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EQUIPE PÉGASUS LANÇAMENTOS Tradução: Clau & Liani Revisão Inicial: Anna Azulzinha ,Cindy Leitura e Revisão Final: Carla C. Dias Formatação: Lola e Carla C. Dias Verificação: Lola


DEDICATÓRIA Isto é para os leitores. Obrigada pelo apoio e por gostarem de mim! Sem vocês isso não seria possível. E um grande obrigado a Evernight por ser uma editora incrível e permitir que as minhas histórias possam ter uma casa com você.


SINOPSE Há clima de luta e até bare-knuckle1, então nada pode segurar essa luta... Sunny McGrieve viveu rodeada por lutadores a vida inteira. Com seu pai treinando homens implacáveis que se destacam no MMA e lutam no circuito subterrâneo, é acostumada à violência. Mas seu pai a alertou sobre essa classe de homem e significa que o homem que deseja, London Stein, está fora de questão. London aprecia mulheres da mesma forma como suas lutas — forte, rápido e sem arrependimentos. Então existe Sunny — a garota que quer, mas não pode ter. Quando finalmente a tem, London sabe que não tem intenção de deixá-la ir. Mas seu pai e Mack — o grande russo que a tem como uma irmã mais nova — não são seu único problema, não quando foi desafiado por um lutador sem regras, "O leão".

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Bare-Knucke é luta de rua, do circuito Underground, onde os lutadores não usam luvas, nem nada para proteger os punhos.


Capítulo Um Era difícil não prestar atenção, especialmente quando havia tanta intensidade crua em exibição. Sunny pegou uma pilha de toalhas, apertando o material macio quando seu olhar pousou em um lutador em particular. London era uma máquina no ringue, com seus braços cobertos de tatuagens e o corpo cheio de músculos. Seus golpes colocariam um homem de joelhos e viu isso em mais de uma ocasião. Seu pai, Harlond McGrievy, proprietário de uma academia onde treinava um monte de lutadores de MMA e aqueles que lutavam no circuito subterrâneo. Aos 22 anos de idade, Sunny sempre conviveu com a violência e testosterona dos lutadores ao seu redor. Considerava a maioria deles como amigos e mesmo que fosse apenas uma criança, havia um lutador que sempre viu como um irmão mais velho, Mack Draykovich. Mas então apareceu London Stein, uma força a ser reconhecida e relativamente um novo lutador que se juntou à instalação de seu pai para treinar para o circuito subterrâneo. Sunny encostou-se à parede e viu quando derrubou Mack. O russo era um dos lutadores de MMA mais experientes e um dos melhores. Mack era enorme. Com quase 1,95m e pesando 137Kg, era conhecido por seu nocaute com um golpe, o que aconteceu muitas vezes. Mas conhecia o verdadeiro Mack, o cara que cuidava dela acima de tudo.


Seus pais eram imigrantes russos, médico e enfermeira. Mas, infelizmente, morreram quando Mack tinha 18 anos. Ao longo dos últimos anos seu pai tirou-o de uma vida de furto e violência, o ajudando a concentrar toda a sua agressividade na luta. Tinha doze anos quando o conheceu, mas o grande e assustador russo, mesmo com apenas dezoito anos, foi gentil com ela. Eram próximos desde então, e isso já fazia dez anos. Assistindo London circular Mack, dando-lhe socos poderosos e fortes, sabia que Mack, finalmente, encontrou seu oponente. Mack deu um gancho de direita, mas London se esquivou um milésimo de segundo antes do contato ser feito. O coração de Sunny bateu acelerado e era estranho sentir este tipo de nervosismo, enquanto observava os dois lutadores treinando. Ela era mais do que um pouco insensível a todo o espetáculo de luta da gaiola, uma vez que viveu ao redor dela toda a sua vida, mas havia algo muito diferente em observar London derrubar um cara, com um soco na cara e no corpo e ver sangue a partir da violência. Nunca ficou animada com a agressão que a rodeava diariamente, mas desde que London começou o treinamento com seu pai ficou paralisada. Ele era puramente masculino e seus braços cobertos de tatuagens coloridas do ombro ao pulso. — Sunny, você está bem? — Larson, um lutador de MMA aposentado, parou a sua frente. Seu cabelo estava molhado de suor, seu rosto e peito ligeiramente corados de seu treino. Ele tinha uma cicatriz irregular de 15 cm, que começava em sua clavícula e ia até seu peito. Sabia como ele


conseguiu aquela cicatriz, sabia o horror que passou, tudo por causa de algum psicopata que não lidou com o fato de que perdeu um título do campeonato. Mesmo depois de conhecer Larson por vários anos, ver essa cicatriz não diminuía a dor que sentia por ele e por tudo o que perdeu por causa disso. — Estou bem, por quê? — olhou em seus olhos, que eram tão escuros, tão sem emoção, que sempre sentiu como se olhasse para um buraco negro. Larson era um enigma, um lutador poderoso que não tinha emoções, não mais, pelo menos, e por isso era mais máquina do que humano. Mas viu seus olhos amolecerem quando a olhou e sabia que, sob a apatia, ainda havia um homem escondido profundamente dentro dele. Ele encolheu os ombros — Parece profundamente perdida no pensamento e um pouco sem ar. — sustentou seu olhar e sabia que não havia muito que passasse por Larson. Ele deixou seus olhos viajarem para o ringue bem atrás dela, e quando a olhou novamente, viu o olhar conhecedor que lhe deu. — É melhor ter cuidado, botão de ouro. — começou a chamá-la assim pouco depois que chegou para treinar na academia de seu pai. — Cuidado? — Ficar muda, provavelmente. não a faria parecer inocente, mas certamente não contaria a ninguém, especialmente aos lutadores no ginásio, que observava London por mais tempo do que gostaria de admitir. O canto da boca levantou para cima, mas não era um sorriso real, porque sabia que Larson nunca sorria. Foi mais uma reação


ao fato de que sabia que ela era modesta, agindo como se não tivesse ideia do que falava. — Às vezes, lutadores podem ser demais. — um olhar sombrio atravessou seu rosto, mas rapidamente mudou suas feições e ela sabia que era porque tinha medo de assustá-la. — Basta ter cuidado. — segurou seu olhar por um longo segundo, então inclinou o queixo como um gesto de despedida e se dirigiu para os chuveiros. O coração de Sunny ainda batia a mil por hora, quando ela virou para o círculo e viu Mack apoiando os braços por cima da corda, com as costas curvadas para frente e seu peito subindo e descendo pela sua respiração. London estava do outro lado do ringue e tudo acalmou dentro dela quando viu seu olhar exclusivamente sobre ela. Havia uma estranha emoção que cintilava em seu rosto, mas, apesar disso, estava imóvel. Era claro que venceu a luta com Mack, dado o fato de alguns dos outros lutadores se gabarem de como arrebentou o gigante, mas nada disso importava quando olhou em seus olhos. Mesmo a esta distância, podia ver como eram azuis. Uma sensação de calor imediatamente percorreu o seu corpo e parou desconfortavelmente entre as coxas. Deus, realmente precisava ter o controle de si mesma. Estar com um lutador não era algo que exploraria. Eram rudes, muitos galinhas e mandões. Mesmo que por algum milagre cósmico quisesse London, era o pior de todos quando se tratava de dormir por aí e isso significava alguma coisa já que nenhum


deles era virgem. Só de ouvir sobre suas façanhas sexuais foi o suficiente para que Sunny quisesse se lavar em água sanitária apenas para se sentir limpa. Mas, estando perto de homens como eles o tempo todo, grandes, musculosos, tatuados

e

machos

alfa,

as

mulheres,

naturalmente,

juntavam-se a eles, incluindo ela. Só podia ser algum tipo de chamado interior, como uma fêmea que vai atrás do maior e mais forte do sexo masculino e o único que sabia, sem dúvida, queria cuidar dela em todos os aspectos. Isso era o que London significava para ela, um homem que despertava o seu corpo, deixava seus joelhos fracos, desejando fazer tantas coisas imundas que a coravam somente com seus pensamentos. Podia ter 22 anos e só esteve intimamente com um cara, mas certamente não foi por escolha. Quando os seus encontros conheciam seu pai, que era bravo, mesmo na sua idade, e fazia sempre o discurso que se fodesse com sua única filha, não só apenas ele iria atrás deles, mas o grande cara russo também. Isto fazia com que os caras ficassem um pouco distantes, isso quando não os fazia correr em outra direção. A única vez que esteve com um rapaz foi porque tomou a iniciativa. Ainda precisou prometer que não contaria a seu pai ou a Mack. Ele estava muito assustado. Dizer que sua adolescência e até mesmo parte de sua vida adulta foram estranhas, era um eufemismo. Mas como Sunny poderia culpá-los porque se preocupavam com seu bem-estar? — Cara, preste atenção! — Liam, um lutador mais novo gritou do outro lado do ginásio para London e Sunny forçou a


se afastar. Se não tivesse cuidado para onde olhava, ficaria em apuros. London Stein definitivamente não era para ela e precisava colocar isso em sua cabeça.

London viu Sunny sair e não pôde deixar de olhar para sua bunda. Era feita para um homem colocar as mãos, boca e pênis. Era um bastardo imundo por pensar tais coisas da filha de seu treinador, mas ela era linda em todos os sentidos e totalmente fora de seu alcance. Olhou para os seus longos cabelos cor de mel e imaginou essas longas madeixas ao redor de seus punhos enquanto a fodia por trás. Seu pau começou a endurecer, então amaldiçoou e o ajustou na esperança de que ninguém visse. Já era ruim o suficiente vêla o observar o tempo todo, sabendo claramente que o queria tanto quanto a queria. Tentar ficar longe era muito mais difícil. Merda, podia ver os seus mamilos enrijecerem sob sua camisa sempre que estava perto e ouvir sua respiração quando falava com ela ou fazia coisas engraçadas para ele, coisas que eram susceptíveis de ter-lhe tomando o assunto em suas próprias mãos e aliviando a necessidade que sentia sempre que estava em seu espaço. Mas esses tipos de pensamentos e desejos acabariam deixando sua bunda entregue a Mack e seu pai, Harlond. Ela


precisava ficar longe de caras como ele, que fodia muito com mulheres aleatórias sem nome a cada semana e nunca mais repetia. Alguns provavelmente pensavam que teve uma infância ruim, mas não teve. Sua vida familiar foi boa, foi amado e cuidado. Supôs que estava apenas ligado de forma diferente, porque gostava de lutar, beber e foder — não nessa ordem particular. Ela merecia um cara legal, um cara que esperasse até que fossem casados para terem intimidade, ser todo doce e gentil ao invés de alguém como ele. Seus pensamentos eram sujos, especialmente quando imaginou tomando-a contra uma parede em um beco sujo e fodendo forte até que gritasse seu nome. Droga, realmente queria ouvi-la gritar seu nome. Mack deu-lhe um soco no braço, que ainda doía pra caralho. O cara era enorme, mesmo que London não fosse um idiota magrelo. Mack podia ter quase 10 cm a mais e cerca de 20 kg de músculo sobre ele, mas London foi o único que saiu vitorioso na luta de hoje. — Vai chorar agora? — London sorriu e Mack estreitou os olhos. — Deixei você ganhar, imbecil. London levantou uma sobrancelha e sorriu. — Ah é? Bem, obrigado por me deixar dar os golpes nos rins e olhos. Ah, e obrigado por tocar tão cedo. — Mack tentou socá-lo novamente, mas London se esquivou e bateu no estômago de Mack. Não foi forte o suficiente para causar


qualquer dano e não forte suficiente para derrubar Mack no chão novamente. Mack virou, mas tinha um sorriso no rosto. — Para um cara grande, você é muito rápido em seus pés — disse Mack e bateu levemente nas costas. Ambos saltaram do ringue. London olhou de volta para onde Sunny esteve e passou a mão sobre os cabelos encharcados de suor. Sentiu os curtos fios na parte de trás do seu pescoço arrepiados, virou e viu Mack observá-lo atentamente. Depois de um momento prolongado o outro lutador disse — Quer bater nos sacos? Ele ergueu as sobrancelhas para o outro cara, sentindo que havia algo de errado. Mack virou e London seguiu em direção aos sacos de pancada. A instalação em que treinavam tinha todo o necessário para qualquer tipo de luta — ilegal, também. Era uma instalação que não estava no mapa por assim dizer, e se alguém não estava em um determinado grupo, então não sabia sobre o lugar. Mack tomou sua posição atrás do saco vermelho e segurou-o. A maneira como observava London aumentou o aborrecimento. — O quê? — London não disfarçou sua irritação. Mack não falou por um longo tempo, e London via que pensava bastante em alguma coisa. — Por que me olha assim, cara? Mack suspirou e olhou por cima do ombro de London. Ele fez o mesmo e viu Sunny saindo do vestiário com roupa de treino, que não escondia em nada seu corpo. Merda.


Passou a mão sobre sua boca. Ela precisava vestir uma camisa folgada, porque assim fazia seu pênis endurecer desconfortavelmente. O top que usava moldava os seios, que eram grandes e redondos. Do jeito que gostava. O alargamento dos quadris o fazia imaginar deslizando entre suas coxas e ajustando sua pélvis enquanto a fodia forte. Espere, não aconteceria nada disso, pelo menos não relacionadas com os dois. Ajustou sua ereção discretamente, porque a última coisa que precisava era que Harland e Mack o vissem ostentando uma ereção porque olhava Sunny. Praguejou baixinho e se afastou dela. Mack olhou com uma carranca no rosto. O grande russo disse em uma voz profunda e ameaçadora — Cara, está atrás da garota errada. London amaldiçoou, mas se recusou a ser intimidado por Mack ou mostrar que já sabia que não poderia ter Sunny porque era muito boa para ele, mas não precisava que Mack ou qualquer outra pessoa apontasse esse fato para ele. London estalou o pescoço, girou os ombros para trás e não admitiria qualquer coisa, a não ser que entrasse em uma luta suja sem regras. — Está vendo algo que não existe. — deu um soco no saco, dizendo sem palavras que não estava disposto a falar sobre isso, mas estava claro que Mack não terminou.


— Não fale merda, homem. Sabe muito bem do que falo e tudo o que faz por ignorar minhas palavras é me irritar. Vá se foder. London deu um soco no saco novamente e mais uma vez, mas sua raiva e frustração estavam no fato de Mack não deixaria isso pra lá. — Sunny está fora dos limites, especialmente para caras como você. — Mack acalmou o saco com as mãos e olhou para ele. — Caras como eu? Que porra isso quer dizer? — usando a parte traseira de seu braço, limpou o suor que escorria de sua linha fina. London sequer escondeu a raiva em seu rosto sobre as palavras de Mack. Os olhos de Mack ficaram duros. — Sabe exatamente o que quero dizer. Caras como nós são pedaços de merda quando comparado a mulheres como Sunny. Acredite em mim. Eu a conheço desde que era apenas uma criança, a amo como uma irmã e não existe a possibilidade que deixe um cara como você, que fode qualquer coisa com uma boceta quente, ir atrás dela. Ela. Está. Fora. Dos. Limites. — London manteve a boca fechada, rangeu os dentes e enrolou suas mãos em punhos ao seu lado. — Foda-se, Mack. Você não sabe de nada. — Penso em você como um amigo, London, mas se tentar algo, acabo com você. London soltou um rosnado baixo.


— Não existe a possibilidade de que o deixarei fodê-la e ambos sabemos que só dorme com uma mulher uma única vez. Ela é uma boa menina e merece mais do que uma transa rápida em um banheiro do clube. Por mais chateado que estivesse sobre o que o russo disse, também não podia negar que era a verdade. Essas eram todas as coisas que ele mesmo disse uma e outra vez. Bebia quando não treinava, fodia muitas mulheres sem rosto, e não dava a mínima sobre quem machucava no processo. Olhou para Sunny novamente. Ela estava em uma esteira, com seus fones de ouvido e sua boca se movia com a canção que ouvia. — Não discutirei com você simplesmente porque sei quem e o que sou, porra. — deu um passo até Mack e disse em voz baixa — Mas nunca me ameace. Não sou um idiota. — olhou para Mack e cerrou os dentes. — E não precisa se preocupar em eu ir atrás dela. Sei que não sou bom para ela e não existe a possibilidade que a machuque. — olharam para baixo por alguns segundos. — Agora, será que podemos terminar este treino? — levantou uma sobrancelha e, finalmente, Mack assentiu. Pelos próximos 30 minutos London bateu os punhos no saco, sentindo sua raiva sobre o que Mack disse abastecer suas ações, porque queria a única coisa que não poderia ter.... Sunny Mc Grieve.


Capítulo Dois London abaixou bem antes de ser acertado no rosto pelo soco. Moveu-se à esquerda, depois à direita e sentiu o seus músculos se contraírem quando deu um soco. Acertou o abdômen musculoso de seu oponente. A luta subterrânea acontecia no porão de um antigo armazém abandonado bem na periferia da cidade de Absinto. Quando entrou, o cheiro de podridão, mofo e sujeira encheu seu nariz, mas quando as pessoas chegaram e a luta começou, os novos aromas encobriram o antigo: suor, sangue e agressão. Deu um gancho de esquerda, acertando a mandíbula do cara e ouviu o som de osso quebrando. Uma onda de adrenalina bombeou em suas veias. Seu adversário tropeçou para trás e o sangue escorria de seu nariz quebrado caindo sobre a boca. Antes do lutador se endireitar, London estava sobre ele, colocando os braços ao redor do pescoço como um torno, apertando a sua garganta até que via aérea foi cortada e engasgou por ar. London abaixou e deu uma série de socos curtos mas eficazes na lateral do cara, mas teve que parar e bloquear alguns. Sentiu seu adversário cansado e foi quando fez o gesto final. Flexionou e, envolvendo os braços em torno de coxas do cara, usou toda sua força para levantá-lo no ar e depois derrubou-o de costas sobre o tapete sujo. Estava sobre ele, um segundo depois, apertando suas coxas ao redor da parte superior do corpo e torcendo, assim o mantinha em


uma chave de braço. Levou apenas alguns segundos para que o lutador batesse a mão na coxa de London, sinalizando sua retirada. London sai de cima dele e levantou. Respirou fundo e olhou para a multidão. A única coisa que o separava das centenas de pessoas que vieram para assistir a luta era a gaiola no centro do porão. O lado direito do rosto latejava pelos dois socos que o outro cara lhe deu e poderia ter algumas costelas machucadas, mas, além disso, se sentia bem pra caralho, a endorfina e adrenalina movendo em um ritmo rápido em seu sistema. Precisava encontrar uma mulher para transar, para ajudá-lo a liberar o resto da energia que sentia e precisava de uma boa bebida. Uma loira à sua esquerda queria transar com ele, mas a cor de seu cabelo lembrou-lhe muito de Sunny. De jeito nenhum iria por aí, porque mesmo que fosse um idiota, não era um bastardo. Uma morena chamou sua atenção. Ela não parecia em nada com o que realmente queria, não com o cabelo escuro curto e magra como uma vara. Merda, mesmo ela sorrindo e praticamente se atirando pra cima dele, tudo o que podia pensar era em Sunny. Não, afaste esses malditos pensamentos de sua mente. London saiu do ringue, ignorou como a gritaria da multidão ao seu redor se intensificou quando estava no piso principal e andou em direção à morena. Era uma Caçadora, uma garota que ficava ao redor das lutas subterrâneas na esperança de pegar um lutador. Alguns lutadores evitavam Caçadoras, porque todas queriam ser o centro das atenções


por estar com um campeão e o dinheiro que vinha com esse título. London, claramente, não era um dos caras se afastavam. Olhou para a garota de cima a baixo. Era um pouco magra para o seu gosto, mas só queria uma transa rápida e não havia dúvida de que estava disposta. Ross, um dos organizadores do circuito subterrâneo, veio até ele e lhe deu um tapa na parte de trás das costas. — Boa luta. Boa luta. — empurrou um envelope escuro no peito de London e inclinou-se próximo de seu ouvido. — Bernard ligará até o final da semana. Temos um ao vivo entrando, perguntando especificamente por você. Isso despertou o interesse de London. — Sim? — London não era um estranho para os acontecimentos da luta subterrânea. Era assim que ganhava a vida e os 5 mil que estava no envelope que segurava era uma prova disso. Mas não o fazia apenas pelo dinheiro. Gostava do cara a cara, lançando golpes e, ocasionalmente, deixando seu adversário conseguir um pouco sobre ele. A dor o fazia se sentir vivo e o deixava elétrico por mais. Talvez fosse um masoquista e sádico. — Sim, aparentemente o viu lutar em sua cidade natal e quer uma luta. O cara é conhecido como O Leão no circuito. — Isso certamente interessou London. Embora não ouviu falar deste lutador antes, porque havia muitos novatos para acompanhar, mas amava um desafio, especialmente quando pediam para lutar especificamente com ele. Ocasionalmente permitiam caras das ruas para o ringue, aqueles que eram bastardos e pensavam que eram duros o suficiente para sair


com os caras grandes. Na maioria das vezes, não duravam nem uma rodada. — Ouça, entraremos em contato. Boa luta, homem. — Ross lhe deu um tapa nas costas mais uma vez antes de desaparecer no meio da multidão. London voltou sua atenção para a morena. Não disse nada, apenas inclinou a cabeça para o lado e estendeu sua mão para segurar a dela. As pessoas abriam caminho para ele e rapidamente foi para a parte de trás do armazém. Havia algumas salas no canto, mas não havia nada limpo ou respeitável sobre os lugares que lutava. Abriu uma das pesadas portas e puxou-a para dentro. O som do metal fechando ecoou por toda a sala, fazendo seus ouvidos vibrarem. — Você estava tão quente... — Shh, não é por isso que veio aqui, não é? — virou e a olhou, mas mal via seu rosto na escuridão que os rodeava. A luz da sala principal iluminava a parte superior da parede improvisada que criou salas menores em todo o armazém. Sua respiração falhou com a pergunta grosseira. — Não, acho que não foi. — podia ser um idiota, mas ambos sabiam que estava atrás de seu pau da mesma forma que queria o que estava entre as coxas. Seu pênis começou a endurecer e pressionou-a contra a parede e abaixou sua bermuda. Poderia levá-la para outro lugar, se limpar e, possivelmente, ser um cavalheiro, mas não estava disposto a jogar e sabia que ela também não. A saia que usava era malditamente curta e facilmente a levantou sobre as coxas e


no seu traseiro. É claro que ela não usava calcinha. Afastouse apenas o tempo suficiente para pegar um preservativo de sua mochila, rasgá-lo, abrir e colocá-lo sobre seu eixo. — Estive observando todas as suas lutas. Adoro o quão cruel é no ringue — disse ela um pouco sem fôlego. Aproximou-se dela novamente, agarrou sua cintura muito fina, inclinou sua bunda e alinhou-se em sua vagina. Não se incomodou em lhe responder. — Estou tão quente por você. Vamos, London... — Pare. — disse essa única palavra e felizmente ela parou de falar. Só queria transar, queria esses poucos momentos de prazer, e, em seguida, seria ele. Odiava o fato de que dizia seu nome. Sim, era um bastardo. Em um movimento estava enterrado dentro dela. Isso seria rápido, porque não queria que fosse de outra forma. Dez minutos depois, gemia o seu orgasmo ao mesmo em tempo que ela choramingava o seu segundo. Retirou-se, tirou o preservativo e o amarrou antes de jogá- com os outros detritos e lixo que os rodeava. A garota, cujo nome sequer se preocupou em saber, abaixou a saia e virou-se para olhá-lo. A culpa o atingiu, assim como uma boa dose de auto aversão. Era consciente depois que fodia nos bastidores. — Qual o seu nome? Ela se animou, e seu sorriso aumentou, o que o fez se sentir ainda mais bastardo. — Becky Thad. — deu um passo mais perto e podia ver um flash de dentes artificialmente brancos na escuridão. —


