Issuu on Google+


D ISPONIBILIZAÇÃO : J UUH A LVES R EVISÃO I NICIAL : J ÉSSICA /A NDRESSA R EVISÃO F INAL : M AMIS /F RANCIELI L EITURA F INAL : M ALU F ORMATAÇÃO : DADÁ


"Atletas profissionais são pilares de suas respectivas comunidades. Eles são heróis aos olhos dos meninos e meninas e espera-se que ajam de uma forma que represente positivamente sua comunidade." O público adora um bom escândalo. Ver alguém a caindo no auge do sucesso dá um grande título. Ninguém sabe disso melhor do que eu. O que começou como uma promissora carreira no futebol universitário, terminou em escândalo e vergonha.

Mas sendo um herói é mais fácil disso ser feito. Especialmente quando há quem espera ver o grande Brody Madden falhar. Eu ansiava por nada além de ser o melhor — disposto a tudo para provar que estavam errados. Mas fui longe demais e me esforcei muito, e me quebrou.

"No momento de ir para impressão, Jordan Elliott estava indisponível para comentar." Conheci o Brody Madden no meu último ano de faculdade. Um nativo australiano com uma bolsa de estudo internacional, era a sensação do futebol feminino com estrelas em seus olhos e não há espaço para um figurão wide receiver com um chip em seu ombro.

Mas um coração cheio de ambição e um fogo conduzindo para ter sucesso não é feito de pedra. Me tornei sua força, sua obsessão e o maior amor da sua vida. Mas eu não estava lá quando ele mais precisava de mim.

Esta é uma história sobre o amor e um jogo que leva tudo. Onde o caminho para a glória é pavimentado com sacrifício. Onde a pressão faz com que você, ou quebre, e o triunfo nasce das cinzas do fracasso. Onde o jogo do duas pessoas no final vai mudar tudo.


Há dois personagens principais nesta história. Jordan, uma australiana, e Brody, um americano, a pergunta que não quer calar: que ortografia devo usar para o duplo ponto de vista? Eu decidi ir com o método americano para a história inteira e para reduzir a confusão. Minha razão de ser a maioria da história baseada nos Estados Unidos, no entanto, como eu sou uma autora, baseei minha historia na Austrália, portanto, você vai encontrar gíria australiana e terminologia australiana neste livro a partir da perspectiva da Jordan. Devido ao assunto contido nesta história, sobre algumas universidades, equipes esportivas, e os processos, foram fabricadas por razões legais. Obrigado por ter adquirido um exemplar de O Fim do Jogo. Espero que você goste de Brody e Jordan, viaje tanto quanto eu ao escrevê-lo.


Para minha mãe, com amor. Você me ensinou o valor de ter sonhos, E como é importante para alcançá-los antes que seja tarde de mais. Eu sinto sua falta.


Eu ando para fora do campo de futebol em North Sydney Oval, tenho suor seco em cada polegada da minha pele de um treinamento pesado que prefiro esquecer. Eu sou a melhor jogadora que está maldita equipe tem, melhor do que todas elas juntas, e elas sabem disso. No entanto, não me querem aqui. Desconfiança brilha através de seus olhos para mim das minhas supostas companheiras de equipe quando elas e eu caminhamos em direção ao ônibus que nos espera. Sua hostilidade aberta deveria doer, mas eu não posso sentir isso. É uma sensação estranha, eu me sinto dormente. Como se eu tivesse sido injetada com anestésico. Eu me pergunto quanto tempo vai durar. Meu irmão está encostado na frente das arquibancadas, inclinandose contra o muro atrás dele. Parece o que ele sempre faz. Cachos cor de mel espreitam para fora de um gorro cinza, pele bronzeada, não importa a estação, e bochechas tingidas de rosa pelo ar fresco. Seus olhos azuis claro olham para mim, solenes e resignados, bonitos, mas sempre tão tristes. Ele está aqui para me ver treinar. Eu fui contratada para jogar com a equipe de futebol feminino australiana na próxima Copa do Mundo da FIFA. É uma grande honra, e que eu não tomei de ânimo leve, mas estou cansada. Minha mente está em outro lugar agora, o que significa que o meu foco é afetado.


Forçando um sorriso eu aceno e refaço o meu caminho em direção a ele. É uma noite fria e minhas chuteiras trituram ruidosamente na grama, o rico aroma da grama se elevando e provocando meus sentidos. Eu respiro fundo, sentindo-o dentro dos meus pulmões. Isso me dá pouca satisfação. Nenhuma sensação de realização. Hoje à noite não sinto nada. Ele acena de volta. Nicolas, ou Nicky como eu o chamo é a minha rede de segurança. Ser mais velho por três minutos deu-lhe um sentido de responsabilidade, e ele exerce-o como uma arma. Talvez eu seja egoísta, porque deixo que aconteça. Como não posso? Sendo que ele, meu irmão deixou até seu próprio futuro de lado para que eu possa ter a minha chance. Devo tudo a ele. —Você chama isso de futebol? — Ele grita quando chego mais perto. —Você chama do que? Ele balança a cabeça. —A porra do acidente de trem é mais brilhante que isso. Bufo agudamente, uma fumaça de ar frio se forma na minha frente. —Não pode ser doce ou qualquer coisa. Nicky enfia as mãos nos bolsos e encolhe os ombros. —O açúcar é para meninas e especiaria e todas as coisas boas. Eu sorrio, mas o som não é feliz. Eu não sou qualquer coisa para ele. Isso só me joga ainda mais para baixo porque Brody se foi e eu nunca vou rir de novo. Não como antes. —E eu sou o que? — Um dos caras? —Não, — ele diz simplesmente, sua voz firme. Alcançando seu lado, sento-me no banco com um suspiro profundo e exausto. Curvando-me, eu começo a desamarrar meus cadarços. —O que eu sou então? —Uma lutadora. Destemida. A porra da jogadora que ninguém segura no campo. Ninguém pode te pegar, — ele diz, e faço uma pausa para olhar para ele. Orgulho em seus olhos brilham forte, iluminando-o por dentro, mas quando eles começam a endurecer, meu estômago afunda como chumbo. —Algumas dessas meninas lá fora jogam com o coração, e umas jogam só porque elas são boas nisso, mas você ... Você sangra no jogo pelo jogo.


Ele olha para longe, fixando o seu olhar sobre o campo a frente de nós. —Você joga com um fogo tão brilhante que machuca meus olhos. Este jogo é uma parte de você. É uma parte de você que ninguém deve ser capaz de levar embora, e lá está você deixando que façam. —Nick... —Não. — Sua voz é nítida e cortante. Balançando a cabeça, eu volto para meus cadarços, incapaz de olhar para ele por mais um segundo. —Não deixe que elas levem isso. Um dos laços emaranha em meus dedos. Eu desisto e descanso os cotovelos sobre os joelhos, deixando minha cabeça cair. —Elas vão superar isso e amanhã vai ser apenas notícias de ontem. —Bobagem, Jordan. — Nicky sacode a seus pés. Diante de mim, ele se agacha, então não posso evitar olhar nos olhos dele. —Este tipo de porcaria não some depois de um banho quente. Ela gruda como lama. Eu forço uma risada. —Não seja tão dramático, Nicky. Um som estrangulado de raiva se levanta em sua garganta. Sei que ele está a apenas cinco segundos de perder seu controle, mas eu não posso ajudá-lo. Eu sei o que ele está me pedindo para fazer, e o próprio pensamento me deixa sem folego. Eu não vou fazer isso. —Eu ainda amo ele. —Você o amava, — ele me corrige. —E agora você tem que deixá-lo ir. Ele quer que você faça isso, querida. O que aconteceu em campo hoje à noite, suas companheiras evitando você, odiando você, você acha que ele queria isso para você? Não. Ele não. Aperto minha mandíbula em uma batalha desesperada para conter a dor. Se perder o controle agora eu desmorono de vez, a dor vai cair rasgando o meu cobertor de dormência. Meu corpo começa a tremer, e eu tenciono cada músculo para Nicky não ver. —Jordan? Ele diz meu nome, mas não o ouço. Meus olhos se fecham e o mundo cai longe de mim. Tudo o que vejo é Brody em seu lugar. Ele está envolvido em torno de mim, sua pele nua pressionada contra a minha, nossos corpos enrolados em lençóis. É sufocante, mas eu adoro isso. Eu estou quente e segura, e seus lábios beijando ao longo da minha testa são dolorosamente carinhosos. Ele fala para mim, mas minha respiração é profunda. Ele acha que estou dormindo.


—Não vá, — ele sussurra, e sua voz contém rachaduras com tanta dor que apertam o meu peito. —Você me fez querer você e precisar de você, e agora eu não posso viver sem você. Nem por um único segundo. Solto uma respiração profunda, a lembrança dói e torna a realidade fria e escura. Meu irmão está de pé agora, esfregando uma mão sobre o rosto como se ele não tivesse ideia do que fazer ou dizer. Levanto-me com um propósito. O que aconteceu é culpa minha. Eu sei que é. Brody precisou de mim e eu não estava lá. Eu nunca fui lá. E agora é tarde demais. —O que, Nicky? Seus olhos ficam frios. —Deixe-o ir. —Eu não posso. — Não há desapego. Nunca. Mesmo que ele se foi, o domínio de Brody sobre mim vai durar por toda uma vida. —Você tem que deixa-lo ir. Meu queixo se projeta para fora, teimoso ao núcleo. —Eu não tenho que fazer nada, exceto o que é certo para mim. —Maldição! — Nicky rosna sua frustração. Rasgando o gorro de sua cabeça, ele passa os dedos pelo cabelo. — O que você vai dizer a eles na conferência de imprensa de amanhã? —A verdade. Eu começo a caminhada em direção ao vestiário para recolher a minha bolsa. A maioria da equipe já está no ônibus. Eles estarão esperando por mim se eu não começar a me mexer. Nicky não me segue. —Que é o que exatamente? — Ele grita. Continuo, andando olho para trás. —Eu vou descobrir isso. Mas eu já sei. Eu apenas não estou preparada para discutir sobre isso com o meu irmão antes do tempo. Cabeça baixa, eu faço o meu caminho dentro do vestiário, balançando a garrafa de água na minha mão. Encontro meu armário, pego minha bolsa e guardo a garrafa dentro. Depois de tirar minha jaqueta da equipe, eu dou de ombros ao mesmo tempo, me segurando junto quando me sinto pronta para desmoronar. Troco as minhas chuteiras por um par de sapatilhas, pego o saco caminhando em direção ao ônibus, minha cabeça erguida. Meu irmão quer a verdade? A verdade é que eu acreditei uma vez ser a melhor jogadora, era tudo o que tinha. Isto até conhecer Brody. Mas nós dois estávamos errados.


D OIS A NOS A NTES ... As portas automáticas do Aeroporto Internacional de Austin se abrem e me jogam em uma brilhante ensolarada tarde. Encho meus pulmões, tendo minha primeira lufada de ar nos Estados Unidos. É grosso e quente, depois de passar dezessete horas presa dentro de um avião sugando oxigênio reciclado, o ar puro cheira delicioso. Ele também cheira a grandes expectativas. Todo o meu futuro está baseado em como será meu ano neste país. Em vez de desmoronar sob o peso da pressão, fico dizendo a mim mesma que eu tenho isso. Eu vou estar focada e determinada, e eu vou chutar o traseiro de quem tentar interferir. Os Mantras positivos funcionaram bem nos últimos seis meses, que foi o tempo que levou para o reitor da faculdade e minha agência de bolsa internacional obter a papelada pronta. Agora que estou realmente aqui de pé em solo americano, meus pulmões foram preenchidos. Eu não estou tão nervosa. Eu estou terrivelmente apavorada. Não tenho isso em tudo. Deixei para trás toda a minha vida na Austrália para completar meu último ano na faculdade em um país estrangeiro onde eu não conhecia ninguém. Minha próxima respiração de ar nos Estados Unidos começa a saborear um pouco menos como excitação, e um pouco mais como um ataque de ansiedade. Eu começo a me virar. Meu único plano: correr


através de hordas de exaltados viajantes e exigir um bilhete no próximo voo e voltar para casa. —Jordan Elliott! Uma alta garota Texas Girl grita meu nome e interrompe minha fuga. Eu me viro para trás, mantendo um controle apertado sobre as alças da minha bagagem olho ao redor a procura da dona do grito, que está acenando o braço longo me chamando a atenção. Ele pertence a uma mulher esbelta, atlética com cabelo escuro desgrenhado e olhos castanhos travessos. Ela está olhando diretamente para mim, um sorriso animado estampado no seu rosto. —Elliott!, — Ela grita de novo e começa a traçar o seu caminho em direção a mim. Ela está usando uma camiseta regata Colton Bulls, bonito shorts jeans e botas de cowboy que imitam couro de jacaré em seus pés. Um sorriso começa a se formar e reconhecimento limpa o pânico dos meus olhos. —Leah? Minha inspeção é interrompida quando ela me envolve em um abraço e pulando ao meu redor. Eu estou sendo espremida e empurrada, e quando sou liberada eventualmente, Leah espalha seus braços bem abertos dizendo: —Bem-vinda ao Texas! Leah é minha nova companheira de quarto no bloco de apartamentos dos atletas fora do campus. Ela também é uma jogadora de uma das melhores equipes de futebol feminino da faculdade. Depois de três meses de treinamento de pré-temporada, eu vou jogar como atacante para essa mesma equipe. Meus pulmões se enchem de ar novamente. Respire Elliott, eu me digo internamente. Aproveite o momento. O mundo está a sua espera, a glória em breve será sua, blá, blá, blá. —Isso é tudo que você tem? — O olhar de Leah cai nas duas malas pesadas que descansam atrás de mim com incredulidade. —Sim, é isso, — eu respondo. —Mas...— Ela olha para mim, com dúvida e franzindo a testa —... Você está aqui por quinze meses. Você sabe disso não é?


—Claro que sei! Uma mala de viagem por si só é cheia de equipamentos pra jogar futebol. O que mais eu poderia precisar? Leah agarra a alça da bolsa à minha direita.— Equipamentos de futebol. Você sabe, se eu tivesse que deixar o meu namorado e viajar meio mundo, uma mala só seria dedicada a sapatos e vibradores. Seguro a outra mala e caminho ao seu lado fazendo o nosso caminho para o estacionamento. Leah tem um sorriso malicioso no rosto. —Será que você embalou algum? — Embalei algum o que? —Vibrador! — Diz ela em quase um grito. A palavra chama a atenção de várias pessoas ao nosso redor e vergonha aquece meu rosto. —Não! Claro que não. Quero dizer, essas coisas aparecem em raios-X, certo? Com a minha sorte, a TSA pensaria que estou contrabandeando drogas dentro deles e iram retira-los da mala para inspeção mais detalhada. A risada de Leah é alta. —Não importa de qualquer maneira. Haverá abundância de caras para você escolher. Os rapazes no campus amam as atletas. —Eu não estou aqui para sexo. —Claro que você está. É a faculdade. Depois de a minha bagagem ser arrumada no porta malas, estamos no carro dirigindo diretamente para minha nova casa. Levamos apenas meia hora, mas com Leah falando sem parar toda a viagem não durou nem um minuto. Eu mal tenho tempo para apreciar a paisagem, mas é o suficiente para perceber que Austin, Texas, não é toda a sujeira marrom, fenos e esterco de vaca nas laterais da estrada, e cowboys empoeirados que montam cavalos para a cidade. Eu sabia que não seria. Wikipédia explica em grandes detalhes que Austin é uma bela e próspera cidade, com ar limpo e condomínios, mas eu ainda me sinto um pouco enganada. —Você vive aqui há muito tempo? — Pergunto. —Sim. Eu sou uma texana Austinite nascida e criada, — Leah responde enquanto ela acelera através de um sinal amarelo. — Você? —Nascida e criada em Sydney.


—E a sua família? — Ela pergunta. A menção família me faz perde o interesse na conversa, principalmente só o assunto é sobre mim. Eu tento forçar um sorriso para minha nova amiga.—Eu tenho um irmão gêmeo, Nicolas, ou Nicky como eu costumo chamá-lo. —Oh meu Deus, isso é tão legal. Vocês são tipo como, idênticos? Eu balanço minha cabeça.— Somos bi vitelinos, não muito parecidos. Infelizmente, ele é muito maior do que eu e o mais velho por três minutos, então ele gosta de mandar em mim. —E seus pais? — Ela pergunta. —Somos apenas nós dois. —Há um breve silêncio, onde me sinto pouco à vontade, desesperada para preencher antes que ela comece a fazer mais perguntas. —E você? Seus olhos brilham e ela começa a me contar sobre suas três irmãs mais velhas, todas as quais estão espalhadas por todo o país. —Vocês todas são unidas — eu digo. —Você sente falta delas? —Você está brincando? Nós brigamos como um bando de gatos selvagens. Meus pais estão apreciando seu ninho vazio. — Ela sorri para mim rapidamente antes de voltar sua atenção para a estrada. —Eu sinto falta de emprestar suas roupas, no entanto. Leah puxa para uma vaga de estacionamento na frente de um majestoso bloco de tijolos vermelhos de apartamentos. As janelas são aparadas com madeira branca e grades decorativas relacionadas. Os jardins ao redor são exuberantes e verdes, e bem conservados. —É aqui que nós ficamos? Ela balança a cabeça e sorri. —Este é o Colton Parque Universitário, Elliott. A casa para os melhores atletas estudantis em todo o Texas. —Uau—, eu digo enquanto assimilo tudo ao meu redor, achando difícil acreditar que estou finalmente aqui. —Eu não estava esperando que fosse tão bonita. Leah balança a cabeça enquanto sai do carro. —O que você estava esperando? O Velho Oeste? —Mais ou menos.


O edifício é de cinco andares e nosso apartamento é meio caminho para cima no terceiro. Nós fazemos o nosso caminho até a escada. Minhas malas fazem um baque alto quando nós as rolamos pelos degraus largos e azulejos. Após mover-nos pelo longo corredor, paramos em uma porta de madeira escura. Antecipação nervosa me preenche. Esta vai ser a minha casa, longe de casa por mais de um ano. Pode não parecer muito, mas neste exato momento ela se sente como um grande negócio. Leah me entrega uma chave. —Você faz as honras da casa, — diz ela, batendo meu ombro com o dela. —Você não vai me levantar no limiar? — Pergunto quando eu a pego. Com uma risada, ela arrebata a chave de volta, abre a porta, e faz uma garra para mim. —O que você está fazendo? — Eu guincho, saltando para trás com uma risadinha. Leah se agacha e bloqueia os braços em volta de mim, me pega sob meu traseiro e me levanta. Nós estamos gritando com o riso quando ela me transporta através da porta, mas quando ela tropeça com minha bolsa perto de seus pés, tomamos um tombo e caímos pelo chão como um truque de patinação artística que deu errado. —Oh meu Deus, — ela suspira e rola, gemendo alto. —Eu acho que você amassou minha bunda com o seu joelho. —É melhor do que o seu rosto, — eu respondo fracamente, levantando-me de quatro. —Isso foi... — Uma voz masculina lenta, profunda, divertida de algum lugar na sala, —A melhor coisa que eu já vi durante todo o dia. Eu levanto minha cabeça e olho para cima, tomando lentamente a visão de um Guerreiro Viking que está diante de mim. Jeans gastos fechamse em pernas musculosas e uma t-shirt Colton Bulls cobre um peito tão poderoso e amplo que merece seu próprio código postal. Mais acima, eu pego o cabelo castanho puxado para trás de seu rosto com uma barba sobre sua mandíbula desalinhada e olhos cor de azul escuro. Dos quais um pisca para mim. Eu fecho a minha boca. —Elliott, este é o meu namorado, Hayden. Amor cachos de mel, diga oi a minha nova companheira de quarto, Jordan Elliott.


Eu não posso imaginar esse cara sendo um cachos de mel ou qualquer coisa, mas o carinho não o faz, no mínimo. Ele espreita em minha direção, ondulação forte das coxas com cada passo, e estende a mão. Um pouco atordoada, eu luto para ficar nos meus pés. Seu aperto de mão é firme e quente, e eu gosto dele instantaneamente. —Bom dia, companheira, — diz ele com um sorriso animado. Comecei a rir. A tentativa de Hayden em fazer um sotaque australiano é horrenda. Seu sorriso se transforma em um beicinho. Deve ser ridículo em tal espécime colossal de homem, mas em Hayden é encantador. —Demais? — Ele pergunta. —Insuficiente? Eu tenho praticado por semanas. —Ele realmente tem, — Leah corrobora quando ela levanta-se do chão com um gemido. —Ele nunca conheceu um australiano antes, então eu estou avisando agora, ele vai inundar você com perguntas, fazer piadas sobre cães selvagens, e fazer referências lascivas sobre sua vagina ser a terra lá embaixo. —Parece perfeito, — eu respondo com um sorriso, soltando a mão de Hayden. Continue fazendo isso pelo o próximo ano ou assim, certo? Minha carga horária vai chutar a minha bunda, então eu poderia usar uma boa risada de vez em quando. —Eu gosto dela, — diz a Leah, sem tirar os olhos dos meus. —Ela pode ficar. —Sim? Bom, — ela responde, já rodando uma das minhas malas no interior do apartamento. —Por que eu já decidi que estou mantendo-a. Depois que eu levo a outra mala para dentro, Leah me dá a grande turnê, começando com a área de estar. Uma televisão de tela plana repousa sobre um pequeno armário na frente de um sofá de três lugares. Um Play Station apoia-se no chão entre ambos. Encontra-se em pausa no meio de um jogo da Major Legue Baseball. Isso me lembra de que Leah havia mencionado no carro durante o trajeto do aeroporto que seu namorado joga beisebol na faculdade.


—Legal, — eu digo, acenando com a mão em sua pontuação. —Você tem a versão catorze, certo? Tenho a doze em casa no meu PC e as falhas fazem a minha cabeça a bordo. Os olhos de Hayden se abrem largo e suas narinas tremem de excitação mal disfarçada. —Você joga? —Eu tenho um irmão. Claro que eu jogo. —Você quer jogar agora? Leah balança a cabeça para mim. —Você não fez nenhum favor a si mesma, Elliott. Meu homem não vai deixa-la em paz até que ele chute sua bunda naquele jogo de beisebol estúpido. —Você só chama-o de idiota porque você é um mau perdedor, querida, — diz ele. Um sorriso joga em seus lábios. —Eu vou te mostrar quem é o perdedor mais tarde esta noite. Na cama. Hayden enfia um dedo em sua direção enquanto ele afunda no sofá.— É melhor você colocar o seu dinheiro onde está a boca. —Que tal eu apenas dizer-lhe onde colocar a sua boca, e nós podemos ir a partir dai? O namorado de Leah geme quando ele pega o controlador e retorna para o seu jogo, resmungando algo baixinho que soa muito como, —Eu vou te comer viva. —Há quanto tempo vocês dois estão juntos? — Eu pergunto quando ela me leva para a cozinha que fica fora à esquerda do living. —Três anos. —Eu não acredito em você. — Eu ventilo-me com a minha mão contra o calor que faíscas entre os dois. —Acredite. —Seu loucamente apaixonado.

sorriso

é

presunçoso.—Ele

é

um

homem

O bufo de Hayden da sala de estar é alto, indicando que ele nos ouviu falando. Ignorando-o, Leah abre e fecha alguns armários, mostrando-me onde tudo é mantido antes de me levar para a extremidade oposta do


apartamento. Há três quartos: dois quartos com um banheiro situado no meio. Meu quarto tem uma cama de casal empurrada contra a parede oposta e uma boa janela larga. Embaixo dela repousa uma mesa de estudo e cadeira, e ao lado uma única cômoda com cinco gavetas é encaixada ordenadamente ao lado de um guarda-roupa embutido. O mobiliário é básico, mas é limpo e não fede como meias de ginástica suadas, que é sempre uma enorme vantagem quando você está dividindo o quarto com os atletas. A cama já está feita com lençóis. —Você pode mudá-los se você trouxe o seu próprio,— Leah diz, —mas eu percebi que o jet lag iria fazer de você uma cadela e você iria querer dormir por um par de dias antes de se decidir corretamente. Eu a encaro, pressionando meus lábios para segurar um poço repentino de emoção. Eu sou uma estranha aqui, no último ano sem fortes laços e amizades profundas há muito formadas. Eu estava preparada para que fosse levar meses para me sentir bem vinda e aceita como membro da equipe, mas Leah e Hayden conseguiram fazer exatamente isso em uma tarde. —Obrigada, — eu boto pra fora, meus olhos queimando. —Não chore sobre os lençóis, Elliott. — Ela me puxa para um abraço, uma mão esfregando minhas costas suavemente —Por que você não vai tomar um chuveiro? Depois, pode jantar e ter algo para beber. Eu faço exatamente isso, lavar o fedor do avião do meu cabelo e poros. Sem me preocupar em desempacotar ainda, eu puxo um top e calça de moletom da minha mala para vestir. Quando eu saio quietamente fora do meu quarto, Leah está sobre o Play Station, e Hayden tem a cabeça enterrada no interior da geladeira. Ele segura uma garrafa escura de algo frio sobre seu ombro quando eu faço o meu caminho para a cozinha. —Isso não é algum tipo de cerveja americana fraca é? — Eu pergunto enquanto aceito a cerveja. —Você não bebe cerveja fraca? — Depois de puxar fora mais duas garrafas, ele vem para arrebatar a minha de volta. — Ok sobra mais pra mim.


Saio fora do alcance. —Você está brincando? Eu sou australiana. Nós não bebemos nada com álcool nele. —Eu brinco, mas na verdade eu raramente bebo, mas esta noite é a minha primeira noite em um novo país. Se alguma vez houve um momento para eu beber álcool, é agora. Antes de tomar um gole, eu bato minha garrafa de vidro com a de Hayden. —Saúde. Ele ecoa o sentimento, e depois de trazer a garrafa aos lábios, eu quase cuspo a cerveja em todos os lugares, quando ele me pergunta se eu tenho um namorado em casa. —Eu conheço um monte caras que estão indo querer conhecê-la, — acrescenta. De jeito nenhum. Receber esta bolsa esportiva internacional é o equivalente a ganhar na loteria. Eu bati para fora milhares de estudantes estrangeiros por essa chance. Vai ser o ano mais influente da minha vida, e simplesmente não posso arriscar isso por nada, nem ninguém. —Obrigada, mas não, obrigada, — é tudo o que eu digo.

Com a cabeça baixa, eu preciso mergulhar nos próximos três meses de treinamento antes da pré-temporada. Trata-se de me familiarizar com os meus novos companheiros de equipe, treinador, assistentes técnicos, gerente da equipe, nutricionista, terapeutas ou mesmo o médico da equipe, e todos os outros a bordo que torna a nossa Colton Bulls time de futebol ótimo e impede nossa equipe de ser batida nos jogos. É um turbilhão de atividades: musculação, execuções assistidas, broncas sem fim, testes de aptidão, testes de drogas, e tudo mais. Eu caio na cama esgotada a cada noite, sem tempo para chafurdar na minha saudade, ou caminhar ao redor do campo jogando de turista. Eu nem sequer tive tempo para decorar minhas paredes com minhas fotos motivacionais e nem meu cartaz assinado por ninguém menos do que Lionel —Leo— Messi, atacante do Barcelona Futebol Clube. Eu poderia me sentar aqui o dia todo listando suas realizações, mas para colocá-lo simplesmente, o homem é um Deus do futebol. Eu também


tenho um pôster autografado de Cristiano Ronaldo esperando para ser pendurado na parede do meu quarto, mas o seu é para fins mais nefastos. O jogador Português não é apenas mais quente do que o próprio inferno, ele é, naturalmente meu futuro marido. O estádio que treinamos e vamos jogar, é maior do o que eu estou acostumada e acomoda um máximo de trinta mil pessoas. Parece impressionante, mas fica ao lado do estádio de futebol americano universitário, com capacidade para mais de cem mil, por isso nossa arena é apelidada de David, e nossa contraparte maior, Golias. Eu não conheço nenhum dos jogadores de futebol, apesar de compartilhar o mesmo estacionamento. Ouvindo-os treinar então eu sei que eles estão lá. Seus grunhidos são altos e gritos ecoa ndo atravessam rugindo nosso campo. Soa mais como uma guerra épica ao invés de uma tarde comum de treinamento de futebol. Leah me diz que eles são todos grandes e peludos, com egos que correspondem ao tamanho de seu estádio, por isso eu me comprometo a evitá-los sempre que possível. Duas semanas antes de nosso último ano de faculdade começa r, a nossa equipe tem a sua primeira exposição ao publico. Eu diria que é um sell-out 1 porque as arquibancadas estão cheias, mas a entrada para o jogo é gratuita. Meus nervos estão disparados, sabendo que vai ser transmitido ao vivo na rede Colton Bulls. Através de algum milagre eu consegui manter minha cabeça erguida, e é uma vitória fácil. Isso tenta nos passar confiança e antes que eu perceba, estou de volta em um avião, voando para o Havaí para o Outrigger Resorts Shootout. Jogamos duas partidas contra o estado do Arizona e Havaí e iriamos embora com uma vitória e um empate. Nós vamos descer no Texas na segunda-feira à noite e começar as aulas no dia seguinte. Eu tenho a minha agenda pregada a um quadro de cortiça na parede do meu quarto junto com os horários de aula e o mapa do campus.

Sell-out, Selling out ou tornar-se comercial é uma gíria comum na língua inglesa. Tem tanto significado no mundo artístico como em Finanças. Em Português no mundo artístico, especialmente no meio musical, refere-se ao fato de alguém comprometer sua integridade em troca de dinheiro ou outro ganho pessoal. Geralmente, associa-se esse rótulo a tentativas de conseguir apelo popular ou aceitação na sociedade homogeneizada. 1


Quando Leah bate na minha porta para tirar minha bunda da cama na terça-feira de manhã, eu rolo com um gemido cansado e músculos doloridos. —Diga que não é sempre assim — eu lamento o som abafado, porque o meu rosto está amassado no travesseiro. Sua presença é apenas uma alucinação da falta de sono, eu digo a mim mesma. —Levante-se já —Leah chama, sumindo com minhas esperanças. Eu arrasto meu corpo exausto em direção à borda da cama, me perguntando se minhas pernas vão me segurar se eu tentar ficar em pé. Provavelmente não. Elas vão desmoronar e vou cair e bater a cabeça, e assim quem sabe eu não ganho uma hora extra na cama. Meu cérebro pulverizado de sono decide que soa maravilhoso, então planto meus pés no chão e me levanto cautelosamente. Quando permaneço de pé, eu simplesmente encaro Leah através dos meus olhos vermelhos e inchados de sono. —Eu te odeio. Leah é uma pessoa da manhã, então ela simplesmente me sopra um beijo e canta: —Hi ho, ho hi, estamos indo para o ginásio, vamos. Quando ela deixa meu quarto, eu concordo com as vozes em minha cabeça que me dizem para jogar meu abajur na cabeça dela e deixá-la ir. Após o treinamento de peso e cinco milhas na esteira, Leah e eu tomamos banho, bebemos um shake de proteína para o café da manhã e saímos em direção ao campus. É a maior faculdade do estado, e revendo-o em meu mapa é completamente diferente do que vê -la em pessoa. Nosso apartamento é bem perto dos campos de futebol, mas o campus é em outra direção. Eu não tive tempo para me familiarizar com os edifícios. Separando-me de Leah, faço o meu caminho para onde espero que a minha primeira palestra seja realizada. Dez minutos mais tarde, estou irremediavelmente perdida. Eu tenho que perguntar a três pessoas a direção que tenho que ir. Quando finalmente chego ao meu destino, estou mais que atrasada. Isso define o tom para toda a


minha semana. Estou atrasada para cada aula, e o pior de tudo é a minha aula de Direito Empresarial e Ética, na manhã de quinta -feira. Eu não sei como isso aconteceu, mas li o meu horário errado, então quando eu chego a dois terços do caminho, os livros empilhados em um braço, meu shake de proteína no outro, estou sem fôlego. Quando corro pela porta, o Professor Patrick Draper faz uma pausa no meio da frase e se vira em minha direção. Ele está em seus quarenta e poucos anos, mas ele é ridiculamente bonito e vestindo um terno que parece tão caro como um carro novo. Ele faz um movimento exagerado de verificar o seu relógio antes que olhe para mim de novo, as sobrancelhas erguidas. Cada aluno na sala segue a sua linha de visão como se a minha interrupção fosse a parte mais interessante de toda a manhã. —Desculpe o atraso, — eu digo. Eu começo a procurar um espaço em alguma mesa livre. Por favor, Deus, me aponte para uma agora, eu oro em silêncio. —Atraso? — Diz o professor, seu tom agravável e afiado, e percebo que ele não vai deixar isso ir tão facilmente como eu esperava.— Atraso é de dez minutos. Você praticamente perdeu toda a minha aula. Várias risadas pontilham a sala, e eu quero fechar meus olhos e afundar bem abaixo das camadas da crosta da terra. Antes que possa formar uma desculpa, ele diz: —Eu espero que isso não se repita durante o restante do semestre. Eu quero responder, mas estou com medo observações irreverentes não vão me salvar agora.

do

humor

e

—Não senhor, não vai mais acontecer. —Bom. — Ele empurra o queixo para um assento vazio perto do fundo da sala. —Sente-se para que possa continuar o que você tão rudemente interrompeu. —Ouch, — ouço um murmúrio dos outros estudante enquanto faço o meu caminho em direção à mesa vaga. Eu não olho no meu


caminho. Eu nรฃo posso. Meu rosto estรก pegando fogo e sรณ preciso chegar ao meu lugar para que possa morrer em paz.


A primeira hora e meia da palestra em que eu estou é quase tão divertida como ser retirado várias vezes do campo de futebol. Passo a maior parte dela querendo saber como estou indo através do curso sem falhar. Meu professor, que também acontece de ser o irmão de minha mãe, pode muito bem estar falando espanhol. Meus livros estão espalhados em frente a mim e uma caneta repousa tranquilamente na minha mão, mas minhas notas são inexistentes porque nenhuma das suas palavras fica em minha mente. Patrick faz uma pausa para tomar fôlego, e eu quero levar o punho ao ar pelo pequeno alívio, mesmo que seja porque alguém cometeu o erro hediondo de aparecer restando apenas meia hora para o fim da aula. Se fosse comigo, eu não teria me incomodado em aparecer. Melhor fingir uma doença debilitante súbita do que enfrentar o olhar do meu tio. Chegando cinco minutos atrasado para a aula com meu primo e companheiro de quarto Jaxon, custam mais do que um olhar. Éramos condenados a vê-lo depois da aula. Isso me rendeu um sorriso do assistente do professor, Kyle Davis. Ele teve que conter a vontade de passar por cima e socar a cara de superioridade de seu rosto. Em vez disso, dei-lhe um sorriso sem dentes e mostrei-lhe o dedo enquanto andava em direção ao meu lugar, fixando em uma sessão de entorpecimento mental sobre a necessidade de ética no mundo da lei societária.


Davis tem uma birra comigo. Ele estava tentando a posição de receptor na escola e não conseguiu fazer parte da equipe. Eu fiz. Agora, ele nunca perde uma oportunidade de esfregar minhas notas de merda na minha cara. Ainda mais sendo assistente de Patrick neste semestre dá a ele a oportunidade perfeita para fazê -lo. Desistindo de toda a pretensão de tomar notas, eu levanto a cabeça. Meu olhar bate na aluna repreendida, não pego sua resposta, o ar deixam meus pulmões em uma corrida alta. Ela está fazendo seu caminho em direção ao último lugar disponível ao meu lado. Seu passo é rápido suas pernas longas delgadas e tonificadas. Elas tecem em torno da mesa arrastando no chão sua mochila com uma fluidez que é hipnotizante. Meus olhos sobem ainda mais, observando o rolar de seus quadris de uma forma que me faz querer segurar e levá-la para um passeio. Meu olhar alcança seu rosto. É um tom de tomate, brilhante corado e vermelho. Ela não pega o meu olhar flagrante. Seus olhos estão focados em seu destino como quando se está à deriva em uma tempestade selvagem e a mesa vazia ao meu lado é o seu bote salva vidas. Ela despenca no banco à minha direita e o aroma atraente de baunilha me bate forte. É doce e tentador, e lembra-me de comer sorvete em uma noite quente de verão. Inclinando-se, ela puxa os livros de sua bolsa. Ondas de cabelos da cor de mel longo desgrenhado caem em seu rosto, ela se endireita, colocando-os atrás das orelhas com um huff irritado. O som me traz de volta para a terra. O que na porra é isso? Baunilha? Mel? Eu escrevo estou com fome. Satisfazer um corpo do meu tamanho é um esforço constante. Eu estou sempre comendo, e quando eu não estou comendo, eu estou treinando. Entre isso, eu deveria estar estudando, porque estou no caminho rápido para não meu último ano de faculdade. Não é uma surpresa. Eu raspei pelos últimos três anos, professores arredondando para cima minhas notas por mais do que uma única marca para me ver passar o seu curso. É de se esperar. Estou começando a jogar como receptor para o Bulls Colton. Eu também preciso melhorar minhas notas. Antes que isso me suspenda do jogo, para as classes inferiores seria uma medida extremamente impopular.


Há longo prazo, isso não vai me fazer nenhum favor e eu deveria me importar, mas não me importo. O jogo é mais importante para mim do que a próxima respiração. O que for preciso para jogar, vou fazê -lo. Tem sido assim desde que peguei a posição de quarterback 2 na liga estudantil e corri quinze jardas para o meu primeiro touchdown 3. A alegria, os tapinhas nas costas, e a aceitação se abateram sobre mim como um tsunami. E preencheu um vazio que eu não entendia que estava faltando, algo na minha vida arrebatou-me de uma forma, me levando para um passeio que nunca me esqueci. Então eu continuei nisso. No treinamento eu trabalhei mais duro, correndo até que pensei que meus pulmões explodiriam e minhas pernas entrariam em colapso. Eu melhorei, e com a melhora veio mais: mais tempo no campo, mais touchdowns, e mais jogos. As palmadas nas costas ficaram mais difíceis, a aceitação alastrou-se mais, e meu amor pelo jogo ficou mais quente e mais brilhante. Agora eu estou enfrentando o ano mais importante da minha vida, a própria beira de uma carreira na NFL. Eu estou no radar de vários grandes patrocinadores, os agentes estão tomando conhecimento, e os profissionais estão chamando. Futebol da faculdade não é apenas algo que faço entre as aulas para me divertir. É um trabalho em tempo integral e este ano tenho um conjunto de professores que não são como os do meu passado. Não haverá favores e nenhuma nota arredondada. A rede de segurança foi puxada para fora de mim, e estou preocupado. Se eu lhes digo que tenho dislexia isso vai ajudar a suavizar o meu caminho, mas a vergonha é muito profunda e tremo só de pensar. Todos esses anos consegui fazer, pensando ser melhor para os meus professores me dar subsídios com base na minha capacidade de futebol em vez de trazer a verdadeira questão à luz.

Quarterback (QB) é uma posição do futebol americano. Jogadores de tal posição são membros da equipe ofensiva do time (do qual são líderes) e alinham-se solo atrás da linha central, no meio da linha ofensiva. 3 Touchdown (TD) é uma pontuação do futebol americano e do futebol canadense. Ela vale 6 pontos e é conseguido com o jogador cruzando a linha de gol (entrando na end zone) sem ser obstruído. Logo depois de marcá-lo, o time ganha a oportunidade de converter um chute de ponto extra, valendo mais um ponto, ou então tenta uma conversão de dois pontos cruzando a linha de gol novamente, com um passe ou uma corrida. 2


Meu pai é um político de alto padrão, minha mãe uma mulher da sociedade, e ambos se recusam a reconhecer que nasci nada menos do que perfeito. Toda a minha vida eles relacionam minhas notas baixas a preguiça simples. Se eu apenas me preocupasse em me aplicar nos estudos ao invés de perder tempo no campo, eu seria um sucesso intelectual, pronto a seguir as trilhas da política como o meu pai quer. Em vez disso, sou um inconveniente indesejado. Tudo o que tenho é o futebol, um jogo que não entendem ou apoiam. Isto só quer dizer que o meu sucesso no esporte permanece não reconhecido em nossa casa. Eu mal tinha sete anos de idade, estávamos sentados à mesa, terminando o jantar, quando meu pai reconheceu pela primeira vez minha dificuldade de aprendizagem. —Seus professores parecem pensar que você precisa de algum tipo de tutela adicional. Eu não sabia na época porque lutava para ler e escrever. Outras crianças fizeram parecer fácil, então quando encontrei seu olhar, o peso de sua decepção me empurrou ainda mais para baixo na minha cadeira, e meus sentimentos de confusão e vergonha intensificou além da dor. A nossa governanta, ela um café aos meus pais Agradeci-lhe calmamente estômago antes que tivesse

Hattie, entrou nesse ponto, trazendo com após o jantar e um copo de leite para mim. e olhei para ele, sentindo um oco no tomado um único gole.

—É isso que você pensa filho? — Meu pai pergunta, não reconhecendo Hattie ou o café que ela colocou diante dele. —Que você deve receber tratamento especial, porque você não pode ser incomodado para ler ou escrever corretamente? Não havia nenhum ponto em dizer-lhe que não era preguiçoso. Meu pai era teimoso e um ego maníaco antes mesmo de minhas falhas virem à luz, então eu mordia a língua, preferindo tirar sangue, em vez de mostrar qualquer emoção em seu discurso implacável. —Não, senhor, — respondi calmamente. Ele deu um suspiro pesado, nem mesmo feliz quando concordei com ele.


—Eu diria para você se esforçar mais, mas não acho que você saiba como. Deus sabe que quero lavar minhas mãos de toda essa confusão, mas, em seguida, imaginar como pareceria se você acabasse no transporte de lixo para viver. Você é muito estúpido para fazer qualquer outra coisa, então é melhor jogar futebol. Apesar de suas palavras de merda, eu não posso negar o anel da verdade de suas palavras. Então, estou fazendo carreira no futebol. Como se pudesse ouvir meus pensamentos, a menina ao meu lado deixa escapar um suspiro profundo. Eu inclino minha cabeça e estudo seu perfil. Há algo saudável e atraente sobre ela que faz com que seja difícil desviar o olhar. Sua pele tem um brilho bronzeado e suas bochechas são uma máscara profunda de rosa, faze ndo dela a propaganda perfeita para uma vida mais saudável. Pausando seus rabiscos loucos, ela levanta a cabeça para o quadro branco, e vejo seus olhos. A cor é um azul claro, ártico em desacordo com o calor que sua pele irradia. Se ela sente o meu olhar, não o reconhece. Ela gasta sua próxima meia hora tomando notas que havia perdido mais cedo. Quando a aula termina, ela desaparece no rebanho de estudantes e para fora da porta. Com a sala vazia, eu agarro minha mochila e faço o meu caminho para o meu tio. Todas as minhas aulas são definidas no período da manhã, então eu não tenho que sair apressado em estar noutro lugar como todos os outros. Ao meio-dia costumo almoçar na sala de jantar, seguido de uma hora de assistir filmes com a equipe. Por volta das duas da tarde, vou ao campo até a seis. O treinador chuta-nos para fora, depois disso fazendo cumprir as regras da N.C.A.A. que dizem que não podemos treinar oficialmente mais de vinte horas por semana. Fazemos o que nós escolhemos para fazer, acertar alguns sacos extras, levantar pesos, correr mais algumas voltas, é por nossa conta. Ao alcançar, Patrick me olha no olho e vai direto ao ponto. —Você vai reprovar o último ano, Brody.


Ter o meu próprio medo verbalizado faz com que o sangue corra em meus ouvidos. Meu primeiro instinto é negar, negar, negar. —Eu não estou indo... — Ele me interrompe, belisca sua testa. —Você está. Eu o estava vendo hoje. Você pode ter seguido o que eu estava dizendo, mas não tomou notas e não fez sua leitura proposta. Eu sei por que quando fui sobre o caso de atribuições seus olhos estavam vidrados. —Eu... —Não me venha com desculpas. Isto já foi longe demais. Deus sabe que esperei por seu pai para intervir e fazer alguma coisa, mas acho que isso nunca vai acontecer —Meu tio cruza os braços.— Eu estou propondo-lhe um tutor. Alguém qualificado para ajudá-lo. Suas palavras afundam, e vergonha sobe para a superfície.— Você não pode, — eu assobio furiosamente, mantendo minha voz baixa em consideração dos estudantes que passam à porta aberta.— Eu não preciso de ajuda. Eu tenho feito até aqui por minha conta. Eu posso fazer isso por mim mesmo. —Eu não estou te dando uma escolha, — meu tio responde friamente. Desdobrando seus braços, ele abre sua maleta e começa a correr papéis dentro. —Se você não optar por uma tutela extra que eu mandar para você, estou falando com o seu treinador. Minhas mãos ficam em punhos ao meu lado, furioso que ele pode tão facilmente acabar com a minha temporada de jogo.— Você não faria...isso — eu digo da boca pra fora, sabendo muito bem que ele faria. —Eu posso e vou. — Ele faz uma pausa por um momento para travar os olhos com os meus, deixando-me ver a determinação dura em seu rosto. Depois de um momento seus olhos suavizam uma fração. —Eu não quero ver você falhar, Brody. Depois de agarrar a maleta fechada, ele se prepara para sair e o pânico sobe em minha garganta. Quando ele começa a ir pela porta afora, eu sei que estou ferrado, mas faço uma última tentativa de sair dessa.


—Eu não vou falhar, — eu grito atrás dele. — Mas é possível que pudesse se você me forçar a fazer isso. Eu não tenho tempo para ir perambulando pela cidade a cada semana para ter um tutor fantasia ensinando-me algo que sei que nunca vou aprender! Meu tio se vira para mim, arqueando a detesta. —Achei que você ia dizer isso, se eu te fizesse estudar com um tutor, e para acompanhar as demandas locais de futebol, Brody. Eu já tenho um tutor em mente. Isso significa que você pode estudar no campus depois do treino. Ele está fora da porta antes que possa argumentar mais. É provavelmente o melhor. Eu já estou agarrando em palhas. Não há nada mais que possa dizer que vá convencê-lo a voltar atrás. Meu processo de pensamento dá uma guinada para o pior. E se ele me por na tutela com Kyle Davis? Que Deus me ajude, se ele o fizer vou ser forçado a atirar em alguma coisa. Preferencialmente em Davis. No lixo. Idiotas como esse não deveria ser permitido procriar. Jaxon se materializa quando saio da sala.— O que foi aquilo? —Nada. —murmuro. Um rápido olhar para o relógio mostra que tenho uma meia hora para comer algo antes do treino. Vamos à direção da lanchonete. Olhos nos seguem conforme nos aproximamos. Algumas meninas riem e tropeçam em meu caminho, e caras tentam uma conversa sobre o próximo jogo neste fim de semana. Geralmente não me incomoda. Estou acostumado com a falta de anonimato agora, então eu não notava, mas hoje faço, estou muito cru agora para lidar com isso. Eu deslizo sobre um par de óculos e puxo o meu boné de beisebol para baixo. É uma tentativa meia-boca para manter as pessoas na baía, mas é melhor que nada. Nós estamos do outro lado quando ouço alguém nos chamando , é o capitão Ryan Carter e está girando a bola de futebol em suas mãos parecendo uma extensão do seu braço enquanto ele faz o seu caminho em direção a nós.


—Pegue Madden, — ele grita com um sorriso e joga uma espiral perfeita pra mim. Estico-me e pego a bola em meus braços com facilidade. O quarterback estrela grita o mais alto e corre ao longo. Uma pequena comitiva segue atrás dele, lutando para acompanhar sua passada de pernas longas. Alcançando nós dois, Carter aponta para minha testa. —Cara, o que diabos é isso? —O que é o quê? — Dou-lhe um olhar vazio e ele engancha o polegar no ponto entre as sobrancelhas. —É um sulco foda, cara — ele responde quando eu retiro sua mão de mim. —Isso significa que você precisa transar. Não pode ser deixado para a abertura da temporada.— Minha mente vai imediatamente para a loira da sala de aula e minha pele se arrepia e esquenta. Aquelas pernas enroladas em torno de mim me deixa com tesão. Caminho para aliviar essa pressão abrasiva ponderando meus ombros, mas ela tinha me distraído toda a última meia hora. Isso é exatamente o que preciso evitar, a distração este ano.


Sábado à tarde o cansaço rola ao redor do corpo de tanto correr em torno do campus durante toda a semana como uma galinha sem cabeça. Leah irá sair com Hayden a noite, por isso, a minha intenção é de engatinhar meu caminho para o sofá, me espalhar como uma estrela do mar, e assistir Thor usar seu grande martelo na televisão. Acabei de estourar um pacote de pipoca amanteigada no microondas quando Leah me envia uma mensagem. Leah: Hayden tem bilhetes de futebol. Venha nos pegar em seu carro novo! Jordan: Não posso. Meus pés caíram e não consigo encontrá-los. Leah: RINDO MUITO! Olha debaixo da cama. E seja rápida ou vamos perder o ponta pé inicial. Eu suspiro melancólica, pensando em Chris Hemsworth esperando por mim com sua voz profunda e sexy que me faz lemb rar de casa. Logo, eu prometo em silêncio e caminho para o meu quarto para encontrar algo para vestir. Optando pelo conforto, eu puxo uma blusa laranja sem mangas com Colton Bulls impresso na frente. Depois de combiná-la com um par de shorts jeans branco curto mostrando minhas pernas, deixo meu cabelo despenteado solto. Com alguma


sorte, as pessoas vão pensar algo legal do estilo bagunçado que é exatamente o que estou buscando. Embolsando minhas chaves e celular, eu tranco a porta e caminho para o meu carro com um sorriso animado. A partir desta manhã eu tenho um carro. Concordo, ele é uma merda, mas que importa? Eu tenho uma certa independência relativa, e a chance de explorar o Wild West como eu estive desesperada para fazer desde o momento em que cheguei. Quando vi o anuncio do Nissan que comprei esta mesma manhã em um local, em um complexo de apartamentos a uma curta distância da nossa, dei um suspiro de alívio feliz. O carro fez a curta viagem pra casa e em uma oração, e algumas tiras estrategicamente c olocadas de fita adesiva. Eu sempre mantenho alguma a mão porque a fita é uma auto correção, para tudo e rápida na maioria dos problemas da vida: entorses de tornozelo, apertos nas caneleiras, em reparação de emergências, e cintas caras para cadeiras se ficarem muito bambas. Não que já tenha feito o último, mas pelo menos eu tenho a opção se necessário. Desafivelando meu cinto de segurança, saio para a tarde úmida e estico cada musculo duro. Cada músculo no meu corpo treme com prazer, e lamento um pouco. Não é um orgasmo, mas é quase isso. Eu ouço um assobio longo, e meus olhos se abrem. Em frente de mim há um grande SUV preto. O tom parece escuro o suficiente para ser ilegal, mas uma das janelas traseiras é baixada, revelando um carro cheio de caras. A porta se abre e um deles sai. Seus cachos loiros indisciplinados estão grudados em sua testa devido ao suor, um par de Ray-ban preto cobrindo os seus olhos. —Yo, Damien! — Ele grita para o motorista quando ele anda para o bloco de apartamentos. Uma t-shirt branca confortável com mangas vermelhas sobre seus ombros largos e atléticos quando ele se move. —Você quer alguma coisa? A janela da frente vem para baixo sobre o SUV, revelando o motorista. Ele está usando um boné de beisebol puxado para baixo. Ele esconde mais de seu rosto, mas o cabelo escuro espreita para fora por debaixo conforme ele se inclina para fora da janela.


Pego um vislumbre de pele bronzeada e o branco dos dentes enquanto ele grita de volta para o amigo: —Sim, pegue alguns preservativos! Eu sou tudo para fora! Como se sentindo o meu olhar, ele vira a cabeça em minha direção. Ugh, merda! O cara no banco do passageiro ao lado dele olha em meu caminho também. Felizmente o meu telefone toca uma mensagem de texto. Alcanço através da janela do passageiro para agarrá-lo fora do assento escondendo meu rosto vermelho. Leah: Apresse-se! Mando uma resposta rápida para Leah e clico em enviar. Jordan: Onde vocês estão! Eu já estou aqui. Eu lanço meu telefone de volta no assento, assim quando uma pequena caixa vem voando para fora de uma terceira janela ao chão e aterrissa direito aos meus pés. Protegendo os olhos, olho para cima e vejo o cara do SUV acenando para mim. —Desculpe! — Ele grita. —Meu objetivo era o meu amigo! Meus olhos caem de volta para a caixa. É um pacote de preservativos Durex aromatizados. Eu me abaixo e a pego. A parte dianteira contém uma banana, maçã, laranja em fatias, e um morango, com um slogan que lê sabores frutados para diversão extra. Eu dou um bufo audível porque nada explicita momentos sensuais melhor do que salada de frutas. Eu olho para cima novamente quando o cara vem correndo para fora do bloco de apartamentos, os óculos empoleirados na cabeça. Ele corre mais, sua pele bronzeada coberta com um leve brilho de suor do calor. Eu estendo a caixa. —Uau. Divertido e frutado. Parece saudável. Ele me dá um rápido sorriso uma vez mais, antes de por um arrogante sorriso em seu rosto, mostrando covinhas profundas. Ele pega a caixa da minha mão. —Parece que você está interessada em esportes e nutrição. Talvez queira provar minha banana? Será que ele realmente disse isso?


—Amei a oferta. Infelizmente eu tenho que lavar meu cabelo. —Brilhante — diz um dos caras na parte de trás do SUV e faz um ruído sibilante. O som de risadas corre ao longo do carro. Seus olhos castanhos dobram de tamanhos, e ele inclina a cabeça curiosamente. —Você é australiana? —Eu sou, — eu respondo surpresa com ele pegando o sotaque.— Sou de Sydney. Estou aqui através de uma bolsa esportiva. Ele se se inclina contra o meu carro de merda e cruza os braços. Ele cruza os braços mostrando os músculos, e me pergunto se é para meu benefício. —O que você joga? Eu dou de ombros, testando o humor dele enquanto eu espero os meus amigos. —Futebol. —Um atleta quente que adora brincar com bolas? Me aceite! — Ele aperta a mão ao seu coração, e eu não posso me ajudar, mas sim rir do gesto dramático e meio quente. —Sou Jaxon Draper — acrescenta ele, estendendo a mão. —Mas meus amigos me chamam de Jax. Sua palma é áspera e quente, e eu gosto da sensação, mas solto sua mão rapidamente. —Jordan Elliott. —Uau, Jaxon e Jordan, — ele diz. —Ficaremos bem juntos. —Sério? — Minhas sobrancelhas sobem em dúvida. —Eu acho que soa mais como uma dupla de cantores da década de sessenta. Ele ri e desliza um pouco mais perto, olhando para mim por baixo dos seus cílios espessos. —Mas eu não sei cantar, assim nós podemos pular a parte sobre cantar e vamos direto para o duo? —Ou podemos simplesmente ignorar a parte duo e ir direto para pausa? Os olhos castanhos de Jaxon se acendem.— Pausa no sexo!


Dou um passo muito necessário para trás. —Eu não vou ganhar de você, vou? —Não se eu puder evitar, — ele responde e olha dentro do meu carro.— O que é todas essas coisas? — Ele pergunta, olhando para o minha mochila de roupa. Ela encontra-se ao lado de uma mochila cheia de equipamentos de futebol: chuteiras, caneleiras, uniformes suados. Eu estremeço com a bagunça. Devia ter retirado todo o material para fora do carro, mas estava com preguiça de subir e voltar as escadas antes de dirigir aqui. —Você não está se mudando está? O que aconteceu? Brigou com o namorado? Por que se for o caso a perda dele é meu ganho. Eu tenho um apartamento aqui, — diz ele com um aceno para o edifício em frente de nós. —Eu o compartilho com dois idiotas, mas posso expulsá-los. O carona do SUV e o motorista gritam: —Apresse-se, Jax! Jaxon acena para seus amigos, sem tirar os olhos dos meus. — Cale a boca, Damien! — Ele grita de volta, não parecendo incomodado por ele. —Você não vê...Que estou ocupado aqui— Bando de perdedores, — vem outra voz, fazendo-me perguntar quantos caras estão espremidos lá dentro. Eu arrisco outro olhar para o carro, encontrando-os todos nos observando com interesse. —Você deveria ir, — desconfortavelmente sob seus olhares.

digo-lhe,

me

deslocando

—Eu deveria. — Ele se empurra fora do meu carro.— Quando é o seu próximo jogo? Vou assistir. —Você já perdeu. Nós jogamos na noite passada. —Droga. Da próxima vez, então? —Nós sempre podemos fazer mais barulho nos jogos se mais assentos estiverem ocupados sendo assim acho que temos um acordo — digo tomando o cuidado de mantê-lo casual. —Então vocês chutaram a bunda do outro time na noite passada? O que estou dizendo? — Diz ele antes que eu possa responder.— Claro que você fez. Olhe para essas longas pernas e bíceps pequenos e bonitos. —Jaxon começa a andar para trás, os olhos itinerantes sobre mim com admiração. Calor inunda minhas


bochechas do flerte agressivo. —Eu aposto que você poderia me bater no campo. —Eu faço — asseguro-lhe, as chaves do carro tilintando conforme as guardo no bolso e vou para dentro atrás até Leah. —Eu o bato fora do campo também, então se considere avisado. —Não me machuque. — Jaxon prende as mãos para cima com medo simulado, mas no fundo eu posso ver seu prazer com a minha provocação. Ele aponta a caixa de preservativos para mim. —Eu tenho certeza que vejo você por aí, assassina. Voltando para o SUV, ele segura a caixa grosseiramente contra sua virilha e conversa com os seus amigos: —Eis o fruto de minhas entranhas! Eu ignoro-os depois que estavam a meio caminho da entrada do edifício e Leah vem porta a fora. Suas bochechas pintadas como pinturas de guerra nas cores da equipe da faculdade laranja, azul e branco. Fitas correspondentes vibram alegremente em suas ondas de cabelo castanho escuro. —Ellioootttt!, — Ela grita alto o suficiente para todo um raio de milhas ouvir. Seus shorts são semelhantes ao meu, mas ela está vestindo uma camisa de manga curta que se encaixa confortavelmente através de seu torso. Alcançando meu lado, ela faz um beicinho. —Como estou? Dou-lhe uma exagerada olhada de cima a baixo enquanto Hayden faz o seu caminho em direção a nós. —Como um gato malhado alaranjado à espreita. —Perfeito,—diz ela, revirando os olhos. —Isso é apenas o olhar que eu estava buscando. Ouvindo um guincho de pneus, Olho para o SUV sair do estacionamento. Pego um flash de lanternas vermelhas, uma placa de número preto e branco que lê MADDEN 2, e um adesivo no vidro traseiro de um futebol acima das palavras: A pessoa que disse que ganhar não é tudo, nunca ganhou nada. Hayden e Leah nem se dão conta do bando de caras partindo. Ambos estão muito ocupados olhando para o meu carro, suas


expressões duvidosas. Abro meus braços e sorrio. —O que vocês acham? Leah abre a boca para responder. Um som distorcido sai. — Eu acho que é ótimo, — diz Hayden rapidamente, mas todos nós sabemos que é uma mentira. Não há nada grande sobre o meu carro. Pelo menos ele tentou. Quinze minutos mais tarde, eu me espremo em um ponto no estádio entre um vermelho Dodge RAM e um Escalade preto brilhante. Leah afunda baixo no banco de trás com um gemido humilhado, seus olhos castanhos olhando para fora da janela para se certificar de que ela não foi vista. —Eu não estou envergonhada em tudo, só para você saber. —Ninguém pode vê-la de qualquer maneira. Eles estão todos lá dentro. — Eu puxo o freio de mão e ele protesta com um alto rangido. Estremeço ao ouvir o som horrendo. Hayden é mais vocal. — Filho da puta! Eu olho para os dois, por sua vez. —Pelo menos eu tenho um carro —eu digo, por que o carro que a Leah me pegou no aeroporto é do Hayden e está no mecânico, com um “Quem define o local” preso. —Só porque você tem um irmão que lhe enviou dinheiro para comprá-lo— Leah aponta enquanto Hayden faz sua fuga. Ela agarra seu chiclete e pega sua bolsa enquanto fecho a janela. O arcondicionado está quebrado, por isso é tanto respirar o ar quente a partir da janela aberta ou asfixiar lentamente. — Eu acho que prefiro não ter um carro do que ter um com o para-choque dianteiro sendo segurado por um monte de fita. —Basta fingir que elas não estão lá. —As pessoas estão indo jogar ovos em seu carro — ouço-a murmurar enquanto ela empurra a porta, porta esta que chia e pula para fora. O fecho central também é recheado de fitas, então eu o travo. —Não seja ridícula — eu a repreendo enquanto nós três caminhamos em torno da frente e examinamos o para-choque dianteiro. Seis peças verticais de fita estiradas no capô até algum


lugar de baixo do carro. Nicky cagaria um tijolo se ele o visse. —Você mal consegue notá-las. Uma expressão esperançosa ilumina seu rosto bonito.— Talvez alguém vá roubá-lo enquanto estamos lá dentro. Hayden olha para o meu carro, com expressão duvidosa.— Roubar isso? —Você está certo. — Leah ri e karma explode e uma onda de ar úmido sai do carro direto em seu rosto, chicoteando fios de cabelo marrom em sua boca aberta. Ela puxa-os para fora. —Embora coisas estranhas tenham acontecido. —Ok, chega de sacanear-me sobre minhas novas rodas — eu digo e viro para a entrada do estádio — Você me prometeu homens em calças apertadas jogando futebol americano, batendo uns aos outros no chão com entusiasmos ardente. Estou aqui para encher os olhos com isso. Depois de comprar bebidas, nós embalamos nossos copos de plásticos de cervejas e fazemos o nosso caminho para o interior aonde eu prontamente venho a uma parada, minha boca cai aberta. O estádio iluminado é um mar de gente e gritos dos fãs dos Bulls vestindo camisas em cores da equipe. Energia irradia através da multidão nas arquibancadas com a eletricidade. Ela crepita no ar, e levando arrepios na minha pele. Bandeiras são agitadas desenfreadamente, as crianças gritam e avós usam bonés da equipe com orgulho. Leah sorri para minha expressão atordoada. —Pronta para o seu 1º jogo de futebol americano? —Isto não é um jogo de faculdade — eu digo a ela conforme sinto a atmosfera carregada correndo através da minha pele fazendo meu sangue correr mais rápido. —Isto é uma histeria em massa. Eu sei que o futebol é um grande negócio nos Estados Unidos, mas ouvi-lo e vê-lo são duas coisas diferentes. Eu me vejo sendo varrida pela emoção enquanto nós vamos em direção a seção dos estudantes. A multidão nos empurra, Hayden nos leva para nossos lugares. Eu caio para trás um pouco conforme caminho ao meu lugar através dos adeptos fanáticos.


—Segure-se, Elliott! — Leah grita por cima do ombro. —Eu estou bem atrás de você — grito por cima do barulho. Segundos mais tarde, sou empurrada e tropeço de lado, a minha bebida inclinando precariamente quase caindo. Segurando-a no alto para evitar mais esbarrões, volto-me com a intenção de me desculpar com a pessoa que acidentalmente dei uma cotovelada sem querer. —Ei cuidado, cadela! — a menina me diz antes que eu possa falar. Seus olhos estreitando-se ameaçadoramente e ela cruza os braços sobre uma camiseta azul que ostenta MADDEN é meu! em grandes letras laranjas em todo seu amplo peito. Eu levanto minhas sobrancelhas friamente devido ao seu tom mal intencionado, sentindo o desejo mesquinho de jogar minha cerveja na sua camisa estúpida. Leah agarra a minha mão antes que possa fazer. —Supere — Leah retruca com a menina e me puxa para frente antes que a situação se agrave... —Não se suje com um fã de Madden — ela me avisa. — Elas não apenas têm garras por estas bandas, eles têm armas também. —Sim, isso não é um pouco assustador — murmuro. Eu não tenho nenhuma ideia de quem é Madden, mas se ele pertence a essa garota, ela pode ficar com ele. Nós chegamos a algum tipo de bloqueio à frente, o que significa que temos de manobrar através da seção de ex-alunos para chegar a nossa seção de estudante. Com meus olhos pego o entretenimento no campo, tento estender o meu pé e acabo tropeçando sobre ele. —Merda — eu suspiro quando tropeço e quase caio, tento me corrigir antes da queda. Mas uma mão firme agarrar meu bíceps, me firmando antes de eu fazer mais danos. —Eu sinto muito — digo levantando a cabeça e as palavras param quando eu percebo em quem pisei. Foda minha vida. Professor Draper vai ter a minha bolsa revogada e me mandar de volta para a Austrália.


—Você está bem? — Ele pergunta, talvez confundindo meu olhar arregalado de horror por algo mais preocupante, como um acidente vascular cerebral leve, talvez. Eu limpo minha garganta. —Eu estou bem, apenas surpresa ao... Por vê-lo aqui, considerando a vara grande na sua bunda. Fechei minha boca. —Por me ver no jogo de futebol? — Ele arqueia a sobrancelha. — Velhos professores também gostam de sair e assistir a um jogo de vez em quando. Isto é assim muito estranho, e de repente eu sinto como se pudesse colocar a culpa na costa de Leah por me arrastar fora hoje à noite. Eu atiro-lhe um olhar rápido e encontro-a ofegante de tanto rir. Hayden está sentado à sua direita, fingindo que não conhece qualquer uma de nós. — Patrick —vem o tom exasperado da senhora ao seu lado. Os lábios de meu professor se contraem visivelmente. —Deixe a menina em paz. Dou-lhe a minha atenção, curiosa para ver a mulher que quase o fez sorrir. Seu cabelo é loiro. Procuro ate encontrar com olhos castanhos inteligentes que me estudam com uma expressão amigável. —Você deve ser a nova estudante de Patrick que veio da Austrália. Jordan, certo? Ele falou de mim? Não pode ter sido bom. —Eu sou Olivia — ela continua com um sorriso amável, —mas você pode me chamar de Livvy. —É bom conhecer você, Livvy — eu digo e mudo minha bebida para o meu outro lado, quando seguro a mão dela. Estou segura em dizer que encontro, o gesto estranhamente formal, dentro de um estádio de futebol, mas a fácil natureza de Livvy torna menos incómodo. Leah começa acenando loucamente, e acho que ela está numa triste tentativa de resgate. De qualquer forma, eu estou tomando a chance de escapar. —Eu deveria chegar ao meu assento junto aos meus amigos.


—Na verdade Jordan, eu tenho uma tarefa extracurricular para você — O professor Draper interrompe-me, —Venha me ver na próxima semana. Você sabe onde meu escritório, né? —Sim, senhor — eu digo, o que é uma mentira, por que mesmo que seu escritório esteja marcado no mapa do campus com um alvo gigante, meu senso de direção irá garantir que nunca irei encontrá -lo. —Bom. —Ele me acena com desdém. —Vamos conversar na próxima semana. Eu faço a minha fuga, e sei que é excessivamente dramático de minha parte, mas de repente sinto como se o peso do mundo estivesse nos meus ombros. Eu tenho uma carga enorme de treino entre as aulas e compromissos que amarram cada minuto livre que tenho. Agora eu devo fazer tarefas domésticas como fotocópia ou buscar limpeza a seco em torno dele? Eu sei que perdi uma aula, mas tenho uma sensação horrível que a punição vai de longe chegar a ser um crime. —Oh meu Deus— eu explodo ao me jogar no meu assento ao lado de Leah. —Onde estão as fãs loucas e raivosas de Madden quando você precisa delas? Preciso que alguém atire em mim agora. Leah ri com simpatia enquanto dou um grande e calmante gole em minha cerveja. —Será que você foi mastigada um pouco mais? —Você está brincando? Depois de perder sua aula, eu ainda vou e esbarro em cima dele como um insulto a mais. Estou totalmente ferrada. Os lábios de Leah batem com força excessiva, e um barulho que soa como o zumbido de baixa frequência de um cão sobe a partir do fundo de sua garganta. —O quê? — Eu pergunto, irritada além da conta. Um bufo se liberta de seu nariz. —Isso realmente não é engraçado — ela suspira e começa a rir de novo. —Eu acho que você não vai se atrasar para a sua aula de novo. —Não com o Professor Hardass neste caso — murmuro e viro meus olhos pro campo porque o locutor está chamando a equipe. Sua voz forte em expansão, ecoa ao redor do estádio aumentando


drasticamente de volume, desencadeando gritos altos de excitação dos torcedores que nos rodeiam. Quatro meninas sentadas duas fileiras abaixo da nós são as mais entusiasmadas de todos. Elas estão cada uma vestindo camisetas correspondentes laranjas, com ousadia e as palavras Madden fever. Todo mundo se levanta, Leah e Hayden também, e sou arrastada para os meus pés com eles. A multidão começa a cantar, —Colton Bulls! Colton Bulls! —Quem diabos é esse Madden afinal? — Eu pergunto, minha voz um pouco alta para poder ser ouvida sobre a gritaria da multidão. — Algum tipo de estrela do rock? — Mais ou menos isso! — Leah grita de volta —Brody Madden é um grande receptor de partida nesta temporada para o Bulls Colton e com a perspectiva. Ele também é um Deus do futebol com 99 quilos e 1.83 de altura! —Amém! — Ouço uma voz feminina atrás de nós. Os cantos se transformam em um bando de gritos femininos quando a equipe trota para fora, à direita perto de nossos lugares. Sua proximidade nos deixa dar uma boa olhada em seus atrativos. Eu não posso deixar de notar como eles estão amplamente exibidos nos jérseis laranja e azul justos e calças brancas apertadas de futebol. As bochechas de Leah estão vermelhas, e ela aponta. —Lá! Aquele é Madden! Número vinte e dois! Eu forço a vista para ver o número dele. Está escuro agora, mas as luzes do estádio são mais brilhantes do que a luz do dia. Eu encontro facilmente. Ele esta de costa para nós confo rme ele corre para fora no rico campo verde. Madden é impresso em letras maiúsculas brancas ao longo da ampla largura dos seus ombros e abaixo dele o número de sua camisa. Meus olhos caem mais abaixo e meu pulso entra em ação. Sua parte traseira é redonda e firme, e sua bunda é sim impressionante e abraça suas calças de futebol como se ele tivesse nascido para usá-las. Brody faz uma volta súbita e enfrenta a multidão atrás de si. Seu capacete esconde o rosto, mas sua intensidade é palpável e levanta arrepios em meus antebraços.


Ele levanta um braço musculoso alto e bíceps ondulando enquanto ele saúda a multidão. É um gesto breve, mas eles adoram, e o rugindo de aprovação enquanto ele já está voltando de encontro ao resto da equipe. Eles desaparecem na parte inferior da lateral do campo, tornando-se mais difícil de ver, ele caminham em direção ao banco assegurando que todos os momentos são capturados pela ESPN e o enorme telão sentado no alto da extremidade do estádio. Kick-off vem e vai quando eu tento entender qual o sentido do jogo. Há paradas demais e isso está começando a me dar um nó na cabeça, e quando eles marcam pontos eles chamam de touchdown, mas depois de passar a linha de meta, ele realmente não tem que jogar a bola para baixo. Na metade do segundo tempo, eu desisto de fingir que tenho uma vaga ideia do jogo e opto por assistir Brody Madden. Segundo Leah, ele é de ouro. Intocável. E eu sei que é clichê, mas é gente como ele que faz o termo “poesia em movimento” ser verdade. Tentar seguir o jogo já não parece importar quando você pode vêlo correr pelo campo com a bola, em vez disso, suas poderosas coxas atravessando os estaleiros voando pelo campo. No meio do terceiro tempo Hayden busca mais bebidas e eu estou caída abaixo em minha cadeira, tentando esticar minhas pernas quando uma mensagem reverbera através de fileiras em fileiras dos assentos. —Assassina! A multidão reestabeleceu mais cedo, e eles estão todos com a atenção no jogo, de modo que os anéis de som claro em toda a seção do estudante. Dezenas de cabeças viram olhando para cima em nossa direção. —Assassina! —Oh Deus — frente. Ele está de seu assento ambas ajudar a direcionar

Eu gemo, ao espiar Jaxon para baixo na fileira da frente para a multidão. Um joelho repousa sobre as mãos em conchas em torno de sua boca para sua mensagem. Ele está olhando diretamente para


mim. Quando ele vê que tem a minha atenção, seu sorriso se alarga e ele acena para eu ir para baixo. As sobrancelhas de Leah sobem tão rápido que não teria ficado surpresa ao vê-las voar para a direita e fora de seu rosto. — Será que ele está gritando com você? — Pergunta ela, seu tom incrédulo. —Claro que não — murmuro, segurando meu copo gigante para que possa me esconder atrás dele. A bebida está vazia, mas ainda está se provando útil. —Jordan! É Jax! — Ele grita novamente. Eu espreito em volta do meu copo e pego seu olhar que se ilumina com malícia. —Você sabe, o cara do preservativo! Desta vez, muito mais do que apenas uma dúzia de cabeças giram em minha direção. Hayden regressa naquele momento oportuno e solta uma gargalhada enquanto ele arrebata o copo vazio da minha mão. Eu protesto em perder meu copo, mas ele rapidamente substitui com um completo antes de retomar ao seu assento. —O cara do preservativo? — Leah sibila, inclinando-se para perto, e o tom de sua voz diz que precisamos conversar —Você sabe que aquele é Jax Draper, certo? Minhas sobrancelhas reúnem quando eu olho para ele, tentando ver se há alguma coisa sobre o cara que corre minha memória. Eu não tenho nada para além do breve momento onde nós nos encontramos no estacionamento. —Você diz isso como se eu devesse saber quem ele é. Os lábios de Leah pressionam juntos, e ela balança a cabeça. Eu não sei se ela está prestes a cair na gargalhada ou desmaiar de af lição. De qualquer forma, mal-estar faz minhas mãos começarem a suar. —Eu não sei se eu deveria dizer agora. —Você não pode fazer isso! É ele da máfia Texana? Não, no Texas ainda tem máfia? —Jax Draper é primo de Brody Madden. Eu dou de ombros e a sensação desconfortável desaparece. — Ok, então ele está relacionado a um dos jogadores de futebol. E daí? — Ele também é filho do Professor Draper!


— Oh... — Eu olho para trás e para baixo, em Jaxon. Ele ainda está de frente para o nosso caminho, mas o cara que eu reconheço como Damien, o motorista do SUV, tem sua atenção enquanto ele diz algo para ele. — Merda — murmuro fracamente e abaixo minha cabeça, cobrindo os olhos com a mão. Leah empurra no assento ao meu lado. —Não.Olhe.Agora — diz ela, e é claro que eu espalho os dedos e dou uma olhada, mas ele está vindo para cá. Não há esconderijo para que me esconda. Jaxon faz seu caminho até nós, segurando sua bebida em uma mão, e acenando com a outra para seu pai conforme ele faz o seu caminho através das arquibancadas. —Rápido, levante-se — diz ele com urgência quando fica de frente a mim. Eu olho para ele confusa.— O quê? —Levante-se, Jordan, Rápido — As pessoas ao nosso redor estão nos observando assim eu rapidamente, levanto me perguntando o que na Terra está acontecendo. —Obrigado — suspiro exagerado.

ele responde e senta-se em meu lugar com um

—Ei! Você não pode —Sou puxada para seu colo antes que possa terminar minha frase. Minhas bochechas ardem, e eu me contorço enquanto tento me levantar.— O que você está fazendo? Deixe-me levantar! —Shush. — Seus braços deslizam em torno de mim como uma braçadeira de aço, puxando-me de volta contra seu peito. — Você está fazendo uma cena, e eu estou perdendo o jogo. —Shush? — Eu me torço em seu colo para olhar para ele, fingindo não desfrutar da sensação de estar sentada contra um corpo masculino, embora secretamente faça. Ele é quente e firme com leve cheiro de suor fresco e desodorante. — Você acabou de me dizer para calar a boca? —Eu disse. Wow, assassina. É uma sorte que você é boa no campo de futebol, por que a sua audição é uma porcaria. — Jaxon vira


seu sorriso na direção de Leah, estendendo sua mão. — Oi — ele diz a Leah. —Sou Jaxon. —Oi, muito bom conhecê-lo — ela responde. Jaxon, em seguida, dá a Hayden um daquele queixo masculino elevados, e Hayden responde na mesma moeda, dizendo: — Veio sentar-se com os plebeus? Jaxon pisca para mim. —Não, apenas com a Jordan. —E agora você já pode ir — digo a ele. Retirando seus braços do redor da minha cintura eu consigo ficar em pé. —Mas eu gosto daqui. —Isso é lamentável. — Eu arrisco um olhar na direção do Professor Draper e encontro tanto ele como Livvy nos observando. —Eu realmente não posso ser vista com você — Jaxon se recosta na cadeira como se ele não fosse a lugar nenhum e toma um gole preguiçoso de sua bebida. —Você não pode? —Seu pai e eu não nos demos muito bem — eu explico —Eu perdi a maioria de sua aula na quinta-feira, e agora ganhei um lugar no seu livro ruim. —Você não fez! — Jaxon detém uma mão à boca, ofegando em falso horror. Então ele inclina a cabeça para mim por um momento. — Oh hei, sim. Eu sabia que tinha visto você em algum lugar antes. Estamos na mesma classe — Seu rosto se tornou uma sombra brilhante de vermelho. Eu pensei que ia pegar fogo. —Bem, obrigado por isso. Não me lembro de você. —Ouch — diz ele com uma careta de dor, esfregando o peito, como se estivesse com dor. Leah e Hayden nos assistem avidamente. Aparentemente, a nossa conversa é muito mais interessante do que o jogo de futebol com o jogo rolando. Eu limpo minha garganta. —Posso ter o meu lugar de volta agora? Jaxon encolhe os ombros e se levanta. Ele se inclina para perto, seu peito esfregando levemente contra os meus e os seus lábios escovando meu ouvido.


—Mais tarde, assassina — diz ele, e eu sinto ele deslizar algo no bolso da minha bermuda. Recuando, ele sorri e corre de volta para a linha da frente e os seus amigos. Leah se vira para mim, um sorriso brincando em seus lábios. —Explique tudo. Agora.


Não é até voltarmos ao apartamento de Hayden, após o jogo que verifico meu bolso. Leah e eu estamos sentadas na sala de estar junto com a nossa capitã de time, Paige, que vive dois andares acima de Hayden e no mesmo edifício. Paige tem cabelo preto de seda que é invejavelmente reto. Um corte em pêndulo, descansa ordenadamente logo abaixo de sua mandíbula. Ela também tem duas garrafas de vodcas e Red Bulls em seu quarto e trouxe a garrafa meio cheia ao longo de nossa reunião de improviso. Com bebidas dispensadas e Hayden e seu companheiro de quarto Becker, enfiados na cozinha arrumando os lanches juntos, eu enfio minha mão no meu bolso e tiro um preservativo com sabor de bananas. Envolvido em torno dela tem uma nota rabiscada com o número de Jaxon e o comentário: Se você mudar a sua mente sobre lavar o cabelo, Jax xo. Com uma velocidade quase invisível a olho nu, Leah define sua vodca na mesa de café e arrebata tanto a nota e o preservativo da minha mão. Entregando o preservativo a Paige ela lê a nota com um brilho tão brilhante que temo ficar cega. Leah vem fazendo ruídos durante semanas sobre eu sair com alguém em um duplo encontro com ela e Hayden. Esta nota deulhe a perfeita oportunidade de renovar seus esforços.


Ela olha para mim, frustração evidente em seus olhos. —Você disse a ele que você ia lavar o seu cabelo? —Disse a quem? — Paige pergunta, esticando as pernas para fora na mesa de café e cruzando-as no tornozelo. Ela revira a embalagem sobre os seus dedos antes de trazê-lo para o nariz para uma fungada. Depois de ouvir a história completa, Leah não pode conter seu sorriso quando ela responde. —Jax Drapear — Sua voz arremessa baixo quando ela acrescenta:— Ele perguntou se ela queria provar sua banana. Os olhos azuis de Paige se arregalam e seus pés caem fora da mesa quando senta-se na posição vertical com excitação. —Ele não fez isso! — Ela me encara onde estou sentada de pernas cruzadas no chão em frente a ambas — E você disse a ele que estava lavando seu cabelo? —Notícia de última hora, senhoras. Não é um convite para ir a um encontro. É um convite para... para... —Para se familiarizar com a sua banana? — Paige diz. Eu mostro o dedo para Paige. —Exatamente. Portanto, desçam sua cabeça fora das nuvens, Leah.

as

—Eu não sei. — Leah senta-se no sofá, apertando os lábios. —Jax não é o tipo de cara que persegue meninas. Ele não precisa. Elas o perseguem. —Assim? —Então, parece que ele esta fazendo um pouco de esforço pesado correndo para você. Eu ronco. —Lixo. Eu mal conheço o cara. —O nome dele é Jaxon Draper. Ele tem vinte e um anos, e ele não é apenas lindo, ele é pré-med 4 e inteligente. Ele divide um apartamento no andar de cima da Paige com Brody Madden e Damien Reiner, e ele tem uma coisa para atletas de futebol do sexo feminino com cabelo de cor-aloirados e olhos azuis.

Estudar medicina nos Estados Unidos: cursos de pre-med preparam os estudantes para uma graduação de medicina. 4


Eu ronco novamente, e a cabeça de Paige cai de volta contra o sofá enquanto ela dá um suspiro sonhador. — Eu gostaria totalmente de subir em sua bananeira se ele me pedisse. —Você terá a sua chance — eu asseguro-lhe, agitando o último da vodca e refrigerante no meu copo antes de traga-lo rapidamente. —Tenho certeza que ele flerta com todas as meninas como fez comigo. —Uh huh — Leah balança a cabeça. —Nem todas as meninas têm seu sotaque australiano. É rouco e profundo e soa como sexo. Caras enlouquecem por isso. Não é mesmo, querido? — Ela grita na direção da cozinha. —É como você soa após uma garganta profunda no meu pau, isso sim é quente — Hayden grita de volta. Eu sinto um rubor vermelho escuro imaginado Hayden nu com uma ereção impressionante, Paige aprofunda sua voz e tenta afetar um sotaque australiano. —Como é que é este som? Leah bufa com o riso. —Experimente-o com um pouco menos de Russell Brand e um pouco mais Russel Crowe. Paige tenta novamente e lamenta, porque ela não pode obtê-lo direito. Enquanto isso Leah vasculha dentro da minha mochila que está no pé do sofá. Arrancando o meu telefone, ela olha a partir da nota para tela e começa a digitar. Sentindo meu pulso acelerar em um leve pânico. —O que você está fazendo? Ela não olha para mim. —Eu estou acrescentando o número de Jaxon no seu telefone para que você não vá perdê-lo. —Eu não estou chamando-o. —Ok — ela diz suavemente, e porque é um tom que reconheço bem, eu sei que ela não vai deixar isso ir tão facilmente. —Baby, pega! — Hayden grita enquanto ele deixa a cozinha e joga um pacote de Doritos para Leah. Com reflexos relâmpagos, ela ergue um braço e pega o pacote. Hayden a puxa para fora do sofá com facilidade, girando em torno dela com um sorriso. —Essa é minha garota.


Becker evita o par girando enquanto ele caminha até a sala carregando uma bandeja de cenoura e aipo, queijo cottage, e bolachas de água. Hayden poderia ter zombado quando Leah me disse que ele está loucamente apaixonado, mas quando você compra lanches saudáveis para a sua menina quando ela fica acabada, significa que você está completamente afundado. Paige passa os braços ao redor do pescoço de Becker quando ele se inclina para colocar a bandeja sobre a mesa. —Eu posso me casar com você, Becker? Você daria uma esposa impressionante! Becker rola um conjunto de brilhantes olhos verdes. Ele joga no time de beisebol com Hayden, mas ele não é tão grande como seu companheiro de quarto. Seu corpo é magro, e seu cabelo escuro curto é sempre arrumado cuidadosamente em um mini Mohawk5. Paige esfrega a mão sobre ele aproximando-se, e ele sai do seu caminho. —Chupe meu pau, Paige. —Não esta noite — ela responde, e diversão ilumina os seus olhos. — Eu estou lavando o meu cabelo! Leah e Paige riem e eu desço de volta para o chão com um gemido alto. Eu temo que nunca vou ouvir o fim da piada particular.

A sexta-feira seguinte chega e apesar da insistência diária de Leah, eu não liguei para Jaxon. Ele é não é o tipo de cara que fica em torno e suspira por uma menina ao tocar-lhe, então tenho certeza que é seguro dizer que não o tenho condenado a uma vida de decepção. Minhas chuteiras amassando a relva verde brilhante do gramado enquanto vou para o vestiário. Ele traz consigo o fresco cheiro de grama e sujeira, e eu saboreio, porque não importa onde estou... Austin, Texas ou Sydney, Austrália... Isto é o cheiro do campo. É onde eu pertenço e sempre terá cheiro de casa para mim. Leah corre até mim. Eu passo um braço em volta dos ombros e a abraço. O apito final explodiu há poucos minutos mais cedo, e apesar do calor e exaustão escorrendo por todos os poros, não é nada comparado com 5Corte

de cabelo tipo moicano


a euforia que sinto em ter marcando dois dos quatro gols que deixaram nossa equipe invicta por mais uma semana. —As bebidas estão por minha conta hoje à noite — eu declaro precipitadamente. Leah me empurra para longe com um revirar de olhos e uma risada, porque ela sabe o equilíbrio empobrecido da minha conta bancária. —O que você está pagando? Shots de água? —Ha, ha — eu respondo. —Tenho certeza que temos limões e hortelã em algum lugar no fundo da geladeira, para que eu possa, pelo menos, torná-los elegante. —Parece delicioso, mas estou precisando de um drinque de verdade — ela faz barulho e, em seguida, agarra meu braço. —Falando de precisar de uma bebida, você nunca mencionou o que aconteceu com o professor Hardass6 no outro dia. Eu gemo e balanço minha cabeça. Eu fui falar com o professor há três dias e o resultado foi muito pior do que tinha previsto. Bato levemente na porta de seu escritório, ele me convidou para dentro com o que eu posso dizer um sorriso maligno. Certeza que ele podia sentir o cheiro do medo, eu endireitei meus ombros e entrei, lembrando a primeira e única vez que tinha estado em problemas na escola. Eu estava de volta na escola, e tinha flagrado Alex Thompson inclinando-se mais ao lado de sua mesa na minha frente durante a aula, sem nem mesmo fingir que ele não estava espiando a minha saia. Raiva e vergonha subiu rapidamente, meu uniforme era de segunda mão e seriamente curto porque eu era alta demais para ele dois anos antes, então dei um duro chute na perna da cadeira. Fiquei de boca aberta quando ela entrou em colapso debaixo dele e deslizou lateralmente. Alex caiu com força, sua cabeça batendo na sua mesa e saltando fora dela. Depois de visitar a enfermeira da escola, ele foi diagnosticado com uma concussão. O episódio me custou uma suspensão de três dias e duas semanas de detenção. É quase a mesma situação, mas eu senti a mesma sensação de iminente ansiedade enquanto estava na frente a mesa de meu professor. —Sente-se — disse ele, os olhos focados na tela de seu laptop. 6

Traduz-se bunda difícil, então melhor no inglês. Tipo de cara durão.


Descansando minha braçada de livros sobre a borda da mesa, eu afundei na cadeira atrás de mim. —Você havia mencionado uma tarefa extracurricular, Professor? —Eu disse. — Com um sulco na testa, ele bateu mais alguns golpes em seu teclado e, em seguida, deu-me toda a sua atenção. Ofereci-lhe um sorriso tenso, que ele não devolveu de volta. —Eu tenho um aluno que precisa de um tutor e quero que você faça isso — Minhas entranhas se abriram com alívio. —Eu não sou uma tutora registrada, Professor. Eu não posso... Inclinando a cabeça, ele me interrompeu. —Não pode... ou não quer? Parei e sentei na minha cadeira. Cinco segundos em sua sala e ele estava indo para minha jugular? —Eu não estou... Não sei o que está insinuando, mas estou aqui sob uma bolsa esportiva internacional. Não só tenho compromissos de futebol e uma carga horária total, eu tenho um GPA7 para manter, a fim de manter o meu lugar neste país. Mesmo se eu quisesse, simplesmente não tenho o tempo para tutorar ninguém. —Achei que você ia dizer algo assim — Professor Draper se inclinou para frente e entregou-me uma folha de papel. Eu tomei dele, olhando para um esboço detalhado do meu calendário semanal. —Então eu tomei a liberdade de rever sua agenda, Jordan. — Como você pode ver, há três seções destacadas onde eu sinto que você pode se permitir uma hora de tempo para aulas particulares. Quanta presunção! Eu queria amassar a página em uma bola e jogar em sua cabeça. Aqueles três blocos de tempo eram meus. Meu tempo livre para fazer lavanderia, limpar as chuteiras, falar no Skype com meu irmão em Sidney, ou apenas vegetar no sofá e entorpecer minha mente com a televisão. De qualquer maneira, não importa o que eu escolhi para fazer com ele, só que era meu. Não ter tempo livre em tudo, não era saudável, e certamente um bem respeitado professor de faculdade saberia disso. Eu olhei para cima, pronta para implorar por minha sanidade. — Professor... Eu... — Meus olhos se encheram de lágrimas. Tomando um (Abreviação de "nota média".) 1. A média dos graus de um estudante, ou notas escolares, ao longo de um período de tempo. n. "A maioria das faculdades exigem um GPA 4.0 para o ingresso." n. "O GPA de Tom era tão baixo, ele era incapaz de participar de atividades escolares." 7


profunda respiração, concentrei-me em um ponto em algum lugar sobre o seu ombro. —Eu não entendo. Sinto muito por chegar atrasada a sua aula. Eu não estou tentando me desculpar, mas ainda estou aprendendo o meu caminho em torno do campus por isso não foi intencional. Existe algo mais que possa fazer além de aulas particulares que não vá ocupar tanto tempo? Sua sobrancelhas ergueu-se lentamente, e eu percebi como a minha pergunta soou. —Como fotocópia ou... ou.... —Senhorita Elliott. Jordan. Posso te chamar de Jordan? Não, eu queria explodir em um acesso de raiva ou mesquinhez, mas quando encontrei seus olhos eu vi leves desculpas neles. —Sim, claro. —Jordan, eu não estou pedindo que faça isso porque você perdeu a maior parte da minha palestra. Enquanto eu não gostei de sua interrupção prematura, eu realmente não sou muito de um burro — Professor Draper sorriu para mim, mas foi tão fraco que eu quase perdi. —Eu estou te pedindo isso como um favor pessoal. —Alunos não deixam meu curso, porque eu simplesmente não os deixo, e este aluno em particular irá falhar se não fornecer alguma forma de tutela adicional fora da sala de aula. Suspirei internamente. Como deveria responder a isso? Seu estudante pode ir chupar ovos porque eu preciso de tempo para vegetar no sofá? Ele continuou com sua explicação, entregando um golpe que me fez ver o meu tempo livre ir para o ar como confete. —Meu aluno tem dislexia. Ele conseguiu chegar até aqui sob seu próprio ritmo, mas suas notas têm estado deslizando ao longo dos últimos dois anos, e como elas já são baixas para começar, ele não tem espaço para deixa-las cair ainda mais — Professor Draper estendeu as mãos abrangentes, revelando o seu desamparo à situação —Eu não sei de que outra forma para ajudá-lo, e eu percebi que você pode ser de alguma ajuda. Eu olhei para minhas mãos onde descansaram no meu colo. —Você está me perguntando por que você sabe sobre o meu irmão? — Suas informações de transferência de estudante mencionaram sua experiência como tutora do seu irmão disléxico. E não tinha sido fácil. Meu irmão tinha sido difícil de viver com isso, mesmo depois que foi diagnosticado.


Nick passou por tudo: atitude mal-humorada, notas baixas, instigando brigas de volta conversando com professores. O que ninguém nunca viu foi o quão frustrante e debilitante era para ele. Ele suportou o assédio moral na escola, voltando para casa com os nós dos dedos esmagados, olhos negros e detenção regular. Eu era a única que ele tinha para conversar sobre isso. Em uma de suas aulas, o professor faria regularmente ele ler em voz alta na sala de aula, como se o ajudasse a melhorar. Tudo o que fez foi piorar o problema e instigar a minha indignação pelo seu professor de idiotice. Não era de admirar que Nick não desse a seus tutores uma hora do dia. Passei horas pesquisando dislexia e em vez disso, estudamos juntos. —Eu ainda não entendo por que você está me pedindo. Eu não estou de forma alguma qualificada profissionalmente para ajudar. Tudo o que fiz para meu irmão foi feito através de puro desespero, porque ele não aceitaria ajuda de ninguém. —Esse é o mesmo problema que estou tendo, mas acho que este aluno será capaz de se relacionar com você. Vocês dois são atletas e estudam sob a mesma programação com a mesma pressão para estudar — Professor Draper recostou-se na cadeira e me estudou cuidadosamente. — Eu não estou esperando milagres Jordan, não no final do jogo. Eu só preciso de alguém que ele possa confiar para lhe fornecer alguns mecanismos de estudo que irá levá-lo através de seu último ano. Eu levantei minhas sobrancelhas. —E você acha que ele vai confiar em mim? —Sim eu acho, porque você está indo para dar-lhe todas as razões para isso. Eu estou? Bem, tudo bem então. —Eu vou fazer o meu melhor, eu prometo — e após a execução através dos detalhes da tutela geral que ele queria me fornecer, ele me deu uma folha de papel com informações de contato do aluno. Passando minha braçada de livros fora da mesa, coloquei a nota no topo e me levantei. E porque não tinha me envergonhado o suficiente na frente do meu professor ainda, tropecei em cima da perna da minha cadeira.


Inacreditável. Eu nunca tropeço. Este stress tinha me virado do avesso. —Você está bem? — Perguntou o professor Draper, fazendo o seu caminho em torno de sua mesa, os lábios juntos como se estivesse tentando não rir. Minha resposta foi abafada porque eu estava agachada no chão, recolhendo meus livros juntamente com alguns de seus artigos que foram jogados no chão com eles. —Eu estou totalmente bem — eu menti, agarrando pastas aleatoriamente, correndo para sair antes que fizesse algo pior, como acidentalmente definindo sua mesa no fogo. Com uma volta estranha me virei para ir embora. Ele chamou meu nome e parei na porta. —Por favor, mantenha este arranjo em segredo. Meu aluno tem um perfil elevado e não iria querer que soubessem que ele está recebendo tutela externa por uma dificuldade de aprendizagem. —Mas... —Lidar com a dislexia é difícil o suficiente sem ter que se espalhar pelo campus, você não acha? —Claro — respondi, porque eu entendia. Eu realmente sabia. Bullying era uma merda, e meu irmão sofreu por tudo isso, mas eu não tinha ideia de como deveria mantê-lo em segredo. —Bom — meu professor disse, dando um pequeno aceno de cabeça. —Arranjei a sua primeira sessão para sexta-feira, as 16h. No seu apartamento. Se você desejar organizar um local diferente vá em frente, você pode trabalhar onde achar melhor pra vocês. Eu dei-lhe um aceno de cabeça. —Ok. —Ah, e, Jordan? — Ele gritou de novo quando eu tentei sair mais uma vez. Fiz uma pausa, checando rapidamente meu relógio. Eu estava indo para me atrasar para minha próxima aula. Mais uma vez. —Boa sorte. As palavras soaram sinistras, como se eu estivesse indo realmente precisar disso. Correndo de seu escritório, olho rapidamente para a página


sentada em cima da minha braçada de livros. Minhas sobrancelhas se juntaram. Kyle Davis. Não era um nome que eu prontamente reconheceria, mas então eu era nova e conhecimento da hierarquia social do campus não estavam no topo da minha lista de prioridades.

—Jordan! — O grito da treinadora Kerr me retira da minha lembrança. Ela está de pé na margem ao lado de nossa assistente técnica, acenando-me. Leah empurra meu ombro enquanto fazemos uma pausa de nossa caminhada em direção ao vestiário. —Então, o que seu professor pediu que você fizesse? — ela pergunta. —Fotocopia de volumes gigantescos de direito fiscal? Eu faço uma careta para Leah. —Algo parecido com isso — eu respondo e rapidamente mudo de assunto, chamando quando eu começo a correr para trás em direção ao nosso treinador. —Ei, você ainda vai direto para casa do Hayden saindo daqui? — Leah interrompe o passo, e inclina a cabeça para mim como se eu tivesse um parafuso solto. —Bem, sim, isso não mudou desde que você me perguntou cinco minutos atrás. Eu limpo minha garganta. —Certo —Eu aceno e ela fica do lado de fora em direção ao vestiário, sacudindo a cabeça dela. —Treinadora — Eu falo quando chego ao seu lado. O mandato de nossa treinadora em Colton Bulls começou há três anos e seu toque é de ouro. A equipe ganhou dois torneios consecutivos da NCAA, e estou esperando para o número três este ano. —Jordan. Eu só queria lembrá-la de seu compromisso com a nutricionista na segunda-feira a tarde — Ela não olha para mim enquanto fala. Ela está puxando uma folha de papel a partir de sua prancheta que ela me entrega. —Além disso, eu sei que discutimos colocar você com uma empresa de gestão esportiva no final do ano. Eu coloquei uma lista de nomes. Eu quero que você tome o tempo para pesquisá-los cuidadosamente. Converse com sua equipe sobre recomendações.


—Obrigado, treinadora — Eu faço uma rápida varredura abaixo na lista. Eu sei que vou ter que acabar tendo que assinar com um agente, mas aqui nos Estados Unidos eu sou um peixe fora d'água. Eu não tenho nenhuma informação privilegiada sobre quem é bom e quem evitar. Aqueles que já falaram para mim no passado têm sido rápidos para aconselhar que a melhor maneira de obter reconhecimento no esporte do sexo feminino é tirando a roupa, passar óleo e posar para revistas masculinas. Eu não tenho certeza que é do jeito que quero vir a ser reconhecida. —Eu posso ajudá-la a diminuir as suas opções Jordan, mas você vai precisar de uma até o final de seu último ano. Seattle Reign está procurando alguém jovem e fresco. Alguém como você. Eu olho para a minha treinadora, vendo seu entusiasmo e sinceridade. Seattle Reign é o melhor time da Liga de Futebol Nacional Feminina. Isso faria toda a minha carreira. —Não fique tão surpresa — diz ela —Você é uma grande adição ao nosso plantel. Tivemos a sorte de obter você. Tenho meus olhos em você desde que fez a sua estreia profissional aos dezessete anos. A Jogadora mais Jovem do Ano do Austrália W Legue, e vice-campeã do Riley Football Australiano Feminino. Jogadora do Ano. Você ficaria no NWSL agora se não fosse tão inflexível quanto a terminar a faculdade. Encerrando a conversa, corro de volta para o vestiário, meu sorriso largo. Está quieto. Muito quieto. Eu posso ouvir o gotejamento da água dos chuveiros e chilrear dos pássaros das árvores que circundam a parte de trás o prédio, mas dentro está misteriosamente deserto. —Olá? — Eu chamo. Segundos depois, eu ouço gritos e gritos atrás de mim, e de repente estou mergulhada em lama castanho escuro. Ele derrama sobre a minha cabeça como lava-pegajosa, quente e escorregadia. —Oh meu Deus! — Eu grito, cometendo o erro de abrir a boca. Ele dribla para dentro e eu começo asfixiar e tossir, sentindo o gosto de xarope de chocolate. Suspiros de riso veem para fora. Eu limpo os meus olhos, sacudindo o excesso para o chão. Paige está na minha frente e minhas companheiras me cercam, algumas delas segurando os baldes. —Bem vinda a equipe


Bulls Colton, Jordan! — Diz ela com um sorriso alegre e eu quero dar um tapa na cara dela. Eu cuspo uma bola marrom no chão e olho para ela malignamente. — Estou sendo batizada? —Sim — eu ouvi Leah sufocar entre risos de algum lugar à minha esquerda. Outro balde vem para mim, atirando uma nuvem branca de coco ralado sobre a minha cabeça. Ele cai sobre o molho e gruda em toda parte. —E que melhor maneira de fazer você se sentir em casa, então por transformá-lo em um ser humano lamington8 — acrescenta ela, referindose ao bolo de coco, coberto com molho de chocolate e coco. Olhando para baixo, vejo que o meu uniforme está completamente encharcado. Xarope escorre sobre meus calções, pelas minhas pernas, e mais de dentro de minhas caneleiras, onde posso agora sentir isso dentro das minhas meias e chuteiras. No grande esquema das coisas, isso poderia ter sido muito pior. Trotes podem ser horríveis e tudo o que tenho é uma cobertura de molho de chocolate e coco. É quando sou arrastada para fora do vestiário, manchas de revestimento marrom no chão na minha passagem, que eu percebo que ainda tem mais. Paige tranca a porta atrás de todas nós e estatela o conjunto de chaves em sua mochila. —O que você está fazendo? — Eu grito, e o riso segue a equipe quando elas saem em direção ao estacionamento muitas carregando suas mochilas. Ambas Paige e Leah dizem. —Estamos todas saindo para comemorar nossa vitória. Não será demasiado longo. E se você chegar atrasada para a festa, não restará nada para você beber, além de cerveja quente! Minhas companheiras de equipe saem em um grupo de risos e sacos de desporto, deixando-me chocada. Eu supostamente devo ir para casa assim? Com molho misturado com o meu suor, e em pé aqui no quente sol da tarde, posso sentir-me assar como um sundae vencido do Mcdonalds. Eu agarro o braço de Leah e ela vacila em uma parada, fazendo careta para as impressões digitais de chocolate que deixo em sua manga da

sobremesa típica da Austrália, receita no http://www.tlctv.com.br/saboreie-acultura-culinaria-australiana/ 8


camisa. Eu tomo um pouco de satisfação nesta pequena vitória. —Leah, minhas chaves estão dentro da minha mochila que está dentro do vestiário. —Não está não. Hayden dirigiu seu carro para casa. Com todas as suas coisas dentro dele. — Ignorando meu braço, Leah sorri e começa a movimentar-se para trás, fora do meu alcance. —Desfrute de sua volta pra casa a pé. Eu ouço insetos. Amo esta hora do dia e você cheira mais doce do que a primavera no momento. —O quê? — Eu grito porque ela já está correndo em direção as outras meninas rapidamente, como a covarde que ela é. —Vocês não podem fazer isso! —Muito tarde, Elliott! — Ela grita de volta. —Nós já fizemos! —Apenas para o registro, chupem todas vocês! — Segurando meus braços para o alto, eu os lanço como um pássaro com ambas às mãos. A resposta de Leah é tirar uma foto com seu telefone. Com uma risada final, ela desaparece com o resto da equipe, abandonando-me ao destino humilhante de ir a pé para casa, tendo em conta toda a tarde de sexta e o enxame de estudantes. Arrastando meu caminho fora do estádio, eu recebo risos e um amplo espaço e começo a caminhada para casa. Não é divertido, e não é bonito. O xarope começa a secar na minha pele, me fazendo coçar e me irritar em lugares desconfortáveis. Os alunos gritam insultos de seus carros quando eles passam por mim e eu chamo a atenção de várias abelhas, causando-me a gritar e correr enquanto espanto-as longe. O único ponto positivo é que a longa caminhada me dá tempo para planejar o assassinato de Leah. Estou na parte onde ela está amarrada a uma tora de madeira e eu a estou rolando na beira de um penhasco quando chego de volta ao complexo de apartamentos. Estudantes olham para mim, mas me concentro em meu carro estacionado, fingindo indiferença quando vou na direção dele propositadamente. Eu ando ao redor do lado e avisto o meu reflexo na minha janela. Eu não me reconheço. Depois de ouvir um aluno comentar que pareço o recheio de um sanduíche de merda, eu percebo que talvez foi educado da sua parte, porque a realidade é muito pior. Enquadro meus ombros, agacho e retiro o pequeno quadrado de fita adesiva do material rodante. A chave de reposição para o apartamento está presa na parte de trás dele. Eu rasgo-o longe e faço o meu caminho dentro, deixando cair à


máscara de indiferença. Tudo o que posso fazer e me preocupar agora é com um banho de chuveiro quente, comida, e ter uma boa crise de choro. Mas não era para ser. Depois de subir as escada com as pernas doloridas chego ao terceiro andar. No corredor está um deus grego. Ele está apoiado casualmente contra o batente da porta do meu apartamento, e meu pulso chuta para cima disparado quando eu tiro um momento para admirá-lo. Sua pele é dourada, como o sol quente que você poderia aquecer e nunca ficar com frio, largos ombros com bíceps grossos enchem o pequeno corredor e fios loiros espreitam para fora abaixo da confortável camisa. Ele parece forte e capaz. O tipo de pessoa que poderia resistir a qualquer tempestade e vir lutando fora dela. Seu cabelo é a cor de caramelo rico e cortado curto, mas há uma ligeira curvatura nas extremidades que não está de acordo com qualquer estilo particular. Eu pego um vislumbre de dentes brancos, quando ele morde seu lábio inferior cheio, arrastando-o dentro de sua boca, enquanto ele bate afastado em seu telefone como se estivesse entediado e esperando alguém. Eu engulo um gemido. A sessão de tutoria. Ele está esperando por mim. Ignorando meu pulso fora de controle, eu ando a frente em chuteiras revestidas de xarope. Eu sei o momento exato que ele me percebe, porque ele olha para cima e faz uma tomada de ar. Com sua cor estava esperando olhos azuis, ou um verde brilhante, porque estas são as cores dos olhos dos deuses, não são? Mas os seus não são, eles são marrons, e eles são intensos, e eu assisto quando eles ampliam quando ele percebe que estou indo para ele como um míssil mal guiado. Ele deixa cair a mão que segura o telefone e muda de lado para me deixar passar. É um movimento esperançoso, e eu quase continuo, para ele não ter o coração desapontado. Em vez disso eu chego a seu lado com uma parada completa e dando um suspiro audível de exaustão que eu apenas não pude conter. —Oi — eu digo tentando um sorriso. Eu sinto meu rosto quebrar um pouco e manchas de chocolate seco vão para o chão entre nós.


