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Tradução efetivada por:


Sapphire Eu perdi minha família, minha casa e qualquer segurança que vinha deles. Agora vivo em um apartamento de baixa qualidade com minha companheira de quarto. Trabalhar em dois empregos não era o que tinha sonhado para meu futuro. No entanto, eu deveria saber, meus pais já tinham me avisado: Sonhos e ilusões não têm vez no mundo real. Apesar da minha vida ferrada, eu ainda me sentia segura, até que ele apareceu, e me quebrou, tirando toda a paz que eu tinha. Sociopata Violência contra aqueles que tinham me injustiçado é minha única salvação. Tenho sede de vingança. E nada me traz mais prazer do que a dor e o sofrimento que eu inflijo em minhas vítimas. Até que eu a conheci. Ela se tornou minha obsessão. Sapphire. Minha Sapphire. Se eu fosse um homem melhor, eu a teria deixado sozinha e nunca a teria trago para minha vida. Mas eu sou um monstro. E monstros não têm coração.


CONTINUE CORRENDO. Esse é o único pensamento em minha mente, então eu faço. Meus pés descalços queimam ao tocar o asfalto quente, mas eu não me importo. Com tudo em mim, com toda a grama de energia que ainda me resta, eu corro e corro até a exaustão, ate não ter mais forças. Meu corpo sucumbe e caio de joelhos no chão áspero enquanto respiro pesadamente, tentando controlar a batida descontrolada do meu coração. Ouço-o se aproximar; ele estava atrás de mim. "Sapphire." Sua voz repugnante suaviza quando ele diz meu nome. "Venha comigo." Minha mão se muda para o meu abdômen onde esta meu amado bebe, protegendo-o, e uma determinação como nunca antes me atinge quando me levanto. "Boa menina. Agora vamos. Precisamos sair daqui. "


Ele tinha arruinado muitas vidas. Eu não permitiria que ele tocasse no meu filho ou continuasse vivo. Virando-me, eu aponto a arma da minha mão mirando-o e ele congela. "Largue a arma." Minhas mãos tremem quando todas as memórias dolorosas voam pela minha mente. Como ele pôde fazer isso? Como ainda poderia estar vivo depois de ter tirado tantas vidas? E o mais importante, como ele pode pensar que eu iria com ele por vontade própria depois de ter matado o homem que eu amava? Nunca. "Adeus," sussurro quando puxo o gatilho. Com um gemido gutural de dor, ele cai de joelhos. Estende a mão sobre peito e olha diretamente para mim com ódio em seus olhos. Em seguida, ele cai no chão, morto. Minhas mãos caem sob meus lados. Lágrimas deslizam copiosamente pelo meu rosto, mas não por causa dele, não. O bastardo não merece. Minhas lágrimas são por todo o mal que ele tinha feito. Os sons de sirenes ao fundo chegam aos meus ouvidos, me tirando fora do meu topor, e depois de um segundo, ou uma hora, talvez mais, um homem baixinho toca o meu braço, me cobre com um cobertor e me ajuda a entrar na ambulância. "Não se preocupe, querida. Tudo vai ficar bem ", um dos paramédicos diz, apertando suavemente minha mão de modo tranquilizador enquanto eu olho entorpecida para o teto da


ambulância. Meus lábios estão secos e saudosos. A última coisa que consigo me lembrar antes de ter desmaiado foi dos lábios do homem que amo me beijando, e agora eu nunca o teria novamente. Tudo acabou. Uma dor lancinante atravessa meu peito, e me permito chorar deixando a tristeza me consumir.


Cinco semanas antes Nova york, 2011

SOCIOPATA O homem na cadeira esta preso à parede com várias cordas sobre o peito. Ele grita de dor enquanto eu aprecio a deliciosa tortura que minhas mãos infligem a ele. É realmente uma obra de arte fazer um homem sofrer tanto de dor a ponto de agonizar, mas só isso não é o suficiente para mata-los. Não, precisa-se de muito mais: tem que se dominar a presa. E tenho praticado esse oficio religiosamente por muitos anos. Aprendi tudo o que ha sobre tortura e mortes dolorosas.


Facas, armas, correntes, fios. Nada esta fora dos limites para mim. Amo esta sensação de poder e conhecimento de que posso jogar com a minha vítima por dias, e às vezes, se estiver de bomhumor, ate por semanas. Quando finalmente tenho o bastante, o que sempre acontece, eu mato os desgraçados rapidamente. Eles me irritam com toda a sua lamentação e choro. A parte mais chata de todo esse processo é a eliminação dos corpos, não que sobre muita coisa para contar historia, mas as partes que sobram às vezes esquartejo e enterro, e cubro qualquer digital de modo que nunca iram desconfiar que sou o autor desses crimes. Porra, ate a ideia de alguém suspeitar de mim parece ridícula. Eu sou a pessoa que envia condolências às esposas e famílias enlutadas (se tiverem alguma) e que participa ativamente das buscas policiais. As pessoas são muito ingênuas às vezes. Elas não têm ideia de que as aparências podem ser enganosas. O que elas pensam que é bom, pode ser escuro. O que supõem que seja escuro pode acabar por ser a única salvação da humanidade. ". ...M-ISSERI-CORDIA" --- O filho da puta esta engasgado com seu próprio sangue; sua voz é quase um sussurro, e seus olhos estão arregalados de medo. Isso me faz rir. "NUNCA." estou segurando uma faca, pequena, mas afiada, enquanto gravo pequenos padrões em suas costas, que me rendem outro grito de dor. Sinto com desgosto o cheiro familiar de urina que enche o ar. Quantas vezes esse maldito cara


continuaria urinando nas calças? Ajusto melhor meu nariz na mascara que cobre meu rosto, e continuo a escrever com a faca nomes nas costas do infeliz, assim ele saberia por que diabos esta sofrendo tanto. Você provavelmente esta pensando que eu sou um monstro. Bem, você não esta errado. Amo torturar e causar dor, mas só quando eu sou o único a infringir. Aqui eu sou a testemunha, o juiz e o carrasco tudo de uma só vez. Porem, sei melhor do que ninguém como é estar do outro lado: Desamparado. Com medo. Faminto. Negligenciado. E com dor. Uma dor excruciante do caralho. Ninguém nasce um monstro. Eu não era um... Foi ele quem me fez ser o que sou hoje, e só agora percebo que estou feliz por isso. E sabe o porquê da minha felicidade?? Porque agora sob o codinome de Sociopata dou cabo em homens como ele, fazendo-os sofrer ate morte. Eles nunca conseguem uma morte fácil de mim. Os faço sofrer por toda a merda que eles são culpados. É divertido e bem merecido. Misericórdia??? Não passa de um conceito engraçado para mim.


Nunca terei misericórdia por qualquer um neste mundo, e muito menos por pessoas que são tão monstros quanto eu. A vida não foi generosa comigo. Eu não sou generoso. Ninguém sabe o que faço; ninguém sabe o meu nome. Eles só conhecem um apelido. SOCIOPATA. E aqueles que recebem um e-mail com esse nome sabem imediatamente que seu fim esta próximo. Faz parte do meu “trabalho” observar minhas “vitimas” durante semanas e depois que recebem meu e-mail elas ficam cautelosas, inquietas, e com medo a cada passo que dão pela rua. Ficam com medo porque sabem que vão sofrer em minhas mãos. A vida é muito foda. E Cheia de surpresas. E eu nunca gostei de surpresas. As mulheres eram descartáveis para mim, as usava somente quando precisava de algo. Nunca quis tocá-las, não queria que elas me tocassem. Porra, odiava qualquer contato físico com elas por mais tempo do que fosse necessário. Nunca lhes permite tocar meu pau, ou qualquer outra parte do meu corpo. Eu tive que aprender a agradá-las, para que elas não tentassem qualquer movimento estúpido. O sexo era uma tarefa árdua, uma arma inevitável para usar quando fosse necessária alguma informação, ou para ter acesso a vitima. Nada mais, nada menos que isso. Até que eu a conheci.


Conhecê-la mudou algo dentro de mim, e meu controle foi testado. Ela era um alvo, assim como todos os outros. Um toque dela, e ela se tornou meu tudo. Ao invés de ser repelido por ela, eu ansiava tocá-la, e tê-la se contorcendo debaixo de mim. Minha cabeça esta cheia de imagens de nossos corpos cobertos de suor quando ela esteve espalhada deliciosamente nua sobre o colchão do meu calabouço, seu corpo coberto das marcas das minhas mordidas possessivas. Nunca quis machucá-la, e sim ser dono dela. Marcá-la como minha para que mundo inteiro soubesse que só eu posso toca-la. Ela é tão quente e bonita, tem os olhos mais azuis que eu já vi; é como olhar para o céu azul claro. Sapphire. Minha Sapphire. Se eu fosse um homem melhor, eu a teria deixado sozinha e nunca a teria trago para minha vida. Mas eu sou um monstro. E monstros não têm coração.


O evento esta me entediando absurdamente, como sempre. Eu quase rolo meus olhos quando meus pais se beijam para garantir aos patrocinadores a continuarem investindo na empresa da nossa pequena “família perfeita”. Essa grande festa de máscaras não estaria acontecendo se a mídia não tivesse exposto o escandaloso caso extraconjugal do meu pai com sua assistente.. Ele e minha mãe ate participaram de uma coletiva de imprensa para convencer o público de que as palavras da ex-empregada eram apenas uma tentativa de vingança para tentar acobertar o roubo da mesma na empresa. Para provar que todos estavam errados sobre a traição, durante toda a noite papai ficou colado à mamãe e ouviu cada palavra que ela dizia. Como ela conseguia viver assim? Nunca entendi por que ainda continuava casada com meu pai por tantos anos. Ele sempre a enganou, e ela nunca fez nada a respeito, só chorava sozinha deitada na cama com uma garrafa de uísque nas mãos, então... depois, ele lhe dava uma caixa de joias e ela agia como se seus problemas tivessem desaparecido como em um passe de magica. Balanço a cabeça ante esse pensamento e saio para o terraço, que dava para o nosso belo jardim. Se eu ficar mais um minuto neste maldito lugar sufocarei até a morte. Meu rosto esta doendo por causa de todos os sorrisos falsos que tive que dar durante a noite para meus pais ficarem felizes e continuarem a pagar minha faculdade. Depois de assistir por tantos anos o sofrimento da minha mãe, me recusei a jogar seu jogo estúpido de família perfeita, mas desta vez, foi necessário. Papai me ameaçou, e eu não tive outra escolha senão obedecê-lo. Minha faculdade é a única coisa que pode me levar para longe dessa bagunça. Isso não quer dizer que


eles são pais terríveis pais ou que me tratam mal, não...eles simplesmente desprezam qualquer tipo de rebeldia. A minha infância foi cercada por festas, brinquedos caros, babás e pais ausentes. Nunca tive amor ou calor nesta casa. Na verdade, sempre me questionei por que eles sequer quiseram ter um filho. Certa vez, quando minha mãe estava muito bêbada, ela me confessou que só engravidou porque meu pai precisava de uma família "completa"; de outra forma, ele teria parecido egoísta aos olhos da sociedade. A parte mais triste disso tudo foi que eu nem sequer chorei ao saber que eu não era amada. Como sentiria tristeza por ter pais frios, quando nunca soube como é ter pais amorosos? Assim, embora meus pais tenham me obrigado a estar aqui hoje, na maioria das vezes eles nem se importam com o que eu faço. Inalo profundamente o cheiro celestial das rosas misturadas com o cheiro do gramado fresco, enquanto admiro a vista para além do terraço. O jardim é um amplo espaço verde, composto por grama perfeitamente cortada e várias grandes árvores de carvalho (algumas delas tem mais de cem anos de idade). Olho para as rosas de diferentes cores que rodeiam alguns bancos, arcos e caminhos de concreto. A lua cheia deixa a vista hipnotizante. Minha mente voa daqui imaginando um local de terras mágicas e aventuras selvagens, onde há amor, amizade, e irmandade de alma entre as pessoas. O jardim é uma fonte constante que alimenta minhas inspirações e devaneios. Escrevo varias historias de romance no papel, mas ainda não tive coragem que publicá-las online. Meu professor me disse várias vezes que era um crime manter minha escrita criativa só para mim.


Durante a nossa última aula, ele ameaçou deixar de ser o orientador do meu tcc se eu não mostrar-lhe uma versão eBook da minha história mais recente. O pensamento me faz rir, e ecoa na noite silenciosa. "Linda." Atordoada, minha cabeça se move para a direita na direção de onde tinha vindo à voz do estranho escondido entre as árvores. "Olá?" franzo as sobrancelhas enquanto espero que ele se mova para fora das sombras, então poderei ver melhor. Olhar para ele. Quem diabos podera ser? Quase ninguém sabe sobre este pavilhão escondido da casa, uma das razões pelas quais decidi me esconder aqui. O estranho caminha ate a luz brilhante da lua e meu coração para uma batida. Ele é alto, uns 1,80m suponho. Seus ombros largos e fortes se encaixam perfeitamente na camisa apertada que veste, e embora tenha um corpo malhado, não é demasiado forte e sim definido em todos os lugares certos. Seu cabelo preto esta penteado para trás da cabeça. Usa uma máscara que deixa metade do seu rosto coberto, deixando apenas seus belos olhos cor de âmbar olhando para mim e seus lábios carnudos que parecem implorar para serem beijados. A energia em torno dele faz meu estômago vibrar, e algo dentro de mim anseia ser dele. Teria finalmente encontrado uma pessoa no mundo que poderia ser minha para amar?


Merda, de onde diabos esse pensamento veio? As duas taças de champanhe que tomei antes da festa para acalmar meus nervos tinha sido claramente um erro. O mais importante agora é descobrir: quem ele é? Eu nunca o vi antes. Dou um passo para trás e levanto as sobrancelhas. "Sinto muito. Eu não quis assustá-la.” Sua voz é rouca e profunda como a mais rara música. Em meus vinte e dois anos, eu nunca reagi assim a nenhum homem. "Estou surpresa em ver alguém aqui; isso é tudo. " Ele estende a mão para mim. Sem pensar, dou a minha mão a ele, e os seus lábios pressionam suavemente na minha pele no mais leve dos beijos. Com apenas esse toque ínfimo, sinto excitação correr profundamente através de mim, tornando-se difícil de conter um gemido. Quando seus olhos se levantam para os meus, algo brilha através deles, mas foi rápido e impossível de pegar o significado. Por um segundo, nenhum de nos dois fala nada. O ar entre nós esta eletrificado. Lambo meus lábios, e finalmente pergunto: "Quem é você?" Sua boca se espalha em um sorriso sinistro “Não é esse o ponto de um baile de máscaras? Não precisar dizer sua identidade a alguém? " Eu balanço a cabeça enquanto tento engolir minha decepção.


Não crie expectativas com o estranho Sapphire! Não seja tão estupida, uma voz na minha mente me repreende. "Provavelmente." Minha resposta rouca o faz apertar minha mão com mais força, e então ele a solta. "O que uma mulher bonita como você está fazendo aqui fora sozinha?" Sua mudança abrupta de assunto parece tão, tão errada, como se estivesse representando um personagem. Seu comportamento muda e ele me da um sorriso arrogante. "Estou apenas entediada." Minhas bochechas aquecem com o seu elogio, e, pela primeira vez, fico grata por minha mãe ter me convencido a usar este vestido cor ouro, que abraça minhas curvas como uma segunda pele. O vestido feito de seda é longo, terminando aos meus pés. A parte de trás tem uma fenda discreta, e realça o meu corpo cheio de curvas chamando atenção para os meus seios. Quando o experimentei pela primeira vez, e vi que ele mostrava muita pele fiquei com raiva e me recusei a usá-lo. Mas, aparentemente, meu pai tem alguns planos importantes para mim, já que ele argumentou que era imprescindível que eu usasse esse vestido. Neste exato momento, porém, nada me traz mais prazer do que saber que o estranho me acha atraente. Ele sorri, em seguida, senta-se ao meu lado no banco. Um pequeno suspiro escapa-me quando sua coxa roça no meu quadril. No entanto, ele não demonstra nenhuma indicação de que tenha visto minha felicidade por tê-lo tão próximo. "Sim, a festa esta um pouco chata."


Ele ainda não tinha me dito seu nome. "Então você é um amigo da família?" Ele balança a cabeça negando. "Apenas um sócio. Uma das pessoas das quais seu pai precisa convencer de que não dormiu com a assistente. " Minha boca se abre de espanto enquanto meus olhos se arregalam com suas palavras. "Você sabe quem sou?" O que aconteceu com o papo de que os bailes de mascaras servem para manter o anonimato? E como pode reconhecer-me se eu não tenho nenhuma maldita ideia de quem ele seja? "Difícil não reconhecer esses olhos azuis, Sapphire." Choque corre através de mim ao ouvir meu nome sendo dito por sua boca sexy. Ele diz meu nome, como se estivesse degustando o chocolate mais doce do mundo e não quisesse que terminasse. Não tinha ideia de que era possível alguém fazer o som de um nome soar tão delicioso. Mas de repente sou tomada pelo aborrecimento. "Então você sabe o meu nome, mas eu não posso saber o seu?" Ele congela e depois assente. "Exatamente. Você não quer me conhecer, querida. " Dobro meus braços sobre meu corpo, e olho para ele. "Você está me irritando."


Sua risada enche o ar, fazendo borboletas vibrarem no meu estômago. Sério, quem é esse cara que havia me transformado em uma fêmea faminta? "Entendo-te. Só não quero estragar a fantasia. " Ante meu olhar confuso, ele continua " Você acaba de encontrar um estranho no jardim e gostou dele, do mistério. " Esse cara é inacreditável. "Entendo. Você é algum especialista em fantasias femininas ou algo assim? " Uma onde de ciúme bate-me ao pensar nele com outras mulheres. Seu rosto endurece. "Sim, eu sou, baby." É bom saber que estou lidando com um jogador, um mulherengo experiente. Talvez isso explique o porquê do meu corpo e minha mente sentirem tonturas ao seu redor. "Bom para você." De repente, sua mão esta na minha nuca, aproximando minha cabeça do rosto dele, e nossos rostos estão há apenas algumas polegadas de distancia. Um suspiro de surpresa escapa dos meus lábios. "Elas não importam para mim." Ainda chocada com sua beleza e atitude, fico admirando as maçãs salientes do seu rosto. Sinto o cheiro de seu perfume caro juntamente com o seu cheiro viril de homem. "Só você importa", ele sussurra, seu polegar tocando suavemente meu lábio inferior. Minha mão sobe para tocar sua bochecha, mas ele me para, colocando-a apertada contra sua mão.


"Não", ele diz, e então lentamente inclina-se com os lábios cada vez mais próximos dos meus, fecho os olhos esperando e ansiando pelo beijo que ele esta prestes a me dar. Mas de repente a voz áspera do meu pai tira-me da minha neblina de prazer, arruinando o momento entre nos dois. "Sapphire!" estremeço e olho para baixo, mas não antes de notar a raiva que enche os olhos cor de âmbar do estranho misterioso. "Volte para dentro agora. Benjamin está aqui com a família, e Erik quer falar com você. " Minhas mãos se apertam e bílis sobe na minha garganta com o pensamento de ter que ver Erik novamente. Temos a mesma idade e crescemos juntos. O considerava um grande amigo até que ele começou a me tocar inadequadamente e não parava, não importava quantas vezes pedisse. Desde que minha família o ama, a maneira mais fácil de lidar com ele foi ignorá-lo, o que tenho feito pelo último ano. Limpo a garganta, e respondo com uma voz firme, "Já estou indo". Então me levanto e estou prestes a dizer adeus ao delicioso estranho quando ele pega minha mão e me para. Meus olhos encontram os seus e um arrepio percorre-me ao ouvir as palavras dele. "Este não é o fim." Uma vez que balanço a cabeça, ele me solta e eu rapidamente faço meu caminho para dentro, colocando um sorriso falso no rosto de novo.


Sapphire "Pare de chorar. Você vai estragar sua maquiagem ", Sophie ladra para mim, e eu reviro os olhos, apesar das lágrimas continuarem deslizando lentamente pelo meu rosto. "Quem se importa Soph? O fim não foi nada bonito. " Ela tira um lenço de papel da bolsa e da para mim. Tento assuar o nariz nele o mais silenciosamente possível. "É clichê. E não posso acreditar que você me fez vê-lo. Eu odeio filmes de romance. " É verdade. Sophie prefere filmes de terror e já havia me arrastado com ela um par de vezes para assisti-los, o que tinha me rendido muitos pesadelos terríveis depois. Arrepios percorrem meu corpo quando me lembro de algumas cenas assustadoras desses filmes.


As luzes se acendem, as pessoas se levantam para sair do cinema, e Sophie exala um suspiro alto de alívio. "Finalmente." Shophie diz quando se levanta, seus saltos altos reverberam suavemente no chão quando ela se encaminha para a saída, e alguns homens se inclinam admirando a curva de seu traseiro. Não que isso fosse algo fora do normal. Sophie é muito bonita estilo modelo da Victoria Secrets. Ela tem pernas longas, um corpo em forma, e cabelos negros ondulados que caem pelas suas costas em ondas espessas. E seus vívidos olhos verdeesmeralda destacam-se sob sua pele bronzeada. Ela nunca teve problema para atrair os de homens. Eu costumava sentir ciúmes dela, especialmente quando estávamos crescendo e descobri que os homens não gostam de mulheres cheias de curvas, mas combati esse sentimento horrível rapidamente. Eu não sou uma cadela, e sentir ciúmes da melhor amiga é atitude de uma cadela. Não que eu tenha uma aparência horrenda ou nada do tipo, mas os homens que conheci não costumavam me achar tão atraente. Sou baixinha, tenho cerca de 1.62m e um corpo ampulheta, e, para tentar alongar um pouco minhas pernas normalmente uso saias longas e vestidos. Uso tanto vestidos, que às vezes as pessoas brincam que eu deveria ter nascido na década de 1950, mas nunca achei graça em tais comentários. Tenho seios fartos, cintura estreita, quadris largos e pernas grossas. Meus cabelos são volumosos e longos. Já tentei pinta-los uma vez, mas a cabeleireira tinha me dito que a química "arruinaria" a beleza natural dos fios. Disse também que eu tinha uma cor de cabelo rara entre o castanho mel e o preto, aparentemente milhões de mulheres queriam ter tal tonalidade, mas é muito difícil de alcançar. Meus olhos são azuis cristalinos.


Meus pais me deram inicialmente o nome de Caitlyn, mas devido à cor dos meus olhos decidiram alterar para Saphire, mantendo meu primeiro nome original como o do meio. Não que alguém tenha visto meus olhos de qualquer maneira, uma vez que eles estão cobertos por um óculos de armação preta. Costumava usar lentes de contato, mas elas são muito caras, e, ultimamente, não eu não tenho nenhum dinheiro sobrando. Sophie chega na saída do cinema, observando-me com impaciência. Eu sempre levo uma eternidade para descer as escadas depois do filme, porque ela prefere sentar-se na última fileira, e eu tenho um problema de descer correndo as escadas de salto alto. "Sério, Sapphire, como é que você ainda não sabe como fazê-lo mais rápido? Não é como se você nunca tivesse usado salto alto. " "Porque é difícil para algumas pessoas, e no trabalho eu uso o elevador. Usei salto alto hoje por necessidade, caso contrário, pareço uma anã. " Ela queria que eu exibisse minhas curvas voluptuosas e baixa estatura estando ao lado dela que é magra e alta por natureza? Não mesmo. Ao menos o problema da altura é remediável com os saltos, ainda que fosse difícil se locomover com eles. "Comece a treinar nas escadarias do seu trabalho." "Engraçadinha" murmuro, e nós finalmente saímos do shopping. Tomo uma respiração profunda de ar fresco quando chegamos na rua. É sexta-feira à noite no meio do verão, e o tempo esta


magnífico. Estranhamente, hoje Nova York não esta tão caótica como de costume. Eu amo essa cidade, a magia dela, e a felicidade que me proporciona. Algumas pessoas queixam-se de que é perigosa e muito lotada, mas isso só me faz encolher os ombros. Se não gostam daqui, deveriam se mudar e não falar mal. Isso é rude, eu sei disso. Mas é a verdade. Por alguma razão, ultimamente minha mente esta inquieta, como se algo estivesse prestes a acontecer. Também tenho uma constante sensação de estar sendo observada que não deixa meu intestino. Arrepios desconfortáveis atravessam minha pele da nuca ao pescoço. Coloco minha mão na cintura ao redor do cinto sob meu vestido azul solto. O cinto ajuda a enfatizar o meu corpo e não fazê-lo parecer como uma grande massa de seios. Estou usando uma bolsa vermelha, que acrescenta um toque de cor ao meu vestuário. Sexta-feira é único dia de folga que eu tenho de um dos meus serviços. E não quero ir para casa tão cedo, então me viro para encarar minha amiga. "Para onde vamos agora?" Sophie afasta o cabelo do rosto, pega seu telefone e empurra-o na frente dos meus olhos, como se já estivesse preparada para a minha pergunta. "Quero experimentar este novo lugar. É O CLUBE; todos só falam bem ".


O Club é realmente bonito, a julgar pelas imagens que ela me mostra, e considerando o bairro, é provavelmente muito caro. "Parece caro, você sabe." Sophie revira os olhos e levanta uma sobrancelha. "Serio? Isso nunca nos importou antes. " "Sim, mas antes, nós tínhamos dinheiro. Caso você não tenha notado, nos ficamos pobres desde o ano passado. " Ela estremece com minhas palavras, e então seus olhos começam a lacrimejar. Seu que estou ferrada, porque Sophie usa lágrimas como sua arma final. "Por favor, Sapphire, você sabe o quanto eu preciso disso após o ano de merda que tivemos. Foi terrível. Vivemos em um despejo. Nossos pais não querem ter nada a ver com a gente, e o mas importante ... talvez Logan esteja lá ", ela sussurra, e eu gemo interiormente. Logan é um idiota e uma velha paixão dela. Nada consegue manter Sophie longe dele. No passado ele tinha sido um músico lendário e membro de uma banda famosa de rock, mas ele foi expulso por beber demasiado e usar drogas pesadas. Logan nunca foi fiel a Sophie, nunca deu a mínima para ela, e sempre a deixava de fora da sua vida. Verdade seja dita, ele provavelmente nunca sequer consideroulhe qualquer coisa além de uma foda casual. Ela foi capaz de segui-lo quando fazíamos parte da elite, porém essa já não é mais a nossa realidade. Não estou com a menor vontade de ir em busca do bastardo, mas é melhor concordar


com o plano. De uma forma ou de outra, ela ira encontrá-lo, e eu prefero estar por perto para manter um olho nela. "Tudo bem." Sophie grita e me abraça apertado. Ela acena com a mão e chama um táxi. "Vamos" murmuro sob minha respiração quando entramos no veiculo. Sentada lá dentro, oro para que esta noite não acabe caoticamente. Sempre que estou em um veículo, gosto de olhar pela janela e admirar a vista da cidade, mas como disse anteriormente, esta noite estou me sentindo extremamente inquieta. A bela vista de Nova York em toda a sua glória noturna não faz nada para me acalmar ou me colocar em um estado melhor. Sophie esta retocando a maquiagem, certificando-se de que seus lábios brilhem com o batom, enquanto suas bochechas estão coradas graças ao blush. Vinte minutos depois, paramos em frente a um edifício grande e elegante, com uma longa fila na entrada. Claramente, qualquer que fosse o local, deveria ser muito bom pela quantidade de pessoas que queriam entrar. "São vinte dólares", diz o taxista, e Sophie vira a cabeça para mim enquanto abre a porta. "Sapphire, você tem isso, certo?" Ela morde o lábio, preocupada, com seus olhos arregalados me olhando fixamente em mendicância. Com um suspiro, eu balanço a cabeça, abro minha


bolsa, e dou o dinheiro ao taxista. Saímos e, como sempre, ela pega minha mão e sorri de felicidade. "Babe, eu sei que você provavelmente está cansada de pagar tudo o tempo todo, mas prometo que quando eu arranjar um emprego vou te recompensar. Poderíamos até mesmo mudar para outro lugar. " Essa é a coisa sobre Sophie. Ela sonha com um monte de coisas, mas raramente faz algo para alcançá-las. Quando o desastre com nossos pais ocorreu, nenhuma de nós estava preparada para o caos que se sucedeu. Sophie foi forte e quis lutar contra isso, mas eu a parei. Ela não tem ideia completa do que nossos pais fazem, e da merda em que estão metidos, e o quão perigoso é. Fiquei apenas feliz porque conseguimos sair dessa confusão vivas. Na época eu tinha algum dinheiro guardado de minhas economias e, graças a Deus, consegui continuar na faculdade. Fui capaz de conseguir um emprego como bibliotecária na universidade, que não paga muito, mas pelo menos me permite pagar nossas despesas e comprar comida para nós. Sophie esta tentando conseguir alguns trabalhos como modelo, mas até agora não recebeu proposta de nenhuma agencia, e eu duvido que receba. Ela é bonita, mas já esta muito velha para fazer uma carreira. Provavelmente, ninguém a quer também devido a sua reputação como menina de partido politico, que ela ganhou na nossa "antiga" vida, como nós gostávamos de chamar. Ela nunca tentou fazer uma faculdade; assim na maior parte do tempo, ela se senta sem fazer nada lá em casa ou nos faz perder o dinheiro que ganho, como agora.


Sophie tem sido minha melhor amiga desde o ensino médio, mas para ser honesta, já estou começando a ficar cansada de ter que arcar com todas as despesas da casa e ainda ter que aguentar seus caprichos. "Sophie, talvez você possa trabalhar como garçonete em um restaurante que conheço. Ouvi dizer que as gorjetas de la são boas, e você sabe melhor do que ninguém que precisamos de dinheiro. " Ela bufa e tira uma mecha de cabelo do rosto para me enfrentar uma vez mais. "Sapphire, eu sou não garçonete. Não sei como fazê-lo, e muito menos quero aprender. " Ultimamente ela gosta de usar muito esse argumento, e isso me deixa louca. Nos fins de semana, eu trabalho como garçonete/bartender em um bar local, e Sophie pensa que ser garçonete é humilhante, algo muito abaixo dela. Qualquer trabalho é digno, desde se trabalhe duro e se ganhe o dinheiro honestamente. Como poderia algum trabalho ser inferior a ela? Eu não consigo encontrar qualquer lógica em suas palavras. "Então é melhor você encontrar algo apropriado em breve, porque eu não vou ficar te sustentando para sempre." Dou-lhe um olhar de aviso, mas ela me abraça e ri como se eu tivesse acabado de fazer uma piada. No entanto, desta vez, eu não estou brincando. A fila para entrar no local é imensa, e consiste principalmente de jovens. Faço meu caminho para o fim da linha, temendo todo o tempo que gastarei em pé aqui. Verdade seja dita, meu corpo esta exausto depois do dia inteiro trabalhando. A única coisa que


eu quero agora é me enroscar no sofá com um bom livro em mãos e, por apenas algumas horas, me desligar da realidade. Tinha imaginado fazer um passeio pelo Central Park depois de assistir o filme, nunca em vir a um clube. De repente, Sophie agarra meu braço e me arrasta para o início da fila, onde paramos em frente a um segurança que nos da um olhar de desprezo. O cara é enorme; seu braço parece ser exatamente do mesmo tamanho da minha coxa. Realmente ele é assustador. "Votem para o fim da linha", ele rosna. "Vamos, bonito. Você não vai deixar duas meninas bonitas como nós esperando, neh? " Sophie lança o mais lindo sorriso em seu caminho e se inclina um pouco para que ele possa dar uma boa olhada em seu decote. Ele ignora completamente as insinuações de Sophie e aponta com a mão para o fim da fila novamente. "Vamos!", Ela começa a queixar-se de novo, e ele move-se ligeiramente mais perto de nós, com o rosto mascarado em uma carranca brava e olhos estreitos. "Se você causar mais problemas senhorita, me certificarei de que nunca coloque os pês aqui novamente." Sua voz é baixa, mas a ameaça é alta o suficiente. Sophie ergue o queixo e coloca as mãos nos quadris, e eu gemo interiormente. Ela esta em seu modo “encrenqueira”, e isso nunca acaba bem para mim. "Escute, seu idiota" ela começa, mas eu não a deixo terminar. Que diabos tinha dado nela? Era só ela pensar que ia ver Logan para perder a maldita razão.


"Sophie, vamos embora." Agarro o braço dela e peço desculpas ao segurança "Sinto muito por isso. Nós não queremos causar nenhum problema. " Seus olhos se suavizam um pouco quando eles pousam em mim, e ele esta prestes a me dizer algo, quando uma voz áspera, rouca e sexy, o corta. Meu batimento cardíaco dispara no meu peito. Merda, aquela voz. "Lance, deixe-as entrar." O segurança fica tenso, então se afasta para que o homem com a mais bela e perigosa voz que já ouvi, passe por ele. "Oh, meu DEUS", Sophie murmura, e eu não posso discordar em nada de suas palavras. Ela esta certa. O macho na nossa frente é sem sombra de duvida um dos homens mais bonitos que já vi, e eu já tinha visto muitos homens deslumbrantes, mas nada como ele. Ele é perfeito. Lindo. E perigoso. Ele tem cabelo castanho-mel, que brilham como se fossem a melhor seda. Seus belos olhos cor de âmbar são cobertos por cílios longos, grossos. Que fariam qualquer garota ter inveja. Ele é bem alto, tem ombros largos e corpo musculoso. Não excessivamente forte mais todo definido. Ele esta vestindo uma calça jeans preta, que abraça perfeitamente suas coxas longas, e


usa uma camisa polo preta, que quase o faz parecer um anjo. E tem nos lábios um meio sorriso. Parece um Anjo da Morte, desde que veste roupas escuras e exala perigo por todos os poros. Mas não deixa de ser um anjo da morte excessivamente quente. Sophie solta meu braço e caminha até ele, e sinto meu sangue ferver dentro de mim. Minhas mãos apertam em punhos, e cada célula do meu corpo quer empurrá-la para longe dele. A ideia dele com ela faz meu estomago apertar, o que é louco e ridículo, porque eu tinha acabado de conhecer esse cara. A única vez que eu senti algo semelhante foi quando estava no jardim da minha casa com o estranho misterioso....e..... A sensação de reconhecimento me atinge como uma tonelada de tijolos. "Ei linda." Ele da um passo para frente, ignorando Sophie, que estreita os olhos em aborrecimento. Ele chega tão perto que posso sentir sua respiração contra meus lábios. Estou tão hipnotizada por ele, que eu não conseguiria olhar para longe, mesmo que tentasse. Ele pega meu queixo em seus dedos e levanta, seu toque suave queima minha pele. "Linda", ele sussurra, mas então seu olhar endurece com algo pecaminoso e intenso, o que me faz quase gemer, então eu rapidamente fecho meus olhos para me proteger da intensidade dos seus. Aqueles olhos.


Eu teria os reconhecido em qualquer lugar. Esses olhos cor de âmbar tem perseguido meus sonhos por meses. Sinto um leve bufada de vento no meu rosto, e quando abro os olhos, ele tinha ido embora como da outra vez. Sentimentos de um ano atrás me batem duro, quase me derrubando de joelhos pela intensidade. Meu peito doi, como se estivesse sendo rasgado e sou impotente ante o ataque de memórias que atravessam minha mente. Lembrando-me da noite que toda minha vida foi arruinada, e do momento perfeito que tive a meia-noite com aquele estranho. Agora ele acaba de me abandonar mais uma vez, e sinto como se tivesse acabado de experimentar uma grande perda, e doi, doi muito. Dói profundamente. Sinto as mãos de Sophie, balançando meu braço. "NOSSA Sapphire! Eu pensei que ele ia beijá-la. Vamos! Podemos entrar agora! ", Ela grita, me agarrando, e nos levando para dentro, mas ela faz questão de parar na frente do segurança. "Seu idiota, você devia ter me escutado antes ", diz ela. O segurança faz uma careta e tenta mover-se em sua direção, mas é parado por outro segurança que esta ao lado dele. Juro que não consigo entender como Sophie pode ser tão imatura às vezes. "Não, Lance, você ouviu o chefe." Essas palavras o param, mas a raiva ainda esta lá.


Chefe. Meu misterioso estranho é dono de um clube. Combina com ele. Uma vez que entramos no club, e pela segunda vez nesta noite, meu queixo cai. No passado tinha vivido no Upper East Side como a herdeira de uma das empresas mais rentáveis de New York e estive cercada por todos os tipos de coisas luxuosas, mas este lugar é simplesmente magnífico, e conseguiu surpreender até mesmo a mim. O papel de parede do lugar é revestido por ouro, enquanto o piso é feito de uma pedra preta brilhante. Dançarinas se movem com graça no palco, provavelmente despertando todos os homens das proximidades; garçonetes usam shorts provocantes, espartilhos pretos e meias calças pretas com saltos altíssimos. A luz ambiente é fraca, e o ar esta estranhamente doce. Lustres de cristais pedem do teto. O segundo andar é composto por cabines mobilhadas com sofás de couro que de alguma forma conseguem dar ao clube uma atmosfera misteriosa. Há vários sofás e lounges VIPs, e, aparentemente, uma cabine VIP do segundo andar, tem vista para todo o clube e esta cercada por seguranças. Tenho a sensação de ha câmeras por todo o local também, mas não estão visíveis. As pessoas parecem ter acabado de sair de uma revista da Vogue, ficando ainda mais sofisticadas enquanto bebem e dançam, e é então que entendo o porquê daquela multidão do lado de fora. Todos que estão aqui são da elite, da alta sociedade de Manhattan. Assim, todas as pessoas que estão do lado de fora


esperando na fila, serão apenas brinquedos para a elite convidada. O segurança primeiro tinha que ter certeza de quem quer que deixasse entrar fosse extremamente belo. Sexo pode ser comprado. Especialmente em uma sociedade como a nossa. Mexo minhas pernas desconfortavelmente enquanto minha cabeça vai verificando tudo ao redor, e com cada novo olhar, uma profunda humilhação começa a se espalhar através de mim. Sou apenas uma intrusa em um vestido velho, que só entrou por causa do proprietário. Não pertenço a este lugar. "Quero ir embora." Minha voz é alta o suficiente para Sophie ouvir sobre a música. Seus olhos se arregalam e ela franze a testa. "Você so pode estar brincando comigo, não é? Acabamos de entrar, e olhe para essas pessoas! " Ela abre mais o zíper da jaqueta que usa, mostrando o top por baixo, que enfatiza seus seios pequenos, mas firmes, e a calça jeans que destaca sua bunda grande. Um homem de meia-idade que passa por nos em seu caminho para a área VIP deixa seus olhos permanecerem nela, dando a Sophie um meio sorriso malicioso. Nojento. O homem parece ter idade suficiente para ser nosso pai. "Eu pensei que estávamos aqui para ver Logan?" Por mais que eu não goste do cara, essa foi a única razão pela qual eu concordei em vir com ela. Então, onde diabos ele esta?


"O que tem ele?" Ela da de ombros, mas vejo um flash de dor atravessar seus olhos. "Eu vi uma foto dele no Instagram em outra festa há pouco. Ele não vira, e eu quero me divertir. " Com essas palavras, Sophie me puxa ate a pista de dança e começa a mexer-se ao som da musica. Isso significva que ela esta prestes a encontrar um substituto para consola-la. É sempre assim quando Logan a rejeita. Ela faz um movimento com a mão para mim, e minha hesitação de mais cedo desaparece. Quando foi a última vez que eu tinha dançando e relaxado? Uma vez que já estou aqui, meu corpo pode muito bem desfrutar da música e da dança. Nos duas dançamos juntas ao som da música. Fecho meus olhos de prazer e bloqueio todos os outros no clube, incluindo os que provavelmente estão achando estranho ver duas mulheres dançando em uma pista de dança quase vazia. Nada importa nesse momento. Ao som da musica "Take You Away" me torno imune a qualquer outra coisa que possa me aborrecer, e pela primeira vez, eu estou grata por isso. Talvez fosse hora de acabar com o meu período de seca. Eu não estive com ninguém por mais de um ano, e às vezes me sinto muito sozinha. Estou cansada de todos os problemas que me envolvem e de ter que sobreviver com uma renda apertada. Eu só quero esquecer de tudo por uma noite. Nada ruim acontecera se eu fizer isso apenas uma vez, certo?


Tento bloquear da minha mente a imagem daqueles belos olhos cor de âmbar, cheios de desejo e fome. Ele nunca mais voltou para mim após aquela noite na minha casa, nunca tentou entrar em contato comigo depois que minha vida virou uma merda. Não é indicação suficiente de que seu interesse havia sido meramente momentâneo? Sua atitude de hoje foi apenas um ato de bondade. Uma parte de mim quer continuar sendo fiel a ele, por causa dos meus sonhos aonde ele vem atrás de mim e me resgata, matando todos os meus dragões. Mas ele nunca me procurou como disse que faria. Já é hora de aceitar que o que aconteceu há mais de um ano atrás não significou nada para ele. Homens como ele estão fora do meu alcance.


"Com quem você estava conversando lá fora?" meu pai pergunta, desconfiado. "Ninguém." O banco fica oculto entre alguns carvalhos, por isso, embora ele saiba que é meu lugar favorito, ele não saberia que estou mentindo. Suas sobrancelhas franzem. "Eu ouvi vozes." Encolho os ombros, minhas mãos agarram uma taça de champanhe da bandeja de um garçom próximo. "Você deve ter imaginado, pai. Raramente as pessoas sabem sobre aquele lugar. " Depois de alguns segundos, ele acena com a cabeça, e coloca a mão na parte inferior das minhas costas me empurrando mais rápido em direção a Benjamin e seu filho Erik, que esta perto da minha mãe. Os olhos de Erik se iluminam ao me ver, e eu mal contenho um gemido interior de raiva. Ele claramente ira me trazer problemas, o seu interesse em meus seios ainda esta lá. "Sapphire," Benjamin me cumprimenta com um beijo suave na bochecha, e eu tento não estremecer. Por alguma razão, ele sempre me fez sentir desconfortável, e não importava o quanto eu achasse isso estranho, o sentimento não ia embora. Acho que seu filho Erik herdou isso dele. Erik pega a minha mão na dele e beija-a. Sinto asco e afasto minha mão rapidamente enquanto seus olhos se estreitam. Seu toque não é nada parecido com o do estranho. "Sapphire", ele repete depois de seu pai. Eu odeio o som do meu nome em seus lábios. No mesmo momento, os músicos começam


a tocar uma música lenta, e sua boca se eleva em um meio sorriso enquanto se dirige ao meu pai. "Permite-me roubar sua filha por alguns minutos para uma dança?" Meu pai sorri com prazer e logo concorda. "Claro, Erik." Antes que eu possa protestar, ele agarra minha mão e estamos no meio da sala com os músicos tocando uma versão instrumental de "Someone Like You" da Adele. Adoro essa música, mas odeio esse momento com ele. Suas mãos vão ate a curva das minhas costas quando ele me puxa para mais perto dele, embora eu tente manter a maior distância quanto possível entre nós. "Você está de tirar o fôlego." "Obrigada", murmuro, contando os minutos para a música terminar logo. "Sapphire, você nunca atendeu nenhuma das minhas ligações", Erik resmunga. "Nós poderíamos ter tido um grande momento juntos em Aspen. " Sua mão se move mais baixo e quase aperta minha bunda, mas antes que ele possa fazer isso, eu a levanto de volta e dou-lhe um olhar irritado. "Comporte-se, Erik. Ou vou parar de dançar. " Ele bufa ironicamente. "Certo, como se seu pai fosse permitir, ele não é doido de irritar a mim ou ao meu pai." Minhas sobrancelhas franzem, e eu estou prestes a perguntar o que diabos ele quis dizer com isso, quando alguém bate em seu


ombro e paramos a nossa dança. O desconhecido sexy do jardim esta atrás dele, e meu coração começa a bater descontroladamente novamente. "Eu gostaria de dançar com esta senhorita." Apesar de suas palavras me deixarem quente, fico apreensiva pelo que pode acontecer. Erik não é conhecido por ter bom humor. Porem, para meu espanto, ele solta-se de mim e se vira para o cara. "Certo, homem. Mal posso esperar para vê-lo novamente no clube ", diz Erik, e o olhar sujo em seus olhos me faz querer lavarme. O que quer que esse clube fosse, não deveria ser nada bom. Já escutei rumores de que Erik é sádico, e so gostava de sexo áspero. Decepção enche-me ao pensar nesse estranho se divertindo em tal local. Ele me leva em seus braços, e meu corpo formiga com a sensação de estar perto dele. Quando ele me puxa para mais perto, permito-me admirar seu peito duro e forte, seus braços musculosos. Uma de suas mãos acaba na parte inferior das minhas costas, enquanto a outra pega a minha mão na sua, e eu coloco minha mão direita no seu peito, onde seu coração bate de forma constante. "Obrigada", sussurro, e seus olhos escurecem. "Não é um amigo seu?" Minha cabeça balança e isso o faz me apertar mais contra ele. "Ele sempre tenta me tocar inapropriadamente."


Não consegui esconder a aversão que sinto por Eric, assim às palavras saíram da minha boca antes que eu pudesse para-las. Suas mãos nas minhas costas apertam possessivamente minha pele quando ele sussurra. "E você não gosta?" "Não", eu sussurro de volta, fechando os olhos, imaginando que estamos longe, muito longe daqui e não há ninguém além de nos na pista de dança. Queria que o poder que vinha como em ondas dele protegesse-me desta sociedade e dos planos ocultos que meu pai tem reservado para mim. Seria tão ruim ter tais ilusões mesmo que fosse apenas por essa noite? Este homem tem um magnetismo sexual que eu nunca tinha sentido antes na minha vida. Meu pai nunca me deixara explorar o que sinto pelo estranho, se o olhar que ele me lançou quando eu mudei de parceiro de dança fosse qualquer indicação.. Depois desta noite, provavelmente nunca mais verei esse belo estranho. Não seria uma vergonha não ter nada na minha mente para recorda-lo? Sinto que meu corpo é dele para que ele possa fazer o que quiser. E nesse momento perfeito, minha mente não quer explorar quão ridículo, irrealista, ou inverídico esse sentimento de que ele sinta a mesma coisa por mim seja.. Antes que minha mente pudesse me parar, eu imploro contra seu ouvido: "Tire-me daqui."


