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Excellencia ll BOLETIM INFORMATIVO MENSAL DO GRUPO VILLELA | EDIÇÃO Nº 06 - SETEMBRO DE 2012 RIO GRANDE DO SUL | SANTA CATARINA | PARANÁ | SÃO PAULO | DISTRITO FEDERAL | PERNAMBUCO | PIAUÍ

Impresso Especial 9912289751-DR/RS DEVOLUÇÃO GARANTIDA

Grupo Villela

CORREIOS

CORREIOS

‘‘Crise não se resolve com arrocho, crise se resolve com investimento’’

R

econhecido como um notável articulador pelos colegas empresários, José Antonio Fernandes Martins é uma das principais lideranças do setor privado na articulação dos

programas de incentivo à produção junto ao Governo Federal. É figura constante em Brasília, atendendo sempre ao chamado da Presidente Dilma Roussef quando o assunto é política industrial. O Vice-Presidente de Relações Institucionais da Marcopolo acredita integralmente nos programas pelos quais trabalha e fala com o entusiasmo de quem tem o compromisso com a mudança da realidade da indústria brasileira, tornando-a mais eficiente e competitiva. Foto: Divulgação Marcopolo

O governo Dilma vem anunciando medidas de estímulo à economia como resposta à crise financeira internacional. Como o senhor avalia esses esforços? A Presidenta Dilma, ou seja, o governo federal, em função da crise internacional, tem adotado medidas que visam, não erradicar os efeitos, mas amenizá-los, além de criar perspectivas de solidificação de nossa economia, dando maior expressão ao nosso PIB a partir do ano que vem. Os efeitos da crise, sobretudo, na zona do Euro, mercado de grande importância para o Brasil, gera previsões dos analistas ainda desencontradas; o que se sabe é que o governo projetava para esse ano um crescimento do PIB em torno de 3 a 3,5%. Agora, a previsão é de que, se tudo correr bem, alcancemos um crescimento de 1,7%, no máximo 2%. Nessa perspectiva, o governo tem editado várias medidas. Em abril foi criado o Plano Brasil Maior, que é o primeiro a tratar da desoneração da folha de pagamento. A princípio, só seriam beneficiados 4 segmentos, os têxteis, calçados, móveis e TI; agora, no final, foram encaixados 14 setores no total, entre os quais estamos nós, do segmento ônibus. Nós, os empresários, nos queixamos

DESTAQUES

sempre da carga tributária e de fato ela é hoje um dos itens que liquida com a nossa competitividade, comparativamente com o mercado da China e outros mercados do extremo oriente; a Índia, também. Então, essas medidas, principalmente a desoneração da folha de pagamento e o PSI, 4 (Programa de Sustentação do Investimento do BNDES) têm um impacto favorável. O financiamento para comprar ônibus, implementos rodoviários, máquinas agrícolas, máquinas operatrizes, em outras edições do PSI era feito no prazo de 8 anos com juros de 10% ao ano, sendo que o financiamento, dependendo do porte da empresa, era de 100% ou de 80% do valor da operação. Com o Plano Brasil Maior, o PSI 4 foi mais aprimorado; manteve os 10 anos de prazo e os 100% de financiamento da edição anterior, mas os juros que eram de 10% , caíram para 5,5% ao ano (dias após a entrevista, a taxa de juros do PSI caiu apra 2,5% ao ano). Esse foi um impacto extraordinário de que eu falei e que tem resultados imediatos na indústria. Com relação às exportações, o que de concreto tem sido feito? No Plano Brasil Maior, várias medidas foram

tomadas com relação à expansão das exportações. Foram criadas estratégias econômico-financeiras para subir o dólar que saiu de R$ 1,52 e chegou a R$ 2,00 – e deve se manter nesse patamar. Além do dólar elevado, o PSI 4 funcionando bem, recriou-se aquilo que nós chamamos de REINTEGRA: o governo dá 3% de crédito para cada volume exportado. Através do BNDES, foram também criados financiamentos mais favoráveis para operações de pós e pré-embarque. Todas essas medidas afetaram positivamente o nosso mecanismo de exportação e favoreceu bastante as empresas exportadoras. O senhor mencionou a alta carga tributária como fator que compromete a competitividade da nossa economia. Sabemos que outros fatores como os gargalos da infraestrutura e mobilidade também nos desfavorecem. Como o senhor avalia as recentes medidas que visam romper essa inércia ? No final de maio, foi apresentado o plano chamado PAC Mobilidade, que foi lançado pelo Ministério das Cidades e contempla um valor de R$ 32,8 bilhões, recursos que serão aplicados no transporte nos grandes e médios centros urbanos,

