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Excellencia ll BOLETIM INFORMATIVO MENSAL DO GRUPO VILLELA | EDIÇÃO Nº 05 - AGOSTO DE 2012 RIO GRANDE DO SUL | SANTA CATARINA | PARANÁ | SÃO PAULO | DISTRITO FEDERAL | PERNAMBUCO | PIAUÍ

Impresso Especial 9912289751-DR/RS DEVOLUÇÃO GARANTIDA

Grupo Villela

CORREIOS

CORREIOS

GABINETE DOS PREFEITOS: A NOVIDADE DA POLÍTICA GAÚCHA EM RELAÇÃO AOS MUNICÍPIOS

A

secretaria do Gabinete dos Prefeitos e Relações Federativas foi institucionalizada no primeiro dia da gestão do Governador do Estado do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, pela Lei nº 13.601, de 1º de janeiro de 2011. Seu principal objetivo é incentivar as prefeituras a se habilitarem em projetos, programas e incrementos; articular a captação de recursos; fortalecer as relações federativas com os municípios e contribuir para a for mação e desenvolvimento da gestão pública municipal. À frente do Gabinete está o secretário Afonso Motta. Advogado e produtor rural, ele fala com entusiasmo sobre as atividades da pasta à reportagem do Jornal Excellencia. Foto: Itamar Aguiar

Como o senhor avalia as ações do seu Gabinete nestes 18 meses de governo? Nós temos a responsabilidade de estreitar o relacionamento entre o executivo estadual e os municípios. Recebemos as demandas de 496 prefeitos, fazemos a articulação destas demandas no ambiente do governo e encaminhamos as respostas. Muitas vezes, estas respostas não são aquelas que os prefeitos gostariam de receber, mas temos mantido o compromisso de dar um tratamento profissional, acompanhar e cuidar dos processos de forma que os prefeitos sejam atendidos. Além do mais, nesta perspectiva de um espaço novo dirigido a programas, projetos e incrementos – que é a novidade hoje na política em relação aos municípios - temos uma área de formação e desenvolvimento de gestores públicos municipais. Não é preparar os gestores públicos municipais para o que é tradicional no exercício da política pública do município, mas é prepará-los para esta relação federativa, passando pelo sistema do Governo Federal, onde podem ser acessados

DESTAQUES

programas e projetos em todos os ministérios, com a possibilidade de financiamento ou crédito, junto aos instr umentos de financiamento ar ticulados pelo governo estadual, que possa beneficiar os municípios. Nós estamos de certa forma surpresos, porque estamos conseguindo dar efetividade a esta questão pública. Não é anúncio de programas e projetos, é ver as coisas acontecerem, dar efetividade à política pública. Estamos com um atendimento de mais de 2 mil demandas neste período e recebemos praticamente todos os prefeitos. Visitamos mais de 200 municípios neste ano e meio. Temos mantido um relacionamento com as associações regionais que congregam os diferentes municípios do Estado e isto tem feito com que os prefeitos se sintam participando do governo, independentemente de partidos políticos, independentemente de serem da coalizão do governo. Os prefeitos já entendem qual o trabalho do Gabinete e a que se propõe ou ainda não?

Há sim uma perfeita compreensão por parte dos prefeitos. Foi a partir da Constituição da República de 1988 que os municípios passaram a ser entes federados. A dimensão federativa era o Estado membro e a União e, desde então, o que tem acontecido na prática? Tem se transferido um conjunto de atribuições aos municípios, mas sem os recursos correspondentes. Assim, temos lutado por uma reforma tributária para que estes recursos cheguem aos municípios. Só que a gente sabe, estamos longe de um pacto federativo. Então o que há de novo? Os municípios querem participar desta construção, porque somente desta forma a política pública vai chegar aonde tem que chegar, que é no cidadão, no desenvolvimento e no progresso, melhorando a vida de cada um. O município é asfixiado por despesas com funcionalismo e todas aquelas demandas essenciais. Então tem que buscar o recurso através da articulação federativa. O Gabinete hoje oferece um espaço e um esforço conjunto de facilitadores.

