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O grupo Traduções L&A escolheu esta obra para traduzir, por não haver previsão de lançamento no Brasil. Somos um grupo de amigas virtuais, unidas pela mesma paixão: Livros. Sendo assim, a disponibilização de nossas traduções é ausente de qualquer obtenção de lucro, direta ou indiretamente. Nossos objetivos são estimular a leitura e facilitar o acesso aos livros de língua estrangeira que ainda não foram publicados em português. Após sua leitura, considere a possibilidade de adquirir a versão original, pois assim, você estará incentivando os autores e a publicação de novas obras.

Tradutora: Bonnie Revisão Inicial: Duquesa Revisão Final: Clyde Formatação: Bonnie/Honey


Sinopse A falta de energia deixa Mia Harmon presa sozinha no escuro, sem fonte de luz, exceto seu celular. Assustada, ela se dirige a um vizinho para pedir uma luz. Tristan, o novo rapaz do 7D, estรก mais do que dispostos a ajudรก-la. Um dia ruim se transforma em uma noite onde Mia acaba recebendo muito mais do que esperava.


Whispers in the Dark

—F

oda-

se. — Eu gemi, olhando para o cartaz pendurado no elevador onde se lia ‘Fora de Serviço’ e quase cai aos prantos. O dia começou muito ruim e só estava piorando a cada hora que passava. Imaginei que ficar encharcada em pé na chuva tinha sido a cereja no topo do bolo, mas não, estava errada. Com um suspiro cansado, e uma bolsa pesada no meu ombro e outra ainda a mais na mão, dei o primeiro passo na minha jornada de sete pisos até meu andar. No quarto andar tive que fazer uma pausa, então joguei minhas bolsas no chão e sentei-me no degrau do próximo andar. Fechei os olhos, descansando minha cabeça nos braços que estavam cruzados no meu colo. Meus ombros doíam, minha cabeça doía ainda mais, e estava encharcada da cabeça aos pés. Estava tão exausta, que estava perto de me enrolar no chão e dormir lá, e teria, se já não estivesse congelando, a escada não estava com a temperatura controlada. — Precisa de alguma ajuda? — Perguntou uma voz masculina desconhecida. Eu não olhei para cima, não me importava quem era. Um minuto a mais, era tudo que precisava para continuar. Isso e um banho quente que me esperava assim que terminasse de subir os andares restantes. — Não, estou bem. Eu só preciso de um minuto. — Dei-lhe um polegar para cima e esperava que ele fosse continuar o seu caminho.


— Você tem certeza? — Ele perguntou de novo, com uma verdadeira preocupação evidente em sua voz. Respirei fundo e levantei minha cabeça. Meus olhos se arregalaram enquanto olhava para o estranho na minha frente. Sua jaqueta de couro estava cheia de gotículas de água, seu cabelo castanho achatado na cabeça e encharcado até a raiz. Seus olhos verdes me atraíram como um farol na escuridão. Nunca tinha visto ele antes, o que era estranho, porque conhecia praticamente todos os moradores. Nós muitas vezes realizamos um mutirão no jardim da cobertura e eu teria me lembrado de ter visto um cara lindo como ele, mesmo encharcado. Mandíbula forte, ossos da face afiados, e um ótimo porte físico, sim, eu teria me lembrado dele. — Quem é você? — As palavras escaparam sem que percebesse, bati minha mão sobre a boca. Ele soltou uma risada, expondo um conjunto perfeito de dentes brancos. — Quero dizer... Você deve ser novo? — Sim, eu sou. Tristan. — Ele estendeu a mão, então a peguei. Eu queria lamber qualquer parte dele, mas me contentaria com sua mão por agora... Ele era tão gostoso. — Mia. A mão dele era grande, quente e áspera. Acrescente a vibração sexy que estava sentindo, e as imagens de nós dois nus apareceu na minha cabeça. — Prazer em conhecê-la, Mia. Balancei a cabeça e olhei para ele sem piscar, as visões ainda dançando na minha cabeça quando olhei em seus olhos. — Vai precisar de uma mão para subir? — Seu olhar se moveu para baixo, onde as nossas mãos ainda estavam ligadas. Nem percebi que ainda estávamos de mãos dadas. Deus, não estava babando, estava? — Você tem certeza? — Sorri para ele, tentando fazer com que a situação não me fizesse uma estranha psicopata.


Ele soltou uma risada profunda. — Por um tempo, mas então você pode têla de volta. — Promete? — Prometo. Todo o meu corpo estava frio quando o deixei ir. Não sabia que sua presença tinha batido de volta algumas das minhas melancolias, que voltaram com força total. — Então, você vai ficar bem se eu sair? Revirei os olhos para ele. — Vou ficar bem. Tem sido um dia realmente horrível. — Isso não pode ser de todo ruim. — Sim? Por que isso? Ele sorriu. — Você me conheceu. — Inclino minha cabeça para trás com o riso quando ele se aproxima e passa por mim. — Veja você por aí, Mia. — Ótimo. Vou tentar me lembrar disso. Ele parou no degrau acima de mim, sua língua espreitando para fora para lamber os lábios. — Você vai ser um problema, não vai? Encolhi os ombros. — Isso é o que o meu pai costumava dizer. Tristan assentiu. — Oh, ele estava certo. Após o som de seus passos recuarem, abanei o meu rosto com a mão. Não tinha sido ousada assim em meses... Desde a noite em que minha melhor amiga Casey e eu bebemos Martini um pouco demais no bar da rua.


Respirei fundo e reuni as minhas forças. A vontade de usar o meu chuveiro estava crescendo, e ainda tinha alguns lances de escadas para subir. Com minhas bolsasd na mão, terminei a subida da desgraça. O fim estava próximo. A porta vermelha brilhante com 7C em dourado pintado estava diante dos meus olhos, e o meu coração e corpo cantavam. Estava um pouco fora do tom, mais como lamento de gatos, mas de forma alguma reduziu a euforia de finalmente estar em casa. Até perceber que a minha chave não estava na mão. Me inclinei para frente, choramingando com minha testa descansando contra a velha porta de madeira. As bolsas escorregaram da minha mão, caindo no chão. — Ah, chega de drama, Mia. Foram apenas sete andares. — Disse a voz familiar da minha vizinha enquanto passava. — Dia ruim, Lena. As chaves dela tilintavam quando ela as puxou. — Eu posso ver. — Eu estou com a língua para fora, você simplesmente não pode vê-la. Mas aposto que você pode ver isso. — Coloquei meu braço e imitei um pássaro. Ela riu. — Encontre suas chaves porra. — A porta se abriu. — Ah, e não se esqueça de que vamos nos encontrar para jantar amanhã à noite. — Seis? — Sim, agora vou entrar. Se não conseguir entrar em cinco minutos, vou voltar aqui e jogar suas bolsas por um lance de escadas. Solucei com o pensamento de subir mais um degrau. — Isso é o que eu pensava. — A porta se fechou atrás dela, e olhei para os meus pés, localizando minha bolsa. Encontrei minhas chaves e abri a porta. Depois


de trancar a porta atrás de mim, joguei minhas malas no chão e encolhi os ombros sobre meu casaco. Movi a bolsa mais pesada, que continha as minhas recentes compras no supermercado, e descarreguei na cozinha. Uma vez feito isso, fui para o meu quarto. Uma fraca luz entrava pelas janelas e a chuva batia enquanto o céu escurecia. Seria um breu em alguns momentos, o pôr do sol se aproximando rapidamente. Tirei meus sapatos e minha roupa molhada, jogando-as no cesto no meu caminho para o banheiro. Acendi a luz quando entrei e recuei para me olhar no espelho. Meus olhos castanhos pareciam cansados e minha pele estava pálida, fazendo minhas bochechas parecerem dois balões no meu rosto. O mais notável era o desastre que estava o meu cabelo. Minha amiga Casey era capaz de iluminar o meu cabelo loiro escuro natural, agora era um poço de loiro platinado. Inferno estava quase branco. Ao me olhar novamente no espelho, franzi os lábios e arqueei as sobrancelhas como se dissesse: — Sério? — Suspirei presa com a aparência, pelo menos, um pouco de tempo, então poderia muito bem me acostumar com isso. Cinco dias depois, e ainda estava impressionada com a mudança cada vez que eu me via. Pulei no chuveiro, deixando o calor da água tirar o gelo do meu corpo devido à baixa temperatura da chuva fria. Minha mente começou a vagar, e queria que fosse sexta-feira à noite. Na verdade, estava apenas um dia de distância, mas ainda estava muito longe após o dia que eu tive. Queria dormir até tarde na manhã seguinte, aconchegar-me em minha cama quente, não queria acordar até o romper da aurora. Embora eu tivesse conhecido Tristan, e que só poderia me fazer esquecer o dia catastrófico. Meu corpo aqueceu apenas com a lembrança de sua mão calejada. Fazia meses que tinha sido tocada por um homem, e a rugosidade em sua mão tinha me implorado para senti-la em cima de mim.


