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QUARTA EDIÇÃO

ABRIL 2014 Ar t e Ex p e r i ê n c i a s Pr o j e t o s Tr a j e t ó r i a Ti v e m o s o i m e n s o p r a z e r de entrevi star a encantadora

Uy a r a To r r e n t e

v o c a l i s t a d ' A Ba n d a Ma i s Bo n i t a Da Ci d a d e

Pr o g r a m a ç ã o Cul t ur a l

Uc r â n i a

54 An o s d e Br a s í l i a


Gr ê m i o Es t ud a n t i l p o r Lua n a Ca s t r o

E o

GEAT

está de volta com a

Exposição de Arte!

Dessa vez, aberto não só aos alunos de todo o Ensino Médio, mas também aos professores do Sigma que querem mostrar seus talentos artísticos. E outra novidade: as obras serão expostas em biombos que rodarão a escola toda. Seu trabalho será visto por várias pessoas em vários lugares diferentes! Não importa se é desenho, pintura, fotografia, colagem. . . O importante é participar! E para os membros da Direção de Cultura do GEAT, organizadora do proj eto, o importante é valorizar os trabalhos do artistas do Sigma. E são muitos! Ainda não se inscreveu? Informações nos cartazes fixados em todas as salas e na página do GEAT no Facebook.

Não sabe para quem entregar sua obra-prima? Anota aí: Adriana (sala 11) , Ariel (sala 15) ou Gabriela (sala 03) .

Boa exposição a todos!

Ain, já tava numa saudade docês! Ó, a página do GEAT tá top! Se eu fosse tu, dava o joinha lá! (Prôfe Eli chora com meu português) facebook.com/geatsigmasul Direção de Redação e Diagramação: Luana Castro Direção de Produção e Revisão: Juliana França Desenho da Página: Ariel Garcia


Cr í t i c a Cul t ur a l p o r Ra f a e l a An d a r a FILME: Maj orité Opprimée (Maioria Oprimida) DIRETOR: Eleanore Pourriat ANO: 2010 O curta metragem francês dirigido pela cineasta Eleanore Pourriat ganhou um amplo espaço nas redes sociais no mês de março. O trabalho da artista se desenvolve através da historia de um homem, pai de um bebê, que vive em uma sociedade atípica à que conhecemos. Uma sociedade onde os papeis de homem e mulher parecem se inverter. No curta os homens vivem uma realidade onde são o “sexo frágil”. Vítimas do desrespeito e dos preconceitos de uma sociedade femista, são provocados e constrangidos por mulheres com comentários obscenos e ofensivos. Nesta realidade, são elas quem urinam na rua e caminham com peito de fora. Um homem, ao manifestar indignação a estes atos, é abusado sexualmente por um grupo de mulheres armadas. Na delegacia, vivencia o peso do preconceito. A delegada, sem constrangimento, assedia a vítima enquanto o interroga e demonstra dúvida sobre os reais motivos do abuso. Insinua que ele pode ter gerado a situação. Sua esposa, ao sair da delegacia, reforça a postura da delegada, insinuando que sua forma de vestir provocou o comportamento das mulheres que o violentaram. O vídeo, que teve início como uma brincadeira da cineasta, acabou alcançando mais de 3 milhões de visualizações. Foi comentado e citado por diversas páginas da internet, como o site Catraca Livre. Programas de televisão, como o Fantástico e o Estúdio I, também repercutiram o curta. Eleanore diz que este é um mistério da internet. A ideia era fazer ver o que às vezes parece invisível, principalmente para os homens. Um vídeo muito interessante. Ironiza a realidade, em geral aceita por homens e mulheres em nossa sociedade, ao evidenciar o absurdo dessas situações invertendo os papeis. Nos provoca a reflexão sobre o quanto somos omissos e passivos. E, a despeito de sermos em maioria mulheres, ainda vivenciamos a opressão de comportamentos machistas.

