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Sumário

MÁQUINAS XI

O DIA EM QUE A MÁQUINA PAROU Máquina parada, prejuízo no bolso. E para evitar que isto aconteça com você em 2017, a GF foi atrás dos maiores especialistas do mercado, que trouxeram suas dicas quentes para evitar esse problema.

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editorial e EXPEDIENTE

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suas impressões

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GF NEWS Vem aí a segunda edição do Desafio de Marcas de Vinil

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Cobertura completa do evento mais aguardado do ano

HP e Serilon oferecem solução para o cliente que busca entrar em novos mercados

EFI CONNECT 2017

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GF NEWS Fespa Brasil 2017 acumula resultados positivos a um mês do início da feira

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GF NEWS Conheça o case de sucesso de um aluno do gf profissional

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ARTIGO CHRISTIAN BARBOSA Como parar de adiar coisas chatas que você nunca termina


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EDITORIAL

Expediente Fevereiro/Março 2017 | Ano 11 – nº 119

Editora/Diretora Luciana Cristina Andrade editora@grandesformatos.com

Luciana Andrade Editora editora@grandesformatos.com

Queridos leitores Este especial MAQUINAS XI é muito mais que uma das 119 edições da Revista GF! No dia 15 de março de 2006 a primeira edição da Revista Grandes Formatos foi postada ao público! Este especial, apesar de ser referente aos meses de jan/fev será entregue na Fespa 2017! Então, ao completar 11 anos você provavelmente estará lendo este editorial...confesso que ainda com mais paixão, pois aquela edição número 1, que será sempre lembrada era ainda um sonho, agora é a nossa realidade! Nesta edição, além dos dados que levantamos do nosso mercado, de forma regional (os quais me surpreenderam, pois foi muito diferente de tudo que já vimos) e faço questão de ler um a um como sempre! Trouxemos especialistas explicando a fundo questões de como evitar que seu equipamento pare, um para cada tecnologia! Em janeiro à convite da EFI fui novamente ao Connect em Las Vegas! Espero que na matéria você consiga sentir o que significa estar em um Connect. Sempre é único, sempre me causa uma sensação de que se enche um cilindro de oxigênio em tantas oportunidades de conhecimento! Para brindar 2017 em grande estilo, além de tantas novidades, do GF APP, dos tantos cursos no GF Profissional, do Prêmio Bureau, que este ano será diferente, a maior de todas as novidades é o DESAFIO DE MARCAS DE VINIL! A largada será na Fespa, em nosso estande somente com esta finalidade! Espero que você esteja conosco! As grandes Avery Dennison, Arclad, Imprimax e Arlon encararam o Desafio, a Ampla vai imprimir tudo e a ação promete ser um sucesso! Então, querido leitor, a partir de agora você saberá tudo o que acontece com estes vinis em meu carro, sujeito a intempéries e condições de uso normal por UM ANO! Ufa, e depois de tantas novidades espero que gostem e me coloco a disposição para o que precisarem! Agradeço a cada um de vocês por fazer com que está linda história existisse e que tenhamos ainda muitos capítulos pela frente! Grande beijo,

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jornalista Andressa Fonseca MTB 9186/PR faleconosco@grandesformatos.com

Atendimento ao leitor +55 (41) 3023-4979

Atendimento e Cursos Antonio Escobar capacitacao@grandesformatos.com

Anúncios atendimento@grandesformatos.com editora@grandesformatos.com

Projeto e desenvolvimento gráfico Malorgio Studio welcome@malorgiostudio.com

Todos os direitos reservados . A reprodução total ou parcial deste material é permitida mediante autorização prévia expressa pela GF Editoração Ltda e desde que tenha citada a fonte. O conteúdo dos artigos é de responsabilidade dos autores, não expressando necessariamente a opinião da revista. Os informes técnicos são de caráter informativo, não são comercializados e a revista é imparcial, não prevalecendo nenhum fabricante em detrimento de outro. Os anúncios são de total responsabilidade dos anunciantes. Visite nosso portal www.grandesformatos.com


SuaS imPreSSõeS

Comentários Sempre bom ter uma revista que nos mantém informado sobre as tendências e a situação atual do mercado! SANDRO DOS SANTOS SILVA, Espel Digital - Florianopolis SC Vocês fazem a diferença em nosso mercado de comunicação visual. ALVARO ALEXANDRE, Mais Midia - Montes Claros MG Gosto do cantinho da produção, gosto de ler matérias de como os empresários administram as empresas de CV, uma que gostei muito foi a matéria da Formas Comunicação Visual, quando apresentaram a empresa. Na revista contaram a história toda da empresa. ANDERSON PADILHA, Evolução Com Visual - Medianeira PR revista excelente, sempre trazendo matérias que servem para implantar soluções ou corrigir erros do dia a dia. além de boas avaliações de equipamentos, que podem influenciar na decisão de compra. WAGNER MACIEL, Wynil Impressão - Picuí PB Quero receber a revista pois nossa empresa carece deste trabalho maravilhoso de vocês! jOSÉ MOREIRA, Produção e Solução Visual Ltda - Campinas SP Parabéns a GF por ser exclusiva nesta área! SEBASTIãO jESUS, Sejê Arte Visual - Alto Araguaia MT

o que você gostaria de encontrar nas próximas edições da sua revista? mande sua sugestão!

Envie suas sugestões, comentários e críticas: E-mail: faleconosco@grandesformatos.com www.facebook.com/revistagf twitter: twitter.com/revistaGF siga a GF no Twitter!

Quer ver sua foto aqui na próxima edição? Deixe um comentário em nossa página do Facebook, o próximo print pode ser o seu!

* Em razão do espaço ou compreensão, os textos podem ser resumidos ou editados

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O desafio que sacudiu o mercado em 2006/2007 está de volta GF DESAFIO DE MARCAS DE VINIL Logo em seu nascimento, em 2006, a Revista Grandes Formatos mostrou a que veio. Chegou sacudindo o mercado, com o desafio de marcas de vinil. Foram 6 tipos de vinil diferentes, impressos e aplicados da mesma forma, no veículo da Revista. Mês a mês a GF mostrou tudo o que acontecia com cada tipo de vinil exposto às intempéries, durante um ano! O carro era levado às empresas de comunicação visual para fazerem a avaliação, e os fabricantes tinham direito de resposta a cada questionamento. Após um ano os adesivos foram retirados, e a GF realizou a cobertura de todo o processo.

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Esta ação deixou boas lembranças, para falar a verdade, nunca foi esquecida, e ainda foi solicitada por muitos leitores, para voltar. E como pedido de leitor para nós é uma ordem, ele voltou, 10 anos depois! Preparem-se, vem aí a II EDIçãO DO DESAFIO DE MARCAS DE VINIL Enveloparemos o veículo ao vivo dentro da FESPA 2017. Os maiores fabricantes estarão presentes na ação e aceitarão o desafio!

A Revista GF fará a cobertura por um ano na revista, em nosso app e também com vídeos em nossas redes sociais, enfim, usaremos todos os nossos canais para nossos leitores participarem de tudo referente ao maior desafio de tempo de vinil, em utilização diária do mundo!

A ARCLAD, IMPRIMAX, AVERY DENNIsON E ARLON ACEITARAM O DEsAFIO, E TERÃO sEus VINIs APLICADOs NO VEÍCuLO!

Os adesivos serão retirados na feira FESPA em 2018! Acompanhe tudo o que acontece em tempo real!