Mordi o lábio quando uma dor familiar começou a se espalhar entre as minhas coxas, e contemplava as minhas opções. Havia sempre o conforto frio da minha vibração, mas com o frio que estava sentindo, queria algo quente pressionado contra mim. Meu ex, Greg, me mandou uma mensagem no início do dia para uma rapidinha. Era uma oferta tentadora, mas sendo ele, não era o suficiente para concordar, não importa o quão desesperada estivesse. Ele sempre foi um idiota, e queria outra espécie de experiência, concordar ainda me deixaria querendo. Eu provavelmente iria acabar usando meu vibrador depois que ele saísse, voltando para a primeira opção. Além disso, haveria pratos sujos que ele me deixaria graças ao seu lanche depois do sexo. Desde que ia ficar querendo, de alguma forma ou de outra, a minha mão arrastou-se para baixo pelo meu estômago. Meus olhos se fecharam quando os meus dedos deslizaram em meu clitóris. Estava molhada, e não apenas pela água do chuveiro. Meu dedo do meio pressionado contra a pequena protuberância, já familiarizada ao longo dos anos. Deixei escapar um pequeno gemido, minha respiração prendendo quando a minha mão aumentou o seu ritmo. Estava quase gozando quando Tristan veio a minha mente, me deixando mais excitada. Minhas pernas começaram a tremer, a familiar construção na boca do meu estômago. Meus olhos se abriram sem foco à medida que olhava para o chuveiro. Então, tudo ficou escuro. Pisquei contra a escuridão, meus movimentos pararam. Notei a sensação da água fria na minha pele, então percebi que não tinha desmaiado. Minha mão golpeou contra a cortina de chuveiro, deslizando o suficiente para olhar para fora. Tudo estava escuro, nem mesmo um brilho através da janela do prédio do outro lado do corredor ou na rua abaixo. Aguardei um momento, esperando que fosse apenas temporário, mas depois de um tempo desisti.


— Porra! Deixei escapar um suspiro duro e me atrapalhei para desligar o chuveiro. Com as mãos cegas, abri a cortina e peguei a minha toalha. Uma vez localizada, joguei em torno de mim e segurei na borda da banheira para sair. Sequei-me e tentei lembrar onde tinha uma lanterna, ou qualquer coisa para me ajudar a enxergar no escuro como breu. Nem sequer tinha a lua para me ajudar, com a chuva ainda derramando lá fora. Enrolei a toalha em torno de mim. Procurei pelo caminho, esbarrando nos móveis, até mesmo depois de quase arrancar meu dedo do pé mais de uma vez, consegui chegar à minha bolsa. Meu celular poderia pelo menos me ajudar a encontrar outra fonte de luz. Tinha algumas velas espalhadas pelo meu apartamento, e tinha certeza que a lanterna estava escondida em uma das gavetas da cozinha. Depois de uma jornada precária e derrubando mais de uma coisa, encontrei minha bolsa, onde tinha deixado cair quando entrei. Dei um suspiro de alívio quando o brilho da tela se iluminou, rompendo o escuro. Com um pouco de iluminação, fui para a cozinha e comecei a vasculhar as gavetas. Uma forma redonda familiarizada chamou minha atenção, e retirei minha primeira e única lanterna. Suspirei de alívio, depois passei para a direita quando percebi que a lanterna não estava funcionando. Nada. Somente a escuridão. — Foda-se. Eu a sacudi contra a minha mão, e nada ainda. Não que realmente pensasse que iria funcionar, mas estava desesperada. Tirei as pilhas e mudei-as de lugar. Nada. Era pilhas D, um tamanho que não tinha extras em casa.


Resmungava e andava com minha lanterna improvisada para onde tinha uma pequena variedade de velas. Meus olhos se ajustaram um pouco ao escuro, mas ainda era um desafio me locomover. Peguei a caixa de fósforos e abri, amaldiçoando quando olhei para dentro. — Você tem que estar de brincadeira comigo! — Gritei, sentindo um aperto no peito. A caixa estava vazia. Eu não tinha nenhuma maneira de acender as velas. Esfreguei a palma da mão contra a minha sobrancelha em agitação. O que eu tinha dito antes? O dia não poderia ficar pior? Mentira. Tinha que ir para o apartamento da Lena, ela provavelmente teria algo que poderia me ajudar. Ela costumava fumar, e tinha sempre um isqueiro ou dois por lá. Foi a primeira vez que realmente desejei que minha lareira não tivesse sido fechada e estivesse funcionando ao invés de apenas uma característica arquitetônica. Elas eram uma responsabilidade em edifícios antigos como o que vivi antes. Não havia nenhuma maneira de sair apenas de toalha, não importa o quão perto o apartamento dela fosse do meu, então voltei para o meu quarto para me trocar. Vesti em um top simples e calças de ioga, mesmo assim foi difícil, e rezei para dar certo. Não me incomodei de fazer qualquer coisa com meu cabelo ainda molhado, só ia ficar fora um minuto. Escorreguei em meus chinelos de casa, e com a ajuda do meu celular, fui até o seu apartamento.


Segui com passos cautelosos no corredor escuro como breu, uma mão sobre a minha fonte de luz, me guiando pela parede, mantendo-me constante. No ritmo que estava usando meu telefone, ficaria sem bateria a qualquer momento. Não foi uma caminhada muito longa, talvez, uns 20 passos, mas nas condições atuais parecia um quilômetro. Havia uma janela, no outro extremo do corredor, mas mal conseguia ver onde estava, e não havia luzes de segurança. Parecia um mundo estranho. Deixei escapar um suspiro de alívio quando vi as letras douradas de 7D e comecei a bater na porta. — Lena, é a Mia. Preciso de uma luz. — Parei e esperei, mas não houve resposta. — Lena. Venha, abra a porta. Estou começando a surtar. — Parei novamente, pois já estava quase derrubando a porta. — Lena! Por favor, responda! Ela não estava em casa, e o medo estava comprimindo o meu peito. Não tinha medo do escuro, por si só, mas era realmente assustador, sem nenhuma iluminação. — Ela saiu cerca de meia hora atrás. — Uma voz masculina disse atrás de mim. Eu pulei, virando e quando fiz isso me estabeleci contra a porta do apartamento de Lena. — Oh, oi. — Olhei com os olhos arregalados para ele, observando-o com os braços cruzados sobre o peito, enquanto ele se encostava na porta. Um brilho suave da luz filtrada de dentro do seu apartamento. — Tristan. Ele sorriu para mim. — Precisa de alguma coisa? Minha postura relaxou. — O que você está oferecendo? — Essa é uma pergunta capciosa, linda.


