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The Soldiers of Wrath MC

Livro 6


Tradução: Cacau; Gabi Novaes; Sky A

Revisão Inicial: Lia C; N. Correia; Aninha Revisão Final: Cindy Pink Leitura Final: Lola Formatação: Lola Verificação: Anna Azulzinha


Ela era sua maldita escolha, seu vício. Ele mataria por ela, morreria por ela. Nerd atravessaria o inferno apenas para provar que ele era louco por ela. Ela era sua obsessão, não importava o quanto ela negasse ele a faria enxergar o que ela era para ele. Nerd nunca quis nada na vida.... Até que ela apareceu. Hannah era seu tudo, quer ela soubesse ou não. Nerd só precisava provar para ela que apesar do cretino que ele era, eles ficariam bem juntos.


Sam: Leitores, como sempre vocês me deixam sem palavras para expressar minha gratidão, pelo seu amor e apoio de sempre. Espero que gostem da história do Nerd, é o

nosso

último

romance. Eu

realmente

espero

que

visitemos nossos casais novamente em breve. Jenika, eu te amo muito. Obrigada por me dar uma chance.

Jenika: Obrigado a todos os leitores que nos mostram sempre o seu apoio. Significa muito para nós que vocês tenham permanecido conosco e pedido por mais. Espero que vocês gostem da história do Nerd, bem como os pequenos contos mostrando os outros Soldiers of Wrath e com

suas senhoras. E

por

último,

mas

não

menos

importante, obrigada, Sam, por estar nisso, escrevendo essa jornada comigo e sempre estar ao meu lado!


—Sabe, você não vai morrer se você for lá e só falar com ela—. Disse Joker. Nerd tomou um gole de sua cerveja e olhou para o amigo que veio para apoiá-lo. Mais uma vez, ele voltou sua atenção para a bela mulher que estava usando um monte de roupas, embora o sol estivesse de rachar naquele dia. Ele tirou a camisa e jaqueta e se pudesse teria se livrado de suas calças também. Estava quente para caralho, e ele estava assando. Hannah, no entanto, usava calças jeans, uma blusa larga e um cardigan. Seu cabelo loiro estava puxado para trás em um longo rabo de cavalo, e ela estava conversando com Amy. As mulheres do clube se tornaram amigas dela e ela fazia parte da família desde que todos a salvaram daquela porra de culto que a estava torturando. —Eu não posso simplesmente ir e falar com ela. —Por que não? —Ela está melhor sem mim. Com tudo o que ela passou e o tipo de homem que eu sou.... Ele balançou a cabeça. — Sim, ela está melhor sem mim. — Quando Hannah chegou pela primeira vez na sede do clube, ela fora retirada do culto e estava completamente apavorada, mas era de se esperar, dado o que aconteceu com ela. Ele testemunhou seu avanço e


recuo nas menores coisas. Ela foi examinada por uma médica que avaliou seus ferimentos. Os desgraçados cortaram as costas dela de uma forma, que ela estaria assustada para o resto de sua vida. Porra, ele odiava isso e desejou que tivesse dado ao desgraçado que a machucou uma morte mais dolorosa. Eu gostaria de poder fazer essa porra de seita pagar tudo de novo, dez vezes mais. A médica também lhe deu um comprimido caso ela estivesse grávida, e aquilo o matou por dentro, pois lhe dizia que ela foi estuprada. Ela foi ferida na mais violenta das maneiras, chamada de todos os tipos de merda, mas ela ainda estava de pé. Isso mostrava a sua força. Quando eles a trouxeram para o clube depois de salvá-la da maldita seita da família da Elena, Hannah acordava todo o clube com seus gritos de terror. Ele se lembraria desses sons para sempre. Elena teve problemas com essa seita, fugindo deles para que ela pudesse ter uma vida. —Amy teve uma vida difícil também. Eu pensei que seria melhor dar-lhe espaço, mas eu era um idiota. Tempo e amor curam todos os tipos de feridas, Nerd. —Você já a ouviu conversar com as mulheres. Você já testemunhou Amy e as outras Senhoras, consolando-a. Você realmente acha que ela está pronta? Ela é muito jovem para ter de lidar com qualquer coisa assim, e ainda mais com um filho da puta como eu que fará mal a ela.


Ela tinha dezoito anos, caralho, muito jovem. Tinha conseguido o seu diploma de Ensino Médio com a ajuda das Senhoras. Isso ajudou a manter sua mente longe do que aconteceu, pelo menos foi o que ele ouviu. Hannah disse a eles que ela não tinha para onde ir, e assim eles a acolheram em seu clube. Porra. Sua vida foi de foder aleatoriamente cada prostituta do clube, para ficar só olhando para uma mulher, e se tornar possessivo e territorial sobre ela. Para tornar-se obcecado por ela. Hannah precisava ser cuidada, e ele era o homem que iria garantir que ela estivesse segura, não importasse o quê. Ela era uma menina doce, doce demais para o gosto dele. Havia tanta coisa sobre ela que ele achava charmoso, tanto que ele queria saber mais sobre ela, sem importar quão pequena a informação fosse. Seu sorvete preferido era morango, e ela adorava com calda de chocolate quente. Ela odiava café, e os desenhos de sábado a faziam rir. Homens a deixavam nervosa. As mulheres membros do clube e as Senhoras a protegiam. Nos últimos meses, Nerd a observou, e ele tinha certeza que ela estava melhorando. Ele simplesmente não conseguia suportar a ideia de ficar sem ela.


—É difícil para ela. —Eu não estou dizendo que o que Amy passou não foi difícil, é só que, eu não sou como você, Joker. Você tem uma conexão com Amy. Tudo que eu fiz foi salvar Hannah. Joker agarrou seu ombro. —Isso significa mais para ela do que qualquer coisa que você saiba. Nerd

queria

acreditar

nele,

ele

realmente

queria. Balançando a cabeça, ele tomou um gole de seu refrigerante e observou a mulher que estava consumindo todos os seus pensamentos. Eles estavam reunidos para um churrasco. Com o calor do verão, era impossível ficar dentro do clube. Ele não sabia o que estava acontecendo, mas estava quente para caralho, o noticiário dizia que era uma onda de calor. Ele estava cansado de sentir calor o tempo todo. Olhando em volta do quintal, ele não podia deixar de se sentir relaxado. O clube era a sua casa, eram seus irmãos, sua família. Eles o tinham protegido em todas as situações, e ele amava todos eles. Nerd morreria por cada um deles, assim como ele sabia que eles morreriam por ele. Hannah deixou o pequeno grupo de mulheres e foi para dentro do clube. Após terminar sua cerveja, Nerd também entrou. Ele não apenas a observava de longe; mas ele falava com ela de vez em quando. O que ela não sabia é que ele fazia tudo isso e a seguia. Ele sabia cada passo que ela dava. Disse


a si mesmo que ele faria isso para se certificar de que ela estivesse segura. Entrando na cozinha, ele viu Hanna com uma grande frigideira. Quando a porta bateu atrás dele, ela endireitou-se e virou-se com os olhos arregalados, e soltou um suspiro. Ele a assustou. Porra. Levantando as mãos em sinal de rendição, ele tentou fazer de tudo para parecer menos ameaçador para ela. —Sou só eu. —Você me assustou. —Eu não tive a intenção. Ela sorriu, e ele viu que foi forçado. Apenas uma vez ele adoraria ver um sorriso dela que não fosse tímido ou cheio de perguntas. Era como se ela estivesse com medo de ser ela mesma. A maldita seita a danificou. Nerd odiava o pensamento de que nunca realmente conheceria a bela mulher que ela fora antes de ser sequestrada. Ela colocou um pouco de cabelo atrás da orelha. —Não é culpa sua. Sou eu. —Ninguém vai feri-la aqui. Você está segura.


—Eu sei. — Ela olhou para suas mãos e, em seguida, de volta para ele, tomando uma respiração profunda. —Eu estou tentando lutar contra isso. —Lutar contra o quê? —O medo. Há tempos eu tenho medo dele voltar. Eu não gosto de estar sozinha e, no entanto, tudo que eu quero é ficar sozinha. Se estou sozinha, posso me concentrar, e eu não tenho que ver a pena nos olhos de todo mundo. —Eu não tenho pena de você, Hannah. Estou com raiva por você. Estou com raiva com tudo que você perdeu, que foi tirado de você. — Ele baixou as mãos. —Eu não posso falar pelos outros, mas eu sei que eles têm as melhores intenções. Se você quiser ficar sozinha, você pode ficar sozinha, sem perguntas. Ela sorriu. Mais uma vez, o sorriso não alcançou seus olhos, e era um simples movimento de seus lábios, mas ele aceitaria. —Você é um bom homem, Nerd—, disse ela. —É estranho chamá-lo assim. Eu sempre fui uma 'nerd', chamar alguém assim me parece rude. Ele riu, esperando que ela visse como seria fácil ficar perto dele. Nerd não precisava de mais nada dela, que não fosse ficar relaxada. Se ele a tivesse, ele lutaria com cada filho da puta que se aproximasse dela para se certificar que ela conhecesse esse tipo de paz. Sua vida pertencia a ela agora.


Hannah viu Nerd sair. Ele ficou na cozinha com ela conversando por mais de dez minutos, e talvez tenha percebido o quão desconfortável ela estava. Será que foi por isso que ele saiu? O problema não era ele, ou sua presença que fazia ela se sentir tão estranha, mas o fato dela não saber se

conseguiria

ser

—normal—

de

novo,

perto

de

alguém. Estar naquele culto realmente a ferrou, e Hannah odiava tanto. Ela apoiou as mãos no balcão e soltou o ar, sem saber o que ela queria fazer com sua vida. Ela era uma mulher livre, não tinha que viver de acordo com as regras, e se sentia incrível, mas também assustada para caralho. A verdade era que, ser livre era muito mais assustador do que estar no culto. Ela não sabia se isso era por causa do tempo que ela foi mantida acorrentada, torturada, não só fisicamente, mas mentalmente também, ou porque ela realmente se sentia perdida. Ela abriu os olhos e saiu da cozinha. Ela queria ficar sozinha agora, ela precisava de silencio para colocar seus pensamentos em ordem. O clube foi tão bom para ela, a ajudou a conseguir o seu diploma. Foi muito difícil, mas também emocionante ao


mesmo tempo. Mas agora, ela tinha algo que a ajudaria a conseguir um emprego. Hannah sentiu o medo tomar conta e ameaçava puxá-la para baixo, mas ela empurrou-o de volta. Ela não queria ser uma coitadinha assustada, não queria que o que aconteceu ditasse a sua vida. Será que ela precisava de terapia? Amy, a Senhora do Joker, contou a ela sobre quando ela conversou com um profissional sobre seus problemas. Mas eles lhe ajudariam? Ela entrou no quarto que o clube lhe deu, fechou a porta, e por um segundo apenas se recostou nela, olhando para seus —pertences—, ou mais apropriadamente o que o clube possuía. Havia uma cama de casal no canto, uma mesa de cabeceira ao lado, uma luminária na parte superior da bancada, e um livro que Deanna, a Senhora de Demon, lhe dera. Era sobre uma garota que tinha que ser forte quando ela sentiu que estava perdendo o rumo na vida. Havia uma janela do outro lado da cama e uma cômoda pressionada contra a parede. Ela ganhou roupas suficientes para toda sua vida e não sabia se o clube e as mulheres um dia saberiam, realmente, o quão grata ela era. Afastando-se da porta e entrando no banheiro, que era anexado ao quarto, ela acendeu a luz e olhou-se no espelho. A luz do banheiro era intensa, mostrando todas as suas ‘falhas’. — Ela não sabia por que fez isso, mas Hannah se viu agarrando a parte inferior de sua blusa e tirando-a sobre a cabeça. Ela colocou sobre a beira da pia e olhou para


seu rosto. Muito lentamente, ela baixou o olhar para os seus seios, olhando para seu sutiã branco liso por um segundo, e finalmente se virou. Ela olhou por cima do ombro, para as cicatrizes e feridas em

suas

costas. A

maior

parte

delas

estavam

quase

completamente curadas, mas algumas infeccionaram e o médico teve que tratá-las. Lembranças de como conseguiu aquelas cicatrizes passaram por sua mente, e ela fechou suas mãos em punhos tentando respirar através das memórias. —Isso não te define. Dizer isso em voz alta não descartou o fato de que ela se sentia feia, odiava a si mesma pelo que ela fez a si mesma... e o que permitiu que fizessem com ela. A família, ou a seita, que era o que eles realmente eram, foi ótima no começo. Solidários e amorosos, eles mostraram a ela que ela não tinha que estar sozinha no mundo. Ela estava fugindo, escapando de uma vida que fora preenchida com um pai bêbado abusivo e uma mãe ausente. Ela saiu da escola e trabalhou

para

economizar

dinheiro

para

fugir

de

casa. Quando ela não aguentou mais, empacotou o pouco que tinha e pegou a estrada. Foi quando ela conheceu a — família. Eles a aceitaram, alimentaram, deram abrigo e amor. Era tudo que ela nunca recebeu desde pequena. Sempre foi ela contra o mundo. Respirando pesadamente, ela pensou sobre o que ela passou, e em como nada parecia funcionar do jeito que ela queria. Era difícil não pensar no passado, e em como ela


ferrou tudo. Não levou muito tempo para a família se mostrar, se transformando em demônios escondidos em humanos. Era como uma ferida aberta, ela estava muito confusa com tudo aquilo. Logo depois, começaram os abusos, estupros, e depois ela estava lá pendurada como uma oferenda. Ela afastou os pensamentos do passado e colocou sua blusa de volta. Depois de sair do banheiro, ela foi até a janela e abriu a cortina. Seu quarto era na parte de trás do clube, então quando ela olhou pela janela viu todo o quintal. Olhou para onde o churrasco estava acontecendo, os membros do clube e suas mulheres, as mulheres membros do clube e até mesmo alguns outros membros de clubes das cidades vizinhas, confraternizando. Eles eram uma família, e não importava como, eles ficariam juntos. Era tão bom assistir isso, mas também a deixava triste, a fazia querer algo assim em sua vida. Ela sentiu o pulsar das cicatrizes, lembrando-a quem ela realmente era. Ela odiava, odiava não ter mais controle de si mesma. Empurrando esses pensamentos e sentimentos para longe, ela se concentrou no clube, onde ela estava agora. O Moto Clube a fazia sentir-se bem-vinda, mas não era uma tola em pensar que poderia ficar aqui para sempre. Seu

olhar

focou

em

Nerd,

que

estava

na

churrasqueira. Ele virou alguns hambúrgueres enquanto bebia uma cerveja. Skull e Brash, outros membros do clube, estavam

ao

lado

dele,

todos

parecendo

relaxados

e


confortáveis com eles mesmos. Seja lá o que Nerd disse fez os outros dois homens rir e bater-lhe nas costas. Mas os outros membros Moto Clube se afastaram e então era apenas Nerd parado lá. E então ele levantou a cabeça e olhou diretamente para ela. Será que ele sentiu seu olhar? Havia alguma coisa nele que fazia ela sentir esse arrepio subir na espinha toda vez que o via. Ela não negava o fato de notar que ele a observava. Teria sido um pouco irritante a maneira como ele olhava para ela o tempo todo, porém fazia Hannah se sentir segura. Mas ela sabia que nunca conseguiria estar com alguém, não por enquanto pelo menos. Ela foi machucada, ela ousava dizer até danificada. Apenas com dezoito anos. Que vida triste ela teria se seguisse o rumo que as coisas tomaram até agora. Talvez um dia ela encontrasse alguém que pudesse aceitá-la do jeito que ela era. Porque lidar com tudo que ela passou ocuparia toda a mente de um homem.


Duas semanas depois

Nerd

continuava

mantendo

distância

de

Hannah,

dando-lhe o espaço para perceber que ela estava segura e não devia ter medo dele. As noites que ela acordava assustada chegaram

ao

limite,

duas

semanas

atrás

depois

do

churrasco. Ele queria saber o que deu início ao seu ataque de pânico. Ela gritou durante uma hora até que eles não tivessem mais escolha a não ser chamar o médico para sedála. Quando ela acordou, ele conversou com ela sobre ver um profissional. Ela

recusou. No

final,

Amy

foi

quem

finalmente

conseguiu que ela concordasse em ver alguém. Ela estava ressentida, ele notou o quão irritada estava por eles estarem fazendo-a ver alguém, mas eles não tiveram escolha. Hannah não estava melhorando, tanto quanto ele desejava que ela estivesse. Ela não estava. A terapia era o próximo recurso, ele só esperava que funcionasse. —Você está limpando sua moto novamente—, disse Skull, parando ao lado dele.


—Eu limpo a minha moto o tempo todo. — Ele pegou o pano de polir e esfregou a lateral do tanque. —Eu nunca vi sua moto tão limpa. —Eu estou fazendo o que eu posso para me manter ocupado. —Hannah? Nerd fez uma pausa e olhou para um de seus amigos e irmãos. —Hannah começou a fazer algumas aulas de verão. As Senhoras, e aparentemente até o terapeuta, disseram que poderia ajudar a se sentir bem ao estar perto de outras pessoas. Skull assentiu. —Pode ser, mas de forma alguma ela estará fazendo faculdade tão cedo. Ela não pode sequer dormir à noite sem ter um ataque de pânico. Ela está muito sensível. —Ela não está lidando com seu passado muito bem, e eu não sei se eu estou ajudando ela agora ou se eu estou apenas no meio do seu caminho—. Nerd sentou no assento de sua moto e olhou para o céu. Foi mais um dia quente, e ele estava ficando cansado da vida em geral. Ele nunca se sentiu

tão

impotente. Durante

toda

sua

vida,

ele

foi

ambicioso em tudo, lutou todos os dias por seu lugar. Ser parte dos Soldados foi uma das melhores conquistas da sua vida. —Você está ajudando.


—Sim, claro. —Pense nisso, você está dando a ela uma casa, um lugar para ficar. Você está ajudando ela mais do que qualquer irmão aqui. Se não fosse por você, Amy não teria pressionado ela para ir ao curandeiro. —Terapeuta. —Tanto faz, é tudo a mesma coisa para mim. Hannah, ela tem a mente fodida, eu sei disso, e isso me machuca por dentro. Ela precisa melhorar antes para que ela possa seguir em frente—. Skull deu de ombros. —Você está fazendo a coisa certa, dando-lhe tempo. Nerd

concordou

e

agradeceu-lhe. Skull

não

era

conhecido por ser bom com palavras, mas de fato ele falou com sabedoria. Voltando à sua moto, ele continuou a limpá-la até brilhar. Ele amava sua moto, mas ele nunca foi do tipo que realmente

a

limpava

com

a

obsessão

que

ele

tinha

recentemente. O clube estava quieto hoje. Deanna e Demon saíram com o bebê Ty. Daniella e Shakes estavam tentando pensar em formas de induzir o parto. Amy, Joker, Steel, e Eloise estavam por perto, mas fazendo suas próprias merdas, e Striker e Elena provavelmente estavam em um clube de BDSM. Durante os últimos anos, os rapazes se estabeleceram e cada um encontrou uma pequena parte de si mesmos em uma mulher.


Esfregando a parte de trás da cabeça, Nerd se alongou, cruzando os braços por cima da cabeça enquanto ele absorvia o sol. Porra, ele sentia bem em ter o sol batendo em seu corpo, mas ele nunca permaneceu excessivamente sob ele. Jogou sua jaqueta sobre o banco de sua moto. Ele mal podia esperar até o outono ou o inverno chegar. Havia muito pouco de sol que um cara podia aguentar antes de ficar louco. —Está quente, né? Sua voz doce o deixou tenso. Ele virou-se abruptamente, colidindo com sua moto, que caiu, batendo no chão. Hannah fez uma careta, estendendo a mão para a moto. —Eu sinto muito, eu não deveria ter interrompido a sua paz, eu poderia ter estragado a sua moto. —Não se preocupe com isso e não estragou nada. Ela

tentou

levantar

a

moto,

mas

não

tinha

força. Movendo-se ele assumiu o trabalho, mas foi estranho levantar a moto com ela no meio. Ele não queria tocá-la, porque as vezes que ele tentou ela também se afastou. —Está tudo bem, eu levanto—, disse ele. —Não, tudo bem. —Hannah, é uma moto pesada, e você não tem força, baby. — Ele foi para tocar seu braço, mas parou quando ouviu seu suspiro. Ele nem mesmo chegou a tocar a pele, e já puxou a mão de volta. —Eu sinto muito. Pode deixar. Eu faço isso.


Ela hesitou por dois segundos antes de finalmente ceder. —Desculpe-me.

Ela

deu um

passo para

trás,

esfregando as mãos. Quando ela não estava perto da moto, ele a levantou com facilidade. —Eu tenho alguns problemas sérios, eu sei, mas eu estou trabalhando neles, ou tentando, pelo menos. —Não se preocupe. Ele colocou a moto para trás e se virou para ela. —Eu causo problemas por todos os lugares que eu passo. — Ela riu, mas foi forçado, tenso. —Não causa não. Quem está falando esse tipo de merda para você? —Ninguém. —Qualquer pessoa que fale coisas assim, eu quero que você me diga e eu vou lidar com isso. Ela concordou, mas não fugiu, o que foi uma pequena vitória. —Eu queria te agradecer pela outra noite, há duas semanas. —Por quê? —Por ter me ajudado. —Baby, o médico te ajudou. —Você não desistiu de mim. Eu sei que não sou a melhor pessoa que eu posso ser, mas obrigada.


Uau, essa era a primeira vez que Hannah veio até ele. —De nada. Ele notou que suas mãos tremiam. —Você não tem que ter mais medo. Ela assentiu com a cabeça. —Eu sei disso. Eu não tenho medo de você, apesar de tudo. —Se você não fica confortável conversando comigo, eu entendo. Ela abriu a boca, fechou-a, e, em seguida, abriu novamente. —Apesar de estar nervosa e querer muito correr, eu confio em você. Eu acredito que você vai me manter segura. Eu quero me livrar desse medo, e eu quero fazer isso por você. — Nerd ficou surpreso. Ela queria fazer isso por ele? Ela precisava fazer isso para si mesma também. Nerd assentiu. —Como estão as aulas? —Tudo ciência. Não

bem. Chato é

nem

um

em

algumas

pouco

horas,

eu

odeio

divertido. Matemática

é

complicada, mas eu duvido que se fosse algo fácil eles fariam você aprender—. Ela sorriu. —Está me ajudando, no entanto, sabe, estar perto de outras pessoas. Mantém minha mente concentrada em outras coisas. —Fico feliz em ouvir isso. — Droga, ele queria puxá-la para perto. —Então, a escola é chata.