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Efi Connect é “joker” no Wynn em Las Vegas Por Luciana Andrade Mais um ano em que a GF participa deste momento mágico. Onde usuários se reúnem no lugar para entretenimento mais procurado do mundo com o intuito de aprimorar seus negócios. O Connect não é um evento voltado para vendas. O Connect tem mesmo uma característica de “sorte” aos seus clientes! Mas não é em vão, a EFI tem uma missão clara de fazer com que cada usuário tenha acesso ao melhor conhecimento, no melhor clima de descontração,

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os participantes se sentem “high rollers”! Com uma agenda cheia que começa com um café da manhã sensacional às 7h e palestras até o final da tarde. Palestras incríveis, uma grade de opções de encher os olhos de qualquer empreendedor! Custo zero? Não. A média de investimento para participar do evento é de 800U$ fora as despesas de viagem, ainda mais para quem se hospedar no Wynn – incrível complexo escolhido a dedo pelo próprio Guy Gecht que faz questão de manter seu evento neste local. Qualquer brasileiro do nosso segmento diria que este evento nunca teria sucesso. Pois bem, o evento teve 1634 pessoas! Fico maravilhada, com


uma carga de adrenalina de como se fosse a primeira vez que vejo tudo aquilo. Mas vejo tudo acontecendo de novo, sempre melhor, sempre com mais público e sempre diferente. Guy é um showman! Não à toa recebeu o PINE como influenciador mundial da indústria gráfica em 2016. Tad Parker, Presidente do PINE é um grande fã de Guy. No Connect, que atendi ao gentil convite dos amigos EFI, tive a oportunidade de estar presente muitas vezes, já vi muitas

coisas. Vi um Connect com pouco mais de 200 pessoas, já fui visitar clientes lá, já presenciei muitas evoluções a nível tecnológico, mas confesso, cada ida é como se fosse a primeira, vou com uma expectativa enorme do que pode acontecer desta vez! Guy tem fiéis escudeiros que com o mesmo ideal abrilhantam o evento. Frank Malozzi, a querida Holly O´Rouke, que orienta todo o trabalho da imprensa dentro do evento juntamente com David Lindsay, Frank Tuenckmantel, javier Rodriguez entre muitos outros!

Me emociona tantos clientes aproveitando este momento que é a “crema de la crema” em conhecimento! Meu conselho: aproveite e garanta sua ida antes dos seus concorrentes! E sobre o time EFI América Latina composto pelos amigos Ernande, Elisabeth e Carlos fizeram acontecer em Vegas! No decorrer da matéria vão entender porque! Fiquei feliz em estar presente!

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Dia 17! Quando as cortinas se abrem! Guy Gecht abre o Connect falando sobre a “Vida Digital”, e a Inteligência artificial sendo introduzida em nossas vidas diariamente, sobre os imensos bancos de dados que temos e a facilidade de armazenamento em nuvens e a veloz utilização em dispositivos. Suas teorias e gráficos de parâmetros sobre inteligência artificial em relação a inteligência humana são incríveis, ele faz uma análise em relação as pessoas da geração Y em relação às demais, e prova suas teorias com a realidade de empresas que levaram a sério as mudanças comportamentais das gerações e se adequaram a elas, e das que não se adequaram. 14

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Analogias como quanto vale a Ford ou a GM com a quantidade de funcionários que tem, e quanto vale a Apple ou Facebook em relação a quantidade de funcionários. São números assustadores! Continuando na mesma linha do novo comportamento das empresas, Lewis Press, cliente EFI de Malta, fez questão de apresentar a transformação da sua empresa após implementar o packaging suíte. O crescimento da empresa foi de 30%. Guy Gecht incorpora o “jornalista” e entrevista várias pessoas da plateia! Foi muito divertido! O convidado especial do dia (como ele surpreende todos os anos!) foi Jeff Jacobson – CEO XEROX. Jeff deu uma verdadeira aula de formas eletrônicas de impressão. Segundo ele a Xerox se reposicionou e se manterá em crescimento pois se reinventou,

5 levando mais, indo além, agregando novas tendências.

18/01 O dia começa com CEO da empresa Quad Graphics – Joel Quadracci, que contou a história da Quad. Um case real que mais parece um roteiro de um filme, onde um visionário, Harry Quadracci, sem dinheiro, sem bens materiais, porém com muita capacidade de gestão e muito amor na indústria gráfica fizeram com que, junto com mais 11 pessoas que aceitaram o projeto desafiador de Harry, transformaram o que era um sonho em uma gigante. Hoje, com mais de 28 mil funcionários, mais de 10 filiais nos EUA, entre outras na Europa e América Latina. Joel afirma que ainda temos muito a explorar! Que a


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Na noite do dia 18 Elisabeth Berner e Ernande Ramos promoveram um jantar para a imprensa e dealers da America Latina!

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7 10 1. Guy Gecht 2. Guy e Joel Quadracci, CEO - Quad Graphics 3. EFI Reggianni 4. EFI wide format led printer 5. FabriVU520 6. Guy reporter 7. Sim é um Tesla! 3M e tinta EFI superflex 8. GS3250LXPRO 9. Jeff Jacobson, CEO Xerox 10. Ernande Ramos, Carlos Henrique e parceiros Nova Print

8 historia gráfica é dividida em capítulos e estamos começando um novo capitulo extremamente desafiador. Ele conta que ficou extasiado quando viu a possibilidade de imprimir em tantas superfícies que abrem oportunidades deste novo “capitulo” da história do nosso mercado. Apaixonada por máquinas, desde que cheguei no Connect não pude deixar de ficar “namorando” cada lançamento exposto! São detalhes que fazem toda a diferença para que uma empresa tenha sucesso. Tudo é pensado em conjunto para oferecer soluções que garantam isto. Na apresentação de Marc Olin – Diretor de Finanças da EFI, ficou clara toda a estratégia de crescimento planejado para as empresas usuárias de cada tecnologia, pois elas acabam se integrando e abrindo um leque de possibilidades maior para o empresário.

A escolha do lugar, Restaurante Lavo, do cardápio, enfim, tudo foi incrível! Como surpresa da noite Ernande e Javier premiaram seus parceiros que contribuíram para que 2016 fosse um ano de crescimento além do esperado, um dos melhores momentos segundo eles! O Prêmio “Award for Sales Excelence” para America Central foi para o Dealer INKTRADE, representado por Thomas Lange e para América do Sul foi para o Dealer NOVA PRINT, representado por Pablo Graña, os quais ficaram muito felizes e reiteraram o forte compromisso para 2017!

Restaurante LOVO Elisabeth Berner e amigos da América Latina. Um brinde as grandes parcerias!

Os lançamentos revolucionários para nosso mercado são os seguintes: • EFI VUTEK 5RLED ROLL TO ROLL • EFI VUTEK FabriVU 520 • EFI VUTEK GS3250LX PRO • NEW EFI WIDE FORMAT LED PRINTER Espero vê-las em breve aqui no Brasil!!!!!

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Para saber um pouco mais sobre o que podemos esperar no Brasil entrevistamos Ernande Ramos e Elisabeth Berner

GF Os conceitos “Descobrir, integrar e Inovar” são focados em inovação para alcançar o sucesso em 2017. Você poderia explicar um pouco mais sobre isso? Ernande Ramos Usamos este slogan “Descobrir, Integrar e Inovar” no EFI Connect porque acreditamos que esta é a essência do evento. Por meio destas palavras-chaves, expressamos e incentivamos o público a descobrir novas maneiras de criar, integrar soluções para atingir melhores resultados e inovar sua produção de ponta a ponta. O Connect é um espaço onde a comunidade usuária das soluções da EFI aprende, interage e conhece ideias inovadoras que contribuem para o desenvolvimento da impressão digital. Anualmente, apresentamos inúmeras novidades em todas as categorias do portfólio da empresa para jornalistas, parceiros e clientes do mundo inteiro, além de promover debates sobre as tendências da indústria de impressão digital. Na programação de palestras do evento, reforçando as apostas da EFI, os ministradores mostraram a importância da integração de nossas soluções para otimizar a produção e aumentar o rendimento dos negócios de impressão. O rico conteúdo e a troca de experiências desse evento no início do ano é um estímulo para grandes e bemsucedidos projetos no decorrer de 2017.