ENTREVISTA

REPORTAGEM

ESPECIAL EXPOINTER

Construtora Rio Ave inova em Pernambuco Página 5

Diversificação em sustentabilidade no Cooperativismo Página 6

Diretoria e clientes confraternizam na Casa Band Página 7

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PALAVRA DO PRESIDENTE

Foto: Marketing Villela

A vez da infraestrutura Não é de hoje que falamos sobre o tema da competitividade da nossa economia e os entraves gerados ao crescimento decorrentes da sobrecarregada infraestrutura do País. Os desafios que o Brasil tem pela frente não se

limitam aos grandes eventos que sediaremos, a Olimpíada de 2016 e a Copa do Mundo de 2014. Esse tema é recorrente aqui no Excellencia; da mesma forma que também damos destaque para o Custo Brasil e seus desdobramentos. A lta carga tributária, mão de obra sem qualificação, a escassa oferta de profissionais com expertise em planejamento e projetos, a complexidade da legislação que burocratiza e engessa o empreendedorismo, tudo isso, precisa ser enfrentado com determinação, o que é consenso, sabemos. Hoje, no entanto, voltamos à pauta motivados pelo que consideramos uma boa notícia, que é o anúncio de uma série de programas do Governo Federal, os quais apontam para o enfretamento definitivo do problema de forma objetiva e consistente. Falamos do Plano Brasil Maior como um todo, mas, sobretudo, do Programa de Investimentos em Logística - Rodovias e Ferrovias, que projeta a concessão à iniciativa privada de 7,5 mil quilômetros de rodovias e 10 mil quilômetros de

ferrovias federais – incluindo trechos da malha existente e outros que serão construídos. O programa contempla investimentos da ordem de 133 bilhões de reais em 25 anos, divididos entre rodovias e ferrovias, projetando um salto de qualidade na mobilidade sem precedentes na nossa história recente. Destacamos a série de infor mações, apresentadas pelo nosso entrevistado de capa, o Vice-Presidente de Relações Institucionais da Marcopolo, o senhor José Antonio Fernandes Martins, que corroboram os esforços visando romper a inércia frente aos gargalos da infraestrutura do País. O executivo de uma das principais companhias do Mundo no segmento demonstra com entusiasmo que está profundamente otimista com o cenário que se anuncia. Este entusiasmo, sem dúvida, reflete o estado de ânimo de toda a classe empresarial brasileira, de forte identidade empreendedora e na qual nos incluímos. Dr. Renan Villela CEO Diretor Presidente do Grupo Villela

Receita justifica prorrogação da EFD Contribuições para as empresas do lucro presumido Rendeu outros importantes esclarecimentos, a entrevista concedida ao Excellencia pelo auditor da Receita Federal, Guilherme Dal Pizzol, publicada em forma de reportagem na edição de agosto, com o balanço dos primeiros meses da EFD Contribuições para as empresas do lucro real. Questionado pela reportagem sobre o que teria motivado a prorrogação do prazo para as empresas enquadradas no lucro presumido, Dal Pizzol esclarece que a Receita atendeu ao pleito dos profissionais da contabilidade. A FENACON (Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis), que representa a classe, informou que estava ocorrendo, em alguns Estados, a sobrecarga de trabalho dos contadores. Isso se deu, segundo ele, pelo fato de que essas unidades da Federação já haviam implantado o Sped Fiscal para muitos contribuintes, o que antecipou a geração de uma quantidade importante de dados de grande complexidade.

