha a mais remota ideia sobre o que um bodhisattva foi e é. Mas é bem verdade que você tem que lançar luz na forma indicada se você vai viver a vida de um Magus. 82. Aprende que a corrente de conhecimento sobre-humano e a Sabedoria Deva, que adquiriste, deve, de ti, o canal de Ālaya, ser derramada para outro leito.

Se desenvolve ainda mais a mesma doutrina. Você adquiriu a suprema força criadora. Você é a Palavra, e ela deve ser dita (versículo 83). Há uma boa dose de anticlímax no versículo 83, e uma peculiarmente desnecessária divisão infinitiva. A dificuldade de Blavatsky parece ter sido a de que embora ela esteja sempre a falar do avanço do bom Narjol, ele nunca parece avançar no ponto de vista. Agora, no limiar do Caminho passado, ele ainda é uma pessoa comum com vagos anseios visionários! É verdade que Ele deseja que a unidade de tudo que vive, esteja em completa harmonia com as partes, e a luz perfeita no seu todo. Também é verdade que Ele pode gastar uma grande parte do tempo matando ou instruindo sabiamente outros homens, mas Ele não tem nada da antiga concepção. O budista comum é incapaz de ver qualquer detalhes além disto. Bhikkhu Ananda Metteyya uma vez se recusou a realizar a superintendência de uma plantação de coco, porque ele achou que teria de dar ordens para a destruição dos parasitas. Mas (com a melhor sensação do mundo) ele tinha que comer arroz, e as pessoas que cultivavam o arroz tiveram que destruir um monte de vermes também. Não se pode fugir da responsabilidade deste caminho traçado. É particularmente idiota, pois todo o posicionamento de Buda é que não há como escapar. Os regulamentos budistas


são comparáveis às ordens que poderiam ter sido, mas não foram, porque ele não era louco, feitas pelo capitão do "Titanic" para emendar as tábuas depois que o navio tinha se partido em dois. 8 3. Aprende, Ó Naljor, tu do Caminho Secreto, que as suas águas puras devem ser empregadas para tornar mais doces as ondas amargas do Oceano — esse grande mar de sofrimento formado pelas lágrimas dos homens. 84. Ai de ti! uma vez que te tornaste como a estrela fixa no alto céu, esse claro orbe celeste deve, das profundezas do espaço, brilhar para todos — menos para si mesmo; dar luz a todos, e de nenhum tirá-la.

É incomparavelmente irritante ver a expressão "Ai de ti!" no início deste versículo como um paradoxo puro com o restante do texto. É estúpido, cego egoísmo tão firmemente fixado na natureza humana que, mesmo nesta altura ele ainda lamenta? Não acredito nisso. É interessante notar a posição assumida por aquele que efetivamente atingiu o Grau de Magus. Ele diz: "Faze o que tu queres, há de ser tudo da lei. Pode ser as três perfeições da minha Veste de Sambhogakaya, mas o fato é que se chegou a uma fase em que o caminho torna-se quase sem sentido. A Ilusão do Sofrimento foi exposta tão cruelmente que dificilmente se pode perceber que um, ou outro qualquer, possa alguma vez ter feito tanta confusão boba. Parece perfeitamente natural que tudo deve ser exatamente como é, e tão certo, que se é bastante assustador contemplar a natureza da sua própria estrela, que o levou em um desses "caminhos sombrios." O único "erro" é o pensar em alguma coisa, claro que isso é o velho "O Pensamento é o Demônio" em um plano superior. Começa-se a entender o Upanishad, que nos diz como A Origem cometeu o erro de se contemplar, de se tornar autoconsciente, e percebe-se também outro transcendentalismo estupendo escondido na frase de O Livro da Lei: "Basta de Porque! Seja ele danado como um cão!" Este Universo-o IO PAN PAN e o OIMOI TALANOI também-são um Jogo de Nossa Feliz Senhora. É tão natural por todo este material


pesado sobre Pés Ensanguentados do Cansado Peregrino, e o Candidato da Dor, e tudo o que, como é para Teseu e Hipólita decidir que Píramo e Tisbe possa entretê-los. O Público então vai gentilmente desculpar o Magus se Ele for de uma natureza, e de um estado de espírito, que se recuse a assumir a tragédia a sério demais e, zombe das brutas bufonarias de fundo. Talvez fosse preferível para Ele fechar as cortinas de Seu camarote. Mas pelo menos o Seu prazer é premiar os atores. Amor é a Lei, amor sob Vontade. 85. Ai de ti! uma vez tornado como a neve pura nos vales das montanhas, fria e insensível ao tato, quente e protetora para a semente que dorme fundo sob o seu seio — agora é essa neve que deve receber a geada mordente, os vendavais do norte, protegendo assim do seu dente fino e cruel a terra que contém a colheita prometida, a colheita que dará pão aos que têm fome.

Certamente uma imagem melhor teria sido a da Mãe, e a mãe queixa-se ou alegra-se? É também uma má imagem, esta a da neve. A neve de alguma forma se incomoda pelas geadas mordentes, ou os vendavais do norte? 86. Por ti próprio condenado a viver através de Kalpas futuros sem que os homens te vejam ou te agradeçam; apertado como uma pedra contra inúmeras outras que formam o “Muro da Guarda", tal é o teu futuro se passares a sétima Porta. Construído pelas mãos de muitos Mestres da Compaixão, erguido pelas suas torturas, cimentado pelo seu sangue, ele protege a humanidade, desde que o homem é homem, livrando-a de novas e maiores angústias e tristezas.

Comentário já foi feito em cima deste versículo. 87. O homem, porém, não o vê, não o quer ver, nem quer dar ouvidos à palavra da Sabedoria ... porque não a conhece.