Juro que vi todas as suas lutas. Você é surpreendente. — Agora lamentava ter iniciado esta conversa. Realmente não queria que ela pensasse que era mais do que aquilo que acabou de fazer. Isso aconteceu no passado, onde uma mulher que fodeu pensou que estavam em algum tipo de relacionamento e se sentiu como um grande canalha quando precisou definir a situação. Claro que estar cercado por mulheres veio com o território e era provavelmente o único lutador que tinha remorso do fodedor. — Isso é ótimo — disse ele distraído e abaixou para pegar uma camiseta de sua mochila. Depois que a colocou, virou e viu que ainda o olhava. — Tudo bem. — Merda, este era um momento estranho. Sempre era. — Te vejo ao redor, Becky. — sorriu, na esperança de suavizar o golpe com o fato de que só queria dar o fora de lá. Não perdeu o olhar decepcionado que rapidamente atravessou o seu rosto, mas recuperou-se e sorriu. — Sim, te vejo por aí, London. Inclinou o queixo na sua direção e abriu a porta enferrujada. A luz entrou e o som de gritos e corpos batendo intensificou. Olhou por cima do ombro para Becky e deu um passo para o lado. Podia ser um cavalheiro, às vezes. Ela abriu um grande sorriso novamente e passou por ele e para a arena. London andou rápido, passando por ela e todos os outros e não olhou ao redor até que estava do lado de fora e com a sua moto. Colocou o capacete e ligou o motor. Adorava


a sensação de sua Harley debaixo dele, vibrando com vida. Levou 45 minutos para chegar a sua casa. Uma vez lá dentro, entrou no banheiro para um banho, deixou a água tão quente quanto podia e entrou. London esfregou-se até que sua pele estava em carne viva, mas ainda se sentia sujo. Era sempre a mesma sensação que o dominava, mas continuava neste caminho. Era autodestruição e às vezes se questionava sobre o porquê fazia isso. Se acabara de transar, não tinha que se sentir assim depois, mas não conseguia parar. London não podia parar de lutar; não podia deixar de ter essa inquietação dentro dele e não conseguia parar gastar sua energia com uma mulher disposta. Era um ciclo interminável vicioso: adrenalina, endorfina, euforia e depois, escuridão. O vapor subia ao seu redor rapidamente e apoiou um antebraço no azulejo e descansou a cabeça sobre ele. Fechando os olhos, tudo o que podia imaginar era Sunny, como uma luz brilhante lavando a escuridão nojenta em que se banhava. Quando se mudou para Absinto com seu amigo e companheiro

lutador

Brock,

nunca

imaginou

que

se

apaixonaria por uma mulher tão rapidamente. Brock era implacável e London nunca pensou na possibilidade de Brock se casar, mas estava claro que, quando se tratava de Izzy, que ele moveria céu e terra apenas para agradá-la. Tirou sarro de Brock, chamando-o de bichinho de estimação de boceta e o irritou, mas no fundo London queria isso. Queria ter uma garota para proteger, que pudesse ser ele mesmo, abraçar durante a noite e não ter que manter essa imagem de


ser um lutador invicto, que saía com mulheres sem nome e não dava a mínima para nada. Gostava do que fazia e como ganhava a vida, mas também queria ir para casa e ter algo que não fosse apenas quietude e sombra. Qual era o ponto de ter dinheiro, uma bela casa, terra para apreciar, quando estava sozinho? Porra, queria Sunny, mas Mack, aquele filho da puta, estava certo. Ela era muito boa para ele. Ali estava, fodendo com mulheres aleatórias contra paredes sujas, da mesma maneira que fez a maior parte do tempo, e querendo dar um soco em si por causa disso. Sunny, com seu cabelo dourado longo que batia na parte superior de seu traseiro, com olhos muito azuis que quase pareciam irreais quando a luz os tocava e seu corpo tão cheio de curvas que era feito para um homem como ele, tornava o momento mais difícil que vivia. Mas não era apenas porque era a mulher mais linda que já viu. Sunny era muito inteligente, foi para a escola para os negócios e ajudava Harlond com os livros. Era por isso que precisava ficar longe dela. London agarrou seu pênis e apertou-se na base. Estava duro novamente e só de pensar nela. Sentiu a ascensão familiar de energia frenética dentro de si, do tipo que só era extinta com uma foda forte ou uma boa briga. Não faria nada disso agora. Era tarde demais, estava muito cansado e só queria dormir. Começou a masturbar-se, tentando aliviar a pressão em seu pau e bolas, mesmo que soubesse que não faria nenhum bem. Mas parecia muito bom, especialmente


quando imaginou que tinha Sunny pressionada contra a parede do chuveiro, seu pau enterrado profundamente nela, mordendo seu ombro enquanto tentava não gritar com a intensidade disso. Gemeu em seu orgasmo, mas foi um prazer vazio e seu pau ainda estava duro. — Merda. — esfregando uma mão sobre o rosto e desligando a água, estava pronto para terminar a noite. Pegou uma toalha, enrolou-a em sua cintura e ficou na frente da pia. O espelho estava embaçado e passou a mão sobre ele. Seu rosto parecia abatido e a prova de sua luta mais cedo se destacava em sua pele recém lavada. Seu lábio estava cortado, assim como sua sobrancelha direita e um hematoma começava a se formar em sua bochecha esquerda. Doíam pra caralho, mas não podia fazer nada. Precisava fazer a barba, mas estava cansado demais até mesmo para isso. Talvez devesse fazer outra tattoo, deixar a sensação da agulha adicionar um pouco de dor em seu corpo. Amanhã seria outro dia de cobiçar a filha do treinador, que apenas significava que arrebentaria seu traseiro mais forte no ringue tentando entorpecer seus sentimentos com socos e pontapés.


Capítulo Três Sunny sentou-se atrás da mesa de aço velha de seu pai no ginásio e passou por cima de seus livros. Foi para a escola para isso, adorava o aspecto do negócio em todos os ângulos, mas, eventualmente, queria se ramificar. O ginásio e tudo o que implicava era sempre uma parte de sua vida. Adorava isso, mas queria algo mais, algo que não fosse sobre a luta e testosterona. Estudava o livro de contabilidade, mas o som da porta abrindo chamou sua atenção. Levantou a cabeça e tirou os olhos dos números que estudava. Esperava que seu pai ou mesmo Mack entrasse para ver como estava. Esteve nesta sala nas últimas horas, mas, para sua surpresa, era London. Constrangimento a inundou com a sensação da umidade entre suas pernas. Estava doente, tinha que ter um parafuso solto em sua cabeça para ter esse tipo de reação ridícula e intensa apenas em olhar para um cara. Ele estava suado e achou a visão altamente erótica. Seu cabelo loiro curto estava grudado em sua testa e seu peito nu mostrou gotas de suor em sua vasta extensão dura. A iluminação fluorescente fazia com que as tatuagens coloridas que cobriam seus braços brilhassem. — Oi, Sunny. — sua voz era profunda e a maneira como disse o seu nome fez com que pensasse em todos os tipos de coisas que não devia... mais uma vez. Antes que pudesse


responder, falou novamente. — Pensei que Harlond estivesse aqui. — Oh, sim... não. — sentiu o calor da face em sua resposta. Levantou o braço e esfregou a parte de trás do seu pescoço com a mão. Sunny ficou paralisada pela forma como seus músculos flexionaram apenas em fazer um pequeno ato assim. Limpando a garganta, disse — Posso avisá-lo que precisa vê-lo ou posso tentar seu celular. Olhou por cima do ombro para o andar principal e o som de combatentes trabalhando fora na sala filtrada. Apesar de seu melhor juízo, olhou para seu peito, para seu abdômen onde cumes enormes desciam logo abaixo da superfície de sua pele dourada e para o duro e definido V de músculo logo abaixo de seu shorts. Deus, o queria tanto. Quando olhou para o rosto novamente, imediatamente sentiu o calor subir pelo pescoço até seu rosto mais uma vez. Ele a olhava e, por sua expressão, não havia nenhuma dúvida em sua mente que viu exatamente o quanto o olhou. Por um instante, tudo o que fizeram foi olhar um para o outro, mas, lentamente o canto de sua boca se elevou em diversão. Droga, ele achou a coisa toda bem-humorada, que era o mais distante de sua mente e só aumentou sua humilhação. — Não, tudo bem. Falo com ele quando vê-lo. Não era nada importante. — a olhou em silêncio e não podia deixar de passar sob a sua avaliação. Depois do que pareceu um desconfortável e longo momento de silêncio, ele finalmente falou novamente. — Escute, faremos uma pequena reunião lá na casa de Taylor hoje à noite. Não é nada grande, mas é


mais que bem-vinda para ficar conosco. — Ela ficaria exaltada para ir e passar tempo com eles, bem, com London mais do que com o resto, mas a maneira como disse, quase como se ela fosse um dos rapazes, a encheu de decepção. Realmente deveria apenas ser grata que a convidou. Isso é quão desesperada e quente estava para tê-lo e quão triste era isso? — E o meu pai estará lá? — Por que pensou nisso? Seu sorriso foi instantâneo. — Realmente acha que Harlond aprovaria nos embriagarmos ou que sua filha se junte a esse tipo de diversão? Sabe tão bem quanto eu que ele colocaria nossas bolas em bandejas de prata. — Isto era verdade, por isso se perguntou por que a convidava se a ira de seu pai era prometida se descobrisse. — Mesmo se não vier com Harlond, não é sobre bebermos, mesmo que algum de nós não se atenha ao esquema. — empurrou o batente da porta, mas não fez qualquer movimento para se aproximar. — Ouça, Sunny. Sem pressão. Vejo que cumprimenta todo mundo, se certificando de que estamos bem, então volta aqui e arruma os livros. Precisa relaxar com os caras, assim como fazemos. Sorriu novamente e seu coração apertou. Assim como um dos caras. Claramente era assim que a via e não sabia o que era pior: passar despercebida por ele ou ser considerada como um deles. Na verdade, algumas vezes quando o pegou olhando para ela, pensou que poderia sentir o mesmo tipo de atração que sentia. Mas é evidente que estava errada e deixou seu desejo por ele encobrir o seu bom senso.


— Sabe onde Taylor mora? — Levou um momento para responder, mas finalmente concordou. — Tudo bem, se decidir ir, pode chegar por volta das nove. Taylor vai grelhar uns hambúrgueres e haverá cerveja, a menos que não queira isso. Posso pegar algo mais se quiser. — não sabia o que dizer, então apenas sorriu sem jeito. Este era London, o cara que cobiçou por mais tempo do que gostaria de admitir e queria sair com ela... como amigo. — Você tem meu número, né? — assentiu. Tinha o número de todos os que trabalharam no centro de treinamento, para lidar com os livros e sua necessidade de saber que estava aqui. — Bom. Se decidir ir, apenas envie uma mensagem. — virou para sair, mas parou e olhou por cima do ombro. — Adoraria se viesse, Sunny. E assim, com um sorriso sexy, deixou-a sozinha, com fogo correndo através de seu corpo.

Era um idiota. Um completo imbecil por convidar Sunny para ir até a casa de Taylor. Só iria um monte de caras do centro da cidade e talvez até mesmo algumas garotas, mas por alguma razão idiota, London convidou a filha do treinador. Quando a viu sentada atrás daquela mesa, seu cabelo loiro preso em um coque bagunçado, seu decote aberto ligeiramente e dando-lhe um vislumbre de seus seios, todo o bom senso desapareceu. Não era que não a quisesse na festa,


porque queria, e muito. Era mais pelo fato de que brincava com fogo e se queimaria. Isso não era mesmo uma pergunta. — Imbecil. — parou e olhou para Taylor, que correu até ele. — Porra. — London sorriu para o outro lutador. — Ei, o ouvi falar com Sunny. — Taylor, o olhou como se esperasse algum tipo de resposta. — OK? E? — London cruzou os braços sobre o peito e o olhou. Taylor olhou para a porta do escritório fechada e novamente para London. Estava ali, na expressão de Taylor, que o outro cara sabia que era perigoso para Sunny. — Nada, cara, apenas ouvi convidá-la para vir hoje à noite. — Isso não é um problema, é? — não disse isso com uma atitude, porque provavelmente deveria ter perguntado a Taylor primeiro, porque era a sua casa, mas tudo o que pensava era ver Sunny. — Nada. É só... — Taylor passou a mão sobre a parte raspada da cabeça. — Só espero que saiba o que faz. London apertou a mandíbula e não ouviria outro sermão como o que teve de Mack relativo a Sunny. — Não comece. — Taylor ergueu as mãos na frente dele e balançou a cabeça. — Sem problema, cara. Só espero que saiba o que faz. — Taylor sacudiu a cabeça e andou, passando por London e para as esteiras. London virou e o viu recuando. Estava com


raiva de si mesmo, porque não podia simplesmente se afastar de Sunny e estava chateado que todos o tratavam como se não soubesse com o que lidava. Sabia a repercussão que teria se realmente colocasse em prática o que queria fazer com ela, mas lá estava, fazendo exatamente o que não deveria fazer. — Merda. O que está fazendo? — poderia se comportar ao redor dela e guardar para si mesmo o desejo... certo? — Vamos lá, Romeo. — Taylor chamou da esteira e assumiu a postura de um pugilista. Seu sorriso era largo e London capotou com ele. Taylor fez beicinho. — Não seja assim, querida. — London caminhou até ele, prestes a chutar a sua bunda, mesmo que estivesse brincando. — Tudo bem, estou feliz por conseguir uma reação sua. — Taylor ergueu seus punhos e franziu as sobrancelhas. — Significa que será um bom adversário. — Ficou saltando quando London parou a sua frente. — Está pedindo para chutar seu traseiro — London rosnou, sabendo que uma boa luta era exatamente o que precisava para extravasar essa raiva súbita. Taylor riu e abaixou as mãos. London estalou os dedos e rolou o pescoço em seus ombros. — Que tal lutamos? — O sorriso de Taylor aumentou, fazendo London sorrir também, mas não de felicidade. Tinha um monte de energia para queimar, especialmente antes de hoje à noite. Se Sunny fosse, precisaria controlar seu temperamento.


Sunny realmente não podia acreditar no que fazia. Parou o carro em frente à casa de Taylor e desligou o motor. O som de refrigeração do Toyota encheu o interior e de repente, silêncio. Tentou se convencer em cair fora disso muitas vezes para contar desde que London a convidou, mas sempre voltava com a mesma decisão — iria para a festa. Era muito ruim procurar algo para dissuadi-la de ir atrás de London, porque isso era exatamente o que fazia. Ele tinha 30 anos e disse a si mesma que uma diferença de 8 anos era muito. Mas é claro que não era. Puxando seus pensamentos de volta ao presente, olhou para a casa. Todas as luzes estavam acesas e podia ouvir a música de rap pesado tocando pelas janelas abertas. Não sabia como nenhum dos vizinhos chamaram a polícia por causa da perturbação sonora, mas talvez estivessem com medo, especialmente considerando que muitos lutadores de MMA estavam lá dentro. Ficou no carro por mais tempo do que o normal, mas estava muito nervosa. Se sairia com caras que considerava seus amigos, então por que se sentia culpada por mentir para seu pai sobre onde iria hoje à noite? Porque mesmo sendo adulta, ele a repreenderia e diria que todos no centro eram inapropriados para a sua menina.


Ela revirou os olhos para seu monólogo interno, mas era a verdade. Mack e seu pai eram muito protetores com ela, mesmo sendo uma mulher adulta. A realidade era que podia cuidar de si mesma, então a preocupação não se justificava. Teve aulas de autodefesa, foi oficialmente treinada por alguns dos caras no centro e não era a pequena flor delicada que todos gostavam de acreditar. Olhando seu telefone percebeu que passava das dez. Enviou uma mensagem a London dizendo que estava no centro terminando algumas coisas de última hora, mas ele não respondeu. Seria uma má ideia? Sunny saiu do carro e começou a ir em direção à casa, mas antes que atingisse o patamar, passos vieram da porta da frente que se abriu e uma morena com os maiores seios que já vira saiu e outra garota de cabelos escuros a seguia de perto por trás. Ambas pegaram cigarros e acenderam quando olharam para Sunny com desagrado. Não era como se não soubesse que garotas estariam aqui, porque mesmo que London dissesse que eram apenas os caras, as Caçadoras também estavam ao redor. Odiava aquele pequeno título que davam às mulheres que corriam atrás de lutadores apenas para dizer que os tiveram. — Está muito agasalhada para um desses encontros, querida — a morena com os seios enormes disse em um tom aborrecido e soltou uma nuvem de fumaça de cigarro em sua direção. Sunny olhou a roupa da outra mulher e, em seguida, para a amiga. Elas usavam tops que mais pareciam tiras de elástico que mal cobriam os seios e as saias eram curtas o


suficiente que se inclinassem, não havia nenhuma dúvida que suas bundas e tudo mais sairiam e daria a todos uma piscadela. — Qualquer pessoa com roupa estaria agasalhada em comparação a vocês duas. — ouviu dois suspiros chateados, mas não ficou por ali para ouvir o que diriam em retaliação. A casa cheirava a uma mistura de álcool e perfume barato, presumivelmente das duas garotas que acabaram de sair. O interior da casa de Taylor era exatamente o que imaginava que era um apartamento de solteiro. A sala estava à sua esquerda e havia uma TV de tela plana enorme e um sofá de couro. Havia uma cozinha a direita e tudo que via era a mesa, que estava repleta de chips, um prato com várias carnes e cerveja e bebidas para alimentar um cavalo e nocauteá-lo. A música era alta e obscena, mas estava acostumada a isso, até gostava. Mesmo sobre as letras fortes, podia ouvir o riso masculino profundo e xingamentos. Foi em direção às vozes. — Cara, ela veio totalmente para mim. Quer dizer, estava todo suado e ela me empurrou para os bastidores, esfregando sua bunda em meu pau, e bem, o que deveria fazer? — Quanto mais se aproximava, mais clara a conversa tornou-se, se é que alguém podia mesmo chamar isso de ostentação sobre conseguir um pedaço de bunda. Se não falavam sobre luta, falavam sobre sexo. — Cara, não foi tão quente como a garota que comi ontem à noite. — esse era Taylor falando e seu tom arrogante a fez gemer em aborrecimento. Eram todos iguais... homens que só pensavam em transar. — Porra, estava molhada,


também. — Sunny chegou ao final do corredor e entrou na sala da onde as vozes vinham. Uma mesa de bilhar estava de um lado da sala, alguns sofás e até mesmo um minibar abastecido com bebidas alcoólicas. Outra TV de tela plana na parede, o volume silenciado e um jogo de luta no UFC. Imediatamente localizou Taylor e olhou para os outros quatro caras, Jason, Mason, Matthew, e Nate todos se sentaram no sofá, e cada um deles tinha uma menina no colo, além de Taylor. London a convidou, mas ele não estava em qualquer lugar para ser visto. — Cara, tenho esse assassino BJ 2... — Jason parou de falar quando a viu, e parecia que tudo tornou-se um silêncio mortal. Uau, falar sobre ser um assassino de humor. — Oi, Sunny. — Taylor sorriu de forma ampla e levantou a mão. — Ainda bem que veio, mas London disse que não achava que apareceria. — abaixou e bagunçou seu cabelo. Ele era apenas três anos mais velho que ela, mas agia como se fosse uma garotinha. Todos faziam isso de fato. — Sério? — ergueu suas sobrancelhas em confusão. Só passou um pouco mais de uma hora de atraso e enviou uma mensagem dizendo que viria. Talvez não conseguiu ler? — Onde London está? — Não tenho certeza. Ele se dirigiu pelo corredor com uma garota... — parou de falar e de repente parecia desconfortável. 2 Jay Dee Penn, popularmente conhecido como B.J. Penn, é um lutador de

MMA e faixa preta de Jiu-Jitsu brasileiro. Ele é o ex-campeão do UFC na categoria dos leves e meio-médios.


