GRIFO N. 3 - Jornal de Humor da GRAFAR

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Nº 3

JAN 2021 J C OA R R N T A U L N I D S O T S A S

D A G R A F A R

Aê vacina! Cai fora, capitão

Cai fora, capitão

cloroquina!

Alysson, Bier, Bruno Ortiz, Celso Vicenzi, Edu, Eugênio Neves, Hals, Kayser, Latuff, Lu Vieira, Moisés Mendes, Carlos Winckler, Paulo de Tarso Riccordi, Rekern, Rodrigo Schuster, Schröder


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Aê vacina! Cai fora, capitão cloroquina

editorial

Farsa, na linguagem teatral, é uma peça em um ato, poucos atores, enredo curto, satírica e frequentemente de baixo calão. Pesquisadores costumam usar o termo para criticar governos que se imaginam grandes coisas, mas que de fato são pífios e desastrosos. Ou melancólicos, como J. Camelo retrata na ilustração ao lado, que a equipe do Grifo escolheu como melhor de 2020. Que o governo bolsonarista seria uma farsa se desconfiava desde as eleições. Mas ele supera qualquer expectativa negativa a cada semana. O experiente chefe de almoxarifado 3A7-PANDECONOMIA do Exército utiliza toda a sua sabedo8-fez-se news ria na sua tarefa - por isso, “o Dia D e a Hora H”, como ele mesmo referiu, 9-REGIONAL OG rifo do início da vacinação é uma data 10-DIABO ROSA d cambiante. Já aqui no Grifo, preferimos 11A13-TERRAPLANISMO a sátira e a comédia, o que exige melhores enredos, mais participantes. MENTAL Gente como Edu Ortiz, que estreia 14-QUER QUE com a imagem da capa, Edu Cruz, DESENHE? assumindo a diagramação, Celso Vicenzi, defensor da máxima “hay 15-ARTES que fazer graça, sem perder a serieDRÁSTICAS dade”, Rekern, histórico da imprensa gaúcha. Não, Winckler, não esqueci 16E17-MUNDO de ti: te mandei para o Entrevero. É com sátira e muita serieda- 18-RABISCO de que saudamos a vacina e xingamos 19E20-ENTREVERO o bolsonarismo. EX O Jornal Grifo é publicação de cartunistas da Gra- Participaram desta edição: Alysson, Bier, Bruno (Grafistas Associados do Rio Grande do Sul) Ortiz, Celso Vicenzi, Edu, Eugênio Neves, Felipe CoPE far Editor: Marco Antonio Schuster elho, Hals, Kayser, Latuff, Lu Vieira, Moisés Mendes, DI Editores adjuntos: Celso Augusto Schröder, Eugênio Carlos Roberto Winkler, Paulo de Tarso Riccordi, EN Neves, Hals Rekern, Rodrigo Schuster, Schröder. Contato: grafar.hq@gmail.com TE Projeto gráfico e diagramação: Hals e Bruno Cruz

---SUMÁRIO---

e

Ma rcel


pandeconomia

Nem trabalho, nem vacina

E

nquanto o mundo começa a vacinação, a direita brasileira disputa beleza para saber quem será seu candidato em 2022. Um dia a pandemia está “na fase final”, no outro, despreza-se o trabalho de um laboratório para uma semana depois querer comprar toda a produção. Sem deixar de choramingar favores para a Índia e dizer que “o país está quebrado”. Já passamos de 200 mil mortos, com recordes de desemprego, queda da moeda e inflação crescendo. Saúde e administração são apenas palavras jogadas pra plateia encantada.

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pandeconomia

Quem não sabe não faz a hora

A

lô seu milico, o Dia D é hoje e a Hora H é agora!


pandeconomia

Sabotagem convicta

F

05 lagrantes do orgulho de ser desinformado.


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pandeconomia

Penetra verdilhĂŁo

C

orona, o amigo imaginĂĄrio do capitĂŁo, inimigo real de todos.


pandeconomia

CapitĂŁo cloroquina

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D

enunciado no mundo por sabotar o Brasil.


