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DISPONIBILIZAÇÃO: EVA, LIZ TRADUÇÃO: MI SOUZA, LUIZA, ANGEL, CAROL, GABI SEIDEL E GI. REVISÃO INICIAL: MELODY E JANA REVISÃO FINAL: MARIA LEITURA FINAL: SIMONE FORMATAÇÃO: EVA BOLD


Bad Boy. Fodido. Inútil. Herói. Anjo. Essas palavras Grayson “Torren” Trammel ouviu sendo sussurradas em suas costas durante sua vida. O que ainda não tinha escutado era “molenga,” e ele seria condenado se algum maldito o chamasse assim, mesmo que fosse uma moça com seu bonito cabelo loiro e uma boca quente e atrevida, querendo rotulá-lo como tal.

Tru sabe que Grayson não é para ela. Ele é muito mau. Muito quente. Muito exigente. Muito ocupado. Ela repete isso a si mesma diariamente, após ajudá-lo a recuperar a boa forma depois de um acidente horrível quase matá-lo. E que havia tirado a vida de um homem do seu MC. Grayson é o tipo de homem que seu pai avisou para não se envolver, mas há algo sobre ele que a intriga. Isso faz com que ela queira mais. O homem é um bombeiro. Quão ruim ele poderia ser?

Aparentemente, ele poderia ser ruim, mas também poderia ser muito, muito bom. Algo que Tru percebe muito rápido, quando os dois não conseguem mais lutar contra a atração entre eles. Agora, só existe uma palavra que quer ouvir quando o assunto é ele: Seu.


TRÊS MESES ATRÁS “Eu te desafio a ir até lá e abraçar o bombeiro. Enrolar as suas pernas em volta da cintura dele,” Iliana me desafia. Olhando para onde ela apontava, revirei meus olhos. “Não.” Eu estava tentando tomar uma bebida relaxante no mais novo restaurante e bar da cidade, Halligans and Handcuffs. O que eu não estava tentando fazer era chamar a atenção para mim mesma; especialmente, em uma sala repleta de colegas de trabalho da minha mãe. “Oh, vamos lá, você é uma grande covarde, como uma galinha. Pó. Pó. Pó.” Ela estala. Eu balanço a cabeça novamente. “Tudo o que você está fazendo é soar como uma idiota.” Sério, por que a mulher tem que me envergonhar?


Desviei os olhos para as mesas ao redor da nossa e comecei a me virar para estudar Iliana. Basta derramar algumas bebidas nessa mulher, e ela se torna a rainha detestável. Ela sorri largamente. “Oh vamos lá. Faça.” Dei um gole na minha cerveja e olhei para o homem que ela estava querendo que eu abraçasse. Ele era alto. Ele me fazia parecer como uma anã nos meus 1,67 de altura com facilidade. “O que você vai me dar se eu fizer?” Perguntei enquanto tomava outro gole de cerveja, mantendo meus olhos no homem com cabelo escuro raspado rente a cabeça, vestido com seu uniforme azul de Bombeiro. Bíceps grandes de dar água na boca. Braços que estavam cobertos do pulso até onde a sua manga da camisa ia, com tatuagens. Queixo forte, angulado. Nariz ligeiramente torto. Risada profunda. “O que você quiser,” Iliana promete sustentando seu dedo mindinho no ar como um desafio. Sabendo exatamente o que eu pediria se ela realmente cumprisse a sua parte do acordo, sorri. Peguei seu dedo mindinho, e beijamos as nossas mãos, uma por uma. “Combinado,” falei, me levantando. “O que você vai querer?” Ela perguntou com cautela, sabendo que eu tinha desistido muito facilmente. Iliana era minha melhor amiga e companheira de quarto. Nós fomos morar juntas quando começamos a escola de terapia ocupacional, e tínhamos vivido juntas desde então.


Ela era dois anos mais nova do que os meu vinte e oito anos, mas agia como se tivesse cinquenta anos, isto é, a menos que estivesse bebendo, como estava fazendo agora. Na vida real, ela era aquela pessoa chata que nunca fazia nada, porque estava com muito medo que o namorado descobrisse que ela realmente se divertia sem ele. E as coisas que fazia não era de uma pessoa normal de vinte e seis anos. Gritava velho. Por exemplo, ela tinha uma cama de Tempur-Pedic1 que parecia como uma cama de hospital... E estava prestes a se tornar minha. “Sua cama. Durante duas semanas,” disse com um sorriso maligno. Ela olhou para mim. “Se você fizer isso, é sua por um mês. O nome dele é Torren.” Tomando o resto da minha cerveja, comecei a andar na direção do homem. Torren, ela disse que esse era o seu nome. Que nome estranho. Quem nomeia o seu filho com o nome de Torren? Por que não Paul ou Brian? Aqueles eram nomes normais. Então, novamente, o meu nome era diferente, também. Quando cheguei na frente dele comecei a correr. Então, quando estava perto o suficiente, pulei em seus braços e envolvi as minhas mãos ao redor do seu pescoço, e minhas pernas em seus quadris. Ele me pegou, reflexivamente. Uma mão indo ao redor da minha bunda enquanto a outra subiu para proteger sua cerveja.

1

Espécie de colchão – Cama ajustável muito confortável.


“Uhhh,” ele disse enquanto fiquei lá por mais alguns segundos. “Eu conheço você?” Eu mal contive a vontade de rir. Ele parecia tão perdido. Então me tornei consciente dos outros homens que nos rodeavam. Eu estava tão focada no homem, Torren, que não me dei conta do círculo de fodões que tinha acabado de quebrar com a minha entrada. “Desculpa por isso,” disse enquanto descia dos seus braços. “Eu pensei que você fosse outra pessoa.” Com isso, me virei e saí, tentando o meu melhor para esquecer o que senti ao ser envolvida em seus braços. Iliana estava sorrindo como uma tola quando andei em sua direção. No momento em que me sentei à mesa, desta vez propositalmente virada na direção oposta ao bar, ela estava praticamente chorando de tanto rir. “Oh, Deus,” Ela ofegou... “Você deveria ter visto a cara dele!” “Ele não está olhando para mim ainda, não é?” Perguntei preocupada. Jesus, o homem era quente. De perto, eu poderia dizer que seus olhos eram da cor de um dia tempestuoso. E o tamanho dos músculos dos seus braços era de dar água na boca. As cores das suas tatuagens eram ainda mais magníficas. “Ele está apontando para nós, conversando com uma garçonete. Eu me pergunto o que ele está dizendo.” Iliana sussurrou em voz alta. Eu tentei o meu melhor para não virar e olhar. Foi por um triz, mas consegui. “Uh, oh. Lá vem ela,” Iliana sussurrou.


A jovem parou na mesa com uma cerveja na mão. “Oi. Fui enviada para dar isso a você.” Quando colocou a cerveja na mesa, eu acenei. “Não, obrigada, eu não bebo.” Ela olhou para a garrafa de cerveja vazia que tinha me trazido mais cedo, mas sabiamente não fez comentários. “Mas que porra foi essa?” Iliana engasgou uma vez que a garçonete saiu. Meus olhos se arregalaram. “Eu não sei! Isso só acabou de sair da minha boca! Eu não sei!” Estou seriamente pirando. Eu era uma idiota. Eu era literalmente uma pessoa caseira. Eu não fazia esse tipo de merda. Nunca tive um namorado! Eu ainda era virgem! Eu não sabia como flertar! Nem sei o que diabos deu em mim antes. “Ele não está olhando para mim, não é?” Eu estava começando a pirar. “Nós temos que ir.” Levantei e joguei a minha mochila sobre os meus ombros. “Vamos, rápido.”


Comecei puxando-a, e ela agarrou sua cerveja tempo suficiente para engolir o restante, batendo o copo sobre a mesa enquanto nós corríamos para o estacionamento. “Depressa,” eu disse quando começamos a caminhar rapidamente para o meu carro. “Meu Deus. Ele está na porta,” Iliana disse enquanto olhava por cima do ombro. Eu puxei o braço dela com força. “Não fique olhando. Olhe para a frente. Entre no carro antes que ele tente falar comigo.” Eu estava quase no carro quando a voz de Torren ressoou no estacionamento quase vazio. “Eu não mordo!” Virei-me, e, juro por Deus, eu disse: “Mas eu sim!” Minha mão cobriu a minha boca e eu olhei para Iliana, com os olhos arregalados. “Você me drogou?” Ela riu. “Meu Deus. Ele está andando rápido em nossa direção.” Sem perder tempo, saí do local do estacionamento cantando pneu na minha pressa. “Ele está rindo,” ela disse, observando, até não ver mais nada.


“Eu acredito, Tru, que agora você tem um bombeiro sexy como admirador.”


“Apenas me deixe aqui. Eu posso andar até lá,” rosnei para a enfermeira que tinha insistido em me trazer. A mulher, Bianca, acho que era esse o nome que me disse, me deu um sorriso tenso. “É o protocolo hospitalar.” Revirei os olhos e fiquei na cadeira, embora eu não precisasse disso. “Aqui estamos, Sr. Trammel. Tru estará com o senhor em um momento,” Bianca gaguejou, antes de praticamente fugir. Acho que fui um pouco duro com a pobre menina, mas eu não estava no melhor dos humores. Primeiro, não estava mais no hospital mesmo, então por que diabos preciso andar em uma cadeira de rodas? Segundo, meu ombro está ferido. Não fui capaz de trabalhar por mais de um mês, e perdi meu amigo. Tunnel, o homem que eu indiquei para se juntar ao The Dixie Wardens MC, morreu devido à inalação de fumaça, pouco mais de um mês atrás, e acabei de ver a sua viúva no caminho para cá.


Ele morreu no mesmo fogo onde eu machuquei o meu ombro, rasgando os tecidos que ligam o músculo ao osso ao redor das articulações do ombro, em minha busca para salvar a mulher de outro motoqueiro, Rue. Só que eu tive sorte e ele não. Tunnel era casado. Tinha uma filha. Ele era um policial. O que eu era? Nada. Eu tive que quebrar a parede fina entre o apartamento de Rue e o próximo, com uma cadeira de computador, no processo, fodi meu ombro de uma maneira perfeita. Uma semana mais tarde, fiz uma cirurgia, e agora, estava fazendo terapia, após uma pausa de duas semanas para deixar cicatrizar e começar a recuperar a minha força. “Oi, Sr. Trammel, eu sou Tru, serei a sua assistente de terapia ocupacional,” uma mulher veio me dizendo enquanto olhava para o gráfico em suas mãos. “Como você está se sentindo?” Não demorou muito tempo para eu perceber quem ela era, uma vez que olhou para cima. Era a mulher do bar, de alguns meses atrás. Aquela que saltou nos meus braços, como se fosse minha amante e que me abraçou na frente de Molly. Aquela que tinha mudado os dois últimos meses da minha vida. Não deveria ter me sentido tão bem. Não quando eu queria Molly. A mulher era uma estranha.


Mas quando eu a segurei em meus braços por alguns longos momentos, fiquei relutante em deixá-la ir. Tive que me segurar para não a agarrar e beijar o inferno fora dela. Na verdade, ela foi a única que me deixou com um olhar envergonhado. Ela murmurou: “Oh, pessoa errada,” e saiu enquanto eu seguia o seu rastro. Eu não conseguia manter meus olhos longe dela no tempo que esteve lá. Ela tinha em torno de 1, 70 de altura, tamanho médio para uma mulher, cabelo loiro longo, ondulado. Aparentava ficar muito ao sol. Tinha um monte de mechas claras no cabelo, e parecia ótimo contra a sua roupa verde de hospital. “Você,” eu disse de forma inteligente. Ela sorriu timidamente. “Oh... Ei. Eu não sabia que era você.” Inclinei a cabeça. “Sim, sou eu. O cara aleatório que você se jogou.” Ela abriu um sorriso, em vez de um olhar assustado. Ela tinha um sorriso bonito, dentes retos e brancos. O tipo que provavelmente custaria uma fortuna para consertar. “Eu não me joguei em você,” ela interrompeu com um sorriso aparecendo nos cantos dos lábios. Dei de ombros. “Você pulou em meus braços. Mesma coisa.”


Ela riu. Uma gargalhada profunda, jogando a cabeça para trás, com um tipo de risada que me fez sorrir junto com ela. “Não é a mesma coisa, e você sabe disso.” “Você está pronto para começar?” Eu sorri maliciosamente para ela. “Meu corpo é o seu templo. Faça comigo o que quiser.” E foi a sua vez de olhar maliciosamente. “Lembre-se de me dizer isso novamente daqui à uma hora.”

Eu me estabeleci de volta na mesa acolchoada e cerrei os dentes. Dor. Em toda parte. Tudo doía. Minhas costas doem. Minhas pernas doem. Minha cabeça dói. “Por que os meus dedos do pé doem?” Gemi. Ela me deu um olhar paciente. “Porque toda vez que você levantou o seu braço, eu o mudei para onde não gosta, você ficou na ponta dos pés, escapando da dor. Isso nunca ficará melhor se você não se empurrar, saindo da sua zona de conforto.” Meus olhos se estreitam. “Você não acha que eu estou além da minha zona de conforto?” Ela balançou a cabeça. “Eu sei que você não está.”


Sentei-me, estremecendo quando fiz isso, e estreitei os meus olhos para ela. Ela não era a minha pessoa favorita no momento, e era difícil me manter calmo sem atacá-la. Mesmo ela sendo gostosa. A última hora tinha sido intensa. Hoje foi o meu primeiro dia de terapia, no caminho da minha recuperação, e era frustrante como merda, quando não conseguia nem sequer, segurar um lápis maldito. Eu tinha praticado, colocando a minha camiseta, inúmeras vezes, algo que costumava fazer sem pensar, agora, precisava de intensa concentração, me certificando de que eu não foderia ainda mais as coisas. “O que te faz dizer isso?” Perguntei a ela. Ela apertou os lábios, fazendo com que a pele ao redor do nariz enrugasse de uma maneira fofa. Pena que eu estava muito chateado para achar isso bonito. “Você é excessivamente cauteloso. Parando antes que comece a doer, antecipando os movimentos, não indo tão longe quanto poderia ir,” disse francamente. Eu pisquei. Eu estava fazendo isso? Sempre fui uma pessoa que conhecia os meus limites. Não conhecer seus limites foi a forma que outras pessoas morreram. No entanto, eu sabia como empurrar além desses limites. Por exemplo, fazendo um buraco em uma parede com uma cadeira de computador tinha passado totalmente dos meus limites, e eu estava pagando por isso agora. Mas eu faria tudo novamente em um piscar de olhos.


“Está bem,” disse me sentando em cima da mesa, deixando meus pés oscilarem para o lado. “Faça novamente.” Ela me olhou passivamente, nem mesmo se exaltando, e se aproximou lentamente. Pegando meu braço em sua mão, lentamente começou a levantar até que estivesse paralelo com os meus ombros, em seguida, foi ainda mais longe. Meus músculos tencionaram. A adrenalina começou a disparar nas minhas veias, e minha respiração e ritmo cardíaco ficaram acelerados. “Você já está cinco centímetros mais longe, de onde conseguiu ir da última vez,” disse lentamente, abaixando a minha mão, até que ficou inerte ao meu lado. Eu estava tremendo. Minhas mãos tremiam, eu estava suando tanto que sabia que precisaria ir para a minha casa e me trocar do meu, assim chamado, encontro com a Molly esta tarde. Molly e eu era complicado. Molly não queria estar com um bombeiro, mas ela me queria, entretanto, até que pudesse encontrar outra pessoa. Eu tinha resistido à tentação por um tempo muito longo. Eu a conheci quando tinha dezesseis anos, mas mesmo naquela época, ela era a porra de uma garota bonita. Por respeito à Cleo, um membro do The Dixie Wardens MC, fiquei longe dela, ainda que cada célula do meu corpo gritasse por ela. Por quatro anos estive morrendo para tê-la... E então, a mulher atualmente em pé na minha frente aconteceu e de repente a súbita vontade de ter Molly nem sequer se registrou como um blip no meu radar.


Concordei em jantar com Molly só porque ela estava preocupada com Cleo, ou a merda que isso significasse. Cleo parecia bem para mim. Mais do que bem, na verdade. Ele tinha uma nova mulher. Aquela que tinha concordado em se tornar sua Old lady alguns dias atrás. Se eu estivesse sendo honesto, era o que estava incomodando Molly. Ela já não era o orgulho e a alegria de Cleo, e em seu lugar, estava uma mulher que Cleo não poderia viver sem. Houve uma grande coisa que Tru me fez perceber naquela noite, há três meses, notei que Molly era incrivelmente egoísta. Ela precisava de atenção. Quando ela não era o centro do universo de todos, ela tendia a insinuar-se, você querendo ou não. “Eu sabia que você conseguiria, grandão. Vou buscar um pouco de gelo, depois, falaremos sobre algumas das coisas que discutirei com o terapeuta que você viu na semana passada. Parece bom?” Tru perguntou, arrancando-me dos meus pensamentos. “Sim, isso é bom,” eu soltei, levantando minha mão e correndo os dedos sobre a minha testa. Ela saiu, e assisti o movimento da sua bunda em seu uniforme. Seu cabelo, que em algum momento foi de caído em suas costas para um coque alto na cabeça, achei adorável. Havia um monte de coisas que eu achava adorável sobre ela, na verdade. Ela era incrivelmente diferente de Molly. Molly era escura, onde Tru era leve. Molly tinha o cabelo preto enquanto Tru era loira bronzeada.


A maquiagem de Tru era mínima, enquanto nunca tinha visto Molly com nada menos do que a coisa toda. Molly tinha um corpo tonificado que parecia quente, enquanto Tru tinha um corpo cheio, com quadris arredondados e pernas, que pediam para tê-las jogadas nos meus ombros enquanto eu comia a... “Aqui está,” Tru disse, empurrando o gelo no meu colo, e cuidando do problema que tinha se instalado na minha virilha enquanto pensava sobre as suas pernas presas em seu peito enquanto eu a fodia... “Ei,” disse Tru. “Você está bem?” Pisquei, olhando para o gelo que cobria o meu pau duro, e fiz uma careta. “Estou bem,” menti. “Cansado.” Ela assentiu com a cabeça e olhou para mim com cautela. “Tudo bem, você fez um bom trabalho hoje. Eu só queria ser honesta. Eu não quero que se segure, porque tenho certeza que voltar ao trabalho é muito importante para você. Se continuar me dando 110%, tenho certeza que estará de volta em três ou quatro meses.” Eu fiz uma careta. Voltar ao trabalho não era a única coisa que faltava agora. Eu não podia andar de moto porque não conseguia levantar a mão. Não dava para trabalhar em carros, porque eu não conseguia segurar uma fodida chave. Eu não conseguia cortar o meu gramado. Não podia nem mesmo cortar minha própria carne. A última vez que tinha saído para comer, tive que pedir-lhes para cortá-la para mim, ouvindo tanta merda dos caras da estação, bem como


dos Dixie Wardens, que jurei não comer em torno deles novamente até que fosse capaz de segurar uma faca e garfo. “Eu sei. Sou um pé no saco quando se trata de ser um paciente. Vou tentar mais,” respondi, quando finalmente, fui capaz de levantar o gelo do meu pau e colocá-lo no meu ombro. Tru estava certa sobre uma coisa, com certeza. Eu precisava ficar melhor. Eu era um bombeiro e paramédico do Benton Fire Department, o que significava que eu não podia fazer absolutamente nada até que o meu ombro ficasse, pelo menos, oitenta por cento melhor. Os regulamentos da empresa garantiam isso. “Está tudo bem, grandão. Eu vou levá-lo para fora. É hora de terminar. Eu tenho um encontro mais tarde,” ela disse, me dando tapinhas no ombro, em seguida, voltando-se para pegar uma mochila ao lado da mesa na parte de trás da sala. “Encontro?” Pergunto, sem saber o porquê estava de repente tão irritado. Foda-se, mas tecnicamente eu tinha o meu próprio encontro. Por que era um grande negócio se ela tivesse um encontro? “Sim. Estou ansiosa por quase uma semana já,” ela sorriu largamente e começou a andar. Conversando com ela, caminhávamos, enquanto eu acenava para a mulher na recepção do hospital, a que ficou com medo de mim e saímos pela porta da frente para o sol da tarde. “Huh,” eu disse enquanto caminhava. “Eu tenho um encontro, também. Um que vou provavelmente me atrasar, mas tudo bem.”


Ela olhou para mim e sorriu firmemente. “Bem, vou te ver na próxima segunda, no mesmo horário. Lembre-se de continuar com a sua terapia física também,” disse rapidamente antes de ir para o mesmo carro que cantou os pneus no estacionamento do Halligans em sua pressa para ficar longe de mim. Ela parecia bonita dirigindo o seu pequeno Corolla. Parecia ainda mais bonita quando desceu o vidro, acenou, e o som começou

a

disparar

estacionamento.

uma

música

country

enquanto

saia

do


“Que mundo pequeno! Eu não consigo acreditar que de todos os assistentes de terapia ocupacional de Shreveport, você foi a única que ele conseguiu!” Iliana exclamou enquanto eu estava na pia lavando os pratos. “Você é uma cadela de sorte!” Nós tínhamos uma máquina de lavar louça. Era tão velha e decrépita que agora servia como uma despensa, já que não tínhamos uma. Na maioria das vezes ela só tinha pão, mas eu tinha um bastardo de um cão que gostava de comer coisas do balcão, por isso, se tínhamos um bolo ou algo do tipo, iria para lá, também. “Eu sei. Ele é tão quente. E estive com minhas mãos nele a tarde toda. Eu o irritei, porém, quando lhe disse que não estava se esforçando o suficiente.” Eu ri, lembrando-me da expressão no rosto de Grayson. O olhar em seu rosto me mostrou o fogo, que eu sabia que estava escondido lá dentro. Grayson me pareceu calmo, seguro e controlado.


Eu me perguntava se ele já tinha ficado bravo o suficiente para gritar. Mesmo depois de quase uma hora de exercícios, e eu dizendo que não estava dando o seu melhor, ele ainda não tinha franzido a testa, ou ficado mal-humorado, como alguns clientes faziam em suas primeiras vezes. Meu trabalho era sempre interessante, isso era certo. A dor tinha uma maneira de alterar a forma de como a mais respeitável das pessoas agiam. Mesmo as velhinhas que tinham caído e quebrado os seus quadris, ficavam temperamentais quando sentiam dores. Pensei que pelo menos conseguiria uma carranca do homem. Em vez disso, ele sorriu e brincou o tempo todo, mantendo-me completamente entretida. “Ei,” disse Iliana, interrompendo a minha lembrança da tarde. “Você quer ir correr na trilha, e depois comer um hambúrguer?” Bufo. “Sair para comer hambúrgueres depois de se exercitar parece um pouco contraditório.” Não que isso não soe muito bom, no entanto. Ela sorriu. “Sim, mas se eu correr será como se o cheeseburger nunca tivesse acontecido. Então não sentirei culpa, amanhã de manhã, quando subir na balança.” A menina era muito exigente sobre seu peso. Enquanto eu oscilava entre 59 e 64 kg, Iliana ficava obcecada em manter os seus 54 Kg, e nunca se desviava. Era a pessoa mais irritante do planeta, às vezes era deprimente viver com ela. Somente de olhar para um biscoito, eu já ganharia uns 4 kg, enquanto ela poderia comer duas caixas de Oreos e perder uns dois quilos.


Era bom ter uma parceira de treino, no entanto. Além do mais, tenho que olhar para sua bunda bem torneada, enquanto ela corre na minha frente, mantendo-me extremamente motivada. “Claro, o que você disser, Ana. Vou me vestir,” sorrio para ela. Eu tinha acabado de comprar um novo par de tênis. Qual a melhor maneira de estreá-lo a não ser correndo com eles?

“Estou só te avisando, quando a minha bunda já não se encaixar mais nos meus jeans, vou entrar em seu quarto à noite e assombrar os seus sonhos,” provoco quando saio do carro e caminho com Iliana para os Halligans e Handcuffs. Halligans e Handcuffs era um bar, mas tinha uma parte agradável de restaurante anexo a ele. O porquê de Iliana queria ir lá quando nós duas estávamos suadas e desagradáveis, estava além de mim. Eu estava bastante consciente que os shorts apertados e o meu top rosa neon definitivamente não eram apropriados. No entanto, Iliana tinha ganhado a corrida, e eu nunca recuei de uma aposta. Se ela queria ir, eu estava indo, também. “Eu tenho certeza. Vou para a cama depois de você, então seria impressionante se realmente acordasse para fazer isso,” Iliana riu quando agarrou a maçaneta da porta e abriu. Eu esperava ser nocauteada com rock clássico, que é o que normalmente acontecia quando entrávamos nos Halligans e Handcuffs.


O que nós encontramos foi uma celebração. “Merda,” eu disse enquanto comecei a recuar para fora da porta. “Vamos voltar. Acho que é uma festa privada.” Fui parada por uma mão gigante descendo e envolvendo em torno de meu pulso. “Não, querida, você pode ficar. Nós estamos apenas celebrando a vida de um amigo, isso é tudo,” disse um homem mais velho. Segui a mão para cima, até que cheguei a um ombro musculoso, e ainda mais, chegando a um peito revestido de couro. Pisquei. O homem que eu estava olhando era o presidente do moto clube local. The Dixie Wardens MC. Eu os tinha visto em torno da cidade, e na verdade sabia que eles possuíam este lugar. O que eu não tive o prazer de experimentar, no entanto, era conversar com um deles ainda. E, claro, eu estaria escolhendo o presidente para ter essa primeira experiência. “Oh, ok. Tem certeza?” Perguntei preocupada, olhando para a enorme quantidade de policiais e bombeiros, bem como do couro revestindo os homens, enchendo o bar. Havia mulheres também. No entanto, todas elas estavam amontoadas em um canto do bar, em três mesas do restaurante, enquanto os homens ficavam ao lado do bar. A maior parte das mulheres, pelo menos. Havia uma vagabunda solitária ao lado dos homens, e ela estava em pé na frente do homem que eu não podia fazer o meu cérebro parar de pensar.


Ela tinha as mãos no peito de Grayson. Seus amplos seios, que devo acrescentar, estavam apenas cobertos por um pequeno top sem mangas azul de brim, empurravam para cima na linha de visão de Grayson. Ele estava encostado no bar com a mão boa colocada sobre o seu ombro ruim. Ele segurava o seu braço em um ângulo tão estranho que eu tinha certeza que ele estava com dor. “Isto é para aquele policial que morreu há poucos meses atrás?” Minha melhor amiga tinha um problema. Ela não conseguia manter a boca fechada. Ela dizia o que queria, e não parecia ser capaz de fazer uma filtragem. O Old Man, Silas, assentiu. “Sim. Hoje seria seu vigésimo quarto aniversário.” Tristeza afligiu o meu coração, sombreando o ciúme irracional que eu senti quando vi Grayson inclinar-se para frente e dobrar uma mecha de cabelo atrás da orelha da bela mulher. “Onde quer que a gente se sente?” Perguntei solenemente. Silas sorriu. “Qualquer lugar. Se quiser comida, no entanto, vai ter que se sentar no bar. Temos garçonetes na equipe esta noite.” Então foi assim que acabamos sentadas no bar, comendo hambúrgueres, e ouvindo histórias da vida de Tunnel Morrison. Eu ignorei Grayson e a mulher. Ou tentei, de qualquer maneira. Eles estavam namorando? Será que ele a ama? Quanto tempo eles estavam juntos? Por que eu não poderia encontrar um homem assim?


As perguntas rolavam pela minha mente como uma tempestade de fogo. Secretamente tive esperanças que Grayson estivesse brincando sobre ir a um encontro. Não que eu quisesse negar a ninguém a felicidade, mas eu tinha começado a pensar nas possibilidades de como seria estar com ele. Agora, porém, eu nunca iria saber. Os dois pareciam muito felizes. Ou, pelo menos, a mulher parecia. Eu estava no último pedaço do meu hambúrguer quando um copo caiu no chão, silenciando todos no bar. Virei-me, seguindo o barulho com os meus olhos, para encontrar Grayson inclinando-se sobre o bar, a cabeça para baixo e seu corpo curvado como se sentisse dor. Não pensei no que estava fazendo, até realmente fazer, mas estava de pé caminhando rapidamente na direção de Grayson antes de considerar minhas ações. “Torren?” A mulher perguntou preocupada. “Você está bem?” “Droga,” ele gemeu, endurecendo quando a mulher colocou a mão em seu ombro e apertou levemente. “Tire as mãos de mim. Não me toque.” Eu pisquei para a dureza da voz, surpresa com a veemência na resposta. Mesmo assim, não hesitei em colocar minhas mãos nele. “Grayson,” eu disse calmamente, pressionando o seu corpo no lado oposto da mulher. “Sente-se e me deixe trabalhar com isso.” Eu me senti mal. Provavelmente, era minha culpa que ele estava sofrendo. Se eu não tivesse empurrado tanto, ele não estaria se sentindo pior agora. Isso era, no entanto, algo que ele precisava superar. Queria empurra-lo ainda mais forte, até seu braço sarar.


Ele não enrijeceu quando as minhas mãos fizeram o seu caminho sob o colete de couro que ele usava. Nem quando eu tirei o colete e o empurrei entre as minhas pernas para segurá-lo enquanto retirava a sua camisa do seu ombro. Ele levantou o braço, fazendo uma careta de dor enquanto o tecido deslizava por cima do ombro e se agrupava na base do pescoço. Eu alcancei a minha bolsa que estava no meu pescoço, peguei a minha loção, esguichando uma quantidade generosa em minhas mãos antes de começar a trabalhar lentamente em seu ombro. Ignorei os olhares de vários homens que estavam nos rodeando. Especialmente o olhar maligno da mulher que claramente não queria que eu tocasse no seu homem. Bem, muito porra ruim. Eu faria isso se quisesse fazê-lo. Ele se sentiria melhor quando eu terminasse com isso. “Onde dói?” Perguntei. No entanto, a resposta era irrelevante quando minhas mãos entraram em contato com o enorme músculo endurecido na parte de trás do ombro. Seu trapézio para ser mais precisa. A coisa toda tremia incontrolavelmente, pulsando com o ritmo cardíaco. “Aí,” ele engasgou quando meus dedos encontraram o músculo tenso. “Suas mãos, Deus, são mágicas.” Sorrio enquanto trabalho os dedos ao longo do músculo. “Você estava dizendo que eu era uma besta esta tarde. Na verdade, me lembro especificamente de algo sobre minhas mãos, não sabendo o


quanto elas eram boas.” Provoco enquanto tento tirar a minha mente da perfeição da sua pele. Sobre a forma como os músculos ficavam sob meus dedos, senti como se estivesse no céu. De como eu me sentiria se corresse o meu corpo nu junto com o dele. “Você quer que eu faça isso, Torren?” A voz da mulher imprestável interrompeu bruscamente. Torren sacudiu a cabeça. “Não, Molly. Tru está fazendo isso muito bem,” ele gemeu enquanto eu trabalhava o músculo com os dedos fortes, flexíveis. Com o canto do meu olho, vi a mulher, Molly, fazer uma careta, e praticamente explodir. “Bem, isso é apenas interessante. É ela, não é? A mulher que levou você para longe de mim,” ela retrucou irritada. Eu não disse nada, mas por dentro estava saltitando como se tivesse ganhado na loteria. Então, quando ele falou em um tom triste, me fez sentir muito mais por ele. “Molly,” ele disse, cansado. “O mundo perdeu um grande homem há alguns meses. Se você prestasse atenção, saberia que eu estava presente no momento da sua morte. Eu, com certeza, gostaria que você pensasse sobre isso agora, a razão de eu ter concordado em conhecê-la esta noite, em vez do fato de não lhe dar a atenção que você queria desesperadamente nas últimas semanas. Nem mesmo vamos entrar no fato de que estive ocupado com a cirurgia e tudo mais.” Eu pisquei, surpresa que ele tenha sido tão duro. Por outro lado, o homem estava com dor. Tanto física como emocional.


Agora definitivamente não era o momento de ter uma discussão sobre o seu relacionamento quando estavam cercados por... Puta merda. Pelo menos dez homens. Todos assistindo ao show como se fosse uma novela. Seus olhos não estavam apenas em Molly. Eles estavam em mim, também. Em mim e em Grayson. Eu tentei bloqueá-los enquanto observava o nó no ombro de Grayson relaxar. Começou lentamente. No início, parando de contrair, mas quanto mais eu trabalhava os meus dedos sobre o nó e na área circundante, mais ele desaparecia até não sobrar nada. “O que você está sentindo aqui?” Perguntei enquanto alisava os meus polegares sobre a área, correndo os dedos em ambos os lados da incisão que estava rosa e saudável. Ele gemeu. “Magia.” Eu bufei, e fui endossada por alguém atrás de mim. Eu não mordi a isca. Ou tentei não morder, mas eu não poderia ajudar. Olhei para trás. O mesmo homem que nos disse para comer, aquele com a barba. O presidente do The Dixie Wardens MC. O rei das barbas.


Virei-me e alisei minha mão para baixo por cima do ombro, feliz com o meu trabalho. Não foi até que eu olhei para baixo que pude ver que os seus olhos estavam em mim. Eles estavam fixos unicamente em mim. Ele estava espreitando através do espaço entre o braço e o bar, com a cabeça pendurada para baixo, enquanto observava-me trabalhar. “Você está bem?” Perguntei, encontrando seus olhos. Ele piscou, então levantou a cabeça do topo de suas mãos e se virou para mim. “A não ser pelo fato de que estou cheirando como se tivesse tomado um banho de explosão de Body Works, acho que estou muito bem. Meu braço estava tendo cãibras desde que cheguei aqui. Então, de repente, travou e minha mão perdeu a sua capacidade de segurar uma caneca de cerveja,” ele sorriu. Quando se virou, tive o vislumbre do seu peito. Era grosso e definido. Seus ombros eram largos, os seus músculos abdominais, os que eu só tinha obtido vislumbres durante todo o dia, pareciam magníficos, mesmo depois de estar fora do trabalho durante os últimos três meses. Seus olhos viram como eu catalogava o seu físico, chegando a uma parada em sua cintura, onde o V profundo do seu abdômen inferior desaparecia em sua virilha. Que, infelizmente, estava coberta por uma angustiante calça jeans. A calça jeans estava pendurada para baixo, dando-me a provocação final, ainda cobrindo todas as partes boas.


“Obrigado,” ele rugiu enquanto trabalhava para colocar a sua camiseta de volta no lugar. Então ele estendeu a mão, e eu a agarrei e apertei. Ele sorriu. “Não que eu não te ame, querida, mas eu estava querendo o meu colete e não as suas pequenas mãos.” Pisquei. “O que é isso?” Ele abaixou-se e meu coração começou a bater fora do meu peito. Meu rosto corou, e minha barriga se agitou loucamente. Eu dei um rangido quando os seus dedos roçaram a minha buceta antes que ele desse um pequeno puxão no colete entre as minhas pernas. Então corei abundantemente. Filho da puta. Jesus Cristo, Tru! Ele estava apenas querendo seu colete. Mantenha a sua vagina sob controle! Eu me repreendi. Eu soltei? Porra, não. Eu não poderia soltar. Ele sorriu da minha expressão em branco antes de puxar um pouco mais forte. Os botões na parte da frente do colete pegaram a costura da minha calça, o que inevitavelmente, acabou esfregando contra um local muito especial, fazendo meus olhos se arregalar de prazer, surpresos.


Ele sorriu ainda mais quando finalmente soltou o colete, em seguida, atirou-o com cuidado sobre seus ombros antes que trabalhasse seus braços com cautela nos buracos do colete. “Eu gostei do seu traje a propósito,” disse ele descaradamente, sorrindo amplamente, que a fenda em seu queixo se tornou ainda mais pronunciada. Jesus, aquela coisa deveria ser ilegal. “Obrigada,” consegui responder. “Você sabe que a metade dos homens neste bar são policiais certo?” Ele perguntou com uma sobrancelha levantada. Olhei em volta e em seguida, de novo para ele. “Sim, e...?” Eu o questionei. “Vestindo uma camiseta que diz: Se você ver a polícia, alerte sua amiga, faz você parecer suspeita,” explicou. Dei de ombros. “Minha mãe é uma policial. E meu pai é o chefe dos bombeiros. Não tenho nada contra a polícia. Eu apenas pensei que a camiseta era bonita.” “Você é a filha de Frank Doherty?” Ele exclamou em voz alta. Eu balancei a cabeça. “Sim.” “Merda,” ele suspirou. Pisco os olhos. Pareço ter um problema de piscar que é intermitente. Mas eu não poderia descobrir o porquê ele ficaria chateado com isso. Ele


balançou a cabeça com o meu olhar confuso, mas não foi ele que respondeu. Foi o homem ao meu lado. Ele parecia vagamente familiar, mas não conseguia lembrar quem ele era. “Isso é uma porra grande!” O homem gritou em voz alta. Inclinei a cabeça ligeiramente. “O que?” Perguntei finalmente. “Torren teve um probleminha com ele alguns anos atrás, quando foi contratado. Ele fez uma brincadeira com outro membro, mas acabou que o seu pai obteve o pior de tudo. Doherty’s nunca gostou dele desde então,” o homem chorou. E eu literalmente me refiro a chorar. Ele estava limpando as lágrimas de alegria de seus olhos enquanto falava. Engoli em seco. “Você é o cara que queimou as sobrancelhas dele?” Eu gritei. “Você é o Torren Trammel?" O bar entrou em uma erupção de risos com o meu suspiro de indignação. Meu pai tinha voltado para casa sem sobrancelhas, um dia, a cinco anos atrás, e nunca cresceram desde então. Eu estava indignada em nome do meu pai. Não porque ele o machucou, mas porque graças ao mal humor do meu pai naquele dia, eu perdi o pagamento para a minha educação universitária como resultado. Eu saí algumas semanas mais tarde, indo morar com Iliana, e passei os próximos dois anos lutando para pagar tudo. Mas consegui. E o que me surpreendeu foi que a primeira pessoa que vi, enquanto caminhava pelo palco, foi o meu radiante pai.


Eu perdoei naquele dia. Agora entendo sobre o que realmente tinha lutado, e não tinha nada a ver com o mau humor do meu pai, e tudo a ver com a minha atitude ruim. Eu perdi dois anos com o meu pai que nunca poderia ter de volta. “Ei,” Iliana disse atrás de mim. “Essa não é a razão do seu pai ter te expulsado de casa?” Eu me virei e olhei para ela, esperando que fechasse a boca. Infelizmente, Iliana não era nada previsível. Quando não respondi, ela pulou de supetão, apontando o dedo e acusando Torren. “Você é a razão pela qual eu tive que compartilhar a cama com ela por quase seis meses até que pudesse pagar por sua própria cama!” “O que eu tenho a ver com isso? Eu apenas joguei a mesa do homem no fogo, acidentalmente. Eu não fiz nada para ela,” ele disse, indignado, apontando para mim de forma acusadora. Eu bufei. “Você não fez nada, Grayson. Eu era jovem e burra, e fiz isso sozinha.” Ele balançou a cabeça. “Tudo bem. Mas eu sinto muito de qualquer maneira. Eu realmente o irritei, então tenho certeza que não era tudo sobre você.” Ele parecia tão sem graça que era quase cômico. No entanto, não queria entrar em mais detalhes sobre o assunto. Felizmente, fui salva pelo gongo, por assim dizer. Ou por um gemido de qualquer maneira. “Torren, por que ela o chamou de Grayson?” Molly lamentou.


Seria rude bater nela? “Porque esse é o meu nome,” ele disse com um tom que estava perigosamente perto de parecer sarcástico. “Oh,” ela fez beicinho. “Eu te conheço há anos. Por que eu não sabia disso?” Provavelmente porque seus seios são muito grandes e requer muito oxigênio para alimentar o seu cérebro como a maioria dos seres humanos normais. Bufei. Eu me divertia às vezes. “Bem,” eu disse. “Tenham todos uma boa noite. Até a próxima semana, Grayson!” Com isso, fui embora, muito consciente dos olhos que senti furando um buraco na parte de trás da minha cabeça. Os que eu queria que estivessem lá, e os que eu não queria.


A dor vem em todas as formas e tamanhos. Enquanto eu estava sentado na sala de espera para a minha última consulta de terapia ocupacional, comecei a pensar sobre os muitos tipos de dor que já experimentei ao longo das últimas semanas. Algumas poderiam ser físicas. Algumas mentais. Outras emocionais. A minha dor, no momento, era proveniente de uma determinada parte do meu corpo, e não era do meu ombro. Já tinha passado três meses desde que comecei a fisioterapia e terapia ocupacional. Eu estava quase recuperado. Estava de volta, setenta e cinco por cento do normal no meu ombro, e ambas as terapias estavam indo muito bem. Tão bem, de fato, que eu estava prestes a ver a terapeuta ocupacional para discutir o fim da minha terapia. No entanto, tinha certeza de uma coisa. Eu não queria que isso acabasse. Eu estava gostando muito. O que descobri nos últimos noventa dias foi que havia mais de cem lugares no meu corpo que Tru poderia tocar que me deixaria instantaneamente duro. E ela me tocou muito.


“Bom dia, Grayson, como você está se sentindo hoje?” Tru perguntou quando me encontrou na porta. Rangi os dentes. Não importa o quanto tentei, eu literalmente não poderia fazê-la começar a me chamar de Torren. Mesmo depois de pedir diversas vezes, ela ainda se recusava a fazê-lo, então desisti. Ela agora era a única pessoa na Terra que usava o meu nome real. Até o meu pai não me chamava mais de Grayson. “Estou indo bem, menina doce. Como você está?” Perguntei enquanto segurava a porta para passarmos. Ela sorriu para mim, me agraciando com uma das coisas que fizeram as minhas tardes de segunda-feira. Eu tinha visto um monte daqueles sorrisos, e ficaria triste, se não precisasse mais de terapia. Não tinha uma desculpa para vê-la mais. Então, já não tenho uma razão para manter a minha distância, também. A única razão do porquê eu fiz isso, foi por saber que Tru era muito profissional para iniciar um relacionamento com alguém que ela tinha a obrigação de ajudar a melhorar. Ela não era assim, e eu estava secretamente feliz por isso. Qual a melhor maneira de conhecer o caráter de uma pessoa, além passar muito tempo com ela? Uma coisa com certeza era que havia muita tensão sexual acontecendo entre nós, mesmo que nenhum de nós fizéssemos algo sobre isso.