— Oh. Ok. — sua garganta estava seca de repente, mas disse a si mesma que sua reação era injustificada. London não era dela e sentir ciúmes sobre ele ter relações sexuais com uma garota aleatória não era sua preocupação. Sabia o tipo de cara que era, ouviu o suficiente dos lutadores para saber que eram todos galinhas, mas ainda assim, nunca aceitou tudo numa boa e tinha um gosto amargo na boca. Talvez devesse sair e esquecer, pois vir aqui realmente foi uma má ideia. — Eu deveria ir. Taylor abriu a boca para dizer algo, mas ela virou, de repente sentindo-se tão tola e não sabendo muito bem o porquê. Mas quando foi capaz de caminhar à direita no final do corredor, bateu em uma parede muito dura que parecia de aço. Mas o cheiro que invadiu seu nariz lhe disse que era muito mais que um homem que estava pressionada, era aquele de quem atualmente tentava fugir.


Capítulo Quatro Sunny colocou as mãos no peito à sua frente e lentamente olhou para London. Ele a olhou silenciosamente com seus olhos azuis. — Sinto muito. — Por que disse isso? Merda, precisava manter a boca fechada. Deu um sorriso. — Oi, Sunny. — Apenas ouvi-lo dizer o seu nome a deixava molhada e excitada e também totalmente frustrada. — London. — a voz lamuriosa que veio de trás dele era familiar. Sunny tirou as mãos de seu peito e deu um passo para trás. Ele apertou a mandíbula e olhou por cima do ombro. — Pensei que iríamos a algum lugar um pouco mais privado? — a morena com os seios enormes aproximou-se dele e passou a mão sobre o peito. Calor cobriu o rosto de Sunny. A garota que ficou do lado de fora na varanda, aquela quase sem roupa, olhou para Sunny e um sorriso mal intencionado cobriu os lábios perfeitamente pintados. — Baby, você prometeu. Deus, sua voz era como prego em um quadro. Sunny olhou para o rosto de London novamente, o viu observando-a atentamente e sentiu o peso da situação sobre seus ombros. Foi uma tola pensar que viria aqui esta noite com o pretexto de que era apenas amizade. Era estranho e desconfortável ver


seu estilo de vida ser esfregado em seu rosto, mas não tinha ninguém para culpar além de si mesma. — Não achei que viria. — sua voz era profunda e quando afastou as mãos da morena de cima dele e se aproximou, Sunny deu um passo para trás. Havia ainda alguma conversa bem atrás dela, por isso, felizmente, os caras não assistiam esta troca estranha. Sua reação e o ciúme ao longo deste encontro era ridículo porque, na verdade, o que achava que aconteceria entre eles? Será que achava que compartilhariam algum tipo de momento íntimo, esta noite, revelando como se importavam um pelo outro? Sim, vivia em um mundo de sonho. — London. — disse aquela voz lamuriosa novamente. — Missy, se toca. — London lançou um olhar mordaz à garota de cabelos escuros, mas Sunny tinha que dar o crédito a garota por não recuar. Aquele olhar por si deixaria homens menores de joelhos, mas ela empinou peito e bufou. — Tudo bem. — olhou para Sunny. — Se quer algo fora do negócio, então que tenha. — suas palavras eram superficiais e Sunny não lhe deu nenhuma reação. Ouviu falar muito e, se esta cadela pensou que a intimidaria então todo o silicone no peito subiu para seu cérebro. — Basta dar o fora daqui, Missy. — London parecia cansado e exasperado. Missy bufou outra coisa e virou para voltar para onde os outros caras estavam. — Sinto muito sobre ela. — Sunny o olhou. Estava com raiva de si mesma pela maneira como se sentia, como o deixava fazê-la sentir, e


porque realmente que veio aqui quando, no fundo, sabia melhor. Ele pegou seu celular e as franziu as sobrancelhas. — Merda, a bateria descarregou e nem percebi. Ele colocou o telefone novamente no bolso e a olhou. Foi então que, enquanto observava os movimentos seus sutis, que percebeu que London estava bêbado. Seus olhos estavam brilhantes e se inclinava um pouco para o lado. Como não percebeu isso inicialmente? Oh, sim, porque quando o viu toda a atividade cerebral a deixou. — Uh. — não sabia o que dizer. Nunca viu London embriagado, porque normalmente todos os caras estavam em dietas rigorosas e regimes quando treinavam. — Estou feliz que veio. — Parece que estava ia interromper alguma coisa. — fechando a boca, imediatamente se arrependeu dizer isso. Este não era o seu negócio e London certamente não era qualquer um. Seu ciúme era injusto e sentiu-se uma cadela. Por vários longos segundos, ele não disse nada. — Escute, sinto muito. Isso realmente não é problema meu e nunca deveria ter dito isso. — deu-lhe um sorriso, mas ele parecia desconfortável, o que era algo que nunca viu em London. Ele sempre parecia tão responsável, tão seguro da situação, mas quase parecia que estar ao seu redor era doloroso. — Quer algo para beber? — ele mudou a conversa sem problemas e ficou agradecida. Realmente deveria ter apenas continuado andando pelo corredor e saído pela porta da


frente, mas ao invés disso, deixava seu corpo ditar seu próximo passo. — Sim, claro. — deu-lhe outro sorriso e sentiu alívio quando ele retribuiu o ato. Ela o seguiu até a cozinha e não podia deixar de olhar para a forma como os músculos das suas costas moviam-se debaixo de sua camiseta fina. Acabaram na cozinha e ele pegou algumas cervejas da geladeira, um abridor e abriu a tampa de uma delas e lhe entregou. Ele abriu a sua cerveja e se afastou alguns passos dela, se inclinando no balcão. Estava tranqüilo enquanto bebia profundamente da garrafa e a olhava por cima da borda. — Está muito bonita esta noite, Sunny. — segurou a garrafa livremente entre dois de seus dedos, e do jeito que olhou para seu corpo era como se realmente estendesse a mão e a acariciasse. Deus, ele descaradamente a analisava. — Obrigada? — podia chutar sua própria bunda. Deus, realmente acabou de dizer ‘obrigada’ na forma de uma pergunta? Pelo sorriso torto que lhe deu, sabia que estava corando. Não era como se usasse roupas provocantes. Veio direto da instalação e seu short e blusa eram considerados modestos comparados aos trajes das outras mulheres ao redor. Sua risada era baixa e sentiu arrepios entre as coxas. Apertou as pernas, mas droga, ele pegou o ato. Seus olhos caíram para a referida área e sua expressão assumiu uma qualidade nebulosa, semicerrada. Ele engoliu em seco e seu pomo de Adão se moveu para cima e para baixo pela ação.


Que acontecia? Esta era a primeira vez que London mostrou um interesse sexual por ela, claramente, porque bebeu, mas não podia pôr um fim a isso... o que quer que isso fosse. Tomou um longo gole de sua cerveja, provando o sabor amargo e precisando de mais. Sentia-se desequilibrada, mas precisava lembrar a si mesma que provavelmente ele quase teve relações sexuais alguns momentos antes. Mas também aplacou-se pelo raciocínio de que não poderia confiar apenas no que Missy disse. Talvez disse para irritá-la? Sim, provavelmente não, mas certamente fez Sunny sentir-se melhor, especialmente quando pensou sobre todas as coisas que London faria com a outra garota se Sunny não tivesse chegado aqui esta noite. Nenhum dos dois disse nada durante o que pareceu um longo tempo e Sunny continuou a beber sua cerveja até que estava vazia, apenas alguns minutos mais tarde. London sorriu para ela, virou para a geladeira para pegar outra e levantou-a questionando. Realmente não deveria, mas se sentia estranha ao seu redor, especialmente pela forma como a olhava com este intenso desejo brincando em seu rosto. Ele está bêbado e não pensa claramente, Sunny. Realmente precisa impedir que isso siga adiante. Tentou em vão ouvir a voz da razão, porque as coisas ficariam fora de controle muito rapidamente e não seria uma das fodas de uma noite de London. Entregou-lhe a nova cerveja, mas em vez de encostar-se ao balcão novamente, se aproximou dela. Encontrou-se pressionada contra a ilha e incapaz de fazer muita coisa além de observar sua abordagem. Quando ele


estava perto o suficiente para que sentisse o hálito de sua respiração, que cheirava a bebida forte, fechou os olhos e se forçou a não gemer. O cheiro não deveria ser excitante, mas por Deus, era e muito forte. Abriu os olhos bem a tempo de vê-lo chegar. Tudo acalmou dentro dela, mas não a tocou e, ao invés disso, pegou algo bem atrás dela. Seus peitos se uniram e ela sentiu a dureza de seus músculos se movendo ao longo de sua suavidade. Seu pulso bateu em seus ouvidos, abafando todos os outros sons. Quando ele se afastou, raspou sua bochecha nela e o cheiro de sua colônia a atingiu. Mas ele não se afastou imediatamente e, ao invés, respirou fundo à direita na base da garganta. A barba rala que enfeitava seu rosto era tão pecaminosamente boa em sua mandíbula. Ele deu um passo para trás, não um grande, porque ainda estava muito perto dela, o suficiente para que visse que pegou um abridor de garrafas. Pegou a cerveja da sua mão, tirou a tampa e entregou-a novamente para ela, sem quebrar o contato visual. Seus dedos se tocaram quando pegou a garrafa e sua boca ficou seca com o olhar aquecido que lhe deu. O som de das músicas obscenas ecoando nos auto falantes não impediu o que sentia. Queria London e, a menos que estivesse completamente errada, ele a queria também, embriagado ou não. Levou a cerveja para a boca e engoliu metade dela rapidamente. Não era muito de beber, mas beber a primeira cerveja e metade da segunda juntamente com a sensação inebriante de tê-lo tão perto e do cheiro incrível que o rodeava a deixou bêbada. Ele a olhou e ela lambeu os lábios


e disse — O quê? — sua voz era baixa e ofegante e rezou para que não percebesse o efeito que causava nela, mas pela forma como a observava, lhe confirmou que London sabia. Ele sabia exatamente aonde esta situação iria. — Estou fodido. Seu coração disparou. Essas duas palavras não lhe disseram nada sobre o que pensava ou por que olhava para ela, mas o magnetismo que sentia por ele era inegável. — O que, L-London? — limpou a garganta, sua voz falhando no seu nome. Ele deu um passo mais perto dela e mais uma vez seus peitos ficaram apenas alguns milímetros de distância. Se Sunny apenas respirasse profundamente, se tocariam. Não olhou no rosto dele, não podia porque estava claro que não podia mesmo manter suas emoções sob controle, enquanto estivesse ao seu redor. O leve toque de seu dedo segurando o queixo, levantando a sua cabeça para que

fosse forçada

a

olhá-lo,

era

como um

rápido e

dolorosamente despertar com um pontapé no estômago. A boca de London foi se separando e seus olhos treinados em seus lábios. — Estou fodido quando se trata de você. — Antes que pudesse reagir às suas palavras, colocou sua boca na dela e sua língua lanceou entre os lábios. Sunny ficou tão chocada por sua ação repentina que ficou ali, imóvel, enquanto acariciava sua língua na dela. London separou-se e enterrou o rosto em seu pescoço, inalando profundamente. — Sinto muito, querida. Porra, não devia ter feito isso. — respirou


fundo mais uma vez. — Você cheira tão bem, tem um gosto bom para caralho e é tão incrível. — sua voz era baixa e rouca e quando ele se afastou, ela reagiu por instinto. Segurando seu rosto entre as mãos, levantou-se na ponta dos pés e apertou seus lábios contra os dele. O gemido respondeu, impulsionando a sua coragem e, desta vez, ela que escorregava a língua entre os lábios. London tinha gosto de uísque e cerveja, e mesmo que nunca achasse o sabor atraente, não conseguia conter o gemido que soltava. Este era London, o único cara que queria tanto, que doía. O sabor foi atado em sua língua, tornando-se viciante. Não conseguia ter o suficiente ou se aproximar dele e precisava disso, precisava ser fundida com London Stein. Pressionando o peito ao seu, amou que seus mamilos ficaram instantaneamente duros quando seu abdômen duro moveu-se ao longo de seus seios de uma forma puramente erótica. Ambos respiravam com dificuldade e era como se nenhum deles conseguisse ar suficiente em seus pulmões. Ele estava tão duro, sua ereção pressionando em sua barriga e provocando todos os tipos de sensações que deslocavam-se através dela, especialmente diretamente para sua vagina. Ela estava insuportavelmente molhada e o tecido da calcinha esfregou em suas dobras sensíveis. Em um movimento que Sunny não sentiu, London moveu as mãos atrás dela, sobre os quadris e segurou a parte de trás das coxas, bem debaixo do seu traseiro. Ele empurrou o jeans por suas pernas, enfiou os dedos em sua carne, na carne agora exposta, e um choque de dor seguido por prazer, a consumia.


O beijo se aprofundou, tornou-se mais frenético e tudo que podia pensar era como seria a sensação de ter a barra de aço maciço que London atualmente esfregava em sua barriga, dentro dela. Interrompendo o beijo, Sunny engasgou de prazer e surpresa quando a ergueu com seus braços poderosos e a colocou sobre a ilha. Ele se posicionou de modo que estava preso entre suas pernas. Sunny precisou afastar suas coxas ainda mais para que ele pressionasse sua ereção dentro dela, e então sua boca estava novamente na dela. Ele fodeu sua boca com a dele, deslizando a língua entre os lábios e outra vez até que não havia outra maneira de descrevê-lo. Por vários momentos longos, tudo o que fez foi beijá-la. Segurou seu quadril com uma mão, seus longos e grandes dedos ao redor do osso, lembrando-lhe que era tão forte que poderia facilmente esmagá-la sem pensar duas vezes. Sunny era uma menina mais encorpada e certamente não poderia ser interpretada como esbelta ou flexível, mas ao lado de London, sentiu-se delicada. Ele moveu lentamente a outra mão até seu braço, ao longo de seu pescoço e segurou seu queixo. Inclinando a mandíbula para o lado, aprofundou o beijo. Quando se separaram Sunny descaradamente admitiu que não podia nem levantar a cabeça, especialmente quando London começou a correr a língua sobre sua pulsação. — Posso senti-la tremer debaixo da minha língua, Sunny. — ele respirava pesadamente e apertou a mão em seu quadril. Ele manteve o queixo para o lado e ele passou os dedos de uma maneira quase causando hematomas contra


ela. — Sei que não devia fazer isso, tentar ter algo muito bom para mim. — lambeu-a, como algum tipo de animal marcando seu território. — E mesmo que saiba que isso é tão errado, não posso parar porque parece tão certo. — Ela não podia pensar, muito menos vir acima com palavras. — Vou me ferrar por tocá-la, mas a vida é assim, vale a pena, baby. Seu cérebro decidiu chutar em marcha depois disso, e ela encontrou-se dizendo — Ficarei tão encrencada quanto você. — E ficaria. Seu pai não queria que ficasse com um lutador, mas aqui estava ela, com London praticamente envolvido ao seu redor como se não pudesse chegar perto o suficiente. — Realmente não tenho nenhuma dúvida disso, baby. — Através da névoa de desejo e o fato de que ele arrastava suas palavras um pouco, percebeu que não poderia fazer isso. Ele estava bêbado e ela não. Seria como se ela se aproveitasse dele. Isso seria um pensamento divertido desde que London era muito maior e mais forte do que ela, mas era uma grande realidade. A verdade era que não me sentiria bem, não importa quão bem a fazia se sentir, porque se ela se permitisse passar por isso, sempre se perguntaria se estaria com ela, se não estivesse embriagado. Quando colocou as mãos em seu peitoral, os músculos flexionaram sob as palmas das mãos. Ele continuou a lamber e chupar seu pescoço e o flash de dor de sua fricção em sua pele sensível, dos seus dentes raspando sua pele, apenas pareceu fazê-la sentir-se ainda mais drogada.


— Você tem um gosto tão bom, cheira tão bem. — se aproximou mais ainda e sua ereção pressionou direto entre suas coxas. Seu short jeans foi empurrado por suas coxas, agrupado na junção entre as pernas, mas mesmo com o material obstruindo-a de senti-lo completamente não havia como negar que London era um homem muito grande. — Você está bem, Sunny? — apertou contra ela novamente e jurou que sentiu o pulso da maldita coisa entre eles. Um jorro fresco de umidade a deixou e não podia deixar de fechar os olhos e desfrutar deste momento. Nunca sentiu-se assim, nem mesmo quando perdeu sua virgindade. Mas durante esse tempo manteve-se sob controle. Desta vez foi diferente, porque London era tão dominante, que era o único a controlar a situação. Seus

lábios

estavam

ressecados

e,

ao

invés

de

responder, porque não conseguia formar palavras, mais uma vez, balançou a cabeça. Pendurada em seu bíceps, sabia que precisava parar, mas Deus, isso foi tão bom. Limpando a garganta e finalmente encontrando sua voz, Sunny disse — London, não podemos fazer isso. Você está bêbado e eu tomaria vantagem. Ele afastou-se o suficiente para olhá-la. O sorriso lento em seu rosto apertou seu coração. Ele ergueu a mão para pegar uma mecha de cabelo que soltou de seu rabo de cavalo. — Sim, estou bêbado para caralho, baby. — seu coração apertou ainda mais. — Mas não bebi o suficiente para não perceber que a garota à minha frente é o que queria por um longo tempo, porra, mas tem sido muito difícil me aproximar.


Ou que a garota na qual estou me esfregando, cheio de tesão é a que provavelmente fará com que o meu traseiro seja chutado por seu pai e um grande bastardo russo. — se inclinou e beijou-a mais uma vez, a acariciou com a língua até que estava ofegante e se afastou novamente. — E acho engraçado como pensa que se aproveitaria de mim. — sorriu. — Então, sim, posso ter bebido, mas porra, sei que quero meu pau enterrado tão profundamente em você que não posso nem ver direito, Sunny. Naquele momento, não se preocupou com o que seu pai ou Mack disseram ou sobre o dilema que sentia. Tudo o que podia pensar e sentir era em London aqui com ela. Ele a queria e talvez isso fosse a coisa mais estúpida que já fez, mas jogaria o cuidado e todo o bom senso ao vento e daria exatamente o que ambos claramente queriam. — Então, Sunny, que tal dizer foda-se para tudo e apenas fazer o que queremos? — uma pequena voz em sua cabeça lhe dizia que era melhor se preparar para ter apenas esta noite com ele, porque isso era tudo o que London era capaz. Mas outra voz lhe dizia que não se conseguia nada sem um pouco de risco. Afastou a voz feia de sua cabeça e abraçou a última. Ela se entregaria a London Stein e seria incrível. Só esperava que seu coração lidasse com isso quando tudo terminasse.


Capítulo Cinco London a tinha nos braços e se afastava da ilha antes que Sunny entendesse o que acontecia. Quando não lhe disse que não queria estar com ele, tomou sua boca em um beijo brutal. Suas línguas duelaram entre si, tentando ter a supremacia porque parecia que ambos estavam além do ponto de não retorno. O som de uma porta que rangeu sendo aberta perfurou o nevoeiro que cobria sua mente, mas quando abriu os olhos tudo o que viu foi escuridão. Se separou dele e disse — O que... Ele a beijou com força novamente e então moveu sua boca pelo pescoço mais uma vez. Aparentemente, ele tinha um fetiche por pescoço, mas isso não era um problema para ela, não com a maneira como lambeu e beijou-a até que pressionava sua vagina em seu pênis. Desta vez, ele foi para a base de sua garganta e soltou um som estrangulado, quase animalesco quando ele chupou sua carne suavemente. — Preciso muito de você, Sunny. — segurou seu traseiro e quando começou a apertá-lo, quase pediu para fodê-la ali mesmo. — Estamos na despensa. Não podia esperar para tomá-la, baby. — Empurrando-a contra a parede, sentiu as prateleiras ao seu lado e estendeu a mão para firmar-se quando soltou uma das suas nádegas e alcançou entre seus corpos. Ao senti-lo tocando-a sobre seu short, inclinou a cabeça para trás. London gemeu em seu pescoço e começou a


esfregá-la

através

do

jeans.