Aqui, de fato está a tristeza que só poderia parecer, até mesmo por um momento, suscetível a tocar o Adepto. É muito chato que o prêmio oferecido tão livremente aos homens seja desprezado por eles. Mas esta é apenas a tendência do Adepto para o momento de uma visão mais estreita, aceitar as perspectivas convencionais sobre o universo. Se ele lembrar a instrução muito simples e elementar que o Magus deve trabalhar como se tivesse a Onipotência ao seu comando e a Eternidade a sua disposição, Ele não irá queixar-se. 88. Mas tu ouviste-a, tu sabes tudo, Ó de Alma ansiosa e imaculada... e tens de escolher. Escuta ainda.

Este versículo apresenta o clímax deste tratado. 8 9. No Caminho de Sowan, Ó Srotāpatti, segues seguro. Sim (sic), nesse Mārga, onde apenas a escuridão vem ao encontro do peregrino cansado, onde, rasgadas por espinhos, as mãos gotejam sangue, os pés são rasgados por pedras agudas e duras, e Māra emprega as suas armas mais fortes — para além dele, imediata mente há uma grande recompensa.

Não está claro a qual estágio do Caminho isso se refere. No versículo 91 parece se referir ao Caminho do Dhyana, mas o Caminho do Dhyana foi descrito em termos totalmente diferentes nos versículos 71 a 73, e certamente é uma descrição muito ruim da condição de Srotapatti. Eu acho que a observação trágica é atingida por efeito. Danem-se todas essas torturas e recompensas! O Narjol não tem masculinidade, afinal? 90. Calmo e impassível, o Peregrino vai até ao rio que conduz ao Nirvāna. Ele sabe que quanto mais os seus pés sangrarem, mais lavado e limpo ele próprio ficará. Ele sabe bem que depois de sete breves e transitoriais


nascenças, o Nirvāna lhe pertencerá.

Aqui está mais uma vez uma descrição totalmente anti-Budista. Parece-me antes uma paráfrase do bem conhecido "Varrer através dos portões da Nova Jerusalém, Lavados no sangue do Cordeiro."

91. Tal é o Caminho de Dhyāna, o porto do Yogue, a meta sagrada que o Srotāpattis buscam.

Novamente a confusão da realização do Estudante com relação à experiência espiritual, e sua realização no que diz respeito ao seu grau. Não há conexão entre estes, mas isso não é um todo estreito e invariável. Um homem pode ficar bastante ardoroso do Samadhi, e ainda assim estar muitas vidas longe do Srotapatti. 92. Não é assim como quando atravessou e conquistou o Caminho Āryahata.

Daqui até o versículo 95 é uma descrição deste último Caminho que conduz ao último Portão. 93. Ali Klesha é destruído para sempre, e as raízes de Tanhā arrancadas. Mas pare, Discípulo... escuta uma palavra ainda. Podes tu destruir a divina COMPAIXÃO? A compaixão não é um atributo. É a Lei das LEIS — a Harmonia eterna, o próprio SELF de Ālaya, uma essência universal sem praias, a luz da Justiça eterna, o acordo de tudo, a lei do eterno Amor.


Aqui, novamente está aparentemente uma dificuldade séria. A ideia de Klesha, aqui identificado como Amor aos prazeres mundanos, parece colocar uma volta a quase antes do início. É apenas agora que o quase-Arhat não quer mais ir ao teatro? Isto não deve ser interpretado nesse sentido vulgar. Ao mesmo tempo, é difícil descobrir um sentido elevado o suficiente para interpretar a passagem. Com Tanha é mais fácil encontrar um significado por que a Madame parece identificar Tanha com a força criativa da qual temos falado. Mas isso é obviamente incompatível com o ensinamento budista sobre o assunto. Tanha está devidamente definida como a fome do indivíduo para a existência pessoal contínua, em um sentido material ou espiritual. Com relação ao resto do versículo, ele certamente soa como se mais uma vez Blavatsky tivesse tomado a espada contra um nó Górdio. Ao dizer que a compaixão não é um atributo, ela está simplesmente afirmando o que evidentemente não é verdade, e ela a define, portanto, de uma maneira peculiar, e eu temo que ela faça isso de uma maneira um tanto enganadora. Seria impróprio aqui divulgar o que é presumivelmente o verdadeiro significado deste versículo. Só podemos recomendá-los à sérias considerações dos membros do Santuário da Gnose, o IX da O.T.O 94. Quanto mais com ela te unificares, fundindo o teu ser no seu SER, tanto mais a tua Alma se unirá àquilo que É, tanto mais te tornarás a COMPAIXÃO ABSOLUTA.

Este versículo lança um pouco mais de luz sobre o seu antecessor. COMPAIXÃO é realmente uma certa figura Chinesa cujos nomes são numerosos. Um deles é BAPHOMET. 95. Tal é o Caminho Ārya, Caminho dos Budas da perfeição.

Isso fecha o assunto.


96. Mas o que significam os livros sagrados que te fazem dizer? "O m ! Creio que nem todos os Arhats obtêm o doce gozo do Caminho Nirvānico". "Om! Creio que no Nirvāna-Dharma não entram todos os Budas".

Aqui, no entanto, chegamos à questão da renúncia final. É inquestionável que se possa empurrar a experiência espiritual, a ponto da realização completa sem nunca realizar o trabalho de um Dhamma-Buda, embora pareça difícil de acreditar que em nenhum período em que o progresso tenha ficado claro que o caminho completo é para baixo, assim como para cima. 97. Sim, no Caminho de Arya já não és um Srotāpatti, és um Bodhisattva. Atravessaste o rio. É certo que tens direito à veste do Dharmakāya; mas um Sambhogakāya é maior do que um Nirvānī, e maior ainda é um Nirmanakāya — o Buda da Compaixão.

