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Emily Goodwin

Marriag Tradução: Day Revisão Inicial: Paixão Revisão Final: Anna Azulzinha Leitura Final: Larissa Ravena Formatação: Vivi


Pégasus Lançamentos Apresenta

Lançamento

Distribuído


Se apaixonar. Confere Estar envolvida e planejar um casamento perfeito. Confere Encontrar meu noivo com outra mulher. Eu nunca pensei que colocaria na lista, mas aqui estou eu, colocando apenas alguns meses antes de obtermos nossos votos sagrados. Tentando me recuperar de um coração partido, estou ficando louca com a bagunça de ter que cancelar todas as coisas do casamento. O buffet me fez um depósito. A florista cancelou o pedido sem custo. O resort, reservado para a lua de mel, yeah, eles não me deram um centavo de volta. Mas vou ser amaldiçoada se jogar fora a grande chance de passar duas semanas em um paraíso tropical, descansando na praia, bebidas à mão, à procura de qualquer coisa, menos amor. Quando eu vejo Derek Turner, um sexy detetive de homicídios, correndo algumas vezes ao longo da praia, eu não tenho certeza se ele está me perseguindo ou se é o destino. Sombrio e com passado que ele se recusa a falar, Derek é a última coisa que eu preciso... E é exatamente o que eu quero. Mas quando o que começou sem expectativas se transforma em algo mais, algo que nenhum de nós pode negar, eu me deparo com maior ironia do amor: encontrar a pessoa certa no pior momento possível.


Capítulo 1 Rachel — Rachel, ele está fazendo de novo. Eu suspiro e me viro para o posto de enfermagem de Stephanie. — Sério? — Sim e Gina está assistindo. — É claro que ela está. — O que eu devo fazer? — Ela pergunta. — Diga que ele vai ficar cego se não parar com isso, então pegue Gina. Vou lidar com o resto. — Eu planto meus pés no chão e empurro a cadeira de rodinhas do computador. Quando eu recebi o mapeamento mais cedo repeti para mim mesma o mantra da noite (eu amo ser enfermeira... Eu amo ser enfermeira) repetindo mais e mais na minha cabeça. E eu amo ser enfermeira na maioria das vezes. Na maioria das vezes. Mas agora, depois do terceiro acontecimento dessa noite... Não tanto. — Eugene, — eu digo, não abolindo em tudo a visão do velho homem de oitenta anos de pé no final do corredor escuro, com mãos dentro de suas calças. Eu só tenho alguns anos de


experiência sob a minha cintura, mas desse homem, eu já vi de tudo. — Lembra o que falamos? — Eu digo lentamente, esperando que ele pare quando me vê. — Não é apropriado se masturbar no corredor. — Eu pisco, balançando a cabeça com as palavras que acabei de dizer em voz alta. Infelizmente, não é a primeira vez, e tenho certeza que não será a última. Eu faço um gesto para ele me seguir. — Vamos, vamos para seu quarto. O velho me dá um olhar vazio, mas, eventualmente, retira a mão de suas calças e me segue. — Esse é o meu namorado , — Gina diz quando eu passo pela sala de estar. Stephanie está lutando para colocar um filme e mantê-la ocupada. — Não, ele não é. Ele tem uma esposa: — Eu a lembro. — Bem, onde ela está? — Gina ergue uma sobrancelha e coloca a mão no quadril. É preciso um certo esforço para não rir. Balanço a cabeça, sabendo que ela e Eugene estão em uma unidade de cuidados de memória a longo prazo. Ela não vai se lembrar de nada que eu digo, em poucos minutos de qualquer maneira. Em vez disso, eu pego sua mão e à levo para a sala de estar. Nós sentamos no sofá e eu pergunto sobre seus filhos. É como se ela estivesse falando com uma pessoa totalmente nova, e seu rosto se ilumina quando ela me conta como seu filho Drew conseguiu uma medalha no exército. Nós conversamos por um tempo antes de eu voltar para o posto de enfermagem para trabalhar nos meus gráficos enquanto posso.


Quando o relógio aponta sete horas da manhã, eu já tinha separado Gina e Eugene mais vezes do que poderia contar, deixei cair uma amostra de urina nos meus sapatos, e separado não uma, mas duas vezes, a briga de duas senhoras de meia idade. Quem diria que a último copo de suco de ameixa poderia causar tal drama? Encerrando meu expediente, eu estava pronta para um copo de vinho quando paro na minha garagem, independentemente do fato de que o sol acabou de sair neste dia quente, sem nuvens em Dallas, Texas. Sim, a maioria das pessoas está apenas indo começar o seu dia, mas as coisas são diferentes quando você vai para o trabalho as três horas da tarde e sai após as sete do próximo dia. Tudo que eu quero agora é um banho quente, um copo (ou dois) de vinho, o sofá e o controle remoto. Eu me estico, pegando o controle da garagem que está preso na viseira do meu velho Ford Escape. — Sério? — Eu murmuro quando vejo um Camaro preto brilhante estacionado no meu lugar. Travis, meu noivo, comprou o carro esportivo, há duas semanas, sem me consultar. Foi a nossa primeira grande briga desde que começamos a morar juntos, e ele argumentou que o dinheiro ainda era dele, e só dele, pelo os próximos meses, até que se tornassemos um, após o casamento. Eu ainda vou e volto sobre a questão, mas no final, eu gosto do carro e decidi abandonar o assunto. Escolha suas batalhas e aguente as consequências, certo? Estacionar fora não é ruim. Tendo que eu só estou no Texas por cerca de um ano, na maioria das vezes o tempo está quente e sol não se pôs ainda. Os verões são quentes em minha


cidade natal, Michigan, mas os invernos são brutais. Entrar e sentar em um carro quente, que esteve no sol durante todo o dia é melhor do que ficar em um que está frio. É uma das coisa que eu consigo viver sem. — Hey baby, — eu digo quando eu entro em casa. Travis está sentado na pequena ilha do balcão, comendo cereal e assistindo TV. Ele está com boa aparência, vestindo calças pretas e uma camisa de botão azul. Nós nos conhecemos na faculdade, e somos ambos de Michigan. Foi uma espécie de amor à primeira vista. Eu estava fantasiada de presidiária em uma festa de Halloween na casa da fraternidade, e ele estava vestindo um traje policial. O destino não pode ser mais óbvio do que isso, certo? Ele me propôs no último ano da faculdade, e nós tomamos a decisão de nos mudar para cá e morarmos juntos quando foi oferecido a ele um emprego em uma grande empresa farmacêutica. O salário e experiência foi algo que nenhum de nós poderia deixar passar, mesmo que isso significasse perder a vaga de enfermeira em um cobiçado hospital. Os enfermeiros estão em larga escala agora, em um ano que estive aqui eu não fui capaz de conseguir um emprego em um hospital próximo. Tudo bem; Eu gosto de ficar na área clínica de longa de tratamento. Não, eu não estou fazendo CPR e salvando vidas como eu estaria se tivesse ficado na UTI em Michigan, mas você deve fazer certos sacrifícios pela pessoa que você ama, certo? Sinto falta da minha família e amigos, é claro, e ainda mantenho a esperança em meu coração que um dia vamos finalmente voltar para Michigan. Algum dia. Como quando nós decidirmos ter filhos. Ambos os conjuntos de avós estão lá, afinal


de contas, e há muito poucas empresas farmacêuticas espalhadas por todo o estado de Wolverine. — Ei, como foi o trabalho? — Travis tira seu olhar longe da TV por alguns segundos. — Noite difícil? — Ele pergunta antes que eu possa sequer responder. Eu levanto uma sobrancelha. — É assim tão óbvio? Ele sorri e balança a cabeça. — Você está linda como sempre. — Obrigada. Eu cheiro a xixi, mas obrigada. — Por que você... Deixa pra lá. Eu não quero saber. — Ele se vira de volta para a TV. — Será que chegou algum pacote do correio ontem à tarde? — Uh, — começa Travis. — Eu não verifiquei ainda. O que você comprou agora? — Nada, — eu grito sem querer. Se o seu dinheiro ainda é apenas seu, então o meu é só meu também, certo? Ugh. Pare de pensar assim, Rachel. Não é uma boa maneira de começar um casamento. — A nova empresa vai me enviar uma camisa para caracterizar meu blog. — Eu sorrio só de pensar nisso. Meu blog de moda começou como um hobby, algo para passar o tempo enquanto me deixo entrar um pouco em coisas que eu amo. Ele cresceu de forma constante no primeiro ano, então realmente decolou antes de nos mudarmos para Dallas. Quanto mais eu posto, mais eu apareço, e agora tenho a credibilidade para obter


produtos gratuitos para caracterizar, bem como ser paga para fazer divulgação. Travis revira os olhos. Ele não é o maior fã do meu blog e vê isso como um hobby bobo. Sim... é um hobby bobo tudo bem, mas tem pago a minha desnecessária fantasia (nas palavras de minha mãe) de casamento. Mas hey. É o meu casamento, uma coisa que estou disposta a tornar incrível. Eu sonhei com este dia por muito tempo. Eu quero que tudo seja perfeito. — Droga, — eu digo. — Agora eu preciso pensar em outra coisa para colocar no blog hoje. Eu recebo outro rolar de olho. — Você não tem que postar alguma coisa, você sabe. — Eu sei que não tenho. Mas eu quero. Eu gosto de escrever no blog. Na verdade, — Eu começo, já sabendo que a conversa vai além. — Quanto mais conhecido o blog fica, mais eu posso pensar em viver disso. Travis balança a cabeça. — Isso não é uma escolha de carreira segura. — Jogar pelo seguro não é maneira de viver. As pessoas dizem que as coisas que mais se arrependem na vida são as coisas que não fizeram, as chances que eles não aproveitaram. Uma oportunidade perdida pode assombrá-lo para o resto de sua vida, você sabe. — Eu não jogo pelo seguro. — Ele leva outra colherada de cereal. — Você é uma otimista você sabe.


— Há dois lados para tudo. Eu só prefiro optar pelo positivo. — Eu sorrio em seguida, sinto cheiro de urina proveniente de meus crocks. — Eu vou tomar banho. Você provavelmente já terá saído quando eu voltar. — Eu chuto meus sapatos perto da porta, dou um beijo rápido nele e me arrasto para o chuveiro, onde eu posso lavar os restos estressantes de dezesseis horas de trabalho. Estou tão cansada, quando deito na cama, que durmo por cinco horas antes de acordar, nua, com o cabelo úmido.

As cinco e quinze, meu telefone toca. Eu o pego da mesa de café, esperando que seja Travis, me dizendo que se atrasou no trabalho novamente e está a caminho. Isso está acontecendo muito ultimamente. Não estou esperando um número desconhecido. Meu dedo paira sobre o botão, mas ver o código de área Michigan me faz pensar duas vezes. — Olá? — Eu digo, com voz neutra, embora minha cabeça esteja executando todos os piores cenários possíveis. — Rachel? — Uma voz profunda e masculina murmura através do telefone. — Uh, sim. — É Noah. Noah Wilson.


— Oh, — eu digo. Por que o namorado da minha melhor amiga está me telefonando? — Lauren está bem? E Ella, está bem também? — Sim, elas estão bem. — Por que você está telefonando? — Eu digo. Eu tenho problemas em falar antes de pensar. — Desculpe, eu não quis dizer isso assim, mas, uh, por que você está ligando? Noah ri. — Preciso de sua ajuda com uma coisa. — OK. Com o que? — Escolher um anel. Eu grito com entusiasmo, saltando do sofá. — Espere, você quer dizer um anel de noivado, certo? — Claro. Eu escolhi três e não posso me decidir. Eu posso enviar fotos e ter sua opinião? — Por favor, faça! — Exclamo. Um minuto depois, estou olhando para o meu telefone com a boca aberta, Anéis com pedras enormes em formato princesa. Ella, filha de Noah e Lauren, chora no fundo, e Noah cuidando dela. Eu olho sobre os anéis um pouco mais, de modo animada para Lauren, e faço minha escolha, enviando a minha escolha de volta para Noah. Eu ligo para Travis, com necessidade de contar a alguém a boa notícia. Seu telefone toca duas vezes, em seguida, vai para o correio de voz. Eu suspiro e coloco o meu telefone para baixo. Pobre rapaz está trabalhando quase tantas horas como eu, mas não recebe hora extra. Eu odeio ser adulta, às vezes. Ter a nossa própria casa após a faculdade era para ser divertido, não


estressante. O dinheiro governa o mundo, e eu nunca percebi o quão caro é viver até nós arriscarmos a ter a nossa própria casa. Se eu pagar meus empréstimos estudantis antes de morrer, eu vou considerar um sucesso. Está se aproximando das 6:00 quando Travis chega em casa. — Alguém teve um longo dia? — Pergunto, de pé, atravessando a sala de estar, chegando até ele. — Você pode dizer isso de novo. — Travis tirar os sapatos e desabotoa sua camisa. — Eu preciso de um banho, — diz ele. — Eu vou ser rápido. — Ok, — eu suspiro e volto para o sofá, passando as fotos enviadas por Noah. Embora, verdade seja dita, Lauren vai ficar feliz com qualquer um. Depois de um começo difícil, um relacionamento complicado por uma gravidez surpresa, os dois são perfeitos juntos e merecem toda a felicidade do mundo. Eu termino minha taça de vinho quando Travis desce as escadas. Ele se estatela no meu lado no sofá, aterrissando a mão na minha coxa. Olho em seus olhos castanhos, e sorrio. — Pronto para ir para a cidade? — Pergunto. — Poderíamos ficar em casa esta noite. Eu enrugo meu nariz. — Você me prometeu que iríamos sair para jantar e, em seguida, caminhar no mercado antigo. Travis suspira.


Estou

cansado,

querida.

E

ir

ao

mercado

de

antiguidades, realmente? Eu não quero que você encha a casa com porcarias antigas. — Eu não vou encher a casa com porcarias. Eu gosto de olhar e pensar as razões que as pessoas tinham em compartilhar seus tesouros, você sabe disso. — Ainda é uma porcaria, não tesouros. É por isso que me livrei dele , — ele bufa. — Vamos outro dia. Estou cansado do trabalho. — Eu já estou vestida — Eu tento uma última vez. — Nós podemos apenas fazer o jantar então. Stacks tem karaokê esta noite. — Você não é uma cantora, — ele me lembra. — Não profissionalmente, mas eu posso cantar uma melodia decente. Vai ser divertido! — Rach, estou dizendo isso por amor. No karaokê. Estou te livrando do embaraço. Eu mordo minha língua, para não argumentar agora. — Se você está tão cansado, podemos ficar e pedir algo para o jantar. — Tem certeza que você não se importa? — Eu não. Mas já que nós não estamos saindo, vou colocar minhas leggings de volta. Travis me dá um tapa no traseiro quando levanto. Quando estou pronta corro até as escadas, descendo para encontrar Travis segurando meu telefone, com a testa franzida. — O que há de errado?


— Não diga nada a Lauren ou me escreva sobre isso. Eu não quero correr o risco dela descobrir, — diz Travis. — O que é isso Rachel? — Oh, por favor, — eu digo e reviro os olhos. — Não tire conclusões precipitadas. — Bem, o que uma pessoa deveria estar pensando agora? — Abra o resto da conversa. — Eu dou a Travis alguns segundos, observando seu rosto relaxar. — Você seriamente achou que eu te trairia com o namorado de Lauren? Ele olha para cima, seus olhos estão arregalados. — Claro que não. — Bom. E além disso, quando eu teria tempo? — Isso seria uma piada. — Estou sempre no trabalho. Travis me puxa em seus braços, pressionando seus lábios nos meus. Suas mãos deslizam para baixo a minha cintura e ele me traz para baixo no sofá com ele. Talvez a noite não vai terminar tão ruim assim, apesar de tudo.


Capítulo 2 Derek O mundo está condenado. Completamente e totalmente condenado, e nós estamos indo com ele. Viro a cabeça e inspiro lentamente, procurando o sussurro de ar fresco que escoa através das rachaduras nas paredes desta casa abandonada. O cheiro de mofo se mistura com carne em decomposição. Sol da manhã filtra através do buraco no telhado danificado pela água, aquecendo este barraco como um forno. Eu golpeio, afastando uma mosca e dou um passo para trás, esmagando as larvas sob os pés. Que forma de merda para morrer. — Bala na cabeça, — o médico legista me diz. Ela puxa um termômetro do fígado do cadáver e balança a cabeça. — Está tão quente aqui, que isso pode não ser preciso. Ele está aqui há pelo menos dois dias. Eu faço uma nota e me viro, olhando para o buraco de merda que esse cara chama de casa. Ao que parece, ele estava acampado por um par de semanas. — Olhe para isso , — eu digo para o meu parceiro, Andy. Ele é mais velho, quase chegando a aposentadoria, mas muito


bom detetive e me ensinou muito desde que estive trabalhando casos de homicídio. — Duas camas. — Você chama isso de cama? — Chacota Andy. — Meu cão dorme em algo melhor que isso. — Ele balança a cabeça e olha para o lado. — Se pudermos encontrar o companheiro de quarto, talvez possamos ter uma vantagem, — eu continuo. — Se é que ele ainda está vivo. Andy acena com a cabeça, enxugando uma gota de suor com o lenço. — Comece com o abrigo mais próximo. — Vamos, — eu digo e lidero o caminho para a pequena casa. Uma brisa suave bate minha pele quente, e o cheiro de escapamento do carro é divino em comparação com o cheiro podre da morte. — Estou supondo que você não tomou café da manhã também, — Andy diz, entrando no lado do passageiro do nosso carro de polícia sem identificação. Eu viro a chave e um sopro vem do ar condicionado. — Você está pensando seriamente em comida agora? Ele dá um tapinha na sua barriga — Estômago de ferro, garoto. Nada tira o meu apetite. Tem que alimentar o fogo. Eu sorrio e balanço a cabeça. — Inacreditável cara. — O cheiro da morte se agarra a mim para as próximas milhas. No momento que chego ao Café de


Susie, eu tenho que concordar com Andy que um pequeno almoço parece cair bem. — Ouvi dizer que você teve um fim de semana de merda , — Andy começa, abrindo o cardápio. É um gesto falso: ele faz a mesma coisa cada vez maldita vez que chegamos aqui. — Cheio de momentos de diversão e mulheres quentes. Eu ergo minha cabeça, desviando o olhar do meu próprio menu, não que eu precise de qualquer um. Nove em cada dez vezes, eu peço a mesma coisa também. — Oh sim. Eu ainda estou me recuperando de toda a diversão que tive , — eu digo, embora não podia estar mais longe da verdade. Não me lembro da última vez que fiz algo considerado divertido. Andy põe o cardápio para baixo e me dá um olhar, um que eu vi uma ou duas vezes antes. Cuidados paternos. — Você pode tirar um dia de folga, garoto. — Não até que este assassino esteja preso. — Nós encontramos dois corpos nas últimas três semanas. Todos desabrigados. Todos mortos com o mesmo estilo de execução. Eu sei que uma conferência de imprensa será permitida em breve, e toda a mídia estará sobre um potencial assassino em série, a menos que possamos provar que as mortes estão relacionadas a drogas ou gangues. — E qual foi a sua desculpa antes disso? Eu balancei minha cabeça, fingindo olhar o menu novamente. — Apenas fazendo meu trabalho. Não há descanso para os assassinos.


Andy apenas grunhe em resposta, não sou capaz de me aprofundar ainda mais quando April, a garçonete, chega. — Vocês dois chegaram cedo, — diz ela, sem se preocupar em pegar seu bloco de notas para anotar nosso pedido. Está bem, está bem. Nós dois somos previsível. — O trabalho pegou vocês? — Os mortos não dormem, — diz Andy. April vira para mim, sorrindo. — Não, eu acho que eles não fazem. Você precisa de uma noite de folga. — Isso é o que eu estava apenas dizendo a criança, — Andy diz a ela e levanta as sobrancelhas para mim. — Eu acho que ele não sabe como se divertir. Talvez você deva mostrar a ele. — Bem, eu e uns amigos vamos a um show Quintafeira... — ela começa, mordendo o lábio. — Você é bem-vindo para se juntar. — Ouviu Derek? — Andy brinca. Quero chutá-lo sob a mesa. April é uma boa menina, está em seu último ano de faculdade. Tenho certeza que ela seria divertida. Mas um monte de coisas que costumavam ser divertidas simplesmente não são mais. O pensamento de sexo sem compromisso é atraente, mas eu não posso. Ainda não. A ferida pode ter curado sobre a superfície, mas a dor ainda é profunda. Eu não estou interessado em um caso de uma noite. Não tenho nada para dar, e eu não sou esse tipo de cara. — Eu vou me divertir quando resolver este caso, — eu digo claramente.


Envergonhada, April leva os nossos pedidos, e se afasta, olhando para trás, por cima do ombro para mim duas vezes. — Quando eu tinha a sua idade, — Andy começa, — eu estaria em cima disso. — Ele observa April entrar na cozinha. — Eu não tenho tempo. — É a minha resposta. A razão pela qual eu não jogo futebol com meus amigos nas manhãs de sábado. Por que parei de aparecer para os jantares de família na minha mãe. Minha razão para deixar todos fora. Coincidentemente, eu comecei a não ter tempo quando minha vida foi liberada. Andy solta um suspiro. — Escute garoto, você é um bom detetive, mas você fica muito tempo em torno da morte e da violência, isso consome você. Você não tira parte do seu tempo de férias, ou você pega alguns dias de folga. — Muito crime, — murmuro. — Não há descanso para a justiça, lembra? — Toda essa merda não é natural. Você precisa dar um passo para trás, limpar a cabeça de vez em quando. Eu aceno minha mão no ar. — Estou bem. — Certo. Com certeza você está. April traz o café, e felizmente a conversa volta para o trabalho. É patético que eu prefira falar de homicídio do que a minha vida pessoal?


Capítulo 3 Rachel — Não se estresse, — Eu digo ao telefone, o mesmo estou insistindo

para

mim.

Eu

fecho

os

olhos

e

respiro

me

estabelecendo. Meu turno termina em vinte minutos, mas, aparentemente isso provoca meu estresse, porque eu tenho que ir direto para a clínica de bem-estar após o trabalho. E eu não quero ficar aqui mais um minuto. — Eu não estou apenas salientando, Rach. Estou enlouquecendo, — Heather diz, com a voz embargada. — Eu só tenho o salário do hospital. Eu não posso dar ao luxo de perder um dia. — Se pudéssemos ter alguém para cobrir a unidade por uma hora, eu iria buscá-la, — Eu ofereço, me sentindo mal por Heather. Ela deveria ser o meu alívio, mas não conseguiu pegar seu carro. — Obrigada, mas nós duas sabemos que não tem como. — Certo, — eu digo. — Não tem como pedir a Mary Anne? — Hah, não. Nossa chefe, Mary Anne, vive apenas alguns minutos do trabalho, mas eu já sei que ela não virá em apenas uma hora. Dizer que ela é média é um eufemismo. Ela é uma enfermeira,


mas não dá a mínima para o bem-estar de qualquer pessoa. Bem, ela só se preocupa com si mesma. Ela é uma pessoa horrível para manter o poder em uma unidade de saúde desde que ela vai fazer o

que

a

beneficia

antes

do

que

beneficia

os

pacientes.

Especialmente onde o dinheiro está em causa. Porque ir para a Disney World, pela segunda vez este ano é mais importante do que manter o nosso estoque abastecido. Mais importante e totalmente ético. Por isso eu gostaria que houvesse uma maneira que eu pudesse provar essa merda para o Departamento de Saúde e fazê-la ser demitida. — Sinto muito, Rachel, — suspira Heather. — Não se preocupe com isso. Você tem o suficiente acontecendo agora. E me deixe saber se você precisar de uma carona no final desta semana, ok? — Eu agradeço. Você é uma boa pessoa. Eu dou de ombros, esquecendo que ela não pode me ver através do telefone. — Obrigada. Tome cuidado, Hun. — Você também. Tchau Rach. Eu ligo para Travis para que ele saiba que não estarei em casa até às três da tarde, solto um suspiro dramático. Eu amo ser uma enfermeira... Eu amo ser uma enfermeira ... Eu fui voluntária em uma clínica de bem-estar para os desabrigados todo domingo de manhã nos últimos meses, e tenho que ligar para o chefe do comitê e dizer que não serei capaz de ir. Então verifico meus pacientes e faço o mapeamento antes de iniciar os remédios matinais. Uma vez feito isto, eu tomo um mini café da manhã para que eu possa ir em frente. Ainda me sentindo


estressada, eu jogo a minha dieta rigorosa de casamento fora e como batatas fritas, uma grande Coca, e um sundae de chocolate. Às nove da manhã. Porra. Uma refeição não vai fazer meu vestido não entrar. Ou, pelo menos, espero que não. Eu sento fora do lar de idosos em um pequeno pátio, tentando aproveitar o calor da manhã. A primavera em Michigan não é assim. Eu mordo o último pedaço e fico me odiando um pouco. Eu chacoalho as migalhas e volto para dentro. Estou trocando um curativo no pé de um paciente quando Heather vem atrás de mim. — Surpresa, — diz ela com um sorriso. — Minha mãe me emprestou o carro. Você pode ir para casa. Eu sorrio de volta para ela. — Você não tem idéia do quanto eu quero abraçá-la agora. Heather ri e olha para o machucado que estou tratando. — Tire as luvas em primeiro lugar. — Combinado. Mas seriamente. Estou tão aliviada em vêla. — Menina, eu sei como se sente ao ficar depois do horário. Tire sua bunda daqui e vá para casa. — Você não tem que me dizer duas vezes.


Ah, porra. Três carros de polícia com luzes piscando cercam a pequena clínica médica ao lado do abrigo. Eu quase fui para casa depois de sair do trabalho, mas algo dentro de mim me fez virar e ver se havia alguma coisa que eu poderia ajudar. Aparentemente, não existe. Estaciono no primeiro lugar que encontrei, e corro para a clínica. Um punhado de pessoas estão reunidas na pequena sala de espera, sussurrando e observando o que está acontecendo lá embaixo na parte de trás. Eu teço através da multidão e encontro Nancy Newman que é tão pretensiosa quanto seu nome, conversando com um policial, enquanto outros dois estão segurando Matt Gonzales. Matt é um regular aqui na clínica e no abrigo. Ele tem a mesma idade que meu irmão, e ele têm um lugar no meu coração. Também como meu irmão, Matt voltou do Afeganistão assombrado pela guerra. Mas ao contrário do meu irmão, Matt não teve a ajuda que precisava. Incapaz de manter um emprego, Matt caiu vítima do governo que uma vez serviu. — O que está acontecendo? — Pergunto ao Dr. Ray, que está em pé ao lado de Nancy balançando a cabeça. Nancy se vira para mim, com o nariz já empinado. — Eu o peguei tentando roubar as drogas. Eu levanto uma sobrancelha. — Matt, roubando drogas? Dr. Ray balança a cabeça. — Eu não vi nada, e nada está faltando.


— Isso é porque eu o parei a tempo, — Nancy anuncia, satisfeita consigo mesma. — Eu chamei a polícia antes que ele pudesse pegar mais. — Ela olha para Matt enquanto ela fala, zombando dele. Ela acha que ele é menos de uma pessoa devido à circunstância. — Eu não roubei nada! — Matt diz, arriscando um olhar para mim. Ele está envergonhado de estar recebendo essa atenção e sua expressão é de dor. Dói meu coração assistir a isso. — Eu acredito em você, — eu digo suavemente e dou um passo para ele. Dois homens à paisana ficam ao lado dele. Policiais, talvez? O mais velho dos dois parece cansado e o outro, que é mais jovem, musculoso, e muito bonito, não que eu tivesse o encarando ou qualquer outra coisa. — É claro, — Nancy diz revirando os olhos. — Não seja ingênua. Você tem que ter cuidado em torno desse tipo de pessoa. Enquanto eu cresci frequentando regularmente a igreja, há uma razão que é tão difícil para eu agir como adulta agora. São pessoas como Nancy Newman. As pessoas como ela que pensam que eles são bons apenas se chamando de cristãos, mas são as mais críticas. Pessoas que apontam falhas e não permitem que outras pessoas esqueçam o passado. Eu não sou nenhuma criminosa, mas não sou santa. Já fiz coisas que lamento, fiz coisas que não deveria ter feito. A maioria das pessoas faz. Mas Deus perdoa, certo? Ele pode, mas Nancy Newman certamente não faz. — Bem, senhora, — o policial diz a Nancy.


— Eu tenho a sua queixa. Mas o Dr. Ray diz que nada está faltando para que possamos fazer tudo o que precisa ser feito. — Você não vai prendê-lo? — Brinca Nancy. — Eu não fiz nada! — Matt está ficando agitado. Eu me aproximo de Matt, ficando em torno do mais novo dos dois homens, que são definitivamente policiais. Disfarçado, talvez? Ele está vestindo uma camiseta preta com o distintivo pendurado no pescoço, e eu não estou olhando para o quão bem o seu rabo apertado preenche seus jeans escuros. Não, não notei isso em tudo. — Hey, — eu digo suavemente e coloco a minha mão no braço de Matt. — Vamos para a parte de trás. Será que você tomou café da manhã? — Matt balança a cabeça, ainda examinando os policiais. — Quer ir do outro lado da rua no Starbucks comigo? Eles têm um novo café primavera limitado estou morrendo de vontade de experimentar. Meus amigos dizem que não sou exigente e como qualquer coisa de lá, então eu vou te dar um para me ajudar a decidir se é realmente bom ou não. Matt sorri, parecendo aliviado. — Sim, obrigado, Rachel. — Está tudo bem se nós formos? — Pergunto, meu olhos vão automaticamente para o Oficial Sexy, forte, queixo coberto com barba por fazer. — Sim, — ele diz seus olhos encontrando os meus.


Seus olhos são uma sombra surpreendente de verde esmeralda, contrastando da melhor maneira possível com o resto de suas feições escuras. Alguns minutos passam e ele ainda está segurando meu olhar. É estranho, mas eu sinto que ele está olhando através de mim, vendo algo mais do que apenas minha aparência. — Mas eu estava esperando fazer algumas perguntas. — Eu não fiz nada! — Pressiona Matt. A paranóia é suspeita, mas Matt não pode ajudar. Seu trauma faz dele paranóico sobre tudo. — Está tudo bem, — eu digo calmamente. Matt se vira para mim, não verbalmente perguntando se eu vou ficar com ele. Eu aceno e ele me dá um pequeno sorriso. — Ok, — diz ele, arrastando os pés. — Obrigado, — diz o oficial mais jovem. — Este é o Detetive Henderson, e eu sou detetive Derek Turner e eu... — Detetive? — Eu interrompo. — Por que os detetives investigam falsas acusações? Derek vira o olhar para mim, impressionado com a minha pergunta. — Nós não estamos aqui sobre a chamada de drogas. Estamos investigando um assassinato. — Merda. Eu não posso fazer isso. Eu não posso fazer isso , — murmura Matt. Eu gentilmente coloco minha mão em seu ombro. —

Está

tudo

bem,

repito,

mesmo

que

estou

enlouquecendo um pouco. Assassinato? Eu não esperava isso.


— Como podemos ajudar? A expressão de Derek amolece quando fala com Matt, perguntando onde ele está hospedado, o que acaba por estar no lado oposto da cidade a partir de sua investigação. Eu acho que ele pode perceber o estado mental de Matt, porque Derek para de fazer perguntas e não abre a pasta que está segurando, que eu suponho que detém fotos da cena do crime. Eu sou grata por isso. Eu vi meu quinhão de mortes como enfermeira, mas não estou ansiosa para ver os pedaços cortados de um corpo morto. Porque na minha mente a vítima foi cortada em pedaços. E, provavelmente, espalhados em um campo ou algo assim, passou despercebido até que um fêmur fica preso em um trator. Eu não estou errada em tudo, certo? — Isso é tudo? — Pergunto, sabendo que Matt precisa sair daqui. — Sim, — O oficial Sexy diz, quero dizer Derek diz. — Ele está livre para ir. — Ele sorri, olha rapidamente para Nancy, em seguida, volta para mim, e inclina a cabeça para mim. — Obrigado. Ele está me agradecendo por não ser tão idiota. Que triste mundo em que vivemos quando não for tão idiota é algo especial.


Apesar do drama todo acontecendo, as coisas se desenrolam rapidamente na clínica de bem-estar e, embora estivesse algumas horas atrasada, eu acabo saindo cedo. Eu não ligo para Travis, querendo surpreendê-lo. Apesar de que sou eu quem está surpresa quando eu caminho através da porta e encontro a casa vazia. Talvez ele esteja na academia? Eu decido não ligar ainda. Ele podia entrar através da porta a qualquer minuto e ter sua surpresa. A dose dupla de café expresso que acrescentei ao meu café ainda está movimentando através do meu sistema. Pensando que meu noivo está na academia me motiva, então eu me apresso nas escadas para colocar shorts e um top. Então estou no meu carro dirigido à minha trilha de corrida favorita que segue ao lado de um rio. Eu quero estar em forma para o casamento, embora, verdade seja dita eu particularmente não gosto de correr. A vista panorâmica ajuda. Meu telefone toca, logo que eu começo a trilha. Uma vez que está ligado a uma braçadeira no meu bíceps, toda a minha música está lá, basta mudar para atender a chamada. — Olá? — Ei Rach, — minha melhor amiga diz. Eu derrapo em uma parada. — Lauren! Ei, o que está acontecendo? — Eu mordo meu lábio para não derramar uma palavra sobre o anel de noivado no caso de que ela não esteja ligando para me dizer que Noah fez a pergunta. Ela odeia falar ao telefone, então estou assumindo e esperando que ela tenha esse anel no seu dedo.


— Não muito, — diz ela e eu solto um suspiro. Droga, ele não propôs ainda. — Será que você vai enviar seus convites ainda? Porcaria. Eu não fiz. — Uh, sim. — Eu acelero batendo o pavimento de forma constante para ganhar velocidade. — Você não. — Eu sei. Mas eu vou em breve! Lauren ri. — Você está me deixando ansiosa sobre isso. Você está oficialmente atrasada com sua agenda agora. Está me deixando louca você sabe. — É por isso que estou esperando. Apenas para incomodá-la. — Você faria isso, não é? — Totalmente, — eu ri. Lauren é a pessoa mais organizada do planeta. Mesmo agora, quando ela está na escola em tempo integral e tem um bebê, Lauren tem sua vida junta. Ela tem sido um tipo de herói para mim desde que éramos crianças. Todo Ano Novo eu faço um pedido para ser mais organizada como ela, e que dura cerca de um mês. Eu não sou uma confusão total, mas estou longe de ser tão organizada na vida como Lauren. — Está na minha lista de coisas a fazer esta semana. Travis ainda tem que me passar a maioria dos endereços para o seu lado de qualquer maneira. — Oh sim, culpe-o. Você sabe que eu ajudaria se eu pudesse. — Eu sei.


— Nós sempre dissemos que íamos fazer essas coisas uma com a outra, — Lauren diz calmamente. — Engraçado como as coisas nunca funcionam, não é? Você está longe e eu fiquei grávida antes de me casar. — Hey, — eu digo. — Não fique triste. Nós sempre seremos amigas e a vida raramente funciona como planejado, mas ficará tudo bem. E, além disso, se você esperasse até que você estivesse casada para ter um bebê, você não teria aquela garotinha perfeita. — Você é sempre otimista. — Não é bom em tudo, se você olhar por certo ângulo. — Você parece sem fôlego. Está correndo? — Sim. Tenho que queimar as calorias que comi ontem à noite quando fiquei presa no trabalho. — Correr e falar? — Duas das minhas coisas favoritas. — Você é louca, — ri Lauren. — Ninguém gosta de correr. Eu vou deixar você ir. Envie seus convites, — ela rapidamente acrescenta, antes de desligar.


Capítulo 4 Derek — Vá para casa, durma um pouco, — Andy me diz quando nós saímos do estacionamento da clínica. Nenhum dos pacientes sabia alguma coisa... Ou se eles fizeram, nenhum estava falando. — Claro, — eu digo, tamborilando os dedos no volante. — E deixar alguém ser morto. Andy solta um suspiro. — Escute garoto. Você é humano, não um maldito Deus das estórias em quadrinhos. Você precisa dormir. E de um chuveiro. Eu dou de ombros. Eu não posso discutir com isso. O cheiro do corpo desta manhã se agarra a minha pele. — Eu nunca pensei que gostaria da idéia, mas eu gosto. Obrigado pela idéia. Eu vou fazer uma capa hoje à noite, — eu digo sério, observando Andy pelo canto do meu olho. Pressionar seus botões é muito fácil. Quando eu saio da delegacia, as palavras de Andy tocam a minha mente. Eu deveria ir para casa e relaxar. Tirar o pó do meu Play Station e matar alguns zumbis. Porra, estou cansado. Eu poderia fazer uma pausa. Mas fazer uma pausa significa parar de correr, e os meus pensamentos me apanham quando a vida


chega

a

um

impasse.

Tenho

que

continuar,

continuar

pressionando para não ter tempo para lidar com a merda que eu deveria ter lidado mais de um ano atrás. Estaciono em um posto de gasolina e passo minhas mãos sobre o meu rosto. Porra. Estou exausto. O meu lado lógico sabe que estar desgastado pode me fazer um detetive desleixado, e eu não posso ter isso. Eu saio do Jeep e viro para executar o meu cartão através da bomba, observando meu redor. Ser observador é a parte fundamental de ser um policial. A maioria dos dias, eu não vejo nada fora do comum. Hoje não é um daqueles dias. Mas, em vez de alguém cometer um crime, eu vejo algo pior. Deirdre. Ela está do outro lado da rua, andando para um café com uma criança nos braços. Um garoto que eu pensei que era meu. Eu sinto ódio avançando dentro de mim, e meu coração martela com raiva junto com ele. Eu segurei seu cabelo enquanto ela achou que foi atingida com uma doença certa manhã. Eu fui a todos os ultras sons, fiquei emocionado quando vi a pequena pulsação do coração. Eu desisti dos meus fins de semana para transformar o quarto em um quartinho de bebê. Vendi a minha moto para comprar um carro familiar. Três meses após o nosso bebê nascer, depois que eu cai ainda mais no amor por esse minúsculo ser humano, que Deirdre dizia ter meus olhos, a estória veio a limpo. A culpa tomou conta dela e ela confessou. O bebê não era meu.


Deirdre jogou sal na ferida e voltou para o pai biológico, o cara que ela não achava apto para ser pai no momento da concepção. O cara que era um canalha que ela mentiu para mim sobre bater nela, porque ela queria que seu bebê tivesse um pai melhor. Eu teria sido um pai melhor. Mesmo quando a verdade veio à tona, eu estava disposto a resolver as coisas, para passar por cima de todas as mentiras e criar o bebê juntos como se fosse nosso. Eu baixei os olhos, incapaz de olhar para a criança. Dói como uma perda, e há poucas coisas mais dolorosas do que o luto pela perda de uma pessoa ainda viva. Ver o que poderia ter sido, o que foi arrancado de mim, rasgando meu coração é demais. É estranho, ter estes sentimentos sobre alguém que é tecnicamente um estranho agora. E eu não posso fazer nada sobre isso. Eu não tenho direitos. Tudo o que posso fazer é esperar que ele tenha uma boa vida. Meus olhos se fecham em um longo piscar. Quando eu os abro, Deirdre e o bebê sumiram de vista, mas estão longe de sair dos pensamentos. Eu deslizo meu cartão de crédito através da bomba e pego o bico para encher o tanque, com o coração ainda batendo.


Meus pés vibram na calçada e suor escorre pelas minhas costas. É meio-dia, um tempo horrível para ir correr sob o sol de Dallas, mas estou chateado e tenho muita energia para queimar. Eu deveria ter parado a três milhas atrás, mas eu vou continuar, continuar empurrando até que a raiva esteja de volta a um nível administrável. Eu diminuo os passos, passando em torno de um grupo de mães empurrando carrinhos. E agora a raiva está de volta ainda maior. Muito obrigado caralho, Universo. Eu penduro a raiva, sabendo que quando ela sair, eu vou ficar com mágoa crua. Quando meu peito começa a apertar, eu desacelero para firmar minha respiração. E então eu vejo, uma linda loira em calças esportivas apertadas parada no meio do caminho, se curvando para esticar as pernas. Meu coração pode estar tão machucado que está fora de uso, mas meu pau funciona e eu reconheço um bom rabo quando vejo um. E, aparentemente, eu não sou o único a perceber isso, porque há um cara de pé ao lado da pista de corrida assistindo. Vestindo jeans, ele parece fora do lugar, como se não pertencesse ali. Sua pele pálida já está ficando queimada pelo sol, algo me diz que ele não frequenta essas trilhas ao ar livre, muitas vezes. Então o que ele está fazendo aqui agora? Sua mão está parada sem jeito ao seu lado, os dedos tamborilando na parte de trás de um telefone celular. Seus olhos vão da bunda da mulher para o telefone, e ele passa o dedo na tela, se preparando para tirar uma foto. Bem, isso é o que eu penso pelo menos.


Quando você esperar o pior das pessoas, você não fica decepcionado.

É,

por

isso

o

meu

copo

está

meio

vazio

perpetuamente e as minhas expectativas são sempre baixas. Eu fui enganado uma vez, mas eu vou ser amaldiçoado se isso acontecer novamente. A mulher loira que está cantando Do not Stop Believe se endireita. Eu vejo um vislumbre de seu rosto. É a enfermeira da clínica de bem-estar, a que ajudou o veterano à beira de um ataque de PTSD. Nossas interações foram limitadas, com apenas algumas frases trocadas em apenas alguns minutos, mas eu sei que uma boa pessoa quando vejo uma, e ela é boa. Ela vira seu pescoço, em seguida, volta a se movimentar de novo, e o delinquente a segue, em caminhada rápida, ainda desajeitadamente

segurando

o

telefone

como

se

estivesse

tentando tirar uma foto ... ou fazendo um vídeo. Talvez ele precise mais do que memórias para ter recordações, mas eu não vou deixar isso acontecer. Eu corro para o lado do cara, ficando muito perto para seu conforto, e olho para baixo em seu telefone. — Estou supondo que o namoro real não cai muito bem para você, se é assim que você começa seus flertes, — eu digo e depois olho ele nos olhos. — Que foi cara? — O cara pergunta, chegando a um impasse. — Portanto, o seu plano era ir para porão da casa de sua mãe para rever as imagens, certo?


— O que está errado com você? — O cara que é várias polegadas mais baixo do que eu, com cabelo arrepiado, arregala os olhos para mim. — O que há de errado com você é a melhor pergunta. Eu não sou o único a tirar fotografias e me masturbar com fotos mais tarde. — Eu não estou! Eu não acho. Eu pego seu telefone, apesar de seu protesto e olho para baixo, à espera de ver as imagens da bunda daquela mulher, mas em vez disso vejo algum tipo de GPS estranho. — O que é isso? Ele pega o telefone. — Eu estava jogando Pokémon Go. Seu idiota. — Não me chame de idiota, imbecil, — Eu atiro de volta, mesmo sabendo que estou agindo como um. O mais triste é que eu não quero. Mas isso se tornou o meu padrão. Não há expectativas, lembra? Eu não a tenho com qualquer outra pessoa... Ou comigo mesmo. O cara pega seu telefone. — Porra, — diz ele em voz alta, alta o suficiente para fazer a enfermeira loira se virar. Sem olhar para frente, ela tropeça, torce o tornozelo. Ela atinge o solo. Porra. Eu queria ajudá-la, não machucá-la. Corro para frente e estendo a mão. — Você está bem? — Pergunto. Ela olha para cima, piscando sobre a luz do sol, e pega a minha mão. Eu a ajudo a ficar sobre seus pés, e ela puxa seus fones de ouvidos.


— Desculpe, eu não o ouvi. — Você está bem? — Sim, estou, — diz ela, e ela balança a cabeça, meus olhos se encontram com os dela. Uma batida passa entre nós antes dela falar. — Eu vi você esta manhã, não foi? Eu concordo. — Sim, na clínica de bem-estar. Você é Rachel, certo? — Sim, sou eu. Eu nunca te disse meu nome. — Ela se inclina para longe, seus olhos se estreitando. — Você estava com um crachá. — Eu me encontro sorrindo para ela. — Você é uma RN e trabalha em The Meadows. É o meu trabalho notar coisas assim. Ela retorna o sorriso. — Ah, certo, você é um detetive e tudo mais. Ser observador é uma boa qualidade para se ter. — Ela olha atrás de mim. — Porque aquele cara estava tão irritado? Eu dou de ombros. — Ele perdeu algum jogo ou algo assim. — Oh que pena. Está muito bonito o dia para ficar com raiva. — Sim, — eu digo, suas palavras me batem, me fazendo perceber que as nuvens de tempestade estão apenas em minha mente. — É uma vergonha. — Eu volto o meu olhar para os pequenos fones de ouvido em suas mãos.


— Você gosta de caminhar? — Amo. — Seus olhos brilham e ela sorri novamente. É genuíno, e eu não posso ajudar, mas sinto falta de encontrar a alegria nas pequenas coisas. — Eu também, — eu digo a ela. — Eu não me deparo com muitas pessoas da nossa idade que fazem isso. — Não paramos de acreditar, não é? — Ela diz com uma risada. — Seu tornozelo... Eu vi que você torceu. Tem certeza de que está tudo bem? Ela lentamente rola o pé. — Está um pouco dolorido, mas eu vou viver. Eu não sou a pessoa mais atlética no mundo. Esta não é a primeira vez que torci o tornozelo durante a caminhada, e provavelmente não será a última. — Você parece muito atlética, — eu digo sem pensar. Ela franze o nariz. — As aparências enganam. Confie em mim, ser sarada não é o meu forte. — Isso é surpreendente. Eu nunca teria imaginado isso. — Estou flertando? Ela ri, e eu também. Porra. Estou flertando. Que merda? O choque tira o sorriso do meu rosto, e Rachel dá um passo para trás novamente. — Bem, obrigada Detetive, uh, Turner. Eu deveria ir ... e vou tentar terminar minha corrida.


— Certo. Eu também. — Eu não estou interessado em namoro ou até mesmo ligar, mas eu me sinto mal por deixá-la desconfortável. Ela coloca fones de volta em seus ouvidos e noto seu anel de noivado. Ela dá uma pequena volta e segue seu caminho. Ela vai se casar, e eu não estou interessado em um relacionamento de qualquer espécie. Eu não deveria sentir nada; Eu não deveria me preocupar. Então por que estou desapontado?


Capítulo 5 Rachel Eu abro o carro, prendo a respiração quando o ar espesso e quente me atinge. Eu viro a chave e aumento o A / C, dando ao carro um minuto para se refrescar antes de entrar. Eu passo a mão sobre o meu cabelo, colocando um pouco no lugar, mentalmente debatendo se eu deveria correr atrás de algumas coisas agora ou ir para casa e tomar banho primeiro. Estou suada de correr, mas se eu for para casa e para o chuveiro, então eu não vou querer sair novamente. E eu já fui à loja após uma corrida. Então não é muito diferente. Sim, eu apenas vou e acabar logo com isso para que possa ter o resto do dia para trabalhar no meu blog. Vai ser uma viagem rápida de qualquer maneira. Eu entro no carro, inclinando para o ar fresco que corre no interior do carro, puxo a lista que eu fiz no celular das coisas que me esqueci de pegar quando fui fazer compras na sexta-feira. Eu não sou boa em fazer lista. E eu sou um pouco esquecida, essas duas coisas juntas, me fazem esquecer coisas muito frequentemente. Meu carrinho está cheio de coisas que eu não preciso em dez minutos tudo estava certo, só ficou uma coisa na minha lista. Eu levo o carrinho na direção dos produtos de limpeza, e paro em


frente aos detergentes, procurando a melhor marca. Estou segurando uma garrafa de lavanda perfumada quando eu sinto alguém por perto. Eu ergo meus olhos e vejo Derek que também está ainda vestindo suas roupas de treino vindo em minha direção. — Estou começando a pensar que você está me seguindo, Detetive, — eu digo a ele com um sorriso. — Gostaria de chamar a polícia e denunciar um perseguidor, mas posso acabar falando com você. Ele sorri de volta, olhos brilhando por um segundo antes de escurecer de novo, tomado por uma tristeza profunda. — Descoberto. Estava acampado o dia todo. — Minha vida não é tão emocionante, — eu ri. — Desculpe por te deixar tão entediado. Ele dá de ombro. — É melhor do que olhar para cadáveres. — Eu acho que é, quando você compara os dois...— Eu rio e sacudo a cabeça. — Comprando sabão em pó para roupa? — Uh, não exatamente. Amaciante de roupa. Eu estive fora, uh, um caminho muito longo, obviamente. — Nós apenas deixamos acumular. — Eu dou uma chacoalhada na garrafa na minha mão. — Isso é mais problemático do que eu pensava. E agora eu tenho uma semana de roupa para lavar. — Divirta-se com isso, — ele diz com um sorriso e dá um passo. — Eu agora vou voltar para a espreita nas sombras.


— Como um perseguidor adequado. Ele acena e me dá um meio sorriso, e vai embora. Eu coloquei o detergente no carrinho, mas não consegui tirar a imagem de seus olhos da minha cabeça. É um olhar que eu conheço bem, embora não com experiência pessoal. Eu vi nos olhos de meus pacientes, aqueles atormentado pelo passado, aqueles que sofreram. Eu não posso consertar todos, não posso levá-los sob minha asa como um animal ferido e consertar seus corações. E Derek é um estranho. Eu não deveria querer ajudá-lo. Eu não devia me sentir mal por isso. No entanto, eu faço.

Querendo surpreender Travis antes do esperado, eu não o deixei saber que estou no caminho de casa. Supondo que ele estava no ginásio antes, tenho certeza que ele estará em casa agora. Eu abro as janelas do meu Ford e deixo o ar quente emaranhar meu cabelo já bagunçado, cantando em voz alta todo o caminho de casa. Há um caminhão estacionado na frente da nossa casa. Travis não mencionou ter amigos, mas, novamente, ele ainda pensa que estou no trabalho por mais duas horas. Eu estaciono atrás do Camaro, torcendo meu cabelo comprido em um coque enquanto eu ando pela casa. Estou esperando ver Travis e seu


amigo no Playstation, com cervejas não colocadas no porta-copos deixando marcas de anéis sobre a mesa de madeira. Não estou esperando tropeçar em um escarpam. Travis tem amigos do sexo feminino e está tudo bem por mim, e eu sei que ele sai com sua supervisora do sexo feminino uma vez ou duas. Eu tinha um par de amigos do sexo masculino também. Nós confiamos um no outro, então por que fazer um alvoroço? Eu me endireito e chuto o sapato para o lado. É preto de verniz, algo que você usaria com um vestido sexy para uma noite. É apenas um sapato. Isso não quer dizer nada... Mas onde está o outro? Viro a cabeça, encontrando no meio da minha cozinha... Ao lado de um sutiã preto de renda. Eu não preciso ver mais para saber o que está acontecendo, mas não consigo me conter. Meus pés se movem sozinhos, me levando para o inferno. Passo pelos shorts pugilistas de Travis no chão. Passo pelo vestido sexy que combinava com os sapatos elegantes. Vou para o corredor e subo as escadas. O chuveiro está ligado, e eu ouço gemidos. E de repente eu não posso respirar. Com um aperto no peito, puxo minha blusa para frente como se ela fosse a razão pela qual estou sufocando. Eu cambaleio para trás até que bato na parede. Eu deslizo para baixo, chocada demais para gritar ou chorar. Estou tremendo e me sinto mal do estômago. Eu cubro minha boca com uma mão, enquanto lágrimas escorrem dos meus olhos. Travis está me traindo. Agora mesmo. Neste segundo. Com alguma vadia que sabe que ele está em um relacionamento.


Não há nenhuma maneira que você possa estar nesta casa sem saber que uma mulher vive aqui. Eu a odeio e eu nem sei como ela se parece. Eu a odeio ainda mais por ter bom gosto em sapatos. Eu a odeio por não se preocupar com o que ela está fazendo para nós, para mim. Eu sou bombardeada com pensamentos e meu coração quebra em milhões de caquinhos. Deveríamos nos casar. Em breve. Nós deveríamos fazer os votos, nos comprometendo com o nosso amor, e somente ter um ao outro, para o resto de nossas vidas. Como ele pode fazer isso? Travis me ama. Ele me pediu para casar com ele porque ele não podia suportar a idéia de não estar comigo. Ele me pediu para casar com ele porque quer ficar comigo, só comigo. Ele me ama. Lágrimas descem em cascatas pelas minhas bochechas, aumentando a ânsia de vômito na minha garganta. Um gemido de alto é seguido pelo som distinto de dois corpos sendo golpeados. A traição e o desgosto geram raiva. Pura raiva que não pode ser contida. Eu salto para os meus pés, pronta para ir lá e bater em Travis e na prostituta que ele trouxe para casa. Com o coração martelando em meus ouvidos, eu alcanço a porta do banheiro e paro. Eu sou uma pessoa inteligente, racional. E as pessoas racionais inteligentes não ficam com raiva. Eles se vingam. A raiva toma conta e é como se eu estivesse possuída por outra pessoa. Movendo tão calmamente que estou até assustada, eu lentamente torço a maçaneta da porta e me esgueiro dentro do banheiro. Eu não posso pensar sobre o que está acontecendo por


de trás da cortina. Ao invés disso, eu pego a pilha de roupas no chão junto com as toalhas penduradas na parede, o tapete, e as toalhas debaixo da pia. Eu atiro para o quarto que fica do outro lado do corredor, fecho e tranco a porta. Eu tranco a porta do closet, depois corro pelas escadas para pegar todos e quaisquer cobertores e roupas, deixando fora de alcance. Lágrimas estão escorrendo pelo meu rosto, a dor de ser traída escoa através da máscara de raiva. Eu coloquei as chaves do Camaro no meu bolso e pego o vestido nojento que a garota estúpida estava vestindo. Estava. Porque ela deixou jogado na minha cozinha, em seguida, teve relações sexuais com o meu noivo. O tecido é macio e sedoso e cheira a perfume. O mesmo perfume que eu uso. Eu te odeio. Eu te odeio. Eu te odeio. Minha respiração sai em lufadas irregulares, e eu sei que estou perto de me desfazer. Soluços escapam de mim. Eu deixo cair o vestido e pego a caixa de convites de casamento da sala de estar. Os convites que seriam entregues esta semana. Eu os levo para a cozinha, despejo na panela e vou em busca de algum produto de limpeza inflamável. Leva apenas cerca de um minuto para o alarme de incêndio tocar. O barulho estridente enche a casa, abafando alguns dos meus soluços histéricos. Eu acho que o chuveiro foi desligado. Eu não tenho certeza de nada que não seja a sede de sangue, me pedindo para cortar de testículos de Travis.


Estou chorando, chorando tanto que minha visão está borrada, mas me empurro fora do balcão, tendo uma faca de açougueiro comigo. Então eu estou na calçada, indo em direção ao carro estúpido que Travis tanto ama, provavelmente mais do que ele me ama. Obviamente mais. Ele não está traindo o carro. Em algum lugar na minha consciência, eu sei que esta emoção intensa está inundando minhas veias me fazendo absolutamente uma porra louca. Mas eu não me importo. Acho que é parte do que torna uma pessoa louca: não se importar. Meu coração está acelerado e eu me curvo, levantando minha mão, travo a faca no pneu dianteiro direito do Camaro. Eu não sou forte o suficiente para cortar o metal duro, ou mesmo retirá-lo. Isso apenas alimenta o fogo. Eu grito e trago meu pé sobre a faca. A lâmina permanece alojada no interior do pneu. Eu não estou pensando. E sim agindo, e a próxima coisa que eu me lembro, é que há um taco de beisebol em minhas mãos e pedaços dos faróis espalhados por todo o caminho, brilhando à luz do sol. — Eu te odeio! — Eu grito, morrendo por dentro. O taco cai sobre o capô, fazendo estragos satisfatórios. Eu levanto os meus braços novamente, e eu me odeio ainda mais. Porque eu não odeio Travis. Agora não, ainda não. Ele é o homem que eu amo o homem que eu quero passar minha vida inteira. O homem que eu deveria me casar, e supostamente ser o pai dos meus filhos. Eu quero que ele saia correndo aqui, me pegue em seus braços e me


diga que sente muito, que foi idiota e como ele vai lutar para recuperar o meu amor. E eu me odeio por querer isso.