“Eu estou bem, obrigada por perguntar. Como foi o seu primeiro dia de volta ao trabalho?” Ela me perguntou enquanto a seguia pelo corredor até seu escritório. Fiz uma careta. “Eu tinha certeza de que estaria fazendo mais do que fiz, o que não deveria ter sido surpreendente, mas foi. Eu literalmente dirigi a ambulância durante todo o dia, mas fui incapaz de fazer qualquer coisa. E não foi de nenhuma ajuda o fato de que o capitão esteve olhando por cima do ombro o tempo todo, certificando-se que eu não faria nada estúpido.” Ela sorriu, pegando-me desprevenido. Aquele sorriso tinha muitas habilidades. Um dos quais roubava o ar dos meus pulmões, quando ela o dirigia a mim. Meus pés enrolaram, fazendo-me tropeçar um pouco e correr a minha mão para o lado para me segurar. Ao mesmo tempo, ela parou e se virou. Em vez de apoiar a mão na parede, a minha mão foi parar no meio do seu peito. Ela engasgou acentuadamente em surpresa, olhando para mim, de onde estava elevando-me sobre ela. Eu não movi minha mão, e ela não se moveu, ficamos assim por longos segundos antes de finalmente encontrar força de vontade para me afastar. “Desculpe,” murmurei, puxando para trás até que eu estava de pé no lado oposto do corredor que ela estava. Ela sorriu um pouco atordoada e virou-se, apontando para segui-la. “Hoje é o dia que passaremos o meu progresso com você para a terapeuta ocupacional responsável. Ela vai voltar a avaliá-lo e, em


seguida, se certificar que você alcançou todas as metas que estabelecemos no início. Enquanto você aguarda a aprovação dela, eu tenho certeza que essa vai ser sua última sessão conosco,” ela sorriu com força por cima do ombro. Senti algo estranho. Algo que não conseguia explicar. Tinha a ver com o fato de que ela parecia um pouco chateada. Estava feliz que ela não queria que eu fosse embora? Porque isso, por sua vez, me fez começar a pensar sobre coisas. Coisas como seria tê-la na minha cama? Ou leva-la para um passeio na minha moto. Ou leva-la para conhecer o meu pai. Essas duas últimas opções não eram coisas que eu faria. Claro, houve o passeio ocasional de um bar para a casa da menina, mas o tipo de passeio que estava pensando com Tru era o tipo que durariam horas. O tipo que exigia os braços em volta do meu peito, e sua virilha esfregando contra a minha bunda, enquanto a levava para o passeio da sua vida. Eu poderia dizer, também, que Tru não era o tipo que eu normalmente pegava. Ela era o tipo de mulher que você deve conhecer lentamente. Ela ainda tinha o potencial para nunca mais ser esquecida. O tipo que ficaria e nunca sairia. O tipo que você não quer que saia.


“Ei,” Tru disse, interrompendo meus pensamentos profundos. “Você está bem? Você não está muito falante hoje.” Dei de ombros. “Estou bem. Obrigado.” Ela parecia relutante em deixar ir, mas no final o fez, e eu estava contente. O tempo para tocar no assunto viria, mas eu tinha que passar por uma consulta com a terapeuta ocupacional em primeiro lugar. Só então iria programar o meu plano de ação. Um que Tru aceitaria.

“Bem, então é isso, Sr. Trammel. Você terminou aqui, estou contente em dizer isso!” A mulher, falou jovialmente. O nome dela era Ana, e parecia uma das mulheres mais bonitas que já conheci. Pena que não havia conhecido ela em circunstâncias diferentes. “Obrigado. Tru fez um excelente trabalho mantendo-me na linha,” sorri para a mulher, quando na realidade queria nada mais do que olhar para Tru. Ela era uma presença silenciosa nas minhas costas, depois de ter saído para atender uma chamada telefônica, e voltar poucos minutos mais tarde apenas para ficar na parte de trás e não perturbar a reunião mais do que já tinha. “Tenho certeza que ela fez. Ela era uma das minhas alunas mais inteligentes e agora é uma das melhores funcionárias que já tive.”


“Agora,” ela disse em pé. “Saia daqui. Não quero vê-lo novamente aqui a menos que seja para me trazer alguns biscoitos de agradecimento.” Bufo e me levanto, estendendo a mão para apertar a da mulher. “Vou manter isso em mente.” Eu traria os biscoitos para essa mulher, mas só porque queria ver Tru novamente. Usaria qualquer coisa como uma desculpa. “Tudo bem, vou vê-lo por aí. Tenha um bom dia,” disse enquanto caminhava comigo para a porta do escritório. Sorri para ela e segui Tru recuando para trás e para fora da porta. Continuei seguindo-a, olhando para a sua bunda se esfregando em suas calças por todo o caminho. “Estava pensando que poderíamos ir almoçar depois da nossa sessão para discutir o que você deve continuar fazendo, se estiver tudo bem. Por minha conta.” Tru disse, enquanto olhava por cima do ombro. Olhei para cima a tempo de não ser pego verificando sua bunda, mas foi por pouco. “Parece bom,” respondo. Ela sorriu. “Perfeito. Eu não trouxe almoço.” Ela me levou a uma mesa, onde deu um tapinha suave com a mão, indicando onde deveria me sentar. No entanto, ela não mexeu a mão, e eu me sentei, deixando a mão perigosamente perto da minha coxa. Seu corpo estava muito perto, também. Ela percebeu seu errou tarde demais, e deu um passo para trás, tornando-o aceitável. Dei-lhe isso, mas só porque eu sabia o quão


importante era para ela. Mas, em quarenta e cinco minutos, quando a minha sessão terminasse, seria uma história diferente.

45 MINUTOS MAIS TARDE “Não acredito que ainda dói,” murmurei enquanto pegava um assento no banco em frente à Tru, esfregando meu ombro enquanto fazia isso. Ela sorriu com remorso. “Vai ficar mais fácil. Seus músculos ainda estão aprendendo. Hoje foi um dia para ter certeza de que você poderia realizar tudo o que é supostamente capaz de fazer.” Olhei em seus olhos, hipnotizado pela visão dos seus grandes olhos verdes. “Então, como está indo a sua fisioterapia?” Ela perguntou enquanto me olhava por cima do seu cardápio. Seus belos olhos encontraram os meus, e eu sorri. “Está bem. Também só tem mais uma, mesmo. Embora, o homem que faz isso comigo não é de longe tão agradável de olhar como você é,” provoco. Ela me dá um olhar irônico. “Tanto faz.” Suspiro e olho para o cardápio, optando por um Turkey melt and chili2, antes de abaixá-lo e olhar para Tru, enquanto ela escolhia.

2

Turkey melt and chili –. Esse prato consiste em peru moído,cebola, pimenta, queijo, tomate, dentre outros ingredientes.


“O que você vai pedir?” Ela perguntou enquanto olhava para cima novamente. “Turkey Melt,” disse. “Não é um bife?” Perguntou surpresa. Nós estávamos, na verdade, em um dos melhores lugares de bife deste lado da fronteira da Louisiana, mas a minha cintura não podia mais comer qualquer coisa. Eu já tinha ganhado quase sete quilos após a minha cirurgia. “Minha cintura não aprecia o meu amor por bife,” expliquei. A garçonete interrompeu a conversa, anotando os nossos pedidos. Tru pediu um lombo com batatas cozidas, me agradando. Eu gostava de uma mulher que não tinha medo de comer na frente de um homem. Foi uma boa lufada de ar fresco. Molly, após observá-la, nunca comia outra coisa, senão uma salada. Ela bufou enquanto a garçonete saía. “A minha também não está muito longe, e, no entanto, você não me verá comendo uma salada.” Sorri largamente para ela. “Eu a vi naqueles shorts apertados no bar, quando estava trabalhando o espasmo do meu ombro. Você parecia malditamente sedutora naqueles shorts apertados. Nenhuma dieta é necessária.” Ela corou, fazendo meu sorriso ficar mais amplo. “Iliana me obrigou a ir. Eu ainda estou brava com ela sobre isso, na verdade,” ela fez beicinho.


���Estou feliz que você estava lá. Aquilo foi um pesadelo,” eu disse, “verdadeiramente um pesadelo.” Aquilo tinha sido tão doloroso, roubando a minha respiração e fazendo o meu estômago se apertar. Em seguida, as mãos hábeis de Tru, haviam pousado em mim, oferecendo-me conforto, e levando a minha dor para longe. Ela pegou um pequeno pedaço de mim naquele momento, e passou os últimos três meses tirando ainda mais, até que fiquei desesperado e necessitado. Eu a queria tanto que mal podia suportar. “Tenho certeza que Molly, se me lembro corretamente o nome dela, teria cuidado disso muito bem,” ela disse suavemente. Eu ri. Essa foi boa. Molly não faria qualquer coisa que não a beneficiasse. Eu fui ignorado

naquela

noite,

e

nos

três

meses

desde

então.

Que,

surpreendentemente, foi bom para mim. Na verdade, não tinha pensado sobre Molly nenhuma vez nas últimas semanas. “Molly é irmã de um amigo meu. Ela não teria me oferecido qualquer assistência, apesar de tudo. Ela é do tipo que iria deixá-lo trabalhar sua bunda no chão, independentemente de qualquer dor que estivesse sentindo, desde que ela tivesse o que queria,” expus. Ela piscou. “Você está me dizendo que ela não estava disposta a ajudá-lo?” Eu balanço minha cabeça. “Não. Eu estava dizendo a ela noite toda que meu ombro não estava bom e continuava piorando progressivamente durante as três horas que


permaneci lá. A única razão que permaneci, foi por causa do aniversário de Tunnel, que o clube estava comemorado. O tempo todo, Molly ficou falando o quanto estava chateada com o seu trabalho, enquanto a minha cabeça começava a doer cada vez mais. Estava saindo, quando ela disse que eu era o seu encontro, e não queria ir ainda. Então, me sentei, e os espasmos começaram em meu ombro, aumentando a dor. Foi quando deixei cair a minha cerveja. Ela só se ofereceu para esfregar as minhas costas, quando você veio na nossa direção.” O que não lhe disse foi que eu só tinha olhos para ela, logo que passou pela porta. O que tinha chateado Molly ainda mais. Molly percebeu que Tru era a mulher que colocou as mãos em cima de mim antes do acidente, e tinha me deixado saber o quão infeliz ela ficou porque Tru estava lá. A boca de Tru caiu aberta durante a explicação, e, em seguida, a raiva lentamente substituiu as suas feições calmas. “Que cadela.” Dei de ombros. Molly era um gosto adquirido. Ela não era tão ruim assim ... Uma vez que a conhecia. No entanto, levava um monte de tempo para se acostumar. Cleo a amava, e eu pensei, a certa altura, que a amava. Agora, porém, eu compreendia. Molly não era para mim, e eu não era para Molly. O que era para mim, estava sentada bem na minha frente muito brava a princípio. “Isso é horrível. Sinto muito,” ela sussurrou baixinho.


Dei de ombros, gostando do fato de que se importava. "Está tudo bem. Eu já esqueci isso." Nossa comida chegou depois disso, e os tópicos passaram de nossa vida social à política. Então, a partir da política para o estado da economia. Finalmente, nós mudamos para o meu trabalho e meu papel com o The Dixie Wardens. “Eu entrei no The Dixie Wardens quando tinha acabado de sair da academia de bombeiro. Eu era jovem e cabeça quente, no caminho para autodestruição depois que a minha mãe morreu. Meu pai era um membro de uma Seção diferente de Tuscaloosa, e me recomendou para a Seção de Benton para o meu desespero. Eu aceitei isso como se sempre fosse uma parte do meu sangue, e não olhei para trás desde então,” eu disse suavemente. “Você é íntimo do seu pai?” Ela perguntou. Eu balancei a minha cabeça. “Sim e não. Eu sou agora, mas não muito. Minha mãe e ele se divorciaram quando eu era jovem, o motivo nunca soube. Quando ela morreu, fui morar com o meu avô. Foi quando eu finalmente, cheguei a conhecer o meu pai.” “Uau,” ela disse com uma sobrancelha levantada. “Você é uma bagunça.” Senti um sorriso saindo até o canto da minha boca. “Você poderia dizer isso novamente. Eu...” Minha voz sumiu quando um homem entrou na churrascaria, onde nós estávamos comendo. Ele parecia familiar. Muito familiar, familiar como se estivesse me olhando no espelho.


"Que porra é essa?” Sussurrei. O homem entrou, indo direto para o posto da recepcionista pela parte de trás do restaurante, onde vi Cleo sentado quando entrei. Nós tínhamos trocado acenos, mas ele estava trabalhando, então não quis interrompêlo. Agora, porém, eu queria interrompê-lo. Com o meu punho acertando o seu rosto. Não havia nenhuma maneira na terra criada por Deus que Cleo não tinha visto a semelhança entre nós. Não. Caralho. Não acredito. “Grayson?” Tru chamou. E até mesmo o som da sua voz, a que tinha acalmado as minhas dores e pesadelos, não poderia trazer-me à realidade. Eu vi o momento em que Cleo percebeu que eu o reconheci. Seus olhos queimaram, e ele ficou de pé, ignorando a voz insistente do seu chefe, e nosso presidente, enquanto caminhava lentamente para fora. Sorte para ele, e para mim, ele foi para a porta da frente do restaurante. “Eu já volto,” eu disse, sem esperar pela sua resposta. Eu fui alguns momentos após Cleo sair. “Deixe-me explicar,” ele disse, mas eu não esperei. Meu punho estava voando antes que as palavras ainda deixassem a sua boca. Eu sabia, é claro, que eu poderia ter um irmão lá fora em algum lugar. Na verdade, todos sabiam. Eu estive a sua procura desde que descobri sobre ele quatro anos atrás. Meu punho bateu no seu rosto estalando. Ele ficou em um pé, e levantou a mão para tocar o corte em seu lábio cautelosamente.


“Eu vou te dar isso,” disse ele sombriamente. “Agora que você já descontou sua raiva, vai me deixar explicar.” Olhei para ele, com um olhar sombrio, ignorando a queimadura em minha mão enquanto fazia. “Estou comendo com a minha garota, e tenho que trabalhar em uma hora e meia, mas sou todo seu amanhã depois que eu sair,” cuspi. Ele acenou com a cabeça uma vez. “Vou encontrá-lo na sua casa.” “Faça isso.” Eu assobiei para ele, em seguida, virei-me para sair. O clima bom que Tru e eu tínhamos, desapareceu depois disso. Senti que o meu humor, tinha estragado o nosso curto almoço. E a deixou desapontada, eu percebi, mas não poderia estar na mesma sala que a porra do meu irmão e não querer falar com ele. Eu deveria ter feito isso sem a Tru, ela não merecia isso. Então, depois de um abraço e um beijo na bochecha, ela saiu sem olhar para trás, e eu fiquei sentado do lado de fora do restaurante e vi o meu irmão através da janela, como um adolescente. Eu estava procurando por ele a tanto tempo, me sentindo quase surreal por saber que ele estava lá. E um dos meus melhores amigos tinha mantido a sua existência escondida de mim. Ele, infelizmente, teria algumas explicações importantes a me dar antes que eu o perdoasse. Mas tinha a sensação de que nunca iria esquecer.


“Você se importa de levar Rowen para o gostosuras ou travessuras?” Minha irmã, Reese, me implorou. Pegando a pilha de roupas dobradas, quando eu entrei no meu quarto. “Claro... Mas tenho que me fantasiar?” Eu esperava que não. Reese tinha começado uma tradição, quando Rowen nasceu há pouco mais de dois anos e meio, quando veio para as férias. Seu ex a tinha deixado quando descobriu que Reese estava grávida. Portanto, Reese prometeu a si mesma que ela estaria acima de tudo, e daria o melhor para a sua filha, já que estava se tornando uma mãe solteira. Isso acabou se transformando em enormes provações quando se tratava das férias. No natal, ela enfeitava a sua casa com ramos de azevinho3, bolas de natal... Blá, blá, blá, blá. Na verdade, ela enfeitava

3

O azevinho (Ilex aquifolium), também chamado azevim, azevinheiro, pau-azevim e sombra-de-azevim{ HYPERLINK "https://pt.wikipedia.org/wiki/Azevinho" \l "cite_note-FERREIRA.2C_A._B._H._1986._p.211-1" }, é um { HYPERLINK "https://pt.wikipedia.org/wiki/Arbusto" \o "Arbusto" } de { HYPERLINK "https://pt.wikipedia.org/wiki/Folha_persistente" \o "Folha persistente" } da família das { HYPERLINK "https://pt.wikipedia.org/wiki/Aquifoliaceae" \o "Aquifoliaceae" }, cultivado normalmente para efeitos ornamentais devido aos seus { HYPERLINK "https://pt.wikipedia.org/wiki/Fruto" \o "Fruto" } vermelhos. Estes frutos também são denominados de azevinhos, bagas, azinhas ou enzinhas. Muito usado como decoração natalina.


todas as casas, incluindo a de Iliana, e o meu apartamento. Em seguida, havia o dia de ação de graças, dia dos namorados, dia de São Patrício e o dia das bruxas. O

Halloween,

pelo

menos,

era

um

divertimento

que

eu

experimentava. Os outros, apenas eram extremamente irritantes, às vezes. Eu me fantasiava, mas esperava não ter que me fantasiar esse ano, porque não gosto de parecer tola. “Sim, claro que você tem que se fantasiar,” disse Reese como se eu fosse uma idiota por perguntar. Suspirei. “Tudo bem, ela pode ir ao meu bairro, ou tem que ser no seu?” Perguntei quando comecei a guardar minhas inúmeras roupas intimas, parando nas vermelhas que eu tinha usado dois dias antes. O último dia em que vi Grayson. Não, Torren. Ele me pediu para chamá-lo de Torren mais uma vez quando me deixou. Mas eu o conhecia como Grayson. Ele sempre seria Grayson para mim. “Sim, eu prefiro que você faça isso no meu bairro. Rowen quer ver os seus amigos uma última vez antes de nos mudarmos na próxima semana,” Reese disse com tristeza. Reese conseguiu um novo emprego em Kilgore como enfermeira da escola. Elas estariam se mudando nas próximas semanas, e Rowen, assim como Reese, estavam tendo problemas de adaptação. Reese era uma enfermeira no Christus Health Hospital na ala cardíaca, e a minha mãe cuidava de Rowen enquanto ela estava trabalhando. No entanto, minha mãe foi diagnostica com câncer de mama, estando no estágio dois e, pouco a pouco, sua capacidade de cuidar de Rowen, tinha diminuído, até que ela mal

conseguia fazê-lo. A


quimioterapia cobrava muito do seu corpo, mais do que ela tinha pensado originalmente. Além disso, não era bom para o sistema imunológico da minha mãe, cuidar de uma menina exposta a tantos vírus. Então, Reese tinha tomado a difícil decisão de mudar para um local à uma hora de distância e colocar Rowen em uma creche enquanto ela estivesse trabalhando. Reese agora teria que ser capaz de sair a tempo para pegar Rowen. Mas ela também estaria mais longe e não poderia ajudar a nossa mãe nos seus dias de folga. Minha mãe, no entanto, era um inferno de uma lutadora, e com a ajuda do meu pai, da minha irmã, e a minha, ela passaria por isso. Nós sabíamos disso. “Isso é bom. Eu não tenho nada para vestir, porém,” disse, hesitante. Eu sabia onde ela iria chegar. Ela quer que eu use seu traje, e estou com medo de ver o que é. “Você pode usar o meu,” ela disse exatamente do jeito que eu sabia que faria. “Tudo bem, mas o que você vai ser?” Eu me preocupei. Reese também usava um tamanho menor do que eu. Embora fosse tecnicamente a minha irmã mais velha, ela não se parecia com isso. Eu tenho vinte e oito enquanto ela tem vinte e nove. Ela, no entanto, parece ser a minha irmã gêmea. Minha irmã gêmea magra. “Eu ia ser uma aranha enquanto Rowen será uma joaninha,” disse ela docemente. Eu sorri.


“Está bem,” eu posso ser uma aranha.

“Jesus Cristo,” assobiei para minha irmã enquanto ela ficava pronta para o trabalho. “Eu não posso ser esta aranha.” Ela se virou e riu da expressão no meu rosto. Eu estava olhando para a calça legging preta e justa, camiseta preta de manga comprida com oito pernas rosas de aranhas, bordadas e suspirei. “Isso é horrível,” eu disse. Minhas coxas pareciam enormes. E não queria nem pensar na minha bunda. “Por que você não pode ir mesmo?” Perguntei. “Eu tenho que trabalhar mais um turno para pagar o aluguel da minha nova casa,” ela explicou pacientemente. Ela havia me explicado isso algumas vezes, e eu ainda não conseguia entender por que ela faria isso. Ela tinha dinheiro suficiente, seria apenas uma rotina, uma vez que seria uma realidade para ela, antes de se formar e começar a escola de enfermagem. “Tanto faz. Pelo menos me deixe mudar minhas calças,” implorei. “Não, Tru, tem que ir como eu, como eu!” Rowen gritou. Suspirei, completamente derrotada. Minha sobrinha de quase cinco anos de idade, tinha uma maneira de fazer isso, mesmo sem o mínimo de coerção. “Você vai me pagar por isso. Juro por Deus, Reese,” eu prometi. Ela revirou os olhos.


“Tanto faz. Eu estarei de volta na parte da manhã. Certifique-se de que Rowen...” Eu interrompi. “Você já percebeu que eu fico com Rowen pelo menos uma vez por semana? Às vezes, duas. Eu sei tudo o que há para saber sobre essa criança.” Ela sorriu irredutível. “Você sabe Tru, eu realmente não posso esperar para ver você ter os seus filhos, e descobrir que eles significam muito para você, um amor inexplicável, e que ele ficará com outra pessoa enquanto você está trabalhando. Eu realmente, não posso esperar para a primeira vez que eu cuidar do seu bebê, e ainda me ligará cinco vezes por noite.” Olhei para ela. “Não me azare, sua vaca.” Ela dá gargalhadas. “Você realmente tem que puxar o pau para fora da sua bunda e ir a um encontro antes de engravidar. Ou para o inferno, até mesmo falar mais do que uma frase para um homem.” Apertei os lábios e olhei para a cadela. “Foda-se.” “Olha a boca!” Ela retrucou. Eu a virei em vez disso, realmente não queria que Rowen começasse a dizer foda-se, porque nunca teria um fim à conversa de Reese. A mulher era como um gato selvagem quando se tratava da sua filha, obviamente. Era mais fácil deixá-la ter o seu caminho. Você sabe, no caso de eu desejar manter o meu cabelo na minha cabeça. Ela era uma cadela vingativa.


“Tudo bem, querida,” Reese disse enquanto se inclinava para Rowen que estava ocupada no chão, próxima aos nossos pés, colorindo. “Eu tenho que ir. Divirta-se com a tia Tru, está bem?” “Sim, mamãe,” Rowen sorriu. Antes de Reese sair, ela vira e aponta para mim. “Cinco pedaços de doces, no máximo.” Pffft. Sim, certo.

“Basta ir e bater na porta,” eu disse a Rowen. Rowen saiu do carrinho que eu estava usando para puxá-la pelo bairro e caminhou até a casa que tinha a luz acesa. Eu estava com outros pais, e vimos quando as meninas se aproximavam do caminho sinuoso, levando-as à porta da frente. A casa era bonita. Uma das melhores na vizinhança. A única coisa diferente era a bicicleta que estava parada na varanda da frente. Os degraus da varanda tinham uma lanterna do Jack, personagem do desenho “O Lanterna,” a janela da frente estava decorada com fitas amarelas e escrito em negrito “NÃO ENTRE.” Eu estava olhando, quando o corpo falso, que estava deitado no gramado, estendeu a mão e me agarrou pela perna. Foi por isso que, quando a minha sobrinha bateu na porta e entrou, eu a perdi. Em vez disso, eu estava muito ocupada gritando e chutando o homem que estava segurando o meu pé.


O homem estava rindo como um lunático. Meu coração batia na minha garganta, finalmente me livrei, usando o meu pé solto e olhei para cima, só para ver que a minha joaninha estava longe da minha vista. O que vi foi a porta da frente aberta, e todas as outras crianças agora com os seus pais. Todas as crianças, exceto a minha sobrinha. “Ela entrou, mamãe,” Pandora, a amiga favorita de Rowen, gritou em voz alta. “Foda-se,” eu gritei e comecei a correr para a porta da frente. Entrei, me surpreendendo com o interior tão aconchegante. Eu ouvi a voz da minha sobrinha tagarelar afastada na cozinha, e congelei no meio do caminho para a sala de estar. “Olá?” Chamei. “Aqui,” uma voz que soava familiar chamou da cozinha. Caminhei lentamente, sem saber o que iria encontrar, e congelei quando vi quem ocupava a cozinha. “Tru! Olha o que eu achei! Um bombeiro!” Rowen cantou em voz alta. Ela estava fodidamente certa. Ela encontrou o meu bombeiro! “O que... O quê?” Eu balancei a cabeça, confusa. “Parece que tenho uma intrusa,” Grayson retumbou de seu assento à mesa. Ele estava usando o uniforme do Benton Fire Department. Do outro lado da mesa, estava um homem alto, de pé contra a parede, ao invés de sentado, e ao lado dele, estava o presidente do The Dixie Wardens MC, Silas. Todos eles me observavam, com expressões em branco, como se eu e Rowen, tivéssemos interrompido uma conversa muito importante, em um momento muito inoportuno.


“Eu sinto muito,” engoli em seco quando cheguei perto de Rowen. “Não!” Rowen gritou, abraçando Grayson ao redor do pescoço com toda a sua pequena força. Grayson piscou surpreso com o seu movimento, e depois piscou para mim. “Parece que tenho uma intrusa amigável,” ele emendou. Eu bufei. “A criança não sabe que é uma intrusa. Nós estávamos brincando de gostosuras ou travessuras, quando algum idiota, agarrou a minha perna e me assustou pra caralho. Quando a procurei, ela já estava aqui dentro.” “Prospecto,” Grayson respondeu. “Não idiota.” Eu pisquei. “Quem?” Ele acenou com a mão. “Deixa para lá. Você tem uma filha?” Eu balancei minha cabeça. “Sobrinha. Minha irmã foi trabalhar. Ela me fez sair com Rowen para pedir doces.” Seus olhos desceram, olhando a roupa que eu estava usando, e senti um rubor subir pelo meu rosto, me devorando completamente. Maldição, eu sabia que nada viria de bom desta fantasia. Ele balançou a cabeça e se levantou, andando em minha direção com uma quantidade insana de graça para um homem tão grande. Ele parecia melhor hoje. Um pouco mais cansado, mas ele não estava pálido como a última vez que o vi. Eu sabia que algo estava errado, imediatamente após ele ter retornado. Em vez de ser curiosa, eu o deixei


sozinho, sabendo que tudo o que tinha acontecido, iria perturbá-lo e não estava disposto a compartilhar. Não que ele deveria ter compartilhado algo comigo. Eu não era nada para ele. Alcançando Rowen, eu a agarrei pela cintura, puxando-a dos braços de Grayson, antes que pudesse protestar, provocando um grito vindo dela de perfurar os tímpanos. “Não!” Estremeci com o decibel, assim como os três homens. “Sinto muito,” eu disse quando me virei. “Já estou indo.” “A sua irmã mora neste bairro?” Grayson perguntou-me de volta. Virei-me e acenei com a cabeça. “Ela mora na esquina. Por pelo menos, mais uma semana e então irá se mudar para Kilgore.” Falei, já caminhando para fora. O meu grupo tinha ido embora, bem como o carrinho e o doce. “Merda,” eu disse. “O carrinho foi embora.” “Alguém o levou,” disse um homem do meu lado. Eu pulei, assim como Rowen. “Deus!” O homem riu. “Me desculpe por isso. Já tenho alguém resolvendo isso. Posso trazêlo de volta para você.” Eu pisquei, surpresa. “Obrigada.”


Isso foi legal da parte dele. Ele encolheu os ombros. “Sem problemas. Eu a reconheci do bar na outra noite. Se eu não fizer isso, Torren não ficaria muito feliz, por eu ter deixado acontecer.” “Você está certo,” Grayson respondeu. “Eu não ficaria feliz.” Virei-me para Grayson com surpresa. “Não foi culpa dele.” Ele balançou sua cabeça. “Eu sei, os homens de Sterling vão encontrá-lo.” Sterling era um nome bonito. No entanto, pelo olhar do homem, mesmo coberto de maquiagem de zumbi, parecia que ele não estava apreciando que expressei essa opinião. “Está bem. Se você encontrá-lo, é só me avisar. A única coisa que tinha eram as minhas chaves de casa. Mas isso não vai levá-los muito longe sem o endereço,” expliquei. “Não vai levá-lo muito longe em tudo,” outra voz soou da escuridão. “Nós vamos encontrá-lo.” Silas. Ele com certeza era um pouco assustador, mas também havia algo nele que me fazia sentir segura. Por que ele estava preocupado com o carrinho de uma criança, quando havia tantas outras coisas no mundo para se preocupar, estava além de mim, mas tanto faz. “Caminhe com ela até a sua casa, Torren,” Silas ordenou. “A frente de você, meu velho,” Grayson resmungou quando estendeu as mãos para Rowen e ela foi até ele alegremente, jogando-se em seus braços e envolvendo as mãos em volta do seu pescoço.


Balancei a minha cabeça. Nenhuma devoção dessa menina pequena. Nenhuma mesmo. Toda menina precisava de um conjunto de braços e ela estava feliz. “Eu vou levá-la. Trarei o carrinho de volta para você se nós o encontrarmos,” Grayson falou enquanto agarrava a minha mão e me levava para fora do seu quintal. Não protestei, e também nunca tentei fazer com que minha mão saísse das suas. Na verdade, eu meio que gostava que ele segurava a minha mão. Sua mão era áspera. Eu podia sentir uma cicatriz que corria ao longo da palma da mão, e seus dedos eram grandes e largos. Você poderia dizer que ele trabalhava com as mãos. “Eu quase comprei a casa da sua irmã, quando comprei a minha, há alguns anos atrás,” disse Grayson. “Mas eu não gostava do terreno de esquina. Então, escolhi a minha casa.” Eu balancei a cabeça, entendendo completamente. “Quase invadiram a casa da minha irmã, pela janela da sua cozinha no início deste ano. Ele teria, se o caminhão do meu pai não estivesse estacionado do outro lado da calçada da frente.” Rowen deitou a cabeça no ombro de Grayson, aconchegando-se, como se não tivesse nenhum problema no mundo. Ela estaria dormindo antes que chegássemos em casa. “Eu me lembro disso. Nós respondemos a esse chamado,” disse ele. “Nunca

colocamos

dois

mais

dois

juntos,

eu

acho.

Eu

estava

extremamente feliz que não tinha me mudado para lá depois disso, entretanto.”


A caminhada foi rápida demais, e acabamos na porta da casa da minha irmã em menos de dez minutos. Andei até o meu carro e apertei o controle da porta da garagem. Seus olhos seguiram-me enquanto fiz isso, notando que não tinha desbloqueado o carro. A desaprovação rolava para fora dele, me fazendo revirar os olhos. Isso era algo que eu sempre fiz. Era mais fácil do que carregar as chaves, quando eu não às tinha no bolso. “Isso não é seguro,” repreendeu. Dei de ombros. “É uma boa vizinhança. Eu nunca me preocupei com isso antes.” A porta da garagem subiu, enquanto conversávamos, entrando e caminhando com ele até o quarto de Rowen. “Você pode deitá-la lá. Obrigada.” Eu disse, enquanto ele a colocava em sua cama. Era um castelo de princesa. Reese tinha pagado um carpinteiro local, uma grande fortuna para construí-lo, e eu ainda estava insegura sobre como isso seria desmontado para a mudança. Isso, literalmente, ocupava o quarto todo. “Obrigada,” eu disse, enquanto comecei a retirar seus bracinhos das asas. “Ela é muito pesada. Seria difícil para mim, carregá-la por tanto tempo.” Uma vez que as asas estavam fora, eu tirei os sapatos, seguidas por sua meia-calça. “Ela parece bem capaz de andar,” Grayson observou enquanto estava na porta, me olhando. Eu ri. “Com certeza, ela é capaz. Ela simplesmente, se cansou após os primeiros dois metros. Graças a Deus, eu tinha o carrinho!” Ele sorriu, olhando para a menina dormindo.


“Ela é bonita.” Eu balancei a cabeça e caminhei até a porta. “Isso ela é.” Enquanto caminhávamos pela casa, podia sentir os seus olhos em mim. Podia sentir o modo como o meu corpo, reagia ao seu. Nós caminhamos pela cozinha, e de volta para a noite, parando do lado de fora da porta da garagem. “Obrigada novamente por ter caminhado conosco,” eu disse calmamente, trazendo as minhas mãos para cima, cobrindo os meus braços. Ele observou o movimento, e então, algo mudou. Seus olhos, que estavam amigáveis anteriormente, de repente, começaram a brilhar. Ele se moveu rápido. Em um momento, ele estava parado a um metro longe de mim, e, segundos depois, me prendia contra a parede da casa da minha irmã. Eu fui de boa vontade, é claro. Num primeiro momento, eu estava tentando o meu melhor, para manter as minhas mãos longe dele, e depois, estava em seus braços, minhas mãos se sentiram em casa, passando meus dedos em seu cabelo macio. Sua boca desceu sobre a minha. Quente. No momento em que os nossos lábios se tocaram, meu corpo inflamou. Eu gemia contra ele, sentindo o calor da sua respiração contra a pele sensível do meu pescoço, enviando ondas de choque, percorrendo a minha espinha. “Eu queria fazer isso já faz um tempo,” ele disse, batendo sua boca de volta na minha. Nossas línguas jogavam um jogo, duelando uma contra a outra. Eu nunca teria pensado que a sensação da sua língua contra a minha, iria me fazer sentir algo como isso.


Nunca teria acreditado que, com um pequeno movimento, eu estaria diretamente em curso para um orgasmo com um homem pela primeira vez na minha vida. Engoli em seco quando sua coxa coberta pela calça jeans trabalhava entre as minhas, pressionando contra mim, de modo que eu estava à beira de um orgasmo antes que pudesse perceber o que estava acontecendo. Eu arfei em sua boca, cerrando duramente o meu punho, provocando um rosnado dele. “Fodidamente perfeita,” ele sussurrou, esfregando sua coxa em mim, deixando-me sentir o seu comprimento duro, pressionando contra o meu quadril. Eu chupei forte o seu lábio inferior e me esfreguei em sua coxa, buscando o pequeno empurrão que precisava para chegar ao orgasmo. Meus músculos se apertaram, e eu chupei com força a sua língua, quando meu orgasmo, finalmente, rasgou através de mim como um furacão de sentimentos. Eu tive orgasmos antes, é claro. Mas nenhum como este. Esse foi muito bom, aliás. A minha alma quebrou, roubando a minha respiração, soprando a minha mente pela liberação de energia, me fazendo ver estrelas. “Linda,” Grayson raspou contra os meus lábios. Eu podia sentir seu pau duro me cutucando, insistentemente na minha barriga, mas quando comecei a chegar nele, ele pegou a minha mão, levando-a entre os nossos peitos. “Ainda não. Quando fizermos isso... E note que eu disse quando, não se, precisaremos de mais do que alguns minutos e uma transa rápida contra uma parede. Eu quero curtir você. Saborear você. Sugar toda a sua excitação, antes de fodê-la por tanto tempo, que nós dois ficaremos


sensíveis por dentro. Eu nunca quis tanto alguém antes na minha vida, e eu quero saborear a nossa primeira vez,” ele disse, olhando direto nos meus olhos. Mal sabia ele, que isso era muito mais do que a nossa primeira vez... Mas a minha primeira vez. “Jantar amanhã?” Perguntou quando começou a recuar lentamente. Tudo o que eu podia fazer era acenar com a cabeça e encostar-me contra a parede porque minhas pernas ainda estavam confusas sobre o que elas deveriam estar fazendo. Quando ele sorriu e virou as costas para mim, finalmente retornei aos trilhos, apenas o suficiente para vê-lo se afastar, me divertindo muito mais do que provavelmente deveria ter feito.


"Alo?” Engasguei no telefone. "Olá bebê. O que há de errado?” Meu pai perguntou. Fechei os olhos e tentei não chorar. Meu carro. Meu bebê. Morreu. Eu soube assim que liguei o meu carro, que esta manhã seria sua última vez. Ele fez um som terrível de engasgo... que

piorou

progressivamente ao longo das últimas semanas. Meu Toyota Corola 1993 tinha mais de 300 mil quilômetros de rodagem, e tinha dado o seu último suspiro no sinal de parada obrigatória três quilômetros abaixo do hospital. Meu pai me disse que precisava trocar o óleo. No entanto, isso tinha mais de um ano agora, e eu ainda não tinha feito. Quem sabia que tinha que trocar o óleo a cada três mil milhas... Em vez de a cada quarenta mil? Eu estava no caminho, indo ficar com a minha mãe durante a sua última rodada de quimioterapia, quando a batida começou. Quando o


tremor começou, eu rezei para que tivesse pelo menos tempo para chegar ao estacionamento que estava a um metro do cruzamento, mas não consegui. O pobre carro estremeceu em um último suspiro, e parou a poucos metros do cruzamento. Carros buzinavam com raiva atrás de mim, e eu bati minha mão com força no botão de pisca alerta antes de balançar meu punho para o motorista irritado logo atrás de mim que estava buzinando. Eu estava de jeans e uma camiseta de manga comprida, derramando suor em um sol de novembro excepcionalmente quente. Usava mangas compridas, porque eles mantinham o ar condicionado muito frio no hospital. Se eu soubesse que estaria empurrando o meu carro para fora do caminho, teria vestido meu short desgastado. Oh, e tênis em vez da porra dessas botas. Fechando os olhos em humilhação, saí para falar com o meu pai enquanto olhava ao redor. "O meu carro acabou de morrer,” disse com tristeza. Com um murmúrio ele disse: "Segure-se firme,” e desligou, deixandome sem nada para fazer, a não ser ver as centenas de carros passando em torno de mim. Meu pai era um bom pai. E foi por isso que quando um maldito carro de bombeiros parou logo cima, apenas momentos após eu desligar o telefone, que eu sabia que devia a ele uma caixa de cerveja. Especialmente quando ninguém menos que a estrela dos meus sonhos saiu em suas calças cinza como um cavaleiro em um carro de bombeiros brilhante.


"Ei você aí, coisa quente,” Grayson se dirigiu a mim enquanto andava na frente dos outros dois homens. Eu exalei um suspiro aliviado. "Ei, Grayson. Estou tão feliz que você está aqui.” Ele sorriu largamente para mim. "Você está indo fazer um pouco de exercício?" Essa era a verdade. "Sim, eu decidi que hoje seria um bom dia para uma caminhada." Ele riu e fez sinal aos outros na nossa frente. "Este é Sebastian e Kettle." Os dois homens em questão assentiram educadamente para mim, a suspeita se estabelecendo profundamente em seus olhos. "Meu pai ligou?” Perguntei uma vez que me virei para Grayson. "Sim. Ele disse, e cito... “Vá buscar a minha filha antes que ela se mate tentando mover seu carro para fora do caminho,” disse Sebastian, citando entre aspas com os dedos, e dizendo em uma voz autoritária extremamente próximo ao que o meu pai sempre usava. "Isso soa muito parecido com ele. Exigente, e tenho certeza que nunca tive a chance de questionar suas ordens,” disse pacientemente. Isso provocou um riso em todos eles. Aparentemente, eu não era a única pessoa no fim que recebia as ordens do meu pai. Eles, é claro, fizeram parecer fácil quando mudaram meu carro do cruzamento para o estacionamento do Dairy Queen4.

4

Restaurante de Fast Food


Ninguém tentou atropela-los com o seu veículo. Eu contemplei eles empurrarem e movê-lo, mas tinha a sensação de que nem meu pai, nem os três homens, gostariam de receber a minha reflexão. Eles voltaram, uma vez que trancaram o meu carro, Grayson, com os braços carregados trazendo as minhas coisas. Ele me entregou as chaves, seguido por minha bolsa e a minha sacola de coisas essenciais. Eu sempre levava comigo quando ia visitar a minha mãe, e meu celular que eu de alguma forma conseguia esquecer. "Vocês podem me dar uma carona até o centro de câncer?” Implorei. As sobrancelhas de Grayson elevaram, quando olhou para mim como se tivesse sido surpreendido. "Você está doente?" Balanço a cabeça, colocando minha mão em seu rosto. "Não. Minha mãe tem câncer de mama. Ela está em seu segundo e último tratamento." Seus olhos se fecharam, e quando eles reabriram, eu vi a tristeza escondida neles. "Claro, querida. Vamos." Notei que ambos os outros homens não estavam olhando para mim com desconfiança mais, mas com algo mais. Algo semelhante à reflexão. A viagem para o centro de câncer foi curta. As pessoas tendem a se mover do caminho do grande caminhão de bombeiros. Eles até me ajudaram a sair do caminhão e entraram comigo. "Como vocês tem permissão para fazer isso... Vocês não têm que estar dentro do seu distrito?” Perguntei enquanto andava através da entrada familiar e descendo no primeiro corredor. Os três seguiram. Grayson ao meu lado. Kettle e Sebastian logo atrás.


"Nós estamos no nosso distrito. Por isso nós conseguimos fazer isso com em menos de um minuto... O que eu garanto a você é que podemos... podemos estar em qualquer lugar,” Grayson murmurou enquanto seus olhos seguiram para as imagens fixadas na parede de todos aqueles que lutaram contra um câncer sob esse teto. Alguns tinham sucumbido, enquanto outros foram capazes de prevalecer. Ele parou em uma imagem em particular, pressionando um beijo em seus dedos e, em seguida, colocando na imagem de uma mulher, de quarenta e poucos anos, e um jovem, de dezesseis, no máximo. A mulher estava vestindo uma camisa rosa que dizia: ‘Salve a Tata”s’ com uma bandana rosa em volta da cabeça. O homem jovem era lindo, mesmo jovem ele já era lindo. Lindo

cabelo

marrom

cobrindo

os

olhos,

alguns

músculos

espreitavam para fora de sua camisa apertada da loja Bass Pro e, finalmente, o fator determinante que o amarrava a Grayson, era a covinha no queixo. Tão bonito que me fazia recuar todas as vezes. "Essa é a sua mãe?” Perguntei, estando parcialmente de volta para o lado e olhando por cima do ombro. Ele acenou uma vez antes de começar a andar. "Sim, ela tinha câncer de mama. Foi ruim no final. Ela não era mais a minha mãe. Eu sinto falta dela todos os dias.” Meu coração se partiu por ele. Câncer era uma doença ruim.


