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November November está ansiosa para conhecer o pai e a segurança de uma cidade pequena. Após deixar a Big Apple e suas más lembranças e ir ao Tennessee, November começa a trabalhar para seu pai em seu clube de strip, fazendo a contabilidade. Na única vez que sua entrada no clube é permitida durante o horário de funcionamento, ela encontra Asher Mayson. Ele é perfeito, até que abre a boca e faz suposições. November não quer ter nada a ver com Asher. Infelizmente, o destino tem outros planos para November.

Asher Mayson Asher Mayson nunca teve problemas para conseguir uma mulher, quer dizer, até November. Agora ele só consegue pensar em November, em como fazer com que ela seja dele e mantê-la segura.


Entrando no lobby do hotel, o ar quente bate-me no rosto. É outubro e já posso dizer que o inverno será difícil. A senhora atrás do balcão olha acima de seu computador com um olhar de choque no rosto. Eu não a posso culpar. Eu pareço como me sinto: uma porcaria. — Oh, querida, você está bem? — Ela pergunta. Eu odeio essa pergunta. — Estou bem. — Eu tento sorrir. — Preciso de um quarto. Algum que aceite cães, se você tiver. — É claro, — diz ela, voltando a olhar para baixo em seu computador e digitando. — Quantas noites? — Apenas uma — eu inclino-me sobre o balcão, sentindo a exaustão dos últimos dias alcançando-me. — O quarto 312 é para pessoas com cães. É só pegar o elevador para o terceiro andar e virar à direita. Serão setenta dólares a diária e requer um depósito de cinquenta para o cão. Entrego meu cartão. Esperando ela terminar de fazer nosso check-in, eu olho para meu novo companheiro. Não posso acreditar que ele salvou minha vida. Pelo que me lembro, eu fui atacada e ele veio do nada, pulando sobre o cara que me agredia. Os policiais disseram que se não fosse por ele, eu provavelmente estaria morta ou em coma. Em vez disso, eu apenas tive uma concussão, duas costelas quebradas e um pulso torcido. Beast1 foi a primeira coisa que eu vi quando acordei naquele beco fedendo a lixo e a urina. Eu pensei que estivesse morta, até que ouvi o choramingo e senti uma língua quente e molhada movendo-se em meu rosto. Abri meus olhos para ver 1

Fera.


um rosto enorme olhando para mim como uma espécie de cachorro anjo. Ele ficou a meu lado enquanto eu reunia minhas forças para levantar-me. E nunca saiu, nem mesmo quando eu rapidamente fui ao apartamento para chamar a polícia. Ele foi meu próprio guarda-costas em cada momento. — Aqui está, querida, — ela diz, entregando o cartão do quarto. — O elevador está à direita naquela sala — ela aponta para a esquerda. — Obrigada — murmuro, pronta para ir para a cama. — Eu sei que isso não é de minha conta, — diz ela e eu paro para olhar. — Espero que você tenha conseguido acertá-lo algumas vezes antes de partir. — Não é o que parece — eu sorri e balancei minha cabeça. — Mmm humm, querida. Se você diz. Eu não quero discutir com ela então apenas abandono a questão e sorrio. — Vamos lá, garoto. — Eu arrasto Beast junto comigo para o elevador enquanto tento levar minha mochila. — Você pode sentir o cheiro de tudo amanhã cedo, quando eu não estiver tão cansada — eu digo através de um bocejo enquanto o puxo atrás de mim. Quando finalmente chegamos a nosso quarto, eu sou oprimida pelo cheiro de urina de cão. Eu pergunto-me por que eles cobram cinquenta dólares a mais se obviamente não o usam para tirar o cheiro do tapete. Estou muito cansada neste momento para importar-me e apenas feliz por ter uma cama. Poderíamos dormir em meu carro, mas com todas minhas coisas nele não há muito espaço. Eu tiro a coleira de Beast e vou ao banheiro, carregando minha bolsa comigo. Depois de escovar os dentes e lavar o rosto, eu olho-me no espelho e encolhome. Pareço uma vaca. Meu rosto está cheio de hematomas, os olhos verdes estão vermelhos e inchados, meu lábio superior está cortado e tenho tantas contusões que até meu cabelo dói. Eu tiro minha calça jeans, suéter e sutiã, mas mantenho meu top e calcinha, em seguida, rastejo na cama. Inclinando-me, eu apago a luz. Dois segundos depois, sinto a cama saltar com o enorme corpo de Beast quando ele se enrola em mim. E então eu apago. O sol está brilhando através da fresta da cortina. Eu gemo e rolo. Beast está deitado de costas com as pernas para cima no ar e está roncando. Ele é o cão mais estranho que já conheci. Não que eu tenha muita experiência com cães. Sempre os tentei evitar. Quando eu tinha quatro anos, nós fomos visitar um dos amigos de


minha mãe no Hamptons. Eles tinham um cão que me atacou. Acabei no hospital com pontos que iam da sobrancelha até o canto de meu olho. Desde então, eu tenho um medo profundo de cães. Incluindo os pequenos, que todos pensam que são tão bonitos porque parece que você poderia colocá-los em seu bolso. Meu cão, Beast, não é pequeno. Eu pesquisei por fotos de cães após encontrá-lo e pelo que eu posso dizer, ele é um Dogue Alemão. Ele chega até minha cintura quando está de pé sobre as quatro patas. Eu tenho um metro e sessenta e dois e quando ele se ergue em suas patas traseiras, a cabeça dele fica a uns bons dez centímetros acima da minha. Surpreendentemente, eu não tenho medo dele de jeito algum. Na verdade, acho que eu não teria sobrevivido pelos últimos dois dias sem ele. — Vamos lá, amigo, — eu digo quando dou um tapinha em sua barriga. Ele revira seu corpo para o lado, olhando para mim como se eu fosse louca. — Sim, é hora de acordar e voltar para a estrada, se quisermos chegar até o papai hoje à noite — eu digo, enquanto saio da cama. Ele ainda não se move. — Tanto faz. Vou tomar banho — digo a ele, como se ele se importasse. Tropeçando por meu caminho para o banheiro, eu ligo o chuveiro. Quando vapor enche o pequeno cômodo, eu tiro meu top e calcinha e entro. Abrindo a embalagem de sabonete barato de hotel, eu lavo meu corpo. Depois de me lavar da cabeça aos pés, tentando ser cuidadosa em volta dos cortes em minhas pernas e braços, acho o xampu, mas percebo que não há condicionador. Lamento não ter procurado no carro todos meus suprimentos de banho ontem à noite. Saindo e secando-me, tento pentear meu cabelo com os dedos, o suficiente para que eu não pareça totalmente louca quando fizermos o check-out. Não que isso importe, eu ri para mim mesma. Basta apenas um olhar em meu rosto e ninguém se importará como está meu cabelo. Encontro um sutiã e calcinha limpos e visto. Coloco um moletom e deixo meu cabelo em um nó confuso no topo de minha cabeça, em seguida, deslizo meus óculos de sol para descansar em minha cabeça até chegarmos lá embaixo. Saindo do banheiro, Beast está sentado na cama, parecendo esperar por mim há tempos. Macho típico. — Vamos lá, garoto. Vamos embora. — Eu bato minha perna e ele pula da cama para caminhar até mim. Sentado em meus pés, ele espera que eu coloque sua coleira. — Ok, menino doce, eu vou alimentá-lo lá fora — eu digo, enquanto checo novamente o banheiro para certificar-me de que não deixei nada. Andando


para o elevador com Beast a reboque, eu diminuo o passo para que ele possa sentir o cheiro de tudo o que ele perdeu ontem à noite. O elevador abre-se e a pessoa que pisa para fora quase tropeça com a visão de Beast. Quero dizer, ele é grande, mas não é tão assustador de olhar. Sua pele é cinza escuro com manchas pretas, o nariz é rosa com pontos pretos e seus olhos são quase azuis. Ele é realmente muito bonito. Eu olho para o cara e peço desculpas. — Talvez tenha sido meu rosto que o assustou — eu digo a Beast quando a porta do elevador se fecha. Ele inclina a cabeça em concordância. Já no primeiro andar com a porta do elevador aberta, há luz suficiente para colocar meus óculos de sol, então os deslizo por meu rosto. Caminhando para o check-out, eu noto que há um novo funcionário na recepção. Rezo para não termos outra conversa desconfortável. É quando eu vejo uma caixa para colocar as chaves e vou direto para lá, sem olhar para a recepção. Logo que largo minha chave lá dentro, o cheiro de café atinge-me. Meus pés movem-se sem meu comando para a fonte de minha fraqueza. Adoro café. Eu bebo tanto café todos os dias que apenas meu consumo de café poderia sustentar um país pequeno. Com café na mão e um bagel na boca, nós seguimos em direção a meu carro. Lá fora, o ar frio que atinge meus pulmões é incrível. Ando para meu outro bebê, meu fusca conversível azul claro. Abro a mala e solto minha bolsa no interior, procurando pela tigela de comida e água de Beast e colocando-as no chão. Apoiando-me contra meu carro, eu observo Beast devorar sua comida enquanto desfruto da minha. Quando ele termina, eu coloco suas tigelas de volta no carro e levo-o para a área gramada perto do estacionamento para fazer suas necessidades. Deito na grama fria, olhando para o céu e tudo o que posso pensar é que em apenas algumas horas, minha vida será muito diferente.

*~*~* Dirigir não é divertido. Ok, vamos ser claros, dirigir meu carro com um animal gigante em forma de cachorro, indo de Nova York ao Tennessee não é divertido. Meu carro é pequeno e com todas minhas coisas lotando o porta-malas e o banco de trás, não há espaço para Beast. Eu sinto-me mal por ele estar preso aqui com nenhum lugar para deitar-se. Mas eu tenho que dizer, ele é muito


inventivo. Em um ponto, sua bunda estava no banco, enquanto a parte superior de seu corpo estava deitada no assoalho. Não parecia confortável para mim, mas aparentemente ele não se importava, porque depois de alguns minutos de encontrar essa posição, ele já roncava. Quem diria que cães poderiam roncar tão alto? Paramos a cada duas horas para descansar e esticar as pernas. Ainda não conseguimos sair da Virgínia. Para ser honesta, estou apenas contente das estradas estarem limpas. Você nunca sabe que tipo de clima encontrará durante esta época do ano. Outubro é um daqueles meses complicados. Alguns dias são belos e ensolarados e outros dias estão congelando e tudo que você quer fazer é ir hibernar durante o inverno. Eu odeio frio. Talvez depois de me instalar com meu pai, eu faça uma viagem para uma praia em algum lugar. A única coisa boa sobre o inverno é poder usar blusas e botas bonitas. Mas sinto falta de meus vestidos durante o inverno. Uso vestido todos os dias durante o verão. Fiz aulas de costura só para poder fazer meus próprios vestidos de verão. Não há nada como levantar de manhã, tomar um banho e escorregar em um vestido e um par bonito de sandálias. Não há trabalho envolvido. Você pode adicionar um casaco bonito ou joias extras, mas não precisa. Um vestido é simples. Durante o inverno, você não só tem que usar calças e botas, mas tem que garantir que seus sapatos combinem com o top e a jaqueta. Sim, eu odeio frio. Meu telefone explode Breathe de Anna Nalick tirando-me do devaneio sobre o verão e vestidos. Olhando para a tela, eu vejo que é meu pai ligando. — Oi pai. — Oi, garotinha. Apenas verificando para ver até onde você chegou. Olhando para meu GPS, eu digo: — Ainda estamos na Virgínia e temos cerca de seis horas para chegar. Fiz muitas paradas para o Beast. — Oh, sim. Esqueci que você está trazendo aquela coisa que você chama de cão com você. — Ele ri baixinho. — Espero que saiba que a única razão pela qual eu deixei você trazê-lo para minha casa é porque ele salvou sua vida. Enviei-lhe uma imagem de Beast quando lhe disse que ele iria comigo. Papai ficou chocado. Ele disse que meninas deveriam ter cães pequenos e bonitos como animais de estimação, não coisas que pareciam poder comê-las.


— Eu sei, papai, mas ele é realmente um bom cão. — Como se ele soubesse que falávamos dele, Beast levanta a cabeça e late. — Eu sei, menino doce — eu falo para ele. — Sim, acho que não é uma coisa tão ruim ele poder ajudar-me a afugentar todos os indivíduos que comecem a farejar. — Ha ha, pai! — Bem, garotinha, eu ligo em poucas horas para verificar de novo. — Tudo bem, pai. Falo com você depois. Desligando depois de falar com meu pai, eu fico com um sorriso no rosto. Pergunto-me o quão diferente seria minha vida se minha mãe tivesse me deixado com ele, em vez de me levar com ela. Gostaria também de saber por que ela me levou, para começar. Minha mãe conheceu meu pai em uma festa de formatura quando tinha dezoito anos. Eles tiveram uma noite de embriaguez, relações sexuais desprotegidas e eu nasci nove meses depois. Duas semanas depois, minha mãe saiu comigo para viver com seu primo em Nova York. Enquanto eu crescia, minha mãe não se envolvia em nada. Eu sempre tive uma babá. Seu nome era Sra. B. Ela morava no apartamento ao lado. Ela era a pessoa com quem eu sempre contei. Se algo acontecesse, eu procurá-la-ia. Ela enfaixava meus machucados e dizia-me para não chorar por meninos porque eles eram todos estúpidos. Ela foi a única figura parental que eu conheci de verdade e quando ela faleceu, eu senti como se meu mundo desmoronasse a meu redor. Meu pai encontrou-me não muito tempo após o falecimento da Sra. B. No início, eu estava com raiva e recusei-me a responder a qualquer uma das cartas que ele enviou. Então, um dia, recebi uma enorme caixa recheada de cartões de aniversários, Natal, Dia das Bruxas e cada feriado entre eles. Alguns pareciam velhos e alguns pareciam novos, mas todos diziam a mesma coisa. Sonhando com quando passaremos este dia juntos. Desde então, falamos todos os dias e ele tornou-se um de meus melhores amigos. — Ok, menino, vamos fazer uma pausa. O que você diz? — Sim, falar com meu cão está tornando-se um hábito. Mais provavelmente, um ruim. Preciso ter certeza de que ninguém está por perto quando faço isso ou acabarei parecendo um dos loucos que pensam que seu animal envia mensagens do outro lado. Isso não


seria uma coisa boa. Tenho problemas suficientes sem adicionar insanidade na mistura. Eu saio na próxima parada de descanso e estaciono perto da área designada para cães. Deixo Beast sair e ele balança seu pelo e estica as pernas na frente dele. Nós caminhamos até a grama e ouço o motor de outro veículo. Eu viro-me para ver se a pessoa saindo tem um cachorro também. Não quero acabar com uma luta de animais e não tenho ideia de como Beast reagirá a outros cães. Noto que o carro que para ainda está ligado e ninguém sai. O carro é um Ford Edge prata com placas de Nova York. As janelas são matizadas tão escuras que você não pode ver nada dentro. Algo vibra em toda minha pele. Beast deve sentir isso também, porque ele começa a rosnar. Tentando agir casualmente, começamos a caminhar de volta para meu carro. Vejo a porta do lado do passageiro de trás do Edge abrir. É quando eu corro, com Beast correndo a meu lado. Abro minha porta e ele salta por meu assento. Acabo de fechar a porta quando vejo um cara andando em minha direção. Ele veste um moletom preto e calça jeans preta. O capuz do moletom faz com que eu não possa ver nenhum detalhe de seu rosto, mas sei que ele é branco, porque suas mãos descansam em seus quadris. Sem uma segunda olhada, eu coloco meu carro em sentido inverso e pressiono o pedal do acelerador. Caixas deslizam quando viro meu carro para sair da área de descanso. Continuo dirigindo e acelero para longe. Não vejo o Ford Edge em meu espelho retrovisor. Meu coração vai a um milhão de quilômetros por hora e continuo procurando sinais do Edge. Felizmente, não está a vista. Começo a pensar em toda a situação e percebo que minha imaginação segue um pouco louca depois de ser atacada. Quero dizer, realmente, quais são as chances de alguém de Nova York me seguir apenas para tentar me machucar novamente? Algumas horas mais tarde, não há nenhum sinal do Edge quando verifico meu GPS. Tenho menos de duas horas até chegarmos a meu pai. Olhando para meu medidor de gasolina, vejo que tenho que parar logo para abastecer. Com esse pensamento, meu coração que estava calmo começa a acelerar novamente. Passa das sete da noite e a interestadual está tranquila, com apenas alguns carros viajando. A próxima saída oferece todo o tipo de fast food disponível, por isso espero que haja muita gente lá. Não, não apenas pessoas. Espero o tipo


caminhoneiro, assustador de pessoas. Eu saio da interestadual e estaciono no posto de gasolina mais bem iluminado ao redor. Há outros carros abastecendo, então eu saio e entro para pagar. Há um Dunkin’ Donuts e, como um homem sedento em um deserto, encontro-me em pé na frente de seu balcão. Depois de comprar meu café, pago pela gasolina, pego mais uma garrafa de água para Beast e saio para o estacionamento. Olhando ao redor, eu ando rapidamente para meu carro. — É um cão bonito que você tem aí. Gritando e afastando-me, eu quase caio sobre a mangueira que sai da bomba de meu carro. — Desculpe se assustei você, querida. Acabei de ver seu cachorro e ele é uma beleza. — Oh, obrigada — eu digo, segurando meu peito. Consigo olhar para o cara, ele parece inofensivo. Ele está vestido muito parecido com o Papai Noel, incluindo os suspensórios com uma camisa xadrez vermelha e preta escondida em sua calça jeans e botas. Não posso evitar o sorriso que vem para meu rosto. Ele sorri de volta. — Russ — diz ele, estendendo a mão. — November — eu digo, balançando a sua de volta. — Que tipo de cão ele é? — Dogue Alemão, eu acho. Não tenho certeza. Apenas vi fotos online após o encontrar. Seu nome é Beast. — Você encontrou-o e chamou-lhe de Beast — ele ri. — Bem, na verdade é uma longa história, mas acho que ele meio que me encontrou. — Isso eu acredito! — Diz ele com um olhar triste no rosto. — Você cuida dele e ele cuida de você, querida. Eu costumava ter um cão como esse e ele viajava por toda parte comigo. Até me protegeu algumas vezes quando entrei em problemas. Eles realmente são o melhor amigo do homem — ele parece tão perdido falando sobre seu cão que eu queria dizer algo, mas não sabia o quê. Estico minha mão e aperto a sua. Ele aperta a minha de volta, então eu largo a minha a meu lado e dou-lhe um pequeno sorriso. — Bem, tenho que pegar a estrada. Tenho uma carga para deixar em Nashville. Tenha uma boa viagem.


— Você também — eu digo quando ele caminha para um caminhão com a palavra amarelo escrito na parte de trás e entra. Então, sem pensar, eu levanto meu punho no ar e puxo para baixo. Com isso, ele aperta sua buzina e segue adiante. Não posso evitar o sorriso que bate em meu rosto.

*~*~* Meu GPS anuncia que atingimos nosso destino quando estou dirigindo por uma longa estrada particular. Ao longe, vejo uma grande casa azul com uma envolvente varanda branca. Sentado no escuro em uma cadeira de balanço está meu pai. Eu desacelero para observá-lo. Ele tem os pés descalços esticados para fora na frente dele com um copo em sua mão esquerda. Ele veste jeans com uma camiseta azul de manga longa de gola V. Seu cabelo escuro mal toca o colarinho da camisa e está empurrado para trás de seu rosto. Sua pele parece bronzeada, como se ele passasse muito tempo no sol, mas ao redor dos olhos é mais leve. Ele provavelmente usa óculos de sol quando está ao ar livre desfrutando do calor. Eu paro quando ele levanta e começa a descer as escadas. Eu tento abrir minha porta, mas ele já está lá, abrindo-a para mim. Saindo do carro, minhas mãos começam a tremer e todo o estresse e preocupação dos últimos dias vem à superfície. Eu sei que agora que estou aqui, meu pai cuidará de tudo. Ele é meu maior incentivador e a pessoa com quem sempre pude contar. Ele puxa-me para um abraço gigante, apertando-me. Quando finalmente me coloca na frente dele, ele olha para mim e suas mãos vão para meu rosto. — Você está mais bonita do que a última vez que lhe vi, garotinha. Mesmo com todas as contusões, — diz ele, segurando meu rosto suavemente em suas mãos. Seu rosto muda e sua mandíbula fica tensa. — Se eu alguma vez vir a cara do merda que fez isso com você, ele desejará nunca ter nascido. Espero que peguem esse covarde, — diz ele, deixando de lado meu rosto e abraçando-me em seu peito enquanto beijava o topo de minha cabeça. — Bem vinda ao lar, garotinha. Isso era tudo que eu precisava ouvir para meu corpo inteiro relaxar no seu. Bem-vinda ao lar. Na verdade, eu tinha uma casa e parecia bonita. — É bom estar em casa, — eu digo com um sorriso. Só então, Beast empurra seu caminho entre nós. Papai abaixa-se para mostrar-lhe algum amor. Ele coça a cabeça e, em troca,


Beast lambe seu rosto. — Ei, agora. Nada disso, — diz ele em pé. — Então, garotinha, vocês estão prontos para ver sua nova casa e conhecer o terreno ou você quer apenas ver seu quarto e desmaiar? Rindo, eu digo: — Verei apenas o quarto e desmaiarei. Foi uma longa viagem. — Eu sei que você queria chegar aqui rapidamente, mas deveria ter ficado outra noite em um hotel. Não contei a meu pai sobre a parada de descanso, porque não queria que ele se preocupasse. E acho que estava apenas sendo paranoica. Mas depois do que aconteceu, tudo que eu queria era chegar à casa de meu pai e colocar o máximo de quilômetros possíveis entre mim e Nova York. — Eu sei, papai, mas eu só queria chegar aqui. — Estou feliz que você chegou com segurança. Vamos levar você para dentro para que você possa se instalar e dormir um pouco — ele coloca o braço em volta de meu ombro, levando-me com ele. Entrando na casa, eu fiquei surpresa que tudo parecesse saído de uma revista. Perto da porta da frente, estava uma longa mesa preta com uma tigela cheia de chaves e moedas. Os pisos de madeira eram tão escuros, que pareciam quase pretos. Caminhando pelo corredor, nós entramos em um cômodo com os tetos mais altos que eu já vi. As vigas que atravessavam a sala eram da mesma cor que o piso de madeira. Havia uma parede de janelas que ia de um dos lados da sala para o outro. A cozinha estava aberta para a sala de estar com uma ilha no centro que era tão grande quanto uma mesa de jantar, com cinco bancos em frente. Os aparelhos na cozinha pareciam novos e sem uso. As bancadas são de granito claro com marrom e vermelho passando através deles. Na sala, há um sofá de couro que parece mais com uma cama com um baixo encosto. A TV é embutida na parede e há duas poltronas de couro em cada lado do sofá. As almofadas e cobertores na parte de trás do sofá combinam com o granito na cozinha. Todas as cores na casa combinam perfeitamente. Vejo caramelo, marrom escuro e vermelho em toda parte que eu giro. — Uau, pai, isso é lindo. — Obrigado querida. Sua avó decorou. — Vovó? — Pergunto.


— Sim. Ela mal pode esperar para conhecê-la. Sei que não conversamos muito sobre minha família, mas todos sabem sobre você e estão animados para conhecê-la. — Incrível — sussurro, ainda chocada por minha mãe levar-me quando eu era um bebê. Ela nunca falou sobre meu pai. Eu nem sabia quem ele era até que fiz dezoito anos e ele achou-me. Sempre que ele ia à Nova York para visitar-me, ele nunca falava sobre sua família e eu nunca perguntei. Imaginei que sua história fosse a mesma que a de minha mãe. Seus pais morreram antes que eu os pudesse conhecer e ela não tinha irmãos ou irmãs. Minha mãe sempre foi uma solitária, a menos que você tivesse algo que ela quisesse. Nesse caso, ela grudava como um parasita sugador de vida. — Todo mundo estará aqui no café da manhã. Eles queriam vir esta noite, mas eu pensei que você poderia ficar sobrecarregada em sua primeira noite em casa. Além disso, nós precisamos conversar sobre você fazer a contabilidade para o clube. Sua formação ajudar-me-á a arrumar o escritório. Não tenho muito tempo para gerenciar essa parte do negócio. Lynn afastou-se com o marido e não tive a chance de substituí-la. — Quando eu começo? — Eu digo, sorrindo. — Bem, esta noite eu quero que você descanse. — Ele aperta meu ombro. — E no resto da semana, eu quero que você se recupere. Depois que você estiver se sentindo melhor, eu levá-la-ei ao clube e mostrarei o cargo. Felizmente, você pode trazer alguma coisa para que possa trabalhar em casa. — Parece bom para mim. — Andando pela cozinha, há um lance de escadas que vão para o porão. — Uau, pai, eu pensei que você me amasse, mas agora você me está levando para o calabouço. Rindo, ele balança a cabeça. — Não. Há um apartamento no porão. Sua avó e todo mundo veio e trabalhou nele durante todo o dia anterior. Eles apressaramse assim que descobriram que você ficaria comigo. Ele também tem sua própria entrada para que você possa ter alguma privacidade — ele acende a luz. — É perfeito — há uma pequena sala de estar e cozinha quando você entra. Ele leva-me até um pequeno corredor e abre uma porta. O quarto é enorme e há também um banheiro com um chuveiro e uma pia com suporte. Estou tão sobrecarregada que começo a chorar.


— Está tudo bem, — Papai diz ao arrastar-me em seu corpo para um abraço. — Só queremos que você seja feliz aqui. — Isso é tão bom. Eu não posso mesmo dizer a você o quão feliz eu estou — eu digo em sua camisa, dando-lhe um aperto. É a verdade. Nunca vi um espaço mais perfeito. É incrível que este seja um lugar para chamar de meu. — Bem, eu vou desempacotar suas malas enquanto você dorme um pouco, — diz ele, beijando minha testa. Ele vira-se para sair, para e olha para mim por cima do ombro. — Eu estou realmente feliz que você esteja aqui, November. Não posso mesmo lhe dizer o quão feliz você me faz — com isso, ele vai-se. Deixandome pensando sobre o quão diferente minha vida poderia ter sido. Acordando de manhã com o cheiro de café e o som de vozes acima de mim, eu saio da cama. Depois que tomo banho, visto minhas calças de brim favoritas. Elas são tão escuras que são quase pretas e combinam com um suéter de um ombro à mostra cor de lavanda e botas de montaria marrom escuro. Eu seco meu cabelo e amarro-o em um rabo de cavalo que atinge o meio de minhas costas. Coloco um pouco de maquiagem para tentar esconder os hematomas que agora começam a ficar verdes. Com um pouco de rímel, pó e blush no rosto, eu subo até lá em cima. Beast está sentado na ilha ao lado de uma mulher com o mesmo cabelo que meu pai. Quando me vê, ela salta para fora do banco e corre para mim, puxando-me para um abraço apertado. — Oh, doce menina, você finalmente está aqui, — diz ela, mantendo-me longe de seu corpo e colocando as mãos em meu rosto. — Você parece tanto com sua bisavó Ellie. Ela era uma beleza e você tem olhos e cabelos de seu pai — puxandome de volta em seu peito, eu sinto vontade de chorar pela menina que perdeu isso. — Obrigada — eu digo, tentando controlar as lágrimas que se aproximavam. — Oh, querida, você não tem que me agradecer. Isso é um presente dado por Deus e bons genes. Senhor, eu estou tão feliz que você esteja aqui e eu possa ver por mim mesma como você é linda. Seu pai mostrou-nos todas as fotos no celular dele, mas não é o mesmo. Ele tem muito orgulho de você — então é isso. Começo a chorar como um bebê. Acho que nunca chorei tanto em minha vida. Toda a situação é surreal. Sinto-me afortunada e com medo, querendo saber se os vou decepcionar.


— Ok, ok, — meu pai diz, cortando. — Chega de coisas tristes. Vamos apresentá-la a todos, garota. Conhecer toda minha família é um pouco assustador. O irmão de meu pai, o tio Joe, é um pouco mais alto do que ele, mas tem o mesmo tipo de corpo. Você pode dizer que ele cuida de si mesmo como meu pai faz. Ambos têm músculos volumosos. O cabelo escuro de meu tio está começando a ficar grisalho e ele parece que poderia posar para uma revista de motoqueiros por seu cavanhaque e tatuagens.

Ele

trouxe

meus

primos

também.

Seus

filhos

gêmeos

são

completamente o oposto um do outro. Chris e Nick têm vinte e cinco anos de idade. Chris parece um surfista com cabelos loiros desarrumados e um bronzeado dourado. Nick parece uma estrela do rock com cabelo castanho escuro e pele clara coberta com tatuagens. A prima de meu pai, Maddy, seu marido, Mark e sua filha de dois anos de idade, Alyssa, também estão aqui. Eles ainda têm alguns outros amigos da família para eu conhecer. O café da manhã é delicioso e eu estou realmente gostando de conhecer todos. Todos parecem realmente amáveis. Nós falávamos sobre o que eu planejo fazer depois de me estabelecer. Eu explico sobre ter uma licenciatura em gestão de negócios e que estou pensando em ajudar meu pai no clube. É quando o clima muda e o inferno desaba. — Você o quê? — Pergunta tio Joe, gritando tão alto que seu rosto ficou vermelho. — Hum, eu vou ajudar meu pai? — Eu digo, minha resposta soando como uma pergunta. Olho em volta, imaginando o que eu perdi e por que ele está tão chateado. — Cuidado, Joe — meu pai rosna. — Nenhuma sobrinha minha vai trabalhar em um clube de strip... que nós possuímos juntos, eu poderia acrescentar. — Clube de strip? — Pergunto completamente chocada. — Ela não vai trabalhar no clube. Ela fará a contabilidade e gerenciará o escritório. Ela não estará lá durante o horário do clube e nunca estará na frente da casa. — Não me importo se ela vai trabalhar na frente ou na porra do beco, ela não vai para lá.


— Pelo que me consta, ela é minha filha e eu possuo metade daquele clube. Você não tem nada a dizer sobre o que ela faz ou não faz. Eu quero que ela trabalhe para mim e como eu disse antes, ela nunca verá a frente da porra do clube. — Você quer trabalhar lá? — Meu tio pergunta-me. Sinto-me colocada contra a parede e eu realmente não quero responder. — Hum... Eu... ugh. — Eu respiro fundo antes de tentar responder. — Não sabia que era esse tipo de clube — eu digo em um sussurro. Não que eu tivesse alguma coisa contra clubes de strip. Quer dizer, cada um na sua, certo? — Tudo bem, Joe, — Vovó corta. — Se November quiser trabalhar lá, é escolha dela. E Mike, se ela não quiser trabalhar lá depois de descobrir que tipo de clube é, também é escolha dela. Você sabe que eu não amo esse clube, mas eu amo-lhes muito e apoiei a decisão de vocês em abri-lo. Mas, para November, será escolha dela e somente dela se ela o quer ajudar com as coisas do negócio do clube. Eu não estou feliz com o olhar no rosto dela agora e digo a vocês dois para deixarem-na tomar sua própria decisão. Depois que minha avó fez a oração, tudo voltou ao normal, mas eu ainda podia sentir a tensão entre meu pai e tio. Eu queria trabalhar com meu pai, mas também não queria causar problemas entre ele e seu irmão. Eu não conseguia absorver o fato de que meu pai era dono de um clube de strip. Quando imaginava um dono de um clube de strip, eu imaginava um cara velho, gordo, com olhos redondos, ternos brega e de topete ruim. Não alguém como meu pai. Ele é bonito, um homem bem construído de quarenta e cinco anos de idade. Depois de ponderar sobre isso por alguns minutos, percebi que eu estava orgulhosa. Conhecendo meu pai e o tipo de homem que ele é, eu não podia evitar pensar nas mulheres que trabalham para ele e quão sortudas elas são. Tenho certeza que nessa indústria, respeito é difícil de conseguir. Mas uma coisa eu sei com certeza: ele respeita as mulheres que trabalham para ele. Tenho certeza de que nem sempre é o caso em clubes de strip. Assim, com esses pensamentos flutuando em minha cabeça, eu viro e sorrio para meu pai. Ele responde com um sorriso ainda maior.

*~*~*


Após duas semanas de me estabelecer e curar, era hora de começar a viver no mundo real novamente. O mundo em que você precisava de coisas como um trabalho e dinheiro para sobreviver. Meu pai e eu íamos ao clube para encontrar alguns de seus principais funcionários. Dizer que estou nervosa é um eufemismo. Levei mais tempo do que o normal para ficar pronta. Quero dizer, sério! O que você usa para ir ao clube de strip do qual seu pai é dono? Depois de decidir por meu vestido suéter cinza com legging preta e botas pretas, eu enrolo meu cabelo em ondas grandes em minhas costas. Coloquei uma maquiagem leve. Olhando-me no espelho, eu estou feliz de ver que todas as contusões se foram e pareço eu novamente. Vou lá para cima para dar um pouco de amor a Beast antes de papai e eu sairmos. Eu sei que Beast está feliz aqui. Ele tem um grande quintal e espaço para correr e levo-o em uma caminhada todas as noites. — Tudo bem, papai, eu estou pronta — eu grito para a sala ao acariciar Beast atrás de suas orelhas. — Uau, você está linda, — diz ele, beijando minha bochecha. — Vamos terminar essa merda — eu sorri para ele, sabendo que ele estava nervoso. Eu acho que neste momento, ele está mais nervoso do que eu. — Pai, ficará tudo bem — ir com meu pai para o clube dele é completamente enervante para mim. Quero dizer, meu pai é dono de um clube de strip onde garotas nuas trabalham. Estou enlouquecendo por dentro, mas tentando agir de forma legal. Não quero que ele se sinta mais desconfortável do que eu sei que ele já se sente. — Só para você saber, garotinha, as mulheres que trabalham para mim não são suas amigas. Não há nada de errado com o que elas fazem, mas você não passará tempo com elas. Eu levanto minhas sobrancelhas para ele e ele balança a cabeça. — Eu sei que você não estará lá durante o horário do clube, mas eu quero deixar bem claro, não há nenhuma razão para que você fique na parte da frente do edifício. Você pode entrar, resolver a merda no escritório, mas sem beber no bar e sem socializar com os empregados. A única razão pela qual estou trazendo você aqui esta noite é porque eu quero que as pessoas em quem eu confio a conheçam. Dessa forma, você sempre terá alguém para procurar, caso eu não esteja por perto.


— Pai, não se preocupe tanto. Você ganhará cabelos brancos e logo parecerá o Tio Joe. — Muito engraçado! — Diz ele, sorrindo. O clube é tão bonito quanto eu imaginei. Não que eu já tenha estado em um clube de strip, mas o que você realmente pensa quando imagina um clube de strip? Há um longo bar na parede de trás com banquetas na frente dele. Ao lado, há um palco com dois mastros de pole dance e uma garota dançando. Ao longo do palco, há quatro mesas com caras de todas as idades assistindo ao show. No fundo da sala, a iluminação é tão fraca que você mal pode distinguir os sofás. Atrás deles, há uma parede de espelhos. Olhando em volta, tudo parece novo e moderno. — Tudo bem, garotinha. — Meu pai tira-me de minha leitura. — Este é Rex. — Ele aponta para o cara atrás do bar. — Rex, esta é minha filha, November. Ela ficará no escritório ajudando-me por trás dos bastidores. Você não a verá muito, mas eu queria que você a conhecesse de modo que, se eu não estiver por perto, ela saiba com quem falar. — Ei, menina, — diz Rex, limpando as mãos em uma toalha. — Bom finalmente conhecê-la. — Você também — eu digo quando meu pai me puxa para seu lado. — Uau, Mike, não achei que você conseguisse fazer uma menina tão bonita com essa sua cara feia — diz Rex e eu sinto-me ficando vermelha. Meu pai olha para mim com orgulho. — Sim, eu fiz bem — diz ele, sorrindo. — Oh, nossa, papai, pare — eu digo, enquanto reviro os olhos. Foi quando eu senti que alguém me estava observando. Eu olhei em volta, mas não vi ninguém. — Vou levá-la ao escritório e mostrar-lhe minha bagunça — diz papai. — Ok, cara, mas quando você terminar, temos de falar sobre a merda que Skittles fez na outra noite. — Quando November sair eu volto — meu pai diz, puxando-me com ele. Depois de conhecer algumas outras pessoas, nós entramos em seu escritório. Ele não estava brincando, o lugar é uma bagunça. Levará semanas só para organizar tudo. Há papéis, livros e arquivos em todos os lugares e o computador parece o primeiro que já foi inventado. — Bem, aqui está. Você pode começar amanhã de manhã. Basta tentar sair daqui por volta das três. Logo que você se


familiarizar, você poderá mover seu escritório para casa, se sentir que funciona melhor. — Ok, eu começarei amanhã. Levará algum tempo apenas para ordenar as coisas. Depois disso, eu devo ser capaz de fazê-lo de casa a maior parte do tempo. — Parece bom, — Papai diz, olhando ao redor. Neste momento, o telefone toca na mesa. Ele move alguns papéis. Quando finalmente encontra o aparelho, ele coloca-o no ouvido. — Sim, está bem. Eu já vou. Tenho que ir, garotinha. Problemas. — Está bem, pai — eu digo a suas costas enquanto ele corre do escritório. Olhando ao redor por alguns minutos, vejo que tenho um trabalho pronto para mim. Decido ir para casa dormir um pouco para que eu tenha todas minhas células cerebrais na parte da manhã, quando eu voltar a este desastre. Eu ando para o ar fresco de novembro. Pego meu celular e mando uma mensagem para meu pai dizendo que o vejo amanhã. A música agora é apenas o ruído de fundo, mas ainda posso sentir o cheiro do álcool, perfume e cerveja, que perdura em minha roupa. Estou quase em meu carro, pensando em levar Beast para uma caminhada. Quero ir antes que seja tarde demais e tenhamos outro incidente de gambá como na outra noite. — Ei — ouço um grito atrás de mim. Eu salto e acabo derrubando minha bolsa e as chaves no chão. Eu pego-as, em seguida, olho ao redor. Todo o ar é empurrado para fora de meus pulmões. O homem mais bonito que eu já vi está em pé a poucos metros de mim. Ele é mais do que trinta centímetros mais alto do que meu mísero um metro e sessenta e dois. Seu cabelo castanho escuro está cortado tão curto que posso ver seu couro cabeludo. Sua mandíbula é tão quadrada que parece que foi cortada do vidro. Ele tem uma barba por fazer que me faz querer esfregar meu rosto para ver qual a sensação. Seu nariz parece que pode ter sido quebrado, mas não faz nada para tirar a beleza de seu rosto. Com apenas a luz da lâmpada da rua acima de nós, eu não posso dizer a cor exata de seus olhos, mas eles parecem azuis ou cinza claro. Seus lábios têm um perfeito arco de um cupido na parte superior e na parte inferior eles são tão cheios, que deixariam minha mãe, a rainha de injeções nos lábios, com ciúmes. Observando seu rosto, eu sou completamente pega desprevenida pela raiva que vejo em seus olhos. Ele tem cerca de três vezes meu tamanho. Seus braços são


tão grandes que ele me poderia esmagar como um inseto. Eu posso ver definição em quase todos os músculos em seu torso. Seu corpo é tão impressionante quanto o rosto e a camisa térmica que usa não faz nada para esconder isso de mim... ou de qualquer um que tenha olhos. Suas pernas estão plantadas abertas na largura dos ombros. Sua calça jeans está pendurada baixo em seus quadris e com a maneira como ele está, eu penso que nem mesmo um tornado o poderia mover. Ele cruza os braços sobre o peito enquanto olha para mim. Dou um passo para trás em direção a meu carro e lembro-me de que preciso respirar. Ajusto minhas chaves na palma de minha mão para que se tornem uma arma. Ele não perde este movimento, a julgar pelo brilho de surpresa que vejo em seu rosto. — Oi — eu guincho para fora. — Sim, oi, — diz ele de volta em um tom zombeteiro que me pega desprevenida. — Você precisa ter uma escolta para seu carro quando você deixa o clube — ele está praticamente rosnando para mim. — O... O. O quê? — Eu pergunto, gaguejando. — Você, — diz ele lentamente, como se eu fosse estúpida, — precisa de um acompanhante sempre que sair do clube. Todas as meninas sabem dessa merda. — Hum... ok? — Eu digo, ainda sem compreender. — É o trabalho de meus caras certificar-se que sua bunda esteja segura do prédio até seu carro. Então não me irrite por não fazer o que lhe é dito. E confie em mim, querida, eu não dou a mínima se você está fodendo o Grande Mike. Da próxima vez, espere por um dos caras para trazê-la aqui fora. — Quem é Grande Mike? — Pergunto. Estou na cidade há pouco tempo. Como pode já estar circulando rumores de mim e um cara? — Grande Mike, o cara que você seguia e chamava de papai! — Ele diz com desgosto. — Eu não dou a mínima se você está dormindo com o chefe. Ele deveria ter dito essa merda ele mesmo ou ter a decência de caminhar aqui fora até seu carro. Oh meu Deus! Ewwww... Agora eu entendi. Ele acha que estou dormindo com meu pai. Nojento! E ele está sendo totalmente rude. — Desculpe-me? — Eu pergunto, estreitando meus olhos, esperando que ele receba a mensagem de que deve escolher suas palavras sabiamente.


— Que parte você não compreende, querida? — Diz ele, zombando de mim. Tenho certeza de que, neste momento, meus olhos estão esbugalhados em minha cabeça e vapor está saindo de meus ouvidos. Eu empurro minha mão com raiva em sua direção. — Eu não sou querida, eu sou November. Eu também sou... — Não dou a mínima para quem você é — ele corta-me. — Uau, você está sendo tão rude, camarada. — Não importa que você pense essa merda também. — Quem diabos você pensa que é? — Eu pergunto, as mãos nos quadris, minha voz trazendo minha atitude de Nova York com força total. — O cara que espera que você entre no carro e vá embora para que eu possa ir fazer meu trabalho em vez de estar aqui com você. — Uggggg, você é um idiota — eu rosno, sentindo como se eu o devesse chutar. — November? — Ouço meu pai chamar-me. Eu sorrio por dentro. Isso será bom. — Sim, papai, por aqui — eu grito de volta, exagerando a parte do papai. Olho para o cara em minha frente, desafiando-o com meus olhos a dizer alguma coisa. Ele não faz, mas estreita os olhos. Meu pai caminha para nós, então vê o enorme cara em pé em minha frente. Ele dá um tapinha nas costas dele enquanto sorri. — Ei, Asher — meu pai diz. Oh meu Deus, é sério? Asher. Por que esse cara tem que ter um nome de gostoso? Por que seu nome não pode ser Urkel ou Poindexter? Quero dizer, sério, algumas coisas simplesmente não são justas. — Vejo que você já conheceu minha filha — não posso evitar a risadinha que sobe minha garganta com o olhar de puro choque no rosto do grande idiota. Ok, é seguro dizer que seu olhar me fez sentir um pouco melhor. Meu pai olha para mim, sorrindo, sem saber o que aconteceu nos últimos minutos. — Hum, sim, pai. Ele só me dizia que eu preciso de uma escolta quando saio do clube — eu digo sob minha risada. — Oh, — meu pai diz, coçando a cabeça. — Sim, eu não pensei nisso porque você não é... Ugh, você não trabalha aqui... Eu quero dizer, você trabalha aqui, mas não realmente aqui.


— Pai, está tudo bem. Asher não sabia e só queria se certificar de que eu estava a salvo. — Sim, ok, — diz ele, parecendo um pouco envergonhado. — De qualquer forma, Asher, essa é minha garotinha, November, — diz ele, puxando-me para seu lado. — Ela acabou de mudar-se para cá. Eu olho do rosto sorridente de meu pai para Asher e ele ainda parece atordoado, mas há também outra coisa por trás de seus olhos. — Oi — eu digo, esticando minha mão com um grande sorriso em meu rosto. Quando ele coloca a mão na minha, eu sinto uma sacudida vindo de nossa conexão diretamente através de meu corpo. Que raios é aquilo? — November — diz ele em voz baixa, olhando para nossas mãos e isso me faz pensar se ele sentiu isso também. Então, sem outra palavra ou olhar, ele vira-se e caminha de volta para o clube. Bem, certo então. Ele pode ser gostoso, mas definitivamente é estranho. Eu olho para meu pai e ele está observando-o ir. — Hum... Ei, pai, estou indo — eu digo, recuperando sua atenção. — O quê? — Diz ele, olhando para mim. — Vou embora. — Oh sim. Claro, querida. Vejo você amanhã em casa — ele inclina-se, beijando minha testa. Quando saio do estacionamento, eu posso ver uma figura alta encostada na porta que leva para o clube, vendo meu carro sair. Minha pulsação acelera, perguntando se é Asher. Então, eu lembro-me de que ele é um idiota e não penso mais nele. Infelizmente, não paro de pensar até que minha cabeça bate em meu travesseiro e estou morta para o mundo.


— Estou indo, estou indo. Nossa, você tem que desacelerar, rapaz. Minhas botas são altas demais para correr — eu digo, seguindo Beast para meu carro. No minuto em que eu perguntei se ele queria passear, ele estava correndo para fora da casa, arrastando-me atrás de si. Hoje é o dia de visitar a casa de repouso e juro que ele sabe exatamente para onde vamos. Estamos fazendo isso toda semana desde que chegamos à cidade. Beast adora atenção e os idosos amam Beast. Já se passaram seis dias – não que eu esteja contando – que não vejo Asher. Eu queria perguntar a meu pai sobre ele, mas acovardei-me. Sério, eu só quero vê-lo novamente. Realmente não quero falar com ele, porque, na verdade, ele é um idiota. Mas quero olhar para ele. Ele fez-me considerar fazer uma aula de arte. Talvez algo como esculpir ou pintar corpos. Não é normal um cara ser tão bonito. Agora eu soo como uma estranha perseguidora. Como aquele filme onde o cara coloca as meninas no buraco e obrigaas a comer para que possa usar a pele delas. Ok, eu não sou tão assustadora, graças a Deus. Eu preciso parar. Talvez ele tenha feito uma lavagem cerebral em mim. Preciso de um hobby. Os últimos dias foram sem intercorrências. Segunda-feira, minha avó e eu fomos até Nashville e compramos novos computadores. Um para o escritório na casa de meu pai e o outro para o clube. Terça-feira, eu fui para o clube às sete da manhã, então eu teria tempo de sobra para configurar o computador e começar a organizar o escritório. Não sei o que pensei que encontraria, mas não havia planilhas sobre danças eróticas ou pole dance. Era toda a papelada normal de escritório. Relatórios de despesas, folha de pagamento e folhas de encomendas. Terminei tanto quanto eu


podia antes de ter que sair às três. Os próximos dias foram o mesmo. Eu ficava no escritório até as três, fazia o jantar com meu pai antes dele ir para o trabalho, passeava com Beast à noite e então arrumava o escritório na casa de meu pai antes de ir para a cama à noite. Estou adaptando-me. Eu sinto-me mais em casa aqui no Tennessee do que já me senti em Nova York. Todos na cidade eram simpáticos. Eles sempre têm um sorriso para você. Ainda precisava me acostumar com todo mundo acenando para você quando passa por eles na estrada. De primeira, isso me pegou desprevenida. Então eu perguntei a meu pai sobre isso e ele disse que é exatamente o que eles fazem. Agora, toda vez que eu passo por alguém faço questão de acenar. Ok, ok, meu aceno pode ser um pouco dramático, mas eu gosto e faz-me sorrir. — Tudo bem, garoto. Vamos entrar — eu digo, quando desligo o carro. O lar de idosos que visitamos é um longo edifício de tijolos. A frente fica em uma colina de grama verde com grandes pinheiros que dão sombra para áreas de descanso localizadas ao redor de todo o edifício. — Oi, Beth — eu digo em voz baixa, rindo. Beth está ali para receber as pessoas que entram. Ela deve, no mínimo, cumprimentar as pessoas, mas ela está sempre dormindo em sua cadeira de rodas com o queixo dobrado sob seu peito e seu cabelo azul é a única coisa que você pode ver. — Maldição. — Eu suspiro para mim mesma. Agora eu quero um pouco de algodão doce. Toda vez que vejo seu cabelo, sinto desejo pela coisa. Olho para Beast e sua cabeça vem à tona. — Parece que faremos uma parada no caminho de casa, garoto — deveria ter comprado mais do que um pacote de algodão doce na última vez em que estive lá. Ele olha para mim e inclina a cabeça. — Tudo bem, garoto. A primeira parada é no Max, então é melhor você estar em seu melhor comportamento — eu digo a ele, entrando no quarto de Max. Billie Holiday toca em um velho toca disco e Max está sentado em sua cadeira com o jornal na frente dele. — Oi, Max. Eu trouxe Beast aqui para ver você — eu digo em voz alta, sabendo que ele nunca se lembra de colocar seu aparelho auditivo. — Bem, olá, senhora bonita. Como você está hoje? — Ele grita para mim.


— Eu estou bem. Como você está? — Eu pergunto, inclinando-me para dar um beijo em seu rosto enrugado. Encontro seu aparelho auditivo em uma pequena tigela ao lado da cama e entrego-o a ele. Ele balança a cabeça e coloca-o. — Bem, tenho que dizer que meu dia ficou ainda melhor. — Ele sorri. — Ei, Beast. Como você está, garoto? — Ele pergunta quando Beast coloca sua cabeça em seu colo para uma massagem. — Betsy estava aqui antes me incomodando sobre ir ao baile esta noite. Continuo dizendo a ela que não estou interessado, mas ela não me deixa em paz. Ela já passou aqui quatro vezes — ele resmunga. Eu ri. Betsy é uma das mulheres mais velhas aqui e tem mais energia do que eu. Ela está sempre em busca de um novo homem. — Ah, Max, você deve ir. Você pode divertir-se. Ouvi que a banda que virá é muito boa. — Não, eu não vou. Você não me pode pagar o suficiente para ir a um baile. — Bem, você não precisa dançar. Você poderia apenas ir ouvir música. — Não acontecerá querida e não falaremos sobre isso novamente. Eu rio. Max está determinado. Eu sei que não haverá como o convencer. Visitamos por mais algum tempo até que olho para o relógio e vejo o quão tarde é. — Oh, droga, Max. É melhor Beast e eu irmos. Temos algumas pessoas para visitar antes do jantar. — Tudo bem, querida. Vejo-a em poucos dias, — diz ele, enquanto ainda acariciava Beast. — E vejo você também, garoto. Andando pelo corredor, o cheiro de suprimentos de limpeza é esmagador até chegarmos às unidades de vida assistida. Então é como entrar em um clube de campo. Os pisos são de um lindo tapete impresso. Há flores frescas em todas as mesas ao longo da parede. Todo o lugar parece aconchegante e convidativo com áreas de estar e recantos acolhedores para ler. Não posso evitar, mas sinto-me mal pelas pessoas que não podem se dar ao luxo de viver deste lado do edifício. — Tudo bem, garoto. Mais uma parada. Lembre-se, seja bom — eu digo, olhando para baixo. Ele só olha para mim e volta para a direção que está andando. Eu acabei de ser dispensada por meu cão. Entrar no quarto da Sra. Alice sempre me deixa feliz. Ela tem fotos e coisas de todo o mundo em prateleiras e estantes. O marido dela era do exército e eles viajavam muito. Quando se aposentou, eles mudaram-se para a cidade e abriram uma loja de ferragens. Foram casados por sessenta e dois anos e quando o marido


faleceu, ela recusou-se a morar com sua família. Ela mudou-se para cá quando não podia mais ficar sozinha. Mas, ainda assim, o quarto parece uma casa. — Oi, Sra. Alice. Como você está? — Eu pergunto, inclinando-me e beijando seu rosto. — Oh, November. Eu estou maravilhosa. Falava com meu neto. Ele vem visitar-me também. — Isso é bom. Não ficaremos muito tempo então. Eu só queria trazer Beast e dizer oi — eu digo a ela, sentando-me. — Ei, você, garoto bonito. Venha aqui e dê-me um pouco de açúcar, — diz ela, acariciando sua perna. Beast caminha até ela e coloca sua cabeça em seu colo. — Você é uma coisa tão doce assim como sua mãe — diz ela, fazendo-me sorrir. Beast é como meu filho. Eu alimento-o, amo e certifico-me que ele esteja bem. Mas espero que um dia eu encontre alguém para ter uma família de verdade. Não quero ser solteira para o resto da vida e tornar-me conhecida como a dama louca dos cães. Já que sou alérgica a gatos, não posso nem mesmo ser a do tipo comum e ter um milhão de gatos. Bem, eu poderia, mas então eu apenas andaria por aí com os olhos inchados e nariz escorrendo. — Espero que meu neto chegue aqui em breve. Eu adoraria que você o encontrasse. Ele é muito bonito, — ela diz-me com um grande sorriso no rosto. Posso ver sua mente correndo com maneiras de unir-nos. — Eu continuo dizendo que ele precisa sossegar. Ele nunca trouxe uma garota para casa e está ficando velho demais para fazer o que os garotos fazem hoje em dia. Eu quero bisnetos antes de deixar esta terra. Em minha época, era normal casar-se jovem. Eu tinha dezoito anos quando me casei e fiquei casada até que eu perdi meu James. Sinto falta dele todos os dias e ainda o amo. Quero isso para meus netos. — Bem, eu espero que todos eles encontrem o tipo de amor que você tinha, Sra. Alice. Parece bonito — eu digo a ela com sinceridade. Posso ver o amor que ela ainda carrega pelo marido sempre que fala dele. — Que porra você está fazendo aqui? — Eu salto e Beast late para o som da voz. Eu lentamente me viro, rezando para estar errada. — Asher James Mayson, cuidado com sua boca. Não fale com minha convidada assim — a Sra. Alice repreende. Posso sentir toda cor drenar de meu rosto e meu estômago cair para os dedos do pé. Oh meu Deus, ele é mais bonito do


que eu me lembrava, em sua camisa verde escura com as mangas empurradas até os cotovelos e as tatuagens coloridas em seus braços tão brilhantes que nem mesmo seu bronzeado consegue tirar a beleza delas. Seu jeans é de um azul claro superlavado e abraça-o perfeitamente. Suas botas marrom claro estão tão sujas que você pensaria que ele passou o dia brincando na lama. Ótimo! Apenas magnífico. Ele é o neto da Sra. Alice. Minha vida pode ficar pior? — Oi, — eu digo, tentando sorrir, mas sei que provavelmente parece como se eu estivesse com dor. Levanto-me, pronta para fugir. — Vamos Beast, a Sra. Alice tem um convidado e precisamos ir até a loja. — Sim, agora falo com meu cão em voz alta na frente do idiota sexy. Ugh, eu sou uma perdedora. — Bem, Sra. Alice, vejo você em poucos dias — eu digo, inclinando-me para beijar sua bochecha. — Ok, doce menina — ela diz baixinho. Parece que ela quer dizer alguma coisa, mas fecha a boca e olha para seu neto. Tenho certeza de que se ela o pudesse fazer pegar fogo, ela faria. Se eu o pudesse fazer pegar fogo, sei que eu faria. Eu viro-me e começo a descer o corredor para a saída quando sinto uma pressão em meu cotovelo. — Vou acompanhar November. Eu já volto, Vó — diz Asher atrás de mim. Merda, merda, merda. — Umm... Não... Não, está tudo bem — eu digo, tentando soltar meu braço. Já posso sentir seus dedos queimando dentro de mim. — Não, eu vou levá-la — ele sussurra perto de minha orelha, causando arrepios através de minha pele. — Tudo bem — murmuro, porque não quero causar uma cena na frente da Sra. Alice. Tenho certeza de que ela gosta de mim, mas não tenho tanta certeza de que gostaria de mim arruinando as chances dela ter bisnetos quando eu acidentalmente o chutasse nas bolas. Ela não disse nada quando saímos. Apenas deu adeus com um rosto com um sorriso divertido. Ah, se ela soubesse. — Vamos, Beast. Asher vai acompanhar-nos, — eu digo, então mordo minha língua. Realmente preciso trabalhar em não falar com meu cachorro na frente das pessoas. Uma vez fora da porta, eu puxo meu cotovelo de suas garras. — Olha, eu sinto muito. Não tinha ideia de que ela era sua avó. Eu só trago Beast aqui para ver quem quer companhia. Assisti a um programa na TV sobre animais que visitam pessoas em hospitais e lares de idosos e quanta alegria isso proporciona. Então eu


pensei, vou fazer uma tentativa. Tenho um cão bonito que ama atenção, então por que não, sabe. Asher não diz nada e percebo que estou divagando. Porcaria. — Então, nós apenas vamos — eu viro-me para sair, mas ele pega minha mão, puxando-me para trás. — Ei, não tão rápido. Você apenas me pegou de surpresa. Eu não esperava vê-la aqui. — Bem, eu realmente gosto de sua avó e ela gosta de Beast, por isso se você apenas me disser os dias em que você virá, eu garanto não aparecer nesses dias. — Isso não funcionará para mim. — Ok, — eu digo, sentindo meus ombros caírem. — Bem, tenha um bom dia — e não caia de um penhasco. Eu digo isso sob minha respiração quando me viro para ir embora novamente. — Encontre-me hoje à noite — diz ele e sei que devo ter ouvido errado. Sua voz áspera e seu sotaque do sul tornam difícil eu concentrar-me no que ele está dizendo. Juro que ouvi errado. Olho por cima de meu ombro. — O quê? — Eu pergunto, franzindo o nariz. — Você, eu, hoje à noite, cerveja, um jogo de bilhar? — Hum... — Não, não o ouvi errado. Eu olho em volta para certificar-me de que ainda estamos só ele e eu no estacionamento. — É apenas uma cerveja — diz ele, sorrindo. — Você é idiota — digo a ele. É algo que ele provavelmente ouve o tempo todo. — Posso ser, mas ainda é apenas uma cerveja, November. — A maneira como ele diz meu nome faz-me pensar que isto é muito mais do que apenas uma cerveja e um jogo de bilhar. Além disso, um cara admitir que é um idiota, é realmente uma coisa boa? — Só me encontre no Stumble In, às sete — diz ele, dando um passo mais perto de mim. De repente, eu posso sentir o calor de seu corpo, sentir o cheiro de sua colônia e posso finalmente distinguir a cor de seus olhos. — Azul claro com manchas douradas — murmuro para mim mesma. Meus lábios

abrem

e

meus

olhos

vidrados

observam.

