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Anônimas S/A Traduções

Apresenta King Of Wall Street Louise Bay


O REI DE WALL STREET FICARÁ DE JOELHOS POR UMA AMBICIOSA FÊMEA FATAL. Eu mantenho meus dois mundos separados. No trabalho, eu sou rei de Wall Street. Os pesos mais pesados em Manhattan vem a mim para ganhar dinheiro. Eles fazem o que digo porque estou sempre certo. Eu sou astuto. Exigente. Alguns dizem implacável. Em casa, eu sou um pai solteiro tentando manter sua filha de 14 anos de idade como uma criança por tanto tempo quanto possível. Se minha filha fizer o que eu digo, em algum lugar há uma bola de neve sobrevivente no inferno. E nada que digo é sempre certo. Quando Harper Jayne começa como uma pesquisadora júnior na minha empresa, as barreiras entre os mundos começam a se dissolver. Ela é a mulher mais irritante que já trabalhei. Eu não gosto da maneira como ela se inclina sobre a copiadora - isso me dá água na boca. Eu odeio a maneira como ela é tão ansiosa para fazer um bom trabalho - isso faz meu pau se contorcer. E eu não posso suportar o modo como ela usa o cabelo para cima expondo seu pescoço longo. Faz-me querer ela despida, dobrada sobre minha mesa e arrastando minha língua por todo o seu corpo.


Se meus dois mundos vão colidir, Harper Jayne terá que aprender que não basta dominar a sala de reuniões. Eu estou no comando do quarto também.


Esta é uma obra de ficção. Nomes, personagens , empresas, locais, eventos e incidentes são ou os produtos da imaginação do autor ou usado de maneira fictícia. Qualquer semelhança com pessoas reais , vivas ou mortas, ou eventos reais é mera coincidência. O autor reconhece os proprietários de status e marcas de marcas comerciais mencionados neste trabalho de ficção , que foram usadas sem permissão. A publicação / uso destas marcas não está autorizado , associada com ou patrocinado pelos donos.


Índice Capítulo 1 Capítulo 2 Capítulo 3 Capítulo 4 Capítulo 5 Capítulo 6 Capítulo 7 Capítulo 8 Capítulo 9 Capítulo 10 Capítulo 11 Capítulo 12 Capítulo 13 Capítulo 14 Capítulo 15 Capítulo 16 Capítulo 17 Epílogo


Capítulo Um Harper Dez. Minutos. Completos. Não soava como um longo tempo, mas como eu estava sentada na frente de Max King, o chamado Rei de Wall Street, enquanto ele silenciosamente lia o primeiro rascunho de um relatório que tinha produzido na indústria têxtil em Bangladesh, parecia uma vida. Resistindo à vontade de voltar para os meus quatorze anos de idade, e perguntar o que ele estava pensando, olhei ao redor, tentando encontrar outra coisa para fixar meu pensamento. O escritório de Max lhe convinha perfeitamente, pois o ar condicionado foi definido com a temperatura média de um iglu; as paredes, tetos e pisos eram todos brancos ofuscante, somando-se ao ambiente ártico. Sua mesa era de vidro e cromo, e o sol de Nova York enfraquecia-se através das cortinas opacas, tentando, sem sucesso, descongelar o clima existente na sala. Odeio isso. Toda vez que entrava nesse lugar tinha o desejo de assustálo tirando meu sutiã na sua frente ou rabiscar as paredes com batom vermelho brilhante. Esse lugar precisava de um pouco de diversão. O suspiro de Max chamou minha atenção novamente para o seu longo dedo indicador que ele arrastou para baixo na página da minha pesquisa. Ele balançou sua cabeça. Meu estômago deu uma cambalhota. Sabia que impressioná-lo seria uma tarefa impossível, mas isso não significa que não esperava, secretamente, que conseguiria. Eu tinha trabalhado muito duro neste relatório, que foi a minha primeira pesquisa para o Rei Max. Mal tinha dormido, trabalhando o dobro, pois não podia negligenciar minhas outras funções no instituto. Imprimi e examinou tudo o que havia sido escrito sobre a indústria na última década. Tinha me debruçado sobre as estatísticas, tentando encontrar padrões e tirar conclusões. E percorri os arquivos King & Associates tentando encontrar qualquer pesquisa histórica que tínhamos produzido para que pudéssemos explicar quaisquer inconsistências. Eu tinha coberto todas as bases, não tinha? Quando imprimiu o relatório, mais cedo naquela manhã, muito antes de qualquer outra pessoa ter chegado, estava feliz e orgulhosa de mim, pois tinha feito um bom trabalho. "Você falou com Marvin sobre os últimos dados?", ele perguntou. Concordei, embora ele não olhou para cima, então disse: "Sim. Todos os gráficos são baseados nos dados mais recentes." Será que estavam errados? E se ele tivesse esperado algo mais? Só queria que ele dissesse: "Bom trabalho." Estava desesperada para trabalhar para Max King desde antes de me matricular na escola de negócios. Ele era o poder por trás do trono de muitas das histórias de sucesso de Wall


Street nos últimos anos. King & Associates auxiliava bancos de investimento com a pesquisa fundamental que ajudava suas decisões de capital. Gostei da ideia de que havia uma tonelada de fatos brilhantes sobre bancos de investimento gritando sobre quão rico eles eram e o homem que fez isso acontecer estava satisfeito e tranquilo com relação ao seu negócio, ele era apenas incrível no que fazia. Discreto, determinado, extremamente bem sucedido, ele era tudo o que eu queria ser. Quando recebi a oferta durante o meu último semestre para ser uma pesquisadora júnior em King & Associates, fiquei emocionada, mas também senti uma estranha sensação de que o universo estava simplesmente trabalhando como devia, como se esse fosse simplesmente o próximo passo no meu destino. O destino poderia beijar minha bunda. Minhas primeiras seis semanas no meu novo cargo não tinham sido nada do que esperava. Pensei que estaria cercada por pessoas ambiciosas, inteligentes e elegantes, entre vinte e trinta anos. E que os clientes que trabalhavam para os bancos de investimento em Manhattan, eram fenomenais e viviam todas as expectativas que eu tinha. Max King, no entanto, se tornou minha maior decepção. O fato era que, apesar de ser inteligente, respeitado por todos em Wall Street, e percebendo que ele ficaria lindo em um cartaz na parede do meu quarto na minha adolescência, ele era. . . Frio. Grosso. Intransigente. Um idiota total. Ele era tão bonito na vida real tal qual sua imagem na capa da Forbes ou quaisquer outras fotos publicitárias que vi enquanto o perseguia durante o meu MBA em Berkeley. Uma manhã, eu cheguei super cedo e o avistei, suado, correndo ofegante, vestido com seu agasalho de lycra. Coxas tão fortes que parecia que podiam serem feitas de mármore. Ombros largos; um forte nariz romano; cabelo castanho escuro brilhante – o tipo que é desperdício em um homem - e um bronzeado que gritava, tiro férias quatro vezes por ano. No escritório ele usava ternos feitos sob encomenda. Ternos feitos à mão que caiam de uma maneira particular sobre seus ombros, que reconheci devido às poucas reuniões que tive com meu pai. Seu rosto e corpo cumpriram todas as expectativas que eu tinha. Trabalhar com ele, nem tanto. Não esperava que ele fosse um tirano. Todas as manhãs, ele passava voando por entre a multidão de mesas existentes 1 no escritório de plano aberto e nunca cumprimentou qualquer um de nós com um bom dia. Regularmente gritava em seu telefone tão alto que podia ser ouvido no hall do elevador. E terça-feira passada? Quando passei por ele no escritório e sorri, as veias de seu pescoço ficaram salientes, e ele olhou como se fosse estender a mão e me estrangular. Passei as palmas das mãos alisando o tecido da minha saia Zara. Talvez eu o irritava porque não era tão elegante como as outras mulheres no escritório. Eu não vestia regularmente Prada. Será que que ele achava que não me importava? Simplesmente não podia pagar nada melhor no momento.


Como o membro mais jovem da equipe, eu estava no final da ordem hierárquica. O que significava que recebia ordem do Sr. King para comprar sanduiche, sabia como desenroscar a fotocopiadora, e tinha toda a empresa na discagem rápida. Mas isso era de se esperar e eu estava feliz porque comecei a trabalhar com o cara que admirava fazia muitos anos. E ali estava ele, balançando a cabeça e empunhando uma caneta com a tinta mais vermelha que já vi. A cada círculo, cruz, e ponto de interrogação exagerada que fazia, eu parecia encolher. "Onde estão suas referências?" ele perguntou sem olhar para cima. Referências? Nunca vi referências quando olhei os outros relatórios que produzimos. "Tenho-as na minha mesa -" "Você falou com Donny?" "Eu estou esperando ter notícias dele." Ele olhou para mim e tentei não estremecer. Liguei duas vezes para o contato de Max na Organização Mundial do Comércio, mas não podia obrigar o cara a falar comigo. Ele balançou a cabeça, pegou o telefone e discou. "Ei, figurão", disse ele. "Preciso entender a posição em ‘Tudo Menos Armas’. Ouvi dizer que seus caras estão colocando pressão sobre a UE?" Max não colocou o telefone no viva-voz, então vi ele fazendo anotações sobre o meu papel. "Isso realmente iria ajudar nesta coisa que estou fazendo em Bangladesh." Max sorriu, olhou rapidamente, me chamou a atenção, e desviou o olhar, como se apenas a minha visão o irritasse. Ótimo. Max desligou. "Tentei ligar duas vezes - " "O resultado é recompensado, não o esforço. " Ele disse em um tom cortante. Então, ele não deu nenhum crédito por eu tentar? O que poderia ter feito diferente, tele transportar-me para a empresa, na sala do cara? Eu não era Max King. Por que alguém na OMC atenderia a ligação de uma pesquisadora mal paga? Jesus, ele não podia dar a uma empregada uma pausa? Antes que tivesse a chance de responder, seu celular vibrou em cima mesa. "Amanda?" ele gritou ao telefone. Jesus. Este escritório era pequeno, então eu sabia que Amanda não trabalhava na King & Associates. Estranhamente me senti satisfeita, pois ele não era apenas irritadiço comigo. Não o vi interagir muito com os outros, mas de alguma forma a sua atitude comigo parecia pessoal. Mas pelo jeito Amanda tinha o mesmo tratamento brusco dispensado à mim. "Nós não vamos ter essa discussão novamente. Eu disse que não." Namorada? A Page Six Magazine nunca relatou nenhum namoro de Max. Mas ele tinha que ter uma namorada. Um homem musculoso como ele, idiota ou não, não ficaria sem ninguém. Parecia que Amanda tinha a honra de encontra-lo fora do horário de expediente. Desligando, ele empurrou o telefone sobre a mesa, observando-o deslizar sobre o vidro e parando ao lado do seu laptop. Continuando a ler o relatório, ele esfregou seus dedos ao


longo de sua testa bronzeada como se Amanda tivesse lhe dado dor de cabeça. Acho que o meu relatório não estava ajudando muito. "Erros tipográficos não são aceitáveis, Srtª. Jayne. Não há nenhuma desculpa para não ser nada menos do que excepcional quando se trata de algo que só requer esforço. "Ele fechou o meu relatório, recostou-se na cadeira, e fixou seu olhar em mim. "Atenção ao detalhe não requer talento, criatividade, ou pensamento lateral. Se você não pode fazer o básico, por que eu deveria confiar em você com algo mais complicado?" Erros tipográficos? Li este relatório mil vezes. Ele juntou os dedos em sua frente. "Reveja-o, de acordo com minhas anotações e não traga-o de volta até que esteja sem os erros de digitação. Vou multá-la por cada erro que encontrar." Multar-me? Queria revidar e dizer que se pudesse multá-lo toda vez que seu comportamento era o de um verdadeiro idiota, me aposentaria dentro de três meses. Babaca. Lentamente, peguei meu relatório, perguntando se ele tinha acrescentar, como por exemplo uma palavra de encorajamento ou obrigado.

algo

mais

a

Mas não. Peguei a pilha de papéis e me dirigiu para a porta. "Ah, e Srtª. Jayne?" É isso. Ele vai me proporcionar um pouco de dignidade. Virei-me para ele, prendendo a respiração. "Pastrami com pão de centeio, sem picles." Fiquei colada no lugar, com a respiração presa nos pulmões. Que. Merda. É. Essa. "Para o meu almoço", acrescentou, claramente não entendendo porque ainda estava na sua presença. Balancei a cabeça e abri a porta. Se não saísse agora, eu o atiraria sobre a mesa e lhe arrancaria os cabelos perfeitos. Quando fechei a porta, Donna, assistente de Max, perguntou: "Como foi?" Revirei os olhos. "Não sei como você consegue trabalhar para ele. Ele é tão . . . "Eu comecei a folhear o relatório, olhando para os erros que estavam anotados. Donna afastou sua cadeira da mesa e se levantou. "Seu latido é pior do que sua mordida. Você vai na delicatessen? " "Sim. Hoje será pastrami. " Donna vestiu o casaco. "Vou com você. Preciso de uma pausa." Ela pegou sua carteira e fomos para o centro de Nova York. Claro, Max não gostava de nenhuma das lojas de sanduíche perto do escritório. Caminhamos cinco quadras a nordeste até o Café do Joey. O dia encontrava-se ensolarado, e transpiramos para fazer o percurso até a delicatessen, parecia que estávamos andando ao meio dia nas ruas de Calcutá.


"Oi, Donna. Oi, Harper." Joey, o proprietário, cumprimentou-nos assim que entramos pela porta de vidro. A delicatessen era exatamente o tipo oposto de lugar pelo qual esperaria que Max encomendasse seu almoço. Era claramente um lugar familiar que não tinha visto uma remodelação desde que os Beatles formaram sua banda. Aqui não havia nada personalizado, moderno ou implacável que fazia parte da personalidade de Max King. "Como está o chefe?" Perguntou Joey. "Oh, você sabe", disse Donna. "Trabalhando muito, como de costume. Qual é o pedido, Harper?" "Pastrami com pão centeio. Picles extra." Nada como uma vingança passivo-agressivo. Joey ergueu as sobrancelhas. "Picles extra?" Jesus, é claro Joey conhecia as preferências de Max. "Ok." Estremeci. "Sem picles." 2

Donna me deu uma cotovelada. "Eu quero uma salada de peru no pão sourdough ", disse ela, em seguida, virou-se para mim. "Vamos comer e podemos conversar." "Faça dois", disse a Joey. A delicatessen tinha algumas mesas, todas com cadeiras incompatíveis. A maioria dos clientes, pegavam seus pedidos e saiam, mas hoje eu estava grata por ficar alguns minutos extra fora do escritório. Segui Donna enquanto ela caminhava para uma das mesas existentes no fundo. "Picles extra?" Ela perguntou, sorrindo. "Eu sei." Suspirei. "Isso foi infantil. Sinto Muito. Só queria que ele não fosse . . . " "Diga-me o que aconteceu." Dei-lhe um resumo sobre a nossa reunião contando-lhe de sua irritação por eu não ter falado com seu contato na OMC, e sobre a palestra devido aos erros de digitação e sua falta de apreciação pelo trabalho duro que executei. "Diga a Max que os Yankees mereceram tudo o que aconteceu neste fim de semana," Joey disse enquanto colocava o pedido à nossa frente, deslizando duas latas de refrigerante sobre a mesa, embora não tivéssemos pedido qualquer bebida. Será que Joey fala de beisebol com Max? Eles tinham se encontrado? "Vou dizer", disse Donna, sorrindo," mas ele pode parar de vir aqui. Você sabe como ele fica sensível quando os Mets vão bem. " "Ele vai ter que se acostumar com isso nesta temporada. E eu não estou preocupado em perdê-lo como cliente. Ele vem aqui há mais de uma década." Mais de uma década? "Você sabe o que ele diria sobre isso?" Perguntou Donna, desembrulhando o pedido colocado à sua frente. "Sim, sim, nunca ache que seus clientes estão garantidos para sempre." Joey se dirigiu para trás do balcão. "Você sabe o que sempre faz com que ele se cale?” Ele perguntou olhando sobre o ombro.


Donna riu. "Quando você diz para ele voltar depois que o seu negócio durar mais de três gerações?" Joey apontou para Donna. "Você acertou." "Então, Max tem vindo aqui há muito tempo, hein?", Perguntei quando Joey voltou para o balcão para cuidar da fila de pessoas que se acumulou desde que tínhamos chegado. "Desde que comecei a trabalhar para ele. E isso faz quase sete anos." "Uma criatura de hábitos. Entendo isso." Não havia muita espontaneidade em Max pelo que tinha visto. Donna inclinou a cabeça. "Mais um enorme senso de lealdade. Nesta área foram abertos lugares para se almoçar em praticamente toda esquina, o negócio de Joey sofreu com isso e precisou de um estímulo. Max nunca foi em qualquer outro lugar, e ele mesmo trouxe clientes aqui." A descrição de Donna destoava da egocêntrico e frio que encontrei no escritório. Mordi meu sanduíche. "Ele pode ser desafiador e exigente e uma dor na bunda, mas isso faz parte do que o tornou um homem bem sucedido." Queria ser bem sucedida, mas ainda um ser humano decente. Eu era ingênua por pensar que isso era possível em Wall Street? Donna comprimiu seu sanduiche. "Ele não é tão ruim quanto você pensa. Quer dizer, se ele tivesse dito que seu relatório estava bom, o que você teria aprendido?" Ela pegou o sanduíche. "Você não pode esperar querer que tudo esteja perfeito na primeira vez. E as coisas sobre a erros de digitação - ele estava errado?" Ela deu uma mordida, e esperou eu responder. "Não." Mordi meu lábio. "Mas você tem que admitir, o jeito que ele faz isso é uma porcaria." Peguei um pedaço do pão sourdough com um pouco de salada de peru e coloquei na minha boca. Trabalhei tão duro; esperava algum tipo de reconhecimento por isso. "Às vez. Até que você tenha provado a si mesma. Mas uma vez que isso aconteça, ele vai apoiá-la completamente. Ele me deu este trabalho sabendo que era uma mãe solteira, e nunca me deixou perder um jogo, evento ou reunião de pais." Ela abriu uma lata de refrigerante. "Quando a minha filha ficou com catapora, logo depois que comecei a trabalhar, fui para o escritório mesmo assim. Nunca o vi tão bravo. Quando ele me viu, acompanhou-me para fora do prédio e fez com que fosse para casa. Quero dizer, minha mãe estava cuidando dela, que estava bem, mas ele insistiu que eu deveria ficar em casa até que ela voltasse para a escola." Engoli seco. Isso não parece com o Max que eu conhecia. "Ele é um cara muito bom. É apenas focado e direto. E leva a responsabilidade sobre seus empregados a sério, especialmente se eles têm potencial." "Não o vejo levando muito a sério sua responsabilidade de não ser um idiota condescendente." Donna riu. "Você está lá para aprender, para melhorar. E ele vai te ensinar, mas apenas


dizendo que você fez um bom trabalho não vai te ajudar." Peguei um guardanapo do antigo distribuidor ao lado da mesa e limpei o canto da minha boca. Dias como o de hoje destruiriam minha confiança completamente? "Se você soubesse o que aconteceria na reunião de hoje, o que você teria feito de diferente?" Donna perguntou. Dei de ombros. Eu tinha feito um bom trabalho, mas ele recusou-se a reconhecer isso. "Vamos. Você não pode me dizer que faria as coisas exatamente iguais. " "Ok, não. Eu teria impresso as fontes de referências e as traria para a reunião." Donna concordou. "Boa. O que mais?" Ela deu outra mordida em seu sanduíche. "Provavelmente teria tentado mais vezes falar com o contato de Max na OMC, talvez por e-mail. Poderia ter sido mais firme em contatá-lo. E poderia ter enviado todo o relatório para revisão.” Tínhamos um serviço noturno, mas como trabalhei até tarde nele, perdi o prazo para enviá-lo. Devia ter assegurado que estivesse pronto a tempo. Ergui o olhar do meu sanduíche. "Não estou dizendo que não aprendi nada. Apenas acho que ele deveria ser mais agradável. Eu queria trabalhar com ele há muito tempo. Só não pensei que me imaginaria socando-o no rosto com tanta frequência." Donna riu. "Isso, é o significado de ter um chefe Harper." Ok, poderia aceitar que Max era bom para Donna, e Joey, pela aparência das coisas. Mas ele não era bom para mim. O que só fez tudo ficar pior. O que eu tinha feito para ele? Estava querendo um tratamento especial? Sim, o meu relatório poderia ser melhorado, mas apesar do que Donna disse, não tinha merecido a reação que ele dispensou à mim. Ele poderia ter me jogado um osso. Agora que as minhas expectativas de trabalhar com Max foram bem e verdadeiramente quebradas, tinha que me concentrar em conseguir toda a experiência possível e seguir em frente. Iria fazer de novo o meu relatório e ficaria perfeito. Aprenderia tudo o que fosse possível trabalhando para King & Associates, faria uma tonelada de contatos e, em seguida, depois de dois anos estaria bem posicionada para criar minha própria empresa, ou ir trabalhar diretamente para um banco.

Não sei de onde surgiu a ideia de chamar minha melhor amiga, Grace, para me ajudar a fazer a mudança para o meu novo apartamento. Ela cresceu no Park Avenue, e não foi criada para executar tarefas pesadas. "O que tem aqui, um corpo morto?" Ela perguntou, com um brilho de suor na testa captado pela luz no elevador. "Sim, minha ex melhor amiga." Inclinei minha cabeça na direção da caixa de madeira, que guardava um cobertor velho, e que estava aos nossos pés e era a última coisa no caminhão. "Você consegue carregar?" Eu ri.


"É melhor ter uma garrafa de vinho na geladeira." Seu rosto refletia humor. "Não estou acostumada a este trabalho corporal intenso." "Olha, então você deve ser grata. Estou expandindo seus horizontes”, respondi com um sorriso. "Mostrando-lhe como nós, pessoas comuns, vivemos." Morei com Grace desde que cheguei de Berkeley, há quase três meses, em Nova York. Ela foi fantasticamente compreensiva quando minha mãe enviou todas as minhas coisas para seu apartamento no Brooklyn, mas agora que estava fazendo ela me ajudar a realizar minha mudança para meu novo apartamento, sua paciência estava se esgotando. "Eu sou muito pobre para uma geladeira. E vinho. "O aluguel do meu apartamento era medonho. Mas estava situado em Manhattan e isso era tudo que me preocupava. Eu não estava a ponto de ser uma nova iorquina que morava no Brooklyn. Eu queria tirar desta experiência tudo o que valesse a pena, então sacrificaria espaço para ter uma boa localização em um pequeno edifício vitoriano na esquina da Rivington e Clinton em Lower Manhattan. Os edifícios de ambos os lados estavam cobertos com grafite, mas este tinha sido recentemente reformado e asseguraram-me que estava cheio de jovens profissionais, pois situava-se perto de Wall Street. Que professionais? Assassinos de aluguel? "Vai ser . . . acolhedor", disse Grace. "Tem certeza que você não quer morar em um apartamento em frente ao meu?” Meu apartamento em Berkeley era pelo menos duas vezes maior do que este. O apartamento de Grace no Brooklyn era um palácio em comparação, mas eu estava bem com este pequeno. "Tenho certeza. É tudo parte da experiência de Nova York, não é? " "São tão baratos, mas você não tem que procurar. A ideia é evitá-los." Grace era a pessoa que tentava fazer com que todos vivessem um pouco melhor, e era essa uma das razões pelas quais eu a amava. "Sim, mas quero estar no centro das coisas. Além disso, há uma academia no porão, por isso estou economizando dinheiro com isso. E sobre o trajeto. Posso ir para o trabalho caminhando. Inferno, praticamente vejo o escritório da janela do meu quarto.” "Pensei que você estivesse odiando o trabalho. Não seria melhor morar mais longe?" Ela perguntou enquanto o elevador parou no meu andar. Estendi a mão para a parte inferior da caixa de madeira. "Não odeio o trabalho. Odeio meu chefe.” "Aquele quente?" Grace perguntou. "Você pode pegar a outra extremidade?" Perguntei. Eu não queria ser lembrada sobre a 3 pontuação do meu chefe no hot-ometer . Estiquei minha perna para tentar deixar a porta do elevador aberta. "Porcaria. Você conseguiu?" Nós cambaleamos para a frente, virando à esquerda em direção ao meu apartamento. "Precisamos de um homem para esta merda", Grace disse enquanto lutava com as minhas chaves. "Precisamos

de

homens

para

sexo

e

massagem

nos

pés",

respondi.

"Nós


podemos carregar nossa própria mobília." "No futuro, você leva a sua mobília. Eu vou encontrar um homem. " Abri a porta e deslizamos a caixa para dentro da sala de estar. "Vamos deixá-la aqui até eu decidir se ela vai ficar ou não na extremidade da cama." "Onde está o vinho que você me prometeu?" Grace passou por mim e caiu no meu pequeno sofá de dois lugares. Apesar do que disse, as únicas coisas que minha geladeira continha eram duas garrafas de vinho e um pedaço de queijo parmesão. "O que você estava dizendo sobre o seu chefe quente? Achei que você endeusava o todo poderoso King, enquanto estava em Berkeley. O que mudou? " Entreguei à Grace um copo de vinho, sentei-me e comecei a tirar meu tênis. Não quero pensar em Max ou na maneira como ele me fez sentir tão inadequada, tão fora do lugar e desconfortável. "Eu acho que preciso atualizar meu guarda-roupa de trabalho." Quanto mais pensava sobre o que tinha vestido para o meu encontro com Max, mais percebia que devia estar destoando de toda Max Mara e Prada que era usada em Wall Street. "Você parece bem. Você é sempre super polida. Você está tentando impressionar seu chefe quente?" Revirei os olhos. "Isso seria impossível. Ele é o homem mais arrogante que já conheci. Nada para ele é bom o suficiente." Minha conversa com Donna no almoço ontem tinha atenuado temporariamente o meu furor em relação à Max, mas ele estava de volta em pleno vigor hoje. Ele pode ser o melhor no que faz e parece tão quente e você pode conseguir um bronzeado se ficar muito perto dele, mas isso não é desculpa para sua idiotice. Mas não estava prestes a deixar que ele me vencer. Eu o odiava. Determinada a mostrar que ele tinha se enganado, trouxe para casa o relatório sobre Bangladesh para trabalhar no fim de semana. Muitas das observações que ele tinha feito indicava que sabia muito mais sobre a indústria têxtil em Bangladesh do que eu, mesmo depois da minha pesquisa. Todo esse projeto foi apenas um teste? Se foi ou não, eu ia passar o resto do fim de semana fazendo meu trabalho da melhor forma que ele já tinha visto. "Nada é bom o suficiente?" Grace perguntou. "Soa familiar." "Eu poderia ser um pouco perfeccionista, mas não tenho nada a ver com esse cara. Acredite em mim. Trabalhei com o coração em cada parte desse relatório, e então simplesmente ele destruiu minhas expectativas. Não tinha nada de bom para me dizer." "Por que você está deixando isto te incomodar? Tente relevar." Por que não iria deixar isso me incomodar? Queria fazer um bom trabalho. Queria que Max visse que eu era boa no que fazia. "Mas eu trabalhei muito duro para isso e fiz um bom trabalho. Ele é um idiota." "Então? Se ele é um idiota total por que a opinião dele é importante?" Grace tinha vivido nos EUA desde os cinco anos de idade, mas ainda mantinha algumas expressões


britânicas de sua família. A palavra punheteiro é uma das minhas favoritas. Especialmente porque se adequava perfeitamente à Max King. "Não estou dizendo que isso é importante. Só que estou chateada." Exceto que importava, muito, mas neguei isso. "O que você esperava? Um homem rico e com bom aspecto tem que ter um lado negativo." Ela deu de ombros e tomou um gole de vinho. "Você não pode deixá-lo afetá-la tanto. Suas expectativas com relação aos homens são muito elevadas. Você vai passar a vida inteira se decepcionando." Meu celular começou a tocar. "Falando em se decepcionar." Eu mostrei a tela para Grace. Era o advogado do meu pai. "Harper falando", atendi. "Senhora. Jayne. É Kenneth Bray." Por que ele estava me ligando no fim de semana? "Sim, Sr. Bray. Como posso ajudar?" Revirei os olhos para Grace. Aparentemente, meu pai tinha criado para mim um fundo fiduciário. As cartas que havia recebido sobre o assunto estavam recheando o baú que arrastamos do caminhão para o apartamento. Eu não tinha respondido a nenhuma delas. Não queria o dinheiro do meu pai. Comecei a aceitar o seu dinheiro na faculdade. Imaginei que ele me devia muito, mas depois de um ano, arrumei um emprego e parei de descontar seus cheques. Não poderia aceitar dinheiro de um estranho, mesmo ele sendo geneticamente ligado a mim. "Gostaria que viesse ao escritório para que pudesse falar sobre os detalhes do dinheiro que seu pai reservou para você." "Aprecio a sua persistência, mas não estou interessada no dinheiro do meu pai." Tudo o que sempre quis era um cara que aparecesse nos meus aniversários, fosse aos jogos da escola ou que pelo menos fizesse qualquer coisa para mim. Grace estava errada; minhas expectativas com relação aos homens eram praticamente nulas. A ausência do meu pai na minha infância era responsável por isso. Eu não esperava qualquer coisa dos homens, exceto decepção. Sr. Bray tentou convencer-me a encontrá-lo, e eu resisti. No final, disse-lhe que leria a papelada e entraria em contato. Desliguei e respirei fundo. "Você está bem?" Perguntou Grace. Limpei a volta do meu copo com o polegar. "Sim", disse. Era mais fácil quando podia fingir que meu pai não existia. Quando soube dele, ou mesmo de seu advogado, me senti 4 como Sisyphus assistindo a minha pedra cair de volta morro abaixo. Ele fez com que eu voltasse à estaca zero, e todos os pensamentos de como seria ter crescido com um pai, de como minha vida poderia ter sido diferente, como poderia ter tido uma família diferente, que normalmente conseguia enterrar, voltou à superfície. Meu pai engravidou minha mãe e depois se recusou a fazer a coisa certa e se casar com


ela. Ele tinha abandonado nós duas. Enviava-nos dinheiro – então nós ficamos financeiramente cobertas. Mas o que eu realmente queria era um pai. Eventualmente, todas as promessas feitas foram quebradas e não conseguia esquecer isso. As festas de aniversário que eu ficava olhando para a porta, esperando que ele aparecesse, teve seu preço. Havia também muitos natais onde a única coisa que eu pedia ao Papai Noel era o meu pai. Foi sua ausência em minha vida que foi o verdadeiro problema, porque ele se comportava como se houvesse sempre alguém em primeiro lugar, como se existisse um outro lugar que preferia estar. Ele me deixou com a sensação de que eu não valia a pena e nem o tempo de ninguém. "Você quer falar sobre isso?" Perguntou Grace. Sorri. "Absolutamente não. Quero ficar um pouco bêbada no meu novo apartamento com a minha melhor amiga. Talvez fofocar e tomar um sorvete." "Essa é a nossa especialidade", Grace respondeu. "Podemos falar sobre meninos?" "Podemos falar sobre os meninos, mas estou avisando, se você tentar armar para mim vou chutar sua bunda de volta para o Brooklyn." "Mas você nem sabe sobre o que vou falar ainda." Eu ri. Ela era tão fácil de ler. "Não estou interessada em namoro. Estou focando minha carreira. Dessa forma, não posso ficar desapontada. "As palavras de Max King, dizendo que os resultados, e não o esforço, era recompensado, não saia da minha cabeça. Eu teria que fazer melhor, trabalhar mais. Não havia nenhum tempo para namoro ou armações. "Você é tão cínica. Nem todo homem é como seu pai." "Eu não disse que são. Não dê uma de psiquiatra amadora comigo. Apenas quero me estabelecer aqui em Nova York. Namoro não é a minha prioridade. Isso é tudo." Tomei um gole do meu vinho e sentei com as pernas dobradas embaixo de mim. Conquistaria o respeito de Max King nem que isso me matasse. Tinha seguido a sua carreira com tanto cuidado que sentia como se o conhecesse. Tinha me imaginado como sua protegida. Começaria a trabalhar para ele que diria que nunca tinha conhecido alguém tão talentoso. Imaginei que dentro de alguns dias seríamos capazes de terminar a frase um do 5

outro e nos cumprimentaríamos com um high five depois das reuniões. E admito, eu meio que tive um sonho erótico com ele. Ou dois, talvez. Isso tudo tinha sido antes de conhecê-lo. Eu fui uma idiota. "Sexo", soltei. "Isso é para que os homens são bons. Talvez eu vá arrumar um amante." "Isso é tudo?" Perguntou Grace. Passei o dedo ao redor da borda do meu copo. "Para que mais precisamos deles?" "Amizade?" "Tenho você", respondi. "Suporte emocional?" "Mais uma vez, esse é o seu trabalho. Com você compartilho sorvete, vinho, e os


problemas emocionais. " "É um trabalho que nós levamos muito a sério. Mas e quando você quiser ter bebês?" Grace perguntou. Crianças não fazem parte de meu pensamento neste momento. Minha mãe teve que mudar de carreira e parar de trabalhar com finanças, e se tornou uma professora para que pudesse passar mais tempo comigo. Eu tinha certeza de que não seria capaz de fazer tal sacrifício. "Se alguma vez conseguir pensar sobre esse assunto, vou em um banco de esperma. Foi o que aconteceu com a minha mãe ". "Sua mãe não foi a um banco de esperma." Tomei um gole do meu vinho. "Poderia muito bem ter ido." Não tive um pai presente pelo que eu saiba. "Passa-me o seu iPad. Quero ver este seu chefe quente outra vez. " Gemi. "Não." Estendi a mão para o tablet que estava sobre a mesa ao lado do sofá e entreguei-o contra minha vontade. "Max King, certo?" Eu não respondi. "Ele realmente é ridiculamente bonito." Grace falou e virou a tela para mim. Eu deliberadamente não olhei. Ele não merecia a minha atenção. "Vire isso para lá. É o suficiente para mim ter que lidar com ele de segunda à sexta-feira. Deixe-me aproveitar o fim de semana sem ter que olhar para seu rosto arrogante." Dei uma olhadela para a imagem da capa da Forbes que Grace me mostrou. Braços Cruzados, expressão severa, lábios carnudos. Idiota. Um barulho chamou minha atenção, e olhei para o teto. O lustre balançava de um lado para o outro. "Isso foi uma bomba que explodiu?" Perguntei. "Parece que o seu vizinho de cima só derrubou uma bigorna sobre o assoalho". Coloquei o dedo sobre meus lábios, pedindo silêncio, para ouvir atentamente. Grace arregalou os olhos porque um murmúrio incoerente se transformou em um som inconfundível de uma mulher transando. Ofegante. Gemendo. Implorando. Em seguida, outro barulho. Que porra estava acontecendo lá em cima? Havia mais de duas pessoas envolvidas? Ouvia-se um barulho forte, de batida entre dois corpos seguido pelo som de uma mulher gritando. Calor subiu no meu pescoço e espalhou por todo meu rosto. Alguém estava tendo uma tarde de sábado mais divertida que a nossa. Uma voz inconfundivelmente masculina gritou: "foda-se" e em seguida os gritos da mulher saíram rápidos e desesperados. A batida da cabeceira da cama contra a parede dava para ouvir cada vez mais alto. O gemido da mulher soou quase em pânico. Meu lustre começou


a balançar mais furiosamente, e juro que as vibrações do mobiliário que começaram a bater contra o assoalho, refletiam no meu apartamento e vibrava na minha virilha. Apertei minhas coxas quando o homem gritou a Deus e a mulher deu um grito final agudo que ecoou através do meu apartamento. No silêncio que se seguiu, o meu coração batia fortemente contra meu suéter. Eu fiquei meio eufórica com o que tinha ouvido; e um pouco envergonhada por ter conscientemente escutado algo tão pessoal. Alguém, apenas a alguns metros de distância de mim, tinha acabado de chegar ao orgasmo. "Esse poderia ser um cara que preciso conhecer", disse Grace quando ficou claro que os interlúdios sexuais tinham parado. "Ele certamente sabia o que estava fazendo." "Eles pareciam muito. . . compatíveis." Eu já soei tão desesperada durante o sexo, com muita fome para o meu orgasmo? Dava para perceber os sons de uma mulher quando ela fingia no quarto. A mulher no andar de cima não tinha fingindo. Os sons que ouvi tinham sido involuntários, tal como quando as pessoas pulam nas partes assustadoras de um filme de terror. "Parece que eles tiveram um sexo excelente. Talvez você devesse bater em sua porta e sugerir um trio.” Revirei os olhos. "Sim, juntamente com uma xícara de açúcar." Ouvi passos ao longo do teto. "Ela ficou com os saltos", disse Grace. "Bom." A porta da frente no andar de cima rangeu, em seguida, bateu. A batida atravessou o teto indo em direção a minha caixa de cobertor, que tremeu. O som de passos desapareceu. "Bem, ela conseguiu o que queria e foi embora. Você não vai precisar de uma TV neste lugar. Você pode apenas entrar em sintonia com a novela que é seu vizinho." "Você acha que ela era uma prostituta?" Perguntei. Uma mulher deixar o local, menos de cinco minutos após o orgasmo não era normal. Certamente ela iria precisar de oxigénio ou uma segunda rodada? Inferno, eu não tinha certeza se conseguiria ficar em pé depois de ter feito o que ela fez, ainda mais usando saltos, antes de descansar uma hora. "Uma prostituta? Ela é uma sortuda, isso sim.” Grace riu. "Mas não penso assim. Um cara que consegue fazer uma mulher emitir esses sons não precisa pagar por isso." Ela se inclinou para frente e colocou o copo vazio em uma das dezenas de caixas espalhadas sobre o apartamento. "Certo, vou para casa e pegar meu vibrador." "Isso é realmente informação demais." "Mantenha-me informada sobre seus vizinhos. Se você encontrar com eles, tente tirar uma foto."


"Sim, porque se você for se masturbar pensando nos meus vizinhos, seria melhor com uma foto." Assenti com sarcasmo. "Você é uma pervertida. Você sabe disso, certo?" Grace deu de ombros e se levantou. "Foi melhor do que pornografia." Ela estava certa. Só esperava que esse show não acontecesse regularmente. Me senti muito inadequada no trabalho. Eu não precisava ter o mesmo sentimento em casa.


Capítulo Dois Max Harper Jayne estava realmente me irritando. Me irritou desde o momento em que começou a trabalhar para mim há quase dois meses. Até agora consegui manter distância. Ela era inteligente. Isso não era um problema. Se harmonizou com seus colegas de trabalho bem o suficiente. Eu não podia reclamar. Não parecia importar-se em ajudar Donna com a copiadora. Não houve delírios de grandeza de sua parte para eu protestar. Estava ansiosa para aprender. Isso tinha sido uma das primeiras coisas nela que chamou minha atenção. Ela era sedenta por aprendizado. O jeito que olhava para mim com aqueles grandes olhos castanhos como se estivesse disposta a fazer qualquer coisa que eu sugerisse era enlouquecedor. Toda vez que olhava para ela, mesmo que fosse um vislumbre na cozinha enquanto caminhava para o escritório, imaginava-a ajoelhando-se na minha sala, abrindo a boca vermelha, molhada, e implorando por meu pau. E isso era um problema. Sempre mantive uma divisão estrita entre minha vida profissional e a pessoal, e nunca houve qualquer exceção. Eu era o chefe com uma reputação a zelar. Não queria que minha vida pessoal se tornasse sempre mais interessante que a minha vida empresarial. Bati a caneta contra minha mesa. Eu precisava descobrir o que fazer. Demiti-la ou esquecê-la. Mas precisava fazer alguma coisa. Encontrei-me ficando mais e mais tempo no meu escritório com a porta fechada, na tentativa de criar alguma distância entre Harper e eu. Normalmente, ficava vagando entre os funcionários para verificar como as coisas estavam indo. Mas sentia que a área de plano aberto agora era um terreno contaminado. Quando tinha que interagir com ela, dirigia-me como Srtª. Jayne como uma maneira de mantê-la no comprimento do braço. Isso não estava funcionando. Passei minhas mãos pelo cabelo. Eu precisava de um plano. Não podia ter nenhuma pesquisadora júnior mudando meu ritmo de trabalho, porque a maneira que eu trabalhava fez a King & Associates ser a melhor empresa do ramo, e toda a Wall Street sabia disso. Distrações eram a última coisa que eu precisava agora. Meu foco já era dividido o suficiente. Viver com Amanda em tempo integral era mais difícil do que eu esperava e isso significava muito mais tempo fora do escritório enquanto ficava em Connecticut. Também estava tentando pegar uma nova conta com um banco de investimento que a King & Associates nunca havia trabalhado antes, e tinha uma reunião importante com um informante privilegiado para acontecer.


"Entre", respondi, pois alguém batia à porta, esperando que não fosse Harper com seu relatório revisto. "Bom dia, Max," Donna disse assim que entrou no meu escritório, fechando a porta atrás de si. "Obrigado." Disse e levantei o copo de café que ela me ofereceu, tentando ler seu rosto. "Como você está?" "Estou bem. Temos muito para repassar." Tínhamos sempre uma pequena reunião após o almoço diariamente. Coloquei a mão em meu colarinho. "Apenas eu estou sentindo, ou aqui está mais quente do que o normal?" Donna balançou a cabeça. "Não, não vou aumentar o ar condicionado. É ridiculamente frio aqui." Suspirei. Não valia a pena discutir com Donna. A maioria das coisas não valiam a pena. Isso era o que aprendi com as mulheres na minha vida - escolher as batalhas. "Então," Donna disse sentando na cadeira à frente de minha mesa. A mesma cadeira que Harper tinha sentado na sexta-feira, com as pernas cruzadas e os braços estendidos ao longo dos braços da cadeira, quase como se estivesse preparando-se para um pouso turbulento. Mas tinha me dado uma visão perfeita de seus peitos altos apertados e seu longo cabelo castanho que caia suavemente sobre seus ombros. "O que está acontecendo?" Perguntou Donna. "Huh?" Perguntei, erguendo o olhar e encarando-a. "Você está bem? Você parece distraído." Balancei a cabeça e recostei-me na cadeira. Eu precisava me concentrar. "Estou bem. Só estou com um milhão de coisas acontecendo na minha cabeça. Esta vai ser uma semana agitada." "Ok, então, vamos começar. Você tem um almoço amanhã com Wilson do D & G Consulting. Está marcado para às doze horas no Tribeca Grill ". "Acredito que não podemos cancelar?" Wilson era um concorrente e egomaníaco, então um cancelamento seria um problema. E como ele era um fanfarrão, normalmente, em nossos almoços, eu sempre conseguia algumas informações. "Sim, é tarde demais. Você cancelou as últimas três vezes. " "E nós não podemos ir para o Joey?" Donna apenas levantou as sobrancelhas. Suspirei quando lembrei que esta era mais uma batalha que não valia a pena lutar. "E Harper gostaria de um horário esta tarde pois ela terminou de revisar o relatório." Comecei a clicar na minha agenda. Eu tinha visto Harper na sexta-feira. Precisava dar um jeito de vê-la menos. "O que você está fazendo? Tenho sua agenda aqui. "Ela apontou para seu tablet. "Você


tem um horário livre esta tarde, às quatro." "Não acho que precisamos de uma reunião. Ela pode deixar o que fez com você, e olharei o relatório quando puder." Eu olhei para o meu bloco de notas, anotando o almoço com o Wilson, sem nenhuma pretensão. "Você normalmente gosta de fazer reunião de acompanhamento." "Estou ocupado e não tenho tempo para rever trabalho que provavelmente não é bom o suficiente." Isso foi injusto. O trabalho de Harper não era ruim. Ele tinha alguns erros, mas nada que não esperaria de alguém que nunca havia trabalhado comigo antes – estava acostumado com pesquisadores juniores muito desleixados e sou muito exigente. Ela não conseguiu conversar com Donny, mas ele é um hierárquico filho da puta, pois marcar um horário com ele era uma tarefa quase impossível. Acontece que ela era boa em seu trabalho – e ainda tinha algumas ideias realmente muito criativas, parecia que não ia ter um motivo para demiti-la tão cedo. Isso pode ser um problema. "O relatório foi realmente assim tão mau?" Perguntou Donna. "Não, mas não preciso que ela fique sentada vendo-me lê-lo." Fiquei totalmente perturbado na sexta-feira, tendo apenas alguns metros de distância entre nós. Eu mal conseguia me concentrar, porque seu perfume, uma espécie de cheiro almiscarado, sexy, ficou me instigando. O jeito como as mãos dela tinha agarrado e, em seguida, soltado os braços da cadeira – fez com que eu ficasse duro com o pensamento dessas mãos deslizando pelo meu peito e ao redor do meu pau. Porra, ela era um problema. "Especialmente se você me fizer almoçar com Wilson", falei quando olhei para Donna e ela estava me encarando com os olhos apertados. Não queria que ela fizesse mais perguntas sobre Harper, mesmo que fosse sobre a qualidade do seu trabalho. Ela respirou fundo. "Olha, eu não quero falar sobre -" "Não", eu pirei. O que ela ia dizer? Poderia dizer que eu estava tratando Harper diferente? Que estava atraído por ela? Atraído. Merda. Eu precisava me acalmar. Ela era apenas uma cara bonita com seios fantásticos e um grande rabo. Sabia que muitas mulheres eram assim. Meu telefone tinha muitas delas na discagem rápida que viriam e me ajudariam a tirar Harper fora da minha cabeça esta noite. Ela não era nada especial. "Você está sendo muito duro com ela, e não acho que é sobre o seu desempenho no escritório." Alfinetes e agulhas crepitaram através de mim, como se minha mão tivesse sido apanhada na botija. Eu congelei, não querendo reagir de uma forma que iria confirmar qualquer suspeita que ela tivesse. "Isto tem alguma coisa a ver com a Amanda?" Ela perguntou, com a cabeça inclinada para


um lado. Meus ombros caíram. Ela não tinha lido qualquer coisa em minhas interações com Harper apesar de tudo. "Deve ser um ajuste para ambos. Quanto tempo desde que Pandora se mudou?" Ela perguntou. "Cerca de seis semanas. Sim, é um ajuste." Levantei minhas sobrancelhas. A mãe de Amanda, Pandora, e seu marido, Jason, tinha mudado para Zurique porque ele arrumou um novo emprego. "Eu sempre estive envolvido em sua vida; mas não tinha percebido o quanto isso poderia mudar." Eu tinha a custódia compartilhada de minha filha de catorze ano, para mim isso significava apenas finais de semana, férias e feriados. Estava percebendo rapidamente que durante os últimos catorze anos, tinha vivido a parte fácil, os momentos de diversão com Amanda. Eu não tive que me preocupar com a lição de casa, tintura de cabelo ou maquiagem. "Nós vamos nos acostumar um com o outro. E o trajeto será um desafio." Eu estava acostumado a ficar em Connecticut apenas nos fins de semana, mas Pandora e eu tínhamos concordado que Amanda devia permanecer em sua escola atual. Então, eu agora, permanecia em Manhattan apenas duas noites por semana, enquanto Amanda ficava com os avós. Essa semana, peguei o trem à noite e trabalhei durante o percurso, mas não era o que costumava fazer. Não estava habituado com certos comportamentos de minha filha. "Ela quer tingir o cabelo. Eu disse que não um milhão de vezes, mas ela não vai desistir." Suspirei. Eu não estava acostumado a ficar repetindo as coisas. "Juro que vou chegar em casa um dia e descobrir que ela acabou pintando o cabelo." Donna riu. "As adolescentes são um desafio. Estou feliz que ainda estou há alguns anos longe disso. Bem, sei os pensamentos que tinha aos catorze anos. Isso não era nada agradável." Não tinha ideia do que se passava na cabeça de Amanda a maior parte do tempo. "Eu não tenho certeza se quero saber", respondi, esfregando as mãos sobre meu rosto. Donna sorriu. "Acredite em mim, é melhor você não saber mesmo. Tente dizer sim, algumas vezes, pois assim tudo não se transformará em uma luta. O que Pandora diz?" "Que ela vai cortar minhas bolas se eu deixá-la tingir o cabelo." "Bem, pelo menos vocês estão na mesma página." Pandora e eu concordamos sobre muitas coisas quando ela teve a nossa filha. Éramos muito jovens quando ela ficou grávida, e estávamos começando uma nova vida. Não tínhamos experiência. Não havia sentimentos ruins. Nós dois fizemos o melhor que podíamos. Tínhamos tentado, superficialmente, fazer as coisas funcionarem entre nós, não nos dedicamos realmente. Tinha sido uma aventura pré-universitária e nada mais. Eu não tinha certeza se tinha sido ou não uma decisão consciente, mas a partir do momento que Amanda nasceu, sabia que minha vida estaria voltada para minha filha. Sim, meu negócio era importante, mas foi a necessidade de dar apoio para Amanda, por querer que


ela tivesse muitos benefícios, que me levou a ser o que sou hoje. Eu estava determinado, e apesar da gravidez de Pandora ter sido um erro, ter uma filha nunca seria. Ela era a única coisa importante e a razão da minha vida e nunca houve espaço para mais ninguém. O apoio de nossos pais significou muito e com isso terminamos a faculdade. Pandora conheceu Jason em seu segundo ano e se casaram logo após a formatura. Fui ao casamento e Amanda se sentou no meu colo durante a cerimônia. É uma situação estranha, mas funcionou todos esses anos. Mas olhando para trás, Pandora havia arcado com o cotidiano da vida de Amanda. Agora o bastão tinha sido passado para mim. "Sim. Foi uma mudança maior do que esperava, apesar de tudo. Antes se ela pedisse para tingir o cabelo eu teria lhe dito para conversar com sua mãe, ou diria que não e deixaria Pandora cuidar das consequências. Agora as decisões e os efeitos são meus. " "Lembre-se, Amanda provavelmente está sentindo a falta da mãe, também." "Foi ideia dela não levar Amanda. Jason estava disposto a desistir do trabalho em Zurique." "Eu sei, mas ela está na idade em que às vezes pode ver o ponto de vista de um adulto e no entanto, por vezes, ainda é uma criança." Concordei e em meu coração sentia a forma única que Amanda conseguia me provocar. Ela tinha apenas catorze anos. Cristo, nenhum dinheiro do mundo me faria voltar a esse tempo. Tudo era tão estranho. "Elas conversam por Skype todo o tempo. Acho que estou conversando mais com Pandora agora do que anteriormente. Nós literalmente conversamos por Skype durante todo o jantar na noite passada. "Eu ri." Foi bom, na verdade. Acho que Pandora está preocupada em não ter feito a coisa certa por deixar Amanda comigo." "Eu tenho certeza que ela vai ficar bem. Vocês só precisam se acostumar um com o outro." Assenti. "Sim, eu espero que se ela -" Meu FaceTime soou. "Olha ela chamando." Peguei meu celular. "Ei, Donna está aqui, diga oi." "Ei, Donna", minha filha falou. "Oi, Amanda. Você está muito bonita." "Mas eu ficaria melhor com o cabelo loiro, certo?" Donna riu e se levantou. "Eu não estou recebendo para isso. Vou dar a vocês alguns minutos." "Ei, amendoim. O que foi? " Perguntei quando Donna fechou a porta atrás de si. "Estou apenas querendo saber quando você estará voltando para casa." Olhei o relógio do meu laptop. Era apenas meio-dia. "Provavelmente não até às oito. Marion está aí, certo?" Minha empregada conhecia Amanda desde que ela era um bebê e sempre me ajudou. Isso era perfeito, pois depois da escola e nas férias ela cuidava de Amanda até eu chegar em casa. Esta semana Amanda não tinha aula.


"Sim, ela está aqui. Só pensei que talvez você voltaria mais cedo hoje." Meu coração se apertou. Noventa por cento do tempo ela me deixava louco, mas eu gostava de vivenciar estes momentos. Ela pode ter catorze anos, mas às vezes ainda precisava de seu pai. "Como foi sua manhã?" "Ugh. Não quero falar sobre isso." "Ainda está brigada com Samantha? Você sabe que irá se sentir melhor se resolver isso. Problemas são uma merda - " "Paaai." Eu ri. Ela não gostava de qualquer conversa que envolvesse intestinos ou peidar, então brincava com ela a respeito disso em todas as chances que tinha. "Samantha foi convidada para o baile", ela murmurou. Isso me chamou a atenção. "O que isso quer dizer? Um menino lhe convidou? Isso é um encontro?" Minha garganta começou a contrair e tossi. "Você está no ensino médio, por Cristo, você não pode namorar." A dança de formatura da oitava série de Amanda estava ocupando uma enorme quantidade de espaço na cabeça da minha filha. Eu teria preferido que matemática ou geografia tivesse esse foco. "Eu tenho catorze anos, não doze." Por acaso isso tem diferença? "Mas você vai com Patti e todos os seus amigos, não é?" Tentei fazer o pânico, que sentia crescendo em mim, não refletir no meu tom. "Mas se -" "Você quer que um menino lhe convide para ir ao baile? Algum lhe convidou?" Eu queria desesperadamente que ela dissesse não, pois negar meu pior pesadelo, faria ele não se tornar realidade. "Não. Ainda não. Obrigada por me lembrar. Vou ligar para a mãe. Falo com você depois." "Amanda, espere. O que -" Ela desligou. Jesus, o que fiz agora? Eu não estava fazendo nada certo no momento. As coisas eram muito mais fáceis quando ela vivia com a mãe. Agora eu não podia errar nenhum movimento. Quando ela era pequena, tudo que tinha que fazer era cócegas, contar uma piada, ler uma história antes de dormir e ela achava que eu era incrível. Agora tudo o que eu recebia era um virar de olhos ou um paaai. Porra. Eu precisava falar com Pandora. Talvez pudesse mandar Amanda para Zurique no fim de semana do baile? Dessa forma, não haveria meninos, namoro e não teria que me preocupar em ir para a cadeia por assassinato. A minha filha tinha catorze anos, ela não estava preparada para a realidade que era a espécie masculina. "Entre," lati para a batida forte na porta. Harper entrou na sala. Gemi. Estar na mesma sala que ela era a última coisa que eu precisava.


"O quê?" Perguntei enquanto ela caminhava em direção a mim. "O relatório Bangladesh revisto." Ela levantou alguns papéis. "Você poderia tê-lo deixado com Donna." Ela colocou o relatório na minha mesa com um estrondo. "Tenho certeza que se tivesse deixado com Donna, você teria dito que deveria ter-lhe entregue diretamente." Oh. Que atitude. Não estava esperando isso. Tive que segurar um sorriso. Ela estava certa; eu estava dificultando-lhe as coisas. Mas não era pessoal. Ok, apenas um pouco pessoal. Ela apenas me irritou. Eu me orgulhava de ser insensível no trabalho. Sempre tinha sido capaz de separar as diferentes áreas da minha vida, deixava um mundo de lado, enquanto estava em outro. Harper atrapalhava essa delimitação. Durante nossas reuniões me encontrei olhando fixamente para a curva de seu pescoço, ou no modo como sua camisa moldava seus seios. Eu ficava tentando descobrir o seu perfume ou imaginando como sua pele seria sob meus dedos. Tentei desligar essa parte da minha imaginação. De novo e de novo. Olhei para a tela do meu laptop. "Bem, agora que você está aqui, apenas deixe-o na minha mesa e eu vou tentar lê-lo mais tarde." "Vou deixar o seu sanduíche com Donna, então," ela disse conforme girou nos calcanhares. Ela estava usando um vestido novo? Parecia bom para ela, mostrando sua bunda e o balanço de seus quadris e tinha uma gola alta e recatada. Não tive tempo para responder pois ela saiu rapidamente e bateu a porta. Jesus, eu estava me deparando com pessoas de atitude hoje. Será que esta semana era de lua cheia? Peguei meu celular e liguei para Amanda. Nenhuma resposta. Eu tinha uma pilha de papéis para revisar, mas precisava resolver a situação com Amanda. Se ela estava querendo ir a esse baile, tínhamos muito o que conversar. Peguei todas as minhas coisas. Eu trabalharia no trem. Saindo do escritório seria um bônus duplo - poderia conversar com a minha filha e colocar alguma distância entre mim e Harper. Mas essa não era uma solução de longo prazo. Eu não podia simplesmente deixar de vir para o escritório para evitar encontrar Harper. Precisava de um plano para mantê-la longe de mim. Uma maneira de ter certeza que ela não teria nada a ver comigo.