Aqui, mais uma vez percebemos a ignorância do autor, com referência a todas as questões de terminologia mística, uma ignorância que teria sido divertida se realmente ela tivesse agrupado dez odiosos anos. Um Bodhisattva é simplesmente um ser que culminou em um Buda Se você ou eu nos tornarmos Budas amanhã, então todas as nossas encarnações anteriores foram Bodhisattvas e, portanto, como não há um único grão de poeira que não deva atingir o estado de Buda, tudo o que existe é de certa forma um Bodhisattva. Mas é claro que, na prática, o prazo se limita a estas especiais encarnações de Buda apenas de quem possui tal registro É, pois, ridículo colocar Srotapatti como uma Alma de grau inferior ao Bodhisattva. Buda não se tornou um Srotapatti até sete encarnações antes dele ter atingido o estado de Buda. A parte citada deste versículo e da extensa observação (da qual citamos a essência) não


faz sentido. Descrever um Buda completo como "um sopro ideal; Consciência mesclada na Consciência Universal, ou alma desprovida de qualquer atributo," não é o budista de forma alguma, e é completamente incompatível com o budismo. 98. Inclina agora a tua fronte e escuta bem, Ó Bodhisattva — a Compaixão fala e diz: “Pode haver felicidade quando tudo quanto vive tem de sofrer? Quererás salvar-te ouvindo todo o mundo chorar"? Agora ouviste o que se disse.

Novamente descemos ao anticlímax de um sentimentalismo um tanto piegas. Novamente encontramos o erro de dualidade, de que a oposição entre o eu e os outros que, momentaneamente destruída mesmo nos períodos mais elementares de Samadhi, é completamente aniquilada pelo progresso através dos graus. O Caminho seria de fato uma esteira [tarefa monótona e árdua] caso se mantivesse sempre nesse humor de Exército da Salvação. 99. Chegarás ao sétimo degrau e atravessarás a porta do conhecimento final, mas apenas para tomares a dor por esposa — se queres ser Tathagata, seguir os passos do teu predecessor, conservar-te altruísta até ao fim sem fim. Estás iluminado — Escolhe o teu caminho. ...............

O anticlímax agora está completo. Conhecimento é sem dúvida alguma a última etapa. Conhecimento foi finalizado da mesma forma pelo Mestre do Templo, e todas as questões

deste

enlace,

permanecendo

altruístas

até

ao

fim

sem

fim,

são

bombasticamente, mas poeticamente, baseadas em equívoco. É tão pueril como as cruas concepções de muitas Seitas Cristãs.


100. Olha a Luz suave que inunda o céu oriental. Céu e terra unem-se em gestos de adoração. E dos Poderes quadruplamente manifestados sobe um cântico de amor, tanto do Fogo que brilha como da Água que corre, da Terra perfumada e do Vento que passa. Escuta! ... do grande e insondável vórtice daquela luz dourada em que o Vencedor se banha, TODA a voz sem palavras da NATUREZA se ergue para em mil tons proclamar! ALEGRAI-VOS, Ó HOMENS DE MYALBA. UM PEREGRINO REGRESSOU "DA OUTRA MARGEM". NASCEU UM NOVO ARHAN. Paz a todos os Seres.

Aqui, no entanto, temos algo como poesia de verdade. Isso, e não o Pi-Jaw, deveria ser tomado como a chave para esta Obra-prima. Amor é a lei, amor sob vontade. Origem da tradução Traduzido por Frater V.I.T.R.I.O.L.


Os Comentários Mais Curtos sobre os Livros Sagrados [[Nota de Frater S.R.: notas entre colchetes pelo editor, Hymenaeus Beta, em O Equinócio IV(4). Notas do tradutor entre colchetes duplos. ]] Estes comentários eram originalmente marginalias à primeira edição de 1909 de Θελημα (O Livros Sagrados) e O Equinócio I(6-7), posteriormente transcritas por Gerald Yorke. Duas versão dessas transcrições sobrevivem nos Arquivos da O.T.O., alguns recopiados por Karl Germer. Salvo quando indicado o contrário, os comentários são pegos a partir dessas fontes. As transcrições estão muitas vezes corrompidas, especialmente as passagens com línguas estrangeiras e fórmulas cabalísticas. Isto foi confirmado onde quer que a comparação fosse possível com as notas manuscritas de Crowley. No entanto, as cópias pessoais de Crowley de O Equinócio I(6-7) e sua segunda cópia dos Livros Sagrados não foram localizadas. Outros Livros Sagrados (ou seja, publicações da A∴A∴ em Classe A e Classe AB) têm comentários não inclusos neste volume. Uma nova edição dos comentários “novos” a Liber CCXX foi publicada (consulte The Law is for All, Obras Citadas); esta edição aborda outros comentários a Liber CCXX com citações. Uma nova edição do Liber 418 com comentários será publicada em O Equinócio IV(2). Comentário a Liber I;. Este comentário foi tirado de uma transcrição das notas de Crowley para O Equinócio I(7), o hológrafo não foi consultado. Comentário a Liber VII. Este comentário sobrevive como marginalias à lápis na cópia de Crowley do vol. 2 de Θελημα (1909), agora na Coleção de Yorke, Warburg Institute, da University of London; este comentário é internamente datado de 1910 E.V. Alguns comentários adicionais aparecem datilografados que aparentemente foram transcritos a partir de uma segunda cópia; estas são dadas entre chaves, e não foram verificadas em comparação a uma fonte manuscrita. Comentário a Liber XXVII. Este comentário na verdade é composto de diversos


