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E-LEitura Sua revista digital Revista da disciplina de Leitura e Produção Textual Acadêmica, Língua Espanhola- EaD- 1ª fase.


SUMÁRIO:

MARIA INÉS REJAS BITENCOURT ............................................................................................. 4 ANA PAULA DE ALMEIDA CARDOSO ....................................................................................... 7 Cristian Moura ............................................................................................................................... 11 ROSELARA ZIMMER SOARES ................................................................................................... 14 VIVIANE SOARES DA SILVA ...................................................................................................... 17 Ronise Corrêa da Silva ................................................................................................................ 21 ROSANGELA HERMANI ALVES PACIFICO ........................................................................... 22 FELIPE RODRIGUES SEVERINO .............................................................................................. 25 Shirlayne Maikot ........................................................................................................................... 29 Sandra Maria de Sousa ................................................................................................................ 31 VIVIANE SOARES DA SILVA ...................................................................................................... 33 Luzia Antonelli Pivetta ................................................................................................................ 37 JOSÉ ELIAS DE JESUS ................................................................................................................... 40 Rogério Cella Cordeiro ................................................................................................................ 43 ELITA DE MEDEIROS ................................................................................................................... 44 DENISE BATISTA........................................................................................................................... 47 CARLA ADAMI ................................................................................................................................ 49 ANTONIO LUCIANO DE JESUS.................................................................................................. 52 JOSÉ ANTONIO VÁZQUEZ JORGE ............................................................................................ 56 Priscila Berndt................................................................................................................................ 59 Maise Rosa da Costa ..................................................................................................................... 62 CREUSA EDIT VERISSIMO .............................................................................................................. 65 JOSIANE BALDINO BEZERRA ........................................................................................................ 68 Vilma Chapeton Samayoa Zunino ........................................................................................... 70 Fábio José da Veiga ....................................................................................................................... 73 WIRLE TEREZINHA DE MELLO ............................................................................................... 76 ELIANE SANDRIN BERGUER .................................................................................................... 80 RUDNEY RICARDO........................................................................................................................ 85 CLÁUDIA RAMOS TORRENS ..................................................................................................... 88

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“Nos tempos atuais o que seria de nós sem a tecnologia?” Cleonice Kondlatsch Pólo Itajaí-sc, curso Letras-Espanhol

O tempo está tendo um grande avanço em relação às tecnologias, portanto toda criança começa a ter acesso sobre a mesma muito cedo e com isso se tornando um jovem e adulto dependente dela. Sendo assim, necessita de conhecimentos, pois no campo profissional, em qualquer área, a tecnologia está infiltrada. Ou seja, a tecnologia está ao nosso redor, podendo até viver plenamente em nossa vida.

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MARIA INÉS REJAS BITENCOURT DISCIPLINA: LEITURA E PRODUÇÃO TEXTUAL ACADÊMICA ATIVIDADE: RESENHA CRÍTICA-GÊNEROS TEXTUAIS E ENSINO DE LÍNGUAS

A autora Abuêndia Padilha Peixoto Pinto, tem uma página na internet na qual encontramos “Gêneros textuais e ensino de línguas: reflexões sobre aprendizagem e desenvolvimento (http://www.pgletras.com.br/abuendia-padilhapeixoto.htm). Doutora em Linguística pela PUC de São Paulo (Processos Cognitivos e Estilos Individuais: uma proposta para o desenvolvimento da autonomia do leitor(1996); Mestre em Letras pela UFPE (Conservação dos Níveis Sociolingüísticos na Tradução Literária) (1978). Formada em Letras pela Faculdade de Filosofia do Recife-FAFIRE. Abuêndia na sua pesquisa sobre“Gêneros Textuais e ensino de línguas”, analisa que haja mudanças no ensino-aprendizagem de língua estrangeira, os “PCNs propõem uma reflexão sobre os gêneros discursivos, a fim de direcionar os currículos para um ensino mais eficaz. Tais diretrizes objetivam promover a aprendizagem de uma maneira mais significativa; uma aprendizagem que leve o aluno a construir uma competência comunicativa por meio de usos realistas”. A autora propõeque sejam desenvolvidas as competências e habilidades em língua estrangeira moderna tais como: representação e comunicação, investigação e compreensão, contextualização sócio-cultural. Para que haja todo esse desenvolvimento na prática de ensino- aprendizagem de língua estrangeira, é preciso que o professor seja o mediador nas tarefas, e que a partir daí o aluno iniciante sinta confiança em si mesmo na hora de produzir seu texto, ou então, que o seu discurso seja mais claro. É preciso trabalhar o aprendiz para ele ter segurança naquilo que está fazendo, seja na escrita ou na oralidade. Para os autores que foram pesquisados sobre “Gêneros Textuais e ensino de línguas”, qual seria a prática ideal para trabalhar com os alunos iniciantes em língua estrangeira? Sempre colocaram como meta principal a linguagem escrita e oral e que a partir daí os alunos deveriam saber desenvolver suas atividades. Porém, para que se adquira uma boa compreensão na linguagem, seja ela estrangeira ou nacional, precisamos de mais elementos para uma boa prática de ensinoaprendizagem. Para uma boa aprendizagem em produção textual, o professor precisa trabalhar o aluno para que ele além de saber ler, escrever e falar, também saiba interpretar o que está lendo, copiando e falando. Produção textual não significa mais “comunicação e expressão”? Pois é, acho que andaram esquecendo-se disso, assim como andaram esquecendo que também fazemos uso da linguagem corporal. É preciso saber trabalhar a língua estrangeira num todo (oral/escrita/expressão corporal/audição/visão/olfato/paladar/tato). É possível realizar trabalhos maravilhosos com os alunos usando a tecnologia como complemento nas atividades a serem realizadas, é a tal aula diferente que eles tanto cobram dos educadores. Uma aula diferenciada faz com que nossos alunos participem deixandoos tão a vontade que alguns deles esquecem que são tímidos. E quanto ao professor de língua estrangeira, ele pode ir mais longe, saber fazer uso dos cinco sentidos numa aula, é só planejar. 4


Para ser “Bela”, temos que ver estrelas.

Ficar bonita sem dor, é com o“Batom Flor”

Figuras, título, slogan, já definem que o alvo é o público feminino. O título foi dado, conforme o sofrimento da mulher para ficar bonita(depilação, atualizar o tipo de cabelo, usar salto, etc). Quanto ao nome do batom, é devido aos tipos de cores que geralmente levam o nome de flores, e nada mais suave do que a “suavidade” e o perfume das flores. J| dizia o poeta Vinícius de Moraes. As feias que me perdoem, mas beleza é fundamental. Se a vaidade masculina está em alta, as mulheres devem preocupar-se cada vez mais com o seu visual. Dizem que invadimos o espaço deles, mas eles não percebem ou não querem perceber que também estão invadindo o nosso espaço. A mulher no mercado de trabalho, fez o homem ficar mais vaidoso.

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“Criança é tudo de bom” Com o “Ursinho Pipo” Seus bebês ficam calmos e alegres

Ser criança é bom, ser criança faz bem, seja uma também, o sonho não acabou, basta olhar uma e ver, que o sonho recomeçou(trecho música Turma da Mônica). Nesta propaganda, atinge o público infantil a partir dos dois anos, daí eles até podem pedir o ursinho pipo para seus pais. Mas o alvo é atingir os pais para que adquiram o produto e com isso os bebês e pais ficam calmos já que se seus pimpolhos estão brincando com algo que lhes dá conforto, tranquilidade . Maria Inés Rejas Bitencourt

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ANA PAULA DE ALMEIDA CARDOSO LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS ACADÊMICOS ATIVIDADE 3: RESENHA CRÍTICA

PINTO, Abuêndia Padilha. GÊNEROS TEXTUAIS E ENSINO DE LÍNGUAS: REFLEXÕES SOBRE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO. Gelne, Pernambuco, v. 4, n. 1, p.1-6, 2002. Disponível em: <http://ead.moodle.ufsc.br/file.php/1481/webteca/Generos_textuais_e_ensino_de_ling uas.pdf>. Acesso em: 07 jul. 2011.

O artigo analisado apresenta um estudo sobre como os gêneros textuais são introduzidos no contexto escolar e acercar-se do quanto à noção de gênero e sua analogia com as práticas sociais podem corroborar para a produção e a captação de informações e ideias que promulguem as maneiras de pensar, interagir e sentir dos educandos. A autora inicia o artigo conceitualizando, breve e superficialmente, o gênero. No entanto, esta objetividade deixa o texto leve e de fácil leitura. Após, a autora faz uma reflexão sobre a aprendizagem, citando Vygotskye Frawley, esta reflexão auxilia o leitor a perceber a importância de trabalhar gêneros em sala de línguas. Uma vez embasada em Marcuschi, Dolz e Schneuwly, acredita no gênero como um “(mega) instrumento” (p.4), já que possibilita trabalhar e por isso desenvolver as diversas habilidades que os PCNs preconizam. Reporta-se ainda a Frawley (2000:108), no que diz respeito a “contexto”. Para ele, não devemos ter uma visão superficial do que é contexto, mas sim, levar em conta toda uma gama de informações que vêm atreladas a ele. Assim, a autora afirma que “isto faz com que o contexto deixe de ser visto como um conjunto de ideias compartilhadas e sim como uma oportunidade comum, um ambiente real e autêntico para os indivíduos descontarem suas diferenças, a fim de operarem como se houvesse um conhecimento partilhado”. (p. 2) Cita também o desenvolvimento cognitivo com base na teoria de Vygotsky quando afirma que tal desenvolvimento tem ligação direta com a linguagem, com o desenvolvimento social e com o desenvolvimento físico, não deixando de levar em conta que isso ocorre num contexto sócio-cultural que deve ser considerado ao emitir julgamento sobre a aquisição e/ou construção de conhecimentos. (p.2)

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No que tange ao ensino de gêneros textuais, a autora faz menção a Bakthin (1992), que diz que nos comunicamos por meio de gêneros. Neste ponto, especificamente, me remeto à literatura estudada recentemente para apresentação de um seminário sobre identidade social, em que o objetivo principal do texto de Bakthin (2003), é Investigar a construção das identidades sociais a partir de uma perspectiva sócio-histórica do discurso. Sobre o aprendizado de língua estrangeira, a autora nos faz refletir sobre o fato da dificuldade que temos, enquanto professores, de auxiliar nossos alunos a “comunicar informações e ideias de acordo com um propósito comunicativo e por meio de formas linguísticas apropriadas a contextos específicos”. (p. 5) Como meio de minimizar tal situação, propõe uma ponderação mais profunda sobre o ensino dos gêneros textuais e das práticas sociais aliados ao papel do professor enquanto mediador nas tarefas de aprendizagem.

Referências Bibliográficas: BAKHTIN, Mikhail 1992. Os Gêneros do Discurso. In : Estética da Criação Verbal São Paulo : Martins Fontes. ––––––. Estética da criação verbal. Tradução Paulo Bezerra. São Paulo: Martins Fontes. 2003. DOYLE, Walter 1987 “The Classroom as a Workplace : Implications for Staff Development. “ In : Marvin F. Wenden& Ian Andrews (editors) Staff Development for School Improvement. Philadelphia :ThePalmer Press. FRAWLEY, William 2000 Vygotsky e a CiênciaCognitiva.Porto Alegre: Artes Médicas. MARCUSCHI, Luiz Antônio 2000 Gêneros Textuais : o que são e como se classificam Recife, UFPE (mímeo) ________________________2002 Gêneros Textuais, Mídia e Ensino de Língua. S Paulo: Cortez

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Se tudo que você deseja, é que ele se toque.....

Não espere sentada...

Dê Semancol© pra ele! Semancol©...se ele não tem, dê pra ele!

Agora também em cápsulas....

O produto foi desenvolvido para uma parcela do público masculino que tem apresentado problemas de relacionamento no que tange a aceitação por 9


parte das mulheres. Ao serem “dispensados”, os homens têm revidado de forma violenta e brutal e a escolha se justifica como forma de repúdio a esta atitude. Também se destina às mulheres que vivem essa situação de perseguição por parte de seus companheiros ou ex-companheiros, a fim de que as mesmas sintam-se encorajadas a tomar uma atitude e que não esperem muito para fazer isso. O material foi escolhido com base na importância das imagens para facilitar a compreensão do público. O slogan faz uma alusão ao teor sentimental e sexual do apelo, uma vez que é indicado para um problema de relacionamento. A oferta do produto em outra variedade (cápsulas), remete ao fato de que não existem motivos para não agir....

