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LIVRO 03


LIVRO 03

DISPONIBILIZADO: JUUH ALVES TRADUÇÃO: ANGEL, GABI SEIDEL, SAM REVISÃO INICIAL: GIO REVISÃO FINAL: BETH, MÁRCIA VAZ LEITURA FINAL: EVA BOLD FORMATAÇÃO: DADÁ


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Eu o queria, mas não conseguia encontrar coragem para tê-lo. Sabe aquela sensação, aquela onde você fica com muito medo de dormir, muito medo de sair, e com muito medo de fazer alguma coisa? Desde o meu assalto, tenho funcionado, mas não vivido. Foi assim até que conheci esse homem andando de moto com uma voz grave e tão profunda que causou arrepios na minha espinha. Ele me ajudou a atravessar alguns dos momentos mais negros da minha vida.

Ela era uma provocação, deixando pura e simplesmente meu pau duro. Ou assim eu pensava. O que eu acreditava ser um jogo de sua parte mostrou-se ser um medo profundo de sua vida cotidiana. Nos ajudamos um ao outro a superar, e, lentamente, nossa amizade se transformou em algo mais.

Circunstancias quebraram nós dois, mas ainda assim decidimos que queríamos estar juntos. Então uma mulher vingativa planeja arruinar Max e qualquer coisa que ele tenha de valioso em sua vida. Payton passou por tanta coisa em sua vida que suportar mais isso poderia quebra-la. Só que Max ensinou a Payton algumas coisas. Nunca segurar. Nunca hesitar. Faça algo estupido, e sempre aprenda com seus erros. Juntos, eles podem superar qualquer coisa.


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Normalmente, a academia era uma tortura para mim. Eu tinha que ir porque o meu seguro exigia caso eu quisesse uma taxa melhor. Então, a cada cinco dos sete dias da semana, eu venho aqui, me forço a treinar muito, e depois cozinho na sauna até que eu me sinta 5 quilos mais leve. Hoje, no entanto, foi completamente diferente. Eu estava apreciando o dia imensamente. A razão para o meu prazer era o homem que estava atualmente na minha frente. Eu vi como os músculos dos braços flexionados e malhados se esticavam quando ele puxava para cima, com uma força extremamente controlada. O espelho que eu estava bem em frente mostrou seu tórax e abdômen bem definidos. Cada vez que ele subiu em outro puxar para cima, os músculos de seu abdômen se agrupavam, e as duas linhas conhecidas como "V" se destacaram em gritante relevo. Cada série foi feita com movimentos precisos, que parecia quase desumano. Eu assistia do meu posto, na parede de escalada, quando ele parou suas flexões, reajustou


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seu aperto, e começou todo o processo mais uma vez. Desta vez, em vez de suas mãos juntas no meio, elas estavam bem na borda da barra de puxar para cima. Os músculos das costas trabalharam mais desta maneira, e eu olhava fascinada, como qualquer outra mulher hoje na academia. Embora eu fosse a única que realmente estava malhando. Todas as outras tinham os seus cabelos soltos em longas mechas elegantes caindo em suas costas, em suas bonitinhas calças de treino e tops minúsculos. Você poderia dizer que elas não estavam preocupadas em realmente malhar. Se estivessem, elas não teriam o cabelo solto, nem estariam enfeitadas com tanta maquiagem. Eu parecia uma maldita senhora dos gatos ao lado destas mulheres. Vestida com calças e uma camiseta que eu cortei as mangas, eu me destacava como um farol que brilha em comparação com todas as outras. Meu cabelo estava em um rabo de cavalo, mas metade dele estava caindo em meus olhos e grudando na minha testa. O suor escorria pelo meu rosto, peito e bunda. Eu tinha uma mancha de suor desagradável debaixo do meu sutiã que formavam meias-luas em meus seios que estavam pressionados contra a camiseta. Eu estava a quase dois metros do chão para poder ter músculos semi-tonificados. Digo semi porque eu estava realmente malhando apenas para que eu pudesse comer o que eu quero. Eu tinha um sério problema com a comida. Isso tinha que funcionar, eu não gostaria de me transformar em um Oompa-Loompa1. A outra razão que eu estava aqui era porque eu tinha que estar. Se eu não o fizer, as coisas não funcionam bem no meu corpo. Eu trabalhei pra caramba para ter o meu corpo de volta em uma forma física um pouco decente. Meu corpo ainda doía quando o tempo mudava, minha barriga ainda estava ligeiramente arredondada, e minha bunda não estava tão em cima como costumava, mas eu poderia conseguir. Pouco mais de um ano e meio atrás, eu fui atacada fora do restaurante em que o meu ex-namorado tinha me levado para uma noite fora na cidade. Enquanto ele conseguiu escapar dos Oompa-Loompas (também chamados de Umpa-Lumpas nas edições brasileiras do livro) são pigmeus na obra fictícia de Roald Dahl e também nas adaptações A Fantástica Fábrica de Chocolate (1971) e A Fantástica Fábrica de Chocolate (2005). Eles vêm da Loompalândia e são as únicas pessoas que trabalham na fábrica de Willy Wonka, acabando com o risco de espionagem industrial. Eles têm cerca de trinta centímetros e têm entre seus alimentos preferidos o cacau. 1


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homens que nos atacaram, eu não tive tanta sorte. Meses de reabilitação, seguidos por meus próprios exercícios extenuantes, eu consegui ser capaz de andar sem mancar. Embora isso não fez nada para a minha mente. Eu ainda estava tão assustada hoje como eu estava naquele dia no estacionamento; cascalho cavando minha pele. Sirenes normalmente não produziam um som de felicidade através de minhas veias, mas naquela noite elas fizeram. Nunca fiquei tão feliz em ver uma ambulância na minha vida. Max desceu da barra, e atravessou o ginásio em toda a sua glória sem camisa. Ele me viu imediatamente, e claro, ele não poderia deixar uma oportunidade como esta ir para o lixo. Ele passeou até mim com seus músculos salientes e personalidade arrogante. O burro sabia que ele parecia bom, e fez questão de sorrir para cada mulher que estava no ginásio. Rangi os dentes e tentei ignorá-lo, mas ele apenas se inclinou contra a parede e me esperou até que eu finalmente cedi. "O que você quer, Tremaine?" Eu respirei. "Nada. Você parece um pouco quente ai, Alvarez!” Ele respondeu. "Eu quente? Você está olhando para o ponto certo do ginásio? Estas”, eu disse acenando para as mulheres que ainda não estavam treinando, “Fakers2 nem sequer estão aqui para treinar. Inferno, eu nem sei por que elas estão aqui. Não, eu retiro o que disse. Obviamente elas sentam aqui e ficam bonitas, para ocupar espaço, e fazer todos os feios como eu nos sentirem inferiores ao lado de suas milhas de pernas longas e seios que poderiam colocar Dolly Parton na vergonha." Max me achou engraçada, e começou a rir. Que por sua vez chamou todos os olhos das mulheres novamente. Elas olharam para mim com desdém, e depois retornaram para seus treinos falsos. Quero dizer, quem diabos se arruma para uma balada, enquanto levanta pesos? Qual é o ponto para toda essa extravagância? Com meus músculos queimando e tentando não chorar, eu parei de escalar e praticamente pulei enquanto tentava me apoiar no meu pé esquerdo. 2

Fake é uma palavra da língua inglesa que significa falso ou falsificação. Pode ser uma pessoa, um objeto ou qualquer ato que não seja autêntico.


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Meu tornozelo torceu, mas Max me impediu de cair no chão em um monte desossado. "Talvez você devesse parar um pouco mais cedo na próxima vez. Você não quer se sobrecarregar." Ele disse com aquela voz irritantemente profunda. Claro, ele iria pensar que eu sou inapta. O que não poderia estar mais longe da verdade. Eu me desembaracei com relutância do seu corpo, e comecei a caminhar para fora da área de peso indo para o vestiário. Assim que eu estendi a mão para a maçaneta da porta, a mão grande de Max bateu em cima da minha cabeça e me encurralou. Virei-me lentamente, e minha respiração engatou quando me vi olhando para o seu peito. O que, diga-se de passagem, era um bom peitoral, realmente muito bom. Relutantemente, eu deixei meus olhos vagarem, passando pelos seus ombros, até o pescoço grosso, passando pelo queixo teimoso, rapidamente pulei para os lábios super beijáveis, e parei em seus olhos. Eles estavam cheios de humor, e meu temperamento acendeu para a vida. "Cai fora, menino bonito." Eu bati. "Rapaz bonito? Você vê essa cicatriz aqui? “Ele perguntou correndo o dedo ao longo de uma cicatriz que circulou em torno de sua orelha. “Esta cicatriz me deixa viril, e não bonito. Você precisa fazer o elogio correto." "Tanto faz. Eu tenho planos em uma hora, por favor, passe para o lado. "Eu exigi. "Com quem?" Ele praticamente ronronou. O rosto dele estava se movendo cada vez mais perto do meu. A qualquer momento, os nossos lábios se tocariam, e eu seria um caso perdido. "Um cara da minha aula, temos um teste amanhã, e estamos estudando." "Eu vou te ajudar a estudar." Ele disse logo antes dos seus lábios encontrarem os meus. Fogo irrompeu através dos meus lábios, queimando onde nossas bocas se encontravam. Meus lábios se separaram com um suspiro, e sua


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língua se esgueirou para dentro, devorando minha boca. Eu gemia, e me inclinei em seu corpo que de alguma forma tinha o meu preso contra a porta. Se eu não conseguir o controle de mim mesma, eu permitirei que ele me foda aqui e agora, que por alguma razão, não estava me incomodando no momento. Girando meus quadris, eu moí minha barriga em sua ereção. Ele gemeu, e tinha acabado de colocar as mãos nos meus quadris quando uma voz desagradável nos interrompeu, praticamente apagando a minha euforia com um balde de água gelada. "Você poderia fazer muito melhor. Ela é baixa, gorda e feia. Olhe como ela está suada." Disse a tetas atrevidas. Tetas alegres era uma das mulheres que fingiam treinar. Particularmente, o que realmente faziam era se exibir, e paquerar enquanto fingiam malhar. "Sinto muito, querida. Alguns homens gostam de mulheres reais. Aquelas que podem suar e não lamentar sobre isso. Aquelas que não vão ter um ataque quando o suor do seu homem se misturar com o seu próprio. Permitindo que seus corpos deslizem em conjunto, adicionando um pouco de confusão para o sexo. O mais confuso e mais desagradável, e o melhor se você me perguntar." Eu disse, antes de aproveitar a preocupação de Max em saber se a senhora tetas alegres era um tamanho G ou não para correr. Virando o meu nariz para ele, eu abri a porta e corri tão rápido quanto o meu corpo dolorido me permitiria. Tomei o banho mais rápido do mundo, e, em seguida, vesti um jeans e uma camisa com o logo da Hard Rock Café. Deslizando os pés em meus chinelos, eu estava fora da porta em menos de dez minutos. Eu dei uma parada abrupta quando vi Max e tetas alegres conversando em voz baixa praticamente em cima um do outro. Ele tinha os braços cruzados sobre o peito, mas ele estava praticamente prendendo-a contra o carro, e meu temperamento queimou. Como ele se atreve a vir em cima de mim, me beijar, moer contra mim, e depois ir para ela depois que eu saí? Como ele poderia agir como se nada tivesse acontecido entre nós? Como


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se eu não o tivesse afetado nem um pouco? Sorte minha que nada realmente tivesse acontecido e eu poderia voltar a ignorá-lo, como eu vinha fazendo pelo último par de meses. O homem realmente fazia o meu temperamento explodir quando ele estava por perto, bem como tornar-me muito desconfortável. Desde o meu ataque, eu não tenho sido capaz de chegar perto de um homem sem a minha frequência cardíaca subir rapidamente, e minha respiração acelerar e realmente assustava a merda fora de mim estar na mesma sala que alguns homens às vezes. Ir para a Free quase me causou um ataque cardíaco. Cheyenne, minha amiga que eu conheci durante a escola de enfermagem, cujo marido era o proprietário, me prometeu que todos eles eram inofensivos. Eu era cética, embora. Tudo o que eu sabia sobre moto clubes foi tirado inteiramente de assistir Sons of Anarchy, e lendo romances sobre MC. Eu tinha estado em Kilgore por alguns anos agora, e em primeiro lugar, eu não tinha tanta certeza sobre o Free. Em torno da cidade, o boato era que eles eram um clube de motociclistas. Os homens do Free não fizeram nada para parar os boatos, então eu realmente estava sob a impressão de que eles eram um bando de homens maus que cortariam os seus dedos se você fizesse alguma coisa para irritá-los. Inferno, mesmo olhar para eles era intimidante, e eles não tinham feito nada, além de sorrir para mim quando entrei na garagem pela primeira vez. Com o tempo, eu comecei a me sentir muito melhor sobre estar ao redor deles e não em pânico, mas não foi fácil. Agora, eu sou mesmo capaz de ter conversas com os homens. Max, por outro lado, era uma história completamente diferente. Ele só irritou a merda fora de mim. Eu sempre o vi com outras mulheres. As putinhas estão sempre indo para o Free para ficar com ele, quando ele sai para uma bebida com Cheyenne e seu marido no The Watering Hole. Nunca o vi sem uma mulher quando ele está em uma situação social. Ele me viu chegando, e afastou-se da mulher, mas eu não parei no meu caminho para o carro. O homem poderia perder um dedo do pé ou todos que eu não me importaria, eu não estava parando, nem se ele me matasse. Ele tinha que se cuidar melhor a partir de agora, também; eu estava tão louca que eu


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poderia vomitar fogo. Ele me deu um aceno de cabeça, mas eu não acenei de volta. Em vez disso, eu estendi o meu dedo do meio para ele, e acelerei em uma nuvem de fumaça. Desgraçado. Tetas alegres sorriu quando ela veio e colocou os braços ao redor dele por trás. Não olhei no meu espelho retrovisor, me recusando a assistir aquela mulher vil passar as mãos em cima dele. Se eu tivesse, no entanto, eu teria visto ele a afastar com um empurrão brutal, e seguir até a sua motocicleta, ligando-a com um golpe feroz de sua perna, franzindo o cenho para a mulher no estacionamento.

"Você tem que estar brincando comigo!" Eu rugi. Ember olhou para Payton, franzindo os lábios em concentração. "Isso seria um não. Ela não está brincando. Na verdade, acho que ela está falando sério, muito sério." "Ela vai se matar, é isso que ela vai fazer." Eu rosnei. Payton estava pilotando uma scooter porra, para baixo na Fuller Street, uma rua de mão única, e ela estava correndo com a scooter perto da loja Rusty. Só que no sentido contrário. Quando Ember me chamou, eu assumi que ela tinha quebrado. Não que eles estavam comprando algo neste lugar esquecido por Deus. Gabe se sentou ao lado de Ember no banco em frente da Rusty, silenciosamente rindo como um idiota. Gabe era o marido de Ember. Eles estavam casados a pouco menos de um ano. Meu segundo sobrinho estava chegando a qualquer momento, o que explicava porque Gabe não a deixou vir sozinha. Ele está com medo que ela vai entrar em trabalho de parto como todas as outras mulheres na vida de


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Ember e ter o bebê no meio de um Walmart. "Escute, ela só quer alguma ajuda para escolher uma. O balconista só olha para os peitos dela. Ele ainda tem que fazer contato visual com ela, e eu não quero que ela se ferre. Ela está comprando uma, você dizendo sim ou não. Apenas a ajudo. Gabe se recusou a entrar no edifício. Ele disse que seu cartão de homem seria revogado se ele até pensasse em ir lá. Além disso, não diga que eu te chamei, apenas diga que foi uma coincidência, me ver aqui. "Ember divagava. Eu amava a louca da minha irmãzinha, mas às vezes ela metia o nariz onde não era chamada. Payton e eu temos jogado este jogo de gato e rato por um par de meses. Nós dois estamos interessados, mas nenhum de nós vai fazer nada sobre isso. Ela não está pronta, e eu não quero isso. Isso não queria dizer que eu estava feliz que ela estava indo para colocar sua vida em risco por montar nesta peça de merda e torna-la o seu principal meio de transporte. Ela precisava estar em algo que iria protegêla, não essa coisa que dava absolutamente zero proteção. Ela ia se matar. Eu não tinha ninguém para conversar embora. Eu montei e fiz a única coisa que eu podia fazer, por vezes, para limpar a minha cabeça. Às vezes, levava um tanque inteiro de gasolina, mas no final da minha viagem, eu tinha uma cabeça limpa. Se alguma coisa poderia fazer Payton sorrir assim, eu ia deixá-la fazer isso sem muita luta. Payton fez uma inversão de marcha, e em seguida voltou para o estacionamento. Ela puxou até nós, quase parando em nossos pés, e estava descendo antes mesmo dela me notar ali de pé. Seu passo era hesitante e ela caiu com força sobre seu traseiro. Observei-a sentar-se lá, o rosto em chamas antes que eu recobrasse os meus sentidos. Segurando minha mão, eu brincando, disse, "Suaveee". Ela enfiou a língua rosa para fora, e colocou as mãos atrás das orelhas, balançando como uma criança de três anos. "Quantos anos você tem de novo?" Eu brinquei. Por dentro eu estava rindo embora. Ela sempre surpreendeu o inferno fora de mim. Ela me dispensou com um sniff, e se virou para Ember.


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"Eu estou me dando um presente. Eu gosto da rosa brilhante, e o vendedor disse que ele me daria um bom desconto." Disse Payton. Trinta minutos mais tarde Payton era a orgulhosa proprietária de uma nova 2014 150cc BMS scooter. Era uma porra-de-rosa e brilhante para completar. O guidão maldito agora ostentava flâmulas, também. O homem das vendas idiota tentou transar com ela, e não lhe dar um bom negócio, por isso foi uma coisa boa que eu estava lá. Equipada com uma jaqueta rosa de couro, um capacete rosa e branco da Minnie Mouse e as luvas combinando, ela estava pronta para "decolar". "Certifique-se de olhar para os dois lados. Duas vezes. Não atravesse na frente de ninguém. Se você vê uma pessoa em uma garagem pronta para sair, assume que eles vão, porque eles vão com certeza. Eles não veem as pessoas em motocicletas. Deixe pelo menos dois metros de distância do carro na sua frente. Entendeu? Nunca se distraia. Hesitação mata. Vou te seguir para casa." Eu informei a ela com frases rápidas e curtas. Ela piscou algumas vezes e, em seguida, virou o rosto para longe do meu. "OK." Rangi os dentes. Ela não lutou comigo hoje. Você poderia dizer que ela não queria fazer o que disse a ela para fazer, mas ela não começou uma discussão. Ela apenas deu um passo para trás, e me deixou jogar tudo sobre ela. Ela não me enfrentou em nenhum momento. Algo devia estar errado. Balançando a cabeça, eu andei até minha motocicleta, jogando a perna para o lado. Eu a liguei com um estrondo e minha gatinha ronronou, assim como ela fez quando eu fazia meu último ano do ensino médio. Eu ia colocar tudo o que eu fiz no meu trabalho em tempo parcial na minha moto. Passei horas trabalhando nisso todos os dias durante meses até que eu estava satisfeito com a forma como ela ficou e como corria. Virei para Gabe, quando nós saímos do estacionamento. Mas ele estava muito ocupado rindo para ver-nos ir embora. O primeiro sinal de trânsito que paramos até me fez lembrar por que eu estava


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envergonhado. Um fodão como eu era suposto ter a coisa bonita na garupa da motocicleta. Não andar com uma scooter boba ao meu lado. Ainda mais uma rosa e brilhante. Os adolescentes apontando e rindo no carro ao nosso lado estavam prestes a ter suas bundas entregue a eles. Baixei os óculos para a ponta do meu nariz, e depois soltei "o olhar." Ember, minha irmãzinha, me chamava de "Big Brother". Ela dizia que quando eu olhava para ela assim parecia que eu iria chicoteá-la e isso fazia com que ela me obedecesse muito rápido. Eu não tinha certeza se esse era o caso, mas eu o usava muito nela quando ela era criança. Normalmente, para calá-la, mas não havia como dizer se ela calava a boca por causa do olhar, ou se ela decidia me dar alguma folga. Os adolescentes fugiram em um guincho de pneus, e eu tive que rir por causa de suas expressões horrorizadas que todos tinham. A risada rouca de Payton do meu lado me sacudiu fora dos meus pensamentos. "Você é foda. Aqueles meninos apenas passaram no sinal vermelho na frente de um policial!" Voltei a olhar para o carro fugindo, e com certeza, um policial de motocicleta foi correndo atrás deles com suas luzes acesas.Com isso, eu ri pra caramba. Karma era uma cadela. Chegamos no apartamento de Payton quinze minutos mais tarde. Ela estacionou ao lado de seu Mazda e pulou. Lembrei-me de ajudá-la a comprar o carro na semana passada. Payton estava indo um pouco louca no departamento de gastos com seu novo trabalho. Ela saltou para cima e para baixo, gritando animadamente. Eu apenas balancei a cabeça. Esta mulher era louca, e tudo isso era uma loucura me ligando além da crença. Pena que ela não me queria de volta. "Vamos levá-la para dentro, docinho, eu tenho lugares para ir, e aqui não é um deles." Eu disse cruelmente. Seu rosto caiu, e eu me senti como um burro total, mas ela deixou bem claro que ela não estava pronta. Eu não acho que eu poderia estar perto dela e não querer ela, então isso foi tudo por nada e eu


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não estava para a tortura. Tudo o que eu tinha a fazer era entrar em uma sala em que ela estivesse e meu pau estava pronto para ela. Eu não tinha tido uma mulher em meses, desde o dia em que a conheci. Ficar com tesão me fez mal-humorado. Eu estava em um mau humor perpétuo. Mesmo pilotar não estava limpando a minha cabeça como costumava. Agora, tudo o que eu precisava fazer era conduzi-la para o seu apartamento, e verificar para me certificar que tudo parecia bem. Eu agarrei o seu cotovelo com a mão esquerda, e caminhei com ela até a porta. Minhas sobrancelhas franzidas quando eu notei a maçaneta da porta, e então seis bloqueios que adornavam a porta acima dela. Que porra é essa? "Que porra é essa?", perguntei em voz alta sem entender nada. Ela me ignorou e foi para destravar o primeiro bloqueio, e em seguida os dois últimos. Minhas sobrancelhas franziram de novo, perguntando o que diabos estava acontecendo. "Por que você só tem três deles trancados?", questionei. "Por que você se importa?" Ela atirou de volta. "Diga-me." Eu exigi. "Você pode ir sentar-se em um cacto. Eu não quero falar com você agora. Você me deixa tão louca. Eu não posso ver direito." Ela resmungou entre os dentes. Olhei para ela longo e difícil. "Payton." Devo ter ficado encarando sério, porque ela finalmente explicou. "Dessa forma eu acho que, se eles escolherem as fechaduras, eles vão apenas escolherem aquelas que não foram trancadas em primeiro lugar. Eu sempre apenas bloqueio a metade deles. Além disso, eu mudo sempre o código. Eu nunca seleciono o mesmo padrão de bloqueio por dois dias seguidos". Isso era genial, se você não contar o pequeno fato de que um selecionador de bloqueio não era estúpido. Você tinha que saber como funciona um bloqueio antes de você poder pegá-lo. Eles podem dizer, como eu posso, qual é bloqueado assim como


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os picaretas estão interessados. Não que eu ia dizer isso a ela. Ela precisava da segurança extra e paz de espírito para alguma coisa. Não que eu entendia o porquê. O que diabos estava acontecendo? "Por que você tem seis bloqueios em primeiro lugar?", perguntei. Ela respondeu, embora com relutância. “Quando eu fui atacada, eu estava com muito medo de ficar em casa. Meu irmão veio com essa ideia, e meu cérebro estava tudo bem com ter seis fechaduras. Eu poderia ficar aqui sem ter muito medo." Meu corpo congelou uma vez que ouvi sua explicação. "Espere um minuto. Você foi atacada? Você nunca disse nada sobre um ataque, tudo o que disse foi que o seu namorado te deixou". "Ele fez." Ela disse em breve. "Você acabou de dizer que foi atacada, foi o seu namorado que fez isso?" Eu exigi. "Ex e não". "Payton, você vai me dizer porra. Eu tenho maneiras de saber essa merda, e de uma forma ou de outra eu vou saber o que aconteceu. Você quer que seja pelo caminho mais fácil, ou da maneira mais difícil?" Ela me deu um olhar que afirmou claramente que eu era o homem mais idiota do planeta se eu achava que ela ia dizer algo agora. Consequentemente, eu fiquei olhando para ela, até que ela finalmente cedeu. Ela respirou fundo, em seguida, falou lentamente. "Meu namorado e eu estávamos andando de volta para o nosso carro depois de comer no The Watering Hole. Você sabe como o estacionamento é escasso. Nenhum estacionamento em qualquer lugar perto que você não tenha que pagar. Duas pessoas nos atacaram por trás. Em vez de Rory me ajudar e lutar, ele fugiu, deixando-me sozinha com eles. Eu fui espancada, e depois eles roubaram minha carteira e chaves. Meu carro nem estava lá, e minha carteira tinha apenas três dólares. Eu estava toda quebrada por um conjunto inútil de chaves e três dólares malditos. ”


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"Você tem que estar brincando." Eu sussurrei em tom mortal. Fiquei chocado. Nunca que você teria pensado que ela tinha sofrido algo tão horrível. Quando você a vê, você vê arco-íris e a porra da luz do sol, e pensar que a porra do perdedor do ex-namorado dela apenas a deixou para esse destino. Ela tinha um metro e cinquenta e cinco se tivesse sorte, ela nunca teria tido uma chance contra um homem, muito menos com dois. O que o torna um pedaço de merda. "Não. Três costelas quebradas, hemorragia interna, pé esquerdo quebrado, tornozelos torcidos, uma fratura no quadril, e uma concussão. Arranhões do cimento cobriram todo o meu corpo onde minhas roupas não me protegeram. Contusões menores em outros lugares." Ela disse como se não fosse um grande negócio. Eu me senti como o maior babaca do planeta. Aqui estava eu pensando apenas em mim, e ela estava se recuperando de uma surra, e não menos de um inferno de uma traição da única pessoa que ela deveria ser capaz de confiar mais. Em vez de apoiá-la, eu rosnei, reclamei, e ignorei-a a cada vez que entrou em contatou pensei que ela era a porra de uma provocação. Nunca em um milhão de anos eu teria imaginado que este era o motivo da sua natureza quente e fria, e sua atitude de merda. "Está tudo bem, Max. Eu não queria que ninguém soubesse de qualquer maneira. Você pode ir agora." Ela disse enquanto segurava a porta aberta para mim para sair. Fiz isso com relutância. "Apenas me diga duas coisas." Eu disse rispidamente, "Quais eram os seus nomes?" "Jake e Kyle Donner." Ela sussurrou. O nome não me lembrava de nada, mas até amanhã, gostaria de saber tudo sobre eles. Até quando eles param para uma mijada. "E o seu ex-namorado. Qual é o nome dele?" Ela me olhou intrigada. "Rory Christenson. Por quê?" Dei-lhe um sorriso. Não foi um sorriso agradável também. Foi um bem calculado. Amanhã, ele não saberia o que o atingiu. Ela olhou para mim com cautela, mas sabiamente permaneceu em


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silêncio. Estou certo de que agora ela descobriu por que eu queria os nomes. Ela sabia que eu não ia deixar isso para lá. "Você pode ir agora." Ela disse em breve. Eu sorri um sorriso sincero desta vez. Tomando seu rosto em minhas mãos, eu dei-lhe um beijo suave nos lábios. "Quando você estiver pronta, eu vou estar aqui esperando por você."


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Isso era estúpido. Eu era uma idiota. Era uma loucura. Nós amamos a luta. Nunca uma única vez ele disse algo que eu concordei com ele. A única coisa que tínhamos era essa paixão crua. Nós dois estávamos muito atraídos um pelo outro. Ele entra na sala, e eu quero ele instantaneamente com uma ferocidade que era provavelmente insalubre. Tínhamos essa relação em que o menino iria empurrar a menina para baixo no campo de jogos, e em seguida, chutar a sujeira sobre ela. Então, ele diria a toda a escola que ela cheirava a cocô. Quando estávamos em torno dos outros do nosso grupo, nós brigávamos como cães e gatos. Sozinhos era um assunto completamente diferente. Ele era doce e engraçado, rimos, e ele ouviu enquanto eu chorava. Ember me enviou um texto mais cedo esta noite dizendo que seu irmão estava sendo recrutado de volta para o serviço militar. Ela me disse que eles estavam dando uma festa para ele como uma espécie de festa de despedida, mas eu recusei. Eu não acho que eu poderia fazê-lo. Isto é, até cerca de cinco para a meia-noite, quando eu desisti, e fui assim mesmo. O que me levou a agora. Eu estava na porta de Max. Ninguém estava na Ember além daqueles que moravam lá. Max tinha ido para casa quase uma


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hora atrás. Eu estava parada aqui há mais de 20 minutos, tentando trabalhar a coragem para bater na sua porta. Meu telefone tocou no meu bolso, e eu o tirei para fora para dar uma olhada. Era de Max. Max: Vou ficar fora por um tempo. Chame-me se precisar de mim. Vou verificar as minhas mensagens sempre que puder. Simples. Max puro. Ele sabia que eu me preocuparia se eu não pudesse saber dele, e ele não queria que eu me preocupasse. Nos últimos seis meses, eu compartilhei muitas noites ao telefone com ele. Falando para me tirar dos meus terrores noturnos. Houve vezes que eu acordava e ligava para ele, mesmo sem perceber. Eu acordava com ele falando comigo calmamente, acalmando os meus medos. Ele ficaria no telefone comigo por quase uma hora esperando para me acalmar o suficiente para voltar a dormir. Antes de ter Max, eu ficava acordada por horas, até que a luz do dia beijava o céu, com medo até mesmo de sair da cama. Eu tinha a medicação, mas tudo o que fez foi me manter em um estado de sonho, revivendo o meu pesadelo pessoal uma e outra vez, incapaz de acordar totalmente. Os últimos três meses foram milagrosos, e foi tudo por causa de Max. Eu estava pronta há um mês, mas eu estava com muito medo de admitir isso. Agora, ele estava saindo, e ele poderia muito bem não voltar. Eu estava apavorada. Batalhando por uma coragem que eu não tinha, eu bati na sua porta. Passos pesados soaram atrás da porta, e eu esperei enquanto o bloqueio foi tirado, e a corrente removida. Parecia uma eternidade antes que a porta se abriu. Max era um belo exemplar de homem. Musculoso, alto e magro, em todos os lugares certos. Não muito volumoso, mas definitivamente ele não era magro também. Ele tinha o cabelo escuro cortado perto do seu couro cabeludo. Ele tinha quadris estreitos que seguiam até um peito bem definido. Seus olhos eram de um tom de verde exatamente


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como o da sua irmã. Uma cicatriz corria ao longo de seu queixo para baixo do lado esquerdo de sua mandíbula, e desaparecia atrás da orelha. Seus olhos brilharam quando ele me viu na porta, e um pequeno pedaço de esperança se enraizou no meu peito. "Hey." Eu disse. Ele me olhou por alguns instantes antes de inclinar-se para baixo e me agarrar em um abraço de urso. Seus braços apertados ao redor das minhas costas. Minhas mãos ficaram presas entre nós, e meu rosto apertou-se na curva do seu queixo. Meus pés pendiam uns bons vinte e seis centímetros do chão. Com um metro e cinquenta e dois, era procedimento padrão para mim encontrar uma pessoa mais alta do que eu. Max, no entanto, elevavase sobre mim com dois metros de altura. Seu rosto estava enterrado no meu pescoço, e eu ri com o ridículo de estar a quase trinta centímetros fora do chão. "O que você está fazendo aqui? Você teve um pesadelo, sinto muito; eu não sabia que o meu telefone estava morto até que eu cheguei de volta da festa.", disse Max, com a cabeça ainda enterrada no meu pescoço. Sua voz causou arrepios na minha espinha. Ele tinha uma voz profunda e tão baixa. Ele poderia facilmente competir com o cantor country Josh Turner, que poderia matar uma nota baixa. Essa voz profunda rica foi feita para seduzir mulheres. Tudo o que ele tinha a fazer era dizer o meu nome, e eu estava cativada. Durante as nossas muitas conversas tarde da noite, eu iria me acalmar apenas ouvindo a profunda cadência de sua voz, monótona e falando sobre nada sério. Ele parecia preocupado que ele poderia ter perdido a minha chamada. "Você não perdeu a minha chamada. Eu estive do lado de fora por vinte minutos tentando arranjar coragem para vir bater na sua porta. Ember me disse que você está indo embora. Eu não quero que você saia sem ouvir nada de mim antes de ir." Ele me colocou para baixo em meus pés e procurou os meus olhos, procurando alguma coisa. "Isso é tudo o que você queria?"


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Calor subiu pelo meu pescoço e Max riu quando viu o rubor. "Você está tentando me dizer que você finalmente me quer, e eu tenho que deixar o maldito país na parte da manhã?" Ele perguntou rispidamente. Minha boca abria e fechava como um peixe. Meu rosto parecia que estava em chamas, e eu não sabia o que dizer. Quero dizer, sim, por um lado, eu queria ele como queria a minha última respiração. Por outro lado, no entanto, eu estava com medo de que ele estava indo e poderia nunca mais voltar. "Sim e não." Eu finalmente disse. Ele levantou uma sobrancelha em questão, então eu continuei. "Eu quero você mais do que eu quero a minha próxima respiração." Eu botei para fora. "Baby, você pode me ter. Eu só tenho uma noite, mas você pode apostar o seu esconderijo de biscoito em sua gaveta da mesa de cabeceira que, quando eu voltar, eu vou estar em sua cama. Se fizermos isso, você é minha. Não confunda isso como algum caso de uma noite. Você será minha." Eu estava sem palavras. Quero dizer com certeza, ele disse que me queria antes que ele descobriu sobre o meu ataque. Quando eu disse a ele alguns dos detalhes, ele recuou, e eu levei isso para dizer que ele não estava interessado. Ele respondeu minhas chamadas durante a noite, e eu me inclinei mais no sentido de pensar que ele sentiu pena de mim, em vez de me querer. Acho que estava errada. "Eu sou uma bagunça quente, Max." Eu disse a ele. Ele deu uma risada gutural. "Querida, estamos todos esses meses quentes. Alguns mais do que os outros. Você e eu somos provavelmente pescoço com pescoço na corrida de asneiras". "Você não está dizendo asneiras. Agora, estamos perdendo todo o nosso tempo. Leve-me para a cama, ou me perca para sempre." Eu disse, tentando conter minha risada. Max não o fez. "Mostre-me o caminho para casa, querida."


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Com isso, ele se curvou na cintura, e eu estava em cima do seu ombro. Cada passo me fazendo saltar para cima e para baixo, e eu tinha uma bela vista da sua bunda perfeitamente apertada. Minhas mãos coçavam para agarrar e apertar, mas eu não era o tipo de pessoa que iria iniciar qualquer coisa. A minha maneira de fazer as coisas era para jogar tudo fora; me escondi atrás de meu senso de humor sarcástico. Assim como antes com o meu comentário Top Gume, eu esperava a luz de alguma coisa, quando na realidade, eu queria pular em seus ossos como se não houvesse amanhã. Olhando ao redor, eu admirava seu senso de estilo. A casa era confortável. Embora tivesse paredes brancas, havia fotos penduradas nas paredes. Muito provavelmente, graças à sua irmã que parecia ter uma câmera acoplada a bunda dela em todos os momentos. Havia um grande sofá que ocupava três quartos da sala, e parecia muito confortável. Ele me levou por um longo corredor, e eu fiz nota para voltar e olhar para o retrato de família antes de eu sair amanhã de manhã. Andamos em um ritmo rápido para o seu quarto, e eu me vi voando pelo ar, batendo em uma cama que parecia feita de nuvens. "Oh, Senhor, tenha piedade. Tem uma cama confortável. Eu poderia perfeitamente dormir nesta coisa para sempre. Aposto que até mesmo as migalhas não iriam estragar esta experiência." Eu disse, enquanto movia meus braços e pernas dentro e para fora fazendo um anjo de neve imaginário. "Você pode ter a cama, se você gosta muito." Max disse ao livrar-se de sua camisa. "Eu só vou dormir aqui desde que você não vai estar aqui para usá-la de qualquer maneira." Eu disse distraidamente. "Por mim tudo bem, se você quiser fazer isso. Eu não me importo, nem um pouco. Isso também pode ajudar os seus pesadelos." Ele disse casualmente, quase como se ele não se importasse, no mínimo. Ele fez isso com cuidado, porém, tentando me oferecer o lugar que ele sabia que era mais seguro, sem ofender o meu senso de independência. Tudo em mim gritou para aceitar a oferta, mas eu sabia


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que se eu fizesse, eu nunca iria querer sair. Ele se cansaria de me ter aqui, eventualmente, e eu não queria me estabelecer para depois fracassar. Na esperança de desviar a sua atenção, eu passei os olhos para cima e para baixo em seu torso amostra. "Você é linda." Ele também era. Seu peito estava bem definido. A maior parte de seu peito era imaculado e bonito. Havia uma pequena parte do seu peito superior direito e braço que tinha algumas cicatrizes, mas a partir deste ângulo, eu não sabia se elas continuavam a sua volta ou não. Do que eu poderia dizer, não era tão ruim. Apenas algumas cicatrizes enrugadas que pareciam talvez de alguns estilhaços. Elas poderiam ter sido muito piores; minhas horas de trabalho voluntário no hospital local VA me mostraram isso. Eu estava incrivelmente tímida, eu poderia levar isso muito bem com a minha inteligência e humor, mas parecia que todo o meu humor tinha me abandonado no momento. Estava com tanta vontade de correr as minhas mãos sobre ele, mas eu fiquei parada, esperando que ele iria ver que eu precisava dele para assumir o comando. Ele fez. O homem nunca perdeu uma oportunidade. Ele sabia coisas sobre mim que, mesmo eu não sabia até que ele trouxe para a minha atenção. Há três semanas, o grupo todo saiu para comer em Cheddar. Para a sobremesa, eu pedi um brownie, e Max fez questão de dizer ao garçom para manter as nozes, quando eu nunca sequer pensei em perguntar. Eu teria apenas pedido uma vez que chegasse, mas ele me notou fazer isso apenas uma vez. Seus braços foram para o cós da minha calça e abriu-os lentamente. Minha respiração parou no meu peito, e eu comecei a entrar em pânico. Max notava tudo, porém, e parou antes que ele tirasse o meu jeans. "Você está bem?" Ele perguntou. Como diabos eu ia dizer-lhe isso? "Sim. Tem sido um tempo, e, hum, bem, Rorydisse-que-eu-parecia-um-peixe-frio-na-cama."


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Espalhando minhas pernas bem abertas, ele ajoelhou-se entre elas e me olhou calorosamente. "Eu entendi o Rory. O resto você disse muito rápido. Diga de novo mais devagar dessa vez, Payton." Respirando fundo, eu disse: "Rory disse que eu era muito ruim na cama. Que eu não participava, e eu precisava participar mais. Eu... eu quero. Eu faço. Mas eu não sei como dizer isso no calor das coisas." "Você me escuta", disse ele inclinando-se mais perto. "Esta merda de Rory, ele não é um homem. Um homem não deixaria sua namorada na porra de uma rua com dois homens a atacá-la. A mulher não gostar de sexo com o cara diz algo sobre o homem, não sobre a mulher. É o trabalho do homem descobrir o que a mulher gosta, o que vai trazer o selvagem nela. Me deixe te contar um pequeno segredo, eu posso fazer você se sentir bem selvagem. Não duvide." Minha boca ficou seca, e eu não tinha nada a dizer sobre isso. Em vez disso, eu levantei meus quadris para fora da cama para que ele pudesse tirar minhas calças mais facilmente. Ele tomou o convite pelo que era, e tirou meu jeans. Minha calcinha foi exposta, e de repente me senti imensamente envergonhada. Se eu soubesse que ia estar fazendo isso hoje, eu não teria usado essas. Estudando a minha calcinha com um sorriso, ele disse: "Angry Birds, eh? Não são cuecas de menino?" Meu rosto ficou em chamas. Tomando o travesseiro na cama ao lado da minha cabeça, eu enterrei meu rosto nele. "Meu Deus.OmeuDeusmeuDeus! " "É fofo. Eu não sabia que mulheres adultas podiam usar roupa íntima de menino, mas, estranhamente, você as usa bem. Eu não acho que eu vou olhar para um Angry Birds, da mesma forma novamente." Max riu. Tirando o travesseiro do meu rosto, eu fiz uma carranca para ele com a ferocidade de um texugo raivoso. "Você não sabe como é difícil encontrar coisas do meu tamanho. Eu sou estupidamente pequena que tudo que visto fica estranho. Calcinhas do departamento feminino se encaixam como cuecas da vovó em mim. Então eu faço compras no


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departamento de meninos para meias e cuecas". Ele me olhou com seus olhos brilhantes, e depois começou a rir. "Você só me fez um homem feliz. Posso ter uma foto sua nestas antes de eu sair?" A menção dele deixando-me me tirou do meu embaraço. Agora eu só senti tristeza. Eu gostaria de ter aceito a sua oferta meses atrás. Agora ele estava indo embora, e quem sabia quando eu iria vê-lo novamente. Afetada, eu corri minha mão para baixo sobre sua mandíbula, sua barba curta me arranhando. Ele era um homem tão bonito. "Leve-me." Eu sussurrei ao olhar profundamente em seus olhos. "Eu nunca quis fazer mais nada na minha vida." Ele disse, e depois beijou-me sem sentido. Sua língua trabalhava sobre a minha, mergulhando e emaranhando, sugando meu lábio inferior e, em seguida, beliscando-o suavemente. Ele resmungou, e então eu estava sem camisa também. Mordi o lábio. Eu não era autoconsciente sobre o meu corpo, ou eu não era até Max começar a correr os olhos famintos sobre o meu corpo. Meu corpo não mudou muito desde os meus quatorze anos de idade. Pequeno, seios pequenos, e absolutamente sem curvas. Eu malhava de vez em quando, então eu estava em uma forma bastante decente, mas você não pode consertar algo que você não tem. Eu era uma jogadora de futebol na escola, e ainda gostava de jogar aqui e ali, quando eu tinha tempo. Ele grunhiu de frustração. Eu estava usando uma camiseta debaixo da minha camisa, assim como eu normalmente fazia. Eu sou uma pessoa muito desajeitada, e eu sempre tinha que mudar a minha camisa, pelo menos uma vez por semana, porque eu sempre derramava algo nela, o que fazia com que escorresse pelos meus seios, exigindo-me a mudar minha camisa. Portanto, eu era esperta e sempre usava uma camisola em vez de um sutiã, porque honestamente eu não precisava de um de qualquer maneira. "Você é linda. Pare de se preocupar.” Ele disse antes de correr o dedo sobre o meu lábio para me impedir de mordê-lo. Seus olhos se concentraram na tatuagem que atingia o fim na parte de baixo da minha camiseta.


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Prendi a respiração em antecipação. O que ele acharia disso? Eu a consegui por um capricho. Era meu aniversário de dezoito anos, e eu senti a necessidade de fazer algo que iria irritar meus pais. Mais cedo naquele dia eles tinham me colocado de castigo por fugir na noite anterior. Por essa razão, eu escapei novamente e fiz uma tatuagem que eu sabia que eles iriam odiar. Sua mão grande e áspera correu até o meu lado esquerdo, levantando lentamente a minha camiseta revelando lentamente o meu corpo. Ele congelou quando ele viu. Então gritou com risos. Fiz uma careta para ele, e então ele abriu um sorriso para mim. Era uma tatuagem estranha, mas eu adorava. No meu quadril, eu tinha tatuado um revólver de seis tiros. Ela estendia-se a partir do meu osso ilíaco, para baixo para a direita no topo da minha linha de biquíni na minha coxa. Ela era realmente muito bonita, com sua scrollwork3 elegante no metal brilhante. Parecia um tipo de arma do velho oeste, e eu era sortuda, eu tinha ido a um tatuador respeitável, em vez de um que teria feito com que parecesse uma merda. Seu riso parou, e, finalmente, ele disse: "Esta é a melhor tatuagem que eu já vi." Eu sorri. Fiquei feliz que ele gostava. "Sai do topo da minha calça jeans também. Então, quando eu estou vestindo calças, parece que eu tenho uma arma na cintura. Aos dezoito anos, ela foi o melhor "foda-se" que eu poderia dar aos meus pais. Ou, pelo menos, tudo o que eu poderia pensar no momento." Sua outra mão foi até o outro lado da minha camisa, e ele passou as mãos até que ele encontrou o outro lado da camiseta. Parando por um momento, ele fechou os olhos, e então levantou a camiseta para cima e sobre os meus seios. Eles saíram do seu confinamento, e saltaram livres. Meus mamilos frisados com a sensação do ar frio batendo neles, e depois me deu água na boca observar Max estudá-los com uma concentração feroz. Abaixando a cabeça, ele deu a um mamilo uma lambida lenta, sacudindo-o levemente com a ponta da língua. Em seguida, ele mudou para o outro seio. 3

Scrollwork – Arabescos.


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Meus mamilos estavam mais duros do que nunca, e eu gemi, querendo que ele os sugasse em sua boca. Embora eu não revelasse isso. Eu arqueei um pouquinho, e, em seguida, caí de volta na cama. "Mais?", perguntou Max. "Sim." Eu assobiei. Ele deu um sorriso diabólico, e em seguida, terminou de tirar a minha camiseta e lá estava eu, deitada, nua, exceto por minha cueca da Angry Birds, e ele ainda estava na sua maioria vestido. Suas calças, cinto, meias e sapatos ainda estavam cobrindo a metade inferior do seu corpo. Eu olhei para elas, desejando que ele pudesse tirá-las para que eu pudesse ver seu corpo. "Você me quer nu?" Ele perguntou consciente da minha necessidade em silêncio. Eu balancei a cabeça, e suas mãos foram atrás das costas. Quando a mão dele surgiu novamente, ele colocou uma gigante, preta e grande pistola na mesa de cabeceira ao lado da cama, e depois foi trabalhar em seu cinto e botões. Ele se inclinou uma vez que eles foram soltos, e desamarrou suas grandes botas pretas; tirando-as uma por uma, uma vez que ele tinha as desamarradas. Ele tirou suas calças, e minhas pupilas se dilataram no homem mais bonito que eu já vi. Jesus. Seu abdômen não era firmemente sulcado como você vê em todos os modelos masculinos. Os seus eram mais definitivamente definidos, mas eles não eram tão óbvios. Por outro lado, o V que apontava para a região da virilha poderia trazer lágrimas aos seus olhos. Ele tinha uma tatuagem, que parecia ser os restos de uma bandeira esfarrapada que enrolava em torno de seu quadril. Próximo a essa tatuagem, apenas algumas polegadas de distância, estava o maior pênis que eu já vi. Engoli em seco dramaticamente quando o tamanho finalmente processou através do meu cérebro. Era grande e espesso, curvado ligeiramente para a direita. Max começou a rir quando ouviu o meu engolir audível.


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"Vai ficar tudo bem, querida. Não é tão grande." "Se você diz, Max. Só não me rasgue inteira." Eu rangia. Ele riu. "Você sabe, é provavelmente apenas um tamanho médio. Eu nunca tive quaisquer queixas antes." "Eu não quero ouvir sobre suas outras conquistas." Rosnei. "Sim, senhora." Ele disse, pouco antes de ele se abaixar e circular meu clitóris com a língua. "Eeek." Eu gritei e, em seguida, arqueei para fora da cama na surpresa. Rory nunca tinha feito isso antes, então foi uma surpresa para mim perceber que isso realmente fazia um pouco de cócegas. Sua barba cerrada arranhou o interior das minhas coisas, e eu não poderia ajudá-lo. Eu ri. Parei embora quando seu dedo entrou em mim em um impulso penetrante. Sem provocação para Max. Apenas um lento, deslizar suave. Entortando o dedo, ele arrastou-o ao longo da parte superior da minha vagina, procurando meu ponto-G. Não que eu soubesse onde estava, porque Rory com maldita certeza não tentou encontrá-lo antes. Eu só tinha que agradecer. Nunca qualquer coisa que já tinha experimentado poderia até mesmo se comparar a isso. Com cada movimento de sua língua, ele iria puxar o dedo para fora, esfregando contra um ponto dentro de mim que iria enviar um raio marcante nas minhas veias. Uma queimadura suave e lenta estava me fazendo mover sem descanso contra o rosto de Max. Agarrando os seus cabelos, eu puxei-o para perto de mim. "Oh Deus." Ele riu, e isso desencadeou uma vibração através do meu clitóris. Um orgasmo explosivo rasgou através de mim, e eu gemi como uma estrela pornô, olhos fechados apertados, e moí em seu rosto ainda mais difícil.


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Levei um tempo, mas voltei a mim mesma quando Max estava me dando uma lânguida e longa lambida, e depois se arrastou até o meu corpo, estabelecendo seus quadris entre as minhas coxas. Seu pênis encontrou uma casa no meio dos lábios de meu sexo, e ele se moveu lentamente para trás e para frente. Cada passagem do seu pau passou o comprimento ao longo do meu clitóris, e enviou pequenos tremores por toda a minha metade inferior. "Você está pronta?" Ele perguntou ao olhar nos meus olhos. Eu balancei a cabeça em resposta, e cerrei os dentes, apenas no caso de doer um pouco mais do que ele pensava que doeria. Mas isso não aconteceu. Ele retirou um pouquinho; apenas o suficiente para que ele pudesse pegar seu pênis na base, e guiou-o para a entrada da minha vagina. Fazendo uma pausa, ele observava os meus olhos, e então começou a me encher, tão completamente que parecia que eu ia estourar. "Jesus Cristo, você está tão apertada." Ele rangeu com os dentes apertados. Eu estava ofegante com a plenitude. Parecia magnífico. Experimentalmente, eu balancei os meus quadris para frente e para trás, e, em seguida, o apertei com os meus músculos internos. Seus olhos fecharam, e então ele se acalmou completamente, esperando o que eu acho, era um pouco de controle. De repente, seus olhos se abriram, segurando o meu olhar com o dele. Em seguida, ele puxou de volta duro, e bateu de volta em mim. Ele deve ter perdido a luta pelo controle. Ele não me machucou embora; ele era forte, mas suave. Uma e outra vez, ele iria puxar para fora quase que completamente, e, em seguida, bater de volta para dentro de mim. Cada impulso me prendendo na cama, levando-me cada vez mais para perto da cabeceira da cama. Colocando minha mão, eu endureci meu braço para evitar que a minha cabeça batesse na cabeceira e obtivesse uma concussão. Cada impulso de seus quadris abalou-me até a alma, e eu não podia deixar de levantar meus quadris em conjunto com o seu.


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"Eu preciso que você venha. Estou prestes a me perder aqui." Ele rosnou quando os seus olhos se conectaram com os meus. Desviei o olhar dos seus, sobrecarregada com a quantidade de emoção em seu olhar. Em vez de olhar para ele, eu olhei para a conexão de nossos corpos. Eu assisti como seu pau saiu de mim, brilhando em meus sucos, e depois desapareceu novamente dentro de mim. Esta foi realmente a melhor decisão, porque um orgasmo tomou conta de mim no próximo segundo, e eu prendi a respiração e tranquei os dentes para manter o grito de prazer dentro de mim. "Foda-se." Max gritou em um estrondo. Oh... tão lentamente, minhas pálpebras se abriram, e o que eu vi me chocou até o núcleo. Os olhos verdes de Max brilhavam. Vi fome, necessidade, e até mesmo algo que eu não estava pronta para reconhecer ainda. "Você se encaixa." Eu disse sem muita convicção. "Sim”. Ele riu. Eu amei o seu sentido de humor. Eu poderia fazer quase qualquer coisa na frente dele, e ele não iria achar extrapolado, ou nojento. Claro, se estivéssemos na frente dos outros, ele me daria um tempo difícil, mas em privado, ele se juntaria à diversão, fazendo comentários ainda mais sujos do que eu tinha feito originalmente. Eu estava realmente apaixonada por este homem. Era raro encontrar alguém que gostava da sua loucura. E não se importava se você foi para a cama vestindo roupas íntimas de meninos com estampas do Angry Bird. Ou se você usava suas meias do lado avesso porque o exterior era mais suave do que o interior. "O que você está pensando? Você está com os olhos enlouquecidos." Max murmurou em cima de mim. "Você

está

dizendo que lentamente.

eu

tenho

olhos

loucos?",

perguntei

"Foi isso o que eu disse? Não, eu disse que seus olhos estão ficando loucos. Olhos loucos implicam que você está transando com nozes. O que eu quis dizer foi que suas pupilas estão dilatadas, e eles estavam correndo ao redor da sala como se você estivesse procurando um meio de escapar. Não coloque


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palavras na minha boca". Ele disse calmamente. Eu empurrei o seu peito. Ele não se mexeu uma polegada. "Saia, seu grande bastardo." "Eu não estou indo a lugar nenhum. Temos três horas antes de eu ter que sair. Pode apostar docinho que eu vou usar elas muito bem antes que eu tenha que ir. " Ele disse antes de solidificar esse fato, se retirando em seguida, e empurrando para frente novamente. As próximas duas horas e meia foram gastos fazendo exatamente isso.

"Eu tenho que me vestir." Eu sussurrei contra seu cabelo. Meus lábios arrastaram para o lado de seu rosto, e depois para baixo ao longo da linha de sua mandíbula antes de se estabelecer suavemente sobre os lábios. Inclinei-me para frente para esfregar o meu nariz ao longo do seu rosto quando ele voltou molhado. Meu coração ficou ferido. Sentando sobre os meus pés, eu arrastei-a até uma posição sentada e emoldurei seu rosto em minhas mãos. "Vai ficar tudo bem. Eu vou ficar bem. Não se preocupe." "É melhor você voltar aqui inteiro maldição, ou eu vou chutar o seu traseiro." Ela disse toda brava, mas não mordendo. Eu ri. A menina tinha o temperamento de um pit bull. Toda rosnar e latir. Ela mordia você e depois assoprava. Isso é o que eu mais amava sobre ela. Não que eu diria isso a ela ainda. Eu tinha acabado de conseguir que ela se abrisse para mim. Eu estaria ferrado se eu iria assustá-la antes que eu a tenha firmemente no lugar que eu quero. "Eu adoraria ver você tentar." Dando-lhe mais um beijo nos lábios, eu saí da cama e comecei a me vestir. Tinha sido um longo tempo desde que eu tinha usado estes gastos BDUs. Eles me faziam sentir em casa. Eu vivi neles por dez


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anos, e então simplesmente parei de usá-las quando eu estava ferido há dois anos. Colocá-los agora me fazia sentir como encontrar um cobertor de segurança que você tinha usado quando você era uma criança. Payton assistiu em silêncio da cama. Ela estava vestindo uma das minhas velhas camisas de treino. Ela tinha o logotipo da Pepsi sobre ela, e era tão usada como uma camisa velha poderia ser. Era, de longe, a minha favorita para vestir, e eu estava fazendo exatamente isso quando eu abri a porta esta noite. A camisa pendurada em um ombro, e mostrando a pele perfeita e suave. Seu cabelo caiu em desordem ao seu redor. Choques de verde, cor de rosa e cal dispersos por todo o cabelo marrom que eu não tinha notado anteriormente durante a minha inspeção. "Tem certeza de que não quer ficar aqui?", Perguntei. Ela assentiu, mas permaneceu em silêncio. Merdinha teimosa. "Eu vou dar-lhe uma chave, e o código para o portão. Eu vou chamála assim que chegar lá, então você sabe que eu cheguei bem. Vou tentar deixar você saber o que está acontecendo, e por quanto tempo estarei indo. Não se desespere se você não ouvir de mim por um longo tempo. Isso é normal." Era especialmente normal para mim desde que eu não estava indo para estar fazendo as coisas normais que um soldado faz. Eu ia fazer o que faço melhor, e isso era interrogar. Quando Layne, meu velho CO, me chamou na noite anterior, eu sabia que não ia ser bom. Eles só me usavam quando era terrível. O governo não gosta de usar os meus serviços se eles não são necessários. Infelizmente, eu comecei a usá-los muito perto do final da minha carreira, e agora eu estava de volta, fazendo o que eu era bom, com pouca atenção à minha própria paz de espírito. Eu odiava cada porra de minuto. Eu não gostava de mim quando eu tinha que ser essa pessoa. Ela assentiu com a cabeça, e então se levantou, parando para agarrar seus jeans. Ela fez seu caminho para o banheiro, e depois fechou a porta. Vi a porta silenciosamente, perguntando se eu deveria ir lá e ter certeza que ela está bem. Eu não fiz, porém, decidindo que ela precisava de alguns minutos.


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Reuni o resto da minha tralha, agarrei meu uniforme, e configurei o alarme da porta da frente. Caminhando para a porta de trás, tive a certeza de que estava trancada antes de ligar o A / C desligado. Eu tinha tomado cuidado com a comida na minha geladeira antes da festa esta noite enchendo tudo dentro do frigorífico comum na loja. Eu dei uma boa risada com o fato de que a minha cerveja provavelmente ainda estaria lá quando eu voltasse. Os outros não gostavam de Old Milwaukee4. Eu adorava, embora, provavelmente porque eu tinha crescido bebendo a merda como se fosse água. James e eu tivemos muitos bons momentos que eram tudo por causa de Old Milwaukee. James tinha se formado na maior e melhor, enquanto eu tinha ficado preso com o que eu sabia. É por isso que eu estava com frescura para beber. Os caras chamavam de cerveja "mulherzinha", e falavam que apenas mulheres bebiam. Foda-se, eu não me importava, enquanto ela estivesse molhada e gelada. Eu não precisava do material caro para ser feliz. "Max?" Payton perguntou atrás de mim. Pisquei, e vi sua posição na luz do corredor. "Sim?" "Você está pronto?" Ela perguntou. Eu dei um aceno duro, e aproximei-me dela, passando os braços a seu redor. "Você vai me dar uma carona? Eu estava indo para acordar Ember, mas desde que você já está acordada isso funciona melhor." "Tudo bem. Vamos." Ela disse. Nós andamos de mãos dadas para o ar fresco da noite. O som das folhas que caem no chão podia ser ouvido sobre o chilrear dos grilos na quietude da madrugada. Eram apenas quatro horas da manhã, e ninguém ainda estava acordado para quebrar a tranquilidade da noite. Eu vim para uma parada súbita quando me vi sendo bloqueado por cinco corpos. Meu time. Olhares curiosos estavam sendo dados na direção de Payton, mas eu não respondi as suas 4

Old Milwaukee - Marca de cerveja americana famosa com baixo custo de produção.


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perguntas silenciosas. Cada vez que eles tinham nos vistos juntos, a atitude de Payton saiu para jogar. Ela era um inferno sobre rodas em público, mas doce e dócil enquanto estávamos sozinhos. Parecida com um filhotinho de gato, arranhando e louca em um segundo, e ronronando no seu colo no próximo. "Pensou que você poderia passar despercebido, não é?", perguntou James. Eu sorri, e dei a cada um deles um agito e bater de palmas na parte de trás. Sim, claro. Eu sabia que eles estariam aqui, não importa o quê. Eles não gostaram que eu estivesse sendo chamado de volta, e eles não estavam muito felizes que eu não teria ninguém para cuidar de mim. Nós somos todos uma equipe. "Você vai chamar-nos logo que você souber de alguma coisa." Sam informou. Esse era o nosso capitão. Ele olhava para nós, mesmo quando ele não estava no comando mais. "Claro que sim, Cap. Vocês vão vigiar Bubbles, aqui, não é?" Perguntei, enquanto enganchava Payton ao redor do pescoço com a dobra do meu braço, puxando-a no meu lado. "Bubbles?" Perguntou Elliott com um sorriso insolente. "Bem, eu descobri esta noite que ela usa essas Angry." Eu gemi quando um cotovelo atravessou o seu caminho em meu esterno. "Bubbles não é como Janie chama o pássaro azul do Angry Bird?" James perguntou interrogativamente. "Claro que é." Eu disse. Payton me deu o seu melhor olhar cale a boca antes que eu arranque as suas bolas, e eu bati a minha boca fechada sem dizer nada que pudesse colocar meus futuros filhos em perigo. "Eu tenho que chegar ao aeroporto. Olhem a minha irmã. Mantenham um olho sobre Bubbles." Eu disse, dando a cada homem um aperto de mão, antes de liderar Payton para seu carro. Um pensamento de repente entrou na minha mente, e eu me senti como um idiota completo, eu estava


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prestes a sair sem a peça mais importante da minha vida. Virando-se, eu corri de volta para dentro da casa. Dentro do meu armário estava o meu fiel M-4. Eu tinha limpado e mantive ele aprimorado ao longo deste último ano, embora eu não o tenha utilizado do mesmo jeito que eu costumava fazer. Embora, eu estivesse prestes a mudar. Pensando à frente, peguei quatro revistas, e voltei pela porta da frente. Payton estava em pé na frente dos meninos; todos eles estavam olhando para ela com curiosidade, ouvindo-a falar sobre o mais recente jogo de futebol do seu irmão. "Ele marcou duas vezes! Ele tem recrutadores de A & M e UT vindos para assistir seu jogo na sexta-feira. Ele não lhes disse ainda que ele vai para a Marinha, no entanto.” Ela conversava animadamente. "Marinha?" Elliott cuspiu indignado. Os meninos ecoaram seu juramento, e continuaram. Juntei-me a eles da minha posição atrás deles. Os meninos permaneceram passivos, enquanto Payton saltou de um pé, e abaixou seu corpo em uma bola para o chão antes de perceber o que ela tinha feito. Meu coração afundou. Seis meses nós tínhamos trabalhado nisso, tentando superar o seu medo, e não parecia que ela tinha feito qualquer progresso em tudo. Sabendo que a maneira de lidar com isso era ignorar e seguir em frente, eu disse: "Vamos, Bubbles. A menos que você queira que eu perca o meu avião, seja enviado para a corte marcial e depois conte a todos sobre sua roupa íntima do Angry-birds em retaliação". Risos altos encheram a noite, e eu estendi as mãos para ela, levantando-a em um turbilhão. Eu tinha a irritado, o que foi bom desde que eu não queria que ela pensasse em nada que tivesse a ver com o seu ataque. Payton deixou cair às chaves na minha mão antes de caminhar para o lado do passageiro. Payton dirigia um pequeno Mazda R-6, e parecia bonito e corajoso, que se encaixam perfeitamente a sua personalidade. Deixei minha bolsa no porta-malas, e fechei-o. Payton já estava no banco do passageiro, e eu apertei o botão na lateral do assento, movendo o


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banco para trás, tanto quanto ele poderia ir antes que eu estivesse dentro do carro. Eu já aprendi minha lição. As pessoas pequenas sentam-se cerca de duas polegadas a partir do volante. Eu tinha tentado ajustar o banco, como eu faria em um carro normal, uma vez, e apenas uma vez. Eu prontamente bati o queixo no volante e bati meus joelhos na colisão. "É no Aeroporto Gregg County5. Estou pegando um voo com uma tropa que está sendo enviando para fora em um C-1306. Você pode estar de volta na cama por volta das seis se se apressar." Eu disse quando puxei para a rua deserta. "Eu vou ficar com você até o seu voo." Payton sussurrou. Eu odiava que ela estivesse tão chateada. Poderia não ter sido a melhor ideia dormir com ela antes de eu ir para lugares desconhecidos. Se eu tivesse um osso cuidadoso no meu corpo, eu nunca teria sequer começado isso, mas eu era um bastardo egoísta. Eu queria ela. Eu tinha ela. Eu estava mantendo ela. Simples assim. A viagem para o aeroporto foi silenciosa. Se eu fosse honesto comigo mesmo, eu não queria dizer nada que iria fazê-la chorar mais do que o que ela já estava fazendo. Embora calmamente ela estava tentando mantê-lo escondido, mas eu cresci com uma irmã mais nova que chorou todo o maldito tempo. Eu sabia como o choro parecia. Estendi a mão e segurei a mão dela por toda a viagem. Alguns sniffles7 escaparam aqui e ali, mas independente disso, ela era forte, e não estava tentando me fazer me sentir mal por deixá-la como algumas das garotas dos homens que eu conhecia tinham feito para eles. Quando temos que sair, ter uma mulher histérica em suas mãos não tornava isso mais fácil. Indo para a guerra não nos juntamos com qualquer homem; precisamos de nossas mulheres para ser forte, para ser a única pessoa que podemos confiar quando precisamos de alguém para nos apoiar. O mamute C-130 dominou a pista quando nós caminhamos até os portões. Havia mulheres dizendo o seu adeus final aos seus homens, crianças chorando

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5 Aeroporto Gregg County – localizado no Texas. C-130 - avião com quatro turbopropulsores cuja função principal é a de transporte aéreo em várias forças armadas em todo o mundo. 7 Sniffles – Absorver pelo nariz, nesse caso, seria fungar.


