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Excellencia ll BOLETIM INFORMATIVO MENSAL DO GRUPO VILLELA | EDIÇÃO Nº 10 - MARÇO DE 2013 RIO GRANDE DO SUL | SANTA CATARINA | PARANÁ | SÃO PAULO | DISTRITO FEDERAL

Impresso Especial 9912289751-DR/RS DEVOLUÇÃO GARANTIDA

Grupo Villela

CORREIOS

CORREIOS

Ônibus brasileiro à célula de hidrogênio: do papel para as ruas

Por que investir em hidrogênio como recurso energético? Resumindo, o hidrogênio não é uma fonte de energia, mas um vetor através do qual podemos armazenar a energia elétrica através dos processos eletroquímicos. A combinação de água + eletricidade resulta em hidrogênio e oxigênio, que é a eletrólise para produção de hidrogênio. Já a combinação do hidrogênio + oxigênio, resulta em eletricidade e água, ou seja, reconversão do H2 em eletricidade útil que tem água como subproduto. A forma mais direta de armazenarmos energia elétrica é a utilização de acumuladores DESTAQUES

Foto: Anahi Fros

U

m meio de transpor te público moderno, econômico e que não gere poluentes. Esta ideia concebida ainda na década de noventa, durante a Rio 92 foi o embrião do ônibus à célula de hidrogênio, versão brasileira. O objetivo era criar uma frota de veículos para a demonstração da tecnologia no Brasil. O sistema que integra células de hidrogênio e motores elétricos, não produz nenhum tipo de poluição local, ao contrário dos ônibus a diesel. Em alguns países os ônibus já estão nas ruas. Por aqui, o projeto vem tomando corpo desde 2005 e precisa ainda avançar algumas etapas. Para gerar energia elétrica, a célula utiliza o hidrogênio. A eletricidade alimenta os motores do veículo, fazendo gerar água como subproduto. O transporte possui capacidade de carregar 45 kg de hidrogênio, além de rodar 300 km, mas se for necessário, pode trafegar mais 40 km utilizando somente as suas baterias recarregáveis. O veículo tem capacidade para, em média, 70 passageiros.

Com a autoridade de quem integra um dos projetos mais audaciosos da pauta de inovação tecnológica no Brasil, o engenheiro Sidney Gonçalves, carioca, que vive em Caxias do Sul/RS, líder da equipe de integração e construção do ônibus, tem

planos ambiciosos para os próximos dois anos do projeto. “Esse ano me parece muito promissor” revela, apostando que até o final de 2014, já poderemos embarcar num destes veículos. A seguir, os principais trechos da entrevista ao Excellencia.

como capacitores ou baterias. Os capacitores são muito eficientes, mas não é possível armazenar energia na quantidade que precisamos para, por exemplo, alimentar um automóvel por dezenas de quilômetros sem ocuparmos todo o seu volume com capacitores. Da mesma forma, as baterias, apesar de terem uma capacidade de armazenamento muito superior a dos capacitores, são ainda pesadas, lentas para carregar, caras e com vida útil pequena. Outros fatores ainda as tornam complexas para o uso em veículos. É difícil imaginar isso já que todos nossos equipamentos modernos (celulares,

laptops, tablets etc) funcionam com baterias, e aparentemente muito bem. Entretanto, estamos falando de equipamentos de baixa potência, que utilizam poucas células de baterias, e mesmo assim não duram mais do que 2 anos mantendo o mesmo desempenho. Imagine viajar de Caxias a Florianópolis em um carro a baterias. Seria um carro pequeno e com uma autonomia de no máximo 200 km, indo devagar sem abusar nas acelerações. Seria preciso abastecê-lo umas três vezes durante a viagem, e diferentemente de um veículo a gasolina, também seria preciso aguardar de 3 a 6 horas para recarregar as

ESPECIAL

ARTIGO

Inovação Técnologica Páginas 4 e 5

Planejamento tributário eficaz Página 7

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PALAVRA DO PRESIDENTE

NOTÍCIAS

Foto: Marketing Villela

Mudança no entendimento sobre o adicional de periculosidade pode impactar custo das empresas.