GF Vimos que o número de

participantes cresceu nesta edição do EFI Connect (1.680). Na sua opinião, qual a razão disto?

Ernande Ramos A cada edição do evento, o número de participantes cresce e supera nossas expectativas. Isso mostra que estamos no caminho certo, oferecendo conteúdo relevante para os profissionais da indústria de impressão digital. O Connect já entrou para o calendário de nossos clientes, parceiros e da mídia mundial porque dita as tendências para os próximos anos e apresenta novidades da EFI em todas as categorias do portfólio.

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GF Ultimamente, brasileiros tem enfrentado muitos desafios em conta do momento econômico do país. Na sua opinião, como as empresas de impressão digital do Brasil podem alcançar sucesso? Qual é a estratégia da EFI para ajudar estas empresas? Ernande Ramos As empresas de impressão digital do Brasil têm grande potencial de alcançar sucesso apesar da situação econômica do país. O diferencial está na escolha de soluções e equipamentos que produzem não só com qualidade e rapidez, mas também com grande economia. A versatilidade de produção é um aspecto importante na área de impressão digital, pois permite que a empresa cliente amplie o atendimento a diferentes mercados como o têxtil, de cerâmica, de decoração, entre outros. O ponto forte da EFI é a oferta de soluções integradas (equipamentos e softwares), de ponta a ponta do segmento de impressão digital, que resultam em produções altamente fiéis ao desejado e com maior rendimento. O mercado latino-americano vem acompanhando este trabalho de perto com a ascensão do segmento de Papelão Ondulado, por exemplo. Nosso portfólio conta com um pacote de softwares, que passam por atualizações constantes, uma linha de equipamentos de última geração como a impressora EFI Nozomi C18000 e a assistência da equipe técnica da EFI.

GF Como você vê a transformação do

digital? Isto será uma ameaça para o mercado de impressão?

Ernande Ramos Empresas de impressão, especialmente aquelas que estão operando em mercados em declínio, devem estar preparadas para mudanças. É preciso ser capaz de “pular para uma nova plataforma” quando se percebe que seu segmento está sofrendo uma transformação. Os empresários e profissionais devem manterse atualizados para saberem como usar as novidades em prol dos negócios.

GF Nesta edição, a EFI lançou alguns equipamentos incríveis de UV e soluções têxteis! Você poderia falar mais sobre estas soluções? Na sua opinião, como uma empresa de comunicação visual pode ter sucesso com impressão têxtil? Ernande Ramos A impressão têxtil oferece uma gama de possibilidades de produção em variados substratos e aplicações. Com criatividade, as empresas de comunicação visual podem ser muito beneficiadas por este tipo de impressão

pois conseguem alcançar resultados inovadores, com grande fidelidade de cores e rapidez de impressão.

GF Vemos a necessidade de mudança de foco nas empresas de comunicação visual e impressão digital de todo Brasil. No Connect pude ver um vasto portfólio que permite esta “transformação”. Ao seu ver qual o principal nicho de mercado brasileiro que pode ser atingido e com quais soluções? Ernande Ramos O mercado gráfico vem passando por muitas mudanças com o lançamento de novas tecnologias que ampliam a diversidade de produção. As empresas precisam se manter atualizadas e atentas às novidades para não ficarem pra trás. Com a transformação digital, muitos segmentos da impressão estão se reinventando e adequando as novas demandas do setor, diversificando o portfólio de produtos ou migrando para outros nichos. O investimento em pesquisa e desenvolvimento de soluções da EFI segue as tendências de mercado mundiais. Hoje temos um portfólio completo para setores que estão conquistando cada vez mais expressão no Brasil, como o de Embalagens, incluindo papelão ondulado e de Impressão em Tecido, tanto para moda e decoração, como para comunicação visual, que é uma grande tendência mundial.

GF Pude ver o que há de melhor em soluções de workflow e softwares de automação. No Brasil, os empresários têm a cultura de escolha de investimento em novos equipamentos em detrimento de investimentos em software! Diferente dos empresários de outros países. Ao seu ver, como é possível mudar esta cultura? Ernande Ramos Os gráficos brasileiros são antenados às novidades do mercado na área de equipamentos, mas ainda precisam compreender melhor como a aquisição de softwares de gestão fazem a diferença para o seu negócio. Nos EUA e Europa esse conceito já está bem difundido. Na América Latina estamos avançando para mudar este cenário com o software EFI Metrics Printware. Acreditamos que a melhor maneira é educar os empresários e mostrar as inúmeras vantagens de se investir em sistemas de gestão. Realizamos diversos eventos para catequizar os gráficos de todo o país, incluindo webinars. Nestes


seminários online, mais profissionais podem compreender e aprender como implementar estas soluções em suas empresas, esclarecendo as principais dúvidas.

GF Mundialmente vemos que a impressão em tecidos está ganhando espaço com grande velocidade. As soluções Reggiani agregam bastante potencial para as empresas. No Brasil a exploração da indústria têxtil pelas empresas de impressão digital é muito pequena. Quais nichos ao seu ver podem ser explorados com impressão em tecidos? Ernande Ramos O mercado têxtil tem apresentado grande crescimento nos últimos anos. No Brasil, os segmentos de moda, roupas esportivas, sinalização e decoração são os que mais se destacam, com trabalhos primorosos versáteis e criativos de estilistas e decoradores. Além do Soft Signage, que é a comunicação visual em tecido, tecnologia já bastante utilizada na área de eventos e que vem ganhando força entre grandes marcas mundiais por suas vantagens em relação ao vinil.

Mas este segmento ainda tem muito potencial de crescimento nos nichos mencionados. A tendência é a disseminação dessa tecnologia e, paralelamente, o maior acesso aos artigos. Os produtos têxteis com impressão digital devem se popularizar para todos os setores da sociedade, com trabalhos personalizados e de alta qualidade.

GF Você gostaria de deixar uma mensagem para nossos leitores? Ernande Ramos Gostaria de convidar todos os leitores a se juntarem a nós na próxima edição do EFI Connect e vivenciarem este grandioso evento repleto de novidades, que acontecerá entre os dias 23 e 26 de janeiro de 2018. A equipe da EFI também está se preparando para recepcionar todos os visitantes da FESPA Brasil de 15 a 18 de março, no Expo Center Norte, com a exposição dos equipamentos para o mercado têxtil e a linha VUTEk. Não

Ernandes Ramos

deixe de visitar nosso estande. Para quem deseja ficar por dentro de todas as novidades do portfólio da EFI e das tendências do mercado, a dica é a nossa série de webinars sobre softwares e equipamentos para área de impressão digital que estão disponíveis em nossas redes sociais.

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As empresas brasileiras são reconhecidas como criativas pela capacidade de superação em períodos difíceis. O Connect propõe que os empresários repensem em seus negócios para torná-los mais produtivos, lucrativos e com novas frentes de atuação. A aposta na diversidade da produção, em um país instável como o nosso, pode ajudar muito em períodos como o que estamos vivenciando.

GF Ao seu ver qual o maior fator de crescimento do número de visitantes do Connect 2017? Elisabeth Berner O EFI Connect já é um evento mundialmente conhecido na área de impressão digital. A cada edição, nossa expectativa de público é superada porque a EFI prima pela qualidade da programação e dos palestrantes, além da infraestrutura geral do evento que é impecável. A melhor propaganda é quando os próprios visitantes satisfeitos convidam seus colegas de profissão.