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enquanto eram acalmadas por suas mães ao se despedirem dos seus pais, bem como os pais, dando aos seus bebês um último abraço antes que eles fossem enviados para a guerra. Se você nunca foi a uma implantação de bota-fora, é uma visão assustadora para testemunhar. Realisticamente, você sabe que pelo menos um desses meninos não vai voltar para casa novamente. Será que vai ser o último beijo de sua esposa grávida? Ou será que vai ser o único que está sendo abraçado por seu pai? Possivelmente poderia ser o único que deixou sua namorada em lágrimas. Um só orou. Tudo o que você podia fazer era ter esperança. As despedidas são tristes. Eu já passei por duas implantações em minha vida. Esta será a primeira vez que eu vou estar deixando uma mulher que eu amava me esperando para voltar para casa. Desta vez eu estou deixando muito mais. Minha irmã. Meus irmãos, os homens que assistiram minhas costas e me mantiveram seguro e respirando. A minha sobrinha e sobrinho. Payton. Isso é o que foi tão difícil. Eu tinha tanta coisa para amar, e deixá-los para trás, sabendo que eu não iria vê-los por uma quantidade indeterminada de tempo fez alguma coisa no fundo do meu peito doer. Um grito interrompeu o silêncio, e os soldados responderam imediatamente. Alguns se desembaraçaram dos seus filhos chorando. Outros caminhavam tranquilamente; ninguém lá para vê-los partir. Enquanto alguns deram um beijo final em suas esposas e namoradas. Vimos os homens alinhados em perfeita harmonia fora da rampa que levava a parte de trás do avião. As famílias observavam com orgulho, tristeza e amor em seus olhos. Um por um, os homens fizeram o seu caminho para o avião. Os motores maciços do C-130 rugiram para a vida, e não havia nada para ouvir, mas o belo som daquele monstro vindo a vida. Seria responsável por tomar esses homens e mulheres em uma zona de batalha. Seria também para trazê-los para casa, seja vivo ou morto, e o que era o que tinha todos morrendo de medo. Ouvi o engate da respiração de Payton ao meu lado, e eu me virei e vi sua luta para segurá-las juntas. Ela olhou assustada como a morte, e eu esperava que tudo desse certo; eu gostaria de voltar para ela. Quebrou meu coração vê-la lutar esta


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batalha. Ela passou por tanta coisa no ano passado, e ela estava prestes a perder a única tábua de salvação que foi capaz de ajudá-la na batalha contra os pesadelos. Juntei-a em meus braços e lhe dei um último beijo profundo. O corpo dela se derreteu contra mim, e eu ansiava para levá-la de volta para casa e usá-la por horas, até que nós dois estivéssemos sem forças para se mover. Infelizmente, o dever chama. "Se precisar de mim, tudo que você tem a fazer é chamar. Mesmo número. Se eu não puder responder, eu vou chamá-la de volta logo que eu puder. Certifique-se de me chamar, eu vou saber se você precisar de mim. Se eu não responder, ligue para James, e até mesmo Sam, Gabe, Jack ou Elliott. Eles vão estar lá para você, assim como eu faria." Eu disse antes de beijá-la uma última vez. Ela assentiu, mas ficou em silêncio enquanto observava eu atirar a mochila em cima do meu ombro. O rifle ainda na minha mão direita, eu olhei em seus olhos para avaliar seu controle. Seu queixo estava fixado em um ângulo teimoso; seu cabelo estava uma confusão louca na cabeça. Ela ainda estava vestindo a camisa Pepsi, mas estava em seus jeans e o feio Crocs amarelos que ela sempre usava. Não houve lágrimas, o que eu estava grato já que as mulheres chorando me davam alergia. Uma súbita comoção na porta do aeroporto me fez levantar os olhos dos sapatos feios de Payton. O que eu vi me fez querer gemer e amaldiçoar. O pedaço feio do carro de merda de Ember estava correndo solto na estrada lateral que correu para o estacionamento do aeroporto. Pneus guincharam enquanto ela parou na pista, e praticamente caiu para fora do carro, correndo para mim. Parecia que ela apenas saiu correndo para fora de casa no que ela estava usando, que era uma parte superior do pijama esfarrapado e shorts apertados que mostravam demasiada quantidade de pele. "Jesus Cristo, Ember. Você não está usando qualquer roupa porra?" Eu lati para fora uma vez que ela me alcançou. "Não maldiga para mim, idiota. Por que você apenas ia me deixar assim! Era para eu levá-lo. Eu queria vê-lo antes de ir!"


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Ela gritou, mas imediatamente começou a soluçar, mas recusando-se a deixar as lágrimas caírem. Meu coração caiu quando eu finalmente descobri por que ela estava tão chateada. A última vez que eu tinha tido um acidente ela tinha recebido um telefonema no meio da noite dizendo que eu estava na Alemanha. Nada foi lançado para além disso, e assustou o inferno fora dela. Eu não acho que foi tão grande um negócio, mas ela era uma menina. Meninas faziam coisas estranhas o tempo todo, e eu nunca entendi por que. "Sinto muito, Emmie. Vem me dar um abraço antes de eu ir. Seja rápida sobre isso, eles já carregaram tudo e todos. Agora eles estão apenas esperando por mim." Eu disse e depois me preparei quando a vi dar um pulo correndo para mim. A mão com a minha mochila deu a volta em suas costas, e aquela com a minha M-4 foi para o meu lado para que eu não a machucasse. "Eu te amo, Emmie." "Eu também te amo. Seu cabeça de merda grande." Disse Ember da curva do meu pescoço. "Cuide de Payton para mim. Ela vai ser sua irmã-de-lei, logo que eu receber permissão para voltar." Eu sussurrei, e depois fui recompensado com o riso que eu pretendia quando eu fiz a declaração. "Será que ela sabe disso?" Ember disse ofegante. "Ainda não. Mantenha-a longe de problemas. Esconda esse merda de scooter de morte para mim. Eu te amo, booger8." Eu disse antes de beijá-la na bochecha e me afastando dela. Payton e Ember observaram enquanto eu caminhava propositadamente para o avião. Eu podia sentir seus olhares fixos na parte de trás do meu corpo, mas eu não me virei. "Fique longe de problemas, Bubbles." Eu gritei para a direita antes de entrar para a rampa que levava para a barriga do avião.

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Booger – meleca.


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Os homens estavam sentados, dobrados e na posição vertical, quando eu fiz o meu caminho para frente do avião. Alguns estavam me olhando com desprezo por segurar o avião, mas principalmente eles observavam com curiosidade enquanto eu caminhava para o meu lugar. Foi um ajuste apertado, e eu percebi que talvez eu não deveria ter esperado tanto tempo desde que eu praticamente tive que rastejar sobre cada um deles. Murmúrios me seguiram, e eu apenas sorri. Claro, eles estavam curiosos para saberem quem eu era, e por que eu era tão especial que eu tinha retido o avião em dez minutos de atraso e não tinha entrado em apuros. Bem na frente, sentei-me no único remanescente assento que estava aberto e comecei a me amarrar. C-130 não eram confortáveis. Eles foram feitos por conveniência no transporte de tropas, onde eles precisavam ir. Este avião não era confortável. Os assentos eram de merda, e você teria sorte se você não tivesse uma dor violenta de volta pelo tempo que eles chocalhavam você. A pessoa ao seu lado estava tão perto que você a tocava da coxa ao ombro.


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"Que bom te encontrar, Tremaine." Layne disse impaciente. "Este é o seu novo grupo, Core?", perguntei como se eu não percebesse a sua impaciência. Layne Corey era um homem muito bom. Com um metro e oitenta e três, ele não era o maior homem por perto, mas ele era o mais autoritário. Ele é honroso para o núcleo, mas você não sacanearia com ele, seus homens, ou seu país, se você fizer, você vai repensar isso muito rápido. Quando eu comecei no exército, fui designado para o comando de Layne. Ao longo de seis anos, vi e aprendi com ele. Layne me ensinou tudo o que sabia agora sobre como interrogar. Sobre como conseguir nada com ninguém. Eu confiei no homem com a minha vida assim como eu fiz com Sam, Gabe, Jack, James ou Elliott. Ouso dizer que, se alguém tivesse me chamado e me dissesse que eles precisavam dos meus serviços, eu teria recusado. Layne me chamando significava que era algo tão extremo que não podiam levar isso para mais ninguém. "Não. Eu não tenho qualquer recruta para me arruinar. Falaremos mais quando chegarmos à caixa de areia. Eu tenho uma nova equipe por lá; vamos interrogar, e depois você vai começar no que nós precisamos que você faça". Eu balancei a cabeça, vendo como eu sabia por experiência que ele não iria me dizer mais. Inclinando a cabeça para trás, eu deixei meus olhos se fecharem, e eu caí em um leve cochilo. Minha mente vagou para Payton e a noite que passamos juntos. Então eu pensei sobre quão assustada parecia quando eu saí, e comecei a pensar nas muitas coisas que podem dar errado. Eu podia morrer. Ela poderia morrer e eu não seria capaz de chegar lá a tempo. Ela poderia ser ferida, ou ser atacada em uma rua escura, assim como ela foi quando estava com o pau idiota do ex-namorado dela. Parei meu cérebro naquele pensamento. Se eu o mantivesse eu estaria ostentando uma úlcera em algum momento. Só que minha mente não queria parar. Ela queria reproduzi-la uma e outra vez. A briga que tive com Rory reiterou o que já sabia sobre ele. Assim que Payton me disse o básico do ataque, eu sabia que Rory era um pequeno verme desprezível que não merece viver. A noite que Payton me contou sobre


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seu ataque, visitei Rory. Eu não tinha a intenção de confrontá-lo, mas eu testemunhei uma briga com Rory e a nova namorada, e senti-me prudente para falar com ele. Uma jovem que parecia estar em seus primeiros vinte anos veio gritando fora de casa, seguido por um homem que estava em jeans e nada mais. Pelo que pude decifrar, ela não gostava de ser chamada pelo nome de outra mulher durante o sexo. Teria sido engraçado se a mulher que ele estava falando não fosse Payton. Eu esperei até que a mulher acelerasse com um guincho de pneus antes de fazer a minha abordagem. Demorou até que eu estava a três pés do idiota antes que ele me notasse. Ele pulou como um gato assustado, e soltei uma risada antes de eu para-la. "Posso ajudá-lo?" Disse Rory como uma criança pequena chorosa. "Então, você ainda tem uma queda pela Payton? Questionei. "Quem diabos é você?" Ele perguntou. Eu estava tentado a dizer "Seu pior pesadelo", mas me abstive desde que foi tão clichê. "Eu sou o homem na cama de Payton. Eu sou aquele que chama o nome de Payton quando eu gozo". Não era verdade, mas ele não precisava saber disso. Eu pretendia que se tornasse real, então o resto era apenas semântica. Seus olhos tinham se estreitado antes de dizer: "Você não é o tipo dela." "Então, qual é o seu tipo? Você? Então ela gosta de meninos palermas que deixam que ela morra em vez de ajudar, como um homem de verdade faria?" Perguntei suavemente. "Você não sabe merda nenhuma. Não é da sua maldita conta de qualquer maneira." Eu não senti nada, somente calma. Eu estava quente. Eu queria puxar as pálpebras desse cara fora, e fazê-lo comê-las. Minhas habilidades estavam prestes a vir a calhar. Tomando uma respiração profunda e segurando-a por seis segundos, eu estraguei tudo lentamente, e então comecei meu


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interrogatório. Dando-lhe a intensidade dos meus olhos, eu respondi. "É aí que você está errado, rapaz. Então, por que você faria isso?" "Dinheiro. ”Ele zombou. Oh, como o original. As respostas engraçadinhas continuaram por quase dez minutos antes da minha paciência chegar ao fim. Algo estalou dentro de mim, e eu estendi a mão para sua garganta, envolvendo uma mão em torno dele, e empurrando-o contra a porta da frente. Rory parecia chocado, mas eu não sabia por que. "Agora, que tal começar com o que realmente aconteceu, e quanto a você não demore. Estou um pouco cansado de suas mentiras." Eu disse, dando ao seu pescoço um aperto mais forte para dar ênfase. "Eu p-pensei que ela estava co-comigo. Quando voltei para o carro e percebi que ela não estava atrás de m-mim, voltei." Ele chorou. "Então você voltou, mas você não a ajudou. Você só ficou lá como uma bichinha e assistiu eles baterem a merda fora dela?" Perguntei em voz baixa. "Eu liguei para a polícia." Ele guinchou. "Você chamou a polícia. Como você é bom. Você sabe, eu realmente quero bater a merda fora de você agora, mas eu não vou. Você é um inútil pedaço de merda que não merece viver. Eu espero que você apodreça no inferno. Fique longe de Payton de agora em diante. É melhor eu nunca ver o seu rosto novamente. " Eu disse antes de bater a sua cabeça na porta para dar ênfase. Eu o esmaguei contra a parede mais uma vez antes de deixar a sua garganta. Eu estava bastante satisfeito ao vê-lo cair no chão, e depois acenar para mim no entendimento. Turbulência na cabine me sacudiu fora dos meus pensamentos e eu ofeguei. Eu odiava estar em um avião porra. Além de meus pais terem morrido em um acidente de avião, o homem não foi feito para voar. Se fosse, ele teria nascido com asas de merda. Layne me deu um olhar divertido, e eu lhe lancei o pássaro antes de fechar meus olhos novamente, tentando fazer com que minha respiração ficasse sob controle. "Você parece estranho, Max. Você precisa de alguma ajuda?" Layne riu ao meu lado.


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Mais uma vez, eu olhei-o e disse: "Foda-se, e sim, na verdade, você pode. Você vai segurar a minha mão?" Layne olhou para a minha mão com desdém, e virou a cabeça o melhor que podia, dado o pouco espaço que tínhamos para nos mover. Eu ri por uns bons cinco minutos antes de ficar sóbrio e dizer: "Na verdade, eu realmente preciso de alguma ajuda. Você se lembra de Apollo? Eu queria saber se você tinha uma maneira de entrar em contato com seus criadores. Estou interessado em comprar um cão de proteção familiar." "Sim, eu me lembro dele, idiota. Ele era o meu cão! Eu ainda estou em contato com formadores de Apolo. Penso que o proprietário da Proteção K9 ainda é Taylor Soloman. Eu tenho o seu e-mail aqui." Layne disse enquanto ele leu o endereço de e-mail. Eu digitei um e-mail básico explicando o que eu queria, e, em seguida, cliquei em enviar esperando que este era ainda o e-mail correto para o homem. Quanto mais eu pensava nisso, mais certo eu sentia que esta era a resposta para todos os problemas de Payton. Desde que ela queria fazer tudo sem nenhuma ajuda, e fazer as coisas por conta própria, eu sabia que isso iria ficar bem em seus olhos. Meu telefone apitou quinze minutos depois, e eu puxei o e-mail. Max, Eu estou tão feliz de ouvir de você. Eu estava tão triste ao saber da morte de Apollo. A coisa mais importante que eu tentei fazer compreendido em toda a empresa foi que ele morreu fazendo o que foi treinado e gostava de fazer. Quanto à sua pergunta, eu acho que nós temos apenas o cão para a sua noiva. Desde que você não estará aqui para assumir o treinamento do cão, eu vou ter um dos nossos treinadores do sexo feminino ensinando-lhe exatamente o que ela precisa saber. O treinamento vai demorar cerca de duas semanas. Nós vamos ter certeza de que o cão é compatível com Payton, que ela vai saber que tipo de arma que terá com o cão. O cão que eu estou pensando será um ajuste perfeito é realmente um neto de Apollo. Ele tem uma excelente linhagem, como você sabe. Anexei uma foto dele. Seu nome é


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Alpha. Ele pesa quarenta quilos. Ele tem um ano e meio de idade, e se deu bem com crianças. Ele também tem um profundo amor pelas mulheres. Nós tentamos emparelha-lo com um proprietário do sexo masculino, e ele não estava gostando nada disso. Eu não estou dizendo que ele não era bom com ele, mas que ele vai acima e além para uma fêmea. Como para o pagamento, pode ser negociado. Assim que certificar-se de que o ajuste é certo, e que Payton é capaz de lidar com Alpha, então vamos discutir pagamentos. Vou ter Claudia entregando Alpha na próxima semana. Certifique-se de que Payton saiba que deve esperar por ela. Cumprimentos, Sol. Fiquei agradavelmente surpreendido ao ver que ele se lembrava de mim tão bem. Anos atrás, eu tinha ido com Layne para pegar Apollo. Nós dois tivemos que passar por um curso de uma semana de treinamento antes dele entregar o cão a nossa custódia. Para os próximos três anos, trabalhamos com Apollo. Ele foi um membro da nossa equipe. O dia em que ele morreu, foi como se tivéssemos perdido um dos nossos. Ele tinha feito uma varredura do prédio e encontrou explosivos que revestiam o interior. Havia tanta C49, no edifício que, quando ele explodiu, ele bateu todos os edifícios em um raio de dois blocos. Apollo estava muito perto da explosão, e foi morto quando um edifício ruiu, esmagando-o. Nós trabalhamos por horas para libertá-lo, e ele teve um funeral assim como qualquer soldado teria. Nós nunca tivemos outro cão de proteção, e muito provavelmente foi porque Apollo simplesmente não podia ser substituído.

Quatorze horas e meia depois de deixar o aeroporto de Gregg County, chegamos ao COB

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C4 - é uma variedade comum de explosivo plástico de uso bélico, é um dos explosivos, depois do TNT, com mais força conhecida até o momento.


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Speicher10 durante um inferno de uma tempestade de areia. Demorou uma hora esperando antes que ela passasse. No momento em que eu pisei o pé fora da rampa, eu já estava pronto para sair. Este lugar chupado. Eu esqueci ou bloqueei o quanto eu odiava. Segui Layne na barriga da base. Nós caminhamos para a sala de reuniões, e ali, em torno das mesas, havia um número de homens e uma muito chateada mulher que olhava em torno da mesa de conferência. Layne tomou seu lugar à frente da mesa, e eu fiz o meu caminho para a parede de trás e me encostei nela. Eu não queria me sentar de costas para a porta, e o único assento esquerdo estava fazendo exatamente isso. A mulher deu um rosnado silencioso em seu rosto, e eu me perguntava o que eu tinha feito para irritá-la; não é como se eu já a tivesse visto antes. Os outros quatro homens pareciam estar reservando o seu julgamento até que eu tivesse provado a mim mesmo de alguma forma. Todos eles pareciam iguais. Todos tinham uma barba, cabelo de cor escura e pele bronzeada. A única diferença era a quantidade de massa que tinham, mas mesmo isso não teria sido perceptível se você não estivesse olhando de perto. Que eu assumi que era o seu objetivo. "Tudo bem, senhoras. Vocês todos sabem por que estamos aqui." Layne disse quando eu o interrompi. "Na verdade, eu não sei. Por que você não me esclarece?" Eu disse rapidamente. "Nós realmente não queremos você aqui. Poderíamos ter feito isso sozinhos. A única razão pela qual você está aqui é que o Layne aqui disse que poderia ajudar. Por que você não cala a boca e ouça-o." Disse a diaba. Layne a silenciou com um comando afiado, e eu não pude deixar de rir com seu olhar punindo-a. "Nós temos um homem em lockdown. Nas duas últimas semanas temos vindo a ouvir conversas através dos moradores que há um ataque planejado ao COB. Pelo que podemos perceber, eles querem a base de volta e nos pôr para fora. De preferência mortos. O jovem sob custódia tem algum COB Speicher - é uma instalação de ar perto de Tikrit, no norte do Iraque. A instalação é de aproximadamente 170 quilômetros ao norte de Bagdá, e 11 quilômetros a oeste do rio Tigre. O Exército dos Estados Unidos capturaram a base do exército iraquiano durante a invasão do Iraque em 2003 e usou-o durante a Guerra do Iraque como a sede dos Estados Unidos Divisão-Norte. 10


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treinamento sério. Quando PFC Torres o encontrou, ele veio sem luta. Tem sido dezesseis dias agora, e todo mundo já tentou quebrá-lo e não conseguiram. É aí que você entra. Precisamos que ele diga o que ele tem." "Por que você precisaria ter me recrutado? Por que simplesmente não me chamou, eu teria vindo." Eu perguntei perplexo. "Nós tentamos. Aparentemente, o bronze não quer mais civis que não estão em um contrato com o governo a trabalhar em qualquer coisa que tenha a ver com a segurança nacional, e que leva meses de porra de papelada, e nós não temos esse tempo a perder." Explicou Layne. Eu balancei a cabeça em entendimento. O governo estava realmente começando a reprimir determinadas matérias. Essa é a razão da maioria dos homens da nossa equipe saírem quando eles fizeram. Eles estavam cansados da treta burocracia. "Bem. O que é permitido fazer com ele?" A diaba bufou de escárnio, e eu continuei a ignorá-la. Os homens, no entanto, pareciam pensar que era bem-humorado e algumas risadas preencheram o ar. Era uma pergunta legítima embora. Tudo dependia de quão rápido a informação era necessária para ser obtida. Ao longo dos anos, tenho aperfeiçoado minhas habilidades, e planejado ir até onde eu estava disposto a ir. "O que for preciso." Layne disse simplesmente. "Ele não será capaz de fazê-lo. Então o que você vai fazer?" SD zombou. "O'Hare, você tem muito a aprender." Layne repreendeu. "Ele não foi sequer ao exército há mais de um ano do caralho. Ele está enferrujado e fora de prática. O que ele pode fazer?" O'Hare estava dizendo e antes que eu perdesse o controle sobre a minha paciência, reagi. O'Hare estava sentada do outro lado da sala, atrás da mesa com os braços cruzados sobre o peito. Eu não me deixei parar embora. Em um segundo eu estava encostado na parede e no próximo eu tinha O'Hare presa à cadeira. Ao redor da sala, eu podia sentir os homens tensos. Eles reagiram, mas foram muito lentos. Eu já tinha


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O'Hare em uma posição que não traria nada de bom para o futuro dela, se ela decidisse foder mais comigo. "Deixe-me dizer uma coisa, menina. Eu estou em melhor forma agora do que quando eu tinha dezoito anos e terminei com o Boot Camp11. Eu poderia matá-la agora mesmo, fugir, e nenhum desses homens poderia fazer uma única coisa do caralho para me parar. Eu não estou transando com você e você não é minha irmã, então eu não tenho de lidar com sua merda. Por que você não verifica essa sua atitude, porque eu estou extremamente cansado de ouvir o lixo que você está vomitando da sua boca. Está claro?" Perguntei. Ela recuou a cabeça, e eu sabia o que estava para vir. Deixando de lado a mão esquerda e transferindo para o meu lado direito, eu balancei minha mão para cima e virei o seu rosto antes que ela pudesse cuspir em mim. Eu apenas ri. Obviamente, ela pensou que eu estava brincando, mas eu não estava. "Isso é o suficiente". Disse Layne. "O'Hare, eu acho que seria melhor se você se sentasse do lado de fora. É óbvio para mim que você não pode mais manter isolada a partir deste projeto." Eu a deixei ir, e voltei para a minha posição em toda a sala, retomando a minha posição relaxada. Desta vez eu cruzei meus pés, porém, mostrando a ela que eu não a veria como uma ameaça na mínima. O'Hare continuou a discutir, mas não deu em nada. Ela saiu da sala de conferência em uma enxurrada, e eu estava grato que eu não teria que lidar com ela. Não havia nada pior do que ter alguém em sua equipe que não poderia confiar. "Obrigado, Menino Jesus." O homem com o corpo mais leve disse. Houve uma rodada de acordo que se seguiu as declarações, e eu abri um sorriso pela primeira vez desde que saí e deixei Payton em pé sobre a pista.

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Boot Camp - é um treino de fitness ao ar livre baseado no conceito militar.


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"Quem foi que você disse que era mesmo?", perguntei com uma grande quantidade de confusão. "Meu nome é Claudia. Estou aqui para começar a treiná-la com Alpha." Ela disse apontando para o pastor alemão grande que estava sentado tranquilamente ao seu lado. Eu me agachei, sentando com a minha bunda sobre os meus calcanhares, e observei o menino bonito. Ele era todo preto. Nem um toque de marrom ao longo de todo o seu pelo, e ele era lindo. Normalmente, quando você pensa em pastores alemães você pensa sobre o pelo marrom e preto, mas este menino grande só tinha o pelo grosso, orelhas pontudas e nariz comprido que era característico dos pastores alemães, mas com um pelo totalmente negro. Ele olhou para mim com uma inteligência que francamente me assustou um pouco. "Lamento dizer que eu não pedi um cão. Não que ele não seja bonito e incrível, mas eu odiaria ficar com ele quando na verdade ele não é realmente meu."


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Meu código moral, por vezes, poderia ser duvidoso, mas eu não passaria da linha ficando com o cachorro de outra pessoa. Independentemente do quão bonito ele parecia a cada vez que eu o olhava. A mulher de cabelo negro, Claudia, sorriu um sorriso de tirar o fôlego e então disse: "Max disse que faria isso. Sol me disse que Max arranjou para você o cão, e para trazê-lo aqui o mais rápido possível. Você está com sorte, eu estava fazendo um seminário de treinamento da polícia em Lubbock12 com Alpha, e poderia apenas virar à direita dentro de algumas horas. Eu deveria entregá-lo na próxima semana, mas nós não vemos qualquer vantagem em embarcá-lo apenas para ser enviado de volta na próxima semana." "Meu Deus. Eu vou chutar o seu traseiro. Sabe quando ele vai chegar do Iraque?", perguntei de brincadeira. O homem era implacável. Ele tinha ido embora há dois dias e meio, e já tinha me ligado mais do que ele fez no mês passado, quando estava aqui. Ele me perguntou várias vezes como eu estava dormindo, mas eu nunca disse a ele toda a verdade. Sim, eu dormi, mas não muito bem. Eu dormi um pouco mais de oito horas no total nas últimas setenta e duas horas, o que não era bom para o trabalho, ou o meu funcionamento. Ele me pediu várias vezes para ficar na sua casa, mas eu estava confiante de que eu conseguiria enfrentar isso tudo mesmo estando sozinha. Apesar disso de alguma forma, ele sabia que eu estava mentindo; ele sabia que eu não estava dormindo bem. Atender o telefone às três da manhã, com olhos brilhantes e respiração ofegante provavelmente não ajudava no meu caso. Por volta das três desta manhã eu acordei do mesmo pesadelo recorrente. Aquele onde eu estava deitada no concreto, de bruços, com os dois homens de pé em cima de mim. Eles se revezaram em me chutar. Eu tinha ficado em uma bola apertada, mas depois de alguns minutos, eu já não tinha forças para me proteger. Meu grito de dor quando um deles pisou no meu quadril era o que me acordou do sono. Em vez do esforço inútil de voltar ao sono, eu comecei o meu treino da manhã insanamente cedo...três horas mais cedo.

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Lubbock - cidade localizada no estado norte-americano do Texas.


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Quando Max ligou, eu tinha acabado o treino e estava deitada no chão. Ele teve sorte que o meu telefone estava no chão, e eu estava escutando o mais recente livro de John Corey em áudio; caso contrário, eu não teria tido a força para levantar e atendê-lo. Ele nunca mencionou por que ele estava ligando tão tarde, tarde demais para mim, uma vez que eram quatro da manhã. Meu único palpite era que ele de alguma forma sabia que não estava dormindo. O que explica o cão agora a explorar o meu apartamento. O homem simplesmente não podia se meter no seu próprio negócio maldito. Então, um pensamento me ocorreu. "Espere um minuto. O que você quer dizer quando diz que estava fazendo o treinamento da polícia?" Ela me deu outro sorriso brilhante. "Alpha é um cão de proteção. Ele é treinado para proteger seu treinador, ou no seu caso proprietário. Ele irá protegê-la de qualquer coisa que você possa imaginar. Roubos, assaltos, incêndios. Você chama o nome dele; e ele irá protegê-la de qualquer maneira. Ele também é um cão de serviço treinado. O que significa que você pode levá-lo onde quiser. Max tomou a liberdade de ter você certificada como necessitando de um cão de serviço também. Você deve receber o certificado do correio dentro do próximo par de dias. Você pode até mesmo levá-lo para trabalhar com você." Revirei os olhos para o céu. Aquele homem. Ele era como uma merda, bem como teimoso e chato. Ele era perfeito. "Eu não tenho certeza do que a política do hospital dirá, mas eu tenho certeza de que eles não vão me deixar levar meu cão para trabalhar comigo. Provavelmente devido aos padrões de saúde pública ou algo assim. Na verdade, eu pensei que você realmente teria que ter uma condição médica para usar um cão de proteção certo?" Ela me olhou com tristeza em seus olhos. "Querida, você tem três fechaduras na porta, pelo que eu posso ver e você tem alarmes sobre a janela, embora sejam do tipo frágil, mas eles vão funcionar. Você tem um taco de beisebol escondido atrás da porta, uma arma de choque na mesa de café, e uma sobre a sua cama. Você, obviamente, sofreu algum tipo de ataque em algum momento da sua vida, e você está assustada.


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A, você precisa de um alarme. B, você provavelmente tem PTSD13, mas você é teimosa e se recusa a ir falar com alguém, o que em si é uma condição médica, que permite que você tenha um cão de proteção. C, o hospital já está ciente que não pode recusar-se a deixá-la ter o cão. É contra a lei." Nossa como ela conseguiu ver tudo isso? "Uau. Eu não posso acreditar que você viu tudo isso com menos de dois minutos em meu apartamento. Alarmes mais potentes custam uma fortuna, e eu não tenho dinheiro para comprar um." Eu não estava tocando no comentário sobre PTSD com um estranho. Eu tinha ouvido falar disso uma e outra vez dos meus pais, irmão e amigos. Eu não quero falar com um estranho aleatório sobre a minha cabeça fodida também. Ela assentiu em entendimento. "Muito verdadeiro. Eu tive que estar muito atenta na minha vida. Vamos apenas dizer que quando eu não estava, eu me machuquei. Agora, vendo como Alpha se sentiu em casa em seu sofá, me deixe passar alguns dos comandos com você. O que você pode pedir-lhe para fazer e um pouco sobre sua história. Nós vamos fazer isso um pouco ao longo nos próximos dias até que você possa fazê-lo sem a minha ajuda. Eu sei que você trabalha esta noite, então acho que podemos trabalhar por uma hora ou assim hoje, e eu vou levar Alpha de volta para o hotel comigo até amanhã à tarde. Depois disso, ele pode ficar aqui, mesmo se você tiver que trabalhar." Com certeza, o cão foi nocauteado pelo meu sofá. Ainda bem que eu tinha outro, ou não haveria nenhum lugar para sentar. O cachorro pegou duas almofadas inteiras, e metade da terceira. Eu não pude deixar de rir com isso. Eu sempre quis ter um cachorro, mas a minha infância não foi propícia para um cão. Meu pai era da marinha. No ano passado, ele se aposentou com sessenta e cinco anos no posto de coronel. Ao longo de minha infância, eu nunca tinha estado em um lugar mais de três anos. Mesmo agora, ele ainda participava ativamente de uma comunidade civil. Eu não sabia exatamente o que ele fazia, em seguida, novamente eu nunca perguntei. Ele fez questão de não discutir o seu trabalho com a 13

PTSD – Transtorno de Estresse Pós Traumático.


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gente, e eu nunca perguntei. Eu não queria que ele mentisse para mim, como eu tinha certeza que ele teria que fazer. Eu estava convencida de que ele fazia algumas coisas secretas. Minha mãe era originalmente de Jefferson, TX. Quando fiz dezoito anos, eu escolhi uma escola que era perto da minha família. Todo fim de semana pelos últimos cinco anos, eu tinha o jantar de domingo com os meus avós paternos, Pepaw e Nanny14. É tão bom ter raízes depois de passar toda a minha infância antecipando o próximo movimento. Quando meu pai finalmente se aposentou, eles compraram um sítio em frente a meus avós. Pela primeira vez na vida do meu irmão, ele não teve que se preocupar em mudar-se, o que para um adolescente significa o mundo. "Isso soa bem, mas eu tenho um jantar amanhã com meus avós. Você pode vir ao meio-dia? Eu tenho que estar no jantar pelas três. Isso vai me dar um par de horas para trabalhar com vocês dois, e em seguida, dirigir a uma hora que é preciso para chegar a Jefferson a partir daqui." "Vamos começar. A primeira coisa que eu quero ensinar é que Alpha vai te 'Proteger' se você disser a ele. Por exemplo, digamos que você esteja em uma situação em que você precise que Alpha proteja outra pessoa além de você. Ele entende Alemão e Inglês, assim, para esta sessão nós iremos com Inglês, em seguida, trabalharemos em outra língua. Tudo o que você precisa dizer é 'Guard' e ele vai fazê-lo." Ela explicou. Pela próxima hora e meia nós trabalhamos com os comandos, e no final do mesmo, eu estava pronta para adorar os pés de Max. Eu já estava me sentindo mais segura, e eu estava em êxtase. Eu não podia esperar para Alpha poder ficar comigo para sempre. Max era um homem perspicaz.

Naquela noite, no trabalho, eu perguntei a minha supervisora, Tammy, sobre trazer um cão de serviço comigo para o trabalho. "Honestamente, Payton, eu teria que pedir ao meu chefe. Eu não vejo um problema com isso, mas 14

Vovô e vovó.


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poderia ser uma violação de algum tipo, e eu não tenho a menor ideia sobre isso. Deixe-me perguntar ao diretor, e eu vou te dar uma resposta definitiva. ”Disse Tammy. Eu balancei a cabeça em compreensão, e depois fui para a divisão de pacientes e recebi os quartos que seriam minha esta noite. Eu era a mais nova membro da enfermaria da maternidade e pós-parto. Posso dizer que eu absolutamente amo meu trabalho? Quem não gostaria de manter os recémnascidos durante todo o dia? "Você nunca vai acreditar no tamanho do último bebê! Cinco quilos e trinta e cinco gramas. Ela nasceu de parto normal também!" Disse Cheyenne para mim quando eu entrei no posto de enfermagem. "Puta merda! Essa é uma mulher incrível! Quando eu ficar grávida, eu não vou tomar qualquer analgésico também. Eu quero ver se eu posso ter um parto normal também." Eu disse, brincando. Cheyenne começou a rir. "Você é tão cheia de merda. Você estará gritando na porta e exigindo a peridural antes que alguém a examine". Cheyenne era uma das minhas amigas mais próximas. Nós tínhamos nos conhecido durante nosso primeiro ano da escola de enfermagem há dois anos. Então, quando nós começamos o nosso trabalho um par de meses atrás, nós ficamos ainda mais próximas. Nós também descobrimos que temos muito em comum. As melhores amizades são construídas sobre inadequação e sarcasmo, e tivemos as nossas lutas. Cheyenne por sua vez tinha me apresentado a sua melhor amiga, Ember, Blaine e aos outros do seu grupo. Era o tipo de amizade instantânea que você sabia que iria durar toda a vida. O turno da noite passou rapidamente. Eu conheci o bebê de quase 6 quilos, e fiquei espantada ao descobrir que a mãe era uma jovem, talvez com quinze anos, que era apenas uma polegada ou mais alta do que eu. Eu teria gostado de ver a quão grande era antes que ela desse à luz. Antes que nós percebêssemos, Cheyenne e eu estávamos saindo para o estacionamento dos funcionários. A minha moto estava no ponto de estacionamento designado para motocicletas, e eu ri


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quando vi a motocicleta de Cheyenne ao lado da minha. A dela definitivamente ganhou já que na sua tinha um homem sexy e quente montado nela. Sam era um lindo espécime de um homem. Alto, largo e construído em todos os lugares certos. Seus óculos Ray-Ban refletiam o sol da manhã e eu estava atraída para o sorriso que ele tinha no canto da boca. Ele estava debruçado sobre a parte dianteira da sua moto, cotovelos apoiados sobre o tanque de gás enquanto ele nos observava. A boina preta cobria seu cabelo. "Implicaram muito com o seu gorro hoje Sam?", perguntei com uma risada. Ele olhou e eu ri mais difícil. Quando eu o conheci, ele estava usando uma boina parecida com a que ele estava usando hoje. Max e James estavam lhe dando um tempo difícil chamando-a de "gorro". É importante dizer que Sam não teve a amabilidade de ser ridicularizado, e colocou os meninos em seus lugares. Eu sabia onde ele tinha conseguido o gorro embora. Foi uma coisa do Norte. Uma que eu tinha ouvido falar muito quando estávamos estacionados em Dakota do Norte. Sam estava bem mais amável comigo. Quando eu o conheci, eu estava com medo até mesmo de falar com ele. Quando eu fico nervosa, minha atitude sai para jogar, e, infelizmente, isso é o que Sam faz também. Demorou alguns meses antes de que eu fosse capaz de me acalmar o suficiente quando ele estava por perto para ser boa para ele. Tenho certeza que ele pensou que eu fosse realmente uma grande puta. "Morda-me." Ele disse com uma voz profunda. Não era tão profunda como a de Max, mas ainda me deu um pouco de arrepios. Eu era uma prostituta por uma boa voz. "A onde?", perguntei agradavelmente. "Como vai, Bubbles?" Sam perguntou com uma voz super doce. Muito doce se você me perguntar. Eu nunca iria viver com isso. Agora Cheyenne iria querer saber, e então todos saberiam que eu usava cuecas de menino. "Eu estou bem. Max me deu um cachorro ontem. Sabe alguma coisa sobre isso?” Ele sorriu, e


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eu sabia que ele estava ciente do que estava acontecendo, provavelmente até mais do que eu. "Sim. Claro que sim. Vamos docinho, eu tenho coisas para fazer e lugares que preciso ir." Sam foi bom o suficiente para esperar eu chegar na minha scooter e entrar no trânsito antes de sair. Apesar de ter sido uma coisa macho-alfa de se fazer, eu estava grata e nada menos que isso. Você aprende a ter um novo respeito para estacionamentos e locais públicos que deixam você isolada e sozinha uma vez que você já passou por uma surra como a que eu tive. Gostaria de poder esquecer algumas das coisas que eu passei.


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Eu ignorei os sussurros. Os olhares. As acusações. É como a porra do ensino médio mais uma vez. Estes adultos crescidos não têm nada melhor do que fazer fofoca, e eles nem sequer têm a menor ideia do que diabos eles ainda estavam falando, apenas julgando por fora baseado em boatos. Inferno, não era nada novo, mas ainda doía. Eu odiava essa parte do meu trabalho. Eu não gostava de infligir dor, especialmente não em um adolescente. Ele tinha dezoito anos, porém, legal perante aos olhos da lei. Não importava que ele estivesse ajudando o seu pai, e só fez o que lhe foi dito para fazer. Em algum ponto, você tem que começar a pensar por si mesmo, e não permitir que os outros façam por você. Especialmente quando eles colocam sua vida em perigo. Isto foi algum doente de merda que enviou esse garoto para fazer. Não é algo que nunca tivesse sido feito antes, entretanto. A partir de agora, o garoto estava sendo operado para ter a porra de uma bomba removida que foi implantada na merda de seu estômago. Não há como dizer por quanto tempo


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estava lá. Estava infectado. A cicatriz sequer estava cicatrizada. Eles aprenderam com seus erros anteriores. Pelo que descobri com o garoto, antes de eles o levarem para a cirurgia, eles estavam esperando por uma determinada figura política chegar aqui. O garoto não tinha ideia de quem era, e eu tinha trabalhado com ele durante horas, então eu sabia que era a verdade, que não tivesse ideia. Todo o pessoal não essencial foi evacuado do edifício de maneira discreta e isso significa não alertar o pai estúpido. Eu precisava de uma bebida maldita. O meu telefone por satélite escolheu aquele momento para tocar, e eu não pude deixar de sorrir quando vi quem era. "Ei, menina bonita." "Ei você aí, soldado. Falando de soldados, me parece ter um novo soldado cachorrinho rondando a base enquanto falamos. Meu chefe o autorizou trabalhar também. Eu também fui diagnosticada com Transtorno Pós-Traumático, e agora tenho o direito de levá-lo em qualquer lugar que eu quiser. Eu até tenho papéis! Por acaso você sabe quem seria capaz de realizar tudo isso em menos de semana antes do prazo?" Payton perguntou docemente. A partir de sua voz, eu poderia dizer que ela estava me provocando, e não chateada como eu pensava que estaria. "Então, como é Alpha, você gosta dele?" "Ele é realmente muito doce. Claudia e eu o levamos para a trilha hoje, e ela me mostrou o que fazer se eu tiver alguém tentando assaltar-me novamente. Vestiu-me num macacão enorme de proteção, e ela me deu ordens para atacar. Juro por Deus que o cão passou de dócil Alpha para Exterminador Alpha em uma fração de segundo. Ele também para assim que ele ouve a minha voz mandando-o parar, não importa se eu gritar ou sussurrar." "Bem, isso é o que ele está treinado para fazer. Será que ela tem feito isso com você em alemão ou inglês?", perguntei curioso. "Ele responde a ambos, mas ela está treinando em Inglês.", explicou Payton. Eu estava feliz pra caralho que Alpha respondeu bem a ela. Um peso


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parecia decolar do meu peito, e eu nem sabia que estava lá. "Como você dormiu na noite passada? Alpha estava lá com você?” Ela riu e disse a alguém para ir deitar no fundo, o que eu assumi que era Alpha. "Acho que ele sabe que estamos falando sobre ele, e sim, ele passou a noite durante os últimos três dias, é apenas a primeira vez que eu consigo contato com você." Isso não foi surpreendente. O serviço aqui estava instável de qualquer forma, mas eu tinha estado tão fodidamente ocupado na semana passada, que eu não tinha sido capaz de retornar qualquer um dos telefonemas que recebi. "Sim, eu sinto muito por isso. Você dorme melhor com ele lá?", perguntei. "Sim, durmo. Você sabe. Você sempre parece saber o que fazer para me fazer sentir segura. Obrigada, Max." Ela disse com voz rouca. O jeito que ela disse Max enviou meu pau para o modo de 'vamos fazer isso', e ela não tinha dito uma única coisa suja. "Por nada, menina linda." "Max?" Ela perguntou em voz baixa. O tom de sua voz me fez parar fora do escritório de Layne. Virei às costas para a porta e examinei o corredor. "Sim, baby?" "Eu estou pronta para voltar." Ela sussurrou. Antes que eu pudesse responder, uma voz docemente açucarada disse: "Bem, não é doce. Ela sabe o que está fazendo?" Eu ouvi a porta se abrir, mas eu apenas assumi que era Layne. Obviamente, eu não deveria assumir. Você sabe o que dizem e tudo, meu traseiro e o seu fora de toda essa merda. A inalação rápida de Payton, do outro lado da linha levou a minha atenção para longe da mulher sarcástica na minha frente e de volta para Payton, que eu tinha certeza que estava fumegando sobre isso agora. "Aparentemente, a cadela deslizou de sua coleira. Talvez devêssemos comprar-lhe um colar de choque da próxima vez." Eu disse suavemente.


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"Seu filho da puta.", Disse O'Hare e avançou. Agora, minha mãe me disse para nunca bater numa mulher. O que eu fiz em seguida não era bater, era como ajudá-la a cair. Eu levantei minha mão e enrolei nos seus cabelos soltos, guiando-a para longe de mim e usando seu impulso para que ela esparramasse deselegantemente no chão de azulejos. Ela desceu, e eu entrei no escritório de Layne, gostaria de ter uma testemunha no caso dessa coisa ficar mais feia. Layne olhou com surpresa quando bati a sua porta aberta, avancei rapidamente para um lado quando O'Hare fez outro bote em mim. Layne atento disse "O'Hare." Detendo-a friamente, e ela chamou sua atenção dois passos distantes de mim. "Que diabos está acontecendo?" "O'Hare realmente não gosta muito de mim." Eu disse jovialmente. Seu grito indignado encheu a sala, seus olhos se encontraram e, finalmente, Layne disse: "Bem?" "Ele me chamou de puta!", disse O'Hare. "Lita, percebo que você não gosta dele. Ele não faz nada a não ser te provocar em primeiro lugar. Aceitei você nesse caso com relutância. Agora, eu acho que é hora de você embalar seus pertences. Eu vou ter um helicóptero pronto para levá-la em casa as doze horas. Demitida.” O'Hare, ou Lita, assistiu em silêncio atordoada por alguns momentos antes de sair da sala, batendo a porta no caminho. "Olá?", perguntou Payton. Eu tinha esquecido completamente que ainda tinha o telefone pressionado contra minha orelha. "Ah Merda. Desculpa Payton. Esqueci-me sobre você, enquanto a rainha do drama teve um acesso de raiva. Ouça, eu posso te ligar depois?" "Claro, mas eu vou estar no trabalho esta noite, por isso não se surpreenda se eu não atender." Ela disse. "Eu te amo." Eu disse a ela e, em seguida, desliguei o telefone antes que ela pudesse dizer ou não dizer algo de volta à minha declaração. Eu ri por dentro. Deixe-a mastigar sobre isso. Layne sorriu, e foi um pouco desconcertante, pois eu nunca o vi sorrir. Ele era um homem estoico, que muito raramente deixava você ver esse lado despreocupado dele.


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"Então o senhor tem uma garota, hein?" "De fato." Eu disse, brincando. Ele revirou os olhos, muito ousado para o meu senso de humor, e continuou com o negócio como se não tivesse demitido a rainha do drama apenas alguns minutos antes. "Você está realmente livre para ir para casa agora. Você não estará mais na ativa, mas eu vou pegar alguns papéis em andamento que lhe permitirá entrar como um contratante independente para o caso de precisar de você outra vez. Só demora um pouco. Como você pode dizer, estávamos precisando de você de uma maneira mais rápida do que teria permitido." "Você não precisa que eu fique? Parece que você acabou de perder um de sua equipe." Eu perguntei. "Não. Ela nunca foi realmente parte da equipe, temos muito apoio e você já fez o seu tempo. Ela era uma dor no traseiro, isso que era. Ela está com a CIA e tecnicamente nem mesmo com eles. Aparentemente, ela é difícil de trabalhar; ninguém a quer, inclusive nós." Eu não podia discutir com esse ponto. A cadela estava louca. Boa viagem. "Tudo bem, quando eu posso sair?" "Se você puder suportar, você pode ir embora com Lita. Caso contrário, a próxima viagem será daqui a dois dias." Layne disse com um brilho maligno em seus olhos. Idiota. Ele sabia que eu iria querer sair o mais rápido possível. Parece que eu estava negociando um lugar de merda por outro. Pelo menos durante as catorze horas, isso é certo. Uma mochila cheia, uma arma limpa, um adeus dito, e duas horas mais tarde encontro-me sentado no helicóptero de Speicher para Bagdá, e de lá eu iria saltar num voo militar para os Estados Unidos. Eu ainda tinha mais três paradas, uma vez que atingisse os Estados Unidos. Se tudo der certo, estaria de volta a tempo para ver Payton amanhã de manhã antes que ela saísse do trabalho. Eu estava no banco do Huey por mais de dez minutos antes de O'Hare finalmente aparecer. Ela estava praticamente rosnando de raiva e eu não poderia ajudar, mas acho que fui um sortudo filho da puta. Ela jogou seu material com pouca consideração a quem fosse beneficiado com a sua ira. Seu rifle foi jogado com uma imprudência que


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não foi inteligente ao lidar com armas de fogo. Meu pé subiu quando seu rifle atravessou o chão de metal e desci para parar o seu progresso antes que ele fosse para fora da porta aberta do outro lado. Ela rosnou para mim assim que ela chegou na porta e agarrou o rifle. Sem dizer obrigado, eu poderia acrescentar. O'Hare recusou-se a colocar o cinto, e eu não me importava o suficiente para convencê-la. Mal sabia eu que ela tinha uma razão para fazer as coisas que fez. Nós estávamos a cerca de 20 pés15 no ar quando o Huey explodiu. Eu estava desorientado. Minha mente não estava funcionando. Luzes brilhavam. O calor de algo era tão intenso que minha pele chiou. Tudo doía. Eu não podia ver. Ouvi gritos, mas eu não poderia dizer se eu ou alguém gritava. Ele continuou assim por minutos, ou talvez horas, inferno, eu não sei. Finalmente a escuridão tomou conta de mim, e eu encontrei a paz.

Eu acordei em um voo militar para os Estados Unidos. Pelo que foi explicado para mim, eu não estava em estado crítico. Eu tinha queimaduras em partes do meu corpo, mas não foi algo significativo. Eu tinha um braço quebrado, lacerações no meu peito e pescoço e um traumatismo craniano grave. O traumatismo deve ter sido grave porque sentia como se minha cabeça estivesse em uma festa, que eu não estava convidado. Era assim que se sentia o meu crânio. Sentia também palpitações a cada hora, meu coração vibrando e eu talvez tenha vomitado sobre a pequena enfermeira fofa, que estava mudando meus fluidos no momento. Eu fui verificado pela equipe médica em Speicher antes que eles decidiram me levar de volta para os Estados Unidos em um voo militar direto, em vez de ir para a Alemanha.

15

20 pés equivalem a 6,096 m.


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Eu tive sorte. O mesmo não pode ser dito para O'Hare, cujo corpo não foi capaz de ser recuperado dos destroços devido às chamas que ultrapassou o Huey não muito tempo depois que puxou o piloto para fora. O piloto teve queimaduras de terceiro grau em quase setenta por cento de seu corpo, assim como muitos ossos quebrados. Ele teria sorte se mesmo passasse a noite. Eu sorri largamente para a enfermeira que estava no processo de abaixar meu cobertor e checar o meu quadril esquerdo, onde, aparentemente, eu tinha outro corte grande. "Nós não tivemos o jantar ainda." Ela riu, mas continuou com seu trabalho. Ela era bonita. Baixa, com o cabelo castanho longamente sobre o ombro. Ela me lembrou de alguém, mas agora, meu cérebro estava no topo da boa merda, e eu estava perto de não me preocupar com nada. "Cuidado aí, Cowboy. O que Payton pensaria se ela descobrir que estava olhando outra enfermeira?", disse Layne do meu lado. "Quem é Payton?", perguntei confuso como o inferno.


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Minhas mãos estavam suando. Eu estava enjoada, e eu não tinha certeza se eu deveria estar aqui. Quando Ember chamou, ela me disse que Max ficou ferido, e meu coração tinha quebrado. Literalmente quebrou em um milhão de pedaços. Eu chorei por quase uma hora, e eu tenho ficado mal do estômago desde então. Quando chegou o avião, eu o assistir decolar, e eu sabia que algo ruim ia acontecer. Eu sabia que a nossa relação nunca ia ser a mesma. O que eu não contava era ele não ter memória de mim, ou o último ano de sua vida. De acordo com Ember, quando Max chegou ao estado, eles decidiram que seria saudável o suficiente para vir ao Texas para ser cuidado. Fora as contusões, uma concussão, alguns cortes e um braço quebrado, ele estava relativamente saudável. Tudo dito e feito, ele teve a sorte que foi o primeiro fora do helicóptero, porque senão ele poderia ter ficado muito pior, como o piloto, ou a pobre mulher que foi dada como morta, e cujo corpo nunca foi encontrado. "Que porra você está fazendo tocando a minha irmã?" Eu ouvi Max gritar. Eu estava fora de seu quarto, e eu ri cobrindo o rosto com as mãos. Isto não era nem remotamente engraçado. Nem um


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pouco. Exceto para a parte onde ele não se lembrava de que sua irmã era casada e tinha um filho, isso é. A minha parte que não era engraçado, no mínimo. Pintura sobre uma cara brava, eu entrei no quarto e parei ao vê-lo. Ele estava sem camisa, cobertor até às axilas e dobrado debaixo dos braços. Seu cabelo foi raspado a uma palha fina, revelando um corte feio que corria o comprimento do seu crânio, no meio da testa, e chegou a uma parada na sobrancelha acima do olho esquerdo. Seu rosto foi golpeado e ferido, o braço coberto de curativos, muito provavelmente devido às queimaduras. Eles disseram que o braço dele estava coberto de um elenco verde fluorescente brilhante, e uma bola de ciúmes deslizou pela minha garganta quando vi o nome de Jenny no seu prontuário em uma caligrafia artística com um número embaixo. Rangi os dentes com a onda de raiva e disse a mim mesma que a primeira chance que tiver eu estava detonando a cadela. Finalmente, eu me permiti encontrar seus olhos, e fui levada de volta para a quantidade de emoção lá. Eu não tinha certeza que ele iria se lembrar de mim, mas parecia instintivamente que ele sabia que eu pertencia a ele, e não importa que ele não lembrasse. Uma montanha inclinada de cão quase me pegou no quadril, mas eu peguei o meu equilíbrio agarrando o final da cama. Bem, eu pensei que era o fim da cama, quando na realidade era o pé de Max. Ele não parecia importar-se embora. Seu cobertor escorregou em seu peito, revelando seus mamilos, e dog tags16 que pendiam no meio do peito. Olhei para baixo e me recolhi. Eu passei algum tempo riscando Alpha entre as orelhas. Ao longo das últimas duas semanas, tínhamos crescido ligados um ao outro. Ele parecia me conhecer melhor do que eu me conhecia, às vezes. Ele veio no início do meu turno para trabalhar assim eu poderia parar e ver Max. Apenas no caso, eu queria um plano de contingência para voltar a cair se Max não me quisesse aqui. "Você não finalmente.

é

minha

enfermeira."

Max

disse

"Como você sabe disso?", retruquei. 16

Dog tags - é o nome informal para as plaquetas de identificação usadas por militares. Tais placas são usadas primariamente para a identificação de falecidos ou feridos e para serem providenciadas as informações médicas básicas para tratamento: numa chapa de identificação está contido o tipo sanguíneo e histórico de tratamentos usando substâncias químicas.


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"O seu crachá de identificação tem a cor rosa nele. As outras enfermeiras não." Ele afirmou. Eu estava muito impressionada que ele descobriu isso nos dois minutos que eu estava na sala. "Você está certo, eu não sou." Ele assentiu. "Venha aqui." Eu hesitei e Alpha sentiu, então ele se colocou entre mim e Max. Ember e Gabe estavam sentados numa cadeira do outro lado da sala, e assistiram em silêncio enquanto tivemos uma batalha de vontades. "Platz17." Max perguntou com um sotaque engraçado. Alpha parecia entender a palavra, mas ele não foi treinado para seguir o comando de ninguém, mas o meu. "Que diabos, Apollo. Por que você não está me ouvindo?" "Uh, Max? Este não é Apollo. Este é Alpha. Você comprou Alpha para Payton quando você partiu para o Iraque." Gabe disse de seu assento. "Oh cara. Eu estou tão confuso." Max disse trazendo suas mãos para esfregar a testa. O gemido de dor tinha-me ao seu lado em um flash. Peguei sua mão para baixo de seu rosto, e inspecionei o corte na cabeça. Pontos minúsculos dividiam o corte, segurando-o junto. Deixaria um inferno de uma cicatriz, a menos que ele fizesse algo a respeito. A ferida não estava sangrando, e eu senti um nó de dor na minha garganta novamente. Inclinando-me, eu dei no seu corte o mais leve dos beijos antes de me inclinar para trás olhando em seus olhos. "Eu sei quem é você." Ele disse asperamente. Foda-me. Sua voz grave causou arrepios na minha espinha. Meus mamilos frisaram, e eu lambi meus lábios desejando que eu pudesse levá-lo aqui e agora. "Você faz." "Será que devemos dar aos dois algum espaço? Vocês não vão ter relações sexuais na frente de nós, certo? Você sabe, para as minhas sensibilidades virgens e tudo." Ember disse sarcasticamente atrás de mim. Eu a ignorei, e passei a mão sobre o braço dele sentindo sua espessura. "Esta é a sua amiga, não é Emmie?", perguntou Max. Meus olhos dispararam a partir do 17

Platz – palavra alemã que significa lugar, espaço.


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elenco para o seu rosto, e ouvi Ember rir sua risada sádica e dizer: "Eu sabia que você ia se lembrar dela!" "Eu não faço realmente. Eu só sei que é ela. Ela faz o meu pau duro." Max declarou. "Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Max." Eu disse antes de chegar apertando seu mamilo. Ele riu e se afastou da minha mão, trabalhando tão rápido como se ele não tivesse acabado de cair do céu em um helicóptero. "Isso é apenas doente." Ember gritou e tapou os ouvidos repetindo: "lalalala" uma e outra vez. Gabe apenas revirou os olhos, e passou a mão para cima e para baixo no comprimento de sua coxa. Os olhos de Max se estreitaram, e a mão de Gabe parou o movimento. Ele parecia entender que estava perturbando ele, então parou para manter Max de sair da cama e começar algo que ele não poderia terminar. A enfermeira veio logo após a explosão de Ember, e deu-lhe um olhar irritado antes andando até a cama do lado oposto a mim. Seus olhos brilharam quando viu a minha mão descansando levemente no braço de Max, e eu fiz nota de seu crachá que dizia Jenny Fields, R. N. Então, essa foi a cadela que assinou o seu prontuário. Sentei a minha bunda para baixo no lado da cama de Max, e seu braço em volta da minha cintura, me puxando mais firmemente ao seu lado. O rosto dela ficou manchado, e ela disse: "Os regulamentos hospitalares dizem que você não pode estar na cama com o paciente." "Na verdade, os regulamentos do hospital não dizem nada sobre estar na cama com um paciente." Eu retruquei. O corpo de Max começou a tremer, e eu não poderia deixar de revirar os olhos para ele. "Você tem um marcador?" “Sobre a mesa ao seu lado. Ember trouxe. ”Ele disse. Como ele poderia fazer essas palavras simples soar tão sexy, eu não sei, mas eu podia sentir me molhar. Eu queria pular nele, montá-lo como uma vaqueira até que eu não conseguisse ver direito. Ele deve ter percebido meus pensamentos, porque ele se abaixou e se ajustou sob seus cobertores. Meus olhos foram atraídos para a junção de suas pernas, e eu não


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poderia parar o sorriso satisfeito que levantou o canto da minha boca. Bom, se eu tivesse que ser aquela que levantaria o seu tesão, que assim seja. Pelo menos ele não tem que andar por aí com uma mancha de óleo entre as pernas o resto da noite. Afastando-se de seu abraço, eu levei o marcador fora da mesa de cabeceira e fui trabalhar em seu prontuário. Eu estava distraída por alguns minutos, mas a minha atenção voltou em um piscar de olhos quando a enfermeira começou a puxar seus cobertores para baixo. "O que você está fazendo?" Eu exigi. "Verificando o seu cateter, não parece estar produzindo corretamente; acho que há uma torção.", disse Jenny. "O que quer dizer que não parece estar produzindo corretamente? Existe alguma urina no saco?", perguntei. "Sim." Ela bufou. "Bem, então é porra que está bem." Eu rosnei. "Bem, não é tanto agora como havia antes. Eu só estava indo para verificá-lo." Ela argumentou. "Jesus, senhora. Saia. Vou verificar isso, mas eu sei com certeza que está tudo bem." Eu disse quando eu vim ao redor da cama verificando os níveis de fluído no saco do cateter. "Há mais da metade de um saco de saída aqui, suas necessidades e sua cabeça estão examinadas, então você pode sair." Ela saiu num acesso de raiva, e o silêncio na sala penetrou minha mente enfurecida. Eles estavam todos olhando para mim com expressões divertidas. "O quê?" "Calma, Bubbles. Se você queria ver o meu pênis, tudo o que tinha a fazer era dizer isso.", disse Max em sua voz profunda apaziguadora. Eu levantei meu lábio para ele em um grunhido silencioso. Ele não se assustou, porém, na verdade, ele riu ainda mais. Levantou o braço fundido ao rosto como se estivesse indo para executar sua mão sobre sua mandíbula desalinhada, mas parou quando avistou o prontuário. Ele começou a baixá-lo de volta para baixo quando o desenho sobre ele chamou sua atenção. Ele estudou por três segundos e, em seguida, prontamente começou a rir tanto que


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quase caiu da cama. "Ahhhhh dói." Mas, obviamente, não foi ruim o suficiente para ele parar de rir. Ember levantou-se, e estudou a tiragem, e então prontamente puxou seu telefone, e colocou-o no Facebook, o tempo todo rindo. Eu tinha desenhado um trator com um boneco que parecia Jenny pendurado para fora da janela indo direto para fora. Meu boneco tinha uma bolha sobre sua cabeça dizendo, "Mova-se cadela, saia do caminho." Eu sorri, totalmente orgulhosa de mim mesma. Meu alarme no meu telefone me lembrou de que era hora de ir para o trabalho, então eu silenciei e subi ao lado da cama de Max. "Eu tenho que ir para o trabalho; vou parar aqui no meu caminho para casa de manhã. Durma um pouco; não tente fazer muito quando eles finalmente libertá-lo de sua prisão cama." Inclinando-me para baixo, eu rocei meus lábios nos dele, e dei um passo para trás, apenas para encontrar-me sendo arrastada de volta para a frente e tendo meus lábios esmagados contra o seu. "Ewww, eca, faça-o parar." Ember choramingou atrás de mim. Afastei o meu rosto e desembaracei meus lábios e língua da dele, afastando-o lentamente. Eu sorri, dei-lhe um sorriso, e saí do quarto. Alpha foi nos meus calcanhares, e eu não podia deixar de sorrir. O homem estava pirando incrível. Eu não podia esperar para ele ficar melhor. Duas semanas é muito tempo para ser privado de seu corpo. Isto foi muito melhor do que eu esperava. Ele pode não se lembrar de mim com a sua mente, mas seu corpo certeza.

"Quem é o pedaço sexy de homem?", perguntou Laura. Laura Huffman tem sido uma enfermeira durante quarenta anos. Trinta e oito deles foram neste hospital, neste piso. Ela já viu de tudo, e é uma raridade quando algo a define. Neste caso, eu sabia exatamente de quem ela estava falando, e eu agi como se eu não soubesse que ele estava lá.


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Uma das enfermeiras da ala que Max era suposto estar nos ligou para me avisar. "Seis pés, cabeça raspada, cicatriz na testa e um polo IV arrastando atrás de si?", perguntei suavemente. Ela olhou para mim e disseminando no rosto enrugado um largo sorriso. Ela me fez lembrar minha mãe com suas linhas de sorriso e pés de galinha. Ela viveu uma vida boa, e fazia questão de mostrar isso. "Você sabe Mr. baixo crescimento de sudorese com um batedor de esposa que mostra cada cume e vale?" "É ele." Eu disse distraidamente. Eu estava atualmente a tomar os sinais vitais da mais nova paciente da minha ala. Ela era um bebê pequeno perfeito com uma tonelada de cabelo castanho louco cobrindo sua cabeça. Eu penteava para baixo com a escova macia de bebê, colado na pequena cabecinha com um pouquinho de gel KY Jelly, e depois o envolvi em uma faixa apertada. Durante todo o tempo, senti os olhos de Max em mim como uma marca quente. Ele observou cada movimento que eu fazia, e não perdia uma única coisa. Nem mesmo quando me assegurei que o bebê mantinha a pulseira de identificação que tinha um dispositivo de rastreamento anexado a ele. O monitor monitorava o movimento do bebê, enquanto eles estavam na maternidade. Quando o bebê ficava muito perto das portas do elevador ou uma escada, a maternidade Ward iria bloqueá-lo. As portas não abririam a menos que você tivesse a etiqueta de identificação especial que todos os enfermeiros usavam. Eu tenho o bebê colocado no berço, e, em seguida, viro-a para o corredor com seus novos pais. A mãe estava dormindo quando entrei no quarto, mas o pai era mais do que animado para assumir o dever com o bebê. Uma vez que as etiquetas de identificação foram verificadas, deixei o pai coruja com sua nova filha, verificados os sinais vitais da mãe e, em seguida, saí da sala. Max estava agora em uma das cadeiras rolantes que cercavam o posto de enfermagem sendo adorado por Laura. Ela tinha obtido um copo de isopor completo com canudo, um cookie de chocolate, e um cobertor quente. Max, o exuberante que ele é,


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absorveu sua atenção e a prendeu na atenção que ele estava recebendo. Alpha se colocou a seus pés, cobrindo seus pés com meias. A imagem que ele fazia era tão engraçada que eu não podia ajudar, mas caí na gargalhada. Eu amei o homem, e quebrou um pequeno pedaço do meu coração saber que ele não se lembra de mim. Embora, isso não me impeça de tentar fazer com que ele se lembre. O homem havia dito que ele me amava pouco mais de três dias atrás. Eu sei que ele desligou antes que eu tivesse a chance de dizê-lo de volta, mas se ele tivesse esperado apenas mais alguns segundos, ele teria ouvido lhe devolver o sentimento. Eu andei por trás dele e inclinei-me contra a parte traseira de sua cadeira. Meus seios bateram-lhe no meio da cabeça, e ele se inclinou para trás de mim, esfregando a cabeça para trás e para frente contra eles. Meus mamilos ficaram duros, e eu sabia que isso tinha sido sua intenção original. Ele tinha que ter sentido com a sua primeira passagem, e ele continuou a fazê-lo repetidamente até que eu segurei a cabeça forçando-o parar. "O que você está fazendo fora da cama?", perguntei. Ele inclinou a cabeça para trás mais até que ele pudesse fazer contato visual. "Enfermeira Jenny tentou verificar o meu cateter novamente. Eu me decidi por um pequeno passeio fui chamado para depois disso." Rosnei, e seu sorriso esticou de largura. "Se você é capaz de levantar-se, você não precisa sequer de um cateter stinkin." Eu disse com veemência. "Precisamente por isso que estou aqui." O silêncio se seguiu, e, finalmente, quebrou. "Você nem se lembra de mim, Max." Minha voz falhou quando eu disse o nome dele, e ele me envolveu em seus braços firmemente. "Eu nunca poderia te esquecer por um segundo. Eu tinha um peido de cérebro. Lembro-me de tudo. Levou apenas você sair para que ele me batesse como a porra de uma marreta. Lembro-me da maneira que você parte seu cabelo, o cheiro da loção que você usa, as pequenas sardas nas ondulações de seus seios, e até mesmo a porra da tatuagem que você pensou que tinha escondido, mas não o fez."