NOTA: 9. 0

p o r Ad r i a n a Lo p e s FILME: Les Chansons D' amour (Canções de Amor) DIRETOR: Christophe Honoré ANO: 2007 Considerado o melhor realizador pelo Festival de Cinema Romântico de Cabourg em 2 006, o francês Christophe Honoré dirigiu também " Les Bien-Aimés" ( Bem Amadas, 2 011) . O drama musical é o que marca as obras de Honoré por mexer com as emoções do expectador, o que sem dúvida não seria diferente em Les Chansons D' amour. O elenco conta com Louis Garrel, em mais uma interpretação fantástica, e Grégoire LeprinceRinguet, em um papel um tanto quanto irritante. Filme de 2 007 , conta a história do j ornalista Ismael ( Louis Garrel) que vive um romance a três com Julie ( Ludivine Sagnier) , garota com quem se relaciona há 8 anos, e Alice ( Clotilde Hesme) . Cheio de altos e baixos, o romance toma um rumo completamente diferente após uma tragédia que, posteriormente, introduzirá Erwann ( Gégoire Leprince-Ringuet) . A obra é dividida em três momentos: " A Partida" , " A Ausência" e " O Regresso" . A primeira parte conta com seis canções. Entre elas " De bonnes raisons" , que mostra os motivos pelos quais Ismael ama Julie, e " Je n' aime que toi" , que é interpretada pelo trio como uma fantástica de discussão. " Delta charlie delta" é tragicamente interpretada por Garrel encerrando a primeira parte. A segunda parte possui cinco canções e apresenta Erwann. Entre elas " As-tu déj à aimé" , interpretada por Garrel durante uma cena dos dois amantes. A fotografia do filme é muito bem feita, explora bem o elenco e a cidade de Paris, com uma essência existencialista emocionante. A trilha sonora foi vencedora do Prêmio César em 2 008 pelas músicas originais, que traduzem, em rimas, a visão turbulenta de Honoré sobre o que é estar com alguém e, em uma delas, Garrel canta sobre amar pela beleza do gesto sem passado nem futuro, enamorar-se com o momento. " Relações foram feitas para serem vividas, não discutidas" é uma das ideias de Ismael que o filme nos passa.

NOTA: 9. 0


En t r e v i s t a c o m Uy a r a To r r e n t e

p o r Ma r i a n a Ma c h a d o e Ar t h ur Me n e s e s

Ar t e . Ex p e r i ê n c i a s . Tr a j e t ó r i a JORNAL SOMATÓRIO: Quando surgiu seu interesse pela música e como foi a formação da banda? UYARA: Eu sou do interior do Paraná e

minha

família

culturalmente. eu

muito

Meus

trabalharam então

é

com cresci

ativa

pais

sempre

teatro, nesse

música, meio.

Eu

sempre soube que meu maior obj etivo era ser atriz, eu não pensava em ser cantora. Odiava fazer aula de canto, queria

uma

relação

livre

com

a

música. Fui fazer faculdade de Artes Cênicas em Curitiba, dramaturgo

que

e conheci um

tinha

algumas

composições e iria fazer um show. Como ele sabia que eu cantava, chamou.

me

Conheci as músicas dele e

fiquei muito fascinada, quis ter uma banda só pra cantar as coisas que estavam sendo feitas em Curitiba. Na época, eu j á era muito amiga do Vini e ele curtiu muito a ideia. A banda era

mais

divertir .

uma

coisa

pra

gente

se

JS: E como está a formação atual da banda? UYARA: Recentemente, quando o Diego saiu foi bem difícil pra mim,

mas

quando o Marano entrou foi incrível. Ao mesmo tempo em que eu tava muito triste

com

a

saída

do

Diego,

porque

a

vocês gente

muito louco.