GF Que mensagem você deixaria hoje para nossos leitores?

Elisabeth Berner

GF Num cenário atual brasileiro de retomada de crescimento do mercado em todos os níveis, como você vê a importância de empresários participarem de iniciativas como o Connect? Elisabeth Berner O EFI Connect é um evento único já que seus debates e palestras promovem a interação entre os participantes, resultando na oportunidade de fazer networking e de estar junto a comunidade mundial que compõe o segmento de impressão digital. O evento garante ainda a presença de grandes marcas do setor, que apresentam suas inovações e tendências para os próximos anos. Sempre contamos com a participação de empresários e representantes da imprensa do Brasil, que desfrutam de toda a experiência e das oportunidades que surgem a partir do evento.

GF Dentro do conceito do EFI Connect de Descobrir, integrar e Inovar, percebi que usuários de todo mundo estão ampliando seu foco de atuação para oferecer mais soluções para os mesmos clientes, bem como otimizar processos

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para atender novos nichos. Para o Brasil, ao seu ver, como uma empresa que está saindo de um panorama de crise pode obter sucesso com estes conceitos?

Elisabeth Berner A economia nacional está no processo de retomada do crescimento. Este é um bom momento para voltar a investir e atingir novos mercados. O conceito “Descobrir, Integrar e Inovar” do EFI Connect é um incentivo para que os empresários busquem o sucesso por meio de descobertas, da integração e inovação.

Elisabeth Berner Quando uma edição do Connect termina nossa equipe já começa a pensar na próxima. Eu convido os empresários brasileiros a participarem do Connect 2018 e vivenciarem essa experiência enriquecedora junto ao time corporativo mundial da EFI. É por meio dessa troca que a EFI entende melhor o mercado, aprimora e amplia a sua oferta de soluções e equipamentos para atender o segmento de impressão digital de ponta a ponta.

Gratidão é o sentimento que finalizo esta matéria. Meus sinceros agradecimentos a todos da EFI, que sempre confiaram à GF a missão de realizar a cobertura deste evento tão grandioso e importante para o setor. Espero estar presente por muitos anos, e acompanhada de muitos empresários brasileiros.


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FESPA Brasil 2017 acumula resultados positivos a um mês do início da feira A um mês de abrir suas portas, a ExpoPrint Digital / FESPA Brasil vem acumulando resultados positivos, fazendo da feira a melhor oportunidade do ano para quem deseja ver ao vivo tecnologia e inovação dentro do mercado de impressão digital em segmentos como comunicação visual, sinalização, estamparia digital, sublimação, decoração de interiores, produção de impressos personalizados, em baixas tiragens e sob demanda, e muito mais. A feira acontece de 15 a 18 de março no Pavilhão Azul do Expo Center Norte, em São Paulo. Os grandes players do setor já confirmaram presença na feira, uma prova de que a indústria de impressão digital é forte, se renova constantemente e está preparada para superar os desafios impostos pelo mercado. O investimento em soluções logo na primeira feira do ano irá colocar o empresário à frente de seus concorrentes, 20

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podendo desta forma oferecer aplicações especiais aos seus clientes, integrando diferentes tecnologias disponíveis no mercado de impressão. Pensando no lado educacional, a FESPA Brasil oferece uma série de Congressos Educacionais e outras iniciativas, guiadas pela sua missão “Profit for Purpose” Lucro por um Propósito, que consiste no compromisso de reinvestimento na indústria de impressão digital. Saiba quais são:

Congresso Internacional de Comunicação Visual e Impressão Digital Tradicional iniciativa da FESPA Brasil, chega à sua quarta edição. Especialistas tratam de temas como mercado, tendências, equipamentos e técnicas de lucratividade. Acontece nos dois primeiros dias de feira, 15 e 16 de março. Veja programação: www.fespabrasil.com.br/pt/gradepalestras#congresso-int

FESPA Digital Textile Conference Dia totalmente dedicado a compartilhar conhecimento sobre estamparia digital, mostrando o poder e evolução do têxtil na indústria de impressão digital no Brasil e no mundo, e seus avanços não apenas em vestuário, mas também em áreas como decoração e sinalização. Sua terceira edição acontece na sexta-feira, dia 17 de março. Veja programação em: www.fespabrasil. com.br/pt/grade-palestras#textile

Sublimation Day Sucesso de público e aceitação, o Sublimation Day tem sua segunda edição na FESPA Brasil 2017. Neste dia, o assunto abordado pelos profissionais é a impressão por sublimação, tecnologia que vem ganhando espaço no mercado por sua alta qualidade. Acontece no último dia de feira, 18 de março. Veja programação em: www.fespabrasil.com.br/pt/gradepalestras#sublimation

CAMBEA A FESPA Brasil 2017 será novamente a casa do CAMBEA, Campeonato Brasileiro de Envelopamento Automotivo, onde os melhores envelopadores do Brasil disputam o grande título e a vaga para a etapa mundial do World Wrap Masters Series, na Europa. A sétima edição do CAMBEA reserva grandes novidades, inclusive com a participação de Justin Pate, um dos maiores envelopadores do mundo. Saiba mais em: www.cambea.com.br

FESPA Showroom Espaço que irá apresentar uma infinidade de aplicações mostrando tudo o que a impressão digital pode oferecer. Trata-se de um espaço interativo, aberto à criatividade, onde os clientes irão descobrir novas oportunidades e lá encontrar o parceiro perfeito para desenvolver negócios, produtos e soluções. Saiba mais em www. fespabrasil.com.br/pt/fespa-showroom


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GF PROFISSIONAL

CASE DE SUCESSO Conheça a história de Wagner Cruz, que através do GF Profissional conseguiu se recolocar no mercado de trabalho Por Andressa Fonseca Que o objetivo do GF Profissional é capacitar cada vez mais pessoas para o mercado de comunicação visual, isso você já sabe. Que temos os melhores profissionais do mercado para esta missão, você também já sabe. O que talvez você ainda não saiba, é que resgatamos sonhos! E como ficamos felizes com isso! Quer ver só? Leia a história do Wagner: Em uma época difícil, muito parecida com a que vivem muitas pessoas neste período de instabilidade econômica, me deparei com uma situação complicada financeiramente. Desempregado, buscava me recolocar no mercado de trabalho. Foi quando em contato com a GF, a empresa me proporcionou uma grande oportunidade, fazer o curso de adesivação. Através de sua diretora Luciana Andrade e

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o professor do curso Diomedes, aproveitei a oportunidade da Grandes Formatos e realizei o curso, que não só me proporcionou conhecimento técnico como me abriu um vasto leque de oportunidades. Logo após realizar o curso, já fui indicado para começar a trabalhar em uma empresa do ramo de comunicação visual, meio expediente, pois não tinha experiência. O que não afetou as minhas chances dentro do novo trabalho, que me fez crescer auxiliando os profissionais da área e conseguindo desenvolver as técnicas aprendidas no curso. Isso, além dos trabalhos extras que sempre apareciam dentro da área. Mas, por acaso, durante este período fui chamado para trabalhar em uma empresa que tinha feito seleção antes e esperava o resultado há tempos. Como se tratava de uma empresa multinacional e com a vaga que almejava, acabei deixando a adesivação durante um tempo. Porém, com o passar do tempo, a vida me proporcionou novas possibilidades que fizeram com que eu me mudasse para outro Estado e voltasse à estaca zero com relação ao trabalho. Foi aí que mais uma vez a adesivação fez toda a diferença, pois com o diploma do curso consegui emprego em uma das maiores empresas de tratamento de superfície do pais. Empresa que me abriu as portas para trabalhar no setor de qualidade aplicando e inspecionando películas adesivas em peças e partes de

Wagner Cruz é o primeiro da direita para esquerda, no curso de adesivação em agosto de 2013

aviões jatos. Atualmente continuo nesta mesma empresa, agora depois de quase dois anos trabalho no setor de desenvolvimento e engenharia, mas sem esquecer como cheguei e principalmente me destaquei, para estar onde estou. Por isso sou grato a todas as portas abertas por este excelente curso muito prático e didático proporcionado pela Revista Grandes Formatos.