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"Eca." Eu rangi. Eu pensei que tinha pouca coisa por ele. Obviamente, eu não fiz embora. Quando eu tinha dezoito anos e em uma fase rebelde, eu entrei no primeiro estúdio de tatuagem do livro de telefone, e disse-lhes o que eu queria. Eu tive sorte que não estava infectado com alguma coisa. Eu não pude fazer qualquer investigação em tudo, e este lugar deixava pouco a desejar. A única coisa boa que eu poderia dizer sobre toda a situação é que eu amei a tatuagem. Foi embaraçoso como o inferno, mas é tão totalmente sobre mim. "Que diabos você estava pensando?" Ele perguntou, antes que ele começasse a rir. "Oh, como você é original. Você não podia ter pensado em algo mais inteligente a dizer sobre isso, hein Max?" Eu disse suavemente. "Você sabe que ele é um personagem fictício, certo?" Ele brincou. Bati minha mão sobre a boca e sussurrei, "Shhhh. Ele vai chutar o seu traseiro se você não acreditar nele." Ele olhou para o teto, como se orando por paciência, e depois voltou os olhos para mim. "Ele é do exército?" "Chuck Norris uma vez chateado explodiu um tanque de gasolina de um caminhão como uma brincadeira, o caminhão é agora conhecido como Optimus Prime18." Eu disse com o mais reto de um rosto que pude. Ele piscou, e depois piscou novamente. "Isso era para ser engraçado?" "Chuck Norris não dorme com uma arma debaixo do travesseiro; ele dorme com um travesseiro sob a sua arma." "Você fez?" Ele exigiu. Eu poderia ir todos os dias. Chuck Norris era o meu herói. Eu costumava assistir episódios de Walker, Texas Ranger19 todos os dias. Fiquei arrasada quando eles pararam de mostrá-lo na televisão. Agora eu tenho cada temporada que nunca foi ao ar em DVD. Quando eu estava contemplando a tatuagem, eu sabia que teria que ser algo que eu amava, que eu nunca iria Optimus Prime é o protagonista do universo Transformers. Ele é o lider dos Autobots, um grupo de robôs Cybertron, e detentor da Matriz da Liderança em quase todas as suas versões. 19 Walker, Texas Ranger - série de televisão criada por Christopher Canaan, Albert S. Ruddy, Leslie Greif e Paul Haggis. A série foi produzida pela rede de TVCBS e transmitida de 1993 a 2001, com o protagonista o ator Chuck Norris.

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me arrepender fazendo. Até hoje eu ainda amo tanto quanto no dia que eu fiz. No meu ombro direito inferior, eu usava Chuck Norris em seu jeans apertado, seu crachá de estrela e uma camisa ocidental apertada fazendo um chute circular no ar. Era puramente incrível. "Oh meu Deus, você não é humano!", eu gritei uma vez que ele ainda se recusava a abrir um sorriso. Profundamente desgostosa, eu me virei e pisei para o banheiro. Eu não estava realmente louca. Era raro encontrar alguém que compreendia quão incrível Chuck Norris era. Eu tentei trancar a porta do banheiro, mas um pé com chinelo cutucou seu caminho dentro antes que eu pudesse fechar a porta. "Você vai tirar essa coisa fora de mim já?" Max pediu enquanto apontava para sua virilha. Eu tive pena dele. "Solte suas calças." Tomando a seringa do meu bolso, eu caí de joelhos e comecei o processo de remoção do cateter. Seu pênis alongou, mas eu ignorei e fui sobre o que eu estava fazendo. "Foda-me." Max disse entre dentes de cima de mim. Eu apenas ri e retirei o cateter o resto do caminho antes de levantar e jogá-lo no saco de risco biológico que estava no canto do banheiro. Uma vez que eu me virei, os braços de Max circularam em torno de mim me enjaulando contra a parede. Suas calças estavam ainda abaixo de seu pênis, o cós empurrando suas bolas e pau para cima, que agora estava esfregando contra mim sugestivamente. "Posso ter relações sexuais?" Max questiona. "Eu não sei; eu não sou seu médico. O que eu sei é que eu não estou fazendo sexo no trabalho, garotão." Eu disse antes de dar-lhe um rápido beijo nos lábios e sair do banheiro para seu grunhido agravar. "Eu preciso sair deste IV, ou eu posso tirá-lo? Esta merda puxando em torno de mim é irritante. Se você não fizer eu vou fazer, eu vou arrancálo, em seguida, onde estaremos?” Max resmungou atrás de mim. "Vamos sentar em sua cadeira. Vou pegar um band-aid e tirá-lo." Eu falei sobre o meu ombro enquanto caminhava esperando ele seguir ao seu. Eu não queria que ele fizesse qualquer coisa. Provavelmente, eu deveria ter a permissão de seu médico primeiro, mas eu sabia que ele estava


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falando sério sobre fazê-lo a si mesmo. Quando voltei, todos os enfermeiros estavam em torno de Max rindo de alguma coisa. Depois que eu estava a uma distância de audição, eu entendi o que eles estavam falando. Aparentemente, Max sentiu a necessidade de mostrar a todos o meu desenho. Cabeça de bagre. O resto da noite passou rapidamente. Eu estava no amor com o meu trabalho. Segurar os bebês no colo era o tipo mais gratificante de enfermagem que havia. Esta era forma mais pura de vida. Esses bebês estavam apenas começando, a sua inocência intacta, não há nada para estragar sua existência ou mancha-la de qualquer forma. Eles eram todos muito bonito em sua própria maneira, e quase todas as vezes os pais estavam sobre a lua em tê-los em suas vidas. Algumas das mulheres tentaram por anos e anos ter um bebê, e quando finalmente aconteceu, eles se tornaram o pequeno milagre de sua mãe. Outros tinham por acidente, mas o seu amor por eles ainda brilhava completamente. Max flertou com cada mãe solteira naquela noite, mesmo segurando seus bebês, conversando e realmente interessado em meu trabalho. Mesmo Tammy explicou seu trabalho como enfermeira de carga. Era evidente para mim que Max era um homem das senhoras, mas eu não estava preocupada. Eu estava segura em nosso relacionamento. Este era apenas o tipo de pessoa que ele era, e eu sabia que ele provavelmente não conhece um único estranho que ele não poderia iniciar uma conversa acerca de alguma coisa. Max voltou para seu quarto por volta das seis da manhã, gastando quase todo o meu turno no meu setor comigo. Fui ao seu quarto depois do meu turno apenas para encontrá-lo esperando por mim para que pudéssemos sair juntos. Ele tinha convencido o médico que tinha uma enfermeira particular, e que ela iria cuidar de as suas necessidades. Eu acho que isso significava que eu estava gastando meus próximos três dias de folga cuidando dele. Esta não era a minha coisa favorita a fazer. Os homens tinham uma maneira sobre eles quando eles são feridos ou doentes. Eles dramatizam tudo. Onde algo não iria afetar até mesmo uma mulher, um homem agia como se a terra estava chegando ao fim. Eu tive minha parte


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de pacientes do sexo masculino ao longo dos últimos dois anos de escola de enfermagem. Em cima disso, meu irmão e pai são quase tão ruins. Você pensaria que dois grandes homens como eles poderiam lidar com um frio pequenininho. Você pode estar errado. Infelizmente, o velho ditado é verdadeiro. Quanto maiores são, mais duramente caem, e eu tinha a sensação de que os próximos três dias iria explodir.


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"Qual é o problema dele?" Cheyenne me perguntou. Fomos todos para fora na varanda da frente da casa de Max. Cheyenne e Ember sentaram-se em cadeiras de jardim do meu lado. Nós fomos banidas da casa porque Max não gostava que a gente falasse durante o filme. Nós estávamos falando sobre a próxima parada de Ação de Graças marcada para daqui a dois dias. Max tinha nos pediu para "calar a boca" inúmeras vezes antes de sermos convidadas a sair. Ele estava no modo de super irritado. O médico havia informado que sexo não era uma opção para ele até seu check-up, e eu fiz com que cumprisse isso. Eu não era uma dessas mulheres que amoleciam no primeiro sinal de carência de um homem. Eu não estava arriscando a saúde de Max por um orgasmo. Eu quero dizer, isso poderia ferrar com minha cabeça no início, mas se eu amolecesse com ele de alguma forma, isso só tomaria muito mais tempo antes que eu pudesse tê-lo em tempo integral novamente. Além disso, ele estava louco porque eu me recusei a morar com ele. Eu ainda não estava pronta para me mudar. Queria me mudar pelas razões certas, não porque ele estava ferido e me queria lá. Ele não tinha repetido a palavra com "A" ainda, e eu


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não queria forçá-lo a qualquer coisa. Queria que ele chegasse a isso conhecendo todos os fatos. "Ele está louco, porque não vou morar com ele." Expliquei. "Bem, por que você não vai?", perguntou Ember. Dei um chupão no milk-shake de chocolate que eu estava bebendo, e respondi: "Bem, quero que ele me ame primeiro. Eu não quero deixar meu apartamento, só para ficar sem um lugar para viver em poucos meses, quando ele se cansar de mim. ” "Max nunca pediu alguém para morar com ele. Eu só conheci suas namoradas acidentalmente. Ele nunca sequer trouxe uma mulher desde que eu fui morar com Gabe. Na verdade, eu nem sequer ouvi falar sobre ele saindo com alguém desde que conheci você, agora que pensei sobre isso.” Ela disse antes de arrotar como um linebacker20. "Seis." Eu disse dando uma nota para ela. "Isso foi claramente um nove. Você é uma trapaceira." "Não seja uma má perdedora, Ember. Isso não é elegante." Cheyenne disse antes de se voltar para mim, "Ela está certa, porém, Payton. Max não pegou nenhuma bunda desde que ele foi ferido. Sam disse que isso não era o que ele estava procurando mais. Ele disse a Sam que ele queria crianças e não iria tê-las se não parasse de olhar para b-o-c-e-t-a fácil." Cheyenne soletrou a palavra como de hábito. Apenas na semana passada Pru tinha dito a Sam que ela iria "cortar suas bolas" se ele não a levasse para um lanche naquele instante. Depois que Sam se recuperou desta declaração, ele imediatamente mandou Pru para Cheyenne para que dissesse a ela o que tinha acabado de dizer. Pru, em seguida, continuou a dizer para Cheyenne que ela tinha uma "bunda gorda". Eu tive sorte o suficiente para testemunhar essa parte da declaração, e quase morri de rir. Sam e Cheyenne não tinham achado tão engraçado quanto eu, mas eu também não era o pai dela. Era permitido uivar de tanto rir e rolar pela sala. Os filhos de Cheyenne e Sam são todos uma piada. Os mais velhos, Pru e Piper são gêmeos. Eles 20

Linebacker – Jogador da área defensiva no futebol americano.


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foram seguidos de perto por sua irmã mais nova, Phoebe. Cheyenne conteve sua boca significativamente; no entanto, Sam infelizmente não o fez. Ele cresceu em uma gangue de motociclistas como uma família, e depois seguiu dez anos no exército. Ele diz que algumas coisas estão tão arraigadas que você não as corrige do dia para a noite. As primeiras notas de "MMMBop" de Hanson quebrou o silêncio da noite, e eu alcancei meu telefone para atendê-lo. O sorriso do meu irmão Bennett iluminou o telefone, e eu ri quando vi que ele mudou a foto novamente. Nesta ele estava usando a sua camiseta 'Welcome to the Gun Show', flexionando. Ele fazia a minha mãe tirar fotos dele algumas vezes por semana, e, em seguida, as enviava para mim, lembrando-me que eu o amava. Ele então me ligava e me pedia favores. Na maioria das vezes era para levar almoço na escola. Eu amava aquele menino com todo o meu coração. "O que você precisa neste momento?" "PP". Bennett disse suavemente. Imediatamente eu sabia que algo estava errado. Bennett era um raio de sol. Ele poderia fazer de qualquer mau dia, um melhor. Ele nem sequer tinha que conhecer você, tudo o que ele tinha que fazer era sorrir, e você iria ganhar facilmente um sorriso em seu rosto. Portanto, para ele me ligar e ter um tom tão devastado em sua voz, eu sabia que algo muito ruim tinha acontecido. "O que foi, Benny?" Perguntei alerta. As orelhas de Alpha levantaram-se ao meu lado, e ele passou de sua cabeça descansando cautelosamente entre suas patas dianteiras para as quatro patas, observando-me atentamente. "Eu fui a uma festa esta noite, e alguém ficou ferido. Muito. Ela não me deixou levá-la a um hospital, e não posso levá-la para casa. Ela não vai me deixar fazer isso, nem ela vai me dizer onde ela vive. O que eu faço?", perguntou Bennett. Cenários passaram por minha mente a um milhão de quilômetros por hora, mas nem uma vez isso me aconteceu que Max não soubesse o que fazer. Decisão tomada, eu disse: "Venha para Free. Você sabe onde é?"


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"É o lugar de Max? Se for, então sim, eu sei onde fica. Papai e eu averiguamos semana passada, quando você nos disse sobre ele." Bennett me informou. "É esse o lugar. Venha. Eu estarei esperando no portão da frente para deixá-lo entrar. Tenha cuidado. Eu amo você, Benny Bear." Eu disse, esbarrando em uma das cadeiras Adirondack21 que Max tinha na varanda da frente. Eu entrei de súbito pela porta da frente de Max e corri até onde ele estava dormindo no sofá. Eu iria perturbá-lo mais tarde por chutar-nos para fora, e depois ter a coragem de dormir em vez de assistir ao filme que ele estava todo entusiasmado para assistir. Quando cheguei até ele, chacoalhei seu ombro e disse: "Max". Ele despertou com um susto, e inverteu nossas posições em milissegundos. Eu estava ofegante de medo, olhando-o com cautela. Ele tinha meus braços presos no sofá com suas duas mãos. Suas pernas montadas em meu tronco, e eu estava firmemente à sua mercê. Seus olhos ficaram selvagem por alguns momentos. Tão lentamente a compreensão encheu seu olhar ele recuou lentamente. "Sinto muito, Max. Eu realmente não pensei. Você está bem? Eu não machuquei você, não é?", perguntei cautelosamente. Ele me olhou com uma intensidade que me fez contorcer. "Eu só quase a quebrei na metade e você está preocupada comigo?" "Uh, sim. De qualquer forma, meu irmão acabou de ligar, ele está com uma menina e diz que está ferida, mas ela se recusa a ir para o hospital. Disse a ele para vir aqui." Eu falei correndo. Ele concordou com a cabeça, em seguida, levantou-se, caminhou até seu quarto, e voltou-se alguns segundos mais tarde em jeans, uma t-shirt branca e botas de cowboy. Caminhou até a porta da frente, que ainda estava completamente aberta e saiu para a noite. Segui a um ritmo mais lento. Minhas pernas não tinham chance contra as suas longas, e no momento em que cheguei no portão da frente, Bennett já estava lá, colocando seu velho Chevy em uma vaga no 21

Cadeira Adirondack é uma cadeira de madeira rústica simples para uso ao ar livre.


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estacionamento perto da frente da garagem. O resto dos membros do Free estavam lá também. Cada um deles estava no portão, esperando para ver o que estava acontecendo, esperando para ver se eles seriam necessários antes de voltarem para suas casas. Cheyenne não estava lá e nem Ember. Presumi que elas trocaram de lugar com seus maridos visto que seus filhos ainda precisavam de supervisão vinte e quatro horas por dia. As crianças deles eram muito levadas e se não fossem acompanhadas de perto, provavelmente poriam fogo no lugar. Apenas na semana passada Cora, a filha de Gabe e Ember de dois anos de idade, decidiu pintar sua parede do quarto de merda. Embora engraçado, fiquei feliz por não estar lá para testemunhar isso. Isso é simplesmente nojento. Bennett saiu do carro, deu a volta para o lado do passageiro, e retirou a menina choramingando. Ela parecia ter a mesma idade de Bennett. A menina era bonita e estava usando o resto de um vestido esfarrapado. Seu cabelo estava selvagem em torno de sua cabeça, com listras brilhantes rosa e roxas destacando-se duramente contra a sombra marrom claro. Eu fui até eles e parei a cerca de um metro deles. Alpha encostou-se ao meu lado, mas eu aprendi a preparar-me para isso, porque quando eu parei, ele se inclinou. Isso é justamente deste jeito. "Vamos entrar, Benny. Max, podemos ir para o seu quarto?", perguntei enquanto pesquisava a menina. "É todo seu, Bubbles." Max disse ficando para trás com os homens, permitindo que Bennett e eu tivéssemos alguns momentos de privacidade antes que ele viesse para ver o que estava acontecendo. "Bubbles?", perguntou Bennett. "Ele estava falando sobre minha calcinha. Você realmente quer ouvir o resto da história?" Questionei. "Sai fora Johosephat! Por que diabos eu iria querer saber sobre isso? Jesus Cristo em uma muleta." Ele disse, desconfortável.


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Uma pequena risada escapou da menina, e eu sorri para ela quando nossos olhos se encontraram. "Diga-me o aconteceu, querida." Seu olhar voltou-se para Bennett e depois de volta para mim, pedindo-me compreensão e assim eu fiz. Ela não queria que Bennett ouvisse tudo o que aconteceu. Ela queria me dizer, mas não na frente dele. Se era porque ela estava com vergonha de falar sobre isso, ou se ela estava sob pressão, eu não sei, mas eu gostaria de saber. "Bennett, eu preciso de você para deitá-la na cama no segundo quarto. Vire à direita no T no corredor. A primeira porta à sua direita. Eu vou buscar umas toalhas e o kit de primeiros socorros. Você precisa voltar para a garagem e falar com Max. Diga a ele o que aconteceu." Eu informei a ele antes de sair na direção oposta a dele. Quando cheguei ao quarto, Bennett estava saindo. Seus braços me envolveram, e eu fui levantada do chão por sua enorme estrutura de um metro e noventa. Meus pés deixaram o chão, e eu dei uma fungada em seu pescoço para levá-lo a me colocar para baixo. Jogamos este jogo muito, e eu sabia exatamente o que fazer para conseguir que ele me deixasse sozinho. Quando seu irmão ultrapassa você quando ele tem sete anos de idade e você tem quinze, você aprende muito rápido como fazer as coisas do seu jeito. Caso contrário, seu irmão irá aterrorizar você e não há nada que se possa fazer sobre isso. Especialmente quando seu pai acha que é engraçado. "Eu te amo, irmãozinho." Eu disse a ele. Ele corou ligeiramente. "Eu também te amo." Ele murmurou enquanto saía. Os adolescentes não partilham os seus sentimentos, muitas vezes, então eu senti algo como um formigamento derramar por mim com suas palavras. Eu realmente adoro o merdinha. Gostaria de fazer absolutamente tudo por ele, e fico triste quando ele estava sofrendo. Espero que tudo isso não seja tão ruim quanto parece.


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"Diga-me o que aconteceu." Eu exigi, tão logo Bennett estava a uma curta distância para falar. Ele me olhou por alguns momentos tensos antes de assentir e correr as mãos pelos seus cabelos. "Eu estava em uma festa pré-jogo. Havia um monte de bebida e isso não é meu estilo. Então eu comecei a sair quando vi Amanda, uma amiga de Corinne, sendo conduzida para o corredor de trás por algum sênior imbecil. Segui os dois e o vi rasgar seu vestido em frente a porta do quarto, mesmo estando fechada. Entrei lá e foi quando eu vi Corinne. Ela estava deitada no chão, o vestido rasgado, assim como o de Amanda tinha sido. Eu perdi a cabeça. Dei tanta porrada nele e só parei quando ele parou de se mover. Pedi para a amiga de Amanda levá-lo ao hospital e depois levei Corinne para o meu carro. Foi quando ela me disse que não queria ir para o hospital. Ela não quer denunciá-lo." "Ela provavelmente está assustada. Por que você não vai pegar uma bebida na geladeira e vêm sentar-se? Vamos esperar até ter uma resposta de Payton, antes de fazer qualquer outra coisa". Ele fez o que foi instruído a fazer, e eu sorri para mim mesmo quando o vi pegar um dos leites achocolatados de Payton. Ela teria um ataque mais tarde e pelo sorriso satisfeito em seu rosto, ele sabia disso também. "Sua irmã me diz que você está indo para amarinha. Por que você tem que ir e fazer isso?" Zombei dele. "Eu quero ser um SEAL. Sempre quis. Só não diga ao meu pai, ele não sabe ainda. Quero esperar até eu conseguir os papéis assinados para que ele não possa tentar mudar minha mente. Ele tem uma força formidável quando quer algo de um jeito e isso não acontece. Ele provavelmente vai dar a você muita merda. Especialmente se você acabar se casando com a minha irmã. Ele está sempre tentando apresentá-la a um fuzileiro naval


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que acabou de se mudar para a cidade." Ele disse. Meu temperamento começou a incendiar. "Quem é esse Marine de que você fala?" Ele olhou para mim com um brilho maligno em seus olhos. "Um cara quente de merda na força policial. Mas ela não quer namorá-lo. Ela teve tesão por você por um tempo e até agora. Ela acha que sua merda não fede." "Oh, a merda dele fede. Basta ter a nossa palavra nisso. Esse cara é Luke Roberts?" James perguntou. "Sim, como você sabe?" Bennett perguntou. James sorriu para Bennett. "Ele é um amigo nosso. Mudou para cá há dois anos." Bennett acenou com a mão, como se isso não fosse um fato importante. "Foi isso que eu quis dizer. Então, quais são as suas intenções com a minha irmã?" Eu decidi pegá-lo de surpresa. "Nós vamos nos casar." "Você a engravidou, não é?" Bennett riu. "Ainda não, mas eu pretendo." Eu bufei. Eu pretendia também. Assim que ela deixasse. "É isso mesmo, Max? Quando é que vamos nos casar?" Payton perguntou da porta. Eu não perdi uma batida. "Quando é o seu próximo fim de semana três dias?" Perguntei, me colocando em pé e fazendo meu caminho até ela. "Este fim de semana. Tomei a próxima semana de folga. Minha enfermeira chefe sentiu que você pode precisar de mais tempo comigo, e me disse para ir em frente e tirar as minhas férias se eu quisesse. Onde estamos fazendo isso?" Ela perguntou enquanto se afastava do meu avanço. Meus olhos brilharam e manobrei ao redor do sofá que ela estava tentando se esconder atrás, sem sucesso, eu poderia acrescentar. "Então podemos ir a Las Vegas neste fim de semana?"


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"Pode apostar, meninão. Só tem que pedir a minha mão ao meu pai primeiro." Ela disse alegremente. Bennett jogou a cabeça para trás e riu incontrolavelmente. Eu tive um pressentimento que eu tinha mesmo que fazer isso. Eles sabiam algo que eu não sabia, mas que não ia me impedir. Iria fazê-la comer essas palavras. Iria falar com ele amanhã de manhã, deixá-lo chutar a minha bunda, e tê-la casada na próxima semana. "Fechado." Eu disse, meus lábios um milímetro de distância dos dela. "Porra. Eu acho que preciso ir tomar um banho depois disso!" James disse abanando-se exageradamente. Payton levantou-se nas pontas dos pés, esperando pacientemente para que eu a beijasse. Eu não a decepcionei. Tomando seu rosto em minhas mãos, inclinei-me e lhe dei um beijo suave nos lábios. Apenas o menor dos toques. Não quero começar algo que eu sabia que não poderia ser terminado. Ela me negou nos últimos dois dias, e eu sabia que era um esforço infrutífero visto que ela disse que não faria nada comigo antes que eu estivesse autorizado pelo médico primeiro. Eu liguei para ele e mudei a consulta para amanhã de manhã, só porque eu não acho que poderia esperar muito mais tempo. Estava cansado desta ereção interminável. Tanto sangue indo para o meu pau não poderia ser bom para o meu cérebro. "Então o que aconteceu?" Bennett finalmente perguntou o que nós todos nos perguntávamos. "Ela não foi estuprada, por assim dizer. Ele começou, mas depois decidiu que ele iria precisar de mais do que uma menina. Portanto, ele foi buscar sua amiga Amanda, e ela só teve que se sentar e assistir. Ele lhe deu alguma coisa no início da noite, e ela não percebeu isso até depois que começou a se sentir aérea, mas nesse tempo, não podia fazer nada sobre isso." "Será que ela vai apresentar queixa?", perguntou Jack. "Ela disse que iria. Vocês conhecem alguém que pode vir aqui, alguém que vocês confiam?" Ela perguntou.


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"Sim, querida, nós conhecemos. James, por que você não liga para Luke e pede ele para vir aqui." Lucas entrou no estacionamento dez minutos depois. Ele tinha sua filha com ele, e eu senti uma pontada de remorso por chamá-lo tão tarde da noite. Levantou-a para fora do assento do seu carro, e seu corpo flácido caiu contra o dele, e se aconchegou mais perto. Você tem que amar as crianças. Elas não têm absolutamente nenhuma preocupação no mundo. "Luke!" Payton disse, emocionada. Fiz uma careta para a sua felicidade genuína ao vê-lo. Lucas sorriu para ela, e estreitei meus olhos para ele antes de colocar meu braço em volta dos ombros de Payton, trazendo-a para o meu lado. Luke sorriu com o gesto e acenou com a cabeça em reconhecimento do show de posse. É isso mesmo, Luke. Mantenha seus olhos sujos fora de minha mulher. Uma vez que ele tinha uma boa distância de nós, inclinei-me e peguei a menina que dormia nos braços dele. Ela ficou grande desde a última vez que a vi. Mais pesada também. Ela aconchegou-se em meus braços, o mesmo que fez com o seu pai, e eu andei em direção à casa. Todos seguiram, e quando chegamos no interior, Payton e Lucas foram para o quarto onde a menina estava. Ela era maior do que os gêmeos de Sam, ou filhos de Gabe. Por outro lado, seu pai não fazia feio no departamento grande. A primeira vez que eu encontrei Katerina, foi no hospital, um dia depois que ela nasceu. Fui até lá para visitá-la, porque Sam não podia. A ex-namorada de Sam estava grávida de Katerina, quando ela foi morta. Nós nunca entendemos se ela estava morta ou não quando o bebê nasceu. Sentindo-se triste porque o bebê de sua ex-namorada estava em um hospital sozinho, Sam me pediu para ir, uma vez que não podia deixar Cheyenne. O bebê estava esperando por seu pai para ir para casa no Iraque, e eu senti uma afinidade, e esperava que se isso acontecesse comigo, então alguém iria ter certeza que meu filho não estaria sozinho também. Voltei dia após dia, só para ter certeza que ela tinha alguém lá com ela; mesmo depois que Luke voltou do Iraque. Luke não tinha tanta certeza sobre mim quando nos conhecemos, mas ele era grato a mim


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por estar lá com a menina quando ele não podia. Katerina tinha quase quadruplicado de tamanho desde a última vez que eu a segurei, e foi um pensamento sério. Enquanto eu estava segurando-a, pensei em todas as coisas que queria fazer, e uma delas era ter um bando de crianças. Eu queria ir ao parque no domingo e jogar futebol com meu filho. Eu queria ensinar minha filha a andar de bicicleta sem rodinhas. Todos esses cenários giravam em torno de uma coisa e isso era Payton sendo a mãe dos bebês. "Esses são alguns pensamentos profundos, Max." James disse do sofá ao meu lado. Olhei para ele e vi seus olhos descansando sobre a menina que dormia. Janie tinha quatro anos agora, e pelo que parecia, ele desejava poder tê-la de volta a este tamanho novamente. "Só pensando sobre bebês." "Eles são um presente, meu homem. Não perca tempo. Eu gostaria de não ter passado os primeiros anos da vida de Janie em serviço. Eu perdi um monte de coisas. Estar com ela no ano passado, observando-a crescer e suas mudanças realmente me fez perceber que eu perdi. Algo que eu nunca poderia ter de volta." James disse calmamente. "Você fez o que tinha que fazer. Tente não se preocupar tanto, James. Nós vamos descobrir isso." Eu assegurei. Apenas algumas semanas atrás, James tinha sido notificado pela mãe de Janie para a custódia de sua filha. Quando Janie era um bebê, ela assinou pela desistência de seus direitos. Nós tínhamos pensado que isso seria o fim de tudo, mas ela nos pegou de surpresa há poucos dias. Essa surpresa era que James não era nem mesmo o pai de Janie. O que a mãe de Janie não conseguira perceber era que isso não importava para James. Janie seria para sempre a menina de James, seja pelo sangue, ou pelo amor. Ele iria lutar por ela até morrer, e nunca iria desistir. Vendo o meu melhor amigo sofrer assim realmente fez o meu sangue ferver. Não tinha percebido que ele estava tão deprimido. Eu teria que manter um olho mais próximo sobre ele só para ter certeza que ele não faria nenhuma loucura.


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"Você não parece velho o bastante para ser pai de uma criança de cinco anos." Bennett meteu o bedelho. "Eu era jovem, tinha apenas vinte anos quando ela nasceu. Já estava convocado, então eu não podia voltar para casa sem ser em um tribunal marcial. Ruim para caralho." James disse a Bennett. Bennett olhou por cima do ombro, e depois voltou a olhar para nós. Ele abriu a boca, e fechou-a antes de sair qualquer coisa. Repetidamente ele abriu a boca para dizer alguma coisa e a fechou. Ele parecia um peixe na porra num aquário. Ele deve ter reunido a coragem, porque de repente ele deixou escapar, "Nós fizemos sexo desprotegido, há três semanas; ela pensou que ela estava grávida, mas nós não fizemos uma coisinha ainda." Nós olhamos para ele em silêncio por alguns minutos. Jack parecia que estava lutando para conter seu riso. James estava fazendo a coisa de peixe agora, então eu acho que isso me deixou sendo o adulto. "Bem, pela coisinha você quer dizer que é teste de gravidez, certo?" Eu esclareci. Ele assentiu, então continuei. "Bem, então ela precisa ver um médico, agora mais do que nunca. Payton vai convencê-la, porém, não se preocupe. Você a ama?" Eu perguntei sem rodeios. "Sim, como um louco." Bennett insistiu. Não tinha mais nada mais adulto a dizer, então fiquei em silêncio por um tempo, tentando pensar no que dizer em seguida. O pensamento de "você está ferrado" manteve-se cruzando em minha mente, mas não podia fazer isso com ele. Ele era tão jovem; não havia nenhuma maneira que ele ia ser capaz de fazer isso por si mesmo. Sua irmã vai ter a porra de um ataque. Ainda mais seu pai. Inferno, eu nem sequer o conheci ainda e eu sabia que ele ia ter um ataque também. Jesus. Às vezes eu sentia como se vivesse em uma novela do caralho. Bebês secretos. Casamentos secretos. Casamentos apressados porque você engravidou sua menina. Mentiras. Esfaqueamento nas costas. Mortes. Assassinato. Gravidez na adolescência. Eu tenho certeza que eu sou a única pessoa normal neste grupo, o que não é dizer muito.


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Eu tinha acabado de passar pela minha própria amnésia, experiência de quase morte, e esquecer a mulher que eu amava. "O que vocês estão cochichando aqui?" Payton perguntou da porta que levava para os quartos traseiros e para o corredor. "Ugh, bem, hum, veja bem..." Bennett falou confuso. "Seu irmão engravidou sua menina, e agora ele não tem certeza se quer dizer-lhe ou não. Eu lhe disse que precisava dizer e que ela precisava ir para o hospital. Gritar mais tarde, hospital agora. Movam-se." Eu disse enquanto marchava para a porta da frente e a mantinha aberta. Ninguém se moveu, não que isso me surpreendesse muito. Payton assumiu a expressão de peixe. Bennett tinha a cabeça enterrada nas mãos. James estava enterrando a cabeça no travesseiro no sofá e Jack ainda estava silenciosamente rindo. Payton foi a primeiro a superar sua surpresa. "Jesus Cristo, Bennett! Quantas vezes eu saí e comprei-lhe a porra dos preservativos? Até mesmo com sabor, lubrificado, com nervuras para o prazer dela! Eu mostrei-lhe fotos de doenças sexualmente transmissíveis! Que porra é essa?" Ela terminou com um grito. Bennett afundou mais ainda em si mesmo, com a cabeça entre os joelhos agora. "Ora, Payton. Nós não usamos preservativos na nossa primeira vez. Às vezes a merda apenas acontece." Eu disse da porta aberta. Merdas realmente não acontecem por acaso. Tínhamos tido essa conversa um par de semanas atrás. Ela tinha perguntado sobre a minha história sexual e tivemos que "conversar", você sabe, aquilo de você listar todas as suas conquistas sexuais? Que seria um pouco difícil para mim, já que eu não tinha a menor ideia com quantas eu tinha dormido em meus vinte e oito anos de vida. Eu sabia que tinha um atestado de saúde assim que fui liberado do hospital quando fui ferido no Iraque pela primeira vez. "Esse não é o ponto! Tenho a porra de vinte quatro anos de idade. Se eu tiver um bebê, eu posso criá-lo. Se ele tiver um bebê, ele precisa da mamãe para criá-lo enquanto ela termina o ensino médio!" Ela guinchou.


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"Você quer ter filhos?", questionei. Ela olhou para mim como se eu fosse mudo. "Bem, sim. Por que você acha que eu trabalho com bebês?" "O seu relógio biológico está correndo?" Eu provoquei. "Você é um estúpido. Bennett entre no meu carro. Lucas pegue a garota. Max divirta-se como babá." Ela zombou antes de seguir Bennett porta afora, Alpha trotando perto de seus calcanhares. Luke seguiu com a menina, e acenou seus agradecimentos para mim antes de sair pela porta que eu ainda mantinha aberta. Ajeitando Katerina em meus braços, fui para o quarto reserva e deitei-a no berço portátil que Ember manteve em minha casa para quando Cora ou LG ficam mais. LG foi um apelido para Gabriel Luca Maldonado III. Desde que já havia um Gabe na família, começamos a chamá-lo de pequeno Gabe, que foi encurtado novamente para LG. Cobrindo Kat com o cobertor que estava no berço, fechei a porta silenciosamente antes de ir para a minha própria cama e ficar confortável. Eu tinha certeza de que eles não estariam de volta por um tempo, então não havia nenhuma razão pela qual eu não poderia estar confortável no mesmo período.

"Boa noite, Luke. Obrigado por tudo.” Eu disse a ele antes de fechar a porta. Virei-me e olhei para Bennett. Ele tinha tido uma noite difícil. À medida que a noite avançava e mais informações apareciam, nós descobrimos que Corinne não poderia ser tão inocente como fomos levados a acreditar. Quando eu estava sozinha com ela, ficou me pedindo para ligar para um de seus amigos para que ela pudesse ir embora, e eu tinha uma suspeita fundada de que algo não estava certo. Quando Luke


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apareceu, ela se fechou ainda mais quando ele mencionou que era um policial. Quando ela finalmente chegou ao hospital e longe de Bennett, teve que dizer aos oficiais que vieram para tomar seu depoimento que ela era realmente uma parte do que se passou. Meu irmão mais novo, o homem com um coração grande de urso, ficou devastado. Ele estava me dizendo sobre essa garota por um longo tempo, e eu pensei que eles tivessem uma ligação maravilhosa quando a conheci há algumas semanas. Vendo como tudo saiu hoje, eu percebo que tenho um juízo de merda para as pessoas. Dois erros ruins que eu fiz nos últimos dois anos fizeram-me pensar que eu não o sou a melhor juíza de caráter. O primeiro foi confiar em Rory. Esse foi o único grande erro da minha vida. Eu pensei que o amava, mas ele, sem ajuda de ninguém, roubou toda a inocência que eu tinha. Ele pode não ter cometido o crime real, mas ele fez ao me deixar lá para sofrer esse destino. O segundo erro foi confiar em Corinne. Quando eu a vi, realmente pensei que ela amava meu irmão. Fui eu que lhe disse que ela parecia que o amava, e veja onde isso o levou. Ele provavelmente vai ficar preso a esta cadela louca pelo resto de sua vida devido ao fato de que ela está realmente grávida. Entretanto, ainda temos que determinar se a criança que ela carrega é realmente sua. Amanhã estaremos prontos para ir ver os meus pais. Durante o circo que Bennett e eu chamamos de vida, mãe ligou. Era quase como se ela tivesse um sexto sentido para o problema. Max irá encontrá-los pela primeira vez no meio de uma tempestade de merda. Sortudo. Depois de arrumar outro cobertor para Bennett, fui para o quarto de Max. Alpha veio e deitou ao lado da porta, como sua rotina habitual, não importa onde ele estava. Max estava no meio da cama. Ele estava deitado sobre sua barriga com o rosto virado para longe de mim. O braço dele estava jogado para o lado da cama, assim como sua perna. O resto do corpo estava coberto com o grande edredom de malha camurça escondendo-o da minha vista.


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Aprendendo com o meu erro anterior, eu disse, "Max". Ele despertou com um susto, com a cabeça virando para olhar para mim. Seus olhos estavam claros e muito conscientes. Como ele era capaz de ser tão lúcido quando eu tinha acabado de acordá-lo de um sono de morte era uma incógnita. Sua voz áspera pelo sono encheu o silêncio. "Vem cá". Tremi um pouco, mas obedeci. Tirando minha calça jeans, caminhei lentamente para a cama. Em apenas uma tanga e t-shirt, me arrastei para a cama e me acomodei debaixo das cobertas. Max me puxou para mais perto e descansei minha cabeça em seu bíceps enquanto ele me aconchegou por trás. "Sinto muito. Nós vamos descobrir isso, Payton. Seu irmão é um homem forte, e ele pode lidar com isso. Vá dormir." Disse Max. Revirei os olhos pela sua prepotência, mas na verdade fiquei secretamente grata. Suas palavras me fizeram perceber que sim, era um grande problema, mas não era o fim do mundo. Meu irmão era um menino grande, e ele poderia lidar com muito. As coisas poderiam ter sido piores. Que, infelizmente, eu estava prestes a descobrir.


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Ainda me lembro como se fosse ontem. Meu namorado na época, John, veio me buscar para o baile de formatura. Minha mãe me ajudou a escolher o vestido, e eu me senti como uma princesa de conto de fadas. Eu estava até usando um sutiã push-up22. Tinha planejado perder minha virgindade naquela noite, mas nada poderia ter sido mais longe da verdade. John apareceu em casa na hora certa. Eu estava descendo as escadas quando o meu pai disse pra John trazer-me para casa por volta das onze horas. Nós tínhamos discutido, mas ele se manteve firme desde que ele sabia que o baile de formatura acabaria as22h30. Isso lhe daria trinta minutos para me levar para casa. Nós pensamos em ser sorrateiros e deixar o baile cedo para que pudéssemos ir para um lugar isolado próximo ao rio. Não gostaríamos de fazer o que queríamos há meses, e então ele poderia me levar em casa a tempo do meu toque de recolher. Tudo estava funcionando como o Sutiã Push-up - não tem tanta profundidade como os outros sutiãs, por isso ele consegue levantar e unir os seios, é uma ótima opção para as mulheres que tem os seios menores ou separados. Fica perfeito com qualquer tipo de roupa e principalmente com blusinhas decotadas. 22


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planejado. Nós tínhamos chegado ao rio, e estávamos prestes a começar a trabalhar quando houve uma batida na minha janela. Eu estava no processo de colocar o preservativo no John quando olhei para ver meu pai olhando para mim, a decepção em seus olhos. Mortificada não poderia nem mesmo começar a descrever o que senti naquele momento. Embora ele não pudesse ver o que estava fazendo, ele poderia muito bem adivinhar, e acho que ele fez isso. Eu nunca vi John novamente depois daquela noite, até dois anos depois. Eu o confrontei, e ele me contou sobre a visita do meu pai para ele no dia seguinte. Ele não entrou em detalhes, mas eu não precisava deles, podia adivinhar. Minha imaginação foi incrível. Nem é preciso dizer, não foi uma visita agradável, e John se recusou a me ver mais. Ele até chegou a morar com seu pai que vivia a dois estados de distância. "Payton, você precisa relaxar. Seu pai não vai machucá-lo." Minha mãe disse do outro lado da ilha de cozinha. "Como você sabe? Você se lembra de John? Eu juro que o pai pagou para que ele sair e nunca mais voltar." Eu insisti. Vi como minha mãe foi do bolo que estava cobrindo, ao forno para verificar o frango que estava assando. "Seu pai não fez nada para John. Seu pai nunca gostou de John de qualquer maneira. Ele fez uma verificação de antecedentes sobre ele e descobriu que tinha um registro. Você sabia que ele foi acusado de um delito, porque roubou algo de uma Loja Eletrônica? Ele deveria estar na prisão no momento." "Mãe, ele foi pego roubando uma barra de chocolate. Dificilmente poderia dizer que é algo que merecia tempo de prisão." "Roubar é roubar querida. Agora, por que o seu irmão foi ficar com você na noite passada?" Ela perguntou tentando desviar a atenção. Eu permiti isso. Minha mãe era uma mulher assustadoramente inteligente. Ela e meu pai são casados há trinta anos. Eu era seu bebê oopsie23. Meu irmão gosta de dizer que eu fui a razão pela qual eles tiveram que se casar em 23

Oopsie – é uma linha plástica de bonecas diversas lançada em 2010, nos Estados Unidos. Lançadas inicialmente com o nome de BittyButtons, seu nome foi mudado logo após o lançamento para Lalaloopsy. As bonecas ganharam grande popularidade, sendo lançadas diversas Lalaloopsys, pequenas e grandes, além de linhas licenciadas e games.


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primeiro lugar. Eles se conheceram quando meu pai estava em formação de base, e se casaram por procuração, enquanto ele foi implantado na tropa de combate. Quando meu pai chegou em casa, ele tinha uma família instantânea. Eu tinha seis semanas de idade na primeira vez que ele me encontrou. Entretanto, ele foi feito para isso. A partir de então, ele foi uma parte integrante da nossa família. Ele era o tipo de pai que sabia cada movimento seu mesmo antes que você o fizesse. "Max quer se casar." Eu soltei. "Nós sabemos. Seu jovem parou por aqui esta manhã para falar com seu pai. Ele também nos disse o que aconteceu com Benny ontem à noite. Agora, isso foi algo que devíamos ter ouvido de você e Benny na noite passada. Não quando você finalmente tivesse a coragem." Ela me repreendeu. Eu estava absolutamente espantada. O atrevimento daquele homem me surpreendeu totalmente. Aparecendo para falar com o meu pai foi provavelmente um longo caminho para convencê-lo que ele estava falando sério sobre mim. "Qual foi a resposta do pai?" Ela puxou o frango do forno, e minha boca encheu de água com o belo aroma que acompanhava. "Ele disse que poderia tê-la, mas que iria estripá-lo com uma agulha de tricô e um arco de serra se ele saísse da linha. Seu pai não tem sido o mesmo desde que você foi ferida. Os dois nunca tiveram uma conversa como o seu jovem homem e ele tiveram esta manhã. Falaram por mais de duas horas." Puxei meu telefone do meu bolso e mandei uma mensagem para Max. Eu: Você está muito encrencado, Big Boy. Max: O que eu fiz agora? Eu: Você fez uma visita agradável esta manhã? Max: Seu pai conhece um juiz. Sábado de manhã você é minha. Minha respiração ficou presa em meus pulmões e a euforia me encheu. Eu sabia que ele estava brincando, mas ele me provocando sobre isso


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fez meu coração feliz. Quero dizer, sim, ele pediu à minha mãe, mas com certeza, ele tinha que me comprar um anel em primeiro lugar, certo? Eu queria me casar com meu pai me levando pelo corredor. Não um casamento de espingarda, onde todo mundo presume que estou grávida e preciso de um casamento forçado. Essa foi apenas uma das muitas coisas que precisávamos falar; eu tinha uma longa lista de coisas que precisava discutir. Eu: Nós precisamos falar sobre isso. O jantar está pronto. Piadas à parte, eu não me senti tão feliz em mais de um ano. Era tão bom ter alguém que me conhecia tão bem, por dentro e por fora. Felizmente, minha família achou que ele era bastante impressionante. Se eles não gostassem dele, então não havia nenhuma maneira de eu ficar com ele. Eu tinha aprendido a lição depois de Rory. Meu pai me disse uma e outra vez que eu precisava me desligar, mas eu nunca o escutei. E também paguei por isso. Meu pai, Bennett, e Max encheram a sala alguns minutos depois. "Você sabe o que o Exército representa, certo?" Meu pai perguntou. "Não senhor. O que é isso?" Ele disse com os olhos cheios de alegria. Não estão prontos para serem marines ainda." Ele gargalhou. Os olhos de Max se estreitaram, e ele respondeu: "Você sabe o que significa marines, certo?" "O que é isso?" Meu pai perguntou maliciosamente. "Músculos são necessários, a inteligência não é essencial." Max disse ao tomar um assento na mesa, puxando-me ao lado dele. Foi provavelmente para afastar o meu pai de tomar as suas rótulas. Ele não iria prejudicar a sua bebê, e Max sabia disso. Ele sorriu maliciosamente para o meu pai, e, em seguida, jogou o braço em volta do meu pescoço. Meu pai era um homem grande. Ele era enorme, com um metro e noventa, e mais de cento e dez quilos. Ele ria como um urso, e abraçava como um também. Ele caminhou até mim e envolveu


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seus grandes braços musculosos em minha volta. Eu passei meus braços em seu pescoço e abracei-o de volta. Eu amava meu pai com tudo o que eu sou. Ele podia ser arrogante, constrangedor e super-protetor, mas o bom pai não são todas essas coisas? Ele me colocou de pé e todos nós tomamos um assento na mesa da sala de jantar. Conversa não era uma opção para os primeiros dez minutos quando se tinha boa comida para comer. Minha família leva muito a sério sobre comida, e falar não era tolerado até que todos os pratos fossem limpos de suas ofertas. "Essa foi a coisa mais divina que eu já provei." Max declarou. Ele se inclinou para trás em sua cadeira, e correu as mãos para cima e para baixo em seu estômago. O gesso era agora de uma rosa brilhante, e "Propriedade de Payton" estava escrito em letras redondas ao longo de todo comprimento do mesmo. "Eu não posso acreditar que ele deixou você escrever em seu gesso." Minha mãe me repreendeu. Eu sorri. Ele não se importava. Sua mente estava em outras questões no momento. Por exemplo, minha vagina vestida em roupa íntima se encontrando com seu comprimento coberta de azulJean. "Ele tinha sua mente em outro lugar." Repliquei. "Que rude! Isso é nojento, PP." Bennett lamentou. "PP?" Perguntou Max. “Por alguma razão, os meus os pais não parecem pensar que isso é um grande problema." Eu disse enquanto olhava para os mencionados pais. "Oh, Payton. Esse é o trabalho de um irmão. Embora Ember tenha começado a me dar tiros de nozes quando fiz coisas que ela não gostou. Meus pais não impediram também." Ele disse um pouco triste. Sentindo que o assunto era delicado, eu o mudei. "Max ajuda as mulheres agredidas a fugir situações voláteis." A mesa ficou quieta, e Max parecia um pouco divertido. Ele olhou para mim e perguntou em voz baixa, "Como você sabe disso?" Eu estava confusa, como eu não deveria saber? "Cheyenne me disse. Quando eu conheci Sam, havia cinco homens gigantescos na sala, e pensei que ia vomitar. Você não se lembra de mim saindo assim


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que entrou na sala? Eu realmente não tinha que pegar o meu irmão, eu só precisava de uma desculpa para sair. Você me deixou extremamente desconfortável. De qualquer forma, ela percebeu qual era o meu problema e me contou o que vocês fizeram para ajudar a todas aquelas mulheres." Seus olhos suavizaram enquanto eu falava. Ele sabia como eu estava com medo em situações como a que eu tinha me envolvido, mas não tinha que colocar dois e dois juntos desde então. Papai observava Max com um olhar de consideração e mamãe tinha lágrimas em seus olhos. Bennett era uma história diferente. "Posso ajudar?" Ele perguntou. "A partir de agora, precisamos de pessoas com certos tipos de habilidades. Jack é bom com um computador, mas podemos sempre usar mais alguém que é bom com esse tipo de coisa. Você pode trabalhar em um computador?", perguntou Max. "Não, desculpe. Meus dedos são como salsichas. Eles só catam milho." Ele disse, levantando as mãos. Seus dedos eram grandes. Eles sempre me faziam lembrar uma raquete de tênis. Eles eram realmente maciços. Seus pés eram tamanho dezesseis. Quando Bennett finalmente transformou seu corpo, ele ficou uma pessoa intimidante. Agora, ele parecia bem para 16 anos de idade, mas ainda se assemelhava a um adolescente, não um homem. Quando ele começar a colocar um pouco de massa, ele será um destruidor de corações. "Eu vou perguntar, mas agora não consigo pensar em nada fora do topo da minha cabeça." Disse Max. "Eu não sou bom com um computador, mas tenho conexões. Se vocês meninos precisarem de alguma coisa, não hesitem em perguntar." Meu pai disse. "Obrigado, senhor. Vou manter isso em mente. Nunca se sabe quando você vai precisar de ajuda. Estas mulheres e crianças poderiam usar toda a ajuda que podem ter.", explicou Max. "Talvez quando você sair dos marines, Benny. Você provavelmente vai ter muito mais habilidades e poderá ajudá-las muito mais." Mãe acrescentou seu comentário. Meus olhos captaram um brilho diabólico, e mostrei os dentes a Benny em um sorriso maníaco.


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"Oh, Benny, talvez você deva dizer-lhes sobre o recrutador da Marinha com quem você falou outro dia. Papai, você sabia que Benny planeja ir para a Marinha?" A respiração de meu pai foi sugada para dentro de seu corpo, e parecia que todo o ar na sala foi com isto. Os olhos de Bennett se estreitaram em mim, e o garfo com purê de batatas foi levantado para o ar, mas eu sabia o que estava chegando e caí no chão, debaixo da mesa, para evitar isto. "Bennett Lee Alvarez! Abaixe esse garfo. Não me faça ir até aí." Mamãe gritou. Quando ela tomava a voz acrescentando nosso nome do meio, você sabia que estava em um problema. No entanto, eu não tinha sido chamada pelos três nomes ainda. Uma vez debaixo da mesa, fui me arrastando até as pernas de Bennett. Ele estava vestindo shorts, de modo que isto iria funcionar perfeitamente. Sorrindo maliciosamente, fiz um rápido trabalho em seus sapatos enquanto eles discutiam acima de mim. Então eu ataquei sua perna, me enrolei em torno dela, e comecei a fazer círculos, atritando com a palma da minha mão contra sua perna peluda. Qualquer um que tenha feito isso antes sabe como é doloroso ter os cabelos desembaraçados quando você atrita bem o suficiente, mas ainda mais faz com que os cabelos em seus braços fiquem juntos, emaranhados, e depois arrancar quando tentar desembaraça-los. Benny tinha pernas peludas, e por isso funcionou perfeitamente. "Saia de mim, sua bruxa!" Bennett gritou e tentou me chutar fora dele. Eu lutei com unhas e dentes, apenas para que pudesse obter o máximo emaranhado. Ele chutou com sua perna, e me arrastou para fora de debaixo da mesa quando ele pulou para trás ao levantar-se da sua cadeira. Eu deixei ir, porque sabia quando parar e sair fora. Aniquilação não é a minha coisa favorita para experimentar. Lançando-me de volta para debaixo da mesa, fiz uma corrida louca para as pernas de Max, só para dar tempo de agarrar suas pernas antes de


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Bennett estar lá tentando me puxar de volta para fora do seu lado. Max estava rindo como um doido em cima de mim, e parecia tão malditamente sexy. No entanto, eu não podia perder a minha concentração, senão, meu precioso irmão iria me pegar. Eu me contorci e chutei antes de finalmente arrancá-lo. Mergulho debaixo da cadeira de Max, e surjo do outro lado então ele estava entre eu e Bennett, que estava pronto para me matar, se o seu rosto podia ser acreditado. A mãe e o pai estavam terminando os restos de sua refeição, agindo como se isso não os incomodasse o mínimo. O que, provavelmente, não incomodava. Nós tínhamos feito esse cenário exato tantas vezes que poderíamos provavelmente ter o copyright do ato. Max parou de rir quando Bennett fez que ia para o meu rabo de cavalo, mas Max o deteve com um olhar de aço. Eu rebolei minha bunda e coloquei a língua para Bennett. "Nanny, nanny, boo, boo." "Payton, eu nem sempre posso protegê-la do seu irmão. Continue instigando, um dia eu posso não estar por perto, e ele vai empurrá-la para o secador." Max brincou. "Ele tentou isso antes. Nós quebramos um novo carregador frontal da mãe, e ela nunca nos perdoou." Eu explico. Ele revirou os olhos para o teto. "Estou contente por Ember não ser assim." "Sim, você tem sorte que sua irmã não é uma psicopata maluca." Bennett resmungou enquanto corria as pontas dos dedos sobre os cabelos emaranhados em sua perna. Bennett poderia lamentar tudo o que quisesse, mas apenas na semana passada ele tinha me dado a mãe de todas as lambadas com toalha. Eu ainda tinha marcas no meu braço esquerdo. Mesmo Max notouas uma semana depois de Bennett ter me dado. Bennett me pegou no caminho para o meu carro após o jantar com meus avós; me abordou no chão e sentando-se em mim, trabalhou o tempo todo. Eu envolvi meus braços ao redor do pescoço de Max por trás, e me inclinei para ele antes de dizer:


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"Você mereceu isso depois do que você fez para mim na semana passada." "Aquilo foi uma retaliação por você colocar perfume feminino cheirando a merda no meu...", disse Bennett antes de suas palavras se apagarem. Seus olhos se arregalaram e ele jogou as mãos para cima. “Foi você?" Max disse duramente. Beijei-o na bochecha e sussurrei em seu ouvido. "Estamos agressivos, Max. Supere isto." O resto do jantar foi calmo. Meu pai estava chateado com a coisa da marinha, mas não trouxe o assunto novamente. Ele não gostava de gritar. Ele era tudo sobre o controle, e agora, ele não tinha nenhum. Bennett indo para os marines fez o meu pai muito orgulhoso; ele estava feliz que seu único filho estava seguindo seus passos. Agora, ao ouvir que ele não queria fazer isso, e francamente nunca quis, foi uma pílula difícil de engolir. Duas horas mais tarde, o meu pai estava nos levando até a moto de Max. Ele deu-lhe um olhar duro, e, em seguida, fez questão de tocar ambos os capacetes com a mão como uma ordem silenciosa. Meu pai não estava feliz que eu estava andando de moto, mas ele confiava em Max o suficiente para perceber que ele poderia lidar com esta grande máquina. Se meu pai soubesse como Max dirigia a máquina, ele poderia ter dito alguma coisa. De fato, Max dirigiu uma moto por toda a vida. Em velocidade máxima. Ele era um tipo de pessoa determinada. Ele dirigiu duro, jogou duro, e viveu a vida ao máximo. Ele deu muito mais que recebeu, e eu o amava mais que a própria vida. Ele passou no teste do pai, agora ele tem mais um para passar, e esse é com o meu Pepaw. Se ele impressionasse esse homem, então eu gostaria de me casar com ele e ter seus bebês. Claro, nós teríamos que praticar muito em primeiro lugar, mas definitivamente lotes de bebês. Agradar um homem como meu Pepaw seria necessário um milagre, mas eu tinha fé em Max. Se alguém pudesse fazê-lo, seria ele. "Podemos parar em mais um lugar antes de ir para casa?", perguntei antes dele ligar o motor. "Claro, para onde?" Max perguntou quando colocou seu capacete.


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Tomei meu capacete das mãos dele, coloquei-o antes de dizer a ele onde eu queria ir. Meu pai começou a rir e disse: "Deus o ajude, filho. Deixe-me saber como foi quando chegar em casa, Payton." Uma vez que o comentário deixou sua boca, ele se virou e voltou para a casa. Max levantou a perna esquerda e, em seguida deu a alavancada inicial do motor. A moto rugiu para a vida, e uma dose de adrenalina derramou nas minhas veias. Eu me sentia meio eufórica cada vez que estava na parte traseira da moto com ele. Dirigir o meu Scooter me faz feliz, mas absolutamente nada se compara a andar atrás de Max. Aconchegando-me em suas costas e passando os braços ao redor da sua cintura só torna isso dez vezes mais agradável. Nós dirigimos para os arredores de Kilgore. Meu Pepaw e Nanny vivem na linha de condado de Gregg County e Rusk County em uma cabana que estava dentro de trinta acres de terra. A frente de sua casa mais parecia uma lagoa que abrigava grandes robalos e percas. Um amplo pinheiral cobria a frente da propriedade para que não se pudesse ver a casa da estrada. Eu tenho tantas memórias aqui. Quando estava crescendo, eu vinha passar verões aqui. Quando estava finalmente com dezoito anos e me formei, este foi o lugar para onde me mudei, o meu porto seguro. Para não dizer que o meu Pepaw é um veterano do Vietnã. Ele me ensinou a fazer coisas que as meninas normais nem sequer sonham em fazer. Meu pai, de toda maneira, se refere a eles como os “malucos beleza”, mas ele a ama, apesar de suas falhas. Nós chegamos na sua entrada de automóveis, quando o sol estava se pondo. Meu Pepaw estava sentado na cadeira de balanço na frente do alpendre, balançando para frente e para trás muito lentamente. Max desmontou, e depois me ajudou ficar em pé. Nós tiramos nossos capacetes e os depositamos no banco antes de virar e seguir até o meu Pepaw, que agora estava de pé e observando Max com os olhos apertados. Ele começou a dar um passo à frente quando eu parei seu avanço. "Pepaw, você pode desmontar sua armadilha por um tempo. Max não sabe onde pisar, e eu não


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quero fazer nenhuma viagem para o hospital hoje." Eu disse em um tom doce e açucarado de voz. A armadilha em questão era uma cerca elétrica especial, apenas para os bombados com esteroides. Se você pisasse errado em alguma pedra do caminho, você teria 120 volts de eletricidade disparado através de seu corpo a partir de seu pé. "A última vez que disse isso, trouxe um idiota aqui que bateu em você. Este idiota vai fazer a mesma coisa com a minha Tinkerbelle24 também?" Ele resmungou da frente da varanda. Eu esqueci de mencionar que ele é um pouco maluco, mas ele é o homem mais doce que você já conheceu, se cair em suas boas graças. "Ora, Pepaw, aprendi com os meus erros. Eu amo este homem; quando você já me ouviu dizer isso antes, né?" "Você me ama?" Max disse surpreso. "Claro que eu te amo, Max. Por que acha que eu estou introduzindo você em toda essa loucura? Se eu não tivesse fé que você não iria me deixar cair como uma batata quente, nunca teria sequer considerado este pensamento!" "Tudo bem, rapaz. Você tem cinco minutos para me convencer. Tink, entre na casa com a sua Nanny." Disse Pepaw. Passei a próxima hora na maior ansiedade. Eu dei cinco minutos, e depois saí para encontrá-los, mas ambos tinham ido embora. Uma vez que ninguém simplesmente sai andando na terra de Pepaw e sobrevive, fiquei parada e esperei por eles. Eles voltaram cinquenta e sete minutos e trinta e sete segundos depois, rindo e conversando. Nanny absteve-se de dizer "eu te avisei", mas apenas um pouco. Minha respiração zumbiu para fora de mim em uma explosão súbita de vento, e dei um salto correndo para fora da varanda e lançando-me nos braços de Max. Ele me pegou com facilidade, e me virou, e me colocou em suas costas como se eu tivesse cinco anos de idade. Fiquei, porém, porque agora eu sabia que isso era oficial. Se ele pudesse lidar com Pepaw, ele poderia lidar com qualquer coisa que eu jogasse em

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Em português, Sininho, personagem de Peter Pan.


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cima dele a partir de agora até que eu morresse. Ele era meu, assim como eu era sua, e eu estava em êxtase. A viagem para casa naquela noite foi em um silêncio frio e molhado. Alcançou o ponto mais frio quando alcançamos a Highway 42, e eu congelei pra caramba. O tempo no Texas estava além do imprevisível. Normalmente, o tempo era frio, mas nem tanto que você precisasse de um casaco. Esta noite estava diferente, era um frio de dois graus negativos, e com uma bendita chuva. Não havia nada que nós pudéssemos fazer, então nós apenas suportamos. Se você não andar na chuva, Max disse, então você não andou de moto. Ele não estava nem um pouco arrependido, e assim que paramos na calçada e ele abriu a porta da frente, eu estava tirando minhas roupas congeladas do meu corpo e fazendo uma louca corrida para o chuveiro. Havia apenas uma coisa que iria corrigir isso, e que era água quente. Max seguiu alguns minutos mais tarde, após deixar Alpha fora para usar o banheiro. A porta do chuveiro clicou ao ser aberta, e fiquei tensa em antecipação. Eu queria seu corpo contra mim da pior maneira. Apesar de ser mais frio do que o Polo Norte ao dirigir de volta, eu ainda tinha meu núcleo descansando contra suas costas. O que eles dizem é verdade; que se sente como em um enorme vibrador. A moto faz mais para mim em um passeio de vinte minutos, do que a minha própria mão faz na mesma quantidade de tempo. O braço engessado dele foi para o vidro acima da minha cabeça, e ele se inclinou para a água, deixando que nos ensopasse. A mão de Max correu pelo meu corpo. Lentamente. Sedutoramente. Meus mamilos enrugaram quando seu dedo correu sobre a borda da minha auréola. A breve provocação me fez doer para ele tomar todo o meu mamilo no calor de sua boca. Eu arqueei minhas costas enquanto sua mão deslizou para mais baixo. Sua mão desceu pelas minhas costelas, sobre a minha barriga arredondada que faria um Buda orgulhoso e finalmente parando em meu sexo. Seus dedos não se desviaram dos meus lábios, mesmo que ansiasse que ele escorregasse um dos seus longos dedos grossos dentro de mim. Minha respiração estava saindo arfante, e eu gemi em


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frustração. O homem só tinha de me tocar e eu estava mole em suas mãos hábeis. "Eu preciso de você dentro de mim." Eu exigi. "Ainda não." Ele ordenou: "Coloque sua boca em mim." Virando-me, pressionei meus lábios em seu mamilo direito e chupei. "Aqui?" "Oh, foda. Isso não é onde eu queria dizer, mas isso é bom para caralho." Ele disse enquanto puxava minha boca para seu outro mamilo. Levei seu pequeno broto em minha boca e chupei com força, exatamente como eu gostava, e ele gemeu em cima de mim. "Eu quero a sua boca no meu pau." Ele implorou. Com pena, eu caí de joelhos, e estudei-o. Seu pênis estava pulsando com cada batida de seu coração. Corri minha língua até a veia que corria ao longo da parte inferior do seu pênis da base à ponta. Colocando suas bolas na minha mão, eu gentilmente as massageei enquanto tomava a cabeça de seu pênis na minha boca. Sugando levemente, deixei-o sair da minha boca, e depois levei-o, tanto quanto a minha boca permitia. Sua mão encontrou meu cabelo e começou a guiar os meus movimentos. Isto não durou muito tempo, porque logo ele estava me puxando para fora de seu eixo pelos cabelos e me puxando para os meus pés. Sua boca encontrou a minha, e nossos lábios se encontraram em um beijo furioso que atearam fogo em meu corpo todo mais uma vez. Uma vez que esta era uma posição tão estranha para ele devido ao meu tamanho, ele me levantou com sua mão boa debaixo da minha bunda e nos encostou nos azulejos. A água jorrava para baixo de suas costas correndo pelo vale entre meus seios. Ele observou a água por um segundo antes de se inclinar para trás, permitindo-me a ver o seu pênis firme entre nós. "Ajudeme, Bubbles." Eu não fiz o que ele pediu. Em vez disso, eu girei meus quadris para trás e para frente, correndo a cabeça de seu pau ao longo do comprimento do meu núcleo. Eu estava me preparando para um grande orgasmo quando de repente, Max ficou


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impaciente e trocou os braços. Agora eu estava sentada em seu braço engessado, e a outra mão foi entre nós e o guiou até em casa. Eu não estava esperando a mudança de posição, então quando eu me encontrei cheia por ele, gritei. Se isso foi pela rapidez, o fato de que ele me encheu a ponto de doer, ou foi êxtase puro de senti-lo dentro de mim, eu não sei. Meu corpo respondeu para ele, e ele podia sentir quanto molhada e pronta eu estava para ele. Ele parou uma vez que estava totalmente dentro de mim, e esperou por mim para ajustar. Assim que consegui pensar direito, disse: "Você precisa desligar a água ou você vai arruinar seu gesso." "Foda-se o gesso." Max disse, e em seguida, começou a se mover. "Pare!" Eu ofegava. Ele congelou. "Machuquei você?" "Não, mas eu vou te machucar se você não parar. Desligue a água; vamos levar isso para a cama." Eu disse e apertei meus músculos em seu eixo. Ele começou a se mover involuntariamente, mas eu o parei novamente. "Por favor, Max? Eu não quero arruinar isso e fazer outra viagem para o hospital. Por favor?" Ele retirou-se deliciosamente lento e gentilmente me colocou em meus pés, permitindo que o meu corpo deslizasse contra o seu. Seu pau duro estava descansando contra o meu estômago, e eu o peguei na minha mão e deixei a outra mão procurar cegamente ao longo da parede a alavanca que faria o chuveiro desligar. Eu não estava mais nem remotamente fria. Meu corpo estava em chamas e tudo que eu conseguia pensar era ter seu pênis dentro de mim, batendo-me no colchão. "Se você não parar com isso e desligar a água, vamos estar de volta onde nós começamos." Max rosnou. Minha cabeça disparou com a visão de seu pênis. Seus olhos mostravam dor, e uma profunda necessidade que me levou correndo para desligar a água. Virando abruptamente, bati minha mão para baixo na alavanca e a água parou. Abri a porta do


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chuveiro, peguei uma toalha e, em seguida pulei para cima da pia do banheiro. Ele seguiu, e eu estava cheia de seu pênis, mais uma vez, logo que minha bunda conheceu o frio mármore. Seus olhos encontraram os meus, e nossos olhares ficaram ligados quando ele tirou quase todo o comprimento, e, em seguida, bateu de volta dentro de mim. Uma vez. Duas vezes. Três vezes. Cada impulso o fez esbarrar em meu colo do útero. A cabeça de Max mergulhou para baixo, e lambeu o lado do meu mamilo. Ele diminuiu suas estocadas então pode ter os meus seios sem eles batendo-lhe na cara. Não que me importasse, porém, eu estava tão perto que podia sentir o gosto. Max finalmente capturou meu mamilo na boca e deu um puxão forte antes de liberá-lo com um pop antes de transferir a boca para meu outro. "Você tem os melhores mamilos que eu já vi." Ele continuou o movimento lânguido, inserindo-me todo o caminho, e em seguida, puxando para fora até a cabeça de seu pau beijar minha entrada. Mordi o lábio, querendo instá-lo a me levar mais e mais rápido, mas eu era muito autoconsciente. Eu sabia exatamente o que queria; era apenas muito difícil dizê-lo. "Você precisa de mais, Bubbles?" Max riu quando ele lançou meu outro mamilo. Balancei a cabeça em confirmação, mas ainda não disse nada. Ele puxou todo o caminho para fora, e, em seguida, bateu em mim com tanta força que eu vi estrelas. "Você quer isso duro e áspero?" Ele perguntou com um toque de seus quadris, puxando meu cabelo deixando meu pescoço exposto à sua língua gostosa, molhada. "Ou você quer mais rápido?" Ele perguntou com um rápido bombear de seus quadris. "Eu não me importo, só por favor, não pare." Engasguei. Seus quadris assumiram vida própria, e ele bateu dentro de mim. Joguei minha cabeça para trás, apertando os olhos fechados quando o orgasmo do século me consumiu. Eu mordi de volta um gemido enquanto Max rosnou sua libertação no meu


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pescoço. Ambos estávamos ofegantes, e ficamos assim ainda por longos momentos, até que pegamos nossa respiração. Ele retirou-se lentamente, e eu fiz uma careta com a sensação molhada entre minhas pernas. "Eu acho que preciso de outro banho agora." Ele me deu um beijo suave nos lábios, e eu estudei seu rosto por alguns momentos. O corte em sua testa parecia feio, mas não impedia a sua beleza. Ele só fez com que parecesse único. Se ele deixar os pelos em seu rosto crescerem por mais tempo, não seria conhecido como desleixado, ele teria uma barba completa. Não que eu me importasse. Ele estava lindo. Ele foi acender a lareira, enquanto eu lavava os restos do sexo. Quando saí, ele entregou-me uma garrafa de Old Milwaukee, e fomos para a sala para assistir TV. Eu abraçada com ele no sofá pelo resto da noite assistindo Pitch Perfect25. Alfa cobria os pés de Max, sempre vigilante. Max não achava isso tão divertido como eu, mas ele não reclamou. "Você tem que manter a sua promessa”. Max retumbou. Ergui a cabeça de seu peito e sorri para sua expressão séria. "Eu quero casar na casa do meu Pepaw. Quero o meu pai comigo, caminhando até o altar, e quero usar um vestido de casamento. Se você pode fazer essas coisas para mim, eu vou casar com você. Exceto pelo pequenino fato de que você se esqueceu de me comprar um anel". Desde que eu estava olhando em seus olhos, não vi o movimento da sua mão. No entanto, senti o seu corpo se mover e vi-o mover a mão pelo canto do meu olho. Virando-me para ver o que ele estava fazendo, vi a caixa de joias preta e engasguei. Ele sorriu quando viu as lágrimas que corriam dos meus olhos. "Payton Evangeline Alvarez, você quer se casar comigo? Eu prometo protegê-la com a minha vida, e nunca a deixar para trás. Eu prometo afugentar seus pesadelos, e segurá-la durante toda a noite, se você acordar assustada. Mas acima de tudo, eu prometo lhe amar com todo o meu coração e alma. Você quer se casar comigo, Payton?" "Pareço uma idiota para você? É claro, eu vou casar com você." Disse antes de jogar-me em seu peito.