No mundo dos negócios é unanimidade que cada vez mais é imprescindível a capacitação. As empresas tomam a decisão de investir em programas de qualificação e capacitação de profissionais para aumentar a produtividade de seu negócio tendo em vista pessoas mais adequadas ao perfil da empresa. Com o Grupo Villela não é diferente, pois nestes quase 8 anos de caminhada, sempre esteve dentre os nossos propósitos a capacitação profissional, o treinamento, o compartilhar saberes. Todavia, acreditamos que fomos além, pois apostamos também na educação cidadã de nossos colaboradores e mesmo de seus familiares. Queremos profissionais competentes, prósperos, é claro, mas, sobretudo, felizes, comprometidos, envolvidos com os propósitos das suas lideranças e de suas equipes. Organizamos eventos, treinamentos semanais, investimos na TV Corporativa, mas faltava a construção de um eixo comum entre os diferentes conteúdos programáticos, de natureza interdisciplinar e, por isso, de alta-complexidade. A solução para esta demanda veio com a Escola de Líderes e a proposta de sistematizarmos os treinamentos em programas pedagógicos, visando não só a qualificação eficaz, mas a formação de multiplicadores. Os primeiros passos dados ainda em dezembro de 2012, começam a frutificar com êxito no início de 2013. Já nos é dado a perceber neste curto espaço de tempo a disseminação da cultura da educação corporativa e a identificação de lideranças, as quais terão papel imprescindível no projeto do Grupo Villela de crescimento, que tem na sua raiz o comprometimento incondicional de melhor atendermos os nossos parceiros empresários nos seus desafios do empreendedorismo. Reconhecemos que a busca do saber é contínua, sobretudo, na atividade empresarial brasileira, de legislação oscilante e complexa, mas já podemos nos congratular das escolhas certas, cientes que a caminhada tem que ser cumprida passo a passo. Dr. Renan Villela CEO Diretor Presidente do Grupo Villela

A lei 12.740/12 alterou o artigo 193 da CLT, incluindo aqueles expostos a "roubos ou outras espécies de violência física nas atividades profissionais de segurança pessoal ou patrimonial" na relação de trabalhadores sujeitos a operações perigosas. Com isso, o adicional de periculosidade, que antes era devido apenas para trabalhadores expostos a líquidos inflamáveis e materiais explosivos, agora é estendido também aos profissionais de segurança e vigilância patrimonial. O texto faz vínculo de periculosidade com o ambiente em que se desenvolve o trabalho, e não a função exercida. Empresas e

Condomínios que se utilizam de porteiros, zeladores, caixas e atividades afins, que em princípio não se enquadram como vigilantes, mas estão expostos a este risco, podem ser afetados pela medida adicional. Os advogados do Grupo Villela alertam para o caráter genérico da redação da Lei que pode abrir brechas para interpretações e, conseqüentemente, discussões judiciais. Ao contrário do adicional de insalubridade (que é calculado sobre o salário mínimo e por isso invariável) o adicional de periculosidade é de 30%, calculado sobre o salário base.

Lei Fernando Maia A nova lei, intitulada “Lei Fernando Maia” recebeu o número de Lei 12.740/2012 e foi publicada no Diário Oficial da União no dia 8 de dezembro. O texto altera o art. 193 da CLT – Consolidação das Leis do Trabalho. Para entrar em vigor a lei precisa passar pelo crivo e regulamentação do Ministério do Trabalho.

Empresas gaúchas recebem notificação da Serasa. No Estado, 76.677 devedores de ICMS inscritos em dívida ativa poderão ser incluídos no cadastro de proteção ao crédito, administrado pelo Serasa Experian. As primeiras empresas já receberam as notificações da Secretaria da Fazenda do RS sobre a abertura de cadastro de devedor em seu nome, e estão em risco de ter sua movimentação bancária e financeira prejudicadas. Os advogados do Grupo Villela, no entanto, orientam aos contribuintes que essa prática fere os princípios constitucionais, uma

vez que o Poder Executivo tem meios legais de cobrar a divida, através da Execução Fiscal que é um procedimento especial que atribui prerrogativas à Fazenda Pública para cobrar de contribuintes inadimplentes o crédito que lhe é devido. A advogada tributarista Sônia Silveira esclarece que “este é o meio adequado, elencado no ordenamento jurídico para esta finalidade sendo as outras medidas desnecessárias e coercitivas”.