Se você também quer reescrever sua história, fique ligado em nossa agenda de cursos. 17 e 18 de fevereiro Curso Operacional em Impressoras Digitais 21, 22, 23 e 24 de fevereiro Curso Técnico em Impressoras Digitais de Grandes Formatos 10 de março Curso Aplicação de Adesivos (Prático) 31 de março Curso Gerenciamento de Perfil de Cores

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SOLUÇÕES PARA COMUNICAÇÃO VISUAL


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O DIA EM QUE A MÁQUINA PAROU “Como não parar suas máquinas” Confira o especial que vai evitar que este pesadelo aconteça com você

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Por Andressa Fonseca Décima primeira edição de máquinas, e o sentimento é de gratidão por ainda ter muito assunto para fazer mais um especial completo. A edição mais aguardada do ano, é uma grande responsabilidade, e por isso

cada detalhe desta matéria, desde a reunião de pauta até a prova final foram feitos com muito cuidado, e claro, muito carinho. O tema escolhido para este ano, “Como não parar suas máquinas?”, nos remete a pensar em: “Não parar por falta de trabalho, ou

não parar por falta de manutenção?” E a resposta é: Os dois! Ou seja, nossa preocupação em 2017 é que você não deixe suas máquinas parar. Que elas estejam sempre produzindo. E chamamos especialistas para nos ajudar com este tema. Além da palavra preciosa de cada um, fizemos uma pesquisa para saber sobre o panorama do mercado sobre a quantidade de equipamentos instalados e a intenção de compra para 2017. Esta edição tem que ir pra sua coleção hein? Não esquece de ver o nosso encarte especial com a tabela de equipamentos de todas as tecnologias e atualize-se! Com vocês, nosso especial: MÁQUINAS XI

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Como não parar suas máquinas por

Flávio Hirata

É muito bom estar com os amigos leitores da GF neste início de 2017! Sobre a pauta Como Não Parar Suas Máquinas, adicionarei 2 “guidelines”, também propostos pela GF, ficando assim: 1. Como não parar suas máquinas propriamente dito 2. Prevenção e como lidar com impressoras no dia a dia. 3. Orientar nos aspectos operacionais o leitor GF que comprou ou comprará uma impressora em 2017. O Vinicius Timi e o Cassio, tratarão das Solventes e Têxteis respectivamente. Eu, fiquei com as UVs. Mas antes, quero colocar um parêntese. Apesar de minha contribuição relevante na introdução de produtos e tecnologias inovadoras, bem como construção de marcas hoje referenciais no mercado, aprendi muito com vocês, amigos empreendedores em Comunicação Visual e Sinalização. Acrescento que, por haver empreendido, conheço as dificuldades envolvidas para empreender com seriedade e honestidade. Sei muito bem que, de fácil empreender de não tem nada. Para que saibam porque conheço o dia a dia de empreender, conto a vocês que nos anos 90, minha Empresa CAS Suprimentos para Comunicação Visual, teve papel preponderante na introdução de marcas tais como Graphtec, Arlon, CAMTech, CasMate e SignLab entre outras. Tive o privilégio de contribuir muito para introduzir e consolidar as Marcas VUTEK e INCA. Outra empresa, concebida e implantada por mim, a Fábrica da Imagem, e contando com o apoio essencial de colaboradores de primeira linha, algo fundamental quando empreendemos, tornou se a DURST do Brasil, da qual fui CEO. Hoje, não represento, não assessoro fabricantes de impressoras, tintas, ou mídias de impressão digital. Ou seja, meus caros amigos, posso expressar pontos de vista, e opinar livremente, pois não devo nem obrigações nem favores. Detalhe: ao longo do texto, italicizei e grifei com negrito palavras que considero palavras-chave.

Como não parar suas máquinas UV Adquirir uma impressora UV, principalmente de perfil mais industrial, pode envolver investimentos bastante além de uma Solvente, Têxtil ou Látex. São parte de sua análise e decisão, aspectos mercadológicos, financeiros, estratégicos e o posicionamento da empresa, além dos aspectos técnicos e amplitude de aplicabilidade inerentes à impressão UV. O foco da matéria está em como fazer para que este enorme esforço e investimento trabalhe estável, em conformidade com suas necessidades, e o longo de anos de operação. Sua análise envolveu testes práticos com os materiais que utiliza ou utilizará, usando arquivos que conhece bem, e outros arquivos criados para avaliação técnica de qualidade e performance. O fabricante da impressora, em geral, o fabricante do RIP, tem arquivos deste tipo, contendo linhas finas, textos de várias escalas, cores solidas, degradês, escalas de cinza, tons de pele, vermelho “coca cola” e por aí vai. Sua pesquisa envolveu também definição das velocidades reais de impressão, nos vários números de passes e print modes. Fator preponderante no custo de impressão em uma UV, o preço e consumo 26

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de tinta, foi esmiuçado. Para estar seguro em fazer o investimento correto e de melhor retorno, explorando o grande potencial de aplicações de uma UV, foi, ou será necessário conhecer as vantagens e limitações desta tecnologia, tais como: Grau de aderência em substratos diversos, nível de secagem da tinta em função da velocidade. A flexibilidade da tinta foi também importante em sua análise, pois necessita dobras. O “chipping” que significa “lasca”, se for de chocolate e no sorvete, pudim ou cookie é ótimo, mas não é nada bom se a tinta lascar quando o material impresso for acabado em mesa de corte ou router. Idem para o cracking, que é quando a tinta fica com aspecto trincado. Ou, quando aparecem na imagem impressa faixas tipo “gramado” de campo de futebol. Fugi do assunto principal? De jeito nenhum! Meu objetivo, amigo empresário, é que você perceba que impressão digital UV é algo bem técnico. E, acredite, “pulei” variáveis importantes tais como: Potência nas lâmpadas de mercúrio, ou leds. Distância e ângulo de incidência entre a fonte de luz e o material. Quantas horas duram um jogo de lâmpadas, ou módulos led e, quanto custa sua reposição. Saiba ainda que a energia contida na luz UV, e outras faixas espectrais que ali estão, faz o material “trabalhar”. Placas podem empenar, adesivos soltarem do liner, materiais flexíveis, fazer “ondas”. O vácuo pode ser de menos, ou de mais, bordas da mídia, podem levantar, ou seja, estes últimos fatores mencionados podem levar a uma colisão (!) das cabeças com o material. O efeito desta colisão pode ser uma pancada forte em seu bolso, pois de maneira geral, colisões tendem a ser uso e set up incorretos, ou materiais inadequados, o que pode excluir cobertura em garantia. Portanto, é melhor saber o custo de uma cabeça, ou de um array de cabeças, no caso de máquinas que usam “jets” ou “pentes” de nozzles montados num frame, bem como saber se os jets ou arrays dão

reparo, se podem ser desentupidos. E, custos respectivos. Tudo isto conduz a um fato: Seu impressor “solvente” precisa reciclar-se por completo. Ele precisa entender todas estas variáveis, e saber que muitas delas interagem entre si.