25

A escolha perfeita.


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Ele riu, colocou o anel gigantesco no meu dedo, e depois me abraçou apertado. "Não aperte demais ou eu peido." "Jesus Cristo, não pode tudo ser sério com você?" Ele perguntou exasperado. "Claro que não. Agora, eu preciso assinar um acordo pré-nupcial?" Eu provoquei. "Querida, o dia que eu tiver dinheiro suficiente que justifique um acordo pré-nupcial é o dia em que eu vou morrer. Minha apólice de seguro de vida de merda." Ele brincou. "Eu te amo, menino grande." Eu disse a ele antes de colocar minha cabeça de volta para baixo em seu peito. "Eu também te amo, Pea". "Pea?" Eu perguntei confusa. "Sim, suas iniciais soletram P-E-A. Basta esperar até que estejamos casados, então você vai ser meu animal de estimação." Ele gargalhou. "Oh, cale a boca." Eu resmunguei.


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"Payton." Max queixou-se a partir do quarto. Max estava com uma febre de trinta e oito e meio, e ele era o pior paciente do mundo. No momento, ele estava deitado na cama assistindo episódios antigos de X-Files, e eu estava em um beco sem saída. Eu tinha tomado conta dele por um dia e meio, e agora eu precisava de uma pausa mínima. Deslizando meus pés no meu tênis, levantei-me e peguei outro Gatorade para ele na geladeira. Não o roxo, o vermelho, desde que ele reclamou sobre o roxo deixar um gosto engraçado em sua boca. Também peguei a garrafa de Ibuprofeno e me dirigi para o quarto. Ele estava deitado na cama em toda a sua gloriosa, em lamentável nudez. Ele reclamou antes sobre a sua pele doendo, então ele tirou suas roupas e agora estava deitado nos lençóis de malha Jersey com nada em cima exceto sua placa de identificação. Seus braços estavam jogados por cima da sua cabeça, e os tecidos estavam espalhados por todo o seu corpo, bem como por todo o chão. Seu pênis estava deitado contra o lado de sua perna. No momento, ele não era sexy.


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"Você está me deixando?" Ele perguntou com voz anasalada. "Eu preciso de roupas, e estou cansada de usar as suas. Eu estarei de volta em trinta minutos no máximo." Expliquei antes de pegar minha bolsa e as chaves de cima da cômoda. "Não me deixe." Ele sussurrou. Revirei os olhos. Os homens eram os maiores bebês quando tinham um resfriado comum, e Max parecia ser mais chorão do que a maioria. "Foi você que disse: “Se você não andar na chuva, você não andou de moto.'" Ele suspirou, e rolou, mostrando a sua brilhante e bela bunda. Eu queria curvar e mordê-la, mas me abstive e, em vez disso, soprei-lhe um beijo. "Vamos, Alpha." Eu chamei ao andar para fora pela porta da frente. Eu fui soprada pelo vento congelado, e praticamente corri para o meu carro e me joguei nele. Alpha veio logo atrás de mim, saltando por cima do meu colo para se ajeitar sobre o banco do passageiro. Usei meu abridor de portão para abrir o da frente, e me dirigi para o meu apartamento. Meu complexo de apartamentos estava num ponto muito louco. Kilgore era uma cidade universitária, e quando estava à procura de um lugar para mim, eu tive que escolher entre os apartamentos que estavam mais próximos da faculdade. Eles eram horríveis. Parecia que eles precisavam de uma remodelagem, pelo menos, há uma década. As escadas eram de metal e raquíticas, e temi pela minha vida toda vez que subi com um braço cheio de mantimentos. Infelizmente, quando eu estava na escola de enfermagem, não podia pagar muito mais do que isso e não tinha na minha posição atual no hospital, tempo suficiente para eu procurar outro lugar. A noite positivamente era muito fria para o Texas, e estava mais escura do que o pecado, porque o poste que iluminava o meu lado no estacionamento estava apagado, mais uma vez. "Vamos, Alpha." Eu disse a ele antes de abrir a porta. Usei a lanterna do meu telefone e subi as escadas com cuidado. Não queria ter uma injeção de tétano hoje, e se eu caísse, era exatamente o que eu teria que fazer. Usei as minhas chaves para entrar pela porta da frente, abrindo quatro cadeados e


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trancando três deles depois de estar lá dentro. Alpha passeou pelo apartamento, fazendo a sua rotina habitual de verificar todos os quartos antes de voltar ao meu lado. Meu apartamento estava completamente escuro, e a pequena lâmpada que eu usava para iluminar quando chegava em casa tarde não acendeu, então eu tateei ao longo da parede para achar o interruptor de luz. Gemi quando apertei o botão e que a luz não acendia também. Deve ser uma interrupção para todo o lado direito do conjunto, uma vez que as luzes estavam apagadas no exterior também. Um arrepio de medo me atravessou, mas esmaguei-o para baixo. Suspirando em exasperação comigo mesma, entrei no meu quarto com a luz do meu telefone. Assim que cheguei lá, mandei uma mensagem para Max para lhe dizer que eu iria atrasar devido à falta de energia, e, em seguida, peguei um pouco de roupas do meu armário e joguei-as na cama. A bolsa de ginástica que eu normalmente utilizava para transportar para a lavanderia estava no canto mais profundo do inferno, também conhecido como o muito atrás do meu armário, debaixo de toneladas de lixo. Pus-me de joelhos e fui procurando, apenas para congelar quando ouvi um ruído de raspagem. O barulho não se repetiu, mas certamente alertou Alpha que agora estava rosnando baixinho. Para ajudar, ele me empurrou mais fundo no armário. Com o coração batendo forte, eu disquei para Max. Ele respondeu no quarto toque com um coaxar miserável. "Hey." Minha voz tremia quando eu disse, "Max. Algo está errado." Sua voz estava muito mais alerta quando ouviu minha resposta. "O que está acontecendo?" "Alpha está rosnando. Ele me mantém aqui dentro do armário. Ouvi um som de raspagem, e as luzes estavam apagadas quando cheguei aqui." Expliquei o mais silenciosamente possível. "Fique na linha, eu estarei aqui, não faça a porra de um movimento. Vamos deixar Alpha fazer o que ele foi treinado a fazer." Ele disse ferozmente. Alpha agora me tinha no armário, e estava escuro, sem luz para ver qualquer lugar. Mesmo o meu telefone estava escuro. O rosnado de Alpha


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estava tão baixo que mal se podia mesmo dizer que ele estava fazendo algum ruído. Contei até dez na minha cabeça tentando controlar o meu trovejante coração e meu crescente ataque de pânico. O rosnado de Alpha de repente ficou assassino, e ele se foi. Baques altos, acompanhados por um guincho de dor seguiram sua saída do armário. Um rangido forte, o bater de uma porta, e depois tudo estava quieto novamente. Eu conhecia aquele rangido. Era o som de quebra de osso, e mais provavelmente, foi algo importante uma vez que o grito lancinante parou tão rápido. Alpha fez seu caminho de volta para o armário apoiando o corpo contra meus joelhos, seu corpo vibrava em prontidão. O cheiro foi o que me atingiu primeiro. Ele era inconfundível, inegável e eu sabia que poderia trazer todo o edifício para baixo. Gasolina. Comecei a levantar-me, inequivocamente, apavorada de que poderia ficar aqui e ser queimada viva, mas Alpha me manteve sentada. O som de maldição me lembrou de que eu ainda estava conectada com Max. Trazendo o telefone de volta para o meu ouvido, eu o ouvi dar ordens, mas também ouvi o ronco de sua moto. Sirenes romperam o silêncio da noite como uma lufada inconfundível, seguido pelo som de vidro quebrando soando da sala de estar quando a gasolina pegou fogo. Alpha saiu do armário e eu estava em seu encalço, quando senti a forma inconfundível de um corpo. Não parei para verificar a pessoa, embora o mais provável era que ele estava morto, e eu não tinha tempo para lidar com ele agora. O medo estava praticamente escorrendo em mim, e eu estava tremendo tanto que mal podia rastejar. Fumaça agora estava ondulando na sala, vinda da rachadura debaixo da porta, e eu sabia que tinha que encontrar uma maneira de bloqueá-la. Peguei o edredom da cama, arrastei-o até a porta e empurrei-o debaixo da rachadura o melhor que pude. Fui para a janela do quarto, parando primeiro ao lado da cama para pegar um cobertor que nunca saiu de debaixo do meu travesseiro.


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Envolvendo o cobertor em volta do meu rosto, puxei a janela para abrir, apenas sabendo que não teria para onde ir a menos que quisesse pular. Para meu espanto total, percebi que a janela do quarto também tinha o vidro de segurança que impedia que qualquer assaltante entrasse como as janelas da sala tinham. Isto me deixou completamente perplexa, embora não tivesse sacada deste lado para eles ficarem e até mesmo entrar nas janelas. Eu definitivamente tenho que reclamar à gerência, tão logo eu tenha terminado aqui. Isto era tão além de seguro que chegava a ser limítrofe suicida. O que eles estavam pensando quando colocaram essas janelas estava além de mim. Havia muita fumaça rodando fora da abertura atrás de mim para obter qualquer oxigênio real, então eu me deitei no chão na esperança de conseguir melhor qualidade do ar. Sirenes agora podiam ser ouvidas fora minha janela, mas de repente eu já não tinha força para fazer muita coisa. Alpha deitou a cabeça ao lado do meu rosto, e envolvi meus braços e pernas em torno dele, segurando-o, esperando que de alguma forma eu conseguisse sair dessa viva. Se eu conseguisse, seria um milagre.

Ver um prédio em chamas é uma mudança de vida. Você não entende a ferocidade do fogo até que você tenha experimentado isso em primeira mão. Incêndios tem uma mente própria. Eles são inteligentes. Eles são lindos. Eles são implacáveis. Percebendo que o amor de sua vida estava nesse mesmo edifício faz algo a um homem. Especialmente quando ele não tinha nenhuma maneira de corrigir isso. Eu não tinha nenhum conhecimento sobre incêndios, nem sabia como fazer algo nesta situação, além de sentar e rezar pelo melhor.


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Detive-me ao lado de um carro de bombeiros que tinha um grande número três pintado em ouro brilhante sobre a lateral. Os bombeiros estavam correndo por ali puxando mangueiras do caminhão, enganchandoas e desenrolando-as. Drew Dillon estava em pé na parte de trás do equipamento, então eu corri até ele em pânico para obter informações sobre o que eles estavam fazendo, e quem tinha chegado tão longe. "Dillon!", eu disse com urgência. Os olhos negros de Drew giraram para os meus, e eu vi a preocupação em seu rosto antes mesmo que ele dissesse. "Ei, cara, eu estou muito ocupado agora, mas eu vou estar com você tão logo tenhamos este sob controle." Ele fez um gesto com um aceno de cabeça em direção ao fogo. Drew era uma montanha absoluta de homem, e com o seu equipamento de proteção, ele parecia ainda maior. "A minha noiva, Payton, está no apartamento no segundo andar." Eu disse apontando para a janela dela. "Ela me ligou nem mesmo oito minutos atrás dizendo que estava lá dentro, e eu não consigo mais que ela me responda agora." O pânico na minha voz não podia ser escondido. Ele soube imediatamente que ela era importante para mim, e sabia que eu iria entrar lá por mim mesmo se ele não a tirasse por conta própria. Eu não dava mínima se não tinha ideia do que eu estaria fazendo, desde que eu a tirasse de lá viva, não me importando se me queimasse. "Capitão! Não há nenhum sinal de movimento. As pessoas no primeiro andar, disseram que a mulher do 2B não esteve em casa por esses dias, e eles não acham que ela está lá. "Um bombeiro jovem veio até nós dois e disse. "Não! Ela está lá! Ela acabou de me ligar!" Eu implorei. "Bowe, este é Max. Ele diz que há uma mulher lá dentro. Vamos buscá-la." Drew ordenou. Bowe saiu em disparada até o caminhão, informou o homem que estava trabalhando nos controles e, em seguida, puxou a máscara do caminhão. Drew fez o mesmo ao meu lado, e começou a caminhar decididamente em direção à porta da frente enquanto Bowe o alcançou com o compactador. O compactador era uma ferramenta utilizada para


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obter as portas abertas mais rapidamente. Este parecia com a maioria que já vi, com exceção de "abrir" escrito em letras verdes brilhantes no lado. Assim que os dois chegaram em toda a sua glória à porta da frente e em posição, uma série de latidos veio a partir de uma área diferente do apartamento. "Pare!" Eu gritei. Ambos os homens congelaram. Era evidente que eles não ouviram o latido, mas eu ouvi, e sabia que Alpha iria levá-los direto para ela. Corri com os passos instáveis, e fui assaltado pelo calor mais intenso que já senti na minha vida. Foi ainda mais intenso do que o acidente de helicóptero, e eu estava a apenas três quartos do caminho até os degraus. "Alpha é um cão de proteção treinado. Ele deve tê-la levado para o lugar mais seguro que podia, e ele não vai deixá-la até que seja encontrada, mesmo que isso o mate. Seus latidos estão vindo do lado oeste do edifício. Esse é o quarto principal." Eu expliquei rapidamente. Eles assentiram em entendimento, e em seguida Bowe correu de volta para o caminhão, enquanto Drew passou em torno da janela do quarto principal. Acompanhei de perto, e fui capaz de ouvir o latido de Alpha muito mais claramente agora. A fumaça estava ondulando para fora da janela aberta, mas barras de segurança estavam presas seguramente através da janela. Os minutos seguintes foram uma enxurrada de atividades. Bowe trouxe uma escada do caminhão e colocou-a debaixo da janela aberta. Uma barra Halligan foi usada para remover as barras, e logo após uma Payton mole foi puxada para fora da abertura por Drew. Bowe entrou para pegar o cão, mas eu não poderia dispensar ao cão um olhar. Toda a minha atenção estava voltada para o corpo inerte de Payton. Ela estava coberta de fuligem, da cabeça aos pés; não havia um único local limpo sobre ela. Seu cabelo ainda estava no rabo de cavalo que ela usava quando saiu, mas foi deslizando para baixo e para o lado, seu cabelo caindo em desordem ao redor do rosto. Ela não estava se movendo, e eu não tinha certeza de que ela estava respirando. A última coisa que eu ouvi dizer foi um sussurrante eu te amo antes que o telefone ficasse mudo um minuto antes de eu chegar.


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Drew correu com força total com ela em seus braços como um bebê. Ele deitou-a suavemente sobre a maca, e então eu não podia mais vê-la. Havia gritos, berros, e de repente o som do apartamento desabando atrás de mim. Nenhuma vez eu desviei minha atenção do grupo de bombeiros que trabalharam com ela. Eles a carregaram para a ambulância, e passaram segundos após isso. Uma série de gemidos me puxou do meu torpor. Olhei à minha esquerda para ver Bowe, com uma máscara de oxigênio para baixo sobre o rosto de Alpha. Alpha estava olhando ansiosamente para a partida da ambulância, e eu sabia que nós dois estávamos sentindo a mesma coisa. Desamparo. Falha. Tristeza. Eu não sei quantos minutos se passaram enquanto eu observava a estrada vazia, onde a ambulância não estava mais já há algum tempo. Segundos? Minutos? Eu não sei. O que eu sei é que eu precisava parar de me lastimar, chamar os pais de Payton e chegar à sala de emergência. Rápido. Olhei ao redor da cena, mas não registrei a mulher no canto do estacionamento com um sorrido no canto de sua boca. Eu não notei os bombeiros exaustos apagando as últimas poucas chamas. O que eu notei foi Alpha em pé, sacudindo a máscara de oxigênio e caminhando devagar para mim. Ele se inclinou contra a minha perna, e eu corri minhas mãos para baixo através de seu pelo fino. Inclinamos, um sobre o outro, ambos tomando o conforto que o outro estava oferecendo. Tomei um longo suspiro lento, soprei-o para fora, e depois fiz o mais difícil telefonema que eu já tive de fazer. Fiz uma declaração ao oficial que me perguntou o que aconteceu, e ele me deu uma carona para o hospital, desde que eu sabia que Alpha não tinha a capacidade de andar na minha moto. Uma coisa eu tinha certeza, que era que ela estava viva. Ela era uma lutadora e eu não aceitaria nada diferente.


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Os pais de Payton estavam sentados no canto da sala de emergência com rostos solenes. Eu estava completamente sem saber o que fazer. Eu não queria aborrecê-los. Ver-me poderia lembrá-los que eu não cuidei de sua filha como tinha prometido apenas alguns dias atrás, quando vim vêlos por conta própria. Eles tiraram a escolha fora das minhas mãos, no entanto, quando ambos se levantaram de seus assentos e foram em nossa direção. Alpha se inclinou em minha perna, deixando todo o seu peso corporal magro contra mim, e vimos a abordagem deles. Eu me preparei para o gancho de direita inevitável no rosto, mas nunca veio. Em vez disso, braços circularam em volta do meu meio, e eu fui puxado em seu abraço. Há anos que eu fui abraçado assim. Meu corpo ficou duro, minha mente me disse que eu não mereço nada vindo dessas pessoas. Eu deixei sua filha sair sozinha, e ela quase foi morta. "Oh, Max. Venha sentar com a gente, você está prestes a desmaiar. O médico veio um pouco tempo atrás e nos disse que ela estava estável e acordada.", disse Jessie. Quando eu tinha ido visitá-los pela primeira vez, a mãe de Payton tinha aberto a porta. Ela me deu uma olhada, e imediatamente decretou que eu iria chamá-la de Jessie. O pai de Payton tinha sido mais difícil, mas depois de uma hora de assegurar-lhe que iria vigiar a sua filha à custa da minha vida, ele finalmente cedeu, concordou que eu poderia casar com seu bebê, e me disse para chamá-lo de Tony. Tony sentou-se de um lado meu, Jessie do outro, Alpha aos nossos pés, e nós esperamos. Durante a próxima hora, Ember e Gabe entraram, seguidos por Sam e Cheyenne. James, Jack e Elliott estavam próximos. Blaine ficou para assistir à ninhada de crianças que agora faziam parte da vida de todos os meus amigos. Eu estava grato que eles estavam aqui; só não tinha mais nada para poupá-los. Eu estava correndo no vazio. "Payton Alvarez?" Um jovem médico chamou da frente da sala de espera. Meus olhos se abriram, e eu estava de pé imediatamente em frente a ele. Smith, M.D. estava


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bordado em sua camisa. Os pais de Payton ainda ao meu lado, e todos nós esperamos para ouvir o que ele tinha a dizer. "Você é o marido que ela tanto chama?", perguntou o Dr. Smith. "Sim." Eu disse sem hesitar. "Bom, você pode vir comigo, assim como seus pais. Ela estava completamente acordada quando ela chegou à Emergência. O bombeiro que estava na cena não relatou nenhum ferimento além de um leve caso de inalação de fumaça, e nós concordamos. Ela está tomando uma pequena quantidade de oxigênio agora, e nós provavelmente vamos querer mantê-la durante a noite apenas para observação, mas apesar disso, ela parece bem. Ela foi extremamente sortuda." Dr. Smith nos disse isso enquanto nos guiava através dos corredores para o quarto cinco que tinha apenas uma cortina em torno dela. Payton estava enrolada como uma bola no meio da cama. Seu nariz tinha uma cânula nasal, permitindo aos seus pulmões o oxigênio que precisavam. Alpha deslizou entre as minhas pernas, e saltou para enrolar seu corpo ao lado dela. "Esse cão não pode estar lá em cima!" A enfermeira disse assim que entrou na sala. "Se você tentar tirar o meu cão, vou bater em você como a puta que você é." Payton disse asperamente. Todo mundo riu, aliviados que ainda tínhamos Payton aqui para nos dar esses comentários espirituosos. "Então você decidiu queimar seu apartamento todo, PP?" Bennett perguntou ao entrar no quarto. Ela levantou-se em seu braço, e olhou para a mais nova adição do quarto. "Você sabia que Max acha que vai me chamar de Pet quando nos casarmos?" Olhos acusadores se viraram para mim e eu levantei minhas mãos em rendição. "Aquelas serão suas iniciais!" Riso encheu a sala, e eu senti algo fácil dentro do meu peito. Algo cedeu, e eu senti a emoção me atingir com força total. Não tinha percebido que estava segurando tudo até este momento. Quando estou em uma sala de interrogatório com alguém, eu não posso dar ao luxo de mostrar emoção, ou


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sentir simpatia por alguém. Essa é a maneira mais rápida de perder terreno. Quando eles percebem que algo que eles disseram afetou você, eles não têm esse mesmo medo basal não mais. Isso é o que eu tinha sido feito desde o telefonema de Payton, suprimindo tudo, fazendo-me funcionar do mesmo jeito que eu normalmente faria. Agora que eu sabia que ela estava bem, eu não poderia prender isso por mais tempo. Caí de joelhos ao lado da cama e enterrei minha cabeça na carne macia de seu estômago. Respirei fundo para conter as lágrimas. Eu não choro desde a noite que descobri que meus pais tinham morrido, mas, neste caso, eu estava perto de me perder totalmente. "Vai ficar tudo bem, Max. Eu nunca mais vou deixar você." Ela sussurrou.


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"Se você não me deixar em paz, eu vou castrá-lo com uma maldita colher enferrujada!" Eu disse para Max ao beliscar minha bunda. Ele não estava em boa forma também. Ele não tinha me deixado sozinha em duas semanas malditas. Constantemente preso ao meu lado. Quando ele não estava no trabalho, ele estava bem do meu lado, o que incluía quando eu estava no trabalho! Vários de seus amigos tinham falado com ele sobre a sua obsessão, mas isso não o fez parar nem um pouco. Vários pais me olhavam como se eu estivesse doida, mas por outro lado me deixaram sozinha. Estávamos no jogo de futebol de volta às aulas do Bennett, e foi uma loucura. Pai pagava as taxas distritais, assim Benny poderia ir para Longview High School. Eles tiveram tanto sucesso em seu programa de futebol, que o pai queria ter certeza de que ele teria todas as vantagens que poderia obter. Os Lobos estavam tendo um ano incrível. Um pouco disso era porque meu irmão era simplesmente incrível, mas a maior parte era porque eles tinham uma grande equipe. Eles trabalhavam como uma máquina bem azeitada, e apenas observá-los, por vezes, era como ver arte.


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Desci as arquibancadas até que cheguei à fila de bancos que meu pai pagava por cada ano. Minha mãe estava sentada no seu lugar habitual, enquanto o pai estava em seu lugar habitual, que era se no parapeito onde dizia "Não Ficar" em grandes letras em negrito. No entanto, ninguém nunca reclamou que ele ficasse lá. Provavelmente era porque todo mundo tinha muito medo dele não fazer nada sobre isso. Max me ajudou em minha cadeira, e eu atirei-lhe um olhar. Ele colocou as mãos em sinal de rendição, e desceu para ficar ao lado de meu pai. A risada de diversão da mamãe foi coberta por uma tosse. "Você precisa dar-lhe um tempo, Payton. Você deu um susto e tanto nele. Pare de ser tão má com ele." "Eu não posso evitar. Ele nem sequer me deixa fazer xixi sozinha! Eu pensei que o relacionamento estaria mais adiantado antes dele me ver fazer xixi! Eu tenho que me esgueirar enquanto ele está dormindo para fazer cocô, e nós não tivemos relações sexuais em duas semanas!", eu disse em voz alta. Muito alto, se os olhares que eu estava recebendo das pessoas ao meu redor tinham algo a dizer sobre isso. "Payton Evangeline Alvarez! Isso não é algo que uma mãe precise ouvir." "O que? Fazer cocô ou ter relações sexuais?", perguntei. "Ambos. Eu lidei bastante com seu cocô quando era mais jovem. Quanto ao sexo, bem, eu simplesmente não quero ouvir sobre isso." Minha mãe disse quando paramos para ouvir o hino da High School Fight. Nós não falamos muito depois disso. Eu meditava. Eu sabia que estava agindo como uma louca, mas não havia nenhuma razão para ele estar me seguindo como ele estava fazendo. Ele me deu Alpha por essa mesma razão. Por que ele continua a persistir em ser tão super-protetor? Olhei para baixo na parte inferior das arquibancadas e vi como ele e meu pai estavam concentrados no jogo. Bennett não estava atualmente no campo. Algo sobre ele ser a bola do outro time. Não que isso significasse algo para mim. Pai tentou me


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explicar uma vez, mas ele disse que eu fiz muitas perguntas. Por isso é que ele já não se senta com a gente mais. "Eu vou até o quiosque de comida e ao banheiro. Precisa de alguma coisa?" Perguntei à minha mãe. Alpha desembaraçou-se dos meus pés, e espreguiçou-se como um cãozinho. Ele tinha o seu bonito colete de cão de serviço em que pedia a todos para não o tocar, porque ele estava trabalhando. Eu amava os olhares que sempre tenho quando ele estava usando-o comigo. Eles sempre olhavam curiosos em saber qual a minha doença e porque eu precisava de um cão de serviço. Subi a arquibancada dois degraus de cada vez, e me dirigi ao banheiro, que estava praticamente do outro lado do estádio de onde nossos lugares se localizavam. Era também um canto escuro que sempre costumava me incomodar antes; embora, não tanto agora que eu tinha Alpha comigo. Depois do incêndio, eu sabia com certeza que ele sempre me protegeria. Ele iria até morrer para mim, não que eu jamais iria querer isso. Saí do banheiro, ainda secando minhas mãos com a toalha de papel quando reparei no escuro uma sombra na minha frente. Um segundo, eu estava colocando um pé na frente do outro, e no seguinte eu estava presa à parede com o corpo de Max. "Então, você está tendo um problema com a nossa vida sexual, e sentiu a necessidade de falar com sua mãe sobre isso?", perguntou Max calmamente enquanto girava seus quadris. Era o que estava entre aqueles quadris maravilhosos que fizeram despertar meu centro de prazer da hibernação. "Sim, e daí?" Ember e eu tínhamos um concurso em andamento. Era com base em quem poderia dar o nome mais ultrajante para as nossas vaginas. Atualmente, ela estava ganhando com o nome 'garagem pênis." "Se você tivesse um problema, tudo o que você precisava fazer era perguntar, querida." Com isso, ele tomou minha mão e levou-me profundamente por baixo das arquibancadas. Acima de mim, eu podia ouvir a multidão selvagem, então era óbvio que um dos nossos acabou de marcar. A banda começou a tocar; bumbos batendo uma batida baixa, saxofones tocando alto, e os pratos batendo juntos. Max levou-me mais e


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mais profundamente nas sombras até que nós paramos bem sob a metade. Havia arquibancadas que precediam o meio dos quiosques. Havia um portão lá no alto, impedindo que alguém descesse as escadas. "Já ficou com alguém debaixo das arquibancadas na escola?" Ele me perguntou, curioso. "Não, você vai ser o meu primeiro." Eu disse timidamente. "Quem disse que eu ia fazer isso com você? Querida, eu vou transar com você.” Selou aquela declaração com um beijo possessivo. Sua mão viajou pelas minhas costas, e deslizou pela brecha do meu jeans. Seu dedo viajou para baixo até que finalmente ele encontrou o que estava procurando. Minhas costas arquearam quando um longo dedo grosso encontrou o seu caminho dentro de mim. Eu gemi em sua boca, e levantei minha perna para que ela apoiasse no corrimão permitindo ao dedo dele um acesso mais fácil. Seus dedos mágicos encontraram meu clitóris, e ele vibrava com perícia; ele me deixou muito perto do meu limite antes de se afastar, e girando-me de costas para ele. Seu pênis pressionou em minha parte inferior das costas, e eu gemi em derrota. "Sexo em pé não funciona tão bem com uma pessoa pequena." Suas mãos trabalharam meu cinto solto, e depois abordaram o botão da minha calça jeans. Ele empurrou minhas calças e calcinhas até os joelhos. Minha bunda foi agredida com o frio ar da noite, e eu tremi. Meus joelhos ficaram fracos quando senti seu pênis nu tocar a pele das minhas costas. Max resmungou e segurou meu sexo em sua mão grande. "Eu vou fazer funcionar mesmo que eu tenha que lhe segurar com o pé fora do chão para foder você." Eu não estou brincando. Ele fez exatamente isso. Inclinando-se para baixo e envolvendo sua mão ao redor da minha cintura, ele levantou o meu corpo até que meus pés ficaram pendurados centímetros do chão e sentou-me em seu pênis. Seu braço fundido veio em meu peito e seus dedos passearam levemente sobre minha clavícula. Minhas mãos apertaram o cerco contra o braço em volta da minha cintura, e eu aguentei a cavalgada.


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Ele gemeu quando ele estava enterrado totalmente dentro de mim. "Você terá que usar os seus músculos abdominais." Ele disse antes de usar a sua força incrível para me segurar fora do chão, bem como me levantar para cima e para baixo em seu pênis, repetidamente. "Deus, eu estou perto. Você está perto? Estou perdendo a cabeça aqui.” Max rosnou. Ofegante, consegui guinchar para fora, "Por favor, não pare. Você está tão profundo assim." Eu não tinha literalmente nenhum controle da profundidade. Ele estava no controle da velocidade, da profundidade, bem como do ritmo. Eu estava apenas para o passeio. Me deixou ainda mais ligada saber que Max tinha esse tipo de força. Claro, eu tinha apenas cento e vinte libras, mas segurando qualquer quantidade de peso, ainda mais se movendo para cima e para baixo, era um desafio. Max não estava nem mesmo a respiração difícil. "Foda-se." Max resmungou, e começou a se mover mais rápido. Tomei um lado de seu braço, e imediatamente localizei meu clitóris. Eu estava perto, mas podia dizer se eu não me desse um pequeno empurrão, Max estaria indo sem mim, se o ritmo que ele definiu era qualquer coisa para isso. O primeiro contato do meu dedo foi o suficiente. Jogando minha cabeça para trás, eu me inclinei contra o ombro de Max enquanto ele me estocava através do meu orgasmo. Sua dura blasfêmia sinalizou sua própria libertação, e ele se movia lentamente, até que finalmente ele estava consumido. "Jesus Cristo, você com certeza me deixa louco." Ele levantou o meu corpo uma última vez, e se soltou de mim. Umidade seguiu a partida de seu pau, e eu gemi. "Eu vou ter a roupa molhada pelo resto da noite." "Eu tenho uma luva que você pode usar até chegar ao banheiro." Max disse amavelmente. Fiz um som de desgosto, e ignorei a mão que estava segurando a luva de couro. "Você precisa delas para dirigir a moto. Vou dar um jeito. Me leve até o banheiro, e depois vá me conseguir alguns nachos no quiosque."


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"Sim, senhora." Max concordou. Nós andamos de mãos até o banheiro, e ele me deixou ir, enquanto ele caminhava ao redor do edifício para buscar nossa comida. Eu estava prestes a sair do banheiro quando ele estava voltando para me encontrar. "Como você chegou aqui tão rápido?" Ele me deu um sorriso diabólico e disse: "Charme". Ao dobrar o canto do edifício, uma jovem morena que provavelmente era a capitã da torcida bateu palmas para ele e sorriu brilhantemente. Ele me deu um olhar tímido, e levei tudo que tinha para não cair na gargalhada. O homem era incorrigível. Foi só chegarmos na cerca para ver meu irmãozinho fazer uma grande jogada. "Dez segundos restantes no relógio. O Lobo vai precisar de um milagre aqui. Espere um minuto, pessoal! Alvarez está do lado de fora, ele está nos cinquentas, quarenta, trinta, vinte, dez, Touchdown, Lobos!" A multidão foi à loucura. Os fãs começaram a correr para fora das arquibancadas. Eu estava sendo empurrada por todos os lados. Max simplesmente levantou-me sobre o lado da cerca e colocou minhas costas contra ela para impedir de alguém me machucar. Meu coração estava batendo, e eu podia ver o meu irmão sendo cumprimentado no meio do campo. Jogador após jogador pulou em cima dele até que eu já não podia mais o ver. Meu sorriso era tão grande que meu rosto doeu; eu estava tão feliz por ele. Três treinadores vieram vê-lo esta noite, e eu sabia que este era um grande jogo para ele. Ele estava graduando-se em dezembro, um ano e meio mais cedo. Isto faria ser mais provável ele conseguir uma bolsa integral. Não que isso importava desde que ele tinha ido com Max e meu pai a assinar os papéis de alistamento. Ele seria embarcado para a formação básica em janeiro, com o consentimento dos meus pais. "Filho da puta." Max disse atrás de mim. Virei-me bruscamente bem a tempo de vê-lo curvar-se, levantar Alpha, e deixá-lo cair sobre a cerca ao meu lado. Então ele fez um salto viril e pulou por cima da cerca, nem mesmo apoiando na grade, como eu teria que fazer. A multidão ainda estava saindo das arquibancadas.


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No Texas, o futebol era levado a sério. O estádio Lobo podia suportar mais de sete mil pessoas, e desde que era o jogo de regresso a casa, cada simples assento foi preenchido. Havia tantas pessoas aqui, que outros estavam sentados nas colinas fora do estádio apenas de onde poderiam assistir. Os adolescentes estavam por toda parte, e estava um hospício. Max, Alpha, e eu apenas ficamos lá. Tudo estava tão caótico que se nos mudássemos do nosso local seríamos puxados para dentro da multidão de pessoas indo para o campo. "Mova-se!", disse uma voz potente do nosso lado direito. O grande corpo do meu pai abriu caminho na multidão e vinha em nossa direção. Minha mãe estava no abrigo de seus braços, tentando desesperadamente não cair de bunda no chão, porque meu pai não iria devagar com ela. Assim que ele nos alcançou, ele empurrou minha mãe nos braços de Max, e depois foi em busca de meu irmão que estava em algum lugar no meio da multidão que se contorcia na nossa frente. Ele era como um homem demolidor ao atravessara horda. Eu ouvi suspiro da minha mãe quando ela disse: "Deus, ele é tão sexy." "Ewwww. Eca!" Eu gemi. Não quero ouvir sobre isso. Tudo que eu sabia era que eu fui milagrosamente concebida, assim como meu irmão. Meus pais não eram íntimos, nem nunca foram. Eu tinha quase certeza que eles apenas nos adotaram para serem agradáveis. A briga começou no campo entre as duas equipes. Capacetes começaram a quebrar, punhos encontrando rostos, gritos e maldições. "Foda-se." Max assobiou. Ele olhou para trás, verificando se havia algo, e então assentiu para si mesmo. Ele deu o salto sobre a cerca de novo, pegou a minha mãe pela cintura e colocou-a de pé, em seguida, fez o mesmo comigo, e depois Alpha. "Vão para o alto da arquibancada. Não saiam de lá. Eu voltarei para você assim que eu puder. Estou indo encontrar o seu irmão e seu pai." Com isso, ele nos deixou na metade do caminho da arquibancada, e depois começou a


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correr para baixo como uma porra de gazela, dois degraus de cada vez. Ele pulou o muro com uma graça que normalmente não se vê em um homem tão grande, e então desapareceu na multidão. "O seu é sexy, também." Minha mãe presumiu ao meu lado. "Com certeza." Eu confirmei. O portão na parte de trás do campo foi aberto e dezenas de policiais vieram vigorosamente com enormes escudos na frente de seus corpos. Vendo como eu sou um mestre em Call of Duty26, eu sei como é que um protetor do motim se parece. Estremeci quando a primeira pessoa se atirou em um dos oficiais, e ele caiu com força. Idiota. O que diabos ele acha que aqueles eram? Eles com certeza não eram para a decoração. Vi um tom alaranjado brilhante no meio da multidão e senti um alívio passar por mim. Em todos os meus vinte e quatro anos de vida, nunca vi uma luta real. Eu assisti a algumas na TV, mas nada poderia ter me preparado para isso. Havia apenas uma massa de pessoas batendo muito em quem se aproximasse. Eles não estavam mais sequer lutando na mesma equipe. Isto era uma maldita confusão. Vi a camisa do meu irmão no lado oposto do campo da turba e fiquei fria. Meu irmão estava no chão lutando como um louco enquanto cinco rapazes do time adversário o cercaram, revezando-se, dando socos e pontapés nele. A única coisa boa que eu podia ver era que ele ainda estava em seu uniforme, capacete e tudo. Não tendo um minuto de tempo para pensar, eu corri para baixo da arquibancada, dois degraus de cada vez. Eu não expliquei para minha mãe onde eu estava indo, e realmente não queria dizer a ela, quando sabia que ela iria cair na briga comigo se ela soubesse. Usando os degraus sobre a cerca de grade, subi e joguei minha perna para o lado da cerca antes de pular da melhor forma que pude. Eu mais caí no chão do outro lado do que aterrissei, e saí correndo na direção de meu irmão. Meus pés tropeçaram no marcador do campo, e eu o peguei para que eu pudesse usá-lo como uma arma. Olhando para baixo, notei a borda pontiaguda do marcador que segurava isso firmemente no chão enquanto em uso. E se o árbitro não tivesse cuidado 26

Série de videogames sobre a Segunda Guerra Mundial.


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ao usá-lo, poderia empalar-se involuntariamente. Quando cheguei perto o suficiente para ouvi-los, nada poderia me impedir do que eu fiz em seguida. "Você gostou de foder a garota que todo mundo tinha fodido? Aposto que você pensou que era uma menina legal, não é?" Número 33 provocou. Meu irmão foi para os seus joelhos, mas 33 apenas pisou para o lado e riu quando um companheiro seu agarrou as pernas dele. Sabendo que a surpresa estava do meu lado, eu levantei o marcador do campo e empurrei tão duro quanto pude pela carne de sua bunda. Ao puxar o marcador para fora, eu peguei a sola do meu pé e plantei-a no joelho do garoto que estava de pé à minha direita. Rugidos de dor subiram dos dois meninos, mas não parei para pensar. Segurei o marcador como uma arma, como se fosse uma lança. "Afaste-se dele." Eu guinchei. "Ou o que? Você pegou os dois de surpresa. Você não é mais do que um pequeno deslize de menina, e nós provavelmente a quebraríamos se nos revezássemos como fizemos com as outras." Number 66 zombou. "Meu Deus. Vocês não saberiam como me satisfazer, mesmo que desenhasse um maldito mapa." Eu incitei. Eu queria desviar sua atenção para longe do meu irmão que estava tentando todo o possível para se levantar. Ele tinha sangue escorrendo pelo lado direito de seu rosto, mas eu não poderia dizer se o corte era ruim desde que seu capacete não mostrava muito do seu rosto. Os dois meninos que eu tinha abatido anteriormente estavam lentamente voltando a si. O que eu peguei pela bunda estava com suas mãos e joelhos, tentando empurrar-se para cima. O menino do joelho estava sentado na bunda, joelhos até o peito. "Olha quem temos aqui. Quem é a puta velha?" Número 66 perguntou. Eu sabia que era minha mãe antes mesmo de virar minha cabeça. Eu deveria saber bem. Tenho a mesma coragem da minha mãe. Exceto que isso só saia quando queria, e, geralmente, nas piores situações, tipo como agora. Desde o ataque, minha coragem me iludiu, mas senti uma espécie de euforia que seria capaz de resistir a esses meninos


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que eram facilmente duas vezes do meu tamanho. Bennett fuzilou minha mãe e eu com o olhar. "Dá o fora daqui porra!" Bennett gritou. "Uh, oh. Alguém está em apuros. Por que vocês duas senhoras não correm? Estamos um pouco ocupados aqui." Número 66 disse antes de virar as costas para nós para enfrentar Bennett. "O que você está fazendo aqui?" Eu sibilei para minha mãe. "Deixe isso para lá. O que vamos fazer?” Ela perguntou preocupada. "Eu não tenho uma porra de ideia." Eu disse, a derrota na minha voz. Os rapazes eram enormes, e não havia nenhuma maneira que minha mãe e eu poderíamos com eles, mesmo se Bennett fosse capaz de ajudar. Número 66 escolheu esse momento para chutar Bennett no rosto, e eu perdi completamente a cabeça. Correndo as dez jardas que estavam nos separando, eu saltei sobre suas costas e travei minhas unhas em seu rosto. Ele tentou se livrar de mim, mas eu estava presa como uma sanguessuga. Meus dedos estavam cavando em algo repugnante e mole, e eu rezava que não estivesse cegando-o. Isso seria muito repugnante. Eu ouvi minha mãe gritar atrás de mim, e eu fui puxada pelo cabelo para fora das costas nas quais estava agarrada, e caí dura no chão. Minha mãe tentou ajudar, mas como eu, ela era pequena e nunca faria muito dano. Eu podia ver Bennett agarrando um dos outros jogadores, mas não era o suficiente. Eles iam nos ferir, e muito. Um pé encontrou uma casa na suavidade da minha barriga, e eu gemi e enrolei em mim mesma, cobrindo a cabeça com os braços. Minha mente ia a algum lugar depois disso. Para o mesmo lugar que fui na noite do meu ataque. Eu não tinha certeza se continuei a ser chutada ou não, porque eu estava em meu lugar feliz. O lugar onde eu não estava com medo ou ferida. Um rugido enfurecido veio de cima, e olhei para cima a tempo de ver meu pai pegar o menino que me chutou pelos joelhos. Ele não parou por aí; ele bateu no menino com tanta força no do estômago que ele se dobrou e caiu na grama. Bennett tinha a bunda no chão batendo com o punho nas costelas do garoto. Quando a realidade desabou de volta, notei que


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Max estava envolvido com os três restantes, e eles não foram merecedores de nada melhor. Eu não podia decidir para quem eu queria olhar, meu pai, Bennett, ou Max. Minha cabeça virava para frente e para trás como um personagem de desenho animado. Minha mãe caiu de joelhos e me puxou pessoalmente em seus braços. "Oh Deus, graças a Deus.” Ela repetia uma e outra vez. "Parados!" Um recém-chegado berrou alguns metros de distância de nós. Os meninos estavam caindo no chão descuidadamente, e meu pai, Max e Bennett todos ali com o peito arfando. Bennett não estava usando o capacete, e eu podia ver que o corte foi muito pior do que pensei inicialmente. Max deu um passo em minha direção, e foi parado pelo policial que estava apontando o que eu assumi ser um Taser27 em nossa direção. "Não faça a porra de um movimento." Disse o policial. "Foda-se. Ela está ferida. Essa coisa não vai me impedir também." Ele disse, voltado para o policial em uma postura relaxada. Eu estava preocupada se a atitude de Max iria fazer com que o Sr. JumpyCop28 atirasse nele com o Taser, e rezava para que ele ficasse de boca fechada. "Podem me dizer por que todos vocês estão batendo nos jogadores?" Perguntou o policial. "Calma, garoto. Este é Max." disse um homem vestido de preto. Ele estava usando uma máscara, então eu não poderia dizer quem era. "Luke." Max disse antes de descer do lado oposto da minha mãe. Ele segurou meu rosto com a mão boa, e verificou meus olhos. "Você está bem?" Eu balancei a cabeça, engasgada. Estava assustada para cacete. Eu tinha dado como certo o sentimento de segurança com Alpha ao redor, mas a primeira vez que fui colocado em uma situação de ataque, eu congelei. Então esse pensamento trouxe outro. "Onde está Alpha?" Eu disse assustada. Tentei ficar de joelhos, mas minhas costelas protestaram. 28

27 Arma de cheque. Policial ou tira nervoso.


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Max me ajudou a me levantar me segurando pelas axilas, e depois colocou o braço em volta da minha cintura para apoio. Olhei freneticamente ao redor e o pânico começou a montar-se na minha garganta. "Eu esqueci completamente dele, e se ele está lá fora, em algum lugar, ferido?" Eu disse com horror evidente na minha voz. "Nós vamos encontrá-lo, querida. Não se preocupe. Ele provavelmente só não pode chegar até nós porque está por trás da cerca." Max me acalmou. "Eu sou uma péssima mãe de cãozinho, quero dizer, quem deixa seu cão para trás?" Perguntei quase em lágrimas. "Aquela que estava preocupada com seu irmão? Não pense que eu vou deixá-lo fora do gancho por isso também." Ele rosnou. "Bem. Sr. Alvarez, nós vamos precisar de todos vocês para vir fazer declarações na delegacia. O que há de errado com ele? Por que ele está sangrando pelo rabo?" Luke perguntou com repulsa em sua voz. "Isso foi a minha irmã mais velha. Ela empurrou o marcador do campo no rabo dele." Bennett proporcionou amavelmente. "Eu não empurrei no rabo dele!" Eu disse, a voz apenas um pouco estridente. "Enfiei pela sua bunda." "Uh, baby? Isso não soa melhor." Explicou meu pai. Bati meu pé em aborrecimento. "Foi apenas na carne. Eu não iria a qualquer lugar perto do seu cú." Meu pai, Bennett, Max, Lucas, o jovem policial e minha mãe estavam tremendo com o riso pelo tempo que tomamos no resto do caminho. Eu calei a boca depois disso. Os rapazes que podiam andar foram levados algemados. Eu assisti com escárnio como aquele que tinha chamado minha mãe de "puta velha" continuou a jorrar fora de sua boca. O jovem policial tinha acabado de pôr as algemas nele quando o menino tentou atingir o policial no joelho com a arma dele. Ele não foi muito longe, porque de repente, ele se viu lutando com um cachorro de quarenta quilos em seu rosto, latindo e rosnando. Tudo o que ele precisava era de alguma espuma em torno da boca e ele ficaria como se ele


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tivesse raiva. O menino se jogou para trás, mas Alpha continuou seguindo-o para o chão, ainda rosnando. "Leve-o para longe de mim!" O menino-homem gritou. Eu não senti necessidade de tirá-lo dele. Eu estava mal e cansada disso. Max observava com uma expressão de tédio no rosto, mas finalmente suspirou e virou-se para mim. "Payton." "Calcanhar." Eu disse em uma voz calma. Alpha imediatamente acalmou e voltou para o meu lado encostando-se em mim. Ele me fez perder o equilíbrio, e um eixo de dor correu por mim, mas cerrei os dentes porque não queria deixar transparecer que estava mais ferida do que parecia. "Vamos acabar com essa merda." Meu pai disse enquanto caminhava até a minha mãe, que ainda estava de joelhos. Ele a ajudou com ternura, e jogou o braço em torno do seu ombro a guiando para perto. Bennett seguiu, e Max, Alpha e eu fomos atrás. "Nos encontraremos lá, filha." Meu pai disse enquanto ajudava minha mãe em seu carro. Eu concordei, e continuei a andar com Max em silêncio, exceto pelo barulho das garras de Alpha contra o concreto. Max me parou quando chegamos à porta do passageiro de sua caminhonete. "Quanto você está ferida?" "Não muito, mas vou ficar dolorida por um tempo." Eu fiz uma careta. Ele concordou, mas eu sabia que não seria o fim de tudo. Ele me ajudou a entrar no carro, bem como Alpha, antes de entrar em seu lado. O barulho de papel amassado o distraiu, e ele ergueu a bunda do assento e retirou uma nota amarela. "O que é isso?" Perguntei, curiosa. "Nenhuma pista." Ele disse quando o abriu. Ao ler a nota, seu rosto se contraiu em uma máscara ilegível. "O que?", perguntei. "Nada." Ele disse enquanto dobrava a nota com cuidado, e, em seguida, enfiava dentro do pequeno suporte na porta. "Max..." Eu comecei a dizer.


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"Não faça isso. Ainda não." Ele rosnou. Fechei minha boca. Ele nunca gritou comigo antes. Inferno, eu nunca vi ele nada mais do que um pouco chateado. Ver esse lado dele me assustou para caramba. Ele estava fechado. Sem emoções. Ele nem sequer tinha mais o olhar furioso. Apenas em branco. "Eu te amo." Eu sussurrei para ele na escuridão. Eu não recebi uma resposta de volta.


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"Acalme-se, homem. Você vai quebrar isso novamente." Disse James ofegante ao meu lado. Eu o ignorei. Fazia duas semanas, desde a luta no jogo de futebol, e eu ainda não sabia o que diabos fazer. Eu sabia que Payton pensou que eu estava bravo com ela, mas eu simplesmente não conseguia descobrir o que fazer. James bloqueou meu gancho de direita, e respondeu com seu próprio. Ele aterrissou solidamente na base do meu peito, e eu vim com um soco, usando o impulso para chutar com a minha perna direita. Fiz contato com a almofada que lhe cobria o antebraço esquerdo, e parei quando ele foi abaixo. "Jesus. Isso é só treino, babaca." James resmungou, agitando a sua mão. "Se eu soubesse que você veio no modo de matar, eu teria encontrado outra coisa para fazer." Apesar de tudo, não levo sua queixa a sério. Nós dois tivemos aqueles dias em que nada funcionou, exceto ir ao ginásio para um ‘um a um’. Espancando um ao outro até um de nós cair. Na maioria das vezes era eu, mas hoje eu tive um pressentimento que seria ele. Estávamos empatados no departamento de força, mas onde eu destacava na velocidade, ele


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se destacava na estratégia. Ele poderia dizer o que eu estava prestes a fazer antes mesmo de eu fazer. Fazia quase dois anos que nos atacávamos assim, mas hoje nós iríamos remediar isso. "Basta ficar longe do meu rosto. Eu não quero Janie chorando a me ver." James exigiu. Eu balancei a cabeça em concordância. Não poderia ver as crianças chorando. Chequei. "Entendi. Mantenha os joelhos à distância das minhas bolas. Não escorregue como da última vez." Nós dois sabíamos que ele não escorregaria, mas tudo é justo na guerra e na guerra. Você faz o que tem que fazer para sobreviver. Dê cada golpe baixo que você pode imaginar. Chute-os enquanto eles estão para baixo. Desleal no seu livro significa a sobrevivência no meu. Fingi um jab com a minha direita antes de seguir com a esquerda enganchando. Meu punho passou de raspão ao lado de sua mandíbula, porque ele antecipou o movimento. O que ele não esperava era eu varrer os joelhos debaixo dele. Eu o queria no chão. Eu era um lutador. Fazia o meu melhor trabalho no chão. "Qual é o seu próximo passo?" James perguntou ligeiramente sem fôlego. Tentei colocá-lo em uma chave de braço, mas ele respondeu, e eu encontrei-me quase em uma das minhas. Não fingi não entender o que ele estava falando. A razão pela qual estávamos aqui, em primeiro lugar era porque a minha raiva estava levando o melhor de mim. Ember disse-me que eu precisava parar de ser tal "ass muncher29” (suas palavras, não minhas) e enviou-me aqui. James chegou alguns minutos depois com a diretiva para ter minha merda endireitada ou Ember e Payton estavam saindo no fim de semana. Essa certeza da porra que não ia acontecer com a mais nova ameaça. "Eu liguei para Layne, mas ele não sabe nada. Eles pensavam que ela estivesse morta. Eles estão investigando, mas não podem fazer muito do outro lado do mundo." Eu estava em uma perda total. Como você encontra um fantasma? As conexões de legais que tinha, mostraram que ela não estava mais viva, o 29

Ass muncher – Aquele que “se acha” o melhor de todos


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que não é surpreendente para um fantasma da CIA. A única coisa que eu poderia fazer era colocar um homem em cima dela. Payton sabia que algo estava acontecendo, mas eu não queria assustá-la. Isso era ruim. Alguém treinado em praticamente tudo estava colocando ela em perigo. A nota que eu tinha ocultado após o jogo de futebol confirmou minhas suspeitas após o incêndio. Depois que o corpo foi encontrado no quarto de Payton, queimado para não ser reconhecido, sabíamos que havia uma pessoa extra. Alguém não seria capaz de barrar a porra da porta fechada por fora, enquanto queimava até a morte no interior. 'Cadela' tinha sido riscado na pintura do capô do carro de Payton. Riscaram com chave “mulher” em todo o carro. Os homens não se preocupam com coisas estúpidas como essa. Nós optamos por pegar um 4X4 ao invés disso. Os homens também optam por uma luta simples. Se estivéssemos chateados com alguma coisa, nós apenas damos o assunto por encerrado. James e eu tivemos mais do que algumas discussões. Se estivermos chateados, lutávamos, nós resolvemos, e tomávamos uma cerveja. Simples assim. "Eu disse que não no rosto, filho da puta!" James gritou quando ele deu um golpe baixo no meu pau. Eu pulei para trás, e ri. "Eu estava apontando para suas costelas. Quem diabo lhe disse para abaixar?" "Então, quando você vai contar a ela?", perguntou James. Ele atacou a minha mandíbula, e eu vi estrelas por alguns segundos. Balançando a cabeça, combati com um joelho em sua coxa. Ele caiu como um monte de peso morto, mas rapidamente recuperou-se, rolou, e varreu meus pés por baixo de mim. "Eu não vou contar nada a ela até que eu tenha uma confirmação." As portas se abriram, e nós dois paramos. Nós dois estávamos trancados em uma chave de perna, observando quando Payton marchou para o quarto, com um envelope amarelo em suas mãos. Ela andou direto até mim e me chutou com seus pequenos pés de elfo justo nas costelas. Ela arranjou uma surpreendente quantidade de energia em seu chute, e eu relutantemente soltei a perna de James antes de agarrá-la pela cintura, levando-a ao


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chão em milissegundos. "Que porra é essa?" Rosnei em cima dela. Seu cabelo era selvagem. Seus olhos estavam faiscando de ira, e eu passei a lista mental de coisas que tinha feito naquela manhã para ver se poderia me lembrar de alguma coisa que ela me disse para fazer e que eu não fiz. "Eu não queria deixar o meu copo de leite com chocolate em seu computador. Será que Alpha derramou de novo?", perguntei preocupado. Ele tinha feito isso na semana passada. Eu tinha acabado metade do copo antes de deixá-lo ao lado do computador, enquanto estava lendo o jornal online. Eu tinha esquecido isso, e Alpha o tinha derramado em sua busca para obter as crostas de Pop-Tart30 que eu tinha deixado no prato ao lado do copo. Ele tinha derramado no teclado, e ela teve que comprar um novo. Não era como se eu não tivesse pagado por isso. "Você me disse que estava na porra do trabalho, seu puto!" Payton rosnou enquanto se contorcia, tentando ficar longe de mim. "Eu estava lendo o jornal, já lhe disse isso. Que diabos você está falando?" Rosnei. James deu um passo para o nosso lado, agarrando o envelope que tinha fotos caindo fora dele. Eu não prestei nenhuma atenção a ele ou ao envelope. Eu estava muito ocupado sentindo o corpo de Payton sob meu para pensar em outra coisa. Eu lhe compraria um novo computador. Eu não dava a mínima sobre isso agora. Levou tudo que eu tinha para não me esfregar nela. Sam tinha se juntado ao público crescente, e todos eles assistiram com riso em seus olhos enquanto lutávamos no chão. Para ela, sendo uma menina tão pequena, era surpreendentemente rápida e veloz. Ela já tinha se afastado de mim duas vezes antes de eu finalmente montar em seus quadris e sentar-me sobre ela, segurando seus braços acima de sua cabeça. "Que porra é essa você beijando e se esfregando em outra mulher? Jesus Cristo. Você é um canalha." Payton disse, e então explodiu em lágrimas. Eu estava tão completamente confuso, mas o que eu sabia era que odiava meninas chorando com

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Por-Tart - Biscoito pré cozido açucarado de diferentes formatos.


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paixão. "Pare de chorar, porra, eu odeio quando meninas choram." Isso só a fez chorar mais, e eu me senti como um idiota. Eu não poderia evitar, chorar fazia-me sentir mal, e eu sempre respondia com raiva, humor, ou aborrecimento, em vez de compaixão. Meu raciocínio era que se elas estavam rindo ou chateadas, elas não iriam chorar mais. Isso sempre funcionou com Ember. Infelizmente, não foi o mesmo com Payton. "Todo mundo saia." Eu ordenei. Todos nos deixaram, e eu examinei as imagens que James colocou ao lado da cabeça de Payton antes de sair calmamente. As imagens que estavam no envelope mostravam eu e uma mulher muito próximos. O que ela tinha confundido com uma atmosfera romântica era na verdade uma mulher que encontrei fugindo e que estava com muito medo de ser vista em público. Nós nos conhecemos em uma estação de ônibus local, e eu a peguei antes que ela caísse no chão. "Payton. Olhe para essas imagens mais de perto. Olhe para a mulher." Eu a instruí. Ela trancou a mandíbula, mas fez como eu pedi, porque sentiu a mudança no meu comportamento. Ela estudou a foto que eu estava segurando na frente de seu rosto, e então senti o corpo dela relaxar lentamente sob o meu. "O que há de errado com ela?" Ela perguntou em voz baixa. "Ela foi estuprada e agredida. Ela tinha tomado o último ônibus, e a peguei apenas na hora que ela entrava em colapso nos meus braços. Ela é uma das nossas Freebirds. Eu nunca lhe dei a impressão de que eu seria nada menos do que honesto com você. Se eu quisesse outra mulher, tenho a certeza da porra de que não teria fodido você esta manhã. Nem estaria a esfregar meu pau em você agora. Se eu estivesse interessado em outra mulher, ela teria meu pau, não você." Eu disse com raiva. Seus lábios estavam pressionados em uma linha apertada, e raiva estava derramando dela em ondas. "Saia de cima de mim." Eu andei para trás dela em meus joelhos, e depois parei, uma vez que a vi ficar em pé. Furiosamente, ela tirou seu moletom. Seguido por sua camisa, calças apertadas, e finalmente seus tênis. Ela deixou suas longas meias que iam até os joelhos e eram listradas de azul e vermelho, e estava diante


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de mim alegremente nua. Estranhamente, as meias fizeram isso para mim. Essa era a personalidade de Payton, e eu a amava por isso. "Foda-me já." Ela exigiu. Me livrei do meu short, e agarrei-a pela cintura. "Com essa boca que você tem, talvez devêssemos dar-lhe algo melhor para fazer com ela." Ela ficou de bom grado de joelhos, curvou-se, e tomou meu pau em sua boca. Eu guiei a cabeça levemente com a mão em seu cabelo, e depois arranquei, uma vez que ela me deixou agradável e molhado. "Deite-se de costas." Ela deitou-se cautelosamente sobre as esteiras, e abriu bem as pernas. Minha boca encheu de água para ter um gosto seu, mas estava tão além de pronto para transar com ela. Montado em uma de suas pernas com as minhas duas, peguei sua outra perna e a coloquei no meu ombro antes de tomar meu pau na mão e guia-lo para sua entrada. Rangi os dentes quando ela gritou, mas segui em frente até que meu pau estava revestido totalmente dentro dela. Sua suavidade sedosa quase me detonou, então eu bombeei para dentro dela lentamente, apertando meus olhos fechados e esperando que durasse o tempo suficiente para ela conseguir algum prazer também. Serpenteando minha mão para baixo da perna que descansava no meu ombro, eu encontrei seu clitóris e esfreguei em círculos lentos na esperança de que ela chegasse lá rapidamente. Ela não decepcionou. Segundos depois, ela contraiu em torno de mim, e eu deixei-me ir. Bombeando meu pau nela, forte e rápido até que meu orgasmo me superou. Meu gozo disparou de mim em jorros quentes, e eu não pude evitar o gemido que escapou de meus lábios. Minha visão esmaeceu um pouco, agarrei-a pela cintura e a coloquei em cima de mim enquanto me virava de costas. "Quando você chuta um anão nas bolas?" Payton me perguntou. Revirei os olhos ao vê-la sair em mais uma pela tangente. "Quando?" "Quando ele diz a sua namorada que seu cabelo cheira bem." Ela disse enquanto corria o nariz ao longo da minha nuca até minha mandíbula. Comecei a rir, e meu pau amolecido escorregou de sua vagina. Nós estávamos fazendo


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uma bagunça, mas nenhum de nós se importava naquele momento. "Nós temos que ir buscar uma licença de casamento hoje." "Nós não vamos casar até o fim de semana. Por que precisamos fazêlo hoje?" Perguntei completamente esgotado. "Você já ouviu falar que quinta-feira é dia de Ação de Graças, correto? O cartório estará fechado o resto da semana, devido à Ação de Graças. Hoje é o único dia para obtê-la se você quiser tê-la neste sábado." Ela disse enquanto se sentava. "Você é tão linda." Eu sussurrei para ela. "Eu sei." Ela disse brincando. Eu sabia que precisava dizer a ela, se não, eu poderia colocar sua vida em perigo, e ela precisava ser cautelosa até que pudéssemos encontrála. "Eu tenho que lhe dizer algo sobre aquela nota da última sexta-feira." "Eu já sei sobre ela. Descobri com espionagem suficiente sobre isso. Eu só não quis dar-lhe um tempo difícil sobre isso." Ela disse simplesmente. Eu deveria ter pensado melhor antes de subestimá-la. Ela sabia sobre os Freebirds antes mesmo que eu dissesse a ela, por que ela não deveria saber sobre isso, também? "Você precisa ser vigilante. Nada de scooter até isso acabar. Ela poderia eliminar você facilmente nela. Você sempre terá Alpha com você, sem desculpas." "Senhor, sim, senhor." Ela disse antes de me saudar. Cara de merda. "Vamos." Eu disse antes de dar-lhe um tapa afiado na bunda. Ela virou-se e ficou de pé. Caminhando para o banheiro que estava fora do ginásio, ela limpou-se e estava pronta para ir em poucos minutos. É bom ser capaz de ir a algum lugar dentro de um intervalo de tempo normal. A maioria das mulheres vai se preparar por uma hora só para vir uma hora mais tarde com exatamente a mesma aparência. É refrescante encontrar alguém que pouco está se fodendo sobre o que alguém pensa nela. "A moto ou a caminhonete?" Perguntei. Por ser quase dia de Ação de Graças, estava bastante frio. Quando você está na moto, independentemente de quanto você veste, você ainda vai sentir o frio. O


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que ela estava vestindo também não era propício para o tempo frio em uma moto. Collants que mostravam cada curva de suas pernas e bunda, bem como um moletom que caia fora do ombro não faria muito para combater o frio. "Moto". Payton respondeu. "Você vai precisar de mais do que essas pequenas malditas calças apertadas." Eu declarei. "Elas não são apertadas, elas são leggings. Grande diferença." Payton estalou. Elas não pareciam diferentes. "Não são as que deveriam ser usadas embaixo de alguma coisa?" Eu segurei a porta aberta do ginásio para ela, e seis pares de olhos curiosos balançaram pelo nosso caminho. "Onde diabos estão todos os seus pais?" As crianças olharam para nós como se fôssemos loucos. Cora veio até mim e disse: "Up, Ax". Balançando-a em meus braços, eu a segurei no colo, enquanto inspecionava o local. Os gêmeos estavam sentados na frente da TV assistindo algum programa que tinha um pênis dançante cantando sobre dividir. "O que diabos eles estão assistindo?" O olhar de Payton lançou-se para a TV e ela começou a rir. "Que diabo é isso? Parece um útero e um pênis." "Ele diz Yo, GabbaGabba no canto de lá. Nossos filhos não vão assistir a este programa." Eu prometi. As outras crianças estavam fazendo várias coisas ao redor da sala, e eu podia ouvir uma comoção acontecendo na parte principal da garagem. LG finalmente fez o seu caminho para nós do outro lado da sala, e Payton se abaixou para pegá-lo, dando-lhe um beijo estalado na bochecha. Ao vê-la segurando LG me fez querer crianças até mais do que eu já quis. Ela o transferiu habilmente até o quadril, e depois riu quando viu Pru e Piper desenharem com um marcador em todo o rosto de Justin. Pelo menos não era permanente. Fui tomar o marcador de Pru assim que a porta se abriu e os pais foram entrando um por um.