EXPEDIENTE

BOLETIM INFORMATIVO MENSAL DO GRUPO VILLELA CEO Diretor-Presidente

Assessoria de imprensa

Dr. Renan Villela

Martha Becker Comunicação Corporativa

Superintendente Comercial

Dra. Jeruza Tomsen Villela

Jane de Castro

Diretor de Marketing

João Alfredo Ramos Jr.

0800 722 01 88

Designer Gráfico

Marcio Brito Ayres

www.grupovillela.com.br

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Redação

João Alfredo Ramos Jr. Jane de Castro Guilherme Tubino Thaís Miréa

informativo@grupovillela.com.br RS | SP | SC | PR | DF

Jornalista Responsável

Tiragem: 5.000 exemplares


ENTREVISTA

Sidney Gonçalves de Oliveira Sobrinho

baterias para mais 200 km, nada competitivo se comparada às tecnologias atuais de veículos à combustão. E nem estou considerando que quando estivesse com as baterias próximas do limite inferior, o veículo estaria se arrastando. E em dois anos, seria necessário substituir as baterias por um preço equivalente a um veículo convencional novo. Os veículos elétricos são o futuro; não existe comparação entre a eficiência energética de um veículo elétrico e um a combustão. Mas o custo atual de armazenamento de energia elétrica é muito elevado, principalmente comparado ao custo de armazenamento de combustíveis fósseis. Um tanque de combustível moderno é de plástico e custa poucos dólares para armazenar combustível para uma autonomia de 400 ou até 600 km. O custo para armazenar energia elétrica para essa mesma autonomia está na faixa de dezenas de milhares de dólares, pesando centenas de quilos e com vida útil de 2 a 3 anos. Por outro lado, as células combustível, são nada mais nada menos, do que baterias que funcionam enquanto hidrogênio e oxigênio forem fornecidos e a autonomia, depende de quanto hidrogênio pode ser armazenado. Veículos à célula de combustível possuem autonomias compatíveis com autonomias de veículos convencionais, e o tempo de reabastecimento é semelhante a de um veículo a GNV e ainda tem vida útil longa como a de um motor à combustão. Os desafios são redução de custos e infraestrutura de produção e de distribuição de hidrogênio. No exterior, já existem projetos em estágio avançado envolvendo a célula de hidrogênio como combustível de ônibus urbanos. No Brasil, como surgiu a ideia? A maioria dos projetos existentes está na Europa e nos EUA. Entre os mais recentes projetos estão os do Canadá e da Inglaterra. No Canadá existe uma frota de 20 ônibus à célula combustível que operam regularmente em Whistler (Columbia Britânica) por mais de dois anos. Esta cidade recebeu esses veículos durante as Olimpíadas de Inverno de 2010 e correspondem à totalidade dos ônibus desta pequena cidade. A Inglaterra incorporou três ônibus à célula combustível em 2011 e hoje a frota é de 8 veículos. Esse projeto faz parte de um programa que pretendia incorporar pelo menos 150 veículos até o final de 2012. Entretanto as crises econômicas na Europa causaram uma desaceleração nesses programas, e que aos poucos estão retomando. No Brasil, por incrível que pareça, a ideia surgiu durante a Rio92, e desde aquela época o projeto foi tomando forma com objetivos bem

Cont.

definidos com a formação de um consórcio de empresas e entidades que reunissem as competências necessárias. Mas foi somente em 2005 é que tudo ficou pronto para iniciar a execução do projeto Brasileiro de ônibus a hidrogênio com célula combustível (Veja na pg 4 as empresas e instituições que formam o consórcio). Em que fase está o projeto, hoje? A segunda fase do projeto brasileiro demonstrará que é possível a fabricação desses veículos por valores inferiores a 50% do que é produzido na Europa e nos EUA, tornando o ônibus a célula combustível economicamente competitivo para operadores privados. Neste momento estamos iniciando a construção das 3 últimas unidades com diversas melhorias e nacionalização de componentes e subsistemas que estarão rodando até o final de 2014. E posso dizer que esses ônibus serão os mais modernos até o momento.

