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VOLUME V

“Antigamente era assim...” Os Trilhos e Veredas do Concelho de São Vicente


São Vicente

Edição: Associação de Solidariedade Social Crescer Sem Risco Coordenação: Associação de Solidariedade Social Crescer Sem Risco Colaboração: Ilídio Santos | Jesse Barbosa | Sandra Caldeira | Alexandra Carvalho Fotografias: ARM Design e Paginação: ZeroVinteOito Impressão: ZeroVinteOito ISBN: 978-989-98489-0-0 Depósito Legal: 361297/13


VOLUME V

“Antigamente era assim...” Os Trilhos e Veredas do Concelho de São Vicente

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Os trilhos e veredas do Concelho de São Vicente

Índice

Introdução

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As serras de São Vicente Montados de São Vicente As estradas de São Vicente Percursos de comunicação entre concelhias …de São Vicente para o resto da ilha. Caminho da Rocha A Entrosa Percursos entre as freguesias do concelho de São Vicente …de São Vicente para São Vicente.

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Bibliografia

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Os trilhos e veredas do Concelho de São Vicente

Introdução

Atualmente falar em trilhos e veredas é algo longínquo à maioria das pessoas, principalmente para aquelas que nasceram numa época mais recente, onde as estradas, ainda que estreitas já eram uma realidade.

Paradoxalmente, ainda existem muitas pessoas que se lembram dos tempos que iam a pé para o Funchal, em trilhos e veredas muitas vezes sem segurança alguma. Se agora vivemos numa época de grande fomentação ao nível das acessibilidades terrestres, é imperioso não esquecer que o Concelho de São Vicente teve um passado com muitos condicionalismos nessa área. Durante longas décadas, as gentes do norte, tiveram de suportar as dificuldades de deslocação, não só para ir ao Funchal, como referido anteriormente, mas também para se deslocarem entre as freguesias próximas. Hoje em dia, as veredas são utilizadas maioritariamente pelo turismo, ou por alguns locais, aquando necessitam desses acessos para chegarem a algum terreno. De uma forma muito breve será feita alusão aos vários trilhos, veredas, caminhos e estradas no Concelho de São Vicente e que de uma forma ou de outra fazem parte da sua história.

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Os trilhos e veredas do Concelho de São Vicente

As serras de São Vicente

A orografia da vertente norte da ilha associada às difíceis condições de aproximação da costa constituiam-se como verdadeiros obstáculos à circulação de homens, bem como dos benefícios da árdua lavoura. De uma forma muito manifesta, tais fatores condicionaram a evolução das freguesias da costa nortenha madeirense. Ponta Delgada, Boaventura, e São Vicente detêm algumas das mais altas montanhas da Ilha da Madeira, algo que fornece uma beleza singular e inigualável ao território. A freguesia de São Vicente, com uma área de 4,370 hectares é a maior freguesia da Região Madeirense. Os caminhos que destas montanhas fazem parte, e que num passado algo distante eram as únicas vias de comunicação entre as freguesias do Concelho mas também para a restante ilha serão humildemente abordados, longe de retratar as vicissitudes experienciadas pelas gentes de então. A destacar a montanha do lado da Terra Chã e da Fajã da Madeira, montanha esta repleta de águas pendentes e arvoredo denso que se encontram em quase toda a sua extensão, da Ribeira do Inferno até ao Paúl da Serra. Já no outro lado, na zona da Fajã da Areia, Cardais e Lameiros, tem São Vicente a Lombada das Vacas, que se distende até à freguesia de Ponta Delgada. A Lombada das Vacas, pressupondo pelo nome, seria um planalto onde as vacas pastavam sem qualquer limitação. Sabe-se que desde outros tempos mais antigos e longínquos, vários trilhos e veredas constituíam estas montanhas e serras que hoje vemos, cá em baixo. Segundo informações antigas, vários caminhos iam dar à Lombada das Vacas: alguns partiam da Primeira, da Segunda ou da Terceira Lombada na freguesia de Ponta Delgada; um outro caminho abalava da Fajã da Areia, apresentando-se com degraus pouco práticos para não dizer arrojados para quem fizesse aquele trajeto. O caminho dos Cardais, sob a forma de ziguezague, ficando perpendicularmente direcionado relativamente à Vila era outro caminho utilizado pelos viandantes. Na zona dos Lameiros, existiam mais dois caminhos: o do Búzio e ainda o da Maruja, na freguesia de São Vicente. Esta vereda da Lombada das Vacas é mencionada numa escritura em 1795, demonstrando assim que este caminho é já muito antigo.