Meu rosto se aqueceu, balancei minha cabeça. — Jogos... Tem um isqueiro? Alguma coisa? — Que tal você vir aqui, e vamos ver o que podemos encontrar? Eu balancei a cabeça. — Ok. Dei um passo para frente e passei pela porta de Tristan, enquanto ele fechava a porta atrás de mim. Caixas estavam empilhadas contra as paredes e no meio do chão, algumas peças de mobiliário misturadas no meio. — Liguei para a empresa de energia. A tempestade derrubou a energia em todos os lugares, por isso estamos muito... Muito presos assim por um tempo. — Fantástico. — Deixei escapar um suspiro. Uma lanterna estava no topo de uma pilha de caixas que era responsável por iluminar o escuro. Não era muito, o suficiente para iluminar o espaço para que pudéssemos ver as formas básicas, mas era melhor do que a escuridão. Pelo menos não estávamos tropeçando. — Então, há quanto tempo você está aqui? Ele começou a mover as coisas ao redor, limpando a mesa de centro e me oferecendo um assento. — Mudei no domingo, mas tive que trabalhar na segundafeira, por isso não olha a bagunça. — Eu não vejo nada mesmo. Basta saber que perdi isso, já que você teria que passar pela minha porta. Este lugar está vago há meses. Fiquei me perguntando se eles deixariam assim para sempre ou se iriam alugar. — Eu pensei de volta para o fim de semana e me lembrei de onde estava. — Oh, isso é certo. — O que é certo? Apontei para a minha cabeça, em seguida, lembrei que ainda não tinha escovado meu cabelo antes de sair no hall, tão bem quanto o que estava vestindo.


— Oh, merda. Ele sorriu para mim, parecendo saber o que estava acontecendo no meu cérebro. — Você parece bonita, não se preocupe. Revirei os olhos. — Estou uma bagunça quente. Estava no meio de uma chuveirada, quando as luzes se apagaram. Ele fez uma careta. — Isso não foi divertido. — Ele fez uma pausa enquanto pensava sobre o assunto e, em seguida, deu uma risadinha. — Na verdade, se estivesse lá, teria sido. — Tão certo de si mesmo? — Levantei uma sobrancelha para ele. Ele bufou. — Oh, vamos lá, você sabe que gostaria de me ver tropeçando para fora da banheira no escuro. Balancei minha cabeça e soltei uma risadinha. — Está escuro. Como é que vou rir pra caramba da sua estupidez? Ele franziu os lábios. — É verdade. — Ligou uma lanterna e olhou para o que estava escrito nas caixas. — Você está com fome? Estava preste a fazer o jantar. — Ele rasgou a fita de uma das caixas e começou a vasculhar. — Como você vai fazer isso? — Eu perguntei. Não tinha energia. A menos que ele estivesse escondendo um gerador em uma dessas caixas, suspeitava que frios e pães estivessem no menu. — Ah- ha! — Ele cavou ainda na caixa e tirou um objeto de metal estranho em triunfo. Eu levantei uma sobrancelha para ele e ele balançou a cabeça. — O que é isso? — É um fogão de acampamento portátil. — Ele sorriu para mim. — Eu não tenho muita coisa, mas tenho macarrão, parmesão e um pouco de frango enlatado. Não é gourmet ou qualquer coisa, mas dá pra esquentar.


Quente como você. Engoli em seco, mudando de lugar, e limpei as minhas mãos suadas em minhas calças. Por que estava ficando tão excitada por apenas estar perto dele? Já tinha ficado próxima de caras gostosos antes. — Eu poderia comer algo quente. Meu chuveiro não me ajudou muito, não me descongelou do frio o suficiente. Ele sorriu para mim, seus olhos se movendo para cima e para baixo do meu corpo. — Oh, baby, posso dar-lhe algo quente, e aquecê-la muito bem. Minha boca caiu enquanto meus olhos se arregalaram. — Oh, meu Deus, você está flertando comigo? Ele balançou a cabeça. — Não, você é quem está flertando aqui. Todos os seus duplos sentidos, vem aqui toda livre e de banho tomado. — Eu não vim aqui especificamente. Nem sabia que você estava neste andar. Você não disse. E como você mesmo sabe que estou livre quando não há luz suficiente para dizer se estou ou não usando sutiãs? — Não. — Desculpe-me? — Corri minhas mãos pelo meu cabelo. — Não está usando um. Eu poderia dizer no momento que vi você... — Ele exalou em uma corrida, e parecia algo erótico, como se próxima refeição fosse minha boceta. Porra, eu estava fodida... O que poderia ser muito bom se fosse no sentido literal. — E você não me perguntou enquanto estava no chão. — Bem, acho que pensei que ia te ver outra vez e poderia descobrir depois. Eu não acho que estaria esbarrando em você de novo tão cedo. — Ou teria colocado um maldito sutiã. De preferência, um que não fizesse meus seios parecerem seu próprio código postal. — Desapontada?


Foi a minha vez de olhá-lo de cima a baixo. Desde que eu o tinha visto no corredor, ele derramava a água de suas roupas em favor de uma camiseta e uma calça seca que era de cintura baixa envolvendo seus quadris. — Longe disso. Ele sorriu para mim. — Boa resposta. — Sua mão apertou em torno do punho da lanterna. — Vamos lá, vamos fazer um pouco de comida. Eu segui o rastro de luz para o próximo ambiente que era uma cozinha vazia, juntamente com mais caixas. — Então, o que você faz homem sobrevivência? — Eu perguntei. Ele riu ao ouvir o nome e pegou uma toalha, entregando-me e apontando para a minha cabeça. — Obrigada. — Enrolei meu cabelo e comecei a puxar o resto da água que escorria pelas minhas costas. — Eu trabalho em casa. Sou uma espécie de pau para toda obra na construção civil. — Isso explica as mãos calejadas. — Disse enquanto me inclinava contra o balcão. — Ah, você notou, certo? — Ele parecia envergonhado, cerrando os punhos. — Oh, sim. — Tive que desviar o olhar quando as imagens encheram novamente minha mente. — A minha ex odiava. Meu olhar estalou de volta para ele. — Que tipo de dano cerebral ela tem? Ele soltou uma risada e sacudiu a cabeça. — Droga, garota. — O quê? — Você sabe o quê. Está dizendo que gostou das minhas mãos? É por isso que não queria devolvê-las mais cedo? — Perguntou enquanto puxava algumas coisas fora de uma das caixas que estava marcado “Cozinha”.


— Eu posso ou não, ter pensado sobre elas, enquanto estava no chuveiro. — Disse, me embaraçando totalmente. Ele bateu a cabeça no armário. — O que há de errado comigo hoje? — Revirei os olhos para mim. Seus olhos escureceram e sua língua espreitou para molhar os lábios. Ele limpou a garganta enquanto ajustava sua postura. — Disse que ia ser um problema. — Juro, a culpa é sua. Não quero continuar a dizer essas coisas, mas, não sei, você tem essa aura que sussurra em meu ouvido para dizer todas as coisas que o meu cérebro normalmente tenta filtrar. Ele deu um passo em minha direção, sua mão estendida e apoiada no meu quadril. — Isso é chamado de atração, e uma vez que sente, ele infecta o espaço que nos rodeia. Essa também é a razão pela qual você foi me procurar sem sutiã. — Eu nem conheço você, de modo que pode ser uma pessoa perigosa, incluindo a falta do sutiã. — Respiro estremecendo quando seus dedos encontraram seu caminho em minha blusa. Ele traçou pequenos círculos no pequeno espaço de pele agora exposta. — Não sou uma pessoa de uma noite. Mas com a doce vizinha sem sutiã com um senso de humor que finge não ter lanterna em seu apartamento, mesmo que ela não esteja esperando um movimento. — Isso é para torná-lo melhor, e me faz querer tirar aqui e agora? — Eu perguntei. Larguei a toalha molhada agora no balcão e balancei meus cabelos úmidos. Muito melhor. Ele se inclinou mais perto. — Apesar de que seria bom o que isso significa é que gostaria de levá-la para sair, mais do que uma vez. Talvez dar uma tentativa para aquela coisa de namoro, porque a atração não é um problema. Um pequeno gemido deslizou pelos meus lábios enquanto sua mão se moveu mais acima na curva do meu quadril. — Ah, com certeza... Você diz isso agora, mas o que acontece quando meu sutiã reaparecer? Você acha que ainda vai ter alguma coisa aqui? — Eu gostaria de saber. — Disse ele, seus lábios assombrados.