O cheiro de fumaça ainda paira forte no ar. Eu devo abrir as janelas, e livrar a casa do cheiro de promessas carbonizada. Mas a vida está fora de mim, eu não posso mover meus pés. Eu estive aqui de pé no mesmo lugar na cozinha Deus sabe por quanto tempo. Minhas pernas estão tremulas, estou com fome, e eu tenho que fazer xixi. No entanto, eu não me movo. — Rachel, — Travis diz, pela milionésima vez. — Vamos querida. Eu engulo o caroço na minha garganta. De certa forma, esse estranho congelamento do meu corpo é uma bênção disfarçada. Porque poderia ter causado danos corporais intensos a Travis, e isso soa incrível. O momento em que me coloco de pé, minha mente apaga, em algum tipo de estado de choque. Eu vou ter que dizer aos meus pais que o casamento será cancelado. E será para sempre. Eu perdi a pessoa que disse que me amaria para sempre. Eu estava enganada. Onde eu vou morar é outra questão. Voltar para casa? Voltar para Dallas?


Vai ser difícil fazer isso com o meu salário sozinha. Vou ter que cortar um monte do meu estilo de vida, o que não vai me matar, eu sei, mas vai me comer por dentro saber que estou perdendo as pequenas coisas que eu gosto, porque Travis teve que enfiar o seu pau em alguém que não seja eu. — Rach, — ele tenta novamente. — Eu sinto muito. Eu te amo. Eu fecho meus olhos, minhas pálpebras estão inchadas de tanto chorar. A partir de agora, apenas Travis, eu e a garota que estava com ele sabemos de sua infidelidade. Eu desejo que isso pudesse ficar desse jeito. Eu não quero piedade. Eu não quero as pessoas me olhando de forma diferente, perguntando o que está errado comigo, porque eu não fui o suficiente para este homem que eu desisti de tudo para ficar junto. Porque estou me perguntando isso. — Você não me ama, — eu digo, minha voz sai fraca, quase um sussurro. Assim como eu me sinto. — Sim eu aceito. Querida, eu cometi um erro! — Um erro? — A raiva inunda através de mim e eu viro para Travis. — Um erro é colocar uma bolsa preta com sapatos marrons. O que você fez não foi um erro. O que você fez foi assassinato! — Assassinato? Você está levando as coisas longes demais. Eu não matei ninguém. — Sim, você fez. Você matou o nosso relacionamento. Eu balancei minha cabeça, lágrimas transbordando dos meus olhos mais uma vez. Eu não olho para ele, não quero me


afastar a partir deste ponto. Um passo onde eu estou de pé significa mais um passo para lidar. Eu não estou pronta ainda. Mas eu não posso ficar aqui para sempre. Ou, talvez eu possa. — Mas quando você percebeu que era um erro? — Pergunto, satisfeita com o nível que eu sou capaz de falar. — Antes ou depois de colocar o pau dentro dela? — Rach, não fale assim. — Travis move para mim, abrindo os braços para um abraço. No segundo que sua pele toca a minha, eu recuo. — Não me toque. Nunca mais me toque de novo! Travis recua para trás, parecendo magoado. — Então é isso? — O que mais poderia ser? — Eu balanço minha cabeça, com os olhos arregalados. — Você acha que nós podemos passar por isso? Que eu posso te perdoar e seguir em frente, levando os nossos votos como se nada tivesse acontecido? Travis olha para o chão. — Eu... Eu não sei. Mas o que eu sei é que não quero perder você. — Há rachaduras em sua voz. — Eu não quero ficar sem você. Eu estraguei tudo. Eu sinto muito. Mas eu não posso te perder! — Você deveria ter pensado nisso antes de me trair. Por mais que eu não queira me mover, eu não quero estar na mesma casa que Travis. Eu marcho para fora do alcance dele, agarrando todos os fragmentos de raiva dentro de mim, e vou


para o quarto. Eu bato a porta com força suficiente para uma imagem cair no chão, vidro se espatifando em um milhão de pedaços pequenos, mas perigosos. Eu tranco a porta atrás de mim e começo a embalar minhas coisas em um saco. Eu não sei como isso vai funcionar. Nós não estamos casados, assim um advogado não vai se sentar com a gente e nos obrigar a dividir as nossas coisas. Nossa casa está cheia de coisas, metade dela doadas pela minha avó, quando ela se mudou para uma casa de repouso. Mas as pequenas coisas, como panelas, frigideiras, pratos e... O que podemos fazer sobre isso? Eu não posso me dar ao luxo de sair e comprar tudo novo de imediato. Eu caio na cama, exausta. Meu corpo não quer nada mais do que entrar em colapso e dormir por cem anos, não acordar até que Travis esteja morto e enterrado. Sim, eu sei que vou

estar

morta

também,

mas

eu

não

estou

pensando

logicamente agora. As lágrimas teimam em sair, e eu enterro meu rosto no travesseiro, chorando até não restar mais nada. Estou tonta, quando eu me sento e limpo meu rosto. Ainda em minhas roupas de ginástica, pego uma muda de roupa para trocar e vou em direção à porta, mas paro em seguida. Eu não posso tomar banho lá, onde sua puta esteve há não muito tempo atrás. Tenho tantas perguntas sobre ela: quem é ela, como é que eles se conheceram, quanto tempo isso vem acontecendo? Mas nada disso importa. Isso não vai mudar nada. Travis me traiu, convidou outra mulher para vir em nossa casa enquanto eu estava presa no trabalho.


— Que babaca, — murmuro. Eu estava infeliz no trabalho, pensando que teria que ficar até mais tarde, e ele estava em casa, aqui com ela. Mas eu tenho que fazer xixi, caramba, toda a minha maquiagem está lá dentro. Com uma respiração profunda, eu saio do quarto e vou para o banheiro. Travis já veio, abriu as portas, e se vestiu. Mas ele não limpou a água no chão na frente da banheira. Minha meia absorve e eu tenho que me segurar no balcão, à dor do meu coração partido é muito forte. Eu rapidamente faço xixi, em seguida, me forço a me olhar no espelho, eu arrumo minha maquiagem. Minha mala de viagem enche rapidamente, então eu enfio tudo em sacolas de supermercado e, em seguida, pego minha mala, arrastando para o andar de baixo. Travis está sentado no sofá, com a cabeça entre as mãos. Ao vê-lo assim perturbado me faz baixar guarda por um segundo. Ele é uma espécie de pessoa educada, acredita que mostrar emoções significa que você é fraco. Isso causou um grande número de brigas entre nós, mas isso não importa mais. Não mais. — Aonde você vai? — Ele pergunta baixinho. — Pra longe de você. — Rachel, por favor, não faça isso. Balanço a cabeça, mas não me viro pois sei que se eu virar e olhar para ele tudo virá abaixo. — Não. Travis, não. Você fez suas escolhas. Eu vou voltar para pegar o resto das minhas coisas mais tarde. Eu... Eu só não posso estar perto de você. Eu não quero nem olhar mais para você.


— Eu saio, — ele diz com a voz embargada. — Vai voltar para sua amante, você quer dizer? — Eu mantenho os olhos no chão. — Não. Eu vou para um hotel. — Ah, vai fazê-la ir até você? — Rachel, não. Por favor, me desculpe. EU... — Pare com isso. Você só se lamenta por que foi pego. Mas sim, vá. Eu prefiro ficar aqui e arrumar minhas coisas e, provavelmente, beber todo o vinho de qualquer maneira. Saia já daqui. Seus olhos encontram os meus e ele está olhando pra mim como se eu não pudesse estar falando sério. — Saia , — eu digo, oscilando a voz. Essa pode muito bem ser a última vez que eu o vejo. Eu fecho meus olhos, não querendo me lembrar dele assim. — Agora. — Eu vou. Mas nós... Não temos que fazer isso, Rach. — Sim nós temos. Adeus, Travis. Eu escuto os gemidos enquanto ele se levanta, ouvi também seu caminhar através da sala indo em direção as escadas. Um minuto depois, ele está fora da porta. Solto minha respiração e permito que as lágrimas voltem a cair. Eu choro por um minuto, em seguida, me recomponho, cruzando a cozinha para trancar a porta da garagem. Eu localizo o número da minha mãe no meu telefone, meu dedo pairando sobre o ícone chamar. Deixei escapar uma respiração. Minha mãe vai ficar arrasada e não há nada que ela possa fazer agora. Ela é uma professora de jardim de infância e


tem que ir para o trabalho de manhã cedo. Dizer que o casamento está cancelado, é inevitável, mas é algo que eu posso adiar um pouco mais. Lágrimas enchem meus olhos e me sinto mal. Como é que eu vou fazer isso? Dizer a todos... cancelar o local e os outros envolvidos... é simplesmente demais para suportar. Muito tempo, muita emoção. Muito constrangedor. Eu publiquei muito sobre meu casamento no blog e no Instagram. Meus seguidores estavam ansiosos para mais posts e fotos do casamento. Eu não vou ser capaz de dizer a todos, então abro o Instagram, indo para o meu próprio perfil, percorrendo minhas imagens. Minha vida parecia tão perfeita, tão organizada e glamorosa.

Isso

é

o

que

eu

queria,

por

isso

escolhi

cuidadosamente cada imagem. Eu não acho que a maioria das pessoas percebeu que as famosas fotos que posto são geralmente o resultado de cinquenta ou mais fotos tiradas, e a maioria tem pelo menos ligeira edição feita nelas. Do lado de fora olhando para dentro, você pensaria que a minha vida era um conto de fadas. Mas esse era o objetivo de um blogueiro, certo? Isso é o que as pessoas famosas no Instagram fazem: Photoshop, destacando apenas o melhor dos melhores. — Porra, — eu digo para o meu telefone quando uma imagem de Travis me vem à vista. Estou cansada e incrivelmente emocional agora, e olhar para a minha própria cara com sorriso feliz está me irritando.


Porque eu acho que nunca vou voltar a sorrir, sorrisos fake sim, verdadeiros nunca mais. Eu costumava pensar que o amor cura todas as coisas, mas agora eu sei que é uma mentira. O amor não cura. Amor destrói.


Capítulo 6 Derek Meu crachá dá um tapa no meu peito, subindo e descendo no mesmo ritmo dos meus pés batendo no chão. Ar corre dentro e fora de meus pulmões e meu coração martela alto em meus ouvidos. Animado. Cheio de adrenalina. Nervos a mil como se eu estivesse correndo perigo. Isto é o que eu vivo. Isto é o que eu preciso. Perigo tão real que você pode sentir isso pressionado em você, esmagando contra seu corpo com tanta força que faz com que seja difícil respirar. Esta é a única vez que eu me sinto vivo. A luz amarela de um poste de luz derrama para baixo no beco, iluminando meu caminho até o lixo que está derramado no final do beco. Eu salto sobre ele, caio em pé e continuo correndo. Ele não pode estar muito mais à frente. Eu me movo em um canto de um prédio de tijolos, avisto o homem que estou perseguindo. O homem que correu para a parte de trás da loja quando eu o questionei. O homem é culpado, sem dúvida. Ele se vira, e eu tenho algumas opções, pular em cima dele, e ele puxa a sua arma. Eu só tenho metade de um segundo


para tomar uma decisão. Eu poderia esquivar por trás do edifício e esperar que o criminoso continue correndo. Atirar em mim é o seu último recurso. Se ele tivesse a intenção de me matar, ele já teria feito. Mas quando se trata de alguém com uma arma, eu não deixo nada passar. Eu poderia pegar minha própria arma e matá-lo antes que ele tenha a chance de puxar o gatilho. Assistir ele cair sem lhe dar a chance de me machucar. Meus pés deixam o chão quando eu salto, indo com a opção número três: luto contra ele e o levo para interrogatório. Nós colidimos e sua arma cai ruidosamente contra o pavimento. Ele pousa em suas costas e luta contra mim, um movimento facilmente evitado. Eu o agarro, viro, e segurando seus pulsos. — Eu não fiz nada, — ele esbraveja e eu o ajudo a ficar de pé. — Pessoas inocentes não dizem isso, — eu cuspo. — Ou portam armas de fogo ilegais. Estou supondo que você não tem uma licença. — Não é minha, — diz ele, como se isso fosse melhor. Eu posso dizer pelas crostas em seu rosto que ele é um viciado. — Um cara me deu isso. Pagou-me cinquenta dólares para eu ser peão para ele. Eu apenas aceno, o movo contra uma parede, e então chamo a estação, não querendo tocar na sua arma e apagar quaisquer impressões digitais. Eu posso dizer, olhando para a arma que não está carregada. Os números de série foram apagados também. Isso vai ser interessante a se desenrolar.


— Você tem um nome? — Pergunto. — Roger. — Onde você esteve hospedado? Seus ombros sacodem incontrolavelmente. — Aqui e ali. Fiquei no Good Faith na última noite. Boa Fé é a igreja que patrocina a clínica de bem-estar onde Rachel a enfermeira sexy é voluntária. Eu recebo um flash de seu rosto bonito, e a bondade em seus olhos azuis. Ela olhou para mim como se pudesse ver através de mim. Ela olhou para mim com compaixão, sem julgamento. E isso é algo que eu não tinha visto em algum tempo. — Alguma vez você já disparou uma arma antes? — Pergunto. A

cabeça

de

Roger

está

agitando...

Bem,

se

contorcendo, eu acho. — Não. — Eu olho para ele, notando seu cabelo castanho sujo e pele suja. Como ele acabou assim? Ele nasceu em uma vida cheia de drogas? Descemos para a estação, e várias horas mais tarde Roger nos dá o nome do proprietário da arma. Uma vez que a balística volta com um relatório sobre a arma, vamos saber mais. Possivelmente o suficiente para fazer a prisão, e talvez até mesmo fechar o caso dos desabrigados homens assassinados. — Bom trabalho, garoto, — Andy diz, puxando um cigarro do bolso. Ele rola entre os dedos, em seguida, traz para o nariz e inala. Ele tem tentado parar de fumar desde que eu o conheço, e ele jura que cheirar a maldita coisa ajuda a passar a vontade.


— Obrigado, — eu digo. — Quer ir tomar café da manhã? — Já é de manhã? Andy dá uma risada saudável. — Já é manhã, garoto. O que me lembra, que você tem que parar com estas prisões no meio das noite. Minha esposa vai cair na real cansada do meu telefone tocar às quatro da manhã. — Ela não sabia disso quando ela se casou com você? — Hah. Vou lembrá-la disso. — Vamos para Suzy. Você sabe, não é tarde demais para conseguir o número da garçonete. — Você vai, — eu digo. — Vou olhar as pistas que Roger nos deu. — Garoto, — Andy diz e eu sei por seu tom de voz que ele não vai aceitar um não como resposta. — Você passou mais tempo na estação do que na sua própria casa. Todos nós temos demônios. Correr não vai fazê-los ir embora. — Eu não estou correndo, — digo, embora talvez isso é exatamente o que esteja fazendo. — Basta ficar ocupado. Andy me olha com mais preocupação do que ele já fez antes. — Se você acredita nisso. — É a verdade. — Mas é isso? Porra, eu não sei.


Capítulo 7 Rachel Eu acordo enrolada com uma garrafa vazia de vinho, uma dor de cabeça e um coração partido. Por uma fração de segundo quando a luz do amanhecer ofusca meus olhos, eu pensei que hoje seria como qualquer outro dia. O meu noivo ao meu lado, a contragosto se levanta para o trabalho enquanto eu conto uma piada sobre como eu vou dormir mais um pouco. Ele vai me beijar e deslizar a mão debaixo das cobertas, me acariciando, enquanto debatemos se temos tempo suficiente para uma rapidinha. As lágrimas vêm junto com a percepção de que ele não tinha tentado isso há algum tempo. Quando foi a última vez que não conseguiu resistir aos nossos instintos mais primitivos, para transarmos sujo na parte da manhã, fazendo Travis se atrasar para o trabalho? Isso foi estar juntos, expressando nosso amor, era mais importante que qualquer outra coisa. O click da garrafa de vinho contra o meu anel de noivado, faz meu coração doer ainda mais. Eu enterro meu rosto no travesseiro, e choro até que eu não posso resistir ao meu instinto humano básico que precisa comer e fazer xixi. Eu vou direto para o andar de baixo, não querendo usar o banheiro onde a causa do


nosso rompimento ocorreu, e então vou para a cozinha e faço uma pequena salada de fruta saudável. Eu me afundo no chão da cozinha, e como meu pequenoalmoço. Minha pele coça onde o suor secou. Eu nunca fiquei sem banho, mas o pensamento de entrar onde ela andou, onde ela estava, inclinando sobre ele, como Travis transou com ela, é suficiente para me fazer querer vomitar. Isso não deveria ter acontecido. A história deveria terminar com beijo e um felizes para sempre. Lágrimas picam em meus olhos. As páginas em branco da minha vida agora são aterrorizantes. Será que minha história de amor se transformará em terror? Eu provavelmente não tenho a mesma sorte. As pessoas gostam de uma boa história de terror. Minha vida vai se tornar um conto chato. Com raiva, eu limpo as lágrimas dos meus olhos, querendo sentir a raiva cega que eu senti ontem à noite. Quero esmagar a minha dor e gritar. Mas tudo o que eu sinto é a derrota. Derrota

e

páginas

em

branco.

A

imprevisibilidade

totalmente aleatória do futuro usado antes para me excitar. O desconhecido é aterrorizante quando você tem que enfrentá-lo sozinha. Levanto, bebo um pouco de água e me sinto quase imediatamente melhor. Olhando para o copo vazio na mão faz com que a raiva volte. Sem pensar, eu viro e atiro o copo contra a parede. Como ele pôde fazer isso comigo? No final, eu vou estar feliz que descobri antes do casamento. No final, eu vou conseguir passar por isso. Mas agora tudo o que posso fazer é tentar juntar


meus milhões de caquinhos como o copo que esmagou contra a parede. Eu não posso ficar aqui. Eu não quero ver Travis novamente. Não há maneira de dividir as coisas de forma justa. Devo pegar o que eu quiser e se eu deixá-lo com um rolo de papel higiênico o bastardo deve se sentir feliz. Embora eu não queira nada dessa casa. As decorações... Nem mesmo meu amado sofá. Só vai me fazer lembrar ele e trazer energia negativa com ele onde quer que eu vá. Mas minhas coisas pessoais, como roupas, sapatos, jóias... Isso está vindo comigo. E porcaria que eu tenho um monte dessas. Demais para caber no novo conjunto de malas que eu comprei para a lua de mel. Eu odeio a idéia de colocar minhas roupas em sacos de lixo, mas se isso for preciso, então que assim seja. Deparo-me com o laptop de Travis no quarto de hóspedes quando estou recolhendo minhas coisas. Eu paro e olho para ele, nervosamente torcendo meu longo cabelo loiro por entre meus dedos. A lógica me diz para deixá-lo lá. Pra que colocar o dedo na ferida? Mas eu joguei lógica e raciocínio pela janela ontem quando peguei o homem que eu deveria me casar em flagrante. Sento no chão e abro seu computador. É protegido por senha, mas eu sei a senha. Eu a conheço. Ele me disse. Porque nós confiávamos um no outro. Não tínhamos nada a esconder. Eu sinto que eu realmente não estou em meu corpo novamente quando coloco o login no seu Facebook. Eu deveria parar. O dano está feito e não há necessidade de continuar a dor.


No entanto, eu preciso saber. A compulsão me motiva, e agora estou olhando para suas mensagens. O mais recente e não lidas de Shana Rosten. Eu a conheço. Ela é supervisora de Travis, e a última vez que verifiquei, tinha um marido. Saímos para jantar com eles algumas vezes, eles já vieram aqui para alguns drinks. Ela era a mulher que Travis estava fazendo sexo no chuveiro na noite passada. O vômito sobe na minha garganta. Ele estava me traindo com uma mulher casada. Eu examino a sua mensagem. É histérica, com medo de que eu vá dizer ao seu marido. Eu envio o e-mail para mim mesma, mas não faço nada com ele ainda. Ainda não. Eu rolo a mensagem, incapaz de parar a mim mesma e me arrependo instantaneamente quando leio as palavras de Travis. A Sra está presa no trabalho. Quer vir e se divertir um pouco? Estou ansioso para isso ;) Existem várias outras mulheres enviando mensagens. Eu esfrego meus olhos, me perguntando se é possível esgotar as lágrimas, e decido que já tive suficiente. Ele esteve, obviamente, com mais de uma mulher. Eu bato o computador fechado. Não só me faz mal que eu não era o suficiente para Travis, mas eu me sinto tão incrivelmente estúpida. Como eu não percebi que isso estava acontecendo?


Meu celular apita quando recebo uma mensagem de texto e meu coração salta uma batida. Não quero que seja Travis. Não há caminho para volta, não há perdão, ainda que fosse bom para a minha inexistente autoestima tê-lo lutando por mim. Deixo o computador dele na cama, não me importando em colocá-lo de volta onde eu o encontrei. Eu quero que ele saiba que eu sei de tudo. O mundo gira em torno de mim, quando eu desço a escadas para pegar meu celular. Meu telefone está quase morto, o que pode ser uma coisa boa. Assim não há maneira de receber chamadas, eu não posso obsessivamente esperar por Travis chamar. Porque não importa o quão duro estou tentando me convencer de que eu não me importo, mas no fundo eu faço. Eu me preocupo muito para caralho. A mensagem é uma foto de uma pulseira que foi enviada por Lauren. Eu o abro, e faço uma inspeção das pulseiras que são passaportes da Disney, e em seguida leio o que ela digitou: Eu vim para casa para encontrá-los esperando por mim!! Noah está nos levando para a Disney World para o meu aniversário!! Estou tão animada por ela. Porque eu sei o que vai acontecer no mundo da Disney, e não poderia ser um lugar mais perfeito para Noah propor. É seu aniversário. Seu aniversário é cerca de um mês depois do meu casamento. Eu deveria estar me recuperando da felicidade da lua de mel, chegando em casa depois de duas semanas no Havaí quando ela for para a Flórida


para ter o cara de seus sonhos propondo casamento. Eu coloquei o telefone de volta no balcão, incapaz de escrever uma resposta genuína agora. Além disso, de maneira nenhuma eu vou perturbar a minha melhor amiga durante o que deveria ser um dos melhores momentos de sua vida. Eu fecho meus olhos e me pergunto quanto tempo posso manter isso em segredo. Melhor manter todos no escuro tanto tempo que for possível, certo? Poupá-los do sofrimento, enquanto eu puder. Só que eu não posso esconder isso de mim mesma, e mais cedo ou mais tarde, eu vou ter que começar a fazer chamadas para cancelar todas as coisas do casamento. Poucos minutos depois, outro texto aparece na tela. É outra foto de Lauren, e a imagem de sua filha usando orelhas da Minnie me faz sorrir, entorpecendo a dor por apenas um momento. Ela me mandou uma mensagem, uma mensagem feliz, e eu quase não quero lê-la. Boa notícia não faz outra coisa se não jogar sal na ferida, e eu estou me odiando por pensar assim. Não é que eu não esteja feliz por Lauren, é que as coisas boas me lembram o que eu perdi. Não há muito espaço para a lógica aí, eu sei. Desde quando as emoções são lógicas? Eu respiro fundo antes de olhar para a sua mensagem. Ele ainda comprou passaportes para meus pais! (É para que eles possam cuidar de Ella e nós podemos nos divertir. Shhh ... não diga isso a eles!) Nós tínhamos conversado sobre ir para a Disney, mas eu não sabia se ele convidaria meus pais também para ficar com Ella. Você sabe que eu não posso deixá-la. Mas com


meus pais indo, vai ser perfeito! Estou entrando seriamente em pânico de tanta emoção! Depois de uma série de coraçãozinho e emoticons sorrindo, Lauren pergunta como eu estou, e me lembra de que devo mandar os convites. Hah. Eles não são nada além de uma pilha carbonizada de promessas vazias no interior da lata de lixo. Eu desliguei o telefone e esfreguei os olhos. Eu realmente preciso de um banho. Depois de tomar outro gole de água, eu me levanto e vou para o quarto. E então estou novamente embalando minhas coisas. Enfio todas as minhas coisas em um saco de lixo, fechando, em seguida, lembro que eu tenho que trabalhar esta tarde. Porra. Então não posso mais adiar o banho por muito tempo. Pisando com meus pés descalços no chão sinto náuseas. Talvez sua bunda e seios se chocou contra a parede do chuveiro. Talvez ela tenha usado o meu shampoo, meu sabonete, meu condicionador! Meus olhos se estreitam. Ninguém usa o meu condicionador. Eu marcho até as escadas e pego uma garrafa de água sanitária de debaixo da pia da cozinha. Cinco minutos mais tarde, estou tossindo com a quantidade de produto de limpeza que usei. Mas agora o chuveiro esta desinfetado o suficiente para eu usar. Então eu saio e faço meu cabelo e maquiagem. Um, para passar o tempo. Dois, para cobrir a merda que eu sinto por dentro. Por mais que eu não queira ir para o trabalho, saber que eu não vou estar em casa quando Travis voltar é uma coisa boa. E há uma boa chance de que ele vai dormir quando eu chegar em casa. Especialmente desde que eu não tenha a intenção de vir direto para casa depois


do trabalho. Quero evitar este lugar por tanto tempo quanto for humanamente possível.

Está se aproximando da uma hora quando eu saio. Heather chegou quinze minutos mais cedo para me ajudar. O bom ainda que o pequeno gesto fosse quase o suficiente para causar a descoberta da minha mentira. Eu não contei a ninguém porque eu não queria piedade, e eu sei que, assim que a primeira palavra sobre o meu relacionamento arruinado sair de minha boca, lágrimas rolarão. Então, ao invés de ir para casa, eu dirigi por um tempo, depois fui para um restaurante 24 horas, pedi um cheeseburger e batatas fritas, e comi no meu carro. Eu poderia ter ficado afastada por mais tempo, mas droga, eu precisava dormir. A casa estava tranquila quando eu entrei. O brilho da TV iluminava a entrada suficiente para me ver. Eu tirei meus sapatos, coloquei minha bolsa para baixo, e fechei a porta atrás de mim. — Rachel? Sua voz é como mil agulhas e meu coração é a almofada de alfinetes. Eu deveria ter ficado em um hotel. Eu não posso fazer isso, não posso enfrentá-lo. — Quem mais seria? — Eu resmungo.


— Oh espere. Talvez Shana. Ou Jade. Ou Caitlin. — Eu fico um pouco mais confiante a cada nome que eu falo. Segurando a minha ansiedade, eu ando pela casa e vou para as escadas. — Espere, — diz ele quando aterrisso meu pé no primeiro degrau. — Não podemos conversar? — Não há nada para falar, — eu digo sem me virar. — Já falamos tudo. — Você vai jogar fora três anos de relacionamento? Se eu fosse um vampiro, minhas presas estariam fora. — Eu não joguei nada fora, — eu assobio, girando ao redor. Se eu tivesse olhos raio laser, ele seria um monte de pó agora. — Foi você que jogou tudo fora! Eu não fiz nada! — Exatamente, — ele grita, levantando do sofá. — Você não fez nada. Você tem alguma idéia de quão solitário eu estive? Oh não, ele não acabou de dizer isso. Se alguma coisa estivesse na minha mão seria atirado contra seu rosto. Porra! Ele está me transformando na vilã! — Não se atreva a tentar dizer que isso é culpa minha. Não me lembro uma única coisa que eu fiz de errado! Isto é tudo com você! Você me traiu. Você traiu tudo o que construímos. — Eu vou até ele rápido, e ele dá um passo para trás. Boa. Você deve estar com medo. A Rainha Má não faz prisioneiros. — Deixei meus amigos, deixei minha família, deixei um emprego por você! E para quê? Para que você possa ficar sozinho?


Você jogou tudo fora enquanto você resolvia os seus assuntos? Se você está tentando me fazer sentir mal, parabéns, você só fez pior. — Eu fico olhando para ele, bem dentro daqueles olhos castanhos que eu usei para me perder. Então eu dou um passo para trás, engolindo as palavras que estão ameaçando sair. Palavras verdadeiras. Palavras que se destinam a causar dor. As palavras que eu vou me arrepender mais tarde. Não porque eu não queria dizêlas, mas porque acredito que as últimas palavras que dizemos uns

aos

outros

não

devem

ser

mal-intencionadas.

Eventualmente, a raiva vai desaparecer e eu vou seguir em frente. Em uns dez anos mas eventualmente. E eu não quero ser assombrada por nossas palavras de despedida. — Sinto muito, — ele sussurra. — Eu sinto muito. Se eu pudesse voltar atrás, eu faria. Rachel, por favor. Tudo o que posso fazer é balançar a cabeça. — E eu sinto muito. Mas isso não é algo que eu posso perdoar. Você não apenas flertou com algumas putas on-line para aumentar a sua confiança. Você teve relações sexuais com elas. Você as beijou, em seguida, me beijou. Você colocou seu ... — Eu não posso terminar. A dor me bate e eu me dobro, lágrimas caindo como chuva. — Oh, Rachel. — Sua mão pousa no meu ombro. Caloroso. Familiar. — Não! — Eu tento manter certa distância.


— Não! Você não consegue me confortar mais. Você não pode tocar mais de mim! Só estou aqui porque eu ainda não sei para onde ir! — Você não tem que ir a qualquer lugar. Fique! Por favor. Por favor, Rachel! — Ele chega mais perto de mim e eu aperto sua mão. — Não me toque! Não se atreva a me tocar! — Então é isso? A raiva cai como um livro pesado. — Sim. — As palavras me deixam, libertando algumas coisas. A emoção me choca, envia um arrepio na minha espinha, e de repente estou olhando para Travis como se ele fosse um estranho.

muito

a

dizer

entre

nós,

muitas

mentiras

enterradas. Por mais difícil que é deixar ir e descobrir como seguir em frente, eu sei o que tem de ser feito. — É isso.

O pouco de paz interior que eu senti ontem à noite se foi quando eu acordei. Meu coração dói muito, e eu me sinto uma perdedora. Embora isso não seja uma desculpa, eu negligenciei Travis? Usar a linha que homens-tem-necessidades é besteira completa e absoluta, que eu nunca teria comprado, mas agora eu sou fraca e me pergunto se eu era uma namorada de baixa qualidade e teria me tornado uma esposa de merda.


Eu fico na cama toda a manhã, assistindo TV durante o dia e chorando. Saber que eu tenho que lidar com isso é o sal na ferida, e a dor do meu coração partido se manifesta fisicamente, irradiando para os dedos das mãos e pés. Eu não acho que eu poderia me levantar e sair da cama se eu tentasse. É apenas muito, e eu não sei o que será pior: ter que ver Travis novamente hoje à noite ou ter que dar a notícia aos meus pais. Como posso dar esse tipo de notícia? Comece com uma notícia suave e depois de as más notícias? E que tipo de boa notícia é que eu ainda tenho? Ei, mãe, sou eu. A boa notícia é que estou viva hoje. A má notícia é, Travis me traiu e o casamento está cancelado e eu estou praticamente morta de qualquer maneira, de modo que a boa notícia é uma mentira. Eu fungo e esfrego os meus olhos. Eu estou viva. Eu sou saudável. Eu tenho um trabalho e uma casa. Eu fecho meus olhos e penso sobre os problemas do mundo e todos. O meu é realmente muito insignificante... Que me faz sentir mais solitária e deprimida. Longo caminho a percorrer, Rachel. A única maneira de parar de pensar é sair da cama. Permanecer ocupada, fazer coisas. Deixo as coisas de Travis onde estão. Ele vai ficar aqui, eu acho. Mas agora ele já saiu para o trabalho. E isso me faz lembrar das imagens que estão esperando por mim no Facebook. Que por sua vez me lembra de que eu tenho negligenciado a mídia social durante dois dias, e eu entro em um momento de pânico. Porra, por que meu cérebro tem que trabalhar assim? Uma folga, por favor.


Eu tenho que enviar as fotos para o marido de Shana. Ele merece saber. Mas que poderia destruir seu casamento, e eu seria a razão por trás disso... — Não, — eu digo em voz alta. — Eu não. Eu não enganei ninguém. Eu pego o meu telefone com a intenção de encontrar o marido de Shana no Facebook, e vejo que eu tenho mais textos de Lauren. Um deles é me perguntando se eu assisti o final da temporada de Once Upon a Time, e outra é um retrato de uma ninhada de cachorros que ela estava trabalhando em uma de suas aulas veterinárias. Quero perguntar o que fazer. Ela sempre foi para quem liguei quando precisava de ajuda. Embora ela nunca vá admitir isso, Lauren é sábia nesta amizade. Ela pode ver as coisas através de ambos os lados. Deixei escapar um suspiro. Eu não quero aborrecê-la; Ela tem o suficiente acontecendo com a escola e seu bebê. E estou cansada. Eu não quero falar sobre isso agora. O telefone toca quase que imediatamente depois que eu coloco para baixo. É do trabalho, e meu dedo paira sobre o botão declínio vermelho antes de respondê-la. — Olá? — Rachel, oi. É Mary Anne. Como você está indo, hun? Eu reviro meus olhos. Ela não se importa. Eu devia falar o que você quer? Mas decido ir com algo mais educado. — Estou bem. Como está você? — Oh, você sabe, — ela começa com uma risada.


— Outro dia outros problemas, certo? Por isso, tivemos uma chamada à meia noite. Sei que está de folga hoje, mas você poderia vir e nos ajudar? Eu realmente aprecio isso. Meu primeiro pensamento é Oh não. Estou cansada. E eu sei que nós estamos com poucos auxiliares de enfermagem do turno da meia-noite. Mas me tiraria de casa... — Não, — eu digo e sinto alívio. — Sinto muito, mas eu não posso. — Não tenho mais ninguém para preencher esse ponto. Meus olhos se estreitam. Ela poderia preencher. Eu nunca a vi tapar buracos na programação, uh. — Sinto muito, — eu digo novamente. — Mas eu não posso. — Bem, por que não? — Seu charme falso está desaparecendo. — Razões pessoais, — eu digo, sabendo que ela não pode realmente pedir ou esperar uma resposta. Esta noite é minha noite de folga. Eu não devo nada a ela. — Você realmente vai abandonar seus pacientes por motivos pessoais? Minha boca se abre, mas eu não falo nada. Outros teriam vomitado palavrões, como você responde a isso? — Eu vou vê-los na quarta-feira no meu turno. Desculpeme, eu não posso esta noite. Ela desliga sem dizer adeus. Eu me inclino contra o balcão da cozinha e fecho meus olhos, me sentindo tão perdida. Não sabendo mais o que fazer, eu continuo embalando e tudo o


que tenho é um monte de pilhas na cozinha. Quanto mais perto chega de Travis voltar do trabalho, mais ansiosa me sinto. Uma rajada de vento sopra através da janela da cozinha, trazendo consigo uma promessa de chuva. Eu sinto falta do cheiro da chuva. É muito mais seco aqui no Texas, eu não sinto aquele cheiro maravilhoso de chuva com muita frequência. Uma onda de saudade vem, agarrando o que restou do meu coração partido. Quero sair daqui. Eu preciso sair daqui. Nós não podemos viver assim, passando de amantes a estranhos em um instante. Lágrimas enchem meus olhos por trás das pálpebras fechadas. Demorou um mês de conversar e flertes antes de Travis e eu irmos ao nosso primeiro encontro. Demorou mais de dois meses antes de nos tornarmos exclusivos. E outros dois antes de confessarmos o nosso amor, um amor que se tornou mais forte e mais forte até que ambos sabíamos que não havia mais ninguém. O que cresceu há anos murchou, se desintegrando no solo uma vez que brotou. E eu vou junto com ele. Então eu vou para minha cama, e início uma busca por apartamento. Tenho que escolher um novo lugar para morar. Indo por meu salário só me limita, a menos que eu o dívida com um companheiro de quarto... O que me dá uma idéia. Uma má idéia. Lauren liga quando estou prestes a verificar Craig na lista de contatos. Lauren é alguém que prefere mensagens de texto e mensagens no Facebook do que chamadas, por isso ou algo


realmente bom ou algo realmente ruim aconteceu. Eu não posso não atender. — Olá? — Graças a Deus, — diz ela. — Você está viva. Mal. — Sim, — eu inspirei o ar, minha voz vacilante. — O que está errado? Você não respondeu a meus textos e você não atualizou seu blog. Lauren não é da mesma forma que eu sou, mas ela é uma amiga boa o suficiente para acompanhar e me apoiar. Lágrimas enchem meus olhos. — Rachel? Você está bem? As lágrimas rolam pelo meu rosto. — Não. Eu não estou bem. — Eu caio no choro, segurando o telefone longe para que eu não chore no ouvido de Lauren. Ela não pergunta o que está errado. Ela só diz que está a caminho.

— Você vai passar por isso, — diz Lauren. Ela está sentada ao meu lado no sofá, me esmagando em um abraço, compartilhando um cobertor e segurando minha mão. Ela e seu namorado Noah chegaram cerca de uma hora atrás. Eles


pegaram um vôo noturno, e deixaram sua filha em Michigan. É a primeira vez que Lauren fica longe dela. Levei quase uma hora para explicar o que aconteceu desde que eu não parava de chorar. — Você é mais forte do que você sabe. Eu limpo o meu rosto com as costas da minha mão. — Eu não sou forte. Eu tenho sido uma bagunça todo este tempo. — Você é forte, — ela repete. Ela acredita, com todo o seu coração. Eu não quero deixá-la para baixo. Meu cabelo cai em torno de meu rosto. — Então por que me sinto tão perdida? — Porque esta é uma situação de merda, — diz ela sem rodeios. — Eu não sei o que eu faria se ...— Ela olha para longe, movendo o olhar para Noah. — Se você não se sentisse perdida, isso sim seria estranho. Mas você tem a mim. Eu serei o seu GPS. Meu lábio inferior treme e lágrimas enchem meus olhos mais uma vez. Eu fungo, mas não posso controlar minha emoção. — Eu te amo. — Eu também te amo, — ela sussurra, com lágrimas escorrendo pelo seu rosto. — Eu odeio que isso aconteceu. Eu gostaria de saber falar palavras mágicas para torná-lo melhor. — Eu também, mas as palavras mágicas que eu queria ouvir fariam o pau de Travis cair. Os olhos de Lauren aumentam.


— Consiga um desses bichos para colocar um ovo em seu pau. Ou em qualquer lugar em seu corpo. As larvas são bem desagradáveis. E a coisa toda é dolorosa. — Eu só vi larvas pequenas. Essas são larvas maiores? Lauren sorri. — Eu tenho imagens, quer ver? — Eu quero. Ela se vira para pegar seu telefone de mesa de café, e eu pego um vislumbre do rosto de Noah. — Vocês duas são estranhas, — ele diz e balança a cabeça. — Eu sou uma enfermeira, ela é uma veterinária... nada realmente nos assusta. — Eu sorrio, pela primeira vez desde domingo. — Eu sei, — diz Noah. — Lauren mostra as imagens o tempo todo. Eu acho que estou me acostumando com isso também. — Seus olhos caem sobre Lauren e ele sorri. É fácil transformar esse momento em algo negativo. Para sentir ciúme de algo que eu não tenho mais. Mas quando tudo se desmorona você tem que lembrar que algumas coisas caem juntos. Estou caída na tristeza, meu cérebro constantemente me lembrando de todos os bons momentos que já não tenho mais, e ainda assim eu não me lembro uma única vez que Travis olhou para mim dessa maneira. Como se eu fosse a única coisa que importa. Obviamente, eu não era. Eu respiro fundo e estico as pernas e gemo. — Eu preciso de café, — murmuro.


— Quer que eu faça alguma coisa? — Lauren oferece. Eu balancei minha cabeça. — Ainda deve haver algum no pote. — Eu faço, — Noah oferece e se levanta. — Eu sei como Lauren gosta de seu café, mas e você, Rachel? — Preto, como o meu coração morto murcho, — eu digo secamente. — Desde quando você gosta de café preto? — Brinca Lauren. — Você está certa. — Eu me levanto e pego uma garrafa de uísque irlandês da geladeira e despejo em uma caneca de café, em seguida, tomo um gole. — Esquecendo alguma coisa? — Pergunta Lauren. — Huh? — Eu sento ao lado dela. — Café. Eu tomo outro gole e levanto as sobrancelhas. — Não seja tão crítica. Lauren sorri e revira os olhos. — O que você vai fazer? — Ela pergunta baixinho. Eu tomo outra bebida e balanço a cabeça. — Não tenho certeza. Eu não posso ficar aqui, vivendo assim. Eu quero ir para casa. Eu queria ir para casa por um tempo. — Minha memória manda flashes de algo que minha mãe disse quando fomos visitá-la no Natal. Ela ficou surpresa ao saber que eu realmente não tinha nenhum amigo aqui. Eu sou social e gosto de falar, por isso, isso era diferente de mim. — Você nunca gostou de Travis? — Pergunto a Lauren.


Ela se vira para Noah, abrindo a boca. Ele balança a cabeça muito ligeiramente, mas isso é tudo que eu preciso. — Por que não? — Parecia que algo faltava para vocês, — diz ela com cuidado. — Eu não acho que ele te traiu o tempo todo que vocês estiveram juntos, mas o respeito que as pessoas apaixonadas tem um pelo outro sempre parecia faltar. Eu ouvi você dizer mais coisas negativas do que positivas desde que você se mudou para cá. — Ela faz uma pausa, suas sobrancelhas empurrando juntas. — Desculpa. Eu não deveria ter dito isso. Você não me acha louca, acha? — Não, porque eu concordo completamente com você. — Não sei se é a ajuda da minha melhor amiga ou a bebida, mas eu sinto um pouco de alívio. Cancelar o casamento e ter de enfrentar todo mundo está sugando minhas energias. Mas eu vou superar isso. Não casar com Travis não é algo que pode ser facilmente superado. A crosta ainda está fresca, mas a ferida está cicatrizando.

— Isso é tudo? — Lauren fala, estabelecendo uma pasta sobre a mesa de café. — Sim. Está tudo aqui... Eu acho.


Ela balança a cabeça e abre a pasta, folheando papéis enquanto ela faz uma lista. — E o seu vestido ainda não foi escolhido, certo? —

Ainda

não.

Eu

deixei escapar

uma

risada

estrangulada. — Este é um momento em que meu desleixo valeu a pena. — Lauren me dá um sorriso compreensivo. — Obrigada, — eu digo a ela. — Por fazer isso. — Você não tem que me agradecer. — Ela anota mais algumas

coisas,

completando

a

lista

de

todas

as

coisas

relacionadas ao casamento que precisam ser canceladas. — Eu vou começar a ligar agora. Eu duvido que consiga falar com todos, mas pelo menos posso deixar mensagens. — Sério obrigada. Eu sei o quanto você odeia falar ao telefone... Ou pessoalmente. Você ainda ensaia seus pedidos antes de dizer ao garçom nos restaurantes? — Eu a ajudei com isso, — Noah diz com orgulho. — Ela é muito melhor com esse tipo de coisa agora. Ela até mesmo ligou para a empresa de telefonia e reclamou no outro dia. — Foi horrível, — Lauren diz e seus olhos encontram os meus. Sinto meu coração voltar no lugar um pouco. — Este é o mínimo que posso fazer para ajudá-la, Rach. — Ela vai até a cozinha e liga para alguém envolvido no casamento. Eu tento não prestar atenção. — Obrigada por voar até daqui, — digo baixinho para Noah, que ainda está sentado na sala de estar. Ele joga em seu


telefone, e embora ele não disse nada, eu tenho certeza que ele está entediado. — E desculpe se isto interfere com a sua vida. Noah balança a cabeça. — Não se desculpe pelo que aquele idiota fez. Eu aceno, passando os braços em volta de mim. — Como está o trabalho? — Pergunto. Conheço Noah desde o colégio, e uma vez que ele tem sido amigo do irmão de Lauren por anos, nos cruzamos várias vezes, quando dormíamos em Lauren, ao mesmo tempo. Mas nós nunca realmente nos falamos, e isso é um pouco estranho. — Ocupado, mas bom. —

Está

bem.

Lauren

me

disse

que

você

estava

fotografando casamentos. — Sim. Eu particularmente não gosto, mas é bom ser capaz de trabalhar perto de casa. Eu costumava gostar de viajar à trabalho, mas é difícil deixar Ella agora. Eu apenas aceno novamente. Eu nunca fui boa em fazer pequenas conversas assim. — É para o casamento Brown-Martin, — diz Lauren. Eu fecho meus olhos. Eu sabia que isso ia doer. Eu sabia que cancelar cada compromisso seria como arrancar um BandAid, expondo a ferida. Mas eu não estou preparada para a sensação de ser sugada. Eu me sinto tão estúpida. Noah pega o controle remoto da TV, e alguns segundos depois, o som de Bob Esponja abafa as palavras de Lauren. Eu puxo meus joelhos até meu peito e me inclino para trás. Eu me


concentro, mas eu ainda posso ouvir a conversa. Eu olho para frente, me concentrando nestes desenhos animados estúpidos. Uma hora depois, Lauren se junta a nós no sofá. — Eu fiz tudo que eu poderia ser feito e você receberá os depósitos de volta da maioria dos lugares, — ela começa. — O local precisa falar com seu pai, uma vez que o cartão de crédito nos arquivos está em seu nome. Meu coração pula em uma batida. — Eles não podem fazer isso, podem? — Não sei, tenho que perguntar sobre isso. O lugar que você comprou seu vestido disse que você pode vendê-lo mais barato se você quiser. Eu disse que tomaria uma decisão mais tarde e ligaria de volta. — Eles podem tê-lo, — eu cuspir. — Eu não quero nada disso. Ela balança a cabeça. — E o gerente do resort não estava, então eu deixei uma mensagem para ele retornar a ligação. Eles foram muito rudes, só para avisá-la. Cruzo os mãos e percebo que eu ainda estou usando meu anel de noivado. O mundo gira em torno de mim quando eu olho para o diamante reluzente. Meus olhos se fecham quando eu tento tirar, o coração bate em meus ouvidos. A maldita coisa fica presa na minha junta e eu freneticamente tento arrancar. Ele voa e pousa na mesa de café com um clique. — Eu quero jogar essa coisa em um lago, — eu digo entre os dentes.


Noah se inclina para frente e o pega, olhando para os diamantes. — Eu acho que vender seria uma opção melhor. — É verdade, — eu digo e me inclino para trás no sofá. — Vou empenhorá-lo. Com o dinheiro vou para casa. Lauren coloca a mão na minha. — Falando de ida, você já decidiu o que fazer? — Eu quero ir para casa. — Você quer dizer casa em casa? — Sim. — Eu engoli a emoção. — Eu sinto falta de Michigan. Eu sinto falta de você. Eu sinto falta da minha família. Eu me mudei para cá por causa de Travis, e agora que estamos ... agora não há nenhuma razão para ficar. — Lágrimas formam nos cantos dos meus olhos. — Casa. Meus pais. Eles vão ficar tão desapontados. — Não com você, — Lauren diz suavemente. — Quando você pretende ir? — O mais cedo possível. — E o trabalho? — Eu vou sair. — Eu esfrego meus olhos. — Você não quer cumprir aviso ou algo assim? — Ela pergunta. — Eu não quero que você se arrependa de nada mais tarde. — Oh, eu não vou. Mesmo antes dessa bagunça eu queria sair. Minha chefe é chata. — A maioria dos chefes são. — Não é como Mary Anne, — eu digo.


— Confie em mim, se você a conhecesse você estaria tentada a jogar sal e exorcizar os demônios que residem dentro de seu corpo sem alma. — Exorcizar? — Sim. Como no filme exorcismo, — digo a ela. Eu solto um suspiro. — Eu vou encontrar outro emprego em Michigan. Casa de repouso tem uma alta taxa de rotatividade. E se eu não conseguir encontrar um emprego, eu vou me tornar uma noiva por correspondência ou algo assim. Você sabe, que provavelmente essa é a única maneira que eu vou conseguir um casamento agora. — Rachel, — Lauren diz com severidade suficiente. — Eu sei que agora você não pode ver a luz no fim do túnel, mas ela está lá. Além disso, você está velha demais para ser uma noiva por correspondência. Eu concordo. — Você está certa. Vou tentar arranjar um fazendeiro. Talvez um que eu tenha que ficar nua. Pelo menos a dieta que eu fiz vai valer alguma coisa. Ela ergue uma sobrancelha. — Lembra quando fomos acampar? Você não durou mais do que a metade da noite que estávamos no meu quintal. — Oh, certo. Eu não gosto de insetos. — Eu balancei minha cabeça. — Eu odeio estar insegura. Odeio como eu sinto que não sei quem eu sou.


— Você se sente assim agora. Mas você é Rachel Brown. Minha melhor amiga. Uma enfermeira. Uma blogueira de moda famosa em seu Instagram. — Eu não tenho seguidores o suficiente para ser uma Insta-famosa, — eu digo, revirando meus olhos. — Ainda não. Mas você terá. Eu descanso minha cabeça contra o sofá. — Talvez. Se eu algum dia voltar a blogar. — Você irá. Eu sei que você vai, e você vai voltar mais forte do que nunca. Escreva algo surpreendente que vai decolar e torná-lo ainda mais popular do que já é, e então alguma grande marca vai querer fazer parceria com você e a próxima coisa que eu vou estar vendo será você andando no tapete vermelho no Oscar. Eu levanto uma sobrancelha. Algo viral que vai colocar o meu blog no mapa é um sonho, mas não é algo que eu esperava que acontecesse. — Estou muito estranha para criar algo viral, — eu resmungo. — E eu não acho que blogueiros vão para o Oscar. Mas obrigada por ser otimista. Ela sorri. — Eu aprendi isso com você. Nós todos sabemos que eu ganharia um prêmio em pensar no pior cenário possível. Você é a única que pode ver o bom em qualquer situação. Noah se inclina para frente. — Você pode encontrar alguém para casar com o último nome GREEN.


Eu levanto a sobrancelha. — Hã? Lauren dá Noah um olhar e balança a cabeça. — Ele quer que seu amigo case. — Oh, — eu digo. Eu sorrio esperando que não pareça óbvio o quão desesperadamente estou tentando não cair em milhões de pedaços. Meu coração está pendurado por um fio, e esse segmento está se desgastando cada vez mais com cada batida. Eu gostaria que eu nunca tivesse dito sim e ter colocado essa droga de anel no meu dedo. Eu gostaria de nunca ter me mudado para Dallas, onde o sol brilha sempre. Eu gostaria de nunca ter sonhado com um futuro, ter escolhido nomes para os nossos futuros filhos, e planejado toda a minha vida em torno do estúpido Travis. E eu desejo mesmo, acima de tudo, que houvesse um botão desapaixonar que eu poderia empurrar e me fazer parar de me importar. Só alguém que você ama pode quebrar seu coração. E isso é tão confuso. Quase tão confuso como se apaixonar. Nós poderíamos rasgar nossos corações de nosso peito, prender eles em gaiolas seguras, e colocá-los nas mãos de outra pessoas. Que nós confiássemos que não esmagariam a coisa que nos mantém vivos. Eu não posso pensar em nada mais estúpido. Amor estúpido. Estúpido, amor.


Capítulo 8 Derek — Estou aqui porque estou trabalhando no turno da noite, — um policial de patrulha chamado Renner diz vindo atrás de mim. Ele coloca um copo de isopor com café na minha mesa. Nós costumávamos ser parceiros antes de eu virar detetive. — Você está aqui porque você não tem vida. — Esse cara aqui não tem vida. — Eu toco na imagem do homem sem-teto morto. — Não mais. Eu pego o copo e ponho em meus lábios. O café do escritório é sempre velho e morno. Eu estava tão acostumado com isso, a bebida branda é quase reconfortante. — Você vai acabar dessa forma, se você não parar de trabalhar da maneira que está fazendo. Mas apenas de uma forma menos trágica. Você vai desmaiar bem aqui nesta mesa por falta de sono. Podem ser algumas horas antes que alguém perceba desde que você está sempre aqui de qualquer maneira. Eu suspiro e me inclino para trás, a cadeira de madeira range sob o meu peso. — Eu vou parar quando este caso estiver encerrado. — Outro abrirá antes que este seja fechado. Porra, outro abrirá antes que a noite acabe. Este tempo quente glorioso traz à tona o assassino em nós, você sabe.


Passo a mão no meu rosto. Estou cansado, não posso negar isso. São duas da manhã, e estou sobre os arquivos nas últimas três horas. Eu não saí da minha mesa, não comi ou bebi nada durante toda a noite. Ok, tudo bem... Eu vou admitir que estou me sentindo uma merda. Comida vai ajudar com isso. Uma boa noite de sono vai curá-lo. Mas eu não tive uma boa noite de sono em... Porra. Eu nem me lembro da última vez que eu dormi tranquilamente durante a noite. — Cara, — Renner inicia na beira da minha mesa. — Você é um bom policial e um detetive ainda melhor. Mas mesmo o melhor não pode trabalhar assim. — Ele faz uma pausa, esperando por mim para preencher o silêncio, só que eu não tenho nada a dizer. Porque ele está certo. — Quando foi a última vez que você se divertiu, não fez nada além trabalhar? Você não joga mais futebol com a gente à mais de um ano. — Seus olhos param na mesa vazia de Andy, e eu sei que os dois devem ter se falado. — E nós realmente poderíamos nos divertir. Ao contrário da crença popular, nem todos os policiais estão em forma e ativo. Estamos perdendo. Perder é ruim. Eu forço um sorriso. — Não podemos perder para o Corpo de Bombeiros. Eles vão ficar arrogantes. — Oh, eles passam de arrogante. Estamos jogando com eles no sábado. — Eu poderia ir. — Eu sinto que as palavras são uma mentira. Meu interesse no futebol foi diminuindo até desaparecer.


Joguei na escola e, novamente, na faculdade, o futebol tem sido uma paixão, uma boa fuga. Eu sou bom no que faço, mas eu não quero jogar. Mas, isso é um problema. Um problema para se pensar em outro dia. — Estou indo, — diz ele. A chamada recebida é sobre briga doméstica, Renner me diz. — Tenho que ligar para minha esposa, — ele diz enquanto se dirige para porta. — Você ainda está fazendo isso? — Lembro de quando éramos novatos, ele ligava para sua esposa para dizer que a amava e as crianças também no caso de as coisas saírem erradas, o que podia ocorrer, em um piscar de olhos. Não dava importância para isso, mas cheguei a uma súbita compreensão quando pensei que tinha uma família também. — Sempre, — diz ele com um meio sorriso, em seguida, sai sala. Eu assisto por um momento muito longo, sentindo a pontada familiar de dor que começou a formigar em torno das bordas do meu coração carbonizado. Há uma chance de morrer a cada dia. Você só está vivo porque você não está morto. A vida tem significado, pois pode ser tirada. Não é uma questão de o que você levar com você quando você vai, mas o que você deixa para trás. Recordações. Impressões. Legados.