Onde algumas pessoas chutavam sua bunda, outras morreram dentro de semanas ao descobrirem que tinham câncer. Câncer era tão imprevisível, e agora, eu odiava isso com toda minha força. Mamãe vai conseguir. Eu disse a mim mesma. Nós viramos a esquina e eu coloquei a minha cara de jogo. Mamãe era naturalmente uma policial e provavelmente iria ver além dos fatos, mas eu estava disposta a dar-lhe um pouco de trabalho. Todos

os

enfermeiros

olharam

para

cima

enquanto

nós

caminhávamos para a grande sala aberta. Pacientes estavam sentados em poltronas confortáveis intercaladas ao redor da sala, alguns com parentes ou cônjuges, e outros com a família ou amigos. Havia até mesmo alguns mais solitários. Normalmente, minha mãe não era um deles, mas hoje eu podia ver a tristeza em seus olhos até que ela me viu do outro lado da sala. Em seguida, seu rosto se iluminou como um refletor. Dizer que a minha mãe ficou satisfeita ao ver-nos era um eufemismo. Ela era uma borboleta social e poderia encontrar absolutamente qualquer coisa para falar com qualquer estranho. Ela fez isso com os três homens que eu trouxe comigo. Minha mãe era uma sonhadora. Ela só via o melhor nas pessoas. Ela tinha um sonho para mim e a minha irmã, que era nos ver casada com alguém que nos amasse, como o meu pai a amava. E a cada novo cara que ela conhecia quando uma de nós duas apresentávamos, ela esperava que pudéssemos encontrar isso.


Eu praticamente podia ouvir a conspiração se passando na cabeça da minha mãe. No entanto, Sebastian e Kettle foram rápidos explicando que eram ambos casados, e minha mãe descobriu muito rápido que toda a minha atenção estava voltada para Grayson, não para os outros dois homens. "É muito bom conhecê-lo em pessoa, Grayson,” minha mãe disse sabiamente, provocando uma risada dos dois homens atrás de mim. "Então, você já ouviu falar de mim,” afirmou ele tristemente. Ela sorriu largamente para ele. "Sim. Do meu marido e minha filha. As coisas boas de um, coisas não tão boas do outro." Eu bufei. As coisas boas, com certeza da porra não foram murmuradas da boca do meu pai. Esses dias, quatro anos após o incidente, ele ainda falava sobre isso. Mas com que o Grayson disse em seguida, eu sabia que ia lutar com o meu pai com unhas e dentes se ele estragasse isso. "Você está linda, Sra Doherty. Aposto que deve parecer super bem vestindo uma arma. Você pode usar seu bastão em mim a qualquer momento,” disse Grayson descaradamente. Um sorriso alcançou o rosto da minha mãe. Um que quase me cegou em sua intensidade. Eu soube então que eu era apaixonada por ele. Foda-se que eu tinha o conhecido apenas há três meses. Foda-se que eu só tinha visto ele por uma hora por dia, uma vez por semana. Isso era o suficiente. Se o homem poderia fazer a minha mãe rir quando ela estava recebendo um tratamento, uma mulher que nunca tinha sequer conhecido até cinco minutos antes, ele era um milagreiro maldito.


Um dos poucos. Meu pai apenas vai ter que aturรก-lo, porque eu estava totalmente casando com esse cara.


"Alguém está caidinho," Sebastian provocou quando saímos do centro de câncer. Virei a cabeça para ele e sorri sem arrependimento. "Essa mulher faz o meu pau ficar duro por horas." Kettle fez um som de engasgo e eu mostrei os dentes para ele. Que o levou a rir. "Você já ouviu falar de TMI5?" "O que é TMI?,” perguntei, piscando os olhos para ele. Ele resmungou. "Então o que você descobriu sobre o seu irmão com o Cleo?” Ele perguntou quando nos aproximamos do caminhão.

5

To much information - Muita informação.


Entrei, antes de responder. "Porra, não muito. Ele começou há alguns meses logo após Cleo começar. Ele veio quando sua mãe ficou doente, mas também para conhecer o seu pai. E ele não foi capaz de conseguir muito mais do que isso." Vi a carranca de Sebastian no espelho. "Então por que ele não lhe disse?" "Cleo disse que queria saber mais antes de me dar muitas esperanças. Ross não sabe sobre mim. Tudo o que Ross sabe é que seu pai vive por aqui e é um membro do The Dixie Wardens,” expliquei, pensando em todo o tempo que tinha sido desperdiçado. Eu sempre fui uma criança solitária. Quando era pequeno, tinha sonhado com um irmão ou irmã. Minha mãe era tudo o que eu tinha, e na maioria das vezes ela estava no trabalho ou muito ocupada enquanto ficava em casa para lidar com potenciais clientes. Eu tinha desejado, muitas vezes, que tivesse alguém para me aborrecer. Apenas em raras ocasiões, eu era capaz de visitar meu pai, e era ainda mais raro ficar durante a noite com ele. Na maioria das vezes, que ele se aproximou de nós, passava o tempo comigo sob a supervisão de falcão da minha mãe. Naquela época, parecia tudo normal. Agora, porém, eu sabia que não era normal. "Ainda assim, apesar de tudo. Pensei que ele teria dito no momento em que suspeitou,” Kettle falou.


Eu me senti assim no início, também. No entanto, depois de refletir sobre isto, sabia que Cleo só tinha tentado me poupar. Muito provavelmente o seu parceiro também. "Como você descobriu que tinha um irmão?” Sebastian perguntou bruscamente. Estremeci, lembrando como descobri. Não foi por meu pai me dizendo por sua própria vontade, isso é certo. Isso tinha escapado durante uma briga entre a minha mãe e meu pai no verão antes dela ser diagnosticada com câncer. Eu tinha ido para dentro, em uma de suas raras visitas, e retornado ao quintal, porque queria mostrar ao meu pai a nova moto que tinha pegado no estaleiro de sucata no início daquela semana. Quando eu estava voltando ouvi minha mãe dizendo a ele que ainda o amava, mas nunca poderia perdoá-lo por foder alguma porra de bunda doce. "Eu ouvi meus pais brigando um dia, quando era jovem," murmurei distraidamente, observando o tráfego passando pela janela do lado. "Seus pais se divorciaram, não foi? Desde que eu conheço Booney, ele esteve sozinho,” afirmou Sebastian. Dei de ombros. "Sim, eles se divorciaram quando eu era criança. Quando minha mãe morreu, eu deveria viver com meu pai, mas desperdicei a maior parte do meu tempo com ele porque era um idiota." "Eu não acho isso,” Kettle falou com a voz arrastada. Um sorriso dividiu o meu rosto. "Eu não sou tão ruim assim." "Então me diga, Grayson, o que está acontecendo com essa garota?" Ele perguntou enquanto puxava através do cruzamento bem a tempo de


desviar do carro que quase bateu em nós, não batendo apenas por centímetros. No entanto, o carro não perdeu o poste de energia. Batendo duramente. Tão forte, na verdade, que o poste de energia oscilou para o lado caindo no meio do cruzamento, causando a batida de três carros. "Merda," assobiei com a destruição exposta na minha frente. Kettle não perdeu tempo e parou no meio da estrada, lançando as luzes acesas, e acionando o freio de estacionamento antes de todos nós corrermos, socorrendo as pessoas. Vagamente, ouvi Sebastian por seu microfone em seu ombro direito, mas eu estava focado em pegar a maleta e colocar as luvas nas mãos, para prestar muita atenção. Uma vez que as luvas estavam firmemente no lugar, comecei a me dirigir para o carro mais distante, o que atingiu o poste de energia. Dentro de um instante, eu sabia que o cara estava morto. Sua cabeça estava em um ângulo não natural, principalmente porque ele estava no meio do caminho, saindo do para-brisa, metade do corpo para dentro e metade para fora. Verifiquei o pulso para ver os batimentos cardíacos e as minhas suposições foram confirmadas momentos depois. Achei um cobertor no banco de trás, fazendo uma careta quando percebi que era de uma criança, mas ainda assim cobri o corpo e fui para o próximo carro, substituindo minhas luvas enquanto saía.


Vendo Kettle em um carro, e Sebastian, no outro, fui para o final, encontrando um jovem adolescente do sexo masculino inclinado sobre o volante, inconsciente. A avaliação de seus ferimentos foi imediata, logo que o vi. O ferimento em sua cabeça estava sangrando, mas não era prejudicial. Ele teve várias escoriações causadas pelo vidro quebrado e hematomas surgindo em seu rosto devido ao airbag. O pó nebuloso pairando no ar era de um subproduto do airbag, o que também tornava difícil respirar. O pulso do jovem estava firme e seguro, quando eu o senti, antes de usar um colar para imobilizar a sua espinha. Ele acordou quando a ambulância chegou no local, o barulho acentuado das sirenes sacudindo-o rudemente e o acordando. "Está tudo bem,” eu disse calmamente, colocando as mãos sobre a cabeça do menino. "Você sofreu um acidente. Pode dizer onde está?" "C-carro,” ele murmurou. "Dirigindo para c-casa da e-escola." "Bom menino. Qual é seu nome?,” perguntei em voz baixa. "B-bond,” ele respondeu desconfortável. "Bond?” Perguntei, esclarecendo se tinha ouvido corretamente. "James. J-James Bon-nd,” ele confirmou. Deixo ele se sentar por um momento, e depois solto uma pequena risada. "James Bond? Você é de verdade?” Perguntei. Ele me deu um pequeno sorriso. "M-malditamente sério." "O meu nome é Torren. É bom conhecê-lo, James Bond. Embora eu preferisse que fosse em circunstâncias diferentes,” disse levemente, tentando manter sua mente longe do que estava acontecendo ao seu redor.


Atrás de mim, podia ouvir o arranque de uma máquina, sabendo que alguém estava provavelmente em condição pior do que o menino. Estar em um acidente era assustador. Tudo parecia intensificar devido à adrenalina correndo através do seu corpo. Os sons eram mais altos. A dor era mais nítida e mais grave. Os cheiros eram mais fortes. Era o meu trabalho mantê-los calmos, entretanto. Estive em uma situação dessas uma vez, e fiz uma promessa que eu faria o mesmo que o homem tinha feito por mim, todos esses anos atrás. Eu ri e auxiliei Dallas e Corbin, a equipe da ambulância para o deslocamento de hoje, caminhando com eles até a maca e a parte traseira. "James Bond, amigos. Ele foi testado e alertado por três vezes. Corte lateral acima do olho direito, hematomas evidentes no rosto decorrente do airbag. Sinais vitais estão bons, é o que eu posso dizer,” informei os dois homens. Ambos assentiram, e assumiram, retirando-o do carro habilmente e transferindo-o para a maca rápido e eficiente. Deixei-os com as suas funções, indo para Sebastian, que estava com a metade do corpo no interior de um pequeno Minnie Cooper. O carro teve perda total, não havia dúvida sobre isso. A extremidade dianteira estava tão amassada que estava plana na frente. O motor e a extremidade dianteira foram envolvidos em torno do grande poste, juntamente com o conteúdo do carro, que era o mais surpreendente. "Aquilo é... preservativos?,” perguntei, surpreso.


Kettle, que tinha se juntado para as festividades no pequeno carro, bufou. "Ele é um representante de medicamentos. Estava entregando preservativos para uma clínica local com o logotipo da empresa sobre eles." Minhas sobrancelhas subiram. "Pensei que eles só entregavam canetas e merdas.” "Aparentemente,” Sebastian disse quando recuou para fora da janela. “Eles entregam preservativos e canetas.” Que combinação. Quem diria? Bufei e comecei a responder, mas minha voz foi abafada pelo som da máquina ligada novamente, finalmente, soltando a porta o suficiente para trabalhar o martelo no pequeno espaço. Com empurrões rápidos, e curtos, Kettle consegui a porta solta e, finalmente, abriu-a, permitindo ainda que mais preservativos fluíssem para fora, caindo sobre o concreto. "Que diabos? Será que foi um saco que explodiu ou algo assim?” Kettle murmurou sob sua respiração. A mulher que estava dirigindo ficou vermelha como uma maçã. Não porque ela estava ferida, ou com dor, mas porque estava envergonhada. "Eu não posso evitar. Meu chefe me diz o que fornecer e onde. Eu só faço o que ele diz." Bufo e começo a limpar a cena, juntando o vidro em uma grande pilha, pegando pedaços de carros e ficando fora do caminho dos policiais enquanto eles registram e tiram fotos. Quatro horas mais tarde, finalmente estava de volta na estação. Nosso jantar que estava no forno agora se assemelhava a algo próximo à gelatina em vez da caçarola que era no início, antes de parar de cozinhá-lo no meio do caminho.


Sentei-me e joguei minhas mãos sobre minha cabeça. "Porra. Eu estou com fome." Kettle puxou a cadeira na minha frente e acionou o Sain”t Games6. "Pizza, cadelas.” "Não. Comemos pizza no almoço. Quero comida chinesa,” Sebastian disse enquanto sentava. "O chinês não entrega,” observei. "Ou nós poderíamos," o sino tocou na calçada da frente e eu gemi, não querendo me levantar. "Ei Dallas, você poderia ir buscar?" Dallas e Corbin tinham voltado há uma hora agora. Era seu dever providenciar, uma vez que estavam sentados há mais tempo. "Porra,” Dallas murmurou do seu lugar na outra cadeira. Seu boné cobria o rosto, e ele não moveu um músculo. "Você é um idiota,” eu gemi quando me levantei e fiz meu caminho até a porta da frente. Dolorosamente, eu poderia acrescentar. Eu estava ficando velho, porra. Embora, trinta e três não fosse tão velho, e nem era tão jovem, também. As coisas que eu poderia fazer dez anos atrás... Inferno, até mesmo cinco anos atrás, não era tão fácil agora. Como trabalhar em uma chamada curvando-se constantemente. Essa merda era para os pássaros.

6

Jogo de Baseball


A campainha tocou novamente, me sacudindo

para frente.

"Mantenha seus cavalos,” eu gritei, andando tão rápido quanto meus joelhos doloridos permitiam. Finalmente cheguei à porta e a abri amplamente, surpreendendo-me com Tru na porta com uma caçarola grande em sua mão. "Ei,” ela sorriu, seus olhos verdes brilhando. "Eu trouxe para vocês um jantar de agradecimento." Abri a porta toda. "Entre. Nós estávamos discutindo se queríamos comer pizza novamente ou não." "Pizza, hum!" Ela exclamou quando entregou o prato em suas mãos. Ainda estava quente, e eu podia sentir o aroma apetitoso que permeava o ar. "Isso é mexicano?" Ela assentiu e enfiou as mãos nos bolsos da sua calça jeans. "Sim. Receita de tacos de caçarola da minha mãe. Isso é uma bomba." "Será que ela ficou bem depois do seu tratamento?” Pergunto enquanto agarro sua mão com a minha livre e guio-a para a sala principal da estação. Ela sorri tristemente. "Ela está bem. Ela esteve muito enjoada depois. Levei-a para casa e fiquei com ela até meu pai chegar. Ele ajudou a fazer isso para vocês, embora ele não soubesse disso no momento.” Seu sorriso malicioso me fez rir, que acordou todos os caras em cima do processo. Mesmo, Dallas, o pequeno merdinha se levantou da sua cadeira, fazendo o boné que cobria o seu rosto, cair em seu colo. "Vamos comer, rapazes. Tru nos trouxe um pouco de comida!" Gritei. Eu estava em êxtase, porra, ela veio. Tanto, que eu lhe dei um abraço, uma vez que coloquei o prato sobre o balcão. "Obrigado Tru.”


Ela endureceu um pouco antes de mover os braços em volta do meu peito, colocando a cabeça no meu ombro. "Você merece a lua e as estrelas por fazer a minha mãe dar risadas. Eu te daria mil caçarolas só por isso,” sussurrou baixinho. Meus braços se apertaram ao redor dos seus ombros, e um sentimento começou bem no meu peito, fazendo-me sentir completo e radiante. Uma sensação de que, apenas talvez, isso se tornaria uma sensação ainda maior. Uma sensação de que eu não poderia nomear agora, mas com o tempo poderia ser algo mais. Algo que não tive por um tempo muito longo.


"Onde você está indo?" Iliana perguntou enquanto olhava para a minha roupa. Fiz uma careta e olhei para baixo. "Eu queria ir buscar uma nova maçaneta para a nossa porta da frente e para a de trás. Quando cheguei em casa esta manhã a porta estava aberta de novo, e acho que talvez com o novo bloqueio, realmente iria ficar fechada. " Iliana fez uma careta. "Divirta-se. Mas você poderia ter colocado algo um pouco mais... Normal. Quero dizer, você está indo para Lowe’s, e não para a academia." Eu me viro. "Diz à garota que nos fez sair para comer em uma churrascaria nas nossas roupas de treino." Ela cora. "Como eu poderia saber que você encontraria com a sua paixão lá?" Revirei os olhos. Paixão era uma palavra tão juvenil. O que eu sentia quando encontrava Grayson não era nada juvenil. "Não importa. Só não me importune sobre a minha roupa. Você sabe como eu odeio vestir roupas,” murmurei obscuramente, enquanto escorregava nos meus sapatos, sem meias.


Eu tinha um problema, e tinha a ver com roupas. Eu não gostava de me vestir. Eu não gostava de vestir, ponto final. Eu era uma garota de uma camiseta e calcinha. A primeira coisa a sair, uma vez que entrava na minha casa, era a minha calça. Iliana estava acostumada a isso. Especialmente quando seu namorado, Bobby, aparecia. Não era sempre que ele ficava aqui desde que estava na Marinha, mas quando ele ficava, Iliana se certificava que eu não entrasse já tirando as minhas roupas. Eles estão juntos desde quando eu a conheci, e ainda, até hoje, não posso enxergar o que Iliana viu nele. Bobby era um idiota real. Se houvesse uma família real de idiotas, Bobby seria o Rei dos idiotas. Ele só perde para um homem, seu irmão, Colby. Rei dos Idiotas. Colby não estava na Marinha, ele era, no entanto, da força policial. E ele era o mais estranho, mais condescendente homem, que eu já tive o privilégio de encontrar. Na verdade, eu não gostava do homem, tanto que ficava com os meus pais nos dias em que Bobby estava na cidade. Porque onde Bobby estava, Colby estava. Foi meio difícil de dizer ao policial que ele não era bem-vindo na minha casa. Especialmente desde que Iliana não parecia ter o mesmo problema com ele como eu tinha. "Eu não vou, querida. Você não me importuna sobre o meu fetiche com chocolate, então não vou provocá-la sobre o seu fetiche com as calças. Falando de calças, você vai precisar usar a sua quando chegar em casa, Bobby conseguiu uma licença de duas semanas, e ele deve estar aqui quando você voltar,” Iliana disse entusiasmada.


Eu segurei a careta, pelo menos tentei. Porra maravilhosa. Lá se foi meu fim de semana. "Tudo bem, te vejo daqui a pouco. Só estou correndo para ter uma nova maçaneta. Talvez Bobby possa colocá-la para nós?” Perguntei, esperançosa. Ela fez uma careta. "Provavelmente não. Você sabe o quão cansado ele fica quando sai. Provavelmente vai simplesmente sair com Colby e jogar Call of Duty7, uma vez que acabou de sair." Suspiro. Perfeito. Eu teria que chamar meu pai para colocar, se eu não conseguisse. "Tudo bem, te vejo mais tarde," disse enquanto saia para o jipe da minha mãe. Ela me emprestou depois que eu a deixei, após o seu tratamento há dois dias, deixando-me usá-lo pelo tempo que eu precisasse. Que, espero não ser por muito tempo desde que pretendo ir a uma concessionária dar uma olhada nos carros esta tarde no caminho de volta da loja de ferragens. Lowe’s era a minha nova loja favorita, que oficialmente me fazia uma pessoa velha. Especialmente quando, trinta minutos depois, eu estava em pé na frente das fechaduras eletrônicas pensando em qual dessas seria mais legal, essa merda era capaz de abrir a porta com o meu telefone. "Ei, sexy," uma voz fresca, profunda disse diretamente atrás de mim. Olhei por cima do meu ombro e fiquei rígida. Calafrios subiram pela minha pele (não do tipo bom), e bílis começou a rastejar até a minha

7

Jogo de videogame.


garganta enquanto a pessoa que eu iria evitar mais tarde mostrou-se exatamente onde eu estava. Que porra de sorte é essa que eu tenho? "Colby,” disse brevemente. Não era segredo que eu não gostava dele. Ele sabia disso. Eu sabia. Iliana e minha mãe sabiam. Foda-se, até o meu pai sabia disso. Eles pensavam que eu estava exagerando, mas eu não estava. Havia apenas algo sobre o homem que eu não gostava. Não havia nenhuma razão para isso... Apenas que ele me dava arrepios. A maneira como ele olhava para mim me fazia querer arrancar seus olhos com um garfo. "O que você está fazendo?” Perguntou, me prendendo com seu grande corpo. "Comprando uma maçaneta nova para a porta,” murmurei, dando um passo para fora e longe da frente do visor para que eu não tivesse nada me prendendo. Ele olhou de soslaio para mim. "Eu vou fazer isso para você. Por um preço.” Dou de ombros. "Eu estou…" A minha resposta foi interrompida quando outro braço musculoso envolveu em torno dos meus ombros. Esse não detonou os alarmes internos, apesar de tudo. Na verdade, este fez a minha barriga se acalmar, o alívio derramar pelo meu corpo. Esse cheiro me deu uma pista sobre quem era. Um cheiro picante, emparelhado com um toque que me fez lembrar óleo queimado.


"Obrigado, cara,” disse Grayson territorialmente. "Mas eu sou o único que estará tocando ela." Eu bufei com o comentário, aliviada além de acreditar no que ele estava dizendo. Os olhos de Colby se estreitaram. "Quem é esse idiota?" "Torren. Torren Trammel,” Grayson forneceu amavelmente. "Eu estou com os BFD8. Nós já nos conhecemos." Colby era uma idiota, e provavelmente pensava que o corpo de bombeiros estava abaixo dele, assim como pensava que o trabalho do meu pai era um trabalho de merda e não merecia ser pago como era o dele. Isso ele já me disse em várias ocasiões. Os olhos de Colby brilhavam vermelho quente quando notou que eu não me afastei de Grayson, mas, em vez disso, me inclinei para ele. Poderia ter me esquecido de mencionar que Colby tinha me pedido para sair em várias ocasiões, e eu disse-lhe que estava ocupada demais para ter um namorado. Ele nunca deixou de me perguntar e continuou a me convidar para sair cada vez que me via. "Pensei que você estava muito ocupada para ter um homem,” Colby cuspiu. Fiquei tensa, não querendo começar uma briga no meio do Lowe’s. Grayson me salvou, embora. De uma forma que só um cara fodão poderia. "Ela estava muito ocupada. Mas mudou de ideia, no entanto. Não há uma mulher viva que possa resistir a um bombeiro,” ele zombou. "Oh sim? Vocês não devem estar juntos há muito tempo. Eu não vi você em torno da casa dela,” observou Colby.

8

Boston Fire Departament - Departamento dos Bombeiros de Boston.


Meu estômago caiu enquanto Colby começou a se transformar, utilizando o seu jeito asqueroso usual. Como ele sabia que Grayson não estava por perto? Veja, isso é exatamente o que eu estava falando. Por que diabos ele era assim tão assustador? "Sim, nós somos recentes. A partir desse fim de semana, quando ela cozinhou uma caçarola para mim,” Grayson afirmou. A boca de Colby apertou quando não teve uma resposta à altura de Grayson. "Bem, vou te ver mais tarde esta noite. Eu não me importaria um pouco do seu taco de caçarola para o jantar. É o meu favorito,” disse antes de me dar uma piscadela assustadora, indo embora. "Então," eu disse. "O que você está fazendo mais tarde?" Ele riu. “Esse cara é um idiota maldito. Sempre fazendo a merda mais difícil do que precisa ser. Na semana passada, ele se recusou a deixar-nos chegar a um paciente, porque o paciente estava sendo interrogado. Que, eu poderia acrescentar, tinha um ferimento de bala sangrando horrores na perna, maldição!" Eu fiz uma careta. "É bem a cara dele. Ele é irmão do namorado da minha colega de quarto. Eu poderia gostar mais do namorado da minha colega de quarto se Colby não fosse um idiota." Ele balançou a cabeça em entendimento. "Ainda bem que vim quando eu o vi,” ele piscou. Ele nem sequer sabe o quanto eu apreciei. Ele só ganhou outra caçarola, porra. "Então... O que você vai fazer hoje?” Perguntei enquanto olhava para as lascas de tinta na mão.


Segui a sua mão para cima, pegando a sua camisa sem mangas que parecia como se as mangas tivessem sido cortadas com uma faca de bolso. O jeans que ele usava se assemelhava a algo que a maioria das pessoas iria jogar fora, uma vez que estava gasto, mas para Grayson funcionava perfeitamente. Ele segurou as latas de tinta para eu ver. "Estou pintando minha sala de estar. Coisa de macho. E você?" Fiz um gesto para as fechaduras. "Eu preciso de uma nova maçaneta na porta. A minha não está trancando mais." Seus olhos se voltaram na direção dos bloqueios que eu estava olhando e ele sacudiu a cabeça. "Aqueles não seriam muito bons. Qualquer hacker de nível médio poderia invadir isso e ter a porta aberta em instantes. Sem mencionar que, se o Wi-Fi não funcionar, você não pode entrar na sua casa. " Eu pisquei, sem nunca ter pensado nisso. "Merda. Estou feliz que você me disse isso.” Ele encolheu os ombros. "Sim. Eu já vi isso acontecer algumas vezes. Você não acreditaria em quantas pessoas chamam os bombeiros porque está trancado do lado de fora das suas casas.” Eu não podia controlar um bufo. "Algumas pessoas são tão estúpidas." Ele piscou. "Você não tem ideia." Antes que eu pudesse responder, o nome de Grayson foi chamado pela mulher no balcão de pintura. Em vez de apenas me deixar, ele pegou a minha mão e me levou com ele. Dando-me as mesmas borboletas no estomago que senti dois dias atrás, quando ele fez isso na estação de bombeiros.


Entregando a lata de tinta para a senhora e dizendo-lhe o que queria, virou para mim e me estudou. "Para onde você estava indo depois disso?" "Eu preciso ir olhar carros novos. Estou pensando em um Ford Explorer. Você acha que é muito grande para uma pessoa?” Perguntei. Ele balançou sua cabeça. "Não. Embora não vai ser barato, ele não é econômico, como um carro pequeno seria. Como era com o seu antigo." Mordi o lábio, pensando sobre as vantagens de mais espaço em comparação com os preços do combustível. "Acho que vou ter que esperar até que eu olhe para ele antes de decidir se vale a pena." "Vou fazer isso para você e ir para a concessionária Ford com você, se me ajudar a pintar a minha sala de estar,” Grayson disse de repente. Ampliei meus olhos para ele. O que eu queria dizer era: “Deus, sim!” O que saiu foi: "O que aconteceu com a pintura que já estava nas paredes? Parecia boa.” Sua boca franzida. "Molly que escolheu, e eu não gosto da cor. Eu queria bege. Ela foi a única que queria vermelho. Por isso pintei de vermelho.” Minha cadela interna queria rosnar para ele por se atrever a dizer o nome daquela mulher na minha presença, mas felizmente meu lado razoável conseguiu não a deixar ter sua vitória. Bufo. "Alguns compromissos. Tem certeza que você e Molly não estão juntos?" Ele balançou sua cabeça. "Não. Ela só estava me ajudando. E realmente não ajudou muito. Só ajudou a escolher as cores, enquanto fazia uma careta cada vez que via alguém sujo."


Comecei a rir. "É uma loja de materiais de construção. Se você não pode ir sujo para um lugar como esse, onde você pode?" Um sorriso torto saiu do lado dos seus lábios. "Certo. Droga. Isso é o que eu continuei tentando dizer a ela. Ela nunca vai a qualquer lugar sem estar maquiada com perfeição. Acho que nunca a vi sem um par de sapatos que não tem um salto sobre ele.” "Bem,” apertei os lábios. "Isso é engraçado, pois eu não acho que tenho um par que tem um salto sobre ele." "Eu sabia que havia algo inteligente sobre você,” disse enquanto pegava a lata de tinta com a cor escolhida. Ele murmurou um agradecimento, e nós fomos para a seção de maçanetas de portas, onde ele rapidamente ofereceu uma sugestão, que eu aceitei com gratidão. Por que havia mais de vinte opções para as maçanetas das portas, eu não sabia. Depois que pagamos, nós caminhamos para fora, lado a lado, mais uma vez. "Então você quer me encontrar lá?” Perguntei. Seus olhos se moveram do estacionamento na nossa frente para mim antes de responder. "Que tal eu buscá-la na casa do seu pai?" Eu pensei sobre isso por dois segundos antes de responder. "Certo. Você sabe onde é?" Ele assentiu. "Eu vou te encontrar lá uma vez que deixar a tinta em casa. Parece bom?" No meu aceno, ele se inclinou para frente, me deu um beijo suave na cabeça e se foi. Sua bunda parecia tão boa quanto a sua frente.


"Deus," eu respirei enquanto o observava empurrar a lata de tinta no alforje da moto asperamente e, em seguida, montá-la. Esses poderosos músculos da coxa eram bonitos. Eu não pude deixar de pensar sobre como iria parecer quando ele empurrasse profundamente em meu corpo. O som agudo do motor ligado me puxou do meu devaneio enquanto ele manobrava lentamente a moto para trás, virando-a para sair, e trovejando para fora. Chamando a atenção de cada homem, mulher e criança no estacionamento. Balancei a cabeça, sorrindo todo o caminho. Eu estava profundamente apaixonada.


"Eu sei quem ele é, querida. Seu pai não vai machucá-lo,” minha mãe disse suavemente enquanto se sentava na varanda da frente comigo. Olhei para ela, preocupada. "Eu sei que ele não vai fazer nada na frente de nós. É longe de nós que eu estou preocupada.” Ela estava prestes a responder quando Grayson chegou em sua moto. Desta vez, porém, ele estava usando uma calça jeans agradável, uma camisa preta lisa, o colete do moto clube, e um boné preto e dourado que cobria o seu cabelo muito preto. "Oh meu. Ele é um homem muito bom para olhar,” minha mãe respirou. "Eu ouvi você dizer o que, mulher,” meu pai resmungou quando fez o seu caminho para fora na varanda da frente. "O que esse idiota está fazendo aqui?" Fechei os olhos em mortificação. "Essa é a carona que eu estava esperando.”


Os olhos de meu pai encontraram os meus e estreitaram. "Você está me sacaneando. Você está deixando Torren ajudá-la a comprar um carro ao invés de mim?" Ele cuspiu o nome da sua boca como se fosse a palavra mais suja que já tinha dito, e eu tive que sufocar a risada que ameaçava ferver para fora da minha garganta enquanto a minha mãe o imobilizava com seu olhar de policial. "Frank Hubert Doherty. Pare com isso.” Os olhos do meu pai se estreitaram na minha mãe, mas não havia raiva em sua expressão. Apenas felicidade. Minha mãe não tinha gritado com ele em quase quatro meses. Ela tinha estado muito cansada. Muito fraca. "Sim, senhora. Eu vou me controlar,” admitiu. Grayson fez o seu caminho até a frente e parou bem na frente do meu pai, oferecendo sua mão. "Senhor." Meu pai pegou a mão de Grayson com relutância. "Trammel.” Eu podia ver os olhos de Grayson dançar com o riso. Após uma sacudida rápida para cima e para baixo em sua mão, o meu pai o deixou ir e foi ficar com a minha mãe, que estava assistindo a troca com seus olhos de policial. "Olá novamente, Grayson. É bom vê-lo novamente,” minha mãe disse suavemente. Grayson sorriu, exibindo seus dentes perfeitamente retos. "É bom vê-la sem ser em um hospital. Parece ter mais cor no seu rosto hoje."


Minha mãe sorriu para ele calorosamente, e meu coração disparou, mais uma vez. Foi tão bom vê-la realmente sorrir, em vez da falsa merda que ela continuava tentando nos passar recentemente. Meu pai não perdeu a alegria dançando em seus olhos, também. Fazendo-o suavizar, apenas minuciosamente. Meus olhos comiam Grayson. Nossa, mas o homem era quente. Eu queria lambe-lo. De preferência em breve. "Você está pronto, Grayson?” Perguntei enquanto esperava. Meu pai foi o único a responder. "Por que vocês continuam chamando-o de Grayson? O nome do homem é Torren.” Virei-me para o meu pai, o homem que eu sempre comparei com todos os homens, e franzi a testa. "Você chamou-o de Trammel.” Ele olhou para mim. "Isso é porque ele é chamado assim na estação. Mas já ouvi os homens falarem que ele não gosta de ser chamado de Grayson." Virei-me para Grayson com horror. "Você não gosta de ser chamado de Grayson?" Ele encolheu os ombros. "Nunca foi o meu favorito, mas eu respondo por ele. Você, eu não me importo com isso, porém. Por alguma razão, quando você o usa, ele não sai como se parecesse como uma novela romântica.” Pisquei. "Bem, tudo bem então. Mas eu não quero chamá-lo de algo que você não gosta de usar.”


Ele balançou sua cabeça. "Você está pronta para ir?" Depois de dizer o nosso adeus, fiz meu caminho até a porta da frente, olhando para a sua moto maravilhosa. "Eu nunca andei em uma moto antes.” Ele olhou para mim, mas mantive meus olhos sobre a moto, que tinha um cromado brilhante e a pintura reluzente preta. Ela era velha, mas ainda muito grande e intimidante para se olhar. "Estou feliz que eu vou estourar essa cereja,” ele brincou quando chegamos à sua moto. Mal sabia ele que atingiu um pouco mais perto de casa do que percebeu. "Você acabou de comprar esse capacete?” Perguntei surpresa quando vi o capacete rosa amarrado no assento traseiro. Ele balançou sua cabeça. "Não. Já tinha ele há algum tempo. Ninguém usou antes, no entanto.” Sabia que ele tinha provavelmente comprado para Molly, mas não estava disposta a estragar o momento e trazê-la à tona. "Eu gosto. Isso me lembra da pintura de um barco,” disse enquanto corria a ponta do meu dedo ao longo do topo brilhante. Ele pegou o capacete e o amarrou na minha cabeça. "Sente-se bem?” Perguntou, seus olhos cinzentos fixados nos meus próprios olhos verdes enquanto ele segurava o lado da minha cabeça com as duas mãos. Balanço a cabeça, lambendo meus lábios involuntariamente, fazendo com que os seus olhos apontassem para baixo e apreciassem o movimento antes que ele voltasse seu olhar para os meus olhos.


"Bom,” respondeu asperamente e, em seguida, deu um passo atrás, deixando cair uma mão e oferecendo-me a outra. Levei-a e montei a moto, descansando minha bunda no assento acolchoado na parte de trás. Ele montou logo após e ligou o motor com um impulso áspero da sua perna. A moto rugiu a vida, e eu gritei quando as vibrações passaram por mim. "Puta merda!” Exclamei alto, me movimentando para baixo até que eu estava quase esfregando a minha virilha na bunda dele. Ele jogou um sorriso por cima do ombro, chegou por trás para pegar as minhas mãos, e as envolveu firmemente em torno da sua cintura. "Espere. Assim que ficarmos longe dos seus pais, então vamos partir.” E o passeio com certeza começou. Completamente.

"Acho que eu deveria olhar para algo mais barato,” hiper-ventilei quando vi o preço do carro novo. Grayson olhou para mim. "Sim, eles são muito bonitos para se olhar. É difícil pensar em gastar trinta e cinco mil em algo parecido com isto. É um grande compromisso.” Ele poderia dizer isso novamente. Eu esperava algo mais parecido como vinte, não trinta e cinco. Eu era tão ingênua. "Ofereça-lhe trinta e dois," exigi, enquanto observávamos o vendedor caminhar de volta com as chaves do SUV. Ele olhou para mim bruscamente. "Por que eu?"


"Porque eu tenho uma vagina, e você tem um pênis,” disse, obviamente. Ele bufou. "E o que isso tem a ver com alguma coisa?" Dei de ombros. "Nada. Só que ele não vai falar besteira para você como falaria para mim. Todo mundo sabe disso!" “Duvido. Mas vou tentar para você,” ele disse, enquanto o vendedor andava os últimos metros, chegando até nós. Sem perder tempo, Grayson olhou o vendedor nos olhos e disse: "Trinta." Eu mal contive a vontade de rir. Eu poderia ter feito isso! O vendedor balançou a cabeça, sorrindo. "Não posso fazer isso. Eu posso fazer trinta e um e quinhentos. Esse é o menor preço que nós podemos fazer.” "Faz por trinta e um, e nós vamos levá-lo,” disse Grayson uniformemente. O vendedor franziu os lábios. "Deixe-me falar com meu gerente."

"Puta merda!” Gritei, quando chegamos na minha casa com o carro novo. Grayson deu um sorriso largo para mim. "O que?" "Não acredito que você conseguiu quase quatro mil dólares de desconto no preço de venda. Eu quero ser você quando crescer.” Ele riu e tirou o cinto de segurança. "Pena que você não pode estacionar na garagem,” disse secamente. Fiz uma careta e olhei para as duas caminhonetes estacionadas onde eu normalmente parava. "Sim, é legal como aqueles.”


Ele franziu a testa e saiu do meu carro novo, as botas batendo na calçada, uma por uma enquanto deslizava para fora do assento. Eu o vi sair do carro totalmente antes de seguir sua direção. "Aquela é a caminhonete do Colby?” Perguntou enquanto olhava para os dois veículos ocupando mais da entrada de automóveis do que precisavam. Babacas. "O Ford azul. O do Bobby é o Dodge marrom,” murmurei enquanto caminhava até a passagem para a minha casa. Ele grunhiu em resposta. Abri a porta da frente largamente, que tinha escolhido realmente deixar fechada dessa vez, sem surpresa de ver os dois homens assumindo a nossa sala de estar olhando para a tela com os controles em suas mãos. Iliana estava longe de ser vista. "O que você precisa?” Perguntei enquanto apontava para a nova fechadura que ele estava carregando em suas mãos. Ele olhou para baixo. "Chave Phillips." Entrando na cozinha para a nossa gaveta de tralhas, peguei a chave de fenda e trouxe de volta para Grayson. "Se você não se importa, vou me trocar, e uma vez que você terminar, podemos ir,” disse, esperançosa. Os olhos dele estavam nos dois homens sentados em suas bundas, não nos reconhecendo em tudo, e ele concordou. Eu sabia com aquele olhar que ele supôs que eu não queria ficar aqui. Deixei-o consertando a porta enquanto caminhava para o meu quarto e fechava a porta com o silêncio atrás de mim.


Fiz um rápido trabalho com as minhas roupas, me trocando em um velho par de jeans cortados que eram agora calções e uma camiseta preta manchada que eu tinha manchado quando pintei o nosso banheiro no inverno passado. A camiseta se assemelhava a que Grayson tinha usado antes. Esfarrapada e oh, tão suave. Os buracos dos braços foram cortados mostrando a faixa larga do meu sutiã esportivo. Preparei uma bolsa, já que eu planejava ficar com os meus pais o fim de semana, saí dez minutos depois de ver Grayson inclinando-se contra a parede, lançando o anel de chave em torno do seu dedo enquanto olhava para o homem sentado no sofá na frente dele. Uh-oh. "Ei," eu disse andando até Grayson. "Tudo pronto?" Ele assentiu. "Sim. Está pronta?" Balancei a cabeça, arriscando um olhar por cima do ombro para ver Colby olhando-me e cavando um buraco nas minhas costas. "Sim. Estou pronta se você estiver.” Com um aceno seu, me virei para os dois homens sentados no meu sofá. Ambos me observando agora. "Diga a Iliana que eu não vou estar aqui neste fim de semana?" Dirigi a minha pergunta para Bobby. Com seu aceno, me virei para agarrar a mão de Grayson enquanto saía. "Eles disseram alguma coisa?” Perguntei uma vez que estávamos no meu carro.


Grayson olhou para cima do seu lugar no assento do motorista, olhando para algo. Seguindo seu olhar, vi Colby em pé nas cortinas da sala de estar, nos observando. "Nada. Ele é apenas um idiota,” Grayson disse. "Tudo bem,” concordei. Mesmo sabendo que algo tinha sido dito para provocar esse tipo de reação no homem que geralmente tinha um temperamento leve.


"Esse cara é a porra de um pau,” fervia enquanto observava o estúpido policial caminhando. "Você pode dizer isso de novo. Qual é a porra do problema?” Sebastian rosnou, olhando para a multa na minha mão. "Quem multa bombeiros quando eles estão em seu caminho para uma chamada maldita?” Kettle estalou da sua posição no banco do passageiro. "Um que está chateado que eu estou namorando a garota que ele gosta," eu disse. Eu estava além de chateado. Após as palavras trocadas no sábado, eu sabia que esse desgraçado estava querendo me pegar. "Encontrei Tru na Lowe’s neste fim de semana. Avistei esse cara praticamente prendendo-a na prateleira quando apareci. Ela se agarrou em mim como se eu fosse sua tábua de salvação. Mais tarde, a levei para casa para substituir a maçaneta. Enquanto ela estava trocando de roupa, o fodido estúpido começou a jorrar sobre como eles eram um casal e eu estava pisando em algum lugar que eu não pertencia. Quando lhe disse


que não estava recuando, ele ficou todo irritado e me disse que eu não ia gostar dos resultados, se eu não recuasse. Acho que este foi um daqueles resultados que ele estava falando,” rosnei com os dentes cerrados. Mesmo agora, quase uma semana depois, ele ainda tem o poder de me irritar. Sebastian olhou para mim, logo seguido por Kettle. "Você está brincando, porra." Eu balanço minha cabeça. "Porra sério." "Bem,” Sebastian disse quando jogou a multa do caminhão e foi em direção ao tráfego. "Filho da puta, não sabe com quem está mexendo."