Ele vira de volta, sobrancelhas subindo quando ele olha. —Posso ajudar você? Concordo com a cabeça em frente a porta que nós dois estamos em pé. —Eu moro aqui. —Você mora? Seu tom implora-me a dizer não, e pela segunda vez em poucos minutos eu vou desapontá-lo. —Sim — eu respondo e estendo a mão, tentando ser educada. —Eu sou Jordan Elliott. —Você está aqui para a tute? —Tute? —Tutoria — esclareço. —Eu estou — ele responde e ignora meu gesto de saudação. Em vez disso, ele se inclina para trás contra o batente da porta e cruza os braços. Seus músculos se flexionando, com destaque para a construção poderosa sob a sua t-shirt. Ele observa o meu foco, e eu forço meus olhos a ignorar a exibição. —E você está atrasada. Sua voz é um estrondo profundo, que eu quero ouvir em repetição até que esteja embalada em um sono profundo, mas eu não me importo muito quando ela sai carregada com irritação. Eu deixo cair a minha mão, envergonhada pelo seu desprezo e decepcionada com sua atitude. Eu estou atrasada, mas ele é obviamente, o tipo de pessoa que não entende que às vezes merda apenas acontece. —Bem, como você pode ver — eu mordo fora quando eu dou-lhe a volta para abrir a porta — Minha tarde tomou uma pequena guinada para pior.


Escavando minha mochila do chão, eu a coloco sobre meu ombro e sigo Jordan para dentro do apartamento, fervendo por dentro. Sim, foi rude não apertar a mão dela, mas ela se parece como alguém que rolou em uma pilha gigante de merda, para não mencionar que eu não quero estar aqui. Talvez esteja mal humorado por conta própria, mas não preciso de ninguém tentando me fazer melhor porque é um exercício de futilidade. Eu nunca vou ser inteligente, ou cortante, ou realizar uma significativa conversação que não inclui o objeto futebol. Eu nunca vou ser normal. Eu sou quem sou, e tenho que aceitar que isso é tudo que vou ser, sem alguém tentando me dar falsas esperanças. Não há dúvida que Jordan planeja fazer exatamente isso. Que desperdício de porra de tempo. Depois que fechei a porta do apartamento atrás de mim, Jordan se vira para mim, levantando o queixo como se estivesse fazendo o seu melhor para sua merda juntos. —Olha — diz ela com um sotaque que eu estou certo que é australiano. É ela uma estudante de intercambio. Meu tio me deu o mínimo de informação. — Eu sei que estou atrasada e sinto muito, mas realmente preciso para tomar um banho antes de começar. —Começar o quê? Operação fazer crescer em Brody um cérebro?


Apesar da vergonha por minha pele formigando como uma erupção cutânea de calor, eu rio do absurdo. Jordan ergue a cabeça. —O que? Eu dou de ombros e dou-lhe uma rápida olhada uma vez mais. Seu cabelo e características estão principalmente escondidos com o endurecido treco marrom e manchas brancas, mas posso ver que ela está vestida em um uniforme de futebol, caneleiras e chuteiras ainda no lugar. —O que é tudo isso sobre você? — Inclinando-me, eu dou uma fungada audível. Ao invés de cheiro de estrume, ela cheira doentiamente doce, como torta de creme de chocolate. — Hummm, xarope? Você está coberta de molho de chocolate? O que aconteceu? — Eu pergunto, mesmo que não haja nenhuma dúvida a menina acabou de ser batizada. Eu vi calda de chocolate ser usada uma vez ou duas em oportunidades de batismo, bom demais para ignorar. —Foi um excêntrico jogo sexual que deu errado? — Há algo de familiar nos olhos azuis claros que estreitam com o meu insulto, mas não sei o que é. Eu inclino a minha cabeça, trazendo um sorriso aos lábios. Eu estou sendo um idiota, mas é melhor sua raiva do que sua pena. —Você sabe que é suposto tirar a roupa antes de deixar um cara lamber xarope em suas tetas. Jordan estuda-me por um momento. — Obrigada pelo conselho. Eu vou ter a certeza de me lembrar disso na próxima vez. Eu quero rolar meus ombros, acalmar a irritação por não ter conseguido irritar ela. De fato, eu só quero sair. —Olha Jordan, não sei o que eles estão pagando para você me ensinar, mas seja o que for, eu vou dobrar isso para que você. Suas sobrancelhas atirar-se por baixo do revestimento de chocolate no rosto. —Você vai me pagar para não tutorear você? —Isso é o que eu disse, não é? Jordan balança a cabeça. —Eu acho que não tinha certeza se eu ouvi direito.


—Bem, você fez, então o que eles estão pagando? Vinte dólares por hora? Depois de rir sem rodeios, ela diz — Duzentos e cinquenta. —Isso é tudo? Eu não acredito nisso. Ninguém no seu perfeito juízo iria concordar com isso. Jordan tem uma agenda secreta e só podia ser uma coisa. Fúria começa a construir no meu peito. Despejo minha mochila no chão, meu olhos estreitos quando eu ando em sua direção, meus passos lentos e deliberados. Ela se desloca para trás, olhos ampliando. Eu pressiono meu corpo de pé sobre ela, a ampla largura de meus ombros intimidante e hostil. —O que você quer de mim, Jordan Elliott? Dinheiro? Informações privilegiadas sobre a minha vida para que você possa vendê-las para a imprensa? — Pego seu queixo na minha mão, forçando o rosto para cima para que ela possa ver o desprezo ardente dos meus olhos. —Ou você está apenas atrás de uma foda? Você quer que todos saibam que você teve a honra de chupar meu pau? Jordan empurra o queixo livre de meu aperto e finalmente eu tenho a raiva dela. —Você é um idiota! — Ela empurra o meu peito, ela pode ter força, mas não é o suficiente para me empurrar dos meus pés. Eu nem sequer me movo. —Você pode ser um pacote bonito Kyle Davis, mas por dentro você é um burro vaidoso, feio — ela sussurra com raiva — E eu não tenho tempo para pessoas como você! Um sorriso abre caminho para os meus lábios. —Você acha que sou bonito? Jordan enfia um dedo na direção da porta do apartamento. — Saia! É uma vitória vazia, mas estou levando isso de qualquer maneira. Atirando minha mochila sobre meu ombro, estou a meio caminho da porta quando percebo que ela me chamou de Kyle Davis. —Espere — Faço uma pausa e volto ao redor. —Do que você acabou de me chamar?


—Um idiota! — Ela grita, e eu parto quando uma bola de futebol vem voando para o meu rosto. Jordan tem uma pontaria excepcional, mas eu tenho melhores reflexos. Ela navega passando, batendo na parede do corredor atrás de mim antes de saltar para trás e bater no batente da porta com um baque alto. A arma improvisada cai para o chão e eu coloco um pé sobre ela, firmando-a antes de ir para baixo e a pego. Eu dou um passo dentro do apartamento, a bola debaixo do meu braço. —Você acabou de me chamar de Kyle Davis? —Desculpe Sua Alteza — Jordan arqueia teatralmente, e parece ridículo, considerando que ela está totalmente suja em uniforme e chuteiras de futebol. —Será que vou entrar em combustão espontânea se disser o seu nome em voz alta? Será que vai dar azar a mim? Ou você prefere algo mais formal, como Sr. Davis? —Jordan zomba de mim — Se você me permite acho que idiota tem uma melhor colocação no seu caso. Meus lábios se contorcem e tenho que conter a vontade de rir em voz alta. Jordan não tem ideia de quem eu sou. Por alguma razão, ela parece pensar que sou o babaca do meu tio. Isso significa que devo estar errado. Como Jordan pode ter uma agenda secreta se ela não tem ideia de quem sou? Alcançando atrás de mim eu fecho a porta, fechando-nos de volta para dentro do apartamento de novo. Suas sobrancelhas se arqueiam. —O que você está fazendo? —Você quer saber do que me chamar? — Deixando cair minha bolsa e a bola de futebol no chão, eu me inclino contra a parte de trás da porta, dobro meus braços, e sorrio preguiçosamente. — Que tal de Senhor ou talvez Mestre? Jordan faz um som que sai algo como um grunhido agudo e pega um telefone que está descansando no balcão da cozinha ao lado dela. — Que tal você ir embora? Tenho certeza que Professor Draper pode providenciar outro tutor para você. Eu dou de ombros, como se não me importasse, mas sei que o meu tio só irá atribuir outro tutor no lugar de Jordan.


Por mais que não queira estar aqui, eu prefiro Jordan sobre qualquer outro alguém. Eu talvez não saiba a sua razão para se inscrever para isso, mas pelo menos sei que não é porque ela está olhando para mim com sinais de dólar em seus olhos igual a maneira que outras meninas fazem. —Se você não consegue ser minha tutora, em seguida, por todos os meios, dê-lhe uma chamada. Jordan bufa, seus dedos parando sobre a tela do seu telefone, e sei que eu tenho a atenção dela. Ninguém jamais iria dizer ao meu tio que eles não podem lidar com o que ele está pedindo e ela sabe disso. —Você é uma verdadeira merda de trabalho, você sabe disso? Eu sorrio, por esse tempo um real, e caminho em direção a sala de estar. —Você acha que é fácil ser um idiota? — Afundando no sofá, pego o controle remoto e coloco minhas pernas em cima na mesa de café, cruzando-as no tornozelo. — Pegar uma bola de futebol jogada em minha cabeça e me acusar de ser um burro pretensioso não é tão divertido quanto parece. —Eu não posso imaginar — ela murmura e joga seu telefone de volta no balcão. Apontando o controle remoto para a televisão, acho ESPN e procuro qualquer esporte que esteja jogando. — Va ter o seu banho Jordan — eu ordeno, meus olhos fixos na tela — E quando você sair pode me fazer algo para comer, porque eu estou com fome e então você pode fingir me ensinar algo. —Fazer algo para você comer não faz parte do meu trabalho, a menos que você queira desgastante — ela se queixa passando por mim. —Mal-humorada — murmuro, mas ela está muito longe para ouvir, já caminhando para o banheiro e batendo a porta atrás dela. No segundo que ouço o chuveiro começar a correr, eu jogo o controle remoto de volta na pequena mesa de café, e fico de pé. Eu quero saber apenas quem Jordan Elliot é, assim faço o meu caminho em direção a seu quarto.


O banheiro está entre dois quartos, então tendo um palpite escolho o da direita. Eu tenho que piscar quando entro, porque ele não se parece com nenhum quarto de menina que já vi, e tenho visto mais que o meu quinhão. Não há bugigangas revestindo todas as superfícies disponíveis, ou lembranças de eventos passados que significam algo, não há imagens na parede, apenas ... Não há personalidade. Eu me pergunto se Jordan tem por debaixo daquele exterior de atleta dela. Há um quadro de cortiça preso à parede assim eu estudo sua agenda, e a contragosto fico impressionado. A lista detalha uma carga horária insuportavelmente cheia de assuntos que só alguém brilhante e talentoso poderia possivelmente superar. Faz-me sentir como mais de um merda, se isso é mesmo possível. Descansando ao lado de um a estante tem dois cartazes enrolados. Eu cometo o erro de desenrolar um. Cristiano Ronaldo olha para mim com olhos ardentes. Tremo só porque é quase o suficiente para me sentir violado. Desenrolo o cartaz mais um pouco, revelando-o no lustre, e eu estou aliviado ao vê-lo segurando uma bola de futebol na frente de seu pau. Eu deixo cair o cartaz como se fosse uma cascavel e lanço-o de volta no canto. Bem, ao menos eu sei que ela não é lésbica. Com um suspiro, eu deito na cama da Jordan, colocando minhas mãos atrás da cabeça e fechando os olhos. Depois de tomar uma respiração profunda, o cheiro doce de baunilha faz cócegas em meu nariz e minhas sobrancelhas se unem. E eu lá sei como é o cheiro de baunilha, mais cheira a isto, não é? —Você está bastante confortável? Meus lábios se curvam instintivamente, sem me importar que Jordan me encontra em seu quarto deitado em sua cama. —Não o bastante. Talvez se abaixasse a iluminação um pouco e me cantasse uma canção de ninar? Uma toalha molhada me dá um tapa na cara.


Meus olhos se abrem e eu retiro a toalha com uma risada. Ela morre rapidamente quando me levanto em um cotovelo e deixo meus olhos fazerem uma viagem para cima. Apenas uma palavra me vem à mente. Deliciosa. Jordan está vestindo um short preto de lycra de ginástica. Eles são minúsculos, abraçando seus quadris e bunda de uma forma que me faz inveja. Eu quero ser aqueles shorts de ginástica. Meu olhar sobe mais alto para a parte superior do seu corpo. Seu top é branco e fino, satisfatoriamente fino, e ela não está usando um sutiã. O contorno de seus mamilos é claro e meu pulso começa a bater mais rápido. Eles não estão eretos. Em vez disso, eles estão macios e quentes debaixo do algodão confortável. Eu lambo meus lábios. Eu quero passar minha língua sobre cada um por vez, e chupa-los dentro da minha boca até que endureça, qual será o seu gosto, será doce como o doce mais doce. —O que você está fazendo no meu quarto? — Seus braços se cruzam rapidamente sobre seu peito quando ela percebe que estou olhando para as mamas dela sem pedir desculpas. —Hum? — Murmuro. Meus olhos finalmente alcançam seu rosto, e eu chupo uma respiração irregular. Eu não tenho certeza se ainda sei como respirar. Sério é ela. A atleta loira que foi repreendida por estar atrasada para a aula de direito empresarial e ética... Porra. Como no inferno não percebi? —O que você está fazendo no meu quarto? — Ela pergunta novamente. Eu balanço minha cabeça para limpá-la e acalmar o pulsar quente do meu pau para que possa dar uma resposta. —Eu estava procurando por evidências de uma personalidade — eu respondo e aceno minha mão casualmente, vendo o quarto estéril e chato. — Claramente eu falhei. Ela tenta segurar o riso pressionando rapidamente os lábios. —Ha! — Grito, e o som sai um pouco rouco. —Eu fiz você rir. Apesar que de repente desejo não tenha feito. O som é quente e gutural e ressoa dentro de mim, e não ajuda em nada para me acalmar. Sento-me e deixo a toalha úmida cair para o meu colo, escondendo a furiosa ereção na minha bermuda.


—Parabéns. — Jordan revira os olhos e pega um moletom com capuz que está pendurado na parte de trás da cadeira em sua mesa. Ela o coloca rapidamente e empurra para trás o capuz, despenteando seu cabelo longo e úmido. —Obrigado. — Eu examino as paredes nuas de seu quarto novamente. Livros didáticos é a única decoração em suas prateleiras. Seus livros adicionam cor ao mobiliário branco austero. — Então, qual é a coisa com o quarto, Jordan? Parece mais com o interior de um quarto de prisão aqui. Jordan afunda na cadeira e enfrenta-me, cruzando os braços. — E você conhece o interior de um desses, muito bem? —Não. Minha ficha é tão limpa como a de um coroinha. Então? — Eu pergunto de novo. Ela encolhe os ombros. —Estou aqui com uma bolsa esportiva internacional da Austrália. Trouxe apenas o que —poderia caber na minha mala. Mais uma vez, estou impressionado. Esses tipos de bolsas de estudo são difíceis de conseguir. Você tem que ser um fenômeno atlético para obter uma. Agora estou sentindo a compulsão de ir assistir um jogo de Jordan. Eu quero saber se ela vive e respira o jogo tão duro quanto eu. Eu quero vê-la em ação. Eu quero vê-la sem fôlego e suada. —Mumm. —O que? Eu deito de volta em sua cama, colocando minhas mãos para trás da minha cabeça. Meus olhos se fixam no teto. Eu quero saber sobre a vida que ela deixou para trás para vir aqui, mas eu deixo para outra oportunidade. Em vez disso, pergunto o que está pesando mais em mim. —Por que você está me dando aula? —O professor Draper me pediu — é sua resposta simples. —E você concordou. —Bem, sim. —Por quê? — Eu abro meus olhos e inclino minha cabeça no travesseiro, olhando fixamente em seus olhos. —Por que você?


—Meu irmão é disléxico. Eu o ajudei até o ensino médio. Eu cerro os dentes, irritado. —E daí? Isso de alguma forma faz de você um especialista? O suspiro de Jordan é longo e profundo. —De modo nenhum. — Eu disse ao professor que não estava profissionalmente qualificad a para fazer algo assim, mas tudo o que ele disse foi que era para eu lhe fornecer alguns mecanismos de estudo e ajudá-lo através de seu último ano. Foda último ano eu quero dizer, mas mantenho isso para mim mesmo. Eu deveria ter saído no primeiro ano. Eu nem deveria estar aqui. A razão pela qual não fiquei não é da conta de ninguém, e ainda pesa sobre mim como um bloco de concreto. Os meios de comunicação disseram que eu tinha escolhido ficar para ganhar mais experiência e melhorar o meu jogo, em vez de declarar o projeto. Fazia sentido o suficiente para não questioná-los, mas agora estou preso, e não há qualquer chance que vou falhar novamente. —Você acha que pode me ajudar? — Eu pergunto, quebrando o silêncio. —Eu não sei. —Pelo menos você é honesta — murmuro, e meus olhos voltam ao teto. Ela não está me enchendo de chavões vazios de esperança falsa como eu tinha previsto. Eu a respeito por isso. —Posso fazer uma pergunta agora? Viro-me de lado, descansando minha cabeça no meu cotovelo, e olho para ela. É difícil não olhar. Há algo sobre ela que faz com que seja difícil arrastar meu olhar para longe. Não porque ela seja descontroladamente bonita, mas mais como ela sendo autêntica, eu acho. Um profundo conhecimento que Jordan é alguém que posso confiar. Com qualquer coisa. —Ok. —Você queria saber por que eu fui escolhida, bem... Eu quero saber, por que agora? Por que esperar para ser tutelado no final do jogo?


Eu dou de ombros. —Eu nunca fui oficialmente diagnosticado. Não é algo que nós reconhecemos em minha casa. Em vez disso, meus pais escolheram varrer o constrangimento para debaixo do tapete. E eu nunca fui tutelado. — Seus olhos se arregalaram, e sei que ela está querendo saber como cheguei até aqui por minha conta. Força pura de vontade, talvez? Qual é o ponto? Meu cérebro está ligado de forma errada. Você não pode simplesmente religa-lo e fazê-lo funcionar como todo mundo faz com outra coisa. Faço uma pausa por um momento, meu queixo tenso e eu lhe digo o que não tenho dito durante tanto tempo que nem me lembro. —Você não pode ajudar alguém estúpido. As sobrancelhas de Jordan reúnem-se e seus lábios partem, e eu sei que ela está pronta para protestar contra a minha declaraçã o. Ela tem que. Ela é minha tutora. Mas eu não quero ouvir isso. Eu simplesmente não posso. Por um momento me odeio. Eu odeio o jeito que sou. Que não posso encontrar alguém como ela e me sentir como igual. Minhas mãos enrolam em punhos. Eu sou o atleta clichê que todo mundo gosta de fazer piadas sobre isso e me frustra além de toda conta. Felizmente seu telefone começa a tocar uma música estridente que estou familiarizado e desvia sua atenção. Ela o deixa tocar. —Kyle... — Ela começa e eu me encolho, porque eu realmente esqueci que ela pensa que sou outra pessoa. Seu telefone começa novamente e ela exala com uma bufada irritada. Eu levanto minhas sobrancelhas. —Você não vai atender isso? —Espere aqui — ela ordena e sai da sala. Não é provável. Essa é a minha sugestão para encerrar a noite. Para ir para casa para o meu apartamento e dobrar a raiva dos meus pequenos demônios na cama. Deus sabe que eles precisam de seu descanso. Eu verifico o meu relógio. Nossa sessão deveria ter terminado a meia hora atrás. Eu rolo para fora da cama da Jordan e a encontro na cozinha, onde ela está discutindo com alguém no telefone. Atirando minha mochila sobre meu ombro, eu chamo a atenção dela.


—Eu não estou usando o vestido roxo — ela grita no telefone e olha em meus olhos. —Está muito alto. —Eu tenho que ir — eu digo silenciosamente. Jordan balança a cabeça para mim, segurando uma palma para eu esperar. —O que está dizendo? — Diz ela no telefone. —Aqui estou. Fodame. Isso é o que ele está dizendo. Eu aceno e ela franze a testa. —Eu tenho que ir — diz ela —Eu vou te buscar. Esse comentário parece causar um monte de alto protesto do outro lado. —Bem. Pegue-me então. Vejo-te daqui a pouco. Eu já estou na porta quando ela desliga. —Festa? — Pergunto. —Minha primeira festa de fraternidade. Jordan diz com uma careta, e enquanto ela não está transmitindo inocência ingênua, não... Ela está realmente com uma vibe animal sobre ela, ou seja, o que significa que é provável que ela não tenha a menor ideia de como selvagem eles podem chegar a ser. Eu tenho que parar e não me oferecer para levá-la, porque isso seria um movimento lunático da minha parte. Eu estou em uma pausa de menina. Isso significa que meu pau não pode estar perto, ou em uma buceta de qualquer menina. É suposto me impedir de me distrair e manter-me focado no futebol, mas eu sou um saudável, com tesão, homem de 21 anos de idade. O que praticamente significa que sou um tesão ambulante. Então, na realidade, esta pausa vai matar-me de vez. Ou criar bolhas em minha mão direita. Cor inunda as bochechas de Jordan, e eu percebo que estive ali de pé, segurando seus olhos por mais tempo do que o necessário. Sua língua se lança para fora a lamber ao longo de seu lábio inferior e meu olhar cai para a boca. A sua boca exuberante e rosa, como algodão doce, e meu desejo é ter um gosto para saber se realmente é doce me bate forte.


—Bem, desfrute — eu digo a ela e viro a chave abrindo a porta da frente antes que faça algo precipitado, como prensar ela na parede e festejar em sua boca como um homem faminto. Faço uma pausa antes de sair de seu apartamento. —Posso te dar um conselho, de um cara que vai a festas desde sempre? —Claro — ela responde, e a palavra solitária sai um pouco ofegante, como se ela quisesse que eu me banqueteasse em sua boca também. Eu mordo de volta um gemido. —Não aceite bebida de alguém que você não confia com sua vida. Ok? Saio então, já no meio do corredor quando ela coloca a cabeça para fora e grita: —Espere! O que dizer sobre a nossa próxima. Virando, eu ando de costa por um segundo. —Meu tio me deu o seu número. Eu ligo para você.

Depois de descer as escadas, eu abro o zíper da minha bolsa e pego meu boné de beisebol e óculos de sol, colocando ambos. É início da noite quando faço meu caminho em torno do estacionamento, mas ainda há um pouco de luz no céu e o ar é fresco. É só o que preciso para esfriar a luxúria intensa correndo através do meu corpo, como se houvesse um animal sob a minha pele à espera de ser desencadeado. A mão que puxa as chaves do meu bolso está um pouco instável, e merda eu preciso chegar em casa e ter uma ducha fria. Gelada.


Os estudantes estão indo e vindo em todos os lugares, a área densa com foliões em vários estágios de chegar onde eles precisam estar. Meu carro se destaca entre os outros. Um novo Chevrolet Suburban 9 preto. Praticamente todos no campus sabem que é meu, assim como fazem a maioria fora do campus. —Sup. — Madden! Alguém grita. Eu aceno, mas movo-me rapidamente para o meu carro, parando para tomar duas tiras de papel por baixo do limpador de para-brisa. Gritos selvagens vêm de perto quando eu embolso-os. Eu não leio as notas, mas sei que eles são números de telefone com palavras sexualmente sugestivas anexadas. Uma rápida olhada ao redor mostra um grupo de meninas coradas olhando em minha direção. Eu me pergunto quanto tempo elas estão em pé perto do meu carro. Jordan é o único foco na minha mente agora, então tudo o que posso fazer é piscar-lhes um sorriso distraído enquanto aciono os bloqueios em meu SUV. —Ei, Brody! — Um grupo de irmãos da fraternidade anda perto de mim, e eu paro. —Você vem para a festa hoje à noite? —Não é possível. Saindo para um jogo fora amanhã. Eles balançam a cabeça em conjunto. —Legal. O meu telefone vibra no meu bolso, então puxo para fora, olhando para a tela. Meu pai. Se eu não atender, ele vai apenas continuar a tocar até que atenda. Egoísta. Ele não consegue entender que o mundo não gira em torno das pessoas beijando sua bunda. —Eu tenho que atender isso caras. Vejo você mais tarde, ok? Eles correm na direção que eles vieram, e eu deslizo dentro do meu carro e atendo o telefone. —Pai. —Sua mãe disse que você não tem aparecido por duas semanas. Jantar em casa, domingo às seis.

9

Modelo de SUV da Chevrolet


Meu queixo trava. Olá, Filho, como você está? Eu vi você chutar o traseiro no jogo neste fim de semana. Estou tão caralho de orgulhoso. —Temos um jogo fora. Eu não tenho certeza que vou estar em casa até lá. Eu vou estar, mas vou estar exausto demais para lidar com drama familiar. —Segunda-feira então. Certifique-se de ganhar — é o comentário de despedida antes de desligar. Eu lanço o celular com raiva no portacopos e ligo o carro, saindo rapidamente. Quando chego ao meu apartamento, Jaxon está espalhado no sofá de couro da marinha, mexendo em seu telefone, e Eddie está lá gritando com um jogo de baseball passando na ESPN. Ele é um dos nossos linebackers 10 e o maior cara de toda a equipe. Seus cotovelos estão descansando em seus joelhos, e ele está inclinando-se como se eles realmente pudessem ouvir seus insultos. Eddie tira os olhos da tela e olha para mim. —Onde diabos você estava? Jaxon olha acima de seu telefone, a mesma pergunta em seus olhos. —Desculpe mãe, eu passei do toque de recolher? —Ainda não, Filho — ele responde, sorrindo e retorna os olhos para a televisão enquanto fala. —Porque Damien foi comprar cerveja e estamos todos indo para a festa hoje à noite. —Eu não vou — digo a eles e vou pro meu quarto, jogando minha bolsa no canto. Fico em duvida entre uma ducha fria ou punheta, quando meu estômago ronca. Eu vou para a cozinha fazer um sanduíche ao invés. Damien está lá. Ele tem uma menina pressionada contra o balcão, as mãos em baixo de sua minúscula saia e os lábios ligados ao seu pescoço. Sua cabeça jogada para trás, uma perna ao redor de sua cintura enquanto ele moe contra ela. Linebackers são membros do time de defesa e se posicionam pelo menos 4 metros atrás da linha de scrimmage, atrás dos homens da linha defensiva. Linebackers normalmente se alinham antes do snap da bola, atacando os lados da linha ofensiva adversária. 10


Eu passo ao redor deles e pego um pedaço de pão. Minha cabeça está dentro da geladeira quando a menina deixa escapar um gemido profundo. Viro-me com meus braços carregando queijo, tomate e fatias grossas de presunto. Damien tem seus dedos empurrados profundamente dentro dela, e está tudo à mostra. Eu balanço minha cabeça com desgosto. Eu não sou um puritano, mas a menos que você esteja participando de algum tipo de orgia selvagem, sexo é melhor manter privado, e é uma das razões pelas quais eu quis este apartamento fora do campus. —Cara, isso aqui não é o banheiro publico — digo a ele, jogando tudo no balcão tão longe quanto possível de sua exposição sexual. — Eu estou tentando fazer algo para comer aqui. Os lábios de Damien deixam o pescoço da garota, mas ele não faz nenhum esforço para se mover. Sua conquista mal reconhece minha presença. Seus olhos estão fortemente dilatados e seu corpo lânguido. Ela está perdida e Damien não parece melhor. —Você quer ela depois? Faço uma pausa no meio de cortar um tomate para levantar minhas sobrancelhas para ele. — Se eu quero seus restos? Não, obrigado, eu prefiro ... —Minha mente vai imediatamente para Jordan e quanto eu a quero. Eu corto esse pensamento na altura do joelho. A menina grita enquanto Damien continua a foder com os dedos. —Você prefere o quê? —Eu prefiro admitir a derrota para Ok, Lahoma? —Cara! Eddie grita da sala de estar enquanto eu coloco presunto e queijo no meu sanduíche. —Se eu ouvir isso sair da sua boca de novo, eu vou lavá-la com sabão. —Sim, mamãe! — Eu grito de volta. Deixando minha bagunça em cima do balcão, eu manobro em torno do casal do sexo e caminho de volta para o meu quarto, dando uma mordida gigante no meu sanduiche enquanto volto. —Oh hey, eu esqueci de dizer-lhe.— Jaxon olha acima de seu telefone, e a presunção em seu rosto me faz parar.


—O quê? — Murmuro em torno de um bocado de presunto e queijo. —Fui para aquela garota loira em nossa aula de lei. Meu corpo se encaixa com atenção imediata, reforço cada musculo pra não demonstrar nada. Vendo pelo brilho nos olhos de Jaxon, eu sei exatamente a quem ele está se referindo. Paro ao lado do braço do sofá, fingindo interesse na televisão enquanto como o meu sanduíche. —O pintinho loiro? —O pai deu uma bronca nela. Ela se sentou ao seu lado, lembra? — O sorriso de Jaxon é autoconfiante quando ele joga o telefone na mesa de café, preparado para continuar a conversa em foco. Falar sobre meninas é o que ele quer fazer, ele faz isso como se não fosse o seu assunto favorito. Eu nunca entendi como ele pode se divertir tanto e dormir com tantas meninas ao mesmo tempo e conseguir manter um GPA perfeito. —Eu acho que ela gosta de mim. Eddie bufa. — Você acha que qualquer coisa com um pulso gosta de você. — Jaxon ignora a ofensa verbal de Eddie. —Ela está indo para a festa da fraternidade hoje à noite. Eu vou fazer minha grande jogada — ele anuncia, agarrando seu pau sobre seus shorts e dando-lhe um aperto lascivo. Eu engulo o último pedaço de sanduíche como se fosse serragem, e com ele vai o rosnado territorial que estava subindo na minha garganta. Quando eu falo, minha voz sai como uma lixa. —Sim? Qual é o seu nome? —Jordan. Legal né? Nós combinamos. Jaxon e Jordan. O pensamento das mãos de meu primo em todo o corpo de Jordan me faz querer quebrar alguma coisa em dois. Ou seja, estranho, por que afinal Jordan não é ninguém especial. Pelo menos não para mim. Ela é apenas a minha tutora. —Oh, isso é tão adorável — diz Eddie com sarcasmo e um rolar de olho. —Em seguida, você terá camisetas decoradas dele e dela combinando. Eddie está de mau humor, e quando ele coloca sua perna direita em cima da mesa para elevá-la, eu sei que sua lesão dói.


Levantando, eu escovo migalhas das minhas mãos e empurro meu queixo no joelho. —Você deve colocar uma compressa sobre isso. —Sim — Eddie murmura. — Eu trabalhei com muita força no ginásio esta manhã. —Onde você está indo? Jaxon grita quando eu começo a ir para o banheiro. —Chuveiro — eu digo sobre meu ombro. Uma ducha fria. — Parece que temos uma festa para ir a hoje à noite.


Eu posso ouvir sons abafados de riso dos estudantes, gritos no corredor, e a festa em andamento, tudo ao mesmo tempo que sento-me na minha mesa tentando estudar. Um livro pesado encontra -se aberto na minha frente, o modelo de macroeconomia zombando de mim com a sua complexidade. Parágrafos de texto estão envoltos em amarelo gritante. Eu sei que fiz os destaques porque o marcador colorido descansa na minha mão, mas não me lembro de ter feito isso. Kyle Davis é como malware 11. Ele está infiltrado no meu cérebro em um ataque de vírus furtivo. Toda vez que tento focar, ele aparece na minha cabeça igual às janelas de pop-up de internet mais rápido do que você pode fechá-las e pronto já abriu. Você sabe quando isso acontece, que é quando você abriu algo que você não deveria. ter aberto. Eu bato meu texto fechado e atiro para baixo o meu marcador com nojo. Ele rola fora da borda da mesa e voa sob a cama atrás de mim. Quando eu giro em minha cadeira para recuperá-lo, meus olhos caem no lençol amarrotado onde ele fez-se confortável antes. MALWARE hardware, cavalo de Troia e spyware. O termo malware é proveniente do termo em inglês Malicioso software. Trata-se de um software destinado a se infiltrar em um computador alheio de forma ilícita, com o intuito de causar algum dano ou roubo de informações (confidenciais ou não). 11


Meu pulso dá um pequeno salto com a lembrança dele deitado com os olhos fechados depois do meu banho. Se só assim eu pudesse fingir que ele é o idiota que eu acho que ele é, mas eu sei que ele não é. O professor obviamente, obrigou-o a isso, e nós todos não acatamos quando encurralados em um canto? Quando alguém conhece nossas fraquezas e pode tão facilmente trair-nos com elas? Talvez não fosse tão óbvio para qualquer outra pessoa, mas é para mim. Meu irmão utiliza para lançar-se da mesma maneira. Voltando-me ao redor, eu abro meu laptop e vou para a guia onde o Facebook fica aberto. Clicando na caixa de pesquisa, eu digito o nome de Kyle Davis. — Nenhum resultado encontrado para a sua pesquisa. Verifique sua ortografia ou tente outro termo. É chamado de pesquisa, e algo que somos ativamente encorajados a fazer na faculdade. Tenho certeza que ele não parece tão bom quanto eu me lembro dele. Se eu pudesse apenas encontrá-lo e ver algumas fotos bêbadas inoportunas, ele irá limpar a distração direito do meu sistema, e assim voltar para o meu livro. Eu vou para clicar em Enter quando soa o Skype para mim. O barulho do sino repetitivo é alto e exigente, e por que não seria quando é Nicky na outra linha. Eu atendo a chamada e o rosto de meu irmão inunda minha tela, o gorro cinza em sua cabeça me faz lembrar que é inverno na Austrália, e frio. Meu sorriso imediato é quente. —Ei, Nicky. Ele retorna. —Como vai minha irmã favorita? Meu sorriso se transforma em um rolar de olho. —Você quer dizer a sua única irmã? —E graças a Deus por isso. —Há.Ha. Ele se recosta na cadeira se alongando. No meio de um bocejo, ele pergunta: —Como foi o jogo?


Eu faço a matemática na minha cabeça. Sydney é quinze horas à frente por isso é sábado de manhã em casa. Uma onda de saudade rola em cima de mim, e eu tenho que forçá-la de volta. —Bom — eu consegui falar. —Bom? Isso é tudo que eu recebo? —Vencemos — eu ofereço. —E? — Ele pergunta. —Marquei dois gols. Um deles de cabeça nos cinco minutos finais o que conquistou, assim ganhamos o jogo. Nicky balança a cabeça, como se ele não acreditasse, mas acredita tudo ao mesmo tempo. Ele é orgulhoso, mas sempre se esforça para colocar seus sentimentos em palavras. —Você é porra incrível — diz ele finalmente e olha para longe por um minuto. Eu não perco o brilho de tristeza em seus olhos que ele tenta esconder, ou a maneira como ele engole em seco. Não importa o quanto ele queira esse sucesso para mim, ou que ele queira ainda mais do que eu faço, é porque cada vitória me leva mais perto do meu sonho e um passo além dele. Só temos um ao outro. Tem sido só nós dois contra o mundo, desde o início. E agora não é mais assim. Uma pontada quente bate meu peito. —Nicky — eu sussurro e levanto a mão para a tela, colocando a palma da minha mão plana contra a sua, sinto um zumbido de calor. Ele levanta a sua própria, e por um breve momento parece que estas se juntam, apesar de estarmos separados por meio mundo de distância. —Você também. —Aww que nojo — diz ele provocativamente e deixa cair sua mão. Então o momento passa. Digo-lhe sobre minhas compras. Isto o faz rir e ouvir seu riso aquece minhas entranhas. Por sua vez, me conta sobre sua noite fora em uma festa elitista que foi com seu melhor amigo, Ben, e como eles foram chutados para fora quando seu amigo perdido foi pego fazendo xixi no vaso de plantas dentro da casa.


—Oh meu Deus, isso é nojento — eu guincho. —E o cara trabalha com paisagismo comercial. Não faz xixi em plantas isso é ir contra cada o código de ética com o que ele trabalha? Nicky ri. —Eu entendi bem? Antes que eu saiba, meia hora se passa e um rap afiado tem a minha porta do quarto aberta e interrompe nossa conversa. —Por que você não está pronta para ir? — Leah exige saber, e eu me volto na minha cadeira. Seu escuro cabelo castanho está solto e ondulado, e ela está vestindo um par de calças quentes pretas com uma blusinha esvoaçante na cor de morangos maduros. Isso deixa de fora de sua linda pele cor de mocha e ombros levemente musculosos. É quando ela vê o meu irmão na tela. —Ei, Nicky. —Leah — diz ele. —Como tá indo? —Poderia estar melhor. —Sim? —Nós temos uma festa para ir comemorar nossa vitória, mas eu tenho que lidar com sua irmã em um vestido e levá-la porta afora... —Boa sorte com isso — diz ele e boceja novamente. —Vou deixar vocês saírem. Falo com você mais tarde, Jords. — Nicky inclina-se com um dedo pairando sobre o teclado para terminar a chamada pelo Skype. Ele olha para cima brevemente, olhos do mesmo azul claro como os meus, olha para mim duro. —Esteja segura, ok? Após suas palavras de despedida, a tela fica preta. —Bem... Isso foi intenso. — Leah estremece dramaticamente. —O que foi? — Pergunto e fecho meu laptop com toda a pressa, porque o Facebook está agora amplamente aberto, o nome de Kyle piscando brilhantemente na caixa de pesquisa. —Como Nicky ficou todo feroz antes de desligar. Ele foi bem quente na verdade. —Leah... — Eu levanto e faço uma garra para o vestido roxo que está amassando com as mãos. —Este é meu irmão. —O que? Eu não posso pensar que seu irmão é quente?


—Não. É uma ordem — eu informo antes que eu jogue o vestido na cama e tiro meu casaco. Deixo-o cair no chão. —Não cobiçarás o irmão da tua melhor amiga ou a tua melhor amiga irá vomitar. Tiro meu top branco, e desço o short de ginástica para baixo em minhas pernas sem timidez. Após anos de vestiários, me despindo na frente das minhas amigas e companheiras de equipe não é muito de um grande negócio. —Tua amiga tem os olhos em sua cabeça, e ele é quente como o inferno então cale a boca. Eu ronco em resposta quando eu deslizo o vestido roxo até as minhas pernas me contorcendo no lugar. É elástico e sem alças, e muito brilhante. Minha mãe sempre me ensinou a nunca odiar, então eu vou dizer que eu realmente não gosto de roxo. Ele me faz lembrar a minha infância de Barney, o Dinossauro. Ele era meu brinquedo de pelúcia favorito e eu o levei em todos os lugares para o aborrecimento do meu irmão, mais especialmente por que a Barney foi concedido certos privilégios, como seus próprios doces após o jantar, que iriam para mim. Naturalmente, porque pobre Barney não podia engoli-los. Um dia Nicky me mostrou uma foto de Barney na internet, com olhos vermelhos e empunhando um machado manchado de sangue. Eu ainda vivo com o trauma e o medo da cor roxa. Roxo significa Barney, e Barney é ruim. Eu lancei o meu olhar para baixo para recolher o vestido com um estremecimento. Eu não tenho que usar um sutiã, sob o tecido elástico simplesmente porque não preciso disso. Minhas curvas são menos do que notáveis. Minha comissão de frente é infelizmente pequena, mas firmes a minha vida inteira. —Vire-se — ordena Leah. Eu me viro e ela puxa a barra para baixo até que ela se encontra em seu devido lugar, que é assustadoramente perto das bochechas da minha bunda. —Um cara vai te comer hoje à noite, Elliott. Você esta deliciosa. — Ela diz com alegria, e só porque ela tem Hayden, que é como a antítese de idiota, então ela não sabe de nada. Até por que mesmo assim, meus pensamentos se voltam imediatamente para o macho que recentemente tinha habitado meu quarto e eu reprimo um arrepio.


—Estou? — Virando-me para encará-la, cruzo os braços e arqueio uma sobrancelha. —Melhor do que mergulhada em xarope de chocolate? —Devemos ir — diz ela rapidamente e gira para sair. —Não tão rápido — eu rosno ameaçadoramente e a agarro por sua camisa de morango. É a minha sorte que é esvoaçante atrás dela. Eu pego um punhado e ela para em sua retirada, com medo que eu a rasgue fora do seu corpo. —Foi incrível! — Hayden gritou de algum lugar dentro do apartamento. Pelo eco eu estou supondo que é na geladeira que ele tem a cabeça enfiada. O namorado de Leah tem uma estrutura colossal que vem com um apetite correspondente. O gajo necessita de comida constante apenas para respirar. —Leah me mostrou as fotos! Eu suspiro alto e solto sua camisa, os olhos arregalados com horror da sua traição. —Você postou as fotos? —Eu só mostrei a Hayden. Juro. Eu não iria publicá-las. Vamos lá, Jordan — ela inutilmente começa a acariciar meu ombro. —Todo mundo foi batizado. É um rito de passagem. E só foi um pouco de calda. —Um pouco? — Hayden grita novamente, e o som é abafado porque sua boca está sem dúvida, cheia de comida. A porta da geladeira bate ao fechar, e o som de copos e garrafas atinge meus ouvidos. —Onde você conseguiu tem muito? E você pode conseguir mais? Eu quero lamber. —Ok, Hayden! — Eu grito de volta, cortando-o porquê não preciso ouvir sobre ele lambendo partes do corpo de Leah. Não sempre, mas especialmente não agora, não enquanto minha pele se sente sensível ao toque e o meu corpo e minha mente está enterrado em fantasias selvagens sobre um cara que eu estou supostamente para ser sua tutora.


Depois de deslizar em um par de sandálias cor-de-ouro, deixo Leah me ajudar com a minha maquiagem. Eu sei até onde meus talentos vão, e maquiagem não é um deles. Minha tentativa de fazer olhos de gatinhos sensuais normalmente faz meu rosto parecido como se um gato atacou-o com um marcador preto. Pelo menos Leah sabe o que ela está fazendo. Quando ela termina pega um saco plástico fora da minha cama que está cheio de algo suspeitosamente extravagante. —O que é isso? — Pergunto com cautela, porque o saco apareceu no topo de meus lençóis como se Leah conjurou-o como magia negra. Ela alcança e arranca um lenço cor de rosa, atirando-o ao redor do meu pescoço antes que eu possa protestar. Em seguida, entregou-me um par de óculos de sol, o plástico de uma cor fúcsia correspondência com lentes escuras. —Um... Que diabos? Leah coloca seus próprios óculos e lenço amarelo e cinzento, e desliza uns óculos na mesma cor, e sorri brilhantemente. — É uma festa temática. —Sério? — Eu gemo e encravo os óculos cor de rosa em meu rosto, porque, pelo menos, então eu mal posso me ver. —Sim, com certeza. Seja grata que nós não estamos em biquínis. Hayden vetou essa ideia — ela murmura.

Chegamos a festa com um Hayden sem camisa, vestindo apenas shorts e chinelos de estilingues, um braço pesado jogado em meus ombros e Leah. —Olhe para mim, com duas gatas — diz ele com um sorriso malicioso, manobrando-nos para a casa. —É como se eu estivéssemos no set de The Bachelor 12.

The Bachelor é um reality show de encontros amorosos roteirizado, produzido pela rede de televisão norte-americana ABC desde 2002. O programa é apresentado desde seu início pelo 12


—Basta lembrar-se de quem deve receber a rosa no final da noite, He-Man — diz ela com um grunhido simulado e o acotovela na lateral. Com um tiro de vodka já fortalecendo o nosso corpo, ele faz com que tropeçamos um pouco. O braço de Hayden desliza do meu ombro e ele envolve Leah, levantando-a do chão com facilidade. Ela grita e puxa desajeitadamente a bainha de sua blusa enquanto ele a levanta acima de seu torso. —Sempre será você, linda — ouvido.

eu o ouço murmurar em seu

Sua expressão é suave, a maneira como ele sempre é quando olha para ela, e enquanto eu não invejo sua relação, amo a intensidade que às vezes me faz sentir como uma solitária, abandonada em uma ilha. —Deixem para transar quando chegarem a casa — sugiro enquanto nós fazemos o nosso caminho até a porta da frente. Música pulsando estrondosamente através da porta aberta, onde dois homens corpulentos estão como segurança. Seguranças para uma festa da fraternidade? Isso é também muito inteligente, ou eles são realmente elitistas. Eu estou esperando por inteligente. Se há uma coisa que não suporto, são esnobes ou suas imitações tentando nos intimidar. —Não se preocupe. Nós vamos encontrar alguém para você transar muito, Elliott — Leah responde, com a voz cheia de incentivo. Como se na sugestão, um cara vestido com uma roupa de empregada francesa e calcinhas com babados abre a porta da frente, correndo para fora. Dois caras correm para fora perseguindo o coitado, os dois envoltos em espuma branca espessa da cabeça aos pés, com seus olhos pouco visíveis Estou surpresa que eles possam ver, e percebo que eles realmente não podem, quando um deles tropeça e cai, plantando o rosto na grama. Ele não se levanta novamente. Eu viro com as sobrancelhas levantadas para meus amigos. — Talvez ele, que acha? jornalista e apresentador Chris Harrison. A produção é de Mike Fleiss e à direção de seu irmão Jesse Fleiss.


Uma menina de biquíni vem trotando para a traseira do cara, com bebida na mão. Ela oscila em seus calcanhares, agitando os braços para obter seu equilíbrio quando ela chega a uma parada em cima do cara coberto de espuma de bruços no gramado. Ela se agacha e se apoia em seu ouvido, gritando: —Você está okaaayyyy? Ele não se move. Ignorando os dois, Hayden nos leva para dentro, através de hordas de foliões, até chegarmos ao quintal, onde um suporte do barril está configurado no canto. Feixes de luzes cor-de-verdes adornam a linha da cerca como um enfeite falso e palmeiras infláveis decoram o gramado. Um castelo inflável leva a um lugar de destaque no centro. Eu assisto o cara para baixo enfrentar o primeiro, batendo em uma pilha de gritos das meninas amontoadas na pequena piscina na parte inferior. Leah me dá um copo de cerveja, e eu pego, sabendo que vou beber com ela a noite toda. Eu não duvido que seja uma das mais baratas e desagradáveis que vai me deixar repugnantemente inchada. Eu tomo um pequeno gole, fazendo uma careta, vejo uma prancha de surf mecânica criada em frente ao castelo inflável e me chama a atenção. A prancha está situada em uma cama de areia e sendo montada por um cara musculoso, sem camisa vestido com uma roupa de salva-vidas de Baywatch13. Em uma das mãos ele segura um copo de cerveja, seu braço estendido para que não derrame. A multidão que o rodeava canta, —Hassel-Hoff! Hassel-Hoff! Ele estava indo muito bem até que é empurrado fora por um cara vestindo com uma saia de grama amarela e um sutiã do coco. Todo mundo aplaude quando Hassel Hoff cambaleia e cai, seu tombo derramando a cerveja em seu rosto e no peito. —Sério? — Eu rasgo os óculos de sol do meu rosto assim Leah pode obter todo o peso do meu olhar. —Esta é sua ideia de uma boa noite?

Baywatch (SOS Malibu, no Brasil; Marés Vivas em Portugal) foi uma série televisiva norteamericana de sucesso sobre salva-vidasque patrulhavam as mais lotadas praias de Los Angeles, na Califórnia. A série durou de 1989 até 1999 (e 1999-2001 como Baywatch Hawaii). Segundo o Livro Guinness de Recordes Mundiais, Baywatch é o seriado de TV mais assistido de todos os tempos, com mais de 1,1 bilhão de telespectadores em 142 países no ano de 1996. 13


Leah acena uma mão, tanto para prancha e o Hassel Hoff deitado, que aparentemente decidiu que é preferível usar shorts encharcados de cerveja. A multidão canta de novo suas travessuras. —O que? Você não quer dar uma volta? —Faz-me um estraga prazeres se eu disser não? Porque eu vou alegremente usar essa marca. Leah ri e depois de atolar os óculos de sol de volta no meu rosto, ela agarra meu braço. —Vamos. Há dança no porão. Nós abandonamos Hayden em seu círculo de amigos, enquanto sou levada de volta para dentro da casa e para baixo no estreito conjunto de escadas. É difícil de ver, ainda mais com as lentes escuras, então eu desço com cuidado, uma mão no corrimão e a outra segurando a minha bebida. Nós chegamos ao porão e está transbordando com corpos, cantos escuros, e piscando luzes multicoloridas. —“Happy Little Pill”— por Troye Sivan14 toca, quadris empurram para o fundo na batida sensual, mãos deslizando sobre pele exposta, línguas entrelaçadas a medida em que as pessoas saem para fora na pista de dança. —Jogue sua cerveja para que possamos dançar — Leah diz do meu lado onde estamos na periferia. —Não, eu estou bem. Eu posso segurá-la e dançar ao mesmo tempo. —Apenas faça. Eu não quero que você molhe toda a minha blusa nova enquanto você faz o movimento com seu regador. —Eu sou um atleta profissional — eu digo muito ofendida porque eu fiz isso uma vez. Uma Vez! E só porque Hayden fingiu que ele nunca tinha ouvido falar disso. Idiota. —Eu sei como me mexer sem perder o controle. —Claro que sim — diz Leah, seu tom suave como se eu fosse um animal enfurecido. Eu engulo a cerveja maldita. Troye Sivan Mellet mais conhecido como Troye Sivan é um ator, cantor, compositor e YouTuber, nascido na África do Sul e naturalizado na Austrália 14


Seu sorriso é presunçoso. Estamos na pista de dança por meros momentos quando duas mãos caem em meus quadris a partir de atrás. Eu fico tensa e olho para trás, meus olhos param em um sorriso sedutor e covinhas profundas. —Nós encontramos novamente — diz Jaxon. Ele é como um bad boy sexy, campus. —Assim parece.

aparecendo por todo o todo

—Roupa legal, Jordan. Muito original. —Você está me provocando? Os olhos castanhos de Jaxon acendem e seus dedos cavaram em minha cintura, me puxando para perto até que não há espaço entre nós. —Depende. Você gosta de ser provocada? —Só se for feito direito. Aqueles lindos olhos deslizaram para baixo em minha boca. Eu não deveria fazer isso, mas eu mordo meus lábios, correndo meus dentes sobre ele até que ele fica um pouco vermelho e inchado. Seus olhos se aquecem e um toque de cor aparece em suas bochechas. Ele geme e estou realmente surpresa que consegui chegar até ele. —E você é um mestre. Eu rio porque certamente ele está brincando. Jaxon me gira ao redor, fazendo-me passar com ele para a música. Eu olho por cima do ombro para Leah. A multidão de corpos dançantes deve ter engolido ela, mas eu vejo Hayden, de costas para mim. Ele agora usa seus lenços amarelos e óculos de sol. Seus braços estão envolvidos apertados em torno de um corpo vestindo uma camisa cor de morango, então sei que ela está bem. —Eu não vi você no jogo de futebol — eu digo meus olhos voltando para Jaxon. Seus lábios curvam com prazer. —Você procurou por mim? Eu dou de ombros. —Talvez. —Como você pode talvez procurar alguém?


—Aconteceu de eu perceber que você não estava lá. A canção termina, mas Jaxon não para de dançar. Ele continua contra mim até que outra começa. —Você ganhou? — Ele pergunta. —Claro. Duas meninas tentar cortar na nossa dança durante as próximas duas canções, a última afastando-se com um olhar voltado para mim. — Você deveria ter dançado com ela — eu digo a ele, meus olhos seguem a menina quando ela vai para longe de nós. —Por quê? —Porque eu não sei o que você quer, Jaxon — eu digo com toda a seriedade e levanto os óculos de sol dos meus olhos para descansálos sobre a minha cabeça, —mas eu não estou procurando nada com ninguém, então você não deve perder seu tempo comigo. Jaxon para de dançar e eu ainda estou junto a ele quando ele olha para mim, um brilho vem aos seus olhos cor de avelã. — Isso é um desafio? —Não! — Eu engasgo fora, oprimida por sua persistência. —Eu estou indo ao banheiro de meninas — Leah grita no meu ouvido por trás. Eu viro minha cabeça. Hayden tem a mão dela, sua mandíbula apertada e os olhos fixos com fogo. Oh é sério? Eles vão fazer o desagradável aqui? Ela olha entre Jaxon e eu hesitante. —Você uh... Vai ficar bem? —Eu vou cuidar dela —

Jaxon responde sem tirar os olhos dos

meus. —Veja o que você faz — diz ela antes que eles desapareçam em direção as escadas. Jaxon desliza as mãos para baixo e sobre a curva da minha bunda. —Hey! — A minha reação é puro reflexo. Dou-lhe um pequeno empurrão e dou um passo atrás. Como se espera de apenas um desses momentos, outra menina vem sobre ele, a determinação em sua expressão. Jaxon solta um grunhido audível quando ela dá um passo entre nós.


—O que você quer Lindsay? — Ele pergunta. Com Jaxon distraído, eu faço a minha fuga, a minha intenção é encontrar outra bebida e ver se Paige e Becker estão aqui. Virando eu bato em um peito duro. Ele está ligado a dois braços musculosos segurando dois copos de líquido claro. Eles sobem rapidamente para evitar derramar. —Desculpe, eu... — Minhas desculpas morrem rapidamente quando eu olho para o rosto de Kyle Davis. Meu pulso dispara como fogos de artifícios. Ele me olha lento e deliberado, seus olhos param em meu vestido, deixando-me exposta e sem fôlego. Só quando estou começando a ficar azul de segurar o oxigênio, ele acaba de sugar o restante do ar no quarto, quando se inclina para perto, lábios escovando meu ouvido, e diz: —Você colocou o vestido foda-me. Meus dedos do pé se enrolam em minhas sandálias bonitas douradas. —O vestido foda-me? — Eu repito em silêncio, minha voz baixa e embaraçosamente ofegante. Ele estava prestando atenção na minha conversa telefônica com Leah. —O próprio.— Ele puxa para trás, sua altura e ombros largos dominando todo o porão. Eu jogo a cabeça para trás para encontrar seus olhos. Eles são travessos, mas também estão com fome, que desencadeia uma dor entre as minhas pernas que pulsa ao ritmo da música. —Você ficou bem com ele. Eu não sei o que dizer. Estou inquieta e com sede, então roubo um dos copos que repousa em sua mão. Eu viro na minha garganta, a queimadura de tequila fazendo meus olhos lacrimejarem. Suas narinas se abrem. —O que eu disse sobre beber bebidas de pessoas que você não confia? O tom escuro de sua voz me alcançando o e fazendo-me tomar o segundo tiro. Ele soa como meu irmão, mas eu definitivamente não penso nele dessa forma. Eu também estou tentando não engasgar. —O que você está dizendo? Eu não posso confiar em você, Sr. Kyle Davis? Ele se encolhe e passa os dedos pelos cabelos despenteados.


—Jordan... podemos conversar? — Seu olhar passa pelo salão antes de voltar para mim. —Em algum lugar privado? O calor abençoado de álcool soltou-me o suficiente para que eu concorde com o seu pedido de encontro ao meu melhor julgamento. — Ok. Retirando os copos de plástico da minha mão, ele joga-os fora. Então pega a minha mão, segurando em sua grande palma, calejada. Choque dispara através de mim. —Onde estamos... Paro quando percebo que os mais próximos de nós estão olhando. A música ainda bate e pessoas ainda se espremem, mas eles estão fazendo isso enquanto nos olham, Jaxon e Lindsay incluídos. Os olhos de Jaxon estão em nossas mãos unidas antes de deslizar para cima, confusão nublando seus olhos. A menina não parece confusa. Ela parece pronta para mutilar. Nervosa por ser o foco de atenção, eu dou um passo para trás e ele pega em minha mão apertado. —Vocês dois se conhecem? — Jaxon pergunta sua voz chocada e com o tom ferido que eu não entendo. —Sim — eu deixo escapar, por um momento esqueço a confidencialidade do nosso acordo de tutoria na minha pressa de explicar. —Ele... —Estamos namorando — Kyle interrompe rapidamente. —O quê? — Lindsay grita de sua postura e estreita os olhos ao lado de Jaxon. Ela olha para mim. —Você está namorando Brody Madden? —O quê? — Um silêncio cai sobre a sala. Até mesmo a música é gentil o suficiente para bater um instrumental então todos podem nos escutar com facilidade. —Não! Espere... Brody Madden? Eu não... —Vamos — Kyle rosna. Eu estou mais ou menos sendo puxada do porão. Pessoas se separam e vão para o lado, é como se ele estivesse dividindo o Mar Vermelho. Eu estou estranhamente ofegante, e confusa e de alguma forma ainda conseguindo desfrutar o calor de nossas mãos unidas.


—Pare — eu suspiro quando deixamos o porão. Ele me ignora e sou arrastada em direção a outro conjunto de escadas. Passamos por Leah que sai de um corredor lateral, afofando o cabelo e reajustando seu top. Ela fica petrificada e seus olhos são como dois pratos de jantar. Ela tenta dizer algo, mas sua boca só se mexe como a de um peixe, abrindo e fechando sem dizer nada. —O que… Kyle não interrompe seu passo determinado. Eu me vejo correndo até o segundo conjunto de escadas atrás dele ou corro o risco de ser arrastada pelo chão. —Vou descer em um minuto — eu digo a Leah sobre meu ombro. —Nós apenas estamos indo para um rápido bate-papo. —Um rápido bate-papo? — Ela berra fracamente. Leah desaparece de vista enquanto caminhamos ao longo de um corredor escuro, estreito. Ele abre uma porta, e sou puxado para dentro atrás dele. —Hey! — Grita uma menina só de sutiã e calcinha. Ela está envolvida em torno de um cara sem camisa em um par de calças jeans. —Fora — ordena Kyle. —Cara! O que o p... O cara olha em direção a nós, os olhos furiosos. Sua raiva evapora rapidamente quando ele olha para nós. —Oh merda. Brody. Desculpe. — Ele diz, agarrando as roupas e arrastando sua seminua menina para fora atrás dele. A porta se fecha rapidamente atrás deles, fechando-nos sozinhos. É de repente tranquilo, a música foi baixando aos poucos. Nós estamos de frente um para o outro na sala escura, e é como se eu tivesse sido jogada na jaula do leão no zoológico. A lua pálida brilha através da janela, e vejo seu peito subindo e descendo, e o latejante pulso em seu pescoço. Eu limpo minha garganta. —Porque todo mundo está chamando você de Brody?


Ele faz uma pausa por uma batida. Quando ele fala, sua voz é rouca, e sei que não sou a única afetada. Há atração entre nós, quente e intensa, mas eu ignoro, porque sinto como se tivesse jogado. —Esse é o meu nome. Brody Madden. —Eu vejo — respondo, quando eu realmente não vejo em tudo. Eu afundo à beira da cama atrás de mim porque minhas pernas são como geleias. —Brody Madden— repito, mais para mim do que qualquer outra coisa. Eu olho para cima. Ele se aproximou mais. Seus olhos castanhos profundos estão cautelosos, seus ombros e peito poderoso como glória e fogo dourado se flexionam sob os músculos que a camiseta que ele usa esconde os músculos trabalhados, quadris finos, e sua postura tensa. Ele é o número vinte e dois. Receptor do Wide. Realeza do Futebol. E o primo de Jaxon, o que torna o Professor Draper seu tio. — Você joga futebol — Eu digo diante do seu silêncio. Kyle... Não, Brody, cruza os braços. —Sim. —Oh meu Deus! — Eu digo sem folego diante da confirmação. — Você disse que nós estávamos namorando! Por que você fez aquilo? —Porque você estava prestes a dizer ao mundo inteiro que você é minha tutora! — Ele responde com veemência. —Eu precisei dizer algo. —Eu estava segurando sua mão caramba. —Foi à primeira coisa que me veio à mente. —Eu não estava prestes a dizer ao mundo! — Eu grito na defensiva, vindo para os meus pés. —Eu estava prestes a... Oh merda, eu estava. —Eu afundo de volta para a beira da cama, culpando a cerveja e os tiros de tequila, a causa para minhas pernas bambas. Eu coloco a mão na minha testa. É quente e úmida. —Eu não entendo ... Professor Draper disse que eu estava na tutoria de Kyle Davis. —Isso não faz sentido. Kyle Davis é o seu TA15. —Bem, por que ele...— Minha mente tem flashes de volta para o meu encontro com o professor e há um momento de iluminação. —Oh. —Oh? 15

Assistente do professor.


—Ele não chegou a me dar seu nome, eu admito. —Ele me entregou as suas informações, mas ficou com os outros papéis de sua mesa. Eu devo ter pego a folha errada. Brody começa a andar na minha frente, e faz o quarto girar. Ele me lança um olhar furioso, passando sua língua ao longo de seu lábio inferior exuberante. Meus olhos seguem seu movimento. —Essa coisa toda de tutoria é uma má ideia. —Eu concordo completamente — eu respondo meu coração batendo forte e rápido. Eu arrasto o meu olhar de sua boca e o esforço me deixa tonta. —Mas você sabe o que é pior? — Ele para de andar e me fixa com os olhos. —O que? —Falhar. Sua mandíbula aperta enquanto ele está lá olhando para mim, tensão espessa no ar. —Eu não vou falhar. —Claro que não. O que seu professor sabe? — Eu fico em pé, com uma súbita onda de irritação. —Se o futebol é tudo para você, você não pode se dar ao luxo de falhar. Terminando com essa conversa, eu caminho para a porta. Torcendo a fechadura, eu empurro aberta e acabo cega com a luz. Eu volto para trás. —Mas eu acho que você já sabe disso. Era para ser uma despedida, mas não consigo sair pela porta. As mãos de Brody apertão meu ombro e sou puxada de volta para dentro do quarto. Ele fecha a porta atrás de nós e prensa minhas costas contra ela. Ele me fixa no lugar com seus quadris, as duas mãos na porta acima dos meus ombros. Seus movimentos não são difíceis, mas eles são fortes e o ar deixa meus pulmões em uma corrida. —Você não pode ir lá fora. —Noticia nova, Brody. Essa é a saída. Você espera que eu saia pela janela?


—Todo mundo pensa que nós estamos aqui juntos. —Estamos aqui juntos. Ele esclarece o assunto. —Tendo relações sexuais. —Bem, isso é uma merda sangrenta incrível, não é? — Eu o empurro para trás contra ele, e isso nos traz juntos, os nossos corpos se alinham perfeitamente. —Nós não estamos fazendo sexo, e nós não estamos namorando. —Pare com isso — ele geme e esfrega os quadris em mim. Eu congelo. —Você ... quer transar comigo? —Claro que não — diz Brody e vira a cabeça no meu pescoço. Ouço-o exalar, longo e irregular, sua respiração passa ao longo do meu ombro nu. Minhas mãos tremem e eu as puxo para que ele não veja como estou afetada. —Só... Espere um minuto. —Por quê? — Eu digo ansiosa para sair. —O que? Vai aparecer um portal magico e me tirar da casa? Seus lábios se contorcem, mas quando eu me mexo contra ele um som gutural escapa de sua garganta. Seus quadris empurram para frente, a protuberância em sua calça agora um pulso duro, latejante contra a minha barriga. Meu corpo fica imóvel, a sensação dele contra mim forçando uma batalha interna de necessidade. —Então me ajude Brody, se você não sair de cima de mim bem neste instante eu estou indo para ... para ... —Droga, eu não posso pensar. Eu não posso entregar ameaças quando ele está pressionado tão perto, sua pele úmida do calor da sala e cheirando a sabonete. A risada de Brody é baixa e ofegante. —O que você vai fazer? —Eu sou sua tutora — eu assobio. Após uma pausa, suas mãos deslizam pela porta atrás de mim e ele recua, o luar deixando sombras no seu rosto. — Você está certa — diz ele, e eu respiro através da decepção porque eu não desejo que não. —E o que você precisa é voltar ao térreo e esclarecer toda essa farsa sobre nós namorarmos — digo a ele.


Brody inclina a cabeça, arrastando o lábio inferior dentro de sua boca. Ele está me contemplando como se eu fosse um problema de álgebra que ele precisa para resolver. —É tão ruim ter todos achando que estamos namorando? Eu levanto minhas sobrancelhas. —Tutore-me como o professor quer. Ele está certo, Jordan. Vocês dois estão. Eu não posso me dar ao luxo de falhar, e é possível que eu falhe — diz ele, olhando para longe, e eu sei que a admissão é difícil. —Eu tenho sorte que cheguei tão longe, para ser honesto. Eu não sei se há alguma coisa que você possa fazer que vá ajudar, mas acho que estou disposto a tentar. E nós namorando será uma boa cobertura para o tempo de estudo que passaremos juntos. —A sério? Não. A própria ideia é ridícula. Eu não estou. Seus olhos estreitam quando ele me corta. —A menos que você já esteja namorando alguém? —Eu não estou namorando ninguém, mas não planejei qualquer namoro de todas as formas. —Bom, então está resolvido. —Não está resolvido.— Eu balancei minha cabeça, mas por dentro estou vacilando. Meu irmão tinha sido da mesma maneira. Frustrante, teimoso... Vulnerável. É difícil admitir quando você precisar de ajuda, e o que Brody não tem é o luxo do tempo ao seu lado. Este é o último ano. Faz ou morre. Sem segundas chances. —O futebol é tudo para mim, Jordan — Ele respira profundamente pelo nariz soltando fora quando ele encontra o meu olhar. Sua expressão é sombria, o medo à espreita em seus olhos. —Eu não posso me arriscar a perder. —Tudo bem! — Eu dou um suspiro frustrado, sabendo que vou me arrepender dessa decisão quando a névoa de álcool estiver fora do meu sistema. —Eu vou fazer do seu jeito. Os lábios de Brody se curvam. —Com uma condição — acrescento. O sorriso cai e pesos de demissão em sua voz. —O que você quer?


Sua camisa, eu penso reflexivamente. Eu quero isso. Eu quero tutorar você sem camisa. O que eu estou pensando? Deus, mas no que estou me metendo não vai ser bom. Eu fecho meus olhos e puxo uma golfada de ar. Quando abro os olhos de novo Brody está me olhando, sua expressão agora ilegível. —Eu quero que você pare de se chamar de estúpido. Ser disléxico não afeta como você é inteligente, isso afeta a sua capacidade de aprender. Você só precisa de mais tempo. — Brody bufa profundamente, frustrado. —Eu não tenho tempo. —Eu sei — eu respondo simplesmente. —É por isso que você tem a mim.


—Eu? —Eu tenho você? — O que há de maldito dentro de mim, todas essas emoções sem controle como meu senso de autopreservação. Meu coração bate forte no meu peito e não vai abrandar. Digo a mim mesmo que é porque já faz muito tempo. O celibato não é natural. Meu pau é puro desejo quente, e fricção molhada, não esta prisão anormal, eu o mandei para lá. Mas no fundo, algo está diferente. Jordan é inteligente. Determinada e talentosa. Real. Com o mesmo desejo de sucesso que eu tenho. Eu estou respondendo a tudo que, em algum nível fundamental, eu não posso começar a reconhecer. —Sim. Como sua tutora. — Jordan lambe os lábios. Ela leu a sugestão no meu tom e vejo um gesto nervoso dela. Eu respiro fundo, inalando seu aroma de baunilha. Deve ser seu xampu, porque eu posso cheirá-lo no cabelo dela. Deus é bom. —Como a minha tutora — Reitero. —Ok, então. — Ela dá um aceno de cabeça e vira as costas. —Eu preciso voltar para os meus amigos.


Torcendo a fechadura, a porta se abre e ela sai através dela antes que possa explicar que ela não pode simplesmente sair daqui assim. Ela está se atirando aos lobos. Eu não namoro. Eu nunca fiz. Meu status de relacionamento é de conhecimento comum. Lá vai ser só fofocas e especulações mal intencionadas, e ela precisa saber lidar com isso. —Jordan espere! — Eu grito. Mas é tarde demais. Ela já chegou ao fundo das escadas, onde seus amigos estão esperando. Eu conheço Hayden. Ele é um dos caras bons, e eu sei que ele e Leah estão juntos desde o colegial. Nós sempre vemos uns aos outros no campus e já tomamos cerveja uma vez ou duas vezes em festas, mas agora seus olhos estão me rastreando nas escadas, com a testa franzida em suspeita e olhar furioso. Isto se aprofunda quando eu venho atrás de Jordan. Ela dá um grito nada tranquilo quando tomo posse de seus quadris, puxando-a para perto para que sua costa se alinhe com o meu peito. É um gesto de propriedade e totalidade. Dou-lhe um aceno de cabeça. —Hayden Crosby. —Brody Madden. — Sua voz é mais fria do que já ouvi. —Você se lembra de Leah? Meu olhar se desloca para sua namorada. Eu vejo nela a mesma carranca suspeita e eu ofereço um sorriso sincero. —Você joga futebol com a Jordan, certo? Um pouco da tensão deixa seus ombros. —Eu sou zagueira, mas Jordan — Leah responde com um aceno de cabeça para a amiga — É a nossa estrela de frente. É claro que ela é. Estou ficando com a impressão de que Jordan Elliott está rapidamente se tornando o novo diamante da universidade Colton Park, completa com tudo em torno de uma boa reputação para apoiá-la. Agora vou ter que cavar para chegar às camadas perversas que se encontram abaixo? Eu vi vislumbres assim, eu sei que elas estão lá.


—Alguém novo para a equipe — eu digo a Leah, interrompendo uma conversa entre ela e Jordan que parece envolver nada, mas expressões faciais. —Vocês sempre batizam suas companheiras de equipe com xarope de chocolate? A comunicação silenciosa para e ouço gemidos vindos de Jordan. Ela vibra no meu peito e faz querer me esfregar contra ela. Antes que me envergonhe por fazer exatamente isso, eu a largo e passo para o lado dela, mas ainda me pego tomando-lhe a mão como um navio necessitado de um ponto de ancoragem. A palma da mão é pequena e úmida, traindo seu desconforto. É a situação que a enerva, ou eu? —Tenho certeza que não é nada diferente do que você faz com seus novos companheiros de equipe, Brody — Leah retruca, e mesmo embora ela esteja segurando um copo de cerveja, seus olhos estão nítidos no meu e na conexão física da Jordan. —Nós não batizamos os nossos companheiros de equipe. É uma atividade completamente desmoralizante e incivilizada. —Eu consegui dizer com uma expressão séria até que Hayden bufa alto e nós dois rimos. Um rápido olhar para o relógio mostra que está ficando ta rde. Temos um jogo fora amanhã, e eu preciso acordar cedo, afiado e fresco. Eu dou na mão de Jordan um aperto para chamar sua atenção. Nossos olhos se encontram e eu estou impressionado de novo em sua clareza. —Pronta para partir? —Partir? —Eu tenho que levantar cedo amanhã. Eu gostaria de leva-la em casa primeiro. Jordan se abala com surpresa. Será que ela esqueceu o nosso namoro arranjado totalmente? Há meninas que pulariam em uma oportunidade como esta, mesmo que seja apenas um pretexto, por isso, sua relutância é um golpe para o meu ego. —Sim, Jordan. Você deve deixar Brody leva-la em casa — Leah acrescenta. Os olhos de Jordan se estreitam com a interferência de sua amiga. —Na verdade, eu acho que eu só vou a pé para casa daqui a pouco. É bom para arejar e não é longe. — Ela sorri para mim, educada e um pouco fria. Jordan não gosta de ser pressionada.


—Não me deixe prende-lo aqui. Eu me inclino até meus lábios roçar em sua orelha, empurrando através da distância que ela está tentando criar. Ela se arrepia e leva toda minha considerável concentração para não passar a língua no seu lóbulo e levá-lo em minha boca. —É assim que você trata os caras que você namora? Porque você precisa trabalhar nisso ou ninguém vai acreditar que você é apaixonada por mim. —E o que é que eu vou fazer — ela sussurra de volta. — Enfiar minha língua em sua garganta na frente de todos? Oh sim. Quero sentar-me e implorar por aqueles lábios deliciosos. Em vez disso, eu dou de ombros como se não estivesse nem ai. —Se você acha que isso vai ajudar. —Precisamos de algumas regras — ela murmura. Jordan está falando sobre linhas na areia que eu não estou autorizado a atravessar. Soa inteligente na teoria, mas não gosto de ideia. —Deixe-me te levar para casa e nós podemos falar sobre isso. Eu me viro para extrai-la de seus amigos, mas não fazemos um longo caminho antes que seja interrompido pelo meu colega de equipe. Jordan chega a uma parada ao meu lado, ombro escovando o meu, porque o quarto está lotado de pessoas. —O que aconteceu com minha tequila, mano?— Carter olha para mim, sua expressão ferida e pernas instáveis. Não é comum o nosso quarterback estrela beber na noite anterior a um jogo, mas ele terminou um relacionamento e sua cabeça está indo ladeira abaixo. —Eu estava trazendo, mas havia uma menina bonita necessitando desesperadamente — eu digo, lembro-me de como Jordan lhes tinha batido de volta com uma velocidade impressionante. —O que eu deveria fazer? Os olhos de Carter caem em Jordan e rapidamente, quero arranca-los de sua cabeça. Eles leem e, em seguida, ampliam quando chega sobre suas pernas. Magras, tonificadas, sem fim. Ele está levando tudo que ele precisa para fazer um teste sobre isso mais tarde. Elas são minhas malditas pernas, eu coço a língua para lhe dizer. Vá encontrar a sua própria. Mas este não é o pátio da escola e última vez que verifiquei, eu não tinha dez anos de idade e brigava por um brinquedo novo brilhante.


—Eu posso ver o seu dilema — diz ele e arrasta o olhar de volta para o meu. —No início da noite para você, então, hein, mano? —Você sabe o que, eu digo antes de pensar as palavras completamente. — Jordan fica tensa ao meu lado. —Cara. — Carter levanta os punhos aos solavancos. —Ponto. Quando finalmente conseguimos sair, ela arranca o lenço e atira com raiva a certa distância. Ele flutua descuidado no ar antes de chegar ao chão sem fazer barulho. Todo o tempo a estou perseguindo ao longo do caminho com ela caminhando a minha frente, suas pernas longas comendo a distância rapidamente. Eu corro para acompanha-la e ela para e gira de volta para me encarar. Eu quase fico cego com as faíscas saindo de seus olhos. —Ponto? — Diz ela. Em seguida, grita uma segunda vez. — Ponto? —Jordan... —Apenas o que namoro significa para você? A garota normal em seu braço para foder? Eu não assinei para isto para ganhar a reputação de uma prostituta, Brody! Isso não é quem sou. Eu sou uma... —Boa menina — eu digo. —Entendi. Jordan recua e dá um passo para trás. —Jordan — eu digo, meu tom um pouco mais apaziguador desta vez. Ela balança a cabeça e se vira, murmurando alguma coisa enquanto continua seu caminho para baixo na minha frente. Puxo as chaves do carro do bolso e vou atrás dela. —Madden! Dane-se tudo! Eu fiz uma confusão de coisas e tenho a necessidade de concertar, mas Jordan fez uma fuga rápida, e Jax está agora movendose em minha direção, ressentimento claro em sua expressão. Eu não estou com humor para isso. —O que? — Eu rosno para ele, parando.


—Que diabos, homem? Você está namorando Jordan Elliott? —Sim. E eu não tenho tempo agora para acalmar os ânimos . Decidindo que será mais rápido pegar o carro em primeiro lugar e correr até Jordan, corro em direção a ele rapidamente, destravando as fechaduras. Quando entro, acelero o motor, a porta do passageiro se abre. Jaxon entra no carro, batendo-a um segundo antes que eu gire as rodas em uma rápida troca de marcha na rua. —Por que você não disse nada? —Cristo — eu mordo fora, apertando a embreagem com o meu pé quando mudo de marcha. —Por que está todo mundo cuidadoso? —Eu não sou todo mundo. Eu sou seu primo, e lhe disse que planejava tê-la. Jordan já está no fim da rua quando eu a vejo. —Bem, você chegou tarde demais — murmuro porque isso é tudo que vou dizer agora. —Você é um idiota, Brody. Rei da porra do campus. Você só vai e pega o que você deseja e foda-se todo mundo. Eu olho em direção a Jaxon, surpreso com o discurso que veio do nada. Ele não está apenas irritado, ele está machucado. Nenhuma garota nunca significou coisa alguma para meu primo, em seguida, apenas um rolar ocasional nos lençóis. —Você realmente gostava dela. —Não. Eu realmente gosto dela. Assim, vou apenas esperar a sua volta, primo. Um par de semanas com você e ela pode ... Apenas decidir que não vale a pena. As palavras de Jaxon torcem em mim como uma cãibra ruim no estômago. Como se ele fizesse de proposito. Mas não acho que ele sabe o quão perto ou quão duro isso bate em mim. Eu empurro para baixo e toco meu pé no freio. O SUV rapidamente chega em uma parada ao lado de Jordan. Ela chegou ao fim da calçada na esquina e está prestes a atravessar a rua. Meu primo está fora do carro antes mesmo que eu abra a porta.


Eu corro em torno do carro e ouço-o dizer: —Não procura nada com ninguém, né? —Eu pensei que você fosse diferente, mas você é como qualquer outra garota no campus — diz ele com um sorriso de escárnio. —Esperando por um pedaço do grande Brody Madden. Minhas mãos se enrolam em punhos. Ele não tem o direito de estar com raiva dela. E ele realmente pensa tudo isso de mim? Que eu me acho melhor do que todos os outros? Porque ele pensa isso maneira tão errada? —Não é isso Jax — Jordan diz para ele, suas bochechas coradas e sandálias penduradas em suas mãos. Eu sei que ela quer contar a ele sobre o acordo, que ela pensou que eu era outra pessoa e não estamos realmente namorando em tudo, mas ela mantém o segredo. Ela está fazendo isso por mim quando eu não fiz nada para merecer sua lealdade. —É Jaxon para você. Nós não somos amigos depois de tudo . —Jax — eu o agarro. Ele está sendo um idiota, porque ele tinha bebido muito, e eu estou sobre ela. —Dá o fora. Ele levanta as mãos em sinal de rendição simulada. —Eu já estou indo embora. —Entra no carro, Jordan — eu ordeno, enquanto meu primo vai embora, desaparecendo de volta para a festa. —Não é seguro ir para casa sozinha a pé. Jordan solta um suspiro trêmulo, eu olho em sua direção. Ela aperta rapidamente os lábios, mas não perco o tremor neles. Se eu lhe der um abraço para ajudar a aliviar a dor, ela iria me dar um soco p or fica muito perto? Disposto a arriscar, eu sigo em frente com coragem e puxo seus ombros. Seus lábios pressionam mais apertados, mas ela não está arrancando meus olhos para fora. É encorajador. Com um leve puxão, eu trago-lhe contra mim e a fecho em meus braços. Ela não resiste, mas seu corpo é duro e inflexível. Eu respiro fundo e pressiono um beijo suave em sua cabeça. Eu não quero parar por aí, mas faço.


—Sinto muito— eu digo, esfregando a palma da mão em círculos reconfortantes na parte inferior das costas. — Meu primo pode ser um verdadeiro pé no saco quando ele está bebendo. E eu sou um canalha egoísta por colocá-la nisto. —Eu concordei com isso — ela me diz o som abafado e resignado. —Mas eu tinha bebido tequila e esqueci-me de ler as letras miúdas. Quer dizer, eu não conheço você em tudo. Eu não tenho certeza se eu quero. —Ouch. — Minhas mãos pausam. —Você sabe, eu tenho certeza que há um período de reflexão em algum lugar lá. Você pode mudar de ideia. —Está tudo bem. — Jordan funga e faz um som pouco feminino. Retorno a esfregar suas costas. Desta vez mais firme. —Eu estou bem — acrescenta ela, sua voz gutural. —Sério. Ela relaxa em meus braços eu continuo esfregando. Maiores círculos, mais quente. Se ela me der um gemido, apenas um, eu não posso ser responsabilizado por minhas ações. —Eu sou apenas alérgica a idiotas — acrescenta ela. —O que significa que eu não sei como essa coisa com a gente vai dar certo, mas... você sabe, pode parar de me abraçar a qualquer momento agora. —Tem certeza? — Pergunto. Jordan hesita e isso quase me mata. —Tenho certeza. —Eu vou parar com uma condição. —Sério? Só porque eu tenho certeza que eu posso acerta meu joelho nas suas bolas e que vai funcionar tão bem. Eu faço um tsc tsc, com desespero simulado. E continuo esfregando. —A violência não é a resposta. —Oh, você está citando Obe-wan? —O amor é claro, o jovem Sky Walker — eu digo com um sorriso. —Faça amor, não guerra, certo?


Jordan balança a cabeça, mas não há nenhuma luta dentro dela para se libertar do meu abraço. Infelizmente não podemos ficar aqui a noite toda, juntos na calçada como se fôssemos as duas últimas pessoas no mundo. Meu carro está estacionado em um ângulo selvagem e bloqueando a estrada, faróis ofuscantes e a porta do motorista aberta. Meu suspiro é longo e pesado. —Deixe-me levá-la para casa, ok? Ela puxa para trás, olhando para mim. —Essa é a sua condição? —Sim. —Huh — ela resmunga como se estivesse confusa. Jordan passa a direção da casa para mim, e quando eu puxo a uma parada no estacionamento, ela está me agradecendo pela carona e desce antes que eu possa pará-la. —Espera! — Saio, e aciono os bloqueios e corro atrás dela. —Eu vou levá-la para cima. Pegando o cartão de sua mão, roubando as chaves de sua mão levo-a para dentro do prédio e mantenho a porta aberta. —Damas primeiro. Meus olhos estão na bunda dela toda a caminhada até a escada. Eu não sou religioso, mas a dela é merecedora de orações. É alta e redonda, como duas maçãs suculentas. E o ondular é hipnotizante. No momento em que chegamos a sua porta, meu pau está lutando contra meus shorts. Jordan destrava a porta, entra no interior quando eu vou para ajustá-lo. Virando-se, ela me pega ajeitando o short e arqueia a sobrancelha. Eu dou de ombros, sem vergonha. —Boa noite, Brody. Esta é a parte onde eu deveria ir embora, mas meus pés estão colados ao chão do corredor. Parece que não posso me mover até eu conseguir alguma certeza sólida de quando estou vendo-a novamente. —Então, amanhã á noite? — Pergunto casualmente. —Eu vou verificar o meu horário. —Sério? Você está me dizendo que você não o tem memorizado de trás para frente? —Bem. Segunda-feira à noite.


—Ótimo. Vejo você então. Eu tenho um jantar com os meus pais, então venho depois disso. — Ela me dá um aceno de cabeça, e eu me forço a sair. — Noite, Jordan. No meio do caminho para as escadas eu olho para trás. Jordan está de pé na porta, num flash memorizo seu rosto e cabelos cor de mel que derramam sobre seus ombros nus. Viro-me e ando para trás, dando-lhe uma piscadela. —Bons sonhos. É um movimento suave, e eu falho totalmente quando seus olhos se arregalam em algo atrás de mim. —Brody olha... Eu bato em uma pilha de corpos atrás de mim... Para frente. —Desculpe senhoras — eu digo me desvencilhando de dois membros amorosos durante a tentativa de firmar o par bêbado ao mesmo tempo. As duas meninas conseguem endireitar-se e continuam em torno de mim em um tropeço rindo em seus saltos altos. —Você ouviu isso? — Uma delas sussurra em voz alta, enquanto as outras gritam. —Ele disse: bons sonhos!


Essa última noite de sono foi irregular, e eu estou acordado antes que o alarme dispare. Meu corpo está lento e minha mente está em Jordânia. Cada vez que tento focar no próximo jogo, ele vira em direção a ela como um carro saindo do curso. Esta é a distração exata que não preciso, e não tenho nenhuma explicação de por que não posso parecer me importar. Estou ansioso pela segunda-feira à noite, quando posso vê-la novamente. Entro no ônibus da equipe, eu pego um assento na frente. Cansado e irritado e em um estado mental estranho, quero evitar meus companheiros de equipe e não quero brincadeira. Baixo minha poltrona e levanto minhas pernas para cima, descansando meus joelhos contra a parte de trás do assento em minha frente. Com o meu telefone no meu colo ligo meus fones de ouvido e coloco sobre a minha cabeça, fixando minha lista de músicas atual para tocar. A música entra em ação apenas quando o ônibus puxa para fora, e a forma como ele começa a balançar suavemente ao longo da estrada alivia a minha irritação. Meu olhar se desloca para fora da janela. O sol é apenas um mero vislumbre de rosa e laranja no horizonte. Eu sei que é cedo, mas gosto da ideia de Jordan acordar com uma mensagem minha. Pegando meu telefone do meu colo, eu digito uma. Eu não gosto de mensagens porque minhas palavras e a ortografia ficam confusas, mas o auto corretor, corrige o que eu não posso, e Jordan sabe que sou disléxico, então acho que não há necessidade de me esconder.


Brody: Eu não gosto de chocolate. É um pequeno fato sobre mim que ninguém conhece nem aqui nem lá, mas ontem à noite ela disse que não sabia quem eu era. Se ela responder da mesma forma, então eu sei que é possível que ela possa querer algo. Após pressionar o botão enviar, eu largo o telefone no meu colo e olho pela janela. Uma onda de prazer me atravessa quando ele apita uma resposta imediata, destacando o nome que coloquei nela como um contato. Menina doce: Quem é você? E você está louco? Eu rio baixinho e digito outra mensagem. Brody: Que vergonha. Isto não é maneira de tratar o seu namorado. Brody: Muito cedo? Carter senta-se no assento ao meu lado, a força dele faz o meu próprio assento tremer em resposta. Para seu crédito ele tem aparência fresca e disfarçada. O que quer que esteja acontecendo em sua vida, ele sempre consegue coloca-lo para baixo para o jogo. É o tipo de jogador que ele é: confiança, entusiasmo e energia escorrendo por todos os poros. Ryan Carter é uma lata de Red Bull sem fundo. Faço uma pausa na minha música e puxo meus fones de ouvido, deixando-os descansar em volta do meu pescoço. —Como foi com aquela garota na noite passada? — Ele me cumprimenta, junto com um abanar de suas sobrancelhas. Eu mencionei que ele é também direto ao ponto? Carter não gosta de perder tempo com os pequenos detalhes. —Só você para ser o cara que vai pegar aquela atleta australiana quente. Ela não tem muito peito, mas aquelas pernas... — Ele desenha no ar como se estivesse imaginando elas em sua mente. — Ela é muito gostosa? Meu estômago revira de raiva. Eu não gosto do jeito que soa quando ele fala, ou o que diz sobre seus seios. E daí se eles são pequenos. Eu não sou ganancioso, apenas me dão um tesão da porra. —A Jordan não é como as outras por isso, cale a boca.


Os olhos de Carter ficam redondos como discos, e eu sei que o pego de surpresa com a minha resposta. Eu nunca pulei na garganta dele sobre uma garota antes. Por um momento, não é possível calcular. Sua boca abre e fecha antes que ele fale novamente. —Você não comeu esse rabo doce? Eu mudo desconfortavelmente em meu lugar, disposto a derramar mais detalhes, em seguida, absolutamente necessário. — Jordan e eu estamos namorando. Carter ri e eu brilho. Ele fecha-se rapidamente, e depois de um momento inclina a cabeça. —Puta merda, você está falando sério. Eu ouvi ontem à noite que você estava supostamente namorando uma garota, mas pensei que era apenas fofoca. Virando-se no banco ao meu lado, o meu companheiro de equipe levanta-se sobre os joelhos. De frente para a parte de trás do ônibus — ele grita, —Madden arranjou uma menina! Todos os tipos de respostas são dados de volta ao lado de vaias, mas o consenso coletivo é... —Besteira! — O que me tem rangendo os dentes. —Eu estou falando serio! — Ele grita. —O nome dela é Jordan! A equipe irrompe em gritos de —Jordan! Jordan! Jordan! — Porque, obviamente, ninguém tem nada melhor para fazer do que agir como um bando de paus gigante. Eu belisco a ponta do meu nariz, e afundo mais no meu lugar com uma maldição murmurada. Se Jordan queria manter isto em segredo, bem... É muito tarde agora. Puxo meus brilhantes escuros fones de ouvido azul de volta. Eles abafam o ruído épico. É só o que preciso agora. Depois de colocar a musica de volta e aumentar o volume, eu fecho meus olhos contra a paisagem. Um minuto depois, meu descansando na minha perna.

telefone

vibra

de

onde

ele

está

Menina Doce: Eu estou correndo. Não posso lutar contra o puxão nos cantos dos meus lábios enquanto eu digito uma longa resposta.


Brody: Não, não é perigoso mandar texto e correr? Você pode trombar com alguém ou cair em uma vala. Um rápido olhar de soslaio e digo para Carter voltar para seu lugar. Por agora. Ele se levanta e volta ao seu lugar de volta para baixo, deixando-me sozinho. Volto para o meu telefone com um sorriso no meu rosto quando outra mensagem aparece. Menina Doce: Bem, pare de me mandar mensagens! A mensagem de Jordan é uma bandeira vermelha que acena em um touro. Brody: Onde está á diversão nisso? Menina Doce: Você me faz lembrar seu primo. Minhas sobrancelhas se unem. Após os acontecimentos de ontem à noite, o comentário me deixa intrigado, e eu quero saber o que isso significa. Brody: De que maneira? Jaxon e eu podemos ser parecidos, mas por baixo? Não muito. Ele é o filho que meu pai sempre quis. O filho perfeito. Sou constantemente lembrado que se eu me dedicasse como Jaxon faz, teria um futuro respeitável na política, medicina, direito. Francamente, ele tinha acabado por ser feliz com um filho que sabia ao menos ler, ele me diz. Mas eu sei que não é verdade. Meu pai é o tipo de pessoa que nunca está satisfeito, e eu sei que ele espera que eu falhe no futebol também. Menina Doce: Vocês dois são muito persistentes. Posso terminar minha corrida agora? É verdade. Nós dois somos, talvez seja uma característica de família. Independentemente disso, eu opto por tomar como um elogio. Ambição sem persistência não leva a lugar algum. Brody: De qualquer forma... Terminou meu tempo. Eu fecho meus olhos e passo o tempo a pensar no próximo jogo. Estamos bem preparados. Nós assistimos a um monte de jogo adicional esta semana, e os meus treinos extras estão valendo a pena. Estou trabalhando mais difícil do que nunca. Não há nenhuma razão pela qual devemos perder.


Antes que eu saiba, o balanço suave do ônibus me embala em um leve cochilo. Eddie cutuca meu ombro me acordando. Ele diz algo, então eu puxo o fone de ouvido longe da minha orelha direita. —O que? —Água cara. — Diz segurando uma garrafa. Ele desaparece e eu quebro a tampa, derrubando metade do conteúdo na minha garganta em uma batida. Quando puxo a garrafa de meus lábios, meus olhos caem de volta para o meu telefone. Contenção e autodisciplina são traços que cada atleta profissional deve possuir, e eu gosto de pensar que tenho aos montes, mas com a Jordan ... Talvez ela seja minha kryptonita, porque não consigo parar de enviar outra mensagem. Brody: Como foi o seu tempo? Menina doce: Não pergunte. Brody: Você caiu numa vala, foi? Sem resposta. A mensagem foi significativamente provocante, mas Jordan é um osso duro de roer. Talvez ela não seja uma pessoa da manhã. Isso leva a pensamentos de Jordan na cama: despida, cabelo despenteado, lençóis emaranhados, e sua doce pele, quente. To do o meu corpo começa a vibrar como se acabasse de receber uma carga elétrica. Eu expiro num acesso de raiva profunda e pression o levemente para uma música hardcore do Eminem, minha favorita. Não há nada sexy sobre sua música. Menina doce: Eu não gosto de cogumelos. Sua mensagem chega e eu quero bombear o punho no ar. Eu não faço, porém, porque isso seria coxo e isso não é um filme dos anos oitenta. Hummm... O que vem depois? Brody: Meu nome do meio é Abraão. Eu bebo o resto da minha água. Quando eu guardo a garrafa vazia ao meu lado, sua resposta vem. Menina doce: Como em Lincoln? Jordan conhece um pouco da história americana. Brody: Sim. Meu pai é um político. Ele estava esperando que eu fosse seguir os seus passos.


Menina doce: Estava? Como Jordan entenderia isso. Brody: Seu sonho. Não meu. Menina doce: E o seu sonho é o futebol? Brody: Sim. A partir do momento em que ganhei vida com a bola de couro em minhas mãos. Menina doce: Meu nome do meio é Matilde. Jordan Matilde Elliott. Por que eu estou sorrindo quando eu repito isso em minha mente? O meu telefone vibra novamente antes que eu possa responder. Menina doce: Tenho que ir. Leah e eu vamos sair para um pequeno almoço. Falo com você mais tarde? Eu engulo o desapontamento. Brody: L8R 16 É uma resposta ocasionalmente boa, mas minhas entranhas giram de prazer, porque eu estou ansioso por isso. Eu consigo ler Jordan nas mensagens que trocamos durante o dia. E quando eu estou sentado no vestiário ajusto o laço nas minhas chuteiras antes do jogo, o alerta em meu telefone toca novamente. Tão perto de começar o jogo que eu deveria deixá-lo para mais tarde, mas a expectativa é demais. Se for Jordan e eu não ler neste exato momento, estarei pensando sobre isso todo o jogo. A preocupação poderia nos custar uma vitória, digo a mim mesmo que eu vou olhar só esse. Minha testa franze quando olho a tela. A mensagem é de Lindsay, uma das líderes da classe que está sempre pendurada em Jax. Eu sei que ela faz isso para chegar perto de mim. Ela não é a única. E após a exibição do meu primo ontem à noite, tenho a impressão de que é sobre ele. Lindsay: Eu não sei por que você mentiu sobre o namoro com aquela garota estúpida. Eu a coloquei em linha reta. Você pode me agradecer depois. 16

versão mais curta da palavra mais tarde. Bem, eu G2G ttyl l8r!


—Foda-se! — Eu grito e chuto a porta do armário. —Cristo, Madden! — Eddie olha para mim de onde ele se senta, reajustando sua luva. Ele possui um centro mole, pegajoso quando se trata de meninas. Eu sei que meu namoro com Jordan terá sua total aprovação. —O que se arrastou até sua bunda e mordeu? —Não o que, mas quem. Eu começo apunhalando botões na tela, com a intenção de chamar Lindsay para descobrir o que ela disse. Quando se iniciar a ligação, eu coloco o telefone no meu ouvido, ao mesmo tempo que o Treinador Coach Carson entra no vestiário. —Agora não é o momento de ligar pra sua mãe e agradecer por dar à luz a sua bunda gorda! — Sua voz ecoa através da área principalmente pelas paredes vazias, desenhadas em conjunto, formam um longo som de lagarto distorcido. É o rosto rabugento, e eu não estou ansioso para ser seu foco. — Vá para o campo, Madden! —Sim, treinador — eu digo rapidamente. —Agora! Eu bato o botão de chamada final antes de atender e atiro o telefone no meu armário ao mesmo tempo que sincronizo para o campo. Nós acabamos por perder o jogo. Não importa quão pequena foi a margem, ainda arde como um filho da puta. Quando estávamos 14 a 14 cada, fomos forçados a assumir alguns riscos loucos que não compensaram. Carte me jogou uma bola longa eu estendi a mão, mas a bola foi derrubada fora dos meus dedos e caiu direto nas mãos da equipe adversária. Com Eddie sem fôlego, eu foi deixado aberto por uma fração de segundos o que os deu um tempo enorme. Depois que a bola bateu no chão, foi um longo tempo antes que pudesse me descascar fora da grama. Com um ombro latejante a três minutos restante do jogo, UCLA marcou um gol de campo, e nada menos que um milagre teria nos salvado depois disso. Eu corro pra fora do campo, sujo, suado, e devastado pela perda, sabendo que deixei triste todo o estado do Texas hoje à noite. Eu forço um sorriso para a repórter esperando para uma entrevista fora do campo. Isso não alcança meus olhos, mas ninguém que realmente me conhece jamais iria notar.


Não importa o quê, você nunca mostra aos meios de comunicação a verdade. Eles não querem ver a auto recriminação e autodúvida, ou ouvir sobre isso. Eles querem desportismo. Eles querem que você aceite a derrota com um sorriso triste. Eles querem ouvir que você se sentiu honrado em jogar um grande jogo contra uma grande equipe, e que você vai voltar maior e mais forte para a próxima. —Você joga no Estado de Iowa na próxima semana e então você se despede.— Enfio meu capacete debaixo da minha axila e escovo o cabelo úmido da minha testa enquanto ela fala para o microfone, o rosto perfeito com ângulo profissionalmente posicionado em direção à câmera. —Depois você tem Oklahoma. Como você está se sentindo depois da perda de hoje à noite, em preparação para o que está sendo apontado como um dos maiores jogos da temporada? —Essa é uma boa pergunta. Oklahoma é um jogo clássico por certeza. Eles vão vir com tudo pra cima de nós, mas estaremos prontos. — Eu pisco e dou um sorriso arrogante ao lado da resposta diplomática. Olheiros da NFL veem como você fala na frente dos meios de comunicação. Eles querem que você seja visto como o cara agradável, e que produza bem. —Nós vamos assistir um monte de filmes e vamos trabalhar tão duro quanto o tempo permite. Apesar da perda de hoje à noite, nós estamos jogando melhor do que nunca. Estou confiante de que vamos vencer, e não apenas para a equipe ou CPU, mas para o estado do Texas. Ela me dá um tapinha profissional no braço, sem dúvida escondendo a careta na transferência de suor para os dedos perfeitamente tratados. — Suas esperanças estão montando em você, Brody Madden. Sem porra de pressão, eu respondo silenciosamente. Dou-lhe um aceno de cabeça e um sorriso insolente a câmera e aceno antes de correr para longe. Quando voltarmos para o nosso quarto de hotel, Carter está com as mãos sobre uma garrafa de uísque escondida em sua mala. Hoje à noite eu não hesitei em agarrá-la rapidamente. Derrubo minha cabeça para trás e derramo na minha garganta, saboreando a queimadura porque o esquecimento não pode vir rápido o suficiente. Não há bares à noite. Ninguém quer comemorar uma perda. Um pequeno grupo de nós se reúnem no quarto de Carter e compartilhamos, e nós bebemos em uma demonstração de solidariedade.


Não é até que nós terminemos bêbados em uma longa dissecção do jogo, e argumentamos sobre o nosso plano de jogo para a próxima semana, que eu me lembro da mensagem de Lindsay. O quarto gira quando cambaleio para a minha bolsa e remexo à procura do meu telefone —Foda-se — eu grito alguns minutos mais tarde, endireitando a partir de minha posição. —O quê? — Eddie se inclina para trás em sua cadeira, olhando na minha direção. As pernas da cadeira se equilibrando precariamente, e quando Carter se estica e empurra a perna, ele cai no chão com um grito. Todos riem, inclusive eu. —Eu não posso encontrar meu telefone — eu digo para o quarto, enquanto Eddie se levanta e pula em uma das camas de solteiro. —Eu preciso ligar pra minha menina. —Uma boceta te amarrou depois de namorar por dois dias — diz Carter com tristeza fingida. —Foda-se Carter — murmuro. —Sim, Carter.— Eddie o atinge mais com um braço gorila longo e dá um soco em Carter no bíceps. —Este é o amor jovem em seu florescer, frágeis etapas. Você não pode mexer com isso. Carter revira os olhos e um dos caras joga uma garrafa de plástico vazia na cabeça de Eddie. Isso salta para fora e se esconde em algum lugar debaixo da cama. Quando Eddie pega, ele volta com o meu telefone. — Achei! Ele atira em mim, ri alto e longo. Eu salto para cima para pegálo com uma mão estendida. Um grito retumbante enche a sala. — Se você conseguisse isso com um passe de Carter no campo hoje à noite. Eu deixo o comentário rolar por minhas costas e roubo a garrafa de uísque fora da mesa. Eu a levo comigo e me sento na beirada da cama. Após discar o número de Jordan, tomo um gole de uísque e coloco o telefone no meu ouvido. —Olá? Droga. A voz dela. Como eu poderia ter esquecido seu fascínio? —Você soa tão bem — Eu provoco. Enfiando o telefone entre o queixo e o ombro, eu estendo a mão e agarro meu pau em minhas calças.


—Porra, cara. — Eddie empurra meu ombro porque a cama que eu escolhi passa a ser a que ele está espalhado por toda parte. —Eu sou tudo para sexo por telefone, mas você precisa fazer essa merda em algum lugar privado. Não há nenhum lugar privado. Eu tropeço para a varanda vazia, longe dos caras. A brisa é quente e a cidade cheia de luzes brilhantes. Elas borram vertiginosamente, e eu me equilibro contra a grade como o som de lençóis farfalhando que vem através do telefone... —Você está bêbado? —Cristo, Jordan — eu estalo em reação à sua censura. —Porra nos perdemos o jogo. É claro que eu estou bêbado. Sua voz suaviza. —E esta é a forma como você lida com a perda? —Sim! — Frustração queima meus olhos e peito, e o som da voz do meu pai reverbera em minha cabeça. Você acha que pode fazer isso no futebol? Esqueça. Não é uma carreira. É um esporte bárbaro que vai bater as últimas células cerebrais remanescentes de sua cabeça. Eu penduro minha cabeça, meu peito apertado com o esforço de não gritar de raiva. Não por causa do que ele disse, mas a possibilidade de que ele poderia estar certo. Uma perda pode facilmente se transformar em duas, três e, em seguida, antes que você perceba você está em uma queda livre para lugar nenhum. O medo faz minhas mãos tremerem, e eu quase derrubo a garrafa de uísque . —É beber ou foder alguém. Você é suposta ser minha garota Jordan, mas você não está aqui para me foder, então só me resta ficar bêbado. —Essa coisa de fingir namorar não vem com esses tipos de benefícios — ela sussurra. —Diga que não é assim, baby — provoco antes do riso irromper de dentro de mim. —Você está bêbado, Brody, e não é você mesmo. Eu vou desligar agora. —Espere! O que Lindsay disse para você?


Não há nada mas que recriminando silêncio da parte de Jordan, que é seguido por um suspiro pesado. Com a intenção de plantar minha bunda no banco atrás de mim, eu viro para trás e não alcanço, pousando no chão com um baque duro. —Merda! — Risos caem fora de mim em ondas quando a garrafa de uísque rola de minha mão e para o chão. —Porra, eu caí da cadeira — eu suspiro. A resposta de Jordan é desligar na minha cara. Huh. Isso é algo novo. Eu prendo meu telefone para o alto da minha posição de bruços no chão. —Minha menina apenas desligou na minha cara! — Eu grito. —Problemas no paraíso já — Carter grita de volta. —É melhor ter outra bebida.— Eu respondo, rolando para o meu lado enquanto tento me orientar. Só que é muito difícil, então eu fico lá tranquilamente e fecho os olhos, e penso em como seria bom se alguns dias apenas não acordasse de todo.

Na segunda-feira à noite está claro que Jordan está me evitando. Eu não a vejo ou Lindsay entre as classes, e as minhas chamadas para Jordan estão indo direto para a caixa postal. Isso me deixou de mau humor, principalmente da culpa sentada como comida chinesa ruim em meu estomago. Meu telefonema para Jordan na noite de sábado foi uma desgraça. Ainda pensando em mostrar-me à nossa sessão de tutoria esta noite, depois do jantar com a meus pais. Ela provavelmente vai bater a porta na minha cara, mas eu estou disposto a arriscar. Meus pés arrastam enquanto ando o caminho para minha casa de infância. É uma grande casa. Toda branca. Pilares impressionantes. Gramados verdejantes. Em termos de concorrência, esta supera todas as outras casas na rua, apenas como meu pai gosta.


Meu queixo bloqueia apertado quando toco a campainha. Eu odeio vir aqui. Há apenas uma pessoa que faz tudo valer a pena, e não iria desistir de vê-la por qualquer coisa. O fraco som ecoa pelo corredor. Eu não tenho uma chave. Meu pai não gosta de qualquer um que chegue sem aviso prévio, nem mesmo seu próprio filho. Eu tento não deixar isso me incomodar, mas incomoda. —Brody está aqui! — Ouço os gritinhos de minha irmã e meu coração levanta o astral rapidamente. Segue-se o som de pés pisando rapidamente em direção a porta da frente. Eu estremeço, esperando a reprimenda. Ele não demora muito tempo. —Annabelle Madden mostre algum decoro ou você vai ser enviada para o seu quarto. Um som abafado vem lá de dentro, e a voz de meu pai está agora perto da porta da frente. —Vá sentar-se à mesa e esperar como uma dama. Depois de um momento, a porta se abre, revelando meu pai. Ele ainda está imaculado no terno que veste, sem dúvida, usado durante todo o dia. Seu cabelo castanho tem uma ligeira curva como o meu, mas ele passou a mão para arrumar. Eu entro pela porta da frente. Nossa casa de família está decorada em branco e preto. Azulejos xadrez brilham através dos móveis alinhados estrategicamente, e pretensiosos retratos adornam as paredes na promoção dos valores familiares que meu pai defende publicamente. É quase tão acolhedor e convidativo como um mergulho no Ártico com um grupo de baleias assassinas. —Pelo amor de Deus, Pai — eu rosno baixinho quando passo por ele. —Ela só tem oito anos de idade. Deixe que ela seja uma criança. Minha irmã é uma adição inesperada à família, sua chegada mexeu com o plano de vida do meu pai da mesma maneira que eu ter uma deficiência de aprendizagem fez. Inicialmente, eu gostei da chegada da minha irmã porque sua presença deslocou a atenção negativa de cima de mim, mas foi quando o nosso pai a repreendeu por jogar futebol comigo no quintal e ela categoricamente disse-lhe para —ir se ferrar— que eu vim a adorá-la. Eu tive muito trabalho para não gargalhar na cara dele, mas valeu a pena só por ver o olhar em seu rosto.


—Eu não quero comer frango assado — ouço sua lamentação quando desço o piso brilhante chegando para a sala de jantar na parte de trás da casa. —Você já viu as galinhas? Eles passam o dia todo bicando o chão e comem sua própria merda. —Annabelle! Chega! — Minha mãe a repreende e meus lábios se contorcem. Eu selo meus lábios rapidamente. O Jantar já está posto sobre a mesa quando apareço, e minha irmã fica remexendo em seu lugar. Seus cachos loiros com um coque no topo da cabeça dela, lembrando-me que ela foi ao ballet esta tarde. —Hey, Moo Moo. — Eu falo, sorrindo para minha irmã sentada no meu lugar. —Basta com esse apelido infernal — meu pai murmura enquanto toma o seu lugar na cabeça do mesa. —Ela gosta dele — eu respondo. —Você não gosta Moo Moo? Annabelle franze os lábios como se irritada, mas seus olhos dançam com prazer. —Eu não sou uma vaca, Brody. Eu finjo um olhar intrigado. —Mas todas as vacas são nomeadas Annabelle, e mamãe disse que, quando você nasceu mamava como um bezerrinho. Mamãe me dá um olhar penetrante do outro lado da mesa. Faz me perguntar quando vi pela última vez um sorriso em seu rosto. Não um daqueles falsos para a mídia que não alcança seus olhos, mas um sorriso verdadeiro e honesto. —Eu não disse isso. Agora todo mundo coma antes que o jantar fique frio. Começamos enchendo nossos pratos quando Hattie caminha para a sala de jantar, uma travessa de molho em sua mão. Eu dou a nossa governanta uma piscadela. —Hey, Hattie. Obrigada pelo jantar. Os lábios de Hattie se contorcem quando ela coloca o molho no centro da mesa, mas ao contrário ela não me da atenção depois de ver as narinas do meu pai incendiar. Ela é a empregada. Eu não deveria agradecê-la por algo que ela é paga para fazer.