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moisés mendes

fez-se news

Assim foi o fim de Bolsonaro G

ritavam pega, pega, pega, e ninguém pegava. Mas era preciso pegar Bolsonaro. O Supremo tinha decidido que a vacina seria obrigatória. Todo mundo tinha tomado a vacina, até o Ernesto Araújo. Mas Bolsonaro resistia. Era o último brasileiro sem vacina. Bolsonaro refugiou-se dentro da cozinha do Alvorada e despachava de lá. Comia e dormia ali. Até que um dia notaram que Bolsonaro havia saído da cozinha. Saiu de cueca e sem camisa numa corrida louca e foi perseguido por 10 enfermeiros que estavam de tocaia. O Supremo tinha determinado que pegassem Bolsonaro à força. Gilmar Mendes dizia no Twitter: pega, pega, pega. Era a vergonha brasileira. Os jornais estrangeiros noticiavam na capa: presidente do Brasil se nega a se vacinar. No mundo todo, só Bolsonaro e Olavo de Carvalho refugavam a vacina, mas Olavo não é mais brasileiro. Todo o resto havia sido vacinado. Pois no dia em que saiu da cozinha do Alvorada e alguém gritou pega, Bolsonaro correu em disparada na direção do cercado onde a claque sempre o esperava. Bolsonaro não saía havia um mês do esconderijo. Mas quando se

aproximava dos seguidores, foi laçado pelas pernas e derrubado. Bolsonaro bufava, babava e gritava: eu preciso dar uma declaração ao povo esse daí. Um enfermeiro tirou a seringa de um isopor e aplicou a vacina. O sujeito bufou com mais força, esperneou, se mijou e de repente foi se transformando. A cena era assustadora. Não era, como muitos esperavam e ele mesmo poderia esperar, um jacaré. Nem um lagarto ou um crocodilo. Era um bicho com penas, era um pinguim. Bolsonaro ergueu-se e caminhou pelos gramados do Alvorada como um pinguim legítimo, meio desengonçado, olhando para os lados. Havia se transformado num fofo pinguim imperador. E assim ele ficou no Planalto, onde continuou dando expe-

diente. Divertia os generais, dançava, era uma ave simpática. Bolsonaro banhava-se no lago, recebia visitantes que queriam vê-lo, às vezes os filhos ficavam a observá-lo. Subia a rampa do palácio, cagava por tudo e ainda governava. Uns diziam que governava melhor do que quando era gente. Foi o único brasileiro a tomar a vacina que virou pinguim. Um pinguim tropical. Era notícia mundial. Mas todos sabiam que o general Hamilton Mourão havia tomado a vacina e virado um jacaré. Num dia calorento, o pinguim entrou no lago ao lado do Alvorada e lá estava o jacaré. Foi assim o fim de Bolsonaro. Parece absurdo, mas assim é a História.


regional

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Liberdade para os negócios G

overnador gaúcho perde disputa para aprovar com rapidez um PL que liberava geral o uso de venenos na agricultura. Mas segue o esforço predatório. “Viva a livre iniciativa”, bradou o novo prefeito de Porto Alegre no Mercado Público anunciando liberação de horário e público para comércio e negócios em geral. É a lógica do cada um cuida de si e o poder providencia kits cuja eficácia é mais de placebo que real. Nessa, o governo estadual ficou com a bandeira na mão.


bier

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diabo rosa

MAIS QUENTE QUE FIOFÓ DE GALINHA CHOCA...

O velório da vizinha

E

u não lembro bem. Os mais velhos é que contam. Estava lá pelos cinco anos de idade e acompanhava um velório nos subúrbios de Santa Maria. Era numa casa de madeira ao pé do morro, atrás do Lar Metodista, orfanato dirigido por meu pai. O defunto, uma mulher, havia sido picada na mão por uma cobra ao recolher ovos no galinheiro. O recinto estava apinhado de gente, fazia calor e o cheiro das flores se misturava com a fumaça das velas e dos cigarros. Íamos muito a velórios na-

quele tempo. Eu já não estranhava aqueles eventos. Na ocasião, minha mãe me segurava pela mão na última fila de cadeiras e eu não conseguia ver o caixão. De repente as rezas pararam e só se ouviam murmúrios e soluços. Foi então que senti na barriga um gás a exigir hábeas corpus. Libertei-o em silêncio. Quando o cheiro subiu, uma das mulheres à nossa frente cobriu o nariz com o lenço, virou-se para minha mãe e sentenciou: - Deus que me perdoe, mas já tá na hora de enterrar a coitada!