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Cristian Moura LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS ACADÊMICOS ATIVIDADE: 3 RESENHA NOBREGA, Maria. José 1.Produção de texto: retextualização e autoria. Disponível em: http:www.ead.moodle.ufsc.br/file.pdf/1481/webteca.Produção_de_Texto.pdf Conforme o texto “ Produção de texto: retextualização e autoria” de Maria José Nóbrega, a autora apresenta que o Gênero textual está inerente ao contexto sócio-histórico, vinculado à vida cultural e social das pessoas. Logo nas páginas iniciais, percebe-se que os gêneros contribuem para ordenar e estabilizar a comunicação do dia-dia. Nóbrega nos chama a atenção sobre o uso intensivo das novas tecnologias, questão contribuindo para um aumento significativo dos gêneros textuais em nosso cotidiano. Por exemplo, o “email”, o “chat”, o “Messenger” que são novos gêneros textuais presentes na contemporaneidade, através da informática.Estes gêneros têm nas cartas e nos bilhetes seus antecessores... A autora também faz uma diferenciação entre o gênero textual e o tipo textual. Enquanto o primeiro está ligado ao contexto sócio-histórico, aonde se muda ou se adapta conforme o tempo. O segundo refere-se a uma espécie de designação teórica defendida pela natureza lingüística de sua composição, ou seja, os aspectos léxicos, sintáticos, tempos verbais e relações lógicas já estão convencionados e devem ser seguidos pelo autor na realização de uma obra textual. Nóbrega em seu texto, nos traz cinco tipos de categorias textuais são elas: narração, argumentação, exposição, descrição e injunção. No entanto, outro autor: MAIA, (2000) nos apresenta que além dessas cincos categorias, existe mais uma que a autora Nóbrega não menciona. A categoria de tipo textual: “texto dialogal” que consiste na interação de dois interlocutores, que alternam o uso da palavra”(pg 27 e 28). Por fim, Nóbrega nos explica que os gêneros textuais, assim como os tipos textuais, devem ser trabalhados pedagogicamente pelos professores e alunos em sala de aula. Ela cita os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN´s). Nestes, existem formas e estratégias de como se trabalhar com a produção textual na escola. Ainda no fim do texto é feita uma reflexão se há gêneros textuais ideais para o ensino da língua .Segundo os estudos da autora, a resposta seria não. Mas ela salienta para se toma cuidado com os níveis menos formais, mais privados e mais público. É importante pensarmos o público e a linguagem para quem se escreve. Cada linguagem, cada tipo textual e cada gênero textual será destinado a uma pessoa e/ou pessoas que lerão e refletirão sobre as considerações de quem escreveu. Por isso o gênero e tipo textual deverá ser adequado.Por exemplo, a linguagem do gênero ofício (formal) se diferenciará da linguagem do gênero email (informal). 11


O texto é muito bom e de fácil compreensão, está bem explicado, vale a pena ler para aprender mais, sobre a produção, o gêneros e tipos textuais... ______________________________ 1

Maria José Nóbrega é consultora pedagógica da revista Carta na Escola. É formada em língua e literatura vernáculas pela PUC de São Paulo e tem mestrado em Filologia e língua Portuguesa pela USP.Presta assessoria na área de língua portuguesa. É autora de vários artigos sobre produção textual, tem artigos publicados em revistas especializadas na área da educação. Como por exemplo na revista Nova Escola. E assessora programas de formação continuada junto ao MEC.

Referências: MAIA, João Domingues. Português: Série Novo Ensino, Volume Único, 7º Edição. Editora Ática,2000.(pg 27 e 28)

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Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Professoras: Vera Regina de Aquino Vieira e Maria José Damiani Costa Disciplina:Leitura e produção Textual Acadêmica Alumno: Cristian Moura

Atividade 1

Valorize seu professor, todas as profissões passam e passarão por ele.

Escolhi falar deste tema devido a greve da categoria que está acontecendo no estado de Santa Catarina. Apesar de eu ser professor da rede municipal de Balneário Camboriú, apoio os colegas da rede estadual de Santa Catarina, no que se diz respeito a melhores salários e melhores condições de trabalho. A valorização da Educação passa pela valorização dos profissionais do Ensino. Valorizem quem estuda...

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ROSELARA ZIMMER SOARES LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS ACADÊMICOS ATIVIDADE 3 – RESENHA CRÍTICA GÊNEROS TEXTUAIS – APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO RoselaraZimmer Soares Universidade Federal de Santa Catarina O texto de Abuêndia Padilha Pinto trata dos gêneros textuais e do ensino de línguas no processo de aprendizagem e desenvolvimento e sua relação com as práticas sociais, defendendo a ideia de que o ensino de uma língua estrangeira se dê a partir da comunicação real, na qual os elementos que a compõem darão mais sentido e amplitude à realidade, facilitando a produção textual em Língua Estrangeira. Conforme Swales (1990), Adam (1990), Bronckart (1999) e Marcuschi (2002), gêneros textuais são “formas textuais escritas ou orais estabilizadas, histórica e socialmente situadas.” (Apud Pinto, 2002 ), ou seja, “ são textos que encontramos em nossa vida diária e que apresentam algumas propriedades funcionais e organizacionais características, concretamente realizadas.” (Marcuschi, 2002:4). O artigo salienta que é pela interação que se dá o processo de aprendizagem e desenvolvimento, segundo os estudos de Vygotsky, do qual se pode verificar quatro ideias fundamentais: desenvolvimento, os processos de controle, mediação e de internalização, que são consideradas as bases cerebrais do pensamento superior. Em função de todo esse processo, Abuêndia considera que o aluno precisa ter domínio sobre as formas e as possibilidades dos diferentes gêneros como parte do processo de aprendizagem do falar e escrever, e cabe ao professor criar um espaço potencial de desenvolvimento de modo que o aprendiz obtenha, na ZPD, um maior domínio das características de cada gênero, que segundo lingüistas e numa perspectiva bakhtiniana é definido por três dimensões essenciais:os conteúdos, que se tornam dizíveis através do gênero;a estrutura (comunicativa) específica dos textos pertencentes ao gênero;as configurações específicas das unidades de linguagem que são, sobretudo, traços da posição enunciativa do enunciador e, os conjuntos particulares de sequências textuais e de tipos discursivos que formam sua estrutura. Para Pinto (2002), o ensino da comunicação oral ou escrita se realizará efetivamente por meio da interação de três fatores: as práticas sociais, as capacidades 14


de linguagem e as estratégias de ensino, acrescidas com a interação oral ou por escrito no contexto escolar. E cabe ao professor como mediador do processo de ensinoaprendizado propor reflexões sobre os gêneros textuais e das práticas sociais por eles associadas. PINTO, Abuêndia Padilha. 2002. Gêneros textuais e ensino de línguas: reflexões sobre aprendizagem e desenvolvimento. In: DIONÍSIO, A.P.; MACHADO, A. R. e BEZERRA, M.A.(orgs) Gêneros Textuais e Ensino. Rio de Janeiro: Editora Lucerna.

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REGISTRE MOMENTOS ESPECIAIS DA SUA VIDA E DAS PESSOAS QUE AMA

A FUJIFILM ENTRA COM A TECNOLOGIA E VOCÊ COM A CRIATIVIDADE ROSELARA ZIMMER SOARES

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VIVIANE SOARES DA SILVA LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS ACADÊMICOS ATIVIDADE 3: RESENHA CRÍTICA – VERSÃO FINAL TEXTO ESCOLHIDO: Nº 3 - GÊNEROS TEXTUAIS: DEFINIÇÃO E FUNCIONALIDADE AUTOR: LUIZ ANTÔNIO MARCUSCHI*

Referência Bibliográfica: MARCUSCHI, Luiz Antônio. Gêneros Textuais: definição e funcionalidade. In: DIONÍSIO, Ângela P.; MACHADO, Anna R.; BEZERRA, Maria A. (Org.) Gêneros Textuais e Ensino. 2ª ed. Rio de Janeiro: Lucerna, 2003. Gêneros textuais: Uma pauta construtiva O ser humano está em constante evolução e com surgimento das novas tecnologias, a linguagem usada pela humanidade sofre adaptações. O crescimento de novas formas de se comunicar permite o surgimento de novos gêneros textuais ou adaptação dos mesmos. Neste contexto, o artigo “Gêneros textuais: definição e funcionalidade” do lingüista e professor universitário Luiz Antônio Marcuschi aborda uma variedade de gêneros textuais relacionados aos meios de comunicação e busca compreender e analisar suas peculiaridades, além de apontar aspectos sobre o assunto que podem ser trabalhados em sala de aula. O artigo esclarece o conceito de gênero e mostra importantes elementos para a compreensão do assunto. Organizado em sete subtítulos, o documento faz uma observação histórica do surgimento dos gêneros, sua expansão, até sua aplicação nos dias de hoje, com o surgimento da internet, momento que presenciamos uma explosão de novos gêneros e formas de comunicação. Marcuschi defende a idéia de que a tecnologia favorece o surgimento de novos gêneros, todavia muitos sofrem apenas adaptações por influência da denominada cultura eletrônica que vivenciamos atualmente. No decorrer de seu artigo, o autor que tem várias publicações explorando a área da lingüística, apresenta o conceito de gênero textual e faz a distinção entre o gênero e o tipo textual, sempre expondo exemplos para que o leitor compreenda o assunto com clareza. Nesta conjuntura sobre o tema abordado, suas características, adaptações e influências, o pesquisador ainda apresenta definições de domínio discursivo, texto e discurso, cita diversos autores e sugere uma nova perspectiva para o ensino da língua portuguesa e literatura, mostrando sempre a oportunidade que os professores possuem de trabalhar a questão com os mais diversos exemplos do cotidiano. A leitura do texto por parte dos educadores e estudiosos da língua deveria ser pré-requisito para despertar o interesse e promover uma nova visão sobre o 17


assunto, pois permite que o leitor compreenda a necessidade de repensar o modo de ensinar os alunos e também esclarece várias dúvidas por meio de exemplos expostos no decorrer das 12 páginas escritas pelo autor.

*LuizAntônioMarcuschi possui doutorado em filosofia da linguagem (1976) e pós-doutorado em questões de oralidade e escrita (1987), ambos realizados na Alemanha. É professor titular em lingüística do Departamento de Letras da Universidade Federal de Pernambuco.

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Atividade Lúdica I Acadêmica: Viviane Soares da Silva (Letras-Espanhol – Pólo Itajaí)

Justificativa: Esta publicidade é direcionada para as donas de casa e empregadas domésticas que possuem dificuldade para limpar a sujeira em suas casas ou local onde trabalham. O personagem de Aladim foi o escolhido porque sua história é conhecida por realizar todo e qualquer desejo a ele dirigido. Como o desejo do público-alvo da publicidade é ver a casa limpa sem esforço optei pelo 19


personagem que segundo a história que conhecemos concede apenas três desejos. O produto comercializado possui quatro opções de escolha, sendo assim criei o slogan: “Quatro opções para você escolher e deixar Aladim com seus míseros três desejos de lado”. A frase faz com que o receptor (público) idealize o produto como sendo melhor que escolher três desejos mágicos.

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Você se vê

assim toda vez que se olha no espelho após fazer a limpeza da sua casa ?

Pensa porque algumas mulheres são assim? Como conseguem?

É simples, elas usam VEJA, o novo conceito de limpeza. Limpa facilmente, sem agredir a sua beleza.

Devido aos valores da atual sociedade, a mulher trabalha fora, mas ainda é dona de casa. Há uma necessidade crescente de produtos milagrosos, que auxiliem a mulher a maximizar seu tempo. Pensando na mulher, escolhi este produto, para que elas vejam como é importante passar o fim de semana inteiro passeando com a família, fazendo compras ou outra atividade de lazer, ao invés de perder sua beleza ficando a folga inteira usando utensílios antiquados e produtos ineficientes. VEJA é a solução.

Ronise Corrêa da Silva

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ROSANGELA HERMANI ALVES PACIFICO GÊNEROS TEXTUAIS E ENSINO DE LÍNGUAS: REFLEXÕES SOBRE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO ATIVIDADE: RESENHA CRÍTICA Abuêndia Padilha Pinto, autora do artigo, Gêneros Textuais e Ensino de Línguas: Reflexões sobre Aprendizagem e desenvolvimento, professora, pesquisadora lingüística, autora de vários artigos e publicações é sócia fundadora da ALAB (Associação de Lingüística Aplicada do Brasil), faz parte do Conselho Editorial da revista “Ao pé da letra” (Revista dos alunos de graduação em letras UFPE) entre outros.

Conforme Abuêndia em seu artigo, na idéia de Vygotsky, atribui uma enorme importância à dimensão social que possibilita a mediação do indivíduo com o mundo. Tais processos psicológicos superiores e formas de interagir só ocorrem devido ao aprendizado, que se realiza num determinado grupo cultural, a partir da interação do indivíduo

com

outros.Oaprendizado,

portanto,

é

considerado

porVygotskycomofundamentalparao desenvolvimento pleno do ser humano.

Sendo assim, pode-se dizer que uma criança que ao crescer longe de uma boa cultura ou uma boa influência, não será uma pessoa capaz, bem desenvolvida? Não fará um bom papel enquanto cidadão? Em quanto àquela criança que tem uma boa cultura, uma boa influência na sociedade, terá mais facilidade de aprender, ter mais desenvoltura terá mais facilidade de enfrentar o mundo?

Autoraressaltano texto que, Vygotsky (1987), diz que a zona de desenvolvimento proximal representa o espaço entre o nível de desenvolvimento real, 22


ou seja, aquele momento, onde a criança era apta a resolver um problema sozinha, e o nível de desenvolvimento potencial, a criança o fazia com colaboração de um adulto ou um companheiro.

De acordo comtexto, sobre Gêneros textuais e ensino pode-se dizer que, se para uma criança que não tem uma cultura suficiente para um bom aprendizado, também será muito mais difícil para a mesma aprender uma nova linguagem, um idioma, quanto mais entender ou escrever textos. Autora ainda complementa que, a aquisição das habilidades de comunicação constitui um longo processo que deve estar relacionado ao discurso, ou seja, à linguagem em uso e ao contexto global que contribui para a comunicação.

Portanto cabe ao professor mediar o aluno ao conhecimento, assim podendo chegar à zona de conhecimento proximal, interagindo com eles a usarem os “porquês”, “como”, então o professor poderá estimular o aluno, ajudando sanar suas dúvidas e recuperar sua capacidade.