—Eu gosto de inglês. É bom para ler, mas eu prefiro ler outros livros do que aqueles que eu deveria ler. Eles são todos chatos. Ele riu. —Você parece uma criança falando. —Eu queria muito ser uma. Sua resposta o deixou quieto. —Eu realmente sinto muito, eu não queria ver você sofrer. O silêncio permaneceu. —Não importa. Você me salvou. — Ela sorriu para ele, mas mais uma vez não chegou nos seus olhos. —Como as coisas estão indo com a sua terapeuta? —Ela quer que eu fale sobre os meus sentimentos o tempo todo, o que eu acho difícil de fazer. Não é fácil dizer a um estranho qualquer, coisas que você não quer se lembrar— . Ela colocou um pouco de cabelo atrás da orelha. Eram

esses

pequenos

detalhes

que

paralisavam

Nerd. Ele só queria salvar e protegê-la. —Não, eu imagino que não seja. —Mas todo mundo parece pensar que é fácil. Que eu deveria apenas falar com esta mulher. Eu nem a conheço. —Ela é uma boa terapeuta e deu certo com Amy. Hannah assentiu.


—Nem todo mundo precisa falar sobre o que deu errado em suas vidas. Talvez eu seja uma delas. Nerd olhou para ela, vendo a dor conflitante estampada em seu rosto. Ela estava profundamente ferida, e isso a assustava. —Hannah, você tem que descobrir o que te faz feliz. A vida que você tinha, isso não vai te machucar mais. O clube irá te proteger. Nós vamos te proteger. Você não tem que se preocupar em falar com alguém para nos fazer sentir melhor. Faça o que o que for preciso para colocar um sorriso nesse rosto bonito. Você merece isso.


Tudo que Hannah conseguiu pensar o resto da semana foi naquela conversa com Nerd. Imaginou ele com seu corpo enorme parecendo perigoso, mas o que era interessante foi a maneira que se mostrou gentil e amável com ela. Olhando para frente da sala de aula ela podia ver a boca do professor se mexendo, mas não podia ouvir as palavras que saíam de lá. Hannah estava perdida demais em tudo para se concentrar. Finalmente, a aula terminou e ela recolheu seus itens antes de sair de classe. O campus fazia parte de uma pequena faculdade comunitária da cidade, e embora não houvesse qualquer coisa que ela queria ser quando ela — crescesse—, ela aceitou vir em algumas aulas toda semana para ajudar a se sentir mais confiante consigo mesma. Falar com um terapeuta também estava ajudando, ainda que ela se sentisse desconfortável falando tudo o que aconteceu para se curar. Ela deixou o campus, e quem esperava por ela no estacionamento era Amy. Como Hannah não tinha um carro ou até mesmo a licença para dirigir, ela teve que confiar essa parte a pessoas que pudessem ajudá-la a chegar à faculdade, mas todas as Senhoras e até mesmo o clube eram muito


gentis com ela. Eles eram tão bons que quase faziam Hannah sentir que não merecia isso, não com as escolhas estúpidas que ela fez na vida e o fato de sua autoestima ser uma merda. Ela sorriu quando entrou no carro. —Como foram as aulas? — Amy perguntou e começou a se afastar do edifício. —Foi tudo bem. — Hannah não disse nada sobre não conseguir se concentrar porque Nerd esteve em sua mente todo o tempo. —Você está bem para ir à terapia hoje? Amy perguntava isso toda vez que elas estavam a caminho da terapeuta. No começo, foi estranho pensar em falar sobre as coisas que aconteceram, mas ela estava ficando mais

confortável

com

tudo

e

ela

sentiu

que

estava

progredindo. —Gregory é mesmo ótimo—, disse Amy de seu próprio terapeuta, o que ela ainda via para ajudar com seus próprios problemas. Amy contou sobre o que aconteceu a ela, e como Joker a apoiou. Era assim que Hannah se sentia sobre Nerd, mas ela estava com muito medo de dizer qualquer coisa, muito medo até de como ele a fazia se sentir. —Jamie está realmente me ajudando, eu acho. Ela leva o seu tempo e não me força a conversar. — Mas ela pensou em Jamie, e em como Hannah realmente não se sentia totalmente

confortável

em

falar

tudo

abertamente. Era

verdade, falar sobre seus problemas até mesmo para um


estranho ajudava, mas havia essa defesa nela que fazia com que ela não revelasse todos os seus segredos. Amy assentiu, seu foco ainda na estrada. —Essa clínica é fantástica. O que eu vi, pelo menos. Eu nunca tive uma sessão com Jamie, mas eu falei com ela, rapidamente, enquanto eu esperava para ver Gregory e ela me parece boa o suficiente. Elas dirigiram os próximos vinte minutos em silêncio, com apenas o som suave do rádio tocando ao fundo. Amy parou em uma vaga de estacionamento na frente do edifício de arquitetura moderna e desligou o motor. Elas saíram do carro e entraram, e depois de se identificarem, elas se sentaram em um assento na sala de espera. Hannah começou a se sentir ansiosa quando olhou para janela de vidro fosco. Ela não conseguia ver nada, mas a luz que atravessava a janela projetava uma sombra estranha por toda a parede. —Hannah? — Ela escutou a voz de Jamie, e Hannah se virou e olhou para a mulher. Ela estava sorrindo, com seu cabelo avermelhado com um nó frouxo no alto da cabeça e seus penetrantes olhos azuis brilhantes. —Eu estou pronta, se você quiser ir. Amy deu-lhe um tapinha na perna, e, em seguida, Hannah levantou-se e seguiu Jamie. Quando entraram na sala e fecharam a porta, Hannah tomou seu lugar habitual em frente a Jamie. A terapeuta começou a anotar algumas coisas, e Hannah tentou se acalmar. Ela estava confortável


com Jamie, ou quase confortável, mas estava nervosa sobre o avanço de suas sessões e para onde o rumo da conversa iria. Seria forçada a falar sobre a merda que aconteceu e, embora

ela

pensasse

nisso,

ela

sonhava

com

isso

constantemente, dizer em voz alta tornava tudo muito mais real. —Como você está hoje, Hannah? —, perguntou Jamie, sorrindo genuinamente para ela. Hannah sorriu de volta, e ela não se sentia forçada, mas sincera. —Estou

bem. Ainda

lutando

com

os

sonhos

e

as questões de autoconfiança. Jamie assentiu. —Eu sei, e isso vai levar tempo, é claro. Mas você está fazendo um bom progresso. A cura não é uma correção instantânea, mas é algo que possui passos a serem dados e compreendidos, para que você consiga conviver com isso. Hannah assentiu. —Mas eu tenho pensado muito sobre Nerd. — Hannah mencionou brevemente o motociclista para Jamie em uma sessão e quão bom ele foi para ela. —O homem do MC que a salvou? —Sim.

Jamie

esfregou

as

mãos

sobre

as

pernas. Hannah olhou para a mulher, com a defesa a postos para se proteger disso. —Que tipo de coisas você estava pensando?


Ela olhou para suas mãos em seu colo. —Eu realmente não posso explicar isso, eu acho. É difícil, porque uma parte de mim se pergunta se é atração o que sinto. — Ela olhou para Jamie, envergonhada pela admissão porque é a primeira vez que ela disse a alguém. —Hannah, você não tem que se envergonhar de como você se sente. Nerd te ajudou, e ainda ajuda você, durante um momento muito difícil. É natural para nós como seres humanos nos conectarmos e crescermos ligados a algo ou alguém que nos faça sentir seguros. —É difícil ser esta ‘danificada’ e querer algo que você sabe que nunca vai ter. —Você não está danificada, Hannah, e você não está quebrada. Você pode ser curada, e é para isso que vamos trabalhar. Vai levar tempo, mas nunca se sinta como se você não pudesse ter uma vida boa após o trauma. Ela assentiu com a cabeça, sabendo que Jamie falava a verdade, mas também percebia que levaria tempo para acreditar plenamente. Ela queria Nerd, queria estar com ele, dizer-lhe o que sentia, mas Hannah estava com medo. —Que tal se como lição de casa você conversasse com Nerd, fale um pouco sobre o que você está sentindo?! Um passo de cada vez, ok?! Hannah assentiu, esperando que ela fosse forte o suficiente para superar tudo isso.


Mais tarde naquela noite, Nerd se sentou no sofá, trocando os canais em busca de algo para assistir. Nada o atraía, e pelo canto do olho ele viu Hannah. Ela voltou da terapia

um

pouco

diferente. Amy

não

parecia

muito

preocupada, e ninguém mais notou a forma como Hannah estava inquieta, parecendo nervosa. —Alguma coisa aconteceu hoje? — Ele perguntou, olhando para Amy. Joker estava fora fazendo um trabalho para Zeke e sempre que ele estava fora, Amy ficava no clube. —Não. Tudo estava bem. Ela viu Jamie e quando ela saiu,

ela

parecia

feliz,

por

quê?

Ambos

estavam

sussurrando então Hannah não estava ciente de que estavam falando dela. —Eu não sei. Ela parece mais calma do que o habitual. —Os terapeutas oferecem conselhos e, em algumas vezes, dão uma orientação sobre onde concentrar sua energia—. Ela pode estar se concentrando no que Jamie pediu a ela. Você pode perguntar a ela. — Amy sorriu para ele. —É bom que você se importe.


—É claro que eu me importo. —É um pouco mais do que isso. Ela realmente é importante para você. Você me lembra um pouco o Joker. Ele era muito nervoso e possessivo sobre mim. Até hoje ele não gosta que eu vá para a terapia, mas ele sabe que eu preciso. A terapia me ajudou a ser uma mulher melhor para ele. —Você tem um bom coração, Amy. Tudo que você fez foi aprender a ser paciente com o idiota do seu marido. Amy riu. —Eu vou dizer a ele. —Eu espero mesmo. — Ele piscou para ela e continuou passando pelos canais parando em um filme de terror que era muito

ruim. Quando

as

propagandas

começaram

vinte

minutos depois, ele saiu para pegar uma cerveja, passando pela mesa de Hannah enquanto andava. Nerd parou, e Hannah olhou para cima. —Ei. —Ei. —Como foi a faculdade hoje? —Lenta, um pouco chata. Eu tenho várias tarefas que precisam ser concluídas o que é uma merda, mas eu não tenho mais nada para fazer pelo resto do fim de semana. E você? —Eu não fui para a faculdade hoje, querida. Ela riu.


—Não, eu quero saber o que você tem planejado para o fim de semana? —Eu tenho algumas coisas para fazer, provavelmente ficar perto do clube, fazer algum DIY1. Esse lugar precisa de uma pintura nova—. Ele olhou ao redor do clube para a tinta descascando das paredes. Normalmente os caras levariam todo o fim de semana para pintar o lugar, mas eles estavam concentrados em seus próprios problemas recentemente. Com o calor que estava fazendo, era o momento perfeito para começar o trabalho. —Isso parece divertido. —Volte para o seu trabalho. — Ele deu batidinhas na mesa e voltou para o sofá. Tomando sua cerveja, ele viu um filme de terror e depois o próximo. Vários membros do clube passaram perto dele, alguns permanecendo por alguns minutos. Skull permaneceu mais tempo, conversando sobre os efeitos especiais e outras merdas. —Como você consegue assistir isso? — Perguntou Skull. —Você é um covarde. Não suporta sentir medo—. Skull sacudiu a cabeça. Hannah ainda estava estudando ali perto. —Você sabe que ela continua olhando para você. Eu acho que ela quer conversar. —Por que você não cai fora e dá espaço para ela conversar? 1

DYU: é a sigla da expressão em inglês Do It Yourself, que significa “Faça Você Mesmo”.


—Ok, ok, tudo bem. — Skull balançou a cabeça e saiu. Hannah ficou em seu lugar, quieta, e Nerd tomou um gole de sua cerveja, esperando. Ele era um cara paciente, e ele estava feliz em esperar até

que

ela

estivesse

pronta. Houve

uma

cena

particularmente quente com um maldito casal na tv e Nerd se perguntou se ela estava excitada com o que viu. Ele não esperava nada dela. Ela ainda estava lidando com seus problemas, mas isso não significa que ela não poderia ter desejos. —Eu terminei—, disse Hannah. Olhando para cima, ele viu que suas bochechas estavam coradas e ela estava sorrindo. —Ótimo, você quer ficar, relaxar e assistir a um filme? —OK, claro. Ela se sentou ao lado dele, e Nerd notou que ela se sentou muito perto dele. Normalmente, havia pelo menos a distância de uma pessoa entre eles. Desta vez, ela estava tão perto que seu corpo encostou no dele. Para ficar confortável, Nerd não teve escolha, colocou o braço sobre o encosto do sofá. —Eu tive um bom dia na terapia hoje. —Isso é bom. —Ela não me permite fugir de desafios. —Ela dá-lhe desafios?


—É como um dever de casa. Ela me sugere algo que ela acha que poderia me ajudar e se eu fizer isso, eu devo contarlhe tudo, como eu me senti e coisas assim. —Ok. — Nerd franziu a testa. Isso foi o máximo que ela já falou sobre sua terapia. —Que tipo de desafios é que ela te deu? —O primeiro foi falar com Deanna e encontrar a força para conversar com as mulheres. Nada demais, apenas pequenas coisas, perguntando como elas estavam ou apenas dizendo 'Oi'. —E isso ajudou? —Sim. Amy parecia entender o que eu estava fazendo, e ela tem sido uma grande ajuda. Mas —ela olhou para ele— eu não sei. Eu me sinto estranha em falar com ela, para ser honesta. Eu sinto que algo está me impedindo de realmente me abrir com ela. Nerd estava tenso, não gostando de como isso soava. —É difícil falar comigo? —Não. Acho que quando se trata de você, eu posso conversar

com

você

e

eu

não

tenho

esses

ataques

loucos. Você é o único que eu posso falar. Eu disse a Jamie sobre isso, e ela disse que era porque você me salvou. Você faz eu me sentir segura, e ela me aconselhou que, se eu me sinto assim, então eu devo procurá-lo para que me ajude a lidar com os ataques de pânico que estou tendo. É um elogio. Pelo menos, eu espero que seja um elogio. Eu não quero incomodá-lo.


Nerd sorriu. —Você não está me perturbando. Longe disso. Se você precisar de mim para se sentir segura, então eu estou feliz por estar aqui para ajudá-la com isso. — Ele tocou seu ombro,

dando-lhe

um

aperto

suave,

oferecendo-lhe

segurança. —Qual é o seu desafio agora? — Perguntou. —É sobre você—, disse ela. —É? Nossa, e o que é? Hannah se voltou para ele, e ele notou que seu rosto era um vermelho escuro. Ela estava envergonhada? Chateada? Ele não tinha certeza do que estava acontecendo, apenas que não gostava da ideia de ela sentir algo diferente de segura. —É algo importante, e eu não sei o que dizer ou o que fazer. —Hannah, esta terapeuta não pode mandar você fazer o que você não quer. Eu vou embora. —Eu quero fazer isso. — Ela se inclinou e apertou seus lábios contra os dele. Que porra era isso que o terapeuta estava fazendo?


Ela estava fazendo isso, realmente beijando Nerd... e se sentia incrível. Ele estava imóvel, não correspondendo ao beijo, mas ela teve que entender que ele provavelmente estava confuso

para

caramba,

fazendo. Finalmente

ela

com

o

se afastou,

que

ela

estava

embora parecesse

minutos, ela sabia que só estava beijando-o por alguns segundos. Hannah olhou para seu rosto. Suas bochechas estavam pegando fogo, mas era como se esse peso tivesse sido tirado de seus ombros. —Eu gosto de você, Nerd. — Ela olhou para o chão, sentindo todos os tipos de vergonha. Quando ela sentiu os dedos dele sob o seu queixo, levantando a cabeça para que ela olhasse para ele, uma força surgiu através dela. —Você me faz sentir segura, me faz feliz, e quando eu estou com você eu sinto como se nada de ruim pudesse acontecer. —Amor, eu prometo que não vou deixar nada de ruim acontecer com você. Ela sabia isso, acreditava em cada palavra que ele dizia. Nerd fazia sentir-se como se houvesse possibilidades lá fora. Merda, olhe para ela agora. Ela estava na escola, e embora estivesse lidando com situações que pode ou não nunca mais ir embora, ela ainda estava lidando com tudo.


Tentando. Dizendo a Nerd como se sentia e beijando-o, ainda que fosse só um beijo, fez ela se sentir mais forte. Ela podia fazer qualquer coisa, e aquilo a fazia feliz. Este foi o primeiro passo para tornar-se completa, e parecia incrível. Nerd precisava lembrar a si mesmo ir devagar, ela era uma mulher frágil, e precisava de tempo. Mas havia uma parte dele que só queria reivindicá-la, para que ela soubesse que era sua e nada iria mudar isso. Ele acariciou sua bochecha, olhou para o delineado suave de seus lábios, as formas como eles ficaram mais vermelhos por causa do beijo. Ele ficou chocado com a ousadia dela em beijá-lo, mas ele estava feliz para caralho que ela fez. Estava esperando há muito tempo, não tinha certeza se ela estava preparada para ele dizer e mostrar como se sentia. E mesmo que um beijo não significasse que ela queria ser sua Senhora, o fato de que ela estava lhe dizendo todas essas coisas agora o fazia se sentir feliz para cacete. —Eu

estou

orgulhoso

de

você—,

disse

ele

suavemente. Ela sorriu. —Por quê? —Você está progredindo e vivendo um dia de cada vez. Ela olhou para longe com o rosto vermelho. —Eu quero pensar que eu estou, mas eu sei que tenho um longo caminho pela frente. — Ela levantou a cabeça e olhou para ele novamente. —Mas eu sei o que quero, e que é


hora de parar de ter medo disso. Eu não posso deixar o meu passado ditar como eu vivo minha vida. Sim, sua mulher era terrivelmente forte. —E o que você quer amor? Ela não respondeu por alguns segundos, respirou fundo, e então finalmente falou. —Eu quero você, Nerd. Quero ver aonde isto vai, para onde vamos. Ele não falou, querendo ver se ela iria dizer qualquer outra coisa, mas porra ele amava ouvi-la dizer isso. —Eu quero isso também—, disse, não sendo capaz de manter sua boca fechada. Ele a queria de qualquer forma que ela se desse a ele. Se isso significava que ela precisaria de todo o tempo do mundo, então que assim fosse. Nerd pode não ter sido saudável e puro a vida inteira, nunca sequer quis uma Senhora antes. Mas a partir do momento em que ele tirou Hannah para fora daquele buraco, ele sabia que ele a queria para si. —Deixe-me levá-la a um encontro, Hannah. Ela pareceu surpresa no início, mas depois sorriu. —Um encontro? Ele assentiu, sentindo-se fora do lugar, como se ele nunca tivesse realmente levado uma mulher para qualquer lugar, além de seu quarto. Mas Hannah era diferente, especial. Ele queria tudo com ela.


—Sim, amor. — Ele alisou seu dedo sobre sua bochecha novamente. —Eu tenho todo o tempo do mundo quando se trata de você, e eu quero fazer você ver que este mundo não está cheio de coisas ruins. Eu quero te fazer feliz. Bem, caralho, ele estava ficando todo sentimental. Se qualquer um dos outros motociclistas o escutassem, tirariam sarro

e

ririam

para

caramba. Mas

Nerd

não

dava

a

mínima. Isto era sobre ele e Hannah, e isso era tudo que importava. —Eu gostaria, — ela disse sorrindo. Desta

vez,

ele se inclinou para

a

beijar. Ele foi

lentamente, certificando-se de dar-lhe tempo, caso ela quisesse se afastar. Mas ela não recuou, e quando pressionou os seus lábios, ele teve que ter força para que a porra do seu pau relaxasse. Ele tinha certeza que sua ereção encostando em sua barriga assustaria para caralho. —Tem certeza que está tudo bem? — Ele sussurrou contra sua boca e ela sentiu o aceno. —Mais do que bem. Ele sorriu. —Eu sinto que eu posso ser livre com você, e eu não quero deixar isso escapar. Ele não queria que ela sentisse aquilo a não ser com ele. Nerd queria que ela realmente fosse feliz. Isso era tudo o que ele queria, e isso só aconteceu porque ela queria com ele. Ele não sabia o que fez para merecer sequer uma chance


de estar com Hannah, mas ele nĂŁo iria ferrar com isso. E ele com certeza nĂŁo se concentraria em outra coisa atĂŠ que conseguisse encontrar uma forma deles estarem juntos.


—Você vai a um encontro? — Perguntou Jamie. —Ele me convidou, e eu disse sim—, disse Hannah. Ela apertou as mãos, esperando que tivesse feito a escolha certa. Ela sentiu como se tivesse. Indo a um encontro com Nerd era muito emocionante. Era o que ela queria fazer e não podia esperar por isso. Sexta-feira à noite, às sete ela deveria estar pronta. Com Deanna, Amy, e a ajuda de Eloise, ela escolheu um vestido. Era um vestido vermelho escuro, e Eloise se ofereceu para fazer o seu cabelo, e, claro, ela aceitou. Ela nunca foi o tipo de pessoa que gastava tanto tempo se embelezando para ficar bonita. —Você está feliz com isso? —Sim eu estou. Quer dizer, eu nunca estive em um encontro antes, e eu realmente estou ansiosa para estar com ele. — Nerd? —Ele é um irmão do clube, e ele tem sido muito bom para mim. — Ela esfregou as mãos. —Será que ele espera mais de você? Você acha que ele vai querer ir mais longe, que talvez sabendo da sua fraqueza seja o que ele gosta? Não foi assim que aconteceu no passado; em relação ao uso da sua fraqueza para ganho deles?