POENHETAS INJUSTIÇA Não me ofenda Senhora Com sua falta De respeito

Jamais repita Que não tenho virtudes Meus defeitos Mais que puros São todos perfeitos

PALAVRAS DA SALVAÇÃO Mutação genética é quando uma galinha te estende a mão. Não confunda patente da vacina com vacina da patente. As últimas palavras de Sócrates: - Cicuta que o pariu! Não posso pagar ao banco. Devo muito a mim mesmo. A vida útil de alguns políticos não chega a 24 horas. Leve parentes chatos para visitar plantas carnívoras. A Revolução Francesa mudou a cabeça de muita gente. Que mania de trocar tiros! Acabaram-se as figurinhas? Quem tomou Emulsão de Scott não estranha Emulsão de Scotch. Em 1500, índios comiam padres. E os padres morriam de saudade.

QUADRINHAS TORTAS 3 Saí pra comprá xarope Pro guri com cuqueluche. Achei canha num despacho, Eu sisquici e num truxe.


terraplanismo mental

As verdades da bolha chata

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terraplanismo mental

Quase quinĂŠm os estadozunidos


terraplanismo mental

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Outra vacina O

s vastos campos da denúncia econômica parecem ter sido abandonados por aqueles que se autodenominam de esquerda. Essas terras hoje servem de pasto para o gado que muge alto em favor da austeridade fiscal nas contas públicas e do aprofundamento da desregulamentação no setor privado. E como qualquer gado, não sabe que tem dono. O terraplanismo mental não é congênito, apenas ainda não se sabe a cura. Mas não há tempo para aguardar a vacina.


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schröder

quer que desenhe?

Brasil destroçado O que tem a ver uma suposta revisão do imposto de renda com o caixa do governo? Nada!! Bolsonaro apenas usou o argumento básico dos irresponsáveis para justificar que não está fazendo nada. Mais, se queixa do vírus que, de novo, atribui à mídia. E esta, submissa e atendida no varejo, o suporta na sua trajetória homicida e destruidora. Críticas pontuais como as das colunistas de política economia apenas o naturalizam num jornal que, embora constrangido pelo Bolsonaro, refestela-se no bolsonarismo de por exemplo importar privadamente vacinas da Índia.

Quer que escreva?

Bolsojornalismo

A

histórica sabujice empresarial e submissão profissional de alguns jornais e jornalistas ultrapassou o limite permitido pelo indicador Lambe-botas oficial. A capa de Zero Hora é um exemplo acabado é imbatível deste tipo de jornalismo muito praticado no período da ditadura, mas que quando acontece espontaneamente e no momento mais crucial da história brasileira assume características dantescas. Primeiro traz uma manchete econômica positiva que exalta o governo Bolsonaro, que não queria os valores aprovados para o auxílio emergencial e ignora a profunda crise econômica advinda do prolongamento planejado da contaminação e morte de brasileiros. Não contente o jornal escolhe uma foto do improvável jogador de futebol Bolsonaro antes da queda ridícula que alegrou o público mundial e reproduz a fala presidencial de que não errou em nenhuma medida na pandemia. Sem explicar que não houve qualquer medida para ser acertada ou errada. Na linha lambe-botas o jornal estampa uma foto produzida de uma família na praia com uma suposta marca determinando afastamento. A foto, certamente realizada no início da manhã, era completamente diferente da praia lotada e amontoada de algumas horas depois. O jornalismo a serviço da desinformação é uma deturpação moralmente indefensável.


artes drásticas

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A arte de chargista que só o Grifo publica Eugênio Neves


mundo

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Village People no show de Trump por Paulo de Tarso Ricordi

A

cena foi ao estilo action movie. A massa cerca o Congresso dos Estados Unidos. Frente à imobilidade da polícia, um grupo quebra os vidros de uma janela lateral e arromba, simbólica e fisicamente, o templo da Democracia Deles. Pelo buraco, mergulham hordas de lumpens e uma maluquésima figura com uma cobertura de cabeça de peles de animais e guampas de búfalo de tribos selvagens - ou seria um dos Village People, caído do caminhão? E avançam para cima dos cagados guardas legislativos. Se fosse um filme B com inimigos estrangeiros, estes teriam aprisionado o vice-presidente e os congressistas e pedido, em troca, a maleta e a senha do detonador do arsenal nuclear. Mas não, eram só cidadãos de bem, com os bonés vermelhos da campanha Make America Great Again. O mundo assombrou-se: Violação da Democracia! Vários republicanos retiraram apoio ao incitador da invasão e deram a senha para o stablishment tentar livrar-se de Donald Trump. Tentar, porque, mesmo após quatro anos de loucuras na presidência, metade dos norte-americanos votou de novo nele. Depois de dois anos, mais de um terço dos brasileiros apoia o demente local. Há muito se fala de trumpismo sem Trump, bolsonarismo sem Bolsonaro. Assim como a extrema direita francesa se move sem Je-