INFORME ESPECIAL

ARTIGO

REPORTAGEM

Parque de serviços empresariais Página 3

Reestruturação de contratos Página 5

Os primeiros meses da EFD-Contribuições no Lucro Real Página 7

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PALAVRA DO PRESIDENTE

ENTREVISTA

Quais são as demandas dos prefeitos além daquelas tradicionais como educação, saúde, infraestrutura? As demandas são aquelas relacionadas com investimentos. Tem municípios, por exemplo, que não têm acesso ao asfalto. Esta é a demanda mais numerosa. Além disso, tem o processo de Consulta Popular por região, que acaba direcionando recursos para os municípios. Já estamos preparando o pagamento da consulta de 2011 e em seguida pagaremos 2012. Há também a questão da saúde pública. Os prefeitos querem ambulâncias, hospitais...

Foto: Marketing Villela

Vencendo desafios Nesta edição, estamos divulgando o Grupo Villela e sua estrutura de serviços que, constitui o 1º parque de serviços do Brasil. E, de fato, o é, registramos a marca e queremos enfatizar nosso pioneirismo. Nossas empresas vêm inovando e vencendo desafios porque trabalham muito. Para mim e minha equipe não existe o impossível, porque acreditamos em Deus que nos diz que Nele, tudo é possível. A estruturação de nossos negócios, hoje, mostra claramente que estamos no caminho certo. Nossos profissionais, sócios diretores e colaboradores, são pessoas qualificadas e experimentadas que, com o seu comprometimento, demonstram a todo instante que, entre a promessa e a entrega das diferenciadas soluções integradas a nossos clientes, é possível a obtenção de altos níveis de eficiência. Temos características únicas. Somos criativos, temos visão de negócio. Estes são diferenciais importantes do Grupo Villela, que nos fazem alcançar os melhores resultados.

Cont.

Afonso Motta

Estamos defendendo os interesses destas cidades com uma visão estratégica justamente no sentido de combater as desigualdades regionais. Hoje, em Santa Vitória do Palmar, particularmente, em Santana do Livramento, por exemplo, nós temos o parque eólico inaugurado recentemente, uma referência em energia alternativa. É complementar, mas representa uma diversificação importante para regiões que não têm hoje um foco industrial e que sua vocação não agrega valor suficiente, então, temos esperança de que, além da ação organizada de governo, consigamos direcionar

“Tem municípios, por exemplo, que não têm acesso ao asfalto. Esta é a demanda mais numerosa.”

Foto: Itamar Aguiar

Agora mesmo, foram liberados mais de R$ 100 milhões pelo Badesul para financiar obras de infraestrutura, aquisição de equipamentos, constr ução de ginásios e centros administrativos, enfim, é todo um processo de dinâmica municipal que passa por aqui. Neste momento, quais são as regiões gaúchas que mais pedem socorro e que estão sendo, de fato, atendidas? Há algumas regiões que desde o primeiro momento de governo estão diagnosticadas como tendo grandes desigualdades, baixos índices de qualidade de vida e de renda. Temos um grupo importante de municípios da chamada Metade Sul do Estado que, por ser muito pobre, nos coloca grandes desafios.

investimentos dentro de um processo efetivo de desenvolvimento para estas regiões. No Vale do Rio Pardo, que tem atividade fumageira, a gente tem uma grande dificuldade também e estamos trabalhando no sentido de sua diversificação. As mudanças e transformações têm que ter exemplaridade relacionadas com incrementos internacionais. Essencialmente, este é o nosso papel.

0800 722 01 88 www.grupovillela.com.br RS | SP | SC | PR | DF | PE | PI

EXPEDIENTE Estamos presentes nacionalmente, mas o coração da empresa bate aqui em nossa sede no Rio Grande do Sul. Por isso empreendemos, por isso fizemos nascer aqui o primeiro parque de serviços empresariais do País.

Diretora de Marketing

Assessoria de imprensa

Dra. Jeruza Tomsen Villela

Martha Becker Comunicação Corporativa

Dr. Renan Villela

Coordenação de Marketing

Jornalista Responsável

João Alfredo Ramos Junior

Jane de Castro

BOLETIM INFORMATIVO MENSAL DO GRUPO VILLELA CEO Diretor-Presidente

Designer Gráfico

Dr. Renan Villela

Marcio Brito Ayres

CEO Diretor Presidente do Grupo Villela

Tiragem: 4.000 exemplares

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INFORME ESPECIAL

EMPRESARIAL

Parque de Serviços

JURÍDICO

GRUPO VILLELA INSTITUI O 1º PARQUE DE SERVIÇOS EMPRESARIAIS DO BRASIL O Grupo Villela – Auditoria e Consultoria Empresarial comemora seu sétimo aniversário instituindo um novo conceito em CONTABILIDADE instalações para atendimento a empresas clientes. Trata-se do primeiro parque de serviços empresariais do País, onde são oferecidas soluções integradas por meio de seus núcleos operacionais. CONTROLADORIA