A

frustração

dentro

dela

aumentava sobre o fato de que queria sentir a mão em sua boceta nua, e que, para fazer isso, teriam que se separar tempo suficiente para tirar suas roupas. — London. Ele lambeu sua garganta e depois arranhou os dentes na trilha molhada que criou apenas alguns segundos antes. — Sim, baby? — sua mão continuou tocando sobre seu short e mesmo se não fosse tão sensível como gostava, ainda estava à beira de gozar. Ele era bom nisso, muito bom, mas não deixou esses pensamentos em sua cabeça, não quando a fazia se sentir incrível. — Precisamos parar. Ele fez um som descontente, mas não se afastou. — Por que baby? Não está gostando? Não quer que a faça sentir-se bem? Soltou um suspiro quando mordeu seu pescoço com força suficiente para enviar uma lança afiada direto em seu clitóris. Pulsava entre suas coxas, doía e inchava e precisava sentir tudo dele. — Sim, sim, você me faz sentir muito bem. — Sunny não conseguiu recuperar o fôlego, não quando ficou claro que London tinha a intenção de deixá-la fora nesta posição. Estava tão perto de gozar e quando ele pressionou a palma da sua mão direita sobre seu clitóris e começou a movê-la forte e rápido, abriu a boca e começou a gemer. Ele


colocou a mão sobre sua boca, abafando o seu som de prazer quando seu clímax atingiu o pico dentro dela. Tremeu, apenas parada contra a parede porque seu grande corpo a segurava. Nem uma vez parou de mover a mão para trás e para frente sobre ela, prolongando seu êxtase até que estava tonta com isso. — Que doce rendição, Sunny. — mordeu o lóbulo da orelha, o que fez seus músculos internos apertar com força. Precisava senti-lo dentro dela e não queria esperar. Sunny não precisava de uma cama ou de uma iluminação suave. London não era esse tipo de cara e ser fodida por ele contra a parede da despensa de Taylor soou obsceno e selvagem o suficiente para ela. Ele abriu o botão de seu short e desceu o zíper antes de seu orgasmo. Ele a colocou de pé, em questão de segundos tirou seu short e calcinha e em seguida, levantou-a novamente em seus braços e apertou-a contra a parede. — Coloque o pé na prateleira, baby. — Seus olhos se ajustaram à escuridão, mas tudo o que podia ver era o contorno de seu corpo. Estendeu a mão e encontrou a prateleira que falou. Colocou seu pé sobre ela, afastando suas pernas ainda mais. Pressionou sua ereção dentro dela outra vez, curvou seus quadris para frente e soltou um suspiro alto. — Sim, isso é fantástico. — pressionou seu corpo no dela e soltou um grito de prazer quando sentiu seu movimento

forte

ao

longo

de

suas

dobras

nuas

e

encharcadas. Com a outra perna apoiada na dobra do seu braço e sua outra mão apalpando seus seios, estava no paraíso. — Poderia te devorar completamente nesta noite,


Sunny. — levantou sua camisa, abaixou o sutiã para deixar um de seus seios livre e então colocou sua boca em seu mamilo. — Oh Deus. — Não, Sunny, não é Deus, apenas eu. — Ele chupou, mordeu e lambeu seu mamilo, fazendo com que o bico já duro ficasse ainda mais. Seu pênis era uma barra de ferro entre eles e quando começou a estender a mão e pegar o seu pau para guiá-lo dentro dela, a deteve com uma mão em seu pulso. — Dê-me um minuto. — descansou sua testa em seu peito, inspirou e exalou fortemente. Moveu-se ligeiramente, e então ouviu o som do pacote sendo aberto. Quando colocou o preservativo e a cabeça grossa de seu pau na entrada de sua vagina, tudo ficou imóvel dentro dela. Isso realmente acontecerá. Fantasiou este momento tantas vezes. Ele não se moveu, não pressionou mais nela e sequer achou que ele respirava. Podia sentir seu olhar em seu rosto, embora não pudesse vê-lo. — O que há de errado? — A sua voz era um sussurro, mas ainda parecia tão alto. — Nada, baby. Só sei que assim que tiver as bolas enterradas profundamente em você não durarei muito tempo. — se inclinou para frente e pressionou a boca na sua. As respirações se misturavam e o beijo começou a se tornar frenético mais uma vez. — Quero você por um longo tempo, porra. — murmurou as palavras em sua boca. Estava prestes


a dizer-lhe que ela também, mas antes que as palavras saíssem, entrou nela. O estiramento e ardência que sentiu quando London entrou em seu corpo foi doloroso e prazeroso tudo no mesmo fôlego. London era um cara grande, alto, musculoso e cheirando a força irrestrita. Seu pênis não era diferente. Era grosso e longo, fazendo com que seus músculos internos se esticassem insuportavelmente para que coubesse dentro dela. Ele parou algumas vezes para que ela respirasse e para que seu corpo se ajustasse a ele, mas, em seguida, se movia dentro dela mais uma vez. Justamente quando pensou que havia terminado, que não podia ser tão grande ou ir mais longe, entrou mais um pouco dentro dela. Ela bateu a cabeça na parede e mordeu o lábio. Estava cheia, tão incômoda, mas adorou e queria mais. London deu um pequeno alívio, antes que começasse a se mover. Era como se algo estalasse dentro dele e as proezas que sempre sentiu logo abaixo da superfície finalmente foram libertadas. O aperto de suas mãos em seu corpo beirava a ferocidade, mas queria contusões dele, queria olhar-se no espelho e ver o produto do que fizeram. — Cristo, Sunny. — Como se não conseguisse manter a cabeça levantada, encostou em seu pescoço e a fodeu com força. — Tão bom, baby. Sabia que seria assim, sabia que me faria sentir assim. — A dor e o prazer se transformaram em um e os sons que soltava eram loucos e selvagens. Estava tão molhada que o som de seu corpo encontrando o dela era eroticamente obsceno e aumentou sua já delirante luxúria. — Tão apertada e molhada para mim. — gemeu quando apertou


involuntariamente em torno dele. Estava perto de gozar novamente. — Deus, não durararei. É muito bom, Sunny. — Mais e mais bateu em sua carne já sensível. Ela gritava cada vez mais alto, incapaz de compreender a intensidade com que London a reivindicava. Ele pode não saber o que fazia com ela, mas arruinava os outros caras para ela. — Oh, Deus. London. — bateu nela duro, bem fundo e fazendo que a raiz do seu pau pressionasse contra seu clitóris. Isso era tudo o que faltava para gozar. Soltou um grito estrangulado, mas ao invés de colocar a mão sobre a boca para abafar o som, inclinou sua boca na dela, engolindo o barulho e, em seguida, gemendo o seu próprio orgasmo. Jurou que podia senti-lo inchar ainda mais, enchendo e alongando

dentro

dela

ainda

mais,

algo

que

parecia

impossível. Desejou que pudesse ver seu rosto. Pelos sons que fez, sabia que estava tão frenético quanto ela e tão superada pelo sentimento deles fazendo sexo. Quando seu orgasmo diminuiu e ele diminuiu as investidas, não se moverem durante alguns minutos. Ambos tentaram

recuperar

o

fôlego

e,

quando

finalmente

conseguiram, parecia mais difícil do que o normal e ele saiu de dentro dela. Embora estivesse diminuindo, ainda era impressionante em tamanho. Lentamente a ajudou a ficar de pé, certificando-se de que estava firme antes de se afastar. O som de roupas e dele retirando o preservativo perfurou sua mente nebulosa e rapidamente seguiu o exemplo, abaixando e cegamente tentando encontrar seu short e roupas íntimas. Uma vez que os tinha em sua mão, rapidamente vestiu. O


silêncio era tão espesso, tão sufocante, que naquele momento a névoa pós-eufórica do que acabaram de fazer desapareceu imediatamente. Sunny abriu a boca para dizer alguma coisa, qualquer coisa, mas o som de Taylor chamando manteve sua boca fechada e seu coração acelerado. Não poderiam imaginar o que acabaram de fazer, porque, mesmo sabendo que Taylor conscientemente não diria nada sobre isso, era conhecido por falar o que não devia, às vezes. Além disso, acabaram de fazer sexo em sua despensa e esse fato, por si só, era humilhante. Certamente não queria ser apanhada nesta situação. — London? — Taylor chamou novamente e então houve um momento de silêncio. O barulho da geladeira abrindo, de garrafas tilintando e depois os passos de Taylor se afastando, fez Sunny respirar de alívio. — Escute, sairei primeiro e então você segue. — Sim, ficou claro que não queria que ninguém soubesse o que fizeram mais do que ela, e sendo tão inteligente como era, e o fato de que pensou a mesma coisa, ainda assim, doía. Ela assentiu, mas percebeu que ele não podia realmente vê-la e disse — Sim, tudo bem. — sabia que a olhava, podia sentir seu olhar, mas depois de um segundo prolongado, ele abriu a porta. A luz iluminou a despensa, momentaneamente cegando-a. London saiu e esperou um pouco antes de segurar a maçaneta. Estava prestes a sair, mas antes que deixasse a despensa, o som da voz de Taylor fez com que entrasse ainda mais na despensa sombreada.


— Cara, te procurava. — Sim? —

ouviu London dizer,

afastando-se da

despensa. — Sim, pensei que tinha ido embora — O som da geladeira abrindo novamente precedeu suas palavras. — Não, cara. — Outro momento de silêncio passou. — Você fodeu Missy? — o coração de Sunny pulsava e assim fez a sua vagina com a recordação de ter de London entre as coxas.

Antes

que

London

respondesse,

Taylor

falou

novamente. — Sabia que isso aconteceria assim que ela se aproximou. Essa garota é uma aberração, cara. Fode o tempo todo e sabe como fazê-lo como se sentisse quando seu pau fosse cair. — Chega, Taylor — havia um aviso na voz de London, mas Taylor continuou falando. — Pensei que talvez fosse atrás de Sunny e realmente comecei a surtar um pouco. Vejo a maneira como a olha para no centro e saber que está ciente, se mexer com ela trará Harlond e aquele grande filho da puta, Mack, pra cima de você. — Cara, apenas cale a boca. — Taylor começou a rir até mesmo quando London rosnava as palavras. — Então, fodeu Missy ou o quê? Sim, aposto que você fez, aposto que transou com ela com força suficiente que não andasse em linha reta. Cara, apenas fale. Você age como uma menininha tímida agora.


— E o que te faz pensar que transei com alguém, afinal? — houve o som de passos e seu coração parou, pensando que Taylor soubesse que ela estava lá atrás. Mas depois de alguns segundos tensos, ninguém apareceu. — Além da sua tensão, a porra da minha cozinha cheira como se alguém fez uma orgia aqui e Missy estava toda disposta como gosta a uma hora atrás. Isso torna meio óbvio, cara. Pensei que transaria com ela bem na nossa frente para o quanto ela se esfregava em você. — Já é o suficiente, Taylor. — houve o barulho de carne batendo e depois de Taylor gemendo de dor. — Porra, cara, o que foi isso? — Porque você não pode manter sua boca fechada, porra? — Taylor resmungou alguma coisa e depois o som de seus passos se afastando. Sunny não se moveu, mas apenas alguns segundos depois, a porta da despensa abriu. — Sunny, ele se foi. Pode sair agora. London não encontrou seus olhos, e virou-se para voltar para a cozinha. Ela o seguiu, sentindo-se humilhada e desajeitada sobre o que acabou de fazer e o fato de que ouviu Taylor. Ajeitou a roupa que não precisava ser arrumada e depois de alguns momentos concisos London finalmente falou. — Sunny, olhe para mim. — Relutantemente levantou a cabeça e olhou em seus olhos também azuis. Estava novamente encostado ao balcão. — Sobre o que Taylor disse. — ela balançou a cabeça e levantou a mão.


— Você não me deve uma explicação, London. — E ele não o fez. Sabia o que se metia e o que estar com um dos maiores lutadores no ginásio significava. Além disso, com certeza não queria falar sobre isso, porque então pensaria sobre ele e Missy juntos. Sim, não é o que queria em sua mente depois que teve relações sexuais com ele. — Não me arrependo de nada. — ela sorriu, tentando se livrar dessa vibração estranha que de repente a sufocava. — É o que é. — Ela sorriu, esperando que o ato não parecesse tão estranho quanto se sentia. Ele continuou a olhá-la e, antes que as coisas passassem de estranhas para insuportáveis, passou por ele e foi para a porta. Bem, valeu como uma experiência de vida, porque você não pode dizer que não sabia no que se metia. Quando ia sair, ele estendeu a mão, segurou a dela e a virou para que batesse direto em seu peito. O ar fugiu e ela esticou o pescoço para o olhar. O olhar penetrante que lhe deu era algo que podia sentir até os dedos dos pés. — Você não me deixou explicar, Sunny e eu preciso. — Ok, isso certamente não era a reação que pensou que teria dele. Lambendo os lábios, balançou a cabeça e esperou que continuasse. — Não vou adoçar a minha vida, para você comer, respirar e viver no mundo de um lutador. Você vê o que fazemos e como agimos com as mulheres. — Sim, ela sabia o que falava e como eles fodiam ao redor em uma base constante. — Não transei com Missy, mesmo que ela tivesse colocado todo o resto para fora. — Deus, agora se sentia como uma puta, porque deu para ele tão facilmente. Ela


lembrou-se que era uma mulher orgulhosa e por isso foi atrás do que queria, e o que queria era London. — Sabia que era errado te querer, te tocar, mas foda-se. — fechou os olhos por um segundo e quando os abriu, viu como estavam dilatados. — E foi perfeito, baby. Não podia evitar, e quando percebi que não podia me afastar de você, ou do que queria com você, disse a Missy de maneira alguma transaria com ela. — Não sei o que dizer. — e não fez. Admitiu que a queria e não parou até que conseguiu. Sua barriga apertou com essas palavras e era bom. Mas resistir de imediato salvaria seu coração, a longo prazo... certo? Ele respirou fundo e fechou os olhos por uma fração de segundo antes de abri-los. — Digo isso porque é diferente, especialmente para mim, Sunny. — O seu coração falhou diante de suas palavras. — O que compartilhamos lá atrás. — inclinou a cabeça na direção da despensa — Não quero que seja a única vez. Quero mais com você. — Agora segurava em seus ombros, apertando a carne de uma forma que era excitante, mas também reconfortante. — Sente o que digo, Sunny, entende que esta não foi a porra de uma foda única para mim? Não, ela não pensou, nem percebeu que seria uma possibilidade e aqui estava ela, pensando que se afastar dele e do que poderiam ter era a melhor ideia. — Eu... Ele a interrompeu com um beijo firme. Acariciou sua língua ao longo de seu lábio inferior e não podia deixar de tremer sob seu domínio.


— Sei que isso é uma loucura e provavelmente chutarão meu traseiro mais vezes do que eu mesmo quero admitir, mas não me importo com nada disso, porque quero estar com você mais que tudo. — ele se afastou, mas apenas manteve alguns centímetros entre eles. — Quero que dê uma chance para nós, Sunny. Quero muito isso. — Ele parecia sóbrio agora, mas as suas palavras a fizeram sentir como se estivesse bêbado. Certamente não pensou que qualquer coisa aconteceria entre ela e London, mas ali estava ele, abrindo seu coração e queria se aproximar e nunca mais ir. Não seria fácil seguir por causa disso, mas caramba, não se importava, porque o queria muito. Envolvendo os braços ao redor do pescoço, prendendo-se a ele e beijando-o rápido e forte, respondeu sua pergunta com ações ao invés de palavras. Se beijaram por muito tempo e, quando se afastou e olhou para ela com seu sorriso torto e sexy, se apaixonou por ele novamente. — Então posso seguramente assumir que está disposta a dar ao meu traseiro uma chance? Flagrou-se rindo e suas sobrancelhas ergueram em confusão. Ela levantou a mão e passou um dedo entre os olhos. — Estou rindo porque pensei em algo realmente obsceno sobre seu traseiro quando disse isso. Levou um momento até pensar no que disse e então abriu um largo sorriso. — Tudo bem, isso foi mesmo péssimo, mas entendeu o que quis dizer.


Seu sorriso era contagiante e sentiu o dela aumentar. — Sim, sei o que quis dizer e estou totalmente disposta a dar ao seu traseiro uma chance. — Era estranho como de repente as coisas se encaixavam. Foi-se a tensão desconfortável e tudo o que ficou era London dizendo que queria uma chance com seu grande sorriso e relaxou. Beijou-a nos lábios, em sua bochecha e finalmente na curva de sua mandíbula. — Mas não acho que devemos contar às pessoas de imediato. — parou de beijá-la com suas palavras e se inclinou para olhar o seu rosto. — Não que tenha vergonha de estar com você, muito pelo contrário, mas acho que deveríamos abordar

isso

lentamente.

a

dor

momentânea

que

atravessou o rosto com as suas palavras desapareceu quando finalmente percebeu o que dizia. — Sabe como meu pai e Mack são. Só quero ter certeza de que não apareçam garras neles. Ir devagar é bom, certo? Ele passou a mão sobre sua bochecha. — Não, está certa. Contar que estou com você provavelmente não será fácil. — a puxou para um abraço apertado e ela descansou a cabeça em seu peito. — Vamos dizer-lhes, eventualmente, no entanto. Sem chance de manter em segredo que é a minha garota. E agora estava toda quente e feminina sobre o fato de London pensar nela como sua garota. Agora tudo o que precisava se preocupar era como diria às duas pessoas mais importantes na sua vida que estava com London.


Capítulo Seis Sunny observava Daria sobre seu smoothie.3 — Age como se tivesse lhe dito que o mundo vai acabar. Os olhos violetas de Daria estavam arregalados a encarando. — É quase isso. Sunny sacudiu a cabeça, exasperada com a resposta de Daria. Passaram apenas alguns dias desde que ela e London concordaram que veriam um ao outro e Daria foi a primeira e única pessoa para quem contou. Sua melhor amiga de mais de dez anos sabia tudo sobre o circuito de luta e até mesmo seu irmão mais velho Trevor ia às instalações de vez em quando para treinar. — Só não entendo como isso aconteceu. Quer dizer, quantas vezes me disse que nunca se envolveria com um lutador porque sabia da vida agitada, barulhenta e selvagem que levavam? Sim, falei isso mais vezes do que queria admitir, mas London era diferente. — Quantas vezes te disse que realmente queria London? Daria a olhou como se tivesse duas cabeças. — Sunny, ele é um dos piores. Quer dizer, não quero nem saber com quantas mulheres dormiu e sabe que todas aquelas são provavelmente as que freqüentam as lutas, por isso são 3

Bebida feita de suco de frutas, sorvete e iogurte.


vagabundas. Além disso, acho que pode fazer melhor. Deveria ir atrás de um daqueles nerds que freqüentam a biblioteca. Aposto que têm grandes salsichas. Sunny revirou os olhos, mas não podia deixar de ficar corada, quando Daria começou a falar de coisas grandes. — Oh. Meu. Deus! London é dos grandes, não é? — Sunny disse-lhe para ficar quieta. — Desculpe, desculpe, mas comece a falar, garota. Quero todos os detalhes sórdidos e imundos. — Primeiro Daria lhe dizia para se cuidar com London e que podia fazer melhor e agora queria saber sobre ele? Nunca entenderia sua amiga. — Não falarei sobre isso com você agora. Daria bufou e recostou-se na cadeira. — Está certa. Não sei se quero ouvir isso de qualquer maneira. — Daria sorriu, e fez o seu comentário anterior parecer uma grande mentira. — Escute, não posso pensar nele e outras garotas ou o que fez antes de nos tornarmos... tudo o que somos. — Não que passaram muito tempo juntos após a brincadeira sexual na despensa, mas ainda o viu na academia todos os dias, observou-o trabalhar com os outros caras e se apaixonou por ele ainda mais. Era estranho, desde que se manteve à distância por tanto tempo. Mas quando todo o muro que ergueu entre si quebrou, tudo mudou. — Certo, tudo bem. Não trarei isso à tona novamente, mas como seu pai reagiu? — a expressão no rosto de Sunny deve ter sido resposta suficiente, porque Daria franziu a testa e disse — Isso é ruim, hein?


— Bem, não, ele está bem, mas pode ser porque não lhe disse nada ainda. — Daria cuspiu em sua bebida e limpou a boca. — O que? Por que não? — Sunny arqueou uma sobrancelha. — Bem, tudo bem. Posso entender o porquê, mas sabe que o seu pai e Mack enlouquecerão. Quanto mais tempo esconder isso deles, será pior. Sim, sabia e era por isso que estava relutante em dizer qualquer coisa. No início, era a necessidade de ter tempo quando contasse que queria estar com London, mas a cada dia que passava, começou realmente a se preocupar que ficariam muito chateados por isso. Não importava que fosse adulta. — No começo não queria falar nada, porque sei que ficariam chateados que não 'acatei suas palavras de cautela’. — Sunny deu de ombros. — Não posso dizer que queria estar no seu lugar se pudesse, mas posso dizer que não deve demorar muito. Sim, passou apenas alguns dias, mas só os deixará mais chateados que não contou nada sobre tudo isso. — Daria estava certa. — As senhoritas não precisam de mais nada? — a garçonete se aproximou da mesa e sorriu calorosamente. — Eu não. Daria? — Sunny olhou para a amiga. Daria sacudiu a cabeça — Apenas a conta, por favor. — A garçonete balançou a cabeça e colocou o pequeno pedaço de papel sobre a mesa antes de sair. Daria estava certa. Precisava


dizer a seu pai e Mack e explicar que era uma adulta e se isso era um erro, então era dela para fazer o que quisesse.