Tudo depende de pessoas. Pessoas lembram de você. Pessoas honram você. Pessoas vão contar sua história de cinquenta anos mais tarde, mantendo-o vivo apenas através de palavras. Quem vai se lembrar de mim quando eu me for? O buraco no meu coração, aquele perfurado quando minha família foi puxada para longe de mim, doi cada vez menos. Eventualmente, não haverá mais nada. Você não pode quebrar o que não está lá. Eu pisco, e começo a lembrar da imagem do rosto do bebê. Escolhemos o nome de Benjamim. Homenagem ao meu pai, que morreu de câncer há cinco anos. Eu me tornei um policial por causa dele, determinado a defender os mesmos valores e justiça que ele nos ensinou. Porra. Eu bebo o resto do café, me levanto para fazer xixi e bebo outro copo, e volto para a minha mesa, tentando encontrar uma conexão entre os homens sem-teto que foram executados à queima-roupa. A bala da primeira vítima saiu da arma que deram a Roger, que fala que um homem deu a ele com as instruções para penhorá-la. Algo sobre isso não bate. É muito óbvio. Cruzo os braços sobre o peito, tentando pensar por que alguém daria uma arma do crime a alguém. Roger não é um homem inocente. Ele tem um rastro de acusações, todas mesquinhas, mas o suficiente para fazer dele um suspeito. Foi a arma que o incriminou?


Eu puxo para cima o relatório toxicológico de Roger. Ele detectou alta doses em algumas coisas, a cocaína é uma delas. Eu folheio, em seguida, sigo o faro que detetives costumam ter. Havia cocaína nas pontas dos dedos da primeira vítima, mas não em seu organismo. Ele tocou na cocaína, mas não usou. Ele era um transportador? Meu cérebro explode quando eu ligo as conexões, e tudo ao meu redor desaparece. Meu coração martela com entusiasmo quando eu monto as peças de tudo isso junto, tendo a chance de encerrar esse caso.

A insônia está ficando cada vez pior, só de olhar para minha cama sinto como se fosse uma piada. Eu chego em casa às quatro da manhã. Fisicamente, estou esgotado. Minhas pernas estão duras de ficar horas sentado na minha maldita mesa. Eu tomo banho, como alguma coisa, em seguida, entro em colapso na cama com a aproximação do amanhecer. Eu durmo apenas o suficiente para me manter em pé. Mantenho-me ocupado, mantendo o foco. Fui para o ginásio antes do trabalho. Passo o dia perseguindo pistas, montando cada pedacinho junto. Vou para casa, faço algo para comer enquanto assisto programas de crime, mentalmente eu zombo como irrealista todos eles são. Estou no meio do caminho do arroz na minha boca quando a campainha toca.


Minha mão voa para o lado, instintivamente pegando minha arma. Quem vem à casa dos outros sem telefonar? Ninguém que eu queira lidar, isso é certo. Eu resolvo ficar no sofá. A campainha toca novamente, seguido de batidas. Crianças vendendo revistas são filhos da puta persistentes, eu vou dar uma lição. — Derek! , — Alguém grita do outro lado da porta. — Eu posso ver você ai! Eu suspiro, reconhecendo a voz da minha mãe, então me levanto. Eu amo minha mãe. Sempre fiz, sempre farei. Eu não estou propositadamente a ignorando... ok, eu estou. Eu sei o quão animada ela estava em ter um neto. Perder a criança a machucou quase tanto quanto me machuca. Então eu a evito porque é mais fácil do que falar sobre emoções e merdas ... que eu não tenha feito. Eu abro a porta e vejo minha mãe e minha irmã de pé a minha frente. Minha mãe está segurando uma travessa e minha irmã tem o que eu acho que é um saquinho cheio de cookies. Espero que seja um saquinho cheio de cookies. — O que vocês estão fazendo aqui? — Eu fico de lado e as deixo entrar. — Olá para você também, — minha mãe disse erguendo as sobrancelhas quando ela pisa dentro. — Não é possível uma mãe vir visitar seu filho mais velho? Você nunca mais me ligou. Você não ama sua mãe? Eu penso que se você amasse sua mãe iria chamá-la. Minha mãe arregala os olhos e balança a cabeça.


— Você precisa abrir as cortinas. E algumas janelas. A escuridão não faz bem para você, você sabe. Eu li sobre isso na internet. Você precisa de luz solar para ser feliz. É por isso que as pessoas em Seattle se matam. — Não é Seattle um dos melhores lugares para se viver? — Pergunto, fechando e trancando a porta atrás delas. — Ela tem falado sobre isso a semana inteira, — Margery sussurrou. — E não vai deixá-lo ir. Esteja feliz que você não estava no seu discurso sobre o glúten na semana passada. — Essa comida não faz bem a você, — diz ela e coloca o prato sobre a mesa, e dá um tapinha em seus cabelos, se certificando de que seus cachos estão no lugar. Minha mãe nunca deixou sua casa sem seu cabelo ou maquiagem feitos. E quando eu digo feito quero mesmo dizer feito. Seu cabelo em ondas grandes, fixando no lugar com bastante sprayde cabelo, danificando cada vez mais a camada de ozônio. Seus cílios estão longos, unhas de acrílico. Ela é uma daquelas pessoas que tem grande orgulho na forma como ela parece. — Encontrei Andy no supermercado. — Ela para, olhando diretamente para mim, lábios vermelhos franzidos. Eu descobri o que tem na travessa e sorrio, balançando a cabeça para a minha irmã. Este prato de lasanha é cheio de glúten. — E? — Eu pergunto, sabendo que ela vai falar algo. — Ele disse que tudo que você faz é trabalhar. Ele parece preocupado.


— Estou bem, — eu cuspo rapidamente. — Tudo que um detetive faz é trabalhar. Dallas não está ganhando prêmios para a paz mundial. Um corpo é encontrado quase todas as noites. Ela acena suas mãos no ar. — Eu sei, eu sei. Mas é bom para você, ficar longe de tudo isso de vez em quando, especialmente em sua linha de trabalho. Você poderia vir me visitar, você sabe. Todas as senhoras em meu clube do livro adorariam isso. Alguns delas têm filhas. Filhas únicas. — Não me junte com alguém do seu clube de leitura. — Oh, eu não ousaria fazer isso. — Minha mãe balança a cabeça e Margery apenas acena. — Mas isso não iria matá-lo, faria você viver um pouco. — Minha aula de atuação está apresentando um show no Samuell Grand Park. Você poderia vir assistir, — Margery oferece. — Sim, porque isso é exatamente o que eu quero fazer. — Eu reviro meus olhos. — Isso não é o que eu chamo de viver. — Você é um idiota, — minha irmã cospe de volta. — Pelo menos estou fazendo coisas além de ficar em torno de corpos mortos todos os dias. Margery é seis anos mais nova que eu. Um de nós foi um acidente, ou uma bênção disfarçada como a minha mãe chama. Eu nasci quando minha mãe tinha dezenove anos. Você pode adivinhar quem foi planejado e quem não foi. — Escute, — Minha mãe começa.


Eu te

amo. Nós te amamos. E nós estamos

preocupados. — Você não tem nada para se preocupar. — Eu abri o saco de biscoitos de chocolate, sabendo instantaneamente que era a receita da minha avó. — Estou muito bem. Minha mãe balança a cabeça, ela não está convencida. Ela olha para Margery, em seguida, volta para mim. Tudo o que ela vai dizer foi planejado. — Tia Becky tem falado sobre viajar em família nas férias. Desde que seu primo Justin se formou em algumas semanas, pensamos em ir a algum lugar exótico para comemorar! E tem sido muito tempo desde que todos nós estivemos juntos. Eu

não

posso

suportar

isso.

Família,

sempre

foi

importante para nós. O lado da família da minha mãe é grande e unida, fazendo encontros familiares sempre que possível. — Em algum lugar exótico? — Eu pergunto. — Sim, como na Flórida. Tem sido anos desde que eu levei vocês para a Disney! Margery balança a cabeça. — Ela não acredita em mim quando digo que Disney World não é exótico. Eu ri. — E o Havaí? Você está sempre falando sobre ir novamente. Uma sombra de tristeza assume seu rosto por um segundo, e eu sei que ela está pensando no meu pai. Havaí era especial para eles, e quando meu pai ficou doente, ela não quis


voltar lá. Ele a fez prometer que ela continuaria fazendo as coisas que ela amava uma vez que ele se fosse, e uma viagem para a ilha é uma delas. Um sorriso toma conta de seu rosto. — Isso seria legal. — Você deve ir, — digo a ela. — Você tem falado sobre isso há anos. — Sim, mãe, — Margery concorda. — Você tem o calendário Havaí pendurado em seu escritório. Ela considera, em seguida, estreita os olhos. — Isto é sobre você, Derek. E como você precisa sair e se divertir. Eu não quero ver você trabalhando sua vida toda, querido. — Quanto mais eu trabalho, mais vidas guardo. O rosto de minha mãe suaviza. — Você sabe que seu pai só tinha um arrependimento na vida, ter trabalhado demais. Sim, ele nos forneceu conforto, mas no final memórias valem mais do que dinheiro. — Eu sei , — eu concordo, não querendo discutir com ela. Principalmente porque ela está certa. Como um detetive de homicídios, eu lido com aqueles afetados pelas vítimas, vejo como a morte pode rasgar aqueles que ainda vivem. Os mortos se foram deste mundo, de repente... violentamente... é tudo a mesma coisa no final. É aqueles que vivem ainda que tem que lidar com isso. — Saia e viva a vida , — ela pressiona.


— Você nunca sabe o que pode acontecer até você chegar lá e fazê-lo. Você pode conhecer alguém. Você pode começar de novo. Derek, eu quero que você seja feliz. Eu forço um sorriso. Quero ser feliz também... Não é? No fundo, eu sei que eu faço. Mas, sei que não vai acontecer. Eu nunca vou encontrar alguém que possa apagar a dor do passado suficiente para eu confiar novamente. Então, por que tentar?


Capítulo 9 Rachel Sento ao pé da cama e olho em volta do meu antigo quarto. Ele não mudou muito desde que saí, mas pensando que eu não voltaria mais, minha mãe encheu com seus materiais de arte. Ela está tirando e arrumando para mim, apesar dos meus protestos que eu só vou ficar aqui por um curto período de tempo até que eu volte a caminhar com meus próprios pés. Digo a mim mesma que só vou precisar de algumas semanas de trabalho para economizar uma boa quantia na minha conta bancária. Eu vou ter algum dinheiro quando receber o dinheiro da venda do meu anel e do vestido. O choque está começando a me desgastar, e o fato de que estou sozinha, está me puxando sob a água escura e fria. Estou tentando não me afogar, para não deixar que o medo de nunca encontrar felicidade novamente adicione isso ao peso, me fazendo ir mais para baixo da superfície. Eu quero ser feliz. Quero rir. Quero voltar a ser o meu antigo eu e desfrutar a vida que estou abençoada de ter. Mas eu não posso, pelo menos ainda não. Estou ferida, e estou com raiva. Eu me sinto tão perdida e sozinha e eu odeio o fato que não ache que sou o suficiente. Meu coração ainda anseia por Travis, e eu me lembro das boas lembranças mais e mais.


Lágrimas caem, caindo também a minha determinação. Talvez eu esteja sendo muito dura? Talvez eu não deveria ter saído. — Rachel? — Meu pai chama suavemente da porta. Ele tirou o dia de folga do trabalho para me pegar no aeroporto. Lauren voltou comigo, e Noah dirigiu meu carro cheio de meus pertences. Eu cheguei apenas algumas horas, mas é bom estar em casa. — Você precisa de alguma coisa? Balanço a cabeça, incapaz de falar ou mesmo olhar para ele. As tábuas da casa rangem sob seus pés. Ele senta na cama ao meu lado. — Sinto muito, querida. — Ele coloca o braço em volta do meu ombro e eu quebro. — Eu só não entendo, — Eu soluço. — Como ele pôde fazer isso? Ele disse que me amava. — Ninguém que ama você faria algo para prejudicá-la. Não de propósito. Eu odeio que você tinha que descobrir dessa forma. Mas estou feliz que você descobriu. — Eu sei. — Lágrimas rolam para o meu colo, espelhando a chuva que cai lá fora. — Eu também. Eu simplesmente não consigo deixar de pensar que a culpa é minha de alguma forma, porque eu não estava em casa o suficiente. — Rachel — diz ele, de forma severa. — Não há desculpa por ser infiel. Sempre. — Eu me sinto como uma perdedora, pai. Uma perdedora que não é boa o suficiente para se amar e agora eu vou morrer sozinha, porque ninguém nunca vai me querer novamente. Pelo


menos você vai ter alguém para cuidar de você quando estiver velho já que eu nunca sairei de casa. — Isso não é verdade. — Sim. Vou viver sozinha e morrer sozinha e isso é bom porque você gastou um monte de dinheiro em um casamento que não vai acontecer. Meu pai me abraça mais apertado, não me dizendo minha lógica é inexistente. — O dinheiro não é uma preocupação. Você é. — Eu sinto muito. Eu me sinto tão mal que você perdeu o seu dinheiro. — Não, Rachel. Nunca se sinta mal por alguém que está errado. Você é muito boa, por vezes, como sua mãe. É por isso que eu a amo, e é por isso que eu sei que alguém vai te amar. E agora estou chorando ainda mais. O telefone do meu pai toca, e ele o silenciou, em seguida, me abraçando novamente. — Você pode atender, — eu digo. — Se é importante. — É um cliente, — diz ele. — Eu posso ligar de volta. Meu pai é um advogado de defesa e está sempre ocupado. — Está tudo bem, pai. Eu preciso de um banho de qualquer maneira. — Eu verifico a hora no meu telefone. — Noah vai estar aqui com as minhas coisas em poucas horas. — Lauren e eu ficamos em um hotel durante a noite, pegamos um vôo pela manhã. Noah deixou na mesma noite para que pudesse voltar o mais rápido possível. Eu sei que ele sente falta de sua filha e agora de Lauren.


Meu pai acena. — Ok. Vejo você no jantar. — Ele beija o topo da minha cabeça. Eu caio de volta no colchão, trazendo meus joelhos no meu peito. Um bip soa e eu sei que tenho uma nova mensagem no

e-mail

de

entrada

e

eu

estremeço

internamente.

Eu

negligenciei meu blog, bem como as minhas contas pessoais. Eu coloquei meu polegar na tela do meu telefone. Minha caixa de entrada está cheia e minhas notificações no Instagram estão explodindo. Eu filtro meus e-mails rapidamente, colocando os que exigem uma resposta real em uma pasta para mais tarde e excluo o resto. Decido que é muito esforço para agora, eu defino o telefone para baixo e fecho meus olhos. Talvez amanhã eu vá fazer compras. Há várias lojas de roupas de boutique por aqui o que seria ótimo para caracterizar o meu blog. A viagem ao centro ofereceria muito para postar, mas eu não tenho certeza se posso fazê-lo. Agora eu sei que 90% do que você vê on-line é falsificado, até certo ponto, mas eu só não acho que eu posso colocar um sorriso no rosto e vestir os modelos que comprei. Além disso ... Travis ficou com minhas fotos. Típico, eu sei. Eu fico na cama por mais algum tempo. Por que ficar triste é tão cansativo? Não é o suficiente ter uma dor no coração a cada batida? Eu me empurro para cima, todos os movimentos tomam esforço, como se eu estivesse debaixo de água. Deixo meu telefone na cama e vou para o banheiro. Eu abro o chuveiro e deslizo para baixo dele. Eu trago meus joelhos para cima e descanso minha cabeça contra a parede, deixando a água quente rolar sobre mim. Desanimada, eu


abafo um soluço. O que será que Travis está fazendo? Por mais que eu não queira ninguém sofrendo por mim, eu espero que ele sinta minha falta. Porque eu certamente sinto falta dele ... Eu acho. Ou talvez eu perdi quem eu era quando estava com ele. Eu sinto falta de ser sua noiva, pronta para meu próprio felizes para sempre. Mas quando eu penso sobre isso, realmente penso sobre isso, eu não sinto que estava chegando perto do fim do meu livro de histórias... Era apenas um jogo. E todos os jogos chegam ao fim. Todos os jogos têm vencedores e perdedores.

— Rachel? — sussurra Lauren, batendo na porta do meu quarto. — Você está acordada? — Sim, — eu murmuro. Depois de tomar banho, coloquei meu pijama e desci para a cozinha, comendo um pote de biscoitos de chocolate. Então eu recuei até aqui para me esconder na minha cama. — Você pode entrar. Ela sobe ao meu lado, colocando seus pés debaixo das cobertas. Ela une seus dedos com os meus e dá um aperto de mão. — Eu posso ficar se você precisar de mim. Você sabe disso, certo?


Eu mordo meu lábio e aceno. — Obrigada. — Você não tem que me agradecer. Eu sou sua melhor amiga. É o que fazemos uma para a outra. Lágrimas escorrem e meu corpo treme quando eu silenciosamente choro. — Eu não sei como existir sem ele, — eu confesso. — É como se não houvesse mais nada, e eu me sinto tão patética. — Você não é patética, — ela rapidamente acrescenta. — Só vai ser necessário fazer uns ajustes. Você estava com ele por muito tempo. — Ela se vira para me encarar. — Vai doer. Eu não posso mentir e dizer que as coisas serão melhores na parte da manhã. Isso vai doer por um tempo. Mas eu prometo que você vai passar por isso. Vai ficar mais fácil a cada dia, pouco a pouco. Eu fecho meus olhos. — Tem sido um longo tempo desde que estive solteira. — Tem sim. — Eu não sei como começar a namorar novamente. A coisa de on-line não funcionou para você, não é? Ela ri. — De modo nenhum. Tampouco os encontros ás cegas arranjados por amigas. Nem penso sobre isso. Eu engulo um soluço. — Eu sei. Eu só quero me imaginar feliz e eu não posso fazer isso sem pensar em estar em outro relacionamento. Isso é asneira, não é? Que eu não posso ser feliz sozinha?


— Você é uma pessoa realmente incrível. Talvez você deva passar algum tempo sozinha para se conhecer. — Isso é estranho. — Estranho as vezes é legal. — A Lauren não perde uma batida. Eu empurro meu cabelo do meu rosto. É longo e com um corte atrasado. Travis amava meu cabelo comprido. Ele o puxava ou corria os dedos por ele durante o sexo. Eu quero cortar tudo. Amanhã, quando eu for às compras, eu vou parar no salão. — Você tem que ir para a aula de amanhã, não é? — Pergunto. — Sim. Embora eu prefira ficar em casa. Você quer vir mais tarde? Estarei em casa por volta das sete. — Tudo bem. Eu sei que você está ocupada. Na verdade, eu não sei como você faz tudo isso. — Não consigo fazer tudo como você pensa, — ela me diz com um sorriso. — Eu realmente não durmo mais. Está mais do que bemvinda para vir. — Obrigada. Acho que vou ficar em casa e assistir TV. Eu tenho episódios de American Horror Story e preciso terminar a terceira temporada. — OK. E neste fim de semana? Na verdade, tenho de ir às compras e estava esperando minha amiga fashionista me ajudar. — Eu posso ajudá-la, mas eu não sou realmente mais uma fashionista. — Rachel, — começa Lauren.


— Você não tem permissão para desistir. Você está chateada agora, mas não ouse parar de blogar. Você ama isso, e você tem muitas pessoas que a vê como inspiração, e eu não estou falando apenas de roupas. — Eu não tenho mais namorado para tirar fotos minhas, — murmuro um pouco envergonhada. — Não vai ser fácil postar o look do dia, quando ninguém está por perto para tirar uma foto para o Insta. — Você disse que você odeia como os blogueiros de moda tem uma má reputação são loiras sem cérebro posando para seus namorados. — Sim, eu sei. — Esta é a sua chance de provar que não é verdade. Você não precisa de um homem para ser capaz de blogar. — Mas eu meio que faço. — Rach, — ela diz. — Não, você não. O telefone tem um temporizador, e OH! E Noah tem um milhão de câmeras que ele não usa. Ok, não um milhão, mas umas cinco. Tenho certeza que ele pode dar uma para você. Você pode colocá-la em um suporte e usar um controle remoto. Problema resolvido. Você pode fazer isso por si própria, eu prometo. E você sabe que eu vou te ajudar sempre que puder. Meu telefone toca. Eu tiro minha mão da de Lauren e o pego. Um número de telefone com um código de área que eu não reconheço ilumina a tela. Eu não atendo chamadas de números desconhecidos. — Eu acho que é do resort, — Lauren diz, olhando para o meu telefone.


— Isso é um código de área do Havaí. Oh, ótimo. Eu tenho que dizer a estranhos que a suíte de lua de mel que reservei não é mais necessária. Eu inspiro. — Olá? — Oi, é Rachel Brown? — Uma mulher na outra linha pergunta. — Sim sou eu. — Oi Rachel, sou Kelsey do Lalani Resort. Você deixou uma mensagem sobre o cancelamento de sua estadia? — Eu fiz. — Meu coração pulava nervosa só de falar com um estranho ao telefone. — Sinto muito, mas o seu quarto não é reembolsável. Tantas coisas passam por minha cabeça. Você está falando sério é o principal. Ainda temos mais de um mês, eles certamente podem ocupá-lo nesse tempo. — Não há nada que você pode fazer? — Pergunto. — Eu posso fazer é mudar seu quarto e colocar a diferença no cartão que temos no arquivo, — diz Kelsey. — Mas eu não posso emitir um reembolso. Você concordou com as condições de venda quando reservou. Eu suspiro, sentindo vontade de chorar mais uma vez. Lá se vai meus dólares... Havia tantas coisas que eu queria fazer no Havaí, e graças ao meu ex-noivo, eu não vou chegar a experimentá-los. Não é justo que ele arruinou isso para mim, e que ele está levando tudo para longe. Eu queria tanto ir para o Havaí. Porra, eu ainda quero ir. Balanço a cabeça, olhando para Lauren. Suas palavras ecoam na minha cabeça. Esta é a sua chance de provar que não é


verdade. Ela estĂĄ certa. Eu nĂŁo preciso de um homem para ser um blogueira. E eu nĂŁo preciso de um marido para desfrutar da minha lua de mel.


Capítulo 10 Derek Dois meses depois… — O que você estava pensando, indo sem apoio? — Andy cospe severamente, balançando a cabeça. Estou sentado na parte traseira de uma ambulância, com sangue escorrendo do meu bíceps direito. O álcool queima a ferida, mas eu não recuo. A dor me faz bem. — Estava seguindo uma pista que não poderia deixar passar, — eu respondo. — E você deveria me agradecer. — Eu direciono o meu olhar para o jovem EMT que está estancando o ferimento de bala no meu braço. Eu fui atingido de raspão, e provavelmente vai exigir um ou dois pontos. Mas isso mais do que valeu a pena. — Vamos conversar na estação — eu digo. Andy balança a cabeça, e depois dá alguns passos para investigar o corpo. Eu segui uma pista que pode levar este caso para Daniel Trenton, um dos maiores distribuidores na área de Dallas. Todas a pistas levam os assassinatos para ele. Trenton é um cara muito ruim. Junto com a venda de drogas, ele matou pessoas inocentes, alguns deles oficiais da lei. Ele esteve irritantemente fora do


alcance por anos, e eu ouvi alguns federais adiaram sua aposentadoria para que eles possam continuar investigando o filho da puta. Eu ouvi o tiro vindo do beco deste antigo armazém. No momento em que eu cheguei aqui, já havia um corpo no chão, cercado por sangue fresco, o suficiente para me deixar saber imediatamente que ele estava morto. Dois homens entraram em uma SUV preta, e algumas balas foram trocadas. Uma me pegou, mas dois foram em seu motorista. Seu cúmplice fugiu, caramba. A EMT enfaixa meu braço e diz que eu realmente precisaria de pontos. Digo a ela que vou em breve, em seguida, levanto, coloco minha jaqueta rasgada e sangrenta em volta de mim e me junto a Andy. Ele está de joelhos perto da vítima, apertando os olhos no escuro. — Ele tem alguma ID? — O médico legista pede. — Nada sobre ele, — eu digo. — Mas seu nome é Matt. — Você o conhece? — Não pessoalmente. Nós o interrogamos há poucos dias na clínica de repouso em boa fé. — Meu estômago se revira quando eu penso em Rachel a enfermeira. Eu não sei a extensão do seu vínculo com ele, mas eu sei que ela vai notar sua ausência e perguntar por que ele não apareceu. Ela não é de sua família. Eu não tenho que ir dizer a ela. No entanto, eu quero. Quero avisá-la, porque ela vai descobrir mais cedo ou mais tarde e não vai ser bonito. Pobre rapaz. Como ele foi se meter nisto?


— Há uma mochila aqui, — Andy diz e eu vou em sua direção, encontrando a mochila ao lado de uma lixeira. Eu coloco as luvas e abro cuidadosamente. Está cheia de comida e um cartão-chave para um hotel de desabrigados. — Filho da puta, — eu cuspo e coloco a mochila para baixo. —

Se

os

desabrigados

estão

sendo

usados

como

passadores, então ele está subornando com comida e abrigo para transportar drogas. Andy solta um longo suspiro. — Este caso é maior do que eu pensava. — Claro que sim. Se nós... — Não, — Andy interrompe, seus olhos indo para a ferida no meu braço. — Você precisa de pontos. Você não vai entrar sangrando no meu carro. Eu só estou avisando. Eu olho para baixo e vejo que o curativo está encharcado de sangue. Droga. Eu não tenho tempo para isso. — Vai levar pontos, — diz ele com firmeza. — Então vamos falar na estação. Nós não podemos apenas agir sem pensar, primeiro devemos bolar estratégias, e você sabe disso. Porra eu sei. Às vezes eu odeio a lei. Trenton e todos os que trabalham para ele são ruins. Obviamente ruim. No entanto, temos de seguir um sistema, a fim de pegá-los e mantê-los presos.


— Eu não posso acreditar que estou dizendo isso, — o Capitão diz, caminhando em torno de sua mesa. Depois de obter pontos, vou para casa para uma rápida chuveirada e mudar de roupa desde que as minhas estavam encharcadas de sangue, eu voltei ao trabalho, pronto para pegar mais uns caras maus. São sete horas da manhã, e o Capitão Henderson já realizou uma conferência

de

imprensa

sobre

os

tiroteios

e

possível

envolvimento com cartéis de drogas. O único problema é que as pessoas que realmente precisam ver, as que estão desesperadas por um lugar para ficar e comida para comer, as pessoas que precisam ser advertidas, não serão. Eles não têm uma televisão. Eles não têm rádios ou telefones ou qualquer merda que nos mantém todos conectados. Nós vamos ter que esperar que as notícias cheguem as ruas e esperar que o boca a boca seja o suficiente para salvar algumas vidas até chegarmos a esses perdedores. — Você precisa ter um período de férias. Eu levanto uma sobrancelha e olho para o capitão. — Você está brincando, certo? Olhando para o seu rosto, eu sei que ele não está. — Eu não estou brincando. Ouça, Turner. Você é um bom detetive. Você abriu este caso, você até poderia ter uma das maiores e mais influentes detenções este ano. Mas você tem que dar um passo atrás para sua própria sanidade.


— Eu não posso voltar atrás agora. Não quando estamos tão perto! Capitão

Haynes

é

distinto,

com

cabelos

brancos

sobressaindo sobre seus cachos negros. Ele serviu ao Exército antes de servir a cidade de Dallas, e tem sido o capitão nos últimos anos. Ele é conhecido por ser um osso duro de roer, mas ele não é um cara mau, se você não irritá-lo. E o que o irrita é o trabalho policial de baixa qualidade. Ele e Andy começaram como guardas de trânsito juntos, anos atrás, mas agora eles têm uma relação complicada, pois a mulher de Henderson não gosta da atual esposa de Andy porque ela era amiga da esposa anterior dele. E agora a Sra Haynes não quer nada a ver com a nova Sra Andy Henderson e faz o inferno da vida do Capitão quando ele sai para algumas cervejas depois do trabalho com seu amigo de longa data. Como eu disse. Complicado. — Derek, — diz ele, eu sei que a merda está ficando séria quando ele usa o meu primeiro nome. Estamos todos em uma última base de nome aqui na estação. — Você passa mais tempo aqui do que em casa. Eu aprecio sua dedicação, mas já vi muitos bons policiais se cansando por não fazer uma pausa. Eu sei ... Eu sei o que aconteceu. Eu olho para longe, meu coração pula uma batida. — Isso não tem nada a ver com isso. — Claro, — diz ele, não convencido. Alguns segundos se passam.


— Cuide de si mesmo e tire suas férias. Ela não tem que ser imediato, mas planeje algo. Saia daqui, vá para algum lugar tropical, e relaxe na praia. Um bônus de pagamento caíra no próximo mês e dias de férias não utilizados não parecem bons. Eu volto para minha mesa me sentindo mais ansioso do que eu estava quando corria atrás de um negociante de drogas sem apoio. Relaxar leva a pensar, e pensar traz pensamentos. Pensamentos que eu não quero ter, porque esses pensamentos se transformam em sentimentos. Eu não quero me sentir solitário. Eu não quero deixar de ser pai. Eu não quero admitir que eu quero encontrar o amor novamente e ter uma família. Com um suspiro, eu pego meu celular do meu bolso do casaco e abro a mensagem de texto do grupo da família, minha mãe, irmã e eu. Esses textos bipam toda hora, geralmente sobre coisas sem sentido. Eu leio algumas mensagens aleatórias. Elas foram enchendo o meu celular no último mês e meio, depois de sugerir de irmos para o Havaí. Porque ela está indo. Então minha irmã, minha tia e meus primos também estavam. Eles têm tudo reservado e planejado. Tudo o que tenho que fazer é ter um bilhete de avião e dizer a palavra. Eu sinto que estou engolindo o meu orgulho, ainda há uma parte de mim que sabe que isso é necessário. Desde que Deirdre me disse que o bebê não era meu, eu me enterrei em qualquer coisa para abafar a dor. Eu nunca lidei com isso. Nunca reconheci o quão errado estava tudo.


Em vez disso, eu ignorei a ferida e deixei apodrecendo. Infecção em conjunto, envenenando não apenas meu corpo, mas meu coração também. Estou muito longe, e só um milagre pode nutrir a minha alma quebrada de volta à saúde e me torna capaz de amar alguém novamente. Eu fico olhando para a tela do meu telefone, solto um suspiro e lá vamos nós: Eu preciso de informações de vôos. Eu vou reservar meu bilhete agora.


Capítulo 11 Rachel Rompimentos não são como nos filmes. Você não come um pote de sorvete, chora, em seguida, salta pronta para enfrentar o mundo. Rompimentos são difíceis. Te consome. A depressão é escura e te come por dentro, e não importa que você esteja cercada de pessoas que te amam, tudo que você pode pensar é como você está sozinha. Não é que eu quero voltar com Travis, porque eu não quero. Eu quero ser feliz novamente, e embora isso enfureça a feminista dentro de mim, eu quero estar com alguém novamente. Algum dia. Eu pensei muito nas últimas semanas, refletindo sobre isso que sinto de querer alguém para amar, a fim de ser feliz. Eu não preciso de alguém. Eu sou capaz de ficar sem um amor na minha vida, eu sei. Mas a vida é mais do que isso, não é? É por isso que fazemos a metade da merda que fazemos, depois de tudo. Nós compramos coisas, coisas frívolas. Decoramos as nossas casas. Fazemos o nosso cabelo. Usamos maquiagem. Nada disso importa. Nada disso é a chave para a sobrevivência. No entanto, podemos fazê-lo, trabalhar muito duro para ter


certeza de que podemos fazer essas coisas, tudo em nome da felicidade. No entanto, eu ainda estou querendo saber se é errado ter esse desejo em meu coração. Se eu deveria ignorá-lo e apenas seguir com a vida, abandonando a minha felicidade, talvez eu possa melhorar a vida dos outros. Lauren, minha irmã, meus pais e até mesmo o meu malcriado irmão mais jovem me disse que eu mereço ser feliz. Eu não discordo, mas os outros merecem mais. E eu não sei se vou encontrar a felicidade novamente. É por isso que a minha vontade é voltar, eu não quero entrar no avião. Prendo a passagem de avião em minha mão, segurando minha bagagem de mão na outra. Minhas malas foram verificadas, passei pelos seguranças, e agora eu vou esperar. Eu pego o meu telefone e abro o Pinterest, indo para minha lua de mel, edito a publicação (renomeio como férias) e percorro todas as coisas que eu estava ansiosa para fazer. Ir para o Havaí foi um sonho meu desde que eu era uma menina. Há algo tão mágico sobre a ilha, algo que me pede para ir e explorar. E eu tenho quase certeza de que se eu me sentar em uma parte isolada da praia tempo suficiente, eu vou ver uma sereia. Porque é onde eu viveria se eu fosse uma sereia. Eu e Travis tínhamos uma agenda bem cheia, querendo aproveitar e explorar as duas semanas no paraíso. Eu não vou ser capaz de pagar outra viagem como essa por anos. Fiz questão de deixar muito tempo aberto para relaxar, aproveitar a praia, e, presumivelmente, ter loucas relações sexuais na lua de mel. O pensamento de não ter nada disso me enche de ansiedade agora.


Eu vou ter nada para fazer e ninguém para... Minhas pálpebras caem fechadas, trancando as lágrimas. Não chore. Não chore. Não chore. — Nervosa sobre o vôo? Abro os olhos e vejo uma velha senhora olhando para mim. Olhos azuis brilham, cercado por rugas ganhas de uma vida sorrindo. Seu cabelo grisalho está cortado curto e em cachos apertados ao redor de sua cabeça, preso para trás com um grampo. — Um pouco, — eu digo, então me sinto mal por mentir. No entanto, não vai demorar muito para me convencer de outra forma. Eu não estou nervosa sobre o vôo em si, eu não tenho quaisquer sentimentos ruins sobre o avião, mas eu estou nervosa com o que vai acontecer após o vôo. Quando eu pousar no Havaí. Sozinha. O mais distante que eu fui de casa. — É a primeira vez voando sobre o oceano? — Ela pergunta. — Não, eu fui a Itália há dois anos. — Oh, que maravilhoso. — Ela sorri, empurrando as rugas de volta. — Bem, Sinto muito querida. Você parecia nervosa. Eu não sei o que esta velha senhora tem que está me fazendo querer confessar, então eu abro minha boca e deixo a verdade sair. — Estou nervosa, mas por razões diferentes. Esta era para ser minha lua de mel, mas meu noivo me traiu. — Oh meu. Sinto muito. — Sua testa franze.


— E você vai sozinha? Há julgamento em sua voz, e foi assim que ela passou de doce senhora de idade a velha bruxa amarga. Eu engulo em seco, pisco para conter as lágrimas e aceno antes de me levantar, fingindo que eu preciso usar o banheiro. Estou na frente da pia, olhando para mim mesma. Difícil. Eu não tenho nenhuma maquiagem, e tudo o que vejo são as minhas imperfeições. Eu tenho uma cicatriz na testa por cair no cascalho

quando

eu

era

criança.

Minhas

bochechas

são

naturalmente rosada, o que não é um rubor disfarçado. Faz o meu rosto parecer manchado, e avermelhado como louco quando está quente. Eu olho para mim e odeio o que vejo. Eu olho para mim e odeio o que eu sinto. Eu olho para mim, e não tenho nenhuma idéia de quem eu sou. Decido que seria prudente fazer xixi agora antes de eu embarcar no avião, eu uso o banheiro, em seguida, volto para a sala de espera. Eu olho para as imagens de cachoeiras que eu salvei. Se eu fosse para ter um daqueles momentos Ah-ha onde eu encontraria a paz interior e abraçava minha vida, meu corpo e coração, seria aqui, na frente da cascata. Eu verifico o relógio e assumo que vamos começar a embarcar

nos

próximos

quinze

minutos

mais

ou

menos.

Precisando de dinheiro, cancelei o bilhete de Travis, mas agora estou desejando que não tivesse feito. Uma cadeira vazia ao meu lado seria bom para garantir um vôo tranquilo. Embora eu não


ache que ter alguém ao meu lado na primeira classe seja o mesmo que ter alguém ao meu lado no ônibus. Lágrimas preenchem meus olhos quando olho para o meu bilhete. Esta lua de mel foi tudo sobre viver no luxo, celebrando o trabalho duro que tínhamos feito, para conseguir pagar. Mas eu era a única a fazer o trabalho duro. Eu era a única realmente trabalhando por horas extras. Todas aquelas noites Travis alegou ter... sim. Eu agora sei fazendo o que. Eu quero me livrar das lembranças dele. Porque onde não há memórias, não há dor de cabeça. Mas cada experiência me fez quem eu sou hoje, certo? Então faz sentido, tinha que acontecer para que você possa aprender alguma lição de vida. Porque lições de vida só podem ser ensinadas através de decepções, eu acho. Eu coloquei meu telefone de volta na minha bagagem quando somos chamados para embarcar. De repente, não posso me mover, não posso me levantar e caminhar em direção ao avião. Eu não tenho que fazer isso. Ninguém está me forçando a ir adiante com esse plano e viajar que era para celebrar meu casamento e uma vida cheia de amor. Eu posso me virar e ir para casa, conseguir um novo emprego, e continuar com minha vida, atravessando as barreiras e conquistando o futuro. Há uma diferença entre viver e apenas sobreviver. Além disso, não é isso o que eu sempre quis? Ir para o lugar que eu vi apenas através de imagens, tendo a oportunidade de explorar, me arriscar em uma aventura? Esta é a minha chance de ser corajosa. Encarar de frente o medo e dizer para ir se ferrar. Respiro profundo. Eu posso fazer isso.


Eu vou, sorri para o atendente, quando eu dou o meu bilhete. Meu coração salta uma batida e a adrenalina surge através de mim. Eu costumava pensar que ser corajosa significava nunca mostrar fraqueza, nunca mais sentir medo. Mas quando eu ando pelo corredor do avião à procura de meu assento,

ele

me

bate.

Ser

corajoso

significa

olhar

suas

inseguranças nos olhos e dizer para se foder. Sendo meios bravos empurrando dificuldades passadas, levando cada vez que você cair. Eu sento junto à janela. Eu posso fazer isso. Eu posso ser corajosa.

A respiração deixa meus pulmões e arrepios saem sobre a minha pele. Eu fico olhando com olhos arregalados para o mundo ao redor de mim, me sentindo como uma criança. O ar é quente e úmido, ainda tenho arrepios com a beleza do oceano. O sol está começando a se por, lançando um brilho dourado sobre a paisagem. Estive no hotel por apenas alguns minutos, gastei um dinheiro extra para ter um quarto com vista para o mar o que fez valer ainda a pena. Eu poderia ficar aqui para sempre, olhando para as ondas, na belíssima praia abaixo de mim, com a vasta vegetação que reveste a água na distância.


Eu poderia ficar aqui para sempre e me tornar um habitante local, deixando tudo de lado e apenas existir junto com a natureza. Tudo o que está na agenda para esta noite é um delicioso jantar e uma massagem. Jantar para dois e, em seguida, uma massagem para casais, tecnicamente. Ignorar o jantar é tentador. Afinal de contas, eu não dormi no avião como eu esperava então estou cansada. Eu posso pedir comida no quarto e relaxar até a hora da massagem. Sim ... isso é um bom plano. Mas então o qual vai ser minha desculpa amanhã? Dois meses atrás, minha vida encantada foi amaldiçoada. Dois meses atrás, tudo se desfez. Minha vida ficou em pedaços aos meus pés e agora é a minha chance de colocá-la junto exatamente como eu quero. Então, um jantar à beira-mar para um? Sim por favor. Eu inspiro profundamente, respirando o cheiro do mar, e fecho os olhos. O som da quebra constante de ondas me rodeia. Eu estou finalmente aqui, finalmente no paraíso. Eu não vou deixar o medo me atingir.


Capítulo 12 Derek A viagem de última hora para o Havaí é um pouco turbulenta. Os hotéis são reservados, vôos tomados, e é difícil para a maioria das pessoas sair do trabalho em um curto espaço de tempo. Mas de alguma forma nós fizemos, embora não termos conseguido pegar o mesmo vôo. Minha tia, primo, irmã e mãe voaram horas atrás. Meu outro primo, Justin aquele que se formou no colegial, e eu pegamos um vôo mais tarde, nós éramos os únicos homens nesta viagem, nós iríamos perambular juntos. Estou começando a pensar que essa coisa toda foi uma terrível idéia. Uma semana inteira preso em uma ilha com minha família. Portanto, há coisas piores, sim, mas há coisas mais agradáveis também. Eu não sai de Dallas em anos, e não sai do Texas por mais tempo ainda. É estranho não ter minha arma e distintivo comigo. Sem a armadura de Detetive Turner, eu sou apenas Derek, um homem de trinta e um anos de idade, em férias com sua família. Oh yeah ... Esta viagem vai ser muito divertida. — Quer me interrogar? — Justin pergunta, segurando seu notebook.


— Eu tenho praticado a língua nativa para impressionar os moradores. Eu rio e pego o notebook dele. — Você quer ver a vista do meu quarto? — Eu li em voz alta. — Você está muito confiante. — Eu tenho praticado meus movimentos. E meu amigo Lucas diz que as meninas piram quando vêem um estrangeiro. Balanço a cabeça e dou risada. Eu sei de um fato, este moleque é virgem. Ele não é feio, mas parece mais com um menino de quinze anos de idade do que um rapaz de dezoito anos de idade. Ele é alto e magro, herdou o lado da família de nossas mães, cabelos castanhos encaracolados e olhos azuis pálidos. — Onde você encontrou a tradução? — Pergunto. — Um aplicativo. Sim, eu estava certo em duvidar da credibilidade. — Talvez você devesse ficar com o Inglês. Eu tenho um sentimento que a maioria das meninas que você conhecer vai falar isso. E os moradores irão descobrir que o sotaque do Texas é exótico. — Você está certo! — Seus olhos se arregalam, uma vez que o atinge. — Eu sou o único exótico neste lugar! E você? Você está procurando um pouco de ação na ilha? — Ele levanta as sobrancelhas, baixando a voz.


— Tenho certeza que você pode conseguir qualquer garota que quiser. Eu rio, mas a diversão que eu senti antes se foi e eu estou agora com um sentimento de vazio. Houve um tempo em que perseguir mulheres era divertido. Agora isso só parece... inútil. Porque eu quero transar e sossegar. Mas eu não acredito em amor. — Quem sabe , — eu respondo. — Ouvi dizer que a idade para beber é baixa também. Eu acho que estou dentro para algumas noites selvagens. Os cantos dos meus lábios puxam para cima. Ele é um bom garoto, mas não muito brilhante. Não é de admirar que tia Becky queria ir junto para comemorar sua graduação. — Não. A idade legal para beber ainda é de vinte e um anos enquanto eu for seu tio, e lembre que eu ainda sou um policial. — Ah, cara, — diz ele. — Bem, se prepare para fechar os olhos. Eu ri, sabendo que o mais próximo que ele vai chegar de uma noite selvagem é ouvir nossas mães fofocar depois de ter muito vinho. — Para você, eu posso fazer isso. — Ótimo. O que devemos fazer primeiro? Existem praias de nudismo? — Não que eu saiba, e eu não sei o que foi planejado para se fazer. Marg planejou algumas coisas. Ele continua falando por horas sobre tudo: meninas, faculdade no próximo ano, e essa viagem. Finalmente, o avião


pousa, e outra hora se passa antes de sairmos do traslado no hotel. É cedo e já está quente. E úmido. Muito mais úmido do que Dallas. Nós pegamos as nossas malas e vamos para o terceiro andar, para o nosso quarto. O quarto das meninas é no final do corredor, mas longe o suficiente para deixar Justin acreditar que ele pode se esgueirar com alguma menina em nosso quarto. Ele está me dizendo o que significa se eu vir um aviso na porta, não perturbe. Ele está tão determinado a fazer sexo que estou quase tentado a jogar de casamenteiro e ajudá-lo a encontrar uma menina agradável nesse verão. Eu deixei minha mãe saber que já estamos aqui, eles estão na praia, em seguida, levo a minha bagagem para o quarto. Justin está pronto para ir encontrar os outros, mas depois desse longo vôo, eu quero um banho. Estou ansioso para voltar para Dallas e voltar ao trabalho. Estar aqui sem nada para fazer me deixa exposto e me sinto vulnerável. Mas porra. Estou aqui e preciso provar à minha mãe que estou mentalmente estável. Uma semana no Havaí não vai me matar. Eu saio do chuveiro, me visto, e depois vou em direção à praia para encontrar a minha família para o almoço. A luz solar reflete fora da água, tornando difícil de procurá-los. A praia é muito mais movimentada do que você já viu em fotos turísticas, repleto de amantes e outras pessoas felizes. O meu telefone vibra no meu bolso. Eu paro para agarrálo, segurando perto do meu rosto para ler. Todo mundo voltou


para dentro do hotel antes do almoço. Eu resmungo, enfio meu telefone no bolso e viro a cabeça. Sinto os olhos em mim e me viro, vejo um vislumbre de uma mulher em um biquíni rosa e um grande chapéu. Ela está carregando uma bebida e vários livros, e se afasta assim que eu olho. Ela rapidamente se levanta da cadeira e vai para o bar. Eu pisco, me forçando a tirar os olhos. Por uma fração de segundo, eu pensei a ter reconhecido. E meu coração fez algo que não fazia há muito tempo: pulou em uma batida sentindo saudade. Mesmo que as chances não fossem impossíveis, não importaria. Então por que estou parando e me virando, caminhando em direção ao bar? Está lotado aqui, e é só meio-dia. Embora eu estivesse mentindo em dizer que Jack Label e Coca-Cola não soava bem agora. O bar é exatamente o que você acha que seria: temático e aberto em todos os quatro lados. Areia cobre o chão de madeira rústica, e a maioria dos clientes estão com os pés descalços e vestidos com roupas de banho. A mulher loura no chapéu está virada para o bar. Seus ombros estão tensos e ela está tamborilando os dedos na barra superior, à espera de sua bebida. Uma rajada de vento vem do oceano, rolando pela areia e a criação de um túnel de vento através do bar. O chapéu voa de sua cabeça, despenteando o cabelo loiro. Eu o pego antes que vá muito longe. Ela se vira, me agradecendo e nossos olhos se encontram. As palavras dela morrem em sua garganta e seus olhos se arregalam.


De jeito nenhum. De maneira nenhuma. Quer dizer, eu pensei que talvez fosse ela, mas eu realmente não achava que fosse possível. Estou segurando o chapéu diante de mim e estou congelado. Eu não estou assustado, apenas fui pego de surpresa, muitas vezes, e honestamente, eu não tenho certeza de como reagir agora. — Porra!!— Ela pisca várias vezes, olhando-me. — Rachel? — Estou entregando seu chapéu, estou tão atordoado quanto ela. Eu fecho meus olhos. Abro de novo. Ela ainda está lá. — Eu pensei que era você. — Sua cabeça se move lentamente para trás e para frente. — Eu pensei ter visto você andando pela costa, mas não acreditei nisso. Porque eu estou aqui e você também e isso é, uh, isso é ... eu estava brincando sobre a coisa de perseguição antes. Mas eu não estou agora. — Ela ri, estridente e nervosa. — Você está me perseguindo? — A diversão cai de seu rosto e ela parece com medo. — Não. Eu juro que não. Eu não perseguiria você. — Você acha que eu não sou capaz de fazer você me perseguir? — Uh. — Eu aperto forte em seu chapéu. — Eu não sei como responder a essa pergunta de uma maneira que irá satisfazê-la. Eu não posso deixar de sorrir.


— Se eu fosse do tipo perseguidor, você seria minha primeira escolha. Mas eu não sou, e estou aqui com minha família. — Boa resposta, e que família? Eu não vejo você com qualquer pessoa, o que não me convence que você não é um serial killer. — Eles estão lá dentro. — Minha mente gira e eu me esforço para manter meus olhos para cima, resistindo ao impulso de verificar o seu corpo. Eu roubo um rápido olhar para seus peitos, perdendo essa batalha. E porra, eles são agradáveis de olhar e seria ainda melhor para sentir. Pare. Ela está comprometida, provavelmente, está aqui na sua lua de mel. No entanto, não vejo um anel. Ela poderia ter tirado, não querendo perder no oceano ou areia. Ficamos ali, olhando um para o outro. É estranho, mas ao mesmo tempo, reconfortante. Que não faz porra de sentido algum. Eu não a conheço. Ela não me conhece. Nós nos falamos apenas algumas vezes, e apesar de saber o nome dela, ela ainda é uma estranha. — Aqui vamos nós , — o barman diz, deslizando uma bebida rosa. — Obrigada, — murmura Rachel e coloca uma nota de vinte dólares para baixo. — Fique com o troco. Ela traz para seus lábios e toma um longo gole. — Isso é uma bebida cara, — eu digo.


Ela sorri e leva a bebida em sua boca. Outro gole e ainda estamos de pé, olhando para o outro. — Então, uh, quando você chegou aqui? — Há poucas horas atrás. — Dou um passo mais perto, sentindo o cheiro doce de coco. Aspiro, sem saber se ele está vindo de Rachel ou de sua bebida. Independentemente disso, eu quero mais do mesmo. — E você? Ela empurra o cabelo do rosto com a mão esquerda. Definitivamente não existe nenhum anel em que dedo. — Eu estou aqui há alguns dias. — Veja se estivesse perseguindo você, eu não teria esperado. Eu teria pego o mesmo vôo que o seu. Ela ri. — A menos que isso é o que você queria que eu pense. Embora se você conseguisse me fazer acreditar, você seria um grau-A de perseguidor. — O sorriso vem em seu rosto e ela toma outro gole. — Então, o que você está fazendo aqui? — Férias em família. — Eu dou mais um passo mais perto, atraído por ela, por algum motivo desconhecido. Eu quero continuar falando apenas para que eu possa continuar olhando para seus olhos que são mais azul que o céu sem nuvens acima de nós. O problema é que, estar em torno dela está me transformando em um idiota desastrado, incapaz de pensar e falar ao mesmo tempo. Porque é difícil o suficiente para respirar quando eu estou me afogando nela.


— Foi uma coisa de última hora, e eu realmente não queria vir, mas agora estou feliz que fiz. Ela aperta os lábios em um sorriso fechado. — Por que você não queria vir pra cá? É minha imaginação ou ela está se inclinando, se movendo lentamente para mais perto? — Eu, uh ... é difícil me afastar do trabalho. Ela sorve sua bebida e levanta as sobrancelhas. — Eu sai do meu trabalho antes de vir para cá. Joguei meu crachá e as chaves no cú da minha chefe e disse 'o meu horário acabou', sai do seu escritório sem olhar para trás. Estou prestes a rir, mas percebi que ela está falando sério. — Eu não sei o que é melhor, que você é uma fã de Game of Thrones ou que você realmente disse isso. Ela balança a cabeça. — Eu estava tremendo o tempo todo, mas porra, foi bom dizer isso. Apesar de originalmente eu queria dizer a ela que eu era a Mãe de Dragões. Mas estava fora de contexto, não é tão conhecido, e a julgar que minha chefe não viu os episódios ou leu os livros. — Eu acho que você agiu como muitas pessoas sonham em fazer. — Sair assim é um pouco triste, porque tantas pessoas odeiam seus empregos? — Ela faz um gesto para o barman. — Eu me pergunto se ele já odiou seu trabalho? Ele trabalha na praia. Como você pode odiar a vida quando você está literalmente na praia?


Eu ri e me vejo me aproximando novamente. Ela morde o lábio e olha por mim ao oceano. O barman se aproxima e pergunta se eu quero pedir uma bebida. — Você deveria ter um desses, — diz Rachel, erguendo seu copo. — Por que não? Vou querer um. — Eu entrego seu chapéu e pego no bolso a minha carteira. — O que tem nele? — Eu pergunto a ela. Ela encolhe os ombros. — Eu não tenho certeza. Mas é bom. — Agora já é tarde para desistir, — eu brinco. — Ei, estou de férias. Sempre são cinco horas aqui, certo? — É verdade. — Ela disse férias, não lua de mel. E ela não está usando uma aliança. O que está acontecendo? Eu não posso perguntar... certo? O silêncio cai entre nós. Ela leva outra bebida, fechando os olhos em um longo piscar de olhos, em seguida, coloca o sorriso de volta no rosto. Algo sobre ela está diferente, e eu não quero dizer que é o seu cabelo mais curto. — Bem , — eu começo. — Eu deveria ir, e eu tenho certeza que você tem que voltar para ... para quem veio com você. — Oh, certo. Sua família provavelmente está esperando por você. — Sim, nós vamos almoçar. Vejo você por aí, — eu digo e pago a minha bebida. Ela sorri para mim mais uma vez, e embora seja difícil ver por trás de seus óculos de sol, aquele sorriso não está refletido em seus olhos.


— Tchau, Derek. Saio do bar, bebendo uma bebida ridiculamente frutada que eu apenas pedi como uma desculpa para ficar no bar com ela. Nenhum anel. Férias e não lua de mel. E a maneira como meu nome saiu de sua língua foi como veludo.


Capítulo 13 Rachel — Eu estou dizendo, ele me seguiu até aqui. — Se acalme Rachel. Quanto você bebeu? — Não o suficiente, — digo a Lauren, pressionando o telefone contra a minha orelha. — Eu precisava de uma bebida, assim que o vi. Bem Ok, uh, umas bebidas. — Por que você está sussurrando? — Eu poderia estar seguindo ele, — Eu confesso, me escondendo atrás de uma palmeira. — Deixa eu ver se entendi , — diz Lauren. — Você acha que esse cara que é um detetive de homicídios veio do Texas para o Havaí com intenções maliciosas e você está seguindo ele? Faço uma pausa, o sol batendo duro contra minha pele pálida. — Porcaria. Você está certa. Oh meu Deus, ele vai me matar e fugir! Ele sabe como fazer essas coisas! — Rachel, se acalme, — ela repete. — Coincidências acontecem, e um monte de gente vai para o Havaí no verão. — Você acha que é apenas uma coincidência?


— Estou esperando que seja o destino. — Você lê muitos livros de romance. — Isso é impossível, — ela contraria. — Você não pode ler muito. É como beber muita água. Não é possível fazê-lo. — Muita água pode realmente perturbar o seu sódio e potássio causando desequilíbrio em seu corpo e podendo matar você. — Pare de pensar como uma enfermeira. — Além disso, — eu digo a ela. — Ele disse que estava aqui com a sua família, e eu acho que ele estava dando em cima de mim. Na verdade, eu deveria segui-lo, encontrar sua esposa e dizer a verdade. Porque ela merece saber. — Eu dou mais um passo, mas já perdi Derek de vista. — Rach, pare. Se ele está aí com a família, então você provavelmente não vai falar com ele novamente. — Você está certa— eu suspiro. — Ok. É uma ilha grande e há muitas pessoas aqui. Eu provavelmente não vou vê-lo novamente. — Bem, você poderia, — ela me lembra. — Mas se você fizer isso, tem que seguir em frente. Fazer sua própria coisa. Você vai esquecer o ...? — Passado, — digo a ela. — Eu provavelmente deveria ir tomar banho e mudar de roupa. Ou talvez uma soneca. O sol e a bebida estão me deixando cansada.