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Ninguém sequer percebeu a mais recente adição no rosto de Justin. Todas as mulheres pareciam assustadas, e todos os homens pareciam bastante irritados. "Que diabos está acontecendo?" Perguntei. As expressões sérias de todos me deram a pista de que era ruim, e ainda sobre Payton ou eu. "Acabe com isso." "Eles encontraram o corpo de Dove na noite passada. Ela tinha o seu cartão, foi vista pela última vez com você na estação de ônibus, bem como em algumas fotos incriminadoras. A mesma que Payton recebeu esta manhã via correio. A polícia está aqui com um mandado para sua prisão. Nós os impedimos, e os enviamos para a casa de Payton. Você tem cerca de quinze minutos para pegar sua licença de casamento, e então você pode querer se render.” Explicou James. Sabe aquela sensação quando você percebe que sua carteira foi roubada, ou quando você olha para a sua conta bancária para perceber que você sacou a mais de sua conta e não terá nenhum dinheiro por duas semanas? Esse sentimento que você tem quando algo está terrivelmente errado, e você não tem certeza de como corrigi-lo? Essa foi a sensação que tive agora, vezes dez. Payton olhou para mim com uma mistura de emoções tocando em seu rosto. Ela finalmente se estabeleceu em absoluto ultraje. "Você tem que estar brincando comigo! Quando ele tem que fazer isso? Ele saiu por uma hora no máximo. Que horas ela foi morta? Estávamos tendo sexo na metade da noite passada de qualquer maneira!" Payton exigiu. Sam riu. "Ele não vai ficar, Pea. Nós apenas queremos ter certeza, vocês vão até o cartório antes que ele feche em uma hora. Enquanto vocês estavam aqui jogando o velho jogo dentro e fora, conseguiram perder uma hora. O cartório fecha as três, não sabem?" "Cuidado Sam, seu Yankie está aparecendo." James repreendeu. "Foda-se. Agora vocês deem o fora daqui, vão obter a sua licença, e vamos nos encontrar na delegacia. Vou fazer uma chamada para Luke, e ter certeza de que está atualizado."


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Payton pegou minha mão, saudou Sam e disse, "Fo’ shizzle, mynizzle31." Alpha andava com a gente desde que eu não tinha certeza se estaria saindo com Payton ou não, e um nunca poderia ser muito seguro. Especialmente com uma cadela psicótica correndo por aí. Tinha uma sensação de que O'Hare era a única a sair com Dove. Ela sabia que a melhor maneira de se vingar de mim era através dela. Ela sabia que eu iria tomar isso pessoalmente, e ela estava completamente certa. Eu estava lívido. "O que você está pensando?" Payton perguntou pegando a minha mão na dela. "Eu estou pensando que estou muito chateado. Que quero ir cortar a cabeça dessa cadela fora. Ela tinha melhor esperança de que eu não fosse a pessoa a pegar ela. Pelo bem dela, seria melhor se ela se entregasse, porque eu não estou no melhor estado de mente agora ". "Eu acho que estou grávida." Payton disse de repente. Eu sentei lá atordoado por alguns momentos, recolhendo meus pensamentos. "Hum, como é que possível?" "Bem, quando você coloca a sua coisinha na minha hoo-ha, e você atira suas coisas dentro de mim, a minha casa de bebê decidiu que gostava de uma de suas pequenas minhocas. Então ela fez o escolhido dos seus e a escolhida dos meus se casaram, e agora haverá um novo..."Payton disse em tom de brincadeira antes de eu interromper. "Meu Deus. Você desliga isso? Eu sei como você ficou grávida, o que eu quero saber é como!" Eu restringi. "Isso é exatamente a mesma coisa, Max." Ela me incitou. Eu rosnei em frustração. Não que eu estivesse chateado, ela era apenas irritante para cacete. "Está bem, está bem. Jesus, acalme-se. Eu estava sendo estúpida. Eu deveria saber melhor, mas quando estou perto de você, meu cérebro decide fazer uma caminhada. Quer dizer, eu sou uma enfermeira pelo amor de Deus. Você tem que acreditar..." 31

Forma encurtada da frase "Na verdade, essa é uma ideia prodigiosa, meu irmão Africano-Americano!"


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"Payton." "... em mim, eu nunca teria feito isso..." "Payton Evangeline Alvarez, você vai fechar sua boca por um maldito segundo para que eu possa falar?" "…de propósito. Eu te amo, mas eu nunca iria prendê-lo..." Detive-me no estacionamento e movi o caminhão para uma vaga que era, provavelmente, destinada a um carro compacto. Desliguei o motor, abri a porta, puxei Payton através do assento do banco, e arrastei-a comigo para o cartório. Alpha trotou ao lado de Payton, e eu praticamente a carreguei. Nem uma vez que ela parou de se desculpar. Eu realmente poderia me importar menos em como ela ficou grávida. Sempre amei crianças, e agora que eu finalmente encontrei o caminho, têlas é o próximo passo lógico. Eu não tinha necessidade de ouvir suas explicações. Eu não poderia estar mais feliz. A viagem para o cartório tomou ao todo dez minutos. A maior parte foi gasto com Payton explicando para o funcionário que íamos nos casar, mas não porque ela estava grávida. O funcionário apenas sorriu e acenou ao ouvi-la pedir desculpas por ficar grávida. Eu ainda não tinha ouvido o que aconteceu com o controle de natalidade, mesmo com toda a sua conversa incoerente. Nós entramos no estacionamento da delegacia de polícia, e ela finalmente parou de falar. Eu me virei para ela, e vi os lábios trêmulos, tentando conter as lágrimas. Meu coração estava pesado, mas, infelizmente, não havia nada que eu pudesse fazer para consolá-la. Minha única esperança era que eu estivesse em casa a tempo do jantar de Ação de Graças. Eu sabia que seria preso e colocado em segurança até que algo fosse descoberto. A evidência era incriminatória, mas isso era apenas circunstancial. "Eu te amo com todo o meu coração, baby. Tente não se preocupar muito. Isso não vai durar. Estou feliz por você estar grávida. Me excita para cacete saber que você está com meu bebê crescendo lá dentro." Eu disse colocando a minha mão sobre a barriga dela e beijei seus lábios suavemente.


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Uma batida forte na minha janela interrompeu o nosso beijo. Voltando rapidamente, vi Sam e Lucas ali à espera, impacientes. Payton rosnou algo extremamente impróprio para uma dama, e se jogou para fora da porta da caminhonete, batendo a porta atrás dela. Alpha olhou para mim, e tudo que eu podia fazer era encolher de ombros. "Devem ser os hormônios." Saindo de um salto para fora da caminhonete, não pude deixar de rir quando ouvi o esporro que os dois estavam recebendo por Payton. "O que quer dizer que não há nada que você possa fazer, Luke? Eu sei onde você mora, onde você dorme. Eu irei até a sua cama e rasparei os pelos dessa bunda feia que você tem. Quem você pensa que é? Tire ele disso. Eu sou seu álibi. Estávamos ocupados naquela noite; ele não teria tido tempo para... " "Payton apenas deixe-me..." Luke começou a dizer, mas Payton apenas falou por cima dele. "…matar ela. Além disso, eu durmo com ele preso na minha bunda. Ele é um ladrão de cobertor, também. Se ele deixasse a cama, eu saberia porque eu poderia finalmente..." "Payton, basta esperar um segundo..." Sam tentou, mas falhou miseravelmente. Eu só encostei na caminhonete, empurrei minhas mãos no meu jeans, e esperei ela acabar. Ela estava a todo do vapor finalmente. "…respirar. Aqui estou eu grávida, e você está pegando o meu homem para trancá-lo onde ele vai ser morto, ou pior. Você já viu Sons of Anarchy no episódio em que Opie é morto? Sim, poderia acontecer com o meu Max; ele nunca sequer veria seu bebê!" Payton disse finalmente explodindo em lágrimas e jogando-se nos braços de Sam. "Bebê?" Luke me perguntou. Dei de ombros. "Aparentemente, ela está grávida, ou pelo menos ela acha que está. Não sabemos muito ainda, eu só descobri no caminho até aqui. Ela está tendo um pouco de ataque de nervos." Sam parecia incrivelmente desconfortável, e isso me fez querer chutar sua bunda ao ver Payton envolvida em seus braços, por isso eu gentilmente tirei ela dali. Ela veio disposta, e enterrou o nariz no vinco entre meu braço e peito. Corri minhas mãos


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pelas suas costas e fiz os adequados sons calmantes, mas ela continuou com seu choro. "Então, o que foi?", perguntei. Lucas e Sam ainda pareciam incrivelmente desconfortáveis, mas eles eram profissionais, e ignoraram a mulher lamentando em meus braços. "O detetive encarregado é um imbecil. Ele não vai me dar nada sobre o caso. Eu tenho ido até o chefe sobre isso, e ele está investigando. Pelo que posso imaginar, não havia muita evidência que não circunstancial. Eles provavelmente não irão mantê-lo por muito tempo afinal.” Luke explicou. Balancei a cabeça e inclinei para falar no ouvido de Payton. "Tudo bem, Pet. Vamos tirar isso de letra. Eu quero comer a carne assada que eu senti o cheiro quando saí mais cedo. Quanto mais rápido eu fizer as coisas aqui, mais rápido eu vou para casa." "Você está com fome?" Ela perguntou com os olhos inchados e vermelhos. "Um pouco. Detonar James não é tão difícil, mas eu não comi o café da manhã antes disso." Eu disse bruscamente. Ela me soltou e puxou a bolsa para fora da caminhonete. Ela remexeu nela por alguns segundos antes de retirar um Snickers, um Butterfinger e um Nutrageous. Nós todos vimos como ela continuou a procurar e, finalmente, saiu com um leite com chocolate. "Você precisa de um canudo?" "Uh, não, docinho. Isso é perfeito, obrigado." Eu disse quando ela me entregou seus prêmios. Observei ela passar eles com inveja, e estava relutante em pegá-los uma vez que ela parecia que realmente os queria. "Tem certeza?", perguntei. "Sim, eu tenho mais em uma caixa em casa. Escondi no meu esconderijo para que você não os comesse enquanto não estou em casa.” Ela confessou. "Sua pequena rata!", eu disse, mas não consegui segurar uma cara séria. "Eu te amo, Payton. Fique com Sam enquanto estou fora. Mantenha Alpha à sua volta." Eu disse antes de fazer o meu caminho para a delegacia. Fui


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até a primeira mesa, e esperei pacientemente que ela terminasse seu telefonema sobre uma infecção por fungos que eu realmente desejei poder ter apagado da minha mente no instante em que o ouvi. "Posso ajudá-lo?" A jovem perguntou com um rubor. "Meu nome é Max Tremaine; eu estou ciente de que tenho um mandado de prisão contra mim." Eu disse monotonamente. Seus olhos dilataram, e ela virou-se bruscamente e sussurrou à mulher que estava atrás dela. A mulher mais velha assentiu com a cabeça e saiu da pequena sala, voltando momentos depois com uma agente da polícia, seguido por um à paisana. "Senhor, eu vou ter de lhe pedir para vir comigo. Nós temos algumas perguntas a fazer sobre seu paradeiro da noite passada.” O oficial uniformizado me informou. "Isso é o que eu disse. Vou tentar ajudar de qualquer maneira que eu puder." Eu concedi. "Se você me seguir.", perguntou o de uniforme. Virei-me e joguei um beijo para Payton, que sorriu e estava prestes a me virar para seguir o homem quando o que estava à paisana me empurrou nas costas e rosnou, "Mexa-se, ou eu vou algemá-lo." Eu tropecei, pego de surpresa pelo homem que, aparentemente, tinha um desejo de morte, e se virou para o à paisana. "Isso era necessário?", perguntei, num tom mortal. O grunhido de Alpha atravessou toda a sala, tirou a atenção do homem de mim para ele. "Tira essa porra de cão para fora daqui. Aqui não é um maldito zoológico." Lucas revirou os olhos para o comando do homem, e não fez um movimento para cumprir com as suas encomendas. "Controle-se, Dick." "Do que você me chamou?", Dick perguntou. "Esse é o seu nome não é, Dick?" Luke sorriu. O temperamento de Dick levou a melhor sobre ele, e ele dirigiu-se para mim empurrando-me para que eu andasse. O empurrão não mexeu comigo, mas ele precisava parar de me tocar, ou o pequeno esforço que fiz para segurar meu temperamento já não


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estaria sob controle. "Se você não tirar as mãos sujas de cima de mim, eu a enfio na sua bunda, tiro para fora e alimento você com ela." Eu cerrei através dos meus dentes. Vi a intenção em seus olhos antes mesmo dele levantar o braço para soltar um soco que iria me pegar no maxilar. Deixei que isso acontecesse. Esta pessoa, obviamente, queria cavar um buraco para ela mesma, e eu iria deixá-lo afundar-se. O soco pousou no meu queixo. Deixei o meu corpo balançar com o movimento. Eu tinha sido ensinado como levar um soco, e este não era de se desprezar, mas não era tão ruim como poderia ter sido se eu não tivesse fluido com o impulso. O grito de indignação de Payton foi ofuscado pelo rosnado do Alpha. Um momento eu estava olhando nos olhos frios de Dick, e no próximo, Alpha tinha-o no chão com as mandíbulas firmemente presas ao seu pescoço. Eu peguei Payton quando ela bateu em mim, e eu girei ela para o meu outro lado de modo que meu corpo estava entre ela e forma profana de Dick. "Tire ele daqui!" Dick gritou. "O que está acontecendo aqui?" Uma voz retumbante gritou do corredor de volta. Um homem pequeno com a voz de um cão de ferro velho estava na porta. Vestia um terno azul-marinho impecável, sem uma ruga nele. Seu cabelo era curto e cortado, e eu visivelmente estremeci quando o vi. O homem praticamente me odiava. Quando James e eu éramos adolescentes, éramos horríveis. Éramos a origem de muitas lutas, festas e problemas dentro de um raio de cinquenta milhas de Kilgore. O Chefe nos conhecia pelo nome, e ele odiava nossas entranhas. Ele era um bom homem, porém, tinha o pulso firme, e não queria nenhum pequeno merda fodendo com a sua cidade. "O velho Dick aqui pensou que poderia intimidar o suspeito, Chefe. Infelizmente, o seu temperamento levou a melhor e ele o socou no queixo. O cão estava apenas protegendo seu dono." Luke disse melancolicamente do outro lado da sala. "Isso é verdade, Wilson?" O chefe perguntou ao oficial uniformizado.


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"Sim, senhor." Ele disse solenemente. "Dick, pega suas coisas e saia do meu distrito. Esta foi a última gota. Você está oficialmente despedido." O chefe latiu. Dick não se levantou embora. Ele não poderia. "Payton, querida, você precisa dizer a Alpha para afastar-se." Eu informei a ela. "Heal." Payton disse calmamente. Dick ficou de pé sem firmeza, e saiu da sala. Todos deixaram coletivamente sair uma respiração uma vez que ele passou pela porta e desapareceu no corredor. Eu dei a Payton um aperto reconfortante e caminhei lentamente para o chefe que me olhou com desdém. O lábio do Chefe enrolou um pouco, e eu mal contive uma risada. "Tremaine. Siga-me." "Amo você, Pet!" Eu falei por cima do meu ombro. "Pode apostar sua bunda que sim, Tremaine!" Eu ouvi o chamado dela. "Menina doce.", observou o chefe. "A melhor." Eu concordei. Ele me olhou pensativo. "Você não a merece.”


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"Ele não vai sair dessa." Eu disse. Os olhos de Cheyenne e Ember irradiavam simpatia, e eu sabia que elas não achavam que ele faria. Elas tentaram manter meu espírito, mas eu simplesmente não conseguia. Max estava preso por quatro dias. Um atraso após outro o manteve lá, e eles estavam usando os feriados como uma desculpa para mantê-lo. Nesse meio tempo, eu tinha perdido a minha primeira Ação de Graças com ele devido à besteira deles. Se eu visse aquele chefe em um beco escuro, iria chutar a bunda dele. "Ele logo estará aqui." Ember tentou o seu melhor para assegurar-me. "Foda-se. Alpha!" Eu gritei. Alpha saltou de seu lugar no sofá do meu avô e trotou para mim. Virei, peguei minhas chaves e bolsa, e pisei fora de casa. O clique de minhas botas de cowboy fez que todos os homens notassem a minha chegada, mas eu não lhes dispensei um olhar. Andei até a Blazer de Max, permiti Alpha saltar, puxei meu vestido para cima, e subi, usando o volante como apoio.


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Eu fiz uma nota mental para falar com Max sobre como adicionar um degrau no seu caminhão. O quintal estava molhado devido à chuva incessante durante os últimos miseráveis quatro dias de merda. Saí, ziguezagueando em torno dos carros estacionados, e estava prestes a ir pela calçada quando me vi presa na lama. Rosnei com impaciência. Os pneus giraram e giraram, jogando lama como merda dez pés atrás de mim. Ri para mim mesma quando vi as pessoas correndo para fora do caminho, mas tentei uma última vez antes de finalmente decidir que precisaria de quatro rodas com tração para alcançar este objetivo. Abri minha porta, pulei e salpiquei na poça, que agora estava marrom devido aos pneus do caminhão agitarem a lama. Eu fui até os pneus dianteiros, cliquei cubos no lugar, e voltei para a porta, puxando-me para dentro, e joguei o câmbio para baixo, fixando a tração nas quatro rodas. O caminhão lutou pela tração, encontrou, e então eu desci a estrada, atirando lama e água suja quando passava. Barro estava sendo arremessado dos pneus para o lado do caminhão, e eu estava feliz por não ser quem tem que lavar essa fera. Liguei o rádio e estava tocando Garth Brooks, cantando sobre seus amigos em lugares baixos. Eu cantei junto com a música, e cheguei à delegacia de polícia no prazo de seis minutos. Estacionei ilegalmente na frente da delegacia, Alpha e eu saímos do caminhão, e fiz o meu caminho até os degraus da frente. A mulher que corou como uma virgem quando Max falou com ela quatro dias atrás estava trabalhando novamente. Ela me viu chegando e seus olhos se arregalaram. "P-posso ajudá-la, s-senhorita?" Ela perguntou incerta, enquanto olhava para minha roupa. Olhei para baixo e fiz uma careta. Meu vestido de casamento que era branco quando deixei a casa do meu avô estava agora manchado de lama, mas eu não dei a mínima. Uma semana atrás, quando eu o comprei, pensei que era uma merda. Ele parava praticamente ao nível do joelho. Era ajustado em cima, e se assemelhava a um grande tutu de bailarina na parte de baixo. Branco puro com lantejoulas brilhantes por cima, ele me fez sentir bela e bonita. Agora só me enfurecia que eu estava pronta e Max não estava lá para casar comigo. "Sim. Você pode me levar para o seu chefe." Eu ordenei.


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Ela pegou o telefone e fez uma chamada. O chefe chegou alguns minutos depois, parecendo irritado por ter sido interrompido. "O que você precisa, Mary?" A virgem corada, Mary, assentiu com a cabeça na minha direção. "Isso seria eu. Eu quero o meu noivo para fora, agora. Nós vamos nos casar em quinze minutos." "Sinto muito, não posso ajudá-la. Ele está sendo questionado no momento. Ele vai estar fora assim que ele puder sair. Está tudo com o juiz agora.", disse o chefe. Olhei-o por alguns segundos antes de dizer: "Leve-me até ele. Agora." Olhamos um para o outro por alguns minutos antes de sua boca se contorcer, e ele fez sinal para segui-lo. Nós caminhamos através do labirinto de corredores até que ele abriu uma porta que dizia “Questionamento em Andamento" e deixou-me entrar. Parei quando vi que a sala que ele me levou até tinha um espelho unidirecional. Meu olhar conectou com a forma de Max instantaneamente. Ele estava em um par de jeans que cabia bem nele e uma t-shirt preta. Seu rosto estava barbado, o que ficaria horrível em nossas fotos do casamento, mas essa era a menor das minhas preocupações no momento. Ele também parecia estar dormindo. Sorri o meu primeiro sorriso genuíno em quatro dias quando testemunhei isso. O homem tinha uma incrível capacidade de dormir absolutamente em qualquer lugar. "Tremaine." O detetive que estava questionando-lhe gritou. Max abriu os olhos como se estivesse acordando de um cochilo preguiçoso à tarde. Os olhos dele conectaram com o homem que o interrogava, e ele olhou através dele. Eu tremi um pouco no frio que emanava dele, e passei meus braços em volta de mim. "O quê?" Ele perguntou suavemente. "Você teve relações sexuais com essa mulher?" O detetive perguntou. Max nem sequer olhou para baixo quando ele respondeu. "Não."


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"Ela foi estuprada de acordo com a autópsia. Você foi o último a ser visto com ela." O detetive explicou. Max estudou-o. Ele estudou o detetive por tanto tempo que ele realmente começou a mudar em sua cadeira desconfortável. "Ela foi estuprada antes mesmo que ela deixasse o Novo México. Eu já disse a você que nós estávamos ali para ajudá-la, mas você se recusa a reconhecer esse fato. Quais as outras maneiras que eu tenho que explicar isso para penetrar nessa cabeça dura de vocês?" O jovem detetive começou a perder um pouco de seu controle fino. O Chefe murmurou "Rookie" sob sua respiração enquanto balançava a cabeça. Observei atentamente quando Max se inclinou para frente lentamente e perguntou: "O que é que você tem contra mim?" "Não tenho nada contra você." O detetive visivelmente engoliu. "Droga, ele é bom." O Chefe supôs. "Então porque é que o seu pulso está tão alto? Por que você está cerrando os punhos debaixo da mesa? Por quê está tão perto de vomitar?” Max provocou. "Eu não estou perto de vomitar." O detetive guinchou. "O que ela lhe deu em troca para você armar contra mim?" Max perguntou a ele. O detetive empalideceu. "Eu-eu não s-sei o que você está falando." "Bingo." O chefe disse alegremente. "Você sabia que ele iria descobrir isso?" Perguntei perplexo. "Eu sabia que o garoto estava tramando algo quando ele se intrometeu para estar neste caso. Ele tentou pegá-lo pelo Richard, mas eu o preteri devido à sua inexperiência. Max é cabeça dura; eu sabia que ele poderia obter a confissão dele. Eu só precisava disso gravado." Nós assistimos por mais alguns minutos antes que Max finalmente o quebrasse. Era estranho como tudo o que ele tinha a fazer era falar com ele, e o detetive admitiu tudo. De acordo com o detetive, um pouco mais de uma semana atrás, uma mulher se aproximou dele e pediu sua ajuda. Ela tinha ameaçado a irmã do homem, e ele teve um mau


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pressentimento sobre isso. Ele sabia que ela era séria, também. Ela o fez usar um fio de escuta para trabalhar todos os dias e, aparentemente, monitorou suas conversas ao longo do dia. "Você sabe, tudo o que tinha que fazer era dizer algo a alguém, e isso teria sido resolvido. Agora, uma jovem foi brutalizada e morta devido à sua estupidez.” Max disse duramente. Não havia nenhuma simpatia em sua voz. Meu temperamento espetou quando percebi que Max estava aqui por quatro dias malditos apenas porque o chefe teve um traficante em seu meio. Isso começou como uma pequena irritação, mas, em seguida, lentamente transformou-se num completo assobio. Minha mão levantou em sua própria vontade e bateu contra o espelho unidirecional. Isto aterrissou como um tapa afiado, fez saltar o Chefe e Max virar e olhar para espelho. O jovem estava agora de joelhos chorando, o que acabou de adicionar combustível para o fogo. O que ele fez para chorar? "Então deixe-me entender esta merda direito. Você propositadamente levou o homem com quem eu vou casar para longe de mim por quatro dias. Você o fez perder a Ação de Graças com sua família. Você fez ele ficar sentado dentro de uma maldita cela quando ele deveria estar comigo? Eu entendi direito?" Eu assobiei. O chefe deu um passo visível para trás e me olhou com olhos preocupados. "Sinto muito, mas era necessário." "Você pode deixá-lo ir agora? Éramos para estar casando bem agora." Eu rangi. "Claro, querida. Eu só espero que o bebê que você está carregando não acabe como um encrenqueiro como este. Ele merece isso depois de toda a merda que ele me fez passar." O chefe disse fazendo um gesto na direção de Max com a cabeça. Eu não tinha vontade de perder o meu tempo, mas se eu tivesse, teria dito a ele que eu não era uma princesa também. Eu fui horrível quando criança, e ele teve a sorte de que ele não tinha Max e eu crescendo na mesma cidade. Nós teríamos sido problemas para o nono grau. Além disso, eu queria rasgar suas bolas e alimentá-lo com elas. "Vá buscar o meu noivo." Eu exigi.


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"Você poderia ter, pelo menos, me dito que estava tentando expulsar alguém. Eu teria compreendido." Eu disse para o chefe. "Você está certo, eu poderia ter dito. Apenas agradeça essa sua mulher, e chegue ao casamento antes que ela castre toda a minha força. Ela é louca.” Ele disse. "Payton está aqui?", perguntei assustado. Eu analisei toda a sala de detenção, mas não a vi em nenhum lugar. "Sim, senhor, ela está. Tenho sorte dela não cortar minha cabeça com a atitude que ela teve. Ela não estava feliz, no mínimo por saber que eu realmente não tinha uma razão para você estar aqui." O Chefe explicou. Nós viramos para o lobby e minha respiração ficou presa. Payton olhando para frente da porta era a visão perfeita para os olhos. Ela estava em um vestido branco sem alças que abraçava suas curvas perfeitamente, e parava cerca de três polegadas acima dos joelhos. A saia era cheia e fofa, lembrando-me do vestido de uma criança que se destinava a rodopiar, mas ela, em nenhuma maneira, forma ou formulário se assemelhava a uma criança. Suas botas eram pontudas que pareciam ferir para caramba ao ser chutado com elas; e ainda tinha a porra de umas esporas sobre elas. O cabelo dela estava preso para cima com fios dispersos em sua face que se soltaram. Ela parecia tão malditamente linda que me tirou o fôlego. Sentindo meu olhar quente, ela virou-se rapidamente, e meus olhos sobressaltaram das órbitas. A metade superior era feito de uma coisa do tipo espartilho. Seus seios rosados eram perfeitamente proporcionais, mas o que me espantou foi a lama salpicada na frente de seu vestido. Inferno, agora que eu olhei mais perto, estava tudo por suas botas também. "Que porra é essa em cima de você?" Eu perguntei a ela. "Bem, eu fiquei presa em seu caminhão. Boa coisa que sua tração nas quatro rodas funciona!”


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Ela disse provocativamente antes de decolar em alta velocidade e bater em mim como um trem de carga. Suas pernas enroladas em torno de mim, e até mesmo suas esporas me cutucando na bunda não fizeram que eu a deixasse ir. Meus braços foram ao redor da parte inferior para ajudar a sustentá-la, e eu enterrei meu rosto na curva do pescoço dela. Ela estava usando perfume, apenas o suficiente para eu sentir o cheiro sutil, mas não o suficiente para me fazer querer vomitar. "Deus, eu senti sua falta." "Eu meio que senti a sua, também." Eu disse enquanto caminhava com ela porta afora. Assim que cheguei lá fora, um trovão explodiu, fazendo meu corpo sentir-se vivo. "Você sabe, Gabe tem um ditado quando chove." "Eu ouvi sobre esse ditado, Max. Você está um ponto na frente no jogo.” Ela disse, provocando. Gabe gostava de dizer que era 'tempo de fazer bebê’ sempre que chove tanto que você não quer deixar o conforto de sua casa. O tempo que estávamos passando era definitivamente o exemplo perfeito. "Você tem esse direito, querida." "Então, você está feliz?" Ela perguntou preocupada. "A única coisa que poderia fazer este momento ainda melhor seria se eu não estivesse na cadeia nos últimos quatro dias." Eu disse provocando quando meus avistaram meu caminhão. "Que droga aconteceu com o meu caminhão?" Payton olhou por cima do ombro e riu. Ele estava absolutamente coberto de lama desde as rodas da frente até as traseiras. Ela ainda conseguiu colocar alguma lama na parte do para-brisa traseiro, o que era extremamente impressionante quando ela não estava sequer tentando. "Eu fiquei presa no jardim da frente. Eu já te disse!" Ela disse. Abri a porta do lado do passageiro, e a mantive aberta enquanto Alpha saltou, e depois coloquei Payton no assento. Peguei o cinto de segurança e passei nela, mas parei e descansei minha cabeça na suavidade de sua barriga. Dei-lhe um beijo suave, e depois corri ao redor do carro uma vez que os céus


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se abriram e uma chuva torrencial me encharcou. Um olhar rápido para o céu me mostrou que as nuvens negras não iriam deixá-lo por um longo tempo. "Ainda vamos casar lá fora?" "Hum, não exatamente." Ela se encolheu. "O que significa isso?", perguntei com cuidado. "O que significa isso?" Ela respondeu evasiva. "Você sabe o que eu perguntei, tonta." Eu disse quando revirei os olhos. "Você vai ver." Ela disse misteriosamente.

"Eu, Payton, tomo você, Max, para ser meu marido. Eu prometo cuidar de você, mesmo quando você está agindo como um bebê chorão com um pouco de frio. Eu prometo sempre me certificar de que você está alimentado, mas se você continuar a deixar suas embalagens de Little Debbie32 por aí, eu vou chutar o seu traseiro. Eu prometo, se você cair em público, que eu vou virar e rir na parede, em vez de na sua frente. Eu sei que posso ter alguns hábitos irritantes, e estou contente que você pode ignorá-los e ainda me amar de qualquer maneira. Quer dizer, eu faço o mesmo para você. Eu prometo a certeza de sempre pulverizar o ar ambiental depois de ficar no banheiro por quarenta e cinco minutos de manhã. Eu também prometo entender quando nosso casamento for interrompido por uma temporada de caça." Riso seguiu-se à sua proclamação, mas eu não ficaria por baixo. "Eu, Max, tomo você Payton, para ser minha pequena perfeita dona de casa. Comprometo-me a deixar as minhas meias e embalagens esparramadas, para dar-lhe alguma coisa para fazer durante o dia, em vez de ficar sentada em sua bunda. Eu prometo consertar seu carro, se ele não estiver funcionando bem, mas eu vou ser amaldiçoado se deixar você pedir o meu. Aquele é 32

Biscoito feito com granola.


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meu, não seu. Eu prometo assistir mais daquilo que você quiser assistir na TV. Isso não inclui o show que tem um soldado retornando, nem inclui o show baby, quando tudo o que você faz é chorar. Eu tenho um pau, não uma vagina. Eu prometo não surtar novamente como eu fiz algumas semanas atrás, quando me pediu para ir comprar tampões para você. Finalmente, eu prometo tentar muito colocar o assento do vaso para baixo para que você não caia nele no meio da noite, como você fez na noite passada. Sinto muito que a sua bunda ficou molhada." Payton estava em lágrimas no momento em que eu terminei. Sua risada era contida, mas todos da outra parte do público não tinham tal concessão. Bennett riu gargalhando, quase caindo fora de sua cadeira. O mesmo aconteceu com Ember, Blaine e Cheyenne. Eu dei a minha irmã uma piscadela, e voltei o olhar para Payton. "Bem então. Pelo poder investido em mim, eu vos declaro marido e mulher. Você pode beijar a noiva." Preacher Collins proclamou. Payton jogou-se em meus braços, e minha boca devorou a dela. Assobios subiram através da sala, e pelo tempo que minha língua encontrou o seu caminho de volta para a minha própria boca, nós estávamos sem fôlego e ofegantes pelo desejo. Uma multidão de sessenta não era suficiente para diminuí-lo. "Então, senhora Tremaine, como se sente?", eu perguntei a ela ao caminharmos do altar. "Como é que me sinto?" Ela perguntou. "Por se casar com a pessoa mais sexy do planeta."

"Eu não posso acreditar que você alugou uma tenda de circo." Eu disse a Tony. Ele apontou para Payton, que estava dançando com seu irmão alguma canção sentimental. "Qualquer coisa para o meu bebê."


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Ele realmente quis dizer isso, também. Ele faria qualquer coisa quando se tratava de sua menina, e só esperava fazer o mesmo no que se trata à parentalidade. Meu pai era um inferno de um homem, e assim foi Tony. Eu só queria que meu pai estivesse aqui para testemunhar o nascimento de seu neto. "Você pode acreditar que ela se casou nisso?" Jessie perguntou a Tony. "Jess, querida, você sabe que a menina é louca. Quem somos nós para dizer que ela não pode vestir o que ela quer vestir? Além disso, ela tem a porra de vinte e quatro anos de idade. Ela é velha o suficiente para tomar suas próprias decisões." Tony disse a sua esposa. O olho de Jessie virou para mim e ela olhou. "E você!" Ela sussurrou e apontou para mim. Eu coloquei minhas mãos em um gesto apaziguador, mas não funcionou tão bem quando eu tinha uma cerveja em uma mão e um pedaço de pizza na outra. "O quê?", murmurei em torno de um pedaço de pizza. "Você não poderia encontrar algo mais adequado para vestir? Você tinha que vir de calça jeans e uma camiseta que diz: "Diga a seus peitos para parar de olhar nos meus olhos? “Ela zombou. "Eu estava na cadeia! Saí da delegacia e vim direto para cá. Payton tem lama em todo o vestido. Você não pagou uma porrada de dinheiro nessa coisa?" Perguntei tentando desviar a atenção para longe de mim. "Isso é verdade. Pagamos mais de dezoito centenas de dólares naquele vestido. Payton tentou pagar por ele, mas eu disse a ela que seu pai queria pagar por isso.” Ela sorriu. A cerveja de Tony pulverizou para fora de sua boca, e ele gaguejou, "O quê?" "Oh,

me

desculpe. Será que inocentemente.

não

te

disse?"

Ela

perguntou

Deixei-os discutindo, porque em breve se transformaria em ameaças de morte e desmembramentos e eu não quero estar perto e me tornar parte desta discussão. Olhei para o espaço procurando por Payton e a encontrei na extremidade da tenda pulando e tentando agarrar o


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que parecia um cachorro quente no braço esticado de Bennett. Bennett estava rindo para caramba, se divertindo muito ao ver o que ela estava em vias de fazê-lo. Ela estava apenas dando um passo atrás para chutar ele na canela com essas botas infernais quando eu a peguei em meus braços e arrastei-a de volta contra o meu peito. "Deixe-me ir, ele está tentando comer a minha salsicha!" "Não é a sua salsicha, é minha salsicha!" Bennett riu. "Eu vou empurrar salsicha acima de seu nariz quando ele deixar-me ir!" Payton ameaçou. "Você não saberia o que fazer com uma salsicha do tamanho desta." Bennett disse ao dar uma grande mordida no cachorro quente. Tentei não ficar ofendido com o comentário da salsicha. "Você não sabe fazer melhor do que roubar o alimento de uma mulher grávida?" Todo mundo congelou o que estavam fazendo e nos enfrentou. Até mesmo a música foi cortada. Silêncio reinou por toda a tenda, e só o barulho da chuva no telhado da barraca quebrou o silêncio. "Uh, Max? Eu não tinha contado a ninguém ainda.", disse Payton. Eu vi como a felicidade encheu aqueles cujos rostos estavam bem na frente da minha visão e não poderia ajudar o sorriso que quebrou o meu rosto. "Eu posso ver isso." O resto da noite foi sem contratempos. Não havia mais roubo de salsicha, e ela ainda devolveu a Bennett pela comida roubada, fazendo-o tropeçar quando estava carregando sua bebida de volta à mesa, derramando tudo sobre suas calças. O que por sua vez fazia parecer que ele tinha feito xixi nelas. Eu só esperava que esta família não corrompesse a minha pobre criança inocente, embora soubesse que não deveria levantar minhas esperanças. Eu era um homem de sorte, e nos dias e semanas que virão, eu teria que me lembrar destes dias bons, porque os tempos escuros estavam no horizonte. Eu só esperava que eu fosse capaz de manter Payton e minha família vivos.


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"Payton.", a voz irritante disse. Eu ignoro a voz, e cubro a cabeça com o travesseiro. Talvez se eu a ignorar, ele irá embora. No entanto, a minha sorte foi negada, e a irritação continua. "Payton, você precisa se levantar ou irá se atrasar para o trabalho. Você tem quarenta e cinco minutos." O bastardo que eu me casei disse tirando o travesseiro do meu rosto. Eu abri um olho e dei-lhe um olhar feio. "Me deixe em paz. Eu só preciso de dez minutos para ficar pronta, e dez minutos para chegar lá." "Sim, mas você tem de passar pelo menos metade desse tempo a cada noite vomitando, e então estará atrasada como na noite passada." Ele tinha um ponto, mas eu realmente não me importava naquele momento. Fechei os olhos e retornei ao meu sono, mas logo me vi de pé ao lado da cama com os braços de Max me segurando. Assim que eu estava na vertical, meu estômago se revoltou e corri para o banheiro. Eu só consegui correr em uma parede, e cheguei ao banheiro tempo suficiente para vomitar absolutamente nada. Assim como fiz todas as noites antes do trabalho. Depois de limpar a palma da minha mão em minha boca,


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eu estava de pé e vi Max de pé na porta. "O quê?" Eu bati. Seu olhar disse 'eu te avisei' mas ele não disse nada. O homem sabia melhor. Eu sabia onde ele dormia. Empurrando-o para fora do caminho, eu me vesti com meu vestido azul e calcei meus pés em meu tênis sem as meias. Ultimamente, mesmo a menor coisa apertando o meu corpo me deixa maluca, então eu parei de usar qualquer coisa que gerasse atrito. Portanto, isso significa que não há meias, sem calcinha e sem sutiã. Eu substituí meu sutiã por uma camisola solta que escondia meus seios por uma questão de decoro, apesar de tudo. "Você está vomitando nos últimos três meses. Quando é que esta merda deveria ir embora?" Max pergunta do outro lado da cama. Olhei para cima amarrando meus sapatos e respondo: "Bem, todos os livros que li disse doze semanas. No entanto, aqui estou eu, quase treze semanas e ainda estou vomitando, então eu não tenho nada." Ele saiu da sala, e desapareceu na parte principal da casa e gritou: "Que horas é o ultrassom hoje?" Sigo o som de sua voz para a cozinha e encontro-o escavando a geladeira. "Hoje na minha pausa para o almoço, eles estarão me examinando desde que eu não tenho certeza quando poderei ficar livre para o almoço. Vou enviar um texto quando eu for." Vendo como eu durmo a dias e fui trabalhar durante a noite, não era tão fácil de obter uma consulta com os médicos, a menos que eu queira perder algumas horas de sono. Para uma menina grávida, isso é pior do que qualquer coisa que você poderia imaginar. Meu médico é um dos meus favoritos na maternidade, e uma vez que ele está no próximo corredor ao longo de onde trabalho noventa e nove por cento do tempo, ele disse que iria me examinar desde que ele tinha dois incentivos naquela noite. "Você não terá um homem te examinando hoje. Um galho de árvore caiu no telhado da garagem esta manhã e precisamos corrigi-lo, uma vez que parar de nevar em um dia e meio. ”, Explica Max. No Texas, a neve de qualquer tipo era rara. Pois nevar por tanto tempo era impensável. As árvores não poderiam manter-se com o peso da


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neve e do gelo, e elas estavam apenas em colapso, quebrando, e desenraizando em todo o lugar. Temos sorte que o pior não aconteceu. Inferno, pelo menos nós tivemos sorte. As luzes piscaram duas vezes antes de desligar completamente. A última coisa que eu testemunhei foi Max levantando a jarra de suco de laranja para os lábios. Em linha reta fora do jarro ele bebia. Eu olhei para ele, mas desde que está escuro, ele não poderia obter o impacto total do brilho. Porco. "Sim, mas e sobre o resto de nós? Nós todos provavelmente vamos morrer de frio e lá você vai ficar agradável e acolhedora. Pense nas crianças!" Max brincou. Caminhei lentamente com as mãos para fora até encontrar o balcão. Enchi um copo de água, bebendo e ingerindo minha vitamina pré-natal, e coloquei o copo na pia, o ar desloca, me informando da chegada de Max ao meu lado, inclinando para baixo e jogando o suco de laranja vazio na pia. O homem não consegue encontrar o lixo quando as luzes estão acesas, o que me fez pensar que era possível quando as luzes estavam apagadas? "Eu estou pensando sobre eles, ou pelo menos a nossa!" Eu ri. Max vem até mim e me envolve em seus grandes braços fortes. Meu rosto está enterrado na flanela macia de sua camisa. Seu queixo descansa no topo da minha cabeça e minha pequena barriga aninhada até sua virilha. "Você estava olhando para mim não estava?" Minúsculas vibrações na minha barriga fazem meu coração feliz, mas são imperceptíveis para Max ainda. Eu não podia esperar para ele sentir o bebê chutar. Eu não vi como estava escuro e provavelmente iria encontrar cada cadeira maldita na cozinha com minhas canelas, e ainda nunca iria pegá-lo. "Alpha!" Eu gritei. Alpha estava ao meu lado imediatamente, e eu dei-lhe uma massagem corporal antes de ficar de pé e dizer: "Guie." Ele me levou através da casa, e nenhuma vez eu bati em uma cadeira ou pufe. Eu não sei o que faria, sem este cão; ele era como uma grande parte de nossas vidas agora que eu não sei mesmo o que costumava fazer antes dele. Max e ele tinham uma competição pelo o meu amor e carinho. Max brinca que eu amei o cão mais do que eu o amava no momento, o que pode ter


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alguma verdade para ele, porque Alpha não deixa uma bagunça completa em todos os lugares que vai. "Pronto?" Max pergunta diretamente atrás de mim. Eu salto três pés no ar (bem ok, talvez como seis polegadas) e me viro com um flare. "Jesus Max, você não pode fazer barulho ou algo assim e deixar-me saber que está vindo?" "Desculpe, docinho. Vamos indo." Ele diz enquanto me levanta nos braços e me embala contra seu peito. Reviro os olhos, mas estava secretamente feliz que ele planejou tão bem. O homem era uma dor na bunda, mas ele era meu pé no saco. O caminho para o hospital estava lento. Era bom que eu não estava dirigindo, porque as pessoas estavam sendo idiotas completos. Alguns dirigindo excessivamente lento, enquanto outros foram mais rápido. Havia carros destruídos e abandonados na beira da estrada. Algumas linhas de energia para baixo aqui e ali, assim como árvores caídas. A neve estava fazendo um efeito do caleidoscópio enquanto nós dirigimos, e logo encontrei-me tendo tonturas e náuseas. Eu nunca fiquei tão feliz quando nós puxamos até a entrada da frente do hospital. "Segure-se e eu vou levá-la para cima. Espero que eles não se importem se eu estacionar aqui." Max disse, enquanto dobrava a esquina com a blazer. Ele abriu a porta e me agarrou pela cintura com ambas as mãos, deixando esfregar meu corpo contra o dele até que meus pés firmaram no asfalto. Minhas náuseas desapareceram, e foi imediatamente substituído por necessidade. Eu inalei profundamente, levando o cheiro dele em meus pulmões. Esta seria uma longa doze horas. Sua gargalhada encheu a noite, e eu sorri para ele. "Tudo bem, vamos começar essa merda logo." "Não se esqueça de me ligar, não se atreva a começar sem mim!" Ele disse enquanto me levava para o posto de enfermagem. As luzes piscaram, mas permaneceram acesas. Todos nós gememos. Se as luzes se apagarem, isso seria um inferno de uma mudança. Bebês continuariam nascendo se houvesse luz ou não. Era uma coisa assustadora estar no meio de um nascimento e acabar a energia.


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"Me ligue se precisar de alguma coisa, Payton. Te amo." Max disse me beijando e, em seguida, partindo para as escadas. "Por que nós não viemos no mesmo veículo?" Cheyenne pergunta atrás de mim. Viro-me e sorrio para ela. Ela usava o cabelo solto hoje à noite, e eu invejava a massa encaracolada longa. "Provavelmente porque eu estou vinte minutos atrasada de novo, e você está sempre na hora certa." "Isso é certo. Sam me levou; ele queria passar um pouco mais de tempo comigo." Cheyenne disse e então alterou: "Bem, se você queria ser técnico’, ele disse, 'você provavelmente iria acabar em uma vala, e então eu teria que levá-la de qualquer maneira. Supere isso.' Eu escolhi pensar que ele fez isso com amor, apesar de tudo." "Claro que você fez. O que temos hoje?", perguntei digitando as cartas. "Deve-me uma lua cheia, o andar inteiro está preenchido, estamos realmente tendo que dobrar os pacientes nos quartos." Cheyenne me informa. Era seis horas no meu turno antes de ter a primeira pausa. Eu tinha ligado para Max cerca de vinte minutos antes, e levou apenas minha décima oitava pausa do dia, quando a energia desligou. Ela vacilou durante todo o turno, e nós tínhamos preparado, caso desligasse tão logo chegasse o turno. Nós checamos cada bateria única em cada máquina residida neste piso. Nós também informamos aos pacientes que, se a energia viesse a cair, não entrassem em pânico. Tivemos políticas hospitalares que nos prepararam para qualquer possibilidade, quando as luzes se apagassem, exceto uma. Eles não me disseram como me preparar para um assassino definido levando-o para fora, e que não se preocupa com os bebês se machucando no processo. Alpha risca na porta freneticamente, e eu assumo que era Max, do outro lado, mas quando eu abri a porta, ninguém estava lá. Alpha escapuliu para fora da porta e no corredor, me deixando para trás. Bom que a bateria do meu telefone estivesse totalmente carregada, ou estaria agora, embaixo do cão guia, me deixando no escuro. O grito de alta frequência de um bebê gritando de dor tinha me feito correr pelo corredor


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em linha reta até o posto de enfermagem. Assim, quando eu dobrava a esquina, eu tropecei em algo e caí em minhas mãos e joelhos. Dor irradia pelo meu braço, mas tudo que eu podia pensar era gratidão que era eu que tinha me pegado, antes de cair na minha barriga. Posso não estar mostrando muito neste momento, mas definitivamente lá se foram minhas calças, não tendo nada a dizer sobre isso. Apenas era o mais ínfimo dos solavancos. Ela se encaixa perfeitamente na palma da mão de Max, parecendo ter um lar permanente, sempre atingindo a distância uns dos outros. Ignorando a dor em meu braço, assim como a picada nos meus joelhos, sinais mais prováveis de que eu quebrei a pele, volto para ver o que causou. Ele não registra que estou aqui, mas depois vejo o cabelo louro encaracolado longo e leva tudo o que tenho para segurar o vômito. Eu rastejo até ela rapidamente usando o cabelo como um guia desde que o meu telefone está agora em algum lugar que eu não posso vê-lo. Uma vez que eu chego a sua cabeça, eu sinto algo liso, mas continuo a passar a mão sobre o rosto até eu chegar à curva de seu pescoço. Seu pulso é firme e forte, e eu libero uma respiração que eu não sabia que estava segurando. Assim quando eu estava de pé para encontrar alguém para me ajudar, eu ouço um barulho que me gela até os ossos. O rosnado do Alpha me avisa que algo não estava certo, e eu precisava encontrar um lugar para me esconder. Eu não poderia me esconder, porém, se algo estava errado, havia dezoito bebês neste piso que não tiveram o mesmo aviso que eu tinha acabado de receber. Movendo a cadeira de debaixo do balcão, eu arrastei o corpo mole de Cheyenne para o canto pequeno e dobrei-a para dentro. Senti seus bolsos frontais e estava feliz por encontrar seu telefone lá, mas rapidamente esvazio quando eu não consigo descobrir como funciona. Era uma nova marca que eu não tinha absolutamente nenhuma ideia de como funcionava, então eu empurrei-a de volta no bolso e empurrei a cadeira na frente dela. O mais provável é que ela não seria vista de qualquer maneira, mas quanto mais, melhor. Um rápido levantamento do piso e os arredores não resultou em nada, e amaldiçoei sob a minha respiração. Rastejando em minhas mãos e joelhos, eu espreito em torno da estação da enfermaria e


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vejo o meu rosto no telefone que encontra-se iluminando o corredor. Arrastei-me rapidamente por ele e chamei Max. "Eu estou a cinco minutos de distância, houve um acidente no cruzamento em frente ao hospital, ou talvez seja apenas um carro abandonado, inferno que eu não sei. Eu estou ao redor da rua lateral e estou apenas puxando..." Max estava dizendo antes que eu o interrompi. "Algo está errado. A energia caiu, eu achei Cheyenne inconsciente com um ferimento na cabeça, e Alpha está em algum lugar neste piso rosnando para alguma coisa." Eu sussurrei silenciosamente enquanto pude. "Foda-me. Você pode ir se esconder em algum lugar?" Ele pergunta. Eu poderia ouvir um barulho no fundo, quase como se estivesse correndo, mas eu não poderia ter certeza. Eu rastejo ao longo da parede do corredor, mantendo o ombro na parede para não me perder. "Não posso fazer isso, eu tenho filhos para cuidar, e os pais para avisar." A primeira abertura, sinalizou para mim quando alcancei o primeiro quarto do paciente. Empurrando a porta para abrir silenciosamente, eu escuto por um instante antes de seguir. Desde que eu ainda podia ouvir Alpha rosnar, fiz uma suposição de que o que estava errado não era deste lado do chão. Não havia sons de TV, ou mães que falavam de seus bebês, nenhum som, e assim quando eu fui para a cama, ouvi um gemido. "Está tudo bem, sou Payton, eu sou uma enfermeira neste piso." Eu sussurrei. "Payton!" Uma voz sussurrou. Levei alguns momentos para reconhecer quem era uma vez que ela estava sussurrando. Eu finalmente percebi que era outra enfermeira que era normalmente do turno diurno. "O que você sabe?" "Nada. Eu saí assim que as luzes se apagaram. Este foi o primeiro quarto que eu vim para que eu pudesse verificar eles. Quando saí, vi uma mulher de pé atrás de Cheyenne com uma lanterna. Ela bateu na parte de trás de sua cabeça, e Cheyenne desmaiou. Fechei a porta e não mudaram desde então. Eu coloquei a família no banheiro." "Ok, eu vou para a próxima sala. Jodie, Tina, Jacklyn e Aida estão, provavelmente, nos quartos


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dos pacientes também. Eu sei onde Cheyenne está. Você precisa ligar para o 911 do telefone do paciente." Eu pedi e depois me arrastei para fora da porta. Eu não sei onde toda minha coragem veio. Eu só sei que Max estava me impulsionando apenas por estar no telefone comigo. Exceto agora que penso nisso, eu me esqueci dele assim que entrei na sala. Coloquei o telefone no viva-voz, deixei-o na frente da minha calça e me arrastei para a sala seguinte. "Max. Você pode me ouvir?" Eu sussurro. "Sim, estou no segundo andar, mas todas as portas estão trancadas porra. Como faço para entrar?" Ele sussurra de volta bruscamente. "Há um código de emergência que fará você chegar lá dentro, mas também desencadeia um alarme silencioso, o que não seria uma coisa ruim agora. Há um teclado ao lado da porta, digite três – cinco – seis – cinco pound." Explico. Eu fui a mais de três quartos, dizendo-lhes para entrar em seus banheiros. Na próxima porta, podia ouvir uma criança chorando com urgência, com tanta força que estava fazendo o meu interior ferido. Assim que eu abri a porta, o choramingado da jovem mãe podia ser ouvido. "Stacy?" Stacy tinha quatorze anos, ela estava sendo vigiada, pois tentou se matar, levando-a a seção C duas semanas antes do bebê nascer. Eu presenciei uma discussão entre ela e meu chefe sobre quando começará a ver seu filho. “Eu não posso movê-la. Ela caiu da cama, e eu não posso levá-la.” Eu me sinto mal do estômago só de pensar no motivo do bebê estar no chão. De repente, um pensamento me ocorre. Onde estava a babá que deveria estar nesta sala? A mulher era uma observadora silenciosa cada vez que eu tinha entrado para verificar Stacy hoje. Ela sim me dava arrepios, e eu tinha tentado a noite toda ficar fora da vista da mulher, mas, infelizmente, o dever chamou e eu voltei. "Stacy, querida, onde está a sua babá?" Pergunto calmamente enquanto checo o bebê. O bebê acalmou quando coloquei minhas mãos em seu pequeno peito. A criança era pequena, pouco mais de seis libras. Eu estava preocupada que o bebê pudesse ter algo como ela. Infelizmente, não havia nada que pudesse fazer com a saída dela. Para não mencionar, que havia uma cadela psicopata à solta. Escavando o bebê em meus braços, pego um lençol do armário e amarro o bebê no meu peito em uma tipoia improvisada. Não havia


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nenhuma maneira que eu estaria deixando o neném com sua mãe suicida. Ele estava dormindo, dando pequenas fungadas e capturando sua respiração devido à queda que tomou. Chego a porta, silenciosamente empurrando. Eu rapidamente dou um passo para o lado e me amontoô no canto. Então a porta se abre e escondo o meu corpo. Os passos eram quase silenciosos, exceto por um ligeiro som de clique que poderia ter sido de uma rocha ou de uma pedra presa nos sulcos de seu sapato. Coloco meu telefone no bolso, tentando ouvir, mas não poderia dizer a Max, embora pudesse ver que ainda estava ligado. Eu me chamo de tola dez vezes, quando percebo que a luz do telefone seria como um farol chamando para casa a pessoa que estava no quarto comigo. O bebê continua fungando, e minha cabeça cai em desespero. Certamente, quem quer que fosse, descobriria que estava escondida atrás da porta, mas eu estava errada. O ligeiro clicar de cada passo estava saindo do quarto e se afastando da porta. Deixando escapar um suspiro de alívio libero o ar que eu ignoro que estava segurando, saindo da porta e espio do lado de fora, quando me sinto sendo agarrada por trás. Uma mão cobre minha boca, e eu mordo institivamente antes de cheirar e tomar ciência do corpo que estava me segurando. “Filha da puta”, diz uma voz profunda atrás de mim. Eu fico inerte nos braços de Max. Minhas pernas ameaçam ceder, e Max amaldiçoa novamente, me reajustando no seu aperto. Ele serpenteia seu braço em torno da frente do meu abdômen, logo acima do meu ventre, e logo abaixo da criança que tenho amarrada no meu peito. O bebê sentiu o movimento e deu uma manobra experimental, mas rapidamente encontrou conforto e caiu no sono novamente. “Você assustou a merda fora de mim.” “Você deveria ter ficado atrás da porta.” Max rebate. “Como é que você entrou aqui?”, pergunto. Eu estava confusa. Se ele ainda estava aqui, em seguida, tinha vindo da sala, porque só ouvi um conjunto de pés entrar? “Quem acabou de sair?” “Eu não sei.” Ele disse quase silenciosamente. "Eu quero que você fique aqui. Eu não encontrei Alpha, e eu já fiz uma rodada. Ele está perseguindo alguma coisa e ficando em movimento." Pela primeira vez, eu não discuto com ele. Minha bravata fugiu no instante em que senti seu corpo contra o


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meu. Além disso, não havia muito que eu pudesse fazer com um bebê amarrado ao meu peito. Eu não queria nos matar só porque queria ficar com ele. Ele não precisava saber que eu estava tão aterrorizada que mal conseguia manter os tremores sob controle. Que meu coração estava batendo a mil por hora. Que eu estava a ponto de vomitar. Se ele não saísse, eu tinha certeza que iria me agarrar a ele e nunca deixar ir. De alguma forma, eu encontrei à vontade, e me forcei a dizer-lhe que gostaria de ficar e não me mover. "Ok." Eu disse quase tão silenciosa quanto ele. Ele me deu um beijo suave nos lábios, em seguida, saiu da sala tão silenciosamente que eu não teria sabido que tinha deixado-a, se não tivesse sentido uma mudança no ar quando passou. Eu fiz uma oração silenciosa acalmando a mim mesma que ele ficaria bem, e depois voltei para a minha posição original no canto da porta. Enfiei-me ao longo da parede até que minha bunda encostou nas paredes frias. Puxei meus joelhos para cima, tanto quanto poderia obtê-los, embalando o bebê entre os joelhos e peito. O bebê se mexeu, voltando a posição confortável, e eu não pude deixar de sorrir, tão feliz de que teria a minha própria em breve. Com toda esta provação, me esqueci de que tinha de fazer o meu exame anual com o meu ginecologista. Eu estava estressada com minhas notas de enfermagem e encontrar um emprego. Uma vez que este foi o ano em que eu era suposto ter o implante no braço substituído, não estava protegida como eu pensei que estaria quando dormi com Max em agosto. Quando eu finalmente tomei tempo para perceber que o meu período estava atrasado, já estava com quase dez semanas de gravidez. Vendo como eu era uma enfermeira que trabalhava com bebês, deveria ter conhecido melhor. Eu me senti como um idiota completa. Não que eu estivesse chateada com isso. Eu sabia que Max seria um excelente pai, logo que eu o conheci. Ele interagia tão bem com todas as crianças, entrando em contato com elas. Inferno, uma vez entrei na sala e ele estava cantando uma canção para Cora e eu juro que meus ovários começaram a atirar para fora ovos para que o seu torpedo pudesse fertilizar. Não realmente, mas o homem era um rumo sério quando ele cantou, e para ele cantar, segurando um bebê era um jogo de bola


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completamente diferente. Eu ainda tenho que ouvi-lo cantar para mim, mas foi definitivamente algo que eu implorei para ele fazer muitas vezes. Sua resposta às minhas escutas era que ele não era um cantor. Não importa quão profunda sua voz era, isso não significava que ele poderia cantar. Ele disse que soou como um "texugo tendo seu cu arrancado" para ser específico. Com essa imagem vívida, eu o tinha deixado sozinho por enquanto. O sussurro de ar, como se alguém tivesse entrado encheu o quarto novamente. Fechei os olhos e esperei que fosse Max, em vez dela cadela psicopata que acertou Cheyenne. Quando o homem deu o primeiro passo dentro eu sabia que não era Max, porque eu podia ouvir passos. Max ficou em silêncio como um fantasma, quando ele saiu da sala. Esta pessoa tinha passos pesados. Ele também correu para a cama do bebê e, em seguida, amaldiçoou-se em uma tempestade. "Enfermeira!" Stacy choramingou da cama. Apertei os olhos fechados firmemente e orei para que quem quer que fosse, não fosse ruim. Talvez fosse apenas o pessoal da manutenção aqui para corrigir as luzes. Por outro lado, talvez ele fosse um policial. Sim, definitivamente, um policial. Este seria um dos primeiros andares para ter a polícia, certo? Então, ele foi e matou minhas esperanças resmungando um "Cale a boca, puta." Claro, eu não tinha a mesma sorte. Eu estava grata que ele não tinha fechado a porta, e que eu era pequena o suficiente para caber atrás dela, enquanto a porta estava aberta. O bebê escolheu aquele momento para fazer os grunhidos com fome sinalizando que estava perigosamente perto de acordar e trabalhar-me em um pânico se ela não fosse alimentada direito naquele instante. Eu sacudi-a ligeiramente, acalmando-a rapidamente, mas não ajudou. Ele sabia que havia um bebê no quarto. "Onde está seu bebê?" O homem perguntou a Stacy. "E-n-enfermeira a-a tem.", gritou Stacy. "Onde ela está?", perguntou. "Atrás da porta." Stacy riu. Eu encontrei-me cega pela lanterna do homem que segurava, e depois fui puxada pelo meu rabo de cavalo. Atirei-me para o meu lado me enrolando de forma protetora em torno do bebê. Chorando de dor no meu couro cabeludo,


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eu fechei os olhos, tentando respirar através da dor. Meu coração estava batendo tão forte no meu peito que eu podia sentir isso em todo meu corpo inteiro. "Então, Payton, você sentiu minha falta?", disse o homem, e foi então que ele finalmente registrou a respeito de porque a voz soar familiar. "Rory, o que diabos você está fazendo aqui?" Eu disse calmamente, mesmo que não estivesse sentindo nada. Eu tinha que mantê-lo falando. Talvez se eu o mantivesse falando, então Max seria capaz de lidar com ele. Um aperto afiado no meu cabelo fez as lágrimas que estavam ameaçando derramar de meu rosto e finalmente cair. O bebê que estava preso ao meu corpo começou a lamentar novamente, e era tudo que eu podia fazer para não coincidir com seu grito. "Rory, por favor, acalme-se. Eu tenho um bebê em meus braços. Você poderia realmente machucá-la. Por favor." Eu botei pra fora. "Calmo? Eu sou tudo, menos calmo. O seu namorado tem arruinado minha calma." Ele ferveu. Minhas sobrancelhas se uniram em confusão. "O que você está falando?" "Oh, não jogue de inocente comigo. Você mandou-o atrás de mim. Ele me ameaçou. Conseguiu me despedir do meu trabalho. Eu perdi minha casa, a minha namorada e agora estou além de calmo." Ele acentuou cada ponto dando ao meu cabelo um puxão vicioso após cada item. Eu respirava pesadamente pela boca, tentando desesperadamente não vomitar de dor. O rosnado malicioso de Alpha do corredor assustou Rory o suficiente para que ele deixasse o meu cabelo ir tão rápido que minha cabeça bateu no chão de azulejos. Ele se levantou rapidamente, e aproveitei a oportunidade para afastar-me dele. A lanterna de Rory voltou-se para a porta aberta, mas a única coisa que podia ser visto era a porta fechando calmamente. Quase como se alguém tinha aberto, e depois deixá-la imediatamente perto. Espremi meu corpo tão apertado debaixo da cama de hospital, como era possível fazer. Há apenas uma em qualquer quarto, mas de alguma forma eu fiz o trabalho. Alpha ainda estava rosnando de algum lugar no corredor fora do quarto em que estávamos, e eu tinha a sensação de mal-estar que talvez Max não estivesse


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bem se não estava aqui ainda. Bati na parte inferior do bebê sem pensar. Ela começou a chorar forte e eu não acho que iria acalmá-la a menos que ela tivesse algo para comer. Pelo menos eu esperava que fosse o problema e não algo que tivesse a ver com a queda. Assim que conseguisse passar por essa festa de merda, eu definitivamente diria alguma coisa ao meu chefe sobre sua decisão de deixar esta menina ver seu filho. Eu não me importava que estava no quarto com ela; haveria consequências aqui. "De quem é este raio de cão?", perguntou Rory. "Onde você vai, Payton?" Sua lanterna balançou para frente e para trás sobre o chão da sala. Assim quando sua lanterna encontrou a borda dos meus pés, ouvi um baque nauseante, seguido de um gemido, e, em seguida, um corpo pesado caindo no chão. A lanterna rolou pelo chão até que veio descansar contra o meu pé, e eu arrebatei-a rapidamente antes de apagar a luz. "Está tudo bem, Pat. Sou eu." Max disse em voz baixa antes de se entrincheirar ao meu lado. Seus braços saíram e emolduraram meu rosto, e eu imediatamente me senti melhor. Meu estômago parou de rolar e até mesmo o bebê acalmou o choro em um leve pranto. "O que está acontecendo?" Eu perguntei a ele. "As luzes do gerador estão trabalhando em cada andar, exceto aqui. A única pessoa que tem o conhecimento para cortar apenas um piso seria um eletricista experiente. Tudo faz sentido agora, Rory está aqui e trabalhou na rede hospitalar antes." Assim que ele mencionou a energia, as luzes piscaram duas vezes antes de acender, cegando em sua intensidade. Eu examinei o quarto, e, em seguida, olhei para a menina que estava assustada, chorando. Estendi a mão para o berço, peguei uma mamadeira infantil e comecei a alimentar o bebê com fome. Ela atacou o bico como se estivesse morrendo de fome, fazendo ruídos de sucção famintos. Max riu com os pequenos ruídos de porco que ela estava fazendo. "E a mulher?", perguntei olhando o bebê, procurando ao longo de seu corpo, todos os ferimentos visíveis. Eu senti seu corpo ficar imóvel, minha respiração congelar, e depois uma risada


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cacarejante veio de trás de Max. Max virou-se lentamente e olhou para a mulher que tinha rido como um filme de terror rejeitado. Eu a reconheci imediatamente, e vi vermelho. Esta mulher foi paga para vigiar a jovem mãe, e esteve muito próxima de prejudicar uma criança inocente com sua indiferença descuidada de seu trabalho. Eu estava tão chateada que levei um momento para perceber que Max tinha sua arma na mão apontada diretamente para ela. "O que está acontecendo?", perguntei sentindo um mau presságio. "Oh, não muito.", disse a mulher com um sorriso maligno no rosto. Ela fez parecer tudo errado. Onde antes eu estava apenas desconfortável ao seu redor, agora me senti absolutamente perturbada. "Pegue a sua arma, querida. Surpresa em me ver?" Ela perguntou. Eu virei e olhei para Max. Seu rosto estava definido tão duro como granito. Ele estava apertando sua mandíbula, como se estivesse com medo, se ele não tivesse tido uma luta, diria algo para colocar a mulher para correr. Os olhos dele foram para baixo, e, em seguida, tão rapidamente, subiu novamente. "Diga a seu cão para recuar.", disse a mulher antes de trazer a mochila que ela tinha amarrado a suas costas ao redor para dar-lhe uma boa sacudida na frente de seu corpo. O som de fungar, e, em seguida, um grito vigoroso ecoou pela sala silenciosa, e eu não conseguia mais segurar o vômito que estava segurando nas últimas horas. Inclinei-me e vomitei tudo até que o que restava em minha garganta seca. O que está errado com as mulheres ferindo bebês inocentes. Como iríamos levar esse bebê longe dela? E se o bebê fosse ferido? Será que o bebê foi? Todos esses pensamentos continuaram girando em minha mente quando Max deu um comando para Alpha parar. Ele parou onde estava, mas não o impediu de rosnar ameaçadoramente. "Eu vou sair desse andar, e se você não tiver ninguém me seguindo, deixarei o bebê no elevador." Ela disse enquanto colocava cuidadosamente a mochila por cima do ombro. "O'Hare, mantenha a sua palavra." Max disse quando ele abaixou a arma. O'Hare saiu do quarto, e, em seguida, desapareceu no caos do corredor. Ninguém a parou. Os alarmes indicando que um bebê estava deixando a área autorizada, foram rapidamente desligados, quando ela encontrou uma


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maneira de substituir o elevador e desativá-lo. Bile ameaçou subir novamente, mas um olhar para o rosto de Max me ajudou a persistir na náusea. Ele estava com o seu telefone no ouvido, e começou a falar com autoridade com a pessoa que estava na linha. Saí para o corredor para ver o resto da equipe de enfermagem correndo em direção ao elevador. "Por que desbloquear?" Tina gritou, enquanto observava o elevador descer. Max estava lá comigo, a arma enfiada de volta em seu coldre. "Fique aqui, estou indo para o porão assim que eu ver que o bebê está no elevador." Todas nós assistimos, segurando a respiração, quando o elevador voltou ao terceiro andar. As portas deslizaram abertas, e cada enfermeira que estava em torno do elevador gritou e, em seguida, começaram a chorar. Todas nós nos sentimos responsáveis pelo fato de que perdemos um bebê. Era o nosso trabalho certificar de que eles estavam seguros e protegidos, e todas tinham falhado. Tina se inclinou para recolher o bebê. Vestida com o traje do hospital e cobertor animal, ela parecia alheia ao mundo. Nem mesmo perturbada de estar deitado no chão. Graças a Deus. Max virou à esquerda no minuto seguinte, seguindo a rota até o porão. Foi somente neste momento que percebi que ele estava indo sozinho encontrar uma mulher psicopata. Fiz uma pequena oração e voltei a trabalhar. Verifiquei a criança que estava amarrada no peito. O médico pronunciou o resultado como um violino, e depois voltou para fazer as rondas e examinar os outros bebês. Cheyenne estava apoiada em uma cadeira de laminação na estação de enfermeiros com um pacote frio branco pressionado em sua testa enfaixada. "Tudo isto é sua culpa." Ela gemeu. Meu estômago caiu e eu fechei os olhos com força, mas então retruquei quando ela disse: "Eu lhe disse que precisava de uma arma de choque! Por que você não me deixou obtê-la?" Minha boca estava fechada. "Você está tentando seriamente me culpar porque eu lhe disse para não comprar uma arma de choque daquele cara sem-teto no lado do hospital?" "Ele não era sem-teto! Ele era um homem de negócios legítimos. Ele até tinha cartões de visita." Ela riu e, em seguida, gemeu segurando a cabeça.