an-Marie Le Pen. O fanatismo neopentecostal e a impermeabilidade à informação e ao raciocínio prescinde dos pastores. Essas massas inorgânicas não são produto desses líderes. Ao contrário, pré existem. Apenas se identificam neles. A novidade é que adquiriram orgulho de sua ignorância e força. Governam vários países do centro do capitalismo. Não são mais hooligans com tacos e soqueiras. Os americanos estão armados. Bolsonaro quer armar os seus. Por algum tempo manterão Trump afastado. Mas o pensamento mais que conservador e o comportamento de direita de seus governantes – tanto faz se republicanos ou democratas – é a própria essência da política externa norteamericana. O pior dos políticos deles pode ter dado um tiro no pé, mas o “melhor” será muito ruim para Cuba, Venezuela, China, Rússia e também para o Brasil, Mercosul, Mercado Comum europeu, BRICS. Isso está acima de sua decisão pessoal.

O analista de relações internacionais José Luís Fiori assinala que os Estados Unidos fizeram, “depois de 2001, operações de guerra em 24 países do mundo. E neste momento seguem em guerra e bombardeando sete países. Estamos olhando para um país que fez desde 2010 cem mil ataques aéreos no mundo. Só no governo de Barack Obama, lançou 26 mil bombas. Sem contabilizar os governos destruídos nesses 20 anos. Não se está falando de um país leitor de Bíblia” [Fiori, JL. “A síndrome de Babel e a disputa do poder global”, ed. Vozes, 2020]. A diferença é que Kennedy, Johnson, Clinton, Obama fizeram isso com um sorriso lindo. E os brasileiros os adoram.


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Descontrole no caos controlado

C

por Eugênio Neves

omo era de se esperar, a disputa eleitoral nos EUA não acabaria após o escrutínio das urnas já que as denúncias sistemáticas sobre fraudes marcaram todo o processo. O dia seis de janeiro passará a história como mais um estágio na radicalização da luta pelo poder nos EUA. A invasão do Capitólio deixou muito claro que está ocorrendo uma ruptura sem precedentes na sociedade e no processo político do império. Não se via nada semelhante desde a guerra da secessão. Anti globalista notório, reacionário, racista, cínico, perverso e

predador como convém a um bom capitalista, Trump foi eleito derrotando a candidata do chamado “deep state”, também ela no geral com as mesmas “qualidades” do oponente . Durante seu governo, Trump foi pressionado de diversas maneiras e teve que ceder na sua intenção de retirar as tropas estadunidenses da Síria, já que considerou perdida aquela guerra. Como também questionou a vantagem econômica dos vários conflitos nos quais os EUA estava envolvido. Por outro lado intensificou ao limite a pressão e o bloqueio genocidas contra a Venezuela. Cometeu a temeridade de chancelar o ato terrorista que assassinou o general iraniano Qasem Soleimani. E também submeteu-se vergonhosamente aos interesses e pressões de Israel. Mas, por incrível que pareça, foi o único presidente dos EUA no pós-guerra que não iniciou nenhum novo conflito armado, o que é um pecado capital para quem chega ao poder no império. No plano interno, Trump inegavelmente cativou um eleitorado conservador que endossou seu discurso de retomar a economia e com isso alavancar um novo ciclo de prosperidade. Trump realmente acredita que a economia precisa ter uma base mate-

rial que produza riqueza, ao contrário de seus inimigos globalistas, que a veem como um cassino onde a moeda circulante são os “papéis tóxicos”. Apesar da desastrosa atuação durante a pandemia, sua base eleitoral cresceu, credenciando-o a um segundo mandato. Essa perspectiva pôs em pânico o estado profundo que não resistiu à tentação de colocar em ação contra Trump toda a doutrina da guerra assimétrica usada para provocar as tais “revoluções coloridas” que os EUA patrocinam pelo mundo a fora a fim de promover “mudança de regime” em países onde os governos não se submetem a cartilha de Washington. O resultado dessas intervenções invariavelmente significa a destruição das instituições e do estado, a ruptura do princípio da autoridade e a destruição do processo político. Preciso citar os exemplos da Líbia, da Ucrânia e do Brasil? Todo o arsenal dessas intervenções também foi usado contra Trump, desde o “lawfare”, passando pelo incitamento à desordem até as campanhas midiáticas de desgaste de imagem. Então o que aconteceu agora no Capitólio é só mera coincidência em relação ao que se passou no “maidan” ucraniano e nas tais “jornadas” de 2013? Ou não é outra coisa além do resultado da auto “inoculação” da doutrina do “caos controlado”, que por ser caos em algum momento fatalmente escaparia do controle dos que na sua soberba acreditam que podem tudo controlar?