A inovação é inevitável e é a forma de novas e pequenas empresas iniciarem grandes negócios ARTIGO

O Brasil é reconhecido como uma potência econômica, mas na área de inovação tecnológica, está ficando para trás na comparação com países parceiros. Nestas condições, como é ser inovador no Brasil? É difícil. Algumas inovações requerem grandes investimentos e riscos elevados. Particularmente, nos segmentos de veículos e energia, os investimentos para que uma nova tecnologia seja inserida são muito elevados, sem contar com a resistência natural dos grandes detentores das tecnologias já estabelecidas. Além disso, para que uma tecnologia como essa seja implantada, existe a necessidade do amadurecimento e estabelecimento de uma grande rede de infraestrutura que envolve problemas tecnológicos, logísticos, legislativos, normativos etc. Imagine se alguém compraria um

veículo por um preço elevado, como ocorre com qualquer nova tecnologia, sem a garantia de poder abastecê-lo em qualquer bairro, cidade ou estado? O hidrogênio pode ser produzido por diversos processos e através de diversas fontes. Entretanto, dependemos ainda de tempo até que isso ocorra. Mesmo assim, a inovação é inevitável e é a forma de novas e pequenas empresas iniciarem grandes negócios. Inovação tecnológica só é possível com investimento em educação. Infelizmente no Brasil, não existem muitas empresas que realmente invistam em desenvolver tecnologias. A grande maioria acredita que tecnologia de ponta pode ser comprada pronta. Isso não existe. Ninguém que tenha chegado a um resultado tecnológico novo vende essa tecnologia sem antes explorá-la primeiro. Quando esta é repassada para outras empresas é por que algo mais novo já foi atingido, e a venda da tecnologia anterior passa a ser lucrativa. A única forma de se inovar tecnologicamente é investir em pessoas qualificadas e criar um ambiente propício para a criação. Isso não é muito comum no Brasil. Empresários brasileiros preferem investir em negócios com retornos garantidos, áreas bem conhecidas, com poucas surpresas. Isto não é um espírito inovador. Qual o próximo passo? Quando o brasileiro poderá embarcar num ônibus à célula de hidrogênio? Esse ano me parece muito promissor. Os veículos elétricos, híbridos e também os veículos a hidrogênio estão mais presentes e novas leis estão conduzindo a sociedade e as indústrias a sistemas mais eficientes. Temos alguns eventos próximos aqui no Brasil que favorecem os investimentos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Estamos trabalhando em três grandes projetos que podem ser o início dessa tecnologia no Brasil e tenho a esperança de que isso ocorrerá até o final de 2014. Portanto, acredito que poderemos ter a opor tunidade de embarcarmos em um desses ônibus em breve. As coisas, infelizmente, não serão tão rápidas como desejamos, mas começam a acontecer este ano.

Sidney Gonçalves de Oliveira Sobrinho* Responsável técnico/líder de projeto para o PROJECT BRA/99/G32 - HYDROGEN FUEL CELL BUSES FOR URBAN TRANSPORT IN BRAZIL. *Engenheiro Eletricista/Eletrônico e especialista em sistemas de controle e engenharia automotiva pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Sócio das empresas TRENDTECH tecnologia Biomédica e Tutto engenharia e indústria automotiva em Caxias do Sul. Foto: Anahi Fros

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ESPECIAL NOTÍCIAS INOVAÇÃO TÉCNOLÓGICA