Ele inclina-se para trás para segurar o meu olhar e, depois, provavelmente vendo determinação nos meus olhos, nós move através das pessoas para o escritório do meu pai, e depois fecha a porta atrás de nós.

Sociopata Sapphire esta dançando com uma deusa em algum ritual antigo. Bonita, poderosa, feminina, e feliz. Seu vestido azul exibe sua beleza deslumbrante em toda sua glória, e eu quero puni-la por isso. Porra, eu quero socar cada


homem que se atreve a olha-la com o desejo, e há muitos pelo que contei.. Será que ela não sabe que por um corpo como o dela, homens já começaram guerras? Ela não deveria estar expondo tanto o corpo, exibindo aos outros algo que me pertence. Ela é minha; não ha nenhuma dúvida sobre isso. Eu quero despila e fode-la duro contra esses vidros pretos da minha área vip. Dar um puxão em seu cabelo e ver sua face se iluminar de dor e prazer ao mesmo tempo. Quero levá-la por trás enquanto seus seios roçam contra a parede atiçando-a ainda mais. Quero colar meu rosto no dela para ouvir cada gemido que ela soltar enquanto estou com meu pau enfiado a ate o talo em sua doce buceta. Foda-se, fico duro só de pensar nisso. Isso nunca aconteceu comigo antes, mas não me surpreendo, ela é minha primeira vez em muitas coisas. Coloco a mão no vidro e descanso minha testa contra ele. Embora possa olhar para todos do club desse angulo, quem esta do outro lado não consegue me ver porque o vidro é espelhado. Não tenho a mínima vontade de lidar com os olhos curiosos de ninguém. O clube é uma forma de começar um império com meu nome, onde eu possa usufruir desse prestigio e poder, para atrair mais facilmente minhas “vítimas”. O pensamento traz um sorriso ao meu rosto, porque entre os muitos convidados de hoje, ha um homem que eu irei adorar torturar. Já posso imaginar as facadas e queimaduras que farei


em sua pele, e isso traz tanto prazer para mim quanto imaginar o corpo de Sapphire sob o meu. Ele não tem ideia de que entrou na cova do leão, embora ele não tenha recebido o e-mail do sociopata. Sim, esta noite tudo esta indo muito bem. Depois que torturar aquele imbecil, poderei começar meu plano de raptar Sapphire e fazê-la minha. Às vezes tenho flashes de mim usando cera quente sobre ela e torturando-a, mas esses pensamentos são rapidamente substituídos por imagens de nos dois fazendo sexo quente. Talvez eu fique só no sexo com ela, talvez não. Afinal de contas, eu sou um sociopata imprevisível. E ela esta prestes a receber seu primeiro e-mail meu. Mal posso esperar para observá-la quando ela tentar não ficar louca de medo. Ela seria estúpida se não soubesse sobre os crimes do Sociopata neste momento. Eu estou nas principais manchetes dos principais jornais/mídia do país e internacionais. Sinto uma emoção diferente ao pensar no sequestro dela. Ela será minha primeira vítima inocente. Como eu disse, Sapphire é minha primeira vez em muitas coisas.


Sapphire Uma vez que a dança acaba, abro os olhos abertos e quase coro, porque todos pareciam estar olhando para nós. Felizmente, várias meninas se juntaram a nós e a pista de dança esta ficando cheia. Meus olhos procuram por Sophie, e lá esta ela com dois caras, um na frente dela e o outro encoxando-a por trás, em mais que um trio de dança. Ela sorri para mim e levanta a mão num sinal positivo com os dedos. Merda, agora minha amiga esta se divertindo e estou sozinha no clube. Exalo uma respiração pesada, caminho ate o bar e estudo as bebidas. Meu orçamento esta apertado, mas duvido que estas bebidas sejam mais caras que uns cem dólares. Bem, eu tenho o meu salário como bibliotecária, e alguns dólares em meu cartão de crédito. Por que não permitir-me uma bebida, certo? O barman parece jovem, uns vinte anos mais ou menos. Ele esta vestindo uma camisa preta apertada e jeans. O rosto dele esta espalhado em um sorriso. "O que você gostaria de beber, bonita?" Mordo o lábio inferior. "Eu não tenho certeza. O que sugere? "


Nunca fui muito ligada em bebidas alcoólicas, por isso, quando todos os meus colegas faziam experiências com vinhos e cervejas na escola, eu preferia refrigerantes com sabor cereja. Ele ergue as sobrancelhas, em seguida, pega uma garrafa e pergunta: "Você gosta de experimentar coisas novas?" Não, realmente não gosto. E se as coisas novas forem perigosas e acabarem em merda? Mais pensando bem eu já estou em uma merda profunda, talvez coisas novas não possam piorar em nada minha situação. Tomando uma decisão final na minha cabeça, eu assinto para ele concordando com a cabeça e ele pisca para mim. "Já volto, querida." Ele coloca várias substâncias em um recipiente cinza com gelo, e suas mãos se movem de modo hábil, rapidamente e sem problemas fazendo minha cabeça girar um pouco por acompanhar o movimento. Finalmente, ele termina, sacudindo o conteúdo uma última vez, e em seguida ele derrama a bebida no copo, coloca um pedaço de abacaxi na borda do copo, e entrega para mim. Parece delicioso, e minha boca enche de agua com a ideia de degustar a bebida. "Quanto é?" Ele balança sua cabeça. "Por conta da casa, querida." Suas palavras me fazem piscar em confusão. "Mas por quê?" De repente, tudo dentro de mim congela, e sinto uma sensação desconfortável se espalhar através do meu corpo. Ele esta com pena de mim por causa de como o meu vestido parece? É tão claro que não tenho dinheiro em comparação com todas as outras meninas desse club?


"Eu tenho dinheiro para pagar." Minha voz esta na defensiva e dura, e ele franze a testa. "Não disse o contrario. Só quis comprar uma bebida para uma menina bonita. Isso é tudo." IDIOTA! Xingo-me mentalmente... O cara só tentou ser agradável, e tudo que eu fiz foi jogá-lo de volta em seu rosto. "Desculpe, eu só estou ... bem, não há desculpa. Eu sinto Muito." Ele ri muito e pisca novamente. "Não tem problema, querida. Vá se divertir um pouco. " Tomando a bebida em minhas mãos, finalmente tomo meu primeiro gole e quase gemo de prazer. É divino! A cereja combinada com abacaxi e um pouco de álcool, provavelmente, vodka, tem sabor doce, mas ao mesmo tempo azedo, e tem o gosto mais parecido com suco do que qualquer bebida alcoólica. Perfeito. Uma vez que toda minha atenção esta concentrada no copo em minhas mãos, eu não estou olhando para onde estou indo e acabo esbarrando em alguém, o que resulta em derramar toda minha bebida deliciosa sobre ele. Oh inferno! O homem esta usando tênis branco e calça jeans que parecem muito grandes para ele.. Meus olhos viajam de sua camisa branca coberta por uma mancha cor de rosa da bebida para seu rosto. Ele usando enormes óculos de armação que cobrem metade da sua testa, olhos e nariz, de modo que é impossível


para mim ver suas feições com clareza. Seu cabelo castanho esta em um coque bagunçado na parte de trás de sua cabeça, e uma jaqueta -também de um tamanho um pouco grande- cobre seus ombros largos. No geral, o homem não tem nada de especial ou espetacular para se olhar. Penso isso antes da luz do clube brilhar sob seu rosto e eu ter uma visão clara dele. Merda.... não pode.....? Como diabos ele parece tão diferente? E por que ele esta usando essas roupas estranhas??? "Sinto muito", murmuro rapidamente e tento secar sua camisa com meu guardanapo, mas de alguma forma isso só piora a mancha, e ele fica ali parado chocado me olhando. "Provavelmente não imaginou que aconteceria nada disso quando me deixou entrar mais cedo no seu club, não é? " Ele franze a testa, e depois ergue os olhos em confusão. "Já nos conhecemos?" IDIOTA. Sinto-me tão estúpida que vergonha aquece meu rosto novamente. Claro, que ele não se lembra de mim. Ele provavelmente tem muitas mulheres jogando-se nele todo o maldito tempo, e as minhas palavras só o colocaram em uma posição desconfortável. "Sim ...... nos conhecemos...quando....Quando você me deixou entrar junto com a minha amiga, lembra-se? " Finalmente, reconhecimento enche seus olhos. Foi mais seguro mencionar que nos conhecemos hoje. A noite que tivemos


juntos na casa do meu pai provavelmente não significou nada para ele, já deve ter se esquecido de tudo. A luxúria e conexão que senti entre nós naquela época deve ter sido obra da minha imaginação. Estúpida, tão estúpida. Essa conexão foi uma das razões pela qual não tinha estado com ninguém. Seria como trai-lo. O que é irônico já que o homem em questão nem sequer se lembra de mim ou do meu nome? "Você conhece o meu irmão." "Irmão?" é a minha vez de ficar confusa. O que ele quis dizer com irmão? "Meu irmão gêmeo, ele é dono do Club." Alívio imediato toma conta de mim com o pensamento de que o estranho misterioso não tinha me esquecido, mas em seguida, minha mente se enche de muitas perguntas. Bem, pelo menos a sua aparência respondia um delas. Esse cara parece mais um garoto nerd em comparação com seu irmão, e ele não tem a aura de confiança que me atraiu em primeiro lugar. "Oh, desculpe, eu não sabia disso." Sua boca se eleva em uma meia careta. "Muitas pessoas não sabem." Então ele ri nervosamente. "Apesar, de um olhar para mim já da para entender do porque de poucos saberem. " Ele ajusta suas roupas com mais firmeza, e parte de mim senti pena dele. Provavelmente não é fácil para ele ser o irmão menos atraente. Ele pega um guardanapo do bolso e tenta amenizar os


danos que a bebida fez com a camisa dele, e isso me tira dos meus devaneios. Eu arruinei sua camisa, e ele não falou nada. "Sinto muito, mais uma vez! Eu não estava olhando para onde ia. Sua camisa provavelmente está arruinada ". Depois de um ano tendo que lavar minhas próprias roupas, tornei-me quase uma especialista nessas coisas. Ele balança sua cabeça. "Está tudo bem. Não é uma camisa tão boa de qualquer maneira." É difícil mais tenho que concordar com ele. "Você, por outro lado, perdeu a sua bebida. " Sim, uma deliciosa bebida, que agora esta toda espalhada em sua camisa e no chão. Surpreendo-me que ninguém esta prestando atenção em nós. "Parece que eu vou ter que te comprar outra bebida depois de tudo." Esses dois goles não foram satisfatórios para mim, e eu ainda não estou nem perto de estar bêbada o suficiente para ter coragem de dormir com alguém. "Você teve sua bebida grátis?" "Sim, o barman me disse que era por conta da casa." Algo brilha através de seus olhos, mas é tão rápido, que não consigo decifrar. "Será que ele vai pagar agora também?", Ele pergunta, e depois sorri. "Deixe-me pagar uma bebida para você. Está aqui com alguém?"


Este homem é real? Ele não me deve nada, mas aqui esta ele tentando fazer tudo melhor. "Você realmente não tem que me comprar coisa alguma." Um rubor cobre seu pescoço e ele concorda. "Sim desculpe. Você provavelmente tem coisas melhores para fazer do que se pendurar em torno de mim. Divirta-se." Suas palavras me fazem sentir como uma maldita má pessoa, realmente. Ele não é como eu aqui? Um estranho que não se encaixa entre essas pessoas? Quantas vezes as pessoas devem ter passado a oportunidade de estar com ele, ou apenas o convidava por causa de seu irmão? Ele não me disse essas coisas, e eu não o conheço o suficiente, mas é óbvio que o cara vive na perfeita sombra.. Eu coloco minha mão em seu cotovelo, e uma faísca de algo enche meu corpo e me coloca em estado de alerta. Ele congela, mas não tira os olhos dos meus, olhando para eles. Que diabos esta acontecendo? A mesma centelha percorreu meu corpo no jardim ha um ano atrás. Quais são as chances? Ou talvez meu corpo tenha reagido à imagem na minha cabeça, uma vez que ambos são basicamente iguais. "Minha amiga esta logo ali." Eu aponto para Sophie, que esta conversando em outro bar com os caras com quem ela esteve dançando. Um deles coloca a mão sobre sua coxa sugestivamente, e ela lhe lança lhe um sorriso e vira-se para que ele pudesse ter uma visão melhor de seus seios. "


" Como você pode ver, ela já entretida e não precisa de mim. Eu adoraria tomar uma bebida com você. " Ele engole em seco, em seguida, dá-me uma tentativa de um sorriso e levanta a mão para o barman. "Tim, a mesma bebida que ela tinha e uma dose de uísque na minha mesa." Tim faz uma saudação e responde: "Sim senhor". O estranho coloca a mão na parte inferior das minhas costas e me empurra em direção a uma área VIP, que tem mesas de cristal e sofás confortáveis. Várias pessoas nos estudam com interesse, e algumas mulheres apenas rolam seus olhos, sussurrando umas com as outras. Curiosamente, não dou a mínima para o que possam pensar de mim, apenas quero aproveitar o momento. Por fim, sento-me e um gemido de prazer escapa dos meus lábios, que fazem com que o irmão do estranho olhe fixamente para minha boca. "Esses saltos estavam matando meus pés." Suas sobrancelhas escuras franzem. "Por que você os usou, então?" Os homens são tão sem noção, às vezes. "Eles têm suas vantagens, além disso, as mulheres ficam mais bonitas com saltos e chamam mais atenção dos homens. " É estranho partilhar tudo isso com ele, mas hey, ele nem sequer parece ser do tipo de homem de foda de uma noite, e desde que eu não pude ver nada assim na personalidade dele, por assim


dizer, não me incomoda ser completamente aberta e honesta em minhas opiniões. "Você chamaria atenção com ou sem eles. Não há nenhuma necessidade de se torturar usando-os. " O seu tom de voz faz-me desconfortável e abaixo meus olhos, como se desagradá-lo por usar os saltos tivesse sido meu maior pecado. Talvez a bebida tivesse sido muito forte e dois goles foram o suficiente para me deixar bêbada, porque estou agindo como louca. Antes que eu possa responder ao seu comentário, uma garçonete aparece com nossas bebidas e coloca-as na mesa a nossa frente. "Tim disse você pediu essas bebidas." Ele acena com a cabeça, e então ela lambe os lábios. "Você quer alguma outra coisa? " Os dedos da garçonete se arrastam do pescoço ate seu decote aberto. Os olhos dele se escurecem de raiva, mas seu tom de voz é firme e entediado quando ele fala. "Por enquanto é só isso, Angie. Obrigado. " Ela me da uns olhares raivosos, mas depois sai imediatamente. "Fim ruim o de vocês, huh?" Eu tento fazer uma piada para aliviar o clima, enquanto ele toma um gole do seu uísque. "Não. Ela só quer dormir comigo. " Então, ele não tem problemas com mulheres.


"Por que não? Ela é gostosa.” E ela esta se oferecendo descaradamente para ele. Sem ofensas, mas ele não é exatamente nenhum Gerard Butler para obter varias mulheres bajulando ele. Na verdade, fico ate surpreendida ao notar outras mulheres olhando com cobiça para ele a partir da área vip. A risada auto-zombatoria que ele solta, me da calafrios. "Ela não me quer. Ela quer meu irmão. Confie em mim, querida; nenhuma das mulheres aqui está interessada no que eu tenho para oferecer. " Suas palavras me atingem, e parte de mim queria que o chão se abrisse e me engolisse inteira. Tenho que admitir que quando decidi desfrutar de sua companhia, meus pensamentos estavam em seu irmão também, o que não me faz melhor do que qualquer outra mulher que ele já tenha conhecido. De repente, seus dedos agarram meu queixo levantando-o para perto do seu rosto. O gesto é inesperado vindo dele, e eu me mexo desconfortavelmente. Assim tão perto, ele me lembra muito meu belo estranho misterioso. "Qual é o seu nome, olhos cor de safira?" Pela primeira vez na noite, os meus lábios se abrem em um sorriso radiante. "Sapphire" eu respondo suavemente, e as sobrancelhas dele franzem, mais uma vez. "Sim, como as pedras preciosas." Ele ainda não tinha entendido o que quis dizer.


"Não, esse é o meu nome." Ele fica em silêncio por alguns segundos, e então me solta e inclina-se no sofá com sua bebida na mão. "Bem, seus pais com certeza deram-lhe um nome adequado." Meu nariz tremula em desgosto. "Sim, mas não foi bom crescer com ele." "Sério? O que há de errado com seu nome?" "É diferente", eu sussurro, puxando um pouco meu vestido, tentando fazer com que as pequenas rugas saíam. Sua mão toca gentilmente as minhas enquanto ele me estuda com aqueles olhos marrons que estão escondidos por seus grandes óculos, desejava que ele não estivesse usando-os. Ao mesmo tempo, porém, os óculos ajudam a desvanecer a imagem de seu irmão lindo da minha mente. "O que há de errado em ser diferente?" Mordo meu lábio inferior, e não escapa à minha atenção como seus olhos ficam escuros de desejo enquanto olha para minha boca. "As crianças realmente não gostam quando alguém não é como todas as outras. Não sabia disso?" Uma risada escapa de seus lábios, mas ele balança a cabeça. "Na verdade eu não sabia. Nunca fui para a escola, fui educado em casa, juntamente com meu irmão. Ele não teve problemas com minhas diferenças ". "Você teve sorte, então."


O rosto dele fica com uma expressão melancólica enquanto olha à frente para o lustre de cristal. "Sorte é uma coisa questionável, Sapphire. Acredite em mim. "Suas mãos apertam em punhos, mas então ele relaxa, coloca um braço atrás de mim, e senta-se mais perto. "Quais seus planos para esta noite?" "Transar." Ele congela ao meu lado, e eu bato minha mão na minha boca, morrendo de mortificação por causa do que eu disse. Serio que acabei de deixar esse cara saber que estou a procura de sexo? Merda... É apenas ridículo em muitos níveis, mas não há nenhuma maneira de tomar minhas palavras de volta. "Tem sido muito tempo para mim ", acrescento na defensiva, e como se fosse possível, ele fica ainda mais tenso ao meu lado. Qual é a desse cara, afinal? "Não que a última vez tenha sido nada espetacular, levando em conta a relação sexual total e não o que aconteceu com seu irmão. Porque o seu irmão tem algumas habilidades espetaculares”. Sua mão cobre minha boca, então eu finalmente calo a boca e parte de mim esta grata por isso. Talvez a bebida tivesse algum soro da verdade dentro dela? "Não há necessidade de continuar." Ele limpa a garganta. "Desculpe por arruinar seus planos." Ele olha para baixo, me solta, e coloca a bebida na mesa durante sua tentativa de ajustar os malditos óculos novamente, que por sua vez caem para abaixo de seu nariz. De certa fora, toda a ação é adorável.


"Você não arruinou minha noite. Foi uma ideia estúpida de qualquer maneira. " O que estamos fazendo aqui neste clube onde tudo parece fora de lugar? Nada disso nunca me atraiu, e ele não parece ser do tipo que goste também. Quem estamos tentando enganar? Fazendo a minha mente, me levanto e para sua completa confusão, pego sua mão. "Quer sair daqui?" Seus olhos se arregalam de surpresa e ele abre a boca, mas então seus olhos se levantam e sua expressão endurece. Curiosa sobre o que tinha causado essa reação dele, olho atrás de mim, mas não há nada além de outra área vip espelhada. Quando meus olhos voltam para ele, sua expressão esta fechada e ele sacode a cabeça. "EU não posso sair agora. " E ele precisou olhar para a área vip para chegar a esta conclusão? Sua resposta doi. Eu não estava oferecendo sexo ou qualquer coisa, apenas uma caminhada pelas ruas de Nova York, mas claramente ele não esta interessado. Coloco meu cabelo atrás da minha orelha e tento sorrir, atuando, quando não estou nada bem. "Certo. Ok, então. Eu tenho que ir. Tenho um turno cedo amanhã no trabalho. "O que não é uma completa mentira, mesmo que os documentos que tenho que traduzir amanha na biblioteca não me obriguem a sair cedo de casa.


Ele se levanta e faz um movimento em direção a mim, mas eu me afasto. "Sapphire." "Não, está tudo bem." Sem esperar por sua resposta, eu caminho rapidamente através das pessoas e inalo o ar fresco fora do clube, apreciando a sensação do vento frio na minha pele. Para minha surpresa e sorte, um táxi esta esperando por mim, o que quase nunca acontece em tais lugares. Então eu entro no veiculo, dou meu endereço ao motorista e tento esquecer esta noite bizarra. O lado da minha cabeça descansa na janela e fecho os olhos. A imagem do estranho pecaminoso, o dono do clube, aparece na minha mente e um tremor corre através de mim. Seus beijos, seu toque, o seu cheiro. Ele foi um convidado constante em meus sonhos; pensar nele me fazia acordar suada e necessitada, não que qualquer coisa ajudasse a aliviar a dor. E ele nem sequer se lembra do meu nome. Uma risada histérica sai da minha boca e sou impotente em detê-la. O motorista se vira e ergue as sobrancelhas, mas não diz nada, e agradeço a Deus por isso. Finalmente, quando meu rosto começa a doer de tanto rir, vêm às lágrimas que correm pelo meu rosto. Só quero esquecer toda essa confusão. Então algo me bate. Eu nunca soube seu nome. Como aqueles irmãos conseguiram obter informação de mim quando eu não sei nada sobre eles, esta além de mim.


Sociopata Alan a esta levando para a casa seguindo minhas instruções, no táxi que eu tinha chamado especialmente, quando ela tinha começado a fugir do clube. Eu mando alguém manter um olho sobre ela até que ela chegue em casa. Por mais que eu queria puni-la e sequestra-la, ninguém mais pode tocar Sapphire. Ela vive em um bairro de merda desde que sua família a deserdou. Ninguém mexe com o que é meu. Ninguém além de mim.


Uma vez dentro do escritório do meu pai, ele me vira de costas para a porta, e coloca as mãos nas laterais da minha cabeça. Ele olha para mim com os olhos cor de âmbar cheios de luxúria e eu lambo meus lábios. Seus olhos seguem o movimento e eu não posso esperar mais. Minhas mãos pegam sua jaqueta, puxando-o para perto de mim e o beijo com tudo. Minha imaginação me convenceu de que beijá-lo seria como lava quente fluindo sobre mim. No entanto, nada acontece. Ele fica ali em silêncio, sem se mover. Ele não abre sua boca para a minha língua. Meu corpo congela propagando frio dentro de mim. Ele não me quer? Como isso pode ser? Tinha visto desejo encher seus olhos. Sinto um gosto amargo de humilhação na boca. Solto sua jaqueta e começo a me afastar, quando de repente suas mãos agarram minha bunda me levantando e um grito escapa da minha boca. Minhas pernas circulam sua cintura quando seus lábios procuram os meus instantaneamente com um beijo exigente e quente que faz meus dedos dos pês enrolarem. Sua língua percorre vorazmente minha boca, dentes em choque. Eu quebro o beijo respirando com dificuldade. Ele franze a testa e rosna desaprovando minha ação, inclinando-se para me beijar novamente, mas minhas mãos o detêm. Sua ereção pressiona contra o meu estômago, fazendo-me ainda mais molhada do que eu já estou. Minhas mãos se movem para trás de seu pescoço enquanto meus dedos entrelaçam seu cabelo e os meus lábios fecham a distância entre nossas bocas. Eu lentamente lambo ao redor de seus lábios, ganhando um gemido dele, e então minha língua entra na sua boca e desfruta de uma dança delicada com


a sua. Lentamente, ele estabelece o ritmo do beijo entendendo o que eu quero. Nós nos beijamos por vários minutos, ou seriam horas? Ele arrasta seus lábios no meu pescoço, chupando suavemente a pele...me deixando ofegante. Suas mãos apertam minha bunda mais difícil, provavelmente deixando marcas, não que eu me importe no momento. Com um movimento rápido, ele me leva sobre a grande mesa preta de madeira no meio do cômodo, colocando-me na borda, e se coloca entre minhas pernas. Ele abre o zíper do meu vestido, exibindo meus seios. Meus mamilos latejam. "Sapphire". Seu sussurro em meu ouvido me fez tremer da melhor das formas. Ele aperta sua mão no meu estômago e me faz deitar na mesa. Antes que eu possa dizer qualquer coisa, ele lambe meus mamilos deixando-os duros, fazendo-me gemer mais alto do que deveria. Ele para sua ação e tira o paletó e a gravata. Ele pega a gravata e coloca sob minha boca me amordaçando. "Seus gemidos são apenas para mim." Ele volta sua atenção para os meus seios, sugando e brincando com meus mamilos, enquanto sua mão desce pelo meu vestido ate o meu estômago. O ar frio do ambiente causa arrepios ao longo da minha pele exposta. Em seguida, desce o rosto mais para baixo, da um beijo suave no meu estômago, e empurra minhas coxas mais amplas. Ele da um chupao na minha coxa direita, em seguida, empurra a minha calcinha de renda de lado, deixando-me nua sob seu olhar. Sua língua lambe meu clitóris suavemente no inicio então ele começa a chupa-lo. Ele passa sua língua pelas dobras da minha


buceta, gentilmente lambendo e empurrando sua língua dentro de mim. Eu levanto meus quadris de prazer, querendo mais. Suas mãos acariciam minhas coxas e então ele coloca minhas pernas sobre seus ombros, dando-lhe acesso mais profundo a minha vagina latejante, e Deus, como é boooom. Minhas mãos puxam seu cabelo, e os meus saltos fecham em torno de seus ombros. Meu corpo esta em chamas, cada toque dele traz sensações mais profundas e prazerosas dentro de mim... Rebolo desavergonhadamente no seu rosto incitando-o a me foder mais forte com a língua, ele chupa forte meu clitóris e sucumbo ao êxtase. "Minha", ele suavemente sussurra.

Sapphire "Estúpida, tão malditamente idiota." Murmurar essas palavras para mim provavelmente não ira mudar nada, mas é uma boa maneira de lembrar-me o quão estúpida a mente feminina pode ser.


Pego minha caneca favorita e derramo nela um pouco do chá de menta verde que acabei de fazer, caminho até a janela grande na cozinha, e abro-a para admirar a chuva que cai fortemente do céu. Eu inalo profundamente o cheiro do asfalto recém-molhado enquanto alguns pingos de chuva tocam a pele do meu rosto e pescoço. Sinto cocegas ao senti-los, o que me faz rir alegremente. Não existe tempo melhor do que um dia chuvoso. Então, penso de novo na noite passada. Eu tive o cara perfeito para passar uma boa noite; apesar de ser nerd, ele é interessante para conversar e me fez sentir confortável. Meu erro bateu-me na hora que eu vim para o apartamento vazio e não pude fazer nada, não importa o quão eu tentei. Estava sozinha, mais uma vez, e por algum motivo, isso me deixou louca ontem. No entanto, uma pequena parte minha ri de tudo isso, e eu não posso deixar de pensar em um bom ponto: Ele não é seu irmão. E eu me sinto ainda pior, porque eu vi seu gêmeo na minha frente no clube por apenas um minuto e não pude esquecer seus olhos. Algo sobre o outro gêmeo que conheci na noite passada tocoume em um nível profundo, embora seu toque não tenha inspirado nenhum inferno furioso dentro de mim. No entanto, um toque do estranho no meu queixo, foi o suficiente para fazer meu corpo incendiar. Tremo apenas ao lembrar. Aqui estou eu, na manhã seguinte, usando minhas calças de moletom e uma camisola, bebendo chá sozinha no apartamento frio, porque não importa o quanto eu tente, é impossível ficar aquecida neste buraco. Os aquecedores não funcionam, e as paredes são tão finas que ouço meus vizinhos de parede tendo


sexo selvagem ao longo das noites. Sem mencionar o problema constante com a água. Infelizmente, meu salário apertado não me permite ter nada melhor em Nova York do que esse apartamento deplorável de dois quartos. Então o que resta é me conformar, lembrar sempre de usar uma camisola de la no frio, beber algo quente, e sob nenhuma circunstância deixar o chuveiro muito tempo ligado para que não haja vazamento. Regras muito simples. Sophie não chegou em casa ainda, mas eu não estou preocupada. Ela normalmente chega bem tarde, quando ela tem um caso de uma noite, e não é como se ela tivesse um trabalho para se preocupar com horários. Sei que soei amarga, mas já estou farta. Também sou jovem e quero me divertir, só que nunca deixei de cumprir com minhas responsabilidades para fazê-lo. Sophie tem que encontrar um emprego logo para ajudar com as despesas ou irei morar sozinha. Este lugar é grande o suficiente para duas pessoas, mas prefiro alugar algo menor e mais aconchegante, para não contar em um bairro melhor. Meu trabalho começa á noite, então eu tive algum tempo para trabalhar sobre o romance em e-book que estou escrevendo para ver se ganho algum dinheiro extra. Também estou fazendo algumas traduções de documentos para empresas, acho que todas aquelas aulas de espanhol e francês que eu odiava no colégio vieram a calhar, afinal de contas, traduzir me rende um bom dinheiro, o que ate me permitiu ter uma conta poupança. Abro meu laptop e estou prestes a começar a trabalhar, quando um novo e-mail na caixa de entrada me distrai.


Talvez fosse outro emprego. Realmente preciso de mais dinheiro para pagar minhas contas. Fico animada quando clico sob ele na minha caixa de entrada, e então eu franzo a testa quando vejo o seguinte remetente que diz 'Anônimo'. Bem, trabalho é trabalho. Finalmente, abro o e-mail, mas as palavras que eu leio me deixam congelada e aterrorizada. Não pode ser. Por que eu recebi este e-mail? Eu tinha visto em vários noticiários sobre suas vítimas, ou melhor, o que restava delas. Elas simplesmente desaparecem, e algumas semanas mais tarde, seus restos são encontrados nos mais estranhos locais.

Sóciopata. Ele é um sociopata, e sempre envia um e-mail assim para as vítimas que ele esta prestes a tomar. Este homem doente, frio e bastardo adora ver as pessoas sofrerem. Mas por que ele me quer? A única vez que eu fiz algo errado foi há um ano, mais eu paguei bem caro por isso. Pânico me bate, e a caneca escorrega da minha mão para o chão e se quebra em pedacinhos, o som me ensurdece por um segundo. O que devo fazer? Pedir ajuda? Chamar a polícia? Eu não confio mais neles, não depois do que aconteceu no ano passado. Em seguida, uma memória brilha em


minha mente, me levando de volta para aquela fatídica noite em que tudo deu errado na minha vida. Meu casaco esta ensopado de toda a chuva que tomei por ficar sentada no banco, e meu corpo esta tão frio. Minhas botas tem água dentro delas. Provavelmente eu pegaria uma pneumonia. Embora, nenhuma dessas coisas seja registrada pela minha mente. Dormência me consume. Além da roupa que eu uso e um telefone quebrado no meu bolso, eu não tenha mais nada. Nenhuma família. Nenhum lar. Nem mesmo roupas. Nada. Nesse momento, uma parte fraca de mim deseja que eu nunca tivesse encontrado aqueles papéis na mesa do meu pai e lido todas as coisas ruins que ele tinha feito. Desejei nunca ter sabido o quão monstruoso meu pai é. Eu poderia ter vivido no esquecimento sem saber a custa de que todo nosso dinheiro veio, que tipo de pessoa deu a vida para mim. Mas a outra parte mim, a parte valente, prefere morrer na porra da rua a viver do dinheiro sujo que vinha da minha família. Minha mão vai para dentro do meu bolso e tira um cartão com um nome e um número de telefone escrito nele. Mary


deu para mim para meu próprio bem antes de eu sair de casa. Ela me instruiu a usá-lo se eu sentisse que estava em perigo. A pessoa cujo nome esta no cartão iria me ajudar a lidar com qualquer problema que tivesse. Minha situação atual é desesperadora, mas é melhor do que o problema quase fatal que poderia ter sido. Eu coloco o cartão de volta no meu bolso, respiro fundo, levanto-me, e, enquanto estou andando na direção da casa de Sophie, oro para que eu nunca tivesse que usar este número. Eu rapidamente vou para o meu quarto abro o guarda-roupa e procuro no bolso do meu casaco desgastado. O cartão ainda esta lá. Esta enrugado da chuva, mas o número ainda é legível. Meu estômago afunda, e noto que há ainda um endereço em anexo, juntamente com o nome. Sem outro pensamento, eu troco de roupa, pego algum dinheiro e meu celular, e saiu de casa. A caneca quebrada teria que esperar. Deixo o meu laptop aberto sob o sofá exibindo o e-mail de apenas uma palavra, cujo significado é letal para a minha vida.

- Sociopata –


Respirando fundo, eu bato na porta com firmeza e dou um passo para trás. Consegui chegar aqui tão rápido quanto possível, mas agora estou ficando nervosa. O local é um edifício de luxo no Upper East Side; na verdade, meus pais vivem apenas alguns quarteirões de distância. Eu costumava amar a arquitetura e a extravagância desse prédio, quando passava de carro por ele no passado. De fato, o nome no cartão finalmente se estabelece em minha mente. Dominic Scott. Minha família é considerada rica, mas ela não é nada perto do império da família Scott. Eu nunca me encontrei com nenhum deles. Meu pai sonhava em fazer negócios com eles, mas eles sempre disseram não. Eu torcia para que Dominic Scott não fosse levar em consideração minha origem ao me ajudar, mas eu não vim de tão longe para ir embora sem ao menos tentar convencê-lo de que a minha vida vale alguma coisa. Maria nunca teria me dado o seu número se ele não fosse um homem que cumpre com suas promessas. Pelo menos, foi o que eu disse para mim mesma até chegar aqui. Ninguém responde a porta depois da minha primeira tentativa, e quando eu levanto a minha mão para bater novamente, a porta é rapidamente aberta, e tudo dentro de mim congela. O homem esta sem camisa, mostrando seu abdômen perfeito. Ele só usa um par de jeans que ainda estão desabotoados e seus pés estão descalços. Seu longo cabelo esta solto, e seus olhos cor de âmbar estão com sono e cansados. Tudo o que eu quero fazer


naquele momento é correr para os seus braços e deixar que ele me salve. Ele é o último homem que esperei ver atrás dessa porta. "Hey." Minha voz falha e eu limpo minha garganta. "Estou à procura de Dominic Scott?" Lambo meus lábios, e não escapa a minha percepção que ele segue com os olhos o movimento da minha língua. Em seguida, ele levanta seus olhos e fúria encheos. Dou um passo para trás. "Ele está dormindo." Sua voz é baixa e rouca. "O que você quer?" Ele nem sequer tenta esconder seu aborrecimento comigo, como se o momento que compartilhamos no ano passado não tivesse acontecido. Estou ferida, e quão ridículo é me sentir assim? Eu não significo nada para ele. Ele deve ser parente de Dominic, ou talvez ... Deus, seria ele namorado de Dominic? "Preciso falar com ele." Minha voz treme um pouco, mas é difícil me manter a calma quando ele esta agindo desta forma. Eu já estou fora da minha mente apavorada, e ele não esta ajudando muito a situação. Ele amaldiçoa, em seguida, agarra a minha mão. Parece que eletricidade corre por nós quando ele me puxa para dentro do apartamento e fecha a porta da frente. Em seguida, ele aponta para o sofá no meio da sala de estar, e eu entendo que eu tenho que sentar lá. Enquanto me sento, olho em volta e noto que o cômodo é muito elegante, luxuoso e moderno. Tudo esta decorado em vários tons de marrom. E o apartamento é mobiliado por: sofás e cadeiras, um piano, uma


mesa enorme, um bar, e, em seguida, uma enorme janela que provavelmente tem uma vista impressionante da cidade de Nova York. Embora seja uma cobertura, é um prédio bem alto. "Eu vou acordá-lo, ele estará aqui em um minuto." Eu apenas balanço a cabeça, e ele sobe as escadas, deixando-me sozinha e nervosa. Minha atenção desloca-se para uma imagem colocada em cima do piano, que por sua vez, esta no meio da sala. A fotografia mostra dois meninos, que não poderiam ter mais de seis anos de idade, abraçados, vestindo trajes de pirata e rindo um sorriso com dentes faltando. A foto é tão adorável que me faz sorrir. Eu não tenho ideia de que crianças poderiam ser tão bonitas, muito menos nessa idade. Pego a imagem, corro o dedo ao redor da moldura, e em seguida viro-a de lado, fico chocada ao ver a data e as palavras escritas na parte de trás. Meus pequenos meninos doces. Mamãe sempre vai amar vocês. Dominic e Damian Outubro de 1991

Essas palavras trazem lágrimas aos meus olhos, e meu coração sente a dor evidente nessas linhas. Elas falam de saudade e querer, como se ela nunca mais fosse vê-los novamente, como se esse fosse o último sinal de seu afeto para com os filhos. Talvez ela tenha morrido de câncer. Eu perdi minha avó por causa do câncer e sei o quão devastador pode ser.


Ninguém escreveria tais palavras se não amasse realmente seus filhos. Uma parte de mim fica feliz por àqueles meninos terem tido uma mãe tão amorosa. "Essa foto foi tirada no nosso aniversário. Nós completamos seis anos e queríamos ser malditos piratas. Bem, Damian queria; eu queria ser Peter Pan. Graças a Deus ele fez com que eu não fosse. " O som gentil da sua voz forte quebra o feitiço que a imagem teve sobre mim, e eu me viro para encará-lo. Meu Deus. O irmão do estranho misterioso? Ele esta usando uma camisa e calças de moletom, e sinceramente, é difícil distingui-los. A única diferença são seus enormes óculos e o coque atrás da cabeça. Ele me observa de perto por um momento e depois ri. "Não se preocupe. Sou eu. " Sim, é ele. A única diferença é que ele é bom e gentil, e seu irmão não. "Então, é você?" Ele franze a testa em confusão e vem para perto de mim. Eu coloco o cartão na sua mão. "Maria me deu isso. " Seus olhos estão olhando para baixo, por isso é difícil saber o que ele esta pensando. Quando ele levanta os olhos de volta para mim, seu olhar esta ilegível. "O que está errado, Sapphire?" Engulo em seco e tento segurar as lágrimas que escapam descontroladas pelo meu rosto. Ele remove a foto das minhas


mãos e a coloca novamente no piano. Então sua mão cobre a minha. "Eu recebi um e-mail hoje." "Ok", ele diz com um tom confuso. E entendo que ele provavelmente deva estar pensando que é estúpido da minha parte reagir dessa forma por causa de alguma bobagem em um e-mail. "Que dizia apenas uma palavra. Sociopata ", eu sussurro. Seu comportamento muda de uma vez e ele me abraça perto, aconchegando-me em seus braços fortes. "Sociopata?" Apesar de ter sido colocada como uma pergunta, sei que ele esta apenas pedindo uma confirmação. "Sim. Sinto muito por ter vindo aqui, mas eu não tenho ideia a quem pedir ajuda. Eu não confio na polícia ". Decido não dize-lo o porquê de não confiar na policia. "Ai você decidiu usar o cartão?" "Eu só tenho você." Essa situação é muito surreal, considerando que o havia conhecido apenas na noite passada antes do e-mail. Meu corpo treme quando ele passa a mão suavemente pelas minhas costas. "Shh, querida. Você sabe o motivo dele querer alvejá-la? " "Não sei. Eu nunca fiz nada de errado. " Isso é uma mentira, uma vez que suspeito que a razão do Sociopata me querer tenha algo a ver com meu pai e seu negócio obscuro. "Por que Maria me deu o seu número? O que você faz?"


Seu rosto é desprovido de qualquer expressão. "Tento parar a injustiça. Eu trabalhei para Mary em um ou dois casos. Eu sou um advogado, Sapphire " Alívio toma conta de mim; ele não é nenhum criminoso perigoso. "Deve haver uma razão", diz ele teimosamente. "Mesmo se houver, eu não acho menos aterrorizante." "Não, claro que não", ele murmura. "Vamos sente no sofá. Você está tremendo de frio. Vou fazer um chá e pegar um cobertor para ti. " Embora eu faça o que ele pediu, minhas sobrancelhas franzem. "Como você sabe disso?" "Sei o que?" "Que eu gosto de chá? As pessoas costumam me oferecer café, assumindo que é o que eu gostaria de beber. No entanto, você não fez isso. " Sei que estou sendo estranha, prestado atenção nessas pequenas coisas quando tenho algo pior para me preocupar, mas não posso me ajudar em conte-las. Ele me da um sorriso suave. "Hortelã." "O que?" "Sua respiração cheira a hortelã. Normalmente as pessoas que bebem café de manha tem hálito com cheiro de grãos de café. Você não. Então eu fiz uma suposição, e vejo que estou certo. "


"Oh." Eu me sinto como uma idiota ate mesmo por ter perguntado, então ele faz o seu caminho para preparar o chá na cozinha, e em seguida, volta com duas canecas. Ele as coloca na nossa frente na mesa de centro, senta ao meu lado, e coloca seu braço por trás do encosto do sofá. Sua outra mão coloca um cobertor sobre minhas pernas, e eu imediatamente me sinto mais quente. "Foi um e-mail anônimo ou tem algum remetente?" "Não, foi anônimo." Ele balança a cabeça e coça o queixo. "Foi o que pensei. A situação com você é altamente incomum. É a primeira vez que lido com alguém que acaba de receber tal e-mail. Para não mencionar que você é uma mulher. O sociopata nunca tocou em mulheres ou crianças ". "Parece que ele fez uma exceção." Minha voz esta cada vez menos entusiasmada, e eu finalmente faço a pergunta crucial que vim ate aqui para fazer. "Você vai me ajudar?" "Claro." Ele até parece um pouco ofendido com a minha pergunta. "Obrigado. Sinto muito por arrastar você em tudo isso, mas eu realmente não tenho mais ninguém para recorrer. " "Sapphire, eu já estou investigando-o profundamente. Eu que deveria ser grato por você me considerar uma boa escolha depois da noite passada. O bastardo matou a maioria dos meus clientes. " Sinto minhas bochechas corarem.


"Sinto muito sobre a noite passada", digo a ele. Ele franze a testa, confuso. "Eu não deveria tê-lo deixado da maneira que eu fiz." "Você quer sair e tomar café da manhã?" Meu estômago escolhe aquele exato momento para rosnar e fico mortificada, mas não é de admirar. Eu não comi nada desde o jantar na noite passada. "Eu acho que isso é um sim. Deixe-me trocar de roupa rapidamente. Eu conheço um lugar perfeito para um bom pequeno-almoço. Isto é, se você realmente quiser minha companhia. " Algum tipo de mensagem esta em seus olhos, algo que eu não consigo decifrar. Eu balanço a cabeça concordando, e por um segundo, penso ter visto decepção aparecer em seu olhar, mas rapidamente ele me da um meio sorriso. Talvez eu esteja começando a ter alucinações por causa dos nervos e da fome. "Estarei de volta em um segundo." "E o seu irmão?" "O que tem ele?", Ele estala, e eu me recosto mais para trás no sofá, sem graça. Ele não parece feliz comigo por eu perguntado sobre seu irmão gêmeo. "Eu pensei que talvez ele gostaria de se juntar a nós? Acho que eu meio que o acordei" digo com culpa, mas ele apenas sacode a cabeça em desaprovação. "Ele não estava dormindo. E ele não vai se juntar a nós também. "


Ele sobe as escadas indo para o segundo andar e eu solto uma profunda respiração. No que diabos fui me meter? E o mais importante, porque o pensamento de não ver mais uma vez o irmão dele hoje, faz-me imensamente triste?

Sociopata Ela veio. Ela esta dentro da minha casa, aterrorizada. A parte mais escura de mim esta emocionada. Amo esse sentimento de poder. Sei que Sapphire recebeu meu e-mail e que esta fora de sua mente de preocupação. Já estou antecipando as coisas que gostarei de fazer com seu corpo. Minha. Mas outra parte minha quer abraçá-la e acalmá-la, para que saiba que nada ira acontecer a ela. Ela esta segura comigo. Bem, tão segura quanto uma mulher pode ficar perto de um monstro como eu. Sapphire veio procurar Dominic, quando ela estava apavorada. Ela não tem mais ninguém. Seu pai é uma das próximas pessoas na minha lista, mas não é o único culpado.


E vou puni-la por isso. Por pensar em compartilhar seu corpo com outro homem, um corpo que pertence somente a mim desde o momento em que pus meus olhos nela. Sim, ela serĂĄ punida. Em seguida, ela ira aprender que o corpo dela ĂŠ somente meu para tocar. SĂł meu.


Seus lábios se arrastam suavemente de volta do meu estômago para os meus seios e ele beija minha boca com fome. Posso provar os sulcos da minha buceta em sua língua. Essa ideia sempre me causou repulsa com outros homens, mas com ele, me excita. Meu corpo cantarola em satisfação, minhas mãos se movem afoitas mais para baixo para abrir a calça dele. Suas mãos me param. "Não", ele diz com firmeza, deixando minha boca e mordiscando minha orelha. O que?