Meus olhos se fecharam quando se inclinou para pressionar seus lábios nos meus, mas ele não estava lá. Quando os abri, sua mandíbula estava tensa e sua respiração pesada. — Nós precisamos clarear as coisas, porque se te beijar, não vou parar. Eu sussurrava. — Só um beijinho? Ele soltou uma risada triste. — Não. Porque você não será capaz de parar também. — Ele deu um passo para trás e voltou para arrumar o fogão de campismo. — Então, para mudar o assunto para longe de belas sereias, o seu incrivelmente forte chamado, e um apartamento de buraco negro que suga longe sutiãs e lanternas, o que você faz? Meus olhos se estreitaram para ele. — Estou começando a pensar que lanternas são códigos para outra coisa. — Ele deu de ombros e sorriu para mim. — Bem, para responder a sua pergunta, sou contadora de consultório odontológico. Nada emocionante, mas paga as contas. Vi quando ele ligou uma caixinha para o fogão, e depois acendeu um fósforo. Chamas azuis piscaram amarelos nas extremidades germinadas do dispositivo pequeno e ele colocou uma panela pequena que estava cheia de água, deixando-nos esperar para ferver. — Isso não parece muito emocionante. Então, novamente, nunca quis um trabalho de escritório. — É isso que você faz, dirige uma construtora? Ele balançou a cabeça. — Não, tudo começou quando estava no colégio. Meus pais compraram uma casa que foi construída em 1893, e nós trabalhamos juntos para restaurá-la. E é aí que o assunto sem fim com o amor da minha vida começou. — Espere. Você restaura casas? Ele acenou com a cabeça. — Qualquer edifício antigo, na verdade.


— Isso é muito empolgante, e parece divertido. Seus dedos trabalharam para abrir o pacote de macarrão, e não conseguia desviar o olhar. Caramba, como eu os queria em mim. — É. As coisas eram construídas melhor e com muito cuidado na época. Hoje são peças pré moldadas, mas naquela época, todas elas eram únicas com muitos detalhe bonitos. Minhas sobrancelhas se ergueram. — Uau, você realmente é apaixonado pela casa. Foi por isso que mudou para esse lugar? — Isso. O proprietário do edifício quer voltar aos primeiros anos e fazer uma bela renovação estilo dos anos oitenta. Deixei escapar uma risada. — Sim, é realmente terrível. — Eu estou realmente animado com isso. Estive pesquisando a história do edifício, e não quis acreditar em todas as coisas que este lugar já viu. — Você vai me dizer que era um bordel ou algo assim? Seus lábios tremeram enquanto jogava a caixa de macarrão na água fervente. — Não, mas nos seus primeiros anos, tinha um bar clandestino. Eu sorri e coloquei minha mão em no quadril. — Tem alguma coisa para beber com a nossa refeição gourmet, ou isso é um apartamento sem bebidas? Ele franziu a testa para mim e tentou não rir. — Ora, senhorita, eu acredito que tenho um pouco de cerveja na geladeira. — Cerveja? Fogões de acampamento e lanternas? Você está sempre tão preparado? — Eu era escoteiro, e esse é o lema.


Ele pegou uma lata de frango e esvaziou antes de adicionar o pote de macarrão. Cheirava tão bom, fazendo meu estômago roncar. Pulei quando senti algo em mim. Era a mão de Tristan. — Não, não. — Disse ele em um tom de provocação, quando bateu no meu estômago. — Está quase pronto. Se a luz não estivesse tão fraca, tenho certeza que ele teria visto meu rosto corar. Com uma tigela quente em uma mão e uma cerveja ainda gelada na outra, voltamos ao único lugar disponível para sentar - o sofá. Ele retirou um pouco de coisas da mesa de centro para colocar os nossos pratos e a lanterna. Soprei o macarrão quente antes levar o garfo a minha boca. Um gemido deslizou, devido o calor da comida, se espalhando em mim. — Isso é bom. — Eu disse enquanto dava outra mordida. — Obrigado. É um ótimo alimento de acampamento. — Você acampa sempre? Sua boca se abriu para dar uma mordida, mas ele fez uma pausa, depois soprou sobre a comida, ele tentou resfriá-la. — Eu gosto de sair para acampar umas duas vezes por ano. Pego a minha mochila e meu carro com equipamentos de camping. Minha testa enrugou. — Qual é a diferença? Ele sorriu. — Deixe-me adivinhar - você nunca foi acampar? Eu balancei minha cabeça. — Menina da cidade de ponta a ponta. — Bem, talvez eu possa ter que te mostrar.


— Talvez você possa. — Eu dei-lhe uma piscadela. — Talvez em algumas semanas. Balancei a cabeça concordando. — Já vou avisando, sou uma menina muito feminina. Ele riu. — Eu imagino. Não se preocupe, vou pegar leve com você pela primeira vez. Aqui vai uma dica, use um sutiã resistente. — Eu estava meio que esperando difícil, com um pouco fácil misturado e sem calcinha especial necessária. Ele gemeu. — A menina... — Ele limpou a garganta e sacudiu a cabeça. — Nós poderíamos ter uma luz do carro acampando para dar-lhe uma experiência. — Tenho a sensação de que há muitas coisas para experimentar com você. — Ele soltou um gemido. Eu apertei meus olhos e suspirei. — Sinto muito. Apenas... Simplesmente ignore-me. — Confie em mim, estou tentando, mas você está fazendo isso... Duro. —Duro? — Meu estômago virou e senti um aperto nas minhas coxas com a ideia dele estar excitado. — Não estava pensando que precisava de algo duro cerca de uma hora atrás? — Pare. Favor. Não posso continuar muito mais. — Disse ele com um gemido. Sua mandíbula estava cerrada e apertada, seus os olhos estavam fechados. — Desculpe. — Disse e desliguei a minha cabeça. Que diabos havia de errado comigo? — Eu estou tentando não ser aquele cara. Aquele que conhece uma garota e transa com ela em uma noite apenas. Não gosto dessa merda, mas porra... Mia, você me faz querer quebrar minhas próprias regras e arrastá-la para a minha cama como um homem das cavernas.


Gostei dessa ideia, muito, mas abstive-me de dizer a ele de alguma forma. Mesmo que minha boca não estivesse cooperando até agora, por isso fiquei surpresa quando ela ficou fechada. Talvez fosse porque podia ver que Tristan era um bom cara, e ele estava tentando ficar desse jeito. Não era possível meu lado de sacanagem súbita apreciar e respeitar isso? Coloquei minha mão na sua e minha pele irrompeu em arrepios do formigueiro que se movia entre nós. — Obrigada por ser um cara legal. Ele relaxou e terminou o resto de sua tigela. Ele agarrou minha tigela vazia com a sua e se levantou, indo para a cozinha. A tensão sexual que havia sido persistente no ar se transformou em um humor estranho, nenhum de nós sabia o que dizer. Depois de enxaguar a louça, ele voltou e sentou-se ao meu lado. Meus olhos encontraram os dele, e dei-lhe um sorriso quando ele pegou minha mão na dele. — Você tem certeza que é uma boa ideia? Ele sorriu. — Pensei que se não somos capazes de lutar contra o que tenho certeza, quer seria inevitável, que deveria pelo menos, começar com a primeira base. Culpa continuou a rolar em mim. — Poderia voltar para o meu apartamento. Afinal, a única razão pela qual sai era para conseguir uma luz. Sua testa franziu e ele soltou minha mão quando fugiu para longe. Uma dor se propagou no meu peito com cada centímetro do espaço criado. — Se é isso que você quer. Posso ajudá-la com isso. Não gostei do rumo dos acontecimentos, ou como ele parecia levar minhas palavras, então peguei sua mão e entrelacei nossos dedos. — Mas ficar aqui é muito melhor. Ele me deu um sorriso genuíno e me puxou para mais perto, então estava enrolada com a cabeça deitada no ombro dele, os meus pés debaixo de mim.