Ônibus a hidrogênio com célula combustível brasileiro custará 50% menos que os similares europeus A iniciativa que nasceu na Rio 92 era ousada e precisava demonstrar viabilidade. Nascia, então, o projeto que tinha como o objetivo principal provar que o sonho era possível, que a tecnologia tinha sólidos conceitos de aplicabilidade. O desafio assumido foi o de desenvolver uma frota de veículos para transporte urbano no Brasil. Neste projeto, foram previstas tanto a fabricação dos veículos como a implantação da infraestrutura de produção e abastecimento. Na fase inicial, foi construído um protótipo e, em paralelo, projetadas a estação de produção e um posto de abastecimento. A fase seguinte corresponde à construção de mais três ônibus, bem como, a operação regular desses veículos, testando a infraestrutura para coleta e análise de informações que permitiria fazer uma avaliação precisa dos benefícios e necessidades dessa nova tecnologia. A primeira fase encerrou ainda em 2008, entretanto, devido ao longo tempo de execução desse projeto, muitas mudanças ocorreram com as empresas e instituições envolvidas, retardando ainda mais o início da segunda fase,

cujo contrato foi assinado em dezembro de 2011 e efetivamente iniciou-se em meados de 2012.

Estamos iniciando a construção das 3 últimas unidades com diversas melhorias e nacionalização de componentes e subsistemas Além do objetivo inicial, da demonstração da viabilidade técnica, foi preciso demonstrar, também, a viabilidade econômica da tecnologia. Felizmente, outros projetos associados bem sucedidos acabaram por, de alguma forma, mostrar que a tecnologia pode ser utilizada com segurança e robustez, ainda que, economicamente, alguns pontos precisem evoluir. “Neste momento, estamos iniciando a construção das três últimas unidades com diversas melhorias e nacionalização de componentes e subsistemas”, diz o engenheiro Sidney Gonçalves, que entusiasmado, afirma, “a segunda fase do projeto brasileiro demonstrará que é possível a fabricação desses veículos por valores inferiores a 50% do que é produzido na Europa e nos EUA, tornando o ônibus a célula combustível economicamente competitivo para operadores privados.

Protótipo que operou regularmente nos corredores metropolitanos ABD de São Bernardo do Campo/SP, hoje é utilizado em demonstrações e como parâmetro para desenvolvimento dos novos carros. 4

Confira como é formado o consórcio de empresas e instituições de fomento e controle: FUNDO E GERENCIAMENTO DO PROJETO: GEF - Global Enviroment Facility UNDP - United Nations Development Program MME - Ministério de Minas e Energia FINEP - Financiadora de Estudos e Projetos EMTU - Empresa Metropolitana de Transporte Urbano GESTÃO DO CONSÓRCIO: EPRI – Electric Power Research Institute EQUIPE DE INFRAESTRUTURA E CONSTRUÇÃO DO VEÍCULO (TECNOLOGIA E IMPLEMENTAÇÃO) Hydrogenics – Indústria Canadense de Sistemas para Produção e Distribuição de Hidrogênio AES Eletropaulo - Concessionária de Distribuição de Energia Elétrica Petrobras - Empresa Brasileira de Petróleo Marcopolo - Indústria de Carrocerias de ônibus Brasileira Tuttotrasporti - Indústria Brasileira de Veículos e Implementos Rodoviários Ballard Power Systems - Indústria Canadense de Células Combustível a Hidrogênio NuCellSys - Indústria Alemã de Sistemas Automotivos a Células Combustível


Fotos: Vanessa Barcelos

Estudantes desenvolvem cadeira de rodas elétrica com menor custo

Universitários provam que inovação não é apenas matéria de projetos complexos como o do ônibus à célula de hidrogênio, e que iniciativas simples podem resolver problemas da população com criatividade e baixo custo. Oferecer cadeiras de rodas modernas e com valor acessível, é uma das principais dificuldades para quem necessita utilizá-las. Segundo dados da revista eletrônica Inovação em Pauta, de número 12, cerca de 27 milhões de brasileiros possuem algum tipo de deficiência física. Desses, aproximadamente, 17 milhões têm idade considerada ativa para o mercado de trabalho. Com o intuito de oferecer um produto tecnológico e de baixo custo, os estudantes de engenharia elétrica da UNIPAMPA, Campus Alegrete/RS, Dionatan Rangel e Douglas Ferreira desenvolveram, ano passado, a cadeira de rodas elétrica popular buscando fomentar a inclusão social das pessoas de baixa renda com necessidades especiais ou em processo de reabilitação. Tudo começou no início de 2012, quando os universitários perceberam que suas ideias iniciais de criar um novo produto eram ousadas e não teriam viabilidade mercadológica. “Primeiramente, queria construir uma bicicleta elétrica e o Douglas um carro, também movido à eletricidade, mas vimos que os produtos da China estavam entrando com força no mercado e não teríamos como competir”, conta Rangel. Após um estudo do mercado, eles