"Por que não?" Eu aperto-lhe com força entre as minhas coxas; sua ereção dura esta me deixando louca. "Eu não vou fode-la, não aqui. Não na nossa primeira vez. " Então, terá mais? Suas palavras me emocionam, porque eu nunca irei me recusar a vê-lo. A conexão forte que sinto por ele não faz sentido, e provavelmente não é normal, mas eu não me importo. "Então onde?" Ele congela, em seguida, cerra a mão no meu cabelo e puxa minha cabeça para trás dolorosamente, fazendo a minha respiração engatar enquanto nos olhamos fixamente. "Onde e quando eu achar melhor." Meu peito esta batendo rapidamente e umidade escorre pelas minhas coxas. Ninguém já agiu de tal forma comigo, o domínio em seu olhar e a dor com qual ele esta me segurando me deixam incandescente, louca por seu toque. O desejo mais do que gostaria de admitir. "Você vai jantar comigo." Ele não pede; ele comanda. "Ok." Minha resposta suave o acalma. Seu corpo perde um pouco de sua tensão. "Amanhã." "Quando?" "As 6 horas. Nós vamos nos encontrar na Times Square. " Então ele olha para o relógio e levanta-se de cima de mim. "Eu preciso sair, Sapphire. Mas isso ainda não acabou ", alerta. Ele me ajuda a sentar-me na mesa e ajeita meu vestido. "Saia


daqui dez minutos depois de mim. A visão de seus lábios inchados dos meus beijos e seu corpo excitado do meu toque são apenas para os meus olhos, entendeu? " Eu assinto. Embora, essas palavras não devessem ser assustadoras vindas de um cara que eu mal conheço? Mas isso não me importa...Não agora. Ele me beija uma última vez, mordendo meu lábio inferior, e depois com passos rápidos, caminha ate a porta e a abre. Ele olha por cima do ombro e sorri para mim. "Minha Sapphire", ele sussurra, e depois desaparece.

Sapphire "Por favor, não mais." Minha voz implora. "Eu acho que você deveria comer mais." "Eu vou estourar se comer mais alguma coisa, sério." "Você mal tocou na comida", Dominic aponta e da uma mordida em um pedaço do bolo de chocolate incrível na nossa frente.


"Mal toquei na comida? Eu comi ovos Benedict, e então você decidiu pedir uma sobremesa que sabia que eu não seria capaz de resistir, " digo em tom de acusação, mas isso não me impedi de comer mais um pedaço do bolo. Não posso deixar de gemer pelo quão delicioso é. O local é o melhor de Nova York quando se trata de sobremesas. Eu costumava vir muito aqui quando vivia nas proximidades. Porem os preços das comidas são exorbitantes e eu não posso me dar mais ao luxo de vir aqui. Dominic disse que é seu deleite vir a essa cafeteria. Não importa o quanto eu tenha tentado dissuadi-lo de me levar em um lugar tão caro, quando vi que não conseguiria mudar sua mente, eu desisti. Finalmente percebo que ele esta olhando estranhamente para mim quando ele pega alguns guardanapos. Por alguns momentos este lugar permitiu-me esquecer de todos meus problemas atuais na vida. "Porque esta me olhando assim? Há algo de errado no meu rosto? " Ele balança a cabeça, mas isso não diminui a intensidade que vejo em seus olhos. "Acho que nunca vi uma mulher apreciar tanto uma sobremesa como você. " Isso me faz corar conscientemente. "Bem, eu gosto de comer." Soa como se estivesse pedindo desculpas pelas minhas curvas, quando na verdade não estou. Minha mãe sempre tinha me importunado dizendo que eu deveria perder peso para caber em todas as roupas de grife que ela queria que eu usasse. "Disse de uma forma boa Sapphire. Você é linda. "


A maneira como diz não deixa espaço para dúvidas de que ele realmente me acha bonita. "Obrigada." Ele sorri, em seguida, olha para o relógio e franze a testa. "Eu tenho algo importante para fazer hoje. Deixe-me levá-la ate sua casa, e então a verei novamente esta noite, ok? " "Desculpe-me, por ter tomado seu tempo." "Você não tomou. Eu só tenho uma reunião importante que não posso perder. Então voltarei para você. " Ele agarra minha bolsa, e nós saímos do café quando ele faz sinal para o motorista vir nos pegar. Sua aura de confiança de agora de nenhum modo me remete ao nerd reservado que conheci ontem no club, exceto pelos óculos e cabelo bagunçado. "Eu posso ir sozinha para casa. Não há realmente nenhuma necessidade de você me levar. " Seu olhar endurece. "Vou levá-la para casa, Sapphire." Seu tom não deixa espaço para discussão, por isso entro no carro juntamente com ele. O Mercedes tem vidros escurecidos e uma janela de comunicação entre o assento do condutor e nos. Nova York é tão bonita na parte da manhã, nada como as luzes da noite, mas ambos tem um tipo diferente beleza. As pessoas estão correndo para seus respectivos trabalhos, sem prestar muita atenção a qualquer outra coisa. Eu poderia ter-me mudado para alguma cidade menor. Deus sabe o quanto teria sido melhor para minhas finanças, e assim eu teria tido um pouco de paz e sossego.


Mas amo Nova York, e nada pode mudar isso. "Você ama a cidade, não é?" A voz divertida de Dominic invade meus pensamentos, e eu sorrio. "Muito, eu não posso me imaginar vivendo em qualquer outro lugar. Você pode?" Ele fica quieto por um segundo. "Depende". "De que?" "De muitas coisas. Às vezes, uma cidade é apenas uma cidade. É preciso muito para chamar algum lugar de casa". "Isso é verdade também." É difícil não concordar com ele. Minha casa pode ser tirada de mim, embora. Pelo Sociopata. Ao penar nisso ansiedade começa a se construir dentro de mim de novo, e de repente senti-o deslocar-se ao meu lado. Ele se inclina para frente e levanta a mão. Seus dedos acariciam lentamente minha bochecha enquanto seus olhos seguram os meus. "Farei tudo possível ao meu alcance para mantê-la segura. " Sem pensar, me inclino para frente quando ele lentamente corre o polegar sobre meu lábio inferior. Seus lábios estão há apenas algumas polegadas longe de distancia dos meus. Eu queria que ele me beijasse e levasse embora todas as minhas preocupações. Ele deve ter lido minha mente, porque a próxima coisa que sei, é que nós estamos nos beijando. Profundamente.


Ele esta por toda parte, na mão que segura minha cabeça em um aperto apertado, na outra mão que aperta a minha coxa. Na sua boca e língua devorando apaixonadamente a minha. Eu sou como um instrumento sexual que ele esta jogando. Não consigo me lembrar de alguém já me ter beijar assim antes. Sua mão faz lentamente seu caminho do meu estômago ate meus seios sob o top. Engulo em seco quando ele abaixa o top e belisca levemente meu mamilo, torturando-o entre os dedos. Posso sentir minha buceta ficando úmida e penso que isso pode levar a algo mais. Como ter sexo selvagem e louco dentro do carro. Então, de repente, lembro-me dos olhos de Damian, semelhantes ao de Dominic, e a memória de seu toque apaga meu fogo. Imediatamente, meu desejo vai embora. Por alguma razão, sinto como se estivesse traindo ele, e isso é ridículo. Empurro meu corpo para trás e ele se solta de mim instantaneamente. Nós dois estamos respirando pesadamente. Arrumo o meu top e faço-me mais apresentável quando o carro para. "Sapphire..." ele começa, mas apenas balanço a cabeça em consternação. "Eu sinto muito. Eu só ... Eu só não posso fazer isso. " "Por quê?" "Porque tudo está acontecendo muito rápido. Eu pensei que poderia fazer isso, mas eu não posso. "


"Esse é o único motivo?" Claro, que eu não poderia dizer-lhe a verdade. "Sim." Com um olhar duro, ele finalmente concorda. "Ok, então." Ele se inclina mais uma vez e me da um suave beijinho na testa. "Te vejo hoje à noite." A porta do carro se abre, e seu motorista, Alan, como descobri mais cedo, dá-me sua mão e me ajuda a sair do carro. Com um último suspiro, eu subo rapidamente as escadas do meu prédio. Poucos minutos depois, estou dentro do meu apartamento congelante, contrastando com o calor que senti no carro. Olho para o relógio. Ainda tenho algum tempo para me arrumar e ficar pronta para o trabalho; dei sorte de ter metade de um turno esta noite, então eu decido tomar um banho quente. Sophie esta toda esparramada no sofá, roncando alto, ainda usando seu vestido e maquiagem da ontem à noite. Eu balanço a cabeça, farta de toda essa merda. No entanto, eu tenho contas para pagar, então preciso ficar pronta para meu trabalho de bibliotecária e de bartending depois. Tenho que me preparar para ambos. Meu laptop ainda esta ligado. Meus dedos estão prestes a pressionar o botão de desligar quando vejo que um novo e-mail apareceu na minha caixa de entrada, abro-o e meu coração dispara de medo. Nada nem ninguém poderá salvar você de mim. Sociopata


Deus, ele sabe tudo o que fiz? Noto outra coisa neste momento. Não é mais anônimo. O e-mail foi enviado a partir de algum tipo de nome aleatório, que é claramente falso, e ele esta online no bate-papo do Messenger. Ele deve ter acabado de me enviar. Sei que devo chamar Dominic imediatamente. Mas antes disso, me obrigo a sentar-me em uma cadeira próxima ao sofá, abrir o guia do bate papo, e escrever uma mensagem. Meu coração esta batendo a galope no meu peito e meus dedos estão tremendo. <Cookie1988> O que você quer de mim? <Langer07sp> Você. Minhas mãos estão suadas, então as seco nas minhas calças e tento controlar o pânico furioso que corre através de mim. <Cookie1988> Por favor, me deixe em paz. Eu nunca fiz nada de errado. <Langer07sp> Não. Antes que eu possa responder, a conversa esta se excluindo rapidamente do meu laptop como se por passe de magica, mas sei que é devido a algum programa sofisticado que ele tem pra não deixar rastro. Engulo por o ar, e levanto-me de forma tão abrupta que a cadeira cai no chão. Como eu posso tentar lutar contra, quando ele era é tão perigoso que parece controlar e saber tudo ao meu redor? Meu


coração dispara, e sinto que meus ouvidos estão abafados. Estou insensível a tudo a meu redor, mas de alguma forma consigo continuar com a rotina que tenho que fazer antes de ir para o trabalho. Ele tirou minha paz. Aplico um pouco de maquiagem no meu rosto e prendo meu cabelo em um coque, e me pergunto quanto tempo ele me dará, e se esse tempo será suficiente para Dominic me ajudar.

Sociopata Imprudente. Estou ficando imprudente com ela. Eu nunca tinha enviado mais de um e-mail para minhas vítimas antes, mas por alguma razão, quis convencê-la de que não havia como escapar de mim. Quando ela me enviou aquelas mensagens, soube que seria um erro responde-las, mas eu fiz de qualquer maneira. Foi importante ter essa conversa com ela como o Sociopata. Com uma parte real de mim. Não lhe disse muito, mas sei que a aterrorizei ainda mais. Minha doce menina Sapphire. Minha e só minha.


Ela esta prestes a descobrir como é ser tomada pelo monstro. Nada irá me parar de sequestra-la. Mesmo que isso signifique pôr em risco a identidade do meu irmão. Ela vem primeiro. Mais outra fodida primeira vez.


A espera esta quase no fim. O enorme relógio de madeira deixame saber que já tinham se passado quinze minutos desde que o estranho misterioso havia me deixado, por isso é o momento perfeito para eu sair daqui e sobreviver ao resto da noite. Estou cheia de um sentimento vertiginoso de excitação que se constrói dentro de mim com a perspectiva de vê-lo novamente. Que mulher não sonha em encontrar o amor à primeira vista? Sei que é uma loucura e não faz sentido, mas em seus braços, me sinto completa e única. Levanto-me um pouco trêmula. Meus movimentos fazem o porta canetas perto de mim deslizar e cair no chão, espalhando tudo pelo chão. Estremecendo interiormente, eu rapidamente coloco tudo de volta junto, e assim que os coloco sobre a mesa, meus olhos notam algo incomum.


Há um contrato no meio da mesa. Um contrato entre meu pai e David, que é o chefe de uma empresa especializada em cosméticos. Ele é um velho amigo do meu pai e nunca perdeu qualquer um dos meus aniversários. A vibração estranha sobre ele me fez gritar de medo cada vez que ele chegava perto de mim quando eu era uma criança. Ninguém entendia o porquê da minha reação a ele, muito menos eu... mas foi o suficiente para ele parar de tentar me agarrar ou tocar-me sempre que podia. Honestamente, a maioria dos amigos mais próximos do meu pai deixa-me desconfortável, então eu prefiro evitá-los. A curiosidade leva a melhor sobre mim. Apanho o papel e começou a ler. Cada palavra que leio, faz meu estômago revirar e meus olhos se arregalarem de horror e asco. NÃO PODE SER VERDADE. DEVE HAVER ALGUM ENGANO. Meu pai não pode fazer parte de uma organização como esta, muito menos administra-la. No entanto, a prova esta bem aqui em minhas mãos. Pensar nisso me causa uma tremenda dor no peito. Escondo os papéis dentro do meu vestido, deixo o escritório e faço rapidamente meu caminho ate meu quarto, felizmente, ninguém me vê. Troco de roupa, pego as chaves do carro e meu telefone, juntamente com meus documentos, e decido visitar a única pessoa que é como um verdadeiro pai para mim. Alguém em


quem confio, alguém que sempre me ajuda e coloca todas as dúvidas para descansar. O pai de Sophie.

Sapphire Estou esgotada. Meus pés queimam como se eu tivesse andado milhas a pé hoje, e quero dormir mal, mas eu ainda tenho mais duas horas de serviço. É quase meia-noite, e eu só tenho uma pausa para fazer um lanche e me refrescar. Fixo meu delineador e melhoro um pouco minha maquiagem, mesmo que eu odeie faze-lo. Odiava ser simpática com os idiotas bêbados e assanhados que frequentam esse bar, mas aprendi na marra que posso empurrar meu orgulho de lado e sorrir para eles para obter melhores gorjetas, o que me proporciona boa comida no final do dia e mais dinheiro para guardar. Uma vez que retoco minha maquiagem, embebo uma toalha de papel na água e passo-a por todo meu pescoço para me esfriar. Esta quente como o inferno dentro do bar. Hank, o dono do bar, que é um bom rapaz, me disse para tomar todo o tempo que eu precisasse. Apesar de ele ter sido doce... Merda, eu sei que ele nunca me dará um longo tempo de intervalo, e também nunca gosto de levar vantagem.


Não faça nada que possa por em risco seu trabalho. Esse é o lema sob o qual tenho vivido desde o ano passado. Com um último olhar no espelho forço um sorriso no meu rosto, saio do banheiro e instantaneamente esbarro em Jack. Meu corpo fica tenso instantaneamente. Jack é uma espécie de segurança neste lugar, e às vezes se comporta como se ele fosse o proprietário e não Hank. Ele adora me dar ordens. Ele olha para as outras garçonetes e para mim com os olhos cheios de luxúria. A pior parte é que eu acho que sou a única daqui que se recusou a dormir com ele, e ele tomou isso como um desafio pessoal. Ele tentou ser agradável comigo, mas ultimamente ele esta perdendo a calma. Ele me assedia, e até mesmo me ameaça. Então começo a pensar que talvez fosse hora de dizer a Hank sobre isso. Eu já estou fora da minha mente com toda a coisa do sociopata. E não posso me dar o luxo de enlouquecer no meu trabalho também. "Olhe para você, toda pronta para deixar duros aqueles filhos da puta do bar. No entanto, você deve me agradar primeiro. " Sua voz é sarcástica e ele me repele. Seu hálito cheira a cerveja. De repente, ele me agarra duro, certamente deixando hematomas, me prendendo contra a porta. Não consigo me soltar dele. "Jack, me solte." "Por quê? Acho que esse é o lugar perfeito para uma rapidinha, não acha? "


Ele move sua boca contra a minha e bílis começa a subir pela minha garganta. Tenho que agir rápido. Eu relaxo meu corpo para distraí-lo, e no minuto seguinte seu aperto contra mim esta mais frouxo, aproveito a deixa e bato meu joelho agressivamente contra seu pau, e ganho um gemido de dor dele. Suas mãos me soltam, e eu estou livre para correr em direção à porta do bar, mas não antes de ouvir sua raiva e palavras rancorosas. "Você vai pagar por isso, vadia." Suas palavras me assustam; minhas pernas se movem rapidamente, e, finalmente, chego a parte principal do bar, onde Hank esta discutindo com uma das garçonetes. Seus olhos se voltam para mim, e ele franze a testa. "O que aconteceu?"

Sociopata O cara ainda estava gemendo de dor do chute que Sapphire lhe deu no saco, isso me enche de satisfação, saber que minha


menina pode cuidar de si mesma quando ela precisar, não que eu tenha apreciado vê-la em perigo. Não... Só eu posso colocar medo dentro dela; ninguém mais ira tocá-la sem enfrentar a minha ira. Eu lentamente faço meu caminho em direção a minha próxima vítima quando ele olha para mim e rosna. "O que você quer homem? Cai fora daqui. " "Eu realmente não penso assim", eu digo calmamente. Agarro a camisa do cara, e com toda a minha força, soco seu rosto com violência ate que a cabeça dele cai para trás e seu nariz começa a sangrar. Então, antes que ele possa dizer qualquer outra coisa, eu seguro sua mão suja, as mãos com as quais ele provavelmente machucou minha menina, e esmago-a até que sinto os ossos quebrarem. Eu não sinto nem um pingo de culpa. Ele grita de dor e tenta fugir, mas eu dou-lhe um último chute no joelho que o faz ficar quieto. Seus olhos ainda estão abertos, e eu lhe dou o sorriso que todas as minhas vítimas recebem. "Você nunca mais ousara tocá-la, ou sequer respirar em sua direção, se me desbeber você é um caro morto. E esta conversa nunca aconteceu, ou pode ter a maldita certeza de que você acordara sem algum dos membros no hospital. " Sem esperar por sua resposta, vou ate o banheiro mais próximo, tiro minhas luvas que nunca deixam traços do meu DNA, faço-me apresentável, e saio, e não dou ao cara nem mais uma olhada.


Ter sentimentos por alguém definitivamente me fez ficar imprudente. Eu nunca machucaria alguém fora do meu emprego. No entanto, ele tentou tirar o que é meu. E ninguém tira o que me pertence. Não mais...

Sapphire O bar esta se esvaziando lentamente, e começo a colocar tudo no lugar antes que seja hora de fechar. Apesar de estar vestindo um casaco quente, meu corpo ainda treme pelo que aconteceu. Depois que eu disse a Hank sobre o ataque que sofri, ele me garantiu que ira cuidar de Jack e que estava chateado como o inferno pelo imbecil tentar tirar vantagem de mim. A próxima coisa que escuto é Mandy, uma garçonete do estabelecimento, correr para o centro do bar, gritando por socorro. Encontramos Jack deitado no chão quase espancado até a morte, e tivemos que chamar uma ambulância. Embora ele não seja uma boa pessoa (que tinha provavelmente planejado me


estuprar) eu não recebo qualquer satisfação ao saber que o tipo obteve o que merecia. Não, o único pensamento que passa pela minha mente é que só ha uma pessoa que pode ter feito isso com ele. Sóciopata. Foi ele? Ele esta comigo em todos os lugares? "Sapphire" Finalmente, me dou conta de que alguém esta chamando meu nome, e eu me viro para ver Dominic apoiandose no bar, olhando para mim com preocupação. "Dominic?" Todas essas horas sentindo medo me fez carente por contato humano. Sem hesitar, eu corro para seus braços e o deixo me abraçar. De alguma forma me sinto segura, talvez não totalmente, mas ele esta aqui, e é só isso que preciso esta noite. Seus braços se fecham firmemente ao meu redor e ele gentilmente me aconchega, sem dizer uma palavra. Presumo que ele provavelmente sabe o que esta acontecendo aqui no bar. Dominic carinhosamente passa a mão sobre o meu cabelo em um movimento suave, o que me acalma o suficiente para me afastar um pouco para trás e estudá-lo. Ele parece cansado, se sua expressão facial esgotada fosse qualquer indicação. Seu foco esta sobre mim enquanto sua boca se abre em um sorriso gentil que mal chega a seus olhos. Suas mãos espalmam meu queixo levantando-o um pouco. "Você está bem?" Eu balanço minha cabeça concordando. Mas seus olhos correm examinando todo o meu corpo, e ele nota os hematomas


vermelhos em meus braços que estão ficando roxos. O rosto de Dominic instantaneamente se transforma de macio e suave para furioso, e por um segundo, parece que outra pessoa esta na minha frente. Dou um passo para trás e seu olhar assassino desaparece rapidamente, mas eu já estou em alerta máximo. Quem realmente é Dominic Scott? "Você não esta bem. Ele pôs as mãos em você, não foi? Hank me disse que ele tentou forçá-la. E se aquele filho da puta já não estivesse sofrendo, eu teria quebrado seus ossos eu mesmo. " Algo letal sobre seu voz faz uma parte de mim derreter por ele. Ele se importa o suficiente para querer me vingar. Logo recobro a razão... Você está fora de sua maldita mente, Sapphire? "Não diga isso", eu sussurro. "É a verdade. ". Ele da de ombros e pega meu casaco e minha bolsa a partir do canto e estende a mão para mim. "Vamos." "Eu não posso. Eu ainda tenho que trabalhar uma hora. " "Não mais. Falei com Hank, e você pode sair. " Sua atitude foi doce, mas eu realmente quero ter minha comissão completa nesta noite. O aluguel vencera em breve, e conhecendo Sophie como começo, sei que ela não tem nenhum dinheiro para ajudar. Preciso garantir que teremos o suficiente. "Obrigado, mas eu preciso do dinheiro extra." Talvez eu devesse ter sentido vergonha de dizer-lhe que precisava das gorjetas extras, mas não dou à mínima. Estou extremamente cansada de


ser triste pelo fato de ter que trabalhar como condenada para pagar todas as minhas despesas. Seu olhar endurece. "Ele disse que está tudo bem e que ira te dar o dinheiro de qualquer maneira. Ele me disse que você ia dizer isso, que estaria teimosa sobre sair. Sua vida é mais importante do que o dinheiro, Sapphire. " Ele não pode ter tido isso. Porem Dominic disse, verdade? "Certo. Eu costumava pensar assim quando tinha vários cartões de crédito também, sabe. Em seguida, adivinhe? A vida real aconteceu, e me mostrou quão ferrada posso ficar se não tiver dinheiro. Assim não venha me julgar, está bem, menino rico? " Eu sei que ele não merece meus comentários grosseiros quando tudo que ele esta tentando fazer é me ajudar, mas eu não posso me impedir de fazer um ponto. Às vezes as pessoas simplesmente não entendem. Eu costumava ser uma princesinha rica que nunca tinha precisado trabalhar, mas essa já não é mais a porra do caso. Depois de um minuto de silêncio entre nós, ele finalmente senta no banquinho do balcão e faz sinal para eu voltar para o bar, e eu levanto minha sobrancelha confusa. "Se é importante para você ficar aqui, vamos ficar mais uma hora, e então eu vou te levar para casa." Sem esperar por mim, ele agarra um copo e uma garrafa de uísque, e, em seguida, serve-se de um copo com tal experiência


que fico parada espantada com minha boca entreaberta. Ele ri da minha reação. "Eu costumava ser bartend para pagar meus estudos quando estava na Europa. Aprendi a ser um bom juiz de caráter " Isso é verdade; no ramo de trabalho dele, você tem que saber ler as pessoas. Agora é a minha vez de corar, porque eu joguei aquelas palavras na cara dele quando na verdade ele nunca foi apenas um menino rico que nunca tinha precisado trabalhar. "Sapphire?" "Sim?" "Você poderia parar de pensar em merda? Termine o seu turno, e então a levarei para casa, onde você poderá relaxar e tomar um longo banho de banheira. O que acha disso? " "Celestial." Eu quase gemo, porque tomar um banho assim sempre foi um prazer meu. Permitia-me esquecer por alguns instantes de todos os meus problemas. Em seguida, outro pensamento me vem à mente, que arruína toda a ideia. "Eu não posso fazer isso." Ele franze a testa. "Por que não?" "Porque no meu apartamento não tem uma banheira." Tinha apenas um chuveiro desagradável, mas pelo menos a água é quente. Posso chegar em casa, tomar um banho quente e dormir sob toneladas de cobertores. "Na minha casa tem."


Fico um pouco surpresa com sua sugestão, mas vejo que ele não esta brincando. "Olha, parece bom mais vou ter que recus..." começo a falar, mas ele imediatamente me interrompe. "Sapphire, você pode vir comigo para minha casa e tomar um longo banho quente. Vou fazer o jantar, e então você pode dormir e relaxar. No meu quarto de hóspedes. " Seu olhar é convidativo, e o som do que ele descreveu é tentador. Seu apartamento é grande, tem uma vista incrível da cidade, esta quente, e tem uma banheira. Parece malditamente bom para mim. Mas eu preciso ter certeza. Porque sei que não serei capaz de fazer mais do que isso, mesmo se quisesse. E eu não queria. Não com ele de qualquer maneira. "Só isso? Nada mais?" Seus olhos seguram os meus, que não me deixam dúvidas sobre suas intenções. "Nada mais." "Então eu realmente adoraria aceitar sua oferta." Ele ri e levanta o copo num brinde. "Negocio fechado, então." A noite parece promissora o suficiente. "Eu só preciso ligar para Sophie para que ela saiba." Por mais que eu esteja zangada com a coisa toda dela não trabalhar, não quero que ela fique preocupada. Ele concorda e devolve minha bolsa. Pego meu telefone e disco o número dela. Coloco o celular sob meu ouvido, e prendo contra meu ombro enquanto faço algumas bebidas para um casal


bonito que tinha acabado de entrar. Depois de vários segundos, ela finalmente atende. "Sophie?" Há uma música alta de fundo, e algumas vozes masculinas. "Ei, garota!" "Hey, onde você esta?" "Você não vai acreditar, Sapphire! Consegui um emprego hoje! ", Ela grita entusiasmada. "Você conseguiu?", Pergunto com ceticismo, porque será? Bem, deixe-me ver: a última vez que verifiquei, ela estava desmaiada no sofá, e, de repente, ela encontra um emprego? "Que tipo de trabalho?" "Como modelo, duh! Recebi o telefonema hoje, eles disseram que gostaram muito do meu book e me convidaram para jantar para discutir os termos e condições do contrato. É uma das melhores agências de modelos na cidade, uma oportunidade de ouro, sabia?" "Sim." Estou feliz por ela, mas ao mesmo tempo, uma parte de mim que não consigo controlar, sente-se amarga de que ela finalmente vai poder seguir seus sonhos, enquanto eu ficarei aqui presa no mesmo despejo. "Então, eles me ofereceram um contrato, e adivinhe! Eu já tenho meu primeiro pagamento, e eu estou saindo para Europa amanhã. " “é uma grande notícia, Sophie!" Ela esta vivendo seus sonhos.


"Tem mais!" "Mais ainda?" Eu dou as bebidas para o casal, que me pagam e lhes dou o troco com um aceno de cabeça. "Eles oferecem habitação como parte do contrato, o que significa que eles vão estar me dando um apartamento. Então não precisamos mais viver naquela merda de apartamento, e nada mais de turnos dobrados para você. Você pode parar de ser bartending, e se concentrar em seu trabalho na biblioteca e nos seus livros. Nós vamos viver em um lugar melhor, e eu vou ter dinheiro suficiente para nos. " Ela é a única que sabe sobre o meu sonho de me tornar autora de livros infantis. O processo de auto-publicação custa muito dinheiro, no entanto. E um ano atrás, minha vida mudou drasticamente. Minhas prioridades também mudaram, e todo o dinheiro que eu tinha foi gasto para sobrevivermos, então eu coloquei esse sonho em espera por tempos melhores. Tudo o que ela me disse soa perfeito. Parte de mim esta preocupada, porque tudo soa bom demais para ser verdade. Depois de todos os eventos que vinham acontecendo ultimamente, é ate mesmo um pouco assustador. "Querida, isso é incrível, mas você tem certeza que é legítimo? Quero dizer, esta agência é real ou... " "Sapphire, você e suas preocupações. Esta é a grande oportunidade que eu estava te falando! Finalmente aconteceu. " "Sim, eu entendo isso, mas e se for um golpe e eles...."


"Sapphire, tudo é juridicamente legal. Apenas fique feliz por mim", ela retruca, e, provavelmente, não é o melhor momento para ter essa conversa com ela. "Ok, Sophie, conversaremos amanhã. Eu não estou voltando para casa hoje à noite, só queria que você soubesse. " "Um cara quente do bar?", Ela diz e ri do outro lado da linha, e eu reviro os olhos. Ela é impossível. "Algo parecido." "OK. Vejo-te amanhã. Aproveite." "Sim, você também, Soph." desligo, e Dominic colocou a mão na minha uma vez que guardo o celular. "Tudo certo?" "Sim, tudo ótimo, na verdade. Sophie conseguiu um emprego, e ela me disse que vamos nos mudar para um lugar melhor. " "Isso é bom então. Ela está fazendo alguma coisa por vocês. " "Sim." O assunto praticamente morre depois disso, e pela próxima hora ou mais, ele fica me assistindo enquanto eu estou fazendo drinks para meus últimos clientes. Uma vez que meu turno termina, eu lavo as mãos, coloco meu casaco, e digo adeus a Hank. Ele ainda esta se sentindo mal por tudo que aconteceu, mas eu tranquilizo-lhe de que tudo esta bem e que estarei de volta ao trabalho amanha. Tão feliz como estou por Sophie e seu novo trabalho, sei que não posso pedir demissão. Pelo menos não por agora.


O passeio de carro é pacífico, e antes que eu perceba, eu cochilo no banco de trás e só acordo quando Dominic me levanta nos braços e me leva para dentro do edifício. "Dominic, me coloque para baixo. Eu posso andar ". "Sei que pode andar, mas você não tem que faze-lo." Exausta demais para argumentar, fico quieta em seu colo e percebo que algumas mulheres, que pareciam estar vindo de algum evento da alta sociedade, me olham com inveja. Pegamos o elevador e finalmente alcançamos seu andar. Ele abre a porta. "Damian?" Ele fica tenso e por um segundo, mas depois retoma a caminhada subindo as escadas indo em direção ao quarto de hóspedes. "Ele não está em casa." "Você tem certeza?" "Sim, ele tem o clube, lembra? Ele tem que administra-lo. Não se preocupe. Não é como se eu tivesse que ter a permissão dele para fazer qualquer coisa na minha vida, Sapphire. " Isso pode ser verdade mais imagina-lo no quarto ao lado é inquietante. O quarto é belo, grande, e quente. As paredes são de uma cor lilás clara, minha cor favorita, e é um quarto bem feminino. Realmente contrastava com a decoração geral da casa. Ele me coloca na cama, e por um segundo, nossos olhos se encontram em uma espécie de abraço. "Tão doce", ele murmura, e então se inclina para trás e ajeita a coluna vertebral. "Você precisa de um banho, jantar e dormir.


Tudo nessa ordem. "Ele aponta para a porta a alguns pés de distância de nós. "O banheiro é lá. Leve o tempo que você precisar. Tem tudo lá dentro. Assim que estiver pronta, você pode vir para baixo para a cozinha, tudo bem?” Eu balanço a cabeça e, com um último olhar, ele sai do quarto. Não tenho ideia do que esta acontecendo entre mim e Dominic, e tento não pensar sobre isso, porque minha vida já esta complicada o suficiente. O banheiro é enorme, e eu imediatamente me apaixono pela banheira. É um tipo de Jacuzzi, e tem geradores de espuma apontados para o centro. As toalhas e roupões estavam perto, e na pia tem todas os tipos de loções para o corpo que eu poderia pedir. Ate mesmo encontro um removedor de maquiagem. Ele deveria ter um monte de mulheres dormindo naquela casa, para ter comprado tudo aquilo, ou ele fez tudo isso para mim. Neste momento, decido que realmente não me importo e fico simplesmente grata por tudo estar lá. Tiro minha maquiagem e minha roupa. Subo e sento-me na banheira, gemendo quando a água quente envolve meus músculos doloridos.


Sociopata Ela realmente precisa aprender a controlar esses gemidos dela enquanto esta na minha casa. Eu tenho uma boa visão dela de onde estou sentado, e ela é linda. Assim como imaginei. Seu corpo, seu perfume, sua voz fazem coisas para o meu corpo que nenhuma mulher antes dela pode fazer. A ideia de sexo me repele, mas sempre fiz quando foi necessário. No entanto, com ela, eu quero experimentar coisas que nunca fiz antes. Eu não tinha tocado em outra mulher desde meu ultimo encontro com ela. Tenho um profundo desejo de agarrá-la para fora da banheira e fode-la na borda, enquanto ela geme meu nome. Então a levaria em frente ao espelho de corpo inteiro que tem no banheiro, a inclinaria contra a pia e puxaria seu cabelo forte a fazendo olhar para meu pau entrando e saindo ferozmente da sua buceta... a faria ver no espelho como so eu a deixo louca de êxtase....aproveitaria cada grito de prazer e dor que ela soltasse e me perderia dentro dela sem nada...carne contra carne. Ela esta limpa. Eu sei disso porque tive acesso aos exames de saúde que ela fez. Eu estou limpo também. Com ela, eu não quero usar nenhum preservativo. Eu queria darlhe tudo.


Logo. Logo, Sapphire me pertencera, e nada neste mundo ira me fazer mudar de ideia.


Corro através do lobby para a casa de tio Ken. Ignoro a rápida batida do meu coração e a ideia de que meu pai possa fazer parte de algo tão horrendo. Minha cabeça repousa sobre a parede do elevador quando memórias da minha infância tomam minha mente. Meus pais sempre estavam ocupados. Como todos os amigos do meu pai tinham aquele brilho estranho em seus olhos quando olhavam para mim quando eu era uma criança. Meu pai foi capaz de continuar com todos os seus luxos quando a empresa não estava indo nada bem.


Seu negócio escuso explica tudo isso e mais um pouco. A porta do elevador se abre, e vou para o interior do apartamento onde tio Ken esta junto à janela, admirando a vista de Nova York. Ele vira-se, e me estuda com cuidado, e, em seguida, abre os braços. Com um grito, passo meus braços em torno dele, apertando-o. Ele gentilmente passa a mão na minha cabeça, balançando-me. "O que está acontecendo, querida? A sua chamada me preocupou. " Deixo sua voz suave me acalmar. Tio Ken é mais como um pai para mim do que meu próprio pai é. Sophie, sua filha, é minha melhor amiga, e ele sempre encontrou tempo para ir ao cinema com a gente, parques, ou todas as outras coisas que meu pai não tinha tempo para me levar. Normalmente, quando tenho algum problema, eu conto mais com o apoio dele do que com o da minha própria família. Inclino-me para trás enquanto ele esta me segurando pelos ombros, e mostro-lhe o papel em minhas mãos, que esta um pouco molhado pelas minhas lágrimas que tinham caído sobre ele. Com o cenho franzido, ele agarra o contrato e começa a ler. No minuto que ele descobre do que se trata, sei que cometi um enorme erro ao vir aqui pedir-lhe ajuda. Seu rosto se transforma de gentil e carinhoso para com raiva e repugnante. Pânico se constrói dentro de mim. Tento sair correndo, mas sua mão agarra dolorosamente meu braço e me empurra forte contra o chão, ignorando meu grito de dor. Sento-


me, e medo me paralisa quando noto uma arma em sua mão. Eu não consigo respirar ou me mover. O mundo à minha volta esta se quebrando em pequenos pedaços. Soluços soam bem altos na sala silenciosa, e depois de um momento, me dou conta de que eles estão vindo da minha boca. "Cale a boca", ele retruca, e bate no meu rosto sem piedade com a arma. Meu rosto queima. Meus dedos tocam meus lábios e sinto sangue escorrendo por eles. Fecho os olhos ante a dor insuportável e fico imóvel com medo de me mover por saber o quão imprevisível ele pode ser. "Você contou a mais alguém sobre isso?" Eu balanço minha cabeça negando. Ele corre a mão pelo cabelo e abre seu telefone celular para fazer uma chamada, quando um ding familiar do elevador toca e as portas se abrem novamente e meu pai entra no apartamento. Tio Ken aponta a arma para mim e rosna para ele. "Idiota, explique-me como sua filha encontrou o contrato? Porra, você o guardava dentro da sua casa? " O rosto do meu pai é uma máscara de raiva enquanto suas mãos cerram em punhos. "Não. Estava seguro no cofre. Alguém o colocou lá fora, para ela ver. " Seus olhos pousam em mim e escurecem. Ha agonia neles por um segundo? "Você bateu na minha filha?"


"Ela estava pronta para nos expor. Veio correndo me pedir ajuda". Papai se agacha na minha frente e pega meu rosto em suas mãos, movendo-o de um lado para outro, examinando o dano. Seu toque me repele depois de tudo que descobri dele. A tontura na minha cabeça me faz querer vomitar. Com o pouco de força que ainda tenho, empurro meu corpo para trás para longe de suas mãos e descanso minha cabeça contra a parede. Os dois homens, que deveriam me proteger e me amar, ficam na minha frente querendo que eu morresse. "Ela é um risco para a organização" diz Ken. De maneira nenhuma ele é meu tio mais...não passa de outro monstro como meu pai. A mandíbula do meu pai aperta. " Porra, ela sempre gostou de todos esses casos de caridade e de animais de desabrigados. Você acha que ela vai manter a boca fechada sobre isso? " Papai ainda não diz nada. Ele pega o contrato do chão e rasga-o em dois. Ken ri, e esse riso me gela até os ossos. "Não vai ajudar, imbecil. Precisamos matá-la. " Meus olhos se fecham; meu fim esta próximo, e se Ken traiu minha confiança, como eu posso confiar no meu próprio pai, que nunca me demonstrou nenhum pingo de afeição? "Podemos usar suicídio como álibi, alguma besteira sobre amor não correspondido ou overdose de drogas ", Ken termina. Depois é a vez do meu pai falar. "Sapphire é minha filha."


Ken retruca, "E? Eu não hesitaria em matar Sophie caso ela encontrasse essa merda. " Oh, meu Deus, o homem que eu considerava como sendo um pai ideal nem sequer se preocupa com a vida da sua própria filha. Como pôde ter fingido tão bem?? Ter sido tão amável e cuidado de nos todos esses anos, se não passávamos de peões para ele e nossas vidas não significavam nada em seu grande esquema podre de dinheiro? Felizmente, minha amiga nunca saberá o quão pouco ela significa para o pai dela. Se a dor perfurando meu intestino fosse qualquer indicação, a sensação é péssima. "Eu não me importo, Ken. Ela é minha carne e sangue. Sou o único que estava lá quando ela nasceu. O primeiro que a segurou nos braços. Ela é minha filha. Ninguém toca nela ou ousa matala. VOCÊ ENTENDEU? Eu vou lidar com ela, e ela vai manter a boca fechada. " Meus olhos se arregalam de choque. Meu pai esta tentando me salvar? Ele da um passo mais perto de Ken, ambos de frente um para o outro e cutuca-o no peito com o dedo indicador. "Abra a merda da sua boca para a organização para você ver. Se alguém tocar na minha filha, eu vou destruí-lo e o resto da equipe cai com você. Você sabe que eu tenho provas suficientes para isso. Ninguém toca nela. Entendeu PORRA? " Ken rosna e faz um movimento para socar meu pai, mas ele vê o golpe chegando e bloqueia, dando um soco tão forte em Ken que o envia para o chão. "Pare de agir como um idiota e mantenha a boca fechada. A mesma imunidade para ela como você tem para sua própria


filha. Se você tentar tocar em um fio de cabelo dela novamente, você vai pagar. " Então meu pai me pega em seus braços e me leva para fora do apartamento. Meu rosto e lábios estão feridos, e minha cabeça doí demasiado, então eu fecho meus olhos e deixo a escuridão me levar.

Sapphire Meus passos suaves ressonam pelo chão de madeira quando entro na cozinha vestindo um roupão felpudo roxo e sentindome tímida. Minha pele esta corada, e desde que eu não estou usando nenhuma maquiagem, sei que pareço uma adolescente. Dominic mexe com uma espátula em alguma coisa no fogão enquanto sua outra mão agarra um copo de vinho nas proximidades e derrama sobre a panela, que imediatamente chia e cria um pouco de vapor delicioso. O ar é preenchido pelo cheiro de alho, molho de tomate e frango grelhado. "Cheira muito bom." Ele olha para mim por cima do ombro e pisca. "Penne Arrabiata com frango. Deve estar pronto em cinco minutos. "


Um homem que sabe cozinhar, sério? Pergunto-me como Dominic ainda esta solteiro e nenhuma mulher o tinha fisgado para si mesma. Sento na banqueta da bancada e, curiosamente, acho toda a imagem a minha frente, relaxante. Finalmente, ele desliga o gás, coloca a carne na massa, monta um prato e coloca na minha frente. Em seguida, ele pega dois copos com vinho tinto que estão no balcão e me da um. "Obrigada." Agarrando o garfo, dou uma primeira mordida e fecho os olhos de prazer. Comida italiana, na minha opinião, é a melhor do mundo. "É delicioso." O vinho é muito azedo para o meu gosto, mas acalma meus nervos. "Receita da minha mãe." Suas palavras me fazem parar com o garfo a meio caminho da minha boca, e me pergunto se ele ira continuar. Esperava que continuasse. "Ela sempre fazia esse prato para nós quando estávamos agitados ou tristes. Nós amávamos, tanto que Damian e eu finalmente aprendemos a prepará-lo. Faz parte de nos agora, eu acho. " Ele da de ombros, mas a dor em sua voz é difícil de não notar. "Isso é doce." Eu como um pouco mais, e então sussurro: "Minha mãe nunca cozinhou nada em sua vida. " Não importa o quanto eu tente, é difícil não ser amarga. Decidindo não pensar muito, eu termino minha comida e mudo meu foco para o grande piano. "Você toca?" Dominic segue meu olhar e assente. "Eu faço. E você?"


Minhas bochechas aquecem. "Não, eu quis aprender, mas eu era péssima. Mas eu adoraria ouvir algo, embora. " Ele coloca meu prato na pia, e vai ate o piano, e o abre. Ele então se senta no banco, olha para mim, e faz sinal com o dedo para eu chegar mais perto dele. Deslumbrada, minhas pernas o seguem e acabam ao lado dele. "O que quer que eu toque para você?" "Você quer que eu escolha?" "Sim." "Qualquer coisa. Eu adoro o som do piano. " Ele fica em silêncio por alguns segundos, em seguida, limpa a garganta e, lentamente, começa a tocar uma melodia, que reconheço imediatamente. The Way We Were de Marvin Hamlisch. Os olhos de Dominic estão fechados, como em um transe, quando ele toca com tudo de so. O sentimento de tristeza e saudade estão presentes na musica e em sua expressão, e a única coisa que eu quero fazer é abraçá-lo e faze-lo se sentir melhor.


Dominic Residência Harrison, Outubro de 1995

"Mama, mais uma vez!" A minha mãe é tão bonita. Ela esta rindo e nos abraçando quanto toca piano. À noite esta muito fria, com ventania, e chuvosa, portanto não há como brincarmos la fora. Mama teve a ideia de comermos massa e tocarmos musica. Papai esta no trabalho e chegara a qualquer momento. "Dominic, ja é o suficiente, você não acha? Nós já tocamos cinco canções. Vocês, não estão cansados rapazes? " Nós balançamos a cabeça e ela ri novamente. Essa é coisa que mais amo na mamãe; ela sempre sorri, e cheira como cookies. E ela sempre esta lá quando precisamos dela. "Toca o piano de novo, mamãe!" Ambos pedimos em uníssimo, porque é o nosso favorito. Normalmente, nesse horário papai já teria chegado em casa, e nós nos sentaríamos em seu colo como de costume e assistiríamos encantados Mamãe tocar. Só que nesta noite somos nós três. Ela nos senta um de cada lado no banco e faz sinal com o dedo para nós ficarmos quietos. Então ela toca.


Damian e eu balançamos enquanto ouvimos a música, e observamos os dedos da nossa mãe se mover rapidamente e sem esforço sobre o teclado. Ouvimos a porta se abrir e meu pai entra saudando-nos com um sorriso. Ele tranquilamente coloca a pasta no balcão da cozinha, chega por detrás de Mama, e beija-a suavemente no pescoço, o que lhe rende um sorriso dela. Então ele da um tapinha carinhoso na nossa cabeça e fecha os olhos, permitindo-se relaxar e apreciar a música. Damian e eu lentamente cochilamos com a música como sempre fazemos, e então ambos mamãe e papai nos levam para nossas camas e nos dão um beijo de boa noite. Dormimos abraçados e felizes. Quando acordamos na manhã seguinte, a vida que nos tínhamos e amávamos tinha sido destruída. Entramos em um pesadelo doloroso que durou dez longos anos.

Abro meus olhos no último acorde da música e afasto minhas memórias para longe. É constantemente assim. No minuto em que toco algo, me lembro dos meus pais, depois as memorias doces viram merda me remetendo a nossa última noite juntos como uma família feliz. Sapphire esta dormindo no meu ombro, sua respiração suave. Porra, ela parece tão inocente. Sua visão faz meu coração apertar. Fecho o piano lentamente, e em seguida, pegou-a em


meus braços. Ela resmunga algo ilegível durante o sono, mas não acorda. Subo as escadas e coloco-a sobre a cama feita e seu roupão se abre revelando todos os segredos que as roupas dela poderiam esconder de mim. Engulo em seco, porque ela é a mulher mais linda que eu já vi, e cubro-a rapidamente. Pego uma coberta no closet e a embrulho, antes de sair me certifico de que a lâmpada do abajur da cabeceira de sua cama esteja ligada, então fecho a porta e vou para o meu quarto.

Sociopata Pesadelos. Pesadelos de merda que não me deixam dormir. Todas as coisas horrendas que eles fizeram com nós. Todos os nossos gritos implorando por ajuda, mas ninguém nunca veio nos ajudar. Sangue, muito sangue e dor. E lágrimas que deslizaram descontroladamente dia após dia dos nossos rostos. Aquele riso, terrível riso, dos nos algozes que sentiam prazer em nos destroçar cada vez mais.