Ficamos ali por alguns minutos, curtindo um ao outro. Era uma tortura, e tomei toda a minha força interior para não inclinar a cabeça para cima e beijá-lo. — Oh, merda! — Falei com meus olhos arregalados. — O quê? — Ele perguntou, olhando em volta a procura de algo que poderia ter causado o meu desabafo. — Meu apartamento está destrancado. — Disse preocupada. — Eu preciso voltar lá. — Você realmente acha que alguém vai subir sete lances de escada e entrar ao acaso no seu apartamento? — Não, mas quem sabe o cara estranho do 7A? — Há um cara estranho no 7A? — Perguntou ele. Balancei a cabeça. — O que é tão assustador sobre ele? Meu lábio enrolou. — Ele está sempre olhando de soslaio para mim e dando em cima de mim com as piores desculpas possíveis. Ele vem apenas de cueca, encostar-se à minha porta e me pede algo que nem sequer precisa. — Algo que ele não precisa mesmo? — Tristan riu com isso. — Sim, o cara uma vez veio com a desculpa clichê de açúcar, e quando perguntei o que ele estava fazendo, ele disse massas. Desatou a rir com a resposta. — Massas? Eu balancei a cabeça. — E quando terminei com meu último namorado, ele gentilmente ofereceu seu corpo para me confortar. Ele olhou para mim, seu sorriso desapareceu. — Por favor, me diga que ele ofereceu um abraço?


Balancei minha cabeça. — Não, ele ainda agarrou sua virilha e lambeu os lábios quando disse isso. A cabeça de Tristan inclinou para trás. — Não! — Seus olhos estavam bem fechados. — Ok, se você tem que voltar para trancar seu apartamento, vou junto com você para proteger a sua virtude. Eu sorri. — Oh, isso foi há muito tempo. — A virtude! — Disse ele, enfatizando a palavra quando agarrou a lanterna para nos guiar para baixo no escuro. — Você é uma donzela virtuosa, e não há um dragão covarde atrás de você. Sorri e gritei para ele. — Ahhh! Você é meu cavaleiro branco? Fomos em direção à porta, de mãos dadas. — Sim. É isso mesmo. — Sua coluna se endireitou. — Cavaleiro branco com minha lanterna brilhante... Bati no seu braço e olhei para ele com os maiores olhos de corça que poderia reunir. — Derrubando a escuridão. Meu herói! Ele riu quando virou a maçaneta, abrindo a porta que dava para o corredor. Estendi a mão e agarrei seu braço com a mão livre enquanto dávamos pequenos passos no corredor. Mesmo com a lanterna na mão, o piso ainda estava escuro. Meus chinelos raspavam contra o corredor acarpetado, os olhos tentando se concentrar em qualquer coisa nova que aparecesse quando caminhávamos. — A maneira que você está agarrada a mim, parece que nós estamos em um filme de terror. — Ele sussurrou. — Com certeza parece que estamos. Quando é que o machado assassino empunhado vai sair e cortar, nossas cabeças? Ele riu, mas mal o ouvi – com um estrondo no peito. — Estou aqui para protegê-la, não é?


— Por que você está sussurrando? — Eu perguntei. — Está fazendo o filme de terror parecer pior. Ele riu. — Eu não sei. Como está tão escuro e silencioso, apenas senti que deveria. Será que importa? — Não, só está sendo bobo. — E você tem um problema com bobagem? Eu mostrei a língua para ele, mas duvidava que ele visse. — Acontece que amo bobagens. — Isso é bom, mas precisamos ficar quietos mesmo. — Por quê? — Porque nós estamos nos movendo para baixo na caverna. Nós não queremos alertar o dragão sob a nossa presença. Continuamos no nosso ritmo lento até que o dourado 7C começou a brilhar, e dei um suspiro de alívio, o meu aperto sobre Tristan diminuiu. Ele me conduziu para dentro na frente dele e fechou a porta atrás de nós, trancando-a. — Por que você fez isso? — Perguntei, apontando para a fechadura. Tristan não disse nada, mas desligou a lanterna e a sala ficou completamente escura. — Tristan. O que está acontecendo? — Meu pânico começou a surgir. Que diabos ele estava fazendo? — Shh. — Ele passou o braço em volta da minha cintura. — Ora, faça o fav...?


Ele me cortou quando seus lábios encontraram os meus. Soltei um grito em estado de choque, mas foi derretido em um gemido quando o beijo se aprofundou. Sua mão segurou meu rosto e seus lábios arrastaram até a minha orelha. — Tris... — Shh. Meus dedos foram para sua camisa, minha mente tentando descobrir o que estava acontecendo. Então ouvi Toc, toc! — Mia, você está em casa? O cara estranho do 7A! Eu fiquei congelada, rezando para que ele realmente não nos visse ou ouvisse. A maçaneta da porta balançava, e houve outra batida junto com o meu nome sendo chamado. Na pequena abertura por debaixo da porta sua luz era completamente visível. Depois de alguns minutos de silêncio parado, a luz se afastou, e o som de seus passos diminuiram. Uma vez que ouvimos um clique da porta fechando a distância, Tristan acendeu a luz novamente. Havia um brilho nos olhos e um sorriso em seu rosto quando ele veio à tona. — O dragão quase nos pegou. Ainda bem que havia esta caverna e podemos nos esconder nela. — Eu ri e trouxe seus lábios até os meus para um beijo rápido. — Droga, realmente a quero agora. — Ele respirou fundo e soltou o ar lentamente. — É melhor nos apressarmos. Nós não sabemos quando a besta vai voltar. Eu balancei a cabeça. — Certo.


Meus olhos percorreram ao redor, procurando o vago contorno da minha bolsa em algum lugar no chão. Ou a movi para o aparador? Andamos alguns metros, e vi ao lado da parede da minha mesa de entrada pequena. Minhas chaves não estavam lá. — Merda! — Eu assobiei quando vasculhei. As coloquei em cima da mesa? Talvez o aparador quando descarreguei os mantimentos? Quem sabe? A luz quase inexistente deixou ainda mais difícil. Tristan moveu a luz em torno do ambiente para auxiliar a busca, finalmente, achei-as em cima da minha pilha de cartas sobre o balcão. Suspirei de alívio e peguei-as. Nós voltamos, mas antes de passarmos pela porta, me virei para ele. — Você o viu, pelo caminho. — Apertei meu olhar sobre ele. — Viu o quê? Estava um breu aqui, não vi nada. — Ele sorriu para mim e lambeu os lábios. — Uh-huh. A questão é, porque foi que você estava tentando me calar, ou foi impulso irresistível de me beijar? — Perguntei quando passamos pela porta. — Ambos. Apertei meus lábios. — Ok, vamos lá. Tão tranquilo como poderia, tranquei a porta e começamos a nossa caminhada de volta ao seu apartamento. — Nós fizemos isso! — Eu sorri para ele quando estávamos trancados em segurança, longe de dragões invisíveis. Ele me deu um toque na mão, e coloquei minhas chaves ao lado da porta para não perdê-las.


— Suas mãos estão geladas. — Disse ele, tomando-as nas dele e soprando sobre elas para aquecê-las. — Estou um pouco fria, mas está tudo bem. Ele esfregou as mãos juntas. — Eu posso fazer-nos um pouco de chocolate quente. — E como você vai fazer isso, o homem sobrevivência? — Perguntei, querendo saber como ele iria me surpreender neste momento. O microondas estava desligado, afinal de contas. — Do mesmo jeito que fiz o jantar. — Ele disse quando entrou na cozinha. Minha boca se abriu, ele era cheio de conhecimento. — Sempre aqueço no micro-ondas. Não sabia que havia outra maneira. Ele balançou a cabeça para mim e suspirou. — Eu espero que você possa correr. Ele encheu o pote com água e virou para o fogão novamente. — Correr? — Minha testa franziu para ele, e pulei para sentar-me sobre o balcão. — Sim, para fugir do dragão. Não posso fazer tudo e nos manter vivos. — Contanto que não esteja em saltos altos, vou ser boa. Corria na pista da escola. Ele deu um passo para minha frente e colocou as mãos nas minhas coxas. Queria abri-las e deixá-lo entrar, mas ele manteve-as fechadas, os dedos cavando em minha pele. — Não é à toa que você tem pernas tão bonitas.