A prorrogação foi a forma de aliviar a quantidade de informações que estavam se acumulando para serem prestadas à Receita afirmou Dal Pizzol. Apesar da escrituração no lucro presumido da EFD Contribuições ser bastante simplificada, pois é muito parecida com o que já é feito da DACON, representou um aumento considerável no fluxo de informações. A boa notícia é que desde julho, o programa com o ambiente para digitação dos dados, já está disponível na página do Sped no site da Receita Federal, o que permite ao contribuinte transmitir facultativamente, ou seja, quem quiser se antecipar para evitar acúmulos de última hora, já pode. É o momento propício para o contribuinte se certificar sobre a qualidade das informações que estão sendo prestadas.

www1.receita.fazenda.gov.br/Sped/

EXPEDIENTE BOLETIM INFORMATIVO MENSAL DO GRUPO VILLELA CEO Diretor-Presidente

Assessoria de imprensa

Dr. Renan Villela

Martha Becker Comunicação Corporativa

Diretora de Marketing

Jornalista Responsável

0800 722 01 88

Dra. Jeruza Tomsen Villela

Jane de Castro

www.grupovillela.com.br

Coordenação de Marketing

Redação

João Alfredo Ramos Junior

João Alfredo Ramos Jr. Jane de Castro

Designer Gráfico

Marcio Brito Ayres Tiragem: 4.000 exemplares

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RS | SP | SC | PR | DF | PE | PI


ENTREVISTA

José Antonio Fernandes Martins - Vice-Presidente de Relações Institucionais da Marcopolo

visando racionalizar a mobilidade. O plano prevê a melhoria substancial na estrutura viária urbana com a construção de corredores exclusivos de ônibus; os chamados BRTs (Bus Rapid Transit) e também uma expansão importante na área metroferroviária com a criação do Monorail em São Paulo e com a implantação de VLTs (Veículos Leves sobre Trilhos). Para o sistema de BRTs serão comprados cerca de 3500 a 4000 unidades de ônibus que nós já começamos a produzir. São veículos grandes, articulados ou biarticulados, com até 28 metros de comprimento. Isso demonstra a preocupação do governo com a mobilidade, um dos grandes percalços a nossa competitividade, além da taxa de juros alta, a Reforma Tributária que não vem, a nossa logística que tem um peso monumental no custo das empresas. Através do PAC Mobilidade, há várias ações, no sentido de que, já na Copa do Mundo, tenhamos um sistema de transporte muito mais racional. O programa está alavancando a indústria de ônibus, a ferroviária, e deverá trazer benefícios a médio prazo, produzindo um impacto altamente positivo na competitividade do País. Nós vamos nos mover mais rápido. Não vai resolver o problema do Brasil, mas é um primeiro passo para um posicionamento mais competitivo. Depois, no mês de junho, o governo lançou o PAC Equipamentos. Somam investimentos de R$ 8,2 bilhões em vários segmentos: caminhões, no nosso segmento, com 8.570 unidades de ônibus escolares, mais a parte de carteiras e móveis escolares, motos, trens de passageiros, retroescavadeiras; um plano extremamente heterogêneo. No lançamento em Brasília, o governo pediu que eu falasse em nome dos empresários. Eu externei que crise não se resolve com arrocho, crise se resolve com investimento e é o que tem sido feito; o governo facilita investimentos. Então, o PAC Equipamentos praticamente resolveu o nosso problema este ano, o da indústria de ônibus, mas também, na indústria de automóveis. Finalmente, em agosto, o governo anunciou o que podemos chamar de PAC Rodovia Ferrovia (PNLI Programa Nacional de Investimentos em Logística Rodovias e Ferrovias). São R$ 133 bilhões dos quais R$ 79,5 bilhões serão gastos em 5 anos e o restante em 25 anos. Somente as rodovias vão levar R$ 42 bilhões de investimento, que representam entre concessão e construção, cerca de 7,5 mil km de distribuídos em diversas BRs. Destes R$ 42 bilhões, R$ 23 bilhões serão gastos em 5 anos e o restante, R$ 18,5 bilhões, num prazo de 20 anos. A ferrovia vai absorver a maior parte. Dos R$ 133 bilhões, receberá R$ 91 bilhões. Serão construídos 10 mil km de ferrovias. Isto representa uma recuperação fantástica, vai mudar a fisionomia do País e, veja bem, não é privatização. Tem muita gente dizendo, “a Dilma tá privatizando”. Não, a Dilma não está privatizando coisa nenhuma. O que a Presidente está fazendo de uma maneira extremamente inteligente é criar um modelo de concessão por 25 ou 30 anos, através de uma Parceria Público Privada (PPP). A empresa

privada faz o investimento, o BNDES financia, dá prazo com juros convidativos e esta empresa usa e opera. Terminados os 30 anos, o patrimônio é do Estado, o controle volta para o governo. Se precisar licitar de novo, licita, mas o País não está se desfazendo dos seus ativos, pois está cedendo em concessão.

estratégicas, medidas desenvolvimentistas, que demonstram que o Governo está favorecendo o desenvolvimento do País. Como a indústria está se preparando para adaptar-se ao crescente controle das emissões de poluentes?