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Como nos nossos tempos, também naquela época aconteceram vários incêndios nas montanhas. Em 1898, é relatado esse facto por um articulista, mencionando que aquele era um ato de malvadez, que provocava consequências graves, como a destruição de madeira e secagem das fontes. É importante ressalvar que da Lombada das Vacas era possível extrair lenha e feiteira, indispensáveis para o gado e para a confeção dos alimentos. Sabe-se que plantavam semilhas, cevada e trigo, algo que perdurou durante anos, tendo havido alguns intervalos para descanso das terras. As delimitações da Lombada das Vacas estavam bem definidas, no século XVIII: a leste do Ribeiro principal pertencia à Ponta Delgada e à Fajã da Areia; a Oeste a São Vicente.

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Os trilhos e veredas do Concelho de São Vicente

Montados do Concelho de São Vicente

Pouco há para dizer sobre os montados do Concelho. Estes eram apenas pedaços de terra, onde se criava o gado, geralmente, gado caprino. Os montados, muitas vezes eram fechados, pelas rochas envolventes ou com os arbustos que se encontravam facilmente nas proximidades. Tendo na entrada uma cancela de pau e no interior, o gado ia naturalmente se multiplicando. Sempre que o dono daquele gado queria apanhar uma das suas cabras, levava consigo um cão de fila especificamente treinado para farejar o rasto das cabras. Apesar da ajuda do cão, este era um processo delicado, que pressuponha muito cuidado e atenção. O cão dirigia-se e ladrava para todas as cabras, mas depois era o dono que determinava qual delas queria, atiçando o cão para a cabra pretendida. Saliente-se que se o cão fosse de fila, ele próprio mordia a cabra, facilitando o trabalho seguinte, o de apanhar a mesma, para o dono. Se não fosse, este capturava a cabra com um laço de corda na ponta de uma vara.

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Os trilhos e veredas do Concelho de São Vicente

Estradas de São Vicente

O Concelho de São Vicente tinha péssimas acessibilidades terrestres, mas é importante realçar que a ilha da Madeira, no geral, sofria do mesmo problema. Sendo à época, era considerado que a Madeira detinha as piores estradas do país. Este facto, constatava-se devido principalmente à nossa geografia, repleta de montanhas e serras, algumas muito íngremes, com abismos constantes. Era difícil construir estradas em territórios tão sinuosos, e isto fez com que se atrasasse mais o desenvolvimento das vias de comunicação. As veredas e trilhos delineados eram de difícil circulação para as mercadorias, daí que o recurso mais usual até ao aparecimento da primeira viatura automóvel foi o transporte marítimo, que permitiu a delineação de uma rede de comunicações entre várias localidades. Em 1922, algumas vias permaneciam quase iguais ao tempo dos donatários, o que nos remete para a falta de desenvolvimento e aposta nas vias de acesso terrestre na região madeirense. Os ilhéus estiveram expostos durante séculos aos perigos iminentes ao percorrerem toda a encosta tortuosa madeirense.

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Percursos de comunicação entre concelhias …de São Vicente para o resto da ilha.