Ela balançou a cabeça. —Ele não é assim. A partir do momento que ele me salvou, ele esteve lá, mas não me pressionou, e ele não espera nada de mim. Eu não gosto de você tentando insinuar que ele está. Isso não é justo. Jamie levantou as mãos. —Eu sinto muito. Hannah sacudiu a cabeça. —Eu acho que eu deveria ir. Eu não gosto disso. —Hannah? Ela pegou sua bolsa e se dirigiu para a porta. Desde o primeiro dia ela sempre se sentiu tensa para se abrir com Jamie, mas esta era a primeira vez que a outra mulher a deixou totalmente desconfortável. Parando na porta, ela hesitou e, finalmente, olhou para trás. —Eu não acho que é justo você me pedir para experimentar coisas novas e, em seguida, acusá-lo. —Eu não fiz. —Você fez de certa maneira, e isso não é justo. Ele tem sido muito bom para mim, e não há nenhuma pressão com ele. Ele não espera que eu faça coisas, ou seja alguém diferente. Quando estou com ele, eu estou segura. Olhando ao redor da sala, Hannah tentou se concentrar na pintura de flores diretamente na frente dela. Ela adorava a rosa chocante, que parecia estar tão fora do lugar em um ambiente tão estéril. Jamie tinha uma coisa para branco e


preto. Os sofás eram de couro branco, e eles rangiam quando ela se sentava. Hannah tentava não se mover muito, pois cada ruído fazia-a sentir-se exposta. A mesa diante dela era feita de vidro, no entanto, era preto. Fechando os olhos, ela tentou lembrar a si mesma que estava a salvo, este era um lugar seguro para estar. —Temos de empurrar um pouco para passar pela raiz de seus problemas. Eu tenho que perguntar essas coisas, mas eu não tive a intenção de chateá-la. Talvez Jamie só tivesse tentado fazer isso, mas Hannah não queria nem mesmo associar Nerd com as coisas que Jamie

perguntou. Tudo

no

quarto

pareceu

sufocá-la,

esmagando-a no lugar. Abrindo a porta, ela correu para escapar. Amy estava na sala de espera, e o sorriso que estava no rosto dela desapareceu. —O que foi? —Eu quero ir. —Você só esteve lá dentro por meia hora. —Foi uma meia hora muito longa. Ela queria ficar longe de Jamie, das perguntas, e da piedade em seus olhos. Ou talvez estivesse apenas fazendo disso uma grande tempestade também? Talvez o que Jamie disse era para quebrá-la para que ela pudesse se curar?


Nerd era um homem generoso, amoroso e ele fez de tudo para aceitá-la em seu mundo. Uma vez que elas estavam no carro, ela disse tudo a Amy, chorando enquanto ela contava. No momento em que ela chegou ao clube, ela estava um caos, pediu desculpas e foi direto para seu quarto. Em sua cama, ela chorou por tudo o que perdeu, o que se permitiu ser feito com ela, e o fato de que estava com medo de não saber o que o futuro reservava. Se não tivesse ido naquele culto, ninguém teria pena dela, ela não seria esta destruição, e talvez, apenas talvez, ela teria sido capaz de ser tudo para Nerd.

Nerd

estava

chateado. Ele

assistiu

Hannah

sair

correndo do carro de Amy, lágrimas correndo pelo seu rosto. Do lado de fora da porta de seu quarto, sua raiva só aumentou com os soluços que ouviu. Alguém ia pagar. Amy lhe disse tudo, e agora ele estava na sala de Jamie, folheando suas malditas notas sobre Hannah, e ficou ainda mais irritado. Claro, ele invadiu o consultório da terapeuta e encontrou todas as informações que precisava. Nerd não estava interessado em cumprir a lei. Jamie não estava aqui, e ele queria uma chance para ler através das notas sem a interferência dela.


Como diabos eles perderam isso? Jamie, a puta, fez Hannah chorar. Ela estava mais interessada em chegar aos membros do clube do que ajudar alguém? Mas ele não sabia nada sobre terapeutas, e não sabia o seu ponto de vista. Ele não gostava do fato de que eles entravam na cabeça das pessoas. Porra. Esta ia ser a última vez que Hannah vinha a esta terapeuta, porque ele não podia suportar vê-la chateada, mesmo em uma maneira desordenada que supostamente era para ajudar. Ele já tinha falado com Gregory, e embora não tenha sido normal, Gregory era um homem inteligente e sabia o quão perigoso Nerd era. Mas quanto mais ele lia suas anotações, mais via as coisas que ela escrevia sobre o clube. O irritou que ela se concentrasse tanto em seu MC. Ele

ouviu Jamie

se aproximando,

e ficou tenso,

esperando. Nerd poderia ter dado o fora de lá e deixado essa merda explodisse, mas ele queria respostas, e ele iria tê-las agora. Ele olhou para a porta quando abriu. Jamie parou e olhou para ele. —Com licença. Quem diabos é você, e o que está fazendo no meu consultório? —Eu diria que o colete responde a sua pergunta. — Claro, Jamie era uma mulher bonita, mas ela também estava


se aproveitando de ser mulher, e uma parte dele sabia que tinha a ver com se aproximar do clube. Ele não gostava disso. —Feche a porta. —Acho que você é Nerd. —Por que você está colhendo informações da minha menina? Você está tentando descobrir alguma coisa sobre o clube, para ficar numa boa com outro grupo? —Ele colocou os papéis para baixo e deu um passo mais perto. —Ou talvez você seja apenas uma puta querendo um homem fora da lei. Seus olhos estavam vidrados, e ele poderia dizer que ela estava amando cada segundo disso. Huh, parece que parte do passado dela é o motivo? Ele adoeceu. O pensamento dela descer a este nível o irritou. Ela deveria estar ajudando, e ainda assim só se importava com ela mesma. Ela

levantou

cintura. Lá,

ela

sua

tinha

camisa uma

e

ele

tatuagem

olhou em

para

vermelho

sua —

Propriedade de Ricky. A cadela costumava ser uma prostituta de clube ou uma Senhora? —Eu posso ser qualquer coisa que você quer que eu seja. Ele rosnou baixo. —Você realmente acha que eu estou aqui por sua boceta velha e usada? Você realmente acha que o meu MC vai querer a sua boceta no clube? —Isso tinha que ser a


mais fodida situação em que ele se meteu, e Nerd já esteve em muitas situações de merda. —É porque ela é jovem, então? Nerd sacudiu a cabeça. —Eu fodi mulheres mais velhas do que você que têm alguma classe, e mais respeito também. Essas mulheres não usariam seus pacientes para se aproximar do clube. Você conduz com sua boceta, não sua cabeça. Pergunto-me como você conseguiu o seu diploma. —Eu posso ficar de joelhos e mostrar para você. —Se você fosse um homem eu já teria chutado a porra da sua bunda, mas eu não machuco mulheres. Vou contar a Gregory sobre essa merda e as linhas que você cruzou com Hannah. —Ele sorriu—. Eu guardaria o boquete e o beijinho na bunda, para ele. Fique longe de Hannah e longe do clube. —Por que eu deveria fazer isso? —, Perguntou Jamie. A puta o estava provocando. Nerd fechou a distância entre eles. Envolvendo seus dedos ao redor de seu pescoço, ele apertou, não para machucá-la, mas deixá-la saber que suas palavras eram reais. —Não acredite em tudo que você ouve ou vê na televisão. Talvez

eu

não

machuque

uma

mulher

que

atravessa o meu caminho, mas se ela ferra com aquilo que eu estimo e tenta torcer as coisas para seu próprio benefício, eu não tenho nenhum problema em quebrar seu pescoço para


me livrar do problema. —Ele mostrou os dentes. —Eu tenho certeza que você já está se arrependendo de colocar qualquer dúvida sobre a minha integridade quando se trata de Hannah—. Você vai ficar longe dela e do clube. Esse é o meu último aviso. Ele deu outro aperto, deixando-a saber, que era uma ameaça real antes de soltá-la.


As mãos de Hannah estavam tremendo, seu coração estava acelerado, e ela realmente não sabia o que esperar em seu encontro esta noite. A verdade era que ela nunca realmente foi convidada para sair. —Você está muito bonita. Ela se virou e olhou para Deanna, que estava na porta. Hannah sorriu. —Estou tão nervosa. Deanna falou, seu sorriso genuíno. —Não há nada para ficar nervosa. — Deanna veio por trás dela e, juntas, elas olharam para seus reflexos no espelho grande. Ela, então, levantou o cabelo de Hannah. — Você fica linda de qualquer forma, mas se você pôr o cabelo para cima irá mostrar a coluna esbelta do seu pescoço e suas clavículas delicadas. —

Deanna

sorriu novamente. —E,

embora Nerd já esteja de cabeça para baixo com você, eu aposto que ele ficaria sem palavras quando a visse. Hannah sentiu o rosto corar, seu coração disparar, e sabia que o que sentia por Nerd era diferente de tudo que já experimentou antes. —Você

realmente

se

importa

com

ele—,

Deanna

afirmou. Ela estendeu a mão sobre a cômoda e pegou alguns


grampos e passou a trabalhar em colocar o cabelo para cima. —Tudo bem? Hannah assentiu. —Sim, eu realmente gosto dele. — Ela viu Deanna sorrir. A outra mulher não estava olhando para ela, mas sim colocando mechas do seu cabelo para cima. Ficaram assim em

silêncio

por

alguns

momentos. Quando

Deanna

finalmente terminou, Hannah estava surpresa com o que um curto espaço de tempo e alguns grampos poderiam realizar. —Você gosta? Hannah assentiu. —Talentosa. Deanna riu. —Nah. Hannah se virou e acenou com a cabeça. —Você fez isso com um punhado de grampos. — Seu cabelo estava preso, pedaços retorcidos em alguns lugares, mas também fios colocados delicadamente em volta do rosto. Estava feminino, bonito. —Meu cabelo é uma bagunça total, então eu tenho muita prática com apenas jogá-lo para cima e esperar que pareça bom. — Deanna prendeu um fio que estava solto. — Mas você é naturalmente bonita e Nerd não vai saber o que pensar ou dizer quando te ver. As malditas bochechas de Hannah estavam novamente vermelhas.


—Onde ele vai te levar? Hannah caminhou até o armário e abriu-o. Ela tinha um tênis e umas botas, mas além disso ela não tinha nada que combinasse com as leggings e túnica de renda que usava. Ela teve sorte, era muito grata, que as Senhoras do clube lhe encontraram coisas para vestir, mas agora ela estava perdida sobre como agir durante o encontro todo. —Venha comigo. Eu tenho os sapatos perfeitos para você. Elas deixaram o corredor e entraram em outro quarto que estava do outro lado do MC. O quarto que entrou era apenas uma dispensa, mas havia um berço configurado em um lado e um monte de coisas de bebê espalhadas. —Nós usamos este quarto quando precisamos ficar por aqui. Às vezes, quando já é tarde e estamos aqui com Ty, nós apenas passamos a noite. É conveniente. Hannah assentiu e foi até o berço, passando as mãos sobre a madeira lisa. —Como ele está? — Ela olhou por cima do ombro para Deanna, que estava inclinada para baixo e mexendo em seu armário. —Ele está bem. Nos mantém acordados à noite, e meus seios estão doloridos para caramba. — Ela olhou por cima do ombro e sorriu. —Mas vale cada segundo. Hannah sempre quis filhos, mas até que ela se curasse não ia ter nada disso. Ela tinha muita bagagem, no entanto, e


ela também precisava descobrir o que estava acontecendo com ela e Nerd... Se havia alguma coisa acontecendo com eles.

Merda, Nerd nunca esteve assim tão nervoso antes. —Você quer um shot ou algo assim, cara? —, Perguntou Vengeance, em pé atrás do bar. —Não, eu preciso de uma cabeça limpa esta noite. — Não, ele queria estar sóbrio para o encontro, mas ele também queria estar pensando claramente quando lhe dissesse que não podia mais ver Jamie. Honestamente ele não sabia se havia algo, a mais, na mente daquela cadela, mas uma coisa era certa, ela claramente queria o pau de um MC, e isso não ia acontecer. Ele não sabia se Hannah ficaria aliviada ou chateada quando ele dissesse a ela sobre Jamie, mas ele queria ser honesto com ela em todas as coisas. —Cara, lá vem ela. Nerd se virou e viu Hannah andando pelo corredor, diretamente para ele. Seu coração batia mais rápido e ele se endireitou, virando-se totalmente de frente para ela. Ela


usava uma camisa rendada branca e leggings pretas que moldavam o seu corpo perfeitamente. Ela usava uns sapatos pretos que o lembravam os que as bailarinas usavam. E seu cabelo estava preso, pequenas mechas emoldurando seu rosto, e um monte de pele visível em sua parte superior do tórax. Ela parou alguns centímetros dele, suas bochechas coradas e linda para caralho, ele não conseguia nem respirar. —Uau— foi tudo o que conseguiu dizer. —Obrigada—, ela disse suavemente, e tudo que ele queria fazer era puxá-la e beijá-la. Ele estava ciente dos irmãos do clube olhando para eles, e mesmo que esses fossem seus irmãos, sua família, ele poderia ficar muito possessivo e protetor com ela. —É melhor vocês pararem de olhar para nós antes que eu quebre algumas cabeças. — Houveram alguns bufos, até mesmo alguns murmúrios e risadas. —Você está pronta? — Droga, suas mãos estavam tremendo? Merda, sim elas estavam. —Eu estou pronta, Nerd. Ele se sentiu bem para caralho, ouvindo-a dizer o seu nome. Ele não sabia como iria fazer para se segurar, mas se houvesse algo em que valesse a pena trabalhar, ele seria o único para Hannah.


Hannah não conseguia se lembrar de ter visto Nerd em nada, a não ser couro e jeans. Ele parecia muito bonito e arrojado. Tomando seu braço, ele a acompanhou até o carro para o encontro deles. Encontro, uau, ela não podia acreditar que estava indo a um encontro real. —Você não precisa ficar nervosa—, ele disse. Depois de subir no carro, ela colocou o seu cinto de segurança e esperou por ele para subir ao volante. Você pode fazer isso, Hannah. —Eu estava nervosa antes de ver você—, disse. —Eu acho que eu o construí em minha cabeça, e eu fiz isso parecer mais do que tinha que ser, se isso faz algum sentido. —Eu espero que faça—. Ela deu uma risadinha e depois amaldiçoou. Por que diabos ela estava rindo como uma menina? —Estou nervoso também. Este é o primeiro encontro que eu vou. —É? —, Perguntou ela. —Sim. Meio estranho. Nós vamos ser primeiro encontro um do outro. —Sim, eu não sabia que éramos. Você nunca teve um encontro, nenhum mesmo? —, ela perguntou, sem realmente


acreditar por um segundo que Nerd não tinha saído com alguém. —As mulheres que fazem parte do clube são fáceis. Eu não

preciso

levá-las

para

sair

e

beber. Porra,

eu

provavelmente não deveria ter dito isso. —Nerd, eu sei que eu não te dei muito motivo para acreditar em mim, mas eu não vou desmoronar por conta de como você viveu sua vida. Eu gosto de pensar que posso voltar a ser do jeito que eu era antes. Você sabe, rindo sem medo. Talvez até mesmo andando por uma rua sem medo de alguém chegando e levando-me novamente. Eu quero minha vida de volta. —Eu quero que você tenha sua vida de volta—, disse Nerd, olhando para ela. —Não mude por mim, por favor— . Seja quem você sempre foi. Seja você. —Querida, você pode não gostar do meu verdadeiro eu. Hannah olhou para ele. —Eu duvido disso. — Ela gostava dele. Nerd não era um homem bonito. Ele era uma espécie estranha. Seu cabelo era comprido e bagunçado. Ela notou que suas roupas estavam sempre amassadas e precisando de um bom ferro. Mas ela gostava de cada parte dele. Ele era um pouco desleixado, mas ela gostava desses ângulos dele. —Eu gosto de você. Eu acho divertido estar perto de você. —Você acha? —Sim. Você não espera nada de mim, e você não exige que eu fale, o que é um verdadeiro bônus. Eu odeio falar, e


acho que é muito desconfortável para realmente fazer. — Conversar com sua terapeuta foi duro, e com os soldados pagando por seus cuidados, ela se sentiu obrigada a falar. Ele riu. —Você sabe, normalmente eu não consigo fazer uma mulher calar a boca. Com você, eu não consigo falar. Eu gosto de você da maneira que for, Hannah. Basta ser você mesma e não se preocupar com mais nada. —Eu acho que eu não quero ver a terapeuta mais—, disse ela. —Você não tem que ir. Falei com Gregory. Ele está feliz em ficar com seu caso. Ela não falou por um momento. —Você falou com Gregory—? Quando? E quanto a Jamie? —Ela franziu sobrancelhas, confusa. —Não se preocupe com nada. Ela tem outros casos para lidar. Isso foi um pouco estranho, mas ela sentiu que falar com Jamie era estranho, como se ela não pudesse realmente ser honesta e aberta. Mas Hannah dissera a si mesma diversas vezes que era apenas porque ela não queria expressar o que realmente sentia porque seu medo era muito forte. Ela limpou a garganta. —Talvez ela não seja apenas o ajuste certo para mim. —Todos nós temos métodos de lidar com problemas. — Como você lida com o seu? —Perguntou ela.


—Eu mato meus problemas. Ela não soube o que dizer por longos segundos. —Sério? —Sim. Eu faço —, disse ele sem remorsos ou desculpas. Ela devia ter medo dele, ficar aterrorizada. Ela não estava. Nerd matou seus problemas, e alguns problemas precisavam ser mortos. Ela sabia disso mais do que nunca, depois do que ela passou. —Isso é o que você fez com o meu. —Aqueles bastardos estavam machucando você. Eles não deveriam ter feito coisas assim. Não para você, ou para ninguém. Podemos ser um clube de motociclista e quebrar uma porrada de regras, mas temos a moral, e eu não machuco mulheres. Hannah sorriu. —Isso é bom saber. —Porra, você não tem medo de mim, não é? —De modo nenhum. Na verdade, eu o acho bastante encantador. É estranho? —, Perguntou ela. —Não há muitos homens que iriam se oferecer para matar um problema ou realmente fazê-lo. Você fez. Eu acho você corajoso. Ela olhou para suas mãos. —Você diz coisas, e eu não tenho a menor ideia de como responder.


Hannah olhou para as mãos dele, que agarravam o volante. Ele estava dirigindo um carro manual, e quando ele mudou as marchas, ela não podia deixar de admirar suas mãos. Qual seria a sensação de segurá-lo, tê-lo segurando-a? Ela tinha que tentar coisas novas, e Nerd não tornava a experiência insuportável. Ele a fez querer tentar coisas novas. Estendendo a mão, ela correu as pontas de seus dedos em sua mão que estava no câmbio do carro. —Minhas mãos estão um pouco frias—, disse ela. Ele soltou o câmbio e pegou sua mão, entrelaçando seus dedos. Sua mão estava muito quente. —Vou mantê-la agradável e quente. Nerd apertou a mão dela, e mesmo que para alguns isso não era muito, para ela era uma pequena vitória. Sorrindo, ela olhou para fora da janela. Era cedo demais para ela quando eles pararam em frente a um restaurante italiano. —Chame-me de estúpido, mas eu notei o quanto você adora massas. Agora, eu sei que comida italiana é mais do que macarrão e almôndegas, mas é um bom lugar para começar. —Eu amo comida italiana. Este é um bom lugar para vir. Ele soltou a sua mão, dizendo-lhe para esperar lá. Nerd entregou as chaves para o manobrista e ajudou-a a sair. O


restaurante era sofisticado, e ela viu a extravagância do lugar. —Isso parece extravagante. —Vai ficar tudo bem. — Ele os levou para o maître. Eles foram acompanhados até a mesa, e ela ficou muito mais aliviada quando Nerd assumiu, puxando sua cadeira. —Eu posso fazer isso. — Nerd ajudou-a a sentar na cadeira e sentou-se em frente a ela. Hannah pensou que viu um casal de celebridades no canto, mas ela não podia ter certeza. Ela pegou o menu, agradecendo ao homem, e então eles estavam sozinhos. —Tanto para escolher—, disse ela. —Eu quero que você aproveite cada segundo disso. Ela assentiu, respirando fundo. —Você quer um pouco de vinho? Ela balançou a cabeça. —As pílulas de ansiedade, eu não posso misturar com álcool. —Tudo bem, baby. É água e refrigerante para nós esta noite. Além disso, se você quisesse beber, você sabe que eu iria deixá-la, e não diria a justiça. Ela sentiu-se tocada com seu carinho e riu com o seu comentário. —Você não parece o tipo de cara de água e refrigerante.


Ele riu. —Eu não sou, mas por você eu posso ser o que for Hannah. Seu coração bateu um pouco mais rápido em ouvi-lo dizer essas palavras. Se ela já não estivesse apaixonada por Nerd, ela teria ficado neste exato momento.


Eles ficaram no restaurante por duas horas, e tanto quanto ela pensou que seria estranho ir a um encontro, foi realmente muito bom. Hannah não podia negar que ela gostou de passar esse tempo com Nerd. Mesmo que ele não fosse o tipo de homem doce e suave, estar com ele a fazia se sentir como se tudo ficaria bem. Nerd era duro, implacável, forte e poderoso. Ele era assustador para aqueles que eram espertos o suficiente para temê-lo. Acima de tudo, ela sabia que ele era leal, verdadeiro, e iria proteger aquilo que se preocupava a todo custo. E ele se preocupa comigo, eu sei disso. Eles tinham voltado para o clube, e mesmo que ela soubesse que a noite terminou, ela realmente não queria. Ela olhou para ele sob o brilho do holofote da casa do clube iluminando a fileira de Harleys estacionadas. —Obrigada por esta noite. — Ela sorriu não sabia mais o que dizer ou fazer então se virou para voltar para o clube. Mas ele estendeu a mão e pegou a dela. Hannah olhou por cima do ombro para ele, cheia de surpresa. —Venha comigo para um passeio—, disse Nerd. Ele puxou-os longe das portas da frente e para onde sua moto estava estacionada. —Nós vamos nos trocar, é claro, mas eu só quero passar mais tempo com você.


Ela queria muito estar com ele, mas ela também tinha medo de não ser capaz de ser —normal— nunca mais. Era como estar à beira de um penhasco, olhando para o abismo abaixo dela e sabendo que a mais leve brisa poderia fazê-la cair da borda. —Um passeio? Onde é que vamos? — Seu coração estava trovejando, e tudo em seu corpo estava vivo no momento. O cheiro dele, forte, másculo, com uma pitada picante de colônia, fez seu corpo ansiar para tocá-lo, para estar com ele. Mas ela tinha medo que seus próprios problemas estragassem tudo isso. —Nós podemos ir a qualquer lugar que você desejar. Nós podemos apenas dar uma volta em torno do clube e apreciar a paisagem. Cristo, Hannah, eu só quero ficar com você um pouco mais. Eu não estou pronto para encerrar a noite. —Eu não quero que a noite termine também—, ela disse suavemente, vendo-o se mover um passo mais perto. Ele parou quando a um pé de distância dela, seu corpo grande tapando a paisagem atrás dele. Ele era alto, e seu corpo... Deus, o seu corpo, tão grande, musculoso, e todas aquelas tatuagens que cobriam ele, a fez necessitada, excitada. Ela não sentia desejo a muito tempo, e Nerd foi o único homem que a fez se sentir desta forma, mesmo antes dela ser levada ao culto. Foi emocionante, mas também assustador, e foi esse medo que a fez dar um passo atrás. Tudo o que podia pensar,


ver e sentir era Nerd. O que havia sobre ele que a fazia se sentir assim? —Não me diga que você não sente essa conexão entre nós, Hannah, — Nerd disse e baixou o olhar para sua boca. —Eu sei que você sente. Eu me senti assim quando você me beijou, quando eu toquei em você. Ela lambeu os lábios, quando ele olhou para eles a fez subitamente consciente de sua presença. Era tão estranho sentir esse tipo de calor, excitação. Uma parte dela disse que ela não deveria sequer querer isso por causa do que ela passou,

mas

ela

não

poderia

se

importar

com

isso

agora. Tudo o que podia pensar e sentir era Nerd. Se você não seguir em frente, você poderá não saber o que poderia ter entre vocês dois. —Apenas me diga que isso não é só comigo—, disse ele, levantando a mão e tocando seu rosto. Ela não se afastou, e de fato sentiu-se inclinar-se para seu toque. Foi tão bom. Sentia-se muito bem. Seus dedos eram ásperos, calejados de fazer trabalho manual. Parecia como um homem e fez ela se sentir tão feminina. —Apenas

me

diga

que

você

me

quer

como

desesperadamente eu te quero, e que nada importa, além disso. Deus, ela queria isso, queria dizer isso. Mas ela também tinha medo, não de Nerd, mas de si mesma. —Eu realmente sinto algo, Nerd.