comentários acumulados. Uma versão mais antiga datilografada dos comentários a Liber Legis só dá as letras e alguns comentários entre parênteses; provavelmente este é o comentário citado no “comentário antigo” a Liber Legis de Crowley em O Equinócio I(7) (1912), p. 397. Outras fontes - nenhuma original, variam em completude. Uma pequena alteração foi feita para atribuir a nota de “Vulva” ao último trigrama da série; ele foi atribuído erroneamente ao trigrama do Fogo. Comentário a Liber LXVI. Este comentário foi tirado de uma transcrição das notas de Crowley a O Equinócio I(7); o hológrafo não foi consultado. Comentário a Liber CCCLXX (1). Este comentário foi tirado de uma transcrição das notas de Crowley a O Equinócio I(6), o hológrafo não foi consultado. Comentário a Liber CCCLXX (2). Extraído da cópia datilografada original com as anotações manuscritas de Crowley, nos documentos de Charles Stansfield Jones. Este documento foi escrito em 1915 E.V. Comentário a Liber CD. Este breve comentário apareceu com a primeira publicação da obra em O Equinócio I(7) (1912), seguindo a p. 76. Comentário a Liber 813. Este comentário foi tirado de uma cópia datilografada, nos Arquivos O.T.O. Uma nota de origem (provavelmente de Gerald Yorke) afirma que foi “copiado por V.J. [Gerald Yorke] a partir da cópia encadernada de DCCCXIII vel Ararita de Crowley (vol. 3 dos Livros Sagrados). O original não está entre os seus - de A.C. documentos”.

Comentário sobre Liber B vel Magi sub figura I [Para o texto, consulte: 1. O Equinócio I(7) (1912), p. 5. 2. Magia em Teoria e Prática (Livro 4, Parte III), p. 423. 3. ΘΕΛΗΜΑ, Os Livros Sagrados de Thelema (O Equinócio III(9), p. 1. 4. O Equinócio III(10), p. 21.


5. Magick (Livro 4, Partes I-IV), ed. rev. 1 vol., p. 643.] 6. [[Hadnu]] 0. “Magus é Amor”. Amor é a lei, amor sob vontade. 0 e 1. “Conjuração”, “alma”, “Redenção”. Ele prega liñga-yoni. 1. Maomé disse ‫אל הללא‬. Isso era a Verdade: vide livro 311 de 777. E Ele disse que Ele Alá é Um. Então as pessoas tomaram Alá como sendo o Deus Único, negligenciaram LAAL Não-Deus, que era a essência de Sua Palavra. 2. “Palavra”. Ele é o ΛΟΓΟ . 4. “Primeiro e o Último”. ‫“[ תא‬essência”] = 401 um primo. ΑΩ = 801 = 9 x 89. 401 = 12 + 202. 5. “Verdade”. Tudo é māyā. Até mesmo acima do Abismo a Tríade só é perfeita na medida em que está ligada no Um. Separadamente, Chokmah e Binah são parciais. Eles precisam de Kether. 13. “maldição”. ‫ = תא = ררא‬praguejamento. 14. Ele deve pôr ‫ מ‬em ‫ תא‬para obter ‫“[ תמא‬verdade”] (‫ = מ‬silêncio). Buda, Jesus, Maomé. [No final de 14:] A partir deste ponto o assunto muda. Toda essa meditação é a segunda parte desta tarefa, depois que Ele tiver a primeira parte bem começada. Ou pode-se chamá-los de os pontos externos e internos de Sua obra. 16. Pode isso ter sido o Mistério do IX° O.T.O.? Ou o Caminho do Tao, chamado de “Viver na Luz do Sol” por Soror Hilarion2 ? Não: é o Método-de-Análise regular: a Grama de Chokmah3 ajuda. 17. “para Ele” An. XVIII ☉ em ♒ [Jan-Fev. de 1923 E.V.] Eu percebi - pela primeira vez!!! - que este Livro definitivamente refere-se a mim, 666.


19. Retornar ao trabalho exterior por um momento.

Comentário sobre Liber Liberi vel Lapidis Lazuli sub figura VII [Para o texto, consulte: 1. ΘΕΛΗΜΑ, Os Livros Sagrados de Thelema (O Equinócio III (9), p. 7.] 2. [[Hadnu]] Comentário escrito a lápis ☉ em 20° de ♓ An. V [10-11 de março de 1910 E.V.] por NEMO.

Prólogo do Não-Nascido 1. “solidão”. ou seja do Bebê do Abismo. 2. “flauta”. A flauta de Pã. 3. “rio”. Phrath4 . 4. “Pã”. Senhor de NEMO. 5. “neves”. As três Supernas. 6. “estrelas”. Nuit. 13. De Chesed a Binah. 15. Pois há outros Mestres na Cidade das Pirâmides.

Capítulo I ♂ 19. Baqueta da Fênix. 30. Este versículo, um pensamento da menção de um lastimante. 31. Correção de Aiwass. 32. {Invocação para recuperar a aspiração.}


34. O Raio ou a seta da Flecha atingem Daäth, o que a dispersa.

37. 40. “N.O.X.” Veja o Comentário Especial. [No final do capítulo:] N.O.X. = 210 = ‫⊗ = ץענ‬ NOX. N = Mentu. O = Amon. X = Virgem Isis5 .

Capítulo II ♄ 2. Yesod. “fogo” ‫ ש‬. “água” ‫ מ‬. “Espírito” ‫ א‬. 3. {9 e 8.} 5. ♄ = Chumbo [...] Yesod. {Ganeśa.} 13. Pertinax = cumpri-lo. 14. Yesod. 17. Markhor6. 18. Nanga Parbat7. 19. Mais Yesod e ‫ ע‬casa de ♄. 24. ? 28. Melancolia de ♄. 38. Anel de ♄.