—Como foi a aula de dança? — Pergunto a minha irmã enquanto comemos. Seu lábio inferior faz um beicinho, eu sei que é uma denúncia de que Annabelle mal tolera ballet. Nossos pais insistiram nisso, porque estão esperando que isso vá colocar alguma graça em seu minúsculo e desajeitado corpo, mas eu suspeito que prefira pegar o halterofilismo que aguentar mais uma temporada de pointe én. —Foi horrível. Emily Simpkins fez um ballonné e me chutou bem na minha bunda. Acho que tenho uma contusão. —Deus me ajude Annabelle, se ouvir mais uma maldição passar por seus lábios, você está indo direto para cama — meu pai repreende, com o rosto vermelho. A luz em seus olhos escurece, e ela abaixa a cabeça. Minha irmã precisa parar de xingar muito, mas eu sei que ela faz isso para chamar a atenção. Eles não lhe dão muita de outra forma. Sinto o meu peito doer, porque sei como ela se sente. Eu chuto Annabelle debaixo da mesa e quando ela olha para cima eu pisco. Ela não ri em voz alta, mas posso ver o riso em seus olhos e isso é suficiente para mim. Nossos pais falam entre si durante o jantar, pelo menos até que a pergunta inevitável seja feita. —Como vai a faculdade, Brody? Meu estômago cai instantaneamente, e meus dedos broqueiam no garfo e faca em minhas mãos. A pergunta de minha mãe parece inocente, mas a insinuação debaixo de suas palavras não é. Deus. Eles não podem simplesmente me deixar em paz? Eu sei que sou uma decepção esmagadora. Será que eles realmente precisam me lembrar disso toda vez que eu venho para o jantar? Eu olho para ela, não faça isso apenas deixe ir. Eu desenho uma respiração profunda e começo. —Bem. Suas sobrancelhas sobem e sua expressão não é apenas cétic a, está fria. —Bem? —Isso é tudo que recebemos de você, Brody?— Meu pai junta-se a ela, e agora eu tenho a ambos se unindo conta mim. Fantástico.


—Somos os únicos que afundam o nosso suado dinheiro em sua educação e tudo o que você pode nos dar é bem? Eu pretendia ir para a CPU em uma bolsa esportiva completa, mas meu pai paga o apartamento, meu carro, e tudo o mais. Ele quer controlar o que eu dirijo, onde eu vivo o que eu visto, porque os Maddens tem uma imagem pública para manter. Deus me livre envergonhar a família. Annabelle senta-se calmamente, não come, seus olhos focados na mesa. Minha expressão pétrea, eu levanto o meu queixo, olhos mudando para o meu pai. —O que você prefere ouvir? —A verdade — ele morde fora. —Vamos lá papai, realmente?— Eu forço uma risada. —Você é um político. Você lida com mentiras, certo? Eu apenas aprendi com os melhores. Seu rosto fica vermelho de raiva. Eu acabar com a paciência dele isso nunca é bom. Eu deveria manter minha boca fechada, mas não consigo ajudar a mim mesmo. —Você quer saber como estou indo? — Eu soltei a minha faca e garfo com um barulho. O pouco que eu comi fica pesando em meu estômago. Eu não vou comer mais esta noite. —Duas semanas e eu estou reprovado. Fora. Eu vou tomar uma facada no escuro e acho que vocês já devem ficar sabendo. —Com olhos endurecidos, eu viro para o meu pai, incapaz de conter o sarcasmo da minha voz. — Mas não é nenhuma surpresa né pai? Então você não poderia ser decepcionado. No lado positivo, tio Patrick arrumou um tutor porque ele está disposto a reconhecer o quão baixo os níveis de minha estupidez vão, de modo que ao menos ele dá uma merda. Meu olhar desliza de volta para minha mãe. Um copo de vinho branco gelado fica parado em sua mão, e sua mandíbula está apertada. Ela não gosta da lembrança de meus fracassos, então por que ela fez a pergunta, em primeiro lugar está além de mim. Cada vez que um professor sugeriu assistência durante meus anos de formação, o meu pai sempre vetou a ideia. Sabendo seu lugar, minha mãe concordou. Eu odeio que ela seja tão fraca. Eu odeio que ela não se importa. Eu engulo em seco, não permitindo que a picada quente de lágrimas alcance meus olhos. —Então, sim, isso está indo muito bem, mãe.


Antes que eu possa respirar, meu pai chega do outro lado e dá um tapa na minha cara. Minha mandíbula se encaixa para os lados, e eu vejo estrelas. Annabelle grita e deixa cair os talheres em seu prato. Eu respiro fundo e corrigo os olhos firmes em minha irmãzinha. —Vá para cima, Moo Moo. Seu lábio inferior treme. —Brody. —Eu vou vê-la novamente em breve, ok? Podemos passear com os cavalos. Ela hesita. —Vá! Annabelle empurra a cadeira para trás, colocando o guardanapo no topo de seu prato com as mãos trêmulas. Ela envia um olhar para os nossos pais antes de sair da sala. Não é até que eu ouço seus passos chegar ao topo da escada que me virei para encará-lo. —Que porra é essa, pai! — Minha mãe se encolhe quando eu rasgo o guardanapo do meu colo e lanço-o sobre a mesa. —Não se atreva a fazer isso na frente de Annabelle! As sobrancelhas de minha mãe se reúnem, sua expressão severa. —Brody... Papai lhe corta. —Sua mãe lhe fez uma pergunta simples. Não lhe trate com desrespeito novamente. —Sinto muito — eu digo com sinceridade tranquila. Eu não queria perder o controle na frente da minha irmã. —Eu acho que fiquei doente com essa porcaria. —Você é um filho da puta! — Meu pai fica de pé, sua cadeira tombando e caindo de costas no chão de madeira com um barulho. Ele agarra minha camisa em sua mão e me puxa para que fique em pé. Eu tropeço e meu cotovelo bate na mesa, meu prato cai no chão. —Você quer fazer isso? — Ele rosna. Meu corpo fica tenso. Está levando toda a minha


concentração e força para evitar empurrá-lo para fora do meu rosto. —É isso que tu queres? Para mim, isso cheira mal? Nós lhe demos tudo. Tudo! — Ele ruge na minha cara. —E você joga tudo de volta em nossa cara por ser reprovado? E não pense que eu não ouvi sobre sua perda de UCLA no fim de semana. Todo mundo fez com que eu ouvisse sobre isso. Isso só prova que você não vai chegar a lugar nenhum se você não tentar o suficiente. Você é uma vergonha, filho, para não mencionar um mau perdedor. Seja um homem e lide com isso, em vez de culpar sua família. — Meu pai solta o ar de seus pulmões, seus olhos estão selvagens. —Fodido inútil — ele rosna quando eu permaneço em silêncio Ele me empurra duro. Minha cabeça bate na parede. Eu puxo uma respiração, sentindo minha testa dividida com o impacto. Quando toco a mão nela, vem coberta de sangue. Eu fico tonto, eu me encosto de forma instável na parede. A parede fica suja de sangue em um longo, arco bagunçado. —Venha aqui e limpe esta porcaria de bagunça. —Foda-se! — Eu xingo, tonto e doente da dor em brasa. Endireito meus ombros, me viro e jogo de volta um punho, batendo na mandíbula de meu pai. Mamãe grita quando o impacto envia ele navegando para a mesa de jantar. Pratos batem no chão e seu terno suja com a comida. Eu sorrio. Meus dedos estão pulsando e meu rosto dói, mas eu não me importo. Tudo o que posso fazer é rir, mas não é remotamente engraçado porque parece que estou perdendo. —Saia! — Minha mãe grita para mim. Seu rosto é comprimido e sua varredura lateral do cabelo louro afrouxou e cai em sua testa. — Saia de nossa casa!


D OIS

DIAS ANTES ...

Recebo mensagens de Brody, e o tumulto subsequente de borboletas toda vez que seu nome aparece no meu telefone, eu passei a manhã de sábado assim... Eu não quero gostar das mensagens de Brody; na verdade, eu não quero gostar de Brody em tudo, mas eu faço. Depois de um longo banho quente, Leah sugere ir para um pequenoalmoço tardio. Eu sei que uma pequena pilha de panquecas de gengibre irá percorrer um longo caminho para fazer tudo melhor, então eu concordo. Mas não é até que nós estejamos em uma mesa, comendo, que percebo o propósito de Leah com este pequeno passeio de pequeno almoço: bombardear-me para toda e qualquer informação relacionada a Brody Madden. É apenas um dia após a festa, mas estou começando a perceber que as pessoas de alguma forma, sabem o meu nome. Eles passam por nossa mesa, dizendo Olá. Eu não sou muito social. Eu sou a lagarta relutante no canto. Isso é estranho. Uma menina com um grupo de amigos, na verdade tira uma foto de mim com seu telefone. Ela não parece se importar que eu a vi fazer isso ou que eu tenho a minha boca esticada em torno de uma garfada de panquecas. Normalmente elas têm um gosto como pequenas lascas redondas do céu pastosas. Esta manhã, elas se sentam como pedras em meu estômago.


—Então derrame, Elliott. Não deixe pedra sobre pedra. Eu quero saber tudo. É claro que ela quer. Os olhos castanhos escuros de Leah estão redondos e ansiosos quando ela me encara com expectativa. A única razão pela qual ela não obteve algo fora de mim esta manhã era porque Leah é tão dedicada a seu treinamento como eu sou. Ou normalmente sou, se não passasse por um fator de esforço patético desta manhã na equação. Eu engulo meu bocado rapidamente, consciente de que as pessoas estão assistindo-me comer. —Eu cruzei com ele no campus. As sobrancelhas de Leah atirar em direção ao céu. —Como, literalmente? Oh Deus, as mentiras. Eu faço uma careta porque ele já está me fazendo suar. O show será até o momento em que Leah perceba que eu estou suando como uma fonte de água enganosa gigante. Será que ela vai notar se eu furtivamente deslizar um par de guardanapos sob minhas axilas? Sim, eu respondo com firmeza. —Eu não estava olhando para onde estava indo. Ela vai acreditar nessa mentirinha. Minha falta de direção e minha incapacidade de ler é agora um piada correndo em nosso círculo. —E depois? — Ela pergunta revirando os olhos. —Vamos lá, Jordan. Isto é como escovar os dentes. Os olhos de Leah se estreitam. Talvez eu exagerei na alegria. — Por que você nunca me contou? —Eu não sei... —É exatamente isso — ela me corta, espetando o garfo na minha cara. — Eu recuo. —Você não sabe? —Hey, Jordan.— Dois caras que eu não conheço caminham por nossa mesa. Ambos acenam. Eu estou sendo avaliada como uma vaca premiada. Este é o ponto onde eu percebo que fui jogada aos lobos. Eu não posso nem culpar Brody. Eu concordei com isso em um momento induzida por aquela tequila imbecil e agora parece tarde demais para voltar atrás.


Eu forço um sorriso apertado e com um ranger de dentes volto para Leah. —Podemos ir? Por favor? —De jeito nenhum. — Ela sorri enquanto perfura um bocado de ovos. —Eu apenas comecei a comer, e isso é muito divertido. —Eu vou lavar a sua roupa por um mês inteiro, eu imploro. — Leah faz uma pausa e diz —Isso é muito tentador... Mas não. —Você é uma amiga má. Eu desisto de minhas panquecas. Limpando a boca com o guardanapo, eu pego de novo o meu chá. —Então você esbarrou nele no campus e depois? Você deixou cair todos os seus livros e ele apanhou-os para você? —Sim! —Eu aproveito sua sugestão. —Isso foi exatamente o que aconteceu. —Uau. —Eu sei, certo? — Eu aceno. —Uau. Leah se senta para trás em sua cadeira, café na mão enquanto ela me olha astutamente. —Então o que aconteceu? Ele olhou em seus olhos incríveis, ficou deslumbrado sem palavras, e então se apaixonou? Eu balancei minha cabeça, fingindo espanto. —Como você sabe? Puxa, Leah. Parece que você estava lá. —Cale a boca! — Ela grita e joga um pedaço meio comido de brinde para mim. Eu estou vestindo uma malha a parte superior azul de manga curta, e que agora tem um pedaço decorativo de bacon. Eu tiro-o do meu peito e solto-o no meu prato. —Devolva-me aqui — ela ordena, esticando o braço por cima da mesa. Eu entrego para ela. —Você não está realmente indo comer isso depois que você jogou em mim, não é? —Claro que eu vou. Ele não caiu no chão, e sua camisa está limpa. Eu olho para baixo, onde migalhas de manteiga agora mancham a lã azul fina. —Não está mais limpa, não é?


Leah leva uma mordida enorme e franze as sobrancelhas. Com a boca cheia de torrada, ela pergunta —Então, vocês dois transaram na noite passada? —O quê? Não! Passei o resto do café da manhã me esquivando das perguntas de sondagem de Leah. Quando ela finalmente conta o que ela fez, eu corro para a porta. O sol da manhã bate bem nos olhos, e eu deslizo meus óculos de sol para baixo para bloquear o brilho. Leah me alcança, ligando o braço no meu. —O que estamos fazendo hoje? —Hibernando—eu respondo rapidamente. Esta manhã me deu uma visão sobre como é se sentir sob um microscópio. O escrutínio está alto e meu olho direito começou a se contorcer. Eu chego debaixo da minha lente e esfreguo-o, tentando fazê-lo parar. —Eu tenho uma leitura para fazer. —Uau. Estudar. Você é super divertida. Eu não tenho certeza que meu coração pode resistir a isso. Vamos às compras em primeiro lugar. Eu recuo. Minha conta bancária é razoavelmente saudável, mas preciso esticar por todo o meu ano sênior. Para não mencionar que o meu meio de transporte já está perto de desmoronar. —Você viu o meu carro, certo? —Ahn, todo mundo já viu o seu carro. É a monstruosidade do Texas. A CIA está a segui- lo no satélite, à espera de autorização para tirá-lo. — Seus olhos se iluminam quando nós caminhamos ao longo da calçada. —Talvez Brody vá comprar um novo, agora que você está namorando com ele. Ele não pode ter sua menina dirigindo uma armadilha mortal, pode? —Eu não

sou

sua

Tecnicamente isso namorando em tudo.

garota. significa

Estamos começando agora. que

não

estamos

realmente

Essa foi provavelmente a minha primeira verdade da manhã, e Leah ignora completamente. Em vez disso, eu sou arrastada de loja em loja, provando roupas que não posso pagar. É meio-dia quando nós duas declaramos que já tivemos o bastante.


Com o meu estômago roncando, deixo Leah encomendo dois sucos de frutas nas proximidades.

dentro da

loja e

Eu me viro enquanto estou esperando e vejo que estou sendo observada por uma ruiva com um problema de atitude. Ela me empurra. —Hey! — Eu grito quando tropeço e caio em minha bunda com um baque doloroso. A menina ao lado da ruiva ri, mas o olhar que recebo da menina que me derrubou é escaldante. Lembro-me dela da festa na noite passada. Lindsay, eu acho que foi assim que Jaxon a chamou. Leah corre para fora antes de eu fique de pé. — maldição que diabos está acontecendo? —Ela grita, indo direto no rosto de Lindsay. O homem asiático que está preparando nossos sucos corre em volta do seu carrinho para mim. Ele me ajuda a ficar em pé enquanto Leah e Lindsay gritam obscenidades uma para a outra. Meu estômago revira no momento que eu coloco pressão sobre a minha perna esquerda. Meu tornozelo está começando a doer, o envio de um alerta de que algo está seriamente errado. —Você não pertence a este lugar — Lindsay assobia para mim, suas narinas dilatadas. Eu não duvido do significado do que ela diz. —E eu não sei o que você está fazendo, mas você não pertence a Brody. Você é apenas um novo brinquedo que em breve perderá seu brilho. Basta dar-lhe alguns dias. —Assim como você desgastou tão rápido que ele nem sequer quer olhar pra você? — Leah interrompe. —Olha — eu digo, engolindo a dor preocupante em minha perna. Danese se quero que Lindsay saiba que ela fez algum dano grave. —Talvez eu pertença a Brody, talvez não. De qualquer forma, isso não é da sua conta. Lindsay faz uma carranca. —Isso ainda não acabou. — Com sua ameaça agradável entregue, ela sai e nem mesmo espera por sua amiga. —Uau. Fiquei me perguntando se eu deveria te invejar, chegando a desfrutar essa obra-prima da perfeição masculina — Leah diz enquanto ela está lá, as mãos nos quadris observando as duas meninas desaparecem dentro de uma loja, mas eu recolho isso de volta. Ela se vira para mim, a dúvida em seus olhos. —Como é a sensação de ser a garota mais odiada no campus agora?


—Isso é fácil de responder? —Meninas — o vendedor murmura ao meu lado, balançando a cabeça como se fôssemos uma espécie alienígena que ele nunca vai descobrir o que é. —Você está bem? — Ele me pergunta. —Você ainda quer o suco? —Sim, por favor — eu respondo fracamente. —Mas mude para um duplo chocolate. Eu desloco um pouco e estremeço. Leah olha para baixo e seus olhos se arregalam no meu tornozelo. —Ah não. Não, não, não. Por favor, me diga que você não... Meus olhos se enchem de lágrimas mais rápido do que posso pisca-las fora. —Eu fiz. —Essa cadela! Eu vou rasgar seu pescoço. Leah chicoteia seu telefone para fora e apunhala um dedo na tela. —O que você esta fazendo? —Eu estou chamando Hayden. Precisamos levá-la para casa e colocar um pouco de gelo nesse tornozelo. — Leah pressiona o telefone no ouvido e olha para o meu tornozelo inchado. —Talvez não seja nada sério. Repouso por alguns dias e vai estar completamente curado. Eu desloco algum peso na minha perna para testá-lo. Uma explosão de fogos de artifício dispara em minha panturrilha. Eu chupo em uma respiração afiada, fazendo uma careta. Leah tenta um sorriso tranquilizador, mas parece sombrio. —Vai ficar tudo bem.

Eu passo a tarde no sofá, meu tornozelo elevado e regularmente gelado. Hayden me faz companhia. Com uma boa dose de analgésicos no meu corpo, eu o arraso no beisebol do Playstation enquanto Leah parte em uma misteriosa missão.


Vingança era um fogo em seus olhos quando ela saiu, e é só quando estou distraidamente preocupada por ela estar fora em alguma missão que Hayden consegue uma vitória. Ele salta para fora do sofá com um rugido e todo o apartamento treme. —Aproveite o momento enquanto dura, He-Man — eu digo-lhe quando ele começa a rolar seus quadris e braços em uma dança da vitória. Hayden aponta seu controle para mim, sua excitação palpável. — Vamos de novo! Ele bate para trás no sofá com força, e balança meu tornozelo. — Arrghhhhh! Eu grito. —Desculpe, desculpe, desculpe — ele canta, jogando o controle para o lado e reajustando o gelo que escorregou para o chão. Leah escolhe esse momento para voltar. Seus braços estão carregados de brilhantes sacos de compras, e há um brilho luminoso, determinado em seus olhos que me deixa nervosa. A última vez que vi aquele olhar, eu fui arrastada para uma festa da fraternidade e m um fodível vestido roxo e olha como isso tudo acabou. —O que há nos sacos? — Pergunto. Retomando seu assento ao meu lado, Hayden olha os braços carregados com os olhos esperançosos como uma criança no Natal. — São sacos de roupas intimas preta com laços? O sorriso de Leah é presunçoso enquanto ela despeja tudo no balcão da cozinha. — Não. — Seu sorriso vacila um pouco, mas a esperança permanece. —Calcinhas rendada? —Não. —Rosa? —Não. Hayden pronuncia todas as cores do arco-íris, enquanto ela escava dentro de um dos sacos. —Não, não, e não — ela responde.


Toda a sua esperança morre lentamente, deixando para trás a expressão ferida de um filhote de cachorro chutado. O que ela arranca é uma peça preta de tecido elástico, e imediatamente eu sei o que é. O vestido que ela jogou sobre a porta do provador quando estávamos experimentando roupas. É uma peça de material enganoso. Parece uma pequena sucata, mas depois de vestido eu quase não reconheci meu próprio corpo. Tem um decote alto, mas mostra uma milha da perna, me dá uma cintura, e mergulha tão baixo na parte de trás que é quase obsceno. —Você não fez — eu respiro. Sorriso vitorioso. —Eu fiz. Eu também... — Ela puxa item após item — fiz isto, e isto, e ... — Isto! — Jogando para fora minúsculos shorts amarelos da cor de limões maduros, duas blusas, um maxivestido branco com um cinto de couro marrom, e muito mais. Lágrimas piscam nos meus olhos. Ela deve ter gasto uma fortuna. —Você não pode, Leah — eu protesto enquanto a minha voz interior grita para mim que ela pode, ela pode! —Devolva tudo. Abrindo a gaveta da cozinha, ela sai com um par de tesouras. Eu vejo como ela ordenadamente começa cortando fora as etiquetas e as notas fiscais. —Oops. Eu tenho receio que eu não possa fazer isso. —Leah ... — Eu paro, sem palavras. —Essa cadela louca não acha que você pertence a Brody? Vamos mostrar a ela o quanto você pertence, e então seus olhos não serão a única parte dela que é verde. No segundo em que ele encontrar você com esse vestido preto, ele vai engolir a língua. Meu estômago afunda como chumbo quando ela dobra todas as roupas em uma pilha ordenada. Não importa o que use porque eu não pertenço a Brody. Eu nunca pertencerei. Nem mesmo se eu quisesse. Eu estou aqui somente para o último ano e então vou embora. Tudo o que estou fazendo aqui, esta pequena vida dentro de um apartamento ainda menor, numa nova cidade, nova equipe de futebol, amigos que eu estou começando a amar mais difícil do que pensava ser possível, tudo é temporário.


Depois do jantar, Leah me ajuda a mancar para o meu quarto. Meus analgésicos estão ajudando, mas não aguento mais. Eu só quero dormir. Estendendo-me na minha cama, eu abro meu laptop para checar meus emails primeiro. O que eu acho são mais de cem pedidos de amizade no Facebook, e-mails convidando-me a festas, e-mails me chamando de prostituta. Com uma mão trêmula eu o fecho e empurro longe de mim. Leva mais de uma hora para encontrar o sono. No momento em que faço, Brody me acorda com o seu telefonema, bêbado e agressivo. Eu sinto muito por eles terem perdido o jogo, mas ele está sendo um idiota. Depois do dia que tive, sua atitude é como a cereja no topo de um bolo de merda. Quando eu desligo, estou contente que segunda-feira está a dois dias de distância. Isso me dará tempo para me acalmar. Os próximos dois dias eu passo em casa descansando o tornozelo. Só na segunda-feira percebo que a bateria do meu telefone está descarregada. Após carregá-lo, eu tento ligar para ele, mas ele não responde. Brody inventou toda esta farsa de namoro e agora? Ele desiste de ser tutelado antes mesmo de termos começado? Estou furiosa, louca. Só na terça-feira que eu o vejo. Estou sentada na seção de estudo numa parte tranquila da biblioteca. Ele espreita passando, carregando uma pilha de notas de aula em sua mão, não notando ninguém. Ele está usando um boné de Colton Bulls que esconde seus olhos, e sua pele está úmida do calor. Por alguma razão o meu coração começa a bater nas minhas costelas e torna-se difícil respirar. Raiva. É a raiva escorrendo dos meus poros como lava. Na verdade, é um exercício de contenção não usar meu tornozelo bom para chutá-lo, ou atirar um livro pesado da minha mesa em sua cabeça. —Brody, — Eu assobio alto quando ao invés disso eu deveria deixá-lo ir. Se ele não quer ser tutelado não posso fazer nada, mas às vezes eu posso ser um cachorro com um osso. Os vencedores não são desistentes, embora eu não tenha certeza se estou nessa classificação como vencedora. Brody para quando ouve a minha voz e volta. Eu chupo uma respiração afiada. Seu olho esquerdo é um arco-íris de roxo e vermelho e tão inchado que dói só de olhar para ele. Uma sobrancelha está rachada e está com um curativo borboleta preso na parte inferior. —Oh meu Deus, Brody. —Jordan— diz ele calmamente e aperta os lábios como se ele não tivesse ideia do que dizer.


O movimento o faz estremecer, e ele toca uma mão à boca antes de encontrar meu olhar. O brilho provocante nos olhos dele está faltando, e minha raiva desaparece como vapor. —O que aconteceu com seu rosto? Brody dá de ombros. —O treinamento. — Ele coloca o maço de papéis na mesa e se agacha perto de mim, trazendo-me um pouco mais alto do que o nível dos olhos. Ele tem que olhar para cima um pouco. —Ele pode ficar um pouco áspero. Eu não acredito em uma palavra. Eu tenho um irmão. Eu sei a diferença entre lesões de jogo e uma briga. Meu olhar cai para os nós dos dedos na mão direita. Eles estão inchados e vermelhos. —Só um pouco áspero, hein? Brody põe a mão no meu joelho. O toque é intimista e envia o meu pulso direito subindo pelo teto ornamentado da biblioteca. —Desculpe por ontem à noite. — Ele acena uma mão brevemente em seu rosto. —Eu estava um pouco dolorido. Eu deveria deixar você saber que não poderia ir, mas pensei que você estava me evitando. Eu tentei ligar pra você ontem, mas a ligação continuou indo para a caixa postal. —Oh. Bem, eu admito que precisava de algum tempo para me refrescar após o seu telefonema no sábado à noite, mas não estava evitando você. Meu telefone descarregou e não percebi. Brody faz uma careta. —Me desculpe por isso. Eu fui um idiota. —Você foi. Ele me dá um sorriso triste. —Bem, pelo menos podemos concordar em algo. Então, podemos remarcar as aulas? Eu deveria dizer não, mas não posso. Eu sou sua tutora. O ponto de tudo isso é ajudar Brody em qualquer maneira que eu puder. E nós dois precisamos começar a levar mais a sério. —Quinta-feira à noite—digo a ele. —Meu apartamento. Brody exala acentuadamente adiamento é obviamente, uma tarefa que ele está feliz em ter conseguido. Brody exala acentuadamente. —Ótimo. Agora você vai me dizer o que Lindsay disse para você no sábado? —Ela não disse nada que eu não possa lidar.


Sua mandíbula cerra. Obviamente não é a resposta que ele quer. — Diga-me o que ela disse, Jordan. Eu mexo minha perna debaixo de seu controle e sua mão cai fora. — Brody, você é um cara popular. Há um monte de meninas que não estão felizes com a ideia de que você está me namorando. Elas vão superar isso, então apenas deixe pra lá. Brody fica me olhando, seus ombros largos pairando sobre mim. —Eu vou deixar pra lá. Por agora. Mas se alguém te ameaçar você me diz e vou lidar com isso. —Eu posso me cuidar. Não me trate como se eu pertencesse a você. Ele se inclina e acaricia o meu rosto com a mão, a outra ele apoia no braço da minha cadeira. Sua palma é calejada e raspa minha bochecha, mas seu toque é suave quando ele fala, sua voz é baixa e os olhos escuros. —Como eu deveria tratá-la? Seu tom me faz tremer. Eu tenho as minhas mãos em punho para que ele me solte. —Como sua tutora. A palma de Brody desliza, mas seu olhar permanece em mim, olhos famintos. O calor neles me inunda como um cobertor, tão grosso e pesado que não posso obter qualquer ar. —Isso não é divertido. —Nem está fingindo namorar alguém. —Falando nisso, talvez nós devêssemos tentar torná-lo real.— Ele se endireita e dá alguns passos para trás. —Vejo-te quinta-feira. Há apenas um pensamento que voa ao redor em minha cabeça enquanto meus olhos o observam saindo da sala. Estou em apuros. Grande problema.


—Tire o chapéu e óculos de sol, Sr. Madden. Eu deslizo de volta no meu assento e olho para o meu tio quando os tiro. Eu coloco-os sobre a mesa e quando meu olhar retorna para frente, ele está olhando fixamente para o meu olho ferido, sua expressão sombria. Hoje já é quinta-feira à tarde e ainda é uma profusão de cores, mas, pelo menos, o inchaço diminuiu um pouco. Ele dá as costas e embaralha alguns papéis sobre a mesa antes de fazer uma pausa por um momento. Quando ele enfrenta sua classe novamente, ele fala em voz baixa, o início de sua palestra. Jaxon passa a folha de presença, e eu risco o meu nome com um movimento apressado rápido. A mesa ao meu lado está vazia. Jordan esqueceu onde é a sala de novo, os meus lábios começam a se contorcer. Eu seguro a folha para que ela possa assiná-la quando chegar. Quando percebo que estou em frente na minha cadeira como um estudante ansioso, meus olhos ligados a porta, eu sento e cruzo os braços. Totalmente legal. —Senhorita Elliott.


Meus olhos cortam para a porta tão rápido que fico tonto. O fato de que ela está correndo através da porta de entrada, com as bochechas coradas e uma expressão assombrada não me surpreende. Ela deve sentir meu olhar quente e pesado, porque seus olhos faze m contato imediato com o meu no outro lado da sala. Jordan Matilde Elliott está derretendo como um sorvete no meio de uma onda de calor. Eu quero lamber cada polegada de ouro da pele onde eu possa ter a minha língua. Suas bochechas coram ainda mais, e sei que tudo o que eu estou pensando está escrito no meu rosto para o mundo inteiro ver. Jordan olha para o lado e eu respiro na sensação de tontura. Todo o sangue em meu corpo vai em direção ao sul, e pelo que ... Vê-la de pé em uma sala de aula? Eu estou ferrado. Entro em combustão, torradas cobertas de carvão vegetal. O que acontece se eu realmente conseguir tocá-la para mais do que apenas um segundo? Será que vou passar vergonha? Eu preciso obter um banho frio. —Desculpe professor, — ela começa. Seu cabelo está lavado. Ela o mantém caindo como uma cortina brilhante, úmida em seus olhos. Ela enfia atrás de sua orelha com impaciência. É realmente tão suave quanto parece? —Eu tenho... —Guarde suas desculpas e sente-se—ele interrompe. Minha menina fingiu que não aprendeu a lição da última aula, mas o nosso Professor tenta deixá-la fora facilmente. Eu pego seu olhar novamente, e empurro a cabeça no assento livre ao meu lado. Seu olhar varre a sala e minhas sobrancelhas sulcam. Ela está pensando em sentar em outro lugar? Há apenas dois outros assentos na classe. Um deles são a três linhas para baixo da janela, ao lado de uma garota batendo uma caneta no tempo com o pé e bebendo uma lata de Red Bull. O outro é próximo de Kyle Davis. Que Deus me ajude se ela se sentar lá eu vou fazer uma cena. Seu olhar volta para o meu e minhas sobrancelhas sobem friamente. Namoro lembra? Sem benefícios, Seus olhos se estreitaram respondendo quando ela começa a vir em minha direção. Eu sorrio. Nós veremos. —Então, você e Jordan estão realmente namorando? — Jaxon pergunta do meu lado.


—Tudo o que você precisa saber é que somos exclusivos—eu respondo meus olhos em Jordan. Ela desloca entre os assentos, esquivando-se de livros e bolsas descartadas com facilidade enquanto faz o seu caminho em direção a nós. Suas pernas são deliciosamente esguias, nuas em um par de shorts da cor do sol. Essas são definitivamente pernas de futebol, e eu não posso esperar para ver como ela as usa em campo... E na cama. Eu olho para Jax, lembro-me da maneira como ele agiu com a Jordan naquela festa maldita. Ele tem um brilho nos olhos. O que normalmente leva para fora uma fêmea a cem passos e a deixa implorando por mais. Meus olhos se estreitam. —E que Deus me ajude—acrescento eu— Se eu pegar você colocando suas mãos sobre ela, você vai acordar com um membro amputado. — A boca de Jaxon cai aberta, brilhante incredulidade em seus olhos. —Você está ouvindo a si mesmo? Claro que estou. Eu soo completamente irracional. Eu não me importo. Meus olhos voltam para Jordan, dando a meu primo minhas costas. É então que noto que ela está mancando em seu tornozelo esquerdo. Há um pequeno percalço no seu passo e uma ruga entre as sobrancelhas. Ela está machucada. —Você está bem? — Pergunto quando ela desliza para o lugar vago ao lado de mim. —Bom dia para você também, Brody — Jordan responde e coloca sua bolsa no chão ao lado dela. Ela se inclina e puxa para fora seus livros, notas e uma caneta. —Bom dia, Jordan. Você está bem? Quando ela se endireita, eu coloco uma palma em sua coxa nua, deixando-a deslizar para dentro e aperto possessivamente. Sua pele se sente apenas como quando parece suave. Eu mordo de volta um gemido. Jordan empurra com surpresa no instante em que faço contato. Ela bate o joelho na mesa acima dela, e me lança um olhar. —Que diabos?


—Estamos namorando lembra? — Minha mão volta a esfregar seu joelho suavemente. Pelo menos eu espero que seja reconfortante para ela, porque não é para mim. Eu não tenho nenhuma dúvida que sou o único aluno a sempre ter uma ereção em Direito Emp resarial e Ética. Eu me inclino no seu caminho, mantendo minha voz baixa. — Você deveria gostar do meu toque. —Eu não estava esperando isso—ela sussurra, olhando rapidamente ao redor da sala antes de olhar para mim. —Você acabou de me apalpar do nada com suas mãos de polvo e agora todo mundo está olhando para nós. —Novidade. Eles já estavam olhando para nós, por isso apresse se e me beije como um comprimento. —Um... O quê? — Ela está olhando para mim como se eu apenas lhe pedisse para chegar perto de um jacaré. Eu deixo a sua perna e endireito no meu lugar. Meu recuo vem com um suspiro audível de alívio da Jordan. —Eu não sou seu tipo? — Eu pergunto silenciosamente, deslizando a folha de presença em sua mesa. Ela pega a caneta e assina seu nome abaixo do meu. Sua caligrafia é limpa e arrumada, um completo contraste com a minha bagunçada, garranchos ilegíveis. —Eu não tenho um tipo. —Todas as mulheres têm um tipo. — Meu sorriso é presunçoso. —Eu sou, não é? Com um rolar de seus olhos, Jordan passa a folha de presença para o cara sentado à sua direita. —Não, você não é meu tipo em tudo. —Ha! — Eu espeto o dedo para ela em vitória. —Então você totalmente tem um tipo. Ela faz uma pausa e dou a ela foco total. —Talvez eu tenha, e atletas pretenciosos não são. —Sorte que eu não sou pretensioso, então. Não perco a contração dos lábios de Jordan e meu sorriso se alarga. Dispensando-me, ela muda seu foco para meu tio e começa a tomar notas sobre as diretrizes éticas que ele está descrevendo.


—Assim isso é tudo o que há para saber sobre você? — Jordan pergunta, embora seus olhos continuem em seu caderno quando ela continua a escrever. —Você não gosta de chocolate, o seu nome do meio é Abraão, seu sonho é ser jogador de futebol profissional, você é persistente, você gosta de pensar que não é vaidoso quando vo cê é totalmente. — Ela olha incisivamente para a página em branco na minha frente. —Você não toma notas em sala de aula. —Notas? — Eu chuto para trás em minha cadeira. — É por isso que eu tenho você. Sua boca cai aberta. —É esse o motivo real que você não apareceu na noite de ontem? Porque acha que eu vou fazer todo o trabalho para você? A verdadeira razão? Meu rosto doía como uma cadela e meu humor era uma merda. Depois de deixar a casa dos meus pais, eu fui para a academia e levantei pesos até que me senti entorpecido. E quando cheguei em casa à uma da manhã, eu ainda não conseguia dormir. Fiquei ali questionando por que estava chateado. Por que trabalhei tão duro. Eu não preciso provar nada para os meus pais, ou qualquer outra pessoa. Eu sei isso na minha cabeça, então por que o meu coração não podia deixar ir? Eu encontro os olhos de Jordan, mantendo minha voz baixa. — Não é fácil aceitar que preciso de ajuda. Eu odeio que me esforce para ler, — eu confesso. —E não é só isso. Eu não posso tomar notas também. Ouvir é um enorme problema para mim. Eu não consigo armazenar as palavras rápido o suficiente. Elas entram, mas antes que tenha tempo de processá-las, muito menos escrevê-las, meus professores já avançaram e eu já perdi tudo. Não há nenhuma piedade nos olhos de Jordan, mas apenas a determinação que está sempre lá como um fogo frio queimando. —Eu sinto muito que não é fácil para você — Jordan diz calmamente. — Você pode copiar minhas anotações mais tarde. E da próxima vez apenas grave no seu telefone ou laptop. Eu sei que é preciso mais tempo, mas é apenas algo que você tem que fazer. Algo enrola em volta do meu coração e aperta. Eu sei que fiz algum tipo de som de asfixia quando Jaxon me chuta com o pé. — Cara, o que há de errado com você?


—Nada. — Limpando minha garganta, eu pego minha caneta e finjo me concentrar, mas não posso. Quando eu inclino minha cabeça para olhar para Jordan novamente, ela me olha e sorri. —Brody. Jordan— meu tio chama. Eu salto ao ouvir o som de sua voz. Estudantes giram em seus assentos para olhar e um sorriso aparece no rosto de Davis. Eu me inclino para trás casualmente no meu lugar. —Será que qualquer um de vocês se importa em correlacionar o comportamento ético com a prática de uma corporação multinac ional no envio de lucros livres? Não. Claro que não. Jordan é inteligente o suficiente para que eu não hesite jogá-la debaixo de um ônibus. —Tenho certeza que Jordan gostaria de responder a essa pergunta. Jordan me lança um olhar e os meus lábios se contraem em resposta. —Reputação? — Diz ela ao nosso professor, a palavra sai mais como uma pergunta do que uma resposta. —Explique. Ela limpa a garganta. —Bem, o envio de lucros livres é um regime fiscal minimizando, certo? Isso são milhões de dólares perdidos em impostos americanos, e afeta diretamente os serviços que os governos fornecem para nós. O que eles estão fazendo pode ser legal através de brechas de código de imposto, mas não é ético, e é prejudicial a sua reputação. Os clientes estão boicotando essas empresas, forçando-os a aderir a um padrão ético em face de ter atingido sua linha de fundo. —Bom. — Seus olhos digitalizam a sala. —Alguém pode me dizer o que as outras questões éticas estão enfrentando um grande negócio nos dias de hoje? Quando a aula acaba, eu estalo os livros fechados com alívio e enfio eles dentro de minha bolsa. Os alunos saem em massa, batalhando o seu caminho fora enquanto espero Jordan conseguir juntar suas coisas.


—Brody, Jordan, eu posso falar com vocês, por favor? Jordan permanece. Descansando sua bolsa sobre a mesa, ela começa a arrumá-la. Quando ela termina eu pego e levo para baixo na frente da sala para ela. Davis senta-se ao lado. Ele está demorando em seu laptop como uma bolha infeccionada que não se vai longe, os dedos tocando um ritmo constante no teclado enquanto finge não nos observar. Eu dou um passo a frente, bloqueando sua visão de Jordan. É um movimento sutil, mas quando seus olhos cortam os meus eu sei que ele não pode vê-la. Ele sorri. Minhas mãos formam punhos. —Como está indo a tutoria? — Patrick pergunta baixinho, olhando entre nós dois. —Bem, Professor — Jordan responde rapidamente. O dorso da mão escova a minha e o nó de ansiedade crescente me solta. —Brody? Está ajudando? Eu dou de ombros. —Eu acho que nós vamos descobrir com o tempo, certo? As linhas na testa aprofundam. —Se qualquer um de vocês tiver qualquer problema, ou não estiver funcionando, venha me ver ok? Ela acena em resposta e ambos nos voltamos para sair. —Uma palavra rápida, Brody? Eu paro, dizendo a Jordan para ir quando ela hesita. Seu olhar se desloca rapidamente entre o meu professor e eu antes de sair da sala. Minha irritação rompe um entalhe quando noto Davis escorregar para fora da porta atrás dela. —Brody. Eu arrasto meus olhos e dou-lhe a minha atenção. —O que aconteceu com seu rosto? —Nada. Apenas uma lesão no treinamento. Minha expressão é neutra, mas ele inclina a cabeça, estreitando os olhos em um olhar que diz eu sei que você está mentindo. —Isso é tudo? — Minhas sobrancelhas sobem friamente. Eu não quero falar sobre isso mais que o necessário. —Eu preciso comer antes de ir treinar.


Sua mandíbula aperta, mas ele acena com a cabeça virada para a porta. — Pode ir. Jordan está esperando por mim quando saio da sala. O prazer desaparece quando vejo Kyle ao seu lado, conversando com ela. — Perdido Davis? — eu pergunto. —Eu estava apenas verificando para ver se a Jordan tem um parceiro de estudo para as atribuições de casa.— Ele esfrega a testa com o dedo médio. —Ninguém quer o seu grau comprometido por estudar ao lado de um idiota. Idiota. Em minha mente eu estou agarrando sua garganta e batendo-o contra a parede. Na realidade eu fico de fora do próximo jogo, se eu fizer isso. Davis sabe disso e segue o seu comentário com um sorriso largo. Dou um passo mais perto, satisfeito com a diferença de altura de três polegadas quando ele tem que olhar para cima. Meus ombros são mais largos e eu rolo-os deliberadamente. —Parceria para os estudos da Jordan não é da sua preocupação. — Ele dá de ombros, e se comporta como se eu nem sequer tivesse falado e olha para Jordan. —Você sabe, eu como Assistente de Professor poderia ajudá-la. Eu olho para a Jordan. Seus olhos estão em Davis como se ele fosse uma barata que não vai morrer. —Eu não preciso de sua ajuda. — Ela pega a minha mão na dela, me dando um apertão. Dou -lhe um aperto em retorno, gosto de sua resposta. —Não tenha tanta certeza sobre isso. — Ele se vira para sair, ajustando sua bolsa por cima do ombro. —Você tem meu número, se você mudar de ideia. Ela tem o seu número? Meus olhos se estreitam. —Fique longe de Jordan, — eu digo às suas costas enquanto ele se afasta. Ele se vira, as sobrancelhas se arqueiam andando para trás. — Você acha que é sua decisão? —Você só a quer porque ela pertence a mim.


Kyle balança a cabeça. —Uau, muito ego, Madden? —Foda-se, Davis. — Carter o observa enquanto ele caminha em direção a nós. Kyle faz uma careta a Carter de volta antes de desaparecer em um mar de estudantes. Carter me cumprimenta com o punho e pisca para a Jordan. —Ei, bela menina. —É Jordan. —O que? —Meu nome — diz ela, sua mão ainda quente e firme na minha. —É Jordan. Carter sorri e coloca um braço sobre seu ombro. —Ahh, a menina do Madden. — Ele a cutuca com seu quadril. —Vocês dois deixaram a festa mais cedo, hein? —Pare com isso, Carter. — Deixando de lado a mão de Jordan, eu roubo a bola de futebol de debaixo do seu braço e bato -lhe na cabeça com ela. —Cara! — Ele arranca de volta e gira em suas mãos. —Vocês vêm almoçar? Estou com tanta fome que poderia engolir um hambúrguer. —Eu pagaria para ver isso. — Eddie interrompe quando ele e Jaxon aparecem por trás de Carter. —Quanto? — O tom de Carter é todo negócio e eles começam a regatear, enquanto caminhamos para a quadra. Eu pego a mão de Jordan na minha de novo, e nós seguimos atrás, enquanto eles discutem termos. —O que foi aquilo? — Jordan me pergunta. —O que, eu e Davis? —Sim. Eu paro de repente e dou-lhe as costas, inclinando-me um pouco. —Suba. —O quê? —Suba e eu vou te dizer. —Mas..


—Hey, Eddie! — Eu grito. —Pegue! Eu pego a bolsa de Jordan antes que ela saiba o que estou fazendo e atiro para ele. Ele pega sem perder uma batida. Eu faço o mesmo com a bolsa nos meus ombros e ele está esperando por nós. —Apresse-se e faça o que o homem diz Jordan — Carter ordena impaciente. —Eu tenho uma aposta para ganhar. —Não me solte. Eu sorrio e inclino-me para trás, fingindo tropeçar. Jordan solta um gritinho. Enterrando o rosto na parte de trás do meu pescoço, ela se apega mais apertado. Eu ainda estou rindo enquanto saímos da passagem subterrânea que vai para a quadra. A grama é mantida verde e exuberante e o sol está brilhando sob os estudantes conversando. A maioria deles está empilhada em grupos enquanto eles se sentam no chão e comem o almoço. Jordan suspira quando o sol quente nos atinge. Não é um som cansado, mas pacífico. Viro a cabeça para olhar para ela. Seu perfil é tudo que posso ver, mas é o suficiente. Os cílios são escuros e longos e os lábios entreabertos, convidando para sentir seu gosto. Eu lambo o meu próprio e tento focar em outra coisa. —Então como é que você torceu o tornozelo? Seu rosto forma uma careta. —Como você sabia? —Você acha que eu não olhei essas belas pernas quando você entrou na sala? Eu vi você mancando. Você sabe que te falei pra não correr e escrever. — Eu sorrio provocando. —Você caiu em uma vala, não foi? —Algo parecido com isso, — ela murmura e um resplendor trilha as maçãs do rosto. —Então, qual é o problema com você e Kyle Davis? Jordan está se esfregando contra as minhas costas da melhor maneira possível, com cada passo que dou. Eu faço uma breve pausa para levantar ela um pouco mais. —Nós fomos para a mesma escola juntos. Ele costumava jogar futebol como eu, mas nunca foi tão bom. Ele trabalhou duro, mas o talento nunca esteve lá. Quando alguém começou a mexer com o meu material desportivo, eu tive uma ideia justa que era ele, mas....


—Sim. Eu encontrava tiras cortadas em minhas ombreiras, as minhas chuteiras desapareciam, minhas luvas molhadas. Esse tipo d e coisa. Não é um grande negócio, mas o suficiente para me levar para a merda com o treinador porque ele demorou a me aceitar para treinamento e jogos. —Por que você não disse nada? Eu bufo amargamente, balançando a cabeça. —É isso o que você faria? Sair correndo para o seu treinador? —Não, — Jordan admite. —Mas eu gostaria de chutar a bunda dele. —E então eu ia ser cortado do time para sempre. Eu sairia perdendo. —Então, o que você fez? — Ela pergunta, levantando um braço em volta do meu ombro para escovar o cabelo do rosto. —Eu não fiz nada. Carter fez, — eu respondo, empurrando meu queixo em sua direção. Seu braço está pendurado em torno de sua nova namorada, Lara, enquanto andam através do campo. Eles estão separados agora, ou pensei, mas isso não impediu dela olhar para ele agora como se ele tivesse criado a Terra. —Ele fez um vídeo de Davis no ato e ameaçou colocá-lo no Youtube se ele não saísse do time. —E ele saiu? Bem desse jeito? Eu concordo. —Ele saiu. Mas não apenas satisfeito, porque agora ele é um espinho eterno no meu lado. Ele está aguardando seu tempo, cuidando de seu rancor. — Meu queixo aperta minha expressão sombria. Eu não perdi o olhar quando Davis olhou para Jordan. Ele sabia que eu vi. —Fique longe dele, ok? —Isso não vai ser um problema — diz Jordan. Sua voz é perto do meu ouvido, e eu luto com um arrepio. Eu gosto da forma como as palavras rolam de seus lábios, não importa o que ela esteja dizendo. —Quero dizer isso, Jordan... — Meu tom é rígido. O pensamento dele em qualquer lugar perto dela me faz tenso. —Claro. —Bom. — Faço uma pausa para respirar quando chegamos ao outro lado da quadra. A cantina é à esquerda, seguindo um caminho comprido. Para a direita é o edifício de Artes Liberais. —Você almoça com a gente?


—Eu não posso. Eu tenho American History. — Jordan se contorce um pouco, indicando que ela quer ir para baixo. Eu não tenho intenção de deixá-la ir. Em vez disso, eu estou lá, apreciando ela contorcer do corpo dela contra a minha volta. —Você pode me colocar para baixo agora, Brody. —Eu temo que não posso fazer isso — eu digo com grande seriedade, e minhas mãos apertam em torno de suas pernas bronzeadas. —Você precisa descansar o tornozelo, tanto quanto possível. De preferência, enquanto ligada a mim. —Bem, eu tenho que ir para a aula. —Eddie — eu grito, porque ele tem a sacola de Jordan. Ele para no caminho em direção a cantina e dá meia volta. Eu empurro minha cabeça em outra direção. —Por aqui. — Ele dá de ombros e vem para nós. —Por que você está tomando História Americana de qualquer maneira? — Pergunto, enquanto esperamos. —Essa é uma turma de calouros. —É parte da minha transferência. Eddie nos alcança e vem na direção oposta. Tenho que engatar Jordan um pouco de novo, e ela protesta. —Quer que eu te carregue, Elliott? — Eddie pergunta. —Madden parece um trapo. —Você está me chamando de gorda, Eddie? — Jordan solta um braço ao redor do meu pescoço e lhe dá um soco no braço. —Arrghhh! — Eddie grita como um elefante ferido e agarra o braço dele. Ele esfrega-o, seu lábio inferior forma um biquinho. —Sua menina é perigosa, Madden. — Ele dá uma piscadela a Jordan. Eu só estava tentando salientar que eu sou mais forte que ele. Esbaro em Eddie com meu ombro. Com Jordan nas minhas costas o que me deixa fora de equilíbrio e oscilo de forma precária. Seu poder sobre mim aperta até eu recuperar o meu equilíbrio. Ele brinca com ela durante o resto da caminhada do prédio de Artes Liberais. Quando chegamos minhas mãos soltam suas pernas, e ela desliza lentamente pelas minhas costas.


Eu coloco Jordan na porta da frente, e ela faz entrada.

um

bloqueio

na

Calouros espremem o seu caminho em torno de nós. Todos eles adiantados, sem dúvida ansiosos para fazer uma boa impressão. Eu não noto-os. Meus olhos estão sobre a mecha de cabelo que está caído no rosto de Jordan. Eu estendo a mão, a minha intenção de colocá-la atrás da orelha. Os fios deslizam através da minha mão como a água, brilhante e elegante. —Brody. — Meu nome em seus lábios é ofegante e seus olhos nos meus largos. Parece que a leve intimidade bem aqui no meio de todo mundo está a afetando tanto quanto eu. Eu não posso acreditar o quão fácil ela me faz perder o foco. Meu pulso está martelando. Não é bom. Não. É. Bom. Eu me forço para fazer backup de uma etapa. Ao mesmo tempo, Eddie entrega a Jordan sua bolsa. Ela pega, segurando-a contra o peito. É uma barreira, avisando-me para ficar longe. —Eu vou te ver hoje à noite. — Jordan limpa a garganta. —Para a tu... para o, você sabe. Hoje à noite, ok? Dou-lhe um breve, aceno casual, já caminhando para trás. —Hoje à noite.


Paige vem para mim difícil, colocando pressão e me forçando a fazer um movimento. Restando meia hora do no nosso treino da tarde de quinta-feira, a treinadora dividiu a equipe na metade e nos definiu soltas em um curto treinamento. Nossa capitã de equipe está levando a sério o treino. Fora do campo Paige é engraçada e simpática. No campo ela é um ninja maldito. Antes que você possa sequer piscar ela está em seu rosto, seus olhos se estreitaram em um olhar assassino a bola é o seu bebê e você é um sequestrador homicida. É intencionalmente fora de colocação, mas eu apenas sorrio para ela ao driblar levando a bola em direção ao gol, arrogante e confiante no campo. Eu nasci com uma bola de futebol em meus pés. Eu cresci com meu irmão e seus amigos que vinham em minha direção, tentando roubá-la nos nossos jogos de quintal. Paige e nada jamais poderia me parar. Meu tornozelo está preso e o ibuprofeno está ocupado cuidando da dor quando eu toco na bola de futebol com o peito do pé do meu pé direito, fintando a esquerda. É um movimento clássico, mas Paige antecipa o movimento. Então, quando eu realmente vou para a direita, ela vem comigo como um mosquito zumbindo em busca de sangue. Sabendo que eu preciso encontrar um espaço vazio, eu paro a bola com minha bota antes de passá-la para trás.


Leah está mais aberta e toma posse com facilidade. Eu sinalizo para ela pelas minhas costas, indicando o lado esquerdo é onde eu quero. Como Paige tem outra escolha senão ir duro em Leah, eu corro para o espaço aberto. Leah põe sua chuteira atrás da bola e chuta no campo. Ele voa para cima e sobre, pousando a poucos metros à minha frente com perfeita precisão. Eu corro direto para o salto, usando o meu joelho para ganhar o controle antes de chutar fora com meu pé para mantê -la em movimento. Uma meio-campista adversária vem para mim e eu passo a bola, corro para frente para encontrar mais espaço. El a passa para trás com um rolo liso, e eu chamo de volta na minha chuteira. Ela gira, passa o goleira e bate no canto fundo da rede. —Gooooooool! Elliott! —Leah grita. Um corpo cai em minhas costas, e descemos em um amontoado de membros. —Fiquem longe de mim! — Eu grito quando mais corpos pousam em cima de mim, me esmagando no chão. Minha voz é um grito abafado graças ao antebraço encravado na frente da minha boca. Estou tentada a mordê-lo, mas é a única coisa entre mim e um rosto cheio de sujeira. Eventualmente eu sou liberada e viro para as minhas costas, o sol do fim da tarde ainda embala calor suficiente para me deixar ofegando. Eu chupo em algumas respirações profundas de ar, ignorando a pontada gritante no meu tornozelo esquerdo, enquanto toda a gente recupera seus pés. Dói mais do que deveria, mas eu não posso me dar ao luxo de descansá-lo. O grito penetrante de um apito corta o riso e brincadeiras da equipe. Eu ergo minha cabeça. Nossa assistente técnica está acenando-nos. Paige está acima de mim, bloqueando o sol poente. Ela estende a mão e eu pego-a, deixando-a me puxar para os meus pés. Eu recebo um tapa na parte de trás que me faz tropeçar para a frente. —Eu vou tomar de você da próxima vez, Elliott. —Você vai ter melhor sorte pegando uma bala com os dentes, — eu respondo.


—Har, Har, — ela responde, atirando um braço em volta do meu ombro e me empurrando à medida que caminhamos para fora d o campo. Eu faço uma careta, abaixando minha cabeça, quando lasc as de dor atiram para cima da minha perna. —Vocês cangurus são tão cheios de merda. Leah vem à minha esquerda, e Paige estica o pescoço para olhar para ela. Elas compartilham um olhar significativo, algo que eu não estou a par mas tenho a sensação de que estou prestes a saber. O olhar da Paige retorna para mim. —Há algo que eu preciso saber Leah. —Oh? — Eu levanto uma sobrancelha questionando, mas eu tenho uma boa ideia do que está por vir e sigo em conformidade. — Precisa saber ou quer saber? —Precisa saber, é claro, — Leah responde para ambas. Paige fala e enquanto eu estou rolando meus olhos, ela limpa a garganta incisivamente. —Nós todos sabemos Brody Madden o suprasumo da gostosura na aparência, certo? Sua lógica é impecável. Cada polegada de Brody é primorosa. Eu estou tentando realmente difícil não notar. Na verdade, isso é uma mentira. Eu não acho que estou sequer tentando. Ele continua me dando vislumbres do homem por baixo do exterior impetuoso, e isso está me fazendo cambalear como um peixe fisgado. Minha resposta é um suspiro. Isso é tudo que eu tenho. Paige continua. —Bem, o que nós queremos saber é... —Necessitamos, — Leah interrompe. —Preciso saber. —Certo. O que precisamos saber, — Paige corrige, — é o quão privilegiado ele realmente é. —Como privilegiado? — Eu respondo minhas sobrancelhas altas. —Sério? Isso é o que vocês tanto precisam saber?


—Pare de esconder de nós. — Paige agarra sua virilha em um gesto obsceno quando chegamos à beira do campo, juntando-nos ao amontoado de nossas companheiras de equipe. —Pênis, Jordan, — diz ela sem rodeios. —Como fascinante é isto? Elas quebram na gargalhada e nossa assistente técnica nos atira um olhar. —Obtenha um pouco por si mesma— Eu murmuro para Paige, porque ela é a única que faz mais barulho. —Ela já tem — Leah responde agora perto de um ataque de asfixia. —Oh meu Deus — murmuro. Treinadora Kerr sopra o apito de juiz. O barulho ensurdecedor corta o ar da tarde e o silêncio reina instantaneamente. Quando ela puxa-o de seus lábios, suas narinas chamejam. —Isso foi uma jogada desleixada! Vocês precisam afiar — ela estala, batendo a mão contra a palma da mão aberta para enfatizar seu ponto. — Jordan marcou aquele último gol porque vocês tinham jogadores não marcados. Jogadores não marcados! — A treinadora está frustrada porque é o único ponto onde a nossa equipe está caindo. —Marcar. Seu. Jogador. Eu quero vocês marcando seus oponentes como uma mosca na merda. Não deixá-las abertas para marcar gols. Não deixá-las respirar sem você em sua face. Faça-as trabalhar para isso. Canse-as de tanto correr, enquanto tenta encontrar esse espaço vazio. Elas cometem erros, e isso é quando você ataca. — A expressão coletiva de vergonha varre nossos rostos cansados e suados. —Se você quer uma carreira no futebol fora da faculdade, você precisa se lembrar que cada jogo conta. Contagem de cada sessão de treinamento. Cada passagem da bola conta. Cada passo que você dá naquele campo, ela aponta diretamente atrás de nós, conta. Treinadora Kerr está certa. Não há espaço para falhar. Eu deixei Nicky para trás para isso. Isso me fez egoísta, mas é tudo que sempre quis. A formação é uma prioridade. Jogos. Todo o resto tem que se encaixar em torno dele. Vida, as pessoas, a família, os amigos. Eles caem no esquecimento no impulso para o topo. Ser o melhor vem com sacrifício, mas se você pode viver desistindo de tudo, menos o jogo, você está com uma chance de lutar.


—Respire-o — exige a treinadora. —Durma-o. Sonhe. Coma-o. E sim, cague-o. Amanhã é a noite do jogo. Vamos mostrar a eles que somos a equipe que vai ganhar. —Ela faz uma pausa por um momento, seus olhos varrendo sua equipe com fogo. —Agora voltem lá fora. Eu quero que vocês executem voltas extras esta noite. Meu estômago afunda. Meu tornozelo dói. Está escondido sob as meias grossas até o joelho que vestimos, mas está inchado e precisa de descanso, não mais de castigo. —Quantas? — Leah se atreve a perguntar. —Até que você vomite ou que suas pernas se soltem. Estamos dispensadas e corremos para fora em massa para começar nosso castigo. Ninguém fala. Estamos muito exaustas. Nossas reservas de energia estão esgotadas e não há nada extra para dar. Eu corro as voltas, mas minha mente está pedindo e implorando para eu parar cada vez que meu pé esquerdo toca no chão. Eu corro até a pontada no meu tornozelo se transformar em dor lancinante. Eu corro até que eu tenha nada.

Quando estou em casa e já tomei banho, me deito na minha cama. O ibuprofeno é agora o meu melhor amigo e eu uso liberalmente. Descansando esta noite e amanhã eu vou jogar no jogo de sexta-feira. Significa apenas que tenho que esconder de Leah. Meu tornozelo não curou como deveria ter feito agora, e se ela descobrir ela vai lançar uma oposição profana. —Eu estarei fora em um minuto, Leah — eu aviso, a minha voz grogue quando eu rolo. Eu abafo um gemido quando meu tornozelo grita em protesto. A porta clica aberta e eu enterro ainda mais. —Apenas dez minutos a mais. Eu prometo debaixo do refúgio seguro dos meus lençóis. —Mais dez minutos? — Vem a voz masculina claramente se divertindo. —Exatamente o que você está fazendo aí embaixo? Eu posso participar?


Meu coração é uma britadeira num instante, apesar de ter feito nada além de ficar deitada na cama. Ah não. Não, não, não. Isso precisa parar. O pequeno percalço na minha respiração? As borboletas gritando que agradam meu estômago? Apenas não. A cama afunda ao meu lado. O peso pesado súbito em meu colchão obriga o meu corpo rolar para o lado em direção ao peso. Maldita seja a gravidade. —Eu estava dormindo — eu finalmente consigo murmurar quando furtivamente verifico o meu relógio. Eu não estive na cama por dez minutos. Os analgésicos tinham me batido para fora por uma hora inteira. —Você tem certeza? Eu preciso de provas. — Meus lençóis são arrancados sem cerimônia. —Hey! — Eu grito. A luz brilhante me bate, revelando Brody à beira da minha cama. Ele está vestindo moletom, uma camiseta confortável da faculdade, e um sorriso maroto. Seu corpo está inclinado em direção a mim, uma mão plantada plana na cama perto do meu quadril esquerdo. Meu pulso acelera quando olho para ele, hipnotizada. Não há nada mais sexy do que as mãos de futebol? Eu acho que não. As Suas são grandes e bronzeadas, ostentando veias grossas que surgem sobre os nós dos dedos largos e se arrastam ao longo da terra de esperanças e sonhos sensuais. Piscando, eu arrasto meus olhos para cima a partir da espessura dos antebraços musculosos. Brody está me observando, seu sorriso maroto transformando em calor e travessuras. Ele inclina a cabeça, olhos castanhos escuros me prendendo na cama. Ele se parece com o Big Bad Wolf 17, o tipo de cara que meu irmão sempre me alertou para ficar longe. Eu esfrego uma mão sobre meu rosto em uma vã tentativa de restaurar a aparência de minhas entranhas caóticas. Não funciona. Eu não consigo me recompor quando ele está olhando para mim assim. — Deixe-me apenas ir lavar meu rosto e podemos iniciar os estudos. Eu preciso acordar um pouco.

17

Lobo-mau


Eu tento me mexer, mas Brody ocupa muito espaço. Minha cama fica minúscula. Faço uma pausa e dou-lhe um olhar que diz: por favor, se mova. Ele sorri, sem falsa modéstia. —Você pode se mexer? Tendo que forçar essas palavras pelos meus lábios não é uma coisa boa. Felizmente Brody está se afastando um pouco com suas palmas para cima. Ele sacode a cabeça à porta do quarto. —Então vai. Eu rapidamente balanço minhas pernas sobre a borda da cama. —Droga... Eu chupo em uma respiração afiada. Seu sorriso maroto se foi em um instante, substituído por uma expressão de preocupação. —Que diabos, Jordan? O meu tornozelo dói e eu não posso esconder a careta. —Seu tornozelo? — Ele pergunta. Não esperando por uma resposta, Brody desliza uma daquelas deliciosas mãos para baixo no comprimento da minha perna esquerda. Sua palma raspa a pele lisa, e eu não posso lutar contra o arrepio. Meu corpo irrompe em arrepios quando ele atinge a articulação inchada, encerrando-a com os dedos. Ele pressiona para baixo em torno da área lesionada. —Como se sente? — Eu cerro os dentes, uma tira de suor ilumina minha testa. —Dói. —Droga, Jordan. — Ele me corrige com uma carranca. Isso não faz nada para diminuir a dor pulsante entre as minhas pernas. —Você treinou esta tarde em um tornozelo inchado? Eu pensei que você fosse inteligente. —Claro que eu treinei, — eu estalo. —Você acha que eu quero perder um jogo? A treinadora me colocaria no banco com uma lesão como esta. —Você merece ficar de castigo por fazer algo assim... —Então o que? Estúpido?


Seus lábios pressionam planos. —Eu odeio essa palavra. —Sinto muito — respondo envergonhada insensibilidade. —Eu não vou usá-la mais.

na

minha

Brody leva um dos travesseiros atrás de mim. Levantando minha perna suavemente, ele coloca-o sob meu pé esquerdo. Ele define a minha perna para baixo com cuidado, mas ainda rasga um gemido de dor na garganta. —Você é um inativo para a sua equipe se jogar com uma lesão no tornozelo, Jordan. Deixo escapar um acesso de raiva frustrada. —O que, como você nunca fez isso? —Você está brincando comigo? — Ironia irradia de olhos escuros de Brody enquanto ele estala sua mandíbula. —Você tem alguma ideia de quantas vezes eu treinei com lesões? Quantos jogos eu joguei com costelas rachadas, entorses e contusões? Eu sei o que significa estar no banco. Há sempre outro jogador ansioso para tomar o seu lugar, provar o seu valor, provar que são melhores que você. —Então por que você está tão irritado porque eu treinei com o meu...? —Porque você tem uma escolha. Eu não tenho. — Sua voz se eleva como um trovão até que vibra através de mim, me fazendo tremer. —O futebol é tudo o que tenho! —Eu tenho uma escolha? — Eu explodo minha própria frustração crescente a cada segundo. —Eu não desisti de tudo e vim pro outro lado do mundo para ficar no banco de reserva por uma entorse de tornozelo! —Você tem sorte, Jordan. Você tem um cérebro. — Seus dedos se lançam para a foto no meu quadro de cortiça que eu preguei ontem de mim com meus pais. Dói meu coração por nos ver sorrindo alegremente para a câmera, um lembrete diário de como é fácil perder o que realmente importa. —Você tem uma porra de uma família. Você tem o mundo a seus pés. Uma menina inteligente com talento que se parece como você? Olheiros vão bater em sua porta para chegar á você. Você só... Você... — Um gemido frustrado desliza de seus lábios. Ele agarra o cabelo dele e vai para a porta.


—Onde você está indo? — Eu fico de pé e tento alcançá-lo, meu tornozelo não suporta meu peso. Brody se move rápido, agarrando debaixo de minhas axilas antes que eu desabe no chão. —Droga, Jordan. A raiva o fazendo respirar com dificuldade. Eu encontro seus olhos para encontrá-lo olhando para mim. Ele me congela no lugar e desejo me bate como um trem de carga. Quando ele finalmente fala sua voz é rouca. —Eu não estava saindo. Eu estava indo para obter-lhe um kit de primeiros socorros. Você precisa de um pouco de gelo e um curativo. Certifico-me de que estou firme, as mãos de Brody caem e ele sai da sala como se Satanás estivesse em seus calcanhares. Eu afundo à beira da cama, escovo o cabelo do meu rosto com a mão trêmula. Quando ele retorna, ele está carregando um kit de primeiros socorros na mão. Ele se agacha aos meus pés. —Eu posso fazer isso — chio, minha voz como um pássaro enlouquecido. Em minha defesa, eu tenho Brody sentado sobre os calcanhares, levando minha perna com as duas mãos e descansando meu pé em seu joelho. —Deixe-me — Brody diz em voz baixa, de cabeça baixa enquanto toma uma bandagem do kit pelo chão à sua esquerda. Desembrulhando o pacote, ele começa a enrolá-lo em torno do meu tornozelo. Depois de algumas voltas, ele olha para cima debaixo de cílios espessos. —Não está muito apertado? Eu limpo minha garganta. —Não. Está bom. Ele retorna à sua tarefa, estendendo o curativo até o comprimento da minha panturrilha e volta para baixo quando ele fala. —Você está preocupada com os olheiros, Jordan? Porque você não precisa estar. Se eles veem algo que eles gostam, eles vão voltar. Estou tentada a jogar fora um comentário descuidado e esconder o medo. Se eu não reconhecer isto, não existe certo? Eu mesmo não vou tão longe a ponto de abrir a minha boca antes que eu encaix e e me cale.


A cabeça de Brody está dobrada em sua tarefa, dedos ágeis e testa franzida em concentração. Há doçura sob seu exterior arrogante. Eu não o vejo compartilhar isso com ninguém, mas por alguma razão ele compartilha comigo em vez de se afastar, eu olho, e agora é tudo o que posso ver. —Obter esta bolsa esportiva internacional foi como ganhar na loteria. — Brody faz uma pausa e olha para mim, seus olhos escuros e perturbados à luz a diminuta. —Eu vim do nada, e agora eu estou à beira de ter praticamente tudo, e eu sei que eu nunca vou ter outra chance igual. — Como sempre, o pensamento me oprime. Eu viro minha cabeça, olhando sem ver a parede sobre o ombro de Brody.


Eu coloco o pé da Jordan no chão e me empurro entre seus joelhos. Coloco o meu rosto em linha com a dela. Tomando o queixo na minha mão, eu arrasto seu olhar de volta para o meu. O azul queimando em seus olhos é aborrecido e cansado. —Então é tudo sobre isso? Os lábios de Jordan pressionam apertados por um momento. — Estou com medo, diz ela. —Às vezes, a pressão fica muito grande, e eu me esforço muito mais. — Os olhos dela procuram meu rosto. Ela está esperando por mim para tirar seus medos fora como algo trivial, mas eu não faço. Como poderei fazer, quando o mesmo medo ecoa dentro do meu próprio coração? —Estou com tanto medo que vou estragar tudo. —Por quê? — Eu empurro, forçando-a a dar-me mais. —O que vai acontecer se você fracassar? Jordan hesita então eu tomo suas mãos nas minhas, ligando os nossos dedos e descansando-os nas coxas.


Ela olha para baixo para eles quando ela fala. —Eu não tenho tudo isso. Eu tenho o meu irmão e eu tenho o futebol, e é isso. Ele se deu tanto para eu chegar aqui. Eu era a pessoa com o talento e a coesão para ter sucesso. Ele passou sem que eu pudesse beneficiar, todas as decisões giram em torno de meu futuro. E me colocar em primeiro lugar, porque sua crença em mim é tão certa quanto a sua crença em que o sol nasce e se põe a cada dia. Jordan tem alguém que acredita nela. Não é metade da batalha? Eu engulo emoção agridoce. Meu pai não pode esperar para me ver cair. Dizer eu te avisei. Eu nunca vou entender isso, e ainda assim eu vou fazer qualquer coisa para provar que ele estava errado. O que for preciso. E às vezes isso me assusta mais do que falhar. Ao invés de oferecer chavões vazios que não ajudam a ninguém, eu pego o decote da minha camisa. Ela amassa meu cabelo enquanto eu arrasto-a sobre a minha cabeça e atiro-a no chão. O olhar de Jordan cai para a tinta no meu peito, a tatuagem colocada à direita do meu coração, onde eu vejo isso no espelho todos os dias. Eu luto para ganhar Conquistar Vou perseverar e usar o meu medo E com a graça de Deus Exultarei Sobre a falha Ascenderei Sob derrota E eu vou Voar Vejo-a em silêncio. Jordan levanta seu braço e meus pulmões se contraem quando seus dedos tocam minha pele nua. Reverente. Isso envia arrepios deslizando em meu peito. Seus lindos olhos azuis levantam para o meu e um entendimento sem palavras passa entre nós.


—Você voa também? Concordo com a cabeça, lutando para ignorar as batidas do meu coração pesado. —Lá fora, no campo, o jogo é tudo. É você constrói-se, rompe-o para baixo, e ele sangra-o seco. Mas eu amo isto. É o único lugar que sou livre. Os olhos de Jordan caem novamente para a tatuagem. Ela cobre com a palma da sua mão como se absorvendo as palavras em sua própria pele. —Quem escreveu isto? Ela é a primeira pessoa a fazer a pergunta. —Eu fiz. —É lindo. Você é linda. Eu mudo para mais perto. Eu sinto que eu estou caindo. A sensação de leveza é toda sua. Jordan é tudo o que posso ver. Minhas mãos tomam posse de seus quadris, os dedos apertando enquanto eu luto contra o sentimento. Eu respiro fundo e conto até dez. Não funciona. Quando eu tento novamente eu chego a quinze antes de desistir. Isso não está funcionando porque eu não o quero. Eu não quero parar o jeito que ela me faz sentir. —Você acredita em Deus? — Ela me pergunta. —Claro. — Eu me inclino, respirando suavemente contra os lábios de Jordan, e cutuco seu nariz com o meu. Seu corpo treme, revelando seus nervos. —Eu preciso acreditar em alguma coisa. As pontas dos dedos tocam os cachos suaves do meu cabelo antes de deslizar em torno da minha nuca, firme e calorosa. Ela tem meus olhos e eu não consigo desviar o olhar. —Então, acredite em si mesmo. —Você não pode dizer uma merda assim. Seu lábio inferior é exuberante e cheio. Eu belisco fortemente com meus dentes, saboreando sua ingestão aguda da respiração. —Brody. — Ela puxa para trás, sua rejeição vem através do mais alto boom de um trovão. Isso me faz querer lançar uma birra como uma criança que acaba de ser dito que o Natal foi cancelado. —Por que não posso dizer coisas como essa?


Eu encontro seus olhos, olhando para um oceano de azul. —Porque isso só vai me deixar para baixo. Precisando de um minuto, eu empurro para cima dos meus joelhos e caminho até a mesa pressionada contra a janela. Estou cego de desejo, mas meus olhos são atraídos para a pilha de liv ros que descansam ordenadamente no meio. No topo repousa uma cópia de The Cat in the Hat por Dr. Seuss. Eu pego-o e folheio as páginas, deixando-me distrair. —Você lê na hora de dormir? — Eu olho por cima do meu ombro para Jordan, acenando com o livro. Sua expressão se torna severa como se ela apenas colocasse o chapéu de tutora. Na verdade, eu sei que ela tem quando ela segue com, —Esse é o seu primeiro plano de aula. —O quê? — Minhas sobrancelhas sobem em direção ao céu. Eu largo o livro como uma batata quente e me viro. —Você me ouviu. —Eu não tenho certeza que eu fiz. Isso é algum tipo de piada? — Cruzo os braços, tensão belisca minha expressão. —Dê a um elefante um livro de criança e tenha uma risada enquanto ele tropeça nas palavras fáceis? As sobrancelhas de Jordan formam uma nuvem de tempestade em sua testa. —Não é nada disso, ela diz. —Palavras fáceis e semelhantes sonoras são muitas vezes as mais difíceis de ler. É um livro que vai me dar uma compreensão de onde você está com os níveis de leitura. —Assim, você pode julgar o meu nível de estupidez, você quer dizer? —Brody! Eu exalo uma respiração em um huff acentuado pelas minhas narinas. Os olhos de Jordan são firmes e resolutos. Ela não está recuando sobre este assunto. Melhor apenas para obter a próxima hora excruciante sobre isso e sair, rabo firme entre as pernas. —Tudo bem. — Eu pego o maldito livro. —Vamos fazer isso.


Com o livro na mão, eu me sento na cama. Jordan está reclinada contra um par de travesseiros, mas desloca lateralmente, liberando espaço. Eu sei que ela espera que eu simplesmente me sentasse ao lado dela. Eu não. Se eu tenho que ler Dr. Seuss, eu vou fazer o meu melhor para apreciá-lo. Antes que ela possa piscar estou esticado ao lado dela. É um risco. Jordan, sem dúvida, me daria um chute que poderia me mandar voando por toda a sala. Mas ela também está ferida, então eu estou aproveitando. —Confortável? — Ela pergunta sarcasmo carregado em seu tom. Minhas cuecas boxer estão ficando mais apertadas no momento de modo que é um não. Seu aroma de baunilha me rodeia, e eu pressiono o meu nariz em seu pescoço e respiro fundo. Risos irrompem do fundo de seu peito e ela me empurra. —Ah ha! — Ela é delicada. O livro é esquecido em um instante. Agarrando um punhado de cabelo, eu arranco-o para fora do caminho e lambo seu pescoço em um curso longo. Em vez de um riso, seus olhos se fecham e eu re cebo um profundo gemido rouco. Por um momento eu estou preso, perdido no som. Eu estou caindo para a Jordan. Eu estou caindo duro e rápido, e a sensação é indescritível. . —Brody. — Meu nome é um lima em seus lábios, e eu balanço meus quadris contra seu lado, instintivamente procurando alívio. Ela inclina a cabeça, dando a minha boca o acesso a longa linha de sua garganta. —O livro. —Foda-se o livro, — eu digo em um gemido e levo o lóbulo da orelha entre meus dentes, mordiscando com os meus quadris balançando mais difícil. O livro cai descuidadamente no chão, e eu pego sua mandíbula, segurando-a para mim para que eu possa provar sua pele. —Pare — ela suspira. Eu congelo, reprimindo um gemido de frustração. Afastando relutantemente, minhas mãos deslizam do rosto de Jordan. Ela vira a cabeça no travesseiro, as faces coradas.


—Eu sou a sua tutora. Eu tenho a responsabilidade de ajudá-lo, não flertar com você. Implorar seria tudo, mas hoje eu descobri que eu sou mais para ela. —Você pode fazer as duas coisas. —Vamos lá para fora, crianças! — Grito de Leah ecoa através da porta fechada do quarto. Minha cabeça cai para o ombro de Jordan e eu estou pronto para chorar. —O jantar está pronto e não estão indo sem comer. — Estaremos lá em um minuto. —Eu não vou ser uma em sua longa linhagem de meninas, Brody. Eu vou ajudá-lo com suas notas, mas você pode encontrar alguma outra garota para chupar seu pau. Suas palavras são um tapa na cara. Isso é tudo que ela acha que sou? —Eu sinto muito — diz Jordan instantaneamente. —Eu não quis dizer isso. Eu só... Eu não posso fazer isso. Ela está fora da porta antes que eu possa responder. Nós seguimos para fora, meu estômago em nós quanto sentamos para jantar. —O que há de errado? — Leah pergunta. Eu olho para cima do meu prato. Leah se senta à minha frente na mesa pequena. Eu estive empurrando comida ao redor, ajustando a sua vibração. —Você tem um problema com a carne? —Não, isso está ótimo — eu minto. Tem gosto de meias sujas e suor, ou seria se eu já tivesse mastigado um par, mas não é pior do que qualquer coisa que Jaxon ou Damien iriam cozinhar, então não estou reclamando. A expressão de Leah é duvidosa. —Você acha? Jordan bufa. —Se Brody gosta do sabor de couro. Leah projeta o queixo e espeta o garfo na Jordânia antes de virálo para mim. —Eu estava aqui fora escravizada sobre um fogão quente enquanto vocês dois tem a seu tempo a portas fechadas. Eu espero que vocês sufoquem.


Jordan e eu compartilhamos um olhar rápido, enquanto Leah dá facadas em sua carne, empurrando-a na boca e mastigando furiosamente. Depois de um longo momento e uma engolida audível, ela se levanta e agarra os nossos pratos. —Quem quer pizza?

Com o jantar fixando-se em meu estômago, eu estou lendo o clássico Dr. Seuss na mesa de Jordan. Meu ritmo é dolorosamente lento e o livro é complicado. Eu cerro os dentes cada vez que tropeço que é muitas vezes. Ele tem um efeito bola de neve, deixando -me tropeçar em cada frase. Eu meio que o bato fechado e giro na cadeira. Jordan reclinada na cama com seu tornozelo elevado sobre um travesseiro e vêm à tona todos os pensamentos sujos que me atingiram apenas de olhar para ela. —Um tempo? — Ela pergunta. —Você acha? — Eu rolo os ombros úmidos de suor. Eu já estava agitado. Agora eu tive o suficiente. Estou tão cansado. Eu lanço o livro sobre a mesa e volto-me para a Jordan. —Qual é o veredicto? Ela coloca as mãos por trás da cabeça, os olhos se estreitando. —O veredicto é que você é preguiçoso. Eu bufo em sua franqueza. —Não se reprima ou qualquer coisa. —Sensibilidade não vai ajudá-lo agora. Leitura para a maioria das pessoas é como andar de bicicleta. É uma habilidade que eles nunca perdem. Mas para disléxicos, é algo que você tem que trabalhar em cada dia. Você deveria saber disso. —Eu sei disso. Mas quem tem tempo para esticar-se na cama cada noite com uma cópia de Guerra e Paz? Jordan balança a cabeça. Eu apenas não estou irritando -a com a minha resposta, eu estou me irritando.


—Não tem que ser um clássico. Você pode ler a parte de trás da caixa de cereais por exemplo. Apenas leia. Essa é a sua tarefa. Eu quero que você leia por meia hora todos os dias. Eu quero que você destaque todas as palavras que você tem problemas e eu quero que você escreva um pequeno parágrafo que resume o que você lê para que eu possa olhar sobre isso. —O que? —Você me disse que luta com as palavras afundando nelas. Aprender a resumir o que você vai ler ajuda-o com isso. Ler a parte traseira de uma caixa de cereal por tudo que ela se importa? Eu escondo um sorriso. Se isso é o que ela quer, eu sou vou encontrar a história erótica mais francamente atrevida que possa encontrar. Vamos ver você olhar sobre isso. Jordan desliza cuidadosamente para fora da cama. Sua expressão é menos dolorosa, mas eu meio que fico do meu assento, pronto para ajudar. —O que você precisa? —O banheiro — ela está de calças, levantando-se e colocando toda a pressão sobre seu pé direito. —Você precisa de ajuda? —Eu... Não! — Ela acena-me embora, mancando de forma constante para fora da porta do quarto. Ela só se foi a um minuto quando o laptop sobre a mesa começa a tocar implacavelmente. É algum tipo de alarme? Eu giro ao redor e levanto a tampa. Quando ela abre, a tela acende e um indivíduo aparece no Skype. Merda. Eu pressiono um par de botões, sem saber como eu consegui atender uma chamada apenas abrindo seu laptop. —Olá? A voz é australiana, profunda, e desconfiada, e as linhas de irritação decoram sua testa. Jordan disse que ela não estava namorando ninguém, mas eu nunca considerei a idéia de ela ter um cara de volta para casa à espera de seu retorno. Eu estou considerando isso agora e não estou aceitando bem isso. —Quem é você? — Ele exige saber, seu tom rude.


Eu me estico e inclino a tela. Todo o melhor para ele ver o meu brilho. —Eu sou o cara que está com Jordan. Quem diabos é você? Ele recua como se eu apenas desse um soco na sua cara. Estou semi-satisfeito em uma espécie de caminho virtual. —Você é o quê? Seus olhos mudam para algum lugar sobre o meu ombro direito, e eu sinto Jordan nas minhas costas. —Jordan quem diabos é esse cara? —Nicky? Há um monte de amor e felicidade em que única palavra. Ele me define na borda. —Você está mancando? — Pergunta ele, suas sobrancelhas desenhadas com preocupação. —Só um pouco — Jordan responde, inclinando-se sobre o meu ombro para falar com ele. — Eu torci meu tornozelo. Não é ruim ou qualquer coisa — ela acrescenta apressadamente quando ele abre a boca. —Eu vou ficar bem para jogar amanhã à noite. —Amanhã à noite? — Eu giro de lado na minha cadeira, um inferno sem nenhuma expressão no meu rosto. —Baby, você está louca? Os olhos de Jordan se abrem com o carinho. Eu admito que saiu sem querer, mas eu não posso negar o seu momento brilhante. —Baby? — Vem o rosnado ecoando a partir do computador. Meu sorriso é lento e preguiçoso. O olhar de Jordan cai para minha boca, os olhos arregalados agora estreitando em fendas. —Jordan? — Nós dois voltamos o olhar para o computador. Olhos azuis gelados brilham de volta para nós a partir do ecrã brilhante. —Você deixou este imbecil perto de você? — A voz de Nicky fica mais alta quando ele se dirige a mim. —Você toca minha irmãzinha e eu vou chegar através deste computador filho da puta e arranco o seu maldito pinto fora! —Irmãzinha?


Eu arranho desconfortavelmente na parte de trás do meu pescoço. Isso agora mudou oficialmente em território estranho. Eu realmente devia sentir essa situação antes que eu me comportasse como um idiota ignorante. —Nicky! — Jordan se explica. Seu rosto parece mais quente do que o sol. Se eu tocasse seu rosto agora eu tenho certeza que ele iria queimar a pele dos meus dedos. —Brody, este é meu irmão gêmeo, Nicolas Elliott. Nicky, este é Brody Madden. Ele é um sênior aqui na CPU. E nós não estamos namorando— acrescenta ela. —Eu sou sua... — Jordan para antes que possa cuspir a palavra tutor para fora. Ela me corrige com um olhar de frustração e me olha duro. —Você é o quê? — Nicky pergunta. Eu limpo minha garganta e enfrento a tela. —Nós estamos trabalhando em uma atribuição em conjunto. —E você precisa fazer isso no quarto de Jordan? Quem ele pensa que é? O pai dela? Eu me inclino para trás em minha cadeira, braços cruzados e descontração escorrendo por todos os poros. —Isso é certo. —Oh meu Deus — Jordan murmura do meu lado. Colocando as duas mãos na parte de trás da minha cadeira, ela me rola para o lado e fora da vista da webcam. —Hey! — Meus braços se desdobram, agitando como eu deslizo pelo chão. Eu firmo meus pés para baixo e travo o ímpeto. Jordan nem sequer me poupa um olhar. —Nicky está tudo bem? —Eu não sei. O que é isso? Ela põe suas palmas das mãos sobre a mesa, o movimento tira o peso fora de seu tornozelo lesionado. —Por que você está sendo tão asno? —Porque eu não gosto de você tenha caras estranhos em seu quarto. Você precisa se concentrar na escola e no futebol. Não em uma cabeça de pau texano que vai para a faculdade apenas para que possa fazer entalhes em suas camas.


Eu já estou rolando meu caminho de volta para a mesa quando ele expõe seu insulto. Agarrando o laptop, eu giro em minha direção. O rosto de Nicky vem na vista. —Idiota Texano? — Eu rosno. Jordan agarra-o de volta, transformando essa conversa ridícula em um laptop cabo- de-guerra. —Eu estou trabalhando pra caramba aqui em minhas notas e futebol. — Ela morde fora cada palavra, seu temperamento esforçando em uma correia muito curta. —Você precisa confiar que estou fazendo a coisa certa. —Sinto muito que você acha que eu não confio em você, querida. — Seus dedos arrastam a tela para baixo como se ele estivesse traçando os contornos de seu rosto. Aquele gesto revela a enorme profundidade do amor que ele tem com sua irmã. Por um momento eu invejo isso. Meu tempo com Annabelle é raro e limitado, e eu gostaria que fosse mais. — É em toda essa gente que eu não confio. Ele diz as palavras para Jordan, mas ele está olhando para mim quando ele diz isso. —Eu tenho que ir, Nicky. Eu vou falar com você amanhã. —Jordan... Ela fecha a tampa do laptop, cortando a chamada. A sala fica em silêncio enquanto ela paira sobre a mesa como se ela estivesse tendo um minuto para reagrupar. Quando ela passou por tudo o que está em sua cabeça, ela levanta a cabeça e olha para mim. —Você sabe que toda esta farsa de namoro é ridícula. Eu dou de ombros. —Você está certa. Ela é. Ela pisca. Eu joguei-a com o meu acordo. —As pessoas não se importarão que você esteja só aprendendo. —Eu me importo. — Eu dobro meus braços, minha mandíbula definida. —Minha vida não é forragem para toda a gente especular sobre ela. —Mas me namorar é? —Não se for real. —Brody...


—Você tomou um risco enorme de viajar meio mundo para algo em que acredita. Você não vai correr o risco comigo? Indecisão enche a expressão de Jordan e ela afunda para a cama atrás dela. Ela mastiga em seu lábio inferior. —Não é uma boa ideia. Meus lábios curva lentamente. —Algumas das melhores ideias nunca são.


Brody: Diga-me que não vai jogar. Eu li a mensagem de texto, meu estômago vibra apenas ao ver seu nome aparecer na tela do meu telefone. Chegando ao Texas, eu tinha um plano que incluía jogadores de futebol assustadoramente sexy. Eu sou forte e determinada. Ambiciosa. Com Brody eu sou fraca e quente. Eu tentei o distanciamento e fresco desapego, mas foi um último esforço, como retirar água de um navio afundando com minhas próprias mãos. Foi quando li as palavras com tinta tão bem em sua pele que a água se fechou sobre a minha cabeça. Meu navio afundou. Agora estamos indo para um namoro. Quando ou onde, eu não sei ainda. Mas isso está acontecendo. O pensamento faz meu pulso correr e minha cabeça latejar com um mau pressentimento. Nada de bom pode vir disso. Jordan: Eu não estou jogando. Empurrando o telefone de volta na minha bolsa, eu tomo um assento no banco no vestiário e começo a enrolar as ataduras no meu tornozelo para o jogo de hoje à noite. Eu enrolo a fita de esportes apertada, faço rapidamente caso alguém comece a fazer perguntas. Agarrando minhas meias, eu deslizo a meia esquerda em primeiro lugar, puxando-o até meu joelho. Eu já coloquei minha caneleira dentro, descansando firme e confortável debaixo da palmilha apertada.


Então eu repito o processo na minha perna direita. Depois de correr em minhas chuteiras e amarrar os cadarços, estou pisando duro para colocar meus pés confortáveis e verifico a solidez de minha fita no tornozelo. Meu telefone toca novamente. Brody: Por que eu não acredito? Jordan: Você não? Eu estou tão magoada. Reúno minhas fitas, e fones de ouvido, eu empurro na minha bolsa junto com meu telefone e guardo no meu armário. Revirando meus ombros, eu extraio o ar profundamente dos meus pulmões e corro para o campo. O céu está claro, o horizonte de um laranja profundo como o crepúsculo. As luzes do estádio são brilhantes, iluminando a grama em um verde rico brilhante. Pré -jogo a antecipação está no ar, agitando os nervos no meu sangue. Eu sou a última a sair. A equipe está em um amontoado pelos postes da baliza à espera de instruções. Eu pego meu ritmo. Temos pouco menos de uma hora antes do pontapé de saída para me aquecer e ouvir conversas estimulantes, broncas dadas, e dar conversas estimulantes. Os olhos de Leah me seguem quando eu chego, estreitando em um clarão que significa problemas. Quando estou ao seu lado, sua voz é um silvo irritado. —Eu não posso acreditar em você. Isso parece estar indo em torno de um pequeno momento. O que posso dizer? Eu dou de ombros e sorrio, mas é mais como um abrir de dentes. —Estou bastante inacreditável. —Não é engraçado, Jordan. Você deve ser louca. —Você pode dizer isso um pouco mais alto? — Pergunto quando eu começo a esticar o meu músculo da panturrilha esquerda. —Você deveria ser... Cortei o grito dela. —Eu não estava sendo literal. —Não, você estava sendo uma idiota.


Leah me dá as costas, dispensando-me. Não há nada que possa dizer. Eu não vou ser reserva. Após dez minutos de alongamento, meus olhos digitalizam as arquibancadas. Metade dos assentos no nosso modesto estádio está cheio, o resto enchendo rapidamente. Ruidosamente, música tocando, despertando a multidão existente. Leah já começou a aquecer dando voltas sem mim. Eu corro rapidamente para recuperar o atraso, ignorando a queimadura de dor em minha perna. —Você notou a multidão? —Eu não estou falando com você — responde Leah, ofegando suavemente enquanto seus pés calçados com botas bate m a grama macia em um ritmo constante. Ela varre as arquibancadas de qualquer maneira. —Ah, olha quem está aqui para ver o jogo da menina. Um sorriso se espalha por seu rosto como manteiga. Eu sigo sua linha de visão e meus lábios apertam contra o sorriso largo que tenta quebrar livre. Brody está aqui. Ele está a meio caminho para baixo do estádio, em pé na frente da primeira fila de bancos da primeira linha, onde o nosso banco da equipe está localizado. O agasalho do Colton Bulls que ele sempre veste esconde seus belos olhos e metade de seu rosto. Eu não consigo ver sua expressão, mas posso sentir. Um cobertor pesado de desaprovação me inunda. Ele irradia para fora de seus braços cruzados e postura tensa como os raios gama. Ele não augura nada de bom, não comigo aqui aquecendo quando eu lhe disse que não estaria jogando. A carranca se faz em meu rosto. Quem ele pensa que é mesmo assim? Meu irmão? Atrás dele está Jaxon e o que parece ser metade da equipe de futebol da faculdade. Eles estão todos vestindo as cores do time, o que inclui a adição de pintura de guerra revestindo suas bochechas. Eu olho por cima do meu ombro. A equipe está se movimentando para trás no ritmo que vamos definir, seus olhos encontraram o pedaço de mal caminho que é Brody e seus companheiros de equipe. Os meninos notam que eles têm a nossa atenção e realizam uma mini onda mexicana.


—A multidão deve estar aqui, porque metade da equipe de futebol está — Leah sopra para fora, um traço de emoção em seu tom. —Você namorar Brody é fantástico para nós. Aguarde. Ele está olhando irritado. Ela olha de soslaio para mim, suspeita saem como tiros de dardos dos seus olhos. —Por que ele parece chateado, Elliott? Eu franzo os lábios, não tão fácil de fazer como se poderia pensar enquanto faço voltas de aquecimento. —Elliooottt — Leah grita em um tom de aviso. Eu exalo um sopro forte de ar. —Porque disse a ele que eu não estava jogando. —Fantástico. Você está começando seu relacionamento indo em uma alicerce de mentiras. Oh, você não tem ideia. —Acalme-se, Dr. Phil — Eu respondo quando minhas botas afundam na grama luxuriante, com batidas constantes. —Não é um relacionamento. É namoro casual. —É namoro exclusivo —ela corrige. —Isso, é um relacionamento. —Como você sabe disso? Leah não reconhece minha resposta. Ela olha para Brody novamente. —Ele está entortando o dedo para você. É melhor passar por cima. —O que? — Minha voz é um chicote, mas eu não giro minha cabeça. Em vez disso, eu olho pela minha visão periférica, tentando não ser óbvia. Eu tenho um jogo para me preparar, tanto mentalmente como fisicamente, e ele acha que eu posso simplesmente tirar um tempo para conversar? É evidente que ele nunca ouviu falar a palavra não em sua vida. Eu continuo nas minhas voltas de aquecimento, mantendo meus olhos treinados mortos em frente. —Não, ele não está — eu digo a Leah. —Isso é apenas uma contração no dedo de um antigo ferimento de futebol. Ele faz isso o tempo todo. — Chegamos a meio-campo agora, levando a equipe atrás de nós. Cada passo nos traz mais perto do assunto da nossa conversa. Eu empurro meu queixo no centro do campo. —Vamos atravessar aqui.


—Elliott! — Paige fala em voz alta atrás de nós. —Eu acho que seu namorado quer sua atenção. Eu rosno. Eu literalmente rosno. Ele vem de dentro profundo, vibrando para fora da minha garganta com a frustração. —Pelo amor de... — Eu mudo de direção indo em direção a Brody, sobre meu ombro dizendo: —Volto já. Brody desenrola os braços, dando um passo à frente quando eu chego à cerca alta que nos separa. —Quer dizer que não vai jogar, hein? —Isso mesmo — eu mordo, sem vontade de discutir. Ele deve sentir isso, porque ele dá de ombros e diz baixinho: — Tudo bem. Entendi. —Bom. Eu aceno breve. —Há mais alguma coisa ou eu posso ir agora? —Na verdade. — Ele vira o boné em volta, definindo-o para trás em sua cabeça. Então ele agarra o corrimão e se inclina seus olhos brilhando com gemas de travessuras. — — Você deve me beijar. Pra dar sorte, acrescenta. O próprio pensamento tem o meu coração trovejando no meu peito, deixando-me tonta. Minhas mãos unidas na cerca apertado, me impedindo de lançar ao longo. Ele solta-as e leva-as na sua, unindo nossos dedos. —As pessoas querem nos ver juntos. Eles vão pensar que é estranho que não nos damos bem em público. Somente... Antes que eu possa raciocinar, eu libero minhas mãos e agarro seu blusão em ambos os punhos. Eu o arrasto tão perto de mim como a cerca permite e amasso meus lábios nos seus. A pressão de sua boca é quente e firme e atira calor direto para a minha barriga. Vaias e assobios vêm de todas as direções. Eu o empurro com um suspiro. — Pronto. —Oh não, você não — ele resmunga quando eu me separo de sua camisa para fazer a minha fuga.


Brody me agarra antes que possa fugir. Planta suas grandes mãos na minha bunda, ele cava os dedos e me arrasta para trás. — Oomph— Sou a extensão do seu corpo quando eu bato contra seu peito. Aproveito seus ombros antes que caia, e ele abaixa a cabeça e plantas sua boca de volta na minha. Sua língua atravessa meus lábios e faz uma varredura no interior, quente, duro e agressivo. Por um momento eu estou suspensa em estado de choque. Isso rapidamente desaparece, e eu não me detenho. Um gemido sobe de seu peito quando eu devolvo o beijo com igual entusiasmo. Minhas mãos deslizam pelos contornos musculares de seus ombros e me enlaço ao redor do pescoço dele. Brody empurra sua língua profundamente, beijando-me como se eu fosse ar e ele estivesse se afogando. Eu não quero que ele pare. Sempre. Eu preciso de mais, porque isso não é o bastante. Eu sei que ele sente o mesmo quando ele libera uma mão de minha bunda e usa para prender meu cabelo violentamente, aumentando a minha pulsação para cima até a estratosfera. É onde eu flutuo com a boca fundida com a dele, pronto para realizar atos carnais sem pensar duas vezes sobre onde eu estou ou quem está observando. —Eu acho que eles vão fazer sexo aqui no estádio — diz Eddie de algum lugar muito, muito distante. —Tem alguém filmando isso? —Eu estou. — Carter responde. As mãos de Brody suavizam em mim, mas ele não me deixar ir. Ele tira a sua boca da minha e eu estou ofegante, com pernas tremulas feitas de geleia. —Jordan — ele grasna, o primeiro a falar. Ele lambe ao longo de seu lábio inferior, seus olhos escuros e desorientados quando ele olha para mim, respirando com dificuldade. Eu olho para trás, choque me congela no chão, então não posso me mover. Que diabos foi isso? O estridente som do apito afiado perfura meu crânio, empurrando-me do meu estupor. Com um rápido olhar ao meu redor, lembro-me do nosso público e a iminência da minha partida de futebol, e estou horrorizada.


—Eu tenho que ir. — Eu me solto dos braços de Brody. Ele não luta e eu estou grata por isso. Eu corro de costas por um momento, seus olhos segurando os meus. Eu me viro fazendo meu caminho em direção a treinadora Kerr. Droga, droga, droga, eu canto no tempo com a rápida batida do meu coração. Eu não deveria ter feito isso. Agora minha mente é uma bagunça completa. —Você acabou? — A treinadora pergunta quando eu chego a seu lado. Eu limpo minha garganta. —Foi apenas um beijo rápido para dar sorte. Treinadora Kerr me encarra com a diversão em seus olhos mantendo sua expressão severa. —Corra no campo, Elliott, ou nenhuma quantidade de sorte irá ajudá-la quando eu te colocar no banco por não aquecer adequadamente. — Eu faço o que ela diz, e depois de um jogo longo, suado, nós estamos amarrados com vinte minutos restantes do jogo. A oposição é implacável, mas se esforça para romper nossa defesa. Nosso plano desde o início foi de deixá-los para baixo. Está funcionando. Exaustão faz com que seus passes fiquem desleixados e seu jogo caótico. Mais cinco minutos passam antes de chegar a minha chance e chutar para o gol. O ar queima em meus pulmões e meu tornozelo grita, mas a adrenalina é uma força poderosa que não será negado. Nossa equipe contém a respiração coletiva quando a bola clica fora os dedos da goleira em câmera lenta, reduzindo o ímpeto. Todo o estádio fica em silêncio por um único momento de cair o pino quando a goleira vacila, uma vez, duas vezes, e em seguida, perde a batalha. A b ola bate no fundo da rede antes de cair dentro da baliza. O estádio vem a baixo e eu sou abraçada em primeiro lugar por Paige e depois o resto da equipe. Quando eu saio da pilha de esmagamento comemorativo dos membros suados e gritos animados, eu vejo o time de futebol Americano fazendo uma onda mexicana nas arquibancadas, desta vez Brody juntando-se e trazendo os dedos para os lábios, deixando escapar um assobio cortante.


Jubilante, eu faço uma rápida reverência e começo uma corrida de volta para a posição. A defensora da equipe adversária está deixando solta uma ladainha de maldições desagradáveis do meu lado. —Tiro de sorte— ela murmura em algum lugar entre seu tom depreciativo. —Não havia nenhuma sorte com isso — eu agarro. Estou farta de suas provocações. Elas têm sido constantes, seu esforço para destruir a minha concentração durante todo o jogo. — Somos uma equipe melhor armada. Com um rosto zombeteiro e os árbitros se concentrando em outros lugares, ela enfia o pé no meu tornozelo lesionado. Sua chuteira atinge exatamente na parte da contusão, e eu amasso como um terno barato, gritando quando caio no chão. —Droga!— O grito de Paige rasga através do campo, sinalizandoo com o braço jogado alto quando ela corre em direção a mim. Eu rolo e me sento, dor, apreensão dura e rápida. Minhas narinas alargando enquanto eu respiro em puxadas rasas e afiadas. Irrompem gritos da arquibancada. Eu mal ouço sobre o rugido de sangue em meus ouvidos. —Cadela— Paige rosna e empurra a defensora no peito. Um elogio vai para cima dos espectadores quando a menina tropeça para trás. —Eu vi o que você fez. O apito sopra, o jogo está suspenso. O árbitro chega ao mesmo tempo em que o nosso médico da equipe, Emilio. Ele dirige uma prática médica nos arredores de Austin, e seu feroz temperamento italiano é lendário. Ele mantém amarrado enquanto ele cai de joelhos a minha frente, seus olhos estreitos de irritação. —Oque aconteceu? — Pergunta ele, tomando conta do meu pé esquerdo com cuidado. —O que aconteceu? — Paige ecoa com um grito estridente. Ela enfrenta o árbitro enquanto aponta o dedo para o número cinco de costas, seu corpo tenso, trêmulo vulcão pronto para entrar em erupção. —Essa cadela apenas chutou Jordan no tornozelo. Você precisa expulsa-la, agora.


Essa cadela sorri enquanto Emilio cutuca no meu tornozelo torcido. Eu sinto como se tivesse sido colocado através de um moedor de carne. Eu olho para longe, lágrimas quentes picando meus olhos. Estou definitivamente no banco agora. Paige emite um rosnado baixo de sua garganta. Ela parece pronta para se transformar em uma besta e buscar vingança violenta. Leah se junta a seu lado, e metade da equipe nos circunda. —Não me diga como fazer o meu trabalho — o árbitro fala para Paige. —Eu não vi o que aconteceu, por isso não posso chamá-la. Vamos continuar a jogar e ver o que vai acontecer ou você vai ser a única a ser expulsa. —Você está cego? — Ela grita. Um enorme argumento explode. Gritos. Paige empurra a garota em questão quando ela começa a retornar ao jogo. Mais aplausos irrompem das arquibancadas. A menina empurra para trás vem sobre Paige e a empurra também. —Vamos. Vamos retirá-la do campo — diz Emilio rapidamente quando o confronto se transforma em caos. —Você pode andar? A ideia de ser retirada de campo não é boa. —Eu posso andar. Eu grito quando eu fico de pé. O som é abafado pelo argumento em andamento. Ele ganha impulso quando o árbitro dá um cartão amarelo. —Oh, isso é besteira! — Paige grita. Eu não ouço o resto. Meu braço está preso em volta do ombro de Emilio quando ele me ajuda a mancar pra fora do campo. Quanto mais nos aproximamos, o melhor que eu posso ouvir é o grito de Brody do lado de fora. Meus olhos o encontram. Seu corpo vibra com r aiva. Ele fala através do árbitro lateral para a minha treinadora, que está ocupada dizendo-lhe para esfriar a cabeça ou será escoltado para fora do estádio —Inferno. — Murmuro. Meu rosto esquenta. Ele está fazendo o pior. E quando eu chego ao banco, palmas saem como se eu fosse um herói devastado pela guerra retornando vitorioso da batalha. Eu aceno com a cabeça e me sento com um suspiro de alívio exausto.


—Esta é a melhor merda que eu já vi em anos, — ouço Carter dizer quando o aplauso morre. —As lutas dos pintinhos são tão quentes. Longo caminho a percorrer, Jordan! —Ele grita em minha direção, como se eu planejasse toda a altercação apenas para seu benefício visual. Eddie joga abaixo o seu acordo. —Nós precisamos assistir mais futebol feminino. — Eu não sei — grita outra pessoa. —Eu não vi nenhuma arrancando a camisa ainda. —

Emilio ajoelha-se diante de mim, balançando a cabeça. Levantando meu pé esquerdo, ele descansa-o em seu joelho e começa a desfazer os laços. Uma sombra paira sobre nós, bloqueando o clarão luminoso das luzes do estádio. —Saia do campo, — diz Emilio para Brody sem olhar para cima e lentamente começa a remover a minha chuteira, tomando cuidado para não empurrar meu tornozelo. Eu estou sugando em um silvo de dor quando Brody agacha-se ao meu lado. Ele olha para cima por debaixo da aba do boné, colocando a mão no meu joelho direito. Há ternura em sua expressão que me derrete como manteiga. Meus olhos caem para os lábios, lembro-me de quanto dano ele fez ao meu coração com aquele beijo . —Você está bem? —Olha amigo, — Emilio faz uma pausa e inclina a cabeça, dando a Brody um olhar firme. —Eu não me importo quem você é. Eu sou o médico da equipe e é minha a responsabilidade de cuidar da minha menina aqui. Assim, ou tira seu traseiro fora do campo ou eu vou chamar a segurança. As narinas de Brody incendeiam. —Então chame a segurança, — ele morde fora, seu sotaque texano mais definido com sua raiva. —Eu não me importo. Aquela cadela apenas machucou minha menina com um grampo cravado. Eu não vou voltar para o meu lugar. Emilio avalia Brody com seus olhos escuros. Eles devem chegar a algum tipo de entendimento macho, porque ele dá a Brody um breve aceno. —OK. Você começa tirando a chuteira de Jordan. Vou pegar uma bandagem e um pouco de gelo.