Ele

continuou

a

olhar

para

ela. Tudo

das

suas

tatuagens até a nuca em torno de suas bochechas ligaram o corpo dela. —Você não tem que ter mais medo. Nunca vou deixar nada te machucar—, ele disse suavemente. Ele deu um passo mais perto. —Você não tem ideia de quanto você significa para mim, Hannah. Seu coração caiu para seu estômago, mas era o tipo bom de queda, o tipo real. Se ela ia fazer isso, então ela ia saltar com os dois pés e segurar firme. —Ok, vamos dar uma volta.


—O que devo vestir para andar em uma motocicleta? —, Perguntou Hannah. Amy estava sentada em sua cama. Felizmente, Amy não desapareceu durante a noite com o Joker. Ela não sabia onde o homem de Amy estava, mas o sumiço dele era o seu ganho. —Usar jeans é muito mais fácil de subir e descer da moto sem mostrar nada. —Certo, eu não pensei nisso. Estou tão nervosa. —Nerd está pressionando você? Virando-se para Amy, ela balançou a cabeça. —Não, eu não estou sob qualquer tipo de pressão. Nerd não é assim. Amy levantou as mãos. —Isso é bom. Abrindo seu guarda-roupa, Hannah pegou um jeans que era um pouco folgado e não seria desconfortável. Ela entrou no banheiro para se trocar, não querendo dar a Amy um show. Depois que ela estava vestida, voltou para o quarto, e Amy assentiu. —Perfeito.


—Está bom? —Mais do que bom, Hannah. Você é uma mulher bonita. —Obrigada. — Hannah apertou os dentes enquanto suas bochechas começaram a aquecer mais uma vez. Por que não podia controlar-se? Em vez disso ela continuava corando como um maldito sinal de néon apenas chamando mais atenção. Agarrando uma jaqueta, ela se dirigiu para a porta com Amy fechando atrás dela. —Eu realmente agradeço por você estar me ajudando. —Isso

é bom. Eu

gosto de ajudar. Lembro-me de

namorar Joker e sentir-me perdida em todo o lugar. Você não está sozinha. —Nerd já estava esperando por ela na porta da frente. —Você está pronta, princesa? —, Perguntou. —Sim, eu estou pronta. — Ela teve um sentimento cálido quando ele a chamou carinhosamente. —Amy—, disse Nerd. —Nerd—. Amy sorriu para os dois. —Divirtam-se. Ela acompanhou Nerd para sua moto. Seu coração acelerado enquanto se aproximavam da motocicleta. Ele entregou-lhe um capacete. —Coloque isto.


—Isso não vai arruinar a sensação do passeio? —, Ela perguntou. —Eu quero você segura, Hannah. Eu não quero colocála em risco. Hannah nunca andou de moto antes. Nerd montou a máquina e, depois de colocar o capacete, ela subiu atrás dele. —Você vai ter que me segurar. Envolvendo os braços ao redor da cintura, ela sentiu uma vibração entre as coxas. O motor começou a roncar, e ela sentiu uma emoção do barulho da máquina. Ela gritou quando ele arrancou. Ele não ia particularmente rápido, mas ela desejou que não estivesse com capacete para que ela pudesse sentir o vento em seu cabelo. Ela confiava em Nerd completamente. Ele foi para fora da cidade, movendo-se entre os carros, e até mesmo inclinando-se para fazer uma curva. Hannah copiou cada um de seus movimentos, seguindo-o sem stress. Hannah não sabia por quanto tempo eles estavam andando até que ele parou em um lago. Ele diminuiu a moto até estacionar e desligou o motor. —Aqui estamos. Saindo da moto, ela estendeu a mão para firmar-se quando suas pernas quase cederam. —Onde estamos?


—Um pequeno lago que foi abandonado e continuou a florescer. Eu acredito que alguns homens nos fins de semana vêm pescar. É aonde eu venho para pensar. —Ele tirou o capacete, prendendo-o em sua motocicleta. —E adolescentes? —Nenhum vem aqui. Há algum tipo de conto sobre uma mulher injustamente acusada assombrando a floresta. — Sério? Ele balançou a cabeça e sorriu. —A história é verdadeira. — Ele piscou. —Ela foi injustamente acusada por outra mulher de bruxaria. Eles a amarraram e a atiraram no lago. A mulher que a acusou casou com o homem que estava destinado a —bruxa— . Alguns anos mais tarde, a mulher morreu de afogamento. —Isso não é real. Ele riu. —É,

ou

pelo

menos

o

conto

que

se

é

dito

é

verdadeiro. Eu não sei. Estive aqui muitas vezes, e ninguém tentou me afogar. Hannah agarrou sua mão com força. —Isso realmente não é engraçado. —Não se preocupe, eu estava brincando. Ela se afastou. —O que? Nerd riu.


—As crianças estacionam no riacho ali. Eu não iria trazê-la aqui se não fosse seguro, com fantasmas ou não. —Você... homem horrível. — Ela começou a rir baixinho. —O quê? Isso fez você segurar a minha mão. Quando ela tentou se afastar, ele não deixou. Ela não tinha medo. A maneira como ele colocou seu braço em volta de sua cintura, puxando-a para perto, a fez sentir... coisas. Ela não sabia exatamente o que ela sentia. Cada nova sensação que ele estava inspirando dentro dela, ela não entendia. —Você não tem que ter medo de mim. —Contar-me uma história de horror não vai ajudar. —Você não gostou da minha pequena história? —Não— Hannah não podia deixar de sorrir. Ela não gostava de seu conto, mas ela estava segurando sua mão. Era outro obstáculo que ela passou. —E este pequeno sorriso é por quê? —, Perguntou. —Eu estou segurando sua mão. Isso significa muito para mim. —Bom, se acostume com isso. — Ele apertou os dedos. —Vamos, eu vou levá-la para o meu lugar. Ele a levou para uma parte isolada do lago que tinha um grande pedaço de grama. Do outro lado do lago havia uma variedade de árvores e arbustos, mas a quebra na folhagem significava que o sol se fundia naquele ponto. A grama cresceu e floresceu por causa disso.


Nerd tirou a jaqueta, colocando-a no chão. Tomando um assento, ela esperou por ele para sentar-se antes de aconchegar contra o seu lado. —Gostei muito desta noite. —Você e eu, princesa. —Nosso primeiro encontro. Eu acho que foi um sucesso, e você? —Você é a primeira mulher que eu estive com que eu não queria que acabasse—. Isso para mim foi totalmente surreal. —Ele beijou o topo da cabeça dela. A ação parecia tão natural que Hannah olhou para ele. Eles se encararam por alguns segundos, a pressão e calor em torno deles aumentando. —Eu quero te beijar, — ele disse suavemente. —Tudo bem para você? Eu não quero apressar ou empurrá-la em alguma coisa. Ela balançou a cabeça. —Eu quero que você me beije, Nerd—, ela sussurrou. Ele se inclinou para perto, e ela olhou para seus lábios. Respirando fundo, ela fechou os olhos e quando seus lábios tocaram os dela, foi como se milhões de choques elétricos explodissem ao longo de sua boca. O toque era leve, sem muita pressão. Nerd se afastou. —Demais? Abrindo os olhos, ela olhou para ele, lambendo os lábios.


—Não foi o suficiente.


O beijo foi explosivo, eletrizante, e tudo o que Hannah queria fazer era esquecer-se sobre tudo e qualquer coisa, exceto esse momento. Ele se afastou, parando o beijo, mas a força de sua respiração roçando seu rosto, as mechas de seu cabelo movendo ao longo de sua bochecha, fez ela sentir o coração bater um pouco mais rápido. Eles estavam tão perto, mas Hannah ainda podia ver seu peito subindo e descendo rápido e forte de sua respiração. Sua necessidade era tão evidente quanto a dele? Embora ela não achasse que poderia fazer sexo com ele ainda, seus próprios problemas ainda frescos em sua mente, Hannah queria estar com Nerd tanto que ela podia sentir em cada parte dela. Eu quero sentir Nerd em cima de mim, sentir sua força e poder, para saber que ele me deseja tanto quanto eu o desejo. Suas mãos tremiam, e ela tinha medo de sua própria excitação, mas Hannah não queria que isso parasse. —Toque-me, Hannah, — Nerd disse em uma voz profunda e suave. Ela levantou as mãos e as colocou sobre seu peito duro, sentindo a força vindo dele. Os músculos rígidos sob a palma de sua mão, ela deslizou as mãos para baixo, nos gominhos definidos de seu abdômen e descansou-as em cada um dos


seus peitorais. A batida de seu coração era forte e inebriante, tão diferente da sua, batendo rapidamente. —Hannah, — ele disse seu nome em um sussurro. Se ela perdesse o controle do que queria fazer, ela não seria capaz de recuperar sua força. E ela queria ser forte para Nerd, por si mesma. Ela queria passar por essa mudança em sua vida. Ela se inclinou sobre ele, sentiu o calor de seu corpo se infiltrar no dela, e fechou os olhos. Era bom sentir o calor, senti-lo e não ter medo. Por um longo tempo, tudo o que conhecia era uma frieza que roubava o fôlego e deixava-a dormente. Nerd a fez sentir-se confortável.... Viva. Quando ela abriu os olhos e olhou para o rosto dele, o olhar feroz de desejo refletido de volta para ela aumentou seu pulso. Muito gentilmente ela passou os dedos na carne dura, porém flexível de seu peito. —Você me faz sentir bem, Nerd. Eu não quero perder isso, ou ignorá-lo. Eu não quero desistir de tudo o que tem crescido entre nós, porque não posso superar meu passado. —Ela moveu uma polegada mais perto até que seu peito estivesse pressionado contra o dele. —Você vai me ajudar a curar? — Ela estava pedindo-lhe muito, mas uma parte dela apenas sabia que Nerd poderia ser o único capaz de ajudála. Ela poderia ser forte sozinha, mas ela queria que Nerd fosse a rocha em que ela pudesse se apoiar. Ela apoiou a testa em seu peito e fechou os olhos e apenas inalou o cheiro forte, másculo de Nerd.


Seus

braços

grandes

e

fortes

a

envolveram

e

apertaram. Hannah inclinou a cabeça para trás. Graças a Deus Nerd viu o quanto ela precisava disso e trouxe sua boca para a dela. O beijo começou lento e apaixonado, com tanto desejo de ambos que Hannah pensou que iria morrer de sobrecarga sensorial. —Toque-me, Nerd. A sensação de suas mãos passando pelas suas costas enviou um arrepio de excitação através dela. Hannah não tinha

vergonha

de

admitir

que

sua

calcinha

estava

molhada. Ela aprofundou o beijo e moveu a língua, mais rápido e mais forte contra a dele. O gemido em resposta que veio de dentro de seu peito e mandou vibrações ao longo dela. Sua mente e corpo gritaram por mais, mas ela não se sentia como se pudesse chegar perto o suficiente para ele. Com uma força que rivalizava com o deserto que os cercava, Nerd levantou-a e agora ela estava em cima dele, com as pernas em ambos os lados de sua cintura. O comprimento duro de sua ereção cutucou entre suas pernas, e uma faísca de luxúria bateu nela. Com suas bocas ainda juntas, pressionada contra Nerd, ela abriu a boca e inclinou a cabeça para aceitar mais dele. —Hannah, baby. — Ele os virou de modo que ela agora estava de costas com ele em cima dela. —Está tudo bem? Ela lambeu os lábios e assentiu. Ele se afastou um pouco e Hannah estendeu a mão para ele, mas ele a deteve colocando gentilmente a mão no centro do seu peito. Ela


descansou

contra

sua

jaqueta

de

couro

e

esperou,

imaginando o que ele tinha em mente. Nerd ergueu as mãos e as passou suavemente abaixo dos seus braços. Hannah queria sentir sua pele nua tocando ela. Quando suas mãos levantaram a bainha da camisa dela, ele desviou o olhar para o dela, como se silenciosamente pedisse permissão. Ela assentiu com a cabeça novamente. O som e a visão dele engolindo parecia encher cada parte dela. Por um momento ele não fez nada, apenas olhou para ela. Um aperto começou dentro dela e sabia que era excitação e necessidade. —Por favor, Nerd—, ela sussurrou na escuridão. Nerd engoliu novamente, mas, em seguida, empurrou para cima, para

cima,

expondo

sua

barriga

ligeiramente

arredondada. Seu coração batia tão rápido que parecia que ia explodir. Humilhação a atingiu ao saber que Nerd sabia tudo sobre seu passado, sobre o que ela passou. Mas havia também uma parte dela que se sentiu livre por ele saber, que ele não a julgava. Ela tentou cobrir-se por instinto, mas Nerd deslizou suas mãos sobre a pele nua de sua barriga. —Olhe para mim, Hannah. — Sua voz era suave, mas havia uma nota distinta de comando atado às palavras. Mas sua persona dominante não a assustou, porque ela sabia no fundo de sua alma que este homem nunca iria machucála. —Você é tão bonita. Ela não percebeu que fechou os olhos até que abriu e olhou para o rosto de Nerd. As sombras da escuridão em


torno deles, mas também porque o luar filtrado acima deles, lançou

linhas

duras

em

seu

rosto. Por

vários

longos

segundos, ele não falou, apenas olhou para ela. Lentamente, ele tirou as mãos dela, mas ela não tentou se cobrir novamente, não quando ele a olhava tão intensamente, e não quando o calor que passava por ela poderia tê-la queimado viva. Com o coração na garganta, Hannah olhou com o que ela conhecia os olhos arregalados, quando Nerd agarrou sua camisa novamente e levantou-a. Ele parou bem abaixo dos seios. —Tudo

bem?

—,

Perguntou

genuinamente,

sinceramente. Ela não falou durante vários segundos, mas mesmo que ela estivesse com medo de estragar as coisas por causa de seu passado, aqui e agora, ela não queria que isso acabasse.


Nerd não podia acreditar que esta mulher bonita, preciosa, confiava nele com sua cura, com seu corpo. Este encontro

tinha

ido

de

bom,

para

incrivelmente

melhor. Hannah era uma mulher tão forte, e Nerd não queria fazer

nada

para

machucá-la

ou

fazê-la

se

sentir

desconfortável. —Você define o ritmo aqui, bonita—. Eu nunca vou fazer nada para prejudicá-la. Nem agora, nem nunca. Ela assentiu com a cabeça. —Sim, eu sei. —Você está com medo? —Sim. Um pouco. —Fale

comigo,

Hannah—. Não

me

mantenha

no

escuro. Eu posso consertar o que eu estou fazendo de errado. —Eu não quero que isso pare. —Mas? —Se eu disser não, você vai parar? —, Perguntou ela. Nesse momento, ela parecia tão insegura que ele poderia chutar a si mesmo. —Baby, eu não estou com pressa. Você não quer que eu vá mais longe, nós não iremos. Simples. —Ele manteve sua


camisa abaixo dos seios e, tocou a pele exposta de seu estômago. —Eu não quero que você faça qualquer coisa que não esteja confortável em fazer. —Eu não quero que isso pare. — Ela repetiu suas palavras de antes. —Eu estou com medo de ir longe demais, que eu vá estragar isso por causa do meu passado. —Então, por que eu não te toco assim e se você quiser mais, então você levanta sua camisa para cima ou me diz o que fazer. —Eu te falo? —, Perguntou ela. —Sim. Será tudo para você está noite. — Mas... e quanto a você? —Não se preocupe comigo. Eu não sou um menino préadolescente que acaba de ver o seu primeiro par de peitos quero dizer seios—. Se controle. Ele não queria que ela fugisse dele. Ela riu. —Eu já ouvi muito pior na sede do clube. —Você ainda está se acostumando com os homens. —Eu gosto de suas mãos em mim—, disse ela, voltando ao assunto. —Você gosta. — Ele percorreu seu estômago e moveu a mão até sua cintura. —Assim? —Sim—. —E eu gostei de seus lábios. Eles eram como mágica.


Se ela queria seus lábios, ele estava mais do que feliz em dar. Fechando a pequena distância, ele cobriu sua boca, sem usar a sua língua, e mantendo uma distância bastante segura entre eles. —Assim? —, Perguntou. —Não, um pouco mais. Ele pressionou firmemente contra seus lábios e não podia deixar de colocar um pouco da língua dentro. Ela engasgou, abrindo-se, e Nerd usou a ponta de seus dedos em sua cintura para acariciar seu corpo. O sexo era muito mais do que pênis e vagina. Havia muito mais para desfrutar. Ela sentiria prazer antes de Nerd. Antes

de

Hannah

ele

teve

apenas

prazer

sem

sentimentos ligados a ele. Hannah significava muito mais para ele. A necessidade dentro dele era muito mais forte. Ele tinha que tê-la, e, no entanto, ele não poderia simplesmente tomar. Nerd se importava com ela mais do que qualquer coisa. —Está tudo bem? — Ele perguntou. —Beije-me, Nerd. Ela pegou sua mão e deslizou-a sobre seu corpo, sem tocar os seios. Os seios dela estavam fora dos limites ainda. Hannah colocou a mão contra seu rosto e, em seguida, colocou-a de volta. —Me abrace mais apertado enquanto você me beija.


Afundando os dedos em seu cabelo, Nerd reivindicou seus lábios mais uma vez, abraçando-a como ele fez. Seus corpos estavam se tocando, mais perto do que nunca. Sua mão foi até a cintura dele, e ela segurou-o com força. Através da camisa ele sentiu suas unhas cravarem aonde ela segurava. Acariciando seus lábios com a língua, Nerd esperou ela o aceitar. Ela abriu a boca e ele mergulhou dentro, tocando. Ambos

gemeram

naquele

primeiro

gosto

extraordinário. Nada poderia tirar isso dele. Hannah era a mulher que ele queria e a mulher que ele esperaria por uma vida e além. Ele não sabia quanto tempo ficaram se beijando lá no chão de terra. Hannah afastou-se e sentou-se. —Baby? O que está errado? —Eu odeio isso—, ela disse suavemente. —Eu sinto muito. — Nerd fez que ia se levantar, não querendo pressioná-la. Ele deveria ter ido mais devagar. Se ele tiver ido longe demais, pressionado demais? —Não é você. — Ela agarrou seu braço, impedindo-o de ir a qualquer lugar. Embora Nerd quisesse dar-lhe espaço, ele não tinha intenção de deixá-la. —Eu não quero pressionar você. —Você não está me pressionando. Isso não foi o que eu quis dizer. Eu amo você me beijando e me tocando, e ficando comigo. Sou eu que me odeio. Eu só quero rasgar minhas


roupas e estar com você, completamente, mas eu estou com medo. —Você não tem que ter medo de mim, querida, — ele disse suavemente. —E se você não puder aceitar um não? Eles não aceitaram. Pegando suas mãos, Nerd deu um beijo em cada lado delas. —Eu sempre irei aceitar a palavra não. Eu não a forçaria. Eu nunca vou obrigar você a fazer o que não quer. —Ele pressionou outro beijo em seus lábios. —Vamos, vamos para casa. Ele se levantou e estendeu a mão para ela, mas ela balançou a cabeça. —Não, eu não quero ir. Eu não estou pronta para ir. — Ela voltou para o chão e olhou para ele. E, em seguida, chocando-o para caralho, Hannah pegou sua camisa e puxou sobre a cabeça. Tudo acalmou nele quando ele olhou para ela. Ela estava em um sutiã de renda vermelha com o peito arfando de suas respirações entrando e saindo. —Eu não quero ter mais medo. Nerd lambeu os lábios. —Você não tem que fazer isso. Eu sou um homem paciente, e eu me preocupo com você para caralho, Hannah.


—Você não entendeu? Eu quero fazer isso. Eu preciso empurrar o passado e toda a merda que está nublando minha mente. Eu quero um futuro, e eu quero isso com você. Seu peito se apertou algo doloroso em suas palavras. Ele ficou de joelhos na frente dela e, de repente, ela tirou o sutiã e agora estava nua da cintura para cima. —Isso é o que eu quero com você. — Ela apertou-lhe a mão ao coração. —Meu coração está batendo rapidamente, e sim, eu estou com medo, mas eu também estou animada. Eu quero saber como é ser tocada por um homem que eu realmente quero—. Ela tomou sua palma aberta. Agora seu coração pressionado

contra

a

batia

rapidamente. Seu

frente

de

sua

calça,

pau duro,

insistente. Todo pensamento o deixou quando ela colocou a mão contra seus seios. Ela respirou fundo. —Suas mãos em mim me fazem me sentir incrível, Nerd. —Querida— Ele olhou nos olhos dela; nunca se sentiu no

limite

antes. —Hannah,

não

quero

pressionar— Ela

colocou um dedo contra seus lábios, silenciando-o. —Eu acho que estou sendo a única a pressionar aqui. — Lentamente, ela abaixou o dedo. —Diga-me você sente alguma coisa? Cristo, ele sentia muito mais do que alguma coisa. —Você

sabe

profundamente,

que

eu

absorvendo

sinto. o

cheiro

pulmões. —Estou nervoso para caralho.

Ele dela

respirou em

seus


Ela sorriu, e ele soube que Hannah saber sobre seus sentimentos a acalmou. —Por quê? —, Ela perguntou. —Você significa muito para mim, e eu não quero te machucar ou assustar. Para ser honesto, eu nunca me senti assim com ninguém. Eu prefiro cortar meu próprio pau fora a lhe ferir. As lágrimas encheram seus olhos, e ela segurou sua bochecha. —Eu sinto muito por fazer você se sentir assim. Vou ser mais forte para você. —Hannah, você já está sendo forte para mim. Eu quero que você seja forte para si mesma, baby—. Apertando a testa contra a dele, Nerd fechou os olhos. Ele não tinha ideia de como dizer a ela o quanto ele a admirava e amava. Sim, aquela sensação em seu estômago que se parecia como borboletas, era amor. Ele não podia fugir dela, nem o negar mais. Ele estava bem e verdadeiramente ferrado quando se tratava de Hannah.