A viagem de volta para Connecticut tinha me ajudado, e fui capaz de concentrar-me melhor a cada quilometro colocado entre mim e Harper. "Panquecas?" Amanda perguntou ao entrar na cozinha. As portas francesas foram abertas e uma leve brisa circulava no ambiente. Embora não sejamos uma família tradicional, sempre gostei que esta casa transmitisse essa sensação. Ela não tinha as linhas elegantes, brilho e glamour do meu apartamento em Nova York, mas eu gostava muito desse lugar, me sentia realmente em casa. Assenti, quebrando um ovo em uma tigela. Desde que ela tinha deixado de comer apenas


alimentos líquidos, Amanda e eu compartilhávamos panquecas nas manhãs de domingo. Panquecas eram nossa tradição. "Você chegou em casa mais cedo", disse Amanda. Ela deu a entender ao telefone que queria que eu viesse em casa mais cedo, mas não espera que isso acontecesse. Foi bom ser capaz de surpreendê-la. Amanda sabia que o trabalho era importante, mas que ela sempre vinha em primeiro lugar. Em algumas coisas, era madura, mas de vez em quando tinha um lembrete de que ela ainda tinha catorze anos. Concordei novamente. "Meio dia mais cedo", acrescentou. "Pensei em passar algum tempo com a minha senhora favorita. Mandei Marion para casa, então nós vamos comer panquecas." Marion cozinhava para nós todas as noites em que eu estava em casa. Duas noites por semana Amanda tinha a atenção de seus dois casais de avós. Porque ela tinha passado tanto tempo com eles quando era pequena, que praticamente tinha três casais de pais e minhas duas irmãs que davam a contribuição de tias. Amanda pulou sobre uma das banquetas no balcão, observando enquanto eu mexia a massa. "Falou com sua mãe hoje?" Perguntei. Sabia que não podia simplesmente perguntar diretamente para Amanda se ela estava esperando que alguém a convidasse para o baile. Não, tinha que esperar ela falar. Sorte a minha que Amanda era uma grande faladeira. "Não. Ainda não." Fiquei em silêncio, tentando encorajá-la a falar. "Bobby Clapham convidou Samantha para o baile." Segurei o batedor com mais força, mas mantive minha boca fechada. Tinha que ouvi-la falar tudo que quisesse. "Eu pensei que Callum Ryder fosse me convidar, mas ele não disse nada." Catorze. Ninguém me disse que namoro começaria tão cedo. Poderia ligar para Pandora e entrarmos em um acordo para que eu pudesse trancar Amanda em seu quarto até que ela completar vinte e um? Eu poderia parar de trabalhar e ela teria aulas em casa por alguns anos, então depois faria um curso por correspondência na faculdade. Era uma opção. "Callum Ryder, ele está em sua classe?" Eu nunca tinha ouvido ela falar sobre ele. Ou talvez tivesse e tinha achado que ele pudesse ser um perigo. Porque Amanda gostava de falar, e eu prestava atenção em muitas coisas que ela dizia. Era muita informação - tinha todos os amigos, as brigas, as preocupações que duravam cinco segundos. Eu não conseguia prestar atenção em tudo. As coisas que prestei atenção passaram pelo me cérebro rapidamente, e não retive quase nada sobre suas amizades na escola. Eu estava começando a perceber que esse método poderia ter sido um erro. "Meu Deus. Você não ouviu nada do que eu disse? "Ela lamentou. "Callum mudou-se para San Francisco no último semestre. Não se lembra que eu te disse? "


"Ah, certo." Balancei a cabeça, tentando encobrir o fato de que não tinha ideia do que ela estava falando. Por que não a tinha enviado para uma escola só para meninas? "E você quer que ele a convide para o baile?" Um rubor subiu em seu rosto e uma dor aguda atravessou meu peito. Ela era jovem demais para tudo isso. "Talvez", disse ela. "Mas só porque ele é engraçado, e eu o vi dançar uma vez durante o almoço e ele parecia ser capaz de fazer isso em sincronia com a música." "Então todo mundo vai ao baile em casal?" Tentei não tremer enquanto falava. Minha garotinha. "O que você quer dizer?" Ela perguntou, arrancando uma uva da tigela de frutas em cima do balcão. "Se Callum lhe convidasse para o baile, ele viria buscá-la e -" "Não, Samantha e eu vamos juntas. Você disse que iria nos levar. Você não se lembra? "Ela abriu as mãos na frente como se eu fosse possivelmente o homem mais estúpido que ela já tinha visto. "Sim, me lembro", menti. "Mas pensei que você e Samantha não fossem amigas mais?" "Isso foi na semana passada, pai. Continue." "Ok, explique-me porque eu não sei como essas coisas funcionam. Então você vai ver Callum lá?" Ela deu de ombros. "Eu acho que sim." O meu pulso desacelerou. Talvez rotular essa coisa toda de namoro foi muito dramático. Derramei a massa na frigideira enquanto tentava encobrir o meu alívio. "Então você já tem traje para o baile?" Perguntei. "Traje? Quer dizer um vestido? Não é uma festa a fantasia." Suspirei. "Me dá um tempo. Você tem um vestido?" Ela sorriu. "Eu estava me perguntando se você queria alguma companhia na cidade esta semana? Você sabe, nós poderíamos ir às compras, talvez?" "Em Manhattan?" Eu não tinha certeza se estava qualificado para levar Amanda às compras para que pudesse ir ao baile. Não tinha ideia do que seria apropriado. Eu não gostava que Amanda fosse na cidade, e tentei dissuadi-la de me visitar quando eu estava no apartamento de Manhattan. Nova York não era lugar para uma criança. Havia demasiadas más influências. "Sim", ela respondeu. "Você não gosta das lojas por aqui?" "Quero algo que ninguém mais terá." Alguma coisa em minha expressão deve ter lhe chamou a atenção. "Só porque tenho catorze anos não significa que encontrar o vestido perfeito não é importante, se é isso que você está pensando. Talvez se estivesse namorando, você conseguiria me ajudar a comprar. "


Aqui vamos nós. Uma situação de crise sobreposta a outra. Amanda estava sempre me chateando sobre o fato de querer que eu arrumasse uma namorada. Ou uma esposa. As mulheres eram desgastantes. O trabalho era mais fácil. Ou era antes de Harper começar a trabalhar para mim. "Eu quero que você fique bonita. É claro que entendo isso. Tenho muitas mulheres na minha vida." Com duas irmãs, uma filha, e Pandora, não há falta de estrogênio no meu mundo. "Você sempre pensa sobre isso de uma forma tão egoísta." Amanda suspirou e desceu do banco. Ela começou a pegar pratos e talheres. Ajudando na cozinha sem pedir, isso era novo. Constantemente tentava lembrar o quanto ela estava crescendo, e embora estivesse orgulhoso, me senti como se estivéssemos em uma ribanceira sem freios. Eu queria fazer uma pausa por um segundo, aproveitar o aqui e agora por um par de anos. "Estou sendo egoísta por não namorar?" Perguntei, fazendo mais panquecas. "Totalmente. Você sabe o quanto eu sempre quis uma irmã. A mamãe está casada com Jason desde sempre e eles me ignoram completamente, por isso é com você. Não entendo o que você está esperando. Você não quer se casar?" "Ei, espere. Um minuto atrás você estava falando sobre você namorar e agora, sou eu, não apenas namorar, mas tenho que casar com uma mulher e engravidá-la?" Ela deve ter falado com minhas irmãs. Elas estavam sempre me importunando com isso, e tentavam me apresentar para suas amigas. O fato é que não preciso de ajuda para conseguir mulheres. Mas nem Amanda, nem minhas irmãs têm que saber qualquer coisa sobre minha vida sexual. Ela riu. "Você nunca pensa sobre isso? Estamos aqui nessa casa grande, apenas nós dois, e eu irei para a faculdade em breve." "Você está tentando me matar hoje? Ainda tem alguns anos antes de ir para a faculdade "Ela estava certa; a faculdade estava realmente ao virar a esquina. É claro que queria que ela fosse, mas talvez ainda pudesse morar em casa. Eu não estava pronto para desistir dela inteiramente. "Eu acho que seria bom para você ter alguém. E se ganhar uma irmãzinha com isso? Bem, então, seria ainda melhor." Ela colocou as toalhas de mesa individuais no balcão, colocou os pratos e distribuiu os talheres em ambos os lados. "O que provocou isso? Há tempo que você não faz essa palestra especial amendoim." Isso seria influência das minhas irmãs, ou Pandora? Terminei de fazer as panquecas e desliguei o fogão. Eu não era o suficiente para ela? Ela encolheu os ombros. "Não sei. A mãe de Samantha me perguntou se você estava namorando, ela vive me perguntando isso." A mãe de Samantha? Por que acho que havia algo mais por trás da pergunta da mãe recém-divorciada de Samantha do que simplesmente interesse de vizinhança? Desde quando Amanda começou a morar comigo, um número grande de mães de seus amigos sempre encontrava uma desculpa para se aproximar. Nunca tinha dado qualquer razão, para nenhuma


delas, para pensar que eu estava disponível. "Eu acho que seria bom se você encontrasse alguém. E quero uma irmãzinha." Eu namorei e com isso quero dizer tive sexo, muito sexo. Mas sempre aconteceu em Nova York. Eu nunca trouxe qualquer mulher para casa em Connecticut. Mantenho meus dois mundos separados. Jamais deixava-os cruzar. Eu tinha o melhor dos dois mundos: a minha família em Connecticut; e King & Associates e minha carreira em Wall Street. Nunca foi necessário nada mais. Não havia nenhum buraco em minha vida que tivesse que me preocupar. Aparentemente Amanda discordava. "Você iria perder o nosso tempo de pai e filha juntos? Comer panquecas, assistir jogos?" "Por que nós temos que parar de fazer isso? Nós três podemos fazer juntos, e quando Chelsea tiver idade suficiente, ela pode comer panquecas, também." "Chelsea?" Eu estava confuso. "Minha irmãzinha. Ou talvez Amy seria melhor. Eu gosto de nossos nomes começarem com mesma letra A." Claro. Eu ri quando Amanda sorriu para mim. "Você é louca, mas eu te amo." "Posso encontrar um encontro você preferir." "Pare com isso e coma suas panquecas." "Se você concordar em ir a um encontro, eu não vou dizer a mamãe que você está me alimentando com panquecas em uma segunda-feira à noite. Você sabe que ela ficaria extremamente brava." Uau, talvez algumas das minhas habilidades de negociação tenham sido passadas através da linha genética. "Diga-me você não está tentando me chantagear." Baguncei seu cabelo enquanto me sentava ao lado dela no balcão. "Vou me arriscar com sua mãe. Ela sabe como às vezes o açúcar é a única solução." "Você não é divertido." "Sou seu pai. Não deveria ser divertido." 6

"Por favor, basta pensar em chamar uma mulher para jantar. O Tinder é um ótimo lugar para se encontrar alguém." Tinder? "Prometa-me que não está no Tinder, ou vou pegar seu celular e devolvê-lo quando você tiver trinta e cinco anos." "Pai, é claro que não estou no Tinder. Você é maluco? Tenho catorze anos. "Por fim, ela estava fazendo sentido. "Tinder é para pessoas de idade. Como você." Amanda segurou o xarope cor de âmbar no alto e jogou na panqueca. Será que Harper tinha o Tinder? Talvez devesse tentar descobrir. Foda-se, não. Por qu estava pensando nisso? "Você vai pensar sobre o assunto, pai. Prometa-me."


"NĂŁo estou prometendo nada," respondi, mas nĂŁo tinha certeza se o que disse soou de forma convincente.


Capítulo Três Harper Estava esperando ouvir o que Max tinha a dizer sobre o relatório de Bangladesh por três dias. Tinha trabalhado pra caramba o fim de semana para que pudesse tê-lo pronto na segunda-feira. Eu não deveria ter me incomodado. Era quarta-feira à noite e ele tinha cancelado nossa reunião de acompanhamento duas vezes. Tirei meus sapatos e cai no sofá. Eu podia ouvir Ben, ou talvez fosse Jerry, me chamando do congelador. "Parem com isso, rapazes", gritei. Eu não poderia passar a noite tomando sorvete. Não. Seria produtivo - aproveitar a academia no porão. Isso tiraria o idiota do meu chefe da minha cabeça. Ele passou por mim no corredor no início do dia e me ignorou totalmente. Ok, talvez o meu relatório poderia ter ficado melhor, mas me dar o tratamento do silêncio não parecia ser uma atitude profissional da parte dele. Tinha que ficar lembrando que ele não era o homem que pensei que seria e isso não significava que eu não poderia me dar bem trabalhando para King & Associates. Coloquei minha roupa de academia, peguei uma garrafa de água, e desci as escadas. Uma academia no prédio era mais do que eu poderia ter esperado quando comecei procurando um apartamento em Manhattan, e não tinha tido a oportunidade de visitá-la ainda. O trabalho pode não estar bom, mas minha casa seria um casulo para qualquer coisa ruim. Eu podia relaxar - imaginar-me importante. Trinta minutos no elíptico iria limpar a minha cabeça e conseguiria parar de me imaginar tentando conseguir maneiras de ferir fisicamente Max King. Quando entrei na academia, notei que havia três homens já - um usando os pesos, um em uma bicicleta, o outro no remador. Em um canto havia uma TV fixada na parede, ligada na CNN que emitia um som suave. Verifiquei o resto do espaço. Não havia espelhos, então não tenho que olhar para qualquer parte de mim balançando enquanto me exercitava. Perfeito. Era como se tivesse inventado o lugar para mim mesma. Fui para um elíptico que estava vazio, evitei o olhar gritante do cara que usava os pesos. Larguei minha garrafa de água no suporte no aparelho logo atrás do homem na bicicleta, ele tinha uma bunda maravilhosa, e tentei programar o aparelho de um jeito que não me matasse. Isso era o que precisava para me impedir de pensar sobre o escritório - um treino duro e uma bela vista. Encontrei um programa no aparelho que sabia que seria difícil, mas queria focar em algo diferente da decepção que King & Associates estava se transformando. Precisava ser capaz de relaxar quando não estava no escritório ou ficaria louca. No primeiro dia de trabalho, meu queixo doeu de tanto sorrir. Finalmente havia alcançado o meu sonho, e tinha feito tudo por minha conta. Era como se eu tivesse dado o primeiro passo de um futuro brilhante - onde convergiam o início de todos os meus planos. Estava fora de mim de tanta emoção. Mas o brilho se desgastou rapidamente, em algum momento na primeira semana, quando fui apresentada à Max e ele mal tinha tirado os olhos de sua mesa para me dizer olá.


O cara que estava na bicicleta suspirou e sentou-se, circulando seus ombros, em seguida, inclinando a cabeça para um lado e depois para o outro e continuou a pedalar. Ele tinha bonitas costas largas e cabelos negros encharcados de suor. Ele ia precisar de uma boa chuveirada. Se era ele o cara que tinha ouvido fazendo sexo na cobertura, ficaria feliz em fazerlhe companhia. "Você mora no edifício?" Pulei quando o cara que estava usando os pesos colocou o braço sobre o meu aparelho. Eu não vi ele se aproximando. Era baixo, corpulento, e muito bronzeado. Queria perguntar-lhe se tinha perdido alguma aposta, pela coragem que teve em vir falar comigo. Ele olhou como se pertencesse à Nova Jersey ao invés de Manhattan. Concordei, esperando que o fato de não dizer nada iria fazer com que lhe desencorajasse a falar comigo. "Você tem uma bela bunda, se não se importa que eu diga." Sério? Ele ergueu as mãos quando lhe lancei um olhar de matar. "Não precisa ser arrogante. Eu só gosto de uma bela bunda." Fixei meu olhar no painel do meu aparelho, querendo dar um soco no rapaz. "Acho que você deveria deixá-la em paz", disse um homem atrás de Nova Jersey. "Ei," Nova Jersey respondeu. "Estava elogiando a menina." Mantive minha cabeça baixa, não querendo atrair mais atenção. "Incomodando, certo?" Meu salvador respondeu. Reconheci a voz. Meu cérebro tentou descobrir se era uma pessoa famosa. Nova Jersey afastou-se, e eu olhei para cima com um sorriso. "Obrigada -" Era como se eu tivesse levado uma descarga elétrica. Max – porra - King estava bem na minha frente. Mate-me. Agora. O cara que estava tentando esquecer quando vim para cá estava bem no meio da minha academia no meu prédio. Olhei em volta. Nova Jersey havia ido embora, e o remador ainda estava lá. Max King era o cara da bunda gostosa. A vida não era justa. Meus membros pararam de trabalhar e meio que tropecei, nos pedais do elíptico, caindo na parede atrás do aparelho. Sério? Era um golpe atrás do outro. "Você está bem?" Desencostei da parede enquanto ele vinha em minha direção. Balancei a cabeça, sem saber o que poderia dizer se eu realmente conseguisse formar uma frase. Como isso era possível? Meu apartamento era para ser meu santuário do comportamento idiota deste homem no escritório. Agora tinha que me preocupar em não me encontrar com ele nos corredores do meu prédio, enquanto estivesse bêbada ou estivesse sem maquiagem. Não importava se ele me viu sem maquiagem ou suada; isso seria apenas mais uma razão para ele pensar menos de mim. "Ok, bem. Acho que você mora no prédio ", disse ele, em seguida, apertou a mandíbula e olhou para a porta como se quisesse escapar. Por mim tudo bem. "Sim, acabo de me mudar." Ele olhou para mim e pressionou seus dedos na testa igual quando lia meu relatório sobre Bangladesh. "Certo."


E foi isso. Antes que eu pudesse pensar em dizer alguma coisa, ele saiu pela porta, como se suas bolas estivessem em chamas. Seus modos eram iguais tanto dentro quanto fora do escritório. Seu comportamento ainda era rude e frio. Apesar de sua bela bunda. Debrucei-me contra a parede, tentando dar sentido a tudo isso. Um ano atrás, eu teria pensado que minha vida havia deslanchado apenas por eu estar a um raio de cinco metros em torno de Max King. Agora ele não só estava me torturando no escritório, mas ele tinha acabado de fazer academia no meu prédio que era uma área proibida. Peguei minha garrafa de água e voltei para meu apartamento. Poderia meu dia ficar pior? ***** Depois de quase ter um aneurisma por encontrar Max na academia, tomei um banho tão quente que quase fui parar na sala de emergência de um hospital, sequei o cabelo, e, em seguida, vesti meu roupão de seda branca, que tinha comprado na liquidação da loja Barney. Ele sempre faz com que eu me sinta melhor. Como se com isso conseguisse me reerguer. Precisava conversar com minha melhor amiga, e estaria de volta na pista. "Ei, Grace", falei enquanto ela respondia à minha chamada. "Parece que você está prestes a colocar a cabeça no forno, para que tanta pressa", disse ela, sua voz saindo como se estivesse mastigando algo. Queria perguntar-lhe se poderia passar a noite com ela. Não apenas hoje, mas até o final do meu contrato. "Apenas um mau dia no trabalho." Se eu lhe dissesse que Max estava no prédio, ela entenderia porque queria me mudar de volta para Brooklyn antes que ela pudesse dizer a palavra sublocação. Eu teria que me contentar com uma queixa geral, então expliquei que ainda não tive o retorno do relatório de Bangladesh. "Alguma vez você já pensou em abandonar o seu trabalho? Deste modo, realmente, parece não valer a pena." "Não posso. Este é o emprego dos meus sonhos. Trabalhei duro para isso. Só preciso aguentar dois anos para o meu currículo, e então estou feita". E quem sabe. Eu poderia conquistar isso com o relatório revisado de Bangladesh. Eu poderia entrar no escritório amanhã e descobrir que ele tinha sido o responsável por uma nova página em minha vida. E eu poderia ser a próxima Beyoncé. "Dois anos é um longo tempo para ser infeliz. Você sempre pode falar com seu pai." Ela estava falando sério? "Por que você está me dizendo uma coisa dessas?" Grace sabia que eu era a única dos filhos do meu pai que não trabalhava no JD Stanley, o seu banco de investimento. Meus três meios-irmãos começaram o curso de pós-graduação, em setembro, quando terminaram a faculdade. Eu pensei que teria a satisfação de recusar, mas ele nunca convidou. Por que Grace achava que ligaria para ele? Eu não queria nada dele. "Você faz o tipo de trabalho que a empresa dele precisa, certo? Você tem um conjunto de habilidades perfeitas para ele?" "Não importa." Os gritos de Ben e Jerry, vindos da cozinha, estavam cada vez mais altos. "Eu não iria trabalhar para ele nem se fosse o último homem na Terra. E se você se lembra, ele nunca me ofereceu um emprego. Eu não tenho o equipamento de reprodução correto." "Ele provavelmente não achou que você queria." Isso não significava que ele não poderia


ter pedido. "Ele não te conhece, não sabe o quão brilhante e ambiciosa você é. Ele vive como se tivesse uns cem anos de idade. Provavelmente é antiquado." Será que ele é apenas de uma geração diferente que acha que as mulheres devem ficar em casa e cuidar das crianças? Se ele já tinha começado a me conhecer, saberia que eu não era assim. "Não acredito que estamos tendo esta conversa. Não vou largar o meu emprego dos sonhos, e não vou pedir nada ao meu pai." Estiquei minhas pernas no sofá e deitei-me de costas olhando para o teto. "Está realmente começando a me perturbar o fato de você estar defendendo ele." "Eu realmente não estou. Apenas estou tentando lhe oferecer uma saída." Grace estava sempre tentando resolver os meus problemas. E os problemas de todos os caras que ela namorou. Simplesmente não havia nada que Grace poderia fazer para corrigir esta situação. Passos ecoaram no teto, fazendo com que meu lustre balançasse suavemente de um lado para o outro. Jesus, a última coisa que eu precisava ouvir agora era meu vizinho em outro interlúdio carnal. Eu não queria ser lembrada da minha falta de vida sexual. "Obrigada, mas não preciso de uma saída. Estou exatamente onde quero estar." Não sou uma desistente. "Mas você está triste." "Não estou." Eu deveria reclamar menos. Estava apenas frustrada por encontrar Max no meu prédio. "Os meus padrões são muito altos." Os passos ecoando no andar de cima soavam como se alguém estivesse andando de um lado para o outro. "Eu vou me reajustar, tentar recomeçar e tudo vai ficar bem." Música clássica, Bach, talvez, retumbava lá de cima. O som estava tão alto que meu apartamento começou a vibrar. Supõe-se que metaleiros ou viciados em música dançante deveriam ouvir som alto e irritar seus vizinhos, e não amantes de música clássica. "Você está ouvindo música clássica? Jesus, menos de uma semana em Manhattan e já estamos com gostos diferentes." Eu ri. "Não, não sou eu. A música vem do andar de cima." "Os fodedores?" "Sim. Embora eles não estejam transando. Um deles está caminhando de lá para cá dançando como um elefante em meu teto. "A música não abafou o som consistente dos passos. "Eu não posso dizer se há duas pessoas lá em cima." "Brooklyn sendo um pouco mais atraente?" Grace não conseguia esconder o tom presunçoso em sua voz. "Tenho certeza que a música vai acalmar daqui a pouco. Talvez eles tiveram um dia ruim e estão tentando esquecê-lo, como eu ouvindo - " "Taylor Swift?" Dei de ombros, sem nenhum constrangimento pela minha predileção por Swift. "Eu ia dizer Stevie Wonder, mas Taylor me faz bem." "Você não está chateada por causa do barulho?" Em qualquer outra época ficaria furiosa, mas se me permitir ficar irritada com os meus vizinhos de cobertura, agora, eu estaria ferrada. Meu trabalho estava tão decepcionante que me deixou oca por dentro. Todo o meu entusiasmo com o trabalho tinha se dissolvido, e


tornou-se igual ao meu trabalho de bartender na época da faculdade, era apenas um meio para um fim. E agora, com Max no edifício, o único lugar em que me sentia segura era atrás da porta do meu apartamento. Certamente meus vizinhos iriam parar de dançar e abaixariam ao som da música em breve. "Conte-me sobre o seu encontro?" Perguntei. "É por isso que liguei." Grace tinha uma queda para músicos sem dinheiro, artistas, ou realmente qualquer um que tivesse algum problema. Isso significava que havia sempre drama em sua vida, sempre alguém para ela consertar. "Ahhh", ela suspirou. "Ele é tão talentoso. Ele só precisa encontrar a pessoa certa, para lhe ajudar na carreira, sabe?" Eu tinha esquecido o que este fazia. Todos eles pareciam se transformar em um cara cujo nome do meio era perdedor. "Você acha que ele tem o que é preciso?", Grace gostava de achar um cara antes que outros o encontrassem e gostava de ser aquela que estava lá desde o início. O problema era que eles nunca faziam sucesso. Ela simplesmente pulava de um perdedor para outro. 7 8 "Eu realmente acho. Esse cara é o próximo Damien Hirst ou Jeff Koons , juro. " Oh, certo. Este era um artista. Olhei para o teto e o meu lustre estava balançando ainda mais violentamente. "Ele estará fazendo uma instalação em Nova Jersey na próxima semana. Você deveria ver, pois irá amar." Eu não tinha certeza se Nova Jersey seria o lugar para mostrar o próximo Jeff Koons, mas, isso seria relaxante. "Certo. Mas quando você diz ‘instalação’, o que quer dizer?" "É uma peça interativa que está trabalhando. Ele não vai me mostrar, mas tenho certeza que é incrível. " Grace era tão sensível e prática em todos os sentidos, mas sempre acreditava no melhor. Isso era ao mesmo tempo meio cativante e meio irritante. "E ele tem um amigo que quero apresentar-lhe." Eu gemi. "Grace." "Não, você vai gostar desse cara. Ele é bonito." No andar de cima o volume aumentou. Não conhecia música clássica, embora minha mãe fosse apaixonada pelas obras de Johann Sebastian Bach. Bom, mas ela realmente tem que ser ouvida com o som nesta altura? "Posso vestir meu cão com um terno. Mas, isso não significa que quero sair com ele." Não é a riqueza que me atrai e sim a pessoa. Não importava se eles usavam terno, embora não havia nada mais sexy do que um homem usando um belo terno. Eu podia odiar Max King, mas Jesus, ele sabia como usar um terno. E roupas de ginástica, aparentemente. Ao vê-lo na academia não mudou minha opinião de que ele fazia parte da linha de frente quando se tratava de homens quentes. "Você não tem um cão", disse Grace. "Não realmente não tenho." Eu não queria sair com ninguém, não quero amor para me distrair. Eu tinha visto muitos dos meus amigos indo tão bem em suas carreiras e de repente se tornando menos ambiciosos porque tinham se interessado por alguém, e então quando estava tudo certo, esse alguém simplesmente ia embora. Isso tinha acontecido com a minha mãe. E eu não ia cometer o mesmo erro.


"Esse cara é bem-sucedido. Ele trabalha com finanças, ou talvez seja arquitetura." "Sim, posso ver como você deseja nos apresentar." A última coisa que eu queria era um homem que trabalhava com finanças. A indústria criava homens como meu pai, e eles eram os piores tipos. Grace riu. "Você sabe o que eu quero dizer. Você irá?" "Se você não tentar me acertar com ninguém. Não estou interessada." "Não vou armar nada para você com ninguém. Mas o que eu posso dizer? Ele estará lá; você vai estar lá. " "Vou desligar. Tenho que dormir o meu sono de beleza. "Desliguei o telefone e joguei-o sobre a mesa. Tinha passado alguns minutos das dez horas, mas tentar dormir seria impossível até meus vizinhos amantes de Bach baixarem a música. 9

Leite morno e um Benadryl iria me ajudar a dormir, mas só tinha vinho e não iria tomar Benadryl. Servi-me um copo de Pinot Noir, subiu na cama e liguei a televisão. Depois de quarenta e cinco minutos eu mal conseguia ouvir a minha TV devido à música alta e os passos batendo no meu teto não tinham diminuído. Será que alguém estava em treinamento para escalar Kilimanjaro lá em cima? Meus membros começaram a se contorcer com irritação. Quem quer que estivesse lá em cima não parecia que estava mudando o ritmo das coisas tão cedo, e queria dormir. Eu tinha sido mais do que paciente. Poderia chamar a polícia? Havia uma clausula no contrato que proibia fazer barulho depois de uma determinada hora? Onde coloquei o meu contrato? Joguei meu cobertor de lado e sai da cama, em seguida, abri uma das caixas de madeira que Grace e eu tínhamos arrastado até aqui quando me mudei. A caixa da negação continha toda a minha vida administrativa. Eventualmente encontrei os papéis que assinei há pouco mais de uma semana, e comecei a folhear as páginas, quase rasgando uma ao meio. Como alguém poderia ser tão egoísta? Sexo barulhento era uma coisa, mas música alta e dança barulhenta era outra. Corri meus dedos pelas páginas ficando cada vez mais impaciente. Sim. Aqui dizia que eu não tinha permissão para perturbar qualquer outro vizinho depois das dez da noite. As pessoas no andar de cima estavam violando sua locação. Apertando os meus papéis, fui para a porta da frente, peguei minhas chaves, e subi as escadas voando. Olhei em volta. Havia apenas uma porta de apartamento no andar. Bem, pelo menos não precisava me preocupar em perturbar a pessoa errada. Bati na porta que era de metal, tentando engolir a raiva borbulhando dentro de mim. Estava estressada. Primeiro achei que meu trabalho fosse perfeito, mas essa ilusão foi tirada de mim e arruinada pela realidade que é Max King, então não podia escapar dele no meu prédio. Agora meus vizinhos barulhentos estavam me impedindo de dormir. Tudo parecia tão injusto. Bati de novo, desta vez mais alto. Será que eles não sabem o quão alto estavam ouvindo música? Quem estava enganando? Tinha certeza que poderia ouvir esses caras dos Hamptons. O barulho continuou sobe e desce, sobe e desce. Não havia ninguém vindo em direção à porta. Bati meus punhos contra o metal frio e gritei: "Abra a porta do caralho." Quase imediatamente os passos pararam, em seguida, mudaram de direção. Meu coração


começou a bater fora do meu peito. Se eu tivesse ido longe demais? Poderia estar batendo na porta de um serial killer ou traficante de drogas com propensão a ouvir Bach. Escutei o som da fechadura e cruzei os braços, pronta para dar ao meu vizinho que ouvia música alta um esporro. Deveria ter colocado uma camisola embaixo do meu robe de seda. A porta se abriu e pela segunda vez, eu fiquei cara a cara com Max King no lugar onde menos esperava encontrá-lo. E, claro, ele tinha que estar sem camisa. "Você está brincando comigo?" Berrei, atirando os braços no ar, exasperada. Seus olhos arregalaram-se e ele olhou meu corpo de cima a baixo. Segui seu olhar; merda, meu robe tinha começado a abrir. Agarrei a seda e apertei-o contra meu corpo, tentando ignorar o fato de que estava quase nua na frente do meu chefe. Suas sobrancelhas quase bateram no teto e ele estendeu a mão. "Venha aqui", disse quando me puxou pelos cotovelos. "Você não está vestida." Tentei manter-me firme, mas fui agarrada e puxada com tanta força que bati de encontro a ele, entrando em seu apartamento. "Jesus, Harper," ele rosnou, e me empurrou, mas não soltou meus braços. Percebi que era a primeira vez que ouvi ele me chamar pelo primeiro nome. Ele normalmente me chamava de Srtª Jayne. Ele fechou os olhos e com os dentes cerrados, perguntou, "O que você está fazendo aqui?"


Capítulo Quatro Max Estar perto dela, como isso me deixou louco. Tinha feito tantas coisas malvadas com ela na minha cabeça, que estava sempre preocupado em como lidaria com a situação quando estivéssemos frente a frente. E agora eu estava segurando-a, e não sabia o que fazer. Só sabia que não queria deixá-la ir. "O que você está fazendo aqui?" Ela empunhava alguns papéis, mas segurei seus braços firmemente ao lado do corpo, empurrando-a contra a parede. "Meu teto está desmoronando por causa de todas as suas batidas." Meu cérebro não foi capaz de funcionar. Por que ela estava no meu apartamento? Por que ela estava gritando? Vendo que o sósia do chefe da máfia estava paquerando Harper na academia tinha me deixado em choque, pois percebi que ela era moradora do meu prédio. Eu quis socá-lo e expulsá-lo. Então, quando ele saiu observei que as roupas de treino dela eram tão apertadas que ela poderia muito bem ter ido se exercitar nua. Eu tinha que sair da academia, fugir da contração que sentia em toda a minha pele, que dizia que era melhor fazer isso antes que me envergonhasse. E agora ela estava contra a parede do meu apartamento. Enfurecida. E apenas parcialmente vestida. Fiquei sem palavras. Ela sempre era tão fria e controlada no trabalho. Era estranho vê-la assim . . . agitada. Eu claramente não a conhecia bem, provavelmente porque mal dei-lhe uma hora do meu dia, pois estava desesperado para manter o máximo de distância possível entre nós. Odiaria que adivinhasse o que estava acontecendo em meu pequeno cérebro pervertido, que soubesse todas as coisas me que imaginei fazendo com ela. "E a música. Qualquer um pensaria que você tinha a Filarmônica de Nova York aqui em cima. O que diabos está acontecendo?" Minhas mãos queimavam por estarem segurando seus braços. Afrouxei meu aperto, mas não podia libertá-la completamente. "Responda-me!" Ela gritou. "Tenho que aturar você me ignorando no escritório, mas você não assina meus contracheques aqui. Você está violando seu contrato." Tinha um pressentimento de que havia mais sob seu exterior profissional do que eu normalmente via. Ela tinha sugerido várias vezes que pensava que fosse um idiota. Foi um alívio, porque se ela me odiava isso tornaria as coisas mais fáceis. Faria a distância ser maior. Mas nada era fácil agora, não com ela aqui, quase nua na minha frente. Sua pele lisa, quente sob meus dedos, não estava ajudando. O aroma sexy almiscarado exalava de seu corpo e ia direto para o meu pau. A forma como os mamilos cutucavam a seda de seu robe. Nada disso ajudou. Fechei os olhos, tentando reaver algum tipo de controle sobre o que estava sentindo.


"Você está me ouvindo?" Não estava. Podia perceber que ela estava chateada, mas não podia processar o que estava dizendo. Os meus sentidos estavam muito sobrecarregados. Ela inclinou a cabeça para trás, expondo seu pescoço longo, cremoso, e suspirou, exasperada. Instintivamente, soltei seu braço e com o dedo indicador acariciei seu queixo e pescoço. Ela engasgou, mas eu não consegui me segurar. Parei meu dedo antes de acariciar a base de garganta. Ela era como uma droga. Cada toque me fazia querer mais. Eu estava perseguindo o impossível, isso era impossível. "O que você está fazendo, seu idiota?" Suas palavras me trouxeram de volta a realidade. Idiota? Congelei e olhei para cima. Merda, eu fiz coisas assim com ela na minha imaginação. "Eu . . . Eu sinto muito." Deixei que ela recuasse um passo, e passei minhas mãos pelo meu cabelo. O que eu estava pensando? Eu era um pai. Um homem de negócios. Nada além disso importava. Ela fez uma pausa e franziu a testa para mim. "Você é vil para mim no escritório," ela disse, com voz calma em tom de questionamento. Balancei a cabeça. "Eu sei." Era intencional. Fixei meu olhar em seus lábios cheios, carnudos. Todas as coisas que eu tinha imaginado fazer com aqueles lábios . . . Ela estava certa. Eu era um idiota. "E você acha que sou estúpida", disse ela. "Estúpida?" Se isso fosse verdade ela não seria tão atraente. Sim, ela ainda seria bonita, mas havia muitas mulheres bonitas no planeta. "Não acho que você é estúpida." "Então por que você me trata como merda?" Ela apontou para mim; sua voz ficou mais alta. "Você age como se eu não existisse." Ela tocou meu peito com seu dedo. Era como se tivesse pressionado um botão com a palavra "pênis" nele. Meu pau pulsou em resposta a cada toque dela. Agarrei seu dedo, forçando-a a parar de pressionar a pele dela contra a minha, e congelei, não querendo soltá-la, e ela não puxou sua mão para longe de mim. Em vez disso, apenas nos encaramos, sem saber o que aconteceria a seguir, precisando de respostas um do outro. Ela parou de gritar? Por quanto tempo eu poderia ficar sem tocá-la? Para minha surpresa, ela baixou os papéis, deu um passo adiante, envolveu a mão livre ao redor do meu pescoço e apertou seus lábios nos meus. Alívio tomou conta do meu corpo, e em vez de empurrá-la, eu serpenteava minha língua ávida em sua boca. Ela gemeu, o som reverberando em todo o meu corpo. Ela me tocou com ânsia, como se tivesse pensado sobre isso, tanto quanto eu. Afastei-me por um segundo e um olhar de confusão passou pelo seu rosto. Era apenas o incentivo que eu precisava. Empurrei-a contra a parede e meus lábios tocaram sua clavícula. "Eu te odeio", ela sussurrou. Ela não estava agindo como se me odiasse, não estava tentando fugir. Se eu tivesse lido sua reação errado? Olhei para cima e ela franziu a testa. "Não pare", ela disse. Sorri e abaixei minha cabeça. Ela queria isso. "Não pare?" Perguntei contra seu pescoço. Ela enfiou os dedos no meu cabelo com uma mão e a outra passou por cima do meu ombro.


Foi a minha vez de gemer. Um simples toque da mão dela e todos os meus piores receios foram confirmados por que eu queria esta mulher. Não, era mais do que isso. Encontrei mulheres atraentes antes, mas nunca tinha tido um enorme desejo de estar perto delas, o tempo todo. Não quando mal sabia algo sobre elas. Nunca me vi pensando sobre uma mulher quando estava destinado a me concentrar em uma chamada de conferência ou apresentação. Nunca quis fazê-las sorrir, descobrir todos os seus segredos. Abri suas pernas com meu joelho, e ela pressionou suas pélvis contra a minha perna. Esta menina poderia me matar. Suspeitei disso no momento em que a vi. Soube no momento que a vi trabalhando. Talentosa. Bonita. Esperta. Sexy. Eu queria tudo. Havia tantas razões indicando que isso não poderia acontecer. Ela trabalhava para mim. Eu só tinha relações sexuais com mulheres; não tinha relacionamentos. Tinha que recitar essas razões para mim em silêncio ininterruptamente. Afastei-me e ela olhou para mim, sua boca aberta. Coloquei minhas mãos contra a parede em ambos os lados de sua cabeça. "O quê?" Ela perguntou. "Sou seu chefe." "Não se preocupe. Aconteça o que acontecer, não vou apresentar queixa de assédio sexual no período da manhã. "Ela enfiou a mão na minha calça e colocou os dedos em torno do meu pau duro como rocha. "Você pode tranquilamente usar isto." Eu sorri. Ela estava me deixando na ponta dos pés. Abri seu robe, a seda escorregou de seus ombros. Passei minhas mãos por sua pele, evitei seus seios, em seguida, toquei em seu estômago parando perto de sua buceta de pelos bem aparados. Fiz uma pausa. Ela arqueou as costas, empurrando seu corpo para mim, querendo mais. "Mas você me odeia," eu provoquei. "Vamos ver o que você pode fazer para eu mudar de ideia." Ela apertou sua mão contra a minha, empurrando meus dedos em sua umidade. Ela não tinha ideia do que tinha planejado para satisfazê-la e quanto tempo estava imaginando isso. Rapidamente, deslizei meus lábios contra os dela. E, apesar de minhas fantasias, me vi caindo de joelhos. Eu precisava saber se poderia deixá-la tão louca quanto ela me deixava. Tentei puxar a perna dela por cima do meu ombro, mas ela resistiu, incentivando-me a levantar. "Você se esqueceu quem é o chefe?" Perguntei. "No escritório, talvez." Com força, empurrei suas costas contra a parede e levantei sua perna. Sabia que quando ela sentisse minha língua cederia. E eu estava certo. Sempre estive. Ela empurrou seus quadris para frente e deslizou sua perna para baixo nas minhas costas quando minha língua sacudiu sobre seu clitóris, uma vez e em seguida, duas vezes. Se achava que eu não era o patrão no quarto, ela estava muito enganada. Coloquei um braço em volta de seu quadril e com minha outra mão apertei seu estômago


plano enquanto lambia seu clitóris e seguia até a fonte de sua umidade, apreciando seu doce sabor. Ela estava encharcada. Como se tivesse sido molhada para mim desde que nos conhecemos. Suas unhas cravaram em meu couro cabeludo quando sua vagina pulsou contra minha língua. Eu não conseguia me lembrar da última vez que fiquei literalmente de joelhos por uma mulher, e não recordava de alguma vez ter sentido um sabor tão bom, quente e molhado quanto o dela. Apesar das minhas mãos segurando-a, ela parecia estar tendo dificuldade para ficar de pé. "Eu não posso", ela gritou. Tive a sensação de que não havia nada que Harper não conseguia fazer se ela quisesse, mas eu não queria discutir. Levantei-me e ela olhou para mim, meio atordoada, meio decepcionada. Antes que tivesse a chance de me dizer novamente o quanto ela me odiava, eu a coloquei por cima do ombro e levei-a para o meu quarto. Derrubei-a na cama, seu cabelo castanho espalhando-se à sua volta. Agarrei-a pelas pernas e separei suas coxas firmes, empurrando meus dedos dentro dela enquanto minha língua circulava seu clitóris. Ela gritou, levantando seus quadris da cama. Agarrei sua cintura e puxei-a para mim. Ela não ia a lugar algum sem um orgasmo para se lembrar de mim. Jesus, a poucos minutos atrás estava pensando em estratégias para gastar menos tempo com ela e agora ela estava aqui nua na minha cama, cobrindo minha mão e língua com seus sucos. Ela deixou escapar pequenos gemidos e sons incoerentes sobre ruídos, vizinhos e lustre. Eu não conseguia entender o que ela estava dizendo. Tudo o que importava era a sua doce buceta, quente em minha língua. Sua respiração ficou mais nítida e todo o seu corpo começou a tremer, seus movimentos se tornando selvagens antes dela gritar: "Max!" Ouvindo o meu nome em seus lábios enquanto ela gozava fez um buraco na armadura que eu usava, e de repente não me importava se era o seu chefe ou se tinha uma reputação a zelar ou uma família para me concentrar. Eu estava tão esmagadoramente atraído por ela que neste momento essa era a única coisa que importava. Eu quase gozei junto com ela. Sua respiração ofegante abrandou e ela estendeu a mão. Deveria pedir-lhe para sair, e parar com isso antes que fosse tarde demais, mas em vez disso, peguei sua mão e fui ao seu lado na cama. Deitei de costas, precisando me concentrar em algo que não fosse a elevação de seus seios, a maneira como seu corpo pousou contra os meus lençóis, na minha cama, no meu apartamento. Ela estava aqui. Exatamente onde ela não deveria estar. "Oh meu Deus." Seu braço repousou sobre meu peito. "Forbes estava certa quando disse que você era talentoso." Eu não conseguia parar a risada que subiu na minha garganta. Virei-me para vê-la rolando para o lado, me encarando, aparentemente alheia de quão bizarro este cenário era. Ela beijou meu queixo, e tentei não a encarar, com medo de nunca ser capaz de desviar o olhar. Seus dedos enrolaram no meu pau que estava ainda mais duro. Jesus. Tanta coisa me dizia para parar com isso. Ela passou a mão sobre a coroa. Havia pouca esperança de me livrar dela, não enquanto estivesse tão habilmente me apertando e estimulando. Cedi e olhei para encontrá-la olhando para mim, me estudando como se estivesse tentando descobrir uma dica


de palavras cruzadas. "Tem um preservativo?" Esta era uma má ideia. "Sim", disse enquanto estendi a mão sobre a minha mesa de cabeceira. Ela montou em mim e pegou o látex de mim. "Aqui é Vegas, certo?" Ela perguntou. "Vegas?" Perguntei quando ela embainhou meu pau, apertando com força quando chegou ao fundo. "Esse cômodo. É Vegas. O que acontece aqui, fica aqui. "Ela posicionou meu pau em sua entrada. "Você concorda? Talvez, se fizermos isso, posso parar de te odiar. Você pode apenas ser meu chefe." No momento, teria concordado em cortar as duas pernas com uma faca cega, mas gostava do que ela estava dizendo. Que depois de tudo o que estávamos fazendo, as coisas voltariam ao normal ou melhor mais do que normal, seria como deveria ser. "Vegas", respondi e ela afundou no meu pau, polegada por polegada. Apertei minhas mãos em punhos para me impedir de agarrar seu quadril e batê-la contra mim. Minha mandíbula se apertou quando Harper jogou a cabeça para trás. Colocou as mãos no meu peito, afundando ainda mais no meu pau. "É tão bom", ela sussurrou. "Tão, tão profundo." Jesus, como eu ia apenas ficar deitado aqui e aceitar isso? Era demais. Eu precisava ser aquele que definiria o ritmo, ou eu gozaria em menos de dez segundos. Seu cabelo caiu ao redor de seus ombros, e eu estendi a mão, empurrando-o para trás das costas, não querendo que nada interrompesse a visão de seus seios e seus inchados mamilos rosa que estavam duros, implorando por atenção. Puxei um e depois o outro, e ela estremeceu antes de cair em cima de mim. Ela era perfeita, muito melhor do que eu imaginava, e tinha pensado muito nela, perguntava-me como ficaria em cima de mim, nua, com as pernas abertas, olhos nebulosos com luxúria. Ela era tão apertada em volta do meu pau, e antes de dar-lhe a chance de começar a cavalgar em mim, virei-me e joguei-a de costas na cama e comecei a empurrar dentro dela. "Chega", eu disse. "Você já me provocou muito hoje." Não sabia se ela pretendia ser provocativa. Ela não foi óbvia sobre isso como as outras mulheres foram. Suas roupas não eram chamativas ou particularmente apertadas; ela não flertou ou mesmo tentou conversar comigo. Eu puxei meu pênis e comecei a fodê-la agora que finalmente a tinha nua embaixo de mim. Pensei que a cada estocada ficaria mais fácil, pois ficaria menos apertada e seria menos gostoso, mas mais uma vez eu estava errado. Estar aqui era muito melhor do que qualquer fantasia que tive sobre estar com ela. Suas mãos cravaram em volta do meu braço, seus dedos tão pequenos eram fascinantes. Eu queria fazer uma pausa por um segundo para ter certeza que eles eram reais, mas a cabeceira da minha cama batendo contra a parede trouxe meu foco de volta a querer fazê-la gozar. Ela parecia tão perfeita, tão completamente bonita e se tivéssemos apenas esta noite, ia ter que fazer valer a pena. Eu queria ir mais longe, mais fundo, mais rápido. Precisava marcá-la, possui-la. Era como se cada imagem inadequada, que havia enterrado no fundo do meu cérebro,


tinha escapado e ganhado vida. Levantei uma de suas pernas mais alto, desesperado para estar mais perto. Eu poderia dizer pela forma como ela abriu a boca ligeiramente que a mudança no ângulo aumentou o prazer para nós dois. Baixei minha cabeça para beijá-la, e ela avidamente pegou minha língua. Apesar de não me dar nenhum sinal no escritório, ela me tocou como se eu estivesse em suas fantasias assim como ela estava nas minhas. Havia uma sincronia entre nós, uma familiaridade que era irritante, mas ao mesmo tempo eu queria saboreá-la. Ela colocou a mão entre nós e apertou a base do meu pau. Eu quase explodi. Tive que fazer uma pausa. "Você é um idiota." Ela sorriu e limpou o suor da minha testa com a ponta dos dedos. "Você parece obcecada com esse conceito. Talvez devêssemos parar, para você usar a palavra imbecil e ver se isso resolve esse seu problema." "Você não ousaria." Ela empurrou os quadris para encontrar os meus, e eu levantei minha sobrancelha. "Não ousaria?" Perguntei. "Isto é Vegas. Podemos fazer qualquer coisa." "Cale-se e concentre-se em me foder." Eu amei essa boca, a forma como ela falou, a forma como chamou meu nome. Precisava ensinar uma lição à ela. "Não estou pensando em nada além disso." Empurrei e ela fechou seus olhos. Comecei a empurrar mais e mais, cravando-a no colchão, querendo fazer isso ser bom, precisando senti-la em torno de mim. Sentei-me de joelhos, puxando-a em cima das minhas coxas, tendo a oportunidade de ver seus seios saltarem com cada impulso. "Você acha que te odeio agora?" Perguntei. Será que ela não sente a química que existe entre nós e não entende que tinha que manter distância caso contrário algo como isso iria acontecer? "Não me importo. Eu também . . . " Ela parou e me apertou mais forte, criando atrito entre nós que aqueceu o sangue em minhas veias. Ela me deu um pequeno sorriso e eu queria-a mais perto. Puxei-a para cima, trazendo-nos face a face, suas pernas em volta da minha cintura, fazendo com que ela subisse e descesse no meu pau. Ela colocou os braços em volta do meu pescoço e apertou seus lábios nos meus. Era um gesto íntimo, tão normal, tão certo, como se fossemos amantes há tempos, como se nós nos conhecêssemos há anos. Harper aumentou o ritmo, seus quadris levantavam-se facilmente em minhas mãos e batia para baixo no meu pau. "Cuidado," avisei. Eu não iria durar muito tempo se continuasse nesse ritmo. "Não posso parar", ela sussurrou, seus dedos correndo sobre meus ombros. "Não posso parar, não quero." Seus movimentos se tornaram maiores, mais selvagens, e eu usei minhas mãos sobre seus quadris para manter o nosso ritmo constante e sua buceta em meu pau. Suas unhas cravaram em meus ombros quando ela se afastou para me olhar e gritou, "Max. Sim, Max." Os músculos de sua buceta pulsaram e depois de dois fortes golpes do meu quadril gozei dentro dela, assistindo seu orgasmo acalmar quando o meu explodiu.


* Acordei com o ruído do tráfego e o sol que entrava pela minha janela. Era sábado? Não, quinta-feira. Porra. Harper. Eu devo ter desmaiado. Dei um salto, mas estava sozinho. Será que sonhei com o que aconteceu na noite passada? A dor em meus músculos, os lençóis amarrotados na parte inferior da cama, o puxão no meu estômago, não, isso tinha acontecido. "Harper", gritei. Ela tinha ido. Esfreguei o rosto com as mãos, em seguida, olhei para o relógio. Porra. Eram oito e meia. Eu normalmente estaria de joelhos nos papéis em minha mesa a esta hora. Saltei da cama para o chuveiro. Em apenas alguns minutos a pé estava no escritório e entrei pelas portas de correr na King & Associates faltando dois minutos para as nove. Meu cabelo ainda estava molhado do banho que tomei. Eu não tinha ideia de como lidaria com Harper no escritório hoje. Tinha uma centena de coisas para fazer e nenhum espaço no cérebro para pensar sobre isso. Mas na minha cabeça o que aconteceu ontem à noite tinha sido uma má ideia, a pior ideia que eu já tive. Eu não podia ter sexo casual com uma empregada. Essa atitude ultrapassa a linha que delimita minhas duas vidas. Ter relações sexuais com as mulheres que veria fora do quarto nunca tinha sido uma opção para mim. Havia mulheres suficientes na minha vida. E Amanda merecia toda a minha atenção quando eu não estava no escritório, isso foi o que prometi assim que ela nasceu. Só porque eu era um jovem pai não queria dizer que eu seria um mau pai. Amanda seria sempre a minha prioridade. Tanto quanto a noite com Harper tinha sido tudo que eu fantasiava sobre o que era estar com ela, tinha sido uma ideia estúpida. Mantive minha cabeça baixa enquanto caminhava para o meu escritório, mas não pude resistir e olhei para a mesa de Harper. Ela estava trabalhando, com os olhos fixos em sua mesa. Seu cabelo estava preso em cima da cabeça, revelando seu pescoço longo. "Aí está você," Donna falou. "Tentei ligar no seu celular." Harper se virou para mim, ao mesmo tempo em que olhei para Donna. Harper não tinha deixado nenhum bilhete esta manhã. Ela ficou durante toda a noite? Será que se arrependeu do que tinha acontecido? "Você veio de Connecticut?" Donna perguntou enquanto me seguia até meu escritório. "Não, tive que resolver algumas coisas." Como lavar o cheiro de sexo e de Harper fora do meu corpo. Precisava colocar minha cabeça no lugar. "Ok, bem Amanda ligou. E não esqueça o seu almoço." Concordei e Donna saiu. Coloquei meu telefone no viva-voz e liguei para a casa enquanto tirava meu casaco e pendurava-o na parte de trás da porta. "Ei, amendoim. Donna disse que você ligou. Não está na ginástica hoje?" Sentei-me na cadeira em frente minha mesa e liguei meu laptop. "Hum, não. Foi cancelada." Estranho. Tinha certeza que Marion teria me dito se isso acontecesse. "Foi?" Perguntei


enquanto examinava meus e-mails. "Sim, então pensei que se talvez pudesse ir na cidade esta noite, poderíamos comprar o vestido amanhã?" O tom dela era realmente doce. Ela sabia que eu não poderia dizer não a sua voz estou-sendo-uma-boa-garota. "Pensei que você poderia me ajudar a fazer compras?" "Será que Marion vai lhe trazer de trem?" Esperava que ela não achava que ia vir sozinha. "Tia Scarlett disse que vai me levar, então poderia voltar para casa com você amanhã." "Será que Scarlett está pensando em ficar aqui também?" A última coisa que queria era minha irmã se intrometendo no meu apartamento. "Não, ela tem um encontro." Namorado? Ela não tinha me falado nada. Pensei que ela ainda estivesse cansada dos homens depois de seu divórcio. "Você deve aprender com ela, pai." O sorriso satisfeito de Harper passou pelo meu cérebro. Talvez namorar ajudaria a tirá-la do meu sistema. "Você me mantém muito ocupado", respondi. "Que horas você está planejando chegar hoje à noite com Scarlett?" “Eu posso ir?" Podia ouvir o sorriso de Amanda, e não pude deixar de sorrir. Eu era um otário para aquele sorriso. "Eu não vou deixar a minha menina ir às compras sozinha para seu baile de oitava série, posso ir?" Ela gritou e eu abaixei o volume do meu celular. "Você tem uma chave, por isso, entre se não estiver lá." "Podemos comer fora?" Revirei os olhos. "Talvez." "E assistir a um filme da máfia como fizemos da última vez?" Eu ri. Amanda não tem muitas das suas coisas no meu apartamento, então quando ela me visitava nós geralmente relaxamos, comemos comida chinesa e assistimos filmes. Eu amo isso. "Sem promessas. Quero que você jure que vai estudar um pouco de piano antes de sair. Se você não passar no exame, sua mãe vai levá-la para Zurique. " "É um acordo." O piano começou a soar no fundo. "Você ouviu isso? Já comecei." Balancei minha cabeça. "Vejo você mais tarde, amendoim." "Te amo pai." As três melhores palavras do planeta. "Amo você, Amanda." Quando desliguei, Donna entrou. "Se você sair mais cedo amanhã para ir às compras, temos que fazer alguns pequenos ajustes na sua programação para hoje e amanhã." Eu me inclinei na minha cadeira. "Eu vejo que as mulheres da minha vida sabem o que estou fazendo antes de mim." "Alguma vez você teve alguma dúvida?"


Suspirei. "Acho que não." Foi quando senti como se minha vida não me pertence, em dias assim. Ter o meu próprio negócio foi difícil e consumiu quase toda a minha energia, mas geralmente as recompensas de trabalhar por mim mesmo superavam as desvantagens. Hoje, as balanças estava inclinando na direção errada. Eu só queria livrar-me das exigências constantes que consumiam meu tempo, para ficar um dia – navegando na internet, andando de bicicleta, falando com Harper. Embora eu não tinha ideia do que dizer. Desculpar-me, talvez. "Será que precisamos cancelar alguma coisa?" Perguntei. "Não, mas o encontro com Andrew e seu contato na JD Stanley é às dez, e eu estou supondo que você não vai querer perder isso?" Ela estava certa. Eu não queria perder isso. Estava esperando conhecer um pouco de como funcionava o JD Stanley, o único grande banco de investimento com que a King & Associates não trabalhava. "Não, Amanda pode ficar no apartamento até depois do almoço amanhã. Será que temos alguma coisa na parte da tarde?" "A reunião com Harper às três, mas posso empurrá-la para a próxima semana." Quando Donna disse seu nome meu rosto se aqueceu e o sangue em minhas veias aceleraram. Corri um dedo em meu colarinho. Como iria me aproximar dela? Devo dizer que sinto muito? Tínhamos encarado as coisas da mesma forma, mas eu era seu chefe. Não queria que ela pensasse que isso poderia acontecer novamente. Talvez deva ser sincero com ela, dizer que foi muito bom, mas que não poderia se repetir. Ou deveria apenas fingir que nada tinha acontecido? Eu não fazia ideia. "Sim, isso é bom." Eu era a última pessoa que ela provavelmente queria ver. Afinal de contas, ela pensava que eu era um idiota.