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"Cheyenne, esses cartões não estavam em seu nome!" Eu gargalhei. Ela olhou para mim, mas depois houve uma comoção no elevador chamando a atenção de todos. "Fiquem longe." A voz calma e mortal do policial novato no elevador nos informou. A mão do policial encontrou o caminho para a coronha de sua arma, mas, em seguida, um outro oficial mais experiente, disse-lhe para deixar quieto. "Deus, o homem faz meus ovários cantar", disse ela. "E ele é legal." "Ele não tem uma polegada de gordura em seu corpo enorme. Tem certeza de que não é necessário consultar um médico?", perguntei puxando a caneta-luz do bolso e focando-a em seus olhos. Ela se afastou e disse: "Não, quero dizer que ele é muito quente e tentador, legal." "Cheyenne?" Eu perguntei a ela. "O que?" Ela perguntou enquanto seus olhos seguiam Sam enquanto ele tecia através da multidão de policiais, enfermeiros, médicos e pais preocupados. "Os anos 90 estão chamando, dizendo que estão atrasados.” Eu ri. Sam voltou e parou. Ele caiu de joelhos na frente dela e recolheu-a tão docemente que fez lágrimas reunir em torno dos meus olhos. Alpha veio para o meu lado e se encostou em mim, deixando-me saber que ele estava lá. Eu estava prestes a dar-lhes um pouco de privacidade quando uma onda de náusea me bateu do nada, me mandando para a lixeira que estava debaixo da mesa da estação das enfermeiras. Eu fiz isso bem a tempo de jogar a barra de chocolate Snickers que o Dr. Pepper me deu e eu tinha consumido dois minutos antes. Infelizmente, eu estava encravada entre o torso de Sam e os joelhos de Cheyenne, com os braços de Sam acima de mim emoldurando o rosto de Cheyenne enquanto a beijava. Uma vez que eu estava acabada, fiquei parada por alguns momentos antes de levantar lentamente. Eles estavam congelados, e meu rosto estava absolutamente em chamas. Se eu tivesse um espelho agora, saberia que estaria tão vermelho quanto um carro de bombeiros. Uma vez que estava livre de seus corpos, eu fiquei me recuperando de cabeça baixa até que estava bloqueada de meu ponto de vista do


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posto de enfermagem. Minha bunda bateu em algo sólido, e eu parei e olhei para cima. Os olhos de Max estavam brilhantes e seus lábios estavam se contraindo em ambas as extremidades. "O que você está fazendo?" Max me perguntou. "Eu não quero falar sobre isso." Eu disse quando finalmente percebi os vários oficiais e enfermeiros rindo em suas bundas. Meu rosto inflamou mais uma vez e eu enterrei rosto entre as canelas de Max desejando que o chão pudesse me engolir. As mãos de Max deslizaram debaixo dos meus braços e ele me puxou para os meus pés. Eu não o ajudei em nada. Então comecei a chorar por ter perdido minha barra de chocolate. Eu desperdicei alguns dólares, e eu estava pensando seriamente em invadir meu armárioesconderijo antes de vir para cima com uma ideia brilhante. Olhando nos olhos de Max, eu dei o meu sorriso irradiante. "Você vai me pegar um hambúrguer da lanchonete?", perguntei docemente. Cheyenne perdeu sua batalha com seu riso e finalmente cedeu, jogando-se nos braços de Sam. "Eu não sei do que você está rindo. Isso foi nojento." Sam resmungou. "Não pode ser pior do que ver a água escorrer das pernas de Ember." Cheyenne disse limpando as lágrimas de seus olhos. O peito de Max estava tremendo tanto debaixo de mim que temia cair. Eu olhei para seu rosto e fui recompensada com um Max sorridente, que iluminava o quarto com sua felicidade. Eu amava este homem com todo o meu coração; nada se comparava a ele. Esta noite poderia ter sido verdadeiramente terrível, estávamos todos com sorte de que estávamos aqui experimentando isso quando ele poderia ter ido facilmente para o outro lado. "Odeio quebrar esta festa do amor, mas Max, eu preciso de sua declaração. Senhoras." Luke disse saindo, esperando Max segui-lo. "Eu vou estar no refeitório e trago algo para você comer, talvez você pudesse ir ao banheiro quando for vomitar na próxima vez." Ele brincou antes de caminhar na direção de Luke desaparecendo.


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"Tudo bem, uma vez que você está apenas com 14 semanas, acho que é a melhor chance de você saber qual o sexo do bebê, se fizermos um ultrassom interno. Então, tire suas calças e deite sobre a cama, eu estarei de volta assim que você estiver acomodada.", disse Schmidt. "O que ele quer dizer com tirar as calças? Quando Ember teve seu ultrassom realizado, ela só levantou a camisa, maldição." Max rosnou por toda a sala. Eu tirei minhas calças e joguei minha calcinha e tudo mais em sua cabeça. Ele os pegou com um movimento rápido, estabelecendo-os no seu colo. Minha bunda bateu na mesa e me cobri com uma folha de papel de baixa qualidade, deixando-me decente. Ele parecia estressado. Sua risada fácil tinha sumido quando retornou sem o hambúrguer. Eu decidi deixá-lo deslizar o olhar, pois seus olhos eram de um homem que estava segurando por um triz. Portanto, eu o deixei ter, e esperando ansiosamente até que pudesse ir para a ala da maternidade. A mão de Max se manteve solidamente na minha. "Um ultrassom interno é feito quando eles empurram isso", eu digo segurando uma varinha coberta por um preservativo lubrificado e agitandoo para trás e para frente. “Até o meu útero e observam." Max estava de pé e tentava esfregar as minhas costas, mantendo-me coberta quando o Dr. Schmidt entrou e viu a cena. "Eu juro por Deus que sou um homem bem casado. Embora, mesmo que eu fosse, eu não quero ter mais filhos, inferno, eu mesmo não quero nem saber os que eu tenho!" Max suspirou e apoiou a cabeça contra meus joelhos antes de ceder e de pé, fazer o seu caminho ao meu lado. "Por que você esperou tanto tempo para ter um ultrassom, mais uma vez?", perguntou o Dr. Schmidt. "Bem, eu estava apenas ocupada. Eu sou saudável, e bem, o meu seguro apenas me preocupou, de modo que era uma boa razão, certo?" Eu perguntei e então vi o olhar incrédulo no rosto. "Ok, se eu ignorei, não era real. Eu não queria confirmação da minha burrice." Eu corri para fora. O médico pegou


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a varinha lubrificada e enfiou dentro de mim na próxima vez. "Então, quantas crianças você quer?" Ele perguntou misteriosamente. Max olhou para a tela, depois para mim, e por fim, para o médico. "Eu quero uma casa cheia." "Assim como um homem define uma casa cheia?" Ele continua com sua linha misteriosa de questionamento. "Eu não sei, quatro ou cinco, eu acho." Ele disse com cautela. Eu tinha uma sensação de que isso ia mal. Eu tinha uma sensação muito doente. "Dr. Schmidt, pelo amor de tudo que é sagrado, cuspa-a." Eu disse olhando da tela para o seu rosto. "Eu estava apenas brincando. Há apenas um que eu posso ver. Parabéns." Ele comentou. Eu estava muito aliviada que quase chorei na liberação. "Você não presta." "Há a cabeça e as mãos estão ao lado do rosto. Oh meu, você iria olhar para isso? Ele ou ela tem atitude já!" Dr. Schmidt gargalhou. O médico imprimiu duas fotos e entregou para cada um de nós rindo. Na foto, você pode ver um fechamento no rosto do bebê e a mão, o dedo médio estendido perfeitamente. Inferno ainda parecia que o bebê estava estendendo-o na frente do rosto para que você não pudesse obter uma imagem clara. Se eu quisesse ser honesta, isso era estilo mais de Max. Eu não acho que tenha uma imagem que ele está sorrindo. Na maioria das vezes ele está usando a câmera, então não posso colocá-los no Facebook. "Uh, não que seja como o pai", eu disse apontando para Max com o polegar. "Ele não gosta de tirar fotos e sai do caminho para evitá-las. Aprontar com ele seria mais fácil, e se você o conhecesse, isso é uma participação impossível." Eu olho para o rosto de Max novamente e encontro seus olhos grudados na tela, os olhos brilhantes de espanto. Quem sabia que este grande homem forte iria querer crianças tão ruim quanto ele faz? Ele é como um grande urso de pelúcia de idade. Foi bom vê-lo em um modo melhor. O que quer que Luke tinha a dizer, não era bom, e eu não tenho certeza de que eu mesmo queria ouvir.


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"Você quer saber qual o sexo?", perguntou o Dr. Schmidt. Assim quando eu abri minha boca para dizer que sim, Max deixou escapar: "Não!" "Como você pôde?" Eu disse drasticamente. Não era um grande negócio, se você não pensar no fato de que este era meu primeiro filho e não poderia planejar nada. Eu era uma planejadora ao extremo. Minha gaveta de especiarias está em ordem de A a Z. Cruzo as meias em pilhas organizadas, e separadas em cores. As roupas no meu armário estão dispostas em cores também. Eu escrevi uma lista de supermercado a cada semana, e se ele não está na lista, não foi comprado. Como é que se compra um material para um gênero desconhecido? Meu bebê chegaria em casa em uma fralda e é isso! Eu estava trabalhando até um silvo explosivo no momento em que Max agarrou meu rosto e me fez olhar para ele. "Respire." Ele disse com aquela voz profunda me acalmando rapidamente. "Por favor?" Eu deixei o ar de felicidade doce entrar em meus pulmões, e vi seus olhos enquanto descia do meu pânico. "Por quê?" Eu gemia. Minha mente foi puxada de volta para o presente, quando a varinha hedionda foi retirada das profundezas do meu corpo. Eu amassei o meu nariz e sentei-me, cobrindo-me um pouco melhor, então eu não estava sentindo o ar frio em minhas partes. "Tudo bem, Payton. Eu quero que você faça uma consulta com o obstetra. Vejo você em um mês. Você está na medida certa, e há sempre tempo para mudar sua mente para saber o sexo da próxima vez. Tenha um bom dia." Ele disse antes de sair do quarto. Eu me vesti em silêncio, permitindo que Max tremesse em suas botas pensando que eu estava brava com ele. Eu não estava realmente, mas foi uma decepção. Eu faria, porém, porque eu queria que ele fosse feliz; eu faria qualquer coisa por ele. Nós caminhamos de braços dados para sua motocicleta, e eu pulei, colocando meu capacete no processo. Sam e Cheyenne levaram Alpha para casa, desde que nós não estaríamos indo direto para casa assim que o meu turno terminasse. Ele ligou a moto com um rugido, e eu tinha apenas tempo suficiente para puxar o meu lenço


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firmemente ao redor do meu pescoço e colocar minhas luvas antes de sairmos do estacionamento. Cinco minutos ao ar livre, eu estava oficialmente um picolé. Independentemente das luvas, chapéu, lenço, a grande jaqueta de couro que Max insistiu que eu usasse, e o corpo de Max bloqueando a maior parte do vento, eu ainda estava congelando até os ossos. Eu estava tremendo incontrolavelmente quando chegamos na frente do seu lugar. Desde que minhas pernas eram incapazes de se deslocar de sua posição congelada, eu esperava que Max pudesse me levantar em seus braços de sua moto. O que ele fez, rindo baixinho. Ele não me colocou para baixo, em vez disso, passou pela dança de boas-vindas do Alpha, e indo direto para o banheiro. Ele me colocou no balcão, e depois foi para o chuveiro e transformouo em plena explosão. Ele me despojou de minhas roupas e sapatos, puxou o rabo de cavalo do meu cabelo, e me sentei no assento do chuveiro que ocupava a parede de trás. A água pulverizando para baixo no meu corpo congelado como um picolé. Eu gemi quando minhas pernas e braços começaram a formigar com o sangue correndo de volta pelas minhas veias. Eu fui levantada, colocada no colo de Max com as minhas costas para a frente de Max. Ele metodicamente lavou o meu cabelo com shampoo e condicionador. Suas mãos meticulosamente esfregaram o sabonete pelas minhas pernas, braços e tronco. Ele ignorou todas as boas áreas, e eu encontrei-me desapontada. Não foi até que ele terminou comigo e colocou o sabonete de lado no banco para que eu tentasse levantar. Ele puxou-me imediatamente para baixo e percebi que talvez ele não estivesse planejando pular as partes boas, afinal. Sua ereção escavava a dobra do meu traseiro, e eu olhei para baixo entre as pernas para ver seu pênis saindo debaixo de mim, cheio, duro e pulsando com cada batida de seu coração. A cabeça de seu pênis era ruiva e minha boca encheu de água. Eu deixei minha mão aliviar para baixo após o meu clitóris, sobre a minha entrada, e, finalmente, buscando seu pênis em um aperto firme. Ele gemeu e começou a girar debaixo de mim,


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trabalhando-se na fenda da minha bunda. Olhei para cima e vi o pulverizar sobre o espelho, e tive uma ideia brilhante. Contando as grades acima da parte inferior do chuveiro, levantei-me de seu colo e trabalhei com a minha unha em sua barba, e depois voltei para a parede onde imaginei que teria uma melhor altura. Deslizando devagar, eu bati na junção de suas coxas. Seu pau apontando para o teto, e ele agarrou-me com uma mão, e a outra, o meu quadril, pedindo-me para abaixar-me em cima dele. Mordendo os lábios, eu me abaixei lentamente, enchendo-me completamente nunca querendo que este momento terminasse. "Oh Deus. Isso é tão bom." Max retumbou. Eu podia sentir a vibração em seu peito quando disse isso, e só me fez trabalhar mais. Max se inclinou para trás contra os azulejos, levandome com ele, o que, consequentemente, me fez não ser capaz de tocar por mais tempo. Ele guiou primeiro uma perna, e depois a próxima sobre suas coxas, e descansando os pés no banco ao lado dele. Esta nova posição o fez ir profundamente, e foi muito perto do tipo de prazer que em breve poderia se assemelhar a dor, se ele não fosse cuidadoso. Não que eu deveria me preocupar. O homem controlava seu pênis e seu corpo. Perfeitamente preciso, cada movimento me enchendo com perfeição. "Olhe para nós." Ele disse com voz rouca. Meus olhos se abriram, e eu peguei o reflexo de nossos corpos ligados no espelho. A mão de Max tinha se movido para baixo e os dedos emoldurando meus lábios, mas ainda me dando uma visão clara de toda a ação. Seu pênis ligeiramente curvado entrando em mim; minha entrada parecia esticar até aos limites, com ele mergulhando dentro e fora de mim. Depois de apenas dois golpes brutais dele, eu gozei. Pura e simples, minha mente foi soprada. Choques correram pelas minhas veias, irradiando do meu núcleo. Meus mamilos enrugaram ainda mais. Deitei minha cabeça na clavícula de Max, e senti o ronco de seu grunhido debaixo de mim, mas não pude ouvi-lo, meus ouvidos rugiram com sangue. A água continuou a cair sobre nós, ofegantes pelo esforço.


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"Cannoli Santo33." Eu sussurrei. "Você pode dizer isso de novo." A voz de Max reverberou através de mim. "Cannoli Santo." Eu o provoquei. Ele beliscou meu quadril e me fez guinchar, mas eu ainda não me levantei da nossa conexão íntima. "Eu caí e eu não posso levantar-me." "Baby, eu nunca iria deixá-la cair. Nunca. A única maneira que iria acontecer seria se eu estivesse morto, ou ambas as minhas pernas e meus dois braços não funcionassem. Porque se mesmo um deles trabalhasse, eu faria meu caminho até você. Eu faria tudo ao meu alcance para cuidar de você, e só a morte me separaria do seu lado." Ele disse enquanto beijava o lado do meu pescoço. Meus olhos e nariz picado de forma inteligente. "Você morre, e eu vou bater o seu cadáver para cima." Eu funguei. "Nunca por escolha, baby. Nunca por escolha." Ele sussurrou. Naquela noite, na cama, com Max do meu lado, pensei sobre nossa vida juntos até agora. Tudo tinha mudado de forma muito rápida. Um segundo eu estava com medo de sair de casa, com medo de estar em casa, e com medo de viver simples. Agora eu tinha um trabalho que eu adorava, um marido que eu amava com todo meu coração, um cão superprotetor que arrebentava e um pequeno bebê a caminho. Minha vida era perfeita. No entanto, nada é tão perfeito como parece. Eu só sabia que as coisas iriam dar errado. Que algo ia acontecer, e que ia ser ruim. Ele ia estripar meu intestino. Fosse o que fosse ia arrancar meu coração. Ele seria tão mal que poderia viver sem ele me guiando. Desejei com todo meu coração que eu estivesse errada, mas em minha alma, eu sabia que algo estava indo para tomar o meu mundo perfeito e me destruir. Eu só esperava ser capaz de pegar as peças.

Sobremesa proveniente da Sicília que consiste em uma massa doce frita em formato de tubo, recheada de um creme de ricota ou creme de baunilha,doce de leite e outros recheios.

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Eu estava embaralhada na cozinha, meias ao avesso, calça e camisa torta, e uma pequena barriga. Nem sequer pensaria como meu cabelo estava. Eu parecia uma garota propaganda do ‘o que não usar, pessoal do Walmart’, momentos engraçados que você vê em torno da internet de vez em quando. Consegui me levantar no meio da noite, mas só porque acordei mascando meu travesseiro confundindo-o com o charque que estava comendo no meu sonho. Eu olhei para um Max roncando quando saí da cama, certificando-me de jogar o meu travesseiro sobre o seu rosto quando saí do quarto. O bastardo tinha me mantido acordada por três quartos da noite com seu incessante ronco. Eu tinha tentado de tudo para sair do quarto. Inferno, eu mesmo tinha pensado em uma fita adesiva e colocado em ambos os lados do nariz, e mesmo assim, não funcionou. Abri a porta da geladeira e procurei a outra metade do meu hambúrguer que tinha esgueirado para fora do restaurante. Com o cachorro fodido do Max, o garçom tinha ido embora. Ele me disse várias vezes que não tinha necessidade de tomar isso, já que era metade de um hambúrguer, e apenas o suficiente para uma refeição ligeira. Eu disse a ele que um lanche leve


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era tudo que eu precisava, algumas vezes, e empurrei-a no bolso do meu casaco enquanto ele estava pagando. Agora, aqui estava eu, oito horas depois, ansiando por aquele cheeseburguer como nunca tinha feito antes. Só que ele não estava lá. O mal-humorado filho da mãe tinha ido embora. Eu não podia vê-lo em qualquer lugar. Examinei as bancadas, rezando para que eu não tivesse esquecido de colocá-lo na geladeira, só que eu não pude vê-lo lá. Eu sei que o tinha trazido para casa, porque o tempo todo que nós estávamos dirigindo para cá, eu podia sentir o cheiro, e foi bastante preocupante saber que Max iria descobrir o que eu tinha trazido, mesmo que ele me dissesse que não incomodaria. Eu estava ficando com uma espuma na boca agora. Eu queria aquele hambúrguer tão ruim, que pensei que iria morrer se não fosse consegui-lo. Caminhando para a sala, dirigindo-me para as chaves na mesa de café, eu parei quando a vi a embalagem vazia, bem como, três garrafas vazias de cerveja, dois invólucros de lanche e um copo vazio de leite com chocolate. Eu vi vermelho. Quem em sã consciência, comeria um estranho meio hambúrguer comido de uma senhora grávida que praticamente escondeu para levar para casa? Que tipo de covarde, malvado, rato inútil faria isso com sua esposa? Dei meia volta na sala de estar, meus olhos pousaram nas hastes do passador que eu estava trabalhando em um projeto. Em seguida, sobre o tecido ao lado dele. Minha boca esticou em um largo sorriso. Ele ia me matar. Quarenta e cinco minutos mais tarde, eu estava feita, e agora determinada a acordar a besta dormindo. Agora era três horas e eu faria ele buscar a merda de um hambúrguer maldito que ele comeu. Ele teria que pagar, e até o final deste dia, ele nunca iria comer o meu hambúrguer de novo, ou qualquer coisa referente a esse assunto. Pisando com passos determinados, eu caminhei para o nosso quarto e bati a luz acesa com um estalo audível. Max despertou instantaneamente, e estava com seu calibre 45 em sua mão antes que sequer soubesse qual era a situação. Ele dormiu com aquele bastardo debaixo do travesseiro. Estava em um aperto firme, enquanto seus olhos pesquisaram a área, e, em seguida,


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descansou em mim. Sua boca se curvou em um grande sorriso. Olhei para baixo, e sim, minhas calças ainda estavam tortas, uma perna da calça para cima e outra para baixo, minhas meias agrupadas em meus tornozelos, e minha camisa estava de lado, cobrindo metade da minha barriga e metade não. Eu estava hedionda, mas não havia tempo para me debruçar sobre o estado das minhas roupas. Engatando minhas mãos no meu quadril, eu dei o meu olhar feroz e disse: "Onde. Está. O. Meu. Hambúrguer?" Eu pontuei cada declaração antes de explodir em lágrimas. Toda a minha persona ‘mauzona’ dissolveu como um aumento da maré. Ele perdeu o sorriso, e seus olhos se arregalaram quando viu o quanto eu estava chateada. "Eu honestamente não achei que fosse querer isso. Sério, se eu soubesse que realmente o queria tão ruim assim..." Eu não vou sujeitar alguém ao que eu diria em seguida. Eu só tinha jogado algumas coisas, mas não acreditava que sequer realmente contava. Vamos apenas dizer que eu tentei não ir toda exorcista em cima dele, mas no momento em que falei, ele estava vestido e indo em direção a sua caminhonete para obter um novo hambúrguer para mim. Quanto mais tempo ele demorava, mais culpa eu sentia. Eu poderia ter reagido menos e não me sentindo tão ruim assim. Não me senti assim, até que deu trinta minutos e ele não tinha retornado, começando a me preocupar. Levava dez minutos para chegar ao Dairy Queen34 e voltar. Se adicionasse o tempo de espera de cinco minutos para preparar a comida, então ele teria retornado em quinze minutos. Peguei o meu telefone fora da mesa, liguei para o telefone de Max só para ouvi-lo vibrando do outro quarto. Tive um acesso de raiva, eu andava de janela em janela. Talvez ele não tivesse ido ao Dairy Queen. Talvez ele estivesse mais chateado do que parecia estar. Enquanto eu estava sentada, sabia que me preocupar não ajudaria em nada, mas eu sempre pensei o pior. Minha mente dava saltos estranhos. Por exemplo, se a minha mãe não estava em casa para fazer o jantar, significava que tinha morrido no estacionamento do supermercado.

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Rede de fastfood.


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Meu pai não tinha feito sua habitual escala semanal, significava que ele tinha sido levado por alguma organização terrorista, sendo torturado pelo governo e pedindo resgate. Meu irmão não tinha voltado para casa na hora do treino de futebol, em seguida, ele bateu uma garota em uma festa e ele estava tentando encontrar uma maneira de dizer aos nossos pais. Oh espere. Ele já fez isso. A amniocentese estava agendada para a próxima segunda-feira. Gostaríamos de saber o mais cedo possível, a partir das 48 horas, se ele seria pai ou não. Nós ainda tínhamos que dizer aos meus pais. Era prudente não chocar meu pai duas vezes em seis meses. Ele ainda estava cursando sobre a Marinha, e seu sonho era seu filho seguir o seu exemplo. Nós sentimos que seria demais para o meu pai, e não queríamos preocupálo se não fosse realmente necessário. O barulho alto do caminhão de Max, mostrou que ele tinha parado em frente de casa, e eu deixei cair o cobertor dos meus ombros e me lancei nos braços de Max. Ele me pegou sem jeito, em parte devido à comida que ele estava segurando e fazendo malabarismos, e em parte devido ao meu estômago. Eu não estava sendo dissuadida embora. "Sinto muito!" Eu gemia com minhas emoções confusas mais uma vez. "Por quê?" Max perguntou chutando a porta atrás de si. Eu não o deixei ir, apenas envolvi minhas pernas apertadas em torno dele e ele bateu na minha bunda dizendo-me para descer. Eu o ignorei, e deixei minha mão esgueirar para dentro do saco e pegar uma batata frita. “Me desculpe, eu sou uma vadia. Eu não sei o que deu em mim.” Ele sorriu e sentou-se comigo no sofá. Eu montei em seu colo e comemos meus hambúrgueres e batatas fritas. Sim, eu disse hambúrgueres. Esta foi uma das poucas vezes na vida de uma mulher que ela era capaz de comer o que quisesse, sem parecer ridícula, e eu estava vivendo isso. Sugando o milk-shake de baunilha, eu estava no céu de porco quando terminei o último gole do shake. Eu dei um senhor arroto e depois coloquei minha cabeça em seu peito. "Desculpe-me." Seu peito tremia, saltando minha cabeça para cima e para baixo com o seu riso. Eu dei um pequeno sorriso, e


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prontamente adormeci.

"Que porra é essa?" Jack perguntou atrás de mim. Minha cabeça virou na direção que ele estava olhando, e eu vi o bolo mais feio da minha vida. Grande, desequilibrado e retangular, com uma crosta de gelo verde parecendo vômito, e polvilhado o ‘Dia das Bruxas’. A mensagem sobre o bolo simplesmente dizia: ‘Me desculpe, eu sou uma cadela.’ "O que faz com que pareça, Jacky?", perguntei de brincadeira. "Eu não sei, ou não teria perguntado." Ele disse seriamente. O homem era um parvo robô recentemente. A única vez que vi mesmo uma aparência de seu antigo eu, foi quando a garçonete do The Back Porch35 esperava por ele. Na semana passada, eu o vi na mercearia da Skinner, tropeçando em seus pés e seguindo-a através da loja. Se eu não conhecesse o homem melhor, eu o teria chamado de um perseguidor. "Payton estava possuída pelo diabo na noite passada, e eu tive que ir buscar um lanche meia-noite." Eu brinquei. Ele piscou duas vezes, e em seguida foi até a gaveta mais próxima do frigorífico, puxou uma faca e cortou um enorme pedaço. Ele, no entanto, certificou-se de deixar a peça que dizia ‘puta’ intacta. Ele era bem assim. “O que você precisa?” Sam perguntou entrando na cozinha, seguido de perto por James e Elliot. Com a entrada dos três, o bolo foi cortado até que nada restou, exceto o ‘c’ de cadela. “Eu tive um problema na noite passada.” “Você quer dizer além do fato de que sua esposa teve um colapso por você ter comido o hambúrguer que ela trouxe sorrateiramente para casa?” Gabe perguntou entrando, agarrando o pedaço do bolo 35

Restaurante de frutos do mar.


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deixado e estourando-o na boca. Suas sobrancelhas levantaram. Eu queria enfiar o último pedaço de bolo no rosto dele, mas não o fiz. Você não deve ferir o amor da vida de sua irmã. Se você fizer, poderá acabar considerado como um demônio, em sua casa também. “Nós já superamos isso. Agora estamos falando da cadela que atirou em mim na noite passada.” Eu respondi. O silêncio na sala era ensurdecedor. Fui para a cafeteira e me servi antes de caminhar para a mesa, e empurrar as não menções de Payton enquanto estava sentado. Então pensei melhor me lembrando da reação das embalagens de hambúrguer no lixo da noite passada. Curvando-me, eu os peguei e os joguei para o meio da mesa com as minhas cuecas boxer antes de eu pensar melhor. "De quem são esses?" Jack questionou. Então me lembrei que as roupas íntimas de Payton não eram normais. Das cinco que não estavam no meio da mesa para todos verem, cada uma delas, era da seção masculina. Embora dois deles fossem diferentes, você ainda diria o que eles eram exatamente. Havia ainda duas cuecas apertadas. "Uhhh..." Eu não sabia o que diabos dizer. "Ei, não são estas aves que Janie chama de bolhas?” James forneceu amavelmente. Bati minha cabeça na mesa, dando pancadas lentas. Ela ia me matar. Não havia nenhuma maneira que eles iriam manter isso entre nós. Após a décima batida, levantei minha cabeça pela primeira vez para vê-los rindo de mim. “Eu juro para vocês, se contar algo a ela e fazê-la chorar, irão morrer.” Eu disse em voz baixa. “Tudo bem rapazes. Vamos voltar ao assunto em questão. O que aconteceu ontem à noite?”, perguntou. “Deixe-me dizer. Eu estava na fila no Dairy Queen durante três minutos, e em seguida, estava voltando para casa quando o primeiro tiro veio na minha traseira. Ele passou pelo meu parachoque traseiro, os outros três seguiram pouco depois, mas o atirador era o motorista, não tendo uma imagem clara. Desci para Bottoms Tally tentando levá-los a errar, mas eles não fizeram. Era o rabo de cavalo marrom longo que O’Hare usa normalmente.”


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Eu contei. “Veículo?", perguntou Elliott. "Aluguel". "Foda-se.", disse Elliott. "Eu não tinha pego a peça. Ela tinha a cabeça toda fodida na noite passada, e eu não ia levá-la. Eu deveria ter ficado com ela.’ Eu disse, desapontado comigo mesmo. "Oh homem, sua esposa está grávida de seis meses, Hannibal Lecter está atrás de você. Você está autorizado a ter algum momento aqui.’ Gabe disse levemente. "Desta vez, havia uma no acampamento da banda”, Elliot começou e depois riu. "Não, realmente, não era isso, uma vez quando Blaine tinha cerca de sete meses de gravidez saímos para comer. Quando chegamos em casa, comi a última bola de sorvete, e ela atirou em mim. Gritando e chorando comigo, então, fui até a loja, trouxe de volta, e começamos o processo novamente, porque era a porra da marca errada. Recusei-me a voltar, e ela não falou comigo durante dois dias." "Quando Cheyenne estava grávida de Phoebe, eu decidi ser útil e me livrar de todos os recipientes Tupperware que estavam na geladeira, só que eu não sabia de seu estoque de pudim que ela escondia. Eu tinha acabado de jogar fora, carregando a máquina de lavar louça, e mesmo assim, ele correu a maldita coisa. Três horas mais tarde, quando estou deitado na cama, ela veio e literalmente rasgou-me ao meio quando estava apenas tentando ajudar.’ Sam contou. A história de Gabe foi interrompida pelo som do meu celular tocando no outro quarto. Levantando-me, eu fui buscá-lo. Lendo a tela, eu vi um número que não estava familiarizado. "Olá?" Respondi. "Oi, Max. É Trish. Eu queria saber se você tem algum tempo livre para se encontrar comigo.", disse com uma voz alegre. "Trish, minha vizinha em Hainseville, Trish?", perguntei. "A primeira e única, querido." Trish riu. Trish e meus pais ficaram muito perto, uma vez que ambos adquiriram sua área plantada ao mesmo tempo.


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Ambos trabalharam com a mesma empresa madeireira, e colocaram os camarotes não muito distantes. Quando meus pais morreram, Trish vigiou a nossa terra para mim enquanto eu era incapaz. Ember ainda não tinha retornado para o local desde a sua morte até muito recentemente. Preocupação intermitente veio através de mim, e perguntei, "Quando e onde, menina doce?" "Você pode vir em breve, como hoje, talvez?" Ela perguntou com o medo penetrando em sua voz. "Eu posso estar lá em uma hora se você precisar de mim." Eu expliquei. "Vamos até a casa. Portão desbloqueado." Ela disse com firmeza. Desliguei e verdadeiramente entrei em modo de ataque. Aquela mulher era muito forte quando as desgraças lhe vieram. Seu marido morreu na guerra quando ela tinha dezenove anos e ele tinha vinte e um. Ela nunca se casou novamente e trabalhou sozinha em sua fazenda até que seu corpo simplesmente não lhe permitia fazer isso. Aposentou-se com setenta e comprou o terreno ao lado da nossa, não muito tempo depois. Lá, ela andava de cavalos em seu tempo livre, e via os outros ao seu redor. Ela era o que você chamaria de pessoa ocupada. Ela sabia de tudo que acontecia ao seu redor, e na maioria das vezes, antes da polícia. Caminhando de volta para a cozinha, eu vi que minha equipe estava se ajudando com um saco de batatas fritas e alguns Debbie’s pequenos. “Melhor vocês terem isso substituído quando Payton ficar fora." Eu disse antes de pegar um para mim. "O que ela está fazendo trabalhando um turno do dia, de qualquer maneira?" Elliott perguntou antes de empurrar uma árvore de Natal em forma de bolo inteiro em sua boca. "Ambos voltaram a alguns dias." Sam respondeu com a boca cheia de batatas fritas. Dois dos enfermeiros aposentados do turno diurno liberaram-se de suas posições para que Payton e Cheyenne pudessem se candidatar. “Eu preciso ir na fazenda. Qualquer um quer vir?’ Sam e Jack tinha coisas para fazer envolvendo os Freebirds, mas o resto dos homens foram para um pouco de um passeio. No meio de dezembro, o


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clima não era a coisa mais agradável para andar, mas os elementos não mantêm o impulso de querer a liberdade na baía. Às vezes, um passeio é apenas o que um homem precisa para limpar sua mente e chegar a algumas soluções. Eu vesti minha cueca, e depois escorreguei no meu jeans. A jaqueta de couro protegeria meu peito razoavelmente bem, mas ainda assim, eu seria um filho da puta friorento não importando o que nós fizéssemos. Eu escorreguei em minhas botas e dirigi-me para a minha moto pela primeira vez hoje. Estava estacionada ao lado do edifício sob um pórtico com o restante das motos alojadas durante o inverno. Elliot, James e Gabe estavam bloqueando meu ponto de vista, então eu não poderia ver o que causou o rugir de gargalhadas deles, até que consegui esgueirar-me ao lado. ‘Você tem que estar brincando comigo.’ Eu disse tentando conter o riso. A mulher estava louca. Ela costurou porra, bolas de natal em meu alforje de couro. Rosa brilhante, neon e roxo. O guidão agora ostentava bolas também. Na verdade, agora que eu olhei mais de perto, se assemelhava ao que costumava ser em sua scooter. Ela ainda colocou chifres de um brinquedo de criança no guidão, e cobriu o estofado do meu assento com um tecido temático de princesa da Disney. A única coisa boa que poderia dizer sobre isso, era que tinha usado fita adesiva em vez de cola. Se isso tivesse sido o caso, eu teria arrebentado sua vespa. A cereja no topo do bolo foi a bandeira na parte de trás da moto, bordada com "A menina gorda." "Eu estou indo bater em sua bunda." Disse pegando meu telefone e tirando uma foto. Eu não estava necessariamente perturbado dela ter feito isso, mas por ter saído no meio da noite estando tão frio. Tomei os objetos agressores, limpando o melhor que pude, e empilhando-os ao lado no concreto. Colocando meu capacete, eu balancei minha perna por cima da moto e a besta começou com um grunhido gutural, cortando as gargalhadas. Era isso ou matá-los. O animal36 era meticuloso durante o inverno. Demorou alguns minutos para aquecer, mas quando o fez foi sem nenhum cuidado. Eu não tinha tentado correr desde que estava na escola, mas sabia muito bem que poderia prender eles com qualquer outra 36

No sentido do texto, se refere a moto.


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moto pertencente aos homens. O passeio foi carregado de adrenalina. O caminho para a minha casa era formado em estradas principalmente nas costas. A vida selvagem prevalecia nesta seção do East Texas. Quando quatro motocicletas vão a sessenta milhas por hora, não há outro lugar para ir a toda a velocidade. Um cervo passou na frente de nós tão perto que poderia ter colocado meu braço e ter batido ele na minha garupa. “Você viu essa merda?”, Gabe perguntou, com os olhos arregalados, enquanto puxávamos até a cabana de Trish. Houve exclamações afirmativas por toda parte, e todos nós nos forçamos a subir os quatro degraus da escada para chegar a porta da frente de Trish. Ela abriu a porta silenciosamente, olhando no olho mágico antes de abrir e deixar-nos entrar. Inclinando a espingarda contra o lado da porta, ela estendeu os braços abertos para mim. Enrolei ela em meus braços e lhe dei um abraço apertado. "Como vai, Trish?" Ela olhou meu rosto por alguns segundos antes de tomar seu polegar e esfregar o lado dela contra a nova cicatriz que dividia a minha testa. "Obviamente, você esqueceu de me dizer algumas coisas." Ela repreendeu. Eu sorri timidamente. Eu fui negligente. A mulher era muito boa para mim, e já se passaram oito meses desde a última vez que eu a vi, e ela nem sabia que eu tinha sido ferido e muito menos casado e tinha um filho a caminho. Enchi-a com a minha vida, e ela estava realmente feliz por mim. “Então, quando você trará a sua mulher aqui para eu ver?” Ela perguntou. "A partir de agora, vamos ficar em Kilgore. Isso não quer dizer que não viremos aqui de vez em quando nos fins de semana. Nós ainda vamos fazer o assado de porco na véspera do Ano Novo, para que possamos encontrá-la em seguida." Eu disse levemente. "Agora, me diga o que são esses círculos escuros sob seus olhos." “Eu tenho ouvido quatro pneus em sua propriedade todas as noites. Estou tão acostumada ao silêncio, que ouvi-los correr por horas a cada


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noite está me impedindo de dormir. No começo eu pensei que era você, mas, em seguida, uma jovem senhora veio ontem pedindo informações sobre você." Ela disse com cautela. Minha respiração parou em meus pulmões. "Como ela é?" "Uma jovem senhora muito oportuna. Cabelo castanho em um rabo de cavalo, olhos castanhos." Ela descreveu. Eu soltei alguns palavrões e passei a mão pelo meu cabelo. Filha da puta. Como é que ela descobriu essa merda? Eu marquei a minha terra marcada com fio, então não havia nenhuma maneira possível que ela teria passado sem meu conhecimento, mas isso não significa que não poderia limitar a minha terra para ver tudo o que queria. Duas horas mais tarde, todos nós estávamos cansados, malhumorados, e com fome. Uma coisa única foi encontrada na base do meu portão. Isso era uma imagem de Payton com Alpha passeando com ele no pátio gratuito. Saímos com mais perguntas do que víemos. Meu passeio para casa foi gasto com um furacão de emoções rolando pela minha cabeça. Minha grande preocupação, no entanto, era como manter Payton segura. A mulher poderia ser cabeça-dura. Ela tinha que ser independente, ou ela sentia que estava falhando consigo mesma. Ela tinha chegado tão longe desde o ataque, e eu não queria suprimir a sua independência, mas também não a queria morta. Nada neste planeta seria capaz de ajudar O'Hare então. Payton era a minha vida, e eu não sabia se poderia sobreviver sem ela; eu sabia que não queria. As motos seguiram para as respectivas casas quando nós aproximamos da garagem. Eu puxei para fora da nossa e sorri quando vi Payton dormindo no balanço da varanda com Alpha enrolado ao lado dela. Ela parecia um burrito embrulhado em seu edredom; nada poderia ser visto, apenas sua cabeça. O som das nossas motos despertou-a de sua sesta, e ela sorriu quando eu chutei o suporte para baixo e balancei a perna por cima da moto. "Estou congelando. Há espaço para mim?" Eu perguntei apenas semissério. "É claro", disse ela quando levantou o cobertor para que eu pudesse deslizar por baixo. "Só não espere eu me mover."


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"Por que você está em casa tão cedo?", perguntei. "Meu chefe me mandou para casa. Estávamos mortos, e eu era a única ali que já teve horas extras para a semana. Cheyenne teve que ficar." Ela riu. "Então, temos tempo para estar em reunião de família este fim de semana?", perguntei, curioso. "Ummm, normalmente começa às onze, mas tenho que chegar cedo e ajudar a mãe com o almoço. O bingo começa em torno das doze depois de todo mundo comer." Ela disse. "O que me lembra, nós temos que ir buscar alguns ornamentos. Dois deles este ano." Continuou ela. Fiz uma careta para ela. "Enfeites? Bingo?" Honestamente, bingo não era o meu tipo de coisa. Eu tinha jogado quando era mais jovem, mas tem sido mais de quinze anos. Payton e sua família tinham uma reunião de família no lado da sua mãe a cada ano. Eu não fazia bem com multidões, então eu não estava olhando para a frente um pouco. No entanto, eu faria qualquer coisa no mundo para Payton, e se isso significasse jogar a porra do Bingo, então eu iria. "Qual é a distância até Clayton?", perguntei. "Apenas cerca de uma hora. Deve ser uma unidade fácil. Eu normalmente vou com meus pais ou avós. Vai ser interessante este ano chegando separadamente." Ela sorriu. Ela parecia perdida em pensamentos e comecei a me preocupar de que algo estava acontecendo, mas ela não sabia como me dizer. "O que é isso?" Eu finalmente quebrei e perguntei. Ela soltou um suspiro. "Benny Bear descobrirá em breve sobre o teste de DNA. Estou nervosa como tudo isso acabará." Eu podia entender como isso estaria incomodando ela, mas não era tudo. "O que mais?" Ela abaixou a cabeça, e meu batimento cardíaco pegou. "Payton." "Eu não me sinto mais segura. Tudo que eu sempre faço é prestar atenção sobre o meu ombro quando eu estou dirigindo para casa. Quando eu cheguei aqui, eu surtei. É por isso que eu estava fora. Assim, apenas no caso, alguém poderia me


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ouvir gritar. Eu continuo tendo pesadelos com o meu ataque. Em seguida, ele se transforma em um hospital e a cadela levando aquele bebê. Só que ela sempre se mantém com o saco e atira no bebê uma vez que a porta do elevador está prestes a fechar." Ela sussurra. Foi a minha vez de pendurar minha cabeça agora. Eu estava falhando com ela. Aqui estava ela morrendo de medo, e eu não estava fazendo absolutamente nada sobre isso. Inferno, eu nem sequer notei. Ela tinha estado fora quando cheguei em casa por algumas semanas agora. Eu apenas pensei que ela gostava do balanço, mas aqui estava ela me dizendo que estava com medo e não queria estar sozinha em casa. Passando meus dedos pelo seu cabelo, senti meu controle escorregar um pouco. Eu a tinha mantido sob controle ao longo dos últimos seis meses por pura vontade. Cada instinto meu estava gritando para caçá-la e matála. Eliminar a ameaça. Era assim que eu tinha sido ensinado no Exército. Você tem uma ameaça, neutralize-a antes que ela te mate de vez. Esses instintos foram há muito tempo afinados para uma vantagem letal, tornaram-se conhecidos. Implorando para ser lançado na mulher que estava ameaçando nossas vidas. "Ok, eu vou corrigir isso. Eu posso colocar um sistema de alarme, e nós podemos mudar as fechaduras na porta, também. O que mais você precisa para se sentir segura? Podemos obter um outro cão. A equipe cobrou alguns favores para obter algumas informações, mas O'Hare é um fantasma maldito. Transformou-se em absolutamente nada nos últimos cinco meses." Eu divagava. As mãos de Payton no meu rosto parou o meu discurso. "Eu sei que você está fazendo tudo o que pode, Max. Eu não deveria ter dito nada." Eu a puxo para o meu colo, e tomo seu rosto em minhas mãos. "Sim, você deve. Não mantenha as coisas de mim." "Hoje à noite teremos um jantar com meus pais. Você está pronto para ir?" Ela pergunta. "Sim. Você?", perguntei em troca. "Eu acho que sim. Embora pareça como merda. Nada se encaixa. Todas as camisas de maternidade nadam em mim, e todos as minhas camisas velhas estão muito


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apertadas. Pelo menos minhas calças encaixam. Meus tops não durarão muito mais tempo também. Não tenho certeza para onde ir a partir daqui." Ela diz enquanto se levanta. Ela empurra os braços acima da cabeça, estendendo-se como um gato satisfeito, apenas, passando por um longo sono agradável. Sua camisa sobe até um pouco acima do umbigo. Eu sufoco meu riso, ouvindo ela classificar suas roupas. Suas calças vieram sob sua barriga, os fundos puxados até um pouco acima de suas canelas, expondo suas meias. As meias eram de listras vermelhas e brancas festivas com uma parte branca no topo. Elas param um pouco acima de sua canela, bem debaixo da bainha de suas calças. "Você se parece com uma elfo grávida." Eu digo antes de pensar melhor. Ela olhou para mim, e eu segurei minhas mãos em sinal de rendição. Ela pisou em direção a porta da frente, e pelo tempo que eu fiquei lá, ela estava virando para o corredor. Suspirando pela minha estupidez, eu esperei na porta da frente. Ela voltou momentos depois, vestindo uma das minhas camisas do Exército e um par de botas marrons feias. Elas eram o tipo de botas que você vê essas jovens meninas usando no inverno com minissaias curtas. Pelo menos, Payton estava usando roupas. "Pronta?", perguntei e fomos para a porta. "Sinal vermelho lesma!" Payton gritou e, em seguida, seguiu-o com um soco ao meu bíceps direito. "Jesus. Você realmente quer começar este jogo?", eu perguntei provocativamente enquanto esfregava meu ombro. Payton franziu a testa, e eu fingi que meu braço estava prestes a cair. "Você provavelmente deixou uma contusão." Eu gemia. "Oh, por favor. Isso foi um toque de amor." Ela repreendeu. No momento em que chegamos na casa de seus pais, eu levei um soco no braço ao longo de cinco vezes. Eu iria deixá-la ganhar embora. Eu tinha acabado de optar por não roubar sua diversão. Além disso, se eu tivesse dado um soco nela, do mesmo jeito que me deu, ela teria um braço muito dolorido na parte da manhã.


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"Jesus Cristo." Payton bufou depois de tirar a camisa de seu corpo e jogou-a na cadeira mais próxima. "Por que está tão quente aqui?" "Payton, não está quente aqui. Está suando provavelmente porque você está semelhante a uma baleia nos dias de hoje. Essa gordura que está carregando na sua bunda, provavelmente a mantém isolada." Bennett brincou de sua expansão no sofá. Minha mão cobriu o rosto e eu me perguntava o que ela faria. Quando eu não ouvi qualquer palavrão ou briga, eu descobri meu rosto e olhei em volta. Bennett estava deitado no sofá, e ainda assim, Payton estava lhe dando o mau olhado. Ele a ignorou, mas começou a prestar atenção quando ela começou a andar em sua direção. "Mova-se, idiota." Ela rosnou uma vez que chegou perto o suficiente para se sentar. "Há uma cadeira logo ali. Você não tem nenhuma roupa que se encaixa?" Ele incitou. O menino tinha um desejo de morte. Não havia outra razão para sua atitude. Ele tinha que saber que estava indo irritá-la com esses comentários. No entanto, ela não reagiu. Ela permaneceu perfeitamente calma por um minuto até que ela percebeu que ele não estava movendo. Então ela se virou e prontamente deixou cair o peso até que ele atingiu seu rosto. Os gritos abafados de Bennett escaparam de debaixo do traseiro de Payton, e então ela fez algo que sempre estaria enraizado em minha mente. Ela soltou o mais alto pum, mais repugnantemente e feio que eu já ouvi, e, em seguida, levantou-se e correu para a cozinha. Bennett estava ofegante e engasgando, e eu estava tão estupefato que não poderia fazer mais nada, além de olhar em silêncio, pasmo. Nunca ouvi uma mulher ao lado da minha irmã peidar na minha frente. O tempo todo em que vivemos juntos, Payton e eu, ela nunca deu um deslize. Inferno, a maioria das mulheres tentava agir como se não tivessem que desempenhar essa função corporal. No entanto, aqui estava Payton, peidando no rosto de seu irmão, e depois fugindo como se nada tivesse acontecido. A mulher era pura genialidade. Meu silêncio atordoado foi substituído por risos de balançar a barriga profundamente. O tipo que tem lágrimas escorrendo pelo meu rosto, meus pulmões


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ficando sem ar, e meus lados sofrendo muito, porque estou rindo tão duro e longo que minha barriga não tem tempo para se recuperar do treino. Deixei Bennett rolando no chão, e entrei na cozinha para ver Payton comendo brócolis e queijo. A avó de Payton estava à mesa com ela partilhando a mesma bacia, mas ela estava mergulhando pedaços de pão para ela. O rosto de Payton estava uma cor avermelhada profunda, e eu ainda estava com falta de ar, tentando obter a compostura, mas era uma batalha perdida. “Fodida, impressionante!” Engoli em seco e ri. "O que ela fez?" Tony perguntou para a avó de Payton. "Ela peidou na minha boca!" Bennett gemeu do outro quarto. "Eu preciso de CPR37!" "Payton!" Jessie disse bruscamente. "O que?" Ela perguntou inocentemente. "O que eu disse a você sobre isso? Isso é nojento e rude." Ela repreendeu. "Eu ainda posso sentir o gosto!" Bennett gritou. Lágrimas voltaram a rolar pelo meu rosto enquanto eu ria. Eu quase mantive o controle, até que ele disse a última parte. "Ela sempre foi uma faladora," Tony exclamou enquanto colocava uma panela de lasanha na mesa da cozinha. "Bennett, pare com a putaria e entre aqui. O jantar está pronto." Payton escondeu o rosto entre as mãos, e eu joguei meu braço em volta de seus ombros, me sentando ao seu lado. Dando-lhe um beijo na testa, todos nós jantamos. Mantendo as ameaças de morte longe, tivemos um jantar agradável. Também foi agridoce. Eu desejava como o inferno que meus pais estivessem aqui hoje. Para atender seus entes queridos, seus filhos, netos e a nova família que logo se uniria à minha. No passeio de volta para casa, mantive um olho vigilante na estrada, e os meus pensamentos continuavam desviando para os meus pais. A família que Payton me lembrou que eu não tinha. O que eu nunca teria novamente. Meus filhos nunca iriam 37

RCP - Ressuscitação Cardio Pulmonar.


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conhecer meus pais. Eles nunca chegariam a vê-los. Meu pai não chegaria a levar a filha até o altar. Ele não conseguiria ver Ember formando na escola ou faculdade. Não me veriam fazendo a minha formatura de Ranger. Não estava lá quando eu fui ferido no Iraque. Não estaria lá para o nascimento de seu primeiro neto. Eu atravessei a porta, fazendo minha rotina noturna e conferindo se as portas e janelas estavam trancadas. Alimentei Alpha, estabeleci minhas roupas para amanhã, liguei meu telefone, verifiquei para garantir que minha arma estava carregada e debaixo do meu travesseiro, e eu limpei. O que não fiz, foi falar desde que tínhamos deixado a casa de seus pais.


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"Prometa-me." Eu exigi. Max suspirou e acenou com a cabeça, sem dizer em voz alta. O homem era uma mula teimosa. Tudo que eu queria era ele jogar Bingo comigo. Isso não era pedir demais! Além disso, eu estava vestindo uma camisa estúpida que tinha estampado 'Team Alvarez' sobre ele que a minha mãe insistiu que todos nós vestíssemos. A única exceção foi Max. Não importava o quanto eu argumentasse que eu não era mais uma Alvarez. "Você sempre será uma Alvarez. Só porque o seu último nome será alterado para Tremaine não significa que perdeu a sua identidade no processo. Agora vista a camisa, maldição." Ela bufou enquanto nós caminhávamos para fora da porta para jantar. Pelo menos a coisa estúpida ajustava. Nós fomos bombardeadas pela caçula da família assim que abri a porta para o corredor. Payton! Payton!" Minha prima mais nova, Molly, gritou quando a vi. Molly pertencia a irmã mais nova da minha mãe, Joe. Joe casou com seu marido, Steve, logo que ele tinha chegado em casa de sua terceira turnê no Iraque. Eles se conheceram quando ela começou a escrever-lhe cartas. Ela tinha


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o adotado, e foi o fim de tudo. Eles se apaixonaram através das cartas, e formaram uma relação que resistiu ao teste do tempo. Ele tinha sido implantado oito meses com os fuzileiros navais, e se casou com ela assim que ele conseguiu voltar para casa. Molly foi a primeira e aos dois anos de idade, ela é a mais mimada de todos os pequenos Alvarez. Ela me atingiu como uma bola de demolição e eu teria caído na minha bunda, se Max não tivesse parado atrás com a parede de seu corpo. "Oof," eu exclamei quando a levantei para o meu quadril. "Você pesa uma tonelada!" "Você tem gordura!", exclamou ela. Meu irmão escolheu esse tempo para vir atrás de nós e concordar com a minha prima de dois anos de idade, terrorista. "Isso seria afirmativo." "Quem é esse?", perguntou ela apontando o dedo para o rosto de Max. Eu sorri para ela. "Esse é Max. Ele é meu marido." "Oh, sim", disse ela. "Esse é o meu Max." Joe veio até nós em toda sua glória borbulhante. Ela era um barril de risadas. Ela era mais como uma irmã do que uma tia. Ela era apenas cinco anos mais velha do que os meus vinte e quatro. Tínhamos a mesma diferença de idade entre nós, assim como eu e meu irmão. Joe foi uma bebê com crise no ensino médio. Mesmo que nós não vivêssemos ao lado uma da outra, quando estávamos crescendo, nós falávamos no telefone. Mesmo agora, nós nunca ficamos mais de uma semana sem falar. "Molly Jane! Você deveria estar no canto, senhorita." Ela repreende. Ela deu a Joe o olhar que eu gostava de chamar o 'olhar psico' e cruzou os braços sobre o peito. O olhar que ela estava dando era bastante cômico. Ela inclina a cabeça para baixo e depois olha acima em você com um olhar. Não seria tão ruim se ela parasse de fazê-lo depois de um tempo, mas se você irritá-la, ela lhe der aquele olhar para o resto da tarde.


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"O que ela fez?", sussurrei para Steve, que veio ao meu lado. "Disse a sua mãe para se foder." Steve brincou. "Droga. Mesmo eu não posso ir longe com isso!" Eu ofegava entre risos. Steve esboçou um sorriso, mas estava muito ocupado inspecionando Max me poupando muito mais do que isso. Ambos estavam olhando um para o outro não piscando. "Eu fiz alguns pedidos em torno de vocês." Ele disse enigmaticamente. Max olhou para ele. Algo se passou entre eles e Steve assentiu e saiu sem dizer uma palavra. Que raio foi aquilo? "Vamos, nós temos uma mesa aqui." Joe disse antes de tomar Molly dos meus braços e agarrando minha mão para mostrar o caminho. Peguei a mão de Max em um aperto de morte. O homem não estava deixando meus olhos se eu tinha algo a dizer sobre isso. Minha família era um grupo brutal, e com quase metade deles sendo ex-militar, e outro quarto dessas sendo policiais ativos ou aposentados, senti a necessidade de mantê-lo na minha frente para garantir a sua saúde e segurança. Minha família era um grupo apertado, e eles zelavam uns pelos outros. Vendo como esta foi a sua primeira reunião de família, eu queria estar lá quando ele conhecesse todos, apenas no caso de precisar executar uma interferência. Eu queria eles lá para o nascimento do meu filho. "Quem é esse ‘pedaço quente38’?" Tia Mary perguntou quando passamos por ela. Eu agi como se não tivesse a ouvido, e Max não protestou. Ele provavelmente estava um pouco sobrecarregado. Tínhamos um pouco mais de cento e cinquenta pessoas no momento. Inferno, eu estava sobrecarregada, e eu lhes pertencia. As crianças corriam em torno de nós como idiotas, enquanto seus pais ignoravam. "Se o nosso filho correr e socar alguém assim, eles não serão capazes de sentar-se para a porra de uma semana." Max murmurou no meu ouvido, enquanto assistíamos à reencarnação do diabo fazer isso para o irmão da minha mãe Sidney. "Confie em mim; o nosso não seria um daqueles correndo em volta de qualquer maneira. Essas pessoas podem ser a família, mas eu não sou nem metade deles. Nossos filhos serão mais comportados do que isso, em primeiro lugar." Eu disse com segurança. 38

No original, a autora escreveu ‘HonkaHonkaburn’ que pode ser traduzido para pedaço quente, gostoso, dentre outras colocações.


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Minha mãe começou a rir quando ouviu o meu comentário. "Oh, por favor. Por favor nos ilumine sobre a forma como você manterá seu filho transformado em você." "Eu não estou falando com você. Eu não posso acreditar que você me fez vestir isto." Eu disse, apontando para minha camisa e olhando para ela. "Oh, eu acho que vocês são tão bonitos. Você parece adorável nela." Steve disse sarcasticamente quando me sentei ao lado dele. Eu desmanchei-o na perna. "Você sabe por que eu me casei com Max?" Ele olhou para mim com desconfiança. "Não, por quê?" "Então ele poderia chutar as bundas de todos que me deixa puta." Minha tia-avó mais irritante, Sophia, veio até nós bem a tempo de ouvir o meu comentário anterior, e é claro que ela teve que jogar suas moedas de dois centavos. "Então o que vocês querem, " "Nós estamos esperando que ele seja um pônei." Eu disse, sem rodeios. A cerveja de Max escapou de sua boca e em toda a minha calça. "Que diabos, agora irei cheirar a cerveja o resto do dia." "Na noite passada você me disse que desejava que Yankee Candles começasse a cheirar cerveja. Na verdade, você também disse ontem à noite que cheirava cerveja em minha respiração”, ele estava dizendo antes que pudesse jogar minhas mãos sobre o meu rosto. Meu pai fez uma careta. Steve e Bennett riram. Minha mãe e sua irmã cobriram a boca para evitar que o riso escapasse. "Hora de comer!" Bennett gritou. Molly deu seu grito de bebê feliz, e foi até a frente agarrar uma perna de peru que era facilmente duas vezes maior que a sua própria coxa, e voltou para o seu lugar, mastigando alegremente. Minha cabeça virou, e eu abandonei Max com a proverbial batata quente. Eu cortei na frente de meu irmão, que gentilmente permitiu com o mínimo de putaria. A fila foi rapidamente preenchida, e eu não vi Max novamente até que estava ficando na fila uma segunda vez. Ele riu quando me espremi entre ele.