AUDITORIA

MARKETING COMERCIAL

O empreendimento, a ser inaugurado em setembro, agrega as unidades operacionais do Grupo em uma extensão de 6 mil m². Está localizado em área nobre de Porto Alegre, considerada um dos pontos mais bonitos da capital, próximo a centros de comércio e ao BarraShoppingSul, a poucos metros das margens do Guaíba.

O presidente do Grupo, Renan Villela, define o parque de serviços como sendo um “local de concentração de múltiplas especialidades na prestação de ser viços empresariais, promovendo soluções integradas”, explica Villela. “Por este conceito, nossas empresas e núcleos operacionais – Tributário, Empresarial, Contábil e Auditoria – estão totalmente

integrados, oferecendo a nossos clientes, empresários e empreendedores, facilitadores dos processos, que otimizam custos desde o mais prosaico deslocamento de nossos clientes à nossa sede, até a mais inovadora solução final”, complementa. Villela vai mais além ao falar dos benefícios agregados com a instalação do parque. “O espaço proporciona conforto, segurança e agilidade para a tomada de decisões na medida em que compartilha as atividades, sendo também perfeito como estutura adaptável, que poderá ir se moldando de acordo com o crescimento das empresas do grupo”.

Mensagem Bíblica C ultivar uma vida de oração (João 15.7). R evigorar-se pela leitura diária da Palavra de Deus (Atos 17.11). E star sempre disposto a obedecer a vontade de Deus (João 14.21). S er uma testemunha fiel, no viver e no falar (Mateus 4.19; João 15.8). C onsagrar a Deus seu corpo, tempo e talentos ( I Coríntios 6.19, 20). E sperar de Deus a orientação para a vida (I Pedro 5.7). R evestir-se do poder do Espírito Santo para a vida vitoriosa (Atos 1.8; Gálatas 5.16-17).

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NOTÍCIAS

Grupo Villela prestigia a senadora Ana Amélia na Federasul A senadora Ana Amélia Lemos(PP) falou sobre “O Brasil de amanhã e as reformas de hoje’’, durante reunião almoço na Federasul (Federação das Associações Comerciais do Rio Grande do Sul), no último dia 25 de julho. Entre os empresários que participaram do evento estava a diretora de Marketing do Grupo Villela, Jeruza Villela. Na foto, à esquerda, a vice-presidente da Federasul, Simone Leite, ao centro, Jeruza Villela e a senadora Ana Amélia, e à direita a jornalista Jane de Castro da Martha Becker Comunicação Corporativa . Foto: Itamar Aguiar

Mudança na estrutura organizacional busca maior integração Implantação do SAC, busca qualificar e agilizar respostas às demandas dos clientes. Com foco na maior integração entre os departamentos para prestar um serviço de excelência aos clientes, foi implantada no mês de Julho de 2012 a nova estr utura organizacional do Grupo Villela. A principal mudança refere-se à fusão dos departamentos Administrativo e Financeiro, que passam a ser identificados como Departamento de Gestão. Outra importante mudança aconteceu na Ouvidoria que passa a receber a denominação de SAC -Serviço de Atendimento ao Cliente - o qual preserva suas antigas atribuições e incorpora outras. - A ferramenta é imprescindível para os planos de expansão do Grupo, pois precisamos

identificar formas de criar maior valor para o relacionamento com o cliente, consolidando o crescimento sustentável da empresa - explica o diretor Maurício Bendl, responsável pela implantação do sistema. As mudanças, incluindo a criação de novas áreas, foram definidas levando-se em conta os mais recentes padrões de governança, com a participação de cada um dos envolvidos nas respectivas rotinas. A nova estrutura atende ao objetivo de simplificar e acelerar a velocidade nos processos, conferindo maior interação entre as áreas, propiciando um ambiente integrado e colaborativo.