— Dá-me mais vinte, London. — Harlond levantou as mãos, as luvas de proteção que usava desviando cada golpe de London. Ele trabalhava desde as seis da manhã e já era meio-dia. Tinha energia suficiente para ir mais quatro horas, mas mais de 8 horas em um dia era muita pressão sobre o corpo. Deu um soco na luva do Harlond e apoiou as mãos nos joelhos. O suor escorria pelo seu peito e colocaram uma garrafa de água na frente de seu rosto. Olhou para cima e viu Mack ao seu lado, o cara tão suado do seu próprio treino. London agradeceu e deu um grande gole do líquido frio. Se levantou e olhou entre Harlond e Mack. Os dois falavam sobre uma próxima luta que Mack participaria, mas tudo o que London pensava era no que fariam se lhes dissesse que se preocupava com Sunny e estava com ela. Não conseguia parar de pensar nela ou sobre o que compartilharam na despensa. A próxima vez que a tomasse seria em sua cama, com as luzes acesas para que pudesse ver cada centímetro glorioso de seu corpo curvilíneo. Ela era muito boa, melhor do que qualquer coisa que já sentiu. Merda, estava ficando duro na frente das duas pessoas que arrancariam suas bolas se soubessem por que estava duro.


— Ei, está com a gente, cara? — a voz de Mack o trouxe de volta ao presente e piscou. — Sim, estou, por quê? — Sua pele apertou e sabia que Sunny acabara de entrar. O fato de que tinha essa reação física a ela quando estava perto devia assustá-lo, mas na verdade o fez se sentir muito, muito bem. Olhou para o lado, viu-a mexer no seu iPod, mas depois de apenas um segundo, ela levantou a cabeça e olhou em sua direção. Sim, ela também sentiu isso, o que fez sentir um pouco confuso por dentro. Seus olhos se encontraram e um pequeno sorriso curvou em sua boca, que por sua vez o fez sorrir também. Só se viam no centro, mas enviavam mensagens e se falavam todos os dias. No entanto não era o suficiente para ele e precisava corrigir isso, porque ela era como sua droga e, agora que a provou, estava faminto por mais. O sentimento de ser observado o fez sentir punhais nele e fez London quebrando o contato visual com ela e olhar para Mack. O lutador estava com sua atenção sobre Sunny e lentamente virou a cabeça para London. Mack o olhou por um longo segundo e não precisava ser um gênio para perceber que o russo sabia o que acontecia. Harlond falava com outro lutador, e, felizmente, não percebeu o que acontecia. London limpou a garganta, porque, embora um confronto aconteceria, não seria agora. Antes que qualquer um falasse alguma coisa, Harlond voltou sua atenção para ambos e começou a falar. — Com a luta se aproximando, preciso que todos fiquem focados e parem com essa besteira.


London tirou os olhos de Mack e olhou para Harlond. — Besteira? — Você e alguns dos outros caras ficando bêbados, mesmo quando não estão treinando para uma luta. Não posso ter os meus melhores lutadores de ressaca. Fui claro? Não podia discutir, porque sabia que era melhor ficar calado. Podia ganhar a sua vida lutando no circuito subterrâneo, mas Harlond estava certo. Merda, se não estivesse bêbado a algumas noites atrás na casa de Taylor, será que teria coragem de ir atrás de Sunny? Olhou para ela novamente. Ela malhava na esteira, mais uma vez. Deus, com certeza iria num piscar de olhos, porque tê-la tão perto naquela noite não foi como nada que sentiu alguma vez. — Você me entendeu, London? — a voz de Harlond era severa e aguda como o estalo de um chicote. — Sim, entendi. Isso não acontecerá novamente. — Essa resposta pareceu satisfazer seu treinador. Deu um aceno com a cabeça e após outro olhar duro de Mack, os dois foram para o ringue. Precisava fazer uma pausa e agora era um bom momento. Olhou para Sunny mais uma vez e forçou-se a ir para o vestiário. Abriu a porta e foi até seu armário. Depois de pegar o celular e ver que tinha uma mensagem de Ross, a visualizou. Ross: Ligue-me. Tenho informações sobre O Leão. London discou o número de Ross e depois de apenas dois toques, atendeu.


— Oi. — Ross não perdeu tempo. — Tenho notícias sobre o encontro com o Leão se ainda estiver de pé. — Sempre que eles se comunicavam por telefone, nunca falavam abertamente sobre a luta. Quem sabia quem os escutaria. — Tenho uma data e um valor, mas podemos falar sobre isso em pessoa. Se estiver interessado, o valor é insano. Parece que um monte de gente acha que o Leão será vitorioso. Se estiver interessado podemos nos encontrar no Den, acertar os detalhes e definir tudo. London apoiou os cotovelos nas coxas e inclinou-se para frente. Mesmo depois de treinar durante seis horas seguidas ainda estava espremido. Ele teria achado engraçado que todo mundo achava que este Leão venceria. Ao longo dos últimos dias viu alguns dos vídeos de lutas subterrâneas do cara. Não havia dúvida de que era uma máquina, mas era um amador total na gaiola. Claramente um daqueles caras que veio da rua e pensava que podia chutar o seu traseiro. Também era arrogante, deixando a multidão em um frenesi mais do que se concentrava em seu adversário. London não era arrogante por qualquer trecho da imaginação, mas não duvidava de que venceria o imbecil. Vivia para esta merda, treinava com suor e sangue e era diligente. Não conseguiu o título de invicto por nada. Colocava tudo o que tinha em uma luta, sua raiva, frustração, paixão e energia em cada disputa. — Sim, parece bom. — Após a confirmação de mais algumas coisas, desligou e abaixou a cabeça entre os ombros. O suor em seu corpo começou a secar e poderia tomar um banho, mas ainda estava muito ligado. Precisava de mais


algumas horas e então poderia se limpar. O som da porta abrindo o fez levantar a cabeça. Esperava ver Mack de pé, porque um confronto viria, mas ficou surpreso ao ver Sunny lá. — Oi. — Seu sorriso era tímido. Estiveram juntos da maneira mais íntima que um casal podia estar, mas ainda ficava tímida com ele. Era muito bonito. — Oi, baby. — Suas bochechas ficaram vermelhas e ele não podia deixar de sentir prazer no fato que sua garota reagia a ele tão completamente. — Sinto como se realmente não a vi. — Vê-la no centro de treinamento e falar com ela pelo telefone não eram a mesma coisa. Ele se levantou e estendeu a mão para segurar na sua. Ele a puxou para ele e uniu seus peitos para que sentisse cada uma de suas curvas. London olhou para baixo, viu as ondas generosas subindo sobre a parte superior do elástico seu top e seu pau endureceu. Quando apertou o seu eixo em sua barriga, seus olhos se arregalaram e os lábios estavam entreabertos. Não podia evitar, não conseguia parar a si mesmo e não tinha intenção de não beijá-la. Inclinando-se e reivindicando seus lábios, London gemeu profundamente pelo seu gosto. Era doce e ligeiramente salgado. Era um duplo sabor que o ligava à enésima potência e queria muito mais dela. Podia ser apenas um beijo, mas quando chegou à sua boca e língua, era muito mais. Girou, apertou-a contra os armários com força suficiente para que o som vibrasse na sala e tomou posse de seus seios. Seu gemido de resposta o fez sentir-se mais corajoso. Merda, Mack ou qualquer um dos caras


poderia entrar por aquela porta e ver o que fazia, mas no momento não se importava. — London, e se alguém entrar? — seus olhos estavam fechados, a cabeça contra os armários e uma aparência de êxtase puro cobrindo suas feições delicadas. O poder surgiu dentro dele. Era o único que exercia esse poder sobre ela, para deixá-la tão carente que abria e fechava as mãos em seus bíceps. Depois de beijá-la como se fosse um homem possuído, arrastou a boca para o lado de sua mandíbula e sua garganta. London não podia deixar de esfregar a cabeça na curva de seu pescoço. Ela tinha um cheiro tão bom e sua pele era suave e doce, nunca conseguia o suficiente. Sim, tinha uma coisa por essa parte específica do seu corpo e não fazia sentido, mas tinha porque era realmente muito bom. Parecia que seus quadris tinham uma mente própria, porque não conseguia parar de pressionar contra ela. Porra, gozaria em seu shorts, se não parasse. Antes que fizesse isso ou que desse um passo mais longe, o som da porta do vestiário batendo contra a parede o fez levantar a cabeça e olhar diretamente para o rosto enfurecido de Mack. Afastando-se de Sunny e empurrando-a para trás, sentiu sua excitação tomar um banho de água fria quando a sua ira se levantou. — Deus — disse Sunny suavemente e descansou a cabeça em suas costas. Sabia que isso era difícil para ela, mas de jeito nenhum deixaria Mack fazê-la sentir como se não devesse estar com ele. Poderia ter ficado com um monte de mulheres e poderia lutar ilegalmente para pagar suas


contas, mas se importava com ela como nunca se preocupou com ninguém. — Porra, sabia disso, mas pensei que fosse mais esperto do que isso, London. — a voz de Mack era um grunhido rouco e deu um passo mais perto. London ficou tenso, sentiu os músculos se contraírem e sabia que se viesse para cima dele, não teria nenhum problema em lutar com o grande filho da puta. — Mack, por favor. — disse Sunny atrás de London e quando tentou mover-se ao redor dele, segurou-a no lugar com uma mão no quadril. — Sunny, te advertimos inúmeras vezes que se envolver com um lutador era apenas uma armadilha para o desastre. — Mack a olhou e seu rosto se suavizou, o que apenas chateou London ainda mais. — Não olhe para ela com pena, porra. Na verdade, não olhe para ela de qualquer maneira, porra. — London parecia um animal selvagem territorial apostando sua reivindicação, e mesmo que Mack não fosse uma ameaça no sentido sexual à sua garota, ainda não gostou do idiota estar tão perto dela. Mack olhou na direção de London e franziu os lábios, mas antes que pudesse soltasse um monte de besteira, London disse — Eu me importo com ela e não há nada que diga que mudará isso. — Sim, podia ter vivido de maneira imprudente, mas droga, as pessoas não podiam mudar? Não que Mack fosse um santo e era quase como um tapa na cara que o pensamento do russo fosse tão baixo sobre ele. London viu


Mack com inúmeras mulheres, a maioria dos quais conheceu na mesma noite que levou para casa. — Porra, lhe disse para ficar longe, que estar com ela lhe traria uma série de problemas. — Podia ver que Mack ficava mais irritado a cada minuto. —Você só pensa com a porra do seu pau e não na dor que pode causar quando fode qualquer coisa. Para ser honesto, não me importo com o que faz, mas está transando com alguém que me importo muito e não deixarei isso pra lá, London. Agora foi a vez de London sentir a sua raiva aumentar. — Cuidado com a boca, Mack. Não me importo com sua opinião e de maneira alguma comparará Sunny com uma Caçadora. — as narinas de Mack queimavam e London sabia que isso ficaria feio, mas não se importava e não deixaria ninguém atrapalhá-lo ficar com Sunny. — Não negarei que deveria ter contado a Harlond, mas para ser honesto, não é da conta de ninguém, além da nossa própria. Também sabíamos o que aconteceria assim que descobrissem e nos desculpem por querermos um pouco de paz antes que isso acontecesse. Sunny se afastou dele, mas fez questão de mantê-la perto de seu lado. — Mack, não tínhamos a intenção de perturbar ou enganar ninguém, mas olha como reagiu. — Mack a olhou com uma infinidade de emoções em seu rosto, mas depois de um longo momento, respirou bruscamente e passou a mão pelo cabelo.


— Querida, tem que saber que esta é uma má idéia. Seu pai e eu lhe dissemos como é ruim se envolver com um cara que luta. Não nos referíamos apenas a London, mas todos os lutadores. A maioria deles tem casos aleatórios todas as noites. — encarou London. Tentou manter a calma, mas ficava muito farto desta merda. — Ouça, vim atrás de você. Seu pai quer falar contigo. — a olhou novamente e depois para London. — E mesmo que pensasse que algo acontecia entre você e London, realmente não achei que você fosse lá. Mack começou a andar de um lado para outro e London estendeu a mão e puxou-a para o seu lado. — Basta ver o que seu pai quer, Sunny. — parou e sorriu, mas London podia ver que era forçado. Ela virou-se em seus braços e o olhou. — Está tudo bem, baby. Não chutaremos o traseiro um do outro. — Não parecia convencida, mas não a culpava. — Continue. Irei vê-la antes de deixar o centro. — Ela parecia que argumentaria, mas com relutância balançou a cabeça e foi em direção à Mack. London ficou parado e cerrou os dentes quando Mack passou a mão em suas costas enquanto ela passou. Não foi nada de sexual, mas chateou London. — Por favor, não lutem. — olhou entre eles e fixou seu olhar em Mack. — Quer dizer, realmente me preocupo com ele, Mack. — A mandíbula do russo cerrou e um músculo tremeu sob a carne. Depois de um momento prolongado de um olhando para o outro, finalmente concordou. — Ok, menina Sunny. Sem


brigas. Prometo. — olhou para London e ele assentiu com a cabeça. — Realmente baby. Tudo ficará bem. Falaremos daqui a pouco. — ela sorriu e visivelmente viu a tensão deixá-la. Deixou-os sozinhos no vestiário e olharam um para o outro. Ficou claro que Mack queria sangue, assim como London, mas ambos prometeram-na que se comportariam e London não quebraria essa promessa. O som de sua respiração era alto e, finalmente, Mack quebrou esse silêncio. — Espero que saiba o que faz. — se aproximou de London, mas de maneira nenhuma recuaria. — Sim, eu sei. Mack fez um som baixo em sua garganta. — É melhor, porque se machucá-la, virei atrás de você e te baterei até que não possa andar. Um monte de coisas estava na ponta da língua de London, aquelas em que mandaria o russo se foder e outras onde diria para encontrá-lo em um beco depois para que resolvessem isso. — Não me ameace, Mack. Basta lembrar que o derrubei no ringue outro dia e posso fazê-lo novamente. — olhou para ele, mas não disse mais nada. — Meu relacionamento com Sunny não diz respeito a você ou a qualquer outra pessoa. — Mais uma vez um sustentou o olhar do outro. London não recuaria e mesmo se não terminasse isso agora, sempre faria outra vez. Mack apontou o dedo na sua direção. — Se machucá-la, irei atrás de você.


Sem perder o ritmo, London disse — Se eu a machucar, me machucarei muito mais do que qualquer coisa que fizesse. Mack sorriu. — Duvido. — Com isso, virou e saiu. London deu um murro no armário, uma e outra vez. Quando se acalmou, abaixou a mão ensangüentada e baixou a cabeça. — Merda. Precisava de uma luta, de preferência, ilegal. Pegou seu telefone e ligou para Ross. Mais uma vez ele atendeu no segundo toque. — Preciso de uma luta esta noite. Uma suja. — Ross riu e marcou uma hora e local. Precisava exterminar esta energia extra e só conseguiria através de uma outra hemorragia na cara. Saiu do ginásio e imediatamente viu Sunny vindo em sua direção. Sua expressão era de preocupação e desejava que não fosse o único a colocá-la em seu rosto bonito. — Oi. — parou a sua frente e a apreensão era evidente em sua voz. — Olá, baby. Está tudo bem. — levantou a cabeça e viu Mack ao lado de Harlond, ambos olhando para ele. — Contou a seu pai? — Ele parecia com um humor irritadiço, resmungando coisa para si mesmo sobre lutas e pensei que provavelmente não era o melhor momento. — não queria dizer-lhe que não haveria um melhor momento para contar a Harlond. Ele ficaria seriamente chateado, não importasse o quê.


— Está tudo bem, baby. Deveria dizer-lhe de qualquer maneira. Poderia muito bem ir lá e segurar a coisa toda. — Seria mais do que um ataque verbal. Droga, Harlond poderia até dar um soco nele. — Faremos isso juntos. — balançou a cabeça e sorriu para ela. — Ele ficará chateado comigo, baby, não com você. — ela mordeu o lábio inferior, seus retos dentes brancos na carne rosada com preocupação. — Ficará tudo bem, Sunny. Ela assentiu com a cabeça. — Eu sei, é apenas essa coisa toda com Mack e meu pai que é ridícula. Sinto-me como uma criança quando se trata deles. — Começou a substituir a raiva por desconfiança e não pôde deixar de sorrir. — Não sou mais uma criança e o fato de me tratarem como uma espécie de boneca quebrável é cansativo. — Estão apenas preocupados com você e não posso culpá-los. — desde que Sunny entrou em sua vida, se sentia péssimo pela vida que levava. Ela era tão boa e saudável e comparada a ele, era uma santa. — Eu sei e os amo por isso, mas não vou deixá-los atrapalhar. Queria você à muito tempo, London. — Cristo, podia ter acabado de se apaixonar pela ferocidade com que disse isso. — E eu a queria há muito tempo também. Não os deixarei atrapalhar isso, baby. Quer dizer, contanto que não se importe que eu pareça ter sido atropelado por um caminhão, ficaremos bem. — Porque não havia nenhuma dúvida em sua mente, teria algumas contusões e talvez até


um osso ou dois quebrados uma vez que isto tudo fosse dito e feito. Ele queria beijá-la muito, mas mesmo que não se importasse com o que dissessem sobre seu relacionamento com Sunny, não seria desrespeitoso na casa de Harlond. Precisavam conversar e precisava deixar o velho saber que se preocupava com sua filha e que ela não era apenas mais uma para ele.


Capítulo Sete Sunny viu London caminhar até seu pai e ambos desapareceram em um dos quartos médicos. Realmente queria esperar para contar a seu pai sobre estar com London, mas depois que Mack os pegou quase tendo relações sexuais, sabia que queria que ouvisse dela e não de Mack ou através de boatos. Só esperava que London Stein não fosse um erro, porque Mack estaria certo e não sabia se seu coração curaria depois de algo assim. Importava-se com London e essas emoções aumentavam a cada minuto até que se afogou nelas. Vendo esse lado mais suave dele, aquele em que a olhou com adoração e disse-lhe coisas doces que nunca o imaginou dizendo, fez Sunny perceber que havia muito mais em London do que os que estavam à sua volta viam. Olhava para a porta que entraram quando um toque em seu ombro a fez virar. Mack estava atrás dela com uma careta no rosto. —

Podemos

conversar?

Bem,

sabia

que

isso

aconteceria, então podia muito bem acabar com isso. Assentiu com a cabeça e ele inclinou a cabeça para os vestiários novamente. Sunny o seguiu e assim que entraram, ele virou e a olhou e houve um momento de silêncio. — Basta falar, Mack, para que passemos por isto. — sua carranca se aprofundou.


— O que pensa que faz com London? — soou como seu pai e ela fez uma careta. — Pare por aí. — levantou a mão. — Eu te amo como meu irmão, Mack, mas não é meu pai, então pare de agir como ele. — Ele não respondeu, e de repente se sentiu tão exausta de tudo isso. Soltou um suspiro e se inclinou na parede. — Ok, escute, sei que está chateado e te amo por se preocupar comigo. — abriu a boca para dizer algo, mas ela levantou a mão para detê-lo. — Não quero ouvir sobre o que London fez antes, decidimos tentar. Ninguém é perfeito e acusá-lo em coisas que sei que também fez é muito hipócrita. — Sim, mas não tento entrar em sua calça, menina Sunny. — Sou uma mulher adulta, posso decidir como quero viver minha vida e saber quais são as conseqüências para essas decisões. — Sunny, só não queremos que se machuque. — Posso me lembrar de você e papai sempre me dizendo para não me envolver com um lutador, que são muito rudes e duros para mim, mas se enquadram nessa categoria e acho que é um homem surpreendente. Você dorme com várias mulheres tanto quanto os outros e sei o que luta nesses eventos subterrâneos. — Um flash de surpresa atravessou seu rosto. — Não finja surpresa. Os caras falam por aqui e eles têm bocas grandes. Também não sou estúpida, Mack. — Sunny, não acho que isso tenha algo a ver com o assunto.


— Também não sou uma flor delicada. Posso não concordar que faça isso, mas nunca pensaria de forma diferente sobre você por causa disso, Mack e você também não deveria. — esfregou os olhos, sentindo-se tão exausta de repente. — Sei que está preocupado comigo, mas por favor, deixe-me descobrir por mim mesma se esta é uma idéia boa ou ruim, ok? — Mack levou um longo tempo para responder, mas

quando

exalou

profundamente

e

sorriu

quase

relutantemente, sabia que o conquistou, por agora, pelo menos. Ele a puxou para um abraço e descansou o queixo no topo de sua cabeça. — Sei que cresceu e não quero ser seu pai, mas é como minha irmã e te amo. Só não quero vê-la magoada se isso se tornar um felizes para sempre. — se afastou e inclinou-se para beijá-la na testa. — Basta ter cuidado e se ele te magoar, me diga que chutarei a bunda dele. — deu um sorriso torto e não podia deixar de rir. Sabia que falava sério, apesar de sua atual atitude descontraída. — Tudo bem, mas, por favor, não saia por aí agindo diferente com ele. Foi minha idéia manter isso em segredo. — Quer dizer, não posso prometer que ele não acabará no meu punho um dia. — bateu-lhe no peito e foi como bater em uma parede de tijolos. — Pare com isso. — Não houve calor por trás de suas palavras, porque sabia que Mack não entraria em uma briga com London, não depois que prometeu que não iria. Também sabia que o mesmo servia para London. Um lutador pode ser


duro e implacável, mas também eram leais além da crença e tinham corações de ouro. Não dariam crédito suficiente um ao outro e, mesmo que falasse até cansar, não dariam o braço a torcer. Deixou o vestiário e caminhou para onde deixou sua bolsa antes de tudo acontecer. O som de seu telefone vibrando com uma mensagem a fez abri-la e lê-la. London: Desculpe por ir embora, baby. Tenho algo a fazer, mas ligarei esta noite. Será tarde. OK? Esperava vê-lo depois que falou com seu pai e se realmente contou-lhe sobre os dois. Falando de seu pai, não pareceu estar por perto de qualquer lugar. Digitou uma resposta rápida dizendo-lhe que estava tudo bem e guardou seu telefone novamente na bolsa. Procurando no ginásio, não havia nenhum sinal de Harlond. — Ele foi para o centro de distribuição. Provavelmente sumirá por algumas horas. — Tyler limpou o suor de seu rosto e a olhou. — Ele parecia chateado quando saiu? — Tyler parecia pensar sobre isso. — Quer dizer mais do que geralmente é em um determinado dia? — sorriu de forma ampla e sacudiu a cabeça. — Parecia que tinha um bicho no rabo, mas isso é o normal para Harlond. — bagunçou seu cabelo antes de ir até os sacos de pancada. Sunny queria falar com ele, para ver como os seus pensamentos estavam depois que London lhe disse sobre seu relacionamento, mas é evidente que não tornaria isso fácil.