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"Isso não foi muito agradável." Ele disse passando o nariz ao longo da minha mandíbula. "Seu filho me faz ter esses impulsos, e eu tenho que satisfazê-lo ou eu vou morrer." Eu brinquei. Meu primo distante assustador Orlando virou quando ouviu a minha voz, e passou três pessoas na fila para que pudesse ficar ao meu lado. Eu tremi e cheguei mais perto de Max, tentando mantê-lo o mais longe possível de mim. Orlando era uma daquelas pessoas velhas que simplesmente me davam arrepios. Tudo o que ele tinha de fazer era permanecer na mesma sala que eu e eu sairia. Lembro-me de um verão em que estávamos jogando ‘guerra de frango’, e ele me colocou em cima de seus ombros. Era o terceiro toque inapropriado que me fez ver vermelho. Em vez de aceitar, eu tinha escolhido os ombros do meu pai e, acidentalmente, de propósito, chutei Orlando no rosto. O homem era um tocador e a partir de agora, se me tocava, eu poderia vomitar meu delicioso frango espaguete em seu perfeitamente plissados Chinos. Ele também era casado com a maldição da minha existência. Lita. Que se casou com ele, e por alguma razão, pensou que eu queria Orlando. Para não mencionar o fato de que isso seria incesto, mas a partir do momento em que a conheci, ela tem sido além de mal-intencionada. "Ei você aí, Payton. Quem é esse?" Ela perguntou docemente enquanto olhava Max por cima do meu ombro. Meu corpo ficou tenso. "Meu marido." "Eu pensei que você estava com aquele cara, Rory. O que aconteceu com ele?" Ela perguntou maliciosamente. A cadela sabia exatamente o que aconteceu com ele. Toda a minha família sabia. No ano passado, toda vez que eu a vi, ela traria Rory acima. Ela sabia que eu não gostava dele. Ela também sabia que eu sofri um ataque, e apenas mencionando o nome de Rory trouxe memórias assombrosas. Não só isso, ela participou de meu casamento parvo! Minha cabeça escolheu esse momento para começar a doer atrás dos meus olhos, minhas costas começaram uma baixa pulsação roubando


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temporariamente a minha atenção de Lita, assim como Max. Ela não gostou. Claro, para trazer a atenção de volta para ela, tinha que dizer algo repugnante. "Você está ganhando peso?" Ela perguntou. O rosnado baixo de Max começou após a sua pergunta. “Olha como ela está gorda! Porra! Payton está grávida e é incrivelmente óbvio. Pare de ser uma cadela e saia. Você está segurando a fila.” Ele rosnou. Eu cairia totalmente em meus joelhos agora, se não estivesse em um lugar público como esse. Eu sorri brilhantemente para ele e depois mostrei a língua para Lita. Tome isso, cadela. O salto do peito de Max atrás de mim, deixou-me saber que minha ação de língua não passou despercebida por ele. Não que eu pensasse que seria qualquer coisa. Você teria que ser um superespião para conseguir alguma coisa dele. Inferno, ele me conhecia melhor do que eu me conhecia. Ela praticamente assobiou quando se virou e saiu. Meu lábio enrolou quando a vi saltar sobre o delicioso espaguete de frango. Deve haver algo de errado com a menina; ela nem sequer encheu o prato. Quero dizer, é um buffet, que pessoa em seu perfeito juízo não iria preenchê-lo até transbordar? Sorri quando vi Max colocar espaguete até começar a dobrar. Agora estava feito.

Eu estava ganhando olhares de morte da minha bisavó quando ganhei meu oitavo bingo, então decidi que era hora de ver o que os meninos estavam fazendo. Agarrando o meu casaco e meus prêmios do Bingo, fui em busca da minha outra metade. Pisando fora da porta da frente, meus olhos percorreram as crianças brincando no parque infantil. Eu examinei a área até que eu o vi em pé em um grupo de grandes homens corpulentos. Aqueles homens eram os que eu estava falando anteriormente que esperava não matá-lo. Obviamente, eles se deram bem, e eu não tinha a necessidade de me preocupar. Eu andei a tempo de ouvir Max contar a


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história sobre a barata que encontrei em nosso quarto na noite anterior. "Lá estava ela, de pé em sua calcinha em cima da cômoda. Ela estava gritando assassino sangrento. Então ela foi toda Al Capone em mim dizendo: 'Eu quero vê-la morta. Eu quero a sua família morta. Eu quero sua casa queimada até o chão.’ Só que eu tive que explicar para ela, que se queimasse sua casa até a fundação, nós estaríamos indo junto com ela. Juro por Deus, ela dormiu praticamente em cima de mim naquela noite." Esse grande bastardo! Ele me prometeu que não ia dizer nada. Quero dizer, quem não teria saltado para fora da cama do jeito que eu fiz e gritado? Ela arrastou-se para o meu travesseiro! Havia uma ‘barata na porra da minha cama!’ Olhando para a bola de futebol manchada no chão ao lado de meus pés, eu a peguei e joguei. Em seguida, virei e corri. Olhei por cima do ombro, no momento em que a bola atingiu o meio das suas costas. Ele ficou tenso, e, em seguida, virou-se, os olhos fixos em meu corpo recuando em um instante. Eu guinchei e trouxe minha mente de volta para a minha tarefa. Bufei nas primeiras vinte jardas, mas tinha certeza de não parar. Eu, provavelmente, parecia um pinguim radical. Eu estava correndo e rindo tanto que deixei cair um balde de pipoca caramelado no caminho, mas não me atrevi a parar e pegar. Ele me pegaria com certeza. Esquivando-me de uma criança andando hesitante que nunca tinha visto na minha vida, arrisquei um olhar por cima do meu ombro para vê-lo caindo em cima de mim rápido. Max era grande, mas não se deixe enganar. Ele era rápido como um gato, também. Eu tinha uma torcida vindo do lado oposto dos balanços, e dei-lhes um polegar para cima enquanto eu passava. Sabendo que eu iria desmaiar se eu não parasse, circulei em torno do carrossel e parei, colocando-o entre nós. "Eu não queria!" "Palmas. Grandes palmas engorduradas." Max rosnou. "Oh, não minta para si mesmo. Você nunca tocará num fio de cabelo da minha cabeça." Eu disse. Assim, no momento em que digo isso, ele saltou malditamente divertido e eu gritei. Ele parou na minha frente, não me tocando e perguntou: "Você vai correr?" Pensando que seria melhor me render,


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eu abri minha boca para me desculpar quando um sedan escuro, com vidros esfumados surgiu no canto da rua, passando através do sinal de parada obrigatória. "Molly!" Joe chamou a partir da entrada do salão. Max e eu viramos, examinando a área. Steve correu cerca de quarenta jardas de distância, conosco em seu encalço. Meu pai e Bennett tinham parado o que estavam fazendo também. Joe chamou a sua filha novamente e todos nós ouvimos isso. "O que mamãe?" Molly chamou. Virei-me para o som de sua voz e a vi perto do estacionamento com a bola. Em seguida, o cenário foi passando como que em câmera lenta na nossa frente, mas em tempo real. A bola escorregou de sua mão e saltou fora seu pé, rolando lentamente para a rua. "Molly! Não!" Steve gritou. "Meu Deus. Molly! Pare!" Joe gritou. Steve e Max correram pelo terreno aberto, tentando de uma maneira longínqua, parar o que estava prestes a acontecer. Outros foram correndo também, mas isso não importava. Ninguém ia ser capaz de chegar lá a tempo. A única coisa que foi uma surpresa foi o carro não quebrar, desviar ou mesmo abrandar. "Molly!" Steve implorou. Foi o som de sua voz que finalmente a tirou de sua intenção de ir atrás da bola, mas já era tarde demais. O carro colidiu com ela, girando seu pequeno corpo tão duro e rápido, que ela capotou duas vezes até que seu corpo mole veio descansar parcialmente sob a SUV estacionado. Steve e Max chegaram lá, ao mesmo tempo, ambos caindo de joelhos ao lado dela. Steve estendeu a mão como se quisesse tocá-la quando eu gritei para ele. "Não toque nela!" Eu encontrei-me empurrando grandes corpos para fora do meu caminho, tendo pouco cuidado quando caí de joelhos ao lado dela. Eu avaliei a situação. Notei que seu braço esquerdo estava muito deformado e havia arranhões e contusões que cobriam pedaços expostos de sua pele que eu podia ver, mas felizmente nenhum sangue. Seu lado direito estava debaixo do SUV, a cabeça perto do pneu. Joe chegou perto de nós e eu dei claramente a Max um olhar para levá-lo embora, e não deixá-lo ver. "Papai, há um kit médico azul e amarelo no blazer de Max. Vá buscar. Steve, eu quero que você coloque ambas as mãos em ambos os lados de sua


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cabeça, e não se mova. Segure-a perfeitamente imóvel." Meus dedos encontraram o caminho para o pulso em seu pescoço e fiquei aliviada ao encontrar um ritmo pulsante constante. Era firme e forte e eu dei um suspiro de alívio. Sua respiração não era difícil, então eu voltei até os joelhos e olhei para Steve. Assim quando meus olhos se encontraram com os dele, um gemido de choro veio de Molly. "Papai!" Os olhos de Steve agarraram a dor de sua filha e ele sorriu para ela. "Está tudo bem, querida. Papai precisa de você para ficar parada." É claro que, sendo dito para fazer algo que não funciona ela começaria a se contorcer. “Não segure a cabeça ainda que ela se mova. Basta deixá-la, pode torná-la pior se você tentar mantê-la no lugar." Eu expliquei. "Dói pai. Dói, dói, dói. Beije-o pai, faça-o parar." Ela chorou. Lágrimas estavam rolando pelo seu rosto e em seu cabelo. Ela rolou muito longe para um lado e empurrou seu braço, arrancando outro soluço doloroso de seu peito. "Mamãe, ervilhas. Dói, dói, dói." Cada um e cada gemido de dor rasgou algo à parte dentro de mim. Esta foi a minha primeira paciente criança e foi realmente insuportável para ouvir e muito menos testemunhar. Sua voz doce de bebezinho me assombraria para os próximos anos. Sirenes de ambulâncias lamentavam assustadoramente a distância, e todos nós tentávamos acalmar Molly enquanto esperávamos a ambulância chegar aqui. Steve tinha lágrimas correndo de forma constante por suas bochechas, assim como tinha certeza que todos nós sentíamos as mesmas emoções martelando através dele. Molly continuou seu canto de dor, e todos nós tomamos respirações profundas quando os paramédicos finalmente chegaram. O resto da situação era um turbilhão de atividades com eles imobilizado Molly, e, em seguida, amarrado-a na tabela de bebê. Ela estava indo para o hospital com seus pais nos quatro minutos da chegada da ambulância. Meu corpo parecia perderse logo que a forma quadrada da ambulância desapareceu de vista. Eu caí de joelhos e perdi cada pedaço do almoço que não tinha sequer uma hora. As mãos de Max puxaram o meu cabelo para trás, e


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eu comecei a soluçar. Desagradáveis e dolorosos soluços saíram do meu peito, as lágrimas como um rio. Eu enterrei meu rosto no peito de Max e gritei com meu coração. Logicamente, eu sabia que ela ficaria bem. Ela estava falando e responsiva. Minha cabeça era uma história diferente. Meu cérebro manteve essa repugnante cena repetindo, e não conseguia parar as imagens queimando o meu cérebro. "Está tudo bem, querida. Ela ficará bem. Ela terá um caderno rosa brilhante que você escreverá coisas agradáveis em vez de palavrões e pensará que é a melhor coisa do mundo. Shhh." Ele disse nos embalando. Eu senti o cheiro do meu pai antes que ele me tocasse ou anunciasse sua presença. Ele cheirava a laranjas e couro e o cheiro acalmou meu estômago turvo significativamente. Ele passou os braços em volta de Max e eu; Max endureceu um pouco, mas depois relaxou e permitiu que o tocasse. "Eu te amo, querida." Meu pai disse com a voz trêmula. "Que frenética.

diabos

aconteceu?"

Minha

mãe

perguntou

ligeiramente

"Molly entrou na rua. O carro bateu nela e nem sequer parou!" Bennett disse a todos, gritando. Isso chamou a atenção de todos. O que quer dizer que não parou?" Perguntei-lhe digitalizando o carro escuro. "É o que eu quero dizer. Quem quer que fosse nem sequer parou." "Número da placa é 57H-G6H7." Brandon, outro primo e ex-Seal, disse do lado da rua. A Texas State Trooper estava questionando o meu irmão, tentando fazer sentido do que ele havia testemunhado. Max me entregou para o meu pai, e nós dois observamos quando Max puxou o celular e ligou para alguém. Uma vez que o telefonema foi feito, ele falou com o soldado, e depois fomos para o hospital e esperamos. Quatro horas se passaram antes que ouvíssemos dizer que Molly ia ficar bem. Além de uma leve concussão, a cirurgia em seu braço quebrado, e arranhões, cobrindo o rosto e os braços, ela estava indo muito bem. Seu espírito era alegre, e ela amou as enfermeiras engraçadas que


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trabalhavam na enfermaria pediátrica. O quarto dela estava coberto de fadas, que ela absolutamente amou. Deixamos a família sorrindo e rindo, mas eu não conseguia afastar a sensação de que algo estava seriamente errado. Max não estava agindo certo, como se algo estivesse errado, não sendo óbvio. Eu finalmente me cansei de seu silêncio, uma vez que deitamos na cama naquela noite. "Diga-me." O silêncio esticado desajeitadamente, e eu estava prestes a abrir a boca de novo quando ele soprou-me para fora da água. "O'Hare quase matou um bebê maldito." "O quê?" Eu perguntei confusa, e, em seguida, a compreensão finalmente ocorreu. "Foi ela?" Eu fiquei absolutamente perdida. Que pessoa doente teria atropelado uma menina de propósito? No início, eu não estava ciente de que era algo mais que um acidente horrível, mas quanto mais eu pensava sobre isso, mais os detalhes tornavam-se claros. Concedido, Molly foi para perto da estrada, mas ela não estava na rua. Onde ela foi atingida era uma estrada plana, e tinha um limite de velocidade de trinta milhas por hora, devido à escola localizada do outro lado da rua. Lembrei-me do motorista executar o sinal de parada obrigatória. Além disso, lembrei-me de ouvir o motor acelerando. O motorista definitivamente não ia a lugar nenhum perto do limite de velocidade. "Você tem que fazer alguma coisa." Eu exigi. "Eu já fiz. Eu não acho que vai ser muito bonito também." Ele disse, pensativo. "Temos algumas informações certas antes da reunião. Eu ia lhe dizer quando voltássemos, mas agora eu acho que manterei isso para mim mesmo." "O que você fez?", perguntei. "Eu não vou lhe dizer. Vá dormir querida." Ele disse e estalou a cabeceira desligando a lâmpada. A sala mergulhou na escuridão, e eu debatia para perguntar o que ele ia fazer. No entanto, eu repassava o que ele disse e como ele disse, e sabia que ele não iria me dizer não importa o quanto eu implorasse. Eu só tenho que confiar nele. Eu teria que confiar que ele não iria se matar. O que eu podia fazer era fazer amor com ele, e isso foi o que eu fiz. Suave e lento, eu o amava, como ele precisava ser


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amado. Trabalhei até que ele estava implorando por libertação, músculos e tendões trabalhando, e ainda realizava até o último momento possível. Nós dois atingimos o pico juntos, e eu sabia que aquela seria a última vez que teríamos de passar algum tempo a sós. Somente quando estava prestes a dormir, ele finalmente falou. "Por favor, não me odeie." Ele sussurrou contra meu cabelo.


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"Você vai acabar na prisão, ou pior, morto.", disse James de sua posição ao meu lado. "Eu realmente não sei mais o que fazer. Se nós deixarmos como está, eu vou acabar morto de qualquer maneira." Eu o lembrei. "Ela o tem em seu bolso de trás" James tentou novamente. "Eu sei." Eu disse suavemente. "Cuidado com Payton. Tenho certeza que você me prometeu quando estávamos na quinta série que você iria casar com a minha viúva e cuidar de meus filhos se alguma coisa acontecesse para mim." Eu provoquei. "Não, você entendeu tudo errado. Eu disse que iria confortar a sua viúva. Eu não disse nada sobre se casar com ela. Pelo menos não tenho que me preocupar em ficar grávida por alguns meses." Mesmo sabendo que ele estava brincando, minhas entranhas estavam em chamas. Eu queria dar um soco na cara dele, e dar-lhe um abraço, ao mesmo tempo. James me conhecia melhor do que ninguém, mesmo Payton. Nós crescemos como melhores amigos. Perdemos a nossa virgindade na mesma noite. Fomos para boot camp e escola da guarda florestal juntos. Nós


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matamos juntos. Fizemos tudo juntos. Agora o conhecimento um do outro estava prestes a ser posto à prova; pelo menos em parte. Estávamos sentados no estacionamento de um edifício abandonado no lado sul da cidade, em frente à casa do detetive Dick Wilson. James me levou em seu caminhão desde que eu tinha certeza que eu não estava indo para estar deixando-o aqui em um carro da polícia ou uma ambulância. Sam e os outros estavam trabalhando nos bastidores tentando ligar os pontos. Agora que tinha recebido a informação que tínhamos procurado, seria apenas uma questão de tempo antes que o castelo de cartas que O'Hare cuidadosamente empilhava desintegrasse. "Ela vai me matar. E a você. E a todos nós.” James murmurou. Abri a porta do caminhão e comecei minha jornada através da rua. Eu sabia como era o lugar de Dick, assim como eu poderia, nas circunstâncias. Eu sabia que não seria mais que dez minutos antes que os policiais estivessem lá para parar a briga. Eu só esperava que eu fosse capaz de conseguir tudo que eu precisava para fora dele em um tempo tão curto. Eu ignorei a campainha e fui direto para forçar a entrada. Isso ia ser mais rápido. Tomando o salto de minha bota, eu levantei logo abaixo da maçaneta, e chutei a porta. A força do meu pontapé enviou a porta batendo duro arrebentando o gesso por trás da maçaneta. Dick saltou para fora do sofá e pegou sua Glock calibre quarenta que estava em um coldre no tornozelo da perna direita. "Não se mova." Eu exigi, logo que eu levantei minha quarenta e cinco e apontei para seu peito. Ele congelou e lentamente se levantou até que suas mãos pairavam no ar ao nível da cabeça. "Vire-se e coloque as mãos na cabeça." Eu exigi. Ele obedeceu relutantemente, e eu algemei as mãos. "Volte ao redor." Ele fez o que eu disse e eu o instruí a sentar-se à cadeira da cozinha mais próximo a ele. Uma vez que ele obedeceu, mudeime para ficar diretamente na frente dele. "Então, como você faz isso?" Ele olhou ao redor da sala, em seguida, aos meus olhos, e rapidamente afastando novamente.


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"Como é que eu faço o que?" Suspirando em agravamento, eu fiz um rápido trabalho duro gravando suas mãos e braços na cadeira. Eu olhei para ele, sem piscar, até que ele começou a se contorcer na cadeira. "Dick, eu não estou aqui para jogar. Eu sei que você estava me esperando, eventualmente, por isso sei que o alarme silencioso já foi acionado. Eu planejei isso. Confie em mim. Agora me diga o que eu preciso saber.” Ele lambeu os lábios nervosamente, ainda sem dizer nada, e eu sorri. "Então é assim que você quer que ele vá?" Ele chupou os lábios entre os dentes; meu palpite era porque ele não queria morrer. O mais provável, O’Hare o tinha ameaçado se ele dissesse qualquer coisa. O bom foi que eu só precisava de O'Hare pensar que eu estava fora de cogitação. Eu só precisava que ela pensasse que eu estava escondido na cadeia, alegremente inconsciente do perigo que espreitava na minha porta enquanto eu estava fora. O bom foi que eu sabia. Eu sabia tudo agora. Meu cérebro lento finalmente apanhado. Nada disso era realmente sobre mim. Ela só precisava de um bode expiatório. Alguém para levar a culpa pelo fracasso da missão que aconteceu no Iraque. Ela precisava deum bode expiatório para obter o seu próprio rabo para fora da água quente com o terrorista maldito que tinha ligado quando seu próprio governo tinha virado as costas para ela. Quando eu tinha chegado no Iraque, eu tinha interrompido uma missão que tinha nove meses na tomada. Ela estava prestes a se deixar ir da CIA, e ela estava chateada. Tão chateada que decidiu que a melhor coisa a fazer era ir para a organização que iria levá-la sem dúvida. Uma organização que iria ajudá-la a se vingar do país que amava, o país que a tinha traído em sua própria mente. "Eu realmente não preciso de você para falar. Seria bom se você fizer, apesar de tudo. Você vai morrer. O'Hare não vai deixá-lo viver quando ela pensar que eu tenho toda a informação além de você. Ela não precisa saber que tivemos uma denúncia anônima; ela não precisa saber que você manteve seu juramento." Eu disse dando-lhe um sorriso maníaco. Eu queria que ele achasse que tudo estava perdido. Eu queria que ele pensasse que se eu poupasse sua vida ele me daria algo em troca. Ele


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não iria ajudar, mas gostaria de fazê-lo pensar que seria. Então, comecei a caminhar em direção a ele. Enfiando a mão no bolso da camisa, eu extraí o seu telefone celular e comecei a gravação. "Agora me diga, Dick. O que você fez para ser recontratado depois que foi demitido publicamente?” Provoquei. Indo atrás das costas, eu rasguei a camisa branca que ele usava no pescoço até que a maioria de suas costas foi descoberta para mim. Então eu andei à sua frente e tirei o meu canivete. "Eu só afiei ele esta manhã. Isso não vai doer muito." Eu disse e então caminhei atrás dele. Eu ri para mim mesmo quando ele começou a balbuciar para eu não machucá-lo. "Está tudo bem, Dick. Este primeiro só será superficial. Eu estou esperando que você decida falar." Fechando a faca, eu a coloco de volta no bolso e retiro silenciosamente uma caneta de tinta. Uma que iria deixar uma sensação de molhado e frio se desenhado sobre a pele. Para efeito ainda maior, se você segurou o tempo suficiente, a pintura iria começar a escorrer das bordas da ponta dano a ilusão da sensação de "sangue". Eu tinha visto isso em um programa de TV quando eu era mais jovem e, quando interroguei meu primeiro suspeito, eu tinha usado essa ideia e funcionou brilhantemente. Tomando a tampa silenciosamente, eu defini a ponta contra suas costas, deixando-o sentir a umidade. "Vamos, Dick. Diga-me." Choramingou, muito pouco viril, mas ainda mantinha a boca fechada e comprimindo. "Tudo bem, meu rapaz. Se é assim que você quer jogar." Eu disse e depois sorri. Fiz questão de pressionar com força com a minha caneta de tinta vermelha, e em seguida, chamei ao longo do comprimento de sua coluna vertebral. Eu fui tão lentamente que, uma vez que foi feito, riachos de vermelho desceram correndo as costas a um ritmo rápido, desaparecendo nos restos rasgados de sua t-shirt que estava escondida em seus jeans. Sua inalação afiada deixou-me saber que ele estava agitado, mas ainda não o suficiente para falar. Uma e outra vez, eu corri a caneta sobre várias partes de suas costas. Sabendo que ele não ia falar até que eu fizesse algo que ele considerou uma ameaça à vida, eu agarrei seu cabelo penteado para trás e puxei até a linha de seu pescoço exposto.


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"Última chance." Eu disse e coloquei a caneta fora de seu controle a vibrar no pulso de sua nuca. Segurei-a apenas para que ele pudesse obter a sensação de que a tinta corria, e depois parei. Ele finalmente explodiu. "OK! OK! Pare!" Ele se declarou repetidamente. Eu sorri e deixei sua cabeça ir, antes de deixar cair a caneta de volta no bolso. "Vá." Ele realmente parecia uma visão. Sangue estava correndo pelas costas em linhas, assemelhando-se a cortes superficiais. "Ela veio até a mim no dia que eu fui demitido. Ela disse que se ela me pegou de volta na força, ela queria algo em troca. Ela queria toda a informação que tinha de você, e ela queria atualizações constantes. Eu fiz seu trabalho, a cada quinze minutos do meu dia de folga. Troquei de carros, pelo menos uma vez por hora. Eu juro que foi tudo que eu fiz. Foi apenas informações." Eu já sabia de tudo isso, mas era bom tê-lo na fita para que eu pudesse enviá-lo para James, que, então, obtê-lo para O 'Hare. Ela iria cuidar do problema, e então eu cuidaria dela. Luzes vermelhas e azuis infiltraram-se através das cortinas na frente da minha casa, e eu me sentei em uma cadeira da cozinha sobre a mesa de Dick. Colocando minhas mãos em minha cabeça, eu esperei para a contagem de cinco, e em seguida, eles foram entrando pela porta, com armas em punho. Não houve preâmbulo desde que Luke foi informado, ele veio direto para mim, e viu a cena. "O que está acontecendo aqui?" Ele perguntou para o efeito. Dick, claro, começou a divagar sobre como eu cortaria suas costas e pescoço. Dado, era uma cena horrível, mas uma vez que realmente parecia, foi por demais evidente que era pintura e não de sangue real. Os meninos começaram rindo atrás dele, mas eu fui ainda 'preso' e levado para o carro policial mais próximo. Eu dei a James um aceno de cabeça; ele me cumprimentou e continuou a observar a cena diante dele. Dick estava berrando como um búfalo de água pedindo uma ambulância, mas ele o ignorou. Ele foi libertado, e então ele veio direto para mim, me ameaçando de lesão corporal. "Quero ele frito!" Ele rugiu para Lucas que tinha pisado na frente da porta que estava ainda aberta.


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"Vamos levá-lo para a cadeira. Não há muito mais que podemos fazer por isso. Talvez você deva tomar um banho. Que puta sacanagem. Será que ela coçará?” Ele provocou. Com as narinas queimando, e ele girou nos calcanhares num acesso de raiva. Alguém pode dizer rainha do drama? "O telefone celular está sob a perna da mesa." Eu disse a Lucas calmamente. "Entendi." Ele disse e se afastou. Eu fui tirado do ar para a cadeia. Mais uma vez. Payton ia enlouquecer e me matar. "Leve-o." O chefe disse que eu fui processado. Fui para sala de interrogatório um. Ele sabia e eu fiz que não iria me segurar por muito tempo, mas se o que eu pensei que iria acontecer, aconteceu, então eu estaria aqui por muito mais tempo do que o que se justificava. Fui levado a uma cadeira bamba, em uma sala verde doentia, e deixado lá por vinte minutos. Com minha cabeça em meus braços cruzados, eu cochilava até que o Chefe finalmente veio para o quarto. "Tremaine. Espero que você saiba que temos uma muito grávida, muito frenética, mulher no nosso átrio agora. Ela está ameaçando chutar bundas de todos nós se não deixarmos seu marido inocente ir. Ela, claro, estava ciente do por que você foi preso, mas ela insiste que era apenas uma brincadeira. Alguma ideia de por que ela diria isso?” Ele incitou. Eu mantive minha boca fechada. Tendo Payton frenética não me fazia me sentir bem comigo, mas eu sabia que isso iria funcionar se eu me mantivesse preso ao meu plano. James estava aqui com ela, porém, quando eu saí, eu o fiz desejar que ele tivesse nascido uma menina. "Eu sabia que você não iria cooperar." Ele bufou e sentou-se. Ele levantou um doce em forma de árvore Natal do bolso da frente, e prontamente começou a comê-lo, certificando-se de fazer todos os ruídos apropriados que devesse fazer quando se come essas pequenas iguarias. Meus olhos se estreitaram sobre ele quando ele pescou a fria garrafa de leite com chocolate fora de seu outro bolso. "Payton disse-me para dar-lhe isso, exceto que eu estava muito tentado a comer. Veja, não me deixam ter esse tipo de coisas mais. Não desde que me disseram que eu iria morrer se eu não começasse a comer direito. Faz seis anos que eu sobrevivo com comida de coelho. Você sabe como é difícil comprar


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algo nesta pequena cidade? Cada uma única coisa ela fica sabendo.” Ele gemeu e depois lambeu os dedos. "Seu filho da puta!" Eu assobiei. Ele riu e em seguida, tomou a outra árvore do bolso, abriu-a e colocou-a na frente. Eu não hesitei em arrebatalo e empurrando-o em toda a minha boca. Droga estas coisas são boas. Claro, isso só saía na época do Natal, então eu me empanturrava com eles durante os dois meses que enfeitavam a terra com a sua presença. Lambendo meus dedos, eu fui para a garrafa fechada de leite com chocolate que ele tinha colocado na minha frente, mas ele segurou-a fora do meu alcance. "Conte-me. Não tem câmeras.” Ele instruiu. Portanto, eu fiz. "Filho da puta. Você tem que estar brincando comigo! Fiquei me perguntando por quatro meses como ele conseguiu puxar essa merda!" Ele se irritou. Então ele sorriu um sorriso maligno e se levantou de sua cadeira e saiu da sala. O sorriso deslizou do meu rosto quando Payton entrou na sala. O Chefe não tinha fechado a parede de vidro. Ela olhou para mim, cruzou os braços acima de sua barriga, inclinou seus quadris, e lentamente bateu o pé. Então seu dedo entrou quando ela não conseguiu o efeito desejado. Em seguida, uma lágrima escorreu pelo canto do olho, e eu estava de pé em um instante, reunindo-a e embalando-a contra meu peito. Senti a mão dela deslocar-se para a frente do meu estômago, chegar apenas sob meu mamilo, em seguida, ela torceu a merda fora dele. "Filho da puta!" Eu gritei e pulei para trás dela. Seus dedos realizando embora, e torceu ainda mais difícil até que finalmente seus dedos deslizaram no porão que ela tinha sobre o meu mamilo. Esfreguei-o tentando livrar da picada, e olhei para ela. "Eu não acredito que você fez isso comigo! Você tem alguma ideia de como é terrível estar assistindo a notícia no trabalho, e ouvir o âncora de notícias dizendo que o seu marido foi preso por espancar um policial?” Ela gritou, agitando as mãos descontroladamente. "Eu não fiz isso!" Eu moí. "Então por que você está aqui?" Ela disse um pouco menos estridente.


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“Ele só estava quebrando e entrando. Eu posso ou não tê-lo mantido prisioneiro, mas tenho certeza que não o machuquei!", expliquei. "Como isso é melhor!" Ela se irritou. Ok, ela poderia ter sido melhor, mas eu tinha que fazer isso, caso contrário O'Hare não iria fazer um movimento. Caminhando lentamente em direção a ela, eu aferi a sua reação. Vendo que ela não estava protestando minha proximidade, eu coloquei meus braços em torno de seu pequeno quadril, e puxei-a mais ou menos em meu corpo. Sua barriga a impedia de ficar tão perto como eu teria gostado, mas senti o contorcer do bebê entre nós. "Confie em mim." Eu sussurrei em seu ouvido. "Você vai perder o nosso primeiro Natal." Ela chorou. "Querida, isso é uma semana de distância. Eu estarei em casa em três, quatro dias no máximo." Eu garanti. "OK. Será que vão me deixar ter uma visita conjugal? "Ela perguntou enquanto se contorcia. Eu não pude deixar de rir. Esta mulher com certeza sabia como fazer tudo melhor. Meu dia poderia ter sido uma merda, mas uma piada extravagante ou uma mensagem de texto sentimental dela e meu mundo seria certo novamente.

Puxei minha desengonçada barriga liderando o caminho, fora do meu carro. Tomar uma decisão, pisando duro eu fiz o meu caminho para o escritório principal e bati a porta atrás de mim. Sam, James, Jack e Elliott e todos os outros que faziam várias coisas congelaram quando entrei. Gabe trouxe até a traseira, fechando a porta silenciosamente atrás dele, olhando para mim ao fechar a porta na cara dele. Não foi minha culpa


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que ele não iria me deixar sozinho. "Diga-me." "Dizer o que?" James fingiu inocência. Uma vez que você está com raiva de alguém, tudo que eles fazem parece ofensiva. James continuou mexendo com o seu lápis, e eu queria arrancá-lo de suas mãos e esfaqueá-lo na bunda com ele. Mesmo Sam era de me irritar, de braços cruzados mordiscando um pedaço de carne seca. Eu andei até ele, arranquei das suas mãos, e rasguei com os meus dentes molares. A explosão do sabor deu vida na minha língua e eu mal mantive o gemido de delícia. Eu olhei friamente para ele, e então virei o olhar para os outros homens na sala. Eles levantaram os braços em sinal de rendição, sentei-me na cadeira ao lado da mesa e esperei. Eles não podiam fazer nada comigo sentada bem aqui, e eles não me chutariam para fora de qualquer maneira. Afinal de contas, o meu marido foi apenas jogado na cadeia, eu estava grávida e hormonal. Eles sabiam melhor do que ninguém que não deveriam mexer comigo. A porta do escritório se abriu e Ember, Cheyenne e Blaine entraram. Elas olharam ao redor e instantaneamente tornaram-se consciente da tensão no escritório. "O que está acontecendo?" Ember perguntou finalmente. "Umm ..." Gabe hesitou. "Oh, pelo amor de Deus", eu murmurei e levantei, voltando-me para enfrentá-los. "Meu marido foi preso por agredir um policial. Ele está agora na cadeia, onde permanecerá sem fiança porque ele agrediu um policial, e o juiz não estava muito feliz com isso." Um coro de "O que?” encheu o ar. Então o que eu queria que acontecesse, aconteceu. Elas são as melhores amigas que uma menina poderia pedir, virei e olhei para os seus homens, à espera de uma explicação. Os gemidos deles passaram a aparecer, mas eles ainda não desistiram. Meus amigos queridos não iam dar em qualquer um, de modo que isto estava prestes a ficar interessante.


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"Eu espero uma explicação, logo que eu voltar, caramba." Eu disse antes de pisar de volta para o meu carro em marcha lenta, batendo Alpha na cabeça, e voltando ao trabalho. Eu nunca fiz isso. Eu tinha acabado de alcançar o cruzamento de Grand e da Universidade quando o sinal passou de verde para amarelo. Parei no sinal, mas a moto que tinha vindo a seguir Gabe e eu para a última milha não o fez. O acidente jogou fora, como se faz em um filme. Houve um guincho de pneus. O som de flexão de metal e crescente impacto. Buzinas. Fumaça estava enchendo o ar, e então tudo ficou em silêncio por alguns segundos. As pessoas saíram de seus veículos com cautela, mas eu nem sequer hesitei. Corri para as vítimas caídas que foram lançadas mais de 60 pés de distância de onde sua moto tinha sido impactada com o caminhão. Gabe estava lá, também. Ainda me seguindo como tinha feito antes, mas desta vez eu estava feliz por sua presença. Ele era um médico de combate e seria extremamente útil na tentativa de estabilizar os pacientes até que as ambulâncias fossem capazes de chegar aqui. Consternação tomou conta de mim quando eu vi que a mulher estava morta. Seu pescoço estava em um ângulo tão horrível que teria sido por demais evidente para qualquer pessoa. Seus olhos olhavam vagamente para o céu azul, e foi aí que notei que ela estava grávida. Seu rosto estava em uma forma tão ruim que eu só sabia que não seria capaz de fazer CPR até que os paramédicos chegassem aqui. Gabe viu isto, também. Corri de volta para o meu carro e retirei o saco que eu sempre mantinha lá para emergências, e corri de volta para Gabe, que estava tirando a roupa da mulher de sua metade superior. Eu assisti com distanciamento clínico, e em seguida, partiu tudo o que eu pensava que seria necessário. Olhei rapidamente para me certificar de que o homem estava recebendo ajuda, também, e vi dois homens fazendo CPR sobre ele. Gabe e eu trabalhamos rapidamente, e eu o ajudava quando ele executou uma secção no baixo ventre da mulher. Eu testemunhei várias cesarianas, mas esta foi a minha primeira que não ocorreu no ambiente estéril de um OR. Em questão de minutos, Gabe atingiu o interior da mulher morta e removeu o bebê. A incisão era grande, por isso, nenhuma manobra estava sendo feita, o bebê deslizou para a


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direita para fora em uma pilha desossada. Os próximos minutos passaram como borrões quando realizamos CPR na criança, e, em seguida, virou-se aos cuidados dos paramédicos que apareceram sete minutos após o acidente. Tempo de resposta normal fora dos limites da cidade que tinha onze minutos e tivemos sorte que eles chegaram aqui tão rápido. Nós seguimos a ambulância toda a caminho do hospital. Subi para mudar para fora das minhas roupas sujas, e sentei-me na sala de descanso e chorei. Eu chorei por aquele bebê doce que nunca veria sua mãe. Eu chorei por aquela pobre mãe que nunca saberia a alegria de segurar seu bebê pela primeira vez. Chorei por Max não estar aqui quando eu precisava dele. Chorei por bem mais de 15 minutos, recolhi-me, empurrei todos os meus pensamentos em um cofre no fundo da minha mente, e, finalmente, voltei para o posto de enfermagem. Claro, meus colegas estavam todos curiosos, mas eu não sentia vontade de explicar. Atirei-me para o trabalho em um esforço inútil para tentar esquecer o tumulto que estava tomando conta do meu cérebro. Agarrando minhas cartas do posto de enfermagem, eu bati na primeira porta e entrei. Minha nova mãe estava dormindo, e eu anunciei-me para que ela não pirasse quando me viu em pé sobre seu recém-nascido. "Oi, Charlotte! Como está se sentindo?", eu perguntei a ela. "Eu sinto que eu apenas caguei uma melancia. Meu cú dói. Por que meu cú dói?", perguntou ela olhando seu bebê com orgulho. Eu tive que abafar meu riso. Esta mulher foi incrível. Ela era uma piada durante o parto, e eu ouvi ela brincar todo o caminho pelo corredor na unidade de cuidados maternos. Os enfermeiros ainda estavam rindo de sua explosão quando o médico lhe deu sua episiotomia. Aparentemente, quando o médico foi fazer o corte para a episiotomia, ela pediu ao médico para não cortar o clitóris fora no acidente. Quando o médico riu, ela disse: "Depois de ter de suportar este inferno, eu vou ter que ir sempre mais além do fato de que uma melancia saindo da sua vagina é o resultado final desse processo." "Umm, bem, você teve uma episiotomia. Vai doer por algumas semanas. Eles tiveram que cortar


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quase todo o caminho até seu reto." Eu disse consoladoramente. "Foda-se, maravilhoso. Quando ver o homem de novo, eu vou socá-lo no rosto e cortar suas bolas fora com um maçarico." Ela apertou para fora e, em seguida, cobriu o rosto com um travesseiro. A porta se abriu, e o homem em questão veio dentro, inconscientes do perigo eminente em que estava. "Eu tenho algum jantar, querida!" Ele disse alegremente. Desde que ele não estava prestando atenção, ele não viu o sapato voando em sua cabeça até que ele lhe bateu no ombro e saltou para o chão. "Hey!" "Olha o que você fez para mim!" Ela gritou e levantou a camisa, abriu as pernas, e depois exibiu os bens a todos. O marido dela estremeceu e desviou o olhar. "Eu não lhe disse para ir fora de seu controle de natalidade!" "Sim, bem, eu era estúpida. Lembro-me especificamente de nós falarmos sobre ele, embora. Meu problema é que você não me disse que minha vagina seria rasgada!" Ela fervia. Agora eu devo mencionar o fato de que seu marido é também um obstetra. Ele sabia exatamente o que poderia acontecer quando os bebês foram concebidos. Como ele foi capaz de manter isto dela, eu não sei. Usando a calmaria e não gritando, examinei Charlotte, o bebê e fiz meu caminho para fora da sala. Assim quando eu estava prestes a ir para fora, meu nome foi chamado da estação da enfermagem. A enfermeira-chefe acenou-me e disse: "Eu preciso de você para ir até a emergência. Ocorreu alguma destruição, e envolveu uma mulher grávida. O bebê foi entregue, mas a mãe não. O bebê precisa ser verificado logo, por isso trouxe você aqui. Pegue tudo que você precisa. Tenha cuidado." Eu olhei para ela interrogativamente, mas ela se virou e começou a latir ordens aos que estavam reunidos em torno do posto de enfermagem. Reunindo um cobertor, um berço portátil, uma seringa de nariz e as pulseiras de hospital, eu fiz meu caminho descendo as escadas e cheguei no caos total. Não havia nenhuma maneira que eu


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queria entrar nesse naufrágio. Em vez disso, eu fiz o que foi dito. Os elevadores apitaram, e eu estava momentaneamente sem palavras. Parede a parede, havia motociclistas em abundância. Alguns usavam seus couros, outros usavam apenas t-shirts, alguns estavam em jaquetas azuis de brim, mas não havia nenhuma dúvida em minha mente que eles eram motociclistas. Eles exalavam um tipo de força. Eles se separaram quando me viram pôr meu pé. Todos eles solene. Algumas das mulheres estavam chorando. Alguns dos homens abraçando suas mulheres. Outros me ignoraram completamente. Minha respiração começou a vir com dificuldade, mas eu ignorei, grato por ter Alpha trotando ao meu lado. Seus olhos se viraram em sua direção, mas rapidamente desviou de volta para mim e meu progresso pelo longo corredor. Uma vez eu estava na principal sala do hospital, ainda mais confusão me acolheu. A sala de trauma estava em um tumulto completo, trabalhando freneticamente sobre o homem da motocicleta. Ele enchia a maca de cima para baixo. Uma enfermeira estava de pé ao lado, segurando um bebê agasalhado e assistindo à comoção. CPR estava sendo realizada sobre o homem e os médicos estavam gritando ordens às enfermeiras, frenéticos. O coro de 'Another One Bites the Dust' estava sendo cantada pelo médico realizando as compressões torácicas. Duh, duh, duh, du, du, du, du, du, du. Ele cantarolava ao ritmo e depois começou a cantar. Outro morde a poeira. Outro morde a poeira. E outro desaparecido, e outro desaparecido. Outro morde a poeira. Ei, eu vou te pegar também. Outro morde a poeira. Os médicos possuíam um sentido de humor estranho. Os paramédicos eram ainda piores. Fomos ensinados a realizar compressões torácicas, mantendo um certo ritmo. Então, um médico decidiu implementar o seu próprio uso de humor negro, e veio com esta canção a dar o seu ritmo. Outra canção que eles usam, que seria melhor nesta situação, foi Stayin' Alive. No entanto, os médicos e paramédicos tendiam a balançar no sentido desta. Deslizo meu carrinho ao lado da enfermeira, trocamos informações. Ela me deu o APGAR do bebê e estatísticas. Eu fiz o meu próprio check sobre o bebê, troquei a fralda dele, enrolei e então esperei para a segurança me acompanhar.


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Eu estava indo para jogar pelo seguro, e ter alguém para me acompanhar. Eu não queria isso para sair de mão, e eu sabia muito bem que seria se eu não fosse cautelosa. Assim quando eu chego as portas abertas com o guarda, eu dei uma espiada e meu coração caiu quando vi a parede de couro preto. Não havia nenhuma maneira que eu ia ser capaz de fazer isso. Eu precisava de algum apoio familiar. Deslizando o meu telefone do meu bolso, eu fiz uma chamada rápida e esperei. Não menos de cinco minutos se passaram quando ouvi o barulho das motocicletas novamente. Sim, havia cerca de um zilhão no parque de estacionamento. Você pergunta como eu sei, mas eu não posso te dizer. Eu só faço. Após seis meses de ouvir essas motos específicas indo e vindo, eu sabia de cor. Eu vi como as paredes de couro preto se separaram e revelou Sam, Elliott, James, Gabe e Jack, assim como Lucas e alguns homens da SWAT que vestiam equipamentos anti-motim. Eles apoiaram os homens longe da porta que eu precisava para sair completamente e eu com muita cautela usava o meu cartão-chave que permitiu a porta a se abrir. Os caras me apoiaram com sorrisos em causa e, em seguida, fizeram uma parede humana para o bebê, Alpha para que pudesse fazer o nosso caminho para o banco de elevadores que estavam localizados na esquina. Todos os motociclistas assistiram avidamente, mas não fizeram quaisquer movimentos ameaçadores. Se era por causa das caras, ou apenas porque eles nunca tiveram a intenção de iniciar qualquer coisa, eu não sei. Eu, no entanto, não ia correr nenhum risco. Não com este bebê pequeno que eu estava empurrando, e não com o que eu estava atualmente alimentando com o meu corpo. Nós tínhamos ido para o elevador quando um homem mais velho deu um passo adiante. Ele estava usando o mesmo couro que os outros, mas a sua dizia que era o presidente em uma pequena etiqueta no bolso do peito direito. Eu me perguntava se era um clube de motocicleta real, e se ele realmente era o presidente. O cabelo do homem era prata e bonito. Ele tinha o tipo de cabelo que você vê na caixa de "Touch of Gray 'tintura de cabelo dos homens’, mas eu era cento e quinze por cento de certeza de que o homem nunca tinha visto uma caixa de tintura de cabelo em sua vida. Ele era muito adequado para um homem


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mais velho, e ele me fez lembrar de alguém, mas eu não conseguia lembrálo. Este homem, quem quer que fosse, era perigoso. O olhar em seus olhos contou uma história. Foi uma de dureza e necessidade. O corpo de Sam se tornou apertado como uma corda de arco, e então ele amaldiçoou violentamente sob sua respiração quando ele finalmente virou-se para ver atrás de nós. "O que você quer?" Ele vociferou. Eu pulei um pouco com a dureza de sua voz. Eu nunca tinha ouvido falar assim antes, e a dureza de seu tom de voz me fez olhar para ele de forma diferente. Claro, ele era um homem muito bom; ele era grande e forte, e eu sabia que ele era perigoso. Embora uma coisa era saber que ele é perigoso, e um outro saber. "Esse é o seu sobrinho." Ele soltou a bomba e foi embora, desaparecendo na multidão de motociclistas. Os elevadores apitaram, e todos nós embaralhamos segurando a respiração. Eu estava com medo que se eu dissesse qualquer coisa, eu iria piorar esta situação. Então, eu mantive minha boca fechada, e verifiquei sobre o bebê. Colocando meu estetoscópio neonatal para seu pequeno peito eu ouvi seu forte batimento cardíaco. Em seguida, seus pulmões. Eles soaram absolutamente perfeito. Eu chequei seus APGAR novamente, bem, só para ter certeza. "Eu vou matá-lo. Como ele se atreve?" Sam se irritou. A viagem de elevador ficou em silêncio até chegar ao chão que a creche estava ligada. Todos nós nos mexemos para fora, pronto para fugir dos limites sufocantes do elevador. Eu tomei uma respiração profunda e levei o bebê para o berçário para ser limpo, pesado e verificado pela pediatra. Meus pensamentos ficaram com Sam e o choque que ele tinha acabado de receber. Pelo que entendi, seu pai era um homem abusivo. Sua mãe e ele tentaram fugir e começaram em algum lugar novo muitas vezes. Infelizmente, cada vez que eles estavam estabelecidos, seu pai iria enviar alguém


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para trazê-los de volta. Finalmente, a última vez, eles foram capazes de fugir e não serem encontrados novamente. As coisas ficaram assim até alguns anos atrás, quando Sam precisava de proteção e Cheyenne ajuda. O tipo de ajuda que exigia algo ilegal. Sam era tão certinho como poderia ser. Ele acreditava em seu país; ele acreditava no sistema de justiça. Sua moral não lhe permitiria fazer qualquer coisa ilegal, ou pelo menos algo que iria colocar suas crenças em causa. Então, ele chamou seu pai, e seu pai tinha vindo; só ele exigiu um favor, que ainda não tinha sido reembolsado. Então o homem que tinha visto esta noite aparece e diz a ele que o bebê era a sua própria carne e sangue. Meu único palpite era que aquele homem era seu pai, e então ele passou a perceber que o homem que tinha visto recebendo CPR devia ser seu irmão, ou a mulher que morreu tinha que ser sua irmã. De qualquer forma, não foi boa aparência. A vida de alguém estava perdida e outra pendurada na balança. Eu precisava de Max. Eu precisava de um abraço maldito. Esta noite poderia enfim me sugar.


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Observei-a caminhar para dentro. Sua cabeça pendia miseravelmente e eu me senti inferior a baixo. Eu tinha ouvido falar do que tinha acontecido há dois dias e eu sabia que ela precisava de mim. Infelizmente, para este plano dar certo, eu tinha que ficar longe. Infelizmente, eu não poderia fazê-lo. Eu não podia deixá-la assim. James veio e me disse o que tinha acontecido. Ele também me disse a merda que desceu com o pai de Sam. Isso não era bom. O homem era um assassino. Ele não tinha remorso por qualquer um ou qualquer coisa quando se trata de proteger o seu próprio. Levei um dia, mas eu era capaz de sair com a ajuda do chefe, e aqui estava eu, olhando para ela sair do carro e caminhar em direção à porta da frente. Abriu-a em silêncio e acenou para Jack quando ele a deixou. Eu estava sentado na minha cadeira no escuro olhando para ela através da janela da frente. Alpha veio até mim e esfregou sua cabeça contra a minha coxa vestida de jeans. Dei-lhe um zelo na orelha e esperei ela me notar. Ela saiu da sala, deixando as luzes


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apagadas. Isso era incomum para ela; normalmente todas as luzes da casa estavam acesas se ela estava nela. Esta noite foi diferente, porém. Ela caminhou para o quarto e retirou suas roupas. Sua camisa e sapatos estavam na sala de estar. Sua calça e sutiã caíram no corredor, e, finalmente, a calcinha na porta. Então eu a vi, na cama, sobre suas mãos e joelhos, esperando por mim. Meu pau saltou para a vida, e eu me vi retirando minhas roupas e indo atrás dela em um instante. "Como sabia que eu estava aqui?", perguntei em voz baixa. Eu andei por trás dela e corri as palmas das mãos ásperas sobre a pele sedosa de seu traseiro. Meus dedos tocaram o interior de sua coxa onde se encontrou com os lábios de seu sexo, mas não desviaram mais longe. "Você deixou a luz da varanda pra mim." Ela sussurrou e depois mexeu os quadris para mim. Eu caí de joelhos e a estudei. Colocando minhas mãos em ambos os lados das suas coxas, deixo meus polegares arrastarem ao longo dos lábios de seu sexo para que eu pudesse expô-la a meu olhar. Ela estava molhada e brilhante. Seu clitóris era visível, e minha boca encheu de água. Eu não queria nada mais do que chupar o pequeno nó até que ela me pedisse para parar. Da próxima faria isso, porque eu estava prestes a ficar fora de controle. Eu não a tinha visto em dois dias inteiros, não tinha falado com ela, não sentia a respiração dela contra mim enquanto ela dormia. Não tinha sentido a maciez de sua pele. A risada tilintar enquanto ela fazia algo engraçado. Eu não tinha raspado minha barba em quase uma semana. Algum crescimento da barba estava ok, mas mais eu lhe daria um tapete. "Eu preciso de você." Eu disse a ela desesperadamente. "O que você acha que eu estou aqui esperando? Para arejar minha vagina?” Ela riu. Eu não disse uma palavra. Serei amaldiçoado se eu disser algo para ofendê-la. Com esses hormônios grávidas correndo por suas veias, ela provavelmente iria levar para o lado errado e tentar cortar meu pinto fora. Forro meu pau com sua entrada


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escorregadia, e a encho de um impulso liso lento. "Sexo tântrico, você sabe, eu ouvi é quente." Eu disse provocando. "Nós nunca poderíamos fazer sexo tântrico. Você tem que ficar parado?” Ela perguntou balançando as costas para mim, tentando me mover. Eu bati na bunda dela levemente e ela riu. "Você me deixou alta e seca durante três dias!" Ela gemeu. "Isso não seria molhada e vazia?" Eu provoco. "Bem, eu acho que seria uma explicação melhor. Agora me fode já." Eu fiz com cursos longos e profundos. Meu ritmo nunca se alterando do que eu defini. Este ia durar um tempo, e meu objetivo era para compensar esses três dias que eu tinha enganado ela fora de seus orgasmos. Payton, por outro lado, teve ideias diferentes. Com cada impulso para a frente, ela começou a bater-se para trás contra mim. Não demorou muito e eu estava pronto para explodir. Ancorar as minhas mãos em seus ombros, comecei batendo nela cada vez mais difícil. Cada duro impulso tinha me intrometendo contra seu colo com a cabeça do meu pau. "Foda-se." Payton disse enquanto ela se abaixou para que seu peito estivesse tocando o colchão. Movi minhas mãos para seus quadris apertando tanto que ela provavelmente teria contusões na parte da manhã. Cinco marcas de dedos perfeitos. O calor de Payton apertou tão duro no meu pau que eu vi estrelas, e, em seguida, seu canal começou a pulsar com seu orgasmo. Parecia uma foda assombrosa. Sabendo que eu não precisava mais adiar, deixei-me ir. Eu vi meu pau brilhante encapsulado dentro e fora de seu calor escorregadio. Meu pau estava brilhando com seus sucos. Puxando para fora o suficiente a cada vez que ele beijava a entrada de seu canal. Então eu empurrei para a frente com tanta força que eu fui ao fundo do poço, e depois repeti. Meu controle se perdeu e eu disparei dentro dela por três dias de frustração reprimida derramando de mim e revestindo seu interior. Retirando meu amolecido pau, eu assisti quando o meu líquido caiu fora dela deslizando por entre as coxas. Foi uma visão que teve meu pau gasto trazido de volta à vida como se tivesse sido chocado.


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Sorrindo, eu bati de volta para dentro dela novamente, e repeti o que tinha acabado de terminar de fazer. "Porra. Você é um monstro", ela riu. Fiz notar, porém, que ela não se queixou. Esta segunda vez durou muito mais tempo, e foi como eu tinha imaginado como sendo pela primeira vez. Foi longo, lento e suado. No momento em que foram gastos cerca de 40 minutos mais tarde, nós nem sequer tínhamos a energia para nos lavar. "Não." Eu disse. "Pedra, papel e tesoura." Ela exigiu. Fizemos o ritual e eu ganhei com papel sobre rocha. "Melhor de três." Ela exigiu. Ganhei de novo, com papel sobre sua rocha. Mesmo que eu ganhei, nós dois levantamos e limpamos um ao outro no chuveiro. "Você pode me dizer o que está acontecendo ainda?" Ela perguntou quando ela lavou o xampu do cabelo dela. O cheiro de alguma merda frutado subia ao meu nariz, e ele imediatamente me lembrou do que eu tinha tido anseio para cheirar ao longo dos últimos três dias. Seu shampoo frutado, a loção de algodão doce que ela usou, até mesmo o cheiro da goma de canela que ela estava constantemente mastigando. Ela só cheirava a casa. "Ainda não." Eu disse quando eu beijei o seu nariz. Ela suspirou em frustração. "Eu preciso ir para os meus pais. Bennett recebeu os resultados dos testes de hoje." Eu me concentrei em seu rosto, tentando lê-lo, mas ela foi fechando apertado. "Então?" Sua cabeça bateu no meu esterno com um baque. "É dele. Eu estava rezando para que não fosse seu, mas é." Eu disse a única coisa que eu poderia pensar em dizer. Não era eloquente, mas se ajustava à situação. "Bem, foda!" Meus pensamentos exatamente.


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"Você está bem, cara?", perguntei a Bennett quando me sentei na cadeira de balanço ao lado dele. "Sim. É um choque, mas é bom para finalmente saber. Isso é tudo que eu tenho sido capaz de pensar nos últimos cinco meses." Ele explicou. Imaginei que era. Payton e eu estávamos com vinte e cinco e vinte e seis anos de idade. Nós dois em empregos bem estabelecidos. Ambos bem financeiramente. Foda-se, fomos no colegial. Bennett não tinha nenhuma dessas coisas. O que ele tinha, no entanto, era um excelente sistema de apoio. "O que você vai fazer?", perguntei. Seu olhar travou em um carro em movimento lento, que estava tentando evitar bater num cervo. "Mamãe e papai estão me levando a um advogado na segunda-feira para ver sobre que direitos eu tenho. Penso que Corinne quer dar o bebê para adoção. Eu não quero." Parecia déjà vu. Tudo o que ele estava explicando aconteceu com James quando Janie nasceu. Embora James estava pelo menos graduado e tinha uma carreira na época. Este seria um inferno de uma estrada esburacada para Bennett. Seria uma luta para ele mesmo na pósgraduação. Eu, porém, estaria aqui para ele mesmo se eu tivesse que assistir a todas as aulas com ele e assistir a seu filho enquanto ele fazia isso. A porta da frente abre como uma tempestade e um açoitado Tony aparece. Ele entregou-nos todas as cervejas, e sentou-se no degrau acima de Bennett. Ele ficou em silêncio por uns dez minutos antes de quebrá-lo. "Se você for para os Marines, não vou ficar com raiva de você." Ele disse suavemente. A tensão que estava construindo estourou com sua declaração. "Uh, não pai. Eu já tomei minha decisão.” Ele riu. "Isso vai ser difícil. Você tem um longo caminho pela frente.” Ele disse com a preocupação era evidente em sua voz. Eu decidi que agora era a hora de deixá-los ao longo de um momento. Isso e


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minha cerveja estava vazia. Eu precisava de cerveja para lidar com esta merda. De pé, eu bati Bennett no ombro, e fiz meu caminho para a casa. Segui o som de vozes discutindo, e encontro Payton e sua mãe no que eu imaginei que fosse o quarto de Jessie. Ambos estabelecidas na cama ouvindo uma música. "Ele está totalmente dizendo, ‘embrulhado como uma ducha’, diz Jessie. "Não há nenhuma maneira que ele está dizendo qualquer outra coisa.", disse Payton. "Payton. Ele está dizendo empate, não touché. Vá procurar as letras.” Ela riu. Eu sempre me perguntei sobre a música, mas não o suficiente para olhar as letras como Payton fazia atualmente. "Você estava certa!" Debrucei-me contra o batente da porta e esperei para elas me notarem. Depois de alguns minutos, percebi que ambas as mulheres eram realmente boas em não prestar atenção. "A escolha perfeita é relativa!" Payton gritou. "Ah, vamos lá. Nós só vimos na noite passada!" Eu disse exasperado. Ambas guincharam como loucas e pipoca, cookies e biscoitos saiu voando. Uma tigela navegou através do ar, o que eu travei imediatamente antes que batesse em meu rosto. "Filho da puta, Max!" Payton gritou. "O que eu disse a você sobre aprontar comigo?" "Quando?" Eu perguntei inocentemente. A mãe de Payton soltou uma gargalhada profunda. "Oh querida. Esses homens nossos não podem ajudar. Seu pai me contou algumas histórias, e depois de ouvir aquelas, eu não me importo se ele foge para cima de mim. Estou feliz que ele tinha essa habilidade quando ele precisava deles." Eu sorri, mas não chegou a meus olhos. Ela estava certa sobre isso. Às vezes durante a minha implantação e missões posteriores, se eu não estava calmo, eu estava morto. Payton não precisa ouvir sobre isso embora. "Então, eu acho que nós precisamos fazer uma aposta." Eu disse enquanto me arrasto entre


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mãe e filha, coloco a minha volta para a cabeceira da cama, e puxo as duas em meus lados. "O que é isso?" Payton riu e chegou tão perto quanto podia. Sua barriga parecia ter crescido ao longo dos últimos três dias. Ela era tudo barriga, todo o caminho. O bebê se contorcia no contato, e eu não poderia ajudar a onda de euforia que sentia cada vez que sentia o bebê mexer. "A primeira aposta que eu gostaria de propor é se o nosso é um menino ou uma menina. A segunda é qual bebê vai nascer primeiro. Há apenas uma semana separando as datas de nascimento pelo o que tenho visto." Eu disse tentando colocar algo de positivo para esta grande bagunça. Jessie e Tony estavam concentrados no impacto que isso teria sobre a vida de Bennett. Eles não estavam olhando para o lado positivo nisso. Que uma nova vida seria aqui, e eles seriam capazes de estragar um outro bebê grande. "O meu vai ser o primeiro." Payton declarou. "Você é uma semana atrás, querida. Você provavelmente vai passar duas semanas sobre a sua data de vencimento, e mesmo assim tem que ser induzida.", disse Jessie com um olhar que disse que ela pensou que sua filha estava delirante. Payton enterrou o rosto na curva do meu braço e gemeu. "Você provavelmente está certa.” Isso era novo para mim. Eu não sabia que a gravidez estava incomodando. "Por quê?" "Tudo dói no final de um turno no trabalho. E eu me sinto como uma novilha gorda." Eu acho que isso foi um daqueles momentos em que eu deveria dizer: "Oh, você não está gorda.” Ou algo nesse sentido. Mas eu sentia uma armadilha, e eu hesitei muito tempo tentando descobrir a melhor resposta. Ela arrancou-se dos meus braços e correu para o banheiro de sua mãe. Eu joguei o travesseiro que eu estava deitado sobre meu rosto e gemi. "Filho da puta." Jessie estava rindo, e é quando Tony nos encontrou. "Que porra é essa?"


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"Oh, meu Deus. O que eu fiz para merecer isso? ", eu perguntei ao travesseiro que ainda estava cobrindo meu rosto. Jessie se levantou da cama e foi até seu marido, mas eu ainda mantinha o travesseiro sobre o meu rosto enquanto eu a ouvia acalmar o grande urso. "Ele perturbou sua filha. Ele estava pensando em suicídio." Oh, Jesus. Apenas o que eu precisava era para ele ficar puto por eu perturbar sua filha, também. O homem supera meu corpo 210 libras por umas boas cinquenta libras. E isso não era gordura. Era músculo puro. Ele também se elevava sobre mim por seis polegadas. Eu certamente morreria. O barulho de Payton no banheiro me impeliu para fora da cama e para o lado dela no instante seguinte. Curvando-se atrás dela, eu recolhi o cabelo fora do lado do rosto e esfreguei as costas. "Eu juro por Deus, eu não acho que você é gorda. Acho que você é sexy e seu corpo me excita." Silencio atrás de mim fez-me tenso, mas eu não iria deixá-la ir. "Eu sei disso, eu só tinha que vomitar, e não queria fazê-lo por toda a cama dos meus pais." Obrigado, Jesus. Eu odiava quando ela entrava em modo de harpia. Ela era muito boa no que fazia, também. Ela terminou levantando-se de suas entranhas, apareceu como se nada disso aconteceu e lavou o rosto na pia. "Ok, eu acho que nós precisamos pedir chinês. Eu estou desejando um pouco de frango doce e azedo como ninguém.” Ela declarou e depois para seus pais que estavam sentados na cama olhando para nós. Revirei os olhos. Juro por Deus que ela poderia comer qualquer coisa. A qualquer momento. Portanto, pedimos chinês e tivemos um grande momento. As apostas foram colocadas e todos participaram. Tendo esta família me levando como um dos seus próprios fez algo para corrigir a parte quebrada dentro de mim. Foi estranho ter uma mãe que preocupava se você comeu saudável. Ter um pai que se preocupava com você ser capaz de corrigir o aquecedor em seu caminhão, perguntando se ele poderia ajudar de alguma forma. Inferno, era mesmo diferente ter um irmão que queria sair e jogar jogos de vídeo com você. Minha


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irmã fez isso também, mas ela não era um homem, e havia apenas algumas coisas que você não poderia dizer na frente de sua irmã bebê. Quando estávamos saindo naquela noite, senti-me estranho. Como se eu tivesse algo grande que eu deveria segurar firme, ou eu poderia perdê-lo. Se eu desvio o olhar por um segundo sequer, ele iria embora. O sentimento continuou quando o aquecedor do caminhão estremeceu. Tinha começado a chover granizo nós estacionamos na garagem. Eu dirigi lentamente devido às várias pessoas que estavam dirigindo como se nunca tivessem visto chover antes. Um carro estacionado com seus pisca-piscas ligado me chamou a atenção sobre apenas um quarto de milha à frente de nós. Quando eu desacelerei, eu tive esse sentimento. O que faz os cabelos de pé na parte de trás do seu pescoço e braços. O que nenhum soldado treinado ignora quando foram para batalha treinados e testados. Algum instinto me disse para virar. Para voltar pelo caminho que viemos. Retardando, cheguei a uma parada e comecei a balançar uma mudança apenas quando um carro saiu fora de uma estrada de terra com a clara intenção de desossar meu blazer. Normalmente, isso não teria mesmo sido um problema desde que eu tenho um caminhão com tração suspensa. Na pior das hipóteses, tudo o que podiam fazer era danificar os pneus. Exceto que isso não era um veículo comum. Este era um monstro. Seus faróis estavam no nível do meu, e eu sabia que isso ia ser ruim antes de acontecer. Meu braço foi jogado para fora inutilmente sobre o peito de Payton para mantê-la em seu assento, mas não ajudou. O impacto foi indescritível. O som de trituração de metal e gritos sempre ficará no meu cérebro. Luzes piscavam. Em seguida, houve sirenes à distância. Barulhos de estalos vieram provenientes do motor agora morto. O tempo passou lentamente. Levei alguns minutos após o impacto a perceber que o veículo que nos atingiu na esquerda. Uma mulher estava no telhado da Blazer, fazendo perguntas. Meu cérebro estava confuso, e eu não poderia compreender o que ela estava pedindo. Virei a cabeça para Payton, e vi ela caída para frente em seu assento. O cinto de segurança mantendo a


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maioria de seu corpo na posição vertical. Sua cabeça pendia para o lado mais distante da janela. O sangue escorria para fora de um corte na testa e da sua orelha esquerda e de repente meu cérebro voltou a acordar. Soltei o cinto de segurança, passei por cima do console e fiz nota de seus ferimentos. Todo o lado direito de seu corpo era um hematoma enorme. Manchas roxas foram aparecendo ao lado de seu rosto. Deixei-a onde estava; muito preocupado com o pescoço e coluna para movê-la antes que eu soubesse o que estava errado. Passaram-se alguns minutos e eu me mantive sua cabeça firme contra a parte traseira do assento quando os paramédicos e bombeiros voluntários chegaram. Eles usaram ferramentas para abrir a porta do lado do passageiro, e então eles imobilizaram seu pescoço com um colar. Em seguida, transferiu-a para um escudo amarelo brilhante. Sua barriga enfiou para fora debaixo de sua camiseta manchada de sangue, e tudo que eu conseguia pensar era que deitada ali assim, ela em nada se assemelhava a minha Payton. Ela parecia uma boneca maldita quebrada. Dois paramédicos foram freneticamente trabalhando em ambos os lados dela, e eu caí de joelhos e vi quando um deles rasgou sua camisa e colocou almofadas pegajosas em seu peito e, em seguida ligada a um monitor. Eu vi como a linha ficou em frente a tela. Ele não deve se mover para cima e para baixo? O médico mais perto de mim começou a fazer compressões torácicas, e vi a linha saltar para cima e para baixo no tempo com as mãos. O outro médico respirava por ela, e foi então que eu percebi que estava chorando. Lágrimas grossas rolavam pelo meu rosto. Cheguei a minha mão para tocar meu rosto, e então olhei para a minha mão. Ela estava coberta de sangue. "Limpe". Uma voz cortante. Olhei para cima a tempo de ver o corpo de Payton curvar-se fora do encosto. Cerca de dois pés separados de suas costas e o plástico amarelo. "Eu tenho um pulso!" O médico mais próximo aplaudiu. Alívio passou por mim, e eu assisti na minha neblina nebulosa quando eles a levaram para a


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ambulância. O aperto forte de um policial no meu braço me impediu de segui-los. Fiquei surpreendido o suficiente que eu parei, e a ambulância foi capaz de se afastar antes que eu fosse capaz de chegar a ele. "Vamos!", eu disse freneticamente. Eu sabia que não era racional. Algo estava errado. Algo estava me impedindo de funcionar corretamente. Eu senti como se fosse uma testemunha, em vez de um participante. "Senhor, deixe-me ver você na minha cruiser e vamos seguir a ambulância." Ele disse enquanto me ajudou em seu banco da frente. Assim que me sentei, devo ter desmaiado, porque eu acordei novamente enquanto eu estava sendo transferido para uma maca na entrada do hospital. Fui levado direto de volta para a emergência, e as enfermeiras e médicos esvoaçavam em torno de mim como borboletas. "Senhor, você pode me dizer o que aconteceu?" Alguém me perguntou. Virei a cabeça para a esquerda e para cima, vendo um doutor novo com uma lanterna. "Nós estávamos em um naufrágio. Minha esposa." Eu tentei sentar, mas algo estava me segurando para baixo. "Payton!" Eu gritei. O bater de portas trouxe a minha atenção para a frente da emergência quando o longo cabelo loiro de Cheyenne entrou correndo no quarto. Ela estava usando uma prancheta de enfermagem, e seu rosto mostrou preocupação quando ela olhou ao redor da sala descontroladamente. Ela hesitou quando viu algo no quarto ao meu lado, mas chegou a uma decisão quando ela me viu olhando para ela. Ela correu em minha direção, e depois colocou a mão sobre o lado do meu rosto. "Ei, Maxie Poo. Você parece uma merda." "Não me chame assim, imbecil." Eu disse procurando seu rosto. "Por que ninguém está me contando sobre Payton?" Ela sorriu para mim. "Ela está na sala ao lado. Deixe-me ir ver como ela estava.” Vi quando ela saiu do meu quarto, e, em seguida, à esquerda. Eu mais uma vez tentei me levantar, mas meu corpo não estava cooperando. Eu rezei. Pela primeira vez desde que meus pais morreram, eu orei. Tudo ficou escuro e eu dormi.