constataram que os produtos tecnológicos de mobilidade para as pessoas com algum tipo de necessidade especial, são de difícil aquisição por causa dos valores elevados. “Existe uma cadeira de rodas moderna e importada, porém o modelo mais barato custa em torno de R$ 9 mil. Vendo isso, decidimos criar uma versão com um preço mais baixo. Dessa forma iremos facilitar a vida dessas pessoas”, afirma Ferreira. Segundo os universitários, o custo da cadeira popular será reduzido em até 50% do valor de suas similares, contendo uma tecnologia inovadora fabricada no Brasil.

Foi proposto um desafio para nós e nos surpreendemos ARTIGO

A cadeira é produzida através de materiais leves como tubos de alumínio e plástico, nas partes menos requisitadas mecanicamente, o que a torna mais leve e com menos custo de manutenção. O sistema de funcionamento é

de marchas, semelhante a de uma bicicleta comum, utilizando a relação do tamanho das coroas dentadas determinando a rotação e a força para gerar movimento. Possui dois motores elétricos de alta rotabilidade, com baterias recarregáveis e pode tracionar uma pessoa de até 115kg. No mês de maio de 2012 foi apresentado o primeiro modelo, na FENEGOCIOS (Feira de Negócios da Fronteira Oeste), em Alegrete. O resultado, conforme Rangel foi surpreendente. “Foi proposto um desafio para nós e nos surpreendemos. O resultado foi muito melhor do que imaginávamos. Naquele momento não era pra cadeira funcionar, mas ela acabou até carregando um amigo nosso para teste.” Até hoje foram fabricados seis protótipos que já estão em uso, porém algumas alterações precisam ser feitas para que a cadeira seja comercializada. “Ainda precisamos fazer algumas melhorias estéticas e conseguir mais investimentos. Ela tem capacidade de andar em qualquer terreno, porém ainda é muito comprida para entrar nos ônibus.”, explica Ferreira. O planejamento dos graduandos é que o produto seja inserido no mercado em breve.

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NOTÍCIAS

Foto: Divulgação Marketing Villela

A Escola de Líderes agora é Centro de Treinamento Organizacional

A partir do lançamento da identidade visual, a Escola de Líderes passa a ser identificada por Centro de Treinamento Organizacional do Grupo Villela (CTO), porém os objetivos seguem os mesmos. Capacitar os funcionários, agregar valores no âmbito profissional e descobrir novos talentos são apenas alguns deles. Tudo isso através do oferecimento de palestras e

treinamentos divididos em três fases, para difundir e compartilhar o conhecimento em todos os setores da empresa. Criar um projeto com intuito de potencializar a força de trabalho. Essa ideia estava sendo elaborada pelo Grupo Villela há algum tempo, mas apenas em dezembro de 2012 foi lançado o plano oficial da Escola de Líderes, hoje conhecida por Centro de Treinamento Organizacional. A logomarca, apresentada no mês de fevereiro, vem acompanhada do slogan “ Pra você voar mais alto“. O desenho da águia, símbolo da empresa, está estampado no centro do logo para fortalecer a conexão com a marca corporativa da Villela. O diretor do Centro de Treinamento Organizacional, Luis Maria, entende que o conceito da Villela expande-se através dos cursos. “ O programa só deixa mais forte a marca da empresa e o conceito de Excelência, na qual trabalhamos. Isso é muito importante. Tudo para buscar o investimento realizado.”