Precisa de bom treinamento, tempo, tinta e materiais para ser treinado, sem a pressão de vendas, que nestes momentos de máquina nova, muito justamente vem com “provas urgentíssimas “ para fechar negócios importantes. E você, empreendedor, precisa de apoio do fabricante, não só em manutenção, mas em aplicação. Idem para o RIP, um capítulo em si, pois tem enorme impacto na qualidade visual e consumo de tinta. Talvez valha a pena considerar a hipótese de contratar um novo impressor, e “especializá-lo” em UV. Seu investimento deve estar na ordem, de um carro de luxo, Premium, ou até mesmo na ordem de grandeza de um apartamento, dos bons. Seu piloto, seu combustível, pneus, lubrificante tem que estar de acordo com o padrão do “veículo”. Portanto, exija um check list com todos requisitos para a operação plena de sua impressora, e se o fornecedor ou representante fizer “cara de vaso”, já sabe o que fazer. Requisitos de ar comprimido, no-break, estabilizador, vácuo, temperatura, aterramento elétrico devem estar no check list e ser providenciados antes da instalação. Peça uma vistoria com “certificação “ de conformidade. Use somente matérias de qualidade e procedência, tenha fornecedores idôneos e competentes. Mantenha o ambiente de impressão limpo, bem cuidado, sem retalhos, o mais possível sem pó, sem marcas de tinta na máquina ou no chão. Faça tudo certinho, capriche e terá uma

tranquilidade que não tem preço.

Prevenção e como lidar com impressoras UV no dia a dia Além do que já disse, nunca deixe nozzles tapados. Ao contrário das solventes, a tinta endurece, e rápido, as falhadas tendem a aparecer, complicando muito. Tem mais de 1 operador? “Roda’ mais de 1 turno? Então, convém determinar um responsável. Certifique-se que os procedimentos diários de manutenção estão sendo feitos, registrados e bem feitos. Tintas UV tem validade. Registre lote e data de carregamento, não deixe vencer dentro do tanque, não misture vencida com válida. No final do dia, ou final de semana, desligue a máquina conforme o procedimento indicado. Delegue, mas acompanhe, ou tenha quem o faça. O cuidado deve ser constante.

Orientar nos aspectos operacionais o leitor GF que comprou ou comprará uma impressora UV em 2017 Grande parte do que coloquei tem muito a ver com este último item. Portanto, prefiro concluir dizendo que nossa realização pessoal e profissional enquanto empresários, compensa o esforço, as incertezas até mais que o retorno material. A gente cresce, evolui, e se formos sábios, aprendemos a ser humildes e a agradecer. Errar é parte do processo de aprender, só não erra quem nada faz e só critica. Quero registrar meu respeito por vocês, leitores GF e empreendedores, mandar um abraço a todos, em especial a uma empreendedora que todos admiramos. Sabem a quem me refiro! Espero que minhas opiniões, experiências e conhecimentos sejam de valor para seu trabalho, análises e tomada de decisões. Bom ano para todos nós! Flávio Hirata f.hirata@foccusbrasil.com.br R E V I S TA G F • Fe v e r e i r o | M a r ç o 2 0 1 7

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O Mercado está para novas aquisições?

Como não parar suas máquinas por

Cássio Arrizabalaga

Desde que aceitei o desafio de desenvolver o setor de soluções têxteis para uma empresa de renome, tenho lido muito a respeito de como o mercado têxtil brasileiro reagirá à crise que têm assolado o país nos últimos anos. Embora o cenário ainda pareça desolador, com uma queda de aproximadamente 7% no último ano, segundo a ABIT, há uma mudança de humor entre os empresários e certa tendência ao crescimento em 2017. Claro que ainda muito tímido, mas há uma tendência positiva. Se há dois mercados que rapidamente saem da crise, estes são alimentos e roupas – afinal, todos precisam comer e se vestir. O essencial, o básico, não deixamos de fazer – não deixamos de comprar comida e não deixamos de comprar roupas (nós, todos, mesmo!). O que deixamos de fazer foram compras por impulso – Sim, roupa se compra por impulso, mais do que necessidade. Se precisamos de uma camiseta, normalmente compramos a camiseta, e mais uma ou duas, porque achamos bonita, ou compramos mais do que um sapato, por causa da oferta. Isto movimenta este mercado. Movimentos positivos na economia certamente movimentarão o mercado de impressoras, em breve. Porém, o que mudou no hábito dos consumidores finais, posso extrapolar para o mercado dos fabricantes – empresas têxteis, de confecção e de moda fashion.

O empresário dificilmente comprará por impulso suas próximas (ou mesmo suas primeiras) impressoras. Isto quer dizer que não venderemos máquinas em 2017? Exatamente o oposto. O empresário atualmente está mais interessado em ouvir sobre o retorno do investimento, está mais preocupado em saber se poderá pagar o eventual financiamento, está mais atento a quanto realmente custa seu metro quadrado de tecido impresso ou sua camiseta. Mas acima de tudo, o empresário está muito mais atento hoje ao benefício e ao valor agregado que aquele novo equipamento trará para sua empresa. Quais então serão as perguntas a serem respondidas no planejamento de expansão ou substituição de peças nos parques industriais? Pense no ROI (Retorno do Investimento), levando em conta o custo hora/máquina/metro, custo de tintas e custos dos tecidos e peças prontas. Pense nos custos de manutenção preventiva. Pense nos custos de troca de cabeças – algumas cabeças de impressão podem ser mais baratas que outras, mas possuem uma vida útil menor – outras, podem até ser mais velozes, mas seu custo de substituição é muito superior quando comparadas com outras. Outro ponto que o empresário deve levar em consideração, se já tiver algum equipamento em sua linha de produção, é levantar corretamente os custos de manutenção x custo/h (baseado na velocidade da máquina por metro ou por peça), comparando com os custos de um equipamento novo. Este cálculo não é muito fácil de se ter, mas não impossível de se conseguir (nós, engenheiros, levamos vantagem neste quesito, ajudando melhor os compradores a entenderem estes valores), principalmente quando se tem boa noção de como tal impressora trabalha, e suas limitações. Outro fator importante a se pensar diz respeito ao custo do equipamento parado – em manutenção de qualquer sorte – bem como a demanda

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de produtividade da empresa versus diversidade de produtos/modelos. Você deve estar se perguntando se estes quesitos têm realmente a ver um com o outro, mas têm – às vezes o empresário decide por um equipamento por sua produtividade, e fecha os olhos para equipamentos um pouco menos produtivos, mas por custos mais acessíveis (claro que dentro de parâmetros comparáveis, como qualidade de impressão, robustez, qualidade e durabilidade das cabeças). Qualquer problema com aquele grande equipamento, se traduz em uma parada em toda linha produtiva. Dois equipamentos, um pouco menos rápidos, mas robustos como o “grande”, podem ajudar a diversificar produção (imprimindo dois desenhos ao mesmo tempo), além de serem backups um do outro em tempos difíceis. Pode ser que o investimento um pouco maior em duas impressoras pode ser mais econômico do que adquirir um grande equipamento. Leve em consideração estes fatores e faça as contas. Em resumo, em tempos difíceis, quem sai na frente em investimentos, pula na frente da concorrência, mas se o fizer sem levar em consideração fatores como custos de manutenção, ROIs e custos de produção, pode acabar por jogar dinheiro fora, ainda mais nesta fase do Mercado Nacional.