perguntarem tá

isso

em um momento

O Rodrigo anunciou a

saída da banda. Ele é um cara que aj udou pra caramba na formação da banda em termos de estilo,

porque

ele

e

é

sempre

um excelente foi

o

músico,

líder,

foi

JS: Como foi a experiência com o sistema de financiamento coletivo? UYARA: A gente foi meio pioneiro desse novo sistema aqui no Brasil. A gente j á tinha ideia de fazer o disco antes de estourar o clipe de “Oração” nesse sistema de financiamento coletivo porque o Vini tinha trocado ideia com um amigo que morava fora do Brasil e ele contou como funcionava. Quando estourou o vídeo a gente precisava de um disco, fazíamos shows pelo Brasil inteiro e não tínhamos disco. Daí pensamos que esse seria o momento certo, j á que estávamos muito expostos. Foi uma experiência incrível! Tentamos ser bem criativos no processo e em um mês conseguimos um valor altíssimo. Depois conseguimos bancar nosso segundo disco, o que é um sentimento muito bom, porque é muito difícil a carreira de artista, mas mesmo que tenhamos que trabalhar e às vezes ficar sem receber nada, é uma satisfação.

o

Marano era um tipo de “sol”. É até engraçado

tipo de “sol”, como o Marano foi. Mas então a formação da banda será: Uyara, Luis, Vini, Thiago e Marano.

ele muito

generoso nos emprestando seu talento esses anos todos. O Thiago, que está entrando no lugar dele, é também um

JS: Qual foi a sua reação com sucesso da música “Oração”? UYARA: Tem um lado louco nisso. Na época eu não era cantora e sim, atriz. E as pessoas olham só o lado bom disso tudo, do sucesso da banda, mas ninguém tem ideia do quanto eu emagreci porque eu não conseguia dormir, comer, fazer nada! É claro que era muito divertido, mas eu tive que fazer muitas escolhas.

JS: Dá pra descrever a sensação de estar no palco? UYARA: É libertadora! Já teve dias em que eu achava que não conseguiria entrar no palco, mas aí parece que quando você dá o " start" tem uma transformação enorme. E eu tenho muito medo! Sej a no teatro ou no show, quando eu vou entrar, eu penso: Por que eu escolhi fazer isso da minha vida? Aí eu entro eu penso: É óbvio que eu escolhi fazer isso! Não tinha nada que pudesse me fazer mais feliz do que isso ( risos) . JS: E como é a relação da banda com os fãs? UYARA: A banda tem uma coisa que é: batalhar para que as pessoas entendam que é uma profissão, que não existe nenhum tipo de endeusamento. É muito bacana quando as pessoas gostam do seu trabalho, mas eu j á tive situações de quase arrancarem meu cabelo ( risos) , mas eu entendo que por trás disso existe uma identificação, existe um carinho, então eu fico muito feliz. Inclusive temos um fã clube, pessoas do Brasil inteiro, que se encontram uma vez por ano, e é legal porque nós fomos um veículo para que essas pessoas se conhecessem. JS: Quem são as pessoas por trás da banda? UYARA: Temos amigos, como o Eli e a Mari, que aj udam muito. Trazer um show não é simples, então só fato deles terem disposição pra estar com a gente, tratar bem, é incrível. A gente gravou “O Mais Feliz da Vida” no estúdio de um amigo que não cobrou nada. Então as pessoas por trás da banda são as que cuidam do nosso coração.


BATE-BOLA COM UYARA TORRENTE:

Arthur, Uyara e Mariana JS: No Sigma, há muitos alunos que querem seguir com a carreira artística. Sabemos que não é uma escolha fácil. Algum conselho? UYARA: Eu tive uma sorte: desde pequena, eu sabia que queria ser atriz. Venho de uma família que não tem muita grana, é tudo na medida, meu pais ralaram muito. Fui educada na via do coração, na via do entenda " o que te faz feliz" . Mas, óbvio, que a gente não pode ser hipócrita. Eu tenho contas pra pagar e é muito difícil. A vida de artista é muito instável. No entanto, eu tenho experiências de vida que me fazem pensar que sou a pessoa mais sortuda e feliz do mundo! Dar conselho é complicado, porque eu entendo a preocupação dos pais que não querem que o filho tenha instabilidade na vida, mas, por um lado, o trabalho é uma coisa que ocupa mais da metade da sua vida. Se você vai fazer uma coisa que você não gosta, não adianta ganhar dinheiro. Faça as coisas aos poucos, mostre ao seus pais o quão importante isso é pra você. Acho que as pessoas veem como utopia, mas eu acho que a gente tem que fazer o que a gente gosta. JS: Sobre o novo CD, “O Mais Feliz da Vida”, qual é o tema geral? UYARA: A princípio, a gente tava com problemas de direcionamento, porque eu tava numa " vibe" Gal Costa e guitarras anos 7 0, psicodelia; o Vini tava em um momento super redenção, tambores, coro; o Rô é super do pop. O Vini mostrou mais consistência e, por isso, as coisas foram tendendo pro lado dele, embora eu ache que tenha umas " psicodeliazinhas" ali no meio ( risos) . E aí a gente sacou que a gente queria fazer um disco que falasse de traj etória. Se você for ver em termos de sonoridade, o disco começa em um nascimento, as coisas vão acontecendo e vai ficando com um ritmo mais pesado, mais dolorido, até que chega na " Reza Para Um Querubim" , que me parece uma música que se dissolve. . . Pode ser a morte ou um novo começo. JS: A capa do novo CD muito interessante. De onde veio a ideia? UYARA: O Vini j á tinha essa imagem de um rosto marcado na capa. Tinha tudo a ver, porque a gente lida com essa coisa das marcas do tempo como uma coisa ruim, mas isso é a traj etória da nossa vida estampada na cara. E aí a gente foi fazer um trabalho em um asilo de Curitiba e conhecemos a Dona Júlia, que é uma fofura e é a nossa capa. Fizemos uma sessão de fotos divertidíssima com ela. Mas, a olho nu, você não vê a pele dela tão marcada e manchada. Na foto, tem um efeito, como um photoshop ao contrário, que realça as marcas. Dentro do CD, são os pais dos meninos e a minha mãe com esse mesmo efeito. Foi um processo lindo, entender que eles são nossa maior referência e que não era a nossa cara que tinha que estar ali, e sim, a cara deles. Todo mundo da banda tem uma ligação

UMA COR: Verde UM LUGAR: Paranavaí UM SONHO: Ser mãe UMA MÚSICA: Todas UM AMOR: Que venha. . . ROCK N' ROLL: Necessidade TEMPO PRESENTE: Borboletas no estômago AMANHÃ: Continuar fazendo o que eu gosto UM FILME: Eu, você e todos nós PALCO: Libertação UYARA POR UYARA: Cabelo moderno e coração de Jacu

Foto de: Mariana Kneipp Instagram: @marikneipp Com carinho especial, agradecemos ao Professor Eli por nos levar até a Uyara, e a Mariana Kneipp, que acompanhou a entrevista e emprestou a bateria da câmera dela pra nós. Você salvou a gente, Mari!

3+4


O q ue t e m p r a h o j e ? p o r Vi t ó r i a Me s q ui t a

II Bienal Brasil do Livro e da Leitura

Berço do Barroco Brasileiro e seu Apogeu com “O Aleij adinho” A exposição traz 14 0 obras do movimento artístico barroco, incluindo três novas obras inéditas ao público. O obj etivo é promover o resgate da cultura brasileira e a ligação as divindades, neste caso os santos na maior parte. A exposição se inicia desde a chegada de Frei Agostinho de Jesus ao seu apogeu com Aleij adinho. Para os desavisados, o movimento barroco foi trazido pelo Frei e Aleij adinho é um dos artistas mais reconhecidos do movimento, natural de Minas Gerais ( um estado muito legal, por sinal) . DATA: terça a domingo, das 9h às 2 1h ( até 11 de maio) LOCAL: Caixa Cultural Brasília