Referências Bibliográficas: FRAWLEY, William 2000 Vygotsky e a Ciência Cognitiva. Porto Alegre: Artes Médicas. VYGOTSKY, L.S. Pensamento e linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1987.

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Este texto publicitário foi escrito para todas as pessoas que amam independente da idade cor ou raça. São para os apaixonados, aqueles que dão valor a pessoa que esta ao seu lado, não importa o tempo, se é de uma semana um mês um ano ou uma eternidade... O tema escolhido é porque estamos no mês de junho, o mês dos namorados.A imagem dos personagens, junto com a frase “O amor não tem idade”, nos traz uma mensagem não somente para esta data tão especial, mas sim para toda a vida. Sobre a escolha do produto, a marca ARMANI nos da uma referência de importância no amor, porque o amor tem um cheiro especial, é belo, harmonioso, inconfundível e não há outro igual... Rosângela hermani Alves Pacifico Içara, 10 de junho de 2011. 24


FELIPE RODRIGUES SEVERINO LEITURA E PRODUÇÃO TEXTUAL ACADÊMICA TÓPICO III – RESENHA CRÍTICA: O PROCESSO DE ELABORAÇÃO TEXTUAL RESENHA CRÍTICA DO TEXTO GÊNEROS TEXTUAIS E O ENSINO DE LÍNGUAS: REFLEXÕES SOBRE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO O artigo “Gêneros Textuais e Ensino de Línguas: Reflexões sobre Aprendizagem e Desenvolvimento”, publicado no Volume IV, Número 1 da Revista do Grupo de Estudos Linguísticos do Nordeste (entidade pertencente à Universidade Federal do Ceará) no ano de 2002, traz uma interessante reflexão, seguindo a teoria vygotskyana sobre a utilização dos gêneros textuais no processo de ensino/aprendizagem de línguas, que se faz necessária não somente para os professores de Língua Estrangeira, mas também para os docentes das demais áreas. A autora Abuêndia Padilha Peixoto Pinto (Doutora em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem pela PUC/SP, atualmente Professora Associada I daUFC) inicia seu artigo fazendo uma breve introdução sobre a conceituação de Gêneros Textuais, utilizando citações1 que o definem como “formas textuais, escritas ou orais estabilizadas histórica e socialmente situadas” (PINTO, 2002, p. 1), sendo que essas formas textuais devem ser entendidas pelo aluno para que o mesmo possa estabelecer relação com o outro. Saliento esta ideia como extremamente importante, pois revela o caráter indissociável que a utilização dos diversos gêneros textuais pode ter ampliar e favorecer de maneira significativa a maneira como o aprendente percebe o meio e interage com ele, dando uma significação adequada ao processo ensino/aprendizagem. Pinto traz no primeiro tópico de seu artigo (p. 2) uma breve reflexão sobre os processos de desenvolvimento e aprendizagem, enfocando a teoria vygotskyana acerca desse tema, enfatizando os processos fundamentais (biológicos) que serão responsáveis pela elaboração do pensamento superior, mas sem deixar de considerar a importância da dimensão social para o desenvolvimento de mecanismos de interação do indivíduo com o meio, a fim de 1

Presentes nos autores Swales (1990), Adam (1990), Bronckart (1999) e Marcuschi (2002)

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construir conhecimento. A autora reafirma a importância da utilização da linguagem em uso e do contexto global para a comunicação (p. 3) que serão fatores imprescindíveis para a elaboração e compreensão da estrutura interna do gênero textual. Para isso, ilustra as habilidades e competências presentes nos PCNs de Língua Estrangeira Moderna, que se propõem a trabalhar com os conceitos mencionados no início deste parágrafo. Pinto reforça a idéia de que as estratégias de ensino devem em consonância com as práticas sociais vivenciadas pelo aluno e as capacidades de linguagem do mesmo. A autora encerra o artigo (p. 5) frisando que o processo de construção do conhecimento em Língua Estrangeira utilizando os Gêneros Textuais só se dará a partir do momento em que o professor iniciar seu papel de mediador, levando em consideração os diversos contextos de vida e da realidade de seus alunos, para que assim, possa formar aprendizes autônomos, conscientes e confiantes no processo educativo. Considero importante mencionar aqui que, para que a utilização dos Gêneros Textuais seja significativo, que sejam utilizadas ferramentas de interesse do aluno, como as redes sociais, e a música internacional, para que o mesmo possa estar se familiarizando com o conteúdo aprendido, tornando assim, o processo ensino/aprendizagem significativo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: PINTO, Abuêndia P. P. . Gêneros Textuais e Ensino de Línguas: Reflexões sobre Aprendizagem e Desenvolvimento. Revista do Gelne (Universidade Federal do Ceará, OnLine), Volume IV, Número I, 2002. Disponível em http://www.gelne.ufc.br/revista_ano4_no1_20.pdf. Data de Acesso: 07/07/2011.

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O produto imaginário foi pensado para uma campanha de valorização ao papel das mulheres na sociedade contemporânea e, consequentemente no mercado de trabalho. A utilização da imagem de Rapunzel triste na janela da torre, com a clássica história da moça frágil, que espera seu amado para poder se livrar de seus males ilustra o papel da mulher enquanto sujeito 27


passivo na sociedade (o modelo da “Amélia” brasileira), e a utilização do produto “Semancol” poderia torná-la ciente e independente do seu papel social e de sua contribuição para o seu crescimento pessoal e profissional. [Felipe]

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Resenha: Gêneros Textuais e ensino OLIVEIRA, Manoel Edson de. Gêneros Textuais e ensino. Revista Dialogia, São Paulo v. 8, n.1 p. 83 – 91, 2009.

Shirlayne Maikot O interessante artigo “Gêneros Textuais e ensino” do professor Manoel Edson de Oliveira, Doutor e mestre em língua portuguesa formado pela PUC – SP, foi originalmente publicado na Revista Dialogia, que é uma publicação dedicada à discussão de questões teórico-metodológicas das licenciaturas e formação de professores nos diversos níveis. Nele o autor propõe o ensino da língua portuguesa não apenas como uma reprodução dos conceitos teóricos mais sim que o ensino deve estar inserido no contexto sócio-histórico de cada cultura, no caso da língua portuguesa, a cultura brasileira. No ensino da língua portuguesa durante muito tempo foi priorizando os conceitos formais e gramaticais, não que a correta utilização desses conceitos não seja importante, o fato é que uma nova visão de ensino foi sendo implantada nas ultimas décadas, no país e no mundo. Nessa nova visão, baseada em teorias sóciointeracionistas, a linguagem é parte da interação entre os sujeitos, e o texto é o resultado dessa interação, em diversos gêneros que são criados e recriados pela sociedade. Levando esse fato em consideração, no ensino da língua portuguesa a interação e os diferentes gêneros são importantes para a construção do conhecimento em relação ao ensino e a aprendizagem da língua portuguesa, e o próprio conhecimento da sociedade, pois a noção de gênero não apenas pode explicar o funcionamento da língua em si, mas pode explicar todo o funcionamento da sociedade. Para comprovar sua teoria, Oliveira realizou uma série com 3 oficinas de produção textual junto aos alunos 8ª série do ensino fundamental do colégio Santo Américo. Nessas oficinas, utilizando o gênero propaganda, procurou-se uma aproximação com os alunos para verificar seus conhecimentos e a forma de produção textual, com vista no desenvolvimento de uma sequência didática que facilite a vida de milhões de alunos em todo o mundo. Certamente as ideias propostas pelo autor são muito válidas, bem como o dialogo que ele realiza com os diversos autores, essa é a nova forma de educar para o futuro, onde não é mais valida a noção de que o aluno deveria decorar normas e regras, e sim aprender participando da própria aprendizagem, dessa maneira pode-se desenvolver as próprias potencialidades e a ter uma melhor internalização dos conteúdos propostos.

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Para o homem sofisticado como você:

ARMANI E tenha o mundo a sua disposição!

1) Essa publicidade foi pensada para um público formado principalmente por homens de negocio e profissionais liberais da classe média, que tem a possibilidade de investir em produtos de qualidade e tem interesse em marcas já consolidadas no mercado internacional. 2) As fotos escolhidas casaram perfeitamente com o assunto, primeiramente olhei todas as fotos e depois escolhi o assunto que considerei que ficariam mais interessantes, procurei uma frase curta mais de efeito por ser o que encontramos nas publicidades em geral, principalmente para um público que certamente já conhece o produto ou a marca e não precisa de muitas explicações. Tentei fazer com que ficasse como uma página de revista, tipo a Caras por exemplo, mais a figura não aceita recortes eu preferiria trabalhar no PowerPoint, pois teria mais opções que o Word. [Shirlayne]

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GÊNEROS TEXTUAIS E ENSINO DE LÍNGUAS: REFLEXÕES SOBRE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO

Sandra Maria de Sousa

Referências Bibliográficas: PINTO, Abuêndia Padilha. Gêneros Textuais e Ensino de Línguas: Reflexões sobre aprendizagem e desenvolvimento. Universidade Federal de Pernambuco. OLIVEIRA, Manoel Edson de. Gêneros textuais e ensino. Instituto de Ensino Superior de Cotia, Faculdade Associada de Cotia. Cotia-SP.

Os gêneros textuais traduzem: ”o que encontramos em nossa vida diária e que apresentam algumas propriedades funcionais e organizacionais características, concretamente realizadas (Marcuschi, 2002:4).” E como parte de nossas vidas, os gêneros vão desde uma receita de bolo, uma notícia de jornal, um poema à propaganda com seu discurso informativo e persuasivo, essa proximidade com o nosso dia a dia facilita a aprendizagem com e através dos gêneros. No entanto, pontualmente, Abuêndia Pinto salienta em seu artigo:“para que haja interação por parte dos alunos é imprescindível o entendimento da língua, a estrutura formal e as conseqüências lingüísticas.” Na mesma linha de entendimento, ela alerta para o grande cuidado a fim de se evitar a multiplicidade e a imprecisão na classificação dos gêneros textuais, pois levam os aprendizes de língua estrangeira a uma certa dificuldade para monitorar as habilidades comunicativas destinadas à compreensão e à produção de gêneros discursivos. Daí a importância de se desenvolver as competências na aprendizagem da língua estrangeira através da representação e comunicação; da investigação e compreensão e na contextualização sócio-cultural. Na teoria vygotskyana, adotada pela autora, o aprendizado é o fundamental para o desenvolvimento pleno do ser humano, Frawley (2000). Tal teoria descreve que a aquisição de conhecimentos é realizada por meio da interação, ou seja, do elo intermediário entre o ser humano e o ambiente. Os elementos mediadores neste processo são dois: os instrumentos e os signos – representações mentais que substituem objetos do mundo real. E, como o grande propósito que reveste o gênero textual é o comunicativo e, partindo-se da necessidade de um facilitador no ensino-aprendizagem para construir a competência comunicativa, os gêneros vêm a atender prontamente aos PCNs – Parâmetros Curriculares Nacionais, cabendo ao professor a criaçãode espaços potenciais de desenvolvimento para o maior domínio das características que definem um gênero textual. É justamente essa reflexão que Abuêndia Pinto entende como indispensável, principalmente, na formação dos currículos para o ensino mais eficaz de uma língua.

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VIVIANE SOARES DA SILVA LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS ACADÊMICOS ATIVIDADE 3: RESENHA CRÍTICA – VERSÃO FINAL TEXTO ESCOLHIDO: Nº 3 - GÊNEROS TEXTUAIS: DEFINIÇÃO E FUNCIONALIDADE AUTOR: LUIZ ANTÔNIO MARCUSCHI*

Referência Bibliográfica: MARCUSCHI, Luiz Antônio. Gêneros Textuais: definição e funcionalidade. In: DIONÍSIO, Ângela P.; MACHADO, Anna R.; BEZERRA, Maria A. (Org.) Gêneros Textuais e Ensino. 2ª ed. Rio de Janeiro: Lucerna, 2003. Gêneros textuais: Uma pauta construtiva O ser humano está em constante evolução e com surgimento das novas tecnologias, a linguagem usada pela humanidade sofre adaptações. O crescimento de novas formas de se comunicar permite o surgimento de novos gêneros textuais ou adaptação dos mesmos. Neste contexto, o artigo “Gêneros textuais: definição e funcionalidade” do lingüista e professor universitário Luiz Antônio Marcuschi aborda uma variedade de gêneros textuais relacionados aos meios de comunicação e busca compreender e analisar suas peculiaridades, além de apontar aspectos sobre o assunto que podem ser trabalhados em sala de aula. O artigo esclarece o conceito de gênero e mostra importantes elementos para a compreensão do assunto. Organizado em sete subtítulos, o documento faz uma observação histórica do surgimento dos gêneros, sua expansão, até sua aplicação nos dias de hoje, com o surgimento da internet, momento que presenciamos uma explosão de novos gêneros e formas de comunicação. Marcuschi defende a idéia de que a tecnologia favorece o surgimento de novos gêneros, todavia muitos sofrem apenas adaptações por influência da denominada cultura eletrônica que vivenciamos atualmente. No decorrer de seu artigo, o autor que tem várias publicações explorando a área da lingüística, apresenta o conceito de gênero textual e faz a distinção entre o gênero e o tipo textual, sempre expondo exemplos para que o leitor compreenda o assunto com clareza. Nesta conjuntura sobre o tema abordado, suas características, adaptações e influências, o pesquisador ainda apresenta definições de domínio discursivo, texto e discurso, cita diversos autores e sugere uma nova perspectiva para o ensino da língua portuguesa e literatura, mostrando sempre a oportunidade que

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os professores possuem de trabalhar a questão com os mais diversos exemplos do cotidiano. A leitura do texto por parte dos educadores e estudiosos da língua deveria ser pré-requisito para despertar o interesse e promover uma nova visão sobre o assunto, pois permite que o leitor compreenda a necessidade de repensar o modo de ensinar os alunos e também esclarece várias dúvidas por meio de exemplos expostos no decorrer das 12 páginas escritas pelo autor.