Todos

meus

sentidos

sobrecarregados. — Perdão? — Ele pergunta e percebo que acabei de dizer isso em voz alta.


— Nada — murmuro, ainda olhando para ele. Percebo que provavelmente pareço uma idiota, então dou um passo atrás. Ele sorri, revelando uma covinha perfeita e sei naquele momento que estou tão ferrada. Merda! — Encontre-me às sete — ele repete, dando um passo mais perto de mim. Sua mão vem para cima, movendo meu cabelo atrás de minha orelha e estou totalmente perdida. Apenas flutuando em uma névoa de cara gostoso. — Hum... — Eu pisco, tentando recompor-me. — Ok, sete — eu digo, perguntando o que diabos aconteceu. As palavras saíram e preciso ficar longe dele e de seus truques mentais de Jedi. Viro-me para ir, mas sou puxada de volta. Quase caio quando viro minha cabeça e vejo Asher agachar para alisar Beast. — Tudo bem, querida. Sete. Vejo você, então — seu sorriso torna-se maior, como se ele soubesse de algo que eu não sei. Ele fica de cócoras e pisca. Eu virome, porque preciso ir, antes que eu me jogue para ele e peça-o para ajudar-me a dar bisnetos para a Sra. Alice. — Vamos, Beast. — Dou um puxão em sua coleira, mas ele quer ficar com Asher. — Conheço a sensação, menino — eu sussurro.

*~*~* Entrando na casa de meu pai, eu sou agredida pelo cheiro de alho e manteiga. Paro quando percebo que ele está em casa. — Merda, — eu sussurro para mim mesma. Papai está em casa. Claro, ele está em casa. Jantamos juntos todas as noites. Eu tento agir normalmente quando entro na cozinha. Meu pai está em pé na frente do fogão, vestindo um avental que se parece com uma menina em um biquíni. Eu começo a rir. — Ei, agora. O que é tão engraçado? — Ele pergunta, sorrindo. — Nada, papai — eu digo, rindo. — Seu tio deu-me isso. — Tenho certeza que o tio Joe deu — eu digo, sorrindo. Tio Joe é um cara engraçado. — Bem, eu gosto. Eu pareço sexy — diz ele, estendendo as mãos para os lados.


— Isso você parece, — eu concordo, balançando a cabeça. — Então, o que temos para hoje? — Pergunto, pulando em cima do balcão. — Camarão Alfredo, pão de alho e salada. — Yum. Parece bom. Vou sair às seis e meia para ir ao Stumble In — eu digo, feliz que soou casual. — O Stumble In? Por que você vai a um bar em uma quinta-feira? Não lhe faço ter vontade de beber, faço? — Hum... Não, vou encontrar alguém? — Eu digo, perguntando em vez de afirmando. Por favor, não pergunte quem, eu oro. — Isso é uma pergunta ou você encontrará alguém? — Bem, eu, hum... encontrei Asher na casa de repouso quando eu visitava a avó dele e ele pediu-me para encontrá-lo. — Você se encontrará com Asher no bar? — Pergunta ele com um olhar em seu rosto que não prenuncia nada de bom para mim. — Sim, é apenas uma cerveja, pai — eu digo, usando as palavras de Asher. — Não sei como me sinto sobre isso. Eu sei que você não é uma criança, mas Asher não é o tipo de cara que eu esperava que você namorasse. Não me interprete mal, ele é um homem bom. — Ele sacode a cabeça. — Só me prometa que será cuidadosa. Não quero vê-la machucada. — Prometo, pai, — eu digo em voz baixa. A última coisa que eu preciso é fazer com que meu coração seja pisado novamente. Estive lá, já fiz isso. E as botas de Asher parecem fazer muito mais dano do que as de meu ex. — Além disso, pai, ele sabe que sou nova na cidade e sente-se mal por mim ou algo assim. — Ou algo assim — diz ele em voz baixa e ignoro-o. O jantar foi incrível e meu pai abandonou rapidamente a conversa desconfortável sobre Asher. Graças a Deus. Então agora eu estou em pé na frente de meu armário, tentando escolher o que vestir. O que você usa para ir a um bar para tomar uma cerveja com um cara gostoso que você não quer gostar? Nunca realmente encontrei caras aleatórios. O único relacionamento sério que tive na faculdade terminou depois de minha mãe dormir com ele. Eu pegueios juntos no apartamento dele depois que ele me mandou uma mensagem dizendo que ia para casa depois da aula porque não se sentia bem. Eu, a noiva amorosa que era, apareci do nada para vê-lo. Quando entrei, o lugar pareceu estranho.


Queria virar e correr para fora, mas eu fiquei, caminhei até seu quarto e quando cheguei lá, tudo o que ouvi foi ele gemendo. Parecia sentir muita dor, então abri a porta para encontrar minha mãe em cima dele. Eu não conseguia nem falar. Fechei a porta silenciosamente atrás de mim e enviei uma mensagem para ele dizendo que passei para ver como ele estava, mas vi por mim mesma que ele se sentia muito melhor. Ele ligou um milhão de vezes depois disso e enviou flores, cartões, mensagens, mas não me importei. Ignorei tudo isso. Cortei-o de minha vida, enviando de volta tudo o que eu tinha dele, incluindo o anel que ele me deu, junto com uma nota dizendo para ele parar de ligar ou eu prestaria acusações de perseguição. Depois disso, nunca mais ouvi falar dele. — O que você acha, Beast? Vestido, suéter vermelho ou camiseta e jeans? — Eu pergunto, segurando os itens em cima para Beast para olhar. Ele sequer levanta a cabeça. Seu grande corpo está em toda minha cama com a cabeça em suas patas. — Você está certo. O vestido é demais — tiro minhas botas, vestido e legging. Coloco meu jeans azul escuro apertado com buracos em alguns pontos. Com meus jeans, eu decidi ir casual e tirei meu tênis dourado com glitter. Visto uma camisa branca de manga longa, gola em U e um moletom negro com zíper frontal e capuz. — Agora, cabelo preso ou solto? — Pergunto a Beast, que ainda não se moveu. — Ok, eu concordo. Eu irei só para o recusar — digo-lhe, passando gloss nos lábios. Olho para o relógio e vejo que estou atrasada. Uma vez fora da porta e em meu carro, meus nervos começam a inquietar-me. — Acalme-se, acalme-se, acalme-se — eu canto em voz alta para mim mesma. Não está ajudando, então eu ligo a música e começo a cantar junto. Ok, não cantar, eu estou fazendo rap. Adoro ouvir rap. Sim, algumas das coisas que eles dizem são um pouco, hum, questionáveis, mas isso me deixa feliz. Assim, com música e fazendo rap, eu paro na frente do Stumble In. Há muitos carros estacionados em frente. Parece que este é o lugar para se estar em uma noite de quinta-feira. Verifico meu rosto no retrovisor e adiciono mais brilho labial. Saio e começo a caminhar em direção ao prédio. Minhas mãos começam a suar e sinto-me um pouco doente.


Logo que eu abro a porta, todos os pensamentos saem de minha cabeça. Asher está sentado em uma mesa com três outros caras e todos parecem com ele. A única coisa que me dá uma pausa é a menina que está ao lado dele. Ela está tão perto que seus seios gigantes espremem para fora de seu top branco. Também posso ver que ela usa um sutiã vermelho. Quero dizer, sério. Quem faz isso? Eu quero vomitar ou fugir, mas tudo o que posso fazer é olhar para ele. Em seguida, ela inclina a cabeça para o lado, seu cabelo loiro escondendo o que ela sussurra no ouvido dele. — Oi. — Eu salto ao som e viro a cabeça. — Você deve ser nova. Eu sou Nick — o cara a meu lado diz e dou um passo em direção a ele, para que não fique bloqueando a porta. Ele é muito bonito, com cabelos loiros sujos e olhos azuis. Ele está vestindo uma camisa de botão perfeitamente passada e calças cáqui. Ele também é o único cara que eu conheci aqui que não usa jeans. — Hum, sim. Oi, eu sou November — eu digo, estendendo minha mão. É quando sou puxada por minha cintura. Eu grito porque estou assustada, então olho para cima. Asher está em pé atrás de mim, segurando-me contra ele. — Não vai acontecer, querida — ele sussurra em meu ouvido. Não posso evitar o arrepio que desliza para baixo de minha espinha. — O quê? — Eu pergunto, completamente confusa. — Mais tarde, Nick — Asher rosna e percebo o que ele está fazendo. Claro que não! Eu entro e encontro-o com uma menina sentada em seu colo, mas nem posso me apresentar a Nick. Eu afasto-me, ou tento, porque seu braço só fica mais apertado. Dane-se. Eu estico minha mão na direção de Nick. — Oi, Nick. Sou November. Foi bom conhecer você, mas acabei de perceber que me esqueci de lavar meu cabelo e preciso ir para casa fazer isso. Então, talvez eu lhe veja por aí? — Eu digo a ele. — Ugh, sim, com certeza — diz ele, olhando entre mim e Asher enquanto passava a mão em seu pescoço. Com isso, eu puxo-me para fora do alcance de Asher e saio pela porta pela qual entrei menos de três minutos atrás. — Ei, que diabos? Desacelere. Eu giro ao redor, quase me batendo nele. Estou tão chateada que posso sentir meu sangue aquecendo. — Olhe aqui, amigo, — eu grito enquanto cutuco seu peito.


— Não sei qual seu problema, mas você acabou de envergonhar-me. Deus! — Grito. — Por que diabos eu vim? — Ele ia dar em cima de você e isso não vai acontecer, especialmente não em minha frente. — Sério, seu grande idiota. Estou chocada que tenha notado, porque estava com uma Barbie de grandes peitos basicamente sentada em seu colo quando entrei. — Eu cutuco-o no peito novamente. — E, para sua informação, tudo que Nick ia fazer era apertar minha mão. — Barbie de peitos grandes? — Ele ri e eu quero chutá-lo. — Você está com ciúmes? — Pergunta ele, sorrindo. — Não estou com ciúmes. Estou envergonhada e chateada — mesmo que eu estivesse com ciúmes, sem chance que eu confessaria isso. Parece-me provável que ele já tivera problemas para entrar em alguns prédios devido ao tamanho de seu ego. — Ok, eu tentarei não a envergonhar. Agora, por favor, entre comigo? — Pergunta ele, olhando-me feito um cachorrinho. — Meus irmãos estão aqui, mas eles precisam sair em algumas horas e queremos jogar algumas partidas de bilhar antes disso. Eu realmente devo ter perdido uma grande quantidade de células cerebrais quando fui atacada porque tudo que eu posso dizer é: — Tudo bem. — Eu começo a voltar para o bar com ele quando ele coloca o braço em volta de mim. — Deus, eu devo estar louca — eu digo sob minha respiração. — Só para você saber, você está linda hoje à noite, — diz ele em meu ouvido. — Mas, se alguém malditamente tocar em você, eu não ficarei feliz. — Você pode, por favor, tentar não ser um idiota e me irritar pela próxima hora? — Eu pergunto, olhando para ele. — Vou tentar — diz ele, trazendo-me mais perto de seu corpo. Tento afastarme, mas ele só me prende ainda mais apertado. Então, eu faço o que qualquer mulher faz quando não consegue o que quer. Cruzo meus braços sobre o peito para que ele saiba que não vou cooperar. Eu ouço-o rir. Olho feio para ele, mas tudo o que consigo é fazê-lo sorrir mais. Chegando lá dentro, nós caminhamos até a mesa em que ele estava sentado mais cedo. A menina foi-se, mas os outros três caras ainda estão sentados lá. E todos são lindos.


— November, estes são meus irmãos. Trevor, Nico e Cash. Pessoal, esta é November, a filha do Grande Mike — todos os caras estão sentados, por isso não posso dizer o quão altos eles são, mas eles parecem grandes e lindos. Trevor tem cabelo castanho escuro cortado curto, como Asher. Ele tem olhos castanhos com os cílios mais longos que eu já vi, a mandíbula quadrada com barba de alguns dias e um sorriso incrível, mas sem covinhas. Nico tem um cabelo loiro escuro que precisa ser cortado. Ele parece ser o mais novo de todos eles, com os olhos azuis mais escuros do que os de Asher e seu rosto mais redondo do que quadrado. Ele tem a sobrancelha do olho esquerdo perfurada e alargadores em suas orelhas. Se eu tivesse que usar uma palavra para descrevê-lo, seria problema, mas do tipo bom, do qual você se esgueira para fora da janela de seu quarto no meio da noite para ir procurar. Cash parece mais como Asher, com olhos azuis claros, cabelo castanho escuro e um queixo quadrado, mas seu sorriso é doce e ele foi abençoado com duas covinhas ao invés de uma. Sinto que estou rodeada de caras sexys. Se minha melhor amiga, Tia, estivesse aqui, ela estaria em pânico. — Tá brincando! — Diz Nico, fazendo-me sair de minha nevoa de caras gostosos. — Eu não sabia que Grande Mike tinha uma filha e muito menos uma filha como você. O que ele fez, a escondeu longe de todos durante esse tempo todo? — Cash pergunta e eu rio. — Hum, não, — eu digo, sentindo o calor atingir meu rosto. — Eu morava em Nova York com minha mãe. — Por que você se mudou para cá? — Nico perguntou. — Simplesmente não me sentia mais segura na cidade, então me mudei para cá. Eu já planejava me mudar para o Tennessee em poucos meses, mas com o que aconteceu, eu apenas vim mais cedo — eu podia sentir o braço de Asher em minha cintura apertar tanto que eu podia distinguir cada um de seus dedos. — O que aconteceu? — Só uma coisa de hora errada e lugar errado — eu digo, não querendo falar sobre isso. — Bem, eu estou feliz por você estar bem — diz Nico. — Sim — todos eles concordaram.


— Ei, irmão, você pode querer afrouxar seu aperto antes de sua mão se fundir com a cintura dela — diz Cash, rindo. Toda a situação começa a ficar desconfortável e eu preciso colocar algum espaço entre Asher e eu. — Bem, eu vim aqui para tomar uma cerveja e jogar uma partida de bilhar e é isso que eu farei — eu digo e tento ir embora em direção ao bar, mas rapidamente sinto um braço ir ao redor de meu peito. — Onde você pensa que vai? — Asher sussurra em meu ouvido. Posso sentir o calor de sua respiração contra minha pele e precisei forçar-me a não me inclinar para ele. — Pegar uma cerveja? — Eu digo a ele. — Que tipo de cerveja você quer? Eu buscarei para você, enquanto você fica com meus irmãos. — Você é sempre tão mandão? — Eu pergunto, tentando soltar-me. — Não, apenas com você, querida — ele ri. — Oh, alegria — eu digo, sarcasticamente. Posso sentir seu corpo tremer de tanto rir. — Então o que você quer beber? — Ele pergunta. — Corona com limão — eu digo a ele, debatendo sobre a possibilidade de ir embora no minuto em que ele se virar. Ele deve ter percebido minha intenção, porque puxa um banquinho, pega-me e senta-me sobre ele. — Sente-se aqui. Eu já volto. — Ele olha para seus irmãos. — Cuidem dela — diz ele e todos olham para ele como se ele tivesse enlouquecido. Fico feliz em saber que não sou a única que pensa assim. — Então, como você conheceu nosso irmão? — Trevor pergunta, olhando através do bar para Asher que girou ao redor e está observando-me. — Comecei a trabalhar para meu pai e... — O quê? — Todos eles me cortam. — Merda, quando você vai ao palco? Estarei lá com certeza — diz Nico com um sorriso realmente bobo no rosto. Então percebo o que eu disse. — O quê? — Eu grito. — Não, eu quero dizer que trabalho para ele fazendo a contabilidade, — eu digo, rindo e balançando a cabeça. — Desculpe, não. Não sou uma stripper. — Porra, isso é uma pena — Cash diz sorrindo e eu rio ainda mais.


— O que é uma pena? — Asher pergunta ao caminhar até a mesa com duas Coronas, entregando-me uma. — November não ser uma stripper — diz Cash e todos riem. Posso sentir meu rosto ficar vermelho. Olho para Asher e vejo sua mandíbula apertar. — De qualquer forma, — eu digo, cortando — seu irmão pensou que eu era uma stripper. Ele fez uma grande confusão sobre eu ir para meu carro sem escolta. — Pensando nisso, a coisa toda é muito engraçada. — Ele até pensou que eu estava dormindo com meu pai porque eu o chamava de Papai. Quero dizer, ewwww, — eu digo, torcendo meu nariz. — O olhar em seu rosto foi impagável quando meu pai veio e me apresentou como filha dele. — Todo mundo começou a rir, até mesmo Asher. — Então, eu trabalho para meu pai fazendo as contas para o clube. Deve levar cerca de um mês para organizar-me e depois nem precisarei estar lá. — Isso é legal — diz Trevor e todos eles balançam a cabeça em concordância. — Você quer jogar sinuca? — Nico pergunta, olhando para a mesa de bilhar agora vazia. — Claro — eu dou de ombros e saio do banco. Eu tiro meu moletom e envolvoo em torno de minha bolsa. Trevor agarra-a e coloca na cabine, então eu começo a andar em direção às mesas de bilhar com os meninos seguindo atrás de mim. Posso sentir a mão de Asher em minha parte inferior das costas, guiando-me através do bar. Estamos a poucos passos da mesa quando a Barbie de grandes peitos entra na frente de nosso grupo. Ando em torno dela e deixo-os para lidar com ela. — Aonde você vai? — Eu ouço-a gemer. Por que as mulheres fazem isso, eu nunca saberei. Elas não sabem que é chato? — Vamos jogar sinuca — ouço Asher dizer a ela. — O quê? Espere, — diz ela. Eu viro-me e vejo-a agarrando-o pelo braço. — Eu esperei a noite toda você chegar aqui e você me abandonará? — Você não pode abandonar alguém com quem não está — murmura Cash de meu lado. Eu viro-me e começo a arrumar a mesa. Não tenho nenhum interesse em vêla jogar-se sobre ele. — Ok, pessoal. Quem vai começar? — Eu olho para cima, mas todos eles parecem confusos. — Nós ainda vamos jogar ou o quê? — Eu pergunto, olhando para cada um deles.


— Eu vou começar — diz Nico, andando para pegar um taco da parede. De pé perto da mesa, eu sinto calor em minhas costas. — Você continua afastando-se de mim — diz Asher e eu quase ri porque ele soa chateado. — Oh, desculpe-me. Não percebi que era para eu estar lá enquanto você se livrava da Barbie de grandes peitos. — Você poderia ter me levado com você. — Tentarei lembrar-me disso na próxima vez — eu digo, balançando a cabeça. Nico, ao lado de nós, começa a rir. — Uau. A primeira que está imune. Cheirame a uma receita para o desastre — diz ele. Asher sorri para mim como se estivesse feliz com alguma coisa. — Que seja — eu dou-lhe meu sorriso mais sarcástico. Jogar bilhar com os rapazes é divertido. Asher e eu rimos e divertimo-nos. Os caras contam-me histórias engraçadas sobre pessoas na cidade e Asher apresenta-me a algumas pessoas que conhecem meu pai. Houve uma tonelada de pessoas passando pela mesa, falando com seus irmãos, ou apenas se apresentando para mim. Depois de uma hora, eu começo a perceber que um monte de mulheres se acumulava em torno de nós. Sempre que tento fazer contato visual com elas, elas dão-me um olhar maligno. Achei isso estranho e não tinha ideia de quem elas eram. Em seguida, mais e mais mulheres começaram a aparecer ao redor da mesa. Havia tantas que era difícil jogar sem forçar o taco em uma delas. Asher estava em pé perto de mim quando uma mulher muito bonita, com um corpo perfeito, cabelo vermelho escuro e pele branca leitosa veio até nós. Ela vestia uma roupa semelhante à Barbie de peitos grandes, exceto que o sutiã era preto. Eu começava a perguntar-me se isso era algum tipo de código de vestimenta, porque elas não eram as únicas duas mulheres vestindo algo similar. — Oi, Asher — ela ronronou, colocando-se entre mim e ele, enquanto pressionava os peitos nos dele. — Jen — respondeu ele, sem realmente olhar para ela. Então ela encenou sussurrar em seu ouvido, mas todos nós podíamos ouvi-la. — Você vem para minha casa esta noite?


— Por que você está me perguntando essa merda? Não vou a sua casa há mais de um ano — diz ele, cruzando os braços sobre o peito. Ela era quase tão alta quanto ele. Percebi que eles fariam um belo casal e dariam a Sra. Alice bisnetos incríveis. Foi quando eu soube que precisava ir. Sim, ele era gostoso, mas ficou claro que era um jogador. Não só isso, mas eu diria que não nos encaixávamos de forma alguma. Eu sou bonitinha, mas não bonita. Também não sou magra. Tenho uma barriga, seios grandes e um bumbum maior e, ainda por cima, sou baixa. Isso não pode funcionar. Não quando eu podia ver as mulheres que ele normalmente ia atrás. Todas elas eram mulheres perfeitamente magras e pareciam modelos. Ficava dizendo a mim mesma que isso não era um encontro e que não o queria desse jeito, mas, sinceramente, nenhuma mulher em seu perfeito juízo olharia para um cara como ele sem criar expectativas. E, depois de sair com ele e conhecê-lo um pouco, eu descobri que ele é doce e muito engraçado. Mas agora já chega. Encontro ou não, ver mulheres vindo e esfregando-se em cima dele com olhares que diziam saber exatamente o que esperar se ele as levasse para casa foi demais. Eu sabia que precisava pular fora. Não queria deixar claro que saía por causa das mulheres que estavam ao redor, então esperei um pouco e fiquei conversando com Nico. Então, uma garota chamada Becky, apareceu e tive o suficiente. Não o poderia prender por mais tempo e sabia que se não saísse, eu acabaria perguntando para todas as mulheres ali como diabos elas transformaram aquilo em um clube de meninas. Tenho certeza que há uma regra sobre atuação desesperada escrita na primeira página. — Ok, pessoal, — eu digo, olhando para meu relógio, ou onde teria um se eu usasse. — Eu tenho que ir. Preciso levar meu cachorro para passear antes que seja tarde demais — todos os caras começaram a olhar para mim. — Você está saindo para passear com o cachorro? — Cash pergunta em um tom que dizia que ele não acreditava em mim. Mas não me importo mais. Eu só precisava sair, rapidamente. — Sim, levo-o todas as noites. Então, acho que vejo vocês por aí. Foi bom conhecer todos.


Ando para a cabine que estava com todos nossos casacos e tiro o meu do fundo da pilha, junto com minha bolsa. Virando-me, dou de cara com uma parede sólida. — Desculpe! — Digo. Asher olhava para mim com um olhar de descrença e o que parecia muito ser raiva em seu rosto muito bonito. Eu queria rir. O que ele realmente esperava? Ele levou-me a um lugar onde era cantado a cada cinco minutos. Foi totalmente rude! Ele tinha tantas fêmeas competindo por sua atenção que eu tinha certeza que ele nem notaria minha saída. Além disso, eu vivi com uma mulher que tinha que ser o centro das atenções e recuso-me a namorar alguém que tenha o mesmo problema. Não que isso fosse um encontro... Só estou dizendo, eu não faria isso comigo mesma. — Licença — eu digo, tentando contorná-lo. Ele pega minha mão e começa a puxar-me para a porta atrás dele. — Até mais, November — eu ouço atrás de mim, junto a um monte de risadas. — Sim, até mais, rapazes — eu grito para trás, tentando soltar minha mão sem fazer uma cena. — Você pode desacelerar, amigo? Suas pernas são muito mais compridas do que a minha — eu digo às costas de Asher. Ele não diz nada, mas também não diminui o passo. Tanto faz. Eu só preciso ir para casa e esquecer que este dia aconteceu. Logo que chego ao carro, eu solto minha mão e começo a procurar as chaves. — Bem, obrigada pela cerveja, — eu digo, procurando em minha bolsa. — Foi hum... divertido. Ah... aí está, seu pequeno inseto sorrateiro — eu digo, quando encontro minhas chaves. Eu ergo a mão para destrancar a porta e minhas chaves são arrancadas de minha mão. — Ei, eu preciso disso — eu grito, tentando alcançar as chaves que agora estão na mão de Asher. — Você pode tê-las de volta depois que me disser por que diabos você vai embora. — O quê? Eu já disse que tenho que passear com Beast. Ele está ansioso por isso — eu digo, cruzando os braços sobre o peito. Ele observa-me cruzar os braços e seus lábios definem-se em uma linha reta.


— Sim, você disse isso sobre seu cão. Mas eu sei que não é a verdadeira razão, por isso me diga por que diabos você realmente vai embora. Coloquei minhas mãos em meus quadris, percebendo que estou chateada mais uma vez. — Escuta, amigo, eu tenho que ir passear com meu cão. Eu já lhe disse três vezes agora — eu mostro três dedos só para garantir que meu argumento é sério. — Que porra é essa? Estávamos divertindo-nos, então de repente você fez cara de alguém que teve o sorvete roubado ou algo assim e quis ir embora. — Você é tão chato! Não posso só querer ir para casa, para meu cão? — Pergunto. — Eu sei que havia muita gente lá e... — Muita gente? — Eu pergunto, completamente chocada. Ele não percebe o harém de mulheres que se reuniu em torno de nós? Sim, os irmãos estavam lá e eles são tão bonitos quanto, mas eles não me pediram para vir aqui. Asher pediu. — Apenas pensei que você gostaria de conhecer algumas pessoas. Eu sei que você é nova na cidade. Bem, pelo menos agora eu sei com certeza que isto não era, de modo algum, um encontro. Ele só queria ser gentil e apresentar-me para as pessoas. Uau, eu sou uma perdedora. Agora estou chateada que me fiz acreditar que talvez ele gostasse de mim. E estava ainda mais chateada que a maioria das pessoas as quais ele me apresentou eram mulheres com quem ele dormiu. Quero dizer, sério não é? Ele estava recrutando? — Bem, amigo, eu diverti-me. Talvez quando fizermos novamente, você possa dizer a todas as mulheres com quem você está dormindo, ou dormiu, para passar por aqui para todos irmos juntos. Elas pareciam tão animadas para me conhecer. Como isso soa para você? — Sua boca estava aberta e ele pareceu chocado. — Posso ter minhas chaves agora? — Eu pergunto, segurando minha mão. Eu sintome uma idiota por dizer isso, mas sei que não posso enfiar as palavras de volta em minha garganta. — Faz um longo tempo desde que eu dormi com alguma delas. — Tenho certeza que sim! — Digo, segurando minha mão. — Agora, minhas chaves? — É verdade — diz ele e vejo um tique em sua mandíbula.


— Ok, — eu digo, sem acreditar nem por um segundo na porcaria que sai de sua boca. — Posso ter minhas chaves? — Não. Vamos em meu jipe. — O quê? — Eu realmente posso sentir meus olhos pulando para fora de minha cabeça como se fosse um personagem louco de desenho animado. — Nós vamos em meu jipe para pegar seu cachorro e levá-lo para passear. — Não, nós não vamos fazer nada. Eu entrarei em meu carro e irei para casa passear com meu cão, — eu digo, apontando para mim. — Você pode fazer o que quiser fazer.


Por que diabos estou sentada no carro dele? Ah, sim, eu lembro. Ele pegoume e levou-me, chutando e gritando, por cima do ombro para seu jipe. Então, ele deixou-me no lado do motorista e obrigou-me a sentar no banco do passageiro enquanto segurava minha mão para que eu não pudesse escapar. — Você é um idiota. Você sabe disso, certo? — Eu digo com meus braços cruzados sobre o peito. — Você já disse isso, querida. — Eu juro, eu posso ver um sorriso no rosto dele. — Mas se você tivesse apenas concordado em entrar em meu jipe, não teríamos essa conversa. — Por que você ainda quer vir? — Eu pergunto num acesso de raiva. — Eu não estou pronto para ter você fora de minha vista. — Por quê? — Porque eu estou interessado. — Tenho certeza que sim. — Eu rolo meus olhos. — Então, se você está interessado, por que não me convidou para sair como um cara normal em vez de, basicamente, me sequestrar? — Por quê? Se eu lhe convidasse para sair, você teria me rejeitado e me evitado. Dessa forma, você não tem escolha. Estou com suas chaves e seu telefone. — Está com meu telefone? — Eu guincho, abrindo minha bolsa para ver se ele está dizendo a verdade. — Como conseguiu meu telefone? Oh meu Deus, você é louco. Eu estou dirigindo por uma estrada escura com uma pessoa insana que me sequestrou.


Eu ouço-o rindo e olho para certificar-me de que não estou imaginando coisas. Ele realmente tem uma ótima risada. Ugh... Por que não podia ter uma risada horrível? Eu balancei minha cabeça em desgosto. — Relaxe, só quero passar mais tempo com você. Seu pai confia em mim, então você está segura. Conte-me sobre sua mãe — diz ele, ignorando completamente minha pergunta sobre meu telefone e o fato de que ele me sequestrou. Nossa... — Não vamos falar sobre minha mãe. E meu pai pode gostar de você, mas ele não confia em você. Ele diz que você é um jogador. E depois do desempenho que eu vi hoje à noite, concordo com ele. — Não sou nenhum santo, mas fui honesto com todas as mulheres que atingiram meus lençóis. Elas sabem o resultado antes de qualquer coisa terminar — por mais que torça meu estômago pensar nele com todas aquelas mulheres, não tenho o direito de julgá-lo. — Você está certo. Sinto muito, — eu sussurro. Eu ouço-o soltar um suspiro e juro que sinto todo seu corpo relaxar por toda a cabine de seu jipe. — Então, conte-me sobre sua mãe. — Não vamos falar sobre minha mãe. — Por que não? — Porque ela me estressa. Falar sobre ela deixa-me chateada, mesmo quando está a centenas de quilômetros de distância. — Bem, minha mãe é incrível. Ela trabalha para mim e meus irmãos fazendo o trabalho de escritório em nossa empresa de construção. Ela cozinha biscoitos para nós, pelo menos algumas vezes por semana e garante que almocemos. Começo a rir, pensando nele e seus irmãos, que são todos construídos como árvores pau-brasil, tendo sua mãe assando biscoitos e lembrando-os de almoçar. — Ela parece doce, — eu digo rindo, porque realmente é agradável. Espero que um dia eu possa ser esse tipo de mãe para meus filhos. — O que seu pai faz? — Pergunto estupidamente. — Papai é o xerife. Ele sempre foi um policial. Mamãe nunca trabalhou até que nos formamos no colegial.


— Você tem muita sorte. Minha mãe nunca esteve realmente ao redor — eu digo, inclinando a cabeça para trás contra o assento e fechando os olhos. Posso realmente sentir a tristeza em minhas próprias palavras. Ele estica-se e aperta meu joelho. Não posso lidar com qualquer um sentindo pena de mim, especialmente não ele, então eu mudo de assunto. — Então, seus irmãos trabalham na construção com você? E você trabalha para meu pai? — Eu pergunto, confusa. — Todos trabalhamos juntos. Comecei o negócio depois que saí do Corpo de Fuzileiros Navais. Então, quando cada um deles se formou na faculdade, eles compraram parte da empresa. Eu não trabalho para seu pai. Meu primo é dono de uma empresa que fornece segurança e guarda-costas para empresas como as de seu pai. Aquelas que não são muito comuns. De vez em quando ele me chama e pede para fiscalizar um de seus homens. — É ótimo que você possa trabalhar com seus irmãos, — eu digo, pensando que é bom que ele não trabalhe no clube de strip. Não sei como me sentiria sobre namorar um cara nessa linha de trabalho. Não que estivéssemos namorando, eu lembro. — Sua família parece muito boa. Bem, sua avó e irmãos parecem, de qualquer maneira. — Somos todos próximos. Nem sempre é fácil trabalhar junto, mas no final do dia, sabemos que somos uma família. Você tem irmãos ou irmãs? — Não. Minha mãe tinha sonhos maiores do que ter uma família — eu digo quando nós paramos na frente de minha casa. A casa está completamente escura. A única luz vem dos faróis do jipe de Asher. — Que diabos — eu murmuro, começando a sentir-me nervosa sobre entrar. Não porque Asher está comigo e nós estamos sozinhos. É mais um sentimento de medo, como quando você tem um pesadelo e o medo fica preso a você por um tempo depois de acordar. — Por que Mike não deixou uma luz acesa para você? — Asher pergunta, olhando para mim. — Uh... Eu não sei. Estou sempre em casa antes que ele parta. Talvez ele apenas tenha esquecido, — eu digo, começando a sair do jipe. Eu paro quando ele abre o porta-luvas e saca uma arma. — O que você está fazendo? — Eu pergunto em estado de choque.


— Segurança. — Isso é tudo o que ele diz, antes de abrir a porta. Sigo, abrindo a minha. Antes mesmo de chegar à frente de seu jipe, ele está a meu lado, segurando minha mão. O calor de seu toque é suave e juro que eu o posso sentir esfregando o polegar para frente e para trás contra minha pele. Começamos a caminhar até a varanda quando ele me para. — Existe outra maneira para chegar a casa? — Pergunta ele, voltando-se para mim. — Meu apartamento fica no porão e tem sua própria entrada — eu digo a ele, olhando ao redor. — Fique perto — diz ele em voz baixa. Eu seguro a parte de trás de sua camisa, andando tão perto que não daria para escorregar um pedaço de papel entre nós. Eu mal posso ver na escuridão. A única fonte de luz é proveniente da lua, cortando através das nuvens. Caminhando ao redor do lado da casa, meu coração começa a bater. Parece que ele saltará para fora de meu peito. Minha respiração começa a pegar quando eu penso sobre o que aconteceu da última vez que eu fui para casa depois de escurecer. Na noite em que fui atacada, eu caminhava do metrô para meu apartamento. Passei no beco ao lado de meu prédio e um cara agarrou-me por trás, cobriu minha boca e arrastou-me nas sombras ao lado de uma lixeira. E foi quando ele começou a me bater. Lutei tanto quanto eu pude e senti-me tonta quando ele ficou em cima de mim, agarrando minha cabeça. Eu sabia que ele ia bater minha cabeça no concreto, então fechei os olhos e comecei a orar. Então ele se foi de repente e só pude ver vagamente Beast o atacando. Asher deve ter me notado tremer, porque ele para e puxa-me para seu corpo grande e quente. Seus braços vão ao redor de mim e sinto seus lábios tocarem meu cabelo. Ele cheira como um homem sexy e picante e isso me faz querer rastejar em sua pele. Ele puxa meu rosto em seu peito e traz o rosto para o meu. — Está tudo bem, querida, — ele sussurra, colocando sua testa na minha. — Não deixarei nada acontecer com você. Eu quero que você respire profundamente para mim, ok? — Estou tão presa em quão perto ele está que não posso pensar em nada, além de me inclinar e tocar minha boca na dele. Balanço minha cabeça, tentando clareá-la e respiro fundo. Pergunto-me se ele pode ler minha mente, porque mesmo na escuridão, eu posso ver o branco de seu sorriso.


— Você está pronta? — Ele pergunta. Eu sinto a respiração dele contra meus lábios então puxo meu rosto e aceno com a cabeça, não confiando em mim para falar. Minha porta do apartamento é para baixo, com um curto lance de escadas. Asher está em minha frente e ele abre a porta. — Fique aqui até que eu venha para levá-la — diz ele, entrando em meu apartamento escuro. — Ok, — eu digo quando minhas mãos começam a tremer. Depois de alguns minutos, Beast sai correndo. Eu curvo-me para acariciá-lo, mas sua pele parece molhada. Que diabos? Segurando minhas mãos perto de meu rosto, elas parecem realmente escuras. Então a luz acende e eu grito. Minhas mãos estão cobertas de sangue. — Oh meu Deus! O que aconteceu? — Eu digo, passando minhas mãos sobre o corpo do animal. Ele está vermelho também, mas não posso sentir qualquer tipo de cortes ou furos nele. Estou tremendo tanto que eu tenho que sentar no chão. Beast imediatamente rasteja em meu colo. — Porra, — Asher corta, vindo para fora. Ele empurra Beast de cima de mim e puxa-me para seus braços. — Querida, está tudo bem. Acalme-se. — Eu pen... Eu... Eu pensei que Beast tivesse se machucado, mas não consegui encontrar nada de errado com ele. Por que ele está coberto de sangue? — Eu soluço enquanto ele esfrega minhas costas e puxa-me mais apertado nele. — Beast está bem, mas temos que chamar a polícia. Alguém entrou na casa e usou algo vermelho para escrever nas paredes. De alguma forma, Beast sujou-se com isso antes de o trancarem lá em cima — antes que ele possa terminar o que está dizendo, eu corro para meu apartamento. A sala está revirada. Na parede, em letras vermelhas parecendo sangue, está uma mensagem. Sem sol – sem lua! Sem manhã – sem meio-dia Sem amanhecer – sem anoitecer – sem tempo adequado do dia. Sem calor, sem alegria, sem bem-estar saudável, Sem sentir conforto em qualquer membro Sem sombra, sem brilho, sem borboletas, sem abelhas, Sem frutas, sem flores, sem folhas, sem pássaros! November!


— Que diabos? — Eu sussurro quando Asher me pega e me leva de volta para fora. — Eu conheço esse poema. É November, de Thomas Hood. Por que alguém escreveria isso em minha parede? — Eu pergunto, tentando descobrir o que as palavras significam. — Eu não tenho certeza — diz ele. Eu tenho certeza que o sinto beijar o lado de minha cabeça. — Eu posso andar, sabe — eu resmungo. Ele não me responde ou me coloca no chão até que me deixa cair no lado do passageiro de seu jipe. Com meus pés para fora da porta, ele está entre minhas pernas. Seus braços envolvem meu corpo e uma de suas mãos atinge o bolso de trás em busca de seu telefone. — Alô, pai. Tenho um problema. Estou na casa do Grande Mike com a filha dele, November. O apartamento dela foi arrombado. Sim, filha de Mike. Não vamos falar sobre essa merda agora. Sim, até logo — fechando o telefone, ele atira-o atrás de mim no banco do motorista. Eu olho para minhas mãos. Elas estão cobertas de gosma vermelha, assim como meus jeans. Tudo o que posso perguntar é quem faria isso e por quê. — Olhe para mim, querida! — Eu levanto meus olhos para ele e eles estão quentes e preocupados. — Vou garantir que você esteja segura. Eu prometo. Olhando em seus olhos com a luz interior do jipe refletindo neles, eu posso ver que ele está preocupado, então eu conto sobre Nova York e sobre ser atacada antes de vir. Ele ouve o tempo todo. Seus olhos ficam mais escuros e sua mandíbula fica mais apertada a cada palavra. Ele balança a cabeça quando eu termino, puxando-me para um abraço que eu acho que é mais para ele do que para mim. — Obrigada por me ajudar — eu digo. — Você, — diz ele, beijando minha cabeça, — nunca precisa me agradecer por fazer algo que eu quero fazer. — Bem, eu estou feliz que você esteja aqui — e isso não é mentira. Não posso imaginar o que teria acontecido se eu tivesse voltado para casa sozinha. — Porra, querida, eu também — diz ele, deixando escapar um longo suspiro. Eu olho para Beast, que está sentado em nossos pés, olhando para nós e esperando para ver se ainda sairemos para uma caminhada. Sua cabeça inclinase quando começo a falar com ele. — Parece que você precisará tomar um banho, garoto. — Ele inclina a cabeça na outra direção. — E quando você estiver pronto,


eu preciso tomar um também — eu digo, percebendo que eu estava, mais uma vez, conversando com meu cão. Eu olho para Asher e ele está sorrindo. Disse a primeira coisa que me veio à cabeça. — Eu pareço com a Carrie? — Ele deu uma gargalhada em seguida, beijou minha testa. — Sim, você está coberta de tinta por ter aquele cachorro maldito sentado em você, enquanto o abraçava. Quando meu pai chegar aqui e verificar tudo, você pode tomar banho. — Oh meu Deus, — eu sussurro, horrorizada quando me lembro que o pai dele é o xerife. — Seu pai está vindo? — Sim, querida. Ele é o xerife. — Oh meu Deus, seu pai está vindo, — repito. Sem pensar, eu estico minhas mãos até a frente de sua camisa e uso-a para limpar meu rosto. — Está melhor? — Pergunto. — Não posso acreditar que você fez isso — ele diz, parecendo completamente chocado. — Oh, Deus. Seu pai vai encontrar-me parecendo a Carrie — eu grito. Ainda estou com as mãos na camisa dele, então repito o processo de limpar o rosto. Depois uso o interior para limpar as mãos. Eu olho para cima, porque ele não diz nada. — Não posso acreditar que você fez isso. — Ok! Então, boa parte do vermelho saiu de meu rosto? — Pergunto. — Você deve-me uma camisa nova — ele diz. — Tudo bem, que seja. Mas o vermelho se foi? — Sim, querida. O vermelho praticamente se foi, mas agora não sei se eu deveria lhe beijar ou bater em você por essa merda. — Que seja — eu sussurro e pressiono minha testa contra o peito dele para esconder meu sorriso enorme. Minha barriga fazia acrobacias com o pensamento dele beijando-me. Dois minutos depois, luzes vermelhas e azuis piscam até a calçada e dois carros de polícia estacionam ao lado do jipe de Asher. Olhando em volta do grande corpo de Asher, eu vejo um homem muito alto, de cabelos grisalhos misturados com louro escuro, andar em nossa direção. Este deve ser seu pai.


— Pai, essa é November — diz Asher, dando um passo para trás. Então, ele puxa-me do banco. Quando meus pés tocam o chão, ele coloca o braço em volta de mim, arrastando-me em seu corpo. Seu pai está sorrindo enquanto ele caminha para nós. — Oi, November. Já ouvi muito sobre você visitar minha mãe com esse cão. Ela já se gaba de você há semanas. Mas não sabia que você era filha de Grande Mike. Acho que ninguém sequer sabia que ele tinha uma filha — diz ele com um sorriso amável em seu rosto. — Sua mãe é uma senhora muito simpática, Sr. Mayson. E não são muitas pessoas que sabem sobre mim — eu digo, como se ele não soubesse. — Por favor, me chame de James. Sr. Mayson faz-me sentir velho. — Ok — eu digo, rindo. — Então o que aconteceu esta noite? Você disse que alguém arrombou? Asher disse a seu pai sobre a escrita vermelha em minha sala e Beast sendo coberto no mesmo líquido que foi usado nas paredes. E como todas as luzes estavam apagadas na casa quando chegamos lá. — Tudo bem, querida, você sabe de alguém que iria querer machucar você? — Ele pergunta, olhando para mim. — Não, mas a razão pela qual eu mudei para cá é porque fui atacada em Nova York. Então, no caminho para cá, eu estacionei em uma parada de descanso para deixar Beast sair e um carro com placas de Nova York estacionou alguns minutos mais tarde. O estranho era que eu estava estacionada na área para cães e eles nunca saíram com um cão. Fiquei assustada e corri de volta para meu carro, mas não os vimos novamente. Então não sei se foi só minha imaginação ou se eu estava realmente em perigo. — Não há como dizer, — diz ele, parecendo mais preocupado. — Alguma vez você recebeu presentes ou qualquer coisa incomum antes de ser atacada? — Não, nada disso. Por quê? Você acha que eu tenho um perseguidor ou algo assim? — Eu pergunto, um arrepio correndo por minha espinha. — Não sei. Farei alguns testes e verei se podemos encontrar qualquer coisa. Você pode ficar com outra pessoa essa noite? Acho que você não deve ficar sozinha. — Hum... Eu... Ugh tenho que ligar para meu pai. Tenho certeza que posso ficar em minha avó ou tio.


— Você ficará comigo! — Diz Asher, fazendo meu coração bater. — Eu não acho que seja uma boa ideia — eu digo, olhando para ele. — Bem, eu não dou a mínima. Você não sairá de minha visão e eu não acho que sua avó ou tio querem que eu fique nas casas deles com você. Então você ficará comigo. Revirando os olhos para Asher, eu vejo seu pai observando-nos. Ele parece presunçoso por algum motivo. — Seu filho é muito chato e mandão — digo a ele. — Tenho certeza que ele é, querida. — Ele ri. — Mas ele é um Mayson, então eu também sei que seu lado mandão vem de um lugar muito seguro, — diz ele, olhando para mim. Seu sorriso é tão quente que meu estômago faz um flip. — O que eu digo a você, meu filho? — Diz ele, olhando para Asher. — Quando isso acontece-BOOM! — Ele faz um movimento com as mãos de uma explosão. — Quando o que acontece? — Pergunto. — Nada — dizem eles ao mesmo tempo. — Tudo bem, então, — eu digo, olhando para Asher. — Preciso ligar para meu pai — depois de ligar e explicar tudo o que aconteceu, meu pai queria voltar para casa. Expliquei que Asher e seu pai estavam comigo e que ele não precisava se preocupar. Eu sabia que o clube estava ocupado, porque a cada poucos minutos, alguém lhe fazia uma pergunta enquanto estávamos no telefone. Eu disse a ele que Beast e eu ficaríamos com Asher durante o resto da noite. Dizer que meu pai não gostou dessa ideia foi um eufemismo. Demorou dez minutos para assegurar a ele que eu não faria nada estúpido, mas ele ainda me fez colocar Asher no telefone para reiterar esse argumento para ele. A única coisa que Asher disse foi: — Ela está segura comigo, Mike, — então ele me devolveu meu telefone. Então, agora eu, um Beast molhado de mangueira e minha mala para passar a noite vamos para a casa de Asher. Nós dirigimos para o campo. Há apenas campos abertos ao longo da estrada. — Então você vive aqui? — Eu pergunto, olhando para seu perfil nas luzes do painel. — Sim, eu comprei a terra quando comecei meu negócio e comecei a construir minha casa não muito tempo depois.


— Uau, isso é impressionante. Quantos anos você tinha quando começou sua empresa? — Pergunto, querendo saber sua idade, mas tentando ser sorrateira sobre isso. — Eu tinha vinte e dois anos quando comecei. — Oh. Há quanto tempo foi isso? — Eu ouvi-o rir e olhei para ele. — O que é tão engraçado? — Tenho vinte e sete anos, querida. Nada nunca é fácil com você, não é? — Ele pergunta e ouço diversão em sua voz. — Legal — eu digo, sentindo-me idiota por ele ter me descoberto. Passamos por um grande celeiro vermelho e viramos para descer uma estrada de terra. Não posso ver nada à frente, até que passamos por cima de uma pequena colina. Prendo minha respiração e estou atordoada. Não sei o que eu esperava, mas não era uma grande casa de madeira de dois andares, com uma envolvente varanda no segundo andar. Vigas sustentam-na e há espaço para estacionar embaixo. Eu vejo um carro e um quadriciclo estacionados. — Você construiu isto? — Pergunto e soo ofegante até para mim mesma. — Sim. Levei quatro anos para terminar porque trabalhava nela entre os trabalhos. — É linda — eu digo porque... Uau, é simplesmente fantástica. Saímos do jipe e começamos a caminhar até a varanda da frente. Beast está andando atrás de nós e é tão silencioso aqui que posso ouvir sua cauda cortando o ar. Ele está tão animado para ver esse novo lugar e explorar. Asher deixa-nos entrar e eu estou completamente chocada com o que vejo. É enorme. Você pode ver as toras. Não há paredes brancas. É toda de madeira. Há janelas gigantes que se projetam para fora e fazem o espaço quase parecer maior. Há uma sala de estar rebaixada com um longo sofá azul escuro no centro da sala. Parece que ele precisa ser substituído, mas também parece muito confortável. Na parede, há uma enorme TV e ao lado está uma lareira do piso ao teto, feita de diferentes tipos de rochas. Não há imagens ou almofadas de qualquer tipo. Na verdade, olhando em volta, eu percebo que não há decorações em qualquer lugar. Viramos uma esquina e entramos em uma cozinha gigante com utensílios de aço inox, bancadas em granito e uma grande ilha no meio com o fogão embutido. Parece o sonho de um chef, mas também parece não utilizado.


— Você cozinha? — Pergunto. Essa é a única razão que eu posso pensar para alguém querer uma cozinha grande assim. — Pouco — diz ele com um olhar em seu rosto que não posso ler. Que droga? Esta é uma cozinha top de linha. Eu gostaria de passar horas nesta cozinha cozinhando ou apenas sentada na ilha bebendo café. — Oh, bem, é uma cozinha muito boa — eu digo, o que mais eu poderia dizer? — Fico feliz que você gosta, — diz ele de uma forma que me faz pensar que ele realmente está feliz por eu gostar. Eu sigo-o por um corredor que corre ao lado da cozinha. Eu procuro por Beast, mas não o vejo, então me viro para procurá-lo. Quando atravesso a cozinha, eu paro. Beast está deitado no sofá de costas, com as pernas para cima no ar. Eu sinto um braço deslizar em volta de minha cintura e Asher fala perto de meu ouvido. — Parece que ele já está em casa — um arrepio percorre toda minha pele e sei que ele pode sentir isso quando seu braço me aperta mais. — Devo dizer a ele para descer? — Pergunto. — Não, querida. Ele está bem, — diz ele em seu profundo sotaque. Eu amo ele chamar-me de querida e, ao mesmo tempo, assusta-me adorar isso. — Deixeme mostrar-lhe o quarto — ele resmunga. Em suas palavras, eu recebo outro calafrio. Este em um lugar completamente diferente. Passamos por dois cômodos com as portas abertas. Um deles é um escritório e o outro é uma sala de treino. Do outro lado do corredor tem um banheiro. No final do corredor, ele abre a porta. Eu sigo atrás dele e percebo que este é o quarto dele. Há um colchão sobre um estrado que é tão grande, que todos que eu conheço poderiam dormir nele e ninguém sequer se tocaria. Os lençóis e cobertores são uma bagunça e há roupas espalhadas por todo o chão. Próximo à cama há uma parede de janelas e a cortina está ligeiramente aberta. Posso ver um deck do lado de fora de seu quarto. Ao lado da cama fica o criado-mudo construído na parede. Há uma cômoda grande e preta na mesma cor da cama e do criado-mudo. Existem duas portas. Uma delas está aberta e posso dizer que é meu closet dos sonhos. É do tamanho de meu apartamento em Nova York. Eu ando em direção a ele sem pensar e ligo a luz. Caberia uma mesa e cadeira e ainda haveria espaço para uma cama king size.


Há prateleiras em ambos os lados com alguns pares de sapatos e botas ao longo das paredes e há muito espaço para pendurar roupas. Tem algumas peças de vestuário penduradas, mas a maior parte está em pilhas no chão. — Oh meu Deus, eu estou apaixonada — eu ouço Asher rindo atrás de mim, então eu viro para olhar por cima de meu ombro. — Você cometeu um grande crime, — eu digo a ele com uma cara completamente pasma. Ele ainda está rindo. — Não, sério, este armário deve ser cuidado e nunca deveria ter coisas desfigurando o chão — ele joga a cabeça para trás e está rindo tanto que os tendões do pescoço estão aparecendo. Eu pego-me querendo correr minha língua ao longo deles. Eu pisco duplamente com esse pensamento. Quando seus olhos voltam aos meus, ele ainda está rindo. — Eu nem mesmo gosto de lavar roupa. Não sou um grande fã de pendurar essas merdas — ele diz-me. — Oh, é claro — eu sussurro. Nossa, eu sou uma idiota. Ele é um cara. Eles não se preocupam com armários dos sonhos e ter espaço para mostrar todos seus tesouros de moda. Eu saio do armário e cruzo os braços em meus seios. Seus olhos caem para meu decote então eu rapidamente descruzo os braços. Então, eu percebo que estou de pé em seu quarto e que vou dormir em sua casa enquanto ele está lá. Eu olho para a cama, em seguida, de volta para ele. Ele observa-me o tempo todo. Quando fazemos contato visual novamente, há algo que trabalha atrás de seus belos olhos azuis que me faz prender a respiração. Ele quebra o contato visual e passa a mão sobre sua cabeça. Eu aperto minhas mãos em punho. Eu quero saber se seu cabelo seria espinhoso contra minhas palmas. — Um... — Eu digo, tentando limpar meu cérebro que agora parece ter entrado em uma névoa Asher. Ele olha e sorri. Vejo sua covinha e isso não ajuda. Agora eu quero lamber seu rosto e provar sua covinha. Seu sorriso alarga-se e juro que ele pode ler minha mente. Merda, merda, merda. — Aqui, deixe-me mostrar o banheiro e você pode trocar-se para dormir — diz ele. Graças a Deus, eu penso comigo mesma, até que caminhamos para o banheiro. Há um grande chuveiro que é feito de pedra com uma porta de vidro que faz com que pareça uma caverna aberta. Ao lado do chuveiro está uma banheira


da qual os sonhos são feitos. Bem, pelo menos sonhos de menina. Eu não posso imaginar Asher preenchendo-a com bolhas e ficando de molho. Então, eu sou bombardeada com pensamentos de Asher nu e na banheira. Estou olhando para a banheira quando o ouço se movendo atrás de mim e então me viro. Ele está com minha bolsa na mão e coloca-a na pia. — Sinta-se livre para tomar um banho e ir para a cama. Eu tenho que fazer algumas ligações — eu adoraria tomar um banho em sua banheira. Bem, eu gostaria de tomar um banho em sua banheira com ele, mas afasto esse pensamento. — Uh, obrigada, — eu digo, sentindo-me estranha. Ele sorri e sai, fechando a porta atrás de si. Eu fico lá por mais alguns minutos, tentando descobrir o que diabos está acontecendo. Então percebo que fiquei lá de pé olhando para a banheira pensando em Asher na banheira e vou para a pia. Tomei um banho antes de sair de minha casa, então só vou procurar meu pijama na bolsa. Eles são shorts brancos de algodão com um cordão amarelo que combina com um top amarelo. Eu amarro meu cabelo em um nó no topo de minha cabeça e lavo meu rosto. Então procuro por minha bolsa e encontro minha escova de dente e creme dental. Após terminar, eu coloco um pouco de creme de pele noturno. Isso é uma coisa que minha mãe me ensinou. Foi um bom conselho nunca ir para a cama sem creme de noite. Ela dizia, Nenhum homem quer uma mulher com rugas. Como ela poderia saber, isso eu não sei. Ela colocava Botox desde que tinha vinte anos e essa foi provavelmente a última vez que seu rosto mostrou uma expressão que não fosse de surpresa. Abro a porta do quarto e ele está escuro, exceto por uma das luzes do lado da cama. Percebo que Asher fez a cama enquanto eu me trocava e por algum motivo isso me faz sorrir. Penso em sair e pegar Beast, mas ele não se moverá se estiver dormindo a menos que eu o carregue e isso não acontecerá. Gostaria de saber onde Asher está dormindo. Então percebo que estou cansada e não me importo. Olho para o relógio na mesa ao lado e vejo que já passa de duas da manhã. Sem pensar, eu arrasto-me para a cama. Cheira como ele, então eu puxo as cobertas sobre mim e estou, mais uma vez, morta para o mundo.

*~*~*


Acordei sentindo-me quente e aconchegante. Preciso de um minuto para perceber que não é Beast atrás de mim. Animais não têm braços. Eu mantenho meus olhos fechados e seguro minha respiração, tentando descobrir o que aconteceu, então eu ouço a porta abrir. — Oh meu Deus, — eu ouço uma voz de mulher dizer e meus olhos abremse e estou olhando para os olhos de uma bela mulher mais velha e ela está olhando para mim. O braço de Asher aperta-se em volta de mim e olho por cima de meu ombro. — Bom dia, querida — ele faz barulho em meu ouvido. Estou tão humilhada que deixo escapar a primeira coisa que vem a minha cabeça quando volto a olhar para a mulher. — Não fizemos sexo! — Eu basicamente grito isso para ela. A senhora olha para mim e sorri novamente tão amplamente que eu posso ver todos seus dentes. — Estarei na cozinha — diz ela e Asher começa a rir enquanto ela fecha a porta atrás dela. Eu juro que a ouvi rir. Assim que eu confirmo que a porta está fechada, volto-me para Asher. Eu realmente o vou matar. — O que você faz aqui? — Pergunto. — Esta é minha cama — diz ele, sorrindo. Grrrrrrr. Eu quero sufocá-lo. — Pensei que você dormiria no sofá ou, tipo, em outro quarto ou algo assim — eu digo e pergunto-me por que ele acha que isso é tão engraçado. — Por que eu faria isso? Minha cama é grande. Além disso, seu cão tomava todo o sofá. — Você deveria ter me acordado. Eu dormiria no sofá com Beast — digo, tentando empurrar o braço de cima de mim. — Minha cama é grande o suficiente para nós dois. Nós nem sequer precisávamos nos tocar, mas assim que eu vim para a cama, você veio para cima de mim — diz ele, abraçando-me apertado. — Oh meu Deus, você é tão cheio de si. Eu estava dormindo. Nem sabia que você estava aqui. Como eu poderia estar em cima de você? — Eu grito com ele, sabendo muito bem que meu rosto está ficando vermelho. — Quando eu subi na cama, você envolveu-se em torno de mim — diz ele, observando meu rosto. Eu posso sentir-me ficando mais vermelha a cada segundo.


— Eu não — eu digo, embora provavelmente eu tenha feito. Sempre gostei de carinho. — Você fez — diz ele, sorrindo. — Que seja — murmuro, tentando esconder meu rosto. — Pelo menos me diga que não é sua mãe — eu digo, cobrindo o rosto com as mãos. Ele começa a rir e puxa-me, de forma que eu fico, basicamente, embaixo dele. Sentindo sua pele contra a minha, eu descubro meus olhos e vejo que ele não está vestindo uma camisa. Como eu perdi isso, eu não tenho ideia. Seu peito é impressionante. É grande e você pode ver a definição de todos os músculos. Ele não tem muito cabelo no peito, apenas o suficiente para que você o possa sentir contra seu peito enquanto ele se move dentro de você. Suas tatuagens começam sob sua clavícula e vão ao redor de seus ombros e braços. Elas parecem com fogo, mas é tudo tribal. Correndo dentro e fora das chamas estão nomes e um par de botas do tipo militar. Em seguida, o mesmo projeto vai para baixo no outro braço, mas com uma arma e um chapéu do tipo militar. É sombreada em preto e tem cores brilhantes que correm através do desenho. É realmente uma obra de arte. — Sim, é minha mãe. Ela provavelmente veio se certificar de que estava tudo bem. Tenho certeza de que meu pai contou o que aconteceu a ela — diz ele, tirandome da leitura que eu fazia de seu corpo e tatuagens. Eu olho para seu rosto sorrindo, imaginando o que ele pensa que é tão engraçado sobre sua mãe encontrar-me em sua cama. — Isso é tão embaraçoso. Ela provavelmente pensa que eu sou uma vagabunda — eu digo, perguntando-me se isso é normal para ele. — Ela não pensa nada, exceto que você dormiu aqui depois de seu apartamento ser arrombado. Agora precisamos levantar, mas antes, você precisa beijar-me — ele diz com uma cara séria. — O quê? — Eu sussurro. — Você precisa beijar-me. Durante toda a noite você dormiu abraçada em mim. Você não pode fazer isso com um homem, sem, pelo menos, beijá-lo — seu rosto estava perto do meu e seus olhos estavam quentes. Meus olhos caem para a boca dele. Não poderia evitar, ele tem uma boca agradável. — Beije-me — ele sussurra sua boca escovando a minha. — Não — eu sussurro de volta, observando seus olhos escurecerem.