"Alo?” Respondi o meu telefone enquanto entrava pela minha porta da frente. "Grayson?" A voz doce de Tru tremia através do telefone. Congelei. "Sim, querida?" Tinha dado a Tru o número do meu telefone na noite que eu a deixei na casa dos seus pais, depois que pintamos a minha sala de estar. Eu tomei uma cerveja com Frank, embora ele ainda não gostasse muito de mim. Essa foi a primeira vez que ouvi falar dela desde que ambos estávamos ocupados no trabalho. Especialmente eu, que tinha estado em um turno de 48 horas, para que Sebastian pudesse tirar uns dias de folga para visitar o cemitério onde os seus bons amigos foram enterrados para descansar. "Acho que há algo de errado com a maçaneta da porta que você substituiu. Quando cheguei em casa, ela estava aberta novamente."


Pisquei surpreso. A porta era resistente, assim como a parede. Quando a deixei em casa, a maçaneta da porta estava lá. Não estava quebrada. "Que tal eu ir buscá-la para o jantar, e dar uma olhada?” Perguntei enquanto deixava minha bolsa cair no chão da minha sala de estar. Ela suspirou. "Seria ótimo. Estou realmente começando a me assustar com essa porta estando sempre aberta." Que mulher... Ou homem... Gostaria de voltar para casa, sua casa, e ver a sua porta aberta quando isso não estava da maneira que deixou? Eu tinha uma sensação de que havia algo mais acontecendo além de uma maçaneta de porta com defeito, mas não queria assustá-la sem motivo. "Esteja pronta em vinte minutos,” disse enquanto me virava e voltava para a porta. "Obrigada,” ela suspirou, antes de desligar. Durante o percurso para sua casa, pensei sobre o que ela havia dito sobre a maçaneta da sua porta e tentei me lembrar se tinha testado a antiga maçaneta. Tinha parecido resistente, quando comecei a pensar... Como esteva aberta todas as noites em que ela chegou em casa se trancava quando saía? Eu podia ver acidentalmente ela deixando aberta uma vez. Mas não as várias vezes como estava acontecendo. Dirigi passando pela casa da sua irmã e acenei, assustando a irmã que eu nunca tinha conhecido, e dei uma boa risada por todo o caminho, imaginando o pensamento de Tru sobre a expressão da mulher. Isso sempre acontece, por isso não era surpreendente. Apesar de ainda me afetar, ver como as pessoas reagiam com medo quando eu


passava por aqui. Era apenas algo sobre a moto, o colete e a estatura de um motoqueiro que as pessoas achavam intimidante. Mesmo quando eu estava no meu uniforme de bombeiro, provocava algumas respostas das pessoas. Apesar de usar todos esses anos, ainda me fazia rir toda vez. Vi Tru assim que cheguei na sua casa. Em vez de entrar, ela estava no assento do seu carro, esperando. Menina esperta. "Ei,” disse enquanto desligava o motor e ela fazia o seu caminho para mim. "Ei. Obrigada por ter vindo." Acenei para o seu agradecimento. "Imagina. Se o meu serviço está com defeito, com certeza quero saber. Meu cartão de homem talvez precise ser revogado se não posso colocar algo tão simples como uma maçaneta na porta.” Ela bufou antes de voltar a andar em direção a casa, mas eu agarrei a mão dela e a puxei em meus braços, assustando-a em primeiro lugar. Eu a peguei de forma fácil e a envolvi no meu peito, plantando meu nariz em seu cabelo. Ela se derreteu em mim, enterrando o rosto no meu pescoço. Apertei-lhe um pouco mais apertado, apreciando a sensação dela em meus braços. "Você está bem, Tru?" Ela assentiu, sem levantar a cabeça do meu peito. "Sim. Apenas... preocupada." Eu poderia entender. Eu estava preocupado com ela, também. "Deixe-me ir dar uma olhada, e então vamos sair,” eu disse.


No entanto, não me movi, e nem ela. Nós ficamos assim, ela se envolveu com força nos meus braços, até que a sua amiga chegou em casa. Com o namorado. Oh, alegria. "Talvez o homem da sua amiga possa verificar. Podemos ir direto para o jantar,” sugeri rapidamente, querendo sair de lá antes que o irmão decidisse chegar e me fazer remodelar o seu rosto. Com meu punho. Ela bufou. "Bobby nunca fez qualquer coisa que eu lhe pedi. Ou qualquer coisa que sua namorada lhe pediu. Seria um milagre se ele recolhesse as toalhas do chão do banheiro.” Minha boca se apertou com essa admissão. "Ele fica muito aqui?" Ela balançou a cabeça. "Não. Bobby está na marinha. Ele fica aqui somente quando está de licença." Rangi os dentes. O cara não soava como se fosse da Marinha. Eu conhecia algumas pessoas na Marinha, e eles com certeza não eram malditos preguiçosos. Eles também não deixariam que as mulheres fizessem o seu trabalho por eles. "Tudo bem, então. Vou dar uma olhada, então nós vamos sair,” disse, antes de relutantemente soltá-la e virar para a calçada com a mão de Tru firmemente plantada na minha. Nós cumprimentamos a amiga e o namorado na porta. O homem, Bobby, parecia diferente, sem seu irmão por perto. Quase como se ele não fosse uma pessoa tão ruim.


Parecia que o irmão trazia o melhor de Bobby. Não. "Obrigada. Liguei para o meu pai em primeiro lugar, mas ele está investigando um incêndio na Avenida Washington esta noite. Você ouviu sobre isso?” Ela perguntou enquanto caminhava comigo até a porta da frente. Balancei a cabeça. "Sim, nós fomos os únicos que trabalhamos no local. O lugar estava iluminado como se fosse Quatro de Julho. Queimou tudo e foi difícil colocar tudo para fora." Ela assentiu com a cabeça. “Sim, isso é o que o meu pai disse. Ele continuou dizendo sobre isso e como foi exatamente igual ao grande incêndio que ocorreu há dez anos. Aquele naquela casa que ainda está queimada desde que aconteceu." Eu sabia qual casa ela estava falando instantaneamente. E agora que tinha mencionado isso, as provas do novo fogo assemelhavam-se com aquela. Tinha tido uma grande controvérsia na nossa pequena cidade. Uma mulher e um homem estavam brigando por causa de alguma mulher ao lado dele, enquanto ela ficava em casa com as crianças. Crianças que não eram filhos do homem. Quando ela descobriu, ateou fogo na casa, com todos no interior. O homem conseguiu salvar as crianças, mas não conseguiu voltar a tempo novamente para salvar a mulher, antes que a casa pegasse fogo. Então, ele deixou o estado, deixando as crianças sem mãe e qualquer familiar que pudesse ser comunicado.


“Bem, você não vai acreditar nesse estúpido travamento e tudo. Juro por Deus que o tranquei antes de sair!” Tru gritou, trazendo meus olhos ao foco, vendo-a franzir o cenho para a maçaneta da porta. Balancei a cabeça ao ver a expressão de aborrecimento em seu rosto. "Eu vou dar uma olhada. Isso vai acabar.” "O que está acontecendo?” Iliana perguntou atrás de nós. Eu não me preocupei em me virar, abaixando em meus joelhos e olhando diretamente na fechadura. A primeira coisa que notei, foram os finos arranhões na fechadura, parecendo como se algo tivesse sido empurrado no bloqueio, não sendo a chave. Os riscos não eram grandes o suficiente para ser uma chave. Na verdade, os arranhões indicavam algo mais parecido com uma lima ou um perfurador em vez de uma chave. Observando isso, confirmei que tinha alguém invadindo a casa de Tru. "Porra,” falei, me levantando. As duas mulheres olharam para mim em alarme com a maldição derramada da minha boca, logo seguida de um rosnado. Bobby estava encostado em sua caminhonete com os braços cruzados com força no peito. Ele estava me olhando com uma expressão que só poderia ser descrita como calculista. Ele sabia que eu tinha encontrado algo. E quando seu irmão parou cinco minutos depois que eu tinha acabado de discutir o que eu achava que estava acontecendo com Tru, ele não me surpreendeu, no mínimo.


"Tru,” eu disse, hesitante. "Nós provavelmente deveríamos sair daqui.” Isso era exatamente o que eu precisava. Algum policial cabeça quente e que tinha uma paixão doentia por Tru entrando em cena e metendo o nariz onde não tinha necessidade. Especialmente, quando ele tinha uma dura implicância comigo. Eu não confiava nele. "Você acha que nós devemos chamar Colby?” Ela perguntou com relutância. Balancei minha cabeça. "Não. Eu tenho alguns amigos na polícia, bem como um casal na agência. Nós vamos ter alguém olhando isso. Mas, por enquanto, eu ficaria mais confortável se você não ficasse aqui sozinha." Ela assentiu em entendimento. "Posso fazer isso. Deixe-me pegar uma bolsa e eu vou ficar na casa da minha mãe novamente. Iliana e Bobby tinham planejado ver os barcos mais tarde. Não sei quanto tempo eles irão demorar, mas prefiro garantir a segurança, ficando com meus pais.” Eu queria gritar, você pode ficar comigo! Mas não queria assustá-la e empurrá-la muito rápido em uma direção que ela não estava pronta para ir. "Parece bom,” disse, ao invés disso. Veja, você me compreendeu totalmente, certo?


Pisquei acordada, assustada, olhando para um teto desconhecido. O quarto era desconhecido, assim como era a cama. Mas, oh, a cama! Parecia que eu estava dormindo em uma nuvem. Uma nuvem aquosa, mas uma nuvem, no entanto. Nunca estive em uma cama d’água, e para ser honesta, não sabia que elas ainda existiam. Na noite passada nós assistimos alguns filmes no Pay-Per-View. Eu adormeci, e quando ele se ofereceu para me levar para a casa do meu pai, recusei. Disse que não queria acordar a minha mãe. O que eu realmente queria, era estar lá com ele. Consegui. Ele me ajudou a deitar na cama, e eu brinquei com ele dizendo impiedosamente por mais de uma hora sobre não haver mais camas d’água. Adormeci com ele no lado oposto da larga cama king size. Que agora, oficialmente, substituía a Tempur Pedic da Iliana. Rolei, batendo em algo sólido.


Eu sabia que Grayson estava aqui. Na verdade, senti ele se mover cada vez no meio da noite, sempre tomando cuidado para ficar no seu próprio lado da cama... Até agora, era isso. Quando rolei, a inclinação natural da cama era rolar junto comigo, me empurrando muito mais longe do que eu pretendia ir. O que inevitavelmente significava que eu estava bem em cima dele, e não de maneira plana, surpreendendo ele e a mim. "Uhh,” disse enquanto comecei a rolar para trás, saindo. No entanto, congelei, sentindo a dureza quente do seu pau pressionado contra a minha barriga. Ele assobiou quando fiz contato com seu pênis, e eu congelei, incapaz de me mover. Inferno, mas não queria me mover. Devo me mover? Sou uma puta por não querer me mexer? Isso é o seu pênis? Oh Deus. É enorme! Eu sou totalmente uma vadia. Espero que a minha vagina não pareça gorda se ele realmente olhar para ela. Todos estes pensamentos passaram pela minha cabeça em uma fração de segundo, e estava feliz que nenhum desses pensamentos derramaram da minha boca. Porque eu, aparentemente, não tenho um filtro na parte da manhã.


Iliana gosta de chamar de BCB9. Cadela antes do café da manhã. Eu direi exatamente o que quero dizer, quando eu quiser dizer, até ter o cérebro funcionando com força vital derramando em mim. Depois disso, porém, consigo manter minhas opiniões em segredo, a menos que elas estejam garantidas. Nossos olhos se encontraram, e, de repente, minha boca estava descendo sobre a sua. Seus lábios quentes e macios contra os meus. Quando seus lábios se separaram para tomar uma respiração assustada, aproveitei a abertura e mergulhei minha língua na sua boca que estava à espera. Nossas línguas se escovaram, e senti um choque elétrico direto no meu núcleo. Tentei apertar as minhas coxas, mas a única coisa que consegui fazer foi apertar a sua coxa com a minha. Precisando do atrito, abri as minhas pernas mais amplas e cai até que minha vagina descansava contra os músculos rígidos da sua coxa. Ele respirou rápido com o contato, fazendo com que algo dentro dele rompesse. Ele não estava mais me beijando agradavelmente. Foi substituído por uma urgência que alimentava a minha. Suas mãos viajaram pelas minhas costas até se enterrarem no meu cabelo, e eu me alegrei com a picada afiada dele me puxando para trás, expondo a coluna da minha garganta até a sua boca faminta. Engoli em seco quando ele chupou com força, puxando a pele sobre a minha carótida. Meu núcleo apertou em necessidade, fazendo com que a umidade que estava sendo construída dentro de mim começasse a vazar. Gritei de desejo quando senti uma das suas mãos grandes, encontrarem os meus seios, através do tecido da camiseta, puxando o meu

9

BCB - Before coffe bitch, traduzido fica assim: Cadela antes do café.


mamilo antes de trazê-lo para a sua boca. Não percebi que a minha boca poderia esticar ainda mais, mas com o efeito adicional de sua boca chupando o meu seio, e a minha buceta se esfregando furiosamente na sua coxa dura, explodi, arqueando meu pescoço com surpresa. Ele rosnou, pegando a ponta entre os dentes e puxando levemente enquanto continuei sentindo os últimos restos do meu orgasmo. Quando meus olhos finalmente se abriram e olhei para ele, poderia dizer que ele estava pendurado por um fio. "Se você não quiser fazer isso, precisa sair de cima de mim. Agora!” Ele disse asperamente. Como, porra. "Foda-me," ordenei pouco antes dele nos rolar em um movimento rápido. "Você já foi comida em uma cama d’agua antes?” Perguntou enquanto esfregava sua ereção para baixo na minha buceta. Balancei minha cabeça. "Não,” disse sem fôlego, balançando para frente e para trás com o movimento. Ele sorriu, sentando-se até que eu podia ver seu peito. Seus joelhos estavam plantados entre as minhas coxas alargadas, e seu peito arfava enquanto passava a mão, descendo ainda mais, passando pelo seu abdômen perfeitamente esculpido, apenas parando no cós da sua cueca. Quase gemi diante dessa visão.


Eu já tinha visto ele sem camiseta antes. Fazer a terapia ocupacional no ombro de um homem permite que você o veja sem camiseta, sem atravessar todas as fronteiras invisíveis. Mas é muito diferente quando você está na cama com ele. Na noite passada, estava escuro. Eu tinha me trocado no banheiro, e quando sai, a luz estava apagada, e a única coisa que iluminava o quarto era a luz do banheiro. Agora, porém, com o sol que entrava pelas persianas abertas, eu podia ver o seu corpo de forma muito clara. Seu peito era cabeludo. Não cabelo de homem das cavernas, mas uma mistura perfeita de cabelo apenas o suficiente para atrair os meus olhos para os lugares certos. Seus mamilos e a trilha feliz indo em direção a sua virilha. Seus mamilos eram marrons escuros contra sua pele bronzeada, os cumes do seu abdômen estavam bem definidos, e eu queria provar cada ondulação maldita. Acho que ele não tinha um pingo de gordura em qualquer lugar. Nem mesmo uma pitada de barriga, em tudo. Lambi meus lábios, trazendo o olhar dos seus olhos para a minha boca, e ele sorriu antes de começar a baixar a cueca, me provocando. Meus olhos começaram a se alargar no minuto em que os seus pelos pubianos começaram a aparecer. Estávamos quase nas coisas boas ... quando ele parou. Parou, porra. Apenas no ponto onde a raiz do seu pênis começou a aparecer, me seduzindo. Era grosso e a veia que estava na base estava inchada. Meus


olhos brilharam indo até seus olhos. O desespero deve ter sido mostrado porque ele abaixou-se, e pegou minha calcinha pela alça, e rasgou-a praticamente para fora das minhas pernas. Eu gritei de surpresa, minhas pernas se espalharam abertas mostrando minha vagina para ele. Podia sentir o ar fresco através do meu núcleo molhado, fechei os olhos quando a sua boca desceu para beijar o topo do meu osso púbico. Agradeço a Deus por ter me depilado no dia anterior. Sua boca estava muito perto do meu clitóris dolorido, quando inclinei meu quadril ligeiramente, seus lábios roçaram sob ele, causando um choque através de mim. Olhei para ele, descendo pelo meu corpo, levandome em sua boca, uma vez que abri um pouco, permitindo que a língua dele escapasse para dentro. Ele deu ao meu clitóris uma lambida lenta, fazendo com que os meus olhos se apertassem bem fechados. "Oh,

Jesus,”

ofegante,

enquanto

minhas

mãos

moviam-se

involuntariamente para os seus cabelos. A próxima lambida começou no meu clitóris se arrastando por todo o caminho até a minha abertura, antes de mergulhar dentro de mim, me pegando de surpresa. Minhas pernas se fecharam como grampos, ou tentaram. Suas mãos foram até a curva das minhas coxas, parando próximo aos meus joelhos. Então, lentamente, ele empurrou os joelhos, até que eles estavam descansando em ambos os lados da minha caixa torácica, expondo-me ao seu olhar. Ele sorriu para mim. "Bonita.” Eu me apertei com o tom rouco da sua voz, escorrendo mais umidade no meu núcleo, e chamando a sua atenção. Lentamente, a sua cabeça desceu, e ele lambeu minha excitação, devorando tudo o que poderia levar,


até o meu períneo com a sua língua. Ele chupou. Lambeu. Brincou. Esfregou. No momento em que ele finalmente saiu, eu estava uma massa de nervos, tremendo. E pronta. Muito, pronta. "Levante a sua camiseta,” ele mandou. Pisquei lentamente, antes de colocar as minhas mãos para cima e deslizar a camiseta, até que ela descansou debaixo do meu queixo, expondo os meus seios sensíveis ao seu olhar. "Eu não posso esperar para te foder. Assistir os seus seios saltarem com a força dos meus golpes,” ele rosnou. Então, finalmente, ele baixou o cós da cueca, e o pau que senti antes foi exposto. Parecendo irritado. Veias saltavam sobre o seu grande comprimento, espessas. A cabeça era grande e inchada, e suas bolas estavam penduradas. Lambi os meus lábios e segurei os meus joelhos com as minhas mãos, ampliando-os, tanto quanto eu poderia ampliar antes que ele finalmente entendesse o recado. Abaixando-se em um braço, ele usou o outro braço para guiar o seu pênis até os lábios do meu sexo. A grande coroa inchada tocou o meu clitóris, e ele esfregou-a em círculos, cobrindo seu pênis com a minha excitação. "Droga,” disse, os olhos fechados, enquanto eu levantava a minha bunda para cima, esperando que ele pegasse a dica e colocasse esse monstro dentro de mim. Ele fez. Totalmente lubrificado e revestido com a minha umidade, ele alinhou de volta na minha entrada, e, lentamente, começou a empurrar para


dentro. Não demorou muito para ele ter ciência da tensão. Mordi o lábio, puxando os meus mamilos com as duas mãos. Seus olhos se moveram para os meus e a compreensão aconteceu. Ele não se retirou, entretanto. Em vez disso, algo escuro se moveu em seus olhos. Algo que falava em alto volume, mas não conseguia decifrar, porque eu estava tão desesperada, com necessidade. "Por favor,” chorei. Apertou a mandíbula e começou a empurrar com mais força, rompendo a membrana que nunca tinha dado a qualquer pessoa. Somente a ele. Não doeu como eu pensava. De fato, me senti loucamente bem. Seu pênis se retirou, então ele empurrou de volta para frente, repetindo o processo até que estava completamente acomodado dentro de mim. Eu estava cheia. Tão cheia. Ele olhou nos meus olhos, avaliando a minha reação. Ele não precisava. Eu estava bem. Mais do que bem. Tão bem, na verdade, que eu estava pronta para assumir se ele não puxasse o pênis para fora e fosse em frente. Uma vez que tinha certeza de que eu estava bem, ele puxou de volta todo o caminho, parando a ponta para descansar contra a minha entrada. Com um impulso áspero, estava de volta dentro de mim, enchendome de volta até a borda. Gemi, deixando de lado os meus seios para agarrar o travesseiro debaixo da minha cabeça. Tentando encontrar qualquer coisa enquanto a cama balançava e oscilava com os nossos movimentos. Era como se estivéssemos em uma montanha russa... apenas com um pau dentro de mim que atingia o local rapidamente, me empurrando para outro orgasmo. Um que eu sabia que tiraria o meu fôlego. Seus olhos


estavam em todos os lugares. Nos meus seios quando eles balançavam. Em minhas mãos, quando apertavam o travesseiro. E em nos nossos corpos onde estávamos ligados. Durante todo o tempo, porém os meus olhos ficaram sobre ele. Seus músculos apertados e soltos com cada movimento para frente e para trás. Seus olhos estavam excitados, e seu suor escorria lentamente pelo rosto e no seu peito. Uma gota caiu do seu queixo, espirrando na minha clavícula. Querendo sentir isso sobre mim, sentei-me, saboreando a sensação do seu pênis me levando mais profundo. Passei meus braços em volta do pescoço, puxando-o para mim, até que estávamos peito a peito, cara a cara. Sua respiração estava ofegante, e o movimento só serviu para aumentar a experiência. Eu me senti tão completa. O sentimento, embora estranho, parecia certo. Fui feita para levá-lo, e ele foi feito para me preencher. Sua boca capturou a minha, e ele moeu seu pênis em mim, fazendo os cabelos ao redor do seu pau tocar o meu clitóris deliciosamente. Ele rosnou quando apertei em cima dele, trazendo sua mão e capturando o meu joelho novamente. Enganchando um braço por baixo, ele começou a meter em mim, tão rápido e forte, que nossa pele batia uma contra a outra, enchendo o quarto com o nosso som. Seus olhos encontraram os meus e ele disse: "Goze." Não tinha percebido que eu estava segurando, mas assim que ele disse isso, tudo o que estava me segurando se soltou e eu gritei atingindo o clímax. Euforia derramou através de mim quando meu orgasmo estourou. O seu pênis bateu dentro de mim, fazendo-o durar para sempre.


Uma vez que ele estava convencido de que eu tinha gozado, ele se ergueu, em cima de mim, e tirou o seu pau de uma forma deliciosamente lenta e sem pressa, começando a esfregar com as suas mãos, sob o meu estômago, o tempo todo olhando nos meus olhos. Eu não sabia o que olhar. A visão da sua mão trabalhando no seu pau, ou em seus olhos. Eu alternava olhando para trás e para frente entre os dois, finalmente observando seu pau enquanto o senti endurecer. Então correntes quentes de gozo saíram como um disparo do seu pênis, decorando o meu estômago com a sua libertação. Seu abdômen apertava com cada jorro, e a minha mão serpenteava para baixo segurando as suas bolas, persuadindo os últimos restos do seu gozo enquanto ele continuava a pulsar no meu estômago. Depois de um último gemido de esforço, ele congelou, olhando para os restos do seu orgasmo na minha barriga, por dois segundos, antes que levantasse a mão e a esfregasse na minha pele. "É estranho eu estar pronto para começar novamente apenas vendo isso?” Perguntou enquanto continuava a esfregar a minha barriga. Balancei a cabeça, sorrindo. "Não. Eu estou bem aqui, querido.” Ele se aproximou, dando um beijo na minha boca. "Então, acho que você está a fim de mim." Eu ri. Porra ri. Eu era uma perdedora. "Pode apostar seu pau grande e grosso que eu estou,” eu disse com firmeza.


Eu me senti diferente. Como se tivesse me tornado uma adulta. Sim, tinha sido uma adulta por sete anos, mas agora eu me sentia oficialmente adulta. Como se, perder aquele pequeno pedaço de pele me fizesse ser algo a mais. "Tem certeza de que não se importa?” Grayson perguntou pela quinta vez. Suspirei, acariciando sua coxa. Estávamos em sua moto indo para a sua loja. Ele comprou o prédio nos arredores de Benton pouco mais de um ano atrás, e disse, que era ali que trabalhava com os seus carros. E com os carros dos outros. "Grayson,” gritei sobre o motor em marcha lenta. "Eu disse que estava tudo bem duas curvas atrás." "Você nunca vai me chamar de Torren?" Perguntou olhando-me por cima do ombro. Balancei minha cabeça, ele se virou e continuou indo para o transito. Uma vez que nós paramos novamente, ele respondeu a minha declaração.


"A maioria das garotas não gostariam de ir a uma loja onde há graxa e sujeira por todo o lugar.” Bufei. "Você sabe que tem uma garota diferente... Certo?" "O que é uma garota diferente?” Ele perguntou descaradamente. "Aquela que não usa saltos altos, e que não tem problemas em ficar suja,” retruquei. Com isso, ele apertou a minha coxa, e virou duas vezes antes de estacionar na frente de um edifício longe da estrada. Não havia um sinal. Não havia nenhuma identificação. Apenas um edifício branco, tamanho moderado, feito de estanho, com uma grande porta preta, grande o suficiente para um veículo passar. Ele parou a moto na parte de trás, desligando-a. O silêncio era quase ensurdecedor quando comecei a remover o meu capacete e olhar ao redor. A parte de trás era muito parecida com a frente, com exceção de algumas peças de mobiliário aqui e ali. Um grande cano de metal foi estabelecido com grandes pedaços de madeira pendurados no topo. "Teve uma fogueira aqui por esses dias?” Perguntei quando vi a grande pilha de madeira no chão. "Não, na verdade não. Eu tenho algum lixo que preciso queimar, mas quando estou aqui não tenho tempo para manter um olho nele como deveria.” "Quanto tempo vamos ficar aqui?” Perguntei, pensando que o fogo seria bom agora.


Eu estava congelando, mesmo usando meus jeans, uma camiseta minha, e uma de Grayson. Ele encolheu os ombros. "Algumas horas, se você não se importar. Eu só tenho uma transmissão que preciso desmontar e olhar o vaporizador. Uma vez feito isso, vou me lavar e sair daqui. Então, podemos ir para a festa. Parece bom?" Grayson tinha me perguntado se eu estaria disposta a ir a uma festa do clube no final do dia, e concordei. Incrivelmente curiosa para saber mais sobre os Dixie Wardens. Eles estavam em nossa cidade por alguns anos agora. Na verdade, eles apareceram em um momento crucial da minha vida. Lembro-me da primeira vez que cruzei com um dos Dixie Wardens. Quando eu tinha dezenove anos, estava andando pela rua principal para o local que tinha um sorvete absolutamente delicioso, quando vi um homem mais velho. Ele tinha uma barba branca muito longa, com longos cabelos brancos cobrindo sua cabeça, ele me fez recordar o Papai Noel, assim como sua barriga gigante. Mas foi aí que as semelhanças com o Papai Noel terminaram. Ele estava vestindo calça jeans preta com uma corrente, botas pretas, uma camisa preta e um colete de couro escrito Dixie Wardens e Seção Benton na parte traseira. Havia uma mulher na parte de trás que se assemelhava a um fantasma de esqueleto assustador, e eu fiquei apaixonada desde então. Houve inúmeras vezes que vi o mesmo homem depois disso, e ainda mais quando vi os outros membros do clube.


Quem eu nunca tinha visto era Grayson. O que provavelmente era uma coisa boa, porque eu poderia vê-lo me levando para o caminho da destruição com ele. Ele me contou tudo sobre a sua juventude. Quão ruim ele era. Como ele tinha um peso em seu ombro do tamanho do Kentucky. E eu teria ido abaixo com ele, porque se ele fosse qualquer coisa como era agora, eu teria me afundado. Esta manhã foi fundamental para mim. Não sabia como ele se sentia, mas eu estava totalmente e completamente na dele. E, provavelmente, sempre seria. Balancei a cabeça. "Se você quiser começar isso para mim, eu fico de olho. Certificandome de que não fique fora de controle."

Lavei minhas mãos no tanque de solvente, raspando a sujeira das duas últimas horas enquanto observava Tru pegar o último pedaço de madeira e jogá-lo para o barril. Faíscas voaram fazendo-a gritar e pular de volta em surpresa. Claro, ela sabia que iria voar. Ela tinha feito isso cinco vezes já. E cada vez era mais engraçada que a última. Ela estava vestindo uma calça jeans desbotada que tinha um buraco acima da sua nádega direita, que estava me fazendo selvagem. Eu podia ver a pele espiando pelo buraco, o que significava que ela estava usando uma tanga ou, pior ainda, nada.


Suas botas eram curtas, a parte superior era pintada de rosa, que você não poderia ver a menos que ela desse um grande passo e levantasse ligeiramente a bainha da sua calça. Seu cabelo, que estava solto antes, agora estava preso com uma faixa de borracha que dei a ela. Embora

ela

lutasse

comigo

sobre

isso,

não

tinha

cedido.

Principalmente porque não acho que ela ficaria bem com o cabelo chamuscado. Ela cedeu, mas não parou de me avisar que se ressentia por isso. Algo sobre o encontro com as pessoas hoje e querendo ter uma boa aparência... Ou algo assim. Seja qual for o seu raciocínio, eu não queria que ela se machucasse, e ter o cabelo solto quando você está queimando algo não é prudente. Peguei um pano vermelho e comecei a limpar as minhas ferramentas, quando um vulto escuro rondou do lado do edifício. Larguei as ferramentas da minha mão de volta na mesa suja e fiz o meu caminho por fora da mesma maneira que Colby se aproximou de Tru por trás. "Posso ajudá-lo?” Perguntei bruscamente, assustando tanto Tru quanto Colby. Colby girou, assim como Tru fez. Colby estava chateado, e Tru estava com medo. Ela não tinha percebido que havia alguém atrás dela. O motor do meu compressor de ar estava ligado porque o vaporizador que limpava as peças da transmissão estava quebrado. O barulho, com o crepitar do fogo, tornou impossível ouvir qualquer coisa aqui fora. Depois de verificar que ela estava bem, apenas zangada, voltei minha atenção para Colby.


"O que você está fazendo aqui? Isso é uma propriedade particular,” eu disse friamente. "Eu vi a fumaça. Me preocupei se havia algo pegando fogo,” ele respondeu rapidamente. "Normalmente, você iria verificar isso na porta da frente... Certo?” Respondi friamente. "Eu vou ter que te dar uma multa por isso, você sabe,” disse Colby, apontando para o fogo atrás dele. Pisquei. "Do que você está falando? Você não pode dar multas pelas queimadas fora dos limites da cidade." Colby parecia surpreso que o alertei sobre ultrapassar seus limites, mas eu não estava indo curvar-me e pegar a sua merda. Eu não era sua cadela, e tenho a maldita certeza de que não era alguém que ele pudesse puxar a sua atitude de policial. Eu era um cabeça quente quando era mais jovem, e ainda era, só que me controlava melhor. Se ele queria lidar com isso, eu iria jogar de volta para ele. O que trouxe à tona a próxima questão. Por que ele estava fora dos limites da cidade, de qualquer maneira? Ele estava aqui por nossa causa? Ele simplesmente não passou na minha loja. Ele teve que pegar três estradas secundárias para fora da cidade para chegar até aqui. "Fui chamado porque seus vizinhos chamaram o Xerife, mas estavam todos ocupados,” ele hesitou. "Bem,” disse, dando-lhe a saída. "Por que você não ligou para o Departamento do Xerife e disse-lhes para verificar quando pudessem? Você não tem jurisdição aqui. Para não mencionar que não há uma


proibição de queimada, e não há nenhuma razão pela qual eu não posso queimar, somente porque você não gosta." Tentei não cuspir as palavras nele, mas era difícil. O cara estava realmente dando em meus malditos nervos. Inventando desculpas para vir aqui. Ele provavelmente tinha ficado sentado lá fora e quando viu a fumaça, ou a pouca fumaça que havia vindo da parte de trás, dando-lhe apenas a desculpa de que precisava. Que idiota. "Isso não é possível. Agora que estou aqui, vejo que não há uma fonte de água....” Colby tentou, mas eu não estava permitindo isso. "Existe uma fonte de água no outro lado do tambor, para não mencionar um extintor de incêndio ali mesmo,” eu disse apontando para a parede traseira onde coloquei o extintor que mostrei a Tru como usar. “Agora, eu gostaria que você saísse, a menos que você for me prender, para o qual eu gostaria de chamar o meu advogado." Colby me olhou como se eu tivesse o forçado a alimentar-se com um limão. Eu não era um civil ignorante que ele estava puxando essa porcaria adiante. Eu sabia sobre as leis, especialmente as que diziam respeito a incêndios. Eu era um maldito bombeiro, apesar de tudo. Colby virou e olhou para Tru com um olhar derrotado, antes de se afastar. Com a mão na coronha do revólver por todo o caminho. Eu o segui, certificando-me de que ele realmente saísse. O que ele fez, em sua maior parte. Minhas suspeitas foram confirmadas quando ele foi para o seu carro pessoal do outro lado da rua e entrou, olhando por cima do ombro para o


edifício enquanto andava. Uma vez instalado, ele se sentou lá, enquanto dava um telefonema, dando uma última olhada no prédio, e depois saiu. Senti o olhar de Tru, logo que dobrei a esquina do edifício. "Eu sinto muito,” ela sussurrou uma vez que eu estava perto o suficiente para ouvi-la. Peguei-a em meus braços. "O cara é um idiota. Não tem como você ter nenhum controle sobre isso. Ele não deveria ser um oficial da polícia, apesar de tudo. Provavelmente ele faz muito pior para as outras pessoas que não conhecem a lei como eu." Ela assentiu com a cabeça. "Verdade. Sinto como se fosse minha culpa que ele está focado em você. Tive que ignorá-lo, mais de uma vez, e ele parece ter ficado muito pior.” Isso não era surpreendente. O homem tinha tesão pela Tru. Provavelmente foi capaz de ignorar o fato de que ela o rejeitou quando não estava vendo ninguém, mas no momento em que entrei em cena, ele não foi capaz de ignorar isso por mais tempo.


"O que você faz?” O homem que estava em um encontro com Molly, perguntou. Eu pisquei, sabendo que se falasse em voz alta, a minha boca só iria dizer o que eu não sentia. Tru não tinha tais escrúpulos. Ela diria a ele exatamente o que eu estava sentindo a cada vez que alguém me perguntou isso, ao longo da minha carreira. "Por que você se importa com o que ele faz? Obviamente, porém, não é suficiente. Ele é o único que vai segurar a mão da sua mãe enquanto seus amigos a tiram para fora do seu carro. Ele é o único que se levanta no meio da noite e arrisca sua vida respondendo a uma chamada de emergência. Ele é o único que faz CPR10 para salvar a vida do seu melhor amigo enquanto você olha em choque. Tudo o que ele faz, não é o suficiente. Isso nunca vai ser suficiente. Porque o que ele dá é o seu tempo. Seu coração. Seu amor. E em alguns casos verdadeiramente terríveis, sua vida. Tudo para que você possa ter a sua. Algo que ele não tem para dar, mas faz de qualquer maneira por sua livre vontade,” Tru fervia.

10

Massagem cardiopulmonar para ressucitamento


Tru também estava bêbada. Como um gambá. Ela estava se divertindo com todas as Old ladys na festa, e esta foi a primeira vez que consegui levá-la para longe delas durante toda a noite. "Então, ela usa as calças em seu relacionamento?” Perguntou o idiota, atirando o braço em volta da Molly, possessivo. O que estava passando na cabeça da Molly quando pensou em trazer algum tipo de Wall-Street11 para uma festa dos Wardens? Claro, nós tentamos não ficar muito agitados desde que todos eram de alguma forma, parte dos serviços civis, mas trazer alguém que era tão obviamente fora de lugar foi simplesmente estúpido. E Cleo, por sua vez, estava cheio disso. Os olhos de Cleo estreitaram no intruso, e estava provavelmente a cerca de dois segundos de empurrar o punho na garganta do homem. Ele estava vestindo uma camiseta que dizia distribuir socos na garganta também. Portanto, não seria irônico se ele realmente fizesse isso? Tru lançou-me um sorriso, pouco antes de responder essa: "Nós preferimos quando não estamos vestindo calças." Rue, que estava fazendo com que Tru se tornasse a sua melhor amiga, cujo nome rimava com o dela (sim, eu ouvi isso toda a noite, também) começou a rir. "Oh Deus, isso é muito engraçado mesmo." "O que é engraçado?” Baylee perguntou em voz alta, provavelmente na sua maneira de ficar bêbada também. Sebastian estendeu a mão rodeando o braço em volta do pescoço de Baylee, puxando-a em seu peito.

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Homem de terno e gravata


"Tru estava nos dizendo como ela e Torren não usam calças quando eles estão juntos.” Baylee virou-se para Tru. "Você sabe, não teria ficado surpresa se você tivesse dito que Torren não usa camiseta quando vocês estão juntos, porque é a única maneira de vê-lo sem. A coisa sem calças é nova, apesar de tudo.” "Nós somos de um tipo. Eu não gosto de usar calças, e ele não gosta de vestir camisetas. Nós somos como duas ervilhas em uma caçarola,” Tru anunciou alto. "Jesus, você com certeza sabe como escolhê-las, não é, Torren?” Molly disse maliciosamente. Eu gostei bastante que Tru sabia se soltar. Era bom ter alguém que não se preocupava com o que as outras pessoas pensavam dela. "Eu realmente sei. Ela é uma dinamite na cama,” respondi distraidamente. Molly resmungou. Porra rosnou. Olhei para ela com surpresa. Cleo ficou surpreso também. "Qual é o seu problema? Você está doente?" "A polícia está aqui!” Dixie gritou a partir da porta da frente. Todo mundo olhou de um para o outro. Para ser honesto, metade da sala estava fora do dever de policial, enquanto a outra metade era bombeiros fora de serviço. Os outros eram militares ativos. Que porra era essa da polícia ser chamada para nós? Não estávamos fazendo nada de errado.


Não me surpreendeu quando Silas atravessou a sala e abriu a porta trancada do Halligans e Handcuffs. E muito menos quando o oficial Colby estava na porta, maldição. "Filho da puta,” rosnei debaixo da minha respiração, puxando Tru até que ela estava de costas contra a minha frente. "Eu preciso fazer xixi,” ela anunciou rapidamente. Oh, e em voz alta. "Eu vou te mostrar onde,” Baylee tentou, mas Sebastian a parou com a mão na barriga. "Não se mova. Alguma coisa não está certa. Torren vai levá-la,” Sebastian disse suavemente a sua esposa. Encarei isso como minha deixa, orientando Tru para o outro lado da sala e do corredor de onde ficavam os escritórios privados. Abrindo a porta, rapidamente acendi a luz e fechei a porta atrás de nós, bloqueando-a por medida adicional. "O banheiro fica ali,” disse, apontando para a porta fechada. Ela foi, e eu levei um tempo para pegar o telefone na mesa do escritório para chamar algum reforço. "Alo?” Loki respondeu firmemente. "Ei, cara," eu disse olhando para o banheiro quando ouvi um estrondo, seguido de uma maldição. "Nós temos um pouco de diversão acontecendo aqui com os policiais. Estou triste que você não veio.” "Maldito Prescott. Eu disse ao chefe que ele estava tramando algo quando saiu daqui acelerado com uma queixa sobre barulho, como se suas bolas estivessem sendo puxadas,” Loki resmungou.


Sua declaração foi seguida por ele falando com alguém, o Chefe assumi. Tudo o que eu podia ouvir era o ocasional sim, não e idiota. Não preciso saber de quem eles estavam falando, embora. Meus dedos começaram a rolar o cabo do telefone, enquanto ouvia os dois homens discutirem algo, bem como ouvi Tru que estava ocupada cantando "Sou muito sexy para minha camiseta." As minhas entranhas estavam muito perto de estourarem, quando Loki voltou na linha. "Ei, o chefe está a caminho. Ele diz que é para vocês cooperarem até que ele chegue aí, e ele vai cuidar de Prescott quando chegar. Vocês estavam muito altos? De onde essa queixa de barulho veio?" Balancei a cabeça, perplexo. Porque foi por isso que nós escolhemos construir o bar, nesse local. Era cerca de três quilômetros abaixo da minha loja, apenas dentro dos limites da cidade. Não havia casas, nem empresas na área. Quem poderia reclamar do barulho, estava além de mim. Não que estávamos fazendo barulho, também. Na verdade, nós não tivemos qualquer música em toda a noite, então o único "ruído" que estava acontecendo era por conta das conversas, e nenhuma delas tinha sido alta. Que só nos deixava uma opção. Colby Prescott. "Negativo,” eu disse. "Trance está na área com Kosher. Ele vai estar aí antes de nós,” Loki disse e desligou, deixando-me ouvir o refrão final da canção de Tru. "Ei,” chamei. "Está tudo bem, certo?" Ela riu. "Sim. Mas... acho que posso precisar de um alerta de vida." Franzi as sobrancelhas juntas em confusão. "Por quê?" "Porque caí e não posso me levantar,” ela riu novamente.


Passei a mão pelo meu rosto em cansaço. Com o fim de noite que estamos tendo, seguida pela... manhã muito gratificante, e então a longa tarde e noite, eu estava além de exausto. Tudo isso, no topo de uma noite anterior de trabalho. Suspirando em exaustão, caminhei até a porta só para perceber que ela tinha trancado. "Tru,” chamei através da porta. "Você pode chegar até a fechadura da porta?" A minha resposta veio com o som dela vomitando, e só podia esperar que fizesse isso no vaso sanitário. Dixie provavelmente não gostaria do fato de que seu banheiro tivesse vômito nele. Alcançando o meu bolso de trás, peguei na minha carteira o meu cartão da biblioteca que não tinha usado em anos, em seguida, prendi entre a fechadura e o batente da porta, abrindo com facilidade. Fiz uma nota mental para avisar Dixie como abriu fácil, em seguida, caí em um joelho atrás de Tru, que na verdade tinha feito isso no banheiro antes de derramar uma quantidade insana de álcool. "Oh, meu Deus,” ela gemeu. "Juro por Deus que não costumo beber muito. Foi só porque Dixie apostou que eu não faria isso. Na verdade, esta é a primeira vez que eu fico bêbada.” Eu acreditei nela. Dixie se parecia com um velho inocente, mas com certeza não agia como um. "Eu sei, menina doce. Você está bem?” Perguntei, alisando o cabelo para trás do seu rosto. Ela gemeu e recostou-se, inclinando a cabeça contra o meu peito.