Impressoras têxteis e o problema do “pelo” Quem já trabalhou com manutenções preventivas e corretivas de impressoras têxteis (eu trabalhei por alguns anos e posso afirmar de cátedra), sabe que os pelos são os maiores inimigos destes modelos de máquinas. Diferentemente dos substratos da maioria dos outros sistemas impressores, os tecidos naturalmente soltam pequenos fiapos durante toda a sua linha produtiva – desde a fiação até a confecção das roupas (até nas lojas, quando as compramos), é inevitável que tenha um ou outro fiapo solto. Porém, estes fiapos podem – e são – os maiores inimigos das impressoras para tecidos, sejam elas impressoras rolo-a-rolo, sejam elas impressoras de peças prontas, as garment printers. Impressoras têxteis usam tintas à base de água, com corantes e pigmentos que têm a característica de se aglomerarem

(e dificilmente se dissolverem) quando esta água falta. Vamos nos focar aqui na tinta que se resseca em partes vitais na impressora, como bordas das cabeças de impressão, bases de carros de impressão, wipers e tubulações. Outra característica que notei nas tintas de corantes reativos e ácidos usados na impressão de fibras vegetais ou animais, respectivamente, é que quando o corante retorna à seu estado original – um “sal” – este expande. Pois bem, pensemos então nos efeitos nocivos dos corantes ressecando em partes vitais, expandindo-se e forçando delicadas partes das cabeças, e junto a isso, aglomerando mais e mais pelos que, naturalmente, os tecidos possuem? Resultados catastróficos, devo dizer. Sem contar que não é só a tinta remanescente da impressão, falo também dos constantes “splits”, ou disparos de nozzles em tempos regulados, nos “caps”, para evitar o entupimento. Abaixo listo alguns dos problemas que já notei em impressoras rolo a rolo e garment: • Cabeças coladas nas bases dos carros por causa dessa mistura de corantes reativos e pelos (quase mesmo como as super

Foto da parte inferior do carro de impressão de uma impressora reativa rolo a rolo, com tinta ressecada nos entornos dos rasgos das cabeças

colas com algodão) – impossibilitando a retirada das cabeças sem danificá-las permanentemente. • Resto de tinta ressecada junto com pelos de tecido nas placas de proteção inferior de algumas impressoras rolo a rolo – aumentando em mais de 1mm a espessura do conjunto e prejudicando a correta regulagem das alturas das cabeças. • Restos de pelo se aglomerando nas wipers, criando crostas capazes de riscar (e até mesmo entupir) as cabeças de impressão. • Fiapos se juntando aos grãos de poeira urbana normal e à graxa (ou óleo) usados na lubrificação dos mancais dos eixos de movimento do carro.

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• Fiapos criando riscos nas impressões, quando presos nos plattens e constantemente passando na tinta recém impressa (criando riscos e manchas que não queremos, e só vemos depois que o tecido curou). • Fiapos de tecido se juntando à tinta ressecada entupindo os ralinhos e dispensers das bandejas de limpeza de cabeça – entupimento que causa derrame em partes vitais da impressora, ou trava sistemas de movimento e sensores de posição de wiper e altura de bandeja.

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Em resumo, a união de fiapos de tecido, comuns em impressoras de tecido, junto com tinta naturalmente ressecada causam sérios danos aos equipamentos. Só há uma forma de evitar que estes danos aconteçam – uma correta manutenção preventiva nas impressoras. Não falo dos processos padrão que os fabricantes nos ensinam quando recebemos o treinamento na instalação (quando recebemos), ou tais conhecimentos vêm de boca-a-boca de técnicos que saíram da empresa. Falo de real planilha de manutenção preventiva, até mais rigorosa do que os fabricantes exigem. Só assim conseguiremos manter os equipamentos funcionando por mais tempo e com melhor qualidade. • Áreas de mais fácil acesso, como wiper, tanque de lavagem de wiper e bandeja de gotejo, devem ser limpos pelo menos a cada 3 dias (diariamente seria o ideal) – com água deionizada, e certificando-se que as mangueiras de descarte estejam sempre desobstruídas.

• Parte inferior do carro de impressão – inspecionado diariamente, e bordas das cabeças de impressão limpas com cotonetes de espuma especiais e água deionizada pelo menos uma vez por semana – se o fabricante do equipamento recomendar o uso de alguma solução especial – use-a. Não economize nesta parte! • Parte superior do carro de impressão – por ser área mais sensível, recomendase o contato constante com um técnico especializado. Se o carro de impressão ainda mantiver sua carenagem original, siga as recomendações do fabricante do equipamento. Se já não tiver a carenagem original (infelizmente muitos operadores ou técnicos desavisados as retiram), então redobre atenção. Ao qualquer indício de sujeira ou vazamento de tinta, limpe.


• Alguns fabricantes possuem programas de preventivas anuais, que desmontam partes vitais, em busca dos menores indícios de defeitos e acúmulos de sujeira e restos de tinta, bem como realizam procedimentos de alinhamento e lubrificação geral – recomendo fortemente que se valham destes planos.

Quanto mais complexo o equipamento for, mais atentos aos procedimentos de preventivas devemos estar. Minha sugestão final é que programe

com seu fornecedor do equipamento visitas mensais, até mesmo sob forma de contrato de manutenção, para que estejam sempre atentos aos menores sinais de acúmulo de sujeira, e ajam imediatamente. Quanto mais se demora para limpar, mais prejuízos teremos. Não podemos brincar com preventivas, e com impressoras têxteis, menos ainda.

Cássio Rodrigues, é engenheiro, consultor empresarial e atualmente é Gerente de Produtos – Soluções Têxteis na Alphaprint, trabalhando com equipamentos Kornit e D-Gen para os segmentos têxteis e soft-signage. Maiores informações com cassio. rodrigues@alphaprint.com.br.


SUPORTE TÉCNICO EM GARANTIA

Como não parar suas máquinas por

Vinícius Timi

Gostaria de tratar sobre o assunto do fornecimento suporte técnico sobre um ângulo um pouco diferente. Sempre fui um defensor do cliente e contra empresas que atuam de forma desonesta no mercado. Mas temos de lembrar que existem muitas empresas honestas no mercado se esforçando para oferecer um bom suporte técnico assim como infelizmente também existem clientes desonestos. Portanto vou falar sobre dois aspectos do suporte técnico, um levando em conta quem está comprando sua primeira impressora e, portanto, mais suscetível ao erro e também mostrar um pouco do que acontece do lado das boas empresas que fornecem suporte técnico. Também tento mostrar um pouco do conceito por de trás do suporte técnico. Sempre explicando que este tema é vasto e não é possível em um único momento apresentar todos os lados. Mas creio que será o suficiente para começar a ajudar clientes e fornecedores. Vejamos então: Quando um cliente decide comprar uma impressora digital pela primeira vez, ele deve fazer algumas perguntas a si mesmo que o ajudarão a escolher um bom equipamento e garantir o seu suporte técnico conforme as garantias oferecidas pelo fornecedor. Isto deve ser feito porque ao contrário do que se possa imaginar o suporte técnico e a garantia não dependem apenas da empresa que vendeu o equipamento, mas também do próprio cliente.

As primeiras perguntas a serem feitas Qual é a minha real necessidade? Qual tipo de trabalho desejo fornecer ou seja, a qual mercado ela deve atender? Embora as impressoras atuais estejam em um nível de desenvolvimento bastante avançado elas ainda são desenvolvidas para atenderem determinados segmentos de mercado e não a ele como um todo. Não se iluda, ainda não existe a impressora genérica. No máximo aquela que tenta atingir diversos mercados. Por exemplo se o cliente irá atender o mercado de banners de alta resolução certamente deverá optar por uma impressora de alta resolução mesmo que a sua velocidade não seja alta. Mas se o seu negócio for fachadas poderá considerar a compra de uma impressora mais rápida mesmo com uma resolução menor.

Mas porque esta pergunta é importante? Porque vemos clientes adquirindo uma impressora desenvolvida para um mercado, mas acabar usando-a para outro.