Capítulo III ♃


16. ♂♂ e ♀♀ etc. 22. 25. 29. Tali-Fu8 . 31. Rūpa e os outros skandhas. 33. Branco e Vermelho. 34. Preto e Branco. 35. Cor-de-rosa e Azul. 36. Malkuth forçando o caminho no Ruach. 37. Netzach. 39. Hod. 51. isto é, a minha percepção do Luto de Ísis me fez começar a Busca. 60. {Atu XX = 718 = ‫ = ש‬Conclusão no An. XX, ☉ em ♈ [Março-Abril de 1924 E.V.] (refere-se a AL III:10).}

Capítulo IV ☉ 1. Malkah e o Príncipe. A Alma e o Sagrado Anjo Guardião. 16. H.C.I.P9 . 24. {HILARION{0}10.} 33. ? ♌ 35. ♐.


37. ♍. 44. {Os sigilos lidos da esquerda para a direita explicados pelos símbolos 1ª linha Ar do Ar, ▽, Terra, , ▽ do Ar, Terra do Ar, △ do Ar, Ar do , Terra da Terra, △ da ▽ 2ª linha △ da Terra, ▽ da Terra, Ar do , ▽ do , Terra do .} 45. ‫ = ח‬Palavra de 11 letras que soma 418. 46. 1022 e π. 51. ‫ = נ‬Jesus ίχθς. “Amri” etc. tr[adução:]} ilegalmente para sempre } que morra, que morra, que sua alma morra sem prazer (lit. orgasmo) morrerá, está morto.

Capítulo V ☿ 2. Os cakras. 5. Chave XVII. 6. XVII 16. ? O Tucano. 20. Kether e Pã. 38. Jesus. 42. A ▽ revelada por Aiwass.

Capítulo VI ☽ {☽ melhor do que ♀.}

2.

Yoni oculta no Homem.

13. Vinho de Iacchus.


16. Chave VII. 21. NOX, a noite de Pã. 25. {14º Æthyr.} 33. Consulte também o Tao Te Ching.

Capítulo VII ♀ 2. Menstruação. 3. “Deus flamejante”. Hórus. 4. Luto de Isis. {A pilhazinha de poeira.} 5. Nascimento de Hórus. 6. {Osíris.} 9. Abracadabra. 10. “sete letras”, ou seja, estes 7 capítulos. 15. 18 de novembro de 1898. 18. ♑ 19. ♉ ♏ ♍. 20. Kuṇḍalinï. 22. ‫ג‬. 23. Pois ‫ ג‬vai a ‫ רתכ‬. 26. {Hiereus, Hegemon Hierofante.} 26-27: {Baquetas dos Adeptos no 5{0} =6○.}


28. Binah. 29. ⊗. 32. NEMO. 34. “não mais arrazoemos juntos” - acima de Ruach. 36. 4º e 11º Æthyrs. 41-44. Veja a expl[icação] nos Æthyrs. 46-47 O Espírito reluzindo abaixo de NEMO. 50-52. Perdurabo fala. [Na última página:] {O manual de um Mestre do Templo.}

Comentário sobre Liber Trigrammaton sub figura XXVII [Para o texto, consulte: 1. ΘΕΛΗΜΑ, Os Livros Sagrados de Thelema (O Equinócio III(9), p. 43.] 2. [[Hadnu]]

●I

Respiração estreitada. Representa a concentração,

incluindo a aspiração.

● ●L ●

Ondulação passiva, sem esforço, irreprimida.


●C

Vide S e K.

●H

Adição forçada de pura respiração a outros sons. Representa o esforço.

● ●X

Combina K e S.

● T

O assalto sexual. Uma forma menos responsável de D.

Y

Quando distinto de I, dignifica a vogal à qual é

● ●

prefixada.

● ●P

Está para B assim como K está para G (áspero). O brotar de um broto como ao contrário de uma fruta.

●A

Abre respiração não modulada. (ah.)


●J

Como o G suave.

●Q

Quando distinto de U representa a operação de escolha. U faz isso até certo ponto. (Vontade, palavra, caminho) [[Will, word, way]].

O

O sopro concentrado e direcionado. Está para o I, assim como a magia está para o misticismo.

G

Abrindo como se fosse para devorar. (Suave?)

● (forte)

Z

Uma forma animada ou excitada de S, enfatizando os elementos de raiva e de alarme.

B

Irromper. Falo e vulva. Beijar.

F

Composto de P e H.


S

Desafio11, aviso, etc.

M

A Vontade de Morrer.

N

A vibração que inclui a Vida e a Morte como Curvas

● ●

complementares.

☰ E

Suavizado, mas doutra forma o sopro não modulado. (Falo.)

☴ R

Vibração contínua, como o L, mas ativo. (Ar ou o Æthyr.)

☲ Q

Combina K e U. (O Sol.)

☱ V

Vontade masculina

consciente. Virilidade, força,

verdade, retidão, imortalidade, integridade. (Água.) ☶ K

Abrindo como se assustado. (Terra.)

☵ D

A vibração paterna. (A Lua12.)

☳ U

Como O com um requinte adicionado e um toque de melancolia. O é completamente autoconfiante. (Fogo.)

(Vulva).


Comentário sobre Liber Stellæ Rubeæ sub figura LXVI [Para o texto, consulte: 1. O Equinócio I(7) (1912), p. 29. 2. ΘΕΛΗΜΑ, Os Livros Sagrados de Thelema (O Equinócio III(9), p. 85.] 3. [[Hadnu]] 1. Primeira letra de cada palavra = Ada. 2. [idem] = Leverson13. 3. Yoni. 5. “Sleeping in Carthage”14 . (Φ e boca) 7. O corpo, sobre um altar especial. 8. A.L. tinha cabelos dourados e olhos verdes. 9. Umbigo cheio de Licor Verde (ou haxixe?) 12. ☆ como de costume. 13. ✡ como de costume. 15. Preliminares, significância, etc. 16. As rodas são os cakras. 2° e 3° no meio = ☊. ♄ e ♃ orelhas; ☉ e ☽ = olhos; ♂ e ♀ = narinas; ☿ = boca. 17. Descendo sobre o corpo com carícias? 19. Como no VI° O.T.O. 20. Destruição cerimonial de símbolos cristãos.