*LuizAntônioMarcuschi possui doutorado em filosofia da linguagem (1976) e pós-doutorado em questões de oralidade e escrita (1987), ambos realizados na Alemanha. É professor titular em lingüística do Departamento de Letras da Universidade Federal de Pernambuco.

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Atividade Lúdica I Acadêmica: Viviane Soares da Silva (Letras-Espanhol – Pólo Itajaí)

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Justificativa: Esta publicidade é direcionada para as donas de casa e empregadas domésticas que possuem dificuldade para limpar a sujeira em suas casas ou local onde trabalham. O personagem de Aladim foi o escolhido porque sua história é conhecida por realizar todo e qualquer desejo a ele dirigido. Como o desejo do público-alvo da publicidade é ver a casa limpa sem esforço optei pelo personagem que segundo a história que conhecemos concede apenas três desejos. O produto comercializado possui quatro opções de escolha, sendo assim criei o slogan: “Quatro opções para você escolher e deixar Aladim com seus míseros três desejos de lado”. A frase faz com que o receptor (público) idealize o produto como sendo melhor que escolher três desejos mágicos.

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Luzia Antonelli Pivetta LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS ACADÊMICOS ATIVIDADE: Resenha referente ao texto - Gêneros Textuais e Ensino No artigo Gêneros Textuais e Ensino, publicado na revista Dialogia (V. 8), o autor Manoel Edson de Oliveira, doutor em Língua Portuguesa e professor do Instituto Superior de Cotia (SP), expõe alguns aspectos referentes ao ensino tradicional, este que passou a ser contestado a partir dos anos 80, quando surgiram novas teorias baseadas no sociointeracionismo, na teoria da enunciação e do discurso e na linguística textual. Apoiado nessas novas metodologias de ensino e no que estabelecem os PCN’s, o autor desenvolve uma proposta de trabalho com gênero, aplicada na 8ª série do Ensino Fundamental, do Colégio Santo Américo, em São Paulo. A proposta tem como objetivo utilizar o gênero propaganda e, através de uma sequência didática previamente elaborada, conduzir os alunos a produção de uma propaganda do colégio, que será veiculada no jornal da instituição. Para isso, Oliveira organizou módulos de forma que, num primeiro momento o gênero foi apresentado aos alunos, bem como a situação de produção e o públicoalvo. Com essas informações, partiu-se para uma produção inicial, por meio da qual ele observou que capacidades os alunos já demonstravam ter em relação ao gênero proposto. Dessa forma, os módulos subsequentes foram organizados com o intuito de sanar os problemas que apareceram na primeira produção e de fornecer condições aos alunos de superá-los. O autor, em seu artigo, traz também alguns aspectos teóricos a respeito de gênero, sequência didática e propaganda. Ele cita autores como Mikhail Baktin, Helena Nagamine Brandão e Luiz Antônio Marcuschi, para elucidar a questão dos gêneros textuais/do discurso. Além de explicar a distinção entre tipos textuais (narração, argumentação, descrição, injunção, exposição) e gêneros textuais, estes que devem se referir aos “textos materializados que encontramos em nossa vida diária e que apresentam características sócio-comunicativas definidas por conteúdos, propriedades funcionais, estilo e composição característica”¹. Baseado nos teóricos Bernard Schneuwly e Joaquim Dolz, define o que seria, então, essa nova proposta de ensino de gênero com base nas sequências textuais, que deve levar o aluno a dominar o gênero para que possa produzi-lo na escola ou fora dela. E por fim, define o que é propaganda, conforme o que diz Antônio José Sandmann e Jorge S. Martins. O que se observa, diante dos aspectos mencionados pelo autor e da sequência elaborada, é que o ensino de língua materna através dos gêneros do discurso apresenta-se como uma proposta interessante e que pode motivar o aluno a produzir textos, verbais ou não-verbais, com mais facilidade e com mais propriedade, pois ele é levado a “conviver” com o gênero para entendê-lo, e isso certamente refletirá nas produções finais. Referências Bibliográficas: ¹MARCUSCHI, Luiz Antônio. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. In: DIONÍSIO, 37


Angela Paiva; MACHADO, Anna Rachel; BEZERRA, Maria Auxiliadora (orgs.). Gêneros textuais e ensino. 4. ed. Rio de Janeiro: Lucerna, 2005, p.22. OLIVEIRA, M.E.de. Gêneros textuais e ensino. Dialogia, São Paulo, v.8, n.1, p.8391, 2009.

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Cabelos mais bonitos para eles subirem pelas paredes.

A publicidade foi pensada para o público feminino. A escolha da personagem Rapunzel deu-se pelo fato de que possui cabelos longos, e como se sabe, foi través deles que o príncipe conseguiu subir até a torre para salvá-la. Por ser a personagem de contos de fadas cujo aspecto que mais se destaca é o cabelo, e pelo produto tratar-se de um objeto utilizado por mulheres para melhorar o aspecto capilar, justifica-se dessa forma a escolha para o anúncio. Já o jogo de ideias, vem com duplo sentido “Cabelos mais bonitos para eles subirem pelas paredes”: como fez o príncipe na história (literalmente), e também pelo senso comum da ideia “subir pelas paredes” no sentido de homens ficarem encantados, desejarem, etc. [Luiza]

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JOSÉ ELIAS DE JESUS LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS ACADÊMICOS ATIVIDADE: RESENHA Interações sociais através das TICs: Uma análise sociolingüística dos Gêneros Textuais no ambiente virtual “Gêneros textuais emergentes no contexto da tecnologia digital” (MARCUSCHI, Luiz Antônio, 2002, 45 páginas), nos trás, na forma textual, a palestra proferida pelo autor na 50ª Reunião do Grupo de Estudos Lingüísticos do Estado de São Paulo, realizado na USP em maio de 2002, abordando os impactos dos gêneros textuais, advindos com a massiva utilização das tecnologias digitais, na linguagem e no cotidiano social. O professor Luiz Antônio Marcuschi, um lingüista brasileiro, especializado em teoria e análise lingüística, com várias obras publicadas neste campo do conhecimento, atualmente exerce a cátedra na Universidade Federal de Pernambuco, realizando pesquisas e divulgação científica acerca das nuances da linguística nas interações pessoais e sociais. Nesta obra, Marcuschi analisa a influência das tecnologias digitais, em especial os gêneros textuais que emergiram nas últimas décadas no contexto da mídia virtual, notadamente a internet, na comunicação entre as pessoas, influenciando a análise de conceitos tradicionais e, até mesmo, o surgimento de novos conceitos em relação aos aspectos lingüísticos da oralidade e da escrita, cunhando expressões como “discurso eletrônico” e “letramento digital”. Nos dias atuais, quando dispomos de meios tecnológicos mais avançados e necessidades maiores de interatividade, Marcuschi analisa as interações pessoais e suas praticas discursivas, no contexto sociolingüístico, e seus gêneros textuais. Por conta destas inovações, o autor traça um paralelo entre aos chamados “gêneros emergentes” e os gêneros pré-existentes. As abordagens de Marcuschi nos ajudam a entender como estas práticas discursivas ocorrem e quais os efeitos das TICs sobre os gêneros textuais. Alguns gêneros textuais relacionados com o ambiente de ensino e aprendizagem a distância – EaD, tal qual o “bate-papo educacional”, são amplamente analisados sob o aspecto de sua importância educacional. Ao abordar estes gêneros textuais do ambiente virtual, Marcuschi desenvolve uma série de questionamentos acercada relação intrínseca das TICs e a linguística, num contexto de fala e escrita em um ambiente multimídia. Outras formas textuais, como wiki, blogs, fóruns, chat, etc., são referenciados pelo autor. Este texto nos apresenta uma abordagem moderna, atual, interagindo com o pensamento de vários pesquisadores. O autor foca essencialmente a escrita, afirmando que “um fato é aqui inconteste: a Internet e todo os gêneros a ela ligados são eventos textuais fundamentalmente baseados na escrita”, mesmo se tratando das videoconferências (interação comunicativa, on line, onde os interlocutores se manifestam através de áudio e vídeo)”. Marcuschi crê que “entramos, pois, numa era 40


em que a lingüística já se situa essencialmente como uma ciência que trata das práticas comunicativas, ou seja, vê como sua tarefa a análise da língua enquanto atividade interativa”. Referências Bibliográficas: MARCUSCHI, Luiz Antônio. Gêneros textuais emergentes no contexto da tecnologia digital. Em: MARCUSCHI, L. A. & XAVIER, A. C. (Orgs.) Hipertexto e gêneros digitais. Rio de Janeiro: Editora Lucerna, 2004.

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NESTE DIA DOS NAMORADOS ENTRELACEM SEUS CORAÇÕES

LOVE ART’S JOALHEIRO O AMOR EM JÓIAS

Este slogan publicitário foi projetado tendo como público alvo homens e mulheres de todas as idades, independente do estado civil. Obviamente, considerou-se a data comemorativa, cujo apelo mercantilista eleva os índices de vendas neste mês de junho, nos mais variados segmentos de mercado. A escolha das imagens e da frase vem de encontro com a idéia exposta, ou seja, expor em outdoors fará com que o público-alvo visualize-se recebendo/presenteando com esta jóia, cujo formato de corações entrelaçados expira comprometimento em alto nível. [José Elias]

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Rogério Cella Cordeiro

LatinoVox Tecnologia e comunicação

“Da era analógica { era digital, estabelecendo comunicação para a posteridade” Justificativa Quando se pensava em comunicação, num tempo remoto, ela era algo, por excelência, destinado a um público idôneo, adulto e mais elitizado. Hoje, no entanto, a comunicação e, principalmente, a comunicação que está mais intimamente ligada à tecnologia está direcionada, cada vez mais, a um público mais jovem. O jovem, o adolescente, a criança têm uma facilidade maior para mexer com aparelhos celular, MP3, MP4, entre outros. A idéia de utilizar uma criança indica a perspectiva do público jovem que faz uso das tecnologias. Utilizar um aparelho telefônico antigo dá a idéia da era analógica, sendo que o celular mostra a modernidade... e daí, a idéia de posteridade.

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ELITA DE MEDEIROS LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS ACADÊMICOS ATIVIDADE: RESENHA GÊNEROS

TEXTUAIS

E

ENSINO

DE

LÍNGUAS:

REFLEXÕES

SOBRE

APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO

O artigo de Abuêndia Padilha Pinto, da Universidade Federal de Pernambuco, apresenta os conceitos encontrados na Teoria de Vygotsky e deduz que o desenvolvimento cognitivo não ocorre isoladamente, mas relacionando-se com os desenvolvimentos físicos e da linguagem. Fundamentada em Palagana, a autora ainda afirma que, através da linguagem, o indivíduo controla o ambiente e o próprio comportamento. Analisando as afirmações da autora, consideramos que o indivíduo interage com o meio através da linguagem, compreendendo-o pela internalização e alterando o próprio comportamento para adequar-se ao meio. Esse processo “metaconsciente” através da interação não promove o controle, mas uma adaptação. Pinto afirma que comunicamo-nos por meio de gêneros, que estes modulam a estrutura dos textos e que os gêneros permeiam nossa vida diariamente. Assim, o gênero configura-se em valiosa ferramenta para o ensino de Línguas. O professor pode promover domínio, por parte do aluno, das características de gênero - definidas através das dimensões de conteúdo – demonstrando a posição do enunciador e suas particularidades comunicativas. Essas dimensões devem estar ligadas às práticas sociais, capacidades de linguagem e estratégias de ensino de modo a organizar a aprendizagem e promover a apropriação dos diferentes gêneros. Acrescentamos que a interação oral ou escrita no meio escolar fornece recursos para apresentar informações e interação dos alunos uns com os outros, aprendendo a escolher os padrões linguísticos adequados. Ousamos afirmar, ainda, que o meio escolar pode e deve trazer situações externas reais para a aprendizagem dos gêneros textuais numa simulação controlada da realidade, oferecendo suporte para essa escolha de padrões linguísticos adequados e que a escolha do discurso passa pelo 44


uso conveniente dos padrões linguísticos, que constroem e transmitem significados. Dessa forma, a criação de significados expande a visão de mundo do aprendiz. Pinto afirma que o problema de definir o modo como podemos auxiliar os alunos a comunicar suas ideias de maneira apropriada se dá porque o aprendizado da Língua Estrangeira ocorre dentro e fora da sala de aula, sendo necessária uma reflexão mais profunda sobre o ensino de gêneros textuais e práticas sociais aliadas ao papel do professor como mediador da aprendizagem. Ela ainda conclui com a ideia de que apenas desta forma é possível pensar na formação de aprendiz autônomo e consciente das diversidades de gêneros, sendo discursivamente confiante. Complementamos o pensamento de Pinto asseverando que o ensino do gênero não necessita estar dissociado da prática do ensino de línguas no cotidiano escolar, mas deve ser visto como aliado e utilizado como base para o ensino na criação de situações reais e atuais, facilitando a compreensão do que é ensinado.