Foto: Divulgação Marketing Villela

Como esse plano repercute concretamente na indústria e, especificamente, na indústria de ônibus? Hoje a nossa malha rodoviária que serve o transporte de ônibus é muito precária. Tem muita gente que deixa de viajar de ônibus por medo de circular nas estradas esburacadas. São pessoas que deixam de consumir, ficando em casa, e o Brasil precisa que as famílias consumam. Onde tiver uma boa estrada, melhora o transporte por ônibus, por automóvel, por caminhões, melhora o transporte em todos os segmentos. O consumo das famílias faz o PIB crescer. Então, repito, esse plano de adequação do sistema rodoviário é um negócio espetacular, bem como, o plano de recuperação do sistema ferroviário, que vai operar tanto no setor de cargas, quanto no setor de passageiros. Então, esses quatro planos: o plano Brasil Maior, o PAC da Mobilidade, o PAC Equipamentos e o PAC Rodovia/Ferrovia (PNLI); é um volume enorme de recursos que vai trazer sem dúvida repercussão muito forte já nesse semestre. O segundo semestre já está mostrando: a indústria retomando um índice de aceleração, não ainda à plena carga, pois essas medidas não repercutem da noite para o dia, elas são de repercussão lenta, mas progressivas. Por isso, no último trimestre de 2012 já vamos testemunhar a volta do desenvolvimento do País. Claro que o nosso PIB vai ter um fraco desempenho, pois um trimestre sozinho não concerta o Brasil. No quarto trimestre o PIB vai mudar em função dessas medidas

A partir de janeiro de 2013, todos os veículos que levam motor a diesel, ônibus, caminhão, micro ônibus, precisam estar enquadrados dentro da norma Euro 5. Estamos estudando junto ao governo um plano para reposição da frota, como já existe em alguns países da Europa, onde você leva o caminhão, o ônibus velho, e o governo concede um crédito, desde que você compre um veículo novo, 0 Km. Há uma grande preocupação em renovação e modernização da frota, fazendo com que todos os veículos sejam substituídos por Euro 5, que emitem muito menos poluentes. Todos os ônibus que nós aqui na Marcopolo estamos montando já estão todos adequados à norma Euro 5. Os postos já estão adaptados. Houve, sim, dificuldades na adequação, mas hoje já está tudo resolvido. José Antonio Fernandes Martins, graduado em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, UFRGS, é Vice-Presidente de Relações Institucionais da Marcopolo S/A. Preside o Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (SIMEFRE), a Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus (FABUS) e a Associação do Aço do Rio Grande do Sul (AARS). É vice-presidente da FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e FIERGS – Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul. É também conselheiro do Conselho Superior de Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e do IEDI – Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial.

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NOTÍCIAS

Juiz diz que lista de descontos do PIS e da Cofins é de caráter exemplificativo O tema é reconhecidamente complexo e tem motivado um exaustivo debate. Ao acatar o mandato de segurança impetrado por uma empresa de prestação de serviços de limpeza e conservação, o juiz do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, Leandro Paulsen, reiterou a interpretação que surgiu no CARF (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) em 2010 sobre a relação de insumos inerentes à atividade que podem gerar créditos de PIS e COFINS. A decisão favorável ao contribuinte, editada no último mês de julho, garantiu a compensação dos créditos desses tributos relativos aos gastos com insumos não previstos no texto da lei tais como uniformes, vale-transporte, valerefeição ou alimentação, seguro de vida, seguro-saúde, plano de saúde, fardamento, aquisição/utilização de combustíveis e lubrificantes utilizados em veículo da empresa destinados ao transporte de empregados/colantes que substituem outros funcionários terceirizados ou fiscalização de