Até que encontrei força para não quebrar cada vez que escutava aquelas risadas cruéis. Eu fiz. Dominic é diferente. Ele é uma espécie de alma generosa, só queria paz. Assim como nossa mãe. Nossa mãe doce e bonita que não pode sobreviver a esta vida de merda. Eu nunca a tinha responsabilizado pelo que ela fez, embora esteja cansado de me questionar, como pode ela ter feito aquilo? Ela não podia ter nos dado pelo menos a esperança de que algum dia voltaria? O vidro na minha mão se quebra em um milhão de pedaços com toda a raiva que sinto reprimida dentro de mim. Minha mão esta sangrando, mas eu não dou à mínima. Sapphire esta fodendo com a minha cabeça, e já é hora de fazer a minha jogada. Normalmente, eu dou mais tempo as minhas vitimas, mas não com esta. Eu preciso dela. Estou agindo estúpido e irresponsável, sem seu toque. A vida que Sapphire conhece ira acabar para sempre. Eu só espero que eu não me torne um de seus pesadelos, foda-se, eu não dou a mínima se isso chegar a acontecer. Enquanto ela estiver comigo, nada mais importa.


A viagem de volta para casa toda é um borrão para mim. Papai chegou em casa em tempo recorde. Ele diz a Xander, o nosso chefe de segurança, para me levar lá para cima e, não deixar ninguém entrar no meu quarto sob nenhuma circunstância, nem mesmo minha mãe. Uma vez que sou deixada sozinha, corro para o banheiro para me ver no espelho, mesmo sabendo que nada bom me aguarda. Minha bochecha direita esta inchada, e uma mancha roxa esta se formando nela toda. Meu lábio esta cortado e tenho sangue seco


no meu queixo. É impossível não estremecer ao toca-lo. Minha cabeça esta me matando, por isso, tomo alguns comprimidos para anestesiar um pouco a dor e agarro uma garrafa de água fria do pequeno frigobar que tenho no meu quarto. Pressiono a garrafa contra a minha bochecha – apesar da dor- e deito-me na cama, abafando os meus gritos de agonia com um travesseiro. Meu corpo tremi, e até mesmo dois cobertores não são capazes de me aquecer. Nunca me senti tão fria em toda minha vida. De repente, meu celular toca, fazendo-me apertar os olhos mais difícil por causa da minha dor de cabeça. Nunca pensei que um toque de celular poderia ser tão ruim de ouvir. "Sim?" Minha voz esta rouca e tranquila. "Sapphire? Eu te mandei mensagens de texto por horas. O que diabos você ainda estava fazendo naquela festa? " Sophie pergunta. "Meu celular não estava comigo. Eu sinto Muito." "Você está bem? Tem algo estranho na sua voz " diz ela, hesitante. "Sim, estou apenas cansada." "Você tem certeza? Eu posso ir ai te.... "ela oferece. "Não!" Meu grito foi provavelmente alto o suficiente para acordar os mortos, e isso me faz parar por um momento. Limpo a garganta para elaborar uma desculpa. "A festa estava muito chata e minha cabeça está me matando. Apenas preciso descansar um pouco; isso é tudo. "


Ela não pode vir aqui. Enquanto ela não tiver conhecimento deste negocio escuso dos nossos pais, ela estara segura. "Tudo bem. Mas vou te ligar amanha para saber como esta” ela adverte, e depois acrescenta: "Steve está dizendo 'oi'". Steve é apaixonado por ela desde que tínhamos dez anos, e desde então ele a segue ao redor como um cachorrinho perdido. Embora Sophie não queira ter um relacionamento serio com ele, ela não se importa de dormir com ele de vez em quando... Ele tem um apartamento no Brooklyn perto do campus da faculdade no qual ela passa demasiado tempo. "Diga oi para ele por mim." "Claro, tchau baby. Te amo." "Eu também," eu sussurro, e, em seguida, desligo o telefone. Meu corpo esta exausto, por isso acabo cochilando.

*****

Um toque suave na minha bochecha ferida me acorda quando minha mãe me acaricia delicadamente. Seus olhos lacrimejam enquanto ela continua resmungando algo que eu não entendo. Meu pai esta parado ao lado da janela do meu quarto, tomando uísque. Sento-me, ignorando a dor ainda presente na minha cabeça, e aperto as costas contra a cabeceira da cama.


"O que está acontecendo?" Ao ouvir minha pergunta, meu pai vira a cabeça para mim, e meu estômago revira ao ver sua expressão. Nada de bom claramente. "Você não pode viver mais aqui, Sapphire," minha mãe diz soluçando, tentando pegar minha mão na dela, mas eu me afasto. "Você sabe sobre o papai e seu negócio obscuro, mãe?" Ela assente com a cabeça destruindo minha última esperança de que talvez ela não tivesse ideia do que ele fazia. Mas, mesmo depois de saber de tudo, ela ainda ficou com ele? Que porcaria de amor é esse? "Como você consegue viver consigo mesma, mãe?" Seu rosto muda-se como se a tivesse esbofeteado, e ela baixa os olhos com vergonha. "Foi esse negócio que nos alimentou todos esses anos, e garantiu que você tivesse tudo o que queria." NÃO. NÃO! "Mas a empresa..." eu começo... "A empresa é só fachada. A única razão que ainda a mantenho é porque funciona como um grande álibi. Você não entenderia Sapphire. "Ele termina sua bebida e joga o copo de vidro no chão, que surpreendentemente não quebra com a queda. "Você não


deveria ter ido ate Ken. Agora você não me deixou nenhuma escolha. " Pavor me enche. "Você vai me matar?" Ele balança a cabeça. "Sei que me vê como um monstro e me despreza nesse momento. Mas sua mãe e eu amamos você. Ken não vai ficar de boca fechada. Eu não posso deixá-la aqui. " Suas palavras me confundem. "Você vai deixar o país. Eu encontrei uma boa casa para você na Europa. Você esta há pouco tempo na faculdade mesmo e pode reconstruir sua vida lá.... não se preocupe vou colocar dinheiro na sua conta, poderá viver com o mesmo luxo que vive aqui conosco. " Eu permanecer na cidade irritaria seus parceiros de crime? Europa? Conta? Dinheiro? "Eu não quero isso." Ele levanta uma sobrancelha. "O QUE DISSE?" "Eu não quero isso. Não quero seu dinheiro. Nem ir para a Europa. Nada. " Sua mandíbula se aperta de raiva. "Então quero você fora da porra da minha casa a partir desta noite. Você pode esquecer que já fez parte desta família. Ninguém vai tocar em você, mas não espere obter qualquer ajuda minha. " Não ha realmente uma escolha a fazer. Nada me fara ficar com eles. Não posso ignorar a verdade que descobri de quão sujo o


mundo que eu vivia é. Eu nunca tive que trabalhar um dia na minha vida. Nunca tive que lutar. Sempre tive as melhores comidas e roupas. A que custa embora? À custa da vida de inocentes? Eles são meus pais. É impossível desligar meus sentimentos para com eles de uma vez. Mas viver neste mundo com eles, enquanto eles fazem tais barbaridades por dinheiro? Nunca. "Ok." Mamãe começa a chorar ainda mais e faz um movimento para me abraçar, mas eu me levanto abruptamente, e respiro profundamente. "Não. Não me toque. " Sua mão congela, em seguida, ela abraça meu pai forte contra o peito. Os olhos do meu pai se estreitam quando ele fala em seu tom baixo e perigoso, que não permite quaisquer argumentos. Ele joga uns papéis na cama, junto com uma caneta. "Assine. Esse documento garante que você não quer nada desta família e que já não é mais uma herdeira da Blake Enterprises. "Seu rosto endurece ainda mais. "E lembre-se de manter a boca fechada, Sapphire. Essas pessoas são capazes de coisas desprezíveis, e eu não vou impedi-los uma segunda vez. E não tente procurar a polícia. Nós temos gente nossa lá também ". Deus, eles conseguiram corromper ate os policiais? O fato não deveria me surpreender ... já que esse tipo de organização tem conexões por toda parte. Como é possível fazer justiça, então? Como eu poderei viver comigo mesma neste mundo se sei sobre eles e não posso fazer nada para tentar impedi-los? Com um último olhar para mim, ele sai do quarto, deixando-me sozinha com a minha mãe ainda soluçando.


"Sapphire." "Como você pode amá-lo?" pergunto de repente. "Ele é um monstro. Ele mata pessoas. Ele destrói vidas. Ele trai você com qualquer uma. Ele provavelmente bate em você, pensando sobre isso agora. " Seu rosto se encolhe e sei que acertei. MERDA, quantas revelações terríveis em uma única noite. "Como você pode viver com a consciência tranquila sabendo que esta acobertando-o? " Ela fica em silêncio, olhando para a parede, e então responde num tom desesperado, "O amor nos faz fazer coisas questionáveis. Uma vez que você se apaixona por um homem, é tarde demais para questioná-lo ou ir contra ele. Ele se torna sua única razão. Nada é errado. " ELA ESTA LOUCA? Como pode dizer tanta merda de uma única vez?? "Mãe, sabe todas essas caixas de jóias que você tem? Elas são graças a essas crianças cujas infâncias foram roubadas e destroçadas. Você pode viver com isso, só porque você o ama? Se isso é amor, eu não quero nunca fazer parte disso". Ela balança a cabeça, vai até a porta e, em seguida, vira-se para falar suas palavras finais para mim, depois disso eu nunca mais a vi. "Você não pode entender o amor, a menos que o experimente você mesma." Ninguém poderia amar um monstro como meu pai. E ninguém jamais me convencera do contrário.


Sapphire A luz do sol faz o quarto mais brilhante do que qualquer outra luz poderia fazer. E vem toda para o meu rosto, depois de um minuto, eu abro os olhos. Sinto-me sonolenta, mas, ao mesmo tempo, estou relaxada porque finalmente tive meu melhor sono em anos. Meu corpo não esta doendo; na verdade, estou muito bem, e eu não quero ter que sair desta cama macia nunca. Então eu pisco, porque me lembro de onde estou e por que essa cama é tão boa. Obviamente, minha cama de merda do meu apartamento de baixa qualidade não é nada parecida com esta. Dominic. Passei a noite em sua casa e devo ter adormecido nele quando ele tocou aquela bela canção que fez meu coração doer por algum motivo. É como se houvesse algum tipo de dor oculta implícita nele e eu quis acalmá-lo, mas ao mesmo tempo soube que não era certo. Ele é gentil e cuidou de mim ontem. Daria um amigo incrível, e apesar de nós termos nos beijado, eu sei que nada pode acontecer entre nós em um nível físico. A única atração que senti


por seu corpo foi porque ele me lembra Damian. Sei que soa patético, mas parte de mim ainda acredita que Damian é único, e ninguém inspira tais emoções fortes em mim além dele, nem mesmo seu irmão gentil. Levanto-me e me estico com um gemido. O tapete macio no chão aquece meus pés. Sorrio para meu reflexo no espelho. Eu pareço bem, tão bem quanto poderia parecer depois de ter acabado de acordar. Uma boa noite de sono pode fazer maravilhas, aparentemente. Eu escovo meus dentes, e, em seguida, coloco minhas roupas de ontem à noite, odiando-as instantaneamente, porque elas cheiram a cigarros e bar. Mal posso esperar até poder ir realmente para casa e mudar de roupa, mas no momento, elas serviram. Arrumo meu cabelo em um rabo de cabalo e pego meu celular para verificar se Soph mandou alguma mensagem, mas depois vejo que tenho um novo e-mail. Meu coração para, porque eu nunca tinha programado meu telefone para receber meus e-mails. Em seguida, o esmagamento da realidade do que esta acontecendo na minha vida volta. Sociopata. Ele deve ter obtido a posse do meu telefone. Com as mãos trêmulas, eu clico no ícone da caixa de entrada e abro meu novo e-mail com o coração quase parando. Um dia. Sociopata


Meu corpo começa a suar; é difícil controlar o tremor das minhas mãos também. O que ele quis dizer é bastante claro. Um dia de liberdade, e então eu seria sua próxima vítima. O que diabos eu estou fazendo aqui? Dominic. Preciso mostrar esse e-mail a ele; ele sabera o que fazer. Ele é o único que pode me ajudar a lidar com o sociopata. Eu desço correndo as escadas e inesperadamente bato contra um corpo duro. Eu provavelmente teria caído para trás se não fossem os braços fortes que me firmaram. Olho para cima e minha respiração fica presa na minha garganta. Sem a menor dúvida, eu sei que Damian esta na minha frente. Meu corpo esta em estado de alerta e minha mente fica confusa. Deus, eles são gêmeos! Como eu posso sentir tal diferença? "Oi." Minha voz sai apenas como um sussurro, e seu corpo fica tenso com minhas palavras, mas seus braços não me soltam. Eu lambo meus lábios e limpo minha garganta, porque tudo isso é ridículo. "Eu estou procurando por Dominic." Seus olhos endurecem e ele da um passo para trás. "Ele está no chuveiro." "Oh." "Eu posso mostrar-lhe o quarto dele, se quiser. Ou você pode se juntar a ele no banho...o que prefere??. " Porque tanto sarcasmo na sua voz?


Cruzo os braços em uma posição defensiva, e antes que eu possa me parar, eu solto: "Eu não dormi com ele.” Em seguida, ele me faz sentir como uma tola, porque eu não devo a esse cara qualquer tipo de explicação. Por que diabos eu senti necessidade de me explicar? "Não é meu negócio, Sapphire." Seu tom é frio e indiferente, e doi um pouco. Ele nem sequer se importava se alguém me tocava? Ele sussurrou sob toda minha pele que eu era dele (naquela noite fatídica no escrito do meu pai), e fez-me prometer que eu nunca transaria com mais ninguém. Foi tudo uma mentira? Ou é como ele geralmente conquista as mulheres? Promete-lhes tudo, e, em seguida, mal pode suportá-las à luz do dia? Eu endireito minha espinha e assinto. "Certo, só quero deixar claro que eu não posso ir la, enquanto ele esta tomando banho. Você pode, hum, dizer que eu preciso falar com ele? " Minha voz esta esperançosa e eu tento sorrir, mas ele apenas faz uma careta de mal humor e começa a sair pelo corredor em direção asa escadas. "Não." E com apenas essa palavra, uma porta é fechada no segundo andar, eu assumo que seja a do quarto dele. Eu fico de pé como uma tola no meio do corredor, enquanto nenhum deles esta aqui comigo. Esta merda leva a palavra estranho a outro nível.


De repente, ouço um som de um toque alto, e levo um segundo para perceber que esta vindo do telefone na minha mão. É de um número desconhecido. Com uma careta, eu atendo. "Olá?" "Você é Sapphire Blake?" A voz masculina baixa pergunta, enviando arrepios pelo meu corpo, e tenho um mau pressentimento sobre isso. "Sim." "Somos do Departamento de Polícia de Nova York. Estamos contatando você a respeito de Sophie Parker. " Meu corpo fica frio, e é difícil dizer qualquer coisa, mas de alguma forma eu encontro força para lhe responder. "Sim, eu sou sua amiga." O silêncio dura vários segundos do outro lado da linha, e então o homem suspira profundamente. "Sinto muito, Stra Blake, mas precisamos que você venha para a delegacia buscá-la. Ela está alegando que você vai pagar sua fiança. " Alívio corre através do meu corpo e eu exalo profundamente. Ela esta bem. Não esta morta. Graças a Deus! "Claro. Qual é o endereço? " Ele dita e adverte que a fiança pode ser um problema, mas o que mais eu posso fazer? Eu preciso ir até ela e verificar o que aconteceu ontem à noite.


"Sapphire?" Dominic grita, e então ele esta descendo as escadas, cheirando a colónia cara, cabelo em um coque bagunçado novamente, e seus olhos estão cobertos pelos vidros pretos dos óculos elegantes e esta usando um tênis de mocassins. Tenho que admitir, ele parece muito bonito neste novo estilo, embora suas roupas ainda sejam de um tamanho muito grande. Nossa como ele terminou seu banho tão rápido? "Algo está errado?" "Sophie. Ela está na delegacia. Aparentemente, ela fez algo na noite passada, e agora eu tenho que pagar sua fiança. " Sua expressão parece chateada e ele ri ironicamente. "E ela quer que você corrija a situação, não é?" "Ela precisa de ajuda." Minha resposta é na defensiva, o que mais ele esperava que eu fizesse? Ela é minha melhor amiga. "Infelizmente para você, ela sempre precisa de ajuda e espera que você limpe sua bagunça, com base no que me disse. " Ele parece quase furioso com Sophie, e eu dou um passo para trás. Ele deve ter notado minha hesitação, porque seu rosto instantaneamente suaviza e ele sorri. "Eu só estou irritado em seu nome, querida." Eu relaxo um pouco. "Essa é apenas a maneira como ela é, Dominic." "Talvez ela precise crescer?"


"Talvez." Na verdade, eu preciso ter uma conversa com ela de qualquer maneira, por isso, essa confusão toda com ela é uma boa oportunidade para fazer isso. "Eu tenho que ir." Ele pega minha mão e me para. Por que não sinto eletricidade correr através de mim quando nos tocamos? É como se meu corpo só reagisse descontroladamente com Damian. Não é uma pena? "Não sem tomar o café da manha." Sua voz é firme e não tenho nenhuma dúvida de que, mesmo se eu disser que não, ele ira me fazer ficar. "Ela está lá sozinha la, Dominic." "Eu acho que ela pode sobreviver por mais meia hora, e então eu irei com você. Eu tenho um mau pressentimento sobre isto ". Sem outra palavra, ele pega minha mão na sua e leva-me ate a cozinha. Somos recebidos por uma mulher latina que sorri para nos amplamente. Ela tem a pele bronzeada impecável que combina bem com seus olhos verdes. Seu cabelo preto esta feito com uma longa trança que atinge sua coluna, e vejo alguns cabelos brancos aqui e ali. Ela tem um corpo pequeno, e usa um vestido preto apertado, que parece mais adequado para sair do que para cozinhar. Ao todo, a mulher tem classe e beleza em um nível que muitas meninas tentam alcançar, mas não conseguem. Desde meus tempos na alta sociedade fui exposta a muitas mulheres ricas, e me tornei um pouco especialista em adivinhar a verdadeira idade das mesmas, não importava o quanto tentassem esconde-la. A mulher Latina provavelmente tem quase sessenta anos.


"Juanita, esta é Sapphire. Ela é nossa hóspede desde a noite passada. " Ela me da um abraço amigável, e estou muito atordoada para fazer qualquer coisa. "A menina bonita que vi hoje mais cedo na casa." Juanita da um olhar de aprovação para Dominic, em seguida, me senta em um banco da enorme mesa da cozinha. UM prato de panquecas e uma xícara de chá são colocados sobre a mesa, e eu sorrio agradecida. "Obrigada." "De nada, hija. Dominic não vai tomar café? " "Eu já tomei meu café da manhã, Juanita, mas gracias." Ele então se vira para mim. "Eu preciso fazer uma chamada importante. E depois vou tentar usar minhas conexões para ver o que diabos esta acontecendo com sua amiga. Estarei de volta assim que terminar. " Ele se inclina para baixo, beija minha testa, e sai do cômodo. As panquecas cheiram deliciosamente. Pegando meu garfo, dou minha primeira mordida na comida e gemo. Alguém poderia pensar que estou tendo sexo alucinante com todos os gemidos que ando soltando recentemente. "É realmente delicioso." Juanita se vira enquanto faz outra coisa no fogão. "Fico feliz que goste. Você e Dominic estão namorando há muito tempo? "


Vejo um monte de curiosidade em seus olhos, mas eu não tenho resposta para sua pergunta. "Na verdade não. Quero dizer, nós só nos conhecemos há dois dias e não estamos namorando. Ele esta apenas me ajudando. " "No entanto, você está aqui. Deve significar alguma coisa. " "Eu meio que fiz ele me trazer aqui com os meus problemas." Dominic não teria me convidado se não tivesse tido pena de mim ontem, mas Juanita apenas acena com a mão. "Ele nunca traz nenhuma mulher para cá. Se você esta nesta casa é porque ele a quer aqui. " "Eu não acho que Damian está feliz com isso." As mãos dela param de mexer na panela, ela desliga o fogão e fica tensa. "Você conheceu Damian?" "Sim. Ele está em casa, mas não gostou de me ver aqui, então ... " Ela parece chocada e preocupada, e toda a alegria de antes presente em seu rosto foi embora. Ela até empalideceu um pouco. Antes que eu pudesse perguntar o que esta errado, Dominic volta para a cozinha, e pela forma como sua testa enruga, ele deve ter notado a tensão no ar. Então eles começam a falar em espanhol, provavelmente pensando que eu não entendia o idioma, mas rapidamente traduzo tudo. ''Dominic, ela sabe sobre Damian ".


"Juanita." Sua voz esta cheia de advertência. "O que você está fazendo? Ela parece ser doce e inocente”. "E ela é." "Não faça isso com ela, Dominic. Você prometeu." "Promessas podem mudar." "Dominic...." "Sapphire, nós temos que ir agora. Entrei em contato com o advogado da minha família, e ele esta esperando por nós lá. A situação de Sophie parece ser mais grave do que eu pensei que seria. E realmente estou com muito trabalho na empresa e infelizmente não vou poder pegar o caso dela. " Embora a conversa em espanhol tenha levantado algumas campainhas de alarme dentro de mim, me pergunto o que diabos têm de errado com Damian que o faz tão perigoso. No entanto, Sophie é a minha prioridade agora. Eu rapidamente termino meu chá e levanto-me. Abraço Juanita, que parece como um cachorrinho perdido, e agradeço-lhe pelo café da manhã. "Tenha cuidado, hija," ela sussurra, e antes que eu possa dizer alguma coisa, Dominic me agarra pelo braço e saímos do apartamento. Esta situação foi bem bizarra. Alan o motorista de Domionic, já esta esperando por nós com a porta do carro aberta. Depois que entramos ele dirige rapidamente pelas ruas de Nova York.


"O que está errado?" "Ela esta sendo acusada de porte de drogas. A cocaína foi encontrada em sua bolsa. São acusações bem graves, Sapphire. Não será fácil ajudá-la. " Eu apenas fico sentada de boca aberta, porque o que ele disse não faz nenhum sentido. "Ela não é uma drogada, Dominic. " "Ninguém disse que ela é, mas ela estava pronta para vender. Ela sabia o que estava fazendo. " "Alguém deve ter feito isso. Não há nenhuma maneira de Sophie estar envolvida em algo assim. " "Certo. Mas você não disse que o namorado dela é um drogado? " "Tanto quanto eu odeio Logan, sei que ele nunca faria isso também. Além disso, eles não estão mais juntos. Alguém deve ter armado para ela. " Olho para Dominic e vejo que ele não parece estar exatamente convencido com minha linha de raciocínio, mas ele não diz nada durante o resto da viagem. A viagem é rápida, e antes que eu perceba, chegamos à delegacia. O motorista abre a porta rapidamente e nós saímos. Um homem de meia-idade em um terno preto e uma expressão bastante sombria esta esperando por nós no portão. "Dominic". "Jefferson. Você já conversou com os policiais? "


"Sim, e não é nada bom. Tenho medo de que fique pior. " Estou preocupada e aperto meus lábios depois fico mais perto de Dominic, e pergunto: "Pior como?" Os olhos do advogado se mudam para mim e ele ergue as sobrancelhas, mas não diz nada em primeiro lugar. É como se ele estivesse surpreso por eu estar aqui. "No início, eu pensei que ela tinha perdido sua bolsa antes de sair do club e como a merda aconteceu no clube lotado seria fácil defendê-la. " "Mas?" A voz de Dominic é afiada e fria. "Não foi o caso. Ela sabia o que estava fazendo. Esse grupo de contrabando de drogas esta sendo caçado pelo FBI a um longo tempo. Ela estava lá e voluntariamente aceitou o trabalho. Ela é culpada, e eles tem todas as provas, Dominic. Mesmo eu sendo um excelente advogado como sou, minhas mãos estão atadas aqui. " O tom de Jefferson é pesaroso, mas isso não me faz me sentir melhor. Ela sabia o que estava fazendo? Deus, este provavelmente é o novo trabalho sobre o qual Sophie estava me contando ontem. Modelagem. Não era um trabalho de modelo; era de tráfico de drogas. Isso explicava todo o dinheiro que prometeram, e ela provavelmente agarrou a oportunidade. Eu não consigo acreditar nesta merda. Como ela pode ter feito algo tão estúpido? Ela quer uma vida melhor, e talvez eu a tenha pressionado muito ultimamente para conseguir um emprego.


Culpa me enche... Tento me acalmar e pensar logicamente, mas eu não posso. Dominic espalma as mãos na minha cabeça, não me dando outra escolha senão olhar em seus olhos cor de âmbar, que me acalmam. "Não entre em pânico." Sua voz é firme mais suave. "Você ouviu. Nós não podemos ajudá-la. " Ela é a única família que nunca tinha me deixado! Às vezes a vida é muito cruel! "Eu vou pensar em alguma coisa." Por mais que eu queira acreditar nele, sei que ele não tem poder absoluto contra a lei. Envolvimento com drogas é uma coisa muito seria, então acho que só me resta uma atitude a tomar, mesmo que eu odeie. "Podemos chamar nossos pais. Eles são amigos do senador e podem intervir....” Por mais que nossos pais nos odeiem, Ken não gostara que de ter o FBI investigando o caso da sua filha. Eles tem conexões, mas certamente não em todos os lugares, certo? "Não. Eu vou corrigir isso. " "Dominic-" "Eu disse que vamos corrigi-lo." Então ele me solta e muda seu foco para Jefferson. "Vamos entrar e lidar com isto. Eu preciso falar com ela. É possível, certo? "


Jefferson concorda com a cabeça, tira alguns papéis de sua pasta, e os da à Dominic. "Ela assinou os documentos, por isso sou oficialmente seu advogado. Não tenho certeza de que poderemos vê-la agora; ela estava tão histérica há uma hora, que eles tiveram que acalmá-la. Ela não está reagindo muito bem a prisão. " "Não é surpreendente. Alan, leve Sapphire para casa. " Assim que ouço suas palavras meus olhos se estreitam com raiva. "O que? Eu não estou indo a lugar nenhum. No caso de você ter esquecido, é a minha melhor amiga presa lá, não a sua. " Ele não parece nem um pouco satisfeito com a minha resposta, mas eu pouco me importo de tê-lo irritado nesse momento. Estou muito grata por ele ter me ajudado com meus problemas ao longo dos últimos dois dias, mas Sophie é minha melhor amiga desde o jardim de infância. Eu não vou deixa-la sozinha quando que ela mais precisa de mim. "Sapphire, você não pode fazer nada. Vá para casa, mude de roupa, e depois podemos almoçar e discutir a situação. Não há nenhuma razão para você estar aqui agora. "Sua voz é paciente, como se ele estivesse tentando trazer razão a uma criança mimada. "Há varias razões. E a principal delas é que sou a única pessoa que ela conhece. Ela se sentira melhor se eu estiver aqui com ela. " "Sapphire, não." Seus olhos estão frios, e eu tento procurar o calor familiar dentro deles, mas em vez disso, não reconheço o homem que esta na minha frente. É óbvio que não há nenhuma


razão para obedece-lo, então passo por ele, e faço meu caminho para entrar na delegacia, e estou prestes a subir as escadas que conduzem à porta da mesma, quando suas mãos firmes vão ao redor da minha cintura me parando e me segurando forte contra seu corpo. "Pare de agir como uma criança mimada." Suas palavras são sussurradas, e desde que ele esta me prendendo forte contra seu corpo, me sinto impotente. Sua voz é baixa, perigosa, e faz meu corpo reagir de uma maneira inesperada que não posso entender. "Ela precisa de mim." "Ir para lá não resolvera nada. Agora, eles não sabem nada sobre você, exceto que ela deu-lhes o seu nome. No minuto que você entrar, eles iram controlar todos os seus movimentos e tentar encontrar qualquer coisa que leve ao caso. Se ela é uma negociante " o meu corpo estremece em negação, mas ele apenas aperta sua mão com mais força no meu estômago para me manter quieta- "Eu estou falando sobre o que a policia acredita. Se ela é uma negociante, isso significa que você pode ser uma cumplice também. Eles iram investigar tudo sobre você Sapphire, e quando digo tudo, quero dizer cada maldita coisa. " Quando ele termina de falar, eu congelo em seus braços. Tudo. Eu não posso deixar isso acontecer. Não agora. Nunca.


Eles não podem cavar os acontecimentos que nos levaram a sermos deserdadas pelo nossa família. Essa alternativa é muito perigosa, embora a minha vida já esteja em perigo por causa do sociopata. Falando nisso… "Esqueci de te dizer uma coisa." Seus lábios percorrem meu pescoço e ele inala meu cheiro, enviando arrepios deliciosos pela minha espinha. "O quê?", Ele sussurra em meu ouvido. "Sóciopata." "O que tem ele?", Ele rosna. "Ele me mandou outro e-mail." "O que ele disse?" "Que eu tenho só mais um dia." Ele fica tenso e me vira, então ficamos de frente para o outro. "Eu te protegerei. Você não tem nada a temer. " Soa como uma promessa, mas com todas as coisas que estão acontecendo comigo ultimamente é difícil de acreditar. "Estou com medo, e esta situação com Sophie não está ajudando também." "Eu sei baby. Va para casa com Alan, troque de roupa, e volte para minha casa e me espere. Discutiremos tudo, e prefiro tê-la onde eu posso manter um olho em você. "


Eu não tenho forças para lutar contra sua atitude e o que ele esta me pedindo para fazer.. "OK." Ele me da um beijo na bochecha e depois sorri. "Boa menina." Ele me solta, e eu noto como Jefferson e Alan estão olhando pra todos os outros lugares menos em nossa direção, claramente dando-nos privacidade para resolver os nossos problemas. Dominic me acompanha até o carro. Entro no carro e deixo Alan me levar através do transito caótico de Nova York. Cochilo ao ritmo constante do passeio, e ouço o som da notificação de um novo e-mail no meu telefone. Sem muito medo, porque não tem como ficar mais assustada do que já estou, abro-o e leio. Nesse momento percebo que minha vida acabou. Sua liberdade ou Sophie? Escolha. Sociopata

A mensagem é alta e clara. Ele pode me deixar livre. Ou ele pode libertar Sophie da cadeia, mas me levar. Escolha. Ironicamente, eu não tenha nenhuma escolha no momento, e se eu tive esperanças de vencer nesse novo mundo um ano atrás, agora, eu tenho diferentes tipos de sentimentos. Não ha nenhuma esperança ou mundo novo para mim mais.


Sociopata Escolha. Nós dois sabemos que ela não tem escolha, mas é importante dar-lhe a falsa esperança de uma. Como eu suspeitei, sua amiga estúpida foi útil. Não foi difícil descobrir no que Sophie estava metida. Então simplesmente fiz com que o FBI soubesse do contrabando de drogas. Sophie deveria ser grata a mim. Salvei sua vida de merda. Os criminosos nunca a teriam deixado ir. Eles a teriam usado em seu negócio de tráfico de seres humanos. Eu usei a situação a meu favor. Eu quero que Sapphire ceda por sua própria escolha. Eu não quero machucá-la ou sequestrá-la friamente. Não, afinal ela é minha. Eu tenho que cuidar dela. Porra, estou ficando louco de desejo com as imagens dela na minha cabeça. Cada dia se torna mais difícil suprimir os meus desejos. Quero transar tão mal com Sapphire, quero sua boca doce como uma mordaça ao redor do meu pau, vendo-a engolir tudo o que a dou. Em seguida, quero-a sentada no meu rosto esfregando


sua buceta suculenta contra minha língua enquanto a faço gozar descontroladamente com minha boca, língua e dedos. Só então vou empurrá-la contra a parede e fode-la duro. Meu pau esta tão duro que doi.. Só mais um dia. E ela será minha, reivindicada, e conquistada.


Abrindo meu guarda-roupa, procuro meu velho casaco e calça jeans, que são um presente da minha avó. Eu quero rasgar todas minhas outras roupas por causa do que elas representam. Meu cabelo esta solto, cobrindo metade do meu rosto, e a chuva bate forte na janela. Por mais que sempre tenha adorado o tempo chuvoso, a ideia de estar sozinha no meio da noite durante a chuva não me agrada nem um pouco. Uma batida suave soa na porta, e Mary entra. Mary é nossa empregada há muitos anos. Ouvi um boato que antes de trabalhar pra nos, ela havia trabalhado para uma


família como babá, mas um homicídio aconteceu e dois meninos gêmeos foram sequestrados, mas eu nunca a questionei sobre isto. Ela nunca me mostrou nada além de consideração. Embora Mary já seja parte da família, não somos muito próximas. Eu geralmente prefiro solidão na minha vida. Ela suspira, percebendo minha bochecha machucada, e eu recuo, esperando que ela não faça mais qualquer barulho. Não tenho nenhuma vontade de ter que ver meus pais novamente. "O que aconteceu com você, Sapphire?" Balanço minha cabeça. "Não importa Mary. Não se preocupe com isso. " Seus olhos notam minha roupa e de repente, algo clica neles. "Escute o que digo Sapphire" ela sussurra quando choque encheme. Ela fecha os olhos, e então ela aperta minha mão difícil. "Saia dessa casa e não volte. Não volte nunca mais", diz ela sem piedade, e, em seguida, pega algo de dentro de seu sutiã. "Este é o cartão de um homem que ira ajudá-la. Use-o apenas se sua vida estiver em perigo. Prometa-me. " Minha mente ainda esta tentando registrar o que esta acontecendo, mas eu assinto concordando. Ela coloca as mãos em cada lado do meu rosto, e profundo amor brilha em seus olhos. "Seja forte e fique salva, querida." E com isso, ela sai do quarto. O que diabos esta acontecendo nesta casa?


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Meu casaco encharcado deixa manchas molhadas no chão, quando eu faço meu caminho para o apartamento de Steve. Ele vive em um bairro bom, embora não seja nada tão extravagante quanto os outros bairros luxuosos de Manhattan. Toco a campainha e, um minuto depois, a porta se abre rapidamente e Sophie aparece, vestindo apenas uma lingerie preta. Seus olhos se arregalam ao me ver e ela agarra meu casaco e me puxa para dentro. "Sapphire! O que aconteceu com você? Você esta gelada. " Ela tira minha jaqueta e amaldiçoa ao ver que estou vestindo apenas meu sutiã branco por baixo. Eu não tenho nenhuma blusa que meus pais não tenham comprado com aquele dinheiro sujo. Ela se ajoelha para desatar os laços do meu tênis e grita em voz alta: "Inferno Steve, acorde e venha me ajudar!" Com um gemido, ele resmunga alguma coisa do quarto, mas depois ele aparece na porta da sala. "Oh merda, querida. Olhe só o rosto dela. "


Sophie franze a testa, e depois fecha os punhos com a visão do meu rosto. "Quem fez isto? Eu vou matá-lo. Vamos lá, Steve. Ela precisa de um banho quente ou vai ficar doente. " Eles me arrastam para o banheiro, e Sophie fecha a porta. Ela tira o resto das minhas roupas, liga a água quente, e me empurra para dentro do box, ligando o chuveiro. Suas mãos aplicam shampoo no meu cabelo e lava-o. Terminado essa tarefa, ela prende meu cabelo para cima, mas ainda me mantem sob a água. Meu corpo doi; sentir a água quente caindo sob minha pele fria me faz querer rastejar de lá, mas Sophie me segura firme no lugar. Depois de alguns momentos, o calor começa a infiltrar-se e os tremores param. Os polegares de Sophie tocam suavemente meus machucados. "Quem fez isso, Sapphire?" Eu balanço a cabeça, mas, ao mesmo tempo, medo me toma. E se ele machucá-la também? Enquanto ela estiver comigo, ninguém nos tocara. Porque não dizê-la a verdade? Ela fecha a água, me tira do box, e me seca com a toalha. Depois disso, ela faz-me vestir um roupão e me leva para dentro do quarto de Steve, no exato momento que ele coloca uma xicara de chá fumegante sob a mesa de cabeceira. Ele e Sophie trocam olhares, e com um olhar final, ele sai do quarto, nos deixando sozinhas.


Sophie deita ao meu lado na cama enquanto suas mãos apertam carinhosamente as minhas. "Diga-me, Sapphire." Sem ter qualquer outra escolha, lhe digo a verdade. E ambos as nossas vidas nunca mais são as mesmas depois.

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Pessoas passam por mim dando olhares surpreendidos aos machucados no meu rosto enquanto meus olhos procuram o único homem que havia tocado algo dentro de mim. Sophie me pediu para ficar em casa e descansar, mas eu não pude. Prometi a ele que eu estaria aqui; ele me disse ontem que não tinha acabado. O homem dos meus sonhos. Ele não se importara com a minha bochecha roxa e inchada. Ele poderá me proteger. Salvar-me. Eu não posso estar errada sobre ele. Uma hora. Duas horas. Três horas se passam. E ele nunca chega.


Sapphire Engraçado como um assassino sociopata pode matar minha apreciação da bela vista de Nova York a partir do apartamento de Dominic. Minha cabeça se move em direção à porta quando o som de uma chave na fechadura me tira dos meus pensamentos sobre o meu terrível futuro. Em um segundo, Dominic entra no apartamento, exalando um suspiro exausto. Sua camisa meio aberta, o casaco pendurado em seu braço, e as olheiras sob seus olhos indicam que seu dia não foi nada emocionante. Ele não tinha me ligado nenhuma vez durante o dia, o que me deixou tanto exasperada quanto preocupada. Passei o dia ligando para os meus trabalhos dando aviso prévio, embalando algumas das minhas coisas em caixas e arrumando um armazém para guarda-las. Eu não confio em Sophie para ser capaz de manter o apartamento. Porem, acho que posso não precisar mais das minhas coisas, uma vez que o sociopata pode me matar quando estiver com ele, mas eu preciso pensar que escaparei viva dele, só para manter minha sanidade intacta. Uma vez que todas as minhas coisas foram empacotadas, eu dei uma longa caminhada pelo Central Parque, onde algumas


crianças brincavam enquanto a mãe deles ria de suas travessuras. Nunca tinha pensando antes em ser mãe considerando que ainda sou muito jovem, no entanto, observar aquelas crianças no parque me fez perceber o quanto à ideia de não ter filhos, me fere. Ao sentar-me no banco do parque, admirei a grama verde, a brisa fresca que tocava suavemente meu rosto, e a aura de tranquilidade que reinava no lugar. Nunca apreciamos realmente um monte de coisas nas nossas vidas até que alguém ameaça levá-las embora. Minha última parada foi na minha pizzaria favorita, onde comprei uma enorme fatia de pizza de calabresa e comi enquanto o queijo derretia na minha boca. E pensar que talvez nunca mais possa fazer coisas simples como essas, é doloroso. Voltei para o apartamento de Dominic exausta, então para tirar os pensamentos sombrios da minha mente estou tomando um copo de vinho enquanto tento admirar a vista noturna da cidade. Eu sei que eu não tinha que concordar com seus termos e deveria ter deixado Dom lidar com tudo isso, mas eu não pude. Sophie pode não ser perfeita, mas ela é minha melhor amiga, e se tenho a opção de salvá-la, o faço sem hesitar. Os olhos de Dominic vagam ao redor da casa e finalmente se fixam em mim. Vejo satisfação brilhar em seus olhos castanhos, mas ele rapidamente esconde, fazendo seu rosto ilegível. Olhamos um para o outro por alguns segundos, e com um suspiro, eu corro para seus braços, e algo dentro de mim se acalma quando ele me domina com sua força.


"Hey," ele sussurra e me aperta com mais força contra seu corpo. Meu corpo treme de medo, e eu quero desesperadamente sentir qualquer outra coisa. "Oi. Você veio. " Parte de mim temia que ele iria me deixar como todo mundo tinha feito. "Claro. É minha casa, depois de tudo ", ele brinca, e minhas bochechas aquecem de vergonha. Levando em consideração este fato, o meu medo de que ele pudesse me abandonar parece realmente tolo. Exalo uma respiração pesada, e murmuro rapidamente. "Ele mandou outro e-mail para mim." Dominic fica tenso, mas sua voz é firme. "O que ele quer desta vez?" "Ele me disse que daria um jeito de Sophie sair da cadeia se eu fosse com ele por vontade própria. " Ele se inclina para trás enquanto seus olhos procuram os meus. "E você concordou." É uma afirmação, não uma pergunta. Não há duvida de que minha escolha foi correta. "Sophie foi solta, não é?" Seus olhos se estreitam com raiva quando ele me solta e se afasta um pouco. "Porra, Sapphire! Como você pode ser tão estúpida?” ele grita frio.


A raiva sobe dentro de mim. "Não é como se eu tivesse uma escolha! A vida de Sophie estava em jogo". "E sua vida não?????!" "Nós dois sabemos que ele me levara de qualquer maneira. Não é como se minha palavra significasse muita coisa. " "Não importa. Você nem sequer se preocupa com a sua vida, sempre se colocando em situações perigosas. " "Você mal me conhece!" Por que ele esta brigando comigo? "E daí? Eu sou o único que tem lidado com todos os seus malditos problemas pelos últimos dois dias, não sou? " Suas palavras me ferem, e culpa toma conta de mim. Dominic é um completo estranho, e eu joguei todos os meus problemas sobre ele, e ele ainda senti atração por mim. Talvez espera-lo aqui para me despedir tenha sido um grande erro. "Eu tenho que ir. Ele virá atrás de mim amanhã de qualquer maneira. Dessa forma, eu também posso ver Sophie... Obrigada por tudo Dominic ". Seus olhos seguram os meus por alguns segundos, nenhum de nós querendo ceder, e, finalmente, ele joga fora a jaqueta e sussurra asperamente. "Foda-se." E assim, suas mãos fortes agarram minha cabeça quando ele esmaga sua boca contra a minha. Tento resistir porque beijá-lo esta errado em muitos níveis, mas a parte


estúpida de mim responde a ele, e em um segundo, eu cedo ao beijo. Minha boca se abre quando ele empurra sua língua para dentro da minha boca, duro, exigente, e um arrepio percorre meu corpo. Tudo dentro de mim anseia por seu beijo duro, e meus olhos se fecham por vontade própria, e, de repente, minha imaginação esta me levando de volta para o escritório do meu pai, há um ano, quando um homem misterioso de máscara me deu um beijo tão incrível que meus lábios foram incapazes de esquecer. Damian. O beijo muda instantaneamente. Agora é doce e suave. Ele morde suavemente meu lábio inferior e depois lambe-o eroticamente, e eu gemo em sua boca. Sem pedir permissão, ele me pega em seus braços e me carrega pelas escadas ate o meu quarto. Ele fecha a porta e me deita na cama. As mãos de Dominic correm sobre meu corpo e começam a tirar o meu vestido enquanto ainda me mantem refém de sua deliciosa boca. Doce e suave. Ele se afasta e remove meu vestido completamente, me deixando só na minha calcinha rosa de seda. "Linda." Ele geme rouco depois se inclina para baixo e lentamente lambe ao redor dos meus mamilos enquanto eu respiro com dificuldade.


Sua mão pega minha calcinha, e sem pressa começa a puxá-la para baixo. Simmm. Eu anseio e quero a boca dele em mim. Um suspiro sai dos meus lábios quando ele rasga minha calcinha com um movimento rápido e rosna quando minha buceta se contrai ante seu olhar. "Eu quero prova-la, devorá-la, e sentir cada parte do seu corpo implorando pelo meu", ele sussurra diabolicamente. Ele mergulha sua língua dentro de mim me fodendo com ela, enquanto suas mãos levantam as minhas pernas sobre seus ombros, as mãos correndo sobre as minhas coxas lisas. Ele enfia sua língua mais profundamente em minha buceta, em seguida, chupa forte meu clitóris. Meu corpo estremece quando prazer eletrizante me consume, fazendo-me sentir cada nervo do meu corpo. "Gostando baby??" Eu gemo alto de novo quando ele empurra seu dedo dentro de mim enquanto sua boca chupa os lábios inferiores da minha vagina, um por um. O quarto é preenchido pelos sons dos meus gemidos e seus sons de sucção. Sua boca é deliciosaaaaa, me sinto no céu. "É deliciosooo. Eu pod-eria passar dias aq-ui. " Meu corpo fica tenso enquanto rebolo descontrolada contra sua boca faminta. Eu ouço sons dele se masturbando, e então tudo dentro de mim quebra quando ele empurra ritmicamente dois dedos dentro do meu canal e chupa com força meu clitóris. Um


grito alto sai da minha boca enquanto meu corpo cai de costas na cama. Um grito alto de um nome. "Damiannn!" Ele congela, e leva um minuto para eu entender o porquê. Acabei de gritar o nome de Damian. Meu Deus! No minuto que gozei, minha mente estava longe deste quarto e deste homem, e profunda humilhação corre através de mim. Dominic se levanta abruptamente, com o queixo e boca ainda molhados dos sucos da minha buceta. Levanto-me da cama e cubro meus seios com um cobertor que acho na cama. Minhas bochechas ficam vermelhas vivo quando constrangimento e mortificação me atingem como uma tonelada de tijolos. "Dominic" murmuro prestes a lhe pedir desculpas, mas ele não quer ouvir o que eu tenho a dizer. Sem outra palavra, ele sai do quarto, fechando a porta com força.


Sociopata PORRA, ela lhe permitiu tocá-la, partilhou o seu corpo, e gostei do espetáculo. Meu castigo será grande e doloroso para ela. A melhor parte foi quando ela gritou o meu nome. Amanhã, ela será toda minha, e então lhe mostrarei a quem seu corpo pertence. Eu entro no chuveiro, pego sabão, e esfrego meu corpo duro. As imagens dela nua na cama, gritando de prazer, me fez duro. Ela estava magnífica gozando, mais bonita do me lembrava, e sem outro pensamento, eu agarro minha ereção dolorosa e aperto com força. Imagino-a no chuveiro comigo, contra a parede enquanto a fodo selvagemente, sem quaisquer barreiras entre nós. Ela estaria toda molhada e convidativa, toda minha. Vou mordê-la difícil e reivindica-la, e ensinar-lhe que ela pode fazer o que quiser na cama enquanto estiver a compartilhando comigo. Gozo com um gemido alto e dou um soco na parede. Sêmen vaza do meu corpo e isso me da muita raiva. Ela é minha, e eu sou dela. Cada parte minha deveria pertencer a ela, ate mesmo cada gota de sêmen que produzo... tem que estar em contato com o corpo dela. Amanhã. Amanha você será toda minha. Minha Sapphire.