Entrada Franca

4x2

O príncipe da Dinamarca A Cia Vagalum Tum Tum de São Paulo traz a peça à Brasília de forma inovadora, adaptando clássico shakespeariano de um j eito humorístico e cômico. Apesar da peça abranger todas as faixas etárias, o público infanto-j uvenil é o foco. Os coveiros Ser e Não Ser ( sim, sim, um trocadilho não tão criativo, mas que tem seu mérito. . . ) se deparam com caveirinhas que os aj udam a contar a história de Hamlet ao público, revelando conspirações e intrigas na corte do príncipe. Hamlet é uma ótima peça, e foi dela que nasceu a famosa frase " Ser ou não ser: eis a questão" . DATA: 12 e 13 de abril, às 17 horas LOCAL: CCBB INGRESSO: R$10 ( inteira) e R$5 ( meia)

A Bienal ocorre de dois em dois anos ( óbvio) . O primeiro ano em Brasília foi 2 012 e agora em 2 014 ela retorna, trazendo palestras, exposições, concursos, seminários, debates, autores, lançamentos e até mostras de cinema. O autor homenageado é o pernambucano Ariano Suassuna, conhecido pelo livro Auto da Compadecida ( um dos únicos livros bons que o Sigma nos manda ler. . . ) . Para quem é fã do mundo dos livros vale a pena ir, de verdade. DATA: 12 a 2 1 de Abril LOCAL: Esplanada dos Ministérios

Entrada Franca

30 Seconds to Mars A

banda vem ao Brasil apresentando a tour Love Lust Faith + Dreams. A banda de rock foi formada em Los Angeles ( City of Angels pra quem entende. . . ) em 1998, pelos irmãos Leto, Shannon ( baterista) e Jared ( vocalista) , sendo que em 2 003 Tomo Miličević se j untou a banda como guitarrista. Durante

todo esse período a banda sofreu alterações, como alguns membros não mais presentes e processos j udiciais de 30 milhões ( de sua antiga gravadora, por sinal) . Jared é conhecido pelos muitos papéis no cinema, como Angel Face em Clube da Luta, o Harry Goldfarb em Réquiem Para um Sonho; Hephaestion em Alexandre, O Grande; Vitaly Orlov em Senhor das Armas; Mark David Chapman em Capítulo 2 7 ( ele é o assassino obeso do John Lennon. . . ) ; e mais recentemente um travesti aidético, Rayon, em Clube de Compras de Dallas, pelo qual ele ganhou um Oscar. A banda tem vários clipes/longas metragens, como o da música Hurricane que é censurado em muitos países. Enfim, para quem curte valerá muito a pena. DATA: 13/05, 2 1h LOCAL: Net Live Brasília ( antigo Ópera Hall) INGRESSO: Camarote Mundo dos Nets R$2 00 ( meia) , Pista Bud Zone R$130 ( meia) , Pista R$100 ( meia)


O q ue t e m p r a h o j e ? p o r Lui s a Fr a n ç a

Avril Lavigne

procura de sua identidade e de sua independência. Adolescência, cegueira, relacionamentos, são as A cantora questões discutidas na produção. canadense volta ao Brasil no mês de maio. Segunda vez em Brasília, ela apresenta o show de seu quinto álbum, Avril Lavigne, lançado em novembro de 2 013. DATA: 4 /05 LOCAL: Net Live Brasília Hall( antigo ESTRÉIA: 10/04 Ópera Hall) LOCAL: Todos os cinemas INGRESSO: R$130 a R$500 na Central de Ingressos do Brasília Shopping, na FNAC do Park Shopping e no site ingressosrápido. com. br

Especial Lollapalooza

Mais informações no site do festival: lollapaloozabr. com DATA: 5 e 6/04 LOCAL: Autódromo de Interlagos, São Paulo

Emicida

DATA: 17 /04 LOCAL: Espaço Cultural ( Próximo do Minas Tênis Clube)

Entre Nós

Hoj e Eu Quero Voltar Sozinho Baseado no premiado curta “Eu não quero voltar sozinho”, de Daniel Ribeiro, o filme trata da história de Leonardo ( Ghilherme Lobo) , um adolescente de 15 anos, cego, a

Festival de música alternativa, o Lollapalooza apresenta em seu line up desde figuras novas do pop rock, como Lorde e Jake Bugg, até ícones da música como New Order e Soundgarden. Um dos destaques é a banda norteamericana Nine Inch Nails, que esteve presente na primeira edição do festival, em 1991, em Phoenix, EUA. Ano passado, o evento reuniu aproximadamente 167 mil pessoas e para este ano estão previstas cerca de 160 mil. Nos dois dias do evento passarão ainda pelo Autódromo de Interlagos Nação Zumbi, Imagine Dragons, Muse, Raimundos, entre outros. Pena que não é em Brasília, mas o canal pago Multishow está prometendo uma cobertura ao vivo dos shows, o que já é alguma coisa.