Eu estava colado ao meu iPhone, trabalhando, enquanto Amanda estava no provador da pequena boutique em Midtown em que estávamos. Meus dedos pairavam sobre meus e-mails. Devo escrever algo para Harper? Mas não tinha ideia do que dizer. Por isso, devem ser estabelecidas regras para o sexo casual antes que alguém fique nu. Mas ela tinha sido a única a falar sobre Vegas. Talvez nós não precisássemos ter uma conversa estranha para restabelecer o que já havia sido dito. Coloquei o telefone de volta no bolso e tentei evitar o contato visual com as assistentes de vendas. "O que você acha?" Perguntou Amanda, saindo do provador. "Você está brincando comigo?" Perguntei, recuando em estado de choque. Shopping não era a minha atividade favorita - Pandora normalmente comprava as roupas de Amanda - mas eu ia ter que ficar envolvido em cada viagem de compras a partir de agora até a eternidade se ela achava que usaria isso. Amanda revirou os olhos. "Pai." Pai? Ela teve sorte por não matar alguém. Alguém como o designer do vestido que ela usava. "Tire isso, agora. Você tem catorze e não vinte e cinco anos." Ele mostrava de forma demasiada a pele e parecia não haver nada para segurá-lo e era aproximadamente uns quinze


centímetros muito curto. Era como se ela estivesse usando uma toalha. "Não sou uma criança." Eu não precisava de um lembrete de que ela estava crescendo muito rápido. "Sim você é. Isso é o que uma pessoa de catorze anos é. E uma criança não tem que usar vestidos que não têm braços." "Chama-se vestido sem alças." "Eu não me importo o que é chamado, ele mal cobre a sua bunda. Você não irá usá-lo." Parece que foi ontem que ela se recusou a usar qualquer coisa, que não fosse um tutu. Essa obsessão em particular tinha durado três meses. Ela costumava dormir com ele. Eu ri quando Pandora me pediu para tentar persuadi-la a tirá-lo. Eu adorei. Ela parecia adorável e isso a deixava tão feliz - o que mais eu poderia desejar? Um tutu cairia bem neste momento. Amanda olhou para mim. "Vá colocar outro." "Não trabalho para você. Você não pode simplesmente me dar ordens." Olhei para ela, levantando as sobrancelhas. Não havia nada que me fizesse recuar sobre este assunto. "Se você quiser ir ao baile, você vai voltar lá e trocar de roupa." Balancei a cabeça em direção a cortina atrás dela. "Eu vou estar aqui tentando encontrar algo apropriado para você usar." "Obrigada, Coco Chanel." Eu queria rir, mas ela precisava entender que sob nenhuma circunstância vestiria algo feito para alguém de vinte e cinco anos de idade, que queria ir para a cama. Além do mais, Pandora cortaria minhas bolas. Eu ia ter que ficar proativo. "Desculpe-me", eu disse a assistente de loja. "Você pode me mostrar alguns vestidos apropriados para a minha filha que tem catorze anos de idade?" Tinha deixado Amanda escolher sua própria roupa. Isso tinha sido um erro. Eu poderia ter evitado este problema se tivesse escolhido algo para ela antes. "Certamente, senhor", a mulher alta, loira disse. "É tão bom ver um pai levando sua filha às compras." Ela sorriu como se quisesse conversar, mas eu não estava no clima para conversa fiada. Eu queria encontrar um vestido e sair com Amanda para passear, onde poderíamos tomar um sundae e esquecer que ela estava crescendo. "E quanto a isso?" A assistente levantou um vestido muito curto, azul-bebê. "Algo mais cumprido", eu disse. "Pai," Amanda chamou. Virei-me para vê-la em um vestido colante que parecia que era feito de tiras costuradas horizontalmente. Caminhei em sua direção. "Tire isso. Agora mesmo." "Ele tem mangas" ela disse, estendendo os braços. É verdade, mas ele não deixava nada para a imaginação, agarrando-se ao seu corpo adolescente e mal cobrindo sua parte inferior. Não havia nenhuma maneira que ela usaria isso em público. "Tira isso," falei. Ela deixou escapar um grunhido de frustração e voltou para o provador. "Olhe", disse a assistente, segurando um vestido rosa de renda, "é um vestido muito popular nesta temporada." Quando Amanda experimentou, ele relava no chão, o que era ótimo. Também tinha


mangas compridas. Eu me aproximei. "Ele é transparente?", Perguntei, olhando para o vestido. Por um segundo, imaginei Harper no vestido. A cor se adequava a ela. "Absolutamente, mas as rendas cobrem todos as partes importantes, de modo que parece mais revelador do que é", disse a assistente, dissolvendo os meus pensamentos em Harper. Qual era o problema com as pessoas? "Minha filha tem catorze anos. Ela não vai revelar nada, nem mesmo irá usar um vestido que insinue revelar algo." Eu me virei para o provador. "Amanda", gritei. "Vista-se. Estamos indo para outro lugar. "É evidente que esta loja está no mercado para vestir meninas como prostitutas, por isso, não iremos encontrar nada aqui. Amanda não disse nada enquanto saia do provador, veio direto até mim e saímos da loja para o calor das ruas. Segui-a enquanto ela andava para o leste. "Onde você quer ir agora?" Perguntei. "Para Casa." "Eu pensei que você queria um vestido?" "Não se você ficar rosnando para os funcionários e ficar dizendo que tudo o que visto é para ser usado por uma prostituta." Suspirei. "Eu não rosnei". Ela ergueu as sobrancelhas para mim. "E você nunca ficará parecida com uma prostituta." Ela balançou a cabeça. "Eu estou crescendo, pai. Você tem que aceitar isso." Preferia quando Amanda gritava e chorava ao invés de ficar resignada e desapontada comigo. Tudo que eu queria era que ela fosse feliz. Vestida com uma burka, mas que fosse feliz. "Você sabe que eu te amo, né?" Perguntei. "Eu só quero o que é melhor para você." Ela encolheu os ombros. "É só você não perder a cabeça. Você pode conversar comigo, sabe? Usar a lógica em vez de apenas ter um colapso." Mudei meus passos para andar em sincronia com ela. "Sim você está certa. Eu poderia ter abordado as coisas de maneira diferente." Eu tinha ficado atordoado, mas não queria um relacionamento onde ficássemos apenas lutando desde agora até ela ir para a faculdade. "Eu só não quero que você cresça rápido demais, isso é tudo." "Eu sei, pai. Mas isso está acontecendo." Minha filha estava parecendo uma psiquiatra. "Ok, bem tenha paciência comigo e eu vou tentar não ter um colapso. Que tal usarmos isso para selarmos um tratado de paz?" "Nós podemos tentar", disse ela, encolhendo os ombros. Nós paramos na esquina da quinquagésima sexta e com a Park. "Vamos a Serendipity tomar um sorvete?" Perguntei. Ela assentiu com a cabeça. Pelo menos para o sorvete ela continuava sendo a minha menininha. Ainda. "Você vai colocar tijolos na minha cabeça?" Perguntou ela. Eu brincava com ela quando era mais jovem sobre retardar o seu crescimento. Naquela época ela parecia crescer 30 centímetros por mês. Era como ver o tempo passar bem na frente dos meus olhos. "Se você tivesse uma namorada, isto seria mais fácil."


Eu ri, tentando ignorar os flashes de sorriso de Harper quando Amanda disse a palavra namorada. "Como você sabe?" Perguntei quando Amanda passou seu braço pelo meu. "Ela ia dizer-lhe que esses vestidos ficaram bem em mim", ela disse enquanto atravessávamos a rua, tentando nos esquivar da mistura de trabalhadores de escritório e turistas que andavam na direção oposta à nossa. "Amanda, você ficaria bonita em qualquer coisa. Essa não é a questão. Uma namorada não iria mudar meu pensamento sobre poder usar roupas feitas para mulheres muito mais velhas do que você." Eu gostava dela vestida como estava agora, com jeans e uma camiseta. "Mas uma outra mulher, uma adulta, pode ser capaz de convencê-lo." "Honestamente, ninguém seria capaz de mudar meu pensamento, e de qualquer maneira, você tem suas tias e suas avós. E sua mãe. Elas são mulheres." "Mamãe não conta, porque ela não está aqui. E você nunca ouviu o que suas irmãs lhe disseram." "Eu escuto Violet." Não me lembrava quando foi exatamente a última vez que ouvi seu conselho, mas tinha certeza que deveria haver algum exemplo. "E eu não tenho tempo para uma namorada." Ainda não tinha tido a oportunidade de falar com Harper ou pensar no que dizer quando nos encontrarmos. "O vovô sempre disse que você pode encontrar tempo para fazer as coisas que quer." Meu pai era um homem muito sábio, mas não aprecio o seu conselho neste caso. Talvez porque ele cortou demasiadamente perto do osso desta vez. "Você poderia simplesmente concordar em ir ao jantar com a amiga da tia Scarlett." "Que amiga?" Eu perguntei quando meu celular tocou no bolso. "Você sabe, aquele que tia Scarlett mencionou anteriormente?" Eu sinceramente não me lembro de ouvir minha irmã falar sobre isso. Não me lembro dela mencionar ninguém. "Eu não me lembro." "Você lembra. Sua amiga da faculdade que morava em Los Angeles." Ela puxou meu casaco. "Por favor, pai?" "Por que isso é tão importante para você?" Eu não entendia por que ela estava tão determinada a fazer eu arrumar uma namorada. Ela estava tentando me distrair, esperando que se eu namorasse, amoleceria meu coração em relação a tintura de cabelo e roupa apropriada? Ela encolheu os ombros. "Vai ser uma noite proveitosa em sua vida." Deus, parecia a minha mãe falando. "E eu vou estudar piano por uma semana sem você ter que pedir. Pense nisso como uma cláusula do nosso tratado" Talvez jantando com uma mulher iria esquecer Harper. Ela não era a única mulher inteligente, corajosa, bonita, que vivia em Nova York. "Não deveria ter que forçá-la a estudar piano." "Depende de você." Ela encolheu os ombros. "Parece ser um bom negócio para mim." "Um mês. E você tem que parar de falar sobre pintar o cabelo. " Ela sorriu para mim. "Combinado." Qualquer coisa para manter minha filha feliz, bem, nada de vestido curto, apertado, ou decotado para seu baile da oitava série.


Capítulo Cinco Harper Max. Porra. King. Pensei que o odiasse antes, mas sua idiotice tinha alcançado novas alturas vertiginosas. Entrei no meu quarto, abri o meu cesto de roupa suja, e comecei a puxar as coisas para levar para lavar. Eu precisava canalizar minha energia em algo produtivo. Ok, tinha que assumir a responsabilidade. Eu o fodi. Eu queria transar com ele. E foi ótimo - uma liberação, não mais do que isso. Tinha sido incrível, como se ele soubesse do que precisava antes de eu mesma. Ele tinha todo o equipamento certo e sabia como usá-lo. Mas ele não tinha falado comigo desde aquela noite há dois dias. Não tinha sequer olhado para mim. Nós tínhamos concordado em agir como em Vegas; eu tinha sugerido. Mas ele não tinha que me ignorar. Homens arrogantes deveriam ser ilegais. Ou deviam ser enviados para uma ilha sem quaisquer mulheres sob pena de morrer de frustração sexual. Vindo em meu socorro na academia deu a entender que ele não era bem o idiota que eu imaginava. Em seguida, vê-lo sem camisa, e do jeito que rosnou para mim, como um animal? Bem, não sei o que tinha acontecido comigo, mas qualquer força de vontade que tinha acabou sendo dissolvida, pois eu o quis. Mas o que estava pensando? Porra meu chefe era uma má ideia por muitos motivos. Queria desesperadamente que ele percebesse que eu era boa no meu trabalho, e não apenas que conhecesse os meus hábitos depilatórios. Trabalhei duro para esta posição, e não quero que ele me veja apenas como um pedaço de bunda. Certamente não queria que as pessoas começassem a fofocar que estava dormindo com o chefe para conseguir ser bem sucedida na minha profissão. Graças a Deus era sexta-feira e não teria que vê-lo por dois dias inteiros. Não que eu tivesse que me preocupar com isso - ele cancelou três reuniões comigo apenas para me evitar. Comportamento igual ao de um menino de quinze anos de idade. Não que esperasse um anel, ou um jantar. Mas, inferno, um "Olá, como vai, obrigado pelo sexo quente" certamente isso apenas seria educado. Peguei minhas roupas, coloquei-as em um enorme saco, coloquei-o perto da porta, pronto para eu ir até a lavanderia. Só tinha que encontrar o sutiã que eu tinha tirado em frente da TV no início desta semana. Quando entrei na sala de estar, ouvi sons de saltos no andar de cima. Jesus, passaram-se dois dias desde que o pau de Max tinha entrado em mim, e agora ele estava fodendo alguma outra garota. Eu tinha pena de qualquer garota que fosse burra o suficiente para foder com Max King. Que, aparentemente, me incluía. Deixei escapar um grito de frustração, em seguida, cobriu minha boca. Se ele tivesse ouvido isso? Não queria que pensasse que me importava se ele tinha uma outra mulher no apartamento. Não dou a mínima.


Mas a última coisa que queria fazer era sentar aqui e ouvir meu chefe foder alguém. Talvez não fosse outra mulher. Talvez Max tivesse gostos peculiares. Nada sobre esse homem me surpreenderia. Eu sorri, feliz com essa realidade particularmente construída. Tateando sob as almofadas do sofá, encontrei a alça do sutiã, agarrando-a, em seguida, puxei-o e coloquei-o junto com o resto da minha roupa. Peguei minhas chaves na mesa ao lado, um relatório do trabalho, e o detergente que comprei no meu caminho do escritório para casa. Tinha pelo menos três viagens para fazer antes de ficar definitivamente na lavanderia, e com isso evitar as estripulias sexuais de Max King. Enquanto me dirigia para o elevador, arrastando a sacola de roupas atrás de mim, o barulho de saltos parecia me seguir porta afora. O elevador não demorou tanto tempo como de costume, e percebi que tinha vindo direto da cobertura. Quando as portas se abriram tive a certeza de que não era Max que caminhava de saltos altos, afinal. Havia apenas um apartamento acima do meu, de modo que eu estava em frente à mulher que Max King tinha acabado de foder. Queria ter superpoderes que pudessem parar o tempo e reorganizar as coisas. Então poderia me esconder, antes das portas do elevador se abrirem, e garantir que quando ele chagasse ao meu andar, a mulher bonita na minha frente perguntaria por que ele tinha parado. Em vez disso, tive que entrar no elevador, suada, sendo forçada a olhar para cima a sorrir quando a linda mulher disse: "Boa noite." "Oi", respondi estudando-a discretamente. Sempre quis ser loira. Tentei pintar meu cabelo uma vez, mas ele ficou da cor de doce de laranja. Pelo menos dez centímetros mais alta 10 11 que eu, ela me fez sentir como um hobbit em pé ao lado de Arwen . Tinha a sensação de que a qualquer momento ela bagunçaria meu cabelo e diria: "Você é uma coisinha pequena querida." Max King pode ser um idiota, mas ele tinha um grande gosto para mulheres, mesmo eu estando incluída neste pacote. Não era como se tivesse esperado nada de Max, mas doeu um pouco encontrar sua última conquista, quando ele ainda não tinha me dado nem uma hora do seu dia. Idiota. "Outra noite de sexta glamorosa em Nova York?" Ela perguntou, sorrindo enquanto mostrava o meu saco de roupas sujas. Que vadia. Como podia dizer isso se ela não sabia se eu tinha um encontro mais tarde com um cara gostoso. "Algo assim", respondi. "Mas é melhor isso do que perder meu tempo com homens que não me merecem." Ela riu. "Sim, lavar roupa é preferível a passar o tempo com a maioria dos homens que eu namorei." Ok, talvez ela estava sendo engraçada, em vez de mal-intencionada. Será que ela percebeu o idiota que Max era? Devo avisá-la? "Vamos esperar que o meu encontro de hoje seja bom", disse ela. "Até agora está sendo, de vez em quando você tem que dar uma chance a alguém, certo?" Eu não poderia responder, mas sorri exageradamente parecendo louca. Ela pensava que Max era bom? Ah, sim, um bom tipo de idiota. As portas do elevador se abriram e ela saiu. "Desfrute da sua noite", disse ela com um pequeno aceno. Max King era notoriamente reservado sobre sua vida privada. Ele nunca mencionou


qualquer coisa sobre sua intimidade em nenhum artigo. Eu tinha lido muito sobre ele. Isso levou a especulação sobre o fato dele ser gay. Se ele era, certamente dava uma grande impressão de ser um homem hetero. E ele não ficou me devendo nada no quesito sexo, mas apenas porque tínhamos combinado de fingir que estávamos em Vegas, mas isso não significava que eu queria fazer essa viagem com alguém tão cedo. Quando o elevador chegou ao porão eu saí, arrastando meu saco de roupas atrás de mim. Talvez eu devesse pensar em tentar sublocar meu apartamento e voltar para o Brooklyn depois de tudo o que aconteceu. Coloquei meu saco no chão, murmurando comigo mesma, quando percebi que não era a única na lavanderia. Uma jovem adolescente sentada na longa mesa em frente às lavadoras e secadoras chamou minha atenção. Olhei para cima. "Oi", eu disse. "Oi", ela respondeu com um sorriso. Havia papéis em seu colo, e parecia que estava fazendo lição de casa. "Você está se escondendo?" Perguntei. Eu adorava escapar da vida real na idade dela. Nunca houve paz em minha casa enquanto estava crescendo, e eu ansiava por algum lugar quieto. Ela franziu as sobrancelhas, como se estivesse pensando sobre a minha pergunta. "Na verdade, não. Estou lavando roupa e fazendo a lição de casa, ao mesmo tempo." "Você lava sua própria roupa?" Abri a máquina de lavar e comecei a pescar as minhas toalhas no saco. Ela encolheu os ombros. "Só em determinados momentos do mês. Quando estou na casa de meu pai existem algumas coisas . . ." "Entendi. Para os meninos isso é mais fácil, né?" Ela revirou os olhos e eu queria rir. Ela era uma menina bonita com pele morena e longos cabelos escuros que caiam sobre os ombros. "Tão fácil. Quer dizer, eles não menstruam? Como Deus decidiu que isso era justo?" Fechei a primeira máquina de lavar e abri a segunda. "Bem, você tem que assumir que Deus é um homem, certo?" Eu tirei meus artigos coloridos e carreguei a máquina. "E eu acho que ele sabe que os homens são bebês e que não seriam capazes de lidar com isso." "Tem razão, são como bebês. Eles gritam quando não conseguem o que querem, assim como as crianças." Eu ri. "Você está totalmente certa." "E eles sempre acham que estão certos sobre tudo. Meu pai ficou fulo ontem, porque eu escolhi um vestido para o meu baile da oitava série que ele não gostou. "Ela se inclinou para a frente, fazendo círculos no ar com as mãos. "Eu lhe disse que estou crescendo e que usar um vestido sem alças, não faz de mim uma puta." "Não, isso não faz. Mas acho que os pais têm uma visão diferente. Eu não posso dizer porque não tive um pai que me viu crescer.” Sempre quis um pai superprotetor. Alguém que iria dizer aos meus namorados para me tratar bem e manter suas mãos longe de mim. Meu pai não soube quando foi meu baile da oitava série, muito menos deu uma opinião sobre o meu vestido.


"Você não teve pai? Ele morreu?" Ela perguntou, aparentemente inconsciente de quão pessoal a pergunta era. Eu sorri. "Não. Ele simplesmente não estava interessado em mim." A menina fez uma pausa e disse: "Bem, meu pai é inteiramente muito interessado. Pensei que a minha mãe fosse rigorosa." "O que a sua mãe disse sobre o vestido?" Ela encolheu os ombros. "Meu pai tem a palavra final. Antes ela era capaz de falar com ele, mas agora?" Ela balançou a cabeça. "Eu continuo dizendo que ele precisa de uma namorada. Ele precisa de uma adulta para dizer-lhe que eu estou certa algumas vezes." "Você quer que seu pai tenha uma namorada?" Mas filhos querem que pais divorciados voltem a ficar juntos, em vez de seguir em frente? "Certo. Ele tem estado sozinho por muito tempo e quero que ele seja feliz. Eu não me lembro dele ter uma namorada e minha mãe tem Jason. Eles estão casados e felizes. Não quero que o meu pai fique sozinho." Talvez seu pai ainda amasse sua mãe? "Será que o seu pai se dá bem com seu padrasto?" "Sim. Eles costumavam jogar basquete toda semana. " Ok, talvez seu pai não amava ainda a sua mãe. "Uau, isso soa como um divórcio amigável", eu disse. Ela franziu a testa. "Minha mãe e meu pai nunca foram casados." Isso soou familiar. Pobre garota. O pai babaca não quis assumir a responsabilidade. Eu sabia o que ela tinha passado. Fiquei quieta, não querendo fazê-la se sentir mal. "Meu pai trabalha demais, e temos nos divertido, mas acho que ele precisa se divertir com uma namorada. Você sabe. Além disso, eu gostaria de ter alguém para sair comigo, ir às compras. E acima de tudo, gostaria de ter uma irmãzinha. Sempre fui a única criança na família, só eu no meio de um grupo de adultos. Sou sempre a mais jovem e isso é uma porcaria." Eu ri. "Você está tentando fazer com que ele tenha um outro bebê? Você tem que ir devagar com isso." Comecei a carregar uma terceira máquina de lavar com minhas roupas brancas. "Ele provavelmente seria do mesmo jeito se estivesse casado. Parece que ele se preocupa com você. E porque é um homem, seu pai sabe o que se passa na cabeça dos meninos." Eles pensam muito sobre sexo. Eu poderia compreender as preocupações de seu pai. Ela era doce e bonita. "Você tem um namorado?" Ela perguntou. Balancei minha cabeça. "Não. Estou me concentrando em meu trabalho no momento." O que era verdade. Eu não estava interessada na distração que um homem traria para a minha vida no momento. Com Max King tinha sido apenas sexo, que era exatamente o que eu queria. Precisava encontrar alguém para foder que não fosse meu chefe e um idiota. "Essa é sempre a resposta de meu pai." "Não sou boa em escolher caras." Eu não tinha certeza se eu não era boa para pegá-los ou se não estava procurando a coisa certa. Sabia o que não queria. Sabia que alguém que colocasse a família em primeiro lugar era importante para mim, e a maioria dos homens que me deparei eram egoístas e ambiciosos. Eu não queria um homem que não entendesse o que deveria ser uma prioridade. Não queria um homem como meu pai. "Acho que vou trabalhar duro, fazer o meu próprio dinheiro, me divertir, e ver se o


Príncipe Encantado aparece inesperadamente." Parecia improvável, mas eu não tinha perdido completamente a esperança. "O problema sobre os meninos é que você pensa que eles vão ser uma coisa e eles acabam sendo outra totalmente diferente." Max King era um exemplo perfeito disso. Eu ainda não sabia quem ele era. Ele era um idiota? Alguém que se preocupava com os negócios de seu centro empresarial? Ou apenas um homem que sabia como foder? Talvez todos os itens acima. "Sério?" Ela perguntou, com os olhos arregalados. "Certo. Tenha cuidado e evite os caras que lhe dizem como eles são grandes. Estou à procura de um homem que me mostra que ele é um grande cara." Ao me ignorar, Max tinha provado que ele era um idiota. "Julgue as pessoas por suas ações, não por suas palavras." "Todo mundo fica me dizendo que Callum Ryder gosta de mim, mas ele não me convidou para o baile." "Isso acontece na oitava série? Vocês vão como casais, menino-menina? " Ela colocou o cabelo atrás de sua orelha. "Você não vai junto. Acho que isso apenas significa que você vai dançar com ele quando está lá." Isso faz mais sentido. "Certo. E você quer que Callum Ryder lhe convide?" "Bem, se ele gosta de mim, pensei que ele fosse me convidar." "Mas você gosta dele? Não fique satisfeita com um rapaz só porque ele gosta de você." Coloquei sabão em pó nas máquinas. "Ele é popular, e é bom em esportes." "Já sentiu como se tivessem borboletas no estômago quando você o vê?" Perguntei. Posso não gostar de Max, mas ele é quente. E um excelente parceiro sexual. Tenho que admitir que sentia um par de pequenas borboletas sempre que os nossos olhos se encontravam. "Não tenho certeza. Acho que não", ela respondeu. "Se ele não te dá borboletas, não vale a pena brigar com o seu pai por causa dele. Ele me parece ser protetor." Terminei de carregar as máquinas de lavar e coloquei as três para funcionar. "Não me interprete mal, eu amo meu pai. Mas, ele simplesmente não é bom com as mulheres." Eu ri. "Nenhum deles é. Essa é uma boa lição para se aprender cedo na vida." "E ele quer que eu continue sendo um bebê. Não quero ir para meu baile de oitava série usando um vestido de babados que uma criança de três anos de idade usaria." "Você tem uma foto de um vestido sem alças?" Ela pegou o celular, procurou pela foto, em seguida, ergueu o aparelho. O vestido era um pouco revelador. "É bonito, mas acho que você pode melhorar, deixando um pouco mais para a imaginação", falei. "Posso?" Estendi minha mão e peguei seu celular. Pulei ao lado dela e começou a procurar através de sites. "Você já pensou em um desses vestidos com uma saia longa transparente sob uma saia mais curta? Isso pode fazê-lo feliz. "Ela sorriu para mim. "Qual é seu nome?" Perguntou ela. "Harper. Localizadora de vestidos de dança-de-oitava-série." "Eu sou Amanda. Necessitando de um vestido de dança-de-oitava-série." "É o destino”, eu disse, batendo no telefone.


"Você acha que eu poderia fazer sem alças, se for longo?" O pai de Amanda não parecia ser um homem que queria que sua filha mostrasse muita pele. "Não acho que sem alças é o estilo mais lisonjeiro. Acho que você ainda pode mostrar um pouco de pele aqui", eu disse, passando a minha mão abaixo do meu pescoço", sem perturbar o seu pai. Precisamos encontrar algo que deixe o ombro de fora. Que se adapte a todas as mulheres, jovens e velhas." Amanda sorriu para mim. "Isso parece que vai funcionar." "E então, talvez algo longo, mas com uma fenda na perna?" Tirei os olhos da tela do celular para ver Amanda remexendo animadamente. Passamos a próxima hora olhando para diferentes estilos, trabalhando no que seria recatado o suficiente para agradar seu pai, mas bonito o suficiente para agradá-la. Eventualmente a roupa de Amanda estava pronta. "É melhor eu voltar. Ele vai chegar em casa do trabalho e vai querer saber onde estou. Deixei um bilhete, mas ele não vai lê-lo." Ela revirou os olhos. Seu celular começou a vibrar, pai piscando na tela. "Falando no diabo." "Oi, pai." Ela revirou os olhos. "Sim, estou chegando." "Ele está com o jantar pronto", disse ela. "É melhor eu ir." Uau. Um homem tão dedicado à sua filha e que não namorava, e além de tudo cozinhava. Soou realmente como sendo um pai protetor. "Nunca diga não a um homem que sabe cozinhar. E lembre-se, seja gentil com ele. Essa é a maneira de conseguir o que deseja. Homens são facilmente manipulados quando são elogiados." Pisquei para ela. "Muito obrigada." Ela jogou os braços em volta do meu pescoço e eu congelei, seu gesto me pegou de surpresa. "Eu vou às comprar novamente na próxima semana", disse ela enquanto eu a abraçava de volta. "Ontem foi um fracasso total, mas pelo menos agora não vou repetir os mesmos erros e usar os mesmos argumentos." "Exatamente. Os homens têm de pensar que já ganharam. Nunca deixe transparecer que, na verdade, você conseguiu o que queria." Amanda riu. "Preciso que você me dê lições sobre meninos." "Garota solteira", disse, apontando para mim. "Não sei nada." "Isso não é verdade. Não vou ouvir uma palavra do que os garotos disserem de agora em diante. Só vou ver o que eles fazem." "Você vai longe se nunca se esquecer disso. Foi tão bom conhecer você, Amanda. Divirtase em seu baile." Ela pegou sua pilha de roupa limpa, dobrada e me deixou com minhas três maquinadas de roupas, o meu relatório, e o pensamento em meu pai. Era porque o pai de Amanda era de uma geração mais jovem que estava tão envolvido em seu crescimento? Quando era mais jovem, de vez em quando meu pai tinha tentado se envolver na minha vida. Eu até lembrava dele chegando para assistir alguns jogos na escola. Mas nunca ficava muito tempo e então nós não nos víamos durante meses. Ele desapareceu assim que eu comecei a esperar qualquer coisa dele. Então cresci sem nenhuma expectativa, eventualmente. Ou talvez não. Eu ainda queria que me pedisse para trabalhar para ele, mesmo tendo consciência de todas as vezes que me fez ficar triste. Acho que eu ainda queria que me provasse, através de suas ações que me amava. Seria como se tivesse aparecido em todo os


meus aniversários e em cada jogo na escola. Minha mãe sempre disse que ele me amava, mas nunca vi nenhuma prova. Então, quando me formei e ele não me ofereceu um emprego, parei de responder suas chamadas intermitentes. E agora minha única comunicação com ele acontecia através de seu advogado.

"Isso é um pênis?" Perguntei com naturalidade para Grace quando ficamos na frente de uma tela na exposição em Nova Jersey, que ela me convenceu a comparecer. O espaço não era bonito e brilhante como as galerias em Chelsea, estávamos em um enorme armazém no meio de uma área industrial. Eu tinha certeza que se prestássemos muita atenção, acabaríamos encontrando um corpo morto. "Não, não é um pênis. Por que meu namorado pintaria um pênis gigantesco?" "Os homens são estranhos. E obcecados com seu pênis", respondi. Pensei que fosse óbvio. Sempre me surpreendia quando artistas do sexo masculino não pintavam o seu instrumento. Eu tinha certeza de que Van Gogh tinha uma abundância de desenhos de pênis escondido em seu sótão. "Muitos dos grandes artistas pintam mulheres bonitas", disse Grace. "Exatamente. Porque eles estavam obcecados com o seu pénis. Caso encerrado." "Como estão as coisas com o seu chefe idiota?" Grace perguntou enquanto caminhávamos para um pedestal que tinha uma caixa de acrílico vazia em cima dele. Eu não tinha dito a Grace que acabei ficando nua com Max. Como poderia explicar isso para ela, se nem mesmo eu entendia o motivo que me levou a esta situação? Ela iria pensar que eu estava completamente perdida. "Ainda um idiota." O que era verdade, ainda mais agora que ele estava me ignorando após a nudez. "O que você vai fazer?" Ela perguntou. Dei de ombros e tomei um gole do meu vinho branco quente. "O que posso fazer? Eu só vou deixar minha pele grossa e fazer o meu serviço." E tentar não transar com ele novamente. Nada disso - definitivamente não transar com ele novamente. Eu não tinha mencionado a Grace que ele morava no meu edifício. Não havia nenhum motivo para esconder essa informação, mas por alguma razão eu não tinha vontade de partilhá-la. "Ótimo. Então tenho que ouvir você reclamar dele nos próximos dois anos?" "Você que tocou no assunto e de qualquer maneira, eu tenho que aturar esse tipo de coisa com você." Girei meu dedo no ar, em seguida, olhei mais de perto a caixa na nossa frente. Era como se alguém tivesse roubado a obra de arte que foi feita para estarmos olhando. "Será que ele se esqueceu de colocar alguma coisa aqui?" Perguntei. "Não, isto é para mostrar a realidade do que passa na TV e como o público assiste qualquer coisa que é televisionada." Grace levantou as sobrancelhas. "Acho que é isso. Ou podem ter apenas esquecido de colocar a arte." Estávamos rindo quando fomos interrompidas pelo novo namorado de Grace, Damien, e seu amigo, muito alto. Os olhos de Grace brilharam quando ela disse, "Harper, este é George."


George tinha um daqueles rostos de pessoas que pode-se descrever como sendo amigável. Um metro e noventa e cinco, com o cabelo castanho curto e olhos azuis, camisa de botão e calça jeans, ele era bastante atraente. Não havia nada sobre ele que imediatamente me chamou a atenção e ligou meu botão vermelho de emergência que me fazia sair correndo pela porta, pois isso estava frequentemente acontecendo quando Grace me apresentava aos homens. "George, esta é Harper, minha melhor amiga. Você pode fazer-lhe companhia? Damien vai me levar para dar uma volta pela exposição. "Grace puxou o braço de Damien, deixando George e eu sozinhos e envergonhados. As palavras de Grace ecoaram entre nós. Não podíamos ficar todos juntos e conversar? "Desculpe Grace. Ela foi abandonada", eu disse. "Como um bebê?" Perguntou George. Eu balancei minha cabeça. "Não, por mim, toda vez que ela cria esse tipo de situação." Ele riu. "Sim, ela é uma força da natureza." Um meio segundo de silêncio desconfortável se seguiu antes de George dizer: "Você está gostando da exposição?" "Honestamente, não. Eu não entendo de arte." Estremeci quando o olhei nos olhos. "Graças a Deus que não sou o único", ele respondeu, sorrindo para mim. "Não diga a Damien que eu disse isso, mas que porra? Você já esteve na sala escura?" Ele apontou para um espaço instalado fora do armazém. "Está cheio de mulheres, segurando a cabeça e gritando." "Sério?" Perguntei, intrigada. "Mulheres doentes por causa de encontros ruins? Desculpe, excetuando-se você, é claro. " Ele riu novamente. "Talvez. Eu não reconheci ninguém, por isso estou esperançoso, pois nenhuma de minhas ex estão lá. "Ele piscou e, pela primeira vez na minha vida, em vez de desejar colocar uma colher através do olho de um cara, pensei que o gesto dele era bonito. "Outra bebida?" "Sim." Caminhamos em direção a uma multidão de pessoas que pareciam ter o mesmo gosto quando o assunto era arte – eram o tipo de pessoas que cheiravam a vinho. "Então, me 12 conte sobre você. Sua mãe era uma fã do Wham !“ "Não, meu nome é em homenagem ao meu avô, não George Michael. Embora eu particularmente seja um fã desta época em que ele brilhava." Não havia muitos homens que me faziam rir. Talvez isso não acabe sendo a pior situação do mundo. Pegamos bebidas frescas e encontramos um lugar sossegado, longe da multidão e da arte. "Sou um arquiteto, sou de Ohio, e eu não gosto de gatos. E você?" "Eu sou de Sacramento" respondi. "Não gosto de gatos e sou pesquisadora de uma empresa de consultoria." "Grace disse que você é nova na cidade. Você mudou-se para cá por causa do trabalho?" "Em parte." Tinha vindo para cá por causa da King & Associates. Eu teria me mudado para qualquer lugar para trabalhar com Max King. "E para viver em Nova York." "E agora que você está aqui, isso é tudo o que pensou que seria?"


"Eu não me dou bem com o meu chefe." "Oh," ele disse, balançando a cabeça. "Mas qualquer um? Quero dizer, não é como a regra de que você odeia seu chefe? Ele não está apenas implicando com seu hábito de navegar na Internet? " Inclinei a cabeça. "Eu não estou magoada com ele porque interrompe a minha experiência de compras on-line. Eu gosto do que faço. Meu chefe é apenas rude." E lindo. "E arrogante." E maravilhoso na cama. "E ingrato." E beija como se tivesse se formado nisso na faculdade. Max King era um homem que tinha todo o direito de ser obcecado com seu pênis. George tinha uma covinha que apareceu no lado esquerdo do seu rosto quando ele sorriu. "Eu tenho minha própria empresa. Pergunto-me se um dos caras que trabalham para mim está de pé em uma festa tendo a mesma conversa sobre mim." Estremeci. "Deus, sinto muito. Tenho certeza de que isso não está acontecendo -" "Não se preocupe. Como eu disse, acho que isso é parte do trabalho, nem todas as pessoas vão gostar de você." "E você está bem com isso?" Perguntei, genuinamente interessada. "Não tenho certeza se já pensei sobre isso. De qualquer forma, estou bem com isso, pois pode acontecer com qualquer, certo? Nem todo mundo gosta de você, não é? " Eu ri. "Ei, você só me conhece há alguns minutos e já acha que as pessoas devem me odiar?" "Não é pessoal. E quando você paga o salário de alguém, as coisas apenas se ampliam. Normalmente, se você não se dá bem com as pessoas, não tem química com alguém, podese simplesmente evitá-los. Mas no trabalho, você é forçado a passar um tempo com eles, então acaba ficando mais consciente de que não gosta da pessoa." De um modo geral, isso fez sentido, mas ele não conhecia o bundão em questão que era Max King. "Eu acho." "Que tal distraí-la do trabalho uma noite nesta semana, e levá-la para jantar e provar que nem todos os patrões são maus?" Mordi a borda do meu copo de plástico. "Esta semana?" Perguntei. "Sim, a menos que você já tenha compromisso." "Não. Não tenho." Eu queria ir jantar com George? A memória dos quadris de Max prendendo-me à parede de seu apartamento passou pela minha cabeça. Toquei meu pescoço, como se ainda pudesse sentir sua respiração sussurrando contra minha pele. "Um jantar parece bom." Eu precisava de novas memórias para substituir as de Max King.

A segunda-feira na King & Associates foi mais movimentada do que eu esperava. Tinha começado a fazer um novo projeto de pesquisa, de alto perfil sobre artigos de luxo na China. Estava tão animada que tinha quase esquecido que Max King era meu chefe. Pela primeira vez, saí do trabalho com um sorriso no meu rosto, apesar de ser mais de oito horas. "Oi, Barry." Acenei para o porteiro quando passei por sua mesa e apertei o botão do elevador. Eu queria um banho quente, minha cama, e talvez uma pitada de Game of Thrones.


Quando as portas se abriram, Max apareceu na minha frente em suas roupas de treino, alto, bonito, e olhando para o seu celular. Deus abençoe as roupas feitas de Lycra. Congelei, sem saber o que fazer. Ele estava saindo ou indo para o porão? Naquele momento, ele olhou para cima e, pela primeira vez desde que me fez gozar muitas vezes, olhou-me nos olhos. "Harper", disse ele, com um toque de surpresa em sua voz. Será que ele pensou que nunca iria me ver novamente? Trabalho para ele e moramos no mesmo edifício, por Cristo. Talvez ele não fosse tão inteligente quanto as pessoas diziam que era. "Subindo?" Perguntei. "Não, sim." Ele parecia confuso. "Entre. Estou querendo falar com você." "Bem, você sabe onde moro, e onde trabalho, então não acho que essa tarefa seja tão impossível." Bati na minha testa. "Você só tinha que pensar um pouco." Ele agarrou meu cotovelo com sua mão grande e imediatamente um calor inundou o meu corpo. Ele me puxou para dentro do elevador assim como tinha feito quando apareci na porta de seu apartamento para reclamar sobre o ruído, e foi assim que fiquei envolta no seu cheiro e sentindo sua respiração, sua língua e seu pênis.


Capítulo Seis Max "Tire as mãos de mim", ela cuspiu, torcendo o braço me forçando a soltá-la. "Eu pensei que teríamos uma chance para falar no trabalho -" "Que engraçado, quando se cancela reuniões com as pessoas, isso significa que você não as quer ver." Cancelado reuniões? "Na semana passada estava difícil. E Donna controla meu horário. Não foi deliberadamente - " "Economize sua respiração." O elevador parou no porão e as portas se abriram. Eu tinha ido para a academia. "Nós vivemos no mesmo prédio. Você poderia ter batido na minha porta." Ela cruzou os braços. Tive que me segurar para não sorrir. Ela era tão bonita, apesar do seu humor. Talvez até mesmo por causa de seu estado de espírito. "Você vai sair?" Ela perguntou. Balancei a cabeça e ela apertou o botão do sétimo andar. "Eu não poderia bater em sua porta. Sei que você vive no sétimo andar, porque se queixou do barulho em seu teto, mas há cinco apartamentos lá em baixo. Confie em mim." Puxei seu queixo para cima com meu dedo indicador. "Isso aconteceu na quinta-feira à noite." Seu olhar estava em branco. "Hoje é segunda-feira, Max." Era estranho, ouvir meu nome em seus lábios novamente. A última vez que ouvi, ela estava prestes a gozar. Estendi a mão e alisei seus cabelos sobre os ombros." Eu sinto muito." Era verdade. Jurei desde o dia Amanda nasceu, que não brincaria com as mulheres. Se não queria que ninguém fizesse isso com a minha filha, eu não poderia fazer com outra pessoa. Eu só tenho relações casuais, e nunca finjo ter algo mais. "Eu não estava te ignorando. Francamente, eu não esperava que você tivesse ido embora quando acordei. Pensei que fôssemos conversar antes do trabalho." "Sim, bem, queria estar no trabalho na hora certa." Ela deu de ombros e eu deu meio passo em sua direção, quando as portas se abriram. Eu gostava dela atrevida. Os funcionários da King & Associates eram muito sérios e complacentes. Diferente de Donna, todos apenas balançavam a cabeça e diziam que sim para mim. Em casa, o mundo caía em minha cabeça, e era um milagre se alguém me dissesse sim para alguma coisa. Harper continuava a ultrapassar a fronteira entre meu trabalho e minha vida pessoal. "Você chegou tarde", eu disse, pois não estava pronto para terminar nossa conversa. "O que você está fazendo?" Harper perguntou quando eu a segui para fora do elevador. "Este não é o seu andar." "Quero falar com você." Eu não tinha certeza do que estava fazendo. O que poderia dizer


a ela? "Quero pedir desculpas," disse decisivamente. "Na outra noite. Não deveria ter me aproveitado e agido do modo que agi." Só realizei todas fantasias que tinham povoado meu cérebro desde que ela começou a trabalhar na King & Associates e que tinham desabrochado quando a vi seminua na minha frente. Ela abriu a porta, entrou no seu apartamento, e girou para me encarar. "Aproveitar-se? Jesus, você é um babaca total." Ela tentou fechar a porta, mas impedi o movimento com o meu pé. "Dê o fora", ela gritou. "Acho que você é linda", disse empurrando a porta e entrei. "Linda, mas extremamente irritante." Ela olhou para mim, a boca aberta como se eu tivesse acabado de roubar todas as suas palavras. Então ela se virou, jogou a bolsa no chão, e pisou sobre a sua cama. Olhei em volta. Seu apartamento era pequeno e cheio de coisas em todos os lugares, incluindo pilhas de livros no chão e sapatos onde quer que eu olhasse. A cama estava localizada sobre o piso que era ligeiramente levantado. Ela tirou os sapatos e começou a tirar a blusa. Meu pau endureceu imediatamente. Ela estava se despindo? "Harper," disse enquanto a seguia. "Eu sou irritante?" Perguntou ela. Eu não sabia como reagir. Eu queria pará-la e fazê-la me ouvir. Beijá-la. Fodê-la. "Eu sou irritante?" Ela balançou a cabeça em descrença e se virou para mim. "Sou extremamente irritante?" Como poderia fazê-la entender o que eu quis dizer? Peguei uma de suas mãos, puxei-a de encontro a mim, e beijei-a. Ela se soltou e empurrou meu peito, mas envolvi meus braços em volta dela para que não pudesse escapar. Eventualmente, ela parou de tentar se afastar de mim, aceitando que estava presa, e parou. "Beije-me, Harper," eu disse. "Faça o que eu digo." "Você é um idiota", disse isso enquanto dava um soco no meu ombro. Segurei seu rosto com minhas mãos aproximando-o de mim e toquei seus lábios com os meus. Ela não resistiu. Eu serpenteava minha língua em sua boca e encontrei a dela quente e pronta. Gemi contra seus lábios e deslizei minha mão em sua bunda, para puxá-la contra mim para que ela pudesse sentir minha ereção. Seus dedos deslizaram em meu cabelo e nosso beijo se tornou frenético, mordaz e ganancioso. Ela finalizou o nosso beijo e se afastou. "Max?" Não sabia o que vinha a seguir. Por que ela se desvencilhou de meus braços? Ela ia me pedir para sair? "Sim?" Eu respondi. "Tire suas roupas e me foda", disse ela. Sorri quando ela começou a abrir o resto dos botões de sua blusa, seus dedos tateando sobre cada um. "Venha aqui," disse enquanto segurava sua mão. "Tenha cuidado com isso. Esta blusa é nova e não posso me dar ao luxo de destruí-la." Abri os botões antes dela terminar a frase e deslizei a seda sobre seus ombros. Sua pele parecia tão suave que me inclinei para beijá-la, desesperado para senti-la debaixo dos meus lábios. Ela inclinou a cabeça para trás e eu sorri contra sua pele.


"Idiota, hein?" Tirei minha camiseta e meu shorts. "Você quer que eu mude de opinião?" Ela inclinou seu quadril, as alças de seu sutiã caíram de seus ombros. "Você não vai mudar de ideia", eu disse, inclinando-me em direção a ela, levantando a saia em torno de sua cintura, e colocando minha mão dentro de sua calcinha. "Não", ela disse, com a voz entrecortada. "Não posso estragar esta saia. Acabei de comprar. "Meus dedos estavam em seu clitóris e, embora ela não estivesse lutando comigo, estava preocupada com suas roupas. Por quê? "Deite-se", eu disse, guiando-a para a cama, onde rapidamente tirei sua saia e calcinha. "Max . . . " Queria afundar-me nela apenas por ouvir a maneira como ela chamou meu nome. "Sim?" Beijei o interior de sua coxa, sentindo sua pele macia, firme e alcançando sua vagina. Dei-lhe uma longa lambida ao longo de sua fenda, e subi por sua barriga chegando entre os seios. O ritmo era mais lento do que na semana passada. Sua raiva tinha declinado e agora estávamos desfrutando este momento, e em seguida, ela apertou meus braços e sussurrou: "Você é um idiota", continuei a beijar, lamber e chupar seu corpo inteiro. Ela esticou seu braço, apontando para sua mesa de cabeceira. "preservativo", disse. Ela podia pensar que eu era um idiota, mas sabia que não importava com o meu pau. Peguei um preservativo e tão rapidamente quanto pude, coloquei-o. Enquanto eu estava deitado de costas, Harper levantou-se da cama e começou a me montar. "Acho que não", disse, empurrando-a de volta. "Vou te foder. Você não vai me foder. "Abri suas pernas com meu joelho e empurrei meu pau dentro de sua boceta. Suas sobrancelhas se uniram enquanto estava nítido que ela se concentrava para não gemer. Puxei meu pau e empurrei novamente, querendo que ela gemesse inconscientemente. "Se você vai me foder, é melhor fazê-lo bem", disse ela. Extremamente. Irritante. Porra. Ela sabia que isso era bom pra caralho. Agarrei sua perna e levantei, indo mais fundo, e lhe mostrando como era bom. Ela mordeu o lábio, ainda engolindo suas reações. "Sério? Você não vai me dizer o quão bom é isso? " Perguntei, ofegante, empurrando para dentro dela, sentindo-a tremer abaixo de mim. "Você não vai dizer como este é o melhor sexo que você já teve?" Eu bati dentro dela, empurrando-a para cima da cama, minha mandíbula apertada. "Foda-se", ela falou. "Você sabe que é. Você ama meu pau dentro de você, fazendo você gozar. Você não consegue se conter." Um gemido profundo saiu de seu peito. Finalmente. "Viu? Você só precisa ceder e perceber como faço você se sentir bem. " Ela apertou em torno do meu pau, levantando seus quadris para ir de encontro aos meus impulsos. Um estrondo vibrou através de minha garganta pela sensação vertiginosa que senti. "Assim. Porra. Bom." Ela arranhou minhas costas com tanta força que interrompeu o meu ritmo. Quando olhei ela estava sorrindo. Puxei seus braços e fixei as palmas de suas mãos no colchão, prendendoas, e comecei a empurrar novamente. "Cuidado com suas maneiras, Srtª. Jayne. Se você não


tiver cuidado, não vou deixá-la gozar." Ela levantou uma sobrancelha. "Como se você pudesse fazer isso." Ela não tinha ideia. Diminui o ritmo. "Quer testar essa teoria?" Ela se contorceu debaixo de mim, desesperada por mais do meu pau. "Eu acho que não, não é?" "Você é um porco arrogante", ela falou e virou a cabeça para o lado. "Acho que o que você quis dizer é 'obrigado por me foder.’ E continuei batendo forte dentro dela. Poderia estar provocando-a, mas realmente eu queria gritar com o quão perfeita ela era, o quão bem ela me fazia sentir. Todos esses meses de negação, queria fazer ela explodir de satisfação. Harper Jayne era tão sexy, apaixonante, e gulosa como eu tinha imaginado. Sua respiração era curta e rápida e seus sons eram cada vez mais altos e menos controlados. "Você é linda. Sexy e -" Hesitei por um segundo. Tinha que ter cuidado para não gozar primeiro. "E você me deixa louco no trabalho." Empurrei novamente. "Porque quero que você se curve sobre minha mesa para que eu possa colocar meu pau em você. Socando. Desse. Jeito." Ela gritou quando gozou, pulsando em torno de mim, puxando o gozo do meu pau, me ordenhando, possuindo-me. Não pude resistir a ela e gozei, rugindo seu nome. Caí em cima dela e saboreando a sensação da minha pele quente cobrindo a sua. Rolando sobre minhas costas, estendi minha mão e puxei-a em meus braços. 13 "Você quer comemorar com um high five ?" Ela perguntou e eu ri. "Pare de ser irritante por cinco segundos e venha aqui", eu disse. Ela se aconchegou a mim. "Tão irritante." Beijei o topo de sua cabeça. Depois de alguns minutos, ela levantou e se apoiou em seu cotovelo. "Você realmente quer transar comigo em cima da sua mesa?" Gemi. "Você não pode questionar-me sobre coisas que digo, enquanto eu estou fodendo." "Por quê?" Ela perguntou. "Trata-se de uma regra que não conheço?" "Sim, é uma regra. A primeira regra sobre conversa suja é que depois de gozar, você não discuti o que foi dito no calor do momento." Eu esperava que ela me respondesse grosseiramente, mas ela ficou em silêncio por alguns instantes antes de dizer: "Oh. Eu não sabia." Foi uma resposta tão atípica. Queria perguntar o que ela estava pensando, mas apesar do fato de há três minutos atrás estávamos transando, achei que isso seria muita intromissão de minha parte. Puxei-a para mais perto. "Será que você viu o relatório de Bangladesh que eu revisei?" Ela realmente me perguntou isso? "Não." "Não?" Perguntou ela. "Você teve quase uma semana." Ela correu os dedos sobre meu peito. "Não, nós não vamos falar sobre isso agora. Puta que pariu, Harper, eu só gozei há cinco segundos atrás. Eu não quero lembrar o fato de que você é totalmente inapropriada." "Inapropriada?" Ela gritou. Estávamos de volta para já os gritos? "Saia fora da minha cama." Ela tentou me empurrar para fora do colchão.


Jesus. Eu não fazia nada direito com esta menina. Exceto fazê-la gozar, aparentemente. Segurei-lhe os pulsos e ela começou a me chutar, então eu a segurei deitada de costas e prendi suas coxas na cama para impedi-la de me bater. "Jesus, mulher, você vai de zero a sessenta em um milésimo de segundos." Ela fechou os olhos e virou a cabeça para o lado. "Saia de cima de mim." "Não até que você me diga o que está errado e por que você está em brava." "Inacreditável." Pelo menos ela se virou e olhou para mim. "O quê?" Perguntei. "Você acabou de me dizer que sou inapropriada. Que seu corpo agiu sem o seu consentimento. E você espera que eu não tenha essa reação? Você é um - " "Idiota", eu disse, terminando a frase. "Sim, ouvi as primeiras quinze mil vezes que você disse isso." Eu a soltei e sai da cama, ela estava irritada e dificultando minha vida a cada segundo de cada minuto de cada dia. Eu era seu patrão; é claro que era inapropriado eu fodêla. Peguei minha camiseta e meu shorts e me vestiu rapidamente. "E agora você está indo embora?" Ela perguntou, apoiando-se em seus cotovelos, seus seios perfeitamente redondos me implorando para voltar para a cama. "Você esqueceu que me mandou sair do seu apartamento?" "Que seja." Ela saltou da cama e foi ao banheiro, batendo a porta atrás de si. Porra. Ela era uma dor total na bunda. Bonita. Talentosa. Sexy. Perfeitamente irritante. E se eu tivesse sido um idiota? Ela era irritante, mas talvez não devesse ter dito que ela era inapropriada, logo depois de termos transado. Eu não estava acostumado a pensar o que dizer para as mulheres com que transava. Sentei-me na cama, e esperei por vinte minutos até ela voltar. "Oi," ela disse quando finalmente saiu envolta em uma toalha. Seus olhos movendo-se de mim para o chão. "Oi", respondi. "Eu não queria magoá-la." Nunca quis perturbar as mulheres da minha vida, mas isso acontecia com demasiada frequência. "Querendo ou não, você fez." Ela balançou a cabeça. "Eu não sei por quê. Talvez você não presta atenção ao que diz." Esfreguei minhas mãos sobre o meu rosto. "Eu não sou bom com . . . " Como é que eu digo que não estava acostumado a ter que interagir, fora do quarto, com as mulheres que estava transando? "Mulheres?" Ela terminou a frase para mim, arqueando as sobrancelhas. "Eu não quero te chatear, Harper." Sim, seria difícil no trabalho, mas eu realmente gostava desta menina. "Eu sou a pessoa que assina seus cheques de pagamento. Isso é tudo o que estava tentando dizer." "Você precisa pensar sobre o que diz antes de dizer." Balancei a cabeça. "Eu vou fazer isso melhor no futuro." Ela deu um passo em minha direção. "OK. O futuro começa agora, certo?" Puxei-a para o meu colo. Segurei seu pescoço e pressionei meus lábios contra os dela. Eu a queria novamente. Não era como se estivéssemos de fato no escritório. Aqui nós éramos vizinhos, e não colegas. Puxei sua toalha e joguei-a no chão.


"Sim. O futuro começa agora."

Na manhã seguinte, entrei no escritório muito cedo. Estava tentando terminar de revisar o relatório de Bangladesh de Harper. Não queria dar qualquer outro motivo para ela pensar que eu era um idiota. "Eu disse sem ligações, Donna," Falei no meu viva-voz, depois desliguei. A porta se abriu e eu bati a mão em minha mesa enquanto olhava para cima. "Max, você vai querer atender essa chamada", disse Donna. Eu duvidava seriamente. Que não seja algo acontecendo com Amanda - merda. "Pressionei a linha um." Em vez de sair e deixar-me atender a chamada, ela fechou a porta e encostou-se nela, com um sorriso enorme no rosto. Amanda deve estar bem se Donna estava sorrindo. Na verdade, isto era, provavelmente, Amanda me dizendo que tinham lhe convidado para o seu baile de oitava série. Assim que peguei o telefone e apertei a linha um, Donna disse, "Charles Jayne." Foda-se. Charles Jayne era o fundador e sócio sênior da JD Stanley. Seu banco de investimento não usava empresas externas, mas queria que eles fizessem uma exceção para a King & Associates. Eu estava perseguindo-os durante anos. "Max King," falei, tentando manter o meu nível de voz, quando o meu pé bateu contra a perna da mesa. "Ouvi dizer que você está incomodando bastante o meu diretor de pesquisa global," um homem com uma voz profunda disse na outra extremidade do telefone. Merda, eu tinha ido longe demais? Meu contato me falou que o caminho era Harold Barker. Aparentemente, ele gostava de tênis, então sugeri que se juntasse a mim em meu 14 camarote no US Open no final do verão. Eu o havia convidado para ir ao Met uma vez, na ocasião em que houve um coquetel, mas ele educadamente recusou. Eu estava esperando que o ténis fosse a tacada certa. "É um prazer falar com você, senhor. Eu não tenho certeza se o que fiz pode ser descrito como um incômodo. Eu só acho que poderíamos fazer muito por JD Stanley, e eu gostaria de uma oportunidade para mostrar que isso é possível. " "Sim, bem, isso você já deixou claro," ele respondeu. "E é por isso que estou ligando. Venha aqui no dia vinte e quatro e diga-nos um pouco o que a King & Associates pode fazer por nós." Macacos me mordam. "Sim senhor. O que -" "Dez em ponto. É melhor viver até a campanha publicitária." Antes que eu pudesse perguntar a ele quanto tempo nós teríamos, em qual sala seria, o que ele queria saber, a linha ficou muda. Eu acho que quando você é Charles Jayne, você não quer perder um segundo. Desliguei e olhei para o telefone. Donna caminhou pela sala. "Bem? O que ele queria?" "Dar a oportunidade da minha carreira." Isso realmente aconteceu? Charles Jayne ligou e me convidou para uma reunião.