Sapphire O que eu fiz foi humilhante. Eu gozei gritando o nome de outro cara. O nome do irmão de Dominic. Eu não sei como isso aconteceu. Um momento, eu estava com ele, e no próximo, quando eu fechei meus olhos, eu vi Damian e imaginei que era ele quem me tocava, me lambia e me fazia sentir como se estivesse subindo acima das estrelas. As ações de Dominic me levaram de volta para aquele momento perfeito, de um ano atrás. Meu corpo ainda treme do forte orgasmo que tive, e eu toco minha boca, que ainda esta inchada de seus beijos. Dominic nunca ira me perdoar por isso. Mas o pensamento mais terrível é que eu não posso imaginar isso de forma diferente. Dominic foi doce e suave, e eu queria áspero e duro. E de alguma forma, na minha mente o único que pode me dar isso é Damian.


Eu coloco minha cabeça no travesseiro e tento dormir. Amanhã, tudo ficara melhor. Encontrarei uma maneira de corrigir as coisas, e então tentarei sobreviver aos planos perversos que o sociopata reserva para mim. Amanhã. Fecho os olhos e deixo o esquecimento do sono me levar.


"Eu estou com medo, Damian." "Não fique, Dominic. Isso é o que eles querem. " "Eu acho que não aguento mais." Sua voz é baixa e fraca; enchendo-me de desespero. Ele esta doente, e esses bastardos não fazem nada para salvar sua vida. Ele esta tossindo tão alto que, na metade do tempo tenho dificuldade em entender o que ele diz. Normalmente, quando ele ficava doente, os monstros vinham aqui para nos ajudar. Não mais. Agora já temos quatorze anos, e já não somos mais crianças. Não somos mais tão interessantes para os filhos da puta pedofilos; eles querem alguém mais jovem. Nossos corpos estão muito grandes, muito masculinos, e eles não gostam da


resistência que mostram. Eles não estão mais nos pedindo para chupa-los. Têm medo que possamos morder seus pênis nojentos. Dominic esta se tornando demasiado fraco a cada dia, e seu corpo tem contusões que não curam. Especialmente um grande hematoma vermelho irritado no seu abdomen; tenho medo que possa necrosar. Estou preocupado com ele, embora eu nunca demonstre minha preocupação em frente aos monstros. Eles só esperam que nós quebremos o que resta de nossa esperança para que morramos neste buraco. Isso nunca acontecera. Farei qualquer maldita coisa para sobreviver a este inferno. Então buscarei vingança. Irei matar todos eles sem misericórdia. Os farei sofrer pior do que a dor que nos infligem. Só espero que meu irmão seja forte o suficiente para esperar um pouco mais. Ate que possamos fugir. "Damian". "Não fale, Dominic, so durma." Ele sorri, em seguida, descansa a cabeça no meu ombro. Uma dor profunda enche meu coração. Nós só temos um ao outro, e odeio que eu não possa aliviar a sua dor. Meu irmão gêmeo, a minha outra metade, a única pessoa que me manteve sã todos esses anos, esta sofrendo até a morte. "Sempre protetor." Ele se move ligeiramente, e em seguida respira fundo. "Se houver uma chance de escapar e eu não puder fazê-lo, me deixe para trás. " "Pare, Dominic." Suas palavras estão me deixando irritado; talvez porque no fundo eu sabia que isso possa chegar a acontecer.


"Prometa-me, Damian. Eu te amo ... irmão. " Eu aperto sua mão, que esta ao meu lado, e sussurro: "Eu também te amo. Vamos fazê-lo Dom. Juntos, como temos feito todos esses anos. " É uma promessa que eu pretendo cumprir.

Sapphire Acordo com um suspiro. O quarto esta muito escuro. Acho isso estranho, porque parece que eu dormi por varias horas. Por alguma razão, o quarto esta frio, e o colchão debaixo de mim é duro e desconfortável quando me sento sobre ele. É então que eu noto que minhas mãos estão algemadas e eu não posso ficar longe da cama, e finalmente percebo que não estou na casa de Dominic mais. Estou em algum tipo de porão, e o medo dentro de mim cresce mais forte, porque ele tinha me encontrado e sequestrado. "Oh, meu Deus." Um grito baixo escapa da minha garganta, ecoando pelo lugar. Estou usando a mesma camisa de ontem à


noite, e fico feliz por ter colocado calças de moletom, porque, caso contrário, estaria quase nua. "Sapphire." A voz rouca, profunda e familiar soa no canto escuro do cômodo. Sou incapaz de ver o rosto dele, mas não quero que ele se aproxime. Um leve tremor percorre meu corpo, e eu tento controlar o medo na minha voz. "Você me encontrou." Ele ri, um som sem graça que me fez temer meu futuro. "Você duvidou que eu fizesse?" Os seus passos são firmes e sei que ele esta se aproximando, mas sem minhas lentes de contatos ou óculos, ele teria que estar muito perto para eu poder ver seu rosto. "Não" E é verdade. Ele propôs um acordo, e eu aceitei. Definitivamente um pacto com o diabo. "Bom. Nunca duvide da minha palavra. " Há uma ameaça implícita na sua voz. "Por que você me sequestrou?" "Eu te disse. Eu quero você. " Movo-me para trás, porque ele esta se aproximando cada vez mais de mim, e estou com medo do que ele fara comigo. "Por favor." Minha voz esta implorando, estou fora da minha mente de tão apavorada.


"Por favor, o que, Sapphire?" A maneira como ele diz meu nome, faz soar como se ele estivesse saboreando a mais deliciosa sobremesa do mundo, criando caos em minha mente. Por que sua voz é tão familiar? "Não me estupre." O que é um pedido estúpido; Por que mais ele teria me sequestrado? Por alguma razão doente, ele me quer, e não teria me sequestrado se ele não quisesse me estuprar. Ele para de caminhar e fala friamente. "Nunca te estuprarei." Isso é confuso. Quem ele é? "Então o que você quer de mim?" "Eu não respondo a mesma pergunta duas vezes, e muito menos uma terceira vez. Eu quero você, e você vai me implorar para fode-la. E não vai ser tão difícil. " "Sobre o meu cadáver." Isso provavelmente não foi a melhor resposta para lhe dar, porque ele poderia providenciar facilmente o meu cadáver. Finalmente, ele fica na minha frente e prendo a respiração. Ele é alto, musculoso, e tem cabelo preto. Esta vestindo uma camisa preta e um par de jeans, e seu rosto não esta tão nítido para mim ainda, mas um pensamento me vem à mente. Anjo da Morte. Anjo da Morte?


Não pode ser ele; é impossível. Algo devo estar errado. Engasgo quando ele se inclina para baixo no colchão. Seu rosto esta perto o suficiente para vê-lo. "Damian?" digo em um sussurro. Ele sorri, embora não alcance seus olhos. "O primeiro e único, baby." "O que você fez com Dominic?" Ele não teria deixado Damian fazer isso comigo, mesmo que ele tenha ficado com raiva de eu ter gritado o nome de seu irmão na hora do clímax. Minha humilhação é profunda, e mal posso olhar nos olhos profundos de Damian. Como posso ter desejado Damian? Ele é um monstro. Um assassino. Seu rosto endurece, e seus olhos se tornam frios como gelo. "Nada." "Ele não teria deixado você fazer isso comigo." "Não, ele não deixaria", ele concorda, e depois se inclina mais perto, seus lábios estão a uma polegada de distância dos meus. Posso sentir sua respiração quente contra minha boca. "Não foi como se eu tivesse pedido permissão ao meu irmão para sequestra-la: Sapphire." Ele sorri; provavelmente achando minha pergunta engraçada. Ele não teria lhe pedido. Isso é verdade, porque Dominic nunca teria permitido tal merda.


Ele esta trabalhando junto com a polícia para prender o sociopata. A ironia é que ele vive sob o mesmo teto que o cara. A verdade teria sido devastadora para ele. Em seguida, outro pensamento toma minha mente, fazendo-me sentir-me ainda mais fria. "Você o matou?" É uma pergunta válida. O homem é um sociopata. Quem sabe o que ele é capaz de fazer? Ele da um passo para trás com o rosto transtornado de raiva. Damian pega a cadeira mais próxima à cama e joga-a contra a parede, e grita: "Nunca diga isso novamente. Eu teria morrido pelo meu irmão ". Então, sua voz abaixa, enquanto tenta recuperar o controle. "Você não está aqui para fazer perguntas, Sapphire." "Então estou aqui para que?" "Para que eu possa finalmente reivindica-la como minha."


"Entre, pedaço de merda." Dominic é jogado com violência dentro da sela. Eu tinha acabado de chegar depois de ter sido fodido pelo nojento do S. Meu irmão esta sangrando, e ele tem vários hematomas frescos. Foda-se, ele provavelmente foi fodido por Alfred novamente. O filho da puta gosta de causar dor. Ele normalmente nos faz ajoelhar na frente dele e coloca algemas pesadas nos nossos pulsos e pés, tornando impossível nos movimentarmos. Ele pega um cinto de couro, envolve em torno de nossas gargantas nos enforcando, enquanto empurra seu pau no nosso anus com tanta força ate quase sangrar.... O pessoal de John faz questão de assistir enquanto ele nos sufoca ate quase à morte, e depois que Alfred goza, outro bastardo já esta com sua ereção pronta para começar a nos foder e torturar de novo e de novo. "Ele está sangrando." Minha voz é dura. John, o homem que nos manteve prisioneiros durante todos aqueles anos, levanta a testa e sorri um sorriso venenoso que enviava calafrios de medo na


minha espinha quando eu era uma criança, mas não... não mais. A única coisa que eu quero fazer é matar o filho da puta ou arrancar membro por membro do corpo dele ate que o desgraçado pague pelo que nos fez, e eu farei. Algum dia. Pode ter a maldita certeza. "O que você disse, brinquedo?" É seu apelido favorito para nós. Eu o odeio com todo o meu ser. Nós não passamos de peões para eles. Quando éramos crianças ele cuidava um pouco de nós, porque éramos garotos bonitos e os pervertidos pagavam bem para nos estuprar, eu desejava que ele desse a mínima agora. Dominic parece pior a cada dia, e eu não tenho certeza de que ele ira durar muito mais tempo sem remédios. "Ele precisa de ajuda." John da de ombros e depois ri. Os dois outros guardas dos quais ele tem trocado a cada semana (de modo que nenhum ficara ligado¹ a nós e tentara ajudar-nos) ri junto com ele. "E você acha que eu dou à mínima? Os clientes não estão satisfeitos com vocês dois mais. Eles não gostam mais da altura de vocês e nem de seus corpos, para não mencionar que vocês não fazem mais os boquetes que faziam quando tinham quatro anos de idade. "Ele ri novamente, e então acende um cigarro e exala a fumaça na minha cara. "Seja grato que alguém ainda quer foder seus traseiros usados, ou ambos já estariam mortos. " _______ Ligado= os guardas também estrupam as crianças presas, então quando Damian diz “ligado a nos” ele se refere ao fato dos guardas que os fodem poderem ter pena deles tentando ajuda-los de alguma forma. *se é que é possível um estuprador chegar a ter pena de alguém ...uma vez pedófilo sempre covarde.


Eles chutam a costela Dominic antes que eu possa fazer qualquer e fecham a cela. Mais uma vez. Ouço a tosse de Dominic e me ajoelho na frente dele, tiro a única camisa que eu tenho, e coloco sob sua cabeça para que ele possa deitar e respirar um pouco mais fácil. Seu pescoço tem vários hematomas vermelhos. Seus pulsos estão cobertos de sangue seco, e pela maneira como ele tenta ajustar suas costas, o filho da puta que lhe fodeu tinha feito áspero, provavelmente sem muito lubrificante. Dominic esta magro e faminto, e não durara muito mais tempo se eu não pensar em uma solução. Pego um pouco de água limpa da pia que temos na cela, coloco na nossa bacia, pego um pano, e começo a remover o suor e sangue de seu corpo. Quando passo o pano pelo corpo de Dominic vejo que esta cheio de sémen também. Fico furioso, porque, mais uma vez, o estupraram sem preservativo. Pelo preço certo, John permite que os clientes não usem preservativos. Não é como se ele se importasse com a nossa saúde. "Damian", ele sussurra, e eu apenas balanço a cabeça. "Não fale. Deixe-me te limpar, e então você pode colocar algumas roupas e deitar-se. Amanha é domingo. Ninguém vem no domingo, então você terá um dia para descansar. Eles provavelmente ficam em casa no domingo fingindo serem


homens dignos com suas casas e famílias perfeitas. Esses filhos da puta asquerosos. " Pelo menos, eu esperava que sim. Dominic não pode tomar outro estrupo apero de alguém, e ele é o mais popular de nós dois. Aparentemente, ele ainda preserva esse ar inocente sobre si que deixa os pedófilos que frequentam essa merda de lugar: loucos, e eu odeio isso. Preferia mil vezes experimentar toda a dor do que vê-lo sofrer assim, detesto não poder ajuda-lo. Eu sou mais forte; ele é muito parecido com a nossa mãe: tem a alma frágil, e eu tenho a alma difícil de quebrar. Ele é tudo que eu tenho. Nós não temos mais nossos pais. Ninguém deve ter dado a mínima pelo nosso sequestro. John faz questão de esfregar isso na nossa cara o tempo todo. Ha um pequeno um sorriso nos lábios de Dom quando ele escuta minhas palavras, e ele geme de dor quando eu limpo seu pé. "Desculpa." "Tudo bem." Ele engole um pouco de água que peguei, e então seus olhos cor de âmbar, que são replicas exatas dos meus, focam em mim com uma pergunta implícita neles. Eu apenas levanto minha sobrancelha. Nós raramente precisamos de palavras para nos comunicar, mas em um lugar tão podre quanto este, temos que falar o mínimo apenas para preservar nossa sanidade mental. Caso contrário, nós dois já teríamos enlouquecido. Até mesmo o mais ínfimo contato humano (como quando nós nos abraçamos, ou quando inventávamos que estávamos bem longe daqui) foi capaz de salvar nossa mente.


"Lembra-se da canção que a nossa Mama cantava tocando piano?" Suas palavras me deixam tenso, porque geralmente eu odeio qualquer assunto que envolva nossos pais. É muito doloroso e não vejo nenhum ponto em lembra-los, mas é não como se eu pudesse negar-lhe qualquer coisa. "Sim." Minha voz esta rouca, porque eu sei o que Dominic me pedira a seguir, e a dor esta me matando lentamente por dentro. Porem, eu nunca direi a ele sobre isso. "Era uma linda canção, não era? Eu nunca consigo lembrar a letra. " Então sua mão agarra a minha mão com a qual estava limpandoo, e seus olhos imploram. "Você pode cantar para mim?" Suas pálpebras estão pesadas. Eu já tinha terminado de limpar seu corpo, então eu o ajudo a colocar a cabeça para baixo no travesseiro improvisado feito com a minha camisa, e o cubro com um pedaço de cobertor de merda que esta no chão. Respiro fundo. Sei que ele caira no sono rapidamente, por isso, irei cantar. Ele era ótimo tocando piano, e eu sempre o acompanhava cantando. Não que essas lembranças me façam algum bem agora. Limpo a garganta, coloco minha mão em sua cabeça, e acaricio seu rosto lentamente. Então o som da minha voz enche a apertada sela fria e escura.


Dominic sorri e pega minha mão, enquanto lhe trago um pouco de paz com a canção e velo seu sono para que ele possa dormir em segurança. Malditas recordações. Porra, desejava que nunca pudesse me lembrar dessa música, dos nossos pais, da nossa antiga casa, ou da vida feliz que tínhamos antes desta merda na qual estamos. Mas meu irmão esta com dor, e a única maneira de acalmá-lo é cantando essa canção, então eu faço isso e sorrio, porque ambos de nós não podem sentir dor ao mesmo tempo. Alguém tem que ser forte por ele. Eu serei forte.


Sociopata É impossível não ouvir o som de seu choro no porão, mas estranhamente, isso não me comove. Entendo perfeitamente os seus sentimentos de desesperança, medo e desconfiança, mas eu não posso fazer nada a respeito. Ela me irritou com sua observação sobre Dominic, como se eu fosse capaz de feri-lo. Sapphire claramente se preocupa com ele, e mesmo que tenha gritado meu nome em seu momento de paixão, Dominic é o único que tem a sua preocupação e lealdade. Saber disso faz o monstro selvagem dentro de mim rugir de raiva, porque eu quero que todos os sentimentos dela sejam só meus. Vou para o banheiro pequeno ao lado do cômodo onde ela esta. Fecho a porta e fico em frente ao espelho. O homem que me olha no reflexo é letal, irritado, e perigoso. Nada nele é suave. Inclino-me na bancada, descanso uma das minhas mãos lá, e removo meu cabelo que esta preso. E o deixo deslizar para baixo dos meus ombros. Eu prefiro ter meu cabelo no comprimento normal, e porra, ela terra que se acostumar com isso. Ela esta aqui comigo Damian, não Dominic. Eu não estou indo para esconder quem eu sou.


Não dela. Nunca dela. Uma parte de mim me odeia nesse momento, porque eu tenho uma garota inocente, com medo na minha masmorra. Eu mato minhas vítimas naquele lugar. Ela não merece estar lá, e tudo que quero fazer é levá-la para o meu quarto e segurá-la em meus braços. Mas outra parte de mim, a parte doente, se senti emocionada que Sapphire finalmente esta comigo e que posso fazer com ela o que eu quiser. As visões dela amarrada à cama enquanto eu a fodo duro, enchem minha mente. Prometi a mim mesmo que da próxima vez que gozasse seria dentro dela. Com um último olhar para o meu reflexo no espelho, tiro a camisa do meu corpo e entro no box do banheiro. O jogo de fazer de fazê-la minha tinha apenas começado.


Sapphire Ouço uma porta se fechar em algum lugar. Só Deus sabe o que Damian esta fazendo lá. Ele é um assassino. Ele provavelmente tem varias armas de tortura, igual naqueles filmes horrendos de terror que Sophie me obrigava a assistir. Meus braços doem um pouco por estarem presos, mas as algemas não estão muito apertadas. Ainda tenho mobilidade suficiente para pegar o cobertor próximo e me cobrir plenamente com ele, e o seguro firmemente contra meu corpo após seu último comentário. Te reivindicarei como minha. Essas palavras enviam arrepios pelo meu corpo, e eu quero morrer. Ok, isso foi muito dramático. Eu quero viver, mas eu não quero descobrir o que ele quis dizer com seu comentário. No entanto, eu gritei o nome dele no meu orgasmo. Sinto-me tanto humilhada quanto irritada. Sei que Damian sabe que o desejo.. Ele esta agindo como se eu dormir com ele fosse a coisa mais certa a fazer no mundo. Meus sentimentos estão


confusos, não quero desejá-lo agora que sei que ele é o sociopata. Embora tenha deixado à luz acesa, eu não tenho nenhuma imagem clara do cômodo diante mim, e, francamente, acho que ele fez isso de proposito. Sem meus óculos, eu só posso estudar os objetos próximos. O que tem no extremo oposto do quarto é um mistério para mim embora. O colchão no qual estou parece novo e estou grata por isso. O lustre do teto é lindo. Parece ter sido feito de cristal. Estou hipnotizada olhando. É difícil desviar o olhar. É estranho ver tal objeto caro nesse buraco, mas porque tal decoração? Talvez ele prefira ter o interior caro no local onde ele gosta de matar suas vítimas. As paredes são brancas, sem qualquer mácula, tanto quanto eu posso ver. O quarto também tem um sofá e uma TV, e até mesmo alguns tapetes. Vejo uma cadeira um pouco ao longe, parece de tortura e tem cordas ao redor para se imobilizar braços e as pernas. No geral, o quarto não é tão terrível quanto pensei inicialmente. Não que isso me fizesse me sentir melhor, mas pelo menos eu não vou viver em um pesadelo constante ate Dominic vir atrás de mim. Ele prometeu que iria me proteger, então tenho fé que ele vira me salvar. Talvez seja bobagem, mas não ter esperança em um local como esse seria autodestrutivo, certo? De repente, a porta se abre, e ele esta de volta. Ele usa apenas uma calça jeans que abraçam seus quadris estreitos.


Ele esta descalço e sem camisa, seu longo cabelo úmido. Ele para na porta, colocando ambos os braços sobre o umbral, e olhamos um para o outro. Eu me odeio pela atração que sinto por ele. Eu também o odeio por me manter aqui e por ser um assassino. Minha respiração engata. E não consigo controlar a reação do meu corpo. Quero seu pênis duro em mim. Seus olhos antes frios estão cheios de desejo. Damian faz movimentos lentos na minha direção, e tento me afastar me apoiando contra a cabeceira da cama, mas isso não o impede. Meu medo me deixa ansiosa. Ele para na beirada do colchão, pego o cobertor e tenta puxar com força para longe do meu corpo. "Por favor", eu sussurro. O cobertor é meu último abrigo, e ele quer levá-lo para longe de mim. Embora o meu corpo reaja a ele, minha mente não o faz. "Por favor," choramingo novamente. Ele balança a cabeça e puxa o cobertor mais difícil. Finalmente, minhas mãos deixam ir. Minha força não é nada comparada a sua. Ele remove o cobertor completamente, em seguida, se inclina e com uma chave, abre as algemas. De repente, meu braço esta livre. O seguro e estremeço ligeiramente. Minha mão machucada esta dormente. Ele percebe o meu desconforto. Ele toma meu pulso em sua mão e examina-o completamente. "Sua pele é muito sensível." Sua voz esta rouca, baixa e hipnotizante. Ele suavemente passa os dedos sobre a contusão vermelha do meu braço. Fecho os olhos, porque não tenho


vontade de ver que ele pode ser suave com qualquer coisa ou alguém. Então o sinto. Seus lábios macios estão no meu pulso. Eu abro meus olhos. Ele levanta os olhos para mim e nós compartilhamos um momento de conexão, onde seus olhos cor de âmbar seguram os meus olhos azuis como prisioneiros. Parece que todo o resto desaparece e que somos as únicas duas pessoas no universo. Então sua expressão endurece e o momento acaba. Ele me pega no colo sem esforço, e eu grito e esperneio tentando sair de seu domínio, mas não funciona. "Por favor." O quão estúpido foi esquecer por um segundo que sua intenção é me estuprar..? "Nunca estarei disposta para você" o advirto, mas ele me ignora. Levando-me para onde assumo que seja seu quarto, e, em seguida, ele me coloca no cômodo e da um passo para trás. "Achei que gostaria de tomar um banho. Francamente, você fede. "Antes que eu possa responder, ele continua," Em um dos guarda-roupas, você vai encontrar roupas mais adequadas para vestir. Escolha o que quiser e fique tranquila. Nunca precisei e nem preciso levar mulheres relutantes para minha cama, elas sempre vem por vontade própria e será assim contigo. Assim que terminar o banho, me encontre na sala de estar. Você precisa comer. " Com essas últimas palavras, ele sai do quarto e fecha a porta atrás de si.


Liberdade. Sei que é uma liberdade temporária, mas farei de tudo para tentar sair dessa casa e me ver livre do psicopata. Estou prestes a procurar por algum jeito de escapar, quando ouço sua voz atrás da porta. "Não há como escapar, Sapphire." Não ha raiva ou aviso em suas palavras. Ele simplesmente declara um fato que arruína toda minha esperança. Sento-me na cama, cubro o rosto com as mãos e choro. Posso ter odiado tudo o que aconteceu comigo um ano atrás, posso ter querido outra vida longe de todos os sacrifícios que tive que fazer pra sobreviver sozinha. Só que agora sozinha e cativa de um sociopata vejo que o destino tem um senso de humor cruel ao me demonstrar que eu estava reclamando de barriga cheia.

Dominic "Onde ela está?" A voz de Juanita é baixa e preocupada, e ela morde o lábio inferior.


Ela tem sido empregada da nossa família por um longo tempo, mesmo antes de nascermos, então ela age mais como uma avó do que como uma governanta. "Foi embora." Juanita sacode a cabeça, dá-me as costas, e começa a lavar os pratos novamente. Eu posso já ser não ser mais um garoto, mas ela é a única mulher que ainda me faz tremer de medo. "Você sabe que não é certo." "Eu não tive escolha." Ouço um barulho de vidro, e ela se vira e aponta um dedo acusador para mim. "Você teve uma escolha; mas preferiu ajuda-lo. Ele não pode têla. " "Não foi como se eu a tivesse entregado para ele em uma bandeja de prata." "Não, mas você não fez nada para impedi-lo." "É impossível controlar Damian." "Ela é uma menina doce, e ele vai arruinar a sua vida. Deixe ela ir." Fecho meu laptop, pensando em todos esses relatórios policiais que ainda não foram iniciados, e, que provavelmente, não seram tão cedo. Ninguém deu a mínima para o sumiço dela, exceto sua amiga Sophie, que esta em um dos meus apartamentos apavorada com todas as acusações contra si. Eu pego meu telefone e disco o número dela. Eu preciso ter certeza de que ela


não faria nenhuma merda. Após alguns segundos ela atende com um sussurro assustado. "Olá?" "Sophie, sou eu." Não preciso me identificar; ela provavelmente tinha reconhecido minha voz de imediato. Ela engole alto e respira fundo, como se precisasse fazer isso para se acalmar. "Onde está Sapphire?" "Segura." Eu ouço um leve suspiro do outro lado da linha e posso dizer que ela esta prestes a chorar. Lágrimas não ajudarão nesta situação. A meu ver, ela nunca foi tão boa amiga de Sapphire pra começar. Mas eu nunca tive amigos, então o que diabos sei sobre essas coisas? "Ouça-me com atenção, Sophie. Não saia por ai espalhando boatos. Se alguém perguntar por ela, diga que foi viajar e que você não tem ideia de quando ela estará de volta. Entende o que estou dizendo?" "Sinto-me tão mal por colocá-la nesta situação. Eu nunca quis que ela tivesse que se esconder daqueles terríveis traficantes por minha causa. Eu apenas pensei que este trabalho nos ajudaria. Mas ela é minha amiga e... " Eu corto essa merda imediatamente. "No momento em que você disser uma palavra sobre isso para alguém, o FBI vai aparecer na sua porta e vai levá-la para a prisão por um tempo muito longo. E então ninguém será capaz de proteger qualquer uma de vocês. " Ha um longo silêncio do outro lado da linha.


"Prometa que vai cuidar dela," ela finalmente responde com uma pitada de remorso em seu tom. "Eu prometo." Pelo menos ela se importa o suficiente com a amiga.. Como ela poderia ter se tornando um problema, eu tive que contar uma história falsa sobre traficantes de drogas estarem ameaçando matar Sapphire e, como resultado, seria necessário esconde-la e ela não seria capaz de entrar em contato. "Obrigado, mesmo que eu esteja escolhendo o meu próprio conforto, mais uma vez sobre a dela. Eu acho que uma vez egoísta, sempre egoísta. " Ela suspira profundamente, e posso ouvir outro soluço do outro lado da linha. "Ok." Sem outra palavra, eu desligo e tento bloquear as imagens desagradáveis que começam a frequentar minha mente pelo último mês. Normalmente, não aconteciam com tanta frequência. Os pesadelos. Sapphire parece ser a única salvação para nós dois, e, depois de ser minha, ela não poderá ter sua liberdade nunca mais. A porta abre rapidamente à minha direita, e Sapphire sai vestindo um vestido preto longo, que a cobre da cabeça aos pés. Seus pequenos pés macios estão cobertos por meias brancas. Sapphire esta bonita e amedrontada, não sabe ela que tal combinação só aumenta o meu prazer?


Ela esta esperando que Dominic venha salvรก-la. O que ela fara uma vez que descobrir que nunca houve Damian e Dominic, e que o tempo todo ela sรณ teve a mim?


"Você cresceu demasiado rápido. Mas ainda é um colírio para os olhos, "S diz, exalando fumaça do seu cigarro enquanto esta deitado na cama e estuda meu corpo uma vez que acabo de vestir minhas roupas. Acabo de tomar banho, e minha pele ainda dolorida de toda a força que usei na bucha para tentar remover o cheiro dele de mim. Colírio para os olhos. Sua frase favorita, e, portanto, uma das palavras mais odiadas por mim. O S é um amante generoso, se é que posso chamá-lo assim. Permiti-me tomar um banho depois que ele me estrupa, e até mesmo traz algumas roupas. Eu sou seu brinquedo sexual favorito. No minuto em que ele me viu há anos atrás, ele ficou viciado. Ele nunca precisava ou queria Dominic, e por isso, eu


estou grato. Ele é um bastardo doente, que gosta de usar algemas, chicotes, asfixiar e ver-me implorando por “misericórdia”. Quando eu era menor, em torno de dez anos, eu sempre chorava descontroladamente no chuveiro depois de suas "sessões". Sei que foi inútil, mas naquela época, o pequeno garoto em mim ainda tinha esperança de que alguém poderia vir nos resgatar. Mais ninguém nunca veio. Assim, tanto quanto eu o odeio, sei que ele poderá dar-me alimentos se eu pedir, ou medicamentos. Cada célula do meu corpo despreza e senti asco do filho da puta, e eu nunca pedi nada dele para mim. Mas meu irmão é mais importante do que meu orgulho, ou qualquer outra merda de emoção que eu possa sentir. Ele me da um segundo olhar, e depois coloca o charuto de volta na boca e levanta a sobrancelha. Ele sabe que eu quero algo. Normalmente eu corro de seu quarto, mas aqui estou eu, obtendo coragem para perguntar. "Posso te pedir um favor?" Pergunto, e ele faz sinal com a cabeça para que eu continue a falar. "Eu preciso de alguns cobertores novos e medicamentos, e John não quer me dar. " "E você acha que te darei?" Engulo a bile na minha garganta, e respondo: "Sim." Ele exala novamente e remove os lençóis deixando seu gordo corpo nu a vista. Meu estômago revira, e com toda minha força, tento controlar minha ânsia de vômito. Sei o que esta por vir, mas não posso demonstrar qualquer emoção no meu rosto.


Claro, que o bastardo esta duro novamente. Afinal de contas, ele tomou viagra. "Tudo tem um preço neste mundo, menino. Chupe-me como costumava fazer, e te darei o que você pediu. " Ele não teve coragem de pedir um boquete há alguns anos, provavelmente tem medo de que possa morder seu pau. Mas desde que eu pedi ajuda, ele tem todas as cartas na mesa. Eu o odeio. Mas pela saúde do meu irmão, eu faço qualquer coisa. Fico de joelhos e começo a chupar o pau do pervertido, que goza rapidamente. Graças a Deus por isso. Por volta de onze anos, aprendi a bloquear minha mente durante o sexo. Coisas horríveis foram feitas comigo, mas recuo dentro de mim mesmo...que quase sinto como se eu não estivesse presente durante o ato. Tudo que faço durante os estupros é uma contagem mental, conto de um a mil, e então eu sempre sei quando estão perto de terminar. Essa é a única coisa na qual minha mente fica concentrada. E S não é uma exceção. Quando termino, vou para o banheiro e escovo minha boca tão difícil que ate sangra. E juro mais uma vez ao meu reflexo no espelho que me vingarei de cada pessoa responsável por esta organização perversa. Ninguém será deixado vivo. Uma vez saio do quarto, John e seus guardas estão esperando por mim. Ele parece irritado.


"Você sua puta", ele resmunga e me agarra asperamente. Ele me chuta no estômago, mas eu não reajo. Ele odeia quando não reajo, porque isso significa que ele não poderá me torturar juntamente com seus homens... Ele que vá pro inferno. "Vou pegar os malditos cobertores e medicamentos. O generoso S decidiu ate dar-lhe um bom jantar de Ação de Graças. Você deve tê-lo sugado realmente difícil....não é putinha? " Minha expressão não muda nem um pouco, porque eu não dou a mínima para suas palavras. Medicamentos, cobertores, e boa comida significa que Dominic terá uma chance de sobreviver a este calvário. E isso é tudo que importa para mim.

Sapphire "Você está com fome?" Sério que ele me perguntou isso? Antes que eu possa dizer qualquer coisa meu estômago ronca alto. Quero morrer de humilhação. Meu corpo continua me traindo.


Damian ri e meus olhos focam em sua figura. Ele parece genuinamente divertido comigo, e isso acelera um pouco meu coração. Ele só parece quente. CONTROLE-SE. É mais fácil dizer do que fazer a atração por ele ir embora. "Sente-se." "Você acha que eu vou comer com você?" Ele levanta as sobrancelhas, confuso. "Pelo que sei, você pode me drogar e se aproveitar de mim enquanto estou inconsciente. " Ele nem sequer pisca ante minha acusação e aponta para a mesa no meio da sala que tem uma salada Caesar e chá verde em cima dela. Aparentemente, ele fez bem sua pesquisa, considerando que esse é um dos meus pratos favoritos. Se ele pensa que irei obedecer cegamente suas ordens, esta muito enganado. Bato o pé alto no chão, e meus olhos estudam as pinturas que decoram todo o apartamento. Ha várias telas, todas bem sombrias. Algumas têm fotos de tempestades, outras têm nuances de preto e branco de pessoas tristes. Claramente são obras-primas, mas não são pinturas que eu gostaria de ter na minha casa. Ignorando a minha declaração, ele coloca o laptop sobre a mesa e senta-se no sofá. Seus olhos cor de âmbar perfurando os meus olhos. Sinto um arrepio correr pelo meu corpo quando ele fala. "Não preciso usar drogas para tê-la, Sapphire. Tudo o que preciso fazer é tocar em você ".


Minhas mãos doem de apertar os punhos com tanta força que as unhas se cravam em minha pele, mas eu seguro minha língua. Como posso negar isso? Gritei a porra do nome dele quando seu irmão estava fazendo sexo oral em mim. Não importa o que ele pensa, não me entregarei de bom grado. Inferno... no entanto, se eu quero tentar fugir daqui, tenho que estar forte, e por isso, eu preciso de comida. Sento-me à mesa e pego um garfo, e começo a comer o meu jantar. De alguma forma, eu encontro conforto no simples ato, e antes que eu perceba meu prato esta vazio e meu estômago cheio. O chá verde com hortelã ajuda a acalmar meus nervos. Ficamos calados durante todo o tempo. Ele esta digitando alguma coisa no laptop, e me permito estudá-lo um pouco. O rosto de Damian esta completamente vazio de emoções. Seus dedos se movem habilmente no teclado sem ele sequer olhar para o mesmo. Seu cabelo sedoso esta preso em um coque e ele esta usando óculos, tem exatamente o mesmo estilo de Dominic. "Você terminou?", Ele diz casualmente, e eu pulo no meu lugar. Sua voz é alta no cômodo silencioso. Lambo meus lábios secos e pergunto nervosamente: "Acabei com o quê?" Ele sorri embora seus olhos permaneçam frios. Ele compartilha desta habilidade com Dominic; nenhum dos seus sorrisos parecem genuínos. "De me encarar."


Merda, sinto a vergonha deixar meu rosto vermelho. Ele provavelmente adora ter esse efeito sobre mim. Endireito minha coluna e levanto a sobrancelha. "Na verdade não." Ele fica um pouco surpreso com minha atitude, mas para minha surpresa completa, ele volta para o que estava fazendo antes, ignorando o meu comentário. "Então, isso é tudo?" Ele exala uma respiração pesada, balançando a cabeça. "Tudo?" "Não vai responder meu comentário?" "Que tipo de reação esperava que eu tivesse?" Ele coça o queixo com a barba de três dias, em seguida, franze as sobrancelhas. "Dei-te a oportunidade de me dizer a verdade do porque estava me olhando tão fixamente e você não disse. O que mais você quer? " Suas perguntas são válidas; na verdade, eu também não entendo por que estou tentando deixa-lo irritado. Talvez seja porque ele esta sendo muito bom comigo, e isso é estranho. Seria mais fácil lidar com ele sendo assustador e sangue-frio. No entanto, ali esta ele, descansando no sofá, fazendo Deus sabe o que em seu laptop, e me alimentando. Ele quase parece um humano normal. Mas sociopatas não são seres humanos. Eles são assassinos perigosos que precisavam ser presos. Ou talvez seja isso o que eu precise pensar, a fim de não desenvolver qualquer tipo de sentimentos estúpidos para com este homem.


"Eu quero a verdade. Por que eu?" Ele se inclina para frente, coloca os cotovelos sobre os joelhos, com os olhos focados em mim. E eu me mexo desconfortavelmente na cadeira. "Porque não você?" Estávamos indo fazer esse jogo de responda com outra pergunta? "Não há nada de especial em mim. Sou gordinha, baixinha e desde o ano passado, pobre. Acho que você fez um mal negocio". Apesar de todas essas palavras serem verdadeiras -não importa o quanto machuquem- uma parte de mim fica chateada ao pensar nele com outra mulher. Estou sentindo ciúmes do meu captor? Merda...ja estou enlouquecendo neste lugar. O clima na sala muda abruptamente para sombrio e perigoso. Em um segundo, ele esta na minha frente e me pega pela garganta. É difícil respirar, então eu pego suas mãos segurando o meu pescoço. Ele aproxima seu rosto mais perto; seus lábios apenas um sussurro longe dos meus. "Nunca fale sobre si mesma assim de novo. Entendeu?" Com não obtém nenhuma reação minha, ele aperta mais forte, e eu aceno rapidamente com a cabeça. Depois de mais alguns momentos, ele me solta e da um passo para trás, enquanto eu tento recuperar o fôlego. Meu pescoço coça um pouco,


provavelmente a partir das marcas que suas mãos deixariam em minha pele. Damian franze a testa, em seguida, passa o dedo sobre minha pele. "Minhas mordidas vão ficar bem em você", diz ele, como a imaginar se as mesmas ficarão iguais às marcas que estão no meu pescoço ferido. Tento acalmar minha respiração, mas por alguma razão, uma emoção estranha corre através de mim, e eu quero me esconder longe deste sentimento.. Meu coração esta batendo tão rápido que posso ouvir o zumbido ecoando nos meus ouvidos. Sua mão cobre meu seio seu esquerdo sob meu coração e seus olhos âmbar olham nos meus. "Não tenha medo." Diz em um sussurro baixo. Ele inclina o rosto para frente. Seu nariz esta sobre minha cabeça, inalando e, em seguida, muda-se para baixo para o meu pescoço e queixo. Sou impotente em detê-lo. Finalmente, ele levanta meu queixo e com seus lábios reivindica os meus. Seu beijo é duro, punitivo e doloroso. Ele domina minha boca, e não pedi permissão. Ele morde dolorosamente meu lábio inferior. Engulo em seco, e ele aproveita a oportunidade para empurrar a língua mais ou menos dentro da minha boca. Tento afastá-lo, mas sua mão agarra meu cabelo, e com a outra mão, segura minhas mãos atrás das costas. Não ha como escapar dele. É difícil desfrutar deste beijo, porque o mesmo tem objetivo de subjugar e não de dar prazer.


Mas meu corpo reage a ele de qualquer maneira. Tremo e me sinto quente por dentro. Tento lutar para não reagir a minha atração a ele, mais é uma luta perdida. Ele finalmente termina o beijo, e nossos olhares se encontram mais uma vez. Seu olhar é satisfeito, mas ao mesmo tempo frustrado, como se ele não tivesse feito o que realmente queria fazer. "Sapphire, minha Sapphire", ele diz, e então seus lábios estão sob os meus novamente, me dando um beijo suave, macio e apaixonado. Esse beijo faz meus dedos dos pês enrolarem de prazer. Meu corpo responde plenamente ao seu e eu me aproximo. Ele solta minhas mãos e eu as coloco em torno de seu pescoço, puxandome para mais perto dele. Ele é um bom beijador, e momentaneamente odeio todas as outras mulheres que o haviam tocado. E isso é loucura. Meus mamilos endurecem. E suas mãos percorrem meu corpo tateando. Seus lábios se movem mais para baixo, permitindo-me tomar grandes goles de ar, e então sinto-o chupar meu pescoço duro, me marcando. "Minha", ele sussurra duramente quando me morde de leve. Então ele me pega no colo, e eu envolvo minhas pernas em torno de sua cintura. Esta posição deixa meus seios perto do seu rosto, e ele desabotoa alguns botões da parte da frente do vestido e chupa os mamilos difícil através do meu sutiã, não lhes dando qualquer misericórdia. Coloco meus dedos em seu cabelo e gemo alto deixando minha cabeça cair para trás. É uma das coisas mais eróticas que já tinha acontecido comigo. Ele sabe


como chupar, como morder, e quanta pressão me fara cantar de prazer. Por alguma razão estar em seus braços é tão bom e tão certo. Desde que conheci Damian sempre tive o sentimento de pertencer a ele. Sinto isso desde aquela primeira noite no jardim, quando nos vimos e o mundo ao redor parou de existir para mim. Imediatamente, minha excitação desaparece e meu corpo fica imóvel. Ele sente isso também. Ele é um Sociopata. O que diabos estou fazendo? Eu não posso fazer isso com ele. Ele me confunde e me faz questionar tudo o que sei e quero. Eu não posso deixá-lo fazer essas coisas comigo. Esforço-me para descer de seu colo, e ele me deixa faze-lo.. Afasto-me dele, dou alguns passos para tras, e estamos mais uma vez de frente um para o outro. Nós dois estamos respirando pesadamente, e esse é o único som proveniente em toda a maldita casa. Meu corpo esta zumbindo, meus seios estão doloridos, e os meus lábios provavelmente, estão vermelhos, inchados e machucados. O único pensamento que passa pela minha mente é que quero experimentar tudo de novo, mas sei que é um erro. Meu problema é que gosto e quero Damian cada vez que o vejo, mas ele acaba por ser o sociopata. E não posso querer um homem assim. Nunca.


"Não faça isso de novo", eu sussurro. Minha voz esta rouca e trêmula. Ele olha para mim suavemente, porem é impossível decifrar o que ele esta sentindo. Sem outra palavra, ele pega seu laptop e me ignora. É confuso, e tenho que piscar várias vezes para ter certeza de que ele não fara qualquer coisa contra mim. Ainda tremendo, eu volto para o quarto que ele tinha me mostrado mais cedo, entro debaixo das cobertas, e fecho os olhos. Meu corpo ainda cheira a ele. Seu cheiro é delicioso: viril, inebriante, e forte. Talvez eu deva tomar outro banho para lavar a sensação de seus lábios, seu cheiro, e as memórias de seu toque a distância. Mas estou muito cansada e quero dormir. Ou pelo menos essa é a minha desculpa. É difícil pensar e aceitar o fato de que adoro o cheiro do meu sociopata e que eu não tenho vontade lavá-lo do meu corpo. Amanhã. Pensarei sobre meu plano de fuga, e com base no que aconteceu hoje, não posso esperar muito tempo. Ele tem uma vida lá fora, não é? Em algum momento, ele terá que sair e administrar seus negócios. Há uma forte possibilidade de que ele me coloque na masmorra de novo, mas de alguma forma, depois dele ter visto as contusões que as algemas causaram na minha pele, eu duvidava que ele ira me fazer passar por isso novamente. Fecho os olhos e deixo os sonhos me tomarem.


E não tenho sonhos agradáveis e sim pesadelos terríveis. Sonho com meu pai e Ken apontando uma arma para mim. Eu deveria ter esperado até mais tarde para ir dormir. Os meus pesadelos não são tão ruins quando meu corpo esta exausto.

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"Aqui, tem mais peru." Eu empurro meu prato - que ainda esta cheio de comida deliciosa de Ação de Graças- para Dominic, mas ele balança a cabeça. "Não, você também precisa comer. Você mal tocou na comida. " Na verdade, eu não quero. Sei o que tive que fazer para conseguir todas essas coisas e cada vez que toco na comida, ela me lembra do boquete que fiz em S, e tenho vontade de vomitar todo o caralho fora. Dominic não pode saber a verdade. Ele não tem


ideia do que já tive que fazer ao longo dos anos a fim de garantir sua segurança, e planejo manter tudo em segredo. "Não, é melhor eu comer um sanduíche." John é surpreendentemente generoso com esses sanduíches de frango que ele nos da. Não que a gente já tenha comido nada melhor que isso. Já estamos neste buraco ha dez anos, tínhamos pouco mais de quatro anos quando chegamos. Não lembro mais da culinária incrível da minha mãe nem da de Juanita. As memórias de infância dos biscoitos caseiros desapareceram, e eu tenho apenas trechos do sorriso da nossa mãe, ou de papai brincando com a gente, ou mesmo dos doces saborosos que Juanita preparava. Agarro-me a essas memórias; caso contrário, minha mente seria preenchida com nada além de uma cena sexual após a outra. De repente, Dominic para de comer, e empurra o prato de lado. "O que você fez?" Eu fecho meus olhos e balanço a cabeça em negação, não quero que ele saiba o que fiz. "Nada." "Eu sou tão estúpido. Todas essas coisas novas e a comida. Você fez algo extra para ele, não fez? Por minha causa. " Ele esta gritando e tossindo. Seu resfriado não desapareceu ainda, e não é como se tivéssemos dias para descansar. Ele deve ir com calma com sua garganta. "Não grite, Dom," o silencio, mas ele fica com uma expressão irritada no rosto.