Foto: Marketing

Grupo Villela implanta TV Corporativa

Foto: Marketing Villela

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O mais novo canal de comunicação do Grupo Villela entrará no ar dia 1º de agosto: a TV Corporativa do Grupo Villela é um projeto inovador que prevê a transmissão de informações e conhecimento via internet. Serão 5 pontos distribuídos nas unidades de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Piauí; locais onde o Grupo mantém filiais. Além da comunicação direta entre os colaboradores das unidades por meio de sessões de web conferência, a TV Corporativa do Grupo Villela terá como um de seus principais objetivos a capacitação e o desenvolvimento do quadro pessoal que demanda por especializações e atualizações constantes como treinamentos específicos e motivacionais de cada núcleo da organização – Tributário, Empresarial, Contabilidade e

Auditoria. A grade ainda terá programas de entrevistas com convidados especiais, clientes, lideranças políticas, presidentes de associações e federações nacionais com destaque para a transmissão simultânea de pronunciamentos da presidência e da diretoria. O ponto principal do projeto foi a possibilidade do Grupo Villela angariar mais uma vantagem competitiva com a ampliação dos resultados operacionais e estratégicos. Paralelamente a isso, como ferramenta eficaz e instantânea, a TV facilitará a transmissão de eventos e treinamentos motivacionais ao vivo ou pré-gravados, para todos os pontos de recepção. A transmissão da programação da TV Corporativa do Grupo Villela, se dará a partir do estúdio que funcionará na sede da matriz, em Porto Alegre.


ARTIGO

Marco Antônio Paim Schmidt e Ricardo Munzert

Reestruturação de contratos e portabilidade de crédito

Marco Antônio Paim Schmidt

Ricardo Munzert Foto: Marketing Villela

O atual cenário econômico-financeiro do Brasil tem exigido de especialistas uma série de medidas protetivas às pessoas físicas e jurídicas, com o objetivo de evitar o endividamento e a perda de relações comerciais. Dentre estas medidas, está a intervenção nas renegociações de dívidas com as instituições financeiras, uma das principais credoras de débitos que crescem a cada ano. Esta linha de ação, denominada reestruturação de contrato, torna-se necessária, na medida em que pode viabilizar o fluxo de caixa para uma empresa investir em seu crescimento, ou ainda possibilitar a conciliação de dívidas de natureza fiscal, trazendo uma maior tranquilidade ao empresário. É importante destacar que as famosas ações revisionais bancárias já não possuem o mesmo efeito de alguns anos atrás para a redução das dívidas. Desde o ano de 2009, o entendimento adotado pelos Tribunais Superiores é de que as instituições financeiras podem aplicar juros acima de 1% ao mês, desde que não extrapolem a média praticada no mercado. Outro ponto que inviabiliza o

ingresso de ação revisional é a possibilidade do banco não oferecer bons descontos no momento da renegociação da dívida, pois a manutenção desta ação judicial acaba onerando a instituição financeira de certa forma, ocasionando a sua busca por um “ressarcimento”. Por esta razão, a reestruturação de contrato com a instituição financeira trará maiores benefícios ao cliente, viabilizando condições melhores de pagamento à vista ou em número maior de prestações, dependendo da política interna de cada banco. Outra forma de negociação de dívida pouco difundida é a portabilidade de crédito, semelhante à portabilidade de operadora de celular, mais conhecida no mercado. A portabilidade de crédito possibilita ao cliente de uma instituição financeira, a transferência de um contrato, cujos pagamentos estejam em dia, para outro banco com juros menores. Com esta redução, o cliente acaba reduzindo o valor final do contrato e, consequentemente, o valor da parcela paga, aliviando o fluxo de caixa mensal e possibilitando

um investimento ou a quitação de outras dívidas. No entanto, é fundamental uma análise detalhada de cada contrato para a identificação da melhor estratégia de negociação a ser adotada. Para isso é essencial contar com profissionais especializados na área de reestruturação de contratos e de portabilidade de crédito, buscando a melhor linha de atuação para cada caso.

EXEMPLO PRÁTICO No banco A um empréstimo de R$ 100.000,00, com uma taxa de juros de 3% a.m. e 60 parcelas no valor de R$ 3.613,30, totalizaria R$ 216.798,00. No banco B, o qual pratica uma taxa de 2% a.m., a parcela seria de R$ 3.004,17, totalizando R$ 180.250,20. Ao mês, a diferença é de R$ 609,13, enquanto que, na totalidade do contrato, a diferença é de R$ 36.247,80.