Bem, não conseguiria esconder por muito tempo desde que viviam juntos. Balançando a cabeça, porque tudo o que podia fazer era esperar, decidiu que uma longa e dura corrida a ajudaria a clarear a mente, mesmo que não resolvesse seu problema imediato. Mas antes que chegasse em uma esteira, ouviu seu telefone vibrar mais uma vez. Daria: Garota, não faça planos para esta noite. Quer ir em algum lugar excitante? Sunny: Ótimo. Já imagino onde pensa em me levar. Daria: Não seja uma chata. Será divertido. Prometo. Sunny: Apenas diga-me agora para que possa me preparar. Daria: Duas palavras: Homem. Doce. Sunny gemeu quando releu a mensagem de Daria. Sunny: É melhor não haver outra festa de espuma com salsichas em meu rosto. Daria: Ei, isso foi divertido. Ligarei mais tarde. Daria trouxe um novo significado para a palavra saída — era divertida, mas havia momentos em que Sunny apenas gostaria de ficar em casa, especialmente quando Daria pensava que era divertido levá-la para uma festa de espuma, aquela em que todos no clube que eram muito bonitos, ficavam em um mar de bolhas. Sunny viu mais salsichas do que pensava humanamente possível em um período de duas horas. E era um dos momentos mais domésticos. Também teve o clube de strip uma noite, uma onde os homens usavam


tangas temáticas de elefante e balançaram os troncos na cara dela. Daria era imaginativa, isso era claro, o que significava que Sunny teria que estar em alerta, pois de jeito algum teria uma dança surpresa com bolas em seu colo novamente.

Daria decidiu não contar a Sunny aonde iriam pois seria uma ótima ideia. Sunny pensaria que seria uma missão suicida. Após oito anos, conhecia um pouco de Sunny e agora iriam para a parte industrial de Absinto. Era quase uma hora de distância e, quanto mais dirigiram, mais Sunny pensava que era uma ideia muito ruim. — Não é outra festa de espuma ou clube de strip, né? — Os edifícios e o rio que corria paralelo e separava Absinto de Haralston veio à tona. — Disse que é algo muito diferente. — Defina diferente. — Sunny olhou pela janela e viu um grande edifício com janelas fechadas. — Pense em grandes caras suados, batendo uns nos outros. — Daria entrou com o carro no que parecia ser um túnel

de

estacionamento

carregamento

na

frente

cheio de

um

para

uma

edifício

de

doca

de

aparência


assustadora. Virou e olhou para Daria quando finalmente parou. — Você me trouxe para uma luta no subsolo? — O rosto de Daria se iluminou e balançou a cabeça furiosamente. — Vejo caras que lutam o dia inteiro. Por que iria querer vê-los em um lugar que provavelmente está cheio de estupradores e assassinos? Daria revirou os olhos e pegou sua bolsa. — Está sendo dramática. Em primeiro lugar, é totalmente seguro. Olhe. — apontou para o pára-brisa e Sunny seguiu a linha de seu braço e viu um homem cheio de cicatrizes que estava parado na

porta

enferrujada.

As luzes

acima

delas piscaram

ameaçadoramente e era tão fraca que não notou inicialmente. — têm guardas em todo este lugar, fazendo com que as pessoas fiquem na linha. Fui a um desses com Sandra. — O que? Quando? Daria deu de ombros. — Há um mês quando passou as férias de fim de semana com seu pai. De qualquer forma, foi intenso. Os caras não são como nada que já vi antes. E a melhor parte é que são tão violentos, tão masculinos, que sua calcinha ficará tão molhada que não será capaz de andar direito o resto da noite. — Eca. Por que não me contou que foi em uma dessas lutas com Sandra? — Porque reclamaria o tempo todo, dizendo que era perigoso e daria o sermão de uma mãe.


— Não faria. — Sunny olhou para a pequena porta. — Sou do tipo insensível a caras lutando, Daria. Não acho que terá o mesmo efeito em mim como teve em você. — Alguns caras treinaram no centro, especificamente para estas lutas subterrâneas. — Sunny, terá um efeito diferente em você. — Daria saiu e Sunny a seguiu rapidamente. Estava apreensiva e seria o suficiente para voltar para o carro e sair de lá, mas Daria era uma doida por risco e a puxava para frente. Quando olhou por cima do ombro e viu Sunny atrasada, ela parou, foi rapidamente em sua direção, agarrou sua mão e a puxou. Foram para a porta arranhada e pararam na frente do leão de chácara. Ele as olhou, mas não fez nenhum movimento para deixá-las entrar. — Honey nos deu isso. — Daria soltou a mão de Sunny e enfiou a mão na bolsa. Tirou pedaços de papel do tamanho de um cartão postal. O segurança olhou para os cartões, olhou-os mais uma vez e depois saiu e abriu a porta. Daria sorriu por cima do ombro e agarrou sua mão novamente, levando-a para dentro. O fedor de decadência e mofo do velho edifício encheu as narinas de Sunny e ela cobriu o nariz e a boca com uma mão. — Meu Deus, quem morreu aqui? — A iluminação era sombria na melhor das hipóteses e Sunny estava feliz que usava calça jeans e botas ao invés da engrenagem do clube que Daria insistiu que usasse. Agora era sua amiga que manobrava seus saltos pelo lixo que revestia o chão. Sunny sabia pouco sobre lutas subterrâneas, mesmo que alguns caras no centro treinassem para isso. Sabia que os cartões


que Daria deu ao segurança eram para que não pagassem a taxa de cobertura. Também sabia que haveria um monte de pessoas assistindo as lutas e que os caras lutavam sujo, sem equipamento ou proteção. Era como o UFC com mais velocidade e ossos quebrando. — Assim que chegar ao local onde todo mundo está é que se abrirá e não será tão ruim. — Passaram por alguns caras encostados na parede decrépita, fumando cigarros. O som de aplausos se tornou mais alto quanto mais entravam no armazém e assim que subiram um longo lance de escadas e seguiram pelo corredor o salão apareceu. Por um momento Sunny ficou chocada com o que viu. Certamente não era como qualquer luta no UFC que já foi. Uma gaiola estava erguida no centro da sala e havia tantas pessoas amontoadas que o calor era forte o suficiente para derrubar uma pessoa. Os corpos estavam ombro a ombro e o cheiro de suor, álcool e até mesmo sangue era avassalador. — Vamos, quero ficar perto da gaiola. — Daria agarrou sua mão com mais força e foram para frente. Quando a gaiola erguida estava a apenas alguns metros, Sunny soltou a mão de Daria e pegou o celular. Havia uma ligação perdida de seu pai e uma mensagem dele, o que a fez sorrir. A única interação que teve com o pai foi quando se cruzaram enquanto saía para esta noite. Ele parecia com um humor bastante agradável, por isso é provável que London não lhe disse exatamente o que acontecia com eles. Essa parecia ser a explicação mais lógica. Pai: Se cuide e divirta-se com Daria.


Sim, começava a se perguntar exatamente o que London falou com ele, para que não sentasse lá dando sermão sobre suas decisões. Sunny não podia deixar de sorrir para o fato de seu pai enviar-lhe uma mensagem. Ele era a pessoa mais inexperiente em tecnologia que conhecia e levou uma hora para ensinar-lhe como usar um celular. Sunny: Obrigada, pai. Chegarei tarde. Te amo. De jeito nenhum lhe diria que estava em um armazém abandonado, com pelo menos trezentas pessoas dentro, para assistir caras baterem entre si em uma luta sem luvas. — Oh meu Deus, estou tão animada com isso. Este lutador de hoje à noite, Max The Devil Sorrenson. — Daria começou a abanar-se e Sunny não podia deixar de rir de como dramática agia. — o vi quando vim para a luta no mês passado. — Daria tentou olhar por cima das cabeças de todas as pessoas, presumivelmente para encontrar esse cara. — Com certeza, é um colírio para os olhos. — Estão prontos para Max The Devil Sorrenson e o campeão invicto, London? — O locutor disse o nome de London e o coração de Sunny começou a bater acelerado. Puta merda. Quais eram as chances de estar em uma dessas coisas subterrâneas onde London lutava? Olhou para Daria e viu sua amiga a olhando abismada. Encolheu os ombros e ambas olharam para a jaula, a multidão ficando ainda mais selvagem. Os corpos avançaram como uma onda, flexionando e se curvando e ambas precisaram dar um passo a frente para equilibrar-se ou seriam empurradas no chão. Uma


montanha de um homem subiu na gaiola, seu corpo com músculos duros e seu rosto uma máscara de indiferença. As tatuagens que cobriam seus braços eram como as de London, do ombro aos pulsos, mas onde as de London eram coloridas, as desse cara era preto e branco. Em uma forma crescente a partir da clavícula, era uma tatuagem na fonte Old English, escrito Anarchy. Deus, London lutaria contra esse cara? Era como um tanque e parecia que a multidão o odiava, o que a levou a acreditar que não lutava limpo, mesmo sendo uma luta sem regras. A preocupação a dominou quando o locutor chamou o nome de London. A multidão ficou enlouquecida, cantando e gritando. As mulheres gritaram seu nome e Sunny pegou alguns gestos obscenos e palavras das garotas perto delas. — Eca, que bando de putas Caçadoras. — Daria disse alto o suficiente para ser ouvida sobre o ruído, que fez com que as garotas ao seu lado ouvissem e olhassem em sua direção. Daria colocou as mãos na cabeça e fez gesto de pequenos chifres como se dissesse The Devil, que fez Sunny esbravejar. As garotas disseram algo uma para a outra, provavelmente xingando-as, como não havia muito barulho disseram muito baixo para que não pudessem ouvi-las. Sunny e Daria sorriram uma para a outra e voltaram a olhar para frente. London subiu na

gaiola

e tudo o mais

desapareceu ao redor de Sunny. Seu coração batia acelerado e tentou engolir o nó em sua garganta. Sua expressão era de compostura de aço e apatia. Ele não se parecia com o homem que a tocou tão apaixonadamente no vestiário ou que a


prendeu quase com ternura. Ele parecia um cara pronto para chutar alguns traseiros. Sentiu um calafrio em sua espinha, porque mesmo que o tenha visto treinar inúmeras vezes, nunca o viu realmente na gaiola. Sentiu umidade entre as coxas e seus mamilos endureceram. A sensação de vê-lo erguido naquela jaula era inebriante. O locutor falou algumas coisas, mas o que ouviu claramente era ‘sem regras’. London e o outro cara foram para frente, seus corpos enormes batendo juntos. Punhos voaram, pernas remexeram e antes que soubesse o que acontecia, estavam lutando no chão. Flashes de tatuagens preta e coloridas, músculos e membros que se deslocam em conjunto e sangue jorrando de bocas e narizes. London deu um soco no rosto do cara uma e outra vez e sua raiva era assustadora. Sunny nunca

viu antes um homem tão

ferozmente com a intenção de suas ações e realmente deu um pequeno passo para trás. Estava excitada e envergonhada pela resposta do seu corpo à violência e agressão que testemunhava. Os dois homens ficaram de pé e agora confrontavam um ao outro. The Devil deu um soco em um dos rins de London, que o fez tropeçar para trás. Seu desejo desapareceu e colocou a mão sobre sua boca. Ele veio atrás de London em pleno vigor e quando viu o punho voltar, à direita, temia que faria algum dano grave para o homem que se preocupava tanto, London estava de pé, como uma máquina. Esquerda, direita. Direita, esquerda. Socou The Devil algumas vezes, que viu os dedos começarem a sangrar e


escorrer nos braços e cair na esteira. Seu adversário caiu no chão e London estava sobre ele, dando soco após soco, brutalmente. Era quase demais para Sunny assistir, mas era como um acidente de trem. Não conseguia desviar o olhar. Com mais um golpe certo no lado da cabeça do cara, London saiu dele, virou a cabeça e cuspiu um bocado de sangue. Sua sobrancelha estava cortada e uma linha de vermelho escorria do seu rosto. Olhou para o cara agora deitado imóvel aos seus pés. A multidão estava enlouquecida gritando o nome do vencedor, mas tudo desapareceu quando London virou e seus olhos se encontraram. Ele não mostrou nenhuma surpresa, mas seus olhos brilharam com uma fome escura. Algo dentro dela derreteu e se inclinou, querendo se aproximar dele. Não importava que o sangue cobria seu peito ou que segurou a vida do homem na palma de suas mãos. London era seu, se revestiu com a masculinidade e força e estremeceu ao olhar em seus olhos, queria dar-se a ele. Ele deu um passo mais perto e ela fez o mesmo. Sunny observou-o sair da jaula e andar em sua direção. Poderia dizer que seu foco estava sobre ela e a surpreendeu que as pessoas realmente abriram espaço. Antes de se aproximar, viu um movimento ao lado e tirou os olhos dele. Uma garota magra de cabelo escuro curto subiu e se jogou em seus braços. Podia ver a irritação no rosto de London com a reação da garota e quando a olhou, a emoção foi substituída por surpresa e então lentamente se transformou em raiva. Os lábios vermelhos da garota se moveram e, em um movimento tão rápido que Sunny sequer percebeu o que acontecia, a


garota beijou London. Tudo acalmou e sua excitação foi sobrepujada pelo ciúme. Nunca se sentiu assim e tudo porque uma Caçadora pensou que marcaria o seu cara? Oh. Droga. Não.


Capítulo Oito Por

apenas

um

segundo

London

ficou

congelado

enquanto a garota o beijava. Seu gosto era de cigarro velho e cerveja azeda. A surpresa ao ver seu rosto, sabendo que era a garota com quem transou depois de uma de suas lutas antes de ficar com Sunny, que achava que era dele, deveria tê-la empurrando-a para longe, mas ele levou um segundo a mais. Segurando seus braços e puxando-a para longe dele, ele correu as costas de seu braço sobre os lábios. — Porra, nunca mais faça isso! — O seu sorriso vacilou e seus olhos se estreitaram. Cruzou os braços sob os seios e olhou para ele. Merda, ela o beijou bem na frente de Sunny. Virou a cabeça para onde sua garota estava, a viu vindo em sua direção com uma expressão feroz no rosto e sabia que um tapa ou dois estava por vir. Havia outra garota com ela, com olhos de cor incomum. Cristo, não iniciou o beijo, mas se uns golpes ajudassem Sunny a se acalmar... Ela parou na frente dele, olhou em seus olhos e então virou e olhou para a morena. Por um minuto inteiro tudo fizeram foi olhar uma para a outra e London estava orgulhoso de que sua pequena lutadora estava de pé firme. — O que foi? — a morena rosnou


— Procure outro cara para foder. Este tem dona. — London não podia conter o sorriso em seu rosto. Bem, a menina Sunny era um pouco possessiva. Amou isso. Sentiuse como um idiota por ser todo ciumento e territorial sobre ela. A morena mostrou os dentes e não podia acreditar que era a mesma garota tímida com quem esteve há menos de duas semanas. Era como uma espécie de animal raivoso agora, estalando e parecendo que Sunny era a única que pisou em cima da linha. — Está louca se pensa que ele fica com uma garota apenas. — Sunny não disse nada e London se aproximou. Passou um braço em volta da cintura e puxou-a de volta contra seu peito. Becky olhou para onde Sunny estava e franziu o nariz. — Basta lembrar que ele tem um monte de bocetas para escolher. Na verdade — pareceu presunçosa para cacete e London sabia o que diria. — Ele me fodeu de verdade há pouco tempo. Me fez gozar mais de uma vez, também. — Sunny ficou rígida em seus braços, mas não se afastou. — Dá o fora daqui e não venha até mim novamente. — Sua voz era um aviso, mas queria que soubesse que ela fodeu com sua vida e que não ficaria por isso. — Saia daqui. Talvez encontre um cara para te foder em um local sujo. — Sunny ouviu isso muito bem. Foi assim que fodeu a morena e ficou com vergonha desse fato.


A menina sorriu, mas não era um de alegria e fez seu rosto se contorcer em algum tipo de máscara comprimida. — Não diga que não foi avisada. Homens como ele tendem a desviar-se. — Com isso, virou e saiu. Por um longo momento Sunny olhou para onde Becky desapareceu e então lentamente virou e o olhou. Esperava que a raiva e o ciúme fossem as principais emoções e quando ela sorriu para ele, estava um pouco estupefato. — Não está chateada sobre o que ela disse? — passou a mão sobre seu cabelo e respirou. Queria ficar sozinho com ela e conversar sobre isso, não cercado por um bando de bêbados gritando que queriam ver mais combates. Ela encolheu os ombros. — Não vou dizer que não sou ciumenta, porque isso seria uma mentira. — olhou para baixo, mas não queria que ela escondesse seus sentimentos, então levantou sua cabeça com o polegar sob o queixo. — Como posso ficar chateada com o que ela disse quando isso foi antes de ficarmos juntos? — Merda, ganhou na loteria quando ficou com ela. — Além disso, conheço uma Caçadora quando vejo uma e posso dizer quando uma garota é um pouco demente e pensa que é mais do que é. Não era realmente uma ameaça. Embora precisava que soubesse que não sou uma namorada calma quando se trata de você. Ele balançou a cabeça e sorriu. — Droga, Sunny! Acho que posso me casar com você agora.


Ela riu e o empurrou. — Engraçado. — seu sarcasmo era tangível e começou a rir. — Baby, vamos sair logo daqui. — andaram em direção à parte de trás do armazém, segurando firmemente a sua mão, certificando-se que ficasse a seu lado. Algumas pessoas se aproximaram, tentando conversar sobre a luta, mas apenas queria recolher seus ganhos e dar o fora com Sunny. Ross inclinou-se na parede, falando com um monte de caras que se achavam o máximo usando óculos escuros dentro do armazém à noite. Ross viu a abordagem e afastando-se da parede, colocou a mão no bolso do casaco. — Boa luta, homem. — entregou a London o envelope padrão e olhou para Sunny. London se moveu para que ela ficasse atrás dele. Podia gostar de Ross e confiar nele para uma luta, mas não significava que queria Sunny perto dele. Realmente, sequer a queria nessas lutas subterrâneas e se perguntava por que estava aqui e como o descobriu. Os espectadores nestas lutas podiam ficar loucos, especialmente se as coisas não saíssem bem, mas sabia que mesmo se pedisse para não vir mais, isso não resolveria com ela. — Obrigado. — pegou o envelope e a sua mochila que normalmente mantinha com Ross. Guardando o envelope, inclinou o queixo para Ross. Ele virou a cabeça, parando pouco antes de chocar com outro cara. Soube imediatamente quem estava à sua frente e o corpo de London ficou tenso. Certificando-se que Sunny estivesse bem atrás dele, manteve sua expressão neutra enquanto olhava para o rosto do cara com quem lutaria em apenas alguns dias. O Leão era tão


grande e alto como London, mas usava uma máscara de arrogância. — Algum problema? — por vários longos segundos o filho da puta não disse nada. Se pensava que intimidaria London, não o observou tanto quanto Ross transparecia. — Não, cara. Apenas verificando em quem baterei. — sorriu, mas London ainda mantinha sua expressão estóica. Quando não respondeu, o filho da puta estreitou os olhos e franziu os lábios. — Vai se mover ou precisarei movê-lo? — Ei, cara, acalme-se. — Ross se aproximou e puxou London. — Guarde-o para a gaiola. Depois de um momento prolongado London suspirou, apertou a mão de Sunny e abriu caminho. Sua amiga estava logo atrás e não parava de olhar para trás para ter certeza de que ambas não estavam se perderiam na multidão. Sua raiva e aborrecimento sobre aquele idiota o confrontando, tentando obter uma reação dele, fez o seu sangue ferver. Assim que estavam do lado de fora com a brisa fresca, secando algum suor que alinhou a sua carne, uma pouco de sua agressão diminuiu. — Oi. — Sunny puxou seu braço até que virou e a olhou. — Você está bem? — a sua expressão preocupada fez o resto da sua ira dissipar lentamente. Ninguém nunca se preocupou assim com ele, perguntando se estava bem ou o acalmou quando estava irritado. — Estou bem, baby. — sorriu, tentando tranqüilizá-la.