22. Algum rito de corte? 23. Erectio penis. 24. Começa o ato. 28. Flagelação. 29. Beijos sugados. 32. O Senhor descerá e dará êxtase. 37. Refere-se ao IX°? 39. Um Iniciado transmite para o próximo em uma sequencia. 41. Tomar cuidado que V. seja confiável. 42. ou seja, com a Vítima. 43. Consulte “Entusiasmo Energizado”. 44-46. Esqueci-me deste juramento: pode haver um registro em algum lugar. Ele continha palavras como “meu corpo e alma que jamais serão separados em dois”. 50. Beber menstruação?

Comentário sobre Liber A’ash sub figura CCCLXX (I) [Para o texto, consulte: 1. O Equinócio I(6) (1911), p. 33. 2. Magia em Teoria e Prática (Livro 4, Parte III), p. 432. 3. ΘΕΛΗΜΑ, Os Livros Sagrados de Thelema (O Equinócio III(9), p. 205. 4. Magick (Livro 4, Partes I-IV), 1 vol. ed. rev., p. 653.] 5. [[Hadnu]] 0. ☊.


2. Śakti. 3. Yoni. 5. Retenções 6. Fiat = “que haja”. 7. ‫ ה = ו‬+ ‫י‬ ‫הי‬ ☽ (‫)הי‬ 24. Dons de Atena e Poseidon.

Comentário sobre Liber A’ash sub figura CCCLXX (II) C. S. JONES E ALEISTER CROWLEY Diz-se que “Liber A’ash” contém o verdadeiro segredo de toda a Magia prática. Eu desenvolvi uma teoria para Frater O.M. (A.C.) de que este livro teve uma interpretação fálica, e então ele me instruiu a escrever um comentário tendo este aspecto trabalhado em detalhes. Se o Falo é o Criador no Microcosmo, por que não deveria ser utilizado, sob vontade, para criar qualquer coisa ou estado necessário, seja qual fora? Vejamos se “Liber A’ash” confirma esta ideia15 . 0. “Nodoso Carvalho de Deus”. Isso pode referir-se ao Sol, o Criador no Macrocosmo. Não: o falo em si, veias, vasos que contêm sêmen, etc. “Em teus ramos está o relâmpago” (força Mágica secreta) “aninhado” (etc.) “Acima de ti pende o Falcão Sem Olhos.” A Glande do Pênis.


Eu ainda não descobri uma maneira de chegar ao significado dessas palavras, mas parece-me que pode haver uma interpretação trabalhada em um método semelhante ao “Porco Cego” em Liber 333. Suponhamos, porém, que refere-se à yoni. A posição indicada, então, pareceria ser aquela em que ao fêmea está sobre o macho; e esta ideia é mais ou menos confirmada em “Entusiasmo Energizado”, quando depois de colocar o Sacerdote em posição a sacerdotisa toma seu lugar designado. Devo dizer que o homem está deitado sobre suas costas, e a mulher ajoelha-se montada nele, formando o tau voltado para cima. 1. “arruinado e negro”. Eu deveria dizer que isto significa que a força é retirada. Eu acho que isso é meramente poético; mas não posso dizer com certeza. Há sem dúvidas outro significado, por exemplo, “arruinado” pode se referir a “A Torre”, Marte, planeta regente de Capricórnio. É claro que Capricórnio refere-se ao título da obra. “matagal de arbustos” pode significar cabelo. Sim. As árvores foram usadas para se referir ao cabelo em diversos lugares. 2. Levante! (A saber, fique ereto!) “As nuvens rosadas”... Pelos pubianos da mulher. (forma feminina) ... “paira sobre ti”. Sim. 3. “corte flamejante no céu”. A yoni. Sim. 4. Levante! (Não precisa de explicação.) V, no entanto = 6 e P = 80 = 86 = Taça. Sim.


5. O Falo é “lançado nas garras da tempestade” por um longo período, mas não há descarga de sêmen. Ele continua firme e ereto. Sim. 6. O descarrego deve ocorrer apenas no momento apropriado, quando a Vontade pronuncia o FIAT “Que haja...” seja qual for o resultado predeterminado da prática. (F.I.A.T. também se refere aos quatro Elementos Ar, Fogo, Água e Terra16, e, portanto, ao Tetragrammaton e Amém. Sim, mas eu não lembrei disso. 7. A “terceira coisa” que “está começado” pode implicar a ativação das forças que levam ao resultado desejado. “Set” implica o Falo Ereto, que será exibido no dia da Verdade. Tudo obscuro para mim. 8. Nesta cláusula o Poder Mágico é conhecido. ? 9. O Falo “é como o carvalho”. (Carvalho, Linha 21 em 777 = Senhor das Forças da Vida.) Sim. 10. É “castigado pelo tempo” etc. “como um capitão do mar”. Como alguém que tem conhecimento de “navios” e como gerenciá-los sob todas as circunstâncias. Sim. 11. “orgulho”. Sustenta sua cabeça e permanece ereto. Sim. 12. “Que o mago” (mago = 2 = liñga - ver 777) “aja assim”, etc. Sim.