Brody toma o lugar de nosso médico da equipe, pegando onde ele parou. Ele define minha chuteira no chão e começa a tira minha meia na minha panturrilha. —Então, aqui estamos nós de novo—eu respondo de ânimo leve. —Aqui estamos nós de novo—Brody confirma. Sua voz está apertada, e eu estou esperando que ele me diga que eu não deveria ter estado em campo para começar, mas ele não fala. Em vez disso, ele inclina a cabeça, com a intenção de realizar sua tarefa quando ele desenrola a fita da bandagem que teria denunciado a minha lesão préexistente para Emilio. Ele rola para cima e enfia no bolso de sua calça jeans sem perder uma batida. —Jordan — Brody começa e respira fundo. Ele olha para longe, os olhos na distância enquanto meu pé descalço repousa sobre sua perna e suas mãos seguram minha panturrilha. —O que? Os olhos de Brody voltam aos meus. Sem palestra desta vez. Seus lábios se curvam em vez disso. —Estou orgulhoso de você. Você jogou bem lá. Calor acende-me de dentro para fora. Sem me importar com a minha lesão, meu sorriso de retorno é brilhante e irrestrito. — Obrigada. Emilio retorna e quando eu estou gelada e confortável o máximo possível Brody senta ao meu lado e nós assistimos os últimos dez minutos juntos. A defesa da nossa equipe se mantém e quando sopra o apito final, nós ganhamos por 2-1. Brody vai com Emilio para pegar minha bolsa e um conjunto de muletas para mim, eu fecho meus olhos. Sentindo uma presença, eu abro-os para encontrar Jaxon em pé diante de mim. Ele me coloca em estado de alerta imediato, considerando nossa última conversa que não desceu muito bem. —Você está perdido, Jaxon? —Não. Essa única palavra indica que uma conversa está iminente. Eu suspiro pesadamente e fecho meus olhos novamente. O banco estremece quando ele se senta ao meu lado. Após um momento de silêncio eu olho para ele. —Oque você quer?


Apoiando os cotovelos sobre os joelhos, ele liga os dedos juntos. —Você acreditaria em mim se eu dissesse que eu só não quero ver você se machucar? —Não. esvaziando.

Eu

olho

para

fora

nas

arquibancadas

opostas

—Você acreditaria em mim se eu dissesse que não importa, porque eu posso cuidar de mim? O que claramente não posso é lidar com certo jogador de futebol que está sob minha pele e eu não posso desenterrá-lo. Se eu fizer algo tão estúpido como entregar meu coração, Brody vai marcá-lo —retorno ao remetente— e enviá-lo de volta mais achatado do que um sanduíche de peru. O problema é que eu não tenho certeza se posso me conter. —Por que você se importa? — Pergunto —Nós não somos amigos, se bem me lembro. É um disparo barato, mas eu não estou me sentindo boa agora. Jaxon sibila por entre os dentes. —Eu acho que eu merecia isso, mas você mentiu para mim. —Não. Eu não fiz. Ele rola seus olhos. —Jordan... —Eu não tenho que me explicar para você, Jaxon. Tudo o que eu estou dizendo é que eu nunca menti para você. As circunstâncias nem sempre são o que parecem. —Oh, não é? — Jaxon se senta para trás no banco e cruza os braços. Estou impressionada então por quanto ele se parece com Brody. Seu corpo é mais magro e seu cabelo tem mais onda, mas os seus olhos e maneirismos são o mesmo. —É você ou que você não namora meu primo? —Existe um problema, Jax? — Diz Brody atrás de mim. Seu tempo é impecável. —Não. Não tem problema. —Desdobrando seus braços, ele enfiaos atrás da cabeça e se inclina para trás como se estivesse se divertindo. —Eu estava apenas dizendo a Jordan aqui o quão louco você é sobre ela.


—Claro que ele está. — Esse comentário é jogado por Leah. Eu viro minha cabeça. Tanto ela como Brody está atrás de nós. Leah tomou um banho rápido e seu saco desportivo está pendurado no ombro. O meu está na mão de Brody. Na outra ele segura um conjunto de muletas. —Ninguém perdeu aquele beijo antes de começar. Eu pensei que o estádio iria irromper em chamas. Eu também. Calor inunda meu rosto só de pensar nisso. — Devemos ir. Eu preciso de um banho. Brody me ajuda com as muletas e nosso progresso fora do estádio é lento. —Jax. — Ele joga um conjunto de chaves em direção a seu primo. —Você pode trazer o carro até o estacionamento da frente? Jaxon arrebata no ar e encolhe os ombros. —Sim, claro, qualquer coisa. Saímos mais para fora, onde o meu carro está estacionado na entrada, e Brody para tão rápido que eu quase caio burro para trás. Ele acena com a mão para o pedaço de metal estacionado em um ângulo perfeito. —Este é o seu carro? —Sim, é o meu carro—eu respondo minha posição defensiva subindo. —E daí? —Ele está caindo aos pedaços.— Brody estende a mão, palma para cima. —Dê-me as chaves. —O que? Não! Seus olhos se estreitam e de repente parecem como uma aposta. —Bem. Eu estava indo para obter Jax de dirigi-lo para o ferro-velho, mas podemos apenas deixá-lo aqui. Eu posso obtê-lo rebocado ou talvez você tenha sorte e um meteoro caia do céu e esmague-o. Minha boca cai aberta. —Eu paguei um bom dinheiro pelo carro. Tecnicamente eu não fiz. Não custou muito em tudo, mas quando seu irmão trabalha em seu traseiro fora e come queijo toasties para o jantar todas as noites apenas para economizar dinheiro para enviar para o exterior, você tende a apreciar o valor de um dólar. —Então você o comprou — ele retruca.


O desejo de espetar-lhe com a minha muleta é forte. —Ele funciona perfeitamente bem. Suas sobrancelhas atiram ao alto. —Na verdade, faz com que este tipo estranho de trepidação ruidosa só aconteça em carros acima de quarenta anos — Leah contribui. —E o ar condicionado não funciona. Nem a janela do lado do passageiro. Ou o fecho central da trava. —Você já terminou? — Eu brigo com Leah, sem tirar os olhos de Brody. —Meu carro me leva de A para B, como é suposto. Um SUV preto reluzente puxa para cima ao nosso lado. A porta se abre, revelando assentos de couro creme e um interior impecável. Jaxon sai. Com ele traz o aroma indescritível de carro novo. É inebriante. Jaxon joga as chaves do carro para Brody que empurra o queixo em direção a ele. — Entre. —Não. Seus olhos caem na minha boca por um momento longo, incômodo. Eu tenho que parar de balançar para frente. —Realmente, Jordan. Seu carro não é seguro. Nem você. Eu não o deixo vencer e não sei por que. Talvez seja minha racionalidade agarrando as últimas palhas que me restam. Seja o que for o nosso impasse termina com Leah me dirigindo para casa. É uma vitória vazia. Eu tenho o meu caminho, mas eu não consegui Brody e parece que ele é tudo que eu quero agora.


O ônibus através de tremores e solavancos chega a uma parada no campus domingo à noite. Nosso jogo fora terminou com uma vitória sólida e espíritos estão elevados. Eu não. Minha cabeça está em todo o lugar. O apartamento está vazio quando eu chego em casa, então eu vou para uma corrida para tentar ganhar algum foco. Após dez minutos de luta, eu ponho minha cabeça para fora. É tarde, as ruas escuras estão preenchidas com estudantes provenientes de festas. Eu mantenho minha cabeça para baixo e tento evitar o som, concentrando-me apenas na batida da música martelando na minha cabeça. Uma hora passa antes que eu esteja cansado, suado, uma bagunça. Deveria ter sido o suficiente para arrumar minha cabeça, mas não é. Eu tomo um banho gelado para me refrescar. Com a minha pele coberta de arrepios, eu puxo uma cueca boxer e pego uma cerveja na geladeira. Com Damien e Jaxon fora, é uma boa oportunidade para eu fazer a leitura que Jordan espera que eu faça. Coloco a cerveja na minha mesa de cabeceira, eu estico as pernas na cama e enfio um par de travesseiros nas minhas costas, descansando meu laptop em minhas coxas. Eu abro meu primeiro email e vejo o nome de Jordan entre uma caixa de entrada cheia de lixo. Encontro a linha de assunto, eu clique duas vezes para abri-lo.


Brody, Precisamos ir através do material para prazos médios por isso sabemos quais as áreas de foco. Quando você quer fazer isso? Jordan. Breve. Ao ponto. Jordan não poderia ser menos pessoal se ela tentasse. Trazendo a garrafa aos lábios, minha garganta trabalhando para que eu possa engolir a metade do conteúdo. Esfria meu peito, mas não outras partes do meu corpo. Minha mente está presa em nosso beijo. É óbvio que isso afetou Jordan tanto quanto a mim. Seu corpo tremia e o calor em seus olhos quase rivalizava com a m eu próprio. Jordan me quer, mas ela está negando a si mesma. Agora ela está indo de volta para seu plano de jogo previsível de forçar distância. Coloco a minha cerveja de volta na mesinha, eu escrevo uma resposta e, lentamente, digito a minha resposta. Jordan, Parece divertido. Mal posso esperar. Mas devemos ir ao nosso primeiro encontro. Quando você quer fazer isso? Brody PS: O que você está vestindo??? Bato em enviar, eu pego o material de leitura. Eu não tenho nenhum problema. Há tantas histórias eróticas disponíveis na internet que não sei por onde começar. Eu clico sobre o primeiro que eu ach o que não inclui fetiches estranhos ou assustadores e começo a ler. Eu passo pela leitura, chegando à conclusão lenta de que meu plano saiu pela culatra. Meu peito está úmido de suor, e eu estou duro como uma barra de ferro. Deixo escapar uma respiração dura e digito o meu resumo. É sem censura e descontroladamente inadequado, mas eu não deixo de enviar. Sua resposta vem logo depois e me faz rir. Brody,


Sua escolha de material de leitura é inspirada e seu resumo gráfico. Os elogios me fazendo corar. Infelizmente, isso precisa trabalhar. Eu incluí minhas correções. Interessada em ver o que você escolhe para ler a seguir... Como você se sente sobre o sushi? Jordan PS:roupa. Satisfeito que ela não está tentando esquivar-se do nosso encontro, eu escrevo de volta imediatamente. Jordan, Eu ouvi dizer que cada restaurante de sushi na área metropolitana de Austin foi fechado. É lamentável, mas o que você espera? Este é o país da vaca. Você prefere bife? Ok. Vamos fazer isso. Terça à noite. Brody PS Que tipo? Eu bocejo e me espreguiço. Depois de terminar a garrafa ao meu lado, eu jogo no lixo. Ela atinge com um som alto. Eu grito uma vitória ao mesmo tempo em que chega o próximo e-mail da Jordânia. Brody, Pizza. Quinta-feira. Jordan PS O tipo que não é da sua conta. Recusando-se a ceder uma polegada. Eu balancei minha cabeça. Jordan, Feito. Brody PS A partir de agora, tudo sobre você é da minha conta.


Isso terá suas penugens subindo. Outro bocejo me ultrapassa. A tela fica um borrão diante dos meus olhos. Se Jordan escrever uma resposta vai ter que esperar para a manhã. Eu fecho a tampa do meu laptop e o coloco no chão.

Meus olhos piscam abertos quando o alarme perfura meu sono profundo. Pegando meu telefone, eu desligo com uma mão e esfrego meu rosto com a outra. Está escuro lá fora, mas é segunda de manhã e tenho que ir ao ginásio. Antes de me vestir, eu levo um minuto extra para verificar o meu computador. Jordan está em primeiro lugar na minha mente esta manhã e vejo um novo e-mail na minha caixa de entrada que me ilumina instantaneamente. Brody, Eu deveria deixar você sabe que não vou a sala de aula esta semana. Eu estou fazendo o trabalho do curso em casa para que eu possa descansar meu tornozelo. Não está curando como deveria e estou ficando preocupada. Vejo-te quinta-feira. Devo buscá-lo? Jordan PS Esse tipo de conversa homem das cavernas poderia fazer você perder um par de dentes. Apenas dizendo. Eu rio sob a minha respiração quando eu arrasto meu equipamento de treino. Eu não posso responder agora, mas vou mais tarde. Jordan não é a única preocupada com seu tornozelo. Estou feliz que ela esteja tomando a semana para descansar. Esse tipo de lesão simples pode escalar de um montículo a uma montanha se não for tratada com rapidez, e no caminho certo. Meu dia passa rápido, mas não é até mais tarde a noite quando eu tenho uma chance para enviar-lhe a minha resposta.


Jordan, Vou te dar uma palavra sobre descansando o tornozelo. Ótimo. Três palavras sobre vê-la na quinta-feira. Mal posso esperar. Quatro palavras sobre me pegar. De nenhuma maneira fodida. Brody Ameaças de violência PS. Me faz quente. Apenas dizendo. Terça-feira vem e eu estou cansado, irritado, e não consigo focar. Eu quero Jordan. Mal. Eu me sinto como uma mola bem enrolada pronto para explodir. Já na cama, eu pego meu telefone, enrolando sobre meus contatos. Eu expulso os meus lençóis. Minha pele está quente e fica difícil pegar no sono. Coloquei o telefone no meu ouvido e espero, não tenho a menor ideia de que horas são e não me preocupo em verificar. Pode ser tarde. Pode ser de manhã cedo. Eu não me importo. Eu só quero ouvir a voz de Jordan. —Olá? Brody? Aqui está. Isso, sotaque australiano baixo. Ele atinge meu centro e isso é bom. Eu respiro como se estivesse desenhando Jordan dentro de meus pulmões. Eu expiro lentamente e digo: —Oi. Há uma pausa. —Como você está?— Eu pergunto e depois estremeço, cobrindo os olhos com a mão. Então empolado e educado. Normalmente eu sou muito mais suave do que isso, mas eu não quero ser aquele cara com ela. Eu não quero me esconder atrás de uma parede de confiança que eu não estou sentindo. —Está tudo bem? —Está tudo bem — eu asseguro. —Eu só queria ouvir sua voz.


Outra pausa segue. É longa e seu silêncio é mais alto do que uma manada de elefantes. —Brody, isso é ... Jordan suspira, o som suave e sedoso. —Eu gosto de ouvir a sua também. Eu esfrego os dedos em meus lábios. Eu posso sentir o sorriso sobre eles. —Você estava dormindo? —Na verdade, não. Estive sentada por dias. Isso está me deixando louca. — Seu tom é de frustração. Eu entendo bem. Esperando uma lesão curar é um processo muito doloroso e lento. —Como está o tornozelo? —Bem melhor. Como está a sua leitura? — Ela atira de volta. —Você me diz. Enviei através do meu resumo anteriormente. Você não entendeu? O som do movimento vem através do telefone e o sinal de um computador que vem chamando on-line. Após alguns toques eu ouço ela sorrir. —Oh, você quer dizer isso — o seu tom gelado como a neve. Eu sorrio. —Essa é a única. Mas uns minutos de silêncio seguem. É um silêncio confortável, porque eu sei que ela está lendo. Eu posso ouvi-la respirando suavemente quando eu fecho meus olhos e pressiono o telefone apertado em minha orelha. É calmante e eu deslocar-me um pouco. Ela me empurra fora disso quando ela fala. —Alguma vez você já tentou ler de cabeça para baixo? —Ummm... —Eu sei que a verificação ortográfica é seu amigo, mas não impede de receber suas palavras misturadas. Da próxima vez tente ler o seu trabalho de cabeça para baixo e deixe-me saber se isso ajuda. —Trata-se de algum tipo de jogo? Sua risada vem através do telefone. O som aquece minha pele como um incêndio. —É isso mesmo, ela responde quando eu aconchego ainda mais para baixo em minha cama. —Apenas me chame de Sr. Miyagi. —Eu faço tudo o que você quiser desde que possa fazer coisas más com você.


Meu tom é provocante, mas a respiração profunda e afiada da Jordan me diz que ela sabe que quero dizer cada palavra. Ela está pensando sobre essas coisas más. E quer isso também. —Coisas más? — Ela ecoa. Será que estamos aventurando em território de sexo por telefone? Meus lábios secam. Eu corro minha língua sobre eles. — Você quer que eu inclua isso? Outra pausa vem, este me definiu na borda. —Eu não penso assim. Boa noite, Brody. Decepção me bate mais difícil do que um linebacker defensivo. Droga. —Eu prefiro que você me mostre uma dessas coisas más quinta-feira — acrescenta ela, antes de cortar a chamada e deixandome com nada, mas um tom de discagem no meu ouvido.


A palma de Brody está espalhada na parte inferior das minhas costas. É tudo que eu estou ciente de como ele me dirige para baixo na parte de trás do restaurante, consciente da minha lesão. Sua proximidade faz com que seja difícil respirar. Quando estou sendo direcionada para a última cabine disponível, a mão cai e eu deslizo com um suspiro de alívio. Eu faço a varredura da sala enquanto ele toma a frente do assento. É pequeno e envelhecido, mas está estourando com estudantes universitários, a maioria com olhos curiosos nos assistem com interesse. O piso é preto e branco, as mesas de fórmica, e a cabine cômoda vermelha brilhante e um pouco velha. É despretensioso e com barulho. Isso me coloca à vontade e eu tiro de Brody um sorriso quando a nossa garçonete chega a anota as ordens de bebida. Eu olho para o rosto carrancudo de Lindsay. De repente, eu sou grata por meu vestido curto, sexy que Leah comprou para mim e as ondas suaves que ela ajudou a fazer no meu cabelo. Eu olho para Brody, eu não sabia que ela trabalhava aqui. — Hum, talvez nós devêssemos... —Sair? — Ele olha para Lindsay, os olhos duros. —Não. Este lugar tem a melhor pizza da cidade, e Lindsay me disse que estava ansiosa para falar com você.


—Ela estava? — Meu olhar retorna para Lindsay, confuso. Lindsay limpa a garganta, bloco de notas e caneta na mão. —Eu sinto muito, —diz ela com os dentes cerrados. —Sobre seu tornozelo. Brody arqueia a sobrancelha. —E? — Ele pergunta. Seus olhos verdes bonito atiram faíscas. —E acontecer novamente. —

isso não vai

Minha boca cai aberta, não entendi. Brody sabia? Ele chega do outro lado da mesa e leva as minhas mãos na sua. —Minha namorada aprecia o pedido de desculpas, Lindsay. Você pode nos trazer dois coquetéis agora, por favor. Ela faz uma fuga rápida e Brody senta-se para trás na cadeira, diversão piscando em seu rosto. —Como você sabia? Ele dá de ombros. —Tenho minhas fontes. Meus olhos se estreitam. Leah. —Você provavelmente só irritou ela ainda mais, você sabe. Ela não vai deixar isso barato agora. —Oh, ela vai. Eu disse a ela se ela não deixar você em paz, eu arranjo a expulsão dela da equipe de líderes de torcida. Você pode fazer isso? Brody inclina a cabeça. —Eu tenho um pouco de poder para exercer em torno destas coisas aqui. Parece que ele tem. —E agora? Seus olhos dançam. —Eu recebo o que pra te contar essas coisas? Estou interessado em saber como isso funciona para ele. Inclinando-me para frente, eu coloco meus cotovelos na mesa e doulhe toda a minha atenção. —Por favor. Sou toda ouvidos. Brody dá de ombros. —Nós compartilhamos histórias de vida, enquanto nós comemos o jantar. Então eu tenho que levá -la para casa e você me deixa te beijar — Eu arqueio minha testa. —Beijar-me? — A voz de Brody abaixa e seus olhos escurecem. Eu estou girando como Alice quando cai no buraco do coelho. —Em toda parte.


Eu cruzo as pernas, apertando minhas coxas juntas. Santo inferno, eu esqueci como respirar. Felizmente uma garçonete diferente chega com nossas bebidas. Ela coloca elas na mesa e eu estou tentada a pedir a conta de modo que Brody possa me levar para casa e fazer isso agora. Em vez disso, eu tomo um gole de coca. A bebida é como uma piscina gelada em minha barriga, sem fazer nada para me refrescar. Depois de colocar uma fatia de pizza em nossos pratos, a garçonete desaparece e eu dou a Brody minha atenção. —Então você começa. Suas sobrancelhas se juntam sua resposta curta, mas não doce. —Nascido e criado em Austin. Meu pai é um político e minha mãe uma esposa da sociedade. Ambos não suportam que eu jogue futebol. —Por que não? Brody bufa e pega sua bebida. —É um esporte bárbaro. Não perco a dica de amargura em sua voz. —Eles não querem que você jogue? —Claro que não, mas eles permitem isso por que... —Porque, por quê?— Eu solicito quando ele trava. Brody dá de ombros como se não se importasse, mas a luz em seus olhos escurece um pouco. Algo dentro dele está doendo e eu não gosto disso. Nem um pouco. —Porque é a única coisa em que eu sou bom. O tom com que ele fala me diz que não é um ponto de piedade que ele está tendo. Ele acredita nisso com todo o seu coração. —Isso é o que eles dizem, Brody? —Eles fazem. Mas eles não precisam, porque é a verdade. Deus me ajude. Eu engulo a dor em minha garganta. Ela desliza para baixo lentamente um nódulo doloroso que se instala na boca do meu estômago e faz meus olhos arderem. Como puderam fazer isso? E como faço para dizer-lhe de outra forma para que ele acredite em mim? Eu não entendo de futebol americano, mas eu sei que exige mais do que apenas talento físico. Ela exige uma mente inteligente, analítica. Uma que Brody tem. Eu o vi usá-la no campo e é brilhante.


—O que, você não vai se sentar lá e me dizer que estou errado? Eu balanço minha cabeça. —Não. —Não? — Ele faz eco, inclinando-se para trás em seu assento quando a garçonete trás a nossa pizza. Picantes aromas italianos no ar entre nós, mas Brody observa. Seus olhos seguram os meus, enquanto ela estabelece uma fatia pra cada um, juntamente com guardanapos e talheres. Ela cora quando Brody, eventualmente, dá-lhe a sua atenção, pedindo-lhe para trazer uma nova rodada de bebidas. —Por que não? — Ele pergunta quando ela sai. —Porque dizendo que você está errado não vai fazer você acreditar — eu digo enquanto começamos a comer. Tomando uma mordida enorme, ele mastiga e engole antes de responder. —O que fará? —Mostrando a você. —E como é que você está pensando em me mostrar, Jordan Matilde Elliott? Engolindo minha própria boca cheia de pizza, eu solto o meu prato e limpo as minhas mãos antes de pegar minha bebida. —Eu não planejo mostrar, Brody Abraham Madden.— Meus lábios curvam quando eu olho para ele ao longo da borda do meu copo. —Você vai fazer isso sozinho. —Então, muita fé.— Brody faz gestos com o copo como se ele estivesse me brindando. —Este namoro deve vir com um aviso. —Oh? —Não há expectativas. —A expectativa é a raiz de todo o sofrimento. — Cito. —Sim. Isso. — Ele aponta para mim com a mão que segura o copo antes de tomar um gole. Nós trabalhamos o nosso caminho através da pizza e quando estou completamente confortável, Brody olha para mim do outro lado da mesa e diz: —Então é a sua vez agora.


—Nascida e criada em Sydney com uma bola de futebol a meus pés. Meu pai era um mecânico. Minha mãe uma contadora. A mão que segurava sua pizza é meio caminho da boca quando ele faz uma pausa. Coloca de volta em seu prato, ele inclina a cabeça e me fixa com os olhos. Eu sei o que está vindo e meu coração afunda. Sua voz é suave, mas eu ouço sobre gargalhadas e alta conversa. — Era? São todos os encontros supostos a serem tão profundos e significativos? Isso me faz querer correr e me esconder. Eu tento manter o meu tom leve quando o meu coração não sente nada. — Ambos morreram. Acidente de carro. Ele está em silêncio por um momento. Quando finalmente reage, ele não fala. Ele simplesmente enfia a mão no bolso e tira sua carteira. Jogando um monte de notas sobre a mesa, ele desliza para fora e fica de pé. Mesmo a maneira como ele se move fora do campo é poético. Bíceps ondulam poderosamente e flexionam os músculos da coxa. As pessoas em torno de nós simplesmente param para assistir. De pé ao meu lado, ele estende a mão. —Vamos lá. —Vamos? — Repito, uma rápida olhada nos restos de comida e bebidas inacabados que estão na mesa. —Sim. Vamos. Agora. Eu pego a mão de Brody e voltamos para o carro. —Sinto muito por seus pais — diz ele olhando para mim. —Sinto muito sobre o seu. Brody dá de ombros ao meu comentário distante. —A quanto tempo? Eu engulo. —Cinco anos. —E aqui está você. —É o que eu sempre planejei. Eles não iriam querer que eu desistisse só porque eles não estão por perto para ver. Estou tão perto de choramingar. Eu odeio falar sobre a morte deles. Brody deve sentir isso, porque ele muda de assunto, seu tom mais leve. —Então namoro não é tão fácil quanto parece. —Talvez seja preciso prática.


—O que você está dizendo? — As fechaduras do carro bipa, Brody sorri e o clima sombrio que tínhamos mais cedo clareia ainda mais. —Podemos chamar isso de nosso aquecimento? —Talvez nós possamos. Ele abre a porta do passageiro para mim. —Eu gosto de seu pensamento, Elliott. — Brody nos impulsiona para além dos arredores da cidade. Nós começamos a passar por campos abertos de grama alta. Uma leve brisa passa por todos os lados em uma sinfonia silenciosa. É bonito e pacífico. —Onde estamos indo? —Aqui — diz ele, empurrando o queixo em direção a um prado vazio que está adiante. A estrada não é boa e nós saltamos em nossos lugares enquanto ele desliga e para diretamente no campo. Nós chegamos ao topo de uma colina onde ele para e desliga a ignição. Eu olho para fora dos para-brisas dianteiro. Não há nada lá fora. Apenas um vale rolando coberto de grama e árvores que se estendem até onde os olhos podem ver. Fechando a porta, eu olho para Brody. Ele se senta no alto do topo e dá um tapinha no local gramado ao lado dele. —Você não mencionou essa parte quando você explicou o nosso encontro. —Eu não posso contar todos os meus segredos agora, posso? A grama é um cobertor grosso no chão e quando eu me estico, o aroma rico, da terra varre sobre mim. Meus olhos levantam para o céu e é aí que eu entendi. É perfeitamente claro e milhõe s de estrelas são diamantes espalhados brilhando acima de nós brilhante e mágico. —Além disso — acrescenta Brody quando ele se deita ao meu lado e varre o braço, englobando tudo isso. —Como você explica isso? Ele tem razão. Você não pode. —É lindo. —É assim que as estrelas parecem quando você voltar para casa? —Não. De volta para casa é diferente. —Diferente como? Saudade me inunda. Tão bonito como Texas é, mas não é a Austrália. De alguma forma, as estrelas são sempre mais brilhantes na sua casa. —Porque não há nenhum lugar como o lar.


—Você está errada. Viro a cabeça e olho para Brody. Ele não está olhando para mim. Sua cabeça está inclinada em direção ao céu, olhos fixos na beleza acima dele. Meu olhar segue a linha de seu perfil. A partir do cacho de seu cabelo para a linha perfeita de seu nariz, até a boca que eu quero que me beije neste exato instante. —Lar não é um lugar onde você vive. É um sentimento. —Sua mão cutuca a minha. Um convite. Eu entrelaço meus dedos com os dele e ele aperta-os levemente. —Que se trata de onde você está, como o campo de futebol, ou com quem você está. Brody vira a cabeça, olhando para mim quando ele diz isso. É reconfortante porque nos une de alguma forma, quando isso está lentamente se tornando nós contra o mundo. —Você pode estar em qualquer lugar, Jordan. Elas te seguirão se você seguir seu coração. Minha respiração engata da bela simplicidade de suas palavras. Antes que eu possa me convencer do contrário, eu rolo e escarrancho nele. Meus joelhos abraçam seus quadris, e ele olha para mim de minha posição sentada. Meu pulso bate uma batida pesada no silêncio. Thump, thump, thump. É tão alto em meus ouvidos. Eu tenho certeza que ele pode ouvi-lo. —Mostre-me — eu respiro. Um brilho ilumina os olhos escuros, e ele suga o lábio inferior dentro de sua boca. Ele sabe o que eu estou pedindo, mas eu introduzo de qualquer maneira. —Mostre-me uma daquelas coisas más. Em um movimento que rouba o ar dos meus pulmões, ele toma minhas mãos e me puxa para baixo contra a ampla largura de seu peito. Me rola e estou debaixo dele antes que eu possa piscar. O contorcer no meu quadril é instintivo, a dor entre as minhas coxas implacável. —Cuidado com o que você pede — Brody diz mais ou menos, cada polegada requintada de seu corpo pressionando o meu. —Por quê? Seus lábios se curvam. —Porque quando eu der a você, não vai ser suficiente. —


Meus dedos trilham o lado de seu rosto, sentindo a mandíbula firme, colocando seu rosto em minha palma. Pressentimento me inunda. Eu estou caindo duro em território desconhecido, e tudo que eu vejo é uma bagunça quebrada no final. Como é que isto vai acabar bem para qualquer um de nós? —Você é um homem arrogante, Brody Madden — eu sussurro. Ele traz seu rosto ao meu, tão perto que eu vejo o ouro b rilhante em seus olhos, como manchas de luz no escuro. —E você, Jordan Elliott, será a mulher que me deixará de joelhos — ele sussurra contra meus lábios. Ele traz seu rosto ao meu, tão perto que eu vejo o ouro brilhante em seus olhos, como manchas de luz no escuro. —Mostre-me — eu imploro sobre uma respiração instável. Os cílios de Brody caem e ele pressiona um beijo no canto da minha boca. Eu inclino meu queixo para cima, convidando a mais. Em vez de levar os meus lábios como eu achava que ele faria, ele muda de lado e começa beliscando minha mandíbula. Sua respiração está grossa quando ele atinge minha orelha, levando-a entre os dentes. Uma pitada afiada de sua mordida força um gemido da minha garganta. —Mais? — Pergunta ele, puxando para trás para olhar para mim. —Isso é mesmo uma questão real? Brody ri quando eu deslizo minha mão para cima e em torno de sua nuca, arrastando sua boca até a minha. Ele geme e me beija suavemente, uma vez, e depois duas vezes. —Brody — eu sussurro, e ele me beija novamente, forçando minha boca dura aberta quando ele não pode manter-se em cheque mais. Meu cabelo está solto e ele puxa com as duas mãos enquanto sua língua esfrega contra a minha, quente e agressivo. É quase demais, e quando eu empurro para longe, eu estou ofegante. Brody não faz uma pausa. Ele abaixa a cabeça no meu pescoço, sua língua provando sua maneira para baixo. Ele encontra meu pulso e é uma porcaria. É feroz e eu arqueio o meu corpo involuntariamente. Sua boca se desloca ainda mais para baixo, movendo-se antes que ele deixe uma marca.


Sentando-se, ele leva o decote do meu vestido em ambas as mãos. Cinco botões delicados fecham a blusa. Uma única puxada vai rasgar o tecido frágil em dois. Ele faz uma pausa e olha para mim, inalando asperamente. —Jordan ... Eu não quero arruiná-lo. Minha testa franze. Eu olho para as mãos em meu vestido. Elas estão tensas, veias esticadas debaixo de sua pele. Minha cabeça está perdida em uma névoa quando meu olhar retorna ao seu rosto. —Arruinar meu vestido? Brody geme um som profundo de arrependimento e frustração. — Nós. —Você não quer nos arruinar? — Ele desenha suas mãos longe do decote do meu vestido. —Não. —Como você faria isso? —Eu não sei. Eu só tenho esse sentimento que eu vou. —Ele se desloca para longe, afastando-me e rolando em suas costas. Eu viro minha cabeça. O olhar de Brody está de volta às estrelas. Eu vejo seu trabalho na garganta enquanto ele engole o pulso em seu pescoço batendo visivelmente. —Tudo o que eu sempre quis foi ser o melhor. O que for preciso. Eu farei qualquer coisa. É assim que eu vou nos arruinar, Jordan. Como algo tão doce pode sobreviver a um sentimento tão escuro? Eu rolo para o meu lado, segurando minha cabeça em minha mão. Tocando seu rosto com a outra, eu cutuco suavemente até que ele esteja olhando para mim. —Eu não vou deixá-lo. A voz de Brody é urgente, seus olhos ferozes. —Prometa-me. Eu não posso sacudir a apreensão. Ele está em meus ossos, e quando eu falo se sente como uma mentira. —Eu prometo.


—Mais um — Comanda Jordan. —Nããão! — A palavra vem soando perto de um lamento de menina, mas eu não me importo. Meu cérebro dói. Está tão cheio de jurisprudência ética que vai explodir se eu apertar mais. Eu rolo em sua cama e enterro minha cabeça debaixo de seu travesseiro. É quente e macio e deliciosamente perfumado. Todo o meu corpo treme e eu cerro os dentes. Eu estou negando o que ele quer mais do que tudo. O que diabos está errado comigo? Agora, eu vou com prazer arruinar tudo por toda uma noite e afundar o meu pênis dentro dela. Depois de nosso encontro, decidimos levar as coisas devagar, mas agora isso está me matando. —E Porra é uma porcaria. — Murmuro para mim mesmo, minha respiração vinda em arfadas porque o meu ar está rapidamente a esgotar-se. Talvez eu vá desmaiar e ela vai ter pena de mim. —O que você disse? Eu inclino minha cabeça um pouco para Jordan poder me ouvir debaixo do travesseiro. —Eu disse que todo o trabalho e nenhum jogo faz Brody um menino maçante.


—Nós mal começamos! — Eu encolho com seu tom exasperado. Minha menina é um dragão cruel e implacável. No campo é um espetáculo para ser visto. Majestosa e feroz. Aqui, na arena estudo, é uma experiência angustiante e torturante. Todo o fogo do inferno e enxofre. Minha cabeça está enterrada, mas ela continua a falar. —Você sabe, se você não passar por cima neste caso particular, ele vai ser o que acaba no médio prazo. Sua advertência é injusta, como se eu estivesse selando minha própria queda simplesmente tomando uma pausa bem merecida. —Quando terminarmos com isso — ela continua — temos de nos concentrar em seus outros assuntos. Eu acho que nós cobrimos um lote de terreno sobre aqueles, mas... —Nããão!— Eu lamento por debaixo do travesseiro. Eu levanto meu rosto e aperto os olhos um olho aberto. Jordan está sentada em sua cadeira no balcão de frente para mim. Um texto pesado repousa no colo e os braços estão cruzados. Ela está agora em silêncio, seus olhos azuis se estreitaram em um olhar frio. É aquele que me faz querer pedir desculpas, mesmo quando eu não fiz nada de errado. — Você deve ensinar a quinta série. —Hmmph. Perturbar Jordan é o meu melhor tiro. —Ofereça-me um incentivo e eu vou fazê-lo. Ela luta, mas eu vejo uma pequena contração em seus lábios. —Quer dizer, como um cão? —Claro. — Eu reposiciono o travesseiro por trás da minha cabeça, mais feliz agora porque isso está funcionando. —Como um cachorro, eu faço algo que você me pede para fazer, você me recompensa. A testa de Jordan franze em uma expressão de deliberativa. Sua mente está trabalhando sobre o que ela vai fazer comigo. Ansioso para ajudar, eu solto a minha mão para a barra da minha camiseta. Deslizando-a por baixo, eu puxo acima dos meus abs em direção ao meu peito. O algodão sobe juntamente com a minha mão, juntando perto dos meus peitorais. Eles flexionam quando eu arranho de braços cruzados em minha pele nua, fingindo uma coceira. Eu olho para ela de cílios abaixados e engulo a risada satisfeito. Seus olhos estão seguindo cada movimento meu.


Como se chegasse a uma decisão, Jordan fecha o livro com uma batida pesada e gira em sua cadeira, colocando-o sobre a mesa. Quando ela se vira, ela puxa o elástico a partir do nó de cabelo no topo da cabeça dela. Ele derrama para baixo, uma cascata de mel sobre seus tonificados ombros dourados. —O que você quer? —O que eu quero? — É uma maravilha minha voz não rachar em dois. —Mmm hmm. O que você quer? — Ela repete, com a voz baixa e lábios carnudos curvados. Jordan cedeu muito facilmente. A questão um aviso de alerta. É impossível me concentrar. Minha mente já está fora de controle, correndo em tantas opções que nem sei por onde começar. —A escolha do negociante. Eu quero tudo, por isso é melhor Jordan definir o ritmo. Ela se levanta e aperta o meu peito. —Você quer que eu escolha a sua recompensa? —Eu quero. Seu queixo levanta na aceitação do meu desafio. Chegando ao fim de sua cama, ela se dobra e sobe adiante. Ela levanta os olhos e o azul gelado está desaparecido. Em seu lugar é uma rica, atração escura quando ela vem em minha direção em suas mãos e joelhos. Antecipação constrói e eu lambo meus lábios. Ao alcançar meus quadris, Jordan recua e se senta. Eu espero, meu sangue um rugido batendo em meus ouvidos. —Que recompensa que eu poderia dar a Brody Madden que ele nunca teve antes? Tenho certeza que todas que você já conheceu se inclinaram para lhe dar tudo o que você sempre quis. Suas palavras atingiram um nervo. Tudo que eu sempre quis é provar que valho alguma coisa, mas ninguém pode me dar isso. Valor não pode ser comprado, ele tem que ser conquistado. —Eu não me importo com todas me dando o que eu quero. —O que você gosta?


—Você está me dando o que eu quero — eu gracejo, mantendome na luz, porque há partes de mim que eu não estou pronto para expor. Jordan levanta uma sobrancelha. —Isso é tudo? —Eu me importo com o futebol também. —Nada mais? — Ela pergunta-me com cuidado. Sento-me, descansando as costas das minhas mãos na cama atrás de mim. Coloco o meu rosto perto de Jordan. Nossos corpos se alinham e seu hálito suave está contra o meu. —Eu me preocupo sobre ser o melhor. Jordan abaixa a cabeça e belisca meu lábio inferior. É nítida e doce, e eu sinto em todos os lugares. Quando ela puxa para trás há uma luz provocante em seus olhos. —O melhor em que? Um sorriso puxa os cantos da minha boca. —Em ser o melhor em te foder doce Jordan Matilde. Eu me preocupo em ser tão bom que você nunca vai ter alguém melhor. — É uma declaração vaidosa, e ela inclina a cabeça para trás e ri, expondo a longa linha de sua garganta. —Um dia em breve eu quero que você prove isso. Mas não agora. Você precisa se concentrar em exames semestrais. Vamos lá — ela diz e agarra as minhas mãos. Ficando fora da cama, ela puxa por mim, tentando me puxar para fora. Meu lábio inferior golpeia para fora. —E a minha recompensa? Ela puxa novamente. —Você disse que a escolha era do negociante e eu estou com fome. Portanto, sua recompensa é eu cozinhar o seu jantar. —Eu pensei que você ia me dar algo que eu nunca tive ant es? —Eu vou. Tudo o que temos no armário é pão amanhecido, então hoje eu estou servindo pão com vegemite 18. Você já comeu isso?

Vegemite é a marca registada para uma pasta de untar de carácter alimentício, de cor castanha escura, de sabor salgado e elaborado a partir de extrato de levedura 18


Eu não comi. E quando chegamos à cozinha, eu me sento em cima do balcão e assisto enquanto ela pega um frasco escuro com uma etiqueta amarela brilhante do armário. —Aqui. Ela me entrega. Enquanto eu estou desparafusando a tampa, ela tira uma torradeira e pão. Com a tampa fora, eu trago o frasco para o meu nariz e cheiro. Meus lábios comprimem em onda com desgosto. É desagradável. A pasta preta parece dragada do fundo de um cano de esgoto. Cheira pior. Meu estômago rola com um baque enjoado quando o mau cheiro penetra no interior das minhas narinas. Eu olho para Jordan, incrédulo. —Vocês realmente comem essas coisas? O pão está na torradeira, ela balança a cabeça. —Sim. O tempo todo. Meus olhos voltam ao frasco. Jordan ri. É um som zombeteiro. Um desafio. —Isso não vai morder você — ela repreende. —Experimente. Eu mergulho meu dedo. A textura é mais firme do que se parece. Pegando uma quantidade do tamanho decente, eu trago para minha boca e lambo. Meus olhos enchem de água instantaneamente e eu os fecho enquanto sufoco. —Arrghhh.— O som sai gutural, a pasta amarga matando todas as minhas papilas gustativas, juntamente com a capa cidade de falar. A gargalhada de Jordan é alta e má. Ela pega o frasco de minha mão e substitui por um copo de água. Eu arrebato o copo e a água respinga antes que eu possa engoli-la. —Você não deveria comer tanto. Desenhando o copo vazio em meus lábios, —Você me diz isso agora? Jordan pega as torradas e começa a espalhar manteiga por toda a fatia até os cantos. Feito isso, ela pega o frasco abandonado de vegemite. Eu balanço minha cabeça, observando-a passa-lo sobre o local onde ela já havia passado a manteiga, criando uma obra de arte. —Eu não estou com fome.


Ela coloca a torrada em um prato e me oferece. —Não seja um bebê. —Eu não sou — eu digo a ela e pego o pão. —Eu só não sei por que você está tentando quebrar meu espírito. Primeiro toda aquela leitura e agora isto, eu estou começando a pensar que você tem um lado sádico, e eu não gosto disso. Pegando seu próprio pedaço de torrada, Jordan leva uma mordida enorme e mastiga devagar, como se saboreando o sabor. Eu prefiro que ela me saboreie. Minhas pernas estão espalhadas onde eu estou sentado no balcão e ela fica entre elas. Engolindo seu bocado, ela lambe longe as migalhas e se inclina. A torrada em minhas mãos a impede de pressionar muito perto. Eu descarto-a rapidamente e atinjo o contador com um barulho. Agora livre para tocar, eu agarro seus quadris com as duas mãos e a arrasto. Ela me beija. Eu gosto do sabor do vegemite em seus lábios e eu não me importo. Recuando, Jordan me olha nos olhos. —Você já melhorou muito, Brody. Eu não quero ser uma distração pra você. —Ela define sua torrada para baixo e com as mãos livres, coloca-as em minhas coxas, deslizando-as lentamente. Eu roubo outro beijo, desta vez passando minha língua pelos lábios. Um gemido escapa e eu não tenho certeza se vem dela ou de mim. —Vamos nos concentrar em prazos médios. Quando estiver pronto, o que quiser como recompensa será seu.

Durante semanas, eu coloquei a minha fé em Jordan e foco em suas perguntas. Eu estudo até que não consigo pensar direito, lendo até tarde da noite até meu cérebro sangrar. Quando eu não estou batendo os livros, eu estou no campo, treinando até a exaustão. Tornamo-nos naves que passam na noite alternados com jogos fora de casa. Nos fins de semana Jordan está em casa, eu não estou, e vice versa. Meu desejo por ela não diminui com as ausências prolongadas, isso só cresce mais quente.


Jordan tem mais energia e determinação do que qualquer pessoa que eu conheço. Eu me alimento a partir dela. Ela me faz mais forte e mais inteligente, sua fé dando-me mais confiança do que eu já tive antes. No nosso próximo jogo em casa eu sou uma força imparável, e é contagioso. Minha energia se espalha pela equipe, alimentando-os. A multidão sente. Ela crepita através dos cem mil espectadores, como mil volts de eletricidade. Quando o relógio faz a contagem regressiva em seus minutos finais, a nossa vitória é quase selada. Pés correm rápido e forte ao redor do estádio, a construção crescente e ensurdecedora que nos impulsiona a maiores alturas. —Hut19! — Carter ruge acima do ruído, sua voz áspera e forte, forçando as veias em sua garganta. Suor flui pelo meu rosto, vermelho do calor e esforço. Goteja nos meus olhos. Eu não noto. Eu já estou em movimento quando Carter toma posse da bola. Meus companheiros estão aríetes, limpando o meu caminho. Minhas chuteiras afundam com força no chão, relva voando atrás de mim quando ele rasga a partir do campo. Perto da meta viro-me para o passe, meus pulmões gritando por ar. Carter não decepcionou. Ele esbarra em mim, alto e curvado quando eu corro para trás. Usando a última gota da minha energia, eu estico, pés levantando do chão quando eu faço contato com a bola. Ela desliza em minhas mãos estendidas para a direita onde pertence. Antes que eu possa encontrar terra firme, estou batendo em nada. O poder da pancada choca meus ossos e borra minha visão. Esmagado lateralmente no chão, minha cabeça bate forte. A multidão ruge sua aprovação porque o golpe veio tarde demais. A aterragem foi feita. Estou em casa. Casa do caralho. Contudo deixei meus olhos vibrarem fechados e o mundo fica preto.

Mais tarde naquela noite eu estou no ER, sentado na beira de uma cama à espera do médico para me examinar. Uma gíria americana usada para descrever verias vagabunda/pênis/sexy. Etc. Não consegui achar o sentido aqui. 19

coisas:

Vagina/mulher


O golpe foi o mais duro que eu já tomei. A marreta na cabeça tão forte que eu senti meu cérebro bater contra o meu crânio. Dói os meus olhos até para fechá-los. A dor não passa. Eu me mexo na cama e gemo. O som amplia a dor em mil vezes e arde como chama. O chacoalhar da cortina e o clipe de sapatos de alguém anuncia um visitante. Eu abro um olho e solto uma maldição sob a minha respiração. Meu pai chegou. Vestido em um smoking, o cabelo está impecável e a expressão agravada. Meu nome sai cortado. —Brody. — Eu cerro os dentes. —Pai. —Você quer explicar porque eu fui arrastado para fora de uma reunião do meu partido para estar aqui? Meu treinador deve tê-lo convocado. —Eu levei uma pancada no campo hoje à noite. —E? — Ele pergunta. —E isso foi muito ruim. Suas narinas se abrem e ele vira a cabeça, tão furioso que não pode sequer olhar para mim. Eu não poderia tê-lo chamado aqui, mas dói ainda mais porque ele não se importa. A vitória desta noite desaparece, deixando-me em silêncio e vazio. Eu deveria estar espantado com a rapidez com que ele pode sugar a vida de dentro de mim apenas com sua presença por si só, mas eu não estou. Treinador Carson Flicks abre a cortina e entra na sala, atraindo nossa atenção. Vendo o meu pai, ele oferece um sorriso triste e uma mão. — Senhor Madden. Pai o cumprimenta, dando o seu aperto firme de costume antes de deixar ir. —Liam, por favor. —Liam — ele repete em admissão, acena com a cabeça do meu jeito, a testa franzida com preocupação profunda. —Seu garoto levou uma boa pancada hoje à noite. Achei melhor lhe chamar.


—Então — eu ouço. Seu sorriso é fraco e divertido, reduzindo minha lesão para uma trivialidade menor. —É o que acontece com essas coisas de futebol, não é? Se meu filho quer jogar, ele precisa se acostumar com a brutalidade do esporte. Ele não pode vir correndo para o hospital para cada pequeno galo na cabeça agora, pode? A boca de treinador Carson cai um pouco. Quando ele fecha, uma extremidade dura ilumina os olhos. É que eu conheço bem e geralmente segue um conjunto de exercícios que nos corre para o chão. Há um pouco mais de aço atado em suas palavras quando fala a seguir. —Seu filho está susceptível a ter sofrido um traumatismo craniano grave. Ele vai precisar de alguém para cuidar dele. —Eu estou bem — eu digo com os dentes cerrados, embora esteja claro que eu não estou. —Claro que você está. — Papai bate a mão na parte de trás do meu ombro antes de apertar. Seus dedos cavam dolorosamente. Minha cabeça lateja e amargura nada em minha boca. —Você ganhou? —Ganhamos — o treinador diz, estufando o peito com orgulho. — Brody jogou melhor que eu já vi. Meu pai vira a cabeça em direção ao meu treinador, ainda me segurando firme. —Você pode nos dar um minuto? Antes que ele possa sair, Eddie entra na sala, meu telefone estendido em sua mão. Ele não tomou banho. Sujeira e suor cobrem seu rosto e o cabelo está agarrado na testa. Meu pai franze o nariz. Deixando de lado meu ombro, ele dá um passo para trás como se a sujeira fosse contagiosa. Eddie nem sequer o reconhece. —Jordan está no telefone. O peso pesado sobre os meus ombros suaviza. O que quer que meu pai tem a dizer pode esperar. —Obrigado, Eddie.— Eu levo o telefone ao meu ouvido. —Jordan?


—Brody. Eu assisti ao jogo. —Sua voz está em pânico. O Jogo de Jordan será fora nesta sexta-feira e seu voo está marcado à meianoite, hoje à noite. Eu estava indo para lhe fazer uma surpresa. Chegar a sua casa, acender velas, e ver se ela me deixava massagear todas as suas mazelas. —Você está bem? Minha garganta contrai. Eu engulo e encontro a minha voz. — Estou bem. —Brody.— Sua voz é agora um sussurro, grossa e rouca. Meus dedos apertam o telefone. —Você foi brilhante. Como as luzes do cometa no céu. E então você bateu no chão e você não se moveu. —Eu prometo a você que estou bem. Foi um abalo pequeno. Jordan exala duramente, o peso do seu alívio no som. —Estou a caminho. Eu fecho meus olhos e a dor regride. Quando o tom de discagem atinge meus ouvidos, eu os abro. Treinadores Carson e Eddie se foram. Meu pai permanece. Eu coloco o telefone na cama e encontro seus olhos, me preparando para o que quer que venha a seguir. —Nunca faça eu perder meu tempo como isto de novo.— Sua voz é um chicote. Minha pele deve ser reforçada a partir dele, mas não é. Um dia, eu me prometo. Um dia eu não dou a mínima para voar. —Se você fizer isso, eu vou dar-lhe uma concussão que nunca vou esquecer.— Seus olhos alargam na minha falta de resposta. —Você me escuta? Eu ouço? As próximas palavras me escapam, clara e concisa e muito rápida para conter. —Porra. Você. A reação do meu pai é rápida. Ele pega um punhado de minha camisa em cada mão. Meu estômago mergulha com agonia quando sou empurrado solidamente para os meus pés. O quarto gira e um gemido rasga do meu peito. —Você ingrato de merda— ele cospe na minha cara. —Você esqueceu o quanto eu fiz por você? Como eu poderia? Você está sempre lá para me lembrar.


—Você esqueceu o que acontece se você não terminar o último ano e pós-graduação da faculdade? Cerro os dentes até que eu temo que eles vão rachar. —O que acontece, Brody, se você não se formar ... Eles vão me impedir de ver Annabelle. Meus pais vão quebrar minha irmã pequena doce, e eu não posso deixar isso acontecer. Ela precisa de mim. Eu encontro os olhos do meu pai. Eu te odeio. —Eu vou me formar, eu juro. Ele me deixa ir. Eu aperto a cama atrás de mim com as mãos trêmulas.


O calor nas minhas costas é um forno, me acordo. Rolo, eu abro meus olhos e vejo Brody estendido ao meu lado. É ainda muito escuro, mas eu me esqueci de fechar as cortinas. Luar joga em seu peito nu. Ele sobe e desce profundo e regular. Um leve brilho de suor cobre a pele lisa. Seu corpo ocupa a maior parte da minha cama. Estou encravada no lado entre ele e a parede para que eu não caia. Meu próprio corpo está molhado de suor no local sufocante apertado, mas eu não quero me mover. Duas noites atrás eu estava sentada no aeroporto, cercada por companheiras de equipe, vendo o jogo de Brody do meu telefone. Ele era um borrão no campo, seu talento extraordinário. Você sabia que você estava assistindo algo especial. Quando a bola caiu em suas mãos, o rugido da multidão levantou o cabelo no meu pescoço e arrepios na minha pele. O golpe veio rápido, do nada, esmagando -o para o chão. Quando o jogador chegou a seus pés, Brody permaneceu, seu corpo mole e quebrado no campo como uma borboleta pisoteada. Minha garganta se contraiu, o medo roubando minha respiração no estranho silêncio que se seguiu.


As câmeras cortam ao comentarista segundos mais tarde, deixando-me pendurada. Chamei Brody no momento em que nosso avião desembarca. Ele estava acordado e falando, mas ele mentiu quando disse que estava bem. Sua voz era firme, como um elástico pronto para agarrar. Depois de dizer a ele que estava no meu caminho, sua exalação foi longa e pesada, revelando a profundidade de seu alívio. Brody Madden, a estrela do futebol que não precisa de ninguém, precisava de mim. O próprio pensamento me aperta, me fazendo doer quando eu deito no escuro olhando para ele respirar. A rapidez com que eu vim precisar dele também. Brody não vai me deixar intacta. Ele vai levar pedaços de mim que eu tenho certeza que nunca mais vou ter de volta, mas eu não posso negar-me. Ele é minha base. A pressão que coloco em mim mesma é uma loucura. Enquanto ele toma conta de mim, ele me faz rir e me obriga a dar um passo para trás e respirar. Nós dois estamos trabalhando em direção a nossa própria meta separados, mas sua alegria no campo faz-me lembrar de porque chegar lá é tão importante. Não é um que tomaremos juntos. Nossas vidas vão desembaraçar depois da faculdade, e nós dois vamos nos mover em direções diferentes. Nós não estamos destinados a ser. O pensamento me faz deprimida, mas ele não para o desejo que tem as garras em mim, insatisfeita por muito tempo. Eu o quer o. Brody se desloca na cama, como se sentindo meu olhar. Meus olhos chicoteiam em seu rosto. Eles estão abertos, observando -me em silêncio. O luar pálido escurece sua cor marrom rica de obsidiana, tão escuro e com fome que tremo. Meu pulso bate no tempo, com a construção de calor rapidamente entre nós. Ele desencadeia uma dor entre as minhas coxas que grita por socorro. Eu não posso falar. Minha mão se move para o peito em vez disso. Eu traço círculos preguiçosos sobre a pele com tinta com o meu dedo. Ele suga a respiração. Ele mantém em seus pulmões quando minha mão desliza para baixo a seu abdômen inferior, à direita sobre a pele quente e ondulação muscular. Seu corpo treme a partir do toque leve.


Eu engulo, hesitando, meus dedos congelados acima do cos de sua bermuda. Nós estivemos no fio da faca durante semanas, o esforço para nos conter deixando-me tonta. Com apenas dois dias até as provas, não podemos permitir essa distração. —Jordan. Arrastando os olhos do caminho da minha mão, eu olho para cima, procurando seu rosto. Os lábios de Brody estão separados, ele vê-me tocá-lo. Ele levanta a cabeça do travesseiro, os olhos cheios de calor e impaciência. —Por favor — sua voz como uma lixa por toda a minha pele. A palavra solitária quebra a última da minha contenção. Eu deslizo uma mão por baixo da bermuda de Brody… Os músculos tensos quando minha palma cobre ele. Seu pau já está duro como o aço de seda por baixo do algodão de sua cueca boxer. Um gemido estrangulado escapa de sua garganta e o som me deixa pegando fogo. O meu domínio sobre ele aperta. Brody vira de lado, forçando a minha mão para deslizar livre de dentro da cueca. Ele me apanha, me varre debaixo dele com pouco esforço. Minha cabeça bate no travesseiro, o ar correndo de meus pulmões com um suspiro. —Deixe-me tê-lo. Ele detém a metade superior de seu corpo acima de mim, esticando os bíceps enquanto ele olha para mim, os olhos à procura de uma resposta. Sua metade inferior me pressiona para a cama, fazendo-me consciente da fina barreira entre sua ereção pulsante e do meu clitóris latejante. —Tenha-me. — Meus quadris empurram-se afirmação. —Eu não vou parar você.

contra ele. Uma

—Eu não posso. Brody hesita por um breve momento. Ele está ganhando tempo para as minhas palavras afundar-se. Quando o fazem ele foge de mim e me puxa em uma posição sentada. Seu olhar dispara para baixo, e eu sigo-o. A bainha de minha camisa está amassada entre os dedos. Seus olhos encontram os meus debaixo dos seus cílios. — Eu posso? — Ele me pergunta silenciosamente.


—Por favor. Sim. Brody puxa minha camisa de algodão para cima, descobrindo lentamente minha pele para o ar fresco da noite. Eu levanto os meu s braços, meu coração batendo. A meu convite, ele desliza para cima e sobre a minha cabeça. Com um giro, ele joga para o chão. Voltando -se, seus olhos caem para os meus peitos e ele exala trêmulo. O calor de seu olhar endurece meus mamilos sob o fino algodão do meu sutiã. O fecho repousa entre os meus seios. Brody prende a respiração quando eu chego e abro. Eu deslizo as tiras dos meus ombros com as duas mãos e deixo cair para a cama atrás de mim. O movimento é ousado, mas eu não sinto vergonha. Eu não sou doce e curvilínea. Meu corpo é de menino. Firme e atlético, é afinado para o esporte, não prazer. Brody deixa escapar um profundo sopro de ar. Alheio a minhas inseguranças, suas mãos em meus quadris, deslizando por minhas costelas até que ele atinja os meus seios. Seus dedos são leves, sua carícia reverente como se eu fosse quebrar. Após longos, momentos de agonia, os polegares raspam ao longo dos meus lados e estomago. Para frente e para trás, um ritmo lento e constante projetado para me enlouquecer. Cada respiração vem mais difícil quando as mãos dele se movem para dentro. Meu corpo arqueia de volta instintivamente, empurrando os mamilos sensibilizados para as suas grandes palmas. Os dedos de Brody apertam os bicos tensos e um gemido sem fôlego me escapam . —Lindos — ele sussurra, apertando-os suavemente. Isso atira faíscas quentes em linha reta entre as minhas pernas. Meus olhos se abrem. Ele está acompanhando meus mamilos deslizando por entre os dedos. Abaixando a cabeça, Brody tem um em sua boca. Ele rola-o sobre sua língua, sacudindo suavemente. Minha cabeça cai para trás, um grito agudo deixando minha garganta quando ele suga-o profundamente e duro. Dói tão bom que eu não posso suportar isso. Meu corpo balança e eu agarro seus ombros para me firmar.


Brody destrava meu mamilo com um movimento final de sua língua. É apenas um alívio menor porque ele se move para o outro, dando-lhe a mesma atenção torturante. Minhas mãos deslizam em suas costas macias e nos cabelos bagunçando-o. Puxo suavemente, puxando-lhe para cima. Eu quero sua boca. Brody está em conformidade. Erguendo a cabeça, ele segura meu rosto em suas mãos e cobre os lábios com os seus. O deslize de sua língua é quente e úmido. Ele esfrega com a minha, movendo -se mais difícil e mais insistente. Ele geme em minha boca, duro e urgente. Eu sinto sua vibração quando meus seios se pressionam contra seu peito. O beijo se torna incrivelmente infinito, Brody puxa de volta quando eu arranho seus ombros, desesperado por ar. Minha primeira respiração é um suspiro. A dele esfarrapada e audível na tranquilidade da noite. Eu não sei que horas são, mas o mundo exterior está dormindo. Nós não estamos. —Em suas costas, Jordan. Travesseiros são colocados de lado e eu sou empurrada para baixo. Brody se inclina sobre mim, arrastando meu lábio inferior dentro de sua boca com os dentes. O cós do meu short rosa bonito do sono são pegos e puxados para baixo. Eu escuto ele cair no chão. Suas mãos voltam para minha calcinha. Meu coração sobe na minha garganta quando Brody prende -a em seus dedos. Fazendo uma pausa, ele olha para mim, luxúria em seus olhos. Ele me olha quando ele a puxa, seu ritmo desacelerando. Ele tira-a pelas minhas pernas, nos meus pés e fora, descartando -a no chão para se juntar a minha bermuda. As palmas das mãos calejadas circulam minhas panturrilhas. Patinagem para cima, ele separa minhas coxas. Brody abandona seu domínio sobre meus olhos e passa o pelo meu corpo... —Oh merda... Jordan.— Seu peito se expande com o ar. —Eu quero a minha boca em você muito, pra caralho. Eu estou exposta a seu escrutínio e eu não me importo. Eu preciso de alívio. —Por favor.


—Tão quente. — Sua voz é baixa e áspera. Abrindo caminho entre as minhas pernas, Brody afunda. Com uma lentidão insuportável, ele arrasta sua língua na minha coxa. Meus quadris. Longos beijos molhados viajam minhas pernas, e eu quero gritar a minha frustração. Por fim, ele encontra seu caminho entre as minhas coxas. As almofadas ásperas de seus dedos escavam em meus quadris, segurando-me onde ele me quer. Sua respiração é dura e irregular. Ele sopra contra o calor úmido em mim, fazendo-me contorcer. —Brody! — Seu nome sai de meus lábios quando sua língua sai e me lambe em um longo curso. Meu corpo se aquece aprofundando a uma febre quando sua boca encontra meu clitóris e trava. Meus dedos cavando sua pele, apertando. —Oh, Deus. As mãos de Brody tremem em meus quadris, mas ele não se deixar ir. Sons de sucções molhadas enchem o ar. Meus olhos espremem fechados e eu choramingo. O Prazer me arranca do meu domínio sobre o mundo. Ele cai abaixo de mim, deixando -me flutuar de volta para terra firme. Eu não encontro. Com cada curso quente de sua língua, o meu aperto solta e quando o dedo empurra para cima e dentro de mim, eu despenco em queda livre, gozando duro. Luzes brancas. Explosão brilhante e quente atrás dos meus olhos. —Jordan — ele rosna, lambendo-me uma última vez. —Porra. Meus olhos deslizam abertos quando Brody recua pra fora da cama, cambaleando sobre seus pés como se estivesse bêbado. Ele segura a mão na cabeça, fazendo uma careta. Sento-me e vou para a borda, ignorando o pulsar ainda pulsando entre as minhas pernas. —Brody, você está... —Eu estou bem. — Ele me corta quando ele embaralha no chão, pegando sua bolsa que trouxe durante a noite. Eu acho que Brody vai para a garrafa de Percocet, quando ao invés disso ele arranca uma embalagem de alumínio. Minha respiração engata de forma audível com o pensamento dele dentro de mim. —Você tem certeza?


Brody ignora a minha pergunta como se nem valesse a pena uma resposta. Jogando o preservativo em cima das cobertas, suas mãos vão para o cós da calça. Ele a empurra para baixo, revelando cuecas boxer em um tom azul uma cor que destaca a rica cor dourada de sua pele. Brody puxa a retirando, seu pau duro contra seu estômago tenso com um som lascivo que vem para fora. Ele endireita os ombros e por um breve momento me proporcionando um vislumbre de Brody inteiramente nu. Seu corpo é grande e poderoso, cada músculo trabalhado duro para distinção, forte e definido. Meu olhar impressionado quebra quando ele arranca o pacote para fora da cama, rasgando-o aberto com seus dentes. Ele cospe o canto rasgado e agarra o preservativo, seus movimentos frenéticos. Meu pulso acelera com a necessidade de tê-lo me enchendo. Enquanto Brody rola para baixo, eu me inclino em meus cotovelos, deixando minhas pernas cair abertas descaradamente. Ele olha para cima de sua tarefa e geme as narinas dilatadas. Febril agora, ele morde o lábio, um grunhido frustrado escapa quando seus dedos se atrapalham. Quando Brody termina ele vem para mim. As palmas das mãos calejadas deslizando por baixo, raspando minha pele quando ele agarra as bochechas redondas da minha bunda. Eu sou levantada e empurrada para trás. É uma demonstração de força que ele não pensa duas vezes antes de baixa-me sem esforço. Estou sendo dominada sem um segundo pensamento, e eu amo isso. Com uma mão Brody levanta minha perna esquerda, pressionando-a para mim. A outra ele segura a base de seu pau e orienta-o entre as minhas pernas. Eu inclino meus quadris e ele empurra, polegada por polegada. Meus lábios se abrem e minha cabeça cai para trás com um profundo gemido alto. Quando Brody me enche, duro e latejante, ele aproveita e desce rapidamente, cobrindo minha boca com a sua. Sua quente, molhada língua mergulha para dentro, e se sente muito mais sujo com o meu gosto em seus lábios. Eu o beijo de volta, desesperada por atrito. Brody responde recuando seus quadris. Ele mergulha para frente com um grunhido sem fôlego.


—Sim — eu gemo, enganchando minha perna esquerda em torno de seus quadris firmes. —Mais. Brody me dá mais. De novo e de novo. Lento e contundente. Eu envolvo minha outra perna em torno dele e movo meus quadris, puxando gemidos esfarrapados de sua garganta. Ambas as palmas das mãos batem em cima de cada lado da minha cabeça, me escalando. Ele olha para baixo, seus olhos perfurando-me com cada impulso. —Cristo — ele põem para fora, suas palavras duras e desconexas. — Isso nunca vai ser suficiente, não é? Ele transmite meu próprio medo quando o prazer começa a construir novamente. Nós nem começamos a arranhar a coceira. Pegamos fogo. E quando ele atinge uma mão entre nós, pressionando o polegar duro no meu clitóris, eu perco o fôlego e gozo duro. Ele estremece através de mim, afiado e dolorosamente brilhante. Seus quadris são frenéticos agora, perfurando duro dentro de mim sem nenhum controle. Seus músculos brilham, apertados e manchados de suor. —Jordan — ele rosna, moendo uma vez, duas vezes, e ele acalma acima de mim, um grito rouco rasgando de sua garganta. Seu corpo enfraquece e despenca contra mim. Estou sem osso embaixo dele, presa por seu peso, seu cabelo espetando o meu pescoço e suor pingando em minha pele. Ele me rola acima dele e ar fresco passa a minha volta e para baixo das minhas pernas nuas, trazendo alívio. —Isso — diz ele, sua respiração é irregular. Eu olho para baixo nos olhos escuros, minha cabeça em uma névoa. —Isto? Brody desliza as mãos pelas minhas costas até que eu me envolvo apertada, em seus braços uma trava de aço que me segura perto. —Casa— ele sussurra e fecha os olhos. —Isto é o que se sente como casa.


Isto é o que se sente como casa. Brody não pode desdizer essas palavras proferidas perfeitamente, e eu não posso parar de ouvi-las. O calor em seu olhar e a emoção na voz dele rasgou através do meu coração. Ele me segurou como se eu fosse um tesouro que ele temia escorregar por entre os dedos, deixando-o impotente para detê-lo. Como é que eu respondo? Com nada, porque sou covarde. Quero correr dos meus sentimentos, mas eu tenho medo de que a borda da terra não seja o suficiente. Você deixou que isso acontecesse, eu rosno para mim mesma. Não que alguém vá me ouvir se eu falar em voz alta. É cedo, e agora mesmo é quando Leah invade meu quarto e me rola da cama com uma bota. Isso não acontece esta manhã, porque estou acordada antes que ela. Um incomum fenômeno, mas as provas falam mais alto. Os resultados saem hoje. Eu patino para a beira da minha cama e me sento, meu pulso corre com os nervos. Brody estudou muito e hoje é o dia em que eu vou provar que ele estava errado. O futebol não é só em que ele é bom, e acreditar em si mesmo não é um esforço desperdiçado.


Chegando a meus pés, eu me visto rápido e adiciono uma roupa aconchegante e meu blusão de capuz. Está ficando frio lá fora agora, especialmente no período da manhã. É surreal. Verão vai bater a Austrália em um par de semanas. Férias de Natal passadas na praia, o sol quente batendo, areia aderindo a pele suada, pele coberta de protetor solar. Se eu fechar meus olhos eu posso quase sentir. A pontada familiar de saudade bate. O que é estranho é como não é assombroso. Não querendo insistir nisso, deixo meu quarto e faço um caminho mais curto para Leah. Hayden está hospedado aqui desde a noite passada. Embora eu não possa ouvir qualquer barulho, isso não significa que é seguro entrar. Eu bato na porta. —Acorda. O Sol Já nasceu. —Eu estou, imediatamente.

eu

estou

acordada!

Leah

grita

de

volta

A porta se abre. Ela está vestida com um pequeno par de shorts e um sutiã de Lycra esporte, com o rosto escondido enquanto ela puxa uma camiseta de alças sobre sua cabeça. Com o cabelo despenteado, ela prende no lugar e pega os sapatos desportivos, colocando -os debaixo do braço. Hayden ainda está na cama. Nu. O lençol cobre pouco abaixo de sua cintura, dando uma olhadinha em toda a glória que se encontra abaixo. Eu desvio os olhos. O namorado de Leah é grande em todos os lugares. Eu tenho um súbito, novo respeito por sua incapacidade de andar uma única etapa na parte da manhã, muito menos correr. Sem abrir os olhos, Hayden rola preguiçosamente e o lençol mergulha perigosamente pra baixo. —Vejo-te no almoço, princesa — diz ele, bocejando alto. —Senhorita seus peitos, já. Leah suspira. —Mais tarde, garotão. Ela sai do quarto, fechando a porta atrás dela. Olhando para cima, ela pára, olhando para a minha forma completamente vestida e estando desperta suas sobrancelhas levantando em descrença. —Por que está tão alegre, peru? Ela bufa, indo em direção ao sofá. —Ao contrário de todos os outros dias?


—É assim que nós estamos começando a nossa manhã? — Pergunto quando ela se senta e arrasta seus sapatos. —Para com essas piadas de merda? Leah olha para cima, fazendo uma pausa a partir de sua tarefa. —É assim que começa a cada dia. Ela está certa, mas os meus níveis de ansiedade estão subindo, não deixando espaço para observações inteligentes. —Bem, hoje não, — eu agarro. —Okaaaay então, ela arrasta. Nós saímos para nossa corrida. Eu defino o ritmo. Sentindo-me pronta para rebentar para fora da minha própria pele, eu defino duro e rápido. Ao final da corrida, Leah está ofegante e minha lesão no tornozelo curado está atirando faíscas até minha panturrilha. Depois de uma breve corrida para baixo, nós cambaleamos dentro do nosso apartamento com respirações sibilantes. Leah apanha sua garrafa de água fora do balcão da cozinha e bebe para baixo a metade do conteúdo gelado. Puxando-a de seus lábios, ela me olha com uma carranca, ainda ofegante do nosso esforço da manhã. —Que diabos você tem Elliott? Lágrimas entopem minha garganta e náuseas bate acima da boca do meu estômago. O comentário é o catalisador, porque eu não sei mesmo o que no inferno. Minhas emoções perderam o contato com a realidade. Sinto falta do meu irmão com uma dor de lamento. Eu quero casa, mas a ideia de deixar Brody rouba minha respiração. Eu quero ficar, mas eu também quero o que eu tenho trabalhado desde sempre: um lugar na Liga de Futebol Nacional das Mulheres dos EUA. —Seattle Reign. — É tudo o que consigo falar antes de me sufocar. —Que tal... Os olhos de Leah se alargam para pires e a garrafa em sua mão cai frouxa. —Oh meu Deus.


—Valeena Kelly não está voltando. A atacante do Reign tinha tempo na pós-temporada para a cirurgia laparoscópica em um ligamento rompido no joelho. As coisas não correram como planejado. Ela não vai estar apta o suficiente para voltar. Posso imaginar a sua devastação, mas sua posição é valorizada e eles precisam preench er. Falei com o treinador Kerr após o treinamento de ontem, pela segunda vez. Eles querem um desconhecido. Alguém jovem e fresco na equipe. Alguém com ambição e fogo. E eu tinha feito o noticiário esportivo não muito tempo atrás, uma entrevista em profundidade que me empurrou para a direita no centro das atenções. —E eles querem você? E sobre a combinar? — Leah pergunta, referindo-se à campanha onde os jogadores têm de se registar e mostrar as suas habilidades para a comissão técnica. —Eles ainda estão segurando para o início de fevereiro, mas eles estão me fazendo embarcar em um voo para isso. Eles têm três jogadores-chave que estão olhando para substituir Kelly. — Eu desenho uma respiração profunda. —Eu sou um deles. —Puta merda, — Leah respira, congelada no local enquanto ela olha para mim. Então ela grita. —Porra Santa Mãe de todas as merdas! Seu frasco da bebida cai no chão e ela pula. Sua loucura me envia voando para trás. Minha bunda atinge a parte de trás do sofá, e a força de seu impulso nos joga à direita. Eu caio nas almofadas macias. Leah não tem tanta sorte. Ela rola para a direita por cima de mim e cai do outro lado, batendo no tapete com um baque de ossos. —Você está bem? — Eu suspiro, ouvindo seu chiado de baixo. Alguns momentos depois, a cabeça de Leah aparece a partir do chão como um gato, um sorriso maníaco dividindo seu rosto. —Reign, — ela chia. —Eu não posso acreditar nisso. — Então seu sorriso desaparece um pouco e ela para, a compreensão surgindo em seu rosto. —Seattle. Isso é…


Um infernal caminho longo a partir daqui. A distância parece maior quando eu tento atravessar meu caminho através dos estudantes que estavam apressados, ansiosa para chegar a tempo à minha palestra de Ética. Empurrada por todos os lados, eu mantenho meu shake de proteína para o alto para mantê -lo seguro quando eu faço meu caminho. Eu escorrego dentro da porta e meus olhos procuram Brody. Ele está em seu assento, Jaxon rindo de algo que ele diz. Apesar da estação fria, ele está em seu conjunto habitual de camiseta e calções. Não é usado para atormentar...A temperatura corporal de Brody dispara em níveis de combustíveis, tornando-o mais adequado para calotas polares e vida no Ártico, mas ele faz de qualquer maneira. A abundância de bíceps e os músculos que revestem embalando sua caixa torácica me chama a atenção e me deixam um longo, momento admirando. Jaxon me vê primeiro e cutuca Brody. Ele gira em seu assento e me encontra. Uma curva inclina lentamente seus lábios enquanto ele me observa caminhar em direção a ele. A curva inclina lentamente em seus lábios enquanto ele me observa caminhar em direção a ele. Meu corpo aperta. Luxúria. Medo. Exaltação. Mágoa. Eu sinto tudo. Tudo, exceto arrependimento. Mas, como eu vou olhar para Brody. Eu sei que, também, virá. Mais tarde. Quando eu me for. Porque é isso que acontece quando a sua necessidade de ser o melhor atleta e tudo o mais. Sacrifícios são feitos, e aqueles que você ama são sempre os primeiros a sofrer. Chego à mesa vazia ao lado dele e coloco o meu shake para baixo primeiro. Alheio a minha agitação interna, ele se estica e me beija furtivamente. —Hey! — Eu choramingo. Meu estômago ronca com fúria quando ele pega meu shake dentro de sua boca e dar uma chupada profunda. Eu despejo meus livros sobre a mesa, a minha bolsa no chão ao lado dele, e deslizo para o meu lugar. —Isso é meu. —E você também. — Brody se inclina em frente, sua voz baixa. —Posso roubar-te e te sugar para baixo também?


Calor quebra em cima de mim em uma onda, deixando-me úmida entre as minhas pernas. Bastardo arrogante sabe como chegar a mim. Demasiado mau para ele que eu estou aprendendo. Minhas pálpebras caem. —Só se eu puder retribuir o favor. — Brody suga a respiração estrangulada, fazendo-o engasgar com o shake. Satisfeita que eu ganhei o primeira rodada, eu roubo de volta o shake e coloco do outro lado da minha mesa. Depois de tossir para limpar a garganta, ele me dá um olhar ferido. —Você é um ogro no período da manhã, Jordan. Eu estou pensando que eu não gosto deste seu lado. —Bom dia, alunos,— nosso professor chama, poupando-me de encontrar uma resposta adequada. Nossos olhos olham para frente. Professor Draper coloca sua bolsa mensageira sobre a mesa. Sem perder tempo, ele abre a aba e tira um punhado de papéis. —Olha o que eu tenho por todos vocês.— Ele se vira e enche o ar. —Papéis com as médias. Um gemido coletivo enche a sala. —Houve alguns resultados surpreendentes e alguns resultados decepcionantes em toda a linha. Alguns de vocês podem precisa r pensar seriamente em cortar suas perdas e deixar cair esta classe. Se você acredita que seu grau é incorreto, não me venham depois da aula hoje, com a sua reclamação. Eu não tenho tempo. Marquem um horário. Se qualquer coisa, isso vai pelo menos dar-lhe tempo para construir o seu caso . Meus nervos fazem do meu shake de proteína na minha barriga um leite coalhado. Eu roubo um rápido olhar para Brody. Ele parece relaxado, sentado em sua cadeira, sua caneta tocando uma música rítmica em sua mesa. Apenas o leve movimento de sua mandíbula trai sua ansiedade. —Não olhe agora — murmura Jaxon e se recosta na cadeira do outro lado de Brody. Os papéis são entregues para Kyle, que começa a tecer entre as mesas. Os estudantes enchem a sala com conversas, mas nós compartilhamos um olhar sem palavras.


Você tem isso, eu quero dizer, mas minha boca não formam as palavras. Kyle faz o seu caminho para baixo da linha à minha direita. Atingindo-me, ele coloca o meu exame na mesa e se inclina. Está desconfortavelmente perto, e eu sinto Brody tenso ao meu lado. Eu me encontro os com penetrantes olhos verdes de Kyle e minha pele arrepia. —Ótimo trabalho — ele murmura apenas para eu ouvir. —Se você fosse tão esperta em escolher as pessoas que você pendura ao seu redor. Ele se endireita, tocando meu papel duas vezes com o dedo antes de seguir em frente. Fúria explode. Por um momento eu não posso ver através da névoa vermelha. É assim que eles se sentem bem antes de socar alguém? Eu permaneço estranhamente calma quando eu coloco a mão em seu braço, parando ele. Ele se inclina para trás para que eu fale da mesma forma que ele fez. Mas não faço. Minhas palavras são altas o suficiente para encher a sala inteira. —Você quer saber sobre a escolha de amigos? — O silêncio se instala em torno de mim. Brody desloca para perto de mim em seu assento, a mudança tão sutil que eu sinto mais do que vejo. —Se você, Brody, e eu formos as últimas três pessoas na Terra e só você soubesse como nos salvar, eu ainda escolheria Brody, porque a única pessoa com quem você se importa é você mesmo. — Os olhos de Kyle estreitam no meu pequeno discurso rancoroso , cada palavra ficando mais alta e mais forte enquanto eu falava. Boa. Se ao menos ele tivesse sufocado também. —A vida é muito curta para passar os seus últimos momentos com idiotas e você Kyle Davis, é o maior que eu já tive a infelicidade de encontrar. Ele empurra o braço de debaixo de minha mão e se endireita. Estou esperando uma réplica com raiva, mas eu recebo nada. Além de um olhar fixo pedregoso, forma-se um sorriso presunçoso nos lábios. Ele garante que eu o veja antes que ele vire as costas e continua até o corredor. Jaxon rebenta-se com o riso, mas não há nada de Brody. Eu recebo um olhar de soslaio. Ele é um vulcão em fogo brando. No momento em que Kyle faz o seu caminho para cima no corredor de Brody, ele vai entrar em erupção.


—Não — eu digo a ele. Sua mandíbula apertada. Ele está olhando para a frente como se ele não pudesse me ouvir. —Brody. Nada. Qualquer briga, grande ou pequena, pode acabar no Youtube e será viral. Isso iria de voltar para o seu treinador, que não teria outra escolha, mas estender a disciplina pública e suspendê -lo de um jogo. Eu não preciso dizer isso para Brody. Ele sabe disso. Quando Kyle faz o seu caminho até o corredor oposto entre Brody e Jaxon, o corpo de Brody aperta como uma mola em espiral. Kyle bateu o papel para baixo em sua mesa e continua. Eu fecho meus olhos, aliviada. Brody segurou junto. Ou assim eu pensei. O som do papel amassando me atinge. Abro os olhos. O exame é uma bagunça esmagada pelo punho de Brody, e está tremendo. Um sentimento feio assume quando ele se levanta e pega sua bolsa. Um zumbido em pânico enche meus ouvidos. —Brody! Ele faz uma pausa por uma fração de segundo e olha para mim. Eu espero nada, mas a expressão em branco que eu recebo. Isso envia calafrios pela minha espinha. Abro a boca e ele balança a cabeça. Eu me calo. —Eu não posso estar aqui — é tudo o que ele diz. Meus olhos seguem para fora da porta. O que diabos aconteceu? Eu procuro Professor Draper. Ele está de pé ao balcão de um aluno, mas seus olhos também estão na porta, sua expressão resignada. Um rápido exame da sala mostra Kyle calmamente andando pelos corredores, distribuindo papéis como se ele não tivesse um cuidado no mundo. —Jordan. — Jaxon se inclina em frente, descansando um antebraço na mesa agora vago de Brody. —O que diabos foi isso?


Eu tenho uma ideia e eu estou rezando duro que esteja errada. De pé, eu pego minha bolsa e enfio toda a minha raiva em Jaxon. — Aqui, encerre isso. Quando eu chego ao estacionamento, o espaço está vazio. Depois de tentar o seu telefone que não atende, eu subo no carro, eu sou muito teimosa para se livrar, encaixo na engrenagem, e vou direto para seu apartamento. Movimento-me rapidamente até a escada, eu bato duro em sua porta da frente. Sem resposta. —Brody, sou eu — eu grito. —Abra! Eu bato de novo, batendo o punho duro contra a porta fechada. Está tudo quieto lá dentro. Onde está você? Eu descanso minha testa contra a madeira pintada branco, respirando com dificuldade de medo mais de esforço.

de

—Lá fora, no campo, o jogo é tudo. É você constrói-se, rompe-o para baixo, e ele sangra seco. Mas eu porra adoro. É o único lugar em que sou livre. Corro para baixo da escada e de volta para o meu carro. Meus dedos precipitados atrapalham com o cinto de segurança. —Droga — eu rosno com a frustração. Eventualmente, ele se encaixa no lugar, eu dou a volta e toco o pé no acelerador. O carro de Brody encontra-se no próximo lote de estacionamento vazio do estádio. Meus pneus queimam o pouco de borracha que ainda existe largado enquanto eu puxo a uma parada brusca ao lado dele. Desligo a ignição, sento-me por um momento, coletando minha respiração, meu coração martelando. Eu não sei seu estado de espírito agora e isso me assusta. Tudo o que sei é que eu não posso deixá -lo me afastar. A porta do carro range alto em frente ao parque quando eu saio. Eu bato fechado, embolso as chaves, e corro até a cerca. O elo da cadeia de metal ao redor do trinco está solto. Eu deslizo através do portão e faço o meu caminho para o campo. O sol é brilhante e a grama exuberante e tão perfeita que é quase surreal. Brody está sentado sobre ela pela linha de vinte.


Meu ritmo vacila e eu chego a um impasse. Os cotovelos descansam sobre os joelhos e sua cabeça está pendurada entre os ombros. Em ambas as mãos repousa uma bola de futebol. El a está pressionado para a testa como se fosse a única coisa que importasse. Não Brody não precisa me dizer que ele falhou no teste. A derrota em si faz meu coração doer, e isso me deixa furiosa. Ele teve uma vida de obstáculos. A vida daqueles que ele ama dizendo -lhe que o seu sonho não vale nada. Que ele vai falhar porque ele não é inteligente o suficiente. Ser Tutora de Brody foi o seu passe hairmary 20. E ele deixou a bola cair. Caminhando em direção dele, eu chamo seu nome. —Brody? A cabeça de Brody encaixa-se. Seus lábios são comprimidos, olhos vermelhos. Vendo- me, ele desvia o olhar. —Você deveria estar na aula, Jordan. —Classe desajustada. — Eu me ajoelho ao lado dele, colocando minhas pernas debaixo de mim. —Fale comigo. Tirando uma mão da bola de futebol, ele chega no bolso de trás da calça jeans, tira um pedaço de papel dobrado, e segura -o pra mim. Presumo que, desdobrando-a irá revelar um F sentado no canto superior direito. Minha boca abre e fecha, sem saber o que dizer. A partir de sua reação antes era o que eu esperava, mas isso não significa que eu o entendo. Brody trabalhou tão duro. Ele sabia o material de trás para a frente. — É apenas um meio termo. Tenho certeza que você pode refazer a prova. Podemos ir ver o professor agora e nós podemo s conseguir que ele... —Não é o teste porra! — Brody grita e eu recuo. —Isso não é... Foda-se! — Sua maldição é um som enferrujado quando rasga de sua garganta. Ele arranca a página da minha mão e amassa. —Não é isso! Eu não me importo com algum teste de merda maldito. 20

Termo usado para descrever um ultimo esforço.


Brody fica de pé e atira para o lado enquanto ele caminha para longe. Eu pego a prova, dobrando-a rapidamente e coloco no bolso de trás. Eu começo depois dele. —Brody! Ele vira a cabeça para o lado, mas continua a andar. —Vá embora, Jordan — diz ele friamente, colocando suas mãos nos bolsos de sua bermuda. —Na verdade, eu vim aqui para ficar longe de você, mas aqui está você, correndo atrás de mim como todas as outras cadelas malditas no campus. Eu prendo a respiração, dor brotando. —Você é um bastardo arrogante! — Ele não para.—É isso, então? Você simplesmente desistiu? A cabeça de Brody abaixa um pouco, o único sinal de que ele me ouviu. No entanto, ele não para e eu quero gritar e bater o meu pé como uma criança maldita. —Este não é você, Brody! Ele vem para uma parada abrupta, fazendo uma pausa para o que se sente como, minutos interminavelmente longo s. Quando ele se vira, os olhos são duros e insensíveis. Eu me preparo, agora sabendo que quando Brody disse que nos arruinaria, acreditava com todo o seu coração. —Isso é tudo que eu sou, baby.— Ele abre os braços e ri como se fosse tudo uma grande brincadeira. Como se ele fosse uma grande piada. Lágrimas quentes picam meus olhos. —O que você vê é o que você recebe. Um grande, idiota mudo. Não importa o que você faz, Jordan, ou quão duro você tente em me fazer alguém que eu não sou, ou mesmo o quanto você me faz trabalhar. Porque aqui ... —ele bate um dedo na sua testa ... — Está tudo quebrado. Você não está indo cada vez para corrigir, então talvez você deva apenas parar de tentar e me deixar sozinho. Andorinhas cantam e Brody olha em algum lugar sobre o meu ombro, nem mesmo capaz de me olhar nos olhos. —Eu simplesmente não posso lutar mais. Eu não posso —


Um gemido de dor escapa da minha garganta. Eu sei que a dor é clara no meu rosto. Eu odeio que seus olhos endurecem ainda mais quando ele vê. Desta vez, quando ele se vira e vai embora, eu o deixo ir.

—Bem Nate, eu não sei o que está acontecendo com Madden lá fora, no campo, mas ele está fora esta noite. A única coisa sobre este receptor bem equilibrado é que ele sempre joga com seu coração. Eu apenas não estou vendo a magia hoje à noite. —É verdade, John. Este é um jogador bem-amado que sai e dá cento e dez por cento a cada jogo. Ele é consistente, ele é estratégico, mas ele também é o coração e a alma da equipe. Não há dúvida que esse garoto está indo para a NFL. Ele é o tipo de jogador que todo time precisa. Ele é apaixonado pelo jogo, e duro, e os jogadores realmente respondem a isso, mas sua falta de fogo hoje à noite é o envio de desânimo por toda a equipe. Vamos esperar que ele possa cavar fundo para a próxima meia hora. Eu amaldiçoo. Pegando o controle remoto, eu desligo ESPN e atiro o controle remoto na mesa de café. O controle voa de volta quando ricocheteia em frente e bate no chão. Suas duas pilhas pequenas pulam e rolam por debaixo da pequena estante. Hayden olha malignamente a partir da extremidade oposta do sofá. Eu jogo minhas mãos para cima. —Eu posso ouvir você pensando. As palavras se libertam como um estouro da barragem. —O que você fez com ele? —Eu não fiz nada! —Talvez seja esse o problema, — ele murmura baixinho.


Eu me levanto do sofá e vou para a cozinha. Encher-me de comida é a única resposta. Esticando-me, eu abro o armário por cima do frigorífico. Sinto-me bem comendo um bocado de biscoitos de caramelo, uma receita de família de biscoito de chocolate recheado com pegajoso caramelo. É o último de um pacote dos cuidados alimentares que Nicky me enviou, e eu tenho guardado para uma ocasião especial. Aparentemente, não existe nada mais especial do que isso. Minha mão encontra a prateleira vazia. Não está lá. Minha raiva se ergue como um fósforo aceso em gravetos. Leah! Eu guincho. Ela está no chuveiro, o vapor quente por debaixo da porta fechada. —Onde diabos está meu maldito biscoito de chocolate com caramelo? A porta se abre e ela enfia a cabeça para fora. Seu cabelo está enrolado em uma toalha, em estilo turbante. Ela retira de cima da sua orelha. —O quê? —Meu chocolate. — Cruzo os braços, pronta para rasgar a coisa toda de sua cabeça se eu descobrir que ela comeu. —Cadê? Seus olhos se dirigem ao Hayden. Ele balança Hayden comeu.

a cabeça. —

—Eu não! — Ele aponta o dedo para Leah e olha para mim. —Foi tudo ela. Meu telefone toca, salvando-os ambos. —Isso ainda não acabou. — Com esse aviso sinistro, Leah se tranca em seu quarto, e Hayden fica no chão perto da televisão, cavando para as pilhas fugitivas do controle remoto. Vasculhando a minha verifico o visor. Jaxon.

bolsa,

eu

encontro

meu

telefone

e

Franzindo a testa, eu atendo e coloco ao meu ouvido. —Olá? —Jordan. — Sua voz é alta. Com o barulho da música, copos tilintando, e riso no fundo, eu acho que ele está em um bar em algum lugar. —Você viu o jogo? Eu cerro os dentes. —Eu vi o suficiente. —O suficiente para saber o que está acontecendo com Brody?


—Você também? —Eu também? — Ele ecoa. —Você acha que a maneira como ele jogou esta noite é minha culpa também? —Bem ... em parte, sim. Eu me viro e me agarro ao balcão, meus dedos apertados no telefone. —Isso é tão injusto! —Então Brody fracassou em sua prova e, em seguida, ambos não falam um com o outro durante três dias inteiros. Não é preciso ser um gênio para descobrir isso. —Você sabe que ele falhou? E descobriu o que? Pare de falar em enigmas. —Claro que eu sei que ele falhou, — diz ele, impaciente. —Brody claramente tem problemas. E quando algo o perturba, ele só empurra todo mundo a distância. Ele pode fazer isso comigo porque eu sou da família. Eu realmente não estou indo a lugar nenhum, você sabe? Você é boa para ele, Jordan. Não deixe ele fazer isso com você, ok? —Eu tentei, ok? Ele só me empurrou mais longe. Não tenho certeza se posso ajudá-lo. —Você tentou uma vez. Se essa é a sua definição de tentar, então é patético. —Lindo, — eu cuspo fora. —Por favor, Jordan? — O ruído de fundo suaviza, e eu sei que ele saiu. —Brody não me ouve. Eu sou um bom estudante. Ele acha que eu não entendo. —Entender o que? — Eu pergunto, cautelosa. —Entendo o que é ser disléxico — diz ele. Eu bato contra o armário da cozinha atrás de mim. —Você sabe sobre isso também? Claro que eu sei dessa porra também. Ele só não sabe que eu sei. Talvez ele pense que eu vou pensar menos dele por isso, como se ele fosse burro. —Não...


—Eu sei, eu sei. Não diga burro. —Mais silêncio. —Venha esta noite. Depois do jogo. Eu cedo e concordo. As 23 hs me encontro na porta de Brody em um lindo vestido branco cinturado, as tiras finas me fazendo tremer. O que eu estou pensando? Que eu vou convencê -lo com um pouco de pele? Eu sou uma idiota. Está comprovado, mas é tarde demais para correr para trás e colocar blusão e shorts de ginástica. Eu me sinto muito mais confortável sem essa arrumação. Respirando fundo, eu bato fortemente na porta da frente. Nenhuma resposta. Mais uma vez. Droga. Retirando meu telefone, digitando uma nova mensagem ao Jaxon. A quantidade de tempo que eu dei para ajudar Brody quando eu deveria estar focado no meu próprio futuro me assusta. Tem tudo sido em vão? Jordan: Onde está você? BigBananaBoy: No nosso caminho agora. Eu balancei minha cabeça, pronome que Leah usou para adicionar Jaxon como um contato. Eu nunca tenho tempo para mudar. Pés barulhentos e bêbado riso masculino ecoam até a escada, colocando meus nervos na borda. Estar fora tão tarde e sozinha provavelmente não é inteligente. Jordan: Eu vou embora. Bigbananaboy: Prometo.

Não!

Não vá. Estaremos ai em 10 min...

O nível de ruído aumenta, a escada cospe uma pilha de rapazes para o corredor. Eu pressiono as costas contra a porta atrás de mim e dobro meus braços, fazendo o meu melhor para parecer discreta. A provocante risada suave me varre quando eles seguem o seu caminho ao longo do corredor. Meus olhos seguem o grupo sem virar a cabeça. Arrepios de apreensão sobem na minha pele quando eu vejo Kyle entre eles.


—Se isso não é a pequena estrela de futebol do Brody, — ele insulta, os olhos de álcool vidrados sobre mim. —E você não está parecendo super doce esta noite. Ele dá um passo em frente a mim, me banhando em vapores de cerveja. Eu mantenho a minha cabeça erguida, o olhar para frente, enquanto seus amigos bêbados continuam a sua maneira alegre pelo corredor. —Qual é o problema, querida?— Ele roça as costas dos seus dedos na minha bochecha. —Não me toque. — Eu sacudo minha cabeça para longe, deixando sua mão suspensa no ar por um momento antes de ela cair ao seu lado. —Será que aquele idiota te deu o fora? Meu estômago revira, fazendo minhas mãos tremerem. Eu aperto os punhos até as unhas cravarem em minhas palmas. —Chame-o de idiota mais uma vez. — Eu levanto o meu queixo, encontrando seu olhar com olhos duros. —Atreva-se. Kyle ri. —Você é pior do que eu pensava. Ele pressiona seu antebraço contra a porta em cima de mim, trazendo-o para mais perto. — Mas você não deve se preocupar tanto. Brody não é o cara legal que você parece pensar que ele é. —Por que você se importa? — Coloco meus braços entre nós, eu o empurro. Ele cambaleia, pressionando uma mão para a parede atrás dele para endireitar-se. —Eu não. — Seus lábios impressos em uma linha fina, sua irritação transbordando. —Eu só estou cansado que ele tenha tudo o que ele sempre quis. —Porque ele tem tudo o que você sempre quis, você quer dizer? —Sim, — Kyle sibila. Cambaleando de volta para mim, ele enfia um dedo no meu peito com força suficiente para machucar. —Alguém precisa levá-lo para baixo um degrau ou dois. —E o quê? — Eu estalo. —Você decidiu que era o homem para o trabalho? —Vejo? Eu sabia que você era uma menina esperta, — Kyle canta e segura minha bochecha direita na palma da mão. —Eu gosto de garotas inteligentes.


—Sim? — Eu arranco sua mão. Minhas pernas estão fracas e trêmulas abaixo de mim, meu show de bravata começand o a desaparecer rapidamente. —Porque para alguém que é supostamente inteligente o suficiente para ser TA do Professor Draper, você é um maldito idiota. —Um idiota? — Kyle inclina a cabeça, e pela primeira vez ele parece instável, como se algo dentro de sua cabeça estivesse fora de equilíbrio. Uma mecha de medo real serpenteia pela minha espinha. Quando outro conjunto de vozes ecoando chegam até nós a partir da escada, ele dá um passo vacilante para trás. Alívio varre sobre mim. —Eu vou te ver em sala de aula, — diz ele, e meus olhos seguem seu recuo de volta pelo corredor. Ele desaparece dentro do mesmo apartamento como seus amigos, e eu suspiro minha próxima respiração, curvando porque eu não posso mais me segurar. Eu não posso fazer isso. Eu não posso ser a força que Brody precisa. Eu mal tenho o suficiente para mim. Eu começo a ir para casa, minha cabeça para baixo quando eu procuro o meu telefone. Eu não encontro. Jaxon aparece. Brody e Damien seguindo pelo vão das escadas atrás dele, bêbado e cantand o sobre um lustre balançando. Devia ser engraçado, mas tudo que faz é quebrar meu coração. Brody está lentamente rasgado aos pedaços, e tudo o que posso fazer é fugir. A canção de Brody para. Ele se assusta por um momento, cor drenando de seu rosto quando ele me vê. Então seus olhos me devoram incapaz de obter o suficiente. Eu quero fazer o mesmo. Já se passaram três dias desde que ele saiu do campo, ainda que se parecesse como uma vida atrás. —Brody. Minha voz é baixa, mas ele sacode como se o som fosse um tapa na cara. —Oque você quer? Meus olhos pressionam levemente para Jaxon, que me dá um encorajador polegar para cima. Eu balanço minha cabeça e volto para Brody, de modo algum incentivada. — Eu quero conversar.


—Não, — diz ele, seu tom áspero e cortante. Ele inclina a cabeça. —Mas podemos foder, se quiser. Damien engasga com uma risada. Eu tenho que morder o interior das minhas bochechas para forçar as lágrimas a não caírem. O homem diante de mim se sente como um estranho. Eu quero sacudi-lo e encontrar o verdadeiro Brody dentro. —Por favor. Não. Este não é você. —Cristo, Jordan. Você está começando a soar como um disco quebrado. —Brody revira os olhos bonitos teatralmente. —E você está errada. Sou eu. —Ele sorri ironicamente, batendo Damien nas costas quando ele afia o seu caminho em torno de nós. —Certo Damien? —Não me inclua em sua briga doméstica, cara. — Damien ergue as mãos, andando para trás em direção a sua porta do apartamento. Tilintando um conjunto de chaves na mão, ele aponta -os em Brody. — É por isso que você não deve ficar com uma garota mai s de uma vez. Jaxon dá um passo em minha direção e fala — Eu sinto muito. Eu balanço minha cabeça. Não há nada que eu possa fazer. Não quando ele está assim. Beligerante, bêbado, indiferente. Quando eu passo por Brody para sair, seus dedos cobrem ao redor do meu bíceps, uma algema de aço que me prende. Ele traz o rosto para o meu então fecha seus olhos, que são tudo que vejo. Eles são escuro e inabaláveis, e tão frios que sinto a dor dele. —Deixe-me ir, — ele sussurra duramente. Seus olhos caem para meus lábios por uma fração de segundo antes de voltar para os meus olhos. —Você tentou, mas eu vou deixar você fora do gancho. Eu não sou seu problema mais, Jordan. Vá procurar outra pessoa pra depositar sua pena.


Eu bato na porta da minha casa de família com os ombros curvados e os olhos escondidos atrás de óculos escuros. É claro que quando eu traguei meia garrafa de Jack na noite passada eu não tinha pensado sobre o passeio a cavalo que prometi a Annabelle hoje. Minha mente ainda estava presa em meu confronto com a Jordânia na noite passada. Sua decepção era tão espessa que eu poderia prová -la. As expectativas de Jordan tinham sido muito altas. Eu só consegui falhar mais espetacularmente, para não mencionar humilhante. E como o pau que sou, segurei-a com todo o requinte de um trapalhão com a bola no Super Bowl. Caminhando com as mãos no bolso da minha calça jeans, eu me viro cegamente para a rua. O Sr. Lewis está aparando as bordas de seu gramado como ele faz todos os domingos. O gajo é um puro trabalhador, nunca deixa uma folha fora do lugar ou uma folha de grama em tamanho maior. Eu sempre achei que ele fosse um militar aposentado, mas é verdade. Ele nunca me deu a hora do dia, não nos quinze anos desde que ele e sua esposa se mudaram para o bairro. Talvez seja porque meu pai é um político, ou talvez ele me veja como seu atleta autointitulado estereotipado. De qualquer maneira, eu não o culpo. Eu me manteria afastado de nossa família também se eu tivesse a escolha.


No entanto, não vejo o velho Lewis mover-se lentamente para baixo, arrancar uma erva daninha firme em suas mãos. Eu vejo o cabelo mel e rica pele dourada, olhos azuis ferozes e infundidos com emoção. Eu vejo um anjo doce o suficiente para tentar o diabo do lado escuro. E agora ela se foi, eu me lembro de minha mente indo para o nosso argumento da noite passada. —Eu não estou tentando salvá-lo, — ela me disse. Minha resposta insensível ecoou pelo corredor para pudessem ouvir. Só que éramos apenas nós. Jaxon desapareceram dentro do apartamento, deixando Jordan conversar. —Então, você não deve ter dificuldade para sair,

que todos e Damien e eu para você tem?

Sua coluna ficou em linha reta, sua força sem fundo. Eu não tinha ideia de onde ela foi a partir dai. Isso me fez querer sacudi -la. Perca o controle, Jordan. Maldição. Grite e me insulte. Tornaria mais fácil para mim empurrá-la para longe. Jordan empurrou o braço do meu aperto. Ela não veio para mim. Claro que ela não fez. Sua integridade foi premiada. Isso só me reduziu ainda mais. —Adeus, Brody, — ela forçou a sair por entre os dentes. Virando-se, ela se afastou, seu corpo de pernas longas caminhando em direção à escada e fora da minha vida. Isso era o que eu queria. Mas não era. —Espere! Jordan parou e olhou para mim. Seus olhos estavam nublados, sua luz escondida atrás de uma capa grossa de nuvem. Atrás dela, o corredor estava escuro e vazio, a iluminação de merda. Eu sabia que o estacionamento não era melhor. Eu andei em direção a ela. —Você veio aqui sozinha? —Sim, eu vim aqui sozinha. Minha mandíbula se apertou. —Não faça isso de novo. Passando por ela, eu me virei para dentro da escada. Jordan batiam nos degraus atrás de mim, então eu sabia que ela estava seguindo. Ao contrário do que se poderia pensar, disse ela à minha volta, seu desdém abundantemente claro, — você realmente não tem o direito de me dizer o que fazer.


Eu bati como um elástico. Com uma virada brusca, eu parei no degrau, meus dedos se enroscaram no corrimão porque foda -se; Eu tinha bebido muito e eu provavelmente iria tombar. Jordan hesitou, parando antes que ela batesse em mim. Comigo um degrau abaixo, ficamos ao nível dos olhos um do outro. —Você veio aqui sem ser convidada, sozinha, tarde da noite, na escuridão de um raio! O que você estava pensando? Oh, espere, — eu mordi para fora e ela recuou um pouco,— você não estava! Eu estava irritado, mas eu não queria um argumento, então eu dei-lhe as costas e continuei me mexendo, meu ritmo descendo as escadas numa corrida cortada. —O que eu estava pensando? — Ela sussurrou sua indignação subindo quando ela correu atrás de mim. —Que você estava lidando com isso como uma criança! Está empurrando todo mundo longe e ficando bêbado na única maneira que você pode lidar com a decepção? A nota deste exame foi realmente o fim do mundo? —Sim! — Gritei. Saímos para a noite fria, e eu me virei. Encaramo-nos por um momento aquecido amargo. —Meu mundo! Minha carreira no futebol. Eu mal mantive minha cabeça acima da água através da faculdade, — eu continuava a gritar. —Três anos longos e difíceis do meu GPA sentado na beira de uma faca. Se eu falhar, a minha elegibilidade para jogar já era. Jordan deu um passo em minha direção. —Portanto, obtenha uma dispensa acadêmica! Reúna-se com o reitor da universidade. Fale com o Professor Draper e refaça o teste maldito. — Ela me espetou no peito, duro e contundente. —Você tem opções, e em vez de usá-las, você explode um jogo e afoga suas mágoas malditas com barris de cerveja como se fosse tudo muito difícil. —É muito difícil! — Gritei. —Eu fiz tudo que você me pediu, e eu ainda não consegui, então qual é o ponto de refazer o teste? Este não é um filme de sentir-se bem onde eu me formo, porque você me tutelou por alguns meses. Na vida real, o cara não fica com a garota e o time não ganha o campeonato. A vida real é feia e bruta, e é uma merda. —Então você está desistindo?


—Maldição, Jordan! — Frustração enegrecendo as bordas da minha visão. —Eu não estou desistindo. Eu estou tentando aceitar meus limites! Farto peguei as chaves penduradas na ponta dos dedos e caminhei para seu carro. Minhas pernas se moviam lentamente. Admitir a derrota não me fez mais leve. Foi um tijolo de cimento ao redor do meu pescoço, me puxando para baixo. —Sinto muito! — A voz de Jordan rachada. Se eu estava me perguntando o quão longe eu poderia empurrar até que ela quebrasse, era isso. —Sinto muito, — ela sussurrou. Eu parei no meio do estacionamento. Minha cabeça inclinada para trás e os olhos fechados. Toda a minha raiva caiu, desaparecendo em um abismo. Renúncia levantou-se em seu lugar. Quando me virei, Jordan estava congelada. Metade do rosto nas sombras, mas a outra parte exposta pálida com o brilho de lágrimas. Uma transbordou. Bile subiu por minha garganta enquanto eu assistia serem derramadas por sua bochecha. Eu engoli o sabor amargo e me forcei a falar. —Você acreditou em mim. Você me fez acreditar em mim mesmo. Maldita seja por isso. O senhor Lewis me arranca a memória de ontem à noite ao acelerar sua máquina de cortar gramas. Meus olhos seguem s eu progresso. Ele chega ao final da unidade, suas bordas agora em formação impecável. Depois de desligar o motor, ele olha por cima. Por um breve momento ele olha, sobrancelhas erguidas como se estivesse me presenteando com um quebra- cabeça. Surpreso, eu levanto a mão em saudação casual. Ele não me responde. Avançando em direção a garagem aberta, ele abaixa o cortador de gramas e leva para baixo seu soprador de folhas. Ouvindo a porta abrir, me volto. Hattie me cumprimenta com um sorriso, luvas de prato amarelo brilhante cobrem suas mãos. —Hey, Hattie. Ela dá um passo para o lado, me deixando passar. —Senhor Brody. —Apenas Brody. — Eu digo como eu sempre faço.


Hattie acena com a concordância de costume, mas ela nunca cede. —Eles estão em um almoço de caridade hoje, ela me informa, antecipando minha pergunta. Minha próxima respiração é um pouco mais calma quando eu passo dentro do foyer estéril. —É Brody? — Annabelle grita lá de cima. Meu coração acelera. —Sim, sou eu, — eu digo de volta. —Você está pronta para ir? O quarto da minha irmã é o único espaço na casa que não sente frio e vazio. As paredes são cor de rosa bebê. Frescuras cobrem sua cama, fadas pintadas à mão espalhadas nas paredes, e um gotejante lustre em cristais rosa pende do teto. Quando se trata de Annabelle, não se trata de estragar todos os seus caprichos, é sobre a promoção de todas as coisas “bonitas”. Com a redecorarão completa, ela me enviou uma mensagem com as fotos:— Parece que Tinkerbell vomitou no meu quarto. Eu odeio isso. —Oh, ela está pronta para ir, tudo bem, — murmura Hattie sob a respiração. Eu pego uma ligeira contração em seus lábios antes que ela desapareça na parte de trás da casa. —Apresse-se, Annabelle! — Eu grito ansioso para sair. —Os estábulos estão nos esperando. A égua de Annabelle é mantida na Mallory Rancho e Estábulos. Nossos pais encorajam ativamente atividades extracurriculares, como andar a cavalo ao lado de seu balé. Ela está realizando salto equestre, uma segunda língua, e aulas de comportamento. Tudo parece bom em teoria, mas deixa-me doente por dentro. Minha irmã é franca e com um espírito brilhante, feliz, mas eles estão lentamente quebrando -a e preparando-a como uma esposa troféu para o futuro. —Estou chegando! Mantenha seus cavalos, — ela responde com um riso bufando. Momentos depois ela está fazendo seu caminho descendo as escadas, com as costas retas, queixo erguido, e mão arrastando o corrimão como uma entrada de rainha da beleza. Minha boca cai aberta. Não é a blusa, calças de montaria e botas de montaria que captam minha atenção. E o resto. É um festival de cor.