supervisores em postos de serviços. No julgamento da ação, o magistrado destacou algumas questões, para ele, pertinentes. Entre elas, o fato de que a relação de descontos de crédito que constam no artigo 3º das Leis 10.637/2002 e 10.833/2003 tem caráter exemplificativo, o que significa que podem ser admitidos outros descontos de créditos não expressamente previstos. Paulsen argumenta que “em se tratando de tributo direto que incide sobre a totalidade das receitas auferidas pela empresa, digam ou não respeito à atividade que constitui seu objeto social, os créditos devem ser apurados relativamente a todas as despesas realizadas junto a pessoas jurídicas sujeitas à contribuição, necessárias à obtenção da receita”. Para o juiz, é imperativo o entendimento do conceito de não-cumulatividade, para que este

ENTENDA O CASO O crédito, em matéria de PIS/COFINS, no sistema de não-cumulatividade, é para as empresas que recolhem o IRPJ/CSLL pelo regime de lucro real. A legislação permite que os custos de certos insumos como as compras de mercadorias, energia elétrica, folha de pagamento etc, podem ser compensados do valor das contribuições (PIS/COFINS) devidas, por que se configuram como inerentes à atividade. A decisão do juiz, no caso concreto, permite que a empresa compense os custos com outros insumos que não os que estão taxativamente descritos na lei.

não se torne apenas um artifício para acobertar simples aumentos de alíquotas.

Novo serviço vai facilitar a vida do investidor estrangeiro O volume de investimentos estrangeiros diretos (IED) tem surpreendido positivamente e até batido recordes como foi o índice de julho, divulgado pelo Banco Central. Os US$ 8,5 bilhões ingressados naquele mês marcaram um recorde para os meses de julho e o acumulado desde janeiro já soma R$ 38 bilhões. Para o restante de 2012, as projeções do Banco Central apontam para o ingresso de US$ 50 bilhões, mas o mercado é mais otimista e estima que a entrada de IED chegará a US$ 55 bilhões. Atento a este cenário, o Grupo Villela implantou o serviço Tropicalização, Relações Internacionais e Comércio Exterior, cujo

principal argumento é dar proteção e assistência ao empresário estrangeiro. No escopo do serviço, estão a orientação legal e processos de implementação de investimentos externos no Brasil nas esferas trabalhistas, ambiental, tributária e governamental, além do acompanhamento total nas necessidades pessoais do empresário estrangeiro, desde logística até culturais. Na prática, o investidor, seja pessoa física ou empresário, terá o atendimento até de necessidades pessoais como locomoção e residência dele ou de sua família, questões de adaptação a dificuldades culturais e de comunicação,

orientação legal e processos de imigração empresarial e de pessoa física. Há ainda consultoria em negócios imobiliários, Direito Financeiro, Direito bancário e mercado de capitais. De acordo com o diretor-presidente Renan Villela, não existe no Brasil quem se preocupe integralmente com o investidor internacional, daí a necessidade da divulgação deste serviço. “É preciso que alguém faça essa 'tropicalização' dos investidores que estão vindo para cá, de vários países estrangeiros. Isto nós sabemos fazer, e este é o momento certo”.

Advogados da Villela dialogam com o líder do governo na AL/RS O líder do governo na Assembleia Legislativa do RS, o deputado Valdeci Oliveira, recebeu em agosto, no seu gabinete, o diretor do núcleo empresarial do Grupo Villela, Juliano Bacelo e a advogada Mariana Gonçalves. Durante o encontro, foram tratados assuntos como o papel dos governos, União e Estados, na viabilização de empresas em dificuldades e na preservação da função social dessas organizações, na geração de emprego e renda, tributos e cumprimento de compromissos com Foto: Marketing Villela

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fornecedores. ‘‘Temos uma compreensão sistêmica do negócio, sabemos das demandas de nossos clientes, o que nos faz pensar estrategicamente”,

afirma Bacelo. Dentro deste contexto, o Grupo Villela assume papel de liderança nos segmentos em que atua, o que torna natural a manutenção do diálogo e de um canal permanente de interlocução com os governos e a sociedade.