Referências Bibliográficas: BAKHTIN, Mikhail 1992. Os Gêneros do Discurso. In: Estética da Criação Verbal São Paulo : Martins Fontes. FRAWLEY, William 2000 Vygotsky e a Ciência Cognitiva. Porto Alegre: Artes Médicas. PALANGANA, IsildaCampaner 1994 Desenvolvimento e Aprendizagem em Piaget e Vygotsky. A relevância do Social. S. Paulo: Plexus Editora. PINTO, Abuêndia P. 2002. “Gêneros Discursivos e Ensino de Língua Inglesa.” In: DIONÍSIO, A.P.; MACHADO, A. R. e BEZERRA, M.A.(orgs) Gêneros Textuais e Ensino. Rio de Janeiro : Editora Lucerna REGO, Tereza Cristina.1994 Vygotsky. Uma Perspectiva Histórico-Cultural da Educação. Petrópolis, R.J : VOZES. SWALES, John.1990 Genre Analysis. English in Academic and Research Settings. Cambridge: CUP VYGOTSKY, L.S 1978 Mind in Society. Cambridge, Mass: Harvard University Press.

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Venha conhecer o significado da liberdade viajando sobre duas rodas: Nova XYZ 350. Você se sentirá livre como num passe de mágica! Na Idade Média não havia preocupação com energias renováveis, preço de combustíveis e ainda era possível usar um meio de transporte que não poluía o meio ambiente. Mas houve a caça às bruxas, inventaram motores, carros e a liberdade de sentir-se voando, com o vento no rosto acabou. Agora você pode sentir a liberdade de voar sem peso na consciência: voe com a nova XYZ 350: pouco gasto de combustível e muito mais potência e liberdade que na Idade Média. Só quem vai querer caçar você são os guardas rodoviários, se exceder a velocidade permitida! Respostas 1. A audiência da publicidade foi pensada para atingir o público jovem, inclusive o feminino, pois houve grande aumento no número de mulheres que utilizam motocicletas. 2. A motocicleta foi escolhida em razão do aumento nas vendas de motocicletas nos últimos anos em nosso país. A figura da bruxa por inspirar o texto: transporte com pouco gasto de combustível e evocação de liberdade. [Elita] 46


DENISE BATISTA CURSO: LETRAS-ESPANHOL DISCIPLINA: LEITURA E PRODUÇÃO TEXTUAL ACADÊMICA DATA: 13/06/2011 ENSINO DA LÍNGUA MATERNA ATRAVÉS DOS GÊNEROS TEXTUAIS Manoel Edson de Oliveira Doutor e mestre em Língua Portuguesa - PUC- SP; Docente do Instituto de Ensino Superior de Cotia, Faculdade Associada de Cotia. Cotia - SP (Brasil)

Neste artigo, o objetivo do autor é “(...) propor um ensino de língua portuguesa que priorize o uso e o funcionamento da língua em determinado contexto sócio-histórico, em oposição ao ensino tradicional que se baseia apenas em normas e conceitos. Para ele, Doutor e Mestre de Língua Portuguesa, os estudos sobre os gêneros textuais são fundamentais para que os alunos aprendam a comunicar-se nos mais diversos fins do uso da língua. Ele acredita que hoje já se inicia ensaios de maneiras mais adequadas de se ensinar gêneros orais e escritos em sala de aula. Um exemplo disso é a criação de espaços de aprendizagem através de seqüencias didáticas, que são técnicas elaboradas com a finalidade de pôr os alunos em contato com esses gêneros textuais e deles se apropriarem (uma espécie de passo a passo). De acordo com J. Dolz, M. Naverraz e B. Shneuwly (2004), uma seqüencia didática deve ter: apresentação da situação, primeira produção, módulo 1, módulo 2, módulo “n” e produção final. Essa seqüencia transforma o trabalho em etapas, dando oportunidade aos estudantes de reconhecer os erros e corrigi-los, aperfeiçoando seus textos até chegar a produção final. O autor transcreve uma seqüencia didática para o gênero propaganda, aplicada na oitava série do Ensino Fundamental, do Colégio Santo Américo. Este trabalho comprovou que, ao se trabalhar com um gênero que está presente no dia a dia dos alunos, faz com que se sintam envolvidos e motivados na aprendizagem de produção textual. Ao final das etapas, observou-se que o trabalho com as seqüencias didáticas desenvolveu nos alunos uma melhor compreensão do processo de produção textual de um determinado gênero e de como a propaganda influi na vida cotidiana de todos. Conseqüentemente, surgiu uma nova visão do real objetivo das propagandas: influenciar, persuadir, mudar comportamentos, além de informar. O autor leva o leitor a uma nova visão do ensino-aprendizagem de língua materna, que não é apenas ensinar a escrever certo, mas a comunicar-se em todos os aspectos da vida, reconhecendo e se apropriando de todas as suas formas, verbais e não-verbais. Referências: OLIVEIRA, M. E. de. Gêneros textuais e ensino. Dialogia, São Paulo, v.8, n.1, p.83-91, 2009.

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Quer ser charmosa como a Penélope? Use a nova coleção de batons Avon

Os tempos de gata Borralheira acabaram: Chegou VEJA, casa limpa e mais tempo pra você!

Escolhi o esmalte e a Penélope para chamar a atenção do público feminino, Que como todos sabem, é quem compra mais, e a cor rosa tem tudo a ver com as mulheres e meninas. Na segunda escolha, também tive como público alvo as mulheres, especialmente as donas de casa, que não querem mais perder tempo com tarefas domésticas e ter mais tempo livre. Denise Batista

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CARLA ADAMI AS TEORIAS DE VYGOTSKY NO ENSINO DE LÍNGUAS ATIVIDADE: RESENHA CRÍTICA

Segundo o texto Gêneros textuais e ensino de línguas: reflexões sobre aprendizagem e desenvolvimento, de Abuêndia Padilha Pinto – Universidade Federal de Pernambuco o conhecimento de uma língua se dá, segundoVygotsky, citado por Pinto, por duas linhas diferentes de conhecimento, uma pelos processos elementares, de origem biológica e outra pelas funções psicológicas superiores, de origem sócio-cultural, ou seja, que o desenvolvimento desse processo depende da vida social do indivíduo. De acordo com o texto de Pinto, Vygotsky afirma que o desenvolvimento para aprendizagem de uma língua não se desenvolve isoladamente, mas depende dos desenvolvimentos físico, da linguagem e principalmente, social, onde diz que as experiências vividas influenciam muito na construção da linguagem. Além disso, conforme Pinto citou Frawley, defende a relação da fala e do pensamento, sendo a fala como uma mediadora entre o pensamento e a linguagem, defende ainda que o pensamento superior ocorre a partir de relações sociais. Juntando-se a isso a linguagem o individuo passa a controlar o ambiente em que está e o próprio desenvolvimento. Por isso as interações sociais tem extrema importância, pois proporcionam o controle voluntário do pensamento e da linguagem. Também Vygotsky atribui maior importância a interação social e suas experiências com o mundo exterior do que aos processos de origem biológica. Além disso, Frawley, defende a relação da fala e do pensamento, sendo a fala como uma mediadora entre o pensamento e a linguagem, defende ainda que o pensamento superior ocorre a partir de relações sociais. Juntando-se a isso a linguagem o individuo passa a controlar o ambiente em que está e o próprio desenvolvimento. Por isso as interações sociais têm extrema importância, pois proporcionam o controle voluntário do pensamento e da linguagem. Também Vygotsky atribui maior importância a interação social e suas experiências com o mundo exterior do que aos processos de origem biológica. Na língua materna, no nosso dia-a-dia, para podermos comunicar em contextos diferentes desenvolvemos habilidades de comunicação pra podermos expressar sentimentos e opiniões de acordo com formas lingüísticas apropriadas. Por isso no ensino de línguas estrangeiras não deveria ser diferente, obviamente, deveria ser ensinado a gramática e também a ortografia, mas muito além disso, ensinar como comunicar-se e expressar-se com situações reais. Ademais deveria utilizar-se do ensino da língua estrangeira para ensinar cultura, literatura e costumes dos países que falem tal idioma. Assim os alunos aprenderiam na escrita e oralidade e por meio de práticas sociais e atividades comunicativas a organizar sua aprendizagem, aprenderiam, com isso, a escolher os padrões lingüísticos a serem utilizados. Logo, através da construção de textos os alunos aprenderiam de forma mais 49


simples a utilizar esses padrões lingüísticos, chamados hipertextos, na prática e não somente na teoria, mas, para isso, cabe ao professor auxiliar os alunos a utilizar esses gêneros textuais no seu dia-a-dia. Referências Bibliográficas: VYGOTSKY, L.S . Pensamento e Linguagem. http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/vigo.html PINTO, A.P Gêneros textuais e ensino de línguas: reflexões sobre aprendizagem e desenvolvimento.

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As imagens usadas foram escolhidas da seguinte maneira, primeiro optei por escolher o produto a ser oferecido, no caso o sapato Moleca, logo busquei alguma personagem com a qual conseguiria montar algum tipo de publicidade. No momento em que vi a mulher já logo imaginei como seria a publicidade. Essa publicidade foi pensada para os públicos C e D, pois com o aumento da média salarial, hoje são eles os públicos mais consumistas (até mesmo pela escolha das imagens podemos imaginar qual público seria). [Carla]

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ANTONIO LUCIANO DE JESUS LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS ACADÊMICOS ATIVIDADE: RESENHA CRÍTICA O autor começa o seu texto abordado o significado de gênero textual teórico, desenvolvendo que o conhecimento do gênero pode habilitar o ser humano para a aplicação de vários gêneros dentro do seu contexto. O autor se apóia em Vygotsky para discutir as diversas formas de interação do individuo com o seu meio, mostrando que o desenvolvimento do conhecimento nunca é isolado mas coletivo. Pinto ressalta a importância da linguagem para a interação social e para o desenvolvimento do individuo tanto social quanto individualmente. Trabalha a idéia do pensamente como mediação do individuo com o mundo. Trás as luz o queos PCNs falam sobre gêneros textuais e a sua importância de conhecimento aplicado no ensino de novos idiomas. O autor traz a língua como uma forma de representação da realidade. Ao ser apresentado para os gêneros o aluno terá a opção de escolha e de utilização de cada um deles, buscando no processo interativo a firmação dos gêneros e do conhecimento adquirido. O professor se torna mediador do relacionamento gênero – aluno. Entender esta relação entre gênero e o aluno é um fator deveras complicante, pois o aluno ainda não esta pronto para absorver a idéia de gêneros, mas vai do professortrabalhar a conscientização destas matérias e a apropriação legítima estes conteúdos, dominar uma língua significa poder aplicála em todos os contexto, e concordamoscom o autor quando mesmo coloca o professor como papel propulsor, e a aplicação do conhecimento adquirido não somente em sala de aula, mas em toda a abrangência do ser humano. A aplicação do conhecimento adquirido pelo aluno pode ser levada para todos os setores de sua vida, não sendo de vinculo excludente, mas tornando o ser incluso vivo dentro dos fatores sociais. 52


Entender que o ser é fruto de sua interação com o meio é de grande valia para o estudo adequado não somente de um idioma, mas de tudo o que rodeia o ser humano, o tornando a cada momento autor e co-autor de sua própria historia. Pinto é feliz na abordagem e explicação da influencia que o gênero pode ter na vida da o individuo, sendo claro sobre o tema em questão, tratando do tema não apenas como forma de interação, respondendo realmente a questão inicial do tema.

Referências Bibliográficas: Pinto, Abuêndia Padilha.Gêneros Textuais e Ensino de Línguas: reflexões sobre aprendizagem e desenvolvimento. Disponível em: http://ead.moodle.ufsc.br/file.php/1481/webteca/Generos_textuais_e_ensino_d e_linguas.pdf. Acesso: 07 de jul de 2011.

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que a vida pode ser mais divertida, ao ponto de tornamos todos os momentos aproveitáveis, a imagem da criança reflete ao mesmo tempo a serenidade, mas a apropriação do conceito de tecnológico, pois ela inclui os elementos fundamentais, a musica, o gostar, e a tecnologia por usar o fone. E tudo isto pode ser incluído neste imagem e com o slogan que coloquei. Antonio Luciano de Jesus – Itajaí – SC

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JOSÉ ANTONIO VÁZQUEZ JORGE LEITURA E PRODUÇÃO TEXTUAL ACADÊMICA ATIVIDADE 3 - RESENHA CRÍTICA

“Gêneros textuais e ensino de línguas: reflexão sobre aprendizagem e desenvolvimento”.