Sua boca, um sorriso praticado brilhante. O movimento banha sua roupa em um arco-íris de brilho. Meus lábios pressionam juntos. Não ria. Não posso sorrir. —Uau Moo Moo. — Eu arranho no meu queixo assim quando eu a olho, em uma perda completa. —Estamos indo para o carnaval ou algo assim? Eu não deveria ter dito isso. Annabelle vacila, o lábio inferior arqueia. —Você não gosta? —É um... — Eu limpo minha garganta. —Você não é um pouco jovem para maquiagem? Ela bufa. De nenhuma maneira, ela empurra o degrau e recolhe a bolsa no cabide da parede de entrada. —Você fala como mamãe. —Você usou coisas da mamãe? O sorriso de Annabelle é um de satisfação. Isso significa que ela deixou para trás uma bagunça grande o suficiente para causar dor. —Sim. Minhas chaves tilintando quando eu as tiro do meu bolso. Insistir que Annabelle lave o rosto só vai fazer seus saltos cavarem ainda mais. —Você tem um desejo de morte? —Não seja dramático. — Ela revira os olhos incrustados com faísca quando nós deixamos um adeus rápido para Hattie antes de eu puxar a porta atrás de nós. —Ela não vai me matar. Embora ela possa cagar um tijolo. Eu destravo o carro. —Cagar um tijolo? —Sim, você sabe, — diz ela enquanto ambos subimos no carro. —Esguicho Hershey 21. Minha boca cai aberta. —Hershey quê? —Surtar! Isso significa a aberração. — Annabelle balança a cabeça quando eu dou a volta para fora da rua. Um particularmente perniciosa, desagradável, forma de diarreia em que a vítima sente a necessidade de passar o gás, mas merda em vez de líquido vem esguichando, resultando em uma cagada muito desagradável nas próprias calças, muitas vezes em um local público ou de outra forma implacável, longe de ser em uma latrina. 21


—Você precisa moderar sua linguagem. —Você parece o velho Lewis. —Não o chame velho Lewis. —Por que não? — Ela atira de volta. —Porque é falta de educação. Nós dirigimos passando pela casa do nosso mencionado vizinho. Ele está ocupado soprando a grama aparada para fora de sua garagem. Com o vento ele os empurra em todo o gramado dos meus pais. Uma olhada pelo meu espelho retrovisor me diz que o velho está bastante satisfeito com isso. —Você chama-o velho Lewis. Eu olho para minha irmã. —Porque eu sou um garoto de faculdade desrespeitoso. —Você não quer ser como eu. Annabelle é incomumente tranquila nos quarenta minutos de carro para os estábulos. É enervante. Quando chegamos à propriedade e escolho uma trilha, ela ainda está muda. Cavalgando lado a lado, olho em frente para ela. Ela está mordendo o lábio, borra ndo fora o batom vermelho que é velho demais para seu rosto jovem. O que quer que esteja em sua mente, ele irá acumular e explodir se não sair em breve. —Como está a escola? A voz dela é curta. —Boa. —E os seus amigos? Rachel? —Bem. —Inferno, — murmuro sob a minha respiração. Tem que ser meninos, o que talvez explique a tentativa de maquiagem. Como posso abordar esse assunto? Eu não sou o pai maldito aqui. —Tem alguém que está te assediando? Porque os meninos podem ser paus quando gostam de uma garota. Eu me encolho atrás dos meus óculos de sol. Ontem à noite comprovei que isso não muda à medida que envelhecem. Eles só crescem em paus maiores.


—… meu irmão mais velho. Eu fico confuso com a resposta de Annabelle. —Desculpa? —Eu disse — ela enuncia mais alto — Que ninguém se atreveria a me intimidar. Não com o Grande Brody Madden sendo meu irmão mais velho. O Grande Brody Madden. Eu torço o nariz para o termo ridículo, mas vindo dela me preocupa. A percepção pública pode mudar na queda de um chapéu. Você joga um bom jogo, você se torna um deus. Você joga mal, você é jogado na fogueira junto com as pessoas próximas a você. Minhas mãos apertam as rédeas. — Você vai me dizer se isso mudar, certo? —Sim, Brody. — Ela revira os olhos e brilho névoa no ar. —Eu vou deixar você saber se você parar de ser grande. —Você sabe que não é o que quero dizer. Estou falando sério aqui. Eu não quero que ninguém perturbe você se eu for mau em um jogo. —Ninguém está fazendo isso comigo. Nós alcançamos a marca de meio caminho de nosso passeio de trilha, e ainda estou para descobrir o problema. Concedido, eu não cavei até agora, mas ela só tem oito anos. Se não é escola, amigos, ou meninos, o que mais poderia ser? —Moo Moo ... — Eu começo e suspiro. Meu cavalo bufa alto debaixo de mim, sem dúvida sentindo a minha frustração. —Você tem um apelido para ela também? —Eu o quê? Os olhos de Annabelle caem para suas rédeas e seu lábio inferior pica para fora. Eu entendo o que ela fala, e a pequena bomba cai sem decepcionar. —Para sua namorada. — Sua voz é pequena, quando ela está tentando parar a dor. Isso poderia muito bem ser uma mensagem. Minha ressaca atinge um novo patamar. —Por que você nunca me falou.


Inferno. Nunca foi minha intenção de esconder a Jordan de Annabelle, mas Jordan é minha, exatamente como o futebol é. Algo só para mim. Jordan e futebol por um lado, a família e seu drama e responsabilidade sobre o outro: uma divisão subconsciente. —Como você sabia? Nosso pai impõe uma proibição geral de mídia social e ESPN. —O pai de Rachel ——ela responde. Claro. O pai de sua amiga é um fã fervoroso. Phil assiste aos jogos religiosamente. Todos. Ele é um cara grande, impetuoso e áspero, mas também quente e alegre. Nas várias ocasiões que eu o conheci, ele está jorrando opiniões detalhadas sobre os meus últimos jogos. Enquanto eu não tomo o seu conselho não qualificado, só faz a falta de interesse mais nítida em meu pai. —Eles tinham ESPN, — ela acrescenta. —Houve um especial sobre o próximo projeto. —E você assistiu? Eles me listaram como um primeiro projeto de previsão para a próxima rodada. Eles também mergulharam na minha vida pessoal, transmitindo um pouco de slide show dinâmico de Jordan e eu juntos. Fotos engraçadas levantada a partir de Facebook. Nós saindo do East Side depois do Café de mãos dadas. Aquele beijo no campo de futebol antes do jogo de Jordan. —Sim, eu assisti. Jordan Elliott. —Ela cacareja sua língua, incitando seu cavalo em um clipe rápido. —Parece o nome de um menino. —Seja agradável — eu estalo, e me aproximo dela. —Por que eu deveria? Você está escondendo coisas de mim. Você sabia que ela é pobre? —O quê? —Papai fez uma verificação de antecedentes. Arrepios quentes e frios pinicam minha pele. —Ele o quê? —Você me ouviu. Você acha que ela está atrás de seus milhões do futuro? —Eu ... Não! Droga, Annabelle. Você está sendo ridícula.


Ela puxa as rédeas em seu cavalo, seu olhar escaldante sobre mim. —E você está sendo usado. Chegamos a um impasse. Ambos os cavalos descansam na fuga, as caudas se contraindo quando eles sentem o nosso agravamento combinado. Eu abafo um suspiro. —Desculpe-me, eu não lhe contar sobre a Jordan. É um pouco complicado. —Complicado como? — Annabelle escava seus saltos estribos. Parece que não estamos em movimento até que....

nos

—Jordan acreditou em mim. — Não é até que eu digo as palavras em voz alta que eu percebo o quão bom que a crença me fez sentir. Seu queixo se projeta para fora. —E eu não? —Eu sei que você faz Annabelle. É só... Eu queria que ela acreditasse sempre em mim. —Você sabe como mamãe e papai são. Quando eles me veem. Eu queria manter Jordan longe disso. Longe de suas palavras de ódio e sua decepção constante. Eu não que ro que ela me veja do jeito que eles fazem. —Eu não odeio você. — Uma pequena borboleta amarela passa entre nós. Seus olhos se prendem nela e seguram, seguindo-a até desaparecer atrás de uma árvore. Quando seus olhos voltam aos meus, eles estão amplos e infantis. —E eu sou bonita como ela é também, certo? A razão para o rosto pintado torna-se clara. —É por isso que você está usando maquiagem, querida? Você acha que se você colocar todas essas coisas em seu rosto as pessoas vão gostar mais de você? Seu queixo se projeta ainda mais. —Rachel diz que você vai me abandonar agora que tem uma namorada. Eu abafo um suspiro profundo, desgostoso e mantenho seu olhar, minhas palavras firmes. —Eu não vou abandonar você, Annabelle. Suas sobrancelhas sobem convencida. Como eu vou desfazer anos de danos que minha mãe fez com ela, em apenas alguns minutos? Jordan saberia o que dizer. Um mestre das palavras certas no momento certo, ela seria boa para Annabelle. O modelo perfeito.


Vozes e barulho de cascos estão chegando atrás de nós, eu tomo ambas as rédeas e ordeno os cavalos a seguirem. Nós começamos a nos mover novamente. —Jordan não usa maquiagem. Muitas vezes não, pelo menos. Eu olho para a minha irmã. Seus olhos estão fixos à frente, mas seus ombros se endireitam. Ela está ouvindo. Eu sigo em frente. —Ela me lembra de você. Jordan fala o que pensa. Ela é inteligente e intuitiva. Sempre que um assunto fica muito estressante, ela solta uma piada, tornando tudo mais leve. Nós dois gostamos de esportes e falamos sobre ele e jogamos. Ela é tão talentosa com uma bola de futebol, Moo Moo. Quando eu assisto a seu jogo... —Eu me perco nela. — Completamente e totalmente perdido, e quando penso em todo o tempo que passou comigo enquanto ela poderia ter estado treinando, foi um desperdício. Um desperdício de esforços. No entanto, eu não levaria de volta um minuto. —Ela tem um grande sorriso e um coração ainda maior, e eu gosto de estar com ela por causa disso, não por causa do que ela coloca em seu rosto. É isso aí. Eu não tenho nada mais. —Você vai se casar com ela? Eu quase ri do choque, mas a expressão de Annabelle é solene. Meus lábios pressionam juntos. Eu pensei sobre isso. Eu sei que eu quero Jordan no meu futuro, mas o caminho que preciso provar a mim mesmo ofusca tudo e eu não posso fazê-lo parar. —Não, querida. — Isso pesa em mim como uma âncora. —Eu não. Nós terminamos nosso passeio e fomos para casa. Outra onda de brilho decora a atmosfera quando Annabelle fica fora do car ro. —Você vai lavar essas coisas fora de seu rosto agora? Os lábios de minha irmã se contorcem. —Eu não sei. Eu acho que mamãe deve vê-lo pela primeira vez. —Eu não tenho certeza que é inteligente. — Coloco as chaves no bolso, eu a sigo até a varanda. —Inteligência é para nerds. Eu sou uma senhora em andamento. Minha voz é severa. —Annabelle.


Sorri. —Estou brincando! Eu dobro minha irmã em um abraço, pegando-a. A nossa diferença de tamanho é quase cômica. Seus pés deixam o chão e batem em meus joelhos. Bracinhos ossudos envolvem em torno de meu pescoço, num abraço apertado. Mãe de Deus, ela é tão preciosa que faz doer. —Eu te amo, Moo Moo. Não deixe que mudem você, ok? Colocando-a de volta para baixo, eu coloco minha mão em suas costas e empurro-a para dentro da casa. Eu sigo para trás. Os olhos de Annabelle se incendeiam. —O que você está fazendo? Meus passos vacilam minha voz firme. —Eu estou indo lá dentro. —Você deve ir, Brody. —Vai ficar tudo bem,— eu minto. —Basta ir pro andar superior e lavar o rosto, ok? —Annabelle? — A voz de nosso pai está vazia e desprovida de calor, mesmo para sua própria filha. —É você? —Brody, — ela sussurra, mas eu não posso acalmá-la agora. Fúria está construindo rapidamente, fazendo-me tremer. —Vá! Ela corre até as escadas, com as pernas levando-a rapidamente. Momentos depois, meu pai aparece na entrada, o clique de seus sapatos polidos altos no silêncio. Cada som dos seus passos deliberando em meus ouvidos. O paletó permanece no lugar, sua gravata um nó perfeito Windsor que eu nunca consegui dominar. Suas narinas se abrem a única indicação descontentamento com a minha presença. —Filho.

de

seu

O desprazer de meu pai não significa nada. Eu não estou aqui para irritar as suas penas perfeitamente alinhadas. Estou aqui para rasgar o filho da puta para fora. Minha voz sai em algum lugar entre um grunhido e um silvo. —Você é um filho da puta.


Ele para na minha frente, olhos castanhos se estreitando pra mim. Eu sempre pensei que olhos castanhos se assemelhavam a calor, como o calor do uísque deslizando para baixo em sua garganta, mas os seus não estão vivos... Eles são um vácuo emocional. —Verificou a vida dela? Sua mandíbula aperta. Ele sabe. —Eu nunca investiguei as suas putas, Brody, mas quem você assume como sua namorada... Eu corto. —Isso não faz parte de seus negócios. —Mas reflete em todos nós. Negligenciar as informações do meu escritório é um descuido grave. Sua escolha foi feita com uma grave falta de julgamento, e isso não me surpreende. —Uma grave falta de julgamento? Você não sabe nada sobre Jordan! —Eu sei os fatos. Eu sei que você precisa escolher alguém que se encaixe com o nosso modo de vida. Os eleitores não vão gostar de ver o meu filho namorando uma estrangeira. Não é bom para as urnas. Se você precisar de ajuda, entre em contato com meu escritório e eu vou ter a minha secretária organizando uma lista de aprovadas. Ele se vira para sair, me dispensando. Meu temperamento rasga e eu grito. —A Jordan não é uma decisão de negócios! Ele se vira para trás. Clique, clique, clique, ele caminha em direção a mim, dentes à mostra e temperamento queimando. —Eu dei-lhe a melhor chance de uma educação e o que você me da? Nada! — Ele ruge, as veias em sua garganta se avolumando perigosamente. Minhas costas permanecem em linha reta sob seu ataque. —O mínimo que você pode fazer filho, é o que eu disser para você fazer! —Foda-se, papai. — Meu brilho é branco-quente, raiva fervendo em mim. —Você me deu nada que importa. Nada! — grito, apontando um dedo em seu peito. Quando se trata de Jordan, ele não tem voz. Eu não o quero em qualquer lugar perto dela, manchando -a com seu ódio. Ela é tudo o que ele não é, e que não pode ser. Nunca. —E Jordan... — Minha voz se reduz a um sussurro rouco e minha mão desce para o meu lado... — Ela me deu tudo o que sou.


E eu fiz mais do que simplesmente jogĂĄ-la fora. Eu a esmaguei no chĂŁo.


Meus tênis chiam, e o som de luvas de boxe conectando com carne ecoam pelo grande espaço. Grunhidos altos e gargalhadas competem com as batidas da música heavy metal e o cheiro de suor no ar. Treinador acredita em manter nossos exercícios em dias. O treino semanal é brutal e a sessão desta manhã não poderia ter vindo em melhor hora. Minha vida é uma porra em grupo. Estou esperançoso que alguns socos afiados coloquem algum sentido na minha cabeça. —Qual é o problema, garoto bonito? — Carter soca suas luvas de boxe juntas e vem para mim, sem hesitação. —Medo? Eu respiro fundo e bato os olhos fechados na minha emoção. Nós dois estamos despojados com shorts de ginástica e artefatos de uso semelhantes, nossos corpos uma bagunça molhados de suor. Os proeminentes braços do quarterback socam na parede, mas ele não me trouxe abaixo ainda. Carter oscila um gancho de direita, o seu grande bíceps pesado vindo até mim tão rápido como um borrão. Eu torço fora do alcance e seu punho se conecta com o ar.


Dou-lhe um sorriso zombeteiro, exibindo meu protetor de boca azul brilhante. Carter e eu somos de construção semelhante, a nossa força uma partida comparável, mas onde ele é mais rápido, eu tenho mais paciência. A melhor maneira para ele perder o sangue frio é quando eu jogo algumas provocações. —Isto não é nem sombra de boxe, cara. Você bate como uma menina. —Sim? — Ele bate a minha bochecha com a luva, o movimento destinado a irritar. Ele faz. Eu empurro a cabeça para fora do alcance. —Bem, você parece cansado, princesa. E você me atingiu como uma água-viva. Minha luva de boxe vermelho brilhante se conecta com suas costelas. Ele resmunga, apertando seus abs. para diminuir o impacto. —Água-viva é imbecil. Com seus punhos enluvados entre nossos peitos, ele me empurra para longe. Eu revido e ele tropeça para trás. Usando o tempo para me recuperar, eu enxugo o suor da testa com o meu antebraço. Quando Carter chega à fronteira do tapete, eu coloco minha cabeça para baixo e avanço, abordando o meu companheiro de equipe até que eu levo-o para a direita fora da borda. —Brody! Viro a cabeça na pancada. Bam! O punho de Carter é uma marreta. Meus olhos escurecem visão nublada pela dor ao redor da minha cabeça como uma bola de pingue-pongue. Antes que eu possa piscar, meu corpo atinge o tapete e a risada de Carter vem de algum lugar muito longe. —Maldição — eu xingo, balançando a cabeça para limpar a minha visão. Ele aparece em cima brilhando com seus sapatos pretos. Meus olhos lhe seguem, após o terno intelectual, meu tio. Suas narinas estão flamejantes e decepção escorre de cada um de seus poros. Meu orgulho altivo quando eu fico de pé. Não é fácil, mas ele não me ajuda e por isso eu sou grato. De pé, eu seguro a palma da mão para Carter me dá um tempo. Ele dá de ombros e caminha fora do tatame, pegando a garrafa de água do chão.


Puxando a mão livre da minha luva de boxe, eu arrasto o meu capacete e tiro meu protetor de boca, dando ao meu tio um olhar duro. —O que você quer? Ele vai direto ao ponto. —Eu quero falar sobre a sua graduação. Meus olhos fazem uma varredura rápida do centro de treinamento. Ninguém está prestando atenção. —Eu estou no meio de uma sessão de boxe. Agora não é o melhor momento. —Quando é um bom momento? — Ele se encaixa. —Porque eu te dei muito dele para vir me ver e você puxou um ato de desaparecimento. O que está acontecendo, Brody? Observo o olhar impaciente que ele dá a seu relógio. —Nada está acontecendo — eu respondo o que é a verdade absoluta. —Portanto, não me deixe o fazer perder o pouco tempo que você tem de reposição. —Seu sarcasmo é devidamente Estou tentando ajudá-lo aqui.

anotado

e desnecessário.

Despejo a minha arte, eu me inclino e recolho a minha toalha e garrafa de água do chão. —Hmmm ... E última vez que tentou funcionou tão bem. Patrick dá passos se distanciando da esteira enquanto eu me movo pra fora, atirando a toalha em volta dos meus ombros e usando a ponta para limpar meu rosto. —Você sabe, quando você age assim você me faz lembrar-me de seu pai. Eu dou de ombros, fingindo que a farpa não atingiu a sua marca. Derrubo minha garrafa de água de volta, o liquido me refresca afastando o calor de seu insulto. Eu coloco a palma da minha mão sobre minha boca. —Tal pai, tal filho, hein? —Você não tem ideia — ele morde fora. Seu tom é amargo e tristeza escurece os olhos por um momento único. Algo subtendido para mim, um sussurro sombrio. Ele se foi antes que possa fazer sentido, mas seja o que for apresenta uma sensação de mal estar no meu intestino. —Estou perdendo alguma coisa?


Meu tio não me olhava nos olhos. —Algo sobre o meu pai? —Seu pai ... — Patrick começa e pressiona os lábios. —Meu pai … —Seu pai não merece você — diz ele, finalmente olhando para mim. —E eu acho que ele é um idiota absoluto. Olho para meu tio por um momento longo, duro, me choca e estou enraizado no chão. Sua compaixão inesperada é como água no deserto. Meus olhos formigam com o calor. Eu respiro fundo e pisco. —E daí que ele é? Minha voz é grossa e áspera. —Isso não muda nada. —Exatamente. Ele sempre estará lá dizendo como você não presta. Ele espera que você falhe. Ele quer apenas provar que ele estava certo. Então o que você vai fazer, desistir e deixá -lo vencer? Eu levanto o meu queixo. —Eu vou fazer o que for preciso para provar que ele estava errado. —Então, trabalhe mais duro, Brody. Frustração tem os meus dentes rangendo. —Como eu posso possivelmente trabalhar mais? Eu nunca estudei tanto na minha vida maldita. Eu tive que estudar muito. Eu sabia todas as malditas respostas e ainda assim eu não consegui. —O que aconteceu com a Jordan e sua tutoria? Um nódulo enche minha garganta. A dor de sua perda é nítida. O jeito que ela tem, seu cheiro de baunilha quente. O sorriso reservado que ilumina os olhos. O sulco que ela faz entre as sobrancelhas quando ela perde a paciência comigo. Eu engulo mais um gole de água e coloco o frasco em uma cadeira próxima. —Não deu certo. Patrick exala com força, sua desaprovação vindo alto e claro. Eu odeio isso... Isto de criança errante e ele não tem idéia do que fazer comigo. Eu quero atacar e dizer a ele que posso lidar com isso sozinho, mas claramente não posso. —Você não soube agarrar essa chance. Você não pode esperar milagres durante a noite Brody. — Ele chega no bolso do casaco e pega um cartão em branco. —Aqui.


Presumo que, sobrancelhas desenhando quando ele vira. Uma palavra está impressa na parte traseira. Dislexia. Balançando a cabeça, eu olho para o meu tio. Sua expressão mostra a mesma confiança lisa como meu pai, só a sua convicção vem com um pouco com superioridade legal e eu não suporto quando ele realmente acredita em mim. —É um especialista. Procure-o. Minhas sobrancelhas sobem em questão em silêncio. —O Programa padrão normal é projetado para ser esteticamente agradável, mas não é. Ele está inclinado a disseminar as palavras. — Disseminar? —Fazer letras e palavras semelhantes que parecem diferentes. É suposto ser mais fácil de ler. Estudos mostram que oitenta e quatro por cento dos leitores disléxicos podem ler o texto mais rápido do que a fonte padrão com menos erros. Ele dá de ombros quando ele diz isso, como se isso não fosse um grande negócio quando possivelmente poderia ser. —Eu estou usando-o para escrever a sua prova final, então eu sugiro que você comece a usar também. Outro olhar para o relógio. —Eu tenho que ir. — Patrick pega sua mala do chão e me dá um olhar duro. —Você pode fazer isso, Brody. Mantenha a tutoria e use o programa maldito. Se você não fizer isso, eu estou falando com o seu treinador e você está fora do time. —Obrigado — murmuro, minha voz amarga com sarcasmo. —Não me agradeça.— Seus ombros levantam em um encolher de ombros quando ele se vira para ir embora, por cima do ombro dizendo: —Agradeça a Jordan. —Espere. — Meus olhos seguem sua retirada por momento. —O quê?

um único

—O programa para o tipo de letra foi ideia dela — ele diz de volta, sem parar enquanto ele sai da academia.


Claro que isso tem Jordan escrito sobre ele. Derrota não está na sua natureza. Ela pode agora atravessar a estrada se ela me vê andando na rua, mas isto prova que ela não desistiu de mim ainda. Talvez a única maneira de nos corrigir é mostrar a ela que eu não desisti de mim também. Eu seguro o cartão com o meu polegar e o indicador e sorrio já me sentindo mais leve. Basta você esperar, Jordan. Eu estou voltando para você.

Semanas mais tarde, eu estou na minha mesa de estudo no meu quarto, enfiando duro na leitura. Eu verifico o tempo no meu telefone. Meu estômago afunda. Cinco minutos para meia-noite. Eu tenho duas finais para fazer para amanhã, um deles para a classe do meu tio. Meus olhos são corajosos, meu corpo cansado e golpeado de treinamento, e nada menos que um milagre vai me ajudar a conseguir isso. Dois jogos fora de casa, broncas infinitas, e até tarde da noite assistindo execuções tomou todo o meu tempo, não deixando nada para olhar sobre o novo material. Temos mais um jogo antes d as fases eliminatórias. Meu foco está nos Campeonatos Nacionais e na minha equipe, que estão dependendo de Carter e eu para levá-los até o topo. Inferno, por isso é a metade do Texas. E aqui eu estou preso no meu quarto, forçando-me a estudar para um teste de ética que tem o poder de destruir tudo. Eu jogo a minha caneta para baixo. A nova fonte tem feito uma enorme diferença na digitação das notas de estudo, mas o que estou lendo vem do livro, que não é nenhuma ajuda. Meus ombros e peito estão apertados com a frustração. Eu esfrego na dor, tentando aliviar de alguma forma. Toda a leveza de duas semanas atrás se foi. Eu nunca me senti mais para baixo do que agora. A pressão é esmagadora. Minha garganta se sente grossa e meus olhos queimam. Eu não posso fazê-lo.


Eu olho para o meu telefone, meu coração um caroço no meu peito dolorido. Notificações estão se acumulando na tela. Nenhuma é de Jordan. Seu silêncio nunca foi tão ensurdecedor, então é agora. Eu não abri o Facebook em dias. A mídia social é baixo no meu radar. A especulação sobre Jordan e meu relacionamento tornou-se forragem pública. Por um breve tempo fomos o novo casal de ouro, agora nós somos estranhos, fazendo com que o escrutínio se intensifique. Uma batida forte na porta me empurra de minha espiral. Eu giro na minha cadeira, irritado com a interrupção. Damien se sustenta no batente da porta, balançando o corpo e os olhos turvos. Depois de uma noite de bebedeira ele está em um estado de estupor completo. —Cara — ele fala e pisca excessivamente nos livros espalhados sobre minha mesa. —Estudando? Venha tomar um drinque com a gente. Voz masculina e feminina deriva da sala de estar, altas e agitadas. Damien trouxe sua festa para casa com ele. Não muito tempo atrás eu teria me juntado, mas os risos projetam pelo corredor como as unhas em um quadro negro. Eu cerro os dentes. —Eu não posso. Eu tenho que conseguir terminar isso. Ele pisca novamente como se estivesse vendo dois de mim. —Bem se apresse, então. Eu balanço minha cabeça. O pensamento de estar cercado por um grupo de pessoas bêbadas e despreocupados vira meu estômago. —Eu estou puxando toda a noite sobre este assunto. Damien encolhe e desaparece. Eu volto para meus livros, mas minhas pálpebras estão pesadas para baixo como tijolos, tão pesadas. Eu não posso lutar contra isso. Antes que eu saiba, minha testa bate na mesa e eu estou fora instantaneamente. A mão trêmula no meu ombro me acorda. Desorientado, eu levanto a cabeça quando Damien despeja algo na minha mesa na minha frente. Ele dá um tapa minhas costas e desaparece novamente. Respirando fundo, eu deslizo as duas mãos pelo meu rosto antes de chegar para o meu telefone. Quatro horas da manhã olha de volta para mim como sentença de morte. Eu estive fora por mais de quatro horas.


Furioso comigo mesmo, eu varro o braço, empurrando tudo da minha mesa. Livros caem em uma pilha batendo no chão. Não é o suficiente para acalmar a fera. Eu pego um aleatoriamente e começo rasgando páginas. Meu peito se ergue com os pedaços de papel em fita sob meus dedos. Eu amasso-os e alcanço mais, rosnando de frustração. —Porra! Pegando outro livro, eu jogo-o na parede. Ele deixou algo antes de ir e agora caiu para o tapete, ao lado do pequeno frasco branco que Damien me entregou. Eu o pego do chão. O conteúdo chocalha contra o plástico opaco quando eu trago perto e leio o rótulo. Adderall, eu leio silenciosamente. É evidente que eu li errado. Eu pisco e processo as palavras uma segunda vez. Ele ainda diz Adderall. Desapertando a tampa, eu olho dentro. Está cheio. Um frasco cheio de comprimidos. Que porra é essa, Damien? Eu berro o seu nome. Afundando na cama atrás de mim, eu olho para a garrafa, incapaz de libertar o controle apertado que minha mão tem sobre ele. Eu sei o que é e o que ele faz. Como atletas profissionais estamos sempre tendo palestras sobre o uso de substâncias proibidas. Adderall é uma forma de anfetamina e proibido, mas a droga é popular no campus porque lhe dá a mesma euforia alta que o exercício intenso faz. Ele ajuda você a se concentrar. Ele melhora o desempenho em campo. Ele faz tudo o que eu preciso fazer. Deixe-me ajudá-lo, os sussurros de garrafa em uma voz escura, sedutora. Um desespero feio me enche. Como pretos tentáculos esfumaçados, isso enrola o seu caminho até minha espinha e em cima de mim, me aprisiona em sua negra escuridão. Não posso sucumbir a isso. Porra de Damien para colocar essa tentação no meu caminho. Minhas mãos tremem quando eu encontro a força para aparafusar a tampa de volta. Damien põe a cabeça na minha porta. —E aí? —O que está acontecendo?— Eu rosto, segurando a garrafa. — Você está me dando drogas e você me pergunta o que está acontecendo?


Sua voz diminui. —É apenas Adderall. Todo mundo tem isso. —Eu não sou todo mundo. — Eu belisco a ponta do meu nariz. Frustração tem minha cabeça batendo tão forte que receio um aneurisma. Minha vida é equilibrada no fio da faca agora e meu amigo está me oferecendo anfetaminas? Não só isso, os profundos recessos sombrios de minha mente estão totalmente a bordo com o plano. O que diabo está errado comigo? —Eu sou um jogador de futebol maldito. Eu não posso tomar essa merda. Damien se move mais para o meu quarto, fechando a porta atrás de si. —Quando foi seu último teste de urina? Eu caio de volta na minha cama e jogo um braço em meus olhos. Talvez se eu não puder ver a garrafa na minha mão eu vá esquecer que está lá. —Por que isso importa mesmo? —Isso não acontece. Você quase nunca faz o teste de qualquer maneira, certo? Ninguém vai saber se você levar um par de pílulas para ajudá-lo. Você está mordendo a cabeça fora por duas semanas. Você precisa destes. Você está cansado e estressado e os jogos finais estão ao virar da esquina. Continue assim e obtenha algo. Basta ter alguns. — Damien dá de ombros como se não fosse grande coisa. —O que vai doer? Desenho meu braço dos meus olhos, os olhos de Damien voltam para as pílulas ainda segurando firme no meu punho. Eu quero desesperadamente acreditar no que ele diz, que eu preciso delas. Que outra escolha eu tenho? —Quanto tempo elas permanecem em seu corpo? Ele dá de ombros novamente. —Eu não sei. Alguns dias, talvez? Basta beber uma carga de água e tomar um punhado de aspirina para limpá-lo. Alguém na sala de estar chama o nome de Damien em um long a ofensa bêbada. Ele sai e eu volto a olhar para a garrafa com olhos cansados e estressado. Valerá a pena o risco? Eu sei a política de drogas de trás para frente. Um primeiro teste positivo, a avaliação de drogas e aconselhamento obrigatório, mas isso não significa ficar expulso da equipe.


Antes que eu possa me segurar, desenrosco a tampa e agito dois comprimidos na palma da minha mão. Eles são minúsculos e não parece suficiente. Eu balanço para fora um par mais. Pegando o Gatorade morno na minha mesa de cabeceira, engulo-os para baixo. Fechando a tampa, eu enfio a prova em minha parte superior. Minhas ações têm meu coração batendo como se eu tivesse apenas jogado o jogo da minha vida. Descansando os antebraços sobre os joelhos, eu penduro minha cabeça baixa e tomo respirações profundas quando um sentimento de injustiça me enche. Eu sacudo e vou para os meus pés. É tarde demais para se arrepender. As anfetaminas vão lentamente dissolver e entrar no meu sangue. Não há como voltar atrás agora.


Indo para o salão de jantar, pego meu ritmo. Leah está andando comigo, enchendo-me sobre o filme que viu com Hayden ontem à noite. Eu não ouço uma palavra do que ela diz. Não tenho certeza se sequer recordo o título. Estou muito agitada e com fome. Esqueci de trazer o almoço. Mais uma vez. Não posso me dar ao luxo de continuar comprando, mas se eu não comer neste minuto vou começar a mastigar as páginas do meu livro. Esse esquecimento não sou eu. Nem é a falta de foco. Onte m esqueci minhas chuteiras da sorte para o treino, e esta manhã apaguei na sala de aula. É Brody. Eu simplesmente não consigo parar de pensar nele. Ele está sempre lá. Mesmo durante o sono. Eu acordo de manhã sentindo-me sozinha, minha pele febril e meu corpo dolorido. —Droga de gripe—, eu resmungo e fungo, controlando o nariz entupido. A tagarelice de Leah para no meio da frase, sua expressão cética. —Gripe? Desde quando? Você nunca fica doente. —Eu estou agora, — eu estalo. —Gripe minha bunda. — Seus olhos se estreitam no meu rosto. Ela está observando as minhas olheiras e lívida expressão como um investigador na cena do crime. —Você tem febre Madden.


—Não seja ridícula. — Eu acelero o meu ritmo, tentando superar sua palestra iminente. Tudo era pó de fada e arco-íris quando Brody e eu estávamos namorando. Agora Leah o castra mentalmente cada vez que seus caminhos se cruzam. Eu estava a poupando sobre os detalhes de nossa separação, mas a culpa para Leah recaía apenas nas costas de Brody, que é onde ela deve estar. O idiota. Como se ouvisse o meu insulto, Brody chama pelo meu nome de algum lugar atrás de mim. Meu coração salta de imediato, sua batida evolui de rápido para errático. Estudantes que andam na minha frente viram com o som. O campus inteiro conhece a sua voz. Ouvindo-o falar o meu nome é, sem dúvida, bom demais para ignorar. Eles estão esperando por um espetáculo? Eu não viro. Não tenho nenhuma intenção de dar-lhes um. Continuo movendo-me rapidamente ao longo do caminho, meus olhos fixos no refeitório iminente à frente como se fosse o Santo Graal. —Jordan! Espere. Sua voz está leve como se ele estivesse feliz em me ver. É difícil de acreditar. A última vez que conversamos ele praticamente me disse para sair fora. A humilhação ainda aflige minha pele como queimaduras solares. —Por favor!— Brody chama quase gritando, atraindo ainda mais atenção. Meu ritmo acelera ainda mais. Estou quase na entrada do salão de jantar quando meu braço é agarrado por uma grande, palma áspera. Eu giro e bato em um amplo e sólido peito. —Oomph! Me são dados meros segundos para tomar Brody antes que ele segure meu rosto entre as mãos e bata para baixo os lábios nos meus. Choque me endurece por um momento antes do meu corpo tomar o controle e retornar seu beijo, reagindo a ele do jeito que nunca fez para ninguém. Isso só me deixa mais irritada. —Pare,— eu suspiro, rasgando minha boca longe.—O que você está fazendo?


—O que parece que estou fazendo?— Ele responde. Lambendo os lábios, ele olha para mim como se eu pertencesse a ele, o que não é verdade. Antes que possa empurrá-lo, ele está me beijando de novo, seus braços deslizando ao redor e me prendendo no lugar com uma força de ferro. Sua língua quente esfrega contra a minha, e maldição quase queimo. Deus, ele é muito gostoso. Eu perdi essa conexão, esta sensação enérgica de pertencer a algum lugar, como onde estou é exatamente onde estou destinada a estar. Meus braços enrolam em volta do pescoço dele por vontade própria. Ele geme com resignação, um som profundo de desejo e satisfação que transforma os meus ossos em água. Que diabos estou fazendo? —Pare! — Eu arranco para trás, lutando de seu abraço. Os braços de Brody deslizam da minha volta para os meus quadris, mas ele mantém apertado. Faço uma pausa de meus esforços e olho fixamente, meu rosto ardendo de indignação. Seu cabelo está uma confusa bagunça, as bochechas tingidas de rosa, e as pupilas escuras e dilatadas. Ele parece belo e selvagem, enquanto a eletricidade é ligada em suas veias. —Deixe-me ir, Brody. — Forma-se um nó na garganta. Eu não quero que ele solte. —Você não pode fazer isso. —Fazer o quê? — Ele sorri irresistivelmente. —Beijar você? Porque eu já fiz. Seus dedos longos cavam deliciosamente e puxam-me mais perto, pressionando uma crescente ereção em meu ventre. Meu corpo lateja em resposta, uma doce dor crescendo rapidamente entre as minhas coxas. —E eu vou fazer isso de novo. — Ele toca levemente seus lábios contra os meus divertidamente. — E mais uma vez. Outro sonoro beijo pousa em minha boca. —E mais uma vez. — Os lábios de Brody descem para mais. Seu humor despreocupado é contagiante, fazendo minha indignação difícil de segurar. —Pare, — eu assobio antes de perdê-la por completo.


—Você ouviu— Leah interrompe de algum lugar à minha esquerda. A cabeça de Brody estala em sua direção. —A Jordan não é um brinquedo que você pode simplesmente pegar e largar quanto tem vontade, Madden. Sua voz firme, aborrecimento vincando a testa. —Dê-nos um minuto, Leah? Leah está longe de ter terminado. —Não. Brody está irritado, as narinas dilatadas. —Maldição, Leah. Você pode só... Seu queixo se projeta para frente. —Não. Eu sou grata por sua força agora. Ela reforça a minha própria. —Leah está certa, Brody. Sua atenção se dirige de volta para mim, reunindo tensão em seu corpo. —Você não pode continuar fazendo isso. Eu trabalhei toda a minha vida pela oportunidade de estar aqui, e ela precisa ser a minha prioridade. Minha vida e carreira está toda mapeada.— Eu inspiro o cheiro familiar de Brody, seu corpo quente e protetor. Eu quero enterrar meu rosto em seu pescoço e inalar profundamente, deixando o conforto disso repousar em meus ossos. Ele tem razão. Isto é o que é se sentir em casa… Mas tenho que deixá-lo ir. —E você não é parte dela. Sua ingestão de respiração é nítida, e penetra em meus ouvidos. —Você não quer dizer isso. —É claro que ela quer. —Leah. — Minha voz treme. Eu olho para os meus pés, piscando rapidamente. —Você pode ir buscar-me um sanduíche antes de todos eles acabarem? Meu apetite desapareceu, mas Brody e eu precisamos de um momento a sós. Sua voz assume um tom de aviso. —Elliott. Eu forço um sorriso tranquilizador que não engana ninguém, muito menos eu. —Pão de grãos se tiver — acrescento.


Leah balança a cabeça, mas se afasta. Quando ela desaparece eu olho para trás para Brody, terminando o que preciso dizer. —Eu não posso continuar com você, Brody. Um minuto você está intenso e no seguinte deprimido. Tudo que fiz foi ajudá-lo, e você jogou isso de volta na minha cara. — Doía continuar falando, e tenho que me forçar. —Não posso mais fazer isso. Preciso ser egoísta agora e me concentrar em mim mesma. Por favor, entenda isso e me deixe apenas estar. —Não posso fazer isso. Eu sei que fodi tudo.— Brody balança a cabeça, o tom rosado nas bochechas agora pálido. —Jordan.— Meu nome é uma lima em seus lábios. —Sinto muito. Eu só precisava de tempo antes de vir vê -la. Era algo que tinha que fazer primeiro. Alcançando atrás, ele puxa um pedaço de papel dobrado do bolso de trás. —Eu tenho os meus resultados finais de volta.— Desdobrando, ele o empurra para mim. —Você...— Faço uma pausa, meus olhos pegando a nota em sua impressão. Eu olho para cima a partir da página tremendo, encontrando seus olhos. —Isto é o que você tinha que fazer primeiro? Um sorriso feliz curva seus lábios. —Sim. Sinto-me respondendo. É impossível não. —Você passou. Seu sorriso se alarga. —Eu passei. Exaltação borbulha dentro de mim. Quero pegar Brody em um abraço apertado e rir e dançar para cima e para baixo. Em vez disso dou um passo atrás, colocando minhas mãos dentro dos bolsos de trás dos meus shorts jeans para me impedir de chegar até ele. Ele não precisa mais de mim. —Estou tão feliz por você, Brody. Sua expressão cai e seu tom de voz tem uma borda amarga. —É isso aí? Você está feliz por mim? Eu balanço minha cabeça. —Eu estou. Uau. Você tem um B+. Isso é...— Então, muito maior do que um F. Quase inacreditável mesmo. De fato, a grande diferença entre as duas notas dificilmente faz sentido. Eu minimizo-a, com foco na expressão de expectativa de Brody. —…incrível. Você é incrível.


—Não, eu não sou. Você é. Isso é você inteira, Jordan. Eu não poderia ter feito isso sem você.— Brody caminha para a frente, fazendo a ponte. Sua voz diminui a um apelo macio. —Eu não posso fazer isso sem você. —Você pode.— Um soluço ameaça se livrar do meu peito. —Você acabou de provar isso. Seus olhos se arregalam, pânico enchendo-os. —Não, Jordan... —Aqui está o seu sanduíche,— Leah rosna e bate-o contra o meu peito. Seu timing é impecável. Pego o pacote plástico embrulhado antes dele cair no chão. —Agora vamos. Minha mão é arrebatada e Leah está me afastando. Minhas pernas se sentem como chumbo enquanto ela me dirige de volta no caminho. Um rápido olhar sobre o meu ombro mostra Brody parado lá, olhando atrás de mim. Seus braços pendurados soltos ao seu lado, a página ainda empunhada em sua mão. Formam rachaduras no meu coração. —Eu vou te ver, Brody.

Mais tarde naquela noite estou deitada na cama com um livro, fingindo para mim mesma que posso estudar com os olhos vermelhos e inchados de uma crise de choro. Um balde meio vazio com nacos de sorvete de caramelo repousa sobre minha mesa de cabeceira. É o meu sabor favorito e nunca deixa de corrigir qualquer problema, mas hoje à noite ele deixa meu estômago revirando. Foda-se, Ben & Jerry. Você tinha um trabalho a fazer. Com um suspiro agravado, meus olhos mudam do meu livro para a página repousando na cama ao meu lado. É a prova na qual Brody foi reprovado e que ele jogou fora no campo há semanas. O papel está um pouco maltratado, mas parece inofensivo, no entanto. O problema é que não é. Eu tenho nutrido suspeita sobre esse meio tempo de Brody durante toda a tarde. Indo de uma prova reprovada a um B+ é um salto quântico. Enquanto encaro isso, minhas suspeitas, só se aprofundam.


A prova de Brody foi sabotada? É a questão da hora, e uma que estive pensando desde que cheguei em casa e cavei a médio prazo por debaixo de uma pilha de livros. Setenta por cento do ensaio é de escolha múltipla. Se Kyle falsificou suas respostas, eu não tenho nenhuma maneira de saber, mas eu não posso deixar isso pra lá. Brody merece defesa. Mas apontar um dedo acusador não vai fazer nenhum bem. Nem dizer a Brody. Ele vai caçar Kyle abaixo e esmurrar aquele perdedor falso no chão. Por mais que queira ver isso acontecer, a última coisa que Brody precisa agora é atenção negativa da mídia e suspensão da equipe. Esta é uma questão que precisa de luvas de pelica. Ele também precisa de provas ante s de eu começar a atirar acusações sobre Kyle para o Professor Draper. Meia hora depois, meus olhos estão fixados no teto enquanto uma ideia cria raízes. Não é uma que se acomoda bem em mim. De fato, o próprio pensamento está piorando mais do que o Ben & J erry fez, mas não consigo ver nenhuma outra opção. O meu telefone vibra com um texto, o som pouco irritado me faz pular. A tela iluminada destaca o nome de Brody. Um suspiro trêmulo escapa dos meus lábios. Eu deito lá por um minuto, fingindo que não estou pensando sobre o que está na mensagem. Mais um minuto mais tarde e eu sei que é ridículo. Não vou dormir se não lê-la. Ela vai me corroer como uma ferida inflamada. Brody: Toc Toc. Minha testa franze. O que diabos isso significa? Brody está na porta? Já se passaram dois minutos desde o alerta de mensagem. Com um coração pulsando, embaralho da minha cama e saio do meu quarto —Merda, — murmuro. Correndo de volta, pego a folha de prova e o enfio debaixo do meu colchão. Eu sigo de volta para fora, agarrando o meu robe de algodão enquanto saio. A sala de estar esta escura. Leah se foi para a cama, graças a Deus. Por mais que aprecie seu protecionismo de mamãe ursa, isso precisa afrouxar um pouco antes que ela me estrangule com ele.


Encolhendo o robe sobre minha blusa branca simples e calcinha, eu amarro o cinto e caminho silenciosamente até a porta do apartamento. Desfazendo as fechaduras, abro uma fração dela e espreito para o corredor iluminado. O vazio me cumprimenta. Não há ninguém lá. Decepção me atinge no intestino. Deus. Isso é loucura. Uma vez de volta na cama, acomodo os lençóis à minha volta com uma calma forçada e pego meu telefone. Jordan: O que você está fazendo? Brody está esperando pela minha resposta porque a sua resposta é imediata, completa com seus erros habituais. Brody: Você deveria responder com quem está aí? Uma piada? Estou recebendo uma piada aleatória? Não há nenhuma luta o sorriso que puxa os cantos dos meus lábios. Sei que não deveria responder, mas é mais fácil dizer do que fazer. Jordan: Quem está aí? Brody: Bete! Jordan: Bete Quem? Brody: Me beterraba!22 Uma risada me escapa. Brody: TOC TOC. Jordan: Quem está aí? Brody: Eu. Jordan: Eu quem? Brody: Eu não sabia que você era um cowboy!23 Eu mal tenho tempo de balançar a cabeça antes que o próximo chegue. Brody: TOC TOC. Eu olho para o meu livro e suspiro profundamente. Qualquer que seja o jogo de Brody, não tenho tempo para isso. Jordan: Brody, não posso continuar fazendo isso a noite toda… Aqui a piada não tem sentido. Mas ele diz “beets me”, que equivale a “me beterraba”, mas a graça estaria na semelhança da pronuncia com “beats me”, que significa “me bata”. 23 A graça aqui seria que, na resposta dela ela diz “ya who” e soa como “yahoo” - som que cowboys ssupostamente fazem. 22


Deixando de lado o telefone, pego o meu livro e pincelo minha página enquanto outro alerta chega. Brody: Último, eu prometo. Eu desisto porque sou uma idiota total. Jordan: Quem está aí? Ao invés de uma resposta de texto, Brody me liga. Vacilo um tempo muito curto antes de bater em atender. —Foda-se isso, Jordan,— ele está dizendo isso antes de eu lançar uma simples saudação. Inclino para frente, para pegar o cobertor no final da minha cama. Levantando-o para cima e sobre mim mesma, me afundo contra a tempestade que sua voz causa dentro de mim. —Não me importo com piadas. Eu me importo sobre... Ele para, criando um silêncio carregado. Eu sento e espero, respirando pesadamente sob o calor do cobertor. —Pizza. —Você se preocupa com pizza? Ele limpa a garganta.—Eu faço. —Isso é bom, Brody. Todos nós temos que nos preocupar com alguma coisa. Sua risada vem através do telefone. —Cristo, tenho habilidades loucas com uma bola de futebol, mas quando se trata de você não tenho ideia do que estou fazendo. Sua vulnerabilidade arranca dores do meu coração. Faz-me protetora. Isso me faz querer rasgar o intestino de Kyle Davis fora através de sua garganta e estrangulá-lo com ele por todo o tormento que causou a Brody. Logo, me prometo. —Talvez você possa começar dizendo-me o que você está tentando fazer. —Estou tentando pedir-lhe para sair para comer uma pizza comigo após o jogo de futebol na quarta-feira. —Brody... —Não responda ainda, — diz ele rapidamente. —Eu tenho uma história para dormir que quero contar a você primeiro. —Uma história para dormir? — eu repito vagamente. —Sim. Uma história para dormir.


—Bem, tudo bem então. —Era uma vez, havia um menino chamado Brody. — Encanto enrola meus lábios. Histórias de ninar trazem para fora minha criança interior, e Brody pode ser um pouco como um livro fechado. A oportunidade de ouvir trechos de sua juventude é algo que não estou rejeitando. — Antes dele sequer ter pego uma bola de futebol ele já sabia que ele amava o jogo, mas não era sempre que ele tinha permissão para vê-lo. Um dia, quando ele tinha seis anos, eles estavam dirigindo passando pela escola secundária local e um jogo estava acontecendo . Ele baixou a janela e se apaixonou. A atmosfera era intensa, a multidão, os cânticos, a diversão. Ele podia sentir o cheiro de pipoca e cachorro-quente, e o corte da grama fresca. Mas acima de tudo ele podia ver o time da casa. Eles eram adorados como deuses e tratavam uns aos outros como família. Irmãos. Eles pertenciam uns aos outros e ao jogo. — O menino esticou o pescoço enquanto passavam, sugando tudo aquilo para que ele pudesse jogá-lo de volta mais tarde em sua cabeça. Ele se esgueirou para assistir seu próximo jogo, e o próximo, e o próximo, até que ele soube, sem dúvida que o futebol seria a melhor coisa que já aconteceu com ele. Mas não importa o quanto ele implorou, ou quanta barganha ele tentou fazer, seus pais não o deixariam jogar. O menino estava destinado a um futuro mais conservador na política. Mas quanto mais velho o menininho ficava, mais eles perceberam que ele não seria nada mais do que uma vergonha então eles desistiram. — Entendimento bate como um relâmpago. Brody esconde sua dislexia, porque isso é uma vergonha para seus pais. Algo para se envergonhar. E a vergonha está tão profundamente enraizada dentro dele que ele não pode deixá-la ir. Meus olhos ardem. —Espero que aquele garotinho crescido tenha percebido que seus pais estavam errados. Brody responde e sua voz está empolada e grossa, como se as palavras fossem difíceis de sair. —Ele não o fez. O problema é que essas duas pessoas são as que ele está tentando agradar durante toda a sua vida. Ele sabe que nunca conseguirá, não enquanto ele jogar futebol, mas talvez um dia ele seja grande, e o que eles pensam não será mais tão importante.


Meus lábios tremem e eu os pressiono juntos. —Mas então algo surpreendente aconteceu. —O que?— Eu pergunto, precisando ouvir algo de bom. —Não o que, mas quem. O que esse menino não percebeu, foi que não era apenas o futebol que ia ser a melhor coisa que já aconteceu com ele. Minha respiração pega. — Brody. —Este menino cresceu e ele conheceu uma garota. Ela foi a primeira pessoa a ver tudo sobre quem ele era, e ainda acreditou nele, mesmo quando ele não acreditava em si mesmo. Ela era inteligente e bonita, e Deus, tão boa que ele queria corrompê -la com palavras imorais e sexo quente. Mas essa garota era muito séria, então ele a fez rir e ensinou-lhe que está tudo bem, por vezes, deixar ir.— Brody leva uma respiração profunda e solta. —Esta garota era totalmente perfeita, e ele estava com tanto medo de desapontá-la como ele fez com os seus pais, que ele fodeu tudo a empurrando para longe antes que isso acontecesse. Lágrimas silenciosas caem pelo meu rosto. Uma após a outra elas escorrem do meu rosto e estatelam sobre os lençóis abaixo de mim. Sento-me na minha cama, esfregando-as com a palma da mão. Percebo que este não é um jogo que Brody está jogando, mas ele ganhou independentemente. Ele está sob minha pele, uma parte de mim agora – eu queira ele ou não. E eu quero ele. —Você sabe o que eu acho? —O que? — Ele pergunta. Eu simulo um tom casual, mas por dentro meu coração está correndo. —Eu acho que se o menino contasse esta história para a garota, ela iria entender, e que se ele ainda quise sse levá-la jantar fora para comer pizza, ela diria a ele que seu jogo de futebol come ça às três horas então não se atrase. Eu posso ouvir o sorriso em sua voz quando ele diz: —Sim, senhora. Um sorriso maroto forma-se em meus lábios. —E se ele ainda quiser contaminá-la, bem… Ele deve saber que o troco é um jogo justo.


O choro aflito vem através do telefone. Ele libera uma respiração dura. —Foram as piadas de toc-toc que fizeram isso, não foi?— Eu ri e ele geme uma segunda vez. —Deus, Jordan, adoro esse som. Eu chupo uma respiração. Não quero esperar. Quero Brody agora. —Inferno, — eu ouço-o murmurar baixinho. —Brody? —Está tarde. Eu te mantive acordada. Boa noite, Jordan, — diz ele e então ouço o tom de discagem. Simples assim ele se foi, mas enquanto eu coloco o meu telefone na mesa de cabeceira, o sorriso no meu rosto ainda está lá.


—Por que diabos nós ainda estamos fazendo isso? — Damien resmunga. —A Jordan já concordou em sair com você esta noite. Nós não precisamos de um plano B mais. Eddie atira-lhe um olhar. Sendo do tamanho de uma montanha, seu fator de intimidação é geralmente fora da tabela. Esta tarde, isso não significa nada porque Eddie, como o resto de nós, está vestido com uma roupa de líder de torcida. Isso veio completo com saia e os pompons que nós levantamos a partir da sala de equipamentos. —Cale a boca, idiota. Brody está tentando ser solidário com sua garota. — Damien bufa. —Apenas transformando-nos para assistir o jogo de Jordan deve ser o suficiente. Um grunhido emana do peito de Eddie. Plano B era sua ideia, gerada no vestiário após o treino, quando estávamos no alto de endorfinas. Agora ele acredita que após a hora inteira que colocamos em prática nossa coreografia, é preciso passar por isso. —O amor é tudo sobre grandes gestos. Você não entenderia. —Você é um romântico incurável, Eddie, mas nós te amamos mesmo assim. — Carter sorri e dá um tapa em Eddie na parte traseira enquanto ele sobe para o lado do campo. Ele tem duas tranças de cabelos minúsculos amarrados em fitas, o único disposto a levá -lo tão longe. Foi suficientemente difícil encontrar uma saia super extra grande com as cores da universidade que caberia em Eddie.


Com o jogo começando em quinze minutos, estaremos prontos em breve. Enquanto os oito de nós - incluindo Jax e três outros caras do time nos agrupamos pela linha lateral, começamos a receber atenção. Pescoços esticam em nossa direção e câmeras começam a clicar. Meu boné Texas Bulls pousa na minha cabeça, escondendo meu rosto. Eu o coloco para trás e giro, dando aos mais próximos uma piscadela e um aceno. Riso encantadores soam com o meu gesto. Quando os dois times de futebol emergem dos vestiários, o locutor vem com um timing perfeito. Sua voz ressoa em torno do estádio alegremente. —Nós temos algo muito especial para o seu entretenimento pré-jogo esta tarde, pessoal. Todos, por favor, recebam em campo The Colton Bullettes! —Estamos prontos—, Eddie nos informa e dá a Damien um empurrão nas costas. Ele tropeça para o campo. Nós corremos atrás dele para a sinfonia de assobios, o riso desenfreado e gritos sugestivos. Eu levanto um braço com pompom no alto e chacoalho ele, jogando-o para a multidão. Uma brisa baixa ondula por todo o campo, tremulando minha saia. Minha saia filha da puta. Damien está certo. De todas as coisas estúpidas que já fiz, essa está no topo. Nós entramos em posição, formando uma linha, as pernas na largura dos ombros e as mãos em nossos quadris. —Shake It Off—, de Taylor Swift retumba dos alto-falantes do estádio, enchendo o espaço enorme com uma base forte e um som pop feminino. Câmeras reluzem e eu me encolho. Não vai ser bonito. Não há dúvida, isso vai causar uma tempestade de mídia social. Nossa coreografia começa e Carter já salta para o lado errado. Eddie lhe dá um tapa na bunda e ele vira rapidamente. Nossos quadris estão quebrando e pompons acenando quando me arrisco a procurar por Jordan. Sua equipe está alinhada à margem. A maioria está morrendo em riso histérico. Ela tem uma mão cobrindo os olhos como se ela não pudesse suportar assistir, mas seus dedos estão espalhados enquanto ela espreita através deles, seu olhar fixo em cada movimento meu. Quando ela vê meu olhar, o sorriso que quebra em seu rosto, em seguida, é mais brilhante que a luz do sol. Eu pisco de brincadeira e sorrio. Ela ri muito e balança a cabeça, o rosto ve rmelho brilhante.


Nós terminamos a nossa coreografia, com o grande final, que é quatro dos caras agachando, e os outros quatro, saltam por cima. É o básico salto do sapo24 e como um largo receptor, deve ser uma habilidade que posso lidar dormindo. Inferno, até mesmo uma criança de cinco anos pode ser craque no movimento, mas estou muito ocupado assistindo Jordan. O meu objetivo está desligado quando eu pulo sobre a forma agachada montanhosa de Eddie. Eu acabo com metade das minhas pernas envolvida em torno da parte posterior de seu pescoço e ambos vamos para baixo. Eddie grita como uma menina. —Tire suas bolas de filhos da puta do meu pescoço, seu bastardo doente! Ele se ergue e eu viro e bato a sujeira. —Oww,merda! Quando chego aos meus pés, escovo a grama do meu rosto e me curvo aos espectadores. Jax passeia sobre, ofegante de tanto rir. Ele atira um braço por cima do meu ombro enquanto nós andamos para fora sob aplausos estrondosos. —Cara, — diz ele, quando ele recupera sua respiração. —Eu acertei em cheio. Você, nem tanto. Eu olho além dele para Jordan. Ela movimenta-se para a posição no campo, sua expressão séria. Sua equipe está em um momento decisivo. Vencer este jogo irá levá-las para as semifinais do Campeonato Nacional da NCAA. Uma rápida olhada na minha direção mostra o riso em seus olhos e cor florescendo nas bochechas. —Eu fiz o que vim fazer. —Você fez isso muito bem, primo.— Jax me puxa para um estrangulamento. —Basta lembrar que foi a mim que ela quis em primeiro lugar. Seus comentários antipáticos geralmente rolam para fora das minhas costas, mas este deixa meus dentes na borda. Eu empurro -o à distância, minha voz dura. —Sai fora, Jax. A raiva inesperada me tira o equilíbrio, mas Jax apenas ri, imperturbável. —Mas é você que ela ama, por algum motivo estranho, incompreensível. Brincadeira infantil destinada a crianças de faixa etária acima de seis anos chamada de pula carniça/ pula mula/pula sela no Brasil. 24


A própria ideia define meu coração batendo em um ritmo furioso. Eu esfrego uma mão em meu peito, tentando acalmar o ritmo frenético. —Pode ser. Chegamos à beira do campo e Carter levanta a mão, me dá um high five. —Cara, o que há com seus olhos? Eu dou de ombros. —Nada porque? Jax se vira para olhar, sua expressão transformando em uma expressão intrigada. —Eles estão vermelhos. E suas pupilas estão enormes. Está se sentindo bem? — Merda. Estive apático durante toda a semana. Não é o tipo de cansaço que se conserta com uma sesta, mas um esgotamento estabelecido profundamente em meus ossos. A garrafa de Adderall25 ainda estava na minha gaveta. Eu tenho tomado essas pílulas de vez em quando ao longo do mês passado, e mais algumas mais cedo hoje, não parecia como algo importante. Eu queria que esta noite com a Jordan fosse perfeita. E os médicos prescrevem essas pílulas, então como elas podem ser perigosas? —Eu só estou cansado. A mentira me deixa inquieto. Damien e eu compartilham os um olhar mútuo. Ele se estica e dá um tapa em minhas costas. —Cara. Você esta bem, certo? —Claro que sim. — Eu sorrio, mas é mais um ranger de dentes porque ouço a pergunta subjacente. Damien me deu essa garrafa cheia sem nenhuma intenção de pedi-la de volta. Isso me faz questionar quanto ele tem, e onde as obteve. É algo que deveria questionar, mas há muito no meu prato agora. Além disso, Damien e eu nos conhecemos desde o colegial. Ele não é um maldito traficante de drogas. —Tudo está indo maravilhosamente bem.

Adderall é um medicamento indicado para o tratamento de transtornos psicológicos, como a TDAH, que é o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, e o DDA, que é o déficit de atenção. O objetivo do medicamento é aumentar a concentração e a capacidade da memória. 25


O jogo está acabado e estou inclinado contra a parede de tijolos do edifício em frente ao vestiário. Estou fazendo o meu melhor para parecer discreto e não por causa da maldita saia. Meu olhar está preso à porta do vestiário. Embora eu saiba que Jordan não é o tipo, não estou disposto a arriscar que ela tenha uma mudança de pensamento e fuja. Ela é a última a surgir. O momento que a vejo todo o resto desaparece. Seus olhos levantam, azul claro me abate. Rosa matiza suas bochechas e um sorriso lento se forma. Ele me quebra da cabeça aos pés. Foda-se, não sei como ela me desfaz desta forma. Eu desfio completamente. Dou-lhe um pequeno aceno. É um gesto casual que esconde a emoção rolando. Ela arranca em minha direção. Ela parece bonita com seu cabelo solto. Ondas brilhantes derramam sobre os ombros e as costas. A blusa preta abraça sua metade superior e a calça jeans justa cobre suas pernas, escondendo nada. Se Deus quiser, estarei descartando-as mais tarde esta noite e vou me afundar dentro dela. Jordan observa minha roupa inalterada aproxima e morde o lábio inferior. —Ummm...

enquanto

ela

se

Eu tenho uma muda de roupa no carro, mas não pode ferir provocá-la um pouco primeiro. Corro uma mão até uma coxa musculosa e a barra da minha saia levanta sugestivamente. Existe algo mais atraente que a perna cabeluda de um homem com roupas de mulher? —Você gosta? Um bufo de risada escapa de seus lábios. —Eu sou muito caro.— Eu franzo os lábios e digitalizo seu corpo. —Mas para você, vinte dólares. Jordan para na minha frente, as sobrancelhas altas enquanto reajusta a mochila pesada pendurada no ombro. —Você está me apressando? Eu levanto a minha cabeça. —Depende. —De? Eu varro a mão para baixo sobre o meu corpo. —Sobre se você quer este belo exemplar de homem cuidando de você hoje à noite.


Os lábios de Jordan abrem e ela dá um passo adiante, fechando a distância entre nós. Há petulância em sua postura, e muito calor em seus olhos que me queima em cinzas. —Você está pensando em me manipular? Minha respiração vem um pouco mais rápida e calor aperta minha virilha. —Eu faço. — Jordan se inclina mais perto e minha boca fica seca. —Bom. Nosso encontro é um borrão. Nós falamos e rimos, e nós compartilhamos uma cerveja em comemoração à vitória de Jordan um avanço para as semifinais na próxima semana. Orgulho incha no meu peito sobre seu talento. Jordan desempenhou um papel enorme em colocar o time de futebol Colton Bulls no mapa este ano. Sua paixão é atraente e tão malditamente sexy. Ela brilha com isso. Quando o nosso garçom vem para pegar o nosso pedido de comida, não posso arrastar os olhos de onde ela se senta à minha frente. Simplesmente respondo que nós queremos uma grande pizza de pepperoni —para viagem.— Eu a quero para mim. Nós chegamos ao meu carro e abro a porta de trás e lanço a grande caixa no banco. Já está esquecida quando bato com a porta fechada e viro, encontrando Jordan logo atrás de mim na calçada. Ela está me esperando para dar o bote. É o meu modus operandi habitual com ela. Eu não posso evitar. Jordan traz o homem das cavernas de dentro de mim, mas desta vez é diferente. Desta vez é muito mais. Somente agarrar e tomar parece errado. Eu estendo a mão, minha mão delicadamente colocada no rosto de Jordan. Meus dedos roçam pelo seu rosto, o sussurro de um toque em sua pele macia. Ela treme visivelmente e libera uma respiração trêmula. Não posso descrever o desejo no meu peito agora. Ele está tão além de qualquer coisa que já senti antes que é um esforço ir devagar. —Você é extraordinária, Jordan Matilde Elliott, — eu digo em voz baixa. Jordan ri levemente. —Eu tento. Eu sei por seu tom irreverente que a tenho perturbado. Humor alegre é como ela cria suas pequenas barreiras quando a oprimo. Eu gosto disso. E eu gosto que enxergo isso pelo que é, porque ele me diz que preciso pressionar um pouco mais, em vez de me afastar.


—Você não precisa mesmo nem tentar.— Minhas mãos deslizam em torno da volta de seu pescoço e puxam suavemente, trazendo seu rosto para o meu. —Você só é, — eu digo contra seus lábios. Minha boca escova a dela. Ela traz suas mãos entre nós, levemente agarrando minha camisa quando estou para me afastar. Eu sou puxado para trás e seus cílios varrem para cima, os olhos arregalados e procurando os meus. Então Jordan faz algo que quase me deixa de joelhos. Ela envolve seus braços em volta de mim e me abraça. Eu cresci em uma família onde o amor e o calor é inexistente. Onde o abuso emocional e palavras duras são uma forma aceitável de afeto. Como Jordan sabe o quanto eu precisava disso mesmo quando eu não sabia? Seus lábios escovam meu ouvido. —Você também é, Brody. Meu corpo começa a tremer. Eu serpenteio meus braços em torno de sua parte inferior das costas e seguro. —Você está bem?— Ela pergunta. Eu enterro meu rosto em seu pescoço e respiro profundamente, fechando os olhos, porque estou tão apaixonado por essa garota que não posso nem ver direito. —Se não estivesse, eu estaria agora. Eventualmente, a deixo ir para que possamos sair. Quando estamos dentro do carro a caminho de seu apartamento, pego a mão dela na minha. Ligando os nossos dedos, os descanso na minha coxa e pergunto sobre sua vida na Austrália. Ela vira a cabeça para olhar para fora da janela. É um assunto delicado. Ela sente falta de casa e Nicky, mas quero saber tudo. —Será que você monta um canguru para ir a escola? Ela geme e revira os olhos. —Eu suponho que isso é um não? —Apesar do que as pessoas possam pensar, os cangurus não andam pelas ruas quer queira quer não. Eu ri. —Claro que sim. Vi isso na internet, por isso deve se r verdade. E você acabou de dizer quer queira quer não? O que isso quer dizer?


Jordan olha para mim, seus lábios se contraindo. —Isso significa que você não vai vê-los pulando em ruas suburbanas quando você está fora para um passeio. —Não diga mais nada. Você está arruinando a fantasia, — eu digo a ela, trazendo a mão dela comigo enquanto mudo de marcha. — Então, o seu irmão. Você disse que ele é construtor, certo? Jordan enrijece. Eu sinto quando aperto a mão dela na minha. — Ele é. —Como ele entrou nisso? —Amigo da família, — diz ela. É óbvio que ela não quer falar sobre isso, mas eu quero. —É isso o que ele sempre quis fazer? —Não.— Ela puxa a mão da minha, retirando-se como uma tartaruga maldita de volta em seu casco. —Não é o que ele sempre quis fazer. Entrando no estacionamento, puxo o freio de mão e desligo a ignição. Ele não deixa nada além de silêncio pesado entre nós e o leve som assinalando que o motor quente esta esfriando. —Ele era um jogador de futebol melhor do que eu era. Eu torço no meu banco para olhar para ela. —Era? Ela engole visivelmente, seus olhos caindo para onde as mãos se inquietam em seu colo. —Se a minha carreira ia para a estratosfera, a sua estava indo para as estrelas. Uma lágrima rola para baixo em sua bochecha e estatela-se em seus jeans. Outra segue. Ela limpa com a palma da mão antes de ela cair. Eu sinto isso. Sua angústia. Ela aperta o meu peito, e agora estou com raiva de mim mesmo por pressionar demais. Como você deveria alcançar o correto equilíbrio? Arrancando as chaves, saio do carro. Ando a pé em torno do carro, alcanço a porta do passageiro e abro. —Jordan. Seus lábios são uma linha branca apertada que treme. Ela balança a cabeça e sei que falar agora é demais.


—Querida, — eu sussurro. Tomando as duas mãos a puxo do carro e dobro-a em meus braços. Só posso esperar que ele lhe oferecesse o mesmo conforto que o dela faz para mim, porque não sei mais o que fazer. Eu não sei quanto tempo ficamos assim, com a Jordan esmagada contra o meu peito. Um minuto. Uma eternidade. Tudo o que sei é que nunca me cansarei de segurá-la dessa maneira. —Ele estava dirigindo o carro — ela finalmente diz, com a voz abafada porque seu rosto está enterrado no meu pescoço. O carro? Por um momento eu não capto, mas então a luz se acende. —Nós tínhamos apenas dezesseis anos, não muito tempo após ter obtido nossas licenças estudantis. Nicky adorava dirigir. Ele importunou nossos pais o tempo todo para ir. Era noite quando aconteceu, e as ruas mais tranquilas, então. Mamãe decidiu ir com eles no último minuto. Ela precisava de alguma coisa da loja. Nem me lembro do quê, mas me lembro dela pegar a bolsa dela, brincando que o pai iria trazer a coisa errada como ele sempre fazia.— Jordan leva uma respiração profunda e trêmula, mas mantém a cabeça enterr ada. —Outro carro em alta velocidade passou direto pelo cruzamento e bateu no lado do passageiro. Meus pais foram mortos instantaneamente. A perna esquerda de Nicky foi quebrada em três lugares diferentes. Caso contrário, ele estaria bem, fisicamente. Mas ele estava preso no carro. Nicky não podia se mover.— O horror absoluto do que seu irmão passou me enjoa. Jordan afunda -se mais e meus braços em torno dela apertam. —Ele estava preso naquele maldito carro e não podia fazer nada. Condolências são inúteis agora, mas é tudo o que tenho para oferecer. —Eu sinto muito. Jordan empurra-se do meu abraço. Sua cabeça está abatida enquanto ela enxuga seu rosto. —Foi há cinco anos.— Ela encolhe os ombros e finalmente olha para mim. —Você acha que isso machucaria menos agora, mas Nicky… Sua perna foi curada, mas não seu coração. Nós nunca tivemos muito, nem mesmo seguro, então ele desistiu de futebol. Escola também. Ele pegou o trabalho de construção para que ele pudesse cuidar de nós dois.


Respeito pelo seu irmão bate-me com força. A força interior que seria necessário para desistir de seu sonho e entregá-lo a alguém. Isso não é grande. É enorme. E agora Jordan está fazendo tudo que pode para valer a pena o sacrifício. Meus lábios tocam levemente sua testa. Jordan solta um suspiro e levanta o queixo. —Você vai subir? Um leve sorriso atinge meus lábios. —Não espere que eu vá dizer não. Quando alcançamos o quarto dela, eu tenho um plano. Lento e macio. Mas Jordan sopra isso para longe. Ela fecha a porta do quarto atrás de nós e despe o suéter dela. Ela vem para mim, desabotoando o gancho de trás de seu sutiã e arremessa-o fora. Ao mesmo tempo, ela coloca uma mão no meu peito e empurra. Não é o suficiente para me empurrar para baixo, mas tenho a dica e afundo-me na borda da cama. —Eu pensei que você queria ser corrompida? —Eu quero, — diz ela, puxando seu jeans para baixo. É um esforço, que estou gostando de observar. Deslizando uma perna fora de seu pé direito, Jordan vai para a outra e lança para a frente. Nós caímos de costas na cama com seu desembarque em cima de mim. Antes que possa agarrar a pele, ela está rolando fora, ofegante enquanto ela puxa a outra perna por cima do pé e joga seu jeans no chão. Meu pau já esta duro. Ela está me deixando louco e tudo o que ela tem feito é arrancar as roupas dela como um maníaco. —O que é isso?— Eu pergunto, segurando em sua calcinha de renda preta - o pouco que há dela lá. Não é seu traje prático habitual. O pequeno pedaço preto é provocante e indecente. Ele dispara minha pulsação, mas é a raiva que impulsiona minha próxima pergunta. — Você usou isso para outra pessoa? Jordan faz uma pausa com o meu tom e olha para mim. —O que? A súbita onda de raiva é irracional, mas não consigo controla -la. —Você me ouviu.


—Brody,— ela respira. Desembaraçando suas longas pernas, ela se levanta da cama. Seu suéter preto está metade pendurado na mesa de cabeceira. Ela pega ele e o coloca novamente. Minhas mãos em punho descansam em meus joelhos, juntas brancas. Suor pontua minha testa e meu coração está batendo uma batida antinatural dura. Que porra há de errado comigo? —Sinto muito.


A Explosão de ciúmes de Brody é como um balde de água fria na minha cara. Viro-me e olho para ele. Sua cabeça está abatida e a mandíbula apertada. Eu não entendo a sua raiva. Não, não usei essa lingerie para qualquer outra pessoa, não que iria dizer a ele porque não deve importar. Na realidade, a calcinha e o sutiã são novos, e a culpa da compra imprudente me deixou doente. Minha conta bancária saqueada ficou arrasada, mas disse a mim mesma que iria valer a pena ver o rosto de Brody. Plano brilhante, Jordan, eu bufo para mim mesma. Não que eu esperasse essa reação. Deveria ter. Ultimamente, quando espero que Brody vá para a direita, ele vai para a esquerda. Baixo? Ele sobe. A imprevisibilidade é insana. —Guarde isso — eu digo a ele. Puxando a maçaneta, empurro a porta do quarto aberta e sigo em direção à cozinha, meu coração batendo uma batida furiosa. Só estou em meu suéter e minúsculo pedaço de renda preta, mas não importa, porque Leah está no apartamento de Hayden esta noite. —Jordan — Brody chama e segue atrás de mim.


Meus olhos pousam na caixa de pizza que foi colocada no balcão da cozinha antes. Perfeito. Isso é exatamente o que preciso agora - carboidratos e calorias. Rasgando o armário da cozinha, pego pratos. Eles fazem um alto, satisfatório tinir quando os despejo no balcão. —Jordan — eu sinto muito, Brody implora por trás de mim. —Eu ouvi da primeira vez — digo-lhe, minha voz lacônica enquanto vasculho por guardanapos de papel. Não tenho certeza se temos algum. Hayden passa por eles como doces, porque ele nunca para de comer. Isso estupidamente alimenta minha raiva. Eu dou uma volta asperamente. — Talvez você não deva desperdiçar suas desculpas. Na proporção que você está precisando delas, você não terá nenhuma sobrando em breve. Brody recua no meu tom sarcástico. Eu mal noto. Quero jogar a caixa de pizza inteira em sua cabeça, que se dane os deliciosos carboidratos. Eu não faço. Vindo de uma família que nunca teve muito, a ideia de desperdiçar comida faz com que meus dedos enrolem. —Você vai começar a tentar controlar tudo que uso a partir de agora? Porque se você decidir ser um idiota ciumento o tempo todo, eu gostaria realmente uma atenção sobre isso. —Merda, Jordan.— Ele passa os dedos pelo cabelo, deixando tufos desarrumados na cabeça. —Não. nunca faria isso. Amo você em tudo que você usar. E aquela calcinha…— Ele exala audivelmente, acenando com a mão para ela como se ele não tivesse ideia do que dizer. —Sou um idiota ciumento. O pensamento de outro cara vendo você da maneira que faço me faz ver vermelho. Este argumento é tão ridículo quanto sua explosão. —Não planejo que qualquer outro cara me veja desse jeito! Nós olhamos um para o outro por um momento de silêncio. Depois de um momento, Brody abaixa a cabeça. Ele olha para mim por debaixo dos seus cílios, um sorriso estúpido puxando suas bochechas. —Você não? Maldito seja ele. —Não! Brody dá um passo em minha direção. Seus olhos caem na minha boca, e mais para baixo. Eu tomo um passo para trás. A parte inferior das minhas costas fica prensada no balcão atrás de mim. Não há mais espaço para me mover. —Você não tem ideia de como isso me deixa feliz, — diz ele.


O alívio em sua voz aguda esvazia minha raiva como um balão flácido. Irrita-me porque quero ficar com raiva. Quero fazê-lo trabalhar pelo meu perdão, mas como posso quando tudo o que ele tem a fazer é sorrir dessa forma para obtê-lo? Brody dá dois passos deliberados, mais lentos para a frente, seus olhos segurando os meus, usando-os para me fixar no lugar. Isso enfurece meu pulso. Estou sendo perseguida. —Deixe-me fazer as pazes com você. Não preciso perguntar como. A intenção de Brody está escrita em todo o seu rosto. A maneira como ele olha para mim, como se nada mais existisse para ele, desencadeia uma pesada pulsante dor entre as minhas pernas. Meu corpo responde a ele com tanta facilidade, e é assustador. Eu o quero, mas nunca esperei esse nível de necessidade. Essa coisa entre nós é um trem de carga. Nada parece ser ca paz de pará-lo. Eu não. Ele não. Talvez nem mesmo a distância. Eu mal processo o pensamento com Brody agora de pé no meu espaço, seus ombros largos me aglomerando. Suas mãos enormes se ajustam em meus quadris. Eu soltei a respiração que estava segurando. —Deixe-me. Uma de suas palmas desliza em volta da minha barriga e para baixo, deslizando para baixo até que ele está me tocando sobre minha calcinha. Ele esfrega toda a mão entre minhas pernas, e para trás, para trás e para frente, um ritmo lento e constante projetado para me deixar louca. O peito de Brody se expande enquanto ele respira profundamente pelo nariz, mantendo-se restrito. Seus olhos estão me assistindo, lendo a minha reação. Meus lábios se abrem e um pequeno gemido escapa. Toque -me. Deus. Por favor. Isso é tudo o que preciso. Ele arranca minha calcinha de lado, e um grosso dedo desliza através do meu liso e inchado calor. —Foda-se. — Seu suspiro é duro e ele geme. —Jordan.


O alívio de seu toque é instantâneo. Sim. Deus, obrigada. Mas não é o suficiente. Meus quadris balançam para frente, uma demanda em silêncio por mais. Seus lábios pousam nos meus, língua empurrando dentro da minha boca ao mesmo tempo em que o dedo empurra dentro de mim. A invasão força um gemido prazeroso da minha garganta. Brod y engole o som, beijando-me com tanta força que quase dói. Minhas mãos agarram seus ombros, segurando-me antes que curve ante a pressão. Ele recua ofegante, tempo suficiente para rosnar, —O seu suéter. Tira isso. Eu mal o tiro dos meus ombros quando sua boca se agarra em meu mamilo. Brody suga-o profundamente em sua boca, o tempo todo seu dedo mantém sua agressão constante, mergulhando dentro e, em seguida, puxando a mão para acariciar sobre o meu clitóris, uma e outra vez. Minha respiração engata no ataque implacável. Arranco o suéter sobre a minha cabeça e ele cai no chão, já esquecido quando ele me pega e me coloca sobre o balcão. —Oh Deus— Eu suspiro quando ele suga vastos beijos molhados para baixo em minha barriga. Brody cai mais embaixo, espalhando minhas coxas amplamente. Seu olhar se instala entre as minhas pernas e ele morde o lábio. Eu contorço. —Brody. Por favor. Seus olhos levantam escuros e cheios de luxúria. Eles seguram os meus enquanto ele pega a fina tira elástica da minha calcinha em seus punhos e as arrasta para baixo e fora. Seus olhos caem. Estou completamente exposta, vestindo nada, enquanto ele ainda está totalmente vestido. Não me importo. Eu preciso dele, de qualquer maneira que ele quiser dar-se a mim. Brody mergulha ainda mais para baixo, entre as minhas coxas. Palmas das mãos ásperas deslizam pelo exterior de minhas pernas. Ele as impulsiona sobre os ombros largos. Eu obedeço, miando enquanto ele agarra minha cintura e segura. Sua força é imensa, cada músculo definido se contrai duramente enquanto ele leva o meu peso.


Meus tornozelos bloqueiam em torno dele, minhas coxas se agrupam em ambos os lados de sua cabeça. Cavo meus dedos em seus cabelos, agarrando-me insegura sobre seus ombros. Logo antes de eu pensar que estou prestes a cair no chão, ele se vira e empurra as costas contra os armários altos da cozinha atrás de mim, seu hálito quente e duro no meu clitóris. —Eu quero comer você de todas as maneiras, Jordan, — ele me diz em um tom que não deixa dúvidas de que ele quer dizer o q ue ele diz. Um único momento mais tarde, ele me acaricia com a palma da sua língua. Eu lamento muito e bem, minha cabeça cai para trás e bate no gabinete com um baque. —Oh, Deus. Minhas mãos deslocam até os ombros. Os músculos arredondados são sólidos e densos por baixo do meu alcance - tenso. Meus dedos cavam duro e ele grunhe um som de prazer enquanto sua língua mergulha mais fundo dentro de mim. Sei que estou segura - as mãos de Brody em mim são firmes e seguras, mas ainda sinto tonturas e superaquecimento. Minha cabeça está perto do teto e meu coração bate febrilmente. Os meus suspiros e gemidos ficam mais altos e mais próximos enquanto sua boca banqueteia-se de mim, sua língua lambendo progressivamente à medida que meu orgasmo se aproxima. —Preciso de você, Brody— eu ofego, porque eu desesperadamente preciso. Preciso de seu corpo nu e trancando apertado em mim antes de me despedaçar aos pedaços. Ele se move constante e lentamente, me abaixando para voltar ao balcão com outro grunhido. Libertada da tensão de segurar, minhas coxas tremem. Brody anda para trás, agarrando no decote de sua camisa e puxando-a sobre sua cabeça. —Depressa — insisto, embora não ache que ele possa mover-se mais rápido do que ele já está. Brody puxa um preservativo do bolso da calça, e sou grata que ele está sendo inteligente, porque estou muito impaciente para me importar. Ele rasga o pequeno pacote de alumínio desesperadamente, dedos desajeitados. —Droga—, ele murmura. —Eu preciso passar a tomar pílula—, digo-lhe impaciente.


—Faça isso, — diz ele, conseguindo liberar o preservativo. Segurando-o na mão, ele usa a outra para desfazer o botão e o zíper da calça jeans. Empurrando-os para baixo de suas coxas, ele puxa seu pau grosso livre da cueca e desliza o preservativo sobre ele. —Próxima semana. Vou com você. Eu passo para frente do balcão, espalhando minhas coxas em convite. Ele se move entre elas. Nossa respiração vem em soluços e meu olhar cai, fixando-se sobre a cabeça inchada de seu pau empurrando dentro de mim. Com um impulso dolorosamente lento, Brody me enche. Nossos peitos pressionados juntos, ambos os nossos corações batendo uma batida maníaca. Em seguida, ele acalma e inclina a cabeça, descansando sua testa contra o meu esterno. Sinto sua respiração na minha pele nua, quente e pesada. Ele engole, com a voz embargada. —Nada é mais gostoso do que você, Jordan. Sem levantar a cabeça, Brody puxa lentamente e empurra de volta, afundando-se mais profundo. Eu junto os dedos pelo cabelo sedoso e sussurro seu nome, os olhos queimando com emoção súbita. Como poderia deixar isso acontecer? Eu voo do outro lado do mundo perseguindo um sonho e acabando com o mais quente, mais brilhante, o amor mais doce que já terei a chance de conhecer. Brody é emocionante e turbulento, charmoso e sexy, e profundamente torturado abaixo da superfície. O homem enterrado dentro de mim imperfeito, e eu quero o para sempre com ele.

agora

é

loucamente

Eu acordo no final da manhã. Uma simples mudança de meus quadris e estou gemendo. Eu sofro em toda parte, mas é uma deliciosa dor. É o tipo que apenas dois episódios de sexo incrível podem produzir. Puxando uma respiração profunda de ar, meus pulmões se expandem enquanto rolo na cama, esticando os músculos doloridos e buscando Brody.


Ele está na minha mesa, desocupado, balançando na giratória. Meu laptop fica aberto. Ele está falando com alternando com mordidas na fatia de pizza fria que descansa mão. Minha testa franze. Ele está no telefone? Me desloco cotovelo, puxando as cobertas comigo.

cadeira alguém em sua em um

Sem dúvida ouvindo o farfalhar dos lençóis, Brody vira e um sorriso maroto ilumina seu rosto. Instantaneamente, fico desconfiada. —Oh, ela finalmente acordou—, diz ele. —Isso deve ter sido um inferno de um jogo de futebol, meu irmão responde. Brody sufoca um bufo. Que amado inferno? Meus olhos disparam para a tela do computador. Nicky acena. É tempo de verão lá e as pontas de seu cabelo parecem ter mergulhado no ouro do sol - claro e brilhante para o meu olhar cansado. Eu esfrego uma mão sobre os olhos. Acordei em um universo alternativo onde meu irmão e Brody se tornaram melhores amigos durante a noite? Parece que sim. Tomando uma mordida enorme de pizza, Brody detém a fatia na minha direção. Seus olhos estão arregalados enquanto ele mastiga, seu rosto excessivamente brilhante como se ele não tivesse dormido. Ele engole. —Quer uma mordida? —Não, — eu resmungo, embora secretamente eu queira. Pizza fria no café da manhã é uma fraqueza vergonhosa minha e estou morrendo de fome, mas não tenho planos de languidamente nua na cama, comer pepperoni e queijo enquanto meu namorado e irmão batem papo na mesma sala juntos. É estranho. E errado. E mencionei estranho? O que está acontecendo? —Estamos apenas colocando as coisas em dia— Nicky me diz em sua agradável voz —Isso não é divertido? Meu estômago ronca. Eu ignoro enquanto olho entre ambos. — Sim? Colocando em dia o que? —Surf, diz Nicky.


—Futebol, responde Brody ao mesmo tempo. Meu olhar desconfiado se aprofunda. —Bem. Bom papo. Tenho que ir. Parabéns pela vitória, Barney. — Depois de casualmente soltar aquele apelido de infância horrível como um desvio tático, Nicky se inclina e toca o teclado, encerrando abruptamente a chamada via Skype. Brody cospe uma risada, girando a cadeira para trás em minha direção depois de fechar o laptop. —Barney? Meu queixo se projeta para fora e eu cruzo os braços. Sem qualquer aviso, Brody mergulha na cama e estou sufocada sob uma enorme massa de noventa bizarros quilos de carne de um delicioso homem. Ele recua e consigo sugar uma golfada de ar rápida antes que ele ataque. Agarrando minhas duas mãos, ele as prende acima da minha cabeça. Ele rasga os lençóis para longe com a mão livre, expondo meu torso nu ao ar frio. As almofadas ásperas de seus dedos deslizam para baixo da minha caixa torácica, deliberadamente batendo em todos os meus pontos de cócegas. Eu grito e rio. Quando ele escova ao longo de um mamilo suave que responde instantaneamente, endurecendo e enviando deliciosas faíscas de prazer direto para o meu núcleo. Minhas costas arcam e meu riso morre, um gemido se liberta da minha garganta. —Mmmmm... — Brody estica o som, o olhar fixo no meu mamilo agora endurecido. Ele traça o pico com o dedo, provocando lentamente, antes de se afastar. Eu me contorço, meu peito subindo, caçando mais do seu toque. —Você gosta disso...— ele olha para cima do meu peito —... Barney? —Brody. — Eu tento dizer o nome dele em uma voz severa, mas o brilho em seus olhos insolente desencadeia outra gargalhada. —Estou morrendo de vontade de saber, — diz ele antes de sugar o mamilo na boca. Sua língua rodopia languidamente e minha respiração engata. Ele libera o mamilo e termina a frase. — Como você conseguiu esse apelido particular. Brody libera meus braços e imediatamente estou cobrindo os seios com as mãos. —Eu nunca vou dizer. Ele faz beicinho. — Eu tenho maneiras de fazer você falar.


Tenho certeza que ele tem. Na verdade, sei que ele tem, quando o resto das cobertas são arrancadas da cama e jogadas descuidadamente para o chão. —Está frio,— eu reclamo, mas o meu corpo já está começando a aquecer enquanto Brody lentamente começa a torturar-me, me tocando em todos os lugares, dirigindo-me ao pico do orgasmo antes de se retirar, não me deixando chegar a essa adorável crista que meu corpo precisa tão desesperadamente. —Ok — eu suspiro eventualmente. —Vou te dizer. Apenas… Deixe-me gozar, maldito. Ele levanta a cabeça de onde ele está agora lambendo o vinco da minha coxa. —Tut Tut, Barney. Pediu muito bem. Um riso me escapa. —Por favor! Eu farei qualquer coisa que você pedir. Apenas pare de me chamar de Barney! —Qualquer coisa? Ok, então.— Brody se agarra ao meu clitóris instantaneamente, sugando com a boca e girando a língua. De algum lugar na sala seu telefone toca. Ele ignora completamente. Mantendo seu ritmo implacável, Brody não para até eu ver os pontos brancos brilhantes atrás de minhas pálpebras. —Oh meu Deus, — eu grito em um longo, aflito gemido. Seu telefone toca novamente enquanto minhas pernas caem pesada e inutilmente sobre a cama. Estou tão exausta. — Você deveria atender isso. Brody recua, com as mãos raspando minhas coxas enquanto ele repousa sobre os calcanhares. Ele está sem camisa, uma ereção impressionante estica a virilha da calça jeans que ele está usando. — Isso pode esperar. —Parece importante. Suas mãos dão uma pausa no ato de desfazer o zíper. — É um ringtone. Como é que pode soar importante? —Porque quem quer que seja já ligou duas vezes. — Sempre que alguém liga assim, desencadeia uma palpitação de pânico no meu peito de que algo está errado. — Basta atender isso — insisto.


Com um rolar de seus olhos, Brody pula para fora da cama. Levantando em ambos os cotovelos, o vejo caminhar até minha mesa. Ele pega o telefone, onde ele repousa ao lado do meu laptop e verifica a tela. Sua testa franze. — É o meu tio. Professor Draper. Sendo seu tio, o motivo da chamada pode ser qualquer coisa, mas meu estômago em si se amarra em nós. —Você vai chamá-lo de volta? Brody esfrega a parte de trás do seu pescoço, e sei que ele está sentindo a mesma tensão que estou. —Mais tarde. Depois do jogo. —Não. — Eu balanço minha cabeça. Seu próximo jogo é daqui a dois dias. —Você deve apenas fazê-lo agora. Acabar com isso. Quando ele apenas olha com tristeza para a tela, me apresso para fora da cama e silenciosamente me aproximo. Chegando atrás dele, esfrego seus ombros e ele deixa escapar um suspiro profundo. —Se fosse qualquer coisa mensagem, — ele argumenta.

urgente

ele

teria

deixado

uma

Tomando a decisão das mãos de Brody, seu tio toca novamente. —Responda. Brody range os dentes, mas ele bate no pequeno botão verde e coloca no ouvido. —Olá? Eu não posso ouvir o professor falar. Em vez disso viro minha cabeça para o lado e a descanso contra suas costas. Minhas mãos se deslocam de seus ombros e para baixo, deslizando em torno de sua cintura até que estou abraçando-o por trás. Ele se instala em meu abraço como ele gosta, a mão livre que vem para descansar na minha, a sua maneira de me dizer para ficar parada. —O que tem isso?— Brody pergunta, seu corpo ficando tenso. Há uma pausa onde seu tio fala novamente. Enquanto escuta, o corpo de Brody tenciona mais firmemente, o peito começando a subir e descer em um ritmo pesado. —Foda-se — ele retruca. Meus olhos tremulam fechados. Seja o que for não é bom. Eu sabia que não seria, e a reação física de Brody confirma.


—Eu não posso. Tenho treinado todos os dias. No caso de você ter perdido isso, temos um jogo importante em dois dias. Outra pausa. —Tudo bem — Brody mói para fora. —Estarei lá em um minuto. Ele desliga o telefone e joga-o de volta na mesa. Suspirando profundamente, eu me afasto, deixando meus braços caírem enquanto dou um passo para trás. Ele se vira, sua expressão de dor enquanto ele me enfrenta. —Eu reprovei no curso. Minha respiração fechada é audível. — Brody. Brody dá de ombros, mas posso ver o ligeiro tremor em seus lábios. Ele está lutando para conter a onda de frustração. Um passo adiante, dois passos para trás. Ele lança seu olhar para baixo, piscando duro quando ele sufoca as próximas palavras. —Passei no final, mas a nota intermediária e de trabalhos não foram suficiente s. Vai diminuir o meu GPA26 e vou perder a minha qualificação para jogar futebol. Tomando conta de seus braços, puxo-os para mim, envolvendoos em torno de mim. —Então o que fazemos agora? Brody bufa um riso amargo e balança a cabeça, de alguma forma reunindo esforços. —Nunca diga morra. Esse é o seu lema, certo?— Suas mãos deslizam para baixo, provocando arrepios enquanto ele segura minha bunda. —Você deveria tatua-lo aqui.— Ele aperta firmemente. Eu gemo. Não consigo segurar. Mesmo agora, com esta notícia um bocado devastadora, meu corpo não pode obter o suficiente dele. Brody responde deixando cair a cabeça no meu pescoço, plantando beijos ao longo da linha da minha garganta. —Eu preciso de você, — ele murmura, ignorando a minha pergunta sobre onde vamos a partir daqui. — Agora.

26

G.P.A. é a sigla para grade point average, ou “média de notas”.


Ele me faz viajar para trás em direção à cama e me empurra para baixo. Eu caio para trás sobre ele com alívio. Eu já esperava por Brody me afastar com raiva, mas em vez disso ele está me puxando para mais perto, sua necessidade tão palpável que me faz doer. —Sim, — eu digo a ele. — Agora. Ele rasga seu zíper. Nem em segundo mais tarde Brody levanta minhas pernas. Enrolando-me em uma bola; minha metade inferior sobe e ele empurra seu pênis grosso dentro de mim. Não é doce ou íntimo, mas áspero, e ele se sente bem. Ele bombeia duro e rápido, impulsionado por uma necessidade animalesca. Muito em breve, ele está gemendo meu nome, seus quadris batendo contra a minha bunda. Eu não gozei, mas não me importo. Brody cuidou de mim mais cedo. Esta é a sua vez. Brody permite ir de minhas canelas e minhas pernas caem abertas. Ele cai entre elas, sua pele pegajosa enquanto ele cai em cima de mim. Minhas mãos correm abaixo de sua pele úmida das costas, calmante e gentil enquanto ele suga o ar. —Sinto muito. —Sem mais desculpas. Ele balança a cabeça. Plantando as palmas das mãos plana sobre a cama em cima de mim, Brody puxa para fora com um gemido e arrependido dá passos para trás para fora da cama. —Eu tenho que ir.— Puxando as calças, ele puxa o zíper fechado. —Você não me respondeu antes. O que nós fazemos? —Eu tenho que fazer o crédito extra, compensar as notas antes que elas se convertam para a faculdade. Isso faz sentido. Sorte que o professor de Brody é seu tio e esta disposto a estender a oferta. Mas estamos no meio de campeonatos. Não há tempo para fazer o que sei que ele tem que fazer. Sento -me na borda da cama. —O que posso fazer? Após puxar sua camisa para baixo e em seu lugar, ele se inclina e traça um sonoro beijo em meus lábios. —Baby. — Ele recua e olha para mim, com as mãos sobre os joelhos. Suas faces estão tingidas de rosa, mas o cansaço em seus olhos me preocupa. —Eu consigo isto. Tudo que preciso é te abraçar a noite. Posso fazer isso?


Eu tenho que lutar para manter a excitação da minha voz. —Eu sou toda sua. Quando ele sai, vou para o chuveiro, minha raiva crescendo de forma constante. Se Brody não tivesse falhado naquele exame intermediário, ele teria passado no curso. Tudo o que posso pensar agora é que isto é culpa de Kyle, e preciso colocar meu plano em ação. Hoje á noite.


Depois de deixar o apartamento de Jordan, vou direto para o escritório do meu tio, ansioso para acabar logo com esta reunião. Depois de ser aprovado no exame final, ainda não tinha considerado ser reprovado no curso. A notícia foi um golpe monumental, mas agora estou calmo. O que está em desacordo com a forma como o meu temperamento que tem estado fora de controle ultimamente. Preciso rastrear Damien e perguntar-lhe sobre os efeitos colaterais dessas pílulas. Algo que nem sequer pensei antes de começar a mastiga-las como doces. Meus dedos batem acentuadamente em sua porta. —Entre, — Patrick chama. Depois de tomar uma respiração profunda, viro a maçaneta e entro. Meu tio olha por cima de sua mesa, puxando os óculos e joga-os no topo de uma pilha de papéis. Ele olha para mim por um momento longo, áspero. — Você parece uma porcaria. Eu tenho certeza que pareço. Não dormi uma única piscadela em mais de vinte e quatro horas. Não me sinto cansado embora. É como se eu tivesse dormido por consistentes oito horas já. Meu corpo não está me dando quaisquer sinais de que esta privado de sono, e isso é um enorme positivo. Tenho treinando todos os dias e nós estamos próximos do fim do campeonato. Cada minuto tem que contar, mas sei que estou coberto por agora, graças a Damien.


Eu sorrio preguiçosamente, tomando um assento em frente meu tio. —Bem, me sinto ótimo. Seus olhos estreitos enquanto eles me olham por cima. Meu corpo se mexe desconfortavelmente sob o seu escrutínio. — Que diabos você está tomando, Brody? Porra. Como é que ele sabe? Meus dedos ficam brancos enquanto meu punho aperta nos braços da cadeira. Forço um sulco confuso na minha testa. —O que você quer dizer? Patrick empurra a cadeira para trás. Levantando-se, os olhos seguem enquanto ele me espreita em torno da mesa. Parando na minha frente, ele se inclina para baixo e fica bem na minha cara. — Você acha que não reconheço os sinais de abuso de drogas? Você parece exausto, e ainda assim você está enrolado apertado mais do que uma mola. Já passei por faculdade de direito, Brody. Eu vi tudo, e tudo o que eu vi ...— Ele se inclina mais, olhos queimando e feroz. — Isso nunca acaba bem. Um bufo de risada me escapa e eu rolo meus olhos. —A sério. Drogas? Eu não... Meu tio empurra para trás, a voz um comando áspero, veias esticam o pescoço. —Cale a boca! Eu sento em silêncio atordoado enquanto tensão raivosa domina a sala. Patrick golpeia a mão no rosto, balançando a cabeça. —O que você está tomando, Brody? — Meu queixo aperta. —Eu não estou. —Não discuta comigo. Você é meu sobrinho. Eu te conheço melhor do que o seu próprio pai maldito faz. Eu sei que você está tomando alguma coisa. Seja o que for, você precisa parar. Tomando pílulas não prescritas medicamente prescrita para você é errado. — Decepção irradia dele em ondas. —Isso faz de você um trapaceiro, Brody. É assim que você quer chegar à frente? Trapaceando? Meus lábios pressionam juntos. Patrick está fazendo uma montanha de um pequeno morro. Um par de comprimidos não é abuso de drogas, nem é trapacear. Não quando estou em desvantagem para começar. Tudo o que o Adderall já fez é me oferecer a chance que ser disléxico nunca fez.


—Dane-se tudo para o inferno, Brody!— Ele rosna quando permaneço de bico calado. —Você é um atleta universitário. A estrela de futebol. Centenas de milhares de fãs acham que você anda sobre a água maldita. O que pensariam se soubessem? —Foi apenas um par de comprimidos, — digo a ele. Mas não foi apenas um par. Minhas mãos tremiam quando abri o frasco esta manhã e achei que estava quase vazio. Nem mesmo me lembro de ter tomado tantos. —Para estudar. Isso é tudo. Nada mais. Meu tio retorna ao seu lugar, o seu suspiro profundo e pesado. Ele olha para mim e, a julgar por sua expressão sei que ele quer acreditar em mim, para me dar o benefício da dúvida que simplesmente não mereço. —Prometa-me que é isso. Eu olho nos olhos dele e minto. Não tenho uma escolha. Não vou passar os próximos dias sem tomar mais, não agora com este trabalho extra para lidar. Elas me possibilitam ver tudo com cor, conseguir fazer toda a merda, e me sentir bem ao fazê-lo. Agora é meu salvador. Meu ás no buraco. Meu touchdown filho da puta. Eu preciso disso.

Depois de um dia inteiro de treinamento e assistindo o jogo, deslizo dentro da minha SUV, meu corpo machucado e dolorido. Eu lanço meu telefone para o banco do passageiro. Ele pousa na pasta que meu tio deu-me esta manhã. Duas designações de trabalho. Ambos irão levar várias horas cada para pesquisa e conclusão. Eu sei que tenho sorte de ter tido a chance de refazer minhas notas, mas amargura me enche de qualquer maneira. O que vem fácil para todo mundo é dez vezes mais difícil para mim. Quero que isso acabe, mas tenho mais um semestre para completar antes que possa me formar. E eu tenho que me formar. Meu pai se orgulha de ser um homem que sempre segue adiante com suas ameaças.


Inserindo as chaves na ignição, ligo o motor. Agora que estou fisicamente sentado, exaustão me oprime. Tem sido trinta e seis horas desde a última vez que dormi. Meu corpo está falhando duro. Eu lanço minha cabeça para trás e fecho os olhos, só por um minuto. Uma batida na minha janela me desperta com um solavanco. Passando a mão no meu rosto, uso a outra apertar o botão. O ar frio corre, fazendo seu melhor para me acordar e falhando. —Treinador, — eu pronuncio indistintamente, minha voz fraca demais para dizer mais. —Madden.— Sua testa franze enquanto ele mergulha a cabeça, olhando para mim. —Você está bem, filho? —Bem. Apenas cansado. —Bom. — Acena o treinador. Ele sabe que está nos empurrando para além de duro. Para ele, a nossa fadiga é um distinti vo de honra. —Você está no toque de recolher. Vá para casa. O meu telefone vibra enquanto saio do estacionamento. Eu ignoro. Minhas chamadas e mensagens da tarde são tudo porcaria: patrocinadores querendo falar sobre marcas, agentes que prestam conselhos não solicitados na minha futura carreira na NFL. Deveria me sentir animado, mas não tenho tempo para apreciar a posição que estou agora, nem sentar e apreciar o quão longe eu vim. Tudo o que posso fazer é concentrar-me em cada dia como ele vem, e talvez, com sorte, vá sair ileso do outro lado. Depois de fazer uma mala, tomo mais um comprimido antes de empurrar o frasco dentro dela, escondendo-o sob uma pilha de equipamentos de ginastica. Feito, volto para o meu carro, puxando meu telefone enquanto corro para baixo da escada para deixar Jordan saber que estou a caminho. Uma mensagem de Jax repousa na tela. Ele lista o endereço de uma casa de fraternidade bem conhecida por suas festas consecutivas. Jax: Cara. Você precisa para chegar até aqui, pronto.


Eu balanço minha cabeça, Em vez disso ligo o meu telefone que estou no toque de recolher. com a Jordan, então porque iria de um grande jogo?

não me preocupando em responder. em modo silencioso. Meu primo sabe Ele também sabe que estou de volta querer estar festejando a noite an tes

Apitam os bloqueios, abro a porta do passageiro do meu SUV e despejo o meu saco. O meu telefone vibra com outra mensagem enquanto ando em torno pela frente para o lado do motorista. Amaldiçoando sob a minha respiração, eu verifico a tela, franzindo minha testa. Jax novamente, enviando uma foto. Molhos de chaves barulhentas na minha mão, paro na porta e agito -a aberta. Minha tensão nos olhos, fazendo com que as figuras escureçam. O momento que percebo o que estou vendo, meu coração começa a bater uma batida furiosa, batendo tão duro contra meu peito que dói. Alcanço uma velocidade vertiginosa para chegar à festa, fazendo curvas muito rápido, pneus cantando. Deixando meu carro estacionado em fila dupla, faço o meu caminho para dentro, em silêncio, soltando fumaça. Eu me movo através de foliões, caras que me dão tapas nas costas pela esquerda e direita, batem-me com conselhos sobre como eles acham que posso melhorar o meu jogo. Eu os evito todos enquanto procuro meu primo. Quando meus olhos encontram Jax, ele está saindo da cozinha para o quintal, Damien logo atrás dele. Eu grito seu nome, empurrando através de pessoas para alcançá-lo. Ele se vira, alívio iluminando seu rosto como neon quando me vê. Isso só amarra meu estômago em nós mais apertados. —Onde ela está?— Pergunto quando chego perto, minha voz áspera. Ele balança a cabeça. —Eu não sei. Ambos desapareceram. Ambos. Meu estômago se agita. A imagem dela e Kyle, cabeças inclinadas próximas, tão íntimos, esta queimando em meu cérebro. O leve sorriso no rosto é suave e tentador, e que deve ser destinado somente para mim.


Depois de verificar duas festas antes, acho Kyle na terceira, embriagado até os ossos. Bom. Este vai ser um passeio no parque. Dobro-me em sua linha de visão, espero que ele me note. Ele faz. Seus olhos levantam e fazem uma varredura na sala, esfregando os olhos e voltando para mim. Ele olha em volta, em busca de Brody. Quando ele não o vê, seus olhos deslocam de volta para mim com um propósito, e ele faz o seu caminho em direção a mim. Eu sabia que ele faria. Qualquer oportunidade para me pegar de canto e irritar Brody ele vai aproveitar. —Jordan, — diz ele, chegando ao meu lado. Eu forço um sorriso nos lábios. —Você está fora da coleira esta noite eu vejo. Ha, ha, seu joguete. Sabendo que preciso manter isto crível, rolo meus olhos. Seria despertar suspeita se de repente começasse bajular seja o que for que ele pensa que o torna muito melhor do que todos os outros. —Bebe? Eu dou de ombros. — Claro, tudo bem. Kyle inclina sua cabeça em direção à cozinha. —Siga-me. Depois me entregando um copo de cerveja, ele sorri, balançando um pouco. —Então, onde está Brody hoje à noite? Ele está sentado em casa esperando por você, ou você finalmente viu a luz e largou idiota fodido? Oh, eu estou indo pregar sua bunda maldita para a parede. —Estamos dando um tempo. A sobrancelha de Kyle sobe na medida em que ele se inclina para trás contra o balcão atrás dele, usando-o para sustenta-lo de pé. — Bem, claro que lamento ouvir isso — responde ele, sua expressão me dizendo que ele sente tudo menos isso.