ENTREVISTA

Rio Ave: ousadia e inovação andam lado a lado

Vista geral do Rio Ave Corporate Center na Ilha do Leite, Recife/PE Foto: Divulgação Rio Ave

Alberto Ferreira da Costa Jr. - Diretor Comercial da Rio Ave Líder de mercado no segmento empresarial e referência em construções corporativas em Pernambuco, a Rio Ave considera a capacidade de inovação a sua principal vantagem estratégica, o que imprimiu um novo conceito no mercado imobiliário no Estado. Ao todo são mais de 150 mil m² de construção em edificações empresariais, cuja taxa de vacância em torno de 3% faz da Rio Ave a empresa com maior experiência neste tipo de empreendimento. É da construtora a responsabilidade pela transformação do bairro da Ilha do Leite. Esta área entre a Zona Sul e a Zona Norte do Recife, até então pouco aproveitada, é hoje um pólo empresarial e médico de destaque no Nordeste, onde foi instalado o Rio Ave Corporate Center, o maior complexo empresarial do Norte e Nordeste. À frente do departamento comercial, o executivo Alberto Ferreira da Costa Jr, falou ao Excellencia sobre os planos para o futuro e a ousadia que move os projetos da empresa fundada pelo seu pai, o português Alberto Ferreira da Costa.

Neste momento em que os mercados vêm a inovação como estratégia de competitividade, a Construtora Rio Ave é um exemplo a ser seguido. Fale um pouco dos processos inovadores que tornaram a empresa uma referência no setor da construção no Nordeste brasileiro? O Grupo Rio Ave se destaca pelo comprometimento em utilizar sempre as melhores soluções tecnológicas em seus empreendimentos que vão desde a escolha do local a ser construído, até o acabamento dos empreendimentos. Temos também sempre a preocupação em construir com o menor impacto a m b i e n t a l p o s s í v e l . To d o s o s n o v o s empreendimentos possuem esta preocupação desde a concepção do projeto. Os vidros a serem utilizados, as lâmpadas das áreas comuns, a tecnologia aplicada no sistema de refrigeração, a reutilização da água da chuva para regar os jardins, são algumas das soluções que a Rio Ave

implementa em seus projetos em prol da sustentabilidade dos mesmos. Todos os empreendimentos são concebidos devido aos nossos parceiros que são referência no setor imobiliário. Prezamos pelos melhores escritórios de arquitetura, melhores consultores, melhores empresas de fundação, entre outros. Vemos que todos esses esforços tecnológicos além de nos trazer reconhecimento através de prêmios, também fazem os nossos empreendimentos serem a principal escolha do mercado imobiliário trazendo rentabilidade aos investidores. Que números importantes podem ser apresentados? Atualmente estamos construindo mais de 158.000 m² e temos como meta o crescimento de 65% ainda este ano em relação ao ano anterior. Quais suas expectativas e metas para os próximos dois anos?

Dar continuidade ao crescimento mantendo a solidez que caracteriza empresa e continuar o desenvolvimento no setor hoteleiro e no setor de soluções ambientais.

O Cabo Corporate Center é um empresarial localizado no município Cabo de St Agostinho, em Pernambuco, na região próxima ao Complexo Industrial Portuário de Suape, uma das regiões de maior desenvolvimento do País.

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CAAL Indústria - Alegrete/RS José Alberto Pacheco Ramos - Presidente da CAAL - Coop. Agroindustrial Alegrete Ltda

Diversificação: a fórmula da CAAL para a sustentabilidade A CAAL - Cooperativa Agroindustrial Alegrete Ltda, a principal cooperativa de beneficiamento de arroz do Brasil, em seus mais de 50 anos de atividade, atravessou as diversas crises do segmento. Se resistiu a todas, figurando, inclusive, como liderança do setor, deve certamente parte do êxito à vocação para diversificar. Ao longo da sua trajetória, investiu em novas variedades da cultura, incluindo as chamadas variedades nobres, de maior valor agregado, incentivando a produção junto aos associados. Construiu uma das marcas líderes de arroz de distribuição nacional e controlou uma sólida rede de supermercados. Hoje, mantém um centro comercial de insumos, peças e implementos agrícolas. Cada um desses negócios teve sua contribuição para o êxito da cooperativa na travessia dos períodos de intempéries, característicos da cultura orizícola no País. Para José Alberto Pacheco Ramos, presidente da CAAL, o que a cooperativa tem feito, na prática, é o que especialistas e governos apregoam como alternativa para a cultura. - O que nós aqui na CAAL temos feito, especificamente, é aproveitar, além do arroz todos os subprodutos, inclusive, as impurezas e a casca.