Este artigo deAbuêndiaPadilha Pinto descreve quão significativos são os gêneros textuais para o estudo e a compreensão da língua oral e escrita. Afirma ainda que são os textos do cotidiano que organizam e dão funcionalidade através de suas características, para a compreensão de mundo do qual somos integrantes. Destacando a dificuldade dos alunos de Língua Estrangeira em aprimorar as habilidades de comunicação e compreensão do conteúdo e do contexto para a produção de relatos pessoais em diversos gêneros textuais. Tudo em nossa volta nos remete a visualização da palavra escrita e a audição da palavra falada. A palavra permeia nossas mentes continuamente desde a intra uterinidade ate chegarmos ao Alzaimer. O grande desafio desta palavra é que sofre influências Biopsicossociais e que desencadeiam, no ser humano, rupturas com suas faces de desenvolvimento tanto biológicos, como também em seu status ou meio social. Ao se desenvolver esta palavra transforma o ser e conseqüentemente o seu entorno se transforma; pois a palavra permite que cada ser deixe impresso na sua história o aprendizado de mundo que o sujeito vivenciou, através da palavra. O autor afirma que, para que a palavra possa ser compreendida, e interpretada na sua funcionalidade, quem lê e ouve compreende a que se destina; sua indicação, a quem se dirige, quando aconteceu; e permite que se configurem todas as informações pertinentes ao uso de todas as formas da palavra. Porém quando transformamos a palavra pensada, falada e ouvida em mensagem escrita dando-lhe a funcionalidade a que se destina é necessário seguir as normas padrão respeitando a vivencia do aluno, o conhecimento de mundo, suas raízes e sua fase de desenvolvimento. 56


Neste artigo a autora deixa evidenciado que para trabalhar com gêneros textuais o professor deve ter diagnosticado o conhecimento empírico do seu grupo para fazer as conduções desta aprendizagem, organizando as falas e escritas dos textos nos gêneros convencionados gramaticalmente. Não ficou vislumbrado no texto que o acesso a informação chega até nosso convívio com a rapidez do pensamento, favorecendo e amadurecendo o individuo, e permitindo a clareza dos gêneros textuais. Outro fator que não ficou elucidado é o fato de que com o advento da tecnologia, onde um novo código de escrita está circulando na mídia; a escrita e seus gêneros ficam cada vez mais distantes da erudição; por outro lado este mesmo advento tecnológico coloca o individuo rapidamente em contato com a globalização e com suas falas idiomáticas facilitando enormemente o aprendizado das línguas. Permitindo assim a compreensão dos diferentes gêneros textuais. O autor se preocupa em estudar todas as fases de aprendizagem para poder criar um momento certo em cada etapa de conhecimento, criando um vinculo mais pessoal e positivo com o aluno. Também se preocupa com todo o meio em que ele se encontra inserido, tentando ajudar a descobrir tudo o que tem ao seu redor e que se torna significativo para sua criação textual, dando sentido ao contexto.

Referências bibliográficas: OLIVEIRA, M.K. de. Vygotsky: aprendizado e desenvolvimento, um processo sócio-histórico. São Paulo, Scipione,1993. FERREIRO, EMILIA. Psicogênese da língua escrita. Emilia Ferreiro e Ana Teberosky; trad. De Diana Myriam Lichtenstein, Liana de Marco e Mário Corso. Porto Alegre, Artes Médicas, 1985.

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Mina, com tônico capilar teu cabelo, fica dá hora.

Com o advento da escova progressiva e de todas as criações da indústria cosmética, que atualmente, por conta da aparência, é um filete de ouro no mercado econômico, pensei em evidenciar o cuidado com os cabelos. A escolha da Rapunzel, marca a era da fantasia, dos sonhos do príncipe e das princesas, que vivem no imaginário de todos nós; já o tônico é um tratamento do tempo de antigamente, porém uma geração sempre pede sugestão para outra geração. E a frase publicitária foi escolhida porque este fragmento da música foi e ainda é doce na boca de muitas gerações. [José Antonio]

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Priscila Berndt RESENHA CRÍTICA

HIPERTEXTOS E GÊNEROS DIGITAIS NOVAS FORMAS DE CONSTRUÇÃO DE SENTIDO REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA Hipertexto e Gêneros digitais: Novas formas de Construção de Sentido/ Luiz Antônio Marcushi, Antônio Carlos Xavier (orgs). – 2ed – Rio de Janeiro: Lucerna, 2005. 196p.,23 cm 1. Análise do Discurso. 2. Sistema Hipermídia. 3. Linguagem e LinguagensInovações Tecnológicas. 4. Tecnologias da Informação. I- Marcushi, Luiz Antônio. II- Xavier, Antonio Carlos.

DADOS BIBLIOGRÁFICOS DOS AUTORES: ANTONIO CARLOS DOS SANTOS XAVIER – tonix@uol.com.br – é doutor em Lingüística pela UNICAMP e mestre em Letras e Lingüística pela UFPE, onde ministra aulas na graduação e pós-graduação. Atualmente, orienta trabalhos nas áreas de Lingüística textual e Semântica, além de desenvolver projetos de pesquisa sobre hipertexto, gêneros eletrônicos e letramento digital. Tem vários artigos publicados sobre lingüística e hipertexto em revistas e anais de congressos brasileiros. Também organizou o livro Conversas com lingüistas: virtudes e controvérsias da lingüística (Parábola Editorial) e autor de Como se faz um texto: a construção da dissertação argumentativa (Edição do autor).

LUIZ ANTONIO MARCUSCHI – lamarcuschi@uol.com.br – é titular em Lingüística na Universidade Federal de Pernambuco, onde orienta teses de mestrado e doutorado em diversas áreas da Lingüística. É pesquisador do Cnpq desde 1976, ano em que terminou seu doutorado em Filosofia da linguagem pela Universidade Erlangen – Nürenberg – Alemanha. Entre os livros estão: Lingüística de texto: que é e como faz (1983); Análise da conversação (1986). Publicou muitos ensaios e artigos científicos editados em revistas nacionais e

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internacionais, publicou Da Fala para a Escrita: atividades de retextualização (2001).

RESUMO

O autor vem nos informar em sua obra alguns artigos sobre diversas linguagens e inovações tecnológicas existentes em nosso meio, falando um pouco das transformações que estão tomando conta do nosso mundo cultural. Em um desses artigos mencionados, a autora Vera Lúcia Paiva vem nos fazer um levantamento sobre uma forma de comunicação e linguagem que está sendo muito utilizado no mundo, chamado E-MAIL (correio Eletrônico), entretanto, a dúvida levantada pela mesma seria: Será que esta forma de comunicação atual pode ser considerada um gênero textual? Em minha opinião sim, pois é uma forma de comunicação que encontramos no dia-a-dia, sendo de uso mais prático e acessível, apesar de em muitos lugares ainda não terem acesso a mesma, mas não vai demorar em o mundo todo está com esta forma de conexão. Além disso, muitos lugares públicos têm acesso à internet tais como: escolas, universidades, bibliotecas públicas; outras como Lan House (que é um estabelecimento de internet ligado a rede, de forma paga) e que as pessoas podem utilizar a mesma. Por outro lado temos os comentários de Cristina Teixeira, que com essas novas formas de comunicação não permitem a democratização total do discurso, pois não adianta as idéias estarem somente na rede, é necessário que elas circulem, onde todos participem da mesma. Podemos perceber que a internet, se bem aproveitada, pode tornar-se um meio eficaz de lidar com as práticas pluralistas sem sufocá-las, mas não sabemos a que fim chegará, porque teremos o outro lado, se tivermos o mau uso dela, não trará bons resultados. Também percebemos como comenta o autor que a internet se tornou um uso necessário para cada um, e, com a mesma, pode reunir vários gêneros textuais em lugar só. Mas apesar de todos esses fatores, ela também pode se tornar um vicio para todos que usam freqüentemente, podendo no futuro sofrer conseqüências. Assim sendo, temos que refletir quais os efeitos da nova tecnologia na linguagem e também, o papel da linguagem nesse novo mundo virtual.

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“Nós devemos estar conscientes em valorizar a vida, não menosprezar “

DIGA NÃO AO ABORTO!

Esta publicidade foi pensada para todos os públicos, para começarmos de uma vez a tomar consciência de quão grave é fazer um aborto. Matar uma criança, que não tem nem a capacidade de se defender é pior que cometer um homicídio. Escolhi essas imagens porque trata bem deste assunto. A primeira podemos dizer que representa os médicos que fazem aborto; A Segunda é uma das ferramentas utilizadas para isso; e, por último, uma criança feliz, sorrindo, por que uma mãe a trouxe ao mundo e não foi capaz de cometer este crime. Priscila Berndt.

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Maise Rosa da Costa Resenha Crítica MARCUSCHI, Luiz Antônio, 2009, Gêneros textuais1: definição e funcionalidade Credenciais do autor Texto: Gêneros textuais1: definição e funcionalidade Luiz Antônio Marcuschi, 2009, Doutor em Filosofia da Linguagem e Pós-doutor em problemas de língua escrita e oral. É Professor Titular em Lingüística do Departamento de Letras da UFPE, lecionando na Graduação e na PósGraduação. Possui uma vasta publicação entre artigos e livros, sendo muito deles pioneiros na área da Linguística.

O texto é caracterizado pela abordagem dos gêneros textuais, o modo como eles surgem em resposta às necessidades sócio-culturais, nos ajudando a organizar as ações do nosso dia a dia e interagindo oralmente ou por escrito através de relações estabelecidas. O autor faz um breve histórico sobre o surgimento dos gêneros, que foram se intensificando à medida que o ser humano, na sua condição de vida em sociedade foi buscando formas variadas para se comunicar e acompanhar as transformações através do uso de novas tecnologias. Gêneros e tipos textuais, apesar da distinção são formas de facilitar, aos usuários da língua o entendimento da realidade. Para o autor: “tipo textual abrange cerca de meia dúzia de categorias como: narração, argumentação, exposição, descrição, injunção”. Já gêneros são muitos, tornando-se fatores decisivos para construção de conhecimentos e possibilitando o contato direto com a linguagem e suas formas de interação. Entretanto, há uma grande dificuldade de adequar os gêneros e suas funções no universo escolar, até mesmo pela falta de conhecimento, confusões entre gêneros e tipologias textuais e ainda sua utilização incorreta. Muitos professores exploram ainda apenas as características de cada gênero, a metodologia utilizada, dificultando a efetiva aprendizagem.

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O autor traz ainda grande contribuição acerca da importância da exploração da diversidade de gêneros textuais no cotidiano escolar, uma vez que este é relevante para o processo ensino-aprendizagem, permitindo ao aluno construir habilidades e competências que envolvam a leitura, compreensão e produção textual com qualidade.

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Aluna: Maise Rosa da Costa

Não espere o príncipe encantado bater a sua porta!

A publicidade é direcionada a todas as mulheres, que são loucas por sapatos. A mesma faz uma alusão ao tradicional Conto de fadas “Cinderela”, na qual o Príncipe Encantado vai de casa em casa experimentar o sapato perdido no baile em todas as moças do reino, e claro, servindo em Cinderela, os dois viveram felizes para sempre! A figura foi escolhida, principalmente, por lembrar Cinderela (gata borralheira), que foi posta pela madrasta a realizar as tarefas domésticas mais pesadas e vivia sonhando acordada.

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CREUSA EDIT VERISSIMO LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS ACADÊMICOS ATIVIDADE: 3. RESENHA CRÍTICA GÊNEROS TEXTUAIS E ENSINO DE LÍNGUAS: REFLEXÕES SOBRE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO

Ao lermos o textos sobre produção textual o que se observa e se discute é o jeito em que se trabalha textos nas escolas, pois a grande dificuldade esta ou se encontra nas salas de aulas, na forte resistência, da parte dos alunos, em relação à leitura e a produção de texto. Todo reconhecimento do conteúdo, da estrutura formal e das sequências linguísticas, que, segundo Dolz e Schneuwly (1996), compõem as dimensões essenciais à elaboração de um gênero, contribuem para um maior planejamento e melhoria da produção textual dos aprendizes. Observa-se que o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores ocorre como produto da vida social. Tais processos exigem a participação do indivíduo em situações sociais específicas, pois são dependentes do contexto sóciocultural onde ocorrem as trocas sociais. Os gêneros textuais, conforme Swales (1990), Adam (1990), Bronckart (1999) e Marcuschi (2002), são “formas textuais escritas ou orais estabilizadas, histórica e socialmente situadas.” Em outras palavras, “são os textos que encontramos em nossa vida diária e que apresentam algumas propriedades funcionais e organizacionais características, concretamente realizadas.” (Marcuschi, 2002:4) Assim, ao interagirem oralmente ou por escrito no contexto escolar, os alunos precisam entender como a forma da língua, ou seja, a estrutura formal e as sequências linguísticas que compõem os vários gêneros textuais fornecem recursos para apresentar a informação e interagir com os outros. O aprendizado é considerado por Vygotsky como fundamental para o desenvolvimento pleno do ser humano. “E o aprendizado que possibilita e ativa o processo de desenvolvimento” Rego (1994, p.71).

Com a ajuda da leitura e da

escrita, o educando tem com diversificar controlar o ambiente em que vive e, mais

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tarde, o próprio comportamento. Daí a importância de absorvemos todo o aprendizado sobre a linguagem para o desenvolvimento do pensamento. O texto em si nos faz pensar que ler e escrever bem traz a plenitude do pensamento para a vida social. Principalmente se o texto traz como base uma língua estrangeira, pois se já é difícil para o aluno se expressar em sua própria língua a língua estrangeira traz no contexto um desafio maior. Dessa forma o professor como mediador tem que ser mais versátil e a partir daí colocar em pratica a formação de alunos críticos, autônomos e consciente das diversidades e dos fatores que compõem os gêneros textuais para que eles também se tornem pessoas discursivamente confiantes.