Eu lanço meus olhos para baixo porque não suporto olhar para ele. Não que ele perceba. Com Kyle bêbado, é fácil conversar com ele sem sentido, lentamente puxando-o ao redor para o trabalho de assistente de professor que ele faz com o Professor Draper. Um sutil golpe no ego nunca é demais. —O professor é um homem ocupado. Você deve fazer um monte de trabalho duro para ele. —Eu faço.— Kyle inclina a cabeça. —Ei, tenho que usar o banheiro.— Seus olhos digitalizam a sala lentamente. —Esta um pouco selvagem aqui esta noite. Vem comigo? — Ele pisca. —Eu vou mantê-la segura. Em retrospectiva, este é o momento exato em que o jogador se tornou o jogo, mas minha mente não registra nada, exceto o que vim fazer. Tudo que eu quero é pegar Kyle em sua teia de enganos e corrigir a nota que sabotou. —Ok. Obrigada. Colocando meu copo no balcão, o sigo subindo as escadas. Sabendo que eu poderia não ter outra chance, uso essa para apertar o botão de gravar no meu telefone antes de colocá-lo de volta no bolso de minha saia. Os banheiros têm filas, então não penso nada quando sou levada ao terceiro andar. Ele abre a porta e eu passo para dentro, parando quando percebo que é um estúdio e não um banheiro. Eu giro em torno enquanto Kyle fecha a porta atrás de nós. Seu sorriso é lento e preguiçoso. Isso faz meu coração bater com batidas rápidas de apreensão. —Do que você está brincando, Jordan? Deus devo engolir isso. Não mostre medo, eu me comando. —Jogar?— Eu levanto uma sobrancelha friamente, cruzando meus braços. —De que você está brincando, Kyle? —Não é o que estou brincando, mas com quem. E é Brody, querida. Quem mais? Aborrecimento rasga através de mim e balanço minha cabeça. — Por quê?


Kyle dá um passo em minha direção, os olhos brilhando. Eu mantenho minha posição, forçando-me a não dar um passo atrás. — Você sabia que Brody e eu nos conhecemos há muito tempo? Nós fomos para a escola primária juntos. Nós acabamos na mesma liga infantil. E mesmo assim ele era sempre tão malditamente privilegiado. Naquela grande e chique casa com sua mãe e pai, suas roupas bonitas, sempre usando o melhor de tudo. Nada de segunda mão para ele, só serviria equipamentos de futebol de marcas reconhecidas e de alta qualidade.— Ele dá mais um passo. —Como se isso não fosse suficiente, o seu treinador, e todos os seus professores, deram -lhe um passeio gratuito através da escola, enquanto eu tive que suar pra caramba. Aumentando suas notas mais rápido, do que uma criança gorda come doces. Sem dúvida, sendo pago. Você sabe o que isso me fez? Kyle esta direto na minha cara agora, um sorriso nos lábios. Ódio e amargura escoam a partir dele como o alcatrão preto, levantando o cabelo na parte de trás do meu pescoço. Eu olho minha voz um ataque mordaz. —Um ressentido, invejoso pequeno idiota? Ele ri. —Muito bonito, mas quem se importa?— A expressão de Kyle é modesta quando ele dá de ombros. —Eu sou apenas o cara certificando-se de que Brody tem o que merece, ou, neste caso, não merece. —E ele não merecia passar na prova intermediária? —Você está brincando comigo? Que golpe, ganhando a posição de assistente do professor para o mesmo curso que Brody está cursando. Não podia deixar passar a oportunidade de foder com sua nota. Meu coração bate tão forte que temo que possa ouvi-lo. —Você falsificou suas respostas? Ele dá de ombros. —Honestamente? Eu teria. Infelizmente, não tive necessidade de fazer uma única coisa. Brody falhou sozinho. —Eu não acredito em você.


Kyle ri. —Vamos lá, Jordan. Eu não mentiria para você.— Ele se inclina para baixo, colocando o rosto bem perto do meu. —Eu gosto de você. —Bem, eu não gosto de você. Toda essa minha ideia é um fracasso total. Meu bíceps é agarrado quando passo além dele. —Onde você pensa que está indo?— Seus dedos perfuram minha carne macia do braço e eu grito, tentando me libertar. Kyle torce o braço em torno de minhas costas. Manchas brancas dançam atrás de minhas pálpebras, a dor tão excruciante que minha voz falha. Eu giro, os meus pés tropeçando um no outro enquanto ele empurra meu rosto primeiro no sofá. —Eu acho que sair com babacas estúpidos estragou você.— Ele agarra meu outro braço, apertando os dois juntos nas minhas costas, deixando-me incapacitada. Suas mãos começam a vaguear sobre a minha saia. Dando tapinhas no meu bolso, ele chega dentro e agarra meu telefone. Ele verifica a tela, aperta o botão de parar antes de arremessa-lo longe. Ele bate no chão e desliza pela madeira lustrosa, fora de alcance. —Sou um pouco mais esperto do que o indivíduo médio, no caso de você não ter notado. E sim, eu fodi com a nota dele.— Ele sorri. —O que você vai fazer sobre isso? —Foda-se! — Eu grito, ofegante e tentando chutar para fora com minhas pernas. Kyle resmunga quando pego sua canela, mas o efeito é o de u m mosquito irritante e não faz nada. Sua mão desliza para cima da minha perna e por baixo da minha saia, agarrando minha calcinha. — Fique longe de mim você doente fodido!

Damien dá de ombros para mim. —Talvez eles tenham ido lá em cima.


Seu comentário improvisado faz minhas mãos enrolarem em punhos. Jax dá uma cotovelada afiada em seu lado. —Ai! —Você é um idiota,— meu primo acrescenta. —O que? Por quê?— Damien dá de ombros novamente e engole os restos de sua cerveja. Jogando o copo vazio na direção de uma grande caixa aberta nas proximidades, ele sorri. —Talvez eles tenham. Jax e eu compartilhamos um olhar mútuo. A julgar pela sua expressão infeliz, ele suspeita que Damien poderia estar certo. Sem dizer uma palavra, dirijo-me para subir as escadas na parte de trás da casa, subindo de dois em dois degraus ao mesmo tempo. Os dois estão atrás de mim quando chego ao segundo nível, perseguindo por corredores e empurrando as portas abertas. Eu estou em pânico na hora que chego ao terceiro e último nível da casa, sem encontrar qualquer um deles. Eu estou pegando a maçaneta da segunda porta, quando ouço um soluço alto e Jordan gritar: —Fique longe de mim você doente fodido! Com o coração na minha garganta, empurro a porta aberta. Kyle tem Jordan presa contra um sofá, a saia empurrada para cima em torno dos quadris e uma mão em sua calcinha. Seu rosto está amassado de lado na almofada, mas ela está se contorcendo duro e consegue soltar um braço e dá uma cotovelada no intestino dele. —Sua puta!— Ele rosna e curva firmemente a palma da mão aberta ao lado de seu rosto, o som de um estalo alto na pequena sala. Raiva ardente me cega. Seu início é tão rápido e duro que ultrapassa meu corpo completamente. Eu mal registro o que estou fazendo quando pego Kyle e jogo-o em toda a sala. O som de seu corpo batendo na parede alimenta minha raiva. Ele bate no chão com um grunhido e rola para suas mãos e joelhos. Alcanço o lado de Kyle, chuto forte no intestino. Ele grita e cai instantaneamente, rolando para as costas e com falta de ar. Não é o suficiente. Quero mata-lo por colocar as mãos sobre Jordan. Sem outro pensamento, estou em cima dele. Escarranchando seu corpo, esmago um soco no seu rosto, meus dedos queimam do impacto. É uma boa queimadura. Eu quero mais do mesmo. Quero sangue, filho da puta.


Nós travamos uma luta furiosa e meu cotovelo o acerta no olho. Ele cai para trás com um uivo, desorientado e enfraquecido. Não lhe dando qualquer momento para se recuperar, o meu punho bate -lhe na cara novamente. Os ossos de seu nariz quebram com o impacto e sangue jorra quente e úmido, escorrendo pelo seu rosto em um rio de vermelho e cobrindo ambos. Jordan diz alguma coisa, mas não posso ouvi-la sobre os gemidos altos de Kyle. Ele bloqueia as pernas em volta de mim e torce, me empurrando de lado no chão. Minha cabeça bate nas tábuas de madeira. Deixa-me tonto por um momento, e não vejo o soco de gancho que Kyle mira. Ele pousa em meu queixo e meu estomago contorce com dor. Filho da puta. —Brody!— Jordan grita. Mas não ouço nada. Tudo que vejo é aquela cobra na grama com as mãos sobre minha garota. Meus olhos se abrem, aterrando em Kyle. —Eu vou fodidamente matar você— eu repreendo. Eu rolo e o levo de volta para baixo. Meus punhos golpeiam duro, batendo em qualquer lugar e em todos os lugares que posso alcançar. Eu estou em uma zona de sede de sangue e não há nenhuma libertação disso. Gritos vindo de trás de mim. Não sei quantas mãos me agarram, me arrastando de Kyle de bruços. —Seu filho da puta!— Eu grito minha voz rouca e peito arfante de raiva enquanto eles me seguram. —Por quê? O que foi que fiz para você? Kyle geme, lutando para se mover. Ninguém se oferece para ajudá-lo. De repente, Jordan está ali e quem quer que seja que tem me segurado me deixa ir. Minha mandíbula trava e os meus olhos ardem enquanto a olho de cima a baixo. Sua maquiagem está borrada e seu cabelo emaranhado. Sua bochecha direita está machucada e começando a inchar, e a bela luz em seus olhos apenas...Desapareceu.


—Jordan, — eu resmungo, meu coração se quebra em mil pedaços. Não sei o que fazer, como consertar o que Kyle fez, e colocar tudo de volta do jeito que estava. Os braços que envolvo em volta dela parecem fracos e inúteis. Ela esconde o rosto no meu pescoço, lágrimas quentes escorrendo grossas e rápidas na minha pele. —Você está bem? Incapaz de falar, Jordan simplesmente balança a cabeça enquanto traço a mão trêmula sobre a parte traseira de sua cabeça. —Ele tocou em você? —Ele... Ele...— Jordan lambe os lábios e engole, seus dedos segurando a minha camisa como se ela estivesse se afogando. —Ele agarrou minha calcinha. Tudo o que ele conseguiu foi rasga -la de lado e, em seguida, você estava lá. Meus braços nela se apertam. Um minuto depois, e Deus sabe o que poderia ter acontecido. —Eu lhe disse para ficar longe desse imbecil, Jordan. Porque você estava com ele? —Sinto muito, — ela sussurra. —É tudo culpa minha. Mas ele mexeu com a sua nota, Brody. —Ele o quê? Ela recua e me olha nos olhos. —A intermediária. Eu sabia. Tudo que precisava era fazer ele admitir. Eu tentei gravar no meu telefone. Deus, pensei que era um grande plano, mas ele sabia. De alguma forma, ele sabia. Uma sensação de enjoo se aloja em meu intestino. Meus olhos caem para onde Kyle está tentando levantar-se do chão. Sua mão desliza no sangue enquanto ele rola em suas mãos e joelhos.


—Tire-a daqui, Madden—, diz Jax. Eu olho de volta para Kyle. Seu rosto esta uma bagunça. Eu fiz aquilo. Tanto satisfação quanto choque me atingem de uma vez. Tenho socado alguns caras na minha vida, mas nada tão violento quanto isso, e nunca por nada mais do que um pouco de besteira. Este é um ataque completo. Kyle não tinha a menor chance. Eu tenho sido sempre maior do que ele. Mais rápido. Mais forte. Mas ele merecia isso e mais. Jesus Cristo porra, quem se preocupa com a nota, suas mãos estavam tocando ela. Quero rasgá-lo tudo de novo, mas Jordan se segura na minha camisa, os dentes começam a bater. Ela precisa de um lugar seguro e familiar. Jax esta certo. Eu preciso levá-la para casa. —Nós vamos cuidar disso, — ele acrescenta. Nós compartilhamos um olhar rápido, a minha gratidão mais profunda do que o oceano maldito. Eu aceno e resmungo —Obrigado, amigo. Nós saímos por trás e caminhamos ao redor da casa onde meu carro ainda está estacionado em fila dupla. A volta ao apartamento de Jordan é silenciosa. Minha mão direita repousa sobre sua coxa, assegurando-lhe que eu estou aqui. Jordan não faz nada mais do que olhar para ele antes de voltar seu olhar para fora da janela. Ela é um zumbi agora, e não sei o que dizer ou fazer para trazê-la de volta à vida. Meu coração dói. Minhas juntas doem. Cada parte filha da puta de mim dói.


—Eu estou bem, — diz ela no silêncio implacável. Seus olhos ainda estão sensibilizados pelo cenário sombrio que nós passamos, então ela deve estar sentindo meus constantes olhares preocupados. —Não. Você não está. Jordan solta uma respiração instável baixa. — Eu estou. —Não é culpa sua, baby. Ela aperta os lábios. —Eu não me importo com o que ele fez. Vou consertar a nota. Kyle Davis sempre foi uma pedra no meu sapato. Estou acostumado a isso. —Você não deveria ter que se acostumar com isso! Eu mudo meu domínio sobre sua coxa e tomo sua mão na minha. Está fria. Eu dou-lhe um aperto. —Eu nunca tive ninguém que lutasse ao meu lado da maneira que você faz.— Eu trago sua mão ao meu lábio, dando-lhe um beijo. Ela olha direto para mim. —Com certeza, não gosto da maneira como você foi sobre isso, mas agradeço da mesma forma. Uma lágrima transborda e desliza por sua bochecha. Ela limpa com a mão livre. —Eu sempre vou lutar ao seu lado, Brody.

Quando chegamos dentro de seu apartamento, Hayden e Leah estão aconchegados no sofá. Um filme de ação está passando na televisão e eles estão brigando sobre uma tigela de pipoca. Ambas as cabeças giram em nossa direção. Leah franze a testa, os olhos estreitando um pouco. —Onde você est... Jordan cola um sorriso demasiado brilhante em seu rosto e a corta, soltando-se de meu aperto. —Só vou tomar um banho rápido. O olhar de Leah corta para mim, seus olhos se estreitando ainda mais enquanto Jordan vai direto para o banheiro. Balanço minha cabeça, em silêncio, dizendo-lhe para deixar isso pra lá.


Quando sigo atrás de Jordan, ela fecha a porta na minha cara, gritando: —Eu não demoro um minuto. Merda. Eu bato na porta. —Jordan. —Eu não demorarei nem um minuto, — diz ela, com a voz um pouco mais difícil, e ouço o clique de bloqueio da porta. Eu me viro. Leah e Hayden estão ambos me observando. Leah pega o controle remoto da mesa de café e aperta pausa no filme. Colocando no lugar, ela entrega a tigela de pipoca para Hayden. Ele agarra com um aperto de macaco, sua expressão alegre. Com sua pata gigante de um lado, ele empurra um enorme bocado enquanto Leah me dá toda sua atenção. —Que diabos, Madden? —Baby — murmura Hayden, pipoca caindo para fora de sua boca e espalhando em sua camisa. Ele pega os pedaços caídos e empurra-os de volta enquanto ele fala. —Não se envolva em sua intimidade. Não é da nossa conta. —Jordan não está se sentindo bem, — eu lhes digo. A expressão de Leah se transforma um pouco, alarmada com a menção de doença. —O que aconteceu? Hayden me dá de ombros simpático. — Cara.— Ele segura a tigela em minha direção. —Pipoca? —Não, — eu digo a ele, não me movendo da porta. —Obrigado. Hayden chuta os pés em cima da mesa de café, carregando outro bocado para si mesmo. —Então. Grande jogo em poucos dias, huh? Grande jogo é um eufemismo. É o jogo do Campeonato Nacional contra a Kansas State. Ganhamos isso e seremos o primeiro time CPU que será concedido o título de vitória por dois anos consecutivos. É o jogo mais importante da minha vida, e não posso sequer pensar nisso agora. — Sim. —Pelo menos não é muito longe para ir. O jogo será sendo realizado em Waco, Texas. É uma curta viagem de carro, mas chegaremos dias antes. Nossa equipe tem mídia para lidar com, conferências de imprensa, um encontro de boas vindas com fãs, solenidades em cafés da manhã e reuniões em jantar, e Deus sabe o que mais. —Não, não muito longe. Que tal...


E sou cortando pelo som de um alto soluço penetrando pela porta. Eu nem sequer bato. Agarrando a maçaneta, empurro forte, colocando o meu ombro contra ela. O frágil bloqueio rompe, me deixando passar. O que me cumprimenta faz minha garganta fechar-se. Jordan está sentada nua na parte inferior do chuveiro. Ela está fechada em uma bola vulnerável apertada, com o rosto pálido e toda a luta nela se foi. O choque do ataque de Kyle está consumindo-a livre. Eu entro no chuveiro. Minha camisa e jeans grudam na minha pele enquanto me reclino para pega-la. Ela não pode se enrolar mais apertado enquanto agarro-a contra meu peito e saio de debaixo da água. —Brody— ela soluça, tentando falar. Eu escovo meus lábios por cima de sua cabeça. —Shhh. Encostando-a na bacia, solto meu aperto para pegar uma toalha. Deslizando-a fora do cabide, a utilizo para cobrir sua estrutura tremendo. —Vamos te aquecer e secar. Eu carrego Jordan para o quarto dela. Quando a coloco sobre a borda da cama e recuo, ela se agarra em mim como um coala. —Não vá. Eu fixo meus olhos nos dela. —Eu não vou deixar você. Eu prometo. Vou apenas me livrar dessas coisas molhadas. OK? Jordan aperta os lábios e assente. Ela me deixa ir, e recuo e puxo minha camiseta por minha cabeça. Ela cai com um baque molhado no chão. Não é até que Jordan começa a vasculhar dentro do meu saco por roupa seca que me lembro das pílulas. Não leva muito tempo para encontrar o frasco, segurando para ler o rótulo. É tarde demais para eu tirar dela. —Brody — ela sussurra. De costas para mim, ela afunda de joelhos e desenrosca a tampa. Dois comprimidos solitários chacoalham dentro dele. Dois. Isso é tudo que me resta, e mal me lembro de tomá-los em tudo. Eu engulo a culpa. —Eles não são meus.


Jordan balança a cabeça. —Por favor, não minta para mim. —Eles não são, eu juro. —Foda-se, Brody. Sua maldição áspera me choca. —Como é? —Você me ouviu.— Chegando a seus pés, Jordan fecha o frasco e vira para mim, os olhos furiosos. —Foda-se! —Jordan... —Cale a boca!— Ela grita e atira o frasco no meu peito. Ele salta para fora e bate no chão. —Será que você tomou todas as pílulas? É por isso que você foi tão bem em seu exame final? Porque de repente você está recebendo notas surpreendentes e detonando em campo? Você sabe o que eu pensei? Ela está olhando para mim da mesma forma que meu pai faz, com raiva e toda uma batelada de decepção. Foda-se isso dói. Eu levanto o meu queixo e cruzo os braços, me preparando para o pior. — O que você achou, Jordan? —Eu pensei que o seu trabalho duro estava dando resultado! Que eu estava ajudando! Mas não era nada disso, não é? — Jordan grita. Abaixando-se, ela arranca a roupa de forma aleatória, empurrando tudo dentro da minha bolsa. Fechando o zíper, ela se endireita e empurra com força contra meu peito. — Saia. Frustração ostenta enquanto eu lido com a minha bolsa antes dela cair no chão. —Você não tem ideia de como é para mim. —Eu tenho uma pequena porra de uma ideia! —Você sabe o que? Dane-se.— Eu ando para a porta, muito chateado para me importar que ainda estou molhado e apenas metade vestido. Recolho o frasco de comprimidos no meu caminho e sacudo -o para ela ironicamente. Seus olhos estreitam. Apertando-o dentro de minha bolsa, agarro a maçaneta da porta e viro, encontrando o olhar ardente de Jordan. —Você é tão perfeita, querida,— eu zombo. —Ninguém pode viver de acordo com suas expectativas impossíveis, muito menos eu. Estou cansado de tentar. Estou tão fodidamente cansado de tudo.


Jordan inala o ar nitidamente. Seu rosto contorce e grossas lágrimas começam a cair uma após a outra por suas bochechas. Faço uma pausa nas minhas falas, um nódulo enchendo minha garganta. —Vá!— Ela sufoca. —Jordan... —Saia!— Ela grita, engasgando com um soluço. Cobrindo a boca com a mão, ela me dá suas costas. —Deus, sou tão estúpida. Como não pude ver? Eu solto a maçaneta da porta, meu braço cai solto ao meu lado. —Não posso deixar assim. —Você pode. A porta está ali.— Jordan vira e ondula uma mão em direção a ela. —Use-a. —Não.— Eu deixo cair a minha bolsa no chão e dou um passo em direção a ela. —Você sabe que te disse que eu iria arruinar-nos. Jordan me encara friamente, com os olhos vermelhos. —Você fez. —E você prometeu que não ia me deixar, — eu digo em voz baixa. —Porque não nos arruinou, — ela cospe para fora, limpando as lágrimas com as costas das mãos. —Ele arruinou você. Eu dou de ombros, impotente. —Você está certa. Isso arruinou. E você está melhor sem alguém como eu, mas a verdade é que estou melhor com alguém como você, e não posso desistir de você.— Eu dou mais um passo, chegando a escovar as costas dos meus dedos suavemente contra sua bochecha inchada. Ela se encolhe, sacudindo a cabeça para fora de meu alcance. Meu braço cai, ferido, queima um buraco gigante no meu peito. —Eu amo você, Jordan. Jordan silencia, minha declaração pairando no ar entre nós enquanto ela olha em silêncio. Eu pego seu rosto em minhas mãos, meus dedos tremendo contra o rosa úmido de suas bochechas. Estou me desnudando para esta menina, e meu tempo é uma droga, ma s é grande demais para manter por mais tempo. —Eu te amo. Você é a minha casa, e eu sou a sua.— Meus olhos ardem com a ideia de perdêla. —Não me peça para sair. Por favor.


—Eu também te amo, — ela sussurra em meio a lágrimas, e caramba, é bom ouvir isso, saber que não estou sozinho nessa. —Mas você precisa ir. As palavras relaxam em meus ossos. —Por quê? Por que tomei algumas pílulas? —Porque você é um mentiroso e um trapaceiro de drogas, Brody.— Desespero desce sobre seu rosto. —Porque juntos somos uma bagunça volátil. E porque você está errado. As minhas expectativas não são muito altas. Tudo o que sempre quis foi que você fosse o melhor que pudesse ser, e por um momento pensei que você estava realmente começando a acreditar em si mesmo o suficiente para fazer isso. Mas era tudo uma mentira. Você não acredita em qualquer coisa, exceto um frasco de comprimidos.— Jordan anda em volta de mim e caminha até a porta. Eu me viro enquanto ela segura a maçaneta e escancara a porta, seu queixo tremendo se esforçando para não despedaçar. —Por favor, vá. Meu coração estilhaça em mil pedacinhos irregulares. É a pior dor que já senti na minha vida. —Eu não posso. —Por favor, — ela sussurra. Eu tomo uma respiração irregular e caminho até a porta. Meu corpo inteiro está vibrando com a necessidade de agarra-la e não deixa-la ir. Leva tudo o que tenho para não fazê-lo. Curvando-me, pego minha bolsa do chão. Eu deslizo sobre meu ombro e endireito. Todo o tempo Jordan não olha para mim, como se a visão de mim a fizesse ficar doente. Alcanço a porta, faço uma pausa, olhando em frente para a área de estar às escuras. —Eu sinto muito. —Eu também.


Com a manhã vem um novo tipo de inferno. Meu telefone toca cedo, me acordando de um sono de merda. Os eventos da noite passada me batem em uma corrida, e isso é tudo que posso fazer para tomar um fôlego. Percebendo que poderia ser Jordan, arranco o telefone da minha mesa de cabeceira e leio a tela. Meu pai. Deus, ele tem o pior timing na história do mundo. Eu lanço o telefone em algum lugar em meus lençóis, deixando tocar. Com um gemido caio de volta no meu travesseiro e cubro meus olhos com o meu antebraço. Estou perdendo Jordan e não posso lidar com isso. Eu tenho que parar de tomar os comprimidos. Tudo que preciso é apenas para manter os dois últimos guardados para terminar os estudos de casos, e vou ser tão bom quanto ouro. Não mais depois disso. Então vou falar com ela e tudo vai ficar bem. Eu posso consertar isso. Eu tenho. Meu telefone toca novamente. Eu agarro de novo, batendo responder neste momento. —Maldição, papai! —Assim é como você atende ao telefone? Ele soa como chateado como eu, e não me importo. —Não. Isso é uma saudação que reservo especialmente só para você. Meu pai faz um som estrangulado de raiva. —Eu quero você em casa. Agora. —Pai, o que o inferno?— Eu puxo o telefone do meu ouvido para verificar a hora. Seis da manhã porra. —É cedo e tenho treinamento. —Não mais, você não tem. —O que?— Sento-me na cama. O treinador vai ficar furioso se estiver atrasado para o treino. —Você não pode... —Nós dois sabemos muito bem que eu posso. Casa, — ele enuncia em voz alta. —Agora. Quando ouço o tom de discagem, viro e esmago o meu punho no travesseiro com um grunhido frustrado. Não há nada que eu possa fazer, quando ele diz pule, só posso perguntar quão alto. Eu me arrasto da cama. Depois de jogar meu equipamento de esporte de treinamento, enfio minha cabeça no quarto de Jaxon. Está vazia. Sua cama esta desfeita, mas não necessariamente dormiram aqui. Não é incomum, mas depois de deixa-lo lidar com Davis na noite passada, isso me deixa nervoso não encontrá-lo em casa.


Chegando à casa dos meus pais, estaciono na garagem. Mesmo a esta hora o velho Lewis está fora trabalhando em seu jardim. Eu bato a porta do carro, sem me preocupar em dar-lhe a minha saudação informal regular. Eu só não posso ser incomodado. Alcanço os degraus da varanda, noto a porta entreaberta e vozes elevadas. Minha testa contrai quando ouço meu pai e tio trocarem altos argumentos. Eu me movo para a porta e pauso. —Brody vai estar aqui a qualquer minuto. Tenho certeza que ele tem uma explicação brilhante, — diz meu pai, seu sarcasmo claro como cristal. —Acusações de agressão, pelo amor de Deus. Não há nenhuma maneira que Jaxon fez isso. Tem Brody escrito tudo sobre ele. —Você está brincando comigo? Isso tem você escrito sobre tudo isso.— Isso vem do meu tio e ele parece chateado. —Você fez aquele rapaz nenhum favor com o seu temperamento violento e seu desprezo. —Eu dei-lhe um teto sobre sua cabeça e comida na boca! —Você não lhe deu nada!— Patrick ruge e eu recuo. —Brody está preocupado e esperei muito tempo para entrar em cena. Eu deveria ter feito isso um inferno de muito mais cedo. Ele está falhando nas aulas, tomando drogas, e entrando em brigas! Você criou-o para ser desse jeito. —Drogas? Oh infernos não... —Basta!— Seus gritos estão saltando fora das paredes, e não aguento mais. Abro a porta e entro, encontrando-os ambos se encarando fora no corredor. —O que está acontecendo? Meu pai infla suas narinas quando ele olha para mim, com as mãos nos quadris. —O que está acontecendo é que só passei as últimas duas horas limpando sua bagunça. Kyle Davis colocou acusações de agressão contra você na noite passada depois de bater o inferno fora dele. Jaxon levou a culpa por você. —Jax foi preso?— Meu sangue ferve. Davis fodido. —Ele passou a noite preso, mas nós temos a questão esclarecida , — diz Patrick. —Jaxon está a caminho de casa. Falando sobre...— ele olha para o relógio —... Eu preciso chegar em casa também.— Dando a meu ombro um aperto firme, meu tio me olha. —Brody não sei o que Kyle fez, mas não posso acreditar que tudo isso foi por nada. Minha porta está sempre aberta para você, se você quiser falar.


Ele sai e quando os cliques da porta se fecham atrás dele eu me volto para o meu pai. —Como?— Pergunto. —Como você esclareceu tudo? —Tivemos que pagar as pessoas.— Sua voz se eleva. —Incluindo Kyle Davis, que culpou o incidente em você.— Ele preenche a distância entre nós, ficando na minha cara. —E ele não foi barato, então você me deve por isso. Meus olhos se estreitam. —Devo? Eu teria tomado as acusações. Eu não pedi que você consertasse. Você o fez para si e sua carreira política maldita por isso nem sequer tente fingir o contrário. Meu pai aponta o dedo para mim. —Você vê sua boca. Minha carreira política paga as roupas nas suas costas. Puxando minha camiseta sobre a minha cabeça, a empurro contra seu peito. —Aqui.— Ele agarra-a, sua expressão irritada. — Tome de volta. Você pode tê-las todas de volta. Isso é o quanto me importo com o que você faz para mim. Eu vou para a porta. —Onde você pensa que está indo? —treinar— eu digo, sem olhar para trás. —O diabos que você vai,— meu pai rosna. Meu bíceps é agarrado e paro bruscamente. Eu dou meia volta, a fúria que emana de meu pai é palpável. —Você não pode só... Sua palma estala rigidamente no meu rosto, cortando o meu comentário. Minha cabeça estala para o lado e dor floresce através do meu osso malar. —Não se atreva a sair enquanto eu não terminar de falar com você. —Então termine — eu digo para o meu pai enquanto o empurro para trás, escondendo a dor de seu tapa. A violência é a única forma de comunicação que já tivemos. Por que mudar as coisas agora?


Quando eu chego em casa, Jax esta espalhado no sofá vestindo as roupas da noite passada. Ele parece um pouco áspero em torno dos limites, embora tenha certeza que eu pareço pior. —O que diabos aconteceu com você? —Meu pai— eu digo, minha voz plana. Jax puxa-se para uma posição sentada, seu tique-taque da mandíbula. Eu começo primeiro antes que ele possa fazer perguntas. —Como foi na prisão? —Oh, foi o melhor.— Ele muda de lado e olha duro no meu rosto. —Eu quase virei a puta de Big John, e fiz amizade com as baratas locais. O colchão cheirava como um cadáver em decomposição e a água da torneira tinha gosto de mijo. E por causa de seu pai, não tenho antecedentes criminais para mostrar para nada disso. —Rasgado, — eu engasgo e rio, o que faz com que minhas costelas pulsem como um tambor. Com um gemido, afundo até o sofá e encontro os olhos de Jaxon. —Você sabe, quando você disse que ia cuidar de tudo, não quis dizer para você se rebaixar e sacrificar sua virgindade anal para Big John. Jax bufa uma risada curta e balança a cabeça. —Bem, depois de tudo ele não me convidou para sair, então acho que estou me sentindo um pouco desiludido.— Ele olha para mim com uma expressão de esperança falsa. —Talvez ele vá ligar mais tarde.


—Sinto muito. —Que ele não ligou? —Sim. Talvez ele tenha um irmão. —Little John? Eu ri e ele envia uma dor aguda no meu lado esquerdo. Eu chupo uma respiração afiada. Meu pai tinha seguido o seu tapa na minha cara com um soco afiado para minhas costelas depois de eu têlo empurrado. —Inferno — Jaxon atravessa e puxa meu braço, revelando meu tronco inchado. Todo o divertimento prévio cai de seu rosto. —Cara, isso parece doloroso. Você precisa de um hospital? —Nenhum hospital. —Você deveria ir de qualquer maneira, — argumenta ele, já de pé e indo para o meu quarto. Eu sigo para trás. Ele abre minha gaveta da cômoda, tirando uma camiseta e moletom. —Nós podemos ir pela entrada dos fundos. Ninguém vai nem saber que você está lá. — Jax despeja as roupas em minha cama e pega meu braço. —Pelo menos eles podem dar-lhe algumas drogas fortes para a dor. Drogas para a dor. Por que não pensei nisso antes? Coloco as roupas lentamente como um homem velho. —Merda, Brody. Você não pode jogar assim. Você pode jogar assim? —Claro que posso. Acontece o tempo todo. Tony Romo jogou com uma costela quebrada e um pulmão perfurado. —Jesus vocês caras são loucos fodidos. Você quer que eu chame Jordan? Meu estômago contrai em uma apertada e quente bola de miséria. —Não. Suas sobrancelhas sobem. —Não? —Ela já era, Jax. —Já era?


Dando-lhe as costas, pego meu telefone. Ficou em silencioso e uma pilha de chamadas perdidas e mensagens do meu treinador fulminam de volta para mim a partir da tela. Eu não tenho certeza de que desculpa posso dar-lhe para a falta de treinamento hoje, mas seja o que for, sei que tem que ser muito bom. Colocando-o no meu bolso, engulo o enorme nó na garganta e respondo a Jax. —Sim. Você sabe as finais de futebol da Florida. Ela terá ido por uma semana. —Oh, certo. Por um minuto pensei que vocês tivessem terminado novamente. Eu não respondo, porque não posso. Não sei como diabos estamos agora. Eu continuo ferrando tudo, e não sei como parar. —Você quer me dizer por que o seu pai estava chateado dessa vez?— Jaxon pergunta quando estamos no carro e acelera em direção ao hospital. —Por eu respirar— murmuro sob a minha respiração. —Davis, certo?— Jax balança a cabeça, juntas brancas no volante. —Esse imbecil precisa sumir fora da face da terra.

No dia seguinte, no treino minha costela está amarrada apertad o como um espartilho maldito, e estou voando alto no Percocet27. Dois comprimidos em vez de um leva-me a sensação de extrema euforia. Não é nada como Adderall. Os remédios para dor entorpecem meus sentidos, mas, cara, é bonito relaxar viajando alto. Nada dói. Nada importa. Mesmo meu coração maltratado para de sangrar. É só eu, a bola, e um campo infinito de verde. Lindo.

O Percocet é um remédio prescrito para dor, tem 325 mg de acetaminofeno e 5 mg do narcótico analgésico oxicodona. As prescrições para o Percocet são altamente monitoradas pelo governo federal, pois a oxicodona pode ser usada de forma indevida ou levar ao vício. Produtos com oxicodona não são recomendados para uso prolongado e podem ter efeitos colaterais fatais se usados incorretamente. 27


Eu nem sequer tenho que criar uma desculpa para a minha ausência de ontem. O treinador Carson falou com meu pai, que lhe disse que eu estava envolvido em um pequeno acidente de carro. O treinador tinha os registros hospitalares enviados por fax para o médico da equipe, que me examinou por si mesmo. Seu rosto mostrava todo o ceticismo, mas ele se manteve em silêncio. Eles querem esses campeonatos, tanto quanto a equipe faz. No dia do nosso jogo, estou injetado com altas doses de um analgésico e sou enviado para o campo com um tapa nas costas. Eu jogo alto como uma pipa. Eu jogo áspero. Eu jogo como um homem sem nada a perder. Nós ganhamos, mas pela primeira vez não posso invocar qualquer alegria. As palmadas nas costas, os abraços comemorativos, e os sorrisos largos são todos forçados. Eu manco fora do campo um homem quebrado. É o ponto mais alto da minha carreira no futebol, e o mais baixo que já senti. Isso me assusta quando começo a questionar porque estou fazendo isso afinal. Mas o que eu faria sem isso? Mais tarde naquela noite nós celebramos no bar. Esta barulhento e agitado, e as meninas cobrem cada pequeno espaço. Sua maquiagem é brilhante, seus vestidos curtos e justos. Elas se mantêm agarrando minhas mãos e tentando empurrá-las para cima de suas saias. Eu costumava pensar que era quente ser querido desta forma, mas agora isso só me deixa triste. Eu não quero ter nada a ver com qualquer uma delas. Só quero beber. Quero esquecimento por um tempo. Eu estou na quarta cerveja quando Jordan liga. Levanto -me rapidamente, empurrando através das pessoas para sair. O ar está um frio congelante, e minha respiração sopra para fora em nuvens brancas quando respondo. —Jordan? —Brody. Só é preciso que ela fale meu nome e uma corrida de calma toma conta de mim. Forma-se um sorriso no meu rosto. Abraçando meu corpo, me inclino contra a parede exterior do edifício, mantendo minha cabeça baixa para evitar atenção indesejada. —Ei.


Quando ela responde, sua voz é suave e baixa e traz arrepios na minha pele. —Ei você mesmo. Eu só...— Ela faz uma pausa por um momento e, em seguida, exala uma respiração instável. Ela está nervosa, como se não soubesse o que dizer. —Parabéns pela vitória hoje. Meu sorriso se alarga. —Você assistiu ao jogo. —Como eu poderia não vê-lo? —Não foi o meu melhor jogo, — eu admito. —Seu jogo médio é melhor do que todos os outros, mas você jogou como se você estivesse ferido. Evitando a pergunta, verifico meu relógio. —O que está fazendo acordada até tão tarde?— —Não consigo dormir. —Não? Por que não? Jordan faz uma pausa por um longo momento, quase ao ponto que acho que ela ou adormeceu ou desligou e estou muito por fora para perceber. —Porque você não está aqui. Eu abraço-me apertado. —Jordan... —Eu sinto muito. Minha testa franze. —Por quê? Jordan ri e o som é alto e nervoso. —Eu tinha essa coisa toda na minha cabeça do que queria dizer a você, e não me lembro de nada disso. Um grupo de três bêbados se aproxima de mim, rugindo nossa canção de equipe. Eu me movo para longe e viro, dando-lhes as costas. —Então, basta dizer qualquer coisa. —Estou com medo. Eu pressiono o telefone mais forte em minha orelha, a necessidade de ouvi-la melhor sobre o barulho do bar que está filtrando fora para a entrada da frente. —Por quê? Você está confuso, Brody, e não sei como ajudá-lo. Você viu o que aconteceu. Encontrei essas pílulas e me apavorei. Eu te amo, e, em vez de ajudá-lo, fiz você ir embora —


Virando, pressiono minha testa contra o tijolo áspero e fecho meus olhos, meu estômago é um nó enjoado. —Porque eu menti para você. —Você fez. Há uma longa pausa e não sei como preenchê-la. —Você ainda está tomando esse material? Você está tomando alguma coisa? —Não— Jesus, tenho uma prescrição hospitalar para Percocet e o médico da minha equipe médica receitou-me a mesma coisa. Estou nadando em pílulas agora. Mas não é a mesma coisa. Preciso delas. Meu rosto dói como uma cadela, minha costela está latejando, e meu corpo tomou um grande golpe no jogo. Eu coloquei a mão dentro do bolso da minha jaqueta letterman28. Meus dedos curvam ao redor da garrafa, segurando firme, e minha voz é uma lixa quando falo. —Eu não estou tomando nada. —Eu não sei se deveria acreditar em você. —Eu mereço isso. —Brody… Por quê? Minha garganta se fecha. Eu olho para os meus pés. —Porque não sou bom o suficiente sem ele, e, por favor, não tente me dizer que sou. É um fato, Jordan. Com ele consegui fazer o trabalho quando precisei...— meu tom endurece um pouco —... E eu não vou pedir desculpas por isso. —Eu não estou pedindo isso para você, — ela vocifera em resposta. Minha voz se eleva. —Então porque você está me chamando? Se você quer me deixar ir, então é só fazê-lo porra. Não me amarre por perto com suas chamadas de piedade.— Isso dói malditamente demais quando já estou sofrendo o suficiente. —Eu não quero deixá-lo ir, mas nós não somos bons juntos!

28


—Maldição!— Girando, bato meu punho na parede de tijolo do bar. Gritos da Jordan me alcançam através da dor rugindo que ricocheteia para cima de meus dedos. —Não chore. Bebê… Por favor,— alcançando meu bolso, com a unha do polegar abro a tampa do frasco e escamoteio um comprimido, engolindo a seco, sem um segundo pensamento. —Nós podemos ser bons juntos. Nós apenas nunca tivemos uma chance. —Será que algum dia teremos? —Nós temos que ter. Eu amo você, Jordan. Não vou deixar você fora da minha vida. Nunca. Depois de um suspiro, ela diz, —Eu deveria ir... —É a pressão—, eu deixo escapar, desesperado para mantê-la na linha, só por um minuto a mais. —É muito ruim agora, mas não estará sempre lá. —O que você está dizendo? relacionamento no gelo por um tempo?

Devemos

colocar

nosso

—Sem gelo, Jordan. Só… Um dia de cada vez.— O que é mais do que tenho o direito de pedir, mas estou pedindo de qualquer forma, porque o que eu tenho a perder? Sou capaz de lidar com qualquer coisa, se sei que tenho Jordan no final de cada dia. —Vamos fazer isso. —Ok—, ela concorda em silêncio e meus ombros caem com alívio. —Um dia de cada vez.


Uma semana mais tarde, estou assistindo o ônibus da equipe da Jordan virar a esquina, devolvendo-as ao campus do aeroporto. Estou ansioso. Sei que estou. Mas o Percocet mantém isso bem enterrado abaixo da escura e sombria superfície onde isso não pode me tocar. Com as mãos enfiadas nos bolsos, vejo enquanto ela pula os degraus abaixo atrás de suas companheiras de equipe, suas bochechas rosadas com euforia, porque elas ganharam a sua semifinal, progredindo para o final do campeonato, e então ganharam isso também. Um gorro cobre a sua cabeça e ondas de seda ondulam sobre os ombros e as costas. Seu rosto está ligado e ela está rindo de algum a coisa que Paige está gritando atrás dela. Quando ela se vira, os olhos pegam os meus e ela fica sóbria instantaneamente, fazendo uma pausa no último degrau. Eu não lhe disse que estaria aqui. Não tinha certeza que estaria. Mas isso pareceu o certo e eu não queria esperar, por isso estou aqui. Seus olhos azuis claros correm sobre mim como se ela não me visse há anos. Isso me dá esperança. Ombros tensos aliviam sob mim, e expiro em uma corrida, os meus lábios curvam-se lentamente. — Espero que esteja tudo bem estar aqui.


Paige dá as costas de Jordan uma cotovelada e ela sai fora, andando na minha direção. Quando ela atinge meu lado, ela levanta a mão, com os olhos no meu rosto machucado. —Você está ferido. Dedos suaves arrastam para baixo ao lado do meu rosto. Todas as suas companheiras de equipe vertem para fora do ônibus, enxameando o pavimento, animadamente abraçando família e amigos, mas não as vejo. Somos apenas nós dois. —Não é nada.— Eu tomo sua mão e a movo para longe do meu rosto, ligando nossos dedos. —Só o preço do jogo. —Parece dolorido. —Está bem. Eu mal posso sentir isso. Jordan começa a se afastar, seu olhar preso no motorista removendo a bagagem debaixo do ônibus. —Eu deveria pegar minha bolsa. —Eu vou buscá-la.— Eu sei qual é a bolsa dela e a encontro rapidamente. A pego do chão, a lanço sobre meu ombro e por sua vez, aponto para o meu carro estacionado no meio-fio. —Posso te levar para casa? Afeto aquece os seus olhos. Eu estou tentando essa coisa de —um dia de cada vez— e sei que ela vê e aprecia. —Isso seria legal. Partimos para o meu carro, caminhando lado a lado. Sua mão desliza na minha, encaixando perfeitamente. Meus dedos fecham em torno dela, e meu coração se expande quando ela aperta suavemente, silenciosamente me dizendo que poderia estar tudo OK. Eu trago sua mão aos lábios, beijando as costas dela enquanto caminhamos. —Parabéns pelo campeonato. Sabia que você ia conseguir. Jordan sorri. —Ainda não caiu a ficha. —Bem, sei exatamente como comemorar, — eu digo a ela com uma piscadela, soltando a mão para puxar as chaves do meu bolso. Eu apito as fechaduras.


—Oh? — Jordan arqueia uma sobrancelha ante a insinuação no meu tom. —E isso é? Eu abro a porta do passageiro traseiro e atiro a bolsa no banco. Batendo-a fechada, me viro e sorrio. —Com champanhe, é claro. Por quê? Você estava pensando em algo um pouco mais... íntimo? Jordan agarra a maçaneta e empurra abrindo a porta do passageiro, mas não rápido o suficiente para que eu perca o lampejo de decepção em seus olhos. —Claro que não — ela murmura, deslizando dentro do carro. Eu rio para mim mesmo enquanto caminho para o lado do motorista.

Eu acordo cedo com os raios solares filtrados e meu corpo em concha com Jordan em um casulo quente. Empurrando-me em um cotovelo, esfrego meu rosto. Nós ainda estamos vestindo nossas roupas de ontem, mas em algum momento durante a noite Jordan pegou o cobertor no final da cama e puxou-o por cima de nós dois. Afastando o cabelo longe de seu pescoço, me inclino perto e pressiono meus lábios sobre a pele nua. É impossível não fazê-lo. Jordan dá um gemido sonolento e meu pênis se contrai. Quando estou com ela sempre apenas me sinto bem. Eu quero mais do mesmo. Meus lábios trilham para baixo, mordiscando, até chegar ao ponto onde o pescoço encontra seu ombro. Ela rola, piscando preguiçosamente, com um sorriso nos lábios. Ontem à noite nós bebemos champanhe, comemos torradas vegemite29, e conversamos sobre nada em particular. Ela terminou com a gente deitado na cama assistindo a maratona de Game of Thrones30 em seu laptop. Sangue. Violência. Nudez. Foi incrível. Nunca tinha visto o programa antes, mas agora eu era um convertido.

É a marca registada para uma pasta de untar australiana de caráter alimentício, de cor castanha escura, de sabor salgado e elaborado a partir de extrato de levedura. 30 É uma série de televisão norte-americana baseada na série de livros As Crônicas de Gelo e Fogo (A Song of Ice and Fire no original), escritos por George R. R. Martin. 29


Chutar para trás na cama juntos e assistir Jon Snow lutar uma boa briga contra os White Walkers pareceu tão normal. Eu amei Jordan me dando isso porque minha vida parecia tão fora do normal até agora. —Se este é um dia de cada vez, gosto dele, — disse ela com uma voz rouca de sono. —Eu também. Os olhos de Jordan vagueiam sobre o meu rosto. —Eu gosto de acordar e ver seu rosto bonito também. Reviro os olhos com desgosto. Sua resposta é rir, e meu coração sobe na leveza no som. —Eu acho que o termo correto é viril e sexy. —Uh huh.— Ela balança a cabeça, séria. — Bonito. Não tomando gentilmente o termo, me lanço sobre Jordan. Ela responde com um grito, seu joelho chegando instintivamente para me bloquear. Isso me atinge nas costelas. Eu caio para trás com um grunhido duro e um gemido. —Porra. Seu rosto paira sobre mim, mechas despenteadas de cabelos longos que derramam no meu pescoço e no peito, fazendo cócegas na minha pele. —Eu sinto muito. —Eu não.— Eu puxo o braço dela e ela cai em cima de mim. Escondo a careta de dor e me alongo, capturando seus lábios com os meus, segurando-os por um longo e quente momento. Ela recua e vejo que seus olhos estão enchendo rapidamente. —Ei. O que está errado? —Você, Brody. Aquela chamada via Skype que você teve com o meu irmão. Você estava arranjando para ele estar lá para as minhas finais na Flórida. —Tudo que fiz foi chamá-lo via Skype para lhe dizer as datas e contribuir com as passagens. Nicky providenciou o resto. Não foi nad a. Eu sei a dor de não ter família em seus jogos. Pelo menos com a Jordan a única barreira era a distância e isso é algo facilmente corrigido. Seu irmão e eu somos amigos no Facebook agora. Eu vi os posts de Nicky sobre sua visita e tê-lo lá significava o mundo. Eu podia vê-lo no sorriso de Jordan nas fotos.


—Você me deu uma semana com meu irmão. Isso não é nada.— Jordan empurra para cima de mim, sentando-se em cima da cama. — Eu queria te ligar um milhão de vezes para te agradecer. —Oh?— Minhas sobrancelhas arqueiam para cima. —Isso é engraçado, porque não vi um milhão de chamadas não atendidas no meu telefone. —Eu sei. Desculpe-me. Apenas pensei que seria mais fácil esperar até que chegasse em casa.— Jordan segura minha bochecha e se inclina perto, pressionando um beijo suave nos meus lábios. Recuando, ela olha para mim. —Obrigada. Muito mesmo.— Os olhos dela se mudam para o relógio na mesa de cabeceira. —Você não tem treinamento? Você tem uma partida de jogo para se preparar. Eu a beijo novamente. —Isto pode esperar. —Diga isso para o seu treinador. Jordan está certa, mas não quero que ela esteja, sobretudo quando ela sobe em cima de mim e permanece. O short esportivo que ela está vestindo é de um tom laranja tão brilhante que me sinto cego. Eu continuo a olhar de qualquer maneira, porque o quilometro de perna que ela está fingindo vestir requer certo nível de inspeção e apreço. Eu as assisto se afastar, carregando Jordan para a porta. — Vou fazer para você um shake de proteína. Eu não protesto contra sua saída, só porque seus shakes de proteína são milagres da manhã. Ela acrescenta mel e banana, e algo que ela chama de Milo. É algum tipo de chocolate em pó crocante que seu irmão envia especialmente para ela da Austrália. Ela pode ter seu vegemite, mas vou comer essa coisa direto da lata até que fique doente. Quando o quarto está limpo, rolo da cama e chego até o meu casaco pendurado na cadeira de Jordan. Eu encolho os ombros e depois de usar o banheiro, paro na pia, manuseio um par de comprimidos de meu bolso, e os empurro em minha boca. Ligando a água, me inclino, bebo direto da torneira enquanto engulo -os para baixo.


Depois de lavar o meu rosto, endireito, as duas mãos apoiadas na cômoda, e olho-me nos olhos. Eu pareço bem. Um pouco machucado, mas toda aquela merda escura me corroendo por dentro não está aparecendo em meu rosto. Bom.

A equipe de Brody perde o jogo de futebol. Foi perto, mas ele se culpa quando não deveria. Algo não está certo com ele. Mesmo agora, com nós dois de volta no apinhado de estudos e treinamento para nossas respectivas ligas, sinto nuvens negras pairando acima. Enquanto me sento aqui na beira da sua cama esperando por ele voltar do ginásio, estou contemplando esquadrinhar seu quarto. Ele disse que não estava tomando nada. Eu deveria acreditar nele. Uma pequena parte de mim não quer saber, e odeio essa parte. Quão fácil seria apenas só enterrar a cabeça na areia. Estou a uma semana de distancia das provas com Seattle Reign. Carreira vem em primeiro lugar, não importa o quê. Foco. E além, logo Brody e eu não vamos ter este tempo juntos. Devo estragar o pouco que temos expressando meus medos? Sim. Você deve, minha voz interior argumenta. Dane-se. Estou procurando no fundo da gaveta de sua mesa de cabeceira quando ele entra na sala, jogando a bolsa de ginástica no canto. Eu pulo de volta na cama, meu coração martelando. Brody me enfrenta, de banho tomado e já despindo suas roupas. Um sorriso ilumina seu rosto, seus olhos brilhantes e alertas. Dou -lhe um sorriso hesitante. Feliz parece ser a escolha do humor de hoje à noite. —Vamos sair, — diz ele, e me dá as costas enquanto ele abre uma gaveta e tira um par de calças. —Sair?— Eu pergunto, duvidosa. É tarde e eu tinha planos para um início da noite.


Brody vira, puxando-as para cima de suas pernas. —Em algum lugar agradável.— Inclinando-se, ele pressiona um rápido e duro beijo em meus lábios. Estou rodeada pelo aroma de sabão fresco antes que ele recue, levando-o com ele. —Vamos parar na sua casa assim você pode se trocar. Não leva muito tempo para Brody conduzir-nos ao caminho. Pouco menos de uma hora mais tarde, estou sentada em frente a ele em uma mesa de restaurante. Eu olho para longe do garçom derramando vinho caro no meu copo e observo os pisos de madeira pálidos, iluminação quente e clientes nas proximidades nos observando com reconhecimento em seus olhos. Não havia muito tempo para fazer um esforço com minha aparência, mas pelo menos eu tinha aquele farrapo de tecido preto para usar graças a Leah. O vestido está fazendo sua estreia hoje à noite, e Brody não tem sido capaz de arrastar os olhos de mim desde o momento em que saí com ele. Quando meu olhar se volta em seu caminho, ele ainda está me observando atentamente. —Eu não tenho certeza se deveria estar aqui.— Meus olhos caem para o cardápio quando o garçom nos deixa. Os preços não estão listados. —Um bife provavelmente custa mais que o meu carro. Um sorriso puxa seus lábios. —Um Mc lanche Feliz custaria mais do que seu carro.— —Isso pode ser verdade, mas ele nunca me decepcionou, no entanto.— Eu vanglorio. Ele finalmente olha para longe, virando seu olhar para fora da janela. —Não como eu, hein. —Você não me decepcionou. Mas o que você fez? Esse não é quem você é. Lamento que você sentiu que tomar pílulas era o que você tinha que fazer. Eu só não quero que você faça isso. —Eu não vou mais fazer isso.— Ele fecha seu cardápio e descansa-o no canto da mesa. Engolindo duro, levanta os olhos ao meu. —Ok? Eu quero acreditar nele. Tanto que isso me dói. —Ok.


O garçom retorna para tomar nossos pedidos, e em meio a nossa refeição, Brody abaixa a faca e garfo e pigarreia. —Como está o seu peixe? —Incrível, — eu respondo. Está perfeitamente cozido e cheio de sabor, o que me surpreende, porque este é o Texas, o estado não oficial da carne. —Como está a sua carne? Os olhos de Brody enrugam e ele olha para o parcialmente comido pedaço de carne em seu prato. —Está bom.— Seu olhar varre a sala antes de voltar a olhar para mim, e ele corre os dedos por tufos de seu marrom dourado cabelo. —Você provavelmente está se perguntando por que estamos neste lugar, hein? —Eu estou, — eu respondo. Brody dispendeu algum esforço para me trazer a um dos melhores restaurantes de Austin. É elegante e sofisticado, com luz de velas acrescentando um ar de romance. —Sei que temos levado as coisas devagar então talvez eu vá apagar? Eu brinco. Eu espero por uma resposta provocante, mas nada vem. Quando ele fala, há um profundo acorde de sinceridade em sua voz. —Você não está pronta. E vou esperar o tempo que leve até qu e você esteja. —Eu não quero esperar mais. O reconhecimento faz o meu corpo respirar um suspiro de alívio. Eu sei que Brody está também porque ele está metade levantando -se da cadeira antes de eu terminar de falar. —Eu vou pagar a conta. Eu ri e aceno meu garfo em sua direção. —Ainda estou comendo! Ele resmunga e se senta novamente enquanto pego um grande bocado de peixe, agora com pressa para sair também. Brody me observa mastigar apressadamente e ri. É profunda e ondula toda a mesa. Isso morre de repente e olho para cima, encontrando-o olhando para mim com um olhar estranho em seus olhos. —Jordan— Tomando uma respiração profunda, ele deixa escapar —Vamos nos casar. Minha respiração silencia, meus membros congelam, e por baixo de tudo meu coração bate uma selvagem batida interrupta. Descansando cuidadosamente a minha faca e garfo no meu prato, dou lhe toda a minha atenção. Sua expressão é brilhante com esperança e mais do que um pouco de medo. —O que você acabou de dizer?


—Case-se comigo.— Ele se estica e agarra a minha mão, arrastando-a para mais perto dele. Sua palma está úmida e aperta a minha firmemente, meus dedos rangem em seu aperto. Borboletas tumultuam no meu estômago e minha boca se abre e fecha. O casamento é algo para o futuro. Não sei o que é pre ciso para estar pronto para esse passo, mas seja o que for não tenho. —Isso é louco. —Eu sei.— Ele observa minha expressão de descrença e firma seus lábios. —Mas é o tipo bom de loucura, certo? —Brody...— Eu balanço minha cabeça. —Por quê? —Por quê?— Ele solta a minha mão e bate para trás em sua cadeira, quebrando a nossa conexão. —Você seriamente precisa perguntar isso? —Nós estamos indo de um dia de cada vez para nos casar? Sua mandíbula aperta. —Eu não preciso fazer um dia de cada vez para saber que quero estar com você o resto da minha vida. Lágrimas picam meus olhos. Sinto o mesmo, mas o que ele está pedindo é impossível. Eu olho em algum lugar sobre seu ombro, porque sou uma covarde, incapaz de suportar ver a dor que estou prestes a infligir. —Eu não posso, Brody. Vou assinar com Seattle. Estou indo embora. —Eu sei, — diz ele em voz baixa. Meus olhos atiram para seu desgosto e vejo se escondendo por trás deles. —Eu já sei. E não vou mentir. Dói você não estar assinando mais perto. O Houston Dash saltaria para ter você. Mas aqui está a coisa. Estou orgulhoso de você, Jordan, e não vou segurar você de volta. Este é o seu sonho, e quem diabos sou eu para tirar isso de você? Ou colocar restrições sobre ele. Eu sei que não serei capaz de acordar com você todas as manhãs, mas pelo menos vou saber que tenho você na minha vida. Eu preciso de você na minha vida. — Eu engulo, sem saber o que dizer, então paro, num acesso de raiva nervoso do riso escapando dos meus lábios. —Eu nem sequer conheço sua família.


—E se você tiver sorte, você nunca irá, — ele responde, seus olhos escurecendo em um olhar duro. —Eu não estou pedindo-lhe para casar com a minha família, Jordan. Apenas comigo. Eu deveria dizer não. Isso seria a coisa inteligente lógica a fazer, e sempre fui lógica e inteligente. Nós dois somos jovens. Nós dois temos carreiras. Nós ainda nem nos formamos na faculdade. No entanto, não consigo formar a palavra. Eu engulo, minha boca seca. — Eu preciso pensar sobre isso. Depois de uma pausa, um sorriso puxa os cantos dos lábios. — Isso não é um não.


—O quê?— A palavra explode dos lábios do meu irmão através da tela do meu laptop. —Foda-se, não!— Ele se inclina, como se vendo o sulco de fúria em sua testa de perto fosse me obrigar a obedecer. —Você não está casando com algum jogador de futebol da faculdade. Isto não está indoEu o interrompo quando ele começa a apontar o dedo, aquecendo-se para um discurso retórico completo. Eu deveria ter mantido minha boca fechada e falado com Leah sobre isso em vez dele, mas o casamento é uma decisão que altera a vida, e uma que queria que meu irmão gêmeo pesasse comigo. Só não tão fortemente. —Eu sabia que não deveria ter dito. Nicky recua como se lhe desse um soco no nariz claro. —Sou seu irmão gêmeo. Você deve estar me dizendo tudo.— Seus olhos se estreitam. —O que mais você não está me dizendo? —Eu não estou mantendo nada de você — eu minto, porque realmente, há apenas algumas coisas que você não pode compartilhar com um irmão, gêmeo ou não. Ele balança a cabeça. —O tempo para sua carreira é agora, enquanto você é jovem. Você não terá outra oportunidade, e se você não tomar essa chance agora, você vai viver uma vida de e se e arrependimentos, e você vai sempre olhar para trás perguntando o que poderia ter sido. Quão longe você poderia ter ido. — Meu estômago afunda porque sei que suas palavras vêm de sua própria experiência. Ele desistiu de sua oportunidade por mim, e agora sua mente vai sempre saber o que poderia ter sido.


— Os relacionamentos, casamento, toda essa besteira pode esperar. Futebol não pode Jordan.— Ele passa os dedos pelo cabelo e se senta para trás num acesso de raiva. —Não posso acreditar que ainda tenho que lhe dizer isso.— Meus lábios pressionam juntos em uma linha apertada. Nicky está certo. Não posso acreditar que ele tem que me dizer isso também. — Quando ele propôs? —No jantar há duas noites. Isso foi completamente inesperado. Nós nunca sequer conversamos sobre isso antes disso, — acrescento eu, então ele sabe que não iria mantê-lo fora do círculo da confiança Elliot. —E o que você disse a ele? —Eu lhe disse que ia pensar no assunto. Nicky amaldiçoa em voz baixa, mas ainda ouço-o. —E depois que você pensou sobre isso, você disse a ele não, certo? Diga-me que você disse que não. Por um segundo quero mostrar desafio e dizer a ele que eu disse que sim, só porque odeio a maneira como Nicky age como meu pai. Às vezes, seria bom ter o divertido afetuoso e travesso gêmeo de volta como ele costumava ser antes de perdermos tudo. Em vez disso meus olhos caem no teclado. —Eu disse não. —Bom.— Ele inclina a cabeça para trás contra sua cadeira de encosto alto. —Não quero ouvir mais nada sobre isto. Com as palavras de Nicky reverberando na minha cabeça, me concentro em nada além de futebol para a próxima semana. Todas as manhãs acordo exausta, como se tivesse feito treinos no meu sono. Provas com Seattle Reign estão indo melhor do que esperava e meu espírito está elevado quando eles me chamam para discutir um contrato. Isso está realmente acontecendo. Estou me mudando para Seattle no final do semestre, no dia seguinte de fato, e indo para o acampamento de treinamento com o melhor time do NWSL31. Brody treina tão duro para o projeto, e mantemos a tutoria. Não é um enorme sucesso. Existem alguns belos altos e baixos muito feios, mas ele raspa pela última de suas matérias. Pelo menos ele não tem a nuvem escura de Kyle Davis pairando sobre sua cabeça. Brody não vai falar sobre isso, mas eu sei que Kyle tentou prestar queixa de agressão que não colou. Jaxon me disse. 31

National Women's Soccer League – Liga Feminina Nacional de Futebol


O que mais aconteceu não sei, exceto que Kyle não passou seu último semestre na Colton Park Universidade. Os boatos da faculdade dizem que ele terminou seu último semestre em San Antonio. Boa viagem ao mau lixo. Com o fim do ano sênior chegando, Brody é o número seis alistado na primeira rodada, assinando com o Houston Wranglers onde ele pode permanecer relativamente perto de sua irmã. É um grande negócio. Enorme. E a tempestade na mídia chove para baixo, deixando-nos com pouco tempo para falar sobre o nosso futuro. É quando estou no aeroporto de Austin, fechando um ciclo, que a magnitude de deixar Brody me atinge. Ele me deixou e foi estacionar o carro. Lágrimas queimam meus olhos enquanto faço o check-in no balcão. —Porra,— murmuro grosseiramente e limpo os dedos debaixo dos meus olhos. Qualquer outra palavra simplesmente não vai servir. Não para isso. —Está repleto de chuva em Seattle,— a senhora do bilhete me diz com um sorriso simpático. —Eu estaria chorando também. —É?— Eu nem sabia, mas isso parece apropriado. —Aquele é o seu homem?— Ela pergunta. Eu viro minha cabeça. Brody está de pé à esquerda da linha atrás de mim, preso dando autógrafos. Ele me dá uma piscadela por debaixo de seu boné, mas não vejo a frustração em seus olhos. Nosso tempo é medido agora por meros minutos e estranhos estão roubando-os de nós. —Mmm-mmm, ele é bonito — ela fala pausadamente. —Eu vi vocês dois nos jornais. Um casal bonito.— Eu entreguei o meu bilhete. —Seja uma boneca e me pegue seu autógrafo? Eu forço um sorriso, puxando o meu bilhete, quando ela prende o refém. —Vou pedir-lhe para parar em seu balcão em seu caminho para ir embora. Seus olhos se iluminam. —Faça isso.— Meu bilhete é liberado. — E se Darlene estiver no balcão enquanto estou no intervalo , — ela diz depois para mim, —diga-lhe que ela pode me chamar da sala de recreação!


Eu viro as costas e já estou indo embora, mas aceno a minha passagem em resposta. Os olhos de Brody se levantam enquanto passo na direção dele. Ele esta diferente do dia em que o conheci mais de um ano atrás. Ele esta um pouco mais velho agora, maior e mais forte, o seu corpo adotou automaticamente o papel de profissional e experiente jogador de futebol que ele assinou contrato para ser. Ele ainda está cercado por pessoas, uma caneta na mão direita enquanto ele assina o bilhete de avião de alguém, mas os olhos castanhos escuros de Brody travam com os meus, segurando -o. Ele dá de volta o bilhete autografado para o homem ao lado dele vestindo uma camiseta Wranglers. O homem sorri, batendo Brody na parte de trás antes de se virar, e o próximo fã toma seu lugar. —Pegando uma bebida,— Eu digo antes de chegar a seu lado, balançando a cabeça em direção ao café, à esquerda. Ele balança a cabeça, resignado. Eu compro dois Gatorades, soltando-os na minha bagagem de mão junto com a minha bolsa. Retomando a bolsa, retorno. Outra multidão de fãs tem o rodeado como o último pedaço em uma festa de gaivotas. —Desculpa pessoal.— Cedendo outro autógrafo, ele empurra através deles, os lábios apertados em um sorriso educado. —Sério. Eu tenho que ir. Brody finalmente chega a meu lado, toda a pele dourada, olhos intensos e cabelo castanho claro enrolando debaixo de seu boné. Sua presença é extrema, um ímã gigante que atrai todos em direção a ele como o metal. Olhos o seguem, e os fãs mais fervorosos começa m sua abordagem. Ele tranca no meu cotovelo e me orienta em direção ao meu portão de embarque. —Tudo pronto?— Pergunta ele, movendo-nos para a frente rapidamente, sua vibração gritando —para trás fora e deixe-nos o inferno sozinho.' —Sim — eu digo, buscando informalidade quando nós chegamos ao portão, mas a palavra solitária sai em uma confusão quente, estrangulada pelo enorme nó na garganta.


—Baby. — Sua voz falha, e minha bolsa cai no chão ao meu lado quando ele me envolve em seu braços, segurando-me tão apertado levantando meus pés fora do chão. Enterro contra o peito de Brody e seu corpo estremece. —Eu não quero deixá-la ir. —Eu sinto muito.— Lágrimas escorrem pelo meu rosto agora, uma onda de emoção que não posso segurar. Meus olhos estão vermelhos, meu rosto manchado, e estou sem dúvida, deixando um rastro de ranho sobre a camisa toda. Eu não me importo. Agarro -me como se não houvesse amanhã. —Eu sinto muito, sinto muito, sinto muito,— eu canto em seu peito, onde meu rosto está amassado. — Mudei de ideia. Vou ficar. Vou dizer a Seattle que cometi um erro. Houston Dash ainda vai me levar. Não vou deixá-los ter escolha. Ele bufa um riso triste, seu peito quente vibrando contra minha bochecha. —Você sabe que quero isso. Mais do que qualquer coisa. Mas Seattle não vai esperar por você. Eu vou.— O anúncio explode ao nosso redor de que meu voo está embarcando. —Você sabe que você tem que ir — diz Brody, mas seus braços bloqueiam mais apertado, desmentindo sua palavras. —Seis semanas. Seu aperto em mim solta, apenas o suficiente para ele recuar e olhar para baixo em meus olhos. Seis semanas é o tempo que demorará o seu treinamento pré-campeonato. Quando ele terminar estou voando de volta para Austin. Mas apenas para o fim de semana. Depois disso, o treinamento começa a ficar sério. Para nós dois. Ele balança a cabeça. —Seis semanas. Meu voo é chamado novamente. —Brody,— eu sussurro. É isso. Não estou preparada. Minha respiração embaraça, e tanto a minha cabeça e coração começam a bater na sinfonia perfeita. A partir deste momento o nosso status de relacionamento é sobre tempo a longa distância. Telefonemas. Skype. Mensagens. Esta é a nossa vida agora. Indefinidamente. —Eu te amo. —Eu também te amo. Tanto. — Brody abaixa a cabeça, seus lábios encontram os meus em um beijo longo e profundo que me deixa quente e agitada. —Nós podemos fazer isso.— Ele desliza um pedaço de papel no bolso do meu minúsculo shorts jeans.


Eu olho para baixo enquanto ele puxa sua mão livre dos limites apertados. —O que é isso? —Uma mensagem de Leah. Ela quer que você a leia no segundo que o avião decolar do chão, ok? Leah. Eu abaixo a cabeça e aceno. Minha melhor amiga soluçava quando a deixei esta manhã. Em um ataque de nostalgia, ela insistiu que deixasse o apartamento da mesma forma que eu cheguei. Então eu fiz. A partida final da MLB com Hayden se seguiu. Ele me perguntou o que era adeus em 'australiano'. Eu disse a ele, e depois de ser espremida pelo ótimo, grande, sangrento Viking, ele disse, —Hoo roo, companheira, e sorriu. —Tenha um bom dia. Meus olhos nadaram em resposta, borrando-o na frente de mim. Depois de dar a Leah de volta a minha chave, ela se agachou, envolveu os braços em torno de minhas pernas sob o meu bumbum, içou-me e levou-me para fora da porta. Sem choro. Nós rodamos minhas malas para baixo nas escadas de azulejos juntas, as rodas batendo cada uma com um baque alto. Alcançando o estacionamento, nós nos abraçamos por uma eternidade, enquanto Brody arrumava minhas malas em seu carro. Sou sacudida da memória com Brody sussurrando, —Vá,— no meu ouvido. Ele me cutuca na parte de trás, em direção à rampa de embarque. —É sério. Vá, antes que eu a impeça. Minhas pernas se movem no piloto automático, me levando para baixo da rampa até a porta do avião. Não olho para trás, mesmo que saiba que ele está lá de pé. Sinto-o me observando, suas palavras persistentes em minha cabeça. Nós podemos fazer isso. Apreensão pica ao longo da minha pele. Não tenho certeza se podemos. Nada entre nós tem sido cem por cento desde que encontre i a garrafa de Adderall em sua bolsa. Eu tentei falar com ele, mas estávamos ambos tão ocupados. Ocupado não é desculpa, minha voz interior repreende. E a voz está certa. Eu não tenho certeza se me esforcei o suficiente.


Meu estômago mergulha quando o avião decola do chão. Lembrando a nota, puxo-o de meu bolso. Elliott. Olhe pela janela para o estacionamento do aeroporto. Leah xo Eu viro minha cabeça, mas estamos subindo e não posso ver o aeroporto atrás de nós. Depois de alguns minutos, o avião fica reto e eu vejo. Uma bandeira branca gigante estendida por um grupo de mancha humana. Leah deve ter usado pelo menos seis lençóis tamanho king para fazê-lo. Ele agita para cima e para baixo, e não tenho nenhuma dúvida que todo o time de futebol está lá, agitando -o acima deles.

Um sorriso quebra no meu rosto, mesmo quando as lágrimas queimam meus olhos. Eu amo Leah. Eu amo que Leah tem Hayden. E odeio que estou deixando a ambos. Mas as memórias feriram lindamente. Quando já não posso vê-los mais, atiro minha cabeça contra o assento e fecho os olhos.

Cinco semanas passam enquanto aprendo meu caminho em torno de uma nova cidade. O meu conhecimento limitado de Seattle é que sempre tem chuvas diárias, chuvas que transformam ruas em corredeiras furiosas, com nativos vestidos em capas de chuva e galochas, correndo ao longo das calçadas segurando guarda -chuvas dentro para fora esmagados por ventos fortes.


Houve uma pequena borrifada em minha chegada, uma espécie de 'boas-vindas, está aqui alguma precipitação leve em honra de sua chegada', mas desde então tem sido o Louco Deserto do Saara. Não estava preparada para o ar seco que secam meus pulmões, e os ventos quentes arrebatadores que atiram a bola de futebol em todas as direções, menos onde preciso que ela vá. Meu contrato prevê acomodação. Infelizmente isso significa a partilha de um apartamento de dois quartos com Dani, a goleira da equipe Reigns. Eu tomei o quarto que Valeena viveu até que uma lesão forçou-a a partir do time. Dani toma isso como um insulto pessoal. Minha chegada não veio com um tapete de boas-vindas, mas mais com uma mentalidade 'Estrague as coisas e vou cortá-la'. Felizmente, ela nunca está aqui, e passo minhas noites no Skype com qualquer rosto amigável disposto a falar comigo: Nicky, Leah, Hayden, Paige, e Jaxon, mas acima de tudo, Brody. Sentada na minha cama, travesseiros apoiados pelas minhas costas, tomo nas quatro paredes estéreis de meu quarto. Não posso fazer-me decorar o espaço e fingir que estou em casa. Sem Brody, Seattle nunca será casa. É simplesmente apenas mais um degrau na minha carreira, da mesma forma que Texas deveria ser. Abrindo a tampa do meu laptop, clico em Skype, discando a Brody para a nossa chamada programada. Ele responde quase que instantaneamente -peito nu e metade inferior envolta em nada além de calças de futebol pretas. Meu sangue ferve no visor e um gemido escapa dos meus lábios. Sou premiada com um sorriso brilhante, fazendo-me me odiar e o que estou prestes a fazer. —Puto, — murmuro sob a minha respiração. Mas isso é o que significa sacrifício. Isto é o que é preciso para ser a melhor. Ele vai entender. Mais do que ninguém, Brody vai entender, digo a mim mesma. Isso não para a pontada aguda de culpa. —Só mais uma semana, — são as primeiras palavras de seus lábios. Eu dou um sorriso de desculpas. —Sobre aquilo… Quando paro, suas sobrancelhas juntam.


Eu olho para baixo no teclado, observando que minha letra E tem uma mancha sobre ela. Eu esfrego ela, lentamente percebendo não é uma mancha. A letra está gasta. Huh. E acho que é a minha letra mais popular. —Jordan? Eu tomo uma respiração profunda de ar em meus pulmões e falo em uma corrida. —Não vou conseguir fazer isso. Sacudindo o meu olhar rapidamente, avalio sua reação. É preciso um momento para as minhas palavras se apressarem a afundar. Sei o segundo que elas fazem. Ele não se move. Ele não vacila. A felicidade em seus olhos simplesmente desaparece. —Eu sinto muito. Temos uma partida de exibição, e... Brody sustenta uma palma, cortando minha explicação apressada. — Compreendo. — Bem desse jeito. Como sabia que ele faria. —Como o campeonato está indo?— Eu pergunto, mudando de assunto. Ele esfrega a mão na testa e, em seguida, para o lado de seu rosto, arranhando o fraco ouro de barba em seu queixo. Não há cansaço no gesto. —É difícil. Esses caras são bons. Muito bons. Eu sabia que seria. Estes são os profissionais, certo? Mas merda, Jordan, às vezes acordo pensando o que estou fazendo na equipe. O que eles querem de mim? É toda uma outra liga da faculdade. Eu nunca esperei sentir isso. Não com o futebol. É no que sou melhor. Tudo o que tenho de melhor. —Brody.— Eu balanço minha cabeça, incapaz de acreditar no que estou ouvindo. —É preciso dar tempo ao tempo. Você está na equipe porque viram algo especial em você. Não tenho certeza se posso nem explicar o que é. É como se você fosse composto de peças de quebra-cabeça, e quando você está no campo todas elas clicam em conjunto, criando uma bela imagem que ninguém pode olhar para longe. Brody balança uma sobrancelha. —Quer dizer que você não pode olhar para longe. Porque sou quente.— Ele acena com a cabeça e esfrega seu peito sugestivamente, sua mão deslizando através de uma espessa parede de músculo para circular um mamilo com seu dedo. — Você sabe que você quer um pouco disso. Eu rio em voz alta.


—Ria agora, dê gargalhadas, porque você não vai estar rindo mais tarde no orgasmo patético que seu vibrador vai lhe dar.— Suas pálpebras caem. O mesmo acontece com a mão. —Nada supera a coisa real. Eu contorço desconfortavelmente na cama, o pulso entre as minhas coxas agora uma dor de fúria. —Apresse-se e obtenha um tempo de folga, baby.— Brody recua um pouco, e vejo o sua palma acariciando ao longo da virilha inchada de suas calças de futebol embutidas. Eu chupo uma respiração. —Eu preciso te foder. Quatro semanas mais tarde recebo dois dias. Eu reservo meu voo online, faço uma mala, e saio uma hora mais cedo do que preciso para o meu voo, instruo o motorista de táxi para me deixar em Northgate Mall. Encolhendo a bagagem de mão sobre o meu ombro, faço o meu caminho dentro, diretamente para Victoria Secrets. Uma vez dentro paro morta. Renda, cetim, seda me assaltam, não importa onde eu olhe, e o mais bonito homem imaturo que já vi varre até mim com um firme propósito. Ele está observando minha expressão de olhos de farol de cervo arrebatado e aparece pronto para lutar comigo no chão. Talvez seja uma semana de vendas lenta. —Eu conheço você, — diz ele. —Você conhece?— Pergunto enquanto meu cotovelo é agarrado e sou empurrada para a direita na barriga da besta. —Meu namorado assiste a todos os tipos de esporte. É sua religião,— ele explica com entusiasmo, empurrando prateleiras de roupas íntimas com as mãos. —Mesmo o futebol feminino. Seu leve insulto é o que estou acostumada a ouvir, então cerro os dentes e sorrio. Ele se apresenta como 'John Querido, o estilista da roupa íntima, mas todo mundo me chama de querido, ou Johnny. —Então, hoje você está procurando...— ele some, acenando com a mão para mim para continuar. Meu rosto se aquece com a intensidade de um incêndio. Johnny concorda com conhecimento de causa. —Alguma coisa sexy.— Ele caminha fora.


Eu acho que ele está esperando que eu vá segui-lo, então eu faço. —Que tipo de sexy nós estamos procurando? —Existem diferentes tipos? Sobrancelhas voam para cima. —Claro.— Johnny se engrandece. —Sexy inocente. Sexy Hardcore. Sexy Glamour. Primeiro encontro sexy. Terceiro encontro sexy. Estamos juntos há muito tempo sexy —, ele repete, e suga em um fôlego para continuar. —Nós estivemos separados por muito tempo sexy, eu... —Aquele!— Eu grito, aliviada que há uma sexy em algum lugar que se adapta às minhas necessidades exatas. Johnny faz uma pausa para separados por muito tempo sexy?

confirmar.

—Nós

estivemos

Eu concordo. —Sim. —Oh meu Deus.— Seus olhos se iluminam. —Esse é o melhor tipo de sexy.— —Esse é? —Uh huh.— Johnny segue em direção às prateleiras. Eu sigo. Ele começa empurrando cabides de sutiãs e calcinhas para mim sem questionar o meu tamanho, deixando-me supor que ele é um sábio da roupa intima. Agarro-os antes que eles caiam. —Ele precisa causar um impacto. Sexo fator dez. Algo que os olhos possam devorar em questão de meros segundos antes de começar a trabalhar. Ele também precisa ser um pouco sujo, e muito mais frágil— mais pedaços de rendas atingiram a pilha crescente em meus braços —porque é quando pode começar a despedaçar. Meu Deus. Meus olhos caem para a montanha de lingerie. —Não tenho tempo para experimentar tudo isto. Tenho um voo para pegar. —Um voo.— Mãos vibram e suas próximas palavras saem sem fôlego. —Que porra romântica.— Johnny agarra tudo de volta dos meus braços, deixando um solitário conjunto de sutiã e calcinha. — Será esse. Ele me despoja de minha bolsa e me dirige ao provador. —Deixeme saber quando você terminar para que possa verificar o dimensionamento.


Eu coloco o sutiã. É diáfano, com bordas pretas afiadas e taças que mal cobrem os meus mamilos, e decorada com rosas vermelhas bordadas. A tanga de correspondência é um pequeno triângulo com laço, com uma rosa estratégica, e três tiras pretas que vão em torno de cada lado do quadril. É romântico, um pouco exótico, e diz —Eu te amo e quero te foder —, tudo ao mesmo tempo. —Como você está indo?— Johnny pergunta cantando através da porta. —Está perfeito. —Claro que esta. —Posso usá-lo agora? —Claro que você pode. Vou pegar a tesoura e nós podemos cortar as etiquetas fora para você, docinho.

É meia-noite quando coloco a minha bolsa no chão na porta do quarto e bato. Estou no Tennessee. O time Houston de Brody está enfrentando os Titans em dois dias para a primeira partida de exibição da temporada. Estarei assistindo o jogo televisionado. É altamente provável que Brody não terá qualquer momento em campo, ele é o segundo zagueiro reserva receptor agora - ainda assim seus nervos estão em seu auge. Está claro na maneira como ele aperta e solta seus punhos quando ele fala sobre isso. Sem resposta, bato novamente. Mais duramente. Minha chegada é uma surpresa, então faço uma rápida oração para que ele esteja. Depois de alguns momentos a porta se abre. O cabelo de Brody esta despenteado, e ele está vestindo nada além de um par de shorts e uma sonolenta, carranca irritada. Ela desaparece rapidamente e ele respira meu nome, bebendo-me como se eu fosse uma aparição.


Olhos escurecidos baixam sobre o vestido preto de malha que escolhi para usar. Tem um botão alto no decote e uma saia curta perfeita para a ocasião. Quando eles sobem, seu olhar pousa em meu peito, apanhado pela ação da minha mão. Ela está tratando da tarefa de desfazer os três primeiros botões, revelando a sugestão do colo, lingerie sexy, e uma mensagem clara. —Alguém pediu por manutenção em seu serviço de quarto? —Esse seria eu, — diz Brody para meus seios. —Mas acho que eles cometeram um erro. Eu lentamente desato outro botão. Seus pulmões se expandem. E segura. —Oh?— Eu peço. —Não é o meu quarto que precisa de manutenção.— Lambendo os lábios, o olhar de Brody filma para cima. Meu coração martela com a luxúria de sua expressão. —Eu preciso. O botão próximo vai com uma mão um pouco trêmula. —Então nós temos um problema. —Nós temos?— Ele pergunta. Eu balanço a minha cabeça. —Eu não sou esse tipo de garota. Um sorriso divide o rosto de Brody, e ele dá uma risada rouca. Agarrando o meu pulso, ele me puxa para dentro do quarto dele, trazendo minha bolsa comigo. —Sim você é.— Mas o riso morre quando a porta se fecha e sou batida contra ela, o rosto primeiro. O movimento é ligado com agressão sexual. Seus braços vêm em torno de mim, seu corpo me empurrando para a port a. O último dos botões é arrancado com sua impaciência. Rasgados do vestido, eles saltam para o chão despercebido. Sua respiração dura e quente contra o meu pescoço, Brody puxa a metade superior da malha para baixo, libertando minha parte superior do corpo . —Jordan— ele rosna, com as mãos em todos os lugares, puxando a taça do meu sutiã, belisca um mamilo, a outra arrancando até a bainha do meu vestido, empurrando-o para minha cintura sem finesse.


Minha calcinha é empurrada de lado e dedos grossos sondam, encontrando-me inchada e molhada, como tenho estado desde o momento em que embarquei no avião. Um rugido sai de sua garganta e antes de eu tomar a minha próxima respiração, a cabeça crua de seu pênis empurra para dentro. Puxando para trás, Brody impulsiona até que ele está em todo o caminho. Minhas mãos se espalham planas contra a porta enquanto nós dois pausamos, ofegantes, deleitando-nos em estar juntos depois de tanto tempo. Ele sai de novo, empurrando de volta com um grunhido. Nós não fazemos amor. Nós fodemos. Duro. Quando isso acaba minhas pernas desistem e nós afundamos no chão, os braços de Brody ainda me segurando por trás, seu pênis ainda dentro de mim. Ele morde minha orelha, levando-a entre os dentes. —Mais uma vez. —Mais uma vez? Agora? Brody range os quadris, e cada nervo do meu corpo exausto reacende. —Sim, agora.


Jackson Reynard é um dos nossos receptores de partida, e ele é tão bom que nunca vejo o tempo de campo. Até agora. Ele rompeu seu joelho. Não é o fim de sua carreira, mas é ruim. Eu tive que acelerar e a pressão era demais. Ando fora do campo depois de encerrar o pior jogo de toda a minha carreira no futebol. Isso envia os meios de comunicação em um frenesi. Meus companheiros de equipe são questionados sobre meu jogo. Meu treinador é questionado sobre me inscrever. Meus jogos universitários estão requentados na ESPN, cada jogo comido por um painel de comentadores em detalhe minucioso. O consenso geral é que paralisei. Eu fui para as grandes ligas e não pude lidar com isso. O garoto precisa de tempo. Mas o tempo é um luxo no futebol profissional. É uma coisa que um novato não recebe. Precisamos sair brilhando como um diamante. Se não o fizermos, nós não jogamos. Se nós não jogamos, nós não ficamos melhores. Se não melhoramos, não obtemos endossos. Somos negociados. E eventualmente nós desvanecemos do centro das atenções e acabamos por nos tornar um cara que jogou bola profissional uma vez.


Os meios de comunicação entenderam parcialmente certo. Só que não é o futebol que não possa lidar, nem é a atenção que vem de jogar profissionalmente. É todo o resto. Mas estou tentando. Não tomei um comprimido em três semanas. Preciso provar a mim mesmo que não preciso deles. As retiradas deixam-me trêmulo. Estou cansado mas encontrar o sono é acertar ou errar. Não é uma desintoxicação. Para usar essa palavra seria reivindicar que sou um viciado e não sou. Só estou limpando um pouco. Logo depois sou submetido a um teste de urina. Eu estou no cubículo urinando em um recipiente pequeno enquanto envio uma oração de agradecimento. O momento é um milagre e o alívio me deixa doente. Meu próximo jogo eu jogo melhor, mas apenas marginalmente. Não consigo encontrar meu foco. A próxima há mais melhoria, mas não o suficiente. Não estou jogando em qualquer lugar perto do meu melhor nível, sem melhorias, e empurrando a dor de cada pancada dolorida que tomo e está me levando para baixo. Quebrado, volto para o Adderall. Ele me transforma em uma versão melhorada de mim mesmo, como uma atualização de smartphone. Ainda sou eu. Eu ainda sou a mesma pessoa. Só posso fazer mais. O único problema é a insônia. Depois de falar com o médico da equipe, explicando a minha exaustão e incapacidade de dormir, ele prescreve Ambien. Duas semanas depois, jogo como um deus. Volto brilhantemente na semana seguinte. Mais uma semana mais tarde recebo Jordan por quatro dias inteiros. Isso parece como o Natal e o meu aniversário todos enrolados em um. Com dois dias de folga do treinamento, nós gastamos atravessando Houston - segurando as mãos, fazendo compras, comendo, sendo normal. Nós brincamos de turista, visitando o Centro Espacial e o zoológico, e é aí que o nosso relacionamento atinge o centro das atenções nacionais. Estamos parado em frente ao novo habitat do gorila. Jordan está vestindo uma das minhas camisas velhas ocidentais sobre uma justa camiseta regata branca. O material usado é azul e verde, e macio de inúmeras lavagens. Ela uniu-a com seus shorts jeans e um par de Converse rosa quente, mantendo o seu longo cabelo solto. Eu amo a maneira como ela se veste casual e bonito. Não importa quão grande o seu perfil torna-se, Jordan não tem mudado.


Ela tem uma novinha Canon pendurada em seu pescoço e seus olhos dançam de emoção quando ela vira para mim e abaixa a câmera. —Por que o Gorila vai ao médico? É um novo lado de Jordan que só descobri hoje. Suas piadas ruins de animais. Ela teve uma para quase todas as exposições que vimos até hoje. —Eu não sei, querida. Por quê? —Porque sua banana não estava descascando muito bem! Eu gemo. —Quantas mais destas que você tem? Seus olhos estreitam. —Por quê? Você não gosta delas? —Não pare seu trabalho de dia é tudo que estou dizendo,— Eu provoco, segurando minhas mãos. —Você não poderia lidar com o meu trabalho do dia. Eu arqueio uma sobrancelha. —Oooooh, é um desafio? Os lábios de Jordan se contorcem. —É melhor você acreditar nisso. Eu rio em voz alta. —Você está dentro. Essa tarde. Você e Eddie contra mim e Jaxon em um confronto de futebol. Jaxon visita quase todos os finais de semana, e o Houston Wranglers assinou com Eddie como um defensor. Eu comprei uma casa com o meu bônus de assinatura, e Eddie se mudou porque há muito espaço para viver lá sozinho. Tem seis quartos - a suíte master para mim e Jordan, três quartos para cada uma de nossas crianças futuras, o quarto de Eddie, e um quarto de hóspedes. É uma bela casa e que Jordan está decorando pedaço por pedaço cada vez que ela visita de Seattle. Não tenho nenhuma dúvida de que ela vai pegar alguma coisa da loja de presentes aqui hoje e vou encontrá-lo sentado em algum lugar nos dias posteriores em casa. Eu geralmente odeio desordem, mas tudo o que ela define não está ali apenas porque parece bom, é uma lembrança de nossa vida juntos. Eu olho para a Jordan, sorrindo. —Você acha que pode lidar com isso? Seus olhos dançam no desafio. —Prepare-se para ter sua bunda entregue a você.


—Ao contrario— Eu discuto. Agarrando a mão dela, trago-a para os meus lábios, ainda rindo quando pressiono um beijo leve nas costas da quão dela. —Eu vou ganhar, e meu prêmio será você nua na minha cama a tarde todaaaaaa. —Continue a sonhar, — ela retruca. Nós jogamos no parque local, e Eddie e eu perdemos por um longo chute na bunda. Eu pensei que tê-lo na minha equipe seria uma vantagem, e talvez teria sido se fosse futebol. Mas Eddie e eu somos muito grandes. Jordan tece a bola em torno de nós como uma mágica, deixando-nos ali de pé como dois atordoados lenhadores, perguntando como ela fez isso. Ela poderia ter nos levado mesmo sem ter Jax lá de todo. Ela volta para Seattle na tarde seguinte, e no próximo dia fotos de nossas mini-férias chegam espirrando sobre os meios de comunicação via perseguidor paparazzi. Um na frente da exposição do gorila onde estou beijando-lhe a mão se torna viral. Eu não sei o que há sobre a foto. Talvez seja a luz em seus olhos enquanto ela olha para mim. Talvez seja a maneira que estou olhando para ela como se ela fosse o meu mundo. Ou talvez seja a forma como parecemos tão relaxados e apaixonados. Eu vejo primeiro e envio-lhe o link via Facebook messenger. Brody: Eles pensam que estamos apaixonados, mas você só quer meu pau. Ela responde um minuto depois, tendo apenas mudando sua foto do perfil para a nova imagem. Jordan: Isso é verdade. Devo definir o recorde correto e dizerlhes? Eu sorrio. Brody: Talvez eles já saibam pelo jeito que você anda engraçado. Com dois jogos brilhantes sob a minha cintura, e série de vitórias do Seattle Reign, ambos tornamo-nos o casal de ouro do esporte. De repente, estamos em todos os lugares. Recebo o meu primeiro endosso e logo estou fotografando campanhas publicitárias para empresas de suplemento de proteína, Evolution.


Jordan faz a 'mulher no esporte' exposta com à revista Marie Claire. Eles a fotografaram em preto e branco. Uma foto do rosto primeiro, seus olhos escuros e esfumaçadas e seu cabelo em um coque bagunçado no alto da cabeça. Eles tiraram fotos dela de costas, sem um pingo de roupas, mas ela está segurando uma bola de futebol atrás dela com as duas mãos, e cobre seu doce traseiro. Com ela de pé na ponta dos pés, ele destaca cada músculo em seu corpo elegante. Eu envio-lhe uma mensagem de Facebook na hora que consigo cinco minutos de fôlego do treino em campo. Brody: Você é uma porra de obra de arte. Jordan: Diga isso para Nicky. Meus ouvidos ainda estão tocando. Brody: Eu aposto. Mas as mensagens não são suficientes. Skype não é suficiente. Futebol me mantém ocupado, e agora tenho o mundo na ponta dos dedos, mas mesmo sabendo que não é suficiente.

Seis semanas mais tarde, estou em Seattle, batendo na porta do apartamento de Jordan. Estou exausto, nervoso, e tenho que estar de volta em Houston em vinte e quatro horas do caralho. Este é o nosso futuro e ele está cobrando seu pedágio. Meus olhos queimam enquanto olho em frente à porta, esperando. Minha necessidade de Jordan é palpável. Eu sinto isso em todas as partes de mim, minha pele com coceira, os sopros curtos de ar empurrando pelos meus lábios, a pulsação do meu sangue. Estou quase hiperventilado. Abra a maldita porta, Jordan. Ela abre de repente e ela preciso que ela esteja. Calor acalmam instantaneamente. É furiosa tempestade de neve e quente.

está lá, cada polegada perfeita de pé lá onde sanguessuga dentro dos meus ossos, me o equivalente a caminhar para fora de uma em uma aconchegante cabana de madeira

Eu respiro fundo e sorrio torto. —Temos que parar de nos encontrar assim.


A resposta de Jordan é pegar meu rosto, arrastando-o para o dela enquanto passo para dentro, chutando a porta fechada atrás de mim. Ela me beija violentamente, empurrando sua língua na minha boca. —Senti sua falta, — ela murmura, puxando meu casaco. —Quanto tempo nós temos? —Horas — eu consigo sair antes de sua boca estar de volta na minha, meus braços pegando em minhas próprias roupas, ajudando-a. —Apenas algumas horas. Quando percebo sua própria camisa já está fora, meus braços deslizam, tateando o fecho do sutiã com as mãos trêmulas. Ele cai e minhas palmas se preenchem com as mamas dela. Ela geme, inclinando a cabeça para trás. Pego vantagem, cobrindo o pescoço com beijos molhados, de boca aberta. Eu vou para o botão do meu jeans, e Jordan bate em minhas mãos afastando-as. Caindo de joelhos, ela desfaz a braguilha com os dedos apressados, revelando minhas cuecas boxer. Ela puxa para baixo também e meu pau brota, enchendo as palmas de suas mãos. Meu corpo estremece. Abrindo sua boca, ela me leva dentro. Calor úmido me rodeia, e mãos quentes agarram minha bunda, empurrando-me ainda mais. —Foda-se.— Eu gemo. O chupar e lamber envia-me em rocha sólida, e Jordan choraminga em torno de meu pau. É como uma porra de um tubo de aço em sua boca. Meros segundos depois, meu corpo aperta com a agonia mais doce, minhas bolas puxam para cima, e estou indo para baixo em sua garganta. — Desculpe,— eu falo, minhas pernas instáveis. —Desculpa. Porra. Jordan se afasta com uma lambida final, e eu pisco para ela. Uma lágrima escorre para fora do canto de seu olho. Merda, a machuquei? Eu caio na frente dela. Outra escapa e a pego com o meu dedo. —Bebê? Como se a palavra fosse um catalisador, um soluço rasga sua garganta. Minha mandíbula treme e envolvo meus braços em torno de sua forma enrolada, arrastando-a contra meu peito. —Eu o-o-odeio isso,— ela gagueja entre soluços, sua dor apunhalando-me como mil facas. —Eu pensei que eu po-po-poderia fazer isso, mas eu... Mas na-na-não posso.


—Você pode,— eu digo a ela, precisando desesperadamente que isso seja verdade. Não sou o mais forte aqui. Jordan é. Ela sempre foi. Jordan é como o carvalho mais forte na floresta. Nada pode derruba-la, mas aqui está ela, seminua em meus braços e caindo aos pedaços. Ela está quebrando meu coração.

Mais tarde naquela noite, deitamos na cama de frente um para o outro. Jordan olha para mim enquanto brinco com uma mecha de seu cabelo, acompanhando o mel dos fios deslizar por entre meus dedos. —Se isso é o que é preciso para ser o melhor, então não tenho certeza que quero mais, — ela resmunga. —Claro que você faz.— Faço uma pausa na minha brincadeira com o cabelo e olho para Jordan. Olheiras alinham os olhos e há uma tristeza neles que nunca vi antes. —Nós vamos nos acostumar a viver dessa maneira,— eu a tranquilizo. —Não é permanente. Mas as minhas palavras não parecem verdadeiras. Pelo menos não dentro do meu próprio coração. Não quero me acostumar à vida deste jeito. É um inferno. E esta situação se estende como uma longa estrada à frente de mim, tão escuro e sombrio que pode assim se esticar para sempre. Jordan lentamente deriva fora para dormir, mas eu não. Eu deito lá bem desperto, tantas pílulas cursando através do meu sistema. Sinto que nunca vou dormir novamente. Eventualmente, o meu telefone toca. O primeiro alerta sobre meu alarme, lembrando-me que tenho uma hora sobrando antes que tenha que sair para o aeroporto. Eu busco-o para desligá-lo quando percebo que não é o alerta, que só é programado para mais dez minutos. É a minha irmãzinha Annabelle com quem não falei por meses. Por que ela está me chamando as três horas da manhã? Meu peito puxa apertado com medo. Eu atiro na cama e rapidamente atinjo a resposta. —Moo Moo?— Eu respondo em voz baixa. —Brody, — ela responde, com voz tímida.


Passando minhas cuecas boxer do chão, puxo-as, deixando o quarto enquanto falo. —Amada. Está tudo bem? Um pequeno soluço escapa de sua garganta. —Annabelle? Outro soluço atinge meus ouvidos. Eu vou silenciosamente para o corredor, pressionando as costas contra a parede enquanto espero a minha irmã dizer alguma coisa. —Não. —Moo Moo, o que está errado? Fale comigo. —Você me deixou, — ela espreme para fora, sua voz ficando mais alta enquanto ela fala até que ela termina em um estridente grito. —Você me deixou e você nunca mais voltou! Oh Deus. Merda. O que eu digo? Eu tentei. Tentei ligar. Parei pela casa mais vezes do que poderia contar, mas não estava permitido passar pela porta. Eu perseguia a escola, mas os pais continuavam a me lançar olhares desconfiados e continuei ouvindo para seguir em frente. Eu não sabia mais o que fazer. Com minha cabeça pendurada, corro os dedos pelo meu cabelo, bagunçando fios que estão muito compridos atrasados para um corte. —Eu sinto muito. —Você não está arrependido. Você não está! Caso contrário, você estaria aqui. Eu odeio você! — Ela grita. —Eu te odeio, Brody, e estou feliz que você não está aqui! Você... Um som abafado vem através da linha. —Não!— Grita Annabelle. — Devolva! —Annabelle?— Eu grito. A voz do meu pai vem na linha. —Esqueça esse número, — ele ordena laconicamente e em seguida, ouço o tom de discagem. O braço segurando meu telefone cai do meu lado e eu deslizo pela parede, firmando no meu traseiro. Meus pulmões arrastam o ar, mas ele se sente como se não pudesse respirar. Segurei firme por tanto tempo. Tanto tempo. Não posso perdê-la agora. Sei que se eu fizer, nunca vou encontrar o meu caminho de volta. Vou desaparecer em algum lugar dentro de mim onde ninguém poderá chegar.


Aguente firme, ordeno a mim mesmo, piscando ferozmente. Sento-me lá até o segundo alerta no meu telefone apagar-se. Quando isso acontece, estou no piloto automático e caminho de volta para dentro do quarto. A respiração de Jordan é profunda e até mesmo, as olheiras sob os olhos mais pronunciados ao luar. Encontro minhas roupas, me visto em silêncio e pego minha bolsa. Quando estou pronto para sair, inclino-me sobre a cama e pressiono um leve beijo em sua testa. Chamando um táxi, entro e direciono o motorista para o aeroporto. À medida que aumenta o silencio, escuridão da noite, puxo um frasco de comprimido da minha bolsa. É rotulado como —Percocet, — mas isso não é o que está dentro. Eu balanço um par de Downers juntamente com alguns Ambien, tentando neutralizar os efeitos do Adderall para que possa dormir. Isso funciona. Após o embarque, eu desmaio no voo para casa.

—O que diabos você deu a ele?— Jaxon grita em algum lugar perto da minha orelha. Pelo menos acho que é ele gritando como um puto coruja. Meus olhos estão fechados e abri-los é um feito de proporções gigantescas. Então, não sei. Eu atiro para fora um braço e golpeio onde acho que ele pode estar. Meus esforços revelam-se inúteis quando me deparo com ar e eu rio. Então eu rio porque estou rindo, e só as meninas fazem isso. —Eu sou a porra de uma menina, — eu censuro. —Jesus Cristo, — murmura Eddie. Ele é meu melhor amigo. Meu colega de quarto. Juntos para sempre. —Em sonhos elétricos— eu lamento em voz alta, rompendo em música. É uma antiga, mas minha irmã ama a música. Ama pra caralho esta. Eu sei que deveria estar triste, mas rio de novo. Uma mão me toca em todo o rosto, me cortando. Não faz mal. Eu não posso sentir nada. Eu sou épico. Eu sou o Capitão América. —Não me toque porra, — eu aviso a quem quer que fosse. Só porque não posso sentir merda não significa que seja saco de pancadas de todo mundo.


—O que você deu a ele?— Jax rosna. —Apenas alguns ecstasy, — diz Damien. —Ecstasy — ele ecoa categoricamente. Ele diz isso de novo, só que desta vez ele grita ele. —Apenas alguns porras de ecstasy? Você deu a Brody drogas pesadas? Sua voz ecoa na minha cabeça como um gongo. — Calma, coruja. Meus olhos se abrem. Jaxon está de pé em cima de mim. Seu rosto está estragado e vermelho, veias estalando em seu pescoço. Ele parece um pouco irritado. —Coruja de celeiro? —Cara.— Eu cubro ambas as orelhas com as mãos. Isso é quando percebo que estou diretamente no chão na sala da minha casa. Eu olho de Jaxon para Damien, que está pairando sobre o meu outro lado. Damien dá de ombros. Eu inclino minha cabeça e olho em frente a mim. A posição de Eddie aos meus pés. Estou cercado por idiotas. Olho entre Jax e Damien novamente. —O que vocês dois estão fazendo aqui? Jax franze as sobrancelhas. —Nós estivemos aqui todo o fim de semana. Eu franzo as sobrancelhas. —Bem, como poderia saber? Eu estive em Seattle com a Jordan. Ele balança a cabeça. —Estávamos aqui antes de você sair lembra? —Merda, você está perdido — é a contribuição épica de Damien. —E a culpa é sua.— Jaxon enfia um dedo em seu peito. —Não posso acreditar que você deu-lhe ecstasy. O que você está fazendo com essa merda? E por que diabos você está dando para Brody? Vai foder com a cabeça e foder com sua carreira.— Jaxon plantas ambas as mãos sobre o peito de Damien e empurra duro, gritando: —Que diabos você estava pensando? Eu rolo e meu rosto encontra o tapete. —Ugh.— Levantando-me em minhas mãos e joelhos, começo a rastejar longe. É um processo lento e não sei que direção estou indo. Esperemos que seja a cozinha. Estou com sede. Muita sede. Como se pudesse beber toda a água do Lago Michigan. —Eu não estava, ok?— Damien grita de volta. —Ele precisava de algo e isso era tudo o que eu tinha!


De repente estou no ar. Eddie me tem nos ombros como um bombeiro e ele está me levando a algum lugar. Meu quarto, percebo, quando eu fracassadamente caio inútil na minha cama. —Você é um idiota!— Jaxon grita, seu argumento continua forte a partir da sala de estar. —O que diabos está acontecendo, Madden?— Eddie pergunta. —Meu pai é um idiota, é o que está acontecendo.— Meus dentes parecem engraçado. Eu levanto a mão para esfrega-los, mas meus músculos são negligentes e meu braço está frouxo pelo meu lado. Eu continuo falando. —Eu fodi tudo. Lembra da vez que bati a merda fora de Davis? Bem, aparentemente, aquela foi a última gota. Isso e as drogas. Sou problema, Eddie.— Ele levanta as minhas pernas, balançando-as sobre a cama. Elas entram em colapso para baixo sobre os lençóis como se elas não estivessem conectadas ao meu corpo. — Papai não vai me deixar ver minha irmã mais. Talvez ele esteja certo. Não sou bom para ninguém. Nem mesmo para Jordan. Ela é uma árvore de carvalho. Você sabia disso? Não diga a ela que eu lhe disse . Nenhuma menina quer ser comparada a uma árvore. Não é sexy. Ela me dava aulas porque sou estúpido.— Meus olhos fecham, trazendo abençoada escuridão. —Eu acho que é por causa disso. — Eu desmaio.

Toda a confusão sobre a droga provoca uma briga entre Jaxon e Damien. Tanto ele e Eddie proíbem Damien de entrar em nossa casa e no meu telefone. Eles bloquearam ele na minha mídia social. Estou cortado e odeio o pânico que dispara no meu peito. Não posso ser quem todo mundo precisa que eu seja sem um pouco de ajuda. Eu rastreio Damien no Facebook e envio-lhe uma mensagem. Brody: Desculpe pela tempestade de merda. Damien: Tá tudo certo cara. Eu ferrei tudo. Eu digito a minha próxima mensagem, meus dedos trêmulos nas teclas. Brody: Não. Eu fiz isso sozinho. Faça-me um favor?


Damien: Claro. Brody: Obrigado cara. Eu preciso de algo. Ele leva uma hora e meia para responder. A espera deixa-me enroscado mais apertado do que uma mola. Quando a sua mensagem finalmente chega, a espiral se desfaz, deixando-me quase flutuante. Formase um sorriso satisfeito em minha cara. Damien: O que você precisa? Cinco semanas depois, na sequência de uma torção dos ligamento durante o tempo de jogo, sou surpreendido com outro exame antidoping. Desta vez eu falho e todo o inferno vem abaixo.


Enfiando o telefone entre o queixo e o ombro, vasculho os armários da cozinha. Não posso me obrigar a chamá-los de meus armários. Ou meu apartamento. Também não é Seattle minha cidade. É um lugar bonito para viver, mas estou lutando para fazer isso de novo. Começar novamente. Me abrir para novos amigos quando estou sentindo falta dos que deixei para trás. —... E Hayden concordou, — diz Leah no meu ouvido. —Quero dizer, o lugar tem seis quartos e está direto na praia. É perfeito. Então você está dentro? —Que idiota sangrenta, — murmuro baixinho, ignorando a pergunta de Leah enquanto minha agitação borbulha para fora. —Elliott? —Estou me mudando— eu rosno, fechando o último armário. Meu Milo está desaparecido. Ele não está guardado onde o deixei ontem de manhã. Ele está desaparecido. Minha última lata de chocolate em pó amado crocante simplesmente deixou de existir. Meus olhos estreitam no caixote do lixo. Dani tem tido um enorme esforço para tornar a minha estadia aqui um inferno. Um palpite é que ela jogou minha Milo no lixo só porque ela sabe que não posso viver sem ele. —O que ela fez agora?