O filme nacional narra a história de um grupo de amigos que escrevem cartas para eles mesmos. Detalhe é que essa correspondência poderá ser lida somente dez anos depois. Entretanto, no dia previsto para a abertura das cartas, ocorre uma grande tragédia. Separados nesses dez anos, os amigos reencontram-se, colocando em discussão questões do passado e a revelação de um segredo, que pode mudar muita coisa. ESTRÉIA: 2 7 /03

3x3


En s a i o Pró-Rússia: A situação atual na Ucrânia, dividida entre o poder das grandes potências europeias e a influência indiscutível da Rússia, pode ser considerada o maior embate internacional pós Guerra Fria. No entanto, tamanha repercussão internacional não ocorreu do dia para a noite. A criação de uma Ucrânia, de um lado pró-União Europeia e do outro pró-Rússia, é reflexo de uma teia extensa de conflitos geopolíticos enraizados no histórico mundial. Em uma breve análise histórica sobre o atual país Ucrânia, a influência russa no país teve início no século XVIII com a anexação de parte do território ao Império Russo na guerra contra o Império Otomano. No século seguinte, cenário pósSegunda Guerra, Nikita Krushev cede a Crimeia ao governo ucraniano em comemoração da união entre URSS e a Ucrânia, fortalecendo seus laços. O conflito de interesses dentro do país ucraniano começa então com a queda da União Soviética. A Ucrânia, ex-integrante da União Soviética e fronteira com território russo, torna-se então independente e a Crimeia, com 60% da população sendo de origem russa, torna-se dependente da constituição ucraniana.

A partir do momento em que parte da Ucrânia, que possui uma extensa rede de dutos russos de petróleo e gás em circulação e posição estratégica da Crimeia em relação ao Mar Negro, encontra-se a favor de oficializar acordos com a União Europeia, a Rússia viu-se obrigada a proteger seus interesses e influências no território. Em questão de política externa, os russos estão sendo extremamente realistas, visto que a perda de poder no cenário mundial está fora de questão. Do outro lado da moeda está a amedrontada União Europeia, que se vê refém das exportações de combustível russo, e da hipocrisia americana. A realidade é simples: sej a na questão da Ucrânia, nos eventos recentes da Síria e outros embates internacionais anteriores, todas as grandes nações em j ogo estão lutando pela expansão das suas áreas de influência. O que nós. do Ocidente, devemos fazer é abrir os olhos às falsas propostas de integração e paz dos grandes samaritanos europeus e norteamericanos e começar a nos perguntar politicamente se as fronteiras cruzadas por essas potências não estão indo longe demais.

Pró-União Europeia: A crise atual que ocorre na Ucrânia serviu para reacender conflitos que até então estavam adormecidos na Europa. Depois que o governo de Viktor Yanukovich, sob a pressão de Moscou, desistiu de assinar um acordo que visava o livre-comércio e associação política com a União Europeia devido à aliança de seu governo com a Rússia, uma grande onda de manifestações foi formada, concentrada principalmente na capital Kiev. Em 1991, com o fim da União Soviética e a independência de Moscou, estabeleceu-se uma Ucrânia dividida: as regiões do norte e do leste, que são “Ocidentalizadas” – onde a população desej a unir-se à União Europeia – e as regiões do sul e do leste – onde a população desej a aliar-se à Rússia. Essa situação causou uma crise de identidade preocupante na Ucrânia e, com isso, dois lados bastante distintos puderam ser distinguidos: o lado pró-UE, focalizado em Kiev, e o lado pró-Rússia, focalizado na Criméia. As manifestações em Kiev tomaram um caráter extremamente violento desde então. Foi formado um governo pró- União Europeia que tornou os conflitos ainda mais acirrados. Já na Crimeia, com a destituição de Yanukovich, o Parlamento se declarou