Hannah respirava tão forte que sentiu como se fosse desmaiar. Ela olhou para Nerd, que viu tanta emoção que fez seu coração bater mais rápido. —Eu me importo tanto com você, Hannah, — ele disse e se inclinou outra vez, beijando-a suavemente. Ele passou a língua em seus lábios e ela não pôde deixar de gemer. — Basta pensar em mim e no que vou fazer você sentir. — Ele estava segurando seu rosto suavemente. Ele a puxou para trás apenas um pouco para olhar em seus olhos. —Eu nunca vou deixar ninguém ficar entre nós. Eu nunca vou deixar ninguém te machucar. Seus lábios estavam tão perto dos dela que se ele se inclinasse

um

pouco

para

frente,

poderia

beijá-la

novamente. E como ela queria isso. Hannah estava tão desesperada por ele, desesperada pela excitação e amor que sentia por este homem. Sim, ela o amava e sabia que nada, jamais, iria se comparar a isso. Talvez fosse rápido e repentino, mas desde que a resgatou daquele inferno, esteve em sua vida, dandolhe força, mesmo sem saber.


—Eu também me importo com você, Nerd. — Ela olhou bem nos olhos dele. Hannah queria ser honesta, mas tinha medo de dizer o que estava na ponta da língua. Você precisa ser honesta e não esconder as coisas. Vai ajudá-la a seguir em frente. —Eu estou apaixonada por você, Nerd. — Ele ficou em completo silêncio e ela jurou que podia ouvir o mínimo ruído em volta deles. E então ela ouviu Nerd engolindo e quando baixou o olhar, viu sua garganta mexendo.

Será que ela

arruinou tudo? —Deus, baby—, ele disse gemendo e a beijou, lento e firme, apaixonadamente. —Ninguém nunca vai se comparar a você, Hannah. — Ele inclinou a cabeça e a beijou mais forte. —Eu te amo, porra. Estou muito apaixonado por você. Ela fechou os olhos e respirou fundo. Deus, ela nunca pensou que esse dia chegaria, que pudesse encontrar o amor, encontrar um homem que ficasse feliz com a pessoa que era. Hannah

estava

cheia

de

luxúria,

necessidade

e

desesperada por Nerd. Apesar de toda a sua bagagem e do medo de estragar as coisas, ela sabia que tinha forças e que poderia superar qualquer obstáculo. Nerd a fazia sentir isso e muito mais. Ela nunca ficou tão excitada assim por ninguém, nunca quis um cara assim. Eu nunca amei ninguém na minha vida, mas amo o Nerd. Seu coração estava batendo rápido e ela sentiu a sua calcinha ficar molhada.


Nerd recuou e ela olhou para o seu corpo ainda coberto de couro e jeans. Ele era muito maior que ela, mas não foi apenas a sua força física que a atraiu, mas também a sua força emocional. Ela podia ver os contornos do seu peito pela camisa que usava. Ela queria passar as mãos pelas tatuagens que o cobriam, pelos altos em cada parte de seu corpo. Baixando o olhar para a sua virilha, ela sentiu o coração acelerar quando viu sua protuberância pressionada contra o zíper da calça jeans. Tudo isso é por minha causa. —Toque-me, Nerd. — Sim, Hanna precisava disso como precisava respirar. Sentia essa energia através dela, deixando de lado o seu desconforto em relação a suas próprias inseguranças. —Nós estamos realmente fazendo isso, não estamos, baby? Ela assentiu com a cabeça, incapaz de encontrar palavras. Ele usou seu corpo para deitá-la no chão. Ela tentou respirar o mais forte que podia, mas sentia que não era suficiente. Ela sentiu o quão grande ele era e as vibrações que ele fez contra sua boca. Hannah não sabia se Nerd estava ciente de que ele estava esfregando seu pau na sua coxa constantemente. Mas ela não iria impedi-lo, porque sentir Nerd assim, fazia tudo desaparecer. —Toque-me—, ela disse novamente, e Nerd gemeu antes de passar a mão entre seus corpos e empurrar para baixo


suas calças, deslizando os dedos para a zona onde ela queria que ele a tocasse mais. Ele usou seu corpo para abrir suas coxas ainda mais, e, embora ela se sentisse tensa, seu passado e as memórias associadas a ele, não iriam estragar o momento. —Porra, Hannah. Você está tão molhada. — Ele passou os dedos por suas dobras e ela engasgou pelo quão boa era a sensação. Ele brincou com

ela

por

mais alguns segundos,

esfregando seu clitóris enquanto acariciava sua fenda e provocava o seu buraco, a cada batida. Ele foi lento e suave, a beijando enquanto a tocava até que ela sentiu que iria gozar. Ela não se arrependeu. E quando ele tirou a mão, e puxou sua cabeça ligeiramente para trás e trouxe seus dedos molhados à sua boca. Mantendo seu olhar no dela, ele espalhou a umidade em seus lábios. Antes que Hannah pudesse falar qualquer coisa ou até mesmo fazer um som de necessidade, Nerd pressionou sua boca na dela, a beijando até que ela estivesse sem fôlego. Ele acariciou sua língua na dela e gemeu com o sabor almiscarado da umidade em seus lábios. Nerd interrompeu o beijo e começou a passar sua boca e língua pelo pescoço dela, ao longo de sua clavícula e parou quando estava em seu peito. Sua respiração tocava sua carne, fazendo seu mamilo endurecer ainda mais e a fez pressionar suas pernas juntas quase dolorosamente.


—Você é tão linda, Hannah. — Ele olhou para o seu corpo até que seus olhares se encontraram. —Você tem o poder, baby. Você me diz quando parar e eu paro. — Ela assentiu com a cabeça. —Isto é para você e fazer você se sentir bem, se sentir segura. — Ele passou as mãos sobre sua barriga. —Você é meu mundo e tudo o que faço a partir deste ponto é para você.


Sem pressão. Mesmo quando Nerd a beijou com seu próprio creme nos lábios, Hannah sabia que a qualquer momento poderia pedir para parar. Isso era o que estava querendo há muito tempo. Nerd beijou seu pescoço, sugando o ponto onde podia sentir a batida de seu coração. Ela engasgou, se arqueando, e querendo, precisando, de mais. As vibrações em seu estômago pareciam estar ficando cada vez mais fortes. Ela o queria muito. Sua vagina estava em chamas, e ela queria os dedos dele de volta às suas dobras. Nerd ainda estava totalmente vestido e não fez nenhum movimento para retirar a roupa. Quaisquer dúvidas desapareceram quando olhou para ele. Este homem nunca iria machucá-la. Seus beijos não paravam, descendo do pescoço até o peito, e ela não conseguia segurar as respirações profundas que dava quando seus lábios pairavam sobre seu mamilo esquerdo. Ela não aguentava mais e segurando a parte de trás da cabeça dele, o puxou para sugar seu peito. O calor de seus lábios a fez gemer. Pressionando as pernas, ela tentou criar a incrível sensação que Nerd começou. Ela estava queimando e não conseguia parar.


—Deixa comigo, baby. Abra suas pernas. Eu ia deixar para a próxima vez, mas vou te tocar até que esteja pronta para mim. Ela abriu as pernas e ele colocou a mão entre suas coxas. Um dedo deslizando contra ela, passando de seu clitóris até sua entrada. Ele não ia penetrá-la, mas brincou com ela. —Pode confiar em mim, baby—, disse ele. —Você está muito molhada. Vou fazer você se sentir bem. — Ele estava fazendo ela se sentir bem. Olhando para baixo, ela viu quando ele lambeu seu mamilo, usando os dentes para morder seu seio e depois aliviar a dor. Ele foi para o outro seio, sugando o mamilo em sua boca. Ela gritou quando ele mordeu um pouco mais forte e provocou seu clitóris ao mesmo tempo. —Ah, isso—, disse ela. Ele abrandou os golpes em seu clitóris e isso a deixou ainda mais ofegante. —Você quer mais? —, perguntou. —Por favor, não pare. —Você gostou? —Sim.

Ela

nunca

pensou

que

iria,

mas

gostou. Hannah não queria que ele parasse, nem agora, nem nunca. —Por favor. — Ela não tinha medo de pedir. —Eu estou quase fazendo você se sentir melhor ainda. — Ele deixou seus seios e beijou sua barriga. Ela estremeceu


quando ele deu pequenas mordidas logo acima de sua vagina. —Você cheira tão bem. Minha boca está louca para sentir seu gosto. Gosto? O que ele vai fazer? Se apoiando nos cotovelos para que pudesse vê-lo, ela viu quando ele abriu os lábios de sua vagina e passou a língua sobre seu clitóris. Ela engasgou quando gozou, criando uma profusão de sensações. —É isso aí, baby. Goze para mim. Nerd não parou por aí. Ele continuou acariciando sua vagina e deslizando a língua sobre seu clitóris e em sua entrada. Hannah não conseguiu segurar e gozou novamente quando ele provocava sua vagina. Ela não sentiu nenhum medo. Ele chupou seu clitóris, tomando seu tempo para levála até o clímax, mantendo-a equilibrada. Seu corpo estava em chamas e desesperada para gozar, para o prazer que sentiria. Nerd não a deixou esperando e lhe deu um orgasmo demolidor que a deixou gritando seu nome e implorando por mais. Ele não parou, provocando seu clitóris, sugando e prolongando seu prazer. Só quando ela não aguentava mais, ele parou. Ele se inclinou sobre ela, dando um beijo em seus lábios e ela não se importou de sentir seu próprio gosto.


—Você é incrível. Ela tentou se aproximar dele, mas Nerd tomou suas mãos. —Não esta noite. —E você? —, Ela perguntou. —Esta noite foi tudo para você. Eu posso esperar. Mordendo o lábio, ela o achou encantador. —Obrigada. —Vamos, quero te levar para casa, para que você não esteja cansada demais amanhã. —Eu não quero que essa noite termine. Nerd a puxou para ele. —Isso nunca vai acabar. Você me deu seu coração, Hannah, agora eu vou te mostrar como isso pode ser bom.

Mais tarde naquela noite, Nerd sentou no bar. A maioria do clube foi para a cama, assim como Hannah. Ele a trouxe de volta para casa e viu a preocupação de todos. Nenhum deles confiava nele para fazer a coisa certa. —O que você está fazendo? —, Demon o surpreendeu.


Ele virou e viu Demon segurando seu filho. —Você está acordado até tarde. —Eu poderia te perguntar o mesmo. Esse cara não queria dormir e Deanna está muito exausta ultimamente. Eu não quero que ela fique doente. — Demon beijou a cabeça de seu filho. —Eu acho que ele está com fome. Eu já troquei a fralda fedorenta. —As alegrias da paternidade. Deixe-me adivinhar? Ele nem sequer disse ‘obrigado’? —Não. Paternidade é uma merda, se você espera um ‘obrigado’. Deanna me disse para não esperar até mesmo quando ele for mais velho. Acredite em mim, ele vai mostrar respeito. — Demon se sentou, já com uma mamadeira na mão. —Diga-me o que está incomodando você? —Nada está me incomodando. —Seu encontro não correu bem? —Sim, correu perfeitamente bem. —Isso é um problema? —Não. Demon franziu a testa. —Ok, então qual é o problema? —Nenhum problema, o encontro foi perfeito. Estou apenas... pensando. —Sobre o quê? —Se esta é a vida que eu quero que ela tenha.


—A vida do clube? —Sim, ela não é para todos e não quero ser um idiota egoísta, a fazendo ficar comigo. — Nerd esfregou suas têmporas. —Esta

noite

foi

o

meu

primeiro

encontro

e

foi

incrível. Eu não quero fodê-la ou fazer algo que a faça me odiar nos próximos anos. —Você está certo, a vida do clube é difícil e há momentos em que eu sei que Deanna odeia. Ela odeia as prostitutas do clube e as lutas. Ela fica por minha causa, porque eu a amo mais do que qualquer coisa. Ela sabe que nunca vou traí-la e que ela me possui de coração, corpo e alma. A vida do clube pode não ser o que Hannah merece, mas ela merece você. Não há mais ninguém que irá tratar essa menina direito. —Apenas ser eu mesmo? —Seja o homem que ela merece. Ame-a com todo o seu coração e você nunca vai se arrepender. Esse é o meu conselho e eu estou muito bem casado e com um filho. Isso era exatamente o que Nerd queria também.


Hannah se sentou na sala de espera do consultório da terapeuta, não sabia por que estava tão nervosa, mas sentia como se não conseguisse respirar. Embora Nerd tivesse dito que ela procurasse um outro terapeuta, ele nunca explicou por que se sentia assim, e por isso, ela decidiu falar com Jamie e ver o que estava acontecendo. Ela podia ter dito a Nerd que veria outra pessoa, mas Hannah sentiu uma força recém-descoberta e queria ser capaz de descobrir as coisas por conta própria. Ela não marcou consulta, pois as circunstâncias do porquê

Nerd

não

queria

que

ela

visse

Jamie

eram

estranhas. Ela queria saber o que estava acontecendo e Hannah não se preocupou em dizer a Jamie que iria, pois a mulher podia dizer que estava ocupada. Embora isso fosse tudo

especulação,

ela

não

fazia

ideia

do

que

estava

acontecendo ou por que se sentia estranha em falar com Jamie. —Maggie, por favor, cancele minha consulta das duas e meia da próxima semana. Hannah levantou o olhar e viu Jamie. A terapeuta estava olhando para um arquivo e não notou Hannah imediatamente. Mas então, ela parou, levantou a cabeça e


olhou diretamente para Hannah. Seus olhares se fixaram e Hannah sentiu o aperto em sua barriga intensificar. —Hannah, — Jamie disse, com sua voz cheia de emoção. —Eu não acho que nós temos uma consulta hoje. — Hannah se levantou e balançou a cabeça. —Nós não temos, mas estou confusa sobre algumas coisas. Elas não falaram por um tempo e então, finalmente, Jamie assentiu. —Eu tenho um tempo livre. Siga-me para o meu escritório. Hannah seguiu Jamie, entrou na sala, sentou na cadeira em frente à mesa de Jamie e as duas mulheres se encararam, sem falar ou se mover. —Não achei que você voltaria aqui depois da forma como você terminou nossa sessão da última vez. Não, Hannah não planejou voltar. —No que eu posso te ajudar? —, perguntou Jamie, sem emoção na voz, sua expressão em branco. Hannah olhou para suas mãos, fechadas no colo e respirou lentamente. —Além da forma como me ofendeu na última consulta e o fato de que eu realmente não queria voltar, Nerd não quer que

eu

a

veja. Eu

não

consigo

entender

por

que

o

incomodaria se eu a visse de novo, já que eu não contei para ele o motivo de eu não querer voltar aqui.


Ela ergueu o olhar para Jamie. A terapeuta ficou em silêncio por longos segundos, mas finalmente exalou e se levantou. Ela se virou e Hannah levantou as sobrancelhas em confusão. —O que você está... Jamie levantou a blusa e mostrou a parte de baixo de suas costas. Tatuada em sua pele estavam as palavras, — Nível de boceta, assim que for solicitada— Jamie abaixou a blusa e virou para encará-la novamente. —Eu sei o que é estar no mundo MC. Mas os meus apetites e as exigências para o que eu queria, acabaram me iniciando. — Jamie deu de ombros, não entrando em detalhes, mas também não parecendo culpada pelo que fez. —Você foi uma...— Hannah pensou no termo que o clube chamava as mulheres que estavam lá só pelo sexo. —Uma prostituta do clube e orgulhosa por ter sido uma—, disse Jamie como se sentisse muito orgulho. Mas sua expressão se tornou mais escura. —E então eu era demais para eles lidarem. Hannah não achava que isso era a história completa, mas não se importava em ouvir mais nada. E então Hannah percebeu

o

que

estava

realmente

acontecendo. Ela

se

levantou e, pela primeira vez em muito tempo, ela realmente sentiu raiva. —Você queria ficar com Nerd? Você me usou para chegar até ele, para chegar ao clube?


—A princípio não. Não sei muito sobre você, além do mínimo de informações que nos deu. Mas, em seguida, ouvir o que você disse, me fez querer essa vida novamente. — Jamie ficou de pé. —Isso me fez querer esse clube e a atenção novamente. Hannah apertou os lábios. —Você não pode ter Nerd. —Acredite em mim, seu motociclista deixou claro para mim que era para ficar longe. — Elas olharam uma para a outra por longos segundos. —Acho que é isso, sem dizer que nosso relacionamento profissional tem que acabar. —Não brinca, — Hannah disse, antes que Jamie pudesse responder, Hannah deixou o prédio, sentindo como se fosse arrancar sua pele fora. Ela amava Nerd, e o simples pensamento de alguém querendo separá-los, ou, pelo menos, tirar algo que ela amava e prezava, fez esse poder passar por ela.

Nerd estava na garagem dos Soldiers trabalhando em uma moto que ficou jogada num canto no último ano. Ele só precisava de algo para fazer, algo que ajudaria a manter sua


mente longe do que realmente queria fazer com Hannah ... para Hannah. A fazer gozar foi tão excitante que, quando ela foi embora, ele se masturbou duas vezes. Mas ele não queria forçá-la, nem mesmo se ela quisesse esperar anos. Sim, por Hannah, Nerd seria o cara mais paciente do mundo. Ele apertou alguns parafusos e ouviu o som de uma porta de carro se fechando. Olhando por cima do ombro, ele viu Amy deixar Hannah antes de se afastar do MC e sair. Hannah olhou para o clube, mas, em seguida, olhou para a garagem. Nerd se levantou e virou, pegou um pano e limpou as mãos. —Ei...— Ele parou de falar quando viu o olhar focado no rosto dela. Quando ela entrou na garagem com os olhos arregalados e as mãos fechadas em seus lados, todo seu instinto se atiçou. —O que há de errado, baby? Você está bem? Alguém te sacaneou? Ela estava na frente dele apenas um segundo depois, com as mãos apertadas em torno de sua t-shirt, e olhou em seus olhos. —Menina, você está me assustando. Mas ao invés dela falar, ela ficou na ponta dos pés e o beijou. Depois de um segundo ela se afastou, respirando pesado. —Eu vi Jamie, falei com ela. Ela me disse o que fez, o que tentou fazer com você. Ele apertou a mandíbula.


—Eu não queria que você a visse de novo. Ela é uma cadela. —Eu sei—, ela disse suavemente. Ele segurou seu rosto e acariciou sua pele macia. —Eu te amo para caralho. — Ela sorriu, um gesto que poderia iluminar toda a sala. —Eu pensei que você estava ferida, que alguém tivesse te machucado. Eu estava pronto para cortar a garganta deles. —Jamie não estará em minha vida. Entretanto, gostaria que você tivesse me dito que falou com ela. Ele exalou e assentiu. —Sim, eu deveria ter dito. Eu não quero esconder nada de você. —Eu também não quero. Nerd queria ser honesto com ela, não queria nada entre eles. Ela já teve tantos obstáculos em sua vida, que ele queria tornar as coisas mais fáceis para ela, mais suaves. Mas uma parte dele sabia que provavelmente iria estragar tudo de alguma forma. Ele era frio e duro, tudo que já conheceu foi como ser um motociclista fodão. Será que Hannah seria capaz de amá-lo quando ela realmente entendesse que ele era quem era, não importasse como ele era gentil com ela?


Nas semanas seguintes Hannah continuou vendo Nerd, indo às aulas e parou com o aconselhamento. Amy se ofereceu para ir com ela a sua primeira sessão, mas não era algo que ela queria fazer. Nenhum dos Soldiers a forçou, o que ela gostou. Amy continuou a incentivando a ir, mas ela tomou sua decisão e era sua decisão final. Ela se sentou fora da sede do clube enquanto a festa estava em pleno andamento e olhou para as estrelas. Nerd tinha ido buscar cerveja e voltaria em breve. Ela esperava que quando ele voltasse, ela pudesse dar uma longa e agradável caminhada com ele para conversarem. Isso era o que ela queria. Festas

na

sede

barulhentas. Ninguém

do

clube

eram

tentava

nada

com

grandes ela,

mas

e a

incomodava ... a vida já a incomodava. —Qual é o problema? —, Perguntou Weasel, sentandose a seu lado. Ele manteve uma distância cuidadosa. Nos seus primeiros dias na sede do clube, se alguém se aproximasse

ela

começaria

a

gritar,

num

ataque

de

pânico. Mas ela sabia que estava progredindo, mesmo que apenas um pouco, quando se sentia calma em torno de outras pessoas. —Eu estou esperando por Nerd.


—Ele estará de volta antes que perceba. Ela assentiu e olhou para as estrelas. —É uma noite bonita—, disse. —Sim, é.— Um momento de silêncio passou entre eles. —Você e Nerd, estão firmes? — Weasel tomou um gole de sua cerveja, e ela olhou para ele, pensando sobre a pergunta. No sentido básico ela sabia que eles estavam, mas também sabia que tinha um longo caminho a percorrer antes que pudesse ser uma parceira digna de alguém. Ela assentiu, mas não queria falar disso com ninguém. —Sim,

estamos

firmes. Pelo

menos,

eu

acho

que

estamos. — Ela manteve o resto de seus pensamentos para si mesma. —Mesmo para os meus próprios ouvidos, parece loucura. — Ela passou os dedos pelo cabelo, desfazendo os nós. —Ele é um cara muito doce. —Só com você—, disse Weasel. Ela olhou para ele novamente. —Você realmente conhece Nerd? Conhece o clube? —, perguntou Weasel. —Eu acho que não entendo o que você está tentando fazer. —Abra os olhos, Hannah. Você está vivendo numa bolha. Todos nós estamos te protegendo. Eu acho que você e Nerd tem alguma coisa, mas isso, não vai funcionar, não agora, não amanhã, nem nunca.