"Ele fez você chupa-lo, não foi? Damian, não faça isso de novo, por favor. " Ele tenta agarrar minha mão, mas eu puxo de volta. Eu não lhe prometerei tal coisa. Se sua vida estiver em jogo farei ate mais se for preciso, e Dom sabe disso. Seus ombros caem e ele descansa a cabeça contra a parede. "Eu nunca quis que você se sacrificasse por mim, irmão." Sua voz é baixa e pesarosa, e parte do meu coração que ainda tem sentimentos dói. Ele é o único capaz de trazer emoções à tona em mim. "Dom, está tudo bem. Eu nem me lembro disso mais. " Ele apenas balança a cabeça novamente, e, em seguida, vira o rosto para mim, seus olhos melancólicos focados nos meus. "Isso te rendera outro pesadelo, Damian. Você não pode salvarme o tempo todo. " Suas palavras me irritam. "Nós vamos fugir desse buraco em algum momento, irmão. Eu prometo-lhe isso. " Ele concorda, mas sei que ele não acredita em minhas palavras. Ele não tem fé no meu plano de fuga, mas eu tenho. Eu só preciso esperar mais alguns dias ate ele ser capaz de fugir. "Você sabe o que eles pretendem fazer com a gente uma vez que o nosso tempo acabar?" "O que você quer dizer?" A pergunta não faz sentido para mim.


"Não somos mais úteis, Damian. Nós já somos muito velhos para esses pedófilos filhos da puta. Eles gostam de carne fresca e nós dois sabemos disso. A razão pela qual eles ainda não nos mataram é porque....." Ele para abruptamente, e eu sei o que ele quis dizer. Porque S gosta de me estuprar, e Richard o irmão dele gosta de estuprar Dom. Sabemos que há outras crianças nesse inferno, mas estamos todos separados em diferentes lugares, então nós nunca vemos uns aos outros. No entanto, durante a noite, escutamos soluços e choros, ou sentimos o cheiro da urina e, por vezes, o cheiro de corpos mortos. A maioria das outras crianças não consegue sobreviver a esta vida por mais do que três ou cinco anos. A ideia de mais crianças inocentes sendo sequestradas e forçadas a esta vida me faz querer cortar todos esses filhos da puta com uma faca e rugir de raiva. NÃO. Eu não posso permitir que mais uma criança apodreça nesta porra. Seria melhor matá-los do que deixar mais um menino passar por isso. Esta vida é a porra de um pesadelo. Alguém tem que proteger essas pobres crianças, e fazer com que a justiça seja feita. ESSA É A PORRA DE UMA PROMESSA QUE EU PRETENDO CUMPRIR.


Sociopata De joelhos, rapaz. Um suspiro sai dos meus lábios e abro meus olhos assustados; meu coração esta batendo rapidamente e meu corpo esta suado indicando outro pesadelo. A mesma cena nojenta com S. Não importa o quanto eu tente esquecer, não importa o quanto me vinguei e destruí completamente aquela organização peça por peça, eu não consigo manter os pesadelos distantes. Eles estão constantemente presentes. Nunca durmo mais de cinco horas de sono, e aprendi a lidar com essa merda. Os pesadelos fazem o meu trabalho como sociopata mais eficiente, de modo que ha algo bom sobre isso, pelo menos. Meus pés tocam o tapete macio, e eu estou prestes a fazer meu caminho para a sala para trabalhar na localização da minha última vítima, quando ouço algo. Um grito profundo e apavorado vem do quarto onde minha Sapphire esta dormindo. Sem pensar, corro para ela e abro a porta amplamente. Ela esta deitada na cama, agitada, o corpo coberto de suor, murmurando


algo de difícil compreensão. Ela joga o cobertor de lado na cama, revelando a mesma roupa que usou durante o jantar. Eu não aguento me controlar mais, então eu pulo na cama e monto suas coxas. Fixo minha mãos em ambos os lados da cabeça dela e balanço-a um pouco. Ela acorda com um suspiro, seus belos olhos azuis se enchendo de confusão. "Fique longe de mim", ela grita, mas eu não farei nada disso. Ela tem pesadelos. Eu tenho pesadelos. Talvez fosse a hora de curarmos um ao outro. Inclino minha cabeça e beijo-a com força, abafando outro grito seu com a minha boca. O beijo é profundo. Punitivo. Quente. Reivindicando-a. Porra, sempre reivindicando. Minha ereção pulsa dolorosamente, e eu empurro-a em sua coxa. Ela engasga novamente, dando-me entrada fácil a sua boca. Minha língua procura a dela. Não ha nenhum outro sentimento no mundo comparado a beijá-la e tê-la em meus braços. É como se eu tivesse provando o mais delicioso vinho ou comendo a melhor refeição do mundo. Meu corpo esta quente, necessitado, algo que nunca aconteceu antes. Eu quero soltar as mãos dela, para que ela possa me tocar, quero que aprenda meu corpo como desejo aprender o dela. Eu, o homem que nunca deixava as mulheres me tocarem, quero que Sapphire me reclame como seu. Quando ela começa a responder a mim, seu corpo fica mais fraco parando de lutar. Sinto o calor molhado da sua buceta contra a


parte inferior do meu abdômen e quase gemo de prazer. Solto seus braços e abaixo minha boca. Beijo seu pescoço, chupando duro sua pele. Quero marcá-la, para que todos, incluindo ela, saibam a quem ela pertence. Ela geme e arqueia-se contra meu corpo na cama, rasgo um pedaço do seu vestido e afasto o sutiã, e chupo fortes seus mamilos rosa que ficam totalmente duros. Lambo ao redor das aréolas, banhando-as com saliva antes de chupar seus seios com mais força. Ela geme mais uma vez, mas agora com dor. Sei que estou deixando hematomas na sua pele clara, mas eu não me importo. Minha mão desliza por seu estômago empurrando seu vestido ate acima da cintura e tiro sua calcinha rapidamente. Finalmente, chego ate sua buceta molhada, e foda-se, ela esta toda lisa e cheira delicioso. Minha boca agua com o pensamento de degusta-la novamente. Passo minha língua em seu estômago, beliscando ligeiramente seu umbigo, e então eu abro suas pernas mais amplas sobre a cama. Ela esta respirando pesadamente, e eu posso ver o rubor se espalhando em sua pele bonita. Mordo a parte interna da sua coxa, em seguida, corro minha língua sobre ela suavemente para remover a picada de dor, e inclino minha cabeça lentamente perto de sua buceta quente, que esta implorando para ser lambida e tocada. Quando inalo seu aroma, ela tenta fechar suas coxas, o que lhe rende um rosnado bravo meu. "Minha", eu digo. Ela tenta dizer algo, mas ao invés solta um gemido quando eu lambo sua vagina, e em seguida, chupo duro


seu clitóris. Não ha nada gentil sobre meu assalto em sua carne macia. Ela é deliciosa, tanto que eu quero me afogar em seu gosto. Minha língua se move mais para baixo para a entrada da sua buceta e ela eleva os quadris tentando se aproximar mais da minha boca. Eu aperto minha mão em seu estômago para parar seus movimentos, e depois começo a foder selvagemente sua vagina com a minha língua. Ela esta se contorcendo debaixo de mim. Meu polegar massageia seu clitóris enquanto a penetro com dois dedos. Ela é apertada, apesar de não ter de me preocupar com ela ser virgem. Verifiquei todo o seu passado e até mesmo seus ex-namorados. A ideia de que alguém já a tenha fodido me deixa raivoso. "Minha", Rosno novamente.... Porra, é melhor que ela nunca deixe outro homem tocá-la. "Ninguém a toca mais a partir de agora. Entendeu Sapphire? " Ela fica em silêncio, mas sua mão se move para o meu cabelo me puxando de novo para sua buceta para continuar dando prazer a ela. Não tão rápido baby. "Responda-me." Ela fica em silêncio, e eu mordo seu clitóris duro, causando uma picada de dor, e ela grita. Seus olhos estão fechados. Ela lambe os lábios e, sem olhar para mim, sussurra: "Sim."


O monstro dentro de mim esta satisfeito com a sua resposta, e eu volto a chupa-la com fome. Levanto suas pernas deixando-a mais escancarada para mim, me dando acesso a sua bela buceta em toda a sua glória e seu anus apertado. Corro minha língua dentro dela um pouco, ela geme e começo a provocar a entrada do seu cu com o polegar. "Calma, baby. Irei levá-la aqui também. Não hoje, mas em breve. " Nada entre nos estará fora dos limites na cama. Inclino-me para trás em meus joelhos. Ela esta respirando pesadamente, e ambos os nossos corpos estão cobertos de suor. Tiro minha cueca boxer, ficando completamente nu, e seus olhos percorrem meu pau avidamente. Minha menina ávida. Posiciono-me entre suas coxas, agarro seu cabelo na minha mão, e trago-a para mais perto de mim. Com um movimento rápido entro com força em sua buceta, e ela grita de prazer ou de dor. Ambos funcionam para mim. Incrível. Sinto seu calor ao redor do meu penis, sua buceta estica para acomodar-me. Ela esta ofegante. Seus olhos estão fechados, e isso me deixa puto. "Abra seus olhos, Sapphire." Ela não abre os olhos, então eu puxo seu cabelo dolorosamente, expondo seu pescoço sensível ao meu olhar. Não resisto e começo a chupar a pele la, sem dúvida deixando mais marcas. Eu sinto suas mãos no meu cabelo. Ela geme e sua vagina se aperta em volta do meu pau.


PORRA. "Toque-me," eu sussurro em seu ouvido, e ela move as mãos mais baixas pelo meu pescoço, e pelas minhas costas e em torno do meu estômago. Espero sentir desconforto com seu toque, ou a necessidade de jogá-la longe de mim. Ser repelido pela ideia de ter suas mãos vagando facilmente pelo meu corpo. Mas esse sentimento nunca vem. Em vez disso, seu toque causa algumas emoções desconhecidas em mim, e meu corpo fica rígido. Quero sua pele na minha pele, quero o seu toque. Quero ficar tão perto dela quanto humanamente possível. Coloco-a de costas na cama e estoco forte dentro dela, enquanto nossos olhos não quebram o contato visual. Ela esta perdida em tanto prazer quanto eu estou. Meus impulsos se tornam mais frenéticos, mais rápidos e mais profundos. Sapphire engancha suas pernas em torno da minha cintura me apertando mais contra si, o que me permite uma penetração mais profunda. Ela geme e se contorce contra meu pau. Inclino-me para chupar seus mamilos novamente. Sinto sua vagina apertar mais firmemente em torno do meu pênis e ela goza com um gemido alto. Rango os dentes e seguro minha liberação. Ainda não. Continuo a estocar dentro dela, mas não é o suficiente. Ela grita de surpresa quando a viro, deixando-a de quatro em cima da cama.. Minhas mãos acariciam seus seios enquanto eu deslizo de novo dentro dela. Brinco com seus seios, até que, respirando com dificuldade, ela goza mais uma vez contra meu pau.


Porra, ela esta tão fodidamente molhada que estoco facilmente, e Deus, eu adoro estar dentro dela. O corpo dela cheira a chocolate e baunilha. Eu inalo profundamente. Pego seu rosto com a mão e inclino para o lado, o que me permite acesso à sua boca. Eu lambo e mordo seu lábio inferior e, em seguida, delicadamente deslizou minha língua dentro de sua boca. Eu chupo a língua dela duro enquanto deslizo o dedo para pressionar em seu clitóris. Ela choraminga e tenta afastar-se, mas coloco uma mão emaranhada em seus cabelos segurando-a firmemente. Merda...Estou perto. Sinto um formigamento pela minha espinha e pênis, e minhas bolas estão doloridas querendo liberação. Continuo bombeando forte dentro dela. Os músculos vaginais dela apertam mais uma vez em torno do meu e ela solta um gemido na minha boca, só então me permito gozar, e gozo mais difícil do que nunca. Fecho meus olhos e despejo minha semente dentro da sua buceta quente. Eu não tinha ideia de que sexo poderia ser assim, onde da para perder a cabeça e sentir pra caralho. Eu quase perdi o controle gozando antes dela; nunca ninguém teve tal poder sobre meu corpo. Nem terá. E de alguma forma, isso me deixa chateado com ela. Sabia que ela seria especial, mas ela deveria ser especial nos meus termos. A atração que sentia por ela não é nada comparado ao que sinto agora. Ela tornou-se um vício impossível de resistir, e, ao mesmo tempo, isso torna-me vulnerável a ela.


Porra, provavelmente ela pensa que poderá me manipular de alguma forma com sexo. Bem, ela terá a porra de uma surpresa. Saio lentamente de dentro dela e me levanto. Pego minhas calças pugilistas e visto-as, saindo do quarto sem dizer mais nada. E bato a porta atrás de mim. Meu corpo cheira a suor, sexo, e ela. Eu odeio isso. Não porque tenha odiado o que fizemos, não...eu odeio porque eu não quero lavar seu cheiro de mim, tais sentimentos fazem-me fraco. E ser fraco é algo que eu prometi a mim mesmo que nunca voltaria a ser.


O som da abertura da cela me acorda, e meus olhos imediatamente olham para Dominic, que ainda esta dormindo. Reajusto o cobertor dele que tinha deslizado até a cintura, ate por cima de seu ombro. Pressiono a palma da minha mão na testa dele, e confirmo a ausência de febre, o que me deixa aliviado. John esta atrás das grades, olhando para mim, e então diz calmamente: "Levante-se." Minhas sobrancelhas franzem. "Por quê?"


Seus olhos se estreitam e ele cospe dentro da nossa cela, perto de Dominic. Sinto uma vontade insana de saltar sobre ele e soca-lo. Mas se fizesse isso seus homens me bateriam muito mal, e ninguém estaria lá para cuidar de Dom. "Você não faz perguntas aqui. Levante-se. " Levanto-me e dois guardas entram me empurrando para frente. Os quartos reservados para as "sessões" ficam localizados do lado direito das celas, mas desta vez, sou puxado para o lado esquerdo, para um ambiente desconhecido. Tudo esta decorado em tons de branco e castanho. É mobiliado com alguns sofás e uma mesa. O cheiro de tabaco paira no ar. A mudança de ambiente me coloca em alerta máximo. No meio do cômodo, que parece ser um escritório, esta um homem em jeans escuro e uma camisa branca. Eu nunca o tinha visto antes. "Aqui está o menino que falamos." O homem vira-se, seus olhos negros desprovidos de qualquer emoção enquanto estuda minha aparência. "Ele tem um irmão gêmeo também, se você quiser foder os dois ao mesmo tempo, pelo preço certo, eu deixo é claro ", acrescenta John. "Quantos anos ele tem?" John franze a testa e late para Alex. "Quantos anos tem esses malditos gêmeos?" Alex coça o queixo e encolhe os ombros. "Quatorze. Eu tenho catorze anos " eu decido responder, antes que me batam. "Se você quiser foder meninos mais novos é só falar, temos crianças a partir de dois anos de idade...."


O homem sacode a cabeça. "Ele servira. Programe um horário amanhã. " John franze a testa. "Amanhã é domingo. Eu não estarei aqui. " O homem ergue a sobrancelha. "E eu com isso? Eu não preciso da sua ajuda para foder esse garoto. " À primeira vista, o homem não tem as mesmas vibrações sádicas de Alfred e S, mas claramente, deve ter os mesmos desejos escuros. Não passam de um bando de pedófilos imundos. A única parte boa foi o fato de John ter me escolhido ao invés de Dominic. "Eu prefiro supervisionar a primeira visita de um dos meus clientes mais importantes." O rosto do homem se fecha dando a John um sorriso perigoso, que não chega a seus olhos. "Eu sou chefe do Cartel mexicano. Você dificilmente precisa me supervisionar. O menino será bem fodido. E o dinheiro será transferido à sua conta imediatamente. " Depois de alguns segundos de hesitação, John concorda. "Alex, leve o menino de volta." "Comida", o homem diz de repente. "O quê?" John pergunta, confuso. "Dê-lhes abundância de comida e água. Eu não gosto foder ossos. "


"Claro, qualquer coisa que quiser. Alex, cuide disso. " Alex me empurra duramente em direção as celas e memorizo com minha mente tudo ao meu redor, códigos, chaves, locais. John acabou de me dar uma oportunidade real para começar a executar meu plano de fuga. Ganhar acesso a um território desconhecido valeu a pena, mesmo que isso signifique ter que aguentar mais um filho da puta repulsivo tocando o meu corpo.

Sapphire Eu tenho vinte e três anos de idade, e embora não seja virgem, minha experiência sexual é muito limitada. Limitada, porque só tive dois namorados e um caso de uma noite. Meu primeiro namorado foi um colega do ensino médio, e uma vez que ambos éramos nerds e não muito atraentes,


começamos a namorar. Nenhum de nós dois queria ir para a faculdade como virgens, então, resolvemos ter nossa primeira vez juntos depois do baile de formatura. Foi estranho, doloroso e depois eu nunca mais quis ver o sujeito na minha frente. Os livros de romance que eu ocasionalmente lia tinham me iludido falando que sexo era uma coisa maravilhosa. No entanto, eu ainda tinha grandes expectativas para a faculdade. Foi lá onde eu conheci Tyler. Ele era alto, loiro e bonito, e todas as garotas do campus eram loucas por ele. Eu não pude acreditar quando ele se interessou por mim, a gordinha nerd de óculos que só usava vestidos, mas ele se interessou e tivemos nosso primeiro encontro. Depois de dois meses de namoro, eu decidi dormir com ele. Seus beijos eram de morrer. E suas habilidades com língua nos beijos me levaram a imaginar que ele também devia ser muito bom em sexo oral. Os rumores eram de que ele era bom de cama, embora quem diabos saiu falando isso, eu não tenho ideia. Tyler beijou meu corpo todo nas preliminares... mas mal sabia onde ficava o clitóris..... Depois que ele entrou dentro de mim e começou a estocar seu pau...tive que fingir uns gemidos, e ele não demorou nem 5 minutos para gozar. Não foi tão ruim quanto minha primeira vez, mas ainda assim foi insatisfatório. Nós terminamos no dia seguinte, porque ele me chamou de: “muito frígida para o seu gosto”. O fiasco com Tyler me ajudou a descobrir o vibrador, que, ao contrário dos homens, fez maravilhas à minha vagina e eu decidi ficar celibatária até que conhecesse o cara certo.


Dois anos mais tarde, em uma das minhas noitadas com Sophie, fiquei bêbada e havia um cara bonito no bar que não tirava os olhos de mim.... o que importava se eu não sabia seu nome? Nós terminamos em seu quarto de hotel, e ele me mostrou que ha sexo bom neste mundo. Na verdade, ele me fez gozar umas duas vezes, e eu fiquei tão deslumbrada que no dia seguinte já queria experimentar todas aquelas sensações novamente. Meu corpo estava dolorido em todos os lugares certos, e eu tinha um sorriso estúpido no meu rosto. Infelizmente, o meu caso de uma noite tinha me deixado sozinha no hotel, e eu tive que seguir em frente e permanecer celibatária novamente. Todas essas experiências passam pela minha mente enquanto estou deitada de barriga para baixo na cama, minutos depois que ele saiu do quarto. Meu corpo esta suado, pegajoso de seu sêmen, e satisfeito de uma forma que nunca tinha estado antes. É como se ele soubesse o que meu corpo precisava e deu para mim. Em poucos segundos, Damian me fez esquecer que eu odiava o que ele fazia. No nosso primeiro encontro, eu tive uma ideia de suas habilidades sexuais, mas a penetração levou suas habilidades a outro nível. Nunca tinha imaginado que eu poderia perder a cabeça em meio a tanto prazer, que sentir um homem dentro de mim pudesse ser tão bom. Que eu iria implorar por seu toque, sua língua e seus lábios. E que ainda ele me faria me sentir tonta e desorientada.


Eu me sentia humilhada? Sim, mas não por causa do que aconteceu, e sim pela forma como ele se comportou depois, como se eu fosse uma prostituta suja que ele tinha usado. Talvez fosse assim que ele me via.. como algo descartável que so servia para foder. Com certeza, ha outras mulheres com quem ele gosta de transar. Porque esperei que ele sentisse alguma coisa por mim? Merda...como seu sou estupida!!!!!!!!. Ele mata pessoas e o fato de ter relações sexuais comigo não faz dele um cara bom. Talvez eu já esteja desenvolvendo a Síndrome de Estocolmo. Levanto-me da cama, encolhendo-me ante o formigamento que sinto nas minhas pernas, e sêmen começa a vazar pelas minhas coxas. Talvez eu devesse ter ficado com medo por ele ter transado comigo sem camisinha, mas por algum motivo, não fico. Também sei que não posso engravidar porque meu ginecologista tinha me dito uma vez, que devido ao fato de eu ter tomado anticoncepcional desde a puberdade que meu ovário demoraria algum tempo para voltar a funcionar. Vou para o banheiro com as pernas bambas, ligo a água quente e fico sob ela. De repente, começo a chorar e soluçar alto com minha cabeça em minhas mãos enquanto encosto meu corpo contra os azulejos frios. A água quente não pode fazer nada para me aquecer por dentro. Odeio me sentir assim, e o mais importante, eu o odeio por ter me dado o melhor sexo da minha vida para em seguida ter saído


como se eu não valesse nada. Odeio o momento que ele apareceu na minha vida. Fico tão absorta em minha tristeza que não percebo que eu não estou sozinha no chuveiro mais. Braços fortes pegam-me no colo, e eu abro meus olhos e vejo o peito de Damian na minha frente. Em seguida, estamos fora do banheiro, e em poucos segundos, entramos em outro. Onde eu noto uma banheira cheia de água e bolhas. Sem outra palavra, ele me coloca dentro dela e tira sua cueca. Ele senta-se atrás de mim e me puxa contra seu peito, e não tenho outra escolha senão inclinar-me contra ele. Ele me abraça apertado sob meus seios, e sinto sua respiração no meu pescoço. "Não chore", ele sussurra, e eu fecho os olhos, deixando as lagrimas saírem enquanto choro silenciosamente. Eu não tenho mais forças para lutar contra ele, para fugir dele, ou para me proteger. Sinto-me cansada. E não entendo o que esta acontecendo. A água quente vai acalmando meus músculos, diminuindo a dor dentro de mim, e ter seus braços ao meu redor me fazem sentir quente. "Porque?" Ele não precisa perguntar o que eu quis dizer. Nós dois sabemos o que quero ouvir, o ouço tomar uma profunda respiração enquanto sua cabeça descansa de volta contra a parede da banheira.


"Vi-te e quis que fosse minha. Não há muito para explicar Sapphire. " Seu tom de voz é firme e seguro. Ele não esta se desculpando por me sequestrar, longe disto. "Meus sentimentos não importam?" Minhas palavras são sussurradas e cheias de dor. Ninguém nunca realmente se importou com que eu sinto, e por algum motivo estranho, a ideia dele ser como todos os outros, quebra algo dentro de mim. Ele fica em silêncio por alguns momentos, e eu penso que ele não vai responder, ate que finalmente fala. "Não." Fico tensa e tento me afastar de seu corpo, mas suas mãos ao meu redor são firmes. "Não consegui resistir a você." Ele parece zangado, como se a culpa fosse minha, como se ele fosse o único que deveria se sentir ofendido com o que aconteceu. "O que aconteceu hoje não muda nada." Quero que ele saiba que mesmo que essa experiência tenha sido a melhor experiência sexual da minha vida, ele ainda continua sendo um sociopata e eu...bem.... Eu não quero ser uma mulher que ama um serial killer. Eu não quero ser igual a minha mãe, que passou toda a sua vida amando um monstro.


"Eu sei", é sua única resposta, e durante o tempo restante do banho, nós ficamos em silêncio, enquanto suas mãos me acariciam lentamente e a água quente me deixa sonolenta. No meu estado sonolento sinto que ele me tira da banheira e me seca com uma toalha. Então ele me leva ate o quarto e me coloca na cama, me embrulha, beija minha testa e depois sai fechando a porta atrás de si. Surpreendentemente, não há pesadelos incomodando meu sono.

Sociopata Eu não pude ficar longe dela. Os gritos que ela fez no chuveiro quebraram meu coração, ou melhor, a parte dele que ainda senti alguma coisa. Isso me lembrou de quando eu era menino e gritava assim quando aqueles homens abusavam de mim, e quão sujo me sentia. Vê-la chorar daquele jeito me fez sentir vergonha, porque nunca quis que minha linda Sapphire se sentisse nada menos que feliz. Ela não esta lutando contra mim, porem também não me quer. Sei que ela quer fugir, mas o que ela não consegue entender é


que ninguém ira precisar dela, quere-la e estima-la como eu faço. Enquanto estou deitado na cama e vejo o lento nascer do sol através da minha janela, me lembro de fazer café da manhã para ela antes de sair para o calabouço, onde outra vítima ira receber minha deliciosa tortura. Só de pensar nisso, meu corpo tremi de emoção apenas com a perspectiva de tocar o filho da puta com a lâmina da minha faca. Sapphire terá um show ao vivo hoje. Ela precisa conhecer todas as partes fodidas do meu ser, e, além disso, estou fazendo isso por ela. Eu nunca tinha visto esse cara antes. E ele não teria entrado no meu radar. Mas ele se atreveu a bater no que é meu, e assim, ele tinha assinado com louvor sua sentença de morte.


O som da abertura da cela nos faz fazer cara feia e compartilhamos uma olhada. Embora não tenhamos ideia sobre o caralho do tempo, ou em que ano estamos, nós sabemos que hoje é domingo, porque é o único dia que podemos descansar dos estupros. Dominic sequer desconfia do que aconteceu ontem à noite, de modo que ele acha que a comida que ganhamos, foi por algum tipo de milagre. Alex sorri, em seguida, traz alguém pelo colarinho e empurra para dentro da cela. A pessoa cai no chão.


"Olha o que trouxe pra vocês...e oh...tem mais um." Em seguida, Alex empurra outra pessoa e nos da uma olhada. "O fim de vocês está próximo, rapazes. Talvez vocês possam treinar seus substitutos? " Seu riso é alto, e eu quero matá-lo, mas é impossível fazer isso nesse momento. Ele sai, e nós ficamos sozinhos com os recémchegados. Isso nunca aconteceu antes. Nós nunca tínhamos ficado perto de outras vitimas como nos. Alex provavelmente esta certo. Nosso tempo esta se esgotando e eles planejam nos matar, o que significa que tenho muito pouco tempo para nos tirar deste inferno. Sou puxado para fora dos meus pensamentos quando ouço um choro. As duas crianças recém-chegadas começam a tremer, e Dominic amaldiçoa perto de mim, coisa que ele quase nunca faz. Nós nos movemos em direção aos recém-chegados e colocamos nossas mãos sobre cada um deles, mas eles começam a lutar. Paro, e a criança finalmente olha para cima, revelando um belo menino que deve ter em torno de seis anos de idade. Olho para o lado para ver se o outro menino é tão bonito, mas não é um menino e sim uma menina. Ambos tem lágrimas escorrendo pelas bochechas e medo em seus olhos. "Ei, está tudo bem", Dominic sussurra, e, em seguida, ternamente toca no rosto da menina. "Nós não somos aqueles que machucam, ok? "


Eles ficam em silêncio, mas concordam com a cabeça. Pelo cabelo loiro, olhos verdes, idade e roupas semelhantes, é evidente que eles são gêmeos também. Outro par de crianças cujas vidas serão arruinadas. Uma menina. Porra. Esses filhos da puta agora estão sequestrando meninas também? Imaginar tudo o que eles farão com ela me deixa doente. E eu pensava que nada poderia me afetar mais. "Quais são os seus nomes?" Eu tento deixar meu tom de voz suave. Eles não precisam de mais medo na vida. A menina olha para seu irmão, que se inclina e pega sua pequena mão na sua, e aperta-a. Ele esta protegendo ela. "Ben e Beth." Como gêmeos, nós entendemos a luta dos nomes, realmente. "Como vocês chegaram aqui?" Beth tira a mão de seu irmão e tenta limpar as lágrimas com a manga de sua blusa. "Nós estávamos comprando sorvete. Mamãe estava falando com alguém, e depois ele nos pegou. " Seu queixo treme e ela começa a chorar novamente. Ben instantaneamente a abraça protetoramente enquanto ela soluça em seu pescoço. Alguns podem dizer que ele é muito pequeno para dar-lhe qualquer conforto, mas eu não penso assim. Em situações como aquela, você aprende a ser um adulto, porque a vida não da quaisquer outras escolhas.


"Eles nos disseram que nunca veremos nossa mãe de novo," ele termina, e depois acrescenta assustado "Disse que agora o único amor que receberemos será dos nossos tios velhos." O menino mal se contem e chora. Dominic e eu congelamos. É como a porra de um flashback do que nos aconteceu. A única diferença foi que fomos tomados de nossas camas no meio da noite. Nossa mãe foi estuprada enquanto nosso papai foi contido por três homens e teve que assistir tudo. Depois meu pai foi assassinado a sangue frio. Foi uma vingança de John contra nossa família, e só sobrevivemos ao episodio por causa de nossos rostos bonitos. Sim, há um monte de merda fodida nesse mundo. Olho nos olhos de Ben para que ele possa entender o que eu digo a ele. "Ninguém vai machuca-lo, está bem, garoto?" Ele não parece convencido, mas me da um aceno de qualquer maneira. Os mostro o colchão e dou-lhes um cobertor limpo. Eles se abraçam e se sentam silenciosamente. Sinto a mão de Dom no meu ombro e me viro. "Nós não podemos salvá-los." "Não temos escolha." Ele olha para baixo, mas, em seguida, levanta os olhos convencidos. "Se fizermos isso, precisamos fazê-lo amanhã. Eu não importo com a minha vida, mas ... "Ele aponta para as crianças, e suas palavras ficam presas na garganta, mas ele faz-


se continuar ", eles merecem melhor, e eu não quero que eles sofram o que nos sofremos." E entendo imediatamente o que ele quer dizer.. Ele não dá a mínima para salvar a si mesmo, mas pelas crianças, ele fara tudo em seu poder. O que significa que ninguém ira dormir nessa noite. Temos apenas vinte e quatro horas para salvar a nós mesmos e a essas crianças. Almas virgens que merecem uma vida melhor. Nós nos sentamos ao lado das crianças, e eu vejo como Beth se aproxima de Dom e descansa a cabeça em seu ombro quando ele a abraça. Ben faz o mesmo. Seus rostos estão tão confiantes em seu sono. E parte do meu coração que ainda pode sentir, quebra naquele momento, não só por essas crianças, mas também pelas crianças que Dom e eu costumávamos ser. Ninguém tinha estado lá para nos abraçar e proteger. Essas crianças irão receber toda a proteção que podemos dar.


Sapphire Alguém sacode o meu braço, e isso irrita o inferno fora de mim. A luz brilhante do sol no quarto não me permite abrir meus olhos, e honestamente, eu não quero. Quem diabos será? Nós quase não recebemos visitas no nosso apartamento, e Sophie sabe que detesto que me acordem. Pego o travesseiro ao meu lado e jogo-o contra ela sem abrir os olhos, e rolo sobre meu estômago, agarrando o cobertor e mergulhando mais embaixo ele. Escuto uma respiração exasperada e meu casulo quente é tirado de mim, deixando-me nua tremendo no frio! "Soph, você está doida? Eu quero dormir! " Finalmente, eu abro meus olhos e congelo. Damian esta olhando fixamente meu corpo nu.


Certo. Eu não estou em casa, e tudo o que aconteceu não foi uma espécie de pesadelo. O sociopata internacionalmente conhecido me sequestrou, me mostrou as maravilhas do sexo, e cuidou de mim na banheira. Seus olhos escurecem, então eu me inclino e pego outro travesseiro da cama e tento cobrir minha frente com ele. “Já vi tudo isso, Sapphire." Ele sorri, mas não alcança seus olhos. Irrita-me que ele goste de usar meu nome o tempo todo, indicando que ele esta falando comigo, como se tivessem outras pessoas aqui!! "O que você quer?" pergunto irritada, e ele ergue as sobrancelhas. Seus olhos ficam perigosos, claramente não gostou do meu tom de voz. "Pare com isso!" Seu olhar é inquietante e me faz sentir como se eu tivesse feito algo errado. Devo estar doida por falar com o sociopata assim; sua loucura deve ser contagiosa. "Parar com o quê, Sapphire?" Ah, pelo amor de Deus! "Pare de olhar para mim assim, e pare de dizer meu maldito nome cada vez que você fala comigo!" No minuto que minhas palavras saem da minha boca, duas coisas acontecem ao mesmo tempo. Seu olhar muda de indiferente e frio, para quente e possessivo, e dentro de um segundo, ele me prende à cama, com suas mãos segurando as minhas mãos acima da minha cabeça, enquanto a parte inferior do seu corpo esta empurrando contra a minha pélvis. Ele mexe entre minhas


pernas e eu não tenho escolha a não ser levantar os joelhos, o trazendo mais perto de mim. Mordo o lábio, porque o meu corpo traidor reage à proximidade dele. Os olhos de Damian baixam para os meus lábios. E não posso me controlar; lambo meus lábios. Com um gemido irritado, Damian se inclina e me beija com força. Sua língua não pedi permissão, tomando e chupando a minha. Sinto minha buceta ficar molhada, e involuntariamente, eu começo a me esfregar nele. Ele tira sua boca da minha, e tenho que levantar a cabeça para segui-lo uma vez que seus lábios me deixam. Ele se inclina sobre mim, com as mãos em cada lado da minha cabeça, e então me olha com os olhos cor de âmbar em chamas. "Não fale assim comigo nunca mais, Sapphire." Meus olhos se estreitam, e eu estou prestes a falar quando sua mão cobre minha boca, não suavemente, mas com dureza, enviando um arrepio pelo meu corpo. "Eu vou dizer o seu nome, toda hora que eu quiser. Pare de me provocar. " Ele esta certo? Estou provocando-o para que faça alguma coisa contra mim, então eu poderei odiá-lo sem nenhum remorso? Ele me olha por mais alguns segundos, levanta-se e caminha até a porta. Sem olhar para trás e em uma voz indiferente, ele diz: "Eu vou sair agora. Você vai ficar sozinha por algumas horas. Tem um telefone na cozinha com apenas o meu número. Sapphire fique a vontade, mas não ligue para ninguém além de mim. Ou você quer colocar mais alguém em perigo? "


Eu balanço a cabeça, porque é difícil ignorar a ameaça em sua voz. "Bom, algo mais espera por você na cozinha." Ele passa pela porta. Agarro em volta do meu corpo e não posso me controlar de perguntar. "Onde você vai?" Ele para em seguida, e apena ri. "Você não quer saber." Ele esta de costas para mim, sendo difícil adivinhar o que ele esta pensando. Eu não posso ver sua expressão facial, mas aposto que ele esta longe de estar bem-humorado. "Eu quero saber." Quando chego mais perto dele, suas costas ficam tensas, mas o que ele diz a seguir envia calafrios pela minha espinha. "Estou prestes a sequestrar próxima minha vítima e brincar com ela. " Com essas palavras de despedida, ele me deixa ali parada boquiaberta. Sua vítima. Oh Deus! Ele trará um homem para cá para torturá-lo? O pensamento me faz doente, e eu corro para o quarto, fecho a porta e encosto-me nela, tentando controlar minha respiração. Há poucos segundos atrás eu tinha me sentido segura neste quarto. Mas eu tenho que encarar a realidade.


Ele é um assassino, certo? O que significa que ele ira continuar a matar pessoas apesar de ter me sequestrado. Aparentemente, ele não gosta de monogamia como sociopata. De repente, sinto-me suja por deixá-lo me tocar. Esta manhã, o deixei me beijar, e me esfreguei contra seu corpo como se eu fosse algum tipo de gata no cio. Daminan é um assassino. Como ele pode me fazer esquecer tudo em um minuto, exceto da química entre nós, e depois destruir tudo com suas palavras duras? Desejava nunca o ter conhecido; no entanto, eu decido ignorar a terrível dor no meu peito ante esse pensamento. Depois de tomar um longo banho, eu visto uma blusa branca e calças de moletom que eu encontrei no guarda-roupa e me dirijo para a cozinha. A mesa de café da manha esta pronta: tem chá, juntamente com panquecas com gotas de chocolate, que, infelizmente, são as minhas favoritas. Claramente, o sociopata sabe tudo sobre mim. Estou faminta, então coloco comida no meu prato e bebo um pouco de chá. Fico me perguntando o que diabos ele quis dizer com: “algo mais espera por você na cozinha” . Estou distraída tomando meu café da manha... quando ouço um gemido de dor vindo atrás de mim. Confusa, eu me viro, mas há ninguém lá. O som volta mais alto, e então eu localizo a fonte de onde o mesmo vem.


Há um laptop ligado sobre a mesa, e algum tipo de coisa esta acontecendo lá. Sento-me na frente dele e meus olhos se arregalam quando vejo Damian na tela do aparelho com uma faca em sua mão, na frente de um homem acorrentado a cadeira. Eles estão no calabouço, onde eu originalmente tinha acordado depois do sequestro, embora aquela cadeira e todo o seu equipamento de tortura que esta visível ao angulo da câmera, não tenham ficado próximos a mim na ocasião. Quando penso sobre isso, vejo que o colchão não combina com o humor do local. Ele deve ter sido colocado lá especialmente para mim. Ignoro a pontada que sinto no meu coração ante esse pensamento, e concentro toda a minha atenção no vídeo. Essa situação parece com o enredo de algum filme de terror ruim. É tão horrível, mas não consigo manter meus olhos longe da tela do laptop. "Quem é Você? O que você quer? Dinheiro? Eu tenho muito dinheiro ", suplica o homem, e algo sobre a sua voz soa familiar para mim. Damian ri, e sua risada me gela. Ele levanta o braço e atinge o homem no rosto com tanta força que a cabeça do mesmo cai para o lado. O homem fica por alguns momentos gritando de dor com sangue escorrendo pelo seu nariz. Pelo aspecto, tenho quase certeza que Damian quebrou o nariz do cara. "Porra, eu nem sequer joguei com você ainda, e você já esta se borrando de medo?" A voz de Damian esta cheia de raiva. A bile na minha garganta aumenta. Comer meu café da manha antes de assistir a esta tortura horrorosa foi um grande erro.


Damian rasga a camisa do homem com uma faca e, lentamente, começa escrever algo com a ponta da mesma, marcando a pele do homem. O homem grita em agonia e começa a chorar, lutando para fugir da lamina da faca, mas isso só lhe rende outro murro do sociopata. "Quem é Você? O que você quer? " Repete o cara, mas Damian esta muito concentrado com sua tarefa. Depois de sete minutos, os quais contei, ele enfrenta o homem de novo, olhando-o nos olhos. "Sabe, Ken, você não estava no meu radar. Eu não tinha ideia de você fazia parte da organização ". Minha respiração para, e um suspiro de choque saí da minha boca. Ken? Ele esta torturando Ken? "Mas então você cometeu um grande erro, expondo-se.. Você sabe qual foi o seu erro? "Damian pergunta duramente quando Ken balança a cabeça. "Tocar o que é meu. Machuca-la. Traí-la. Fazê-la sofrer. Ninguém prejudica o que é meu e sai ileso sem pagar por isso. " Por mim. Ele esta punindo e matando Ken por minha causa. Minhas mãos tremem da emoção profunda em meu peito pelo que Damian esta fazendo, ele esta me vingando. No entanto, essa é a minha parte louca e irracional falando. A parte normal, humana e racional de mim não pode suportar a ideia dele matar alguém em meu nome. Nós não temos o direito


de decidir quem vive ou morre neste mundo; este é um privilégio que pertence exclusivamente a Deus. "Se suas ações tivessem só a ver com Sapphire, eu não iria matálo", diz ele enquanto os olhos de Ken se abrem em choque. "Sim, eu teria te machucado, feito você sofrer, mas eu não te mataria. Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, eu não sou um louco ou um assassino psicótico. " Damian não da à mínima para o que a maioria das pessoas acredita, então o que ele disse foi apenas para os meus ouvidos. "Mas agora que sei que faz parte da organização? Porra, não, você não vai sair daqui vivo. " Organização. Damian sabe sobre a organização de prostituição infantil? Ken silenciosamente o observa e, em seguida, amaldiçoa. "Você é um dos gêmeos, não é? O único que escapou. Eu deveria ter suspeitado disso quando você começou a matar um por um dos nossos clientes ". Um dos gêmeos. NÃO! Não pode ser. Minhas mãos estão geladas de pavor. Seguro forte as bordas do laptop ao ponto de dor. Meu coração esta apertado. Ken riu. "Seu irmão não sobreviveu, não é? Ele sempre foi um filho da puta fraco. Na verdade, tive a oportunidade de estupralo muitas vezes, ele era uma putinha linda. Tinha o que uns......quatros anos...? Você não faz ideia de como tenho uma


mente boa. Foi emocionante, fui um dos primeiros a sagrar o anus virgem dele." Suas palavras nojentas me enchem de ódio e tenho um profundo desejo de esmagar o rosto de Ken contra a bancada de granito atrás de mim. Vejo Damian dar um soco no intestino de Ken, quebrar os ossos de suas mãos, em seguida, ele pega uma corrente e envolve-a em volta do pescoço dele. "Pessoas como você não merecem viver neste mundo. Isso é pelo meu irmão, seu pedaço de merda. " Com essas palavras, ele começa a sufocar a vida fora de Ken. Eu não aguento mais ver isso, então fecho o laptop. Minha mente ainda esta tentando processar tudo o que eu tinha visto e ouvido. Damian e Dominic são duas crianças que meu pai e sua organização arruinaram. Dominic morreu. O que significa que todos aqueles momentos que eu pensei ter passado com o Dom, na verdade, eu tinha compartilhado com Damian. Deus, o que esta acontecendo? E o mais importante, como devo agir com Damian agora que sei que ele tem todas as razões possíveis para me odiar?


“Eu estou com fome", diz a voz suave de Beth no escuro, e eu olho para Dom e Ben, que estão adormecidos. Ela me olha com olhos suplicantes, e fico surpreso que foi eu a quem ela pediu comida. Ela ficou colada todas aquelas horas no meu irmão, de alguma forma encontrou consolo nele, e ele deixou. Somos um pouco parecidos com essas crianças; Bem tenta agir valente, assim como eu sempre fiz. Bom que eu consegui ser corajoso nesse lugar, senão já estaria morto. Nunca mais em minha vida demonstrarei qualquer fraqueza. "Você quer uma maçã, ou um sanduíche?" Temos alguma comida escondida sob o assoalho, onde ninguém pode ver. Nós tínhamos encontrado uma pequena abertura no piso, e mantínhamos algumas coisas lá. John nunca verifica dentro das celas. Por isso, tínhamos que limpá-las nós mesmos. Quando algum de seus homens esta com vontade de nos estuprar, eles nos levam pra fora da sela e nos fodem revezadamente.. A comida que o novo cliente mandou nos dar em abundancia, nunca chegou até nós. Ninguém se importa em seguir ordens de um estranho. Além disso, como ele iria verificar? "Maçã." Apanho a maça, levanto-me para lavá-lo na pia pequena que tínhamos, e sento-me para dar a ela a fruta. "Você precisa comer quieta, ok?"


Ela não pode mastigar ruidosamente. Alguém pode ouvir, e isso não seria nada bom. Ela assente e da uma pequena mordida hesitante. Beth não é alta, então eu descanso minha cabeça contra a parede, tentando dormir um pouco. O dia seguinte é segunda-feira, o dia favorito de S. Ele vira, e eu preciso estar preparado. Geralmente ele me reserva para o dia todo, mas com este novo cara, eu terei que dividir meu tempo entre eles. Uma grande merda ter que aguentar esses pervertidos.... "Ele tem dodói nele todo." A voz de Beth é quase um sussurro, mas a ouço, no entanto. Ela observa Dom e suavemente toca em seu braço, que esta coberto de hematomas. "Devem doer. " Ela vira a cabeça para mim, e eu sei que ela precisa de uma resposta minha. Ela é tão inocente, tão pequena. Como poderia dizer a verdade? Não posso...preciso mentir. "Não doem mais, ok abóbora?" Eu não tenho ideia de onde esse apelido veio; só quero acalma-la. Ela assente com a cabeça, e coloca a cabeça cuidadosamente no braço de Dom. Pensei que ela tinha adormecido, mas, em seguida, suas palavras fazem tudo dentro de mim parar. "Eu não quero que Ben tenha dodói." Uma única lágrima escorre pelo seu rosto, e eu a retiro com o polegar. Seu queixo treme, e ela esta me olhando com olhos suplicantes, como se eu fosse à única salvação que tinham. Desejava que isso fosse verdade. "Eu vou fazer o meu melhor para que isso não aconteça... ok?" Ela assente com a cabeça mais uma vez e antes que ela possa


fazer outra pergunta que doa meu coração, eu peço: "Agora durma." So então ela fecha os olhos. Deus, eu preciso salvá-los. E minha única chance é amanhã. Porra, temos que ter nossa liberdade de volta. Pela primeira vez na minha vida miserável e cheia de dor, eu decido fazer algo que minha mãe me ensinou há muitos anos atrás. Eu oro pedindo a Deus para me ajudar amanha.

Damian Ken teve uma morte rápida, mas dolorosa. Não teria como ser de outra maneira. Eu sabia que Sapphire não seria capaz de me assistir matá-lo, então não tive quaisquer restrições para torturalo. Escutar o filho da puta falar daquele jeito do meu irmão encheu-me de raiva. Depois que ele da seu último suspiro, envolvo-o em uma lona preta, e dirijo ate o pântano. Olho a queda de seu corpo na terra, esperando que algum jacaré venha comê-lo, apesar de ser duvidoso. Os animais tem dignidade e não tocariam numa merda como ele.