13. Ele se reúne, ele recolhe seu capuz ao entrar na yoni, e pressiona para frente até que atinja a boca do útero. “Palavra” = Chokmah = yod do Tetragrammaton. Yod = espermatozoide. Palavra, portanto, refere-se à semente carregada com a Força Criativa da Vontade. Sim. 14. Tendo dado a sua seiva, ele não deve desistir da prática, mas permanecem na yoni, e se adequadamente realizado deve estar pronto mais ação. Neste momento ele deveria sentir a força Mágica trabalhando em si. Isso é obscuro para mim, por causa de outra coisa que eu sei. 15. Teste do desempenho correto da prática. Não compreendo sua ideia. Eu acho que significa que se tem a sensação de que se está realmente fazendo magia, ou não. 16. Não entendo isso, a menos que signifique que as considerações sociais devem ser deixadas de lado. Liñga e yoni estão na linha 26 no 777 e continuam a correspondência com ayin. Pode se referir ao Voto de Castidade? 17. Olho = ayin. Dente = shin. O título desta obra. Ayin = Capricórnio = “o Bode”. Shin = “Espírito”. A’ash = “Criação”. Ayin = Olho. Shin é um triângulo = “o Olho no Triângulo”, “Estrela de Prata”. Sim. 18. 8 =3○. M.A.A.T. e a Verdade novamente. Maat = linha = 22 = lamed, Obras de Equilíbrio, etc. Eu gosto do “etc.”. Eu trabalhei por três anos sobre como escrever Baphomet, e eu ainda não sei 17 .


19. Todos os atos, toda a paixão devem ser criativos. Fazei tudo para a glória de Deus. 20. A prática em si é um sinal exterior e visível de uma graça interna e espiritual. Não: significa “interpretar tudo (em segredo) como referindo-se ao Falo”. 21. “bode” = Capricórnio = ayin, também OZ o Sublime e Supremo Septenário em sua manifestação mágica através da matéria18 . Sim. “pato”. Eu não sei por quê, a não ser por conta da simbologia relacionada com os seus ovos. Nem eu. “burro”. Novamente a linha 26, também Baphomet referido como o Deus com cabeça de Burro em Liber 333 - se não me engano. Sim. “gazela”. Provavelmente por conta da Divisão do casco. - Ver referência em Colofão, Eq.[uinócio] I(10)19. “homem”, “mulher” e “criança”, não tão difícil de se encontrar atribuições a eles. Tríade sagrada. 22. Cadáver, referido na linha 26 do 777, mas isso não está claro para mim. Nem para mim. A última parte do versículo evidentemente uma promessa de resultado verdadeiro. Obscuro para mim.


23. “terrível deus”, Baphomet, o Bode do Sabá. Ayin = “O Diabo”. Obscuro para mim. 24. Se a teoria estiver certa a prática corretamente executada, ele dá tudo. Verdade. 26. Eu não sei o que a interpretação superior pode ser, mas no plano tomado neste documento, é evidente que o falo pode ser bastante “conduzido pelo mercado” antes que uma teoria de magia esteja conectada com ele. Não: eu acho que é apenas uma maneira de enfatizar santidade. 27. Ele não castiga com uma vara? Eu castigo! 28-29. “Se tudo o que vive é santo”20, e Ele é o Criador, pode-se compreender isto21. Certo. 30. O Mestre dará três e quatro vezes seu sêmen a sua mulher. Persista não importa o que aconteça. Sim, mas veja “The Ship”22. 31. A saber: eu sou a força secreta oculta na matéria e manifesta. Não compreendo isso. 32. Só pelo meu uso correto da “Chave” o “Verbo” pode ser encontrado. 33. Provavelmente se refere a uma experiência específica obtida no momento da prática. A Kuṇḍalinï subindo. Veja “pétala de lótus” que apoia qualquer figura de Buda totalmente equipada.


34. Não entendi isso. Significa que você deve adorar o Objeto por quaisquer meios, e, assim, torná-lo igual a Nuit. Ou assim suponho. Vide 35. 35. Refere-se à Consciência Superior a ser obtida por este meio. Consulte “Entusiasmo Energizado”. 36. Obscuro. “triângulo” = falo. “círculo” = yoni. Continue ligando e veja “Liber LXVI”. 37. idem. Isso não é de modo algum obscuro para mim; bendito seja Ele! 38. Refere-se à prática superior, eu acho. Mera recapitulação em linguagem poética. 39. Indica que uma prática se desenvolve em outra, de modo que, finalmente, os planos estão realizados como Um e não mais como Muitos. Talvez.

Comentário sobre Liber Tau vel Kabbalæ Trium Literarum sub figura CD [Para o texto, consulte: 1. O Equinócio I(7) (1912), p. 75. 2. ΘΕΛΗΜΑ, Os Livros Sagrados de Thelema (O Equinócio III(9), p. 211.] 3. [[Hadnu]] Esta análise pode ser verificada somando-se as colunas verticalmente, 69, 81, 93, 114, 135, 246, 357. Dividindo por 3 temos 23, 27, 31, 38, 45, 82, 119, que no “Sepher Sephiroth”23 significam, respectivamente, Vida, Pureza, Negação, “38 x 11 = 418”,


Inocente, Formação, Oração, Choro. As analogias são óbvias.