A Ilha da Madeira sofreu ao longo do tempo, uma evolução aparente em vários setores. O certo é que as gentes do norte estavam, deveras isoladas, não era frequente irem ao lado sul, e caso fossem, era só em extrema necessidade. O estabelecimento de uma rede viária, na última metade do século XIX constitui-se como condição fundamental para o desenvolvimento económico da ilha. Por terra traçaram-se trilhos que, através do Curral das Freiras e do Paúl da Serra, criavam ligação com a costa norte. Apenas em 1914 foi inaugurada a primeira estrada de ligação ao Funchal pela Ribeira Brava, sofrendo esta doze anos tardios, um alargamento para permitir a circulação automóvel. Pelo ano de 1865 afiguravam-se cinco caminhos que permitiam de uma forma mais segura ou mais aventureira, os viandantes saírem e entrarem no concelho de São Vicente. A estrada que vinha do Funchal, passando pelo concelho de Câmara de Lobos e, como que dividindo a ilha ao meio, pendia para o concelho de Santana, mais precisamente na Entrosa era uma das estradas. A estrada que atravessava o Paúl da Serra, estrada frondosa em arbustos e giestas permitia o contacto com os concelhos da Ponta do Sol, Calheta e Porto Moniz. A estrada costeira vinda do Porto Moniz era o outro caminho utilizado apenas pelos mais corajosos. Em 1869 a estrada entre a Vila e a Encumeada, era muito ansiada devido às facilidades de comunicação com o concelho de Ponta de Sol e Câmara de Lobos. A rede viária que ligava a encosta Norte a Sul, os chamados caminhos reais, era rudimentar, não oferecendo qualquer segurança ao caminhante, daí que procurava-se facilitar o trânsito das gentes e de mercadorias a pé, a cavalo ou de rede, uma vez que o automóvel era ainda um modernismo longínquo. Enquanto isso, os habitantes da freguesia de São Vicente cada vez que precisavam ir ao Funchal para vender gado ou por outras razões pessoais ou familiares, faziam o percurso da Encumeada, que passava pelo Caramujo, Estanquinhos e Boca da Encumeada, passando pela Serra de Água, descendo até à Ribeira Brava. De lá, iam de barco até ao Funchal, claro está que apenas as pessoas que possuíam melhores condições financeiras podiam dar-se a este luxo. Saliente-se que quem fazia o percurso a barco, geralmente, até à Ribeira Brava,

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iam de rede, pagavam a homens, cujo trabalho era exatamente esse. Sabe-se que, algumas pessoas de famílias abastadas sobretudo na freguesia de Ponta Delgada nunca fizeram esse percurso a pé, tal como, várias pessoas do povo, jamais conheceram a facilidade de se deslocar numa rede ou por barco. Para os que não iam de barco, o percurso para o Funchal, fazia-se subindo o Curral das Freiras, que ia dar mais ou menos à Freguesia de Santo António. Quanto aos habitantes das freguesias de Ponta Delgada e Boaventura, estes faziam o mesmo percurso para se deslocarem até ao Funchal. Os moradores da Ponta Delgada subiam pelo caminho da escaleira, depois Lombadinha e iam ter à Boaventura. De lá, partiam para o Lombo do Urzal, Falca e Caminho das Torrinhas. Saliente-se que da Boaventura, havia várias hipóteses de saída, sendo o caminho principal: a Entrosa, Boca das Voltas e Caminho das Torrinhas, depois o percurso acabava por ser o mesmo dos de São Vicente, que iam pelo Curral das Freiras, chegando ao Funchal, na zona de Santo António. Quem quisesse ir para Santana, utilizava a Entrosa, dirigindo-se posteriormente para o Arco de São Jorge, São Jorge e finalmente Santana. Associação de Solidariedade Social Crescer Sem Risco

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A Entrosa

A Entrosa é um dos trilhos mais conhecidos pelo povo do norte, pois liga a freguesia de Boaventura à do Arco de São Jorge. Em 1824, um ofício do Governador, realçava a necessidade de reparação da estrada da serra das Torrinhas até ao Curral das Freiras, bem como limpar todos os caminhos do distrito e terminar a ponte da Ribeira do Porco ao pé da Entrosa. Sabe-se que em 1859, alguns proprietários de estradas circundantes às estradas da Ribeirinha que davam acesso ao calhau da Boaventura e à Ribeira do Porco, teimavam em bloquear a passagem, utilizando a estrada a seu belo prazer, isso impulsionou o administrador do Concelho a pressionar novamente o regedor da Boaventura para mandar reparar a estrada. Nesse mesmo ano, foi então reparada a estrada geral do Norte da Madeira, que liga os concelhos de Santana e São Vicente ao Funchal, sendo a obra da Entrosa a principal, tendo sido necessário a construção de 35 metros de muro de suporte. O caminho da Entrosa faz parte da antiga Estrada Real n.º23, cujo trajeto dava a volta à Ilha da Madeira. Na década de 50 do século XIX, esta estrada já estava finalizada.