Após participar de quatro atividades, a advogada tributarista Adria Ferronato avalia como relevantes todos os assuntos colocados em pauta durante as aulas. “É uma grande oportunidade para nos tornarmos grandes multiplicadores. São debatidos temas atuais que conseguimos passar perfeitamente para a vida profissional”, justifica Adria. O CTO possui instalações próprias para atender a proposta analisada. Para Sônia Silveira, Advogada Coordenadora do Núcleo Tributário e facilitadora, o fato de colaboradores ministrarem implica em benefícios. “Para mim é uma satisfação muito grande dar aula nos cursos, pois há uma troca relevante de conhecimento entre professor e aluno, ainda mais quando se conhecem.” Em março começa a terceira etapa, visando descobrir talentos para ocupar as novas concessões da empresa. Será composta por três módulos com pré-requisitos e exercícios práticos.

Desafios da gestão de projeto no Brasil Destino de muitos investimentos externos em função da Copa da FIFA e Olimpíadas e dos investimentos em infraestrutura anunciados pelo governo, o País tem demandado por recursos humanos e tecnológicos escassos no mercado interno. Essencial em grandes obras o planejamento esbarra em deficiências de profissionais com experiência na condução de grandes projetos, uma ameaça à execução eficiente na opinião dos articuladores do setor. Para Marcos Kayser, especialista em projetos, sócio-diretor da TCA de Taquara/RS, vencedora por 3 edições do Prêmio MPE Brasil e

A cultura do planejamento nas empresas Os benefícios da gestão de projetos e a cultura do planejamento nas rotinas do ambiente empresarial podem ser percebidos concretamente e eles são enormes. Com planejamento é possível garantir os melhores resultados, diminuir o retrabalho, implantar mais controles. “A qualidade e o aumento da

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do Prêmio Qualidade 2012, a resposta não é nenhuma novidade e se chama educação. Para ele a atenção precisa começar pelas séries iniciais, com a reformulação do currículo, priorizando os conteúdos mais essenciais e, é claro, pensar na valorização dos professores, pois “eles precisam ser os melhores”. Em médio prazo, algumas medidas como melhorar a qualidade das faculdades e universidades, as quais precisam ser mais rigorosas nos processos de avaliação, podem ser úteis. Uma revisão nos currículos que permita a aproximação da academia com a iniciativa

privada é uma das medidas mais urgentes. Com isso, pode-se estimular a criação de incubadoras tecnológicas regionais, pois estas beneficiam a formação de um ambiente de empreendedorismo. Kayser acredita que o desafio dos governos é monumental, mas há saídas viáveis. “Intensificar o ensino à distância com cuidados inerentes à qualidade também é uma medida que pode ajudar na formação de profissionais especializados. No caso dos governos é preciso muito mais vontade política para investir e investir certo. Em termos de educação, nossa situação é dramática!”

perspectiva de sucesso se dão na medida em que o planejamento estratégico proporciona prever o futuro, por mais instável que seja,” – explica Kayser , para ele “a velha máxima o que se mede, se melhora, também se aplica quando se adotam ferramentas como planejamento estratégico, gestão por projetos, processos e indicadores”. Na posição de quem desenvolveu o Scopi, promissor software de planejamento, Kayser é da opinião que o Brasil tem melhorado nestes últimos anos, mas ainda precisa muito avançar.

Para ele “o problema mais perceptível está no contexto das MPEs (micro e pequenas empresas) onde há muito para evoluir em termos de gestão estratégica, pois o empreendedor ainda está com foco exclusivo no operacional, ‘’apagando incêndio’’ com se diz na linguagem popular. A adoção de um modelo da qualidade e métodos de gestão ainda é considerada uma escolha exclusiva de grandes corporações, o que é um grande engano.”