Hannah franziu a testa, tão chocada com o que ele estava dizendo que ela não conseguia nem responder. —Eu não entendo. —Nerd faz parte de um dos clubes de motociclistas mais temidos. Como você acha que nós temos essa reputação? Não foi distribuindo chocolate e flores. Nós somos assassinos, Hannah. Nós matamos as pessoas que levaram vocês e nós matamos muitos outros depois disso. Ela sabia disso. —Ele não é um cavalheiro. Aquela festa lá dentro—, ele moveu o queixo em direção ao clube, —Nerd estaria enfiando até as bolas nas bocetas agora. Um suspiro chocado saiu de sua boca por causa das palavras grosseiras. —Ao invés disso, você tem ele todo distorcido na sua própria merda para ver o que está acontecendo. —Eu não entendo por que você está me dizendo isso, para início de conversa. Ele balançou a cabeça. —Eu quero que você abra os olhos, Hannah. Eu não estou tentando ser um idiota. Eu estou apenas sendo verdadeiro com você. Ele jogou a garrafa longe e ela a ouviu quebrar no asfalto. Ela não estava acostumada a esse tipo de indignação dos Soldiers, mesmo que não conhecesse Weasel muito


bem. Considerando a seita que a levou, sim. Isso, estava tudo errado. —Estou apenas dizendo isso até você estar pensando direito, até ter trabalhado toda sua merda, você não pode realmente estar lá da forma que importa. — Ele olhou para ela. —Você entende o que eu estou dizendo? Ela começou a tremer quando as palavras fizeram sentido. Sim, ela sabia o que ele queria dizer, pensou nisso sozinha, mas ouvir alguém dizer isso... ela respirava fundo, sem saber como responder. —Que porra é essa? — Nerd disse atrás de Weasel, sua voz aumentando com indignação. Hannah se virou para o homem que lhe deu esperança em suas horas mais sombrias. Ela olhou para ele, e sabia que Weasel estava certo, mesmo que não quisesse admitir isso a si mesma. Ela estava danificada e por mais que quisesse estar com Nerd, ela tinha medo de si mesma e de arruinar tudo. Como ela poderia ser tudo o que Nerd precisava quando só poderia suportar seu toque? —Cara, eu não iria machucá-la, eu estava apenas falando a verdade. —Não é o seu dever ficar entre nós ou dizer nada a ela. —Todo mundo pensa que você e ela juntos, são uma coisa boa. Mas não é, e eu sinto muito que eu tenho que ser o único a deixar isso claro. Você não vê, ela está petrificada e


até que ela esteja bem, não é bom para ela estar aqui. Ela é uma responsabilidade, cara. Nós somos um clube, unidos, Nerd. Sua mente não está nem na metade do tempo no trabalho, apenas pensando nela e colocando o clube em perigo. Você nem sequer a reivindicou como sua Senhora, então como pode esperar que o clube o apoie? Nerd não respondeu, mas parecia muito chateado. —Eu não preciso de um homem pensando na boceta que está tentando entrar. — Nerd deu um passo em direção a Weasel. —É melhor você calar a boca, cara. —Que

merda

está

acontecendo

aqui?

Demon

perguntou, de repente, saindo do clube com Deanna em seu braço. Hannah odiava isso. Ela odiava ser o centro das atenções. Ela odiava ser a única a causar problemas. Essa nunca foi a vida que queria e ela nunca quis causar problemas ou um afastamento entre os irmãos. Ela

olhou para

Nerd. O propósito de violência

o

rodeava. Ele queria lutar, mas ela sabia que estava se segurando porque ela estava lá. Ela não estava bem o suficiente para estar pronta para ele. Ele merecia muito mais. Seus encontros perfeitos; não foram suficientes. Mesmo para ela, seu tempo juntos não era suficiente. —Ele está certo, — ela finalmente disse. —O quê? — Nerd perguntou, incrédulo. —Não dê ouvidos a esse imbecil, Hannah.


Ela balançou a cabeça. —Você e eu, nunca vai funcionar, não até que eu possa confiar em mim mesma. — Pelo menos não pode funcionar agora. —Hannah, nós estamos indo bem, baby. Não vou pressioná-la. Você sabe disso. —Eu sei disso, Nerd. Mas eu não quero ir ‘bem’ com você. Eu quero que você tenha o que Amy e Joker têm. O que todos os casais do clube têm. Você merece isso e muito mais. Agora, eu estou te segurando. Olhe para mim, Nerd. Estou danificada. Eu quero ser boa para você, quero minha cabeça no lugar certo, porque você merece isso. Nós merecemos isso. Nerd se aproximou dela. —Você é linda e está fazendo progresso. Dê tempo a isso. Ela balançou a cabeça. —Eu não estou indo bem, não totalmente. Naquele dia, no

lago,

eu

queria

você,

e

ainda

assim

eu

estava

apavorada. Isso não é justo. Eu não quero isso para você. Eu não quero isso para mim. — Ela estava inflexível com ele. Não haveria um futuro entre eles se permanecessem assim. Ela ia embora, precisava estar sozinha e se curar. —Deanna, você pode me levar a um lugar? —Espere, espere apenas um minuto. Você não vai a lugar nenhum—, disse Nerd. Ela deu um passo em direção a ele e tocou seu rosto. —Eu tenho que ir.


—Não, eu não quero que você vá. O Weasel não faz ideia do que está falando. —Ele faz. Você precisa abrir os olhos e ver isso, Nerd. Eu não estou completa. Um dia eu vou estar e então você e eu poderemos estar juntos do jeito que tem que ser. Ela ficou na ponta dos pés e mesmo que quisesse correr na direção oposta, ela encostou os lábios nos dele. —Eu te amo, Nerd. Por favor espere por mim.

Nerd observou enquanto Hannah subiu no carro de Deanna e Demon o deteve. —Você tem que deixá-la ir. Isso é o que ela quer. Sua

razão

de viver

estava

naquele

carro

e

eles

esperavam que ele apenas deixasse ela ir? —Não. Ela é minha. Deixe-me ir, Demon. Mesmo assim, ele não foi páreo para Demon e a força do presidente. Havia uma razão para o grande filho da puta ser o Prez do seu clube e ele o mostrou naquele momento. —Esta não é sua decisão. Não faça isso mais difícil.


Demon o soltou e, mesmo que Nerd quisesse ir atrás dela, ficou preso ao chão, chocado. Ele observou quando Deanna se afastou. Hannah olhou para ele, com tristeza e dor em seu rosto. Não, ele não podia deixá-la ir. No momento em que o carro não estava mais à vista, ele exalou e passou a mão pelo rosto. Que merda ele fez? Por que ele não tentou de uma forma mais firme fazê-la ficar? E então, sentiu sua raiva enchê-lo. Nerd virou, procurando o filho da puta que provocou isso e ficou no limite. —Seu idiota patético. O que você estava pensando? — Ele foi em direção ao homem e ficou feliz que o outro motociclista não recuou. Ele empurrou Weasel forte. —Eu estava fazendo a coisa certa. — A voz de Weasel estava arrastada e o cheiro de álcool exalava dele. Mas Nerd não dava a mínima se o filho da puta estava bêbado. Ele fechou a mão e precisando deixar a sua raiva sair, acertou um gancho de direita na mandíbula de Weasel. A cabeça de Weasel foi para o lado com o impacto. —Fazendo a coisa certa? A mulher que possui o meu coração me deixou por causa do que você disse. — Ele deu outro soco no rosto de Weasel. O homem aceitou tudo. Mas, então, a raiva de Weasel veio. De repente, ele explodiu, desferindo um golpe e empurrando Nerd para trás. —Eu fiz o que ninguém mais ia fazer. Eu a fiz abrir aqueles lindos olhos. — Weasel cuspiu sangue no chão e mostrou os dentes.


—Você ferrou tudo. — Nerd partiu com tudo, batendo com o punho contra Weasel. Weasel, em seguida, respondeu com outro soco. Eles se separaram e Nerd limpou o sangue de sua boca. —Eu fiz o que eu tinha que fazer, não apenas para o bem do clube, mas para o seu bem e dessa mulher. —Eu fiz o que fiz porque eu quero ela como minha Senhora, seu filho da puta. — Nerd cuspiu as palavras. —Nós estávamos nos ajudando. — Nerd mostrou os próprios dentes. —Sim, eu tenho certeza que você estava ajudando. Tem sido alguns meses. Você teve alguns encontros e ela lutou para me ter sentado perto dela. Será que ela realmente te conhece, sabe a merda que você fez e faria? Me odeie, bata em mim, eu não dou a mínima. Mas não pense que eu o fiz tranquilamente. — Weasel o empurrou para fora do caminho quando ele entrou no clube. Sua cena causou audiência. Vendo os olhares de pena, Nerd teve o suficiente. —Estão olhando o quê? Vão a merda. —Você sabe que ele está certo, — Demon disse finalmente. Nerd olhou para seu Presidente. —Você está se virando contra mim também? — Demon apenas balançou a cabeça. —Você disse que eu poderia ser o que ela merecia.


Demon exalou. —Eu sei o que eu disse. O que você tem que perceber é que ela precisa chegar ao ponto de ser forte por si mesma antes que possa estar com você. Merda, cara, até eu posso ver isso. Hannah precisa se curar e você tem que deixá-la conseguir isso sozinha. Esta é a vida dela e cabe a Hannah decidir o caminho que quer seguir. —E se eu nunca a ver novamente? — Nerd perguntou, com um desespero, de repente o enchendo. Ele nem sabia para onde ela estava indo. —Então pelo menos você soube como é sentir amor. — Demon lhe deu um tapa nas costas. —Pela forma como Hannah olhou para você, ela vai estar de volta e quando ela estiver, é melhor você estar pronto para ela.


—Tem certeza que é isso que você quer? —, Perguntou Deanna, e tudo que Hannah podia fazer era olhar para a estação de ônibus na frente delas. —Não—, ela respondeu honestamente. Não fazia ideia do que estava fazendo ou onde estava indo. —Querida, você não tem que fazer isso. Hannah olhou para Deanna, uma das pessoas mais doces que já conheceu. Droga, todas as mulheres do clube foram tão amáveis e generosas com ela. —Você pelo menos conhece alguém, sabe para onde ir? — Deanna parecia tão triste por ela. Hannah se recostou no assento e exalou. —Não para as duas perguntas, mas eu não sei o que mais fazer ou onde ir. — Ela fechou os olhos e respirou de novo, não tendo a certeza se estava fazendo a escolha certa. —Olhe para mim, querida. —Hannah virou a cabeça e olhou para a outra mulher. Elas não falaram por longos segundos e a emoção vindo de Deanna era tangível. —Nerd te ama, isso é claro como o dia. Ele faria qualquer coisa por você. Não importa o que alguém fala e não importa se você acha que é certo ou errado, você tem que


fazer o que te faz feliz. — Deanna sorriu. —Se isso é realmente o que você quer fazer e não porque algum idiota motociclista bêbado falou, então eu te apoio. Mas se você está fazendo isso porque você está com medo, porque você não acha que é digna...— Deanna abanou a cabeça. —Eu só estou dizendo, faça o que você tem que fazer para curar o que tem aí dentro. Fique inteira antes de se preocupar com qualquer um ou qualquer outra coisa. — Deanna estendeu a mão e pegou a mão dela, dando-lhe um pequeno aperto. Hannah sabia que o que a mulher estava dizendo era verdade e embora estivesse com medo de ir, não queria ir para longe de Nerd. Ouvir as palavras de Weasel cimentaram um monte de coisas nela. Ela sabia que precisava ficar completa, ou o mais completa possível, se quisesse ter alguma chance no seu próprio felizes para sempre. —Eu preciso estar completa—, ela sussurrou. Deanna sorriu. —Eu estou contente de ouvir que você está fazendo isso por você mesma. — Ela acariciou a mão de Hannah. —Eu tenho uma amiga que mora a apenas uma hora da cidade. Ela tem um pequeno negócio nas montanhas, como uma espécie de retiro. Não é nada tradicional, e é muito espiritual, mas também cura. É mais holística do que médica, mas a definição e a paz vai ajudá-la a chegar a sua própria conclusão. — Deanna sorriu novamente. —Isso parece com algo que você gostaria de tentar ou você prefere pegar um


ônibus e passear? —, Perguntou Deanna genuinamente. —O que você decidir, não julgarei, acredite em mim. Hannah não precisava pensar sobre isso. —O lugar de sua amiga parece agradável. — Ela não queria passear, não queria estar perdida, até em si mesma. — Mas tudo o que peço é que você não conte a ninguém onde estou. Eu preciso colocar minha cabeça no lugar e se Nerd souber onde estou, não acho que ele vai deixar. Deanna concordou e mostrou um pequeno sorriso em seus lábios. —Não, eu não acho que ele deixaria. Eu não vou dizer nada. Não é da conta de ninguém, apenas sua. Lágrimas

encheram

os

olhos

de

Hannah

quando

pensava em deixar Nerd, mas também em voltar a ele. Ela só esperava que ele ainda estivesse lá para ela quando voltasse.

Hannah foi embora por algumas horas, mas Nerd já se sentia um desastre. Ele se sentou no bar na sede do clube, com a garrafa quase vazia de vodka na frente dele, sua visão embaçada, mas a dor de sua ida ainda era muito forte. Nem mesmo estando completamente bêbado, diminuía isso.


Ele ouviu algumas prostitutas do clube rindo atrás dele e se virou para ver uma delas sentada no colo de Weasel e outra mexendo seus seios na frente de seu rosto. A festa ainda rolava, mas nenhum dos motociclistas estava ciente de quanta dor Nerd sentia. Ou talvez eles soubessem e não queriam ser sugados nela? De qualquer maneira ele preferia beber e sofrer sozinho. Mas quanto mais ele olhava para Weasel, mais ele queria ir até lá e realmente matar o cara. Talvez Hannah tivesse planejado deixá-lo este tempo todo ou o filho da puta a levou ao limite? —Tome outra e guarde sua raiva. Nós não precisamos de derramamento de sangue aqui esta noite, cara. — Nerd olhou para Vengeance. O outro motociclista estava atrás do bar, com uma nova garrafa de vodka em sua mão. —O que você acha que sabe sobre o que eu devo ou não fazer? — A voz de Nerd estava tão arrastada, ele estava bêbado demais, mas ainda se sentia uma merda. Eu devia ir atrás dela. Eu tenho de descobrir onde ela está. Como eu poderia deixá-la ir embora? Vengeance colocou a garrafa no balcão e levantou as mãos. —Eu só estou dizendo que vamos beber e deixar o derramamento de sangue para outro dia, ok? Nerd olhou para o homem e acenou com a cabeça uma vez.


Agora se afogar em suas próprias emoções era tudo o que podia fazer. Pelo menos até que Deanna voltasse e ele descobrisse onde sua mulher foi. Mas o que ele não deixaria ir, não importava o quanto de bebidas consumisse, era a necessidade de bater no Weasel até que ele admitisse o que fez, o quanto ele o ferrou, que foi uma má ideia e não era o seu problema.


Uma semana se passou e Nerd não ouviu falar de Hannah. No momento em que Deanna voltou, ele tentou descobrir onde ela deixou Hannah, mas Deanna não falaria. —É o que ela precisa. Isto é sobre ela. Nerd não pressionou, mesmo que quisesse forçar Deanna a lhe dizer. Ele se conteve. Deanna era uma boa mulher e ele confiava nela para não colocar Hannah em perigo. Na primeira noite, bebeu até o esquecimento e pelo tanto que bebeu, perdeu o primeiro dia sem ela, não foi tão ruim assim afinal. No segundo dia, ele cuidou de algumas incumbências para o clube, e cada segundo desse dia foi uma lembrança dolorosa de que quando ele voltasse para o clube, ela não estaria lá. Ele

ordenou

que

Weasel

ficasse

fora

do

seu

caminho. Não havia como ser capaz de viver com esse homem depois do que fez. Ele tirou Hannah dele, um buraco que não se fechava facilmente. A cada dia, ele fez o que precisava e todas as noites, ele se afogava numa garrafa de scotch, desesperado para um de seus irmãos arrumar uma briga. Ele trocaria a dor de seu coração, pela dor de seus punhos. A dor era maior do que ele podia suportar. Foi assim que a primeira semana terminou e quando acordou na


segunda de manhã, do lado de fora, olhando para o sol e com uma dor de cabeça assassina, Nerd não sabia o quanto podia aguentar mais. Uma semana, era tudo o que passou. Uma droga de semana e ele era um desastre. —Você parece uma merda—, disse Weasel. Fechando os olhos, ele esfregou as têmporas. —Eu disse para você ficar longe de mim. —Sim, uma semana foi tudo o que te dei. Você tem que melhorar e enfrentar o mundo real. —O mundo real não é algo que quero enfrentar agora. Você a levou embora. —Eu não fiz nada. Sentando-se,

ele

olhou

para

o

homem

que

ele

costumava chamar de irmão. —Você não fez nada? —Se não fosse por mim, Hannah não estaria tentando melhorar. —Melhorar? A mulher que eu amo, a única mulher que já significou alguma coisa para mim, e você mete o nariz no meu negócio e você acha que eu deveria estar grato. —Você não estava fazendo nada para

ajudá-la. A

menina estava numa destruição total e completa. Levantando-se, qualquer dor de cabeça que começou, passou. A raiva que ele manteve escondida com o scotch na


maior parte da semana reapareceu num instante ao falar com o homem que arruinou sua vida. —Você tem que estar brincando comigo se você pensa por um segundo que vou agradecer a você. —Sim, eu já percebi que esse tipo de agradecimento vai levar algum tempo. —Você é um babaca—. Indo em direção a ele, enfiou o dedo no peito de Weasel. Demon pediu para não atacar Weasel e para tentar ver o raciocínio de seu irmão. Mas naquele momento, ele não via nenhum raciocínio. Ele via o homem que ferrou com a cabeça da sua mulher e agora ele estava sozinho. —Ela era tudo que eu tinha. —E o que você tinha não era suficiente. Ela não podia lidar com o seu toque. Ela não podia nem se segurar quando estava perto de você, não de verdade. Um dia você vai me agradecer. Batendo o punho contra o rosto de Weasel, ele não lutou limpo. Nerd nunca foi um lutador sujo e por isso ele se afastou. —Isso não vai acontecer hoje. Demon chegou ao clube com Ty, seu filho. —Eu te pedi para não começar uma briga com ele. —Eu não comecei uma briga. Eu só mostrei a ele como seria. —Estou falando sério, Nerd, não quero lutas no meu clube.


Nerd fez uma pausa e olhou para o Prez do seu clube. —Você sabe onde Hannah está? —Se eu soubesse, não diria a você. —Isso é uma bosta. —Não, não é. Creio que o que Weasel estava dizendo é o correto e que você está errado, Nerd. Nenhum de nós poderia ajudar Hannah. Isso era o que ela precisava fazer e você tem que aprender a aceitar isso. Nerd rangeu os dentes, olhando para Ty que estava em seus braços chupando sua chupeta. A explosão de inocência à frente dele o fez recuar. O que ele estava fazendo? Ele precisava se controlar. —Um dia, Nerd, você vai ver o que está bem na sua frente. Até lá aproveite todas as drogas, bebidas e bocetas que puder. —Eu não quero qualquer boceta. Eu estava feliz com a mulher que eu tinha. Apenas o pensamento de estar com outra mulher o deixava revoltado. Mesmo que ela nunca mais volte, ele preferia morrer do que tocar outra mulher.


—Você está fazendo aquela coisa de novo—, disse Patty. Hannah se afastou da janela para ver Patty, a amiga de Deanna, em pé atrás dela. Patty trouxe um pouco de chá e alguns biscoitos. —Desculpe, o que eu estava fazendo? —Você estava olhando para fora, completamente alheia ao mundo em seu redor. Você tem feito muito isso, mas é bom. Significa que você está limpando sua cabeça. —Eu só estava pensando. — Ela esfregou as mãos nas coxas e se sentou em frente de Patty. A amiga de Deanna era tão amável e gentil. —Você estava pensando sobre o seu amigo? Ela assentiu com a cabeça. —Sim. Nerd, é o nome dele. Talvez um dia você pudesse conhecê-lo. Quer dizer, se isso não for muito. Hannah estava ciente que Patty teve lutas semelhantes às dela, na primeira noite Patty confiou em Hannah e disse sobre

quando,

mais

de

dez

anos

atrás,

ela

foi

estuprada. Os homens que a machucaram estavam presos, mas não havia um dia que passasse que Patty não pensasse sobre o que aconteceu. Hannah não sabia como Patty lidou com isso, mas aqui estava ela, numa linda casa servindo chá. —Eu ficaria feliz em atender o seu amigo. Ele soa como um bom homem.


—Ele é legal. Pelo menos ele é bom para mim. Muitas pessoas não o chamariam de bom na cara dele. — Patty riu. —Ele é um daqueles tipos de homens. O tipo possessivo? —É difícil para você falar disso? —, Perguntou Hannah. Ela observou como Patty não respondeu e simplesmente despejou uma bebida para ambas, levando um tempo para adicionar leite e açúcar. —Hannah, o que me aconteceu foi horrível, e isso aconteceu há muito tempo, mas eu tento não pensar nisso. É comigo, é quem eu sou, mas eu não vou permitir que ele me molde. —Eu não estou julgando. —Eu sei. Eu aprendi a controlar o medo que me segurava. Depois que isso aconteceu, eu não conseguia ficar num quarto com ninguém, por medo de me aproximar. Eu não podia falar com ninguém. Eu não podia sequer olhar para mim mesma no espelho. —O que mudou? —Eu

comecei

a

terapia,

que

funcionou

por

um

tempo. Eu não estava realmente viva. Eu queria ser a mulher que eu era antes, e você sabe o quê? Esse era o meu problema. Eu queria ser alguém que não era mais. Eu não podia fazer isso. Aconteceu e eu estava permitindo que eles definissem quem eu era. Então, decidi que a partir daquele momento, em que eu percebi que a minha vida estava sendo arruinada e eles continuavam a ganhar, que eu tinha que lutar. Eu tive que lutar para ser quem eu sou hoje.


—Eu não sou tão forte. —Eu não sei. Você era forte o suficiente para estar com um

homem

que

amava. Para

isso

é

preciso

muita

coragem. Você apenas tem que encontrar a parte de você que quer isso, Hannah. Eu participo de um grupo com mulheres e homens que sofreram. —Mas? Patty parecia triste. —Há realmente homens que sofrem como nós. Nós não julgamos e tem sido uma semana. Nessa semana eu vi você olhando para fora dessa janela e afastada. Deanna me disse que queria melhorar. Isso é verdade? —Sim, mais do que qualquer coisa. —Então, vem para o grupo. Veja os homens e mulheres, os escute. Você pode achar algo que nunca pensou ser possível. —Como o quê? —Força, esperança e querer ser a única no controle. Ela precisava assumir a responsabilidade e a única maneira

de

fazer

isso

era

se

colocar

nessas

situações. Hannah faria isso. Por si mesma, e por Nerd, ela faria.