Eu coloquei minhas mãos em seu peito e movi para baixo, sentindo a musculatura ondular sob o meu toque. — E a construção o mantém forte e adequado. Ele soltou um pequeno gemido e se inclinou mais perto, tocando a ponta do meu nariz com o dele. Tão perto. Ele já tinha me beijado uma vez, ele não faria nada para fazê-lo novamente, mas quando me inclinei para frente, ele recuou. Ele limpou a garganta e moveu-se para o armário, onde pegou duas canecas. Na luz, observava em silêncio enquanto ele tirava os pacotes de chocolates instantâneos e preparou-os enquanto esperávamos que a água fervesse novamente. — Espero que você goste de marshmallows. — Eu amo. Ele despejou água na mistura que aguardava e mexeu antes de me entregar a caneca. Pulei do balcão e peguei dele. — Obrigada. Fui para a janela com minha xícara na mão, esquentando meus dedos gelados, olhei para a cidade. Não havia nada, e uma sensação estranha passou por mim. — Uau, eu nunca vi isso tão escuro. Normalmente as luzes da rua estão brilhando longe, mas tudo que vejo são movimentos de lanternas aleatórias e algumas velas. Tristan se aproximou e ficou ao meu lado. — É meio assustador. Será que é o começo do apocalipse, vão surgir zumbis? Bati meu ombro contra ele. — Então acho que diria que estou feliz por estar com o cara que tem um fogão portátil e equipamento de camping. — Se conseguirmos sair da cidade, em uma única vez.


— Nós podemos fazê-lo. Encontrar um lugar seguro e repovoar a terra. Ele riu e balançou a cabeça. — Lá vai você falar de sexo de novo. — É nosso dever, como alguns dos últimos remanescentes povos da terra. Se não fosse por você me tirar da cidade, onde teria provavelmente me tornado um zumbi e tentado comer seu cérebro. Preciso mostrar minha gratidão. — É sempre assim? — Sem sutiã? Não. Especialista Zumbi? Não. — Disse, então pensei sobre isso, apertei a minha xícara. — Bem, Lena me chama de rainha do drama, mas ela não quer dizer no tipo figurado da palavra. Eu posso ser uma vadia excessivamente dramática em minhas reações. — Eu posso ver isso. Gostei. Você é engraçada e bonita. — Fico feliz que você gostou então. A maioria se inclina para mais chato do que cativante. — Claramente, eles estão vendo você com sutiã e quando você não está em modo de sobrevivência zumbi. Ele riu. Minha pele irrompeu em arrepios, um arrepio correu por mim. Tristan percebeu e passou o braço em volta de mim, me puxando contra seu peito. Não poderia evitar, apenas suspirei e descansei minha cabeça sobre seu coração. — Sua perda, meu ganho. Aconcheguei mais perto. — Lá vai você, pensando que já me ganhou. — Espero que sim. Tudo o que sei é que você me tinha no 'não, eu estou bem’. Olhei em seus olhos. — Então por que você não me beijou desde o seu ataque ninja mais cedo?


— Porque você é um pouco rainha do drama, e estive esperando por você para jogar um ajuste e fazer certo. Revirei os olhos e balancei a cabeça. — Eu não sou assim, mas se é o que você quer, vou fazê-lo. Ele franziu os lábios. — Nah, menina bonita como você, nunca deveria ter que pedir. Ele não me fez esperar mais quando se inclinou e colocou um beijo leve sob meus lábios. Quando os lábios dele tocaram os meus, não era mais escuro, tudo estava banhado em um brilhante, branco brilhante. Por um momento pensei que a eletricidade tinha voltado, mas então percebi que era a faísca entre nós. — Uau. — Disse ele em um sussurro. Olhei para ele, os sentimentos avassaladores que ele criou girando ao redor do meu corpo, por cada nervo, por sua vez. Quando terminamos, disparei, tranquei meus braços ao redor de seu pescoço e puxei-o de volta para mim. Quando nossos lábios se tocaram, nossos corpos pressionados juntos, a luz voltou, aquecendo meu corpo. Suas mãos se moveram ao redor dos meus quadris para minhas costas, puxando-me com ele. Um pequeno gemido mudou-se de sua boca para a minha, com a língua acariciando um ao outro. Nós dois estávamos ofegantes quando ele soltou meus lábios. — Disse que não ia ser bom se eu dormir com você. Você está estragando a minha decisão aqui. — Você nunca disse isso. Sua mão se arrastou até o meu top, fazendo com que a pele sob seu toque formigasse e queimasse. Lancei-me em direção a ele e mordi seu queixo. — Ah, certo. Eu estava falando de mim mesmo. — Disse ele, seus olhos se fecharam como a cabeça inclinada para o lado enquanto lambia seu pescoço para baixo.


Meus dentes beliscaram sua pele. — Não conta. — Bom. — Seus dedos se afastaram mais para cima do meu top, até que bateu por cima do meu mamilo, apertando-o. Uma sacudida bateu direto no meu clitóris, e deixei escapar um pequeno gemido. — Cara, estou feliz que não estou usando sutiã agora. — Gemi contra a sua pele. Ele riu - seus olhos ficando pesados. — Estou gostando também. Isso estava ficando muito quente na sala, e ele estava vestindo muita roupa. — Tire. Quero sentir sua pele. Meus dedos agarraram a bainha de sua camiseta e arrastei até seu torso, expondo a linha dos seus músculos que ele estava me provocando à noite toda. Gemia de aprovação quando fiz uma varredura sobre o peito. Perfeito. Não era um daqueles torsos esculpidos de todo o dia em uma academia. Era de trabalho manual, que era muito mais gostoso. Enquanto estava distraída, Tristan tirou meu top e segurou meus seios, apertando os meus mamilos entre os dedos. Meu olhar subiu para o seu quando soltei uma respiração afiada. Meu clitóris tremia com cada aperto. Deixei escapar um gemido, em seguida, agarrei a cintura de suas calças. Uma mão puxou a frente para baixo, enquanto a outra deslizou para dentro. Rocei a cabeça quente de seu pau com as pontas dos meus dedos, fazendo-o assobiar. Quando coloquei minha mão em torno dele, meus dedos não foram capazes de se tocar, ele era muito grosso. Lambi meus lábios enquanto lhe dava algumas bombadas curtas. Ele gostou tanto que agarrou minha cintura e me levantou. Soltei um grito e envolvi minhas pernas em volta dele. Puxei seus cabelos, trazendo seus lábios nos meus. Todo o meu domínio sobre ele apertou onde seu pau estava pressionando contra o meu clitóris como fizemos antes, de pé no meio de sua sala de estar.


Suas mãos deslizaram para minha bunda e apertaram, fazendo com que os meus dentes apertassem meu lábio inferior. Seus olhos estavam pesados, se esforçando para permanecer aberto com os meus quadris ao redor dele. — Eu acho que nós deveríamos nos afastar da porta, no caso do dragão querer entrar. Ele riu. — Boa ideia. Acho que a minha cama é o esconderijo perfeito. Com isso, ele começou a caminhar para a parte de trás do apartamento e esmagou seus lábios nos meus. Corremos no batente da porta, saltamos para o outro lado, graças à escuridão, mas isso não importava. Quando suas pernas bateram na borda da cama, ele se inclinou e caiu em uma pilha no colchão. Minhas pernas soltaram e fugiram até que ele estava totalmente na cama. Ele não perdeu tempo e foi deslizando minhas calças para fora, até que fiquei só de calcinha. Os relâmpagos lá fora, sinalizando mais chuva, e por um rápido segundo todo o quarto se iluminou quando ele empurrou seus quadris contra o local onde eu estava tão desesperada para tê-lo. Eu deslizava minhas mãos entre nós e empurrava para baixo o material ao redor dos seus quadris, estremecendo quando seu pau apareceu livre e bateu contra o meu clitóris. Levantei meus quadris e usei a mão para apertar seu pau contra o meu clitóris, molhando-o. — Droga, isso é incrível. — Sua cabeça inclinada para trás, arrancando um gemido dele. Uma mão se abaixou e segurou seu eixo. Olhei com muita atenção pela pequena quantidade de luz enquanto ele bombeava seu pau algumas vezes, um pouco de fluido estava na ponta, iluminada por um relâmpago. Ele se inclinou sobre mim e apertou a cabeça na minha entrada um momento antes de começar a deslizar para dentro. Meus olhos rolaram para trás em minha cabeça, e eu tremia, sussurrando “Porra” quando ele entrou em mim. — Isso foi tão sexy. — Assim que a nossa pele tocou, ele recuou, deixando apenas a cabeça movendo para fora e para dentro. Com cada investida, mudou-se