— Coloque o alarme para você não dormir demais e perder a sua viagem. Defina quinze minutos mais cedo desde que você gosta de colocar no soneca. Não, vinte é melhor. Você não quer se atrasar. Eu rio. Estar atrasado é uma ofensa no livro de Lauren. — OK. Dê a Ella um beijo por mim. — Eu dou. Vá desfrutar do paraíso. Eu desligo e vou para dentro do hotel, desacelerando quando eu ando pelo restaurante. Derek disse algo sobre almoçar com sua família. Me pergunto como sua esposa parece, quantos anos seus filhos tem. Acho que ele tem dois. Um menino e uma menina, é claro. A menina seria bonita igual a sua mulher, e o rapaz seria um reflexo de Derek mais novo, sorriso bonito, olhos claros que fazem todas as meninas da terceira série desmaiar. Eu balancei minha cabeça, meu mundo estava girando um pouco. Eu já estou planejando quando posso ter a minha próxima bebida, calculando o meu tempo. Eu tenho uma hora e quinze minutos antes de entrar no ônibus de turismo que vai me levar para ver as cataratas gêmeas. Ansiedade me corroe quando eu volto para o quarto de hotel, vendo a cama king-size bem feita que fosse suposto ser para dois. A catarata gêmea foi o lugar que eu estava mais ansiosa para ver. Travis e eu brincamos sobre nos esgueirar para tentar fazer amor na água corrente. Meus punhos se apertam. Não. Não posso fazer isso. Eu não estou pensando nele, não posso deixar que ele arruíne estas férias. Fecho os olhos e me inclino contra a porta fechada, com


uma respiração ofegante. Flashes do rosto de Derek surgem diante dos meus olhos. Cabelo espesso escuro. Pele bronzeada. Um sorriso perfeito, e que sotaque do sul. Deus, que fala arrastada do Texas. É leve o suficiente para quase passar despercebido, mas porra, soa bem, vindo de seus lábios. E ele parecia genuinamente chocado ao me ver, ele ainda carregava aquela escuridão com ele, pairando como uma nuvem cinza que poderia explodir como chuva e trovões a qualquer momento. Eu coloco meu telefone e meus livros em cima da cama, em seguida, me dispo e vou para o banheiro tomar banho. A primeira coisa que faço é virar e conferir as linhas avermelhadas no meu traseiro. Minha pele fica vermelha com o sol, ele não é meu amigo. Há uma linha muito fina entre o bronzeamento e a queima quando se trata de minha pele pálida. E essa linha fina é normalmente de alguns minutos de exposição ao sol sem protetor solar. Você pensaria que depois de vinte e quatro anos que eu aprendi, mas a julgar pelas manchas vermelhas na pele irritada sobre os meus ombros, hoje não é esse dia. Eu tomo uma rápida ducha fria, em seguida, seco meu cabelo apenas o suficiente para que ele caia em volta do meu rosto. Não estou acostumada com o comprimento mais curto ainda, embora eu definitivamente gosto de como é muito mais fácil de pentear. Eu coloquei um biquíni amarelo sob um vestido branco, em seguida, ponho uma muda de roupa no meu grande saco de praia. Meus óculos, carteira, e bloco de desenho vai junto com ele. Eu coloco a minha bolsa ao lado do mini-freezer na esperança


de me lembrar de pegar água. Então eu coloco o alarme apenas como Lauren sugeriu e vou para a cama. O zumbido vem de fora, e minha mente divaga. Ele não leva muito tempo para que eu chegue a um estado estranho entre vigília e sono, onde os meus pensamentos são metade sonhos, metade realidade. O rosto de Derek aparece diante de mim e eu me imagino correndo para ele e sua família. Sua esposa se parece exatamente como Shana, a menina que Travis estava transando na noite que eu o peguei. Ela sorri e ri, olhando para mim do outro lado da sala. Rachel. Sua voz dizendo meu nome ecoa em minha mente tão fortemente que eu acordo assustada, pensando que ela está aqui no quarto comigo, me chamando. Eu inspiro, e olho ao redor do quarto. Uma brisa suave sopra através das portas da varanda aberta. Tem vários metros. Não tem como alguém estar aqui, mas minha imaginação fica longe de mim e agora estou sentada, com má vontade de sair da cama para me certificar de que ninguém deslizou no lado do edifício em estilo ninja. Eu paro quando vou para o sol e ar fresco. O som distante de risos deriva, mas a maioria são abafadas pelo bater das ondas. Eu olho para a água. Algo escuro sobe da água, ou é um monstro do mar ou é uma baleia. De qualquer maneira, um arrepio corre pela minha pele, tanto da beleza e da forma como incrivelmente pequeno que me faz sentir. O mundo é um lugar grande. Milhões de pessoas, todos desejando as mesmas coisas. O que me faz especial? O que me deixa mais merecedora de felicidade do que outra pessoa?


Eu olho para o local na água, esperando ver outra baleia. Minutos se passaram e eu ainda estou olhando, hipnotizada pela água. A brisa agita o meu cabelo úmido e me viro, indo de volta para dentro. Deitei, tentando o meu melhor para ignorar a sensação de vazio que está crescendo dentro de mim, ficando maior e maior até que me consome. Incapaz de manter os pensamentos infelizes na baía, eu desisto de tirar um cochilo, recolho minhas coisas e desço até a recepção. Há muito que fazer no hotel, e eu não fui às lojinhas de presentes ainda. Eu preciso pelo menos de uma lembrança para me lembrar desta viagem louca. Eu levo o meu tempo olhando e comprando uma camiseta escandalosamente cara para Ella. A roupa de crianças são lindas para se resistir, e vai demorar um longo tempo até eu comprar coisas para os meus próprios filhos. Eu adiciono as roupas de bebê na cestinha, em seguida, pago e vou embora. Eu não sei exatamente onde eu deveria ir para pegar o ônibus de turismo, mas não tenho tempo para passear e encontrá-lo. Eu não estou nem dois minutos sob o sol quente e estou entrando em pânico. Eu nunca vou encontrar esse maldito ônibus e eu vou perder de ver as Cataratas Gêmeas. Um suor nervoso rola entre os meus seios e estou mentalmente gritando para mim mesma para não entrar em pânico. Eu ando tão rápido quanto meus pés podem ir, viro a esquina ao redor do resort e cruzando uma ampla calçada. Finalmente, vejo a zona de carga, e o sinal que diz que o ônibus de excursão está vinte minutos atrasado devido a um pneu furado. Eu furtivamente corro para a sombra de uma


palmeira para recuperar o fôlego. Estou quente e com sede, mas não quero beber o que eu trouxe ou vou me arrepender mais tarde. Vou para frente do hotel, apreciando a invenção do ar condicionado, e encontro uma máquina de venda automática de bebidas. Está escondida em um corredor perto da academia. Um casal fica nas proximidades, com as mãos uns sobre os outros e línguas goela abaixo um do outro. A menina me ouve chegando e abre os olhos, empurrando o cara para longe. Ele pega sua bunda e recebe mais um beijo. — Fomos pegos! — Ela ri, suas bochechas ficando tão vermelho quanto seu cabelo. — Nós estamos em nossa lua de mel. Eu tenho certeza que você entende. — Ela ri e tira a mão do marido. — Eu entendo. — Eu sorrio e movo meu olhar para sua mão esquerda. — Seu anel é lindo. Parabéns. — Awww, obrigada querida! — Ela sorri, e leva o marido embora. Eu ainda estou sorrindo enquanto pego um dólar e coloco na máquina, mas ela me devolve três malditas vezes antes de me dar meu chá gelado. Eu torço a tampa enquanto eu ando, sentindo algo diferente. Algo ...Se libertando. Indiferença. Eu respiro e percebo que um peso que eu nem sabia que estava

lá,

pressionando

para

baixo

e

sufocante,

está

desaparecendo. Eu não estava borbulhando de alegria para os recém-casados, mas não doeu como um alfinete em um boneco de vodu também. E isso me faz sorrir.


Eu saboreio o chá gelado e volto para o lado do grande hotel, aonde o ônibus vai nos pegar. Eu examino a pequena multidão, tentando não notar que todas as pessoas tem companhia. De casais a grandes grupos, todo mundo tem alguém. Eu mordo meu lábio e fico sob o toldo enquanto espero. Um grupo de pessoas estão perto, conversando, rindo, e desfrutando da ilha. Eu pego partes de suas conversas, e a maioria está comentando sobre a ilha de alguma forma: o bom tempo, o oceano, a bela paisagem ... coisas assim. Outros dizem coisas que não deveriam ser ouvidas e eu tenho que trabalhar duro para manter minha expressão neutra, enquanto escuto. Eu estou olhando para cima, observando as nuvens rolando através do sol, quando ouço um outro grupo de pessoas vindo atrás de mim, atravessando a calçada. Eles estão falando sobre a ilha, categoria, não é interessante, mas seu sotaque do sul me faz girar a cabeça. Assim que eu olho para trás, eu desejo que eu não tenha feito. Porque um desses sotaques do sul pertence ao detetive escuro e sexy. A cabeça dele balançou, ao ouvir uma mulher falar sobre o sol quente. Ele disse que estava aqui com a sua família, e eu imediatamente assumi que significava sua própria família, como uma esposa e filhos. Eu levo um minuto para analisar o que estou vendo porque ela não é parecida com minha imagem mental. A mulher que está falando com ele é mais velha, velha demais para ser sua esposa. Bem, eu acho.

Apesar de seus

adereços para ter uma boa aparência, do lado de um homem tão


jovem. Ela está usando um vestido rosa e laranja e grandes óculos de sol. Há uma outra mulher com a mesma idade ao lado dela, e três jovens adultos: duas meninas em talvez seus vinte e poucos anos e um menino, que não pode ser muito mais velho do que dezesseis anos. Meu coração salta uma batida quando eles param nas proximidades, perguntando sobre ingressos para ver as Cataratas gêmeas. Os ingressos estão esgotados, o que pareceu entristecer as mulheres do grupo. Eles dizem algo sobre compras e vejo Derek revirar os olhos. Ele se vira e eu olho para baixo, mas é tarde demais. Ele já me viu e me pegou olhando. Merda. Eu olho de volta para cima. Seria óbvio demais para fingir que não o vi agora. — Hey Derek, — eu digo, quebrando o constrangimento. Ou talvez eu só tornei as coisas ainda piores... que é mais meu estilo. — Você a conhece? — A pergunta vem da mulher mais velha. Ela tira os óculos de sol. — Você conhece alguém aqui? —Seus olhos se arregalam. Eles são da mesma cor de Derek, me fazendo supor que ela seja sua mãe. Isso explicaria a diferença de idade. — Uh, — ele começa, olhando para mim como se preferisse que eu tivesse mantido minha boca fechada. — Sim. — Suas sobrancelhas se juntam quando ele diz isso, e eu sei que ele está temendo essa explicação, o que inevitavelmente está chegando. — Ohhhh, — um sorriso se larga o rosto da mulher.


— Você a conheceu na ilha? Qual é o nome dela? — Mãe, — uma das jovens meninas diz entre dentes. — Pare com isso. — Ela se vira para a garota ao lado dela. — Eu não deveria ter deixado que ela bebesse essa manhã. Então, se essa é a mãe de Derek, logo, a menina é sua irmã e estar aqui com sua família tem um significado totalmente novo. — Oi , — eu digo, assumindo a liderança e estendendo minha mão. Derek parece incrivelmente grato por isso. — Eu sou Rachel. Na verdade, eu conheci Derek em Dallas. Ele estava investigando um assassinato e eu estava trabalhando como voluntária na casa de apoio. E dizer isso em voz alta soa ainda mais estranho do que parecia na minha cabeça. Seu sorriso se alarga e ela pega a minha mão, dando-lhe um aperto firme. — Que mundo pequeno! Oh, como é bom te conhecer, Rachel. Eu sou DeeDee, a mãe de Derek. O que você está achando do Havaí? — É incrível. — Eu sorrio. — Ainda mais belo na vida real do que nas fotos. — Sim, — ela concorda. — É lindo aqui. A mistura prefeita de sol e nuvens, com uma ligeira brisa para torná-lo suportável. Então, há quanto tempo você conhece Derek? — Mãe, — ele corta dentro.


— Ela está em sua lua de mel e não quer falar sobre isso. Desculpe incomodá-la, Rachel. — Ele se vira para ir. DeeDee levanta uma sobrancelha. — Oh, você está em sua lua de mel! Claro que você está, olha como ela é linda. Bem o seu marido é um cara muito sortudo. Meu coração salta para fora do meu peito. — Na verdade, ele não é. Eu não me casei. Esta não é a minha lua de mel. Minha resposta fez Derek se virar? — Não é? —DeeDee pergunta, se inclinando claramente querendo saber mais. — Não. Era para ser, — Eu começo, um pouco insegura por estar derramando minhas tripas para ela. — Mas meu noivo pensou que um caso era melhor do que o casamento, por isso estou aqui. Ela me olha e pisca. Não importa o quão casualmente você tenta dizer o que aconteceu, as pessoas sempre oferecem um olhar triste. — Então você veio sozinha? — Sim. — Eu tremo internamente. — Muito corajosa! — Ela se vira para a outra mulher de meia-idade. — Você ouviu isso, Rebecca? Ela veio sozinha! Eu gosto disso, Derek. — Mãe, — ele resmunga e eu não posso deixar de rir. Nem mesmo o áspero detetive de polícia pode escapar do


constrangimento materno. O motor do ônibus ecoa do lado de fora do hotel. Eu me viro, vendo se aproximar. — Bem, — diz DeeDee. — Foi muito bom conhecer você, Rachel. Talvez nós a vejamos novamente. — Talvez. — Eles não me disseram se estavam indo para as cataratas. — Tão divertida, — murmura Derek. — Hey, — eu digo quando ele está indo embora. — Quer vir comigo? Eu, uh, tenho um bilhete extra. — Eu alcanço minha bolsa e o retiro. Derek se vira, me encarando nos olhos. Ele segura o meu olhar e por apenas alguns segundos, tudo se desvanece. Meu coração bate mais rápido, à espera de sua resposta. — Sim. Eu quero. E agora meu coração está batendo forte e com excitação. Eu entrego o bilhete e aceno um adeus à sua mãe. — Desculpe por isso , — diz ele, dando um passo ao meu lado. Eu engulo em seco e dou uma boa olhada nele. Ele é várias polegadas mais alto que eu, e musculoso. E seu rosto ... Deus, ele é muito bonito. — Ela é arrogante, eu sei. — Não se desculpe, — eu digo. — Embora quando você disse que estava aqui com a família, eu assumi que significava a sua própria família, como esposa e filhos. — Sim, eu podia ver isso. Mas essa é apenas uma típica reunião de família em férias.


— Droga. Minhas reuniões familiares eram sempre em um parque. — Eu balancei minha cabeça e ri. — E tudo o que me lembro de é salada de batata, sentar no sol durante todo o dia, tios fumando charutos fedidos. Nada como Havaí. Derek ri. — Eu acho que isso não se compara. Estou triste de ouvir sobre, hum, hum... — Noivo babaca? — Eu ofereço para ele e acenando minha mão no ar. — Obrigada, mas eu posso honestamente dizer agora que estou bem. Você vive e aprende né? — Você só pode ser a pessoa mais bem ajustada no planeta, — ele ri. Eu dou de ombros. — Eu posso pensar em muitas razões pelas quais eu não sou. — Nós embarcamos no ônibus, que é mais como um grande jipe com lados abertos e sem cintos de segurança. Nós nos sentamos na parte de trás um do lado do outro. Eu coloquei minha bolsa no meu colo e coloquei meus óculos de sol no topo da minha cabeça. Derek se vira para mim. — Isso não faz sentido. — Eu acho que eu posso ver como isso é confuso. Se você voltar desde o início, você vai ver que sou completamente louca. Seu sorriso ilumina seu rosto. — Eu acho que todos nós somos. Só que uns em graus diferentes.


— Sim. Tenho certeza que você lida com louco em uma base regular também. Não que você queira falar sobre o trabalho. Você provavelmente não pode falar sobre isso, certo? Seu rosto escurece e eu estou preocupada que eu disse algo errado. — Certo. — Ele brinca com o relógio, seus ombros ficando tensos. — Você ainda visita a clínica de apoio? — Não. Após o término do noivado eu voltei para casa em Michigan... O que foi há um tempo atrás. — Oh, ok. — Sua tensão se vai e ele se inclina para trás no banco. — Você não vai me matar aqui, certo? — Pergunto com um sorriso. — Eu não estou entregando um bilhete para a minha própria sepultura, não é? Ele balança a cabeça. — Pesquisei muito durante anos sobre como descartar corretamente um corpo, mas com todos os tubarões por aqui estou achando mais fácil despejá-la no oceano. A mulher na nossa frente se vira para olhar para nós, com os olhos arregalados. — Está tudo bem, ele é um policial, — eu digo com um sorriso. Ela lentamente acena com a cabeça, em seguida, se vira, sussurra algo a seu companheiro. Derek e eu rimos. — Eu tenho a conspiração do assassinato perfeito, você sabe. — Eu sei?


— Sim. Graças a eu ser uma enfermeira, eu conheço bem o corpo humano. Eu posso, teoricamente, matar alguém de uma forma que nunca seria detectado. — Eu preciso saber mais sobre isso. No caso de precisar no futuro. — A insulina ou potássio, — eu explico. — Ambos são de ocorrência natural no corpo, mas pode resultar em morte se não houver equilíbrio no corpo, altas doses ou pouca podem causar a morte. Eu pretendo fazer a injeção letal na boca, colocando na parte traseira da garganta ou algo onde marcas de agulha não serão vista. Ele considera por um momento. — Isso poderia funcionar. Mas como você deseja obter a agulha na boca de alguém sem uma luta? Sinais de luta são óbvias, você sabe. — Droga. Eu não pensei tão longe. Claramente, eu não sou uma assassina. O que provavelmente é bom para você já que acho que você não trouxe suas algemas. — Eu trouxe outras. Você sabe, aquelas revestidas com pele. Pele cor de rosa, para ser exato. Com brilhos. Mas mesmo se eu não tivesse com algemas, eu ainda encontraria uma maneira de amarrá-la. Eu ri. — Psshhh. Só se você puder me pegar. — Oh, eu te pegarei. Mas desde que eu sou um mega perseguidor que seguiu você até aqui, eu não iria prendê-la de qualquer maneira. Eu levaria de volta para o porão de minha


casa, engordaria você, então usaria sua pele para fazer um abajur. — Um abajur? Isto é chato. A senhora na frente de nós se vira de novo, com a curiosidade se transformando em preocupação. Dou um sorriso antes de incrementar a nossa conversa. — O que devo fazer com a sua pele, então? — Provavelmente assá-la. — Eu ergo meu braço. — Estou muito pálida. E então... Fazer sapatos com o couro dela ou algo assim. Você poderia usá-lo em público, deixando todo mundo ver, e ainda não ser pego. E você tem um fetiche por pés e sapatos, é claro. Sabendo que a minha pele estava cobrindo seus pés traria algum tipo de prazer sexual, e estar no olho do público seria melhorar seu formulário de doente que gosta de exposição. Ele ri. — Isso é muito bem pensado. Você é meio estranha, você sabe. — Então, eu tenho dito. — Eu gosto do estranho. Eu sorrio. — Eu também. Que é bom, desde que eu sou uma pessoa estranha, certo? — Certo. E quem quer ser normal afinal? — Ele pergunta e cutuca meu braço. — As pessoas chatas. — Pessoas chatas que não usariam pele em sapatos.


Nós dois rimos, e algo me bate, como é fácil falar com Derek, e como ele joga junto com o meu senso de humor. — Você já esteve aqui antes? — Pergunta ele uma vez que o ônibus dá uma guinada, batendo ao longo da estrada. — Não. Esta é a minha primeira vez no Havaí. Você? — Eu vim aqui uma vez, quando eu era criança. Eu não me lembro embora. Eu tinha quatro ou cinco anos e fui arrastado pelos meus pais para o seu aniversário de casamento. Eles se conheceram no Havaí ... é por isso que minha mãe está de volta agora. Seria a quinta vez deles aqui. Seria. — Sinto muito sobre o seu pai. Ele dá de ombros. — Obrigado, mas está tudo bem. Estou bem. Eu aceno, tentando não reagir a sua perna contra a minha com cada solavanco na estrada. E há um monte de solavancos. Sua pele é quente e ele cheira bem, como sabonete e colônia tudo engarrafado em um aroma inebriante que é tão fraco que eu tenho que me inclinar para conseguir mais. É como se ele tivesse feito isso de propósito para me fazer chegar mais perto. E se o fez, ele está trabalhando muito bem para isso. — Então, essas outras pessoas com você eram ...? — Minha irmã Margery, tia Becky e meus primos Amy e Justin. — É legal que sua família faça coisas juntos assim. — Eu acho. — Ele olha atrás de mim, observando a paisagem que passa. Estranho, como ele é desligado assim que fala sobre ele.


— Quanto tempo você vai ficar aqui? — Eu pergunto, esperando uma mudança de assunto pode trazer de volta seu sorriso. Eu sinto falta da luz em seus olhos já. Eu não o conheço há mais do que alguns minutos, mas tenho certeza que a luz em seus olhos não é algo que o mundo possa ver muitas vezes. Raro como uma estrela cadente, trazendo luz para o céu por um momento antes de tudo ficar escuro novamente. — Mais quatro dias, — diz ele. — Ficarei aqui por mais dez. Parece que é muito tempo quando eu digo isso em voz alta. — Duas semanas de férias é um longo tempo para ficar longe do trabalho. — Ele balança a cabeça, como se suas palavras o surpreendeu. — Mas eu acho que é uma coisa boa para a maioria das pessoas. — Você deve amar o seu trabalho. Ele balança a cabeça, sem olhar nos meus olhos. — Isso me mantém ocupado. — Eu imagino. Sem ofensa para você Texano, mas Dallas tipo me assustou quando eu me mudei para lá. — Sem ofensa, e eu entendo. É uma grande cidade. Você não pretende voltar? Eu balancei minha cabeça. — Minha família e amigos estão em Michigan. Eu só me mudei para Dallas porque meu ex conseguiu um emprego lá. — Eu recebo um flash do dia em que Travis teve a oferta de trabalho, a onda de emoção que senti. Excitação.


Medo. Sonhos. E uma estranha sensação de responsabilidade. Sair de casa era uma coisa tão crescida a se fazer. Tendo já aceitado sua proposta de casamento, eu não questionei a decisão de avançar, não ouvi aquela voz interior que gritava não se mude para tão longe de tudo o que você ama! porque eu pensei que estava com alguém que me amava mais do que todo mundo junto. Viva e aprenda. Essa é a única maneira de olhar para merda atrás de mim e não ver o monte de porcaria que realmente é. — E agora que você deixou seu trabalho, o que você está fazendo? — Nada. Eu tenho que começar a procurar empregos quando eu voltar. — Eu gemo com o pensamento. Derek gentilmente me cutuca novamente. — Não se preocupe com isso agora. Aproveite esta viagem. — Ele faz um gesto para a passagem do oceano. Nós viajamos em silêncio por um tempo, apreciando a vista. O ônibus diminui, e, em seguida, para dentro de um lote de cascalho no lado da estrada. Derek e eu ficamos para trás, esperando os outros saírem antes de sairmos. — Uau, — eu sussurro, girando lentamente ao redor. — É um mundo totalmente diferente do resort. — Espere até você ver a cachoeira, — diz Derek. Eu empurro minha bolsa no meu ombro e vou em direção a um suporte da exploração. Um sorriso irrompe em meu rosto. Estou andando através de grama cortada para um caminho


lamacento que nos levará às cataratas. Olho para dentro da minha bolsa para pegar meu telefone e tirar algumas fotos enquanto caminhamos. O caminho está cheio de pássaros e insetos, e não demorou muito para que eu possa ouvir a cachoeira na distância. — Cuidado, — Derek diz, estendendo a mão. — É escorregadio aqui. — Minha sandália rasteira douradas, é confortável e elegante, mas não é a melhor opção para fazer caminhada. — Eu sinto como se estivesse em um filme de Indiana Jones, — eu digo, com o sorriso ainda no meu rosto. — Estou pronto para encontrar algum tipo de tesouro e lutar contra bandidos. Ou combatê-los. Eu nunca estive em uma luta. Derek ri. — Eu vou te defender enquanto você compartilhar o tesouro que você achou. — Combinado. Ohh olho para as flores vermelhas! — Aponto para as flores em uma árvore próxima. — Eu acho que é gengibre! — Eu não saberia. Quer que eu vá testar? — Derek se vira e eu pego seu braço e o puxo para trás, escorregando na lama. Derek envolve seu braço em volta da minha cintura, me firmando. — Não! Eu não quero ser responsável por envenenar você! E eu tenho certeza que você não deveria comer flores ou plantas ou qualquer coisa. — Estou em meus pés novamente, de pé apenas polegadas dele. Lentamente, ele retira o seu braço em


torno de mim. Ele abaixa a cabeça, nossos olhos se encontrando. Meu coração acelera e eu desvio o olhar. — Estamos quase lá, — diz ele, tomando a liderança novamente. O som das cataratas fica cada vez mais alto a cada passo. O caminho está escorregadio me levando a um passo de cair. Derek caminha sem esforço. Eu coloquei meu telefone de volta na minha bolsa e dou pequenos passos para frente, segurando a mão de Derek, mais uma vez. Algumas pessoas ficam ao redor do caminho, tirando fotos da cachoeira. Eu mantenho meus olhos no chão, me concentrando em não cair e ficar coberta de lama. O chão está coberto de pedras e raízes de árvores retorcidas, abrindo caminho para a água. — Isso é incrível. — Um arrepio percorre minha espinha apenas a partir da pura beleza. Eu cavo dentro da minha bolsa de novo para o meu telefone. Eu faço um rápido vídeo das quedas d’água, em seguida, tiro uma tonelada de fotos. Eu mantenho o telefone na minha frente, tentando tirar uma selfie com as quedas no fundo. — Eu vou tirar uma foto sua para você, — Derek oferece. Estendo a mão para ele, puxando-o para perto de mim. — Venha aqui. — Ele dá um passo ao meu lado e eu seguro o telefone. — Eu preciso de provas que estávamos juntos. Você sabe, para tornar mais fácil para quem investigar meu assassinato. — Desaparecimento, — ele corrige. — Não vai ter nenhum corpo para ser encontrado. Você é bonita,

então

eu

poderia

muito

bem

mantê-la

viva.


Lentamente, ele passa os olhos em cima de mim, e eu posso sentir o calor dele, sua pele conectando com a minha. A sua verificação era óbvia ser uma brincadeira, mas de repente estou perturbada e desviando os olhos para a água novamente. — É mais alto do que eu pensei, — Eu digo, com necessidade de preencher o silêncio entre nós. — A água, quero dizer. — Meu coração está batendo mais forte do que eu esperava também. — Isto é. Nós dois assistimos a cachoeira. Um casal nada perto de nós, em águas rasas. Eu me assusto quando alguém salta do penhasco acima, batendo na água com um respingo pesado e desaparecendo de vista. Com os olhos arregalados eu assisto, pensando como a água é profunda. Mas apenas alguns segundos depois, um menino emerge e solta um grito. Ele nada para o lado e outro o segue. — Isso parece divertido, — diz Derek. — Não, não, não. Isso parece perigoso. — As pessoas saltam de lá o tempo todo. — As pessoas fazem muitas coisas estúpidas o tempo todo, — Eu me oponho. — Só se machucarem. — Eu assisto Derek rastrear seus olhos até o topo da cachoeira. — Quer, pelo menos, ir até lá e olhar para baixo? — Só olhar? — Pergunto —Apenas olhar. — Então, sim, eu posso fazer isso.


Ele sorri e seus olhos verdes acendem como o céu brilhante acima de nós. Ele dá alguns passos para trás e tira a camisa. Como enfermeira, eu vi meu quinhão de nudez. Como mulher eu também admirava homens atraentes. No entanto, eu não estava preparada para ver o peito musculoso de Derek, manchado de tinta e golpeado com cicatrizes. Eu quero alcançá-lo, passar meus dedos sobre as linhas elegantes de suas tatuagens e sentir cada cume de tecido cicatricial. Respiro fundo, incapaz de desviar o olhar dos músculos nas costas flexionado quando ele se move. Porra. Eu preciso de uma bebida. Não estou preparada para o quão quente ele está me fazendo ficar, e, de repente, sinto que posso me refrescar na cachoeira. Ele tira seus sapatos e remove sua carteira do bolso, e então se vira para mim. — Vamos. — Ele estende a mão. Eu pisco, voltando à realidade. Certo. Eu estou subindo indo para morte. Leva muito tempo para remover minhas sandálias, e ainda mais tempo para tirar o vestido de verão estúpido sobre a minha cabeça. Eu o enfio na minha bolsa e a coloco ao lado das coisas de Derek, que está situado entre duas raízes das árvores. Nós vamos para a direita da água. Algo corta entre os meus dedos. — Eu acho que pisei em alguma coisa, — eu digo congelando. Eu olho para baixo e vejo o que é? Ou continuo? — Não há vermes no Havaí, — Derek diz, tratando o assunto com naturalidade. — Eles não são nativos aqui.


— Oh, bem, isso é bom! Eu acho que os vermes estão em toda parte, não estão? Ele ri. — Você quase acreditou em mim. Balanço a cabeça e luto para seguir seus passos. Naturalmente, as pessoas atléticas como ele não deveriam existir. Ele

desafia

as

leis

da

natureza.

Ou

talvez

as

pessoas

naturalmente desajeitados como eu fazem. O caminho até o precipício é barrento, pontilhado com raízes e pedras. A viagem para o topo leva apenas alguns minutos. Eu mantive meus olhos para baixo, calculando o meu próximo passo e me concentrando em não escorregar e cair o tempo todo. Quando paramos no topo e eu olho em volta de mim, eu estou atordoada. — Puta merda, — murmuro. — Isso é incrível. — De um lado, a floresta continua sem interrupções, como se a cachoeira não fosse nada para se admirar. E do outro lado... Realmente parece muito alto. A água flui à frente de nós, e lá em baixo há uma calma e pacífica água que se projeta formando uma pequena piscina. — Eu não acho que é fundo o suficiente. — Não aqui, — Derek diz, ficando muito perto da beira do penhasco. Meu braço se estende, querendo chegar e puxá-lo de volta para a segurança. Meu coração está na minha garganta de uma forma que nunca esteve antes. Estou com medo e alegre ao mesmo tempo. Fazemos uma parada perto da água corrente e coloco meu pé, tomando cuidado para não cair.


— Está fria! — Exclamo. — É tão bom. — Eu trago meu pé para trás e olho para baixo. — Uau, é um longo caminho. — Eu vou pular, — diz ele. — Não! — Desta vez eu realmente estendo a mão e o agarro, tentando puxá-lo para longe da beira. Ele é muito mais pesado do que eu para conseguir puxá-lo, mas ele dá alguns passos para trás. Meus dedos estão enrolados em torno de seu pulso como se isso fosse impedi-lo de pular. — Você pode bater no chão e quebrar seu pescoço! — Eu não vou mergulhar, — ele diz e se inclina para frente, olhando para baixo. — Só pular. — Então você pode quebrar as duas pernas. Ele balança a cabeça. — Eu não vou quebrar as duas pernas. Você viu duas pessoas saltarem e sobreviverem. Meu aperto se aperta em torno de seu pulso. — Isso não me convence. Ele inclina a cabeça. — Você tem medo de altura? Eu engulo. — Não. Estou com medo de cair de lugares altos. — Isso é a mesma coisa. — Não é. Estou bem ficando aqui em cima. Mas eu não estou bem com queda a partir de lugares altos. Ele ri.


— É justo. — Ele torce seu braço e coloca seus dedos em volta do meu pulso de modo que estamos sem jeito segurando um ao outro. Eu deslizo minha mão para trás, meus dedos demorando em sua pele. — Basta olhar para baixo. — Não, obrigada. Eu poderia cair. — Você não vai. Eu engulo meu coração batendo. — Bem. Basta olhar, lembra? — Eu lembro. Eu agarro uma árvore a nossa frente. A água corre para baixo ao lado de nós, brilhando na luz do sol brilhante. Tudo é tão bonito que parece falso. Incluindo Derek. Vim de avião até aqui e isso é realmente um sonho? Eu pisco, sentindo a lama entre os dedos dos pés e os insetos zumbindo em volta do meu rosto. Se isso realmente fosse um sonho? Ele se move para frente e eu entro pânico que ele vá saltar. Eu chego para frente para agarrá-lo, mas escorrego. Meus pés saem de debaixo de mim e eu sei que é tarde demais para fazer qualquer coisa. Estou caindo do penhasco. Talvez eu não vá morrer, mas vou ficar muito ferida para desfrutar o resto das minhas férias. — Cuidado, — Derek diz e me pega. Meus braços vão ao redor de seu pescoço, meus olhos se encontrando com os dele. — Este não é um bom lugar para ir. — Como você sabe?


— Todo mundo saltou de lá. — Ele aponta atrás de mim. Eu me endireito e dou alguns passos para trás. Derek se move para uma rocha perto das quedas e estende sua mão. — Vem comigo, Rachel. Cada onda de lógica em mim grita não no topo de meus pulmões. Meu coração martela com medo, me lembrando o quão ruim a queda poderia me machucar. Meus dedos se rendem entre os seus. — OK. Ele me puxa para a pedra com ele e, juntos, nós vamos para a plataforma lisa de lama e rochas aonde vimos outras pessoas pularem. Ele aperta seu aperto em minha mão, vira a cabeça e sorri. — Pronta? De jeito nenhum. Eu não estou preparada. Estou assustada. Tremendo. Com o coração acelerado mais rápido do que nunca. Eu aperto seus dedos. — Não. Eu não posso! — Rachel, — diz ele calmamente. — Sim você pode. Você veio até aqui sozinha. Você consegue fazer isso. Suas palavras, por mais simples que sejam, batem em alguma coisa dentro de mim. Eu vim aqui sozinha. Se eu posso fazer isso, eu posso fazer isso. — Pronto. — Em três.


Nós fomos para mais perto da beirada do penhasco. Derek olha para baixo, para ter certeza que está tudo certo para o pouso. — Um, — diz ele. — Dois. — Três! , — Dizemos juntos e saltamos. Vento corre contra o meu rosto, soprando meu cabelo para trás. Fecho os olhos e mergulho na água fria. Eu chuto as minhas pernas, nadando de volta à superfície. Eu posso sentir as pedras sob os meus pés, mas nós fizemos isso. Estamos vivos e ilesos. Eu fiz isso. Eu saio da água, rindo. — Não é tão ruim, hein? — Derek pergunta, passando a mão sobre o rosto para enxugar a água. — Isso foi incrível! Eu empurro o meu cabelo molhado para trás, incapaz de parar de sorrir. — Eu fiz isso! Ele ri. — Eu não iria matá-la aqui. São muitas testemunhas. Aspiro me sentindo mais viva do que nunca. — Obrigada. Por me fazer saltar. — Obrigado por me trazer junto com você. Nós estamos a apenas uns pés um do outro, corações disparam em uma corrida, Quando nos olhamos nos olhos um do outro. — Quer nadar na cachoeira comigo? —Pergunto.


— Eu sempre quis fazer isso. Nadar através dela, em seguida, ir na pequena caverna trás dela. — Claro, — diz ele, em seguida, mergulha. A água vem para cima com força, e estou rindo novamente quando o sigo. Algumas outras pessoas estão por trás da cachoeira, tirando fotos. Por uma fração de segundo eu quero voltar e buscar minha bolsa, ir ao redor nas partes rasas para que eu possa tirar algumas fotos também. Mas então eu olho para Derek e percebo que não há como capturar o que estou sentindo. Eu não quero interromper este momento. — Isso é incrível. — É, — ele concorda. — Eu poderia ficar aqui para sempre. Bem, contanto que essa fazenda à beira da estrada possa me fazer um Macaco sujo, eu ficaria bem. — Macaco sujo? — É uma bebida. Eu não tenho certeza o que está nela, mas tem gosto de banana split. Eu tive um quando cheguei aqui. Ele ri. — Vou ter de experimentar então. Eu geralmente sou um cara de black labels, mas o cocktail de frutas que você tinha no bar esta tarde era muito bom, eu admito. — Sex On the beach1, — eu digo com um sorriso no rosto de Derek fica em choque. — Isso foi o que eu pedi. — Eu nunca tive isso. — A bebida ou sexo? 1

É o nome de um drink e significa sexo na praia


Ele ri. — Bem, não há também muitas praias em Dallas... — Há uma grande quantidade de praias aqui. Os olhos de Derek encontram os meus e sua boca abre ligeiramente, enquanto ele tenta pensar em algo para dizer. — Eu não quis dizer isso assim. Isso me... Você... Que nós... Ele ri. — Está bem. Mas não, eu nunca tive nenhum antes. — Pelo menos você já conseguiu realizar um deles. — Eu me afasto para esconder minhas bochechas vermelhas e dou alguns passos na saliência rochosa. O ar é frio perto da parte traseira da caverna, causando arrepios sobre minha pele molhada. Eu envolvo meus braços em volta de mim, olhando ao redor. Eu posso sentir Derek aproximando antes dele falar. — Você está seriamente com frio? — Eu fico com frio facilmente. E às vezes as coisas realmente bonitas me dão arrepios. Algumas músicas e um monte de filmes também. — Eu tremo quando as palavras saem da minha boca, lembrando o quanto Travis ficava irritado por eu ser excessivamente emocional. — Eu sei o que você quer dizer, — Derek diz calmamente. Nós passamos alguns minutos em pé ao lado do outro, admirando a beleza deste pequeno local. — Quer ir e ficar naquela fazenda? — Sim, — eu digo a ele. Nós voltamos para a água nadando até o outro lado. Mais pessoas saem da floresta, de boca aberta

com

admiração.

Pego

minha

bolsa,

fazendo

uma


verificação rápida no meu telefone e carteira ambos ainda estão ali, puxo uma toalha. Eu me seco o melhor que posso, torcendo meu cabelo, em seguida, atiro a toalha para Derek. — Você pode colocar suas coisas aqui, — Eu ofereço, cutucando minha bolsa com o pé enquanto tento arrumar meu cabelo com as pontas dos dedos. Ele passa a toalha sobre seu corpo e Deus, eu nunca estive com tanto ciúmes de um pedaço de tecido antes na minha vida. Se controle, Rachel. — Obrigado, — ele me diz e coloca seu telefone e a carteira na minha bolsa. Eu a coloco sobre meu ombro e voltamos para a estrada. — Eu tenho reservas para dois, esta noite, — Eu digo quando meus pés tocaram o monte de cascalho. — Jantar sozinha não é a coisa mais divertida do mundo, então eu queria saber se você queria vir comigo. — Acho que posso fazer isso. Eu não quero fazer você sofrer sozinha ou qualquer coisa. — Obrigada. Você é muito boa companhia para manter, de qualquer maneira. Ele balança a cabeça. — Oh eu sei. Tudo isso faz parte da minha máscara de perseguidor assassino, lembra? — Droga. Eu sabia que isso era tudo uma encenação. Nós paramos na fazenda, olhando tudo o que é oferecido para venda. Derek pega a carteira da minha bolsa. — O que você quer? —Pergunta ele.


— Hmm... Definitivamente um coquetel de maracujá. E talvez alguns doces de coco. Parece bom. Ele dá um passo para frente e pede para mim, o que eu, claro, aprecio, mas me sinto estranha sobre isso. — Obrigada, — eu digo, pegando a minha bebida. — É o mínimo que posso fazer em troca do bilhete. — Hey, ele teria ido para o lixo. — Eu coloquei o canudo em meus lábios. — Isto é muito bom. Derek, que obteve o mesmo para si mesmo, concorda. — Isto é. Nós vagamos para o outro lado da estrada, olhando para as árvores. — Estou feliz que você veio comigo, — eu digo em voz baixa. — Eu também estou. — Eu posso sentir seus olhos em mim, então eu me viro, e tenho que olhar para cima para encontrar seu olhar. Meu estômago vibra e o calor corre entre as minhas pernas. Eu me sinto tão confortável em torno dele, e a atração que eu estive negando desde a primeira vez que o vi não pode ser negada mais. O mundo gira e eu tento me segurar, plantando minha mão no peito firme de Derek para não cair. — Você está bem? — Suas mãos estão firmes na parte inferior das minhas costas, uma tentativa de me firmar, mas só aumenta o calor que estou sentindo. — Muito sol, — murmuro. — Estou bem.


Ele não tira a sua mão de cima de mim. Ele está se sentindo da mesma maneira que eu estou agora? Deus, eu espero que sim.


Capítulo 14 Derek O que devo vestir para um assado de porco? Por que eu me importo? E por quanto tempo a imagem de Rachel vai ficar presa em minha mente? Ela fica mais e mais, a maneira como seu cabelo loiro cai em torno de seu rosto. Olhos mais azuis do que o céu sem nuvens. Ela tem fracas sardas ao longo de seu nariz e bochechas, encoberto pela maquiagem. E depois há o resto dela. Seios flexíveis e redondos, pele lisa, pernas longas ... porra. Eu preciso parar de pensar nela. Isso está me excitando e agora não é o momento para aparecer uma ereção. Apesar de ser mais do que apenas seu corpo que faz de Rachel tão atraente. Há algo sobre ela que eu não consigo colocar o dedo. Ela tem uma inocência, uma maneira de olhar o mundo que é refrescante. Ela não é cega para tudo de ruim, as merdas que acontecem no mundo, ela só opta por não se concentrar nelas. Não tenho certeza de como fazer isso. Como se deixar ir e seguir em frente quando coisas ruins estão acontecendo? Porra, ela está em sua lua de mel sozinha e gostando. Como não deixar seu coração ficar manchado quando alguém que você ama alguém perto de você, fode o seu mundo da


pior maneira possível? Eu praticamente fui forçado a entrar em um período de férias e odiei... Até que encontrei Rachel. Eu tomo um banho rápido e me visto com shorts escuros, uma camisa escura e vou para o térreo. Vou me encontrar com Rachel no bar, embora esteja lá mais cedo do que combinamos de nos encontrar, eu quero sair daqui antes que Justin volte. Eu sou um homem crescido e não devo a minha família uma explicação, mas eu quero evitá-los de qualquer maneira. Porque explicar minha relação com Rachel para eles significa explicar para mim mesmo, e nada disto faz qualquer sentido. É uma grande coincidência que nos encontramos aqui. É isso aí. Ela é atraente. Eu não tive relações sexuais em muito tempo. Isso é tudo o que é. Eu não tenho sentimentos por ela. Eu não posso ter sentimentos por ela. Ainda não. Não é apenas possível. Quando eu chego ao bar, estou surpreso de ver não só Rachel que parece absolutamente deslumbrante em um vestido de renda branco corte baixo, terminando apenas polegadas acima dos joelhos. Seu cabelo tem uma ligeira onda, e ela renunciou a maquiagem novamente. Não que ela precise, é claro, mas também minha irmã está sentada junto dela. Três bebidas estão na frente delas. A bebida de Rachel está no meio e a de Margery está vazia, o que não é nenhuma surpresa. A terceira bebida está intocada. Rachel olha para cima no momento em que eu pisei nas tábuas de madeira com areia cobrindo o chão do bar. É como se nós estivéssemos na mesma sintonia, e a música tropical alta me


acalma e o fundo desaparece, destacando somente Rachel. Seus olhos azuis se iluminam quando ela sorri. Marg, que estava falando, se cala e segue o olhar de Rachel para mim. Ela se inclina para trás, tentando não sorrir também. — Hey, — eu digo quando eu chego à mesa, tomando um assento ao lado de Rachel. — Isso é interessante. — Eu tapo meus olhos. — Ela está me dizendo todos os seus segredos sujos, — diz Rachel. É uma piada, e eu sei disso. No entanto, eu ainda estou em pânico e meu rosto escurece, fazendo uma acusação silenciosa em direção a minha irmã. Ela não falaria sobre Deirdre, iria? Quando ela começa a beber, não há como dizer qual segredos ela pode derramar. — Ok, não realmente, — Rachel se inclina para longe. Eu posso sentir sua curiosidade se transformando em mal-estar a cada segundo. Preciso dizer alguma coisa. Algo engraçado, algo de bom coração e feliz. Eu venho de mãos vazias. — Então, Rachel disse que vocês vão jantar, — desabafa Margery. Ela não pode olhar para mim, e ela não pode olhar para Rachel. Ao invés disso, ela mantém os olhos na mesa e passa os dedos para cima e para baixo em sua bebida, brincando com as gotas de condensação rolando no vidro frio. — Sim, — eu murmuro, me odiando um pouco. — Como foram as compras? — Pergunto a minha irmã.


— Divertidas! Há um monte de pequenas lojinhas bonitas e caras nas proximidades. Uma delas estava contratando. Eu considerei conseguir um trabalho, em seguida, nunca deixar este lugar. Eu tenho grau de Inglês e talvez posso não conseguir um emprego na minha área. — Um dos meus amigos tem mestrado em literatura e ainda não conseguiu um emprego em seu campo, — Rachel diz a ela. — É tão frustrante, e eu sinto muito. — O que você faz? — Pergunta Marg. — Eu sou enfermeira, — Rachel diz e toma sua bebida. — Mas eu tenho um blog nas horas vagas. — Que tipo de blog? — Principalmente de moda. Eu acho que você poderia chamá-lo de blog estilo de vida. Margery empurra o copo vazio para o lado e coloca os braços sobre a mesa. — Eu não acharia que você era uma blogueira de moda. Você é muito... Muito agradável e pés no chão. — Marg:— Eu repreendo. Rachel ri. — Está tudo bem, e eu já ouvi isso antes, na verdade. — Ela respira e faço tudo que posso para não olhar para seus seios subindo e descendo por baixo desse vestido. — Eu gosto de moda porque é uma maneira de se expressar. E a sociedade tem feito a forma como parecemos um negócio tão grande que eu tento me concentrar em me vestir para


mim mesma, não para outras pessoas. Além disso, é apenas diversão. — Ela encolhe os ombros. — Algumas pessoas gostam de pintura ou desenho. Eu gosto de usar roupas e maquiagem como uma forma de me expressar. — Qual é o seu blog? — Margery retira seu próprio telefone e verifica as coisas de Rachel, a seguindo em todos os meios sociais. — O que mais você gosta de fazer? Eu atiro um olhar para a minha irmã, tentando deixá-la saber que estou ciente de exatamente o que ela está tentando fazer. Eu só espero que Rachel não se frustre com as perguntas de Marg, para que então eu possa ouvir as respostas, portanto, conhecê-la melhor. Marg é tão ruim quanto minha mãe quando se trata de querer me estabelecer com alguém. Mais uma vez. — Uh, eu gosto de sair. E assistir filmes de terror. Eu rio. — Moda e horror. Essa é uma boa combinação. Ela relaxa e sorri novamente. — Eu sou um pouco estranha, eu sei. — Eu gosto do estranho. — E agora estou sorrindo, olhando em seus olhos. — Oh! — Ela empurra a bebida na minha frente e morde o lábio. — Isto é para você. Bem, se você quiser um pouco mais de sexo on the beach. — Eu acho que eu vou querer sempre, — eu ri. Margery coloca as mãos sobre a mesa.


— Eu tenho que ir e arrastar mamãe e tia Becky da piscina. Elas foram assistir o salva-vidas durante toda a tarde. Além disso, ouvir o meu irmão flertar é... ugh. — Ela estremece e faz uma careta. — Foi bom conversar com você Rachel. — Eu não... Não estou flertando, — murmuro e olho os olhos de Rachel. E se ela não me quiser flertando com ela? Ela saiu recentemente, de um relacionamento sério. Eu não quero sair me aproveitando dela. — Você não está? — Pergunta ela, inclinando um pouco mais. — Isso é constrangedor, então, porque eu estou. Porra. Ela verifica a hora em seu telefone. — Nós devemos ir. — Ela coloca seu telefone de volta na bolsa, pega sua bebida, e se levanta. — Me acompanha para o assado de porco, senhor? Ela é outra coisa que sei que nunca vou ter novamente. Algo que eu não quero nunca deixar ir. E por agora, parte de mim está gritando implorando para ir para ela. Pegar sua mão e apenas vamos nos divertir. Mas tem outra parte que me atormenta, a que diz que tudo isso é temporário. Um passatempo, estamos de férias. Quando isso acabar, ela vai para Michigan, e eu vou para o Texas. Não há nenhum ponto na busca de algo que poderia levar a ... a quê? Se o meu coração já não funciona, ele não pode ser quebrado, certo?


Talvez este seja um erro. Rachel não quer ou precisa estar envolvida com alguém como eu, não importa quão fugaz nosso tempo juntos é. Eu não quero trazer Rachel para baixo, não depois de tudo que ela passou. Eu mal a conheço, mas eu só quero o que é melhor para ela ... Essa coisa toda me assusta. Por que eu me importo tanto com essa mulher? — Você não tem que vir, se você não quiser, — Rachel diz baixinho. Eu tremo, percebendo que estou tão envolvido em meus próprios pensamentos escuros que não me movi, não peguei sua mão estendida. — Eu quero, — eu digo a ela e pego sua mão, ligando os meus dedos com os dela. Apenas aquele pequeno pedaço de pele contra a minha pele envia uma sacudida através de mim. Faz tempo desde que eu senti o corpo de uma mulher, e ainda mais tempo desde que eu compartilhei algo mais profundo. — Onde, minha senhora? — Em algum lugar ali. — Ela aponta para a costa. — Abaixo da praia e sobre o local onde estão as árvores. Precisa fazer uma caminhada até lá. Você se importa? — Se você está andando comigo, eu não me importo nem um pouco. O sorriso está de volta em seu rosto. — É um assado de porco tradicional, por isso é realmente como o jantar e um show. Eu assisti a alguns vídeos no Youtube e parece muito legal. — Gostaria de ir mesmo sozinha? — Eu tenho que perguntar.


— Sim, — diz ela definitivamente. — Eu não perderia isso por nada. Embora, se estivesse sendo honesta, o pensamento de estar sentada em uma mesa de jantar sozinha tipo me apavora, que sei que é bobagem porque é apenas um jantar. Nada assustador, nada de perigoso. — Eu não acho que é bobagem, — eu digo a ela. — Mas acho que é surpreendente vir aqui sozinha. Eu acho que a maioria das pessoas na sua situação desistiria. — Eu considerei isso, — ela confessa. — E isso me diz o quão desajustada eu sou. Após o choque ter passado, eu senti um pouco de liberdade, que eu não sentia há muito tempo. É claro que eu vou dizer que meu ex é o maior idiota do mundo, mas antes do engano, quando eu ... quando eu o amava, ele não foi o melhor para mim e eu deveria ter terminado. Mas eu já tinha me mudado para o Texas, planejado o casamento. E pago um monte de coisas para o casamento. Estava fazendo o que eu pensei que deveria fazer e me convenci de que não ser fiel a mim mesma era tudo parte do crescimento. Ela vira a cabeça para mim, e luz dourada do sol poente ilumina seu rosto. Minha respiração fica presa no meu peito, e eu tenho que me lembrar de respirar. O que. Oh. Porra. A última vez que foi afetado por apenas um olhar foi quando Benjamin nasceu. Ele me deu uma olhada com seus olhos escuros, de recém-nascido e eu era um caso perdido. E então ele se foi.


Eu não achava que meu coração era capaz de sentir de novo essa coisa. O que tinha nesta bebida? — Mas agora eu sei, — Rachel continua, — que ser adulta não significa que eu tenha que sacrificar a minha felicidade. E eu certamente não devo estar com alguém que me faz ter vergonha de quem eu sou. Na verdade, eu paro de andar e olho para ela, incrédulo. — Seu ex tinha vergonha de você? Ela sorri novamente, e eu percebo que esse sorriso é sua armadura. Mas o que eu não consigo descobrir é se ela está tentando enganar o mundo ou enganar a si mesma. Olhando para as ondas do oceano, ela diz: — Não é um grande negócio. Ele estava sempre me dizendo como eu era estranha e como as pessoas não gostavam de mim, ou, mais especificamente, ele, por causa disso. E eu tentei tão vergonhosa como que é de admitir, eu tentei esconder quem eu era dentro de mim. Mas isso só me fez infeliz. — A vida é muito curta para não ser qualquer coisa além de você mesmo. Cabelo sopra no rosto de Rachel. Eu deixo sua mão e coloco seu cabelo para trás da orelha. Seus lábios se apertam, e seus olhos estão bem abertos, e, lentamente, ela solta a respiração. Se eu olhasse em qualquer lugar diferente em seus olhos, seria um pecado. Meu coração bate no meu peito, misturando uma onda de desejo e necessidade. — Palavras sábias, — ela sussurra. — Eu preciso anotá-las.


Eu saio do meu devaneio e aceno. — Sim. — Ela passa a mão pelo cabelo, em seguida, liga seu braço no meu. Começamos a caminhar de novo e eu não consigo descobrir o que está acontecendo. Desde quando eu digo qualquer coisa remotamente profunda? O que tem nesta mulher que está me fazendo tão... tão emocional e essas merdas? Eu não gosto disso. — Estamos quase chegando, — diz ela, apontando para um pequeno grupo de árvores no topo de uma colina. — E parece que chegamos cedo, assim podemos ter um bom lugar. — Um bom lugar à direita do porco. — Eu estava pensando mais como o bar. — Ela ri então se vira para mim, com rosto sério. — Eu prometo que não sou uma alcoólatra. — Eu posso dizer que você não é. Está de férias, você pode ter um desconto. Nós somos um dos primeiros casais a sentar. As tabelas são grandes, e pelo menos mais quatro pessoas vão se juntar a nós. Uma banda está estruturada em um palco à direita, e algumas pessoas ficam ao redor do buraco na areia, onde o porco é assado, esperando ansiosamente para a festa de hoje à noite. — Então, — Rachel diz uma vez que estamos sentados. — O que você faz para se divertir? Diversão? O que é divertido? — Eu gosto de correr. Ela levanta uma sobrancelha. — Isso não é divertido.


— Eu gosto disso. E você também. Você é uma corredora. — Uma aprendiz, — ela ri. — Eu só estou tentando ficar em forma. Eu corro porque como enfermeira eu sei o quão importante é ser saudável, mas eu realmente não gosto disso. — Eu vou para aulas de tiros. — Isso é trabalho, — ela me diz. — Relacionado ao trabalho. Você sabe o que eu quero dizer. Eu balancei minha cabeça. — Eu não faço muito mais. O trabalho me mantém ocupado, realmente. — Bem, você tem uma semana aqui para mudar isso. A banda inicia música Havaiana suave flutuando no ar quente da noite. Rachel leva um minuto para apreciar o restaurante. Nenhum de nós fala por alguns minutos, mas entre a atmosfera e a música, isso soa natural. As pessoas começam a chegar, e a banda se apresenta, em seguida, começa uma outra canção. Eu não escuto atentamente, mas algumas das letras pegam meu ouvido. Algo sobre estar sozinho e começar de novo. Pego minha bebida. — Oh puxa, — sussurra Rachel. — Eles ainda estão nisso. Eu soube imediatamente sobre o que ela está falando de um jovem casal que estão pendurados um sobre o outro. — E isso, gente, é o que indecência pública parece, — digo, fazendo Rachel soltar risada.


— Você disse 'ainda', então estou supondo que você já viu antes. — Antes do passeio a cataratas. Eles são recém-casados. — Ela se inclina. — É errado se entreter com isso? — Eu acho que isso depende do que você entende por entreter. Sabe, algumas pessoas gostam de assistir. — Você é uma daquelas pessoas? —Diz ela timidamente. — Você gosta de assistir? Eu não posso lidar com essa mulher. Engulo em seco e me movo em direção a ela, respirando o cheiro dela. É oceano e sol e algo calmante, lavanda, talvez? — Se estou com a pessoa certa, então sim, eu gosto de ver. Ela pega o lábio entre os dentes e ri antes de se contorcer em seu assento. Eu deslizo minha mão sobre a mesa, meus dedos roçando nos dela. — Ei! Estamos nos juntando à essa mesa! , — Alguém grita. Estou desorientado quando eu viro, olhando para a cabeça vermelha que Rachel apontou ser a menina recém-casada. — A garçonete nos disse que essas mesas estavam reservadas para os recém-casados. — Ela pisca e puxa uma cadeira ao lado de Rachel. Seu marido, que é alto e magro, com cachos negros espessos, acena com um Olá. — Você não me disse que você estava em sua lua de mel também! Parabéns, vocês dois! Eu posso sentir a tensão saindo de Rachel, e ela congela. Sem pestanejar, ela olha para frente, um leve rubor corre para


suas bochechas. Eu não tenho certeza o que passa pela minha cabeça, mas eu coloco meu braço em volta dela, a puxando para um abraço, sem qualquer hesitação. — Obrigado. E parabéns para você também, — eu digo. Rachel leva uma respiração instável, em seguida, dá um tapinha no meu braço. — Sim, parabéns. — Isso é ótimo! Eu sou Kelly, e este é o meu marido, David. Não é tão estranho dizer isso. Marido! Ah! , — Ela grita e pula, batendo palmas. — Oh marido, marido, marido! — Ela ri de si mesma, violentamente e, se eu estou sendo honesto isso é detestável. — Podemos contar tudo sobre os nossos casamentos. Oh! Espere, não, não, não. Desculpe eu chego à frente de mim o tempo todo. Diga quem você é e como vocês dois se conheceram! Rachel se endireita e pega sua bebida, drenando cada gota. — Eu sou Rachel e meu marido aqui é Derek. Diga como você o conheceu. — Eu posso fazer isso! — Kelly não falou, ela gritou. Como um alto-falante, animado com tudo. Se isso não fosse tão extremamente difícil, eu estaria rindo junto com ela. — Estávamos em não um, mas dois sites de namoro! você pode dizer foi o destino? O marido dela, David, passa o braço em volta de seu pescoço e planta um beijo em sua bochecha.