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Caminho da Rocha

Na Água d’Alto em São Vicente até ao Porto Moniz nascia um caminho, tenebroso para os menos habituados a tais escarpas particularmente vertiginosas nestas zonas: o caminho da Rocha. A queda de pedras sobre os viandantes era frequente. Outras vezes, eram as pessoas que desequilibravam-se e maçavam a carga que transportavam, nas pedras salientes, precipitando-se no abismo. Só os mais corajosos, corpulentos e crentes em Deus aventuravam-se em transportar os turistas que, inconscientemente faziam-se transportar em redes colocando em risco a sua vida e a destes homens.

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Percursos entre as freguesias do concelho de São Vicente… ...de São Vicente para São Vicente.

Como é de prever, também entre as freguesias pertencentes ao Concelho de São Vicente era necessário se deslocar. A freguesia de São Vicente detinha alguns organismos estatais, o que impulsionava aos restantes habitantes das freguesias circundantes a visitarem a mesma com alguma afluência. Sabe-se que os habitantes da Ponta Delgada, raramente iam pela Serra, preferiam o trajeto perto do mar. O porto de Ponta Delgada: Em 1883 Ponta Delgada constituía-se a paragem final da viagem marítima que percorria a costa da ilha, operada pela Insulana, empresa de vapores, graças às excelentes condições naturais para o embarque e desembarque de víveres e passageiros. Dado ao incumprimento do contrato estabelecido com tal empresa, em 1889 a Vereação demonstrou o seu descontentamento com a lotação de carga e passageiros, uma vez que não satisfazia as necessidades das gentes do norte, e repercutia-se negativamente nos saldos da agricultura.

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Já as gentes de Boaventura, utilizavam frequentemente as serras. Na época das revoluções, era comum utilizarem este trajeto, que saía nos Lameiros. Como vinham de cima, era mais fácil atacarem sem serem vistos. A vereda grande, na zona da 3.ª Lombada, apelidada desta forma, por ser uma vereda de grande extensão, com várias derivações, era de extrema importância para as gentes do Concelho, pois era um dos principais meios de comunicação. Claro está que cada freguesia tinha os seus próprios caminhos, maiores ou menores, alguns eram utilizados apenas pelos habitantes se deslocarem entre sítios e outros para ir buscar lenha. É de realçar, que também existiam alguns trilhos que não eram utilizados normalmente, por causa do gado, como é o caso das ligações da Achada da Madeira. Naquele tempo os caminhos eram classificados e numerados como reais ou municipais, verificando-se como condição para o ingresso de verbas do cofre de viação por parte do concelho distrital. Neste sentido, em 1876 a Câmara adota a nomenclatura de municipais, os caminhos que que ligam os principais sítios na freguesia de São Vicente: Vargem, Loural, Ginjas, Passo, Lanço, Lombo, Ribeira do Passo. A estrada Real nº 23 constituía-se principal estrada que percorria praticamente

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toda a Ilha da Madeira. A partir desta estrada derivaram outras estradas e caminhos que ligavam os vários sítios do concelho de São Vicente. Estradas da Ponta Delgada 1ª Estrada das Lombadas: Começa na estrada real nº 23 no Sítio do Açougue e atravessando as três Lombadas, termina na estrada real nº 23 no Sítio do Lombinho. 2ª Estrada da Igreja: Começa na estrada real nº 23 no sítio do Pé da Passo, atravessa o ramal da estrada real que conduz ao porto no Sítio da Vigia e passando pela Igreja termina no Sítio do Terreiro no ramal da estrada real que conduz ao porto. 3ª Estrada das Feiteiras: Começa na estrada real nº 23 no sítio das Covinhas, e termina no sítio do Terreiro na estrada da igreja. 4ª Estrada do Enxurro. Começa na estrada real nº23 no sítio dos Enxurros e termina no sítio da Fonte no ramal da estrada real que conduz ao porto. 5ª Estrada do Ladrilho: Começa na estrada real nº 23 no sítio dos Enxurros e termina no sítio do ladrilho no ramal da estrada que conduz ao porto. (In Vieira, 1997, pp.143)