Marco Antonio Schmidt é advogado e Ricardo Munzert é economista do Núcleo Empresarial do Grupo Villela

JUROS COBRADOS PELOS BANCOS JULHO/2012 PESSOA JURÍDICA

Cheque Especial

Crédito Pessoal

Fin. Veículos

Conta Garantida

Capital de Giro

Desconto Duplicatas

HSBC

10,2

4,42

1,7

8,91

1,94

2,64

SANTANDER

10,19

3,38

1,55

8,21

1,75

2,6

CAIXA

4,28

2,01

1,55

Não informado

1,14

2,17

BANRISUL

8,93

2,83

1,64

6,52

2,13

2,5

ITAÚ

7,42

3,58

1,49

6,86

1,69

2,79

BRADESCO

8,57

4,61

1,61

3,62

2,16

3,13

BANCO DO BRASIL

5,43

2,51

1,21

5,48

1,55

2,04

Fonte: Banco Central do Brasil

PESSOA FÍSICA

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ARTIGO

Felipe Franchi - Diretor do Núcleo Tributário Grupo Villela

Os reflexos da substituição tributária na economia brasileira

Foto: Marketing Villela

Inicialmente criada como uma inovação fiscal em consonância com a sistemática internacional de arrecadação de impostos (IVA), a substituição tributária surgiu como ‘’A transferência da responsabilidade pelo recolhimento do imposto incidente sobre um ou mais fatos geradores passados, presentes ou futuros, da pessoa ou das pessoas que diretamente promovem tais operações de circulação de mercadorias e bens, para um terceiro que, embora vinculado a tais eventos, não lhes tenham pessoalmente dado causa’’. (fonte https://www.sefaz.rs.gov.br/site) Dessa forma, a referida inovação veio a facilitar e simplificar a atividade estatal, uma vez que centraliza em um único contribuinte a responsabilidade tributária de toda a cadeia produtiva. Sendo assim, coube ao Fisco

transferir a responsabilidade tributária do recolhimento do imposto em determinados setores da economia. Por outro lado, a sistemática da substituição veio como um elemento complicador dos processos fiscais, delegando aos contadores e gestores das empresas a difícil tarefa de gerir essa ‘’ginástica’’ no caixa das empresas. Em outras palavras, a sistemática de recolhimento antecipado de impostos acabou por gerar reflexos nocivos às empresas, o primeiro decorre do fato de que a sistemática não é uniforme no território nacional, ou seja, não são todos os produtos que devem obedecer à regra do recolhimento antecipado. Em segundo lugar, e muito valioso, refere-se ao fato de que a substituição tributaria afeta diretamente o fluxo de caixa e a contabilidade

das empresas, uma vez que força o empresário ao recolhimento antecipado (saída de capital) do imposto prevendo uma situação futura de negociação, que, em muitos casos, não se perfectibiliza e/ou o empresário terá um retorno financeiro posterior e de maneira parcelada. Assim, haverá um desencaixe imediato de valores ao Fisco em detrimento de um evento futuro e incerto, no qual o contribuinte receberá, na maioria das vezes, de forma parcelada. Obrigando, assim, aos empresários terem uma sistemática financeira diferenciada junto aos bancos e fornecedores para cumprirem com a agenda financeira. Em terceiro lugar, se dá ao fato de que a sistemática vai de encontro com os regimes de arrecadações de impostos vigentes no país, pois, no sistema simplificado de arrecadação de impostos não abre espaço à substituição tributária, cabendo aos empresários criarem um sistema paralelo de apuração do imposto.

“Aos contadores e gestores resta a difícil tarefa de gerir essa ginástica no caixa das empresas”. Dessa forma, a substituição tributária revelase como um impor tante instr umento arrecadatório e fiscalizatório aos olhos do Fisco, no entanto, demonstra-se como um instrumento prejudicial, refletindo diretamente no fluxo de caixa o que força o aporte de capital junto a terceiros.

NOTÍCIA

Orientação sobre Previdência O Grupo Villela participou da 1ª Conferência Internacional sobre o Idoso e Envelhecimento, paralelamente à Feira de Produtos, Serviços, Tecnologia e Bem-Estar do Idoso, em Gramado, no Rio Grande do Sul, de 29 a 31 de julho. No último dia do evento, o diretor do Núcleo Empresarial, Juliano Bacelo da Silva, fez uma exposição sobre as mudanças previstas para o Fator Previdenciário, segundo o projeto de Lei 3.299, de autoria do senador Paulo Paim (PT/RS). Ele respondeu às perguntas do público sobre aposentadoria por

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tempo de serviço, aposentadoria especial, entre outras questões. No estande, a equipe de profissionais da Villela recebeu participantes da conferência e visitantes interessados em obter orientação a respeito do tema.