"Ele vai contratar você?" Dei de ombros. "Ele quer que eu vá para uma reunião no dia vinte e quatro." "Não posso acreditar nisso", disse Donna. "Parece que Harper foi uma tacada inteligente." O quê? Olhei para ela, esperando uma explicação. "Tenho certeza que seu contato ajudou, mas a contratação de Harper foi genial." "Por que isso importa?" "Bem, ela é filha dele, certo?" "Harper?" Harper Jayne. Eu nunca tinha feito a conexão. "Você não sabia?", Perguntou Donna. "Essa não foi a razão pela qual você a contratou?" "Jesus, você deve pensar que eu sou um verdadeiro idiota. Eu não iria contratar alguém só porque tem conexão com Charles Jayne. E desde quando me envolvo na contratação de pesquisadores juniores?" É isso que Harper pensou? Mas como poderia? Ela não sabia sobre a minha obsessão por JD Stanley. "Você tem certeza que Charles Jayne é o pai de Harper?" Perguntei. "Quero dizer, ela tem consciência disso? Você falou com ela sobre isso? " Donna piscou. "Não, eu só deduzi pelo sobrenome dela. Nunca mencionou isso." "Pode ser uma coincidência ", disse, pensando em voz alta. "Você quer que eu pergunte a ela?" Será que eu quero? Eu queria saber se havia uma conexão. Se ela tivesse arranjado o encontro? Minha mente estava uma bagunça. Harper veio trabalhar aqui apenas para espionar as coisas antes de Charles Jayne resolver me convidar para conversar? "Não, eu vou perguntar a ela. Você pode chamá-la?" Passei as mãos na frente da minha calça. Eu não tinha certeza se eu estava no limite por causa de Charles Jayne ou porque estava prestes a falar com Harper. Poucos minutos depois, Harper entrou no meu escritório, com Donna atrás dela. "Donna, você pode fechar a porta, por favor?" Ela me deu um olhar suplicante, claramente desesperada para saber a resposta. Harper observou Donna fechar a porta, em seguida, virou-se para mim, olhando por baixo dos cílios. Merda, meu pau começou a se mexer. Eu precisava me concentrar. "Sente-se, Harper." Fiz um gesto em direção a uma das cadeiras em frente da minha mesa. Ela sentou naquela que eu não estava indicando. Claro. "Nós precisamos conversar", disse. Ela fez uma careta. Pensando que fôssemos conversar sobre nós. "Sobre um telefonema que eu recebi." "Oh," ela disse, e sorriu. Eu ia apenas perguntar a ela. "Você é parente de Charles Jayne?" Suas sobrancelhas se juntaram e ela comprimiu suas mãos. "Não sei porque meu sobrenome tem alguma coisa a ver com isso." Recostei na minha cadeira e suspirei. Obtive minha resposta. Ela era filha de Charles Jayne. Donna tinha razão. "Você é sua filha?” Perguntei. Ela levantou. "Eu não estou aqui para falar sobre o meu pai."


"Ele me ligou," eu disse, ignorando seu olhar. "Ele quer que eu o encontre e quero adicioná-lo como um cliente há um longo tempo." "É por isso que me contratou?" Sua voz ficou mais alta enquanto falava. Eu estava lidando com isso de uma forma errada. "É por isso que me comeu?" Estremeci. Cristo, eu podia imaginar o que ela estava pensando. Contornei minha mesa e encostei-me do outro lado, não querendo chegar muito perto, apesar da atração que sentia. Eu tive que me segurar para não estender a mão e tocá-la. "Você não respondeu minha pergunta", disse ela. "Eu não sabia." Ela revirou os olhos. "Estou falando sério. Donna me disse esta manhã. E de qualquer maneira, eu não contrato . . . " Como é que digo que a sua posição era júnior e que eu não tinha nada a ver com sua contratação? "Eu não me envolvo com a contratação feita pelos recursos humanos." Ela colocou os braços em torno de si mesma. "Seja honesto. Há quanto tempo você está querendo trabalhar com JD Stanley?" "Harper, o JD Stanley é um dos bancos de investimento mais bem-sucedidos de Wall Street, é claro que eu quero trabalhar para eles. E você sabe melhor que ninguém que eles protegem suas pesquisas como se fosse ouro. É por isso que eles fazem quase tudo sozinhos. Qualquer pessoa na minha posição gostaria de trabalhar com eles." Eu poderia realmente fazer com seu conhecimento interior. Ela olhou para mim como se eu fosse tóxico. Bati meus dedos na minha mesa. Esta poderia ser uma situação vantajosa. "Preciso de sua ajuda", disse. Agora que ela estava aqui, eu também podia usá-la para ter vantagem. "Quero que você trabalhe em campo comigo. Quero que me ajude a conseguir esta conta.” "Uau. Você não perde tempo, não é? Nós transamos ontem à noite e agora você acha que vou ajudá-lo a conseguir esta conta.” Isso não era o que eu estava esperando. Pensei que ela ia gostar da oportunidade de trabalhar em uma conta de alto perfil. "Não, eu só achei que você iria querer -" "Querer ser usada por um homem, ruim o suficiente, que dormiu com alguém para conseguir um novo cliente?" Ela virou-se e saiu do meu escritório antes que eu pudesse responder. Mais uma vez consegui dizer a coisa errada. Isso estava se tornando um hábito, quando Harper estava envolvida.


Capítulo Sete Harper Liguei para Grace logo após a minha discussão com Max, e nos encontramos em um bar em Murray Street, em Tribeca. Acenei para o barman. "Pode nos trazes mais dois coquetéis e dois lanches? Algo com queijo como um dos principais componentes. "O barman assentiu e me virei para Grace. "Ok, estou totalmente confusa agora. Você transou com Max King, a pessoa que você mais odeia no mundo? " "Você está se concentrando totalmente na coisa errada." "Rebobine e me diga o que diabos está acontecendo." Ela estava olhando para mim como se eu apenas tivesse dito que decidi me mudar para o Alasca. "Acho que eu fui contratada por King & Associates por causa do meu doador de esperma." Eu devia ter mudado o meu sobrenome. Nós nunca tivemos qualquer tipo de conexão, por isso não sentia como se estivesse carregando o sobrenome dele. "O doador de esperma é o seu pai?" Grace perguntou e eu assenti. "Como você sabe?" "E ele dormiu comigo, como se eu fosse uma prostituta." Eu tremi. "Bem, mal sabe Max que meu pai e eu apenas nos comunicamos através de advogados nos dias de hoje." Como é que ele poderia ter sido tão frio? Deveria ter confiado em meus instintos com relação à ele. "Nós vamos falar sobre o sexo mais tarde. Você não responder minha pergunta." Grace bateu no meu braço, tentando fazer com que eu me concentrasse. "Quem lhe disse que você tinha sido contratada por causa de quem é seu pai?" "Max. Em seu escritório." Tomei um gole do meu mojito. Ela inclinou a cabeça para o lado. "Ele disse, 'eu contratei você por causa de quem é seu pai’?" "Claro que não. Ele alegou que não sabia. Mas estava claramente mentindo. "Ele disse que realmente queria trabalhar para JD Stanley. "Ok." Grace fez uma pausa, suas sobrancelhas se juntando. "E você estava dormindo com Max? Como isso aconteceu?" Ela mexeu as sobrancelhas. "Tarde da noite no escritório?" "Ele mora no meu prédio. Ele é o homem da cobertura." Grace arregalou os olhos. "O casal que fodeu como coelhos? Você transou com esse cara? Jesus, estou com ciúmes. "Ela tirou o palito de sua taça de Martini e mordeu a azeitona. Tentei não sorrir. Ela deveria estar com inveja. Max sabia o que fazer com o seu pênis, isso era certo. Ele provavelmente deveria ter se relacionado com Grace. Afinal de contas, as conexões de sua família eram muito mais impressionantes do que as da minha. "Então o que você vai fazer?" Perguntou ela. "Ele é material para namorar?" "Eu não faço ideia. E, claro que não. "Coloquei meus cotovelos no balcão e passei minhas mãos pelo meu cabelo. "O que eu estava pensando, porra meu chefe? Agora tenho que deixar


meu emprego." "Ele disse que não sabia quem era o seu pai. Ele contaria algo que fez de errado? Ele é o tipo de mentiroso-y?" "Mentiroso-y?" Olhei para ela com o canto do meu olho. "Tipo de mentiroso no dicionário de Grace. Filho da puta." Eu não tinha pensado que Max era do tipo que mentia; ele era muito direto. Mas era perfeitamente possível que fui levada por seu corpo duro e belos olhos verdes. Eu fui seduzida por seu cérebro genial e paixão pelo que ele faz? "Isso importa? Ele sabe agora. Meu pai convidou-o para uma apresentação." "E ele falou o que seu pai lhe disse?" Acenei minhas mãos. "Não, apenas disse que quer trabalhar para ele, e então pediu minha ajuda em campo." "E você não quer trabalhar para o seu pai?" "Não por causa do meu sobrenome." Grace acenou vigorosamente, o álcool estava afrouxando claramente suas partes do corpo. "Eu entendo isso, veja tudo o que você conseguiu até agora. Max está dizendo que ele não sabia. Então você vai cortar o seu rosto e o seu nariz por despeito e abandonar tudo?" "Eu definitivamente não vou cortar meu rosto, nem mesmo o meu nariz, mas eu acho que tenho que sair do meu emprego. É muito humilhante. Todo mundo vai saber quem é meu pai e por que comecei o trabalho, e não posso trabalhar com o homem que me fodeu para conseguir uma conta." "Você está pensando como uma mulher. Você precisa pensar como se tivesse um pênis." Ela bateu a mão no bar e o barman saltou antes de colocar um prato de queijo em cima do balcão. "No entanto, você tem este trabalho, você precisa provar que você o merece, porque é boa no que faz, não por causa de seu sobrenome e não porque você está fodendo o chefe." Ela tomou um gole de seu coquetel. "Os homens foram ficando à frente usando as conexões do velho por anos. Você tem que aproveitar as oportunidades quando elas surgem. Portanto, não pode sair, você precisa ir lá e dizer a Max que vai trabalhar em campo por causa do nome de seu pai." O que ela estava falando não fazia sentido. "Como isso ajudaria? Isso só faria tudo pior." Grace pegou seu copo, derramando a bebida. "Isto, como se costuma dizer" - ela jogou as mãos no ar "é uma vitória, vencer ou vencer." Balancei a cabeça e olhei para o relógio no meu celular. Eu deveria ir para casa, trabalhar ou não trabalhar amanhã de manhã. "Você está ouvindo?" Grace perguntou. Eu não estava, porque o que ela estava dizendo não fazia nenhum sentido, mas abaixei meu celular e dei-lhe toda a minha atenção. "King & Associates faz o tipo de trabalho que você quer fazer, certo?" "Correto." Eu assenti. "E eles são bons nisso, certo?" Por que estamos recapitulando isso? "Correto novamente. Mais um acerto e você vai ganhar um conjunto de facas para bife." "Então, por que você iria deixar uma empresa como essa?" Ela me interrompeu antes que pudesse falar. "Você só precisa mudar." Ela agarrou minha


banqueta e puxou na sua direção. "Você precisa mudar seu foco. King & Associates é o melhor lugar para sustentar o capitalismo, alimentar a ganância corporativa, e todas as coisas nerds você faz. Estou certa?" Revirei os olhos e tomou outro gole da minha bebida. "Então fique lá. E exija trabalhar no projeto. Porque seu pai é o melhor no que faz, por isso, a pessoa que conseguir esta conta vai receber grandes elogios, certo?" "Você fica com as facas de carne, sim." "Então, seja inteligente, e fique onde você está. E, enquanto você estiver nisso, prove para seu pai por que ele deveria ter lhe oferecido um cargo em sua empresa do mesmo modo que fez para seus filhos que têm pênis." Esvaziei meu copo enquanto ela falava. Ela estava certa? "Você está dizendo para continuar trabalhando na King & Associates?" Eu poderia continuar a trabalhar com Max? "Sim, porque você conseguiu o emprego, por isso está lá. Então, aproveite ao máximo essa oportunidade." "E exigir poder trabalhar na conta do meu pai?" "Como você vai ser uma estrela, se não o desbancar, certo? E você estará mostrando o dedo do meio ao seu pai, ao mesmo tempo. Como eu disse, esta será uma vitória completa para você." Grace pediu a conta ao barman. "A menos que nós percamos a conta." Isso seria ainda mais humilhante. "Quando você já perdeu qualquer coisa que queria?" Ela perguntou enquanto abria a carteira e entregava seu cartão preto American Express para o barman. "Você não precisa pagar" eu disse. "Não estou pagando. Isso é cortesia do meu pai." "Obrigada, ao Sr. e Sra. Park Avenue," falei. "Você pode ter razão sobre não desistir. Esta poderia ser a oportunidade para provar ao meu pai que posso fazer mais do que ficar em casa cozinhando para o resto da minha vida. Vou mostrar-lhe que valho muito, e que ele deveria ter implorando para que eu trabalhasse no seu banco de investimento estúpido. " Pulei da minha cadeira. "Sim. Isso é exatamente o que vou fazer. "Agarrei o rosto de Grace em minhas mãos e lhe deu um tapa na boca. "Você é um génio."

De alguma forma, entre deixar o bar e voltar ao meu prédio, toda a minha paciência tinha desaparecido e os coquetéis que eu tinha consumido ao longo da noite me convenceram de que era uma grande ideia dizer a Max, imediatamente, que gostaria de trabalhar na conta JD Stanley. "Vou fazer isso", dizia enquanto Max abria a porta da frente. "Harper, oi." Ele esfregou a palma da mão sobre os olhos e bocejou. "Eu queria falar com você antes, mas você fugiu." O que eu estava fazendo? De pé na porta da frente do meu chefe no meio da noite, e de forma clara, um pouco bêbada. Eu queria ser demitida? Dei alguns passos para trás até bater na parede, enquanto meus olhos vagavam pelo torso nu e musculoso de Max, e segui a trilha de pelos que iam de seu umbigo até desaparecer sob suas calças de pijama.


"Acho melhor você entrar", ele disse, com sua voz rouca e profunda. Balancei a cabeça de uma forma exagerada e coloquei as mãos atrás das costas. Ele deu um passo em minha direção e me puxou pelo cotovelo. "Eu disse para entrar." Perdi o equilíbrio e cai em direção a ele. Tentando me salvar de um belo tombo, estendi as mãos e pressionei-as sobre a pele quente do peito de Max. Tentei afastar-me imediatamente, mas ele me puxou para mais perto, e me levou para seu apartamento. "Você está bêbada", ele disse enquanto me pressionava contra a parede em sua entrada e fechava a porta com o pé. Seu rosto estava a poucos centímetros do meu. Queria ele mais perto. "Um pouco", confessei. "Por que você fugiu? Você não está saindo de lá, se é isso que você está pensando em fazer", disse enquanto passava o nariz no meu queixo. "Diga-me quando você ficou sabendo", perguntei colocando minhas mãos em seus ombros nus. "Sabendo?" Ele perguntou enquanto começava a beijar meu pescoço. "Quem meu pai era." Ele se afastou e me prendeu contra a parede, colocando suas mãos em ambos os lados da minha cabeça. "Eu te juro, descobri hoje. Donna achava que havia uma conexão, mas ela não mencionou isso para mim até que eu recebi o telefonema hoje." Ele fez uma pausa e seus olhos cintilaram sobre meu rosto, como se ele estivesse tentando descobrir se eu acreditava nele. "Por que você não disse nada?" Passei por debaixo de seus braços e atravessei a entrada. "Eu não falo com meu pai. Eu não tenho nada a ver com ele." Falei enquanto brincava com meu polegar. "OK. Bem, você não tem que trabalhar em campo. Eu apenas pensei . . . JD Stanley é o único banco de investimentos em Wall Street Eu nunca fiz negócios com ele." "Então," falei, e olhei para cima. "Bem, não posso recusar a oportunidade." "Não quero que você perca." Ele ergueu as sobrancelhas. "Quero que você ganhe essa maldita conta e eu vou ajudá-lo." "Por que você mudou de ideia?" Olhei para o chão. "Não importa. Você tem o que quer." Ele deu um passo para a frente. "Diga-me, Harper." Eu sabia que não deveria dizer mais nada, mas havia algo em seu tom que tornava impossível não dizer. Deixei escapar um suspiro. "Ele tem um monte de filhos, certo?" Seus olhos fixaram-se em meu rosto. "Eu sou a única menina . . . e a única que ele não ofereceu um emprego logo após a faculdade." "Porque você é uma garota? Ou porque vocês não conversam?" Fiquei pensando sobre sua pergunta. Será que ele tem um bom relacionamento com seus outros filhos? Max estendeu a mão. "Venha comigo." Com muita facilidade estendi minha mão para ele, seus dedos segurando-me firmemente enquanto me levava pelo corredor para dentro de seu apartamento. O que eu estava fazendo? Não gosto desse homem. Eu deveria descer para meu apartamento. "Sinto Muito. Está tarde.


Não deveria estar aqui." "Shhh. Vamos te hidratar." Ele me guiou até uma banqueta em frente a uma ilha na sua cozinha perto de uma enorme sala, que não tinha visto antes. Na outra noite eu só tinha visto a porta de entrada e o contorno escuro de seu quarto. Eu não tinha apreciado o tamanho do lugar ou como era fascinante. Max tinha um gosto incrível, ou havia contratado um grande designer de interiores. "Beba", disse, colocando um copo de água em cima do balcão de mármore branco na minha frente. Tomei um gole, de repente ficando muito mais sóbria do que quando bati em sua porta. "Mais," ele rosnou. Jesus, ele era tão mandão. Mas concordou e bebi um pouco mais de água. Ele contornou o balcão e ficou ao meu lado, apoiando-se sobre o mármore. "Conte-me sobre o seu pai. Você acha que ele não te contratou porque - " "Porque eu tenho peitos." Ele ergueu as sobrancelhas. "Sério?" "Ele me ofereceu muito dinheiro." Coloquei meu copo no balcão. "Não é que ele negue minha existência - periodicamente me convida para jantar." "Então você fala com ele?" Realmente precisava ir embora daqui. "Parei de falar, desde que meu meio-irmão mais novo começou a trabalhar na JD Stanley no dia de seu vigésimo segundo aniversário. Três semanas depois que me formei na escola de negócios. Mas mesmo antes disso não falava muito com ele." Max franziu os lábios. "Pensei que talvez ele estivesse esperando que me formasse, para me chamar para trabalhar com ele, e é claro que eu teria dito não, mas . . . " Os dedos de Max acariciaram meu braço, o que dispersou os meus pensamentos. "Ele nos deu o dinheiro, para mim e minha mãe, mas o que eu queria era uma família." Max retirou a mão. "Desculpe, eu deveria parar de falar." "Eu gosto de ouvir. Você tem muito a dizer." Sua voz era baixa e até mesmo, como se estivesse sendo sincero, como se não estivesse falando com uma mulher bêbada que achava que ele era um idiota. Eu levantei minhas sobrancelhas. "Eu bebi. Tenho mais coisas a dizer no escritório, mas você não está tão interessado lá." Ele segurou meu rosto. "Você está enganada." Seus beijos eram suaves no início, e eu fechei os olhos, saboreando cada um. "Nós não podemos fazer isso." Minha boca protestou, mas minhas mãos acariciavam suas costas nuas, seus músculos quentes reagiam sob o meu toque. "Eu não posso -" "Eu sei", disse ele. "Se eu conseguir a conta JD Stanley, não posso foder a filha do patrão." Com seu corpo não obedecendo seu cérebro, ele puxou minha saia. "Mas essa bunda, essas pernas. Me jogaram algum tipo de feitiço." Ele passou as mãos sobre meus quadris, colocandoas na minha bunda sob a minha calcinha, então me puxou de cima do banco e me apertou contra seu corpo.


"Nós vamos trabalhar juntos." Eu envolvi minhas mãos em volta do pescoço. "Eu não preciso da minha cabeça cheia . . . ". . . de pensamentos sobre você. Eu não poderia dizer isso. Não queria que Max pensasse que não seria capaz de me concentrar, se estivéssemos no escritório juntos, mas, francamente, ele seria uma bela distração. "Devemos nos concentrar quando estivermos em campo trabalhando." Ele balançou a cabeça e capturou meu lábio inferior entre os dentes. Sem pensar, eu torci meus quadris contra sua ereção crescente. "Se meu pai suspeitar . . . preciso mostrar a ele que sou excelente em meu trabalho, não que comecei a trabalhar na King & Associates, porque estou transando com o chefe. " "Foco", repetiu ele. "Sem pensar em nenhum chefe de merda." "Estou falando sério." Pressionei seu peito. "Pare de pensar com o seu pau." "Estou falando sério, também, mas você está me incentivando." Ele sorriu. Foi um choque porque aconteceu tão rapidamente. Apenas por um momento meu coração parou. "Pare de sorrir para mim, seu idiota." Tentei me desvencilhar de seus braços, mas ele me segurou mais apertado. "Só essa noite. Aqui é Vegas. Nós começamos com um novo planejamento amanhã de manhã. Nenhuma merda depois desta noite." "Vegas? Apenas hoje à noite?" Olhei em seus olhos, tentando ver se ele estava dizendo a verdade. Perguntando-me se eu queria que isso acontecesse. Sim. Esta seria minha última noite com Max King. Trabalhando nesta conta e mostrando ao meu pai o que ele estava perdendo não valia a pena arriscar. Não arriscaria nem mesmo pelo rei de Wall Street. Ele passou a mão sobre minha buceta, em seguida, empurrou seus dedos preenchendo-a. "Só esta noite", ele sussurrou. Perdi a força em meus joelhos e tropecei. "Veja o que um simples toque faz com você? Veja o poder que eu tenho sobre seu corpo?" Ele tirou os dedos e fiquei decepcionada. Eu não tenho que responder. "Você veio aqui para ser fodida, e eu não vou decepcioná-la." Ele se inclinou e me levantou por cima do ombro. "Vim para te dizer que eu iria trabalhar na conta!" Eu gritei deitada sobre seus ombros enquanto agitava minhas pernas no ar. "Você veio para ser fodida.” Bem, talvez ele estivesse certo sobre isso. Exceto que se estivesse sóbria nunca teria me arriscado a colidir com uma de suas outras amantes. "Vegas", ele murmurou novamente. "Só por mais uma noite." Ele derrubou-me sobre a cama, minha bunda saltando sobre o colchão, e ele agarrou minha perna e me puxou em sua direção. "Se for tê-la só por mais uma noite, preciso guardar na memória a sua linda boca envolvida em torno do meu pau." Sentei-me, meus pés pendurados na cama, e ele ficou em pé entre minhas pernas, colocando minha cabeça em sua mão. "Você não pode apenas exigir que eu chupe seu pau." Ele levantou uma sobrancelha como se discordando. Balancei minha cabeça e puxei seu pijama para baixo, até que atingiu seus tornozelos. Seu pênis saltou, duro e grosso. "Parece estar funcionando."


Eu queria tê-lo na minha boca, sentia que estava ficando cada vez mais molhada entre minhas coxas com o pensamento de seu pênis entre meus lábios. Mas não podia facilitar as coisas para ele. Inclinei-me sobre o colchão, abrindo minhas pernas e subindo minha saia em torno de meus quadris, em seguida, enfiei a mão na minha calcinha. Querendo que ele não tivesse dúvidas do que estava fazendo, apoiei um pé na cama para melhorar sua visão e empurrei minha mão para que meus dedos tocassem minha abertura. "Sério?" Ele perguntou bombeando seu pau, movimentando sua mão para cima e para baixo ao longo de seu comprimento. "Peça com educação." Ele riu, balançou a cabeça, e soltou seu pênis ereto. Ele se inclinou, e começou a tirar a minha roupa. Primeiro, minha saia, então minha calcinha. Em seguida, ele brincava com os botões da minha blusa. Ele olhou para mim, e era a minha hora de levantar minha sobrancelha para ele. "Está achando isso difícil?" Perguntei. Sem tirar os olhos de mim, ele rasgou minha blusa. Foda-se, era de seda e eu só tinha usado três vezes. "Seu imbecil!" "Que seja", ele respondeu, e estendeu seus braços nas minhas costas e desenganchou o meu sutiã. "Se eu só tenho hoje à noite, preciso ver isso", disse ele, olhando para o meu peito enquanto, tocava minha pele e puxava meus mamilos. Minhas costas arquearam sob seu toque. Ele era tão forte, tão intenso no sexo, exatamente como era em tudo o que fazia. Ter ele concentrado no meu corpo quase era demais para suportar. Suas mãos deixaram os meus seios e ele arrastou-as para baixo passando pelo meu estômago até que seus dedos encontraram meu clitóris. Gemi quando seu polegar circulou e pressionou-o, dando-me prazer. Seus dedos foram entrando em mim centímetro por centímetro, e eu joguei minhas mãos em minha cabeça, precisando dele para me fazer gozar. "Max", sussurrei, abrindo minhas pernas ainda mais, para que ele pudesse me preencher com seu pau. "Você está desesperada por mim. Meus dedos estão te excitando." Gemi ouvindo suas palavras sujas. Mas ele estava certo. Eu estava desesperada para ele. "Olhe para mim", ele rosnou. Abri os olhos. Ele usava este mesmo olhar quando estava concentrado no trabalho como se nada fosse impedi-lo de conseguir o que queria. Ele se acalmou e tirou a mão de mim, levantando-se. "Eu quero meu pau em sua boca. Por favor." Sua voz era grossa com luxúria. Ele me deixou excitada para que eu chupasse seu pau? Ele jogou sujo. "Agora", ele acrescentou. Fiz uma pausa, enquanto pensava sobre o meu próximo passo. Eu ia dar para ele um boquete? A coisa era, não daria se não quisesse. E eu queria tê-lo na minha boca, para fazê-lo sentir pelo menos a metade do que ele me fez sentir. Sentei-me na beirada da cama. Abri minhas coxas, e bati no colchão na frente da minha buceta. Levantei minha cabeça. "Você confia em mim para não te morder?" Ele riu. "Não. Mas isso só contribui para a diversão."


Passei minhas unhas na parte externa da coxa, e ele inclinou a cabeça para trás em um suspiro abafado. Seu pênis estava grosso e chamava a atenção contra seu estômago. Movi meus olhos de sua ereção para encontrar seu olhar, perguntando-me como lidaria com isso. Ele passou o polegar sobre minha bochecha, e eu dei-lhe um pequeno sorriso quando me inclinei para a frente, coloquei minha língua na base do seu pau e arrastei-a ao longo do seu eixo. "Jesus", ele gritou. Rodei a língua em torno de sua cabeça e coloquei apenas a ponta dele na minha boca. Eu não seria capaz de levá-lo profundamente, pois era muito grande. Circulei minha mão em torno de sua base, segurando-o com força. Nesse instante gemi ao lembrar de seus dedos dentro de mim, enchendo-me. Meus mamilos ficaram duros, e ele deve ter visto porque pegou-os entre seus polegares e indicadores apertando-os e puxando-os, desencadeando uma eletricidade de prazer dos meus seios ao meu clitóris. Levei-o mais profundo, minha mandíbula tão larga quanto podia. "Sim, assim. Isso é como eu te imaginei." Circulei novamente a cabeça de seu pênis, em seguida, levei-o mais profundo. Ele gemeu, sussurrando algo sobre minha boca e minha língua. Enfiou seus dedos no meu cabelo. Não empurrou, não fez nada, era como se ele só quisesse me tocar, para ficar ainda mais ligado a mim. Afastei-me, permitindo que os meus dentes se arrastassem em seu eixo ligeiramente. "Você é má", ele rosnou e eu bombeei seu pênis com as duas mãos ao mesmo tempo que sugava sua coroa. "Mas não é o suficiente." Ele levantou meu queixo e eu soltei minhas mãos. Estava mais do que claro que eu estava dando a ele um grande boquete. Qual era o seu problema? "Abra suas pernas", disse ele, indo até sua mesa de cabeceira, onde pegou um preservativo, embainhando seu pênis em segundos. "Abra mais", ele gritou, empurrando minhas coxas. "Eu vou tão profundo, que você vai esquecer que dia da semana é hoje." Antes que eu tivesse uma chance de discutir, ele empurrou seu pênis dentro de mim. Com a pura força de seu corpo, seu pênis me roubou o fôlego, apesar de estar pronta para ele e muito molhada. Encarei em seus olhos, querendo que ele entendesse que isso era quase demais. "Você está bem, Harper. Tenha calma." No momento certo, ele sabia como ser gentil. "Relaxe e sinta-me." Eu não podia fazer mais nada. Era como se tivesse perdido a luta. Meu corpo ficou mole e eu respirei fundo. Ele colocou as mãos em volta da minha cintura e me puxou para ele e meus quadris foram ao encontro de sua pélvis. Se esta era Vegas, eu não tinha certeza se queria sair. Alisando minhas mãos em seus braços, puxei gentilmente seus bíceps. Eu queria ele em cima de mim, me tocando, seu corpo pressionado contra o meu. Não tive que dizer uma palavra. Ele se desligou de mim por apenas um segundo, colocou suas mãos debaixo de mim, e me puxou mais para cima da cama, em seguida, nivelou seu corpo sobre o meu e afundou seu pênis em mim. Normalmente, eu gostava de estar em cima, e controlar o ritmo para que pudesse garantir que as coisas fossem certas, mas Max não deixava espaço para isso. De alguma forma,


eu não precisar controlar. As coisas eram mais do que certas. Eu não tinha espaço para pensar; tudo era sensação, muita sensação. "Oh Deus, Max," eu gritei. "Mais uma vez". Ele empurrou ainda mais profundo. "Grite o meu nome novamente." Era como se ele tivesse o dedo sobre um botão dentro de mim e continuasse pressionando até que tudo chegou ao máximo de capacidade e eu explodi. "Max, Max. Oh Jesus, Max. " A cama balançou e o quarto inflamou de rosa e azul quando ele empurrou para dentro de mim mais três vezes, e urrou meu nome. Vegas era o meu novo lugar favorito na América.


Capítulo Oito Max Eu pressionei meus dedos com força contra a madeira, assegurando que a fita colocada na parte de trás prendesse a placa na porta da sala de reuniões. "Sala de guerra?" Perguntou Donna, de pé com os braços cruzados na frente de Harper. Ambas estavam olhando para a placa que eu estava colocando. Segurei o sorriso que ameaçou surgir nos cantos da minha boca enquanto eu olhava os lábios avermelhados de Harper e o rubor de suas faces. Deus ela era uma distração. Talvez não tivesse sido uma boa ideia convidála para trabalhar comigo nesta conta. Mas, eu só tinha que me controlar - ela será um recurso útil. Voltei-me para a porta. "Sim, esta é uma guerra. Precisamos ficar prontos." "Ok." Donna me entregou um café, deixando-me com Harper. "A primeira coisa que precisamos fazer é reunir informações", disse. Harper concordou. Ontem à noite tínhamos estado em Vegas. Fingir não ter nada pessoal entre nós era a coisa certa a fazer, mas levou cada gota de autocontrole que eu tinha para não tocá-la. "Jim, Marvin", gritei. Precisava me distrair, encontrar o botão de desconectar no meu corpo que poderia desligar o desejo de beijá-la, tocá-la, possui-la. Jim e Marvin obedientemente deixaram suas mesas e caminharam em nossa direção. "Donna". "Eu estou aqui", disse Donna atrás de mim, quase me fazendo pular. "Pare de me assustar." Ela revirou os olhos e pegou a bandeja de água e frutas que ela estava segurando passou por mim e foi direto para a sala de reunião. Ou sala de guerra. A equipe tomou seus assentos e eu encolhi os ombros para tirar o casaco, colocando-o na parte de trás da cadeira. "Temos menos de três semanas. Vocês sabem o quanto trabalhar com JD Stanley significaria para King & Associates, e para mim, pessoalmente. Agora que finalmente temos a nossa oportunidade, vamos jogar com tudo." Eu não queria criar expectativas. Sabia que nossas chances de conseguir esta conta eram quase nulas. Poderíamos ter sido chamados para uma reunião só porque eu estava incomodando. Poderiam recusar nossa proposta. Ou JD Stanley poderia usá-la como uma oportunidade de reunir informações adicionais – principais perspectivas geopolíticas – sem revelar nada, e sem nos contratar. E, claro, havia a possibilidade do pai de Harper querer uma oportunidade para chamar a atenção de sua filha. Quem sabia? Tudo o que importava era que estavam nos dando uma oportunidade. E eu tiraria o máximo de proveito dela. Quaisquer que fossem as intenções de Jayne, eu iria dificultar, ou até fazer com que fosse impossível ele dizer não para mim. "Nós precisamos dividir nosso tempo com cuidado. Primeiro vamos trabalhar em cima do que sabemos sobre JD Stanley, Jayne, e os outros executivos envolvidos. Quero saber tudo, desde o alimento que dão a seus cães até o que foi servido no café que tiveram com suas amantes, inclusive quero saber o nome completo delas. "Olhei para Harper. Isso foi insensível.


Porra. Mas esta era uma guerra e não estávamos mais em Vegas. Não estava acostumado a ter que pensar o que disser no trabalho porque quando estava aqui este era meu único foco e tinha que continuar assim e fingir que Harper era apenas mais uma empregada. Seu rosto estava em branco, o que era um alívio. "Então, olharemos para o seu histórico de negociação. Quero entender como eles reagem, por que eles investem e em que eles investem, porque preferem certos produtos em detrimento de outros. Procurem padrões." Marvin ergueu a mão. "Eu comecei a análise de alguns materiais em sua história de investimento e preferência de produtos. Fiz isso no meu tempo livre. Sabia que teríamos este momento, algum dia." A capacidade de Marvin para pesquisa e monitoramento era a melhor que já vi, e não me surpreendeu o fato dele já ter começado a fazer uma análise sobre o JD Stanley. Ele era um grande trabalhador. "Boa. Jim e Harper, vocês vão trabalhar em conjunto nas coisas mais pessoais. Use a agência se precisarem." Obtive o consentimento de Harper para contar a equipe sobre sua ligação pessoal com JD Stanley, porém iria deixar bem claro a eles que ela estava aqui por suas habilidades. Esta era obviamente uma questão sensível para ela. Mas a menos que eles questionassem algo, eu não iria falar nada. "Eu posso ter alguns conhecimentos úteis sobre suas decisões de investimento", disse Harper. Ela estendeu a mão para a bolsa onde estava seu laptop e tirou várias folhas, colocando-as sobre a mesa à sua frente. "Eu também tenho acompanhado seus investimentos durante os últimos cinco anos e notei algumas opções interessantes. Eu ficaria feliz de compartilhá-las." Jesus, parecia como se ela tivesse pulado a escola de negócios e dedicado os últimos cinco anos a pesquisar JD Stanley. "Eu gostaria de trabalhar com Marvin, também, se estiver tudo bem?" "Marvin, você vai trabalhar com Harper", eu disse. Marvin estava praticamente salivando com a visão de seus papéis. "Claro", ele disse, corando quando ela sorriu. Eu conhecia esse sentimento. Havia algo diferente na sua abordagem no escritório que desarmava totalmente. Ela não tinha o verniz duro de muitos dos trabalhadores de Wall Street de Nova York. Foco. "Vamos nos encontrar às sete e meia todas as manhãs para nos atualizarmos. Quero que comecem a trabalhar nas propostas, com diferentes ângulos. Esta não será uma pesquisa superficial. Nós não queremos uma análise estática." Cabeças assentiram em torno da mesa. "Também precisamos determinar o nosso método de apresentação. Faremos PowerPoint? É provável que seja em um auditório ou sala de reuniões? Fale com seus contatos. Precisamos do maior número de informações que pudermos conseguir." "Você deve solicitar uma reunião preliminar em um almoço", disse Harper, olhando diretamente para mim. "Chame sua assistente pessoal. Diga a ela que você quer levá-lo para o La Grenouille. É o seu favorito." A memória da pele suave de seus seios em minhas mãos paralisou minha língua por um segundo, e tive que desviar o olhar antes que pudesse responder. "Você não acha que isso é muito agressivo?" Ela balançou a cabeça. "Ele não entende o conceito de muito insistente. Ele vai testar a sua perícia. Ele não lhe deu muita informação sobre a reunião, certo?"


"Nada", respondi. "Ele está tentando enviar-lhe em uma busca infrutífera. Não perca tempo. Assuma o controle. Pergunte a ele o que ele quer." Balancei a cabeça. Claro, ela estava certa. "Donna, coloque algum tempo na minha agenda para que eu faça isso." Harper parecia triste, mas eu estava grato por sua visão, apesar do fato de odiar o restaurante que ela sugeriu. Eu nunca tinha ido lá porque ele parecia muito abafado. "E, em seguida, eu e Harper teremos que ensaiar a apresentação. Vamos precisar de muito tempo para isso." Olhei para Harper. Seus olhos estavam arregalados, como se ela não estivesse esperando que eu fosse levá-la comigo. "Você acha que é uma boa ideia?" Perguntou ela. "Claro que quero, mas – nunca fiz isso antes." Respirei fundo e bati os dedos na parte de trás da cadeira. Ela poderia ser útil, e poderia nos direcionar, dar um norte, pois conhecia bem Charles Jayne. "Donna, quais os compromissos que temos para honrar?" "Temos a Ásia-Pac da Goldman", disse ela. "Uma semana a partir de quarta-feira." "Boa. Harper, você lida com isso. Você pode ser minha segunda cadeira naquela reunião. Isso irá lhe dar alguma experiência. Eu posso tomar uma decisão final depois disso." "Goldman Sachs?" Perguntou ela. "Sim. Eles estão procurando alguém para ajudá-los com um projeto na Ásia." "Ok." O ligeiro tremor em sua voz era a única coisa traindo sua falta de confiança. Eu duvido que alguém mais notou. "Vou falar -" "Jean", Donna interrompeu. "Isso irá lhe ajudar." "Bom. Vamos dar o melhor de nós. Vamos ganhar isso." Bati meu punho na mesa. "Nos vemos aqui amanhã de manhã às sete e meia." Silenciosamente, as pessoas saíram da sala e eu cruzei os braços. Trabalhando com Harper poderia ajudar o meu cérebro a redefini-la como uma colega, em vez de alguém que eu queria foder - alguém com quem eu tinha que trabalhar e extrair o seu melhor. Eu precisava dessas barreiras entre os meus dois mundos reparados e restaurados. Deixando Vegas e Harper como parte da minha história com as mulheres seria o primeiro passo para manter uma certa distância. Primeira reunião feita. Com o tempo iria ficar mais fácil deixar de me concentrar em seu pescoço, pernas e rabo, certo? Meu pau iria parar de contrair-se com o pensamento de suas mãos espalhadas contra o vidro da porta do meu escritório, enquanto eu a pegava por trás. Brevemente não me preocuparia se sua fisionomia esconderia algo que poderia amenizar ou resolver. Estávamos trabalhando juntos e isto teria que funcionar.

Iniciar a preparação para a reunião com JD Stanley tinha disparado o concorrente em mim, mas à noite com a minha filha e irmã, me esforcei para que as coisas voltassem ao


normal. "Você não pode simplesmente proibir-me de usar maquiagem", Amanda gemeu enquanto se contorcia no banco que estava sentada em frente ao balcão da cozinha. Scarlett tinha trazido Amanda para a cidade, assim nós três poderíamos passar o sábado fazendo compras para achar o vestido de minha filha. Esperava que esta fosse a última viagem feita para realizar compras para este baile, e Scarlett iria me apoiar sobre a coisa toda de idade inapropriada. "Tenho certeza que ele não está dizendo sem maquiagem completamente", disse Scarlett. Ignorei as duas e continuou mexendo o molho do espaguete. O apartamento de Manhattan tinha sido uma espécie de santuário para mim ao longo dos anos, tudo era como eu queria. Minha casa em Connecticut sempre foi invadida por meus pais, os pais de Pandora, minhas irmãs, e vários amigos de Amanda. Não reclamava disso. Amava esse lado da minha vida, mas ela era ainda melhor porque tinha como fugir toda semana e vir para o meu apartamento de Nova York, moderno, onde eu comecei a assistir jogos sem interrupção e fodia livremente as mulheres que apareciam à deriva dentro e fora da minha vida. "Você está dizendo que não posso usar qualquer maquiagem, pai?" "É claro que ele não está dizendo isso." Scarlett interrompeu de novo e tive outra oportunidade para ficar quieto. Quanto menos dissesse, haveria menos chances de ter que argumentar. Amava minha filha e minha irmã, e não era como se não houvesse espaço para todos aqui em Manhattan. Com elas aqui não significava que eu ficava sem espaço para trabalhar – mas que não podia foder depois de um dia de trabalho. A delimitação de meus dois mundos separados estava suavizando, e ficando difusa. Tudo estava mudando. "Eu vou falar com sua mãe", eu disse, pegando o orégano do balcão. "Nós não vamos comer massa, vamos?" Perguntou Scarlett. "Você estava me vendo fazer o molho." "Eu não estava vendo. Estava conversando. Você sabe que não estou comendo carboidrato no momento." Fechei os olhos, respirei fundo, depois olhei para Scarlett. "Por que teria que saber que você não está comendo carboidrato?" "Porque estava reclamando sem para o mês passado." "Vamos lá, papai. Você sabe que ela não está comendo carboidrato", disse Amanda. Por que as mulheres da minha vida têm a capacidade de me fazer sentir tão sem esperança? Em meu trabalho eu era respeitado, alguns diriam mesmo admirado. Com a minha família, eu era apenas um cara que se esquecia de que a irmã não estava comendo carboidrato. Jesus. "Então, não vamos comê-lo," falei. "Tenho alguns picolés no congelador." Scarlett revirou os olhos exatamente da mesma maneira que Amanda sempre faz. "Eu não tenho cinco anos. Não posso comer picolés no jantar." "Bem. Então você vai comer spaghetti ", respondi. Scarlett pulou do seu banco. "Nós vamos sair", ela anunciou.


"Você acabou de me ver fazer molho de espaguete." Ela encolheu os ombros. "Congele. Vamos lá, Amanda. Coloque seus sapatos. Nós podemos ir naquele lugar na esquina. Eu gosto do robalo de lá." Inacreditável. No escritório, se eu gritasse ‘saltar’, teria uma cacofonia de vozes perguntando o quão alto era o salto. Em casa eu recebo um virar de olhos e um encolher de ombros, quando alguém me ouve. Mas, como já dizia o meu mantra, algumas batalhas não valem a pena lutar. Desliguei o fogão e peguei minha carteira e as chaves e as seguiu para o elevador. Amanda entrelaçou o seu braço no meu e imediatamente me senti melhor. Ela tinha catorze anos de idade na maior parte do tempo, mas de vez em quando se comportava como se tivesse vinte e sete anos, mas eu era feliz apenas pelo fato dela ser minha filha. Nós entramos no elevador. "Amanhã, podemos voltar à loja e tentarmos comprar o vestido uma última vez?" Perguntou Amanda. "Aquela loja que odiei tudo o que você experimentou?" Eu não ia mudar de ideia. Certamente nós não iríamos ter a mesma discussão em frente a Scarlett desta vez. "Eu conheci uma senhora na lavanderia no outro dia. Ela me deu uma ideia sobre um vestido Eu acho que você vai gostar, e acho que vi alguns que podem ser semelhantes naquela loja", disse Amanda. "Na lavanderia?" Perguntei. Por que Amanda esteve na lavanderia? Eu tinha uma empregada para lavar a roupa. "Sim. No outro dia." "Por que você estava lavando roupa?" Perguntei, olhando para Scarlett, que estava olhando para si mesma no espelho da parede do elevador e aplicando brilho labial. "Às vezes, as meninas precisam lavar a roupa," Amanda respondeu como se fosse óbvio. Olhei para Scarlett, depois de volta para Amanda, esperando que uma delas fornecesse uma explicação mais detalhada. O elevador parou prematuramente. As portas se abriram e Harper apareceu. Eu assisti em câmera lenta quando ela começou a sorrir para a minha filha. Sua boca congelou quando seus olhos se levantaram para os meus e, em seguida, atrás de mim para Scarlett. Deveria imaginar que isso pudesse acontecer. Da mesma maneira que havia um lapso de tempo entre o impacto de uma bala e a dor sendo reconhecida pelo cérebro, eu saboreava os poucos décimos de segundo antes que as coisas ficassem confusas. Harper encontrava-se muito bonita. Seu cabelo castanho brilhante estava amarrado, no alto de sua cabeça, em um rabo de cavalo que destacava seu pescoço longo. Era difícil evitar tocá-la, vendo-a vestida em roupas de academia. "Harper!" Disse Amanda. Eu não conseguia compreender o que estava acontecendo. Como é que Amanda conhecia "Pai, era sobre ela que estava te falando." Ela olhou para mim, em seguida, percebeu claramente a confusão em meu rosto, e disse, "Na lavanderia." Ela acenou para Harper. Olhei para Harper, que ainda tinha que entrar no elevador. "Há muito espaço", Scarlett disse quando puxou Amanda para trás, deixando mais espaço ao meu lado. "Ei, nós nos encontramos no outro dia", disse Scarlett.


Que porra estava acontecendo? Meus mundos separados estavam literalmente e figurativamente colidindo um com o outro. "Harper, este é o meu pai", disse Amanda. "Pai, esta é Harper." Limpei a garganta, esperando que ajudasse minhas palavras saírem em um tom normal, quando eu respondi. "Sim, eu conheço Harper. Ela trabalha para mim." Os olhos de Amanda se arregalaram. "Ela trabalha? Bem, isso faz sentido. Ela é inteligente. Eu disse que ela tinha algumas boas ideias sobre vestidos." As portas se fecharam. "Você está certa. Ela é inteligente", respondi, olhando para Harper, tentando perceber sua reação. Não era como se tivéssemos um relacionamento pessoal, mas dado o que tinha acontecido entre nós, o fato de que não tinha contado a ela sobre Amanda parecia errado, de repente. Harper estava com a mesma expressão que ela tinha na sala de guerra, quando atribui tarefas às pessoas para o projeto JD Stanley de investigação – em branca e fria. "Isso é perfeito", disse Amanda. "Como Scarlett diz, é o destino." 15 "Você não deve ouvir tudo o que sua tia diz. Use a regra oitenta-vinte . Eu já lhe disse sobre isso antes." Scarlett me deu um soco no braço e eu peguei uma reação no rosto de Harper que não consegui distinguir o que era. "Harper, esta é a minha irmã, Scarlett." Os belos olhos castanhos de Harper suavizaram-se um pouco quando ela sorriu. "É bom ver você", disse ela. "Coitadinha, tendo que trabalhar com o meu irmão. Espero que ele não seja um tirano total, não é?" Harper deu de ombros e Scarlett disse: "Ela tem você atrelado, irmão." "Ele não é um tirano. Ele me deixa compra o que eu quero", disse Amanda. "Eu posso não ser um tirano, Amanda, mas eu não sou um idiota que pode ser facilmente manipulado pela lisonja. Eu não vou deixa-la ir para o seu baile de oitava série vestida como se tivesse vinte e cinco anos de idade." Amanda me ignorou. "É por isso que ele é perfeito." Ela sorriu e virou-se para Harper. "Você está ocupada amanhã?" Harper apertou os olhos, tentando entender tanto quanto eu o que minha filha estava pensando. "Você não trabalha no sábado, certo, pai?" Ela não esperou pela minha resposta e soltou meu cotovelo e colocou as mãos juntas em posição de oração. "Por favor, você pode vir conosco às compras amanhã? Podemos encontrar um daqueles vestidos que vimos online. E eu ainda nem sequer comecei a procurar sapatos. Por favor? Se for sozinha com meu pai, ele vai querer que eu vá de tênis – “ O que ela estava fazendo? Eu precisava ficar menos tempo com Harper, precisava deixar meus mundos separados. "Amanda, você não pode simplesmente impor coisas assim às pessoas," eu interrompi. "Harper não quer gastar seu tempo livre se arrastando por Nova York tentando te encontrar um vestido. E Scarlett virá conosco." Passar o dia tentando não tocar em Harper era a última coisa que queria ter na minha agenda para o fim de semana. "Eu disse que não posso ir amanhã, não disse?" Perguntou Scarlett. "Tenho que pegar o


primeiro trem de volta, porque vou levar Pablo ao veterinário." "Sério?" Scarlett apenas deu de ombros. Por que ela não me disse que não iria? Na verdade, por que ela estava em Manhattan? "Desculpe", disse Scarlett. "Pensei que tivesse lhe dito. O veterinário me ligou esta manhã. Ele conseguiu comprar uma das injeções que precisava." Amanda encostou contra a parede do elevador, assim que as portas se abriram para o lobby. "Não há nenhuma razão em ir comprar o vestido amanhã se Scarlett não for e eu não puder pedir a Harper para ir. Nós vamos acabar brigando", disse ela. "Vai ficar tudo bem", disse Scarlett. Baguncei o cabelo de Amanda. "Vamos. Nós iremos descobrir alguma coisa, eu prometo. "Sai do elevador depois de Scarlett, estendendo a mão para Amanda, olhei para Harper que estava olhando para a minha filha, cujas sobrancelhas se juntaram. "Por favor, Harper? Venha conosco? Prometo que vou demorar menos de uma hora. Apenas duas lojas, no máximo." Harper suspirou e as portas do elevador começaram a fechar com Amanda ainda encostada no espelho. "Vamos lá, Amanda," disse enquanto segurava as portas abertas. "Tenho certeza que Harper está ocupada." Virei para Harper. "Sinto Muito." Ela balançou a cabeça. "Está bem . . . eu . . . quero que você consiga um vestido bonito e eu tenho algumas horas, amanhã de manhã." "Você tem?" Amanda juntou as mãos. "Você vai vir?" Minhas mãos começaram a transpirar. Essa era a última resposta que eu esperava. Trabalhar com ela esta semana tinha sido difícil o suficiente. Tinha sido assombrado por flashes de seu corpo curvado sobre a mesa da sala de conferências, onde eu empurrava sua saia para cima que revelava seu rabo apertado. "Amanda", falei. "Você não pode esperar que as pessoas simplesmente larguem tudo e façam o que você quer." "Por que não?" Respondeu ela. "Você faz." Peguei Harper tentando abafar uma risadinha. "Eu não me importo. Honestamente. Nós vamos nos divertir." Ela sorriu para Amanda. "Mas agora eu tenho que ir para a academia." Amanda saiu do elevador. "E você não vai mudar de ideia?" "Se ela quiser, então -" Harper me cortou. "Eu não vou mudar de ideia. Prometo. Tenha uma boa noite." Harper olhou para mim quando as portas do elevador se fecharam, e eu tive que lutar contra o impulso de abri-las, empurrá-la contra a parede, e pressionar os meus lábios contra os dela. Eu belisquei a ponte do meu nariz. O pensamento de passar o tempo com Harper no sábado e com Amanda tinha me dado uma dor de cabeça. O que eu diria a ela? Eu não queria que meus funcionários conhecessem o meu lado que não fosse aquele do escritório. E embora Harper e eu tivéssemos fodido, não era como se tivéssemos jantado e eu tivesse confessado todos os meus segredos. Apesar de ser linda, sexy, corajosa com um toque de doçura para adicionar ao seu azedume, ela era minha funcionária. Vegas tinha ficado para trás, e agora


estĂĄvamos em Manhattan em tempo integral.


Capítulo Nove Harper Caí no meu sofá, com o celular preso ao ouvido. Vestida e pronta para ir à compra do vestido de baile da oitava série com Amanda e meu chefe, eu só estava esperando a batida na porta. "Estou curada. Não tenho sonhado mais com o pênis dele. Qualquer atração que tinha por ele simplesmente desapareceu, porque na realidade nunca existiu.” "Só isso?" Grace perguntou, sua voz soando suspeita. "Estou falando sério. Não consigo considerar alguém que tem uma filha que não é importante o suficiente para me contar sobre ela, que não é homem suficiente para se casar com a mulher que ele fodeu, atraente. Eu vivi toda a minha vida com as consequências desse tipo de comportamento egoísta." Encontrar Max por acaso no elevador na noite passada foi um choque. Quando vi aquela mulher com ele, achei que fosse sua esposa e sua filha e eu quase vomitei de repulsa. Senti alívio quando soube que ela era sua irmã só que tinha durado apenas o tempo necessário para registar ... ele tinha uma filha. Ele era um pai e não tinha me dito. O que mais ele estava escondendo? Não era como se tivéssemos namorado; ele não me devia nenhuma explicação, mas por que ele era tão reservado sobre isso? Parecia desonesto. Ele nunca mencionou sua filha em entrevistas ou no escritório, não havia nenhuma fotografia em sua mesa. Era como se ele estivesse escondendo-a. Envergonhado. Isso fez eu me sentir mal do estômago. Será que isso era como meu pai se sentia sobre mim? Constrangido ou envergonhado por eu existir? Pobre Amanda. "Mas Max não é igual ao seu pai. Quero dizer, quando foi que Charles Jayne levou-a para compra roupas?" Deitei minha cabeça para trás na almofada e olhei para o teto. "Então, ele fica com sua filha no fim de semana, ocasionalmente – isso não significa que ele quer que sua filha conviva com ele. Parece que sua irmã, de qualquer maneira, é a única que está cuidando dela." Eu suspirei. "Mas isso é uma coisa boa. Não era como se eu gostasse de me sentir atraída por Max - eu odiava o fato de ter dormido com o meu chefe. Agora eu estou curada." Ser um idiota controlador era uma coisa. Virar as costas para sua família era outra completamente diferente. Ser um tirano no escritório parecia estar intimamente ligado ao sucesso de Max em Wall Street, talvez por isso eu tenha sido capaz de perdoá-lo em um nível profissional. Talvez eu até gostasse. Um pouco. Mas o fato dele esconder a existência de sua filha mudou completamente minha visão sobre dele. Olhei para o relógio. Amanda disse que ela iria passar aqui lá pelas dez horas. Ela era uma criança doce, e não poderia começar a imaginar o que seria tentar escolher um vestido com um homem que se ressentiu de minha existência. Ela merecia mais, por isso, apesar de querer passar o dia na cama me recuperando da minha semana de trabalho extenuante, tinha concordado em ir às compras. "Eu ainda não entendo o motivo que você simplesmente parou de querer saltar em seus


ossos, é porque você descobriu que ele é pai? A maioria das mulheres não teria se importado com isso", disse Grace. "Sim, bem, eu não sou a maioria das mulheres. E duvido que ele estará ganhando o troféu de pai do ano tão cedo." Max não estava prestes a ser o humano decente do ano tão cedo também. Ele parecia ter deixado Vegas sem olhar para trás. Ele não ficou afetado por mim no escritório. Nem mesmo naquela primeira manhã depois que apareci bêbada em sua porta. Ele configurou a sala de guerra e nós tivemos nosso primeiro encontro para falar sobre o JD Stanley. Não tinha havido nenhuma compaixão em sua voz, apenas tinha sido calculista e frio. Ele tinha visto uma oportunidade de ganhar dinheiro com as minhas ligações e nada mais. Bem, eu diria que isso funcionou a meu favor, também. Eu iria participar da apresentação Goldman para que ele não pudesse me jogar na frente de JD Stanley sem nenhuma experiência. Se pudesse ficar na frente do meu pai como uma adulta, uma mulher de negócios – mostrar-lhe o que me tornei sem qualquer ajuda dele - talvez ele simplesmente se esvaísse de minha mente e nunca mais pensaria nele novamente. Eu estaria livre do meu pai. "Portanto, você não vai mais dormir com o chefe?" Grace perguntou. "Definitivamente não vou mais dormir com o chefe. Não quero que meu pai descubra e com isso assuma que a única razão pela qual eu comecei o trabalho é porque pareço ser boa de bunda." Essa é a única coisa em que as mulheres são boas para ele. "Eu pensei que você tivesse falado que Max não estava te atraindo mais." "Não." "Então, se você ainda acha ele atraente, você ainda poderá dormir com ele?" 16 "Por que você está me dificultando as coisas, Anderson Cooper ? Eu tenho mais de uma razão para não dormir com ele." "Isso significa que você vai ligar para George?" Meu cérebro teve que abrir seu armário de arquivamento para eu lembrar do nome. Oh, a galeria de arte. "Talvez." "Ele disse que você pegou o seu número." Peguei. Eu havia gostado dele. Então, por que não tinha liga para ele? Eu ouvi um grande estrondo na minha porta. "Harper", Amanda chamou. Merda, era isso. Respirei fundo. "Tenho que ir," disse para Grace e desliguei. Olhei no espelho ao lado da porta, tirei um pouco de rímel do canto do meu olho, e alisei meu cabelo. Eu poderia lidar com um cara que era meu chefe e sua filha por algumas horas. Especialmente agora que Vegas havia acabado e qualquer atração que eu tive por ele tinha desaparecido. Isto seria fácil.