— Ok, então eu vou beijar-lhe — diz ele contra meus lábios. Meu cérebro grita, Sim, sim. Sim. Então sinto seus lábios tocarem os meus suavemente. Minha mão move-se para seu bíceps para segurar-me. Quando sua boca se move para longe da minha, eu quero puxá-lo de volta. Em seguida, ele lambe o contorno de minha boca e o minuto que sua língua me toca, meus lábios abrem. Eu beijo-o de volta, primeiro suavemente, em seguida, descontroladamente. Minha outra mão alcança seu cabelo e corro minha mão contra ele, sentindo minha pele formigar, feliz em saber que é tão bom quanto pensei que seria. Quando sua mão foi para meu cabelo, eu podia senti-lo puxar meu laço e pegar um punho cheio de cabelo na parte de trás de minha cabeça. A picada de dor foi tão boa que um gemido saiu de minha boca. Ele mordeu meu lábio suavemente, chupando minha língua em sua boca em seguida. Eu sigo-o, fazendo o mesmo. Ele rosna e sua outra mão viaja ao longo de meu lado até que sinto os dedos apertarem em meu peito. Eu pressiono-me em sua mão e ele rosna novamente. Minha outra mão vai de seu bíceps a suas costas. É tão lisa e dura ao mesmo tempo. Estou fascinada pela sensação de seu polegar viajando por todo meu mamilo, eu choramingo, arqueando nele. Ele puxa sua boca da minha, empurrando meu rosto em seu pescoço. — Porra! — Eu estava tão excitada que não percebi o que acontecia até que ouvi sua mãe na cozinha. — Eu estou fazendo café, pirralhos. Onde está a comida do cachorro? — Ela perguntou através da porta. — Oh meu Deus, — eu sussurro em seu pescoço e posso sentir seu corpo começar a tremer. — Isso não é engraçado — eu digo a ele e ele ri mais ainda. — Você está certa. Essa merda não é engraçada. Eu estou mais duro do que já estive em minha vida e sei que mamãe não sairá até que ela veja por si mesma que você está bem — eu não queria pensar muito sobre isso, mas o pensamento de excitá-lo e deixá-lo mais duro do que ele jamais esteve me faz sorrir e não posso deixar de rir. — Você está rindo de mim, querida? — Ele sussurra em meu ouvido. Eu começo a rir alto. Então ele começa a me fazer cócegas. — Não ria de mim, querida. — Eu ria tanto que pensei que eu poderia fazer xixi em minhas calças, então comecei a implorar para ele parar. — Por favor, eu não vou rir mais de você. Eu


prometo, eu prometo — eu digo através de meu riso. Ele para e olha para mim e ambas as mãos seguram meu rosto. — Jesus, você é bonita para caralho — A maneira como ele disse isso e a maneira como ele olha para mim, faz-me acreditar que ele realmente pensa que eu sou bonita. Posso sentir meu rosto suavizar em suas palavras. Ele inclina a cabeça e beija-me outra vez. Desta vez, é suave e doce. Quando sua boca deixa a minha, ambos respiramos pesadamente. — Você é quem é lindo — eu digo baixinho, correndo os dedos para baixo de sua mandíbula. Seu rosto suaviza-se e seu olhar é caloroso. Sua boca vem em minha direção novamente. — Tudo bem, crianças, o café está pronto e ainda não consigo encontrar a comida do cachorro. — Mamãe, Jesus! Nós sairemos em um minuto para alimentar o cão — Asher grita. — Asher James Mayson, veja seu tom e não use o nome do Senhor em vão — diz a mãe. Eu tenho que morder o lábio, mas quando não consigo evitar e começo a rir, eu tenho que cobrir minha boca para que sua mãe não me ouça. Sem aviso, ele levanta e puxa-me com ele. De repente, estamos de pé ao lado da cama. Ele inclina-se para beijar meu nariz, vira-se e caminha em direção ao banheiro. Eu estou presa no lugar, olhando para seus músculos das costas enquanto ele se move. Ainda estava de pé no mesmo lugar quando ouvi a descarga e ele saiu. Então, eu estava em um completo nevoeiro Asher, porque ele ainda estava sem camisa e as tatuagens em seus braços e peito estavam em plena exibição, junto com seu abdômen musculoso e o V sexy que seu pijama proporcionava. — Você vai alimentar Beast ou quer ficar aí e olhar para mim um pouco mais? — Pergunta ele. Olho para seu rosto e vejo um sorriso muito arrogante com sua covinha aparecendo. — Que seja — eu murmuro e ouço-o rir enquanto ando em volta da cama olhando para meus pés. Uma vez no banheiro, fecho a porta e olho para mim mesma no espelho. Meus olhos verdes parecem mais brilhantes, meus lábios estão inchados do beijo,


minhas bochechas estão rosadas e meu cabelo está selvagem. Lembro-me de como acabei com essa aparência e então sorrio e franzo a testa rapidamente. Asher é quente, mas não sou o tipo de garota com quem ele dorme, nem que se agarra com um cara depois de um encontro. Além disso, nem estávamos mesmo em um encontro de verdade. Então, novamente, eu não sabia que dormiríamos juntos. Balançando a cabeça em meus próprios pensamentos loucos, eu decido que serei honesta e direi a ele que não faço sexo casual. Tenho certeza de que vai o assustar. Escovo meus dentes e puxo um sutiã e um agasalho de minha bolsa. Depois de colocar ambos, eu saio do quarto para a cozinha. Quando chego lá, Asher está sentado em um banco de bar, ainda sem camisa, com uma xícara de café na frente. Quando ele me percebe, faz uma varredura de corpo inteiro. Eu recebo um sorriso dele, mas é um pequeno sorriso. Desta vez, não há nenhuma covinha. Hummm. — Oi, eu sou Susan, mãe de Asher — ao som de sua voz, eu pulo. Eu estou tão presa à falta de covinha de Asher que esqueço que a mãe dele está aqui. Ela vem ao redor da ilha e leva minha mão na dela. — Sou November — eu digo, sorrindo para ela. Ela é muito bonita. Ela tem cabelo curto castanho escuro que está cortado em um bonito mom bob2. Seus olhos são da mesma cor dos de Asher. Ela está vestindo uma camisa de botão branca com um grande colar turquesa, jeans azul escuro e botas de cowboy marrom. Ela parece muito chique em seu estilo regional e estou instantaneamente apaixonada por ela. Então ela me agarra em um abraço apertado. No instante em que seus braços me envolvem em um abraço maternal, eu quero chorar. — É bom finalmente conhecer você, November — ela sussurra em meu cabelo. Eu abraço-a apertado, fechando os olhos contra as lágrimas que querem fugir. Ela dá um passo para trás e segura-me no comprimento do braço. — Bem, você é tão bonita como todos disseram que era — eu estava tomada de surpresa por seu comentário. Quero dizer, meu pai chama-me de bonita e Asher disse-me isto esta manhã, mas foi no calor do momento. Eu não sou feia, mas sempre fui

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apenas bonitinha. Mesmo meus ex-namorados sempre disseram que eu era bonitinha e minha mãe nunca em minha vida me chamou de bonita. — Obrigada — murmuro, sentindo-me estranha. Posso sentir o calor subir em minhas bochechas. Ela sorri mais brilhante e vira-se para Asher. Ambos compartilham um sorriso e sinto que estou me intrometendo em um momento privado. — Você gosta de café? — Pergunta ela, caminhando de volta para a cozinha. — Gostar não é a palavra que eu usaria para como eu me sinto sobre café — eu digo. Ela inclina a cabeça para o lado, dando-me um olhar interrogativo. — Hum... Eu amo café, — eu digo, sentindo-me como uma idiota. — Eu tenho certeza que meu consumo de café por si só está ajudando os Estados Unidos com as dívidas — eu divago e tanto ela quanto Asher riem. Ouço arranhões e olho para o lado. Beast tem sua grande pata na porta de vidro, querendo entrar. Caminho até a porta e quando abro, ele entra com tanta força que me bate em minha bunda e começa a lamber-me como se ele não me visse há semanas. Eu estou rindo quando olho para cima e vejo Asher e sua mãe olhando-me com o mesmo sorriso em seus rostos. — Tudo bem, solte-a, — diz Asher, empurrando Beast para longe. Ele fica em cima de mim com as pernas em cada lado de meu corpo, olhando para baixo. — Você é demais — ele murmura. Suas mãos pegam as minhas para levantar-me do chão. Suas palavras atingem-me com força por algum motivo. Minha mãe costumava me dizer que eu era demais, mas cada vez que ela dizia isso, era com um olhar que dizia que não sabia por que ela sequer se preocupava comigo. Eu não queria olhar para Asher e ver a mesma expressão em seu rosto, então solto suas mãos, evitando seus olhos. Ando para a ilha onde sua mãe tem uma xícara de café esperando por mim. Eu despejo um pouco de leite e adiciono duas colheres de açúcar. Ela e Asher estão ambos me observando. Preciso ficar longe para que eu possa me recompor. — Obrigada pelo café, — eu digo, olhando para a mãe de Asher com lágrimas obstruindo minha garganta. — Eu já volto, só preciso pegar a comida de Beast da bolsa — saindo da cozinha para o corredor, eu sinto-me como uma idiota. Minha mãe nem está aqui e mesmo assim me faz sentir um lixo. Estou na porta do quarto de Asher quando sinto um braço em volta de minha cintura e estou voando pelo


ar. Deixo escapar um grito feminino em seguida pouso na cama com Asher em cima de mim. — O... O... O que você está fazendo? — Perguntei, gaguejando, tentando empurrá-lo de cima de mim. — O que aconteceu lá? — Ele pergunta, segurando-me para baixo. Eu não posso contar que minha mãe me transformou em um caso perdido, então apenas pressiono meus lábios, tentando empurrá-lo ainda mais. Eu não queria que a mãe dele me ouvisse gritar que não é da conta dele. — Você estava rindo e fechou-se do nada. O que aconteceu? — Nada. Eu só preciso pegar a comida de Beast. Agora sai fora — eu digo, empurrando-o. — Conte-me o que aconteceu. Eu machuquei você? — Ele realmente parece preocupado. — O quê? — Quando lhe puxei, eu lhe machuquei? — Pergunta ele novamente, fazendo-me sentir ainda pior. — Não, você não me machucou. Estou bem agora. Você pode, por favor, se mover para que eu possa alimentar meu cachorro? — Eu pergunto, empurrando-o novamente. — Então, o que era? Um minuto você rolava no chão com seu cão, rindo. Então parecia que alguém tinha batido em você. Não deixarei você sair até me contar o que aconteceu — sinto lágrimas chegando e eu não queria chorar na frente dele. Como você pode dizer a alguém que tem uma mãe incrível que a sua totalmente ferrou com você? — Você não entenderia — eu digo, porque ele realmente não iria. Ninguém conseguia entender como é ter a pessoa que deveria lhe proteger e orientar através da vida fazendo você se sentir completamente inútil. — Tente, — ele sussurra. Sua mão move-se de onde ele me segurava e desliza por meu cabelo. Eu sinto as lágrimas começarem a cair e tento desviar o olhar, mas ele segura meu rosto em suas mãos e inclina-se para beijar cada olho. — Por favor, diga para mim, querida — ele sussurra. Eu não posso evitar. Sua voz é tão suave e seu calor está em torno de mim e sinto-me segura naquele momento. Talvez mais segura do que já me senti.


— Minha mãe não é como a sua. Ela não é doce, ela não abraça, ela não diz às pessoas que elas são lindas, ela nunca faria café para ninguém. — As lágrimas caem ainda mais e sinto como se tivesse areia em minha garganta. — Eu sei que é estúpido, mas toda minha vida ela fez-me sentir mal sobre mim mesma. Minha mãe é abusiva. Não fisicamente, mas verbal e emocionalmente. Ela cortara-me por toda minha vida. Levei muito tempo para perceber que o que ela perfurou em minha cabeça não era verdade, mas as feridas ainda estão lá e elas correm tão profundamente que há momentos em que ainda as posso sentir dentro de mim. Mesmo quando alguém faz um comentário rápido do qual qualquer um riria, para mim, parece um corte — percebo que estou com os olhos fechados, então eu os abro e vejo que Asher parece irritado. Seu corpo inteiro está apertado e os dentes estão cerrados. Comecei a ficar com medo e ele deve ter lido meu rosto. Ele olha em meus olhos e sinto todo seu corpo relaxar. Sua mandíbula solta e seu polegar viaja sobre meu lábio inferior. — Foi o que eu disse sobre você ser demais. — Ele não perguntou, era apenas uma afirmação. Aceno minha cabeça porque não posso falar. — Você é bonita quando ri. Não são muitas mulheres que riem ao serem derrubadas sozinhas no chão por um cão e definitivamente não na frente de um homem. É por isso que eu disse que você era demais. Eu amo o fato de você não se importar com o que as pessoas pensam e agir como você mesma em volta de mim. Sinto muito que sua mãe seja uma cadela. Aposto que ela estava com ciúmes de você e fazia isso esperando que você sempre se sentisse inferior a ela. Felizmente, nós podemos trabalhar no preenchimento de todas as marcas que ela deixou — diz ele em voz baixa. Seus dedos enxugam minhas lágrimas. Eu sinto esse gesto até minha alma. As palavras que ele disse pareciam verdade, mas então eu me lembro de que não posso confiar ou acreditar nele. — Eu não posso fazer sexo casual, — eu deixo escapar. Eu queria cobrir meu rosto ou esconder-me no banheiro. Em vez disso, fecho meus olhos. Seu corpo está tremendo, então abro meus olhos e ele está rindo. — O que é engraçado? — Eu pergunto, irritada. — Você acha que eu tentaria isso com você, sabendo que seu pai, tio e primos viriam chutar minha bunda se eu quisesse algo casual? — Pergunta ele, procurando por meu rosto.


— Ugh... — Isso nunca passou por minha cabeça. — Isto não é casual. Cristo! — Ele rosnou. — Você conheceu meus irmãos, mãe, pai e avó. Nenhuma mulher que eu já namorei encontrou toda minha família. Eu quis você desde o momento em que a vi no clube, pendurada em seu pai. Foi por isso que fiquei chateado quando peguei você lá fora. Então, quando vi você com minha avó, eu sabia que estava fodido. Ela falou sobre você por semanas, dizendome que eu precisava encontrar essa garota que era tão bonita e doce. Ela disse-me que ela acabara de se mudar para a cidade e eu deveria convidá-la antes que alguém fizesse. Ela estava certa. Percebi ontem que eu precisava arriscar meu pedido antes que algum idiota chegasse até você. É por isso que eu fiz o que você chamou de sequestro. Eu gosto de chamar isso de garantir meu futuro. Veremos aonde isso vai, November e enquanto estivermos fazendo isso, não será casual. — Ok — eu digo, sentindo-me animada e um pouco com medo do tom de sua voz e olhar em seus olhos. Eu posso dizer que ele falava sério. — Ok. — Ele beija-me suavemente. — E só para você saber, se sua mãe vier lhe visitar, eu não serei agradável. — Acho que minha mãe nunca virá à cidade — eu olho por cima do ombro dele, ao mesmo tempo em que rezo para que esteja certa. Eu realmente espero que minha mãe nunca mostre seu rosto nesta cidade. Meu pai enlouqueceria e minha avó provavelmente atiraria nela. — Tudo bem, agora temos que nos levantar antes que mamãe venha aqui. Ela está preocupada com você depois do que aconteceu ontem à noite e pelo olhar em seu rosto quando você saiu da cozinha. Vamos tomar café da manhã e ir ao encontro de seu pai em sua casa — Asher acabara de falar e meu telefone começou a tocar Highway to Hell, toque de chamada de meu pai. Asher levanta, trazendome com ele, caminha para seu jeans no chão, puxa meu celular do bolso e entrega para mim. Eu viro-me e coloco meu telefone em meu ouvido. — Oi, pai. — Ei, garotinha. Como você se sente? — Hum, eu estou bem. Estou preparando-me para alimentar Beast e então eu vou tomar café da manhã com Asher e a mãe dele. — A mãe dele está aí? — Diz ele, parecendo surpreso.


— Sim, ela veio esta manhã. O Sr. Mayson contou a ela sobre o que aconteceu ontem à noite e eu acho que ela queria ter certeza de que eu estava bem. — Hum — eu ouvi meu pai dizer, então ele ficou calado. — Pai, você ainda está aí? — Sim, eu estou aqui, garotinha. Então, quando você estará em casa? Viro-me e vejo Asher encostado na porta, olhando-me. — Que horas você acha que estaremos na casa de meu pai? — Pergunto-lhe. — Em cerca de uma hora e meia, querida — diz ele em voz baixa. Sinto um pequeno sorriso tocar minha boca na palavra querida. — Asher diz que em cerca de uma hora e meia. — Eu ouvi, garotinha. Você pode o colocar no telefone para mim? — Hum, claro. Espere. Meu pai quer falar com você — eu digo para Asher, estendendo meu telefone. Ele desliza-o de minha mão e beija meu nariz, em seguida, dá um passo para trás, colocando o telefone no ouvido. — Mike, — eu ouvi-o dizer. — Sim, vamos conversar quando eu chegar aí. Em seguida, ele entrega o telefone de volta para mim. — Pai — eu digo, esperando que com o tom que estou usando, ele entenda que não estou sendo estúpida. — Vejo você quando chegar aqui, garotinha. Amo você — ele desliga antes que eu possa dizer que o amo também. Asher está observando-me. — Está tudo bem? — Eu pergunto, olhando para o telefone. — Está tudo bem, querida. Vamos comer. — Ok — eu digo, sentindo medo rastejar por minha espinha. Eu sabia que meu pai diria algo para Asher quando chegarmos a casa e de repente eu estava nervosa sobre ir para casa. Nós voltamos para a cozinha e encontramos a Sra. Mayson de pé na frente do fogão. — Você gosta de grãos? — Pergunta ela com um sorriso. Não tenho nenhuma ideia do que grãos são e ela deve ter lido a expressão em meu rosto. — Ok, que tal alguns ovos e torradas? — Isso é bom. Obrigada, Sra. Mayson. — Chame-me de Susan, bonita. Sra. Mayson faz-me sentir velha. — Ok. Você tem uma bacia que eu possa usar para colocar a comida de Beast? — Pergunto a Asher. Ele levanta-se e caminha ao redor da ilha para retirar


uma enorme tigela. Do tipo que você usaria para fazer biscoitos ou pão. Ele enche a tigela até o topo. Assisti a isso em pânico, atordoada demais para detê-lo. Eu sempre medi a alimentação dele para que ele não coma muito. Eu li online que você tem que ter cuidado com cães de grande porte e suas dietas. — O que você está fazendo? — Eu pergunto quando Asher coloca a bacia no chão. — Alimentando o cão — diz ele com uma sobrancelha levantada. — Você não o pode alimentar tanto assim. — Por que não? — Pergunta ele com as sobrancelhas levantadas. — Porque eu pesquisei e eles dizem para medir a comida. — Querida, ele é um cão. Ele sabe quando parar de comer — ele olha para mim como se achasse engraçado. — Como você sabe disso? — Eu pergunto, inclinando minha cabeça. — Eu tive cães minha vida toda. — Oh... — Isso era tudo que eu poderia dizer. Beast foi meu primeiro cão e toda a informação que eu tinha vinha do Google. Ele riu e eu meio que queria dar um soco no braço dele para fazê-lo parar de rir de mim. — Que seja — eu digo, balançando a cabeça. Seu braço vai para a parte de trás de minha cabeça e ele beija-me. Eu posso ouvir sua mãe rindo. Oh meu Deus, que vergonha. — Você não me pode beijar na frente de sua mãe — eu sussurro quando ele se afasta. — Acabei de fazer e não será a última vez — eu ouço sua mãe rir de novo e olho para ela, sorrindo para o fogão. Sua cabeça sobe e ela parece feliz por algum motivo. — Eu amo isso, querida. Asher e suas mulheres, bem, todos meus filhos e suas mulheres. Nenhuma delas nunca apareceu. No início, eu pensei que talvez eles estivessem envergonhados de mim e seu pai. Então, James e eu saímos uma noite e vimos Cash com essa garota. Deixe-me dizer... Depois disso, eu fiquei feliz por eles nunca levarem ninguém se era isso que eles levavam para casa. — Eu tive a sorte de conhecer algumas dessas mulheres em primeira mão na noite passada quando Asher me levou para o bar. — Ele fez isso? — Sua mãe olhou para Asher com olhos estreitados.


— Com certeza — eu sorrio e olho para Asher, que parece pronto para me estrangular. — Asher James Mayson, eu pensei ter lhe ensinado melhor do que isso. — Mamãe, encontramos os meninos lá para jogar sinuca. Não tenho nenhum controle sobre quem vai para o bar. — Eu não acredito que você a levou para jogar sinuca em um primeiro encontro. — Ela olha para mim. — Eu juro que o criei melhor que isso. — Não foi um encontro — eu tranquilizei-a. — Jesus, mamãe, — Asher resmunga. Ele olha para mim e seus olhos estreitam-se. — Foi um encontro — tudo o que posso fazer é balançar a cabeça e sorrir. — Sabe, mesmo quando Asher foi casado, nunca conhecemos a garota. Tudo o que sabíamos era que eles se conheceram quando ele estava no Texas e casaramse em um cartório. Nós nem fomos convidados — sinto meu coração pingar em meu estômago com a ideia dele casado. Estúpido, eu sei. Quer dizer, eu estava noiva e pensei que passaria o resto de minha vida com o imbecil. — Mamãe, Jesus! Que porra! — Cuidado com a boca, Asher James. — Ela olhou para ele e então olhou para mim. — Desculpe, eu pensei que você soubesse. — Hum, não. Está bem. Quero dizer, nós acabamos de nos conhecer e todo mundo tem um passado. Alguns bonitos e alguns feios — eu disse a ela. Havia algumas coisas em meu passado que foram muito feias. Como o cara com quem eu ia casar antes dele dormir com minha mãe. Quão mais feio seu passado poderia ser? Seus olhos eram suaves e ela deu-me um sorriso triste. — Então, o que vocês planejam para o dia? — Perguntou ela, felizmente mudando de assunto. — Ir para casa, eu preciso pegar carona com meu pai para pegar meu carro — eu estava em pé na esquina da ilha. Asher puxou minha mão, arrastando-me entre suas pernas. Ele tinha uma mão em meu quadril, olhei nos olhos dele e deilhe um olhar mortal. Ele correu os dedos para baixo do lado de meu rosto e sorriu. — Eu darei a chave de seu carro para mamãe. Ela pode fazer Nico ou Cash levarem-no para sua casa. Então você precisa arrumar algumas coisas para trazer. Estarei fora por um tempo, tenho que ir até Nashville verificar o local de trabalho


e certificar-me que o inspetor de incêndios não nos feche. Vou dar uma chave para você, então você pode entrar e sentir-se em casa. Eu sei que tenho um olhar você está louco em minha cara, mas ele estava dizendo-me para ficar aqui de novo. O quê? — Eu não ficarei aqui — eu disse a ele. — Você ficará aqui. Seu pai trabalha no clube durante a noite e não chega a casa até depois das quatro da manhã. — Eu não vou! Ficarei com minha avó — eu digo a ele, embora eu não queira ficar com ela. Ela tem três gatos e toda vez que entro em sua casa, meus olhos ficam tão inchados que não posso piscar. — Se você tentar ir para sua avó, eu vou lá e arrasto-a de volta, então eu sugiro que você apenas venha para cá e evite problema. — Você está louco? — Pergunto, pensando que eu sei que a resposta é sim. — Eu não ficarei aqui. — Falaremos sobre isso mais tarde — eu tenho a sensação de que nós não falaremos sobre isso mais tarde e que ele tentará me mandar fazer o que ele quer que eu faça. Olho para ele novamente e ele tem a coragem de rir. Em seguida, sua mãe desliza alguns ovos e torradas em frente a nós, rodeando a ilha e sentandose. Eu saio de entre as pernas de Asher e sento-me no banco entre ele e sua mãe. Eu viro-me para ela, ignorando-o completamente e ele sabe o que estou fazendo, porque ele ainda está rindo. Ele agarra meu pescoço e beija-me novamente. — Pare de fazer isso — eu digo, olhando feio. — Não — é tudo o que ele diz antes de me soltar e começar a comer. — Então, November, você já esteve em Nashville? — Sua mãe pergunta. — Sim, apenas uma vez. Minha avó e eu fomos até lá para comprar um novo computador. — Oh, não, querida. Quero dizer compras de verdade — diz ela e começo a rir. — Minha avó não é uma grande compradora. Nós só fomos a uma loja, mas antes de irmos, ela fez-me ligar para confirmar que a loja tinha e fez-me reservá-lo para que tudo o que tivesse que fazer fosse entrar e buscar. — Isso é bem a cara dela. — Ela ri. — Você e eu precisamos fazer um dia de menina. Sairemos mais cedo para ir às lojas, além de fazer manicure e pedicure.


— Sério? — Eu respiro. Ia o tempo todo com minha melhor amiga, Tia, para fazer mão e pé. Sempre ficava com ciúmes das meninas que estavam lá com suas mães. Sempre quis fazer isso. — Sério. — diz ela, tocando meu rosto. — Que tal domingo? — Ela pergunta. — Sim, isso seria ótimo. — Está marcado. — Ela sorri novamente. — Eu nunca tive uma filha. Continuei tentando e terminei com quatro meninos. Depois disso, eu desisti. Então, isso será muito divertido. — Eu tive uma mãe, mas ela nunca me chamou para ir às compras com ela e muito menos ir às compras e fazer nossas unhas. De repente, as lágrimas começam a picar meu nariz e ela puxa-me para um abraço. — Realmente estou ansiosa por isso. — Sim, — eu digo, abraçando-a de volta. Terminamos o café, então eu deixei Beast sair quando Asher acompanhou sua mãe até o carro. Quando voltou, ele só olhou para mim e disse: — Tenho que fazer uma ligação. Eu vou a seu banheiro para ficar pronta. Visto legging preta e uma blusa de moletom de ombro caído de grandes dimensões em uma cor pêssego claro. Combina perfeitamente com minhas sapatilhas. Então eu tranço meu cabelo para o lado e ele cai sobre meu peito. Coloquei algum blush, rímel e gloss então termino com spray corporal de pêssego. Enfio tudo de volta em minha bolsa e levo comigo para a sala de estar. Quando chego lá, Asher não está lá, nem na cozinha, então olho do lado de fora da porta de vidro deslizante. Ele está em pé no quintal em um par de calças jeans desgastados, sua bota de trabalho castanha clara e uma blusa cinza escura que se encaixa como uma segunda pele. Só olhar para ele deixa minha boca seca. Vejo quando Beast vem correndo para ele com uma vara na boca. Asher luta com ele e afasta-se para jogar a vara e é quando Beast decola. Ele parece tão bonito, brincando com meu cão. Então me lembro do que ele disse anteriormente. Se não estou enganada, ele é meio que meu namorado. Com esse pensamento, eu quero fazer algum tipo de acrobacia... ou talvez uma dança de torcida. Ele beijou-me e apresentou-me a sua mãe. Bem, tecnicamente ela simplesmente apareceu, mas isso tinha que contar, certo? Além disso, ele disse que isso não era casual, embora, no fundo, eu não confie completamente no que ele diz. Mas, decidi que vou dar a ele o benefício da


dúvida até que ele prove que não merece. Ele deve sentir que o estou observando porque ele se vira e sorri para mim e minha respiração está presa em meus pulmões. Ele chama Beast e ambos sobem as escadas ao mesmo tempo e caminham para dentro da casa. Sem parar para fechar a porta de correr, ele vem direto para mim, pega-me e beija-me. Quando se afasta, eu estou em outro nevoeiro de beijo de Asher. — Você está pronta? — Pergunta ele e tudo o que posso fazer é acenar com a cabeça. Ele desliza-me para baixo de seu corpo e beija meu nariz. Minhas pernas estão nele, então seguro sua camiseta para evitar cair. Ele sorri como se soubesse o que faz comigo. Eu olho para ele, porque nenhuma garota quer que um cara saiba disso, mesmo se for verdade. — Ok, querida, traga seu traseiro para o jipe — ele afasta-se e fecha a porta. Eu vejo-o mover-se e percebo que estou de pé ali, observando-o. Finalmente consigo sair do nevoeiro, pego minha bolsa e saco de noite. Ando para a porta com Beast a meu lado, dizendo sobre meu ombro, — Não me diga para levar minha bunda para seu carro. É rude! — Então, eu abro a porta e saio para seu jipe. Sua risada segue-me.


Nós paramos na casa de meu pai e ele está do lado de fora. Começo a abrir minha porta quando Asher me para. — Espere até que eu venha e abra a porta — isso me confunde. — Por quê? — Você sempre tem que fazer perguntas? — Penso sobre isso por um minuto, em seguida percebo que eu sempre tenho que fazer perguntas. Às vezes eu faço perguntas que não fazem sentido ou perguntas das quais eu sei as respostas, mas ainda gosto de perguntar. Asher observa-me e então começa a rir. — O que é engraçado? — Nada, querida. Basta esperar até que eu abra a porta. Você faz isso por mim? — Porque ele pediu educadamente e não está sendo mandão, além de chamar-me de querida e estou realmente começando a adorar, eu aceno com a cabeça em concordância. — Bom — diz ele então me beija suavemente e corre o nariz pelo meu. Eu entro em um nevoeiro tão nebuloso que eu sequer percebo que ele saiu do carro até que minha porta se abre e ele estende a mão para mim. Seu jipe é um dos mais legais, com pneus gigantes que foram feitos para pegar as colinas para ir acampar. Eu perguntei-me se ele já fez isso. — Você gosta de rally? — Eu pergunto, olhando para ele e, não pela primeira vez, percebendo o quão alto ele é comparado a mim. Eu venho até o meio do peito dele e minha cabeça tem de ir para trás para fazer contato visual. A coisa boa é que nunca precisarei me preocupar se meus saltos serão muito altos. Meu ex nunca gostou que eu usasse saltos, porque ele não queria que eu ficasse mais alta do que ele.


— Rally? — Pergunta ele, trazendo-me de volta ao assunto. — Sim, sabe, quando você dirige um carro pela lama e... Eu não sei o que mais se faz em um rally — ele começa a rir de novo e eu não tenho ideia do que é tão engraçado, assim eu apenas espero até que ele recupere o controle de si mesmo. — Não faço isso desde que eu tinha dezessete anos. — Oh — eu digo com decepção. Eu meio que queria ir. Não que eu soubesse muito, mas eu vi um vídeo uma vez e parecia divertido. — Se você quiser, podemos pegar meu carro e passar por algumas poças durante a próxima tempestade. — Sério? — Pergunto. Isso parece divertido. — É por isso que você é demais. Não são muitas as mulheres que vão de falar sobre manicures e compras a querer ficar suja de lama. — Eu sou versátil. — Sim — ele beija-me e quando começa a ficar bom, meu pai grita meu nome. — November! — Merda, eu esqueci onde estamos. Eu coloco meu rosto no peito de Asher e rio. Meu pai está chateado. Nunca deixei meu pai chateado antes. — November — meu pai chama novamente. — Oh, senhor — eu digo, olhando para Asher. Ele sorri para mim. Eu viro minha cabeça e meu pai e tio Joe estão de pé na varanda. Ambos têm seus braços cruzados e pés plantados. Acho que isso não é bom. Asher agarra minha mão e começa a andar. Arrasto meus pés atrás dele, tentando evitar o confronto que está por vir. — Oi pai. Oi, tio Joe — eu digo em minha voz mais doce. Meu pai conhece meu jogo porque ele olha feio para mim e tio Joe balança a cabeça, mas seus lábios contraem-se. Então ouço Asher rir e tanto tio Joe quanto meu pai olham para ele como se ele estivesse marcado para morrer. — Oh, nossa, — eu digo, inclinando a cabeça para trás, exasperada. — Eu logo farei vinte e cinco anos e estou muito além do estágio de meu pai tentar assustar homens — eu alfineto meu pai com um olhar feio. — Você nunca é velha demais para eu cuidar de você e garantir que cada indivíduo saiba que se ele tentar se aproveitar de você, vou atirar nele.


— Ok, — eu digo, olhando para Asher. — Se você se aproveitar de mim, meu pai vai atirar em você — Asher olha para mim e posso ver que ele quer sorrir, mas luta contra isso. — Vá para dentro e faça as malas, querida — ele diz, correndo os dedos por meu queixo. Eu olho feio para ele. — Eu não vou ficar com você — nossa, o que é tão difícil de entender? Tivemos um semiencontro. É muito cedo para começar as festas de pijama. — Você vai — diz ele em um tom que eu tenho certeza que funcionaria com alguém, mas esse alguém não sou eu. — Eu não vou — eu digo, minha voz ficando mais alta. Olho para meu pai pedindo apoio, mas vejo que ele agora luta contra um sorriso. Então, eu olho para o tio Joe e ele está sorrindo abertamente. Que droga? — Garotinha, — meu pai chama e olho para ele. — Eu acho que seria melhor se você ficasse em algum lugar durante a noite até que eu instale um sistema de segurança. Mas eu concordo que talvez Asher não seja a melhor aposta. E se você ficar com seu tio hoje à noite? — Agora eu sei que acabarei com Asher. Meu tio é um motoqueiro hardcore e sempre tem alguém em sua casa. Minha avó e eu passamos lá um dia e havia duas mulheres aleatórias, ambas basicamente nuas, vagueando pela casa. Além disso, ele realmente não tem espaço para mim. Seus filhos são ambos mais velhos, então ele transformou um de seus quartos em um espaço para malhar e o outro quarto em um escritório. Ele tem um sofá, mas eu preferiria não dormir nele sabendo que uma mulher poderia sair de seu quarto a qualquer momento. Tio Joe foi casado por dezoito anos. Desde que ele descobriu que a mulher estava grávida até que seus meninos se formaram no colegial. Eu nunca a conheci, mas pelas histórias que me contaram ela era uma grande cadela para ele e seus filhos. Na época, ele sentiu que fazia a coisa certa, mantendo sua família junta. Mas assim que meus primos foram para a faculdade, ele já não sentia a necessidade de fingir quem ele era. Acho que sob os ternos que ele costumava vestir para trabalhar, ele era secretamente um motoqueiro fodão.


— Eu ficarei com Asher. Sem ofensa, Tio Joe — eu digo, olhando para ele com um sorriso e esperando que ele não fique chateado. Ele sorri para mim e sei que ele não se importa. — E sua avó? — Meu pai pergunta. — Eu gostaria de ficar com ela, mas tenho medo de morrer por alergias — meu pai parece tentar pensar em algum lugar, em qualquer lugar, para eu ficar. A lua, um convento, prisão, talvez? Acho que ele não se importa, desde que Asher não esteja lá. — Querida, — diz Asher recebendo minha atenção. — Eu preciso falar com seu pai e tio por um minuto, mas entrarei logo para dizer adeus antes de sair — diz ele, olhando para mim e para meu pai em seguida. — Tudo bem, então — eu digo. Olho para meu pai, dando-lhe um olhar que diz para ele ser bom. Então começo a ir embora, mas sou puxada de volta pelo meu suéter. Olho por cima de meu ombro para Asher e vejo que ele está me segurando. — Você se esqueceu de alguma coisa? — Pergunta ele. — Ugh... não, — eu digo, virando-me para olhar para ele e perguntando o que eu poderia ter esquecido. — Beije-me — diz ele, com uma expressão completamente séria. Não posso acreditar que ele acabou de dizer isso na frente de meu pai. — Não vou lhe beijar na frente de meu pai e tio — eu assobio para ele e ele tem a coragem de sorrir. — Você beija-me ou eu beijo-lhe. Decida rápido. Eu preciso falar com seu pai e depois tenho coisas para fazer — eu cruzo meus braços sobre o peito e olho feio para ele. Ele não pode falar sério. — Não me diga para lhe beijar na fren... — sou cortada quando Asher me puxa para ele e beija-me. É de boca fechada e termina antes de realmente começar, mas eu fico sem palavras por ele ter feito isso na frente de meu pai. Eu tento recompor-me, mas estou completamente chocada com o que aconteceu. Então, ouço meu pai rindo e olho para ele só para ter certeza que não estou imaginando coisas. — Você não deveria pegar sua arma ou coisa assim? — Eu digo, olhando para meu pai, enquanto aponto na direção de Asher.


— Não, — diz ele, sorrindo. — Agora eu vejo do que James falava quando me ligou esta manhã — meu pai cruza novamente os braços sobre o peito e inclina-se para trás nos saltos de suas botas. — Ótimo! Apenas malditamente ótimo, — murmuro para o chão, esfregando minhas têmporas. Eu olho para cima e olho feio para Asher. — Sério, pare de beijarme na frente de nossos pais — eu digo, apontando para ele. Então eu me viro e bato o pé por todo o caminho até as escadas e entro na casa. Eu bato a porta com força antes de perceber que eu deixei Beast lá fora. Abro a porta e chamo Beast, mas todas as três cabeças giram para olhar-me. Eu olho para todos eles, em seguida, bato a porta novamente. Desta vez, eu posso ouvir o riso do outro lado. — Que seja — murmuro fazendo meu caminho até meu apartamento.

*~*~* Sentar no deck de Asher com meu kindle na mão, meus pés em cima da grade, minha cabeça inclinada para trás e desfrutar o sol em meu rosto é praticamente o paraíso. Eu posso ouvir Beast correr para frente e para trás no pátio, atrás de algo. Deixei minha mente vagar pensando em meu dia. Depois de minha birra, desci para meu apartamento e olhei em volta. Era óbvio que meu tio e meu pai estiveram ocupados. O vermelho desapareceu e havia três sacos de lixo cheios. Eu andei ao redor para ver se faltava alguma coisa, mas não consegui encontrar nada fora do lugar. A cadeira e sofá estavam um lixo porque as almofadas foram cortadas. Entrei em meu quarto para certificar-me de que tudo estava em seu lugar e parecia perfeito. Havia até rosas amarelas em minha mesa lateral. Fui até elas e notei o cartão. Você merece beleza. Por que você está me forçando a deixá-la feia? — Que diabos? — Eu sussurrei. Elas eram da pessoa que entrou em meu apartamento. Minha mão começou a tremer e eu queria chorar. Eu sabia que minha família trabalhou duro para tornar esse espaço especial para mim e agora eu sequer quero estar aqui. Sentei-me no sofá rasgado e apoiei meu rosto em minhas mãos, pensando em como corrigir isso. Senti o cheiro de Asher e ele tirou


minhas mãos de meu rosto. Ele estava agachado diante de mim e parecia preocupado. — Está tudo bem? — Perguntei, pensando que ele e meu pai tivessem brigado. — Acho que eu deveria perguntar isso — ele disse puxando-me para cima, sentando no sofá comigo em seu colo. — Quem fez isso me deixou flores — eu senti Asher congelar debaixo de mim quando eu lhe entreguei o cartão. — Que porra é essa — ele sussurrou. — Como vou consertar isso? — Perguntei. — Todo mundo trabalhou tão duro para eu sentir-me bem-vinda e agora isso está acontecendo e eu nem sei por quê — ele começou a esfregar minhas costas então eu me enrolei em seu peito com minha cabeça sob o queixo. — Eu darei isso para meu pai. O resto é apenas material, querida. Sua família está contente que nada aconteceu com você — ele correu os dedos ao longo de minha mandíbula, beijando o topo de minha cabeça e não pude evitar suspirar. Eu queria fechar tudo e fingir que isso não estava acontecendo. — Estou contente de não estar aqui quando isso aconteceu — eu disse, abraçando-o mais. — November, — meu pai chamou do topo da escada. — Nick Stevenson está no telefone. Ele diz que precisa falar com você — eu senti o corpo de Asher apertarse debaixo de mim novamente. Levantei minha cabeça para olhar para ele e ele estava chateado. — Nick quem? — Eu chamei sob as escadas. — Nick Stevenson. O pai dele é um advogado da cidade. — Que porra é essa? — Asher cortou e levantou-se, levando-me com ele. Ele arrastou-me até a cozinha, onde meu pai deixou o telefone no balcão. Eu assisti com horror quando Asher atendeu ao telefone. Bem, se você considerar fala de homem das cavernas, ele atendeu ao telefone. — Eu sei que eu me fiz claro ontem, então por que diabos você está ligando? — Asher rosnou no telefone. — Oh meu Deus, Asher. Dê-me o telefone — eu gritei quando cheguei até ele, tentando pegar o telefone de sua mão, mas ele é tão alto que foi inútil.


— Espere — disse Asher, entregando-me o telefone. Eu queria chutá-lo, mas ele passou os braços em volta de mim, segurando-me perto. Eu contava em minha cabeça, tentando manter a calma, o que não estava funcionando. — Nick, eu sinto muito — eu disse, desculpando-me pela grosseria de Asher enquanto empurrava-o, mas ele sequer se movia. — Hum, está tudo bem, November. Estou ligando para agendar um horário para encontrar-me com você e meu pai. Ele representou John e Ellen Armsted antes de falecerem e precisa repassar algumas coisas com você a respeito do testamento deles. Você pode vir ao escritório na segunda-feira por volta das onze? — Eu sinto muito, Nick, mas não tenho ideia de quem sejam John ou Ellen — eu estava completamente confusa. Armsted é meu sobrenome, mas John ou Ellen não me dizem nada. — John e Ellen Armsted eram seus avós maternos. — Oh... Por que eu preciso ver seu pai? — Parece que seus avós tinham você no testamento antes de faleceram e meu pai tem que discutir o assunto com você. Não sei sobre o que é, mas se você puder vir na segunda-feira, ele conversará com você. — Hum... certo. Segunda-feira às onze — eu disse ao telefone. — Ok, November. Até mais, então. — Sim, até mais — eu disse, confusa sobre a conversa. Ouvi a ligação cortar e senti os braços de Asher darem-me um aperto. — Está tudo bem? — Lembrei-me do que ele fez e que eu estou chateada com ele. Virei-me em seus braços e fiquei na ponta dos pés para que eu pudesse olhar em seu rosto. — Eu não acredito que você atendeu ao telefone e, pior, que foi rude com Nick. Ele não fez nada para você. — Querida, ele quer entrar em suas calças — posso sentir minha cabeça preparando-se para explodir e sei que meus olhos estão esbugalhados. — Ele não quer. — Ele quer e essa merda não vai acontecer. — Oh meu Deus, você está louco. Ele só se apresentou em um bar. Ele percebeu que eu era nova. Isso foi tudo. E depois ele me liga para dizer que eu preciso me encontrar com seu pai porque meus avós me colocaram no testamento


e você vira um homem das cavernas com ele sem nenhum motivo — eu empurro o peito dele. — Eu sou um homem? — Perguntou. — Sim — eu rebati, sem saber por que diabos ele fez essa pergunta estúpida. — Então eu acho que sei do que diabos eu estou falando. — Que seja, — eu disse com os dentes cerrados. — Não tenho tempo para discutir com você. Eu tenho coisas para fazer e você precisa ir para o trabalho. — Não fique chateada, querida. Está feito. Agora ele sabe que eu falava sério ontem. Esperemos que ele espalhe essa merda, então eu não terei que lidar com mais ninguém. — Você percebe que estamos em 2013, certo? — Eu olhei para ele. — Você é minha? — Ele acariciou meu pescoço, em seguida eu senti sua língua e esqueci que estava chateada e que ele foi rude e que, mais uma vez, ele envergonhou-me. — Sim — eu disse, mesmo que eu estivesse questionando minha sanidade. Eu simplesmente não posso evitar quando sua boca está em meu pescoço. Então, sem aviso, ele ergueu-me. Eu gritei e minhas pernas automaticamente foram ao redor de sua cintura. Minha mão vai para o ombro, a outra para o cabelo, sentindo formigar sob minha palma. Uma de suas mãos está em minha bunda, a outra sobe para minhas costas e até meu cabelo. Então ele puxa meu cabelo para inclinar minha cabeça, enquanto a sua vai por outro caminho. O beijo foi quente e selvagem. Ele começou a andar e eu senti a parede atrás de mim e seu calor afetou meu centro. Enquanto eu gemia em sua boca, ele esfregava-se em mim. Ele puxou sua boca para longe e colocou sua testa na minha. — Porra, eu amo sua boca, querida — disse ele contra meus lábios. — Eu meio que gosto da sua também — eu disse a ele e ri quando ele rosnou para mim, esfregando seus quadris nos meus, fazendo-me gemer ainda mais. — Bom, é uma boa coisa que eu tenho a noite toda para fazer você adorá-la — oh, merda. Com tudo o que aconteceu, eu esqueci que ia dormir em sua casa novamente. — Nós precisamos falar sobre esta noite — eu soltei, em seguida mordi o lábio inferior. Quer dizer, eu estou bem com uns amassos, mas sexo... Eu não tinha certeza sobre isso.


— Ouça, — disse ele, pegando meu rosto enquanto me prendia à parede com sua cintura. — Não temos que fazer nada. Podemos ir devagar. — Ok — eu sussurrei, sentindo a tensão deixar meu corpo. — Ok, — ele sussurrou de volta, beijando-me suavemente nos lábios e nariz. Minhas mãos foram para seus ombros e a dele em minha bunda, então ele me deslizou para baixo e sorriu. — Vejo você em minha casa. A chave estará em seu molho de chaves do carro e eu trarei pizza para o jantar — ele beijou-me rapidamente e foi embora antes que eu pudesse sair de meu nevoeiro Asher e lembrar-me de que ele é um homem das cavernas e eu realmente devo questionar por que diabos isso me excita. O resto de meu dia foi tranquilo. Arrumei um saco com material suficiente para alguns dias. Meu pai e eu passamos um tempo juntos e contei a ele sobre o advogado. Ele ofereceu-se para levar-me se eu quisesse. Perguntei como ele se sentia sobre Asher e eu e ele disse que confiava nele. Isso me fez me sentir melhor. Eu teria que tentar e não apressar as coisas. Passei o resto do tempo implorando para ele ensinar-me a andar de moto. Quando ele enfim concordou, ele teve que ir para a cama, então eu decidi ir para a cidade. Eu queria olhar algumas das lojas de antiguidades para ver se tinha algo interessante. Eu encontrei uma pequena mesa que tinha uma grande tampa redonda com três pernas curvadas. Eu mal podia esperar para tirar a velha tinta branca e ver que tipo de madeira estava por baixo. Após colocar a mesa em meu carro, vaguei em uma pequena boutique na praça no centro da cidade. A vitrine foi o que me chamou a atenção. Ela tinha um manequim de metal frio que ficaria perfeito em meu closet dos sonhos. Quando entrei na loja, havia uma senhora atrás do balcão falando ao telefone. Assim que me viu entrar, ela deu-me um sorriso e um aceno, então voltou para sua conversa. Olhando em volta, havia manequins grandes e pequenos. Eles também tinham todos os tipos de bolsas legais, cachecóis, meias, joias e outros enfeites e coisas que as mulheres realmente não precisam, mas querem de qualquer forma. Eu estava no fundo da loja olhando para um manequim. Era uma estrutura metálica pintada de rosa sem cabeça ou braços. Era apenas o torso em forma de um vestido com uma longa vara saindo da parte inferior e três pernas


como um suporte de árvore de Natal. Eu amei. Eu podia imaginá-lo em meu closet dos sonhos ou mesmo apenas no canto de meu quarto. — Posso a ajudar? — Ouvi uma pequena voz perguntar. Virei a cabeça e uma mulher de minha idade estava de pé a meu lado. Ela era de minha altura. Seu cabelo longo e louro estava puxado para longe de seu rosto com um clipe e ela era muito bonita, mesmo sem maquiagem. Ela estava com um par de jeans escuro, uma camisa verde de amarrar e botas de cowboy. — Sim, quanto é este manequim? — Eu perguntei a ela, sorrindo. — Este é 125 — ela murmurou, como se realmente não quisesse falar comigo, mas tivesse sido forçada por causa de seu trabalho. — Sério? Uau, eu adorei. Você não ama isso? — Sua cabeça voou e ela olhoume nos olhos pela primeira vez. Eles eram de um verde-claro com um anel de verde escuro. Ela tinha os olhos mais bonitos que eu já vi, além dos de Asher. — Sim, é bom — disse ela tão baixinho que eu quase não a ouvi. — Sou November — eu disse, esticando minha mão. Ela apertou, hesitante. Ela parecia um pouco surpresa antes de responder. — Eu sou Liz, você é filha de Mike? — Sim. Você conhece meu pai? — Ele e meu pai eram melhores amigos — diz ela calmamente. Eu vejo o olhar de tristeza cruzar seu rosto e percebo que ela disse foram e não são. — Bem, é bom conhecer você, Liz. Esta é uma loja incrível. Posso ver para onde irão meus cheques de pagamento — eu digo, tentando mudar de assunto e odiando que ela pareça tão perdida. Ela riu e a tristeza foi substituída por orgulho e todo seu rosto ficou impressionante. — Minha mãe e eu somos donas. Acabamos de abrir há algumas semanas. Eu cresci por aqui e se você precisar de alguém para lhe dar um tour, pode avisarme — disse ela. Então ela congelou quando ouvimos riso atrás de nós. Duas mulheres estavam lá. Uma que eu reconheci do bar. — Oh, que bonito. Liz está tentando fazer uma amiga — a mais alta das duas meninas disse. — Algumas pessoas nunca crescem, — eu murmurei sob minha respiração, balançando a cabeça. Tendo lidado com minha mãe, que era exatamente como


essas mulheres, eu fiz o que eu sempre faço. Eu ignorei. — Eu não conheço muitas pessoas na cidade. Devíamos tomar um café em algum momento. Ela parecia um pouco surpresa, mas recuperou-se rapidamente. Por alguma razão, eu estava orgulhosa dela. Tenho a sensação de que ela geralmente deixava o que as pessoas dizem a atingir. — Hum... certo. Isso seria legal. Vou dar-lhe meu número de telefone quando você terminar a compra — disse ela, virando e saindo por uma cortina para a sala de trás da loja. Olhei ao redor por mais alguns minutos e as meninas ainda estavam na loja. Eu ouvi-as cochichando e poderia distinguir o nome de Asher algumas vezes, mas não podia ser incomodada por elas, então fui para o caixa. Encontrei um lenço muito bonito que tinha uma impressão Paisley3 muito forte em várias cores brilhantes e também encontrei um par de brincos largos de prata com um design legal gravado neles. Pus minhas coisas no balcão e a mulher olhou para mim. — Encontrou tudo, querida? — Sim e eu também gostaria de comprar aquele suporte que está na parte de trás. O rosa — eu disse a ela com um sorriso, pensando em meus novos tesouros. — Certo. Vou pedir para Liz pegá-lo para você. — Obrigada — ela deu-me a conta e quando Liz voltou, nós trocamos números. Eu disse a ela que eu ligaria. Fui para meu pai, deixei minhas coisas novas e embalei Beast. Eu rapidamente deixei uma nota para meu pai dizendo que ligaria mais tarde e então fomos para a casa de Asher. Agora estou curtindo o sol que está se pondo lentamente. Há um ligeiro frio no ar, mas coloco meu chapéu de malha e suéter de lã gigante então me sinto bem e quentinha. Meu cabelo desliza por meu pescoço e, de repente, lábios beijam a pele sensível sob minha orelha. Eu abro meus olhos para ver Asher sorrindo para mim. — Olá, querida. Eu procurava por você — ele sussurra.

3

Padrão de estampa.


— Oi. — Eu estico-me, sentando e olhando ao redor. — Acho que eu dormi — eu digo baixinho, percebendo que ainda estou sentada do lado de fora, mas anoiteceu e está muito frio. — Sim, eu fiquei preocupado quando não a consegui encontrar na casa. Onde está seu telefone? Seu pai e eu tentamos ligar para você. — Oh droga. Eu acho que ele ainda está em minha bolsa. Eu não estava pensando em ficar aqui por tanto tempo. — Vamos levar você para dentro — diz ele, pegando-me. Meus braços vão ao redor de seus ombros e coloco minha cabeça no peito dele. Seu corpo é tão quente e ele cheira tão bem. — Eu posso andar — murmuro em seu peito. — Eu gosto de carregar você. Você é tão minúscula — ele diz e sinto-o beijar minha testa. — Ha! Só porque você é um gigante — ele ri e posso sentir isso roncar em meu rosto enquanto ele me leva para a sala e senta-se comigo em seu colo. Eu enrosco-me nele por alguns minutos, apenas absorvendo seu calor e a sensação de sua respiração estável. Deveria parecer estranho estar com ele assim, mas parece completamente normal. Quão assustador isso é? — O que você quer na pizza, querida? — Pergunta ele, esfregando minhas costas. Eu sinto-me como se pudesse voltar a dormir. — Hum, cogumelos, pimentão, azeitonas e pepperoni, a menos que você queira outra coisa. — Não, parece bom — eu sinto-o levantar os quadris e sua mão deixa minhas costas. Posso ouvir o sinal sonoro de seu telefone antes de fazer nosso pedido. Depois de desligar, eu ouço o telefone bater na mesa de café. — Você teve um bom dia? — Eu pergunto em seu peito. — Não. O inspetor de incêndios queria fechar o lugar e Cash teve que ir para o hospital para levar pontos — no momento em que as palavras saíram de sua boca, eu levantei, tentando sair de seus braços. — Oh meu Deus! O que você está fazendo? Você devia estar com ele. Ele está bem? Quem está cuidando dele? — Eu grito, tentando afastar-me. — Ele está bem. Mamãe está com ele. Ele só cortou a mão. Acalme-se. — Quantos pontos ele precisou?


— Só três. Por que está tão preocupada? — Pergunta ele, estreitando os olhos. De repente, ele parece com raiva. — Ele estava ferido e é seu irmão, — eu digo lentamente. — O que quer dizer, por que eu estou preocupada? — Eu pergunto, confusa. Ele não diz nada. Ele só olha para mim então eu percebo por que ele está fazendo essa pergunta e eu quero chutá-lo. — Sério? Seu próprio irmão? — Pergunto a ele, balançando a cabeça em descrença e, novamente, tentando afastar-me. — Deixe-me sair, — eu digo, mas seus braços apenas apertam. — Falo sério, Asher. Deixe-me sair agora. Eu não acredito que você pensaria que eu estaria sentada aqui com você se estivesse mesmo interessada em seu irmão. Quero dizer, obviamente não nos conhecemos muito bem, mas se você quiser me conhecer, terá que confiar em mim. Caso contrário, não desperdice meu tempo — eu afasto-me e sou finalmente capaz de ficar de pé. Eu deixo-o sentado no sofá, vou para o banheiro e pulo em cima do balcão, perguntando o que diabos está errado com ele. Primeiro Nick, agora seu irmão. Eu quero gritar com todas as forças. A porta abrese e olho para cima. Ele está ali parado, olhando para mim, sem dizer nada. Começo a sentir como se eu não devesse estar aqui e que provavelmente seria melhor arriscar uma insuficiência respiratória e ficar com minha avó. — Acho que eu deveria ficar com minha avó — eu digo em voz baixa. Ele ainda não disse nada e começo a contorcer-me sobre o balcão sob seu olhar. Então o vejo respirar fundo e ele atira-se contra mim e sua boca choca-se contra a minha. Suas mãos vão para minha bunda, puxando-me para a borda do balcão. Eu sou pega de surpresa, mas meu corpo assume e minha mão vai para as suas costas. Minha outra mão escava em seu cabelo enquanto ele morde meu lábio inferior, então levemente morde o queixo e depois volta para minha boca onde ele me devora. Sua língua está em minha boca e brincando com a minha, beliscando e mordendo meus lábios. Sinto uma de suas mãos deixarem minha bunda e viajar até a frente de minha camisa, segurando meu peito através de meu sutiã. Eu choramingo em sua boca e tento pressionar mais perto, sabendo que minhas calcinhas estão embebidas. Acho que eu nunca estive tão excitada em minha vida. Em seguida, ele afasta-se, beijando-me mais suave e coloca sua testa na minha.


— Você não vai a lugar nenhum — ele faz barulho e sinto as vibrações de suas palavras diretamente entre minhas pernas. — Eu não quero ir a lugar nenhum — eu digo com sinceridade, sabendo que eu deveria sair porque esta situação tem coração partido escrito em toda ela. Ele aperta sua testa na minha e respira. — Quase toda mulher que eu fodi também fodeu com um ou mais de meus irmãos — diz ele em voz baixa. Eu posso sentir a bile subindo em minha garganta e uma dor horrível atingiu meu peito com suas palavras. Ele estava realmente se abrindo para mim, mas eu não tinha certeza se eu queria saber disso. Eu não sei por que, mas sinto que eu preciso compartilhar algo sobre mim para igualar, para fazê-lo entender que ele não é o único com bagagem. — Eu estava noiva e descobri que minha mãe estava dormindo com meu noivo durante todo o tempo em que estivemos juntos, — eu digo e imediatamente me pergunto por que diabos eu disse assim. Por que não poderia simplesmente manter a maldita boca fechada. — Sinto muito. Eu não deveria ter dito assim. É só que... Eu sei como você se sente. Bem, não que eu tenha irmãs que tiveram relações sexuais com os mesmos caras que eu, mas se eu tivesse, eu diria que é realmente nojento. Quem faz isso? Eu sinto seu corpo começar a tremer e pergunto-me o que diabos poderia ser engraçado sobre essa conversa. — Você está rindo? — Eu sinto seu corpo parar e ele afasta o rosto de meu pescoço e prende em suas mãos, correndo o nariz ao longo do meu. — Eu não deixarei você ir, November — suas sobrancelhas unem-se e eu posso ver algo trabalhando atrás de seus olhos. Parece esperança, mas não o conheço bem o suficiente para ter certeza. — Apenas tente e confie em mim, tudo bem — eu digo, vendo meu dedo viajar no lábio inferior dele. Ele coloca sua testa contra a minha novamente e não diz nada por um longo tempo. O que ele está pensando? — Eu vou tentar — diz ele em voz baixa, respirando fundo. — Eu vou tentar também. — Eu digo, tentando aliviar o clima. — Eu sinto que tenho um monte de concorrência com que lidar. Todas essas mulheres constantemente se jogando em você — ele abre os olhos e olha sério para mim.