— Ok. — Ela não parecia convencida, mas não o pressionou. — Oh, essa é Daria, uma grande amiga minha. — Olhou para ela, sabendo que parecia familiar, mas não era realmente capaz de lembrar. Os seus olhos, por si só, deveriam fazê-lo saber quem era, uma vez que eram diferentes de tudo o que já viu. Tinha que ser lente de contato. — Cara, não olhe assim para os meus olhos. É rude. — sorriu e ele se desculpou por seu próprio sorriso. Ela encolheu os ombros. — Estou acostumada a pessoas olhando e não, não são lentes de contatos. — ele assentiu. — Então, acho que pegará uma carona para casa com ele? — Daria olhou para Sunny e a cutucou no ombro, sorrindo. — Não quero te abandonar. Daria deu a Sunny um olhar sem graça. — Garota, vamos lá. — cutucou-a no ombro novamente. Deram um abraço e London virou-se para dar-lhes a privacidade quando ouviu Daria sussurrar algo no ouvido de Sunny. — Prazer em conhecê-lo, London. — Ele virou e sorriu. — Você também. — Cuide de minha menina. — deu-lhe um olhar severo e ele balançou a cabeça, parecendo tão sério. — Sempre. — Sua resposta era suficientemente boa porque ela começou a se afastar. — Deixe-me acompanhá-la até o seu carro. Esta é uma parte ruim da cidade e vocês duas sequer deveriam estar aqui embaixo. — deu a Sunny


um olhar duro, mas pegou sua mão e os três caminharam até o carro de Daria. Depois que as meninas abraçaram-se mais uma vez, Daria partiu. — Acho que gosto dessa garota. Ela é tão protetora com você quanto eu. — passou o braço ao redor do ombro de Sunny e puxou-a para perto. — London? Ele a olhou. — Sim, baby? — Luta assim o tempo todo? — havia um pouco de hesitação em sua voz, mas também viu um lampejo de algo mais. Talvez excitação? Não, não podia ser. Ou podia? Não estava disposto a mentir para ela, mas também não queria assustá-la. — Sim, luto, Sunny. — olhou para baixo e balançou a cabeça. — Sabe que alguns dos rapazes do centro lutam no circuito subterrâneo. — ela assentiu com a cabeça. — Quer dizer, não falamos por razões óbvias. — Eu sei e não é como se não achasse que fizesse coisas assim. É só, que nunca fui a uma dessas lutas e elas são bastante... intensas. — puxou-a em seu peito e deu um beijo em seu pulso direito abaixo da orelha. — Espero que não te incomode muito, mas é como ganho a minha vida. Ela se afastou e olhou para o seu rosto. — Eu sei e não quero que mude. Estou ao redor disto a minha vida toda. Estava surpresa de vê-lo lutar impiedosamente e sem qualquer tipo de proteção. Estou acostumada a ver caras lutando no UFC. Nunca vi nada parecido com o que fez lá,


London. — disse a última parte um pouco sem fôlego e seu pau instantaneamente se tornou duro. Quando a viu do outro lado da jaula, o olhando com seus grandes olhos azuis, não sabia o que pensar em primeiro lugar. Estava chateado que estivesse lá, perto de todo o perigo e violência, mas, em seguida, encheu-se de orgulho que sua garota o viu ser vitorioso. — Não sabia que queria ver lutas subterrâneas, mas da próxima vez me avise para que me certifique que esteja segura. — Não sabia que iríamos para uma. Daria não me falou nada durante o percurso, mas gostaria de vê-lo lutar novamente. — Mesmo? — Sim. Quer dizer, odeio vê-lo levar alguns socos, mas é emocionante e não mentirei, é excitante. Então, tinha razão quando pensou que viu luxúria em seu rosto. Interessante. Passou as mãos pelo seu corpo, sentindo seu pênis ficar ainda mais duro quando foi recebido pelas suas curvas exuberantes. Precisava estar com ela agora. Tê-la tão perto, vencer a luta, ter aquele imbecil a confrontá-lo, sentir o seu cheiro e tê-la pressionada contra ele despertou o seu lado homem das cavernas. As coisas obscenas que imaginou fazer com ela passaram por sua mente. Eram imagens dos dois em um desses perigosos becos escuros, ela pressionada na parede e ele a fodendo com tanta força que ela nunca questionaria a quem pertencia. Podia


dominá-la dessa maneira, mas não queria. Ela era boa demais para isso e, sem dúvida, assustaria e causaria desgosto se tentasse fazê-lo. Não, ela merecia algo agradável e doce, talvez com um pouco de força, porque não poderia controlar-se totalmente. — Baby, quer ir para minha casa? — começou a beijar e a lamber sua garganta, incapaz parar, porque era viciado no seu sabor. Ela se afastou e ele segurou seu rosto. — Porque realmente te quero muito agora. — a maneira como as pupilas dilataram mesmo estando escuro e o fato de que podia praticamente sentir o cheiro de sua vagina molhada diante de sua pergunta era a prova do desejo de ambos. — Sei, posso sentir. — Sunny alcançou entre eles e segurou sua ereção. Soltou um rosnado baixo e, quando ele abaixou a cabeça para tomar sua boca, colocou um dedo nos lábios. O olhou por um longo segundo. — O que está errado? — Não falei com meu pai sobre nós, já que conversaram no centro, mas ele não parecia chateado com a coisa toda. Preciso saber como ele recebeu a notícia ou se contou sobre nós. — E, assim o tesão desapareceu. — Tinha toda a intenção de fazer isso quando falei com ele no centro, mas então ele começou a falar sobre a grande luta que se aproximava com Mack, como um monte de dinheiro estava em jogo e podia ver o quão estressado estava. Não acho que era o melhor momento para dizer que transei com sua filha. — Ela deu um tapa no braço e ele sorriu. —


Bem, é que me preocupo muito com ela. — olhou ao redor, sentindo a pele apertar com apreensão. — Disse-lhe que falaria com ele amanhã. Imaginei que estaria menos inclinado a chutar a minha bunda se estivéssemos em seu território. Ou talvez mais? Droga, ele provavelmente chutará a minha bunda de qualquer maneira. Ficar em campo aberto como este por um longo período de tempo era perigoso. Certamente acabaria com qualquer um que pensasse em se aproximar dela, mas isso não significava que queria entrar em uma briga no meio do nada. Beijou-a rapidamente e pegou em sua mão novamente. Levou-a ao seu Mustang e a ajudou a entrar. Esteve tão preocupado em tirá-la do armazém que sequer colocou uma camisa. Depois de pegar uma de sua mochila e colocá-la, estava em seu carro e dirigindo alguns minutos mais tarde. Tê-la tão perto em seu carro aumentou sua excitação novamente. Seu pau ficou duro de imediatamente. Não podia chegar rápido o suficiente em sua casa, especialmente quando ela se aproximou, libertou seu pênis e começou a dar-lhe um boquete. Cristo, sua normalmente tímida Sunny tomava as rédeas. — Sunny... — O seu nome saiu com um gemido estrangulado,

mas

logo

cortado

quando

o

tomou

profundamente. — Merda, baby — respirou bruscamente, não sendo capaz de pensar claramente, muito menos dizer o que queria. Ela afastou-se o tempo suficiente para dizer — Nunca fiz isso antes. Estou fazendo bem?


— Sim, querida. É realmente muito boa nisso. — ela sorriu e voltou a chupar seu pau e ele apertou as mãos com tanta força no volante que seus dedos ficaram brancos. Como conseguiria dirigir? — Sunny, baby. Suas palavras foram

interrompidas quando ela

o

chupou tanto quanto pôde. A ponta do seu pau atingiu o fundo de sua garganta e ela o engoliu todo. O som de seus engasgos não deveria deixá-lo excitado, mas porra, como deixou. Cristo. Era tão bom. Seus gemidos suaves vibravam ao longo de seu comprimento e descansou a cabeça no encosto do assento. Ela o chupava com vontade e chegou a um ponto que teve afastá-la ou destruiria o carro. Sunny afastou-se dele, o som de sua boca molhada soltando seu pau, retumbou no carro. Olharam um para o outro por um longo momento e, em seguida, em um movimento rápido a beijou e procurou o botão da calça jeans. Ela afastou as suas mãos e o desfez sozinha. Depois de algumas manobras, abaixou sua calça e calcinha pelas suas coxas e, tirando uma perna da calça, se posicionou sobre ele. Ele abaixou o seu top e libertou os seios gloriosos. Eles saltaram pelo movimento, seus mamilos ficaram duros e o deixaram com água na boca. — Sempre transou usando proteção? — as suas palavras o deixaram confuso no início e só quando tirou os olhos de seus seios e olhou em seu rosto que finalmente registrou o que perguntou. — Sim, querida, sempre. Por quê?


— Estou tomando pílula. Para regular o meu período. — Caiu a ficha do por que lhe perguntou e por que agora lhe dizia sobre estar no controle de natalidade. Engolindo em seco, registrou suas palavras. Empurrou seu pênis entre suas coxas com o que queria dizer. — Tem certeza, Sunny? — ela não respondeu, apenas moveu-se até que descansava diretamente sobre seu pênis. Ele não a penetrou ainda, mas a sensação da sua boceta quente e molhada era suficiente para que o seu sêmen vazasse da ponta do seu pau. O ajuste era apertado, mas gostava dessa forma, gostava da maneira como seu corpo moldou-se ao dele. Ela alcançou entre eles e ele fechou seus olhos quando apertou sua mão ao redor de seu pênis. Levantou-se o suficiente para que colocasse a cabeça de seu pau em sua entrada. — Você está tão molhada, baby. — gemeu quando sua boceta gostosa engoliu apenas a coroa de sua ereção. Colocou as mãos na sua cintura, os dedos na curva de seus ossos do quadril e apertou-a com mais força. Suas mãos estavam em seus ombros para preparar-se. Com o ar se movendo entre eles, London assumiu o controle. Quando levantou os quadris ao mesmo tempo que abaixou sobre

ele,

soltaram

um

grito

estrangulado.

Encheu-a

completamente, tão fundo de modo que a bunda dela tocou suas bolas e apoiou a testa em seu ombro e fechou os olhos. Tentou recuperar o fôlego, mas nunca sentiu nada parecido com isso. Sentiu como se fosse queimar vivo dentro dela. — É tão bom, London. Eu me sinto tão completa e esticada. — Movendo as mãos de seus quadris quando se


levantou e sentou novamente, London se permitiu o prazer visual de ver os seus seios saltarem entre eles. Sentiu cada centímetro dela cercá-lo e até sentiu as costas da vagina pressionada na coroa de seu pau cada vez que levantava e sentava. Pressionando sua pélvis nele, ela inclinava para frente e para trás e sabia por seus pequenos gritos de prazer que seu clitóris era trabalhado também. Porra, nunca teria o suficiente dela e não era apenas porque nunca se sentiu assim com outra mulher. Preocupava-se com ela até o ponto que sentiu como se estivesse obcecado. Era ridículo se sentir tão territorial e possessivo de outra pessoa, mas era assim que se sentia. Quebraria braços e pernas se algum outro cara pensasse que poderia colocar algum tipo de reclamação sobre ela. — Você é minha, Sunny. — ela soltou um gemido e ele ergueu os seus quadris e colocou todo o seu pênis em sua vagina. — Diga, Sunny. Diga que é minha e de mais ninguém. — ela agarrou seus ombros e continuou a saltar sobre ele. Porra, estava tão perto de gozar, mas queria que ela gozasse primeiro. London queria sentir sua vagina apertando ao redor dele, ordenhando seu pau até que ambos perdessem os sentidos. — Sou sua, London. — colocou as palmas das mãos sobre os seios, apertou e beliscou seus mamilos com seus polegares e indicadores, até que ela se contorcia sobre ele. — Sempre fui sua. Disse

isso

com

tanta

convicção

que

suas

bolas

apertaram e seu orgasmo o dominou. Não podia pará-lo, mas


não precisava tentar, porque ela gozava junto com ele. Seus músculos internos apertaram ao redor de seu comprimento e depois os dois gemiam seus orgasmos. Ele durou alguns momentos felizes, mas quando tudo terminou e quando a havia preenchido com seu esperma e seu cheiro, uma onda de contentamento o encheu. Envolvendo os braços nela e puxando-a para perto de seu peito, apenas abraçou-a. Era tão bom tê-la perto, sentir o calor do seu corpo com o dele e ouvir sua respiração regular, enquanto se acalmava das seqüelas do que acabaram de fazer. Ela cheirava a roupa limpa. Foi então que, quando seu batimento cardíaco se estabeleceu a um ritmo normal, sua respiração tornou-se lenta e constante e quando segurou a sua garota em seus braços, que percebeu que não queria apenas cuidar de Sunny, descobriu que a amava. Foi uma constatação tão poderosa, como uma epifania, que o atingiu e o derrubaria ao chão se não fosse o fato de que estava sentado. Abriu a boca para lhe dizer aquelas três palavras, sem saber se a assustaria ou se ela sentia o mesmo, mas antes que pudesse dizer-lhe, luzes vermelhas e azuis apareceram de repente em seu espelho retrovisor. É claro que a polícia apareceria neste exato momento. — Porra. — Sunny levantou a cabeça, viu a mesma coisa que ele e saiu de cima dele. Em tempo recorde, estava vestida e com cinto de segurança preso. Ele ria no momento em que o policial bateu em sua janela. Como explicaria o que fazia no acostamento da estrada no meio da noite? Isso seria interessante.


Capítulo Nove Sunny estava uma pilha de nervos. Suas mãos tremiam, as palmas das mãos estavam suadas e seu coração disparou como se tentasse sair do peito. London chegaria a sua casa a qualquer momento e tudo o que podia pensar era como seu pai reagiria assim que lhe dissesse que estavam juntos. Ontem a noite foi assustadora, emocionante e de tirar o fôlego. Depois que viu London Stein lutar de modo tão cru, e transarem no carro, sabia então que o amava. Quase contou, quase confessou algo que assustava a um monte de caras, mas antes que dissesse, a polícia apareceu. Sunny tinha certeza de que levariam algum tipo de multa, especialmente porque não podia mentir e não estava disposta a admitir à polícia

que

transou com

seu namorado

no carro no

acostamento da estrada. Mas quando olhou em sua direção, nada disso foi necessário. Parece que London conhecia o policial, estudaram juntos. Conversaram por dez minutos e Manny — o policial — lhe piscou com um sorriso. Graças a Deus que estava escuro, porque sentiu seu rosto esquentar. Não foram para a sua casa, obviamente e, depois que a deixou, tentava pensar em uma boa maneira de dizer que o amava. Dizer de uma maneira que não parecesse muito sentimental, mas certamente não queria guardar por mais tempo. Sabia que o queria, que tinha emoções profundas por ele, mas nunca juntou as peças. Agora que estavam juntos,


sabia que essas emoções iniciais que fizeram seu amor por ele aumentar até que sabia que não seria contido por muito mais tempo. Sunny andou pela sala de estar e mordeu o lábio inferior. Parada na frente da janela, não ouviu o seu pai se aproximar até que a tocou no ombro, assustando-a. — Está bem, querida? — a olhou, franzindo as sobrancelhas. — Parece ansiosa. — Antes que respondesse, ouviu o som do Mustang de London. Ambos olharam pela janela. Seu pai foi até a porta da frente e ficou para trás, vendo-o sair do carro e ir em direção a sua casa. Parecia bem com jeans e uma camisa preta. As tatuagens que cobriam seus braços densamente provocavam um formigamento em sua espinha. O som da porta abrindo, e as vozes de barítono de seu pai e London, deixou-a nervosa. Estava ansiosa antes, mas agora o nervosismo a dominava. Caminharam até a sala e ficou paralisada no espaço. Sunny precisava se acalmar. Era seu pai e lhe diria que amava London. Mack pode ter prometido não brigar com ele, mas seu pai era outra história. Eram iguais em tamanho e massa muscular, mas o seu pai tinha mais de 20 anos de luta, formação e experiência mais do que London. Também ensinou a London tudo o que sabia. Não prometeria não machucar o homem que amava, porque antes que lhe pedisse para não fazer nada com London, já estaria chutando a bunda dele. Houve um momento de silêncio constrangedor onde ela estava do outro lado da sala e London ficou ao lado de seu


pai, mas vários centímetros de distância e Harlond olhou entre os dois. — Harlond, vim aqui para falar sobre algo realmente importante. — London a olhou e esfregou sua nuca. Pela primeira vez desde que o conheceu, parecia realmente inseguro. — Eu... — Filho, nunca te vi com esse olhar de medo antes. — Harlond os olhou novamente. A tensão e o constrangimento aumentaram na sala e Sunny engoliu em seco bruscamente. Deus, seu pai parecia chateado. Olhou para ela mais uma vez e seus olhos se estreitaram. — Isto é sobre o fato de que está com a minha filha? Veio aqui para me dizer isso? — Harlond olhou para London e ele levantou a cabeça. Olhou para seu pai com os olhos arregalados — Você sabe? — sua voz soou muito mais forte do que sentia por dentro. Seu pai lhe deu um olhar que lhe dizia ‘Acha que sou um idiota?’ — Garota, acha que não sei o que se passa em meu próprio centro de treinamento ou com a minha filha? — cruzou os braços e lançou um olhar letal em London. — O que quero saber é o quão sério essa coisa realmente é e há quanto tempo vem fazendo isso pelas minhas costas. Suponho que é muito importante para que venha a minha casa para falar comigo sobre isso, certo? London se remexeu, inquieto. Seu grande lutador tatuado estava com medo e não sabia o que dizer.


— Pai. — deu um passo mais perto, mas ele levantou a mão. — Não, Sunny. Quero ouvir de London como está em tudo isso. London a olhou e depois de um segundo se endireitou. — Harlond, não tínhamos a intenção de esconder isso de você. Certamente não tivemos intenção de fazer qualquer coisa pelas costas. Simplesmente aconteceu e queríamos decidir como te dizer antes que realmente soubesse. Vim aqui para falar com você sobre Sunny, porque me importo com ela e queria que soubesse que quero estar com ela. Seu pai ficou em silêncio por muito tempo para parecer confortável, mas depois exalou alto. — Não posso acreditar que fazia isso pelas minhas costas, London. — Pai, por favor, não pense assim. Não foi algo que conspiramos para irritar ninguém. — a olhou e se sentia como uma menina pega fazendo algo que não deveria. — Quantas vezes Mack e eu dissemos que a vida de um lutador não é para você? — Pai, vivi com lutadores toda a minha vida. Essa é a minha vida. Você é um lutador, Mack é um lutador e te amo tanto. Dizer-me que não me quer perto dele pela maneira que alguns deles decidem viver suas vidas contradiz isso. — Olharam um para o outro por um momento. Esfregou a mão sobre sua mandíbula. — Mamãe te amou e também a vida que viveu. — Tristeza passou pelo rosto de seu pai com a menção de sua mãe. Fazia anos que sua mãe falecera e seu


pai contou-lhe tudo sobre sua mãe e quanto a amava, mas não falava sobre os dois. Esta era a primeira vez em anos que tocava no assunto e, mesmo assim, partiu o coração de seu pai, mas Sunny queria mostrar-lhe que julgar alguém estava errado. — Eu sei baby, mas não pense por um minuto que a sua mãe não brigou comigo todas as chances que teve por causa da luta. Ela odiava isso tudo... — Mas te amava independentemente disso, pai. Apertou a mandíbula e olhou para London. — Deveria chutar o seu traseiro por isto, London. É a minha filha, a única coisa que me resta neste mundo e vem aqui me dizer que ela é sua. London não respondeu, mas não podia culpá-lo, porque não teria nada a dizer. Seu pai estava irritado e magoado, tudo por sua causa e porque pensou que a protegia de algo imaterial. — Na verdade, deveria bani-lo do centro de treinamento por não me procurar e por pensar que tem qualquer tipo de direito sobre Sunny depois de todos os avisos que dei para ficarem longe dela. — Pai, por favor. — não queria contestá-lo, porque seu pai precisava ver a razão nisso. — Esta é a minha vida e se fizer isso, machucará London, porque está sofrendo, então, finalmente, machucará o meu coração. — Seu coração ficou acelerado novamente.