A minha casa fica a algumas horas de distância da cidade. E não estou preocupado de suspeitarem de mim porque nunca deixo quaisquer digitais sobre minhas vitimas. Uma vez que eu estou de volta em casa, o sol já esta se pondo. Tomo um banho em um banheiro adjacente...que uso sempre para tirar o sangue do meu corpo. Além disso, eu não quero que Sapphire me veja coberto de sangue; ela poderia pirar de medo. A parte forte de mim odeia admitir o nervosismo que sinto quando entro na sala de estar, sem saber seu estado de espírito ou se serei bem-vindo. Ela tinha ouvido mais de Ken do que eu esperava. Ela é inteligente o suficiente para ter descoberto as coisas que não foram ditas. Encontro-a sentada em um banquinho, folheando uma revista. Tem uma caneca quebrada sob seus pés. Suas mãos têm pequenos cortes, e sangue seco em seus dedos. "Que porra é essa que você fez com as mãos?" Como ela ousa prejudicar o corpo que me pertence? Ela nem sequer pestaneja, sua atenção ainda na revista, mas pela forma como seus olhos correm caoticamente através dela, ela provavelmente não esta lendo nenhuma palavra da mesma. "Ken me irritou. E eu acabei batendo meu punho contra o balcão enquanto segurava a caneca. Nada demais. " Ela esta em estado de choque. Dou um passo em direção a ela, e ela rapidamente pula do banco, com os olhos assustados e com as mãos na sua frente para parar qualquer movimento meu.


"Não chegue mais perto", ela quase grita, respirando pesadamente. "Dominic está morto." Lágrimas correm por suas bochechas. "Meu pai e sua organização nojenta o mataram, e vou decidiu destruí-los. Dominic poderia ter sido um grande homem, mas eu nunca vou saber. Você suportou a mesma tortura. Eu entendo porque você quer matar todo mundo. Realmente, eu entendo. "Ela assente com a cabeça freneticamente. "Mas o que eu não entendo é o seu desejo de manter-me aqui contra a minha vontade. Este jogo comigo começou há um ano. Não foi uma coincidência, não é? " Minha cabeça balança; as mentiras entre nós haviam terminado. Ela ri sem graça. "Sim, agora eu entendo. Você ter me levado para o escritório, o contrato sobre a mesa do meu pai. Tudo foi parte do seu grande plano. "Ela soluça em meio às lágrimas, mas continua a falar. "Você destruiu a minha vida, e então decidiu que eu deveria ser sua. Embora ainda não entenda o que você achou de tão irresistível sobre mim. " Ela enxuga o rosto e respira fundo. "Diga-me, Damian. Como pode se considerar diferente de todos aqueles homens e do meu pai? Quando você esta fazendo o mesmo comigo ? " A sala congela em silêncio mortal. Ela acabou de comparar minha obsessão por ela e meu desejo de dar-lhe tudo, com algo tão hediondo quanto os meus anos presos no cativeiro sendo estuprado? Ela é minha e eu sou dela. Ela não gostou que eu tenha lhe mostrado a verdade sobre seu pai? Como eu pude estar errado sobre isso?


NÃO! Engulo o gosto amargo na minha boca quando memórias de todos aqueles homens me estuprando passam pela minha mente, eu olho para as minhas mãos quando elas se apertam em punhos. Meu toque foi repulsivo para ela? Ela não me quer? "Damian..." ela começa... vida voltando em seus olhos vazios, mas eu não dou a mínima. Eu estava pronto para dar-lhe tudo quando ela não tem nada, e ela jogou de volta na minha cara? Foda-se. "Boa noite, Sapphire. Eu não vou incomodá-la com minha atenção indesejada mais. " Viro-me e deixo a porra da casa, esperando que uma corrida na minha moto me dê clareza através da dor que perfura minha alma infligida pelas palavras dela.

Sapphire Depois que Damian fugiu, eu sai do meu estado de choque e limpei a bagunça da caneca quebrada. Depois encontrei um kit


de primeiros socorros debaixo da pia no banheiro e apliquei uma pomada sobre meus machucados. Em vez de falar com ele sobre seu passado e as coisas que o levaram a esta vida, eu o acusei injustamente das piores coisas possíveis. Gostando ou não, tudo o que eu fiz com ele foi completamente consensual. Quem eu estava tentando enganar? Eu caí de amor por Damian há um ano, e meu coração pertence a ele desde então.. Finalmente, cansada da minha auto aversão, decido tomar um banho com a esperança de que isso me acalmara. Termino o banho, olho-me no espelho e meu reflexo mostra uma mulher que esta tudo menos calma. Um arrepio percorre-me quando ouço um barulho, e, em seguida, Damian entra em seu quarto e fecha a porta com força. Eu acho que ele não conseguiu acabar com a raiva que tinha quando saiu daqui e minhas palavras impensadas não tinham ajudado em nada também. Meus mamilos endurecem contra a camisola de seda, que eu tinha encontrado dentro da gaveta da cômoda. Meu ritmo cardíaco acelera e tento recuperar o fôlego. Apenas o fato de saber que ele esta no quarto ao lado do meu me deixa assim. Eu não conseguirei dormir sem acabar com este conflito entre nós. Ou talvez eu só precise de uma desculpa para vê-lo novamente. Ando lentamente na ponta dos pés para o seu quarto, abro a porta, e em um segundo, seus braços fortes estão em volta de mim.


A boca de Damian cai contra a minha enquanto nós nos devoramos em um beijo quente e profundo. Ele aperta minha bunda enquanto eu gemo contra a boca dele. "Diga que me quer", diz ele asperamente e chupa meu pescoço e balanço a cabeça em negação. "Não? Você não quer que eu te espalhe nua na minha cama e coloque minhas mãos sangrentas em você? " suas palavras fazem emoção do proibido deslizar por todo o meu corpo e desejo que ele faça tudo o que disse comigo. "Vou deixar seu exuberante corpo aberto para a minha língua, dedos e pênis. " sua mão aperta meu cabelo, inclinando minha cabeça para trás duramente, e a umidade entre minhas coxas aumentam. "Você quer isso, Sapphire?" Ele lambe um lado meu pescoço, chupa por um segundo, e em seguida, morde. "Depois, você não poderá usar a desculpa que não me quis. Diga que me quer, e isso ", sua mão agarra seu pênis através de seu jeans e esfrega a partir da base até a ponta" será seu. " Respiro pesadamente contra ele. Sua ereção esfrega dolorosamente contra meu ventre, me torturando e mesmo que seja um erro, meus olhos fecham, e eu assinto. "Abra seus olhos, Sapphire" ele dispara. "E diga as palavras. Olhe para mim enquanto concorda em ser minha. " Lambendo meus lábios, eu sussurro "Sim, eu quero ser sua..." Damian nem sequer deixa-me terminar e toma minha boca em um beijo punitivo, sua mão apertando minha nuca. Então ele me pega em seus braços, da alguns passos, e me joga em cima da cama em seu quarto, olhando para mim com os olhos pesados.


"Tire suas roupas. Rápido. " Tiro minha camisola de seda e ele abre a gaveta do criado mudo e tira quatro faixas de seda, uma venda para os olhos, e uma corda. Meu coração começa a bater mais rápido, mas, ao mesmo tempo, meus nervos estão em alerta máximo. Minhas mãos ficam suadas. "Fique quieta.". Ele amarra uma perna depois à outra, acariciando lentamente minha pele, para garantir que a corda não faça nenhum dano permanente. Damian, em seguida, pega minha mão direita, levanta-a, amarrando-a com firmeza e repetindo a mesma ação com a mão esquerda. Por fim, ele cobre meus olhos com a venda e as trevas me cumprimentam. Minha audição entra em sintonia com todos os sons do cômodo. Ouço-o tirar a roupa e jogá-las em algum lugar; a fivela do cinto faz um barulho metálico ao cair no chão. Meu sexo se aperta com desejo enquanto espero por seu próximo movimento. Sua respiração quente sopra suavemente contra minha buceta, e ele lentamente lambe minhas dobras úmidas para cima e para baixo. Minha espinha arqueia para fora da cama, mas ele coloca suas mãos sobre meu estômago, me empurrando de volta para baixo enquanto sua língua entra fortemente dentro de mim. Depois ele move suas mãos sob minha bunda para levantála...colocando minha buceta ainda mais contra sua boca. O prazer é tão forte que gemo muito alto. Damian chupa a minha buceta, e depois seus lábios beliscam meu clitóris, provocando. Antes que as sensações possam


ultrapassar-me, ele tira as mãos e minha bunda cai de volta na cama. Respiro pesadamente, doida para passar as mãos contra seu cabelo sedoso. Suas mãos acariciam meus seios, pesando-os. Ele lambe e soprou suavemente sobre os picos endurecidos. Em seguida, ele chupa cada um deles, enquanto calor cresce entre minhas pernas. Mais uma vez, ele solta meus seios, e os seus lábios vão ate meu pescoço dando beijos leves e, finalmente seu polegar pressiona meu queixo, abrindo minha boca mais ampla. Sua língua entrelaça com a minha em um beijo profundo e apaixonado. Então, eu o sinto. Seu pênis esta se esfregando contra as dobras da minha buceta e meu clitóris sensível. "Por favor," Eu choramingo, e sinto seu hálito quente e voz rouca contra meu ouvido. "Por favor, o que, Sapphire?" "Você sabe o quê!" "Não." Ele morde dolorosamente meu pescoço. "Diga-me. Digame o quanto você quer que eu te foda duro neste colchão para que você possa gritar meu nome. " Balanço minha cabeça em negativa, enquanto ele continua a me torturar. "Diga-me", diz ele, e eu desisto. Estou morrendo sem ele dentro de mim. "Foda-me, Damian. Duro. "


Ele empurra seu pênis dentro da minha vagina em uma estocada intensa, me esticando, enchendo-me completamente.. Seu ritmo selvagem me deixa louca ... cada vez mais, mais e mais. De repente, o sinto desamarrar as cordas e minhas mãos ficam livres. "Porra, toque-me. Toque-me minha doce Sapphire. " Coloco meus braços em volta de seu pescoço, puxando-o mais perto, e procuro seus lábios em um beijo faminto, enquanto ele continua a estocar seu pau dentro de mim duramente. Ate queeeee......vem o final épico. O prazer me consume e um grito escapa da minha garganta. “Damiannnnnn” Após mais alguns segundos, ele ruge acima de mim, gozando também. Meu corpo esta satisfeito e pesado. Ele sai de dentro de mim e deita de barriga para cima na cama e olha para o teto. Ele fica comigo na cama dessa vez....mas então por que sinto que essa é a experiência mais solitária que já tive em toda minha vida?


As portas da cela se abrem e sou levado para a "sala de sessão." Há uma cama, um sofá, um banheiro, e vários brinquedos sexuais em cima da mesa de cabeceira. John leva em consideração todos os desejos pérfidos de seus clientes. Alex fica do meu lado, observando cuidadosamente o próximo cliente que esta sentado no sofá. O homem esta olhando para o seu telefone enquanto fuma um cigarro. Eu tremo um pouco por causa do frio do cômodo, estou vestindo apenas um moletom e blusas finas. "Pode sair." Alex franze o cenho. "O chefe me disse para assistir." "Eu paguei dinheiro adicional para ter privacidade. Quer que eu chame seu patrão? "


Ele pergunta com a voz baixa, com os olhos escuros frios e perigosos. Alex se mexe desconfortavelmente. Mesmo que ele agisse como braço direito de John, "o chefe" não dava a mínima para ele, e ele sabia disso. "Que seja." Ele coloca as chaves das minhas algemas na mesa e fecha a porta atrás de si. Câmeras ou quaisquer outros dispositivos são estritamente proibidos aqui; porque não querem que qualquer evidência possa ser usada contra eles no futuro. Olho para o cara, e de repente, ele joga um casaco para mim. "O vista e cobra-se" Em lugares como este, você aprende a esquecer se esta fazendo frio ou calor; você lida a sua maneira.. seja tremendo ou suando como a porra de um porco. "Sente-se no sofá. " É estranho o que ele pede, mas faço mesmo assim. Ele me estuda cuidadosamente durante vários minutos, o silêncio que se estende entre nós é longo ate que ele finalmente fala. "Você se parece muito com o seu pai. " As palavras dele me chocam até os ossos e meu batimento cardíaco se acelera. "O quê?", eu sussurro. "Seu pai foi um dos meus amigos mais próximos. Meu nome é Tony. Estou junto com um casal de amigos e viemos para salvar você e Dominic. Finalmente posso cumprir a promessa que fiz a sua mãe. "


"Minha mãe esta viva?" A criança em mim ainda se lembra da minha mãe bela e vibrante que detinha nada além de amor em seus olhos. Os olhos de Tony escurecem com tristeza e seus ombros caem. "Não, ela morreu de desgosto. ela conseguiu viver sem o seu pai, mas vocês eram seu mundo " Ele não precisa dizer mais nada; ler nas entrelinhas é minha especialidade. Minha mãe cometeu suicídio. Meus punhos se cerram e a dor que me atravessa é posta de lado ate outro momento. O homem diante de mim esta me oferecendo um jeito de fugir. Fugir desse pesadelo! "Como você pode nos ajudar?" "Tem guardas lá fora. Precisamos desarmar aqueles dois idiotas, ir ate a cela de vocês e dar o fora. " Suas palavras parecem irreais, mas não questiono. "Nós não estamos sozinhos aqui." O rosto de Tony torce em arrependimento. "Eu sei garoto, mas eu não posso salvar a todos. Há apenas três de nós, e o departamento da policia é corrupto demais para que confiemos neles nesse momento. " Ele quis dizer que as outras crianças continuarão presas aqui?? Deus, que ira salva-las?


"Eles trouxeram dois gêmeos ontem para nossa célula, uma menina e um menino. Eu não vou deixá-los para trás. " Tony assente. "Tudo bem. Agora me ouça com atenção. E siga arisca minhas instruções, não importa o quão estranhas possam soar. Você entendeu? Um erro e todos nós morremos. " "Eu não vou fazer nada para prejudicá-lo." "Bom." Ele pega sua mochila no canto que eu não tinha notado antes, e, em seguida, dá-me duas armas. "Uma para você, e uma para o seu irmão. Se algum desses homens os agarrarem, ou ferir você ou as crianças, atire sem pensar duas vezes, entendeu? " Eu balanço a cabeça, com as palmas das mãos se fechando sobre o metal pesado, aproveitando o poder que elas detêm. Tony começa a explicar por vários segundos como usá-las: como colocar o pente de balas e como puxar o gatilho. Meus olhos percorrem o dispositivo rapidamente, certificando-me de memorizar todos os detalhes. E depois de me passar todas as coordenadas uma-por-uma, ele finalmente faz um sinal com a cabeça para iniciarmos o plano. Várias facas estão sob seu cinto, e estamos prontos para sair. Tony abre a porta, e Alex e Lance estão do lado de fora, olhando para ele com desconfiança. "O que está acontecendo?" Tony não hesita. Ele atira em um depois no outro sem pestanejar.


Pisco chocado, mas logo uma emoção de felicidade corre pelo meu corpo ante a visão daqueles dois homens (que torturaram a mim e o irmão por muitos anos) mortos. A ideia de ter tal poder em minhas mãos para eliminar cada ameaça é libertadora. Eu rapidamente o guio ate a minha cela e ele a abre. As crianças nos olham atordoadas com choque e medo em seus olhos. "O que está acontecendo?" Dominic pergunta quando entrego uma arma para ele. Rapidamente, minhas mãos mostram-lhe como usá-la. "Não há tempo para explicar. Precisamos correr e fugir. Vamos... " Tony apontou para a saída, aonde cinco guardas veem na nossa direção ao mesmo tempo. Ele atira em cada um deles, mas não sem antes um dos guardas apertar o botão do alarme. O som ensurdecedor da sirene enche o ar, seguido pelos passos de mais guardas. Com as mãos trêmulas, eu puxo o gatilho e um guarda cai sem vida ao lado de Tony. "Bom trabalho, garoto." Tony segura as duas crianças em seus braços enquanto nos obriga a continuar em movimento, mas, em seguida, aparece mais alguns guardas e Tony amaldiçoa. Ele agarra um dispositivo estranho e diz sob ele: "Lucas, você está me ouvindo?" Em um segundo, ha uma resposta. "Sim."


"O alarme foi acionado." "Escute. Há um portão de saída perto da sala à sua direita. Siga-o para um túnel, que levara ate a floresta. Matias estará esperando por vocês lá. " Tony empurra-nos nesse sentido. Nós rapidamente corremos em direção ao túnel, quando, do nada, um guarda agarra Tony por trás e apunhala uma faca na parte de trás do seu pescoço. As crianças gritam. Tony cai de joelhos e, com um último olhar para mim, ele cai para frente. Seus olhos ainda se abrem apesar de todo o sangue escorrendo pelo seu corpo apontando com os dedos para o túnel. Ele segura o meu olhar com os seus por vários segundos, sorri para mim e com um último suspiro fecha os olhos enquanto seu corpo fica imóvel sem vida. Nossa única esperança de escapar desse inferno: MORTO. NÃO! PORRA, NÃO! "Vá, Dominic, leve as crianças e corra para onde nos foi dito." Beth e Ben já estão quase no pequeno túnel. O guarda que acabou de matar Tony tira a faca do pescoço do mesmo, limpa-a sobre suas calças, e começa a se mover em nossa direção. "Vá em frente, Dom. Vá salvar as crianças ". "Irmão!" "Não temos tempo, vá!"


"Dominic", Beth grita, e com isso, eles desaparecem no interior do túnel e eu enfrento o filho da puta que quer tirar tudo de nós. Ele ri. "Putinha, já te fodi varias vezes. Não tenho medo de ti, você é inofensivo ". Ele esta errado. Ele não sabe o que é ser um garoto despojado de tudo para ter que viver nesse inferno a maioria dos anos da sua vida de merda. Ele não sabe como é ser um garoto cuja mãe foi estuprada e o pai foi morto na sua frente. E muito menos sabe como é ver seu irmão quebrando de dor a cada novo dia. O homem não tem a porra da ideia do que sou capaz. Eu puxo o gatilho, mas ele abaixa a cabeça, e a bala erra o alvo. Lança-se sobre mim, derrubando-me ao chão. Nós lutamos. Ele prende-me no chão com seu peso. Ele esta levantando a parte de trás da mão que segura a faca, quando escutamos um grito. Ele se distrai, dando-me tempo para agir. Eu pego a arma do chão perto do corpo de Tony e disparo na testa do guarda. Alívio toma conta de mim quando ele morre. Eu nem sequer penso como em questão de minutos, eu tinha matado duas pessoas. "Dom, vamos lá. Nós precisamos ir. " Rapidamente, corro em direção a eles no túnel, mas quando o vejo meu coração para. Ele tem uma faca cravada em seu estômago. Sua camisa esta ensopada de sangue. "NAOOOO!" Eu grito, e ele sorri fracamente.


"Irmão, este é o fim para mim. Mas você precisa viver. " "Aguente Dom, vamos...." Eu tiro minha jaqueta, colocando-a sobre sua ferida para tentar parar o sangramento, mas é impossível. Sua mão me para enquanto ele respira pesadamente.

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"Damian, você prometeu, lembra? Que me deixaria para trás caso fosse necessário. Va ". "Isso nunca foi parte do plano. Você e eu juntos contra o mundo, lembra? " Ele sacude a cabeça, engasga com um pouco de sangue que sai da sua boca e diz com um suspiro. "Damian, você é o melhor irmão que qualquer um poderia querer, e estou feliz que posso te salvar. Vá. Por favor, deixe-me ou meu sacrifício terá sido em vão. " Um som familiar de sapatos esta se aproximando de onde estamos, quando ele implora: "Vá". As lágrimas correm amplamente pelo meu rosto. Dor excruciante me toma e entendo que nada poderá salvá-lo mais. Inclino-me e beijo sua testa, fechando meus olhos. E aperto forte sua mão com as minhas. "Você sempre será a melhor parte das minhas memorias Dom...Te amo"


Ele sorri trêmulo. "Você sempre será parte do meu coração, Damian. Vá. " Com um último olhar ferido em direção a ele pego as crianças nos braços, e com meu coração rasgado em dois corro com tudo de mim pelo túnel. Após alguns minutos os amigos de Tony nos acham e nos tiram de la, e tudo esta acabado. Eu estou livre, mas meu irmão tinha ido embora. Naquela noite enquanto choro silenciosamente no travesseiro, faço a promessa de matar cada pessoa que fizer parte daquela organização asquerosa, e vingarei a morte do meu irmão. Ele não ira descansar em paz até que eu faça isso.

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"Damian, você me entendeu?" Luke pergunta-me mais uma vez, enquanto minha atenção esta na praia em frente de nós, onde as crianças Ben e Beth brincam de fazer castelos de areia enquanto seus pais riem junto com eles e os abraçam amorosamente. “Claro, merda... você tem repetido isso muitas vezes. E minha resposta ainda é não. '' Luke pragueja de frustração. "Damian, seus pais faziam parte do império das empresas Huston. Mas quando seu pai descobriu que seu principal sócio chefiava essa organização e quis denuncia-lo, como punição, eles fizeram o que fizeram e venderam vocês para


John.”. Ele exala uma respiração pesada. '' Sua mãe não sobreviveu a tanta dor, mas ela deixou vocês em seu testamento no caso de serem encontrados. Juanita será sua guardiã legal, e você tem milhões na sua conta. Você pode ter uma vida normal, garoto. '' Ao escutar suas palavras, um riso de escarnio escapa da minha boca. Minhas mãos apertam meu estômago duro e eu mal consigo respirar. Luke franze a testa, sem entender minha reação. Finalmente, paro de rir e olho diretamente em seus olhos. ''Luke, eu nunca poderei viver normalmente, sabendo que eles estão lá fora fazendo a mesma merda que fizeram com a gente com outras crianças inocentes. Eles vão pagar. Você pode me ajudar, ou eu vou encontrar alguém que o faça. '' Ele balança a cabeça, recosta-se no banco de plástico e pergunta com a voz desesperada. 'O que você precisa? '' O plano é simples. Mudar meu nome. Mudar de cidade. Voltar e virar parte da elite de Manhattan. Criar um império. Torna-me um advogado. E, finalmente, vingar o meu irmão.


Sapphire Meu corpo esta dolorido em todos os lugares possíveis. Tomo um banho no dia seguinte e penso sobre a noite bizarra que passamos juntos. Ele adivinhou todos os meus desejos, e mostrou-me um mundo de prazer sem limites. O que mais uma mulher pode querer, certo? No entanto, tão quente como foi nosso ato de amor, eu não tinha sentindo a conexão por parte dele, que normalmente sentia quando ele me tocava. É quase como se ele tivesse se distanciado de mim, e cada parte do meu corpo odeia saber disso. Eu não quero só suas habilidades ou experiência na cama. Eu quero a paixão que ele me mostrou na primeira vez que fizemos amor. Uma vez que a sessão de sexo tinha terminado ele rolou de lado na cama, dando-me espaço. Meu corpo levou algum tempo para cochilar, mas, finalmente, a exaustão me tomou. Quando acordei, Damian não estava mais à vista, e apenas a TV estava ligada, deixando-me saber que ele tinha dormido ao meu lado.


Desligo o chuveiro, me seco e visto uma calça jeans e um suéter confortável. Damian esta na cozinha, completamente vestido colocando vários itens em sua mochila. "O que está acontecendo?" Sem levantar os olhos para mim, ele continua sua tarefa. "Estamos saindo. Tome seu café da manhã. " "O quê? Por quê? Pra onde? " De repente, precisávamos ir embora? Este é seu procedimento padrão após matar? Ele não pode ficar no mesmo lugar do crime; é isso? "Para casa em Nova Iorque... Coma. " "Eu não estou com fome" sussurro, sem entender o que esta acontecendo. Encolhendo os ombros, ele pega as chaves do carro na bancada e aponta para a porta. "Vamos então." Atordoada demais para dizer qualquer outra coisa, eu o sigo e espero ele fechar a casa e abrir a porta do carro para mim. Uma vez que ele pega a rodovia pra Nova York... vejo que estamos a várias milhas de distancia da cidade, e a curiosidade leva a melhor sobre mim. "O que te fez mudar de ideia?" Ele não responde. Seu dedo procura por musica através das estações de rádio no painel do carro.


"Damian," eu seguro sua mão, e ele finalmente olha para mim com olhos vagos, e isso me mata por dentro. "Você fez." E assim o resto da viagem é feito em completo silêncio.

Damian O que eu pretendo fazer, uma vez que voltarmos para o meu outro apartamento vai contra todos os meus instintos, mas se liberdade a fara feliz, eu a darei. Porra, Sapphire se infiltrou em minha mente e coração. E eu nem sequer sabia que podia sentir mais. Ela derrubou as muralhas que eu tinha erguido em volta de mim, e encheu de luz meu coração já consumido pelas trevas. E por mais que doa o inferno fora de mim deixa-la ir... A felicidade de Sapphire vem em primeiro lugar.


Meus olhos percorrem cuidadosamente o salão de baile enquanto bebo champanhe, certificando-me de sorrir quando vejo pessoas importantes. John Blake convidou quase toda elite de Nova York para tentar convence-los de que ele ainda encontra-se profundamente apaixonado pela sua esposa. Há dias venho estudando minuciosamente o arquivo de sua filha, Sapphire Blake. Ela estuda na Universidade Columbia, com especialização em escrita criativa, e mora nos dormitórios do campus com sua melhor amiga, Sophie, e o mais importante de tudo: Seu amor por livros e filmes românticos faz dela um alvo


fácil para mim. Normalmente eu nunca seduziria alguém tão inocente quanto ela é, mas tempos de desespero pedem medidas desesperadas. Eu nunca dormi de bom grado com nenhuma mulher. A ideia de sexo me repele. E quando as mulheres têm informações valiosas para mim ou podem trazer-me mais perto de seus pais, eu apenas treino meu corpo para vir quando necessário. Uma alma romântica como Sapphire ira achar interessante um estranho misterioso a aborda-la durante a noite. Durante uma hora sentada ela se mexe desconfortavelmente. Depois de terminar sua segunda bebida, ela suspira e sai para o terraço, dando-me a abertura perfeita. John e sua esposa, Nora, estão muito ocupados com os convidados para notar seu desaparecimento ou que algum homem a seguiu ate seu esconderijo no jardim. Eu mal me contenho de rir em voz alta. Descobri tudo sobre esta casa, ate mesmo sei os códigos de seguranças dos cofres e portões. Eu poderia facilmente ter pegado provas contra John e ter acionado o FBI, mas a prisão é pouco para um calhorda como ele. Ele precisa sofrer como Dominic sofreu, e só então o matarei. Sapphire esta sentada no banco, admirando a vista, e, de repente, seu rosto se ilumina num sorriso quando ela inclina a cabeça para trás, permitindo-me admirar sua beleza à luz do luar, e pela primeira vez em toda minha vida fodida, meu peito aperta. Minha.


Minha! Minha! Minha! Grita uma voz na minha cabeça e meu pau endurece com a ideia de possuí-la de todas as formas possíveis. Naquele momento, entendo que Sapphire Blake não é um alvo fácil, e que ela não pode ser usada apenas como uma parte do meu plano. Ela será minha.

Sapphire Seu apartamento. Ele me trouxe de volta para a cidade e para seu apartamento? Sem quaisquer palavras, Damian abre a porta do carro para mim,


tira sua mochila do porta malas, e nos guia até o elevador. Uma senhora mais idosa mantem a porta do elevador aberta para nós em seguida, conversa sobre o clima fantástico, provavelmente não percebendo quão tenso nós dois estamos. Finalmente, quando chegamos a seu andar, ele agarra a minha mão e nós saímos do elevador, e terminamos em frente à porta de sua casa. Ele abre a porta rapidamente e uma vez que estamos dentro do apartamento, Damian me solta, deixando-me em pé no meio da sala de estar, enquanto ele vai ate o bar e se serve de um copo de uísque. "Estamos em Nova York," digo silenciosamente, e ele ri. "Sim, eu não costumo decorar todos os meus apartamentos da mesma maneira." Ignorando seu sarcasmo, eu tiro meu cachecol e foco minha atenção nele. "O que estamos fazendo aqui? " Ele toma um gole da sua bebida, seus olhos concentrando-se em algo sobre o meu ombro. "Estou te dando uma escolha." "Escolha?" Algumas horas atrás, ele fez-me constantemente repetir que meu corpo pertence a ele, e, de repente, ele esta me dando escolhas? “Você pode ficar aqui comigo e ser minha. Ou, você pode sair agora e nunca mais voltar. Eu não vou atrás de você ou forçá-la a fazer mais nada. Você tem sua liberdade de volta. " Pisco, tentando entender suas palavras.


"O quê?" Ele vira as costas para mim, colocando alguns cubos de gelo no copo. Pela tensão em seus ombros, eu sei que essa conversa o esta afetando tanto quanto a mim. "Eu quis você desde o primeiro momento que a vi. Nossos toques e olhares são eletrizantes, e há uma química escaldante entre nós. Quando te sequestrei sonhei com você ser minha e eu ser seu. No entanto, nunca imaginei que você iria me comparar com aqueles homens que me mantiveram como refém por vários anos. " Meu corpo aquece de remorso e dor ao lembrar-me das palavras impensadas que disse a ele. Palavras ditas no calor do momento, quando a raiva e a humilhação sobre a facilidade com que ele pode dominar meu corpo, tinham me deixado louca. Ele tinha sequestrando?? Sim. Ele tinha me estuprado ou feito algo contra minha vontade? Não, tudo tinha sido consensual. No entanto, eu posso viver com o homem que quer matar meu pai? Um homem cujas mãos estão contaminadas com sangue? Um homem com um monte de problemas psicológicos, que duraria toda a vida para supera-los ou sequer conseguiria superar seus traumas? Sou forte o suficiente para estar em um relacionamento assim? Sou forte o suficiente para amar um serial killer? Não tendo quaisquer respostas a essas perguntas, dou um último olhar para as costas de Damian, deixo seu apartamento e vago pelas ruas de Nova York, esperando que minha caminhada limpe minha mente para que eu possa fazer a escolha certa.


Damian A vista noturna de Nova York da cobertura é fascinante. Carros, pessoas andando, luzes iluminando toda a imperfeição em um ritmo perfeito. Essa cidade representa a liberdade para mim, e eu não posso me imaginar vivendo em qualquer outro lugar. Doze anos atrás, quando eu voltei do inferno, a ideia de que ninguém aqui sabia nada sobre mim me emocionou, dando-me a oportunidade de começar de novo. Ninguém poderia me limitar aqui, sem quaisquer restrições, sem quaisquer correntes. Lembro-me de andar por horas e horas ao redor da cidade, explorando cada canto, descobrindo lugares favoritos ate que minhas pernas estavam dormentes e meus pés cheios de bolhas. Após sair do cativeiro no qual eu e Dominic fomos mantidos (onde vários anos fora tomados da nossa vida contra nossa vontade) percebi a preciosidade do tempo.... Por isso, quando vejo alguém se lamentando e reclamando de seus problemas sem fazer nada para reverte-los tenho vontade de sacudi-los. New York sempre me acalma, sempre.


No entanto, Sapphire tinha ido embora, e isso é algo que nem a visão de Nova York pode corrigir. Dar-lhe uma escolha foi essencial. Ela é minha obsessão, meu amor, e minha mulher. Mas as palavras que ela jogou contra mim, de que eu sou igual aos meus ex-captores usando seu sexo, mantendo-a contra a sua vontade, quebrou uma parte dentro de mim. Eu nunca quis que ninguém se sentisse igual a mim na minha época de cativeiro. Minha única intenção ao sequestra-la foi de que ela aceitasse quem eu sou, me apoiasse na minha missão, e me deixa-se estimá-la e ama-la pelo resto da minha vida, uma vez que a vingança pela morte do meu irmão estivesse acabada. Sapphire.. Para mim, ela é minha única salvação. Mas minha salvação esta acima da felicidade dela? Nao, por isso ela teve sua liberdade. Faz seis horas desde que ela me deixou. E a garrafa de uísque esta quase vazia. Sinto dor no meu peito, raiva de mim mesmo por não saber lidar com sua ausência. E, finalmente, um sentimento de perda profundo me toma, que me pergunto como as pessoas conseguem sobreviver depois de terem o coração partido. Minha boca se abre em uma careta auto-zombatoria. Ninguém morre de coração partido. Eu sobrevivi ao inferno na Terra. Eu posso sobreviver a ela ter me deixando. Pelo menos, até que todos os culpados sejam punidos. Uma vez que isso acontecer, minha vida não terá qualquer sentido.


Estou tão profundamente absorto em meus pensamentos que eu não registrei que alguém tinha entrado na casa até que eu vejo o reflexo de Sapphire na janela. Viro-me rapidamente e o uísque espirra um pouco do meu copo quando ficamos um de frente para o outro. As luzes estão apagadas, por isso a minha doce menina esta lindamente iluminada pela luz brilhante da lua, como na noite que nos conhecemos. "Você está aqui" sussurro, não me importando quão carente minha voz soa, e ela balança a cabeça, exalando uma respiração pesada. "Fiquei vagando pela cidade durante horas. Assistindo diferentes casais. Todos eles pareciam ter uma vida normal. Sem passados manchados. Nenhum pai mal.... " Meu estômago afunda; ela veio para dizer adeus. Se ha uma coisa que eu não posso dar a ela, é um relacionamento normal. "E você sabe o quê? O amor deles não parece diferente do nosso. Aqueles homens ... eles olhavam para suas mulheres da mesma maneira que você olha para mim. Então o que é normal? " Seus olhos seguram os meus e meu coração começar a bater rapidamente. "Sapphire, o que isso significa?" "Você me deu uma escolha, e eu estou escolhendo você." Uma felicidade gigante me domina. Quero toma-la em meus braços e não solta-la mais. Mais algo tem que ficar absolutamente claro antes dela ser definitivamente minha.


"Eu não vou deixar minha vingança. Seu pai é uma das duas pessoas que sobraram. Você pode viver comigo sabendo que eu o matei? " Não é essa, a questão mais importante? Nunca na minha vida fodida eu poderia ter imaginado que cairia de amor pela filha de John. Tudo que o filho da puta toca vira sujeira. Mas não Sapphire, ela é preciosa, inocente em sua própria maneira, e pura. "Você pode viver com o fato de que ele sempre será uma parte de mim e dos nossos filhos? Eu não posso mudar o fato de que ele é meu pai, Damian. " "Sim." Ela respira fundo e me da um sorriso trêmulo. "Você pode não matá-lo?" Tudo em mim luta contra essas palavras. John é minha vingança final, o mal que reina em todos os meus pesadelos, juntamente com S. Lágrimas deslizam por suas bochechas enquanto sua voz treme. "Eu não serei capaz de viver com você, se você o matar. Eu sei que ele fez coisas desprezíveis. Sei disso. Mas ele ainda é meu pai, Damian. Saber que você o matou com as mesmas mãos que você me toca ... não...nao da.... Coloque-o na prisão. Esquecerei quantas vidas você já tirou. Posso viver com isso. Mas não com o fato do homem que eu amo ter matado meu próprio pai. Eu não posso viver com isso, Damian, "ela termina e respira ofegante, esperando pela minha resposta.


Vingar-me contra John e S foi o que me manteve vivo todos esses anos, foi algo que eu a prometi a Dominic que iria fazer. Eles fizeram da nossa vida um inferno, e graças a eles, perdemos nossos pais. Sapphire esta me pedindo para escolher. Mas me resta realmente alguma escolha? Ela é minha vida. "Sim. Eu prometo a você que não matarei o seu pai. " Com um grito, ela corre para os meus braços. A pego nos braços enquanto suas pernas circulam meus quadris. Posso sentir a umidade de suas lágrimas no meu ombro enquanto ela soluça e ganhamos força um do outro. Ela esta de volta aonde pertence, e juntos, podemos enfrentar qualquer coisa. Depois que jogo o copo de uísque à distância, fazemos nosso caminho para o meu quarto, e eu gentilmente coloco Sapphire na cama, e não tiro meus olhos longe dela. Minhas mãos se mudam para remover seu vestido, enquanto ela faz o mesmo com as minhas roupas. Em um momento, ambos estamos nus, sentindo o calor escaldante dos corpos um do outro. "Damian" ela sussurra no meu ouvido. "Deixe-me fazer amor com você." Eu congelo com suas palavras. Ela quer o controle. Ninguém nunca tinha feito amor com o meu corpo. Nunca quis que ninguém me tocasse. Qualquer sensação de perder o controle deixa minha mente louca, e eu não sei lidar bem com restrições. "Por favor." Seus dedos se movem ate meu queixo e nossas bocas se unem em um beijo profundo e apaixonado.


"Só porque é você baby", eu respondo e deito-me de costas, dando-lhe acesso completo. Sapphire paira sobre mim. E mais uma vez, eu admiro a sua beleza: cabelo castanho tão rico como chocolate caindo em cascatas para baixo e criando um véu em torno de nós, as curvas sexys de seu corpo, a graciosidade de seu pescoço no qual adoro afundar meus dentes, a boca cheia que foi feita para ser beijada, e, finalmente, seus olhos azuis de safira, que me fascinam com apenas um olhar. Sua mão acaricia minha bochecha, enquanto ela se inclina para baixo, dando-me um beijo suave nos lábios. "Obrigado por confiar em mim", ela sussurra contra os meus lábios, e começa a mover-se mais para baixo, deixando beijos suaves ao longo da minha mandíbula e pescoço, chupando meus mamilos, e diabos não sabia que eles podiam ser tão sensíveis. Durante todo o tempo, ela passa as mãos sobre meu peito em movimentos suaves. Meus olhos se fecham quando uma sensação de pânico ameaça vir à superfície, mas sua voz me faz abri-los de novo. "Olhos em mim, Damian. Mantenha-os abertos para saber quem está te amando. " Eu balanço a cabeça, e depois sua língua lambe preguiçosamente meu peito, movendo-se mais e mais para baixo até que ela se ajoelha na frente do meu pau. Ela levanta os olhos para mim com uma pergunta implícita. Seus beijos no meu corpo criaram uma leve sensação de pânico em mim, mas um boquete é uma coisa totalmente diferente.


Minha boca se enche com um gosto metálico quando penso que isso possa trazer de volta todas aquelas memórias de quando eu era o único em meus joelhos dando prazer a alguém. Dar um boquete naqueles filhos da puta foi a maior fonte de tortura para mim. Eu nunca pedi a uma mulher para me chupar, porque, na minha mente, eu estaria fazendo com elas algo semelhante ao que fizeram comigo. No entanto, os olhos de Sapphire estão iluminados de desejo enquanto ela olha para o meu pau com fome. Engulo a bile se formando em minha garganta, e dou-lhe um aceno de cabeça duro. Empurro minhas pernas mais abertas, criando mais espaço para ela. Seu hálito quente sopra no meu pau quando ela da sua primeira lambida. O ato não me traz uma sensação boa, mas então ela lentamente suga a cabeça do meu pau enquanto sua mão se move para a base e aperta com força. Depois de um segundo, metade do meu comprimento esta dentro de sua boca enquanto ela balança a cabeça para cima e para baixo ao mesmo tempo em que os dedos de sua outra mão massageiam as minhas bolas. Porra. O sentimento de repulsão sai da minha cabeça. Sua chupada não me traz nada além de prazer intenso. O calor quente de sua boca na minha pele sensível arranca um gemido rouco meu. Minha mão desce ate seu cabelo prendendo-o entre meus dedos enquanto ela geme em torno do meu pau, e a


vibração começa a me deixar louco. Porra... estou tão perto; nunca senti nada tão delicioso em toda minha vida. "Sapphire vem aqui. Se continuar assim não acho que posso durar muito mais tempo. " Ela protesta, mas não larga meu pau e continua chupando ainda mais forte. Eu puxo seu cabelo mais difícil. "Sapphire." Ela solta meu penis com um ploop alto. "Eu não tinha terminado." A pequena atrevida diz. Sua respiração engata, seus dentes brancos mordendo o lábio inferior com uma expressão desejosa em seu rosto. Sento-me na cama, ainda puxando seu cabelo, e trago seu rosto perto do meu. "O que você quiser, é seu." Ela respirou contra a minha boca enquanto suas mãos pegam o meu cabelo. "Posso montar você?" Meu pau dolorosamente ereto quase entra em erupção apenas a partir da imagem. Sem responder a ela, minha mão viaja de seu estômago, até seu umbigo, e depois para sua vagina, onde ela esta molhada, quente e pronta para mim. Manobro seu corpo no meu e rapidamente empalou sua buceta no meu pau. Ela geme em voz alta. Coloco minha outra mão contra seu clitóris...massageando-o, a cada arremetida do meu pau, ela choraminga quando intensifico o ritmo das estocada e seu corpo vai de encontro ao meu.


Minha boca chupa seus mamilos, lambendo ao redor das aréolas escuras, e, em seguida, mordendo-os o suficiente para tortura-la, mas sem causar qualquer dor. Ela joga a cabeça para trás enquanto ela coloca as mãos nos meus tornozelos, expondo seu lindo pescoço para mim. O chupão da última vez que fizemos sexo ainda é visível em seu pescoço e meus dedos o acariciam com amor. A buceta dela aperta em torno do meu pau, e com um grito alto, ela goza. Viro-a de costa e continuo a meter impiedosamente dentro dela enquanto ela respira pesadamente, observando cada movimento meu com satisfação em seu rosto. Minha coluna fica tensa, minhas bolas apertam, e é a minha vez de gemer quando sou tomado por um dos melhores orgasmos da minha vida. Saio lentamente do calor da sua doce buceta e puxo seu corpo contra o meu na cama. Imediatamente, ela descansa sua cabeça no meu ombro e coloca a mão em cima do meu coração. Minha Sapphire me amou e adormeceu nos meus braços. O que mais um homem pode querer? Nunca pensei que minha busca por vingança me traria o amor da minha vida.


Sapphire esta olhando as pessoas, seguindo cada uma delas com seus olhos, na esperança de me ver. Ela usa um casaco gasto, juntamente com calças jeans que ela deve ter pegado emprestado de Steve, o cara que não desgruda de Sophie, mas esse não é o motivo da minha raiva. Os hematomas em seu rosto, no entanto, fazem meu sangue ferver, e meu corpo tem sede de matança. Ken nunca deveria ter tocado no que me pertence. Nenhum registro ou investigações mostraram que ele fazia parte da porra da equipe, então ele conseguiu surpreender até a mim. Tudo o que aconteceu ontem no baile de mascaras foi cuidadosamente planejado. A única coisa além do meu controle foi meu comportamento em relação à Sapphire. Inicialmente, eu tinha escapado ate o escritório do pai dela, removido o contrato do cofre, e colocado no lugar mais visível sobre a mesa. Meus olhos constantemente olhavam a filha do meu maior inimigo, e quando ela saiu para o terraço, ela me deu a abertura ideal para seduzi-la. Mais bastou olha-la sob o luar com aquele sorriso suave dela, para tudo mudar. No entanto, já era tarde demais para mudar os acontecimentos que se seguiram. Nós não podemos estar juntos ainda. Eu preciso ter certeza que ela ira manter sua boca fechada sobre mim, e me expor muito cedo é um risco muito grande para nós dois. Estarei presente o


tempo todo, certificando-me de que ela esteja a salvo, mas, ao mesmo tempo escondido nas sombras. Quando chegar o momento certo, ela será sequestrada e reivindicada, e nunca duvidara a quem pertence. Com um último olhar para seu rosto coberto de lágrimas, eu desapareço na multidão da Times Square, ignorando a desconhecida pontada de dor que sinto no meu peito.

Sapphire Damian se ajoelha atrás de mim, minhas mãos estão acima da minha cabeça sob seu comando e meus olhos foram vendados. Sua mão agarra meu cabelo dolorosamente puxando minha cabeça para trás. Eu sinto sua respiração na minha bochecha enquanto sua outra mão se move mais baixo para o meu calor empurrando dois dedos dentro de mim, me fazendo ofegar de surpresa e prazer. "Minha Sapphire" sussurra com a voz rouca perto da minha orelha e, em seguida, ele morde minha orelha, acalmando-a imediatamente com sua língua quente. Sua boca se arrasta até o


ponto sensível entre meu ombro e pescoço, chupando ferozmente quando seus dedos se mantem entrando e saindo da minha buceta. Seu dedo polegar e indicador se fecham sobre o meu clitóris, beliscando-o dolorosamente, eu gemo e levanto minhas mãos para seu pescoço, puxando sua cabeça para mais perto. Deveria ter ficado com as mãos quietas, mas eu não consigo ficar sem tocá-lo. O prazer final esta tão perto, tão perto, mas de repente ele tira seus dedos de dentro de mim, deixando-me vazia. "Não", eu gemo, e isso me rende um tapa na minha nádega direita, e a umidade na minha buceta aumenta, se é que isso é possível. "Tão gananciosa", ele diz, empurrando minha bunda para cima, fazendo-me colocar minhas mãos sobre a cama enquanto meus joelhos abrem mais para ele. As palmas das suas mãos passam pelo meu bumbum, apertandoo dolorosamente, e em seguida, batendo novamente. Meus dentes cavam no travesseiro, e gemo de prazer e dor. "Tao bonita. Mas sempre implorando para ser espancada, não é, amor? " Damian fica entre as minhas pernas, empurra minhas coxas mais amplas e, em seguida, sua boca esta em meu núcleo enquanto eu grito. Seus lábios chupam entre minhas pregas olhadas, e ele inala meu cheiro quando sua língua endurece e entra profundamente na minha buceta. Seus dedos cavam dolorosamente contra o interior das minhas coxas, certificando-se de que não irei fechá-


las. Dois dedos substituem sua língua, enquanto sua boca se fecha sobre meu clitóris, sugando-o com força. Minha mente fica em branco, só sinto prazer, e gemo alto ao ser acometida pelo clímax. Respirando pesadamente depois do meu orgasmo, ele gentilmente lambe minha buceta uma ultima vez e desliza para longe de mim. Ele vira-me de costas, colocando minhas pernas em ambos os lados de seus quadris, e depois corre a ponta do seu pênis entre minhas dobras, pressionando-o contra meu clitóris sensível reacendendo meu desejo e necessidade. Ele agarra meus quadris e, com um movimento rápido coloca seu pênis grande dentro de mim, estendendo-me ao ponto da dor. Ele abafa meus gemidos com os lábios; o beijo é profundo, e me consome. Posso sentir o gosto da minha buceta em sua língua e isso me excita, então eu chupo avidamente sua língua quando ele estoca, deslizando para dentro e para fora de mim mais e mais. Suas mãos não permitem que as minhas pernas se movam, e sem conseguir me controlar afundo minhas unhas em suas costas. E ele geme contra minha boca. "Perfeita, tão fodidamente perfeita", ele murmura, mordendo meu queixo enquanto seus golpes poderosos fazem minha cabeça girar. Por fim, o prazer se torna demais para suportar. E quebro sob seu corpo em minúsculos pedaços, e ele me segue alguns segundos depois, com um gemido alto.