independente da Ucrânia e fechou um acordo de adesão com a Rússia, que em seguida invadiu e cercou postos militares na Ucrânia. Dessa forma, o presidente dos Estados Unidos Barack Obama declarou que Vladimir Putin havia violado a Lei Internacional e exigiu a saída das tropas do território ucraniano. Em resposta, foram anunciadas sanções contra a Rússia tanto da parte da União Europeia quanto dos Estados Unidos. Em contra partida à adesão da Crimeia ao território russo, a Ucrânia assinou recentemente com a União Europeia os principais pontos de um acordo de associação política semelhante ao acordo recusado pelo ex-presidente Yanukovich. Por fim, não é possível afirmar com certeza o futuro da Ucrânia após a assinatura desse acordo, mas podemos afirmar que a influência da Rússia sobre os ucranianos agora está em j ogo e que o acordo estabelecido entre a União Europeia e a Ucrânia poderá, por um lado, comprometer a economia ucraniana inicialmente e, pelo outro lado, abrir novas perspectivas sobre o futuro dessa nação que agora está tomando um rumo “Ocidentalizado”.

(por Luíza Akemi)

( Entenda o que está acontecendo na Ucrânia)

(por Ingrid Soares)


Aniversário de Brasília: Lugar melhor nesse país não há por Luisa Daldegan, Luan Sampaio e Isabela Ferreira

( Gramado do CCBB)

Às vésperas de seu aniversário, a capital reúne quase 54 anos de lembranças e histórias a serem contadas. Se fosse uma pessoa, provavelmente teria rugas e até alguns fios de cabelo branco e traria consigo conquistas, sonhos e esperanças. Curiosos que somos, fomos ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB, foto acima) com uma missão: descobrir o que as pessoas mais amam em Brasília.

Engana-se quem acha que a Capital Federal é uma cidade sem identidade. O céu, as grandes áreas verdes e, é claro, a arquitetura, são sempre lembrados quando se fala em Brasília. Os brasilienses de nascença lembram com saudade do foguete do Parque da Cidade. Tiago Amorim, 31 anos, recorda “Eu adorava brincar naquele foguete. Era sempre cheio de crianças subindo e descendo; eu apostava corrida com os meus amigos para ver quem chegaria ao topo primeiro”. E complementa, rindo, “tudo parece enorme quando você tem um metro de altura, então pra mim aquilo era o máximo”. O brinquedo continua fazendo sucesso até hoj e, é o lugar preferido da Vitória Ferreira, 8 anos.

( Festival Gastronômico no CCBB)

( Os muros grafitados de Brasília) Moradora da capital desde sua inauguração, Maria Virgínia, 89 anos, respondeu sem hesitar que ama tudo sobre Brasília, sem exceções. Perguntamos se não havia algo que ela achasse especialmente encantador, ela abriu um sorriso e disse “eu amo tudo, tudo, tudo em Brasília”. A verdade é: motivos para amar a cidade candanga não faltam! “Brasília é a única cidade que consegue mesclar a sensação de estar em uma cidade grande, mantendo a tranquilidade e a hospitalidade de uma cidade do interior”, afirmou o ex-aluno do Sigma e calouro na faculdade de Direito, Pedro Paulo Bichuette ( aquele do outdoor da entrada do colégio) . A também universitária Mariana Lima, 2 3 anos, ama a UnB e se sente em casa andando pelo Minhocão.