REPORTAGEM

Guilherme Dal Pizzol - Auditor da Receita Federal

EFD CONTRIBUIÇÕES NO LUCRO REAL: UM BALANÇO DOS PRIMEIROS MESES DA OBRIGAÇÃO Desde 1º de Janeiro de 2012, as empresas sujeitas à tributação de Imposto de Renda com base no Lucro Real estão obrigadas a fazer a escrituração digital do PIS e da COFINS. O prazo para transmissão dos arquivos da chamada EFD/Contribuições encerrou no dia 14 de março. O Excellencia procurou a Receita Federal para fazer um balanço dos primeiros meses de vigência da norma. Foto: Marketing Villela

Desde 1º de Janeiro de 2012, as empresas sujeitas à tributação de Imposto de Renda com base no Lucro Real, estão obrigadas a fazer a escrituração digital do PIS e da COFINS. O prazo para transmissão dos arquivos da chamada EFD/Contribuições encerrou no dia 14 de março. O Excellencia procurou a Receita Federal para fazer um balanço dos primeiros meses de vigência da norma. Desde a implantação do SPED em 2008, boa parte das escriturações das empresas saiu do papel e entrou na era digital. No âmbito desta guinada tecnológica, vieram a nota fiscal eletrônica, o SPED Contábil, o SPED Fiscal (ICMS e IPI), e, finalmente, a EFD Contribuições, inicialmente denominada EFD-PIS/COFINS. Como não podia deixar de ser, já que falamos de sistemas de informatização e de sistema tributário brasileiro, muitas dificuldades eram aguardadas para o período de transição. No entanto, não foi o que se verificou, ao menos, na implantação dos sistemas e na entrega dos arquivos. Uma análise geral do período subsequente à adequação revela que os problemas foram em número bem inferior ao previsto. Esperava-se que 150 mil contribuintes entregassem a escrituração no prazo, enquanto que a média efetiva ficou na ordem de 152 mil, ou seja, dentro da margem do acordo. Para a Receita Federal, a explicação está exatamente no fato de tratar-se de um processo que cumpriu um cronograma gradativo de implantação, em outras palavras, a grande parte das dificuldades já havia sido superada com a informatização dos processos tributários/fiscais, anteriormente implantados. Segundo avaliação da Receita, a maior incidência de problemas diz respeito ao tributo em si. “O PIS/COFINS é tão ou mais complexo do que o ICMS/IPJ” – explica o auditor da Receita Federal, Guilherme Dal Pizzol – “ele é tributado sobre a

totalidade das receitas da empresa, enquanto que o ICSM e IPI, por exemplo, ocorrem sobre um rol de operações mais restritas”. Disso, pode ter decorrido outra situação de dificuldade para as organizações já adequadas ao SPED Fiscal. Com a entrada da EFD-Contribuições, houve um aumento considerável da base de dados e, talvez, alguns sistemas não estivessem prontos para subtrair essa nova quantidade de informações do PIS/COFINS. Quanto à qualidade dos dados, Dal Pizzol afirma que somente uma avaliação precisa, arquivo por arquivo, revelará um panorama desse período inicial de adequação, mas isso somente se viabilizará, no final do exercício anual, ou seja, em dezembro. Por ora já se sabe que muitas empresas optaram em transmitir os arquivos já, prevendo, uma retificadora. Ele esclarece que se trata de uma situação já prevista. “É um indicativo de que a empresa tinha transmitido parcialmente essas informações ou não tinha conseguido gerar o arquivo e fez uma transmissão só para cumprir o prazo”. O primeiro envio referente aos dados de janeiro, cuja data limite para envio foi 14 de março, gerou 15 mil retificadoras. As empresas usaram desse expediente para evitar a multa por atraso para apresentar depois os arquivos contendo as informações reais. O que se vê agora, é uma diminuição gradativa deste número de correções mês a mês, ou seja, as dificuldades iniciais têm sido aos poucos superadas. Dados compilados do Fale Conosco, canal da Receita Federal que serve para tirar as dúvidas dos contribuintes, reforçam o argumento de que as maiores dificuldades não se referiam à escrituração propriamente dita e sim ao tributo. Perguntas como Tenho direito a crédito, não tenho? Tenho que tributar, não tenho que tributar? aparecem como as mais recorrentes. Para a Receita, como não existia um ambiente