Damian desaba em cima de mim, respirando pesadamente em meu pescoço enquanto eu aqueço com a sensação de seu corpo duro pressionando o meu contra o colchão. Nada pode me fazer mal, quando ele esta por perto. "Eu te amo." Mordo o lóbulo da sua orelha quando ele gentilmente corre as pontas dos seus dedos sobre minha bochecha. "Eu sei, baby." De certa forma, é como se ele dissesse 'Eu te amo" de volta. Nós estamos em seu apartamento pelas últimas quatro semanas, só fazendo amor e investigando. Depois que ele me disse a verdade e eu decidi ficar com ele, ele compartilhou seus planos e me explicou suas ações. Ele tinha eliminado quase todas as ameaças. Às vezes, meu estômago se revirava quando ele descrevia o que tinha feito com eles, mas, ao mesmo tempo, eu não sinto pena daqueles homens, uma vez que os mesmos o machucaram em primeiro lugar. De repente, sinto uma necessidade fisiológica me acometer. "Damian, eu tenho que fazer xixi." Ele sai de cima de mim e eu vou para o banheiro, fechando a porta atrás de mim. Respirando fundo, eu me inclino sobre o armário inferior da pia e tiro uma caixa que eu coloquei lá na noite passada. Um kit de gravidez.


Eu estou com a menstruação atrasada, e, recentemente tenho sentido náuseas ante cheiros inesperados, e, embora haja apenas uma pequena possibilidade de ser verdade, eu preciso saber. Eu faço xixi no dispositivo, lavo as mãos e começo a escovar os dentes ate dar os 3 minutos, o tempo todo tento acalmar meus nervos. Termino de escovar os dentes e noto a mudança no teste. Duas barras... Estou grávida. Uma onda de felicidade toma conta de mim como nunca antes, juntamente com um profundo sentimento de pânico. Meus joelhos ficam fracos, e eu sento sob a tampa do vaso sanitário, e coloco as mãos no meu estômago enquanto respiro fundo. Um bebê. Não deveria ser surpreendente, considerando quantas vezes fizemos amor e nós nunca usamos preservativos, e eu não posso imaginar isso de outra maneira. A ideia de qualquer tipo de barreira entre nós não me agrada. Um bebê. Nós nunca tínhamos falado sobre crianças, ou se ele quer ter filhos ou não. Uma batida suave na porta tira-me de meus pensamentos. "Sapphire está tudo bem? Você já esta ai a um longo tempo ". Limpando a garganta, eu digo em meu tom mais firme. "Sim. Sairei em um minuto. "


Eu não posso dizer ele, ainda não. Esta semana, ele planeja derrubar meu pai e S, seja ele quem for, e ele não precisa de qualquer distração. Não importa se foi planejado ou não, sei que Damian nunca ira virar as costas para o nosso bebê ou me pedir para abortá-lo. Sei que se conta-lo agora, ele ficara preocupado com a minha segurança, e isso pode acabar mal para nós dois. Jogo rapidamente o teste de gravidez no lixo, visto uma lingerie preta que encontro no armário do banheiro, e abro a porta com um sorriso no meu rosto. Damian inclina-se no batente da porta, os braços cruzados, olhando-me com curiosidade, e examino suas roupas. Ele esta vestindo uma calça jeans e uma camisa, e usa sapatos pretos. Será que ele tem alguma coisa planejada? "Demorou muito tempo", ele repeti, e minhas bochechas coram, que outra desculpa posso dar a ele? "Bem, às vezes, as meninas precisam de tempo para fazer o seu negócio." Damian pisca surpreso, então inclina a cabeça para trás e ri duro, e calor desliza para dentro mim, sabendo que eu o fiz sorrir. Ele abraça-me apertado, beijando minha testa suavemente. "Meu amor, eu preciso ir." Eu me inclino para trás, olhando em seus olhos. " Para onde?" Suas mãos espalmam meu rosto. "Rastrear S. Isso é tudo que posso falar." Meu estômago se agita de medo ao pensar que ele esta prestes a fazer algo perigoso e minhas mãos se fecham sob sua camisa. "Promete que vai ter cuidado?"


A boca dele se abre em um sorriso de tirar o fôlego enquanto seus olhos se suavizam. "Sapphire, você me deu uma razão para viver. De jeito nenhum vou perder minha chance com você. " Damian me beija suavemente, por um longo tempo espalhando o sentimento de pertencer a ele através de mim e lentamente acalmo meus nervos. Eu circulo seu pescoço com os braços e empurro meu corpo mais perto, mas ele se afasta, rindo. "Desculpe, baby, realmente tenho que ir. Não posso me distrair com seu corpo delicioso. "Seus olhos se aquecem com desejo. "Embora eu ame cada parte dele." "Vá, ou eu vou me jogar em você", resmungo. "Não vá a qualquer lugar. Você entendeu? " Sua voz é dura e exigente. Eu balanço a cabeça concordando, e em seguida, noto que seus olhos olham para baixo e pergunto-me o que chamou sua atenção. Então percebo. Minhas mãos repousaram em meu ventre enquanto pensava em como leverei nosso bebê para passear no parque já que ele é tão protetor com minha segurança. Damian vira a cabeça para o banheiro, em seguida, de volta para mim, e algo brilha em seus olhos enquanto nós ficamos em silêncio. "Falaremos sobre isso mais tarde." Com essas últimas palavras, ele me da outro beijo e sai do quarto. Depois de um minuto, ouço a porta da frente se fechando.


Durante a hora seguinte, eu verifico vários e-mails, tomo banho, e visto um vestido preto com detalhes de rosas vermelhas impresso nele. Estou no meio de um pequeno lanche quando a campainha toca. Quem será? Juanita vem apenas uma vez por semana para fazer uma grande faxina, e ela nunca aparece sem avisar. Ela aceitou o nosso relacionamento; no entanto, se preocupava com os nossos planos. Ela é como uma mãe para Damian, então é claro que ela sabe de tudo. Damian me contou sobre Sophie e como ele a manipulou. Embora tenha ficado com raiva no inicio depois o perdoei porque sei que ele acha que Shophie não é uma boa amiga. Sophie é doidinha, mas gente boa e cuidou de mim após episodio com seu pai um ano atrás, e eu planejo voltar a ligar para ela quando toda essa confusão estiver acabada. Nós não pretendemos colocá-la em qualquer perigo desnecessário. Meu celular toca, e o identificador de chamadas mostra o numero de Damian, e eu exalo um suspiro aliviado. Ele provavelmente esqueceu suas chaves e quer entrar enquanto eu estou aqui apreensiva por nada. Com um sorriso no rosto, eu pego o telefone e abro a porta. "Ei, estranho, eu já estou abrindo." "Sapphire, não abra a porta!" Damian grita, mas é tarde demais. A porta da frente é empurrada e meu pai entra com uma arma na mão.


"Pai" eu sussurro, assustada. Meu Papai não tinha mudado no último ano. Uma máscara de desgosto cobre suas feições quando ele me agarra dolorosamente pelo braço e me empurra em direção à saída. "Você se tornou a puta dele?! Vamos! " Luto contra seu aperto, e pela dor que sinto correndo através de mim, sei que seu toque ira deixar hematomas. "Não, eu não vou com você. Pai, me solta. " Ele coloca a arma contra meu imediatamente meus movimentos.

estômago,

parando

Meu bebê. "Eu não hesitarei em atirar em você, Sapphire. Porra, ande e sorria para que ninguém no saguão desconfie. " Meu instinto de proteger meu filho supera qualquer outra emoção, e eu o sigo entorpecida. Se estivesse pondo em risco somente minha segurança, eu teria lutado até meu último suspiro. Mas sei que meu pai é um monstro imprevisível, e não posso me arriscar. Nós entramos no elevador e ele abraça-me perto, a arma ainda apontada contra meu estômago sob seu casaco...assim vamos até seu carro no estacionamento. Ele liga o motor do carro e acelera pelas ruas movimentadas de Nova York. Meu pai fez questão de trancar as portas do veiculo, de modo que tentar sair em algum semáforo não é uma opção. "Para onde você está me levando?"


Sem responder a minha pergunta, ele entrega seu telefone celular para mim. "Ligue para ele." "Não." Ele estreita os olhos, suas mãos seguram o volante apertado até que os nós dos seus dedos ficam brancos. "Ligue para ele, ou vou te matar agora. Ele já sabe que você está aqui. " De repente, o telefone do meu pai toca. "Parece que ele foi mais rápido." Ele desliza seu polegar na tela para responder. "Rio Hudson Palisades, putinha. É melhor estar lá, ou Sapphire morre. " Ele desliga o telefone e pavor me enche. Hudson River Palisades fica a umas duas horas de carro a partir daqui, e provavelmente é a única área perto de Nova York, com falésias perigosas e um rio. O que meu pai tem planejado para nós?

Damian John esta levando Sapphire para o Palisades para nos matar. Não permitirei.


Prefiro morrer, ao invĂŠs de deixa-lo machucar minha Sapphire e o nosso filho que ela carrega em seu ventre.


SAPPHIRE Apesar de o rio Hudson ser magnifico, naquele momento, não consigo admira-lo. O medo esta me deixando louca, e o único pensamento que me acalma um pouco é saber que Damian estará aqui para nos salvar. Água e penhascos me assustam, especialmente em lugares isolados sem nenhuma alma viva à vista.


O carro para abruptamente, e alívio toma conta de mim ao pensar que meu pai finalmente desistiu de nos machucar, então eu sigo seus olhos ate a estrada. Damian. Ele esta parado no meio da estrada cercada por falésias, e tem uma arma apontada para o meu pai. Tento puxar meu braço da mão do meu pai e sair do carro, porem ele aperta mais forte, impedindo-me de me mover. "Pai, deixe-me ir. Eu quero ficar com Damian. " Ele balança a cabeça, abre o porta-luvas, e agarra sua própria arma, e meu coração para uma batida. Não! Ele puxa-me dolorosamente, fazendo-me rastejar sobre o assento do motorista, constantemente apontando a arma para a minha testa. Uma vez que saímos do carro, ele coloca meu corpo em frente ao seu e coloca sua arma contra minha cabeça. "Esta vendo, putinha?" Ele puxa dolorosamente meu cabelo. "Me de a porra da arma, ou ela morre." Damian fica imóvel enquanto meus ouvidos zumbem de medo e meu coração dispara. Seus olhos fixam no meu pai, e ele abaixa a arma ate o concreto e empurra-a em direção a nós com o pé. Meu pai sorri e grita "Deveria ter matado você há muito tempo, sua prostituta inútil. Assim como fiz com seu irmão. Ande mais próximo do precipício. "


Ele aponta para o alto do penhasco, e tenho uma visão do oceano, com nada além de água e rochas abaixo. Não. "Damian, não!" Eu grito, mas meu pai me bate na cabeça com a arma e eu caio no chão inconsciente.

Damian Raiva profunda me consume quando vejo minha Sapphire inconsciente, mas eu não posso me mover do lugar. John é um bastardo imprevisível, e pela forma como a machucou, ele ira matá-la só para me fazer sofrer. Preciso protegê-la a todo custo. Conversar com ele ira dar a ela o tempo necessário para acordar e correr. Ele não ira matá-la, uma vez que eu estiver morto. Estuda-lo todos esses anos me permitiu compreender que John ate ama sua filha, mas não quando ela interfere em seus planos. Uma vez que a ameaça - eu- for eliminada, ele a manterá viva. Com minhas mãos nas costas, eu encontro o botão no celular e aperto-o. Connor, um dos melhores agentes na ativa do FBI, estará aqui em breve, e Sapphire ficara segura. Meu objetivo final era destruir S. Mas escolher entre minha vingança e a vida da mulher que eu amo?


Não ha escolha. Se sacrificar minha vida manterá Sapphire em segurança, então a morte será um preço justo a pagar. John vira a cabeça para mim, rindo. "Tenho que te dar algum credito, putinha. Você deve ter um bom pau, pois a fez leal a você. Quando ela nunca foi leal a mim e ate mesmo correu com os papéis para mostrar Ken. " Minha sobrancelha se ergue enquanto observo cada movimento que ele faz. "Ninguém nunca será leal a você John. Você é um dos piores seres humanos que já conheci. " Ele estreita os olhos e aponta a arma à direita no meu coração, com uma expressão sinistra no rosto. Sua testa esta transpirando, e suas mãos tremem quando excitação brilha através do seu olhar. Adoraria partir esse filho da puta ao meio e faze-lo pagar por tudo que fez. "Deveria ter te matado naquela época. Mas era divertido ver sua bunda sendo fodida por S. " Em seguida, ele começa a rir, e meus punhos cerram de raiva. "Você estava inclinando-se sobre o corpo de Dominic, chorando com o cu sangrando. Sinceramente, nunca pensei que você iria deixa-lo lá para morrer sozinho. Erro da minha parte ". Ódio me enche.. O bastardo não merece dizer o nome do meu irmão... Sapphire se mexe, mas ele não nota.


Vamos amor. Acorde e corra. "Você pode ter matado todos os outros, mas você não vai por as mãos sobre mim ou S. Somos invencíveis," John continua, seu rosto é uma máscara de felicidade. Sapphire finalmente abre os olhos e eles se arregalam de medo. Ela esta prestes a falar algo, mas eu balanço a cabeça um pouco. O suficiente para ela ficar quieta, mas não o bastante para John notar. "Sapphire é minha única filha. Não tive escolha, a não ser deserdá-la uma vez que ela descobriu sobre a organização. E morri de desgosto ao saber que ela estava com você. Você só pode ter feito uma lavagem cerebral nela ", ele cospe e vejo Sapphire pegar a minha arma e segura-la firmemente. A organização foi destruída. Eu matei todos os membros, exceto S e John, mas eles não são nada sem dinheiro e os seus homens. E coloquei o FBI na cola deles, e sei que não poderão criar outra organização de prostituição infantil por um longo tempo. Meu irmão pode descansar em paz sabendo que eu mantive minha promessa. O sacrifício de Dominic tinha salvado muitas vidas. Meu coração desacelera e minha respiração fica normal. Sapphire esta segura. Olho para ela uma última vez, gravando na mente toda sua beleza, seus olhos de cor de safira que brilhavam com amor por mim: o monstro, e meu coração doi. O amor da minha vida. Eu teria gostado de passar toda minha vida com ela, ter vários filhos e um felizes para sempre. Ela foi a única capaz de levar


meus demônios a distância e me fazer querer viver. Morrer quando eu tinha finalmente encontrado a felicidade com ela não estava nos meus planos, mas o destino e a vida são inconstantes. Eu te amo, mexo os lábios sem sons para ela enquanto as lágrimas deslizam abundantemente por suas bochechas, e então minha atenção se volta para o seu pai, que em sua neblina de euforia não tinha notado nossa interação. "Deveria ter te matado anos atrás," John repete, e, em seguida, dispara a arma contra mim.

Sapphire Coloco minha mão sobre a boca para parar o grito que surge dentro de mim quando vejo a bala atingir seu coração. Damian sorri e olha para mim uma última vez antes de seus olhos se fecharem e ele cair do penhasco. Cinco segundos, e o amor da minha vida esta morto, consumido pelo oceano. Eu não terei sequer seu túmulo para poder visitar. Fecho os olhos, quando uma dor penetrante me consome, e até mesmo o ato de respirar, me destrói. Eu o teria seguido, teria tirado minha própria vida para tê-lo novamente, mas o resultado do teste de gravidez mudou tudo.


Estou carregando uma parte dele e minha no ventre. E nunca tive a chance de dizer-lhe que estava gravida. O pensamento de nosso filho traz adrenalina em meu corpo. Meu pai ainda esta olhando para o penhasco, assim, sem pensar, eu aperto mais forte a arma em minhas mãos e corro. CONTINUE CORRENDO. Esse é o único pensamento em minha mente, então eu faço. Meus pés descalços queimam ao tocar o asfalto quente, mas eu não me importo. Com tudo em mim, com toda grama de energia que ainda me resta, eu corro e corro até a exaustão, ate não ter mais forças. Meu corpo sucumbe e caio de joelhos no chão áspero enquanto respiro pesadamente, tentando controlar a batida descontrolada do meu coração. Ouço-o se aproximar; ele esta atrás de mim. "Sapphire." Sua voz repugnante suaviza quando ele diz meu nome. "Venha comigo." Minha mão se muda para o meu abdômen onde esta meu amado bebe, protegendo-o, e uma determinação como nunca antes me atinge quando me levanto. "Boa menina. Agora vamos. Precisamos sair daqui. " Ele tinha arruinado muitas vidas. Eu não permitiria que ele tocasse no meu filho ou continuasse vivo. Virando-me, eu aponto a arma da minha mão mirando-o e ele congela. "Largue a arma."


Minhas mãos tremem quando todas as memórias dolorosas voam pela minha mente. Como ele pôde fazer isso? Como ainda poderia estar vivo depois de ter tirado tantas vidas? E o mais importante, como ele pode pensar que iria com ele por vontade própria depois de ter matado o homem que eu amava? Nunca. "Adeus," sussurro quando puxo o gatilho. Com um gemido gutural de dor, ele cai de joelhos. Estende a mão sobre peito e olha diretamente para mim com ódio em seus olhos. Em seguida, ele cai no chão, morto. Minhas mãos caem sob meus lados. Lágrimas deslizam copiosamente pelo meu rosto, mas não por causa dele, não. O bastardo não merece. Minhas lágrimas são por todo o mal que ele tinha feito. Os sons de sirenes ao fundo chegam aos meus ouvidos, me tirando fora do meu topor, e depois de um segundo, ou uma hora, talvez mais, um homem baixinho toca o meu braço, me cobre com um cobertor e me ajuda a entrar na ambulância. "Não se preocupe, querida. Tudo vai ficar bem ", um dos paramédicos diz, apertando suavemente minha mão de modo tranquilizador enquanto eu olho entorpecida para o teto da ambulância. Meus lábios estão secos e saudosos. A última coisa boa que consigo me lembrar antes de ter desmaiado foi dos lábios do homem que amo me beijando, e agora eu nunca o terei novamente.


Tudo acabou. Uma dor lancinante atravessa meu peito, e me permito chorar deixando a tristeza me consumir.


Meus olhos se abrem, mas depois os fecho novamente quando a luz do sol que entra pela janela do quarto do hospital, me cega. Eu coloco minha mão sobre os olhos e timidamente olho ao redor. A última coisa de que me lembro é de estar na ambulância enquanto os médicos e enfermeiros tentavam me tranquilizar dizendo que tudo estava bem. Suas palavras quase me fazem rir novamente. Nada esta bem. Minha dor de cabeça esta me matando, meus pulsos e pés doem, e os meus lábios estão secos. Eu preciso de um pouco de água.


Percebendo um botão ao lado da cama, meus dedos apertam-no com a minha mão boa, e em um poucos segundos uma jovem enfermeira entra no quarto. "Você está acordada." Seu rosto se ilumina como se fôssemos velhas amigas e ela estivesse feliz por eu estar viva. "Como está se sentindo?" "Uma merda." Ela assente com a cabeça. "É Compreensível". Ela coloca um pouco de gelo nos meus lábios secos e é celestial. Em seguida, ela me da um copo com um canudo. "Tome apenas alguns goles, não mais, ok?" eu a ouço, e embora meu corpo exija mais água, eu sigo suas instruções. De repente, minha mente me lembra tudo o que aconteceu comigo, deixo escapar um pequeno grito e coloco uma mão protetora sobre minha barriga. "Meu bebê?" Um olhar de compaixão surge em seu rosto e ela diz. "O bebê está bem." E acaricia minha mão. "O médico estará aqui em breve. " Coloco minha cabeça para baixo na cama quando alívio toma conta de mim. Meu bebê esta bem. Eu tinha conseguido proteger meu bebê. Nosso bebê. Lágrimas se formam nos meus olhos, e eu não faço nada para impedi-las de deslizar pelo meu rosto. Damian.


Ele esta morto. Ele não estará aqui para descobrir as alegrias da paternidade comigo. Para se certificar que tenhamos o futuro que ele planejava. Eu tinha sonhado em lhe dar amor e uma família, mais isso foi roubado de nos. A percepção de que não poderei vê-lo ou toca-lo novamente me mata. A imagem dele deslizando sobre a borda do penhasco com a camisa encharcada de sangue ainda esta fresca na minha mente, e eu grito alto em agonia enquanto um médico corre para o quarto. Ele agarra minha mão e verifica minha pulsação enquanto aplica algum medicamento dentro do equipo de soro. "Está tudo bem, querida." "Ele está morto", eu choro, e a enfermeira que veio junto com o médico senta na cama e passa a mão sobre minha cabeça. "Sim, querida, ele está morto. Ele nunca vai te machucar novamente. O Sociopata está morto " Minha cabeça balança em negação. NÃO, ele não nunca foi mau. Ele foi a minha salvação. Meu pai foi o mal neste mundo. Mas antes que eu pudesse abrir minha boca para explica-los a verdade, meus olhos se fecham e as trevas me tomam.


********

"Senhorita Blake?" Melissa, a agente do FBI, repete, me tirando dos meus pensamentos. Viro a cabeça para ela e levanto uma sobrancelha. "Sim?" Ela troca um olhar com seu colega, o agente Connor, e repete a pergunta. "Você foi estuprada durante sua prisão? " Eu balanço a cabeça negando, e ela anota algo em seu caderno embora seu rosto tenha uma expressão de descrença. Ela provavelmente pensa que eu estou mentindo ou algo assim. Eles vieram depois do psicólogo, que queria saber o quão danificada mentalmente eu tinha ficado depois de ter sido sequestrada pelo homem mau. Ele é o amor da minha vida. Ele esta morto. E isso me devasta. "Ok, você sabe seu verdadeiro nome?" Minha cabeça balança novamente em negação e ela bufa de frustração. Não importa o que, irei protegê-los. Ninguém precisa saber quem eram Damian e Dominic Scott. "Ele te disse por que ele sequestrou você? " Finalmente, uma pergunta com uma resposta fácil.


"Sim." Minhas mãos brincam com a borda do cobertor. "Ele me queria." Os olhos de Melissa se arregalam enquanto ela faz mais uma anotação no seu caderno. "Você pode nos dizer o que aconteceu no penhasco? Você ligou para o 911 e afirmou que seu pai era culpado. Você tinha atirado nele no momento em que chegamos à cena. " Ela e seu parceiro ambos se inclinam para frente, esperando avidamente pela minha resposta. O caso ira dar-lhes uma promoção; Não é todo dia que criminosos internacionais são capturados. Suas palavras me confundem, porque eu nunca fiz nenhuma chamada. Como é que eles sequer sabem sobre mim e Damian? E por que eles estão tão focados nele, quando meu pai foi quem fez todas as coisas más? No entanto, estou exausta demais para discutir com eles. Olho para o céu claro através da janela enorme do quarto, e imagens do meu tempo com Damian passam pela minha mente. Nosso primeiro beijo. A dança. O encontro no clube. O Sequestro. Nos dois fazendo amor. Quando descobri a verdade. Amor. Sempre amor.


Ninguém além Damian e eu jamais ira entender o nosso relacionamento, e ele tinha me deixado sozinha no mundo, com apenas lembranças. Eu o odeio por me fazer viver com essa dor no peito. "Meu pai tinha uma organização para homens ricos que gostavam de estuprar crianças e as usar para seus desejos doentes." Os olhos de Connor se estreitam quando seus punhos apertam, mas ele não diz nada. "Sociopath foi uma daquelas crianças. Ele conseguiu escapar do cativeiro e tomou como missão da sua vida punir aqueles que o arruinaram ". Melissa limpa a garganta depois do meu silêncio prolongado. "Então todas as suas outras vítimas eram parte da organização também? " Eu balanço a cabeça. "Seu pai era o chefe da organização?" Connor pergunta gentilmente, e sua mão toca a minha, mas eu rapidamente me afasto. Ninguém tem permissão para me tocar. "Desculpe", ele murmura. "Não e sim. Ele era o único que lidava com o calabouço e os sequestros, juntamente com alguns policiais. Mas ele tinha um investidor maior e chefão que era seu cliente mais rico. " "Qual é o nome dele?" A voz de Melissa diminui um pouco enquanto suas mãos apertam a caneta com força. "Ele nunca me disse. Sociopata se referia a ele como S. "


Eles trocam olhares, mais uma vez, e em seguida Connor limpa a garganta. "Obrigado por sua cooperação, Sapphire. Eles nos disseram que você não quer ver a sua mãe. " Um sorriso triste aparece no meu rosto. "Eu não quero. Nós nunca fomos próximas. E não vejo ponto para começarmos a partir de agora ". Ele assente. "Eu posso entender isso. Mais saiba que antes de conseguirmos prender S, não é seguro para você ficar no estado de New York. " Minhas sobrancelhas se franzem ante suas palavras. "O que você quer dizer?" Ele exala uma respiração pesada. "Eles sabem que temos uma vantagem, e suspeitam que você sabe mais do que esta disposta a dizer. Você matou seu próprio pai, então o que a impede de denuncia-los? Você era posse do sociopata, e mesmo que eles tivessem medo dele, ele está morto agora. Ninguém pode proteger você. "Seus olhos pousam no meu estômago. "Ou o seu bebé." Exceto nós. Ele não diz as palavras para mim, mas esta implícito na sua frase. Uma vez que prenderem S, o FBI precisara de mim para testemunhar contra ele. "Programa de Proteção a Testemunhas?" sussurro, e ambos assentem sem dizer qualquer outra palavra. Eles sabem o que se passa pela minha mente no momento.


Quanto tempo levara para o FBI pegá-lo? Semanas, meses, anos? Estou pronta para viver uma mentira todos os dias? Esquecer quem sou? Valera a pena? Minha mão volta para o meu estômago, e me pergunto qual será o sexo do meu filho. Meu bebê é minha única ligação com Damian. Será ele ou ela? Tera seus os olhos cor de ambar? O sorriso dele? O cabelo dele? Meus olhos se enchem de lagrimas e enxugo-os rapidamente. Meu bebê é a coisa mais importante da minha vida, e por ele eu farei qualquer coisa. No entanto, antes que eu concorde, tenho que ter certeza de que estou fazendo a coisa certa. "Eu tenho que pensar sobre isso." "Vamos dar-lhe um dia. Você pode chamar-nos a qualquer momento ", diz Connor, deixando um telefone celular perto da minha cama.

*******

Uma carícia suave na minha bochecha é como a mais macia das penas. Damian? Acordo novamente com um sorriso no meu rosto, que rapidamente morre quando a visão da minha mãe vem à tona. Ela esta segurando um buquê de rosas, e quando ela se inclina


para me olhar mais de perto, as pétalas das flores tocam minha pele. "Querida, você está acordada?" A voz dela esta toda maternal e chorando. É quando noto que a enfermeira de mais cedo esta vigiando minha mãe de perto. "Ela me mostrou sua identidade, mas decidi esperar você acordar para me certificar de que está tudo bem em deixa-la sozinha com você." Os olhos da minha mãe se estreitam quando ela retruca: "Eu sou a mãe dela. É claro que ela está segura comigo. " A enfermeira encolhe os ombros, mas não se move. Sento-me na cama, descansando as costas contra um travesseiro, e viro minha cabeça para ela. "Não se preocupe. Só vai levar dez minutos no máximo. " Ela assente com a cabeça e sai do quarto, mas não sem antes de eu notar seu gesto para o botão próximo a minha cama. Então, ela quer que eu toque aquele botão, caso a conversa com a minha mãe não de certo?. "O que você quer?" pergunto a minha mãe. Minha mãe se aproxima, mas faço um gesto para para-la. "Não há necessidade de me tocar ou abraçar. Você sobreviveu sem mim durante todo o ano passado. Tenho certeza de que pode controlar a si mesma. " "Sapphire, existem coisas...."


Deus, por que ela não entende que eu não tenho tempo para suas besteiras? "Eu te perdoo." Ela pisca em choque. "Eu entendo o que é amar um homem, não importa o que ele faça. " Ela exala um suspiro de alivio. "Mas eu não te perdoo por ter descoberto e não ter feito nada. Amar um homem é uma coisa. Deixá-lo continuar destruindo vidas preciosas é outra. Deveria ter sido você a puxar o gatilho mãe,. " Lágrimas deslizam pelo meu rosto. "Se o Sociopata não tivesse se ariscado indo encontrar o monstro do papai, ele não teria sido morto caindo do penhasco. Teria sido eu. " "A organização..." "Você viveu com um dos chefes da organização. Você poderia ter encontrado provas, entregado ao FBI, e entrado no Programa de Proteção a Testemunhas. Faça alguma coisa! Não viva do dinheiro sujo proveniente do estrupo de crianças inocentes... Não seja mais conivente com os outros sócios dessa organização nojenta". "Não ha tantos sócios só Ken, Alfred, John, e o chefa... " Ela para de falar, batendo a mão na boca. Ela sabe quem ele é. Eu posso ver isso em seus olhos verdes. Conhecimento e medo. Ela sabe quem S é. "Quem é ele, mãe?" ela balança a cabeça, vai até a janela e fuma um cigarro eletrônico. "Mãe, diga ao FBI quem ele é para que eles possam pegá-lo."


Sua risada oca enche o ar. "Você não tem ideia de quão poderoso ele é. A policia não será capaz de para-lo. " Ela solta um pouco de fumaça pela boca. "Eu pensei que talvez o sociopata pudesse com toda aquela matança que ele fez, mas agora ele esta morto. S deve estar rindo de sua vitória, tenho certeza. "Ela olha para mim com determinação em seus olhos. "Eu sei o que o FBI lhe ofereceu. Aceite e vá embora. Se ficar morrera Sapphire. Sei que nunca fui uma boa mãe, mas quero que você tenha uma vida feliz. Ele nunca a pegara se você fugir. " Ela termina o cigarro em tempo recorde e joga-o em sua bolsa. A raiva dentro de mim é impossível de controlar. "Mais uma vez, você é uma covarde que só pensa em si mesma." "Não. Neste caso, estou salvando sua vida, acredite. E sim, também quero viver mais alguns anos e talvez ter um pouco de paz. " "Você poderá ter paz sabendo que o homem que usa crianças inocentes esta a solta e que não será punido pela sua conivência?" Ela pega sua bolsa junto com o casaco e faz seu caminho até a porta, mas não sem antes de responder a minha pergunta. "Sim, Sapphire. Há coisas neste mundo com as quais aprendemos a viver. S é invencível. " Com essas palavras, ela sai do quarto. Minha mãe viveu com meu pai durante os últimos trinta anos, e para mim ele era um monstro.


Mas que tipo de monstro S deve ser, se minha mãe o considera o mal de todos os males? Pego o telefone, e procuro através da lista de contatos ate o nome Connor e disco o número dele. Ele atende no primeiro toque. "Sapphire?" "Aceito a proteção do FBI."

Conor Coloco meu celular de volta no bolso enquanto acalmo meus nervos fumando um cigarro. Sapphire concordou com a proteção, e farei o meu melhor para protegê-la e ao bebê que ela carrega. É o mínimo que posso fazer pelo homem que tinha salvado minha vida há muitos anos atrás. Eu nunca pensei que ele iria chegar ate mim, mas há um mês, ele fez questão de entrar em contato comigo e me informar sobre a situação que tinha em mãos. John e sua organização têm sido o objetivo do FBI por muitos anos, mas nunca conseguimos encontrar ou obter provas suficientes contra eles.


Porra, sem mencionar que não temos nenhuma pista da verdadeira identidade desse bastardo do S. Durante a nossa última reunião, que aconteceu dois dias atrás, ele fez um acordo comigo. Ele me deu todas as informações que conseguiu reunir através de todos esses anos sobre a organização, em troca de duas coisas: 1- se ele fizesse uma ligação para mim, eu teria que localizá-lo e chegar o mais rapidamente possível. 2- Eu precisava proteger a mulher dele. ''Damian. Você está realmente muito morto? ", Pergunto para a noite fria, não esperando realmente por uma resposta. Com um último olhar a partir da varanda jogo meu cigarro fora, e volto para dentro do escritório da minha casa para pôr em movimento a nova vida e identidade de Sapphire, juntamente com toda a papelada que precisava ser feita.


5 ANOS DEPOIS CAROLINA DO NORTE, 2016.


Sapphire "Mamãe". "Sim, querida?" "Não fique com raiva." Minhas mãos param de digitar outro capítulo do meu livro e eu viro em minha cadeira para enfrentar a minha filha que esta com uma expressão de culpa no rosto. Seus longos cabelos castanhos estão presos em um rabo de cavalo e seus olhos azuis se arregalam em antecipação a minha resposta. O vestido rosa em seu corpo magro esta coberto de sujeira, e suas mãos seguram um pequeno cachorro. "O que você fez?" Ela pisca várias vezes, então, levanta o filhote em suas mãos perto do meu rosto. E fico cara-a-cara com um filhote de cachorro pastor alemão adorável cuja língua esta pendurada para fora de sua boca quando ele estuda o meu rosto, e em seguida, ele me da uma lambida rápida. Estremecendo eu limpo meu rosto com um lenço de papel que achei na mesa, e olho para a minha filha. "Kristina, o que você fez?" "O encontrei no nosso quintal." Minhas sobrancelhas franzem em confusão. "No nosso quintal?" Ela assente com a cabeça, em seguida, acaricia o cachorro novamente.


"Ele estava correndo ao redor da árvore de carvalho, e é tão bonito, mamãe. Posso ficar com ele?. " Respirando fundo, olho para minha filha. "Querida, não podemos ficar com ele. Ele provavelmente fugiu da casa de algum vizinho e os donos devem estar procurando por ele ". Kristina ergue o queixo teimosamente e seus olhos se estreitam. "Então eles não deveriam tê-lo deixado sozinho. Eu estou reivindicando ele, mamãe ". Minha respiração para por um segundo e sinto uma pontada no peito; sempre acontece isso quando ela me faz lembrar seu pai. Tem sido um trabalho duro ser mãe solteira. Uma vez que assinei os papéis para o Programa de Proteção a Testemunhas, Connor e Melissa me deram um novo passaporte com um nome e uma identidade diferente. Agora me chamo Katrina Jackson, órfã em tenra idade, e mãe solteira que decidiu se mudar para a pequena cidade costeira na parte sul dos Estados Unidos devido à problemas financeiros. O FBI me comprou uma casa, um carro de segunda mão, e me dão algum dinheiro para sobreviver. Eles também me arranjaram um emprego na biblioteca local, e uma vez que ninguém queria o trabalho, os donos não se importaram que eu estava gravida na época. Eles me ligam uma vez por mês para me informar sobre o caso, mas ate hoje não acharam nenhuma pista sobre S e suspeito de que nunca irao encontra-las. A tranquilidade daqui me permitiu me concentrar na minha escrita quando estive prestes a ficar louca de tristeza. Eu


finalmente auto-publiquei o meu primeiro romance, e surpreendentemente, o meu livro fez sucesso e me trouxe um bom dinheiro. Um ano atrás, minha filha se apaixonou por uma casa perto da praia, e foi impossível me recusar a compra-la. Eu tenho que ficar escondida, e provavelmente ninguém vira me procurar aqui. Além do fato de que todos do meu passado devem achar que estou morta. Nós temos um pequeno pedaço de paraíso, e na maior parte, eu estou feliz. Minha vida é boa. Eu ate mesmo tenho alguns amigos na cidade. O único problema em todo o cenário que venho enfrentando ultimamente é minha incapacidade de atender aos pedidos dos meus leitores, que me enviam e-mails constantes me perguntando se posso estar presente em diferentes eventos. Tudo isso é muito perigoso; por isso cada vez tive de recusar e manter minha identidade em segredo. Todas as noites tenho pesadelos, mas eu aprendi a lidar com eles. "Querida, você não pode reivindicar um filhote de cachorro de outra pessoa." "Sim eu posso." "Não, você não pode-" A campainha toca alta, parando-me no meio da frase, e faço um gesto para ela se sentar no sofá. "Essa conversa ainda não acabou." Ela senta-se no chão ao invés graças a Deus- e coloca o cachorro no colo, que continua a lamber tudo o que encontra. Estara com sede? Ótimo, agora ate mesmo comecei a me preocupar com o animal dos outros.


Quando criança, eu sonhava em ter um cão, mas esse sonho rapidamente morreu quando meus pais se recusaram a me deixar ter um. Não. Eu balanço minha cabeça. Memórias do passado não pertencem a minha nova vida. Fazendo meu caminho até a porta, meus olhos vagam ao redor da sala, apreciando a vista. A nossa casa é decorada em tons de roxo e branco, enquanto fotos minhas e de Kristina em diferentes fases da sua vida decoram as paredes. A cozinha é grande, e tem uma mesa redonda de madeira de seis lugares, assim como armários embutidos de madeira branca, fogão e geladeiras inox. Todos os cômodos têm janelas amplas rodeando o nosso quintal, o que me permite sempre manter um olhar atento sobre Kristina. A nossa sala de estar, tem um enorme sofá, duas cadeiras almofadas e uma televisão de tela plana. Embora a maioria da mobília seja branca, há vários detalhes roxos colocados sobre os moveis. Rosas em diversos vasos foram colocadas ao redor da sala. O cheiro sempre me acalma. No andar de cima, ha três quartos e dois banheiros. Temos um quarto de hóspedes, mas raramente recebemos visitas. Enquanto o quarto estilo princesa de Kristina é roxo, meu quarto tem a mesma cor do resto da casa. Annie, minha nova melhor amiga, me disse que sou louca por ter um quarto todo branco quando tenho uma filha pequena cuja missão diária é sujar tudo ao seu redor. Sei que o que ela disse é verdade, só que me recuso a redecorar a minha casa. Essa casa é minha e da minha


filha - faz parte de quem somos- e eu não quero nem preciso que ela seja impecável ou perfeita. Finalmente, eu abro a porta e vejo um homem parado de costas para mim, e algo dentro de mim para. Nenhum homem nunca veio aqui. Nunca. "Olá?" pergunto curiosa, e seus ombros ficam tensos. Ele vira-se lentamente e minha respiração engata. Nos últimos cinco anos, os homens tem sido a última coisa em minha mente. Não tenho saído com ninguém, nunca quis um encontro, muito menos casos esporádicos de uma noite. O Programa de Proteção a Testemunhas e uma criança pequena também não proporcionaram as melhores condições para namorar. Não, eu não risquei os homens do mapa. No futuro quero chegar a casar e ter uma figura paterna para Kristina, mas é cedo demais. Além disso, cada homem que conheci nessa cidade nunca provocou qualquer coisa dentro de mim. Eles são bonitos, mas não parecem ser suficientes dominantes, que é como eu gosto. Mas esse estranho é bem viril. Ele é alto, tem ombros largos, corpo musculoso e esculpido, e eu não tinha ideia de que uma camisa poderia esticar tanto. Seu queixo esta coberto com uma barba e ele tem um corte de cabelo desgrenhado. Os óculos de sol em seu rosto não me permitem ver a cor de seus olhos, mas o não deixo de notar as cicatrizes em volta do seu pescoço, como se alguém tivesse cortado sua garganta profundamente. Suas mãos estão dentro dos bolsos de sua calça enquanto nos


encaramos, e uma sensação estranha toma conta de mim, lembrando-me do passado. Antes que ele pudesse responder, Kristina tromba contra minha perna e olha para o estranho com interesse nos olhos. O filhote de cachorro corre e, para minha surpresa, senta-se do lado da perna do estranho. "Lucky!" A voz de Kristina esta cheia de indignação. "Lucky?" Eu pergunto estupidamente. Minha filha balança a cabeça e aponta para o cão. "Esse é o seu nome." Fecho os olhos e oro por algum tipo de força me ajudar a lidar com minha filha teimosa. "Querida, você não pode dar nome a um cão que não é seu. " Então olho para cima para o estranho, cuja atenção esta estranhamente focada na minha filha, estudando-a, e então ele agacha-se e pega o cachorro, que imediatamente se acalma em seus braços. "Você gostou dele?" Sua voz é baixa e rouca, e um pouco arranhada. Como se ele tivesse reaprendido a falar. Talvez as cicatrizes no seu pescoço o tenham feito perder sua voz original. Kristina assente, e ele coloca o filhote em suas mãos enquanto sua boca alarga-se num sorriso. "Ele é seu." Ela abraça o cachorro. "Sério?" "Sim, ele é meu, mas acho que ele prefere viver mais aqui."


Ela grita, e inesperadamente joga os braços ao redor do estranho e abraça-o perto com toda sua força. O homem congela mais em seguida, delicadamente devolve o abraço. Ele a solta e se levanta. Kristina salta animadamente. "Mamãe, nós agora podemos ficar com ele." Eu abro minha boca para corrigi-la, porque de nenhuma maneira tinha dado minha permissão para ficar com o cachorro... quando vejo o homem desaparecer de vista, deixando-nos sozinha na varanda. "Nós podemos, neh mae?" Kristina puxa minha calça, irritada, e com um suspiro pesado, eu balanço minha a cabeça concordando. E com um olhar severo em meus olhos, eu aponto para o banheiro. "Va agora para o banheiro mocinha, você e seu novo amigo precisam de um banho.. E não corra com o cão pela casa as patas dele estão imundas. Subo em poucos minutos" Ela faz beicinho, mas é algo que eu não vou ceder, por isso ela segue minhas instruções. Enquanto ando para o banheiro para dar banho na minha pequena rebelde, me pergunto como no espaço de dez minutos acabei com um filhote de cachorro e conheci meu novo vizinho. Ou o mais importante, por que ele saiu tão abruptamente, sem me dirigir uma única palavra??


Mais tarde naquela noite Depois de tomar um banho, vou ao quarto olhar o que Kristina esta fazendo, e para meu alívio, ela dorme profundamente, com Lucky deitado embaixo da sua cama. Balançando a cabeça divertida, vou ate o guarda roupa, pego um cobertor e cubro o filhote. Beijo o rosto da minha filha e deixo a lâmpada do abajur acesa, para que ela não tenha medo do escuro. Fecho a porta atrás de mim, e dou suspiro profundo. Os momentos quando ela dorme de alguma forma são os piores, porque o sossego ultrapassa a casa, e não tem como eu fugir das minhas memórias ou demônios. Vou para o meu quarto, e para minha surpresa, as cortinas estão voando ao vento e o cômodo esta iluminado pelo luar. Tiro o prendedor do meu cabelo permitindo-lhes cair solto pelas minhas costas enquanto sinto o cheiro da brisa da praia que enche o ar. Ainda só de toalha, pego a loção corporal em cima da cômoda e começo a aplicar na minha perna. De repente, o ar em torno de mim muda, e imediatamente, a presença de outra pessoa é registada na minha mente. Mãos fortes me agarram por trás, cobrindo minha boca para impedir


que eu grite, e a outra mão remove a loção das minhas mãos e joga do outro lado do quarto. Ambos estamos respirando pesadamente, e pelo peito forte contra as minhas costas, sei que se trata de um homem. Ele me vira, e para minha surpresa, é o estranho que veio na varanda da minha casa esta tarde. Ele me empurra contra a parede, prendendo-me contra seu corpo e ainda cobrindo minha boca com a mão. Esta posição permite-me olhar melhor para ele. Olho para os seus olhos, que ele tinha escondido de mim. NÃO NÃO PODE SER.... Olhos cor de âmbar. Depois que eu paro de lutar, ele tira a mão da minha boca e meu sussurro ecoa pelo cômodo. "Damian?"


Em algum lugar da Rússia O homem alto esta na varanda, admirando a vista em frente a ele vendo as pessoas festejarem lá embaixo. Ele esta completamente nu, mas ele não parece se incomodar com o fato e bebe mais um gole do seu whisky; o som do tilintar do gelo no copo é o único ruído que enche o local. Suas mãos e costas estão cobertas por várias tatuagens. Ele tem um corpo enorme e definido, e raramente alguém olha para ele sem sentir medo. O cabelo preto na altura dos ombros do homem é iluminado pelo luar, criando uma visão misteriosa. Ele fica tenso quando uma mão suave toca suas costas passando gentilmente os dedos sobre a tatuagem que representa o signo de Gêmeos. Qualquer toque que não inclua sexo como liberação física, repulsa-o e o faz querer rasgar a mão para longe do corpo da mulher. Ele sempre transa quando sente necessidade de molhar o pau em qualquer buceta disposta. Todas as mulheres são corpos sem rosto que ele utiliza de vez em quando. Com o humor inquieto o homem pega forte a mão da mulher e prende sob as suas...inclina-a contra a varanda e a fode ferozmente tendo um segundo round, coisa que ele raramente faz: foder duas vezes a mesma buceta.. Mas aquela mulher


cometeu o erro de tocá-lo, embora ele tenha especificamente instruído para não faze-lo. Então o jeito foi descarregar sua raiva com sexo. Depois que esta saciado, ele diz com a voz baixa e rouca: " Мы сделали ... уйти (Já terminamos... vá embora) " A mulher o olha com raiva nos olhos: “Идиот” ( Idiota) E, sem outra palavra, recolhe suas roupas, e em um minuto, sai bufando do quarto, deixando-o sozinho. O telefone toca dentro do quarto do hotel, colocando um fim a sua solidão. Ele joga o copo de uísque vazio na cama desfeita, pega seu celular, e abre a mensagem. Ele está vivo. Seu coração para de bater por um momento e então começa a bater rapidamente e seus olhos se fecham de felicidade. "Damian", ele sussurra, e suas mãos, como sempre, tocam seu primeiro ferimento de faca, que sempre o fazia lembrar-se de seu irmão gêmeo.


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Série Sociopath #1 Sociopath's Obsession - V. F. Mason