Além disso, Brasília tem coisas que só quem é daqui entende. W3, L2 e Eixão são nomes de ruas que confundem os visitantes, mas apesar do estranhamento inicial, o incomum planej amento das ruas é elogiado. O baiano João Fernandes chegou de Salvador há um mês e declara que achou a cidade muito bem organizada e estruturada. Acostumado com os engarrafamentos, a primeira coisa que o paulistano João Paulo, 4 1 anos, elogiou foi o trânsito, que “ ainda está muito bom”. Quem vem de fora, também elogia a cultura de Brasília. “Aqui a gente encontra um pouco de cada canto do Brasil, é muito interessante” afirma a carioca Ana Luiza, 4 7 anos . A professora de Artes Visuais do Sigma, Lysianne, disse que se sente extremamente honrada em caminhar pela cidade rodeada de grandiosas obras do Niemeyer. O Museu Nacional, a Catedral, o Palácio do Itamaraty, a Igrej inha e o Teatro Nacional são apenas algumas das obras do arquiteto.

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Não podemos esquecer os azulej os do Athos Bulcão, espalhados por diversos prédios. Tudo isso, combinado ao céu de Brasília dão à capital um charme único. E esse céu… Ah, o céu de Brasília! Existe coisa melhor do que ver o pôr do sol brasiliense ao lado da pessoa amada?

6 coisas que só os brasilienses entendem:

Você sabe que “ir ao Gilberto” não significa visitar alguém; Você sabe que “pardal” não é apenas uma ave; Você sabe que “tesourinha” não corta nada e “balão” não tem ar; Você vê as crianças descerem para brincar “debaixo do bloco”; Você entende quando falam “conhece alguém da 5?”; Você se sente confortável com a umidade do ar de 10 % ;

Mais uma vez, Brasília! por Ênio César de Moraes, Professor de Redação

Terra de todos e de ninguém, Joões, Marias, Josés, Geraldos, Posses, grilos, generosos saldos, Norte, sul, leste, oeste e além. . . Canaã brasileira, esperança de quem Sonha — poetas, baldos Que em agostos, nos escaldos, Provam a resistência que têm. Ritmo frenético de quem só anda a cem. . . Entre planos, e cálculos, e laudos. . . Das fogueiras de vaidades, rescaldos; Políticos do mal, mas gente do bem.

( Museu Nacional) A página do Facebook “Humanos de Brasília” foi criada pela estudante Marina Serra, 17 anos, inspirada pelo grande sucesso “Humans of New York”. A página traz entrevistas espontâneas variadas com moradores de Brasília e reflete um pouco a identidade cultural da cidade. Pensando nisso, fizemos uma entrevista com os administradors da página para descobrir a opinião deles sobre a capital. JS: O que Brasília tem de diferente em relação a outras cidades que vocês já visitaram? HB: Na verdade, é mais fácil achar o que Brasília tem de parecido com as outras cidades. Nós sabemos usar a faixa de pedestre, entendemos quando alguém fala " pega a tesourinha e entra na 6" , nós não nos assustamos com umidade baixa e por aí vai. . . Brasília JS: Diante das entrevistas, o é muito distinta de qualquer que você destacaria em outra cidade. relações as respostas dos entrevistados? HB: Tenho a impressão de que por ter sido planej ada e não ter muita idade ainda, Brasília poderia ser a cidade perfeita. Só que você encontra problemas em todos os lugares, ninguém está 100% satisfeito, com razão. Tem muito o que melhorar. Só que por outro lado, você pode perguntar pra quantos brasilienses quiser se eles abandonariam a cidade. A maioria diria que não. Mesmo Fotos dessa matéria com os problemas, os por Bernardo Moreira residentes gostam muito de morar aqui. Jornal Somatório: O que mais encanta vocês em Brasília? Humanos de Brasília: Niemeyer foi mundialmente um dos grandes arquitetos do século passado. Ter proj etos dele espalhados por toda a cidade é um privilégio. Acho que isso, combinado ao nosso pôr-do-sol rosa e à diversidade cultural é o que mais traz prazer de morar aqui.

3+3

4ª edição do Jornal do GEAT  

4ª edição do jornal do Grêmio Estudantil Anísio Teixeira. O destaque é a entrevista coma Uyara Torrente, vocalista d'A Banda Mais Bonita da...

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