"Eu culpo você. É tudo culpa sua." Eu mal contive a vontade de rir dela. De alguma forma sabia que não iria acabar bem, e consegui suprimir isso. "E por que isso?" Ela apontou um dedo na minha cara... Ou tentou. Acabou mais para o rolo de papel higiênico, que estava uns bons dez centímetros do meu rosto. "Eu descobri sobre eles, Wardens, hoje." Era ruim eu achar ela fofa quando estava tentando ser brava? "Os Wardens?” Perguntei. Ela assentiu com a cabeça. "Sim. Os Wardens. Você é um dos Wardens. Dixie me disse isso. E Baylee. E Rue, minha irmã gêmea perdida há muito tempo. E...,” eu cobri a boca dela, interrompendo o fluxo excessivo de palavras que derramavam da sua boca. "Foi ruim, o que você descobriu?” Perguntei quando a puxei para os seus pés, e a levei para a pia onde ela lavou o rosto. Em seguida, o cabelo. Seguido por seu pescoço. Que, inevitavelmente, molhou a camiseta branca que ela usava, ficando quase transparente com a água que ela estava praticamente derramando sobre si mesma. Ela balançou a cabeça uma vez que acabou, e eu não poderia dizer se era devido ao fato de que estava respondendo a minha pergunta em uma negativa, ou tentando perder um pouco da água do rosto e do cabelo. "Não. Foi tudo de bom. Eu estava sem saber se gostaria de ser,” ela levantou os dedos no ar citou a última palavra. “Propriedade.” "Ah," eu disse, pegando a toalha de mão pendurada na prateleira e cobrindo o peito com ela.


Eu poderia ter tirado a jaqueta, mas então teria o meu calibre 40 para fora, onde todos poderiam vê-lo, e já não estaria escondido. Que faria a licença ser anulada no caso de transportar a arma de forma oculta. "Você quer filhos?” Ela perguntou de repente, assustando-me dos meus pensamentos. "Uhh," gaguejei. "Não. Bem, sim, mas não. Não agora. Talvez em alguns anos. Por quê? Você?" Ela encolheu os ombros. "Sim. Não agora, no entanto. Eu só comecei o meu trabalho. Quero me dedicar na minha carreira primeiro. Você sabia que a cabeça humana pesa quatro quilos?" Eu não poderia seguir a linha de pensamento da mulher. "Hã. Imaginei isso. Acho que já ouvi isso em algum lugar." O sorriso estava ameaçando sair no meu rosto novamente. "Foi Jerry MacGyver,” disse ela estoicamente. Meu riso explodiu livre da minha garganta em um crescimento repentino, e Tru riu comigo, embora eu duvidasse que ela soubesse o porquê que ela estava rindo. "Você quis dizer Jerry Maguire?" Ela assentiu com a cabeça e começou a caminhar para fora do banheiro, balançando de um lado para o outro como se estivesse em uma corda bamba. Sem esperar por mim, ela abriu a porta e começou a caminhar para fora. Direto para o caos.


“Nunca estive na prisão antes. Você acha que a minha mãe vai ficar puta comigo?” Perguntei pra Rue, minha BFF12. Ela estava se apoiando em mim e eu nela, para a gente não ter que deitar nos bancos nojentos de concreto, nem tocar na parede. Nós estamos na cela, bêbadas por seis horas já, e estava sentindo que minha mãe estava me deixando ficar aqui porque eu era uma vergonha. Quando liguei para ela seis horas atrás, muito sóbria, ela parecia desapontada comigo. Eu nunca desapontei minha mãe antes e isso pareceu terrivelmente errado. Mas ela não sabia o que tinha acontecido! “Eu também não. É a primeira vez para todas nós. Só que o meu marido já passou um tempo atrás das grades,” Baylee disse do banco dela no outro lado. Meus olhos se abrem com surpresa. “Sério?” Ela acenou. “Sim. Alguns anos atrás, ele atirou em alguém que estava tentando atirar na irmã dele no hospital. Ele não foi acusado por

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Best frienf forever. Jeito bem adolescente de falar da melhor amiga.


assassinato, mas foi acusado por trazer a arma para o hospital. Ele ficou em liberdade condicional e teve que usar tornozeleira eletrônica.” Hmmm. Não sabia o que pensar sobre quão facilmente ela falou sobre isso, mas não era eu que estava casada com o homem. O Sebastian era assustador. Eu não conhecia o homem tão bem assim, mesmo virando amiga rapidamente da sua esposa no início da noite. “O que vocês acham de estar casadas com um homem que está em um clube de motoqueiros?” Perguntei, testando as águas um pouco. Eu estava assustada sobre essa parte de namorar com o Grayson… Ou “Torren,” como todos eles gostavam de chamá-lo. “Não é muito ruim, sério. Eles não fazem nada ilegal para ganhar dinheiro. Eles ajudam onde podem. Na verdade, eles fazem um monte de coisa pela comunidade,” Viddy disse. “Quando teve aquele tornado na última primavera, eles passaram quase duas semanas lá limpando a bagunça e ajudando com a reconstrução. Então, eles desciam todos os fins de semana quando terminou as férias deles.” Eu realmente ouvi sobre isso. “Todos os nossos maridos fazem algum tipo de serviço público. Eles tentam o máximo que podem ser bons, mas às vezes só precisa de um pouco de uso da força. Eles estão longe de serem pessoas ruins. Na verdade, são como as pessoas normais. Eles têm coração, consciência e tudo,” Adeline disse orgulhosamente. “Torren salvou a minha vida alguns meses atrás,” Rue disse atrás de mim. Eu congelei. “O que?”


Encontrei Rue no hospital no ano anterior, enquanto estava em uma consulta com um paciente. Nós viramos amigas rápido, então eu, claro, ouvi sobre o acidente, mas essa é a primeira vez que a escuto se culpando. Ela acenou, e eu podia sentir o cabelo dela balançando contra o meu ombro. “Sim. Fui responsável por ele se machucar. Foi minha culpa que Tunnel morreu.” Cada mulher na sala gritou indignada, mas foi Adeline, a que estava mais perto de mim, que eu ouvi melhor. “Você não foi responsável pela morte dele, e você sabe disso. Não segure isso dentro de você,” Adeline disse com raiva. “Ele não iria querer que você segurasse. Tunnel tinha um juramento que ele seguia, e ele teria feito o mesmo por qualquer um: homem, mulher ou criança.” Rue caiu pesadamente contra mim. “Eu sei. Deus, eu sei. Só que é tão difícil não me culpar. Deus, ainda sonho com isso. O pobre Cleo não sabe o que fazer, mas não consigo parar os pesadelos.” Eu alcancei o cabelo dela e puxei uma longa mexa sobre o meu ombro, começando a fazer tranças. Ela suspirou. “Eu sinto falta dele.” A mesma coisa foi ecoada por todas. “Estou pronta para ir para casa,” Channing chorou alguns minutos mais tarde. “Minha bunda está me matando. E não consigo nem imaginar o quanto vamos ter que pagar para a babá que está cuidando de todas as crianças.” Sorri. “Provavelmente um braço e uma perna.”


Podia sentir a relutância em namorar Grayson começar a sair de mim lentamente. Elas ainda não perceberam, mas acabaram de me vender completamente para ele. Considerando que antes dessa conversa, estava preocupada em namorar alguém que participava de um clube de motoqueiros, agora me sentia em paz com a minha decisão em ir atrás de um relacionamento com ele. “Spada, Mackenzie, Rector, Spurlock, Doherty, Caruso, pagaram a fiança de vocês,” um policial velho e corpulento disse pelas grades. Rue e eu levantamos cautelosamente, enquanto Baylee, Viddy, Adeline, e Channing levantaram dos seus bancos aborrecidas. Todas nós estávamos cansadas, com fome e com raiva. Três combinações mortais. Coloque, em cima disso, que nós vimos os nossos homens jogados no chão e algemados também não estava ajudando. Especialmente já que a última visão que tive de Grayson foi com sangue escorrendo de um corte da sua sobrancelha. Fiquei sóbria bem rápido depois disso. Só não ajudei porque tinha um joelho nas minhas costas enquanto um policial estava algemando minhas mãos atrás de mim. Algemas que eles tiraram bem rápido depois que perceberam de quem eu era filha. Não significa que mesmo sabendo disso, não fui presa. De acordo com o oficial Colby Prescott, eu o ataquei e tentei puxar a sua arma, o que era o maior pedaço de merda que já tentou me fazer engolir na vida. Eu nem mesmo estava conseguindo andar em linha reta. Só estava perto do Colby porque ele arrancou Grayson dos meus braços e arremessou ele no caminho de outro policial, efetivamente tirando o meu equilíbrio e me jogando nele no processo.


Fui jogada contra o chão, o que fez Grayson ficar louco de raiva. Ele me assistiu do seu próprio ponto no chão enquanto o policial me revistava, procurando armas e depois me algemando. Nunca quis chorar tanto na vida. Não conseguia entender o que estava acontecendo em volta de mim, e quando as Old ladies e eu fomos presas juntas, nós ainda não conseguíamos juntar as pistas. Nenhuma de nós estava sóbria o suficiente para entender qualquer coisa. A primeira pessoa que vi, quando saí cautelosamente da cela, foi a minha mãe. Ela me olhou de cima para baixo e depois virou para sair. Segui atrás dela como uma adolescente e não uma mulher com quase trinta anos. “Sua mãe parece estar puta,” Rue sussurrou para mim. Ela estava. “Ela estava. Está. Merda.” O merda foi porque a minha mãe me mandou um olhar sobre o ombro que dizia muito. A maior parte era o olhar de cale a boca antes de eu bater na sua bunda que eu costumava ganhar quando era criança. “Sua mãe é meio assustadora,” Baylee disse do meu lado. Eu acenei. Minha mãe estava assustadora. Você não trabalha por trinta anos como uma policial sem se tornar assustadora. No entanto, estava mais que aliviada de ver minha mãe dando o mesmo olhar para quase todo mundo que ela passava. Incluindo o comandante, Cabe Warren. “Eu preciso falar com você. Agora,” minha mãe exigiu.


Não tinha nada da camaradagem comum entre a minha mãe e o Cabe Warren ali. Ele já esteve em muitos, muitos churrascos desde que eu o conheci. Ele compartilhou muitas histórias de pescaria com o meu pai, visitou a minha mãe durante a quimioterapia. Porra, ele até mesmo já serviu de babá para mim em algum momento. Agora, no entanto, não tinha amizade nenhuma. Só uma mamãe urso puta. Ele a levou para a sala de conferências. Quando nós ficamos do lado de fora, ela acenou para a gente entrar e apontou para as cadeiras como se nós fossemos crianças. Só que isso não impediu a gente de sentar. Não senhor. “Agora, que tal você me contar que porra você estava pensando em prender a minha menina. Você sabe fodidamente bem que ela nunca tocaria outro policial com violência,” minha mãe disse com uma voz mortalmente calma. Eu pisquei. Ela não estava com raiva de mim. Ela estava com raiva deles. Ponto para mim! “Eu sei, Doherty. Eu já coloquei o Prescott em licença administrativa com uma investigação próxima. O garoto é muito cabeça quente para o próprio bem.” Cabe murmurou, esfregando os seus olhos com a parte de trás das mãos. “Sua menina só estava lá dentro porque estavam bêbadas pra caralho e não tinham ninguém para levá-las para as suas casas. Não tinha ninguém mais lá com elas.” Bem… Isso foi insultante.


“Se você soltasse os homens delas, então isso não seria um problema. Eu estaria aqui mais cedo, só que Frank estava trabalhando em um caso e eu estava vomitando muito, para chegar aqui antes,” minha mãe disse severamente. Uh-oh. Tirando a carta do câncer. Eu sabia, que na verdade ela ficava bem nos dois dias antecedendo o próximo tratamento, então era mais provável que me deixou aqui porque queria que eu tivesse a experiência. Minha mamãe era engraçada em relação a experiências de vida. Tipo na vez que ela pensou que seria uma ótima experiência eu dar uma volta com ela e seu parceiro, quando eu tinha quinze anos. Foi ótimo até o ponto no qual a minha mãe tinha levado um soco no rosto por um cara tentando fugir. Eu tive sorte de estar dentro do carro quando ele tentou correr dela, porque quando ele começou a correr, depois de jogar pedras no rosto do parceiro, minha mãe teve que atirar na bunda dele. Então tive que ficar sentada assistindo enquanto ele sangrava do lado da minha janela até os paramédicos chegarem para tirar ele da rua. Minha mãe e o parceiro dela, o Dan, apenas o deixaram lá. Agora, eu conseguia rir disso, mas quando aconteceu, não foi nem um pouco engraçado assistir alguém bater na minha mãe. “Sinto muito, Daniella. Eu sei que não é fácil sair. Você tem mais uma rodada, certo?” Cabe perguntou esperançoso. Sentiam muita falta da minha mãe na polícia. Ela também era a porta voz deles, e isso, provavelmente, era o motivo que ele mais sentia falta dela. Com a minha mãe longe, ele tinha que dar todas as declarações para a imprensa.


“Sim. E depois eu vou voltar. Careca, mas eu estarei de volta,” ela sorriu selvagemente. Deus, eu amava a minha mãe. “Não que isso não foi divertido, mas os nossos homens foram presos ao mesmo tempo que nós, e estou pronta para dormir, porra.” Eu grunhi, cansada da conversa deles. Minha mãe me deu um olhar de reprovação, mas mesmo assim partiu para esse assunto. “Eu vou tirar aqueles garotos, também.” E com isso, nós a seguimos por alguns corredores frios para uma área com celas maiores. Meus olhos aumentaram quando vi o tanto de gente lá. O que eles fizeram? Prenderam o maldito bar inteiro? E como eles trouxeram todos para cá? Então olhei mais perto para as outras pessoas e eles eram um pouco duros demais para pertencer ao nosso grupo. O que provavelmente aconteceu foi que tinha um monte de bêbados que eles tiveram que tirar da cela de bêbados para nos acomodar, as mulheres, e no processo, isso fez a cela grande parecer muito menor que o normal. A coisa mais engraçada era que cada um dos Dixie Wardens MC tinham um assento enquanto os outros homens estavam em pé o mais longe deles quanto possível, o que não era muito longe. Sebastian, Silas, e Dixie estavam em um banco enquanto Kettle, Grayson, e Cleo estava no outro do outro lado da cela. Cada um deles estava com os olhos fechados e se inclinavam contra a parede, agindo como se estivessem apenas sentados para uma soneca rápida.


“Certo, garotos. Hora de sair,” minha mãe disse, fazendo todos os nossos homens abrir os seus olhos lentamente. Então cada um deles sorriu para a minha mãe, a fazendo corar até os fios dos cabelos. Aparentemente, eu não era a única afetada por aqueles sorrisos. Escutei suspiros atrás de mim também. Mesmo a outra policial que veio abrir a cela tinha um rubor cobrindo o seu rosto. Potentes esses sorrisos. Letais era mais parecido.

Andei pela porta da casa do Grayson, acendendo a luz assim que entrei. Depois chutei as minhas botas para fora assim que cruzei a soleira, empurrando para o lado para ele não tropeçar nelas. Meu corpo ainda estava vibrando do divertido passeio na parte de trás da sua moto, e também com o beijo quente que ele me deu assim que sua cela foi aberta. Bem na frente da minha mãe, que tinha um sorriso enorme no seu rosto enquanto assistia descaradamente. A mulher não tinha vergonha! “Graças ao fodido Cristo. Preciso da porra de um banho,” Grayson disse. Ele entrou atrás de mim, trancando a porta antes de ativar o alarme. “Não toleraria ter você na prisão. De jeito nenhum eu faria sexo naquele lugar. Você ficaria infeliz,” disse suavemente, jogando um sorriso em cima do meu ombro. Ele franziu as sobrancelhas. “Não teria sido um problema se você não fosse jogada no chão por aquele pedaço de merda.”


Eu não quero falar sobre esse assunto, e ao invés de comentar, fui para a cozinha e imediatamente comecei a olhar dentro da geladeira de Grayson. “Você quer bacon e ovos?” Perguntei sobre o meu ombro. Ele estava inclinado contra a bancada, seus olhos em cada movimento meu. “Eu prefiro te foder, ” ele respondeu honestamente. Congelei e lentamente levantei da minha posição. “Umm, ” eu disse, sem palavras. Ele nunca tinha falado desse jeito antes, e eu meio que gostei. “Antes ou depois do café da manhã?” Perguntei. Ele andou para frente lentamente, antes de me prender contra a geladeira. “Agora.” Suas mãos foram para a minha cintura, deslizando para dentro da minha camiseta, puxando-a enquanto a retirava. Levantei os meus braços, porque era útil assim, enquanto a minha buceta se apertava com o olhar no seu rosto. Oh, Jesus, mas ele parecia praticamente selvagem. Suas bochechas estavam acentuadas. Cor subiu em suas bochechas, e o olhar em seus olhos me excitou mais do nunca. “Gray…” Comecei, me inclinando para trás um pouco. Ele me seguiu, os seus dedos indo para a cintura do meu jeans, onde rasgou o botão do buraco com força, empurrou os meus jeans para os


meus tornozelos. Então fui levantada, um dos seus braços em volta da minha bunda e o outro mais alto na minha cintura. Os meus jeans caíram dos meus tornozelos enquanto ele girou me colocando do outro lado dele, diretamente em cima da mesa. Sua boca desceu para o meu pescoço, e as minhas mãos encontraram o seu cabelo, apertando com surpresa enquanto ele não perdeu tempo, descendo as taças do meu sutiã e expondo os meus mamilos ao ar gelado. Sua boca quente desceu lentamente, puxando o meu mamilo para a sua boca, correndo a ponta da sua língua em círculos em volta do bico inchado. “Oh, merda,” eu disse quando os meus joelhos começaram a enfraquecer. Era embaraçosa a rapidez que o homem, que estava no momento se banqueteando no meu peito, conseguia me afetar. “O seu sabor…” ele diz asperamente, trocando para o outro seio enquanto a mão que não estava no meu seio descia, entrando rapidamente na minha calcinha. A minha buceta se apertou quando os seus dedos largos começaram a trabalhar entre as minhas pernas. O seu dedo tocando o meu clitóris com a unha, enquanto o outro dedo circulava a minha entrada, brincando com a excitação da minha buceta. “Como é o meu sabor?” Gemi, me inclinando contra a mesa e levantando os meus pés para facilitar o acesso. “Como minha,” ele grunhiu enquanto mergulhava dois dedos profundamente dentro de mim. Gritei, puxando forte o seu cabelo. Forte o suficiente para ele sair do meu mamilo com um estalo alto, fazendo ele sorrir como um sedutor. “Eu vou ser sua com uma condição,” suspirei, fazendo os seus olhos se estreitarem.


“E qual é?” Ele pontuou a sua pergunta com um giro dos seus dedos. “Se você parar de brincar, porra, e realmente colocar o seu pau grosso dentro de mim,” reclamei, puxando a sua boca para a minha. Os seus lábios bateram contra os meus, e tirou suas mãos, abrindo o seu cinto freneticamente enquanto explorava a minha boca. Escutei o barulho de algo batendo forte contra a mesa, mas não dei atenção para isso enquanto eu puxava ele para frente um pouco, e arremessava o meu sutiã sobre a minha cabeça e virei antes de me inclinar. Ah, tão lentamente, empurrei a minha calcinha da minha bunda, expondo a minha buceta para ele. Uma palma larga e áspera deslizou para cima da minha coxa, e sua mão grossa foi para a minha bunda e a apertou. Engasguei com a sensação, os lábios do meu sexo se abrindo para ele. “Eu não perguntei na última vez” ele disse, tocando a cabeça do seu pau na entrada da minha buceta. “Se você está no controle de natalidade.” Ele me provocou, me dando só a ponta do seu pau antes de se afastar. Fazendo a minha buceta se apertar de necessidade. “Controle de natalidade. Cinco anos agora.” Disse rapidamente, sem ser capaz de fazer frases completas. O pau grosso dele começou a empurrar dentro de mim lentamente, e eu deitei a minha cabeça na mesa, alcançando o outro lado para segurar com as minhas mãos. O seu pau deslizou dentro de mim com um empurrão rápido, saindo um pouco antes de entrar completamente. “Você sabia que a sua buceta se alonga com a quantidade de excitação que está sentindo?” Ele perguntou suavemente, começando a trabalhar o seu pau duro dentro de mim.


Gemi e balancei a cabeça, quase sem ser capaz de entender qualquer coisa além de sentir o seu pau se movendo dentro de mim. “Sim. Claramente ela se alonga,” ele disse, puxando e enterrando o seu pau dentro de mim até o final. Gemi com a sensação de preenchimento, tentando em vão segurar o tsunami que senti vindo para cima de mim. Não adiantou nada, no entanto. Assim que ele começou a se mover dentro de mim mais rápido, e eu me senti em casa. A dureza dos meus quadris batendo contra a borda da mesa com cada empurrão, junto com a sensação das mãos dele pegando a minha bunda e apertando forte, fizeram os meus olhos se fecharem e soltei um grito de puro prazer quente, explodindo livre pela minha garganta. “Deus, sim!” Gritei. Sua risada seguiu logo após o meu grito, mas estava longe de me importar. Os seus movimentos aceleraram, e de repente o meu orgasmo único virou outro quando cada estocada e retirada do seu pau me levou para o precipício mais uma vez. Com um último grunhido dele, e a sensação do seu sêmen quente derramando dentro de mim, disparei novamente, gemendo de prazer em cima da mesa, me juntando a corrida. Os seus movimentos diminuíram depois da minha buceta parar de apertar em volta dele incontrolavelmente e lentamente puxou para fora, deixando uma trilha da sua libertação quente correr pela minha perna. “Puta merda, acho que não sinto as minhas pernas,” gemi. Ele riu e então alcançou uma toalha na gaveta. “Isso significa que você não vai fazer o café da manhã para mim enquanto estou no chuveiro?” Perguntou com um choramingo.


DOIS MESES MAIS TARDE. "Venha levar sua mulher para casa,” Cleo grunhiu no telefone. Olhei para o meu relógio, calculando o tempo e franzi as sobrancelhas. "Eu tenho mais quinze minutos de expediente e depois irei busca-la. O que está acontecendo dessa vez?" Perguntei, sorrindo como um merdinha. "Ela não sai da minha cama." Ele respondeu, mal-humorado. Balancei a cabeça. "Tudo bem, Rue foi busca-la ou ela foi aí sozinha?" Rue e Tru viraram amigas rapidamente nesses dois meses e a relação delas cresceu mais forte do que no ano que se conheceram. Tru precisava disso. Especialmente já que Iliana estava ficando mais e mais distante. Muitas vezes, Tru ficava na minha casa quando eu não estava trabalhando e na casa da Rue e do Cleo quando eu estava. Muito raramente ela ficava na dela, e quando ela ia para o apartamento dela, o namorado da Iliana estava lá. E quando o namorado dela estava lá, o pedaço de merda estava lá, também.


O que inevitavelmente colocou uma tensão na amizade da Iliana e Tru já que com maldita certeza não queria ela lá quando eu não estivesse. A Iliana não conseguia entender o problema entre os dois, achando difícil escolher entre o seu namorado ou a sua melhor amiga. Sem estar disposta a colocar ela nessa situação, Tru apenas ficava longe. Só indo para casa o suficiente para se trocar ou pegar algo que precisava. "A Rue foi busca-la. Está aqui desde que saiu do trabalho duas horas atrás." Cleo grunhiu. Sufoquei a minha vontade de rir pra cacete. Cleo e a Rue ainda eram bem recentes, só estando casados por seis meses. Ele também era um paramédico aéreo que trabalhava por muitas horas, tirando um tempo livre raramente e quando tirava, ele queria gastar esse tempo com a sua mulher. Não a nova melhor amiga da sua mulher. Só que ele sabia que Rue estava feliz e faria qualquer coisa para a felicidade dela. Mesmo tendo a sua melhor amiga em casa quando ele queria a sua esposa. Sozinha. Na cama que elas estavam no momento ocupando. "Tudo bem, vou chegar aí o mais rápido possível," respondi, ganhando um grunhido de reconhecimento antes dele desligar. Eu soube no próximo momento, no entanto, que me atrasaria por pelo menos uma hora e meia. E isso se eu tivesse sorte. Beep. Beep. Beep. O alarme disparou e todos nós estávamos em pé e nos movendo. "Paramédico um. Caminhão um. Vocês são necessários na East Dam Road. Dois acidentes de carro. Reportaram que um carro está pendurado no lado da ponte,” a voz do transmissor chamou pelos altos falantes.


Tinham dois tipos de ligações. Ligações de bobeiras. As que eram completamente absurdas, e ainda eram as que a gente recebia a maioria das vezes. Unha quebrada no seu dedo indicador? Chame a ambulância. Ah, o seu peito está doendo por quatro dias e só agora você decidiu ligar para o 911... Às três da manhã? Ou... esse é o meu favorito... Onde que você recebe uma ligação e vê os passageiros de um acidente andando, fazendo piadas e brincando. Só que assim que nos aproximamos, de repente estão: “Ah, minhas costas doem. Eu preciso ir para a emergência. Você tem uma aspirina?” E então há as “ah, merda” de ligações. As que você escuta o transmissor falar sobre elas e sabe instantaneamente que são ruins. Tipo essa. "Porra," soltei, levantando e correndo até o meu equipamento. Os meus pés deslizam para dentro das botas facilmente. Anos e anos de prática calçando elas e eu consigo fazer isso só por instinto. O ato era como uma segunda natureza. Dallas e Sebastian fizeram o mesmo de um lado, enquanto Corbin e o Kettle fizeram do outro. Eu era o paramédico líder hoje, então assim que terminei, pulei no assento passageiro da ambulância e peguei o rádio para ligar. "Paramédico um na linha." Olhei para a minha mão e fiz uma rápida prece como sempre faço antes das minhas ligações. Eu não era um homem religioso, por assim dizer, mas acreditava em Deus. E qualquer ajuda não seria recusada agora. Não quando eu sentia que essa chamada não ia ser bonita. Nós chegamos ao acidente e minha preocupação foi confirmada. Era uma das ruins. Tinham dois veículos envolvidos no acidente. Uma


caminhonete grande foi empurrada para o lado, a parte da frente toda esmagada. O seu ocupante estava ao lado com um moletom cobrindo a sua cabeça. Os ocupantes do carro eram completamente outro problema. Eles não conseguiram sair. Em grande parte, porque, quando se moviam, o pequeno carro que definitivamente já viu dias melhores, balançava na borda da ponte, indo para frente e para trás. "Nós precisamos de algumas cordas para estabilizar o carro. Kettle, pegue as correias. Dillon e Corbin, vão colocar algum peso na parte de trás. Torren, espere até a estabilização ser feita antes de você prender o gancho,” Sebastian ordenou. Cada homem foi para a ação, e eu andei até o lado do carro, colocando a minha mão com a luva pela janela. "Oi, você pode me dizer o seu nome?" Eu disse suavemente, tentando acalmar a mulher agitada. "Sar-r-ah. Eu tenho três crianças lá trás," ela implorou. Olhei, seguindo sua linha de visão para ver três crianças, todas jovens o suficiente para estar em cadeirinhas. Voltando para a mulher, corri a minha mão pela sua cabeça, vendo se ela estava machucada. "Você pode me dizer onde você mora e qual a sua data de nascimento?" Pedi calmamente. Muito mais calmo do que eu me sentia. Se essa coisa caísse, seria virtualmente impossível tirar eles. Eu não estaria tão preocupado se eles não estivessem presos, confinados aos seus bancos e sem serem capazes de se mover. O que significava que um de nós ia entrar lá para tira-los.


E já que eu era o menor com 1,82 de altura e cem quilos, eu que iria entrar. "A estrada da represa. 22/12/1985,” ela respondeu com a voz cheia de lágrimas. "Certo, Torren. Vá colocar o equipamento. Rápido." Sebastian ordenou. Eu deixei a mulher jovem para as mãos capazes do meu capitão e corri até o caminhão, rapidamente deslizando entre as correias e cintos de segurança perto de Kettle. Quando terminei, voltei com os meninos, checando duas vezes o meu equipamento. "Pronto?" Sebastian perguntou. Enquanto nós estávamos ocupados colocando o equipamento, outro caminhão chegou e começou a estabilizar o veículo, conectando as correntes e prendendo elas no gancho da frente do caminhão deles. Normalmente, eles seriam capazes de prender na parte de trás, mas o ângulo que o carro estava pendurado significava que se eles fizessem isso, colocaria em risco a integridade da ponte.

Kettle, que estava

amarrado ao nosso próprio caminhão com cordas, veio para a borda da ponte, enfiando o comprimento da minha corda pelo sistema de roldanas. Assim que nós estávamos presos, ele se moveu para trás, me dando espaço para trabalhar, e mantendo a corda esticada. "Pronto?" Perguntei para ele. Ele acenou, e eu comecei a minha entrada na frente do carro pelo para-brisa. O carro se moveu, fazendo sons horríveis enquanto o meu peso era adicionado à carga.


"Está firme, vai segurar." Sebastian disse, olhando o lado do carro enquanto mantinha o seu olhar na mulher. Eu acenei, tirando o resto do para-brisa com um perfurador de vidro. O vidro caiu em milhões de pequenos cacos, no espaço entre o vidro de trás e o banco, sem encostar na mulher. Minha adrenalina estava pulsando enquanto me movi pela abertura que fiz. A primeira coisa que fiz foi estabilizar o pescoço de cada criança. Segundos viraram minutos longos enquanto eu colocava cada criança em uma maca de resgate. Ainda pior, elas gritaram no início, sem confiar em mim. Eu era assustador, claro, qualquer coisa era assustadora depois de um acidente como o que eles passaram. Depois de um tempo, elas lentamente se acalmaram e escutaram o meu falatório sobre qualquer coisa que eu conseguia pensar. Trinta minutos cheios de adrenalina mais tarde, todas as três crianças estavam livres das suas restrições, com a mãe deles, e a caminho do hospital. Eu estava indo na parte de trás com eles, correndo a minha mão pelos cabelos do mais novo. Ele tinha dois meses de idade, e era o bebê mais gordinho que já vi. "Você é bom com ele," Sarah, a mãe dele me disse. Sorri. "Ele está dormindo. Eu estaria interessado em ouvir o que você acharia se ele estivesse gritando." Ela sorriu. "Verdade. Mas você os manteve calmo no carro, também. Tem talento verdadeiro aí." Eu dei de ombros, mas estava secretamente feliz com o elogio. Sempre me sentia bem quando tinha um bom final para algo que tinha o potencial de ser trágico.


Cheguei à casa do Cleo exausto, mas feliz. Foi um longo dia, e eu não queria nada mais do que deitar no sofá com Tru nos meus braços enquanto a gente assistia TV. Mesmo que tivesse que ser Dancing with the Stars13. "Merda," Cleo murmurou quando eu subi os degraus para a sua casa. Cleo morava no Bayou. Sua casa estava em cima de palafitas, o que significava que eu tinha que subir um milhão de degraus para chegar lá. Embaraçosamente, eu estava sem fôlego quando cheguei no topo da escada. No entanto, grande parte disso era porque eu estava no final de um resfriado. "Desculpa. Recebi um chamado assim que desliguei o telefone," murmurei, arrastando a minha bunda. "Cadê... Ross." Ross me encarou como se ele tivesse visto um fantasma. "V-você... O que... Que porra é essa?" Esses foram os meus sentimentos quando fiquei sabendo dele na primeira vez. O que ele estava fazendo aqui? "Ross, esse é o Torren. Ou Grayson Trammel. Grayson, esse é o Ross Bradley,” Cleo disse formalmente. Levantei a minha mão, oferecendo para o meu irmão. Ele pegou com fascinação e atordoamento. "Você é meu irmão." Eu acenei.

13

Programa tipo o Dança dos famosos.


"Cleo me contou, só que não acreditei nele. Ele disse para eu vir aqui e ver," Ross disse, balançando a sua cabeça, surpreso. Virei os meus olhos para Cleo, silenciosamente agradecendo ele. Deixei isso de lado por muito tempo, e se eu tivesse que adivinhar, Tru tinha algo a ver com isso. Ela tem estado me encorajando por semanas a falar com ele, só que eu nunca consegui. Ele acenou em entendimento, e então foi para dentro, fechando a porta quietamente atrás dele. "Cleo

é

útil

assim.

Ele

te

contou

algo

mais?"

Perguntei

cuidadosamente. Ele balançou a sua cabeça. "Não. Não realmente. Ele me contou que eu tinha um irmão e que o meu pai não fazia parte desse clube, mas do que fica em Tuscaloosa." Eu acenei, sentando nos degraus com as minhas costas para ele. "Sim, ele costumava ficar aqui, mas eles precisavam de alguém que sabia administrar um negócio em Tuscaloosa por algumas semanas. Ele encontrou a sua esposa atual lá e não voltou." Os lábios de Ross afinaram. "Ele e minha mãe nunca se casaram." "Eu poderia explicar um pouco disso." Eu disse, esticando as minhas pernas na minha frente. "Do que eu ouvi do papai, ele estava em uma situação delicada. Ele estava casado com a minha mãe, mas não era um casamento saudável. Quando conheceu a sua mãe, ela não sabia que ele era casado, mas eles dormiram juntos durante uma das muitas separações que meus pais tiveram... Frequentemente. Eles tinham voltado quando a sua mãe disse para o meu pai que estava grávida, e a relação deles que hora existia e hora não existia era história. A partir desse ponto, nós tivemos uma relação bem limitada."


Ross enterrou a sua cabeça nas suas mãos. "Minha mãe está morta, então não posso confirmar nada disso." Bem-vindo ao grupo, garoto. "A minha também. Temos algo em comum aí."

"Você consegue ouvir o que eles estão dizendo?" Perguntei para Cleo do meu ponto na cama. Rue e eu estávamos assistindo Dancing with the Stars, enquanto Cleo franzia as sobrancelhas para a televisão da sua posição na poltrona. "Não," Ele respondeu. "Nove. Nove. Sete," Rue disse. "Oito. Oito. Sete,” eu contei. "Dez de toda a bancada." Cleo murmurou sombriamente. E para a nossa surpresa, o casal recebeu um dez de toda a bancada. "O que você está fazendo aqui?" Rue perguntou para o marido dela. "Eles estão na minha varanda e vocês estão na minha cama. Não tenho outro lugar para ir." Cleo murmurou antes de tomar um gole da sua cerveja. "Você poderia tentar a sala de estar. Tem uma TV lá e tudo," Rue tentou.


Cleo virou os seus olhos escuros para a sua esposa, e tive a impressão que eu estava interrompendo algo. "Eu apenas... Vou." Deslizei para fora a tempo de ver Cleo andar pelo quarto para a sua esposa antes de engatinhar pela cama igual um gato. Eu corei profundamente e praticamente corri do quarto. Eles já tinham feito isso antes, mas eu sempre me senti como uma intrusa. Eu ficava lá por muito tempo, mas me sentia desconfortável na minha própria casa agora. Iliana me mandou uma mensagem mais cedo perguntando se a gente podia conversar, e eu estava esperando que o namorado dela não estivesse lá. Suspirando, andei até a varanda da frente ao invés da de trás, deixando as luzes desligadas. O telefone tocou duas vezes antes de Iliana atender. "Alô?" Ela soava diferente. E não de um jeito bom. "Ei," disse quietamente. Iliana suspirou. "Ei. Eu senti a sua falta." "Eu também," respondi sinceramente. Esse era um bom começo, não era? Então tudo foi para o inferno com a sua próxima frase. "Bobby e eu estamos pensando em casamento. E, hmm, bem, a coisa é... Deus, isso é difícil..." "Você quer que eu me mude," supus com a sua hesitação. Eu conseguiria pagar um lugar para mim? Acho que conseguiria, mas eu acabei de comprar um carro. Seria apertado, mas provavelmente daria um jeito. Não nesse final de semana, no entanto. "Bem... Sim," respondeu hesitante. Minhas sobrancelhas se juntaram. Por que ela estava dando voltas com a resposta?


"Você está bem?" Perguntei, preocupação evidente na minha voz. Iliana não era obscura. Ela dizia exatamente o que ela sentia. Ela sempre disse. A pessoa hesitante não parecia a minha melhor amiga. "Claro, olha, estou bem. Vou te ligar em alguns dias se eu não te ver antes. Você vai conseguir fazer algo comigo esse final de semana, né?" Perguntou, incerta. Eu queria rolar os meus olhos. Ela achou que depois de todo esse tempo eu iria deixa-la de lado só por causa de algumas semanas difíceis? Ela era a minha melhor amiga. "Sim, claro que posso. Com os sinos tocando." Respondi brincando. A risada dela diminuiu os nervos que estavam se juntando no meu estomago, mas não tiraram eles completamente. Só solidificou o meu plano de ação, e esse plano era descobrir exatamente o que estava acontecendo com a minha melhor amiga. Não foi até o final da próxima semana que eu percebi que ela nunca me ligou. Que melhor amiga que eu era.


"Ei, querido. Como foi... O que aconteceu com o seu olho?" Eu meio que gritei. Eu estava sentada no sofá dos meus pais, olhando uma revista de decoração de interiores e conversando com a minha irmã quando ele entrou. Agora eu estava em pé na frente dele, encarando horrorizada o hematoma se formando no seu rosto. Grayson virou os seus olhos tempestuosos para mim e me olhou. "Só coloque os seus malditos sapatos. Estamos atrasados." Eu sabia disso. Fui eu que liguei para ele vinte minutos atrás e avisei. A festa da minha mãe era hoje. Era para comemorar a sua última rodada de quimioterapia que aconteceu essa semana. Agora ela estava livre do câncer! Boom, vadias! Então Grayson tinha que aparecer todo mal-humorado e com o olho roxo. "Eu

estou

pronta.

Estou

esperando

cuidadosamente, colando os meus pés nos chinelos.

você,"

eu

disse


Ele me olhou de cima para baixo e então andou para a cozinha, onde o meu pai estava. Minha mãe estava no momento jantando com o chefe dela, que estava mais que agradecido em ter ela de volta. O seu papel verdadeiro era trazer ela para o Halligans e Handcuffs em menos de meia hora, onde nós todos estaremos esperando para comemorar com ela. "O que diabos aconteceu com ele?" Minha irmã sussurrou alto. Eu amava a minha irmã até a morte, mas sério? Ela não sabia que Grayson tinha super audição? Joguei a minha mão para cima e coloquei sobre a boca dela, olhando para ela. Quando ela acenou em entendimento, nós duas andamos nas pontas dos pés pelo corredor que levava para a cozinha, parando na porta giratória entre a cozinha e o corredor. "Eu não sei o que fazer," Grayson disse, frustração evidente na voz dele. "Parece uma situação ruim. O que o comandante disse quando você levou o problema para ele?" Meu pai perguntou. Sobre o que eles estavam falando? Minha irmã trocou de posição do meu lado, então tropeçou nos seus pés, me empurrando contra a geladeira. Eu absorvi um impacto com um oomph e gemi de dor quando o cotovelo dela encontrou as minhas costelas. "Jesus Cristo. Fique parada, porra." Grunhi baixinho. "Desculpa." Reese sussurrou. "Ele não disse nada. Disse que não podia falar sobre isso ainda. Só que a suspensão do Colby terminou e ele não podia fazer mais nada legalmente," Grayson suspirou.


"Eu vou ter que conversar com a Daniella sobre isso. Só que o Cabe já deve saber do problema. O que ele fez dessa vez?" Papai perguntou para ele. "Ele parou a ambulância de novo. Não teria sido grande coisa, mas o fodido fechou a porta na minha cara. Eu juro por Deus, se ele não fosse um policial, eu teria..." "Mamãe, o que você está fazendo no corredor?" Rowen perguntou curiosamente. Porra, merda, caralho, cacete. A porta da cozinha lentamente se abriu, e o rosto puto de Grayson encarou nós duas. Jesus, mesmo puto ele era extremamente sexy. O seu rosto estava barbeado e ele cortou o cabelo entre o tempo que o vi no meu horário de almoço e agora. Ele estava usando jeans escuros, botas pretas e uma camiseta preta. Tão simples, e mesmo assim tão malditamente sexy. Mesmo o olho roxo não sendo a sua melhor aparência, o resto dele parecia malditamente bom. "Por que você apenas não entrou? Eu teria te contado. Um pouco infantil, não é?" Perguntou com um pouco de irritação, mas na maior parte com cansaço. Ele tem trabalhado pra caramba. Pegando plantões duplos no corpo de bombeiros e então trabalhando na sua oficina. E depois tendo que lidar com o Colby em cima disso tudo. O homem precisava de férias. Só que o cansaço não era uma saída grátis da cadeia. "Você está pronto?" Perguntei friamente.


Ele acenou. "Estou pronto. Só esperando você." Eu me segurei de dizer que não, na verdade, eu estava esperando ele. Mas não queria acionar a sua TPM masculina que estava sempre perto ultimamente, então deixei a minha boca fechada. "Você sabia que a Tia Tru alugou uma casa?" Rowen perguntou para Grayson do nada. Grayson virou o seu olhar da menina ao seu lado para mim com acusação. "Ela alugou, é?" "Sim. Nós fomos lá olhar no outro dia. É na próxima cidade. Ela disse que não daria conta de morar em uma nessa cidade. Elas são caras,” Rowen jogou um pouco mais de lenha na fogueira. Eu disse a ele que esperaria para decidir sobre a minha nova casa, mas para ser honesta, não queria morar com os meus pais. Eu tinha vinte e oito anos, porra. Era muito embaraçoso acordar e ver o seu pai de cueca. "Eu achei que você ia conversar comigo sobre isso?" Ele perguntou. Eu acenei. "Sim. Mas eles precisavam de uma resposta hoje, e você não estava aqui." Ele apertou as suas mãos em punhos. "Eu estava trabalhando," disse cuidadosamente. "Sinto muito." Eu disse. E sentia. Só não sabia o que ele queria que eu falasse. "Certo, gente. Nós vamos nos encontrar lá," eu disse jovialmente, tentando ficar positiva, mesmo podendo dizer que Grayson não estava muito feliz por mim ou comigo.