para um pouco mais duro, mais profundo, até que fez todo o caminho dentro. Eu acariciava seus braços até os ombros, e, finalmente, seu pescoço, puxando-o mais perto. Nossos lábios se encontraram, as línguas se misturando enquanto suas mãos enrolavam em volta do meu corpo. Seus quadris embalaram em mim em um ritmo lento, apreciando. O desejo escorrendo foi direto em mim através do seu toque. Não era rápido, ele não precisava ser. Tínhamos a noite toda. Foi mais erótico pelos trovões e relâmpagos. A chuva atirava contra as janelas, mas mal conseguia ouvi-la sobre as nossas respirações ofegantes. Nos períodos de escuridão quase não podia vê-lo em cima de mim, e que parecia aumentar o prazer que estava correndo através de mim. Um gemido escapou-me. — Foda-se... Porra. Oh, meu Deus! — Exatamente. — Ele disse quando ele sugou meu lábio inferior. Tremia cada vez que ele lentamente puxava para fora, deixei escapar um gemido estridente quando ele bateu de volta para dentro. Foram provocações e insultos. Abaixei-me e agarrei sua bunda, cravei as unhas enquanto tentava controlar o tempo para me impedir de perder a cabeça. O ritmo constante era torturante, estava tão perto, mantendo-me no limite, mas não rápido o suficiente para me derrubar. Amava o jeito que me estiquei ao redor dele, o jeito que ele me encheu. Satisfeita de várias maneiras, como se estivesse sonhando. Eu emitia gritinhos, complementando os grunhidos vindos dele. — É tão bom. — Ele sussurrou com seu ritmo de pegar. Minha frustração estava crescendo, precisava gozar. Eu empurrei o peito dele, pedindo-lhe para me virar. Ele estava ficando muito perto, e eu não estava lá ainda. Muito para nosso desagrado, ele puxou e me rolou de costas. Com um joelho ao lado de seu quadril, sentei-me e virei sobre ele assim, o estava montando. Seus olhos estavam pesados e rolou para trás com um gemido quando os meus grandes lábios atravessaram a ponta sensível de seu pau. Eu fiz isso de novo para obter outra reação, e não estava decepcionada quando suas mãos agarraram meus quadris.


Inclinei-me e mordisquei o lóbulo da sua orelha. — Eu preciso que você se acalme, cowboy. Tenho a intenção de conseguir uma agradável e longa viagem, começando a minha indução antes que você se vá. — Eu não vou a lugar nenhum, princesa. — Seus quadris balançaram para cima, deslizando contra meu clitóris. — Mas vou enlouquecer se você não voltar e me deixar gozar. — Eu preciso do seu pau duro um pouco mais. — Ele gemeu, seus músculos contorcendo sob minhas mãos. Sentei-me e guiei-o afundando para baixo até que ele estava me enchendo novamente. Ele assobiou quando me movi para cima, com as mãos me batendo de volta para ele. Respirei surpresa, então meus olhos giraram. Meu corpo inteiro ficou tenso, uma queimadura se estabelecia dentro, me levantei e deslizei para baixo, meus quadris balançando quando me movi. Cada vez mais rápido, cada vez que ele batia no local perfeito, subindo para me atender. Cavei minhas unhas em seu peito enquanto a tensão estava construindo, minha boceta apertando ao redor de seu pau. Meus olhos se fecharam, e meu movimento parou quando todos os meus músculos ficaram tensos. Tristan assumiu, empurrando para cima enquanto sussurrava: — Vamos, princesa. Goze para mim. Explodi com um grito, enquanto tremia. Choques pulsando através do meu corpo. — Foda-se, sim. — Disse Tristan, seu ritmo pegando quando montei o meu orgasmo. Seus dedos cravaram meus quadris, me puxando para baixo tão forte quanto podia, enquanto seus quadris flexionavam para cima. Pequenos empurrões de seu corpo me levavam, e seu pau explodiu dentro de mim, me causando arrepios de calor no corpo. Minhas paredes apertaram ao redor dele, puxando até última gota. Seu domínio foi negligente, e eu caí sobre o seu peito enquanto ambos tentavam acalmar nossas respirações irregulares. Depois de alguns minutos, me movi para deitar-me ao lado dele, de luto pela minha perda quando ele saiu.


Um braço em volta do meu ombro, me beijando no topo da minha cabeça. — Isso foi... wow. — Disse ele enquanto seus dedos acariciavam para cima e para baixo no meu braço. — Eu não vi nada disso acontecendo quando vim para casa hoje. Eu ri e me transportei para o seu peito. — Sim, isso só prova que dias ruins podem melhorar. — Eu pretendo agradar. — Oh, você faz esse favor. Ótimo. Ele riu e soltou um bocejo. — Bem, prepare-se para ser agradada e muito, porque planejo fazer mais. Muito mais. — Uma aventura. Sou mais do que isso. — Eu sorri, pensando sobre o meu dia ruim de boa sorte. Os trovões e relâmpagos cessaram quando a tempestade passou, deixandonos na escuridão novamente. A respiração de Tristan estava controlada e sua mão já descansando em meu braço, não se movia mais. Um bocejo me escapou, e deixei a sonolência ultrapassar-me também. Aconcheguei-me em seu calor, o frio já se foi. Que noite o dia se transformou hein... ~oOo~ Meus olhos se abriram com a luz, a escuridão já tinha passado. Eu me assustei, sentando-me e me perguntando onde estava. Um olhar para o lado lembrou-me que estava com Tristan. Procurei em volta por algo que dissesse a hora e notei um relógio apoiado na mesa de cabeceira oposta. Tentando não acordá-lo, cheguei sobre seu corpo, meus dedos pegando meu objetivo e resolvendo voltar para o meu lado.


Merda! A hora não podia estar certa. Eu virei o relógio de cabeça para baixo, mas ainda não gostava do número. Eram nove da manhã. Dormi demais. Minhas pernas se moviam sobre a beirada da cama enquanto minha mente tentava se lembrava de onde minhas roupas estavam. Meu impulso para frente falhou quando um braço em volta da minha cintura e me puxou de volta para baixo, onde pousei em um peito quente e duro. — Onde você pensa que vai? — Perguntou a voz grogue de Tristan. — Eu tenho que trabalhar. — Eu disse enquanto tentava me afastar. Ele acariciou minha nuca e soltou um suspiro. — Tire o dia de folga. — Eu não posso. — Sim, você pode. Eu balancei minha cabeça. — Não, quero dizer, eu não posso. Meu telefone está sem bateria. Ele soltou uma pequena risada. — Bem, ligue-o, faça uma ligação, e volte para a cama comigo, vamos almoçar mais tarde e ficar conhecendo um ao outro um pouco mais. — Você não tem que trabalhar? Ele balançou a cabeça. — Conclui meu último projeto ontem, e não começo um novo até segunda-feira.


Ele segurou meu pulso para cima, franzindo a testa para ele. Eu levantei o relógio, e ele tirou de mim, esfregando os olhos e soltando um bocejo enquanto olhava por cima. — Além disso, já passa das nove. Fique comigo. Pensei sobre isso por um momento. Sabia o que queria fazer, mas nunca tinha faltado, mesmo quando estava doente. — Você apresenta um argumento muito forte. — Vou tomar isso como um sim. Vá pegar o seu telefone. Eu tenho uma tomada aqui que deve funcionar. Sai da cama e procurei onde quer que tenha deixado na noite anterior. Quando liguei, havia três mensagens de voz esperando por mim. Uma deles era de Lena me avisando que ela estava com seu namorado, outra de minha mãe me checando, e a terceira era do meu chefe. Dei um suspiro de alívio quando ouvi a mensagem e sorri para Tristan. — O escritório está fechado hoje. Parece que a eletricidade não está de volta em todos os lugares ainda. — Faz-me pensar que talvez haja algum poder superior nos mantendo juntos. — O quê, como o destino? Ele sorriu e me puxou de volta para ele. — O destino. Eu meio que gosto dessa ideia. Me aconcheguei em seu peito. — Isso não seria incrível? — Mm-hmm. — Seus dedos acariciaram o meu cabelo quando ele beijou o topo da minha cabeça. — Então, o que você quer fazer hoje? Minha mão desceu pelo seu abdômen e perna direita, depois para o outro lado, a provocando-o. — Bem, nós poderíamos fazer mais do que fizemos na noite passada. Ele estendeu a mão e beliscou meu mamilo. — Realmente gosto dessa ideia.