— Seis meses mais tarde, e aqui estamos nós! Ainda não posso acreditar que este homem seja meu! E vocês? Como vocês se conheceram? — Nós... Uh... — Rachel está em pânico. — Trabalho, — eu começo e pego a mão dela. — Nós dois somos agentes do governo, embora eu não possa dizer qual departamento. Eu estava trabalhando em crimes violentos, especializado em casos obscuros e minha pequena querida investigadora foi designada para manter meus casos como cientificamente possíveis. — Ei, se você vai mentir, pode muito bem fazê-lo em grande estilo. — Uau! , — Diz Kelly. — Isso é tão interessante! Rachel está agora tentando não rir, mas joga junto. — Eu nem gostei dele em primeiro lugar. Achava que ele era totalmente maluco, mas todas as suas teorias de conspiração realmente me fez desafiar tudo o que eu vi na escola. O resto é história e agora estamos aqui, comemorando os dois anos maravilhosos que tivemos antes de nos unirmos como um só. — Ela pega a minha bebida e toma um grande gole. Kelly coloca a mão sobre o peito. — Isso é tão doce, como algo que você lê em um livro! — Ou assiste na TV no final dos anos noventa, — digo ganhando um chute por baixo da mesa de Rachel. — Oh, eu suponho. — Kelly pisca algumas vezes. — Você teve um grande casamento? Eu balancei minha cabeça. — Não, apenas amigos íntimos e familiares. E você?


— Oh yeah, — diz David. — Convidamos todos que conhecíamos. — Ele se aproxima de Kelly, batendo na ponta do nariz no dela. — Eu queria que o mundo visse essa coisa sexy se tornar minha e só minha. — Em seguida, eles começam a se beijar. — Porra, Agente Mulder? — Rachel sussurra, tentando o seu melhor para ficar brava quando eu posso dizer que ela ainda está tentando manter a calma e não rir. — Seja bem-vindo. Seu sorriso faz tudo valer a pena. Outro casal se junta a nós, um tanto mais velho e em seu segundo casamento. A garçonete, uma jovem mulher usando um sutiã de coco brilhante e saia branca, vem para tomar nossos pedidos. Eu quero uma cerveja e Rachel pede um copo de vinho. Dois homens em trajes tradicional Havaiano vão para perto da fogueira e pegam as facas, anunciando que é hora de experimentar o delicioso assado. Todos estouram em aplausos. Todo mundo se levanta e se reúne em torno e assistir. Então, voltam à mesa para começar o jantar e os shows. — Idéia nova, — Rachel me diz. — Quando eu te matar, eu vou enterrar e cozinhá-lo assim. Então eu vou dar a sua carne a pessoas inocentes e destruir todas as evidências. — E os ossos? — Eu me oponho. — E o sangue. São órgãos. Todos eles deixam vestígios de DNA. — Droga, — diz ela, sacudindo o punho.


— Me dê um minuto. Eu vou... Uh... Moer os ossos em pão, fazer sopa com seus órgãos, e beber o seu sangue. — Você ainda vai ser pega, — diz Derek. — Me ensine os teus caminhos assassinos, Obi Wan. Nós dois rimos e nossos companheiros de mesa nos olham como se fossemos loucos. Porra, nós provavelmente somos. Porque não há nada sã sobre isso, sobre nós. Mas eu não faria de nenhuma outra maneira.

— Não é tão tarde, — diz Rachel quando o jantar termina. Nós conversamos e rimos durante todo o jantar, perdendo metade da dança hula porque estávamos absortos em conversa com o outro. Nós somos os últimos a deixar o luau, e saímos hesitantes da nossa mesa. — Você quer caminhar pela praia comigo? 1 — Eu gostaria disso. — Não é incrível como este lugar é bonito, mesmo no escuro? Como você é. — Sim é. Estamos a uma distância razoável do hotel, e a praia não é perfeitamente lisa como é perto do resort. Nós escolhemos cuidadosamente o caminho sobre as rochas até que pousamos na areia molhada. Nós dois tiramos os sapatos, andando pela água


até os tornozelos, indo na direção oposta do hotel, mas quem se importa? Eu não. — Quantos anos você tem? — Rachel pergunta, chutando a água. — Trinta e um. — Você é velho. — Com a idade vem à experiência. — Eu sorrio. — Quantos anos você tem? — Você não sabe disso, Sr. perseguidor? — Engraçadinha. — Vinte e quatro , — ela me diz e se inclina, pegando uma pedra lançando na água. — Cor favorita? — Azul. — Eu gosto de amarelo, — diz ela. — E preto. O que você vai fazer amanhã? — Eu não sei. Eu vim aqui sem planos. — Eu tinha planos. Nada extenuante, mas havia coisas que eu queria ver. — Como o quê? — Pergunto. — Eu queria fazer um passeio na estrada de Hana. — Por que você não vai? Ela observa a água e respira fundo. Luar flui em acima de nós e do bater das ondas contra a costa rochosa é tão hipnótica como o balanço dos quadris de Rachel.


— Não é realmente algo que você faz sozinho. — Um momento de derrota cruza seu rosto. Ela pisca, longos cílios se unindo, depois balança a cabeça e sorri. É o sorriso falso, tentando convencer a si mesma. — Se você quiser... — Eu me paro. O que estou fazendo? Ela pode não querer passar mais tempo comigo. — Sim, — ela diz. — Eu gostaria disso. — Vento sopra seu cabelo. — Eu tenho um carro alugado já reservado também. Eu tenho um monte de coisas já reservadas. Você gosta de massagens com pedras quentes? — Eu nunca tive uma. — Elas são boas. Mas não tão relaxante quanto uma massagem regular, em minha opinião. — Eu nunca tive uma dessas também. Mesmo no escuro, o choque é evidente em seu rosto. — Você está falando apenas como profissional aqui, certo? Você já teve seus ombros friccionados por ... por alguém eu tenho certeza. — Sim, — eu digo, embora eu não lembre a última vez que alguém me tocou. Depois que Ben nasceu, a vida era tudo sobre ele e tenho certeza que Deirdre estava confortável com isso. Eu recebo um flash de seu sorriso desdentado, do jeito que ele envolvia seus dedinhos em volta do meu polegar. Perdê-lo me quebrou em mais de uma maneira, e no dia que ele saiu às paredes subiram. Um aquário se formou. Preenchido com tubarões. Eu jurei nunca mais cair no amor, nunca mais deixar ninguém chegar perto de mim, nunca mais.


— Qual é o caminho para Hana? — Pergunto. — Você está em Maui e não sabe que estrada leva a Hana? — Parece que não. Ela me olha com ceticismo por mais um segundo. — É a estrada de Hana que liga Kahului Maui. Há várias paradas

ao

longo

do

caminho,

coisas

para

apreciar

principalmente a vista. — Eu gosto dessa coisa de passeios. Eu ficaria feliz de ir com você. O sorriso está de volta e desta vez é real, não tentando se convencer de qualquer coisa que ela não sente. — Qual é a sua história? — Pergunta ela, de repente. Meu coração salta uma batida na sua pergunta. — O quê? — Eu digo, me sentindo como se ela fosse uma leitora de mente. — A sua história. Por que você se tornou um detetive? — Oh. — Se acalme porra. — Eu queria ser um policial desde que era criança. Nunca pensei em outra coisa, então eu fui para a escola e me formei em justiça criminal, com especialização em ciência forense e, em seguida, entrei na Academia de Polícia. Eu nunca realmente me propus ser um detetive, mas depois de alguns anos vendo tantos assassinatos, eu queria estar mais envolvido. Além disso, eu fico bem de terno. Rachel ri. — Eu não posso discutir com isso. — Por que você se tornou uma enfermeira?


— Gosto de cuidar das pessoas, — diz ela, sem hesitar. — E é uma escolha inteligente com praticamente uma garantia de encontrar um emprego, mesmo se ele não estiver em sua área de interesse. — E qual é a sua área de interesse? — Eu não sei, — diz ela com sinceridade. — Por enquanto estou trabalhando com pessoas muito agradáveis e posso me adaptar a praticamente qualquer coisa. O que é bom desde que eu vou ter que começar a procurar emprego quando eu voltar. — Ela acena a mão no ar. — Mas não vamos nem pensar nisso. — Ela estremece. — entrevistas. Ugh. Uma grande onda rola dentro, pulverizando nós dois com água fresca do oceano. Ao invés de se esquivar, Rachel fica parada, acolhendo as pequenas gotas de água. Ela ergue a cabeça para o céu. — Então, Agente Mulder, qual é a sua opinião sobre monstros do mar? — Monstros do mar? — eu ecôo. — Eu não acredito em 'monstros', mas acho que há coisas no oceano que ainda não foram descobertas. — Isso é lógico. Eu acho que ainda existem aqueles tubarões gigantes. Megalodon ou seja lá o que for. — Então, estou supondo que mergulho não está na sua lista de coisas a fazer. Rachel ri. — Não está, mas isso é por causa dos danos que pode fazer para os recifes de coral.


— Eu nunca teria pensado sobre isso. — Eu também não. Minha melhor amiga é uma grande ativista dos direitos dos animais. Ela disse que o mergulho pode ser muito prejudicial para eles. Sabia que eles são animais? Eles se parecem com plantas. — Eu ouvi isso antes. — E, — ela continua, tirando a palavra, — se estou sendo completamente honesta, eu não vou mergulhar, porque eu poderia ter um pouco de medo dos monstros do mar. Não posso deixar de rir. — Sério! Você mesmo disse: você não sabe o que está no oceano. Algo poderia agarrá-lo e fazer de você o jantar. Os seres humanos não pertencem ao oceano. — Eu meio que concordo com você. Nós afogamos muito facilmente. Ela balança a cabeça e se move em frente de uma grande rocha que aparece à direita depois de sua cintura, é a mais plana que eu já vi. Antes que eu possa avisá-la que é escorregadia por causa das algas e água do oceano, ela tenta saltar para cima. Corro para frente, espirrando água salgada por todo lado, e a pego. — Obrigada, — diz ela, inclinando em meus braços. Ela inclina a cabeça para cima e eu não posso ajudar, nós estamos muito perto. Calor corre através de mim, me fazendo querer algo desesperadamente, algo que eu não ansiei em muito tempo. Eu não posso tirar os olhos dela e se seus lábios estiverem tocando os meus nos próximos três segundos, isso não vai ser um problema.


Mas a Mãe Natureza pensa o contrário, e uma onda bate em nós, nos virando com tanta força. Rachel me agarra para manter o equilíbrio, envolvendo seus braços em volta do meu pescoço. Eu aperto o meu domínio sobre ela e luto contra a força do oceano. O momento do beijo veio e se foi. Eu pego sua mão e a levo de volta para a costa. Ela tira as sandálias da bolsa e as calça de volta, protegendo os pés da areia rochosa. — Você disse que fez enfermagem, pois era uma escolha lógica, — Eu começo. — O que você teria feito se você não se preocupasse com a lógica? Ela leva um momento para pensar nisso. — A arte de algum tipo. Talvez projetar. Gosto de criar coisas, mas eu também gosto de receber um salário. — Sim, esses são bons. — Quando você pensa sobre o trabalho e dinheiro, como pensa realmente sobre ele, a coisa toda é estranha. Continuamos ao longo da costa, desta vez fomos em direção ao hotel. — O que você quer dizer? — Como passamos tanto tempo da nossa vida fazendo um trabalho que a maioria de nós provavelmente não gosta. E fazemos isso por dinheiro, porque você não pode viver sem dinheiro, embora ele vá além de pagar o essencial. Há tanta coisa frívola, e eu penso sobre isso o tempo todo desde que eu gosto muito de comprar coisas. — Eu nunca pensei muito nisso antes, — eu confesso.


— Mas você tem um ponto. Nós valorizamos coisas materiais tanto que somos capazes de arranjar um trabalho extra para comprá-los. — Exatamente! Muitas coisas são estranhas quando você realmente pensa sobre ele. Como casas? — As casas são estranhas? — Sim. Esta caixa nos limita. Nós a decoramos. Pintamos as paredes, escolhemos o tamanho. O ponto de uma casa é para nos proteger dos predadores. É estranho. — Você está me fazendo pensar que é estranho agora, também. — Eu acho que a moda é estranha, também, embora eu goste muito. Às vezes eu odeio o quanto valor a sociedade coloca em como nós vestimos. — Então por que você escreve sobre isso? — Por causa do valor. Pensar que você não fica bem em determinada roupa, que seu corpo não está legal pode realmente fazer com que você se sinta um lixo. E é horrível de se olhar no espelho e odiar o que você vê. Se eu puder inspirar alguém a se vestir de uma maneira que faz com que se sintam bem sobre si mesmo, então mais do que vale a pena. Mas as tendências são definitivamente estranhas. Por que as coisas entram e saem da moda? Estou feliz que eles fazem. Eu não gostaria de estar vestindo um espartilho agora. — Espartilho soa bem em teoria, — eu digo e ganho um olhar brincalhão. — Mas você parece bem nesse vestido. E você tem uma maneira interessante de olhar as coisas.


— Eu sou estranha, lembra? Pego sua mão, sorrindo para ela na luz do luar. — E eu gosto do estranho, lembra? Somos todos um pouco estranhos. — Alguns apenas mostram mais do que outros. O que faz você estranho? Será que se recusar a lidar com as coisas, falar sobre coisas, ou passar por cima de uma tragédia do meu passado me faz estranho? Não... Isso faz de mim patético, certo? — Eu sou totalmente e completamente normal. Bem, além da perseguição. Ela ri e, Deus, eu amo quando ela faz. Através da noite, seu olhos azuis brilham e eu sei que nenhuma quantidade de escuridão podem entorpecer a luz. Pego sua mão, coração batendo tão rápido que eu posso ouvi-lo pulsando através de mim, batendo em meus ouvidos. Minha garganta está grossa e eu temo que ela vai puxar a mão. Eu sou como um menino, tocando uma menina pela primeira vez. Eu nunca me senti assim antes. Não com Deirdre. Não com Melanie, minha namorada antes disso. Não com ninguém. Só ela. Luz do hotel vem a vista, e é decepcionante. Eu estava gostando de estar longe o suficiente, pois parecia que Rachel e eu éramos os únicos no mundo. Uma multidão se reunia em torno do bar tiki, dançando ao som de música alta. — Quer dar uma olhada? — Pergunta Rachel. — Parece que poderia ser divertido.


Eu aceno e nós caminhamos através da multidão até o bar e pedimos nossas bebidas. O lugar está lotado, e o barman parece frenético, eu sei que ele está fazendo um dinheirão esta noite. Nós nos esprememos através do mar de pessoas tentando sair do bar, ficamos de pé ao lado do palco que está tocando músicas ao vivo. Nós curtimos a música e bebemos nossas bebidas. — Hey, — diz ela, de repente. — Quer dançar? — Eu não danço. — Todo mundo pode dançar. — Eu não. Ela toma outro gole e ergue uma sobrancelha. — Você me fez pular de um penhasco hoje. Se eu pude fazer isso, você pode fazer isso também. Eu termino minha bebida e sorrio. — Está bem. Rachel joga os copos de plástico no lixo e pega a minha mão, me levando para o centro da multidão. Eu não sou um dançarino. Eu não sei dançar. Não sei o que fazer com meus pés quem dirá fazer com minhas mãos... Eu sou ignorante. Quando as mãos de Rachel vão para meus ombros, estou de volta ao sentimento, como aquele garoto inexperiente novamente. — Relaxe, — ela diz e joga a cabeça para trás. Não havia álcool suficiente na minha bebida para isso. Apreensivo, eu pego sua cintura. Com um pouco de persuasão de Rachel, eu começo a me mover junto com ela no ritmo da música. E eu estou me divertindo.


A próxima coisa que eu sei, é que são 03:00 da manhã e o bar está fechando. A última vez que eu estive fora até esse horário que não seja por causa de um assassinato, eu estava na faculdade. Rachel reúne os cabelos em um coque bagunçado deixando seu pescoço a mostra. — Bem, — ela disse, mordendo o lábio. — Eu acho que devemos ir, certo? — Sim. Deveríamos. No entanto, nenhum de nós se move. Estamos parados, enquanto a multidão de pessoas se dispersa em torno de nós. As luzes do palco se apagam ficando apenas o letreiro do bar tiki. Nós vamos para o hotel, passando pelo pátio mal iluminado indo em direção ao elevador. — Estou no quinto andar, — ela diz e empurra o botão de número cinco. — Três, — eu digo. — Mas eu vou levá-la até seu quarto. Ela se vira e dá um passo mais perto. Seus seios encostam no meu peito, e seus lábios se abrem enquanto ela olha nos meus olhos. — Eu gostaria disso, — ela sussurra. Eu abaixo a cabeça para beijá-la quando as portas do elevador se abrem. Duas mulheres bêbadas entram, falando alto e rindo. Rachel se distancia, juntando as mãos atrás das costas. Nós não nos falamos mais. Estou estudando Rachel, tentando ler cada movimento dela, querendo fazer as coisas direito. Ela ainda não pegou em sua bolsa a chave do quarto. Ela não tocou a bolsa em tudo. Está pendurada em seu ombro


durante toda a noite, quase como se ela tivesse esquecido que estava lá. O elevador para e as portas se abrem no quinto andar. Nós caminhamos pelo corredor em silêncio. — Este é o meu quarto, — diz ela, parando em frente da porta. Meu coração salta uma batida e eu sei que este é um momento de definição. Se eu não beijá-la agora, eu nunca poderia ter a chance. Porque se eu não beijá-la agora pode transparecer que eu não estou interessado, que eu não estou cobiçando ela. O que está muito longe da verdade. — Derek, — diz ela suavemente, e eu perco o controle. Meus braços vão ao redor dela, a puxando, pressionando seu coração até contra o meu. Ela inclina a cabeça para cima e nossos lábios se unem em uma fúria de paixão. Eu a quero, preciso dela, e está tomando tudo o que tenho não pressioná-la contra a porta e devorá-la. Minha língua desliza em sua boca e ela me dá acesso a um beijo mais profundo, ela é a melhor coisa que eu já provei. Rachel deixa escapar um gemido suave que me deixa excitado. Eu me aproximo, colocando meus quadris contra os dela. O calor de sua pele contra mim é tão bom. Suas mãos estão no meu cabelo e eu a beijo mais duro, e eu não estou ciente de que estou me movendo para frente até que as costas de Rachel batem na porta. Ela traz as mãos para baixo, suas unhas arranhando a minha pele, agarrando minha cintura, e me puxando para mais perto possível. Eu pego um punhado de seu cabelo e puxo sua cabeça para trás, movendo meus lábios para seu pescoço. Rachel suspira e suas unhas arranham minha pele. Eu gentilmente lambo seu


pescoço, em seguida, chupo a sua pele antes de mover minha boca de volta para a dela. Ela desliza as mãos por debaixo da minha camisa e sua pele na minha é quase demais para suportar. Eu quero pegá-la e transar com ela aqui mesmo, agora, não me importando onde estamos ou quem possa nos ver. Só a quero. Ela traz as mãos à minha frente, seus dedos correndo pelo meu abdômen, deslizando a mão sob o cós do meu short. Seu polegar está no botão da minha bermuda quando ela para de repente e vira a cabeça. Não beijá-la mais é como ser empurrado debaixo da água gelada de surpresa. Eu não posso respirar. — Derek, — ela sussurra e fecha os olhos. As mãos dela caem e a falta de seu toque é doloroso. Gentilmente, eu empurro seu cabelo de seu rosto e beijo sua testa. — Está tudo bem, — eu digo a ela, sabendo o que ela vai dizer. — Eu não estou pronta... ainda não. Você não está irritado, está? — Pergunta ela, apreensiva. Sua pergunta me desperta. — Não, nunca. — Que tipo de idiota eu seria se ficasse com raiva dela por ela não querer fazer sexo? Eu estaria mentindo se dissesse que não fiquei desapontado, mas não por causa da transa. É porque eu quero ficar com Rachel de uma forma ou de outra. Ela inclina a cabeça para cima e me beija de novo, macio, provocando, e, em seguida, envolve seus braços em volta dos meus ombros e repousa a cabeça no meu peito. Eu a abraço, a


puxando para mais perto. Alguns minutos se passam entre nós antes que ela comece a falar. — Eu me diverti muito hoje. Você está ocupado amanhã? — Não, — eu digo. — Eu realmente não tenho nada planejado que não seja apenas estar aqui. — Bom. Então... Ligue-me quando você levantar? — Eu posso fazer isso. Trocamos números de telefone, nos beijamos mais uma vez, duas vezes, três vezes mais, e dizemos adeus um ao outro. Me sinto desorientado quando vou embora, percebendo o quão louco isso tudo é. Eu corro de volta para o meu quarto, decido tomar uma ducha fria porque eu não posso tirar o sabor, a sensação de Rachel da minha mente. Não que eu queira. Abro a porta do meu quarto tão silenciosamente quanto eu posso. Justin adormeceu com a TV ligada, e o brilho de um comercial sobre toalhas de banho super absorventes oferece luz suficiente para eu pegar um par de shorts pugilistas e ir para o banheiro escovar os dentes e tomar uma ducha. — Ei, cara, — Justin diz quando eu chego a minha cama. Ele se senta, piscando na escuridão e olha através do quarto com um sorriso. — Droga. Mal chegou? Você precisa me ensinar os teus caminhos. — Oh, uh, sim. — Eu vou para a cama, a exaustão me bate. Tanta coisa aconteceu nas últimas vinte e quatro horas. — De manhã.


— Eu quero ouvir tudo sobre isso. Sobre essa garota loira. Eu rio e me deito, esperando que amanheça rapidamente. Ao invés disso, eu derivo dentro e fora do sono, não caindo profundo o suficiente para até mesmo sonhar. Duas horas mais tarde e estou me xingando e amaldiçoando o quão cansado estarei amanhã. Quanto mais rápido amanhecer, mais cedo eu posso ver Rachel novamente. Eu quero senti-la contra mim, seu coração batendo no ritmo do meu. Mas um mal-estar cresce em mim, cada vez mais forte quando o sol sobe. Eu fico olhando para o brilho laranja pálido que reflete fora das ondas do mar. Hoje é agora amanhã, e isso é um dia mais perto de deixar Havaí ... e Rachel.


Capítulo 15 Rachel O sol do amanhecer ilumina o quarto. Uma brisa fresca vem através das janelas da varanda, que eu acidentalmente deixei aberta. A brisa é boa... Mas não tanto. Eu puxo os lençóis brancos até o queixo e enterro meu rosto no travesseiro. É muito cedo para levantar. Meu corpo está exausto depois de um dia de caminhada e uma noite de dança. Minha mente está cansada de toda a estimulação mental e meu coração... Eu nem sei o que dizer sobre isso. Eu luto para não pensar em Derek. Porque se eu fizer, eu não vou conseguir voltar a dormir. Porra, já foi difícil o suficiente dormir depois daquele beijo na noite passada. Isso me deixou tão quente e incomodada que após uma hora de me mexer e virar eu tive que cuidar de uns “negócios” antes que eu pudesse relaxar e dormir. Eu tento não processar tudo o que aconteceu, porém, era difícil

não

fazer

o

meu

obsessivo

feedback,

refazendo

mentalmente cada etapa do nosso ... era o que um encontro? Fosse o que fosse, eu quero fazer novamente. Além dos olhares óbvios diabólicos e um beijo que pode literalmente derreter minha calcinha. Derek tem uma pegada a ser reconhecida. Ele é engraçado, e há algo tão sexy sobre um homem que pode me fazer


rir. Deus sabe como eu gostaria de acrescentar um pouco de humor na minha vida. Ele é fácil de falar, como se fossemos amigos há anos. E embora eu não possa ter certeza, é como se ele apenas me recebesse sem críticas. E é isso que todos nós queremos, não é? Alguém que entenda a sua própria marca estranha pessoal. Alguém que aceita você, sem perguntas. Alguém que abraça suas falhas. Pare com isso, Rachel. Estou ficando muito à frente de mim novamente. Mesmo se Derek seja todas essas coisas e muito mais, não há nenhum ponto de fantasiar sobre isso. Em menos de uma semana, ele vai entrar em um avião e voltar para Dallas. E não muito tempo depois eu vou estar indo para casa para Michigan, onde vou começar minha vida mais uma vez. E eu acabei de sair de um relacionamento de longa data. Um que deveria terminar em casamento. Me separar de Travis foi mais libertador do que prejudicial, mas eu preciso me dar uma pausa, certo? Eu não quero ser a garota que não consegue ficar sozinha. Eu não quero ter medo de estar sozinha, para evitar o silêncio, porque eu não quero ouvir a verdade. É muito cedo para esquecer Travis? A raiva ainda sobe em mim quando penso em sua traição, mas eu não sinto a mesma raiva, não mais. Estou com raiva de mim mesma por perder tempo com ele, por deixá-lo apagar meu brilho e me fazer pensar que havia algo de errado em ser eu mesma. Mas eu não sinto dor no coração, não sinto saudades. O pensamento de seus lábios nos meus é repulsivo, realmente. Isso


faz meu coração estar pronto? Parte de mim acha que a quantidade de tempo não importa. Ninguém mais além de mim tem que achar alguma coisa, sentir o que sinto. Então, se eu estou pronta para seguir em frente em três semanas ou três meses, o que isso importa? Não deve importar. Agora não. O que quer que isso seja com Derek vai chegar a um ponto de ruptura em questão de dias. Vamos continuar com nossas vidas e eu vou olhar para trás com um sorriso no meu rosto. Vai ser uma história contada para os netos um dia, e eles vão ofegar em choque em saber o quão louca sua velha avó era. Eu rolo na cama e fecho os olhos, tentando voltar a dormir. Eu estou de férias. De maneira nenhuma vou levantar da cama antes de 07:00. Impaciente eu pego meu telefone e acesso minhas contas de mídia social, fazendo o meu melhor para responder os e-mails e responder aos comentários. Eu não alterei o meu status estou na minha lua de mel e não estarei disponível, esse post eu escrevi há algum tempo atrás, sim, eu estava animada para dizer que estava comemorando a felicidade conjugal em uma ilha tropical, mas ainda não dei a notícia aos meus seguidores que o casamento estava cancelado. Vai acontecer, eventualmente, e aqueles que prestarem muita atenção saberão que algo está errado desde que não há fotos do casamento, elas não foram postadas. Quero evitar a merda que vem junto com a mídia social por tanto tempo quanto possível. Eu posto uma imagem das cataratas gêmeas, no Instagram com uma breve legenda, então me distraio percorrendo


o meu feed de notícias do Facebook. Lauren postou uma foto de Noah segurando Ella, e eu sinto um puxão no meu coração. Apesar de todas as coisas, estou feliz por estar de volta em casa com meus amigos e família. Um segundo depois que eu curti a foto de Lauren, ela me manda mensagem. Por que você está acordada e no Facebook tão cedo? São 7:00 no horário daí. Mas desde que você está... eu li on-line que Aiden Shepherd está em Maui. Procure ele e tire uma foto se você puder! Lauren é um pouco obcecada por esse ator. Tem sido por alguns anos agora. Vou manter meus olhos abertos, eu prometo a ela. Eu desliguei o telefone e deito confortável, olhando para as portas abertas. O sol já está brilhante na água, mas observar as ondas me acalma, mantém minha mente clara o suficiente para voltar a dormir.

Duas horas depois, eu acordo com outra mensagem. Eu estava em sono profundo, sonhando com sereias e baleias, e talvez com um certo detetive de homicídios incrivelmente sexy que se assemelha a um jovem Hugh Jackman. Eu resmungo, assumindo que é Lauren perguntando sobre Aiden Shepherd


novamente. Ao contrário, é um número desconhecido me perguntando sobre um pequeno almoço. Derek. Eu pisco meus olhos e respondo, dizendo que eu gostaria muito de ter o almoço com ele, mas preciso de pelo menos meia hora para ficar pronta. Eu ainda não tomei banho, embora eu não disse isso. Eu poderia facilmente dormir o resto da manhã embora, mas eu salto da cama e corro para o banheiro para tomar banho. Uma das melhores coisas sobre este corte de cabelo mais curto é a rapidez com que seca. Eu puxo metade dele, decido renunciar a maquiagem, ele já me viu sem ela, e suando nunca fica bom, coloquei uma camisa branca e shorts. A camisa é furadinha o que poderia necessitar de uma blusa por baixo. Eu olho para mim mesma no espelho por muito tempo, pensando se mostrar as minhas meninas é uma boa idéia ou não. Mas uma vez, ele me viu em um biquíni. E ele já abraçou meu corpo, olhou meus peitos e tudo. Além disso, eu posso dizer pelas nuvens que o clima hoje vai estar ainda mais úmido do que ontem. Eu escorrego em meus sapatos, pego minha bolsa e mando uma mensagem para Derek enquanto estou andando no corredor. Vamos nos encontrar no saguão do hotel para comermos algo. Meu coração acelera mais e mais rápido a cada andar que eu desço. Estou animado para vê-lo, quase ao ponto de ser tonta como uma menina da escola. O meu lado racional me diz para parar com isso, manter o controle e evitando constrangimentos


pela maneira que eu estou agindo. Eu digo a essa parte para calar a boca. As portas do elevador se abrem e eu vejo Derek imediatamente. Ele está de costas. Eu saio do elevador e ele se vira, como se estivesse sentindo a mesma força invisível que eu estou. Nossos olhos se encontram e eu não posso deixar de sorrir. — Rachel, — diz ele, caminhando para frente. — Você está bonita. — Obrigada. — Eu passo meus olhos sobre ele. — Você não parece tão ruim também. — Eu paro na frente dele, não tenho certeza do que fazer. Apertar sua mão? Abraçá-lo? Colocar meus lábios nos dele? Depois do que seu beijo me fez na noite passada, eu quero chegar dentro de suas calças e ver se ele é tão grosso quanto eu imaginava. Derek se inclina e isso é tudo que eu preciso. Abro meus abraços e dou um passo mais perto. Minha mão deslizando em seu rosto. Nós nos beijamos, e isso envia o mesmo choque de eletricidade

quente

através

de

mim.

No

meu

centro,

especificamente. Eu me derreto nele. Ele rompe o beijo rápido demais, antes que eu esteja satisfeita com ele. Mesmo assim, estou sem fôlego. — Desculpe, — ele diz, tentando pegar sua própria respiração também. — Se eu não parar agora, eu não vou ser capaz de fazer. — Bem pensado. Porque eu não vou ser capaz de pará-lo também. Derek inala acentuadamente, mordendo o lábio para não sorrir. Será que ele percebe o quão incrivelmente sexy ele parece


ao fazer isso? Um arrepio percorre minha espinha, trazendo calor entre as minhas pernas e leva tudo em mim para não pegar sua mão e levá-lo de volta ao meu quarto de hotel. Eu nunca me senti assim antes, essa paixão. Nunca me senti bêbada de desejo, querer fazer coisas muito más com este homem. Deve ser a ilha, certo? — Porra, — murmura Derek e coloca sua boca de volta a minha, me devorando com o seu beijo. Eu passo meus dedos pelos seus cabelos, e estou na ponta dos pés para alcançá-lo. Meu coração está acelerado e tudo o que posso pensar é o quão bom seu gosto é, o quão incrível ele me faz sentir, e quanto melhor isso poderia ser se nós estivéssemos nus. — Por esse tempo real, — diz ele com uma risada e relutantemente se afasta. Suas mãos correm pelos meus braços, entrelaçando seus dedos entre os meus. Alguns segundos se passam, e eu preciso deles para me esfriar. Em seguida, damos alguns passos em silencio e caminhamos até a calçada. — Eu acho que vai chover hoje, — eu digo, olhando para cima. — A pressão é sufocante. — A pressão atmosférica? — Sim. É ainda pior quando se tem tempestades. Toda essa energia eletromagnética me faz ansiosa. Embora, eu goste de tempestades , — acrescento, lembrando como Travis costumava me dizer que eu estava falando besteira ao pensar que eu poderia sentir uma tempestade se aproximando.


— Eu li um artigo sobre como tempestades afetam animais e pessoas, — diz ele. — É interessante. Eu não sou sensível a coisas assim, porém. Mas eu acredito que pode mexer com você. Luas cheias, certamente, confundem as pessoas. Não há nada como a luz da lua cheia para definir o humor assassino. — É a mesma coisa com a enfermagem! — Eu digo a ele. — Bem, exceto pela morte. Mas todos nós odiamos trabalhar em luas cheias. Eu costumo ficar presa no serviço durante as fases de lua cheia também. Ele ri. — Alguns das minhas melhores histórias vêm de noites de lua cheia. E não são apenas homicídios. — Eu posso imaginar. — Nós saímos da calçada, pisamos na areia e caminhamos ao longo da praia por um tempo. Estamos prestes a dar o nosso nome para uma mesa quando alguém chama Derek. Sua mãe grita. — Derek! Derek! , — Ela sai do café ao ar livre e vem nos encontrar. Seus olhos vão para a mão de Derek na minha e sorri. — Bom dia, querida. Está linda hoje. Sério, você é muito bonita. — Oi, mãe, — Derek diz, tencionando um pouco. — Eu pensei que vocês já tivessem comido. Você nos deixou há mais de uma hora atrás. — Nós nos distraímos na piscina. — Ela ri alto, estendendo a mão e tocando no meu braço.


— Você sabe o que quero dizer, não é querida? Quando você chegar à minha idade você para e admira o que puder quando puder. Quer se juntar a nós? Temos uma mesa com uma excelente vista também. — Ela coloca a mão na boca, em uma falsa tentativa de abafar sua voz. — E com isso quero dizer que esses caras estrangeiros nos deixa miseráveis. — Mãe, — Derek esbraveja e eu posso ver o quão estranho ele se sente. — Está tudo bem, — eu digo. — Eu adoraria acompanhá-la, se estiver tudo bem para Derek. Seus ombros relaxam e ele aperta minha mão. — Contanto que você não se importe está bem para mim. — Ótimo! , — Exclama DeeDee. — Vamos, então. Estamos a ponto de pedir. — Ela lidera o caminho para a mesa. — Você sabe que eles propositadamente esperaram para que elas pudessem arrastá-lo, certo? — Pergunto, tentando não rir. — Porque elas sabiam que você estaria comigo. — Eu sinto Muito. Elas querem te conhecer melhor. — Elas são ótimas. Sério. Você não vê muitas famílias tomando conta uns dos outros desse jeito. Você é sortudo. Ele me dá um olhar de lado, com olhos brilhando. — Estou feliz que um de nós pensa assim. — Cale a boca. Você sabe que tem sorte também.


Ele pisca e olha para frente. Sento entre Derek e sua irmã, Margery. Ele me disse os nomes de seus primos e da sua tia, mas eu já me esqueci. Eu sou horrível com nomes. Eu pego o menu e olho sobre ele. Panquecas soam bem, mas eu quero algo tradicional da ilha. Eu olho e olho o cardápio, sentindo um pouco de pânico porque o garçom está pegando os pedidos de todos e eu ainda não escolhi. Oh pequeno-almoço, por que você tem que ser tão estressante? Eu acabo pedindo a mesma coisa que Derek para me salvar da ansiedade de escolher uma refeição ruim. — O que vocês dois fizeram ontem? — DeeDee pergunta uma vez que nossos pedidos foram feitos. — Fomos para as cascatas gêmeas e, em seguida, fomos jantar, — Derek responde. Posso dizer que ele ainda se sente um pouco estranho sobre isso. — Ohhh, e como foi? — Realmente divertido, — eu digo. — Até eu pulei do penhasco, e eu não sou um fã de alturas. — Nem eu, — DeeDee diz e se vira para sua irmã, que concorda e diz que não ficaria em qualquer lugar perto do topo da cachoeira. Eu me viro, olhando nos olhos de Derek. — Eu não teria feito isso se Derek não tivesse ido. Ele me convenceu a pular, e estou feliz que ele fez. — Ele sempre foi movido a fortes emoções, — explica DeeDee.


— Ele me assustou quase até a morte mais vezes do que posso contar quando era pequeno. — Eu posso ver isso, — eu concordo, balançando a cabeça. — Eu não sou, por isso funcionou a meu favor. Jake primo de Derek? Dustin? Justin? Está olhando para meu decote. Eu deveria ter colocado uma camiseta por baixo depois de tudo. Eu cruzo meus braços, percebemos que só empurra meus seios, em seguida, corro para o meu cabelo para trazê-los em meu peito. Oh, certo. Eu cortei meu cabelo. Em vez disso, eu resolvo olhar no rosto do menino, esperando por ele olhar para cima e perceber que ele foi pego olhando para meus peitos. Dez segundos depois, seu olhar de morte não vacilou. — Você está passando o dia com Derek de novo? — A tia de Derek pergunta. Viro para Derek, sinto uma vibração no meu estômago quando eu olho em seus olhos. Ele me pega desprevenida. Tudo que fiz foi olhar para seu rosto e eu estou sentindo borboletas no meu estômago. — Se ele quiser me aturar novamente. — Eu acho que é o contrário, — diz sua irmã. — Você está aturando ele. Você merece um prêmio. Eu sorrio. — Vou levar um prêmio. Eu gosto de coisas difíceis. E ele é divertido. Não é tão ruim. Margery levanta uma sobrancelha. — Você acha que ele é divertido? Estamos falando sobre a mesma pessoa aqui? Derek é um monte de coisas, mas


divertido não é uma delas. Responsável, sim, e eu vou dar crédito. Mas diversão-hah! Nós tivemos que forçá-lo a vir, porque ele não sabia como se divertir... — Rachel, — DeeDee interrompe, dando Marg um olhar de nem comece a falar os defeitos de seu irmão. — Ouvi dizer que você é uma enfermeira. Minha mãe era uma enfermeira, que Deus a tenha, e ela adorava. Ela ficava na parte de pediatria. O que você faz? — Eu trabalhava em uma casa de repouso. Mas estou procurando... Uh... Devido a eventos recentes. Eu trabalhei na UTI antes, então eu poderia tentar voltar a isso. Realmente, eu vou aceitar a primeira oferta que aparecer. — Ela é inteligente, — DeeDee diz a Derek. — Meninas inteligentes são difíceis de encontrar nos dias de hoje. Sem ofensa, Margie. Margery levanta suas mãos no ar. A mesa explode em risos e o garçom nos interrompe trazendo nossas bebidas. Derek põe a mão na minha coxa e eu estou tentada a fugir ainda mais, me chocando um pouco com os meus próprios pensamentos sujos. — Então, quais são seus planos para hoje? — Pergunta Becky a tia de Derek. — Uh, — Eu começo, olhando para Derek, que está alheio aos meus planos já realizados... Apesar de que os planos para hoje eram nada mais do que descansar na praia e ter relações sexuais na lua de mel. E uma vez que isso não está acontecendo ... — Eu não tenho certeza, — eu digo.


— Provavelmente apenas ficar na praia, embora pareça que vai chover. — Você pode vir para a Fazenda Ali'i Kula com a gente! , — Exclama DeeDee. — Oh, você está indo? Eu li tudo sobre isso on-line e parece tão bonito! — Travis não me deixou reservar um passeio na fazenda, dizendo que era chato e ele não queria perder tempo fazendo algo que não gostava. Era apenas trinta minutos. Trinta minutos de toda a duas semanas que nós estaríamos aqui e ele não poderia fazer. Por que eu achei que me casar com esse cara era uma boa idéia? — Você quer ir? — Pergunta Derek. — Eu quero, mas podemos fazer outra coisa se você não quiser. Derek sorri. — Se você quiser ver a fazenda, então vamos lá. Não tenho a menor idéia do que uma fazenda como essa tem, por sinal. — É apenas uma fazenda. Com animais. — Boa descrição, Rachel, — ele ri. — Quando vocês vão? — Ele pergunta a sua mãe. — Nós temos um tour reservado para o meio-dia, e o traslado sai meia hora antes. Há uma adega próxima, planejamos ir para lá depois disso. Há o suficiente para fazer desse lado da ilha, vamos jantar lá também. — Parece divertido, — eu digo, sorrindo para Derek.


— Você vai? — DeeDee não pode esconder sua excitação, para grande desgosto de Derek. O café continua com todos conversando e rindo. A família de Derek é grande, realmente, e eu admiro o modo como sua mãe e tia se dão bem. Sua irmã e primo são menos de um ano de diferença e são bons amigos. Enquanto a minha própria família é desunida se reunindo algumas vezes por ano para férias ou ocasiões especiais, mas nunca fariam algo assim. Embora algum dia no futuro, quando os meus irmãos estiverem casados, e se eu aceitar outra proposta e ter uma família, sair de férias com a família é algo que temos de fazer. A família é importante para mim, e parece cada vez mais difícil encontrar um homem que compartilha meus valores. Derek paga a minha refeição antes mesmo de eu ter a chance de pegar a conta, e estou novamente com uma sensação desagradável. Ele levanta para ir ao banheiro, me deixando sozinha com sua família, o que é totalmente bom para mim desde que eu gosto de todos eles. DeeDee espera Derek sair, em seguida, inclina sobre a mesa. — Obrigada, — diz ela. — Por fazer o que está fazendo. Tem sido muito tempo desde que eu o vi sorrir assim. Não tenho certeza de como tomar esse elogio, e não posso imaginar Derek nada mais do que engraçado. — Um, que bom. Ele é um grande cara. — Ele realmente é, — DeeDee continua. — Ele não é, Becky?


— Oh yeah, — sua tia concorda. — Ele é. Ele tem sido um grande modelo para Justin desde o meu divórcio. — Nós apenas queremos vê-lo feliz de novo, — diz DeeDee. — É o que toda mãe quer para seus filhos. — Mãe , — Marg fala e balança a cabeça, não querendo que sua mãe fale tudo o que ela está prestes a me dizer. — O quê? — DeeDee encolhe os ombros, arregalando os olhos. — Você não quer que seu irmão seja feliz? Ele passou por muita coisa, que ninguém deveria. O que aquela bruxa fez com ele... — Hey! , — Interrompe Becky. Obviamente, o resto da família quer que a sujeira de Derek fique escondida. — Ouvi dizer que Aiden Shepherd está de férias aqui com sua esposa. — Eu ouvi isso também, — eu digo. — Minha melhor amiga é obcecada por ele e me disse. — Quem é Aiden Shepherd? — Justin pergunta. —

Um

ator

,

Amy

responde,

levantando

as

sobrancelhas para seu irmão. — Você seriamente não conhece? Ele é Gavin em Shadowland. Ele foi o homem mais sexy do ano passado. Justin dá de ombros, como se isso não significasse nada para ele. — Eu adoraria vê-lo. Se ele está aqui, eu vou encontrá-lo. — Justin e o resto de nós rimos.


— Você assistiu ao vídeo que ele postou algumas semanas atrás sobre a mulher e o cavalo que ele salvou em um incêndio há alguns anos atrás? Me fez ficar apavorada. — Você sabe que não pode lidar com esse tipo de coisa — diz Amy. — Eu assisti os três primeiros segundos e tive que tirar. Assim como aqueles comerciais ASPCA. Eu não posso lidar com isso. — O vídeo? — DeeDee pergunta, e Margery coloca em seu telefone. Eu sei sobre o que elas estão falando, porque Lauren, compartilhou em sua linha do tempo do Facebook. Eu o assisti, e me emocionei chorei por uma hora depois. Eu não quero vê-lo novamente. No entanto, eu não consigo desviar o olhar. — O que é tão interessante? — Derek diz e eu me viro, lançando meus olhos longe do telefone. Meu coração palpita quando vejo Derek. — Vídeos de celebridades. Supostamente Aiden Shepherd está aqui. — Ohhh, — diz ele, sorrindo e revirando os olhos. —

Marg

sabe

tudo

sobre

estúpidas

fofocas

de

celebridades. — Cale a boca, não é estúpida. E se eu vê-lo, eu vou pedir seu autógrafo. — Deixe o pobre rapaz desfrutar de suas férias, — Derek diz e se senta novamente ao meu lado. Meu coração pula uma batida. Atores famosos não impressionam Derek. É realmente difícil manter minhas mãos para mim agora. Derek é muito gostoso.


O pequeno almoço é longo, e nos nós separamos temporariamente de sua família, combinamos de nos encontrar na frente do hotel. O sol aparece momentaneamente, então eu pego dentro da minha bolsa meus óculos de sol. O que aconteceu com Derek? Eu não posso perguntar... Posso? Derek pega a minha mão e as borboletas estão tendo um dia de campo no meu estômago. E agora eu estou pensando sobre o beijo de novo. — Temos algum tempo antes de precisarmos sair. O que você quer fazer? — Eu pergunto, secretamente esperando que sua resposta seja ficar com você. — Nós podemos ficar na praia. — Isso está bem para mim. — Tem certeza? Ele pega a minha mão. — Sim. Eu quis dizer isso quando disse que vim aqui com nada em mente. Sua irmã disse algo sobre ele não querer vir ... e ele está aqui sem planos. Ele não sorriu ou tem estado feliz a algum tempo ... e sua mãe deixou escapar “aquela bruxa fez com ele”, então eu acho que é seguro dizer que ele não é viúvo, e esta tragicamente de luto pela perda de seu amor verdadeiro. — Isso funciona para mim. E estou um pouco cansada. — Eu também. — ele concorda. — Eu meio que estou acostumado a estar acordado de madrugada. Eu trabalhei uma programação instável. Se eu tivesse café e pelo menos quatro horas de sono, eu poderia funcionar.


— Embora agora eu nunca esteja livre. Se há um corpo, eles me chamam. — Parece divertido. Ele dá de ombros. — Não é tão ruim. Damos um passo para fora da calçada e caminhamos na areia quente, encontramos um local isolado com sombra sob um aglomerado

de

palmeiras.

Sento

na

areia,

inalando

profundamente. — Tudo sobre este lugar é perfeito. Derek fica próximo a mim, e nós olhamos um para o outro. — Isto é. Completamente à vontade, eu expiro e descanso minha cabeça no ombro de Derek. Ele desliza o braço em volta de mim e coloca a cabeça na minha. Nós ficamos assim por um tempo, olhando a água e desfrutando a companhia do outro. — Eu poderia cair no sono assim, — murmura Derek. Ele toma uma respiração profunda, peito subindo e descendo, e passa os dedos pelo meu cabelo. Fui atingida com o mesmo desejo de antes. Meus músculos se contraem e eu me contorço para não pular no seu colo aqui e agora. Derek, no entanto, não pode demonstrar tal controle. Ele pega meu rosto, inclinando meu queixo para cima, e traz meus lábios nos dele. O beijo é calmo, mas poderoso. Eu sinto isso em todos os lugares, desde as pontas dos meus dedos do pé até os meus lábios que estão conectados com ele. Ele afeta


cada parte de mim. Arrepios saem dos meus braços. Meu coração pula em uma batida. Todos os pensamentos saem minha mente. Eu me esqueço de tudo. Onde estamos. O meu nome. Como beijálo de volta. — Desculpe, — diz ele, se afastando. — Eu só tinha que fazer isso. Eu pisco, tentando parar de ser tão verbal, mas falho. — Não, — eu finalmente ofego. — Não se desculpe. Na verdade, eu gostaria que você fizesse novamente. — Eu posso lidar com isso. Nós nos beijamos de novo, deitando na areia. Eu passo por cima de Derek, areia caindo dos meus braços. Suas mãos estão no meu cabelo e sua língua está em minha boca. Tudo sobre ele é tão quente. Quente. Intenso. E totalmente insano. O beijo está despertando minhas partes intimas, mas também faz outro tipo de lâmpada acender. Estou de férias. E eu nunca mais vou ver Derek novamente depois disso. Seja qual for o tipo de relação que estamos tendo isso não vai durar muito mais tempo. Então, eu vou aproveitar enquanto posso. Vou saborear cada polegada dele, aproveitando nossa falta de responsabilidade. Eu pego um punhado de seu cabelo, pronta para me render aos desejos de uma forma que eu nunca fiz antes. — Hey pombinhos! , — Alguém grita. Sério? O lábio inferior de Derek está entre meus dentes. Eu congelo, coração


batendo à mil. Derek e eu quebramos o beijo e eu vejo Kelly acenando como louca da calçada há vários passos de distância. — Vocês não podem ter o suficiente um do outro, não é? — Ela ri. Eu balanço minha cabeça, tentando encontrar a minha voz, e me endireitar. Derek sacode a areia de sua camisa e se senta. — Agora eu não me sinto tão mal agarrando meu marido no outro dia. E esta manhã. Não há nada como a lua de mel, estou certa? — Ela ri alto para si mesma. — Sim, — eu digo, me diverti o suficiente então rio junto com ela. — Oh! Essa é uma camisa bonita! , — Ela grita e eu tenho que olhar para baixo para me lembrar o que estou vestindo. — Eu não tenho tanto peitos para ela embora. Mas você faz. Aposto que ele gosta deles, né? — A faça ir embora, — Derek murmura com os dentes fechados, e eu rio novamente. O marido de Kelly, cujo eu não consigo lembrar o nome, vem por trás dela e dá um tapa em seu traseiro. — Hey! , — Diz ele com um aceno. — Quem teria pensado que nós nos encontraríamos duas vezes! A ilha é grande e aqui estamos nós de novo! — Se você acha que é uma coincidência, — Derek diz baixo o suficiente para que apenas eu possa ouvir. — Hey David. Como você está? Pelo menos um de nós recorda seu nome. Derek se levanta e me ajuda a ficar em pé.


— Você tem planos para hoje? — Pergunta Kelly. — Quero dizer algo que não seja o que vocês estavam fazendo? — Ela pisca e da risadinha para si mesma. — Nós vamos para a fazenda, — digo a ela. — Nós provavelmente deveríamos pegar o ônibus agora, na verdade. — Ohhh, isso soa lindo! Droga. Por favor, não se juntem a nós. Por favor, não se juntem a nós. Por favor, não... — Nós vamos para massagens de casais, — diz ela e eu solto um suspiro de alívio. — Quatro mãos. — Ela mexe as sobrancelhas. — Ao mesmo tempo. — Isso soa intenso, — eu digo. — E agradável. Mas eu tenho que dizer as duas mãos do meu marido são bastante para mim. — Eu coloquei um braço em volta de Derek e a com outra mão percorro seu peito. Ele fica tenso, balançando a cabeça levemente. — Vocês dois se divirtam! — Tenho certeza que vamos! Vejo você depois Rachel! Ei espere, será que você vai estar por perto hoje à noite? Quer se juntar a nós para bebidas no bar aquático? — Há um bar aquático? — Pergunta Derek. — Como é que eu não fiquei sabendo disso? — É na piscina, querido, uh, talvez. Se conseguirmos ficar separados um do outro. Kelly deixa escapar um gargalhada.


— Eu entendo! Embora esteja quase precisando de uma pausa do Sr. Máquina do amor aqui. — Hey agora! — David se inclina para trás e joga as mãos no ar. Ambos caem na gargalhada. — Bem, nós não manteremos. Vamos ter diversão esta noite! Derek e eu somos deixados sozinhos enquanto olhamos fixamente eles se afastarem. Meus braços ainda estão em torno dele. Ele se sente bem em meus braços. Seu tronco é grosso com os músculos, mas não bombado. Sim, eu gosto de um homem bem equilibrado. Quero ver suas tatuagens por baixo de suas roupas novamente, e perguntar sobre todas e cada cicatriz. Será que elas têm algo a ver com seu passado doloroso? — Nós devemos ir, — Derek me diz. — Com eles? Não! — Sim. Você tem que admitir que seria divertido. Eu deixei minha mão cair longe dele. — Você está apenas sendo o meu marido falso. Ele abre um sorriso culpado. — Eu faço. E precisamos consumar o casamento falso ou vou anular o nosso matrimonio amanhã. — Poupe o romance. — Quem precisa do romance quando você tem um cara como este? E agora estou rindo, balançando a cabeça. Tomo sua mão. — Vamos lá, é melhor nós irmos para a vida real.


Chuva fina cai das nuvens escuras quando voltamos para o resort. A fazenda de lavanda foi incrível. Tão bonita e tão perfumada. Eu comprei produtos de lavanda suficientes para me durar uma vida inteira e ainda quero mais. A fazenda de vinícola era tão incrível, bem como o vinho. Estou um pouco tonta agora, verdade seja dita. Eu odeio ser a única que não pode segurar a minha bebida. Embora, a julgar pela forma como Derek passou o braço em volta de mim no passeio escuro de volta ao hotel, ele está sentindo o vinho tanto quanto eu. DeeDee me abraça e se despede no hall de entrada, em seguida, vai para o seu quarto com os outros. Derek está perto de mim, e eu passo meu dedo sobre as pequenas gotas de chuva que se acumularam em seu braço musculoso. — Eu tenho uma cabana alugada, — digo a ele. — Na piscina. Querer ir? — Sim. — Ele olha para o pulso. — Droga. Eu esqueci que não coloquei meu relógio. Eu ri como se isso fosse divertido, porque praticamente tudo é hilariante depois de vários copos de vinho tinto doce. — Ainda está aberto? Eu dou de ombros.


— Não faço idéia. Eu acho que a piscina ainda está aberta. — Eu pego a sua mão. — Vamos ver! — Nós corremos através do lobby, e a garrafa de vinho que comprei na adega chacoalha na minha bolsa fazendo barulho. Algumas pessoas estão ao redor da piscina, mas a maioria saiu da chuva. O ar é quente, fazendo com que os pingos de chuva frescos sejam bem vindos. A área da piscina é pouco iluminada e nós caminhamos lentamente no escuro para encontrar a tenda número vinte e três. — Eu posso ver porque você quis vir aqui, — Derek diz desfazendo a corda que amarra a tenda. — Você investiu muito dinheiro para esta lua de mel. — Eu realmente não posso arcar mais com isso, — eu confesso. — Ainda mais agora que eu não tenho um emprego. Mas eu não tenho que pagar o aluguel de uma casa uma vez que estou na casa dos meus pais por enquanto. Deus, como sou patética. Derek me agarra pela cintura. — Você é tudo menos patética, Rachel. Nem pense nisso. — Fácil para você dizer. — Eu me derreto em seus braços. — Você tem um trabalho legal e tem uma casa, certo? — Eu tenho uma casa, — diz ele. Damos um passo para trás e sentamos em uma cadeira de grandes dimensões. Flashes do relâmpago lançam sobre o oceano seguido por um baixo ruído de trovão. O vento nos pega ligeiramente, soprando chuva em nosso abrigo. Derek me libera e


levanta desamarrando os lados da lona da cabana. Ele puxa fechados nos três lados, deixando o que dá vista para o mar aberto. Eu sei que não estamos sozinhos. De fato, havia um casal duas cabanas para baixo de nós, mas com os lados fechados, mas parece que Derek e eu somos os únicos no mundo. Eu estico minhas pernas e puxo a garrafa de vinho da minha bolsa. — É uma rolha, — Eu bufo. — E eu não tenho nada para abrir essa coisa. Derek ri e vira para mim. — Quer que eu vá encontrar algo? — Nah. Está tudo bem. Eu acho que há um no meu quarto. Ele balança a cabeça e se coloca ao lado de mim. Eu dobro minha perna, meu joelho descansando sobre ele. Ele desliza a mão por trás de mim, gentilmente me puxando. Minha cabeça vai para seu peito e tudo parece absolutamente perfeito. Tão perfeito que me deixa com uma sensação estranha, porque isto não deveria acontecer. Derek é como aquele velho amigo que eu não vejo em anos e as coisas funcionam exatamente onde parou. Só que não temos nenhuma história passada, e ele é um amigo que eu gostaria muito de ter benefícios. Outro clarão ilumina o céu, e eu me aconchego ainda mais perto de Derek. Eu corro minha mão para cima e para baixo em seu peito, minha mente está cheia de perguntas. — O que está na agenda para amanhã? — Ele pergunta. Leva um segundo para lembrar que dia é hoje.