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Abri os olhos para uma parede branca. Olhando por cima, encontreime na sala de emergência que eu estava no início, mas o caos circundante tinha ido embora. Cheyenne ainda estava lá, pairando ao meu lado, observando o corredor. Ao lado dela minha irmã e Gabe. "Ela está bem?" Eu disse asperamente. Ember se aproximou de mim e colocou os braços em volta de mim. Eu fiz uma careta, mas a abracei de volta. "Levaram-na para a cirurgia. Não sabemos o que está errado." Eu fechei meus olhos em uma nova onda de lágrimas. "Encontre alguém para saber." Eu disse quando eu me forcei a levantar. "Fique para baixo." Uma enfermeira gritou da soleira da porta. Olhei para ela, mas ignorei-a e levantei sobre os pés instáveis. Puxei o IV da minha veia, e joguei no chão. "Onde estão minhas calças?" "Eu disse para você ficar deitado." A enfermeira disse para mim tentando me sentar na cama novamente. Eu a empurrei para longe de mim em vez disso, e encontrei meus jeans que agora ostentava novos rasgos nas costuras externas. Desgostoso, eu os joguei de volta para baixo novamente, e saio para a sala principal. Avistei um médico e fui até ele. "Você pode me dizer qualquer coisa sobre a mulher grávida que estava na sala ao lado?", eu perguntei a ele. Ele olhou para mim e preocupação atravessou sua testa. "Ela tem uma hemorragia interna. O bebê estava em perigo também. Levaram à cirurgia cerca de dez minutos atrás. Agora eu acho que você precisa se sentar, ou você pode cair." "Eu preciso de umas calças, e eu preciso saber como chegar ao local onde ela está." Eu exigi. Ele olhou para mim com pena até que o olhar na minha cara foi registrado por ele.


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"Este é o caminho." Ele me encontrou algumas calças e uma camisa, e depois me instruiu a entrar em uma cadeira de rodas. Sentei-me desde que ele parecia que não ia ceder sobre isso. "Enfermeira Rodgers. Por favor acompanhe este jovem a sala de espera cirúrgica." O jovem médico instruiu a enfermeira mal-intencionada que estava jogando punhais para mim. "Mas, senhor, ele tem uma concussão e costelas quebradas." Ela protestou. "Eu não preciso dela. Cheyenne. Leve-me." Eu disse e estalei os dedos. Cheyenne saltou, e tomou conta da minha cadeira de rodas, empurrando-me para longe da enfermeira protestando. Gabe e Ember seguiu atrás. Todos em silêncio. "Eu estou indo para ver se nós podemos ir para o centro real; se eu não conseguir, teremos de ir para a sala de espera.", disse Cheyenne colocando uma mão no meu ombro. Bati a mão em reconhecimento, mas não disse nada. Os enfermeiros no centro cirúrgico não se importaram em ter-nos esperando lá, assim esperamos, e esperamos e esperamos. Tempo arrastou a um impasse. Minha cabeça latejava. As minhas costelas se sentiam como se uma mula chutou elas, e minha irmã estava chorando silenciosamente no canto. "Sr. Tremaine?" Uma médica perguntou do fundo do corredor. Eu estava de pé, e andei em minhas meias em direção a ela. Gabe, Cheyenne e Ember nas minhas costas em apoio silencioso. "É o marido de Payton?" Ela perguntou. Eu estava prestes a dizer sim quando vi uma mulher em um jaleco branco e verde passar apressadamente com uma coisa tipo uma incubadora clara. Quase como o que Payton tinha enrolado nos outros bebês em torno. Este tinha uma parte superior de plástico transparente ao redor dele círculos nas laterais. Anexada à frente um monitor com números que iluminam a tela. Bip sons provenientes da mesma. Dentro havia um pequeno bebê pequeno do tamanho de uma boneca.


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Levou alguns momentos para o meu cérebro recuperar o atraso, mas uma vez que ele fez, horror tomou conta de mim. Dei um passo em sua direção, mas fui interrompido pela enfermeira que ficou parada na minha frente. Tentei aperta-la, mas ela não se mexia. Voltando-se para ela em afronta, Gabe agarrou meu braço e puxou-me para longe dela. "Ouça em primeiro lugar." Ele disse em sua voz profunda, exigindo. Eu respirei, e deixei lentamente. Eu balancei a cabeça em agradecimento, e depois fiz um sinal para o médico que parecia aliviado de ter Gabe de pé ao meu lado. "Payton tem algum inchaço em seu cérebro. Nós estamos indo para mantê-la em coma induzido por agora. Ela também tinha alguma hemorragia interna, mas fomos capazes de obter essa corrigido também. O bebê estava em perigo, por isso a tiramos. Ela estará na UTIN. NICU é outro lado do corredor da UTI, que é onde nós vamos tomar Payton assim que tiver certeza de que ela está estável, e não mais na necessidade de qualquer cirurgia." O médico explicou. Bile subiu no meu estômago, mas eu soquei para baixo. Eu me senti perdido. Eu não sabia para onde ir, ou o que fazer. Então me lembrei de seus pais. "Os pais dela. Preciso ligar para seus pais." Eu disse para Ember. "Nós já os chamamos, Max. Eles estão na sala de espera. Vou sair e falar com eles. Vá ver o bebê de vocês.” Ember disse suavemente. O médico tocou no meu braço e disse: "Eu posso levá-lo para sua filha, Sr. Tremaine." Eu segui. Cagando de medo. Uma filha.


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Fechei os olhos e tento bloquear os múltiplos fios e tubos que cobrem a totalidade do corpo da minha filha. Ela era pequena. Inegavelmente minúscula. Meu anel de casamento ajusta em seu tornozelo de tão pequena. O anel de casamento de Payton sobre sua mão, mas não completamente sobre os nós dos dedos. Na verdade, eu estava bastante certo de que ela iria caber em um copo Route 44 de Sonic com facilidade. "Sua filha está muito boa por ter apenas 26 semanas de gestação. Ela está pesando uma libra catorze onças e ela tem quatorze polegadas de comprimento. Esse é o tamanho normal nesta gestação. Ela está em termo vapor agora, e ela está tentando muito difícil respirar sozinha. Estou simplesmente impressionado com isso. A maioria dos prematuros não são tão bem ajustados no início. Você tem uma lutadora em suas mãos." Dr. Murray disse-me. A coisa cobrindo o nariz parecia que doía. Eu não queria que ela se machucasse. Deus, ela foi estupidamente pequena. "Não está bruscamente.

machucando?"

Eu

perguntei


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"Não. Eu lhe asseguro, tudo parece ruim, mas ela está bem. O tubo em sua boca está alimentando-a por sua via intravenosa. Se ela faz bem sobre isso, então vamos tentar lhe pôr para fora em seringas. Você sabe se sua mãe estava querendo fazer o leite materno ou não? Temos um excelente programa de doação aqui. Leite é peneirado e testado previamente." Ele disse. Eu balancei a cabeça confuso. "Eu não sei. Isto não é algo que Payton pode fazer?" "Pelo que eu entendo, ela está inconsciente. Agora nós provavelmente podemos bombear dela, mas isso é algo que você precisa discutir com o seu médico em primeiro lugar, mas se ele permitir, então nós certamente gostaríamos de obtê-lo da mãe." Dr. Murray disse consultando seu gráfico. Eu finalmente tomo coragem e pergunto-lhe o que eu tinha tido receio de fazer. "Posso segurá-la?" Ele deu um sorriso triste. "Absolutamente. Ela está fazendo excepcionalmente bem; a maioria dos bebês dessa idade você não consegue segurar por semanas. Você lavou as mãos antes mesmo de entrar na sala. Ela é estável e a melhor coisa que pode ser feito agora é o que eles chamam de canguru. É onde você tem contato pele a pele com o bebê. Normalmente, é a mãe que faz isso, mas neste caso, você vai fazer muito bem." Meu telefone soou, e eu olhei para a mensagem. Foi a partir de Jessie, que estava hospedado com Payton. Ela havia tirado uma foto e enviou para mim. Eu perguntei-lhe para me enviar atualizações periódicas. Eu não me importava que ela ainda estava dormindo. Eu precisava de reafirmação. A foto era de Tony segurando a mão de Payton na dele, e ele estava beijando sua testa. Lágrimas picando meus olhos quando vi os hematomas púrpura no rosto e pescoço. Eu digitei uma resposta rápida, e empurro de volta no bolso. Me matou o fato de que eu não poderia estar com os dois, mas eu sabia que Payton iria querer que eu estivesse exatamente onde estou. Ela nunca iria querer a criança sozinha quando ela era tão nova e pequena. "Esta é Eleanor. Ela é nossa enfermeira de NICU mais antigo. Ela vai ajudá-lo a..." Ele olhou para mim interrogativamente. Eu sorri. O primeiro sorriso genuíno que eu tive desde que deixei a casa dos meus pais. Ele queria o nome dela. Pensando na


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discussão que tivemos quando ela me contou como ela estava indo elevou meu espírito um pouco. "Harleigh Belle." "Bem, não é única," ele disse sorrindo. "Payton com certeza adora falar sobre você. Ela vem durante a sua pausa para o almoço e visita todos os nossos ratos do tapete. Meu marido é dono da Kawasaki Motors na esquina da 80 e Bill Owens. Eu estava lá naquela época no ano passado que vocês leiloaram a beleza de uma bicicleta no comício em Tulsa." Ela divagava sobre isso e aquilo enquanto endireitava fios e cabos em torno da incubadora de Harleigh. O rali que ela estava falando era um que tínhamos doado uma bicicleta e fez um centavo bonita por diante. Foi em honra de um irmão que caiu na nossa companhia e cada membro da Free trabalhou na moto para torná-la especial. Os recursos que tínhamos recolhidos após o leilão foi para a filha do soldado caído. "Seu marido é Joe?", perguntei. "Claro que é, você o conhece?" Ela perguntou quando abriu as portas. "Venha aqui. Tire a camisa primeiro. Esta é a forma como vamos fazêlo. Primeiro, eu quero que você coloque os fios sobre seu braço esquerdo. Então você vai delicadamente pegá-la em suas mãos, e em seguida deite-a contra seu peito." Eu fiz como instruído. As palmas das minhas mãos apoiaram seu corpo inteiro com espaço de sobra, e ela era tão extremamente pequena que fez meu estômago doer. Sua pele estava translúcida que eu podia ver cada veia e funcionamento da artéria debaixo de sua pele. Seu cabelo era castanho escuro como o de Payton, menos os destaques brilhantes verdes. "Boa! Agora, basta transferi-la para o seu peito. Perfeito. Sente-se, e eu vou situar esses fios em torno de você.” Transferi uma mão para apoiar sua pequena parte inferior, puxei o meu telefone para fora e entrego a Eleanor. "Você vai tirar algumas fotos para mim; Quero mostrar-lhes a minha esposa quando ela acordar.” Depois de tirar dezenas de fotos, ela me deixou com


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Harleigh, informando-me para pressionar o botão de chamada vermelho se eu precisar de alguma coisa. "Oh, Harleigh. Sua mãe e eu te amamos." Eu sussurrei e beijei sua cabeça. Sentei-me assim até que me expulsaram quatro horas mais tarde. "Nós faremos o leite materno que coletamos de Payton. Nós vamos estar fazendo isso a cada duas horas. O médico disse que seria perfeitamente bom, e nós amamos quando os bebês podem ter leite de mãe. Sinta-se livre para nos chamar a qualquer momento para ver como ela está. Horário de visitação aberto as sete da manhã.” Eleanor me explicou quando ela saiu mais tarde naquela noite. Eu balancei a cabeça e agradeci-lhe, fazendo o meu caminho através do salão para a UTI. De acordo com Jessie, Payton estava na primeira sala à direita, que eu achei sem nenhum problema. Parei na porta, com medo da porra de vêla. Eu queria a minha indisciplinada Payton. Não uma Payton doente. Murmúrios vieram ao virar da esquina, e eu reconheci a voz de James. Eu teria ignorado, mas parecia tenso e inseguro. "Nós temos que dizer a ele. Nós simplesmente temos." "Ele ficou em um condenado naufrágio. O que você acha que ele vai fazer quando ele ouvir sobre isso?" Sam perguntou. Parei quando ouvi isso. Eu não queria interromper e, em seguida, correr o risco de não ouvir o que estava acontecendo, então parei. "Você provavelmente está certo, mas ele tem o direito de saber." James se irritou. Eles iriam apenas continuar se eu não me apresentasse. Dobrei a esquina e parei quando vi todos lá. Era uma espécie de sala de espera de algum tipo. Garrafas vazias, lixo de papel de bala e sacos de batatas fritas rodeando todos na sala. Blaine e Elliott estavam enrolados juntos no banco mais distante. Sam, Cheyenne e seu mais novo estavam no chão com as costas para a parede. Jack, Gabe, Ember e LG em um sofá. O pai e irmão de Payton encostados na parede mais próxima da porta e as crianças todos distraídas com jogos. "Max!" Ember exclamou enquanto ela se jogou para fora da cadeira. Peguei-a em meus braços e enterrei meu rosto em seu cabelo. Meus olhos começaram a arder, mas engoli as lágrimas de volta, e respirei para me equilibrar.


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"Diga-me o que está acontecendo." Eu sussurrei para ela. Ela olhou para mim e, em seguida, colocou a mão no meu rosto assim como a nossa mãe costumava fazer. "Diga a ele." Ela colocou o braço em volta da minha cintura em apoio silencioso e Sam suspirou de agravamento. "Eu vou ter sua palavra de que não vai fazer nada até amanhã de manhã." Ele exigiu. Ele olhou desconfiado. Na verdade, parecia que ele tinha chegado em uma briga. Examinando o quarto, eu achei que Jack, Gabe, Elliott, James e até mesmo Tony, também. "Que diabos está acontecendo?" Eu perguntei nervosamente. "A tua palavra." Sam ordenado. "Eu não vou. Agora diga-me." Eu disse asperamente. Ele respirou fundo, em seguida, deixou lentamente. "Nossa vigilância viu um que Ford Excursion retornou ao hotel abandonado e passamos a acompanhar. Ele chegou em bom estado, e foi devolvido em péssimas condições aqui perto. O'Hare era o único que saiu." Eu processo por um momento, e depois respiro profundamente pela boca, e em seguida, deixando o ar sair lentamente. "O que aconteceu com vocês?" "Nós tomamos sobre nós mesmos para ter seus parceiros levados para embriaguez e desordem para baixo no furo molhando." James sorriu. O que ele realmente quis dizer foi que ele começou uma luta com eles; em seguida, quando Lucas apareceu, eles foram presos e os nossos rapazes não foram. "Então, onde está O'Hare?", perguntei. "Ainda no hotel, não saiu.", disse Tony. "Como você sabe?", perguntei a ele. Eu tinha certeza que eu sabia a resposta, mas eu ainda queria confirmação. "Luke." "Então ele está indo prendê-la?", eu perguntei a ele. "Sim. Ele tem provas suficientes com o carro no estacionamento, e o fato de que o edifício está


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abandonado. Testemunhas no local confirmam a marca e o modelo, bem como de que havia uma mulher dirigindo.", disse Sam. Eu balancei a cabeça. Era isso. Ela ia ser presa. Se ela for presa, então eu nunca teria de lidar com ela novamente. Que para a maioria seria uma coisa boa. No entanto, eu não senti que ela merecia prisão. Essa cadela deveria fritar. Eu precisava juntar minhas coisas, porém, porque esta não era uma boa atitude a ter neste momento. "Eu vou estar com Payton até que deles me expulsarem." Eu disse para a sala como um todo, e segui para a esquerda.

A porta se fechou silenciosamente atrás de Jessie, e eu finalmente tive a coragem de olhar para Payton. Um IV correu de sua mão esquerda até o que parecia ser uma bomba de dor de algum tipo. Lembrei-me de ter uma quando eu estava no hospital após o acidente de helicóptero. Seu rosto estava inchado e machucado. Seu braço esquerdo estava numa tipoia contra o peito. Um cobertor cobria do peito para baixo, mas felizmente, ela não tem quaisquer outras lesões. Foda-se. Ela não teve sorte. Seu cérebro em maldito em sangramento. O fígado estava sangrando. Ela estava em coma. Como foi essa sorte? Caindo fortemente no assento ao lado de sua cama, eu peguei a mão dela e trouxe-a para o meu rosto. Eu enrolei a palma da mão em volta do meu rosto, e ansiava por ela para coçar a barba, como ela sabia que eu gostava. Ela não fez embora. Eu segurei sua mão por mais uma hora; até que sua enfermeira veio e me disse que o horário de visitas havia terminado. Ela me disse que seria enviado o leite que foram capazes de bombear até a UTI, e que me ligaria se alguma coisa mudar, ou se eu era necessário. Eu me arrastei devagar para a entrada, e encontrei-me sem um passeio. Todo mundo tinha


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deixado uma hora atrás, e eu não sabia o que diabos fazer. Eu estava tão perdido. Minha cabeça ainda bateu no tempo com a batida do meu coração. Cada inalação de ar em meus pulmões enviou uma picada queimando no meu peito e costelas. Eu sento pesadamente no banco de fora da entrada da emergência e espero o tempo passar. James puxou uma hora mais tarde, e ainda não se levantou. Ele finalmente se cansou da minha porcaria e gritou-me pela janela parcialmente aberta. Eu sorri para o seu nome para mim, e me arrasto para o carro. Assim quando eu estendi a mão para a maçaneta da porta, eu deixei cair meu telefone sobre o concreto e amaldiçoo. Inclinando-se para recuperá-lo, um familiar zing sonoro passou muito longe do topo da minha cabeça. Eu caio e bato na lateral do carro de uma vez, deixando James saber que eu estava bem. A porta do passageiro se abriu e James praticamente caiu. "Veio do lado oeste do prédio." Ele disse antes de arrancar a porta do passageiro aberta e produzindo um rifle vinte e dois que ele usava para caçar esquilos na ocasião. "Só tenho avistado um também!" Ele sorriu loucamente. Awe, porra. Ele me entregou um telêmetro, e depois caiu para debaixo do carro. Eu fiz o mesmo, uso os pneus para a tampa, e esquadrinho a área. "Duas horas." Eu disse a ele. Lá estava ela. Parcialmente escondida por trás do lado do edifício. Meu telefone tocou debaixo de mim, e eu cavo-o para fora do meu bolso, mantendo meu olho em O'Hare. "Sim?" Eu pressionei a resposta e configurei ao meu lado no concreto. A voz de Luke encheu o ar da noite. "Não mate-a se você puder." "Ela está no lado oeste do prédio." Eu respondi calmamente. "Podemos vê-la e você. Sem chance claro, embora. Tome o que você pode, basta tentar não matála. Temos bunda de civis aqui.” Ele grunhiu. Segundos passaram quando eu meço a velocidade do vento e a distância, em seguida, doulhe as estatísticas.


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"Entendi.", disse James. Seu dedo lentamente puxou o gatilho e, em seguida, um grito de dor encheu o ar da noite. "Consegui. Esquerda. Não fatal, mas o suficiente para incapacitá-la até que Lucas possa chegar até ela. "Peguei-a." Luke disse através do telefone. Eu desliguei na cara dele, e me arrasto para fora de debaixo do caminhão. James entregou o rifle, e então se levantou; sorrindo como se ele tivesse acabado de ganhar na loteria. "Você é tão cheio de si mesmo." Eu murmurei e entrego o rifle de volta para ele. Ele riu. "Você só queria que você tivesse meu poder impressionante para chamar de seu." Ele habilmente descarrega, e depois fomos para encontrar Lucas. "Você me deu um tiro na cara!" O'Hare gritou histericamente. "Eu atirei na sua bochecha. Você não vai mesmo ter um problema de comer por alguns dias.” James disse enquanto subíamos. Ela assobiou para ele, e em seguida, passou a gemer que seu rosto estava caindo. Luke caminhou até nós, e James entregou-lhe o rifle. "Se você não der isso de volta na terça-feira, eu vou ficar sem comida para comer." "Eu vou ter a certeza de tê-lo de volta para você o mais rápido possível. Enquanto isso, você pode pedir o meu.” Lucas brincou. James deu-lhe um olhar divertido. "Essa já foi avistada com perfeição. Eu teria que levar o seu para o campo de tiro, e depois horas aperfeiçoando-o. Não vai acontecer.” Duas horas depois, O'Hare foi costurada e sentada em uma cela no KPD. "Por quê?" Eu perguntei a ela. "Foda-se." Ela zombou. Eu me sentei e assisti-a em silêncio. "Uma criança de dois anos. Uma mulher grávida. O que você tem contra as crianças?" Eu tentei novamente. "Foda-se."


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"Que bom vocabulário que você tem." Eu repreendi. De pé, levanteime e aperto meu dedo indicador apenas sob o buraco de bala em sua bochecha. "Tente de novo?" "Vá para o inferno." "O'Hare. Você sabe mesmo o que você fez?", perguntei. "Claro que eu sei o que eu fiz!" Ela retrucou. "Então você sabe que causou uma mulher grávida para ter uma cesárea de emergência e tirar o seu filho faltando ainda três meses para nascer? Você sabe que você quebrou o braço de um de dois anos de idade, e ela teve que fazer uma cirurgia nele para obtê-lo em linha reta de novo?" Eu disse, e então continuo. "Você sabe que minha esposa está em combate na UTI por sua vida? O que exatamente eles fizeram com você?” Ela ficou teimosamente em silêncio. "Assim, a CIA não quer você. O Exército não quer você. Seus próprios homens não querem você. Você sabe que eles foram apanhados ontem para uma briga de bar? Sim, todos eles foram pegos completamente bêbados e foram bastante faladores. Seus olhos se estreitaram, mas por outro lado não mostrou nenhuma reação. "Você percebe que não precisamos de sua declaração, correto? Temos o suficiente em você para cobrir com quatro acusações de tentativa de homicídio, invasão a domicílio, sequestro, destruição de propriedade...", eu disse. Eu poderia ter ido, mas, honestamente, qual era o ponto? "Aproveite sua estadia. Não deixe cair o sabão." Eu disse quando saí da sala de interrogatório. Seu grunhido de indignação foi cortado abruptamente quando eu fechei a porta. "Não deixe cair o sabão?" Elliott brincou. "Eu tenho que voltar para o hospital. Eles vão tomar Payton fora das drogas que estão induzindo seu coma em duas horas. Horário de visitação aberto para a UTIN em vinte minutos. Quem está me levando?" "Eu vou. Eu quero parar por alguém do quarto enquanto eu estou lá." Sam ofereceu.


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"Você não acha que você deve ir para casa e se mudar?", perguntou James. Olhei para sujeira que eu tinha adquiridos anteriormente e fez uma careta. Eu realmente devo ser limpo; eu não queria as enfermeiras de NICU olhando para mim como se eu fosse incapaz. "Sim, me leve pra casa primeiro e depois vamos assim que eu sou feito." Eu disse a Sam. Ele balançou a cabeça em aceitação, mas caso contrário, ficou quieto quando fizemos o nosso caminho para fora da delegacia. Nós tínhamos acabado de chegar a caminhonete de Sam quando o grunhido profundo de tubos de Harley entrou no parque de estacionamento da polícia. Nós dois olhamos para cima e fico tenso quando vimos o pai de Sam puxar para cima ao nosso lado e fechar a moto. Ele considerou tanto de nós por alguns instantes antes de dizer: "Eles vão levá-la de volta. Ela sabe demais." O pai de Sam parecia mais velho do que quando eu o vira pela última vez por um ano ou mais atrás. Ainda ostentando a cor do cabelo sal e pimenta, mas as rugas ao redor da boca e dos olhos mostrou a dureza que a sua vida foi produzida. Sam não respondeu e nem eu o fiz. Eu esperava que eles não iriam fazer isso, mas se eu estava sendo completamente honesto, eu diria que eu não estava surpreso. A CIA foi uma complexa rede de pessoas. Você poderia estar fora da grade e ainda ser uma parte deles. Eles nunca deixam ir, mesmo quando você se aposenta. Então, para mim acreditar que ela ficaria na prisão era uma piada. Eu só podia esperar que a CIA iria matá-la em vez de apenas deixá-la ir. "E o que você propõe?" Sam perguntou em voz baixa. "Nada. Ela quase matou o filho de seu irmão. Sebastian não vai deixa-la ir." "O que diabos você quer dizer quando diz irmão?" Sam rosnou. "Há tanta coisa que você não sabe. Só sei isso, eu nunca, nem uma vez, ferir a sua mãe. Porra, nem pense nisso. Enquanto isso, vamos tirar o lixo." Pipes rugiu quando ele ligou a Harley e, em seguida, saiu para fora do estacionamento.


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"Entre." Ele disse. Eu fiz como me foi dito, mas mantive minha boca fechada. Ele não queria e nem precisa da minha entrada agora. O pai de Sam apenas deu-lhe algo pesado para mastigar. A percepção de uma criança é diferente quando você vê através dos olhos de um adulto. Se o que o pai de Sam disse era verdade, então o que ele acreditava toda a sua vida foi uma mentira total. Sua mãe pode não ser o coelho inocente que ela dizia ser.


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"Você tem que acordar. Todas as enfermeiras de NICU continuam me olhando como se tirassem minha camisa." Eu disse a ela. Ela não respondeu. Não se contorceu. Tinha sido afastado o medicamento que a manteve em coma há mais de uma semana. Alpha bufou do chão ao lado da cama, e eu acariciei sua cabeça, em silêncio, concordando com o seu sentimento. "Você deveria ver sua filha. Ela cabe em um copo do Sonic. Tirei fotos. Sua mãe disse que era abuso infantil, mas sua menina sorriu o tempo todo." Eu olhei para o relógio, e notei que estava quase na hora de ir embora. Eu tinha que ir trabalhar hoje, e eu não poderia ficar muito tempo. Depois de uma breve conversa com Payton, eu gostaria de passar trinta minutos com Harleigh, e, em seguida, voltar mais tarde, hoje à noite depois de trabalhar um par de horas. Sam insistiu que eu não precisava trabalhar, mas eu não queria ficar louco. Eu precisava de algo para ocupar minha mente. Para tirar esses pensamentos horríveis da minha cabeça.


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Eu não tinha dormido mais que duas horas seguidas, em quase duas semanas. Eu estava correndo no vazio, mas eu não iria parar até que Payton acordasse. Senti que se eu fizesse isso algo iria acontecer com ela. Algo iria levá-la de mim, e eu nunca iria recuperá-la. "Ember está me provocando sobre as minhas roupas, mas você me deu, então que eu quero usá-las." Eu disse para o teto enquanto eu acariciava sua mão. "Elas ficam bem em você." "Eu sei. Eu posso fazer qualquer coisa ficar bem." "Deixe-me ver algumas fotos, cabeça de merda." Minhas botas bateram no chão, e eu sorri tão grande em meu rosto magoado. "Oh, Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias!" Payton riu, e então gemeu, agarrando o estômago. "Oh sim. Você teve uma cesariana há oito dias. Sua filha é uma pequena lutadora. Aqui, olhe." Eu disse e segurei meu telefone na frente de seu rosto. "Meu Deus. Ela é minúscula. Como ela está?” Payton perguntou asperamente. "Você está com sede?" Perguntei preocupado. "Sim", ela resmungou. "Conte-me sobre ela. Qual é o seu prognóstico?" Eu continuei a passar as minhas fotos no meu telefone, quando eu disse a ela sobre a nossa filha. "Como você escreve o nome dela?" Ela perguntou. "Você vai ver quando formos vê-la." Eu declarei, e depois fui procurar uma enfermeira.

"Mantenha seus braços e pernas dentro do veículo o tempo todo. Não deixe para depois, não


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pegue uma centena de dólares.” Max disse, enquanto me levavam de maca pelo corredor. "Com quem ela se parece?", perguntei. Ele não respondeu por alguns segundos, e eu olhei para ele por cima do meu ombro. "Para dizer a verdade", disse ele. "Ela é toda enrugada, e pequena e vermelha. Eu não posso dizer ainda. Ela não pode mesmo caber em roupas ainda." Eu sorri. Prematuros sempre me lembraram bebês alienígenas. Isso ia ser surreal ver o meu próprio filho naquela sala que eu sempre associei com os bebês doentes. Normalmente, eu ia durante os meus intervalos de almoço nos dias em que eu trabalhava. "De que maneira eles estão dando-lhe oxigênio?" Perguntei-lhe. Ele encolheu os ombros. "Algo que cobre o nariz. Não sei o que é". "A minha mãe e meu pai a viu?" "Eles só permitem que familiares mais próximos entrem. Portanto, ainda não é tempo de avó e avô.” Ele respondeu e me levou para o lavatório. Lavamos nossas mãos durante três minutos completos, totalmente secas, fizemos o nosso caminho dentro da UTI Neonatal. A UTI Neonatal foi criada de forma semelhante a UTI, exceto que tudo foi reduzido para salvar pequenas vidas, ao invés de adultos. Nós fizemos nosso caminho para o quarto de Harleigh, e eu quase chorei quando a vi coberta por milhões de fios e tubos. Seu pequeno corpo estava sentado sob as luzes de bilirrubina azuis que ajudaram com icterícia. Seu pé tinha o monitor ligado a ele que media sua frequência cardíaca e oxigenação. "Olá, Picles! Você quer se encontrar com sua antiga incubadora?” Max perguntou a nossa filha. Eu ri, e Max empurrou-me mais perto da incubadora para que eu pudesse olhar mais de perto. "Por que há uma Barbie lá com ela?", perguntei, curiosa. "Comparação de tamanho. Ela também me disse que queria. Esta é a Barbie Férias." Oh, Senhor. Já posso ver essa criança recebendo tudo o


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que ela quer ou deseja. Ela já o tem envolvido em torno de seu dedo mindinho. "Payton!" Eleanor disse, emocionada, da porta. "Ei, Ellie! Você vê minha menina?" Ela apressou-se ao meu lado e começou a desfazer os grampos que sustentavam o lado da incubadora. "Com certeza! Ela é adorável. Seu homem e sua menina ganham bastantes olhares, e quando o fazem Canguru também! Max fica com a garota em uma cadeira, ChopChop." Max ajudou a transferir-me para a cadeira ao lado da cama de Harleigh. Uma vez que eu estava situada, Max removeu meu vestido, e Ellie colocou Harleigh em meu peito. Meus olhos começaram a vazar assim que senti o pequeno corpo contra a pele do meu peito. Max cobriu Harleigh e eu, com o vestido, e depois Ellie com um cobertor melhor. O sorriso de Max esticado de orelha a orelha. "Então, Payton. Você nunca me disse que seu marido podia cantar!” Ellie disse enquanto ajustava o tubo de alimentação do bebê. Meus olhos seguiram para o rosto de Max. Ele estava olhando para o teto, e um sorriso enganosamente inocente enfeitou seu rosto. "Max! Seu merdinha!" "Eu não posso cantar! Eu juro!" Ele disse. Calor subiu em seu rosto, em seu pescoço e bochechas, começaram a parecer com um tom agradável de rosa. “Sério?" "Ele canta para ela quando ela tem um período mal-humorado à noite. Ele está aqui todos os dias às sete e meia, e ele canta para ela por mais de uma hora. O barulho do seu peito apenas a embala para dormir. Nós estávamos pensando em gravá-lo para ela ouvir novamente.” Ellie disse com orgulho. O rosto de Max estava totalmente vermelho agora. "Oh, Max. Você tem um coração tão doce." Eu disse a ele. Eu levantei a minha mão para a sua para que eu pudesse trazê-lo mais perto. O homem era tão doce. Eu beijei seus dedos e coloquei a mão na curva do pescoço dele, para que eu pudesse me apoiar. Meus olhos inclinaram para baixo para o chapéu de Harleigh. Ele tinha uma caveira e ossos cruzados


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sobre ela. Minha mãe era mais provável culpada por isso. "Então, como ela está indo?", perguntei a Ellie. Ellie explicou os pequenos detalhes para mim. Ela me disse que ela estava indo muito bem para um bebê nascido naquela gestação. Se tudo continuar por este caminho, que ela estaria fora daqui no momento em que ela bater dois quilos. "Apenas um quilo para ir, Picles." Max disse enquanto corria o dedo indicador para baixo de sua bochecha. "Gostaria de bombear enquanto você está aqui?" Ellie me perguntou. Eu olhei para ela como se ela estivesse fumando algo bom, e ela riu. "Nós temos ordenhado você como uma vaca a cada duas horas.", explicou Max. Compreendi, e prontamente concordei. Eu não era muito para a amamentação, mas Harleigh precisava de cada passo até que ela conseguisse chegar, e se eu tivesse que colocar uma cinta idiota em um peito a cada duas horas, para se certificar de que ela tenha a melhor perna para cima ela conseguiria, eu podia muito bem fazê-lo.

"Olá, eu sou sua enfermeira para o dia. Meu nome é Jessica. Se você precisar de alguma coisa, me avise!" Enfermeira Jessica disse vertiginosamente. Os olhos de Max, no entanto, não estavam em Jessica “peitos saltitantes”. Eles estavam em mim com a preocupação de como ele me ajudou na cama. Olhei para Jessica, e em seguida agradecei Max. "Obrigada, querido." Eu sussurrei quando ele me deu um abraço e um beijo. A porta do meu quarto fechou silenciosamente quando enfermeira Jessica teve sua autorização para sair. Max estava apenas esperando as meninas para chegar até aqui, e então ele ia fazer algum trabalho. Seu rosto parecia abatido, apesar de tudo. O que ele precisava fazer era dormir. Seus olhos pareciam


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assombrados e ligeiramente fundos. Seu boné de beisebol do Hooter foi puxado para baixo sobre os olhos, escondendo o cabelo que era uma confusão absoluta. Seu rosto parecia que ele não tinha feito a barba há muito tempo. "Você percebe que “não barbear em novembro”, acabou, certo? É dia 23 de dezembro, cumpra o combinado!" Eu provoquei. Ele sorriu seu sorriso perfeito para mim, e me deu um beijo suave nos lábios, inclinando o chapéu para ele não bater na minha testa. Seus lábios deslizaram sobre os pontos que ainda estavam na minha testa, e eu sorri. "Nós combinamos agora!" Eu ri. discordou de mim.

Ele balançou a cabeça enquanto

"Iremos nos livrar o mais breve possível. Você vai procurar um cirurgião plástico.” A porta para o meu novo quarto de hospital se abriu e bateu na parede com uma rachadura. Max tinha a merda de uma enorme faca na mão no segundo seguinte. Olhei para ele cautelosamente enquanto sua irmã veio pulando e praticamente se jogou em mim, ignorando Max e sua merda de faca enorme. Eu olhei para ele, ele colocou novamente atrás dele e desapareceu. "Onde você arruma aquela coisa, em suas calças?" Eu perguntei cautelosamente. "Sob a minha jaqueta." Ele respondeu, eu ouvi um estalo e sua mão estava vazia novamente. "Aquilo não é uma faca, isso é uma faca!" Cheyenne disse com um sotaque australiano brega, e acenou para um canivete que estava ligado as suas chaves. "Vocês são uns malucos do caralho," Max disse e bateu no meu pé. "Ligue-me se precisar de mim, amor. Eu te amo muito." Todos nós o vimos caminhar para fora da sala. Seus jeans desbotados da Wrangler encaixam em sua bunda como uma luva. Sua camisa de manga longa preta da Henley encaixa em todos os músculos com perfeição. Eu poderia apenas fazer um esboço fraco de uma faca na espinha de suas costas, e tinha me perguntado por que ele tinha uma faca em vez de


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uma arma. Então eu pensei sobre todos os pacientes ao redor e me senti estúpida. Claro, ele nunca iria pôr em perigo a vida de outra pessoa. "Ele fica bem com aquela barba." Cheyenne supôs. "Sim ele fica. Meu irmão pode usar qualquer coisa." "Eu estou tão feliz que você está acordada!", Ember chorou. "Max tem sido um estraga prazeres desde seu acidente. Ele estava uma grande confusão.” Cheyenne explicou em resposta ao choro da Ember. "Ok, por favor me diga que alguém me trouxe um pouco de comida de verdade!" Eu implorei. Ember sorriu e puxou a porra de um Subway de trinta centímetros para fora de sua maldita calça. Olhei para ela sem palavras por alguns segundos, e então comecei a rir. Lágrimas escorriam pelo meu rosto, e eu segurei o travesseiro contra a minha incisão tentando diminuir a dor de rir. "Meu Deus. Que diabos?", perguntei enxugando as lágrimas do canto dos meus olhos. Ela sorriu, e me mostrou que no elástico de suas calças tinha um bolso no interior. "Eu sempre quis tentar esconder alguma coisa lá dentro. Percebi que esse era o momento perfeito, sabendo que enfermeira nazista lá fora, disse que você não podia ter comida. Então eu empurrei-o em minhas calças antes de realmente pensar sobre isso." "Ela fez. A enfermeira Jessica realmente não gosta de você. Por que isso?” Cheyenne perguntou, curiosa. "Ela manteve seus peitos saltitantes na frente do rosto de Max e ele não prestou atenção a eles." Eu forneci. Ambas fizeram ruídos em compreensão, e desceu para o negócio real. Fechei os olhos, e perguntei o que realmente estava me incomodando. "Conte-me sobre o acidente." Eu abri meus olhos para seus olhares simpáticos. Ember olhou para Cheyenne, e depois de volta para mim. "Bem, querida, você teve parada cardíaca." Cheyenne finalmente disse, hesitante. Meu ouvido começou a galopar, e Cheyenne olhou para o sinal sonoro no monitor e, em seguida, de volta para mim. "Sim, foi horrível. Eles fizeram


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sua cesariana pensando que não ia sobreviver. O médico estava de plantão e entregou Harleigh. Ela foi direto para a UTI neonatal enquanto trabalhavam para parar sua hemorragia por mais quatro horas. Max não deixou o hospital. Ele foi alternando entre você e Harleigh desde então. " "Diga-me o que realmente aconteceu com O'Hare." Eu exigi. "Bem, pelo que eu entendo, Sam tem um irmão que é cerca de três anos mais novo que ele. Seu pai lhe disse algumas coisas interessantes, e agora ele está olhando para trás em sua infância e está se perguntando o que diabos aconteceu realmente. Sua mãe é um cofre fechado, e se recusa a dizer-lhe algo mais sobre o assunto.", disse Cheyenne. "Então, este irmão de O'Hare bateu aqui mesmo no seu quarto de hospital, mas ninguém pode provar isso. Após o acidente, James atirou em O'Hare na bochecha. Ela desenvolveu uma infecção bastante desagradável, enquanto ela estava na cadeia municipal, e eles a levaram para uma sala uma porta a baixo do irmão de Sam. Ninguém sabe o que aconteceu depois disso. Os monitores de vídeo apagaram durante trinta minutos. Ela foi encontrada pendurada pelo fio do telefone no chuveiro em seu banheiro.” Ember continuou animadamente. "Puta merda." Eu sussurrei. "Ele é gostoso, também!" Ember sussurrou. "Você poderia dizer isso de novo!" Cheyenne disse, enquanto puxava um cookie de sua bolsa e comeu-o em duas grandes mordidas. Ember contemplou suas unhas um segundo antes de dizer: "Eu me pergunto se seu pau é tão grande quanto o de Sam..." Bennett limpou a voz da porta corando furiosamente o tempo todo olhando extremamente desconfortável. "Ela acabou de falar sobre o pênis de Sam. Você pode entrar." Eu disse a ele. Ele ainda estava evitando meus olhos e finalmente me dei conta de que meus peitos estavam ligados à máquina de leite. "Ah Merda. Eu sinto muito! Por que diabos vocês não me disseram algo antes?" Eu disse enquanto olhava para Cheyenne e Ember. Mudei os lençóis de um modo que os meus mamilos já não estavam em exposição.


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"Oh, querida," Ember disse sarcasticamente. "Houve um tempo que Max me surpreendeu enquanto amamentava Wolverine e ele parou para olhar para Max, e o leite materno começou a esguichar em todos os lugares. Juro que nunca vi ninguém correr tão rápido na minha vida." "Você está brincando comigo!" Eu disse boquiaberta. "Como isso é possível?" "Nenhuma pista. A vaca de leite velho aqui pode esguichar em alguém do outro lado da sala.” Ember disse secamente. "Ok, Benny Urso! Venha me ver!" Eu disse alegremente. Ele sorriu e me deu um beijo na bochecha. Seu olhar se demorou na minha testa, onde os pontos estavam. "Você assustou a merda fora de nós." "Por que não está na escola?", perguntei como meio de mudar de assunto. Ele fez uma careta. "Eu tinha um encontro com o advogado. Eu descobri que você estava acordada quando Max me ligou durante a reunião. Sem contar que é quase sete." "Bem, merda. Eu preciso descer para a Harleigh em breve. Como vão as coisas com o advogado?", perguntei, curiosa. Ele sentou-se com um suspiro. "Não é bom. Ela está lutando pela custódia exclusiva. Agora ela está alegando que eu a estuprei." "O QUÊ?" Três vozes agudas gritaram. Ele assentiu. Então sua cabeça baixou em uma posição derrotada. "O advogado recomendou que eu me entregasse; ele diz que se eu fizer isso, então ele pode ajudar o meu caso. Liguei para Lucas; ele vai me encontrar aqui." "Aquela pequena vadia!" Ember esbravejou. "Pensei o mesmo." Bennett concordou. Eu fiz uma chamada telefónica para a UTI neonatal para checar Harleigh, e perguntei se seria tudo bem se Harleigh tivesse visitantes. Eleanor prontamente concordou, e todos desceram até a UTI. Eu tinha acabado de sair do chão quando uma


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enfermeira veio correndo com uma cadeira de rodas. Eu murmurei um "foda-se" sob a minha respiração e permiti Bennett me empurrar todo o caminho. Nós lavamos cuidadosamente as mãos, e depois fizemos o nosso caminho através das portas da UTI. Os bebês estavam chorando, monitores cardíacos soavam, os pais estavam falando em voz baixa e tranquilos, e eu ouvi a mais linda canção vinda de algum lugar na parte de trás. Foi lindo. A voz acertou as profundas notas tão bem que me fez querer chorar. "Agora, você pode ter apenas dois lá em um momento, para que todos terão de ir um de cada vez. Ou você pode dizer a Max para sair e então vocês dois podem ir.” Eleanor decretou. "Espere", eu disse confusa. "Eu pensei que ele entrava às 7:30. É apenas sete!" "Sim, ele parece meio rude.", disse Eleanor com preocupação evidente em sua voz. Eu fiz uma careta, e viro para os nossos hóspedes. "Vocês podem nos dar um minuto?" Eles concordaram, e eu fui para o quarto dela. Max estava de costas para mim. Ele estava sentado numa cadeira de balanço sem camisa, e ele estava cantando You Raise Me Up, de Josh Groban para Harleigh. Sorri um pouco, e depois tirei o meu iPhone e gravei um minuto e meio antes que ele finalmente percebesse que eu estava lá. "Você me pegou." Ele riu baixinho, sem se virar. Eu bufei. "Oops." "Eu realmente não quero cantar na frente de uma plateia. Se você postar isso no Facebook, eu vou ter uma tatuagem feia no meu corpo que tenha o seu nome sob ela.” Ele ameaçou. "Você está dando as enfermeiras um show," Eu balancei a cabeça em direção ao seu fã-clube. "Porque você não pode me dar um?" Ele se levantou e apontou para o assento. "Por que você acha que eu estava sentado de costas para a porta?" Sentei-me no banco, e Max me ajudou a manobrar Harleigh para o meu peito. Ela fez o mais bonito pequeno chiado. Ela estava


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assustadoramente pequena que eu não sabia onde colocar as minhas mãos. Eu estava preocupada que eu iria machucá-la, então eu estava sentada o mais imóvel possível. Ele saiu para deixar Bennett entrar, e, em seguida, ele trocou com Ember, e depois Cheyenne em intervalos de vinte minutos. Não foi até que Jack veio que eu percebi que todos estavam aqui. "Ela é linda." Jack murmurou. "Obrigado." Eu sorri. "Eu comprei-lhe isso na loja. Eu acho que é um chapéu de boneca ou algo assim, mas eu pensei que poderia se encaixar.” Ele disse. Em sua mão estava o chapéu Harley menor que já foi feito. Eu gritei animadamente e levantou-me lentamente. "Sente-se." Eu ordenei. Ele parecia pronto para fugir, mas pedi-lhe para se sentar novamente e ele fez, embora eu tivesse que admitir foi com relutância. Chegando perto, transferimos Harleigh para o seu peito, e eu reorganizei cabos, fios, e em seguida cobri-a com o cobertor super macio que James tinha trazido mais cedo. Eu trabalhei o chapéu sobre sua pequena cabeça, e depois me afastei para admirar o ajuste. Estava praticamente perfeito. Os olhos de Jack silenciosamente gritaram comigo para não o deixar lá, mas eu acenei e deixei mesmo assim. Meus seios estavam prestes a explodir se eu não fizesse algo sobre eles. Tirei uma última foto da porta, e depois fiz o meu caminho para a sala de estar para encontrar meus pais, e todos os meus amigos lá preenchendo a capacidade da sala. Sentei-me cuidadosamente no sofá ao lado de meu pai, e me aconcheguei em seu peito. Ele reuniu-me com ele, e senti as lágrimas enchendo os meus olhos. Esta relação aqui é o que eu queria para a minha filha, e eu sabia que ela conseguiria. A semana passada tinha provado isso. "Eu amo você, menina," Meu pai sussurrou em meu ouvido. "Estou tão orgulhoso de você." "Eu também te amo." "Onde está o Jack?", perguntou Max. Sorri diabolicamente. "Ele está criando laços com Harleigh!"


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No dia quarenta e sete, Harleigh teve sua primeira mamadeira. No dia cinquenta e nove, ela foi retirada do CPAP39 e se mudou para uma cânula nasal que oferta oxigênio através de seu nariz. No dia sessenta e oito, todos os fios e tubos foram removidos do seu lado do monitor de apneia. No dia setenta e sete, duas semanas antes da data prevista, nós a levamos para casa.

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CPAP é a sigla Contiunous Positive AirwayPressure, ou seja, pressão positiva contínua nas vias aéreas.


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Harleigh se contorceu, e empurrou os braços debaixo de seu corpo para ficar mais confortável no meu ombro. Ela tinha caído no sono durante a cerimônia, e não se moveu desde então. Eu acho que tem até baba rolando para baixo na parte de trás do meu pescoço. Max sentou-se atrás de mim, ambos se olharam como eles dessem a sua saudação final, e se despedissem. "Puta merda." Eu disse enquanto nós assistimos Bennett caminhar em nossa direção. Ele tinha alguns amigos com ele, e eu assumi que aqueles amigos não têm família aqui, caso contrário eles teriam ido visitálos, em vez de sair com Bennett. Sua caminhada foi arrogante. Como se pensasse que era uma merda quente. Sua cabeça foi raspada para baixo para que apenas pequenos espinhos permanecessem. Ele estava em seu uniforme da Marinha, e ele parecia incrível. Eu não podia acreditar que ele já tinha conseguido através deste campo de treinamento. Treinamento de fuzileiros viria a seguir. Ele já não se assemelhava ao adolescente de dezessete anos de idade que ele era antes de ir embora. Agora, ele parecia um adulto; ele se portava de forma diferente.


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"Benny Urso!" Eu disse o mais alto que pude. Seus amigos riram dele, e o calor se arrastou até suas bochechas. Passando Harleigh para os braços de Max, saí correndo e atirei-me em Bennett. Ele me pegou e me girou em círculos rindo. Eu dei-lhe um grande beijo estalado na bochecha. "Coloque-me no chão, seu grande idiota." Ele fez o que lhe foi dito, e eu tomei seu braço, puxando-o para nossos lugares. "Eu tenho uma surpresa para você!" "Vejo que trouxe Harleigh; fico feliz que finalmente deu à luz verde para estar entre o tesouro." Bennett disse alegremente. Isso era verdade. Quando Harleigh foi finalmente liberada do hospital há quatro meses, eles nos advertiram fortemente para não a levar até que seu sistema imunológico estivesse mais forte. Ela tem que jogar com todas as outras crianças que pertenciam a Free, mas não foi até na semana passada que tinham nos deixado ir em frente para levá-la em qualquer lugar que quiséssemos. "Ela foi liberada na semana passada!" Eu disse com entusiasmo. "Eles ainda tiraram seu remédio para refluxo." "Isso é ótimo, Payton..." Ele disse antes sua voz sumisse. Foi quando ele viu sua filha. Reagan Rose tem três meses e meio agora. Ele lutou com Corinne e seus pais em um tribunal por quatro meses antes de ele ter que ir para acampamento militar. Ele foi capaz de atrasar a entrada por dois meses, mas ele ainda não estava lá para seu nascimento, em nenhuma das audiências judiciais. Ele recebeu a custódia parcial dela, mas ele continuou a lutar com Corinne pela custódia total. Nossos pais ajudaram a lutar contra eles em seu lugar, enquanto ele estava no campo de treinamento. Não foi até três semanas atrás, quando Corinne foi presa com posse de drogas em uma operação contra o tráfico, que finalmente fomos capazes de obter uma vantagem. O tribunal tende a inclinar-se para a mãe, em disputas de custódia. Pobre Bennett só tinha sido capaz de ver Reagan num total de quatro vezes antes que ele teve que ir para o treinamento básico.


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Ele soltou minha mão e caminhou lentamente em direção à menina adormecida que estava aninhada em seu carrinho infantil. Nós tivemos a certeza de vesti-la com esmero. Ela estava vestindo uma camisa cor de rosa que dizia: "Meu pai é da Marinha. Qual o super poder do seu pai?" Ela tinha um arco brilhante no topo de sua cabeça, e um sorriso doce no rosto adormecido. Deixando-se cair em um joelho ele acariciou o lado de seu rosto com os nós dos dedos. "Como?" Ele engasgou. Max bateu no ombro de Bennett e disse enigmaticamente: "Parece que a velha Corinne teve problemas com a lei." Revirei os olhos. Eu sabia que ele tinha algo a ver com ela ter sido apanhada com drogas, mas eu não tinha provado ainda, nem conseguido fazê-lo admitir isso. Eu sabia que eles não iriam plantar as provas, mas isso não significa que eles não avisaram a polícia sobre as drogas. O policial em questão sendo Luke. Bennett soltou-a de seu assento e embalou-a contra o peito, e depois passou para estar ao lado de Max. "Sua criança ainda se parece com um anão em comparação com a minha." "Ela é assim." Max concordou sorrindo docemente para baixo em sua pequena princesa. "Ei! Ela tinha que ter certeza que ela ganhou a aposta! A propósito, você me deve o pagamento de uma semana de babá." Eu provoquei. Harleigh pesava quatro quilos e meio. Embora fosse agora tecnicamente seis meses de idade, a idade ajustada foi de três meses. Ela e Reagan estavam cabeça a cabeça na competição das etapas de desenvolvimento do bebê. Elas iriam crescer por ser tão próximas quanto primos poderiam ser. Especialmente agora que iria cuidar dela tanto quanto meus pais, enquanto Bennett estava ausente no treinamento. "Então, vocês vão se juntar a nós para a festa?" Eu perguntei aos dois jovens que estavam afastados deixando-nos ter o nosso momento familiar. "Festa?" O mais escuro dos dois perguntou. Eu sorri. "Sim. Vamos. Vocês podem vir com a gente, nós trouxemos o Suburban." A festa em um bar local foi um grande sucesso. Nossos pais bajulavam Bennett e as meninas. Usando o intervalo incomum em nossa vantagem,


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Max e eu fizemos o nosso caminho para fora, escapando da intensidade do bar. Nós queríamos um pouco de tempo sozinhos, mas que não fomos destinados a tê-lo. O que nos encontrou no estacionamento foi um homem que parecia um anjo vingador. Ele estava encostado em sua moto. Pernas longas estendidas para fora na frente dele. Seus braços estavam cruzados sobre o peito, cobrindo as manchas na parte da frente do colete de couro. Seus braços tinham tatuagens de chama que corriam o comprimento de seu pulso, e desapareciam debaixo de sua camiseta preta. "Dê-lhe um beijo para mim, ma. Eu tenho que ir, também te amo.", disse sua profunda voz de tenor rouco. Olhei para Max em surpresa. Foi audiência estranho alguém que é agressivo dizer "eu te amo" à sua mãe. Escondi um sorriso e andei de mãos dadas com Max até que estávamos na distância para falar educadamente. Levei um tempo, mas finalmente eu o reconheci como o homem que estava no acidente de motocicleta com sua namorada grávida. Olhamos um para o outro durante o que pareceu um século antes que o homem finalmente quebrasse. "Só queria agradecer por salvar a vida do meu filho." Ele disse asperamente. Sua voz era estridente como se tivesse passado por algum tipo de trauma. Eu me perguntava sobre isso, mas definitivamente não era estúpida o suficiente para questioná-lo sobre isso. "Por nada." Eu disse humildemente. Eu teria feito o mesmo por qualquer um. Quando fui agraciada com a minha licença de enfermagem, eu fiz um juramento para salvar a vida das pessoas, independentemente da raça, forma, cor ou situação. Ele balançou a cabeça em compreensão, montou sua bicicleta, e olhou nos olhos de Max. Ele estendeu a mão para Max e avançou com cautela, captando um pedaço de papel branco. "Diga ao meu irmão para me chamar. Eu tenho algumas informações que ele pode querer."


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A moto rugiu para a vida com um grunhido gutural. Ele fez uma saudação, e estava fora no instante seguinte. Nós o vimos desaparecer pela rua, até que nada foi deixado exceto os ecos distantes de seus tubos. "Ele não usa capacete." "Alguns homens não usam. Apenas uma preferência, eu acho.” Max indicou. "Ele estava em um acidente grave que tirou a vida de seu passageiro. Ele teve a sorte de escapar com vida. Como não poderia usar um capacete?" "Talvez um dia isso vai mudar quando ele encontrar uma mulher que constantemente discuta com ele sobre seu capacete.” Max disse secamente. Revirei os olhos. O homem tem um desejo de morte.

"Vou sentir falta dele." Eu disse para Max no escuro mais tarde naquela noite. Estávamos deitados na cama completamente exaustos das atividades do dia. Nossa manhã começou cedo. Desde a cerimônia de formatura de Bennett que foi em Galveston, que tinha passado a manhã e tarde dirigindo. Chegamos bem na hora em que todos se metiam no salão de banquetes para encontrar um assento. Deixe-me dizer-lhe, isso não é algo divertido para fazer quando você tem duas crianças pequenas, sendo que ambos requerem alimentação e trocas a cada três horas. Oh, e eles não estavam nos mesmos horários. Meus pais vieram de Dallas, para que eles não fossem capazes de ajudar até depois. Bennett vai passar a noite com os meus pais para que ele possa dedicar tanto tempo que puder a Reagan antes que ele tenha que se apresentar na segunda de manhã. Max bocejou alto, realmente colocando alguma ênfase nisso. "Sim, eu também. Ele é um bom garoto. Ele estará de volta em doze semanas ou mais. O treinamento de fuzileiros vai mudá-lo ainda mais. Ele vai ser mais difícil, e mais cruel. Provavelmente


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ele não vai ser o irmão ’mar de rosa’ que você está acostumada." Um grito alto veio do quarto do bebê, e nós dois levantamos e corremos. Max passou-me facilmente e estava no quarto de Harleigh antes mesmo que eu estivesse fora do nosso quarto indo para o corredor. Alpha latia freneticamente na porta apressando-nos. Até o momento que eu fiz isso para o quarto, Max estava com Harleigh em seus braços. Ele estava cantarolando para ela suavemente, o que era uma droga milagrosa para ela e seus nervos desgastados. Harleigh ainda estava ligada a um alarme de apneia que nos alertou quando ela parou de respirar. Ela tinha feito isso algumas vezes antes, e cada uma dessas vezes foi porque ela tinha chutado o monitor com o outro pé. Tivemos sorte que foi só isso, outros não tiveram a mesma sorte. Descendo, eu coloquei o monitor de volta em seu pé, e Max colocou-a de volta na cama. Ela estava morta para o mundo como de costume. A criança poderia dormir em qualquer lugar a qualquer hora. Quando o monitor saiu foi uma exceção. Havia algo sobre o tom do alarme e o ritmo do latido do Alpha que a acordou todas às vezes. Nosso lindo bebê é o epítome do filho perfeito. A partir do momento em que chegamos em casa do hospital, até agora, ela dormia dez horas por noite. Ela não acorda para comer. Inferno, mesmo quando ela estava vomitando suas refeições inteiras devido ao refluxo ácido, ela ainda estava feliz. Você nem saberia que era hora para ela comer a menos que você mantivesse um temporizador, que acabamos precisando fazer. Angelical é a forma como ela é descrita por todos que a conhece. Isto é, até você tentar separá-la de seu pai quando ela não o quer. Em seguida, ela é um verdadeiro terror semelhante à noiva de Chuckie. Max, é claro, acha que isso é a melhor coisa desde o pão fatiado. Eu estou secretamente satisfeita, mas eu nunca vou admitir isso. "Deus, essa coisa me pega toda vez." Max disse enquanto segurava a mão sobre o coração. "Você e eu." Eu sussurrei. Deixei meus dedos permanecem no cabelo dela, sentindo as mechas macias que enfeita sua cabeça. Demorou um par de meses, mas no momento em que ela deixou o hospital, ela usava um inferno de


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um topete. Ele segurava as cobertas para mim e eu me arrastei até meio. "Quando você acha que eles vão deixá-la sair dessa?" Ele perguntou. Ele se arrastou para perto de mim e me puxou para o seu peito. Eu aconcheguei-me perto até que minha perna direita estava engatada sobre suas coxas, logo abaixo sua virilha. Eu coloquei minha mão para baixo em sua barriga e deixei-a lá, testando as coisas, por assim dizer. Eu tirei minha mão mais baixa, até que foi deslizando a linha de sua cueca. "Eu vou perguntar para ela na próxima consulta." Seus músculos do estômago se apertaram em apreço. Sua mão pegou a minha, e eu pensei que ele poderia não estar certo disso agora, como eu pensava. Exceto que ele empurrou minhas mãos por baixo do elástico da cueca e cobriu seu pau com a minha mão. Tomando minha nova liberdade, eu acariciava seu pau alongando com o meu punho. Trabalhando lentamente para cima e para baixo em um ritmo constante. Em poucos minutos, seu pau estava duro como pedra. Depois que ele começou a empurrar com o meu punho, eu parei. Deixando minha mão viajar mais para baixo. Ele abriu mais as pernas para ter acesso ao que eu queria. Juntei suas bolas na minha mão e segurei-a suavemente; então eu dei um puxão experimental para ver que tipo de humor que ele estava na noite. Seu rosnado disse tudo, e eu me abaixei para embaixo das cobertas até que minha boca ficou pouco sobre seu pau. "Então, é um tipo de noite duro e rápido, não é?", perguntei sedutoramente. Masturbei o pau com os lábios, mas sem levá-lo para dentro ainda. Eu estava à espera de confirmação, e eu não faria uma coisa até que ele deixe-me saber o quanto ele queria. Isso se tornou um jogo para nós; a primeira pessoa a quebrar obtém controle. Bem, em toda a realidade, Max estava sempre no controle; ele apenas deixa-me tê-lo até que ele estava pronto para trazê-lo para casa. Ele não respondeu com a boca; em vez disso, ele levou seu pênis na mão e guiou-me pelos cabelos para baixo. Eu deixei a minha boca fechada, esperando. Percebendo que eu não estava indo para abrir sem avisar, ele correu a cabeça de seu pau ao longo da


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costura dos meus lábios. Minha língua regada, desesperadamente querendo trazê-lo para dentro do calor da minha boca. Ainda assim, eu não abri. Rosnando, ele virou-nos para onde ele estava montando minhas costelas, e seu pau pairava sobre meus lábios. Ele estendeu a mão e acendeu a lâmpada de cabeceira por mais luz, e logo em seguida voltou seu pênis para seu punho. Guiando-a de volta para a minha boca, ele disse, "Abra". Eu obedeci e ele levantou a cabeça e inseriu seu pau na minha boca. Ele empurrou para dentro, batendo no fundo da minha garganta tão rápido que iniciou o meu reflexo de vômito. Ele se afastou, mas não me deu tempo para recuperar antes de ele tocar no fundo da minha garganta novamente, embora mais lento e menos forte desta vez. Ele entrava e saía da minha boca por seis ou sete golpes antes de me puxar bruscamente, levantou minhas pernas, para que as solas dos meus pés estivessem plantadas em seu peito, e empurrou para frente com pouco preâmbulo. Ele foi tão profundo quanto podia dessa forma. Ele deixou meus pés no peito caso ele fosse muito profundo, mas eu nunca tive que pará-lo. Esta posição permitiu apenas uma mordida de dor me consumir, e não foi muito antes que eu estava ofegante de excitação. Cada impulso profundo me trouxe para mais perto e mais perto do auge. Seu corpo estava empurrando para o meu tão forte que batidas podiam ser ouvidas ecoando nas paredes do quarto vazio. Tenho certeza que os outros casais nos quartos ao lado do nosso podia nos ouvir, mas eu poderia me importar menos neste exato segundo. "Foda-me." Max murmurou. Eu abri minhas pernas e vi como seu membro encapsulado dentro de mim. Então meus olhos viajaram de onde estávamos ligados, passado seus pelos pubianos, sobre seu tanquinho, de seu peito perfeitamente definido e finalmente fixando-se em seus belos olhos verdes. Ele era muito lindo. Nem mesmo as cicatrizes impedem a sua beleza. Nossos olhos ficaram bloqueados um no outro. Momentos depois, um sentimento agora muito familiar começou a aquecer meu clitóris. Com


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cada impulso de seu pau, Max estava batendo naquele lugar dentro de mim que iria produzir um orgasmo muito explosivo. Duas estocadas mais vigorosas de Max tinham minha visão ficando escura. Seu grunhido acima me avisa que ele tinha ido comigo. Minhas pernas caíram para os lados, e Max saiu de mim lentamente. Umidade deslizou para fora da minha fenda, e eu ofegava em exaustão. O homem era um Deus. "Sim, eu sei." Max disse presunçosamente do meu lado. "Eu disse isso em voz alta?", perguntei. "Sim." "Não deixe sua cabeça ficar ainda maior. Você mal pode caber pela porta." Eu provoquei. Ele puxou meu corpo em cima dele, e eu me instalei. Não era sempre que nós fizemos essa coisa de se aconchegar. Nós dois gostamos de nosso espaço e eventualmente esta noite, nós migraríamos para os nossos próprios lados, mas por agora, nós gostamos. Max beijou meu cabelo e disse: "Eu te amo, Pet". "Quanto?", perguntei. "Muito." Ele respondeu. "Quanto é isso?", perguntei. "Isso é um monte." "Quanto é isso?" "Isso é infinito." "Isso é o suficiente para se levantar com o bebê na parte da manhã?" Ele solta uma pequena risada. “Absolutamente não."


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