Estar em um táxi com meu chefe e sua filha depois que tinha concordado em parar de fazer sexo com ele foi além de estranho. Deixei minha simpatia por Amanda substituir a minha lógica quando concordei em ir às compras hoje. Eu tinha subestimado o quão estranho seria


passar o tempo com Max. Pensei que seria um caso simples de salvar uma menina de catorze anos de idade, de seu indiferente e intransigente pai. O problema era que eu tinha esquecido que o pai em questão era meu chefe que já tinha me visto nua. "Você concorda?" Perguntou Amanda, olhando para o pai dela. Nós tínhamos pegado um táxi para a parte alta da cidade e Amanda estava tagarelando sobre o tipo de vestido que queria comprar. Max parecia ter pouco interesse pelo que ela dizia enquanto olhava para fora da janela. "Eu acho que vai chover", disse ele. "Pai." Ela lhe deu um soco na perna e ele pegou a mão dela e envolveu-a na sua. "Você concorda sobre o vestido?" "Não vou comentar qualquer coisa até que eu o veja." "Bem, se não encontrar algo hoje, eu vou nua." Max riu. "Se você fosse alguns anos mais velha, poderia me preocupar. Agora, eu acho que sua angústia adolescente é a minha apólice de seguro contra isso acontecer." "Eu não entendo o que você acabou de dizer", disse ela. "Essa é uma vitória dupla para mim, amendoim." Quando ele passou o braço em torno do ombro de Amanda para puxá-la para perto, ele pegou a manga do meu casaco. "Desculpe", ele disse e eu sorri, e olhei para minhas mãos em meu colo. Claro que eu estava imaginando coisas, e não queria olhar para os dois. Eles pareciam confortáveis um com o outro, felizes por estarem na companhia um do outro. Senti uma pontada de ciúme. "Aqui estamos nós," Amanda anunciado quando o táxi parou. A umidade me atingiu quando saí do carro. "É definitivamente vai chover", Max murmurou, olhando para o céu. Ele segurou a porta aberta, gesticulando para eu entrar, antes dele, logo após Amanda que foi abrindo caminho para uma boutique. Esperava que resolvêssemos o problema já nesta loja, e estaria de volta para casa na hora do almoço. Quando começamos a olhar em volta, Max encontrou uma cadeira perto dos provadores e concentrou-se em seu telefone em vez de sua filha. Típico. Por que ele tinha vindo então? "E quanto a isso?", Perguntou Amanda, segurando um vestido roxo longo contra si mesma, quando ela se virou para mim. Eu sorri. "Você definitivamente deve experimentar." Nós escolhemos seis vestidos no total, e Amanda conseguiu pegar um sem alças, que eu tinha certeza que seu pai não aprovaria. "Nós podemos escolher sapatos e uma bolsa depois que decidirmos o vestido," eu disse quanto Amanda parou no caminho do provador, paralisada por várias bolsas de noite brilhantes expostas. Coloquei os vestidos que estava carregando no provador, em seguida, fechei a cortina para deixar Amanda experimentá-los. "Harper, você vai ficar aqui enquanto me troco para que possa vê-lo antes de meu pai? Eu quero surpreendê-lo com a escolha perfeita." "Claro", respondi e me apoiei na parede oposta do provador em que Amanda estava. "Qual você vai experimentar primeiro?" "O roxo. Uh-oh", disse ela. "Meu pai não vai gostar deste."


No momento em que ela abriu a cortina, eu sabia que ela estava certa. Max nunca deixaria ela usar este vestido. E eu não poderia culpá-lo. Alguém com vinte - cinco – anos – de idade, teria que fazer um esforço para não parecer vulgar nele. O decote era tão baixo que estava aparecendo o sutiã. "Não acho que ele combina com você", eu disse, não querendo magoá-la ou para que ela sentisse que a opinião de seu pai não era a única que contava. "As pessoas dizem que você deve usar o vestido, e não que o vestido deve usar você. Eu não tenho certeza do que isso significa, mas acho que estamos em um território perigoso. E aquele mais curto?" Em seguida, ela apareceu em um vestido amarelo bonito com alças finas, bordado com strass em todo o corpete e uma saia que ficava logo acima do joelho. "O que você acha?" Perguntei, sorrindo. "Eu acho que meu pai gostaria deste", ela respondeu, mas o olhar no rosto dela disse, que embora seu pai aprovasse, ela não estava apaixonada por ele. "Mas eu acho que eu quero olhar mais . . . falou." Balancei a cabeça. O vestido estava lindo nela, embora fosse muito parecido com uma versão maior de um modelo feito para alguém que tivesse oito anos de idade. E se Max iria gostar deste e como ela não gostou, então nós nem sequer iríamos mostrar para ele. "Experimente o azul royal. Eu acho que vai ficar ótimo contra o seu cabelo preto, e acessórios de prata cairiam muito bem com ele. É mais sofisticado." Ela virou-se e colocou o cabelo de lado e eu percebi que estava me pedindo para abrir o zíper. "Será que você o usaria?" Ela perguntou enquanto eu a ajudava a sair do vestido. Eu balancei a cabeça. "Sim. É lindo. Não que eu teria qualquer lugar para usar um vestido como esse." Fechei a cortina para que ela pudesse ter privacidade. "Em uma festa?" Perguntou ela. "Você ainda não está namorando?" Meu estômago virou quando me lembrei da nossa conversa na lavanderia. Se ela tivesse dito a Max qualquer coisa que eu lhe disse? Olhei para a saída dos provadores. Max podia ouvir a nossa interação? "Não, não no momento." "Você é super bonita. Quando eu for mais velha, quero amar o meu trabalho, mas eu quero alguém que me ame também." Eu não tinha descartado o amor. Ele simplesmente nunca me encontrou. Talvez Grace estivesse certa e eu estava procurando por perfeição. "Meu pai é como você. Sempre ocupado com o trabalho. Ele sempre diz que entre o trabalho e a mim, ele tem mais do que o suficiente para qualquer homem.” Não pude deixar de sorrir para isso. Ela queria claramente a aprovação de seu pai, e eu estava ficando com a impressão de que os dois realmente interagiam. Talvez eles fossem mais próximos do que eu pensava. "Vocês saem muito?" Perguntei, baixando a voz. "Eu e meu pai? Sim. O tempo todo" ela respondeu. Antes que tivesse a chance de fazer mais perguntas sobre ela e seu relacionamento com Max, Amanda abriu a cortina, sorrindo. "Eu realmente gosto deste", disse ela, saindo em uma saia longa de crepe plissada, que tinha uma fenda do lado. "É muito bonito." Eu me inclinei para a frente para arrumar a saia. "Eu amo isso. Está lindo." Os ombros eram de tecido prateado que descia e cruzava em volta do busto, em um estilo grego. Não havia decote, mas, mesmo assim era maravilhoso. "E ficou lindo contra o seu cabelo. Deixe-me pegar alguns sapatos. Fique aqui."


Assim que saí dos provadores, os meus olhos fitaram Max, e ele olhou para cima de seu telefone. "Está tudo bem?" Ele perguntou. Eu balancei a cabeça. "Vou pegar alguns sapatos." Quando passei, ele agarrou meu pulso. Eu congelei. Quase imediatamente, ele soltou minha mão. "Desculpa. Só queria agradecer. Isso significa muito para Amanda." Assenti, mas não olhei para ele. Meu cérebro estava falhando. Num minuto Max estava me agradecendo por fazer sua filha feliz, no próximo ele estava gritando para mim, se eu não trouxesse seu sanduiche do jeito que queria. E então havia aqueles beijos. E eu não conseguia trabalhar a dinâmica entre Max e Amanda. Ele parecia bastante envolvido na vida dela. Mais do que eu pensava. Mas se ele nunca casou com sua mãe, como isso funcionava? Nunca tinha interagido com meu pai. Peguei um par de sandálias de prata e corri de volta para Amanda. "Será que ele vai gostar? Podemos convencê-lo? "Ela perguntou, pegando as sandálias e calçando-as. "Meu número, certo?" "Você o conhece melhor do que eu, mas acho que você está linda." "Paaaaai", ela gritou. "Estou saindo. E eu realmente gosto deste. É perfeito, então você não pode ser mau." Seu sorriso era tão grande, e não pude deixar de sorrir. Eu realmente esperava que ele aprovasse. Amanda merecia usar este vestido. Era apropriado para sua idade e muito elegante. Ela saiu pelo corredor dos provadores e eu olhei para o rosto de Max. Suas sobrancelhas estavam a meio caminho da testa enquanto Amanda girava em torno de si para ele ver o vestido. "O que você acha?" Perguntou ela. Ele deu um pequeno aceno de cabeça levantou-se e respirou fundo. "Eu acho que você está parecendo muito adulta." Os ombros de Amanda caíram. "E completamente linda." Ele a puxou para um abraço. "Você encontrou seu vestido, amendoim." Ele baixou a voz e falou em seu ouvido enquanto eles continuavam abraçados. "Você está crescendo tão rápido; você tem que me perdoar por querer mantê-la como minha menininha por mais tempo do que deveria." Lágrimas brotaram nos meus olhos. Ele parecia tão verdadeiro. Tão completamente obcecado por a sua filha. "Eu serei sempre sua, pai", disse ela enquanto sorria. Ele a beijou na bochecha e soltou. Max pareceu recuperar a compostura. "Gire para mim novamente", disse ele, levantando a mão e puxando sua filha para um giro. A saia do vestido levantou quando ela virou mais e mais rápido. Max sorriu e Amanda riu. Meu coração se apertou. Era como se estivesse invadindo o que deveria ser um momento privado. Eu deveria ter minhas próprias memórias como essa, não ter que roubar de outras pessoas.


"Você sabe o que isso significa?" Amanda perguntou quando saiu para a calçada, o calor engolindo-nos imediatamente. Ela carregava dois sacos brancos da boutique, um com o vestido e a sandália e outro que eu tinha visto na caixa registradora. "Que vamos deixar Harper continuar com seu fim de semana?" Max falou. Meu estômago revirou. Será que a trégua havia terminado? Eu só estava tentando ajudar. Max não precisa ser tão ingrato. Abri a boca para me desculpar, mas Amanda pegou a mão do pai e tentou puxá-lo ao longo da rua. "Não bobo. Isso significa que temos algo para celebrar." Max revirou os olhos. "Como se você precisasse de alguma desculpa." "Vou deixar vocês ficarem à vontade. Seu vestido é lindo, Amanda." Os olhos de Amanda se estreitaram. "Não. Você tem que vir", disse ela. "Você tem que comemorar com a gente." Ela acenou para que eu os seguisse. "Vá comemorar com seu pai", respondi, olhando em outra direção. No shopping eu não tinha realmente interagido com Max. A maior parte do meu tempo foi gasto com Amanda. Andamos de táxi, mas as coisas não tinham sido muito desconfortáveis. E vendo Max com Amanda me mostrou que eles tinham um relacionamento melhor do que tinha tido com o meu pai. Se eu saísse agora, não ficaria mais magoada. Eu sobreviveria sem chamar meu patrão de idiota e sem ficar nua com ele. Talvez houvesse um meio termo. E espero que as constantes comparações que tinha feito entre o relacionamento de Max com Amanda e o meu com o meu pai parassem. "Quero que você venha", disse Amanda. Eu sorri, mas antes que pudesse pensar em uma desculpa, Max interveio. "Amanda, Harper tem coisas a fazer. Ela já dedicou muito tempo de seu dia livre para nós." Percebi que ele claramente queria se livrar de mim. Poucos dias depois de concordar em manter as coisas no âmbito estritamente profissional entre nós, eu estava de pé em uma calçada com ele e sua filha. E mesmo querendo ir embora, doeu um pouco o fato dele não querer que eu comemorasse com eles. O rosto de Amanda entristeceu. "Não quero comemorar sem ela. Se não tivesse sido por Harper, eu não teria encontrado meu vestido. Tem certeza de que não pode vir? Nós estamos indo para o meu lugar favorito." Olhei para Max, cujo olhar viajou entre mim e sua filha. Os cantos de sua boca se contraíram, como se ele estivesse tentando suprimir um sorriso. "Tenho certeza que seu pai quer se desligar do trabalho e passar o tempo com você." "Paaaaai", disse Amanda. "Você quer que Harper venha, não é?" Max bagunçou o cabelo de sua filha e ela saiu rapidamente fora de seu alcance. Ele se virou para mim e me deu o maior sorriso calcinha molhada que eu já vi, seus olhos verdes brilhando contra o sol Nova York, emoldurado por seus longos cílios. "Harper, nós adoraríamos que você viesse conosco se não for te atrapalhar em algo. Mas não se sinta obrigada a ceder a lamentação de minha filha. Ela está muito habituada a fazer as coisas do seu jeito." Antes do meu lado sensato responder - a parte que estava gostando deste passeio e de voltar para a parte central da cidade - concordei. "Acho que eu deveria ter perguntado antes de disser sim, mas onde vamos comemorar? Perguntei enquanto caminhávamos para o leste. "Serendipity", Amanda respondeu. "É o nosso lugar. Para comemorar a volta à escola, no


final do verão, pegamos o trem e vamos para lá." "Com sua mãe?" Perguntei. “Minha mãe e Jason vinham de Connecticut, mas algumas vezes, íamos todos. Você se lembra daquele ano que tia Scarlett veio também?" Perguntou ao pai. "Ela queria pedir um pouco de tudo, porque não conseguia decidir." "Ela pediu um pouco de cada", disse Max. "O que é bastante típico de minha irmã." "Minha mãe e Jason mudaram-se para a Europa por isso, agora, somos apenas eu e meu pai." Ela se virou para o pai dela. "Você adora que eu venha para cá o tempo todo, não é?" Max riu e olhou para mim. "Ela está me deixando louco." Eles viviam juntos? "Eu não sabia que você morava em Connecticut", disse. Fiquei fascinada com a forma como o Rei de Wall Street tinha uma vida secreta longe de Manhattan. Eu me senti como uma jornalista de investigação, montando um quebra-cabeça com pequenos pedaços de informações. "Sim, perto da casa da mamãe e de Jason. Da vovó e o vovô King e vovô Bob e vovó Mary. E Scarlett." "Jesus. Isso faz-nos parecer que estamos vivendo em algum tipo de comunidade." Max colocou os braços em volta do ombro de sua filha. "Todos nós vivemos perto. A mãe de Amanda, Pandora, e eu estudávamos juntos na escola, e fazia sentido depois da faculdade morarmos perto uns dos outros. Dessa forma," ele disse, virando-se para Amanda, "quando você ficava doente, sua mãe poderia descansar um pouco e deixá-la comigo." Amanda sorriu e revirou os olhos, atitude clara de que ela estava acostumada a ouvir isso. "Então, o apartamento é apenas um lugar para dormir?" Perguntei. Ele assentiu. "Sim. Eu costumava ficar em Manhattan durante toda a semana e voltava para Connecticit nos fins de semana, mas agora fico aqui duas noites por semana." Amanda parou abruptamente na calçada. "Meu Deus. Você vai ter que vir conosco Harper. Você vai me ajudar a ficar pronta?" Eu não sabia o que dizer. Concentrei-me tentando não parecer muito chocada. Eu realmente gostei muito de Amanda, e Max me surpreendeu. Eu queria invadir o seu mundo um pouco mais, mas sabia que isso era totalmente inadequado. Max levantou a cabeça, indicando que ela precisava continuar caminhando. "Amanda. É o bastante. Você não pode simplesmente presumir que as pessoas querem ser monopolizadas por você." Nós retomamos a caminhada em direção ao norte para a Sixtieth. "Por que não? A vovó diz que eu puxei ao charme dela e que Deus saltou uma geração pulando você." Eu ri e Max revirou os olhos. Felizmente, a atenção de Amanda foi desviada para longe de mim. "Oh, esqueci de dizer que decidi que quero entrar nesse concurso de piano no próximo semestre", disse ela. "Eu pensei que nós tivéssemos verificado isso há alguns meses e você tem ginástica na noite de prática esportiva, ou o horário mudará no próximo semestre?" Perguntou Max. Ele parecia ter um conhecimento completo da programação de sua filha, que se alguém tivesse me dito ontem, teria pensado que era impossível. Mas à medida que o dia passava, ficou claro que ele estava mais envolvido na vida de sua filha do que eu poderia imaginar.


"Bem, ginástica é às seis e depois piano é às oito. Então, acho que posso fazer as duas coisas se Marion puder me levar." Esta era uma versão muito diferente de Max King-quente, aberto e relaxado. Tão distante do homem impaciente, cruel que tinha fundado a King & Associates, para o homem exigente, sexy que controlou meu corpo, como se pertencesse a ele. Este Max King era um pai e um homem de família. Trovão retumbou acima de nós. "Eu disse que ia chover", disse Max. "Vamos." Ele estendeu a mão para mim e, em seguida, recordando o que significávamos um para o outro, retrocedeu e acenou para a Third Avenue como se estivéssemos quase lá, em vez de duas quadras de distância. Não íamos conseguir. Pingos de chuva começaram a colorir o chão. "Vamos, Harper," Amanda chamou quando ela e Max começaram a correr. Amanda apontou para um flash de luz acima de nós e começou a contar: "Uma banana, duas bananas, três bananas, quatro bananas." O trovão interrompeu sua contagem e Amanda gritou. "Rápido, estamos chegando." Corri atrás deles ziguezagueando entre turistas e passando por baixo de guarda-sóis. Quando chegamos na Serendipity, trovejou novamente e a chuva começou a cair mais pesadamente. "Vamos entrar", eu disse, e nós nos amontoamos em um local já lotado e esperamos para entrarmos. "Eu pareço como um rato molhado, pai?" Perguntou Amanda, radiante para o pai. Ela era uma menina bonita que tinha herdado os grandes olhos verdes, pele morena e cabelo quase preto de seu pai. Max riu. "Um pouco." Limpei embaixo de meus olhos, tentando remover o vazamento inevitável do rímel. 17 "Tenho certeza de que meus olhos estão parecidos com o de Alice Cooper ," eu disse. "Você está muito bonita, como em um filme ou algo assim", disse Amanda. "Ela não está, papai?" Balancei a cabeça e uma mecha molhada do meu cabelo grudou em minha bochecha. Para minha surpresa, Max estendeu a mão e colocou-a de volta atrás de minha orelha. Calor correu através de mim e eu queria pegar sua mão, e entrelaçar seus dedos aos meus. Mas em vez disso, concentrei-me na garçonete atrás de Max, preocupada em perder o controle se eu olhasse para ele, talvez fosse puxá-lo para um beijo como fiz naquela primeira noite em que estivemos juntos. Ele rapidamente virou-se para Amanda e tomou seu rosto entre as mãos. "Não tão bonita como meu rato afogado", ele respondeu. "Gah. É por isso que nunca vou ter uma irmãzinha." Ela se afastou dele. "Você precisa aprender a elogiar as senhoras, ou você nunca vai se casar." Casar? Eu mantive meus olhos firmemente na sorveteria, esperando que minha maquiagem escondesse o vermelho no meu rosto. Pela primeira vez desde que deixei a loja onde compramos o vestido, eu me senti como se não devesse estar aqui. Lembrei da minha conversa com Amanda na lavanderia. Ela queria que seu pai encontrasse alguém. Amanda estava tentando nos aproximar? Ela achava que Max e eu estávamos . . . Nós não estávamos envolvidos, nós nunca nos envolveríamos assim.


Capítulo Dez Max O dia com Harper e Amanda tinha sido . . . mais fácil do que eu esperava. Depois de finalmente entrar no trem de volta para Connecticut, Amanda não poderia parar de falar sobre seu vestido, Harper e quanto ela gostava dela. E eu não tinha como detê-la. "Poderíamos convidar Harper para jantar", Amanda disse enquanto colocava as facas e garfos em cima do balcão na cozinha. "Talvez . . . em algum momento." Será que ela vai gostar daqui? Será que ela queria vir aqui? Eu não tinha certeza. "Bem, o baile será logo e Harper virá, com certeza." Não tinha certeza se Harper iria aceitar o convite. Mas Amanda estava feliz e isso era tudo que eu poderia desejar. O fato de Harper ter escolhido um vestido perfeito não doeu. Perguntei-me se ela iria secretamente tentar algo inapropriado, só para mexer comigo, para que ela pudesse falar que era um idiota. Eu não a teria culpado, mas ela não fez isso. Ao contrário, foi brilhante e maravilhosa para Amanda. E encontrei-me querendo estender o nosso tempo juntos, mantendo-a um pouco mais perto de mim. "Quem é Harper," minha irmã, Violet, perguntou. Senti o cheiro de um interrogatório se aproximando, e meu instinto foi o de pausar esta situação e fugir. "Eu te disse, a menina que trabalha com o pai, e que me ajudou a escolher o vestido." "Eu pensei que uma amiga sua tinha ido às compras com você", disse Violet para Amanda, tentando olhar no meu olho, mas deliberadamente me ocupei com a salada. "Ela é uma amiga minha," Amanda respondeu. "Ela vive no mesmo prédio que o pai na cidade." "E ela trabalha com o seu pai?" Perguntou Violet quando chegou ao balcão e pegou um pedaço de pepino e colocou-o na boca. Olhei para Amanda, que estava balançando a cabeça. "Isso parece uma estranha coincidência." Ela baixou a voz. "Você vê uma menina bonita no corredor do seu prédio e oferece-lhe um emprego para afiar seu lápis?" "Não seja ridícula", eu respondi e entreguei-lhe a salada para colocar em cima do balcão. Um estrondo na porta fez Amanda gritar. "Scarlett!" Minhas irmãs estavam determinadas a invadir esta noite. Violet morava no Brooklyn, por isso, não a via tão frequentemente como Scarlett, mas ela ainda fazia um esforço para vir uma vez por mês. Eu gostava das minhas irmãs, mas quanto menos elas ficassem juntas em uma sala, seria melhor. Peguei uma garrafa de Pinot Noir do balcão e abri. "Ei, idiota," Scarlett disse quando entrou na sala. "É bom ver você também." Entregou-lhe um copo de vinho e beijei-a na bochecha. "Estou falando sério. Por que você não me ligou de volta? " Perguntou Scarlett. "Quando?" Perguntei. Eu não lembro de ter recebido uma mensagem sua. "Deixei uma mensagem de voz dizendo-lhe sobre minha amiga April", Scarlett disse


enquanto deixava sua bolsa sobre o balcão e pegava um banquinho. "Ela me pediu para dar um jeito em vocês dois, embora Deus sabe por quê." "Eu não recebi a mensagem." Ou talvez só ouvia até a metade e excluí-la antes que pudesse ouvir sobre April. "Desculpe." "Então?" Perguntou ela. "E daí?" Perguntei, querendo que ela mudasse de assunto. Voltei-me para o forno, tirando a lasanha que a governanta tinha deixado assando. Eu nunca quis namorar as amigas das minhas irmãs. Fiquei surpreso pois elas ainda estavam tentando. Minha vida estava muito cheia de coisas para fazer. "Então, você vai convidá-la para sair?" Ela perguntou como se eu fosse estúpido. Para ser justo, estava sendo deliberadamente obstrutivo. Só não preciso que minhas irmãs interferiram na minha vida amorosa. Estava feliz com as coisas do jeito como estavam. "Parece que April pode ter concorrência", disse Violet. Scarlett lançou lhe um olhar e Violet encolheu os ombros. "Nós temos falado muito sobre Harper esta noite. Ela definitivamente obteve o selo de aprovação de Amanda." Nunca tinha que me preocupar com o fato de Amanda gostar de alguma das mulheres que eu tinha saído. Ela nunca conheceu nenhuma delas e esse é o jeito que eu gostava. Foi simples coincidência Amanda ter conhecido Harper. Scarlett continuou a conversar sobre April, o que eu poderia facilmente ignorar. Harper era um pouco mais difícil de esquecer. "April vem de uma família encantadora. Ela é loira, e eu sei que você gosta." Eu gosto de loiras? Não tinha certeza se a cor do cabelo era um fator decisivo para mim. O cabelo de Harper era castanho, mas parecia quase preto na chuva. Imagens dela na fila para entrar na Serendipity brilharam na minha cabeça. Ela estava linda. Suas bochechas rosadas por ter corrido, seus olhos azuis brilhantes. Em um determinado momento ela lambeu os pingos de chuva de seu lábio superior. Foi apenas a presença de Amanda que fez com que eu parasse de empurrar seu cabelo molhado do rosto, saboreando sua pele macia sob meus dedos e pressionando meus lábios nos dela. Se fôssemos apenas nós dois, teria a arrastado de volta para o apartamento e teríamos passado a tarde nus e eu ficaria lambendo-a ao invés do sorvete. "Do que você está sorrindo?" Violet perguntou-me. "Eu não estou sorrindo." Eu precisava parar de pensar em Harper. Um pouco do gosto de Harper era para ter me curado. Esta tinha sido a minha justificativa para transar com ela pela primeira vez, pela segunda vez, e pela terceira vez. Mas vê-la hoje, relaxada, quente e tão focada em garantir que Amanda ficasse feliz, tinha feito crescer este zumbido no meu intestino que aumentava quando ela estava por perto ou quando eu pensava nela. Elas riram e conversaram como velhas amigas e eu ouvi toda a conversa delas no provador, enquanto fingia estar focado nos meus e-mails, isso me fez sorrir, me fez sentir bem. "Posso mostrar-lhes o meu vestido?" Perguntou Amanda. "Depois do jantar, você pode experimentá-lo." "Papai me comprou a mais bela sandália para combinar com ele. Eu não tenho certeza se ele teria feito isso, mas Harper disse que ela iria comprá-la se ele não comprasse." "Eu iria comprar a sandália. Dê-me algum crédito. Sei que você não pode usar tênis com o


vestido." O rosto de Harper tinha se iluminado quando ela viu a sandália. Eu queria comprar um par de seu número também. Talvez tente encontrar-lhe algo similar. Afinal, eu tinha arruinado sua blusa. "Então, quero ouvir mais sobre Harper", disse Scarlett. "Qual a idade dela? Ela é bonita? "Amanda pegou um pouco de salada e parou, pensando sobre a questão. "Vamos lá, Amanda," disse, tentando distraí-las desta questão. "Cuidado para não derrubar a salada." "A minha idade?" Perguntou Violet. Ela assentiu com a cabeça e deixou cair um pouco de salada no balcão. "Acho que sim. Idade de adulta. E ela é muito bonita." Elas estavam certas sobre isso. Ela era muito atraente. "Eu diria que cerca de vinte e cinco anos", disse Scarlett. "Linda, também, e acontece que ela trabalha com Max." Eu evitei os olhares de Scarlett. Mas ela estava certa, Harper era linda. E inteligente. E ótima na cama. "Ela é uma das minhas empregadas e acontece que mora no meu edifício. Amanda pediulhe para ela acompanha-la às compras. Tenho certeza de que era a última coisa que ela queria fazer. " "Ela gostou." Amanda disse com confiança total. Porque alguém gostaria de ir às compras com seu chefe e sua filha? Harper foi excepcionalmente boa. Foi bom vê-las juntas. "Será que ela vai ter um encontro com o seu pai, ou ela é bonita demais para ele?" Amanda sorriu. "Oh meu Deus, isso seria tão incrível. E eu sei que ela não tem um namorado." Fingi que não estava ouvindo e peguei a colher de salada da mão de Amanda e terminei de distribuí-la para todos. Normalmente teria posto um fim à conversa. Eu havia me tornado bom em desviar o assunto quando o mesmo girava em torno de minha vida amorosa, mas este era um pouco diferente. Descobri que gostava da conversa sobre a reação de Harper – e gostava da reação de Amanda com relação a ela. E eu não me importava que nos considerassem como um casal. Não que isso aconteceria – tínhamos acordado que não. Só não me importava que essa possibilidade passasse pela mente da minha família.

Era segunda-feira e cheguei tarde ao escritório. Tinha ido comprar uma sandália para Harper. Demorei muito para fazer a compra, sem saber o que estava fazendo e por quê. Agora estava atrasado e ranzinza e ainda não tinha decidido se daria ou não a sandália para Harper. O próximo compromisso na minha agenda era convidar Charles Jayne para um almoço conforme Harper tinha sugerido. "Max, Margaret Hooper, assistente de Charles Jayne, está na linha," Donna falou no vivavoz. "Obrigado." Limpei minha garganta e relaxei meus ombros. As assistentes tinham muito mais poder do que as pessoas percebiam, e eu tinha certeza que Margaret dominava consideravelmente Charles Jayne. Peguei o telefone. "Senhora. Hooper, Max King da King & Associates." Poderia dizer por


sua resposta, que foi suave e útil, que ela estava satisfeita por eu estar ao telefone e não apenas pedir para que Donna telefonasse em meu nome. Harper fez uma boa sugestão. Portanto, agora que Margaret estava do nosso lado, precisava convencê-la a deixar-me levar Charles para o almoço. "Como você sabe, o Sr. Jayne me pediu para encontrá-lo no dia vinte e quatro. Eu não quero desperdiçar seu tempo." "Você está certo, ele não tem muito tempo disponível, então como posso ajudar?" Perguntou ela. "Quero fazer a apresentação na reunião tão focada e útil quanto possível. Agora é claro que isso irá beneficiar-nos porque irei fornecer ao Sr. Jayne o que ele mais necessita." "Na verdade, Sr. King", respondeu ela, o cepticismo crescente em sua voz. "Por favor, me chame de Max." Eu podia ouvir o seu sorriso por toda Wall Street. "Ok, Max, o que é que você quer?" "Quero criar uma situação ganha-ganha. Se eu puder entender o que o Sr. Jayne está procurando, então a nossa apresentação não será um desperdício de tempo para ninguém. Ele ficará feliz. Eu ficarei feliz. Se eu conseguir almoçar com o Sr. Jayne - " "O problema é que ele não tem qualquer disponibilidade para o almoço entre hoje e o dia vinte e quatro. Sua agenda está cheia, infelizmente." A transição de tom dela foi de amigável e acessível para fechado e conciso. Eu não tinha certeza se ela estava sendo honesta, ou se estava tentando despachar-me. "Ficaria muito feliz de ir aos escritórios JD Stanley e levar o almoço para o Sr. Jayne, se isso fosse ajudar?" Sugeri. "Alternativamente, posso reservar uma mesa no La Grenouille se isso lhe convier." "Eu sinto Muito. Se fosse por mim, adoraria encontrar espaço na agenda. Mas infelizmente isso não é possível. "Isso soou como uma dispensa. Caso contrário, ela teria dito que iria conversar com Charles Jayne. "Isso é uma pena." Fiz uma pausa de um segundo, considerando minhas opções. Valeria a pena tentar pressionar um pouco mais ou seria arriscado? Talvez eu deva mencionar o nome de Harper. Ainda não estava claro para mim o que havia acontecido entre Harper e seu pai. Não poderia ser apenas sobre o fato de que ele não ofereceu um emprego quando ela se formou. Ela havia dado indícios de que as coisas correram mal entre eles antes disso. Harper sabia que o motivo que estava dando-lhe uma chance na equipe de apresentação era por ser filha de Charles Jayne, certo? Assim, compreendia, em certa medida que estava sendo utilizada. Não existia nenhuma maneira que eu, normalmente, pudesse admitir um pesquisador júnior me ajudasse a presidir uma reunião como essa. Mas, ao mesmo tempo, eu tinha discutido isso com ela, que procuraria sua aprovação antes de tomar qualquer decisão. Tinha que decidir o meu próximo movimento rapidamente ou Margaret iria desligar. Foda-se, esta era uma guerra. "Eu achava que ele gostaria de ver sua filha em um ambiente profissional," disse. O silêncio na outra extremidade da linha me impulsionou a continuar. "Iria convidar Harper Jayne para almoçar conosco. Mas eu entendo que o Sr. Jayne é muito ocupado."


"Por favor, espere na linha, Sr. King," ela respondeu e sua voz foi rapidamente substituída por Vivaldi. E se eu tivesse sido apenas o idiota que Harper me acusou de ser? Estar usando-a para conseguir um almoço com Charles Jayne era pior do que aproveitar o fato de que a oferta de uma reunião com ele estava provavelmente ligada ao trabalho de Harper aqui? O problema era que nenhum de nós tínhamos certeza se eu recebi o telefonema de Charles Jayne por causa de Harper, ou não. Independentemente disso, eu não tinha sido o único a jogar aquela cartada, pois ainda não sabia nada sobre o relacionamento deles. Tudo o que eu tinha feito era tirar proveito de uma oportunidade de negócio. Porra. O almoço era uma interação necessária que ia além do profissional. Eu não tinha ideia se Harper concordaria em almoçar conosco, afinal ela sugeriu isso na reunião, ou se me acertaria o joelho nas bolas por mencionar que ela seria convidada. Eu deveria ter pensado com mais cuidado antes de fazer este telefonema, talvez devesse estar com Harper no quarto quando for lhe contar sobre a ligação feita a Margaret. Não, essa atitude não se parece comigo. Eu não poderia dizer se Harper teve o poder de me tirar a concentração ou se era o pensamento de conseguir tornar JD Stanley um cliente. Talvez Margaret ainda iria insistir em dizer que a agenda de Charles Jayne estava cheia. Contornei meu colarinho com o dedo. Eu não devia ter agido de forma tão precipitada. "Sr. King, consegui um horário para você na quarta-feira. O Sr. Jayne vai ver você e Harper ao meio dia e meia no La Grenouille." Merda. Essa foi a resposta que eu queria ouvir, mas que me fez sentir desconfortável. Esperava ter feito a coisa certa. Depois de agradecer a Margaret, desliguei o telefone. Talvez eu não tenha que dizer isso a Harper. Talvez pudesse ir sozinho para o almoço e dizer que Harper tinha ficado presa no escritório ou que estava doente. Mas, Charles Jayne não havia fundado um banco de investimento líder sem a capacidade de cheirar besteira a uma milha de distância. Não. Tenho que confessar a Harper o que eu fiz, e se ela não quiser ir para o almoço, teria que cancelar. Jesus, por que isso é complicado pra caralho? Eu tinha feito o que precisava, a fim de ganhar. Se Harper e eu não tivéssemos transado, estaria pensando assim? "Você conseguiu?" Donna perguntou quando irrompeu pela porta. Assenti e recostou-me na cadeira. "Quarta-feira," eu disse. "Bem, então por que você não está feliz com isso? As coisas estão fluindo como você tinha planejado." Esfreguei o rosto com as mãos. "Sim talvez." "Qual é o problema? Esta é uma grande notícia." Ela fechou a porta. Donna estava certa; isso era o que eu estava esperando. Era o que tinha que ser feito para eu conseguir o meu objetivo final daqui a três semanas, mas que agora estava manchado com o conhecimento que iria chegar lá usando Harper. As pessoas diziam que eu era implacável nos negócios e isso pode ser verdade, mas nunca tinha sido dissimulado e sempre tentei fazer a coisa certa. Eu queria ser alguém que minha filha pudesse admirar, respeitar e imitar em alguns aspectos. Eu queria que ela fosse ambiciosa e que tivesse retidão. Mas o meu maior desejo era que ela crescesse sabendo que o mais


importante, é que se tornaria alguém se tivesse integridade e trabalhasse duro para percorrer o caminho almejado. Eu não queria criar uma filha que venderia sua alma para uma pequena cota corporativa. E eu tinha trabalhado duro para não ser esse cara. E se eu tivesse acabado de jogar tudo isso fora? Sempre achei que os limites éticos eram desenhados distintamente em Wall Street, mas hoje essa linha havia se tornado confusa e eu não tinha certeza de que lado eu estava.

Em vez de chamar o elevador quando cheguei em casa depois do trabalho, subi pela escada. Eu estava prestes a tomar uma atitude egoísta, dando estes sapatos de Harper? Bem possível. Meus sapatos ecoavam contra os degraus de metal, como se estivessem tentando chamar a atenção para minha subida, que era a última coisa que eu queria. O saco branco Jimmy Choo bateu do meu lado. Passei cerca de uma hora na loja antes de comprar a sandália que tinha feito me atrasar para o trabalho. Eu nunca tinha comprado nada para uma mulher fora do meu círculo familiar, nunca. Mas desde que eu tinha visto o olhar de pura alegria iluminando o rosto de Harper, quando ela escolheu sapatos de Amanda, queria ver aquela expressão novamente. Ela ficou animada, radiante e cheia de entusiasmo. E como sendo a filha de um dos homens mais ricos Nova York, foi bom vê-la assim. Ela deveria ter sido criada no luxo, mas de alguma forma ela conseguiu fazer com que Amanda se sentisse especial. Eu queria que ela se sentisse da mesma forma novamente. O assistente na loja foi muito paciente comigo. Mas tinha visto o par que eu queria, logo que entrei. Eles eram uma versão adulta do que tinha comprado para Amanda. O calcanhar era mais alto, mais fino e as tiras mais entrelaçadas, mas estas tinham um acabamento brilhante que ela e Amanda tinham ficado extasiadas no sábado. Eu tinha rasgado os botões de sua blusa, então devia algo a ela, não é? Memórias de seus seios cheios quando eu tinha rasgado sua blusa surgiram em minha mente, e tentei afastá-las. Mas tinha mais do que uma razão para comprar as sandálias. Ela tinha encontrado um vestido para a minha filha, que reduziu as chances de eu ir para a cadeia pelo assassinato de cada menino de catorze anos de idade, que olhasse para ela. Eu tinha que agradecê-la, e a sandália era um presente adequado. Quando cheguei em seu andar, fiz uma pausa antes de abrir a porta corta-fogo. Eu poderia simplesmente deixar a sandália em sua porta. Não me importava se ela soubesse que era eu que estava lhe presenteando, queria que tivesse a sandália para poder ver aquele olhar de prazer em seu rosto. Pelo menos eu esperava que seria de prazer. Comprar sandália para uma empregada não é função de um chefe – isso tinha um toque de Vegas e eu não tinha certeza de como ela reagiria. Eu precisava parar de ser tão maricas. Bati três vezes em sua porta e estendi as mãos, tentando conter a agitação dos meus dedos que sabia que iria começar quando ela aparecesse. Era como se eu fosse préprogramado para chegar perto dela sempre que a visse.


Ela apareceu segundos depois, vestida com uma camiseta e calças jeans, seu cabelo estava em um rabo de cavalo alto, estilo que nunca tinha usado para trabalhar. Ela estava de tirar o fôlego. "Oi," ela disse, sua boca ligeiramente aberta. "Oi." Eu estendi o saco. As sobrancelhas dela se juntaram. "O que é isso?" Perguntou ela, embora não tivesse pego a embalagem ainda. "Um obrigado. Por sábado e . . . Você sabe, por nos proporcionar seu tempo a semana passada." Suas sobrancelhas levantaram-se e um sorriso incrível surgiu em seus lábios. "Sério?" Perguntou ela. "Foi bom. Você não precisa me comprar um presente." E então ela franziu a testa. Não esperava essa reação. Queria fazê-la sorrir, talvez ela pudesse passar as mãos pelo meu cabelo e me beijar. "Ok." Eu deveria contar a ela sobre o almoço, tirá-lo do caminho. "E eu tenho algo para lhe dizer." Ela abriu a porta e eu a segui em seu apartamento, deixando o Jimmy Choos debaixo de seu braço. Ela nem ia olhar para eles? A porta se fechou atrás de nós e imediatamente eu sabia que cometi um erro. De repente estava de volta em Las Vegas. Eu não conseguia parar de olhar para a bunda dela, perguntando-me se estava usando sutiã sob sua blusa. A agitação nos meus dedos ficou mais fortes, e tive que respirar profundamente para acalmar a aceleração do meu coração. "Você quer beber alguma coisa?" Perguntou ela. "Claro, obrigado." Segurar um copo ocuparia minhas mãos, iria impedi-las de vaguear para a sua camiseta e acariciar usa pele lisa por baixo dela. Ela colocou dois copos no pequeno balcão enquanto eu observava. Ela parecia despreocupada com a minha presença, como se eu fosse algo diferente do que descontroladamente atraído por ela. Ela me entregou um copo de limonada e encostou-se ao gabinete. "Então", disse ela. Seus dedos pequenos e delicados envolveram-se em torno de seu copo e eu não podia deixar de imaginar como eles ficariam molhados com sua bebida, e arrastando pelo meu peito. "Max", ela disse e eu balancei minha cabeça para olhá-la. "O que você tem a me dizer?" Merda. Mudei o meu peso de um pé para outro, tentando recuperar o controle. "Segui o seu conselho e liguei para a assistente de seu pai." "Eu prefiro que você não o chame de meu pai." Balancei a cabeça. Queria saber por que ela tão claramente não gostava do homem. Não falava com ele, mas manteve um dossiê sobre seus investimentos e negócios. Não quero ter nada a ver com ele, exceto para mostrar-lhe o quão digna de sua atenção sou. "Devemos falar sobre isso? Eu realmente não entendo a sua história. E gostaria disso." "Falar sobre os pais é algo que você faz normalmente com os funcionários?" Perguntou ela, com uma carranca acentuada em sua testa. Ela desencostou do balcão e veio em minha direção, claramente querendo que eu saísse do caminho para que ela pudesse sair da cozinha. Nossos corpos estavam perto, o calor de sua respiração soprando contra a minha camisa. Não me movi. Gostava de tê-la perto. Eu queria mais.


Corri meus dedos por seu pescoço exposto e os lábios entreabertos, mas quando seus olhos encontraram os meus, ela passou por mim. Virei-me para encontrá-la perto da porta. "Você deve ir", disse ela, com os olhos no chão. "Eu deveria", concordei. Mas não queria. Queria ficar e tirar-lhe a camiseta, dobrá-la sobre o sofá, e deslizar para dentro dela. Dei um passo em direção a ela e descansei minha mão em seu quadril. "O que você tem a me dizer?" Ah, sim, o almoço. A presença dela, como uma espécie de nevoeiro, confundiu meu cérebro e meu julgamento. Ela colocou a mão no meu braço e deslizou até meu ombro. Eu tive que respirar profundamente. "Max?" Seu tom cortante me chamou a atenção. "Eu liguei para sua assistente. Ela encontrou um lugar na sua agenda." Tomando um meio passo mais perto, deslizei minha mão de seu quadril para suas costas. Ela ergueu as sobrancelhas e inclinou a cabeça para olhar para mim. "Isso é bom, certo?" Balancei a cabeça. "Só que ele parecia estar ocupado até que eu disse a ela que você estaria se juntando a nós." Tirando a mão do meu ombro, ela deu dois passos para o lado. "E então você está aqui. Com presentes. E mãos bobas." Dei um passo para trás, removendo a minha mão de seu corpo quente. "O que? Não." Era isso que isto parecia ser? Como se eu estivesse tentando suborná-la? Seduzi-la a concordar com o almoço? "Jesus, sei que você pensa que sou um idiota. Mas não." Ela encolheu os ombros. Ela não acredita em mim? Porra. Era por isso que as linhas eram melhores quando estavam claramente desenhadas - quando o negócio era negócio e a foda era foda. Eu não devia ter vindo aqui. "Não venha para o almoço." Estendi a mão para a porta. "A sandálias não tinham nada a ver com o trabalho. Comprei-as antes de ligar para o seu pai." E o meu desejo por ela não tinha nada a ver com Charles Jayne. Ela conseguiu isso de mim por conta própria. Jesus, eu nunca deveria ter comprado as sandálias. Nunca devia ter vindo aqui. Saí de seu apartamento "Max", ela disse e eu não respondi, fechando a porta atrás de mim.


Capítulo Onze Harper Estava junto à mesa de Donna, ombros para trás, pronta para a guerra. Era 11:50. Precisávamos sair agora, caso contrário não chegaríamos em Midtown a tempo para o almoço com meu pai, mas Max não estava em seu escritório. Não tinha falado com Max desde que ele deixou o meu apartamento. Eu estava esperando que Donna me enviasse um pedido de reunião ou mesmo uma convocação para ir ao escritório de Max para que me dissesse que iria almoçar como meu pai e ele para o bem da equipe. A coisa era que estava contente por fazer isso. Certo, contente não, mas estava preparada para almoçar com meu pai. Eu queria ser vista na equipe vencedora. O almoço poderia ajudar não apenas o meu objetivo se isso significasse que estávamos propensos a sermos bem sucedidos na nossa apresentação. Eu usava um vestido azul marinho, logo acima do joelho com um decote redondo, e por cima uma jaqueta de gola que eu tinha ajustado para ficar na altura da cintura. Foi a jaqueta da sorte na entrevista que fiz aqui – e o mais próximo de um Prada que eu podia pagar. "Donna, eu preciso ir," Max disse passando por mim e entrando em seu escritório. Donna seguiu-o levando consigo o arquivo que estava embaixo de sua mesa. Max apareceu na sua porta. "Harper", disse ele, arrumando a gola de seu terno azul marinho. Eu queria dar um passo adiante e passar os dedos sobre o tecido. Ele estava lindo. Ele sempre estava lindo. "Você está pronto?" Perguntei. Ele apenas acenou com a cabeça e fomos para os elevadores. "Boa sorte," Donna falou para nós. Ficamos parados, em silêncio, à espera dos elevadores, rodeado por empregados da King & Associates. Gostaria também de agradecer-lhe as sandálias. Ele provavelmente pensou que eu tinha sido ingrata, mas não era isso. O presente me pegou de surpresa e trouxe de volta memórias dos presentes extravagantes que meu pai costumava enviar-me quando era criança para tentar compensar o fato de que ele tinha esquecido o meu aniversário ou não tinha aparecido para me visitar quando disse que o faria. Talvez tenha sido desembrulhar a bela Jimmy Choo que mudou meu pensamento, o que eu pensava sobre isso. Ocorreu-me, talvez, que Max não entendeu como sua atitude o tinha denunciado. O presente foi um agradecimento ao invés de um suborno. Ele provavelmente não tinha percebido que parecia como se ele estivesse tentando me manipular com presentes e atitudes. Com essa constatação veio uma compreensão de alguns de seus comportamentos estranhos no sábado. Percebi que, por qualquer motivo, ele era um pouco estranho comigo. Isso claramente não o impediu de tentar me seduzir ou me foder como se fosse o seu trabalho. Mas fora da sedução e do sexo, ele não estava tão confiante assim. Como Max eu me acomodei no táxi, que saiu em disparada para a parte alta da cidade. E


começamos a falar ao mesmo tempo. "Eu queria dizer que sinto muito", eu disse. "Obrigado por ter vindo", disse ele. Viramo-nos um para o outro e ele deu um pequeno sorriso. "As sandálias são lindas", eu disse. Ele olhou para longe. "Foi inadequado. Eu não deveria ter lhe dado." Ele passou a mão pelo cabelo e eu olhava para seus dedos longos, sabendo exatamente como me sentiria com eles em todo meu corpo. "Foi uma coisa muito legal que você fez." "Você parecia ter gostado da sandália que Amanda comprou no sábado." Eu sorri. Ela era mais alta, mais brilhante e mais sexy do que a de sua filha. "E eu sei que você nos disponibilizou muito do seu tempo. Abdicar de seu fim de semana foi - " "Não foi nada demais." Não podia admitir que achava que ele estava desinteressado em sua filha e eu queria salvá-la de sua apatia. Eu não poderia estar mais errada. Ele claramente a amava e Amanda o amava. O rei de Wall Street tinha uma identidade secreta em Connecticut como um pai solteiro e homem de família. Primeiro fui tocada, depois beijada e fodida quando só o conhecia por sua carreira arrojada e por ser cruel e um egocêntrico arrogante. E de alguma forma, sua vida fora do trabalho o fez ainda mais atraente. E eu sabia que tinha que lutar contra isso. "E obrigado por ter vindo hoje. Eu achei que você não ia se juntar a mim ", disse ele. Eu meio que admirei o fato de que ele não tinha me pedido novamente para vir almoçar, não tentou me pressionar. Mas ele não precisava. Eu queria estar aqui. "Eu te disse. Quero isso tanto quanto você. Apenas por razões diferentes." "Você nunca almoçou com seu pai - desculpe, Charles Jayne?" Respirei. Não quero falar sobre isso. Agora não. Nunca. Dei de ombros, e ele não me forçou a dizer mais nada. Nós apenas ficamos sentados, as janelas abertas, as buzinas e gritos de Nova York sugando o silêncio entre nós. Isso deve ter sido estranho. Estava certa de que se não tivéssemos fodido, eu teria tentado uma conversa educada, talvez até tentaria impressionar o chefe. De alguma forma, tudo isso parecia redundante agora. Ridículo mesmo. No restaurante ouvia-se conversas aleatórias, entramos e eu me acomodei no assento de veludo vermelho. Fomos os primeiros a chegar na cabine, o que foi um alívio. Tive algum tempo para me recompor. Fazia anos que eu não vinha ao La Grenouille, não desde a última vez que vi meu pai. Este lugar não mudou nada. "Isto é muito . . . " Max olhou ao redor do restaurante, testa enrugada e os lábios apertados. Eu tinha certeza que Max era um cara que gostava de sofisticação, o tipo de pessoa que aprecia e prefere lugares calmos e modernos. A decoração do La Grenouille era antiquada. O papel de parede era nas cores ouro e creme e os lustres eram de cristal e sua iluminação era proporcionada por uma luz amarela que descia como um cobertor pesado. O resto de Nova York estava comemorando a América do século XXI enquanto aqui, parecia que estávamos na França do século XIX. Eu tive que abafar uma risadinha. "Você nunca esteve aqui antes?" Perguntei.


"Não." Ele franziu a testa. "E agora sei por quê." Ele sacudiu o guardanapo e colocou-o em seu colo. "Tudo é tão velho. E tudo é muito - " Antes que Max pudesse terminar o seu pensamento, o host se aproximou com o meu pai, que tinha chegado na hora certa. Max se levantou, mas meu pai me cumprimentou primeiro. "Harper, como você está?" Ele perguntou se inclinando para frente, dando um beijo na minha bochecha. Sem dúvida, a ordem da saudação foi para fazer com que Max se sentisse sem importância, embora eu não poderia imaginar Max dando a mínima para isso. Na verdade, tendo visto o modo como tratou sua filha, provavelmente ele acharia estranho se meu pai agisse de outra forma. "E você deve ser Max King," meu pai disse, dando um passo para trás e estendendo a mão, que Max pegou. Ele tinha envelhecido desde que eu o vi pela última vez. Ele ainda era bonito, mas seu cabelo tinha mais sal misturado com a pimenta, e as sombras escuras sob seus olhos eram novas. Ainda era bonito, e eu me perguntava se tinha sido sua aparência que seduziu a minha mãe e todas aquelas outras mulheres, ou se foi o dinheiro, ou seu poder? "Então, Harper", meu pai disse, pegando um menu do garçom. "Você está trabalhando na King & Associates." Olhei par a Max, depois de volta para o meu pai. "Sim. Há cerca de três meses." Ele assentiu e pôs o menu sobre a mesa, mas não respondeu. O silêncio me fez sentir estranha, mas não sabia o que dizer. Eu não queria saber nada sobre ele, então porque estava pensando em lhe fazer alguma pergunta? Eu tinha certeza que se eu dissesse qualquer coisa sairia em tom ríspido e um pouco sarcástico porque é assim que me sentia. "Estamos muito satisfeitos por tê-la a bordo." Max quebrou o silêncio. Meu pai levantou as sobrancelhas. "Por que você não me contou?" Será que ele tinha esquecido que nós não nos falamos? Ele ocasionalmente tentou me dar dinheiro através de seus advogados, e eu rotineiramente recusei. Essa era a extensão do nosso relacionamento. "Ela produziu alguns dos melhores trabalhos que já vi feito por um pesquisador júnior," disse Max, inclinando-se para trás. Era claramente um exagero, dada toda cor vermelha estampada em meu relatório Bangladesh, mas acho que ele pensou que isso iria amolecer meu pai. Meu pai não respondeu. Tentei não virar minha cabeça, porque não queria que fosse óbvio que eu estava olhando para Max, mas queria ver a expressão em seu rosto. Será que ele estava se sentindo igual a mim? "Você está atrás da conta de meu banco há anos, Sr. King." Meu pai disse, ajeitando a gravata. "É por isso que você contratou a minha filha?" Max fez uma pausa antes de responder. "Apenas tive a sorte de recrutar alguém tão talentoso. Ela é inteligente e trabalha duro." Max sorriu. "Sou apenas grato que não foram bem sucedidos em convencê-la a trabalhar para o JD Stanley", disse ele, como se não tivesse acabado de lhe dar o maior elogio indireto da história, e eu queria sorrir para ele, tocá-lo, darlhe alguma indicação que apreciei seu apoio. "Mas para responder a sua pergunta, não tinha ideia de que ela era sua filha até depois da nossa conversa telefônica. Não é algo que ela tenha mencionado." "Sério? " Perguntou.