Não era como se ele tivesse me oferecido um lugar para morar! Algo que eu teria aceitado se ele tivesse oferecido! Por que ele estava tão puto? Nós andamos para a noite, eu ficando ligeiramente atrás dele, enquanto ele me guiava até a sua moto. Por todo o caminho eu podia sentir que ele estava tenso, o que só serviu para me deixar incrivelmente desconfortável. Ele dirigiu mais rápido que o normal, também. Fazendo curvas um pouco mais apertadas e tendo um pouco menos de cuidado quando estava trocando de pistas. Por exemplo, se um carro estivesse muito devagar, ele cortaria entre dois carros para ultrapassar eles. Teria sido emocionante se ele não estivesse tão puto. Parecia quase como se ele estivesse fazendo isso para me punir. Bom, ele tinha entendido errado. Isso não era uma punição, era a corrida da vida. Nós chegamos dez minutos antes da minha irmã, Rowen e o meu pai. Eu sentei na parte de trás da moto de Grayson, o meu rosto com o capacete inclinado contra as suas costas. Grayson estava tenso, mas não se afastou do meu toque, e eu tive que segurar a vontade de rir do absurdo disso. Vendo o caminhão do meu pai estacionando, confiei no fato que ele seria pego com a guarda baixa com o que eu iria dizer. "Grayson," Eu disse contra as suas costas. Eu mais senti o seu “o que” do que ouvi. Fechando os meus olhos, sorri antes de dizer o que eu queria ter tido há várias semanas. "Eu te amo."

"O que está acontecendo com Torren? Os olhos dele não te deixaram desde que a festa começou," Baylee perguntou curiosamente.


Não me importei em virar para o homem que parecia estar atirando bombas de sexo superquente pelos seus olhos e por cada parte do seu corpo. Eu conseguia sentir. Minha vagina sentia também. Nunca fui de ter orgasmos instantâneos antes, mas sempre tem uma primeira vez para tudo. Sem desculpas, Grayson não teria problemas em me convencer a transar. Se o homem visse aqui agora, não teria que me pedir. Eu estaria oferecendo o meu coração em menos de um segundo. E isso pareceria ruim na frente da minha mãe e todos os seus colegas de trabalho que não estavam em uma chamada, já que virtualmente todos os policiais ativos se juntaram aos policiais de folga. "Ele está emocionado," respondi, pegando um punhado de nozes torradas

com

canela

da

tigela

que

estava

perto.

Eu

comia

compulsivamente, principalmente em tempos de estresse. Vibrações de sexo contavam como estresse, né? "Bem, Torren sempre foi o feliz. Só que desde que vocês dois se encontraram que eu vi outra coisa nele do que felicidade. Ou pelo menos parece ser feliz. Quero dizer que é perto do ponto que eu diria que ele está incrível. Incrivelmente sexy,” Viddy disse, mexendo a mão na frente dela para se abanar. Sim, o cara sabia como fazer uma mulher suar. "E olha os dois irmãos juntos. Parece que eles estão se aproximando," Rue diz suavemente. Virei com aquele comentário. Ross poderia ser o gêmeo do Grayson. Os dois tinham o buraco no queixo dos Trammel que eles herdaram do pai deles. Os dois tinham cabelo preto e olhos cinzas tempestuosos.


A única diferença entre os dois homens eram as tatuagens cobrindo os braços de Grayson comparado com a pele virgem de Ross. Os dois passaram muito tempo juntos na semana passada, e nessa semana, os dois homens planejavam dirigir até Tuscaloosa e de alguma forma, isso virou uma “corrida” ou o que isso signifique, que fez quase o clube inteiro participar. "Eles são iguaizinhos. Eles têm tanto em comum," eu disse para o grupo. "Os dois são paramédicos. Os dois andam de moto, Grayson passou o final de semana inteiro convencendo Ross para o patch." Só recentemente conheci o termo “patch” quando Grayson começou a

explicar

o

processo

para

Ross

enquanto

eu

fazia

o

jantar.

Aparentemente, quando uma pessoa queria virar membro dos Dixie Wardens MC, eles tinham que passar um ano sendo o que eles chamavam de prospectos. Um membro do clube seria o patrocinador deles, e passariam os próximos anos lambendo algumas botas e comendo merda. Ou pelo menos foi isso que eu entendi da conversa. Uma vez que foram prospectos por tempo suficiente, ou se ganharam a lealdade e o respeito do clube, teriam completado o patch. "Uau, isso seria divertido. Então todos os três membros da família Trammel seriam membros dos Dixie Wardens,” Adelina observou. "Uh-oh. Ele está te olhando de novo," Channing murmurou com a boca cheia de nozes. Tentei não olhar. Realmente tentei. Mas não consegui evitar. Eu tinha que olhar. Ele me compelia a fazer o que ele queria. Sabendo que o homem estava puto comigo estava me


matando. Eu não gostava de deixar ele puto. Inferno, eu não queria deixar ele puto. Eu só estava cansada de esperar a discussão sobre onde eu ia morar. Estava secretamente esperando que ele me pedisse para morar com ele, mas eu sabia que era muito cedo. Eu não o culpava. Morar junto era um grande compromisso, e nós estivemos namorando oficialmente só por três meses agora.

O que vi quando eu finalmente olhei para cima fez o meu

coração pular. "Merda," gemi, deixando a minha cabeça cair na minha palma. "O que? Quem é esse em pé perto dele?" Adeline perguntou. Eu queria bater a minha cabeça contra a mesa. "É o Mance. Ele é um policial e paciente da Iliana. Eu o conheci algumas semanas atrás e ele me chamou para sair. Quando eu disse não, que estava com outra pessoa, ele me disse que esperava que não desse certo para que tivesse uma chance. Ele é legal e tudo, mas ele não é Grayson. Ele não faz o meu coração pular e minha vagina borboletear." Eu não queria ter falado a última parte, mas estava tão nervosa depois de ver o rosto do Grayson que o meu filtro estragou. "A vagina borboletear?" O grupo perguntou junto. Meu rosto queimou vermelho puro. "Uhh," eu disse inteligentemente. "Você sabe, quando você tem essas palpitações pequenas... Lá embaixo... Quando você pega eles olhando para você. Ou quando eles te tocam do jeito mais inocente. Ou quando eles sussurram para você bem profundamente e de um jeito sedutor." "Eu meio que gosto de saber que eu faço isso com você," uma voz profunda, feito seda, disse atrás da minha cabeça.


A respiração do Grayson tocou a base do meu pescoço, fazendo pequenas faíscas elétricas viajarem pelo meu corpo, os meus mamilos endurecerem e o meu centro se apertar. "Sim, tenho certeza que você gosta," respondi com a voz rouca sem me virar. Merda. Quando ele saiu de onde ele estava? Eu estava olhando para ele nem trinta segundos atrás, pelo amor de Deus. E se os olhares das garotas eram algo para me guiar, os olhos deles estavam prometendo coisas deliciosas e sujas assim como a sua voz prometeu momentos antes. "Venha dar um passeio comigo." Era uma ordem, pura e simples. Não tinha nenhum pedido, mas a minha bunda mesmo assim saiu da banqueta do bar que eu ocupei pela metade da noite. Minha mãe, do outro lado da sala, percebeu o meu movimento instantaneamente. O meu pai contou para ela a discussão que aconteceu na cozinha logo antes da gente sair, e não acho que já vi minha mãe tão puta antes. Acenei para ela e ela acenou de volta, tomando o conhecimento que eu estava bem, e voltou a conversar com o chefe dela. Grayson pegou a minha mão e me levou pela multidão. As pessoas saiam do caminho enquanto ele passava, me puxando atrás dele. "Jesus, Grayson, vai mais devagar. Minhas pernas são quase trinta centímetros menores que a sua," resmunguei enquanto os meus pés tropeçavam neles mesmo. Em resposta, ele parou, virou, se inclinou para frente e me jogou sobre o ombro dele como um saco de farinha.


"Oomph," gemi quando o seu ombro bateu na minha barriga, tirando o ar que eu tinha conseguido guardar da corrida atrás dele me deixando tonta. A última coisa que vi quando nós viramos a esquina para o corredor que levava para os escritórios foram os rostos das minhas amigas sorridentes e conhecedoras. "O que você está fazendo?" Perguntei quando ele me levou para o escritório familiar que nós já viemos algumas vezes. Parecia que Grayson tinha fobia de usar banheiros públicos, então a gente sempre vinha nesse. Ele me colocou na cadeira e começou a andar pela sala. "Está realmente difícil segurar o meu temperamento agora," ele disse, passando a mão pela cabeça enquanto andava pela sala. Cruzei os meus braços e estreitei os meus olhos para ele. "Por quê?" "Por onde eu deveria começar?" Ele perguntou. "Que tal na parte do dia que eu descubro que você tem uma casa nova, mesmo quando você prometeu que a gente discutiria isso antes. Ou que tal no momento que a porta da ambulância bateu no meu rosto pelo fodido que está obcecado com você, mas se nega a admitir? Ou que tal no momento que o seu amigo do departamento policial veio e disse que você é gostosa e está dando em cima dele?" Minhas costas ficaram completamente retas. "Primeiro, eu não disse sobre a minha casa porque não te vi e eles precisavam saber imediatamente porque tinham pessoas na fila querendo o lugar. Segundo, não é minha culpa que Colby tem uma obsessão doentia por mim. Eu tentei desencorajá-lo. E em relação ao policial com a paixonite, ele não é o meu paciente. Na hora que ele me chamou para sair,


pedi para o meu chefe transferir ele para a Iliana em um dia que não estou lá, assim não teria essa reação de você." Ele franziu as sobrancelhas para mim, sem estar pronto de admitir a derrota. "Eu queria estar envolvido com a decisão da sua casa. Eu quero que você esteja segura," ele responde finalmente, explicando a sua raiva. Eu não sabia o que dizer para ele, e tristemente, não achava que qualquer coisa que eu dissesse faria alguma diferença. Eu ainda tinha o apartamento, e teria por mais um ano, a não ser se eu quisesse dar a minha primeira quebra de contrato. "Eu sinto muito," respondi, hesitantemente, e acabei falando. "Eu realmente te amo, apesar de tudo. Das pontas dos meus pés até as pontas dos meus cabelos." O sorriso preguiçoso que se espalhou no seu rosto enquanto ele andava fazendo o meu coração derreter. A covinha no queixo dele ficou mais pronunciada, me dando vontade de lamber. Uma tentação me preencheu no próximo momento quando ele deu dois passos largos até mim, me colocou contra a mesa e me beijou forte, subindo em cima de mim e me prendendo contra a mesa. A língua dele brigou contra a minha e quando as minhas mãos subiram para se enterrarem no cabelo dele, ele puxou as minhas mãos para cima da minha cabeça, prendendo elas contra o computador com uma mão. "Eu te falei que você parece bem nessa camiseta?" Ele perguntou, passando o nariz no meio dos meus seios. Eu estava vestindo as minhas próprias roupas, mas em um ponto, me peguei esfregando os meus braços frios cada vez que a porta do bar


era aberta. Grayson, testemunhando o ato, veio e ofereceu a sua camiseta preta que ele vestia embaixo do colete. Eu aceitei instantaneamente, apreciando o calor e o cheiro da camiseta super suave dele. Baylee falou que era por causa dos meus mamilos estarem pontudos e ele não queria que ninguém mais visse, mas eu não me importava. O gesto foi doce, mesmo ele tendo motivos ocultos. "Eu gosto de usar a sua camiseta," disse contra os seus lábios. O seu dedo fez uma trilha descendente, até alcançar o final da camiseta, deslizando ao longo da minha pele onde a carne encontrava o tecido. "Me esqueci de te dizer que você está linda," ele disse rudemente. Meu rosto suavizou com a sua admissão. "Obrigada. Você também não está ruim." Inclinando-se, ele passou a língua pelo meu decote, empurrando-o entre os meus seios como fez a noite passada. Só que noite passada foi o seu pau empurrando entre os meus seios e não a sua língua. "Os seus peitos são lindos, também," ele admitiu, se inclinando para trás. Pegando os meus dois seios em suas mãos, ele os pressionou juntos e passou o dedo pela ponta dos meus mamilos. "A noite passada estava no meu top dez de fantasias com você," ele admitiu suavemente. Meu rosto queimou com a lembrança de ontem à noite. Foi perfeita. E intensa. Estava no meu top dez de sexo também. Eu não pensei que ter os meus seios fodidos seria bom. Mas com a visão que tive do Grayson foi inevitável. Suas bolas e seu pau, e as suas coxas poderosas montando o meu peito. Segurei os meus seios juntos para que


ele pudesse empurrar no meio e tentei o máximo possível não fazer os policiais serem chamados segurando os meus gritos de êxtase para um guincho fraco enquanto ele trabalhava em mim com os seus dedos. "E o que mais falta na sua lista de fantasias?" Perguntei com a voz rouca. Ele sorriu e levantou completamente, me deixando abandonada. Andando para a cadeira do escritório, ele abriu o cinto seguido pelo botão e zíper das suas calças. "Eu quero que você me foda na cadeira do meu chefe. Mesmo essa não sendo a que Sebastian usa lá no batalhão, ainda é dele," ele sorriu maldoso. Observando-me de perto, ele empurrou os jeans da sua cintura e deixou a calça cair no chão. Engoli forte quando vi suas coxas poderosas. Os cabelos escuros enrolados que circulavam sua grande, pulsante ereção.

Tinha uma pérola de pré-ejaculação na ponta, e lambi os meus

lábios em antecipação. Então, me surpreendendo ainda mais, ele sentou e gesticulou para mim curvando a sua mão. "Chupe o meu pau." Eu fui. Eu nem mesmo questionei. Descendo para os meus joelhos, corri a ponta da minha língua pela ponta do pau dele, circulando-a como uma casquinha de sorvete que está derretendo, desesperada para não derramar uma gota sequer. Ele grunhiu e colocou as mãos nos meus cabelos soltos, segurando-os, para ter uma visão melhor do meu rosto. Olhei para ele e lutei para não sorrir com o olhar de antecipação no seu rosto. Quando senti as suas bolas começarem a se apertar, ele me tirou do seu pau grosseiramente. Levantei, os meus olhos presos nele, esperando a próxima instrução.


"Tire suas calças," ele ordenou rudemente. Eu tirei, descendo as minhas leggings pelos meus quadris e chutando elas junto com os meus chinelos. "Venha sentar no meu pau," instruiu. A maior parte dos homens estaria ridícula com as suas calças em volta das suas botas e as pernas abertas com os seus paus apontando para o teto. Mas o Grayson não estava. Ele parecia malditamente bonito. Quando fui tirar a camiseta, ele balançou a cabeça. "Deixe-a." Seguindo instruções, eu rodeei a sua cintura com os meus joelhos e cheguei para frente até eles tocarem a parte de trás da cadeira. A ponta do pau dele tocou as minhas dobras, e ele silvou com o contato. Alcançando atrás de nós, ele segurou o seu pau firme enquanto eu lentamente dobrava os meus joelhos, colocando ele inteiramente no meu canal bem lubrificado. "Porra," gemi. Ele não respondeu, mas eu poderia dizer que era tão bom para ele quanto para mim. Os seus olhos queimavam com emoção, apenas me deixando ainda mais apertada em volta do seu pau. Os olhos queimando, ele puxou a camiseta, expondo os meus seios para os seus olhos famintos. "Me cavalgue," ele mandou. Levantando um pouco, me afundei, experimentando. A sua mandíbula se apertou, quase como se ele estivesse lutando contra os seus próprios instintos que o incitava a tomar o controle. Só que Grayson me deixou continuar.


Eu cavalguei o seu pau lentamente no início, aproveitando a sensação do seu comprimento duro me esticando. Enchendo-me completamente. Olhei para baixo, assistindo com fascinação enquanto o seu pau brilhante desaparecia e reaparecia de dentro de mim. Lambi os meus lábios e comecei a me mover mais rápido. Rapidamente eu estava batendo os meus quadris duro contra os dele. O pau grande dele me enchendo tão rápido e sem parar que o meu orgasmo chegou antes de eu perceber que estava perto. Com uma luz ofuscante de excitação, apertei forte em volta dele, e cavalguei o meu orgasmo enquanto Grayson, percebendo a necessidade de tomar o controle, segurou os meus quadris e me fez cavalgar nele ainda mais forte. Ele rosnou baixo em sua garganta e apertou a pele em cima do meu peito, chupando furiosamente quando o seu próprio clímax tomou conta dele. Nós sentamos daquele jeito por alguns longos segundos antes de Grayson finalmente conseguir soltar o meu seio. "Merda, você me desfaz." Sorri para ele, entendo a sua expressão, antes de beijar a sua covinha. "O mesmo para você, grandão." A maçaneta atrás de nós se mexeu. Então Sebastian encheu a porta com o seu corpo grande. A minha bunda e as bolas de Grayson estavam protegidas da vista pela sua blusa que eu ainda vestia. Meu cabelo estava uma bagunça de onde ele apertou, perdendo o controle e colocando as suas mãos nele. "Awww, cara. É melhor as suas bolas não estarem tocando a minha cadeira," Sebastian falou enquanto virava rapidamente e cobria os olhos.


Eu corei profundamente. Assim que virei, um rosto muito puto, que pertencia a um policial muito puto, passou pela minha visão periférica antes de outra porta fechar, deixando o meu coração pulsando com as consequências. "Merda," engasguei com vergonha. "Oops. Eu nunca quis fazer isso aqui," Grayson disse inocentemente. Eu dei de ombros. "Não é como se a gente pudesse fazer algo em relação a isso agora. Só que Colby estava lá fora e me viu. Nós provavelmente deveríamos sair daqui antes dele fazer algo estúpido." Grayson me ajudou a levantar, o resultado do nosso orgasmo derramando enquanto eu me levantei. Caminhando meio torta para o banheiro, me limpei e depois fui pegar as minhas calças, puxando a camiseta sobre os meus seios enquanto isso. "Você me deu um chupão,” gemi quando vi a marca no meu peito, logo em cima do tecido cobrindo o meu seio esquerdo. Ele deu um sorriso sem arrependimentos para mim. "Oops." "Sabe," eu disse, deslizando até ele. "Só é justo se for recíproco." E foi assim que Grayson acabou com um chupão também, logo em cima do colarinho da sua camiseta, e sendo zoado por isso pelo resto da noite. Eu também fui, mas foi longe de ser tão gratificante quanto ouvir Grayson receber dos outros membros do MC. Na verdade, foi realmente engraçado, e eu me diverti muito o resto da noite os ouvindo zoar ele por não ter autocontrole. O que era verdade. Ele não tinha. Mas eu também não. Eu não tinha o suficiente do homem. Na verdade, acho que nunca ia ter.


Eu bebia. Grayson não. Eu ria, Grayson não. Eu era barulhenta, Grayson não. Mas ele não se importava com as nossas diferenças e nem eu. Nós encaixávamos perfeitamente e todos sabiam disso. Mesmo a pessoa que ainda tinha esperanças de que as coisas não eram como pareciam. O que eu não sabia e o Grayson também não, era que um homem se tornou alterado com a nossa demonstração de afeto. Ele foi tão afetado pela notícia que prometeu a si mesmo que morreria antes que eu fosse mais longe com Grayson. Se ele não poderia ser feliz, nós também não poderíamos.


Eu não sei o que fazer. Enquanto eu descia o corredor para o escritório de Frank, não conseguia distinguir se estava enjoado pelo o que eu ia fazer ou se eu realmente estava com náuseas. As minhas mãos tremiam como se eu fosse um alcoólatra em uma sala cheia de uísque, e os meus joelhos literalmente estavam fracos. Batendo na porta do escritório do Frank, esperei até ele responder com um, "Entre" conciso antes de entrar. O escritório do Frank era incrivelmente bagunçado. Ele precisava de um armário... Ou dois. Talvez até mesmo outra sala... Com um arquivista. A minha mente estava uma bagunça. "Ei, Grayson. Entre e sente-se. Eu só tenho mais uma ligação e depois nós podemos conversar," Frank disse, apontando para uma cadeira que também estava coberta de papeis. Eu peguei os papéis cobrindo a cadeira antes de me sentar, esticando as minhas pernas na minha frente até elas quase tocarem a sua mesa. Claro que o pai começou a me chamar de Grayson também. Era um sentimento estranho ter pessoas usando o meu nome de novo. Eu não fui chamado assim por um longo tempo. Arrumei a pilha de papeis e então coloquei em cima da mesa dele. Ela acabou de dizer que me amava e eu não a disse eu te amo de volta.


Eu tinha duas opções e nenhuma delas era boa. Uma ia me matar e a outra ia me mandar para o inferno e depois me torturar. "O que está na sua mente, filho?" Frank perguntou. Eu pisquei, sem nem mesmo perceber que ele tinha terminado a ligação. Sentando-me para frente, inclinei os meus cotovelos nos meus joelhos e esfreguei o meu rosto com as palmas das minhas mãos. "Tudo," falei. "Isso é tão fodido que não é nem mesmo engraçado." Frank sentou para trás na sua cadeira. O barulho do couro me fez tirar as minhas mãos do meu rosto enquanto eu o via tirar de dentro de uma gaveta uma garrafa de uísque e depois dois copos. Minhas sobrancelhas levantaram. "Só são nove." "São três horas em algum lugar," ele disse com simplicidade. Eu ri suavemente e aceitei o copo. "Acho que o ditado é São cinco da tarde em algum lugar. Não três." Ele deu de ombros. "É Colby de novo, não é?" Eu acenei, a bile subindo pela minha garganta só com o pensamento. "Sim. Eu recebi uma carta," disse, me inclinando e tirando ela do meu bolso. E depois entreguei a ele e assisti enquanto ele lia. O que eu vi não me surpreendeu nem um pouco. Eu soube imediatamente quando ele chegou à parte causadora da minha náusea. É melhor a sua namorada virar ex-namorada bem rápido ou você vai achar a pele dela em pedaços na sua porta. A buceta primeiro. "Porra," ele sussurrou. Nem era a pior parte disso tudo. Eu sabia exatamente quem mandou a carta. Não que tivesse alguma assinatura ou algo do tipo. Eu não precisava de uma. Eu sabia que era Colby do fundo do meu coração.


Mostrei para Silas, para Trance e para Loki antes de Frank e a solução deles era “me afastar” já que nós não tínhamos absolutamente nada contra o Colby. "O que você vai fazer?" A voz dele tremeu. As minhas mãos foram para o meu cabelo e eu tremi, vibrando da raiva que sentia pelo o que eu ia ter que fazer. "Acabar com isso. Eu não sei mais o que fazer para manter ela segura," eu disse desesperadamente. "Eles não têm literalmente nada contra ele. Tudo que foi feito até agora pode ser explicado. Nada pode ser ligado a ele, e além de assassinato, eu não tenho mais o que fazer. Eu não quero que ela morra. Eu não quero que ela fique triste, mas se essa é a consequência, fazer o que. Ela vai estar viva." Eu passei por vários cenários na minha mente muitas vezes. Eu até mesmo pensei em matar ele. Tirei isso da minha cabeça de novo e de novo, mas acabava voltando logo depois, todas às vezes. Se ele se fosse, eu seria o principal suspeito. Eu não queria trazer isso para a cabeça do meu clube, nem da Tru. Se fosse feito, teria que ser perfeito. Nada poderia ser ligado à minha família ou a Tru. Nada. Até isso ser possível, eu teria que rezar para que terminando o namoro, isso pararia. Se não parasse, então eu tinha outra opção, e eu queria cada um dos laços cortados antes de fazer isso. "Ela vai ficar destruída no início, mas ela é uma garota esperta, Grayson. Ela vai se adaptar. Faça parecer verdadeiro, no entanto. Faça em algum lugar que todo mundo vai ver. Odeio dizer, mas o bar seria o melhor lugar. Convide-a para jantar," Frank disse tristemente. Os seus olhos estavam sombrios e eu podia dizer que ia ser difícil para ele também. "Sabe," Frank disse. "Eu ainda me lembro do dia que eu disse todas aquelas coisas cruéis para a minha garota. Eu a perdi, mas ela voltou. Ela


é daquelas que perdoa, a minha Tru. Você só tem que colocar a sua confiança nela. Ela é uma boa garota. Leal. Ela pensava que era discreta sobre isso, mas eu ainda poderia dizer cada vez que a vi discretamente me olhando." Ele balançou a sua cabeça e um sorriso cruzou os seus lábios. "Teve uma vez que eu estava trabalhando em um caso," uma risada explodiu dos seus lábios. "Ela deve ter visto o meu veículo estacionado ou algo assim. Ela parou e escreveu um recado. “Eu te amo,” era tudo que estava escrito. Eu saí daquele prédio em chamas com o meu coração doendo e vi o recado," ele balança a cabeça novamente. "Ela é o sol que sai do meio de uma tempestade. Ela vai mudar a sua vida... Se você deixar." Os meus olhos se fecharam. Eu queria deixar. Eu sabia que era cruel, o que eu ia fazer. Deus, eu não queria fazer isso. "Certo," eu disse e levantei. "Vou fazer essa tarde. Vá verifica-la amanhã por mim, por favor." Ele levantou e ofereceu a sua mão. "Estou aqui se você precisar de algo." Eu ri sem humor. "Eu vou precisar de um ombro para chorar, mas eu suspeito que ela também, e você não pode estar lá para nós dois ao mesmo tempo." Ele sorriu tristemente para mim. "Ela vai ficar bem. Você vai ver." Sim, mas eu ficaria?

Eu saí em uma neblina. O que diabos acabou de acontecer?


Com o meu celular na curva do meu pescoço, liguei para o trabalho falando que estava doente, sabendo que não ia conseguir voltar. De jeito nenhum eu ia conseguir funcionar. Não depois do que Grayson... Torren… acabou de me falar. Sinto muito Tru. Não está dando certo. É muito trabalho. Você dá muito trabalho e eu não te amo. Quando você admitiu isso à noite passada, eu sabia que não podia ficar com você mais. Muito trabalho. Eu não te amo. Eu não consegui dizer nada. Literalmente, fiquei lá, em pé, sem palavras. Ele me disse aquilo na frente do bar inteiro. Então aquela vadia estúpida da ex dele me deu o olhar mais presunçoso que já vi e eu queria socar os dentes brancos dela para fora. Na frente dos amigos dele. Os meus amigos. Ou ex-amigos agora, eu acho. De jeito nenhum no inferno eu conseguiria ficar perto deles. Machucaria muito. Eu não tinha ninguém. E a Iliana não estava falando comigo. Eu provavelmente deveria me esforçar um pouco nisso, mas agora eu não conseguia achar a vontade para qualquer coisa. De jeito nenhum eu ia levar isso para os meus pais. Eu não queria que eles pensassem coisas ruins sobre ele. Especialmente já que eles trabalhavam lado a lado no corpo de bombeiros. Ele não merecia a raiva deles. Ele estava apenas sendo honesto. Eu andei para o carro lentamente, tentando pensar em qualquer coisa menos no Grayson... Torren. O homem lá dentro não era o meu Grayson. Era o Torren. Eles não eram o mesmo. Nem mesmo parecidos. A cobertura do bolo foi quando ele colocou o braço em volta daquela garota. Molly. Molly reluziu para ele, enrolando o braço dela em volta das costas dele e abraçando-o apertado, descansando sua cabeça contra o peito dele. Eu queria correr de lá gritando e chorando, mas de algum jeito eu conseguir andar.


Não corra. Não corra. Não chore. Não chore. Esses dois mantras me levaram para o carro e então dentro do carro por pura força de vontade. Eu podia dizer que os olhos de todos estavam em mim. Os clientes. Alguns poucos membros dos Dixie Wardens que estavam lá. O irmão do Torren. Diabos, mesmo Baylee estava lá para testemunhar a minha humilhação. Eu sabia que assim que eu passasse pela soleira do meu apartamento novo eu estaria perdida. As lágrimas começariam e não parariam até eu ser uma poça exausta no chão. Mas eu tinha uma parada antes disso. Eu tinha que ir para a loja. Um bom choro não serviria sem sorvetes e batatinhas para se afundar. Eu não conseguiria sem isso. Eu teria sorte se não ganhasse 10 quilos no próximo mês. Parei no estacionamento. O último lugar que eu gostaria de estar. Mas se eu queria dormir na minha cama sem ter que abrir as caixas procurando lençóis, eu tinha que fazer isso. E eu não tinha nada na geladeira. As únicas coisas que foram desempacotadas foram a minha TV e a cama. Então terminei a minha corrida pelo Walmart do jeito mais rápido e indolor que eu consegui. Comprei lençóis e a primeira temporada de Orange Is The New Black e 3 potes de sorvete antes de ir para casa.

Demorou um pouco para eu perceber. Foi em algum lugar no meio da minha sexta tigela de sorvete e o décimo episódio quando o meu cérebro racional resolveu ligar. Os olhos dele.


Isso é o que tinha estado me incomodando desde que saí. Os olhos dele não diziam eu quero terminar com você, eles diziam, por favor, me perdoe. Eles estavam brilhando. Primeiro, achei que era porque o sol estava brilhando nos olhos dele. Mas quanto mais eu pensava nisso, mais e mais estava convencida que estava certa. O que implorava pela resposta... Por quê?


"Tire sua bunda dessa casa, agora," Sebastian berrou. Eu ignorei ele, andando pela casa em chamas, sentindo a parede enquanto andava. "Você não é fodidamente invencível, imbecil! Saia!" Kettle adicionou os seus dois centavos. A casa estava se desfazendo em volta dos meus ouvidos, mas eu podia ouvir o choro fraco da criança no outro cômodo, e não ia deixa-lo. Nós chegamos à cena com fumaça saindo da janela aberta do segundo andar. Foi o jeito que a mãe frenética saiu, descendo pela treliça. Ela tentou voltar, sem sucesso. As suas preocupações se mostraram verdadeiras e a vida do filho estava em risco. Nós chegamos e como o motorista, eu fui o primeiro a entrar, com Dillon atrás de mim. Agora, no entanto, eu estava sozinho. Dillon seguiu as ordens, pensando que eu estava logo atrás dele. Ele estava errado. Eu não estava. Eu congelei com o primeiro som do choro fraco infantil antes de lentamente voltar, mais e mais longe da porta da frente e a única saída. "Eu vou pegar essa criança," falei firmemente.


"Se você não sair agora, você está demitido." Sebastian gritou ameaçadoramente. Eu o ignorei enquanto a adrenalina pulsava pelas minhas veias. O fogo era uma besta que vivia e respirava. Era traiçoeira e tinha vontade própria. Logo quando eu achava que entendia como o fogo funcionava, algo novo erguia a sua cabeça. Todos os dias eram uma experiência de aprendizagem. Sentindo a solidez da parede na minha frente, eu segui para o lado até sentir a sensação familiar da maçaneta. Depois de averiguar se tinha calor do outro lado da porta, abri rapidamente e fechei atrás de mim, aliviado em ver que a fumaça não tinha totalmente penetrado o quarto ainda. Vi as pernas de um berço e rastejei o mais rápido que o meu corpo grande e as ferramentas permitiam, parando quando cheguei à frente dele. O choro do bebê estava mais fraco agora, mas eu estava aliviado de ver que o bebê minúsculo estava chutando, totalmente consciente. Chateado, mas consciente. Então, tirando a minha jaqueta coloquei do lado do bebê. Guardando as minhas ferramentas no meu cinto, me inclinei e peguei o bebê. Depois o movi para o casaco aberto e enrolei em volta dele o melhor que eu podia sem sufoca-lo. Eu o peguei nos meus braços, o coloquei no meu peito e andei para a janela. A janela que estava coberta por barras. Foi aí que eu percebi que tinha que voltar para o fogo e rezei para sair vivo. Três minutos atrás, estava à beira da destruição. Agora, eu teria sorte em sair vivo. "Aqui vai," murmurei e saí para o inferno.


" Homem estúpido, " sussurrei olhando para o homem que tinha tanta influência no meu coração, que doía respirar. Pensei que meu pai estava brincando quando disse que Grayson havia se machucado salvando uma criança de um incêndio. Não ouvi nada no noticiário, que fiquei assistindo desde a hora da ligação. Com certeza algo tão grande quanto uma casa em chamas apareceria, mas não apareceu. Eu sabia, claro, quando comecei a namorar com Grayson que se machucar no trabalho era uma possiblidade bem real para ele, mas sempre pensei que nunca aconteceria com ele. Cara, eu estava errada. Tinha acontecido com ele. O que confirmei com meu pai, foi que ele conseguiu chegar até a porta da frente antes de uma viga na sala de estar cair, fazendo a estabilidade

da

casa

ceder.

Quando

isso

aconteceu,

o

telhado

desmoronou, e a outra viga larga bateu na parte de trás da sua cabeça. Ele conseguiu ficar em pé, mas só o suficiente para sair pela porta e cair na grama. Foi aí que ele perdeu a consciência e foi imediatamente levado ao hospital. A criança foi transportada na mesma ambulância, mas por sorte, ele estava bem e só em observação durante a noite por uma possível inalação de fumaça. Olhei do Grayson para o seu capacete que estava na mesa de rodinhas perto da cama dele e franzi as sobrancelhas. Estava destruído, mas a coisa fez o seu trabalho, protegendo a cabeça dele. Os pedaços, no entanto, nunca seriam colocados juntos novamente. "Se ele não estivesse usando esse capacete, teria morrido," Sebastian disse baixinho da cadeira do outro lado da sala. Eu sabia que ele estava lá, claro.


Mas ele não disse nada quando entrei e minha atenção tinha ficado em Grayson. "Eu posso ver isso," disse suavemente, olhando para as mãos do Grayson. Estava limpa a não ser nas unhas e nos vincos das articulações que seguravam os remanescentes do fogo terrível que quase levou a sua vida. "Ele é imprudente," Sebastian falou. Eu não olhei para cima, mas poderia dizer que ele estava mandando o comentário acusatório para o homem que no momento estava deitado na cama de hospital. Acenei novamente, concordando. "Ele é apaixonado. Não está em sua natureza deixar alguém morrer se ele tem a capacidade para salva-los." Ele não tinha nada a dizer para isso, então nós ficamos sentados daquele jeito em um silêncio sociável, ouvindo os barulhos reconfortantes dos monitores do Grayson dizendo que o coração dele estava batendo corretamente. "O pai da criança é do FBI. Grayson vai ganhar uma medalha pelo seu ato idiota," Sebastian disse um pouco mais tarde. Eu olhei para ele. "Ele não vai gostar disso. Você sabe como ele fica quando recebe atenção. Ele me disse sobre a noite que Tunnel morreu. Ele disse que a imprensa não o deixou sozinho por semanas. Isso só vai deixar eles ainda mais persistentes em conseguir a história." Mesmo eu só tendo ouvido outras pessoas recontando a história, a que Tunnel morreu por inalação de fumaça, eu sabia que era verdade. Grayson odiava atenção. Ele acenou. "Sim." Olhei para o Grayson, percebendo as manchas de cinzas de sujeira nele, e andei até a pia para molhar o pano que vi quando entrei na sala. Molhando com água quente, voltei para Grayson e comecei a limpar as


manchas de sujeira que eu via, começando no seu rosto e acabando com as suas mãos. O pano branco estava preto quando terminei. "Eu o peguei muitas vezes encarando uma foto de vocês dois no telefone," Sebastian disse quando terminei. Eu fazia o mesmo. Eu queria tanto falar com ele, ver ele. Sentir ele. Dar uma última olhada demorada no homem que tinha a habilidade de me destruir e sair pela porta sem dizer nada. Eu sabia que não estava só. Eu era seguida por todos os lugares que eu ia, por alguns prospectos e também alguns outros membros do MC. Quando fui ao mercado, eles me seguiram. Quando fui ao médico a semana passada, eles me seguiram. Eles me deixaram sozinha uma noite, mas eu suspeitava que o meu apartamento novo estava grampeado, e eles saberiam se eu precisasse de algo. Uma coisa era certa, e isso era que Grayson se preocupava comigo. O que não se encaixava na impressão de ex-namorado que ele queria passar. Enquanto eu andava para a sala de espera e para o meu pai, me perguntei por quanto tempo isso continuaria. Havia uma promessa que eu podia fazer, no entanto, e era que eu não planejava aguentar mais que algumas semanas antes de decidir lutar. Eu estava cansada de ficar triste. Eu estava cansada de viver no limbo. Eu daria a ele outro mês e se ele não resolvesse até lá, ele teria que achar um jeito diferente. Eu não conseguiria ficar longe muito mais tempo.


TRÊS SEMANAS DEPOIS A porta da frente chiou quando entrei no edifício. Enquanto os meus olhos se ajustavam a sala escurecida, demorou um pouco para eu perceber que Tru estava na minha frente no bar. "Torren," ela disse, acenando para mim antes de se virar e andar até uma mesa, onde sentou sozinha. Os meus olhos se apertaram e meu coração rasgou em dois. Eu não tinha percebido que o nome Torren nos lábios dela soaria tão incrivelmente errado. Esse não é o meu nome! Eu queria gritar. Eu não fiz nada, apenas andei até a mesa que Molly estava sentada, lutando contra cada célula do meu corpo para não virar e olhar para ela. Eu não a tinha visto por três semanas. Três longas semanas que foram as piores da minha vida. Quando terminei com ela, olhei enquanto ela saia do bar, a cabeça levantada. Ela conseguiu chegar até o carro sem chorar e eu queria abraça-la por isso. Quando a Molly tentou pôr os braços dela em volta de mim de novo, me chamando para um encontro, eu imediatamente recusei.


Então fui para o banheiro, onde vomitei o pouco de comida que eu tinha conseguido forçar para dentro antes de Tru chegar. Mesmo agora, três semanas depois, eu quase não comi. Os poucos músculos e peso que eu consegui depois da cirurgia sumiram rapidamente. Eu era como a sombra de um homem. A única coisa boa que veio disso tudo era a falta de cartas ameaçadoras do Colby. Mais... Nada. Como se ele tivesse desaparecido. A armadilha estava montada, no entanto. Tudo que ele tinha que fazer era cair nela. Eu me afundei na mesa do outro lado da Molly, encarando ela sem expressão. "O que você quer?" Ela apertou os lábios e os olhos dela viajaram atrás de mim. "Sua ex está te encarando. Ela precisa de uma agitação." Meus punhos apertaram. "O. Que. Você. Quer?" Perguntei rigidamente. Senti como se fosse pular para fora da minha pele quando ela se inclinou para frente e colocou a mão no meu antebraço. Eu me afastei tão rápido que ela caiu um pouco para frente, me olhando com surpresa. Levantando, coloquei as mãos nos meus bolsos e fui para a porta, olhando para os meus sapatos enquanto tentava evitar olhar para a mulher que no momento tinha a posse do meu coração. Não consegui. Quando os meus olhos levantaram para evitar uma garçonete que estava quase derramando sua bandeja inteira, os meus olhos pegaram os dela, e eles seguraram. Mesmo quando Molly me alcançou, colocando as mãos nas minhas, eles ainda não se separaram. Algo passou entre nós naquele momento e eu sabia que ela sabia. Apenas rezei que ela ficasse longe um pouco mais. Só que ela não ficou.


Eu vi reconhecimento em seus olhos, mas não fiz nada para parar ela enquanto ela vinha lentamente na minha direção. Parando com os seus pés tocando os meus, ela ignorou o gemido indignado da Molly como eu. "Você está bem?" Ela perguntou. Eu engoli e acenei. "Estou bem." "Eu sei," ela disse. Ela não estava mais falando do meu bem-estar, no entanto. Ela estava me falando que ela sabia que terminei com ela para protegê-la. E de repente eu conseguia respirar novamente. O meu peito se expandiu completamente pela primeira vez em três semanas. "Eu sei," eu disse asperamente. Ela sorriu e colocou a mão no meu antebraço, exatamente no mesmo lugar que a Molly tocou antes. Não pareceu errado. Na verdade, parecia qualquer coisa menos errado. Parecia perfeito. "Vou te ver hoje à noite?" Ela perguntou. Com o meu aceno, ela virou e saiu e foi aí que eu percebi quem estava na porta. Colby. E pelo olhar em seu rosto, ele sabia também. Bem, eu estava pronto para ele agora. Tru pode ter entendido tudo, mas eu estava planejando isso desde o momento que tinha terminado com ela. Eu planejei duas situações. Um, ela percebia a verdade e voltaria para mim. Dois, eu não conseguiria ficar afastado. De qualquer jeito, já tinha sido tempo suficiente para eu pelo menos conseguir fazer parecer verdadeiro. O jogo começou, fodido. Olhei para ele. O jogo começou.


DUAS HORAS DEPOIS "O que aquele homem quer, porra?" Sebastian sussurrou enquanto olhava Colby se afastar no carro dele. Abri a boca, esticando a minha mandíbula para melhorar a dor. Claro que o homem achou um jeito para nos fazer encostar... De novo. Só que dessa vez eu tinha o incidente inteiro filmado graças a minha GoPro que tinha instalado no meu capacete. O fodido podia bater como um trem carregado, mas eu consegui o que queria. "Ele olhou para mim. Descobriu quem eu era. Quem meu pai era. Isso o lembrou de que a sua infância foi uma merda. Então ele decidiu se vingar em alguém que ele sabia que me machucaria. E essa é a Tru." "E aí... Colby não ia fazer nada ‘tão ruim assim’ até ele perceber que ela estava namorando com você?" Kettle perguntou. Eu acenei. "Ah, se você contar perseguir e invadir ‘não tão ruim assim.’" "Então, por que agora?" Ross perguntou. Virei para o meu irmão e respondi. "Ele viu Tru vindo para mim no jantar. Entrou quando ela me tocou. Mesmo sendo inocente, ele, claro, entrou no momento exatamente errado." O que funcionou bem, suponho. Não consegui incitar ele de qualquer outra forma e se o plano que Silas, meu pai e eu pensamos ia funcionar, ele teria que explodir. Só preferivelmente em um lugar que eu escolhesse. "O seu pai está vindo?" Kettle esclareceu. Eu acenei. "Eu liguei para ele no momento que vi Colby na lanchonete. Ele estará aqui em duas horas. Acho que ele vai para a minha cerimônia de premiação, afinal de contas.”


"Vamos, vai ficar tudo bem," apressei Rue, quase rindo pra caralho quando o rosto dela ficou branco. Ela saiu da moto relutantemente e abriu o alforje para pegar a sua bolsa. "Mas... Minha vagina nunca foi depilada antes. Vai doer?" Perguntou preocupada. Eu resistir a vontade de dizer Foda-se, sim! Só que ao invés eu disse, "Vai ficar tudo bem, prometo." Então nós começamos a andar até a porta e minha boca resolveu ter mente própria. "Se doer, eu vou dar um beijinho para melhorar," provoquei. Eu senti a atenção enorme de Cleo viajar para mim, e o meu rosto queimou quando percebi o que eu tinha dito. Quando virei para ele, foi para ver sua boca em um meio sorriso. "Eu gostaria de presenciar isso, se você não se importa." Rue levantou o braço e bateu no ombro dele, o fazendo rir antes de ligar a moto e rugir para longe. Ela olhou o marido dela se afastar e eu senti uma angústia de saudade que bateu em mim como um furacão. Eu queria tanto aquilo que eu mataria para conseguir. Preferencialmente Colby. No entanto, eu não gostava de sexo na cadeia, e isso era exatamente onde eu estaria se fizesse algo precipitado em relação à Colby. Depois de assistir a primeira e a segunda temporada inteira de Orange Is The New Black, eu sabia que nunca ia conseguir ficar bem por um tempo na cadeia.