— Harlond. — London esperou até que o olhasse. — Faça o que tem que fazer, mas quero que saiba que amo Sunny e não há nada que não faria por ela. Te respeito, mas não posso parar de vê-la e não pararei de vê-la. Eu a amo demais para simplesmente ir embora. — Tudo parou ao ouvir London dizer essas palavras. — Ama a minha filha? — a voz de seu pai era monótona. — Sim, senhor, a amo. — London. — era a sua vez de esperar que a olhasse. — Também te amo. — O sorriso que abriu em seu rosto mudou tudo sobre o menino mau, rude e forte. Deu um passo para se aproximar, mas parou e olhou para o seu pai. — Harlond, peço sua permissão, mas também quero que saiba que não é nenhum desrespeito quando digo que, mesmo se disser para me afastar, não me afastarei. Um músculo sob a mandíbula de seu pai pulsou e viu suas mãos fecharem. Ele levantou a mão e, mesmo que London soubesse o que estava por vir, não vacilou ou se moveu. — Realmente o ama, menina? Ela assentiu com a cabeça. — Sim, pai, realmente o amo. Ele acenou com a cabeça uma vez, olhou para o chão por um longo momento e olhou para London. Não tinha ideia do que faria a seguir. Harlond era conhecido por ter um pavio curto no melhor dos dias e agora era uma situação ideal para


perder a linha. Colocou um dedo no peito de London e Sunny prendeu a respiração. — Se machucar o coração da minha menina, acabo com você. Está me ouvindo? London assentiu, sua expressão estóica. O seu pai não demonstrou nenhuma emoção, deu um tapa nas costas dele e foi assim que a tensão desapareceu. — Tudo bem, pode relaxar. Não buscarei o meu rifle ou qualquer coisa, mas irei para o centro. Seu pai se aproximou e a abraçou e o assim sentiu um cheiro de tudo o que era familiar. Foi uma das únicas vezes que confrontou seu pai, mas por London valia a pena o risco de seu pai e Mack ficarem irados e decepcionados. — Tenha cuidado e, se ele te machucar, quero saber de imediato. — se afastou e beijou sua testa. — Ok, menina? Ela sorriu, porque mesmo que seu pai fosse tão teimoso como às vezes era, amava-a e só se preocupava com ela. Ele os deixou sozinhos, mas não perdeu o olhar severo que dirigiu para London, enquanto saía. A porta da frente fechou e, por alguns segundos, tudo o que fizeram foi olhar um para o outro. Um monte de coisas passava por sua mente, mas a principal era o fato de que a amava. Como se lesse sua mente, disse — Sim, Sunny, te amo. Muito. — andou em sua direção e parou quando estava bem na sua frente. — Te amo. Te amo. Porra, te amo, Sunny McGrieve.


Abriu os lábios, mas antes que pudesse dizer, sua boca estava na dela, tomando o controle como normalmente fazia, roubando sua respiração. Quando finalmente se afastaram, despejou antes que a beijasse mais uma vez. — Também te amo, London. Deus, acho que te amei desde que o vi pela primeira vez quando entrou no centro. Beijou-a novamente e mais uma vez e murmuravam essas três palavras na boca um do outro. Nada fazia sentido e era tão incrivelmente rápido, mas não o faria de forma diferente. — Não sei o que o futuro nos reservará e quase posso garantir que ficará chateada comigo porque errarei. — deu um passo para trás, mas pegou uma de suas mãos e a colocou sobre seu coração. — Mas posso prometer-lhe que nunca deixarei de te amar, que sempre a colocarei em primeiro lugar e que não há nada neste planeta que pode me afastar de você. — disse isso com tanta paixão que sabia que cada palavra que disse era verdade.

London tateou em seu criado mudo e cegamente agarrou seu celular. Com um olho aberto, passou o dedo na tela. — Sim? — limpou a garganta e recostou-se na cama. O celular mostrava que era 8 da manhã e embora normalmente acordasse antes das 6 para treinar, teve uma noite longa e


desgastante. Tinha um sorriso em seu rosto e abriu os olhos e viu Sunny dormindo ao seu lado. Estava deitada em sua barriga, o corpo logo acima do seu e suas costas nua e exposta. — Entendeu. Luta marcada para você e O Leão. Você luta esta noite? — a voz de Ross estava empolgada e sabia que era porque o circuito vibrava sobre esta luta. Falaram sobre os detalhes, mas nada foi definido e essas lutas subterrâneas eram sempre no calor do momento para se certificar de que os policiais não saberiam onde estavam e acabassem com tudo. Não havia regras para o combate subterrâneo, mas London nunca matou ninguém e nunca conheceu um lutador, pessoalmente, que tirou uma vida, enquanto estava na gaiola. Aparentemente esse cara, o Leão, tinha algumas marcas em seu cinto por fazer exatamente isso. — Sim. — Ross divagava sobre o local e hora em forma de código, porque nunca sabia quem ouvia as conversas no celular. Desligou e jogou o celular no criado mudo e virou de lado. Envolvendo seu braço ao redor de Sunny, London puxou-a para mais perto. Podia ver que estava acordada, sentiu a mudança em sua respiração e só esperava que o questionasse sobre essa ligação. Já lhe disse sobre essa luta que se aproximava e que tinha o potencial de render-lhe um bom dinheiro por causa do burburinho que criou. — Sei que você está acordada, baby. — beijou uma trilha ao longo de sua espinha e sorriu quando seu sorriso apareceu.


— Estou agora. — ela virou e ele se concentrou em seus seios enquanto se tornaram visíveis. Quando ela levantou os braços acima da cabeça e os esticou, seu pau pulsou e endureceu. Merda, transaram por horas na noite passada e só dormiram as quatro da manhã, mas ali estava ele, duro para caralho novamente. Sunny levantou a sobrancelha em questão e um sorriso lento se espalhou em seu rosto. — Suponho que era a ligação que esperava, onde recebe os detalhes sobre a luta contra esse cara, O Leão? — ele deitou, olhou para o teto e balançou a cabeça afirmativamente. — Está com medo? Virou, a olhou e viu como parecia preocupada. — Não, baby. É o que faço, é o que sou. — Então, quando é a luta? London sentou e esticou as pernas sobre a cama. — Esta noite. Será na linha do condado em um edifício industrial abandonado fora da rota 35. — a olhou por cima do ombro... — Por que? Quer ir? — já sabia a resposta e queria que ela falasse, mas também gostava de provocá-la. Havia também uma parte sua que não queria que ela estivesse lá. Era a certeza de ser um hospício e tê-la em uma situação como essa o preocupava. — Sabe que não perderia isso. Sei que é uma luta muito importante para você. — Mas preciso me certificar de que estará onde possa vê-la a todo o momento. Será uma loucura, especialmente esta luta, por causa da campanha tão extrema sobre ela e


não serei capaz de me concentrar na luta, se estiver preocupado com você. — Quero lembrá-lo que apareci em uma luta e sobrevivi. — ele levantou a sobrancelha e não respondeu. —Ok, ok. — ela levantou as mãos. — Você é tão mau como o meu pai. — resmungou. — Bem onde possa vê-la. Na verdade, Brock estará na luta e ficará perto dele, OK? — Ela assentiu. Embora ele e Brock se mudaram para Absinto na mesma época, assim que seu amigo ficou muito sério com a sua garota, Izzy, manteve as lutas escassas. London ainda o via no centro de vez em quando, e mesmo que Brock lutasse no circuito subterrâneo, não corriam nos mesmos círculos. Além disso, dizer para Sunny não fazer alguma coisa, como ir vê-lo quando seria muito agitado e perigoso, era como pregar gelo em uma árvore. Isso não aconteceria, mas sua obstinação era uma coisa que amava nela, entre muitas, muitas outras.


Capítulo Dez Sunny olhou ao redor do armazém lotado. Era meia hora antes da luta, mas o prédio estava lotado. London segurou sua mão com mais força e puxou-a ainda mais perto dele. Usava um roupão com capuz e ela não podia negar que parecia muito durão. As pessoas abriam caminho para eles e sabia que era porque exalava uma aura de que chutaria a bunda de alguém que o encostasse de um jeito errado. Quando foram para a gaiola ele se virou e olhou para ela. — Fique aqui, aqui, Sunny. — balançou a cabeça e sentiu alguém tocar seu ombro. Olhando para trás, viu Brock se aproximar e sorrir. London inclinou-se e beijou-a. Se afastou e segurou seu olhar por um minuto. — Fique ao lado de Brock, baby. Quero me concentrar na luta, OK? — ela resistiu ao impulso de revirar os olhos, por repetir esta frase várias vezes. Sabia seu lugar quando se tratava de uma luta, e não estava disposta a correr o risco de fazê-lo se preocupar com ela e se machucar por causa disso. — Eu sei, London. Não se preocupe. Não sair andando por aí. Ficarei aqui mesmo ao lado de Brock. — inclinou-se para o grande cara e sorriu quando London fez uma careta para suas ações. Era tão ciumento, mas também a fazia sentir-se amada. Podia ser possessivo, mas não ao extremo onde dava ordens e exigia que se livrasse de seus amigos por ele. Além disso, se tentasse qualquer uma dessas merdas,


chutaria a sua bunda. Deu-lhe mais um beijo, olhou para Brock, teve algum tipo de comunicação silenciosa com ele e foi para a parte de trás do edifício. Ela virou e olhou para Brock. — Ele é sempre assim? — estava brincando, mas Brock sequer abriu um sorriso. — Ele é muito sério sobre você, Sunny. Nunca o vi assim com qualquer outra pessoa. — ela assentiu com a cabeça. — Só não se perca na multidão, porque então serei aquele que receberá a sua ira. Viraram e encararam a gaiola e analisou a multidão. Alguns claramente estavam bêbados ou chapados e quase todas as mulheres estavam praticamente nuas. Olhou novamente a multidão e parou quando viu a morena de cabelo curto, com quem brigou na luta anterior. Estava mais perto da parte de trás do armazém. Seu coração parou quando viu com quem falava. Era o cara que bloqueou o caminho de London, quando o viu lutar alguns dias antes. Era definitivamente o mesmo idiota que desafiou London e sabia que era o Leão. Era como um instinto, especialmente quando lançou seu olhar para a porta onde London entrou. Ele virou para o lado e Sunny viu a tatuagem enorme de uma cabeça de leão cobrindo suas costas. Brock se aproximou e disse. — Esse é o cara com quem London lutará. — ela concordou, porque já sabia. A morena grudou no cara, colocou as mãos em seu cabelo e o beijou como

se

quisesse

rastejar

dentro

dele

e,

quando

se

separaram, ele bateu com força na bunda dela. Afastou-se e


Sunny jurou que a maldita tatuagem de leão a olhava o tempo todo. Os minutos passavam lenta e dolorosamente, mas depois do que pareceu uma eternidade a voz do locutor soou na sala. — Agora, para a luta do século, o Leão contra o campeão invicto do subsolo, London Stein. O Leão subiu na gaiola. Parecia um idiota logo de cara e muitos na multidão o vaiaram. Quando London saiu houve um coro de aplausos e seu orgulho por ele aumentou, mas não podia deixar de sentir o medo que se instalou em sua barriga. Algo não estava bem e sabia que tinha a ver com o brilho sádico nos olhos daquele cara. London a olhou e deu-lhe uma piscadela. Sunny notou que muitas das mulheres ao lado e ao seu redor gritaram e se perguntou se achavam que ele dava sua atenção para elas. Não importava, porque sabia para onde olhava e seu corpo aqueceu mais quando aquele sorriso torto entrou em jogo. Houve mais algumas palavras do locutor e então foi como se o mundo desabasse. O Leão veio para cima de London em pleno vigor, mas o seu homem se esquivou de vários golpes que acertariam sua cabeça. Deu seus próprios golpes, mas era como se o outro lutador estivesse em velocidade. Sequer pestanejou, mas London manteve o foco e ficou em pé. Eles se moviam como bailarinos perfeitamente coreografados, um parecendo saber os movimentos do outro. Claramente, esse cara, o Leão analisou London, conhecia a suas táticas e agora as usava contra ele. Parecia que esse


pensamento passou rapidamente pelo rosto de London e, em seguida, sua expressão tornou-se mais dura e mudou seus movimentos. Reconheceu vários dos que aplicou em Mack, aqueles feitos para derrubar um grande cara. O Leão caiu de costas e London estava sobre ele, acertando seu rosto repetidamente. Mas foi empurrado segundos depois e agora era London que estava em uma posição de submissão. Brock colocou a mão em seu ombro e se perguntou se parecia como sentia... uma grande destruição. Eles se separaram e levou um minuto para descansar em seus cantos. O olho de London já começava a inchar, mas uma parte dela adorou o fato de que o Leão tinha um lábio cortado e sangue escorrendo do queixo. Encontraram-se no centro novamente e voltaram para a luta mais brutal que já viu. London era bom, com movimentos rápidos e ações específicas, mas o seu adversário também era quase tão bom como London. A luta seguia e Sunny ficou mais enjoada a cada segundo. Nunca se sentiu assim ao ver dois caras lutando, mas era o seu homem e havia um monte de golpes que não foi capaz de desviar. Notou que London olhando para onde estava e que foi uma das razões que apanhou tantas vezes. Ele estava muito preocupado com ela e isso lhe atrapalhou. Foi derrubado novamente e colocado em estrangulamento. London tentou sair do chão, mas era inútil. O rosto do outro cara era uma máscara de raiva e seus lábios se moviam enquanto falava. O rosto de London começou a ficar vermelho e virou a cabeça em sua direção. Seus olhos se encontraram,


e sabia que ele precisava ter a sua cabeça no jogo. Ele podia acabar com aquele imbecil e precisava perceber isso. Colocou as mãos ao redor da boca, levantou-se na ponta dos pés e gritou — Chute sua maldita bunda, baby! — sabia que London a ouviu porque um sorriso lentamente cobriu o seu rosto. Em um movimento que não achava que poderia manobrar com o grande filho da puta sobre ele, London os virou até que foi o único a dominar a luta. Prendeu os braços do cara debaixo dele, contorcendo suas pernas como uma espécie de pretzel humano e virou para olhá-la mais uma vez. Ela sorriu e transmitiu todo o seu amor por ele em um olhar. — Isso, London, acabe com ele. — gritou, amando como a multidão foi à loucura e começou a gritar o nome de London. Foi para cima no Leão. Mais e mais, bateu-lhe com os punhos, cotovelos e joelhos. Não tinha como o cara desviar dos golpes de London. Sangue esguichou de sua boca e nariz, cobriu a esteira sob eles e espirrou no peito de London. Seu lutador parecia algum tipo de Spartano possuído, derrotando seu inimigo como um guerreiro. Sunny olhou para onde a morena estava, com o rosto em uma máscara de raiva, enquanto observava sua recente conquista sendo derrotada. Não lhe dando mais do seu tempo, Sunny olhou novamente para London apenas a tempo de vê-lo dar um soco na cabeça de seu oponente, fazendo com que o corpo do Leão caísse para o lado. Seus membros ficaram moles instantaneamente e London levantou o punho novamente, mas no último minuto, abaixou sua mão e saiu. Levantou-se e olhou para o corpo sem vida, seu peito subindo


e descendo pelo seu esforço. Por um instante, pensou que London o havia matado, mas soltou um suspiro de alívio quando viu seu peito lentamente subindo e descendo. Ouviu muitas histórias de horror no centro, de caras batendo até matar o oponente e pensou que poderia ter sido uma dessas vezes. Felizmente, London não teria que viver com o peso de tirar a vida de outro homem. Os médicos correram para verificar ambos, mas London afastou-os e saiu da gaiola em sua direção. Seu coração batia acelerado e Brock saiu da frente apenas quando London parou na frente dele. Sangue e suor o cobriam e parecia como se tivesse sido colocado em um moedor de carne com todos os socos que levou em seu rosto, mas parecia totalmente feroz e lindo. E era todo dela. — Oi. — sorriu e não se segurou em pular em seus braços. Não importava que estivesse sujo e coberto de não só o seu sangue, mas do outro cara também, porque o amava. — Ei. — a segurou tão forte quanto podia. — Você ganhou. — fechou os olhos e sorriu na curva de seu pescoço. — Você duvidava? — não disse isso com uma atitude arrogante e começou a rir. Sunny se afastou e olhou para o rosto machucado. — Nunca. — Quando o beijou suavemente nos lábios, porque estava ciente da contusão que se formava no canto, saiu do armazém a carregando. Não se importava se as pessoas olhavam ou se tentavam impedi-lo. A única coisa que importava era London e ela e o que o futuro reservava.


Epílogo Um ano depois

— Baby, se não colocar alguma roupa, definitivamente entrarei em alguma briga esta noite. Sunny olhou para si mesma e fez uma careta. — London, iremos para um casamento. As mulheres usam vestidos para coisas como esta, acredite ou não. Ele andou em sua direção e não podia deixar de admirar como ficava bem de smoking. Passou os braços em volta da cintura e a nivelou com seu corpo. Começou a beijá-la e sabia que se não parasse com isso, não sairiam da casa. London moveu as mãos pelas suas costas e para a sua bunda e sorriu contra seus lábios. Seu apetite por ela era insaciável. Mesmo um ano depois, sua vida sexual ainda era igual a de dois adolescentes hormonais que acabaram de descobrir o que era bom. Mas, quando alguém tinha um cara tão potente e carnal como London Stein andando por aí sem camisa que mostrava que ela era a coisa mais desejável para ele, que garota podia dizer não? Ele interrompeu o beijo ao mesmo tempo em que apertou sua bunda. Depois de apertá-la, rosnou contra seu pescoço e empurrou sua pélvis para frente, esfregando sua ereção em sua barriga. — Talvez devêssemos ficar aqui.


Não podia deixar de rir. — London, você é o melhor amigo do homem. Está meio que obrigado a ir. Ele resmungou em desaprovação e se afastou. — Acho que Brock entenderia totalmente se quisesse ficar na cama com você durante o dia inteiro. — abaixou a cabeça e começou a beijar seu pescoço. — Não é como se não estivesse apaixonado. Cristo, o idiota me deixou mais vezes do que devia, porque queria ficar em casa com Izzy. Ela sorriu, mas qualquer diversão desapareceu quando ele arrastou os dentes em sua garganta. Soltou um suspiro e se inclinou para ele por mais. — Você é como uma máquina de sexo. — Só com você, baby. — apertou seus braços sobre ela, bem debaixo da sua bunda e levantou-a até apenas que ela ficasse na ponta dos pés. Quando enterrou o rosto em seus seios, soltou um suspiro quando ele passou a língua do decote de seu vestido. Não que sua roupa fosse obscena ou brega. Era um vestido azul safira, com cintura império, que descia pelo meio da coxa. Mas, aparentemente, era pouca roupa para London ficar reclamando. — Sim, definitivamente terei que tornar conhecido que é minha, especialmente com o seu peito saltando desse decote como está. — rosnou novamente e amou como fazia sua pele formigar e adorava que sempre a deixava instantaneamente molhada. Se afastou e a olhou, sua expressão instantaneamente séria. — O que há de errado? — a colocou no chão e deu um passo atrás. — London, você está bem? — começou a entrar


em pânico porque seu rosto ficava um pouco pálido e seu namorado, normalmente autoconfiante, estava um pouco pior para o desgaste. Foi do quente para o frio em questão de segundos. — Está me assustando. — estendeu o braço e ele pegou sua mão e levou-a à boca, colocando um beijinho direto no centro da palma da mão. Levou um minuto, mas finalmente falou. — Talvez devêssemos fazer isso. — Suas palavras a confundiram. — Fazer o quê? — Havia tanta vulnerabilidade em sua expressão que partiu seu coração. Desejou que pudesse entrar em sua cabeça naquele momento, porque tudo o que pensava, parecia que poderia desmaiar. — A coisa toda de casamento. — Suas palavras eram baixas, quase hesitantes. Ela piscou, sem saber se o ouviu corretamente. — O quê? — suas mãos começaram a suar e seu coração acelerou. — Sim, quer dizer... — quebrou o contato visual, olhando para qualquer lugar exceto para trás em seus olhos. — Merda, acho que estraguei isso totalmente. — London. — pegou a sua mão, não tendo certeza se realmente fazia o que achava que fazia. — Não sou bom nisso, mas tentarei baby. — ela lambeu os lábios e prendeu a respiração quando ele se ajoelhou. Colocou a mão no bolso interno do paletó e tirou uma pequena caixa preta de veludo. Sunny cobriu a boca com a mão. — Pedi a seu pai e a Mack a sua mão em casamento. — Ele sorriu e ela riu suavemente através das lágrimas que se


formavam em seus olhos. — Eles me deram a sua bênção. Mas Mack queria arrancar minhas bolas. — riu, mas era de nervosismo. — Sou um pé no saco, eu sei, mas não existe ninguém neste planeta que a amará como te amo. Não existe ninguém que a protegerá com o seu último suspiro ou que se certificará a cada dia que sorria como farei. Amo-te mais do que tudo e se aceitar meu pedido, me fará o homem mais feliz da terra. — ele abriu a tampa da caixa e um soltou um suspiro quando olhou para o enorme diamante solitário. — Não é grande o suficiente para você, mas não quero parecer arrogante com um diamante maior e sei que não gosta de ostentação. — Seu sorriso torto e provocante a fez derramar mais algumas lágrimas. — Sunny Marie McGrieve, me dará a honra de ser minha esposa? Por um momento não conseguia falar e, enquanto os segundos passavam, viu aumentar a sua preocupação. Enxugando a umidade em suas bochechas, disse. — Sim, London, aceito. Soltou um enorme suspiro e ambos sorriram. — Droga, garota. Fiquei muito preocupado por um momento. — levantou, pegou o anel da caixa e colocou-o em seu dedo. — Planejava pedir-lhe esta noite, após a recepção, mas está tão bonita e não sou realmente bom para falar de sentimentos. — passou o polegar sob seus olhos, limpando mais lágrimas e inclinou para beijá-la. — Juro, Sunny, não se arrependerá de ter dito ‘sim’. — a abraçou forte e ela descansou a cabeça em seu peito. Não, não se arrependeria, porque da mesma forma que o assustador London era com os seus adversários,


também tinha um grande coração. Era seu lutador tatuado e não mudaria isso por nada no mundo.

Fim


Série The Fighters of Absinthe #2 Her Tattooed Fighter - Jenika Snow  

*Há clima de luta e até bare-knuckle , então nada pode segurar essa luta... Sunny McGrieve viveu rodeada por lutadores a vida inteira. Com s...

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