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Devaneios nas pontas dos dedos

rabiscos

Schrรถder

Lu Vieria


entrevero A barbárie colonial Tarefa futura: estudos sobre a sedução da barbárie bolsonarista. Em que pese inúmeros trabalhos existentes pós golpe de 2016 uma visão de conjunto que ressalte esse aspecto parece faltar, mesmo porque estamos nadando nessas águas pútridas. Esses estudos encontrarão forte inspiração em dois livros sobre a Alemanha : O mito Hitler de Ian Kershaw , um estudo que vai dos anos 20 até o pós guerra imediato nas zonas de ocupacao (sem tradução no Brasil) e Apoiando Hitler: Coerçao e Consentimento de Robert Gellately, tb. TTI a linguagem do Terceiro Reich de Victor Klemperer. Na periferia capitalista tentam construir um fascismo colonial dai o forte traço regressista anti iluminista, em aliança tática com “globalistas neoliberais”. A epidemia explicita a loucura regressista. Fascismo colonial é expressão de Helio Jaguaribe anali-

sando o golpe de 64, publicado na revista Tempos Modernos dirigida por Jean-Paul Sartre. Tarefa para sobreviventes.

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Enquanto isso, nos dirigimos em macabra caravana aos fornos. Muitos alegremente, tostados pelo sol praiano… (Carlos Roberto Winckle)

Jacaré Coach futebol

Jacaré, Jacaré, Jacaré, Quem foi que imunizou tua muié,

Jacaré, Jacaré, Jacaré, Foi a vacina que imunizou tua muié, Como é, como é, como é, Bolsonaro, coisa feia, isto é. Isto é, isto é, isto é, A vacina salvou o Jacaré, Isto é, isto é, isto é, Vai votar no Lula o Jacaré. (Adaptação aos nossos tempos por Rekern)

Boa tarde a todos, eu sou o Gilberto, coach, e o president pediu pra eu help a equipe a evoluir de maneira orgânica. Eu passei os últimos days analisando o job de vocês e já percebi um grande problem, porque assim, a equipe, ela work como uma engrenagem, onde todas as peças precisam fit pra funcionar bem. E eu reparei que aqui tem um member que não está em sintonia com o resto do time, e isso atrapalha muito, na motivação specially. Eu vejo todo mundo running de um lado pro outro, sendo proativo, tentando ajudar, vestindo a camisa de verdade, suando a camisa. Menos essa peça da engrenagem, esse

colaborador que fica stopped, dentro de um retângulo desenhado no chão. Ele fica lá, super passive, vendo os outros run. Isso é muito ruim pro team spirit que a gente quer trazer. Ele não tá orgânico com o resto da equipe, ele vai com roupa diferente, tá todo mundo de preto ele aparece de orange, não tá funcionando. Então, infelizmente, esse cara tem que sair do Estrela Futebol Clube pra dar place pra mais um desses meninos que ficam running pra cima e pra baixo o tempo inteiro, eles sim estão comprometidos com a empresa e com os outros colaboradores. (Rodrigo Schuster)


20 A neutralidade política é uma indecisão que começa na ignorância, evolui para a falta de coragem e costuma terminar em oportunismo. (Celso Vicenzi) O que está acontecendo no país é um assalto à mão armada. Armada de microfones, câmeras, bíblias, mandatos, martelos de juízes, togas de magistrados e muita grana. (Celso Vicenzi) O capitalismo? Luxo de poucos, miséria de muitos. Mas que beleza de marketing! (Celso Vicenzi) A Terra só é plana pra quem tem o cérebro chato. (Celso Vicenzi) Hoje em dia tá saindo mais em conta cair no conto do vigário que na lábia de alguns pastores. (Celso Vicenzi) A coisa tá tão feia que tem guarda de trânsito fazendo bico como espantalho (PT Riccordi). A coisa tá tão feia que tem mulher barbada fazendo bico como galã de novelão. (PT Riccordi) A coisa tá tão feia que tem boteco contratando São Bernardo como barman.(PT Riccordi) A coisa tá tão feia que general tá batendo continência pra capitão. (PT Riccordi)

entrevero