— Estrada para Hana? — Pergunto com esperança. — Se estiver tudo bem pra você. Ele pega minha cabeça e olha direto nos meus olhos. — Está. Eu não tenho certeza do que você está acostumada, mas quando eu digo algo, eu mantenho a minha palavra. Eu apenas inclino minha cabeça contra ele, escondendo meu sorriso. — Devemos sair cedo. E, uh, na verdade eu nem tenho certeza para onde tenho que ir para pegar o carro. Derek ri. — Eu vou descobrir isso para você. — Obrigada. Eu não sou muito organizada, como você pode ver. Mas há coisas piores, certo? — Coisas muito piores. Eu não sou organizado com qualquer coisa, apenas no trabalho, — ele diz para me fazer sentir melhor. — E eu sou uma dona de casa de merda. — Eu sou um péssimo cozinheiro. — Isso faz de nós dois desorganizados. — Ele põe a mão na parte de trás da minha coxa, me deixando mais perto. — Então, essa coisa toda de viagem pela estrada, — ele começa. — O que exatamente nós vamos fazer? — Oh! — Eu salto para frente, quase caindo da cadeira. Derek pega meu braço e me impede de cair enquanto eu tento pegar minha bolsa e meu telefone.


— Há paradas ao longo do caminho. A cataratas é a primeira, mas uma vez que já visitamos, não temos de ir novamente. E então esses são as remanescentes das paradas. — Eu mostro a lista para Derek. — Nós podemos fazer tudo isso em um dia? — Teoricamente. Quer dizer, já foi feito antes. Passei muito tempo pesquisando no Pinterest. — O que é Pinterest? Uma gargalhada escapa dos meus lábios. — Um site, eu vou deixar por isso mesmo. Mas há algumas coisas que podemos pular se não tivermos tempo. As duas principais coisas que eu quero ver é o Jardim do Éden Arboretum e o as cataratas de Wailua. Oh! E as Sete associações do medo. E percorrer o tubo Hana Lava. — Isso é mais do que duas coisas, — ele brinca. — O tubo de lava soa sujo. Eu não sei por que, mas ele faz. Nós dois rimos, e eu caio de volta para Derek. Uma rajada de vento balança a cabana e mais trovões surgem. — Talvez devêssemos ir, — eu digo, observando o balanço da tela por causa do vento. — Antes de nós sermos levados ou sermos atingido por um raio. Derek balança a cabeça. — Não, isso não vai acontecer. Nós vamos ser levados por monstros das águas. Meus olhos se arregalam. — Por que você disse isso?


— Por que vai acontecer. E eu vou preparar isso para ser a cobertura perfeita para seu assassinato. — Eu pensei que era um desaparecimento. — Droga, você está certa. Veja o que acontece quando eu bebo? Eu fico descuidado. — Bom, — eu debocho. — Deus ainda bem que eu comprei uma garrafa de vinho naquele rancho. Vou ter que mantê-lo bêbado para minha própria segurança. — A cabana chacoalha, lutando para ficar em pé enquanto o vento sopra contra ela. Um anúncio é feito que a piscina fechará mais cedo devido ao mau tempo. Enfio o meu telefone e o vinho de volta na minha bolsa e pego a mão estendida de Derek. Fora do abrigo da cabana, o vento nos atinge com força total. Meu cabelo se vira em meu rosto. Minha mão ainda está na de Derek, assim fazemos uma corrida louca para o resort, minutos antes da chuva forte começar. Eu tremo por causa do ar frio e empurro meu cabelo molhado para trás. — Bem, já que minha segurança está em jogo aqui, nós provavelmente devemos ir para o meu quarto e bebermos o vinho. Os olhos verdes de Derek se arregalam por um segundo antes de ele piscar e olhar para o lado. Ir para o meu quarto e beber vinho vai levar ao sexo, nós dois sabemos disso. Nós dois queremos isso. Mas nós dois precisamos disso? Quem se importa com essa merda? Férias, lembra? Aventura. Se entregar a aventuras. Diversão. Esta é a minha chance de me soltar, sem preocupações ou repercussões.


— Sim. Segurança em primeiro lugar. — Seu peito sobe e desce rapidamente enquanto ele engole em seco, quase como se ele estivesse nervoso. E por alguma razão essa sensação é tão gostosa. Estar nervoso sobre estar comigo é uma liga. Não tenho dúvidas em minha mente de que um homem como Derek sabe chegar ao corpo de uma mulher. Estar nervoso só significa uma coisa, e é algo que eu não estou completamente pronta para pensar. Porque eu poderia estar sentindo o mesmo sobre ele. — Nos encontramos novamente? — Kelly fala alto. Ela está usando uma saída de praia branca sobre seu maiô preto e está enxugando seu cabelo. Certo. O bar aquático. — Pegar um quarto, certo? — Ela ri e se aproxima. — A força da tempestade fechou o bar, também? Davy está fora na chuva pegando as nossas coisas. Vou ter de mostrar um pouco de amor extra mais tarde, você sabe o que quero dizer. Derek está olhando fixamente com punhais para ela por ser uma bloqueadora de pau novamente e eu quero dar um cutucão nas costelas. Ele é tão óbvio. Então, sim, ele está sentindo o vinho tanto quanto eu estou. — Nós vamos para o bar no interior. Quer se juntar? É noite de karaokê! — Karaokê, você disse? — Eu poderia estar interessada. — Sim. Eu cantaria uma canção de amor a meu marido, ahhh, lá me vou, dizendo isso de novo! Mas eu não posso levar uma melodia para salvar a minha vida. — Eu não canto, — Derek nos diz.


— Sério? — Eu pergunto, levantando uma sobrancelha. — Porque você não dançava até a noite passada, lembra? Eu vou encontrar uma maneira de chegar até lá, canta comigo. Ele sorri para mim. — Podemos tentar. — uhuuulll, — diz Kelly. — Eu vou me trocar. Nos encontramos lá? — Claro, — eu digo só então me lembro de e me arrependo. Vinho. Derek. Sós no meu quarto. Só pensando em seu amplo peito me faz tremer. — Ou talvez não, — falo, mas é tarde demais. Kelly já está indo embora e não pode me ouvir. Embora não teria problemas se nós não aparecermos. — Você quer ir? — Pergunta Derek. — Eu sempre quis cantar no karaokê, — Eu confesso. — Está na minha lista de afazeres. — Então vamos. Você precisa se trocar também? — Eu meio que quero. E eu preciso colocar essa garrafa de vinho no meu quarto. Você vai se trocar? Ou você quer vir comigo? — Eu posso ir com você, — diz ele. Eu pressiono meus lábios juntos e me viro no sentido do elevador. Nós subimos em silêncio, atrás de algumas outras pessoas que também foram conduzidos para dentro pela tempestade. — Só vou levar um minuto, — eu digo a ele, sabendo que é uma mentira. Quero arrumar meu cabelo e fazer maquiagem. Isso vai me levar meia hora na melhor das hipóteses.


— Vou contar, — ele brinca. Abro a porta do meu quarto e deixo a luz acesa. — Uau. Este quarto é enorme. — É a suíte de lua de mel. — Eu enrugo meu nariz e aponto para as portas da varanda. — Ele tem uma excelente vista. — Derek atravessa a sala e olha para fora, me dando a oportunidade perfeita para pegar um vestido roxo escuro e correr para o banheiro para fazer a minha maquiagem tão rápido quanto eu posso. — Já se passaram vinte e três minutos, — Derek me informa quando eu saio. Ele está de pé junto às janelas, virado contra mim. Ele se vira, sorrindo. O sorriso desaparece do seu rosto e sua boca se abre ligeiramente. — Porra, — ele murmura. — Você está maravilhosa. — Obrigada. Valeu a pena esperar? — Sim, eu diria que sim. — Bom. — O vestido é apertado, mostrando meus peitos que são empurrados para cima graças a meu sutiã favorito. O vestido é mais sexy do que qualquer coisa que eu possuo, não contando com lingerie, e eu o guardei especificamente para uma ocasião como esta, embora não achasse que uma ocasião como esta iria realmente acontecer. Eu deslizo o meu telefone, ID, chave do quarto e cartão de crédito em uma bolsa de mão e pego a mão de Derek. — Vamos.


Capítulo 16 Derek O bar do hotel está lotado. É um dos bares mais sofisticados que eu já estive nada como o pub que eu costumava frequentar depois de um longo dia de trabalho. Rachel e eu ficamos no bar, à espera de nossas bebidas. Ela tem uma bebida frutada e eu pedi uma cerveja. — Aí está você! , — Alguém grita sobre a música alta. Eu não preciso me virar para reconhecer o sotaque canadense... Ou o volume de sua voz. — Foram lá para cima para uma rapidinha? Kelly e seu marido vêm em nossa direção e param em frente de nós. — Então, o que estão bebendo? — Kelly pergunta, olhando para o copo na mão de Rachel. — Macaco sujo, — diz ela. — É a minha bebida favorita na lua de mel. Lua de mel, certo. De repente estou me odiando porque a fiz ser minha esposa de mentirinha. Porque eu não quero que nada disso seja uma mentira, o que é engraçado desde que eu minto para mim mesmo em uma base diária. Eu olho para Rachel, sorrindo, tomando sua bebida, sentindo uma pontada no


meu coração, um coração que até momentos atrás eu achava que não funcionava mais. — Bem, eu vou ter que conseguir um também! — Kelly se vira para o marido, erguendo as sobrancelhas. Ele assente na compreensão e vai em busca da bebida. — Oh, uma mesa! — Ela aponta, em seguida, ela se tira, deslizando na cabine perto do palco antes que os antigos ocupantes a deixasse. Rachel ri, mas a segue. Pelo menos temos um lugar para nos sentarmos agora. — Eu espero que não te ofenda, — Kelly diz a Rachel e eu imediatamente me sinto protetor. Falar dessa forma significa que você está prestes a dizer algo ofensivo. — Mas estou curiosa. Nenhum de vocês dois usam alianças. — Ela levanta a mão esquerda e mexe os dedos. — Eu sou a primeira a mostrar a minha, por isso estou tão curiosa. — Estava com medo de perdê-la no oceano, — explica Rachel. — E Derek também. Nós nem usamos elas aqui. — Oh, faz sentido! Você sabe, eu pensei a mesma coisa, mas eu simplesmente não consigo tirá-la! Ela não vai sair! Hah! Eu acho que isso significa que David está preso à mim para sempre, certo? Eu mantenho meus olhos em Rachel, imaginando como essa conversa de casamento está a afetando. Ela está com aquele sorriso, sua armadura, mas desta vez eu não apenas vejo em seus lábios, mas em seus olhos também. — Acho que sim, — digo a ela. David volta com bebidas.


— Então, — Kelly diz, depois de beber metade de sua bebida. Ela coloca as mãos sobre a mesa e se inclina para frente, e eu não posso ter certeza, mas parece que ela está observando Rachel. Interessante. — Como você sabia? — Ela me pergunta, erguendo as sobrancelhas. — Que ela era a única? Ah Merda. Abro um sorriso e olho para Rachel. Ela está forçando um sorriso também, e é difícil para ela manter o contato visual. — Como é que eu soube, — eu enrolo enquanto minha mente tenta pensar em algo. — Eu apenas sei. — Vamos lá, — diz ela cutucando meu braço. — Ohh, hey quanto músculos. — Ela pisca e morde seus lábios. — O que realmente aconteceu? Fale mais do que isso! Como com a gente, nós sabíamos no segundo em que nos falamos ao telefone pela primeira vez. Nós dois tínhamos a TV ligada em segundo plano e no mesmo comercial ao mesmo tempo, mas em diferentes canais. Isso era o destino, estou certa? — Sim, quero dizer, o que mais poderia explicar isso? — Diz Rachel. — Então... Como você sabia? — Kelly me pergunta novamente. — O que fez você decidir que não podia viver sem ela?


Eu olho para Rachel, lembrando a maneira como seus olhos azuis brilhavam quando estávamos no topo da cascata gêmeas. — Ela tem uma maneira especial de olhar o mundo, mas também não ignora toda a merda ruim lá fora, ela apenas vê pelo lado bom das coisas. E eu acho que nada pode deixá-la para baixo. Toda vez que algo ruim acontece, ela ergue a cabeça e segue em frente. Eu não posso dizer que admiro um monte de gente, mas a superação de Rachel é uma força a ser reconhecida. — Awww, oh meu Deus, que doce, — sussurra Kelly, mas eu quase não ouvi suas palavras. Estou olhando para os olhos de Rachel. Suas sobrancelhas se empurram juntas e ela pisca de volta o que eu acho que são lágrimas. — E você, Rach? — Kelly pede e isso me incomoda, por algum motivo estranho que ela está usando um apelido. Nem eu chamo Rachel por um apelido. Não que isso importe. Porque isso não importa realmente. É uma aventura, uma conexão orientada pela luxúria, eu não deveria sentir. Eu não estou apaixonado por Rachel. No entanto, essas coisas que eu mencionei poderia me fazer cair se tivéssemos mais tempo. É uma coisa boa que eu vou embora em poucos dias. — Um, — Rachel começa, sacudindo a cabeça. Eu posso dizer que ela está corando sob a luz fraca. Ela toma um gole da sua bebida para ganhar tempo, fecha os olhos por um segundo, em seguida, coloca um sorriso no rosto. — Ele me faz rir. E ele me faz sentir valorizada, se isso faz sentido.


— Vocês dois são um feitos um para o outro! — Grita Kelly. — Além disso, vocês ficam bem juntos. Tão bem! Rachel toma mais um gole de sua bebida e desvia sua atenção para o palco. — Esse cara é muito bom, — diz ela em relação ao homem que está cantando uma canção de Jimmy Buffet no palco. — Você deve ir lá em cima, — eu digo, inclinando minha cabeça para baixo. — Você disse que queria, certo? Ela morde o lábio enquanto ela pensa, e então sorri. — Sim. Eu vou fazer isso. — O que você vai cantar? — Pergunto. — Me deixe surpreendê-lo.— Ela vai para o DJ e o coloca a par de sua música. Ela é a próxima, fica no palco, logo que o cara que estava cantando sai. Ela me dá um sorriso antes da música Do not Stop Believing começar. Ela tem uma boa voz, e confiança o suficiente para encarar a multidão. Ela se torna mais e mais à vontade no centro das atenções, e tem a metade do bar assistindo e cantando junto com ela até o final da canção. Os aplausos da multidão fazem Rachel retornar a mesa radiante. — Se eu a admirava antes...— Eu digo, sorrindo. Rachel desliza para trás para dentro da cabine e pega sua bebida. — Isso foi divertido. — Ela se move em minha direção. — Vá em frente! — Kelly grita. — A beije! — Sim, Derek. — Rachel se inclina.


— Me beije. — Ela abre os lábios, esperando. Eu quero tanto beijá-la novamente, sentir o calor de sua pele na minha, prová-la mais uma vez. Mas eu sei que se eu a beijar agora não vou ser capaz de parar e as coisas irão mais longe... E eu quero que elas vão. Se alguém estava me fazendo voltar com a minha palavra, quebrar a promessa que fiz a mim mesmo, eu queria que fosse ela. Eu estendo minha mão, e ela cobre o rosto de Rachel. Gentilmente, eu pego seu queixo e movo minha cabeça para baixo até meus lábios estarem tocando os dela. Por uma fração de segundo, só nós existimos. Por uma fração de segundo, meu coração está curado. E é nessa fração de segundo em que eu sei que eu não quero que esse momento acabe. — Caramba! , — Grita Kelly. — Vocês dois estão me deixando Excitada! Rachel e eu quebramos o beijo, mas eu ainda posso prová-la em meus lábios. Eu deslizo minha mão pelo seu rosto e tiro minhas mãos dela. Estar com Rachel me faz sentir. E eu não sei o que pensar sobre isso. David chama uma garçonete e nos oferece uma roda de tequila. Fazemos um rápido brinde em honra dos nossos casamentos e então o bebemos. Rachel estremece ante o sabor e pega sua bebida mista. — Não é fã de tequila? — Pergunta David. — Eu particularmente não gosto do sabor do álcool, — diz Rachel. — Por isso eu bebo coisas frutadas.


— Tente uma dose de abacaxi, — David diz e pede mais uma rodada. Kelly sussurra algo a ele, em seguida, olha para Rachel e novamente, eu acho que ela a está verificando. Nós pegamos a segunda dose, e uma vez que está para baixo, Rachel se vira para mim. — Eu acho que estou bêbada. Eu coloquei meu braço em torno dela, a trazendo para mais perto. Eu não estou bêbado, mas sinto a bebida. Os braços de Rachel se envolvem em torno do meu tronco e ela coloca os lábios no meu pescoço. —

Eu

também

acho

que

você

está,

eu

digo

suavemente, resistindo aos desejos animalescos que estão mexendo dentro de mim. — Vocês dois são tão quente juntos, — Kelly diz, e desta vez eu tenho certeza que ela está olhando para os seios de Rachel. Ela traz sua mão à boca e morde a ponta do seu dedo. — Você quer sair daqui e continuar essa conversa em grupo no quarto, com um pouco mais de privacidade? Rachel que está bêbada, ansiosamente concorda, dizendo que o barulho vai dar dor de cabeça. Ou ela ainda não notou ou ela é totalmente a favor com esses dissimulados que nos convidaram abertamente para ir lá em cima e termos sexo grupal. Eles praticamente se emocionaram com a resposta de Rachel. — Na verdade, — eu digo e enrolo Rachel em meus braços. Ela se derrete em mim. — Eu não estou pronto para compartilhar esta pequena senhora ainda.


Rachel me olha com curiosidade por alguns segundos antes dela recuar. Sim. Ela está definitivamente bêbada, e imediatamente se torna meu dever mantê-la segura. — Certo. Só nós. Apenas nós dois. — Rachel aperta meu nariz com o dedo. — Boop! — Ela explode em risos. — Eu tenho que fazer xixi. — Vou levá-la, — Kelly oferece ansiosamente. Muito ansiosa. Eu não gosto disso. Estou de volta ao meu velho eu, paranóico? Vendo o pior em estranhos bem-intencionados? Eu olho para Rachel e eu sei que nunca serei paranóico o suficiente para protegê-la. — Nah, — eu digo. — Estou levando a minha pequena esposa para o andar de cima. Está tudo bem, querida? — Sim, querido, — Rachel diz e ri. — Vamos. — Ela manda para baixo o resto de sua bebida e vacilante fica em seus pés. — Tchau, — diz ela para uma Kelly muito decepcionada. — A gente se vê por aí! Ela aperta a minha mão enquanto caminhamos por entre a multidão e saímos do bar. O hall do hotel está vazio, e nós estamos sozinhos enquanto esperamos pelo elevador. — Então eles são adeptos ao swing? — Rachel pergunta, oscilando sobre seus calcanhares. — Ou será que eles querem nós dois juntos... Para... — Ela aperta suas mãos. — ...Tudo de uma vez?


— Eu acho que o último, — Eu rio. — Eu pensei ter visto ela te verificando antes, mas não tinha certeza. Ela quer ficar com você. Rachel levanta as sobrancelhas. — Bem, você não pode culpá-la? — Ela ri. — Eu não posso. Eu não posso culpá-la. — Você quer ficar comigo? — Ela pergunta timidamente. O elevador chega e as portas se abrem. Eu não respondo. Eu pego sua mão novamente e a guio para dentro. Eu posso sentir seus olhos me perfurando, esperando pela minha resposta. Eu olho para frente, olhando para o saguão. Mas assim que as portas se fecham, e eu estou sozinho aqui com Rachel, eu me viro, incapaz de me conter. Meu coração está em minhas mãos, um lugar perigoso e estúpido para colocá-lo, eu sei. Eu coloco minhas mãos nas dela e seguro seus pulsos, trazendo-os para cima de sua cabeça, os segurando firme. Dou um passo me aproximando e pressionando contra ela. Rachel se rende ao meu beijo, sua língua entra na minha boca. Meu quadril moí contra o dela, nós estamos nos atacando contra a parede do elevador. Meu coração está martelando em meus ouvidos, e o sangue corre através de mim. Meu pau dói por ela, e eu não posso obter o suficiente. Eu quebro o beijo e vou em direção ao seu pescoço, fazendo com que Rachel se contorça debaixo de mim. Ela solta um gemido quando eu mordisco sua carne, endurecendo meu pau. Ela se libera colocando uma mão no meu cabelo e a outra nas minhas costas, me segurando.


— Derek, — ela sussurra. Eu me movo, atraído por ela na pior e melhor maneira possível. Ela toma um emaranhado de meu cabelo e guia meus lábios de volta para os dela, me beijando com um desespero que coincide com o meu. Em um movimento rápido, eu a viro e a seguro novamente contra a parede. Suas pernas vão ao meu redor e meu pau luta contra os limites apertados de minhas calças. Estamos tão envolvidos, que nós nem notamos a abertura das portas do elevador até que elas começam a se fechar. Deslizo Rachel para baixo e é como arrancar o meu coração, jogando ali mesmo no tapete gasto. Que porra é essa que estou sentindo? Seu vestido está torcido em torno de suas coxas, e ela tenta endireitá-lo com uma mão enquanto cava a chave do quarto em sua bolsa. Ela encontra e me lança um sorriso tímido. Eu tomo sua mão, nos apressando pelo corredor, para voltarmos onde paramos. — Eu tenho que fazer xixi, — Rachel me lembra, logo que entramos no quarto. — Ah, certo. — Eu fecho e tranco a porta atrás de nós. — Eu ficarei bem, — suas palavras saem enrolada. Eu pisco no escuro, atravessando o quarto desconhecido para encontrar a luz na mesa de cabeceira. Ela tropeça, enquanto corre para o banheiro, se esquecendo de fechar a porta. Talvez ela esteja mais bêbada do que eu pensava, e eu me lembro da noite passada quando ela disse que não estava pronta para dormir com ninguém ainda. Meu tesão é imenso, mas meu respeito por Rachel é mais forte.


Eu não quero que ela faça qualquer coisa que vá se arrepender na manhã seguinte. Tanto quanto eu quero tê-la nua, fazer amor com ela a noite toda, me perder completamente em seu corpo... Eu quero ter certeza de que ela esteja consciente do que está fazendo. As portas da sacada de vidro chacoalham com o vento e a chuva. Eu dou um passo para perto dela, vendo a fúria do oceano em um clarão de relâmpago. A chegada de uma tempestade, é evidenciada por trovões. Rachel sai pela porta do banheiro e eu me viro, meu coração pula uma batida quando olho para ela. Seus lábios se apertam e ela solta um suspiro. Suas bochechas estão rosadas da nossa sessão de amasso no elevador. Rachel vem e envolve seus braços em volta de mim. Seu toque é ainda mais intoxicante do que o álcool e muito mais viciante. Eu apenas quero mais, eu preciso de mais. Estar com Rachel faz eu me sentir vivo. — Rachel, — Eu ofego, mas não posso terminar minhas palavras, porque ela coloca a boca na minha. Ela é tão gostosa. Minhas mãos deslizam para baixo seu corpo e nós tropeçamos para trás até que nós caímos na cama. Eu fico entre as pernas dela, a beijando como se fosse a única coisa que importasse. E de certa forma, é a única coisa que importa agora. Estou vivendo o momento, apreciando o que é certo aqui, agora. E, a julgar pela forma como Rachel está envolvendo suas pernas em volta de mim, ela está gostando também. Ela deixa escapar outro gemido e abre mais suas pernas. Eu moo contra ela, sentindo seu calor.


Quero separar suas pernas ainda mais, para beijar para baixo, e prová-la lá. Ela passa as mãos pelo meu peito e desabotoa minha calça. Eu tenho toda a intenção de impedi-la, dizer que devemos parar e continuar quando ela estiver sóbria. Mas quando seus dedos deslizam sob o cós da minha cueca, eu sou um caso perdido. Trovão sacode o vidro das janelas, e Rachel se assusta. As luzes piscam e chuva bate com raiva contra as portas da varanda. — Rachel, — Eu respiro fundo, descansando minha cabeça contra a dela. — Você está bêbada. — Então você também. — Eu não entraria em um carro e dirigiria, — eu começo , — mas eu não estou bêbado. Ela enrola as pernas em volta de mim. — Boa coisa que você não está dirigindo. Embora, eu queira levá-lo para um passeio. Porra. Eu. — Rachel, — eu digo novamente e eu meio que não posso acreditar que estou fazendo isso. — Eu não quero que você se arrependa pela manhã. Pode parecer uma boa idéia no momento, mas uma vez que a bebedeira desaparece... Ela franze os lábios, olhando para mim. — Esta é uma maneira delicada de dizer que você não quer fazer sexo comigo?


— Merda, não. Rachel, você é a mulher mais quente que eu já quis e ter relações sexuais com você é a única coisa que eu quero. Não, não isso. Eu quis dizer o que eu disse no bar ... Admiro tudo sobre você. Tanto é que eu não quero que quando você acorde pela manhã, se arrependa. Sua expressão suaviza. — Isso é... Isso é muito doce. Mas eu realmente quero você. Dê-me um minuto para ficar sóbria? — Eu acho que vai levar mais do que um minuto. — Se você é tão bom como eu acho que você é, talvez não. Porra, Rachel. Pare. Por favor pare. Porque eu não posso resistir a você por muito mais tempo. Ela morde o lábio e passa as unhas nas minhas costas. — Você não está facilitando as coisas. — Estou bem ciente de como isso é difícil, — ela sussurra em meu ouvido. Ok, todas as apostas estão fora. Eu mergulho nela, meus lábios batendo contra os dela. Eu a pego, a trazendo para o meu peito, segurando apertado enquanto eu recupero o fôlego. — Seu coração está batendo tão rápido, — diz ela, pressionando seu ouvido em mim. — O meu também está. — Ela gentilmente passa os dedos no meio do meu peito, descendo ao longo do meu abdômen, parando uma polegada acima do meu pau. Eu sofro por seu toque, desesperado por uma liberação, para estar dentro dela, a sentindo em volta de mim.


Eu engulo em seco e lentamente inalo, inclinando a cabeça para baixo para olhar para Rachel. Seu cabelo está em seus olhos, e eu os coloco para trás de suas orelhas. — Estou feliz que você está aqui, — ela murmura. — Mesmo que você não queira estar longe do trabalho. Como é que ela sabe que eu não queria vir? — Eu também, — eu digo. — Você não tem idéia, — acrescento. Alguns minutos se passam e ela não responde. — Rach? — Eu sussurro. Cuidadosamente eu vejo que ela está dormindo. Eu beijo sua testa, em seguida, saio debaixo dela. Ela ainda está usando suas sandálias e eu duvido que ela queira dormir nelas. Eu as tiro, em seguida deito ao lado dela, me aconchegando junto ao seu corpo. A tempestade se enfurece lá fora, mas aqui, nesta cama, eu estou finalmente em paz.

Meu telefone me acorda na manhã seguinte. Eu pisco acordado, meus braços ainda estão em torno de Rachel, eu deixo a chamada ir para a caixa postal. Alguns segundos passam e, em seguida, meu telefone toca novamente. Rachel se mexe um pouco em seu sono, e eu me pergunto se ela tem sono pesado o tempo


todo ou se a quantidade de álcool que ela ingeriu na noite passada tem alguma coisa a ver com isso. Recebo uma mensagem de texto seguido de uma mensagem de voz, eu tenho certeza que é minha mãe me perguntando onde estou. Você apostaria que depois de trinta e um anos ela pararia de se preocupar e pararia de me perguntar coisas assim. Ao me tornar um policial sua preocupação aumentou, e depois que meu pai faleceu, ela teve que concentrar a sua ansiedade em outros lugares. Embora algo me diz que agora ela não está ligando para perguntar sobre o meu bem-estar. Ela sabe que eu estava com Rachel na noite passada. Ela sabe que eu ainda estou com ela. E ela está nos checando, provavelmente esperando para nos convidar para o café da manhã novamente para que ela possa se fazer de cupido. Rachel se vira, me abraçando em seu sono. Ela parece tão calma, tão inocente quando dorme. Eu fecho meus olhos e me aconchego de volta ao redor dela, e estou quase dormindo quando o telefone vibra no criado-mudo. Ela começa a se mexer, então eu o pego. Ela tem uma mensagem de texto de Lauren. Será que o seu perseguidor assassino sexy pegou você? Eu não ouvi você em 24 horas! Diga que está viva! Eu sorrio, não tenho certeza se eu deveria estar feliz que ela me chamou de 'sexy' ou preocupado, por ela dizer à sua amiga que eu era um perseguidor.


Eu coloco o telefone no chão ao lado cama onde a vibração não será tão alta. Estou cansado, mas preciso me levantar e fazer xixi. Levanto o mais silenciosamente possível, saindo da cama e indo no banheiro sem acordar Rachel. Mas momentos depois de eu voltar para a cama seus olhos vibram aberto. — Dia, — diz ela calmamente. Ela rola e coloca um braço em volta de mim. — Que horas são? — Sete e meia, mais ou menos. Ela ri e me puxa para ela. — Eu ainda estou cansada. Eu não quero levantar ainda. — Então, não vamos, — eu digo e a pego de modo que ela está descansando em cima de mim. — Volte a dormir. — Mas a viagem para Hana é hoje. Embora seja tentador ficar aqui. Depois que eu tomar banho, porque eu provavelmente tenho rímel manchado no rosto, não é? — Eh, só um pouco. Você não se parece com Alice Cooper ou qualquer coisa. — Graças a Deus por isso. — Eu faço coisas estranhas, mas não faço parte da dramatização de Alice Cooper. — Obrigada, Derek, por ontem à noite. Meu coração está de volta na minha garganta, e estou quase envergonhado. — Você se lembra de tudo? — Eu não estava tão bêbada, — ela me lembra.


— O que você fez, ou deixou de fazer ... um monte de caras não faria isso, e isso é ... isso é muito sexy, se você me perguntar. — Não ter sexo com você é sexy? — Eu levanto as sobrancelhas. — Eu não gosto do som disso. — Ha-ha, sim e não. Eu estava bêbada e não estava no meu melhor estado de espírito para uma decisão. Obrigada mais uma vez. — Você não deveria ter que me agradecer por não ter tirado vantagem de você quando você estava bêbada, — eu digo, balançando a cabeça. — Isso é ser decente. É o que todos os homens decentes fariam. — Bem, não há tantos assim, você sabe. Você é um achado raro, Derek Turner. — Seus olhos encontram os meus e algo passa entre nós. Não é amor, mas é mais do que luxúria. Uma promessa, talvez? A promessa de que tudo o que está acontecendo, tudo o que estamos fazendo, poderia levar a alguma coisa. O problema é que eu não tenho nenhuma idéia do que poderia ser.


— É como se estivéssemos em uma selva, — diz Rachel. Estamos caminhando a pé na trilha Waikamoi Nature, # 9.5 na estrada para Hana. Como nós levantamos tarde, nós rapidamente tomamos banho, nos vestimos, e tomamos café da manhã no caminho. — Estamos em uma selva, — eu digo. — Cale a boca. Você sabe o que eu quero dizer. É como uma selva selvagem. — Selva selvagem? Rachel estende seu telefone, tira fotos. Seu cabelo está em um coque bagunçado, e ela está usando um vestido azul e branco combinando com seus acessórios. Ela está impecável. — Sim, como se estivéssemos à milhas da civilização, perseguindo um tesouro amaldiçoado. Nós estamos correndo de caçadores de recompensa e nos escondemos no interior da selva. — Eu sou um homem procurado pra começar, mas a recompensa para o meu corpo vivo ou morto, dobrou desde que fugi com a filha do rei. Eles acham que sequestrei você, mas estamos apaixonados e fugimos para estarmos juntos. — Ohhh sim. Você é um estrangeiro bonito também. Que é muito tabu para minha tradicional família. — Ela pega a minha mão e me puxa para o lado dela, tirando selfies de nós dois. — Nós nos conhecemos em um mercado onde você se fez passar por um comerciante, mas realmente você é um pirata. Mas por favor, não faça quaisquer piadas de pirata. — Eu vou me conter. Segurando minha mão, ela dá alguns passos em frente no caminho. Eu chego a um impasse e a puxo para mim.


— O quê? — Ela pergunta. — Shh! Os caçadores de recompensas estão lá fora, vindo atrás de nós. Embora eu devesse avisá-la, o que eles disseram sobre mim seja verdade: Eu sou um homem perigoso — eu pego Rachel e a coloco sobre meu ombro, Rachel solta um grito brincalhão quando eu corro na direção oposta. — Vou levá-la de volta para ilha do pirata. Rachel ri. — Ilha do pirata? Eu paro, e a coloco cuidadosamente sob seus pés. Seus braços ficam ao redor de si, enquanto ela está apenas olhando para mim, fazer contato visual adequado, como ela mesma fala, parece que ela está olhando através de mim, vendo algo mais profundo. É irritante e quente ao mesmo tempo. — Sim, eu ia dizer que é como a terra do nunca, mas parece estranho, agora que estou dizendo em voz alta. — Bem, onde quer que você me leve, capitão Turner, apenas se certifique que é para longe de meu pai. Ele fará qualquer coisa para nos separar. — Certo. Porque você foi prometida ao general do seu exército. — Ohhh, sim. Eu gosto disso. E nós teremos um bebê em segredo, que é a verdadeira razão para nós fugirmos Você me desgraçou e papai vai ter você enforcado por isso. De repente, o jogo deixa de ser divertido com a menção de gravidez e bebês. Minha mente pisca para Deirdre me dizendo que eu vou ser pai, e eu juro que gritos de Ben ecoam das árvores que


nos cercam. Eu deixo Rachel de lado, o coração está na minha garganta. — Derek? — Ela diz franzindo a testa. — Eu peguei pesado, não foi? — Ela olha para baixo, envergonhada, com o mesmo olhar que ela fica quando ela fala sobre seu ex. Eu não quero nunca mais fazê-la se sentir assim. Ela é muito bonita, por dentro e por fora, para ter esse olhar de angústia no rosto. — Não, — eu digo a ela. — Você não fez. — Então por que você desligou? — Não há uma razão, — eu digo e agarro sua mão novamente. — Eu não acredito em você nem por um segundo. Mas você não tem obrigação de me dizer. Eu nunca quero falar sobre o que aconteceu, mas me sinto obrigado a me abrir com Rachel. Se eu pudesse confiar e abrir meu coração para alguém, esse alguém seria ela... E eu não sei porquê. No pouco tempo que estivemos juntos, eu sinto que comecei a conhecê-la em um nível mais profundo. — Mas se você não me disser, — ela começa, — eu vou fazer alguma coisa para explicar isso para mim. E este cérebro tem uma imaginação confusa. Não é tão confuso quanto o meu. — Agora eu quero ouvir a sua versão. — Minha versão... Vamos ver... — Nós caminhamos ao longo da trilha.


— Por toda a sua seriedade, eu assumo que tem algo a ver com o seu trabalho. Tudo o que envolve morte e violência. E tenho certeza que o que quer que eu possa pensar, a pior coisa que já vi, não pode chegar perto disso. Então, eu não vou pedir para você me dizer o que está acontecendo — aí em cima. — Ela estende a mão, cuidadosamente tocando minha cabeça. — Mas se você quiser conversar, eu sou uma boa ouvinte. Suas palavras me batem duro e a verdade corre o risco de sair. Talvez eu deva dizer a ela. Como passei meu último louco ano no mundo, me odiando por um delito de outra pessoa, colocando a culpa em meus próprios ombros. Eu não quero mais estar com raiva. Eu não quero me esgotar dia após dia tentando me convencer de que estou melhor sozinho. Estou... Cansado. E ela não tem idéia do quanto preciso disso, preciso dela. Como é bom ser eu novamente. Eu quase me esqueci de como era ser feliz. Foi só quando ela me puxou para longe que eu percebi que estava à beira de me fechar para o mundo para o meu próprio bem. Ela entrou na minha vida no momento certo, quando eu mais precisava. A necessidade de dizer a ela queima na minha língua. Nossa amizade louca não precisa terminar quando nossas férias chegarem ao fim. Não temos que ser sérios. Mas temos de ser algo. Porque não há como negar que algo está acontecendo entre nós, algo mais do que um caso. Chame-me

de

louco, mas

isso não é

algo que eu

vou

simplesmente desistir. O que eu mais lamento são as coisas que


eu não fiz. As chances perdidas. O se. Eu não quero pensar nela e saber o que poderia ter acontecido. Vozes e passos vêm atrás de nós, Rachel e eu damos espaço para que o grupo familiar passe. — Bem, capitão Turner? — Rachel liga seu braço no meu. — Nós devemos nos apressar? Estou começando a ter a sensação de que uma tempestade está chegando, e eu realmente quero ver o arvoredo na próxima parada. Você pode conhecer a partir de um dos meus filmes favoritos de infância, Jurassic Park. — Eu costumava aterrorizar Marg com esses filmes, — eu digo, com uma risada. — Até hoje ela tem um medo doentio de dinossauros. Começamos a caminhada na trilha novamente. — Irmãos mais velhos podem ser tão idiotas. Meu irmão Logan amou nos assustar. Nós, significa minha irmã Jessica e eu. — Você é a filha do meio? — Eu sou. Nós temos todos dois anos de diferença. Damos-nos bem na maior parte do tempo agora. Jessica é um pouco hum... Como eu deveria colocar... Uma cadela. Bem, na maior parte apenas para mim. E às vezes para Logan também. Eu me sinto mal dizendo isso porque ela é minha irmã, mas é a verdade. — Eu acho que todo mundo se sente assim em relação a seus irmãos uma vez ou outra. Margery é seis anos mais nova que eu, e eu acho que a diferença de idade ajudou, mas ela ainda assim me deixava louco quando éramos crianças. — A alegria dos irmãos, certo?


Nós terminamos a caminhada em relativo silêncio, vamos para a trilha Waikamoi e depois voltamos para o carro de aluguel, seguindo rumo ao Jardim do Éden. O lugar me emociona, e eu não sou um cara do tipo que gosta de ver jardins. Rachel tira muitas fotos e timidamente me pede para tirar uma foto sua junto a uma velha árvore de 100 anos para que ela possa postar em seu blog mais tarde. Quando encontramos o famoso local de Jurassic Park, que, naturalmente, nos revezamos posando para a câmera ao lado dos dinossauros. Nós estamos muito ocupados conversando e rindo para notar as nuvens de tempestade que espreitam sobre o oceano, a chuva começa a cair quando nós viajamos para a próxima parada. Tudo se torna difícil nos próximos cinco minutos, em seguida, desaparece, permitindo que o sol volte. Estamos em uma floresta tropical, apesar de tudo. Isto deve ser esperado. A umidade é sufocante, e o SUV alugado é lento por causa do aquecimento. — Onde nós vamos comer? — Pergunto. — Eu planejava comer no caminho para Hana. Ouvi que o pão de banana é realmente bom. — Eu acho que preciso de mais do que pão de banana. Rachel ri e se vira, puxando um saco do banco de trás, ela pega o doce de coco que ela comprou na fazenda perto da cascata gêmeas. — Isso vai te enganar um pouco? E eles têm outras coisas lá, como cachorros-quentes e hambúrgueres.


Nós viajamos ao longo da estrada estreita e sinuosa. Rachel está satisfeita olhando pela janela, vendo o mundo passar por nós. — É louco como esta parte da ilha ainda parece tão selvagem, não é? Muito aqui ainda está intocado. Espero que continue assim. — Eu acho que vai. É parte do apelo. Se eles derrubarem as florestas ou colocarem edifícios em torno das cachoeiras, ele vai perder o seu valor e as pessoas não virão para vê-lo. — Espero que você esteja certo. Conheci uma pequena floresta apenas algumas milhas de onde eu cresci. Minha amiga Lauren e eu íamos lá algumas vezes no verão procurar veados. Eles estavam por toda parte, e foi um problema de excesso de população. Ela sempre nos pareceu mágica, mesmo que fosse apenas uma pequena floresta com um riacho raso em Michigan. Nada como isso aqui. Nós ficamos tão tristes quando ela foi dilacerada. Um complexo de apartamentos se instalou. Às vezes eu ainda me pergunto o que aconteceu com os veados. Ouvi-la dizer o nome de sua amiga me lembrou sobre o texto perseguidor. Eu sorri, virando para Rachel. — Eu não fiz intencionalmente, mas eu silenciei seu telefone esta manhã, não queria acordá-la. Você escreveu uma mensagem de volta para sua amiga? Ela balança a cabeça negativamente. — Eu deveria. Ela é uma pessoa preocupada. Você sabe o que seria engraçado? Se eu enviasse uma foto pedindo resgate ou algo assim. — Isso seria engraçado?


— Seria engraçado se você tirasse a foto como um bom perseguidor. Vou enviar outra um minuto depois para que ela saiba que é uma brincadeira. — Certo. Vou amarrá-la e tiraremos fotos na próxima parada. — Rachel ri. — Eu mal posso esperar.


Capítulo 17 Rachel Eu sento em uma mesa de piquenique debaixo de um toldo, acabei de desligar o telefone com Lauren. Ela não achou a foto do falso sequestro engraçada. Ela não admitiria que foi engraçado, eu quero dizer. Eu olho para Derek, ele está na fila pegando nossas comidas. Muito poucas pessoas têm parado aqui, e uma vez que a chuva passou, por agora, nós pensamos que era um bom momento para termos comida. Minha mãe me ligou ontem e me mandou uma mensagem hoje para ver como eu estava. Eu enviei uma meia dúzia de fotos para convencê-la de que estou viva e bem... E realmente feliz. Segundos depois de mandar as fotos, ela liga. — Oi, mãe, — eu respondo. — Rachel! Finalmente, eu tenho algumas fotos! Eu rio. — Desculpe, estive ocupada. — Isso é bom de ouvir, querida. Onde você está hoje? — Na estrada para Hana? — Você foi sozinha? Você não é a melhor motorista, Rachel. Eu não quero estragar o seu passeio, mas quando se trata de sua segurança eu...


— Eu não estou dirigindo, mãe. — Meus olhos voam em direção a Derek e meu coração salta uma batida. — Eu fiz um amigo, e viemos juntos. — Oh, isso é lindo! Estou tão feliz. Mas esta pessoa, você pode confiar em ficar sozinha com ela? — Sim , — eu digo, pensando no quanto eu quero ficar sozinha com Derek agora. Mesmo com este calor abafado, ele parece muito bem. — Ele é um policial, e ele é muito confiável. — Ele? Seu amigo é um homem? — Mãe, esse é um mundo moderno. Meninas e meninos podem ser amigos. Apenas amigos — Quando essas palavras saem da minha boca, eu sinto que estou mentindo. Apesar de Derek e eu ainda estarmos irritantemente presos na primeirabase, eu sei que ele é mais do que um amigo. — E eu realmente conhecia ele do Texas. É apenas uma coincidência enorme que nós dois estejamos aqui agora. — Isso faz eu me sentir melhor. Contanto que você está segura e se divertindo. — Estou me divertindo. Estou me divertindo mais do que eu teria feito com Travis, e não estou dizendo isso só porque ele é maior idiota do mundo. Pulei de uma cachoeira. E vivi. E agora eu quero fazer novamente de uma cachoeira ainda mais alta. Mamãe ri. — Você é o meu bebê de espírito livre. Derek recebe a nossa comida e começa a caminhar na minha direção. — O almoço está vindo, — Eu digo a mamãe.


— Eu vou falar com você mais tarde. — Aproveite o resto de sua viagem. Amo você. — Amo você também. Tchau! — Eu desligo a tempo de pegar um pedaço de pão das mãos de Derek antes de cair. Ele está equilibrando um monte de coisas. — O pão de banana ainda está quente! — Exclamo. — Estive tão animado para este pão. Você não tem idéia. — Eu o trago para perto do meu rosto e respiro fundo — E cheira tão bem. — Eu nunca vi alguém tão animado por causa de pão antes. — Ele senta ao meu lado e abre uma lata de Pepsi. — Devemos fazer isso. — Ele me entrega um panfleto. — Amanhã. — Oh não! — Eu digo antes mesmo de entender completamente

o

que

está

acontecendo.

um

homem

precariamente amarrado a um lado do penhasco, escalando para baixo de uma cachoeira. — Eu escorregaria e cairia para a morte. — Viva um pouco, — diz ele e me cutuca com o cotovelo. — Eu vou viver um pouco até que eu morra! — Rapel é divertido e seguro quando feito corretamente. Eu levanto uma sobrancelha e cerro meus lábios. — Você já fez isso antes? — Nunca em uma cachoeira assim, mas rapel tático. — Ohhh, — digo finalmente entendendo o que ele está falando. — Como nos filmes quando ninjas escalam para baixo nas laterais dos edifícios?


— Mais ou menos. Embora eu gostaria de pensar que não pareço tão malvado como um ninja. — Tenho certeza que você faz. — Eu desembrulho o pão de banana e parto um pedaço. — Mas eu... Não tanto. Eu cairia. Estou dizendo, eu vou. — Eu vou pegar você. Nossos olhos se encontram e um arrepio me percorre. De repente, eu percebo que há uma maneira mais perigosa a cair. — Eu sou mais pesada do que pareço, — Eu digo, me sentindo perturbada. — Eu sou mais pesado. Ele ri. — Eu prefiro as mulheres desse jeito. — Bom, porque eu não tenho muita bunda para amortecer a queda. — Eu discordo neste ponto. Você é muito dura consigo mesma. Eu dou de ombros. — Nah. Provavelmente não forte o suficiente. — Eu dou uma mordida no pão. — O gosto é ainda melhor do que cheira. Quer um pedaço? — Eu divido o pão em dois e dou um pedaço para Derek. Ele se inclina para frente e o pega, com seus lábios roçando meus dedos. O arrepio que percorreu através de mim minutos antes está de volta, mas desta vez é um choque elétrico que desperta todos os nervos do meu corpo. Uma transa rápida no carro parece uma boa idéia.


Embora eu não ache que Derek seja homem de apenas uma rapidinha. Ele é tão paciente, tão no controle. Derek é o tipo de amante que tomaria seu maldito tempo, me fazendo contorcer e implorar por ele. Porra. Esse pensamento está me deixando quente e úmida. Eu inalo e olho para longe, tentando pensar em algo não sexy para se dizer. Eu falho. — Está ficando mais quente, — Derek diz e eu quase sufoco. — Ou sou só eu? Não, definitivamente não é apenas você. — Eu acho que sim. Mais úmido, pelo menos. Há um local para nadar... Uh... Não muito longe daqui. — Qual é a nossa próxima parada? Eu puxo a minha lista que guardei no telefone. — Vale Wailua. Apenas o ponto de vigia é marcado como uma das coisas a fazer nesta viagem, porque não há o suficiente para ver na área para levar até metade de um dia. Há uma igreja muito antiga feita de coral. Depois disso, a próxima parada é Pua'a Kaa Estado Wayside Park, que tem um lugar para nadar. Com uma cachoeira. — Oh bom, podemos praticar rapel. Dou o meu melhor sorriso, o que só o faz rir. — Você realmente não vai fazer isso comigo? Porra, sim, eu vou fazer isso com você. Eu pisco, tentando puxar minha mente da sarjeta.


— Talvez. Em teoria, isso soa divertido. Mas o folheto diz que no começo você pode se raspar e trombar. — Uma aventura não é realmente uma aventura sem pelo menos um hematoma — ele brinca, mas suas palavras soam verdadeiras. O pensamento de dimensionar para baixo uma cachoeira ou penhasco com não muito mais do que um pequeno cabo de fios me assusta. Mas toda esta viagem não foi sobre fazer coisas que me assustam? Porra, vir na minha lua de mel sozinha é dez vezes mais assustador do que pular de qualquer precipício. — Tudo certo. Eu vou fazer isso. Mas você tem que prometer que vai me pegar se eu cair. Seu sorriso amplia, iluminando seu rosto, apagando qualquer dor que ele abriga no fundo de seu coração. — Eu estarei esperando e pronto.

— Essa é a melhor coisa que eu já ouvi durante todo o dia. Talvez até mesmo na minha vida, — eu digo, quando a água corrente é audível. Nós caminhamos duas milhas para Pipiwai, começando em Ohe'o Gulch, mas a umidade da recente precipitação está nos sufocando. O sol está de volta com força total, mas ao invés de secar a terra, ele está mexendo a umidade do ar.


Mas nem mesmo o calor poderia tirar a magia da ilha, e eu não poderia ter um melhor companheiro nesta jornada. Nós paramos para admirar uma figueira gigante por pelo menos vinte minutos. A árvore tinha uma energia sobre ela, algo sagrado e velho, de uma maneira indescritível. Nós gastamos o mesmo tempo olhando para a catarata do Makahiku. É louco como pode ser tão alto, algo tão incrível de se olhar, cercado pelo deserto. Outros vieram e passaram, suas vozes e passos perdidos no meio do ruído da natureza. Vento agita as árvores exuberantes. Cascatas de água brotam pela encosta da montanha, ganhando velocidade à medida que cai. Mas aqui em cima olhando para baixo, é como se nós fossemos os únicos que ficaram na terra. A partir daí, continuamos nossa caminhada na floresta, que é diferente de tudo que eu já vi. Derek mesmo concordou que era como se fossemos transportados para algum tipo de terra mágica. Eu nunca quero sair. — Meu Deus. O que é isso? — Eu pergunto, chegando a um impasse sobre as pedras escorregadias, apontando para algo que se parece com um furão gigante. Derek chega até mim, suas mãos voam para minha cintura para me impedir de tropeçar. Ele as mantém lá mesmo depois que me equilibrei. — Eu acho que é uma fuinha, — diz ele em voz baixa. A fuinha olha para nós, depois se vira. — É tão fofo. Você pode pegá-lo para mim? Eu preciso dele na minha vida.


— Eles foram trazidos para cá para controlar a população de ratos, mas tomaram conta, — ele me informa. — Eles são ruins para as aves nativas. — Então, se levá-lo para casa estarei fazendo um favor a todos. — Eu não acho que você quer ele como animal de estimação, Rach. Adote um gato. Havia um local de adoção na área de piquenique algumas milhas para trás. — Os gatos são chatos. Por que eu teria um gato quando posso ter uma fuinha? — Eu... Eu não tenho nada, — ele ri, suas mãos deslizam em torno de meus quadris à minha frente. Puxando-me para mais perto, ele beija meu pescoço. Estou suada, quente por causa do calor e devo acrescentar o cheiro de protetor solar. E, no entanto Derek está transformando isso em algo erótico de uma maneira que eu acho que só ele poderia. Eu me torço em seus braços, enganchando minhas mãos em volta do seu pescoço, fico na ponta dos pés. Ele me beija, lento e suave, com provocação. Ele me beija, de tal maneira que eu imediatamente quero mais, e ele está fazendo isso de propósito, apreciando o que ele está me fazendo. — Vamos lá, — ele sussurra. — A cachoeira não é muito longe. Cascata? Que cachoeira? Onde estamos? Meu coração está batendo um milhão de milhas por hora e estou tremendo ansiando por mais dele. — Ok, — eu silenciosamente digo e me forço a virar, colocando um pé na frente do outro. Nós vamos sobre rochas


molhadas, e, eventualmente, o caminho se transforma em um córrego. Água fria corre em volta dos meus pés. Me chocando no início, mas logo me acostumo. Era algo refrescante. Em seguida, nós estamos em pé na parte inferior de uma cachoeira de 400 metros. Não há palavras para descrever esse tipo de beleza e poder. Arrepios saem pela minha pele e meu queixo cai aberto. Eu sigo meus olhos para a nascente da cachoeira. Por um momento, o tempo para. A água cai em câmera lenta e tudo acontece em perfeita harmonia no mundo. Derek põe a mão na parte inferior das minhas costas e eu estremeço, tomada pela emoção. Meus olhos ardem com lágrimas e eu quase me sinto inferior ao estar na presença de algo tão incrível. — Uau, — eu finalmente digo, com voz fraca e ofegante. — É lindo. Derek pega a minha mão. — Vamos chegar mais perto. Respingos da água que cai nos atingem. Eu fecho meus olhos e abro meus braços, inclinando a cabeça para cima ao sol. Corro os olhos até a queda, e é como se estivesse vindo do céu. Eu olho para a queda, e depois para Derek. Algo de repente me bate, e eu tenho uma clareza recémdescoberta do mundo. Da minha vida. Uma estranha sensação de paz toma conta de mim e eu sinto todas minhas preocupações serem levadas. Tudo o que me causou tanta ansiedade antes, de repente é inexistente. Todas as coisas ruins que aconteceram no passado, todas as coisas que não posso mudar todas as minhas inseguranças que são baseadas em opiniões dos outros sumiram.


Esconder quem eu sou realmente, ser a mulher que as pessoas esperam que eu seja estava me esgotando. Meu medo de ser não aceita. Meu medo de ser julgada. De estar sozinha. Eu olho para a água, caindo 400 pés no chão rochoso. Isso era exatamente o que eu precisava. É louco como o que eu mais temia era a mesma coisa que iria me libertar. Eu pisco e pequenas gotas de água caem dos meus olhos. — Então, depois deles somos nós...— começa Derek. — Cale a boca, — eu digo e o beijo. Ele congela imóvel por um segundo, e em seguida, envolve seus braços em volta de mim, me pegando. Nós nos beijamos como se fosse à última coisa a se fazer no mundo, como se nossas vidas dependem disso. Quando finalmente nos separamos, estou sem fôlego. Derek mantém seu braço firmemente em torno de mim enquanto nós olhamos para as quedas por mais alguns momentos. — Devemos ir se você quiser ver essa vista sagrada antes do sol se pôr, — sussurra Derek. Minha cabeça se move para cima e para baixo, e eu sei que ele está certo, mas eu não consigo colocar meus pés para funcionar corretamente. Ele pega a minha mão, colocando sua boca no meu ouvido. — Me siga, Rachel. — Me dê um segundo, — eu digo a ele e volto para a cachoeira. Por mais estranho que pareça, eu quero dizer obrigada. Nunca na minha vida eu senti como se eu entendesse as coisas


tão bem, nunca me senti como se soubesse exatamente o que eu preciso fazer, que é entregar meus medos e aceitar que eu não posso controlar tudo o que acontece na vida, mas eu posso controlar como reajo a elas. Voltamos,

e

quando

estamos

várias

polegadas

de

distância da cachoeira, ouvimos um trovão na distância. — Estou supondo que este não seja o melhor lugar para enfrentar uma tempestade, — eu digo, com tantas árvores. — Ou será que essa é a nossa proteção? — Poderia, a menos que o vento seja forte o suficiente para derrubar as árvores. Isso pode vir como um choque, mas não tenho habilidades de sobrevivência na selva quando se trata de locais tropicais como este. Eu tenho alguma formação em lugares como o Texas, mas aqui... Não. — Ainda bem que nós estamos perto do carro. Derek dá um aperto em minha mão. — Muita coisa pode acontecer nessa distância. Sim pode. E já tem.

— Nós não podemos dirigir com o tempo assim. — Ventos batem contra o SUV e a chuva cai, impedindo a nossa visibilidade. — É muito perigoso.