— Eu prometo que é você e só você, seja por quanto tempo isso durar. Agora, precisamos pegar a pizza, então coloque sua bunda no jipe — e assim, a conversa acabou e ele puxou-me para fora da pia e para meus pés. Ele beija meu nariz e sai do banheiro, deixando-me lá com suas palavras repetindo-se em minha cabeça. É você, só você. Sorrio para mim mesma no espelho e saio para a sala de estar. Pego minha bolsa e então levo minha bunda para o jipe dele.

*~*~* Eu acordei enrolada em volta de Asher. Minha coxa estava sobre a dele, meu braço por sua cintura e seu braço segurando-me perto. Ontem à noite, depois que pegamos a pizza, voltamos para sua casa, colocamos um filme e descansamos no sofá enquanto comemos. Em seguida, ele moveu a caixa de pizza, pegou outra cerveja para nós e esticou os pés descalços em cima da mesa de café, arrastandome pela mão até que eu estava pressionada em seu lado com minha perna envolvida sobre sua coxa e meu braço em torno de sua cintura, segurando minha cerveja e minha cabeça em seu peito. Depois do filme, levantamo-nos e Asher empurrou-me em direção ao quarto, dizendo-me para arrumar-me para dormir e que ele deixaria Beast lá fora. Eu fiz minha rotina noturna normal, escovei os dentes, hidratei-me, escovei meu cabelo e vesti meu pijama. Desta vez era uma camisola com alças finas e sutiã embutido. O material de algodão apertava sob meu peito e acabava logo acima do joelho. Era bonito e não muito sexy para dormir com um novo namorado. Bem, eu pensava assim de qualquer maneira até Asher entrar. — Jesus — ele murmurou e assisti com fascínio quando seus olhos escureceram. Sem dizer mais nada, nem tocar-me de jeito nenhum, ele tirou algo de seu armário e entrou no banheiro, fechando a porta. Assim que a porta se fechou atrás dele, corri para a cama e saltei, puxando os cobertores ao redor de minha cintura. Então estendi a mão para acender a luz. Quando ele voltou, estava sem camisa e vestindo um par de calças de pijama de flanela que ficavam sexy nele. Ela caía abaixo de seu quadril e eu pude sentir minha boca encher d’água apenas por olhar para ele.


Ele desligou a luz do quarto, caminhou até o lado oposto da cama e deitou. Eu sentei lá por um segundo, então me inclinei e apaguei a luz a meu lado. Deiteime e puxei as cobertas sobre meu ombro. A próxima coisa que eu lembro é que eu estava sendo puxada através da cama, de costas para a frente de Asher, seu braço em volta de minha cintura e as pernas dobradas nas minhas. Ele moveu meu cabelo de meu ombro suavemente. — Boa noite, querida — ele sussurrou em seguida, beijando-me onde meu pescoço e ombro se encontravam. — Boa noite — eu sussurrei, abraçando mais perto e ouvindo sua respiração igualar-se. Senti seu corpo relaxar alguns minutos depois e rapidamente o segui para dormir. Eu coloco meu nariz contra as costelas dele e respiro fundo, absorvendo seu cheiro. É físico e picante, todo Asher. Sinto sua mão flexionar em meu quadril, onde ele me segura e aproximo-me. De repente eu estou de costas, olhando para seu rosto. Amarrotado com sono, ele ainda é bonito. — Bom dia — sua voz é rouca e áspera e faz coisas sérias para meu interior. Seus olhos são quentes quando ele se inclina e beija-me suavemente. Movendo o rosto, ele segura meu rosto em suas mãos. — Bom dia. — Eu respiro profundamente, olhando para ele e perguntando o que ele está pensando. — Você está bem? — Eu gosto de acordar com você. — Eu não disse nada de volta, mas posso sentir meu rosto suavizar. Eu gosto de acordar com ele também. — Então o que você quer fazer hoje? — Ele pergunta cheirando meu pescoço. Eu envolvo minha perna ao redor de seu quadril e meu braço em suas costas, sentindo a dureza de seus músculos e a suavidade de sua pele. — Você me levará para sair em seu quadriciclo? — Pergunto. Ele levanta a cabeça e sorri para mim. — Pode ser. Mamãe e papai têm duzentos acres e algumas lagoas em sua propriedade. Vou ligar para os caras e ver se eles querem ir. — Oh meu Deus, sim! — Eu grito com entusiasmo, então eu rolo sobre ele, montando seus quadris. Eu abaixo e beijo-o rapidamente, tentando sair da cama, mas estou presa por suas mãos em meus quadris. Eu olho para o rosto dele e vejo


que seus olhos estão escuros e semifechados. Eu sei que estou em apuros quando suas mãos deslizam por meus quadris e coxas e sob minha camisola. Sinto o comprimento dele pressionado contra meu núcleo, deixando-me molhada instantaneamente enquanto suas mãos viajam sobre minhas costelas. Seus polegares movem-se sobre a pele sensível sob meu peito e minha respiração se torna irregular. Meus mamilos imediatamente ficam duros. Ele senta-se e beijame quando uma de suas mãos se move para minha bunda e a outra agarra meu cabelo, inclinando minha cabeça. Ele tem um gosto tão bom que minhas mãos vão para a cabeça dele, segurando-o perto. Ele dobra-me para trás de modo que estou sob ele. Minhas pernas vão ao redor de sua cintura e ele beija-me profundamente, em seguida se afasta, olhando para mim. Nós dois respiramos pesadamente e quero sua boca de volta. Eu choramingo quando sinto seus dedos em meu quadril, correndo para cima de minha coxa. Ele assiste-os viajar sobre minha pele. Quando seus olhos travam com os meus, ele inclina a cabeça e pega minha boca novamente. Sua língua está contra a minha, em seguida em meu pescoço, lambendo e mordendo. Sua mão viaja até meu lado para meu peito e sinto o ar contra meu mamilo pouco antes de sua boca estar sobre mim, chupando duro. Minhas costas curvam-se para fora da cama e mantenho a cabeça contra mim, tentando puxá-lo para mais perto. Estou chocada quando sinto que eu poderia ter um orgasmo apenas com isso. Eu gemo e ele rosna, liberando meu peito e atacando meu outro mamilo enquanto seus dedos rolam e puxam o que ele acabou de soltar. Meus quadris levantam no seu e o atrito atinge-me. Eu quebro em um milhão de pedaços, gemendo seu nome quando minhas pernas apertam em torno dele. Meus dedos seguram sua cabeça, enquanto eu volto lentamente. Abrindo meus olhos, eu vejo que ele está olhando para mim. — Linda para caralho, — diz ele, beijando-me novamente. Desta vez é muito mais difícil. Eu beijoo de volta, enquanto minha mão vai para sua barriga. Eu posso sentir seus músculos tensos sob meus dedos e arrasto minhas unhas ao longo de sua pele. Então minha camisola se foi sobre minha cabeça e o corpo de Asher está cobrindo o meu. Seu peito está contra o meu, sua boca devora a minha e eu rolo por cima dele e sento sobre seus quadris. Seus quadris se levantam enquanto o meu vai para baixo e eu gemo. Minha cabeça voa de volta e, em seguida, sua boca está em


meu mamilo. Ele rola-me de volta e seus dedos vão dentro de minha calcinha e pressionam. — Encharcada para caralho. — Ele rosna, o que só me deixa mais úmida. — Jesus, eu mal posso esperar para provar-lhe. — Seus dedos rodam sobre meu clitóris e eu agarro seu bíceps, minha cabeça voando de volta para outro redemoinho. Seus dedos enchem-me tão perfeitamente que meus quadris levantam da cama. Eu puxo sua cabeça para baixo para a minha e o beijo profundamente. — Por favor — eu implorei. Eu precisava de mais. — Eu não deixarei você gozar até que eu possa provar você gozando, querida — eu tenho um miniorgasmo com suas palavras e ele começa a deslizar minha calcinha por minhas pernas. — Yo! Traga sua bunda preguiçosa para fora da cama. — Minha cabeça empurra para cima. — Que porra é essa — a pessoa diz, então eu ouço um latido e rosnado vindo de Beast. — Que porra é essa? — Asher rosna, em seguida o alarme começa a tocar. — Jesus Cristo, — ele murmura, rola para fora da cama e eu sento-me, tentando encontrar minha camisola. Ele coloca um braço de cada lado de minha cintura, beija-me como se meu cão não estivesse prestes a matar alguém e o alarme não estivesse estourando. Está úmido e profundo e eu fico respirando pesadamente quando ele se afasta. — Venha para a cozinha, querida — ele diz, colocando uma camisa e andando para fora do quarto. O alarme para e eu salto para fora da cama, puxo minha camisola para baixo sobre minha cabeça e corro para o banheiro para fazer minhas necessidades. Eu escovo meus dentes, cavo através de minha bolsa para encontrar um moletom e coloco-o em cima de minha camisola, indo para a cozinha. Asher está de pé perto do pote de café e há um cara sentado na ilha. Ele é magro, mas você pode dizer que ele também é musculoso. Seu cabelo castanho escuro é confuso e seu rosto é um modelo perfeito com longos cílios, olhos escuros e lábios carnudos. Ele olha para mim estranhamente, em seguida, seus olhos caem para minhas pernas. Eu sinto-me tão desconfortável que sei que não serei capaz de ficar na mesma sala que ele, então me viro e corro de volta para o quarto. Acho meu agasalho e top e os coloco rapidamente. Quando volto para fora, o cara sorri para mim, mas Asher não. — Venha aqui, querida, — ele diz calmamente, levantando o


braço quando eu ando para ele e meu rosto entra em seu peito. Eu sinto os lábios em minha testa. — November, este é Sven. Sven, November. — Oi. Prazer em conhecê-lo — eu digo e ele está olhando entre Asher e eu. Eu posso dizer que ele é cauteloso e avalia se está tudo bem. Eu sinto o mesmo. — O prazer é todo meu, November — eu sorrio para ele, procurando Beast ao redor. Eu ouço sua pata na porta, então eu saio do lado de Asher e abro-a. Mais uma vez, eu sou pisoteada por meu cão. Eu caio de bunda e ele começa a lamber-me de pé em cima de mim. Eu tento empurrá-lo, mas ele está muito animado e estou rindo tanto que lágrimas começam a cair de meus olhos. Então Beast é empurrado para longe e Asher está lá sorrindo para mim. — Querida, nós precisamos de um cão menor — diz ele, pegando-me do chão. — Ele só fica um pouco animado — eu rio e Asher corre o nariz ao longo do meu. — Linda — ele sussurra, em seguida me beija suavemente e me coloca de volta debaixo do braço. Ele leva-me de volta ao redor da ilha para a cozinha e estou em tal nevoeiro que eu me esqueço por um segundo que alguém está aqui conosco. Eu olho para Asher e sorrio, mordendo meu lábio e percebendo que eu poderia me apaixonar por ele. Eu olho para Sven, ele sorri e pisca como se lesse minha mente. Eu sorrio de volta. — Café? — Asher pergunta, dando-me um aperto. — Sim, por favor. Posso, um, fazer café da manhã? — Eu pergunto, sem saber se isso pode cruzar uma linha. — Se você quiser — ele encolhe os ombros. — Ok, — eu digo e pego tudo para fazer uma rabanada. Quando está pronto, eu deslizo algumas em um prato para Sven, Asher e eu. Acho xarope e manteiga e coloco-os no balcão na frente dos caras, pegando a garrafa de café e enchendo os copos. Tudo ocorreu em silêncio, então olho para cima e ambos olham para mim como se eu fosse louca. — Um... — Você vai comer, querida? — Eu aceno minha cabeça. — Venha aqui, November — eu ando em direção a ele mesmo querendo correr e esconder-me no banheiro. Logo que estou na frente dele, ele puxa-me para seu colo e puxa meu prato para nós, para que o meu e o seu fiquem perto, então ele me dá meu garfo. — Eu posso sentar-me no outro banco — eu digo em voz baixa.


Eu sinto seus lábios sob minha orelha. — Eu quero você por perto. — Ele beija meu pescoço e começa a comer e conversar com Sven. — Vou levar November até a casa de meus pais para fazer trilha com o quadriciclo. Vou ligar para os meninos e ver se eles querem nos encontrar lá. Você quer ir? — Pergunta ele a Sven. Sven só olha para mim. — Você quer fazer isso? — Sven pergunta com um olhar de choque estampado em seu rosto bonito. — Sim! Estou tão animada. — Eu grito e aplaudo, o que faz ele e Asher rirem. — Ei, eu posso convidar Liz? — Viro-me, olhando por cima de meu ombro para Asher. — Quem é Liz? — Ele pergunta. — Eu conheci-a ontem. Ela é proprietária de uma loja na praça com sua mãe. Ela é muito doce. Algumas meninas de seu harém estavam lá a irritando — eu rolo meus olhos e ouço Sven rir. — Harém? — Asher pergunta com a sobrancelha levantada. — As meninas do bar que estavam todas reunidas na mesa de sinuca esperando para ser escolhida como um episódio ruim de The Bachelor4 — eu digo, rindo quando Asher começa a fazer cócegas em meus lados. — Bem, eu escolhi você, então eu acho que você conhece meu taco de sinuca. — Você realmente acabou de dizer isso? — Eu pergunto, torcendo meu nariz, rindo. Eu olho para Sven, que também está morrendo de rir. — Ligue para sua amiga. Peça para nos encontrar lá, vou dar-lhe o endereço — ele sorri e beija meu pescoço. — Legal — eu digo, sorrindo de volta. Depois do café da manhã, Asher e Sven saem para carregar o quadriciclo, enquanto eu limpo a cozinha e corro para o chuveiro. Eu estou de pé no quarto de Asher, envolta em uma toalha, quando ele entra no quarto. Sinto-me automaticamente como vítima de um predador muito grande e muito faminto. — Jesus, eu sinto que estou vivendo um maldito pesadelo. — O quê? — Eu sussurro, sentindo-me desconfortável de repente, perguntando-me se li errado sua expressão.

4

The Bachelor é um reality show de encontros amorosos roteirizados.


— Ter você em volta de mim a noite toda, sentir você gozar em torno de meus dedos, agora envolta em uma toalha, sabendo o que está sob essa merda e não ser capaz de fazer nada sobre isso é meu pior pesadelo. Oh meu Deus, meus mamilos ficam duros e minha respiração engata ao ouvir suas palavras. Eu quero que ele faça alguma coisa sobre isso e debato sobre correr pelo quarto. Quando ele dá o bote antes que eu possa fazer um movimento, eu estou em seus braços com sua boca na minha. Eu entro em uma névoa Asher instantânea. Ele rompe, empurrando o rosto em meu pescoço. — Hoje à noite — ele rosna, mordendo meu pescoço e deixando-me ir. Ele vai direto para o banheiro, fechando a porta atrás de si. Posso ouvir o chuveiro ligado. Eu corro para minha bolsa e puxo um jeans, uma camiseta vermelha lisa e um sutiã de renda vermelha e calcinha combinando. Eu visto-me rápido e estou trançando meu cabelo quando Asher sai com uma toalha enrolada na cintura e água escorrendo pelo corpo. Estou completamente perdida e experimentando o que ele falava quando disse que vivia um pesadelo. Parte de mim não quer nada mais do que me jogar nele, mas a outra parte está com medo de que uma vez que façamos sexo, ele canse-se e perca o interesse. — Eu vou vestir-me querida. A menos que você queira assistir, você deve esperar na cozinha. — Estarei na cozinha — eu guincho, em seguida caminho rapidamente para fora do quarto.


Eu estava deitada no chão, rindo tanto que eu pensei que poderia fazer xixi após ligar para Liz e chamá-la para fazer trilha. Ela estava trabalhando em sua loja e não poderia ir, então fizemos planos para encontrar-nos segunda-feira após meu encontro com o advogado. Asher levou-nos para a casa de seus pais. Todo mundo estava do lado de fora de um enorme edifício de aço quando chegamos. Eles abasteciam os quadriciclos e as motos. Nunca andei nisso antes, então Asher mostrou o que fazer. Eu realmente só ouvi metade do que ele disse, porque minha emoção tomava conta. Saímos nas trilhas ao redor do terreno de seus pais e dirigimos por algumas horas. No fim das contas, os caras começaram a correr, então Sven disse que me ensinaria a pilotar sua moto de estradas de lama, enquanto Asher apostava corrida com o pai. Eu praticava meu equilíbrio quando Asher veio virando a esquina e viume na moto de Sven. Assisti Asher vencer facilmente e empurrar Sven, então ele atirou a mão em minha direção. Eu podia ver a boca dele movendo-se, mas eu usava um capacete, então eu não conseguia ouvir o que era dito. Eu parei a moto e Cash segurou-a enquanto eu saía. Andei em direção a Asher. Seus pais estavam fora do caminho enquanto ele gritava com o amigo sobre como diabos ele deixou-me subir em sua moto. Ouvir o que ele dizia me irritou. Eu não era uma criança indefesa que precisava de supervisão constante. — Está tudo bem? — Perguntei, cruzando os braços sobre o peito. Olhei em volta e notei que todos assistiam. — O que diabos você está pensando? — Asher olhou para mim. — Essa moto é muito grande para você. Você percebe que poderia estar seriamente ferida?


— Você está falando sério? — Eu perguntei, olhando para ele como se ele tivesse um terceiro olho. Eu podia ouvir os rapazes rirem atrás de nós. — Excessivamente sério — ele rosnou. — Escute-me, Asher. Você não é meu chefe. Eu vou aprender a andar de moto e então eu vou comprar uma para que eu possa pilotar sempre que eu quiser e não há absolutamente nada que você possa fazer sobre isso — eu disse, cutucando-o no peito. — Porra, não, você não vai. — Meu pai ensinar-me-á em seu próximo dia de folga — eu disse, sorrindo docemente. — Querida, eu digo a você agora, se acha que eu deixarei você pilotar, você está louca. — E, querido, — eu disse sarcasticamente. — Eu digo a você que não preciso de sua permissão para fazer qualquer coisa. — Vamos ver — ele resmungou, em seguida me puxou para seu peito e me beijou forte, com língua, enquanto todo mundo olhava. Quando ele quebrou o beijo, eu estava com tanta neblina que sequer gritei com ele por beijar-me na frente de seus pais. Ele colocou o braço em volta de meu ombro e puxou-me para seu lado. Olhei em volta e todo mundo sorria. Fiquei perguntando-me o que diabos aconteceu. Nós estávamos discutindo, então não estávamos... É normal? — Tudo bem, garotos. Vamos comer — a mãe de Asher chamou em voz alta. Eu comecei a rir e Asher apenas olhou para mim, sorrindo. — O quê? — Eu encolhi os ombros. — Ela faz-me sentir como se eu tivesse cinco anos de idade. A mãe de Asher fez um incrível churrasco de carne de porco em sua panela elétrica e torrou gigantes bolos de batatas e recheou-os com carne. Ela ainda fez batata doce frita e salada de repolho caseiro. Estava uma delícia. Sentamo-nos ao redor de uma grande fogueira, bebendo e comendo, então ela trouxe marshmallows, biscoitos e barras de chocolate para que pudéssemos assar. Foi perfeito. Eu estava embrulhada perto de Asher com minha barriga cheia e minha cidra de maçã favorita em minha mão. A vida não poderia ficar melhor do que isso. Os


caras começaram a contar histórias sobre peças que pregaram uns nos outros quando eram mais jovens e outras coisas estúpidas que fizeram. — Asher e eu costumávamos andar de skate quando estávamos no colégio, — disse Sven começando sua história. — Uma vez estávamos fora andando de skate quando Asher caiu ao tentar fazer uma manobra em um lance de escadas perto da biblioteca. Bem, ele errou a aterrisagem e acabou caindo de pernas abertas ao descer as escadas, machucando seu músculo da virilha. Nós voltamos para minha casa para que ele pudesse colocar um pouco de gelo sobre ele. Eu estava na cozinha pegando o gelo para ele quando o ouvi gritando do banheiro como uma maldita menina. Corri para o banheiro para descobrir o que aconteceu. Bati na porta e ele não respondeu. Tudo o que eu podia ouvir eram gemidos e choramingos. Então, eu disse foda-se e entrei para ver uma cena que, até hoje, ainda está marcada na parte de trás de minhas pálpebras. Seu homem, — disse ele, olhando para mim e rindo, — estava deitado no chão do banheiro com um frasco de icy/hot5. Ele decidiu colocar essa merda em sua virilha, pensando que ajudaria. Ele colocou aquela merda em suas bolas e quase desmaiou de dor. Eu ria tanto que caí para trás do tronco onde estávamos sentados. Nunca tive tanta diversão e eu estava mais suja do que já estive em toda minha vida. Eu tinha lama em meu cabelo, no rosto e toda minha roupa. Tenho certeza que eu parecia uma pessoa sem-teto, mas todo mundo estava sujo. Mesmo a mãe de Asher estava coberta de sujeira. Eu amei todos eles e amei o Tennessee. O estilo de vida descontraído e as pessoas amigas eram tão diferentes dos nova-iorquinos. Percebi deitada no chão, na sujeira, que eu estava feliz. Realmente, realmente feliz pela primeira vez em minha vida. Asher inclinou-se e ajudou-me a sentar novamente no tronco. Ele colocou-me de volta debaixo do braço e beijou meu nariz, sorrindo. — Eu vou roubar sua menina — disse Sven inexpressivo. — Porra, não — disse Asher, sorrindo para ele. Os caras voltaram a falar sobre o local de trabalho e as coisas que tinham de ser feitas antes da próxima inspeção. Susan e eu falávamos sobre nossa viagem a Nashville amanhã. — Então, eu vou buscá-la por volta das nove — ela disse. — Ok, soa bem.

Icy/hot é um remédio local que rubifica a pele e esquenta ao ser esfregado cujo propósito é o alívio de dores como artrite, dor nas costas, tensão muscular, mau jeito e espasmos. 5


— Doze, mãe. Não antes — disse Asher, interrompendo nossa conversa. — Nove — disse sua mãe, olhando para ele, desafiando-o a discordar. — Doze. Amanhã é domingo e vamos dormir tarde. — No... — Susan — disse James em um tom de aviso para a esposa, em seguida, ele puxou-a para seu colo e sussurrou em seu ouvido. Ela derreteu contra ele, em seguida, olhou para mim. — Estarei lá ao meio-dia — balancei a cabeça em concordância e dei uma risadinha quando ela riu. Aparentemente, Asher herdou de seu pai. Eu arrastei-me para o colo de Asher e fiquei abraçada nele enquanto todos se sentaram em volta conversando. Eu devo ter adormecido porque a próxima coisa que eu lembro é que eu estava sendo colocada no banco da frente do jipe de Asher. — Estaremos em casa logo, querida — ele sussurrou e senti seus lábios em minha testa. Eu caí no sono novamente antes dele fechar minha porta. Senti o carro parar e levantei a cabeça do ombro de Asher onde eu havia caído. — Ei, cabeça sonolenta — ele disse, olhando para mim. — Este foi o melhor dia de todos — eu disse, sorrindo. Agarrei seu rosto e beijei-o com força. — Sim — disse ele com os olhos correndo por meu rosto. Ele beijou meu nariz e abriu a porta e deixou Beast sair a seu lado. Encontrei-o na frente do jipe e caminhamos para a casa comigo inclinando-me para seu lado. Não me afastei até que estávamos na sala de estar. — Vou tomar banho — eu disse a ele e fui tropeçando para o banheiro. Eu estava parada, ainda de roupa. Eu já tirara meus sapatos sujos e meias e esperava a água esquentar antes de me despir. Liguei o chuveiro e senti o calor atingir minhas costas e a mão de Asher deslizar ao longo de minha barriga. Virei a cabeça para perguntar o que fazia quando eu peguei o olhar em seus olhos. Ele usou as mãos em minha cintura para virar-me, os dedos na borda de minha camisa quando um arrepio percorreu minha espinha e calor inundou meu centro. Ele levantou a ponta de minha camisa e puxou-a por cima de minha cabeça. Seus olhos estavam em meu sutiã de renda vermelha e seu dedo traçou a borda do mesmo. Coloquei minhas mãos na frente


de sua camisa, sentindo sua pele lisa. Ele afastou as mãos e colocou-as na parede atrás de mim. Arrastei sua camisa para cima, tirando-a, em seguida, as mãos dele vieram para o botão de minha calça jeans. Meus músculos da barriga contraíram a seu toque. Minha respiração tornava-se errática de tê-lo tão perto de mim, tocando-o. Asher tocando-me. Rezei para que ninguém nos interrompesse neste momento e rapidamente mudei minhas mãos para frente de sua calça jeans. Sem aviso, ele capturou minhas mãos e afastou-as de sua pele. Assustada, eu olhei para ele. A boca dele chocou-se contra minha, sua língua varreu o contorno de minha boca e a minha abriu sob a sua. Minhas mãos agarraram sua cabeça, segurando-o mais perto, aprofundando o beijo. Suas mãos deslizaram para baixo de minha cintura para minha bunda e ele pegou-me. Minhas calças jeans caíram no chão e minhas pernas circularam seus quadris. Ele caminhou cinco passos para colocar-me no balcão do lavatório. Sua mão foi para meu cabelo e puxou meu laço. Meu cabelo caiu em torno de mim e ele passou o punho nele, puxando minha cabeça para o lado para que pudesse me beijar mais intensamente. Meu corpo estava em chamas e minha calcinha estava encharcada. Apertei minhas pernas em volta dele, tentando obter alguma fricção para aliviar a dor que ele criou. Ele rosnou e afastou a parte inferior do corpo um pouco longe de mim. Eu soluçava e minha cabeça caiu para trás contra o espelho. Seus lábios arrastaram-se por meu pescoço, respirando pesadamente. Minhas coxas começaram a tremer quando ele me beijou descendo por meu pescoço, sobre minha clavícula, até a borda de meu sutiã de renda. Então sua boca chupava meu mamilo através da renda. O atrito foi intenso. — Asher — eu soluçava. — Eu sei, querida — em seguida, ele chupou mais forte e eu podia sentir os dentes rasparem contra minha carne sensível. Sua mão viajou para baixo por meu lado até a borda de minha calcinha. Perto de meu quadril, eu senti o dedo deslizar sob a borda e viajar ao longo do interior de minha coxa. Ele se aproximava de meu núcleo e comecei a ofegar. Suas mãos e boca pareciam incríveis em mim, mas eu precisava de mais. Mordendo meu lábio, eu olhei para ele. Foi a coisa mais erótica que já vi. Sua mão puxou as taças de meu sutiã para baixo, e sua boca fechou novamente. Sua mão foi para meu outro mamilo, puxando e rolando-o entre os dedos. Minha cabeça


balançou e então sua boca estava de volta na minha. Minhas mãos viajaram para baixo de suas costas, para frente da calça jeans para que eu a pudesse desabotoar. Usei meus dedos para empurrar sua calça jeans e boxers para baixo de seus quadris e vi quando ele saltou livre. Seu pênis é tão bonito quanto ele. Longo e grosso, eu só quero envolver minha boca em torno dele, mas estou presa ao balcão. Enrolei minha mão em torno dele e bombeei uma vez. — Merda! — Asher rosnou e afastou-se para longe de meu alcance. Sua boca arrastava-se por meu corpo, lambendo e mordendo. Sua mão foi a minha calcinha e ele agarrou o material em meu centro e rasgou-a fora. — Você está encharcada, querida. Você quer minha boca ou meu pau? — Esta foi uma questão tão complicada. Eu queria ambos, mas tudo que eu podia dizer era: — Por favor — então sua quente boca estava sobre mim chupando, lambendo e consumindo-me como se estivesse morrendo de fome. Suas mãos foram para minha bunda, puxando-me para mais perto. Minhas mãos foram para sua cabeça, segurando-o para mim. Seus dedos deslizaram e eu quebrei, gritando seu nome. Meu corpo tremia. Nunca me senti assim em minha vida. Era um daqueles orgasmos de explodir a mente, corpo tremendo, do qual todos falam. Eu flutuava lentamente de volta à Terra. Quando abri os olhos, Asher estava debruçado sobre mim. — Por favor, me diga que você está tomando pílula. — Sim — eu gritei, sentindo o comprimento dele contra mim. Em seguida, ele bateu em mim. Gritei seu nome e sua testa caiu para meu peito e ele acalmou seus movimentos. Revirei os quadris, tentando fazê-lo dar-me o que eu precisava. Sua cabeça levantou. — Não se mova, querida — ele sussurrou. Eu vi quando ele respirou fundo, em seguida, ele puxou e deslizou para dentro. Minhas costas curvaram-se. — Por favor, Asher — eu chorei, cavando minhas unhas em suas costas. — Segure-se em mim, querida. Eu agarrei-me a ele e envolvi minhas pernas em volta de sua cintura. Ele levou-me para a cama. Uma vez que ele me deitou, ele agarrou meus quadris e bateu em mim mais e mais. Minha cabeça foi para trás e meus olhos fecharam. Ele acertava o local perfeito e seus dedos cavavam em meus quadris. A dor e o prazer que eu sentia me faziam chorar com cada impulso.


— Olhe para mim. — Ele rosnou. Minha cabeça caiu e ele beijou-me profundamente. Rasguei minha boca longe e minha cabeça voou contra o colchão enquanto eu me sentia começar a gozar. — Olhe para mim, November — ele rosnou novamente e meus olhos foram para os dele. — Você não goza até que eu goze com você — disse ele, batendo em mim. — Eu vou gozar agora — eu disse a ele, sentindo minhas entranhas apertarem. — Ainda não. Segure — oh Deus, eu não sei se conseguiria segurar. Meu corpo estava em chamas. Eu mordi seu ombro, tentando controlar meu orgasmo. — Foda-se, goze agora — ele gritou e eu senti-o inchar quando meu corpo explodiu em torno dele. Eu flutuava com um milhão de cores dançando em volta de mim. Meu rosto ficou em seu pescoço, meus braços e pernas apertadas ao redor dele, segurando-o perto. Ficamos assim por um longo tempo, apenas segurando um ao outro perto. Nossa respiração igualou e ele levantou a cabeça. Afastei meu rosto de seu pescoço. — Você está bem, querida? — Ele perguntou, com os olhos procurando meu rosto. — Incrível — eu disse, inclinando-me e beijando-o suavemente. — Porra, sua boceta é tão bonita quanto você. — Ele apertou os braços em volta de mim. — E tão doce quanto sua boca. — Nunca recebi nada lá embaixo antes. Pensei que seria desconfortável, mas foi incrível. Tudo que eu podia fazer era sorrir. — Que olhar é esse? — Perguntou. — Hum, eu nunca fiz isso antes. Quer dizer, eu fiz, mas nunca tive um cara fazendo isso para mim — ele começou a rir. Seu corpo ainda me cercava e eu ainda o podia sentir dentro de mim. — Você está brincando, certo? — Perguntou. Eu senti-me envergonhada e meu corpo ficou apertado. Olhei por cima do ombro, perguntando por que eu não tinha filtro com ele. Era como se o que estava em minha mente saísse como vômito de palavras. — Devemos, hum, desligar o chuveiro — eu disse a seu ombro. Isso não era uma mentira. Havia vapor saindo do banheiro. — Querida, olhe para mim. — Eu só estou dizendo que não quero ficar sem água quente.


— November, olhe para mim. — Pelo seu tom de voz, meus olhos foram para os seus. Ele segurou meu rosto em sua grande palma e beijou-me suavemente. — Você nunca tem que se envergonhar. Confie em mim, eu sou malditamente grato por ser o único que chegou a vê-la assim — senti meu nariz picar e empurrei meu rosto em seu pescoço. — Ok — eu sussurrei. Ele fez-me sentir bonita e especial, como se eu o conhecesse desde sempre em vez de apenas alguns dias. — Agora, vamos tomar um banho, — disse ele, carregando-me. Minhas pernas ainda estavam ao redor dele e eu podia senti-lo dentro de mim. O movimento fez-me gemer. — Você vai ensaboar-se e brincar consigo mesma enquanto eu assisto. — O quê? — Eu sussurrei, sentindo-me nervosa e animada. — Você ouviu-me — disse ele, mordiscando meu pescoço. Ele levantou-me no chuveiro e entregou-me uma garrafa de sabonete líquido e uma esponja. Como dito, eu ensaboei-me e brinquei comigo mesma. Em seguida, ele brincou comigo. Então, eu brinquei com ele. Quando saímos e nos secamos, ele levou-me para a cama sem se preocupar com as roupas. Ele colocou seu corpo em torno do meu e nós adormecemos. Foi definitivamente o melhor dia de minha vida.

*~*~* Então, talvez eu seja mais parecida com minha avó do que eu pensava. Quer dizer, eu amo fazer compras tanto quanto qualquer mulher, mas sério, já são quase dez da noite e nós vamos para casa só agora. O dia começou com Asher acordando-me com a boca e os dedos, então ele me fez subir em cima dele e montá-lo até que ambos caímos de volta na cama respirando pesadamente. Fizemos café da manhã e bebemos café no deck enquanto assistíamos Beast perseguir perus selvagens ao redor do quintal. A mãe de Asher apareceu as 11:30, quando eu ainda estava no banheiro colocando a maquiagem. Eu só tive que colocar minhas roupas, então eu escolhi um par de jeans escuro e uma blusa floral de cintura império e um casaco de lã


verde menta sobre ela com botas de cano alto marrons. Eles têm um salto baixo, então são confortáveis para caminhar. Entrei na cozinha e Asher estava em pé perto da pia vestindo jeans, pés descalços e uma camisa de manga longa preta que tinha os botões no pescoço desfeitos. Seu rosto estava desalinhado, então ele parecia excepcionalmente sexy. Eu queria enviar sua mãe para casa e arrastá-lo de volta para a cama durante o dia todo. Seus olhos vieram para mim e ele fez uma inspeção da cabeça ao dedo do pé e deu-me um sorriso doce. Seus olhos eram calorosos e quando mordi meu lábio, eles caíram para minha boca. — Você está pronta para ir, menina bonita? — Perguntou sua mãe, fazendome saltar. Senti calor afetar meu rosto porque esqueci que ela estava lá na hora que eu vi Asher. — Hum, sim. Podemos parar na casa de meu pai para que eu possa deixar Beast? — Eu perguntei, olhando para ela. — Beast ficará comigo, querida. Vou encontrar-me com Trevor para ajudá-lo com alguma merda em sua casa. — Tem certeza? — Perguntei. — Sim, agora venha me beijar antes de sair. — Asher — eu disse em um tom de aviso. — Querida, traga seu traseiro aqui. Se eu tiver que ir até você, você não vai gostar — eu sinto meus mamilos apertarem em seu tom. Eu não tinha tanta certeza de que não queria ver o que ele faria. — Você sabe que não manda em mim, certo? — Perguntei, cruzando os braços sobre o peito para esconder o quão excitada eu estava. Ele não perdeu o gesto e um sorriso presunçoso deslizou em seu rosto. — Que seja — eu murmurei e peguei minha bolsa da ilha. Olhando para a mãe de Asher, perguntei: — Pronta? Antes que eu pudesse dar cinco passos, eu fui virada e a boca de Asher estava na minha. Tentei lutar contra ele, mas sua mão torceu meu cabelo na parte de trás de minha cabeça. Engoli em seco, em seguida, sua língua estava em minha boca. Eu não poderia evitar o beijar de volta. Quando tirou sua boca da minha, ele moveu os lábios perto de meu ouvido e sussurrou: — Você é minha. Cada polegada de você pertence a mim. Desde sua


boca doce a sua buceta ainda mais doce e quando eu quiser isso, é melhor você dar para mim. Ele morde meu lóbulo da orelha, em seguida, beija meu nariz. Eu estava em um completo nevoeiro Asher quando ouvi Susan chamar meu nome. Olhei para ela e ela sorria. Olho para Asher e ele beija meu nariz novamente. — Divirta-se, querida. Entrecerrei os olhos nele, rezando por poderes mágicos que o poderiam fazer pegar fogo. Isso não aconteceu e revirei os olhos. Susan mudou-se para ficar na frente de Asher. — Divirta-se, mamãe, e cuide de minha menina — disse ele, curvando-se para beijar sua bochecha. Ele acompanhou-nos até a porta. Sua mãe saiu antes de mim então eu desacelerei meus passos e virei-me. De pé na ponta dos pés, eu beijei Asher e rapidamente abaixei minha cabeça antes que ele pudesse colocar seus braços em volta de mim. Corri para a porta da caminhonete de sua mãe. — Adeus, querido. Tenha um bom dia — eu gritei, olhando por cima de meu ombro e rindo. Asher estava em pé na varanda com os braços cruzados e os pés plantados distante. Sua covinha aparecendo. Subi na caminhonete e fechei a porta. Ouvi Asher chamar Beast, que correu até ele e sentou-se a seus pés. Acenei quando saímos da garagem. Asher não acenou, mas recebi uma elevação do queixo de modo que é praticamente a mesma coisa. — Nunca pensei que teria um lugar na primeira fila para ver meu filho mais velho apaixonar-se — disse Susan e olhei para ela estupefata. — O quê? Eu acho que não — eu disse, olhando para fora da janela e tentando lutar contra meu sorriso. — Oh, sim, querida. Eu sei. Sabe, James cresceu nesta cidade. Mudei-me para cá depois da faculdade para trabalhar no hospital. Quando cheguei à cidade, fui avisada por dezenas de mulheres sobre James. Todas elas disseram que ele era tão bonito que tinha uma mulher diferente em sua cama todas as noites. Bem, eu transformei em minha missão ficar longe dele. Por que eu iria querer um homem que, obviamente, não era fiel e nunca quis sossegar? Então, uma noite, eu furei um pneu a caminho de casa. Um homem muito bonito parou e ajudou-me a pegar o estepe em meu carro. Eu não tinha ideia de quem ele era até depois que ele terminou e se apresentou. Quando ele disse seu nome, eu saí de lá o mais rápido


possível. No dia seguinte, eu encontrei com ele na cidade e ele convidou-me para sair. Eu disse que não e ele foi embora. Pensei que tinha acabado. Mas, então, todos os dias ele aparecia em algum lugar que eu estava. Ele convidava-me para sair e eu dizia não. Isso continuou por cerca de dois meses. Então, um dia, eu finalmente disse sim, mas fi-lo prometer nunca me convidar para sair novamente. Ele concordou, então saímos em um encontro. A próxima coisa que eu lembro é que estava hospedada na casa dele, ele colocou um anel em meu dedo e eu planejava um casamento. Tudo isso aconteceu em apenas alguns meses. E se você falar com a mãe dele, ela contará uma história semelhante sobre o Sr. James e ela. Eu acho que os homens Mayson não se incomodam em ficar sério até que vejam alguém que eles não possam viver sem. — Hum, Asher já foi casado — eu lembrei-lhe. Eu gostava muito de Asher, mas não criaria esperanças sobre sonhos falsos. — Ele foi por cerca de três meses. Eu nunca conheci a menina e nem sabia que ela existia até algumas semanas após eles se casarem, quando ela atendeu ao telefone no apartamento de Asher. Não sou um homem, mas acho que se eu encontrasse uma mulher com quem eu passaria o resto de minha vida, eu ia querer que minha família soubesse sobre ela. — Podemos falar de outra coisa? — Perguntei, tentando não parecer indelicada, mas querendo mudar de assunto. O pensamento de Asher apaixonado por alguém o suficiente para casar com ela fez meu estômago revirar. — Claro, bonita — disse ela, agarrando minha mão e apertando-a. — Obrigada — eu sussurrei, apertando a mão dela de volta. Paramos para o café em nosso caminho para fora da cidade e depois fomos para Nashville para um dia de compras e manicures.

Asher


Assistir November afastar-se com minha mãe, trouxe esse sentimento a meu peito, o mesmo que eu tenho toda vez que November sorri para mim. É como tomar uma dose de uísque. Após a queimação, você é deixado com o calor. Eu espero até que não possa mais ver a caminhonete e arrasto minhas mãos por meu rosto. Beast late, recebendo minha atenção. — Vamos. Temos merda a fazer — eu digo a ele, entrando na casa. Porra, eu estou começando a soar como ela. Ela está sempre conversando com o cachorro, como se esperasse que ele respondesse. Entro no quarto e vejo que ela fez a cama enquanto estava aqui se preparando. Ela deixou a luz do banheiro acesa, então vou apagar. Há merda feminina em todo o balcão. Eu espero para ver se sinto pânico e nada vem. Não que eu realmente esperasse. Merda, quando ela me disse que não poderia fazer a coisa casual, eu tive que rir. Se pudesse colocar um anel em seu dedo naquele momento, eu colocaria, mas acho que ela não consideraria isso como ir devagar. Pegando minhas botas e meias, eu vou para a sala e ligo para Mike. Depois do que November me disse ontem à noite sobre sua infância, eu estava cheio. Não me importava se a mãe dela morreu, eu não me importava com o que eu tinha que fazer, mas ela era minha e eu nunca a deixaria se sentir a segunda melhor novamente. Lembrar o tom em sua voz quando ela abriu o jogo sobre sua infância, a negligência e o abuso verbal, fez-me sentir tanta raiva que eu tive que me lembrar de que ela estava lá comigo e que não faria bem nenhum que eu fosse preso por assassinato. Estávamos na cama e November estava deitada em cima de mim enquanto eu brincava com seu cabelo quando finalmente fiz a pergunta que me incomodava. — Conte-me sobre sua mãe — eu disse, sentindo todo seu corpo se tensionar, fazendo meu estômago apertar-se sabendo que tudo o que ela estava prestes a dizer era tão ruim que ela não respirava e suas unhas agora cavavam a pele em meus braços. — Minha mãe era uma ilusão, — ela sussurrou, seu corpo aproximando-se como se tentasse pressionar seu caminho dentro dele. — Ela era uma pessoa para


o mundo e alguém completamente diferente comigo — apertei-lhe para deixá-la saber que podia continuar. — Quando eu tinha cerca de sete anos, eu tinha um show do colégio e estava tão animada, porque eu conseguira o papel principal. Corri para casa para contar a minha mãe, na esperança de que isso fosse algo que poderíamos compartilhar. Ela viveu para estar no palco e estava sempre longe seguindo seu sonho, então eu não conseguia parar de pensar que ela finalmente se orgulharia. Ela finalmente veria que eu existia como algo mais do que apenas uma espécie de obrigação. Quando cheguei a casa, ela já havia saído, então fui para Srta. B, como sempre fiz. Estava tão animada sobre o papel que passei a noite toda decorando cada fala, palavra por palavra, de modo que quando minha mãe chegasse a casa, ela pudesse ver o quanto eu me esforcei. Mais tarde naquela noite, minha mãe ligou para a Srta. B e disse que sairia após sua performance e que apenas me colocasse para a cama. Então, como sempre, ela levou-me ao outro lado do corredor e colocou-me na cama, em meu próprio quarto. Era o meio da noite quando fui acordada sendo espancada com uma vassoura. No início, eu pensei que alguém arrombara a porta e tentava me matar até que minha mãe começou a gritar sobre eu não fazer minhas tarefas. Ela continuou a bater-me. Lembro-me de pedir para ela parar. Finalmente, depois do que pareceram horas, ela fez-me sair da cama e limpar a casa de cima a baixo. Ela respirou fundo e abraçou-me. — Quando contei a ela porque me esqueci de fazer minhas tarefas, ela disse-me que eu não tinha permissão para fazer a peça porque era muito irresponsável. Então, ela fez-me ajoelhar sobre o arroz seco por uma hora enquanto me desculpava por ser tão estúpida e ingrata. A noite da peça da escola, minha mãe, que nunca foi a um evento escolar, fez-me ir com ela e assistir a outra garota desempenhar o papel para o qual eu fui escolhida. Quando a peça acabou, minha mãe arrastou-me pelos bastidores e deu flores para a menina, abraçando-a e dizendo o quão incrível ela era. — Eu podia sentir as lágrimas molhando minha pele. — Minha vida inteira ela fez coisas assim — ela sussurrou suas últimas palavras tão baixinho que eu quase não ouvi. — Por que você não morou com seu pai? — Eu pergunto, puxando-a para mais perto.


— Ela disse-me que ele não me queria também — eu não poderia lidar com nada mais sobre sua mãe, então a puxei para mais perto, esfregando suas costas até que sua respiração nivelou. — Asher? Onde está minha filha? — Eu ouço Mike perguntar no terceiro toque. Quando conheci November no clube de strip, eu estava lá apenas para garantir que o novo cara que contratamos fizesse um bom trabalho. Eu vi-a com Mike no bar e queria ir lá e tirá-la dele. Então Justin, um novo leão de chácara6, viu-a saindo para o carro dela sozinha e ia informá-la sobre as regras, mas eu disse a ele que cuidaria dela. Eu estava chateado comigo mesmo por desejá-la e desgostoso com ela por namorar alguém com idade para ser seu pai. Obviamente, a piada era eu. Quando andei até ela e ela virou as chaves ao longo de sua mão para usá-las como uma arma, eu fiquei instantaneamente orgulhoso. Ela era tão pequena que não seria preciso muito para machucá-la, mas ela não recuou. Em seguida, ela discutiu comigo e vi suas bochechas corarem. Precisei de todo meu controle para não envolver todo seu cabelo em meu punho, pressioná-la contra o carro e beijá-la. Quando Mike chamou do outro lado do estacionamento, ela disse: — Aqui, papai — de uma maneira que me fez morder o interior de minha bochecha para evitar perguntar o que diabos ela fazia com alguém tão velho como Mike. Então Mike veio e me deu um tapinha nas costas e apresentou November como sua filha. Você poderia ter me empurrado com uma pena. Um, eu conheci Mike a vida toda e ele nunca disse que tinha uma filha. Dois, ela era a mulher mais linda que eu já vi. Quando ela riu de mim, eu juro que eu senti essa merda em minha alma. Então ela apertou minha mão e eletricidade passou por mim e eu sabia que tinha que sair de lá. Eu disse o nome dela, virei-me e saí. Então, uma semana mais tarde, eu vou visitar minha vó e vejo-a lá. Eu estava em choque e um idiota, como de costume. Então, o que eu faço? Forço-a a sair comigo, então a chantageio até que ela concorda.

Forma coloquial de chamar os encarregados da segurança e confisco de drogas em portas de boates, bares, padarias, supermercados para prover a segurança nos locais, verificar as identidades dos frequentadores para conferir idades, etc. 6


Eu sabia que ela estava atraída por mim como eu estava por ela. Quando eu estava em pé na frente dela e seus olhos estavam vidrados e seus lábios entreabertos, eu soube que ela era minha. — Asher? — Merda, eu vaguei. — Ela saiu com mamãe. Elas foram passar um dia de meninas em Nashville. Você conseguiu descobrir algo sobre o arrombamento ou tem alguma ideia de quem possa ter feito isso? — Eu perguntei, colocando minhas botas. — Não. Eu agendei a instalação de um sistema de segurança para segundafeira. Não tenho nenhuma ideia de quem a poderia ter como inimiga e quem a odiaria o suficiente para segui-la de Nova York para o Tennessee. Essa merda não faz sentido. Ela não namorou muito. A mãe dela mantinha-a na rédea curta. Ela ficou livre quando foi para a faculdade. Foi quando ficou noiva. Acho que essa situação fodeu com a cabeça dela, então ela parou de namorar — sei que é irracional, mas cada vez que é mencionado que ela foi noiva, eu quero encontrar o filho da puta e matá-lo. — Sim, ela falou dele. Você acha que ele pode estar tentando encontrar uma maneira de voltar com ela? — Não tenho certeza. Tudo o que sei é que eles estavam noivos e ela terminou não muito tempo depois que ele a pediu em casamento. Ela nunca me disse por que não deu certo, só que ele concordou com ela — ele estava transando com a mãe dela e foi pego. Tenho certeza que ele não tinha muita escolha a não ser concordar. Não que eu pudesse contar a Mike essa merda. — Bem, eu liguei para um amigo meu que fez parte da F.A.S.T7 comigo nos fuzileiros. Ele trabalha em Nova Jersey agora e está no DEA. Ele tem alguns amigos na equipe em Nova York, ele vai verificar o caso dela e ver se houve quaisquer outros crimes na mesma área que coincidam com o que aconteceu com ela. — Boa. Eu não sei o que está acontecendo, mas sinto como se alguma coisa estivesse me escapando — sim, eu conhecia a sensação. O espancamento em Nova York, em seguida, o estranho carro na área de descanso e agora o arrombamento aqui. Alguma coisa estava acontecendo.

7

Fleet Antiterrorism Security Teams – Equipe de Segurança Antiterrorismo.


— Eu instalarei alguns sensores de movimento em sua casa e farei o mesmo aqui. Eu não gosto dela sozinha à noite em sua casa, enquanto você está no clube, então a manterei aqui comigo. Gostaria muito de receber seu apoio. Ela é a mulher mais teimosa que já conheci, por isso a única maneira dela concordar é se você disser que ela não pode ficar lá, a menos que você esteja em casa. — Sério? A única razão pela qual você quer que ela fique com você é porque não a quer aqui à noite sozinha? — Eu ouço Mike rir através do telefone. Não é a única razão pela qual a quero aqui. Eu gosto dela em minha cama, enrolada em volta de mim. Ela tem a boceta mais doce que já provei. Ela fica selvagem quando a toco e gosto de saber que ela está em meu espaço, mas mais uma vez, eu não direi essa merda. — Nunca pensei que eu escolheria você para minha garotinha, mas foda-se se não estou satisfeito com essa merda agora. Eu sei que todos julgavam meu estilo de vida antes, mas Jesus, eu era solteiro e cada mulher que fodi sabia que eu ficaria desse jeito. Agora, November é diferente. Ela não me tenta impressionar ou receber meu dinheiro. Ela ri de si mesma e diverte-se, não importa o que façamos. É por isso que eu sei que ela é tudo para mim. Quando me casei com Joan, senti como se estivesse fazendo a coisa certa quando ela alegou estar grávida. Eu estaria envolvido na vida de meu filho, independentemente de como me sentia sobre a mãe do bebê. Ajudou ela ser sexy e ter uma boca como a porra de um ciclone. Então, eu voltava para casa após uma tarefa, quando um homem que eu considerava um irmão, parou-me antes de ir para casa e teve um ataque. Primeiramente, eu pensei que alguém que nós conhecêssemos tivesse morrido, mas depois ele me disse que dormiu com Joan. Quando fui para casa naquela noite, eu chutei sua bunda para fora e disse a ela que meu advogado entraria em contato. Uma semana depois, ela veio até mim chorando, dizendo que abortou o bebê. Eu soube então que ela me enganou. Quando pedi a ela a papelada do hospital, ela não poderia me dar nada. Boceta da porra. — E deixá-la-ei saber que ela não pode ficar aqui a menos que eu esteja aqui — disse Mike, trazendo minha mente de volta ao foco.


— Obrigado, Mike. Eu ligarei para você até o final desta semana se ouvir alguma coisa de Nova York. — Claro, amigo. Falo com você depois — eu desliguei com Mike, então peguei minhas chaves e uma garrafa de água da geladeira. — Jeep, Beast — eu vejo-o esperando na porta da frente quando viro a esquina. Nunca pensei que iria querer um cão de novo, mas gosto de tê-lo aqui. E eu sei como ele é leal a November. Apenas precisamos o ensinar como não a derrubar cada vez que ela o deixa entrar. Essa merda não seria engraçada se ela estivesse grávida. Uma imagem de November, redonda com meu filho, filtra por minha cabeça e tropeço na parede. — Puta merda — eu digo em voz alta, inclinando-me na parede e tentando recompor-me. Respiro fundo algumas vezes e caminho até a porta, tropeçando para fora para meu jipe. Abro a porta para Beast saltar. Eu fico fora por alguns minutos, deixando o ar frio acalmar-me. A parte fodida é que eu nem tenho medo. — Merda — eu digo, balançando a cabeça. Parte de mim quer deixá-la dessa forma o mais rapidamente possível.

*~*~* — Trevor — eu grito quando entro na casa de meu irmão. Eu vou para a cozinha, pego uma cerveja e tomo um gole quando Jen entra. Agora eu sei o que diabos meu irmão vem fazendo. — Oi, Asher — diz Jen, passando a mão por meu braço. Eu viro-me e seguro seu pulso. — Não — eu largo a mão dela, dando um passo para trás. — Então, os rumores são verdadeiros? Nunca pensei que veria o dia em que Asher Mayson viraria um pau mandado. Embora, por mais que eu tente, eu não vejo... — Hora de você ir, Jen — diz Trevor, cortando-a enquanto veste a camisa. — O quê? Pensei que nós poderíamos sair um pouco. Sabe, assistir a um filme ou algo assim... — diz ela em um gemido. Eu quase me sinto mal por esta cadela. Então me lembro de que ela é uma cadela e nunca será mais do que uma foda fácil. A mesma coisa que ela foi para mim.


— Quando foi que assistimos a um filme? — Ele balança a cabeça. — Você dirigiu até aqui para foder. Eu dei-lhe o que você queria e agora você precisa sair. Merda, meu irmão foi duro, mas novamente, eu nunca tive que lidar com chutar garotas para fora de minha casa. Essa foi uma lição que eu aprendi desde cedo. A menos que você queira que elas apareçam em sua casa todas as horas do dia e da noite, não as convide para lá. — Ok. Você me acompanhará? — Ela pergunta e vejo a mudança no rosto de meu irmão e eu sei exatamente o que ele está pensando. — Olha, Jen. Você e eu sabemos que isso nunca será nada — diz Trevor suavemente. Eu vejo o rosto dela endurecer. — Você é uma piada de merda, — diz ela, cutucando-o no peito. — Eu tive que fingir cada vez que estivemos juntos — ela grita, sua voz ficando mais alta. — É por isso que você continuou voltando? Olha, eu não tenho tempo para esta merda. Agora dê o fora de minha casa e não volte — vejo como meu irmão cruza os braços sobre o peito e olha feio para ela. Em seguida, ela vira-se e olha para mim e eu sei que sou o próximo em seu discurso. — Eu espero que você saiba que sua cadela descobrirá a maneira como vocês tratam as mulheres, — diz ela, olhando para mim. — E quando ela lhe deixar, eu estarei lá na torcida dela. — Ela sabe como eu trato as cadelas e confie em mim, Jen, você foi uma das maiores. Agora, sugiro que você dê o fora daqui como Trevor pediu, ou chamarei o xerife para tirar-lhe — eu assisti-lhe pisar duro até o balcão e pegar sua bolsa e ouvi-a bater o pé no corredor. Então ouço a porta bater. — Jesus, ela é um pé no saco, — diz Trevor enquanto esfrega as mãos por seu rosto. — Você sabe que as mulheres da cidade estão em uma porra de um estado de confusão por causa de sua bunda, não é? — Ele pergunta e levanto minha sobrancelha para ele. — Sério, elas pensam que agora que você se estabeleceu, todos nós seguiremos seus passos e começaremos a distribuir anéis. Eu falo sério, se eu tivesse uma November, eu poderia considerar isso, mas há apenas uma dela e não o vejo terminando com ela em breve, de modo que não me dá muita esperança. — Eu nunca terminarei com ela. E se por acaso essa merda não der certo, ela está fora dos limites — eu digo, sendo cem por cento sério. Eu nunca me


importei de meus irmãos irem atrás de uma garota que eu fodi. Mas se um deles pensasse em ficar com November, eu iria matá-los, irmão ou não. — Porra, eu sabia. — Ele bateu palmas. — Então a maldição dos Mayson é real. Sobre o amor à primeira vista e toda essa merda — eu queria rir. Desde que éramos crianças, meu pai e meu avô contam-nos que éramos amaldiçoados. Eles disseram que encontraríamos apenas um amor. Quando encontrássemos a mulher que era nossa, seria como uma explosão. Nada mais importaria além dela. Todos nós pensamos que era besteira. Agora eu não tinha tanta certeza. — No momento em que a conheci, eu sabia que ela era a única, tão brega quanto essa merda soe — eu digo, tomando um gole de minha cerveja. — Uau, — diz Trevor, parecendo atordoado. — Não culpo você, cara. Ela é gostosa e engraçada — havia um monte de coisas que November era. Gostosa e engraçada eram apenas duas delas. Ela também era uma boa pessoa e isso era difícil de encontrar em uma mulher atualmente. — Então, você está pronto para terminar essa merda, ou chamou-me aqui para fofocar com você? — Eu pergunto, não querendo mais falar dela. Parte de mim queria ser a única pessoa a conhecê-la. Eu não a queria compartilhar com ninguém. — Deixe-me pegar minhas botas e nós podemos ir. A caminhonete está na garagem. Não deve demorar muito para retirar o motor. Tomo um gole de minha cerveja e vejo meu irmão sair da sala. Eu mal podia esperar que esse dia acabasse.


Acordo com um toque distante. Sei que é o alarme. Rezo silenciosamente que Asher desligue antes que eu esteja tão acordada que eu não consiga mais dormir. Eu aconchego-me mais profundo. Ele está pressionado em minhas costas. Seu braço sai de minha cintura e, finalmente, o belo silêncio. Seu braço volta em torno de mim, puxando-me ainda mais profundo debaixo dele e sinto sua respiração na parte de trás de meu pescoço. Os arrepios que ele provoca me trazem à superfície da consciência. É segunda-feira, um dia depois de fazer compras com sua mãe. Eu voltei para casa por volta das onze. Ele e Beast esperavam por mim na varanda quando chegamos. Ele beijou sua mãe e ajudou-me a levar as compras para dentro de casa, onde jogou tudo no armário. Sim, jogou, não as colocou com cuidado. Ele girou o braço para trás e jogou através da porta do armário aberta. Quando se virou, eu poderia dizer que ele sentiu minha falta tanto quanto eu senti falta dele. A próxima coisa que eu lembro é que minhas roupas desapareceram. Ele pegou-me, jogou-me na cama e fez amor comigo lentamente. Foi tão bonito que trouxe lágrimas a meus olhos. Fiquei contente que a escuridão as escondeu dele. Depois, ele puxou-me para perto e arrastou o cobertor sobre nós. Eu fiquei então com minha cabeça na curva de seu braço e seus dedos estavam em meu quadril. Nós dois conversamos sobre nosso dia. Ele disse-me que ajudou Trevor a retirar um motor de uma caminhonete que ele estava reconstruindo. Eu nunca soube que você poderia retirar um motor de um carro, ou caminhonete e eu realmente não tinha ideia de por que fazer isso. Nossa conversa foi algo como isto: — Você se divertiu com Trevor? — Perguntei, correndo os dedos ao longo dos cumes de seu abdômen.