Bibliografia: • Abuendia Padilha Peixoto Pinto Doutora em Linguística pela PUC de São Paulo (Processos Cognitivos e Estilos Individuais: uma proposta para o desenvolvimento da autonomia do leitor (1996); Mestre em Letras pela UFPE (Conservação dos Níveis Sociolingüísticos na Tradução Literária) (1978. Formada em Letras pela Faculdade de Filosofia do Recife-FAFIRE

Referências Bibliográficas: DOLZ, Joaquim & SCHNEUWLY, Bernard 1996. Genres et progression en expression orale et écrite : éléments de réflexions a propos d’une expérience romande. Université de Genève (mímeo) MACHADO, A. R. e BEZERRA, M.A.(orgs) Gêneros Textuais e Ensino. Rio de Janeiro: Editora Lucerna PINTO, Abuêndia P. 2002. “Gêneros Discursivos e Ensino de Língua Inglesa.” In: DIONÍSIO, A.P.; MACHADO, A. R. e BEZERRA, M.A.(orgs) Gêneros Textuais e Ensino. Rio de Janeiro : Editora Lucerna REGO, Tereza Cristina.1994 Vygotsky . Uma Perspectiva Histórico-Cultural da Educação. Petropolis, R.J : VOZES. SWALES, John. 1990 Genre Analysis. English in Academic and Research Settings. Cambridge: CUP VYGOTSKY, L.S 1978 Mind in Society . Cambridge, Mass: Harvard University Press.

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NOVO CONCEITO EM TECNOLOGIA E MÚSICA

IPOD A CONBINAÇÃO PERFEITA PARA OS HOMENS E SEUS MELHORES AMIGOS

Como o homem pode resistir a musica e a tecnologia, se nem mesmo o seu melhor amigo resistiu. iPOd

Minha publicidade foi baseada no conceito da amizade entre o homem e o cão, levando em conta que o homem atual não consegue ficar longe da música e das tecnologias de inovação. Por isso as personagens foram escolhidas como referencia ao contesto em que esse três seres vive a modernidade de forma harmoniosa, ou seja, o homem e o animal vivenciam a música com o mesmo prazer. Meu publico alvo são todos os amantes da música, das tecnologias e com certeza chamarei a atenção para os amantes dos animais principalmente os cães. Com isso procurei mostrar tudo de bom que as pessoas acham quando vem um publicidade que são o produto, que aqui é representado pelo iPOd, a criança representado o homem de qualquer época e o cão como personagens para chamar a atenção, como um mero apreciador da musica escutando-a em um aparelho através do fone de ouvido. [Creusa]

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JOSIANE BALDINO BEZERRA LEITURA E PRODUCAO TEXTUAL ACADEMICA ATIVIDADE III RESENHA CRITICA TEXTO 3-GENEROS TEXTUAIS E ENSINO Em “Gêneros textuais e ensino” do autor Dr. Manoel Edson de Oliveira, no artigo publicado pela Dialogia São Paulo, v. 8, n.1, p.83-91, 2009, traz a proposta de ensino em cima da valorização da língua portuguesa em seu contexto sóciohistorico fazendo oposição ao método tradicional que e configurado de forma normativa e conceitual. Concepção de gênero textual por Bakhtin (2000), “cada segmento da atividade humana elabora-se enunciados relativamente estáveis e é isso que se denomina gênero do discurso.” De acordo com essa nova concepção a linguagem estabelece a interação do individuo com o tema trabalhado o resultado deste será o texto escrito ou oral que também passa a ser valorizado. Não se prendendo a regras gramaticais a ortografia ou a sintaxe. Sabemos que a pratica desta nova concepção quase não vem sendo trabalhado o ensino tradicional prevalece. Atualmente os estudos do professor L. A. Marcusch (2005) são significativos, para ele, “gêneros textuais são fenômenos históricos ligados a vida social e cultural e ajudam a ordenar as atividades comunicativas do cotidiano.” A intensidade com que as tecnologias interferem no cotidiano das pessoas faz com que adotem novos gêneros. Muitos professores ainda se fecham a essas novas tecnologias, por medo do que não conhecem. Dentro do artigo Gêneros textuais e ensino foram traçadas seqüências didáticas segundo orientações, dadas por Schneuwly e Dolz pesquisadores da Escola de Genebra que se dedicam ao ensino da expressão oral e escrita, para que o aluno possa trabalhar seu texto a seqüência se da apresentando o gênero a ser trabalhado, relacionar entre linguagem verbal e não-verbal, gênero e o contexto verificando a capacidade textual do aluno e o publico ao qual será dirigido. “Ensinar o aluno gênero textual é levar o aluno a dominá-lo e poder produzir textos na escola e fora dela.”. Desta forma a seqüência didática leva a compreensão do processo de produção textual de um determinado gênero tornando a aprendizagem significativa. 68


BOM PRA GAMBA!!!

A publicidade foi pensada para homens que tenham odores de suor. Escolhi o gambรก que representa a funcionalidade do desodorante, por ter mal cheiro. [Josiane]

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Vilma Chapeton Samayoa Zunino A IMPORTÂNCIA DOS GÊNEROS TEXTUAIS Autor: Oliveira, M.E Título da Obra: Gêneros textuais de ensino Dialogam – 2009 – São Paulo v.5 pág.83-91 Neste texto podemos observar que antes de 1980 na educação tradicional havia mais preocupação com a gramática do que com o texto.Após essa data a linguagem passou a ser ação da qual surge o texto.A escola passa a ver o seu aluno também no seu lado social. ....Bakhtin (2000) expõe que a língua é utilizada em todos os âmbitos da atividade humana e,por isso ,é tão variado o modo como é usada... Os gêneros orais e escritos são diferentes, daí a haver várias maneiras de estudá-los,e eles existem desde muito tempo e são motivo de estudo. ...Para L.A.(Marchuschi -2005) gêneros textuais são fenômenos históricos ligados a vida cultural e social e ajudam a ordenar as atividades comunicativas do cotidiano... Por isso há a necessidade de pôr no papel aquilo que se quer expressar, e isso pode ser feito de várias maneiras. Porém os gêneros textuais obedecem regras e conteúdos,e são características sociais que servem para comunicar-se. Na escola, por exemplo, os educadores devem trabalhar de maneira com que os alunos possam apropriar-se do conhecimento, partindo do que eles tem no seu dia-a-dia,na sua comunidade. Assim produzir os textos,fazendo

paralelos

e

explicando

os

diversos

gêneros

textuais,motivando-os para que queiram escrever e comunicar-se dentro e fora da escola.Mas para isto deve-se oferecer material

suficiente para a

pesquisa e outras atividades que façam com que o mesmo adquira a habilidade de expressar-se.

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A reconstrução de um gênero textual é outro exercício a ser feito, partindo daí ele elaborará o seu próprio gênero textual, assim saberá utilizar as regras . Nessas várias maneiras de treino, oral ou escrito, deve ficar bem claro o conteúdo a ser trabalhado e o professor deverá solicitar o trabalho em 2ª etapas (sendo isso revisado),tendo dessa maneira mais tempo para exercitarse. No texto que escolhi para fazer a resenha, foi feito um estudo com o gênero textual: Propaganda. Então houve o uso de vários recursos destinados a consumo, sendo que a finalidade aqui não é só de informação e sim de persuadir as pessoas a consumir determinado produto, verificou-se que o uso de apenas um gênero textual, faz com que o aluno entenda melhor o assunto. Aqui foram dados vários exemplos e seguidas todas as etapas, logo tornando o trabalho satisfatório. Podemos observar que são várias as maneiras para aprender a escrever melhor e entender os gêneros textuais.

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Vilma Ch Zunino Atividade número 1 Paraíso Inesquecível

Meu público são pessoas que estão de férias ou comemorando uma data especial e querem ir num lugar para lembrar sempre. Eis o lugar ideal com piscinas naturais ,água morna e cor esmeralda,muitas cabanas ou apartamentos diferentes rodeados do verde da naturaza e o mar. Cantores e músicas alegres ,bebidas coloridas para todos os gostos(com álcool ou sem ),atrações mil dia e noite.Com direito a passeios aquáticos e terrestres. Gastromia sem igual muitos frutos do mar e outras delicias da culinária local. Nos hospedes procuram lugares assim:relaxantes e descontraídos.A maior parte dessas pessoas fazem um pacote de viagem com antecedência .Assim quando não tem o dinheiro para pagar a vista parcelam,a viagem se torna mais agradável.Propiciando momentos inesquecíveis para a pessoa amada.

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Ensino de Gêneros Textuais a partir de Sequencias Didáticas

Fábio José da Veiga OLIVEIRA, M. E. de.Gêneros textuais e ensino. Dialogia, São Paulo, v. 8, n. 1, p. 83- 91, 2009. Manoel Edson de Oliveira é doutor e mestre em Língua Portuguesa pela PUC-SP, docente do Instituto de Ensino Superior de Cotia – SP com muito conhecimento sobre aprática docente o autor defende o uso dos gêneros textuais no ensino aos alunos, diferente do que ocorre com o ensino tradicional que é cheio de normas gramaticais e conceitos. Para o autor, o estudo dos gêneros textuais, especificamente a propagada, que está inserida no cotidiano dos alunos é fundamental para os discentes adquirirem competência comunicativa nas diversas esferas sociais de uso da língua. Com base no que postulam os PCNs, o autor apresenta o trabalho com gênero textual propaganda na 8 série do ensino fundamental do Colégio Santo Américo, em São Paulo. Em seu referencial teórico ele cita autores renomados como: Mikail Bakhtin e L. A. Marcushi,para conceituar a atual concepção de gênero textual e a distinção entre tipo textual e gênero textual. Com base nos estudos de Bernard Shneuwly, Joaquim Dolz e Michele Noverraz, Oliveira relata os procedimentos para o trabalho com gêneros textuais, as chamadas sequencias didáticas, que são formas para o ensino de produção de textos ou, no dizer de Shneuwly (2004, p. 51): “sequencia de módulos de ensino organizados conjuntamente para melhorar uma determinada prática de linguagem”. Uma obra imperdível de se ler, em que o autor, ao final, explica a oficina da sequencia didática trabalhada com os alunos. Nota: Fábio José da Veiga é aluno do curso de Letras - Espanholda UFSC-EAD

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DISNEY. É UMA EMPRESA AÉREA QUE ESTÁ DIVULGANDO SEUS SERVIÇOS PARA O PÚBLICO IR PARA A DISNEY. [Fabio]

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WIRLE TEREZINHA DE MELLO LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS ACADÊMICOS ATIVIDADE: RESENHA CRÍTICA OLIVEIRA, M. E. Gêneros textuais e ensino. Dialogia. São Paulo, v. 8, n. 1, p. 83-91, 2009. Gênero, didática e produção textual

O texto Gêneros textuais e ensino de Manoel Edson de Oliveira fala que nos anos 1980 o ensino tradicional passou a ser contestado quando surgiram novas teorias inspiradas no sociointeracionismo, na teoria da enunciação e do discurso e na linguística textual. Segundo essas teorias, a linguagem é considerada “como atividade, como forma de ação, ação interindividual finalisticamente orientada; como lugar de interação que possibilita aos membros de uma sociedade a prática dos mais diversos tipos de atos” (KOCK,2006,p.6). Segundo a Profa. Maria José Damiani Costa (et.al.), “Foi, então, na década de 80 que a Linguística Textual amplia seu leque de estudos, o conceito de coerência é retomado como um fenômeno construído não apenas com elementos de ordem linguística, mas, constituído e acompanhado de processos de ordem cognitiva”.(COSTA, et.al. 2011, slide 15) Acordando essa concepção, a linguagem é uma forma de interação dos sujeitos, e o texto é o complemento dessa interação. Onde o leitor é um parceiro das diversas construções de sentido do texto, tornando-se assim um construtor de elementos textuais e extratextuais, interligados como sujeitos com textos armazenados na sua memória. Marcuschi (2005, p.22) aborda a questão de gêneros textuais através de uma forma distinta: tipos textuais, que designam as sequências linguísticas como, narração, argumentação, descrição, injunção e exposição. E gêneros textuais, que por sua vez, deve referir-se aos “textos materializados que encontramos em nossa vida diária e que apresentam características sócio-comunicativas definidas por conteúdos, propriedades funcionais, estilo e composição característica” (Idem). O texto “Gêneros textuais e ensino” se faz importante por contribuir com questões como a apresentada através da pesquisa gênero propaganda realizada com os alunos, onde eles próprios puderam escolher o tema, o qual faz parte do seu dia a dia. Isso facilitou sua participação na elaboração e produção do texto, propiciando o apoio nos seus próprios recursos internalizados, como conceitos diante das novas visões teóricas e representações mentais, propiciando assim um maior domínio das estratégias apresentadas. Concordando com a ideia do autor, quanto mais inseridos estivermos dentro de um gênero que seja familiar, maior a possibilidade teremos de representá-los. 76


Referências Bibliográficas OLIVEIRA, M. E.Gêneros textuais e ensino.Dialogia. São Paulo, v. 8, n. 1, p. 83-91, 2009. COSTA, Maria José Damiani. VIEIRA, Vera Regina Aquino de; HOFFMANN, Graziele;TEIXEIRA, Fabíola; BECKER, Silvério e MACHADO, Tânia.Leitura e ProduçãoTextual Acadêmica.Apresentação em slides. Junho, 2011. KOCK, I. V. A inter-ação pela linguagem. São Paulo: Contexto, 2006. P.6 MARCUSCHI, L. A. Gêneros textuais: o que são e como se classificam. Recife, UFPE (mímeo), 2000. P.22.

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O foco de minha publicidade é para as pessoas que, da pontualidade de sua encomenda depende a realização do seu serviço. Escolhi o moço que está ansioso esperando sua máquina fotográfica, que vai chegar por Sedex e através deste evento ele inicia seu trabalho de fotógrafo. A empresa que o contratou estava ciente que ele dependia de seu instrumento de trabalho, mais como não tinham nenhuma dúvida da pontualidade da entrega, já foi colocado à disposição uma equipe de modelos. Sem sombra de dúvidas quando se trata de uma encomenda enviada por Sedex, ela é entregue corretamente e com pontualidade.