Comentário sobre Liber DCCCXIII vel Ararita sub figura DLXX [[Para o texto, consulte: Hadnu]] Capítulo I 418 Composto de ☆ e planetas de ✡, Deuses, visão da Natureza. Capítulo II Palácio fechado das Qliphoth. Palavra-chave. Capítulo III Palavra de duplo poder ABRAHADABRA. Sephiroth. Adepto se torna um com Deus. Capítulo IV Estrela. Obras de teste. Magia. Adepto em Ação. Versículo 4, consulte também AL - É a Verdade (qualquer estrela) da qual não se deve lamentar. Capítulo V Espada. Tudo esvaece. Adepto se harmonizando. Capítulo VI Estrela. O pai se curva a ela. Tudo expande. Fórmula final. Capítulo VII Guerreiro (morto). A sutileza que se expandiu. Tudo é controlado. Dissolução final. 1[777 era Charles Stansfield Jones, Frater Achad ou O.I.V.V.I.O. O livro 31 era o seu Liber 31, que apresentou suas descobertas a respeito do Livro da Lei, ver as Obras Citadas. Não


deve ser confundido com “Liber XXXI”, o título formal do manuscrito de Liber Legis.] 2[Jeanne Robert Foster, a terceira Mulher Escarlate.] 3[Haxixe]. 4[Um dos quatro rios do Éden no Gênesis.] 5[Crowley deu uma forma anterior dos sinais de N.O.X. de Puer, Vir e Puella, mas conforme foi discutido no Livro 4, ed. rev., nota final 513, mais tarde ele mudou o sinal X de Puella para Mulier.] 6[Uma cabra selvagem do noroeste da Índia.] 7[Uma montanha do Himalaia. Consulte o Confessions de Crowley.] 8[Tali-Fu (ou Tali) é um lago e uma cidade chineses. Ibid.] 9[Herbert Charles Jerome Pollitt, amigo de Crowley de Cambridge, consulte o Confessions.] 10[Hilarion foi Jeanne Robert Foster, a terceira Mulher Escarlate.] 11[Leitura variante, “defesa”.] 12A lua não é considerado como sendo uma luz, mas como uma coesão da atmosfera do planeta. 13[A romancista inglesa Ada Leverson (1862-1933) foi amante de Crowley. Seu apelido de “a Esfinge” foi dado a ela por Oscar Wilde.] 14[Um poema no White Stains de Crowley (1898), p. 106, na 2ª ed., p. 93. Veja as Obras Citadas.] 15[Os comentários de Crowley são dados em itálico.] 16[Em latim, flatus, ignis, aqua, terra.]


17[Isso foi escrito em 1915 E.V.] 18[Uma paráfrase do título do Capítulo 77 de Liber 333, O Livro das Mentiras.] 19[Poema de Crowley “To Laylah Eight-and-Twenty”, p. 235.] 20[William Blake, O Casamento do Céu e do Inferno, última linha, paráfrase. Veja as Obras Citadas.] 21[Na cópia datilografada os versículos 28-29 estavam aparentemente atribuídos erroneamente a 28, 30 a 29, 1 a 30, e 32 estava sem número.] 22[Crowley, “Liber 800, The Ship”. Veja as Obras Citadas.] 23[“Liber D, Sepher Sephiroth”; veja as Obras Citadas.] Origem da tradução Traduzido por Frater S.R.


Liber DCLXXI vel Pyramidos


Præmonstrance Faze o que tu queres deverá ser o todo da Lei A publicação do Volume IV de O Equinócio, o primeiro Volume novo desde 1919 E.V., continuará em sua tradição de elucidar a herança espiritual da Humanidade, exemplificada pelo método sincrético da A∴A∴. Assim como Os Livros Sagrados são a base da filosofia religiosa e teúrgica de Thelema, os Comentários contidos neste número tem o objetivo de ajudar no Próximo Passo da Humanidade, o Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião e a consecução do Grau de Adeptus Minor. O próximo número, A Visão e a Voz com Comentários e Outros Documentos, tratará dos mistérios da Travessia do Abismo e da consecução do Grau de Magister Templi. A O.T.O. tem uma longa história de aliança próxima com a A∴A∴, tendo publicado juntas O Equinócio virtualmente desde seu princípio. Enquanto a afiliação à O.T.O. pode-se provar uma fonte de experiência valiosa na Grande Obra de estabelecer a Lei de Thelema, tudo que é exigido de um Aspirante à A∴A∴ é a Vontade de Realizar. A melhor preparação para a Obra do Colégio Externo da A∴A∴ é aquela estabelecida pela própria Ordem — o programa de estudos do Estudante. A A∴A∴ não ordena nem recomenda a associação com nenhuma outra organização como um pré-requisito necessário à admissão, ou aceita uma tal associação como equivalente aos currículos estabelecidos por sua Autoridade. Desde o seu estabelecimento, os muitos, cujo nome é legião, buscaram lucrar pela reputação da A∴A∴, e alguns foram enganados por isso. Como pode-se falar do falso pelo Verdadeiro? Os princípios da Ordem A∴A∴ são claros e inequívocos; aqueles que agem de uma maneira contrária a eles são excluídos automaticamente de seu seio. Ela não requer juramentos de sigilo, ou votos de obediência a algum indivíduo. Nenhum dinheiro jamais é cobrado quando seus ensinamentos são distribuídos ou quando uma consecução é reconhecida por sua Autoridade. A Ordem não opera em lojas, acampamentos, círculos de estudo ou grupos de qualquer tipo. Desde o começo, o Trabalho é individual e privado; todo Aspirante à Ordem tem o benefício de trabalhar sob a direção de alguém que trilhou


o Caminho diante dele, que por sua vez pode buscar assistência de outro ainda mais experiente. A Ordem é Uma, Inteira em sua Corrente de sucessão de V.V.V.V.V. através de seus Adepti sênior vivos. A Ordem é Uma, embora funcione de uma maneira tripla: Fala no Silêncio, Silêncio e Silêncio na Fala. A Ordem é Uma, assim como só há Um Olho no Triângulo. A porta está aberta para todas as pessoas que sinceramente desejam juntar-se a um Corpo de Iniciados comprometidos ao Serviço da Humanidade. Amor é a lei, amor sob vontade. Origem da tradução Traduzido por Frater S.R.


equinocio volume iv numero 1 os livros sagrados