— Não, mas conseguimos retirar o motor da caminhonete dele. — Por que você tiraria um motor de lá? Não precisa disso para funcionar? — Sim, eu sou estúpida, eu sei, mas ei, eu sou uma nova-iorquina. Nós dificilmente dirigimos. Pegamos o metrô ou um táxi para a maioria dos lugares e se meu carro precisa de um mecânico, eu levo para Juan e deixo com ele. Não fico em volta para ver o que ele faz enquanto meu carro está na oficina e é provavelmente por isso que minha conta no mecânico é sempre muito alta... hum. Eu podia senti-lo rir silenciosamente, até que ele não conseguiu segurar e explodiu e comecei a ficar ofendida. — Sim, precisa de um motor para funcionar. Ele só quer colocar um mais forte na caminhonete — isso me fascinou. Quero dizer, quem sabia que você poderia mudar o motor e trocar por um mais rápido? — Legal — eu sussurrei, pensando que eu deveria ter um motor mais rápido para meu carro também. — Não vai acontecer — disse ele, olhando para mim. Então ele beijou o topo de minha cabeça. Sorri em seu peito, pensando que era engraçado ele pensar que poderia mandar em mim. Eu seriamente não podia esperar para que ele me visse andando de moto. — Como foi fazer compras com minha mãe? — Hum, vamos apenas dizer que eu só irei às compras com ela a cada poucos meses. Senti que eu deveria ter me preparado melhor. Talvez correr pela Target8 algumas vezes, ou mesmo ir ao shopping e entrar em cada uma das lojas algumas vezes. Ela é uma compradora séria e se fosse uma competição, eu tenho certeza que conseguiria o primeiro lugar. — Sim, essa é mamãe — disse ele através de seu riso. Então, eu apertei-me mais em volta dele, ouvindo seu batimento cardíaco e sentindo-o correr os dedos por meu cabelo. Eu caí no sono sentindo que aqui era exatamente onde eu deveria estar. Cochilei novamente, apenas para ser acordada pelo som do alarme de novo. Senti seus lábios beijarem meu ombro e sua língua correr até meu pescoço, logo

A Target Corporation ou somente Target (NYSE: TGT) é uma rede de lojas de varejo dos Estados Unidos, com sede localizada em Minneapolis, Minnesota. É a segunda maior rede de lojas de departamento nos Estados Unidos, atrás somente do Walmart. 8


abaixo de minha orelha, onde me beijou novamente. Então ele me apertou nele. Seu calor deixou-me e eu senti a corrida de ar frio atrás de mim e ouvi o alarme disparar. Rolei até estar deitada onde ele esteve, puxei o travesseiro para baixo e enrolei-me em torno dele. Eu podia ouvir o chuveiro, abri um olho e olhei para o tempo. Ainda estava escuro e o relógio dizia que eram cinco e meia. Não podia acreditar que ele tinha que levantar tão cedo. Eu precisava levantar às nove para que eu pudesse ficar pronta e ir ao advogado. Eu vi a luz do armário acender e levantei minha cabeça. Asher vestia uma toalha e assisti com fascínio quando ele a puxou e colocou uma boxer preta que moldava suas coxas e bunda. Ele tinha seriamente o corpo mais surpreendente de todos que eu já vi. Ele deve ter me sentido olhando porque ele se virou, sorriu e balançou a cabeça. — Volte a dormir, querida. É muito cedo para você acordar. — Você sempre acorda tão cedo? — Perguntei, aconchegando-me de volta na cama. — Depende do trabalho. — Hmm — foi tudo o que eu consegui falar antes de voltar a dormir. Senti meu cabelo deslizar de meu pescoço e seus lábios logo abaixo de minha orelha. — Voltarei por volta das seis e ligo-lhe na hora do almoço, querida — sentio beijar-me novamente, mas eu estava muito longe para ouvir todas as palavras, então resmunguei em resposta. Eu ouvi-o rir, então ele me beijou novamente antes de sair.

*~*~* Agora estou em pé, com meu quadril descansando contra o lado da pia da cozinha

de

Asher,

bebendo

café

enquanto

assisto

Beast

comer.

Mais

especificamente, eu assistia Beast comer de uma tigela muito bonita que estava próxima a um prato de água muito bonito, nenhum deles comprado por mim. Eles eram daqueles tipos grandes, que comportavam muita ração e água para que o cão pudesse desfrutar de comida e água limpa sempre que quisesse. Eu não tinha ideia de quando Asher comprou. Tudo o que eu sabia era que ele deve ter feito isso ontem. Então assisti quando Beast acabou de comer e


caminhou até a porta de vidro deslizante. Ele deitou-se em uma cama gigante de cão, que também era nova e começou a mastigar um grande osso de cão. Sorri e deixei a sensação de calor correr através de mim. Ele obviamente gostou de meu cão e planejou que nós ficássemos aqui por tempo suficiente para que Beast precisasse de alimentos, pratos de água e uma cama para quando visitássemos. Eu não estava pronta para mudar de vez. Quer dizer, eu estava, mas ao mesmo tempo, eu não queria abusar da hospitalidade. Eu sabia que meu pai colocaria o sistema de segurança hoje, então dormiria em casa essa noite, sem Asher. Nesse pensamento, eu fui para o quarto e fiz a cama, limpei o banheiro, onde estavam todas minhas coisas, peguei minhas roupas do armário dele e embalei-as. Então, juntei Beast e fomos para a casa de meu pai para que ele pudesse ir comigo para o advogado.

*~*~* Eu estava atordoada. Quero dizer, esse tipo de coisa não acontecia com as pessoas todos os dias. Eu estava sentada em frente ao Sr. Stevenson e não poderia encontrar minha voz. Minha boca movia-se e tenho certeza que eu parecia um peixe fora d'água. Ele sentou-se para frente em sua cadeira. — Você está bem, querida? — Perguntou o Sr. Stevenson. Tinha que ser uma pergunta capciosa. Quer dizer, eu era milionária. Isso era bom, certo? Todo mundo queria ser rico. Eu só não sabia o que pensar sobre descobrir que eu seria um milhão, quinhentos e trinta e seis mil dólares mais rica até ao final do mês. Parte de mim queria dizer a ele que eu não podia aceitar e a maior parte de mim percebia quantas pessoas eu poderia ajudar com esse dinheiro. — Hum, eu... Eu só preciso de um minuto para processar isso — eu disse a ele honestamente. — Não tenha pressa. Olhei para ele, em seguida, para meu pai. Ele segurava minha mão e seu rosto parecia chocado também. — Posso fazer uma pergunta?


— É claro — disse ele, sentando-se para trás na cadeira. Ele parecia pertencer a um filme antigo. Ele usava calça preta com uma camisa de botão, mas em vez de uma gravata, ele usava um desses pingentes de prata com dois pedaços de couro pendurados. Nos pés, ele tinha botas de cowboy e eu sabia que ele usava um chapéu de cowboy, porque estava sobre sua mesa. — Por que eles deixaram para mim e não para minha mãe? — Por que eles me deixariam algo quando eu nem os conhecia? — Não tenho certeza do motivo. Algumas semanas antes do acidente de carro, eles vieram e mudaram o testamento, para que você fosse a única beneficiária do espólio quando fizer vinte e oito anos. Sua mãe entrou em contato comigo sobre a propriedade pouco depois da morte de seus pais e eu expliquei a situação para ela. Ela ficou chateada, mas disse que entendia por que seus pais deixaram a propriedade para você. Estou surpreso dela nunca ter lhe contado nada sobre isso. Eu não fiquei surpresa. Nós não éramos próximas e ela nunca falava sobre seus pais. Talvez não falasse sobre eles porque eles me deixaram o dinheiro. Também pode ser por isso que ela me tratou tão mal. Achava que eu tomei algo que deveria ter sido dela. Decidi ligar para ela mais tarde e dizer que daria a ela a metade do dinheiro. Eles eram os pais dela e tenho certeza de que iriam querer que ela tivesse um pouco dele. — Você está bem, garotinha? — Eu viro-me para meu pai. Seus olhos estão preocupados e eu tenho muita sorte de tê-lo. Seu amor é incondicional. Sem cordas, sem estipulações. Ele só me ama. Ele nem se importa que agora eu tenha dinheiro. E eu sei que se minha mãe estivesse sentada em seu lugar, ela estaria gastando cada centavo mentalmente. — Sim, papai. Eu acho que preciso ligar para a mamãe mais tarde e falar com ela sobre isso — aperto a mão dele. Eu poderia dizer pelo olhar em seu rosto que ele queria dizer alguma coisa. — Não tenho certeza que seja uma boa ideia, garotinha. — Pai, eu quero dizer a ela que darei metade do dinheiro para ela. — Não, esse dinheiro é seu. Você manterá cada centavo de merda. Aquela cadela não verá um centavo desse dinheiro.


— Pai, — eu sussurrei. — Eram os pais dela. Não importa como você se sente sobre ela, eles deram a vida a ela. Eu sinto que eles iriam querer que ela tivesse alguma coisa deles. — Porra, não. Eles deixaram para você, não para ela e fizeram essa merda por uma razão. — Pai... — Garotinha, eu quero que você pense sobre isso por uma semana. Sete dias. Então, decida o que fazer sobre isso. Mas não ligue para ela ainda. Espere uma semana e veja como se sente — senti as lágrimas picarem meus olhos e eu sabia que meu pai odiava minha mãe por ela ter me mantido longe. Eu também sabia que ele queria que eu tomasse uma boa decisão. — Ok, uma semana — eu concordei e ele puxou-me para seus braços e abraçou-me apertado. — Eu amo você, garotinha. Nunca se esqueça disso. — Eu sei, papai — eu abracei-o ainda mais apertado. — Ok, November, — disse Sr. Stevenson, trazendo minha atenção de volta para ele. — Agora que está tudo dito, eu peço para Nick ligar para você daqui a alguns dias, quando eu tiver toda a papelada pronta. Uma vez prontas, poderemos falar sobre as contas e posso ajudá-la a fazer as coisas, do modo que for melhor para você. — Isso seria ótimo — eu disse a ele. Ele levantou-se e meu pai e eu fizemos o mesmo. O Sr. Stevenson contornou a mesa e apertou minha mão. — Estaremos em contato — disse ele, direcionando-nos para a frente do escritório onde Nick estava sentado atrás de uma mesa, digitando em um computador. — Filho, — Sr. Stevenson chamou seu filho e sua cabeça levantou. — Precisarei que você puxe todos os papéis da propriedade Armsted e reúna todos os documentos de transferência. — Sem problema. Como está, November? — Perguntou Nick. Ele usava um terno hoje e ficou bonito nele. Ele também tinha um par de óculos de leitura de aro preto que fazia seus olhos se destacarem. Seu cabelo estava um pouco mais bagunçado do que da última vez que o vi e caía bem.


— Eu estou bem. Como você está? — Perguntei, começando a ficar desconfortável com a forma como ele olhava para mim. Hoje, eu usava legging pretas e um suéter creme de decote U. Também usava uma bota que vinha até o joelho e tinha saltos plataforma pretos e o lenço que comprei da loja de Liz. — Bem. Eu preparava-me para almoçar. Você quer se juntar a mim? — Seu pai deu um passo atrás e senti-me estranha por ele pedir-me para sair na frente de seu pai. Além disso, ele sabia que eu estava saindo com Asher, que deixou perfeitamente claro que eu não estava disponível. — Sinto muito, mas vou encontrar-me com Liz para o café. — Seu semblante caiu e senti-me tão mal. Nunca gostei de ferir os sentimentos das pessoas. — Mas tenho certeza que ela não se importaria se você se juntasse a nós. Embora eu tenha certeza que ela se importaria. Ela não parecia ser uma pessoa do povo. Fiquei realmente surpresa por ela chegar a concordar em tomar um café comigo. Então uma ideia se formou em minha cabeça. Nick era bonito e Liz era bonita. Talvez eles pudessem ficar juntos. — Claro — ele sorriu e levantou-se. Ele tirou os óculos, em seguida, pegou um arquivo e entregou-o a seu pai, que parecia chocado. — Volto em uma hora. Você quer algo enquanto estou fora? — Perguntou ao pai. — Café, — seu pai disse a ele. Sr. Stevenson virou-se para mim. — Foi bom conhecer você, November. Até a próxima semana — disse ele, sorrindo largamente. EEEKKKK!! — Prazer em conhecê-lo também, — eu disse, saindo pela porta. — Hum, pai. Vejo você em casa, eu acho — eu disse, quase querendo que meu pai se oferecesse para ficar. Não queria que Nick ficasse com a ideia errada de que isto era um encontro ou qualquer coisa perto de um encontro. — Claro garotinha. Vejo-lhe em casa — estávamos todos de pé do lado de fora na calçada a alguns quarteirões da loja de Liz. Eu vi meu pai caminhar até seu carro. Sua cabeça estava inclinada em direção a suas botas e ele balançava a cabeça. — Hum, nós podemos simplesmente caminhar para pegar Liz e depois ir para o café ao lado da loja dela, se estiver tudo bem para você? — Eu disse, olhando para Nick.


— Claro, lidere o caminho — ele sorriu e eu sorri de volta e então peguei meu telefone. Debati sobre ligar para Asher. Eu senti-me culpada e não queria que ele descobrisse que Nick estava comigo por outra pessoa, mas, ao mesmo tempo, eu não queria ligar na frente de Nick e acabar brigando com ele pelo telefone. — Então, você ainda está saindo com Asher? — Ele perguntou e eu guardei meu telefone, decidindo que ligaria mais tarde. — Sim — eu disse, sorrindo. — Oh. — Suas sobrancelhas juntaram com surpresa e preocupação atravessou seu rosto. — Olha, November, eu sei que você é nova, mas você deve saber... Eu interrompi-o antes que ele pudesse me deixar chateada. — O quê? Que ele fodeu quase cada menina na cidade? Diga algo que eu não saiba. Gosto de saber isso? — Perguntei, olhando para ele. — Não, mas é o que é e estou dando uma chance a ele. Ele é doce comigo e se chegar uma hora em que ele não for doce comigo, eu lidarei com isso. Entendeu? — Perguntei, estreitando os olhos. — Entendi — disse ele, seus lábios contraindo-se. Eu ainda olhava para ele quando fui agarrada por trás e puxada fora da terra. Eu gritei e comecei a chutar, tentando dar um soco. Eu podia ouvir alguém me dizendo para me acalmar, mas não conseguia parar de lutar. Eu não me deixarei ser arrastada para um beco e ser espancada novamente. Chutei, arranhei, gritei, em seguida, braços enrolaram em volta de mim e eu estava sendo balançada para trás e para frente. Alguém sussurrava para mim que ficaria tudo bem. Comecei a acalmar-me. Abri os olhos e vi Nick em pé na parte inferior da calçada com Cash bloqueando-o. Respirei e percebi que estava sentada no chão. Não só isso, mas eu estava no colo de alguém. Prendi a respiração e levantei minha cabeça. Sim, era Nico e ele tinha o nariz sangrando e uma marca em seu olho. — Sinto muito, — eu sussurrei. Engoli em seco e balancei a cabeça. — Não sei o que aconteceu — balancei minha cabeça novamente, tentando limpar a adrenalina. — Não se desculpe — disse ele, emoldurando meu rosto e eu podia sentir as lágrimas correrem por meu rosto.


— Jesus, Asher vai acabar comigo — ele inclinou-se e beijou minha testa, em seguida, puxou meu rosto de volta em seu pescoço. Deixei que ele me segurasse por um minuto e senti-me tão envergonhada com o que aconteceu. — Estou bem agora — eu disse a ele, enxugando o rosto na camisa dele. — Você acabou de limpar seu rosto em mim? — Não — eu disse, sorrindo em sua camisa, lembrando de Asher e o sangue falso. — Apenas verificando, — ele murmurou. Eu olho para ver seus lábios contraindo-se. Seus olhos digitalizam meu rosto e seu polegar varreu minha bochecha. — Você conversou com alguém sobre o que aconteceu? — Não posso falar. Apenas balancei minha cabeça. — Querida, você precisa conversar com alguém. — Engoli em seco e olhei para baixo. Senti as lágrimas acumulando em meus olhos novamente. — Ah porra — ele rosnou e abraçou-me mais apertado para ele. Então se levantou e puxou-me com ele e Cash estava lá me abraçando. — Ei, irmã, você assustou-me. — Desculpe — eu murmurei enquanto tentava sorrir. Gostei dele me chamar de irmã. Ele afastou-se e Nick aproximou-se. Nico deu um passo em frente a ele, então pude ver o dano que eu causei. Sua camisa estava rasgada, seu nariz sangrando e ele tinha algumas contusões sob seu olho. — Oh meu Deus, — eu sussurrei. Andei para Nico e agarrei sua mão. — Vamos, nós temos que ir ao banheiro. — O quê? — Ele parou e puxou sua mão. Ele olhou para mim como se eu fosse louca. — Nós temos que ir ao banheiro — disse eu lentamente. — Isso pode ter escapado de você, mas eu tenho um pau. A única vez que eu vou para o banheiro com uma garota é para uma transa rápida e isso não vai acontecer, então não, não temos de ir ao banheiro. — Sim, nós temos — eu gritei. Agarrei a mão dele novamente e arrastei-o pela calçada. Quando chegamos ao café, vi Liz. Fizemos contato com os olhos e os olhos dela quase saltaram para fora de sua cabeça. — Ei, querida, eu vou levar Nico ao banheiro. Volto logo. Você pode pedir um café e um pão de canela para mim?


— Levar Nico ao banheiro? Quantos anos eu tenho, cinco? — Eu ouvi-o murmurar a meu lado e eu ri. — Hum, certamente — disse ela, com os olhos arregalados de choque, então a ouvi suspirar e olhei atrás de mim. Cash e Nick entravam. — Oh merda, Liz. Nico, — eu disse, puxando sua mão para cima, a qual eu ainda segurava. — Cash e Nick, esta é Liz. Voltaremos já — eu arrastei Nico comigo pelo corredor e puxei-o para o banheiro. Vi Liz dar um leve aceno para os caras e percebi que ela queria fugir. — Fique aqui — eu murmurei, colocando-o na frente do espelho. Entrei no cubículo para pegar papel higiênico. — Nós precisamos fazer isso rápido antes que Liz me abandone. — Você é mandona assim com meu irmão? — Perguntou Nico, seus lábios contraindo-se. Sorri e dei de ombros. Ele riu. — Então, como você conhece Liz? — Ele perguntou enquanto eu molhava a toalha de papel e começava a limpar o sangue de seu rosto. — Realmente não a conheço. Eu conheci-a no outro dia quando entrei na loja dela. Ela parecia doce e algumas meninas do harém dos meninos Mayson estavam lá — eu disse, olhando feio para ele. — Não temos um harém — ele sorriu, então balancei minha cabeça. — Sim, vocês têm, mas de qualquer maneira, elas foram rudes com ela, então percebi que se elas não gostavam dela, muito provavelmente eu gostaria, sem ofensa. — Sem problema — ele riu e terminei de limpá-lo. Então, eu virei-me para o espelho e limpei a máscara de meu rosto. — Você precisará de gelo para seu olho — eu disse a ele através do espelho, em seguida me virei para jogar o lixo fora. Ele ignorou meu comentário e abriu a porta. — Você precisa de gelo — eu repeti e ele apenas balançou a cabeça. — Ficarei bem — disse ele e meu telefone começou a tocar, salvando-o de um sermão. Puxei-o para fora de minha bolsa e vi que era Asher ligando. Droga! — Ei — eu respondi. — Você está bem, querida?


— Hum, sim. Eu só me assustei e bati em seu irmão — eu sussurrei no telefone. — Eu vou acabar com ele. Que porra ele pensava, fazendo essa merda? — Está bem. Ele estava apenas brincando e acho que ele não fará isso de novo. — Sim, eu ouvi. Então, como foi o encontro com o advogado? — Oh... hum... foi tudo bem. — Bem, o que ele disse? — Oh, você sabe, isso e aquilo, coisas típicas de advogado — eu cruzei meus dedos, rezando para que ele não me perguntasse mais sobre isso. Eu queria contar a ele, mas dinheiro sempre muda as pessoas. — Que porra é essa? — Eu prefiro não falar sobre isso por telefone. — Ok. Você pode contar-me hoje à noite. Que tal pedir comida? — Eu ficarei em meu pai hoje à noite. — November, você não ficará lá. Não é seguro. — Eu dormirei no quarto de hóspedes no andar de cima. Meu pai estará no quarto ao lado. — Jante com Mike. Eu quero você em minha cama esta noite. — Não sei se isso é uma boa ideia. — Por que diabos não? — Você não acha que deveríamos ter uma pausa? Quero dizer, nós ficamos juntos o fim de semana todo. — Uma pausa? — Ele gritou e eu sabia que era a coisa errada a dizer. — Cuidado com as merdas que você fala. Agora, November, eu já estou chateado por você sair com Nick e então você diz que precisa de uma pausa. Eu poderia ter a ideia errada. Foi quando me lembrei de que ele pode ser um idiota total. — Você está falando sério? Espere, não responda. Eu sei que está, — eu grito de volta. — Eu também disse que você tem que confiar em mim. Isso não é opcional, Asher, — eu sussurrei ao telefone, sabendo que meu temperamento estava ficando um pouco louco. — Liz está esperando por mim. Falo com você mais tarde — desliguei meu telefone e coloquei-o no modo silencioso. Fui até onde Liz estava sentada com Nick.


Sua cabeça estava inclinada, estudando a xícara de café na frente dela como se ela guardasse os segredos do universo. Eu senti-me culpada por deixá-la lá fora por tanto tempo. Ela olhou para cima quando me sentei em frente a ela. — Sinto muito — eu disse a ela honestamente. Senti-me mal por fazer planos com ela e eles ficaram completamente bagunçados. — Está tudo bem — ela sorriu e olhou por cima do ombro dela para Cash e Nico e eu sabia que ela estava no céu dos caras gostosos. Eu ri e ela começou a rir também. Sim, nós seríamos grandes amigas. Olhei acima dela para ver Nico e Cash caminhando em nossa direção. Ambos carregavam xícaras de café. — Tudo bem, irmã, — disse Cash, olhando para mim. — Precisamos ir. Vamos vê-la neste fim de semana, certo? — Seu telefone começou a tocar e ele atende com um: — E aí? Sim, espere. Ele empurrou o telefone em minha direção e eu sabia que era Asher. Olhei para a mão dele e parecia que ia enlouquecer e atacar-me. Em seguida, ele empurrou-a para mais perto e eu não tinha escolha, além de pegar dele. — Alô. — Nunca desligue em minha cara. — Eu... — Vejo você às sete — em seguida, ele desligou. — Merda — eu sussurrei. — Está tudo bem? — Cash perguntou. — Acho que veremos — eu disse a ele a verdade, mordendo meu lábio inferior. Pela primeira vez, eu não estava ansiosa para ver Asher. Depois que os caras disseram adeus, eu debati em dizer a Liz que eu estava com dor de cabeça. Eu não sentia mais vontade de socializar. Eu queria ir para casa, rastejar na cama e abraçar Beast. Mas eu fiquei. Nick foi muito simpático, não flertou, apenas conversou. Liz observava-o de perto. Eles foram para a escola juntos, mas não se conheciam bem. Depois de um tempo, todos nós dissemos adeus e eu disse a Liz para ligarme para que pudéssemos nos encontrar ao longo da semana. Eu disse a Nick que falaria com ele quando ele estivesse com toda a papelada pronta. Então, eu entrei em meu carro e fui para casa.


*~*~* Sentia-me livre. Foi incrível. A paisagem passou rapidamente enquanto eu dirigia o longo trecho de estrada rural. Quando cheguei a casa, meu pai e meu tio saíram na varanda da frente e fizeram-me segui-los ao redor do lado da casa para a garagem. Quando chegamos lá, eu não tinha ideia do que acontecia até que puxaram a lona de uma motocicleta preta brilhante. Eles explicaram que era uma Ninja 250r 2011. Era pequena, perfeita para minha altura e peso. Ela também não tinha tanto poder quanto uma moto maior, por isso havia menos chance de eu fazer dano a mim mesma ou alguma outra pessoa. Eu ouvi-os apenas pela metade. Quer dizer, eu tinha uma moto. Quão incrivelmente impressionante era isso? Tio Joe disse-me que um de seus meninos comprou para seu filho quando ele queria aprender a andar. Agora ele estava atualizando para uma Harley, então estava pronto para vendê-la. Eu não me importava. Eu amei. Ele também me deu um capacete branco com rosa que dizia garotinha na parte traseira. Pulei para cima e para baixo quando ele me entregou. Eles ensinaram-me a andar por mais de três horas depois que eu me troquei para jeans, botas e uma jaqueta de couro. Então, eles finalmente me deixaram ir para a estrada. No campo, não havia tráfego. Você pode deparar-se com um caminhão ou dois, mas normalmente, você seria o único carro na estrada por milhas. Isso era perfeito. Eu estava apaixonada e sabia que faria isso muitas vezes só para limpar minha cabeça. Quando comecei a subir a entrada da casa de meu pai, eu vi o jipe de Asher e meu bom humor acabou tão rápido quanto veio. — Ótimo — eu sussurrei para mim mesmo. Parei em frente à garagem. Desci da moto, tirei meu capacete e sacudi meu cabelo. Asher caminhou com Beast seguindo atrás dele. Ele vestia uma camiseta vermelha e um par de jeans escuro junto com suas botas marrons. Ele também usava um boné de baseball branco com escrita preta. Eu nunca o vi usando um chapéu antes e ele parecia delicioso. Bem, mais do que o normal. — Ei — eu disse e comecei a empurrar a moto para a garagem. Ele assumiu e empurrou-a por todo o caminho, em seguida, pegou o capacete de mim e jogou sobre a moto.


— Então, eu acho que isso é mais uma coisa com a qual eu tenho que me preocupar? — Ele perguntou e mesmo sabendo sobre o que ele falava, eu ainda perguntei. — Desculpa? — A moto — disse ele, cruzando os braços sobre o peito e estreitando os olhos em mim. — Meu pai e meu tio compraram para mim. Eu gosto de pilotá-la e vou mantê-la — eu cruzei os braços sobre o peito, copiando sua postura e desafiandoo a dizer algo estúpido como “Você não a pode manter”. Então eu iria informar que ele seria a única coisa que eu não manteria se ele achava que poderia me dizer que eu não poderia ter minha moto. — Apenas prometa que quando você estiver nessa merda, você sempre usará um capacete, calça jeans, botas e uma jaqueta. — Prometo — sorri e seus olhos estreitaram-se em minha boca. — Agora me diga por que você estava com Nick. — Eu não estava com ele, — disse eu, completamente exasperada. — Eu fui à empresa do pai dele, ele convidou-me para almoçar e eu disse não, obrigada e que eu tinha planos. Senti-me mal, então perguntei se ele queria ir comigo e Liz para o café. — Uh hum — disse ele, puxando uma das presilhas de meu jeans, forçandome a dar um passo em sua direção. — Uh hum? — Eu repeti com uma sobrancelha levantada. — Onde você vai dormir hoje à noite? — Ele perguntou, puxando-me para mais perto e mergulhando a cabeça em direção a meu pescoço. — Na cama — eu respondi, mas meu cérebro estava sendo arrastado para uma névoa Asher pela maneira como ele beijou a pele abaixo de minha orelha. — Que cama? — Ele sussurrou enquanto ele mordia meu pescoço. — Que cama eu devo dormir? — Respirei profundamente quando ele começou a beliscar em minha orelha. — Minha. — Hmm — eu gemi quando ele pressionou em mim. — Então, onde você vai dormir, November? — Ele rosnou e sua mão em punho na parte de trás de minha cabeça, sua boca pairando sobre a minha. Meus


olhos abriram-se. — Onde você vai dormir querida? — Ele perguntou contra minha boca. — Com você — eu sussurrei, sentindo-me impotente contra ele. — Está certa. Sempre comigo — meu cérebro registra suas palavras, mas antes que eu o possa fazer esclarecer o que ele quer dizer, sua boca está na minha e meu cérebro aprofunda-se em uma névoa Asher. Seu beijo parece desesperado, como se ele me marcasse com ele. Quando se afastou, ele pressionou sua testa contra a minha. Passei a mão ao longo de sua mandíbula e seus olhos abriram-se com meu toque. — Você está bem? — Pergunto. — Melhor — ele diz e vejo seu sorriso arrogante. Ele acha que acabou de conseguir. Eu quero dizer que não tenho nenhum problema em dormir com ele. A única coisa que me preocupa é que eu possa ser um pouco pegajosa. Minha mãe e meu ex disseram-me a mesma coisa. Eles podem ter dito isso para que eu não os enchesse sobre onde eles iriam ou por quanto tempo. Mas eu sei que sou uma pessoa sociável e se eu souber que alguém está por perto, eu quero estar onde estão. Preocupa-me eu poder ser o que minha mãe e ex disseram que eu era e eu nunca quis que Asher se sentisse sufocado por mim. — Você me promete uma coisa? — Pergunto. — O quê? — Apenas prometa que quando você começar a sentir que estou perto demais, você me avisará. — Isso não vai acontecer — diz ele, cobrindo meu rosto. Seu polegar desliza por meu lábio inferior. — Apenas prometa, está bem? — Eu digo, sentindo-me desesperada para que ele entenda o quanto isso significa para mim. — Prometo querida. — Obrigada — eu sorrio e ele beija meu nariz. — Agora, você quer comer aqui ou quer pegar algo no caminho de volta para minha casa? — Eu mordo meu lábio, pensando nisso e seus olhos caem para minha boca. — Esqueça. Vamos pegar algo — ele abaixa-se e minha barriga entra em seu ombro e ele leva-me para fora da garagem.


— Hum, eu tenho que entrar e pegar algumas coisas — eu digo de minha posição de cabeça para baixo. — Você tem merda em minha casa. — Eu empacotei tudo — ele para e meus pés tocam o chão. Felizmente, seus braços vieram a meus ombros ou eu teria caído em minha bunda. — Você arrumou tudo? — Ele rosna. — Eu não quero que você sinta como se eu estivesse sufocando você — eu disse em um acesso de raiva. — Não faça essa merda. — As mãos dele vão para meu pescoço, seus polegares varrem para debaixo de meu queixo, em seguida, seu rosto fica mais perto do meu. — A menos que eu lhe diga que eu quero espaço, não veja merda que não existe e crie problemas. Eu juro, — diz ele, olhando para o céu, — se eu não quiser você por perto, eu digo. Nenhum jogo, nenhuma besteira. — Ok — eu sussurro, nunca querendo ouvir aquelas palavras dele. — Ok, agora vá arrumar suas merdas — diz ele e eu encaro-o. — Não me diga para embalar minha merda. É rude. — É rude? — Pergunta ele, inclinando a cabeça para o lado. — Querida, eu prometo a você que quando eu colocar você em minha cama, eu lhe mostrarei o quanto você gosta de mim sendo rude. — Isso me fez formigar em dois pontos diferentes. Eu definitivamente queria que ele me mostrasse quão rude ele poderia ser. — Só por esse olhar aí, eu farei você me implorar para eu ser rude com você. Oh meu Deus, eu apenas tive um orgasmo do lado de fora da casa de meu pai durante o dia. Olho em volta, esperando que ninguém tenha me visto tendo um mini orgasmo. Eu sabia que precisava terminar isso, então eu fiz o que qualquer mulher faria. — Que seja — revirei os olhos e corri para a casa de meu pai o mais rápido que pude, com seu riso seguindo-me por todo o caminho.

Asher


Assisto November estacionar na frente do clube na maldita moto. Olho e vejo um grupo de rapazes assistindo a mesma coisa que eu. Ela coloca o apoio para baixo, tira o capacete e sacode os cabelos. Ela parece a porra de um sonho erótico sentada na porra da moto. Suas pernas estão cobertas em jeans apertado com botas pretas atadas até metade da panturrilha. Ela veste uma jaqueta de couro que vai até a cintura, mostrando uma boa quantidade de pele. Eu ouço um dos caras assobiar e sua cabeça levanta, vendo-me. — Ei, querido — ela chama e o cara começa a andar em sua direção. Seu nariz aperta e balanço minha cabeça para ele, caminhando em direção a minha menina. — Você tinha que vir de moto, não é? — Eu pergunto, não de todo surpreso. Ela sorri, balançando a cabeça. — Tio Joe ficaria desapontado se eu não pilotasse — diz ela, levantando a perna sobre o assento e colocando o capacete debaixo do braço. Eu olho para ela e sei que ela está certa. Joe ama seus filhos, mas nenhum deles pilota. Agora que sua sobrinha mostrou interesse em pilotar, ele sente que tem alguém para compartilhar, além de Mike. — Você andou com ele hoje? — Eu pergunto, tirando o capacete dela. — Sim, nós saímos para o parque e paramos para o almoço. — Bom — eu digo e beijo seu nariz. Nós entramos no clube após o grupo de rapazes em pé perto da porta. Costumava irritar-me quando os homens abertamente a verificavam, mas não mais. Ela sequer percebe. Vejo Nico e Cash. Eles já têm uma mesa esperando por nós. — Ei, pessoal, — November diz a Cash e Nico. Ambos levantam para abraçála. — Onde está Trevor? — Pergunta ela, olhando ao redor. — Ele está pegando Liz — eu digo a ela e seus olhos se iluminam. Balanço minha cabeça. Não tenho nenhuma ideia do que está acontecendo com Liz e Trevor. Eu sei que ele gosta dela, mas acho que a vibração inocente o afasta. Ele não sabe como lidar com uma garota que não tem nenhuma experiência. Quando descobriu que ela precisava de uma carona, ele rapidamente se ofereceu para buscá-la. Talvez eles só precisem de algum tempo para conhecer um ao outro.


— Liz vem? — Cash pergunta, esfregando as mãos. Ele está zoando Trevor a cada chance que tem. Em qualquer momento que Liz está por perto e qualquer cara que apenas olha para ela, Trevor parece pronto para explodir. — Seja agradável, cara — November diz calmamente, tirando sua jaqueta e revelando o decote da camisa que ela está usando por baixo. Sinto meu pulso aumentar e olho ao redor. — Você não está com frio, querida? — Eu dou a dica para ela colocar o casaco de volta. Eu sei que se eu disser a ela para colocar o casaco, ela dir-me-á onde o enfiar. — Nah, eu estou bem — ela sorri docemente. Os olhos dela passam por cima de meu ombro e vejo seu corpo endurecer. Eu viro-me para ver Becky vindo até nós. — Porra — murmuro, tirando um banquinho, tentando fazer November sentar-se. — Asher! — Becky grita, jogando-se em mim. Estendo os braços e contenhoa. — Onde você estava? — Pergunta ela, olhando ao redor da mesa. Seus olhos pousam em November e seu rosto endurece. — Ah deixa para lá. Vejo que você ainda está perambulando pelas ruas com a vendedora de boceta. — Desculpe-me? — Eu sinto November levantar-se a meu lado. — O que você acabou de dizer? — Ela pergunta, tentando chegar a meu redor. — Você precisa ir embora, Becky — eu digo, bloqueando November. Cash e Nico agora estão em pé de cada lado de November, mostrando onde sua lealdade se encontra. — Seu pai vende boceta — Becky rosna. — Não, meu pai vende entretenimento. — Você sabe que algumas das meninas lá vendem boceta a seus clientes quando ninguém está olhando — diz Becky, olhando feio para November. — Qual é seu sobrenome? — November pergunta a Becky e coloca as mãos nos quadris. — Hudson — diz Cash. November olha para ele depois de volta para Becky. — Então, você era uma daquelas garotas que vendia boceta enquanto ninguém estava olhando, não era, Becky Hudson? — November sorri e Becky dá


um passo atrás. — O clube de meu pai é limpo, a menos que lixo como você vá sujá-lo. Mas então, você sabe o que acontece com o lixo, não sabe, Becky? Ele sempre é jogado fora. Não fale sobre o clube de meu pai novamente. Você trabalhou para ele até que tentou ganhar dinheiro por fora e ele jogou-a para fora como o lixo que você é — após descarregar seu golpe final, November caminha para o bar. — Não posso acreditar que você está com uma garota como ela — diz Becky, sacudindo a cabeça. — Você precisa ir e não voltar — eu digo, virando-me para o bar. Quando alcanço o lado de November, ela já tem sua Corona. — Odeio mulheres assim — diz ela, balançando a cabeça e não olhando para cima de novo. — Sim, — eu concordo, pensando que eu perdi muito tempo com mulheres assim. — Você está bem? — Eu pergunto, puxando-a para meu lado e inclinando a cabeça para trás para beijá-la. — Estarei quando terminar esta Corona e pedir outra, — ela murmura contra meus lábios e sorrio contra os dela. Quero tanto dizer que a amo, mas continuo dizendo a mim mesmo para deixá-la ditar o ritmo. — Vamos voltar para a mesa e desfrutar o resto da noite.


É véspera de Natal e estou em pé no banheiro tentando terminar de prepararme para ir para os pais de Asher. Passou um mês desde que eu descobri que era uma milionária. A única pessoa que sabe sobre minha herança é meu pai. Finalmente concordei com ele sobre não dar a minha mãe metade do dinheiro. Ela nem sequer ligou desde que eu vim ao Tennessee. Tentei ligar para ela e até mesmo deixei um par de mensagens, mas ela nunca retornou minhas ligações. Tenho certeza que se eu tivesse mencionado o dinheiro, eu teria conseguido uma ligação de volta, mas não quero que esse seja o motivo dela estender a mão para mim. Meu outro dilema é encontrar uma maneira de dizer a Asher sobre o dinheiro. Toda vez que vou falar, eu pergunto-me se ele mudará nosso relacionamento. Não acho que vai, mas você nunca sabe. Estamos juntos a mais de um mês e eu ainda durmo em sua cama todas as noites, não que eu tenha qualquer escolha no assunto. Sempre que menciono ficar na casa de meu pai, eu recebo um olhar que me diz que se eu tentasse, ele arrastarme-ia de volta para sua casa a seu estilo de homem das cavernas. Mas, realmente, eu não me importo. Adoro ir dormir com ele todas as noites e acordar com ele todas as manhãs. — Olá querida. Você está bem? — Asher pergunta, chegando a ficar atrás de mim, suas mãos indo para minha cintura e sua boca em meu pescoço. Minhas mãos estão enrolando bobes aquecidos em meu cabelo. Eu nem sequer comecei a me vestir ainda. Ainda estou com minha blusa e shorts de dormir. Nós levantamos cedo, tomamos café da manhã e depois nos arrastamos de volta para a cama.


— Sim, — eu sussurro quando a barba de sua mandíbula arrasta em minha nuca para meu ombro. — Hum, na verdade. Eu preciso dizer-lhe uma coisa — respiro profundamente, esperando estar fazendo a coisa certa. — Diga-me — ele mordeu minha orelha, distraindo-me. — Eu, uh... um. — Babe, uh e hum não é dizer muito. — Você está distraindo-me. Não posso pensar quando sua boca está em mim — ele levanta a cabeça e encaramo-nos no espelho. Sua covinha aparece e ele tem um sorriso arrogante no lugar. — Você gosta que eu a distraia com minha boca. — Ele lembra-me de algo que eu não precisava ser lembrada agora. Não quando estou tentando dizer algo sério. Eu encaro-o no espelho e ele ri. — Ok, querida. Diga — diz ele, colocando o queixo no topo de minha cabeça. — Eu sou uma milionária — ok, eu não queria revelar dessa forma, mas agora estava a céu aberto. Eu sinto seu corpo apertar ao redor do meu. — O quê? — Ele pergunta. Engoli em seco e mordi o lábio. Não havia como voltar atrás. Virei-me em seus braços e coloquei minhas mãos em seu peito. — Os pais de minha mãe deixaram-me a propriedade deles e vale mais de um milhão de dólares. — Quando você descobriu isso? — Eu realmente não queria responder a esta pergunta. Olhei por cima do ombro em direção à porta. — Olhos em mim. — Olhei em seus olhos novamente. — Quando foi que você descobriu sobre isso? — Hum... eu... — eu mordo meu lábio e desvio o olhar novamente. — Olhos! — Ele rosnou desta vez. — Quando foi que você descobriu sobre isso? — Eu olho em seus belos olhos e vejo a tristeza e meu coração dói. — Quando eu fui para o advogado — eu sussurro. — Por que você não me disse, então? — Ele pergunta enquanto dá um passo para trás, levando o calor dele com ele. — Não queria que isso nos mudasse — eu sussurro de novo, olhando para o chão de azulejos de seu banheiro. — Eu já lhe dei essa ideia? — Ele pergunta. Senti-me como uma pessoa horrível por não contar a ele desde o início sobre o dinheiro. Foi estúpido esconder.


— Não — eu digo, olhando para ele. Posso dizer que ele está machucado. — Você está certa. Eu não dei e preciso dizer que estou chateado para caralho que você sequer pensou por um minuto que o dinheiro mudaria o que sinto por você. — Eu sei que foi estúpido. Eu só queria ter certeza — seus olhos estreitaramse e eu soube que foi a coisa errada a dizer. — Certeza de quê? Que eu não estava com você por causa do dinheiro? Jesus, que porra é essa? Não entendo o que se passa em sua cabeça às vezes. — Isso meio que dói, mas eu sei que ele está certo. — Eu nunca pedi para você pagar uma merda. Eu nunca quero que você pague por merda nenhuma. Isso é verdade. Sempre que tentei pagar por algo, eu obtive um olhar que prometia que eu não gostaria do que aconteceria se eu não guardasse meu dinheiro. — Você está certo. Eu sei. Eu deveria ter dito a você. — Você devia. Eu entendo por que você não disse. Não me faz feliz, mas eu entendo. — Obrigada — eu digo, passando os braços ao redor da cintura dele e colocando minha cabeça em seu peito. — Só não esconda merda nenhuma de mim. Não gosto de saber que você manteve esse segredo por mais de um mês — merda, eu nunca pensei nisso. — Sinto muito — eu sussurro em seu peito, sentindo-me como uma idiota total. — Quando você se mudar, nós falaremos sobre seu dinheiro. — O quê? — Sacudi minha cabeça para trás para que eu pudesse olhar em seus olhos. — Você ouviu-me e sabe que essa merda será em breve. Não gosto de você ter que ir para a casa de seu pai todos os dias para buscar roupas e outras merdas. — Asher, — eu digo, olhando feio para ele e colocando minhas mãos em meus quadris para o efeito completo. — Você não me mandará morar com você. — Não precisarei mandar, querida. Você quer se mudar. Você não ama me dar meu café da manhã na cama todas as manhãs? — Ele pergunta e eu tremo. Todas as manhãs, ele tem-me no café da manhã, antes dele sair da cama e sim, eu amo alimentá-lo. — Você não gosta de estar deitada no sofá e ver filmes à noite? —


Eu amo isso, ou apenas ficar deitada sobre ele enquanto ele assiste a um jogo. — Você não ama cozinhar em minha cozinha? — Sim, eu amava sua cozinha. Era meu lugar favorito na casa. Adorava assar lá, ou apenas sentar no balcão com meu Kindle lendo. — Você não ama me ter fodendo você sempre que você precisa ser fodida? — Hum, sim! Eu mordo meu lábio e olho por cima do ombro. — Essas são apenas algumas das razões pelas quais eu não precisarei mandar você morar comigo — ele tinha razão. Ele não precisaria mandar. Era muito cedo. Talvez em alguns meses, mas agora, eu gosto de saber que ainda tenho a casa de meu pai para correr se eu precisar. — Podemos não falar sobre isso agora? Preciso ficar pronta para ir para casa de seus pais. — Sim, nós podemos esperar para falar sobre isso, mas vamos falar sobre isso. — Ótimo. — Eu rolo meus olhos. — Algo para esperar ansiosamente. — Ele beija meu nariz e dá-me seu sorriso de covinha, em seguida, deixa-me vê-lo afastarse. Balanço minha cabeça. Ele é um idiota, mas eu amo-o. Espere o quê? Eu o amo? Oh meu Deus, eu amo-o. Ah, não, eu amo-o. Droga! Oh meu Deus, será que ele me ama? Eu viro-me para olhar no espelho. — Então, o que, você ama-o. Ele não tem que amar você de volta — eu sussurro para mim mesmo. — O que querida? — Merda! — Eu pulo e olho através do espelho para ver Asher observandome. — Hum, nada. Apenas, hum, queimei-me. — Você está bem? — Ele pergunta, sorrindo e pergunto-me se ele ouviu-me admitir para mim mesma que o amo. — Sim, estou bem, ótima, muito bem — ótimo, agora estou falando como uma idiota. Ele inclina a cabeça e sorri. Meu coração começa a bater em dobro. — Uh hum. Pensei ter ouvido você dizer alguma coisa? — Diz ele, dando um passo mais perto de mim. — Não, não eu. Eu não disse nada. Talvez você tenha ouvido a TV ou algo assim — cruzo meus braços sobre o peito. — As televisões estão desligadas. — Hmm, isso é estranho. Talvez haja um fantasma na casa — eu digo, inclinando a cabeça.


— Esta casa é construída sobre um antigo cemitério, então eu não ficaria surpreso se houvesse fantasmas. — O quê? — Eu sussurro, em estado de choque. Eu odeio fantasmas. Não que eu tenha encontrado com algum, mas não gosto da ideia deles. Assisti ao primeiro Atividade Paranormal e foi tão assustador que eu tive que dormir com as luzes acesas durante um mês. Vamos apenas dizer que minha colega de faculdade não estava feliz com isso. — Nós não podemos ficar aqui, — eu grito. — Precisamos contratar um caça-fantasmas para vir livrar-se dele. Então, temos de abençoar a casa e se o espírito não sair, precisamos nos mudar. — Eu estava ofegante e os lábios de Asher estavam contraindo-se. — Oh meu Deus! Isso não é engraçado. Poderíamos acabar mortos, você não sabe disso? Você nunca viu o exorcista? — Eu gritava. Ele jogou a cabeça para trás rindo. — Querida, não há nenhum fantasma. Eu estava brincando. A casa não é construída sobre um cemitério. Bato nele no braço. — Isso não é engraçado. Por que você diria algo assim? — Você quer admitir o que disse quando estava aqui conversando com você mesma? — Eu não falava comigo mesma, — eu bato nele. — Eu conversava com Beast — eu sou um gênio. Esqueci-me sobre Beast. Ele é o disfarce perfeito. Seus olhos estreitaram-se. — Então, o que você dizia a Beast? — Nada. Só que eu o amo e ele é um bom cão, mesmo que ele não me ame. — Confie em mim, ele ama você. Mesmo que ele pense que você é exaustiva — isso significa que Asher me ama? Espere, inferno? — Eu não sou exaustiva — eu rosno para ele. — Você me ama, querida? — O... O... O quê? — Eu gaguejo, balançando a cabeça. Então, ele está juntando-me contra o balcão. — Não me irrite, querida. — Ele rosna. Mordo meu lábio para manter-me calma. Seus olhos caem em minha boca e estreitam. — Diga-me que você me ama. — Eu começo balançando a cabeça e ele segura meu rosto entre as mãos. — Digame que você me ama, então eu posso dizer de volta. — O quê? — Eu sussurro em estado de choque, procurando seu rosto para certificar-me de que ele está dizendo a verdade.


— Diga-me, querida. — Eu engulo o caroço em minha garganta. — Diga, querida — ele coloca sua testa contra a minha. Apertando os olhos fechados, eu sussurro: — Eu amo você — meu coração parece sair de meu peito. Eu ouço sua ingestão aguda da respiração, em seguida, suas mãos em punho no cabelo dos lados de minha cabeça. — Abra os olhos. — Eu engulo, em seguida, abro os olhos. — Eu também lhe amo, querida. Jesus, eu amei-lhe desde que eu vi seu rosto bonito de pé no bar, no clube de seu pai. Eu sabia que você era para mim. — Você foi um idiota — eu lembro, sorrindo. — Sim. — Ele sorri. — Eu estava chateado por ter que bater em Mike. — O quê? — Eu digo sorrindo. — Eu teria você de uma maneira ou de outra, — diz ele, mordendo meu lábio inferior. — Se isso significava espancar Mike, eu estava disposto a fazer o que fosse necessário para conseguir minha reivindicação. — Você está falando sério? — Eu rio e balanço a cabeça em descrença. — Você vale a pena, — ele sussurra. Eu sinto meu nariz começar a arder e uma lágrima deslizar por meu rosto. Seu polegar pega-a. Ele beija-me suavemente e coloca a testa de volta contra a minha. — Agora eu gostaria de ter tempo para mostrar para você o quanto eu lhe amo. Mas se eu fizer isso, atrasar-nos-emos e não quero irritar mamãe na véspera de Natal. Eu tenho formigamento e meus mamilos ficam duros. Eu quero que ele me mostre o quanto me ama. Ele beija-me novamente, desta vez um pouco mais, mas não o suficiente. Quando ele puxa a boca para longe, eu quero mais. — Podemos atrasar alguns minutos. Eu assumirei a culpa, — eu digo sem fôlego enquanto raspo minhas unhas sobre seu abdômen, observando seus olhos escurecem com meu toque. Eu inclino-me para frente e toco minha boca em seu peito, correndo minha língua até a clavícula. Uma de suas mãos fica em punho em meu cabelo e a outra me puxa para mais perto dele, então estou na borda do balcão. O comprimento duro dele pressionando meu centro. Ele pega minha boca em um beijo duro, profundo, então sua boca sai da minha, viajando em meu pescoço. Coloco minhas pernas ao redor de sua cintura, puxando-o para mais perto. Ele coloca meus braços em volta dos ombros, em seguida me pega, levando-me para fora do banheiro. Eu voo pelo ar, em seguida, meu corpo atinge a cama tão


fortemente, que eu salto duas vezes. Ouço meus bobes aquecidos atingirem o piso de madeira. Então estou sem meus shorts e calcinhas. Suas mãos viajam até minhas coxas, minhas pernas abrindo-se. — Eu amo esta boceta, querida. Tão rosa, molhada e minha. — Ele rosna as palavras contra meu clitóris, fazendo meu pulso correr. Ele lambe-me de cima para baixo. — Jesus, doce para caralho — diz ele, lambendo-me novamente. Desta vez, sua língua circunda meu clitóris, não fazendo contato. Eu choramingo. — Silêncio, querida — ele lambe-me novamente, puxando meu clitóris em sua boca. Meus quadris estiram-se para fora da cama e minhas mãos seguram sua cabeça enquanto meus calcanhares pressionam o colchão. Ele rosna, em seguida joga as duas pernas sobre os ombros e levanta minha bunda. Sua boca está comendo-me como se estivesse morrendo de fome. Circulo meus quadris, pressionando-o mais profundo. Estou perto, tão perto. — Asher. — Eu gemo. — Por favor — minhas costas curvam-me para fora da cama e meus olhos fecharam-se bem apertados. Minhas mãos em punho nos lençóis a meus lados. Estou procurando por isso. Estou perto. Eu sinto começar então sua boca se foi. Eu choramingo e ele bate em mim. — Sim — eu grito. Asher olha para mim. — Dê-me sua boca, querida. — Minha cabeça é endireitada e sua boca está na minha. Posso saborear a doçura salgada de mim mesma no beijo. Coloco minhas pernas ao redor de seus quadris, passando minhas mãos por suas costas, sentindo os músculos contraírem-se enquanto ele golpeia dentro de mim. — Eu vou gozar — eu digo, empurrando meu rosto em seu pescoço e mordendo. Meus membros apertam-se em torno dele. — Ainda não. Juntos — diz ele, levantando meu quadril mais alto. — Asher — eu choro. — Foda-se! — Ele grita, batendo com mais força. Minha cabeça voa de volta. — Bonita para caralho — suas palavras deixam-me mais quente. Mordo meu lábio, tentando impedir-me de gozar sem ele. Suas mãos deixam meus quadris e viajam até meu peito, beliscando meus mamilos. Estou tão perto e esforçando-me para segurar meu orgasmo que posso provar o sangue de onde mordo meu lábio. — Agora — suas palavras são como um gatilho. Eu gozo, sentindo-me quebrar em um milhão de pedaços. Mais duas batidas e ele segue atrás de mim,


sua boca encontrando a minha quando ele engole meu grito. Eu posso sentir-me convulsionando ao redor dele. Aperto meus membros, segurando-o mais perto. — Por favor, não me deixe — eu respiro, não estando pronta para ser separada dele. — Nunca, querida — ele diz e sei que a emoção por trás de suas palavras significa mais do que apenas nesse momento. Ele passa tempo beijando meu maxilar, pescoço e lábios. Depois de alguns minutos, ele desliza para fora e sinto a perda dele imediatamente. — Temos que ficar prontos, querida — ele sussurra, seus lábios perto dos meus. Eu faço beicinho com meu lábio inferior. — Eu não quero. Ele sorri e morde o lábio. — Desculpa. Mamãe chutaria minha bunda se não aparecermos. — Tudo bem. — Continuo fazendo beicinho, então eu percebo que demorará uma eternidade para corrigir meu cabelo. Além disso, eu preciso encontrar todos os bobes e presilhas que voaram de meu cabelo. — Você arruinou meu cabelo, então eu não assumirei a culpa pelo atraso. — Você me ama, querida? — Sim — eu sussurro, derretendo debaixo dele. — Bom, — ele murmura. Ele beija meu nariz, em seguida, desliza para fora da cama, puxando-me para cima com ele. — Você precisa apressar sua bunda, querida, não quero irritar mamãe — diz ele, batendo a dita bunda. — Que seja — murmuro, entrando no banheiro. Meu namorado é gostoso, ele ama-me e eu simplesmente tive um grande orgasmo. Nem mesmo ele pode me irritar agora.

*~*~* Olho para cima para ver Asher observando-me. Eu estou sentada no chão com o bebê de seu primo, Emma, segurando suas mãos pequenas enquanto ela salta em minhas coxas. Ela é tão perfeita. Suas bochechas são gordinhas e seus pequenos lábios são tão adoráveis. Segurá-la faz-me querer um bebê meu. Ainda me pergunto se Asher quer filhos. Ele seria um grande pai. Eu vi-o com as crianças


de sua família e elas amam-no. Eu olho para longe, não querendo que ele leia meu rosto. Emma ri e pega meu cabelo, tentando puxá-lo em sua boca. — Não, doce menina. Você não quer comer isso — desembaraço o cabelo de sua mão, em seguida, faço cócegas nela, fazendo-a rir alto. Não há nada melhor do que ouvir uma risada de bebê. Há algo tão puro e bonito nisso. — Você é realmente boa com ela — a voz áspera assusta-me e olho para cima para ver um cara que eu nunca conheci antes de pé acima de mim. — Hum, obrigada — eu digo, querendo saber quem ele é. Ele é quase tão alto quanto Asher, mas mais volumoso. Seu cabelo preto é um pouco longo, mas combina com ele, caindo em torno de seu rosto em uma maneira Eu não dou a mínima. Sua pele bronzeada faz o dourado de seus olhos destacarem-se mais. Ele tem lábios carnudos e barba de alguns dias em seu queixo que é perfeitamente angulado. Ele não está vestido como a maioria das pessoas aqui. Ele tem um par de jeans claros e uma camisa xadrez. Afasto o olhar dele e volto para Emma, que olha para esse cara, completamente fascinada por ele. Não a culpo. Ele é muito bom de olhar. Mas ele também tem uma vibe nele que parece quase perigosa. — Kenton — diz o cara. — Desculpe? — Eu digo, olhando de volta para ele. — Meu nome é Kenton. — Oh, prazer em conhecê-lo. Sou November. — Nome bonito. Nunca vi você antes. — Eu sou... — Ela é minha — diz Asher, andando, segurando uma cerveja. — Merda, cara. Eu não sabia que você estava aqui. Como você está? — Eles dão um abraço de homem e eu levanto, trazendo Emma comigo. Quando fico em pé, Asher puxa-me para ele, enfiando-me debaixo do braço. — Eu estou bem. Mamãe teria minhas bolas se eu tentasse fugir na véspera de Natal. — Verdade. — Kenton ri, olhando entre Asher e eu. — Então, esta é sua garota? — Ele pergunta, incrédulo e eu rio. Todo mundo está sempre tão surpreso por Asher ter uma namorada. Asher olha para mim e sorri. Em seguida, ele beija o topo de minha cabeça. — Sim, ela é minha.


— Você sabe quantos corações está partindo? — Ele pergunta, olhando para mim. — Confie em mim, eu sei — rolo meus olhos para ele. Eu tornei-me inimiga pública número um por aqui. Você pensaria que eu fui para as casas de todas essas garotas e roubei pessoalmente seus bens mais preciosos. — Então, o que você faz na cidade? Da última vez que nos falamos, você se dirigia para o México em um caso? — Asher perguntou. — Voltei ontem. A trilha esfriou. Eu vim para casa para o Natal e para ver se posso encontrar novas pistas. Se não conseguir encontrar nada, eu sairei novamente após o ano novo. — Preciso de sua ajuda com uma coisa enquanto você estiver na cidade. Marcarei um dia na próxima semana quando poderemos nos encontrar. — Está tudo bem? É Joan? — Kenton pergunta. Ao ouvir o nome Joan, o braço de Asher aperta. Olho para cima e vejo que sua mandíbula está apertada e pergunto-me quem é Joan. Mas antes que eu possa perguntar, Emma começa a chorar. — Um... Eu vou encontrar a mãe dela — eu digo, olhando para Asher. — Claro, querida. Volte para mim quando terminar. — Ok — eu sussurro enquanto ele beija minha têmpora. — Foi bom conhecer você, Kenton — eu digo, sorrindo. Ele olha-me de perto e balança a cabeça, sorrindo, em seguida diz: — Sim, você também. Vejo você por aí, eu tenho certeza. — Sim — eu murmuro, sentindo-me desconfortável e perguntando-me quem é Joan e por que o nome deixaria Asher chateado. Encontro a mãe de Emma e nós conversamos por alguns minutos e trocamos números. Ela vive a duas cidades depois daqui e tem mais ou menos a minha idade. Eu gosto dela imediatamente e gostaria de passar mais tempo com Emma. Caminho entre as pessoas e vejo Asher ainda falando com Kenton. Parece sério, então sigo para a cozinha para encontrar Susan. — Ei, você precisa de alguma ajuda? — Pergunto a Susan após a encontrar na despensa. Ela está de pé em uma escada e parece que poderia cair.