Eu era muito solitária, e na prisão, você precisa de amigos para cuidar de você. Além disso, acho que Grayson não ficaria muito feliz se eu decidisse seguir com essa linha de pensamento. "Vamos acabar com isso. Eu juro por Deus, se doer, você vai me dever por um tempo muito longo," Rue reclamou. Eu a segui enquanto ela cuidava da sua raiva. Estava me depilando e arrumando o cabelo para o banquete de premiação hoje à noite, homenageando Grayson pelo seu heroísmo em salvar o pequeno bebê no incêndio que quase levou a sua vida.

SEIS HORAS DEPOIS "Leve ela para longe dele antes que eu acabe com ela," murmurei sombriamente para Cleo. Se eu tivesse que ver Grayson recuar mais uma vez do toque dela, eu poderia muito bem explodir. No que ele estava pensando quando a trouxe, eu não sabia. Era mais do que obvio para nós duas que isso tudo era apenas um ato. Um que a gente tomou conhecimento apenas três horas atrás, enquanto estávamos na lanchonete. Ele também não sabia que eu estava lá, o que era ruim para ele, porque eu ia atacar ele no seu ponto cego. Isso estava terminando esta noite. Eu não aguentava mais isso. Ele parecia horrível e vendo ele, antes, durante o dia, só aumentou minha decisão. O homem precisava de um guardião. Cleo virou seus olhos escuros e ameaçadores para mim, me estudando como um inseto antes de levantar e andar pela sala. "Sabe," Rue disse com irritação. "Eu não gosto muito dela, e não tem a porra de um lugar melhor para constrange-la do que aqui. Obrigada."


Eu sorri para a minha amiga, a que esteve muito comigo ultimamente, me fazendo companhia para a irritação do seu marido. Nós passamos muitas noites na cama grande deles, Cleo de um lado da Rue e eu do outro lado. Ele relutantemente tem sido uma parte da nossa amizade, e depois disso, eu entendi o homem grande, meditativo e sombrio muito melhor. "Eu sei. Mas pelo menos não vou me irritar com o choramingo dela. Deseje-me sorte," disse enquanto levantava e fui até a mesa onde o meu homem estava. Passei as minhas mãos pelo meu vestido. Era um vestido apertado, preto com cristais brilhantes que faziam um padrão infinito que começava no início do meu peito e passava por todo o meu lado. Entre cada símbolo do infinito tinha um buraco que mostrava um pedacinho de pele. Também tinha uma abertura na frente, mostrando as minhas pernas recémdepiladas. Cleo já estava lá, pegando a sua irmã pelo braço e gentilmente puxando ela, não soltando a mão dela até ela estar sentada perto de Rue. Ela me olhou enquanto eu passava, e dei um pequeno aceno, satisfeita quando ela quase caiu. Eu podia dizer que ele não queria fazer isso, mas já que ele gostava do bem-estar da irmã dele, ele fez de qualquer jeito. Eu sentei na cadeira ao lado do Grayson assim que o novo prefeito da cidade, Tony Leo, andou para o palco com um sorriso verdadeiro no rosto. Ele estava sentado tão tenso, que era mais do que obvio que estava incrivelmente desconfortável sendo o centro das atenções. A tela em cima da cabeça do prefeito estava passando um slide de imagens do tempo que Grayson se juntou ao departamento até agora. Eu sorri com uma em particular de Kettle, Grayson e Sebastian sentados no capô de um caminhão de bombeiros. As cabeças deles estavam curvadas, cotovelos descansando nos joelhos, cobertos com sujeira e fuligem.


Chegando mais perto de Grayson, sorri para o meu pai, que estava sentado do outro lado da mesa ao lado da minha mãe, e depois inclinei a minha cabeça contra o ombro de Grayson antes de pegar a sua mão na minha. Ele a segurou como se fosse uma corda salva-vidas. Ele não me olhou e eu não olhei para ele. Mas nós estávamos conscientes um do outro em um nível primitivo. "Senhoras e senhores, eu gostaria que vocês se sentassem para começarmos," o prefeito pediu. Enquanto as pessoas que estavam andando pela sala se sentavam, dei a primeira boa olhada em Colby, sem estar surpresa que os olhos dele estavam em nós. Eu o ignorei, no entanto. Ao invés, virei a minha atenção para o prefeito enquanto ele apresentava o comandante dos bombeiros. Escutei entusiasmada enquanto ele falava sobre o caráter do homem ao meu lado. "Muitos anos atrás, esse jovem homem entrou no corpo de bombeiros cheio de energia," o comandante retumbou. "Ele imediatamente saiu da plataforma no primeiro incêndio que ele respondeu e salvou duas crianças e um cachorro, de uma fogueira que eles acenderam para se aquecerem. Na verdade, eu consigo me lembrar desse dia claramente. Eu estava perto do comandante anterior e ele balançou a cabeça e disse, “Logo o que a gente precisava, outro maldito motorista.” E ele estava certo. Grayson Trammel arriscou a sua vida muitas vezes para contar e ele precisa ser reconhecido por isso. Ele é um inferno de homem e não há outra pessoa que eu iria querer me protegendo." Os choros realmente começaram quando um homem bonito foi apresentado como o pai da criança que Grayson salvou. Ele era um homem alto com o cabelo branco puro. Ele não era velho, por assim dizer, mas exalava um ar de inteligência... Experiência... Algo que alguém não conseguia com a idade, mas com uma vida difícil.


Ele tinha uma mandíbula forte e angular e um nariz meio torto que só aumentava o seu atrativo. Antes dele começar a falar, os seus olhos se acenderam para a mulher que eu vi no banheiro mais cedo, trocando a fralda do filho dela. "Minha esposa e eu tentamos por muito tempo ter um filho. E não pela razão que vocês estão pensando. Depois de três rodadas de in-vitro, nós tínhamos praticamente desistido, decidindo tentar outras opções, quando a minha Lillie recebeu um resultado positivo no teste de gravidez," ele limpou a garganta. "O nosso sonho se realizou quando o nosso filho, Zachary, nasceu. Quase desapareceu em um piscar de olhos, três semanas atrás, quando um incêndio começou enquanto a minha esposa e o meu filho estavam dormindo em casa." Os seus olhos viraram para Grayson, e ele continuou olhando enquanto falava diretamente para ele. "Você não sabe ainda, mas você mudou o curso das nossas vidas naquela noite," ele balançou a cabeça. "Nós temos outro filho que tem leucemia. Apesar de termos o Zachary para usar as células do cordão umbilical dele para ajudar o nosso outro filho, Matthew, nós não conseguiríamos imaginar as nossas vidas sem ele. Só que o sangue que o Matthew recebeu do Zachary não foi o suficiente e nós planejávamos que ele doasse mais células tronco nessa semana. Isso não teria sido possível se não fosse por você. Você salvou mais que a vida do Zachary naquela noite, você salvou a do Matthew também." Grayson deixou a sua cabeça cair, e eu olhei enquanto ele liberava uma respiração trêmula antes de levantar a cabeça e acenar uma vez para o homem que ainda encarava ele. "Por isso, eu te devo mais do que um obrigado. Eu te devo a minha vida. Esses dois garotos são o meu mundo, assim como a mãe deles, e eu não saberia o que fazer sem eles. Por isso, eu agradeço do fundo do meu coração, das profundezas da minha alma." Grayson levantou e andou até o homem, oferecendo a sua mão.


Eles balançaram por um longo tempo, os dois conversando calmamente por um minuto ou dois, antes da mulher com o bebê andar até eles, se curvando ao lado do marido. Dessa distância, eu não conseguia ouvir o que eles diziam, mas eu sabia que vinha do coração. Os dois pais estavam limpando lágrimas dos olhos quando o bebê que Grayson salvou agarrou os dedos dele, puxando a sua mão grande para o próprio rostinho e inclinando a cabeça contra ele. Grayson encarou o menino, sorrindo suavemente, e o meu coração oficialmente derreteu com a fofura. Um flash acendeu a sala e eu sabia que Grayson e o bebê seriam as estrelas do jornal de amanhã. Me pergunto se eles me dariam uma cópia do arquivo, pensei comigo mesma. Opa, pelo olhar que Grayson direcionou para o fotógrafo era alguma indicação, ele provavelmente não gostaria que eu encorajasse ele. Ah diabos, isso estaria para sempre gravado no meu coração. Só sei que um dia o Grayson seria um inferno de pai.


Olhei enquanto Tru acenava, dando tchau para os pais dela, deu um beijo na mãe e então começou a andar pelo estacionamento na minha direção. Ela era fodidamente de tirar o fôlego. Usando um vestido preto que tinha todos esses malditos buracos tentadores... E então tinha aquela fenda que subia quase até a buceta dela. "Vem comigo?" Sussurrei para Tru enquanto ela andava até mim. Ela olhou para cima e me deu olhar que me fez rir. "Estou adivinhando que você não precisa realmente da minha resposta, certo?" Perguntou com uma sobrancelha levantada. Eu já tinha a visto dizer para os pais dela que ela iria comigo, então balancei a cabeça. "Não, acho que não. Sua casa ou a minha?" "A sua," ela sussurrou, subindo o vestido, subindo tanto que eu podia ver o cetim preto da sua calcinha e depois subiu na moto. Engoli forte com a visão, praticamente queimando um buraco no vestido dela com os meus olhos. "Você está me matando." Ela piscou e bateu no assento na frente dela. Levantei a minha perna sobre a moto e liguei o motor. A noite estava quente, e o meu uniforme que me dava coceira era quase sufocante. Só que quando Tru envolveu os


braços em volta do meu peito, aconchegando a sua buceta contra a minha bunda, esqueci completamente a irritação. Estávamos chegando em casa quando percebi que estava quase sem gasolina. "Merda," disse, parando no próximo posto de gasolina. "O que?" Ela perguntou quando eu parei perto da bomba. "Sem gasolina," disse quando desliguei a moto. Descendo o apoio, passo minha perna em cima da moto, pegando um vislumbre da calcinha de Tru. "Sorvete," consegui soltar, tirando a minha carteira e dando vinte para ela. Ela pegou consciente do meu jogo e desceu da moto. Eu me ocupei com a bomba, colocando o meu cartão dentro e abrindo o tanque, muito consciente dos olhos dela em mim. Olhei enquanto ela se afastou, os seus saltos pretos batendo contra o concreto enquanto ela andava. Então assisti ela entrar na loja e o atendente dar a ela uma segunda olhada. "Eu sinto a sua dor, homem," eu murmurei antes de encaixar a mangueira no buraco e começar a completar o tanque. Eu cometi um erro de principiante depois, olhando para Tru ao invés de prestar atenção em volta de mim. Eu deveria saber. Deveria saber que ele ia fazer algo. Eu nem mesmo tinha percebido que ele estava aqui até Tru voltar para fora com dois potes de sorvetes, um em cada mão. Ela estava olhando para o chão, para os seus pés com aqueles sapatos que eu queria foder ela neles mais tarde, não para o que estava na frente dela. Inferno, eu nem tinha percebido que alguém estava diretamente atrás de mim antes de sentir a gasolina da mangueira descer pela minha perna. Achando que o mecanismo que desligava a bomba depois que o tanque estava cheio estava com problema, virei para ver Colby lá,


encharcando eu e a moto com a mangueira que ainda estava bombeando gasolina em ritmo alarmante. "Sabe," ele disse sem emoção. "Eu te avisei o que iria acontecer. Eu porra, te avisei. Agora ela vai morrer tudo porque você não conseguiu ouvir e seguir as instruções. Espero que você queime no inferno." A coisa engraçada era na maldita vez que eu não estava usando uma roupa contrafogo, eu estava no processo de ser incendiado. No meu fodido uniforme do corpo de bombeiros, abandonado por Deus, que dava coceira pra caralho. Finalmente soltando a mangueira, ele derrubou no chão e ela balançou com um arco de volta para a bomba. Ela continuou derramando gasolina até acertar o concreto perto da outra bomba, sacudindo o mecanismo que continuava bombeando. Então, como em câmera lenta, ele tirou um isqueiro bronze do bolso, abriu, e foi imediatamente derrubado no chão pela raiva de um homem que estava protegendo o filho. O isqueiro estalou fechado com a força da batida, ecoando forte nos meus ouvidos. Colby aterrissou no chão soltando ar, e o som dos corpos colidindo encheu o ar da noite. A corrida do meu coração começou a diminuir, e a emoção do que quase aconteceu começou a passar por mim. Se afastando, o meu pai deu o primeiro soco no rosto atordoado de Colby, acertando ele de novo e de novo antes do Colby conseguir recuperar o equilíbrio. Eu estremeci por dentro, lembrando-me de quando estava do outro lado recebendo esses socos quando eu era uma criança idiota que foi pego por policiais tentando roubar um carro. Por sorte, o policial me levou para o meu pai, ou pelo menos, pensei que tivesse tido sorte na hora. Ele me mostrou quanta sorte eu tinha, assim que o policial saiu pela garagem quando ele logo depois socou a merda fora de mim. Aos dezenove, eu nunca estive em uma briga com alguém com o calibre do meu pai. Meu pai tinha 1,95 de altura, 160 quilos e um punho como uma marreta.


"Você está bem?" Tru perguntou suavemente, olhando para mim, mas não me tocando. "Sim, mas eu quero que você vá ficar perto da porta. Fique longe daqui até limparem toda a gasolina. Na verdade, tem um botão de emergência para desligar a bomba lá perto. Por que você não vai lá e aperta? Se o caixa ainda não chamou os policiais, ele precisa fazer isso acontecer," instruí ela. Com um último olhar ansioso para mim, ela seguiu as minhas ordens e se apressou para o edifício. Desligando as bombas, ela correu para dentro para falar com o caixa, finalmente me permitindo virar e olhar o meu pai enquanto ele terminava... O que quer que seja que ele estava fazendo com o Colby. Eu não tinha certeza se ele estava puto e batendo nele ou se ele estava fazendo isso de propósito. Qualquer que seja a razão, eu tinha um sentimento que Colby não ia acordar por um tempo. "Porra, Booney. Você poderia ter guardado o resto para nós," Silas murmurou sob a respiração enquanto olhava para Colby chorando no chão. Os meus olhos se moveram do meu pai para o Silas e eu sorri. "Ele nunca jogou de acordo com as regras," informei a ele. "Foda-se se isso não está certo," Silas murmurou, dando as costas para nós e andando para a viatura que encostou no estacionamento logo depois. "Você está bem, garoto?" Meu pai perguntou, dando ao Colby um bom chute final antes de levantar. Eu acenei. "Com certeza." "Sabe," meu pai disse levemente. "Você poderia ter percebido que ele realmente ia fazer isso e ter se movido, antes dele conseguir te deixar encharcado de gasolina. Vai ser uma merda lavar isso a seco."


"Ele é seu irmão?" Gritei, surpresa. O pai do Grayson tremeu, cobrindo o ouvido com a mão quando o meu grito de ultraje saiu um pouco de controle. Mas sério... Irmão dele? Grayson acenou para o pai, que estava inclinado contra uma parede do outro lado da casa do clube. "Do meu pai com outra mulher, sim." Olhei para o pai dele e balancei a cabeça. "Eu realmente não entendo. Como você não sabia que tinha um filho? E isso faz do Bobby o seu irmão, também?" Booney era legal e tudo, mas o homem tinha o autocontrole de um coelho quando o assunto era segurar as suas calças. Quem não sabia sobre o seu próprio filho? Ele balançou a cabeça. "Eu não finjo saber o que estava passando na cabeça do meu pai. A mulher foi um caso de uma noite, supostamente, e nunca contou para ele sobre a criança. Mais tarde, a mãe do Colby casou com um banqueiro “respeitável.” Depois, era interesse dela não contar. O banqueiro era abusivo com Colby, no entanto. Colby se ressentiu com ele até o dia que ele morreu. E depois o padrasto admitiu que Colby nem era mesmo seu filho e ele não herdaria um centavo." "Puta merda," eu disse, surpresa. "E depois?" "Colby já era um policial nesse ponto. Ele descobriu quem era o pai verdadeiro dele, mas não foi atrás de nenhuma relação. Provavelmente nunca teria se incomodado, mas ele me viu com você. Quando ele começou a cavar o meu passado, percebeu rapidamente quem era o meu pai. Ele ficou com raiva que eu tive uma “vida boa” enquanto ele teve uma de merda e não queria que eu ficasse com você, também. Tentou me fazer ser demitido. As minhas conexões não permitiriam isso, no entanto. O que eu não tinha percebido até o seu pai me contar um dia antes de eu terminar


com você. Quando ele percebeu que não conseguia chegar até mim, ele começou a ameaçar você." "Isso... Isso... Isso é uma loucura!" Gritei, balançando as minhas mãos na minha frente. Ele acenou, olhando para a pele dele, que tinha enrugado um pouco por causa da gasolina e então de volta para mim. "Ele é um fodido doente, é o que ele é. Boa viagem para ele na cadeia. Eu só queria ter a habilidade para sugerir a pena de morte." "Ele não matou ninguém realmente, então infelizmente, só vai pegar no máximo vinte anos. O irmão dele, Bobby, não você, vai provavelmente conseguir um bom advogado. Aposto que vai ser dez anos no máximo,” minha mãe disse honestamente. Eu murchei ombros caindo com descrença. "Então qual é ponto de ter todos aqueles problemas? Que monte de merda." Minha mãe colocou um braço em volta do meu ombro, me puxando perto antes de dar um beijo na minha testa. "Está tudo bem, querida. Nós vamos nos preocupar quando a hora chegar.” Eu acenei, sabendo que não tinha nada mais que eu pudesse fazer. Quando olhei para cima, os meus olhos pegaram os do pai do Grayson que estava no processo de falar com o Ross pela primeira vez. Ross tinha colocado as mãos profundamente dentro dos bolsos dele, a cabeça levemente inclinada enquanto acenava para algo que Booney disse. "Frank, posso falar com você por um momento?" Grayson perguntou. Eu movi a minha atenção de volta para o homem que estava olhando para o meu pai com um rosto meio verde. Ele estava doente? Antes que eu pudesse perguntar, meu pai levantou, e os dois saíram, conversando suavemente. "O que foi isso?" Perguntei desconfiada. "Dez pratas que ele vai pedir permissão para casar com você," minha mãe disse alegremente.


Eu praticamente me dei uma chicotada quando virei para olhar para a minha mãe. "Você está me zoando." Ela balançou a cabeça. "Não. É isso que eu acho, de qualquer maneira. Ele estava mexendo com algo no bolso a noite inteira. Estava fazendo isso até mesmo na noite da minha festa sem câncer. O jeito que ele olha para você, querida, é refrescante. Não há nenhuma outra coisa que eu pediria para o homem que casar com você. Vocês são perfeitos um para o outro." "Então..." Eu disse olhando para a porta. "Você acha que eu consigo ir lá e ouvir sem eles me verem?" Ela riu. "Nunca na vida."

Artigo do Jornal Benton Times Um agente de polícia, Colby Prescott, um veterano com seis anos no departamento policial de Benton, foi acusado por tentativa de assassinato na noite de sexta. Ele foi preso depois de tentar incendiar um bombeiro, Grayson Trammel. Trammel tinha acabado de ganhar uma medalha de honra por salvar um bebê de um prédio em chamas. Ele recebeu a medalha na última noite e foi até a loja de conveniências perto da casa dele em Edgewood com a sua namorada, Tru Doherty. Enquanto a namorada estava lá dentro, Colby escolheu esse momento para ataca-lo. O pai de Grayson conseguiu intervir antes que Prescott conseguisse iniciar o fogo. A fiança dele é de 400 mil dólares.


DOIS MESES DEPOIS A vida estava perfeita. Absolutamente perfeita. Eu estava vivendo um sonho. Ele tinha encontrado alguém para assumir o meu contrato, assim, eu tinha ficado livre e discutimos durante uma semana, antes de me mudar para morar com ele e ficarmos juntos. Eu iria para a cama com o Grayson nos dias que ele estava de folga e acordava ao lado dele de manhã, a maior parte do tempo com ele fazendo amor lento e suave comigo. Nos dias em que ele tinha que trabalhar, eu ia para cama sozinha, mas acordava quando ele deslizava o seu corpo duro como pedra ao meu lado, tocando a minha pele quente com a sua pele fria. Eu envolvia os meus braços em volta dele bem apertado, inclinando a minha cabeça contra a orelha dele para esquentar ela também. Era uma tradição, uma que eu amava. Só que hoje ele estava totalmente vestido quando me acordou, pulando o abraço usual que eu amava tanto. Ao invés disso, ele sentou do lado da cama, a sua cabeça nas mãos. "O que foi?" Perguntei.


Minha voz ainda estava rouca do sono, e ele pareceu murchar ainda mais, me alarmando. "Ouvi algumas notícias do promotor essa manhã enquanto eu estava saindo do trabalho," ele hesitou. "Eles não vão fazer um julgamento para Colby. Todo o trabalho que eu tive e eles não vão fazer nada. Eles temem que a saúde mental dele esteja diminuindo, então eles decidiram mandalo para uma clínica psiquiátrica ao invés de prendê-lo. A prisão pode ainda ser uma opção depois, mas eles não acham que sua mente estará sã o suficiente para sair daquele lugar algum dia." Eu estava sem palavras. Eles o que? "Eles só vão colocar ele em um hospício depois de tudo que ele fez com você... Comigo?" Engasguei com ultraje. O imbecil tentou nos queimar vivos! Ele nos encharcou com gasolina! E depois acendeu um maldito isqueiro. Na frente de pelo menos dez pessoas! Quero dizer, o que mais eles precisavam? Ele deveria estar apodrecendo em uma cela, não sentando em uma clínica agradável. "Eles vão ser capazes de segura-lo lá se ele quiser sair?" Perguntei, surpresa. Ele deu de ombros. "Eu não sei." Sentando, eu envolvi os meus braços em volta das costas dele, descansando a minha cabeça contra o seu ombro. "Quando ele vai?" Perguntei baixinho, esfregando a minha bochecha e nariz contra a camiseta suave que ele estava vestindo. "Ele já está lá. Cabe nem ia me contar, preocupado que eu ia fazer algo estúpido. Foi sua mãe que contou, ela achou que eu gostaria de saber," ele explicou desanimado. Acho que talvez ele pensasse que tinha falhado, mas ele não falhou. Ele me protegeu. Nós estávamos felizes. Nós tínhamos saúde. Não havia


nada mais que eu quisesse. Fechando os meus olhos, corri as minhas mãos pelas costas dele até achar o espaço entre as calças e a camiseta. Usando as minhas unhas, movi para cima e para baixo por suas costas, arranhando do jeito que eu sabia que ele gostava. "Vamos dar aquela volta que você me falou a noite passada. Não há nada melhor que a família e os amigos quando você está estressado." Ele acenou e levantou, saindo das minhas mãos. Eu fiquei pronta rapidamente. Vestindo um jeans simples, uma camiseta de mangas longas pretas que dizia: Essa vadia não vai cair! E as minhas botas de cowboy rosa. Grayson nunca disse uma palavra sobre a minha bota rosa brilhante e quente. Ele apenas sorria suavemente para mim quando me via nelas, o que era o que eu queria hoje com a camiseta. Eu vivia para ver o sorriso daquele homem. Depois de me vestir, andei até o lado de fora para encontrar Grayson já na sua moto, encarando a vizinhança. Ele virou quando eu comecei a descer as escadas. "Pronta?" Com o meu aceno, ele levantou a perna e ligou o seu mais novo projeto de moto. Não era brilhante, ou grandiosa, mas eu estava trabalhando nela com ele e isso a deixava especial para mim. No início, eu só entregava as ferramentas e outras coisas para ele, mas me conformei em ajudar com diversas coisas. Ele me ensinou a desmontar a transmissão, que tinha que admitir, eu era muito boa. Na verdade, era meio divertido me sujar com ele. Deixava-me feliz ver que eu o ajudava quando e onde eu pudesse. Levantando a minha perna, deslizei para a moto atrás dele e peguei o capacete que ele tinha em suas mãos esperando por mim. Não foi até prender ele apertado que percebi que tinha algo pendurado em cima do capacete. Alcançando o topo, a minha mão se


fechando na linha de pesca, eu puxei. Soltou facilmente, e eu olhei para baixo para ver um anel de noivado com um diamante cintilante. Soltando o freio e mudando a marcha para acelerar, ele começou a ir para frente lentamente, perdendo o meu grito estridente de felicidade por causa do rugido do motor. Eu deslizei o diamante quadrado lindo no meu dedo e admirei-o enquanto ainda estávamos nas estradas. Ele olhou sobre o ombro e piscou para mim quando chegamos à placa de pare na rua principal, me fazendo positivamente brilhar. Envolvendo os meus braços em volta dele, ele acelerou de zero a cinquenta em alguns segundos de parar o coração. Isso. Era. Incrível.

DOIS DIAS DEPOIS "Puta merda, essa é uma pedra maciça," minha irmã disse enquanto admirava o anel no meu dedo. Nós estávamos sentadas em uma mesa do Halligans and Halligans na minha festa de noivado. Como a minha irmã e todos os meus amigos adoráveis fizeram isso tão rápido estava além de mim. Eu acenei. “É, não é? Eu amo ele, no entanto. Embora continue pegando no meu cabelo quando estou tentando prender em um rabo de cavalo." Ela bufou. "Tenho certeza que isso é uma coisa muito ruim em estar noiva, prender o seu anel no cabelo e tudo." Eu dei um tapa nela com a parte de trás da minha mão. "Cala a boca." Uma comoção alta no bar nos fez virar para ver uma mulher pequena e fofa com cabelo preto pedindo mais uma dose de uísque. "O que está acontecendo?" Perguntei, acenando para a mulher. Viddy olhou para ela.


"É a viúva do Tunnel. Ela recebeu flores do marido dela hoje." Eu inclinei a cabeça, pensando sobre isso. "Mas como..." Ela sorriu tristemente para mim. "Tunnel mandou flores para ela no trabalho pelos últimos quatro anos. Esse ano ela recebeu as flores no trabalho, mas ele já morreu faz cinco meses." Puta merda. Fale-me sobre deixar alguém louco. Que triste. Horrível. Trágico. Mesmo sendo romântico, também era de quebrar o coração. Aquela pobre mulher. "Bem, ela merece muito mais do que uma dose. Isso é horrível," eu disse lentamente, assistindo ela virar a dose que acabaram de colocar na frente dela. "Eu preciso usar o banheiro," minha irmã disse. "Venha comigo." Levantei sem perguntar. Quero dizer, sério, quem no inferno quer ir ao banheiro sozinha quando tinham outras pessoas para ir com eles? "Ahh! Eu também!" Viddy gritou. Eu olhei para a cerveja na frente dela intocada com suspeita. "Por que você precisa fazer xixi se você nem tocou na sua bebida?" A mão dela desceu sobre a barriga de um jeito protetor, e eu sorri, pulando para cima e para baixo enquanto batia palmas. "Puta merda! Você está grávida!" Antes de abraçar ela. O meu grito de felicidade trouxe os olhos do Trance para mim e então para a esposa dele. Ele sorriu calorosamente para ela antes de voltar para sua conversa com Loki. Loki e o Trance ainda eram meio novos para mim. Eu só via eles ocasionalmente em festas e mesmo assim ainda era um pouco aleatório. Eles eram policiais no departamento policial de Benton, e nos últimos dois meses, eles tinham estado trabalhando em um caso que passava por


dois estados, cinco condados, e três bairros. Era um negócio grande que ultimamente estava nos jornais, o que afastou a atenção deles de todas as festas e corridas que eu participei. Os jornais estavam especulando ultimamente sobre o que atrairia esse tipo de envolvimento da lei, mas todo esse envolvimento estava fechado. Mesmo Grayson, que eu sabia com certeza, sabia o que estava acontecendo. Mesmo assim, eu estava feliz. De jeito nenhum eu ia me preocupar sobre algo que estava fora do meu controle. "Você e a Rue vão ser parceiras de gravidez!" Eu animei. Viddy sorriu timidamente para mim. "Sim, mas a Rue está alguns meses na minha frente. Ela vai ter o bebê quando eu estiver no meu segundo trimestre." Enquanto nós andávamos para o banheiro, Reese e Viddy conversavam sobre as partes ruins da gravidez, e eu fechei os meus olhos, tentando não ouvir sobre a possibilidade da minha vagina se esticando para o tamanho de uma melancia. Reese e Viddy entraram antes de mim no banheiro, e esse foi o porquê de elas não verem o braço se enrolar em volta da minha barriga e a mão cobrindo o meu rosto. "Não grite ou eu vou matar essas vadias," Colby rosnou no meu ouvido. Eu congelei e os meus olhos se fecharam. Ah. Porra. "Boa garota. Essa é uma boa garota. Ande comigo até a saída de trás," ele instruiu. Eu acenei e comecei a ir para frente, acertando a longa coluna na porta que abriria a tranca.


"Vá para o lado do edifício. O meu carro está parado lá," ele ordenou. Eu sabia que se entrasse no carro com ele, eu não estaria viva por muito tempo, então eu enrolei. "Os seus irmãos estão lá dentro. Você não quer falar com eles?" Perguntei, sabendo que isso ia aumentar a raiva dele. Aumentou. Um soco forte na parte de trás da cabeça me fez cair em minhas mãos e joelhos. Cascalho entrou nas minhas palmas dolorosamente, mas eu fiquei lá, esperando conseguir tempo o suficiente para Grayson perceber que eu sumi. Preferivelmente sem receber outro soco na cabeça. Os meus olhos se moveram para frente e eu vi areia cobrindo o chão perto da lixeira. Se eu conseguisse me mover um pouco, poderia joga-la nos olhos dele. Talvez me afastar dele. Eu só consegui me mover alguns centímetros do meu lugar anterior quando Colby me chutou forte nas costelas, me fazendo rolar de dor. Os músculos do meu abdômen se torceram e os meus olhos se fecharam apertados. Deus, isso dói. Quem diria? As minhas mãos instintivamente subiram para cobrir a minha cabeça, esperando a próxima explosão, mas ela nunca veio. Ao invés, um grito de raiva soou atrás de mim, tirando a atenção do Colby de mim para a nova ameaça. Levantei os meus braços a tempo de ver a Iliana vindo na direção de Colby com a raiva e a ferocidade de um gatinho puto. Colby a parou facilmente, levantando a perna bem a tempo de chutar a perna da Iliana, a fazendo cair. Só que o que o chute fez, no entanto, foi tirar todo mundo da linha de fogo. Quatro explosões altas encheram o ar atrás do bar seguidas por Colby caindo no asfalto como um tijolo diretamente na minha frente.


O som do corpo dele batendo no chão foi incrivelmente alto depois de todo o barulho que tinha acabado de acontecer. Meus olhos estavam abertos em choque, eu virei para a porta traseira do bar para ver Loki, Trance, Grayson e a minha mãe em pé, ombro a ombro, com as suas armas ainda levantadas em uma pose de tiro na frente deles. "Puta merda," eu respirei. Iliana virou para mim com um gemido de dor e sorriu. "O Bobby soltou ele." "O que?" Perguntei, um pouco em choque. Ela acenou. "Sim, foi isso que eu pensei, também. Eu liguei para o seu celular, mas Grayson estava com ele. Ele atendeu e eu disse para ele encontrar você. Eu estava a caminho, de qualquer jeito, para a sua festa, mas o Bobby estava agindo totalmente estranho, tentando me tirar de casa. Pensei que ele estava tentando colocar uma garota para dentro depois que eu saísse, então estacionei do lado da estrada apenas para ver Colby sair da minha fodida porta da frente!" "Ai meu Deus!" Suspirei. "Podemos tirar você do caminho do fodido sangue antes de continuarmos essa conversa?" Minha mãe grunhiu. Pisquei e olhei para o sangue que estava de fato a caminho de colidir com as minhas calças e levantei com dor. A mão de Grayson foi para os meus braços e me ajudou a levantar antes de empurrar o meu rosto no seu peito. Ele estava tremendo e eu enrolei os meus braços em volta dele, segurando-o apertado do mesmo jeito. "Eu sinto muito, Grayson," disse suavemente. Ele balançou a cabeça. "Eu sabia que isso ia acontecer. Eu apenas subestimei o momento." Olhei para a minha mãe, que estava ajudando Iliana a levantar do chão, saindo dos braços de Grayson e correndo para os braços da minha melhor amiga.


"Eu senti tanto a sua falta," eu disse no pescoço dela. Ela começou a soluçar quase na mesma hora que eu, e nenhuma de nós fez muito sentido depois disso.

"Então, o que exatamente aconteceu? Por que você ficou tão distante?" A minha curiosidade estava me matando. Ela balançou a cabeça. "O Bobby estava estranho. Quero dizer, era como se a personalidade dele fosse transplantada para outra pessoa e eu fiquei presa com o novo Bobby maldoso. Quando ele me disse que saiu da marinha, eu estava tão animada. Então, ele começou a sair mais e mais com o irmão dele, e lentamente começou a mudar para alguém que eu não gostava." Eu acenei. Eu realmente podia ver isso acontecendo. Colby sempre foi uma pessoa persuasiva cada vez que eu estive com ele. Eu lembro de uma vez, em particular, quando ele fez uma mulher que encontrou em jantar sair para um encontro com ele. Ele foi tão charmoso e persuasivo que ela nunca teve uma chance. Ele saiu com ela por um tempo, e agora posso dizer que o seu plano na época era me deixar com ciúmes. Quando não funcionou, ele terminou com a mulher. Cruelmente, se me lembro bem. "Por que você não disse nada? Quero dizer, vejo você no trabalho de vez em quando. Por que não disse algo, então?" Perguntei. Ela balançou a cabeça, correndo os dedos pelos cabelos enrolados. "Eu acho que ele me seguia. O Bobby, não Colby. Ele começou a ficar muito estranho sobre isso, também. Nunca me deixando sair sem ele, e esse foi o motivo que eu parei de te ligar. Eu o flagrei lendo as minhas mensagens. Eu consigo perdoar muitas coisas, mas depois de hoje a noite, não vai acontecer mais. Preciso tirar ele de casa. Tipo, agora," ela disse, tremendo um pouco.


"Eu vou te ajudar com isso," minha mãe disse quando sentou, "Eu já mandei eles para a sua casa. O Bobby vai ser acusado por ser seu cúmplice. Ele estará vendo a parte de dentro de uma cela. Por pelo menos alguns anos." Iliana pareceu murchar. "Graças a Deus. Eu realmente não estava ansiosa em expulsar ele." Grayson levantou alguns momentos depois da admissão dela, o que trouxe a minha atenção não para Grayson, mas para o homem diretamente atrás dele em pé contra a parede. "Quem é o homem com a minha irmã?" Perguntei quando ele deslizou para a mesa. Os olhos putos de Grayson viraram da mesa para a minha irmã, que tinha um homem grande e loiro segurando elas nos braços. "Luke Roberts. Ele é irmão da Baylee. Ele é policial em Kilgore, Texas. Há uma hora de distância daqui,” ele respondeu. Eu acenei em entendimento. Isso explicava porque que ela estava se inclinando contra ele. Ela deve conhecer ele. Então ele a beijou, e eu acho que conhecer e conhecer eram duas coisas diferentes. Puta merda!


5 MESES DEPOIS "Você sabe que isso não é normal, né?" Minha irmã perguntou da sua posição embaixo do meu vestido. "Sim, mas tem algo me cutucando na bunda. Se você não arrumar, eu não vou conseguir usar a merda da saia tule que você me fez colocar," informei a ela. Ela suspirou e começou a procurar em volta da minha roupa de baixo e da saia procurando pelo o que estava me incomodando. Eu olhei para a minha esquerda quando ouvi o click da câmera e gritei. "Mãe! Tira a câmera daqui antes que eu arranque ela das suas mãos e pise nela com os meus saltos pontudos." Eu queria que isso saísse de uma forma mais intimidadora, mas a minha mãe trabalhava com traficantes e cafetões nos cinco dos setes dias da semana. Uma noivazilla não ia perturbar ela. "Peguei!" A minha irmã soltou enquanto a porta abria e o meu pai entrava. Ele olhou para mim, olhou para a minha irmã, que estava saindo debaixo do meu vestido, e então balançou a cabeça. "Por que eu?"


Minha mãe veio e abraçou-o por trás. "Você merece isso e muito mais. Você foi um filho tão ruim para os seus pais." Ele suspirou. Sim, isso é verdade. Do que eu já ouvi, eles realmente estavam dentro dos anos setenta quando eram jovens, se você entende o que quero dizer. Minha mãe o beijou nas costas. "Certo, garotas. Vejo vocês no casamento. Quebre uma perna, Tru." Com esse comentário adorável, ela saiu, sem olhar para trás. "Uma mãe tão doce," Iliana riu. Eu olhei para ela, tão feliz que conseguiu voltar do Texas. Depois de tudo o que aconteceu com Bobby e Colby, ela decidiu voltar para a cidade dos pais dela, em Amarillo, Texas. Ela achou um emprego que amava, e pelo que eu entendi, um homem que a adorava. Só estava relutante em falar sobre isso, o que era suspeito. Eu daria um tempo a Iliana para voltar nesse assunto novamente, mas não machucaria, entretanto, ter um pouco de diversão. "Certo, senhoras. Cadê a Rowen? Está na hora de colocar esse show na estrada. Posso praticamente cheirar a linha de chegada," meu pai provocou. Mostrei a ele o dedo do meio. "Então, você está dizendo que está pronto para dar a sua filha favorita para um homem que queimou as suas sobrancelhas?" Ele deu um passo ameaçador para frente quando as portas da sala que estávamos foram abertas. "Certo, pessoal. Vamos, vamos. O tempo está passando," Rue disse animada, batendo palmas. Então, claro, as damas de honra saíram em ordem. Baylee. Adeline. Viddy. Channing. Rue. Iliana. E por último a minha irmã. "Merda!" Engasguei. "Rowen? Cadê você? Está na hora de você jogar as suas flores!" Eu conseguia ouvir as risadas baixas da multidão, e percebi que gritei um pouco alto, me fazendo imediatamente corar.


"Aí ela está... Rowen, onde estão as suas roupas?" O meu pai gritou. Rowen furiosamente pegou as flores dela, então saiu como um foguete pelo corredor. Olhei enquanto a bunda dela coberta pela Princesa Elsa desaparecia pelo corredor. Pelo menos ela ainda tinha os sapatos brilhantes da Princesa Anna. "Bem..." Meu pai disse, olhando para ela. "Pronta?" Sem mais nada a dizer, eu me inclinei e o beijei na bochecha. "Absolutamente."

"Eu não acredito que você escolheu Highway to Hell14 para caminhar pelo corredor," minha mãe reclamou. Sorri para ela. "Grayson achou que seria engraçado." Ela olhou para mim. "Querida, o seu vídeo de casamento terá para sempre as expressões de todos congeladas com terror. Como não percebe que isso seja uma maldita questão? Você me envergonhou." "Isso provavelmente foi porque a sua neta fez uma magia da Princesa Elsa com a sua calcinha e sapatos de princesa," acusei. Minha mãe, claro, sorriu como se aquilo fosse a coisa mais fofa do mundo. "Aquela garota." Foi bem engraçado. Seria engraçado observar a multidão quando eles pegaram uma visão dela. Eu quase apostaria todo o meu dinheiro que o rosto de Reese estava dez tons de vermelho. "Eu não quero falar sobre aquela menina. Ela pegou essa esquisitice do pai dela." Reese soltou enquanto andava ao meu lado. Coloquei o meu braço em volta da cintura dela. "Reesey, você segura o meu vestido enquanto eu faço pipi?"

14

Música do AC/DC - Estrada para o inferno.


Reese rolou os olhos. "Claro, querida irmã. Eu até mesmo dou descarga para você se precisar." "Vocês são hilárias," minha mãe suspirou enquanto se afastava. "Acho que você deixou a mamãe querida mais envergonhada hoje," Reese disse enquanto andava comigo para o banheiro. Eu acenei. "Sim, mas valeu muito a pena ver o olhar no rosto dela quando a música começou a tocar." Reese balançou a cabeça. "Ela vai te servir cinzas no natal." "Está tudo bem. Valeu cento e quatro por cento a pena,” anunciei quando chegamos na porta do banheiro. "Você acha que vai ficar tudo bem se eu trocar para um short?" Minha irmã me olhou. "Sim, mas está tipo... Zero graus lá fora. Você não vai ficar com um pouco de frio?" Balancei a cabeça. "Não. Eu trouxe uma meia calça grossa. E se eu ficar com muito frio, tenho um marido que emite calor como um aquecedor. Vou ficar bem. Sem mencionar que o salão que alugamos é aquecido." Ela balançou a cabeça, mas não disse outra palavra. Ela sabia que eu odiava usar qualquer coisa que era desconfortável. E de qualquer jeito, ela era igual a mim, mas por necessidade tinha que ignorar isso. Uma pessoa não podia andar por aí sem calças com crianças por perto. Depois de alguns minutos dela desfazendo os botões, abrindo ganchos e laços, eu finalmente podia respirar pela primeira vez em quase três horas. "Jesus, essa coisa deixou marcas na minha pele!" Eu ri um pouco. A minha irmã me deu um olhar divertido. "Isso é porque você engordou quase 7 quilos nos últimos três meses. Você viu os seus pés dentro dos seus tênis de corrida ultimamente?"