Com isso, além de produzirmos o arroz beneficiado, transformamos os subprodutos e impurezas em ração e a casca gera energia que abastece a planta industrial e ainda disponibiliza energia para o operador nacional do sistema elétrico – destaca Ramos. Em 2010, a CAAL colocou em funcionamento a sua usina termoelétrica com capacidade instalada de 3,8 Megawatts. A energia gerada a partir da queima da casca do arroz atende integralmente à necessidade do parque industrial e poderá gerar um excedente para ser comercializado, além de retirar do meio ambiente 45 mil toneladas de carbono anualmente, o que equivale à emissão de gases do efeito estufa de 38 mil carros por ano. De posse da tecnologia, e empresa aposta na inovação contínua. - Não podemos ficar apenas colhendo os frutos do sucesso. Devemos buscar alternativas. No momento, a CAAL financia um projeto de pesquisa envolvendo a Unipampa, o IFF (Instituto Federal Farroupilha), nós e o IRGA (Instituto Rio-grandense do Arroz) para estudar o uso da cinza da casca de arroz queimada na geração de energia. Com esse estudo - avalia o dirigente - estaremos fechando o ciclo completo do produto arroz. Mas isso não significa que não continuaremos buscando outras

Os bons ventos da Expointer 2012

anunciadas no dia 29 de agosto, que reduziu as taxas de 5,5%a.a. para 2,5%a.a., parecem ter sido o fator determinante para o balanço positivo do evento. Outro fator a ser lembrado é a alta no preço de determinados grãos, como a soja, que amenizou as perdas decorrentes da seca. Entre os equipamentos mais visados pelos produtores na feira, estão os de irrigação. A seca estimulou o interesse e isso demandou investimentos que incentivam o setor de máquinas e implementos agrícolas. Segundo Claudio Bier, presidente do SIMERS (Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos/RS), algumas empresas do setor agrícola já estão trabalhando com entregas

ARTIGO

A estiagem assombrava as estimativas da Expointer 2012. No entanto, até o dia 30 de agosto, as vendas de maquinário agrícola somavam R$ 1,047 bilhão, já ultrapassando o nível do ano anterior. Somente de sexta-feira a domingo, últimos três dias da feira, esse número aumentou para R$ 2,020 bilhões, mais que o dobro de todo o evento no ano passado, R$ 834 milhões. As medidas de incentivo do governo federal para financiamento de máquinas e equipamentos,

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alternativas que tornem não somente a lavoura de arroz, mas toda a propriedade dos nossos associados, mais produtivas.

PERSPECTIVAS O agronegócio responde por 33% do PIB brasileiro*. A recém encerrada Expointer, superou positivamente as expectativas do mercado, impulsionado, sobretudo, pela valorização das commodities agrícolas no exterior. O arroz, no RS, é produto de impor tância preponderante nesse cenário. Ramos faz sua análise do mercado para 2012/2013: “Acredita-se que deverá haver um recuo na área plantada devido ao baixo nível das barragens que abastecem as lavouras do RS, resultado da estiagem prolongada que castigou o Estado. Por sua vez, a produtividade média deve se manter em níveis elevados devido à alta tecnologia aplicada pelos produtores. Quanto aos preços, deverão manter-se em nível aceitáveis, apesar do aumento do preço dos insumos devido à alta do dólar”. *Dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

de maquinário somente para fevereiro. A constatação é de extrema importância, visto a quantidade de emprego e renda que essa indústria gera, não só nos centros urbanos, mas no interior do Estado também. Os resultados da Expointer, mesmo em um ano onde tudo era incerto, confirma o poder desses eventos. não só como centro de exposição, mas também como um centro de negócios. O RS e o país só têm a ganhar com isso. Ricardo Munzert é assessor de econômia do Núcleo Empresarial do Grupo Villela