— Eu já dirigi em dias piores, — Derek diz, ligando os limpadores de pára-brisas na velocidade mais rápida possível. Mas isso não ajuda muito. — Sério? — Talvez. Mas o que vamos fazer? Não podemos ficar no carro a noite toda... E o carro não deve ficar aqui — acrescenta ele, olhando para as árvores acima de nós, que estão fazendo o seu melhor para resistir às rajadas de vento. — Eu acho que deveríamos começar a voltar por aonde viemos, pelo menos, tentar chegar na metade do caminho antes que a tempestade fique pior. — Você acha que vai ficar pior? — Eu pego uma mecha do meu emaranhado cabelo molhado. — Isso já está me assustando o suficiente. — Vai ficar tudo bem, — diz ele como se ele acreditasse nisso. — Lugares tropicais como este tem tempestades o tempo todo. Eles passam rápidos. Nós podemos dirigir devagar para baixo da rodovia, e podemos esperar. — Você acabou de dizer que poderia voltar. — Eu disse que poderia chegar até o meio do caminho, tecnicamente, — diz ele com um sorriso. — Realmente, eu não sei. Mas eu acho que nós vamos ficar bem. — Ele da partida na SUV e pega a minha mão. — Eu não vou deixar nada acontecer com você. Eu dou a mão um aperto e me endireito, tentando relaxar. A energia da tempestade está me fazendo super ansiosa.


Estou feliz que Derek está dirigindo, embora eu ainda ache que não deveríamos estar dirigindo. — Isso não vai se transformar em um furacão, não é? — Eu pergunto meio que brincando. — Não, se um furacão estivesse a caminho eu tenho certeza que teria ouvido falar sobre isso. — Será que teria ouvido? — Eu me oponho. — Tivemos na estrada durante todo o dia longe do mundo moderno. — Verifique o tempo em seu telefone. — Oh, hah. Eu esqueci que posso fazer isso. — Eu abri o aplicativo do clima tempo, nervosamente mordendo meu lábio enquanto esperava ele carregar. A tempestade deve estar me dando sinal de baixa qualidade. — Trovoadas, — digo a ele. — Mas nenhum furacão. Ou tornado. Está previsto para a noite. — É mesmo? — Ele pergunta e me dá uma piscadela. Eu rio, liberando a tensão. Eu me inclino para trás, fecho os olhos e penso na cachoeira. Lentamente, nós avançamos várias milhas, e, em seguida, o tráfego para. Uma linha de carros é apenas visível através da chuva. — Vou verificar, — diz Derek. Eu pego seu pulso. — Você não deve sair nessa tempestade! Você poderia sair da estrada! Eu deveria ser a única despejada no mar, não você!


— Estar em perigo é uma espécie de coisa minha. — Ele desliga o motor, e se inclina para me beijar, em seguida, sai. Eu lambo meus lábios, provando, e inclinando minha cabeça para trás, excitada e com medo ao mesmo tempo. Apenas um minuto depois, Derek volta, completamente encharcado. Eu jogo uma toalha. — Estou feliz que este não é o meu carro, — diz ele, pulando para o banco do motorista. — O que está acontecendo lá fora? — Galhos de árvores caídas e algum idiota tentou passar por cima dele e estragou o carro. — Está todo mundo bem? — Sim, — diz ele. — O carro não está, mas eles disseram que o reboque está a caminho. — Podemos desviar deles? — Não por um bom tempo. Você não disse que poderíamos pegar um atalho em torno da ilha? — Isso foi o que eu li online. E muita gente disse que era melhor do que a estrada para Hana, porque não era tão turísticas. — Nós podemos tentar, — Derek sugere. — Isso soa bem para mim. Temos gasolina suficiente? — Nós devemos ter o suficiente. — Devemos? — Eu retruco. — Isso não é muito convincente. — Se acabar você pode sair e empurrar , — ele brinca.


— Acho que vou me arriscar a uma caminhada de volta na floresta tropical. — Você sabe que há um monte de centopéias na floresta, certo? Eu tremo. — Ninguém deveria ter tantas pernas. Ninguém. Não é natural. Derek ri e com muito cuidado vira o carro na estrada estreita. Vamos lentamente devido à chuva. As milhas se rastejam, mas Derek e eu estamos em uma profunda conversa. A tensão me deixa, embora a tempestade continua. O dia está dando lugar a noite, e as espessas nuvens trazem o escuro mais cedo do que o esperado. Relâmpagos, seguido de trovões, parecia aumentar o nível da tempestade. Derek tenta controlar o carro, contrariando contra o vento. — Eu odeio dizer que estava errado, — diz ele. — Mas acho que você estava certa ao dizer que não deveríamos conduzir nesta tempestade. — Devemos parar e esperar? — Eu acho que é uma boa idéia. Está ficando mais difícil de ver no escuro. Há algum lugar seguro por aqui? — Vou olhar no celular. — Eu pego meu telefone confiante, apenas para ter a desilusão pela falta de serviço. — Se eu conseguir um sinal, eu posso descobrir. Ugh, vamos, IPhone! — Eu seguro meu telefone até a janela, como se dois pés de distância do meu colo fosse fazer a diferença. — Nada. Devemos apenas encostar?


— Não aqui. Outro carro poderia bater na gente com muita facilidade, e não estou gostando do modo como essas rajadas de vento estão empurrando contra o SUV. Você provavelmente não pode perceber, mas está cada vez mais difícil de manter o carro na estrada. Meu

estômago

alerta.

Eu

dirigi

em

pequenas

tempestades, e odiava cada vez. Normalmente terminava comigo em lágrimas, ao telefone com meu pai, Lauren, ou Travis, certa de que seria sugada pelo tornado, estilo Twister. Uma vez que paro de chorar, eu tenho uma palestra do meu pai e, de Lauren sobre verificar o tempo antes de entrar no carro e começar a dirigir. Eu tento atualizar a página do GPS no meu telefone sem sucesso, o que acaba se tornando pior. Antes o mapa da estrada era visível. Agora, tudo o que vejo é uma mensagem de erro dizendo que não há nenhuma conexão com a internet. Eu desligo a tela e coloco meu telefone para baixo. — Isso é uma placa? — Eu pergunto, apontando para o lado da estrada. — Eu acho que sim. — Derek liga o SUV e para ao lado de uma placa branca, pintadas à mão. Eu me inclino para frente, tentando ler o que está escrito. — É uma placa indicando um motel! Vire à esquerda no cruzamento a duas milhas. — Boa idéia. Essas duas milhas são as mais longa que eu já percorri. Engraçado como o medo faz o tempo passar lentamente, não é? Finalmente, uma placa de néon brilha no escuro.


— Graças a Deus, — eu digo, mas assim que paramos no estacionamento, mudo minha mente. — Desde quando existem Motéis em estradas desertas no Havaí? Talvez não devêssemos parar aqui. Poderíamos ser assassinados. — O assassinato é minha linha de trabalho, — diz Derek. — Bem, não cometendo o assassinato, mas você sabe o que quero dizer. Há apenas dois outros carros no estacionamento, mas sem luzes provenientes dos quartos. Derek estaciona o SUV e sintoniza o rádio, tentando encontrar uma estação para obter uma atualização sobre a tempestade. Ele percorre todas as estações duas vezes antes de pegar um relatório, que a tempestade está previsto durar pelo menos metade da noite. — Nós podemos alugar um quarto, — diz Derek. — A menos que você prefira ficar aqui. Eu balancei minha cabeça. — Contanto que você me proteja, eu sou a favor de alugar um quarto. — Enfio as nossas coisas na minha bolsa, dobro uma toalha sobre ela para mantê-la seca, e dou uma corrida louca para o saguão junto com Derek. A curta corrida foi suficiente para encharcar minhas roupas, tudo o que tenho por baixo é um biquíni. A TV está ligada mas ninguém está atrás da mesa. — Você está certo , — sussurra Derek. — Este lugar parece tirado dos filmes de terror. — Ótimo.


Ele limpa a mão na calça, um ponto discutível, uma vez que está molhada também, e toca o sino na mesa. Um minuto se passa, e ninguém vem. Eu olho em volta do pequeno escritório. Há uma sala atrás do balcão, com a porta fechada, mas não trancada. Prateleiras alinhadas na parede, segurando produtos de higiene pessoal e lembranças extremamente caras, todos feitos na China. Derek toca novamente e um adolescente com cara azeda sai. Ele olha para nós, obviamente, irritado, e tira os fones dos ouvidos. — Posso ajudar? — Nós gostaríamos de um quarto, — Derek diz dando passos até a mesa para pagar e pegar a chave. Estamos a dois quartos para baixo do escritório. Damos um passo para fora, ficando perto do edifício. A calçada coberta ajuda a bloquear a chuva. Eu fico ao lado de Derek enquanto ele abre a porta, em seguida, entramos e acendemos as luzes. O quarto é abafado; o ar condicionado não foi ligado em Deus sabe quanto tempo. Mas as coisas estão surpreendentemente limpas. Há uma cama, uma mesa com duas cadeiras, uma cômoda, e nenhuma TV. O banheiro tem aroma de jasmim e duas toalhas dobradas estão na pia. Derek liga o ar condicionado, e eu despejo o conteúdo da minha bolsa sobre a mesa, para que as sequem. Há um quadro pendurado na parede acima da cômoda, centrado em frente à cama. Eu bato nele. — O que você está fazendo? — Pergunta Derek.


— Shhhh, — eu digo e empurro cuidadosamente o quadro para o lado, olhando por trás dele. — Estava verificando se tem câmeras. Nós provavelmente devemos verificar o banheiro também. Derek apenas ri e balança a cabeça. — Eu vou tomar um banho rápido, — eu digo a ele e pego a muda de roupas que trouxe. Felizmente, o vestido de verão extra que trouxe era confortável o suficiente para usar para dormir, e Derek tem um par de boxers seca em sua roupa extra. Eu pego o sabonete líquido e rapidamente lavo o protetor solar da minha pele. Minha mãe sempre falou para não tomar banho durante as tempestades de relâmpagos, a corrente elétrica viria através da água e nos eletrocutaria no chuveiro. Eu não tenho idéia se isso é realmente verdade, mas é um risco que eu não queria correr. Em tempo recorde, eu me lavo e saio do chuveiro. Eu enrolo a toalha seca no cabelo o melhor que posso, em seguida, coloco meu vestido e calcinha. — É a minha vez, — Derek diz quando eu saio. Penteio meu cabelo, eu vou para a sacola de comida que compramos em uma das paradas. Temos uma garrafa de água cada um, um pão de banana, e uma variedade de doces. Não é perfeito, mas será o suficiente. Sento na cama, observando a chuva cair na janela. Eu me sinto um milhão de vezes melhor por estar fora da estrada, mas a forma como os rangidos de construção antigas protestam contra o vento me deixa nervosa, desejando um porão para me esconder. Eu verifico meu telefone que ainda está fora serviço, em


seguida, tento o de Derek já que ele tem uma operadora diferente. Ele tem sinal, mas exige uma senha para abrir o telefone. Meus olhos ficam pesados e eu me inclino para trás. Não é tão tarde, mas todas as atividades do dia estão me batendo com força e tudo que eu quero fazer é dormir. A porta do banheiro se abre, e Derek sai, enxugando seu cabelo escuro com toalha. Ele está vestindo apenas cueca, e eu estreito meus olhos em seu corpo musculoso. Agora, isso é outra coisa que eu quero fazer. — E agora? — Pergunta ele, sentado ao meu lado. O colchão salta com seu peso e ar frio sai do ar condicionado, me fazendo tremer. — Como você pode estar com frio? — Derek pergunta, com uma risada. — Eu fico com frio facilmente. Você deveria me ver no inverno. Bem, no inverno em Michigan. Os invernos no Texas não são nada comparados. — Fica sim frio no inverno. — Hah. Sua versão do frio não é nada comparada ao que estou acostumada. Você já viu neve? Ele balança a cabeça. — Algumas vezes, mas nada substancial. Nevou o suficiente para fazer um boneco de neve quando eu estava na quinta série. Toda a cidade foi fechada por dias. — No inverno passado foi a minha primeira vez fora de casa, era bom não ter que cavar a neve do meu carro cada vez que queria ir para algum lugar. Natal é muito menos festivo quando você pode usar shorts. — Derek deita e se coloca ao meu


lado, me envolvendo em seus braços para que eu possa deitar a minha cabeça no seu peito. Passo os dedos sobre suas tatuagens. Começam em seu pescoço esquerdo, percorrendo por cima do ombro e para baixo em seu braço, parando algumas polegadas acima do cotovelo. É uma obra-prima de tinta colorida, e também está escondendo mais cicatrizes do que eu notei antes. — O que aconteceu? — Pergunto baixinho enquanto passo meu dedo sobre um monte de tecido cicatricial em seu peito. — Acidente de carro, — ele me diz. — Quando eu tinha dezessete anos. Fui atingido por um motorista bêbado no caminho para a escola. — Puta merda. — É uma das coisas que fez eu me tornar um policial, — ele continua. — A pessoa que me atingiu continuou dirigindo. — Derek solta um suspiro profundo. — O primeiro oficial na cena me prometeu que ele pegaria o imbecil. E ele fez. — E foi quando você percebeu que queria tornar o mundo um lugar melhor também? — Foi quando eu percebi que o mundo é injusto, e precisa de pessoas para realizar a justiça. — Ele dobra o braço para cima, seus dedos acariciam a minha bochecha. — E quanto a esta? — Eu pergunto ao tocar seu braço. — Ela parece nova. — É eu fui baleado.


— Você diz isso com tanta naturalidade. Ele dá de ombros. — Eu sobrevivi. Não é grande coisa. — Bem, vale a pena, eu acho cicatrizes como esta muito sexy. — Oh, você acha é? Eu tenho mais cicatrizes... Mais para baixo. Balanço a cabeça e rio. — A única cicatriz legal que tenho é de cair de um cavalo há três anos. — Isso é uma cicatriz legal? Sento e mostro meu pulso esquerdo. — Você meio que tem que apertar os olhos para vê-la. Mas dizendo que eu a tive em um acidente de equitação me faz soar um pouco sexy também, não é? — Se você diz. — Seus longos dedos envolvem meu pulso e ele traz meu braço para si, inspecionando minha carne. — Como você conseguiu se cortar ao cair de um cavalo? — Eu cai em uma roseira. Ele ri. — Desculpa, mas é engraçado. — Eu te disse, eu não sou atlética. Não como você. — Todo mundo pode ser atlético se quiser realmente. Ele lentamente passa seu polegar sobre a pequena cicatriz no meu pulso. — Tenho certeza que você é atlética de outras maneiras. Eu mordo meu lábio quando eu sorrio, inclinando.


— Você vai ter que ser o juiz da minha performance ...— Um flash de luz e um estrondo ecoam fora do edifício, e a luz da cabeceira se apaga. Eu congelo incapaz de ver no escuro, eu agarro Derek. — Acho que o transformador explodiu. Estamos sem luz e sem ar condicionado. Final perfeito para um dia perfeito, certo? Eu torço minha mão e as coloco em suas costas. Ele me puxa mais perto, braços deslizando em torno de mim. — Foi um dia perfeito. Vários relâmpagos, me permitem ver seu belo rosto por apenas um segundo. E um segundo é tudo que eu preciso. Eu abaixo minha cabeça para passar meus lábios contra os dele enquanto eu falo. — Eu nunca pensei que isso aconteceria, vindo aqui sozinha. — Encontrar alguém? — Não. Ser feliz. A boca de Derek mordisca meus lábios e ele move suas mãos para o meu rosto. Uma mão inclina o meu queixo para cima e outra puxa meu cabelo. Ele me beija duro, então se afasta e me vira sobre o colchão. Meu coração e meu corpo anseiam por ele. Estendo a mão no escuro, encontrando seu corpo, puxando contra mim, trazendo entre as minhas pernas. Derek beija meu pescoço, sua boca sabe exatamente aonde ir, onde me beijar, o que lamber e como me chupar. Eu exploro seu corpo com as mãos, sentindo cada cicatriz em seus ombros, cada cume do músculo em suas costas. Corro os dedos para baixo sua coluna vertebral e ao longo do elástico da cueca.


Derek geme e pega um punhado de meu cabelo, puxando minha cabeça para trás. Sua língua corre ao longo da minha clavícula, então ele está me beijando novamente. Difícil. Rápido. Duro. Como se sua língua não estivesse na minha boca, ele poderia não sobreviver. Ele é áspero, sabe exatamente o que quer e como tomá-lo. Ele me deixa excitada. Minhas unhas arranham suas costas, lentamente, o provocando, em seguida, enrolo minhas pernas em volta dele, sentindo seu pau endurecer contra mim. Uma onda de desejo explode dentro de mim, tão intenso como a tempestade que está lá fora. Ele tira sua boca da minha, movendo os lábios para o meu pescoço. Um arrepiou passa através de mim, e eu me contorço debaixo dele. Com um grunhido, ele se empurra contra mim, moendo seu pênis contra o meu núcleo, mordendo meu pescoço. Deixo escapar um gemido quando envolvo minhas pernas ao redor dele, trazendo minhas mãos para baixo ao longo de suas costas, meus dedos indo para dentro de sua cueca. Eu a puxo para baixo, tanto quanto possível, movendo minhas mãos para seus quadris para empurrá-lo para cima e continuar a despi-lo. Ele se levanta apenas o suficiente para eu conseguir tirá-la. Estendo a mão para ele, pegando seu pau, passando os dedos em torno de sua circunferência lentamente até a ponta molhada. Derek geme e enterra a cabeça no meu pescoço. Eu lentamente esfrego meu polegar sobre a ponta, espalhando a umidade. Derek treme por um momento, apreciando o meu toque. Então ele levanta e agarra a barra do meu vestido. Eu


deixo seu pau e coloco os braços sobre a cabeça, o que permite puxar o vestido em um movimento rápido. — Você é tão linda, — ele diz entre os relâmpagos. Ele agarra meus seios, trazendo seu rosto para baixo e tendo um em sua boca. Sua língua ataca contra meu mamilo, enviando impulsos de prazer através de mim, me deixando tão quente e molhada. Ele move a boca para o lado do meu peito, arrastando beijos pelo meu torso, parando quando ele chega ao meu estômago. Então, ele trabalha de volta para os meus seios. Deliciosos. Porra. Merda. Eu estou morrendo de desejo, agora, e ele está longe da minha boceta. Eu o quero dentro de mim. O desejo que ele estivesse mais perto é quase demais. — Derek, — eu gemo, o puxando para mim, trazendo sua boca para a minha. Ele me silencia com um beijo, e ele pega o seu pau, empurrando contra mim esfregando meu clitóris através da minha calcinha. — Porra, — murmuro quando ele faz isso de novo. Ele puxa sua boca, leva as minhas duas mãos na sua, as movendo para o alto de minha cabeça. Eu enrolo meus dedos em torno das ripas de madeira na cabeceira e mordo o lábio, o observando descer sobre mim. Ele está se movendo devagar de propósito, sabendo exatamente como está me deixando. Sua língua gira em torno de meu mamilo novamente, mas desta vez ele desliza uma de suas mãos pelo meu lado, empurrando debaixo de mim, agarrando minha bunda. Eu agarro a cabeceira e me contorço. Derek beija, passando os dedos ao longo da minha boceta. Ele passa


rapidamente os olhos em mim com a promessa do quão bom isso vai ser. Ele abre minhas pernas, seus olhos ainda trancados com os meus. Ele lambe os lábios, em seguida, coloca a boca no meu centro, beijando suavemente. Minha calcinha ainda está lá, e eu nunca odiei um item de vestuário mais do que eu faço agora. Gentilmente, ele conecta os dedos de cada lado e lentamente rola para baixo uma polegada. Ele vira a cabeça e beija minha coxa. Quero gritar com ele para ir mais rápido e me foder. Porque eu não posso levar muito mais disto. Estou dolorida por ele, desesperada por seu toque. Eu levanto os meus quadris, empurrando para ele. Derek continua provocando, agindo alheio ao meu desespero. Então ele também é atingido com o mesmo desejo que eu, rasgo minha calcinha e a joga no chão. Eu jogo minha cabeça para trás quando sua boca se move contra mim. Seu rosto se esfregando contra mim, quase dolorosamente, o que só intensifica o prazer. Ele empurra as mãos sob a minha bunda, me levantando para o rosto, trabalhando sua língua que nasceu para fazer isso e apenas isso. Minhas pernas se apertam em torno de seu pescoço e altos gemidos escapam dos meus lábios. Ondas de prazer me rodeiam, mais e mais até que estou no limite, pronta para gozar. Derek sabe e de repente para. Eu tenho que me controlar para não dar um tapa nele. Ele espera um momento, em seguida, desliza um dedo dentro de mim, e começa exatamente onde parou, lambendo, sugando, trabalhando sua língua no meu clitóris. Gozo duro, mais intenso do que nunca e que assume cada parte do meu corpo. Meu corpo


enrijece, dedos dos pés e dedos da mão estão formigando. Estou vendo estrelas e meus ouvidos estão zumbindo. Derek não para, ele continua indo, desejo isso mais do que qualquer coisa que eu já desejei antes. Meu corpo estremece, estou no limite, eu sinto que vou desmaiar. Ele mantém sua boca contra mim, percorrendo ambas as mãos pelas minhas coxas, logo em seguida, volta para o meu estômago. Estou ofegante, com coração disparado, incapaz de me levantar e andar, ou até mesmo formar um pensamento lógico. Ele limpa a boca com as costas da mão e se move para cima, ficando entre as minhas pernas. Seu pênis esfrega contra mim, e estou excitada. Puta merda. Eu nunca estive excitada e estimulada assim antes. Derek tem uma língua mágica e dedos talentosos, mas é mais do que isso e eu sei o que é. Ele me rola para o lado e se encaixa contra mim, beijando a minha nuca. Abro os olhos e vejo manchas que flutuam em torno de mim no escuro. Ele esfrega contra mim, em seguida, me puxa e eu percebo que ele está provavelmente muito excitado também. Tento recuperar o fôlego. Meu corpo está em êxtase e meus pensamentos ainda são nebulosos. Estou flutuando. Eu nunca me senti tão viva. Derek coloca os lábios contra meu pescoço e eu me contorço, coloco meus braços ao redor dele. Eu o puxo para mim e o beijo duro, me provando nos seus lábios. — Rachel, — ele geme baixinho para mim. Eu passo minhas unhas por seu cabelo, inalando profundamente. Meus


seios esmagam contra ele. Eu pego seu queixo e viro o rosto para que eu possa beijá-lo novamente. Eu o beijo ternamente, querendo que ele saiba o quanto ele significa para mim. Eu o beijo lentamente, nunca querendo que isso acabe. Eu o seguro apertado contra mim, meu coração batendo em sincronia com o seu, eu gostaria de poder beijar e afastar a dor que se agarra a ele, a dor que está enterrada tão profundamente dentro que ele não sabe como deixá-la ir. Nós não paramos de nos beijar quando ele se move entre as minhas pernas. A ponta do seu pau pressiona contra mim. Ele se derrete em mim, gemendo com a luxúria. — Porra eu quero você, — ele rosna. — E eu preciso de você. — Eu levanto meus quadris e ele empurra para dentro. Eu grito de prazer, e seu pênis me enche perfeitamente. Ele empurra e se mantém lá por um segundo, em seguida, puxa para que ele possa empurrar novamente. Ele continua me beijando até que eu não posso respirar. Viro a cabeça, com falta de ar quando outro orgasmo me consome. Dobro meus joelhos e cavo minhas unhas na suas costas. Apenas um momento depois, a respiração de Derek acelera. Ele enterra a cabeça no meu pescoço enquanto goza. Apoiado em seus cotovelos, ele solta uma respiração profunda e me beija novamente. Derek sai de mim e nos rola, me puxando para o seu peito. Ele pega a minha toalha descartada no pé da cama. Eu me limpo e jogo a toalha no chão. Ele passa os dedos ao longo da curva do meu quadril e beija minha testa. Nós ficamos assim por alguns minutos, imóveis e em silêncio. O vento e a chuva continuam implacáveis, mas


aqui, neste pequeno quarto escuro, tudo está parado. Escuto a batida lenta do coração de Derek, e distraidamente passo os dedos ao longo de seu peito. — Eu deveria ter tirado, — diz Derek. — Mas eu não conseguia pensar logicamente naquele momento. — Eu também não, — eu digo uma vez que o pensamento não me ocorreu. — Eu tenho um DIU, por isso, se você não tiver quaisquer doenças, estamos bem. — DIU? — Sim, aquela coisa de controle de natalidade que enfiam dentro de seu útero. — Isso parece doloroso. — Sim, foi, — eu digo, com uma risada. — Você tem alguma doença que eu deva saber? — Sífilis, — ele responde, sem perder a piada acrescenta. — E um caso grave de gonorréia. A erupção coça muito. — Isso não é engraçado! Derek ri. — Eu não tenho nada. Temos que fazer exames médicos para o trabalho uma vez por ano. Eu fui aprovado e tenho um atestado para esse ano. — Você vai ficar feliz em saber que eu também não. Na verdade, eu fiz o teste depois que descobri que o meu noivo estava me traindo. Isso é provavelmente a pior coisa para se conversar quando ainda está nua e abraçado com a pessoa.


— Você pode falar sobre qualquer coisa e estarei bem com isso, — diz Derek. — Posso te perguntar uma coisa pessoal? — Estamos falando do passado pessoal. Pergunta à vontade. — Como você fez isso? Como é que você não deixou que isso te quebrasse? Quero dizer, descobrir que você foi enganada em apenas alguns meses antes de seu casamento quebraria um monte de gente. Eu sei que você disse que as coisas não eram tão grandes entre vocês, mas ainda assim... Como é que você conseguiu sair tão bem disso? Eu não posso ver sua expressão através do escuro, mas eu sei que ele está perguntando não só para mim, mas para si mesmo. Porque ele passou por algo terrível demais e ele não foi capaz de sair vivo. — Eu não queria ser amarga, — eu digo com cuidado. — Eu vi o que uma vida de amargura faz a uma pessoa, segurar a merda que você não pode controlar ruína você. Eu não queria deixá-lo fazer isso para mim. E mesmo irritada, eu tinha que encontrar o lado bom de tudo isso, porque não importa o quê, tinha um lado bom, quero dizer, com a exceção de como realmente horríveis as coisas pareciam, nós apenas temos que procurar muito para encontrar o lado bom. Meu relacionamento terminou terrivelmente e Travis foi um asno em mais de uma ocasião, mas não era ruim o tempo todo. — Não estou entendendo... Como você pode encontrar algo bom nisso? Pego sua mão, entrelaçando meus dedos nos seus.


— Eu conheci você. — Quando as palavras saem da minha boca, estou chocada pela emoção. Derek era para ser um caso, uma aventura sexy para passar o tempo na ilha. Eu tinha na minha cabeça que ele poderia ser uma boa conexão nas minhas férias, e eu sairia daqui sexualmente satisfeita, com lembranças agradáveis do seu pau. Eu não amo Derek, não neste momento. Mas eu não posso negar que tenho sentimentos por ele, e que esses sentimentos são muito intensos, não é apenas uma conexão momentânea. Em questão de dias, nós dois estaremos em diferentes partes do país. Eu ainda estou tentando descobrir como lidar com toda

essa

merda

que

aconteceu

na

minha

vida

e

um

relacionamento é a última coisa que passa em minha cabeça. Mas o que acontece com o meu coração? Meu estúpido e esperançoso coração, me dizendo que é possível encontrar a pessoa certa no pior momento.


Capítulo 18 Derek Em algum momento no meio da noite, a energia voltou, ligando ar e refrescando o quarto. Nós dois adormecemos rapidamente, cansados de tudo o que aconteceu. Eu dormi até o amanhecer, e agora estou acordado e incapaz de voltar a dormir. Embora desta vez, eu não posso culpar a insônia. Perto de mim, ainda nua está uma das mulheres mais incríveis que eu já conheci. Eu não quero me levantar e sair desta cama. Eu não quero deixar este quarto de motel de baixa qualidade para voltar para o resort. E eu com certeza não quero voltar para Dallas. A angústia cresce em mim quando eu penso em dizer adeus a Rachel, sabendo que a última vez que vou vê-la está cada vez mais próxima. Isso não tem que acabar. Não para sempre, certo? Eu sei que muitas pessoas têm relacionamentos de longa distância, mas será que vai funcionar com a gente? Será que Rachel quer um relacionamento

comigo?

Meu

coração

bate

por

ela,

sinto


esperança pela primeira vez desde que descobri que Ben não era meu filho. Estar com Rachel não só me faz feliz. Estar com Rachel me faz uma pessoa melhor. Eu acho que isso tem a ver com suas palavras sobre não querer ser amarga, sobre não querer desligar seu coração. Foi exatamente isso o que eu fiz. Eu deixei ela me arruinar e não fiz nada para me ajudar. Afastei todos e parei de cuidar de mim mesmo. Eu fui descuidado com minha própria vida. Eu puxo o lençol sobre seus ombros, envolvendo meu braço em torno dela. Ainda dormindo, ela se aconchega mais perto. Seus olhos se abrem e ela murmura o meu nome. — Volte a dormir, — Cochicho e dou um beijo suave. Ela balança a cabeça e fecha os olhos. Deixei meus próprios olhos caírem fechados, voltando a dormir, acordo duas horas mais tarde com o colchão afundando. — Desculpe, — sussurra Rachel. Ela está usando seu vestido e seu cabelo está puxado para cima em um rabo de cavalo. Suas sardas estão mais escuras por causa do sol dos últimos dias. — Estava tentando não acordá-lo. Esta cama é tão instável e o colchão é muito mole. Embora tenha achado confortável. Mas eu acharia até mesmo um colchão de ar confortável se eu pudesse me aconchegar nele com você. Eu a puxo para mim, beijando sua testa. Rachel coloca seus pés debaixo das cobertas e se move para o meu lado. É como se seu corpo fosse feito para se encaixar ao meu. Tê-la abraçada


para mim é perfeito, é como se encontrasse a última peça do quebra-cabeça que eu não sabia que estava faltando. Eu nunca acreditei em toda aquela conversa sobre que as coisas precisam desmoronar para que elas possam ser colocadas juntas novamente, mas aqui neste motel fora da estrada em Maui, as coisas parecem muito perfeitas. — Quando vence a diária do motel? — Pergunta Rachel. — Onze. Mas podemos sair mais cedo se você quiser Ela rola parando de frente para mim, envolvendo seus braços em volta do meu pescoço. — Eu meio que estava esperando que pudéssemos ficar aqui só um pouco mais. — Ela morde o lábio e sorri, dobrando a perna para cima. — E com isso quero dizer que eu quero ter sexo outra vez. Eu não aguento, eu dou risada de sua franqueza. — Eu acho que isso pode ser arranjado, — eu digo, avançando em cima dela. Um beijo é tudo o que foi preciso, para estar pronto para ela novamente. Eu me coloco entre suas pernas. Ela passa as mãos pelas minhas costas e agarra minha bunda. — Esqueci que você ainda estava nu, — ela sussurra em meu ouvido. — O que é uma agradável surpresa. — Ela vira a boca e belisca sobre minha pele. Porra, ela é quente. Suas mãos viajam pelo meu corpo e ela me empurra para longe dela e para baixo no colchão.


— O que você está fazendo? — Eu digo, já sentindo falta de sua pele contra a minha. Ela joga as cobertas de cima de mim e pega meu pau. — Retornando o favor, — diz ela timidamente enquanto se move para baixo. Porra. — Se é isso que você... Quer. — Deixei escapar um gemido quando ela trabalha. Eu observo tudo, a tensão e a construção do prazer até que eu estou pronto para gozar. Então eu a impeço, trazendo para cima, e a movendo para o topo. Eu beijo seu pescoço enquanto puxo a bainha de seu vestido. Ela não está usando calcinha e isso é tão sexy. Eu esfrego

seu

clitóris,

aumentando

seu

desejo,

em

seguida

posiciono minhas mãos entre as pernas dela novamente. Rachel me empurra de novo, duro. Ela me vira para cima do colchão e sobe em cima, guiando meu pau para dentro com a mão. Não demorou muito para que qualquer um de nós chegássemos ao clímax. — Tem certeza que seu controle de natalidade é, uh, eficaz? — Pergunto, me encolhendo com a forma como que as palavras fazem o clima de romance sumir, e eu me amaldiçôo por não trazer preservativos. Mas isso é a vida, certo? E não há nada de romântico em se preocupar com uma gravidez. Meu peito aperta com o pensamento de Rachel me chamando um mês ou dois para me dizer que ela está grávida. Eu não quero passar por isso novamente. Não de ter um bebê, porque eu quero ser um pai. Não há dúvida quanto a isso. Mas nós não somos um casal. Ela não tem


nenhuma obrigação de ser exclusiva comigo. E questionar a paternidade enquanto ela lida com os sintomas da gravidez é uma coisa idiota a se fazer. Mas ninguém vai me enganar mais uma vez... Rachel se coloca ao meu lado. — Sim, acho que sim. Quer dizer, isso sempre funcionou antes. — Ela estremece com suas palavras. — Merda, desculpe novamente. — Eu não estou imaginando você com outras pessoas, mas eu não sou alheio ao fato de que você é adulta e pode dormir com quem quiser. Além disso, vocês dois estavam envolvidos... — Hah, certo, — ela bufa. — Minha vida sexual de antes não era tão grande, o que faz sentido em retrospectiva, uma vez que o Zé ninguém estava ficando com outra. — Ela balança a cabeça. — Já falamos o suficiente sobre isso... Empurro seu cabelo dos seus olhos e a trago contra mim, beijando o topo de sua cabeça. Se algum dia eu tivesse a sorte de tê-la aceitando a minha proposta de casamento, eu nunca pensaria em me afastar. Seu ex-noivo era um idiota. Era a perda dele e meu ganho? Pode Rachel e eu fazermos alguma coisa com isso? Eu não tenho medo de muita coisa, mas perguntar como ela se sente em relação a nós, ou o que ela acha em ter algo a mais entre nós, me aterroriza. — Estou morrendo de fome, — diz Rachel e sai da cama. Eu me espreguiço, em seguida, levanto também, com necessidade de usar o banheiro. Eu me junto a ela na pequena mesa, comendo o último pedaço do pão de banana e água.


— Acho que devemos partir em busca de alimento, — eu digo. — Antes de virarmos comida para as moscas. Rachel ri, e eu percebo que o som da sua risada é uma das melhores coisas no mundo todo. De maneira nenhuma a deixarei ir.

— Você tem sete mensagens de voz de sua mãe, — diz Rachel, segurando meu telefone. Estamos chegando ao hotel e, finalmente, temos serviço de celular novamente. — Sério? — Sim. E pelo menos uma dúzia de mensagens. Algumas de sua irmã também. Todas perguntando onde você está. A última é a da sua mãe dizendo que ela está chamando a polícia de Maui para registrar uma ocorrência de pessoa desaparecida. — Não foi tempo suficiente para se abrir um arquivo. Eu deveria ligar de volta, eu acho. — Sim, ligue agora. Eu acho bonito ela se preocupar com você. — Bonito? — Eu questiono. — Você quer dizer chato para caralho? Eu sou um homem adulto, e sou um policial. Eu não preciso fazer check-in com ela o tempo todo.


— Agora que estou de volta em casa, meu pai também me faz deixá-lo saber quando eu saio e quando eu chego ao meu destino. E você está certo... É chato. Isso me faz questionar se eu vou ser ansiosa quando tiver meus próprios filhos para me preocupar. — Você vai ser sim, — eu digo sem pensar. Porque eu era. Eu ainda sou, mesmo que Ben não seja meu. — Eu diria, eu quero dizer. — Sim. E estou supondo que o fato de que você se envolveu em um grave acidente quando era menor apenas aumentou a preocupação da sua mãe. — Oh, isso fez, — eu digo. — Mesmo assim, não há com que se preocupar. — Eu pego meu telefone das mãos de Rachel e ligo para minha mãe. Ela responde ao primeiro toque e me xinga como se eu fosse uma criança por não ter contado a ela onde eu estava na noite passada durante a tempestade. Seu humor gira muito rápido quando ela descobre que eu estava com Rachel. Minha mãe, tia e primos vão a um passeio a cavalo e não vão estar de volta no resort até à noite. Eu desligo e o entrego para Rachel. — Eu sei que eu disse que deveríamos ir para rapel hoje, mas quer adiá-lo para amanhã? Amanhã. Isso seria meu último dia. Meu vôo sai de manhã, mas eu não quero trazer isso à tona. Ainda não. Ela sabe, e vai se lembrar eventualmente. Mas agora a promessa de amanhã é tudo o que temos. Você não sabe o que pode acontecer, afinal. Eu quero abrandar o tempo e saborear cada minuto, cada segundo com Rachel.


— Sim, isso está bem para mim. Dia preguiçoso na praia? — Claro que sim. Você ainda tem o aluguel da cabana? — Eu tenho. E eu tenho uma massagem para casais reservada para esta noite, se você quiser ir. Eu vou, — ela acrescenta. — Isso soa incrível, na verdade. Podemos jantar no hotel. — E assistir ao pôr do sol? Eu pego a mão dela. — Se é isso que você quer, então é claro. Seus dedos se entrelaçam com os meus e ela dá um aperto na minha mão. Ela não a deixa ir até que entramos no centro de aluguel de carros. É um serviço de transporte rápido para o trajeto de volta para o resort. — Você quer pegar as suas coisas e depois ir para o meu quarto? — Pergunta Rachel. — Eu preciso tomar banho e mudar de roupa. Eu aceno, serpenteando meu braço ao redor dela, e dou um beijo. — Um chuveiro é uma boa idéia. Rachel inclina a cabeça para cima, olhando para o céu sem nuvens, antes de entrar no saguão do hotel. — Vai ser um dia de praia perfeito. Oh! Eu quase esqueci. Podemos encomendar comida na cabana! Bebidas também é claro. Eu não sei sobre você, mas eu ainda estou com fome. O pão de banana foi bom, mas... De repente ela para abruptamente, sua boca se abre, mas as palavras não saem. Seu corpo enrijece e sua mão que ainda


está na minha, treme. Eu olho para ela, seguindo sua linha de visão, e vejo o homem que ela está olhando. Antes que algo seja dito, eu sei que ele é seu ex. Ele está sentado no sofá no hall de entrada, segurando um buquê de rosas. Ele fica em pé quando vê Rachel. — O que você está fazendo aqui? — Rachel esbraveja, tirando sua mão da minha. Ela envolve seus braços em torno de si mesma, de modo protetor. — Rachel, — ele diz e dá um passo para frente. Seus olhos voam para mim, depois de volta para Rachel. — Sinto tanto sua falta. Eu respiro fundo, minha mente gira sobre o que fazer. Eu quero socar a cara dele por ferir Rachel, mas sei que não é uma boa escolha... Não agora. Eu vou entrar se precisar num piscar de olhos, mas eu sei que Rachel pode lutar suas próprias batalhas. — Não, — diz ela, movendo a cabeça para trás e para frente. — Você não pode fazer isso. — Eu não estou fazendo nada apenas quero dizer que sinto muito. Eu sinto muito, — seu ex, Travis diz, com voz cheia de emoção. Eu acredito que ele esteja triste por perdê-la, porque só um completo idiota não estaria. Mas eu posso ver que ele não está arrependido pelo que fez. Ele só lamenta porque Rachel o pegou. — Você não tem idéia do quão difícil isso tem sido para mim. Saber que você está aqui, sem mim dói. Rachel, por favor. Eu vim até aqui porque eu ainda te amo. Por favor, Rach. Eu


errei, eu sei. Mas podemos voltar a ser felizes como éramos antes. Rachel, eu te amo. Rachel aperta sua mandíbula, mas eu posso ver a emoção nos olhos dela. Seus dedos escavam em sua pele e ela dá um passo atrás. Isto está a deixando desconfortável. — Você me traiu por um longo tempo e não dou mais à mínima, — diz ela, sua voz vacilante. — E você provavelmente ainda estaria— tendo casos — se eu não fosse para casa mais cedo naquela noite. Quando você teria parado? Essa é minha garota. — As coisas mudaram. — Quando? — Ela pergunta, jogando as mãos para cima. — Quando é que você ganhou uma consciência? Quando foi que você percebeu que estava fazendo algo errado? Travis lança seus olhos para baixo, olhando desanimado. — Eu... Eu não sei. Você estava trabalhando tanto, e eu... — Ah meu Deus, Travis. Eu te disse, não se atreva a me culpar, — sussurra Rachel. — Eu não fiz nada de errado. Você estragou tudo. Você fez isso. Eu não fiz nada de errado! , — Ela repete, levantando a voz. — E agora você está aqui? Você realmente acha que eu iria perdoá-lo? Travis torce as rosas em suas mãos, olhando em volta do lobby para as pessoas assistindo a discussão. Com o ego ferido,


ele se transforma de amante triste para o idiota que ele realmente é. Ele olha para mim. — O que é isso? — Não é da sua conta, — diz Rachel. — É o meu negócio! Eu vim aqui para ganhar você de volta! — Me ter de volta? — Rachel zomba. — Eu não sou um prêmio. Você mentiu para mim. Você me traiu. Você não pode me ter de volta como se eu fosse uma espécie de troféu que perdeu em um jogo de poker. — Você não me ama? Rachel inala e olha para baixo. — Eu fiz. Mas eu não faço mais. Águas passadas. Não há retorno. — Eu posso ver que vir até aqui foi um erro desde que você já seguiu em frente. Você é uma vagabunda. Me desculpe, eu perdi meu tempo. — O que você disse? — Exijo, pisando na frente de Rachel. — Você realmente a chamou de vagabunda quando você fodeu várias outras mulheres enquanto estava noivo? — Quem é você? — Travis pergunta, empurrando os ombros para trás. Eu conheço o tipo dele, e lidei com isso muitas vezes antes na minha linha de trabalho. Eu posso dimensioná-lo dentro em resumo: os braços são muscular, mas o resto dele não é. Ele funciona apenas pela aparência, mas pensa que é durão e pode lutar com qualquer um.


— Não importa quem sou, — eu digo, avançando. — São idiotas como você que dão aos homens um mau nome. Ela é única. Ela é adulta. O que ela quer fazer com sua vida pessoal não é mais sua preocupação e, certamente, não faz dela uma puta. Travis zomba. — Diz o cara que fode ela. Deus, Rachel, você é tão patética. Eu ergo meu punho, pronto para bater nele. — Diga isso outra vez. A insulte mais uma vez. Rachel agarra meu braço, dando um passo na minha frente. — Eu nunca vou voltar com você, — diz ela com os dentes cerrados. — Eu sei que você só está dizendo estas coisas porque está chateado. Vá agora antes de fazer papel de tolo na frente dos outros. — Você que é tola, — ele cospe. — Basta ver o que você está fazendo! — Seus olhos vão para mão de Rachel que ainda está segurando meu braço. — Você acha que pode fugir e seguir com sua vida como se nada tivesse acontecido? Você sempre foi uma louca com a cabeça nas nuvens. Divirta-se, e quando você voltar para o mundo real e perceber que isso era somente uma aventura estúpida, você estará ainda mais sozinha. Os olhos de Rachel se enchem de lágrimas e ela vira a cabeça para baixo, mas eu acho que não é porque ela está ferida por seus insultos.


É porque ela sabe que suas acusações são verdadeiras. Não a parte sobre ela ser louca, mas a parte de voltar para o mundo real, onde ela e eu nem moramos no mesmo estado. Travis murmura algo incoerente e vai embora, atirando as flores no lixo. Minha respiração me deixa, afrouxando o nó em meu peito que se formou quando eu segurei minha raiva física. — Você está bem? — Pergunto a Rachel. Ela fecha os olhos e inala, em seguida, acena com a cabeça. Eu dou um passo mais perto e pego a sua mão. Ela traz seu rosto e pressiona seus lábios contra os meus dedos. Um arrepio passa pela minha espinha e eu quero levá-la de volta para aquele quarto de motel de baixa qualidade e fazer amor com ela de novo e não pensar, não me importar com nada, a não ser um com o outro. — Eu ficarei. Quer dizer, estou bem. — Eu não posso acreditar que você queria se casar com aquele idiota, — Eu estupidamente deixo escapar. Ele soa duro em voz alta, não como o elogio que eu de alguma forma quis dizer. Ela balança a cabeça. — Eu sei. Mas ele nem sempre foi horrível, e ele só disse essas coisas porque está chateado. Ele veio até aqui para me ver. — Você está defendendo ele? — Sim e não, eu... Eu não sei. — Ela empurra as mãos em seu cabelo. — Eu só não sei. Pego suas mãos. — Está tudo bem. Seus olhos se enchem de lágrimas.


— É isso? Eu vim na minha lua de mel sozinha e eu ... eu não estou sozinha , —

diz ela suavemente. Ela torce seu

cabelo entre os dedos. — O que estou fazendo é errado? Talvez ele esteja certo, talvez eu... — Não, — eu interrompo. — Não diga isso. Nem pense nisso. Nada que você está fazendo é errado. Você é uma mulher adulta e pode fazer o que quiser. — Eu sei, — diz ela, sua voz vacilante. — Mas isso não significa que ele está errado. Eu deveria estar na minha lua de mel, e aqui estamos. Eu errei? Eu não deveria ter feito isso. Deus, eu fui tola de pensar que eu poderia vir aqui, me divertir, e curtir a minha vida. Ele entrou em sua cabeça e não posso tirá-lo. Ele provavelmente está lá há anos, lentamente a rasgando para baixo para que ele possa construí-la de volta do jeito que ele quer. Mas Rachel é muito forte para isso. Ela vai descobrir como fazer isso de novo... Ela só precisa ser lembrada. — Você não casou, — Eu começo e me o amaldiçôo novamente. Há uma razão pela qual eu sou um policial e não um poeta. — Quando uma porta se fecha, outra se abre, ou algo parecido, certo? Você passou por uma situação de merda e transformou em algo divertido. Não é um monte de gente que pode dizer que eles fizeram isso. Você chegou até aqui sem desistir. Você está lidando com sua vida. E algumas coisas estão fora de seu controle. Você tem que aceitar isso e deixar ir.


Minhas próprias palavras são como um tapa na minha cara. Disse para não fazer exatamente o que eu venho fazendo durante o último ano. Rachel pisca, e as lágrimas escorrem pelo seu rosto. — Obrigada, — ela sussurra e fica na ponta dos pés para me beijar. Seus lábios são uma mistura de gloss e água salgada pelas lágrimas. — Obrigada por tudo. Por que isso soa como um adeus? Meu coração está doendo e eu não quero nada mais do que pegá-la e levá-la para um lugar seguro, em algum lugar que ela não tem que se sentir tanta dor. — Sinto muito, — diz ela e se afasta, mantendo a cabeça para baixo para esconder as lágrimas. — Derek, você me deu mais do que... — Ohhh hey! — Alguém chama. — Rachel! Derek! Ei! Eu pisco e viro, esquecendo que Rachel e eu estávamos de pé no hall do hotel cercado por outras pessoas. Engraçado como todo o resto desaparece, quando ela está por perto. — Ei! Hey! — Kelly acena freneticamente, os saltos batem no piso brilhante quando ela se apressa para chegar até nós. — Ah! Tão feliz que encontramos vocês! É o nosso último dia, você se lembra? Estamos indo almoçar antes de ir para o aeroporto. Vocês querem se juntar a nós! Nós nunca tivemos a chance de realmente sentar e conversar. Você está com fome? Estou faminta!


Meu

estômago

resmunga

com

o

pensamento

de

alimentos. — Sim, mas nós apenas queríamos descansar. — Eu coloquei meu braço em torno de Rachel. Descansar realmente parece uma boa idéia. — Está tudo bem, — Rachel diz baixinho. — Eu sei que você está com fome. E eu também estou. — Ela rapidamente enxuga os olhos e coloca essa armadura. — Adoraríamos acompanhá-los. — Ela sorri e coloca uma mão no meu peito. — Não adoraríamos querido? — Sim... Contanto que você esteja bem com isso? Eu pergunto silenciosamente. Seus olhos percorrem o caminho que seu ex saiu, e eu sei o que ela está pensando, ela está preocupa que ela vai vê-lo novamente. Sair do hotel diminui esse risco. — Sim. Precisamos comer, de qualquer maneira. — Ahh! Ótimo. Vou enviar uma mensagem a David e avisar que você e seu marido vão também! Eu vou dizer para adicionar mais duas cadeiras a mesa. Ele foi à frente para guardar lugar. Enquanto eu ainda estava no andar de cima fazendo o meu cabelo. — Ela dá uma tapinha no meu peito. — É um belo restaurante e tem que chegar cedo, certo? Rachel respira fundo e exala, e eu quase posso ver a energia negativa saindo dela. Eu preciso aprender como fazer isso. Apreensivo pego sua mão e ando com Kelly para o almoço na praia. Ela está tagarelando sobre algum tipo de drama com as


companhias aéreas. Rachel segue junto, rindo nos momentos certos para que ela apareça como se estivesse ouvindo. Eu nem tento. Porque o meu mundo ficou de cabeça para baixo. Mais uma vez. Só que eu não sabia que ele foi nivelado. Estive tanto tempo zangado com o mundo que parei de pensar em ser feliz novamente. Eu desisti da esperança de que fosse possível. Mas isso é. Porque eu estou feliz. De maneira nenhuma que vou deixar isso pra lá. De maneira nenhuma vou olhar para trás e saber o que poderia ter acontecido se... Farei o que for preciso para fazer as coisas funcionarem entre nós, para dar a este o nosso melhor tempo. Mesmo que Rachel decida que não quer seguir com isso... Com um nós... Ainda assim eu tentarei o meu melhor. — É quase hora de partir, — Kelly diz quando nos sentamos à mesa e pedimos as bebidas. — Eu não quero ir e voltar ao trabalho. — O que você faz? — Rachel pergunta. — Eu era uma editora de um jornal local, — diz ela. — Mas eu não tenho um emprego agora. Davy e eu trabalhávamos doze horas até o casamento. — Eu disse a ela para não se preocupar com trabalho, — diz David. — Eu pretendo mantê-la em casa como uma dona de casa perfeita. Kelly grita que isso é a melhor coisa do mundo. Os olhos de Rachel ampliam e ela rouba uma rápida olhada em mim.


— Eu tenho feito alguns trabalhos freelance, — Kelly continua. — Eu provavelmente vou fazer isso, enquanto não tivermos nossos bebês. — Ela coloca a mão sobre o estômago. — Nós esperamos ter um breve! Nós começamos a tentar na nossa noite de núpcias. — Ela se vira para o marido e o beija. — Eu simplesmente o amo tanto. Nós não podemos esperar para começar uma família! E vocês dois? Quaisquer planos de família? — Uh, — Rachel gagueja. As sobrancelhas dela vão para cima e ela está olhando para suas mãos. — Talvez em alguns anos, você sabe, já que somos ambos agentes do governo. — Oh, certo. Eu quase me esqueci. — Kelly chega pega copo e toma uma bebida. — Sua mãe está pronta para netos. A minha mãe ... nem tanto. Ela acha que nós nos encontramos e nos casamos muito cedo, mas quando o amor é verdadeiro, nada disso importa. Amor e o tempo, não tem nada a ver, estou certa? Não importa se nós nos

casamos

dois

meses

ou

dois

anos

depois

de

nos

conhecermos. Nós ainda acabaríamos casados no final. É uma maneira simples de olhar as coisas, mas tem pessoas que preferem usar a lógica de conhecer um ao outro totalmente, para se conhecer as qualidades e os defeitos e garantir que as coisas são reais antes de mergulhar em um contrato juridicamente vinculativo.


— Eu tinha a impressão que já conhecia David a anos, quando ele fez a pergunta. — Ela coloca a mão ao peito e, em seguida, olha para seu anel. — Foi tão romântico. Fomos jantar e ele tinha o anel escondido

na

sobremesa.

Estava

tão

animada,

eu

gritei,

assustando todas as pessoas na mesa próxima a nós! , — Ela diz com uma risada. — Awww, que é romântico, — suspira Rachel. — E eu realmente gosto de sobremesas. — É a melhor, — diz Kelly. — Como é que você propôs? Quanto tempo depois que você sabia que não poderia viver mais um dia sem fazer dela a sua Sra.? — Ela me pergunta. Sua pergunta me pega por um segundo. Certo. Falso casamento. Eu engulo e olho para os olhos de Rachel. — Eu soube imediatamente que ela era especial, diferente de qualquer pessoa que eu já conheci e que eu nunca encontraria novamente. Tudo nela se encaixa comigo, e ela me faz ser uma pessoa melhor, sem tentar. Ela me dá esperança quando tudo parece perdido. A primeira vez que nos encontramos, ela escapou. E então quando eu a vi novamente, era como se fosse me dada uma segunda chance. E uma chance como essa só acontece uma vez na vida, mesmo quando o tempo está errado. As sobrancelhas de Rachel empurram juntas, lutando contra a emoção. — E depois? — Pergunta Kelly. — Eu queria que as coisas fossem perfeitas, — eu continuo.


— Porque para mim, Rachel é perfeita. Passei meses procurando o anel perfeito, e, finalmente, encontrei um anel vintage com uma pedra grande no centro e diamantes nas laterais. Passamos o dia fazendo suas coisas favoritas, como ir a mercados

de

antiguidades

para

encontrar

coisas

velhas,

inventando histórias sobre os proprietários anteriores. Depois do almoço, eu a levei para um parque, um com bosques e um riacho e um monte de veados. Nós ficamos lá até o pôr do sol, e, em seguida, olhamos as estrelas. Eu me movo para mais perto de Rachel, vendo lágrimas nos seus olhos. — Ela me lembrou de uma vez que as estrelas brilham por causa do escuro. Que às vezes quando as coisas parecem tão ruim, quando seu coração está tão escuro, você tem que dar um passo a atrás e olhar para o lado bom, e é aí que você vai ver a luz das estrelas. — Isso é tão bonito! — Jorra Kelly. — Então o quê? — Ela põe os cotovelos sobre a mesa e se inclina. — Foi apenas nós e a noite, sozinhos no parque. E eu disse que... Essa uma semana... foi a mais feliz, do que eu tive em uma vida inteira. — Deixar Rachel vai doer, mas eu estou feliz que nos conhecemos. — Huh? — Kelly pede, e eu levo as mãos de Rachel na minha. — Então eu perguntei se ela queria ficar comigo, para ver onde as coisas poderiam ir, mesmo que nós estivéssemos olhando para o cano de uma arma e as probabilidades estivessem contra


nós. — Lágrimas estão escorrendo pelo rosto de Rachel. Meu coração está martelando. Eu nunca me expus assim antes, como agora. Eu costumava pensar que as situações de bravura significava vida ou morte, correndo perigo ou perseguindo um homem procurado. Mas isso é pior. Ferimentos à bala podem curar. Eu sei que não serei capaz de sobreviver a mais um coração quebrado. — E eu disse sim, — sussurra Rachel. — Porque encontrar alguém como Derek só acontece uma vez na vida também, e eu seria uma tola de deixá-lo ir. Porque ele me fez perceber que coisas ruins às vezes têm que acontecer para que uma boa possa tomar o seu lugar. Mas o momento era errado. Eu pego a mão de Rachel. — E eu disse quem se importa? O único que deve se preocupar com o tempo sou eu e você. — Então você não chegou a dizer as palavras quer casar comigo? — Pergunta Kelly, mas estou muito ocupado beijando Rachel para responder. Nós quebramos o beijo quando nossas bebidas chegam. Seu sorriso está de volta. Não o que ela usa para se proteger e enganar o mundo, mas o real. E ela tem um olhar em seus olhos que espelha o que sinto. Tudo sobre isso é uma loucura. Mas grandes coisas nunca nascem da sanidade. Rachel é a prova disso.


Capítulo 19 Rachel Escolho meu almoço, embora ache que dificilmente vou comer, mas estou com fome. Meu estômago em nervos, arrependimento, medo e auto aversão. Estou sentada ao lado de um dos poucos homens decentes que existe no mundo. Posso acrescentar culpa para cada uma de minhas emoções conflitantes agora. Travis está em algum lugar no hotel. Vê-lo me deixou mais confusa do que eu esperava. Ele me traiu, fez algo horrível para

mim, algo imperdoável. Não

há como voltar a ter

relacionamento com ele depois do que testemunhei. Eu ainda posso ouvir o grunhido e os gemidos, ainda sinto o calor do ar escapando por debaixo da porta do banheiro. Não foi apenas suas ações que me magoaram. Dizer às pessoas que nós terminamos foi uma das piores coisas que já fiz, bem como cancelar tudo sobre o casamento. E a mulher que estava com ele naquela noite era casada, e ele sabia disso.