Estradas da Freguesia de Boaventura 1ª Estrada da Achada do Castanheiro começa na estrada real nº 27 no sítio da igreja e termina no sítio da Achada dos Judeus na freguesia de São Vicente. 2ª Estrada do Cardo: Começa na estrada real nº 23 no sítio da Ribeira do Porco e termina na estrada real nº 27 no sítio da Corrida. 3ª Estrada da Fajã do Penedo: Começa na estrada real nº 23 no sítio da travessa e termina no sítio das Voltas, partilha da freguesia de São Jorge. 4ª Estrada da Lombadinha: Começa na estrada real nº 23 no sítio da Ribeira do Moinho e termina no sítio do Passo, na mesma estrada real nº23. 5ª Estrada da Achada Grande: Começa no sítio da Igreja na estrada real nº 27 e termina na mesma estrada real no sítio da Fala de Cima. 6ª Estrada da Levada: Começa na estrada real nº 27 no sítio da ribeira do Moinho e termina no sítio Lombadinha na estrada municipal. 7ª Estrada de São Cristóvão: Começa na estrada real nº 23 no sítio de São Cristóvão e termina na estrada real nº27 no sítio do Cabouco. 8ª Estrada da Silveira: Começa na estrada real nº 27 no sítio da Coada e termina no sítio do Encontro na estrada Municipal do Cardo. (In Vieira, 1997, pp.143)

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No último quartel do século XIX, estando a Câmara empenhada na recuperação da estrada da Ribeira à ponte do Pé da Corrida, deu início à nova via que liga a vila ao Rosário. O século XX foi decisivo para o aproximar a população madeirense abatendo as distâncias através de vias de comunicação adequadas. A estrada que liga Câmara de Lobos à Ribeira Brava e São Vicente sofre um importante avanço durante os cincos anos decorrentes entre 1913 e 1918 e as antigas estradas reais denominam-se agora estradas nacionais após a implantação da República no país. Ainda no primeiro quartel do século XX a rede viária em São Vicente cresceu consideravelmente com o projeto que liga a Vila ao porto em Água D’Alto, seguindo-se outro com destino a Ponta Delgada. E para assegurar a boa acessibilidade dos caminhos municipais era imposto ao chefe de família a roda de caminho, que consistia em cinco dias de trabalho braçal que eram obrigados a desenvolver ou então poderia ser pago em dinheiro.

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Os trilhos e veredas do Concelho de São Vicente

Bibliografia

Matos, A. (1980). Transportes e comunicações em Portugal, Açores e Madeira. Ponta Delgada: Universidade dos Açores. Sarmento, A. (1953). Freguesias da Madeira. Madeira: Junta Geral do Distrito Autónomo do Funchal. Pereira, E. (1989). Ilhas de Zargo.4ª edição. (Vol. II). Funchal: Câmara Municipal do Funchal. Ribeiro, A. (2005). S. Vicente – Subsídios para a História do Concelho. São Vicente. Ribeiro, J. (2006). História e Estorias do Seixal. Seixal: Junta de Freguesia do Seixal. Serviço Cartográfico do Exército. (1974). S. Vicente. Ilha da Madeira. (ed.1). Lisboa: S.C.E. Silva, F., Meneses, C. (1863-1949). Elucidário Madeirense. (4ªed.). (Vol. I-III). Funchal: Secretaria Regional da Educação e Cultura. Sumares, J., Simões, A. Silva, I. (2002). Transportes na Madeira. Funchal: Direção Regional dos Assuntos Culturais. Vieira, A. (1997). São Vicente – Um século de Vida Municipal. Madeira: Secretaria Regional do Turismo e Cultura, Centro de Estudos de História do Atlântico.

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