— Oh, graças a Deus. — Ela vira-se, olhando para mim. — Preciso de ajuda para preencher e arrumar alguns pratos. Seu pai e avó já chegaram? — Pergunta ela, voltando a olhar na prateleira. — Ainda não. Ele disse que estavam atrasados, mas logo estariam aqui. — Bom. Aqui, pegue esses. — Ela dá-me três bandejas. — Você pode ajudarme até que eles apareçam. — Ela sorri, descendo a escada. Nós caminhamos para a cozinha. Sua cozinha é estilo barco. É longa e atualizada, mas fechada do resto da casa, de forma que você não pode ver ninguém, a menos que entrem nela. — Posso lhe fazer uma pergunta? — Pergunto, colocando as bandejas no balcão. — Claro, você sabe que não precisa nem perguntar. Estou sempre aqui quando precisar de mim. — Obrigada, — eu digo. Minha voz está obstruída pelo nó na garganta. — Hum, quem é Joan? — Seu rosto congela e não tenho certeza do que isso significa. — Ela era a esposa de Asher — bem, droga. Isso não é o que eu esperava. — Oh — eu sussurro, não tendo nada mais a dizer. — Por que você pergunta? — Oh, hum, Kenton mencionou-a — eu digo, cortando fatias de queijo e colocando-as no prato. Susan vem ficar a meu lado, movendo meu cabelo de meu ombro. Eu olho para ela e ela sorri. — Você não tem nada para se preocupar. — Ok — sorrio e sei que não atingiu os olhos, mas rezo para que ela não diga mais nada. Eu realmente não quero chorar. — Fale com Asher sobre isso se a incomoda. — Eu vou — eu prometo, sabendo que é hora de falar sobre sua ex-mulher e por que eles se divorciaram. É completamente irracional que isso me incomode, mesmo sabendo que ele me ama, mas parte de mim deseja que ele não tivesse um passado. Bem, pelo menos não um em que ele era casado. Estúpido, eu sei. Eu estava noiva, mas eu amo-o mais do que já imaginei ser possível. E agora que eu sinto este tipo de amor, eu percebo que não amava meu ex. Ele era uma muleta. Eu queria-o para que eu pudesse começar uma vida minha, uma em que minha mãe não tivesse qualquer controle. Estou feliz que não deu certo. Não estou


contente de ele ter dormido com minha mãe, mas nosso relacionamento não teria sido justo com ele em longo prazo. — Ei, garotinha — viro-me e vejo meu pai entrando na cozinha, minha avó logo atrás dele. — Papai — eu dou dois passos e seus braços estão a meu redor. Ele levanta meu rosto com as mãos. — Você está bem? Você parece triste. — Estou bem. Apenas ajudando Susan — eu sorrio. Não quero que fique preocupado comigo. Seus olhos estreitam-se, mas antes que ele possa me questionar, Asher entra na cozinha. — Mike. — Ele dá um tapinha nas costas de meu pai. Ele olha para mim e seus olhos estreitam-se. — O que há de errado? — Nada. Estou muito feliz — eu rolo meus olhos. — Você não parece feliz. Você parece triste. — Nossa. E se qualquer um de vocês parasse para pensar que eu nunca tive isso e estou apenas triste por perder isso por tanto tempo? — Merda — murmura Asher, esfregando as mãos por seu rosto. Os olhos de meu pai reviram de raiva. Mais uma vez, eu falei demais. — O que você fez nos feriados? — Papai pergunta. Merda, merda, merda. Eu e minha maldita boca grande. Quando vou aprender a controlá-la? — Eu ia para a casa de um amigo. Podemos, por favor, não falar sobre isso e apenas desfrutar esta noite? — Pergunto baixinho. Meu pai respira profundamente enquanto puxa minha cabeça no peito, beijando meu cabelo. Levanto a cabeça e sorrio para ele e vejo minha avó e Susan observando-me de perto. — Eu ajudarei Susan a terminar esses pratos — eu digo, afastando-me de meu pai e pisando na frente do prato que eu arrumava. — Tudo bem, garotinha. Eu vou buscar uma bebida. Podemos voltar quando estiver pronto — crise evitada. Uhul! Sorrindo, eu olho para ele. — Eu encontrar-lhe-ei — meu pai sorri e, em seguida, sai da cozinha. Se eu tivesse um desejo, seria que meu pai encontrasse uma boa mulher para amar. Ele merece a felicidade mais do que ninguém que eu


conheça. Além disso, meu pai tem boa aparência. Confunde-me o fato dele não ter um relacionamento desde minha mãe. — Tem certeza que está tudo bem, querida? — Asher pergunta, puxando minhas costas a sua frente. — Eu estou bem — eu digo, inclinando-me contra ele. — Vou terminar de falar com Kenton. Fiquei preocupado que alguém estivesse tentando roubar você quando não voltou para mim. — Vá falar com ele. Estou bem aqui. Quando terminarmos, eu vou encontrálo — eu digo, mas eu queria perguntar naquele momento por que ele se divorciou de Joan e por que Kenton perguntaria se ele precisava falar sobre ela. Mas teríamos bastante tempo mais tarde para falar dela e era véspera de Natal. Eu realmente não queria que ele ficasse chateado. — Ok, te amo— diz ele em meu ouvido e arrepios espalha-se por minha pele. Ele aperta-me então eu sinto a presença dele deixar a cozinha antes que eu possa dizer que o amo também. — Boa saída — diz Susan, fazendo-me pular. — Hum — eu murmurei e ela começou a rir. — Apenas prometa que você falará com ele sobre Joan. Sei que a história dele com ela que está lhe incomodando. — Prometo — eu digo, sorrindo. — Quem é Joan? — Merda! É claro, eu esqueci que minha avó estava aqui. Ela é como um maldito ninja. Está constantemente aprontando com você quando você menos espera, ou é tão tranquila que você se esquece de que ela está lá e diz porcaria que não se destina a ser ouvida por ela. — Ex-mulher de Asher — Susan compartilha e vejo os olhos de minha avó estalar fora de sua cabeça. — Bem, merda. Não foi isso que eu pensei que você diria. — Vovó — eu repreendo-a. Ela tem a boca de um marinheiro. — Não use esse tom comigo. Ouvi você passar em seu carro com essa música que você ouve, falando sobre cadelas isso e cadelas aquilo. E eu sei que seu homem xinga mais em uma frase do que eu faço em um dia.


Bem, ela pegou-me. Rap tende a usar a palavra cadela com demasiada frequência e Asher podia amaldiçoar mesmo quando não havia nada para amaldiçoar. — Argumento aceito — murmuro. — Por que você ficaria chateada por ele ter uma vida antes de você? Odeio lembrá-la, mas você estava noiva. — Você estava noiva? — Susan suspira. Nossa esse dia começou tão perfeitamente e cada vez que eu me viro, alguém está falando sobre algo que eu não quero falar. — Eu estava e então eu descobri que o cara era um idiota total e terminei. — Eu olho para minha avó. — Não estou chateada. Eu só quero entender por que eles se separaram — vovó assentiu com a cabeça em compreensão. — O que ele fez? Quero dizer, por que você terminou seu noivado? — Susan pergunta. — Ele traiu-me — eu digo e ouço minha avó inalar. Nunca disse a meu pai porque eu terminei o noivado, então ele nunca foi capaz de dizer a ela e desde que eu fui para casa, ela nunca perguntou. Além do mais, a ideia de dizer-lhes que ele me traiu com minha mãe não soa como uma conversa que eu queria ter. — Bem, eu acho que você deve falar com ele sobre isso — minha avó diz como se acabasse de resolver todos meus problemas e sorrio, balançando a cabeça. — Eu falarei com ele, só não na véspera de Natal. Devemos divertir-nos visitando amigos e família. — Garota inteligente — diz ela, apertando meu rosto como se eu tivesse cinco anos. — Obrigada — eu sorrio. — Ok, deixe sua avó e eu terminar estes e vá falar com todos — diz Susan, tirando a faca e o queijo de mim.

*~*~* — Você gostou? — Asher sussurrou em meu ouvido. Era manhã de Natal. Ambas nossas famílias estavam aqui e a maioria ainda vestia pijamas. De alguma


forma, todos decidiram enquanto ainda estavam bêbados que todos nós deveríamos tomar café da manhã e abrir os presentes na casa de Asher. Fazer planos enquanto bebe não é inteligente. Eu fiz o café extraforte e deixei algumas aspirinas à mostra como um aperitivo antes do café da manhã. A primeira pessoa apareceu às oito. Asher beijou-me e saiu da cama. Eu escondi-me debaixo das cobertas, esperando que todos esquecessem que eu ainda estava na casa. Isso só durou cerca de cinco minutos. Asher voltou para o quarto e arrastou-me sobre a cama, em seguida, tentou levantar-me, mas eu fiz-me de morta e caí nele, nem mesmo abri os olhos. — Querida, nós temos que fazer o café — ele riu. — Não, tudo que eu quero para o Natal é dormir — disse eu, tentando abraçar seu peito. — Você pode dormir mais tarde — disse ele esfregando minhas costas, mas isso me deixava mais sonolenta. — Eu serei sua melhor amiga para sempre se você me deixar dormir — ele começou a rir mais forte. — Por mais que eu queira que você seja minha melhor amiga, eu preciso de ajuda para fazer café da manhã para todos. Tenho certeza que a noite passada você pulava para cima e para baixo, batendo palmas, dizendo o quão divertido seria abrir presentes com todos nesta manhã — merda, eu fiz isso, mas também isso foi depois de ter quatro xícaras de eggnog9, por isso não posso ser condenada por minhas ações. — Eu estava bêbada. Não conta. — Hmm, então todas as coisas sujas que você disse que queria que eu fizesse a você na noite passada não contam — disse ele e empurrei meu rosto mais profundo em seu peito, na esperança de bloqueá-lo. Não quero nem pensar no que um eu bêbado diria para Asher. — Não se preocupe, querida. Hoje à noite eu vou... Eu interrompi-o. Não quero saber o que o eu bêbado disse. — Estou acordada — eu disparei. Corri para o banheiro e bati a porta antes que ele pudesse dizer qualquer outra coisa.

9

Uma bebida feita a partir de uma mistura de ovos batidos, nata e aromatizantes, muitas vezes com álcool.


Fiz rabanada cozida e bacon. Asher fez ovos mexidos, que eu juro que poderia ganhar prêmios. Ele usa todo o creme e queijo cheddar. Eles derretem na boca e cada mordida é como o céu. Depois que todos comeram, todos estavam reunidos ao redor da árvore. Asher puxou-me para seu colo para que pudéssemos abrir os presentes. Eu tive dificuldade para encontrar algo para ele no Natal, mas como ele estava sempre em seu telefone no local de trabalho, vendo e-mails e fazendo pedidos, eu decidi comprar um mini-iPad. Dessa forma, ele poderia ter uma tela maior e não ficaria cego de olhar para a tela pequena em seu telefone. Além disso, eu comprei um case com um teclado embutido, na esperança de que tornaria sua vida mais fácil quanto ao envio de e-mails e a fazer encomendas. Também comprei algumas camisas e um boné de baseball do New York Yankees, não que ele amasse os Yankees, mas eu amava-o em bonés e sou torcedora do New York, por isso foi necessário. Após todos terminarem de abrir seus presentes, levei um minuto para perceber que Asher não me deu nada. Tentei não deixar isso ferir meus sentimentos, mas feriu. Ele amou o ipad e ainda brincava com ele quando as pessoas começaram a sair da sala de estar. — Eu vou limpar a cozinha — eu murmurei para mim mesmo já que Asher não tirara os olhos de seu novo brinquedo desde que o abriu. Eu levantei-me de onde estava sentada entre seus pés espalhados. — Você pode jogar essa merda no closet para mim, querida? — Ele perguntou, não olhando para cima do estúpido ipad. Eu começava a perguntar-me se era resistente à água. — Claro — eu resmunguei. Peguei o material que eu comprei para ele, juntamente com os presentes que ganhei de nossas famílias para levar de volta para o quarto. Pus minhas coisas na cama, em seguida, levei seu lixo para o armário. Debati simplesmente jogar lá dentro, mas não queria estragar tudo. Após cerca de duas semanas estando na casa de Asher, eu limpei seu closet, guardei toda a roupa, guardei as camisetas e pendurei tudo que precisava ser pendurado. Também organizei todos seus sapatos. Eu adorava seu closet. Acendi a luz, sem sequer pensar. Coloquei suas camisas novas na estante quando notei meu manequim de metal moldado no canto. Eu olhei duas vezes, vi uma


penteadeira enorme no meio do cômodo com todos meus enfeites e coisas nela, incluindo um suporte legal de joias e um espelho de corpo inteiro com as pernas em redemoinhos que parecia incrível. Olhando em volta, notei que todas minhas roupas e sapatos estavam em seu closet e havia uma espreguiçadeira muito legal no canto com uma caixa de presente pequena em cima dela. Minhas mãos começaram a tremer e olhei ao redor, percebendo que este era meu presente de Natal e foi o presente mais incrível que ele poderia me dar. — Você gostou? — Eu ouvi-o sussurrar enquanto seus braços circularam minha cintura, puxando-me para trás contra ele. Eu não podia falar. Tudo o que eu podia fazer era acenar com a cabeça. Fiquei sem palavras. Quando encontrei minha voz, eu perguntei: — Quando foi que você fez isso? Como você fez isso? — Meus rapazes chegaram aqui alguns minutos depois que saímos ontem. Eles colocaram as novas prateleiras, trouxeram as araras e a cadeira. Seu pai e sua avó trouxeram todas suas coisas e arrumaram antes de ir para Ma para a festa da noite passada. — Eu amei, — eu sussurrei. Isso foi perfeito. Um closet dos sonhos. — Você escolheu o suporte de joias e espelho? Senti sua risada silenciosa contra minhas costas. — Liz escolheu para você. Quando eu disse a ela o que eu estava fazendo, ela contou-me tudo sobre os armários que você olhava quando estava na loja dela. Vou dizer-lhe, eu não sei o que acontece com mulheres e closets, mas se o estômago é o caminho para o coração de um homem, um closet é o caminho para o de uma mulher. Sorri e derreti mais fundo dentro dele. Liz tornara-se uma grande amiga e lentamente se tornava mais aberta com a gente. Exceto quando Trevor estava por perto, mas acho que é porque ele sempre rosna para ela. Quando ela o ignora, ele fica irritado. Quando ela fala com ele, irrita-o, mas quando outro cara tenta falar com ela, isso o irrita ainda mais. Ele normalmente acaba saindo, deixando Liz parecendo completamente perplexa e eu rindo comigo mesma. Com a forma como ele olhou para ela, eu sabia que ele estava seriamente nela. Era como assistir um romance em formação, apenas esperando para ver quem vai se entregar primeiro.


— Eu amei esse closet. Eu amei este closet antes mesmo de realmente gostar de você — eu disse a ele a verdade. Ele riu, virando-me em seus braços. — Agora você me ama. — Talvez, ou talvez eu esteja usando você por seu closet. Você já pensou nisso? — Eu perguntei, sorrindo para ele. Ele pegou-me de repente, fazendo-me guinchar. Então eu estava na espreguiçadeira com ele deitado em cima de mim. — O que você está fazendo? — Eu respirei enquanto sua mão encontrava meu peito e a outra ia para a parte de trás de minha coxa. — Provarei que você não está me usando pelo closet — disse ele, seus dedos traçando a parte de trás de minha coxa e em torno da frente de meu short de dormir e por baixo da borda. Em seguida, ele traçou lentamente minha cicatriz com o dedo. Meus quadris levantando automaticamente, tentando obter mais contato. — As pessoas estão aqui — eu gemia. — Então é melhor ficar quieta, querida, — ele sussurrou em meu ouvido, seus dedos correndo sobre meu clitóris, circulando por duas vezes, em seguida, mergulhando para baixo, enchendo-me. Eu mordi seu ombro, uma mão sob a camisa indo para as costas e outra para seu bíceps, segurando-o. — Você está tão molhada. Jesus, eu queria poder provar-lhe agora. — Por favor — eu implorei, minha cara saindo de seu pescoço. Eu amo sua boca. Eu queria sua boca em mim. — Minha menina gananciosa. Você sabe que eu amo sua boceta, querida, mas não posso. No minuto em que colocar minha boca em você, eu vou querer transar com você e não posso fazer isso sabendo que seu pai está no quarto ao lado. Eu soluçava. Suas palavras excitavam-me ainda mais. Seus dedos deslizaram lentamente para dentro e para fora, em seguida, mudou o polegar sobre meu clitóris e senti-me começar a desmoronar, com sua boca pegando meu gemido. Eu puxei-o para mais perto, envolvendo-me mais apertado em torno dele. Meus olhos estavam bem fechados e eu ainda podia sentir meus espasmos em torno de seus dedos. — Oh meu Deus, — eu sussurrei, abrindo meus olhos. Assisti com fascínio Asher trazer os dedos à boca e lambê-los. Isso causou outro espasmo. Em seguida, sua boca estava na minha, beijando-me profundamente. Quando ele afastou sua


boca, nós dois tentávamos recuperar o fôlego. — Talvez eu esteja usando você para ter orgasmos incríveis — eu disse calmamente. — Sim, talvez — ele riu e beijou meu nariz. Senti meu rosto suavizar. — Não, eu definitivamente estou apaixonada por você — sussurrei minha confissão. Ainda me surpreendia que esse cara, que parecia tão rudimentar, fosse sempre suave comigo. — Eu te amo, querida. — Eu também te amo — lágrimas picaram meu nariz e respirei fundo. Asher pegou a caixa embrulhada na cadeira e entregou para mim. — O que é isso? — Perguntei. — Seu outro presente — ele sorriu seu sorriso arrogante e não pude deixar de revirar os olhos. Desembrulhei lentamente o papel de prata e levantei a tampa sobre a pequena caixa de joias. Meu coração parecia saltar de meu peito com a antecipação. — Uau, — eu sussurrei, olhando para o mais belo colar que eu já tinha visto. Dois corações de prata entrelaçados, tornando-se um, semelhante a um símbolo de eternidade. Eu tirei-o da caixa e segurei em minha mão, não tendo certeza se ele sabia mesmo o significado do design. — É lindo — eu disse, ainda sussurrando. Olhei para cima e ele observava-me de perto. — Você vai colocá-lo em mim? — Perguntei, entregando a ele. Meu cabelo já estava preso, assim eu virei de costas para ele e ele colocou o colar em volta de meu pescoço, em seguida, fechou-o. Senti seus lábios na parte de trás de meu pescoço. Minha mão foi para o coração e puxei-o, olhando para ele. Ele puxou-me para encará-lo novamente. — Lindo, — disse ele e comecei a chorar. Ele puxou-me para seu colo e empurrei meu rosto em seu pescoço, absorvendo seu cheiro. — Querida, por que você está chorando? — Essa é uma boa pergunta. Eu não tinha ideia de por que eu chorava. Eu senti-me realmente emocional. — Eu sinto muito — eu funguei, enxugando o rosto na camisa dele. — Você acabou de limpar meleca em mim? Eu comecei a rir. — Não, só lágrimas. Eu prometo. — Uh hum, — ele murmurou e beijou o topo de minha cabeça. Tirei meu rosto de seu peito e olhei em seus bonitos olhos. Eu tenho tanta sorte. — Então,


agora que você tem suas coisas aqui, querida, você sabe que significa que você se mudou oficialmente, certo? Estou em choque completo. Ele totalmente me enganou para eu mudar-me. Na verdade, vindo a pensar sobre isso, ele enganou meu pai. Ele conseguiu o que queria sem ter que brigar comigo sobre isso. Eu amo ficar aqui, mas eu gostava de ter um backup. — Oh meu Deus. Você mandou e conseguiu o que queria e eu nem percebi que estava fazendo isso. — Eu não mandei em você, querida. Eu disse que você iria querer morar comigo — ele estava certo, por mais louca que isso tenha me deixado. Eu queria estar lá tanto quanto ele me queria. — Você não acha que está indo muito rápido? — Eu murmurei, balançando a cabeça. — Porra, não. Ok. Ele estava certo sobre isso. Eu, por outro lado, não tinha tanta certeza. — Eu não quero que isso acabe mal porque nos precipitamos. Sinto que isso está se movendo tão rápido. Estou preocupada que seja só porque é novo para você e você não saiba realmente o que está pedindo. Como se fosse perder o interesse mais cedo ou mais tarde e eu estarei com o coração partido e presa, saindo de uma casa que amo quando eu sabia que era cedo demais para me mudar em primeiro lugar. Suas mãos moveram-se para meu pescoço, seus polegares estavam sob meu queixo, inclinando a cabeça para trás para que ele tivesse completo contato com os olhos — Você está irritando-me. — Eeek! Ele parecia chateado. Porcaria. — Sou um homem crescido. Eu sei o que eu quero da vida. Eu sei o que eu quero em minha vida. Você não está em minha cabeça, você não sabe como eu me sinto, então pare de tentar fazer escolhas por mim, — diz ele, balançando a cabeça suavemente. — Estou tentando ir devagar com você. Para mim, ir rápido seria você usar um anel em vez de um colar. Confie em mim, eu estou indo devagar, tão lento quanto eu posso. Por alguma razão, eu sabia que ele dizia a verdade. A única coisa que ele não sabia era que, se ele me pedisse para casar com ele, eu diria sim, sem perguntas. Desde o momento que o vi, eu o quis. É verdade, eu pensei que ele fosse um grande


idiota depois que ele abriu a boca, mas eu ainda o queria. Quando meu apartamento foi arrombado e ele estava lá comigo, cuidando de mim e certificandose que eu estava segura, então eu soube que ele era realmente um bom homem. Então, o jeito que ele fala comigo e olha para mim, bem, isso fechou o negócio. — Eu amo-lhe. Você é isso para mim. Eu sabia desde o momento em que lhe conheci que eu estava acabado. Gosto de ter você aqui e não vejo isso mudando, a menos que você não sinta o mesmo que eu. Então você precisa me dizer para que eu a possa convencer que você sente — diz ele, sorrindo para mim. Gostaria de saber se ele sentia o mesmo sobre sua ex. Será que ele a ama? — Você amava sua ex-esposa? — Eu soltei, sentindo seu corpo enrijecer debaixo de mim. — Não importa, eu sinto muito. Eu não deveria ter perguntado isso — tentei escapar de seu colo. Seus olhos estreitaram-se e ele respirou fundo. — Você pode sempre perguntar qualquer coisa para mim, — diz ele, puxando-me para mais perto dele e pressionando minha cabeça em seu peito quente. — Eu nunca a amei. Pensei que fazia a coisa certa. Nós dormimos juntos por cerca de um ano e eu sabia que não queria nada sério com ela. Ela sempre insinuou mais, mas eu sabia que ela não era a pessoa certa. Eu importava-me com ela, mas não estava apaixonado por ela. Eu tinha ido embora há um mês e, quando voltei, ela esperava por mim do lado de fora de meu apartamento. Ela disse-me que estava grávida e que era meu. Eu sabia que precisava fazer a coisa certa. Eu nunca quis que meu filho crescesse em uma casa onde eu não tivesse acesso a ele ou ela vinte e quatro horas por dia e sete dias na semana, então eu fiz o que achava que era certo no momento. Eu disse a ela que daria certo e iríamos nos casar. Dessa forma, ela teria um plano de saúde, eu teria acesso completo a meu filho e talvez eu começasse a amá-la. Ela alegou que estava em torno de três meses. Quando saí com meu grupo, eu fiquei fora por duas semanas, mais ou menos. Nós estávamos casados há um mês e ela mudou-se imediatamente. Quando voltei de uma designação, um amigo meu parou-me antes que eu pudesse ir para casa. Ele disse-me que ela dormiu com ele e que ele estava arrependido. Fui para casa e confrontei-a sobre o que ela fez. Ela não negou. Disse que tentava fazer ciúmes em mim para que eu percebesse que a amava. Não funcionou. Chutei-a e disse que meu advogado entraria em contato. Alguns dias depois, ela veio e disse-me havia perdido o bebê. Pedi a prova e ela nunca me


mostrou nada. Até hoje, ela tenta entrar em contato comigo de vez em quando. Eu não atendo as ligações dela, mas ela é conhecida por aparecer do nada. Kenton conheceu-a depois que ela alegou ter perdido o bebê, ele fez algumas buscas para mim. Ele descobriu que ela nunca foi ao médico para qualquer tipo de tratamento durante o tempo em que alegou estar grávida. Acho que ela pensou que eu a engravidaria após nosso casamento e eu nunca saberia. Ela não contou comigo usando proteção, mesmo após ela alegar estar grávida e eu colocar um anel em seu dedo. Algo na parte de trás de minha cabeça não parecia certo. Nunca a peguei sem proteção e sou grato a este dia em que segui minha intuição. Eu não podia acreditar que alguém faria isso. Alegar estar grávida apenas para manipular alguém era nojento. — Sinto muito por ela ter feito isso com você — eu sussurrei, correndo os dedos ao longo da parte inferior de sua mandíbula. — Eu também. — Então, o que ela quer, quando vem atrás de você? — Não sei. Eu não dou a mínima e não atendo suas ligações. Não quero nada com ela, Kenton fica de olho nela e no que ela está tramando. Algumas pessoas são instáveis, ela é uma delas. Além disso, há alguns anos ela apareceu na cidade e começou a fazer merda e perdi um bom amigo por causa dela. — Bem, eu não estava mais preocupada sobre como ele se sentia sobre sua ex. Eu odiava-a e o que ela fez para ele e se a visse, eu poderia bater muito nela. — Sinto muito que você teve que passar por isso. — Mesmo merdas assim podem lhe ensinar as melhores lições. — Que lição você aprendeu? — Vamos apenas dizer que o caminho para o inferno está cheio de boas intenções. Eu sorri para ele. — Boa lição? — Minha cabeça levantou quando meu telefone começou a tocar no quarto. — Eu deveria atender. Pode ser Tia — eu beijeio e saí do colo dele para atendê-la. Sendo Natal, eu sabia que poderia esperar alguns telefonemas de meus amigos em Nova York. Quando finalmente cheguei a meu telefone, ele havia parado de tocar, então o abri para ver de quem era a ligação. Era um número de Nova York que eu não reconheci, mas a pessoa deixou uma mensagem de voz. Coloquei meu telefone em meu ouvido para escutar e tive que lutar contra a vontade de jogá-lo na parede quando ouvi a voz de meu ex-noivo.


— Ei, eu... hum, só queria desejar um Feliz Natal. Eu sei que já faz algum tempo, mas eu queria dizer-lhe que eu lhe amo e sinto sua falta, November. Eu sei que errei. — Houve uma longa pausa e pensei que ele desligara, então ouvi uma respiração profunda. — Espero que você me possa perdoar. Sinto sua falta. Por favor, ligue-me de volta — meu rosto deve ter dito tudo. A próxima coisa que eu lembro, meu telefone estava fora de minha mão e Asher tinha-o ao ouvido. Ele tomou-o e olhou para ele e então apertou um botão e colocou-o de volta a seu ouvido. Eu sabia que ele ouvia o correio de voz que acabei de ouvir. Assisti com fascínio quando sua mandíbula apertou e eu podia ouvir meu telefone rachar em sua mão. — Cuidado com meu telefone, Hulk — ele olhou para mim e eu sorri. Ele ignorou meu sorriso, afastou o telefone de sua orelha, em seguida, jogou-o sobre a cama. Ele usou sua outra mão para puxar meu laço de cabelo, jogou atrás dele e então envolveu meu cabelo em torno de seu punho. — Você não retornará a ligação daquele pedaço de merda. — Eu não vou ligar volta — eu repeti. Nunca planejei isso. Na verdade, eu queria saber como ele conseguiu meu número e por que ele estava me ligando, de qualquer modo. A única coisa que eu conseguia pensar era que ele ligou para minha mãe e pediu meu número para ela. — Por que diabos ele está ligando para você? — Essa é uma boa pergunta, — eu disse, olhando por cima do ombro e perguntando-me exatamente a mesma coisa. Ele puxou meu cabelo e olhei para ele. — Não faço ideia. Eu nem sequer falei com ele em dois anos. Após descobrir o que ele fez, eu mudei meu número e evitava-o como o vírus Ebola — eu vi seus olhos suavizarem e seus lábios contorcerem-se. — Por que não evitava sua mãe? — Eu respirei e disse a verdade. — Eu queria perdoá-la. Eu queria uma mãe que me amasse. Eu sentia que se eu a perdoasse pelo que ela fez, talvez ela pudesse perdoar tudo o que eu fiz para ela me odiar tanto. — Você não fez nada para ela. Ela era egoísta e não merece ter uma filha tão amável e complacente como você. — Eu não sei, — eu sussurrei. — Ela sempre me odiou. Eu nunca fui boa o suficiente. Não sei por que ela é da maneira como ela é, mas isso não significa que


eu não ansiava sua atenção ou amor. Não é fácil crescer tendo seu único conforto proporcionado por pessoas que são pagas para cuidar de você. Tudo que eu quis minha vida inteira foi sentir-me querida. Até conhecer meu pai aos dezoito anos, eu nunca senti como se eu pertencesse a alguém. — Você pertence agora. Não só você pertence a seu pai e sua família, você pertence a mim e a minha. E um dia, você irá pertencer a nossos filhos. — Filhos? — Perguntei, chocada. — Filhos. Eu disse-lhe, eu vou devagar por você. Mas você será minha esposa e assim que assinar a certidão de casamento, eu trabalharei para você engravidar. Rolo meus olhos para ele. — Você tem tudo isso planejado, hein? — Pode crer que sim. — Ele sorri. Eu sorrio de volta. Sua felicidade é contagiosa. — Não posso esperar para vê-la andando por aí como um pato, sabendo que eu lhe deixei desse jeito. — Meus olhos estreitaram-se. Ele sorriu. — Que você é minha vida e que você carrega uma vida que criamos dentro de você — eu sentime fraca. Apesar de dizer que eu estaria andando como um pato e nenhuma mulher jamais quer ouvir que elas andam ou estão andando como um pato, ainda era a coisa mais linda que alguém já me disse. — Quantos filhos você tem em mente? — Eu perguntei em voz baixa, passando os braços em volta do pescoço dele. Suas mãos deslizaram para minha cintura e sob minha camisa. Seus polegares correndo ao longo de meus lados, causando arrepios. — Dois meninos e três meninas. Os meninos precisam vir primeiro para que eles possam proteger suas irmãs, especialmente se elas se parecerem com você. — O que acontece se tivermos uma garota primeiro? — Então eu comprarei mais algumas armas. Eu comecei a rir. — Você sabe quão gostoso você é, certo? Quero dizer, se tivermos meninos, eu terei que comprar ações na Trojan10 apenas para me certificar de que eles estejam sempre protegidos. Ou isso, ou investir meu dinheiro em uma empresa médica, para que possam inventar o controle de natalidade dos homens — ele começou a sacudir a cabeça, rindo.

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Marca de camisinhas


— Eu gosto que você continue dizendo nós, — ele disse suavemente, seus olhos quentes. — Agora eu sei que você vê um futuro comigo — ele sorriu seu sorriso arrogante e eu ri. — Sabe, você é muito mandão e completamente arrogante — seus lábios tremeram, mas ele não discordou de mim. Eu tinha que admitir, foi uma virada total ele ter tanta certeza sobre nós. Deixou minha mente à vontade. Eu não me preocupava se eu pensava que as coisas eram mais sérias do que ele pensava que fossem. Ele beijou meu nariz, em seguida, meus lábios suavemente. — Eu verei se mamãe precisa de ajuda. Vou certificar-me de que todo mundo estará pronto para ir a seu pai em breve. — Obrigada — eu fiquei na ponta dos pés e beijei-o rapidamente, em seguida, entrei no banheiro e fechei a porta. Escutei Asher deixar o quarto. Uma vez que eu sabia que o caminho estava livre, eu puxei uma toalha da prateleira, empurrei meu rosto nela e gritei a plenos pulmões, pulando para cima e para baixo. Não podia acreditar que eu conseguira tudo o que eu sempre quis. Eu tinha um homem que me amava, um grande trabalho e uma família gigante. Eu sabia que eu tivera sorte. Lembro-me de passar o Natal em Nova York, assistindo desfile da Macy, em seguida, ir para a casa da família de Tia passar o dia. Se eles não estavam por perto, eu fazia o jantar para mim e acampava na cama com um bom livro enquanto minha mãe estava com seus amigos ou qualquer cara com quem ela estivesse saindo no momento. Agora eu tinha amigos e familiares que sempre estariam por perto para passar as festas.


A campainha tocou e o latido de Beast acordou-me de repente. Eu rolo para o relógio para ver que acabou de passar de dez horas da manhã. Não posso pensar em alguém que estaria aqui tão cedo, a menos que seja o carteiro e ele esteja deixando um pacote. Rastejo para fora da cama e encontro a camisa de Asher que ele tirou ontem à noite. Eu coloco-a sobre minha cabeça e encontro meus shorts de dormir no chão. Eu puxo-os rapidamente, percebendo que eles estão ficando muito mais apertados. Ainda estou meio dormindo porque cheguei tarde a casa ontem. Eu saí em outra aventura de compras durante todo o dia com Susan. Esta viagem foi muito melhor do que a última, só porque eu precisava comprar o material para uma caça ao ovo de Páscoa que eu colocaria na casa de repouso. Ouvir as crianças rindo e divertindo-se faz-me feliz, então eu quero que os pais tragam seus filhos e deixe-os ir nos quartos dos pacientes e consigam um ovo e alguns doces. Com Asher fora em locais de trabalho mais frequentemente, eu estou começando a sentir-me entediada. Trabalho para meu pai e Liz e peguei alguns outros pequenos clientes na cidade. Mas, mesmo com o trabalho extra que faço, eu ainda tenho muito tempo livre. Primeiramente, eu comecei a ir à academia. Eu malhava tanto que adquiri definição onde nunca pensei que eu teria e estava perdendo toneladas de peso. Então, um dia Asher olhou para mim e, na verdade, reclamou.


— Querida, eu adorava seu corpo. Eu adorava ter algo para agarrar. Eu amava como você era suave. Eu sei que você quer ser saudável, mas eu sinto falta da suavidade. Sua voz era macia e o olhar em seus olhos dizia que ele me amava, não importava o que acontecesse, mas que ele sentia falta do jeito que eu era. E não conheço nenhuma mulher que não gostaria que seu homem dissesse que elas não deveriam emagrecer. Realmente não me importei. Eu não malhava para perder peso. Eu fazia isso por tédio, mas estava feliz em saber que ele gostava de meu corpo do jeito que estava. Naquela noite, eu posso ter exagerado um pouquinho. Eu não estava de dieta, mas eu vigiava o que comia. Então, naquela noite, eu fiz frango Alfredo caseiro com pão de alho e aspargos. Para a sobremesa, eu fiz torta de maçã com sorvete de baunilha. Havia mais do que três dias de calorias naquela refeição, mas valeu tanto a pena. No meio da refeição, Asher começou a rir de mim. — O quê? — Parece que você está gostando muito de sua comida — disse ele, observando-me dar uma mordida na torta de maçã. — É gostoso. — Sim — disse ele, inclinando-se para dar-me um beijo muito gentil de baunilha e maçã. Depois do jantar, eu estava esparramada em cima de Asher, ele ainda dentro de mim, as mãos correndo ao longo de minhas costas. Nossa respiração voltando ao normal e eu abordei o assunto de dinheiro. — Desde que vivo aqui agora, deveríamos falar sobre como nós dividiremos as contas da casa. — Você é minha. Eu cuido de você. Você usa seu dinheiro para comprar roupas ou mantimentos para a casa, a menos que eu esteja com você. Então, eu vou pagar. Além disso, você precisará de um novo carro logo. Aquela coisa que você chama de carro não é seguro. Há também muitos cervos por aqui. Se um correr em sua frente, seu carro será perda total. Se eu tiver sorte, eu apenas lhe visitarei no hospital. Se não tiver, eu visitar-lhe-ei no cemitério. Não quero essa merda, por isso precisamos ir ao revendedor onde comprei meu jipe escolher algo para você. Ergui a cabeça de seu peito, olhando para ele. Havia algumas coisas que me irritavam, então eu estava decidindo o que me irritava mais antes de abrir minha


boca. Eu estava saciada, tive três orgasmos e estava com um bom humor, então eu me esforçava para não enlouquecer. Vi seus olhos passarem sobre meu rosto. — Isso não é negociável. Meus olhos estreitaram-se com suas palavras e meu temperamento deflagrou. — Sério? Então, como eu gasto meu dinheiro e que carro eu dirijo não é negociável? — Perguntei, só para ter certeza de que estávamos na mesma página. — Sim, nós podemos muito bem tirar toda essa merda do caminho — disse ele, rolando, então eu estava debaixo dele. Senti-o deslizar para fora de mim e não pude evitar choramingar com a perda dele. Ele beijou meu nariz e mordeu meu lábio inferior. O beijo começou a ficar bom quando eu me afastei. — Que merda? — Eu perguntei antes que ele tivesse a chance de colocar-me em uma névoa Asher, onde eu, sem saber, concordaria com tudo o que ele diz. — Você não precisa do dinheiro que seus avós deixaram para você. Quando tivermos filhos, você pode colocá-lo em uma conta para a faculdade deles, mas eu ganho dinheiro suficiente para cuidar de você, de mim e de todas as crianças que tivermos. Eu tomei uma respiração profunda, acalmando-me antes que começasse a gritar a plenos pulmões. — Eu te amo, mas você não me sustentará. Tenho tomado conta de mim mesma por um longo tempo. Precisamos chegar a um acordo que nós dois possamos aceitar — eu disse em um tom que era muito mais calmo do que eu sentia. — Estamos começando uma vida juntos. Se você nunca tivesse esse dinheiro, nós ainda viveríamos da mesma maneira que fazemos agora. Não venderei minha terra ou construirei uma nova casa em outro lugar. Este foi meu sonho. Ao construir essa casa, eu sabia que a mulher por quem eu me apaixonasse viveria aqui comigo e meus filhos cresceriam aqui nesta propriedade. Eu não preciso de mais. Tenho um bom carro, brinquedos em minha garagem e dinheiro no banco. Eu planejava por você antes mesmo de saber quem você era. Eu nunca quis ser milionário. Dinheiro faz merda com a cabeça das pessoas. Gosto de sua cabeça da maneira como ela é. Não precisamos dele — bem, ele tinha um bom ponto. Dinheiro mexe com as pessoas. Éramos felizes e eu nunca sequer toquei no dinheiro de minha herança. Mas eu sabia que o dinheiro poderia fazer algum bem. Eu queria tanto uma piscina. Também não me importaria de comprar um carro novo com o


dinheiro e talvez um barco. Sempre amei a água e queria tentar esquiar na água. A única coisa que poderia acontecer era que se eu fosse ruim no esqui aquático, estaríamos presos a um barco que não utilizaríamos. — Eu tenho alguns pedidos antes de depositar o dinheiro para nossos futuros filhos — eu disse, balançando a cabeça. Ele deu-me um sorriso torto e beijou meu nariz novamente. — Vá em frente. — Primeiro, eu pagarei por meu próprio carro, se eu decidir comprar um novo. — Ele começou a falar, mas cobri sua boca com a mão. Ele estreitou os olhos, mas continuei como se não percebesse. — Em segundo lugar, gostaria de uma piscina e terceiro, — eu disse em voz alta antes que ele pudesse me cortar ou falar sobre mim. — Eu gostaria de um barco, mas somente se ele puder ser devolvido se eu acabar não gostando. — Em primeiro lugar, você comprará um carro novo, querendo ou não. — Se... — eu comecei, mas ele cortou-me com um beijo rápido. — Em segundo lugar, podemos ter uma piscina, desde que seja à prova de crianças. E quando tivermos filhos, eles têm que fazer aulas de natação. E em terceiro lugar, eu tenho um barco, então você não precisa pensar sobre pegar emprestado o barco de alguém para o testar. Eu grito, fazendo uma dança feliz. — Uau, isso foi mais fácil do que eu pensava, — eu disse, sorrindo. — Mas quero confirmar que eu pagarei meu carro novo quando decidir comprar um e a piscina, quando ela for colocada. — Nós veremos isso. — Claro que não! — Eu disse, rolando-o em suas costas. Eu olhava para ele, certificando-me que eu tinha toda sua atenção. — Eu pagarei por essas coisas, Asher, ou comprarei um presente para você toda semana e garantirei que sejam extravagantes e caros. Confie em mim, você não quer me testar. Estou pensando no nível de um unicórnio. — Você não entende. Esta é minha terra, minha casa. Eu pago a piscina. E espero em Deus que você saiba que os unicórnios não são reais. Ok, isso doeu. — Então, eu sou apenas uma convidada. Não vivo aqui com você? Não sou a mulher com quem você pensa ter uma família? Se for esse o caso, deixe-me saber para que eu possa arrumar minhas coisas. Não quero estar no caminho quando a pessoa com quem você planeja compartilhar sua vida aparecer.


E, quem sabe? Dinheiro é poder. Tenho certeza que posso convencer alguém em algum lugar de que existem unicórnios e que eles devem localizar um para mim. Assisti como seu rosto ficou duro e sua mandíbula começou a tremer. — Você sabe que eu não disse isso dessa maneira. Você é minha mulher. Eu cuido de você. — Se eu sou sua mulher, como você diz, então você é meu homem. Relações funcionam nos dois sentidos. Dão e recebem. Chama-se compromisso. Preciso sentir que estou fazendo algo para você. Eu não serei feliz pensando que eu vivo aqui com você de graça. Você cuida de mim, faz-me sentir segura, dá-me um lar e amor incondicional e eu não faço nada por você? Eu não viverei aqui sentindo como se eu não estivesse trazendo algo para a mesa. Essa não sou eu. Preciso sentir que estou puxando meu peso. — Querida, você não vê que é o contrário? — Ele pergunta com ambas as mãos segurando meu rosto. — Tudo o que tenho a lhe oferecer é a estabilidade e amor. Não tenho mais nada. Se você me deixar amanhã, outro cara estaria lá dando para você a mesma coisa que eu. Você é bonita, engraçada, inteligente, amável. E o sexo, merda, sexo com você está fora das cartas11. Se você me deixar... Cristo! — Ele fechou os olhos, balançando a cabeça. — Se você me deixar, eu nunca serei capaz de achar outra como você. Alguém que encha minha vida com a beleza que só você me dá. Ok, eu não podia evitar. Comecei a chorar como um bebê gigante. Coloquei minha cabeça no peito dele, envolvendo-me em torno dele. Tentando chegar o mais perto que podia sem rastejar para dentro dele. Já não me preocupava com a piscina ou o carro ou qualquer outra coisa a ver com dinheiro. — Eu sinto o mesmo, — eu disse por meio de um soluço. — Você é um homem incrível, Asher James Mayson e é melhor você não se esquecer. — Eu amo você querida, — ele sussurrou e senti seus lábios no topo de minha cabeça. Seus braços estavam a meu redor, segurando-me firmemente contra ele. Eu estava tão confortável que sabia que poderia facilmente cair no sono desse jeito. — Eu só quero que você seja feliz.

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Expressão que indica algo que é muito melhor do que o normal.


— Eu sou — meu coração estava cheio. Não havia espaço nele para tristeza ou raiva. Eu sentia-me feliz e amada. Mesmo quando eu discutia com ele, eu sentia o amor incondicional. Foi nesse momento que decidi fazer algo com o dinheiro que meus avós me deixaram. Adoro o lugar que agora eu chamava de lar. E eu queria fazer algo que beneficiaria os outros. Algo para compartilhar o amor que eu sentia. E esperançosamente dar a alguém um pedaço desse amor e felicidade. Eu sabia que havia pessoas que viviam na área que batalhavam por isso. Também sabia que eles aceitavam doações todos os anos para projetos comunitários e estendiam esses programas para as crianças. Eu precisava encontrar coisas para preencher meu tempo. Os meses de primavera e verão eram as estações mais ocupadas para ele. Os dias eram mais longos, o clima era mais agradável e eu sabia que Asher estaria trabalhando mais horas. Ele e sua equipe acabaram de ganhar a licitação de um novo projeto, então estavam todos animados sobre isso e a quantidade de dinheiro que ganhariam. Mas eu sabia que vindo junho, ele estaria muito mais ocupado, então eu precisava me manter ocupada. As batidas começaram a ficar mais altas, tirando-me de minha cabeça e trazendo-me de volta à realidade. — Estou chegando! Estou chegando! Segure seus cavalos!12 — Eu grito enquanto corro para a porta da frente. Eu afasto Beast do caminho, para que pudesse chegar ao olho mágico. Quando olho para fora, eu vejo um jovem rapaz segurando flores. — Que diabos? — Eu murmuro para mim mesma. Abro a porta e o homem lá de pé sorri e estende um buquê de rosas. — Oi — eu digo, minhas sobrancelhas unindo-se em questionamento. Asher deu-me flores no passado, mas ele nunca me deu rosas. Ele sempre as trouxe para casa para mim. Nunca recebi uma entrega. — Esta é uma entrega para November — o cara diz, olhando para mim de onde sua cabeça estava inclinada, lendo o papel em sua mão. — Sou eu — eu digo e antes que eu possa fazer qualquer outra coisa, ele empurra uma prancheta em minha mão. — Você precisa assinar onde os Xs estão.

Expressão comum para indicar que se deseja que alguém espere. Historicamente relacionada com passeios a cavalo ou um veículo puxado por cavalos. 12


Eu assino nos dois Xs. Quando olho para cima, ele sorri e leva a prancheta, colocando-a debaixo do braço. Ele entregou-me as flores, em seguida, afastou-se. Coloco as flores na ilha e procuro um cartão, mas não consigo encontrar um. Eu sei que as flores são de Asher, porque ele é a única pessoa que me mandaria flores. Volto para o quarto para encontrar meu telefone. Assim que pego meu celular, envio a Asher uma mensagem rápida. Eu: Obrigada pelas flores. Não há resposta de imediato, assim coloco o telefone para baixo e salto no chuveiro. Estou secando meu cabelo e bebendo café quando ouço meu telefone sinalizar uma mensagem. Asher: Não enviei nada. Eu: Oh? Talvez meu pai as tenha enviado. — Ei, garotinha — ele respondeu ao primeiro toque. — Oi pai. Hum, eu queria saber se você me mandou flores? — Não? Por quê? — Recebi uma entrega de rosas esta manhã e Asher não as enviou. — Não enviei nada. Minha respiração começou a acelerar e eu sabia que meu pai a ouviu através do telefone. — Tenho certeza de que elas são de alguém que você conhece — diz ele em voz baixa. Eu não estou tão certa quanto ele. Sinto-me paranoica, mas após as rosas que alguém deixou para mim na casa de meu pai, há sempre um incômodo na parte de trás de minha cabeça dizendo-me que algo ruim acontecerá comigo de novo. — Eu posso dizer que você está preocupada. Não se preocupe tanto. Nada aconteceu desde a invasão. — Você está certo. Estou agindo como uma louca — digo a ele. As flores não são um grande negócio. — Se você se sentir insegura, diga-me e eu vou para aí. — Não, pai. Você está certo. Estou bem. — Tudo bem, garotinha. Eu vou dormir. Meu telefone está ligado se precisar de mim. — Obrigada, pai. Amo você — eu sussurro, sentindo-me como uma idiota.


— Eu também lhe amo, garotinha — ele desligou o telefone e liguei para todo mundo que eu sabia que poderia me enviar flores. Ninguém mandou. Asher: Foi seu pai??? Eu: Ele disse que não. Eu liguei para todos e ninguém enviou para mim. Menos de um segundo depois, recebo uma resposta. Asher: Eu ligarei para meu pai agora. Eu: Não acho que isso seja necessário. Asher: Meu pai estará aí em 5 minutos. Eu estou a caminho. Fique dentro de casa e tranque a porta. Eu: Estou bem. Pare de se preocupar. Está deixando-me louca. Asher: Prefiro que você seja paranoica. Ouço o carro parar e salto do sofá de onde Beast e eu estamos abraçados e corro para a porta da frente. Olho pelo olho mágico, assim que o pai de Asher sai do carro da polícia. Abro a porta da frente, saio para a varanda e ouço a dobra de um papel debaixo de meu pé descalço. Eu inclino-me e pego-o. É um envelope do tamanho de um cartão. Posso sentir o peso do cartão dentro. Eu começo a abri-lo quando é arrancado de minha mão. Eu pulo e solto um grito assustado. Fiquei tão envolvida com o envelope que me esqueci do pai de Asher. — Merda, você assustou-me — eu digo, olhando para o Sr. James. Ele ri. — Eu percebi quando você gritou. — Eu não gritei — defendi-me. Eu tornei-me próxima de toda a família de Asher. Seus pais aceitaram-me como se fosse deles. E seus irmãos tratavam-me como se eu fosse a irmã mais nova que perderam. Agora eles compensavam o tempo perdido pegando em meu pé e torturando-me em uma base regular. Às vezes Asher ficava irritado com eles, mas na maioria das vezes, ele juntava-se à diversão de irritar-me. Sr. James sorriu como se tivesse pensando que eu era engraçada, então olhou para o envelope. O sorriso deixou seu rosto rapidamente e seus olhos encontraram-me. — Eu espero que você tenha feito questão de olhar no olho mágico antes de sair — seu tom ficou sério. — Com certeza — eu murmurei, esperando que isso não fosse nada sério. Não queria começar a viver minha vida olhando por cima de meu ombro.


— Vamos entrar e você pode mostrar-me o que você tem e dizer-me sobre a pessoa que os deixou. — Você abrirá isso? — Eu pergunto, apontando para a carta. — Quando entrarmos. Entramos na casa e eu fechei e tranquei a porta atrás de nós quando viramos para ir para a cozinha. Sr. James está de pé na ilha da cozinha na frente das flores. Noto que agora ele tem um par de luvas. Sua cabeça está inclinada e ele olha para o cartão aberto. — O que diz? — Pergunto. Ele segura-o para eu ver. Na parte da frente do cartão havia uma imagem de Manhattan durante a noite. Ao abrir, eu tropeço para trás e meu estômago cai. Estou olhando para as palavras escritas em tinta vermelha brilhante. Eventos futuros lançam suas sombras antes Eu tive uma visão na luz do verão Tristeza estava nela e em minha visão interior Dores com imagens tristes. O toque de lágrimas esguichou por meu rosto, Ele descobriu aflições de anos Lançando suas sombras sobre horas de sol. Oh, não havia nada triste em flores. — Caramba — eu cubro minha boca e corro para o banheiro para vomitar o pedaço de torrada que comi no café da manhã e o café que eu bebi. Sinto um pano gelado em meu pescoço e uma mão esfregando minhas costas. — Você está bem? — Sr. James pergunta e posso ouvir a raiva em sua voz. — Sim, — eu digo, dando descarga do vaso sanitário. Pego o pano de meu pescoço e limpo minha boca com ele. Eu olho nos olhos dele e posso dizer que ele está chateado. Só espero que ele não esteja com raiva de mim por trazer este tipo de problema à porta da frente de seu filho. — Eu sinto muito — eu digo, colocando meu rosto em minhas mãos. Não conseguia descobrir por que isso estava acontecendo comigo. Senti-o puxar-me para um abraço. — Nós vamos descobrir isso. Não deixaremos nada acontecer com você.


— Eu não entendo por que alguém está fazendo isso comigo, — eu chorei em sua camisa. Odeio ainda mais que Asher esteja lidando com isso também. Se algo acontecesse com ele por minha causa, eu não sei o que eu faria. — Você pode me dar um minuto? — Eu pergunto, saindo de seu abraço e enxugando os olhos. — Claro, querida. Eu fecho a porta do banheiro, viro-me para a penteadeira e olho para mim mesma. Meus olhos estão vermelhos. Amarro meu cabelo rapidamente e ligo a água fria, em seguida, começo a respingar em meu rosto. Eu preciso escovar os dentes, mas não estou pronta para deixar a segurança destas quatro paredes. Eu sei que quando eu sair por aquela porta, serão feitas mais perguntas para as quais eu não tenho respostas. Lavo minha boca algumas vezes e depois salto em cima do balcão tentando pensar em alguém que poderia fazer isso comigo. Não consigo pensar em ninguém que eu tenha injustiçado ou qualquer um que não goste de mim o suficiente para tentar matar-me, ou perseguir-me até outro estado e assediar-me. Então eu começo a me perguntar onde eles estiveram durante os últimos meses. Nada aconteceu desde uma semana antes da Ação de Graças. Não que eu sentisse falta deles, mas por que eles foram embora e por que voltaram agora? — November! — Asher grita da porta da frente. Eu saio do balcão e começo a abrir a porta do banheiro quando ela é empurrada e bate em minha cabeça. — Merda! — Eu grito, minha mão indo para minha testa, onde a porta me acertou. — Jesus Cristo! Querida, você está bem? — Eu não sabia se estava bem. Eu sabia que minha cabeça doía muito. Quem diabos abre uma porta com tanta força? — Deixe-me ver, — diz ele, tirando minhas mãos de meu rosto. — Merda! — Ele grita e sei pelo olhar em seu rosto que eu não quero ver. Agora tenho uma dor de cabeça em cima de toda a outra merda. — Eu sinto muito, querida. Estou tão arrependido. — Ele parece realmente chateado. Eita doeu, mas não sangrava. Quão ruim poderia ser? Viro-me para o espelho e quero rir. Eu tenho uma marca vermelha e roxa brilhante no centro de minha testa. Pareço o Harry Potter. Eu começo a rir e os olhos de Asher estreitam. — Essa merda não é engraçada. Eu poderia ter realmente lhe machucado. — Eu sei disso, — eu estalo. — O que diabos você é? O Incrível Hulk ou algo assim? Sério, quem abre a porta de um banheiro assim?


— Meu pai apontou que você estava aqui. Nem sequer pensei. Eu só tinha que ter certeza que você estava bem. Agora eu me sinto mal. — Desculpa, só dói — eu digo baixinho, sentindo-me como uma cadela total. Ele sempre se preocupa. Mesmo quando eu estou segura, ele preocupa-se, por isso, agora que estou em perigo eu poderia muito bem algemar-me a ele. Ele beija a marca. — Então, por que você está rindo? — Pergunta ele, abraçando-me. — Eu estava rindo porque pareço o Harry Potter. — Seus olhos voltam-se para meu rosto e seus lábios contorcem-se. Eu olho para ele. — Agora eu terei que deixar a franja crescer para esconder, então eu não precisarei ouvir seus irmãos e as piadas estúpidas que eles farão sobre isso — eu digo, apontando para minha testa. — Eles te amam — eles amavam, eu sabia que eles amavam. Nós tornamonos grandes amigos. Eu sabia que se Asher não estivesse por perto, eu poderia contar com qualquer um deles para ajudar-me com o que estivesse errado. E eles não eram pervertidos, apenas fraternais. Por isso, eu estava agradecida. Agora Sven era uma história diferente. Ele deixava-me desconfortável. Não tinha certeza se era porque ele era bonito, ou se era apenas ele como pessoa. Às vezes, a forma como ele olhava para mim ou as palavras que usava parecia que ele estava dando em cima de mim. Mas eu vi-o em ação quando Asher e eu encontramos os rapazes e ele no bar. Sei que quando ele vai para uma menina, ele não esconde nada. Ele é superagressivo e as mulheres ainda o envolvem como uma colmeia de mel. Um dia, quando ele conhecer uma garota por quem se interesse, ela terá que ser muito forte para poder lidar com a personalidade dele. — Eu sei que eles me amam — eu resmungo. — Está tudo bem? — Sr. James pergunta de fora da porta. Eu afasto-me de Asher, abro a porta e o Sr. James olha para mim. — Que porra é essa? — Ele pergunta, olhando para Asher. — Estou bem. Só preciso colocar um pouco de gelo sobre isso e tomar uma aspirina — eu digo, pisando em torno dele. — Como isso aconteceu?