— Eu também. — Ei, cara, abra a porta! — Uma gritaria veio junto com alguns socos na porta da frente. — Merda! — Tristan assobiou. — Quem é? — Eu perguntei. Não estava feliz com a interrupção. Especialmente agora que Tristan estava começando a ficar excitado também. — Um idiota. — Ele levantou-se e pegou uma camisa, tentando puxar a calça ao mesmo tempo. — Fique aqui... Se vestir também seria uma boa ideia. Concordei e ele saiu do quarto, voltou trazendo meu top, em seguida, fechou a porta atrás de si. Ouvi-o andar pelo piso de madeira, em seguida, o tilintar da cadeia e destrancar a porta. — Que diabos, T, você está apenas dormindo demais? Nós deveríamos estar no lobby há meia hora e almoçarmos juntos para passar os planos. Eu peguei minha blusa e puxei-a sobre minha cabeça, arrastando-a para baixo. — Desculpe-me J, esqueci completamente que estava vindo. O outro cara soltou um grunhido. — Esse último trabalho deve ter deixado você louco. Começamos na segunda-feira e há muita merda que precisamos decidir. — Eu sei, eu sei, mas posso encontrá-lo no saguão, em alguns minutos? Levantei-me e procurei ao redor do quarto pela minha calcinha e calça. Vi minhas roupas penduradas no canto de uma pilha de caixas de encontro à parede. — No hall de entrada? Eu já estou aqui no seu pedaço. O que, você tem uma garota lá dentro?


Não podia ver através da porta de carvalho e suas camadas de tinta, mas sei que o rosto Tristan ficou com a mesma expressão chocada quanto o meu. — Puta merda! Você não está aqui uma semana e já tem uma garota em sua cama. — Cara, acalmasse e porra, cale-se! — Ela é gostosa? — Muito! — Escutei vindo da sala, abafando uma risadinha quando passei minha calcinha pelas minhas pernas. — Ela pode nos ouvir? — Sim, pode. — Eu respondi, colocando a minha cabeça para fora da porta. Tive que piscar, era como se estivesse olhando para um reflexo de Tristan. O cabelo do outro cara era um pouco mais cheio, mas era a mesmo tom de castanho. Ele era mais alto do que Tristan por alguns centímetros, mas a semelhança em seus rostos tornou-se evidente que eram relacionados. Tristan manobrou-se entre nós, bloqueando o outro homem de me ver. — Droga, você é uma gracinha. — Gracinha? — Abri a porta, mostrando minha blusa e calcinha. — Eu sou uma gata? Seus olhos saltaram. — Sim, você é. Tristan gemeu. — Menina, eu disse para se vestir. Olhei para baixo. — Bem, eu não estou mais nua, estou?


Ele balançou a cabeça pegando minha mão, me puxando para frente. — Justin, esta é Mia. Mia, este é meu irmão Justin. Eu acenei para ele. — Bem, deveria deixá-lo para isso. — Disse Justin com um meneio de suas sobrancelhas. Ele apontou para Tristan. — Mas ainda precisamos ter uma reunião neste fim de semana. — Sim, sim. Ligue-me amanhã e vamos conversar. Justin abriu a porta e saiu, parando em cima de Lena, que estava saindo de sua porta. — Oh, desculpe. — Justin disse quando ele esbarrou em Lena. Ela o olhou de cima a baixo, avaliando-o, dando-lhe um sorriso e uma piscadela quando ela passou. — Não faz mal, gostosinho. Justin virou-se para Tristan. — Acho que preciso mudar para cá. Tantas mulheres amigáveis. Foi então que Lena me viu. Ela fez uma tomada dupla, então entrou no limiar e deu um suspiro. — Mia, coloque algumas roupas. Que foi que disse? Você não quer o 7A vendo-a assim, não é? — Ela estava me dando o tom de sermão e rindo ao mesmo tempo. Meu estômago revirou com esse pensamento, fiz um ruído de engasgos. — Acho que não. — Dragão vigarista. — Eu sussurrei. — O quê? — Perguntou ela. — Apenas uma brincadeira. — Disse Tristan, dando-lhe um sorriso. Ela olhou para nós por um momento em silêncio atordoada. — Foram, o quê, 18 horas? Você já tem histórias secretas?


Nós dois assentimos. Ela soltou um suspiro e balançou a cabeça com um sorriso. — Bem, Tristan se tornou meu cavaleiro branco desde que você não estava em casa na noite passada, quando precisei de você. — Eu falei dramaticamente. Seu lábio enrolado em um sorriso de escárnio. — Confie em mim, preferia ter saído com você a ficar presa com ele. — Não foi bom? — Perguntei, mas não estava surpresa. — Sim, eu larguei o idiota na noite passada. Então fiquei presa no seu apartamento, graças à tempestade. — Ela disse enquanto foi pegar o narguile. Eu arqueei minha sobrancelha para ela e ela me ignorou. — Relaxa Mia, não é real. — Ela soprou uma fumaça branca e olhou para Justin. — Então, o que você está fazendo para o almoço? — Bem, eu deveria almoçar com ele. — Ele enfiou o dedo na direção de Tristan. Ela revirou os olhos. — Vamos, vou com você. Eles só querem foder como coelhos de qualquer maneira. Vamos deixá-los a sós. — Não posso recusar uma mulher bonita. — Justin disse enquanto estendia o braço. Ela sorriu para ele. — Ooh, boas maneiras. — Sim, ele tira o pó e lava a louça de vez em quando. — Tristan disse com uma risada. Justin virou-a saiu pela porta com Lena, gritando um “Ligo mais tarde!” sobre seu ombro. Tristan se virou para mim. — Então, você acha que as pizzarias estão abertas?


Eu pensei sobre isso por um momento, a menção de comida fez meu estômago roncar. — Há uma lá abaixo do bloco que deveria ter eletricidade, e eles são muito bons. — Excelente. Eu realmente não queria me vestir. — Com isso, ele me puxou para ele e acariciou minha nuca. — Que tal você se arrumar, enquanto corro para o meu apartamento e me refresco? — Dez minutos. — Por que apenas dez? — Eu perguntei meio confusa. — Porque isso é o tempo que posso ficar longe de você. O calor subiu no meu rosto e mordi meu lábio. — Vejo você em dez minutos. — Estiquei a mão e dei-lhe um beijinho na bochecha antes de localizar minhas calças. Eu sorri todo o caminho pelo corredor e no interior, onde finalmente fui capaz de deixar sair o nível psicótico perto de energia que tinha vindo a construir em mim desde que Tristan abriu a porta. Assim que fechei a porta, corri gritando, pulando por todo o caminho de volta para o meu quarto. Caí na minha cama, meu rosto sofrendo com o sorriso que estava quase quebrando meu rosto. Que noite. Lena não voltou mais naquele dia. Aparentemente, ela e Justin se deram bem. Tristan e eu passamos todo o fim de semana juntos, desempacotamos suas caixas e ficamos nos conhecendo. No domingo à noite, estávamos exaustos e nos enrolamos na sala do meu apartamento. — Eu gostaria de não ter que ir trabalhar amanhã. Quero ficar com você. — Disse com um suspiro.


— Isso soa um pouco carente. — Fiz beicinho. Ele sorriu para mim, com a mão cobrindo meu rosto. — E me sinto da mesma forma. Seus lábios pressionaram os meus, e me derreti contra seu peito. A coisa estava procurando por mim no departamento do amor. Tinha certeza que ele ia ser meus felizes para sempre, tinha um elevador quebrado, juntamente com uma tempestade para agradecer por isso. O próximo fim de semana, o duto rompeu. Tristan me levou para acampar. Não há zumbis, nem dragões. Apenas nós dois... E alguns sutiãs.


Whispers in The Dark (Livro Único) - K. I. Lynn