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ELIANE SANDRIN BERGUER LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS ACADÊMICOS ATIVIDADE:Resenha crítica – Versão final GÊNEROS TEXTUAIS – DEFINIÇÃO E FUNCIONALIDADE

MARCUSCHI, L.A. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. In; Gêneros textuais e ensino. Rio de Janeiro: Lucena, 2003. Marchuschi em sua obra, “Gêneros Textuais: Definição e funcionalidade”, apresenta como os gêneros textuais são utilizados sempre que houver comunicação entre as pessoas e como no decorrer do tempo os gêneros vão se transformando, utilizando a tecnologia para se tornarem mais versáteis, exemplo propaganda, convites, crônicas, cartazes, enquanto outros são bem específicos e não sofrem tantas mudanças, por exemplo, missas religiosas, júris, atos cívicos. Como afirmou Bronckart (1999:103), “a apropriação dos gêneros é um mecanismo fundamental da socialização, de inserção prática nas atividades comunicativas humanas”. A internet e seus aplicativos fazem parte importante do contexto atual e a rede social criada a partir de seu uso “espalha” rapidamente notícias, acontecimentos, conhecimento, entretenimento, pois não existem as limitações financeiras, geográficas que o contato pessoal teria. Marchuschi em sua análise “Novos gêneros e velhas bases” nos mostra como antigos gêneros textuais, (bilhete, palestra, novelas, entrevistas, filmes, novelas, etc), aliados às novas tecnologias criam novas formas comunicativas que atingem mais facilmente e rapidamente a sociedade, constituindo a realidade e agindo como ações sóciodiscursivas para agir sobre o mundo e dizer ao mundo, constituindo-o de algum modo. O gênero textual pode ser distinguido através dos tipos textuais, podendo ser narrativos, expositivos, argumentativos, descritivos, injuntivos. Um mesmo gênero pode se apresentar de vários tipos ou mais de um tipo ao mesmo tempo. Um e-mail, por exemplo, pode estar narrando um fato, argumentando contra ou a favor de uma situação ou explicando algo, como uma instrução, receitas, manuais. Quando o autor descreve a respeito de “gêneros textuais e ensino”, nos demonstra a forma com que alguns gêneros são utilizados quanto a sua modalidade 80


oral ou escritos, podendo ser formal ou informal, pois alguns são transmitidos apenas oralmente, apesar de terem sido produzidos de forma escrita, o ato de orar, por exemplo. Ainda há a questão do comportamento inadequado frente alguns gêneros textuais. Não se trata somente da produção, mas também do uso adequado do gênero. Nesse sentido o comportamento humano também é parte componente dos gêneros. O autor conclui que os gêneros existentes são parte da lingüística aplicada, e que de modo geral no ensino da língua aprende-se produção de textos e não simplesmente enunciados soltos. Que a utilização dos gêneros deve enriquecer e que não há um especifico que seja mais eficaz no aprendizado escolar. E assim, pode-se dizer que o gênero textual desde a parte da mais simples e até da mais elaborada forma de comunicação, que o tipo textual e o comportamento atribuído a cada gênero utilizado os caracterizam, e esses podem agir como agentes de mudanças, transmissores de conhecimento. A linguagem da internet reflete a "lei do menor esforço" praticada na linguagem oral. O uso de palavras como "pq", "vc", "kd", "tb", "hj", "fds", "flw", demonstram essa forma de simplificação das palavras.. Vê-se também formas exageradas de se expressar o que se quer dizer, como por exemplo: "amoowwww", "bejãooooOoOoOoO", ou frases que requerem uma maior análise para que se entenda o significado, como: "MAR É DOJXA VISSE?. WWW.webartigos.com, SANTOS, 2011.

O uso da internet com os diversos gêneros estão intensificando a comunicação, porém há certo “distúrbio” da linguagem formal, ao manter a comunicação através de chats, salas virtuais, e-mail, mesmo assim há uma construção de conhecimento e o gênero pode ser usado como forma de aprendizagem. O autor da obra analisada é Luiz Antonio Marcuschi, um linguista brasileiro. Atualmente é professor titular da Universidade Federal de Pernambuco, possui graduação em Philosophisches Seminar Departamento de Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1968), doutorado em Letras pela Universitat ErlangenNurnberg

(Friedrich-Alexander)

(1976)

e

pós-

doutorado pela Universitat Freiburg (Albert- Ludwigs) (1988). Marcuschi tem experiência na área de Lingüística,

com

ênfase

em

Teoria

e

Análise

Lingüística. Atuando principalmente nos seguintes temas: Filosofia da Linguagem, Metodologia, Epistemologia, Lógica. Introduziu os estudos em Linguística Textual e em Análise da Conversação no país e foi um dos primeiros a se debruçar sobre 81


questões da relação fala/escrita, dos gêneros textuais e do hipertexto. Fundou o Núcleo de Estudos Linguísticos da Fala e da Escrita na Universidade de Pernambuco (NELFE) e tem sido um grande incentivador de pesquisadores e de movimentos científicos de norte a sul do Brasil. Possui uma vasta publicação entre artigos e livros, sendo muito deles pioneiros na área da Linguística. Fonte: http://www.latec.ufrj.br/hipertexto/index.php/quem-e-quem/67-luis-antoniomarcuschi.html

Eliane Sandrin Berguer, Acadêmica do curso de Letras - Licenciatura Em Língua Espanhola da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC.

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1. Para que audiência foi pensada a publicidade? Para público adulto sedentário, que se sente infeliz, deprimido.

2. Por que escolheu o material (figuras, frases, títulos, etc.)? * A criança: porque ela tem sentimentos puros, fala o que sente, faz o que quer, mesmo que seja repreendida, mostra as emoções, * A esteira: é o objeto que eu quero divulgar, * A rede: é a tranqüilidade que a pessoa pode ter se ela tiver qualidade de vida, poderá aproveitar as pequenas coisas.

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RUDNEY RICARDO DISCIPLINA: LEITURA E PRODUÇÃO TEXTUAL ACADÊMICA RESENHA CRÍTICA ARTIGO: GÊNEROS TEXTUAIS DE ENSINO DOUTOR MANOEL EDSON DE OLIVEIRA Para Oliveira (2009) “tradicionalmente o ensino da língua portuguesa nas escolas sempre se preocupou mais com a ortografia do que com a construção do texto propriamente dito. A partir dos anos 1980 surgiram as teorias inspiradas no sócio-interacionismo que passou a considerar a linguagem como uma forma de ação”. Por outro lado acredito que também prestigiar somente a construção do texto deixando de lado a parte ortográfica pode trazer ao aluno sérios prejuízos na aprendizagem, principalmente quando este for realizar um concurso público que exige inúmeras regras gramaticais. A linguagem é uma forma eficaz de interação entre os indivíduos, segundo as professoras Sacramento e Ferreira (2004) “A linguagem também permite estabelecer relações entre tudo aquilo que se distingue e dar sentidos diferentes às coisas, que assim adquirem determinadas conotações e significados. Para tanto, são elaboradas narrativas, dando explicações e contando histórias sobre o que acontece. Essas narrativas fazem de cada indivíduo um observador diferente e definem distintas possibilidades de ação”. Já os gêneros textuais

segundo o professor Marcuschi (2005) “são

fenômenos históricos ligados a vida cultura e social e ajudam a ordenar as atividades comunicativas do cotidiano”. Fica bem claro que a vida social e cultural do individuo contribuem de forma acentuada para a construção da língua. Para Oliveira (2009) “o processo de ensino aprendizagem consiste na elaboração da seqüência didática, estas auxiliam o professor a organizar de forma gradual o aprendizado nato que o aluno já possui para então chegar no almejado processo que o professor quer transmitir para este aluno, com isso este aluno vai se comunicar e interagir com os outros de forma mais apropriada”.

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Dentro da seqüência didática esta o gênero propaganda tão presente em nossos dias modernos, somos bombardeados por todos os lados nesta sociedade consumista, a propaganda segundo os especialistas incuti nas pessoas o desejo de compra e consumo exagerado. Fica evidente pra mim que se trabalharmos as seqüências didáticas o aluno tem a possibilidade de maior compreensão no processo de produção textual.

Referencias Bibliográficas:

OLIVEIRA, M. de, Gêneros Textuais e Ensino, Dialógica, São Paulo, 2009.

MARCUSCHI, L. A. Gêneros textuais emergentes no contexto da tecnologia digital. Em: MARCUSCHI, L. A. & XAVIER, A. C. (Orgs.) Hipertexto e gêneros digitais. Rio de Janeiro: Editora Lucerna, 2004.

SACRAMENTO, Mércia Helena do e FERREIRA, Sandra Mara Bessa, O Educador e a

Linguagem:

Interação

e

Aprendizado,

Disponível

em:

http://www.humanitates.ucb.br/2/educador.htm, Acesso: 08/07/2011.

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A dona de casa brasileira já elegeu os limpadores multiuso VEJA como os melhores do Brasil, desengordura, da brilho e deixa aquele cheirinho gostoso e agradável. Basta colocar apenas um pouquinho na esponja e mãos a obra. Com certeza vai sobrar mais tempo para você ficar linda.

Com certeza este tipo de produto de limpeza quando mostrado em propagandas tem sempre como público Alvo as donas de casa, empregadas domésticas que utilizam sempre este tipo de produto em seu trabalho diário. As figuras que elegi como importantes (esponja e modelo) são citadas de forma natural dentro do texto quando digo (colocar um pouquinho na esponja) e (vai sobrar tempo para você ficar linda). ALUNO: RUDNEY RICARDO (11301905)

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CLÁUDIA RAMOS TORRENS LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS ACADÊMICOS ATIVIDADE III - RESENHA O autor do texto Gêneros Textuais e Ensino, Doutor e Mestre em Língua Portuguesa, Manoel Edson de Oliveira, descreve no artigo que o ensino tradicional se baseou apenas em normas e conceitos. E com o passar do tempo observou-se a necessidade de desenvolver a competência comunicativa. Dedicou-se especial atenção à ortografia, à sintaxe e somente depois nos anos 80, esse ensino tradicional passou por avanços e surgiram novas teorias inspiradas no sóciointeracionismo. Deu-se então início a interação, observando a comunicação, para que todos os envolvidos, tornando-se falantes e não ouvintes. Nos últimos anos, o ensino passa a centralizar o uso da língua materna, funcionando como sociável, apontando para as diferentes práticas discursivas.

As escolas de ensino fundamental começaram a aplicar os gêneros de comunicação, observando assim a capacidade de cada um de elaborar textos, permitindo-lhes escrever ou falar de forma mais apropriada. Foi usado como material didático nas escolas de 8ª série do Ensino Fundamental, o gênero propaganda como projeto, uma vez que está sempre presente no cotidiano dos estudantes O primeiro projeto, foi apresentado aos estudantes dez diferentes revistas, com o objetivo de que todos conhecessem a linguagem verbal e a nãoverbal.

Os alunos tiveram que criar uma propaganda do colégio em que

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estudavam para publicarem num jornal. Infelizmente a elaboração não teve resultado esperado. Então, foi aplicado o segundo projeto, foi baseado em pesquisas, a fim de o conceito e os tipos de linguagem. O terceiro projeto foi apresentado aos alunos slides de propagandas de diferentes épocas cujo tema foi a história da propaganda no Brasil, destacandose a importância das escolhas e contextos. O último projeto foi selecionar algumas propagandas de revistas para discutir em grupo, analisando questões fazendo-os refletir sofre as escolhas lingüísticas e público-alvo na propaganda. A avaliação desses projetos mostrou que trabalhar com o cotidiano proporciona maior desenvolvimento na aprendizagem de produção textual. Pôde-se notar a evolução no desempenho dos estudantes do primeiro projeto ao último, pois no primeiro ainda não tinham a capacidade de perceber e motivar a criatividade mas mostraram resultados positivos no desenvolvimento no último projeto. O aprendizado se aprimora, se estimula, se motiva, com materiais ricos em textos nos quais os alunos possam inspirar-se para as suas produções.

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Nós da CLAUSTOUR temos a solução!! Você viaja tranqüilo, com taxas reduzidas, descontos para estudantes da UFSC. Também somos especializados na elaboração de roteiros e pacotes turísticos. Seja qual for o seu destino, nós seremos responsáveis pelo seu bem-estar. Conte conosco! Informações 0800 6666666

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1. Para que audiência foi pensada a publicidade? Escolhi esse material porque pensei nesse lugar e logo me transportei, sentindo o calor do sol e o frescor do vento. As férias renovam o ser, digamos que férias é um mérito de todos! É muito bom poder viajar e conhecer a cultura de outro país. É se enriquecer como ser humano. É aprender a respeitar pelo próximo! O público pensado para esta publicidade não tem idade, somente pensei na .

2. Por que escolheu o material ( figuras, frases, títulos, etc.)? Porque estamos elaborando uma carta com roteiro de viagem para a disciplina Língua Espanhola e achei apropriado fazer essa publicidade, pois é o desejo da maioria, poder viajar e desfrutar, estar em sintonia com a natureza. É como deixar para trás todos os problemas e relaxar! Assim que olhei a figura, associei a uma música e foi fácil criar o texto a partir disso.

ALUNA: CLÁUDIA RAMOS TORRENS – 11301906 - PÓLO ITAJAI

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Revista LPTA- Itajaí  

Seminários realizados pelos alunos de letras espanhol- EaD- UFSC

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