—O que foi que ela não fez?— Coloco a tampa no liquidificador, meu dedo bate em alta velocidade e as laminas rugem à vida. —Ela está deliberadamente tentando me irritar!— Grito sobre o ruído gritando. —Você não pode se mudar. —Por que não?— Eu grito. —Porque é isso que ela quer que você faça. —Então?— Eu desligo o liquidificador e o apartamento se instala em silêncio. —Ela quer que eu me mude. Quero me mudar. Algo na verdade que estamos ambos em completo acordo. Meu telefone emite um bipe. —Espere— eu digo Leah. —Eu tenho outra chamada. Colocando-a em espera, atendo uma chamada de Jaxon. —O que está fazendo acordado?— Pergunto. Coloco o telefone no banco, bato no alto-falante e viro, agarrando um copo do armário enquanto falo. —Você percebe que é apenas depois das cinco da manhã, não percebe? Eu sei o quanto você precisa de seu sono de beleza, Jax. —Har, har. —Se isto é sobre Dani, te disse, não vou te dar o número dela. Sério. Estou fazendo um favor — eu digo a ele enquanto derramo o denso shake de proteína. Esvaziado, carrego o liquidificador para a pia. —Ela é assustadora. Ela vai dormir com você... —Elliott. —E então ela vai arrancar sua cabeça e se alimentar dela para permanecer jovem. É isso o que você quer? Porque de onde estou observando... —Elliott! Abrindo a torneira, começo a enxaguar fora as lâminas, o que é mais do que Dani sempre faz. —O que? Silêncio carregado segue. Desligando a água quente, giro, sobrancelhas desenhadas enquanto ando em direção ao meu telefone. —O que foi? —Em quanto tempo você pode chegar aqui?


Há algo ausente em sua voz. Algo que faz meu coração começar a bater. Thump, thump, thump. Eu fico olhando para o telefone. Ele olha de volta para mim, uma serpente enrolada esperando para atacar. —Chegar onde? —Houston. —Por quê? —Eu não posso falar sobre isso no telefone. Eu esqueço Leah me esperando na outra linha. —Brody está bem? —Defina bem. Medo faz minha voz ficar aguda. —Ele está ferido, Jax? —Não. —Então o que está acontecendo?— Descansando minha parte traseira contra o balcão da cozinha, Cruzo os braços e olho para os meus pés. O esquerda está um profundo roxo e verde - machucado por ser pisoteada em treinamento ontem. —Por que você me quer em Houston? Tenho um jogo em dois dias. —Foda-se o seu jogo.— Jaxon exala acentuadamente. —Brody precisa de você. —Ele disse isso?— Eu pergunto, e me arrependo imediatamente de minha pergunta. Se Jax diz que Brody precisa de mim, então sei que ele quer dizer isso. Eu deveria estar empurrando para fora do balcão agora e indo para o meu quarto para preparar uma mala, mas não posso apenas levantar e sair da equipe logo antes de um jogo. Sou contratada para jogar. Não é simples assim. —Brody acredita que seu futebol é mais importante do que ele é agora. Mas não é, né Jordan? Sua voz é uma reprimenda de aço. —Eu estarei lá assim que puder. Mas ir para longe antes do jogo revelou-se impossível. Com lesões da equipe atual, a minha equipe iria ser deixada sem um atacante se eu não jogasse.


Dirigindo do campo com mais uma vitória sólida sob o nosso cinto, tomo banho rapidamente. Puxando um moletom do Seattle Reign, puxo uma escova pelo meu cabelo molhado, arranjo um táxi e vou direto para o aeroporto. Eu envio a Jax uma mensagem antes de embarcar para que ele saiba que estou no meu caminho. Brody não sabe que estou indo. Eu tenho tentado chamá-lo desde que ouvi de Jaxon, mas ele não atende o telefone. Com ninguém a dizer-me qualquer coisa, os meus níveis de ansiedade ultrapassaram o telhado no momento em que meu avião pousa em Houston. O táxi me deixa na frente da casa de Brody mais tarde naquela noite. Ela é fechada para a privacidade, mas para além da barreira imponente encontra-se uma casa acolhedora, com uma varanda de madeira larga e exuberantes jardins expansivos. Há uma piscina na parte de trás e um quintal com espaço suficiente para bater uma bola. A área de estar ao ar livre possui moveis à prova d'água, uma cozinha ao ar livre e uma televisão de tela plana montada então todos os esportes transmitidos não serão perdidos se Brody estiver cozinhando na grelha, ou nadando na piscina. É idílico e voltado para viver ao ar livre, com portas francesas ao longo da parte de trás da casa, sempre mantida aberta para se fundir o interior com o exterior. A casa é uma casa. Minha casa, e não porque o ajudei a mobiliar, mas porque Brody vive lá. Usando a minha chave, passo para dentro, passando pela entrada com piso de madeira escura da porta de entrada passando para a parte de trás da sala de estar. Eu largo minha bolsa durante a noite no sofá e olho ao redor. Graças a uma faxineira regular casa é impecável, mas esta tranquila. —Olá? Jaxon passa através da porta de lavanderia, que fica do lado de fora da cozinha. Seu cabelo está despenteado. Não é o tipo confuso, sexy que ele leva horas para conseguir, mas sujo e magro. Ele me olha através de olhos exaustos, parecendo em nada com o cara paquerador despreocupado que conheci na faculdade. —Você está aqui— diz ele. —Estou aqui. —Dois dias foi o melhor que podia fazer.


A raiva de Jaxon se foi, substituída por desapontamento plano que de alguma forma se parece pior. —Sim. Isso foi. Eu disse a você que eles estariam sem um atacante e... Ele me corta. —E nada. É claro que você tem suas prioridades, e Brody não é uma delas. Minha mandíbula trava. —Você já terminou? Porque gostaria de saber o que diabos está acontecendo. Onde está Brody? Jaxon espreita para o balcão da cozinha. —Você quer saber o que está acontecendo?— Dobrando baixo, ele abre um armário baixo. Se endireitando, ele coloca um branco e opaco frasco de comprimido na bancada com um alto estalo. Meu sangue gela quando olho para ele. Ah não. Por favor. Meus olhos seguram Jaxon por um longo momento, rogando para não ser verdade, mas tudo que vejo é a resignação em sua expressão. Alcançando o outro lado do balcão do lado oposto, seguro a garrafa e leio o rótulo, murmurando silenciosamente. Ambien. Comprimidos para dormir prescritos pelo médico da equipe. Mas Jaxon não terminou. Ele coloca outra garrafa sobre o balcão. Eu coloco o Ambien para baixo e pego o próximo. Percocet. Outro medicamento sob prescrição médica. Antes que possa piscar, o primo de Brody coloca outra garrafa para baixo. Adderall. Em seguida, ele joga dois pacotes plásticos separados próximos ao tesouro crescente. Ambos guardam mais pílulas. Não nomeadas. Fecho meus olhos, devastação me derrubando para meus pés. Jaxon está quieto. Quando abro e pego um punhado de pílulas para cima, lançando-as em uma mão trêmula. —O que é isto?— Eu resmungo. Jax dá de ombros, mas seus olhos estão vermelhos e ele está lutando contra a vontade de chorar. —Quem diabos sabe? Estimulantes, calmantes, todos os tipos de merda fodida. Profundas e irregulares rachaduras se formam no meu coração. Isso dói. Porra dói saber que ele coloca todas essas químicas mortais dentro de seu belo, forte corpo - manchando-o. Que ele iria fazer isso para si mesmo. Meus olhos se enchem e uma lágrima gorda transborda, esparramando-se balcão abaixo. Meu olhar recai sobre o Adderall. Eu pego-o. Esse não chocalha, indicando que a pequena garrafa de plástico está vazia. Encontro com os olhos castanhos de Jaxon. —Ele estava tomando estes na faculdade.


—Eu sei. Para o estudo, certo? —Mas ele parou,— eu sussurro, colocando a garrafa de volta para baixo enquanto um soluço constrói dentro do meu peito. Jaxon balança a cabeça. —Ele me prometeu!— Eu grito, meu estômago revirando com a dor. Aponto para o Adderall e grito: —Ele me prometeu que isso estava fora. Eu acreditei nele! Queria acreditar nele, Jordan, realmente? Ou você apenas quis? Oh Deus. —Brody mentiu para você. Ele mentiu para todos nós. O soluço escapa. Eu varro um braço, espalhando tudo no balcão para o chão. —Por quê? Por que ele faria isso? Mas eu sei. Ele nunca considerou-se bom o suficiente. Não em toda a sua vida. Adderall foi a correção temporária, dando-lhe um indulto da luta - somente que isso se transformou neste ... Neste maldito pesadelo infestado de drogas. Por que não vi? Por que não me deixei ver? Meu estômago contrai com pesar. Eu estava ocupada demais me preocupando comigo mesma e com o meu próprio futuro. Jaxon está certo. Brody precisava de mim, e eu não estava lá para ele. Eu fodidamente nunca estive lá para ele. Jaxon chega para mim e o afasto. Enxugando as lágrimas com uma mão trêmula, eu resmungo, —Onde ele está? Seu olhar se move em direção as escadas. —Em seu quarto, dormindo. Eu giro às pressas, de partida para a suíte master. Preciso vê-lo. Eu preciso ver que ele está bem. —Jordan, espere!— Jaxon chama atrás de mim. —Tem mais.— Eu continuo subindo as escadas, não tenho certeza que posso lidar com mais. —Ele falhou em seu último teste antidoping. Faço uma pausa no meio do degrau e por sua vez, sugando uma respiração.


Ah não. Brody. —O que eles vão fazer? Jaxon corre os dedos pelo cabelo imundo e puxa-os com uma careta. —Eles o colocaram em um programa de intervenção. —E o que é isso? —Isso significa que ele tem que ver o diretor médico para determinar se ele precisa de tratamento ou não. E se não, então ele está sujeito a testes regulares por noventa dias. —É isso aí? Ele dá um único aceno de cabeça. —É isso aí. Oh, e os meios de comunicação não sabem, graças a porra. Se isto sai, seu pai iria chover santo inferno para baixo em sua cabeça como você não acreditaria. Eu nunca conheci o pai de Brody, mas sei que Jax esta certo. A última coisa que Brody precisa é isto espirrando em todos os jornais. Fazendo meu caminho até as escadas em direção ao quarto, abro a porta. Esta escuro no quarto, mas ouço o farfalhar dos lençóis e vejo um corpo virado na cama. —Jordan? Meu nome é rouco nos lábios de Brody. Fazendo meu caminho através do tapete grosso, alcanço a lâmpada de cabeceira e ligo. Luz quente inunda a sala. Me viro para enfrentar Brody na cama. Suas bochechas estão coradas, seus olhos geralmente intensos estão maçantes e sem foco. —O que você...— Brody arrasta para fora quando seu olhar encontra o meu. Ele sabe, então, que eu sei. Vejo a explosão de raiva e a torção amarga em seus lábios. Brody vira a cabeça, as narinas dilatadas e corpo rígido. Ele está se preparando. Esperando a mesma reação que tive quando descobri pela primeira vez o Adderall em sua bolsa de ginástica. Sentada na beira da cama, tomo sua mão. Os músculos ao longo de seu antebraço puxam apertado, reunindo com a tensão, enquanto a arrasto em direção a mim. Eu a viro e a descanso na minha coxa, expondo a palma da mão calejada. Não sei o que dizer. Não sei como consertar o que está quebrado tão claramente dentro dele.


Eu começo a traçar as linhas em sua mão. Ele relaxa em meu aperto, e é aí que sinto o ligeiro tremor debaixo de sua pele. Abro a boca e falo, forçando as palavras calmas em vez da histeria que estou sentindo. —Dizem que toda a sua vida está traçada na palma da sua mão.— Meu dedo trilha ao longo sua linha do coração na parte superior, diretamente abaixo de seus dedos. —Eu tive a minha lida nos mercados uma vez. — Um momento de silêncio se segue. Então Brody vira a cabeça, olhando de sua palma para o meu rosto. Não sei se é a descrença em suas sobrancelhas levantadas é por causa das asneiras que falo sobre fortuna, ou o fato de que eu não estou gritando com ele. —Você acredita nessa merda? —Eu não tenho certeza. Na época, foi um pouco de diversão. Com quem você vai se casar? Quantas crianças? Isso é o que os meus amigos queriam saber. Tudo o que eu queria saber era se iria ter sucesso no futebol. Ela disse que meu sucesso estava amarrado profundamente com a minha linha de destino— Meus olhos seguem a própria linha de Brody. Ela é mais profunda que a da sua cabeça e do seu coração. —Sua linha é a mesma que a minha,— eu digo a ele, traçando-a lentamente com a ponta do meu dedo indicador. —O que isso significa? Eu dou-lhe a resposta que ela me deu. —Isso significa que o sucesso será alcançado no final de sua vida. —Isso é bom, certo? Pauso rastreamento, recordando suas palavras exatas. Isso depende da definição de sucesso, criança. A palavra pode significar muitas coisas, não necessariamente o que isso significa para você, e seu significado pode mudar várias vezes durante a sua vida. Na época, joguei fora suas palavras enigmáticas. Isso não poderia significar outra coisa, que não o futebol. Nunca ansiei o sucesso em qualquer outra coisa, e eu nunca ansiaria, tinha certeza disso. —É bom—, eu confirmei.


A melhor maneira de responder à sua pergunta é olhar para o que você quer ter sucesso, ela me disse no fim da leitura. Para ser o melhor, é claro, foi a minha resposta petulante. Eu amo o jogo. É onde quero estar, e é natural que eu queira ter sucesso na minha carreira escolhida. Mas talvez isso não seja tudo. Por que eu quero ter sucesso? O rosto de Nicky inunda minha mente. Para o meu irmão. Para provar que seu sacrifício por mim valeu a pena. Que valho a pena. Mas a que custo? A minha própria felicidade? A minha carreira de futebol esta exatamente onde quero que ela esteja, entalhando perfeitamente com a minha própria definição de sucesso, mas não tenho mais nada. Não tenho meus amigos e família ao meu lado; sou incapaz de criar raízes em uma cidade estranha; e o homem que amo esta lenta, mas seguramente, caindo aos pedaços. Eu não estou feliz, estou de coração partido. —O quê?— Ele pergunta, quebrando-me da minha introspecção. Respirando fundo, continuo, seguindo ao longo das linhas de sua mão. —Sua linha de coração toca sua linha de vida. Eu li um pouco sobre quiromancia após a minha leitura. O suficiente para saber que indica um coração muito facilmente quebrado. E o recuo curvo é fragmentado, o que representa um trauma emocional profundo. Oh Brody. —E isso significa o quê?— Ele bufa um riso amargo. —Deixe-me adivinhar. Que sou fraco e medíocre. Impossível ter sucesso em qualquer coisa sem a adição de produtos químicos. —Claro que não. Isso não significa nada. É leitura de mãos.— Eu torço o tronco assim estou de frente para ele diretamente, e levo a mão nas minhas. Está fria e seca. Eu começo a esfregar, tentando aquecer a pele fria. —Brody... —Não me acalme, Jordan.— Sua voz é nítida, e ele puxa a mão livre do meu alcance.


—Na superfície, ambos temos a mesma aparência. Mas nós não somos. Nós somos opostos, você e eu. Eu sou fraco. Mas você…— ele balança a cabeça —...A sua força é como o sol, Jordan. Ele me alimenta. E se você não me deixar ir, vou apenas usá-la toda até que você não tenha mais nada. —Brody.— Prendendo seu queixo, arrasto seu rosto até que ele esteja olhando para mim. —Não vou deixar você ir. Somos você e eu, e nós vamos ser fortes juntos, ok? — Dúvida e amargura sombreiam seus olhos. —Como nós podemos? Você está lá e eu estou aqui. Não há juntos. Largando meu braço, eu me sento e levanto meu queixo. —Eu estou desistindo de Seattle. —Não seja estúpida Jordan,— ele cospe com raiva. Recuo de sua escolha de palavras. Sabendo que é uma palavra que ele odeia fazer uso o que torna muito pior. —Seattle é o seu sonho. E não é só isso, você tem um contrato. —Os contratos são feitos para serem quebrados. —E como você acha que isso me faz sentir? — Brody grita e empurra na cama, afastando-se de mim. —Que você desiste do seu sonho, porque fui pego por drogas? Porra patético, é assim! Pobre Brody leva algumas pílulas e sua menina tem que largar tudo para vir correndo para o lado dele e cuidar dele. Minha própria raiva exaspera em resposta. —Eu não vou desistir do meu sonho! Quero estar com você. E eu posso ainda jogar futebol. Houston Dash vai me levar, eu sei disso. Eu posso me mudar pra cá e... —Besteira!— Ele ruge. Brody arrasta-se da cama, nu, e puxa abrindo uma gaveta da cômoda. Agarrando um par de cuecas boxer, ele se vira, empurrando-as sobre si enquanto ele fala. —O fato de que você disse mudar para cá em vez de mudar para casa só prova isso! —Isso é casa!— Grito. Ao pé da cama espeto um dedo duro em seu peito, direto onde seu coração bate visivelmente por baixo. —Aqui. Você.— Meus braços voam para fora em um gesto largo. —Não esta maldita casa. Não Texas. Não Austrália. Você! —


Brody encara por um momento longo, duro, seu peito subindo e descendo de forma irregular. Lentamente, seus escuros olhos castanhos perdem a sua borda dura. —Termine o seu contrato, Jordan. Nenhuma equipe vai querer você se você quebrá-lo. Quando você terminar, vamos falar com eles então. — O que ele diz faz sentido, mas não quero terminá-lo. Certamente não quero. Em vez disso, quero arrastá-lo para a Austrália, longe de tudo isso. Nós podemos viver junto à praia, fingindo que somos apenas dois de nós sem carreiras, ou obrigações, ou qualquer necessidade de provar o nosso direito de existir. Mas não é fácil. A vida não é assim tão fácil. Dou um passo em direção a ele. —Com uma condição. Não, duas, —eu corrijo. — Duas condições. Brody exala pesadamente. Suas mãos chegam e descansam em meus quadris, me puxando para mais perto. —O que? —Férias. Quando a temporada terminar, nós gastamos quatro semanas na Austrália, longe de tudo. Amigos, família, mídia social. Sem telefones. Sem televisão. Nenhuma futebol. Apenas você e eu. —Eu posso fazer isso.— Ele balança a cabeça bruscamente e começa a tremer, arrepios quebrando em seu peito nu. Eles alcançam todo o seu corpo. Só que não está frio. O ar que circula através da janela aberta esta quase demasiado quente. —Qual é a outra condição?— Pergunta ele, parecendo alheio à maneira como seu corpo o trai com sua necessidade por drogas. Ele não percebe que ele está tremendo como se estivesse nu no Ártico? —Você tem que parar.— Meus olhos ardem, enchendo rapidamente enquanto o vejo quebrar diante de mim. —Todos esses produtos químicos que você está colocando dentro do seu corpo me assusta. Isso me assusta muito. Por favor,— eu imploro, minha voz embargada enquanto engulo um caroço emocional do tamanho de uma pedra na minha garganta. —Não faça isso com você mesmo. Prometa que vai parar. A mandíbula de Brody treme e quando ele pisca, uma lágrima solitária cai, rastreando lentamente pelo seu rosto.


—Eu vou parar — ele sussurra com voz rouca. —Eu vou fazer a sessão de aconselhamento de drogas. E ainda consigo jogar. Vou trabalhar duro— ele promete. —Eu prometo. Não sou viciado, Jordan. Eu sou apenas... —Brody pressiona os lábios, olhando por cima do meu ombro, como se as palavras que ele procura estivessem escritas na parede atrás de mim —... Eu estou apenas tentando muito duro. Outra lágrima cai. Estendendo a mão, eu a limpo. Ele olha para mim, tremendo violentamente. —Eu prometo que vou parar. Mas as palavras que ele fala são apenas isso. Palavras. Elas são sem sentido sem ações para apoiá-las.


Eu acordo em um suor abrasador, meu estômago agitando como se estivesse navegando por mares furiosos. Jordan está deitada sobre meu peito, empolando minha pele com o calor de seu corpo. Bile sobe rapidamente. Eu engulo, mas isso não para. Engasgando, empurro Jordan para fora e tropeço para o banheiro. Caindo sobre meus joelhos, seguro o vaso com mãos trêmulas e suspiro. O jantar da noite passada salta fora como um touro na porteira. —Ugh— eu cuspo no vaso, expulsando o gosto amargo em minha boca. Meu estômago contrai novamente, empurrando para fora cada resquício de comida até que não sobre nada. Respirando pesadamente, sento-me novamente em meus calcanhares e gemo. Uma toalha fresca molhada limpa meu pescoço. É uma pequeno pedaço do céu nessa manhã infernal, viro minha cabeça e olho para Jordan. Mesmo me sentindo meio morto, ela aquece meu sangue. Ela está usando uma simples e branca calcinha e uma solta camiseta rosa quente que cai lindamente em um ombro tonificado. Jordan é perfeita, e sou uma porra de uma desgraça. Eu odeio que ela me veja assim. —Saia daqui caralho. A torneira jorra água fresca e Jordan molha a toalha novamente, — não.


—Você não tem um lugar onde você deveria estar?—, eu rosno, minha garganta ardendo do ácido que a assolou alguns momentos atrás. —Tipo Seattle? Você já está aqui há dois dias. É o suficiente. Jordan escova atrás do meu pescoço com uma toalha fresca. Eu retenho o gemido. Isso me faz sentir maravilhosamente bem. —Não posso te deixar assim. —Não sou uma maldita criança. — Empurrando instável sobre meus pés, alcanço através e abro a porta de vidro do chuveiro. Dou uma pancada na torneira e água fria explode da ducha. Empurrando minha roupa íntima para baixo e fora, piso debaixo do congelante spray de água e silvo quando ela atinge minha pele super aquecida. Quando viro para fechar a porta, Jordan ainda está parada em pé encostada na pia, retorcendo a toalha em suas mãos. Eu a amo tanto que dói, e Deus, quero que ela fique. Mas não agora. E não assim. Ela merece mais. Enfiando ela nisso me transforma em nada mais do que um pedaço de merda. Eu não a quero aqui enquanto estou assim. —Você poderia porra ir já, porra Jordan. Reserve seu voo para Seattle. Eu não quero você aqui quando eu retornar do treino. Eu bato ruidosamente a porta do chuveiro.

Meu traseiro colide enquanto o bato no banco em frente ao meu armário. Soltando meu capacete aos meus pés, penduro minha cabeça e aperto a ponte de meu nariz. Hoje treinei como um recém-nascido segurando uma bola de futebol pela primeira vez. Perdi a confiança em mim mesmo e no que meu corpo pode fazer, e não tenho ideia de como recuperar isso. Eddie cai a minha esquerda e o banco inteiro treme sob sua força. Sua mão carnuda me bate nas costas, me empurrando para frente um par de polegadas no assento. —Que show de merda.


Eu limpo minha testa com meu antebraço. Isso vem encardido - essa é a confirmação de cada choque corporal que eu tomei no campo, meu rosto passou a maior parte do dia enfiado na sujeira. —Obrigado pela conversa estimulante, Eddie. Ele se inclina, gotículas de suor espalham-se no chão quando ele começa a desamarrar seus cadarços. —Palavras bonitas não vão corrigir coisa alguma. —Bem, caramba, lá se vai a minha sessão de leitura de poesia esta tarde. Depois de descascar as meias, Eddie se levanta e começa a puxar fora de seu equipamento. —Jordan foi para casa hoje? —Não para casa — eu o corrijo, descansando os cotovelos sobre os joelhos e entrelaçando os dedos juntos para ocultar os tremores. — Jordan não esperou até depois que saí para o treino para sair. Quando pisei fora do chuveiro ela já tinha ido. Seattle. —Ele resmunga, envolvendo uma toalha em torno de sua cintura. —Você é um idiota. —Cristo, Eddie!— Empurrando para os meus pés, chuto a base do meu armário e enfrento-o. —Eu entendi ok? Você não é meu fã número um agora! Sua mão envolve em torno de minha garganta, e sou lançado contra o armário antes que possa piscar. Eddie enfia o direito dedo na minha cara. —Não, você é o único que não entende seu filho da puta do caralho.— Seus olhos estão vermelhos e repleto de emoção. —Todo mundo está pisando em ovos em torno de você porque você continua fora de si como fogos de artifício no quatro de julho. Estou cansado disso, e não sou o único. Alguém precisa dar-lhe uma conversa “venha para Jesus”, e tenho a honra de me nomear. Removendo os dedos do meu pescoço, empurro-os de cima de mim. — Ah é? Bem guarde sua saliva. Eu estou retirando a sua nomeação, imbecil. —Sério?— Ele rosna. —Quando você chegar em casa hoje, dê uma olhada no espelho. Uma boa olhada. Quando estiver pronto, você pode vir me dizer quem é o idiota aqui.— Eddie se dirige em direção ao chuveiro e faz uma pequena pausa antes de voltar. —Não entendo. Você está tentando tornar mais difícil para si mesmo?


—Sim.— Eu rolo meus olhos. Caindo para baixo no banco, lhe dou minhas costas enquanto eu tiro as minhas chuteiras. —Isso é exatamente o que estou tentando fazer. —Queremos ajudá-lo, mas está empurrando nós todos para longe. Jordan não apenas voltou para Seattle, você forçou-a a ir. Esse é o seu MO de costume. Para lidar com isso sozinho. Bem, adivinhe, você continua fazendo isso e um dia, você vai acordar sozinho. Uma porra de um drogado desperdício de vida que ninguém dá uma merda. Ou pior, morto. — Os pés pisoteando de Eddie o levam embora e no vestiário se instala silêncio. Agarrando a volta do decote da minha camisa, puxo-a sobre a minha cabeça e fora, jogando-a ao chão. Foda-se ele. Foda-se Eddie, e fodase Jaxon por trazer Jordan para casa, e fodam-se todos. É claro que estou lidando com isso sozinho. São meus problemas. Se todo mundo me deixasse sozinho, poderia concentrar-me em corrigi-lo. Ignoro Eddie após o banho. Ele não parece se importar. Ele brinca e ri com outros companheiros de equipe como se eu não existisse. Quando estou vestido, saio para minha sessão de aconselhamento de drogas. Nossa equipe médica passou o endereço. Foi escrito em um pedaço de papel junto com o nome McDougall. Depois de desligar o motor, meus dedos inquietos tocam no volante enquanto olho para a casa em frente de mim, me perguntando se li corretamente o endereço. O fato de que é uma casa joga-me - uma casa agradável, com árvores frondosas, flores do jardim, e uma varanda. É privado e discreto. Você nunca iria adivinhar a razão de eu estar aqui. E talvez esse seja o ponto. Histórias como a minha mantem a mídia alimentada. Você é a carcaça e eles são os abutres, e eles vão alegremente destroça-lo até que nada reste a não ser ossos. Bufando alto, saio do carro e acelero para a varanda. Depois de bater, a porta se abre e sou cumprimentado por um cara, grande e em boa forma quase do meu tamanho. Talvez quarenta ou isso, ele está descalço e vestindo jeans gastos, uma camiseta preta e um avental sujo de molho com a silhueta de um basset em estampa tartan que lê, —Você está olhando meu McWiener? Como se chateado porque estou aqui agora, não posso impedir a risada que me escapa. Eu limpo minha garganta. —Cara. Avental legal.


Segurando uma colher de madeira no alto, ele olha para baixo como se esquecendo de que ele está usando-o e ri. —Merda. É minha esposa. Ele pega minhas sobrancelhas voando para cima. —E não tenho certeza que faz parecer melhor.— Só quando estou pronto para lhe perguntar se estou na casa certa, ele verifica o seu relógio e, em seguida, aponta a colher para mim. —Você é Brody Madden. —E você...— Dou um passo para trás —... Parece que você está no meio de cozinhar o jantar.— Empurrando meu polegar na direção atrás de mim, continuo falando. —Então vou indo, e talvez... Transferindo a colher para a mão esquerda, ele segura a sua direito antes que eu possa fazer uma fuga, me cortando. —Doug McDougall. Meus lábios pressionam juntos. Piso para frente, eu levo-a, dando-lhe um aperto firme. —Grande nome, Doug. —O melhor, graças ao perverso tipo de humor dos meus pais, — ele brinca e deixa escapar das minhas mãos. Pisando de lado, ele se inclina contra a porta aberta para me deixar passar. — Embora a maioria consigo seja McDee ou Big Mac. Eu o sigo através de um corredor atravancado a uma cozinha na parte de trás. Toda a vibração de sua casa é mais sobre bem-vivida em vez de desarrumada. É confortável. Como Doug é - um homem que parece confiante e relaxado em sua própria pele. Isso me faz pensar como se sente ao ser assim. —Será que acertei o horário?— Pergunto quando ele vai direto para uma grande panela de aço descansando no fogão a gás. Doug estatela sua colher de volta, dando-lhe uma agitada desordenada. —Sim. Só estou correndo atrás graças ao tráfego tarde. É a minha vez de cozinhar e é noite de chili. Sem mencionar que a minha mulher vai choramingar comigo se ela não se alimentar.— Doug inclina a cabeça para olhar para mim como se ele despertasse. —Você gosta de chili? Normalmente, mas hoje o aroma faz o meu estômago se rebelar. — Claro.


Estabelecendo a colher, Doug se vira e descansa suas costas contra o balcão da cozinha. Atravessando uma perna casualmente sobre a outra, ele diz, —Então. Brody. Diga-me por que você está aqui. Cruzo os braços e contorno a pergunta. —Você me pergunta como se você não soubesse. Ele acena uma mão. —Eu recebi a lengalenga oficial, mas quero ouvir isso de você. Me divirta. —Eu só estou aqui porque de outra forma vou ser suspenso do jogo. —Entendo. É a primeira declaração soando 'terapêutica' soando a passar seus lábios e minhas dilatam. —O que você entende Doug? —Eu vejo que você está aqui porque você tem que estar, não porque você quer estar. Eu vejo que o futebol é importante para você, Brody. Mais do que a si mesmo.— Ele ergue uma sobrancelha. —Como no inferno isso vai funcionar para você? —O que você quer dizer? —Quero dizer, você se importa mais com o futebol, do que consigo mesmo. Como você vai ficar melhor se ficar melhor não é a sua maior prioridade? Eu balanço minha cabeça. —Eu não estou doente. —Ok.— Caminhando para a extremidade do balcão, Doug pega um pedaço de papel a partir de uma pilha aglomerada de livros e pastas. Ele entrega-o para mim. Agarro antes que tremule no chão, olhando para a página. É uma conta de seus eletrônicos. Minhas sobrancelhas sobem quando ele dá um passo de distância, mudando de volta para sua posição encostando-se ao balcão atrás dele. —E estou segurando a sua conta por quê? Os ombros de Doug levantam em um encolher de ombro casual. —Eu só queria ver como profundamente seus tremores estavam. E ele tem razão. O papel está tremendo na minha mão como um terremoto que acabou de bater. Ele inclina a cabeça, ignorando minha maldição enquanto atiro a conta sobre o balcão.


—E quando perguntei se você gosta de chili, seu rosto assumiu a cor do meu gramado. Combinado com os círculos sob seus olhos e as linhas épicas de irritação em sua cara, vou em frente e digo que é besteira. Você esta doente, Brody, mas não o tipo que você pode ver facilmente porque a doença está na sua cabeça e no seu coração. Seu corpo é simplesmente o único a pagar o preço. —Chame do que diabos você quiser. Tudo que fiz foi tomar algumas porras de comprimidos.— Meu queixo levanta. —Não preciso estar aqui. Doug pega a colher novamente e vira-se para agitar o chili, dando-me as costas. —Então vá — diz ele simplesmente. Puxando as chaves do carro do meu bolso, as aperto em meu punho tão forte que dói. Quando começo a descer o corredor, ele não me para. Mas antes de eu chegar à porta da frente, ele grita, —Posso dizer uma coisa antes de ir, Brody? Virando, vejo Doug de pé na entrada da cozinha, apertando os lábios e decepção nos olhos dele. —Claro.— Meus braços varrem expansivamente como se estivesse lhe fazendo um favor enorme. —Por que não. —Prove que estou errado. Eu balanço minha cabeça. —É isso aí? —Sim. É isso aí. Agarrando a maçaneta, escancaro a porta da tela aberta e saio. O crepúsculo desceu, listando rosa profundo e laranja no céu. É vívido além da crença, mas não noto a beleza enquanto vou em direção ao meu carro, a cortina bate fechada atrás de mim. O ar frio atingiu o suor que pontilha minha testa e meus arrepios são quase insuportáveis. —Eu tenho certeza que vou vê-lo novamente em breve!— Doug grita atrás de mim. Certo. Em breve. Boa piada, Big Mac. Estou irritado por todo o caminho até a casa. Quando ando através da porta que liga a garagem com a área de estar, encontro Eddie e Jaxon esparramados no sofá, Arremesso Perfeito o filme escolhido deles. O conjunto de olhos de ambos bate no meu em expectativa.


Com um acesso de raiva, jogo a minha bolsa de ginástica no chão e vou para a cozinha. Volto com um Gatorade de limão porque é tudo que meu corpo pode suportar agora. Caindo pesadamente na cadeira, levanto a garrafa aos meus lábios e sugo metade disso para baixo em uma batida. —Bem?— Jaxon pede. Meu olhar se desloca a partir da televisão para o sofá. Ambos os conjuntos de olhos ainda estão me observando. Os de Eddie estão cautelosos, sem dúvida esperando minha explosão de quatro de julho. —Bem porra o quê?— Eu agarro, encolhendo-me no interior porque cada palavra que sai da boca ultimamente é uma maldição. Estou cansado de me ouvir. Eddie bufa e volta para assistir o filme. Ele está cansado de me ouvir também. —Como foi?— Jaxon pergunta. Meus olhos batem no teto. —Como diabos você acha que foi? Eu tive o melhor momento da minha vida,— Eu me queixo. —Dirty Dancing não tem nada sobre mim. O olhar de Eddie ainda está na TV, mas seus lábios se contorcem. —O que? —Dirty Dancing—, ele responde. —Melhor. Filme. Sempre. Chegando a meus pés, pego minha bolsa, murmurando, —Wankers— enquanto me dirijo para a lavanderia, usando a palavra de maldição que Jordan às vezes resmunga quando as pessoas irritam a absoluta merda existente fora dela. —O que é um wanker?— Eu ouço Jaxon perguntar a Eddie.—Eu não sei. Pesquise no Google.


É noite, e tarde, e sou a única de pé restante após o treinamento. Os holofotes brancos ainda estão ligados, iluminando o campo vazio. Depois de executar treinos, estou chutando a bola contra a parede de tijolos dos galpões de treinamento. —Jungle— por X Ambassadors explode através de meus fones de ouvido enquanto chuto a bola para trás e para frente, a minha respiração vindo dura e suor escorrendo pelo meu rosto. Eu estou na zona, aquele precioso espaço em branco mental onde você sente como se você pudesse continuar para sempre. Então empurro com mais força. Mais meia hora e minhas pernas estão gritando para uma pausa. Estou deixando o meu corpo esfarrapado para parar de me preocupar com Brody. É a única maneira que posso encontrar o sono à noite. Será que ele foi para a sua sessão de aconselhamento? Ele está treinando? Ele ainda está tomando drogas? Minhas dores no peito, trazendo de volta o vazio doloroso que chutar a bola tinha conseguido desviar. Eu rasgo os fones de ouvidos, deixando-os descansar em volta do meu pescoço enquanto abaixo e roubo a bola de futebol a partir do solo. Aproximando-me do vestiário, meu telefone toca no bolso dos meus shorts de futebol. Enfio a bola debaixo do braço esquerdo e puxo-o para fora. A mensagem é de Brody. Acaba de passar da meia-noite, o que significa que são duas horas da manhã em Houston.


Brody: Você sabe que eu amo você certo? Mais do que tudo. Um soluço puxa de meu peito. Bem desse jeito. Uma mensagem simples e sou um caso perdido. Eu levanto a minha bola de futebol na parede dos galpões com um rosnado baixo. —Maldito seja!— Ele bate contra os tijolos e o som ecoa pela noite a fora. Começo apunhalando letras na minha tela, digitando uma resposta irritada. Então excluo e enfio meu telefone de volta no bolso. Os nossos altos e baixos são muito frequentes. Será que realmente vale a luta mais? Pegando a bola de volta para cima do chão, dirijo dentro do vestiário. Meu telefone toca novamente enquanto estou puxando meu saco de ginástica. Brody: Eu amo você como um esquilo ama suas nozes. Um chiado me escapa, o som travado em algum lugar entre um soluço e uma risada. Eu ignoro a mensagem. Não estou fazendo isso de novo. Decidindo tomar banho no apartamento, pego todas as minhas coisas e deixo. Não há nada mais a partir de Brody até o fim do dia seguinte, mas mais tarde naquela noite outra mensagem vem passando. Brody: Eu amo você como hobbit ama um segundo café da manhã. Meus lábios beliscam juntos. Eu não sei se estou com raiva ou tentando lutar contra o sorriso bobo. Não faça isso novamente, eu me lembro. Outra vem com a noite seguinte. Brody: Eu amo vc como Kanye ama Kanye. Com essa ele arrasta uma risadinha, mas ainda não respondo. Brody: Eu vou manter indo até você falar comigo. Ele realiza com sua ameaça, a sua próxima mensagem vem no início da tarde. Nós estamos no meio da dissecação de peças para o próximo jogo com o Boston Breakers. Testas são desenhadas em concentração enquanto nós olhamos para o quadro branco, seguindo a estratégia que nosso treinador está ocupado delineando. Em breve o quadro é uma bagunça de setas e rabiscos, tornando-se quase impossível de decifrar. Meu telefone toca. Todos os olhos se voltam para mim em irritação coletiva por quebrar o seu foco. Murmurando um pedido de desculpas, recupero meu telefone de seu esconderijo debaixo da minha pasta e movo a tela com um gesto furtivo.


Brody: Eu amo você como um preservativo ama lubrificante. Minha gargalhada atrai a ira do meu treinador. —Elliott!—Ele late. — Desligue o telefone ou estou liberando-o no vaso sanitário. Não há dúvida de que ele quer dizer o que ele diz. Ouvi rumores de que ele fez isso antes. Tateando na minha pressa, mudo rapidamente para desliga-lo, enquanto ele encara, me observando. Não é até que volte para o apartamento mais tarde naquela noite que me lembro de mudar o meu telefone de volta. Há duas mensagens de Leah, uma de Nicky, e uma do meu agente, marcados urgente. Ignoro todas elas a favor da mensagem mais recente sentada em negrito de Brody. Brody: Eu amo você como um preguiçoso ama seu controle remoto. Quantos desses que ele tem? Meu telefone toca novamente enquanto estou em meio de risadinhas. Eu abro sua próxima. Brody: Eu amo você como o dia ama o sol. Isso me faz suspirar, e antes que possa me parar meus dedos estão sobre as teclas digitando uma resposta. Jordan: Você me deixou em apuros. Brody: Ela fala! Jordan: O treinador ameaçou expulsar o meu telefone no vaso sanitário. Caminhando para o meu quarto, fechei a porta atrás de mim. Escalando na cama, enfio travesseiros atrás das minhas costas e enrolo as pernas de perto. Brody: Nããão! Diga-lhe que se ele quebrar seu fone vou quebrar sua cara. Jordan: Claro. Porque a violência é sempre a resposta. Brody: É, quando alguém vem entre eu conversando com vc. Jordan: Esse é o problema, certo? Você nunca realmente fala comigo. Depois de deixar a bola na sua quadra, espero por dez minutos, usando o tempo para percorrer o Facebook, gostar e comentar em várias fotos. Mas Brody não responde. Amarga decepção enche minha boca. Coloco meu telefone para baixo na mesa de cabeceira. Ele sempre faz isso.


Chama-me de volta, mas só até certo ponto antes que ele bate na parede invisível com tanta força que os dentes quebram junto. Agarrando uma toalha limpa, deixo a porta do meu quarto aberta e vou para o banheiro. Dani está ocupando toda a extensão do sofá, pegou no meio de uma maratona de Nice Girls. Ha! Talvez se ela prestar atenção pode dar-lhe algumas dicas. —Não há água quente—, ela grita, os lábios esticados em um sorriso de simpatia simulada. —Eu não me importo, — eu respondo, embora faça. Eu não sou tão difícil que chuveiros frios, não me façam guinchar como uma criança, mas talvez a água fria vá esfriar meu temperamento. Isso não acontece. Eu piso de volta para o meu quarto, e depois tirando uma escova pelo meu cabelo, piso para a cozinha. Tomando minha embalagem de sorvete de pedaços de caramelo do freezer, arranco a tampa, pego uma colher, e volto para o meu santuário. —Você vai engordar, — adverte Dani quando passo pela sala de estar. Eu paro dura e olho fixamente. —Você está brincando comigo? —Não— ela responde, levando-me literalmente. —Você já leu quantas calorias estão nessa caixa? Após cuidadosa consideração, decido contra o esvaziamento das ditas calorias em sua cabeça. Meu sorvete é muito precioso. Belisco os meus lábios, mantenho em movimento. Quando chego ao meu quarto, ela grita: —O que ele fez agora? — Com um grunhido irritado, fecho a porta atrás de mim. Coloco a caixa na minha mesa de cabeceira, vejo uma mensagem de Brody esperando na tela do meu telefone. Eu arrebato-a para cima. Brody: Então vamos falar. Caindo para a beira da minha cama, estou batendo para fora uma resposta quando ele envia outro. Brody: Skype? Eu defino o meu telefone para baixo e pego o meu laptop da minha mesa, trazendo-o para a cama comigo. Descansando-o em minhas coxas, abro a tampa e faço o login.


Jordan: Bom para começar. Momentos depois a chamada. Eu bato resposta e espero que o vídeo inicie. Quando Brody vem na tela, olho por um momento. Ele está usando seu boné de futebol para trás e barba por fazer em suas bochechas. Seu rosto está bronzeado, então sei que ele está gastando todo o seu tempo fora de treinamento. Apesar das ásperas bordas, e le parece em forma e saudável, não como alguém viciado em drogas. Eles não deveriam ser pálidos e magros? Incapaz de funcionar? Se os comprimidos não tivessem sido descobertos, eu saberia? Brody sorri quando apareço, seus olhos enrugando nos cantos. —Baby — é tudo o que ele diz. Então o fundo atrás dele começa a mudar. Ele tem o laptop e ele está andando com ele. —Desculpa. Meu notebook estava na sala de estar.— A imagem salta quando ele corre até as escadas e entra em seu quarto. Após definir o laptop na c ama, ele cai para baixo pesadamente na frente dele. —Você parece tão bem — eu digo, tentando esconder minha surpresa. —E você parece tão malditamente comestível.— Os olhos de Brody vagueiam sobre mim, escurecendo. Ele dirige sua língua ao longo de seu lábio inferior. —Eu gosto da camisa que você está vestindo— acrescenta. Eu olho para baixo. É uma camisa velha, desgastada para o máximo conforto. —Mas ficaria melhor no chão.

O som da risada dela inunda o meu corpo com o calor. —Jordan, eu... Ela se inclina para frente com expectativa e as minhas palavras quebram. Levantando o meu boné, lanço-o afastado, amassando dedos pelo meu cabelo. Eu prometi que falaria com Jordan e agora não sei o que dizer.


Ela fala por mim. —Eu sinto sua falta.— Meu coração dá uma dor aguda. Sua boca se inclina nos cantos quando ela acrescenta: — Eu sinto sua falta como um esquilo sente de suas nozes. Meu riso se sente agridoce. —Você gostou daqueles? Jordan sustenta o polegar e o indicador para a tela até que eles são uma polegada de distância. —Só um pouco bocado. Eu sorrio ligeiramente. Ele oscila e cai em silêncio. Não um estranho, mas um em que a realidade fria do que fiz fica entre nós. Eu sei que isso só vai piorar até que dê a explicação que Jordan merece. Eu desenho uma respiração profunda e deixo ir lentamente. — Você sabe que eu te disse que faria o que fosse preciso para ser o melhor. Bem... — Eu pressiono meus lábios. Jordan atrai os joelhos até o peito e envolve seus braços em torno deles. Eu conheço o gesto. Ela está inconscientemente protegendo-se, esperando que eu diga algo que vá doer. —Fizeram-me melhor. —As drogas? Concordo com a cabeça em resposta. —Eles fizeram por mim o que não podia fazer eu mesmo. —Brody... Eu corto. —Não.— Piedade ou chavões sem sentido é a última coisa que eu preciso ouvir agora. —É a verdade. Quando eu tinha sete anos de idade, meu pai me disse: “você é muito estúpido para fazer qualquer outra coisa, então é melhor fazer contagem de futebol”, e eu acreditei nele.— Uma intensa dor queimando se espalha através do meu peito - forte o suficiente para tirar o fôlego. —Só que eu não poderia mesmo fazer isso. Jordan balança a cabeça vigorosamente. —Você pode. Você nunca acreditou em si mesmo, Brody.— Seus lábios imprensam em uma linha fina. —Tudo começou com aquela sangrenta prova intermediária. Se Kyle não tivesse mexido com a sua nota, você teria passado, e nada disto teria acontecido!


—Ele teria— Eu admito tanto para ela como para mim mesmo. —Você está certa Jordan. Nunca acreditei em mim mesmo. Se eu fizesse, teria questionado a minha nota. Nunca teria tomado o Adderall. E talvez não teria escondido a minha dislexia como um segredo vergonhoso. Em vez disso, me coloquei em uma posição onde não consegui encontrar uma maneira de sair — eu digo em voz baixa. —Eu empurrei, e empurrei, e tomei drogas, mas ele me levou onde eu precisava ir. É isso que é preciso para fazer a contagem de futebol?— Eu olho para as minhas mãos, distraidamente esfregando os calos na palma da minha mão esquerda. — Porque é uma merda.— Meus olhos levantam e rachaduras profundas formam no meu coração, fazendo-me desejar a dormência e euforia que Percocet sempre me dá. —Estou perdendo você, e... Jordan me corta. —Você não está me perdendo, Brody. — —Você tem certeza disso? Eu já perdi a minha irmãzinha. Não posso perder você também. Ela suga em uma respiração afiada. —Annabelle? Forma-se uma carranca no meu rosto. —Papai não me deixa vê-la. —Desde quando? —Desde que dei a Kyle Davis que ele merecia.— Meu queixo aperta e meu tom amargo transforma. —sou uma má influência. Eles não me querem em qualquer lugar perto de Annabelle. A voz de Jordan treme com mágoa. —Por que você não me contou? —Porque não quero você exposta a eles!— Sento-me na cama, passando a mão pelo meu rosto. —Tentei tão duro mantê-la separada de minha família. Você não quer ter nada a ver com eles, Jordan. Confie em mim. Meus pais não são quentes como você é. Não há amor. Ou alegria. Era como crescer no frio, um deserto estéril frio. Quando eles olham para mim, eles não me veem. Eles veem decepção.— Meus lábios pressionam juntos. Eu concentro meus olhos na parede acima da tela do laptop. —E continuo te afastando porque...— Minhas palavras morrem, meu corpo ficando mais tenso enquanto forço-me a olhar para ela. —Eu não quero que você me veja da mesma maneira. Suas próximas palavras são uma faca no peito.


—Estou decepcionada, Brody, mas há uma diferença.— Ela continua falando, mas não quero ouvir isto. —Eu não estou decepcionada com você, ou quem você é, apenas com o que você fez. Se ela diz que sou melhor do que isso, vou perder minha merda. Só que ela não faz. O que ela diz a seguir dói mais do que pensava ser possível. —Se você não pode ser convocado para as grandes ligas sem drogas, então talvez não seja onde você deveria estar.


—Você está pronto para ir?— Eddie chama. Deslizando o zíper fechado da minha sacola de ginástica, chamo de volta, —Já estarei aí! Baques altos me dizem que ele está movimentando-se descendo as escadas. Quando o som da geladeira sendo invadida atinge meus ouvidos, rapidamente deslizo abrindo a gaveta inferior da minha mesa de cabeceira e alcanço o pequeno frasco. Abrindo a tampa, apanho uma mão cheia de Adderall e jogo a cabeça para trás, atirando-os para baixo de minha garganta. A porta da geladeira fecha enquanto estou engolindo-os. —Apressese, Madden! — —Sim, sim!— Eu chamo de volta, meu coração batendo forte no meu peito. Tomar os comprimidos - especialmente ainda na fase um do abuso de substâncias - é um risco do tamanho do Monte Everest. Mas com um jogo em casa em apenas algumas horas, seguido de um até logo e quatro dias em Seattle com Jordan para suas finais, é um risco que estou disposto a assumir - mais do que nunca, na sequência de suas palavras da semana passada. Talvez não seja onde você deveria estar. Jordan não poderia estar mais errada. Tudo o que já passei para chegar a este ponto seria por nada em contrário.


Pegando minha bolsa, arremesso ela sobre meu ombro e corro pelas escadas. —Yo!— Eddie aparece na sala e me atira rapidamente as chaves do carro. Esticando-me, pego-as e minhas costelas dão uma pontada. Toda a extensão do meu tronco é preto e azul de treinar esta semana. É parte para do percurso, mas quando ando sem camisa ao escritório do meu treinador uma hora mais tarde e digo-lhe que preciso de algo para o jogo, sou espetado com um tiro de Toradol – um anti-inflamatório sem esteroide. Quando injetado, torna-se um empolgado analgésico, utilizado para reduzir a dor sensibilidade e deixá-lo jogar como uma máquina sem medo. Dormência inunda meu corpo, e caminho de volta para o meu armário com o conhecimento que estou fazendo o que tenho que fazer. Como um jogador profissional, os golpes vêm mais difícil e as lesões mais frequentes. Você precisa ter um limite, assumir riscos, e mostrar que você pode jogar com dor, caso contrário, eles vão substituí-lo por alguém que possa. O sorriso de Eddie é grande quando volto para o meu armário. Minhas sobrancelhas sobem em questionamento enquanto retiro meus shorts para baixo e fora, jogando-os na direção de uma prateleira aberta. —O quê?— Eu pergunto, puxando minhas calças de futebol fora. Seu sorriso se alarga mais, brilhante o suficiente para arrancar um olho. De pé, ele puxa sua camisa de futebol para baixo sobre sua cabeça. Puxando-a no lugar, ele diz: —Você tem uma visita surpresa. — —Sim?— Pisando em minhas calças, eu puxo para cima de minhas pernas. —Quem?— Ele sacode a cabeça em direção à porta do vestiário. Minha cabeça gira, mas ninguém está lá. Hawk, nosso zagueiro, avança em passadas largas. —Yo, Madden.— Ele me dá um empurrão brincalhão e continua se movendo. Virando-me, ele anda para trás e pisca os olhos. —Sua menina parece quente para vê-lo. Melhor ir colocar o fogo para fora. —Droga, Hawk!— Eddie fole. O grande, pedaço romântico torce os punhos, sua expressão ferida. —Você arruinou a surpresa!


Hawk gira nos calcanhares, rindo alto e duro antes de desaparecer dentro do escritório do nosso treinador principal. Meu coração salta pelo menos uma milha no ar. Eu olho para Eddie. —A Jordan está aqui? Sem esperar por uma resposta, começo a movimentar-me em direção à sala externa. —Cinco minutos, Madden!— Joe Pettone, o nosso treinador receptor, grita atrás de mim. Acenando para ele, chego à sala externa e paro absolutamente quando vejo a figura solitária de Jordan, suas mãos segurando uma bolsa grande pendurada no ombro. Ela está usando minha camisa de futebol, escuro e apertados jeans e um sorriso hesitante. Uma onda de amor me bate mais forte do que um linebacker32 quando ataca, rouba o fôlego. Que Jordan está aqui para assistir meu jogo, e estou emocionado porra. —Você está aqui. Seu sorriso vacila um pouco. —Tudo bem? Não tinha certeza se... Oomph! As palavras de Jordan são cortadas quando meu corpo bate no dela. Antes que ela possa cair para trás, estou pegando-a. Suas longas pernas envolvem em torno da minha cintura e os braços agarram meus ombros. Segurando suas coxas, nos giro ao redor. Chego a uma parada, enterro minha cabeça em seu pescoço e inalo profundamente. Você está realmente aqui. Meus dentes encontram sua pele e beliscam suavemente, seguindo um caminho em direção a orelha. Ela ri, recuando um pouco. —Isso faz cócegas. —Muito ruim.— Eu faço novamente, a minha língua serpenteando para chupar seu lobo em minha boca. Jordan empurra para trás, ainda rindo. —Beije-me.

Linebackers são membros do time de defesa e se posicionam pelo menos 4 metros atrás da linha de scrimmage, atrás dos homens da linha defensiva. Linebackers normalmente se alinham antes do snap da bola, atacando os lados da linha ofensiva adversária. O objetivo o Linebacker é defender contra passes curtos, fazer tackles e atacar oquarterback adversário. 32


Ela faz. Seus lábios encontram os meus e seu riso se transforma em um gemido baixo. Só quando estou tonto de falta de ar posso puxar para trás, mas não muito longe. Descanso minha testa contra a dela, nossas bocas menos de uma polegada. —Eu sinto muito—, diz ela. Minha sobrancelha enlaça. —Por quê? —Pelo que eu disse. É claro que você deveria estar aqui. O futebol está no sangue. Qualquer um pode ver isso. Só estou com medo.— Os olhos de Jordan enchem e ela vira a cabeça, piscando. —O que é preciso para jogar neste nível...— seu olhar devolve o meu — ... É esmagador e intenso, e tão fodidamente duro. Meus lábios pressionam juntos e seus olhos estreitam com o brilho sujo da minha expressão. —O que? —Você disse duro! —Brody! Os lábios de Jordan se contorcem e eu desfruto, mais do que feliz por superar as águas profundas em que nossa pesada conversa estava caindo. Ela se contorce e deixo-a deslizar para o chão. Quando seus pés tocam o chão, ela atira um soco duro para meu bíceps. Seu punho rebate. —Jesus— ela se queixa, segurando em meus grandes ombros arredondados. Deltoides edificadas são a melhor defesa contra a lesão de um receptor, e o meu nunca foi tão grande. —É como perfurar uma parede de tijolos. — Eu sorrio e flexiono. —Você gosta? O olhar de Jordan abaixa sobre o meu peito e costelas. —Você está tão machucado. As mãos dela roçam sobre minha pele, seu toque suave e delicado. —Isso não dói.— Ela olha para mim, cética, mas o Toradol é tão poderoso que poderia ser atropelado por um carro e mal sentiria algo. —Eu prometo. Minha camisa me dá um tapa na cabeça do nada. Agarrando-a na minha mão, arrasto-a da minha face, revelando um Eddie exasperado. — Seus cinco minutos acabaram, pônei exibicionista.— Ele dá a Jordan atenção. —Eu peço desculpas por arrastá-lo para longe, mas parece que estou realmente fazendo um favor.


Covinhas surgem nas bochechas de Jordan quando ela dá uma risada a Eddie. Não gosto disso. Estas são as minhas covinhas. —Fechar a boca estaria fazendo-nos um favor— eu respondo. Atirando minha camisa ao longo de um ombro nu, levo as mãos de Jordan na minha e puxo perto. Parece que não posso lidar com ela no mesmo ambiente sem alguma parte de seu corpo tocando o meu. —Eu estarei lá em um segundo. Eddie me dá um aceno e Jordan uma saudação. —Vejo você depois do jogo, querida. —Ela não é sua querida!— Eu chamo depois dele, ruborizando de indignação. —Cara.— Ele levanta as mãos na defensiva e se vira, seu grande corpo desaparece de vista. —Agora— eu digo, olhando para Jordan com intenção. —Onde estávamos? —Nós não estávamos em qualquer lugar. Você estava muito ocupado estufando o peito como um pavão. Eu rio em silencio. Seus olhos rolam, divertidos. —Sim, eu disse pavão. Minhas pálpebras inferiores, gostando da palavra em seus lábios. — Diga isso de novo. —Você realmente quer ir para lá agora? Os quadris da Jordan pressionam contra a minha virilha, um lembrete de que atualmente estou vestindo calças apertadas de futebol e nenhum protetor. É tudo em exposição lá em baixo. Trago meus quadris para trás. —Provavelmente não é uma boa ideia. Enfiando os dedos juntos, finalmente dou a volta a pedir Jordan como ela conseguiu estar aqui. —Você tem finais em quatro dias, querida—, acrescento, como se ela já não soubesse. Calor rouba mais de seu rosto, corando-a em vermelho. Ela limpa a garganta. —Eu uh, lhes disse que tinha uma pontada no tornozelo. Deveria estar descansando durante a noite.


Eu suspiro em falso horror, apertando a mão no meu peito. —Você mentiu? — Minhas palavras a fazem morder o lábio, arrastando-o dentro de sua boca. —Eu queria ver você. —E me ver é tudo isso e muito mais, não é?— Eu enrolo meu antebraço e bíceps inchando-os. Jordan ri e sou atingido com um soco no ombro. Mais uma vez. — Quer parar?— Ela pergunta. —Não é possível— eu digo, balançando a cabeça seriamente. —Você é minha garota. Ele está programado em minha composição fundamental como um homem para lhe mostrar a minha força. Você precisa saber o que posso oferecer para você. —Ok, seu bruto pré-histórico.— Meu ombro é esfregado em um gesto apaziguador. —Usar esses músculos viris para ir adiante e fornecer. Você estará me levando para sair após o jogo, e tenho um desejo ardente por comida japonesa. Minhas entranhas horrorizam. —Bife,— Eu corrijo com firmeza. —Sushi. —Bife. —Sushi. Abro a boca e Jordan enfia um dedo na direção do vestiário. —Vá! —Eu vou.— Abaixando minha cabeça, pressiono um beijo longo e lento para os lábios. Afastando-se lentamente, Jordan se vira para sair. — Hey.— Eu puxo-a para perto. Segurando o queixo na minha mão, meus olhos bloqueiam dela. —Não tenha medo, ok? Está tudo bem. Eu tenho isso.


Talvez as minhas palavras fossem proféticas porque levo o meu melhor jogo para o campo. Assim como os Colts. Cada saque que eles entregam atinge como um trem de carga. Um deles quebra uma costela. Há dor zero, mas está ficando mais difícil de respirar, então sei que a fratura está lá. Meu corpo vai pagar o preço amanhã, mas estou na zona agora e é difícil de ligar. Com um minuto faltando no relógio, estamos perdendo por quatro pontos. Um touchdown é tudo que precisamos. Entro no amontoado, suor nos meus olhos e cada respiração dura dentro do meu capacete. Quando Hawk chama a jogada, meus pulsos pregam, forçando uma descarga de adrenalina tão difícil que sinto a onda em minhas veias. —Hut33!— Nós rugimos em unidade. Com um aplauso alto que quebra e toma a formação. Meus olhos se concentram implacáveis à frente, desligando-se dos gritos, entoando do mar de azul que nos rodeia. Os atacantes opostos me encaram de volta, determinação tornando seus olhos duros e escuros dentro de seus capacetes. Há um campo verde sem fim atrás deles. Eu fixo nisso. Nada mais existe a não ser o espaço vazio, e toda a nossa equipe aposta contra o relógio, dando tudo o que eles tem para garantir que vou encontrar e levar a bola por cima da linha. Eu rolo meus ombros. É isso, Madden. Respire e corra. Isso é tudo que você precisa fazer. Respirar e correr como um filho da puta. —Hut!— A bola é agarrada por Hawk e ambas as equipes se apressam. Cavando em meus calcanhares, empurro tufos de relva voando atrás de mim quando corro para o verde, abaixando e trançando cada Colt que vem para mim. Um jogador desliza e salto o corpo caído.

O líder ofensivo no campo utiliza comandos curtos para preparar a equipe, ajustar a linha de defesa e até mesmo mudar a jogada. "Hut" foi introduzida na década de 1950. Linguistas traçam suas origens de volta à cadência militar, particularmente da II Guerra Mundial, quando sargentos gritava "Atten-hut!" Outro som curto, afiado, ele foi perfeito para a preparação da equipe para a batalha. 33


Um rápido olhar para a minha direita mostra Hawk jogando a bola para Felix Lynch, o nosso primeiro grande receptor. A partir daí, os Colts atacam, esperando que ele carregue a bola. Mas é um truque de jogo que permite que eu encontre o furo que preciso para tomar posse. Com a dupla passagem em jogo, Lynch lança a bola abaixo da linha lateral oposta. Eu salto alto, a bola desliza em meus braços estendidos. Perfeita orquestração. Os apoiadores dos Wranglers rugem em triunfo. Eu não ouço. Eu não vejo. Minha tarefa é clara. Corra como um filho da puta. Com uma explosão final de velocidade, alcanço a zona final e faço o touchdown. Jogando a bola embora, pulo para cima e soco o ar. — Whoooop! —Umphf!— Eddie bate-me antes de eu bater no chão. Levantando-me alto, ele ruge nossa vitória. Quando bato no chão, Hawk corre para nós dois. Sua mão agarra meu pescoço e nós damos cabeçadas com capacetes com um alto crack. —Seu brilhante filho da puta— ele suspira e me dá um tapa na parte de trás. —Não achei que ia fazer essa captura. — Tumulto da multidão rodeia a nossa equipe, pois estamos lentamente chegando à margem. Sou roubado por um repórter antes que possa ir mais longe. Arrastando os dedos pelo cabelo suado, dobro meu capacete sob minha axila e dou-lhe a minha atenção. Segurando meu bíceps suado para impedir a fuga, ela enfrenta a Câmera. —O qual provavelmente vai ser apontado como um dos melhores jogos da temporada, os Wranglers Houston conquistam uma vitória roendo as unhas contra o Indianapolis Colts. Aqui estou eu com o homem da hora, o estreante receptor Brody Madden.— Erica olha para mim. —Brody, brilhantes últimos minutos. Ele garantiu uma vitória para os Wranglers. Conte-nos sobre o seu jogo final.— Ela empurra o microfone na minha cara. Passando a mão no meu rosto sujo, dou de ombros e sorrio. — Sabíamos que tínhamos que fazer algo milafalo.— Eu arrasto algumas respirações profundas em meus pulmões, enquanto Erica aguarda com expectativa. —A defesa dos Colts era como uma parede de tijolos. Nosso jogo final foi a melhor maneira que tínhamos para romper.—


Erica desenha o microfone de volta para ela. —Foi uma captura de trinta e cinco Yard e bonito de ver— ela me informa. —Eu teria que chamar isso de muito milafalo. Então o faz os adeptos Wranglers.— Erica aponta em direção à multidão gritando, agitando bandeiras e faixas e cartazes caseiros, alguns com meu nome neles. —Parece que a Febre Madden está varrendo a nação. Como isso faz você se sentir? Palmadas nas costas me batem quando membros da equipe caminham me passando. Joe me dá um croque na cabeça, me fazendo rir quando ele me puxa para um meio abraço. —Pegada insana, Madden,— ele grita no meu ouvido antes de sair, vitória fazendo seus passos brilhar. Eu dou a minha atenção de volta para o microfone na minha frente. —Como é que isso faz me sentir?— Meus pulmões se expandem com euforia. Como você explica que é como voar? —Incrível. Jogando com os Wranglers, uma equipe que idolatrei toda a minha vida, é um sonho tornado realidade. Erica sorri, satisfeita com minha resposta. —Pelos dois últimos jogos você era um finalista escolhido para o Pepsi NFL Estreante da Semana34. Não há dúvida de que você será novamente esta semana, o que irá torná-la a terceira semana seguida. Como você faz isso?— Ela escova a distância uma mecha de cabelo que sopra em seu rosto. —O que é preciso, como um novato, para manter este nível de jogo? Senhora, você não tem ideia. Eu engulo o caroço de vergonha. Eu não sou o único que faz o que eles precisam fazer a fim de obter tempo no campo. —Disciplina e trabalho duro. —E a família?— Pergunta ela, cavando para um ângulo mais pessoal. Um sorriso ilumina meu rosto. —Isso seria Jordan. Ela é a minha maior defensora. —Você está se referindo a australiana ex-Pat e em seguida a frente do Seattle Reign, Jordan Elliot. Ela tem sido sua namorada desde o último ano de faculdade? Eu balanço minha cabeça. —Ela não é apenas a minha namorada. As sobrancelhas de Erica sobem em questão. —Não?

34

Competição entre jogadores que premia os melhores do ano.


—Não.— Minha frequência cardíaca chuta para cima e puxa um sorriso no meu rosto. Jordan vai me matar por ter ido a público com isso, mas estou pronto para explodir depois de me sentar no noticiário por muito tempo. Está na hora. Encontrar a seção de família onde Jordan deve estar sentada, eu pressiono o meu indicador e o dedo médio para os meus lábios e, em seguida os seguro para o alto. O gesto é para ela, e ela apenas. Jordan é minha, e eu quero que o mundo inteiro saiba. Ela é minha razão para respirar. —Jordan Elliot é minha esposa. Erica atrapalha o microfone. Antes que ela possa se recuperar, me inclino para a câmera, saúdo os espectadores de casa, e saio fora.


Não! Ele meus olhos se campo. Eu vou e espremer até das órbitas.

não apenas disse isso. Levanto-me no meu lugar, os estreitaram em um Brody sorrindo quando ele deixa o matá-lo. Vou colocar minhas mãos em volta do pescoço que seu bonito rosto fique vermelho e os olhos saltem

—Ele acabou de dizer o que eu acho que ele disse?— Renae grita do meu lado. Ela é a esposa de Felix Lynch, e temos tendo conversa fiada generalizada durante todo o jogo. Eu só a vi uma vez ante s, mas eu gosto dela. Ela é forte e assertiva, e me lembra de Leah. —Vocês dois são casados? Dirijo-me em direção a ela, com a boca aberta. Um escasso segundo mais tarde, meus shorts começa a vibrar, me alertando para uma chamada telefônica. Pressionando meus lábios, fecho meus olhos. —Você está bem, Jordan?— Renae pergunta. Meu pulso começa a correr a mil por hora e uma dor de cabeça começa a bater na base do meu crânio. —Você sabe, não tenho certeza. O telefone no meu bolso continua a vibrar, o som parece ndo ficar mais alto e mais alto. Pequenos toques seguem. Mensagem após mensagem está acumulando.


—Ummm... Você fará isso?— Renae pergunta, seu tom cauteloso, como se ela me esperasse surtar a qualquer momento. É possível que eu pudesse. Mexo quando ela estende a mão e começa a me acariciar, sua mão acariciando meu braço em um movimento suave lento. —Não.— Eu abro meus olhos. —Eu não acho que é uma boa ideia. Sua expressão de prazer cauteloso muda para uma incompreensão. —Você não sabia que ele ia vai fazer isso, não é?

de

—Não.— A palavra vem para fora lenta e instável. Todo o seu rosto se ilumina. —Que romântico! —Claro.— Minha voz começa a subir enquanto falo, beirando a histeria. —Está tudo louco e romântico até que alguém seja mutilado! Significa eu. Nicky vai cagar um tijolo. Ele provavelmente já fez. Ele está apenas esperando por mim para verificar o meu correio de voz e ouvir como isso caiu. Inferno. —Eu tenho que ir.— Pegando minha bolsa, a deslizo sobre meu ombro e fujo das arquibancadas. Meu telefone me dá um indulto quando vou para o vestiário. Tem a duração de cinco segundos. Tenho que encarar a música mais cedo ou mais tarde, mas mais tarde é a opção mais sã no momento. Retorcendo meu caminho rapidamente através das hordas de pessoas, bato em um duro peito, encardido. Piscando, tropeço para trás. Antes que possa firmar-me, eu sou levantada e apertada em um abraço de quebra de costela. Venho cara-a-cara com Eddie, um sorriso dividindo seu rosto. —É a Sra. Madden!— Ele grita. —Shhhh!— Eu olho em volta. Os jogadores estão indo para seus armários, e os repórteres e treinadores estão enxameando a área, como as abelhas. —Controle-se.— Eddie ri. É um som alto, em expansão que vem do fundo de sua barriga. —Eu tenho certeza que o mundo inteiro sabe. Meus lábios beliscam. —Onde ele está? —Onde está quem?


—Peter Piper35,— Eu assobio com sarcasmo carregado. —Ele roubou minhas pimentas em conserva e quero de volta.— Outra gargalhada de Eddie me empurra em seus braços. —Ponha-me no chão e vá encontrar Brody,— Eu ordeno. —Tenho um assassinato para cometer. Ele inclina a cabeça quando ele me coloca em meu pé. —Você sabe, acho que você está um pouco irritada. —Eu estou?— Eu aceno minha mão em um círculo rápido em volta do meu rosto. —Porque esta é a minha expressão de excitação feliz.— Por mais que eu tente, não posso não pressionar meus lábios e formar um sorriso. Eu levanto a minha testa ao invés. —Quero ir abraçar o homem do momento. Sr. Pepsi NFL Rookie da Semana. Meu telefone apita mais algumas vezes. Olhar de Eddie cai na direção do som e lança. —Você vai atender isso? —Não! —Você sabe...— ele inclina a cabeça —... Se alguém tem o direito de estar irritado, somos nós. —Nós? —Seus amigos.— Eddie desliza um braço suado em meus ombros e começa a me levar na direção do vestiário. —Bem, pelo menos pensei que nós éramos.— Ele olha para mim, fazendo o seu desagrado claro. —Qual é o problema, Elliott? Nós alcançamos o vestiário para os altos cantos de —Madden, Madden, Madden!— Eddie começa me empurrando pela porta, e luto para trás. —Eu não posso ir lá!— Mas é como nadar contra a maré. Sou expelida para a sala como se tivesse sido atirada a partir de um bueiro transbordante. Minha presença passa despercebida enquanto os cânticos continuam. Uma rolha de champanhe explode. O quarto é pulverizado. Então o vejo, apanhado no meio do bando bagunceiro. Tronco nu, calças de futebol encharcadas, álcool doce pegajoso escorrendo de seu peito, e um enorme sorriso no rosto. Meu coração bate. Ele é tão cheio de vida. Tão feliz. Tão vital. Não posso cagar sobre tudo isso. Pelo menos não agora. Eu vou fazer isso mais tarde.

35

é uma canção de ninar em Inglês e bem conhecida trava-língua.


Empurrando o meu caminho através da desordem até que estou atrás de Brody, toco-lhe no ombro. Ele se vira e seu sorriso vacila. Tomando minha mão em um gesto corajoso, Brody levanta-a aos lábios e pressiona um beijo nas costas dela. Desesperada para preservar a minha raiva, contenho o arrepio visível. Em vez disso, me bate por dentro, todo o caminho até os dedos dos pés. —Case-se comigo, Jordan. Eu deveria dizer não. Isso seria a coisa inteligente lógica a fazer, e eu sempre fui lógica e inteligente. Nós dois somos jovens. Nós dois temos carreiras. Nós ainda nem nos formamos na faculdade. No entanto, eu não posso obrigar-me a formar a palavra de duas letras. Eu engulo, minha boca seca. —Eu preciso pensar sobre isso. Depois de uma pausa, um sorriso puxa os cantos dos lábios. —Isso não é um não.— —E não é um sim. —Jordan—. Brody chega à mesa do restaurante e agarra ambas as minhas mãos. Há esperança em seus olhos e uma obstinação que me diz que ele não está deixando isso passar facilmente. —Toda a sua vida você já fez o que você disse. Estudo, treinamento, jogos. Você seguiu o caminho definido para você. Você não quer se libertar disso? Pelo menos um pouco? A vida é muito curta para acordar no final da sua carreira de futebol e se perguntar se tudo valeu a pena.— Ele aperta as mãos. —Faça alguma coisa louca.— As palavras se enraízam dentro de mim e meu coração começa a bater. —Faça a pena viver a vida, Jordan. Comigo. Como eu poderia dizer não? Em vez disso, acordei na manhã seguinte com um anel no meu dedo, e o conhecimento de que rastejar fora em um buraco profundo e escuro para morrer seria melhor do que enfrentar o meu irmão com a notícia. Tentei dizer-lhe, facilitando-lhe a ideia, ao mencionar a proposta de Brody, mas ele completamente perdeu isso. Como poderia dizer-lhe a verdade depois disso? Brody abaixa minha mão. —Você está louco? —Eu estou louco?— Não é óbvio? —Seu pequeno anúncio hoje à noite trouxe a ira do inferno para baixo em nós dois— Nicky seria o principal portador da tocha. —Nós dois estamos mortos.


—E que doce tragédia seria, Jordan Matilda Madden.— Brody balança a cabeça, tristeza simulada, ainda há malícia brilhando nos olhos. —Mas que assim seja.— Ele abre os braços bem abertos e pisca. —A vida não valeria a pena viver se você não estivesse casada comigo de qualquer maneira, certo?

—Se é assim que você se sente...— Jordan escava dentro do bolso de sua bermuda. Ela pega o telefone. Agarrando minha mão, ela esbofeteia o dispositivo na palma da minha mão. —Então você pode conversar com Nicky. Isso vibra na minha mão. Eu verifico a tela e vejo que, possivelmente, cada pessoa que Jordan já encontrou em sua vida (e aqueles que não tem) tinham chamado para confirmar a notícia. Eu percorro as notifica��ões. Nicky ligou apenas uma vez. É mais ameaçador do que chamar mil vezes. Ele não está feliz. E ele sabe que nós sabemos que ele não está feliz. O irmão de Jordan não precisa chamar mil vezes para reforçar esse fato. Apenas uma vez vai fazer. Jordan queria nos sentar sobre a notícia até que ela pudesse dizerlhe pessoalmente. Eu só soprei esse direito para fora da água. Falar com Nicky é o mínimo que posso fazer. —Claro, vou falar com ele. As sobrancelhas dela sobem. —Assim mesmo? —Nós não estamos na distância de disparo, por isso deve ficar bem. Realmente,— eu a tranquilizo. —É melhor este caminho. O lábio inferior de Jordan treme. Nós machucamos o irmão dela, ocultando a notícia. Possivelmente ferindo todos os nossos amigos. Eu puxo-a perto em minha direção, sem me importar com o meu corpo suado sujo e todos os outros em torno de nós. —Só vou dizer-lhe que, por vezes, duas pessoas são destinadas a estar. Suas narinas se abrem num acesso de raiva frustrada. —É isso aí?


Eu corro o meu polegar ao longo de sua bochecha. Meus olhos seguem o caminho antes de passar rapidamente para cima para encontrar os dela. —Essa é a verdade, não é?

Eventualmente o vestiário esvazia. Jordan foi para casa para se trocar. Uma grande noite de celebração agiganta-se. Eddie pega sua bolsa do chão e me dá uma colisão de punho. — Vejo você lá em casa? Eu concordo. —Logo atrás de você. Ele sai, sua mão batendo o logotipo Wranglers na parede de dentro antes dele desaparecer. Em seguida, e só então, é que a minha guarda cai. Afundando no banco, enrolo mais em mim mesmo. A dose de Toradol não era suficiente. A dor está escorrendo completamente. E com uma noite sem dormir desde o Adderall adiante, amanhã será uma agonia. Vozes do fundo do corredor chegam à sala principal. Virando a cabeça, vejo a porta do escritório de Joe entreaberta. Ele está falando com Porter, o médico da equipe. Não há tempo para pensar através de minhas ações. Elevando-me sobre meus pés, ando o largo, longo e vazio corredor até chegar a clinica. Pego a maçaneta e dou um puxão experimental. A porta está desbloqueada. Com uma rápida olhada para a esquerda e depois à direita, empurro meu caminho para dentro. Medicamentos são mantidos dentro de um armário trancado, mas há um kit portátil sentado meio aberto sobre a mesa. Eu vou direto para ele, ignorando a batida pesada do meu coração. Cavando dentro, eu verifico cada garrafa até encontrar o que preciso. Saindo rapidamente, fecho a porta atrás de mim e começo a voltar para o corredor. Porter aparece momentos depois, caminhando em direção a seu escritório. A expressão intrigada vinca seu rosto. — Brody. Posso ajudá-lo?


—Não.— Eu ergo minha garrafa de água marinha opaca, certificandome de não chacoalhar das pílulas que eu joguei dentro dela. —Deixei esta na sala de pesos mais cedo hoje, — eu digo, balançando a cabeça atrás de mim em direção ao ginásio na extremidade do prédio de instalações. — Apenas pegando-a antes de sair. — —Ah, certo.— Porter acena com a cabeça, o rosto suavizando. —Boa vitória hoje, filho. Mantenha. Ele continua se movendo. Enxugando o suor de tensão da minha testa, volto para o vestiário. Remorso senta-se como chumbo em meu intestino, mas não é forte o suficiente para me impedir de engolir um punhado pequeno de analgésicos antes de sair. Estacionando dentro da garagem, ando pela sala de estar. —Estou em casa!— Grito. —Na cozinha!— Eddie chama de volta. Despejando minha bolsa de ginastica no chão pelas escadas, vou para a cozinha. Jordan vira, taça de vinho na mão. Ela está usando um vestido preto sem alças, deixando os ombros bronzeados nus. Ele atinge apenas abaixo de seu joelho, mostrando panturrilhas tonificadas e pés envoltos em saltos pretos espinhosos. Meu olhar deriva de volta, aterrissando no anel de casamento que decora sua mão esquerda. Finalmente. Meu peito se expande. —Jordan— A palavra sai sem fôlego e instável. Jesus. Estou ficando um pouco emocional sobre a joia. Eu limpo minha garganta. —Você está... Perfeita. Somente…— Balançando a cabeça, eu pressiono meus lábios. Eddie tem um largo sorriso. Ele me dá um copo de vinho e sai. Jordan passa a mão para baixo no interior de sua coxa e arqueia a sobrancelha. —Você gosta? — —Eu gosto— eu resmungo, dando um passo em direção a ela. —Sou muito cara.— Ela franze os lábios e examina o meu corpo, da mesma maneira que eu fiz para ela no dia em que usava essa saia líder de torcida maldita. —Mas para você, vinte dólares. Eu dou mais um passo, empurrando lentamente Jordan contra o balcão da cozinha atrás dela. —E você está me apressando?


—Sim.— Com a mão esquerda segurando um copo de vinho, ela pressiona sua direita aberta sobre o meu peito. Leve como uma pena, ela arrasta-se lentamente. Minha respiração engata quando ela atinge o meu pau endurecendo. —Está funcionando? — —Eu não sei. Está?— Meus lábios curvam maliciosamente. —Digame você. Colocando para baixo os nossos copos de vinho, Jordan me agarra por fora dos meus shorts e aperta com pressão crescente. Um gemido se levanta da minha garganta. —Eu não tenho certeza.— Ela inclina a cabeça para olhar para mim, uma luz provocante em seus olhos. Eu amo Jordan assim - sexy, insolente, desinibida. Isso aquece meu sangue para uma febre. —Você pode ter que tirar suas calças... — Meus lábios cobrem os dela, engolindo as palavras. Nossas línguas se encontram, esfregando em conjunto com delicioso calor. Desliza as mãos em volta do meu pescoço. Elas se movem para cima, segurando mechas de cabelo. Sem quebrar o beijo, aproveito as costas das coxas da Jordan. Levantando-a, a coloco no balcão. Um gemido sexy escapa de sua garganta quando minhas mãos empurram o material de seu vestido apertado acima dos joelhos. Ela se afasta com um suspiro afiado. —Brody. Minha palma viaja de sua coxa até que ela atinja sua vagina. Jordan engole e deixa escapar outro gemido. —Nós precisamos conversar. — Agora? Eu corro um dedo sobre sua calcinha. Ela está quente e úmida. —Mais tarde. — —Brody. Nós...— Deslizando a calcinha de lado, deslizo um dedo grosso sobre o clitóris. Está liso e inchado e porra bonito. Deixei escapar um suspiro trêmulo. Jordan geme alto. Sua cabeça se inclina para trás e me inclino, minha boca pousa em sua garganta ao mesmo tempo em que aperto um dedo profundamente. —Oh Deus. — Meu dedo mergulha para dentro e para fora. Eu lentamente adiciono outro, empurrando os dois profundos e duros. —Não pare— ela implora.


Sons da sala de estar me lembram de que não estamos sozinhos. — Desculpe amor. Vou ter que parar, mas só por um segundo. Retirando minha mão entre suas pernas, levanto-a fora do balcão e levo-a para a lavanderia. Estabelecendo-a na máquina de lavar roupa de carregamento frontal, ando para trás, fecho a porta, e empurro para baixo meus shorts. Jordan se contorce ofegante enquanto ela levanta seu vestido para cima e espalha suas coxas. Arrancando sua calcinha de lado, esfrego a cabeça do meu pau através de seu calor escorregadio. Quando descubro onde preciso estar, eu empurro, enchendo-a em um só golpe rápido. Jordan grita. Eu coloco a mão sobre sua boca enquanto puxo para fora e empurro de volta dentro. —Shhh!— Meus olhos seguram os dela. Vejo os apelos neles, escuros e necessitados. Ela quer mais. Removendo a minha mão, tomo seus quadris, segurando-a firme, enquanto me dirijo duro e profundo. A máquina de lavar roupa começa a bater contra a parede com a força de cada impulso, mas não posso parar. Gemidos deixam minha garganta. —Brody! Jordan está perto. Seu corpo treme e seus pulmões estão com falta de ar. —Deixe ir. Ela faz, e suas paredes internas cerram tão apertadas que gozo com um grito surpreso. Meus quadris se acalmam, e com o rosto enterrado em seu pescoço, meu pau pulsa seu lançamento dentro de seu corpo. Recuando de volta, descanso minha testa contra a dela e seguro seu rosto em minhas mãos, nossas respirações duras se misturam. —Eu te amo. Tanto, tanto. Jordan inclina a cabeça e escova os lábios contra os meus. —Eu também te amo. Depois que ambos demoramos alguns momentos para recuperar o fôlego, ela desliza para fora da máquina com as pernas trêmulas enquanto puxo para cima os meus shorts. Tropeçando em seus calcanhares, a pego antes que ela caia. —Uau!


Jordan ri enquanto ela contorce seu vestido no lugar, seu cabelo liso em um emaranhado e bochechas coradas. —Eddie vai saber o que estávamos fazendo. —Não, não vai — eu minto e abro a porta para a cozinha. A cabeça de Eddie está enterrada na geladeira. Retirando uma cerveja, ele bate a porta fechada e torce fora a tampa, sacudindo-o na pia enquanto nós dois saímos. —Você sabe que nunca poderei lavar roupas lá novamente agora. Jordan limpa a garganta, escova o cabelo do rosto. —Eu não tenho ideia do que você está falando. Eddie ri. —Claro que não. Com a cabeça erguida, ela sai da cozinha e vai lá em cima. Depois de tomar um gole de cerveja, Eddie olha para mim, suspeita estreitando os olhos. —Você já teve sexo em todos os quartos nesta casa, não é? Minha resposta é um sorriso. Passando a cerveja de sua mão, eu sigo Jordan. —Cara!— Ele grita atrás de mim. —Isso não é higiênico! Acho Jordan. Ela está em nosso banheiro. Sua calcinha é expulsa e descansa no chão. Suas pernas estão um pouco espalhadas, e ela tem um pano preso entre as coxas. Talvez seja estranhamente pervertido, mas a visão faz meu pau contrair avidamente. Jordan olha para cima na minha entrada, bochechas aquecendo. — Você fez uma bagunça. Eu dou de ombros e sorrio. —Todo em um dia de trabalho. — —Brody! O pano voa em toda a sala, me batendo no pescoço. Eu ri. Puxando-o afastado, lavo debaixo de água quente e viro para ela. —Deixe-me ajudar. Jordan levanta a mão, me afastando. —Não me toque. Você não pode ser confiável.— —Não vou fazer outra coisa senão acabar com você limpa. Suas narinas se abrem com cautela. —Eu não acredito em você.


Eu faço um rápido sinal da cruz sobre meu coração, meus lábios lutando contra um sorriso travesso. —Eu prometo que não vai ficar meu pênis em sua vagina. —Oh meu Deus,— Jordan geme, exasperada. Eu ri novamente. —Aqui.— Eu entrego a toalha pouco quente e sento-me no assento fechado do vaso sanitário. Inclinando -me para trás, cruzo os braços para assistir. Ela cruza os braços em resposta, criando um pequeno impasse. —Você vai assistir? — Você está de brincadeira? Sou um cara do sexo masculino com 22 anos de idade com um pau no cérebro e você é minha esposa. Inferno sim, estou assistindo. —Brody! —Tudo bem.— Eu fecho meus olhos. —No início você disse que queria falar, então vamos conversar. Silêncio se segue. Racho uma pálpebra aberta. Jordan está olhando para mim, muda e apreensiva. Deixando-me na borda. Toda a leveza na sala foge, deixando apenas um pulso batendo em seu lugar. —Jordan, o que é? Largando o pano na borda da bacia, ela contorce seu vestido no lugar. Diante de mim, uma forma hesitante de sorriso nos lábios. —Eu fui selecionada para a lista da equipe nacional australiana para jogar na Copa do Mundo. Orgulho tem a respiração presa na minha garganta. —Puta merda.— Abrindo meus braços, me levanto para os meus pés. —Isso é incrível. Jordan franze a sobrancelha. —Eu sei. —Fique animada, querida.— Eu a agarro pelos cotovelos. —Esta é a melhor coisa que poderia ter acontecido. É pelo que você trabalhou. Ela puxa livre de meu aperto. Pegando sua calcinha descartada no chão, ela joga na cesta, o tempo todo dizendo: —Eu não tenho certeza que é o que quero mais.


Eu fico rígido, confuso, olhando-a confusa em torno do banheiro, alisando toalhas, movendo sabonete até que ele fique corretamente, basicamente, faz qualquer coisa, exceto olhar para mim. O peso pesado da realização se instala no meu peito. Minhas mãos apertam em meus lados e os meus olhos ardem. Leva tudo o que tenho para não esmagar meu punho na parede. Por que não posso nunca ter um tempo maldito de folga? —Quando você sai para a Austrália? Jordan faz uma pausa de sua arrumação da pia e levanta os olhos ao meu. —Cinco dias. —E quanto tempo você vai ficar fora?— A tensão enche o banheiro, rápida e silenciosa. —Jordan? Seu peito levanta e cai com uma respiração profunda. —Cinco meses. Dor agarra em meu coração. É tão longo. E tão longe. Mas disse a Jordan que nunca iria segurá-la de volta. Não vou começar agora. Ela precisa ir para isso com o conhecimento de que estou apoiando -a cento e dez por cento, não com o medo de que a distância vá destruir tudo o que construímos juntos. Bloqueio toda a dor da distância dentro e pego a mão fria na minha. Enfiando os dedos juntos, eu puxo a para mim. Sua cabeça bate para trás, ansiedade escurecendo seus olhos. — Você pode fazer isso, Jordan. Eu tenho tanta fé em você. Estou dando a mais breve expressão de esperança antes de seu olhar varrer para baixo, concentrando-se em nossas mãos ligadas entre nós. —Há mais uma coisa. — —Jordan...— Isso é tudo que tenho. Eu não tenho certeza se posso tomar outra batida emocional hoje à noite. Seu lábio inferior oscila. —Eu não quero você em minhas finais. — —O que? Não! Isso é... Ela balança a cabeça. —Você tem algum tempo livre. Você precisa usá-lo para ir ver Annabelle. —Bebê...


Eu não posso ter uma palavra. —Ela vai ouvir, Brody. Ela vai ouvir sobre o nosso casamento. Você precisa encontrar u ma maneira de ver sua irmã. Essa rachadura precisa de cura. Agora é a hora de fazê-lo. Se você deixar mais tempo, só poderia ser tarde demais.


Não há nenhuma nostalgia enquanto puxo o carro na casa dos meus pais, dois dias depois. Em vez disso a minha pele rasteja e meu estômago se assemelha a uma grande bola de chumbo. Descanso meu antebraço na curva do volante, meus dedos tocando um ritmo ansioso enquanto olho para o pretensioso pedaço de tijolo apresentado. Jaxon vira a cabeça no banco do passageiro. —Nós vamos ficar aqui o dia todo? —Talvez.— Passo a mão sobre meu rosto, sentindo-me um pouco embriagado. Eu dirigi para a casa de Jackson tarde na noite passada e cai com a ajuda de alguns Ambien. O sono não recarregou minhas baterias. Isto foi mais um cochilo intermitente graças a minha costela fraturada. Eu olho para o meu primo. —Você não tem que estar aqui. —E perder um confronto com seu pai?— Ele se inclina para frente, balançando a cabeça enquanto ele enfia seu telefone no bolso de trás da calça jeans. —Sem chance. —Eu não estou aqui para um confronto.— Essa é a pura verdade, mas não tenho nenhuma dúvida que é inevitável de qualquer maneira. Jax ecoa o sentimento com um bufo. —É do seu pai que você está falando.— Ele corre os dedos através de seu cabelo, pegando em


tufos aleatórios antes de deixar cair o braço para o lado dele. —Ele é um cuzão arrogante fodido. Depois de extrair as chaves da ignição, meus olhos pegam o sujeito da nossa conversa emergindo pela porta da frente. O rosto de meu pai está salpicado, a raiva vibrando de seu grande corpo quase tangível. A bola de chumbo no meu estômago cresce. —Você não está errado. —Merda.— O rosto de meu primo escurece. —Você me deve em dobro por causa disso. Agarrando a maçaneta da porta, faço uma pausa para olhar para ele, minha expressão incrédula, especialmente considerando que ele convidou-se para o passeio. —Em dobro? — —Sim, em dobro. Há a pequena questão de você e Jordan se casarem e não dizer a ninguém, — ele murmura, pegando sua própria maçaneta da porta. —Sem falar que tive revistas femininas me perseguindo para obter detalhes sobre as núpcias fe lizes. Um riso estrangulado morre na minha garganta. —Desculpe-me por isso. —Você pode se arrepender sobre isso mais tarde, ajeitando-me Cherry. —Cherry a líder de torcida? Ele acena com a confirmação. —Tudo a mesma coisa. —Feito. É assim tão fácil. Faz-me feliz por ser do sexo masculino. O preço de ter uma vagina significava Jordan dar um telefonema para Leah que tomava duas horas no mínimo. E mesmo agora nada foi resolvido. Há algum tipo de processo de apaziguamento de Jordan que parece seguir penas eriçadas antes de poder ser suavizada. Conversas dela planejando uma festa de casamento foram feitas. Houve menção de vestidos, aluguel de tendas, fornecedores e músicos. A única vez que voluntariamente entrei na conversa foi para deixar claro que se nós fôssemos em frente com isso, foi para a Jordan, não Leah, e o que quer que Jordan quisesse, ela teria. Isso só colocou mais animação na vibração, até o ponto em que me desliguei por completo.


Empurrei todos os pensamentos sobre a conversa de lado e abri a porta do carro, saindo. O ar fresco da manhã deriva sobre mim, despenteando meu cabelo. Mas não é a brisa fresca que gela a minha pele, é o nível de desapego que meu pai emana. Ele parou na frente do meu carro, de braços cruzados e os olhos desprovidos de emoção . —O que você está fazendo aqui, Brody? — Levantando o meu queixo, fechei a porta, coloquei as chaves do meu carro no bolso, e fui em direção a ele, mostrando nada além de determinação. Do canto do meu olho, eu vejo Jax acompanhando. Ele está um passo para trás em minha direita como uma sentinela que flanqueia seu comandante. Sou grato por seu apoio, uma lembrança silenciosa que tenho família em minhas costas. —Você sabe por que estou aqui. Só quero ver Annabelle. — —Ela não quer ver você. Um cortador de grama acorda para a vida, o ronco barulhento reverberando do outro lado da rua. Viro a cabeça. O velho Lewis está fora aparando seu gramado. Não é algo que soube que ele sempre fizesse isso no início num fim de semana. Como se sentindo meu olhar, ele olha para cima e encontra meus olhos. Eles mudam para o meu pai, estreitando um pouco, antes de voltar o foco para a tarefa à sua frente. Eu volto para trás. —Nós dois sabemos que isso não é verdade. —Oh, mas é. Você está vivendo uma nova vida em Houston. Futebol. Festas. Um impulsivo casamento com ... a garota.— Ele fala a palavra com desgosto. —Annabelle acredita que você a abandonou. —Eu não quis abandoná-la!— Meus dentes apertam juntos em um esforço para atar meu temperamento subindo. Não o deixe seduzi lo como ele sempre faz. —Você não me deixa vê-la. Uma dica de satisfação se arrasta nos olhos do meu pai. —Ela não sabe disso. — —Você é um idiota! Por que você está fazendo isso? Não é só porque soquei outro estudante que merecia. E não é mesmo sobre as drogas.— Eu passo a frente e as mãos em punho reflexivamente. — Vocês apenas está utilizado como uma desculpa para me empurrar para fora. Nunca fui bom o suficiente. Nunca inteligente o suficiente. Nunca apenas suficiente, — eu grito com força. —Me esforcei todos os


dias, na esperança de que um dia eu seria. E estou quase ali, bem à beira de ser grande pra caralho em alguma coisa e...— Minhas palavras definham, algo dentro de mim desiste enquanto olho em seus olhos de pedra. É como uma luz piscando para fora pela ú ltima vez, deixando meu coração finalmente aceitar o que minha mente sempre soube. —Você não se importa. Os lábios de meu pai beliscam. —Você está certo.— Jaxon suga em uma respiração afiada. —Eu não me importo. Ninguém se importa. Você continua vindo aqui causando cenas.— Sua voz se eleva. — Exigindo atenção.— Meu pai dá um passo à frente, ira. —Faz tudo ser sobre você quando não é, — ele sibila. Plantando ambas as mãos no meu peito, ele segura minha camisa e empurra, me empurrando para trás um passo. —Bem, não é sobre você, e não quero você aqui. —Isto é sobre Annabelle, e você me escondendo dela.— Eu arranco livre, minha camisa torcida. —Ela precisa de seu irmão. Raiva faísca nos olhos do meu pai. —Você não é seu irmão mais! —Que diabos você está falando? — Pergunta Jaxon. —Dane-se isso, — murmuro e começo a ir para a casa, gritando: —Annabelle!. Papai me bloqueia, uma verdadeira parede de raiva. Saliva bate no meu rosto quando ele rosna para mim para fechar a minha boca maldita. —Mova-se — eu rosno, —ou vou fodidamente acabar com você. Ele mantém os pés plantados no caminho, sem se importar com a minha ameaça. Empurrando ele, começo a ir para a porta. Ele agarra meu braço e dou meia volta, meu punho puxando para trás reflexivamente. Com um golpe afiado, o atinjo direto no nariz. Ossos trituram e explode dor em meus dedos. Meu pai grita. Deixando-me ir, ele cobre o nariz com as duas mãos, o sangue derramando-se abaixo dele. Eu não queria isso, o inevitável confronto e violência. Por que ele empurra, e empurra e empurra porra? —Por quê?


Jax agarra meu bíceps, tentando me afastar. Eu dou de ombros, toda a mágoa que empurrei profundamente agora borbulhando à superfície. —Por que você não se importa?— Eu grito enquanto meu pai enxuga seu rosto ensanguentado. —Porque você não é meu filho! — Ele ruge. Silêncio absoluto reina por um único, momento comovente. O ar entre nós soprando súbita e fortemente silencia. Minha voz reduz a um sussurro. —O que você disse? — —Você me ouviu. —Puta merda — Jaxon respira, com os pés congelados no lugar. —Você não pode estar falando sério. Mas ele está. Eu sei que ele está porque faz sentido. Claro que não importa o que fiz ou quanto eu tentasse. Por que se eu não era seu filho? Não há nenhuma façanha na Terra poderia realizar que mudasse algo parecido. —Você não é meu pai de verdade.— Eu digo isso mais como uma afirmação do que uma pergunta, as palavras soando estranho para meus ouvidos, como se alguém as tivesse dito. —Não— ele reitera. —Eu não sou. A sensação de vazio rouba mais de mim, rápido e consumindo. Eu deveria sentir alguma coisa não deveria? Mesmo apenas alívio que não compartilho o mesmo sangue que corre em suas veias. Mas tenho sido sugado para dentro de um vazio onde é escuro e frio, e, ironicamente, é um lugar mais doloroso do que qualquer coisa que já experimentei. Meus pés me levam um passo à frente. Jax coloca uma mão de advertência no meu antebraço, preocupado com o que vou fazer. Mas, mesmo eu, não sei o que vou fazer. Tudo o que ach ava que sabia está tudo errado. —Mamãe. Ela é...— A pergunta se aloja em minha garganta. Pai limpa a parte de trás da sua mão debaixo do seu nariz, espalhando um fio de sangue. —Você é dela. —Eu não entendo.


—Por todos os meios, deixe-me explicar em termos que você possa entender.— Seu lábio superior curva com condescendência. — Seis meses depois de nos casarmos, sua mãe passou uma noite fora, com um amigo de trabalho, para celebrar uma promoção. Ela não voltou para casa até meio dia da manhã seguinte alegando que sua bebida foi batizada com drogas. Nove meses depois, lá estava você, — ele cospe amargamente. Eu estou estoico enquanto ele fala, sem resposta, mesmo que suas palavras rasguem minha pele. Sou o produto de um estupro. Não admira que sou indesejado. Sou um lembrete de algo feio e doentio. A cria de um monstro. Isso faz de mim um também? Minha voz é um sussurro. —Por que você não apenas se livrou de mim? Sua ira inflama como um fósforo aceso. —Era tarde demais! Você já estava lá e eles não iriam abortar você. E uma vez que a mídia descobriu que sua mãe estava grávida, estávamos presos. Nós não poderíamos mesmo desistir de você.— Meu pai vem para mim, raiva desesperada torcendo seu rosto. —Liam!— Minha mãe sai da casa, com o rosto pálido por baixo da camada de maquiagem impecável. Eu olho entre eles, agora capaz de ver meus pais com verdadeira clareza. Ambos usam uma imagem envernizada perfeita para esconder uma fratura tão profunda que nunca vai cicatrizar. —Por favor. Pare! Pai continua a falar, muito preso para sequer ouvi-la. —Você não morreu como eu queria. Em vez disso você prosperou. Uma porra de um vírus que sabia que nunca iria ir embora! Minha camisa é agarrada e ele solta, rosnando, e me empurra para trás, me batendo duro contra a porta do lado do passageiro do carro. Eu ouvi minha mãe gritar enquanto o ar deixa meus pulmões em uma corrida. —Nós nunca quisemos você — ele suspira, com os olhos tão raivosos que eu sei que ele perdeu contato com a realidade. Jaxon apreende os braços do meu pai, o rosto branco com o choque. Mamãe grita meu nome, sua voz desesperada, me implorando para fazer alguma coisa. Eu não tenho certeza do que ela quer que eu


faça. O máximo que ela já esperou de mim é que eu apenas fosse embora, então é isso que vou fazer. Empurro um cotovelo entre meu pai e eu, usando-o como um suporte para que possa cavar as chaves do meu bolso. Eu estou no meio do caminho quando o meu pai luta livre de Jaxon e lança-se para mim. Seus punhos atingem meu rosto. Minha cabeça bate de volta, batendo onde o metal arredondado do teto do carro encontra a porta. Não há tempo para me recuperar antes de um soco dado de baixo para cima atingir-me nas costelas. Há um poço de energia muscular por trás do soco e tritura algo por baixo. Um osso. Irrompe dor. A intensidade é como uma explosão estelar, brilhante e ardente. Mas ele não está satisfeito. Ele vem para mim de novo, e de novo. Eu posso ouvir os gritos de Jaxon. Sinto como se devesse fazer algo. Defender-me. Mas tudo que posso ouvir são as palavras nós nunca quisemos você. Elas golpeiam a minha cabeça como um disco quebrado. Você não morreu como eu queria. De repente, meu pai se foi. Eu tropeço para frente, tonto e tentando recuperar o fôlego. Jaxon o tem em uma chave de braço. Eles lutam, e meu primo recebe um cotovelo rígido em suas costelas. Ele resmunga e larga. Antes que possa piscar estou no chão e um punho está vindo para o meu rosto. —Maldição, você vai matá-lo!— Grita Jaxon. Ele está tentando puxar meu pai de mim. —Não— eu falo. Deixe-o fazer o seu pior. Lance o veneno e talvez então ele vá ter o suficiente. Suas grandes mãos envolvem em torno de meu pescoço e apertam. É um vício, fazendo meus olhos lacrimejarem. Meu ar é interrompido imediatamente. Eu reajo instintivamente, arranhando seus dedos, meu corpo entrando em pânico. O som de uma arma sendo engatilhada atinge meus ouvidos. — Largue-o. Agora. — Mãos libertam do meu pescoço rapidamente. Ar inunda meus pulmões, rápido e doce. Eu sugo-o com roucos suspiros.


Meus olhos levantam, pousando sobre o velho Lewis. Ambos os braços estão estendidas, a arma em suas mãos firme enquanto ele a pressiona na têmpora do meu pai. —Você está bem, garoto?— Pergunta ele, sem tirar os olhos do seu alvo. Eu não posso responder a pergunta, porque não sei. —Tire essa arma da minha cara— meu pai rosna. Ele está congelado debaixo dela, o suor escorrendo pela lateral de seu rosto. Lewis a retira devagar, e meu pai lentamente se afasta e fica de pé. —Jesus. Brody— Jax respira com uma voz trêmula, caindo de joelhos ao meu lado. Suas mãos pairam acima de mim, sem saber qual parte é segura tocar. Não dispenso a ele um olhar. Meu estômago está atado com dor. Eu rolo para o meu lado e vomito no gramado da frente. Mesmo a ação simples me deixa tonto. —Coloque outra mão sobre aquele garoto — Lewis rosna, forçando o meu pai a se afastar —E isso vai ser a última coisa que você fará. —Você está me ameaçando? —Eu com certeza estou. Bem, o que você sabe? O velho homem Lewis tem um coração depois de tudo. —Chame uma ambulância — ele ordena a Jaxon. —Não. — A adrenalina me empurra para os meus pés. Jaxon chega para mim. Eu estendo um braço em sinal de advertência, encarando enquanto recuo. —Não me toque. Passando por Lewis com as pernas bambas, dou-lhe essa saudação casual que sempre faço. Jaxon nos leva de volta ao seu apartamento, porque me recuso a ir para um hospital, mas não me lembro de muito além desse ponto. Eu sei que ele deve ter me deixado sozinho em algum momento, porque chamei Damien. Eu sei que chamei Damien, porque estou sentado no chão de azulejos do chuveiro, uma garrafa vazia de Percocet agarrada na minha mão. A água que jorra do alto é gelada. Isso está me pegando


na parte de trás da minha cabeça baixa. Eu pisco fora a água em meus olhos, sem notar como eles picam. Minhas roupas estão encharcadas, mas não posso fazer-me ligar. Tomando um punhado de Percocet dá uma alta como a heroína, então tinha mastigado um punhado grande para baixo para fazê -los trabalhar mais rápido. Hoje preciso para me sentir bem. Só uma vez. Mas não me sinto. Por que ele não está funcionando? Meu coração está correndo tão duro que tenho certeza que ele vai perfurar o seu caminho para fora do meu peito, mas estou tão vazio quanto eu estava antes. Talvez eu precise me deitar. Minhas unhas cavam o rejunte dos azulejos, a única alavanca que tenho que puxar-me na posição vertical. Eu escalono o meu caminho para o quarto de hóspedes, derrapando contra as paredes, usando-as para me sustentar quando eu sinto-me cair. Caindo para baixo na cama, pego minha bolsa e alguns comprimidos. Eu baixo um par para me ajudar a dormir. Talvez eles vão parar meu coração do galope porque está começando a doer. Caindo para trás no travesseiro, fecho meus olhos, mas não vem o esquecimento. Meu braço treme quando o estico para o meu telefone. Eu tateio e ele cai no chão. —Foda-se.— Rolando do meu lado, pego ele. É preciso várias tentativas antes de chegar na minha mão. Caindo de volta no meu travesseiro, eu disco para Jordan. Ele começa a tocar e eu expiro profundamente. Sua voz suave vai resolver tudo. —Oi. Você ligou para Jordan Madden...— Estou frustrado por atender seu correio de voz, mas há uma pequena medida de calor ouvir sua mensagem depois de alterado para incluir seu nome de casada. É algo pequeno, realmente, mas me parece enorme. Jordan é tudo que tenho agora, mas por quanto tempo? Ela continua deslizando através de meus dedos. Estou fazendo tudo que posso para segurar, mas a luta é demais. É demais. Um soluço sobe do fundo do meu peito. Pela primeira vez não posso prendê-lo. Ele rasga fora de mim, o som alto e quebrado. Eu punho uma mão em meu cabelo enquanto outro segue. Deus há tanta dor dentro que está me matando. —Desculpe-me, não posso atender ao telefone agora. Deixe o seu nome e número e vou te ligar de volta.


Um bip longo segue. —Baby?— Cristo, eu estou tão fodido. Eu uso o meu antebraço para enxugar as lágrimas, mas me parece muito pesado para se mover, então apenas deixo-a lá, descansando em meus olhos. —Desculpe, eu só...— As palavras não saem soando corretamente, como se a minha língua estivesse grande demais para minha boca. Eu termino a chamada e jogo o telefone longe, lembrando que ela tem as finais de futebol. Ela não precisa da minha merda agora. Talvez nem nunca. Enquanto deito lá meu corpo começa a tremer violentamente e dormir ainda se mostra ilusão. Será que tomei o Ambien? Por que não consigo me lembrar? Arrasto-me da cama, cavo a garrafa na minha bolsa. Achando isso, subo, usando a parede para me sustentar enquanto esvazio uma pilha de comprimidos na minha mão. Eu os engulo para baixo. Minha boca está seca e eles grudam na minha garganta. Eu os desço e a paz vem logo depois. É um amoroso cobertor que se enrola em torno de mim, me encasulando em seu calor. Minha cabeça cai para trás e os olhos fecham. Uma voz de dentro grita para mim enquanto deslizo para baixo na parede do quarto. Ela tem punhos que batem contra o meu peito, dedos que agarram desesperadamente, e soluços que são tão profundos e feridos que quebrariam o meu coração se ele já não estivesse quebrado. Eu ignoro quando a garrafa vazia cai da minha mão, caindo inofensivamente para o tapete ao lado do meu corpo caído. Em um breve momento de aguda clareza, sinto o meu último suspiro vindo. A dor de deixar Jordan é como uma faca afiada cortando minha pele, mas não posso ficar. É tão lindo onde estou. Tão calmo e pacífico. Eu não tenho que lutar aqui. Eu não tenho que provar nada a mim mesmo. Aqui não sou o filho que meu pai nunca quis, o irmão que nunca está lá, ou a estrela em ascensão do futebol que não mereço ser. Aqui, não sou nada, e nada nunca pareceu mais certo.


14

HORAS MAIS CEDO ...