ARTIGO

Adria Ferronato - advogada tributarista

Planejamento tributário eficaz minimiza a carga tributária das empresas A dívida ativa com a União, conforme dados recentemente publicados na imprensa nacional, ultrapassou pela primeira vez a marca de R$ 1 trilhão. Os valores devidos por pessoas físicas e empresas à União, apresentou uma alta de 15 % na comparação com 2011, quando a dívida ativa somou R$ 998,762 bilhões. O balanço é da Procuradoria da Fazenda Nacional e revela o resultado da alta carga tributária do nosso País. Segundo dados do Estudo sobre Carga Tributária/PIB(Produto Interno Bruto) X IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), o Brasil ocupa a 30ª posição dos países com maior carga tributária do mundo, sendo que entre esses trinta primeiros colocados, o Brasil é o que dá menor retorno à população (carga tributária sobre o PIB: 35,13%, IDH: 0,718, Irbes: 135,83). Uma só lei é elaborada para milhares de atividades distintas. Por conta disso, o planejamento tributário é fundamental para o bom desenvolvimento das empresas. Com a globalização da economia e o aumento contínuo da competitividade nos ambientes mercadológicos, tornou-se uma questão de

PAÍS

sobrevivência empresarial, a correta administração do ônus tributário. A evolução tecnológica e econômica vem exigindo cada vez mais de seus profissionais a minimização de custos e despesas, e consequentemente, a maximização dos lucros. Aí que entra o planejamento tributário como um dos principais agentes para o sucesso ou não de uma empresa, pois a elevada carga tributária no Brasil é muito complexa e sofre atualização constante. Por conta disso, empresários e contadores têm dificuldades em interpretá-las adequadamente e manterem-se constantemente atualizados.

O planejamento tributário é um dos principais agentes para o sucesso da empresa Basicamente, o planejamento tributário consiste em adotar uma ação preventiva dos atos e negócios jurídicos que o agente econômico pretende realizar, para o fim de obter a maior economia fiscal possível, reduzindo a carga

CARGA TRIBUTÁRIA (Sobre o PIB)

IDH

IRBES IRBES

1º Austrália

25,9%

0,929

164,18

2º EUA

24,80%

0,910

163,83

3º Coréia do Sul

25,1%

0,897

162,38

4º Japão

26,9%

0,901

160,65

30º Brasil

35,13%

0,718

135,83

tributária para o valor realmente exigido por lei. Por ser uma maneira de se planejar a redução de impostos em uma empresa, refletirá positivamente nos resultados, ou seja, aumentará sua lucratividade. Através da correta aplicação da lei é possível buscar alternativas e a diminuição de impostos; tomadas de decisões, que refletem positivamente nos resultados da empresa. Por exemplo, há alternativas legais válidas para grandes empresas, mas que são inviáveis para as médias e pequenas, dado o custo que as operações necessárias para execução desse planejamento podem exigir. A relação custo/benefício deve ser muito bem avaliada já que um planejamento adequado está ligado ao ganho: à lucratividade e à rentabilidade. No atual cenário econômico, reduzir custos e despesas é indispensável, pois o ambiente de negócios é extremamente competitivo. O planejamento tributário é um fator de diferenciação para assegurar a competitividade e constitui uma forma preventiva e legítima de economia na carga tributária. Adria Paula Ferronatto é advogada do Núcleo Tributário do Grupo Villela SOBRE O IRBES: O Índice de Retorno de Bem Estar à Sociedade (Irbes), criado pelo IBT associa carga tributária e o retorno da arrecadação dos tributos para a população. Quanto maior o valor do Irbes, melhor é o retorno, ou seja, mais benefícios visíveis. Entre os 30 países, a Austrália apresenta o melhor desempenho e o Brasil ocupa a última colocação.

Mensagem Bíblica Ele reserva a sensatez para o justo; como um escudo protege quem anda com integridade, pois guarda a vereda do justo e protege o caminho de seus fiéis. Provérbios 2:7-8 7


8

( ) Mudou-se

( ) Falecido

( ) Desconhecido

( ) Ausente

( ) Recusado

( ) Não procurado

( ) Endereço Insuficiente

( )

( ) Não existe o nº indicado

( ) Informação escrita pelo porteiro ou síndico

REINTEGRADO AO SERVIÇO POSTAL

REMETENTE: Grupo Villela

Em ....... / ......./ ......

Av. Pinheiro Borda, 458 CEP: 90810-160

Em ....... / ......./ ......

Porto Alegre-RS


Jornal Excellencia - Edição nº 10