"Uma coisa que você deve saber sobre mim", Max disse inclinando-se para frente. "Eu não minto." "Mas você quer trabalhar para JD Stanley há um longo tempo", disse meu pai. "Você está certo. Quero. Como o resto dos meus concorrentes." O garçom encheu nossos copos de água e eu peguei o meu e comecei a passar o dedo em torno de sua borda. "Você parece um pouco mais tenaz do que a maioria. Um pouco mais disposto a fazer o que for preciso", meu pai comentou. "Estou feliz que você tenha notado a minha tenacidade", respondeu Max. "É o que ajudou a tornar King & Associates a mais bem sucedida empresa de pesquisa de geopolítica na América." Meu pai olhou para mim e eu olhei para o meu colo. "Isso e a qualidade do trabalho que fazemos." Max claramente não têm falta de confiança e com razão. Ele deve estar orgulhoso e naquele momento eu estava orgulhosa de conhecê-lo. "Você sabia que Harper estava trabalhando com a gente quando você me ligou?" Perguntou Max, invertendo o jogo com meu pai. Era uma pergunta que eu estava desesperada pela resposta. Na minha experiência, as ações do meu pai eram quase sempre egoístas, e se ele ligou para Max era porque sabia que eu estava trabalhando na King & Associates, e eu não sabia por quê. "Será que a minha resposta muda alguma coisa?" Perguntou meu pai. "Absolutamente não. Eu sei que quando você ver o nosso trabalho, compreenderá o que podemos fazer por você, então a razão pela qual você ligou não importará mais." Meu pai levou sua mão à boca e tossiu. "As pessoas dizem que você é o melhor no que faz." Ele fez uma pausa. "Por isso liguei. Não sabia que Harper estava trabalhando contigo até que você ligou para Margaret." Tomei um gole da minha água. Eu tinha certeza que meu pai estava dizendo a verdade. Por que ele saberia? Ele tinha pouco ou nenhum interesse a respeito de minha vida até este momento; por que essa mudança agora? "Você está gostando de seu trabalho, Harper?" Perguntou. Balancei a cabeça. "Estou. Eu escolhi trabalhar na King & Associates, porque eles são os melhores. Não me inscrevi em nenhum outro lugar." Senti o olhar de Max em mim. Eu estava obcecada e fui completamente determinada na obtenção de um emprego para trabalhar com Max. Adaptei meus projetos na escola de negócios para as coisas que eu pensei que iria chamar a atenção da King & Associates no meu currículo, e até mesmo visitei o lobby do edifício onde está a empresa quando vim à Nova York para visitar Grace no fim de semana de Quatro de Julho do último ano. Eu sempre soube que estava destinada à trabalhar na King & Associates. "Você sabe que pode fazer o que quiser com o seu fundo fiduciário agora que tem vinte e cinco anos. Você não tem que fazer qualquer coisa que não queira ", disse meu pai, acariciando a frente de sua gravata. Ele estava realmente falando sobre meu fundo de garantia na frente do meu chefe? Eu não queria esse fundo. Ele estava deliberadamente tentando me envergonhar? Fazer Max se


sentir estranho? Eu pensei que nós viríamos aqui para falar de negócios. "Eu quero trabalhar na King & Associates. Trabalhei duro por essa oportunidade. E eu não preciso do seu dinheiro." Era tão difícil para ele acreditar que era boa o suficiente, e que queria fazer isso? Este almoço deve ser de negócios e deve também ser para eu começar a provar ao meu pai que não precisava de um fundo fiduciário. "Posso perguntar por que você está pensando sobre a terceirização de algumas de suas pesquisas neste momento? Alguma coisa mudou afinal?" Perguntei. Meus olhos se viraram para Max, que estava balançando a cabeça, encorajando a minha pergunta e assim me permiti relaxar um pouco. Meu pai suspirou. "Bem, acho que é bom para manter as pessoas que trabalham para você em seus dedos, e estou seguindo o que é feito pela King & Associates e gostaria de ouvir um pouco mais sobre isso." Fiquei calada a maior parte do resto do almoço, concentrando-me nas respostas que meu pai deu às perguntas de Max, arquivando-as em minha memória. Tentei esquecer que o homem sentado era geneticamente ligado a mim e me foquei nele como um cliente. Foi a primeira vez que eu tinha visto Max com um cliente. E era fácil de entender por que era tão bem sucedido. Ele tinha um charme que facilmente fez meu pai revelar coisas que não tinha certeza que havia planejado falar. E Max fez tudo sem dar nada de si mesmo. Ele deixou meu pai dominar a conversa, em termos de número de palavras faladas, mas a forma como Max empurrou-o para determinados temas significava que era o único puxando as cordas. Ele era tão brilhante como diziam que era. Eu sabia que ele era inteligente, mas não esperava o resto - o carisma, o controle. Era como assistir um bruxo, lançando feitiços sobre as pessoas para que elas contassem os seus segredos. "E, claro, Harper vai trabalhar na apresentação", disse Max, capturando meu olhar enquanto eu olhava para ele. Olhei novamente para o meu pai, dando-lhe um sorriso tenso. "Ela vai?" Perguntou ele, parecendo surpreso. "Com tão pouca experiência?" Ótimo. Outra humilhação na frente do meu chefe. Eu me perguntei se ele sabia que não tinha que verbalizar cada pensamento que tinha. A pior parte de tudo foi que eu tinha certeza que ele não tinha dito isso para tentar me colocar para baixo. Eu acho que ele tinha tão pouca consideração por meus sentimentos, não lhe ocorreu que ele estava sendo prejudicial. "Sim senhor. Quero colocar meus melhores funcionários para trabalhar com isso", disse Max. "Bem, se você é tão bom quanto você diz que é, eu deveria apenas confiar em seu julgamento", respondeu meu pai e sorriu firmemente. Memórias da espera por seu carro chegando em casa no meu aniversário ou aquele telefonema no Natal ficavam interrompendo minha concentração. O presente caro que, às vezes, vinha seguido de um pedido de desculpas prometendo que não faria o ocorrido de novo me ludibriava para gostar dele novamente até a próxima vez que me decepcionava. O nó apertado que estava dentro do meu estômago quando minha mãe se desculpou pela ausência dele nas apresentações de dança ou na escola retorceu na minha barriga. A humilhação que senti quando percebi que ele tinha oferecido ao meu meio-irmão mais novo um emprego no JD


Stanley logo após a formatura, aqueceu minha pele. Pensei que não sentiria nada se viesse para este almoço depois de todo o tempo que tinha passado, que poderíamos tratar de negócios. Mas seu abandono foi muito doloroso para esquecer. Eu não deveria ter vindo hoje. Era como abrir uma cicatriz antiga. Ele não merecia o meu tempo ou atenção. Ele não merecia que me deprimisse por causa dele. Não mais.

Em pé na minha cozinha, coloquei meu copo que tinha o desenho da ponte Gonden Gate sobre o balcão, derramei tequila nele e coloquei a garrafa ao seu lado. A tequila faria com que eu relaxasse e me ajudaria a dormir. Max tinha ido para outra reunião no centro da cidade depois do almoço, deixando-me voltar para Wall Street sozinha. Fiquei grata por este espaço, precisava de tempo para me recompor antes de voltar para o escritório. Mesmo assim, não produzi nada o resto da tarde, fiquei olhando os ponteiros do relógio, desejando que acelerassem, para que acabasse o expediente, pois assim poderia ir para casa e beber. E aqui estávamos eu e a tequila. A bebida iria tirar de dentro de mim o sentimento de perda, de abandono, de vergonha pois meu pai continua a ter o poder de me ferir. Quando peguei o copo, houve uma batida na minha porta. Poderia ser Grace, mas era improvável porque ela teria ligado para se certificar de que eu estava no apartamento. Provavelmente seria Max. O pensamento de seu corpo duro sobre o meu, empurrando seu pênis dentro de mim, enchendo-me, parecia melhor do que tequila. Abri a porta, convidando-o à entrar. Ele entrou e eu deixei a porta se fechar. "Oi. Eu só queria saber - " "Você quer um pouco?" Perguntei. Ele olhou para mim, balançou a cabeça e eu me virei voltando para a cozinha. Peguei o copo cheio e antes que pudesse levá-lo aos meus lábios, Max agarrou-o e tirou-o da minha mão. Eu esperava que ele fosse beber, mas ele atirou o copo e seu conteúdo na pia. O som do vidro batendo contra o metal e estilhaçando ecoou no silêncio entre nós. Fingindo que ele não tinha acabado de fazer isso, abri o armário e peguei outro copo. Enchi-o com tequila, em seguida, agarrei-o para que Max não pudesse pegá-lo. Ele arrancou da minha mão como se não fosse nada. Quando percebi que ele ia jogá-lo na pia, disse: "Não quebre esse. Eu gosto dele." "Beber não vai ajudar", disse ele, despejando-o na pia e colocando o copo no balcão. Ele pegou a garrafa e tampou. Cruzei os braços. "Você é tão chato." Eu parecia uma adolescente, mas ele estava acostumado a isso. Ele colocou a garrafa em cima da minha geladeira e deu um passo em minha direção. "Eu sei." Ele levantou meu queixo e olhou para mim. "Quanto você bebeu?"


Dei de ombros, não querendo dizer que ele acabou com a minha diversão antes de começar. "Diga-me, Harper." Ele arrastou seu polegar ao longo da minha mandíbula, de um jeito íntimo e lento. Meu corpo relaxou como se ele fosse tequila, e eu fechei os olhos e os abri lentamente. Eu descruzei os braços. "Nada." Ele concordou e me puxou para um abraço, circundando-me com seus longos braços, me envolvendo em seu perfume que agora eu associava com sexo, conforto e paz. Deixei que ele me abraçasse, pressionando meu rosto contra seu peito e apertei meus braços em volta de sua cintura. "Não sou vidente, mas acho que talvez hoje eu trouxe alguns problemas à tona para você." Ele apertou-me um pouco mais quando não respondi. "Você quer falar sobre isso, em vez de beber?" "Definitivamente não", respondi. Apenas o fato dele estar aqui, me segurando, fazia-me sentir muito melhor. "E sinto muito sobre a sandália. Elas são lindas e eu a amo. Às vezes eu não aceito presentes também." Ele riu. "Posso perguntar o porquê?" Dei de ombros e ele não me pergunte mais nada. Nós ficamos em minha cozinha pelo que pareceram horas, apenas segurando um ao outro até que consegui dizer: "Eu estou bem." Seu peito abafando minhas palavras. Ele suspirou, sua caixa torácica levantando e baixando contra os meus seios. "Eu deveria ir", disse ele, mas não me libertou. "Não", sussurrei. "Eu não quero." Ele parecia cansado. Como se abraçando-o, eu sugasse sua energia. "E é por isso que deveria ir. Nós dissemos que não haverá mais viagens para Vegas." Dissemos, e tinha sido a coisa certa a fazer. O problema era que quanto mais tempo eu passava com ele, mais o queria. "Então vamos para outro lugar", eu disse, alisando minhas mãos para cima em suas costas, mexendo meus quadris apenas um pouquinho. "Harper", ele sussurrou. "Aruba", sugeri. "Ou Paris." Ele baixou a cabeça e beijou meu pescoço. Meus joelhos enfraqueceram imediatamente. Era o que eu estava esperando desde que ele chegou, desde o almoço, desde a última vez que tinha me tocado. "Ou só aqui", eu disse, passando meus dedos pelo seu pescoço. "Beije-me," sussurrei. "Fique aqui comigo." Ele agarrou minha bunda e toquei meus lábios primeiro à esquerda e depois à direita dos seus. Eu queria mais. Queria ele. Eu não sabia se ele estava tentando me atormentar ou ainda estava pesando as vantagens e desvantagens de ficar comigo novamente. Deslizei minhas mãos em seu peito e ele pegou meus pulsos antes que eu pudesse convencê-lo a ficar. "Você me quer, né?" Ele perguntou, colocando minhas mãos sobre o balcão atrás de mim.


Eu queria esquecer esse dia. "Beije-me." "Você acha que isso é sobre como fazer você se sentir melhor em relação à hoje. Mas não é." Disse ele, sem tirar os olhos do meu rosto. "É sobre isso." Suas mãos acariciaram meus braços e ele segurou meu rosto. "Sobre a maneira como você se sente quando toco você." Ele se inclinou e deu um beijo no canto dos meus lábios, me provocando, fazendo-me esperar. "Sobre como você precisa de mim para te foder mais do que precisa da sua próxima respiração." Ele abriu minhas pernas com o joelho. Eu não podia discutir com ele. Nada do que ele estava dizendo era mentira. Queria ele. Todo segundo. Desde antes de conhecê-lo. Mesmo quando achava que ele era um idiota, eu o queria. Mas eu não estava disposto a admitir. Eu me contorci quando ele enfiou a mão no cós da minha legging, sua mão insistente empurrou minha calcinha. "Você vê?" Perguntou. "Você está molhada para mim." Ele correu dois dedos para cima e para baixo no meu clitóris perto da minha entrada, não me dando nenhum alívio. Torci meus quadris em um esforço para senti-lo mais profundo, mais duro. "Admita", disse ele. "Admita o quanto você me quer." Tirei minhas mãos do balcão, de onde ele tinha colocado e agarrei sua camisa, me atrapalhando com os botões. "Não", ele disse, tirando as mãos de minha calcinha e segurando as minhas. Gemi em frustração. "Admita", disse ele. "Quero ser fodida." Era verdade. "Você é a mulher mais irritante que conheço. E isso é um elogio muito grande dadas as mulheres na minha vida." Ele puxou minha blusa, me fazendo tremer quando roçou minha pele com suas mãos. "Foda-se", disse ele, quando percebeu que eu não estava usando sutiã. "Conte-me. Diga-me agora." "Você quer se sentir especial?" Perguntei, provocando-o. "Você precisa saber por que as mulheres te desejam mais do que qualquer outra pessoa?" Ele balançou a cabeça lentamente. "Só você. Preciso ouvir isso de você." "Por quê?" Perguntei quando ele se inclinou e tomou um mamilo na boca, sua língua circulando e sugando, enquanto seus dedos puxavam a outro. "Porque é a verdade", disse ele, e me beijou de novo nos lábios. "Porque é o que sinto sempre que penso em você, sempre que você está por perto." Calor tomou conta do meu corpo e eu coloquei meus braços em volta do seu pescoço, e olhei em seus olhos. Ele olhou para trás e levantou-me sobre o balcão da cozinha. Balancei a cabeça. "É verdade. Quero você." As palavras soaram suave quando saíram. Será que ele percebeu? "Eu sei", disse ele, seu olhar fixo na minha boca pouco antes dele pressionar seus lábios nos meus. Suspirei de alívio. Uma sensação de calma nos rodeava como se nossas admissões mútuas nos unisse. Minha língua encontrou a sua e, em vez de ser urgente e possessivo, permiti-me ir no seu ritmo. Incentivei sua sedução. Ele se inclinou para trás e deu um beijo no meu nariz. "Se você ainda está com roupa, eu


não estou fazendo algo corretamente," disse quando ele me puxou pela cintura. O que eu tinha acabado de admitir a ele? Tinha dito que queria mais? Eu não tinha certeza, mas tudo o que pude sentir foram seus dedos puxando minha legging, meu olhar vidrado em seus olhos quando ele examinou cada centímetro de minha pele, como se não pudesse acreditar no que estava vendo. Nada mais parecia importar. Quando minhas roupas caíram no chão, ele me tirou do balcão e me levou para fora da cozinha, até a minha cama. Quando ficamos juntos antes, nós dois agimos como se estivéssemos correndo contra o relógio. Dando prazer um ao outro, mas desesperados para fazer o outro se sentir bem o mais rapidamente possível no caso de alguém tocar a campainha e dizendo-nos que o nosso tempo acabou. Hoje estava sendo diferente. Nossos beijos eram preguiçosos, nossos movimentos lânguidos. Ele correu as mãos para baixo no meu corpo e levou uma mão à minha coxa enquanto ele estava deitado ao meu lado. "Você está usando gravata," sussurrei. "Como disse, um dos mais brilhantes jovens investigadores que eu já trabalhei." Eu sorri e estendi a mão, puxou o material de seda clara do seu pescoço, abriu o botão superior de sua camisa, e coloquei a mão contra sua pele logo abaixo do pescoço. Suspirei. Ele faria o dia de hoje ir embora. Rapidamente, ele se levantou, ficando completamente nu em segundos, jogando seu terno de três mil dólares no encosto do meu sofá. Em seguida, sem pedir, ele abriu a gaveta da minha mesa de cabeceira e tirou um preservativo. "Você está namorando?" Ele perguntou quando se juntou a mim na cama. "Não. Não responda a isso." Eu acariciava seu rosto e ele olhou para mim. "Você está namorando?" Perguntei. "Não", ele respondeu. "Eu sou -" Eu acariciava meu polegar sobre os lábios. Ele não precisa se explicar. Eu realmente não me importo com tudo aquilo que estava acontecendo em seu mundo, ou no meu mundo, eu queria que isso acontecesse. Não queria pensar no amanhã, não queria pensar nas consequências. Eu queria sentir como seus olhos, língua e mãos pareciam me adorar. Ele se inclinou e me beijou, tomando meu lábio inferior entre os dentes antes de morder até doer, em seguida, empurrou sua língua contra a minha. Eu poderia beijá-lo para sempre. Se seu pênis sucumbisse, eu poderia ser feliz para o resto da minha vida apenas com sua língua. Sem parar de me beijar, ele colocou um preservativo. "Eu amo seus beijos," disse antes que tivesse tempo para pensar pois talvez isso não fosse algo que eu deveria dizer. Ele gemeu contra a minha boca. "E o que mais?" Ele perguntou, seus dedos roçando a junção da minha coxa. "Seus dedos, seu rosto, seu pau." As palavras tropeçaram fora da minha boca, e antes que eu tivesse tempo para pensar, ele estava em cima de mim, empurrando para dentro, lentamente, mas tão profundo. Abri minhas pernas o máximo que conseguia, para abrir-me tão larga quanto eu podia por ele. "Assim?" Ele perguntou fazendo uma pausa dentro de mim. Eu balancei a cabeça, meus dedos apertando seus ombros. "Relaxe", disse ele. "É só você e eu." Exalei. Era apenas ele e eu. Nada mais importava.


Seus olhos se ampliaram, como se ele estivesse me perguntando se eu estava pronta, então deslizei minhas mãos sobre seu traseiro em resposta. Ele retirou-se quase tão lentamente como quando me encheu e eu choraminguei, dominada pela sensação. "Harper", ele sussurrou. "Olhe para mim." Eu o observava enquanto seu pau entrava em mim. Olhei para cima e ele bateu forte enquanto eu me agarrava a ele. "Você ama meu pau. Você disse isso, baby, e agora você vai ser fodida por ele. Vou te dar tudo o que você precisa." Ele mergulhou em mim, desta vez dando-me tempo para me recuperar antes de puxar e, em seguida, empurrar de volta. Ele gemeu através de uma mandíbula apertada. Eu faço você se sentir assim, isso era tudo que conseguia pensar. Este homem, que parecia um modelo que vestia ternos da Gucci estava gemendo por minha causa. Este homem, cujos lindos olhos verdes dizia a todos que o conhecia que ele era o chefe, estava me fodendo. Este homem, que governava Wall Street, com poder por trás do desempenho dos principais bancos de investimento em Manhattan, teve que se concentrar para não gozar rapidamente por minha causa. Eu deixei o Rei de Wall Street de joelhos. "Jesus, Harper." Pressionei seu peito e então ele parou. Nós dois íamos gozar dentro de segundos se ficássemos nesse ritmo. Mexi embaixo dele, invertendo as posições. "O que? Isso foi perfeito ", disse ele. "Perfeito demais", respondi deitando sobre ele, tendo que me concentrar para não gozar muito rápido. Ele deslizou as mãos sob as minhas coxas e me puxou em direção ao seu pau. Minhas costas arquearam quando o prazer passou pelas minhas pernas, em seguida, subiu pelo meu corpo. Tentei apoiar minhas mãos e empurrar meu corpo, tentando participar de alguma forma, mas não pude. Apertei seu pênis enquanto ele corria a mão pela minha espinha, em seguida, apertou meu ombro. "Tão apertado. Tão bom," ele gemeu. Em segundos eu estava no limite, a mudança de posição não teve efeito para amortecer o meu desejo por ele, para afastar o meu orgasmo. Seu toque fazia com que tudo ficasse muito intenso. "Max", eu gritei. Ele empurrou dentro, mais forte dessa vez. "Mais uma vez", ele engasgou. "Max. Por favor. Deus. Max." Eu não conseguiria segurar meu prazer por mais tempo. Quando eu gozei, Max gritou meu nome e eu cai em cima dele, em seguida, ele rolou para o lado, me puxando com ele.


Capítulo Doze Max Saí do banheiro para encontrar Harper ainda sem mover um músculo. Eu não podia culpá-la; passamos a maior parte da noite fodendo e estava exausto. "Pelo que vi hoje, seu pai ainda tem muito domínio sobre você." Harper puxou o lençol sobre o rosto. "Sério? Você está aqui com o seu pinto para fora olhando para mim enquanto eu ainda tenho o seu sêmen entre minhas pernas, e nós vamos falar sobre o meu pai?" "Você não tem o meu sêmen entre suas pernas. Usamos preservativo e eu o joguei fora." Ela saiu debaixo do lençol e me olhou com cara feia. "Falei isso figurativamente." Ela era completamente de tirar o fôlego quando estava brava comigo, e eu rapidamente esqueci do que estávamos falando. "Você está linda." Subi no colchão. Queria puxá-la para mim, mas ela bateu no meu braço e foi ao banheiro. "Você nunca pegou dinheiro dele, não é?" Perguntei. Observava isso no apartamento dela, em suas roupas. Ela não estava pegando nenhum dinheiro dele. Eu gostava dessa atitude dela. Ela era independente. Incapaz de ser comprada. "Por que você pergunta?" Ela apareceu na porta do banheiro, com uma mão no batente, totalmente despreocupada com sua nudez. Eu realmente gostava disso nela. Gostava de seus quadris largos, que enfatizavam sua cintura pequena. Gostava da forma como seus seios se projetavam. Meu pau endureceu. "Max?" Ela chamou, e eu encarei seu olhar. "Você é um pervertido." "Você está nua. O que vou fazer além de olhar para você?" "Eu não sei, responder-me?" Mesmo seu sarcasmo excitou-me. Ela puxou o cabelo para trás, como se fosse amarrá-lo, esse movimento levantou seus seios e alongou seu estômago. "Venha aqui antes que eu comece a me masturbar." Ela soltou seu cabelo e deu um passo em direção à cama. Agarrei-a, puxando-a contra mim, envolvendo minhas pernas em volta dela, apertando-a ao meu peito. Eu não podia chegar perto o suficiente para saciar minha sede dela. "Você está certo. Eu não aceito dinheiro dele. Comecei a aceitar algum dinheiro quando fui para a faculdade. Imaginei que ele me que devia. Mas não me senti bem. Eu não conhecia aquele homem." Puxei-a para mais perto. Eles pareciam estranhos no almoço; ele lhe fez as perguntas mais básicas que qualquer pai já devia conhecer a resposta. Não houve carinho do lado de Harper. Ele era o homem que eu nunca quis ser para Amanda. "Ele que quis se divorciar de sua mãe?" Perguntei. "Não." Ela exalou bruscamente. "Em primeiro lugar, ele não teve a decência de se casar com ela." Oh. "Pandora e eu não casamos", respondi.


"Sim, você disse. Será que você não quer se casar com ela?" Harper perguntou. Depois de vê-la com seu pai hoje, eu me perguntava se ela queria me fazer essa pergunta já há algum tempo. Coloquei um braço atrás da minha cabeça. "Nenhum de nós queria se casar." "Mas você queria Amanda. Quer dizer, você permaneceu em contato com ela." Meu polegar contornou seu quadril. "Certo. Pandora e eu conversamos sobre nos casarmos, e eu não posso dizer que sei por que não fui até o fim. Nós dois estávamos prestes a ir para a faculdade e talvez sabíamos que estaríamos cometendo um erro." Tinha sido a decisão certa. "Não que Amanda foi um erro. Apenas a gravidez não foi claramente planejada." Harper olhou para mim e eu sorri para ela. "Pandora e eu éramos bons amigos, e apenas antes da formatura uma coisa levou a outra . . . O que aconteceu era para ser apenas um adeus." Suspirei. "E o que aconteceu nos uniu para sempre." Harper apertou seus lábios contra meu peito. "Ela nunca quis se casar, nem mesmo depois que Amanda nasceu?" Eu beijei sua testa. "Não acredito, pois ela conheceu Jason quando Amanda tinha cerca de um ano de idade." "Será que isso te incomoda?" Perguntou ela. "Não, não." Nunca incomodou. Eu gostei de Jason. Ele era bom para Pandora e minha filha. "Eu acho que seus pais estavam preocupados, mas eu sempre quis que Pandora fosse feliz. Nós éramos amigos há muito tempo. E isso não me impediu de querer ser o melhor pai que eu poderia ser." Harper não respondeu, mas eu poderia dizer que ela tinha mais a dizer. Eu estava contente de estar ao seu lado em silêncio. Eventualmente, ela suspirou e disse: "Eu concordei em ir às compras, porque achei que Amanda seria infeliz em ir com você. Pensei que você tivesse tanto interesse em Amanda como meu pai tinha em mim." Eu me afastei um pouco para olhar para ela. "Sério?" Eu disse. "Ela adora fazer compras. Ela não se importa com quem vai acompanhá-la, mas eu gosto de levá-la. Eu acho que agora que Pandora se mudou, e ela perdeu . . ." Quase disse a mãe, mas não queria que Harper não entendesse o que eu estava dizendo. "Você sabe, essa coisa de menina. E Scarlett está namorando com uma dúzia de homens e Violet é -" " Violet? " Perguntou ela. "Minha outra irmã," expliquei. "E ambos os avós querem que Amanda continue sendo uma menina por tanto tempo quanto possível. Então, nós temos metas e objetivos mútuos." Eu a puxei para perto e ela apertou o rosto contra meu peito. "Ela adorou sua companhia. Não parou de falar sobre você quando chegamos em casa, e fez algumas perguntas." "Ela fez?" Perguntou ela. "Que tipo de perguntas?" "O tipo intrometido. Acho que é porque nós trabalhamos juntos e vivemos no mesmo edifício. Eu acho que as minhas irmãs acreditaram . . . "O que elas pensaram? Que estávamos namorando? "Violet é mais jovem do que você?" Ela perguntou e eu estava grato pois a direção do assunto foi mudada. "Sim, e é uma completa dor na bunda. Sempre se intromete na vida de todos. Ela é uma


intrometida." Ri quando percebi que isso poderia ser uma coisa genética. "Ela é muito parecida com Amanda nesse sentido." Amanda vive constantemente lamentando-se por querer uma irmãzinha como auto interesse, mas tenho certeza que ela quer me ver feliz. "Elas têm muito em comum." "Parece que você tem suas mãos cheias. Mesmo sem a King & Associates." Suspirei. "Minha família e a empresa ocupam dois lugares diferentes no meu cérebro." "Talvez", disse, mexendo seu corpo contra o meu, então nos rolei até que ela estava de costas e eu em cima dela. "Você é exceção", eu disse. "Você ocupa ambos os espaços." Eu passei meu nariz contra o dela e afastei para olhar em seus olhos. "Percebi que na cabine hoje, gostaria que pudéssemos apenas estar juntos, próximos um do outro. Sem falar, sem tocar." Ela assentiu com a cabeça muito ligeiramente. "Isso é novo para mim", eu disse. Não tinha certeza do que se tratava. Se eu estava tendo um relacionamento pessoal com alguém que trabalhava para mim, ou tendo relações sexuais com alguém que sabia mais do que apenas seu sobrenome. Ou foi o fato de que sempre que a via, sempre que pensava nela, sempre que a tocava, eu queria mais. Isso era tudo novo. Beijei se nariz quando ela enrolou as pernas em volta de mim, me puxando até que meu pau encostou nela. Eu tinha fodido um monte de mulheres atraentes com bundas agradáveis e firmes; pernas longas e magras; e peitos enormes. Harper era atraente, linda mesmo, mas com ela, o material que me fazia ficar duro, que me fazia gemer, era mais do que apenas o seu físico. Gostava da forma como nossos silêncios eram confortáveis, a maneira como ela conseguia me fazer rir, do jeito que ela falava comigo. "Você quer um pouco disso?" Perguntei, balançando meu pau contra ela. Ela sorriu e eu balancei a cabeça. "Insaciável", disse abaixando em meus antebraços e lambendo ao longo de sua clavícula. Ela enfiou as mãos na parte de trás do meu cabelo, causando arrepios em toda minha pele. Tomei seus seios em minhas mãos, rocei seus mamilos com minha língua e, em seguida, novamente com meus dentes. Ela arqueou contra mim, meu desejo por ela cada vez mais intenso. Meu pau latejava com a reação dela, mas nós não iríamos encontrar alívio tão cedo. O aumento de sua sensualidade me excitou, e meu desejo por ela aumentava cada vez mais. "Quero vê-la com as sandálias que te comprei", eu disse, minha voz rouca de desejo. Ela nua com essa sandália tem sido a imagem que atormenta meus pensamentos desde que a comprei. Ela sorriu para mim e passou por baixo do meu braço, indo para seu closet. Me acomodei na cama, esperando-a. Ela surgiu na porta, e colocou as mãos em ambos os lados do batente, calçando as sandálias que alongavam ainda mais suas pernas bronzeadas. Eu não consegui parar o gemido que emergiu do meu peito. Estendi a mão para ela, mas em vez disso ela se virou, balançando os quadris para um lado e depois outro. "Como é que elas ficam na parte de trás?" Perguntou ela. Eu não sabia onde me concentrar – em seu cabelo grosso, macio que descia pelas costas, até sua cintura pequena, ou em seu rabo apertado, sendo que ela estava arrebitando sua bunda para chamar minha atenção, ou entre suas coxas, onde sabia que sua buceta era macia e molhada. A sandália era um complemento que aumentava em alguns


centímetros o seu corpo perfeito. "Venha aqui e deixe-me mostrar o que penso sobre você nesses sapatos." Ela andou em direção à cama com passos pequenos, sua perfeita buceta me hipnotizando quando chegou mais perto. Foda-se, eu não conseguia me fartar o suficiente. Ela pegou seus seios, amassando-os juntos enquanto se aproximava da cama. Levanteime de joelhos para encontrá-la, querendo que o espaço entre nós desaparecesse. Com uma das mãos agarrei sua bunda puxando-a para perto de mim e a outra coloquei entre suas coxas, invadindo com meus dedos sua pequena buceta. "Você é perfeita," sussurrei. Ela me deu um pequeno sorriso e sua cabeça inclinou para trás enquanto meus dedos iam mais profundo. O sangue correu para o meu pau e eu queria colocá-lo na buceta dela, mas não pretendia soltá-la. Ela vacilou ligeiramente, senti com isso que seu desejo aumentou, ela estava excitada apenas com meus dedos, e não podia suportar. "Eu quero você de costas, com seus pés no ar", disse e puxei-a para a cama. Beijei seu umbigo, contornando-o com a língua. Ela estremeceu, ficando cada vez mais inquieta, contorcendo-se embaixo de mim. Desci, movendo-me entre suas coxas, abrindo-as, seus saltos altos no ar um em cada lado de mim. Ela gritou quando soprei seu sexo. Seus sons eram como súplicas. Abri os lábios de seu sexo, expondo seu clitóris. Ela ficou tensa. Eu não tinha certeza se estava na expectativa ou constrangida. Eu me inclinei para a frente e circulei seu feixe de nervos com a minha língua. Sua respiração ficou mais alta e mais profunda e eu chupei seu clitóris antes de lamber sua entrada. Ela era doce, nunca provei nada igual antes. Era como a primavera - quente, fresca e convidativa. Eu não conseguia ter o suficiente então me aprofundei, lambendo sua umidade com tamanha voracidade que seu mel molhou meu queixo. Eu poderia ficar assim, meu rosto enterrado nela, para o resto dos meus dias. Estendi a mão para o meu pau duro, que estava desesperado para saborear a doçura que estava revestindo minha língua. Apertei-o forçando-me a controlar minha excitação. Eu não estava pronto para gozar ainda. Assim que eu empurrasse dentro dela estaria perdido - meu corpo deixaria de funcionar completamente e eu não conseguiria agradá-la, em um esforço para chegar ao meu orgasmo. Dei uma cotovelada em suas coxas abertas para abrir mais ainda, a minha língua se conectou com seu clitóris quando meus dedos mergulharam em sua entrada, torcendo, em seguida, circulando. Seu corpo começou a tremer e eu ouvi o sussurro do meu nome em seus lábios. Queria que ela dissesse meu nome mais alto. Aumentei a pressão da minha língua e suas mãos voaram para o meu cabelo quando ela falou, "Max, meu Deus, Max." Seu orgasmo emanou uma corrente da eletricidade, sua buceta contraiu contra meus dedos. Tirei minhas mãos e deslizei minha língua em volta do clitóris para acalmá-la, sentindo o pulsar sob sua pele. Olhei para ela, seus braços estavam acima da cabeça enquanto a parte inferior de suas costas arquearam sobre o colchão. Foi a primeira vez que tive o desejo de filmar uma mulher. Nunca precisaria namorar de novo se tivesse uma gravação de Harper gozando desta maneira na minha língua. Deus, ela era perfeita ... quando gozava.


Mudei-me para o lado dela quando ela abriu os olhos e sorriu para mim. "Você é bom nisso", ela disse. "O que eu devo dizer?" Eu ri. "Aprenda a aceitar um elogio", respondeu ela quando se levantou e em seguida, montou em mim. "Apenas diga 'obrigado'." Balancei a cabeça, minhas mãos indo para seus quadris. Sua umidade revestindo meu pau conforme ela se movia para trás e para a frente. Eu gemi, seu calor se infiltrando em minhas veias. Eu não ia durar muito tempo. Desesperado, tateei a mesa de cabeceira. Eu me atrapalhei com a gaveta, tive que me esticar para alcançar o seu interior, e a madeira machucou meu pulso na pressa de pegar um preservativo. Sorrindo, ela pegou o pacote quadrado de minha mão antes que eu tivesse a chance de discutir e rolou-o, tentadoramente, lentamente, nós dois olhando para o meu pau saliente em suas mãos. "Não faz muito tempo, mas você se lembra como é bom?" Ela perguntou quando apertou a base do meu pau. "Como eu sou apertada?" Eu gemi, precisando dela para me fazer lembrar. Ela levantou-se e posicionou a ponta em sua abertura. "Quão profundo você consegue chegar?" "Porra, Harper. Você está tentando me matar?" Ela pegou seu cabelo, em seguida, deixou que ele caísse novamente, passando as mãos sobre seus seios enquanto ela remexia seus quadris e me levava um pouco mais profundo. "Você se lembra de como se encaixa tão bem em mim? Você é grande demais." Ela me levou um pouco mais fundo. "Quase." Um pouco mais. "Eu sempre acho que vai ser doloroso, mas não é." Ela colocou as mãos no meu tronco, firmando-se, depois apertou seus seios juntos, empurrando-os mais perto de mim. Ela se afastou rapidamente e com o movimento eu quase gozei. "Parece bom demais para ser doloroso", ela continuou torcendo seus quadris, me provocando, sabendo que eu queria ir mais fundo. "Você se lembra de como é bom?" Segurei seus quadris, tentando fazer tudo o que podia para impedir-me de meter meu pau tão profundo que ela nunca andaria novamente. Ela deixou que eu me afundasse nela, e arregalou os olhos com cada movimento, e em seguida, se acalmou. "Eu nunca me lembro", ela sussurrou. "Eu sempre esqueço o quão bem você me faz sentir." A paciência me abandonou, rosnei e sentei, girando-a de costas e empurrando novamente dentro dela. "Vou me certificar de que você nunca se esqueça de novo." Eu queria transar com ela para sempre.

Depois de passar a noite com Harper, eu tinha levado mais tempo do que o habitual para fazer tudo o que precisava, e então peguei o trem mais tarde para Connecticut. "Estou em casa", gritei. Eu podia ouvir a televisão na sala de estar. Normalmente quando chegava em Connecticut durante a semana encontrava Marion limpando a cozinha, mas seu


carro não estava na garagem. Ela estava aqui sozinha? "Amanda", gritei. Eu supunha que ela não precisava mais de babá, mas não gostava da ideia de que ficasse sozinha, me esperando voltar. "Aqui," ela gritou sobre o barulho da música e gritos. Tirei minha jaqueta e coloquei-a na parte de trás de uma das banquetas e deixei meu celular sobre o balcão. Um bom copo de Pinot Noir era o que eu precisava. Esta foi uma semana difícil. Coloquei um copo no balcão e tirei uma garrafa de vinho da geladeira. "Posso tomar também?" Scarlett perguntou atrás de mim. "Hey." Peguei outro copo. "O que você está fazendo aqui?" Ela sentou em uma banqueta. "Não queria ficar sozinha esta noite. Posso ficar mais? "Eu assenti. Ela claramente queria falar. Derramei o vinho em seu copo enquanto ela segurava a haste. "Estou pensando em me mudar para a cidade", disse ela, inclinando a cabeça enquanto observava seu copo encher. "Às vezes parece que Connecticut é onde eu deveria estar daqui a dez anos, em vez de agora. Isso faz sentido?" Ela perguntou. "É bom para mudar as coisas, eu acho. Você nunca viveu em Manhattan. O que você faria com o seu trabalho?" Ela trabalhava em um banco de investimento nos arredores de Westhaven. Ela encolheu os ombros. Porra, eu esperava que ela não fosse me pedir um emprego. "Eu pensei em pedir transferência. Há uma vaga no setor da tesouraria em Manhattan no momento. É um nível acima do meu, mas tenho a experiência necessária." Balancei a cabeça, aliviado nós não estávamos prestes a ter uma conversa difícil. Meu celular vibrou no balcão com uma mensagem, com o nome de Harper piscando na tela. Percebi que Scarlett viu a mensagem, em seguida, encontrou meu olhar. Ela não disse nada, então peguei meu telefone e abri a mensagem. Manhattan é sem graça quando Max King não está em seu apartamento. Eu sorri e olhou para Scarlett, cujas sobrancelhas estavam tão levantadas que quase desapareciam em seu couro cabeludo. "Qualquer coisa que você gostaria de compartilhar?" Engoli meu sorriso e peguei meu copo. "Era sobre trabalho." Tomei um gole. "Sim, isso parecia trabalho." Pensamentos de tentar manter meus sentimentos por Harper apenas no profissional tinham desaparecido há tempos. Harper foi clara em falar que não queria ser vista como a garota que transava com o chefe, e eu não queria turvar as águas entre minha vida profissional e pessoal mais do que já estava. No escritório tínhamos concordado em apenas evitar um ao outro. Conseguimos facilmente fazer isso devido as reuniões da parte da manhã sobre o JD Stanley, que foram as únicas vezes em que nós realmente vimos um ao outro. Manter alguma distância no escritório era uma coisa boa. Mas a distância desapareceu assim que nós estávamos de volta em seu apartamento por algum motivo ela se recusou a vir para o meu, apesar de ser maior. "Ei, papai", Amanda disse, interrompendo o silêncio. "Ei, linda", respondi, inclinando-me para beijar minha filha. Eu me perguntei quando ela não vai querer mais me beijar. Meus pais me alertaram sobre a adolescência, assegurando-me


que o nosso desacordo sobre seu vestido era apenas a ponta de um grande iceberg. "Você vai responder a mensagem de Harper?" Perguntou Scarlett, sorrindo para mim. Se o Pinot Noir não fosse tão bom, eu teria derrubado o resto da garrafa sobre sua cabeça. Minha filha não iria perder a referência ao nome de Harper e Scarlett sabia disso. "Harper mandou uma mensagem?" Perguntou Amanda previsível. "Você pode perguntar se ela vai vir me ajudar na preparação para o baile? Eu quero que ela passe o delineador em mim igual ao dela." Coloquei meu celular de volta no balcão. "Não, eu não vou pedir a Harper para vir a Connecticut para te ajudar a se arrumar para o baile. Ela não é sua estilista pessoal." "Ela está muito ocupada atendendo às necessidades de outra pessoa desta família, não é?" Scarlett brincou e atirei-lhe um olhar bravo. "O quê?" Perguntou Amanda. "Vamos falar sobre sua vida amorosa, Scarlett?" Perguntei. Ela inclinou a cabeça. "Ah, então você admite que Harper faz parte de sua vida amorosa, então?" Merda. Geralmente eu era melhor em evitar interrogatórios de Scarlett. Virei-me para a geladeira. "Você já comeu?" Perguntei à Amanda, tentando ignorar a minha irmã. "Diga-me mais sobre Harper, Amanda." Interiormente, eu gemi. "Quero ser como ela quando for mais velha. Você a viu, né?" Amanda balbuciava sobre como Harper era, quão sábio foi quando ela falou sobre meninos e sobre o grande senso de moda que ela tinha. Parecia que Amanda a conhecia há anos, em vez de apenas as duas vezes em que ficaram juntas. "Então, o jantar?" Perguntei, na esperança de fazê-las mudar de assunto. "Posso pegar a lasanha?" Perguntou Amanda, apontando para a geladeira. Soou como uma grande ideia. Marion deixou uma salada, também. "Harper é fantástica, não é?" Perguntou Amanda. Olhei para minha irmã, que segurou o meu olhar e perguntou Amanda, "Você acha que ela gosta de seu pai?" "Scarlett", eu avisei. "Será que ela tem um namorado?" Scarlett perguntou, e essa era uma pergunta que eu tinha um pouco mais de interesse. Harper tinha conversado com Amanda sobre alguém? "Não, ela disse que está muito focada no trabalho", Amanda respondeu. "Quando conversamos, ela praticamente concordou que os garotos são babacas e devem ser evitados a todo o custo." Eu não consegui segurar uma risada, que fez eu ganhar um olhar desconfiado da minha irmã. "Ela é uma mulher muito sensata." Eu coloquei a salada no balcão. "Você pode pegar pratos?" Perguntei a Amanda. Ela pulou fora de sua banqueta e começou a arrumar as coisas enquanto eu esquentava a lasanha. "Você sabe que nós só queremos que você seja feliz," minha irmã disse, baixando a voz. "E pelo que me lembro, Harper é linda." Ela tilintou seu copo contra o meu antes de tomar outro gole. "Amanda claramente gosta dela." Dei-lhe um prato de comida, fingindo que não estava escutando.


"Você já pensou em convidá-la para sair?" Ignorando Scarlett, coloquei lasanha no meu prato e no de Amanda, em seguida, guardeia na geladeira. Minha irmã me incomodava sobre arrumar uma namorada quase tanto como Amanda, mas por que elas estavam se fixando em Harper? Esse era meu trabalho. Quando me virei de volta para o balcão, Amanda e Scarlett estavam ambas olhando para mim como se esperassem que eu dissesse alguma coisa. "O quê?" Perguntei, agarrando o assento ao lado delas e dando uma garfada na minha lasanha. "Você já pensou em convidar Harper para um encontro, pai?" Perguntou Amanda, como se eu fosse a pessoa mais ridícula que ela já teve que lidar. Engoli em seco e coloquei um pouco de salada no meu prato. "O que está acontecendo com vocês duas? Eu já lhes disse, Harper trabalha para mim. Qual é a obsessão de vocês com ela?" "Eu gosto dela." Amanda deu de ombros. Scarlett sorriu. "E isso deveria ser motivo suficiente. Por que você não a leva para jantar? O que poderia machucar sair apenas uma noite?" Mal sabiam elas que tentar limitar o tempo com Harper em apenas uma noite seria impossível. Seja qual eram os limites que estabeleci com ela, eles foram demolidos e ultrapassados. Nós nunca realmente havíamos estados em Vegas. Bem, eu não tinha conseguido de qualquer maneira. Mesmo aqui, com minha irmã e filha, uma situação que tinha sido completamente desgastante, eu queria saber o que Harper estava fazendo. Será que ela sente a mesma coisa que eu? E se sentisse? Será que ela viria para Connecticut? Conheceria minha família? Eu quero que ela venha? "Você acha que eu deveria sair com ela, hein?" Perguntei. Scarlett estava certa; era bom que Amanda parecia gostar de Harper. Se minha filha gostava dela, talvez devesse perguntar se Harper queria sair. Oficialmente. Amanda bateu na minha cabeça com sua mão. "Vamos lá, papai, duh. Eu só estou te dizendo isso a minha vida toda." "Ok", eu disse. "O que significa ok?" Perguntou Amanda. "Isso significa, por favor, não fale com a boca cheia," eu disse, olhando para a minha filha. Ela riu e engoliu "Desculpa. Mas o que 'ok' significa?" "Isso significa que, tudo bem, eu vou pensar em chamá-la para sair." Sentia que a situação com Harper era como um quebra-cabeça com muitas peças. Harper trabalhando para mim complicava as coisas, e seu pai era o fundador do JD Stanley. Nós também vivíamos no mesmo edifício. Eu nunca tinha namorado antes - eu estava prestes a foder as coisas. Havia um monte de desvantagens. Uma das amigas de Scarlett provavelmente seria menos complicado para namorar. Haveria menos complicação se não desse certo. Mas ela não era Harper. "Você vai?" Amanda gritou. "Isso significa que ela pode vir me ajudar na preparação para


o baile? Eu posso ligar para ela agora e pedir?" "Eu disse que ia pensar em convidá-la para jantar, não a empregar para fazer sua maquiagem. Meu Deus." Amanda fez uma pausa, o que significava que ela estava pensando, o que só poderia ser ruim. "Você poderia fazer o seu jantar, aqui. Depois que eu fosse para o baile." Eu poderia. Seria bom ver Harper aqui em Connecticut. Não foi a pior ideia que Amanda já tinha tido. "Eu vou pensar sobre isso", disse e Amanda gritou novamente. Olhei para Scarlett, que sorriu para mim. "O quê?" Eu perguntei a ela. Ela encolheu os ombros. "Nada." Amanda abandonou seu prato de comida e foi em direção à sala, sem dúvida, para pegar seu celular. "Posso chamá-la agora? Verificar se ela está livre? Isso vai ser muito divertido. Será como, a melhor noite de sempre!" "Você precisa reduzir as suas expectativas", eu disse à minha filha. "E prepare-se para o fato de que ela possa dizer não." Ela fez uma pausa e virou o rosto para mim. "Então e se ela disser? Você sempre me disse que não aceita um não como resposta." Eu não podia discutir com isso. Estava acostumado a conseguir o que queria. E agora, eu queria Harper.


Capítulo Treze Harper Eu não poderia me lembrar de ter ficado alguma vez tão nervosa. Tinha ensaiado e me preparado para a apresentação da Goldman e trinta minutos atrás estava me sentindo muito confiante. Mas, como estava chegando a hora da apresentação, meu batimento cardíaco tinha começado a acelerar como se eu estivesse correndo sobre brasas. "Então, você vai lidar com quaisquer perguntas sobre o processo?" Perguntou Max. Eu balancei a cabeça, pegando a barra da minha saia quando nos sentamos na parte de trás do táxi a caminho de Midtown. Eu gostaria de ter trazido um pouco de água. Minha garganta estava seca e apertada. Eles teriam água para servir lá, certo? Era com as perguntas que estava mais preocupada. Eu não estava nem um pouco preocupada com a apresentação. Pode ser um aquecimento para apresentação do projeto para o JD Stanley, mas ainda era importante. Havia seis dígitos de lucro que seria perdido se eu cometesse algum erro. Isso pode ser uma gota no oceano de Wall Street, mas era um monte de dinheiro para mim. Minhas partes da apresentação? Eu elaborei e escrevi. Ao contrário de Max, que iria falar de improviso, tinha escrito um roteiro e memorizado. Ensaiei bem alto em casa mais e mais. Sabia quando fazer uma pausa, quando pedir às pessoas para virar as páginas no seu conjunto de slides, e quando dar ênfase ao que era necessário. Contanto se não tivesse esquecido minhas anotações e os papéis impressos, eu estaria bem. Mexi meus pés, para tocar minha bolsa executiva para certificar que os papéis estavam todos lá. Eles estavam. Assim como nas últimas trinta e seis vezes que havia verificado. "Não fique nervosa", disse Max, alisando sua gravata. "Vai tudo ficar bem. O ensaio foi bom." Como ele poderia saber se isso ia ficar bem? Claro, ele tinha visto o ensaio, mas quando há pressão, ninguém sabe como as coisas podem acabar. Eu superei meus nervos e pressão por estar extremamente preparada - mas eu não poderia me preparar para as perguntas, pelo menos não para todas elas. "Fácil para você dizer," respondi. "Quero dizer exatamente isso," ele disse, colocando a mão no meu joelho. Empurrei. A última coisa que eu precisava era pensar nele nu." Desculpe, eu preciso. . ." Eu não tinha certeza do que precisava. Ele olhou para fora da janela. "Tudo bem já entendi. E se te pedir um favor? Isso te ajudaria a distrair sua mente?" Perguntei. Eu não respondi, não tinha certeza de nada que não estivesse no meu script. "Amanda quer que você vá ajudá-la a se preparar para o baile. Eu disse que ia te perguntar sobre isso." Isso não era o que esperava. "Em Connecticut?" Perguntei.


Ele assentiu. "Você não tem que ir, mas sei que Amanda gostaria que você fosse. Ela sugeriu que você e eu fôssemos jantar juntos quando ela sair." "Ela está tentando fazer com que namoremos?" Eu ri. "Eu acho que sim. Ela é uma grande fã sua." Max sorriu. "Essa opinião é da família, aparentemente." Eu sorri. Max e eu não tínhamos falado sobre como nos sentíamos, de modo que seu comentário foi inesperado. Eu queria puxá-lo, beijá-lo, mas não fiz isso. Eu precisava manter minha concentração. "Gostaria que você fosse", ele disse. Eu gostava de Amanda, mas não sabia como me sentia a respeito dela querer que Max e eu namorássemos. "Isso não é estranho, pois você sabe o que sua filha armou para você?" Max inclinou a cabeça. "Devia ser, eu acho. Mas ela vive falando que eu preciso namorar. Estou acostumado com isso." "Você disse a ela que estamos. . . " "Fodendo como coelhos? Curiosamente, não," ele disse, rindo. Era o que estávamos fazendo? Fodendo? Não tinha certeza. Eu gostava do cara, realmente gostava dele, mas ele era meu chefe e tinha uma filha e toda essa vida secreta em Connecticut que não sabia como era. "Acho que talvez ela se apegou ao fato de que eu gosto de você", disse ele. Borboletas no estômago tiraram da minha cabeça o meu nervoso sobre a apresentação da proposta para Goldman. "Eu sei que minha irmã sabe." Gostava de mim? Será que isso significa que ele não estava me fodendo apenas pelo seu prazer? Não tinha certeza se esse era o meu sentimento também. "Scarlett?" Perguntei. "Sim, ela fez alguns comentários quando estávamos falando sobre você." Ele passou o braço sobre o encosto do assento. "Olha, não se sinta pressionada, mas eu gostaria que você fosse para Connecticut, mesmo se não der para você ir agora para o baile – que é daqui a três semanas. Você pode ter planos." "Não tenho." Ele levantou uma sobrancelha para mim. "Você não tem planos?" Perguntou. Balancei minha cabeça. "Então? Isso significa que você vai?" "Claro." Sorri. Eu poderia dizer que ambos queríamos nos tocar, beijar-nos, mas havia algum tipo de campo de força imaginária quando estávamos com roupa de trabalho. O táxi parou na Quinta Avenida. Merda, nós chegamos. "Max King para Peter Jones", disse quando chegamos na recepção. Quando estávamos a caminho dos elevadores, ele disse. "Fiz esse tipo de coisa um milhão de vezes, Harper. Eu vou intervir se perceber que ele está te pressionando em demasia." Ele pretendia ser reconfortante, mas não queria que ele interviesse. Eu queria fazer isso para que a apresentação do JD Stanley se tornasse fácil. Ou mais fácil. Realmente queria que meu pai visse o que eu era capaz de fazer, apesar do que ele me fez. Talvez então ele percebesse o que havia perdido, e aprenderia que saber trabalhar com dinheiro não significa que você conhece uma pessoa, e que pode influenciá-la ou inspirá-la.


"Estou bem", eu disse, com um sorriso profissional aberto. "Está tudo bem." Quando entramos na sala de conferência três homens levantaram-se de suas cadeiras do outro lado da mesa de mogno oval para nos cumprimentar. Todos brancos, todos calvos, todos um pouco acima do peso. Na verdade, eu poderia trocar quaisquer partes deles e tinha certeza de que ninguém notaria. Depois das apresentações, nós nos sentamos em frente à mesa. "Cavalheiros, temos alguns slides que gostaríamos de passar para vocês verem", disse Max enquanto colocava três cópias da nossa apresentação sobre a mesa. Nenhum deles fez um movimento para pegar os papéis. O homem em um terno cinza juntou os dedos na frente dele. "Por que você apenas não nos fala sobre a experiência que tem na Ásia. A maioria de seus concorrentes têm escritórios locais, e eu gostaria de entender um pouco mais sobre como você vai ser capaz de fornecer qualquer valor real para nós estando aqui em Manhattan. Merda. Merda. Merda. Merda. Merda. Isso não estava sendo como o planejado. A apresentação era o que me deixava segura. Olhei para Max, que parecia tão relaxado como se alguém tivesse acabado de solicitar o nome de solteira de sua mãe. Ele se recostou na cadeira e acenou com a cabeça. "Certo. Estou muito feliz de falar sobre nossas escolhas estratégicas em termos de alcance internacional." Ele começou a explicar que como suas despesas gerais eram baixas, significava que ele poderia gastar dinheiro empregando especialistas na área, o que poderia fazer com que projetos diferentes pudessem ser elaborados, ao passo que seus concorrentes tinham que usar as pessoas que haviam empregado em seu escritório local, independentemente de haver ou não pessoas qualificadas para isso. "As pessoas dessas empresas que trabalham em suas mesas em Kuala Lumpur realmente ficam em suas mesas - elas não conhecem as pessoas do local, que estão realmente inseridas na economia da região, não sabem o que acontece na área. Minha rede de contatos são as pessoas que vivem a realidade do dia-a-dia, as situações geopolíticas em muitas indústrias." Max inclinou-se para a frente enquanto falava, olhando para o seu público como se fossem as pessoas mais importantes do mundo e demonstrando que ele tinha preciosas informações para compartilhar com eles, pareciam acha-lo tão atraente como eu. Max respondeu tranquilamente cada uma das perguntas, como se fosse Rafael Nadal em uma partida de tênis, e conforme a reunião avançava, os homens de terno ficavam visivelmente relaxados e ainda riam de alguns dos comentários irónicos de Max. "Você acha que este seu procedimento produz alguma coisa que nunca tenhamos vimos antes?" O homem sentado no meio bateu os dedos contra o braço da cadeira. "Você vê claramente esse procedimento como parte de sua vantagem competitiva." Max virou-se para mim. Esta foi a parte da apresentação que eu tinha preparado. "Harper, você queria acrescentar alguma coisa aqui?" Eu levantei o canto da minha boca, tentando fingir um sorriso, querendo cobrir o fato de que minha mente estava em branco. Completamente em branco. "Sim." Folheei minha cópia da apresentação que estava fechada. "Como você disse, nós vemos isso como uma vantagem competitiva chave sobre os outros no mercado. . . " Eu olhei para cima e examinei os três pares de olhos todos voltados para mim. Estendi a mão para o meu copo de água e tomei um gole. Minha mente estava em branco. Tinha ensaiado sobre isso


centenas de vezes, mas eu precisava de um lembrete. "Nós gostamos de concluir as coisas," falei. Esse era um dos meus pontos-chaves, não era? Eu não sabia o que estava dizendo. Comecei a folhear minha apresentação freneticamente. "Eu . . . Se eu pudesse apenas . . . " Max colocou a mão no meu antebraço. "Harper muito bem. Uma das principais coisas que nos diferencia de outras empresas no mercado são as conclusões que somos capazes de obter." Várias vezes Max fez uma pausa e virou-se para mim, o que me permitia intervir e falar algo se realmente pudesse ter pensado em uma única coisa a dizer. Eventualmente, acabei ficando sentada e quieta no meu lugar. Tinha recebido esta grande oportunidade e eu totalmente consegui bombardeá-la. Que diabos estava acontecendo comigo? Eu me preparei muito para hoje e não consegui falar nada. No meu subconsciente sabia que não merecia estar aqui? Os comentários do meu pai, no almoço na semana passada, me feriram mais fundo do que percebi? Estava tentando provar ao meu pai que era digna deste trabalho, mas não tinha certeza se eu acreditava nisso realmente.