Nerd se sentou na cama, esfregou a mão sobre o rosto, e sentiu o início de barba que o cobria. Faziam semanas desde que vira Hannah, e tudo o que podia pensar, lembrar em sua mente, era ela entrando no carro de Deanna e indo embora. —Porra—, ele disse para si mesmo e olhou ao redor do quarto. Ele não sabia que horas eram, mas o sol já havia nascido e brilhava através da pequena janela acima de sua cama. Ele estava destruído, e não lhe importava quem o visse atravessando o inferno. Ele amou Hannah tanto, e sua saída, a perspectiva dela nunca mais voltar, fez sua besta interior violenta aparecer. Ele queria derramamento de sangue, queria destruição, e tudo isso porque ele estava quebrado por dentro. Nerd não era tão burro que não pudesse admitir o buraco deixado nele quando a mulher que ele amava partiu. Havia uma parte dele, logo depois que ela foi, que estava puto com ela. Como ela pôde apenas se afastar dele, considerando o que eles tinham? Será que ela não o amava do jeito que ele a amava? Mas depois de ter passado a fase da raiva ele sabia que ela fez o que deveria para melhorar a si mesma. Isto não era apenas sobre eles e seu relacionamento, mas sobre a sua


cura. Ela passou pelo inferno antes dele a encontrar, e mesmo antes do culto tê-la recolhido. Ela era uma andarilha, sem saber para onde ir ou em quem confiar. Mas, então, a porra do culto lhe destruiu e rasgou-a em duas, quando ela já estava tão frágil. Nerd também questionou se ele a empurrou muito longe e rápido demais. Ela disse que não, mas talvez no fundo sem perceber, ela poderia ter se sentido pressionada? — Foda-se, disse ele novamente e saiu da cama. Ele pegou uma muda de roupa e entrou no banheiro. Fechando a porta olhou para o seu reflexo, o homem que olhava para ele parecia que não dormiu em uma semana e estava vivendo fora da bebida. Olheiras estavam sob seus olhos, ele tinha uma barba crescendo,

e

seu

cabelo,

embora

curto,

estava

despenteado. Porra, ele não dava a mínima sobre como aparentava. — Você precisa juntar as suas merdas, porque a estrada que você está tomando está acabando com você, ele disse ao seu reflexo. Mas admitir isto não muda o fato de que ele queria Hannah, precisava dela em sua vida. Mesmo semanas mais tarde, ele não podia mudar essa rotina em sua vida. Ele não conseguiu qualquer informação de Deanna, de onde Hannah estava, mas ele não era o tipo de homem que intimidava ou pressionava uma mulher para conseguir informações, especialmente a senhora do Prez.


Ele não tinha falado com Weasel desde a sua última briga, e não sabia se ele voltaria. Talvez se Hannah voltasse ele poderia refletir se Weasel estava certo ou não. O outro motociclista não tinha direito de abrir a porra da boca. Não cabia a ele dizer qualquer coisa para Hannah. Nerd tentou procurá-la por conta própria, mas não descobriu nada. As estações de ônibus não lhe disseram se ela comprou um bilhete, mesmo quando ele os ameaçou. E ela não conhecia ninguém fora do clube para poder contar ou ficar. Ele estava no escuro, e porra, era o pior sentimento do mundo. Ele virou-se do espelho e entrou no chuveiro. Antes mesmo da água ter aquecido, ele estava nela, deixando a água gelada bater em suas costas. Apoiando uma mão na parede de azulejo na frente dele, Nerd fechou os olhos e respirou dentro e fora lentamente. Ele tinha que acreditar que Hannah estaria de volta porque ela o amava demais para ficar longe. E quando ela voltasse, ele tinha que continuar dizendo a si mesmo, que ele precisava ter sua bagunça junta e não ser a porra de um desastre. Ele não queria que ela o visse assim. Ser forte para ela, mas também para si mesmo, era o que ambos precisavam.


Hannah olhou, nervosa para o envelope selado na mão, porque ela sabia o que continha. — Você está indo muito bem, Hannah. Patty disse e sorriu para ela. A outra mulher estendeu a mão e Hannah deu-lhe a carta. Ao longo das últimas semanas Hannah aprendeu muito sobre si mesma. Ela falou com outras pessoas no retiro de Patty, dando-se tempo para apenas pensar e resolver as coisas, e ela se sentiu mais livre. Mas ela também sentia muita falta de Nerd. Ela o amava, e partir foi uma das coisas mais difíceis que ela fez, mesmo depois de tudo que ela passou. O bilhete era apenas para dizer a Nerd que estava tudo bem, sentindo que a escuridão que ela tinha dentro dela, mesmo as mais profundas, estavam indo embora. Ela disse a ele que o amava, que sentia falta dele, e não passava um dia sem pensar nele. Ela também lhe disse que estaria de volta, porque ela faria. Ela poderia nunca ficar totalmente curada, sempre teria seu passado como parte de sua vida, mas Hannah estava fazendo progressos. Ela estava aqui, fazendo isso, porque ela queria ser uma pessoa melhor e viver uma vida melhor. Ela


também fez isso por Nerd, porque estar com ele fez dela uma pessoa melhor, e no final ser feliz era o que era a vida. Ela só esperava que Nerd entendesse que o que fez não foi porque ela queria ir, mas porque ela precisava fazer isso não só para si, mas porque ela queria ser saudável para ele também.


Weasel assistiu como Nerd carregou as peças mecânicas que precisavam ser colocadas no caminhão, atirando-as para dentro. Nos últimos meses, ele via seu amigo em uma espiral fora de controle, mesmo sem querer fazê-lo, ele não tinha escolha. Ninguém mais compreendia ou se importava em interferir com Hannah e Nerd. Sim, eles eram doces juntos, mas ele também viu como Hannah ainda amedrontava-se com Nerd. Ela precisava de uma chance para se curar, assim como Nerd necessitava do tempo longe dela. — Você se arrepende do que fez? — Perguntou Demon, chegando ao seu lado. — Não. Tinha que ser feito. — Ele não tem sido o mesmo com você. — Bem, é para isso que servem os irmãos. Eles não ligam muito para o que é bom para eles, Né? — Weasel deu de ombros. — Como vai Hannah? — Pelo que Deanna me diz, ela está bem. Ela está ficando melhor, e Patty não tem nada, além de coisas positivas a dizer. — Bom. Eu estou contente.


Só porque ele apontou o óbvio para Hannah, ele esperava que ela seguisse seu conselho e procurasse o caminho para ajudar a se curar. Weasel duvidava que ela tivesse

sido

totalmente

verdadeira,

mas

pelo

menos

interiormente ela foi um pouco curada, e estava melhorando. — Ele ainda quer bater em você, — disse o Demon. — Ao seu ver, eu tirei sua menina, e ele não pode me perdoar. Espero que quando ela volte, ele possa me perdoar. Weasel aceitou isso. Mesmo quando Nerd perdeu o controle, Weasel sabia que fez a coisa certa e não duvidava de si mesmo por um segundo. Uma das razões pelas quais ele era chamado de Weasel era porque ele faria tudo que precisasse para escapar do que temia. — Eu vou dar uma volta, — disse ele. Agarrando sua moto, ele montou sua máquina, amando a sensação entre suas coxas. Ele nunca seria capaz de viver sem sua motocicleta. Era seu orgulho e alegria. Virando a ignição, ele disparou em sua beleza sem olhar para trás, saindo do clube, dirigindo-se para qualquer pedaço do céu que pudesse encontrar. Hannah estaria de volta, ele tinha certeza disso. Quando ela voltasse, outro irmão estaria abatido. Weasel não iria admitir a seus irmãos, mas ele estava um pouco ciumento das conexões que seus parceiros encontraram.


Ele testemunhou a luxúria, seguida pelo amor de Demon e Deanna. A luta de Joker sobre seus sentimentos por Amy. Steel encontrou sua alma gêmea em Eloise. E a determinação de Shakes para reivindicar Daniella. A mulher que ele nunca deveria ter se aproximado. E Finalmente, Striker e Elena. Cada casal encontrou um amor tão forte, que mudou suas vidas, sem mais prostituição, bebidas ou drogas. Talvez um dia, ele encontrasse uma mulher para si mesmo. Balançando a cabeça, ele avançou na estrada, ansioso para o que quer que o futuro lhe reservava.

Nerd limpou o suor da testa enquanto ele continuava a aparar a relva do clube. O quintal precisava ser cuidado, e ele preferia estar suando fora do que dentro. As prostitutas do clube pareciam determinadas a chegar ao seu pau, e ele não estava interessado em qualquer uma delas. Havia apenas uma mulher que ele queria, e ele faria qualquer coisa para estar com ela. Mesmo que ele nunca pudesse estar dentro dela, simplesmente segurá-la seria a porra de um sonho.


Agarrando a pá, ele começou a cavar a terra. Ontem à noite ele estava passando pelos canais e acabou assistindo um sobre jardinagem. Sim, jardinagem. Anos de bebedeira mexeram com sua cabeça, vendo como ele realmente sentou e assistiu o maldito programa. Em seguida, ele começou a pensar. Quando Hannah finalmente voltasse para ele, ele queria mostrar-lhe algo que ele tivesse feito enquanto ela estava fora. Algo que poderia dar-lhe a paz quando ela saísse para o jardim. — Você está realmente determinado a fazer isto? — Perguntou

Striker,

saindo,

segurando

um

copo

de

limonada. Ele contou a todos os seus irmãos qual era o seu plano. Ao invés de o provocarem, eles aceitaram. Além disso, ele disse que estava parando de beber. Hannah poderia aparecer a qualquer minuto, e a última coisa que ele queria era continuar com o vício. — Sim, eu vou fazer. Você veio aqui para me sacanear? — De modo nenhum. Eu acho que é incrível. Elena gostaria de ter um lugar para ir quando as festas ficam um pouco demais. — Como você vai fazer isso? Você não sabe nada sobre jardinagem. — Eu posso ter ou não, baixado uma série de jardinagem inteira, destinada para esculpir um jardim. — Sério? Você já se transformou em um homem velho enquanto eu estava dormindo?


— Não, de jeito nenhum. Estou pensando em criar um caminho

com

juntamente

canteiros

com

as

de

plantas

flores, que

rosas,

margaridas,

poderiam

delinear

o

caminho. Olha, eu só assisti alguns episódios. Eu não sei exatamente o que vou fazer, mas vou para a loja de bricolage. Pretendo achar o que eu estou procurando. — Eu vou ajudar, disse Striker. — Você não precisa. —

Hannah

pode

voltar

para

casa

a

qualquer

momento. Você não quer que esteja terminado? Balançando a cabeça com relutância, ele observou como Striker pegou uma pá e começou a cavar. Duas horas depois, Deanna saiu, segurando Ty em seus braços. — Nerd, — disse ela. — Há uma carta para você. Franzindo a testa, ele se levantou e caminhou até ela. Ele não estava chateado com Deanna por não ter contado a ele onde Hannah estava, porque ele aceitou deixar o amor de sua vida descobrir o que ela precisava neste mundo. Ele estaria aqui quando ela estivesse pronta. — Precisa de alguma coisa? — Perguntou ela. — Uma bebida seria bom, para nós dois. — Tudo bem.


Olhando para a carta, seu coração começou a bater. Ele reconheceu a escrita na frente do envelope, instantaneamente e rasgou-o.

Querido Nerd, Eu sei que não é certo dizer isso, mas eu sinto tanto sua falta. Eu sinto falta de você mais do que qualquer coisa no mundo, é por isso que eu sei que preciso fazer isso. Eu preciso estar inteira para você. Eu sei que você não está feliz com Weasel pelo o que ele fez, mas eu estou. Havia uma terrível escuridão

dentro

de

mim. Estava

enterrada

tão

profundamente, e isso me impedia de ser o que você precisa, Nerd. Você precisa de uma

mulher forte, uma

mulher

inteira. Eu estou me curando devagar, e te prometo, estarei de volta

para

você. Por

favor,

não

fique

com

raiva

ou

triste. Voltarei. Eu estou curando a escuridão que está lá, e mesmo que eu não fique totalmente curada, sempre levarei as cicatrizes do meu passado, mas eu quero estar com você sempre. Eu te amo muito. Eu te amo mais do que qualquer coisa. Eu penso em você todos os dias, e esses pensamentos são o que me dirigem. Eu quero você, Nerd. Eu quero ser a mulher que dormirá ao seu lado, segurará a sua mão, e não estará tensa quando fizermos amor. Eu quero ser tudo o que posso para nós dois. Por favor, espere por mim. Você possui meu coração. Todo meu amor.


Hannah. X

Sim, ele iria esperar por ela atĂŠ o final da vida!


Várias semanas mais tarde

Inspirando e expirando lentamente, Hannah focou na quietude em sua volta, sobre o fato de tudo o que ela ouviu foi o chilrear dos pássaros, o vento sussurrando através das árvores, e o zumbido constante da paz dentro dela. Ela estava no retiro há semanas, e a cada dia ela sentiase um pouco mais livre. Ela sentia que a dor dentro dela abria caminho para o raciocínio, para a felicidade dentro de si mesma. Ela

sabia

que

verdadeiramente

nunca

estaria

curada, sabia que ela sempre manteria as cicatrizes de seu passado, do que ela experimentou profundamente dentro dela. Mas ela entendeu que teria que aceitar quem ela era e o que ela sofreu. — Como você está se sentindo hoje? O som de Patty bem atrás dela fez Hannah abrir os olhos e virar. Ela sorriu para a outra mulher. — Estou me sentindo bem, tranquila. Patty sorriu de volta. — Bom! Eu vi uma tonelada de mudança e crescimento em você nessas semanas, e eu acho que o seu progresso deveria ser elogiado.


Hannah sorriu de volta. — Eu nunca pensei que pudesse me sentir assim sobre mim e sobre o que aconteceu. Eu pensei que sempre carregaria esse fardo comigo, e ele iria inibir qualquer coisa que eu fizesse. Patty veio até ela e deu um tapinha no ombro de Hannah. — O resto de sua vida será uma cura contínua. Mesmo décadas mais tarde você ainda terá uma cicatriz interna do que você passou, mas você será capaz de viver com isso, ser feliz, e não deixar que a escuridão invada você. Pela primeira vez em sua vida Hannah sentiu a verdade nisso. — Eu acho que o seu tempo aqui chegou ao fim. Patty sorriu. — Penso que este capítulo da nossa vida está fechando, e agora você será capaz de ir para casa e expandir a sua felicidade. Casa. Era onde Nerd estava. Sentia dentro dela, sabia que sempre seria assim. — Vamos fechar este dia com uma conversa do grupo, um maravilhoso jantar com todos com quem partilhou a sua jornada até agora, e amanhã você pode voltar para o homem que ama e mostrar-lhe o quão feliz você realmente está. Patty sorriu e animou Hannah.


Sim, ela sentiu que era hora de voltar, para ficar com Nerd. Ela só esperava que ele tivesse esperado por ela, mesmo que ele não precisasse. Ela nem sabia se ele recebeu a sua carta, porque desde que chegou ao retiro, ela não falou com ninguém, nem mesmo Deanna. O isolamento do mundo exterior era o que ela precisava, as conversas, e a aceitação de todos ao seu redor, ajudaram a chegar a este ponto em sua vida. Mas ela não podia ficar aqui para sempre e nem queria. Ela precisava sair, continuar a crescer e curar, mas ela queria fazer isso com Nerd ao seu lado.

O jardim que Nerd construiu ficou pronto na última semana, mas ele continuava encontrando pequenas coisas para corrigir, coisas que ele queria que estivessem perfeitas para quando Hannah voltasse. Deus, pode ser uma eternidade antes que ela retorne para mim. Certamente já parecia ter passado uma eternidade. Ele deu um passo para trás e olhou para o que ele fez com a ajuda do clube. Ele não precisou fazer essa tarefa sozinho, não quando o clube era a sua vida, a sua família. Eles estiveram lá para ele, fizeram dele uma pessoa


melhor, e sempre aceitariam suas falhas. Mas eles não poderiam fazê-lo completo, não da forma como Hannah podia. E é por isso que ele iria esperar até o final da sua vida por sua volta, porque ninguém mais se comparava a ela. E ninguém nunca iria. Ele limpou o suor da testa, colocou a pá de lado, e estava prestes a voltar para o clube quando ouviu as portas da entrada abrirem e um carro entrar. Virando e levantando o braço para bloquear o brilho do sol de seus olhos, viu que era

um

táxi. A

reação

foi

imediata,

e

seu

coração

acelerou. Quando o táxi parou apenas a 6 metros de onde ele estava, ele olhou para as portas traseiras, esperando para ver quem sairia. Eu sei quem eu desejo que seja. Seu coração estava na garganta, e suas mãos estavam em punhos apertados ao seu lado. Então a porta se abriu e a única pessoa que ele iria amar saiu. A primeira coisa que ele percebeu foi o quão saudável ela parecia. Hannah era bonita antes, mas agora ela tinha esse brilho. Tudo nele gritava para correr até ela, abraçá-la e beijá-la sem sentido. Mas ele ficou parado, esperando que ela viesse até ele. Seus olhares se encontraram, e então ela se moveu para ele. Seu coração começou a bater mais forte, e tudo dentro dele se alegrou. Deus, ele sentiu muita falta dela.


Ela parou na frente dele, e por longos segundos, eles apenas se olharam. Nerd não encontrou sua voz neste momento, nem sequer sabia o que dizer. Ela era como um copo de água gelada, e ele estava morrendo de sede. E então, sem pensar muito, ele estendeu a mão e puxou-a contra a dureza de seu peito. Ela descansou a cabeça sobre seu coração, e ele fechou os olhos, sentindo-se bem e sabendo que aqui era exatamente onde ele deveria estar, com ela, sempre.


Não houve julgamento, nada. Nerd a abraçou, e Hannah sabia que voltou para casa. Ela estava no lugar onde ela precisava estar. — Eu senti tanto sua falta, disse ela, levantando a cabeça. Ele segurou seu rosto, sorrindo para ela. Colocou seu cabelo atrás da orelha e viu o seu brinco de lágrima. — Você mudou. Ela deu um passo para trás, mas ainda segurava sua mão. Vestindo uma jaqueta de couro, jeans, uma camisa preta apertada, e saltos, ela girou, segurando sua mão acima de sua cabeça para que ela não tivesse que deixá-lo ir. — O que você acha? — Você está tão bonita como sempre. — Eu mudei, mas eu não estou diferente. Ela riu. — Espero que faça sentido. Eu sou a mesma pessoa que sempre fui. Só um pouco mais curada e um pouco menos danificada. E andou em sua direção. — E eu venho sonhando com este momento há tanto tempo. Ela pôs as mãos no rosto dele, ficou na ponta dos pés e pressionou os lábios contra os dele. Gemendo, ela fechou os


olhos, apreciando a sensação das mãos dele afundando em seu cabelo e abraçando-a apertado. Pressionando seu corpo contra o dele, adorou a sensação dele em torno dela. Isso era o que ela sonhava, este era o seu objetivo todo o tempo que ficou afastada. Os meses não tinham diminuído sua necessidade dele. O tempo em que estiveram separados apenas destacou o quanto ela precisava dele em sua vida. — Você tem um gosto tão bom, disse ela, afastando-se e lambendo os lábios. — Você está realmente aqui. — Eu estou realmente aqui e se você me quiser, eu gostaria de ficar. — Baby, por mim você nem teria ido. Ela sorriu, e com o canto do olho, ela viu a vasta gama de cores. Olhando em volta dele, ela viu o jardim luxuoso que uma vez foi apenas terra estéril. — O que aconteceu? — Eu, porra. — Disse ele asperamente. — Eu enlouqueci. Bebi para cacete enquanto você esteve fora. Também me droguei bastante. Não foi um dos meus melhores momentos quando você se afastou, eu admito. — Você esteve com outras mulheres? — Perguntou ela.


— Nenhuma. Eu nem fiquei tentado. Você foi a única mulher que eu quis desde o momento em que te conheci. — Ele colocou a mão dela sobre o coração dele. — Eu pertenço a você. — Você se tornou ainda mais encantador enquanto eu estive fora. — Na verdade, eu me tornei um jardineiro. — Um jardineiro em pleno desenvolvimento? — Não qualificado, mas eu tenho livros e DVDs suficientes para afundar um navio com tudo que eu juntei. Eu queria me manter ocupado, queria ter algo de bom para você quando você voltasse ... se você voltasse. — Você fez tudo isso? — Sim. — Você não contratou ninguém? — Não. — Eu o ajudei, — disse Striker. Hannah se virou para ver o resto do pessoal saindo do clube. Deanna estava segurando Ty, que estava crescendo muito rápido. Amy e Joker estavam abraçados. Vengeance, Weasel e Brock também estavam lá. Muitos outros estavam em segundo plano, e ela viu vários dos casais também. Ela ligou antes avisando a Deanna que ela estava voltando para a cidade. — O otário fez tudo isso para você, disse Weasel.


— Nós dissemos a ele que não precisava. Porque ele já tinha você, e que você estaria voltando. — Você estava certo. Ela olhou para Nerd. — É lindo. — Eu sei. É tão bom para caminhar, e você deve vê-lo à noite. Ele tem luzes que se acendem e destacam certos pontos, disse Deanna. — Parece perfeito. — Posso ter um minuto com a minha garota? Ela acabou de voltar e já estão todos aqui fora. Todos eles concordaram em deixá-los sozinhos, mas Hannah não terminou. Soltou Nerd, com relutância, e caminhou em direção a Weasel. — Eu sei que o que você fez foi para ajudar o seu irmão, e eu aceito isso. Eu amo o Nerd, e eu nunca vou fazer nada para machucá-lo. — Você não estava pronta. — Eu estou agora, e mesmo que no momento eu pensasse

que

era

cruel

o

que

você

estava

fazendo,

ajudou. Obrigada. Então, na frente de todo o clube, ela abraçou Weasel, mostrando a todos eles, e ao Nerd, que ela não estava mais tão danificada quanto antes. Seu tempo com Patty foi tudo o que ela precisava, e ninguém poderia tomar o que ela ganhou de volta.


Ela viu todos entrarem no clube, e caminhou de volta para os braços de Nerd. Ele a abraçou e lhe mostrou o jardim que ele criou para ela. — Então você parou de beber e de se drogar? — Perguntou ela. — Eu decidi que, se você voltasse para casa a qualquer hora, que eu queria fazer algo que mostrasse que não só eu senti sua falta, mas que eu estive pensando em você. — Eu estou tão contente que você esperou por mim. Houveram momentos em que eu realmente achei que você ia seguir em frente, e eu tive medo. De repente, ele cobriu os olhos dela. — Não entre em pânico. Eu só quero te mostrar uma coisa. Eles continuaram a andar, e ela confiou nele enquanto ele a levou por um caminho, virando à esquerda, depois à direita, depois à esquerda novamente. Eles pararam, e ela sentiu seus lábios em seu pescoço, fazendo-a rir. — Você está pronta? — Eu estou tão animada. É uma surpresa? — Um tipo. Eu fiz isso pensando em você. Ele deixou cair as mãos, e ela engasgou. Ele construiulhe um balanço cercado por arbustos e flores. Era um mini oásis. — Uau, disse ela, sussurrando a palavra.