Mostrei o dedo do meio para ela. "Tenho malhado de um jeito mais prazeroso," disse enquanto tirava o sutiã sem alças que estava vestindo e colocava um top. Ela me deu um olhar horrorizado. "Eu realmente... Realmente não precisava saber disso." Colei os meus lábios para não dizer exatamente o que ela não queria ouvir. Principalmente porque a minha vida sexual era incrivelmente perfeita, e eu estava disposta a informar qualquer um disso. Eu era uma vadia vingativa nesse sentido. Eu ainda me lembro dela me contando de quando perdeu a virgindade, como tinha sido horrível. Eu estava na idade que estava apenas descobrindo os garotos e ela efetivamente me assustou para nunca ter sexo. Nunca. Foi um voto que eu mantive durante o ensino médio e a faculdade inteira. Agora, no entanto, estava secretamente feliz que ela fez aquilo. De outro jeito, eu não teria sido capaz de dar ao Grayson aquele presente quando chegou a hora. E falando no diabo. Os meus olhos se levantaram quando coloquei a camiseta enquanto ele estava entrando pela porta. "Você nem mesmo nos deixaria cortar o bolo primeiro?" Ele perguntou divertido. Ele estava tão sexy. Calças pretas. Camisa preta. Gravata roxa escura para combinar com os vestidos das minhas damas de honras. O terno que nós pegamos para combinar com as calças foi descartado no momento que terminamos de tirar as fotos, uma hora atrás. Agora, até mesmo a sua gravata sumiu. Estava dentro de um bolso, o final aparecendo um pouco.


O seu cabelo preto estava mais longo que o normal, mas só porque eu pedi para não ter um noivo careca nas minhas fotos de casamento. Foi uma luta, mas no final venci. Balancei a cabeça. "Não se você quiser uma esposa que participe da lua de mel. Eu estava sufocando até a morte." Ele balançou a cabeça e virou para a minha irmã. "Tem alguém lá fora querendo falar com você." Ela saiu rapidamente, quase como se soubesse quem estava lá. Quando a porta se fechou atrás dela, me movi mais perto dele. Eu levantei as sobrancelhas. "Quem?" Ele deu de ombros, "Roberts. Ele disse que tem algo que precisa falar. Só que eu não perguntei. Não era da minha conta. Agora você, por outro lado, é definitivamente da minha conta." Subindo o meu short, virei e subi a minha camiseta, levantando a minha bunda para o seu olhar. "O que você acha do meu short?" Perguntei para ele, realmente interessada na resposta. Ele olhou para baixo e um sorriso começou a se espalhar pelo seu rosto. "Eu gosto muito dele. Agora," ele murmurou, deslizando atrás de mim. "Tire eles." Eu dei a ele um olhar impressionado e comecei a andar para a porta. "Boa tentativa, garotão. Nós temos convidados esperando para cortar o bolo." Ele já estava vindo em minha direção, completamente ignorando o meu “não.” O meu sangue começou a correr forte pelas minhas veias. Com três passos, ele estava em mim, e o sussurro dele mandou calafrios pela minha espinha. "Se você não tirar, eu vou tirar para você. Então você vai ter que colocar o vestido de novo porque não vai sobrar nada dele." Com as células nervosas incendiadas, enganchei o meu dedão na cintura do meu short que dizia “Sra. Trammel,” e empurrei ele para baixo,


me inclinando lentamente enquanto isso. Ele rosnou baixo na sua garganta, e os seus dedos correram pelos meus lados, se curvando dentro da minha coxa até a sua mão descansar contra o meu sexo. "Não se preocupe, querida, eu vou fazer isso do jeito mais rápido e indolor possível. Nós temos que estar prontos para cortar o bolo daqui a pouco, afinal," ele rosnou. Calafrios dançaram pela minha espinha, e eu me inclinei para frente, descasando meus antebraços na porta. Ele pegou como um convite e lentamente abriu o cinto. O barulho dos dois pedaços se separando parecia ecoar nas paredes, fazendo o som parecer alto no espaço vazio. As calças deles bateram no chão com uma pancada, provavelmente por causa do celular ainda no bolso. Os meus olhos se fecharam quando senti a ponta do pau dele beijar as bordas da minha vagina e eu subi a minha bunda ainda mais, oferecendo tudo que eu tinha para dar. Ele pegou o seu pau na mão e esfregou o comprimento contra os lábios do meu sexo, se encharcando com o líquido fluindo livremente da minha buceta. Cada passada do seu pau batia no meu clitóris e o meu centro se apertou, enquanto eu tentava não gozar. "Você já está perto, não está?" Ele perguntou enquanto a sua mão livre subia pelo meu corpo, embaixo da minha camiseta. Quando a mão dele achou um mamilo, eu tive que fechar as minhas mãos em punhos, enterrando as minhas unhas nas palmas para me distrair. Esse era um jogo novo do Grayson, vendo o quanto ele podia me provocar antes que gozasse. A maior parte do tempo, eu conseguia esperar até ele estar dentro de mim, mas hoje ele me enviou mensagens sexys e fotos no limite de serem pornográficas desde a manhã. Eu estava necessitada e pronta para gozar quase o dia inteiro, sem alívio a vista. Ele riu sombriamente contra o meu ouvido, e eu senti a cabeça grande do pau dele contra a minha buceta. Lentamente, ele começou a


empurrar para dentro, deslizando profundamente com o primeiro empurrão para casa. Ele silvou quando entrou completamente, enquanto eu gemia pelo preenchimento. "Como um fodido sonho," ele murmurou, puxando para trás um pouco e batendo os quadris de volta para frente. Os meus braços se apertaram ainda mais contra a porta, e me inclinei ainda mais. Com cada movimento para frente, as bolas dele balançaram, batendo no meu clitóris e me levando ainda mais perto para a borda. Como se estivesse sentindo a minha libertação próxima, ele começou a acelerar, batendo contra mim até eu não ter outra opção a não ser firmar o meu corpo contra a porta. Ele me pegou forte, e eu amei isso. "Perto," ele gemeu no meu ouvido. Deixando a minha mão viajar para o meu clitóris, comecei a esfregar ele em círculos lentos. Não demorou muito para as estrelas começarem a explodir atrás das minhas pálpebras e um prazer tão puro começou a correr por mim. Descendo da minha espinha até os meus pés. Envolvendo os braços em volta da minha cintura, ele me puxou para baixo duro com cada estocada, e depois de alguns momentos se juntou a mim. Com três estocadas curtas ele gozou dentro de mim. Grunhindo com cada jato. "Mmmm," ele murmurou suavemente depois, ficando dentro de mim e correndo o nariz pela minha mandíbula. "Estou cansado agora. Eu não acho que consigo ficar acordada para o bolo," brinquei. Ele riu. "Você pode sonhar." Eu teria batido nele se tivesse me dado a oportunidade. No entanto, em um segundo ele ainda estava pulsando dentro de mim e no próximo estava do outro lado da sala rindo com a sua piada. "Não é engraçado," olhei para ele.


Os seus olhos se estreitaram quando ele viu o meu estado despenteado. "Hora de se limpar, querida," disse, jogando uma toalha para mim de uma mesa próxima. Eu não discuti. Peguei e me limpei, dobrando no meio e jogando no lixo. "Sim, querido," respondi ironicamente enquanto eu colocava o short em volta da cintura e pegava os meus sapatos e meias. Ele veio sentar ao meu lado e esperou até eu amarrar os meus cadarços antes de me puxar nos seus braços. "Você me fez o homem mais feliz da Terra," ele sussurrou. Eu coloquei os braços em volta do pescoço dele e abracei apertado. "Digo o mesmo, querido." Ele sorriu e bateu na minha bunda, a ardência me empurrando para frente. "Agora, vamos cortar o nosso bolo," ele disse. "Tenho quase certeza que eu ouvi a sua mãe perguntando onde você estava antes de entrar aqui." Ele saiu da sala antes que o rolo de papel higiênico que joguei nele acertasse o alvo. Merda. Ela ia totalmente me matar.

"Grayson, com licença, vocês todos conhecem ele como Torren, disse que se eu fizesse um bom trabalho hoje, eu poderia ser o padrinho do seu próximo casamento," Ross tossiu. "Quero dizer... Opa. Foi mal irmão." O Ross piscou. "Então eu vim aqui e roubei essa garrafa de cerveja para dar o meu discurso obrigatório de irmão, e dizer a todos que como eu estou feliz por ele.” A multidão riu e Grayson balançou a cabeça. Eu virei a cabeça e sussurrei no ouvido dele. "Você realmente disse isso, não disse?"


Ele fechou os olhos e riu. "Eu nunca vou contar." "De qualquer jeito, já que o meu irmão se sentiu na obrigação de me fazer o padrinho do casamento dele, agora me sinto na obrigação de pedir para todas as Old ladies na sala entregar as chaves da casa de Grayson. Eles estão oficialmente casados e eu não vou ter nenhuma mulher entrando na casa dele. Isso é falta de respeito com a Tru," Ross continuou. Silêncio. Eu apenas balancei a cabeça. O homem apenas pensou que ele era tão fodidamente engraçado. Então, acredite se quiser cada fodida mulher na sala, incluindo minha maldita irmã, levantou e colocou chave depois de chave na frente de Grayson. Grayson se sentou atordoado enquanto o que provavelmente eram centenas de chaves colocadas na frente dele. Parecia que ele tinha levado um soco no queixo. "Obrigado Old ladies, foi doce da parte de vocês." Grayson pegou o microfone do irmão dele e balançou a cabeça. "Gente, conheçam o comediante, meu irmão." A multidão rugiu de risos. "De qualquer jeito, obrigado por isso. Agora nós temos Tru duvidando da sanidade da nossa linhagem," Grayson falou pausadamente. Ross se curvou antes de sentar ao lado da minha mãe, que puxou ele para um grande abraço. Ross se encaixava bem na nossa família, e desde o dia que Grayson e ele se encontraram pessoalmente, eles criaram um laço que nunca seria quebrado. "De qualquer jeito, eu gostaria de agradecer a todos vocês por estarem aqui hoje. Por favor, aproveitem a bebida de graça. Eu, claro, sei que os meus companheiros do Dixie Wardens MC não vão ter problemas com isso, mas não deixem eles assustarem vocês." Grayson deu a alguns membros um olhar duro, fazendo eles rirem. Olhando nos meus olhos, ele esquentou o meu coração ainda mais.


"Um ano atrás se vocês tivessem me perguntado se eu estaria aqui hoje, eu teria falado que vocês estavam loucos. Agora, no entanto, não poderia imaginar a minha vida sem a Tru. O sorriso dela me faz querer levantar de manhã. Ou talvez seja o jeito que ela enfia os pés gelados entre as minhas coxas. Qualquer que seja a razão, eu amo isso pra cacete, e eu aguentaria centenas de pés gelados perto das minhas bolas se isso é o que teria que aguentar para mantê-la do meu lado." Enquanto a multidão ria, ele andou até mim e ofereceu a sua mão. Eu peguei e cheguei perto dele enquanto ele dizia um último comentário no microfone antes de soltar e me puxar para os seus braços. "E absolutamente, sob nenhuma circunstância, eu vou deixar você ter mais que seis gatos. Nunca." Eu enterrei o meu rosto no pescoço dele e ri. O meu marido era um maldito comediante. A vida continuou. Para outras pessoas além de mim também. Eu estava pensando apenas no meu novo mundo. O mundo que o Grayson e eu criamos. Era um mundo incrível. Um no qual nós estávamos alegremente inconscientes das coisas que estavam por vir.


PRIMEIRO MÊS DE CASAMENTO "Ela está me deixando fodidamente louco," murmurei minha cabeça caindo para descansar no travesseiro ao lado da minha esposa. Minha esposa bufou, mas continuou lendo o livro que ela não separou mais de 30 centímetros do rosto dela desde que eu cheguei. Ela estava com raiva de mim. Ela sabia que eu sabia disso também. Mas o fato de que ela estava tão puta comigo por algo tão sem importância realmente explodiu a minha mente. Quero dizer, sério. Era um maldito cachorro do tamanho de um cavalo! Por que diabos ela queria um cachorro tão fodidamente grande? Mas não, ela queria o cachorro. Então nós pegamos o cachorro. E agora ela estava presa na jaula onde eu disse para Tru que ela tinha que ficar enquanto a gente a treinava. Ontem, eu pisei em uma poça de xixi, de meia, o que foi a gota d’água. Sem mencionar os cadarços das minhas botas que foram mastigados essa manhã enquanto eu as amarrava antes de ir trabalhar na minha oficina. O olhar que Tru me mandou quando entrei na porta mais tarde foi positivamente congelante. Eu fiz uma gaiola ser entregue pelo Trance 15

I spank myself. Eu me espanco.


enquanto eu estava fora, o que deveria servir nos dois primeiros meses mais ou menos. Não para sempre, eu não planejava deixar ela presa para sempre. Só até ela aprender a fazer coco e xixi do lado de fora, o que minha esposa não parecia estar entendendo. A cachorra continuou a latir, mas já que eu estava acostumado com barulhos irritantes quando tentava dormir, eu eventualmente dormi, para o desgosto da minha esposa. Eu acordei com uma fungada quieta, e rolei para encontrar Tru enrolada em si mesma, curvada em uma bola, chorando o mais baixo possível. Alcançando ela, puxei o seu corpo mole para os meus braços e coloquei-a contra o meu peito, curvando o meu corpo contra o dela enquanto ela chorava. "Por que você está chorando?" Perguntei calmamente. "O meu livro foi horrível. O herói morreu," ela fungou. Eu pisquei surpreso pela resposta dela. "Certo... Eu não sei realmente o que dizer sobre isso. Não leia mais os livros dessa autora," ofereci uma solução. Ela fungou. "Foi bonito. Eu estou feliz de ter lido. Só que eu não acho que vou ler de novo. Eu me apeguei muito ao personagem e ele morreu de câncer antes do livro terminar. Romances não deveriam ter finais ruins desse jeito." Eu queria rolar os meus olhos só que não disse nada. Eu tinha quase certeza que ela não ia gostar se eu dissesse que ela estava sendo ridícula. "Grayson?" Tru perguntou depois dos meus olhos começarem a fechar. Mantendo eles fechados, eu resmunguei "Hmm?" Ela traçou um círculo imaginário na minha pele com o dedo antes dela finalmente soltar o que estava realmente incomodando ela. "Você pensaria menos de mim se eu tivesse câncer e decidisse tomar remédios que serviriam para um suicídio assistido?" Ela perguntou.


O meu coração congelou no meu peito, e todos os sinais de sono foram drenados do meu corpo. O que substituiu foi terror. Levantando em um cotovelo, liguei a luz e encarei os olhos dela. "O que está realmente acontecendo?" Ela ficou meio vesga para mim, a luz brilhante incomodando seus olhos. Inclinando para frente para tirar a luz da linha de visão dela, eu a encarei implorando. Ela respirou profundamente. "Você sabe que é possível que eu tenha câncer de mama. Corre na minha família." Eu acenei. "Sim, mas só por sua mãe. E isso poderia ser apenas uma falha da natureza. Por que você está dizendo isso?" Ela balançou a cabeça. "Eu não tenho muita certeza. Só queria que você soubesse que é uma possibilidade. E queria saber se você me deixaria ir se eu quisesse ser deixada. Se algo acontecer e eu tivesse que viver uma meia vida, eu esperaria que você me deixasse ir." Inclinando-me para frente, eu a beijei suavemente. "Que tal se preocupar com isso quando a gente chegar lá? Mas eu sei de uma coisa," disse, me inclinando mais perto. "Eu nunca vou desistir de você. Eu vou lutar contra o Diabo e Deus para manter você comigo. Eu sou seu e você é minha. E você vai lutar por mim se chegar algum momento para isso. Porque se você se for, o que seria de mim?" Ela sabiamente escolheu não responder a isso, e ao invés, fechou os olhos, inclinando a cabeça contra o meu peito nu. Eu desliguei a luz, trazendo as cobertas sobre os nossos corpos antes de deitar acordado por quase outra hora pensando sobre o que ela disse. Eu realmente nunca desistiria dela. Nunca.


TERCEIRO MÊS DE CASAMENTO "Sua mulher está aqui," Kettle disse, apontando na direção da minha esposa que estava estacionando. Eu sorri para ela e comecei a correr na sua direção. Nós estávamos no processo do “Fill the boot”16 anual, o que daria para as crianças de Benton, Louisiana um ginásio novo. A cada ano, nós escolhemos um projeto de caridade diferente para doar, e todo o dinheiro que

conseguíamos,

enquanto

trabalhávamos

no

cruzamento,

iria

preencher a necessidade da caridade naquele ano. Então nós ficávamos em pé no cruzamento pegando dinheiro dos motoristas que passavam por lá. Em cada ano, conseguíamos quase dois mil. Então colocaríamos mais um pouco de dinheiro nosso, fazendo a doação ter um tamanho considerável para uma causa que valia a pena. Ela sorriu para mim quando cheguei à janela do carro e me entregou uma caixa. "Eu só queria trazer isso para você. Dê-me um beijo, eu vou encontrar algumas amigas," Tru disse, me entregando uma caixa longa e magra coberta de vermelho com um laço gigante (e por gigante, eu quero dizer do tamanho da minha cabeça). “Para quem é?" Perguntei curiosamente. Ela riu enquanto e começou a se afastar, "É para você, bobo. Talvez você devesse se sentar quando for abrir. Não vai querer quebrar nada."

16

Vários bombeiros nos EUA param em um cruzamento e pedem dinheiro para ajudar algum projeto de caridade local. A tradução seria: encha a boa.


Com aquele comentário secreto, ela acelerou pela interseção, parou onde Kettle estava e jogou todo o dinheiro que ela tinha antes de dirigir para longe. "O que é isso que você recebeu aí?" Sebastian perguntou quando voltei para o meu lugar. Eu dei de ombros e abri o pacote, tirando o laço enorme e deixandoo cair no chão. "Isso é poluição," Kettle gritou do outro lado da interseção. Eu dei a ele um gesto com a mão e rasguei o papel, surpreso quando não tinha nada na caixa. Dobrando o papel, pequenos pedaços de confete azul e rosa flutuaram até o asfalto nos meus pés. "Não tem nada aqui," eu disse enquanto esvaziava a caixa, balançando ela. Os olhos de Sebastian foram para o papel, para a caixa, então ele fez um gesto para o papel que estava nos meus pés. "O que é aquilo?" Eu olhei para baixo, para os pedaços de papel azul e rosa, abaixando para olhar mais perto. Pegando um punhado, entreguei para ele. Ele pegou um pedaço solto de papel rosa, trouxe para perto do rosto, antes da boca dele abrir em um grande sorriso. Segurando entre dois dedos, ele segurou no meu rosto e eu li. Um carro parou e entregou uma nota de 5 para o Kettle, mas eu nem mesmo consegui reunir um sorriso. Era uma boa coisa eu já estar abaixado, porque a próxima coisa que eu soube foi estar com a bunda no chão. “Puta…fodida…merda, ” respirei. "O que?" Kettle gritou quando a caminhonete se afastou. Sebastian estava rindo pra caralho, tanto que nem conseguia falar para o Kettle o que estava acontecendo. Eu, claro, também não consegui. Minha mente estava em uma neblina.


Kettle correu até nós e eu o observei vindo como se estivesse em uma distorção no tempo. Ela realmente estava? "Bem?" Kettle perguntou, quando chegou do nosso lado. Sebastian apontou para a pilha de confete aos meus pés, fazendo Kettle se inclinar e pegar um punhado. Então, sem mais delongas, um sorriso brilhante se acendeu no rosto dele e ele gritou. "Você vai ser papai!" Pontos pretos começaram a dançar na minha visão, e eu senti pânico subindo pela minha garganta. Mas um sentimento estranho de orgulho estava lá também. Amor. Esperança. "Boom, vadias!" Kettle gritou. Eu balancei a cabeça, clareando a visão apenas a tempo de ver Sebastian tirando uma foto de mim, sorrindo. "Isso vai para a parede no trabalho." Eu mostrei o dedo do meio para ele. Serei papai. Puta merda!

QUINTO MÊS DE CASAMENTO "Você está vigiando ele?" Perguntei para Silas. Nós estávamos amontoados no bar. Oito Dixie Wardens fortes. E Daniella e Frank também, além do meu irmão. Começou como uma festa e virou um encontro clandestino para conversar sobre o que nós iríamos fazer com o Bobby. O homem que odiava a minha esposa. Silas acenou. "Ainda na prisão. Ele vai conseguir entrar na condicional, no entanto. Ele não entrou em nenhuma briga no tempo todo que esteve lá. O garoto é bom. Sabe como se manter limpo. Nem mesmo uma única reclamação de um guarda ou de outro prisioneiro." Eu aperto os meus dentes. Aquele “garoto” era carne fodidamente morta. Bobby Prescott merecia muito mais do que dois anos na prisão,


com a possibilidade de liberdade condicional depois de quinze meses. Oito dos quais ele decidiu ficar preso enquanto esperava o julgamento. O que significa que ele sairia em pouco menos de seis meses. E todos nós sabíamos que ele já estava esperando a vingança. Ele me disse sem muitas palavras. Principalmente apontando para mim, então passando o dedo indicador pelo pescoço no sinal mundial de “Eu vou cortar a sua garganta,” no dia do julgamento. Ele fez na frente da sala inteira, mas eu fui o único a ver. Que fodidamente conveniente. Eu sabia que ele iria vir atrás de mim. Atrás da Tru. Na verdade, sabia que ele ia vir atrás de mim, do Trance, do Loki, da Daniella e da Tru. Provavelmente da Iliana também. Ele pode esperar alguns meses para juntar os recursos. Ele pode esperar alguns anos para fazer isso acontecer. Inferno, ele poderia fazer até mesmo no mesmo dia que sair. O que era o ponto essencial do problema. A espera. Nós não poderíamos viver assim. Especialmente não com Tru grávida. Você vai ser papai. Essas palavras, de dois meses atrás, ainda tinham o poder de me levar aos meus joelhos. As melhores palavras que nunca saíram da boca dela. Eu não tinha percebido que eu queria crianças. Claro, eu gostava delas. Mas não tinha problemas em manda-las para casa no final do dia. "Nós não vamos deixar nada acontecer com eles," Sebastian disse lentamente. Os meus olhos levantaram da parede para o Vice-Presidente e um dos meus melhores amigos. "Você não pode ter certeza disso. Você não pode ficar com a gente o tempo todo, nem eu, além disso. Eu sei, dentro de mim, que nós precisamos fazer algo agora. Algo que vai arrumar isso antes dele sair. Eu só tenho esse sentimento de desgraça iminente. Eu nem mesmo posso


apreciar a notícia da Tru me dizendo que está grávida, completamente. Não só a vida dela está em risco, mas a do nosso filho também." Eu não queria ter dito para eles. Não ainda. Ou pelo menos não para os que ainda não sabiam. Silêncio seguiu o meu comentário e eu não quebrei. Surpreendentemente, foi a mãe de Tru que quebrou. Ela veio para o meu lado e envolveu os braços em volta de mim. Eu a segurei com tudo que eu tinha. Frank observou a esposa com amor e carinho, o coração nos olhos. Eu sabia que ele amava a esposa. Tanto quanto eu amava a minha. Eu sabia disso porque eu via o mesmo olhar no meu rosto enquanto fazia a barba toda manhã, observando a minha esposa enquanto ela se arrumava para o trabalho. Eu usava o mesmo olhar. O olhar de um bobo doente de amor, o que eu não mudaria isso de jeito nenhum. "Grayson," Daniella disse suavemente no meu peito. Eu não percebi o quanto eu estava apertando ela, mas eu precisava disso. Eu precisava do suporte. Eu precisava saber que alguém estaria ali por mim. Tinha o mesmo estado mental que eu atualmente tinha. "Eu vou começar a trabalhar nisso amanhã, Grayson. Vai ser arrumado," Silas prometeu. Eu não acreditei nele.

SÉTIMO MÊS DE CASAMENTO "Eu não tenho sinal no celular!" Tru gritou alto do outro lado da casa, andando rapidamente pela sala onde o Trance e eu estávamos movendo a grande estante com a TV e depois saindo pela porta. "Não tem aqui também! Nós não podemos nos mudar para cá!" O sorriso de Trance mostrava que ele sabia exatamente com o que eu estava lidando. Tendo passado por isso duas vezes agora, com a sua própria esposa. Só que eu ainda não tinha compreendido completamente


como era tentar viver com uma grávida hormonal até Tru ficar grávida. Agora ela tinha um pouco mais de vinte semanas e eu ficava repetindo para mim mesmo que nós estávamos na metade do caminho. Minha esposa estava oficialmente carregando a cria do Diabo. Sendo ela o Diabo. Eu não conseguia fazer nada certo quando ela estava em um dos humores. Tudo que eu tinha que estar fazendo era estralando os dedos, ou colocando o papel higiênico no lugar “do jeito errado” e ela ficava louca. Então ela vinha se aconchegar em mim um pouco mais tarde com um sorriso feliz no rosto. Eu vivia para esses momentos. Os momentos que eu podia sentir nossa garotinha se movendo entre os nossos corpos. "Tudo bem, eu achei sinal. Parece que eu estava usando o meu celular antigo. Opaa," Tru riu silenciosamente, enquanto andava de volta para a sala de estar e entrava no quarto que ela estava arrumando as coisas das caixas. Trance riu, só que Loki, Sebastian, e Cleo não entenderam nada. As esposas deles não eram loucas como a minha. Eu a amava pra cacete, mas eu não podia esperar para a Tru de antes da gravidez voltar. "Essa é a última caixa, Torren," Loki disse enquanto colocava a caixa no balcão da cozinha. Eu resmunguei em resposta enquanto Trance e eu movíamos a estante enorme para o seu lugar pré-aprovado diretamente na frente da ilha da cozinha. "Obrigado, homem," disse quando nós finalmente a abaixamos. "Você nos ajudou muito consertando o carro da Viddy mês passado. Nada mais justo," Trance reconheceu. Eu acenei. "Deixe-me checar com a minha esposa onde ela quer o berço, então nós podemos começar a partir daí." Seis horas depois eu e Tru estávamos aconchegados na cama, assistindo o primeiro filme na nossa casa nova.


"Obrigada por ajudar com o jantar. Eu estava exausta," Tru bocejou. Eu virei a minha cabeça e beijei o lado do rosto dela, cheirando o cheiro de fruta do shampoo dela que sempre tinha o cheiro de casa. "Eu sei que você estava cansada. Mas não espere isso todas as noites. Eu ainda gosto da visão de você descalça e grávida na nossa cozinha," brinquei. Ela bufou e virou, levantando a coxa dela até ficar em cima dos meus joelhos. "Mais algumas semanas e vão ser três pessoas nas noites de filme," Tru disse, beijando o meu peito logo em cima do meu mamilo. Eu a puxei mais perto. "Eu ainda estou assustado pra caralho." Ela acenou. "Você e eu, garotão."

DÉCIMO PRIMEIRO MÊS DE CASAMENTO "Torren! A sua mulher está aqui!" Sebastian gritou do outro lado da estação. Eu parei a minha contagem e gritei, "Ambulância!" Antes de continuar contando os remédios. Em cada expediente nós tínhamos que contar cada um dos remédios que tínhamos e documentar no sistema. Hoje era o meu dia. E isso era uma fodida merda. Eu odiava contar pílulas. Era entediante e fodidamente chato pra cacete. "Ei, baby," Tru disse suavemente, tirando os meus olhos das pílulas para o rosto dela. Eu sorri para ela. Ela estava vestindo uma camiseta preta apertada que se esticava pela barriga redonda. As palavras “Futuro Bombeiro” estavam escritas com tinta vermelha na parte de cima da barriga dela. "Ei, querida," disse, batendo na maca na minha frente. "Vem sentar."


Ela levantou a mão e eu segurei, pronto para me mover a qualquer segundo se ela começasse a balançar. Algo que ela já fez duas vezes descendo as escadas da nossa casa. Ela me lembrava de uma boneca do tipo joão-bobo que vi a garotinha do Sebastian brincando no outro dia. Elas balançavam de um lado para o outro, mas nunca caíam. Mas Tru provavelmente iria cair. Isso é exatamente o que eu pensava quando a via ultimamente... Não que eu fosse contar para ela algum dia. Não se eu quisesse as minhas bolas ainda no lugar. Ela finalmente chegou à maca e sentou na minha frente. "Eu não me sinto bem hoje. A minha cabeça está pulsando e os meus pés estão inchados. Minhas mãos estão trêmulas. E eu senti a sua falta," ela disse, olhando para os pés. Ou estaria olhando para os pés se a barriga grande que ela estava carregando não fosse tão... Grande. A minha mão foi para a barriga dela, e como sempre, comecei a sentir onde o bebê estava. Adivinhar as partes do corpo dela era minha coisa favorita. Hoje, pelo meu melhor palpite, nossa filha estava com a cabeça para baixo, com os pés para cima nas costelas da mamãe. Ela estava mais para baixo hoje, no entanto. Muito mais para baixo. "Você está conseguindo respirar melhor?" Perguntei surpreso. Ela franziu as sobrancelhas e olhou para a barriga, fazendo com que uma mecha de cabelo que estava preso por uma presilha no topo da cabeça dela caísse em volta do rosto. "Sim, agora que você mencionou. Por quê?" Balancei a cabeça. "Só parece que ela abaixou um pouco desde a noite passada. Eu não conseguia sentir as suas costelas ontem à noite." Ela deu de ombros. "De acordo com os meus livros, isso pode acontecer a partir da sexta semana até o parto. Não quer dizer nada."


Ela parecia tão irritada por esse fato que eu tive que segurar a minha vontade de rir. A pobre Tru passou por um período difícil. Por volta da vigésima oitava semana, foi diagnosticada com diabete gestacional. A partir desse momento, ela tinha que checar a insulina no sangue cinco vezes por dia, e cuidar do que ela comia muito rigidamente. Foi uma tortura ver ela não comer o que queria comer. Pobre garota. Mas ela chutou a bunda da diabete gestacional e controlou-a só com o que comia. "Qual foi a sua última checagem?" Perguntei enquanto comecei a mexer na bolsa dela procurando o kit para checar. Tru não gostava de checar. A visão de sangue a deixava enjoada, o que era engraçado já que ela estava casada com um paramédico que lidava com sangue diariamente. Eu quase morri de rir na primeira vez que ela percebeu que o vermelho nas minhas meias era do sangue de uma pessoa, que desceu pelas minhas pernas. Foi uma chamada divertida. Não. "Eu chequei quando acordei hoje de manhã, mas não consegui comer. O meu estômago está me incomodando sem parar desde ontem à noite," ela explicou, levantando a mão para eu checar a insulina dela. Com uma pequena careta quando a agulha picou o seu dedo, ela fechou os olhos apertados enquanto eu seguia o processo que já tinha feito mil vezes antes. "Está baixo, baby. Quarenta e cinco. Vamos colocar algum suco em você," eu disse enquanto trancava os remédios para continuar contando depois. Ela resmungou quando a ajudei a levantar, segurando na minha mão enquanto eu a tirava da ambulância e ia para a cozinha. Foi onde eu encontrei quase todo mundo comendo e falando merda enquanto comiam o chili de dia de jogo. Todos nos olharam entrar, e quase malditamente


todos ficaram com um olhar preocupado quando viram a palidez cinza da Tru. "O que está errado?" Kettle perguntou da sua posição em cima da panela de chili. "Eu não me sinto bem,” Tru disse enquanto eu a levava para o sofá onde Sebastian estava sentado de um lado e Corbin do outro. Tru se inclinou e colocou a cabeça no ombro do Sebastian, derretendo ao lado dele como ela fazia com muitos dos Dixie Wardens. Sorrindo, eu andei para a cozinha e peguei uma garrafa de suco de laranja da geladeira. Colocando em um copo para ela, andei até Tru para entregar o copo. Ela o pegou relutantemente, quase como se eu estivesse entregando um copo de ácido ao invés de suco. "Beba," mandei. Ela mostrou a língua para mim, mas mesmo assim bebeu o suco de uma vez. "Boa garota," Sebastian disse, o que resultou em um beliscão de Tru. Ele riu e voltou a assistir ao jogo na televisão. "Os Mariners vão ganhar por quatro pontos," Tru apostou enquanto eu estava saindo. "Os Rangers vencem por um," o Corbin se opôs. "Vamos ver," Tru disse. Rindo, andei até a panela que o Kettle estava mexendo e perguntei, "Você vai ficar aqui e mexer isso o dia inteiro ou você vai deixar ela comer um pouco?" Ele mostrou o dedo, mas colocou uma tigela de chili de qualquer maneira, me entregando, sabendo que eu queria para Tru. Ele provavelmente não teria dado se fosse para qualquer outra pessoa. "Aqui, querida," disse enquanto andava em volta do sofá. Ela pegou a tigela e assoprou antes de sorrir agradecida para mim. "Esse é o de veado?" Kettle confirmou com um aceno.


"Eu ouvi todo mundo falando dele, mas nunca realmente comi. Está bem delicioso," Tru disse seriamente. "Obrigado," Kettle disse. Ela devorou a tigela e voltou para o lugar anterior, se inclinando contra Sebastian. Só que dessa vez ela levantou as pernas e enfiou embaixo das pernas de Corbin e imediatamente caiu no sono. Ele não se moveu, olhos ainda focados no jogo, e eu só balancei a cabeça com a visão. Era engraçado como uma mulher tinha o poder de desarmar esses homens. Bom, todas as mulheres Dixie Wardens tinham. "O seu bebê está me chutando," Sebastian disse, acenando na direção de onde a barriga de Tru estava pressionada contra o braço dele. Eu não segurei o riso. Nossa menina ia ser uma lutadora de kick boxer se a atividade dela no útero fosse algum indicativo. À noite, quando eu estava lá, Tru usaria a minha perna como suporte e se enrolaria em volta do meu corpo. O bebê chutava e pulava a noite inteira, e era desse jeito que eu gostava. Nada era mais reconfortante do que dormir com a respiração da minha esposa na minha bochecha e os chutes da minha filha ao meu lado.


"Oh, doce Jesus. O que esse menino está fazendo?" Perguntei para Baylee, olhando para fora da janela da cozinha para o garoto de dez anos atualmente andando de bicicleta pela minha entrada. Pelado. Baylee olhou para cima e achou o filho e então suspirou. "Esse menino. Eu juro por deus. Ele nunca vai aprender." Johnny era um garoto do tipo: não pegue nenhum prisioneiro. Nos cincos anos que o conhecia, ele definitivamente cresceu, mas o espírito dele continuou jovem. Eu tinha uma sensação que isso tinha muito a ver com o tempo que ele passava com o pai dele, no entanto. Os Dixie Wardens viviam duramente e jogavam ainda mais duro. Eles tinham uma sede pela vida e viviam a vida ao máximo. Na semana passada entrei na sede do clube para encontrar marcas de pneus no chão de concreto. Cortesia de, do que eu ouvi falar, Kettle. Que foi desafiado pelo meu marido. "Ei, querida," Grayson chamou da varanda. "Você tem gelo?" Eu inclinei a cabeça, mas acenei. "Sim, vou levar um pouco para fora. Quanto você precisa?" "Um saco cheio. Ashe machucou a mão," Kettle disse enquanto entrava na cozinha com a minha filha no colo, colocando ela sentada na frente de Rue. Ela também parecia dura. O cabelo dela estava bagunçado


para fora do rabo de cavalo. O lábio dela estava inchado e ela tinha o início de um olho roxo. Rue pegou a mão da minha filha na dela e esticou. A minha filha choramingou, mas não chorou. Com quatro anos, minha filha nunca faria algo detestável como chorar. Ela era a filhinha do papai das pontas dos cachos loiros até a ponta das unhas pintadas de preto. Ela queria ser o papai de todas as maneiras, incluindo virar um bombeiro, e nunca, nunca, sob nenhuma circunstância, chorar em público. Nos braços do papai era aceitável e só se eles estivessem em privado. Ela não era fã de mostrar fraqueza. "O que ela fez?" Perguntei, colocando o saco de gelo na mão da minha filha. Kettle riu alto. "Ford tentou beija-la. Quando ela disse para ele parar, porque isso era “indecente,” ele escolheu tentar de novo, e ela imediatamente deu um soco no nariz dele. E então Ford, que não é uma pessoa de ficar quieta, devolveu o soco. Eles ficaram indo e voltando por um bom minuto inteiro antes de alguém pará-los,” Trance disse secamente enquanto trazia o seu filho, tão ensanguentado quanto, para dentro da cozinha e sentava ele do lado oposto. Eu sorri suavemente, pensando que isso era apenas o começo. Ford e Ashe eram os mais próximos na idade, junto com o filho de Rue, Zach. Eles eram conhecidos como o Trio Terrível. Mesmos os outros filhos dos membros também tendo quase a mesma idade, nenhum deles eram tão próximos quanto os três. "Querida," eu disse para a minha filha. "Quem disse que você podia socar alguém?" Eu sabia a resposta, claro, só queria que ela me contasse quem tinha sido. Só que a resposta de Ashe não me surpreendeu. "Ninguém."


Ela não gostava de deixar o pai dela com problemas. Na verdade, ela faria de tudo para ter certeza que ele nunca tivesse problemas. Ela odiava quando a gente brigava. Mesmo não sendo comum, nós brigávamos. Nós aprendemos com o passar dos anos que não deveríamos ir dormir sem resolver as coisas. Quando a gente tinha um problema, a gente resolvia. Só que na maioria das vezes acabava virando um resolver-foder. Ashe e as outras duas crianças eram sinais do nosso amor um pelo outro. Se Grayson conseguisse o que ele queria, ele me deixaria grávida. Só que depois do terceiro filho em cinco anos, eu não iria ficar grávida outra vez. Com a minha última cesárea que aconteceu seis semanas atrás, eu amarrei as minhas trompas. Grayson ainda estava com raiva de mim por isso, mas ele entendia o meu ponto. Eu queria passar algum tempo, somente nós. Eu não queria estar grávida o tempo todo. Eu queria ser a Tru normal, não a Tru hormonal. "Mamãe, posso segurar o gelo? Eu quero voltar lá para fora e brincar de futebol com o Ford," Ashe pediu. Balançando a cabeça, eu a desci da bancada e entreguei o saco de gelo para ela. Trance fez o mesmo e nós observamos os dois correrem para fora da cozinha, agindo como se os últimos minutos não tivessem acontecido. "O Ford deve ter puxado a mãe. Perdoa tão fácil," Trance murmurou enquanto ele saia da cozinha e voltava para fora. Eu ri e virei de volta para a bancada onde estava tirando a gordura de um pedaço enorme de carne de porco que Grayson cozinhou a manhã inteira. "Isso cheira delicioso," Booney falou enquanto entrava pela porta. Um Coal dormindo se aninhava nos braços dele. Coal era o meu caçula, e o outro vindo na cintura do pai dele, Spencer, era o do meio.


Coal era o meu bebe tranquilo. Ele não tinha nada parecido com lealdade. Tudo que precisava era um par de braços e ele estava feliz. Spencer, por outro lado, era o garoto da mamãe. Ele precisava da mamãe dele. Ele aceitaria o papai, mas o papai não era a mamãe. Olhando no relógio, decidi que agora seria uma boa hora para coloca-los na cama. Se tudo desse certo, Coal não acordaria até depois da meia noite. Grayson veio para as minhas costas e envolveu os seus longos braços em volta da minha barriga, me puxando perto do peito. "Eu vou arrumar eles. Suba quando puder, está bem?" Ele perguntou, beijando meu pescoço. Eu acenei, me inclinando nele por alguns segundos preciosos antes dele dar um tapa na minha bunda e sair tão rápido quanto tinha entrado. Booney seguindo ele. "Eu queria poder fazer Cleo me ajudar como o Torren," Rue suspirou, descansando o queixo na mão. Eu bufei. "Tudo que eu consigo fazer com Grayson, é ele colocar a roupa neles. Ele fica longe de fraldas sujas. E ele não tem os peitos, então não pode amamentar. Só que ele segura um na ocasião rara deles deixarem." Rue riu. "Me deixa fazer isso. Suba. Nós temos muitos para cuidar da Ashe. Leve o tempo que quiser, querida." Rue foi enviada por Deus. Nós dependíamos muito uma da outra nos últimos cinco anos, e assim como o resto das mulheres dos membros do Dixie Wardens MC, nós sempre tínhamos ajuda se precisasse. "Obrigada, Rue," disse enquanto lavava as mãos. "Está faltando um pouco mais de trinta minutos para a comida no forno. Se o alarme tocar, apenas desligue o fogo para mim, por favor." Com a confirmação dela, andei pela cozinha e subi as escadas, seguindo o som da voz do meu marido lendo para o Spencer. Booney estava saindo com Coal quando eu cheguei ao topo das escadas.


"Bem na hora. Eu não sabia quanto mais caminhar ia funcionar. Aqui está," Booney disse, me entregando Coal e descendo as escadas. Nunca deixava de me impressionar, depois de cinco anos, como o Booney ficava desconfortável perto de mulheres amamentando. Uma pessoa pensaria que com o tanto de experiência que ele teve, ele ficaria mais relaxado, mas não ficava. Se o bebê de qualquer um dos membros começasse a chorar, ele seria o primeiro a fugir da sala. Booney e eu nos aproximamos com o meu casamento com Grayson e eu conseguia ver porque todo mundo achava ele tão adorável. Ele passava mais tempo com a divisão dos Dixie Wardens de Benton, Louisiana do que com a dele, e eu esperava que ele se mudasse para Benton assim que se aposentasse no próximo outono. Ele tinha um fraco pelos netos e isso se mostrava com os presentes que comprava. Por exemplo, o berço enorme de trenó que eu estava colocando Coal depois de tê-lo alimentado. Sentando-me na poltrona ao lado da cama, eu pensei sobre tudo que tinha agora, comparado com o que eu tinha cinco anos atrás. Um marido amoroso. Três filhos perfeitos. Pais saudáveis. Uma irmã que achou o amor da vida dela. Uma sobrinha que sempre conseguia me fazer rir. Um trabalho que eu amava. Um telhado sobre a minha cabeça. Passeios no domingo com o meu homem na parte de trás da sua moto. Deitar de conchinha de manhã quando o meu marido chegava do trabalho. Um clube de motoqueiros que iria me vingar, onde cada membro me protegeria com a própria vida. Deus me deu Grayson em um ponto crucial na minha vida e eu não poderia ter pedido por nada mais.


Mais tarde naquela noite quando eu estava deitado na cama com a minha esposa curvada ao meu lado, escutei o som reconfortante da respiração do meu filho pelo monitor. Do ronco do cachorro vindo do chão do lado da nossa cama. Senti o pulso suave do coração de Tru, onde a minha mão descansava no pescoço dela. Quando minha mãe morreu, nunca pensei que eu teria o que tenho agora. Eu achei que estaria sempre sozinho. Nunca teria ninguém para me apoiar. E agora, não tinha só o meu clube, e todos os homens do batalhão, mas eu tinha a minha esposa. Meus filhos. A família dela. Eu tinha absolutamente tudo.


Série The Heroes Of The Dixie Wardens MC #6 Charge to My Line - Lani Lynn Vale