Tentei lavar a reunião que ocorreu na Goldman Sachs, mas o banho não estava ajudando. Nem o óleo de banho relaxante ou a música suave que vinha do meu quarto. Eu estava tentando relaxar, acalmar. Nada estava funcionando. Tudo o que conseguia fazer era repetir a reunião desastrosa no início do dia uma vez atrás da outra. Deslizei sob a água, submergindo a minha cabeça na vã esperança de que limparia tudo e afastaria o meu constrangimento. Emergi. Não, eu ainda queria morrer. Max deve pensar que sou uma idiota. Minha respiração ficou presa quando ouvi uma batida forte na porta. Timing perfeito. Ali estava ele para me dizer isso. Bem, eu não tenho que atender a porta. Eu o ignorei. "Harper, eu sei que você está aí. Atenda à porta." Não deveria ter colocado esta música. Levantei-me e enrolei uma toalha em torno de mim. Max começou a bater na porta. "Estou indo," gritei. Abri a porta, então virei-me imediatamente e voltei para o banheiro. "É bom ver você, também," ele murmurou. Larguei minha toalha e voltei para o banho. Eu esperava que ele me seguisse, mas em vez disso ouvi as portas do armário serem abertas na cozinha. O que ele estava fazendo? Ele apareceu, descalço, sem paletó e gravata, segurando dois copos de vinho. Certo, neste momento ele simplesmente era o homem perfeito. "Você tem um belo rabo apertado", eu disse. Ele sorriu. "E eu realmente sinto muito te fodido tudo." Ele me entregou um copo, que peguei agradecendo. Ele definitivamente trouxe a garrafa com ele – eu não possuía nada tão bom. Tinha gosto de custar o meu salário de um mês. Ele suspirou, fechou a porta do banheiro e começou a desabotoar sua camisa. Quando


ele desfez o último botão, ele tomou um gole de vinho e colocou-o ao lado da banheira e tirou o resto de suas roupas. "O que você está fazendo?" Perguntei quando ele entrou no banho. Ele não respondeu, apenas sentou-se na extremidade oposta, puxando minhas pernas sobre as dele. "Você engasgou hoje", ele disse, tomando um gole de vinho. "Sim, obrigada, Capitão Óbvio. Se você está aqui para me fazer sentir pior ainda, pode sair agora." Ele agiu como se não tivesse me escutado, acariciando as pernas que eu tinha em sua coxa. "Você sabe que é Michael Jordan?" Agora, ele vai falar sobre esportes? Ótimo. Apenas o que eu precisava. Balancei a cabeça. "O grande jogador de basquete de todos os tempos, certo? Um vencedor consumado." "Er. . . sim." Onde diabos ele estava indo com isso? "Bem uma coisa que ele disse foi o melhor conselho de negócio que já recebi. Foi assim, 'eu perdi mais de nove mil lances em minha carreira e perdi quase trezentos jogos.'" Ele passou as mãos para cima e para baixo nas minhas pernas, “’ Vinte e seis vezes fui confiante que iria ganhar e tirar a foto da vitória e perdi. Eu falhei uma e outra e outra vez na minha vida. E é por isso que consegui.’" Ele fez uma pausa e olhou para mim. "Todos nós fodemos algo, alguma vez na vida, Harper. Todos nós ficamos sufocados. É assim que as coisas melhoram." Suspirei e deslizei um pouco de água nas palmas das mãos. "Sim, bem, eu não sou um jogador de basquete", murmurei. "Claro que você é, todos nós somos. Você não saiu do útero pronta. Quantas vezes você caiu antes de aprender a andar? Você não pode desistir quando falha na primeira vez." Ele pegou meu pé, pressionando os polegares em minha sola. "O problema é que chega um momento na vida, na época da faculdade, em que você não se fode durante um tempo. Nesse tempo você passa nos exames, se forma e depois consegue um emprego. Tudo isso é bom. Mas é uma falsa sensação de segurança, porque se você quiser aprender e crescer, se foder é inevitável." "Então, se você está dizendo que sabia que eu ia engasgar, por que você me levou para a apresentação?" Eu tentei puxar minha perna, mas ele segurou firme. "Posso ser bom, mas eu não sou a porra de um vidente. Ninguém sabe quando isso vai acontecer, só que acontece em algum momento." A pressão no meu peito começou a diminuir. Ele estava certo. É claro que ele estava. "Mas eu odeio isso." "Tenho certeza de que Michael Jordan odiava quando perdia algum jogo." Eu não disse nada. Eu era nova e inexperiente e ia deixá-lo me mostrar como as coisas funcionavam. "Harper, é por isso que eu queria que você apresentasse o projeto na Goldman. Não quero que você sufoque na frente de seu pai." Ele realmente tentou me proteger? Calor por ele se espalhou pelo meu corpo. Eu não estava acostumada a ter alguém me protegendo de uma forma tão óbvia. Não um homem pelo


menos. E eu gostei. Mais do que poderia esperar. Puxei meu pé de suas mãos e se sentei em seu colo, colocando uma perna de cada lado de seu corpo. "Você sempre diz exatamente a coisa certa." Ele riu. "Acho que minha filha iria discordar." Eu passei meus braços em volta de seu pescoço e beijei-o brevemente em sua mandíbula. "Você fica sexy molhado", eu disse. "Você é sexy o tempo todo", ele respondeu. "Certo", sussurrei e pressionei meus lábios nos dele. Nossas línguas se encontrando. Ele mudou de posição, empurrando-me para longe. "Vamos. Vamos sair. Quero transar com você sem ser interrompido por vizinhos reclamando sobre a água que escorre pelo seu teto." Bem, eu não podia discutir com essa lógica, também. Ele me segurou apertado enquanto saíamos do banheiro e ele me empurrou para a cama, caindo ao meu lado. Ele abriu minha toalha, como se me inspecionasse em busca de pistas, seus olhos vasculhavam meu corpo nu. "Você é linda", ele disse, apertando os olhos, como se não pudesse acreditar. Uma onda de pânico me atingiu no peito enquanto eu empurrava meus dedos pelos seus cabelos. Eu não poderia imaginar não ter isso, não tê-lo, para conversar, beijar, foder. O que faria quando tudo tivesse acabado? "Estou ansioso esperando que você vá para Connecticut", disse ele. "Eu quero te foder na minha cama." Ele baixou a cabeça e circulou um dos meus mamilos com a língua. A sensação de desconforto no estômago expulsou o pânico e eu mexi meu quadril para o lado, enroscando as minhas pernas com as dele. A toalha abriu e peguei seu pau pesado. Eu tremi quando comecei a bombear para cima e para baixo. Ele assobiou por entre os dentes, jogando a cabeça para trás. "Eu estive pensando em suas mãos no meu pau o dia todo ", disse ele. "Você é absolutamente perturbadora." "E irritante, lembra?" Ele estendeu a mão para minha buceta, e eu sacudiu meus quadris para cima para encontrar seus dedos, sempre ansiosa por seu toque. "Isso é parte da distração, parte da atração." Seus dedos mergulhados dentro de mim, o polegar pressionando o meu clitóris, a frustração e constrangimento do dia dissolvendo sob seu toque. "Você pensa em mim?" Ele perguntou, lentamente empurrando-se em minhas mãos. "Você pensa sobre isso?" Ele roçou meu ombro com os dentes, em seguida, mordeu, fazendome gemer. "O tempo todo." Era verdade. A única forma que sobrevivi no escritório foi por evitá-lo, mas isso foi como tentar evitar a gravidade. Minha atração por ele era inevitável. Soltei seu pau e ele começou a deslizá-lo sobre o meu sexo, provocando, prometendo. Estiquei meu braço para alcançar minha mesa de cabeceira, mas ele assumiu minha busca por um preservativo. "Eu tenho que estar dentro de você agora", ele sussurrou. "Estava querendo você o dia todo." Ele fez uma pausa em seu ritmo e eu choraminguei. "Eu sei, Harper, eu também preciso." Eu nunca tinha sido tão sexualmente vulnerável com um homem, nunca ofereci tanto de


mim. Mas com ele não era uma escolha; era obrigatório. Não havia outra maneira que eu pudesse ser. Ele deslizou as mãos sob a minha bunda e me puxou para ele enquanto sentava-se sobre os joelhos, o calor de seus olhos substituído pelo calor de seu corpo. Seu olhar penetrou em mim quando ele empurrou. Ele não foi lento, mas não foi apressado, apenas moveu-se forte dentro de mim, confiante daquele jeito que quase me fez gozar - a sensação de ser totalmente consumida por ele mental e fisicamente me empurrava, deixando-me no limite. "Max", eu chamei. "Estou aqui. Estou fodendo você, precisando de você, possuindo você. "Ele estava certo. Ele me possuía. Levantei meus joelhos e ele rosnou, "Eu vou te foder sobre minha mesa um dia, enquanto você estiver olhando para Manhattan, sua saia em torno de sua cintura, o seu rabo no ar." Ele empurrou novamente. "Eu quero você na minha cama, em Connecticut, na escada, contra a parede do hall de entrada deste apartamento. Quero que você em cada táxi que compartilharmos juntos. Eu nunca quis ninguém assim." Suas palavras flutuaram sobre mim como luz do sol, aquecendo a minha pele, livrando meu cérebro das sombras. Eu queria tanto ele que era quase assustador. Antes que o medo pudesse tomar conta de mim, o prazer começou a se instalar na minha barriga e nas minhas pernas. "Max", eu sussurrei, minhas unhas cavando em sua pele. "Eu sei. Eu sei. Eu sei." Ele me conhecia, entendia tudo. Naquele momento estávamos unidos; estávamos conectados; éramos inseparáveis.


Capítulo Catorze Max "Bom dia," disse quando passei na mesa de Donna. Ela olhou para mim com desconfiança, provavelmente porque eu estava sorrindo. "Você está bem?" Ela perguntou da porta enquanto eu tirava o meu casaco. Eu olhei para ela, ainda sorrindo. "Eu estou excelente, como você está?" A última noite com Harper tinha sido maravilhosa. Sexo sempre foi uma parte importante da minha rotina, da minha vida, mas com Harper havia um nível de conexão que nunca tinha tido com mais ninguém. Talvez tenha sido a razão pela qual minha família sempre me questionava continuamente sobre encontrar uma namorada. Talvez eles perceberam que um relacionamento poderia ser bom, que era fácil estar com alguém. Harper me fazia rir, fazia me sentir quente, e me deixava louco em dez segundos. Eu não poderia obter o suficiente dela. "Eu estou bem, obrigada. Um pouco preocupada pois ladrões abduziram meu chefe, mas tudo bem, estamos em Manhattan, isso é de se esperar que aconteça." "Você é muito jovem para ser tão cínica, Donna", eu respondi. "Ok, agora você está realmente começando a me assustar. Posso arranjar-lhe um café? Talvez isso vai trazê-lo de volta para uma marcha normal," ela disse quando o telefone tocou. "Volto já", disse ela, em seguida, fechou a porta. Sentei-me e girei minha cadeira ficando de frente para a cidade. Eu estava prestes a conquistar JD Stanley, meu Everest pessoal. Amanda estava feliz e saudável. Eu estava transando com a garota mais bonita que já tinha posto os olhos. Não, nós estávamos fazendo mais que isso porra. Estávamos namorando? Voltei para minha mesa. Talvez quando ela for para Connecticut devamos ter uma conversa sobre o que estamos fazendo. Queria que ela conhecesse Scarlett e Violet adequadamente - elas poderiam ir em casa para uma rodada de bebidas naquela noite, mas eu queria que ela para mim, quando Amanda saísse para o baile. Talvez um brunch na manhã seguinte seria melhor. Eu esperava que Harper planejasse ficar por lá. Uma vez que ela estivesse em minha casa, eu sabia que ia ser é difícil deixá-la sair. Apertei o botão do interfone quando Donna me chamou. "Charles Jayne na linha um." Intrigado, peguei o telefone. O almoço tinha corrido bem. Eu tinha tudo que precisava e nós estávamos no caminho certo para nossa reunião na próxima semana. Esperava que ele não quisesse cancelar. "Max King. Como posso ajudar?" "Quero falar com você sobre a apresentação na próxima semana." Merda, ele ia cancelar. Sentei-me na cadeira. Não deixei ele perceber que eu estava agitado. "Sim, senhor, estamos ansiosos por isso. Harper está fazendo um excelente trabalho. Tenho certeza que você vai ficar impressionado. " "É sobre o envolvimento de Harper que quero falar com você." Segurei o telefone com mais força. "Estou ouvindo", respondi, o meu tom um pouco mais conciso do que antes.


"Gosto de manter minha vida profissional e minha vida pessoal separadas", começou Charles. Essa tinha sido a minha política antes de Harper manchar as linhas entre meus dois mundos. Ainda acreditava que era uma boa política. Harper era apenas alguém que não pude resistir. Mas Charles havia empregado os seus filhos no negócio, então o que ele estava dizendo não fazia muito sentido. "Ok", respondi. "Não acho uma boa ideia que Harper trabalhe na conta JD Stanley. Você entende?" Empurrei minha cadeira para longe da minha mesa. "Não tenho certeza se entendi", respondi. "Não quero que ninguém pense que uma decisão que tomarei em relação a King & Associates está relacionada com Harper. Negócio é negócio." "Mas quero dar-lhe nossas melhores pessoas e -" "Quem decide isso é você", disse ele. "Não vou forçá-lo a fazer qualquer coisa. Mas se você vier para nossa reunião na próxima semana, não quero Harper na equipe." Merda. Quer dizer, entendi. E eu pensei que me sentiria da mesma maneira. Não tenho certeza se Harper seria tão compreensiva. Mas ele era um cliente em potencial, que eu estava desesperado para conquistar. "Claro, senhor, é inteiramente para você que a equipe pretende trabalhar." "Estou satisfeito que você entenda. Estou ansioso para o que você tem a mostrar." Desliguei e cai de volta na minha cadeira. Devia ter dito não? Como poderia dizer isso a Harper? Será que poderia retirá-la da equipe? Mas esta era a oportunidade que eu estava esperando e Harper sabia disso. Ela iria entender, não iria? Isto não é pessoal. É negócio. Porcaria. Levantei-me e peguei meu casaco. Precisava de um pouco de ar fresco e bom senso. "Estou indo no Joey tomar um café", disse para Donna enquanto me dirigia aos elevadores. "Tudo bem?" Ela perguntou. Eu não consegui responder. Harper iria entender. Na verdade, ela se sentiria aliviada. Ela poderia levar algum tempo, para construir a sua confiança depois da maneira como engasgou na Goldman. Mas algo me dizia que ela não ia pensar assim. Isso pode ser um negócio para mim, mas era muito pessoal para Harper. Era como se Charles Jayne tivesse jogado uma granada, e estava me preparando para a explosão, mas esperava que fosse um fracasso. Três. . . duas. . . um. * "Você pode chamar Harper?" Perguntei a Donna através do viva-voz, limpando a tela com o polegar. "Claro." Levantei, tirei minha jaqueta e arregacei as mangas. Café e uma conversa com Joey sobre beisebol tinha ajudado a clarear minha mente para dizer a Harper que ela foi retirada da equipe JD Stanley e isso tinha que ser feito o mais rapidamente possível. Como era uma


questão relacionada com o trabalho, deveria dizer a ela no escritório. Parte de mim queria levar uma garrafa de vinho para a seu apartamento para podermos degustá-la em um relaxante banho de banheira, e então poderíamos falar sobre este assunto. Dessa forma, eu podia segurá-la caso ficasse chateada. Mas Harper foi clara em afirmar que não queria nenhum tratamento especial no trabalho. "Oi", Harper disse quando apareceu na minha porta. "Oi", resmunguei, em seguida, limpando minha garganta. "Feche a porta e sente-se." Ela franziu a testa e fez como pedi. Respirei fundo. "Quero falar com você sobre a conta JD Stanley." Suas mãos enrolaram em torno do braço da cadeira. "Vou fazer uma mudança e colocar Marvin como sendo minha segunda cadeira na reunião com a JD Stanley." Eu esperei pela explosão. O olhar dela caiu em seu colo, em seguida, voltou-se para encontrar os meus. "Isto porque me engasguei na reunião com Goldman?" Ela perguntou. Claro que isso era o que ela pensaria. Esta foi a minha deixa. Eu poderia dizer-lhe que precisava de uma pessoa mais experiente. Não tenho que lhe dizer o que seu pai havia dito. Eu não tinha que machucá-la. "Como é que eu vou aprender com meus erros se você não me der outra chance?" Ela se inclinou um pouco. "Estou pronta agora. Eu realmente conheço todo material até mesmo onde estão suas seções." Ela estava pronta. Eu poderia dizer pela forma como falou em nossas reuniões matinais que, ao invés da falha do Goldman minar sua confiança, tinha a alimentado. Eu trouxe minhas mãos para a minha mesa. Devo mentir para ela? Posso? Gostava de conseguir o que queria. E eu queria a conta JD Stanley sem Harper e queria que ela ficasse bem sobre isso. Mas não podia ser desonesto para que isso acontecesse. Eu não era um homem assim. "Sei que você está pronta. Não é isso." "Sério, Max. Posso te mostrar. De verdade. Posso fazer a apresentação para toda a empresa, trazer até mesmo pessoas da rua. Eu posso fazer isso." Porra, isso ia ser mais difícil do que esperava. Ela estava tão comprometida com esta apresentação. Mesmo que seus motivos não estivessem relacionados com o negócio. Balancei a cabeça. "Eu sei que não existe uma pessoa melhor para este trabalho." "Então por quê?" Ela perguntou, batendo as mãos sobre os braços da cadeira. "Seu pai me ligou esta manhã." Ela deslocou-se para a frente em seu assento e eu respirei fundo. "Ele disse que não queria que você participasse da apresentação." Ela caiu para trás em sua cadeira, olhando para a minha mesa, com os olhos vidrados. Eu nunca tinha experimentado nada parecido com isso. No escritório tudo era tão claro para mim. Era em casa que tudo era cinza e eu sempre questionei minhas decisões. Dizendo isto a Harper despertou um lado diferente em mim. Eu queria ir até ela e confortá-la. "Por que ele disse isso?" Ela perguntou. "Ele apenas não quer misturar o lado pessoal com o profissional. Foi o que pude entender." Ela ficou em pé. "Ele emprega seus três filhos do sexo masculino. Isso não é misturar


negócios com o lado pessoal?" Esfreguei minhas mãos sobre o meu rosto. Como eu poderia fazer isso certo? "Eu entendo que isso é frustrante." "Frustrante?" Ela gritou. "Você está brincando comigo? O cara é um imbecil. Ele está tentando arruinar minha carreira." Eu não tinha tive a impressão de que ele não estava fazendo nada mais do que sendo egoísta. "Talvez ele se sentiu um pouco desconfortável, porque vocês dois estão separados." Eu acho que iria sentir o mesmo. "Tenho certeza que ele não estava tentando fazer você ficar mal." Harper pôs as mãos sobre a mesa e se inclinou na minha direção. "E então o que, você lhe disse, 'sim, senhor, obrigado, senhor? Quem se importa se foder com a garota que estive enroscado nas últimas semanas. Quem dá a mínima para os sentimentos dela? Contanto que ainda esteja na fila para conquistar a sua conta, farei qualquer coisa que você quiser’. "Foi isso que aconteceu?" Havia veneno em seu tom de voz e ela estava alterada. Eu tinha agido de acordo com os melhores interesses da King & Associates e se ela fosse racional perceberia. "Não, eu disse que achava que você era a melhor pessoa para o trabalho." Ela esperava que eu fosse discutir com ele? Em última análise, ele era o cliente. Ele tem que escolher a sua equipe. Ela balançou a cabeça. "Mas você ainda lhe disse que iria me tirar da equipe?" "Harper, ele é o cliente. Ele pode escolher quem ele quer que trabalhe para ele." Ela colocou a mão em seu quadril. "Adivinha o quê, idiota? Você pode escolher para quem você trabalha, também. Você não pode? Ele estava testando você. Queria ver se te pedisse para saltar, se você iria perguntar quão alto era o salto. Ele é um pedaço de merda que está determinado a fazer-me infeliz." Ela cobriu o rosto com as mãos e meu coração se apertou. Porra, eu odiava que ela fizesse isso comigo. Eu não tinha feito nada de errado. A última coisa que queria fazer era perturbá-la. Eu queria desesperadamente confortá-la, mas isso era negócios. Ela alisou sua saia e levantou seus ombros. "Ele pediu-lhe para escolher entre ele e eu", ela disse, com voz calma. "E você tomou sua decisão. Então, boa sorte." Ela virou-se e dirigiu-se para a porta. Eu queria correr atrás dela, fazê-la entender, mas ela estava fora de minha sala antes que me levantasse. A última coisa que queria fazer era uma cena, agravar a situação. Eu sairia mais cedo, mas em vez de voltar para Connecticut esta noite, iria ao seu apartamento para que pudéssemos conversar.


Capítulo Quinze Harper Cheguei no apartamento de Grace, vindo direto do trabalho, com o rosto manchado de lágrimas. Na viagem de metrô, tentei descobrir por que estava chateada, se era por causo do meu pai ou de Max. Eu não tinha chegado a qualquer conclusão. "Você acha que ele sabia?" Grace perguntou. Sentei em seu sofá cinza de cinco mil dólares no Brooklyn, acariciando o braço de veludo, que estava me oferecendo em pequeno conforto. Grace entregou-me uma enorme taça de vinho tinto e sentou-se. "O que? Que meu pai estava testando-o?" Perguntei. O que era isso? Um teste? Ou uma demonstração de poder? Eu tinha saído da sala de Max e ido direto para a minha mesa, imprimi meu pedido de demissão, coloquei-o em um envelope, e pedi para Donna entregar para Max. Não tinha muitos itens pessoais no escritório e consegui colocar todos em minha bolsa executiva. Chorei durante todo o caminho para o Brooklyn. "Não, você acha que seu pai sabia que Max King estava transando com sua filha?" Eu levantei minha cabeça. "Como poderia? E de qualquer maneira, por que ele se importaria?" Ela encolheu os ombros. "Eu não sei. Os pais são protetores com suas filhas ". Bufei. "Sim, bem, doadores de esperma não são." Eu tinha certeza de que Charles Jayne não tinha nenhum instinto paternal em sua vida. "Eu só acho que é um pouco estranho ele aceitar o convite para o almoço e, em seguida, não querer que você trabalhe em sua conta." Muitas das atitudes de Charles Jayne não faziam sentido. Ele sabia que a JD Stanley era uma grande conta e se ele solicitasse a minha retirada da equipe, isso seria ruim para mim. "Ele simplesmente não me quer perto dele." Segurei firme no braço de veludo do sofá. Grace tomou um gole de vinho. "Talvez." "Talvez?" Perguntei. "Acho que não estamos vendo todo do cenário." Jesus, desde quando Grace dava o meu pai, o benefício da dúvida? Ela sabia como ele se portou como um idiota ao longo dos anos. "Você está ficando do lado dele?" Ela torceu a haste da taça entre os dedos. "Não, não mesmo. Não há lado para mim, exceto o seu. Só estou dizendo que as coisas não estão batendo." Bebi um pouco de vinho, desesperada para que o líquido fizesse sua magia de relaxamento. "Ok, então o seu pai é um idiota. Vamos apenas tentar interpretar os fatos. Por alguma razão, ele não quer que você trabalha em sua conta." Ela revirou os lábios como se estivesse tentando não dizer o que diria a seguir. "Estou preocupada pelo fato de você estar incomodada


com ele. E pelo fato de que você pediu demissão de um trabalho que batalhou duramente para conseguir. Você não está apenas deixando seu pai controlá-la?" Quando a conta JD Stanley surgiu, pensei que seria uma oportunidade para finalmente me livrar do fantasma que é meu pai. "Eu apenas pensei que tinha uma vantagem nesse momento, e que esta fosse minha chance de demonstrar-lhe o que estava perdendo em não me contratar. "Eu deveria ter pensado melhor. Eu nunca tive vantagem em nada quando isso envolvia meu pai. "Acho que ele sabia disso e não quis ver. A maioria dos idiotas não querem ser lembrados de suas idiotices. Eles querem reinventar a realidade para que não sejam idiotas, ou evitar qualquer situação onde possam ser lembrados de suas idiotices." Grace estava falando por experiência própria e de repente me senti mal por estar aqui despejando tudo isso em cima dela. Seu pai tinha traído sua mãe mais de uma vez, e ela sempre disse depois que era como se ele tivesse usado um entalhador imaginário e atravessado a memória das pessoas, rescrevendo as histórias. "Seu pai é um homem poderoso e homens poderosos não gostam de estarem errados." "Mas ele estava bem no almoço." Limpei uma gota inexistente de vinho do lado de fora da minha taça. Por que ele concordou em almoçar sabendo que eu estaria lá e depois não me quis trabalhando em sua conta? Grace assentiu. "Ele estava, provavelmente, curioso, queria ver se você o tinha perdoado." O almoço tinha sido bom. Ele foi educado e profissional. Será que ele realmente esperava outra coisa? "E ele provavelmente não pensou em nenhum instante em como você se sente sobre isso", Grace continuou. "Tenho certeza que ele é como a maioria dos homens - muito focado em si mesmo e sem se preocupar com qualquer outra pessoa." Egoísta era exatamente o que o meu pai era. Quando eu era pequena e ele não aparecia quando dizia que apareceria, fingia para minha mãe que não tinha me importado. Lembro-me de um desentendimento onde ele a fez chorar, muito, e sabia que ela choraria mais se soubesse que eu estava decepcionada. Então aprendi desde cedo a mascarar quando estava triste e chateada. Mas isso foi logo substituído por raiva e frustração e isso eu não era boa em encobrir. Olhei por cima de minha taça e encontrei Grace usando um top na parte superior de seu corpo. "Eu ficaria surpresa se ele estivesse tentando sabotar sua carreira", ela disse girando o vinho em sua taça. "Tenho certeza que ele poderia tê-la impedido de conseguir um emprego em Wall Street muito facilmente, se é isso que quisesse fazer. Ele disse a Max para demiti-la?" Eu balancei minha cabeça. "Eu não penso assim. Apenas disse que não me queria trabalhando na conta, porque ele queria manter sua vida pessoal e profissional separada." Talvez Grace estivesse certa e isto não dizia respeito ao meu pai tentar me arruinar e sim dizia respeito a ele estar se protegendo. Lágrimas brotaram nos meus olhos. Eu cobri meu rosto com a mão livre tentando me esforçar para conter as lágrimas. Se eu não tivesse ficado tão envergonhada pelo fato de que meu pai não queria que trabalhasse em sua conta exatamente como ele não me desejou, quando nasci, as coisas poderiam ser diferentes. Um cliente regular, solicitando uma mudança de equipe teria


machucado, mas superaria isso. Meu pai solicitando que eu não trabalhasse em sua conta se nos déssemos bem poderia ter sido suportável, mas foi o elemento Max que tornou tudo tão humilhante. De alguma forma, ter dito a ele sobre o meu pai, depois de ter confiado nele, fez com que sua decisão de aceitar a vontade dele, sem questionar, abrisse uma ferida muito profunda. Quis trabalhar para Max King durante mais tempo do que conseguia lembrar e eu tinha arruinado isto por dormir com ele. "Isso é uma traição", disse soluçando. Grace pegou o vinho da minha mão pois quase derrubei o liquido nas almofadas. Ela sorriu. "Sinto muito. Não posso deixar você derramar vinho vermelho neste belo sofá. Desabafe, chore, mas sem segurar o vinho tinto, enquanto você está fazendo isso." Eu ri, sua preocupação com o seu sofá quebrou o meu sofrimento. "Você está certa. Este sofá é muito bom para ser estragado por causa de um homem. Você finge que não gosta das coisas boas da vida, minha amiga, mas isso está dentro de você, não tem como fugir." Ela tomou um gole do vinho que tinha acabado de pegar da minha mão. "Eu sei. No entanto tento, mas não tem como reverter. Eu tenho esse bom gosto." Eu ri. "Você tem. Por mais que você combata isso, você sempre será uma princesa de Park Avenue." "Você vê? Pelo menos posso fazer você rir com minhas escolhas ridículas de vida." Grace mudou de posição, sentado de pernas cruzadas no sofá de frente para mim, me dando toda a sua atenção. "Falando de escolhas ridículas, me fale sobre a sua demissão." "Max teve que tomar uma decisão. Ele sabia como me sentia com relação ao meu pai e ele não hesitou em aceitá-lo em detrimento a mim." Balancei a cabeça. "Se ele fosse apenas o meu patrão, se não tivesse lhe dito como meu pai me abandonou, poderia ter sido capaz de engolir minha expulsão da conta JD Stanley. Mas a maneira como ele tão facilmente escolheu os negócios por sobre mim foi simplesmente demais." Era como se ele tivesse traçado uma linha na areia e tivesse dito que seus sentimentos nunca seriam mais importantes do que o seu trabalho. "Não sabia que as coisas estavam sérias entre vocês dois", ela disse. "Não é sério." Talvez se tornou mais sério do que percebi. "Mas sério o suficiente para você querer que ele coloque você acima do trabalho", disse Grace. Eu não respondi. Não sabia o que dizer. "O que ele dá como desculpa?" Grace perguntou. "Ele apenas disse que o cliente pode escolher a equipe." Grace fez uma careta. "Não se atreva a dizer que ele está certo." Ele não estava certo, estava? "Seria diferente se Max e eu não estivéssemos fodendo, mas nós estávamos. Não sou apenas sua empregada." Eu não tinha certeza do que éramos um para ao outro e supunha que não importava mais. Mas ele me devia alguma coisa. Algum tipo de lealdade. Não devia? "Não tenho certeza se você estaria bastante chateada - tão chateada se tivesse entregado sua demissão e vocês estivessem apenas “fodendo”. Você diz que não é sério, mas parece que você se interessa por ele. Você tem sentimentos por ele?" Tirei o cabelo do meu rosto como se isso pudesse me ajudar a ver mais claramente. Será que eu tenho sentimentos por ele? "Sinto que quero dar um soco na cara dele; isso conta?",


perguntei quando Grace esfregou minhas costas. Mas eu não queria dar um soco em Max, não realmente. Eu não estava com raiva. Sentiame destruída, como se tivesse tomado um gancho de direita no meu estômago. Em algum lugar ao longo da estrada, deixei-o entrar, gostava de estar com ele - era feliz, e não apenas quando fazíamos sexo. Não conseguia me lembrar de um momento em que fui verdadeira em qualquer um dos meus outros relacionamentos. Meu pai garantiu com que crescesse com o coração partido, as cicatrizes do nosso relacionamento criaram barreiras entre mim e os outros homens. Ninguém nunca as tinha rompido. Ninguém, exceto Max. Primeiro foi apenas o sexo – sexo incrível - e, em seguida, em algum lugar ao longo da estrada, ele se revelou para mim, e fui forçada a fazer o mesmo. Ele conseguiu com que me abrisse e deixei-o entrar. "Eu acho que talvez você sente mais por ele do que está querendo admitir, disse Grace. É claro que eu tinha sentimentos por ele. Max foi a única experiência que tive de estar em um quase relacionamento no ambiente de trabalho, e ia terminar antes mesmo de começar. Eu sabia que iria terminar com o meu namorado da faculdade quando ele se formou. Sabia que o cara que vi, ocasionalmente, em Berkeley nunca sairia do norte da Califórnia e eu nunca ficaria lá. Eu sempre via o fim antes de qualquer coisa começar. E isso me convinha. Isso significava que eu não me apegava, não tinha nenhuma falsa expectativa. Com Max, nunca tinha visto o fim e, então me senti enganada pelo tempo que poderíamos tem tido juntos no futuro. As minhas expectativas em relação a ele, em relação a nós, era muito grande, porque elas não tinham limites. Eu queria desesperadamente que Max tivesse dito ao meu pai que não queria mais trabalhar na sua conta, que não queria mais fazer negócio com ele. Finalmente, queria um homem para me colocar em primeiro lugar. À frente do dinheiro, à frente do negócio. Eu queria Max para se levantar e me reclamar como meu pai nunca tinha feito. Entendi que agora o meu coração estava fechado para quaisquer futuros felizes. Sem esperanças. Todo homem que viesse depois deste sempre teria limites.

Estava no closet de Grace, rodeada por suas roupas de grife que estava usando desde que vim para cá há pouco mais de uma semana. Ela não podia usá-las diariamente, mas com certeza tem um monte de roupas bonitas. Não podia evitar voltar para Manhattan por mais tempo. Achei que não precisaria correr de Max se voltasse no sábado, e precisava voltar para o meu apartamento. "Isso é Gucci”, gritei do quarto, puxando uma saia lápis preta. "Jesus, dá para te ouvir a três blocos de distância. Acho que prefiro você muda." Eu não falei muito nos primeiros dias de minha estadia aqui. Era como se a dor de me afastar da minha vida tivesse roubado minhas palavras. Mas depois do meu terceiro dia na cama Grace, literalmente, me puxou para a sala de estar, me forçou a ver televisão e a 18 comentar episódio após episódio de Real Housewives . As coisas ficaram um pouco melhores depois disso e fui capaz de conter minha tristeza. Mas ela ainda estava ali, à espreita, esperando eu ficar sozinha para tomar conta de mim. "Sim, essa saia fica ótima com a camisa de seda cinza da Yves Saint Laurent."


"Não posso usar Gucci para arrumar minhas coisas e depois arrastá-las pelo metrô em uma mala." Não sabia como ia pagar meu aluguel, mas por algum motivo parei de receber notificando sobre meu apartamento. Esperei muito tempo para viver em Manhattan e trabalhar na King & Associates, ainda não estava pronta para deixar tudo isso para trás. Relutantemente, coloquei a saia de volta no armário. Grace apareceu na porta do closet e apoiou-se no batente da porta. "Você me ama, certo?" Fiquei em estado de alerta. Quando Grace começa uma frase com introdução, por experiência, sabia que iria surgir algo que eu não queria ouvir. Olhei novamente para as prateleiras de roupas. "Eu não sei, depende do que você vai dizer em seguida", respondi. "Bem, eu estava pensando que enquanto você estiver em Manhattan, talvez você pudesse ligar para seu pai." Eu me virei para olhar para ela, completamente confusa. "E por que eu iria querer fazer isso?" "Para conseguir algumas respostas. Ouvir o que ele tem a dizer." "Por que iria dar-lhe qualquer parte do meu tempo ou energia?" Só porque Grace parecia estar reconsiderando seu relacionamento com seus pais e seu dinheiro, não significa que eu teria que fazer o mesmo. "Honestamente?" Perguntou ela. "Porque acho que você gasta tempo demais com ele. Tudo que você faz parece estar relacionado ao seu pai.” Olhei para cima da pilha de camisetas que estava examinando. "Como você pode dizer isso? Não fiz nada relacionado ao meu pai desde a faculdade." "Você trabalhava na King & Associates e pediu demissão. Isso não tem nada a ver com ele? Você saiu de um trabalho que supostamente amava por causa dele." "Isso não tem nada a ver com ele, é por causa de Max", respondi. "Você entendeu tudo errado." Ela desencostou do batente da porta e parou na minha frente, colocando as mãos nos meus ombros. "Tratava-se de uma decisão de negócios, Max tomou uma decisão relacionada ao JD Stanley - ao negócio com seu pai. Apesar de seu desejo de evitá-lo, ele está em toda parte em sua vida, você vai ter que conviver com isso de um jeito ou de outro, evitando-o ou mostrando-lhe os seus erros." Ela tirou as mãos dos meus ombros. "Isso te deixou exausta?" Eu estava atordoada. Era isso que ela pensava? Caí de joelhos, com as pernas cruzadas. "Você acha que eu tenho algum tipo de obsessão pervertida com o meu pai?" Grace me seguiu até o chão. "Olha, você não é igual a Kathy Bates no filme Louca Obsessão, mas sim, acho que você deixa com que ele consuma muito de sua vida, a sua energia . . . "Grace fez uma pausa. "Sua felicidade." Olhei para ela. Eu queria ver dúvida em seus olhos, mas não havia nenhuma. Sabia que me amava e eu sabia que ela queria o melhor para mim. "Mas ele abandonou minha mãe e eu. Fodeu cada mulher existente por quilômetro quadrado. E todos os seus filhos trabalham -" "Olha, não estou dizendo que você está errada. Estou apenas falando para que você fechar este ciclo, encerre esta história de sua vida, para que possa deixá-lo ir. Não o deixe governar sua vida. Você é uma adulta."


"E esquecer assim?" Ele sempre vai ser meu pai, e ele sempre vai ser um idiota. Não vejo mudança. "Bem, é evidente que não é assim tão fácil – não estamos em um musical da Disney, mas talvez ter uma conversa com ele. Diga-lhe como você se sente. Você não tem nada a perder. Isto está arruinando a sua vida." Eu bufei. "Isso é um pouco dramático, não é?" Ela encolheu os ombros. "Talvez eu tenha entendido errado, mas você está falando comigo sentada no chão do meu closet." Ela colocou as mãos nos quadris. "Você está convencida de que seu pai está tentando destruí-la. Bem, você está deixando ele fazer isso." Deitei-me no chão, com necessidade de pensar. Eu estava deixando meu pai gerir a minha vida? Pensei que deixando de pegar o seu dinheiro eu estaria fazendo o oposto. E eu tinha conseguido uma carreira sem a ajuda dele. Pedi demissão porque Max tinha colocado os negócios antes de mim. Meu pai não era o problema . . . Só que a conta do JD Stanley estava envolvida. "Não estou dizendo que seu pai não é um idiota. Ele não vai ganhar o concurso de pai do ano tão cedo. E eu entendo que quando você era pequena ele sempre te deixava triste." Ele sempre me decepcionou. "Eu não estou dizendo que você tem que ter algum tipo de relacionamento idílico. Basta aceitar a realidade da situação e prossiga com sua própria vida. Eu acho que uma conversa com ele pode ajudar." Ela estava certa. Desde que me mudei para Nova York, meus pensamentos em meu pai estavam agitados como ondas indo para costa. Acontece que eles tinham acabado de ir à praia. Minha obsessão por causa da King & Associates tinha realmente sido em relação a Max King. Não tinha nada a ver com o meu pai ou o fato de Max não trabalhar com JD Stanley. Mas parte de mim sempre soube que o fato de ir para a escola de negócios tinha sido para provar a ele que estava perdendo meu conhecimento, pois eu era boa tanto quanto meus meiosirmãos. E Grace estava certa, parte da razão por eu estar resignada era pelo fato do meu pai não me querer – as feridas que ele provocou em mim estavam sendo pressionadas por outra pessoa. Minha decepção com o meu pai não ia a lugar nenhum. Ele flutuou em torno de mim como um mau cheiro, influenciando-me sutilmente e eu não sabia do domínio que mantinha sobre mim. Grace estava certa; ele tinha muito poder sobre o meu aqui e agora. "Você tem que lidar com a raiz do problema", disse Grace. "Minha avó sempre dizia: "Se você cortar apenas as cabeças das ervas daninhas, elas voltam. "Até agora, ela nunca esteve errada." Talvez se eu puser tudo isso pra fora - se eu enfurecer com ele, seria como expelir o veneno e estaria livre. Eu não tinha nada a perder, confrontando-o, dizendo-lhe como me sentia – como ele me fazia sentir. Fiquei em pé e examinei as prateleiras de roupas. "Qual é o colete Yves Saint Laurent?" Mesmo não tendo dinheiro, estando sem emprego, e a tarifa sendo algo que se aproximava do valor de um carro pequeno, segui a sugestão de Grace e peguei um táxi até


Manhattan. Pisei na calçada, o calor era quase insuportável ao lado da casa de meu pai em Upper East Side. Não tinha ideia se meu pai estava. Mesmo se estivesse, ele poderia ter companhia ou estar ocupado. Eu provavelmente deveria ter ligado antes, mas não podia suportar a ideia de que me dissesse que não poderia me ver, e tinha medo que sugerisse um outro dia. Fui até a varanda e toquei a campainha. Imediatamente ouvi passos atrás da porta. "Olá?" A empregada do meu pai olhou para mim. "Oi, Miriam, meu pai está em casa?" "Harper? Meu Deus, criança, não te vejo há anos." Ela me puxou para o corredor. "Você está muito magra. Posso arranjar-lhe alguma coisa para comer? A sopa que eu estou fazendo não vai estar pronta em algumas horas, mas assei uma galinha ontem. Eu poderia te fazer um sanduíche." "Obrigada, mas estou bem." Eu não esperava esse calor, as boas-vindas, e ser tratada como se fosse da família. "É bom vê-la assim tão bem." "Velha, querida, é assim que me vejo, mas afinal é isso que sou." Ela começou a andar pelo corredor, acenando para acompanha-la. "Deixe-me chama-lo no escritório lá em cima." Eu não pude ouvir a reação do meu pai com a minha chegada, mas a conversa foi curta e não parecia envolver qualquer lisonja para me ver. "Você pode subir, querida. É no segundo andar, primeira porta à sua direita." Eu sorri e respirei fundo. Eu estava realmente fazendo isso. Subindo as escadas, olhei em direção ao topo. Meu pai estava lá, olhando para baixo. "Harper. Como é bom vê-la." Ele agiu como se não fosse completamente ridículo para mim estar aqui. Estive aqui três vezes, talvez quatro vezes em toda a minha vida, e nenhuma vez nos últimos cinco anos. "Obrigada por me ver", falei. Eu não sabia muito bem como lidar com essa recepção de boasvindas. "Claro. Estou muito feliz." Quando cheguei ao topo da escada, ele agarrou-me pelos braços e beijou minha bochecha. "Será que Miriam lhe ofereceu algo para comer ou beber?" Eu ri. "Um jantar inteiro se eu quisesse." "Bom. Bom. Entre." Entramos em seu escritório, que era em tons de azul claro e branco e que me fazia lembrar do oceano. Ele foi reformado desde que estive aqui pela última vez. Sentei-me na cadeira em frente a sua mesa. Ele sentou-se, mas ficou em pé novamente. "Desculpe, mas não devemos conversar aqui com uma mesa entre nós. Podemos ir lá embaixo. Ou no jardim. O que você acha?" Ele estava nervoso. Eu não estava. Raramente o vi agitado, ele sempre agiu como se tudo estivesse exatamente como havia planejado. "Estou bem," disse, balançando a cabeça. "Aqui está bom." Ele sentou-se. "Se você tem certeza. Miriam lhe enviou até aqui, porque não sou tão bom com as escadas desde que machuquei meu joelho jogando ténis no verão passado." Eu não conseguia me lembrar de meu pai sendo tão aberto, compartilhando algo tão pessoal comigo antes. "Você está bem?" Perguntei. "Sim, sim, mas estou ficando mais velho e meu corpo não se recupera na forma como


costumava fazer." Ele se inclinou para trás em sua cadeira. "De qualquer forma, é muito bom vê-la." Ele balançou a cabeça como se estivesse tentando convencer a si mesmo. "Nós realmente não conseguimos falar tanto quanto eu esperava no almoço. Como você está? Você está gostando de estar em Nova York?" Senti como se tivesse ido ao teatro e depois do intervalo voltando para o meu lugar descobri que estava assistindo a uma peça completamente diferente. Meu pai estava falando comigo como se eu tivesse ficado afastada somente no verão, em vez de ser ausente em sua vida. "Sim, estou." Torci minhas mãos no meu colo. "Eu imagino que você esteja se perguntando por que estou aqui -" "Não culpo você por King & Associates cancelar nossa reunião, se é isso que você pensa. Nunca deveria ter pedido para você ser substituída. Apenas pensei que seria mais fácil se . . ." "O quê?" Mais fácil? Mais fácil para ele talvez. "Mas tudo está bem quando acaba bem. Você está aqui." A conversa não estava indo como eu tinha planejado. Esperava que ao lhe fazer perguntas, ele respondesse com meias-verdades e mentiras e gostaria de desmascará-lo. Eu não tinha ideia do que estava acontecendo. "Eu não estou te entendendo. King & Associates cancelou a reunião com você?" "Sim, o que é bom. Temos excelentes recursos internos." Por que Max fez isso? JD Stanley poderia tê-lo feito consideravelmente mais rico do que já era. "Ontem." Suas sobrancelhas se juntaram. "Você não sabia?" Pensamentos de Max cancelando a reunião criou um redemoinho de culpa no meu estômago. Não era isso que eu queria? Balancei minha cabeça. Precisava me concentrar no aqui e agora, e não me distrair com pensamentos sobre Max. "Posso te fazer uma pergunta?" Meu pai parecia um pouco desconfortável, mas assentiu. "Por que você não me ofereceu um emprego no JD Stanley?" Consegui perguntar. E mesmo se não receber uma resposta, finalmente senti uma sensação de alívio por conseguir fazer a pergunta. Meu pai abriu a boca, mas não falou nada. Ele suspirou e sua cabeça caiu para trás na cadeira. Por alguns segundos embaraçosos ficamos em silêncio antes dele finalmente dizer: "Olha, eu sei que não tenho sido um bom pai." Eu nunca esperava ouvir essas palavras. Meu estômago revirou e instintivamente olhei procurando uma lata de lixo, procurando algo para vomitar. Abri uma porta e não tinha como fechá-la agora – tinha perdido o controle da situação e me senti como se estivesse caindo dentro de um buraco de coelho. "Nunca consegui me relacionar direito com meus filhos quando eles eram jovens. Nunca consegui ter um relacionamento com qualquer uma das suas mães, e sempre me senti como uma fraude quando passava algum tempo com vocês. Era mais fácil mandar dinheiro ao invés de ficar presente no dia-a-dia." "Uma fraude?" Perguntei. Ele simplesmente disse que se sentia desconfortável e por isso trilhou o caminho mais fácil?


Ele levantou uma sobrancelha. "Ninguém jamais poderia me descrever como um homem de família, e sua mãe era uma boa pessoa." "Eu sei." Não quero falar da minha mãe. "Ela fez o melhor que podia." "E ela fez tudo muito bem, isso é nítido na maneira como ela te criou. Você é bonita, brilhante e talentosa. E eu não tenho nenhum crédito por isso." Ambos concordávamos sobre isso, mas era desconfortável ouvi-lo dizer. Esperava um argumento, para que pudesse justificar o que tinha feito. Em vez disso ele estava assumindo o ‘mea culpa’. Eu não sabia o que fazer com isso. Ele estava falando o que eu queria ouvir? "É uma desculpa de merda, mas achava que não podia fazer nada, e pensava que só iria piorar a situação. Achava que a melhor maneira de ajudar era contribuindo com dinheiro." Será que ele sabe que contribuiu também para a minha insegurança, minha dor, minha falta de confiança? Ele se concentrou no que deu ao invés do que tinha tirado. "E eu era jovem e trabalhava vinte horas por dia e . . . " Seus olhos se arregalaram. "Você sabe. Eu gostava das mulheres. Admito que era um hipócrita, enquanto tentava jogar como homem de família." "Achava que a primeira vez que você engravidasse uma garota isso iria fazer sentido." Minha mãe tinha sido a primeira mulher que ele engravidou, mas ele deveria ter aprendido a lição. Ele assentiu. "Você está certa. Além de ter cometido erros na minha vida, eu os repeti. Mas tenho de responder aos meus outros filhos sobre a sua situação. Estou descrevendo as minhas razões para agir da maneira que fiz com você.” "Você não respondeu minha pergunta." Ele suspirou. "Por que lhe ofereceria emprego quando você tão claramente me desprezou? Foi diferente com os seus irmãos - eles me permitiram fazer as pazes." Eu ri. "Certo. Portanto, isto é culpa minha." Típico. Eu esperava que ele transferisse sua culpa por isso não devia estar surpresa. "Eu não estou te culpando, mas de alguma forma construí um relacionamento com seus irmãos." Senti ciúmes do que ele disse, será que é porque eles acabaram tendo um pai? "Esperava que você fizesse o mesmo, mas quando estava na faculdade, você cortou todo o contato." "E você me mandava dinheiro para restabelecer sua confiança?" Perguntei. "Acho que sim. Pensei que se pelo menos você estivesse bem financeiramente durante o resto de sua vida, então não me sentiria culpado." "Então, isso não tem nada a ver com o fato de eu ser uma mulher?" "O quê?" Ele riu, um olhar de surpresa em seu rosto. "Claro que não. Você deixou claro que não queria um relacionamento, e se eu for completamente honesto, não queria um lembrete constante de como tinha falhado com você. É difícil saber que seu filho te odeia e o vê como uma espécie de monstro. Ainda mais difícil é saber que este fato tem justificativa." Eu não conseguia falar. Será que deixei a falta de oferta de trabalho abastecer meu ressentimento? Ou esses sentimentos estavam lá o tempo todo? "Foi por isso que você disse a Max para me tirar da equipe?" Ele respirou fundo. "Em parte. Mas também porque não podia fazer negócio, envolvendo


uma grande quantia de dinheiro, quando minha filha estava participando da negociação." Ele ergueu a mão, indicando que ele não tinha terminado. "Sei que emprego os meus filhos, mas não os contratei, e seus salários são consideravelmente menores em relação a quantia que teria gasto com a King & Associates." Ele passou a mão pelo cabelo. "Eu deveria ter mencionado algo na hora do almoço, ou ter falado com você depois. Mas as coisas eram difíceis entre nós e eu não queria estragar ainda mais.” Ele riu e colocou a cabeça entre as mãos. "É como se eu perdesse todo o senso de julgamento, quando se trata de você. Faço coisas erradas, no entanto tentando acertar." Tudo o que ele dizia fazia sentido, mas em vez de me sentir aliviada ou feliz, senti-me enganada. Como se alguém tivesse roubado minha justificativa para odiá-lo. Ele tinha fodido, tudo. Mas a forma como explicou, suas ações não soaram mal-intencionadas. Ou ele era o melhor mentiroso que já vi, ou era apenas um ser humano falho. Talvez fosse um pouco de ambos. Era como se eu tivesse sofrido uma dor crônica por anos e, agora que tinha acabado de desaparecer, havia esquecido quem eu era sem ela. Meu ódio havia se tornado parte de mim que, sem ele, não sabia o que fazer. Ainda assim, Grace estava certa; eu me senti mais leve por falar com ele. "Nunca quis machucar você, mas não sabia como não machucar", disse ele. Eu olhava, tentando livrar os meus olhos das lágrimas que estavam se formando. Ele tinha me machucado. De novo e de novo. Mas eu não acho que ele estava mentindo quando disse que não tinha sido intencional. Balancei a cabeça. "Eu acredito em você." Ele beliscou a ponte de seu nariz. "Eu não posso te dizer - " Ele fez uma pausa e apenas balançou a cabeça. "Gostaria de ter uma chance para fazer melhor, isso é algo que você estaria interessada? Talvez pudéssemos passar algum tempo juntos, jantar ou algo assim." Ele estava pedindo por uma chance de fazer as pazes. Mesmo eu tendo ficado sem falar com ele durante anos. Ele não me culpava, não manifestou qualquer ressentimento - estava apenas triste e arrependido e neutralizando a minha raiva em relação a ele. Respirei fundo e me levantei. "Preciso de um tempo para digerir isso." Ele levantou-se, enfiou as mãos nos bolsos, e caminhou ao redor da mesa perto de mim, cabisbaixo. "Entendo." Ele pensou que eu estivesse lhe rejeitando, quando na verdade estava lutando contra a aceitação dos anos que achei que ele tivesse me rejeitado. "Talvez possa ficar para uma bebida e um sanduíche na próxima vez." Minhas palavras saíram pela minha garganta seca, mas estava determinado a dizê-las. Eu não poderia falar isso, mas eu estava arrependida. Carreguei comigo os sentimentos que tive quando criança, dandolhes a importância e a justificativa de um adulto. E embora esses sentimentos não tinham simplesmente desapareceu, vi que eram inúteis. Ele estava certo quando disse que o vi como um monstro. Eu era velha o suficiente para saber que o medo de monstros tinha a ver mais com a imaginação do que a realidade. Ele levantou a cabeça. "Eu adoraria isso. Você pode decidir quando quiser." Eu me virei e saímos de seu escritório. "Talvez no próximo fim de semana," eu disse. "Gostaria muito disso", disse ele, com a voz embargada no final. Quando chegamos ao topo da escada, me virei para ele e sorri. "Cuide de seu joelho - eu vou vê-lo no sábado."


"Oh, sim, e uma última coisa," disse enquanto resumi para Grace, a conversa que tive com o meu pai. Como boa amiga que era, ela me entregou um copo de vinho no prazo de noventa segundos depois que abriu a porta de seu apartamento. "Ele disse que Max cancelou a reunião." Max fez isso por mim? Tentei pensar em outros motivos possíveis. Eu sabia o quanto ele queria o banco JD Stanley como cliente. "Uau." As sobrancelhas de Grace desapareceram na sua franja. "Então, agora você pode reconciliar-se com Max." Eu quase engasguei com meu vinho. "Do que você está falando? Max é história," eu disse quando me recuperei. "Preciso seguir em frente." A verdade era que Max nunca ficou longe da minha mente. Eu me perguntava constantemente sobre com quem ele estava, o que estava fazendo. Eu me sentia como uma ferida aberta, constantemente sendo encharcada em vinagre. Fiz o meu melhor para não deixar transparecer. Não nos conhecíamos há muito tempo, e eu me senti estúpida por levar isso a sério. Grace suspirou. "Eu te conheço há muito tempo, Harper. Você não pode me enganar. " "Eu não sei o que dizer." "Se Max é história, você não teria saído de seu apartamento." "Estou evitando-o porque acabou." Parte da razão pela qual não tinha ligado o meu celular era porque não queria ver que Max não tinha me ligado ou mandado uma mensagem. "Não, você está evitando-o, porque não quer que ele perceba algumas coisas. Primeiro, você saiu do trabalho porque ele escolheu o negócio e não você", disse ela, levantando um dedo. "Então você estava praticamente catatônica nos primeiros dias depois de sair de lá e, embora você está um pouco melhor agora, no seu subconsciente ainda lamenta isso." Ela levantou um segundo dedo. "Você não vai ligar o celular, porque está evitando suas mensagens." Ela levantou um terceiro dedo. "Meu ponto é, ele é a versão mais bonita do homem mais bonito do planeta, e você está apaixonada por ele." "Apaixonada por ele?" Eu bufei. "Não seja ridícula." O que sentia por ele não era amor. Fui ferida, traída, e estava com raiva. Certo? "E o fato de que ele cancelou a reunião com JD Stanley, bem isso é -" "Isso é o que? Ele deveria ter feito isso para começar.” "Você é maluca? Max estava certo; o cliente escolhe sua equipe. Se vocês dois estavam apenas fodendo, ele teria dito para você se ferrar. Ele claramente se preocupa com você.” Eu esperava muito dele? Eu sentia algo forte por ele; apenas queria que ele sentisse o mesmo. "Você estava esperando que ele falhasse, você pensou que ele fosse igual seu pai", disse Grace. Comecei pensando que Max King era um idiota, mas descobri que ele era muito diferente, era alguém cuidadoso, generoso e especial. Meu coração estava apertado sem ele. Eu sentia falta dele. "Ele não é meu pai." Mas e se tivesse esperado que ele falhasse? Ainda estava pensando


nisso? "Então liga o celular. Na verdade, não, eu vou fazer isso." Grace foi para a cozinha. Tinha deixado meu celular em cima da geladeira. Sabia que se deixasse em meu quarto à noite, ficaria tentada a ligar. Grace não se atreveria a ligá-lo sem eu pedir, se atreveria? É claro que sim, e eu não tinha energia para argumentar. Estava sentindo falta dele. Ansiava pelos braços de Max em torno de mim, suas palavras sábias me dizendo que tudo ia ficar bem, pela forma como ele não precisava fazer nada, apenas abraçar-me para eu me sentir melhor. Meu estômago se agitou. Ela jogou o meu celular para mim. "Eu garanto que você vai ter uma centena de mensagens de texto e de voz dele. Não há muitos homens que podem romper esse campo de força invisível que você tem em torno de seu coração, minha linda amiga. Faça isso direito antes que seja tarde demais."


Capítulo Dezesseis Max "Você parece disperso", Scarlett disse enquanto colocava uma azeitona na boca. Ela deveria estar me ajudando a preparar o jantar, enquanto Amanda e Violet estavam na sala de estar. Em vez disso, Scarlett sentou-se no bar e ficou bebendo e me vendo cozinhar. "Qual o problema com você?" "Você sempre acha que estou disperso", respondi, mas ela estava certa. Eu não tinha dormido bem desde que Harper saiu da King & Associates, há dez dias. Ela simplesmente desapareceu. O nosso porteiro não a tinha visto; ela não estava atendendo o celular. Ela poderia estar em uma vala, ou apenas me ignorando. "É verdade, mas agora é diferente. Diga para sua irmã o que está acontecendo. É o trabalho?" Ela suspirou. "Você se tornou viciado em jogos de azar? Perdeu todo o seu dinheiro? Você descobriu que tem uma doença horrível no pênis?" Suspirei. "Pare com isso. Estou apenas ocupado no escritório." Comecei a cortar os tomates, ignorando Scarlett. Eu era geralmente muito bom em esconder o que estava sentindo. Minha preocupação com Harper estava me deixando transparente? "Isso é chato. O que está acontecendo?" Olhei para cima. "Não é nada. Uma menina no trabalho desapareceu e estou um pouco preocupado. Isso é tudo." "O que quer dizer com desapareceu? Foi sequestrada? " Revirei os olhos. "Você sempre pensa no cenário mais dramático possível, não é?" Ela levantou de seu banquinho e pegou o vinho na geladeira. "Bem, se ela é a responsável por estes sombrios e deprimidos círculos escuros sob seus olhos, estou supondo que algo realmente ruim aconteceu." “Não estou com os olhos sombrios e deprimidos," falei. "Harper pediu demissão e eu não consigo falar com ela." "Harper?" Ela perguntou. Poderia dizer pelo tom de sua voz e o sorriso que ela achava que eu tinha acabado de abrir as portas de Tróia. Porra. Eu deveria ter mantido minha boca fechada. "O que foi?" Perguntou Violet, enquanto colocava o copo no balcão. "Vamos comer em breve? Estou faminta." "Harper pediu demissão e Max não consegue falar com ela", disse Scarlett, pausando suas palavras, tentando transmitir algo significativo para Violet. Ela era uma idiota, se achava que não sabia o que estava fazendo. "Não é nada demais", eu disse. "Quer mais café?" Perguntei a Violet. "Sempre. Onde você acha que ela foi?" Perguntou Violet. Seu tom prosaico me despertou. Eu estava cansado de tudo isso. Soltei a faca na tábua de cortar. "Eu não tenho ideia." Passei as mãos sobre meus olhos.