Travis não tem nenhum respeito pelos relacionamentos. Nem mesmo o seu próprio. E ainda assim vê-lo causou uma onda de tristeza. Eu deveria estar aqui feliz na minha lua de mel, sair em aventuras, conversando, rindo, e amando cada minuto disso. A parte mais estranha é, eu estou feliz. Isso não é uma coisa ruim, certo? Eu empurro alface em torno do meu prato, não com humor para comer agora. Eu tiro as laranjas e morangos da minha salada, devagar para que eles não percebam que eu perdi meu apetite. Derek põe a mão na minha coxa, mas é como um punhal no meu coração. E não é como se ele estivesse me machucando. Ele está fazendo exatamente o oposto. Ninguém jamais disse tais coisas maravilhosas sobre mim. Sua bondade está me matando porque eu sei o que quer que nós comecemos tem que chegar ao fim. Lágrimas picam em meus olhos quando eu olho para ele, já sentindo sua falta. O que eu estava pensando? A diversão enquanto durar não vale a pena essa dor de cabeça. — Hey, — ele diz baixinho. — Vai ficar tudo bem. Eu tento engolir o morango, mastigo e aceno. Será que ele sabe o que está acontecendo em minha mente? Meu instinto diz que sim, porque em todos os outros, ele só me recebe. Eu não quero desistir disso. — Oh meu Deus, você está bem? — Kelly pergunta, olhando do outro lado da mesa. — Você está chorando!


Eu fungo e enxugo a lágrima fora. — Sim, — eu ranjo fora. — Sim. Estou triste sobre o nosso tempo se esgotando na ilha. Eu não quero voltar para casa. Derek aperta minha perna e as sobrancelhas se unem. Ele vai sair em breve e eu vou ficar por mais alguns dias. O que vai acontecer então? Eu vim aqui sozinha, eu planejava deixar a ilha sozinha. O que aconteceu no meio não foi esperado. Mas não são as melhores coisas da vida que acontecem de forma inesperada? Tudo o que sei é que eu não quero voltar para Michigan com Derek sendo apenas uma memória. — Você quer voltar para o seu quarto? — Ele pergunta baixinho. — Não, só preciso de um minuto. — Eu fecho os olhos e conto até três. Quando eu abro de novo, eu coloco um sorriso no meu rosto e pergunto a Kelly o que ela mais gostou na ilha. Derek entende e faz mais perguntas depois disso, ele descobriu minha tática. Quanto mais ela fala, menos eu precisava falar. Logo, o almoço termina e Kelly nos abraça dizendo adeus. Suas mãos permanecem em mim por um momento muito longo, eu endureço e me afasto desconfortavelmente. Derek ri, dizendo que ela está triste que nós não ficamos com eles. — Você quer algum tempo sozinha? — Derek pergunta quando entramos no elevador. Eu balanço minha cabeça. — Eu vou ter o suficiente em breve, certo? Eu preciso tomar banho, porém, e você provavelmente vai querer um também.


Derek sorri e se inclina. — Eu honestamente não entendi se este foi um convite para que eu vá para chuveiro com você ou não. Estou bem de qualquer maneira, mas se você precisar de ajuda para lavar suas costas ou qualquer coisa, eu posso me juntar a você. E foi assim que eu acabo rindo e sentindo o calor correndo por mim. Eu realmente não quero que as coisas terminem com esse cara. — Talvez, — eu digo. — Quero dizer, eu quero, mas minha cabeça está em um lugar estranho agora. — Eu entendo. — Ele me dá um beijo rápido. Nós não somos os únicos aqui e não quero ser como Kelly e David. Mas não precisa nada mais do que um beijo rápido para me fazer querer ser como eles. Porque apenas um segundo dos lábios de Derek no meu me faz querer colocar as duas mãos sobre sua cabeça e empurrá-lo para baixo entre as minhas pernas. — Eu vou pegar minhas coisas e te encontro lá em cima. — Tudo bem. Obrigada, Derek. Obrigada por tudo e por ser paciente. — Eu meio que odeio que você me agradeça por ser paciente, — diz ele. — Não pressionar você, deve ser uma coisa normal e não uma exceção. Se você não tiver certeza se deseja fazer qualquer coisa íntima, então não vamos fazer, sem perguntas. — Você não tem idéia do quanto as coisas que você me diz me deixam excitada, — eu sussurro. — Todos os homens deveriam pensar como você.


Ele ri. — Sobre esse assunto, deveriam. Com outras coisas... nem tanto. — Ele dá de ombros. — Foi a forma como fomos criados, e eu tenho muita dificuldade em entender como os outros pensam de forma diferente. Se você se preocupa com alguém, você os respeita certo? Ele é tão perfeito. O elevador chega e as portas se abrem no terceiro andar. Derek sai, sem largar minha mão até o último momento. Eu vou para o canto e fecho minhas mãos em meus cotovelos. — Eu não quero ser rude, — uma mulher começa. Ela está segurando um menino no colo, que eu acho ter seis ou sete anos. — Eu sei como é chato ter pessoas se intrometendo nas conversas. Mas já que estamos em um espaço pequeno, eu meio que não podia deixar de ouvir. Cor corre para meu rosto quando eu tento me lembrar o que foi dito. Nós conversamos sobre coisas sexy. Estou prestes a pedir desculpas quando ela continua. — Esse é um grande cara que você tem aí. Espero que eu possa criar meu filho para ter os mesmos valores. Só achei que você gostaria de saber. — Oh, eu, uh... Obrigada, — Eu sinto o punhal se torcendo no meu coração. Derek é um grande cara, e eu não sou a única que pensa assim. Nós paramos no quarto andar e ela sai. Eu sou deixada olhando para o lugar onde ela estava, e quase perco meu andar.


Eu puxo o cartão-chave da minha bolsa enquanto eu ando, minha mente está em Derek. Um relacionamento de longa distância não é o ideal, mas podemos tentar, certo? Não tentar, não ver onde isso pode ir seria algo estúpido a se fazer. Eu passo o cartão na porta e entro no meu quarto. Um homem está do lado de fora na varanda, olhando de volta para mim. Eu salto, minha mente vai de, merda quarto errado, para me virar e correr. — Rachel, — Travis diz, girando ao redor. — Baby, nós precisamos conversar. Virar e correr é uma boa idéia. — Como você entrou? — Eu ainda estou de pé na porta e não tenho certeza se entrar é esperto agora. — Meu nome está na reserva. Eu disse que eu perdi meu cartão e as pessoas na recepção me deixaram entrar. — Eles vão colocar um cartão perdido na minha conta! Por que você não disse que você se trancou para fora? — Não importa, — ele me diz. — Sim! O importante é que eu disse para me deixar em paz. Desculpe-me se isso é difícil para você entender. Sério. O que você fez foi terrível, mas eu não quero que você se machuque. Eu não quero que ninguém saia ferido. Incluindo eu! — Por favor, Rachel, me ouça. Eu me inclino para trás. — Ouvi-lo? Depois que você me traiu, em seguida, entra sorrateiramente no meu quarto como um perseguidor! Todas aquelas piadas sobre Derek ser um perseguidor não soa tão engraçado no momento. Dou um passo preliminar


para dentro do quarto, mas não fecho a porta no caso de eu precisar fazer uma fuga desesperada ou gritar por ajuda. Porque Travis está agindo como um psicopata. — Você realmente quer jogar fora tudo o que tínhamos? — Ele pergunta. — Eu não joguei nada fora. Você fez quando decidiu me enganar! Eu superei você. Agora, por favor me deixe em paz! — Oh sim, eu posso ver que você seguiu em frente. Foi fácil né Rachel. Eu invado sua frente. — Não se atreva a dizer isso. Você trapaceou! Por que é tão difícil para você ver que você é o errado aqui! — Que você está fazendo, Rachel? Pense nisso, realmente pense sobre isso. — Seus olhos cinzentos se estreitam com preocupação. Eu não estou me sentindo culpada por minhas ações. Estou me sentindo culpada por envolver Derek nessa confusão. — Eu só estou tentando aproveitar a viagem que estava reservada e paga. — Eu cruzo os braços e olho para Travis, sabendo que eu não tenho que me explicar. — Mas você trouxe alguém? Vamos, Rachel. Eu sei que você não gosta de ficar sozinha, mas realmente? Como você encontrou esse cara? — Eu não. — Eu mantenho minha boca fechada. Ele acha que eu comprei Derek. Que eu sou aquela menina que não pode funcionar sozinha. Mas eu não sou, e eu não vim à procura de amor ou até mesmo luxúria. Eu vim aqui por mim mesma e com

nenhuma

intenção

de

me

ligar

fisicamente

ou


emocionalmente.

Encontrar

Derek

aqui

foi

uma

completa

coincidência. Ou talvez fosse o destino. — Que te importa se eu trouxe alguém? — Eu me oponho. — Travis, nós terminamos. O que você fez está além de reparável. Eu odeio como as coisas terminaram, mas, você mesmo pode admitir que as coisas teriam se complicado mais cedo ou mais tarde. Você nunca gostou de mim. Nós éramos quase como amigos. — Isso é porque você trabalhava muito! Eu jogo minhas mãos no ar e balanço a cabeça. Não há como argumentar com ele, e isso nunca vai mudar. — Isso não importa! As pessoas trabalham Travis! Algumas pessoas trabalham muito. Algumas pessoas trabalham longe! Algumas pessoas trabalham muito e estão longe ao mesmo tempo. Que não dá o direito de enganar! Você me deu o inferno por não gostar de ficar sozinha. Se alguém tem problema, esse alguém é você e não eu. E tem mais. Não me faça começar a cantar Taylor Swift para provar como nunca voltaremos a ficar juntos novamente. — Você e suas malditas músicas, — ele murmura. — E você acaba de provar o meu ponto! Você fica bravo e diz algo para me machucar! — Basta mudar, Rachel! — Ele caminha para frente. — Basta recomeçar, Rachel. Podemos voltar à forma como as coisas eram. Eu não vou... Eu não vou mais te...


— Você não pode mesmo dizer isso, não é? Não é o que será? Enfiar o pau na boceta de outra pessoa? Bocas estão fora dos limites também. Devo acrescentar seios e mãos, no caso de você tentar encontrar uma brecha. O que você não entende? Nós acabamos. Ele vem através do quarto e para apenas umas polegadas de mim. — Eu te amo, — ele sussurra. — Eu sempre vou te amar. — E então ele me beija. Repulsa corre através de mim e eu me arrepio. Eu não vou beijálo de volta mais ainda assim não o afasto. Este é o nosso último beijo. A última vez que estaremos fazendo contato físico. Eu acho que Travis é um saco de merda, mas eu também acredito que ele está chateado e se isso dá o encerramento, faz com que ele me deixe porra sozinha e não pegar um avião e ir à procura de mim, então eu vou dar dois segundos. Mas nesses dois segundos, a porta do quarto se abre e Derek entra. Seus olhos verdes se arregalam antes de se transformarem. Eu coloquei minhas mãos para cima e empurro Travis a distância. — Derek, — Eu chamo, mas é tarde demais. Ele já está no corredor. Dou um passo para trás de Travis, meu coração batendo com a ansiedade. — Você precisa ir, — digo a Travis e os meus olhos estão fechados. — Adeus, Travis. — Não faça isso, — diz ele, com voz vacilante.


— Rach, vamos lá, querida. O avião parte em duas horas e eu tenho um bilhete a mais. — Você me comprou um bilhete? — Repito e raiva ferve para um nível mais perigoso. — Você pensou que poderia vir aqui, me ganhar de volta, e me levar para casa como se nada tivesse acontecido? A lua de mel não aconteceria mais! Ou você esqueceu de quanto tempo você deveria ficar aqui? — Não. Eu ganhei uma promoção no serviço e não posso perder. — Meu Deus. Sério? Você estava se enroscando com sua supervisora, termina comigo, e depois consegue uma promoção. Isso não é tão desprezível em tudo, você saiu ganhando. Adeus, Travis. Aproveite a sua promoção e desfrute de seu caso enquanto ele dura. — Rach, eu quero você. — Eu já decidi: Você tem que ir! — Eu aponto para a porta. — Saia. Agora, — eu digo com os dentes cerrados. Os olhos de Travis passam por cima e por um segundo eu acho que eu poderia ver a verdadeira emoção dele. Mas ele a torce em ira. — Você sempre foi uma cadela, — ele diz saindo, batendo a porta atrás de si. Eu a tranco, colocando minha cabeça em minhas mãos. Estou tremendo, e tentando recuperar o fôlego. Eu ando para a varanda, respirando o ar fresco. Eu agito minhas mãos em meus lados, tentando me livrar dos nervos. Eu


quero gritar. Eu quero chorar. Eu quero dar um soco na cara de Travis. Ao invés disso, eu agarro a grade varanda tão apertados até minhas mãos doerem. Eu fico olhando para o oceano até a minha visão borrar. Então eu olho para o chão e me forço a acalmar antes de encontrar Derek. Eu fecho os olhos e penso na cachoeira, em como ela me fez sentir tão ligada a tudo. Eu me lembro do sorriso de Derek, a forma como ele olha para mim como se eu fosse a única coisa que importa. Abro os olhos, piscando para luz do sol brilhante. Esse tempo todo eu estive me dizendo que este é o momento errado para encontrar alguém, mesmo que essa pessoa fosse a pessoa certa. Mas por que? Porque é que o tempo está errado? Porque as pessoas vão dizer que está? Na cachoeira, quando minha cabeça estava clara e eu tinha um aperto firme sobre o mundo pela primeira vez na minha vida, eu percebi que o que as outras pessoas pensam de mim não importa. E não ficar com Derek por medo de ser julgada que eu segui em frente muito cedo, que ele é apenas uma aventura, seria o maior erro da minha vida. Porque ninguém mais sabe como me sinto. Eu salto e pego meu telefone da minha bolsa. Eu ligo para Derek, meu coração está disparado e um sorriso se forma no meu rosto. O telefone toca uma vez. Duas vezes. Três vezes antes de ir para a caixa postal. Talvez ele decidiu tomar banho no quarto dele? Eu não deixo uma mensagem de voz, mas escrevo um texto em, embora eu não sei realmente o que dizer. Ele viu o que eu sei que parecia


eu beijando meu ex, e apesar de Derek e eu estarmos de alguma forma comprometidos um com o outro, tenho certeza que doeria. Porque me faria mal em vê-lo com outra mulher ... e isso só prova para mim que ele é mais do que uma aventura. Eu olho em meu telefone e rapidamente digito uma mensagem, bato enviar antes que eu tenha tempo para pagar as minhas palavras. As coisas se intensificaram rapidamente. Ele se foi e não vai mais voltar. Sinto muito pela confusão... Quer vir aqui e conversar comigo? Eu olho a tela, e meu coração pula quando vejo que Derek está respondendo. Mas logo é apagado, em seguida, volta a escrever. Isso nunca é bom. Ele está suprimindo tudo o que ele está escrevendo e tentando escrever novamente. Em seguida, o pequeno ícone de resposta desaparece completamente. Prendo a respiração e espero, mas nada vem. Meu estômago se afunda e eu não posso ajudar, mas sinto que errei. Eu não deveria ter hesitado, não deveria ter deixado opiniões externas influenciassem de seguir meu coração. Eu deveria ter feito de forma diferente, e isso não vai mudar o que já está feito. Meu telefone está com pouca bateria. Eu envio mais um texto para Derek, dizendo que estou no chuveiro agora, eu tranco a porta com medo de que Travis consiga alguém para deixá-lo entrar novamente. Sinto-me mal do estômago. Eu tento ignorar. Eu tento me convencer de que Derek vai me escutar e as coisas vão ficar bem. Eu entro no chuveiro, mantendo meu pensamento em outras


coisas, narrando cada movimento meu então eu não vou pensar em outra coisa. Eu falhei. Por que Derek quer ficar comigo? Eu tenho bagagem... bagagem que me segue, aparecendo quando você menos espera. A nossa nova relação seria confrontada com toda a coisa de longa distância, bem como o drama do meu ex-noivo. Isso não é algo que Derek precisa em sua vida. Porra, isso não é algo que alguém precise. Mas sabendo que ele foi machucado antes, embora eu não saiba em que grau o afetou ou nem mesmo o que aconteceu, traz de volta a ansiedade que estou tentando tão difícil ignorar. Eu levo o meu tempo no chuveiro, dando mais tempo para responder. Porque no momento em que eu sair, passar loção sobre mim me vestir, e secar o meu cabelo, ele tem que ter respondido. Só... Que não fez. Sento na cama, sem saber o que fazer. Dar espaço? Suponha que ele não tenha visto a minha mensagem devo tentar de novo? Deito na cama e trago meus joelhos no meu peito. Meus olhos se fecham, e eu faço o meu melhor para relaxar, o que é uma piada, realmente. É uma loucura o quão rápido as coisas podem mudar. O quão rápido as coisas podem ir de bom para ruim... Do mal para o bem. Embora este último parece demorar mais. Incapaz de ficar parada por mais tempo, eu me levanto e ando ao redor do quarto. Hoje era para ser um dia de praia, que não requer nenhuma


maquiagem. Mas com necessidade de ter algo para fazer, eu vou até o banheiro e passo meia hora pintando meu rosto. Quando nenhuma resposta vem de Derek, eu desligo meu telefone do carregador e sento na cama novamente. Tem sido um tempo desde que eu verifiquei qualquer tipo de mídia social. Minha caixa de entrada está cheia, e com mais nada para fazer, eu começo a ver meus e-mails. Estou clicando para colocar tudo no lixo sem abrir quando vejo uma oferta que eu quase excluo. É de uma empresa de marca de roupa, estendendo a mão para ver se eu estaria interessada em um patrocínio. Eles me enviariam o material, que seria característica no meu blog e conta Instagram. Junto com o material livre, eles me pagariam mensalmente, com um bônus no primeiro mês de assinatura. Eu li o e-mail quatro vezes. Isto é exatamente o que eu estava esperando. Eu fiz algum dinheiro extra a partir de anúncios no meu site, mas um patrocínio é o que eu preciso fazer para me dedicar em tempo integral. Minha mão voa para minha boca. Eu preciso dizer a alguém. Derek. A primeira pessoa que vem à mente é ele. Eu vejo seu rosto tão claramente em minha mente. Eu vejo seu número e quase chamo. Quase. Se ele queria falar comigo, então ele teria ligado de volta, certo? Meu bom humor é levado a distância e o sentimento de medo e ansiedade voltam. Ele sai amanhã de manhã. Se nós não


nos falarmos antes, então o que aconteceu entre nós vai fracassar. Ele precisa saber que o beijo que ele viu não queria dizer nada, provando que eu não sinto mais nada por ele e não estou o recebendo de volta. Não senti nada quando os lábios de Travis tocaram os meus. Nem um pouco como quando Derek me beija, porque quando ele faz todo o meu corpo desperta. Eu não me lembro de me sentir assim com Travis. Não quando começamos a namorar, nem mesmo logo depois que ele propôs. Travis sempre foi a escolha lógica. E o que seu coração quer raramente é o lógico. O que eu faço agora? Eu largo meu telefone sobre o colchão e vou para o frigobar. Foi reabastecido com pequenas garrafas de bebidas. Eu pego um pouco de rum e uma lata de Coca-Cola, despejo os dois em um copo, e sento na varanda. Comecei estas férias bebendo sozinha. Eu poderia muito bem terminar dessa maneira, certo? Reli o e-mail da empresa de vestuário, esperando que os termos sejam razoáveis o suficiente para assinar o contrato. Desde que eu não tenho minha própria casa, cortar o salário de uma enfermeira normal não me dói nada. E desde que meu salário é zero agora, eu vou aceitar outras oportunidades. Ligar para minha mãe ou para Lauren passa pela minha cabeça. Ambas ficarão animadas sobre o possível patrocinador. Mas ambas perguntarão sobre Derek, e eu não sei o que dizer a elas. E como eu mencionaria a nossa situação atual sem falar que Travis veio aqui? Tanto quanto eu amo uma boa sessão de fofocas de vez em quando, eu não quero falar sobre isso.


Eu saboreio a minha bebida, observando o mar. Outra hora e outra bebida passam e eu ainda não ouvi nada de Derek. Talvez seja melhor assim. Cortar pela raiz. No final, não teria funcionado. Parar antes de termos algo muito profundo é inteligente. Menos dor dessa maneira, certo? O

pensamento

de

nunca

mais

falar

com

Derek

novamente me deixa triste. Realmente muito triste. Porque ele é perfeito. Por um momento eu pensei que eu poderia ter a sorte grande de agarrá-lo. Mas eu não fiz, e ele fugiu.

Um nascer do sol alaranjado e amarelo brilhante paira sobre o oceano. Eu pisco, puxando um cobertor por cima do meu ombro. Adormeci na varanda na noite passada depois de não ouvir nada de Derek... E depois de um pouco mais de rum e Coca-Cola. Esse amanhecer me deixa triste. Com necessidade de usar o banheiro, eu entro, faço xixi, e entro em colapso na cama. Eu estava errada. Este hotel de férias está terminando pior do que começou. Mentalmente e fisicamente esgotada, eu chorei por mais algumas horas. Quando me levanto de novo, estou tão triste como antes. Porque o avião de Derek já decolou. Ele está em algum lugar sobre o oceano, voltando para o Texas. E logo, eu voltarei sozinha, forçada a enfrentar a realidade. Esse pensamento me faz


querer ficar na cama, escondida debaixo das cobertas. E eu faço. Por mais cinco minutos. Se eu aprendi alguma coisa nos últimos dias, é que sentir pena de si mesma não adianta nada. Levanto rapidamente vou para o lobby do hotel, no balcão de informações sobre como fazer reservas para descer de rapel em uma cachoeira. Meu coração bate um pouco mais rápido só de pensar nisso. Ir sozinha, ir sem Derek lá para me pegar se eu cair, é um pensamento assustador. Mas o novo eu é tudo sobre enfrentar medos. Eu pego a informação, saio planejando pedir um Macaco sujo no bar e sentar sob a cabana, enquanto penso sobre cair para a minha morte... Quero dizer descer de rapel em penhascos e cachoeiras. O som do mar e a sensação da areia entre meus dedos dos pés me acalmam. Eu posso ficar aqui para o resto da minha vida, eu poderia ser capaz de me convencer com sucesso que é tudo que eu preciso. O hotel dispõe de médicos, certo? Certamente eles acolheriam uma RN ao seu pessoal. Eu pego o caminho mais longo. Vai ser um bom lugar para sentar, longe de multidões para fazer um telefonema. Mas há alguém já parado lá. Eu lentamente, estou pronta para me virar quando de repente eu paro, meu coração pula uma batida. Eu olho para ele no mesmo momento que Derek se vira. Lágrimas mordem imediatamente nos cantos dos meus olhos, e nós dois estamos correndo um para o outro. Derek me leva em seus braços, me pega e me beija duro. Eu envolvo meus braços em torno dele, incapaz de chegar perto o suficiente. — O que você está fazendo aqui? — Pergunto.


— Eu pensei que seu avião já tivesse decolado. — Ele fez. — Ele me beija mais uma vez, em seguida, me põe para baixo. Seus braços estão firmemente plantados em torno de mim, e eu não tenho planos para deixar de ir a sua cintura. — Mas eu não fui. — Por quê? — Eu não posso deixar de perguntar. — Por sua causa. — Ele agarra meu rosto com as mãos. — Eu não podia deixá-la assim. Fecho os olhos e as lágrimas rolam pelo meu rosto. Derek suavemente inclina meu rosto para ele e coloca seus lábios nos meus. — Os últimos dias têm sido os melhores da minha vida. O que quer que esteja acontecendo com você e... — ele para e deixa escapar um suspiro. — Eu só não podia sair. — Não há nada acontecendo entre eu e meu ex, — Eu prometo. — Terminamos. Para sempre. Esse é capítulo da minha vida foi encerrado e então um novo está aberto. Eu não quero que isso acabe. — Ele não precisa. — Como? — Continue escrevendo. Adicione outro capítulo. Porra, eu não sei, Rachel. Mas não tem que terminar aqui, não assim. O que temos não é apenas um capítulo. É todo o maldito livro. — Derek me beija de novo. — Quanto tempo você vai ficar? — Pergunto. Ele balança a cabeça.


— Eu não sei. Eu não pensei tão longe. Meio que dependia de sua reação. — Esta é a reação que você estava esperando? — Sim, mas eu também previ com você ficando nua. Empurro meus quadris nos dele. — Eu também estou imaginando isso. E você está ficando nu também. — Eu descanso minha cabeça em seu peito. — Isto é real? Você está realmente aqui? Você ficou por mim? — Eu fiz. — Ele passa as mãos pelo meu cabelo. — E você está realmente feliz sobre isso? — Estou. — Eu fecho os olhos e ouço o ritmo dos seus batimentos cardíacos. — Não há ninguém que eu queira estar mais do que você. Ninguém mais que eu quero beijar. Eu sei que é loucura Derek, eu não quero que isso acabe quando nós dois formos embora. Ele pega a minha mão e me leva para o local com sombra. Nós sentamos na areia juntos. — Não precisa. Podemos aproveitar seja onde for aqui ou fora da ilha. Vai acontecer comigo no Texas e você em Michigan. Mas se isso se transforma em o que eu acho que vai, nós vamos fazer funcionar. E agora estamos nos beijando de novo, caindo para trás na areia. Eu simplesmente não consigo ter o suficiente dele. — Então, você quer ficar nua agora? — Pergunta ele com um sorriso. — Nós podemos, ou podemos fazer rapel. — Você realmente quer ir?


— Claro que sim. E agora que você está comigo, eu estou mais do que pronta para uma aventura.


Capítulo 20 Derek — Admita. Você esta com saudade, — Andy diz, segurando um lenço de pano sobre o nariz. Estamos investigando dois corpos em um carro preto, assando sob o sol do Texas. — O cheiro de cadáveres em decomposição é melhor do que qualquer coisa naquela ilha. — Não há nada parecido com isso. É um grande dia para estar de volta. — Eu viro a cabeça, na esperança de encontrar uma brisa. Não há nada. — Eles não podem estar aqui por mais de alguns dias, — Eu especulo e vasculho ao redor do carro. Calor faz coisas divertidas para os cadáveres, mas já posso dizer que as vítimas foram mortas em outro lugar, e foram colocadas na parte de trás deste velho Cadillac, abandonado na parte de trás deste estacionamento. — Chame a unidade da cena do crime aqui, — eu digo ao oficial que respondeu à chamada e dou um passo para trás, os olhos lacrimejando por causa do cheiro. Isto é como os zumbis cheiram. O pensamento aleatório me faz rir porque ontem à noite Rachel disse algo sobre como alguns criadores de ficção cheiram a zumbi. Faz quatro dias que eu voltei ao Texas, e hoje foi o meu primeiro dia de volta ao trabalho. Deixar o Havaí, deixar Rachel,


foi difícil. Seu vôo fez uma escala em Dallas. Eu a observei caminhar para o terminal. Mas não era adeus, é só um adeus temporário. Que não deixa de ser um adeus, não importa o que as pessoas digam. Rachel é uma dessas pessoas, tentando ser positiva em uma situação de merda. Nós estamos levando as coisas devagar também. Nós não somos exclusivos, e não estou a chamando de minha namorada ainda, mesmo que eu não tenha nenhuma intenção de olhar para outra mulher. O mesmo vale para ela, mas nós queríamos tentar essa coisa toda de longa distância. É chato, ficar longe dela. Mas eu não estou preocupado. — É bom ver que as férias fizeram bem, — Andy diz quando voltamos ao carro. Eu ligo o motor e baixo as janelas. — Você teve alguém por lá, não é? Você achou uma menina solitária ilha? Viro a cabeça, levantando uma sobrancelha. — Algo parecido. — Bem, bem. Era o que você precisava. É bom ter você de volta, garoto. — É bom estar de volta. — Há algo mais, — Andy continua. — Mais do que ter uma garota. Você está diferente. — Como assim? Andy balança a cabeça. — Você parece feliz. — Eu... Estou feliz. — As palavras não deveriam vir como um choque, mas elas fazem. Ser feliz novamente parecia tão impossível até que eu conheci Rachel. Ela não está fora da minha


vida, mas ela não está diretamente também. E ainda assim, é o suficiente. — Você conheceu alguém? Você tem um brilho em seus olhos. — Eu não, — eu digo. — Talvez eu tenha conhecido alguém especial. — Bom para você, garoto. É sobre o tempo a mais que você passou lá. Nós conversamos até que parei em um semáforo. — Nós não estamos nos estabelecendo em breve. Nós nos conhecemos nas férias, ela vive em Michigan, mas nós ainda nos falamos: — Eu resumi porque sabia que ele perguntaria. — Algum plano para ela vir te visitar? — Sim, — eu digo honestamente. — Mas nada está definido ainda. — Rachel e eu conversamos muito sobre isso na noite passada. Ela ficaria comigo, é claro, o que significa que eu teria que fazer algo sobre as coisas de Ben. E eu não quero fazer nada. Essa porta não foi aberta em um ano. Eu não estou a ponto de ir lá e ter as memórias de volta. Junto com as memórias podem vir todas as emoções e sentimentos que eu me recuso a lidar. Como eu disse... Estou feliz agora, e gostaria de ficar assim por um tempo. Eu me sinto como eu mesmo novamente. Embora tenha que admitir que esqueci como era ser eu mesmo. Nós vamos voltar para a estação, interrogar um suspeito, e preencher o resto de nossas horas com a papelada. Como eu suspeitava o tempo todo, os assassinatos foram conectados a uma operação de drogas maior liderado por Trenton, que está


sendo tratada pelo FBI agora. Isso me irritou primeiro. Eu odeio quando invadem assim, como se fossemos muito estúpido para fazer o nosso trabalho. E se não fosse por mim, nada disto estaria sob investigação em primeiro lugar. O motorista de fuga que atirou em mim foi finalmente capturado quando voltou ao hospital. Acontece que eu atirei na perna, e ele não pôde resistir a atenção médica por muito tempo uma vez que a ferida foi infectada. Ele foi preso, e deu uma confissão assumindo a sentença. Ele admitiu que atirou em Matt, o homem sem-teto que aliás eu ainda não disse nada a Rachel, e nos deu alguns nomes que estarão sob investigação e esperamos que levem a mais prisões. Estou

em

outros

casos

e

não

escassez

de

assassinatos, infelizmente. Estou de volta à rotina como de costume, só que desta vez eu não estou correndo.

— Eu sinto sua falta, — diz Rachel. Eu seguro o telefone um pouco mais perto, olhando em seus olhos. Não é a mesma coisa que estar em pessoa, mas é o melhor que posso ter no momento. Mais um mês se passou desde que voltamos para casa, e eu me sinto mais forte com Rachel a cada dia. Eu faço contagem regressiva quando podemos usar o skype em noites como esta. — Também sinto sua falta.


— Sabe do que mais eu sinto falta? — Sussurra. — O que? — Seu pau. — Ela coloca o telefone para baixo, mostrando seus seios, que estão cobertos por um tecido preto transparente. — Porra, eu sinto sua falta, — eu respiro e me inclino para trás no sofá. Sexo por telefone não é nem de longe tão satisfatório como a coisa real. Foi um pouco estranho no começo, mas temos nos virado muito bem nisso. Ser capaz de vê-la assim ajuda muito. Embora agora ela está segurando o telefone muito perto. Eu não posso ter uma boa visão. — Quer ver mais? — Ela pergunta como se pudesse ler minha mente. — Você sabe que sim. — Bom. Porque eu poderia ter a calcinha combinando. — Mostre — eu gemo. — Oh, eu vou. — Ela move lentamente o telefone para baixo, mas tudo que eu vejo é a tela borrada. Estou impaciente, mas dou tempo para se adaptar, a campainha toca. — Tem alguém na sua porta? — Ela pergunta. — Eu pensei ter ouvido a campainha. — Você fez, mas estou ignorando. Mostre seus peitos novamente. — A campainha toca novamente. E de novo. De novo e de novo. — Que porra é essa? —Eu murmuro levantando, pronto para gritar com as malditas crianças do bairro. Eu abro a porta, mas ao invés de ser um garoto idiota, eu vejo algo muito melhor.


— Surpresa, — diz Rachel, radiante. — Ainda quer que eu te mostre meus peitos? Estou chocado demais para falar. Ao invés disso, eu pego Rachel em meus braços e a trago para dentro. Eu fecho a porta com o pé e me pressiono contra ela. Eu a beijo como eu nunca beijei ninguém antes, parando apenas para puxar o ar, olhando para ela. A parte superior do vestido está meio desabotoada. Eu pego o tecido e puxo, desabotoando. Então nós nos emaranhamos juntos novamente. — Eu senti tanto sua falta, — diz ela entre beijos. Ela freneticamente desfaz o meu cinto. — Porra, eu quero você, Derek. A ouvir falar assim alimenta meu fogo e contribui para o meu desespero em conseguir tirar a sua roupa. Seu vestido cai no chão. Ela empurra minhas calças para baixo em torno de meus pés. Eu a pego, com a intenção de ir para o quarto. Seus dedos envolvem em torno de meu pau. Porra. O sofá é mais perto.

Rachel joga um cobertor sobre os nossos corpos nus e suados. Ainda estamos no sofá, embrulhados. Ela está em meus braços e eu nunca mais quero deixá-la ir. — Você ficou surpreso por me ver? — Pergunta ela, traçando uma cicatriz irregular com a ponta do dedo.


— Muito, — eu digo beijando sua testa. — Essa é a melhor surpresa que eu já tive. — Eu sou muito boa na cama, — brinca ela, só que ela não está brincando. Ela tem muitas habilidades, e estou muito grato por isso. — Como você chegou aqui? — Sua irmã me pegou no aeroporto e me deixou aqui. A minha mala ainda está em seu carro, na verdade. Ela disse que vai estar de volta em torno de uma hora. Eu disse a ela que precisaria de algum tempo. Eu ri. — Você realmente disse isso? — Não exatamente essas palavras, mas sim. Eu pedi um tempo sozinha. E desde que seu aniversário é amanhã, nós vamos precisar de muito tempo sozinhos. — Isso pode ser arranjado, — eu digo e a beijo. — Por quanto tempo ficará? — Eu não comprei o meu bilhete de avião de volta ainda, — diz ela quase timidamente. — No caso de você querer que eu fique por alguns dias ou que eu vá amanhã. Eu a segurei mais apertado contra mim, contente porque uma pequena parte de mim estava preocupado em como as coisas seriam estranhas quando nos víssemos

novamente, mas eu

estava errado. Completamente errado, as coisas não foram nem um pouco estranhas entre nós. — Pelo menos alguns dias. Espero que você não tenha feito planos, porque eu só quero fazer isso uma e outra vez.


— Boa. Porque essas chamadas de longa distância foram praticamente o único motivo que me levou a esta viagem. Você está trabalhando no fim de semana, certo? — Mais ou menos. Estou sempre de plantão, mas eu não vou estar amanhã, a menos que me chamem. — Vamos esperar que você não seja. Eu quero ser gananciosa e ocupar todo o seu tempo. — Estou bem com isso. Você tem que trabalhar? — Eu faço, — ela diz franzindo o nariz. — Mas não é nada demais, se você me ajudar a tirar algumas fotos, eu vou fazer mais rápido. O patrocínio que foi oferecido a Rachel não deu certo. Ela escreveu um post sobre isso e não deixou que isso a impedisse de viver o seu sonho de férias, e a coisa se tornou viral e sua presença na mídia social aumentou dez vezes... O que levou a mais patrocinadores. Agora ela está trabalhando todos os outros dias da semana em um hospital em sua cidade natal. Ela está sendo paga pelos patrocínios e assim que pagarem o suficiente, ela poderá abandonar seu trabalho como enfermeira. Nenhum de nós disse nada sobre isso ainda, mas trabalhar em tempo integral como blogueira dá Rachel a liberdade de viajar ... ou passear em qualquer lugar que ela queira. Como Dallas, talvez. Um passo de cada vez embora. A vida é uma loucura. A vida é bela e assustadora. A vida é imprevisível e eu sei que eu não quero passar por isso sem ela. Mas... um passo de cada vez. Às vezes estou tão ansioso para levar as coisas para frente e isso


me mata. Eu sei que Rachel não vai a lugar nenhum e, além disso, ela mais do que vale a pena esperar. Passo os dedos ao longo de suas costas. As coisas finalmente parecem estar se encaixando. A campainha toca novamente, e eu lembro que Rachel disse que minha irmã voltaria em uma hora com as coisas dela. Já se passou uma hora? Parece que Rachel apenas entrou pela porta. Eu coloco minha boxer e as calças e vou atender a porta, enquanto Rachel coloca alguma roupa. — Sério? — Margery diz quando me vê. — Você não poderia colocar suas roupas para que eu pudesse fingir que você não teve sexo? Você é nojento. Eu reviro meus olhos. — Você está apenas com ciúmes. — Rachel é quente. Enfim, aqui estão suas coisas. Mamãe sabe que ela está na cidade, só para avisá-lo para que você não seja pego com as calças para baixo. — Então você está dizendo que ela virá amanhã cedo. — Mais do que provável. Ah, e ela limpou o anel de casamento da minha avó ontem. Boa sorte! — Marg se vira e corre para baixo os degraus da varanda. Balanço a cabeça e volto para dentro. — Você está com fome? — Pergunto a Rachel, que está usando minha camisa... E só minha camisa. O sutiã e calcinha estão no chão. — Estou morrendo de fome, — diz ela levantando.


— Lembra quando eu disse que não sou um bom cozinheiro? É verdade. Mas posso fazer uma pizza congelada média. Ela ri e esse som é como música para meus ouvidos. — Perfeito. Nós comemos, vamos para a cama, e fazemos sexo mais uma vez antes que a noite acabe em torno da meia-noite. E apenas uma hora depois, meu telefone toca. — Está tudo bem? — Rachel sonolenta pergunta, rola estendendo a mão para mim. Vê-la em minha cama me coloca em paz. Este é o lugar onde ela deveria estar, onde ambos somos suposto a estar. Juntos. — Não para a vítima — Eu resmungo. —

Eu

não

tinha

idéia

que

tantas

pessoas

são

assassinadas em Dallas. É assustador. — Você está segura aqui, — eu digo a ela, de má vontade saio da cama. Eu me certifiquei de não mencionar que a taxa de homicídios subiu muito no último ano. — Vou armar o sistema de alarme antes de sair. O código é 4-9-0-4 caso você precise sair ou qualquer coisa. — Ok. — Ela se senta, esfregando os olhos. — Quanto tempo você vai ficar fora? — Eu não posso dizer. Uma hora, pelo menos. Vou descobrir mais quando vir o corpo. Volte a dormir. — Estou segura. — Ela se deita, mas se levanta novamente. — Derek?


— Sim? — Antes de ir eu tenho uma pergunta. — Claro o que é? — Pergunto. —

Quer

que

sejamos

namoramos

exclusivos?

Eu

realmente quero ser capaz de dizer que tenho um namorado assim minha avó vai parar de me falar para encontrar um bom garoto. Posso vê-la sorrir através da escuridão. Eu afundo de volta para baixo no colchão, com necessidade de colocar a minha língua em sua boca e beijá-la. — Sim. Eu quero isso. São quase seis horas mais tarde antes de eu vê-la novamente. Eu rastejo na cama quando o sol nasce. Rachel acorda e se aconchega a mim, passando os dedos pelo meu cabelo até que ambos adormecemos. Meu telefone toca não muito tempo depois, e estou exausto demais para atender. Quando ele toca novamente, eu sento. Ela atende levantando e indo para o corredor. Eu a ouvi falar por alguns minutos, em seguida, ela volta para a cama. — Sua mãe quer nos levar para um pequeno café. Eu disse a ela que você trabalhou a noite toda, então eu vou e você vai ficar aqui. Você precisa dormir, porque eu espero que você balance meu mundo novamente na cama quando eu voltar. Estendo meu braço e a agarro pela cintura, a puxando. Ela molda em mim como se nossos corpos fossem feitos em um só encaixe. Nós passamos mais alguns minutos juntos antes dela me beijar e se levantar.


Murmuro um agradecimento e rolo para o lado, já sentindo falta de Rachel. Ela entra no chuveiro e eu tenho um momento de pânico, pois o meu banheiro é uma bagunça horrível antes que eu me lembre de que eu realmente o limpei há poucos dias. No momento em que minha mãe chega aqui para pegar Rachel, estou dormindo, porque a próxima coisa que eu sei é que são quase dez horas e estou acordando. Eu tenho um texto de Rachel dizendo que depois do café minha mãe resolveu levá-la para o centro de mercado de antiguidades. Ela me lembra de descansar, porque precisarei estar bem para esta noite. Suas palavras são seguidas por uma imagem... Um nu integral que ela tirou de si mesma no espelho do banheiro. Porra. Como eu tenho tanta sorte? Com a memória dela nua enquanto estou no chuveiro, incapaz de esperar até ela voltar, eu me masturbo. Então eu saio me visto e faço um pouco de trabalho doméstico muito necessário enquanto espero por Rachel voltar. Outra hora se passa antes dela chegar em casa. É hora do almoço agora, e minha mãe insiste em cozinhar. — Isto é tudo que você tem? — Ela me pergunta, colocando coisas para sanduíches no balcão. — Sim. O que há de errado com isso? — Oh, nada, — ela murmura, e continua dizendo como eu realmente preciso de uma mulher na casa. Rachel, que está sentada ao meu lado na mesa da cozinha se transforma. — Devo dizer que eu sou uma cozinheira terrível?


Eu sorrio e balanço a cabeça. — Vamos guardar isso para outro dia Minha mãe permanece depois que terminamos de comer, fazendo a limpeza da cozinha. E até mesmo na sala de estar. Estou prestes a dizer para ir para casa assim Rachel e eu podemos ficar sozinhos quando ela dá a Rachel um abraço de adeus e diz que ela vai me ligar para fazer arranjos para o jantar mais tarde. Eu ando com minha mãe para a porta enquanto Rachel vai usar o banheiro. Eu fecho e tranco a porta, em seguida, vou para a sala para esperar Rachel. Eu vejo uma mancha de sol surgir no corredor, iluminando esse ponto pela primeira vez em mais de um ano. Porra. O quarto de Ben. Rachel deve ter aberto a porta errada por acidente. Eu congelo como um cervo nos faróis. O que eu faço? E o que eu deveria dizer? Eu não vi o quarto em tanto tempo, eu me esqueci do que está lá dentro. Deirdre levou a maioria das coisas de Ben, mas sei que ainda existem imagens na parede, e que o berço ainda está lá. Tenho certeza de que tudo está coberto de pó agora, como uma cápsula do tempo, selado e esperando para estragar tudo. Minha

respiração

me

deixa num

acesso

de raiva

irregular. Eu tenho que dizer alguma coisa, tenho que oferecer uma explicação a Rachel. Minha mente corre para uma mentira, porque eu não quero Rachel pense em mim de forma diferente. Estou finalmente me sentindo feliz novamente, e é tudo por causa dela. Perdê-la de qualquer maneira me mataria Meus pés se movem e agora estou andando pelo corredor, incapaz de parar até eu chegar a porta. Meu coração dá uma


guinada quando eu vejo o quarto, pintado de azul bebê, uma placa de madeira com um grande B pendurado sobre o berço. O armário está aberto, cabides vazios e alguns sacos de compras amassados espalhados pelo chão. Um retrato preto e branco de ultras som está moldado no armário, e uma grande foto a cores de mim segurando um bebê recém-nascido está pendurado torto na parede. Rachel tem uma mão sobre a boca, lentamente, olhando ao redor do quarto. Ela se vira quando ela me ouve na porta. Seus olhos brilham. — Derek, — ela começa, a voz sai em um sussurro. — Será que... Você perdeu um filho? — Eu fiz, — eu começo. — Mas ele ainda está vivo. Seu olhar vai para a imagem de mim segurando Ben, em seguida, volta para mim bem aqui. — Eu não entendo. Eu estendo minha mão, querendo sair deste quarto. É sufocante. Isso me lembra de como as pessoas podem ser incrivelmente egoístas como Deirdre. Mas não Rachel. Seus dedos acariciam a pele áspera em minhas mãos, e nos damos um passo para o corredor. Fechei a porta, sentindo meu peito soltar um pouco quando as coisas estão fora de vista. Nós vamos para a sala e eu me afundo no sofá. Rachel fica próxima ao meu lado, com medo do que eu vou dizer. — Estava causalmente namorando essa menina, — Eu começo.


— E ela ficou grávida. Ela me disse que era meu... E eu acreditei nela. Quando o bebê tinha três meses de idade, ela confessou que nunca foi meu, mas ela pensou que eu seria um pai melhor do que o cara que a engravidou. Eu acho que o cara virou uma nova página e ela queria dar outra chance. Então ela pegou o bebê e saiu. A boca de Rachel se abre, mas ela não consegue encontrar as palavras. Ao invés disso, ela pega a minha mão de novo, segurando-a entre as suas. — Isso é terrível, — diz ela se movendo para mais perto, pressionando seus lábios nos meus. — Eu sinto muito, Derek. — Eu nunca lidei com isso. Eu nunca disse a ninguém o quanto doía, o quanto eu amava ser um pai e como eu quero ser de novo... Só que de meus próprios filhos desta vez. Fechei a porta do quarto e aqui..., — eu digo colocando meu punho no meu peito. — Fechei e tranquei, nunca lidei com isso. Ele inflamou e se transformou em uma bagunça e honestamente pensei que não haveria nenhuma esperança de ser feliz novamente. Como você pode voltar à vida depois que algo assim aconteceu? Você não pode. Então, por que tentar? Eu respiro e olho para os olhos azuis de Rachel. — E então eu vi você, e tudo o que você passou. E isso me inspirou... E você me mostrou que nada é impossível. Que eu poderia seguir em frente. Eu poderia ser feliz. E eu poderia encontrar a menina dos meus sonhos e ela não fugiria gritando depois que eu dissesse sobre a minha bagagem emocional.


Rachel sorri. — Quando você a conheceu? Eu rio e ela tira suas mãos das minhas. Ela se inclina para perto e curvo a cabeça para baixo, pressionando meus lábios em sua testa. Seus braços vão em torno de mim e eu a puxo para meu colo. É assim que é suposto ser. Este é o lugar onde tudo parece certo. Ela é a minha outra metade. Nós nos encaixamos. Nós nos completamos. Estamos destinados a estar juntos. — O que você quer fazer? — Ela pergunta baixinho. — Esvaziar o quarto. Transformá-lo de volta no que era e depois arrumar para meu filho? — Porra, era bom dizer isso em voz alta. Era bom admitir para mim mesmo. Eu quero ter um bebê. Eu quero um presente para ser meu, ouvir uma vozinha me chamando de papai. Eu quero ensinar o meu filho ou filha a andar de bicicleta, como ler, como ser uma pessoa decente neste mundo. Eu quero uma esposa, alguém que me ame tanto quanto eu a amo. Levou um enorme esforço para me convencer de que aquelas eram coisas que eu não queria ou não precisaria. — E o que era o quarto antes? — Era uma sala de jogos. Meu material está no porão. — Você quer ajuda? — Ela pergunta e eu balanço minha cabeça. — Bem, se você quiser fazer mais tarde, ou a qualquer momento no futuro, eu vou ajudá-lo. — Você não tem — digo a ela. — Isto não é o que você veio fazer aqui.


Seus lábios se curvam em um belo sorriso. — Estar com você é o que eu vim fazer aqui, e ajudar você a mover coisas ao redor da casa ou ficar aqui com você, me deixa feliz do mesmo jeito. Embora não me interprete mal, ficar com você é mais divertido. — Ficar com você é mais divertido que, uh, qualquer coisa, — eu digo com um sorriso. Rachel passa suavemente os dedos pelo meu cabelo. — Não quero pressionar você, — diz ela suavemente. — Você não está, e eu sei que você não quer. Embora a verdade seja dita, poderia precisar de um pouco de pressão. Eu sei que não é bom ignorar merdas como esta. Eu só... Eu não sei como lidar. — Eu vou ajudá-lo, — ela promete. — Eu quero. Eu gosto muito de você, espero que você saiba. Acho que você sabe, mas no caso de não ... eu faço. Então, eu quero ajudá-lo. Sério. E Derek? Não tenha vergonha. — É como se ela estivesse lendo minha mente maldita. Envolvo meus braços em torno dela e a trago para mais perto. — Nós não temos que fazer nada se você não quiser. Eu quero. Eu sorrio e a beijo mais uma vez. — Rachel, — eu sussurro, — estar com você me fez querer as coisas novamente. Eu quero ser feliz. Quero ter esperança para o futuro. — Eu coloco um braço em volta dela, e inclino seu queixo para cima para mim. — E agora, tudo que eu quero fazer é te dizer que eu te amo. Os lábios de Rachel puxam para um sorriso.


— Derek, o que você está passando, você não tem que fazer isso sozinho. Porque eu também te amo.


Epílogo Rachel Três anos depois… Eu torço meu anel de noivado no dedo, nervosamente mordendo meu lábio. Eu mantenho meus olhos para baixo, tomando um cuidado extremo para não roubar um olhar no espelho antes do cabeleireiro ter terminado. Estudo as unhas recém-pintadas, sendo tentada por algum motivo doente a tocar na tinta para ver se ele vai fazer uma marca. Ao invés disso, eu achato minhas mãos na capa preta que está envolta em torno de mim e fecho os olhos. Eu penso na cachoeira, na forma como as pequenas gotas caíram para o chão e se espalhado no meu corpo quando eu estava perto. Arrepios ameaçam surgir na minha pele quando eu lembro a forma como a névoa cobriu meu rosto, e que tudo o que eu ouvia era o bater da água que descia dos céus. Em dois dias, estarei em um vôo de primeira classe para Maui para minha lua de mel. Só que dessa vez é real. E eu não irei sozinha. — Não se preocupe, — Lauren diz, caminhando ao redor da cabine de salão de beleza com um bebê dormindo em seus braços.


— Temos tempo de sobra. Não precisa se preocupar. Eu movo os olhos para cima para encontrar seu rosto, tomando cuidado para não mover a cabeça e estragar meu cabelo. — Você é a única que se preocupa sobre o tempo, você sabe. Ela balança a cabeça rapidamente e verifica a hora em seu telefone. Seu anel de casamento brilha sob as luzes do salão de beleza, e o bebê se mexe. A preocupação com o tempo desaparece do rosto de Lauren enquanto ela olha para sua filha, Charlotte. — Hey querida, — ela sussurra. — Você está com fome? O bebê de três meses estende a mão para o rosto de Lauren. Lauren move a camisa de lado e amamenta o bebê, ela chama sua outra filha, Ella. — Ella, deixe isso aí! — Eu a vejo no espelho, se divertido com outra criança puxando os grampos de seu cabelo. — Por que eu achei que fazer seu cabelo era uma boa idéia? — Lauren corre atrás de Ella, em seguida, Charlotte começa a chorar. É o caos, e posso dizer que Lauren está perturbada. Se eu pudesse me levantar e ajudar, eu faria. Minha irmã Ashley a ajuda, pega o bebê chorando de Lauren para que ela possa arrumar o cabelo de Ella. Ambas as meninas de Lauren são bonitas, uma mistura perfeita dela e Noah. Ela suaviza o cabelo de Ella e pega Charlotte, sentando em uma cadeira vazia ao meu lado para alimentar o bebê. Com um suspiro, ela balança a cabeça.


— Vale a pena, eu prometo, — ela me diz, sorrindo para seu bebê. — É, — eu digo inclinando minha cabeça para trás, ficando um pouco emocional quando eu penso em ter meu próprio filho algum dia. Algum dia em breve. O cabeleireiro passa em volta de mim, prendendo os últimos cachos no lugar. O fotógrafo vem, tira algumas fotos espontâneas de todos nós. Mais alguns minutos se passam e, em seguida, meu cabelo está feito. — Pronta? — O cabeleireiro pergunta antes que girar a cadeira de volta. Concordo com a cabeça e prendo a respiração. — Eu amo isso! — Eu disse quando meu reflexo vem na vista. Viro a cabeça, inspecionando meu cabelo. — Está perfeito. Ele remove a capa e as madrinhas se reúnem em torno de mim, todas jorrando elogios. Embora, eu goste de pensar que seus elogios são genuínos desta vez. Com o nosso cabelo e maquiagem feitos, nós deixamos o salão e voltamos para o local onde o casamento e recepção estão ocorrendo. — Está perfeito hoje, — Ashley diz, olhando para o céu azul acima de nós. — Eu estava com medo que fosse chover. O clima é muito imprevisível em Michigan. — É, — Eu concordo com os dois pontos. — E não está muito quente para julho. — Tudo está certo, — Lauren diz com um sorriso. Fizemos um segundo plano em caso de chuva, mas parece que


não vamos precisar dele agora. Desde que me mudei para Dallas, de novo, um ano e meio atrás, nós decidimos ter o nosso casamento aqui, na minha cidade natal, em Michigan. — Hora de se vestir, — Lauren anuncia, logo que nós estamos no quarto do hotel. Ela é minha cerimonialista de casamento não oficial e mantém todos em um cronograma apertado. Minha mãe começa a chorar lágrimas de felicidade. Encontrando dificuldade para conter minhas próprias emoções, eu me esgueiro para o banheiro e puxo meu telefone para ligar para Derek, mas acabo desistindo, sabendo que não posso segurar minha determinação. Porque eu tenho um segredo. Mas parece que estamos na mesma página porque, Derek me liga. — Hey, — eu sussurro. Derek e eu dormimos em quartos separados ontem a noite e até mesmo em andares separados. Sim, eu sei que viver junto anula meio que toda a noite de núpcias, mas é mais divertido assim como nós estamos fazendo. E é melhor você acreditar que a minha família está aplicando incondicionalmente essa história de nos manter afastados até o casamento. — Eu sinto sua falta, — Derek sussurra de volta. — A próxima vez que eu vê-la, você vai se tornar minha esposa. Puta merda estou me sentindo muito inferior agora pensando que você vai estar presa comigo para o resto da sua vida. Tem certeza de que quer continuar com isso? —Ele brinca. Eu rio, cobrindo minha boca com a mão.


— Mais do que qualquer coisa. — Deixei escapar uma respiração profunda. — Eu quero te beijar tanto agora. — Eu quero fazer mais do que isso com você, — ele geme. — É rude, se deixamos a nossa própria recepção cedo? — Para o sexo? Sim, acho que sim. Mas podemos dar uma escapadinha e voltar. — Temos tempo antes da cerimônia? Eu ri novamente. — Eu espero. Derek eu... Eu... Eu te amo, — eu digo. — Eu tenho que ir antes que alguém me ouça e pegue o telefone. — Eu também te amo, — ele diz e nós desligamos. Eu faço xixi, lavo cuidadosamente as minhas mãos para não borrar minhas unhas ou ter água espirrada no meu rosto por acidente ou algo assim, e então volto para o quarto para colocar o meu vestido de noiva. Em pé na frente do espelho de corpo inteiro, olhando para mim com o vestido marfim. Eu pareço como uma princesa, e eu me sinto como uma também. É o que mais importa. Estou prestes a me casar com meu príncipe, a única pessoa no planeta louca que sem dúvida é perfeito para mim. Lágrimas enchem meus olhos e eu olho para cima, piscando como louca para não estragar a minha maquiagem. Há uma boa chance que vou chorar quando vir Derek me esperando. E há uma chance ainda maior quando eu começar a dizer o meu segredo, um que eu só descobri esta manhã. Ele vai ser papai novamente em breve. Muito em breve.


FIM!!!!


Then Comes Marriage - Emily Goodwin  

*Se apaixonar. Confere Estar envolvida e planejar um casamento perfeito. Confere Encontrar meu noivo com outra mulher. Eu nunca pensei q...

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