Foto: Marketing CAAL

ESPECIAL AGRONEGÓCIO


ESPECIAL EXPOINTER

Grupo Villela na Expointer Em parceria com o Grupo Bandeirantes de Comunicação, o Grupo Villela confraternizou com clientes, parceiros e diretores, dia 27 de agosto, segunda-feira. O evento aconteceu na Casa da Band, durante a Expointer, no Parque Assis Brasil, em Esteio/RS. Os anúncios de linha de financiamento dos governos federal e estadual, principalmente para a irrigação e renovação da frota de máquinas e implementos, entusiasmou os produtores. A nossa equipe permaneceu no parque, durante esses dias, dando orientações sobre como se habilitar aos programas, sobre o cumprimento de pré-requisitos e a preparação dos projetos.

O diretor do Empresarial, Juliano Bacello e a repórter do Band Rural, Lizemara Prates ao fundo, o advogado Marco Antônio Schimitt e o técnico em segurança do trabalho Alexsandro Penha

Ricardo Munzert, Jeruza Tomsen e Marco Antônio Schimitt

Diretor Geral da Band, Leonardo Meneghetti, e o Diretor Presidente do Grupo Villela, Renan Villela

Profissionais da Band atentos ao Excellencia

O apresentador do Band Cidade, jornalista Sergio Stock

A apresentadora do Band Cidade, jornalista Lucia Mattos

Diretor Geral da Band, Leonardo Meneghetti, e Lisiane Russo, Executiva Comercial da Band TV

Mensagem Bíblica “E este é o testemunho: Deus nos deu a vida eterno, e essa vida esta em seu filho. Quem tem o Filho, tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. Escrevi-lhes estas coisas, a vocês que crêem no nome do Filho de Deus para que vocês saibam que tem a vida eterna.” I João 5.11-13

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CLASSIFICADOS

REDE DE NEGÓCIOS

SERVIÇOS Ramo: Hoteleiro Faturamento Anual: R$ 600.000,00 Área: 3.000 m² Valor: R$7,5 milhões Local: Grande São Paulo

FARMÁCIA Ramo: Farmácia de Manipulação Faturamento Anual: R$ 7,2 milhões N° funcionários: 65 Valor: 10 milhões Local: Pelotas - RS

DALPRÁ ASSESSORIA CONTÁBIL

AGROSIG SERV. INT. E GESTÃO DO AGRONEGÓCIO Av. das Acacias nº 1303 - CEP: 78550-059 Centro - Sinop/MT - Fone: 66 3531.9644 amadeu_sinop@hotmail.com

DALPRÁ ASSESSORIA CONTÁBIL S/C LTDA Av. Pref. Frederico Heyse, 1209 Centro - Mafra/SC - Fone: 47 3642.5743 dalpra@dalmircontabilidade.com.br

INDÚSTRIA CALÇADISTA Ramo: Indústria Calçadista Faturamento Anual: R$ 7 milhões Nº de Funcionários: 90 Valor: R$ 9 milhões Local: Serra Gaúcha - RS INDÚSTRIA Ramo: Fábrica de Artefatos de Alumínio Valor: 10 milhões Local: Grande Porto Alegre

CBV CONTABILIDADE E ASSESSORIA CBV COMÉRCIO E SERVIÇOS LTDA ME Rua Marecahal Floriano, 434 - Sala 03 - 1ºandar Pio X - Caxias do Sul/RS Fone: 54 3215.2434 | cbvcontabilidade@hotmail.com

CONTABILIDADE AMORIM Rua Visconde do Rio Branco, nº 2591 sala 5 Centro - São José dos Pinhais/PR Fone: 41 3283.4246 | www.contabilidadeamorim.com.br

Acesse o site da REDE DE NEGÓCIOS: grupovillela.com.br/rede/

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( ) Mudou-se

( ) Falecido

( ) Desconhecido

( ) Ausente

( ) Recusado

( ) Não procurado

( ) Endereço Insuficiente

( )

( ) Não existe o nº indicado

( ) Informação escrita pelo porteiro ou síndico

REINTEGRADO AO SERVIÇO POSTAL

REMETENTE: Grupo Villela

Em ....... / ......./ ......

Av. Pinheiro Borda, 458 CEP: 90810-160

Em ....... / ......./ ......

Porto Alegre-rs


Boletim Informativo - Set/2012