— Lembrei-me que gostava de ficar sozinha, e eu pensei que isso iria permitir-lhe estar sozinha, para 'voar'. Hannah foi em direção ao balanço e sentou-se, fechando os olhos com a beleza do cenário. — Você realmente me ama. — Mais do que qualquer coisa. Ele deu um passo atrás dela. — Você confia em mim. — Com o meu coração, com a minha vida, com o meu tudo. Ele puxou o balanço e o soltou. Ela balançou para a frente e enquanto ela se movia para trás, ele a empurrou. A liberdade no —voo— foi incrível. O que a acalmou ainda mais, era que ela sabia que Nerd estaria bem ali atrás dela, pronto para pegá-la.


Eles tiveram um bom e calmo jantar juntos, agora eles estavam no quarto que ela dormia enquanto esteve no MC. Ter Nerd deitado ao lado dela, seus braços em volta de seu corpo e o cheiro dele a consumindo, Hannah se sentia contente, livre. Ela sabia o que queria fazer a seguir, porém, sabia que o queria com Nerd. Ela foi embora e curou-se, ou recuperou-se tanto quanto podia para este tempo em sua vida, e ela queria dar o próximo passo. — Eu amo você, baby, ele disse suavemente, e ela sorriu. — Eu te amo tanto, Nerd. Ela virou-se em seus braços para que eles ficassem frente a frente, e o desejo que ela viu em seu rosto era tangível. Ele segurou seu rosto, acariciando o lábio inferior com o polegar. — Eu teria esperado eternamente para você voltar para mim. Ela fechou os olhos quando o prazer ao ouvir essas palavras a consumiu. — Eu não queria ter simplesmente levantado e saído. — Shhh, você não me deve nada, nem uma explicação ... nada.


Eles se encararam por alguns segundos, o silêncio confortável, espesso entre eles. Hannah sabia o que queria, e era Nerd. — Estou cansada de ter medo, Nerd. Ele continuou a acariciar o lábio. — Fique comigo, ela sussurrou. — Me beije. E então ele gemeu antes de se inclinar e a beijar. O beijo começou lento, sensual e suave mesmo, mas ela queria mais, queria sentir tudo dele. — Eu quero você, Hannah encontrou-se dizendo em voz alta. Nerd se inclinou e beijou-a novamente, gemendo. — Você tem certeza? Não há pressa. Hannah engoliu em seco, sabendo que ela não queria parar, que queria Nerd e que ela precisava fazer isso não só para si, mas para o bem da sua relação. Ela queria isso desde o momento em que o viu. — Eu nunca estive tão certa. — Ela pressionou contra ele, amando a possessividade de Nerd. Hannah queria as mãos dele em cima dela, para domar esse fogo dentro dela. — Fique comigo, — ela sussurrou contra sua boca, e seu grunhido como resposta foi tudo que ele disse antes que ele tivesse as mãos em seus seios. Ele foi gentil no início, mas ela queria Nerd, queria o verdadeiro ele.


— Eu não quero suave e gentil, se isso não é o que você quer. Eu quero o verdadeiro Nerd. Ele apertou seus seios um pouco mais forte, e um suspiro de prazer a encheu. — Tira isso, ela suspirou. Antes que ela soubesse o que estava acontecendo, ele estava jogando-a na cama e retirando sua camisa e sutiã. Seus seios ficaram nus, e ela sentiu o prazer percorrendo-a. — Você tem certeza sobre isso, baby, — Ele perguntou novamente. Ela nem sequer precisou pensar sobre isso. — Sim, Nerd. Eu estou mais do que certa. Eu quero você. Eu te amo. Ele gemeu e começou a beijar, lamber e chupar seu pescoço. Ao fazer isso, ele enfiou as mãos entre seus corpos e começou a retirar sua calça e calcinha. Logo ela estava nua e linda só para ele. — Assim, baby? — Sim, ela gemeu. Ele segurou seu rosto em ambas as mãos e começou a beijar sua boca novamente, empurrando sua língua em seus lábios e mergulhando-a profundamente em sua boca. — Eu preciso ficar tão nu quanto você, Hannah, — ele murmurou contra sua boca. Com as mãos desajeitadas, ela alcançou entre eles e começou a desfazer suas calças. Mas ele estava impaciente e sentou-se, para despir-se rapidamente. E então eles se


abraçaram nu, seu pênis duro contra sua barriga com a ponta já brilhando com seu pré gozo. Ela engasgou com a sobrecarga de sensação. — Você é tão gostosa. Ele deslizou suas mãos para baixo pela lateral de seu tronco, mudou uma delas para agarrar sua bunda, e a outra direito sobre sua vagina. O ato, o toque, era tão possessivo. Ela gemeu quando ele enfiou os dedos em suas dobras encharcadas, e o som áspero que ele fez, fez seu coração disparar. — Você é minha, Hannah, e não há nada nem ninguém que vá mudar isso. Nerd começou a mover seus dedos por suas dobras, esfregando para frente e para trás lentamente até que ela enrolou os dedos dos pés e rolou seus olhos para trás em sua cabeça demonstrando o quão bom ele a fazia sentir. Ela não pensava em nada além de estar neste momento com o homem que amava. — Porra, você está muito molhada para mim, muito pronta, Hannah...baby... ele murmurou contra sua garganta enquanto ele continuava a mover os dedos para cima e para baixo. Ela não sabia se ele estava ciente dos grunhidos baixos que ele fazia, ou se era o fato dele esfregar o pau contra seu estômago, mas Deus era quente. Ela estava realmente fazendo isso, e ela não queria parar, não queria deixar nada estragar este momento.


Até este momento, Nerd estava convencido de que Weasel estava errado. Reivindicando seus lábios, deslizou sua língua na boca de Hannah e, em vez de se retrair, ela o beijou de volta. Seus dedos afundaram em seu cabelo, e todos os meses que ela esteve afastada, extinguiram-se, ela estava aqui, com ele. Deslizando a mão pelo seu lado, ele agarrou sua bunda. Ela envolveu a perna em torno de seu quadril, gemendo. — Você me deixa louca, disse ela. — Eu te quero tanto, Nerd. Ele chegou por trás dela, agarrando sua bunda, enchendo as mãos com todas as suas curvas. — Você é como uma droga que eu vivi sem por muito tempo. — Então, satisfaça o seu vício, baby, disse ela. Depois de beijar seus lábios, deslizou até seu pescoço, chupando o pulso que batia rapidamente. Os seios dela ao lado chamaram sua atenção, e ele segurou-os, pressionandoos juntos, manuseando seus grandes mamilos. — É tão bom.


É

como

se

sentir

no

paraíso,

mas

muito

melhor. Acredite em mim. Chupando um mamilo em sua boca, ele beliscou o outro, acalmando a queimadura com a palma da mão. Ele deslizou a língua entre o vale de seus seios para circundar o outro mamilo. Nerd não era de deixar o outro esquecido, e assim ele provocou-o com os dedos até que ela estava se contorcendo sob ele. Ele não conseguia o suficiente dela. Esta mulher, ela se tornou mais forte, e sua força estava despertando-o ainda mais. Ela não precisava de um campeão ou de um protetor. Hannah precisava de um homem que lhe desse o que precisasse, e ele estava mais do que feliz em fazêlo. Nenhum outro homem jamais seria bom o suficiente para ela. Nerd iria dar-lhe tudo o que ela sempre quis. O jardim era apenas o começo. Nerd tinha planos para ambos, e tinha a intenção de vê-los realizando todos. Hannah nunca ia sentir dor ou se ferir novamente. — Eu te amo. Beijando sua barriga, ele segurou seus seios em suas mãos e foi acariciando para baixo pelos seus lados até suas coxas. Uma vez que ele pairou sobre sua vagina, ele abriu os seus lábios, e encarou sua linda boceta. — Você está muito molhada. — É tudo para você, Nerd. Sempre para você. Deslizando um dedo em sua boceta, ele gemeu ao ver quão molhada ela estava.


— Baby, você sabe como acolher um homem. Esta é uma bela vista. — Por favor. Eu não posso aguentar muito mais. Ele a fez esperar. Eles tinham todo o tempo do mundo e, desta vez, a sua primeira vez, ele não iria se apressar. Ele queria vê-la implorar, gritar até ficar rouca, antes de permitirlhe gozar. Circulando seu clitóris, ele aliviou um pouco para trás, observando seu corpo se mover em direção a ele, lhe buscando. Lambendo os dedos, ele beliscou seu clitóris e ela gritou seu nome. Ele substituiu seus dedos pela boca, chupando-o forte. Ao mesmo tempo que ele provocava seu clitóris, deslizava seus dedos dentro dela. Ele começou com um dedo, encontrando sua boceta apertada. Bombeando dentro dela, ele passou a língua sobre seu clitóris e esperou sua boceta se acostumar antes de adicionar um segundo dedo. — Oh Deus, disse ela, gemendo. — Por favor. — Você pode implorar o quanto quiser. Eu vou fazer você esperar. Seu pênis estava tão duro que doía. Removendo os dedos de sua boceta, ele envolveu-os em seu comprimento, pintando seu creme sobre seu pênis duro.


Você

isso,

baby? Eu

vou

afundar

ele

tão

profundamente dentro de você, e eu vou ver como seu creme me cobre. Eu quero desfrutar. Porra, com dois dedos dentro dela, Nerd estendeu sua vagina, na esperança dela se acostumar a algo maior, visto que seu pênis não era pequeno. Ele tinha um pau grande, e ele sabia como usá-lo. Lambendo seu clitóris, ele gemeu quando sua vagina se apertou em torno de seus dedos, deixando-o louco para mais. — Eu imaginei isso por tanto tempo. Ele sorriu. Isso ia acontecer entre eles. Ele nunca duvidou disso, nem mesmo por um segundo. Eles estavam destinados a encontrar isso juntos. Ele fodeu sua vagina, lambeu seu clitóris, e sentiu cada mudança dentro de seu corpo. Ela abriu-se para ele, florescendo sob seu toque, mostrando-lhe que ela era muito mais. Ele amou Hannah desde o momento em que pôs os olhos nela, e ele ainda a amava. Isso nunca ia mudar, e nada iria tirar dela o que ela ganhou. Hannah gozou gritando o seu nome, e ele não iria parar. Nerd não estava pronto para parar. Ele continuou a chupar seu clitóris, prolongando o prazer e sentindo os pequenos tremores de sua vagina.


Só quando ele estava convencido de que ela estava pronta para ele e completamente molhada que ele se moveu para cima de seu corpo. Ele pegou seu pau e correu a ponta através de sua boceta cremosa, ensopando seu pau duro. — Eu amo você, Hannah. — Eu também te amo. Deslizando dentro dela, Nerd sentiu como se ele finalmente voltasse para casa. Ela era sua mulher, e ele tinha a intenção de mostrarlhe

pelo

resto

de

suas

vidas. Polegada

por

polegada

lentamente, ele afundou dentro dela, observando seus olhos para

qualquer

sinal

de

mudança. Nem

uma

vez

ela

vacilou. Ela cobriu-lhe o rosto e levantou-se para beijá-lo. — Eu disse que eu tinha que ser a mulher que merecia. Ela moveu as mãos de seu rosto, descendo para a sua bunda. Hannah o fez afundar as últimas polegadas dentro dela, o que para Nerd fez tudo ainda mais perfeito. Ela pertencia a ele, e agora ele pertencia a ela. Nada iria separálos.


Ele era tão grande, e Hannah amou a sensação dele dentro dela. Ela não queria que isso acabasse. Seu pênis pulsava, e ela beijou seus lábios. Nerd afundou os dedos em seu cabelo, batendo seus lábios com mais força nos dela. Ela subiu os dedos de sua bunda para suas costas, segurando-o perto. O prazer que ela sentiu com seu toque foi muito melhor do que ela jamais imaginou. Nerd a rodeava, consumindo-a com cada parte dele até que ela não sabia o que restava de qualquer um deles. Patty se preocupava de que seus sentimentos por Nerd fossem demais, mas ela estava errada. Foi seu sentimento por Nerd que levou-a a melhorar. Ela queria ser uma pessoa melhor para ele e para ela mesma. Ele acariciou sua bochecha, e ela viu o amor em seus olhos. Ela nunca seria capaz de duvidar do seu homem. — Você está realmente aqui. — Eu estou realmente aqui. — Você é incrível. Beijando os lábios dele, ela fechou os olhos, gemendo lentamente enquanto Nerd começou a puxar fora o seu pau,


apenas para parar quando sua ponta estava dentro dela. Manteve-se fora até que ela se contorcia tentando levá-lo a voltar para dentro dela. — Eu mando aqui. Ele beijou o pescoço dela e tomou um de seus mamilos em sua boca, chupando a ponta endurecida. Ela não sabia como ele era capaz de adiar visto que tudo o que ele estava fazendo estava deixando-a louca. Ele bateu dentro dela, fazendo-a gritar enquanto ela tomava a cada polegada de seu pênis. Nerd agarrou suas mãos, segurando-a perto enquanto ele a fodia, tendo sua boceta em um passeio que ela só imaginou antes. Ele a fodeu duro e abrandou para provocá-la e, imaginou, fazê-la implorar por mais, o que ela fez. Nerd a fodeu com tanta força que bateu a cabeceira da cama contra a parede. Hannah amou cada segundo. Olhando para onde se juntavam, ela viu seu creme encharcando o pau dele. A visão a excitou mais. — Toque-se. Deixe-me ver você gozar. Ela soltou sua mão, alcançando para baixo e olhando em seus olhos, ela perdeu-se no prazer. Acariciando seu clitóris, ela mordeu o lábio, chocada que, com algumas pinceladas ela gozou novamente.


Nerd tomou seus lábios, mergulhando dentro dela, e ouviu-o amaldiçoar um segundo mais tarde quando seu corpo ficou tenso e seu pênis pulsava dentro dela. — Foda-se, baby. Ambos estavam ofegantes, e Hannah não conseguia sentir as pernas por causa da foda áspera que ele acabou de lhe dar. Ele beijou seus lábios e pescoço, abraçando-a enquanto o fazia. — Isso foi um pouco rápido, disse ele. — Desculpe amor. Dê-me cinco minutos, e eu vou mostrar-lhe mais. — Ele afastou-a um pouco, mas permaneceu dentro dela. Ele pensava que era rápido? Ela nunca conheceu esse tipo de prazer. Depois de tudo o que aconteceu, ela nunca seria capaz de estar tão perto de outra pessoa. — Foi perfeito, disse ela. Nerd estava olhando para ela, e ela sorriu para ele. Seu polegar acariciou o lábio inferior, e ele deslizou para dentro. Ela

chupava

o

polegar,

sorrindo

enquanto

gemia. Seu pênis inchou um pouco dentro dela. — Você achou isto perfeito? — Sim, achei. — Foi apressado.

ele


Desta vez, ela correu seu polegar sobre seu lábio inferior e pressionou dentro de sua boca. — Você nunca sentiu o prazer de sua boca. Isso foi maravilhoso, e me senti excelente, disse ela. — Não, eu nunca usei minha boca no meu próprio corpo. Hannah riu. — Seria interessante ver se você poderia usar a sua própria boca. Nerd riu junto com ela, e ela se sentia mais feliz do que ela tinha em semanas. — Case-se comigo, disse ele, assustando-a. — O que? — Uau, eu choquei você. Case-se comigo. — Você está me propondo? — Eu ia propor no jardim. Eu tinha tudo planejado com flores, comida e música. Eu não ligo para nada disso. Eu te amo. Eu quero passar o resto da minha vida com você. Case comigo. Não havia dúvida. — Sim. Eu vou me casar com você. Ele a surpreendeu ainda mais quando ele puxou para fora dela, indo para seu jeans. Sentando-se, ela se tornou consciente de seu gozo derramando-se dela, e ela fechou as pernas.


Nerd voltou para a cama, mostrando-lhe um anel de diamante simples. — Eu o vi há alguns meses e sabia que seria perfeito para você. Não há mais ninguém que eu quero na minha vida. — Ele colocou o anel em seu dedo, e ela ficou chocada ao ver que na verdade ajustava perfeitamente. Beijando os lábios, ela descansou a cabeça contra o seu peito. Não havia mais nada no mundo que ela quisesse.

Vários meses depois

Era loucura pensar que em poucos meses, ela encontrou um centro em sua vida, que ela não sabia se poderia ter, recebeu o amor de um homem e foi morar com Nerd. Olhando-se no espelho, alisou as mãos pelo simples vestido de renda branca. Vou me casar hoje. Era uma loucura, isso era certo.


Hannah sabia que Nerd teria feito o que ela quisesse para o seu casamento, mas não precisava nem queria nada luxuoso. Tudo o que ela precisava era de algumas pessoas como suas testemunhas, para oficializar a cerimônia, e um ao outro. A festa mais tarde seria, evidentemente, selvagem e louca, apenas do jeito que ela gostaria. Ela amava o clube, o vínculo familiar que tinham, não gostaria que sua vida fosse diferente. Era estranho pensar que depois de tudo que ela passou, e pensando que ela nunca seria capaz de ser feliz novamente, ela achou uma vida perfeita para ela. Respirou profundamente, porque ela sabia que poderia muito bem desmaiar de tão tonta e nervosa que estava. Houve uma batida na porta e ela se virou assim que abriu. Deanna entrou, com um sorriso no rosto. — Alguém queria desejar-lhe boa sorte e felicitá-la. Deanna abriu a porta e Patty entrou. Hannah não pôde impedir de sentir o calor ao ver a mulher que a ajudou tanto. Ela não hesitou em se mover em direção a outra mulher e abraçá-la. — Obrigada por ter vindo. Hannah puxou para trás. — Você vai ficar para a festa depois da cerimônia? Patty sorriu mais e assentiu. — Uma oportunidade para ir a uma festa real de um MC? Eu não perderia isso. — As três riram, e, em seguida, a sala ficou em silêncio.


— Você está nervosa? — Perguntou Deanna. Hannah só conseguiu acenar. — Mas não se trata de se casar com Nerd. Isto me parece certo, bom e perfeito. Eu estou apenas nervosa em geral. Patty esfregou o braço. — Totalmente normal. — Você vai fazer muito bem, disse Deanna e segurou a porta aberta. — Mas é hora de ir ou vamos nos atrasar. O coração de Hannah começou a bater um pouco mais difícil. — Eu vou te ver mais tarde, disse Patty, e Hannah balançou a cabeça novamente, seu coração sentindo como se estivesse em sua garganta. Eu posso fazer isso. Eu posso fazer isso. Eu posso fazer isso. Pelo menos era o que ela dizia a si mesma, mas na verdade ela estava apavorada.


Sra. Nathan Derek Slayer. Ela continuou dizendo mais e mais em sua cabeça, incapaz de processar completamente o fato de que ela estava realmente casada com Nerd. — Venha aqui, baby. Ela sorriu ao som da voz de Nerd, seu marido. Sim, eles poderiam ter feito as coisas rápido demais neste movimento de se casar, e alguns podem vê-lo dessa maneira, mas para eles foi o momento certo. Para eles, isso era tudo que importava. Nerd a puxou para um abraço e beijou o topo da sua cabeça. — Você está pronta para festejar como se fosse 1999? Ela não pode se conter, e começou a rir até as lágrimas se formarem no canto dos olhos. Ele usava o colete de couro do MC, mas o enfeitou, e vestiu uma T-shirt branca limpa por baixo e até mesmo um novo

jeans. Mas

ela

gostava

que

ele

não

sentisse

a

necessidade de mudar, e ela o amava exatamente como ele era ... assim como ele a amava, com falhas e tudo. Eles não eram perfeitos, mas ser feliz não quer dizer que alguém tinha que ser perfeito. Eles apenas tinham que saber o que eles queriam. E eles sabiam.


O que eles queriam, o que eles precisavam, era apenas o amor um do outro.


Nerd olhou para o jardim do clube assistindo sua mulher tirar as ervas daninhas que cresceram entre as flores. Ele não gostava quando ela estava de joelhos, a menos que fosse dar-lhe prazer. Tomando um último gole de seu café, ele caminhou para fora. Era tarde da noite, e o sol estava começando a se por. Eles estavam casados há um ano, e nesse tempo, Hannah foi da forca à força. A partir do momento que ele a viu pela primeira vez, ele sabia que havia um fogo dentro dela. Com Patty, com o clube, e consigo mesma, ela foi capaz de sair da escuridão para a luz. — O que eu disse a você sobre isso? — Ele perguntou, vindo em sua direção. Hannah se virou, colocando a espátula que ela estava usando para baixo e pressionando uma mão no estômago ligeiramente inchado. — Sua filha gosta quando faço isto. Vê-la inchada com sua filha mexia com Nerd. Ele queria pegá-la e levá-la de volta para seu quarto, para cuidar de suas duas meninas.


— Eu notei que você tem usado nossa filha para me impedir de te aborrecer. Ela riu. — Funciona. Ele a ajudou a ficar de pé e puxou-a para perto, reivindicando seus lábios. — Me preocupo com você. — Muitas mulheres têm tido crianças em todo o mundo. Eu não posso simplesmente ficar sentada, girando meus polegares, esperando por você para voltar para casa. Eu não sou assim. Eu nunca vou ser assim. Nerd soltou um suspiro. — Eu sei, baby. Pressionando a mão na barriga de sua mulher, ele riu quando sentiu o chute da sua filha. — Até ela está te dizendo que eu estou certa. É tão bonito. — Com o sol se pondo, o jardim ficava magnifico. As flores eram mais brilhantes, esplendido. O céu encheu-se com diferentes tons de vermelho e laranja. Era calmo, tranquilo, e era deles. O clube inteiro gostava, mas para Nerd, ele pertencia a Hannah. — Eu te amo, Nerd, disse ela. — Tanto! Eu estaria perdida sem você. — Não há mundo para mim sem você.


Beijando seu pescoço, eles assistiram ao pôr do sol juntos. Sua felicidade não conhecia limites, e suas duas almas finalmente encontraram um ao outro.


Série The Soldiers of Wrath MC #6 Lost In You - Sam Crescent & Jenika Snow  

*Ela era sua maldita escolha, seu vício. Ele mataria por ela, morreria por ela. Nerd atravessaria o inferno apenas para provar que ele era l...

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