— É porque seu filho é o Incrível Hulk ou ele tem uma coisa pelo Harry Potter — eu digo sobre meu ombro. Dando risada quando ouço Asher gemer. — É minha culpa, — diz Asher, pegando-me e colocando-me no balcão, retirando-me de onde eu estava de pé em frente à geladeira. — A porta bateu nela quando a empurrei para chegar até ela — eu vi-o ir à gaveta e pegar um saquinho depois voltar para a geladeira. Ele preencheu-o com gelo, em seguida o envolveu em uma toalha de cozinha, trouxe para mim e apertei-o em minha cabeça. — Obrigada, querido — murmuro. — De nada, querida. Sinto muito seu dia estar uma merda. — Eu também — ele beija minha têmpora e olha então para seu pai, mas seus olhos param nas rosas que estão em cima do balcão. — Um cara entregou essas? — Ele pergunta. Engulo e olho para o pai de Asher. Ele não contara a ele sobre o cartão. Sr. James olhou para mim, em seguida, para Asher. — O que você não está me dizendo? — Asher pergunta a seu pai. — Quando cheguei, November saiu e encontrou um cartão. — Onde ele está? — Asher pergunta e posso ver seu corpo expandindo-se, encolhendo os músculos sob a camisa. Sr. James entrega a Asher o cartão que agora está dentro de um saco zíper. O cartão está aberto para que possa ver o interior e fora dele. Asher olha a parte da frente e vê que é uma imagem de Nova York, em seguida, ele vira o saco e posso dizer que ele usa todo seu controle para não rasgar a coisa pela metade. — O que isso significa? — Asher grunhe. Ele soa selvagem e nada como ele. Pego meu telefone e pesquiso no Google as palavras que estão escritas no cartão. — O poeta que escreveu na parede de minha sala de estar também escreveu este poema — digo a Asher e ao Sr. James. — Sabemos que o outro poema chama-se November. E esse? — Asher perguntou. — Antecipação — eu digo a eles e um arrepio percorre minha espinha quando leio o poema. “Eventos futuros lançam suas sombras antes Eu tive uma visão na luz do verão Tristeza estava nela e em minha visão interior


Dores com imagens tristes. O toque de lágrimas esguichou por meu rosto, Ele descobriu aflições de anos Lançando suas sombras sobre horas de sol. Oh, não havia nada triste em flores. Almejando os olhares de um sol de abril, Ou as flores da maçã abrindo uma por uma seus corações vermelhos Ou as palavras gorjeadas e as frases ilegíveis de pássaros alegres; Ou o pequeno brilho e os zumbidos das asas Das moscas douradas e muitas coisas coloridas Oh, estes não eram nada tristes Nem vê-la, sentada sob a confortável celeuma Das primeiras folhas – lançam sua graça lúdica Das sombras movendo-se em um rosto de modo justo Nem em sua testa serena Nem no amor de seus olhos suaves bebendo a luz acima Com um longo desejo ardente Nem em seu sorriso gentil Nem em sua mão que brilhava o vermelho-sangue Enquanto ela se erguia ao sol. Todos estes eram muito queridos ao coração e olho Mas um medo invisível Balançou as árvores e refrigerou o ar, E se um ponto ria mais brilhante Lá minha alma mais afundava e escurecia em desespero! Como se as sombras de uma sala com cortinas Assombrasse-me sob o sol Como se a flor das primeiras flores não tivesse doces para mim, Nem as flores da maçã qualquer rubor para ver Como se a hora trouxesse um dia muito brilhante E passarinhos fossem todos muito alegres! – Muito alegres Como se a beleza daquela Encantadora Fosse uma fábula. – Completa antes do sol


Levantou a Morte e lançou uma sombra muito antes, Como uma mortalha sombria a circundando, Até que os olhos e lábios e sorrisos, não fossem nada mais!” — Isso soa muito mais ameaçador do que o último poema que ele deixou, — diz Asher, olhando para o pai. Eu olho para o Sr. James e noto que seu rosto está inexpressivo. — O que nós faremos? — Eu preciso que November me conte sobre a entrega e qualquer coisa que ela consiga se lembrar de quando foi atacada em Nova York. Também preciso saber se qualquer um de vocês notou alguém estranho ou alguém que lhe deixou desconfortável — eu olho do pai de Asher para ele e vejo que seu corpo ainda está pronto para o ataque. Eu inclino-me para frente em cima do balcão e agarro sua camisa na parte de trás e arrasto-o para mim. Depois que ele está próximo, envolvo meus braços em torno de sua cintura e coloco minha cabeça em suas costas. Sinto suas mãos descansarem em cima da minha, então ele respira fundo e seu corpo relaxa. — Preciso ir até o carro e pegar meu caderno de anotação. Quando eu voltar, podemos conversar. Asher gira, de frente para mim e puxa-me para perto dele. — Eu realmente sinto muito sobre isso — murmuro em seu peito, deixando seu cheiro relaxar-me. — Não se desculpe por isso. Não é culpa sua. — Talvez eu devesse sa... As palavras nem mesmo tinham saído de minha boca e ele cortou-me. — Nem pense em me deixar, porra. — Seus braços ficam superapertados em volta de mim, como se ele esperasse que eu fosse desaparecer no ar. — Eu seguirei seu rabo e arrastá-lo-ei de volta aqui. Eu quero que você me escute. — Suas mãos seguraram meu rosto e seus lábios aproximaram-se de mim. — Papai está nisso. Eu estou nisso e agora colocarei Kenton neste assunto. Nós vamos descobrir o que está acontecendo e quem está fazendo isso. E enquanto nós fizermos isso, você estará segura. — Eu morreria se algo acontecesse com você por minha causa — eu sussurro meu maior medo e, em seguida, planto meu rosto em sua camisa.


— Querida, — diz ele, passando a mão em minhas costas. — A pior coisa que poderia acontecer é você me deixar e eu não saber se você está bem. Eu não deixarei nada acontecer com você e garantirei que nada aconteça comigo também. Você acha que eu deixaria algo acontecer comigo sabendo que há cerca de seis caras que eu conheço que esperam para tomar meu lugar? — Você sabe que você é louco, certo? — Eu pergunto com toda a seriedade. Só ele diria que uma das razões pelas quais permanecia seguro é que homens nãoexistentes aleatórios tentariam me levar. — Não, eu sou egoísta. Eu conheço quem dorme a meu lado todas as noites. Você é minha, November. Até o dia em que deixar esta terra, você é minha. E levo minha responsabilidade muito a sério — o que eu poderia dizer sobre isso? Antes de dizer qualquer coisa, seu pai surge na porta da frente trazendo um notebook e um arquivo. — Tudo bem, vamos começar — diz James, colocando seu material na ilha e puxando o banquinho para sentar-se. Asher beija minha testa, em seguida, salta a meu lado no balcão, agarrando minha mão. Digo a eles sobre a entrega, em seguida, sobre o ataque. Então me lembro das rosas que estavam do lado de fora da porta do apartamento quando cheguei a casa do hospital. Eu nunca havia recebido flores e minha mãe recebia-as o tempo todo de qualquer homem que ela estivesse saindo, então eu presumi que eram para ela. Levei-as para dentro do apartamento e deixei-as sobre o balcão. Nunca sequer pensei nelas novamente até aquele momento. — Rosas brancas — eu sussurro para mim mesmo. — Perdão? — Sr. James pergunta. — Rosas brancas foram deixadas do lado de fora de minha porta do apartamento depois que eu fui atacada. Mas não acho que elas eram para minha mãe. — Por que diz isso? — Sr. James pergunta e lembro-me do rosto chocado de minha mãe quando ela abriu o cartão. — O cartão dizia, “Eu sinto muito”. Ambas presumimos que fosse do cara que ela estava saindo, o que me levou para o hospital. Que ele estava arrependido pelo que aconteceu comigo. Mas eu lembro que ela parecia chocada com o pedido de desculpas. Tipo, não sei, que ele não faria isso, sabe? Como se ele não fosse de


pedir desculpas. Quando eu arrumava meu carro mais tarde naquela noite, o mesmo namorado que eu pensei ter enviado as flores parou para deixar Beast. Ele ficou com ele enquanto eu estava no hospital. Ele não queria que ele acabasse no abrigo. Ele fez-me prometer com o mindinho que se eu fosse dar Beast, ele teria preferência. Lembro-me de pensar que ele era um cara muito bom e esperar que funcionasse para ele e minha mãe. Ele abraçou-me, em seguida, entrou no carro e foi embora. Pensei que ele talvez estivesse ocupado. Saí alguns minutos depois dele, então não tenho certeza do que aconteceu com ele e minha mãe. — Eu vou precisar do número de sua mãe e as informações de contato do detetive de Nova York que trabalhou em seu caso — diz James e aceno com a cabeça em concordância. — Eu tenho um amigo que esteve investigando as coisas — diz Asher e olho para ele. Eu nunca soube disso. Nós conversamos sobre o que aconteceu comigo, mas ele nunca me disse nada sobre alguém investigando. — Você tem? — Pergunto, imaginando quando ele pediu a alguém para investigar. — Sim — isso foi tudo o que ele disse, puxando-me mais perto para que pudesse beijar minha testa. — Ok, — eu digo lentamente. — Quando você me contaria sobre isso? — Agora. — Você não acha que eu deveria saber sobre coisas como essa? — Você sabe agora. — Eu estreito meus olhos e ele traz minha mão para a boca, beijando meus dedos que estão enrolados em torno dele. — Nada aconteceu nos últimos meses. Nós nem mesmo tínhamos certeza se o arrombamento tinha algo a ver com o que aconteceu em Nova York — esse é um bom argumento. Nós não sabíamos nada. Nem sei por que eu me importava. Eu estava grata por ele estar investigando. — Eles descobriram alguma coisa? — Eu pergunto, esperando que se algum detetive estivesse usando suas habilidades, então eu não precisaria viver meus dias preocupada com minha vida estar em perigo, ou pior, ter Asher ou qualquer um de nossos familiares em perigo. — Nada de novo. Eles sabem que foi um incidente isolado. — Então, eles têm alguma ideia de por que isso está acontecendo?


— Não, querida. — Você acha que alguém está me perseguindo? — Eu pergunto, olhando para Asher, em seguida, seu pai. — Eu não tenho certeza do que está acontecendo. E antes de eu chegar a conclusões precipitadas, preciso falar com o florista que entregou as flores e perguntar sobre a pessoa que fez o pedido. Então eu preciso entrar em contato com sua mãe e descobrir o que ela se lembra da noite de seu ataque. Também preciso entrar em contato com o oficial que lidou com seu caso e ver se existem casos semelhantes ao seu. — Asher já descobriu isso. Eles disseram que foi isolado. — Sim, eles disseram, mas ele falava sobre o ataque. Eu falo sobre as flores e as mensagens — diz o Sr. James. — Esperto — eu sorri para ele e ele balançou a cabeça, rindo. — Enquanto isso, eu quero que você seja mais cautelosa quando sair. Também preciso que você faça uma lista das pessoas com quem você namorou. Pode haver alguém que não estava pronto para o término do relacionamento. — Isso é simples. Eu namorei meu ex-noivo e Asher. — Eu falo de alguém com quem você saiu, mesmo que não fosse sério. — Eu sei e foi apenas meu ex e Asher. Nunca namorei na escola. Minha mãe queria que eu trabalhasse e se eu não estava trabalhando, eu deveria estar em casa. Eu conheci meu ex durante meu segundo ano de faculdade e namorei-o até o pegar com minha mãe. Após terminar com ele, eu precisava de um tempo e nunca realmente estive interessada em alguém, então eu não namorava. Antes de o ataque acontecer, minha chefe fez-me inscrever-me em um serviço de namoro, então eu fiz isso, mas ainda não chequei a atividade dessa conta. — Você tem as informações da conta? — Asher pergunta e posso ver sua mandíbula apertar. — Sim, está em minha agenda. — Então, você não pensou em fechar a conta, assim que nos conhecemos? Revirei os olhos e olhei para ele, querendo determinar se ele falava sério. — Eu nem sequer pensei. — Seus olhos estreitaram-se. — O quê? Você manteve-me ocupada, — eu grito, jogando minhas mãos no ar. — Desculpe-me se não pensei em um site de namoro que eu nem sequer quis ser um membro.


Eu ouvi o Sr. James rir do outro lado da cozinha e olho para cima ao mesmo tempo em que Asher. Sr. James colocou as mãos diante de si em um gesto para permanecer para trás e riu mais alto. Eu ri e os olhos de Asher viram para mim. — Você acha que isso é engraçado? — Hum... não? — Minha resposta soou como uma pergunta e comecei a rir alto. — O que eu lhe disse sobre rir de mim, querida? — Ele pergunta. Vejo o olhar em seus olhos, então pulo do balcão e começo a correr para ficar longe dele. Infelizmente, as pernas dele são mais longas e sua velocidade maior, então eu não tive a chance de escapar antes de estar deitada no chão e seu grande corpo prender-me debaixo dele, fazendo-me cócegas. Minha cabeça batia para frente e para trás. Eu imploro para ele parar e, então, Beast vem, não para me ajudar, mas para ajudar Asher em sua tortura. Ele lambe meu rosto enquanto Asher faz cócegas em minhas costelas. — Você fechará a conta? Ele mantém as cócegas. — SIM! — Eu guincho meu acordo acerca do site de namoro. — Por favor, pare. Eu vou fazer xixi — finalmente fui capaz de dizer uma frase completa. Ele parou imediatamente. Pulei e corri para o banheiro sem olhar para trás. Quando volto para a cozinha, eu ouço Asher e seu pai conversando. — Eu quero essa merda feita. — Chame Kenton e peça para ele fazer de November uma prioridade. Você sempre a pode enviar a ele para manter a segurança — hum, isso é interessante. Fiquei perguntando-me o que Kenton faz, mas cada vez que perguntava sobre isso, eu não obtinha nenhuma resposta. Sua risada não tinha nenhum humor. Então, ele respondeu: — Ele conheceu November na festa de Natal e preparava-se para ir para o golpe Kenton quando eu disse a ele que ela era minha. — Ele nunca cruzaria a linha e você sabe disso. — A única coisa que eu sei é que eu quero essa merda feita. — Ele rosnou. — Sou muito egoísta para mandá-la embora. Eu não seria capaz de funcionar sabendo que ela está com Kenton. — Ouvi-o tomar um fôlego. — Se as coisas se agravarem, eu vou levá-la para a cabana. — Seu primo é um bom homem. Ele também é um dos melhores no que faz.


— Eu não dou a mínima. Você não estava lá. Você não viu o modo como ele olhou para ela. Eu conheço Kenton melhor do que ninguém. E a menos que algo mais aconteça, ela fica aqui comigo. — Seu ciúme pode acabar machucando-a — seu pai sussurra e meu coração começa a bater em dobro. — Eu nunca deixaria que nada acontecesse a ela. Eu tenho a porra de minhas razões para não confiar em alguém com ela. — Eu precisava parar de espionar, mas era como se eu estivesse colada no local. — Nós nem sequer sabemos o que está acontecendo. A única coisa que sabemos é que ela foi atacada em Nova York. Isso pode não ter nada a ver com o que está acontecendo aqui. — O cartão mostra o horizonte de Nova York. Acho que quem está fazendo isso a conhece de Nova York. Não sabemos se o ataque e as coisas acontecendo aqui estão conectados, mas desde que ela chegou ao Tennessee, ela teve duas ocorrências separadas onde deixaram poesias para ela. A coisa é confusa. Nós só precisamos limpar isso e colocar os pedaços juntos. Eu vou à cidade para o florista. Vou ligar e deixar você saber se eu descobrir alguma coisa. Eu podia ouvir a frustração na voz de Asher. — Nesse meio tempo, eu falarei com meu amigo em Jersey e direi a ele sobre o que aconteceu hoje. Saí de meu esconderijo na sala assim que o Sr. James abriu a porta da frente. Ele inclinou a cabeça em minha direção, seus olhos suaves em mim. — Eu quero que você seja extremamente cuidadosa. — Eu poderia dizer que seu tom de voz não era o de xerife, mas sim de um homem cuidando de mim como uma filha. — Se você sair, você precisa prestar atenção em quem está a seu redor. Se alguém lhe deixar até um pouco desconfortável, vá a algum lugar onde há um monte de gente e ligue para mim ou um de meus meninos. Como eu disse a Asher, toda esta situação é uma bagunça. Só preciso ver se posso descobrir qualquer coisa até colocar tudo em ordem. Nesse meio tempo, fique segura. — Obrigada por tudo — eu ando até ele e abraço-o ao redor da cintura. Ele dá-me um abraço de um braço, o outro braço ocupado com seu notebook, seu saco de plástico com o cartão dentro e um copo de café. — Tenho certeza que Susan passará em breve e vai querer ver por si mesma que você está segura — ele não estava errado. Susan era uma Mamãe urso e muito protetora de seus filhotes. Desde minha entrada na família, ela tomou-me sob seus


cuidados e tornou largamente conhecido que, se você mexesse comigo, você teria que lidar com ela. — Ok — eu murmurei. Minha verdadeira mãe pode não me querer, mas Susan ama-me e ela é melhor do que qualquer coisa que eu poderia pedir em uma mãe. Os irmãos de Asher estão sempre me dando trabalho, dizendo-me que sou uma puxa-saco. Eu não me importo. Asher engancha-me em volta de minha cintura, puxando minhas costas a sua frente. — Falo com você em breve, pai, — diz Asher, arrastando-nos para a porta conforme seu pai a fechava atrás dele. Ele trancou e virou-me, as mãos emoldurando meu rosto. — Você está bem? — Eu posso ver a preocupação em seus olhos. — Estou bem. Só quero saber quem está fazendo isso e por quê. — Eu também, querida — diz ele, colocando sua testa contra a minha. — Sou eu, ou aquele poema é totalmente assustador? — Eu sussurro. — Não é só você. — O que você acha que isso significa? — Não sei, querida — ele disse calmamente. Envolvo meus braços apertados em torno dele e seguro. Posso dizer que ele odeia isso mais do que eu.


— Tchau — eu digo olhando acima de meu ombro enquanto saía do Temptations. — Tchau, querida — Liz grita através da porta aberta de sua loja. Levanteime cedo para encontrar Liz para o café e explicar a ela sobre o que aconteceu ontem. Ela sabia que eu recebi flores ontem, porque liguei para ela e todo mundo que eu conhecia, para ver quem as enviou. Ela, como todos os outros, disse que não enviou nada e perguntou por quê. Eu não poderia explicar a situação no momento. Além disso, a cada telefonema, eu ficava mais e mais com medo e era muito assustador contar a alguém sobre o que aconteceu. Então o Sr. James apareceu e encontramos o cartão. Então, eu sabia que era mais do que apenas um gesto simpático de um amigo. Depois que o Sr. James saiu, Asher arrastou-me para dentro do escritório, sentou-me à mesa e fez-me entrar no site de namoro online. Ele arrastou-me para fora da cadeira, sentou-se e puxou-me em seu colo. Remexi no site e olhei para qualquer comunicação que recebi de caras. Eu cliquei em meu perfil e a imagem que eu usara apareceu. Resmunguei algumas vezes durante a leitura de algumas das informações que postei. Fomos para a seção onde as pessoas que me contataram deixaram mensagens. Fiquei surpresa com a quantidade de respostas que recebi. Algumas eram normais, outras perturbadoras. As normais eram apenas, gostaria de jantar comigo? Outros eram, gostaria de me encontrar para ter relações sexuais? Aquelas me surpreenderam. Nunca soube que as pessoas usavam a internet para situações de uma noite só. Uma vez que ele se convenceu de que ninguém do website estava me perseguindo, ele cancelou minha conta. Sentei-me em silêncio em seu colo o tempo


todo, enquanto ele clicava no computador, lutando contra o riso que se preparava para explodir de mim. Quando ele terminou e o computador foi desligado, eu vireime para olhar para ele. — Toda minha — ele resmungou e eu já não podia segurar. Eu comecei a rir. — Você é um homem das cavernas — eu disse beijando-o.

*~*~* — Oh meu Deus. Sinto muito — eu pedi desculpas para a pessoa em quem esbarrei. A mulher resmungou e seu corpo abaixou-se para pegar um arquivo. — Você precisa ver aonde você vai — eu conhecia aquela voz. Meu corpo congelou. — Mãe? — Eu sussurrei em choque completo quando a cabeça subiu. Seu cabelo estava diferente, um pouco mais longo. Eu podia ver algumas rugas ao redor de seus olhos. Ela provavelmente teve que cortar seus tratamentos de Botox agora que eu não estava lá para ajudá-la com dinheiro. — November — ela disse e deu um breve aceno de cabeça, mas não disse mais nada. Ela usava seu vestuário habitual. Calças pretas de perna larga, uma blusa lavanda que eu sabia que era de seda real e sapatos pretos brilhantes dominatrix. Bem, era assim que eu os chamava. O salto parecia poder ser usado como uma arma. Eu também sabia que esses sapatos tinham um fundo vermelho. Um de seus ex-namorados comprou para ela antes de sua esposa descobrir que ele mantinha outra mulher. Ela disse a ele que se ele continuasse com o caso, ela deixá-lo-ia limpo. Esse foi o último presente que ele deu a minha mãe e a única coisa que ela mantinha. Todas as joias e bolsas caras que ele comprou para ela foram penhoradas. Bem, qualquer joia ou bolsas que alguém comprou para ela foram para loja de penhores. Ela nunca manteve nada, exceto roupas, a menos que tivesse as etiquetas. Então, ela receberia o dinheiro de volta ou obteria um crédito da loja para o item e encontraria outra coisa da qual ela gostasse mais. — Mãe, o que você faz aqui? — Eu pergunto, começando a surtar. Não quero que meu pai a veja e realmente não quero que minha avó a veja. Eu olho em volta para ver se há alguém que eu conheço e para minha sorte, as ruas estão tranquilas.


— Bem, é bom ver você também — ela responde. Seu tom de voz diz que não é bom me ver. — Desculpe, eu estou surpresa. Quer dizer, eu tentei ligar para você e você não retornou nenhum de meus telefonemas. — Você abandonou-me por seu pai. Ele não queria ter nada a ver com você e você ainda me deixou por ele — ótimo, agora como faço para lidar com isso? Meu pai não me abandonou. Minha mãe escondeu-me dele, mas eu realmente não quero entrar em uma discussão com ela no meio da praça da cidade. A palavra viaja rápido nesta cidade e não quero que minha família sequer saiba que ela esteve aqui. — Mãe, por favor. Eu não lhe abandonei. Você sabe o que aconteceu comigo. Eu não mais poderia ficar em Nova York. Vejo-a revirar os olhos, ignorando completamente meu ataque. — Esse tipo de coisa acontece todos os dias na cidade, November. Não seja a rainha do drama. Oh meu Deus. Quero gritar na cara dela. Eu sei que coisas ruins acontecem na cidade. Vivi lá toda minha vida. Eu assisti ao noticiário e li o jornal. Mas isso não aconteceu com outra pessoa. Isso aconteceu comigo, sua filha, alguém que ela deveria amar e cuidar. — Mãe, eu poderia ter morrido. Poderia ter sido estuprada. Você ouviu o que a polícia disse. E confie em mim, eu sei que coisas ruins acontecem, mas eu não me sentia mais segura lá. — Eu respiro fundo. — Você não respondeu minha pergunta. Por que está na cidade? Está tudo bem? Ela balança a cabeça e aperta os lábios em uma linha reta antes de me responder. — Está tudo bem. Eu tinha que ver o advogado na cidade para algo que não lhe diz respeito — eu fico curiosa sobre seu encontro com o advogado, mas não vou perguntar a ela sobre isso. Eu quero que ela saia antes que alguém a veja. Eu tomo uma respiração, esperando que a resposta a minha pergunta seguinte seja um grande não. — Você está na cidade há muito tempo? Ela olha em volta e torce o rosto em desgosto. — Não, foi uma viagem de um dia. Meu voo sai em poucas horas — bem, graças a Deus. — Ok — isso era tudo que eu podia dizer. Eu não estava triste por ela ir embora. — Parece que você se encaixou aqui, com essas pessoas — diz ela, olhando por baixo do nariz para mim. As palavras essas pessoas foi dito como se eles não


fossem, de fato, pessoas, absolutamente, mas uma raça alienígena secreta tentando dominar o mundo. Ela dá um passo para longe de mim, puxando sua bolsa mais perto de seu corpo como se eu pensasse em arrancá-la de suas mãos e descer correndo pela rua com ela. Eu quase ri. Olho para o que estou usando e eu encaixo-me aqui. Eu tenho um par de jeans escuro e camisa de manga longa preta com um protuberante colete rosa sobre ela. E em meus pés, eu tenho um par de botas pretas lisas. Eu pareço normal. Não normal do tipo New York Upper West Side, mas normal do tipo Tennessee. — Obrigada — eu sorrio. Ela bufa um suspiro, em seguida, olha em volta. Obviamente, eu não dei a resposta que ela queria. — Eu preciso ir — diz ela e sinto lágrimas cutucarem meu nariz. Estúpido, eu sei, mas ela é a única mãe que eu tenho e odeio não sermos próximas. Por toda minha vida, eu desejei que ela agisse como se se importasse comigo. Matou-me cada vez que ela provou que ela nunca faria isso. — Ok, tenha um bom voo — murmuro, percebendo que não sou mais uma criança. Não tenho de explicar às pessoas por que minha mãe nunca esteve ao redor como todas as mães das outras crianças. Perceber que eu tenho família e amigos aqui, pessoas que me amam, dá-me força. Ela não tem parte em minha vida. Eu não preciso dela. Com esse pensamento em minha cabeça, eu contornoa, descendo a calçada para meu carro, entro e ligo para Asher. — Olá, querida. Estou no meio de algo. Posso ligar para você de volta? — Não. Uh... hum... isso não é necessário. Só queria te dizer que eu te amo. — Você está bem? Você parece assustada. — Estou ótima, na verdade. Realmente, realmente ótima — eu digo sinceramente. Eu conheço a felicidade por causa dele, de sua família e da minha. Ele está quieto e ouço-o respirar. — Eu também te amo, querida — sua voz soa rouca. — Bom — eu sussurro, fechando os olhos. — Bom, — ele sussurra de volta. Ele fica quieto um minuto, depois ele me diz: — Eu verei você em casa. — Ok — eu sussurro novamente. — Mais tarde — ele riu e fez-me rir.


— Sim, mais tarde — eu desligo antes de ficar ainda mais idiota. Olho no espelho retrovisor e vejo meu sorriso. Vou para casa. Casa. Para uma casa que eu tenho com Asher e Beast. Coloquei meu carro em sentido inverso e dirigi.

*~*~* — Não — eu lamento para Asher, que está atrás de mim na cama. É sábado e pela última hora ele esteve tentando levantar-me. Eu estou pronta para estrangulá-lo. — Querida — ele ri, empurrando o rosto em meu pescoço. — Asher, eu estou dizendo a você agora, se você não me deixar em paz, eu vou matar-lhe. — Isso não é muito bom — ele ri. — Eu não me importo. Vá embora. Nossa, você tem três irmãos e um barco carregado de amigos. Você não consegue encontrar alguém para incomodar? — Eu não chamarei nenhum deles para tomar banho comigo. — Oh meu Deus! — Eu grito. — Vá embora. Eu estou dormindo — enfio a cabeça debaixo de meu travesseiro, tentando bloqueá-lo. — Você parece acordada para mim — ouço sua resposta abafada e posso dizer que ele está sorrindo apenas pelo tom de sua voz. — É isso aí — eu rolo e sento nele de pernas abertas. Seu rosto ilumina-se e ele sorri. Eu sorrio de volta, em seguida, pego meu travesseiro e seguro-o sobre sua grande cara estúpida. Suas mãos correm até meu lado e começam a fazer-me cócegas. Quando eu finalmente grito por misericórdia, nós dois respiramos pesadamente. — Agora, você tomará banho comigo? — Pergunta ele, com os olhos brilhando de tanto rir. — Você está seriamente implacável, você sabe disso, não sabe? — Eu gosto de tomar banho com você — ele dá de ombros. Balancei minha cabeça e comecei a rir. — Não, você não gosta. Você gosta de gozar no banho.


Seu rosto fica sério e prendo a respiração. — Não! — Sua voz é baixa. — Gosto de cuidar de você. Eu posso foder-lhe a qualquer momento. Eu nem sempre sou capaz de cuidar de você. Eu sinto meu rosto suavizar. Engulo o caroço em minha garganta, em seguida levanto a cabeça, pressionando a boca na dele. — Vamos tomar banho — eu sussurro contra seus lábios. Ele leva-me para o banheiro e toma seu tempo cuidando de mim. Então, eu cuido dele. É lindo. De pé no balcão da cozinha, eu assisto Beast comer enquanto eu termino meu café. Asher vira a esquina vestindo seus jeans superlavados que ficam pendurados baixo na cintura, sem meias e a camisa que vai vestir em sua mão. Minha boca fica seca. Aperto minha mão em um punho a meu lado para evitar estender a mão e passá-la no peito e abdômen. Ele balança a cabeça e eu sei que ele sabe o que eu estou pensando. É realmente injusto. Ninguém deveria ter tanto poder sobre outra pessoa. Uma vez que ele me alcança, ele inclina-se e beija-me suavemente. Em seguida, ele beija meu nariz e agarra uma caneca atrás de mim para fazer uma xícara de café enquanto me pressiona contra o balcão. Sua mandíbula tem barba de alguns dias, o que faz seu rosto parecer mais robusto e algo sobre aquele olhar faz minha barriga derreter. Não posso evitar, então eu corro meus dedos de seu cabelo para o lado de seu rosto, sentindo meus dedos formigarem. Lembro a sensação dessa barba esfregando entre minhas coxas. Aperto as pernas juntas e solto minha mão. — Você está bem, querida? — Eu aceno, mas não digo nada. Estou feliz, mais do que feliz. Alguns dias, eu acordo e pergunto-me como passei os primeiros vinte e cinco anos de minha vida. Não tinha ideia o que era a verdadeira felicidade. Ou talvez aquilo fosse a felicidade e agora eu estou vivendo em êxtase. — Parece que você está realmente viajando em seus pensamentos. O que está acontecendo? — Pergunta ele, dando uma mordida em um bagel. — Nada. — Eu sorrio. — Então, o que faremos hoje? Podemos ir andar de moto? — Pergunto animadamente. — Não, alguém virá em uma hora — diz ele, limpando a boca.


— O... k — eu digo devagar, esperando que ele me diga quem virá. Ele não diz nada, apenas sorri. — Então, quem é? — Eu pergunto após ele ainda não dizer nada. — Você verá — ele dá de ombros. — Então, você não me dirá quem é? — Não, — ele diz, colocando o copo e o prato na pia, sem enxaguar. Ele começa a afastar-se, então eu limpo minha garganta para chamar sua atenção. Quando ele olha para mim, eu aceno com a cabeça na direção da pia e ele levanta as sobrancelhas. Então, eu aceno com a cabeça na direção da pia novamente. — Você tem um tique, querida? — Pergunta ele, sua boca contraindo-se. Apertei os olhos. — Não sou sua empregada doméstica, Asher. — Ele sorri completamente, dando-me a covinha, em seguida caminha para a pia, pega seu prato e copo, ainda sem os enxaguar e coloca-os na lava-louças. — Você tem que os lavar antes de os colocar na lava-louças — eu digo a ele, sentindo-me e parecendo uma chata total. — É uma máquina de lavar prato — diz ele devagar, andando em minha direção. — Si... — antes que eu pudesse terminar, sua boca está na minha. O beijo é profundo, molhado e tão gostoso, que quando ele se afasta, minhas mãos estão em volta de seu pescoço e minhas pernas estão em torno de seus quadris. Estou em uma névoa Asher tão profunda que ele poderia me dizer que não é uma máquina de lavar louça, mas um forno micro-ondas e eu concordaria com ele completamente. Meus olhos abrem-se. Ele olha para mim com um sorriso arrogante e resmunga: — Isso é melhor — então ele aperta minha bunda em suas mãos, colocame no balcão e sai da cozinha, vestindo sua camisa enquanto caminha. — Caramba, — eu sussurro. Beast olha para mim, grunhindo, em seguida, caminha para sua cama de cão e deita, completamente decepcionado com minha falta de força de vontade. — Não é minha culpa, — murmuro para meu cão. Ele deixa escapar um suspiro e fecha os olhos, dispensando-me completamente. — Não é — eu digo, ainda resmungando. Eu saio do balcão, pego os pratos de Asher da máquina de lavar louça, lavo o creme de queijo para que ele não endureça no prato,


lavo o copo, em seguida, coloco-os de volta na lava-louças. O tempo todo, eu estou sorrindo. Vou para o quarto vestir-me. Puxo um par de leggings e escolho uma camisa creme solta, de ombro caído e jogo em cima uma grande camisa preta aberta na frente. Eu sei que Asher diz que ama meu corpo, mas preciso parar de comer tudo o que é colocado em minha frente antes que eu precise de um guarda-roupa totalmente novo. Ontem, eu tive que deitar para fechar meu jeans e vamos apenas dizer que andar por aí o dia todo e ter meus dedos formigando pela falta de circulação é um perigo para mim e para os que me rodeiam. Eu jogo-me na cama, exausta de vestirme. Eu estou tão cansada que sinto que eu poderia dormir até a próxima semana. Fecho meus olhos só para lhes dar um descanso. Eu sinto um toque leve como pena correr por minha bochecha. Meus olhos abrem lentamente e vejo o rosto de Asher. — Hora de levantar, dorminhoca. Nosso convidado está aqui. Respiro profundamente e alongo. — Ok, quem é? — Eu resmungo, pensando que este convidado tem que ser bem impressionante para interromper meu sono. — Você verá — ele sorri e puxa-me para fora da cama. Ele enfia-me debaixo do braço e caminhamos para a sala de estar, onde há um cara da idade de Asher. Ele está vestindo calça jeans e uma camisa preta com as palavras Crystal Clear Piscinas e Spas escritas em branco no peito de sua camisa. — Oh meu Deus! — Eu guincho e começo a saltar para cima e para baixo. Meu cansaço é uma memória muito distante. O cara dá um passo para trás e olha nervosamente para Asher para obter ajuda. Asher começa a rir. — Não se preocupe com ela, Jack. Ela faz isso quando fica animada — eu olho para ele e vejo que ele está pensando em quando me disse que me levaria no quadriciclo. Mordo meu lábio quando vejo seus olhos parecerem famintos. Jack limpa a garganta. — Prazer em conhecê-la, November — ele estica a mão e coloco a minha na dele. — Prazer em conhecê-lo, Jack, — eu digo, em seguida dou um passo atrás. — Desculpe por assustar você. Estou muito animada — murmuro um pouco envergonhada por minha explosão.


Asher puxa-me de volta para ele e seus braços envolvem-me, com o queixo apoiado em cima de minha cabeça. Sinto seu corpo tremendo com a risada silenciosa atrás de mim. — Acho que ele viu, querida. — Que seja — eu digo baixinho, perguntando-me se seria rude cotovelá-lo em suas costelas na frente de um convidado. Eu dou a Jack um grande sorriso depois que o vejo balançando a cabeça. — Então, vocês sabem o tipo de desenho que querem? — Jack pergunta, olhando entre nós. — Um, tem que ser à prova de crianças — eu digo, lembrando as exigências de piscina de Asher. As sobrancelhas de Jacks levantam. — Você terá um bebê, homem? — Ele pergunta e pergunto-me se no Tennessee é normal fazer uma pergunta tão pessoal a um estranho para quem você vai trabalhar. Em Nova York, essa pergunta certamente lhe causaria sua demissão, talvez até mesmo atirassem em você. Asher deve ter me sentido endurecer, porque ele começa a falar. — Jack e eu somos amigos desde o ensino médio, querida. Ele costumava passar todas as férias de verão com minha família na cabana. Agora ele é dono da companhia de piscina e spa de seu velho e faz trabalhos para nós quando temos um cliente que quer uma piscina em sua propriedade. Aceno com a cabeça, pensando que alguém deveria atirar em mim. Amigo de Asher e não algum estranho me viu pulando para cima e para baixo sendo uma idiota. — Então, você terá um bebê? — Jack pergunta de novo. — Ainda não — diz Asher, apertando-me. Não sei se suas palavras ou a falta de oxigênio são responsáveis pela tontura que estou sentindo. Jack acena com a cabeça. — Tudo bem, então o único pedido que você tem é a segurança das crianças? — Ele pergunta, olhando para mim. — Um... — eu não sei nada sobre piscinas, exceto como nadar em uma. Isto não é tão divertido quanto pensei que seria. — Você quer uma Jacuzzi, uma gruta, uma extremidade profunda? — Ele pergunta, olhando para mim com expectativa. — Hum — eu repito, sentindo-me uma idiota.


— Você tem quaisquer livros ou imagens de trabalhos que você fez que possamos olhar para ter ideias? — Asher pergunta e sou grata por ele ser inteligente. Eu caio nele com alívio e ele beija o topo de minha cabeça. — Sim, claro. Vamos para a mesa. — Gostaria de algo para beber? — Pergunto enquanto caminhamos para a cozinha. — Café seria bom, se você tiver. — Claro — eu ofereço uma xícara de café e pego uma para mim e Asher também. Coloquei açúcar e creme em cima do balcão, em seguida sentei entre Asher e Jack. — Então, esses são alguns dos projetos de piscina que fizemos no ano passado — ele pega três fotos. O primeiro parece um paraíso tropical. Tem toneladas de flores e plantas em torno dele. A piscina era azul brilhante com cimento cor de areia em torno dela. A segunda é uma piscina simples em forma de feijão, com uma área para cadeiras e uma mesa. A terceira é grande e tem duas áreas para banhos de sol. Tinha uma Jacuzzi, a qual você poderia acessar de dentro da piscina andando até um conjunto de escadas, ou poderia entrar de fora da área da piscina. Ela também tinha um lado raso onde poderia deitar e a água só teria cerca de doze centímetros de profundidade. Se tivesse filhos, você poderia ficar com eles nessa área. — Eu amei essa — aponto para a terceira fotografia. — Eu gosto dessa — diz Asher, indicando a primeira imagem. — Bem, podemos incorporar o que ambos gostam em sua piscina. — Incrível — eu sussurro. — Então, quando você pode começar? — Asher pergunta e eu viro minha cabeça tão rápido que estou surpresa que não voa pela cozinha. — Você não acha que devemos discutir preço? — Pergunto. — Você gostou? — Uh, sim — eu digo em um tom duh. — Então, nós ficamos com essa. — Eu gosto da piscina, querido, mas eu também gosto de diamantes. Ainda não compraria um sem saber o preço — eu digo em voz baixa.


— Eu compraria — diz Asher com uma cara completamente séria, fazendome dar um segundo olhar. — Eu garanto que o preço é competitivo, — Jack corta. — E você receberá o desconto de família. — Oh... oh — é tudo o que posso dizer. — Então, quando você pode começar? — Asher pergunta novamente e eu balanço minha cabeça. Eu não acho que é normal tomar este tipo de decisão em menos de vinte minutos. Os preços das instalações da piscina que eu vi em minha pesquisa on-line foram vinte mil ou mais. Isso parece ser um monte de dinheiro para gastar depois de olhar apenas três fotos. — Deve levar uma semana ou mais para obter a licença, então podemos quebrar o terreno. Depois começamos a cavar, deve levar cerca de seis a oito semanas para terminar. Vocês devem estar nadando no momento em que o clima mudar realmente. — Uau, isso é tão rápido — eu digo, sorrindo para Jack. Ele sorri e balança a cabeça, olhando por cima de meu ombro para Asher. — Você entendeu? — Jack diz, olhando para Asher. Olho para Asher, perguntando o que diabos ele está falando. Ele puxa-me para perto e beija minha têmpora. — Tudo bem, cara. Envie-me os planos, — diz Asher, de pé. — Informe-me quando você conseguir a licença e for quebrar o terreno. — Eu ligo para você ainda esta semana — diz Jack, colocando todas suas coisas em sua pasta. — Próximo fim de semana é o aniversário de minha Vó. Todo mundo vai esperar você — Asher muda de assunto e lembra Jack da celebração que está por vir. — Eu vou para Atlanta com Meg esta semana, mas devemos estar de volta a tempo para a festa, a não ser que a família dela a convença a ficar para o fim de semana. — Traga-a. — O quê? — Jack pergunta, empurrando sua pasta debaixo do braço e caminhando em direção à porta da frente. — Traga Meg.


— Trazer Meg? — Jack repete. — Sim, por que não? — Asher dá de ombros como se não fosse grande coisa. — Você odeia Meg — Jack diz, olhando para mim. Eu dou de ombros. Não tenho nenhuma ideia de quem Meg é ou qual é a história dela. — Não, eu odiava que Meg fosse minha amiga e tenha acreditado na besteira que aquela cadela lhe contou sobre ter meu filho. Então, eu estava chateado por ela confrontar-me na frente das pessoas da cidade sobre abandonar Joan depois que engravidou sem nunca me perguntar sobre isso em primeiro lugar. Para finalizar, ela disse a Joan onde eu morava, então quando eu cheguei a casa após estourar publicamente com Meg na cidade, eu precisei lidar com Joan sentada em minha varanda esperando por mim — uau, eu não gosto muito de Meg agora também. Como você pode afirmar que alguém é seu amigo, então acreditar em um estranho ao invés dele? — Então, você está me dizendo que superou essa merda? — Jack pergunta, parecendo entender por que Asher estava chateado. Eu acho que qualquer um entenderia por que Asher estava chateado. — Não, eu estou dizendo-lhe que sei que não é fácil escolher os lados e que estou disposto a trabalhar em meu relacionamento com Meg para que você não tenha que escolher. Jack pareceu aliviado. Eu poderia entender isso. Tenho certeza que não é fácil amar duas pessoas que não se dão. — Ok. Estaremos lá para a festa, — diz ele, abrindo a porta da frente. — Foi bom conhecer você, November. — Você também — eu digo enquanto a porta se fecha atrás dele. Uma vez que Asher tranca a porta, eu grito: — Teremos uma piscina! — E lanço-me para ele. — Não, eu terei verões cheio de você com nada além de um biquíni — diz ele, dando-me a covinha. — Ugh. — Eu torço o nariz. — Eu nunca usei um biquíni. — Bem, você não entrará na piscina sem um. — Ele olha para o teto, sorri, em seguida, olha de volta para mim. — Eu farei uma exceção para você, se você estiver em seu traje de nascimento13.

13

Expressão que indica que a pessoa está sem roupa.


— Claro que você vai, — eu digo sarcasticamente. — Quão generoso de sua parte. — Eu balancei minha cabeça. — Ei, o que você está fazendo? — Eu guincho de minha posição agora de cabeça para baixo. — Eu vou certificar-me de que seu traje de nascimento ainda se encaixa, querida. — Oh — eu sorrio quando ele me leva para o quarto e mostra-me seu traje de nascimento. Vamos apenas dizer que se encaixa perfeitamente. Eu não pergunto como está o meu, mas noto que ele não estava reclamando.


Eu não podia acreditar. Olhei para o calendário novamente, pensando que alguma coisa deveria estar seriamente errada. Mas cada vez que eu contava, dava a mesma coisa. Eu não só estava atrasada, eu estava A-T-R-A-S-A-D-A, como em três meses sem nenhuma menstruação. Eu sabia que minhas calças estavam mais apertadas, mas eu também comia como um porco. Agora eu sabia a razão pela qual eu comia como um porco e a razão para minhas roupas estarem apertadas. Se eu estivesse correta, eu estava grávida de três meses. — Puta merda — eu sussurrei para o topo da mesa onde minha cabeça caíra com um baque forte. Eu tomava injeção. Eu tomava injeção desde que eu tinha dezesseis anos e minha mãe obrigou-me a ficar no controle de natalidade. Ela rapidamente descobriu que eu não era muito responsável tomando a pílula, então ela fez minha babá levar-me para o hospital, onde eles me ofereceram diferentes formas de controle de natalidade. Escolhi a injeção só porque nunca precisava pensar nisso de novo depois de tomar. Obviamente, eu não pensei em nada. Não pensei sobre o fato de que eu não menstruara em três meses. Não pensei sobre minhas roupas ficando mais apertadas. Não pensei sobre estar me sentindo cansada. Não pensei em nada. Se eu não tivesse pensado em pegar minha receita para tomar outra dose da injeção, eu não pensaria sobre o fato de que eu não menstruara. Eu estrelaria esse show onde a menina diz, Eu não sabia que estava grávida até que senti o bebê saindo de minha vagina. Nenhuma mulher quer pensar que ela é tão fora de sintonia com seu corpo que não percebe que outro ser humano está crescendo dentro dela. Eu comecei a rir e, em seguida, um soluço saiu. O que Asher vai pensar? Sério, nós estamos juntos há apenas alguns meses. Eu precisava comprar um teste. Precisava de provas. Deixei minha cabeça bater


na mesa mais algumas vezes, esperando que fosse colocar minhas células cerebrais em ordem novamente. Liguei para Asher e disse a ele que eu estava deixando o clube, entrei em meu carro e comecei a missão de conseguir a prova. Liguei para Liz para ir comigo a Target. Seu trabalho era fornecer uma distração, caso nos deparássemos com alguém que conhecíamos dentro da loja. Deus sabe, se alguém da cidade me vir comprando um teste de gravidez, eles presumirão que eu engravidei de propósito e rumores correrão desenfreados. — Então, você está atrasada? — Liz pergunta, olhando para mim. — Atrasada é um eufemismo — eu digo a ela conforme caminhamos até o corredor da loja. É irônico os absorventes e os testes de gravidez estarem localizados na mesma seção. — Então, o que você fará se der positivo? — Ela levanta uma caixa, lendo a parte de trás. — Eu não sei — eu digo em voz baixa. — Bem, você sabe que ele a ama, então eu tenho certeza que tudo ficará bem — ela dá-me um sorriso tranquilizador. Eu sorrio de volta e escolho um teste. Eu pensei em colocá-lo em minha bolsa até chegarmos ao caixa, mas eu realmente não queria ser presa por furto, então eu coloquei debaixo do braço, tentando escondêlo. Indo para frente da loja, meu maior medo realiza-se. Trevor caminha virando a esquina. — Ei, irmã, — diz ele, tentando dar-me um abraço, mas o teste ainda está sob meu braço e não quero que ele apareça, então eu meio que dei tapinha nas costas. — Liz — diz ele, sorrindo e vejo o rosto dela ficar rosa. — O que você faz aqui? — Eu pergunto, olhando em volta, tentando chegar a um plano para abortar a missão. — Eu vim com Cash. Ele está pegando um cabo para sua TV. — Ele olha entre mim e Liz. — O que vocês fazem aqui? — Ele pergunta e eu olho para Liz, na esperança de que ela pensasse em algo desde que minha mente ficou em branco. — Absorventes — Liz cospe e noto que algumas pessoas param e olham para nós quando ela cobre a boca. Trevor parece surpreendido por um segundo, em seguida, ele ri, balançando a cabeça.


— Bem, eu deixarei vocês voltarem a isso — ele inclina-se, beijando minha bochecha, em seguida, estende a mão e puxa uma mecha de cabelo de Liz. Sem outro olhar, ele vira-se e vai embora. — Absorventes, — eu ouvi Liz sussurrar para si mesma. Eu começo a rir. — Você deve-me muito por isso — diz ela, gemendo. Depois que Trevor está fora de vista, eu corro para o caixa com Liz seguindo atrás de mim. — Você vigia a porta enquanto eu faço o teste — digo a Liz caminhando para o pequeno banheiro. — Deixe-me saber se você precisar de mim — diz ela do outro lado. — Puta merda — eu sussurrei. Aqui está. A prova que eu queria está exatamente lá, em preto e branco. Ok, branco e rosa, mas ela está lá em meu rosto, provando que eu sou uma idiota. Peguei quatro testes, todos de marcas diferentes, então eu sei que não poderiam estar todos errados. Quando comprei o primeiro e ele saiu com um sinal de positivo gigante, saí do banheiro em que estava. Com Liz seguindo atrás de mim, fomos e compramos água na cafeteria e mais alguns testes. Agora todos os testes foram feitos e todos dizem a mesma coisa. Eu tive minha prova. Enfio as caixas e tudo, exceto um dos testes, na pequena lata de lixo que está pendurada na parede no box do banheiro. — Você está grávida! — Liz gritou com entusiasmo. Eu quero estar feliz, mas estou com medo da reação de Asher. — Espero que seja uma menina. Eles sempre têm tantas coisas fofas de garota. Então, o que agora? — Pergunta ela, olhando para mim com expectativa. — Eu... Hum, preciso fazer uma consulta médica. Preciso confirmar. — Tenho certeza que os quatro testes que você fez confirmaram. — Eu sei. Quero dizer, eu preciso da consulta para me dizer que está tudo bem e que eu não prejudiquei o bebê ao longo dos últimos meses. Liz deve ter lido o olhar em meu rosto porque ela me puxou para um abraço. — Ei, tudo vai dar certo — disse ela calmamente. Decidimos passear na Target. Eu precisava de tempo para pensar. Precisava descobrir o que diabos eu diria para Asher. De maneira nenhuma eu poderia esconder isso dele. Eu não quero esconder isso dele. Eu queria o apoio dele. Eu precisava dele dizendo-me que tudo ficaria bem.


No momento em que chegamos ao caixa, o carrinho estava transbordando. Eu sabia que eu diria a Asher que estava grávida. Embora não tenhamos planejado isso, eu queria que fosse especial. Também comprei alguns pares de calças de gravidez, com elástico na cintura. Minhas calças jeans ficaram tão apertadas que eu tinha que deixar de as abotoar. Eu evitei comprar um tamanho maior. Não queria admitir ter ganhado peso. Agora eu sabia que eu precisava usar algo maior. Não poderia ser saudável para o bebê ser esmagado dentro de mim assim. Liz e eu andamos pelos corredores de bebê olhando roupas, roupas de cama e brinquedos. Havia tantas coisas fofas e a emoção de Liz começou a passar para mim.

*~*~* Eu estava sentada na ilha na cozinha quando ouvi o jipe de Asher parar. Eu tentava ler, mas minha mente estava tão ocupada pensando sobre todas as consequências da notícia que eu me preparava para anunciar, que acabei lendo a mesma página cinco vezes. No minuto em que Asher entrou pela porta, eu queria vomitar. Isso nunca aconteceu antes. Normalmente, quando ele entrava pela porta, eu queria jogar-me nele. Meu estômago estava em nós e eu estava tendo dificuldade em respirar. — Ei, querida, — ele disse conforme caminhava para mim, beijando minha testa. — O que há de errado? — Ele perguntou e comecei a dizer, mas então só senti o cheiro da pintura salpicada em suas roupas. Eu corri para o banheiro. Aparentemente, o bebê não gostou do cheiro. Meu cabelo foi levantado de meu rosto e de meu pescoço e, em seguida, um pano frio foi colocado lá. — Sente-se melhor? Balancei a cabeça, embora não me sentisse melhor. Meus nervos disparados. — Venha tomar banho comigo — ele não me deu uma escolha. Ele pegou-me, colocando minha cabeça em seu ombro e os braços ao redor de seu pescoço. Ele sentou-me na bancada em nosso banheiro, em seguida, ligou o chuveiro. Saí do balcão e comecei a escovar os dentes, olhando-o no espelho enquanto ele tirava a roupa. Eu sabia que precisava fazer isso agora antes que eu desistisse completamente, ou acabasse em uma névoa Asher onde eu esqueceria tudo.


— Eu já volto — eu disse a ele e corri para fora do banheiro antes que ele pudesse me parar. Fui até a cozinha e peguei a caixa que eu embalei. Enfiei o teste, que estava em minha bolsa, no bolso de trás de minha calça jeans. Assim que eu voltei ao banheiro, ele estava só de cueca e em pé na frente do espelho, então eu pulei em cima do balcão novamente e entreguei a caixa. — O que é isso? — Ele perguntou, olhando para a caixa que foi embrulhada em papel amarelo. — Basta abrir — eu disse, com meu estômago na garganta. Ele desembrulhou, em seguida, colocou-a sobre o balcão para abrir a tampa. Assisti suas sobrancelhas juntarem-se em confusão. A menos que ele se lembrasse da conversa que tivemos sobre as crianças, ele não saberia por que havia uma caixa de preservativos Trojan e uma arma rosa de criança na caixa. Ele olhou para dentro da caixa pelo que pareceu uma eternidade, em seguida, sua cabeça levantou e seus olhos pareciam molhados. — Isso significa o que eu acho que isso significa? Balancei a cabeça. Ele engoliu em seco e balançou a cabeça. Eu inclinei-me para frente, tirando o teste de meu bolso de trás e entregando a ele. A mão dele subiu, os dedos envolvendo-o. A cabeça inclinada e não havia como ele interpretar errado a palavra grávida que estava na tela do teste. — Cacete — ele sussurrou e eu não podia dizer o que ele pensava. Seus olhos ainda encaravam o teste em sua mão. — Sinto muito, — eu sussurrei após ele ainda não dizer nada. — Eu faço controle de natalidade. Nem sei como isso aconteceu — eu vi-o derrubar o teste na caixa e fechar a tampa. Eu estava ficando mais nervosa. Ele não olhou para mim. Não disse nada. Ele pegou a caixa e saiu do banheiro. Eu sabia que era cedo demais. Eu sabia. Eu sabia. Oh Deus, o que eu faria? Coloquei minha cabeça em minhas mãos e tentei controlar as lágrimas que eu sabia que vinham. Precisávamos conversar sobre isso. Então, eu precisava descobrir o que fazer comigo mesma. Aborto estava fora de questão e eu não poderia viver minha vida sabendo que meu filho estava no mundo sendo cuidado por outra pessoa. Tinha que estar tudo bem. Teríamos que ficar bem. O pensamento de estar sem ele me deixou doente. Eu precisava puxar para cima minhas grandes calcinhas de menina e conversar com ele sobre isso. Eu levantei minha cabeça e comecei a sair do balcão para ir


encontrá-lo. Eu estava começando a ficar chateada. Ele casou-se com alguém que não amava porque ela disse que estava grávida do filho dele. Ele disse a ela que tudo ficaria bem. Ele deveria amar-me. Ele precisava dizer-me agora que estaria bem, ou eu iria embora, independentemente de como meu coração seria quebrado. Eu pulei para trás quando Asher voltou para o banheiro. Suas mãos foram para minha camisa e estas desapareceram. Fiquei tão surpresa que não conseguia formar palavras. Então, meus jeans desciam e eu estava em pé de calcinha e sutiã. — Nós precisamos conversar, — eu sussurrei, sem saber o que diabos acontecia com ele. Seu rosto estava inexpressivo, seus olhos determinados. Então, minha calcinha desapareceu junto com meu sutiã. Eu estava sentando-me no balcão antes que eu tivesse tempo para pensar. — Que diabos você está fazendo? — Eu empurrei seu peito. Ele agarrou minha mão, segurando-a entre nós. — Sério, você precisa parar. Precisamos conversar sobre isso — minha voz estava ficando mais alta. Tentei empurrá-lo novamente. Ele não se moveu. Meu coração estava disparado, minha respiração aumentando. Notei que ele não olhava para mim. Seus olhos estavam em minha mão, a qual ele segurava. Olhei para baixo e minha respiração ficou presa em minha garganta. No meu dedo anelar esquerdo estava um lindo anel de diamante. A pedra do centro era redonda e cercada por toneladas de diamantes menores que viajavam para baixo e em torno da borda. Minha mão flexionou na dele e ele finalmente olhou para mim. Sua voz saiu áspera quando ele falou. — Eu queria vê-la vestindo nada além de meu anel desde que o comprei para você. Sabendo que, como o anel que eu coloquei em seu dedo, eu sou o único. O único que a verá em nada, a não ser meu anel. O único que acordará para seu belo rosto todos os dias pelo resto de minha vida. O único que fará amor com você. O único que terá bebês com você. — Eu assisti seus olhos ficarem molhados. — Eu não lhe posso dizer o quanto estou feliz por você estar carregando meu filho. Seu rosto aproximou-se do meu. — Eu sei que é rápido, mas está certo. Estamos bem. Você é a única para mim. — Ele beijou-me profundamente. Quando se afastou, ele colocou sua testa contra a minha. — Diga-me que você se casará comigo — ele sussurrou contra minha boca. As lágrimas começaram a cair de meus olhos. Eu não poderia esperar um pedido mais perfeito. — Sim. — Eu empurrei meu rosto em sua garganta e envolvi-


me em torno dele. — Sim, eu vou casar com você — ele pegou-me, levando-me para o chuveiro. Ele colocou-me sob a água, tomando seu tempo para lavar meu cabelo. Então, ele tomou seu tempo para lavar-me dos pés à cabeça, com especial atenção para onde seu filho agora crescia. Eu ajudei-o a lavar e depois saímos. Ele envolveu-me em uma toalha e amarrou uma ao redor de sua cintura. Ele pegoume de novo, levando-me para a cama onde me sentou na beirada, meus pés pendurados sobre o lado. Ele caiu de joelhos em minha frente. Ele abriu minha toalha, seus dedos percorrendo os lados de meu peito ao longo de minhas costelas até minha cintura. Seus dedos descansando em meus lados, movendo os polegares sobre a base de meu estômago. Seus olhos encontraram os meus e o olhar de puro amor que eu vi brilhando me fez prender a respiração. — É incrível, — ele sussurrou, — saber que meu propósito na vida está sentado diante de mim — suas mãos moveram-se para segurar meu rosto. Caramba, eu não posso acreditar que ele disse isso. Antes que eu pudesse dizer a ele que o amava, seus lábios tocaram os meus, viajaram ao longo de minha mandíbula e em meu pescoço. Minhas mãos foram para sua cabeça e a minha caiu para trás. Suas mãos estavam ao longo de meus lados, primeiro em minhas coxas, em seguida, desceram. Calor foi acumulando entre minhas coxas com cada toque. Choraminguei quando sua boca encontrou meu mamilo e deu-lhe um puxão firme. Em seguida, ele chupou profundo. Minhas costas arquearam e eu gemia alto. Suas mãos viajaram até a parte interna de minhas coxas, seus dedos encontraram meu centro. — Ensopada — seus dedos movendo-se através da umidade que ele criava, passando sobre meu clitóris. Senti o calor construir, mas não foi o suficiente. — Asher — eu soluçava. Sua boca deixou meu peito e ele puxou meu rosto para o dele. Ele chupou meu lábio inferior em sua boca, arrastando-o entre os dentes. Minha boca abriu-se sob a dele. Seus dedos ainda deslizavam lentamente através de minha umidade. Dois dedos enchiam-me. Minha cabeça voou para trás e minhas unhas cravaram em seu couro cabeludo. — Sim — seus dedos de repente desapareceram. Minha cabeça levantou e vi quando ele puxou meu outro mamilo em sua boca, mordeu e, em seguida, arrastou-o através de seus dentes da mesma forma que fez com meu lábio. Ele beijou a ponta de meu mamilo. Então, seus dedos estavam novamente em


movimento através da umidade. Eu sabia que estava encharcada. Ele lambeu minha barriga, em volta de meu umbigo. Finalmente, eu podia sentir sua respiração contra meu clitóris. Abri minhas pernas mais amplamente, sem me importar que eu estivesse ficando desesperada. — Asher — eu gemia enquanto observava sua língua lambendo-me de baixo para cima, em seguida, circulando meu clitóris. Eu estava no limite. Eu sabia que uma vez que a boca voltasse para aquele ponto, eu ia explodir. — Jesus, é possível você ter um gosto mais doce? — Ele gemeu, lambendome novamente e circulando meu clitóris. Então, ele encheu-me novamente com dois dedos ao mesmo tempo. Ele foi para meu clitóris. Meu corpo inteiro saiu da cama com a força de meu orgasmo. Eu podia sentir as paredes de minha boceta contraindo, sugando seus dedos mais profundo enquanto ele chupava meu clitóris. Eu vi estrelas. Minhas coxas apertaram ao redor de seus ombros. Minhas mãos seguravam sua cabeça. Ele beijou minha coxa, acima de meu osso púbico, ao longo de minha barriga, até cada mama. Suas mãos moveram-se debaixo de meus braços, puxando-me mais sobre a cama. Uma de minhas pernas estava esticada, a outra dobrada, descansando na parte traseira de sua coxa. Minhas mãos foram para sua mandíbula. A mão dele envolta em seu pênis e encheu-me. — Sim! — Eu gemia, amando a sensação dele enchendo-me. Abri meus olhos para ver que os dele estavam fortemente fechados. Eu circulei meus quadris e seus olhos abriram-se. — Não — sua voz era firme. Ele agarrou meus quadris, parando meu movimento. Ele beijou-me suavemente e tirou apenas uma polegada e deslizou para dentro. Mordi o lábio para manter-me parada. Suas mãos moveram-se para minhas coxas espalhando ainda mais minhas pernas. Ele retirou-se, assim apenas a ponta ainda estava dentro e bateu tão forte que minha respiração engatou. Então, ele deslizou para fora e começou em um ritmo lento, enquanto me beijava. Suas mãos beliscavam meus mamilos, em seguida, viajavam para baixo, pressionando contra meu clitóris. Minhas mãos viajavam por suas costas, minha boca e língua beijando e lambendo o que eu podia alcançar. Então eu senti começar. Foi lento e profundo e eu sabia que não poderia segurar. Minha boca encontrou a sua e segurei seu rosto perto do meu.