padronizado para entrada dos dados, as empresas faziam cada uma à sua maneira. Com a escrituração digital, que é um ambiente mais controlado, que faz, inclusive, validação, o contribuinte consegue ver o que estava e o que está fazendo errado, antecipando as correções , pois quando são inseridos os dados, o programa validador já faz algumas críticas prévias . Para Dal Pizzol, esse é um dos pontos positivos da tecnologia: “muitas vezes, as empresas nem estavam tomando créditos que poderiam tomar, que lhes era de direito. Isso demonstra que a escrituração tem esses dois lados: mostra o que está errado, mas também aponta a solução”. É claro que o programa faz algumas validações possíveis, mas não todas, ou seja, não é um auditor completo. Devido à complexidade da legislação, a figura do contador e do auditor nunca foi tão importante, pois as informações estão vindo para o Fisco cada vez mais rápido e com maior nível de detalhes. “O quanto melhor for a qualidade dessas informações, quanto mais reais, melhor para a empresa, à medida que problemas futuros são evitados” alerta Dal Pizzol. “O papel, sobretudo, da auditoria independente, é verificar se as informações que estão sendo prestadas correspondem a todas às operações realizadas”, conclui. Apesar dos transtornos iniciais, de implantação de sistema, geração e envio dos arquivos, a grande dificuldade parece residir na conhecida complexidade do nosso sistema tributário. A informatização, sem dúvida, veio para facilitar a escrituração, mas, por outro lado vai conduzir a uma maior de integração de dados e cruzamentos de informações processadas no FISCO, aumentando constantemente a responsabilidade do empresário. Guilherme Dal Pizzol é auditor fiscal da Receita Federal do Brasil, mestre em Ciências da Computação.

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CLASSIFICADOS

REDE DE NEGÓCIOS

SERVIÇOS Ramo: Hoteleiro Faturamento Anual: R$600.000,00 Área: 3.000 m² Valor: R$7,5 milhões Local: Grande São Paulo

FARMÁCIA Ramo: Farmácia de Manipulação Faturamento Anual: R$ 7,2 milhões N° funcionários: 65 Valor: 12 milhões Local: Pelotas - RS

SERVITEC CONTABILIDADE Rua XV de Novembro, nº. 801, 1º Andar Centro - Blumenau/SC - Fone: 47 3035.3397 www.serviteccontabil.com.br | servitec@netron.com.br

ASSEFFER ASSESSORIA EMPRESARIAL Av. Presidente Vargas, 1808/310 - Vida Bella Shopping Centro - Esteio/RS Fone: 51 3473.0169 www.asseffer.com.br | contato@asseffer.com.br

SANTOS AGUIAR ASSESSORIA CONTÁBIL LTDA. Rua Vigário José Inácio, 263/92 - 9º Andar Centro - Porto Alegre/RS - CEP: 980020-10 Fone: 51 3225.0505 | santoseaguiar@gmail.com

BBD ASSESSORIA E ADVOCACIA Av. Benjamin Constant, 1210 Lajeado/RS | Fone: 51 3714 8855 bbdassessoria@hotmail.com

INDÚSTRIA CALÇADISTA Ramo: Indústria Calçadista Faturamento Anual: R$ 7.000.000,00 Nº de Funcionários: 90 Valor: R$ 9.000.000,00 Local: Serra Gaúcha - RS INDÚSTRIA Ramo: Fábrica de Artefatos de Alumínio Valor: 10 milhões Local: Grande Porto Alegre

Acesse o site da REDE DE NEGÓCIOS: grupovillela.com.br/rede/

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( ) Mudou-se

( ) Falecido

( ) Desconhecido

( ) Ausente

( ) Recusado

( ) Não procurado

( ) Endereço Insuficiente

( )

( ) Não existe o nº indicado

( ) Informação escrita pelo porteiro ou síndico

REINTEGRADO AO SERVIÇO POSTAL

REMETENTE: Grupo Villela

Em ....... / ......./ ......

Av. Pinheiro Borda, 458 CEP: 90810-160

Em ....... / ......./ ......

Porto Alegre-rs


Boletim Informativo Agosto - 2012  

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