"Liguei para ela um milhão de vezes, mas simplesmente não está respondendo. Acho que ela está zangada, você sabe, brava." Estava preocupado pois achava que ela estava magoada por causa de algo que tenha feito. O pior era que não pude fazer nada para consertar as coisas. Essa perda de poder não era algo que estava acostumado ou que me deixava confortável. Desde quando Amanda nasceu, trabalhei duro para ser o cara que tinha uma solução - para tudo. Essa era parte da razão pela qual estava tão concentrado no trabalho - sabia que o dinheiro resolvia uma série de problemas. Ignorei os olhares trocado entre minhas irmãs. Estava muito frustrado para me importar. Não tinha encontrado qualquer um dos amigos de Harper, não conhecia nenhum dos lugares que habitualmente ela frequentava. Nós tínhamos vivido em uma bolha perfeita juntos, e eu estava feliz com isso. Ou tinha sido. Agora o que desejava era conhecê-la melhor. Em parte, porque assim poderia saber onde estava, e em parte porque percebi agora, havia muito mais para conhecer. E eu me odiava por atrapalhar e perder tudo isso. "O que você fez?" Perguntou Scarlett. "Estraguei tudo. Isso é o que fiz. Tirei-a de uma equipe que estava trabalhando em uma grande conta e ela pediu demissão." Expliquei tudo o que tinha acontecido com JD Stanley e que Charles Jayne era o pai de Harper. Eu mal parei para respirar - me senti bem em tirar isso de dentro de mim. Como não levei em conta os sentimentos de Harper quando disse que ela estava fora da equipe. Sempre que os clientes faziam solicitações de mudança de equipe, nunca tinha que me preocupar com os sentimentos da pessoa que recebe a notícia. Era apenas um negócio. Mas a decisão que Charles Jayne tomou de cortar Harper era pessoal. E deveria ter percebido isso. O fato de que tinha aceitado seu ultimato tão facilmente me fez sentir desconfortável, um pouco sujo. Eu tinha certeza de que não queria fazer negócios com um homem que faz essas decisões frias em relação à sua filha. Para mim, Amanda viria à frente de qualquer negócio, ela é o meu orgulho. Meu tudo. Nunca deixaria de colocá-la em primeiro lugar. Charles Jayne não era um homem de confiança. "Sinto como se estivesse faltando uma parte importante da história", disse Scarlett. "Não tenho certeza, mas você expulsou uma empregada fora da equipe e ela pediu demissão; normalmente não seria motivo para você ficar contrariado." Não sabia o que dizer. Nunca tinha discutido sobre mulheres com minhas irmãs. Nunca falei sobre mágoa ou briguei com uma namorada - porque eu nunca tinha experimentado quaisquer dessas coisas. Peguei a garrafa de Pinot Noir que Violet tinha deixado sobre o balcão e enchi um copo, impaciente por bebê-lo. "Você gosta dela?" Perguntou Violet. Balancei a cabeça. "Finalmente", disse Scarlett, quase para si mesma. "E é correspondido?" Perguntou Violet. Respirei fundo. Era? Para mim as coisas entre nós correram bem. "Como posso dizer?" O sorriso de Violet iluminou seu rosto como se tivesse estado à espera desta conversa por toda sua vida. "Bem, ela te olha nos olhos? Ela -" "Jesus, Violet, você conhece nosso irmão? O homem não é um monge; ele sabe quando as mulheres o querem. Ele está querendo saber como sabe quando ela tem sentimentos. Estou certa?" Perguntou Scarlett.


Balancei a cabeça. "Sim." Isto era insuportável. Eu raramente estava em uma posição onde Scarlett tinha mais conhecimento sobre o assunto do que eu. "Então, vocês estavam dormindo juntos?" Perguntou Violet. Scarlett bateu a mão sobre o balcão. "Tente acompanhar." "O quê?" Violet gritou. "Ninguém me disse que ele estava dormindo com ela. Você sabia?" "Suspeitei." "Você não sabia disso" eu disse. "Você diz isso agora, mas você não sabia de nada." "Poderia dizer que quando a conheci, no elevador, sabia que havia algo entre vocês dois." Scarlett encolheu os ombros. "Tenho um sexto sentido para essas coisas. Enfim, vamos voltar para o fato de que nosso irmão tem sentimentos por alguém. Quer dizer, isso nunca aconteceu antes. Precisamos manter o foco. Há quanto tempo o sexo está acontecendo?" Não havia nenhum ponto em sugerir que não quero falar sobre isso agora que o navio estava em alto mar. E de qualquer maneira, eu queria falar sobre isso. Precisava saber se havia alguma coisa que poderia fazer. Queria uma chance de dizer a Harper como me sentia, que a queria de volta. "Foi casual; nós não saímos." Ela achava que tinha sido apenas sexo? "Eu deveria tê-la levado a um encontro ou algo assim. Eu estava planejando falar com ela, sobre nós, quando ela viesse para o baile de Amanda." "O que, então, isso seria uma espécie de recompensa?" Perguntou Violet. É o que tinha sido? Não para mim, mas olhando para o que aconteceu, talvez isso era tudo o que tinha sido para ela. "Eu realmente nunca namorei", admiti. "Nós vivemos no mesmo edifício e fico aqui durante muito tempo. . . " Quem via de fora achava que isso era sexo conveniente. Mas para mim, desde que começou na King & Associates, ela teve a minha atenção como nenhuma outra mulher já teve. "Queria fazer coisas junto com ela? Cozinhar? Sair, sem o sexo?” Perguntou Violet. Eu estremeci. "Pedimos comida para viagem, isso conta?" Aparentemente não, se as faces das minhas irmãs estavam impassíveis. "Passávamos a noite juntos. Conversando." Tomávamos banho juntos, embora não fosse admitir isso para minhas irmãs. Adorava ouvir a sua opinião sobre o mundo. Ela era corajosa com uma pitada de idealista. Era uma combinação perfeita. "Bem, isso é bom. E foi nos primeiros dias, certo?" "Sim", respondi, mas me senti tão bem. Quando estávamos juntos, não queria que o tempo passasse rápido porque o que acontecia era bom e eu queria espremer até a última gota. "E ela se demitiu porque você chutou-a para fora do time a pedido de seu pai?" Perguntou Violet. "Sim. O pai dela ligou e disse que não queria que ela trabalhasse na conta, porque ele queria separar o profissional do pessoal. ” "E você pensou que era bom porque é desse modo que você opera também?" Perguntou Scarlett. "Sim. Eu o via como um potencial cliente pedindo uma simples mudança na equipe, em vez de um pai que não estava colocando sua filha em primeiro lugar."


"Honestamente," disse Violet, "isso não é algo que não dê para consertar." "Eu cancelei a reunião com ele", eu disse. "Você cancelou?" Perguntou Scarlett. "Uau. Ela sabe?" Balancei minha cabeça. "Não, fiz isso depois que vi como ela estava chateada e percebi como ele simplesmente não tinha dado a mínima para ela. Se ele estava preparado em fazer isso com sua filha, o que ele faria para um parceiro de negócios? "Não era a primeira vez que eu tinha recusado um cliente, porque não gosto de sua abordagem empregada no negócio. Eu só gostaria de poder explicar-lhe que percebi que tinha errado. "Agora ela se foi, simplesmente desapareceu." "Você deve realmente amar essa garota." Scarlett sorriu. "Eu nunca vi você assim." "Pare de drama. Não estou dizendo que eu a amo, eu. . ." Eu estava perdido. Em um novo território sem mapa. "Mas se ela não falar comigo, não atender ao celular ou a porta, o que eu faço?" Scarlett inclinou a cabeça para o lado. "Amanda!" Ela gritou. "Não diga nada a ela," eu sussurrei. "Apenas confie em mim", disse ela. Amanda apareceu, seu olhar estava fixo em seu celular. Como ela nunca quebrou um osso regularmente eu não tinha ideia. Ela nunca olhou para onde estava indo. "Não ande olhando para o celular. Um dia você vai acabar sendo atropelada por um ônibus, ela vive concentrada no Snapchat." Amanda revirou os olhos, mas colocou o celular no bolso da calça jeans. "O jantar está pronto? Estou com fome." "Você está ansiosa para o baile amanhã?" Perguntou Scarlett. Não tinha certeza do que ela estava fazendo, mas poderia dizer que era algo planejado. Os olhos de Amanda se iluminaram. "Sim, isso vai ser perfeito. Callum finalmente me convidou ontem. Eu lhe disse que ia pensar. Não preciso de um homem." As mulheres King compartilharam um coro de isso mesmo, absolutamente e tocaram as mãos. Eu só podia esperar que esse fosse o primeiro passo para uma vida de celibato para minha filha. "E o seu vestido está tudo pronto?" Perguntou Scarlett. Amanda desceu da banqueta e ficou em minha frente. "Sim, você viu ele? Aquele que Harper me ajudou a escolher." "Harper é a menina que trabalha com seu pai e aquela que ele gostaria de sair?" Perguntou Violet. Cristo, elas estavam jogando em dupla. Amanda balançou a cabeça, os olhos cintilando de mim para suas duas tias. "Você a conheceu, direito, Scarlett? Ela é muito legal e bonita. Ela não é, pai? " O som do nome de Harper acelerou meu pulso. Eu sorri tristemente. "Sim, ela é muito bonita." "Você vai conhecê-la também, Violet. Você vai me ajudar a ficar pronta para o baile, certo? "Merda, como eu poderia magoar a minha filha e dizer que Harper não viria? "Claro. Não perderia isso por nada no mundo." Minha filha era a única pessoa que poderia colocar minhas irmãs para fazer qualquer coisa. "Preciso falar com você sobre Harper, querida", eu disse.


"O que? Ela não precisa de uma carona da estação porque ela está dirigindo." O que? Eu nunca tinha falado com Harper sobre como ela viria para Connecticut. "Eu não tenho certeza se ela ainda vai vir, amendoim. Mas suas tias vão te ajudar. E podemos colocar sua mãe no Skype o tempo todo enquanto você estiver se preparando." Amanda olhou para mim, os lábios contraídos. "Do que você está falando? Claro que Harper vai vir. Ela disse esta manhã que estaria aqui por volta das quatro. Ela está trazendo a maquiagem." Meu coração acelerou. Eu ouvi direito? Amanda conversou com Harper? Segurei o balcão, tentando entender o que ela estava dizendo. "Você falou com ela?" Perguntou Scarlett. "Claro que conversei. Ela é minha amiga." Amanda olhou para nós três. "Qual é o problema com vocês? Estão agindo de forma estranha." Harper estava vindo para cá. Gostaria de uma chance para lhe explicar o que houve, dizer que ela era importante para mim. Mais do que importante. Eu não iria deixá-la ir embora até que ouvisse os meus argumentos, entendesse que eu estava arrependido. Eu não iria deixá-la se afastar. Eu estava acostumado a conseguir o que queria e Harper Jayne não seria exceção.

"Só porque ela concordou em vir e ajudar Amanda não significa que ela quer alguma coisa comigo", lembrei minha irmã um pouco depois das três e meia da tarde. "Você não acha que isso é um pouco demais?" Olhei para a sala de jantar, a mesa posta com a louça e copos que minha mãe tinha me forçado a comprar quando fiz trinta anos e ela decidiu que eu era finalmente um adulto, apesar de na época eu já ser pai há mais de uma década. "Não, não é demais", disse Scarlett. "E de qualquer maneira, o que você tem a perder? Na pior das hipóteses você não está pior do que quando a conheceu." Tinha que ficar me lembrando que eu sabia como ir atrás do que queria. Eu fiz isso para ganhar a vida. Ganhar Harper de volta tinha que ser uma possibilidade, não é? "Lustrei todos os talheres, como a avó King me ensinou", disse Amanda, enquanto Scarlett e eu nos aproximávamos da mesa. Ela me deu um tapinha nas costas. "Isso parece bom. Ela não será capaz de resistir a sua lasanha, pai. Ela é a melhor." Não tive coragem de dizer a ela que eu não tinha ideia se Harper sequer me ouviria. Tinha que admitir, a mesa estava ótima, mas faltava alguma coisa. "Esquecemos as flores", eu disse. Amanda tinha me ajudado a escolher algumas do jardim que poderíamos usar como uma peça central. Não achei um vaso, por isso, improvisamos um copo de água. Amanda correu para pegá-lo. "Então, vocês vão levar Amanda e então simplesmente pergunto para Harper se ela está com fome?" Perguntei para Scarlett. "Jesus, você perdeu suas bolas em algum lugar ao longo do tempo?" Perguntou Scarlett. "Você pergunta a ela se você pode falar-lhe por alguns minutos. Então você pede desculpas e admite que é um idiota. Veja como ela reage e se precisar peça desculpas mais uma vez, e, em


seguida, diga-lhe como se sente. Jesus, homem, você é dono de uma empresa de milhões de dólares; não é tão difícil." Isso era muito mais difícil do que qualquer coisa que já tinha feito, mas ela estava certa; eu precisava encontrar minhas bolas. Diria a Harper como me sentia. Diria que não deveríamos deixar que os negócios interferissem em nossa vida. Isso ia ser fácil, certo? "Você não ficará vestido assim, não é?" Perguntou Violet, quando apareceu. "Bom ponto", disse Scarlett. "Vá colocar seu melhor jeans e uma camiseta azul." "Ei, isso é vintage," eu disse. "Vá trocar", disse Violet. Será que eu tenho tempo para um banho? Olhei para o meu relógio e meu estômago revirou. Apenas vinte minutos até que ela estivesse aqui. Em minha casa. No lugar que eu fantasiava estar transando com ela. Harper era a única mulher que quis trazer aqui, em minha casa, na minha vida. Subi a escada, de dois em dois degraus. Queria conversar com ela e não queria que ninguém nos perturbasse. Esse era o passo mais importante da minha vida e eu não tinha treinado. ____________________ 19 - Rede social de mensagens instantâneas voltado para celulares.


Capítulo Dezessete Harper "O que você me obrigou a fazer?" Gritei para o alto-falante do meu celular enquanto saia da I-95. O GPS me assinalava que ainda faltava seis minutos. Eu odiava dirigir, especialmente em rotas que não conhecia, e esta era minha primeira vez em Connecticut. "Esta foi uma ideia terrível." "Foi uma grande ideia", disse Grace. "E de qualquer maneira, aconteça o que acontecer, você fez a coisa certa para a Amanda. ” Tinha prometido que ajudaria Amanda a se preparar para seu baile e eu não estava prestes a deixar uma menina de quatorze anos de idade triste. Eu sabia como era a sensação de ser decepcionada por um adulto, e nunca provocaria conscientemente esse sentimento em outra pessoa. "O que você está usando?" Disse Grace. "Por favor me diga que você colocou uma saia. Homens gostam de saias." "Estou vestindo shorts." "Deixa o primeiro botão da blusa casualmente desabotoado e amarre-a na frente do shorts essa combinação induz à sacanagem.” Eu sorri, secretamente satisfeita com o endosso. "Isso não é sacanagem, é apenas sexy. Amanda era apenas parte da razão que eu tinha emprestado o carro novo de Grace para ir a Connecticut. Eu queria ver Max, para descobrir se a dor em meus ossos diminuiria quando o visse. Para descobrir se era amor ou apenas lamento em meu coração. Homens antes de Max tinham sido apenas uma distração. Eles nunca ficavam e eu sempre encontrava uma saída. Com Max eu não estava constantemente procurando essa saída. Fui feliz junto com ele, compartilhando as coisas, conversando, apreciando apenas sua companhia. Não tinha controle de meus sentimentos por ele que estavam sorrateiramente escondidos, pois quando deixei de vê-lo comecei a sentir sua falta. "Ok, bem, você não vai precisar disso, mas mesmo assim boa sorte." Como ela podia dizer isso? Havia uma possibilidade real de Max estar furioso comigo. Eu tinha pedido demissão, sem dar qualquer aviso prévio. Gritei com ele em seu escritório, em seguida, desliguei meu telefone e ignorei cada uma de suas mensagens. Pior de tudo, Max realmente não tinha feito nada de errado quando ele concordou em me tirar da equipe. Talvez tivesse sido um pouco insensível, mas a minha relação com o meu pai não era uma batalha de Max. A King & Associates tinha conseguido mostrar seu trabalho para meu pai por méritos próprios, não porque eu trabalhava lá. Meu estômago se agitou com o pensamento de não ser mais uma funcionária da King & Associates. Eu tinha trabalhado muito duro para chegar lá. Mas não tinha nenhum arrependimento. Sempre serei grata por ter conhecido Max e por tudo o que aconteceu entre nós. Ele me forçou a lidar com o meu pai. Eu tinha pensado que a King & Associates iria me ajudar a construir minha carreira, mas na verdade ela tinha ajudado a corrigir minha alma.


Quando parei na frente da casa de dois andares, meus nervos estavam tensos. Eu não sabia qual homem vivia aqui. O lugar parecia tão. . . doméstico. Havia um campo ao lado da casa e parecia um celeiro no outro. Contei quatro carros na entrada de cascalho. Uau. Estava tendo uma festa? Estendi a mão para o banco de trás e tirei a sidra espumante que trouxe junto com a minha maquiagem. "Ei, Harper." Saí e vi Amanda acenando para mim da porta. Eu sorri, incapaz de acenar de volta porque estava com as mãos ocupadas. "Ei, como você está?" Falei, olhando por cima do teto do carro. "Você está nervosa?" "Não muito", ela disse enquanto eu trancava o carro. "Especialmente agora que você está aqui." Vozes ficaram mais altas, atravessei, junto com Amanda, a entrada cujo piso era de ardósia. A casa emanava uma sensação completamente diferente do escritório de Max. Havia muitas fotografias de Amanda nas paredes. As portas, batentes e vigas eram marrom dourado, uma cor acolhedora e o espaço era grande e arejado, com portas abertas que levavam até uma área onde havia uma piscina. Quando fomos para a cozinha, Max apareceu. A dor em meus ossos desapareceu, meu corpo sentiu alívio, como se após ser privado de água tivesse encontrado um oásis. Ciente de todos ao nosso redor, evitei contato visual. Se ele estivesse com raiva de mim, não tinha certeza de como eu reagiria. "Harper", disse ele. "Entre. Você foi gentil em vir aqui. Tenho certeza que não sei o que Amanda fez para merecer isso." Ele não parecia nem um pouco com raiva, então olhei para cima para encontrá-lo sorrindo para mim. Tentei disfarçar minha alegria, acenando e foi quando vi atrás dele duas mulheres olhando para nós. Sua irmã Scarlett que conheci antes. Quem era a outra? Eu sabia que a mãe de Amanda não poderia estar de volta da Europa. Cheguei tarde demais? Será que Max seguiu em frente? Não, deve ser Violet. Ela parecia com Max e Amanda. "Vamos lá em cima. Não temos muito tempo", disse Amanda. "Você tem duas horas, que é tempo suficiente para apresentar Harper às suas tias", disse Max. Eu tinha certeza que meu alívio transpareceu na minha fisionomia. Sim, tias. "Oi", eu disse, oferecendo um meio sorriso. Ambas desceram de suas banquetas para me cumprimentar. "Sou Scarlett, nos encontramos no elevador", a loira disse enquanto me puxava para um abraço como se me conhecesse a vida toda. "Eu sou Violet, disse a mais jovem." O abraço de Violet foi um pouco menos efusivo, mas um pouco mais familiar do que eu esperava. Eu tenho a nítida impressão de que havia sido objeto de uma discussão entre as duas. "Posso pegar algo para você beber?" Max perguntou. Levantei a sidra. "Eu trouxe uma coisa." Olhei para Max e sua filha. "Você deve saber o que fazer quando alguém lhe traz um presente", disse Max. Amanda cobriu a boca com as duas mãos, em seguida, disse: "Eu sinto muito. É muito


gentil o seu gesto, realmente não precisava." Ela era uma menina tão doce. "Isso é um prazer”, respondi. "Por que você não vai tomar seu banho? Violet lhe levará um pouco de cidra quando for fazer o seu cabelo. " Amanda correu para o andar de cima, deixando-me na cozinha com Max e suas duas irmãs. Esperava ter Amanda como um amortecedor enquanto estivesse aqui. E eu não sabia se Max seria amigável ou ficaria bravo comigo assim que ficássemos sozinhos. Respirei. Eu podia fazer isso. Max parecia calmo e eu estava muito nervosa. "Tenho a alternativa adulta para a cidra espumante, você está interessada?", Perguntou. "O que é isso?" Não podia deixar de sorrir. Não vê-lo por tanto tempo fez com que eu esquecesse a atração que sentia por ele. Esqueci de como cada vez que estava perto dele, queria tocá-lo. E agora que estava aqui queria falar com ele, pedir desculpas, perguntarlhe se era tarde demais para voltar à forma como as coisas aconteceram entre nós. "Champagne", disse ele com um sorriso. Ele não parecia bravo, mas eu o tinha visto no almoço com meu pai; ele era ótimo em fazer as pessoas se sentirem confortáveis. Ele estaria apenas representando? "Você caiu de cabeça?" Perguntou Scarlett. "Estou sempre pedindo um copo de champanhe." Max deu de ombros. "O que posso dizer, eu apenas não vou desperdiçar champanhe com a minha irmã." Ele olhou para mim, pegou três copos e colocou-os no balcão. Ele estava tentando me impressionar? Revirei os lábios, tentando conter um sorriso apenas por pensar que isso poderia estar acontecendo. "Foi tão bom você ter vindo para cá", disse Violet, deixando a frase inacabada. Era ridículo vir de tão longe por causa de uma menina de quatorze anos de idade, que eu mal conhecia? Ela sabia que, embora eu realmente quisesse fazer esta noite especial para Amanda, também queria ver Max? Precisava pedir desculpas. Olhei em volta, querendo dizer que vim por sua filha, mas também por ele. "Amanda é uma garota adorável e. . . " Dei de ombros, incapaz de conseguir me expressar o que queria com palavras corretas. "Bem, sei que meu irmão está satisfeito por você ter vindo." Meu coração se apertou. Max estava satisfeito por eu estar aqui? Ele se sentia assim por causa da Amanda ou porque ele queria me ver? Max me entregou um copo e quando peguei nossos dedos se tocaram. Olhei para ele, que estava sorrindo. Devo puxá-lo para o lado e pedir desculpas agora? "Violet, Harper," Amanda chamou de cima. "Preciso do meu esquadrão da moda. Estou fora do chuveiro." Eu ri. "Esquadrão da moda? Ela tem catorze anos, certo?" Max revirou os olhos. "Parece que tem vinte e sete anos." "Estamos indo", gritei, inclinando-me para pegar minha bolsa. Eu odiava quando adolescente não se comportava como tal, com maquiagem excessiva, e eu sabia que Max não queria que sua filha parecesse como se tivesse vinte e sete anos de idade, então junto com a minha maquiagem, trouxe um hidratante colorido e um reluzente brilho labial. Trouxe também um rímel e eu não acho que ela precisava de muito mais.


"Eu vou levar as bebidas", disse Max pegando uma bandeja, enquanto Violet e eu nos dirigíamos ao andar de cima. Quando passamos por uma mesa no corredor, inclinei-me para olhar mais de perto uma foto de casamento. "Linda", disse para mim mesmo. Amanda, vestida como uma menina de flor, estava ao lado de uma noiva e do noivo que não reconheci. "Pandora e Jason no casamento", disse Max atrás de mim. Ele tinha foto do casamento de sua ex em sua casa? "Uau, isso é. . . " Eu queria dizer estranho, porque era, mas ele também era doce e de coração aberto e todas as coisas que eu sabia que Max era. "Pandora é bonita," eu disse, virando-me e olhando por cima do meu ombro para Max. Ele balançou a cabeça como se fosse apenas uma declaração de fato. O quarto de Amanda era tudo o que eu esperava de uma menina de quatorze anos de idade normal. Um cartaz do filme ‘A Escolha Perfeita’ sobre sua cama, uma colcha listrada azul e branca e estantes ao longo da parede. Apesar da casa ser grande, era aconchegante e um lugar que remetia à família feliz. "Que tal uma máscara facial, enquanto Violet seca seu cabelo?" Sugeri. Amanda sorriu. "Isso seria fantástico." Max colocou a bandeja no criado mudo. "Obrigada, pai. Certifique-se de colocar a lasanha no forno." Ela pegou uma taça de champanhe, que continha sidra, de seu pai, que, obviamente, queria fazê-la se sentir especial. "Você vai adorar, Harper. O meu pai é um grande chef e massas é sua especialidade." Foi doce ela pensar que eu iria ficar para o jantar. Eu não precisa dizer a ela que não iria ficar. Eu puxaria Max para o lado antes dele sair para levar Amanda e então lhe falaria o que queria lhe dizer e esperava que ele me perdoasse. "Obrigado, amendoim, mas acho que posso lidar com o fogão." Ele continuou a falar, segurando meu olhar e eu não consegui desviar meus olhos. "E de qualquer maneira, Harper ainda não concordou em ficar para o jantar." Meu coração acelerou, de repente, batendo duas vezes mais rápido. Ele queria que eu ficasse para o jantar. Mas ainda não tinha me desculpado. "Mas ela vai ficar, não vai, Harper? Com meu pai, enquanto eu estiver no baile?" "Amanda", Max falou. "Pai, pergunte a ela. Ela não pode dizer sim até que você pergunte. Diga a ele, Violet." "Isso pode soar como se minha filha estivesse me intimidando, e esta é a última coisa que quero que você pense." Ele suspirou, balançando a cabeça para a irmã e a filha. "E agradeço muito a oportunidade de fazer este convite na frente das duas mulheres que mais interferem neste planeta." Max virou-se para olhar para mim. "Mas eu realmente gostaria que você ficasse para o jantar para que possamos conversar e espero acertar as coisas entre nós." Ele passou as mãos pelo cabelo. Tentei esconder meu sorriso. Eu não tinha certeza do que acertar as coisas significava. Eu esperava que, pelo menos, isso significasse que ele não me odiasse. Mas uma grande parte de mim realmente queria mais, mais do que eu merecia. Eu queria Max. Tinha que acreditar que não era tarde demais. "Lasanha é meu prato favorito", respondi.


"Oh meu Deus, lembro-me quando ela nasceu", disse Violet enquanto descíamos as escadas, pois Amanda estava se trocando depois de a embelezarmos. "Parece que foi ontem. E agora. . . " Max colocou seu celular no balcão e levantou as sobrancelhas, instantaneamente, parecia estressado com essa situação, apesar de estar acostumado com emergências corporativas. "Ela está pronta?" Perguntou. Ele tinha nos deixado arrumar sua filha, mas estava claramente empenhado para que tudo desse certo tanto quanto o resto de nós. Balancei a cabeça. "Ela está vindo." Violet tinha feito alguns cachos no cabelo de Amanda, que caiam naturalmente sobre seus ombros. E embora eu demorei muito tempo na sua maquiagem, isso poderia ter sido feito em dois minutos – passei um pouco de rímel e brilho labial. Espero que Max aprove. Presenciei o instante em que Max viu a filha descer as escadas no vestido azul e prata que tínhamos escolhido. Seus olhos ficaram petrificados e ele inclinou a cabeça. "Amendoim, você está simplesmente linda." Meu coração se apertou. Eu queria estender a mão para ele. Ele caminhou em direção a ela que deu um passo para trás, estendendo as mãos para impedi-lo de chegar mais perto. "Você não pode me tocar; você vai estragar meu cabelo ou borrar minha maquiagem." Ele riu, abaixou-se e beijou o topo da cabeça dela. "Você está ficando tão alta. Você vai falar no FaceTime com sua mãe?" Ela balançou a cabeça. "Ela vai ficar muito sentimental. Tiramos algumas fotos. Vou enviálas amanhã." Ela pode ter apenas catorze anos, mas a preocupação com os sentimentos de sua mãe nesta situação, demonstra muito sobre o seu caráter. Uma personalidade que tinha sido moldada em parte pelo homem que Max era. Fiquei para trás quando Scarlett e Violet pegaram suas coisas e acompanharam Amanda para fora. Max seguiu-as, depois parou e encostou-se no batente da porta. Antes que ela entrasse no carro, Amanda virou-se e acenou. "Tchau, papai. Tchau, Harper. Aproveitem o seu encontro." Tenho a impressão de que Amanda ficaria muito feliz de ver o nosso jantar se tornar algo mais do que desculpas e compensação e isso me deu alguma esperança que ela sabia de algo sobre as intenções de Max. Fiquei olhando o carro que as levava até que as luzes traseiras desapareceram completamente. "Ela é linda, Max", eu disse. "Ela é. Obrigado por estar aqui, para ajudá-la. Queria que isso fosse especial; ela estava tão animada." "Isso foi um grande prazer. Você não quer ir com elas? "Perguntei enquanto Max fechava a porta.


"Amanda não deixou. Acho que ela estava preocupada que eu fosse chutar o traseiro de Callum Ryder. E de qualquer maneira, temos coisas para falar", ele respondeu. Ele segurou o meu olhar e minha respiração falhou. Eu tinha coisas para falar e precisava me desculpar. "Max, não sei o que dizer. Sinto muito. Fui idiota, egoísta e perdi todo discernimento quando você falou que iria me tirar da equipe JD Stanley. Você não fez nada errado. . . " Minhas palavras saiam livremente, eu queria falar tudo, antes que ele tivesse a chance de dizer qualquer coisa que tornasse mais difícil tirar esse peso de mim, pois queria fazê-lo ver que entendi que não tinha feito nada de errado. Cobri o rosto com as mãos. "Sou o único que está arrependido." Ele tirou minhas mãos do meu rosto e entrelaçou seus dedos nos meus. "Nós estávamos envolvidos e eu não pensei nas consequências de aceitar o ultimato de seu pai. Não tenho experiência em misturar o pessoal e o profissional, então não pensei em você ou em seus sentimentos. Mas deveria ter pensado." "Não era como se estivéssemos sério, mas se fôssemos. . . " Ele apertou minhas mãos e o calor viajou pelo meu corpo. "Talvez te dei a impressão de que o que tínhamos era apenas sexo, mas não tenho certeza de que era sempre isso para mim. Quero levá-la para sair comigo, quero você aqui comigo e Amanda. Quero falar, rir e acordar junto com você." Ele suspirou e balançou a cabeça. "Pensei que tivéssemos tempo. Eu devia ter dito o quão importante você era para mim. Eu disse para você que nunca tive prática neste tipo de coisa." Meu estômago revirou. “Era importante?" Será que isso significava que não sou mais? "Foi e é", disse ele. "Estou tão arrependido por ter estragado tudo." Como ele estava fazendo isso tão fácil para mim? Esperava ter que tentar convencê-lo, esperava ter que me desculpar. Não era tarde demais. Fechei os olhos, tentando me recompor. "Você não estragou. Não tínhamos feito nenhuma promessa entre nós, e os meus problemas com o meu pai não são suas batalhas." "Quero que suas batalhas sejam minhas batalhas ", ele respondeu. Os cantos dos meus lábios tremeram. "Você quer?" Ele assentiu. "Estou pronto para fazer as promessas que você desejar. Quero ser o homem que você merece. O homem que fará qualquer coisa para a mulher que ama." Engoli em seco. "Ama?" Dei um passo em direção a ele até que nossos corpos estavam quase se tocando. Ele encolheu os ombros. "Sim. Eu te amo e preciso que você saiba. E quero que você me dê uma chance. Vou fazer coisas erradas. Muito. Não tenho muita prática – mas preciso de você comigo." "Max, nunca confiei em um homem. Não sei como ser esse tipo de mulher." Nunca esperei que um relacionamento funcionasse antes, nunca foi preciso. "Você vai ter que ser paciente comigo, mas prometo que vou fazer o meu melhor se você me der outra chance." "Você pode ter uma vida de chances", disse ele. "Não consigo pensar em nada que faça com que eu tenha que te perdoar." Seus olhos eram suaves e eu estendi a mão e acariciei sua mandíbula. Ele ainda era impressionantemente bonito, mas de alguma forma as fotografias que tinha visto dele antes de conhecê-lo não lhe fazia justiça. Elas não capturavam sua bela


alma, e nem o pai maravilhoso que era. Inclinei a cabeça para um lado. "Sabe, alguém me contou uma história sobre o que Michael Jordan disse uma vez." Eu soltei nossas mãos entrelaçadas e acariciei seu peito, olhando em seus olhos. "Ele disse, 'perdi mais de nove mil arremessos em minha carreira e quase trezentos jogos.'" Max levantou uma sobrancelha. Continuei. "Disse também: 'Falhei uma e outra e outra vez na minha vida. E este é o motivo pelo qual consegui o que queria." Levantei meu ombro e depois encolhi quando ele deslizou as mãos em volta da minha cintura. "Um cara por quem estou apaixonada me falou sobre isso. Acho que ele diria que devemos continuar tentando até ganharmos." O sorriso de Max fez as borboletas levantarem voo no meu estômago. "Parece ser um cara inteligente." Ele fez uma pausa, depois disse: "Parece um cara de sorte." Max me puxou para mais perto e pressionou seus lábios contra os meus. "Senti tanto sua falta." Sua língua arrastou ao longo dos meus lábios antes de encontrar a minha. Eu tinha esquecido o quão urgente era sua boca, como seus beijos eram apaixonados. A cada segundo, meus joelhos ficavam mais fracos, minha respiração mais curta, mas eu queria mais. Nós nos separamos, ofegantes, nossas testas descansando uma contra a outra. "Senti sua falta, também." Coloquei meus braços em volta do seu pescoço. Ele me levantou, e envolvi sua cintura com as minhas pernas. "A lasanha vai ter que esperar", ele disse enquanto me carregava pelas escadas. "Já fantasiei ter você nesta casa um milhão de vezes. Sonhei em lhe dobrar sobre o balcão da cozinha e te foder por trás, pensei em coloca-la na mesa de jantar e lamber sua buceta com minha língua. Mas agora vou fazer amor com você na minha cama." Quando chegamos ao quarto, desvencilhei-me do corpo de Max e puxei a camisa para fora de sua calça jeans, abri os botões e passei meus dedos por sua pele. Queria ficar por um tempo acariciando-o e conversando para conhecer mais sobre Max, para ouvir histórias das fotografias em preto e branco que cobriam as paredes de seu quarto e entender por que ele tinha escolhido uma enorme cama de mogno cama com dossel. Mas seu toque limpou temporariamente todas as perguntas de minha cabeça. "Esse shorts está me deixando louco", ele disse, colocando a mão em minha bunda. "Eles tiveram o efeito desejado, então", respondi. "Harper, você pode vestir-se com um saco de lixo e mesmo assim você fará magia em mim." "Conheço esse sentimento", eu disse. Quando estávamos ambos nus, em pé, olhando um para o olho do outro, Max acariciou meu rosto. "É tão bom tê-la aqui", ele sussurrou. "Fiquei sem acariciar sua pele bonita e macia." Ele passou as mãos sobre meus seios, em torno de minha cintura, e em toda a minha bunda, "sua buceta perfeitamente molhada." Ele mergulhou a mão entre minhas pernas e gemeu. "Senti falta disso. Seus sons, a sua umidade." Minha pele arrepiou e eu tremi. "Tenho que entrar em você. Vamos ter tempo mais tarde para ficarmos namorando, mas eu preciso sentir você perto de mim. Preciso entrar em você." Era o que eu precisava, também. Ele nos girou, então me empurrou contra a parede. Levantando minha perna, e esfregou


a ponta de seu pênis ao longo do meu sexo. "Max, preservativo," disse, ofegante e desesperada. Ele balançou sua cabeça. "Fiz meu check-up anual e está tudo bem." Oh. Eu não tinha dormido com ninguém, além dele desde que fiz meus exames. "Eu também, e estou tomando pílula." Eu gemi quando ele empurrou para dentro de mim e parou. "Isso é muito bom", ele disse. "Max." Apertei meus dedos em torno de seus braços. Precisava que aguardasse alguns segundos para me ajustar a ele. Depois de não tê-lo por tanto tempo, nesta posição, ele parecia estar maior. Ele aumentou seu ritmo. "Não vou ser capaz de durar muito tempo, e depois que isso terminar, vou ter você na cama, em seguida, no chuveiro. Vou ficar dentro de você por horas." O pensamento de seu pau implacável dentro de mim fez com que faltasse ar aos meus pulmões. "Uma vez nunca é suficiente com você. Preciso de você o tempo todo, para sempre." Senti como se estivesse andando de bicicleta em direção ao topo de uma montanha, ofegante e gemendo, desesperada para chegar ao destino. Quando Max empurrou dentro de mim de novo, arqueei minhas costas quando comecei a gozar. "Eu te amo", sussurrei. Max gozou logo em seguida, gemendo meu nome no meu ouvido quando ele cravou seus quadris em mim tão drasticamente que teria doído se não fosse o efeito dormente do meu orgasmo. "Eu te amo", ele gritou. Senti que sua pele estava quente e molhada, devido ao seu esforço, quando coloquei meus braços em torno dele, pressionando meus seios contra seu peito, sentindo que poderia ficar ligada a ele permanentemente. Ele levantou minha bunda e eu envolvi minhas pernas em volta dele enquanto nos levava em direção à cama, ainda unidos, e ele ainda dentro de mim. Quando se sentou na beira da cama, meus joelhos ficaram apoiados no colchão, um de cada lado de seu corpo. "Deite-se", eu disse. Seus olhos pareciam atordoados quando ele fez o que pedi. "Não era tarde demais", murmurei quando comecei a mexer os quadris, apenas um pouco, apreciando a sensação dele ainda dentro de mim. Ele estendeu a mão para os meus seios, esfregando meus mamilos com os polegares enquanto olhava para cima. Seu toque me deixava completamente excitada. Contrai os músculos, tentando conter a umidade que seu toque liberava. Ele gemeu, e colocou uma mão no meu clitóris. "Muito cedo para você me querer de novo?" Não tinha certeza se conseguiria falar. Queria ele de novo, queria subir a montanha novamente, mesmo estando fora do ar por causa de minha primeira viagem. "Estava preocupada que queria. . ." Engoli em seco quando ele aumentou a pressão sobre o meu clitóris. "Quero. . . " Eu não podia falar ou me mover enquanto ondas de prazer circulavam em mim. Meu cérebro não tinha essa capacidade. Como se compreendesse, Max levantou os quadris e eu me calei, feliz por sentar-me sobre ele, por ser tomada por ele.


"Me diga porque você estava preocupada," Max disse, os músculos de seu pescoço tensionados pelo esforço. Pressionei minhas mãos contra o peito. "Pensei que fosse tarde demais para nós", disse. Ele agarrou meus quadris e me deitou de costas na cama. "Nunca", ele disse e empurrou dentro de mim. "Nunca." Era exatamente o que eu precisava ouvir. Estendi a mão e tracei suas sobrancelhas com meus dedos. "Eu te amo." Não conseguia parar de repetir essas palavras. Nunca havia falado isso antes para qualquer homem. Ninguém antes Max mereceu ouvir. Senti o orgasmo se formando, crescendo através do meu corpo em forma de um tremor: silencioso, intenso e poderoso. "Oh Deus, olhe para mim enquanto você goza." Max rosnou e empurrou de novo, e se desfez dentro de mim. Ele rolou de cima de mim, e me puxou em direção a ele. "Quando recuperar o fôlego vou beijar cada polegada de sua pele, em seguida, fazer você gozar com a minha língua." "Podemos ficar sem tempo. Passei meus dedos por seu cabelo. "Tenho que voltar para a cidade." Ele apertou-me mais forte. "Fique. Não vá." Eu ri. "Você é ridículo." "Talvez." "As coisas são um pouco diferentes", eu disse. Talvez porque estávamos longe da cidade. Talvez porque eu sabia o quão doloroso tinha sido perde-lo e sabia que iria trabalhar duro para nunca mais cometer esse erro novamente. "Não sei porque, eu só -" "Acho que este é o começo do nosso para sempre", ele simplesmente respondeu.


Epílogo Três Messes Depois Max "Entre," falei sem tirar os olhos do meu laptop. Pensei que não tivesse mais ninguém no escritório. Estava ansioso para terminar este trabalho e voltar para o apartamento e pegar minha menina nua, e realmente não queria quaisquer interrupções. "Estou olhando para o rei de Wall Street", Harper disse quando abriu a minha porta. Empurrei a cadeira para trás da minha mesa. "Ei, pensei que você estivesse no apartamento." Ela caminhou em minha direção, contornando a mesa, arrastando as mãos sobre os papéis empilhados em cima dela. "Não podia esperar", ela respondeu, colocando sua bolsa sobre a mesa perto da janela. Girei minha cadeira, então fiquei de frente para ela. "Como foi o jantar com seu pai?" Harper e seu pai estavam se encontrando nos últimos meses. "Foi bom." Às vezes me perguntava se não valia a pena as lágrimas que muitas vezes derramava após estes encontros, mas ela me garantiu que estava chorando por causa de sua história, não pelo seu futuro. Se ela queria tentar construir um relacionamento com seu pai, eu estava feliz em apoiá-la em tudo que precisava e queria. "Bem, na verdade, estamos começando a nos conhecer um pouco melhor agora." Ela se inclinou para a frente e desfez o nó da minha gravata. "E pensei em vir aqui para me manter focada." Gentilmente, ela puxou a gravata do meu pescoço e se sentou na minha mesa. "Lembro-me de você falando que não conseguia se concentrar quando eu trabalhava aqui", ela disse, puxando a saia um pouco, revelando suas longas coxas. "Sim", eu disse, um pouco atordoado com a mulher na minha frente. "É melhor para conseguirmos ter um limite, que você não trabalhe mais aqui." "Concordo", disse ela, rodando minha cadeira com seu pé, fazendo com que eu ficasse em sua frente. "Gosto de sua sandália", disse. Era o primeiro par Jimmy Choo que comprei para ela. Tornei-me um cliente regular da loja. Nunca tinha visto ela usando-a fora do quarto e parecia um pouco demais para o jantar com seu pai. Ela começou a desabotoar a blusa. "Lembro de você dizendo que costumava pensar em mim. . . " Ela abriu a blusa de seda creme que usava, revelando seus seios altos e apertados. ". . . aqui." Ela se inclinou para trás. "Na sua mesa." Jesus. O sangue correu para o meu pau. Eu tinha pensado em outra coisa, enquanto Harper trabalhava na King & Associates. E, apesar de nós estarmos juntos como um casal, não poderia convencer Harper voltar a trabalhar para mim. Talvez fosse melhor para todos. "Diga-me o que você costumava pensar." Ela arqueou suas costas e começou a deslizar seus pés sobre minhas coxas.


Agarrei suas pernas e empurrei-as abertas, a saia subiu em volta da cintura. Sim, era assim que tinha imaginado ela. "Cristo, Harper, você não está usando calcinha." Ela inclinou a cabeça. "É isso que você imaginou?" Levantei suas pernas, colocando-as sobre meus ombros, e inclinei a cabeça. "Sim, você em cima de minha mesa todo molhada." Soprei sua vagina. Ela gemeu, seu tom ficando mais alto enquanto lambia sua fenda antes de deslizar o dedo polegar em sua entrada. "Eu fantasiava sobre como fazer você gozar aqui nesta mesa." Circulei seu clitóris com a língua e ela deitou-se sobre a mesa admitindo sua derrota, os dedos serpenteando pelo meu cabelo. Ela veio para ser fodida no escritório e estava prestes a conseguir o que queria. Seus gemidos ficaram mais e mais alto enquanto sua buceta ficava cada vez mais molhada. Por um breve momento me preocupei em alguém poder nos ouvir, mas foda-se, eu era o chefe e podia fazer o que quisesse com a mulher que ia ser minha para o resto da vida. Tateei meu pênis, e minha ereção esticou quase que dolorosamente contra o meu zíper. Estava comendo-a com minha língua, deixando-a louca e as luzes da cidade brilhavam atrás de mim, e a riqueza de Manhattan em torno de nós, fez-me sentir como um rei. "Tenho que fodê-la”, disse, descascando suas pernas sobre a mesa e ficando em pé. Abri minha calça e mergulhei nela. Jesus, ela era sempre tão fodidamente apertada. As mãos dela procuraram as bordas da mesa, enquanto tentava resistir às minhas estocadas que a empurrava para trás. Ela é perfeita. Circulei minhas mãos ao redor de sua cintura e puxei-a para mim enquanto começava a torcer seus quadris. Ela estava muito perto, muito em breve iria gozar. "Acho que você fantasiou sobre isso também," eu disse, batendo nela novamente e novamente. Ela gritou. "Max." Sua vos chamando meu nome sempre foi o tiro de partida para o meu orgasmo. Empurrei mais forte e ela gritou mais alto, "Max, Max, oh Jesus." Pouco antes de gozar tirei meu pênis de dentro dela e puxei-a para cima. "Incline-se mais, quero ver essa bunda linda dobrada sobre minha mesa." Se ela queria dar a minha fantasia, eu queria a coisa toda. Ela sorriu e se virou, seus saltos empurrando sua bunda firme e seu rabo apertado ficou no ar. Seus braços espalhados pela mesa, meus papéis voando e caindo no chão. "Você me quer assim?" Perguntou ela. Respondi separando suas pernas ligeiramente e empurrando nela novamente. Minha força a empurrou ainda mais sobre a mesa e ela fechou os dedos ao redor da borda, como se estivesse agarrando para salvar sua vida. "Sim", eu gemi. "Isto é como te queria desde o primeiro dia em que você entrou no meu escritório." Ela estremeceu debaixo de mim, o início de seu orgasmo refletindo em seu corpo. "E como eu pensei em você todos os dias desde então." "Max", ela choramingou, levantando a cabeça com a energia que lhe restava. "Por favor, Deus, Max." E ela apertou e acalmou e me permitiu um impulso final antes de me derramar dentro dela e cair sobre suas costas. Ficamos lá por um minuto ou mais, ofegantes, nossas roupas meia penduradas em nós, suadas e amarrotadas.


"Bem, isso foi uma agradável surpresa," disse quando me levantei, abotoando minhas calças. Harper ainda estava instável em seus pés enquanto se levantava da mesa e eu estendi a mão para estabilizá-la. "Pensei que era estranho nós nunca termos fodido aqui visto que foi o local onde tudo começou", disse ela e olhou em volta do meu escritório, enquanto abotoava a blusa. Inclinando para frente, dei-lhe um beijo nos lábios. "Isso não tem que ser um negócio de uma vez", eu disse. "Sempre irei trabalhar até tarde se esta for a recompensa que receberei." Não trabalhava até tarde no escritório com muita frequência. Ainda só passava duas noites por semana em Manhattan e ambas as noites sempre passava com Harper. "Você recebe uma abundância de recompensas, meu amigo", disse ela, passando a mão sobre meu peito. Agarrei-lhe o pulso. "Quero mais." Ela abriu a boca um pouco e eu poderia dizer que falaria algo sarcástico, mas depois mudou de ideia sobre partilha-lo comigo. "Mais?" Perguntou ela. Balancei a cabeça. "Para nós, para você e para mim. Quero estar em minha mesa com você quando estivermos com noventa anos e estarmos casados há sessenta anos e com quatro filhos." Harper deu um passo para trás. "O que você está falando?" Ela balançou a cabeça. "Não vou a lugar nenhum." "Você promete?" Perguntei. "Você quer saber se eu prometo te foder em sua mesa quando você estiver com noventa anos?" Ela perguntou, rindo. "Case-se comigo, Harper." Isso não era o que tinha planejado. Presumi que estaríamos juntos para sempre e eu tinha pensado em lhe pedir em casamento, mas não esperava que essas palavras saíssem de meus lábios hoje. Meus olhos brilharam encarando-a e coloquei minhas mãos em volta de sua cintura. "Case-se comigo", disse novamente. "Posso fazer o pedido de forma grande, outra vez, com um anel e um quarteto de cordas, mas diga-me agora que você vai dizer sim. Não quero ficar nem mais um dia sem saber se você vai ser minha esposa." Ela inclinou a cabeça e me deu um pequeno sorriso. "Ok, mas tenho duas propostas, certo? Esta e uma com um anel?" "Jesus, sempre tão exigente." Ela encolheu os ombros. "Estou apenas confirmando a oferta". "Sim, duas propostas. E você concorda em ser minha esposa, ter dez filhos comigo, e foder-me na minha mesa quando estivermos com noventa anos." "Soa como um negócio", disse ela e colocou a mão em volta do meu pescoço, puxando minha boca para baixo para encontrar a dela.

Um Ano Depois Harper


"Caramba," gritei do banheiro do térreo. "Eu te disse," Max gritou de volta. Voltei para a cozinha, segurando o teste de gravidez. "Nós vamos precisar de um barco maior", eu disse. Max sorriu. Eu tinha ficado grávida de Amy há pouco mais de um ano, na noite em que tínhamos fodido pela primeira vez em sua mesa. Isso tinha acontecido várias vezes desde então. A gravidez me deixou mais excitada do que o habitual. "O que você está falando?" Amanda disse quando pegou sua irmã mais nova de sua esteira e colocou-a em seu quadril. "Não temos um barco." Quando cheguei perto de Max, ele colocou o braço em volta do meu pescoço e me puxou em sua direção, beijando-me na cabeça. "Parabéns." "O que você fez para mim?" Perguntei, balançando a cabeça. "O que eu faço de melhor", disse ele. "Sem dúvida, é uma outra menina, porque não tenho mulheres suficientes na minha vida." "O que você está falando?" Amanda repetiu, seus olhos se estreitaram quando ela olhou entre nós. "Harper está grávida," Max anunciado. "Mais uma vez?" Perguntou Amanda. Eu sorri. "Mais uma vez." Amanda me entregou Amy e nos abraçamos. "Isso é incrível. Quis uma irmã por tanto tempo e agora, vou acabar perdendo a conta." "Você vai ter que casar comigo agora", disse Max. "Não vejo o porquê. Disse que não há pressa, e de qualquer maneira, se você fosse sério, proporia corretamente. Ficaria de joelho, com um anel. Esse era o acordo. Lembre-se, o esforço é recompensado, Sr. King." Eu estava com as mãos nos quadris. "Você sempre faz o que você diz?" Perguntou ele, revirando os olhos. "Aparentemente, pois engravidei no dia do pedido. Isso conta?" "Eu é que faço todo o trabalho duro." Ele sorriu para mim. Revirei os olhos. "Sério?" "Agora é a hora, Harper." "Max, estou grávida. Você está entendendo? Não vou caminhar pelo corredor assim." "Eu realmente quero ser dama de honra", disse Amanda. "Na verdade, eu poderia comprar um vestido e usá-lo em casa se vocês dois não se acertarem." "Sr. King ". Um dos caras da empresa de buffet veio da área da piscina para a sala de jantar. Graças a Deus tivemos ajuda hoje. Nós vivíamos em um estado de caos perpétuo no melhor dos dias. Hoje nós tínhamos acrescentado ao dia um churrasco em casa em sinal de boas-vindas para Pandora e Jason. "Estamos prontos para quando seus convidados chegarem. Eu só vou começar a servir algumas bebidas." Virei-me para Max. "Puta merda. Isso significa mais dezoito meses sem álcool." "Bem, você estará em boa companhia", disse Max, abraçando-me enquanto Amy agarrava seu cabelo.


Pandora estava grávida também. Esta foi a razão pela qual ela e Jason estavam voltando para a América. A gravidez e a falta que sentiam de Amanda. "Eu não estou certo de que todos nesta festa vão se encaixar", murmurei. A festa era apenas uma ocasião familiar, mas essa lista foi crescendo a cada dia. Junto com minha mãe, estávamos esperando os pais de Max, os pais de Pandora, Scarlett e seu novo namorado, Violet, Grace, e irmão de Jason. "Falei com um arquiteto na semana passada", disse Max, segurando Amy. Max King sempre recebia qualquer tipo de atenção do sexo feminino, então é claro que Amy era a garotinha do papai. "Um arquiteto?" Perguntei, abrindo a geladeira. Agora eu tinha uma explicação para esse desejo de queijo, e iria ceder a essa vontade. "Você está certo, precisamos de um espaço maior. Pensei que talvez devêssemos acrescentar uma casa de piscina, também, porque precisamos de empregados." Max saiu da cozinha no meio da conversa antes que pudesse dizer-lhe que tinha certeza de que poderia gerir tudo sem que ninguém vivesse conosco. Era como se a vida estivesse definida para avançar rapidamente - Max e eu vivendo juntos, Amy e um segundo bebê. "Meninas", Max chamou. Bati a porta da geladeira com meu quadril "O que ele quer?" Perguntei para Amanda. "Eu não sei, mas vamos lá", ela respondeu, empurrando-me. "O que?" Perguntei. "De onde vem essa música?" Abri a porta do escritório para encontrar o local vazio, mas as portas que davam para o pátio estavam abertas e as cortinas brancas balançavam com a brisa. "O que está acontecendo, Amanda?" Perguntei. Ela deu de ombros, empurrando-me em direção às portas do pátio. Quando pisei lá fora vi Max na minha frente, em um joelho, cercado por rosas de todas as cores que existiam. Olhei em volta. Flores cobriam o chão e enormes vasos estavam espalhados pelo gramado, existia cor onde quer que eu olhasse. À minha esquerda tinha um violoncelista, e imediatamente reconheci a música de Bach, a mesma que ouvimos quando dormimos juntos pela primeira vez. Amy estava em sua esteira ao lado de Max, olhando para mim, sorrindo, seus olhos um verde bonito, assim como o de seu pai. "O que você está fazendo?", Perguntei. "Como . . . quando - " Virei-me para Amanda, cujo sorriso me disse que ela estava claramente ciente do que estava acontecendo. "Bem, onde há esforço exigido, não há desculpa para não fazer as coisas perfeitas", disse ele. "E eu pensei, com nós quatro aqui, juntos e agora com o número cinco a caminho. . ." Ele respirou fundo. "Não posso imaginar nada mais perfeito do que isso." Ele abriu a caixa vermelha que segurava, revelando um enorme diamante de corte princesa. "Harper, te amei desde o primeiro momento em que te vi. Você é meu coração, minha alma, minha família e agora quero que o mundo saiba. Como o Rei de Wall Street, preciso de você para ser minha rainha. Case-se comigo." Eu sorri. Como poderia uma menina dizer não a uma proposta como essa?


Notes [←1] Escritório sem paredes.


[←2] Massa lêveda - feita com pequena quantidade de farinha e água, sem fermento


[←3] Aplicativo que escaneia os rostos, nas fotos, e diz se a pessoa é quente ou não.


[←4] Foi condenado, por toda a eternidade, rolar uma grande pedra de mármore com suas mãos até o cume de uma montanha, sendo que toda vez que ele estava quase alcançando o topo, a pedra rolava novamente montanha abaixo até o ponto de partida.


[�5] Gesto, ou cumprimento presente em diversas culturas, muito comum nos Estados Unidos, que ocorre quando duas pessoas tocam suas mãos no alto simbolizando parceria, amizade e vitória.


[�6] Aplicativo de encontros


[←7] Artista plástico britânico


[�8] Artista e escultor americano


[←9] Remédio anti-histamínico e funciona como ansiolítico


[←10] Uma das criaturas criadas por J. R. R. Tolkien em suas obras (O Hobbit e O Senhor dos Anéis), são seres menores que anões, com constituição mais encorpada e pesada, e suas mãos e pés são maiores que a dos seres humanos.


[←11] Personagem do romance O Senhor dos Anéis, é uma dos Meio-Elfos, muito bonita, que viveram durante a Terceira Era.


[←12] Foi um duo inglês de música pop, formada em 1981 por George Michael e Andrew Ridgeley, na cidade de Londres.


[�13] Bater uma mão na outra, como forma de cumprimento.


[←14] Metropolitan – casa de espetáculos.


[←15] Lei de Pareto, ou princípio 80/20, garante que foco mínimo pode representar resultados grandiosos.


[←16] Jornalista e escritor americano, ganhador de um prêmio Emmy na categoria de jornalismo. Ele é o principal âncora do programa da CNN, Anderson Cooper 360°.


[�17] Cantor, compositor e ator americano. Ficou mundialmente conhecido nos anos 70 por seus shows de rock inovadores e designados para chocar e provocar o público, junto com letras obscenas, obscuras e sangrentas, junto com seu visual gótico.


[�18] Reality show de televisão transmitido nos Estados Unidos.

King of Wall Street (Livro Único) - Louise Bay  

*O rei de Wall Street é deixado de joelhos por uma mulher absolutamente linda e ambiciosa. Meus dois mundos são separados. No trabalho, sou...

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