Eu gemia contra sua boca. Minhas coxas envolvidas mais apertadas em torno dele. — Por favor, não pare — ele não parou. Seu ritmo aumentou, seus golpes mais profundos e senti-o crescer. Eu sabia que ele estava perto também. — Goze comigo, querida. — Ele resmungou, com uma mão apertando meu cabelo enquanto a outra viajava entre nós, apertando meu clitóris e provocandome. Meu corpo inteiro apertou-se em torno dele, puxando-o mais profundo dentro de mim. Eu gemia em sua boca enquanto ele gemia na minha. Eu podia sentir seus golpes começarem a diminuir e ficar lento. Ele beijou-me em todo meu rosto e em meu pescoço. — Eu tenho isto por toda a vida — ele sussurrou para a pele abaixo de minha orelha. Apertei meus braços e pernas ao redor dele. — Amo você, querido — eu sussurrei contra seu ombro. Ele rolou para o lado, levando-me com ele. — Amo você, querida, — diz ele contra meu cabelo. Fechando meus olhos, enrolo-me mais em seu peito e caio no sono. Meu estômago ronca tão alto que me acorda de meu cochilo. Posso sentir a risada silenciosa de Asher contra minha bochecha. — Parece que ambos os bebês estão com fome. — Sim — eu murmuro. Eu sei que eu preciso comer, mas vendo a extensão de seu peito diante de mim, eu não posso evitar, mas quero outra coisa que não tem nada a ver com comida. Rolo para minhas costas e Asher paira sobre mim. Seus olhos vendo sua mão viajar por minha garganta até entre meus seios. — Estou torcendo para que estes fiquem maiores — diz ele, apalpando meus seios. Ele sorri para mim e balanço minha cabeça e sorrio. Em seguida, sua mão começa a mover-se novamente e ele para suavemente sobre minha barriga, que se tornou um pouco mais redonda ao longo dos últimos meses. — Eu serei pai — ele balança a cabeça em descrença. Seus olhos concentram-se em suas mãos quando ele esfrega gentilmente minha barriga. Então, ele beija-me bem abaixo de meu umbigo. Seus olhos encontram os meus e não vejo nada, a não ser a mesma felicidade que eu sinto refletindo de volta para mim. O clima é completamente quebrado quando meu estômago dá outro rugido alto. Nós dois começamos a rir. — Tudo bem, papai vai alimentá-lo — diz ele a minha barriga. Nós saímos da cama e pego uma de suas camisas e um par de cuecas. Ele pega uma calça de


moletom folgada que fica pendurada baixo em sua cintura e dá a visão mais incrível de seu abdômen. Ouço-o limpar a garganta. Olho para cima e ele está sorrindo. — Eu vou andar como um pato e você andará por aí parecendo o quê? — Minha mão sobe e desce, indicando tudo que ele é. — Você carrega a vida que fizemos juntos dentro de você. Seu corpo crescendo para cuidar de nosso filho é incrível. Não posso esperar para vê-la com uma barriga grande — diz ele. — Eu amo você, — eu deixo escapar. — Quero dizer, você já sabe disso, mas estou feliz por você estar feliz com isso. — Feliz não é a palavra que eu usaria para descrever como me sinto, querida. — Eu sei, — eu sussurro. — É em êxtase. — Sim, — diz ele, andando em minha direção. — Êxtase — suas mãos enquadram meu rosto e ele beija suavemente meu nariz, em seguida, meus lábios.

*~*~* Acordei sentindo o sol aquecer a pele de minhas costas. Ontem à noite, depois de Asher me alimentar com um sanduíche tostado de manteiga de amendoim e geleia, nós deitamo-nos na cama e falamos sobre o sexo do bebê. Eu disse que queria uma menina. Asher ainda estava preso em ter um menino primeiro. Realmente, eu não me importo com o que eu tiver desde que ele ou ela seja saudável. Eu sorrio para meu travesseiro, pensando sobre o anel em meu dedo, a criança crescendo dentro de mim e o homem que colocou os dois lá. Puxo minha mão debaixo de meu travesseiro e mantenho-a na frente de meu rosto, olhando a luz refletir nas pedras. Os diamantes brilham tanto que eu poderia ficar cega de olhar para eles. — Você acordou, querida? — Eu grito e quase caio da cama capotando com o som de sua voz. — Jesus, que porra é essa? — Você assustou-me. — Eu digo, segurando o lençol em meu peito. — Pensei que você trabalhasse hoje? — Eu olhei para o relógio e vi que eram 10:30. — Tomei o dia de folga para que pudéssemos ir ao médico. — Médico? — Eu pergunto, confusa. — Você está grávida e precisa ser examinada. Sua consulta é às 13:00.


— Ah... Sim, é claro. — Caramba, eu sabia que precisava ir ao médico, mas ainda não havia pensado em ligar para marcar uma consulta. — Você só se adiantou a mim — eu digo, levantando-me e agarrando a camisa no final da cama. — Venha para a cozinha. Eu fiz um pouco de chá para você. — Chá? — Pergunto em desgosto. Tenho certeza que meu rosto mostra o quão revoltada estou com a ideia de chá. — Eu só bebo chá se estiver doente — eu digo, balançando a cabeça para ele. — Querida, você está grávida. — Eu sei disso. Fiz quatro testes ontem para provar isso — eu estalo. Primeiro, ele oferece-me chá, então ele me lembra de que estou grávida. Sério? — Você não pode beber café enquanto estiver grávida — diz ele em voz baixa e percebo que eu simplesmente soei como uma cadela total. Devem ser os hormônios. — Isso não é engraçado, Asher. — Querida, — ele começa a rir, — é a verdade. Sem café enquanto estiver grávida. — Isso é uma regra? Onde você viu isso? — Eu pergunto, começando a entrar em pânico. Isso não pode ser verdade. O que eu faria se eu não pudesse beber café? — Está nesse livro que você trouxe para casa ontem. — Você checou o Google? — Querida, — ele diz novamente, balançando a cabeça e posso dizer que ele está lutando contra um sorriso. — Podemos perguntar ao médico hoje e ver o que ele diz sobre isso. Mas, por agora, vamos comer alguma coisa para que possamos tomar banho e preparar-nos para ir. — Tudo bem — eu resmungo, saio da cama. Uma vez que eu comi o café da manhã e tomei banho fomos para o consultório médico. — Bem, aí está — diz o médico, apontando para a tela ao lado de minha cabeça. Estivemos no consultório do doutor por um tempo. Primeiro, eles fizeram um teste de urina para confirmar o que eu já sabia. Então, tivemos que esperar que liberassem a máquina de ultrassom. Agora, eu olho e ouço nosso bebê. Lágrimas começam a reunir-se em meus olhos pelas emoções esmagadoras que estou sentindo. Posso ver pequenos braços e pernas e os batimentos cardíacos são tão altos no fundo, abafa todos os outros ruídos. Asher aperta minha mão com


tanta força que eu perdi a sensação em meus dedos. Ele tem um olhar de espanto no rosto. Ele inclina a cabeça e beija meu nariz, sorrindo. O doutor digita algumas informações no computador, em seguida, clica várias vezes na tela. — Pelas medições, eu diria que você está de quinze semanas — diz ele, olhando para mim. Imediatamente me sinto culpada por não saber antes que eu estava grávida. — Está tudo bem? Quero dizer, ele é saudável? — Asher perguntou. — Tudo parece perfeito. — Eu estava tomando injeção e não tinha ideia de que eu estava grávida — eu digo, não querendo que ele ache que eu serei uma mãe horrível. — Você ficaria espantada com o número de vezes que ouvi essa história. Não é tão incomum como alguns podem pensar. — Sério? — Eu estava tão feliz por não ser a única com quem aconteceu isto. — Sério! — Ele ri. — Você está com tempo suficiente para saber o sexo, você gostaria de saber? — Diz ele, olhando para a tela. — Hum — eu mordo meu lábio e olho para Asher. Ele acena com a cabeça, então eu tomo isso como um sim. — Sim, por favor. — Ok, vamos dar uma olhada, — diz o médico, movendo a varinha um pouco. — Eu espero que você goste da cor rosa — ele sorri. — Oh meu Deus, — eu sussurro, olhando para o rosto pálido de Asher. — Querido, você está bem? Você parece doente — eu digo, tentando sentar-me. Eu não esperava isso dele. Ele parecia tão animado. Ele engole e balança a cabeça. — Eu terei uma filha. — Sim — eu digo devagar, esperando que ele não comece a pirar. Preciso dele calmo. Eu nem sequer me lembrava de que precisava marcar uma consulta. Não sabia que eu não podia beber café até que ele me disse. Ele quem deveria manter a calma. — Olhe para você. — Sua mão enquadra meu rosto, seus olhos vagueiam em cima de mim. — Jesus, Deus está fazendo uma brincadeira do caralho comigo. — O quê? — Eu sussurro.


— Você é tão bonita. Eu não fui um bom rapaz antes de você. Deus está dando o troco. Não posso evitar, eu começo a rir. Eu pego seu rosto e olho em seus olhos preocupados. — Querido, você será capaz de ver os bad boys de uma milha de distância. Ela será totalmente uma filhinha de papai e você mantê-la-á segura. Eu amo você, ok? Ele respira profundamente e me beija, trazendo a mão para minha barriga, onde sabemos que nossa filha está. Seus olhos voltam para mim. — Eu continuo a pensar que tudo isso é uma piada, que ninguém nunca deve ser tão feliz. — Eu sei — eu ri, balançando minha cabeça. Parece irreal. — Então, eu li no livro que você deve esperar para dizer às pessoas até que esteja com doze semanas. Estamos além disso, assim a quem queremos contar primeiro? — Pergunta ele com um sorriso. — Sra. Alice — eu digo imediatamente. Ela estava tão feliz, pois Asher e eu estávamos juntos. Eu sei que ela ficará animada em saber que teremos um bebê. Asher sorri e sei que escolhi a pessoa certa.

*~*~* Eu estava em pé na frente da churrasqueira. Tinha o isqueiro na mão e preparava-me para colocar o estúpido livro de gravidez em chamas. Já faz quatro semanas desde que fui ao médico e confirmei que estava grávida. Todo mundo estava tão animado. Quando nós dissemos a Sra. Alice que teríamos uma menina, eu pensei que ela estivesse tendo uma convulsão. Ela começou a pular em sua cadeira, batendo palmas e murmurando incoerentemente. Então ela me disse que eu precisava ir a sua antiga casa e pegar todo o material para o quarto do bebê. Olhei para Asher e ele encolheu os ombros. Após sairmos da Sra. Alice, fomos para a casa de meu pai e disse-lhe que ele seria avô. Acho que ele quase desmaiou. Então ele ligou para minha avó, tios e primos e todo mundo veio para que pudéssemos compartilhar a notícia. Para a mãe de Asher, enviei-lhe uma dúzia de balões cor de rosa e um cartão dizendo que ela teria uma neta. Quando ela ligou para mim gritando no telefone, eu sabia que ela estava feliz. Ela fez-nos prometer não contar a James ou a seus filhos até à noite


no jantar. Quando Asher levantou-se à mesa e anunciou que ele tinha, como ele disse, me engravidado, eu pensei que eu ficaria machucada dada a quantidade de abraços que recebi de todos. Depois disso, o livro começou a fazer aparições como Chucky. Dois dias depois do jantar com sua família, fomos para a casa da Sra. Alice para ver do que ela estava falando. Nós encontramos um belo berço antigo, cômoda e trocador que ela colocou no sótão. Todos precisavam de um novo acabamento, mas mesmo com a pintura lascada e descascando, eu poderia dizer que seriam bonitos. Eu disse a Asher que eu queria pintá-los, mas ele leu no livro que fortes vapores químicos não eram bons para o bebê. Mas prometeu obter a ajuda de seus irmãos para repintá-los a tempo, então eu concordei sem discussão. Uma semana depois, quando toda a extensa família de Asher veio para um grande churrasco para celebrar nossa notícia, eu estava pronta para saborear em um delicioso bife de atum, quando foi tomado diretamente de meu garfo. Asher disse que eu não tinha permissão para comê-lo, devido ao mercúrio na carne. Mais uma vez, eu não estava feliz com isso, mas não arriscaria que nada acontecesse com nosso bebê, então eu tive um pedaço de frango em vez disso. Na semana passada, eu estive olhando ao redor da área onde eles começaram a cavar para a piscina, quando Asher correu para fora como se a casa estivesse em chamas. Tropecei e quase caí no buraco quando ele me pegou e me fez voltar para dentro, dizendo que pulverizaram algum tipo de produto químico na área e eu não poderia estar no quintal. Mais uma vez, eu concordei, mas fui percebendo que a lista de coisas que eu não podia fazer se tornava muito longa. Então, esta manhã, eu estava no telefone com o salão de beleza na cidade, agendando para retocar minhas luzes e ter uma manicure e pedicure, quando o telefone foi arrancado de minha mão e Asher começou a contar ao salão que eu precisava esperar até depois de ter o bebê para mexer em meu cabelo, mas que eu poderia obter uma manicure e pedicure. Então ele me beijou loucamente e saiu da sala antes que eu pudesse limpar a neblina e gritar com ele. Agora ele estava em algum lugar da casa e eu estava na varanda de trás, diante da grelha, com um isqueiro e o livro que parecia ser a raiz de todos meus problemas. Eu estava pronta para matá-lo. Eu amava-o, eu estava na lua por ele estar feliz com o bebê e eu sabia que ele tinha boas intenções, mas eu juro, ele não estaria feliz, a menos que o médico me colocasse em repouso na cama durante o resto de minha gravidez. A campainha toca e olho


para o livro. Suspiro e coloco tudo no chão, pensando em voltar assim que me livrar de quem estiver à porta. — Fique — eu digo a Beast quando entro na casa pela porta deslizante. Eu ando pela sala e olho no olho mágico. Não posso acreditar em meus olhos. Como diabos ela me encontrou? Olhei pelo olho mágico de novo, só para ter certeza que não estava vendo coisas. Não, não vejo coisas. Minha mãe está de pé do outro lado da porta. Saio na ponta dos pés e dou um passo para longe da porta. — Quem está na porta, querida? — Asher pergunta em voz alta atrás de mim. Eu salto e giro ao redor, colocando o dedo em meus lábios e usando o símbolo universal para silêncio. — Quem é? — Ele pergunta novamente. Desta vez, os olhos estão estreitos. A campainha toca novamente e minha mãe grita através da porta fechada. — Eu posso ouvi-los aí dentro. — Merda — eu assobio, olhando para Asher por estragar meu disfarce. Ele caminha até a porta e abre-a antes que eu tenha a chance de bloqueá-lo ou derrubá-lo no chão. — Posso ajudar... — Asher começa a perguntar, mas minha mãe corta-o. — Onde está November? — Minha mãe retruca. Merda! Merda! Merda! — Você é? — Asher pergunta em um rosnado baixo. — A mãe dela — o ar muda e posso sentir a energia da raiva batendo contra minha pele e está tudo vindo de Asher. — Que porra você faz aqui? — Ele pergunta e eu sei que isto vai terminar mal. Eu curvo minha cabeça debaixo do braço de Asher que mantém a porta aberta. — Mãe, o que você faz aqui? — Eu digo e seus olhos encontram-me. — Eu venho ligando para você e você não respondeu. — Você veio ao Tennessee, porque não atendi meu telefone? — Pergunto, incrédula. — Não, eu vim aqui porque seu noivo está no hospital — diz ela e meus olhos estreitam-se. — Seu noivo está de pé bem em sua frente — Asher rosnou, retirando a mão da porta e puxando-me para seu lado.


— Como foi que você descobriu onde eu morava? — Eu pergunto, ignorando completamente o fato de que ela disse que meu ex estava no hospital. Espero que ele não morra ou qualquer coisa, mas não irei à Nova York para sentar-me a seu lado. — O menino do escritório do advogado disse-me. Ela olhou para Asher quando sua voz ressoou. — Nick? — Minha mãe concordou. — Eu vou matá-lo — Asher estava chateado. — Eu sou a mãe dela. Por que ele não me diria onde ela mora? — Ela estala, olhando para Asher, em seguida, de volta para mim. — Por que você não retornou nenhuma de minhas ligações? — A última vez que eu vi você, mamãe, você deixou claro que não estava interessada em ter um relacionamento comigo. — Você é minha filha. — Sim e você nunca agiu como minha mãe — o que diabos está acontecendo? Sinto que estou na zona do crepúsculo14 quando vejo lágrimas se formarem em seus olhos. — Eu estive preocupada — meus olhos estreitam-se. — O que realmente está acontecendo? — Nesse momento, meu telefone celular toca na cozinha. Olho para Asher em um apelo silencioso para ele não a deixar entrar. Ele balança a cabeça e espero que nós estejamos na mesma página. Eu ando para a cozinha e pego meu telefone, vendo que é o Sr. Stevenson. — Alô — eu respondo. — November, aqui é Tom Stevenson. — Oi, Sr. Stevenson. Como você está? — Poderia estar melhor, querida. — Hum, sinto muito em ouvir isso — murmuro, olhando para a porta da frente para certificar-me de que Asher não deixou minha mãe entrar. — Desculpe por isso, mas acontece que surgiram imprevistos e sairei de meu escritório em vinte minutos. Se você puder vir agora, eu realizarei a transferência. Se não, nós teremos que reprogramar para amanhã.

14

Local onde a imaginação vence a realidade.


— Sinto muito, mas não tenho ideia do que você está falando — eu digo, confusa. — Como expliquei para sua mãe, esta manhã, eu sei que sua assinatura está nos documentos de transferência, mas eu ou um cartório temos que testemunhar você assinar os documentos. — O quê? — Eu sussurro. — Eles têm sua assinatura, mas por seu tom, eu acredito que você não sabia. — Não, — eu sussurro de novo, movendo-me pelo corredor para que eu possa falar sem minha mãe saber. — Você disse que eles têm minha assinatura? — Eu pergunto, certificando-me que o ouvi corretamente. — Sim. — Ele faz uma pausa e posso ouvir o folhear de papéis no fundo. — Eu verifiquei duas vezes quando peguei os papéis. — Oh meu Deus, — murmuro para o telefone, percebendo por que minha mãe realmente está aqui. — Ela está aqui agora — eu digo calmamente, mais para mim do que para o Sr. Stevenson. — Ela está em sua casa? — Sim — eu sussurro. — Eu ligarei para James. Mantenha-a aí — diz ele, desligando. — Ok — eu digo para o ar morto no telefone. Eu olho para o hall, tentando pensar em um plano para manter minha mãe aqui até o pai de Asher chegar. Considero ir para fora e cortar os pneus, mas imagino que pode ser um pouco extremo. Então, eu pensei em sorrateiramente lançar Beast sobre ela, mas se ela machucar meu cão, eu ficarei muito chateada. Então, depois de mais algumas opções ruins passarem por minha cabeça, eu decido apenas a convidar para entrar e perguntar se ela gostaria de algo para beber. Saio do corredor. Quando chego à cozinha, eu posso ver sobre a ilha que Asher está sentado no sofá com as mãos descansando em cima de sua cabeça. Minha mãe está sentada na mesa de café diante dele. — Acho que não estávamos na mesma pagina, afinal — murmuro para mim mesma. Os olhos de Asher encontram-me, logo que meus pés tocam o piso de cerâmica na cozinha. Ele balança a cabeça. Eu estreito meus olhos. Minha mãe olha para mim, sorri e vejo que ela tem uma arma apontada para Asher. — O que você está fazendo? — Eu grito quando começo a correr para a sala.


— Não se aproxime ou vou matá-lo — diz ela e paro na extremidade da sala de estar. Meu coração está batendo como se ele fosse saltar para fora de meu peito. Eu olho para Asher. Seus olhos estão em mim e ele parece preocupado. Seus olhos caem para minha barriga e eles fecham-se, mas não antes de eu ver um flash de dor através deles. — Como eu dizia a seu namorado aqui... — Noivo — Asher rosna, olhando para minha mãe. Eu quase ri. Só ele interromperia uma louca com uma arma para esclarecer nosso status de relacionamento. — Como eu dizia a seu noivo, — minha mãe diz, olhando de volta para Asher. Então ela olha para onde estou. — Você precisa vir comigo. — Onde? — Pergunto, embora eu saiba onde ela quer que a gente vá. Só preciso ganhar tempo. — Você verá — diz ela, levantando. — Antes de ir embora, é preciso amarrálo. Não preciso dele vindo atrás de nós. — Ela puxa uma corda de sua bolsa. — Esta era para você, mas parece que nós a usaremos nele, ao invés, — diz ela, jogando a corda para mim. Eu pego-a em pleno ar e olho para Asher, tentando encontrar uma maneira de sair dessa. — Vamos! Vamos. Não temos o dia todo — ela faz um gesto para ele com sua arma. Ando devagar para Asher. Não quero fazer isso. Lágrimas começam a encher meus olhos. Não o posso amarrar. Eu balancei minha cabeça. — Eu não posso — eu soluçava, parando a poucos metros de onde ele está sentado. — Ou você amarra-o ou eu vou matá-lo. Eu comecei a chorar. Minha respiração engata. — Querida, — sussurra Asher, suas mãos começam a vir em minha direção. A arma dispara. — Mantenha as mãos onde eu as possa ver — minha mãe grita enquanto eu grito. Asher pôs as mãos atrás de sua cabeça com um olhar de pura raiva em seu rosto. — Amarre as mãos atrás das costas e os tornozelos. Faça agora ou eu vou matá-lo. — Eu sinto muito — eu choro quando Asher coloca as mãos atrás das costas. — Seja forte, querida, por nós dois — ele sussurra e eu sei que ele está falando sobre nossa filha.


— Eu serei, eu prometo — sussurro. Não quero que ela saiba que eu estou grávida. O dia em que comecei a usar as calças de gravidez que comprei da Target, minha barriga de grávida apareceu. Normalmente, eu usaria algo que se encaixasse melhor para mostrá-la. Felizmente, hoje eu tenho uma camisa enorme e leggings, porque descansávamos pela casa. Trabalhei em amarrar os braços atrás das costas, em seguida, ele deitou-se com o peito no sofá e amarrei as mãos até os tornozelos. Estou contente por ele vestir um moletom e uma camisa de manga longa, de modo que a corda não esfrega a pele. Quando termino, minha mãe vai até o sofá e testa o nó que amarrei. — Vamos, — diz ela, acenando com a arma em direção à porta. Meu cérebro começa a entrar em pânico. A casa de Asher está no campo. Quem sabe onde seu pai está ou quaisquer um dos outros policiais que trabalha na área. Não tenho nenhuma ideia de quanto tempo levaria até alguém aparecer, mas posso ouvir Beast arranhando a porta de trás, tentando entrar. Eu queria não ter trancado ele lá fora. — Vamos. Precisamos ir. Você já me segurou por não correr para o carro quando eu disse que Chris estava no hospital. — Preciso de sapatos — eu digo a ela, esperando que me dê algum tempo. — Eu vi chinelos do lado de fora da porta da frente. Você pode usá-los. — O que vamos fazer? — Eu não direi novamente. Entre no carro. — Ok — eu digo calmamente. Eu poderia dizer que ela estava começando a entrar em pânico. Nós saímos e Beast corre saindo de trás da casa. Ele salta através do ar, aterrissando bem no meio do peito de minha mãe. A arma em sua mão direita saiu antes que ele voasse pelo ar. — Caramba, — eu grito, correndo para a arma. Minha mãe grita para Beast sair de cima dela. Eu caio no chão, pousando em meu quadril. Eu sinto dor disparar em meu lado. Eu tenho meu dedo no gatilho da arma bem a tempo de ver minha mãe agarrar a boca de Beast e começar a afastar a mandíbula. — Solte a porra de meu cão! — Eu grito, enquanto tento ficar em pé. Dou um tiro de aviso perto de onde ela está deitada no chão. Suas mãos voam acima de sua cabeça. Beast está em cima dela, rosnando para o rosto dela.


— November! — Asher grita de dentro da casa. Posso ouvir a preocupação em sua voz e sei que ele me quer lá, mas não posso deixar minha mãe sozinha até o pai de Asher aparecer. — Estou bem! Estamos bem! — Eu grito de volta, respirando de forma instável. O som de um carro chegando é música para meus ouvidos. Assisto o Sr. James parar seu carro da polícia e pela primeira vez desde que minha mãe apareceu, eu posso sentir o nó em meu estômago desaparecer. — Não, Não, Não, Não — ela começa a cantar, batendo a cabeça para trás e para frente no chão. Posso ouvir Asher gritando de dentro da casa e sei que preciso ir até ele. — Você está bem? — Sr. James pergunta, correndo com sua arma na mão e apontada para minha mãe. — Sim, — eu digo com voz trêmula. — Asher está lá dentro. Ele está amarrado. Ela fez-me amarrá-lo — eu choro. A arma em minha mão começa a tremer. Parece pesar cem quilos. O rosto de Sr. James está suave e cheio de preocupação conforme ele estende a mão para mim. — Dê-me a arma, querida e vá desamarrar meu menino — diz ele em voz baixa. Entrego a arma e vou tropeçando para a casa. Meu quadril está matando-me no local onde eu caí. Eu abro a porta e vejo Asher de joelhos. Ele tirou a corda de um de seus tornozelos. Seus olhos encontram-me e ele cai para trás no chão. — Cacete, — ele ruge e corro para ele. Percebo que seria mais fácil desamarrá-lo se eu tivesse uma faca, então tropeço até a cozinha, em seguida, volto para ele. Ele rola de lado e corto a corda ao redor de seu pulso. Antes que eu possa fazer algo mais, seus braços estão a meu redor. Nem sequer percebo que estou chorando até ele começar a enxugar as lágrimas escorrendo por meu rosto. — Respire, querida — ele sussurra, balançando-me para frente e para trás. Uma mão está na parte de trás de minha cabeça, segurando-me contra o peito e a outra está em minha barriga, onde nossa filha está. — Eu... estava... t-t-tão assustada. — Eu soluço. — Be... Beeasst salvou-me de novo. — Shhhh, está tudo bem. Você está segura — ele repete essas palavras várias vezes em meu ouvido.


Eu afasto meu rosto do peito de Asher quando o Sr. James entra com outro oficial. — Nós a temos em... — ele olha para nós e seu rosto empalidece. — Chame a porra de uma ambulância! — Ele grita por cima do ombro. Eu olho para baixo e vejo que o moletom de Asher tem sangue sobre ele. — Oh meu Deus! — Eu choro. — Você está sangrando. — Eu tento levantarme. O rosto de Asher está tão branco quanto um fantasma e ele começa a abanar a cabeça, puxando-me para mais perto. — Solte-me. Temos de ver onde você está machucado. — Não sou eu, não sou eu — seu rosto cauterizado de preocupação. Ele pegame e começo a contorcer-me. Então eu percebo que estou molhada entre minhas pernas. — Não, — eu sussurro, olhando para Asher. — Não — repito, implorando para ele dizer-me que isso não está acontecendo. Que eu não estou sangrando. — Vou levá-la para o hospital. Será mais rápido se eu levá-la — diz ele a seu pai, mas parece um sonho. Isso não pode estar acontecendo. — Vou dirigir. Leve-a ao cruiser — Sr. James diz calmamente. Sinto que nos estamos movendo, mas estou paralisada. Sem lágrimas, nada. Eu nem sei se estou respirando. Tudo o que posso pensar é em nossa filha. Ouço o som de bipe. Meus olhos abrem-se. Posso ver o branco do teto do hospital e tudo o que aconteceu ontem volta para mim. Após chegar aqui, meu pai e minha avó chegaram dez minutos depois. Ele estava pronto para ir para a cadeia local e matar minha mãe. Meus primos e tio tiveram que o conter fisicamente para que ele não fosse preso. A polícia ainda precisava vir para tomar nossas declarações, mas pelo que eu entendi do pai de Asher, minha mãe estava tentando encontrar uma maneira de conseguir o dinheiro que meus avós deixaram há muito tempo. Meu ex-noivo era seu brinquedinho muito antes de eu conhecê-lo. Ela disse que eles dormiam juntos há dois anos quando ela veio com o plano dele namorar comigo, fazer-me apaixonar-me por ele, pedir-me em casamento, então algo mais. Ela não disse o que algo mais seria, mas isso aconteceria comigo. Ele receberia o dinheiro e começariam uma vida juntos. Infelizmente para ela, esse plano fracassou quando descobri que eles dormiam juntos. Aparentemente, meus avós deixaram instruções rigorosas que, se eu morresse antes de herdar o dinheiro, era para ser doado a diversas organizações


de caridade. Minha mãe planejou tirar-me do caminho por um longo tempo. Eu acho que ela estava embalada durante seu interrogatório e disse à polícia que foi ela quem montou o ataque que aconteceu comigo em Nova York com a esperança de que eu ficasse em coma até chegar a hora de receber minha herança. Ela imaginou que, se eu estivesse em coma, seria automaticamente concedida a ela uma procuração, pela qual teria acesso ao dinheiro quando se tornasse disponível. Então ela o poderia transferir para ela mesma. Também admitiu que foi ela quem mandou as flores para mim e pagou o garoto algumas centenas de dólares para conseguir minha assinatura nos documentos de transferência que ela levou ao advogado. Eu movo minha cabeça para o lado e olho para onde Asher está dormindo. Ele sempre parece pacífico em seu sono. Sua mãe trouxe outro moletom para ele ontem, quando veio, para que ele pudesse tirar os que estavam manchados de meu sangue. Seu tornozelo está cruzado sobre o cobertor cobrindo o joelho. Ele está com uma camisa térmica preta tão apertada que posso ver todos os detalhes de seu peito. Suas mãos estão unidas e colocadas em seu abdômen. As mangas estão empurradas para cima, as tatuagens em seu braço à mostra. Sua mandíbula está mais escura do que o normal. Ele nunca se barbeia durante os fins de semana. Ele trabalhava em casa ontem, por isso ele está mais desalinhado. Ao longo das últimas semanas, sua pele tornou-se cor de caramelo de trabalhar no sol. Aposto que um monte de mulheres dirige por seus locais de trabalho só para o ver sem camisa. Eu sei que ele as tira para o trabalho, pelo menos, de vez em quando. Seu bronzeado está em toda parte. Ele é sempre bonito, mas dormindo, ele é impressionante. Eu pergunto-me se nunca me cansarei de olhar para ele. Minha mão distraidamente se move para minha barriga. Quando sinto uma leve vibração, eu faço uma oração silenciosa para minha filha estar bem. Eles estavam preocupados ontem, ao verem a quantidade de sangue que eu perdi. Depois de muitos testes, o médico descobriu que meu colo do útero sangrava devido à forma como eu caí quando fui pegar a arma. Quando continuei a sangrar, eles decidiram manter-me durante a noite para o monitoramento e colocar-me em repouso durante algumas semanas. Esta manhã, quando chegaram para me verificar, o sangramento havia parado e o batimento cardíaco estava mais forte. O


médico da noite disse que tudo deve ficar bem contanto que eu não force. Também me disse que eu poderia ser liberada logo que meu médico aparecesse. — Você está acordada? — Asher pergunta suavemente e eu sorrio. — Sim — eu digo, olhando para ele. Seus olhos têm círculos escuros sob eles de ficar acordado a maior parte da noite, perturbando qualquer um que entrasse no quarto com um milhão de perguntas. — Como se sente? — Pergunta ele, sentando e colocando a mão sobre a minha. — Melhor. Cansada, mas muito melhor. — Bom — ele sorri e beija minha mão. — Por que você não vai pegar um café? — Pergunto. — Nah, eu estou bem. — Querido, sério, você parece exausto. Vá tomar um café, passear e veja se pode rastrear meu médico. Esta cama é muito desconfortável e eu gostaria de ir para casa. — Eu não sei. Não temos essa máquina em casa — diz ele, apontando para o monitor de batimentos cardíacos de nossa filha. Olho para a máquina e vejo seu coração batendo. Então, eu olho para ele e posso dizer que ele ainda está preocupado. — O médico não me deixará sair se ele achar que é muito arriscado — eu digo em voz baixa. — Eu sei, querida, — diz ele, trazendo minha mão à boca e segurando-a lá depois de beijar meus dedos. — Eu poderia ter perdido ambas ontem — diz ele tão baixinho que quase não ouço. — Você não perdeu. Nós estamos aqui e estamos seguras. — Quando ouvi aquela arma disparar, eu pensei que minha vida havia terminado. Pensei que nunca mais veria seu rosto novamente, ou seria capaz de ver nossa filha dar sua primeira respiração. E eu sabia que não seria capaz de sobreviver sem você aqui comigo. Eu tiraria minha vida a fim de ir para onde você estava. — Não diga isso. — Eu soluçava, balançando a cabeça. — Nunca diga isso. — É a verdade.


— Não, é egoísta, — eu choro. — Outras pessoas amam você e contam com você, não apenas eu. Não importa o que aconteça comigo, prometa que você nunca desistirá da vida. Que você sempre lutará para ser feliz. Eu não sou sua única felicidade. — Não, você é minha felicidade — diz ele, sorrindo, mas não posso sorrir de volta. Isso é muito sério. — Prometa que você nunca desistirá da vida, não importa o que aconteça, Asher. Prometa-me agora, porque temos uma filha que precisará de você, não importa o que aconteça comigo. — Seus olhos parecem tão perdidos, mas não o vou deixar dizer coisas estúpidas como essa. Eu não seria feliz sem ele, mas ainda lutaria para viver, porque eu sei que ele iria querer isso para mim. — Você iria querer que eu seguisse você? — Eu pergunto silenciosamente, sabendo a resposta. — Não. — Então, não diga coisas como essa — eu imploro. — Eu sinto muito, querida, — diz ele, puxando-me em seus braços. — Eu só não sei o que eu faria. — Você não tem que se preocupar com isso. Nós estamos aqui e estamos seguras. Apenas prometa que não importa o que aconteça, você não deixará nossa filha para trás se algo acontecer comigo — eu começo a chorar incontrolavelmente. — Eu prometo — ele finalmente diz e enrolo-me em seu lado e adormeço. Estou sentada em minha cama de hospital esperando meu médico aparecer e liberar-me depois de decidir me manter por mais uma noite. Asher foi para casa pegar algo para eu vestir e para deixar Beast. Eu ouvi a porta abrir e olhei para cima. — November? — Chris está de pé na porta de meu quarto de hospital. — O que você faz aqui? — Eu pergunto, levantando na cama. — Eu ouvi que você estava no hospital. Eu queria ver você. — Quem disse que eu estava no hospital? — Ele não respondeu, mas entrou no quarto, fechando a porta atrás dele. Pressiono o botão de chamada para a enfermeira. — Era para você voltar para mim — diz ele, parecendo triste. — Você dormiu com minha mãe — nunca esquecerei isso. Vê-los juntos estava gravado em meu cérebro para sempre.


— Sim e eu sinto muito por isso, mas assim que comecei a me apaixonar por você, eu deixei pistas para que você nos pegasse. — O quê? — Eu queria ter um início limpo com você. Eu só não sabia que após nos flagrar, você ignorar-me-ia completamente. — Repito: Você dormiu com minha mãe. Isso não é algo fácil de esquecer. — Eu sei — ele sussurra, olhando para seus sapatos. — A polícia está procurando por você — eu digo a ele, rezando para que uma das enfermeiras apareça em breve. — Eu não sabia sobre o ataque em Nova York. Eu não sabia que ela faria isso com você — ele diz rapidamente. — Ok — eu digo. Meu pulso acelera quando ele olha para mim de novo. — Eu estive observando-a. — Ele olha em volta. — Tem um tempo que ela está na cidade. Eu queria avisá-la. Eu tentei assustá-la para que voltasse para Nova York, mas em vez disso você decidiu ficar aqui com aquele cara. — Como você tentou me assustar? — Arrombei seu apartamento e deixei bilhetes. — A poesia? — Eu pergunto, só para esclarecer. Ele balança a cabeça, olhando em volta novamente. — Precisamos sair logo. — Não, você precisa ir embora. — Não posso viver sem você. — Eu acho que você precisa de ajuda — eu digo, vendo Kenton olhando pela fresta da porta. — Eu amo você. Íamos casar. — Por favor, saia. Estou feliz. Você não pode ser feliz por mim? — Não éramos felizes? — Ele pergunta. Eu balancei minha cabeça. — Chris, — eu digo baixinho, — nós éramos uma mentira que você e minha mãe criaram. Você foi meu primeiro em tudo e era tudo uma mentira para que ambos pudessem pegar o dinheiro que eu nem sabia que receberia. Seus olhos fecharam-se como se ele estivesse com dor, sua cabeça inclinase em direção ao teto. Assisto com o canto de meu olho quando Kenton entra no quarto, arma na mão.


— Eu amei você, no entanto. — O amor não é assim, Chris. Sinto muito. Eu espero que você consiga ajuda para que um dia você saiba o que é amor, mas aquilo não é amor. Seus olhos encontram os meus e posso ver a tristeza neles. — Eu quero que você coloque suas mãos na cabeça e vire-se lentamente — diz Kenton. A cabeça de Chris oscila em sua direção. Quando ele registra a arma na mão de Kenton, suas mãos sobem à cabeça. Em seguida, seu olhar volta para mim. — Sinto muito. Aceno minha cabeça e assisto Kenton puxar algemas do bolso e anexá-las ao pulso de Chris. — Que porra é essa? — A voz de Asher racha através da sala como um trovão. Ele olha-me, em seguida, dá um passo em direção a Chris. Kenton bloqueia-o. — Vá ver sua garota — Kenton diz calmamente. Posso dizer que ele está tendo um momento difícil tentando não bater em ninguém. Eu acho que qualquer um serviria para ele agora, depois de tudo o que aconteceu ontem. Eu estar em perigo hoje está acabando com ele. — Você está bem, querida? — Pergunta ele, dando um passo em minha direção. — Sim. — Eu aceno com a cabeça enquanto ele me puxa para seus braços. — Acabou — eu sussurro em seu peito. — Sim — ele concorda.


— Outra vez, outra vez! — Emma grita enquanto Asher a pega de novo, jogando-a no ar e para a piscina. Ele está fazendo a mesma coisa nos últimos dez minutos. Eu olho em volta em busca de alguém para me ajudar com esses oito meses e meio de gravidez. É difícil obter minha bunda fora das cadeiras, a menos que eu role para fora, fique de quatro, então me levante. Há também muitas pessoas ao redor para eu fazer isso hoje sem realmente me envergonhar. — Precisa de alguma ajuda? — Eu olho para cima para ver Kenton em pé em cima de mim. — Deus, sim. — Eu gemo. — Eu juro, essa menina será uma dançarina — eu digo a ele e vejo-o sorrir. — A piscina ficou impressionante — diz ele assim que me puxa para cima. Eu olho em volta. Ele não está errado. A piscina é impressionante. Tem uma banheira de água quente conectada a ela, juntamente com tantas flores e plantas que você poderia pensar que estávamos na selva. — Sim, Jack fez um trabalho incrível, — eu digo e olho para ele. — Então, onde está Christen ou Tina ou Lisa ou... — Muito engraçado — diz ele, cortando-me. Começo a rir e sinto minha barriga saltando com meu riso, então sinto um pontapé que é tão forte, eu paro imediatamente e agarro a mão de Kenton e puxoa para minha barriga. — O quê? — Ele começa. Então, seus olhos ficam grandes e caem para minha barriga. — Puta merda! — Sim, agora imagine isso em sua bexiga — eu rio. — Isso é tão incrível — diz ele e sua mão começa a esfregar minha barriga.


— Agora, eu sei que é óbvio pelo enorme anel no dedo dela que ela tem dono, mas se você perdeu isso, definitivamente você não pode perder o fato de que ela está obviamente grávida. Eu rio e vejo Kenton olhando para Asher com algo que se assemelha muito à inveja em seus olhos. Eu sei que ele não me quer, mas acho que no fundo ele quer sua própria família. — Sim, ambos são difíceis de perder — diz ele, sorrindo. — Como vai, cara? — Asher pergunta a ele, puxando-me para ele. — Bem. Ocupado. Estou saindo com alguém e as coisas são boas. — Apenas um alguém? — Pergunto, sabendo sua história. Desde que eu estive por perto, tem havido alguém diferente em cada evento. — Sim, só um — ele sorri e balança a cabeça. — Isso é ótimo, — eu sussurro, colocando minha cabeça no peito de Asher. Ele não se parece com alguém apaixonado, então eu pergunto se ele está apenas tentando se acalmar porque está solitário. — Você deve convidá-la da próxima vez que estivermos todos juntos. — Querida, deixe o homem em paz. Ele apenas disse que está saindo com alguém, não que está escolhendo um anel. Torço o nariz para meu marido. — Tudo bem, — eu resmungo. Seus olhos suavizam e ele coloca a boca sobre a minha. O beijo é doce e suave. — Eu vou entrar e depois procurar a Sra. Alice — eu sussurro, mordendo o lábio inferior. Uma vez que termino no banheiro, eu rastreio a Sra. Alice. Ela está sentada no quarto do bebê. Foi concluído ontem com a ajuda de Nico, Cash e Trevor. Eles ficaram a maior parte da noite, colocando carpete e retocando as paredes. Olho em volta e posso ver todo o amor que tornou este quarto especial para nossa filha. Eu sei que ela terá mais amor do que ela saberá o que fazer com ele. — É tão lindo, — diz a Sra. Alice e eu concordo. É bonito. As paredes são de um azul muito claro com flores que disparam da base com nuvens e borboletas. Meg e Liz vieram todos os dias, durante uma semana, após saírem do trabalho, para pintar cada flor e borboleta nas paredes. Asher e seus irmãos lixaram cada peça do mobiliário que retiramos da Sra. Alice e pintaram a madeira de marrom escuro. A roupa de cama é uma colcha de retalhos com xadrez rosa e branco. Parece um quarto de bebê de conto de fadas. Acho que o que realmente significa


mais é que todo mundo ajudou a torna-lo bonito. — Você sabe que eu nunca tive uma menina e a mãe de Asher também não teve uma menina. — Eu sei — eu digo em voz baixa. — Estou animada que esta casa terá uma menina nela. Acho que todos aqueles meninos precisavam disso. — O que você quer dizer? — Oh, doce menina. Eles nunca realmente estiveram em torno de meninas para saber como elas são preciosas. Eu acho que quando esta pequena vier, ela virará suas vidas de cabeça para baixo e todos eles precisam. Cada um deles precisa ver que todas as mulheres foram uma vez preciosas meninas. — Você está certa, — eu concordo em silêncio. — Mas acho que todos eles sabem o quão preciosas as mulheres são a partir de você e Susan. Eles apenas esperam a mulher certa aparecer e mostrar para eles como eles são preciosos. Ela sorri e dá um tapinha em minha bochecha. — Menina esperta — eu ri. — Bem, — eu digo, beijando seu rosto, — eu vou encontrar meu marido. — Você nunca terá um casamento de verdade? — Eu não sei. — Honestamente não pensei sobre isso. Depois que eu saí do hospital, Asher e eu fomos direto para o cartório e obtivemos uma licença de casamento. Eu vestia moletom e tênis e Asher também. Nós só queríamos nos casar. O casamento não importa para mim. — Talvez depois que o bebê chegar possamos ter uma pequena cerimônia. — Isso seria legal. Ela pode ser a dama de honra. — Sim e Beast pode ser o pajem, — eu digo, rindo. — Talvez você e eu possamos começar a planejar algo pequeno. Tenho certeza que Mama Susan gostaria de ajudar. — Eu sei que ela pensa em você como uma filha e gostaria de ajudar. Droga, se você deixar, ela provavelmente assumiria a coisa toda para você. — Eu poderia deixá-la fazer isso — eu ri. — Tudo bem, vá encontrar seu marido antes que ele comece a correr pela casa, gritando por você e assustando as pessoas. — Eu voltarei e verificarei você em breve. Você quer um pedaço do bolo do chá de bebê? — Não, obrigada. Estou de dieta.


— Oh, senhor — eu rolo meus olhos. — Ei, há um novo cara que é bonitinho. Preciso vigiar minha aparência de menina. — Estou saindo — eu digo, rindo e atravessando a porta, tentando tirar a imagem da Sra. Alice e um homem, qualquer homem, de minha cabeça. — Ei, irmã, você está vazando — diz Nico e olho para o jarro de água em minha mão. Eu não vejo nada vazando, mas vejo água correndo por minhas pernas e no chão a meus pés. Olho o jarro novamente, em seguida, de volta para meus pés e então eu percebo que é hora. — Eu... Eu estou, bem, acho que minha bolsa rompeu — eu digo a ele e ele parece que vai cair. — Sua bolsa rompeu? — Ele tropeça para trás. — Oh merda! — Murmuro. — O que está acontecendo? — Cash pergunta. — Minha bolsa rompeu e Nico está pirando, — eu digo a ele, acenando com a mão na frente do rosto de Nico. Então eu olho para Cash e ele está como o irmão. — Vamos lá. Você não pode estar falando sério — eu gemo. — Está tudo bem? — Trevor pergunta e eu nem sequer lhe digo. Por que deveria? Ele só irá se assustar e eu não tenho tempo para lidar com eles. — Sua bolsa rompeu? — Trevor diz atrás de mim e noto que ele parece normal, então eu paro e olho para ele. — Sim e preciso encontrar seu irmão. Você me ajudará sem entrar em coma? — Claro — ele dá de ombros como se não fosse grande coisa e seus outros dois irmãos não estivessem em pé a um metro de distância olhando para o espaço. Ele agarra-me pela cintura, em seguida, desliza o braço debaixo de minha coxa, levantando-me. Eu grito e agarro seu pescoço para salvar a vida. — Eu poderia ter caminhado — eu digo a ele, enterrando as unhas em suas costas. — Isso seria mais fácil se você retraísse suas garras, gatinha. — Oh, desculpe — eu murmuro. — O que você está fazendo? Coloque-a no chão — diz Asher ao ver-nos entrar pela porta dos fundos. — A bolsa dela rompeu. Vou levá-la para o carro.


— A bolsa dela rompeu? — Pergunta no mesmo tom de Nico e Cash. — Asher James Mayson, se você enlouquecer nós teremos tantos problemas, especialmente depois que você empurrou o maldito livro de bebê em minha garganta todos os dias durante os últimos nove meses. Você sabe tudo o que vai acontecer. Não pode ser surpreendido por nada disso. — Você tentou queimá-lo — ele lembra-me de minha falha. Quando finalmente chegamos a casa vindo do hospital e os caras vieram para jantar naquele fim de semana, eles decidiram fazer bifes grelhados e encontraram o livro do bebê ainda dentro da grade, são e salvo, nem mesmo ligeiramente danificado pelas terríveis chuvas que tivemos dois dias antes. Ele trouxe o livro para dentro, colocou-o na ilha, em seguida, voltou para a grelha, sem dizer uma palavra sobre isso. — Esse livro é como o maldito boneco Chucky, — eu reclamo e cavo minhas unhas no pescoço de Trevor novamente quando a primeira contração bate. — Santa Mãe de Deus, isso dói! — Eu digo, respirando fundo e olhando para Asher. — Vá pegar as coisas dela. Vou levá-la para o carro — Trevor diz a ele. — Ponha-me no chão. — Vou levá-la para o carro. — Ponha-me no chão agora! — Eu grito e ele coloca-me no chão. — O que está acontecendo? — Susan pergunta, contornando a sala de estar. — Minha bolsa rompeu e todos seus filhos, exceto Trevor, entraram em coma com a mera menção. Preciso pegar minha bolsa e ir para o hospital. — A que distância estão as contrações? — Acabei de ter a primeira, então eu realmente não sei. Não as cronometrei. — Foi um minuto e cinquenta e seis segundos atrás — diz Trevor. Asher olha para ele. Ando até o sofá e me sento quando eu sinto outra contração chegando. — Bem, elas estão a menos de três minutos de intervalo. Realmente precisamos ir para o hospital — diz Trevor e estou querendo saber o que diabos está acontecendo. Olho para ele e ele dá de ombros. — Esse livro esteve muitas vezes por perto, — diz ele, apontando para Asher. — Ele carrega com ele em todos os lugares, até


mesmo para os lugares de trabalho. Quando eu estava entediado algumas vezes, eu lia-o. — Senhor, salve-me — eu digo, olhando para o teto, em seguida, de volta para Asher, que ainda está de pé ali. — Asher, a menos que você queira que seu irmão assuma por você, é melhor se controlar — digo para ele, andando como um pato para o carro. Nove horas esgotantes mais tarde, July Heaven Mayson, veio a este mundo gritando. Eu entro na sala e olho para o sofá. Asher está deitado de costas com July deitada com apenas uma fralda contra seu peito nu. Uma de suas grandes mãos segura sua parte inferior, a outra está na parte de trás de sua cabeça. Ela está de frente para mim, sua mão descansando contra seu queixo. Seus olhos são da mesma cor que os de seu pai. Seus olhos estão fechados. Ando em direção a eles e os olhos de Asher abrem-se e o sorriso que surge em seu rosto é devastador. É um olhar de puro êxtase, o olhar de alguém que está exatamente onde deveria estar na vida e está tão sobrecarregado com a felicidade que vem cada vez que sorri. — Ei, querida, — diz ele. — Como foi sua soneca? — Boa. — Eu sorrio. — Ela foi muito exigente quando tentou dar a mamadeira? — Eu pergunto, sabendo que minha filha é exigente e só quer o peito. — Não. — Ele balança a cabeça, sorrindo. — Trevor veio almoçar e ele conseguiu que ela bebesse. — Uau, super Trevor salva o dia novamente, huh? — Sim, Liz veio com ele, então eu acho que ele estava se mostrando — ele ri e sei que ele está certo. Liz deixou escapar alguns dias depois que July nasceu e disse que alguma coisa aconteceu, mas nunca disse o que era. Quando tentei a pressionar sobre isso, ela fechou-se e ficou vermelha como uma beterraba. Desde então, eles meio que evitavam um ao outro. Algumas semanas atrás, outra coisa aconteceu e agora não há Trevor sem Liz. — Tenho certeza, — eu digo, revirando os olhos. — Mas se seus irmãos estão tentando usar nossa filha para pegar as mulheres, eu vou chutar suas bundas. — Eu vou chutar suas bundas — diz ele, acariciando seu traseiro e ele não está mentindo. Ele é um assustador papai urso. No outro dia, uma mulher veio até nós e começou a estender a mão perto de July e ele apavorou-se sobre germes e


desinfetante para as mãos. A senhora estava lá em choque o tempo todo. Então, ele afastou-se, balançando a cabeça, como se ela fosse uma louca. — Então, devemos nos arrumar para a levar à vovó? — Eu pergunto, animada sobre um encontro com meu marido. Desde que July chegou a casa há dois meses, não tivemos qualquer tempo sozinhos e eu estava muito ansiosa por isso. Não que eu quisesse estar sem minha filha, mas eu estava pronta para ter um tempo de mamãe e papai. — Eu já embalei tudo — diz ele, sorrindo e eu ri. — Bem, eu vou tomar um banho. — Banho, hein? — Diz ele e seus olhos estão famintos. — Sim, banho. Você tem que cuidar de nossa filha, então não pode se juntar a mim. — Eu curvo-me e beijo a cabeça de cabelos escuros e, em seguida, beijo meu marido e sussurro contra seus lábios: — Eu amo você. — Eu te amo mais, querida — diz ele de volta.

*~*~* — Você quer ir para Nashville e jantar? — Asher pergunta do assento do motorista. Nós acabamos de deixar July com os pais dele. Estamos livres de criança por algumas horas. — Você foi nadar nu? — Eu digo. Vejo sua covinha aparecer. — Você quer ir nadar nua, querida? — Talvez — eu digo em voz baixa. Eu sempre quis experimentar, mas desde que a piscina foi terminada e July nasceu, não houve tempo ou oportunidade. Nós paramos em nossa garagem quinze minutos depois e antes de Asher poder até mesmo abrir a porta, eu estou em casa, correndo pela sala de estar e puxando meu vestido sobre minha cabeça. Então eu mergulho na piscina de calcinha e sutiã. Eu vou à superfície e vejo quando Asher tira os sapatos, em seguida, os jeans. Ele vai meio que lento, então eu decido o apressar. Abro meu sutiã e jogo-o em sua direção. Ele pula na piscina ainda com suas boxers. Quando ele emerge, ele está bem em minha frente, puxando-me para ele sob meus braços. — Se vamos nadar nus, isso está tipo que no caminho — diz ele,


passando as mãos por minha cintura no topo de minha calcinha rendada tipo shortinho. — Hmm — eu sorrio. Então suas mãos vão em punhos dos lados, rasgando-as e jogando-as para fora da piscina. — Assim é melhor — sua boca se junta à minha e sua mão vai entre as pernas, os dedos batendo no local perfeito. Minhas pernas envolvem seus quadris, meus braços em volta do pescoço e minha cabeça cai para trás com a estimulação de seus dedos. Seus lábios correm ao longo de meu pescoço, lambendo e mordendo seu caminho até o topo de meu peito. Ele para e sua mão está em punhos em meu cabelo, puxando minha boca de volta para ele. — Você tem muitas roupas — eu digo a ele, tentando empurrar para baixo suas boxers. Eu finalmente as tiro dele, envolvendo meu punho em torno dele e acariciando. Mordo meu lábio quando dois dedos me enchem. — Sim. — Eu gemo. Minha cabeça cai para frente em seu ombro, então eu estou fora da piscina, sentada na beira. Suas mãos estão na parte interna de minhas coxas, espalhando minhas pernas, em seguida sua boca me ataca. — Oh meu Deus, — eu sussurro, segurando a cabeça para mim. Bem quando eu sei que vou gozar, ele para e puxa-me de volta na água, espetando-me nele. — Asher! — Eu grito chocada. Sinto-me convulsionar em torno dele. — Eu amo sua boceta, querida — diz ele em meu ouvido. Eu choramingo quando ele usa as mãos em minha bunda para bater-me para baixo em cima dele. Minhas mãos puxam sua boca para a minha. O beijo está com tanta fome que quando eu sinto os dentes morderem meu lábio inferior, eu perco o controle. — Eu vou gozar — eu digo contra sua boca e assim que me sinto começando a desmoronar, ele tira-me dele e vira-me, então eu preciso agarrar o lado da piscina. Ele bate em mim por trás, segurando meus quadris, usando a leveza da água para levantar-me sem esforço. Suas mãos deslizam de minha cintura para meu peito e seus dedos rolam e beliscam meus mamilos. Sua boca viaja na parte de trás de meu pescoço até meu ouvido. — Você me fará gozar, querida. Sua apertada boceta molhada está apertando-me e me fará gozar. E quando eu gozar, eu quero que você goze comigo, então eu preciso que você toque a si mesma por mim.


Eu aceno minha cabeça. Não tenho força para dizer nada. Quando meus dedos rolam sobre meu clitóris, minha cabeça cai para trás em seu ombro, minha boca encontra a sua e então eu explodo. Meu corpo está formigando da cabeça aos pés. Meus dedos cavam a parede na borda da piscina. Meu orgasmo é tão forte que vejo estrelas e não consigo respirar. Ouço Asher gemer atrás de mim e sei que ele me seguiu com seu próprio orgasmo. — Eu não sei como, mas eu juro que sua boceta fica mais doce toda vez que eu lhe fodo — diz ele em um sussurro rouco junto a minha orelha. Saímos da piscina, deitamos em uma de nossas espreguiçadeiras, eu esparramada em cima de Asher, a mão dele correndo para cima e para baixo em minhas costas. — Eu quero outro, querida — Asher diz suavemente no topo de minha cabeça. Suas mãos abrandando o movimento para cima e para baixo. — Já? — Pergunto, não que esteja surpresa. Ele ama nossa filha e é incrível com ela, mas ela tem apenas dois meses de idade e quero aproveitá-la por um pouco mais de tempo. — Quero que nossos filhos sejam próximos como meus irmãos e eu. E também sinto falta de você grávida. — Você sente falta de mim reclamando de tudo, corridas à loja tarde da noite, massagens nos pés e meu ganho de peso? — Pergunto. — Nunca me queixei e você já sabe como eu me sentia sobre sua barriga. Algo sobre você andando por aí como um pato com meu bebê dentro de você era sexy, porra. — Você é estranho, Asher James. — Então o que você diz? — Ok. — Ok, — ele diz, puxando-me para cima dele. — Você me dará outro bebê? — Sim, eu vou dar-lhe outro bebê. — Bem, então. — Ele sorri, dando-me a covinha. — Vamos começar — diz ele contra minha boca e nós começamos. Levou algumas tentativas, mas dois meses depois, eu descobri que estava grávida. Poucos meses depois, descobrimos que teríamos uma menina. Cinco meninas depois, Asher desistiu de seu sonho de um menino.


Dezessete anos depois — Você me escute, jovenzinha, — eu ouvi Asher dizer. — Você não irá a um encontro. Você tem apenas dezesseis anos. — Papai — ouço nossa filha chorar e sei que ela está dando a ele os olhos de cachorrinho. Cada uma de nossas cinco meninas aperfeiçoara os olhos de cachorrinho no tempo que elas tinham idade suficiente para falar. Enfio meu rosto no travesseiro para que não possam me ouvir rir através da porta aberta. Continuo ouvindo, mas tudo que eu posso ouvir agora são resmungos. Isso dura algum tempo. Então Asher caminha para o quarto e fecha a porta atrás de si. Seu rosto está inexpressivo quando ele se senta na cama, tira os sapatos, em seguida, levanta e tira a camisa. Depois de dezessete anos, seu corpo ainda é incrível. Ele olha para mim e vejo muito amor em seus olhos, o que torna difícil respirar. O travesseiro ainda está contra meu rosto, com meus olhos espreitando para fora. — Então, o que você disse? — Eu pergunto em voz abafada. — Ela irá a um encontro na sexta-feira — ele resmunga e caio de volta na cama, rindo tanto que lágrimas escorrem por meu rosto. Sim, isso é êxtase, eu penso comigo mesma.

Fim.

Série Until #1 Until November - Aurora Rose Reynolds  

*Cada livro é de um casal diferente, porém todos eles estão interligados. Os livros são sobre os irmãos Mayson, cada um deles têm um livro....

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