Nossa semifinal de futebol esta apenas a meia hora de distância e o vestiário está lotado. Meu estômago revolve e minhas mãos tremem. Nervos me alcançam a cada jogo. Assim que for dado o pontapé inicial eu vou ficar bem, mas aqueles definitivos minutos de antecedência destroem-me completamente. Sentando-me no banco, inclino e ajusto os cadarços em minhas chuteiras. Eles são novos, e um pouco mais longos do que estou acostumada. Depois de amarrar um nó duplo, pego um pouco de fita preta e enrolo-os em torno de cada par, amarrando os fios no lugar. Enquanto endireito, uma pontada de solidão me rouba o fôlego. Eu desejei que não tivesse enviado Brody para ver Annabelle. Era a coisa certa a fazer, mas sinto falta dele. Sinto falta do meu marido. Meu telefone toca de dentro do meu armário enquanto eu me levanto. Meu coração salta. Brody sempre liga para mim antes de um jogo. Abrindo a porta, eu tiro-o. É Nicky. Minha frequência cardíaca diminui ao ritmo normal. —Hey,— eu respondo. —Jordan— ele responde. Há um frio em sua voz agora. Ele está lá desde a notícia do meu casamento com Brody.


Brody disse que iria falar com o meu irmão para mim, e tanto quanto eu queria que ele fizesse, isso não teria sido certo. Então retornei a ligação de Nicky mais tarde naquela noite, meu pedido de desculpas soando coxo e banal. Meu irmão ficou profundamente magoado, incapaz de compreender a minha necessidade de me libertar e fazer algo divertido e imprudente. Como poderia explicar isso a ele? Como eu poderia explicar a forma como Brody olhou para mim quando disse 'Eu aceito' no minúsculo escritório de registro? Seus olhos estavam escuros e amorosos, quase ferozes quando ele prometeu valorizar-me para sempre. Foi intenso e romântico. Por um momento único no tempo estávamos selvagens e livres, as duas únicas pessoas na existência. Após o secretário anunciar que Brody poderia beijar a noiva, seus lábios nos meus estavam deliciosamente quentes. Um sorriso puxou os cantos de sua boca quando ele recuou e sussurrou as palavras —Sem arrependimentos, ok? Não haveria arrependimentos. Meu amor por ele superou toda a razão e senso comum. —Nenhum. Brody acenou com a cabeça, satisfeito. —De agora em diante, é só você e eu. Depois de falar nossos votos, fomos para um bar nas proximidades. Ele estava lotado, a multidão agitada. Nós empurramos no meio dela e jogamos para trás cerveja após cerveja até que não podíamos ver direito. Nós bebemos e rimos até as primeiras horas da manhã. Quando a banda começou a tocar um cover de U2 —All I Want Is You— Brody gritou, declarou que era a nossa música do casamento, e arrastou-me para fora na pista de dança. Eu lembro-me do clique de meus calcanhares no piso de madeira grossa e derrubando minha cabeça para trás, olhando para as belas luzes de fadas que cobriam o teto quando Brody me virou, rindo e bêbado. Isso foi um louco bonito. Ele fez minha noite de casamento perfeita. Lágrimas começam por causa da sobrecarga de emoção. Eu pisco-as de volta e sento no banco atrás de mim. Segurando minha cabeça na minha mão, fecho meus olhos, voltando ao presente e ao telefonema de Nicky. —Eu só queria desejar boa sorte — diz ele. —Boa sorte. Minha voz cai para um sussurro, sem saber o que dizer. —Nicky...


—Não.— Ele deixa escapar uma respiração afiada. —Concentre-se no seu jogo. Eu não digo a ele que o jogo não significa mais para mim o que ele costumava significar. Não é tudo mais. —Vejo-te em casa em poucos dias ,— diz ele. Austrália não é casa mais, mas não digo a ele também. Meu irmão já recebeu um soco no estômago. Eu não preciso chutá-lo enquanto ele está no chão. —Vejo você então. Ele desliga e eu me junto ao amontoado de encontro para a nossa conversa de vitalidade antes do jogo. O nosso treinador ganha nossa atenção com uma mensagem e uma salva de palmas de suas mãos. O silêncio desce. Fazendo uma pausa, ele examina nossos rostos. —Você sabe por que está aqui? O porquê você está rebentando sua bunda para fora nesse campo?— O treinador não espera por uma resposta. Ele olha para cada uma de nós, por sua vez com um olhar duro em seus olhos. —Isso é o que vocês precisam lembrar hoje, porque este jogo já acabou para vocês, se vocês não estão lá para fora pelas razões certas. Vocês sabem que são o melhor time. Vocês sabem que este jogo pertence a vocês. Ela pertence a sua companheira de equipe ao seu lado. Ela pertence a todos que ajudaram a chegar aqui hoje. Para cada pessoa que você ama que deixa pra lá nunca te ver. Para todos os fãs que procuram ser como você.— Ele dá uma respiração profunda de orgulho, suas narinas dilatadas e apontando o dedo para enfatizar suas palavras. —Quando você deixar esse campo no fim do jogo, ganhando ou perdendo, certifique-se de que você fez tudo que podia e deu tudo o que tinha, porque se você não o fez você decepcionou tudo e todos a quem este jogo pertence.— Seu braço sobe alto. —Agora, comecem o inferno lá fora, golpeiem suas bundas, e prove o quão bom vocês são!— O nosso treinador levanta sua voz e ecoa em torno de todos e cada um de nós. —Prove que você é melhor do que você mesmo pensou que você poderia ser! É um discurso empolgante. Que me faz parar. Eu sei por que estou aqui. Por amor ao jogo. Isso é tudo o que resume. Mas o meu amor por Brody é mais forte que mesmo este. É para ele que vou fazer tudo que posso, e dar tudo o que tenho. Ele é a razão pela qual assinei um novo contrato com Houston Dash esta manhã. Quando terminar com minha turnê da FIFA, vou ir para casa. Isso faz o meu coração cantar.


Descompacto o meu casaco, o enfio no meu armário e volto para acompanhar a equipe na mesma hora que meu telefone toca mais uma vez. Merda. Eu olho ao redor da sala esvaziando. O inferno com isso. Eu desligo o dispositivo de toque em uma furtiva manobra e bato em atender, sussurrando: —Eu literalmente tenho cinco segundos. — —Então por que você atendeu ao telefone?— Brody pergunta, divertido. —Porque eu te amo e sinto falta de você, e sou uma cadela egoísta, porque estou desejando que não tivesse lhe dito para ir para Austin. Eu quero você aqui. — Ele ri na cara do meu egoísmo. —Você só quer uma foda para bater todos os nervos pré-jogo de seu sistema. Meu rosto aquece, porque ele sabe o quanto gosto disso pouco antes de um jogo. Ele solta a tensão dos músculos e limpa minha cabeça. —Você me conhece tão bem. Sua voz suaviza. —Eu faço. Eddie grita algo para a televisão no fundo. Minhas sobrancelhas reúnem. —Eu pensei que você estaria em Austin por agora. —Não, nós estamos saindo para comer pizza com alguns dos caras da equipe. Eu irei de lá. —Você vai ficar muito cansado para sair de lá. Você deve ir agora. Como se na sugestão, ele deixa escapar um grande bocejo. —Eu sei, mas quero pegar o seu jogo na TV. Se estou dirigindo vou perder isso. —Jordan! —Merda, — murmuro no telefone. —Esse é o meu treinador. —Vá!— ressoa Brody. —Faça um gol para mim. —Tchau,— eu sussurro. Termino a chamada, jogo o telefone e corro em campo com minutos livres. Assim como ele pediu, faço um gol para Brody. Quando ele é feito, eu pressiono o meu indicador e o dedo médio para os meus lábios e depois os mantenho para o alto para que ele saiba que é para ele.


Apesar de dar nossos corações para o jogo, nós perdemos. Isso não apenas dói, queima como uma furiosa fogueira. Minha primeira temporada em uma liga profissional acabou em dor de cabeça. Brody me liga mais tarde naquela noite. Estou estendida na cama, recusando bebidas consoladoras da equipe. Com nenhuma grande final à frente de nós, tenho uma janela de oportunidade. Pretendo usá-la sabiamente voando para Austin na parte da manhã para surpreender Brody, e quero ter uma boa noite de descanso. —Eu acordei você? — Ele sussurra. Eu fico olhando para o teto, bem acordada. —Não. —Sinto muito. Decepção jorra. —Você não pode vencer todos eles. —Não venha com essa linha de besteira.— Ele está certo. É um padrão que todos nós usamos para a morte e meio coisa nenhuma. —Digame como você sente realmente. —Eu me sinto como um fracasso.— Meus olhos ardem. —Eu dei tudo, Brody. Fiz o melhor que pude, mas não foi suficiente. E se é isso? E se este é o melhor que eu nunca vou fazer? Verbalizar o medo não o faz desaparecer. Ele torna real, e isso me faz tremer. Quando você trabalha toda a sua vida em direção a um verdadeiro objetivo, a última coisa que você quer acreditar é que você nunca alcançará. —Nunca pense assim ou vou engasgar, — sua voz profunda borbulha através do telefone. —Você vai parar tentando. Você não vai empurrar-se um pouco mais difícil, e você vai transformar o seu medo em realidade. Além disso,— ele adiciona. —Você foi selecionada para jogar para a Austrália na Copa do Mundo. Será que ficar melhor do que isso? —Sim, — eu respondo teimosamente. —Ao vencer isso. Ele ri e há uma riqueza de afeto no som. —Essa é minha garota. —Brody... Eu abro minha boca para dizer-lhe sobre a assinatura com o novo time de futebol, mas mudo de ideia. Eu irei dizer a ele em Austin amanhã. Eu quero ver o olhar no seu rosto quando ele ouvir a notícia. —Mmm?


—Espero que você coloque as coisas em ordem com seus pais amanhã. Eu sei que seu pai é um total idiota, mas você e Annabelle eram próximos. Não é certo que ele o impeça de vê-la. Sinto inflamar a sua tensão em milhares de milhas de distância. —Eu também espero. Não sei o que mais posso fazer. O chocalho de um frasco de comprimido atinge meus ouvidos. Meu estômago aperta. —Isso não é... Ele me corta, irritado. —Não. É um anti-inflamatório. O meu corpo está ferido pra caralho. —Desculpe-me. É só que... Eu me preocupo, Brody.— Analgésicos são um modo de vida para os atletas, mas onde está a linha entre necessidade e a dependência desenhada? Para Brody já é tão turva. —Você prometeu que você ia parar de tomar todas essas pílulas. Você parou, não é?— Minha mão aperta no telefone. Eu odeio que eu tenho que perguntar a ele, que não confie nele quando se trata de tomar a medicação, mas não sei mais o que fazer. —Não tomo qualquer coisa que não venha do escritório do médico da equipe. — A resposta de Brody deveria aplacar-me - o médico da equipe Wranglers não entregaria nada a eles que não deveriam estar tomando, ou conceder medicamentos em doses perigosas -, mas isso não acontece. Quando não respondo, ele acrescenta: —Eu não estou no clima para uma discussão. Estou fodidamente cansado... —Eu não estou discutindo com você. Eu apenas... —Bom. Eu bufo. —Droga, Brody. Após uma longa pausa, ele diz: —Boa noite, Jordan. Sua voz é curta. Terminar uma chamada de telefone com palavras de ódio é insuportável, mas não há como falar com ele quando ele está assim. Eu suspiro. —Eu vou falar com você amanhã. —Certo— é tudo o que ele diz, antes de terminar a chamada, deixando meu estômago em nós maiores do que antes que ele ligou.


Meu sono naquela noite é irregular, e sou grata pelo voo de manhã cedo para Austin. Minhas despedidas foram ditas ontem e minha mala esta embalada. A maioria dos meus bens foi enviada a Seattle de volta para casa de Houston há uma semana. Meu plano é passar dois dias com Brody em Austin e voar para a Austrália a partir de lá. Chegando ao aeroporto, o meu telefone vibra uma mensagem quando eu estou check-in. BigBananaBoy: Quando seu voo chega? Jordan: Meio-dia. Por quê? BigBananaBoy: Eu vou buscá-la. O homem no balcão oferece um sorriso praticado e me entrega o meu bilhete. —Tenha um bom voo, Sra. Madden. O uso do meu nome de casada me dá uma emoção. Eu sorrio para ele. —Obrigada. Ando a pé em direção a barraca de café, uma pequena bagagem de mão sobre o meu ombro, digito uma resposta. Jordan: Você não tem que. Eu posso pegar um táxi. BigBananaBoy: Eu quero falar com você sobre algo. Isso soa ameaçador. Depois de pedir um chá com leite desnatado, entrego o dinheiro ao caixa e passo para o lado para esperar. Jordan: Contanto que não tenha nada a ver com a sua banana, então ok. BigBananaBoy: Você teve sua chance com a minha banana. Você estragou isso. E não de uma maneira sexy divertida :P Dou-lhe a minha resposta padrão, revirando os olhos. Jordan: Eu estava lavando o meu cabelo. BigBananaBoy: E você nunca esqueceu desde então, esqueceu? Nem Leah ou Paige. E o suficiente com a conversa de banana. Jordan: Você tem falado com Brody esta manhã? BigBananaBoy: O resmungão está acordado e com raiva, e ele está ocupado deixando-me saber o quanto. Jordan: Vá com calma. Ele tem que lidar com seu pai idiota hoje.


O barista chama meu nome. Pego minha xícara e me aventuro em direção ao painel de partidas. Minha cabeça cai de volta quando meus olhos rolam para baixo na lista, procurando Austin. Com um simples piscar de olhos, a cada hora de partida, alterações são listadas. Eu gemo. Aqueles mais próximos duplicam o som. Névoa da manhã pesada tem atrasado cada voo no quadro. Sorvendo meu latte, eu envio texto a Jax com a má notícia. Jordan: Voo atrasou uma hora. Atire em mim agora. BigBananaBoy: Que merda ser você. Jordan: Ei, você não disse a Brody que estou indo não é? BigBananaBoy: Você está? Tire uma foto. Eu quero ver seu rosto de sexo. Jordan: Você vive na sarjeta. Bigbananaboy: Você deve visitar-me aqui. É imundamente divertido. Jordan: Você pode ter sua sarjeta. Estou casada com o Rookie Hottest recém-coroado da NFL. BigBananaBoy: De jeito nenhum! Sim, porque estou olhando para a capa da revista no momento na banca de jornal, minha boca abre em estado de choque. Brody está nela, parecendo como se eu nunca o tivesse visto antes. Uniforme preto e laranja queimado apertado, pele bronzeada, listras pretas sob seus olhos, e uma carranca feroz que o arrasa no lugar. A foto é sexy pra caralho. Esse é o meu marido. Orgulho me atinge, junto com o desejo de abocanhar cada exemplar que existe. Não quero que a carranca feroz seja destinada a ninguém além de mim. Eu tenho decidir pela compra de apenas dois exemplares, um para manter agradável e outro para ler no avião, caso contrário iria colocá-las todas em minha bagagem de mão. Vou encontrar um lugar e me estabelecer, e, eventualmente, meu voo é chamado. Dispensando meu latte vazio no lixo, agarro minha bolsa e alinho no portão, envio a Jaxon uma mensagem rápida antes de desligar meu telefone. Jordan: Embarque agora. Veja-o no outro lado da moeda.


Mas não o vejo. Quando chego à área de chegadas Jaxon não está lá. Vinte minutos mais tarde e nenhuma resposta de seu telefone, dirijo para a zona de táxi, rolando minha mala atrás de mim. Meu telefone toca apenas quando o condutor esta arrumando minha mala. Na minha pressa eu atrapalho a maldita coisa e ele cai na sarjeta. Meus músculos da coxa gritam com exaustão quando agacho baixo para buscá-lo, apenas perdi uma chamada de Brody. —Merda,— murmuro. Deslizando na parte de trás do carro, eu recebo um bip do correio de voz. —Onde, senhora? Informando ao condutor o endereço do apartamento de Jaxon, bati jogar na mensagem e coloco o telefone no meu ouvido enquanto nós saímos do aeroporto. A voz de Brody filtra através dele. É arrastada e truncada, fazendo nenhum sentido. Meu peito começa a bater, meus dedos tremem quando pressiono o botão para reproduzi-la. Mas não há nenhuma falha técnica. A mensagem vem através de novo, exatamente a mesma. Um suor frio irrompe em meu corpo. Não me importando em surpreender Brody mais, tento chamar, mas ele não responde. Eu tento Jaxon novamente. Nenhuma resposta. Algo está errado. Muito errado. E isso gela meu sangue. Olho para cima, examinando os arredores para ver o quão longe nós estamos. Demasiado longe. Temos apenas deixado o aeroporto. —Por favor, depressa,— eu digo ao motorista, meu coração batendo com um medo que não posso racionalizar. Eu embolso meu telefone, mantendo-o próximo. Vinte minutos mais tarde, voltamos para baixo na rua de Jaxon. Uma ambulância está estacionada em fila dupla na frente de seu bloco de apartamentos, luzes piscando. Eu quero vomitar. —Não, não, não, não, não,— canto rapidamente, a minha voz levantando-se com cada sílaba que sai da minha boca. —Minha senhora?— O motorista pergunta, olhando para mim no espelho retrovisor.


Paramédicos estão rolando uma maca do edifício, seus ritmos acelerados. Não estou perto o suficiente para ver quem é, mas meu intestino sabe, e Jaxon confirma, seguindo-os para fora momentos depois. —Brody,— eu choro baixinho, agarrando a maçaneta da porta do veículo ainda em movimento. —Pare o carro!— Eu grito estridentemente. Ele grita para uma parada, mas já tenho a porta aberta. Quando meus pés tocam o chão estou correndo, frenética. —Ei, senhora!— O motorista grita atrás de mim, com a cabeça para fora da janela e buzinando. Eu não paguei minha passagem e minha bagagem ainda está no porta-malas do carro. Não ouço ou vejo. Meu foco está na maca que os paramédicos estão girando em direção a sua ambulância. —Jaxon!— Eu grito. Ele se vira seu rosto devastado e selvagem com pânico. Oh Deus, isso não está acontecendo. Parece que me leva uma eternidade para alcançá-los, meu corpo atravessando areia movediça. Pessoas nas proximidades pararam em seus caminhos, observando a cena se desenrolar diante de seus olhos. Eu empurro através deles, nem mesmo percebendo quando alguém que eu bato tropeça para o lado. —O que aconteceu?—, Pergunto sem fôlego, movimentando-me com a maca enquanto eu olho para Brody. Ele está inconsciente. Um tubo está preso através de um corte na garganta, manchas de sangue para baixo ao longo da incisão. Seu pescoço está manchado com vermelho e roxo, seus lábios separados, e inchaço no olho fechado. Ele está uma bagunça machucado. Os paramédicos permanecem mudos. —Por favor!— Eu grito desesperada. —Eu sou sua mulher!— Eu me viro para Jaxon enquanto eles rodam-no para dentro do veículo em espera. —Não deveria tê-lo deixado sozinho— Jax chora. Ele empunha as mãos em seu cabelo, com lágrimas escorrendo pelo seu rosto. —Oh Deus, Jordan. Eu não posso...


—Alguém porra fale comigo!— Eu grito frustrada e com medo. Meu corpo está tremendo e meus pulmões não têm ar. Nunca estive tão assustada em toda a minha vida. O corpo de Brody começa a tremer violentamente. Um soluço quebra do meu peito ao vê-lo tão quebrado e vulnerável. —Minha senhora,— o paramédico me diz depois pulando na parte de trás da ambulância. —Entre. Ele não precisa me dizer duas vezes. Entro em ação, saltando dentro da parte de trás. As portas batem fechando atrás de mim. Momentos depois, a ambulância grita para a vida, balançando enquanto nós empurramos nosso caminho pelo tráfego, sirenes perfurando o ar. —Por favor,— Eu imploro novamente, observando o paramédico virar Brody para o lado enquanto seu corpo sofre através das convulsões. —Qual é seu nome?— Ele pergunta. —Jordan. —Eu sou Rafe, — ele responde, mas eu não quero introduções ridículas. Eu quero respostas. —Jordan, o seu marido teve uma overdose. Eu chupo em uma respiração afiada, observando congelada enquanto ele retorna Brody para suas costas. Há uma agulha já estabelecida em seu cotovelo interior. Rafe conecta-o a um IV com movimentos rápidos e eficientes. —Não, — eu boto pra fora. —Você deve estar errado. Ele não faria isso. Rafe balança a cabeça enquanto ele conecta Brody às máquinas. O som de um pulso pisca para a vida dentro da ambulância. É fraco e errático. —Uma mistura de analgésicos e pílulas para dormir. Oh Deus, Brody, por quê? Lágrimas transbordam e meu coração se parte a o meio quando olho para baixo em seu rosto. —Não posso perdê-lo, — eu digo por meio de um soluço. —Faremos tudo o que pudermos— Rafe tranquiliza. Eu ouço a convicção em sua voz quando ele verifica os sinais vitais de Brody, mas não estou tranquilizada porque seus olhos contam uma história diferente. Eles estão dizendo que já viu tudo isso antes. Brody é apenas uma estatística.


Outro jovem perdeu a vida antes de ter mal começado. Minhas mãos em punho, lutando contra o desejo de gritar e raiva de minha negação. Ainda há esperança. Fazendo um caminho ao lado do paramédico, afundo de joelhos ao lado de Brody. —Volte — Rafe ordena. Eu ignoro. Limpando as lágrimas do meu rosto, me inclino e escovo o cabelo úmido da testa de Brody com dedos gentis. —Eu não vou deixar você, — cantarolo em seu ouvido, rezando para que em algum lugar no fundo ele possa me ouvir, e que ele possa me sentir ao seu lado. —Eu prometo. Nunca. Momentos depois, o impensável acontece. Brody sofre uma parada cardíaca e eu perco a porra da minha mente.


Eu estou debruçada no chão no canto da sala de espera da emergência, minhas costas contra a parede. As minhas pernas são fracas demais para me mover. Não posso nem obrigar-me a ficar de pé. Derrubo minha cabeça contra a parede, fecho meus olhos. Eu não quero abri-los novamente. Não quero mais ver o mundo sem Brody nele. Por quê? Por que você fez isso para si mesmo? Para nós? Mas eu sei o porquê. No fundo sei, minha mente cai para o dia em que Brody me mostrou a tatuagem em seu peito. —Você voa também?— Eu perguntei depois de ler a linda escrita cursiva tatuada sobre os músculos bronzeados. —Lá fora, no campo, o jogo é tudo, — ele me disse. —Lá você se constrói, se quebra e sangra até secar. Mas eu amo isto. É o único lugar que sou livre. Eu cubro minha boca com a mão, meu coração gritando de dor. É isso que você queria, Brody? Deixar-nos todos para trás e ser livre? Desesperada para tocá-lo, tinha coberto a tatuagem com a palma da minha mão. Sua pele estava quente, o seu coração batendo fortemente abaixo dela. —Você acredita em Deus?


—Claro.— Ele se inclinou em seguida, seus olhos escuros e honestos, que colocam sua alma nua para que eu possa ver. Eu sabia disso já, que Brody teria o meu coração, e que ele iria quebrá-lo. No entanto, dei a ele de qualquer maneira. A revelação me deixou tremendo. —Preciso acreditar em alguma coisa. —Então, acredite em si mesmo. —Você não pode dizer merdas como essa. Eu tinha puxado para trás em um último esforço para escorar as paredes que estavam em ruínas entre nós, uma tentativa lamentável para evitar a eventual mágoa. —Por que não posso dizer coisas como essa? — —Porque isso só vai me deixar para baixo. Aí está o porquê. Ele nunca acreditou. Nem uma vez. E Deus, dói saber que o homem que amo com tudo que tenho nunca teve fé em si mesmo da mesma maneira que ele tinha fé em mim. Rasga um gigante escancarado buraco no meu peito. As portas automáticas da Emergência assobiam abertas e Jaxon corre, me arrastando de volta à realidade. Os olhos dele estão vermelhos e frenéticos enquanto fazem a varredura na sala de espera. Percebo que o deixei lá na rua. Jax é o primo de Brody e só empurrei meu caminho sem pensar duas vezes, deixando-o a encontrar o seu próprio caminho até aqui. Eu não pensei. Só reagi, não vendo ninguém ou nada, exceto Brody. O olhar de Jaxon acende sobre mim e ele não para. Ele vai direto para mim. Eu sugo o ar em meus pulmões quando percebo que estou sentada aqui sem respirar, uma bola confusa amontoada no chão da emergência. Sua voz quebra. —Brody? Eu balanço minha cabeça. Jax estende a mão. Braços musculosos envolvem em torno de meu torso, levantando-me com facilidade, eles me ancora a seu lado tão profundo, soluços irregulares rasgam do meu peito. Ele aperta-me firme. —Diga-me,— ele implora densamente. Oh Deus. —Eu não estava lá para ele, Jax,— eu choro, arrastando em respirações profundas, trepidação. Algo aconteceu na casa de seu pai. Um catalisador que deixou Brody desesperado e com dor, e sozinho, e eu não estava lá. —Brody... ele... —


Minhas palavras morrem quando meu olhar cai para as portas da emergência sobre o ombro de Jaxon, as mesmas pelas quais uma mulher está andando através que só vi em fotos. Vê-la em carne, a semelhança com Brody é clara - cabelo da cor de caramelo, rico, olhos castanhos escuros, altura. Atrás dela vem um homem em um terno. Liam Madden. O pai dele. Sua presença só pode significar uma coisa. A mídia ficou sabendo sobre o que aconteceu e eles estão lá fora. Meus olhos estreitam sobre o homem que disse a Brody que sua vida foi por nada, e depois o fez acreditar com cada fibra de sua alma. —Você— Eu assobio. A raiva constrói até não ver nada, exceto vermelho. Eu me lanço para ele, selvagem com raiva e ódio. Não sei o que pretendo fazer, exceto causar-lhe dor da mesma maneira que ele fez para Brody. Jaxon se move, me agarrando pela cintura e me puxando para longe. —Jordan pare!— Ele grita, ofegando com o esforço porque a raiva me deu força sobre-humana. Mas não posso parar. Estou perdida em um mundo de dor, porque o pai de Brody está aqui fingindo se importar quando ele nunca o fez. Isso me deixa furiosa. —Isso é tudo culpa sua!— Eu grito para ele, tentando me puxar livre. —Nada disso teria acontecido se não fosse por você, seu imbecil fodido!— Minha voz é estridente e estou chorando abertamente, sem me importar que toda a sala de espera da Emergência está silenciosa e assistindo. Quando Liam fala, sua voz é forte e fria, me chocando como água gelada correndo em minha cara. —Eu não quis forçar Brody a tomar drogas. Ele fez isso tudo por conta própria. —Seu filho da puta — Jaxon rosna e me deixa ir. Mãos em punho, ele vai em direção a Liam, encurtando rapidamente a distancia quando uma menina sai de trás do pai de Brody. Lindos cachos loiros envolvem seu rosto e olhos castanhos escuros olhando diretamente para mim, arregalados de medo. Uma lágrima vaza, escorrendo uma única, na bochecha rosada. —Jordan? Ela anda em torno de seu pai e em linha reta até a mim. Ela é uma pequena coisa, mas a forma como Brody fala dela, ela é uma absolta encrenqueira - cheia de fogo e atitude insolente. —Annabelle?


Minha raiva esvazia e enxugando o rosto com as costas dos meus dedos, afundo até os joelhos na frente dela. Isso traz a irmã de Brody um pouco mais alto, fazendo-a olhar para mim. Abro minha boca para falar, mas não tenho ideia do que dizer. —E o meu irmão está bem? — Pergunta ela, sua voz oscilando. Jaxon prende a respiração, os dois olhando para mim. A mãe de Brody vem para ficar atrás de Annabelle, colocando as mãos nos ombros de sua filha. Olho para cima. Pálida e perturbada, Juliet Madden ainda irradia beleza, mesmo agora lutando contra as lágrimas. Dispensando-a completamente, meus olhos caem de volta para Annabelle. —Ele está dormindo, — é tudo o que posso dizer, os meus olhos se enchendo de novo. Seu pequeno queixo levanta, mas eu vejo o quanto custa a ela. Há tanta força dentro desta minúscula garotinha. —Será que ele vai acordar? Minha voz é como uma lixa quando forço as palavras pelos meus lábios. —Eu não sei, querida. —Jesus, porra — murmura Jaxon e cai em uma cadeira, segurando a cabeça entre as mãos. Annabelle bate seu pequeno corpo contra mim, seus braços ossudos envolvendo em volta do meu pescoço. Coloco uma mão no chão para firmarme antes que ambos tombem no chão. Choca-me. Eu nunca esperei que a irmã de Brody gostasse de mim, ou demonstrasse afeto, muito menos garra para mim em sua dor. Quando estou firme, envolvo um braço em volta de sua pequena cintura e minha mão livre vai para a parte de trás de sua cabeça, roçando os cachos. —Eu não o odeio realmente, — ela chora, as lágrimas quentes escorrendo na minha pele. —Eu estava louca que ele foi embora. Você acha que se eu pudesse dizer-lhe, ele iria acordar? Deslocando para cima, deslizo para o assento ao lado de Jaxon, trazendo Annabelle comigo. Ela se detém apertado, e percebo que seu apego decorre da necessidade de estar perto de alguém que ama seu irmão tanto quanto ela faz. Eu sei por que sinto isso também. Jaxon pega a mão dela na sua e inclina a cabeça na minha direção, nossas testas quase se tocando. —Você não precisa dizer-lhe — ele diz para Annabelle —porque ele já sabe que você não o odeia.


—É isso mesmo, — eu digo, esfregando minha mão acima e abaixo do ombro, forçando uma calma que não sinto. Ela olha para mim. —Ele nunca acreditaria em algo tão bobo assim. —Mas ele se foi. Jaxon e eu compartilhamos um olhar triste. —Annabelle...— eu jogo um olhar para o pai de Brody. Ele nem sequer nota. Juliet está pairando nas proximidades, mas ele tomou um assento longe de nós, seu telefone pressionado em sua orelha. Meus olhos voltam a Annabelle. —Você tem que acreditar em mim quando lhe digo que deixar você não era algo que ele algum dia quis fazer. Ela balança a cabeça, insegura. —Eu ainda quero dizer a ele que não o odeio. Só então ele saberá. —Claro que você pode dizer a ele — diz Jaxon. Juliet entra em cena. Pegando a mão de sua filha, ela puxa-a do meu colo. Annabelle vai relutantemente. —Vamos. Vamos tomar um café. —Mas não bebo café — diz ela enquanto se afastam. —Não, mas eu faço. Annabelle olha atrás dela para nós dois, sua expressão rasgada. A irmã de Brody precisa de conforto, e sinceramente não sei se isso é algo que os pais dela são fisicamente capazes de fornecer. Jaxon pega a minha mão quando eles desaparecem, sua voz oca quando ele pergunta: —Em coma? — Eu concordo. —Isso é tudo que sei. Ele... Brody morreu no caminho para cá. Ele morreu — Eu sufoco. Jaxon me agarra, reunindo-me em seus braços. Desta vez é para ele e não a mim. Ele enterra o rosto no meu pescoço e a palma da minha mão escova a parte de trás da cabeça da mesma maneira que fiz para Annabelle. —Eles conseguiram reanimá-lo, mas todas as pílulas para dormir...— Eu paro, balançando a cabeça. Jaxon, o que aconteceu? Por favor, diga a mim. — Jaxon recua, olhando na direção de Liam, mas o pai de Brody desapareceu também. Em uma voz áspera ele me conta a história, a partir do momento em que saiu do carro na casa dos pais de Brody e terminando com quando eles saíram.


Por um único momento em que me sento em silêncio, olhando para o outro. Estou com raiva por muitos motivos que não posso nem mesmo contar, com raiva pra caralho que me faz tremer. —É minha culpa. Enviei-o lá. Ele estava vindo para Seattle comigo. Ele estava indo ver as minhas finais, e lhe disse que não. Eu disse que ele deveria utilizar a sua ausência para tentar novamente. Para ver Annabelle. —Não é—, Jaxon protesta. —É minha. Levei-o de volta para o meu apartamento e o deixei lá. Tive que lidar com um projeto. Eu não teria incomodado, mas ele já estava atrasado e Brody disse-me que ia dormir. Ele estava tão calmo. Era quase assustador.— Ele limpa o rosto, inclinando a cabeça para trás olhando para o teto. —Por que estamos nos culpando? —É mais fácil, — eu digo com tristeza, meu corpo drenado. Ele vira a cabeça, olhando para mim. —Mais fácil? —É mais fácil nos culpar pelo que aconteceu, em vez de acreditar que ele faria algo como isso para si mesmo.

Eu estou preso debaixo de um lençol grosso de gelo e não posso quebrar meu caminho. Não quero estar lá. A água que me rodeia é fria e abaixo de mim que se estende em trevas, suas profundezas infinitas. Não há mais ninguém aqui. Está vazio, tanto quanto os olhos podem ver. Apesar de ter sido preso neste inferno gelado, ainda posso ouvir tudo em cima de mim, os bipes de máquinas e os sons de pessoas que se deslocam e que falam em torno de mim, às vezes, os pássaros, até mesmo o quente zumbido que o sol parece irradiar. Jordan está lá em cima. O doce aroma de baunilha está próximo. Há algo quente na minha mão. Percebo que isso está me ancorando à superfície, não permitindo que eu me afunde para baixo na escuridão. Talvez seja a mão dela segurando na minha. Tento apertá-la, para tranquilizá-la de que estou bem aqui em baixo, mas meu corpo não vai responder, e não sei se eu estou bem ou não. —Brody?


Uma profunda onda de calor rola através de mim. Estou aqui. —Eu sinto muito. Sua tristeza filtra através de mim. Não! Não sinta. Eu fiz isso. Algo quente e pesado pressiona contra o meu braço, mas não posso ver o que é. Eu só posso sentir isso. —Jaxon me contou o que aconteceu. Eu deveria ter estado aqui com você. Eu sou um menino grande, Jordan. Não preciso de você para segurar a minha mão a cada crise. O que é irônico realmente, porque ela está lá em cima agora, segurando minha mão. —Por quê? — Ela sussurra, com a voz embargada. Me dá vontade de chorar, mas eu não posso mesmo fazer isso. —Por que você faria isso com você? Eu não sabia o que estava fazendo, digo a ela. É insuportável para ela pensar que quis fazer isso. Perdoe-me, Jordan. Por favor, eu imploro. Isso só ficou tão difícil. E me senti tão bem, só por uma vez, não ser qualquer coisa de todo. —Os médicos dizem que é com você agora, mas se você não quer estar aqui, então... Então... Porra!— ela chora. —Não vou dizer-lhe que está tudo bem para ir. Não está. Você lute, Brody — ela sussurra. —Você porra lute e você não pare de lutar. Eu preciso de você. Eu estou lutando. Eu prometo. — Meus punhos batem contra a camada de gelo, frustração arranhando-me. Estou com mais do que um pouco de medo. É grosso e segurando rápido. Como é que vou passar? Passos filtra por cima de mim, se aproximando. Uma nova voz fala. É Jaxon. —Alguma alteração? —Não — Jordan diz a ele. —Nada. Há uma pausa e o farfalhar de papel. —O que é isso?— Ela pergunta. —Confie em mim, você não quer ler isso.— Jaxon soa chateado. —Sim. Eu quero.— Jordan soa mais irritada. —Você não vai ganhar Jax. Eu ouço papel rasgando, seguido por mais passos e a mágoa afiada de Jaxon. Há um silêncio. Seja o que for Jordan esta lendo. Em seguida, ela fala. —Overdose de droga. A estrela Brody Madden, O Rookie NFL em coma.


É uma manchete de jornal. Porra. Jax estava certo. Não leia Jordan. —Oh, Deus, — ela sussurra. —Eles estão rasgando-o em pedaços. Eles estão? Isso machuca. Não leia mais. —Não apenas ele — diz Jaxon, resignado. Não só eu? —Você também, Jordan. Por associação. Bastardos de merda! Bato meus punhos com mais força contra o gelo, mas ele não faz nada. —Oh Deus.— Sua voz treme. —Eu não posso ler mais. Não! Continue lendo, bebê. Preciso saber o que eles estão dizendo sobre você. Mas ela não faz. O documento faz um som de tapa como se ela o jogasse fora. Momentos depois, o calor da mão dela desaparece, e sinto-me afundando.

Minha mão está quente novamente e venho à tona. —Você sente falta de mim?— Jordan pergunta. Ela está tentando ser desenvolta, mas ela não a retira. Há muita dor lá. Eu senti. Cada minuto que você não esteve ao meu lado. —Há alguém aqui para ver você. Quem? Há calor no meu outro lado. Alguém mais esta me segurando agora também. —Brody? Oh Deus. Annabelle. O som de um choro de criança atinge meus ouvidos. Tudo o que posso fazer é ficar aqui e ouvi-los. —Eu não odeio você, — diz ela, soluçando. —Eu nunca odiei. Eu sei, Moo Moo. Eu te amo tanto.


—Então você pode acordar agora, — acrescenta ela. Eu quero, eu prometo. só não sei como. —Jordan, por que ele está tão quieto? E por que ele não acorda?— Sua voz se transforma em estridente. —Eu não gosto disso! Eu não... Minha esposa doce lhe interrompe. —Venha aqui, baby. O calor de ambas deixa as minhas mãos e começo a afundar, mas não antes de ouvir Jordan confortar minha irmã. Eu sei que ela tem Annabelle dobrada para cima em seus braços, acalmando-a com palavras doces. Me quebra que ela precise disso, mas isso me coloca de volta juntos, porque elas estão formando uma ligação, e é lindo.

—Eu estou desistindo da FIFA. Não, você não está, nem fodendo. Cristo. Se fosse capaz de fazer qualquer coisa, estaria torcendo o bonito pescoço de Jordan. —Você não vai desistir. Obrigado, Jaxon, por dizer o que não posso. —Brody precisa de mim aqui. Brody iria chutar a minha bunda claramente através deste hospital se ele soubesse que a deixei sair do time de futebol da Austrália. Certamente merda. —Além disso, você assinou um contrato. Essas pernas assassinas suas são legalmente obrigadas a fazer muito gols em nome de seu país. Tire os olhos das pernas da minha esposa, porra seu merda. —Jordan?— Há uma breve pausa e quando Jax fala novamente, é como se ele estivesse falando através de uma garganta cheia de vidro moído. —E se ele nunca acordar? O pensamento envia ondas de dor rolando em cima de mim, me esmagando debaixo deles. Concentro-me na mão de Jordan, segurando o calor com tudo o que tenho.


—Não diga isso,— ela rosna cheia de fogo. —Não se atreva a dizer isso. Mas Jaxon está certo. E se não puder encontrar meu caminho de volta? —Sinto muito, eu não... Não posso imaginar uma vida sem ele. —Nem eu, — diz ela. O som da cadeira raspando o chão me atinge. Em seguida, uma exalação profunda. — Brody mudou quando ele assumiu o futebol — Jax diz, sua voz perto. Ele está sentado ao meu lado com a Jordan, em outro lado. —Como assim? —Ele tornou-se mais feliz, mas ele tornou-se mais difícil também. Brody descobriu alguma coisa na vida para amar, e que o amava de volta, mas ele teve que lutar para segurá-lo. E quanto mais velho ficava, mais difícil a luta se tornou. A dislexia foi uma corda em seu pescoço. Mas isso nunca deveria ter sido. Seus pais a colocaram lá, e mesmo quando as crianças provocavam e intimidavam ele na escola, eles nunca o deixaram procurar ajuda. Eles o fizeram sentir vergonha. Fizeram-no sentir-se menos. Isso o fez lutar mais, mas ele ainda conseguiu levar alegria na menor das coisas, porque para ele elas eram enormes. Então você veio e ele mudou de novo. —Como assim?— Ela pergunta. Meus olhos se fecham sob a água, deixando a conversa desviar sobre mim em silêncio. —Ele passou a aceitar mais de si mesmo. Mais confiante. Você mostrou a ele que ele era mais do que futebol. Você mostrou que ele era digno de ser amado por quem ele era mais do que o que ele fez. Mas então ele teve que lutar para mantê-la também. Todo o tempo ele estava lutando. — A voz de Jordan é grossa. —Ele se cansou disso, não foi? —Não. Ele ainda está aqui, então ele não parou de lutar ainda. —Eu não quero que ele sinta que ele tem que lutar para manter-me também, Jaxon. Mais uma razão para sair da FIFA. —Ele não iria querer isso para você.


—Eles não me querem de qualquer maneira, por isso não importa. Por que eles não querem você? Eu pergunto, me juntando à conversa. Eles teriam uma fodida sorte de ter você! —De acordo com a reação da mídia social, se Brody toma drogas, então eu também. Quando falei com meu treinador australiano sobre a necessidade de tempo, pude ouvi-lo em sua voz. Ele mal se conteve de me dizer para andar. Jaxon ecoa o meu próprio sentimento. —Idiota. —Ele é. Mas eu entendo. E minha presença iria lançar uma sombra escura sobre toda a equipe. Como iríamos trabalhar juntos se nenhum deles me quer lá? Foda-se isso. Eu não apenas nos arruinei, eu a arruinei. Sinto muito, Jordan. Mas desculpas não acabam com isso. Preciso corrigi-lo de alguma forma, e a única maneira que posso pensar é se ela não tivesse associação comigo. Se eu não estivesse na vida de Jordan, ela teria uma chance para reconstruir sua agredida reputação. Eu teria que deixá-la ir. Dor me atravessa. Jordan suspira. —Jax, ele... Brody apenas apertou minha mão! Eu fiz? —Você tem certeza? Não era apenas uma espécie de espasmo muscular? —Eu tenho certeza. Ele apertou-a! —Puta merda!— Jaxon soa vertiginoso. —Chame a enfermeira, Killer. Chame a enfermeira! —Eu fiz, cale-se já. Jordan soa vertiginosa também. O calor deixa a minha mão. Desta vez não afundo na escuridão. Eu estou alerta. Eu ainda posso ouvi-los falar. —Chame-a uma segunda vez. —Já se passaram cinco segundos, Jax! —Tome sua mão. Ele pode apertá-la novamente.


Calor explode através da minha palma, irradiando para cima sobre o meu braço e em meu peito. Meus olhos piscam abrindo. Luz queima minhas retinas. Eu rapidamente as fecho. —Oh meu Deus, ele abriu os olhos.— O baque de algo batendo em minha esquerda abala meus ouvidos. —Brody?— Jordan está próxima. A palma da mão dela escova na minha testa e para baixo do lado do meu rosto. —Você pode me ouvir?


Cada parte de mim dói. Meus olhos, minha garganta pelos tubos, minhas costelas e o rosto. Eu alcanço o botão para chamar o enfermeiro, e quando percebo o que é que eu preciso, deixo ir rapidamente. Meu braço cai de volta ao meu lado na cama de hospital. Não há mais analgésicos. Jordan levanta parcialmente em sua cadeira. —Você está bem? Não. —Eu estou bem — eu falo. Ela pega o copo de água gelada da mesa no final da minha cama. — Beba um pouco de água. — —Não. Eu estou bem. Água significa ter que mijar e sair da cama dói. Jordan o coloca de volta para baixo e gira a mesa e aproxima assim que posso alcançá-la eu mesmo, se necessário. Ela retorna para o banco ao meu lado. Aconchegando as pernas, ela envolve seus braços em torno delas e descansa ao lado de seu rosto sobre os joelhos, os olhos sobre mim. —Você quer conversar? — —Sobre o que? Minha overdose? Que meu verdadeiro pai é uma merda doente e que sou seu filho? Que sou viciado em drogas? Jordan estremece com meu tom amargo, mas não consigo evitar. — Eu falei com sua mãe.


—Essa deve ter sido uma conversa divertida. Você não foi congelada, não é? Ela suspira. Estendendo a mão, ela pega a minha mão na dela. O pequeno conforto é tudo. Seu ser aqui é tudo. Jordan deveria estar na Austrália agora iniciando o treinamento com sua nova equipe, mas ela não vai sair. A última coisa que quero é que ela vá, mas não estou disposto a deixá-la ficar apenas de babá de minha bunda fodida. —Acho que ela está tentando mudar. O que seu pai fez... — Ela silencia. Nós todos sabemos o que ele fez e não há nenhum ponto em revisita-lo. —Você sabe que ela é a única trazendo Annabelle para ver você. Um pouco tarde demais, mamãe. —Bom para ela. E lá vou eu de novo com o tom amargo. —Ela admitiu algo para mim que seu pai não sabe. —E o que é isso? —Que ela não engravidou de você da maneira que seu pai acha que ela fez. Ela mentiu ao invés de dizer a ele que era um caso de uma noite com um cara que ela mal conhecia e nunca viu novamente. Tantas mentiras e segredos que faz do meu estômago um nó. Eu não quero ouvir mais nada. Eu gemo quando me desloco na cama e Jordan faz uma pausa. —Eu não posso ir lá agora — eu digo a ela. Pressiono o botão ao lado da minha cama de hospital, a parte traseira começa a subir, trazendo-me a uma reclinada posição sentada. As minhas costelas gritam e faço careta, segurando o choro. —Há algo mais que precisamos conversar. O telefone de Jordan toca, interrompendo-me. Alcançando para ele, ela muda para o modo silencioso e o deixa de volta dentro de sua bolsa. Quando ela olha para mim seus lábios ficam presos. Esticando meu braço, o viro, com a palma para cima. Um convite. Suas mãos deslizam na minha e dou-lhe um aperto. —Você tem que ir. Seu queixo levanta. —Não. Por favor, não faça isso mais difícil do que tem que ser. —Você diz isso como se você tivesse uma escolha.


—Eu não vou te deixar. Ela é tão determinada e bela. Eu vou sentir falta dela. Muito. Meus olhos ardem. Uma lágrima escorre e viro minha cabeça para que ela não veja. —Eu quero que você vá. —Não, você não quer. Você só está dizendo isso porque você não quer que eu deixe o time. Isso não importa Brody. Assinei com Houston Dash. Eu vou ficar aqui. Permanentemente. Porra. Deixei escapar um suspiro profundo e trêmulo. —Eu preciso que você vá.— Eu me viro para encará-la e admitir algo que dói. —Não sei quem eu sou mais, ou se a NFL é mesmo onde quero estar. Não posso resolver isso com você aqui. Preciso de tempo para mim, para trabalhar minha vida e onde eu fui tão errado. — Jordan retira a mão, deixando-me frio. —É isso que sou? Algum erro que você fez pelo caminho? — —Não!— Maldição. Isso não saiu direito. —Você não é um erro. Eu amo você, Jordan. Você é a melhor parte da minha vida. Mas não posso ser quem você precisa que eu seja. Agora não. Não posso fingir que estou bem mais. Eu preciso corrigir a parte de mim que eu quebrei. Dor jorra de seus olhos. E eu ser a causa disso queima como um ferro quente no intestino. —E você não me quer aqui para ajudá-lo a fazer isso? Assim, a mídia pode difama-la por isso? Seria de bom grado arrastála para baixo comigo? Minha mandíbula trava. —Não. Jordan está de pé, mas não antes de um soluço rasgar de seu peito. Ela agarra suas coisas com mãos trêmulas – bolsa, jaqueta, chaves, alguma revista de menina que ela estava folheando antes, enquanto eu cochilava. Eles estão apertados contra seu peito em uma pilha bagunçada. —Jordan,— eu digo com a minha garganta arranhada. —Não vá assim. Eu não posso... Ela me encara. Uma última vez que a absorvo - toda a teimosia e fogo e beleza tão brilhantes que machuca meus olhos. —Vejo você na parte da manhã. Mas você não vai, digo em silêncio enquanto ela espreita para fora da porta.


Desta vez, quando chego para o botão, eu chamo o enfermeiro. Dói para respirar. Preciso de um maldito analgésico. Deus, preciso de algo. Qualquer coisa. Ela vem em alguns minutos mais tarde e verifica meu gráfico. Então recebo uma aspirina leve que não adianta porra nenhuma, exceto sentar no meu estômago como um peso de chumbo. Depois de olhar para fora da janela para a noite escura por mais de uma hora, uma batida vem na porta. Viro minha cabeça quando Doug McDougall entra, casual em jeans e uma camiseta que diz: Kilts. Porque estas bolas grandes não se encaixam em jeans. Cara engraçado. Quero rir, mas não tenho isso em mim. —Big Mac. Ele balança a cabeça. —Madden.— Movendo-se para o fim da minha cama, ele pega meu gráfico e corre o olho para baixo, sacudindo páginas, franzindo a testa. Ele olha para cima. —Como vai? — —Ótimo.— Eu aceno uma mão ao redor do meu quarto de hospital gritante. —Olhe o quão longe eu vim. —Então, eu vejo.— Colocando meu gráfico a distância, Doug toma um assento na borda da cadeira que Jordan desocupou a apenas duas curtas horas atrás. Descansando os cotovelos sobre os joelhos, ele se inclina para frente e me olha nos olhos. —Conte-me, Brody. Por que estou aqui? — Eu tomo uma respiração profunda. —Porque preciso provar a mim mesmo que eu estava errado. Ele balança a cabeça novamente, gostando da minha resposta. —Só você. Ninguém mais. Quando você fizer isso, você vai encontrar o seu caminho, garoto — Levantando-se, ele agita meu cabelo e chama a enfermeira novamente. —Vamos tirar você daqui. —Você arrumou minhas malas?— Eu pergunto, sacudindo as cobertas. —Você está pronto.


Um grunhido escapa quando balanço minhas pernas sobre a borda da cama. Doug anda para trás, deixando-me fazer minhas coisas. Eu respeito isso. Ofegando com o esforço, me levanto para os meus pés, tonto e dolorido. Quando recupero minha respiração, eu olho para Doug, meu rosto sombrio e suado. Por favor, não me odeie, Jordan. Preciso fazer isso por nós dois. É o único jeito. Vamos explodir essa articulação.


QUATRO SEMANAS MAIS TARDE DIAS DE HOJE… NORTH SYDNEY OVAL36, AUSTRÁLIA. Eu piso no ônibus. Ele arranca enquanto ando pelo corredor procurando por um assento vazio. Meus olhos saltam para fora da janela para o meu irmão que anda em seu carro. Dois anos atrás, ele me deu adeus no aeroporto. Deixei este país com estrelas nos meus olhos e determinação soldada profundamente dentro do meu coração. Agora estou de volta uma vida mais tarde, bem-sucedida, dois lucrativos endossos sob a minha cintura, e completamente sozinha. Encontro um lugar, coloco meus fones de ouvido, chuto para trás e olho para fora da janela para a escuridão. Nossa canção de casamento atinge meus ouvidos, e percebo que pressionei a lista errada. Em vez de alterá-la, deixei-a tocar, lágrimas silenciosas caindo pelo meu rosto. Onde está você, Brody? Por que você não vai atende as minhas ligações, ou minhas mensagens e e-mails? Por que você tem que fazer isso sozinho? 36

Estádio poliesportivo situado em Sidney.


É o que me mantém acordada à noite. Você está bem lá fora? Ele simplesmente levantou e saiu. Lá um minuto, e no próximo... Se foi. Um quarto de hospital vazio. Uma cama vazia. E sem respostas. Nada deixado para trás, nem mesmo uma nota. Apenas um coração quebrado. Voltei para a nossa casa em Houston e esperei, girando meus polegares, esquivando-me dos olhares piedosos de Eddie, mas sabia que ele não ia voltar. Duas semanas depois de chegar em casa, reservei o meu bilhete para a Austrália. Era o que ele queria. Se ele não podia estar comigo, então eu iria, pelo menos, dar-lhe isso. Eu limpo o meu rosto enquanto o ônibus entrega a equipe da FIFA de volta ao hotel Intercontinental de Sydney. Elas riem e brincam umas com as outras, fazendo planos para um jantar mais tarde à medida que caminhamos em direção a rampa de elevadores, mantendo-me excluída. Não posso levar-me a me preocupar com sua besteira mesquinha. Eles não sabem, ninguém sabe, o quão incrível Brody Madden é, ou o que ele passou. Uma das meninas atinge o botão acima nos elevadores e nos moemos em torno para esperar. —Killer! De. Jeito. nenhum. Eu giro ao redor, procurando o rosto que pertence à voz americana. Ele está vindo da direção do bar do hotel. Examino a multidão ocupada. É sexta-feira à noite. A multidão está vestida em trajes de negócios, relaxando depois de uma longa semana de trabalho. Meus olhos fixam em único cara vestido com jeans e uma fina camiseta. Não tem colarinho, portanto, ele conseguiu administrar encanto em seu caminho apesar do código de vestimenta. Jax se mantém de pé quando o alcanço. Sem dizer uma palavra, ele me abraça apertado. Eu não solto, porque de alguma forma estou perdida aqui na Austrália, e Jaxon é mais casa para mim agora, do que meu próprio país. —O que você está fazendo aqui?— Murmuro em seu peito. —Estou aqui para apanhar uma gata australiana quente. Um bufo de risada vazia me escapa.


Jax recua, mas não me solta. Eu olho para ele. —Onde ele está, Jax? Ele não está retornando minhas chamadas ou e-mails. Sua mídia social está completamente desligada. Ele sumiu da face da terra. Sem responder, ele se vira e joga algumas notas sobre o balcão. Tomando meu braço, ele me leva em direção aos elevadores. —Vamos para o seu quarto. Podemos falar lá. Tomando o elevador até o décimo oitavo andar, nós saímos e caminhamos pelo corredor até o meu quarto. Passando o meu cartão, damos um passo para dentro e despejo minha bolsa de treinamento pesada no chão perto da minha cama. Quando me viro, Jax está verificando o seu relógio. Ele olha para mim, e depois balança a cabeça em direção ao banheiro. —Vá tomar seu banho. Podemos falar depois sobre isso. Minhas sobrancelhas sobem. —Você está dizendo que eu cheiro mal? —Pelo céu da porra. Agora, vá.— Ele pega o telefone do hotel. —Vou pedir-lhe um pouco de comida.— Porque sei que ele está certo, faço o meu caminho para o banheiro. —Ah, e Killer?— Eu dou meia volta, minha mão no batente da porta. Ele pisca. —Coloque algo sexy quando você terminar. Eu balanço minha cabeça enquanto dou-lhe o dedo médio. Ele suspira e prende uma mão ao seu coração. —Isso machuca. Eu estou fechando a porta quando fala ao telefone. —Sim, serviço de quarto? Eu posso pedir... Suas palavras desaparecem quando alcanço e giro sobre a água. Depois de um banho vaporoso que deixa minha pele crua, eu seco, coloco uma regata justa e calça de moletom, e saio para cinco bandejas diferentes de alimentos. Hambúrguer, carnes e batatas fritas, panquecas, massas e uma pizza. Jax sorri, uma cerveja na mão. —Eu não sabia o que você queria. —Não há nenhuma maneira que posso comer tudo isso—, eu digo, olhando para todas as bandejas enquanto seco meu cabelo. —Eu ficaria impressionado se você conseguisse. É sério. Mas o que você não for comer, eu vou.— Ele dá um tapinha em seu ventre firme. —Eu sou um menino em fase de crescimento.


Eu ronco. —Espero que esteja crescendo um cérebro em algum lugar lá também. —Har, har—, ele retruca quando resolvo por uma fatia de pizza. Mordiscando no fim, recuo até que atinjo a cama e me sento. Jax pega uma fatia para si mesmo e se senta ao meu lado, tomando uma mordida enorme. Ele balança sua garrafa de cerveja. —Quer uma bebida? Eu engoli um bocado, meus olhos mudando para as pequenas garrafas de bebidas destiladas sobre o minibar. Seria possível que uma pequena garrafa levasse embora tudo o que estou sentindo? Há um desejo de descobrir. —Não é permitido. Ele balança a cabeça. —A vida de um atleta. Vocês são todos chatos, comendo nada além de frango e arroz e bebendo nauseantes shakes de proteína. — —Ei, eu estou comendo pizza. Jax olha para minha pequena mordida, e depois a sua fatia quase desaparece em uma mordida. —E você está fazendo um trabalho miserável com ela. Tento rir, mas ele cai por terra. —Cristo, voei todo este caminho e você não pode sequer abrir um sorriso. —Você realmente voou por todo esse caminho, Jax.— Eu meio que viro na cama, de frente para ele. Ele está enchendo a última metade da pizza em sua boca. Ela faz uma saliência aos lados do seu rosto. —E estou tão feliz em vê-lo, mas... Por que você aqui? Em vez de falar, Jax verifica o relógio novamente e, em seguida, pega o controle remoto. Ele aponta para a televisão enquanto mastiga, brincando com os botões até que encontra o canal que ele está procurando. —Jax?— Meu olhar se volta para a tela e minha respiração se aloja em meus pulmões, quase me fazendo sufocar. É Brody na ESPN. Ele está tomando assento em um estrado, seu agente à sua esquerda, o treinador e gerente da equipe à sua direita. Ajusta o microfone, se inclina e olha para as câmeras na frente dele.


Flashes estão saindo em um frenesi e os repórteres estão gritando perguntas. Através de tudo isso Brody detém um pedaço de papel em sua mão, sua expressão ilegível para aqueles olhando para ele. Exceto eu. Eu conheço aquele rosto. Ele está exausto e tenso e fazendo o que pode para escondê-lo. —Brody sabe— eu respiro. Eu olho para Jax. —Ele sabia que ia falar com a mídia amanhã. —Claro que ele sabia. Frustração constrói. Levanto e atiro minha fatia da pizza de volta na caixa, meu apetite desapareceu. Virando-me para o rosto de Jax, cruzo os braços. —E ele te mandou aqui para me impedir de fazê-lo. Brody pigarreia. Ele chama a nossa atenção de volta para a tela, economizando Jax de uma resposta. —Vou ler uma breve declaração.— Ele exala e olha para sua página antes de olhar de volta mais uma vez. — Primeiro quero confirmar que sim, eu estava no hospital por uso excessivo de drogas. Isso me colocou em uma violação da Fase II do Programa de Abuso de Substâncias da NFL. Em segundo lugar quero salientar que agi sozinho. Aqueles mais próximos a mim não estavam envolvidos, nem cientes do que estava tomando. A NFL emitiu uma suspensão de quatro jogos, juntamente com uma multa substancial. Não vou apelar da decisão. Na verdade...— Brody hesita... —Eu estou me aposentando da NFL, com efeito imediato. Obrigado pelo seu tempo. — Ele se levanta para sair. Eu cubro metade do meu rosto com as duas mãos enquanto cedo de volta na beira da cama, sem palavras com o choque. Ele está desistindo de tudo o que ele trabalhou. O sonho dele. Oh, Brody. Repórteres explodem. —Por que se aposentar? —Por que você não apenas tomou a suspensão? —Quais drogas você estava tomando? Metade de seu assento, Brody se inclina para o microfone e olha para o mar de repórteres. —Eu escolhi me aposentar porque a permanência nesse tipo de ambiente repleto de pressão seria prejudicial para a minha recuperação.


—Você está dizendo que não poderia lidar com a pressão? Minhas mãos em punho no meu colo. Babacas! Malditos sejam. —Jesus, — Jax respira quando Brody se senta novamente. —Pressão na NFL é sobre ser melhor, mais rápido, mais forte. Não apenas contra as outras equipes, mas a você próprio. Para mim, tinha algo a provar para todo mundo, menos para mim, e o problema era que eu estava disposto a fazer o que fosse preciso. Isso foi errado. Tudo o que posso fazer agora é pedir desculpas para aqueles que me procuravam e esperavam mais do que o que eu poderia dar. —O que você fará agora? Brody continua forte e calmo quando ele responde: —Eu não sei. Agora quero focar em ficar saudável e encontrar o que me faz feliz. —E quanto a Jordan? Sua esposa estrela de futebol começou a treinar na Austrália para o torneio da FIFA. Vocês se separaram? Sua esposa estava tomando drogas também? Os olhos de Brody ficam duros com raiva, sua primeira demonstração de emoção. —Como disse anteriormente,— ele morde para fora, —Eu agi sozinho. Aqueles mais próximos a mim não estavam envolvidos. Além disso, o tema da minha esposa não está à altura para discussão. Mais uma vez, obrigado pelo seu tempo. Com isso, ele se levanta e desaparece de vista, os repórteres gritando perguntas em sua esteira. Jax e eu sentamos lá em uma unidade silenciosa por vários momentos, os olhos presos na tela e meu coração batendo mais difícil do que uma britadeira. —Você sabia que ele ia se aposentar?— Eu finalmente resmungo. Pegando o controle remoto, Jax muda a televisão desligada, os cantos de sua boca voltada para baixo. Ele leva o seu tempo de responder, como se recuperando de seu próprio senso de choque. —Não. Uma pontada de mágoa me bate, logo abaixo do esterno. Ela cresce até que meu corpo treme com ele. Jax pega a minha mão. Toma-a na sua, ele enfia os dedos juntos, sua pele quente contra a minha fria. —Você está bem?


—Estou bem?— Como é que isso é mesmo uma pergunta? —Brody apenas se aposentou da NFL, e eu não tinha ideia que ele ia fazer isso, porque ele não está falando comigo. Ele está tomando decisões importantes da vida sem mim, e pelo que sei, são aquelas que não me incluem.— Minha voz se eleva, combinando com minha dor. Eu arrebato a minha mão livre e levanto. —Como é que qualquer parte disso que me deixa bem? Ele pega o copo de água da mesa ao lado da cama e o levanta. — Basta respirar profundamente um pouco e... —Eu não preciso respirar merda!— Eu grito irracionalmente. Eu pego o copo de água de sua mão e giro, arremessando-o na parede. Ele bate com o impacto, o envia cacos de vidro em todas as direções. —E não preciso de um maldito copo de água! —Whoa!— Jax levanta se aproximando de mim como se eu fosse um animal selvagem de domar. —Eu sei que estrelas do rock gostam de destruir seus quartos de hotel, mas atletas? Isso tem que ser novo. Eu trago a mão trêmula na minha testa, incapaz de lidar. Meus olhos se sentem crus e amargos quando encontra os dele. —Você tem que fazer uma piada de tudo? Fazendo uma pausa, Jax dá de ombros. —É como eu lido. —Merda.— Agachando no chão, limpo as lágrimas do meu rosto e fungo ruidosamente enquanto começo a pegar o maior dos estilhaços de vidro a partir do chão. Jax cai ao meu lado, arrancando um pouco do menor, os mais nítidos. —Sinto muito, — eu digo em voz baixa. —Ele está fazendo isso para proteger você, Jordan. Levanto-me e caminho até a pequena lixeira no canto da minha suíte. —Não preciso ser protegida. Deixando cair os pedaços esmagados de vidro dentro, volto para pegar mais, mas Jax tem mais deles. O resto vai precisar ser aspirado. Ele os dispensa no lixo. —É o que você faz para aqueles que você ama. —Exatamente. Então, por que não posso fazer isso por ele também? Droga seus padrões duplos.— Perseguindo o minibar, alcanço uma pequena garrafa de vodca. Desparafusando a tampa despejo metade em um copo do pequeno assento. Jax agarra a minha mão quando o vidro esta a meio caminho para os meus lábios. —O que você está fazendo?


—Eu estou tendo uma bebida, — eu respondo. Encolhendo livre, jogo o líquido na minha garganta. Meus olhos lacrimejam e engasgo com a queimadura. Jax levanta as sobrancelhas para mim. Eu aponto para ele com a mesma mão ainda segurando o copo vazio. —Eu ainda farei a conferência de imprensa amanhã. Se Brody pensou que falar primeiro ia me parar, ele estava errado. —Jordan... —Não mesmo,— eu agarro com raiva. Sua boca se fecha e franze a testa em frustração óbvia. —Certo. Bem, eu estou indo só para usar o banheiro e então vou deixá-la sozinha. Jax bate a porta atrás de si. Eu esvazio o resto da pequena garrafa no copo e engulo isso também. Quando fiz, me embaralho com minha bolsa, retiro um par de meias roxas de dormir e puxo-as para meus dedos frios. O vaso sanitário da descarga e depois ouço o som de Jax lavando as mãos, a porta se abre. Até lá estou abrigada na cama ao meu lado, luzes apagadas, coberta até meus ombros, e as notícias local noturnas passando na televisão. Por um breve momento, o quarto é inundado de luz até que ele desliga rapidamente o interruptor do banheiro, trazendo de volta o baixo brilho artificial da televisão. —Jax? Eu sinto-o antes de fazer uma pausa antes de vir em minha direção. Ele se agacha ao lado da cama, trazendo-nos para o nível dos olhos. —O que é, Killer? —Há quanto tempo você está aqui? —Dois dias. —Sério?— É uma viagem de ida e volta de trinta e quatro horas de voo por dia, e não é barato. —Você voou até aqui só para segurar minha mão por um fim de semana? — Jax concorda. —Eu fiz. E é sorte, porque você se parece com uma merda. Você não está dormindo ou comendo não é? —Estou tentando, mas isso não está funcionando. Estou tão cansada.— Meus olhos se enchem e os meu estômago gorgoleja, não gostando do álcool com o estômago vazio. —E sinto falta dele.


Eu me estico, escovando o cabelo da minha cara. Jax assume a tarefa, colocando os fios atrás da minha orelha com cuidado. Quando ele fez, seus olhos voltam aos meus. —Isso faz com que você tenha sorte. Você tem alguém em sua vida que vale a pena sentir falta. Quando Jax se tornou tão doce? Minha voz reduz a um sussurro. —Você vai fazer alguma menina muita sortuda um dia. Seu sorriso é mau. —Estou pensando em fazer um monte de meninas sortudas. —Obrigada. —Você seria se fosse o único que faz você feliz. Minha risada está cansada. —Obrigado por estar aqui comigo, Jax.— Movendo o braço por baixo da coberta, tomo sua mão na minha e dou-lhe um aperto. —Eu sou um amigo de merda agora e sinto muito, mas isso não significa que não aprecio uma boa quando ela está me olhando na cara.

—Você sabe o que eles vão lhe perguntar,— Técnico Riley diz enquanto caminhamos em direção a sala de conferê ncia, a nossa capitã e vice capitã seguindo atrás. —Sim, sei. —Precisamos discutir como você responderá. —Sei como você quer que eu responda,— eu respondo. Treinador pega meu braço, me forçando a fazer uma pausa. Eu olho para cima, minha mandíbula definida. —Elliott, entendo a sua situação, e querendo levantar-se para Brody é verdadeiramente admirável, mas você só vai ser sugada para dentro do circo. Isso só vai manchar sua reputação ainda mais. É isso o que você quer? —Não é sobre o que eu quero,— Eu assobio duramente. —É sobre fazer o que é certo.


—Ah inferno, Elliott.— Técnico Riley solta meu braço e esfrega a testa da mesma maneira que ele faz todas as vezes que a oposição obtém através da nossa defesa e pontua. Ele já tentou debater a minha posição sem sucesso. É tarde demais para os esforços de última hora. Estendo a mão para a porta da entrada privada e mantenho-a aberta. —Vamos apenas fazer isto. Treinador anda através em primeiro lugar, seguido pelos nossos capitães. Eu ando atrás, dando um passo para cima da plataforma e tendo um lugar na final da longa mesa. Nervoso agita e enche o meu estômago enquanto olho para a mídia. Eles estão impacientes, tendo sido mantidos à espera por mais de meia hora. Eu levanto o meu queixo, ignorando o flash das câmeras. Treinador Riley começa com uma breve declaração de abertura. Ele segue-a com detalhes da nossa formação, preparação, partidas de exibição, e calendário do torneio FIFA. Eu mal consegui ouvir uma palavra que ele fala até que ele abre a palavra para perguntas. Câmeras, microfones e olhos, tudo atiram em minha direção. Eu fortaleço, meu coração batendo. —Jordan, você pode nos dizer onde Brody Madden está? Ele está em seu caminho para a Austrália para estar com você? Eu me inclino para o microfone e dou a minha resposta de uma palavra. —Não. Treinador Riley concede um breve aceno de aprovação antes de uma outra questão ser gritada em meu caminho. —Você falou com Brody desde que ele anunciou sua aposentadoria da NFL? —Não, — eu respondo novamente. Meus companheiros de equipe relaxam ao meu lado quando não expando ainda mais. —Você e Brody ainda estão juntos? A sério? Um homem orgulhoso, forte foi forçado em seus joelhos com o público mostrando sua queda e eu deveria simplesmente abandoná-lo? É tudo o que posso fazer para manter os tremores de fúria da minha voz. — Sim, claro nós...


Meu treinador intervém. —Isso é irrelevante por que estamos aqui hoje. A mídia dá-lhe a sua atenção. —O quão vigoroso é o teste de drogas nas equipes australianas, Treinador Riley? Toda a equipe passando por triagem rigorosa? Jordan Elliott foi testada? Quero fechar meus olhos, porque eles estavam bem. Tive mensagens de ódio, mensagens cruéis, insultos de companheiros de equipe, e agora a mídia está se juntando. Eu levanto o meu queixo e estico meus ombros, e quando os meus olhos digitalizam a sala posam em meu irmão que está na parte de trás. Ele está encostado na parede ao lado de Jax. Ele balança a cabeça para mim, decepção tão acentuada em seus olhos Eu sinto a pontada por toda a sala. Olho por um breve segundo antes de mudar meu olhar. —O futebol é um esporte limpo,— Técnico retruca, as veias do pescoço pulsando com raiva. —Minhas meninas são atletas de elite que treinam duro e treinam direito. Se você começar a lançar calúnias sobre qualquer membro dessa equipe vou ter você jogado fora desta sala. Câmeras voltam para mim quando a pergunta seguinte é chamado para fora de algum lugar na parte de trás. —Jordan, você sabia Brody Madden estava tomando drogas? E você acha que sua multa e suspensão é justa, apesar de sua decisão de se aposentar? Os atletas profissionais estão no centro das atenções e deve ser a criação de um exemplo para a geração mais jovem. Parece-me que mais deve ser feito sobre o uso de drogas no esporte. Em vez disso, eles estão recebendo a punição mínima e arrastando para debaixo do tapete. A sala fica em silêncio, o único barulho vindo do clique de câmeras e o leve chiado do microfone. Eles querem uma resposta e estou preparada para dar a eles. Minha única esperança é que Brody esteja assistindo e possa ouvir as minhas palavras. Eu tomo uma respiração profunda e inclino para frente. —Não é sobre o que é justo. É sobre o que é preciso para ser o melhor, e toda a expectativa que vem com ele.— Eu olho em frente para meu treinador. Ele fecha os olhos por um segundo, resignado.


—Leva tudo que você tem. Pessoas te colocam aqui, — eu digo, segurando a minha mão para o alto. —Mas estar lá em cima é difícil, e é solitário. E se você cair é um longo caminho para baixo e ninguém está esperando no fundo para pegar você.— Minha voz falha e tenho que parar por um momento. Jax me dá um silencioso polegar para cima da parte de trás da sala, incentivando-me a continuar. —A pressão para viver lá é imensa. Tão grande que às vezes as pessoas fazem o que for preciso para não curvar por baixo, ou Deus me livre, quebrar. E se o fizerem, é só porque eles eram humanos. As pessoas cometem erros. Todos os dias. Isso não significa que eles não são fortes o suficiente, ou não dão o suficiente. Isso significa que eles deram muito e eles tentaram muito duro. Isso significa que eles merecem perdão daqueles que estavam esperando muito, e daqueles que deveriam estar lá apoiando-os quando isso ficou muito difícil. —Por favor, ouça o que eu estou dizendo a você, Brody. Eu não estou brava. Estou de coração partido. Preciso que você perdoe-me por não estar lá quando você precisava de mim. Os meios de comunicação se reagrupam e um repórter da frente me chama a atenção. —Jordan, como você se sente sobre ser selecionada para a equipe? Eu quebro em um sorriso deslumbrante com sua pergunta. Mais flashes enchem a sala. —Estou animada e sou grata por estar aqui agora, de fazer parte da equipe de futebol australiana, e ser selecionada para algo tão grande—, eu respondo. —E quando for lá e der o meu melhor, não vou fazer isso apenas para mim ou meu país, vou estar fazendo isso por Brody também, porque ele ainda é uma boa pessoa, e talvez ele não seja a melhor em seus olhos mais, mas ele ainda é aos meus.— Meus olhos se enchem de lágrimas e isso é bom. Eu não me importo se eles veem. —Ele ainda é o melhor nos meus.

Meu telefone toca mais tarde naquela noite, me acordando de um sono exausto. O treinamento naquele dia foi longo e áspero, e estava tão feliz de voltar para o hotel, para ter Jaxon lá para rir e brincar comigo, e fingir por apenas uma noite que estava tudo bem.


Eu chego para o telefone da mesa de cabeceira e respondo sem verificar a tela, a minha voz rouca de sono. —Olá? —Jordan. Eu ouço o tremor na voz de Brody. Meu punho aperta no telefone. Eu disparo em uma posição sentada, acordo em um único instante. —Brody? Ele suga uma respiração afiada como se me ouvindo falar o nome dele doesse. —Sim. Sou eu. —Seu imbecil!— Grito. —Você sabe o que eu passei? Você só levantou e se foi. Você me deixou! E o que, tenho que falar com a mídia para você entrar em contato? Foda-se, Brody— Eu assobio. —Se você está telefonando só porque você está chateado pelo que eu disse, então você pode simplesmente desligar agora.— Meu peito está batendo com raiva. —Na verdade, vou fazer isso por você. Eu aperto o botão vermelho, terminando a chamada, e quando sento lá no escuro, minha respiração dura e meu corpo tremendo, o pânico começa a agarrar seu caminho até minha garganta. O que acabei de fazer? Com dedos trêmulos, vou para minha lista de chamadas recentes para bater em rediscar, mas o número listado é desconhecido. Não posso telefonar para ele de volta. Antes que possa gritar minha frustração, ele toca na minha mão. Selvagem com alívio, pressiono o botão verde e coloco o telefone no meu ouvido. —Brody? Desculpe-me. Eu sinto muito. Eu não estava pensando. Eu apenas... —Pare. Por favor. Eu pressiono meus lábios. O silêncio reina por um longo momento antes de Brody falar novamente. —Eu assisti a sua conferência de imprensa. —Sim? Eu assisti a sua também. Ele bufa. É seguido por outro período de silêncio. —Foi...— Brody silencia antes de tentar mais uma vez. —Eu não merecia o que você disse, mas foi bonito. —Eu quis dizer cada palavra.


—Eu sei que você fez baby. Eu sei.— Como ele entendeu o que eu estava dizendo alivia o peso pesado dos meus ombros. Eu caio para trás contra meus travesseiros, e quando Brody fala novamente sua voz é pesarosa. —Eu deveria saber. —Saber o que? —Você parecia tão calma lá em cima. Tão forte. Você não os deixou mexer com você. Nem um único bocado. Achei que indo embora iria protegê-la. Sei que não o fez. Mas você nunca precisou de mim pra isso. —O que você está dizendo?— Será que ele acha que não preciso dele? O pensamento desencadeia um arrepio de medo. Eu puxo as cobertas, cavando seu calor. —Você acha que não preciso de você? Porque preciso. É tão escuro e frio sem você. Brody ri. —Isso é porque acaba de passar da meia-noite, na Austrália, e é inverno, certo? —Sério? Você vai... —Vai o quê? — Brody pergunta. —Nada.— Eu decido perguntar-lhe diretamente. —Nós terminamos? É por isso que você está ligando, para me dizer que nós nos separamos de novo? —Deus, não!— Ele explode. —Jordan, bebê, estou ligando porque há algo que preciso pedir pra você. —O que? Outra longa pausa segue antes de falar, sua voz baixa e macia. — Espere por mim. Eu fecho meus olhos. —Esperar por você? Eu sussurro. —Eu sei que decepcionei você, mas estou tentando fazer isso direito. Estou recebendo ajuda. Eu estou fazendo tudo o que posso para consertar a bagunça que fiz, mas percebi que só posso fazer muito sem você. Jordan... Todos nós precisamos daquela pessoa que nos vê. Aquele que nos enfrenta de frente e nos diz como é. Precisamos de uma pessoa que não tem medo de entrar em nossa cara e gritar de volta. Uma pessoa que não vai nunca hesitar em ligar pra você em sua merda porque te ama. Uma pessoa que vai estar lá para você não importa o que. Você é essa pessoa.— Ele desenha uma respiração instável. Isso é difícil para ele. Eu posso ouvi-lo. E isso me quebra e me cola de volta junta, tudo ao mesmo tempo, porque acredito nele. Eu acredito nele. —Você é essa pessoa para mim, Jordan. Meu jogo final. Então sim, estou pedindo que você espere por mim. Você pode fazer isso?


—Eu vou esperar por você, Brody Abraham Madden.— Eu engulo o caroço grosso preso na minha garganta sabendo que a espera vai doer. — Eu vou esperar o tempo que você precisar.


CINCO ANOS DEPOIS… HOUSTON, TEXAS O alarme dispara com um berro estridente. É manhã já? Pelo amor de Deus, apenas acabei de ir dormir. Eu mudo minha cabeça uma fração sobre o travesseiro e ela começa a bater como um tambor. Um gemido patético deixa minha garganta. Não estou nem mesmo de ressaca, estou apenas cansada. —Faça o alarme parar,— murmuro. Um braço pesado alcança por cima de mim. Ele é seguido pelo som de um tapa alto e um estrondo. Os gritos param. Reina a paz. Eu gemo meus agradecimentos. —Eu te amo tanto, — eu digo ao meu travesseiro celeste enquanto enterro minha cabeça debaixo dele. —Claro que sim, — meu travesseiro responde com uma voz masculina profunda.


Interessante. Eu desloco a almofada macia com meu nariz e encontro uma axila, o cabelo abaixo dela faz cócegas minha pele. Eu amasso meu nariz enquanto rolo para minhas costas e um braço me segue, fixando-se em todo meu peito. A mão quente calejada anexada ao final dele e dá em meu seio um aperto experimental sobre minha regata justa. —A questão é,— a voz vem de novo, —apenas quanto? Apesar da minha determinação obstinada para obter mais dez minutos, meu mamilo me trai, endurecendo com o toque. Um polegar escova sobre ele e o gemido satisfeito de macho excitado atinge meus ouvidos. Calor começa a latejar constante entre as minhas coxas. —Papai! É a vez de Brody choramingar. Sua mão se desloca para baixo para se estabelecer em minha caixa torácica com relutância. —Finja que está dormindo, — ele murmura para mim. —Estou dormindo, — é a minha resposta abafada quando pego o meu travesseiro real e o enfio sobre o meu rosto. —Papai!— O grito está chegando mais perto, bem como o som de tamborilar de pezinhos infantis por toda a espessura do piso de madeira e em nosso quarto. —É dia de jogo! Nós permanecemos ambos insistentemente parados. Brody empurra ao meu lado, e sei que é Hadley que o está empurrando. Ela é a mais exigente de nossas duas meninas. —Acorde!— ela grita. Eu engulo a risada quando ele desiste sem lutar. Minha cama afunda ao meu lado enquanto ele se desloca para cima num cotovelo. —Eu estou acordado, docinho. —Eu não sou docinho. Sou Haddie. —Você é minha doce Hadley. —Não sou doce. Doce é para as meninas. Eu balanço minha cabeça. Tio Nicky está atingindo seu ouvido. —Você é uma menina, — ele argumenta. Outro grito vem de perto da porta do quarto.


—Avery, não jogue- — Brody começa quando estou levantando minha cabeça de debaixo do travesseiro, exatamente no momento certo de uma bola de futebol bater ao lado do meu rosto...isso. —Dia de jogo! Grita Avery. O alarme começa a berrar de novo quando caio de costas na cama, segurando uma mão na minha bochecha. Ótimo. Isso vai inchar e deixar um hematoma, e vou parecer uma bunda para o grande dia de Brody. —Querida, você está bem? Abro os olhos por meras fendas, encontrando o meu marido que paira acima de mim com preocupação franzindo a testa. —Tudo bem, — murmuro quando ele atravessa por cima de mim para desligar o alarme uma segunda vez. Estou acostumada com isso. É apenas outra manhã na casa Madden. Caótico. Louco. Desgastante. Isso é o que acontece quando você acaba com gêmeos. Elas têm três anos de idade, e Avery ainda não dorme durante a noite. Por que é que ela acorda em todas as horas gritando por mim (ninguém mais serve), mas é o pai dela que ela procura durante o dia? É injusto que ele recebe um belo ininterrupto sono, acorda completamente restaurado enquanto pareço com um morto-vivo. Tudo que quero é uma noite de ininterrupta benção e quando há uma possibilidade de uma brilha no horizonte, Brody leva vantagem. As mãos dele e língua são muito qualificadas para ignorar, por mais que tentasse. Em um momento ele me deixa quente e incomodada e de repente estou toda, —quem precisa dormir de qualquer maneira? —Desculpe mamãe. Eu viro minha cabeça. Avery está de pé ao meu lado da cama, seus cachos um emaranhado e sua arma agora enfiada debaixo do braço. —Sem jogar bola em casa— Eu instruí pela milionésima vez. —Quem te deu essa de qualquer maneira?— Eu pergunto minha bochecha latejante. —Onde está a sua bola de futebol? Haddie salta em cima da cama, meio pousando em seu pai. Um — oomphf— alto lhe escapa. —Papai chutou por cima do muro dos fundos, — ela me informa. Minha testa arqueia e meus lábios beliscam quando me viro para olhar para ele. —Oh ele fez, não é?


—Mas eu não deveria lhe dizer isso. Brody dá de ombros, os olhos arregalados com inocência fingida enquanto Avery sobe na cama ao lado de Hadley. —Eu não tive a intenção. Não posso ajudá-la se posso chutar uma bola de futebol mais longe do que você. —É mesmo?— Eu olho dele para as meninas. Elas não são idênticas, e por isso sou pateticamente grata. O cabelo de Hadley é longo e suave como o meu, a cor um mel rico. O cabelo de Avery é um loiro branco caótico. Ambas as meninas têm olhos castanhos de seu pai e também sua profunda afinidade para o futebol. Após ter gêmeas, assinei um novo contrato com o Houston Dash e enquanto Brody as leva para assistir meus jogos em casa, é o campo de futebol que as deixa animadas e pulando em seus assentos. —Bem, seu pai estava me contando noite passada que ele estava indo lhes fazer panquecas de banana no café da manhã! Ambas batem palmas e guincham enquanto meu marido geme. Isso faz nossos dois mini dachshunds37 latir de algum lugar lá embaixo. Eu ouço o tic-tac de suas garras no chão, e sei que eles estão lutando para as escadas. Eles sabem que estamos acordados agora e isso significa comida. —Vou fazer uma para você também — diz Brody em retaliação quando fujo da cama. Ele sabe bem demais que banana quente é o único alimento que faz meu estômago embrulhar. Estou vomitando no próprio pensamento antes mesmo que saia da cama. —Você apenas tente isso, amigo, e você estará usando-as em seu rosto.— E com essa adorável ameaça, escapo da balburdia para a santidade de nosso banheiro, fechando a porta, no momento em que Thor e Jon Snow correm para dentro, esperança em seus olhos e caudas rodando como lâminas de helicóptero. Eu dou um fundo e agradável suspiro e inclino-me sobre a pia, inspecionando meu rosto no espelho. O lado direito está inchado e vermelho. Fantástico. Hoje vai ser grande. Depois de apenas dez segundos de paz a porta se abre, injetando caos no pequeno santuário. Na verdade, acho que eu poderia chorar.

Dachshund ou teckel é uma raça de cães oriunda da Alemanha. Esta raça está inserida em grupo próprio da FCI devido a sua grande variedade de tamanho e pelagem: standard, miniatura e kaninchen; pelo longo, liso e duro. 37


—Por favor,— eu choramingo, o som abafado pelas garotas gritando e cães latindo. —Mamãe!— Avery grita, porque, aparentemente, devo ser dura de ouvir. —Papai disse que podíamos usar os nossos vestidos de bailarina no futebol! Eu aperto a borda da pia, tentando encontrar meu lugar feliz. Isso se mostra ilusão. —Não, vocês não podem vesti-los para o futebol. Hadley intervém. —Mas papai disse... — —Que poderia, Avery termina. Brody avança por trás das meninas, absorvendo cada polegada do espaço com sua ampla estrutura. —Eu não disse isso. —Oh? O que você disse?— Eu pergunto, olhando para ele pelo seu reflexo no espelho. Os cantos dos lábios curvam-se. —Eu disse a elas para perguntarlhe. Meus olhos se estreitam. —Você não podia simplesmente dizer não? Ele faz a expressão de dor sentimental. —E quebrar seus pequenos corações doces? —Mamãe!— Hadley bate o pé e frustração me faz ranger os dentes. Por que sempre tenho que ser o cara mau? —Eu quero usar... Eu dou as duas meninas um olhar firme. —Não. Histeria começa. Brody afasta todos para fora do banheiro. —Os desenhos animados estão na televisão. Vão para o andar de baixo e vou descer em um minuto para fazer suas panquecas. Apaziguadas por um momento, elas saem, suas conversas e os latidos dos cães vão enfraquecendo lentamente. Deixo escapar um profundo suspiro e olho novamente para Brody através do espelho. Ele dá um passo atrás de mim, braços deslizam em volta da minha cintura e as mãos apoiadas na parte baixa da minha barriga, onde um pequeno inchaço está rebentando. Ele o esfrega carinhosamente enquanto deixa cair um beijo no meu ombro. —Como o nosso rapaz está indo aí? —Você não sabe se é um menino. Estou apenas de 12 semanas.


—É um menino.— Seus lábios tocam o meu ombro novamente, levantando os olhos para me olhar no espelho enquanto ele trilha beijos em direção ao meu pescoço. Inclino minha cabeça, dando-lhe acesso sem pensar duas vezes. —Deus não seria tão cruel para me deixar sozinho em uma casa cheia de estrogênio. —É por isso que Thor e Jon Snow estão aqui. As mãos de Brody sobem a partir de minha barriga, vagando por cima da minha caixa torácica até que ele está colocando em meus seios. Eles cresceram um tamanho maior após o nascimento das gêmeas e demais para o meu deleite não encolheram novamente. Eu tenho decote. — Mas nós nunca ganhamos nada. Nós somos otários para vocês meninas com seus cabelos bonitos e olhos astutos. Eu me viro, engolindo o repentino nó na minha garganta. Brody agarra meus quadris com suas mãos grandes, me puxando em direção a ele, até nossos quadris pressionarem juntos. —E sou um otário para você. A emoção nos meus olhos faz o seu próprio amolecer em resposta. — Você não está feliz que você esperou por mim todos aqueles anos atrás? Eu mordo meu lábio, a dor distante submergindo como sempre faz quando penso em como ele quase morreu. Os meses seguintes foram os melhores da minha carreira, e alguns dos piores da minha vida. O circo da mídia eventualmente desapareceu, a próxima história tentadora esperando ao virar da esquina. Nossa equipe ganhou a Copa do Mundo da FIFA, e ganhei um novo tipo de atenção. Fox Sports fez uma grande reportagem sobre mim, de onde eu vim e onde acabei, me retratando como algum tipo de sobrevivente. Isso não só me fez encolher, como de alguma forma me tornou a queridinha do futebol profissional. Entrevistas, campos de futebol e patrocinadores tomaram todo o meu tempo. Onde quer que eu fosse, estava assinando bolas de futebol e camisetas. Foi surreal e demorado, e me enterrei nisso. Nós não recebemos o pagamento nem perto do que jogadores de futebol masculinos, portanto, aproveitar todas as oportunidades era uma prioridade.


Tornei-me o rosto de Chapstick bálsamo labial e Nike roupas esportivas. Meu rosto estava em todos os lugares, e quando comecei o meu contrato como uma atacante de Houston Dash, eles me acolheram de braços abertos. Mas fiz tudo sozinha. Brody teve seu próprio inferno para lidar, me empurrando para fora dele. É algo que ainda estou lutando para superar. Meu marido se recuperou, eventualmente, inclinando-se sobre mim por apoio. Ele construiu uma vida comigo ao lado dele. Nós criamos uma família. Nós modelamos um futuro que é mais brilhante do que qualquer estrela que brilha descendo do céu noturno. O preço que paguei por isso foi alto, mas nossa recompensa é incomparável. Brody provou a si mesmo que valeu a pena tudo isso. Nunca estive mais orgulhosa, mais feliz, nem mais apaixonada por este homem do que estou agora. Meus olhos começam a nadar, borrando Brody na minha frente. —Não, — diz ele. —Você esperou quando não tinha o direito de pedir isso de você. Suas mãos seguram meu rosto, polegares limpando as lágrimas quando elas transbordam pelo meu rosto. —E quando você voltou para Houston, você não apenas trouxe a si mesma, você trouxe tudo, porque você e as meninas, este pequeno cara...— Ele esfrega meu pequeno inchaço, olhando para ele antes de olhar nos meus olhos —... Inferno até mesmo os malditos cães, você é todo meu mundo. —Você é o nosso também, Brody. Ele abaixa a cabeça, seus lábios se juntam aos meus. Eles demoram docemente, mas o calor segue em breve. Minha boca se abre debaixo dele e nossas línguas emaranham. —Panquecas, papai!— Hadley grita subindo as escadas. Brody termina o beijo e chama de volta, pressionando sua testa contra a minha com um profundo grunhido de frustração. Não posso impedir a risada. —É melhor você ir. Seu mundo precisa de você. Brody me vira e bate na minha bunda antes de lhe dar uma apalpada amorosa. —Hoje à noite, — ele jura quando me inclino dentro do chuveiro, batendo nas torneiras.


Dirijo-me, puxando lentamente minha blusa para cima e sobre a cabeça, deixo-a cair no chão de azulejos. Deixa-me de pé em nada além de um simples par de calcinha rosa quente. Suas narinas se abrem. —Você não joga limpo. —Eu não, — eu respondo, sorrindo enquanto amontoo todo o meu cabelo em um nó no topo da minha cabeça —mas se você não pode lidar com o jogo, então inferno saia do campo. Brody corre o olhar para baixo o comprimento de mim antes de passar rapidamente de volta para cima, seus olhos intensos e quentes. —Nunca.

Eu desço correndo as escadas até a cozinha, a imagem de uma Jordan seminua ainda gravada em minha visão. Eu amo minhas duas meninas, mas elas seriamente precisam trabalhar seu timing. Preciso foder minha esposa. Logo, digo a mim mesmo. Não estava fazendo promessas vazias quando lhe disse esta noite. Meu cunhado está chegando para suas quatro semanas de férias anuais esta tarde e com jetlag ou não, ele está cuidando das irmãs gêmeas. Nicky não vai se importar. Ele adora as meninas. Elas o tem envolvido em torno de seus pequenos dedos. Eu, não muito. Nosso relacionamento tem percorrido um caminho longo e pedregoso, especialmente depois do inferno pelo qual fiz sua irmã passar, mas a chegada de Hadley e Avery o conquistou. Nós somos uma unidade familiar sólida agora, e Jordan nunca foi mais feliz. Claro que gosto de pensar que eu tive muito a ver com isso. Fazê-la feliz é minha prioridade número um, e sei que Nicky vê.


Normalmente, suas visitas encontram-nos no deck dos fundos com cervejas na mão, equipando a grelha enquanto discutimos sobre os méritos de futebol americano contra o futebol, mas não esta noite. Estou espantando minha esposa para uma noite surpresa na cidade em um hotel elegante. Jantar, uma performance de cabaré, e depois eu, e que Deus me ajude se ela roncar durante o show como ela fez a última vez que organizei uma noite fora, vou chorar como a porra de um bebê. Thor e Jon Snow embaralham-se quando atinjo o degrau e a luta é para ver quem chega em mim primeiro. Jon Snow ganha e ele delicia as costas das minhas panturrilhas com pequenas lambidas enquanto faço o meu caminho para o cozinha. —Papai!— Hadley grita da sala de estar. —Eu quero lascas de chocolate na minha! —Eu também!— Grita Avery. —Ok, — eu falo de volta, disposto a dar-lhes o que elas quiserem para que se calem, mesmo por um minuto. Eu faço um rápido desvio pelas portas francesas que conduzem para o deck dos fundos. Os cães giram em círculos enquanto derramo comida em suas tigelas. Jordan ensinou-os a perseguir sua cauda para um deleite. Agora, cada momento em que chega algo para comer eles orbitam um ao outro até que tenha certeza que eles vão desmaiar. Quando chego à cozinha uma batida vem à porta. É sério? É sábado de manhã, e cedo. —Eu vou atender, — Hadley grita, emoção em sua voz. Qualquer visitante é um bom visitante em seus olhos, e se ela começa a mostrar-lhes sua coleção de princesa pônei, torna-os um ótimo visitante. —Você não vai atender a essa porta, Haddie,— eu respondo de volta severamente enquanto desvio ela fora da passagem. Ela resmunga, mas caminha de volta para Avery, estabelecendo-se no chão, mas mantendo os olhos firmemente fixos na porta. Torcendo a maçaneta, balanço a porta aberta. Annabelle está de pé na varanda da frente, armando-se e pronta para bater de novo. Por cima do ombro vejo minha mãe manobrando para ir embora, sem se preocupar em parar e dizer olá.


Meus pais se separaram não muito tempo depois que deixei o hospital. Mamãe e Annabelle mudaram-se para Houston por insistência da minha irmãzinha. Liam (não o chamo de meu pai mais) mudou-se para uma casa maior com uma mulher mais jovem, sua carreira política subindo apesar do escândalo de drogas ultrapassando a notícia por semanas. Não falo com ele. Eu mal falo com a minha mãe. Durante minhas sessões de aconselhamento com Doug, ouvi que o perdão é a chave para avançar com a minha vida, mas é um estiramento. Ao menos posso entender por que eles são do jeito que são. Eu não sou filho de Liam. Casado com a minha mãe, ele ficou preso em me criar, e ele o fez da mesma maneira que seu pai o criou – com palavras duras, um temperamento violento, e desaprovação constante. Sei que minha mãe o amou uma vez. Ela me contou anos atrás, após muitas taças de vinho. Mas seu casamento ficou em segundo lugar na sua carreira e ao longo do tempo moldou a minha mãe para a mulher fria, amarga que ela é hoje. Eu aprendi algo com eles de qualquer forma. Aprendi como é importante me definir, em vez de deixar que outras pessoas me definam. Eu aprendi que ninguém é perfeito. Aprendi a encontrar a força para escolher me levantar do chão quando eu cair, e abraçar o meu próprio futuro em toda a sua incerteza. Aprendi como é importante criar minhas meninas com a aceitação. Eu quero que elas tenham sucesso em qualquer escolha que elas façam, mas também quero que elas falhem e aprendam a superar isso. Quero que elas sintam-se livres para ser elas mesmas, e ignorar aqueles que não as aceitem pelo que são. Em nossa casa há risos e alegria, lágrimas e birras, mas acima de tudo há amor. Nossa vidas é perfeitamente imperfeita, assim como deveria ser. —Tia Moo Moo!— Grita Hadley. Ambas as meninas lutam fora do chão e correm para a porta. Minha irmã é imediatamente cercada por gritos pouco indemnizados. Ela se agacha e as abraça perto. —Pegue-me— demanda Hadley. —Eu primeiro, — afirma Avery.


Eu sorrio para baixo, para Annabelle. —Elas são todas suas,— eu digo a ela e faço uma fuga rápida para a cozinha, indo direto para o café. Finalmente, minha irmã desembaraça-se, e depois de visitar seus quartos e dispensar tapinhas amorosos para Thor e Jon Snow, ela se instala em um assento no balcão de café da manhã para assistir-me virar panquecas. —O que você está fazendo aqui?— Eu pergunto, derramando massa fresca na panela. —É o seu grande jogo hoje. Como se eu fosse perder isso. Pontadas nervosas enchem o meu estômago. —É apenas um jogo de futebol. —Não é apenas um jogo de futebol, — ela argumenta quando olho por baixo da panqueca para ver o escurecimento agradável. —Este é o começo de um novo patamar em sua carreira. Todo mundo está vindo a assistir. Eu mal posso esperar. Depois de virar, eu olho para cima, minha mandíbula definida. — Quem é todo mundo? Como se minhas palavras fossem um catalisador, outra batida vem à porta. As gêmeas iniciam seus gritos excitados e os cães correm de seu local preguiçoso no sol para a entrada da frente. De alguma forma uma bola é jogada e quebra a lâmpada no canto. Avery começa a chorar. E tudo antes de eu mesmo deixar a cozinha. A porta da frente abre, trazendo Eddie, Jaxon, e Carter dentro. —O que diabos está acontecendo? Meu olhar se desloca para as escadas e luxúria me dá um soco no estômago. Jordan está pronta e seu olhar está observando o caos em que momentos antes havia paz. Jeans skinny envolvem em torno de suas pernas longas, e uma blusa preta - que é inteiramente demasiadamente decotada então ela terá que mudar mostra o decote que ela está tão orgulhosa. Ondas despenteadas derramam sobre os ombros e a porcaria escura em torno dos olhos faz com que o azul neles queimem mais brilhante. Minha esposa é foda de quente. —Venha aqui,— eu ordeno. Mas Avery já está correndo para ela, seu pequeno braço embrulha ao redor das pernas de sua mamãe, as mesmas que quero envolvendo em torno de mim agora. —Mamãe, Haddie roubou minha bola de futebol!


—Eu não!— Hadley grita, correndo para os meus amigos e dizendolhes tudo sobre as panquecas de banana que ela está tendo para café da manhã. Ela então me joga embaixo do ônibus, dizendo-lhes que estou adicionando raspas de chocolate. Não perco o estreitamento dos olhos de Jordan, mas Eddie me salva, inclinando-se para beijá-la na bochecha. Então ele se abaixa e pega Avery, alcançando-a. —O que está acontecendo, coisas doces?— Ele pergunta a ela, colocando-a em seu quadril. Ele escava a bola de futebol com a mão livre e arrebata as gêmeas para fora juntamente com Annabelle. Enquanto isso assisto Jaxon e Carter se revezarem em beijar minha esposa. —Vocês já terminaram aí?— Eu rosno. —Não realmente.— Jaxon agarra Jordan pelos quadris, puxando-a em direção a ele com um sorriso. Ela solta um gritinho quando ele a mergulha. Suas mãos agarram a camisa dele, agarrando-se para que ela não caia. —Ouvi que banana estava no cardápio do café esta manhã?— ele diz, com um sorriso em seu rosto quando ele olha para ela. Jordan cai na gargalhada, mas não entendo a piada. Aponto minha espátula para meu primo. —Deixe minha esposa em paz. O que vocês estão fazendo aqui? — Carter me dá um tapa na parte de trás, alcançando a frente de mim para agarrar um punhado de lascas de chocolate da tigela sobre o balcão. —Soube que havia um grande jogo hoje. Meu olhar se desloca para a Jordan. —Você disse a todos? —Eu fiz.— Ela caminha até a cozinha, onde termino de lançar a última panqueca. Tem um pouco de preto em torno das bordas então estabeleço essa de lado para Jaxon. Jordan segura meu queixo, virando meu rosto para o dela. —Porque estou orgulhosa de você,— diz ela, —e quero que o mundo inteiro saiba. Meus lábios pressionam juntos. —A mídia vai descer, não é? —Eles vão, e eles estão indo ver como você está feliz, e como você é bom no que faz. Sua equipe vai chutar o traseiro Brody, e todos nós queremos estar lá torcendo por você.


Eu dou a Jordan um rápido beijo nos lábios. Minha esposa é minha maior campeã. Ela sempre foi. —O que eu faria sem você?— eu sussurro baixinho. As gêmeas começam a gritar do lado de fora. Nós dois estremecemos. Jordan segue-o com uma risada. —Provavelmente viver uma vida longa e pacífica. —A paz é para pessoas de idade. Vou aceitar o caos. Hadley corre para dentro. ���Mamãe! Eddie chutou a bola por cima do muro dos fundos. —Bom.— Jordan sorri. —Acontece que sei que há uma bola de futebol na casa da piscina. Vá pegar isso. Outra batida vem na porta quando Hadley corre de volta para fora. Jordan vai atender quando Eddie vem de volta para dentro para obter uma bebida, deixando-me falar com os meus amigos sobre suas escapadas bêbadas ontem à noite, Eddie inclusive. Ele se vira na geladeira onde ele está agarrando garrafas de água, seu rosto queima vermelho como uma máquina quando ele deixa escapar: —Eu conheci alguém.. —Quem?— Pergunto, querendo saber quem é que conseguiu capturar o coração sentimental grudento do maior linebacker do Wranglers. Jordan retorna, trazendo Leah e Hayden com ela antes de obter uma resposta. —Senhor Crosby,— eu digo, sacudindo a mão. Leah anda em torno dela e leva os meus ombros, me dando um beijo rápido na bochecha. —Senhora Crosby— acrescento. —Deixe-me adivinhar, você estão ambos aqui para o grande jogo. As sobrancelhas de Leah voam para cima. —Há um jogo? —Não amole— Jordan interrompe. Sua amiga sempre foi difícil para mim. Não tanto mais, mas isso não me incomoda. Jordan não poderia ter escolhido uma melhor amiga se ela tentasse. Ela e Jaxon mal saíram do lado da Jordan durante a Copa do Mundo. Assisti todos os jogos na televisão e estava lá para a final, cercado por um monte de gritos australianos orgulhosos quando ela chutou a gol que garantiu a vitória. Eu queria ir com ela, então, estar lá para ela da mesma forma que ela sempre esteve para mim, mas não podia me mover.


Meus pés presos ao chão e me engasguei, lutando com o medo que tinha deixado muito tempo, e era muito tarde. No final, foi Jordan que me encontrou. Eu estava à margem do campo de futebol em Houston. A grama foi recém-cortada e as linhas de jarda pintadas em um rico e brilhante branco. Uma brisa soprou baixo, despenteando meu cabelo. Da bancada atrás de mim, peguei meu boné de beisebol e puxei para baixo na minha cabeça, protegendo meu rosto do brilhante sol da tarde. Jordan chamou meu nome, em seguida, a voz rouca enviando arrepios se enrolando em minha espinha. Era uma voz que eu sonhava em ouvir cada noite, deixando-me acordado e pensando se era um som que já ouvi mais uma vez. Eu me virei e lá estava ela. Todos os anseios que tinha empurrado para baixo por meses vieram correndo para a superfície, deixando-me com falta de ar. A poucos passos curtos e eu poderia ter tocado, mas meus pés ainda não se moviam. Eu segurei seus olhos em vez disso, enraizado no chão enquanto enfrentei o meu maior medo, perdê-la. —Jordan. Um sorriso se formou em seus lábios. Ele era hesitante e pequeno, mas havia uma esperança nele, e amor, e eu sabia que tudo ia ficar bem. Um belo senso de calma propagou através de meu corpo onde só havia um pânico cego apenas momentos antes. —Brody?— Jordan toma conta do meu bíceps, trazendo-me de volta ao presente. —Está tudo bem? Eu concordo. —Eu estou bem. Paige, velha companheira da faculdade da Jordan, entra na sala atrás de Hayden e Leah e de repente o rosto de Eddie queima mais brilhante. Eu tenho a minha resposta. É uma que gosto. Sorrindo, carrego três grandes pilhas de panquecas e agito todos para fora no sol da manhã onde os assentos ao ar livre podem acomodar todos nós. Após o café da manhã e um jogo improvisado de futebol no quintal, deixo-os para o jogo. Eles vão seguir mais tarde.


Quando a noite cai, os furacões do Houston reúnem-se no vestiário, a tensão espessa no ar. É o primeiro jogo da temporada e é sempre o maior. Ele define o tom para cada jogo que segue. Ele envia uma mensagem para os fãs, para a mídia e para cada equipe adversária, que este é quem nós somos e é assim que nós jogamos. Eu piso dentro da sala, a minha segunda casa. —O treinador está na casa!— Diz Dawson Assistente Técnico em voz alta, afiado. Os meninos estabelecem-se em silêncio quando passo na frente deles. —Tome um joelho— eu lhes digo. Todos eles descem para o chão e levantam a cabeça, olhando para mim, esperando por mim para conferir alguma mágica sabedoria que irá ajudá-los a ganhar o jogo. Por três anos treinei a liga infantil e adorei. Eu tinha o melhor dos dois mundos. Lá foi onde encontrei minha própria primeira paixão. Quando o jogo significou nada mais, além da alegria que trouxe ao meu coração. Sem pressão, apenas um campo de verde e uma bola a correr sobre a linha. Mas eu era bom em treinar - muito bom - e fui caçado. Agora estou aqui, treinador principal da equipe de futebol da escola, os furacões de Houston. Sendo oferecida a posição gerou controversas opiniões em todo o estado do Texas. A maioria deles convencidos de que não merecia isso, que era a decisão errada, e que a equipe novata de que estava encarregado que sofreria por isso. Diante dos meninos, observando suas expressões de determinação, sei que eu não estou aqui para provar que todas aquelas pessoas estão erradas. Estou aqui porque quero que esses meninos aprendam com alguém que sabe a pressão que os espera no futebol da faculdade e além. Não há ninguém mais qualificado do que eu para prepará-los para o que está por vir. Abro a boca e entrego as melhores palavras que posso. —Hoje é o seu jogo. Não deixe que ninguém que está em pé ou a mídia distraía, — Eu os instruí, preocupado com a reação pública por ser seu treinador. —Ouça o que eu digo a você, corra as jogadas que eu pedir, e tenha alguma diversão lá fora, porra!


Felicitações irrompem, e Dawson grita para eles para se estabelecer. —Só mais uma coisa, — acrescento. Eles acalmam e retornam seu foco em mim. —Não é o seu adversário lá fora no campo que está contra você esta noite. É você mesmo. Você é sua maior concorrência. Como você pode derrotar a si mesmo? Crendo. Acreditando em sua equipe, — eu digo aos meninos, meus olhos pastando sobre cada um deles. —Acredite porque você está aqui, acredite no que você faz, e acredite em si mesmo, porque quando você faz, todos ao seu redor vão começar a acreditar em você também.— Eu bato palmas e grito: — Vamos! Os meninos chegam aos seus pés, turbulentos e acesos. Eles correm para fora do túnel, e sigo atrás, boné estabelecido para frente e orgulho no meu coração. Dirijo-me, meus olhos procurando Jordan nas bancadas. Ela está de pé na primeira fila, Avery e Hadley na frente dela, Nicky e nossos amigos ao seu lado. Eu pressiono o meu indicador e o dedo médio para os meus lábios e, em seguida, mantenho-os para o alto. Ela retorna o gesto, um sorriso espalhando largo no rosto. Mesmo de tão longe vejo a emoção queimar em seus olhos. Ela ecoa a minha própria. Isso forma a imagem que fica espirrada na primeira página dos jornais na manhã seguinte depois de tomarmos uma vitória sólida contra Texas City. Eu roço o artigo quando estou no balcão da cozinha, o sorriso no meu rosto, café na minha mão, e minhas meninas causando caos em volta de mim. Minha vida não é mais meu passado, é meu presente e meu futuro, e agora mesmo? É malditamente muito bom.

FIM

Quer ficar por dentro dos lançamentos? Siga nosso blog e visite nossa Fanpage no Facebook!