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Isto significa que ou o equipamento poderá funcionar muito à baixo de sua capacidade ou seja, o cliente tem mais máquina do que realmente precisa. Neste caso estas máquinas acabam ficando ociosas e sofrem desgastes por falta de uso. Normalmente sua manutenção é desprezada porque o cliente acaba não tendo serviço suficiente para justificar a sua manutenção. Ou então o cliente adquire uma impressora e usa-a para atender outro mercado para o qual a impressora por não estar dimensionada corretamente acaba exigindo mais do equipamento do que ele pode realmente atender. Este procedimento força o equipamento a trabalhar no seu limite ou pior, além deste limite. Neste caso normalmente as manutenções também são desprezadas ou por falta de tempo de poder parar o equipamento

porque o cliente acredita que está tirando todo o potencial do mesmo quando na verdade, está destruindo o seu patrimônio, ou porque a manutenção se torna cara. Isto normalmente acontece quando o cliente não tem experiência e infelizmente cai na mão de vendedores inescrupulosos que veem uma oportunidade para empurrar um produto mesmo que errado apenas pensando no lucro imediato. Mas às vezes pode acontecer de o próprio cliente se considerar um conhecedor e a despeito de todos os conselhos acabar adquirindo um equipamento simplesmente porque ele acha que está fazendo um bom negócio financeiro. Agindo desta forma o próprio cliente acaba colocando em risco o funcionamento do seu equipamento. Portanto saber em qual mercado o cliente quer atuar e comprar o equipamento certo é o ponto inicial para não se incomodar com o suporte técnico e suas garantias.. Esta pergunta também é importante pois, muitos clientes se empolgam quando vão adquirir um equipamento e a empolgação bloqueia o raciocínio lógico fazendo com que muitas vezes a compra se transforme em um desastre. Se esta é a primeira impressora do cliente, consultar os profissionais da área, tais como, impressores que já trabalham com o modelo de equipamento que ele tem em vista, empresários e técnicos de sua confiança, isto caso já conheça algum, irá ajudá-lo a ter uma visão de como a impressora se comporta no dia a dia bem como a empresa que vendeu o equipamento se comporta diante de chamados técnicos e cumprimento quanto a garantia do equipamento.

Não cometa este erro Um erro comum que muitos cometem é comprar a impressora e depois ligarem para o profissional de sua confiança para

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perguntar se fizeram uma boa compra. Caso não tenha sido, a consulta será inútil. Lembre-se: ligue para se informar e não apenas para informar a compra pois, se a opinião deste profissional for importante, o cliente deve consulta-lo antes de comprar para que ele possa ajudá-lo a tomar a decisão correta. Ou correrá o risco de não se agradar com a resposta. Em resumo comprar a impressora errada para o seu negócio fará com que o equipamento seja usado de forma também incorreta e isto poderá causar danos a eles. O cliente poderá acionar a garantia e seu suporte técnico, mas poderá ouvir do fornecedor que não tem direito a este pois, usa o equipamento de forma errada.

O perigo ronda as redes sociais Outro cuidado que o cliente deve tomar é o de não levar em conta tudo o que as redes sociais dizem pois, hoje em dia está na moda grupos que se apresentam como sendo formados por pessoas que estão unidas para ajudar, mas que basta ver o perfil destes grupos e já é possível ver que elas estão lá apenas para venderem seus produtos e serviços. Também não se pode levar a sério grupos de pessoas cujos membros aparecem sem camisas (são os descamisados), ou se embebedando e ao mesmo tempo dando opiniões técnicas a respeito de equipamentos. Outros grupos são os dos “achistas” ou os dos “eu acho”. Quando é feita uma consulta estas pessoas apenas falam o que elas acham sem qualquer embasamento técnico, não analisam, não estudam e, portanto, não podem ter uma opinião segura uma vez que por falta de conhecimento apenas acham que algo é deste ou daquele jeito. Lembrese de quem acha é por que não tem certeza do que está falando. Fuja delas. Quero deixar bem claro de que existem grupos sérios e que podem ser consultados para apoio na hora da compra de um equipamento. Mas a pergunta mais importante é: o que vem a ser suporte técnico em garantia? O suporte técnico é na verdade um sistema de atendimento aonde o


fornecedor de um determinado produto se compromete a repara-lo caso o mesmo venha a presentar algum tipo de problema que inviabilize o seu funcionamento. Este suporte deve ser fornecido segundo o que está constituído no código de defesa do consumidor, leis complementares, e o contrato firmado por ambas as partes. Também pode levar em conta algumas vantagens que são oferecidas como cortesias pelas empresas fornecedoras dos equipamentos. A prerrogativa principal do suporte técnico em garantia é fornecer o reparo do equipamento sem custo para o cliente. Na verdade, em especial o fabricante ao oferecer o suporte técnico em garantia, está assinando um compromisso com o cliente dizendo que acredita no produto que está produzindo mas caso este venha a apresentar alguma deficiência ele, o fabricante irá repara-la. Na verdade, nenhum fabricante deseja que seus produtos apresentem problemas porque isto onera a empresa. Assim sendo, quando o produto, no caso a impressora apresenta falha o cliente imediatamente aciona o suporte técnico em garantia. Muitas vezes a resposta que ele houve é que sua garantia foi invalidade. Mas tem o fornecedor o direito de retirar o suporte técnico em garantia do seu cliente? A resposta é sim, ele tem este direito. Mas quando isto ode ocorrer? Durante a compra o cliente deve receber uma garantia por escrito especificando todos os termos de sua garantia. O cliente deve ler e caso concorde deve assinar. Caso o cliente descumpra qualquer dos itens ali descritos o fornecedor tem sim o direito de retirar a garantia. Um alerta, no Brasil costumamos tentar conseguir vantagens no grito achando que o cliente sempre tem razão. Entenda: O suporte técnico em garantia vai além disto e também depende do cliente. Sim, além do fornecedor do produto ter de cumprir com as exigências da lei, o cliente também tem de fazer sua parte. A crendice popular de que o cliente sempre tem razão leva a distorções da lei, brigas, processos, etc. E tudo isto pode ser evitado se cada um cumprir com a sua

parte conforme o contrato assinado. Deve -se entender que quando o cliente adquire um equipamento ele está atrelado a um contrato que deve ser lido, entendido, aceito e assinado, ou então, lido, entendido, não aceito, questionado, refeito até estar bom para os dois lados e então assinado. No Brasil independendo do contrato assinado e diante de problemas com o equipamento o cliente normalmente quer brigar para ter direito a vantagens que o contrato que ele leu, entendeu, aceitou e assinou diz claramente que ele não tem. Vou dar um exemplo: O cliente comprou uma impressora de uma determinada empresa, esta veio a apresentar falhas e, portanto, o cliente aciona o suporte técnico. Por estar o equipamento em garantia o cliente espera não ter qualquer custo, mas segundo o contrato que leu, entendeu, aceitou e assinou lá está bem claro que apenas a mão de obra e peças não serão cobradas, mas que por exemplo as estadias, alimentações e hospedagem são por conta do cliente. Neste ponto muitas vezes começa uma briga quase sem fim de quem é a obrigação de pagar por tais custo pois, o cliente se recusa a fazê-lo lançando mão de diversas alegações. Mas de quem a obrigação para custear tais despesas? A resposta é clara: o custo é do cliente, não tem discussão, afinal foi para isto que foi selado um contrato, um acordo aonde ambos concordaram em assumir parte do risco. Mas se a empresa quiser cobrar a mão de obra e as peças? Neste caso novamente o que vale é o seu contrato, e ela terá de honrar o seu compromisso. Para refletirmos. De que adianta selar um contrato se depois o mesmo vai ser

questionado? Para ir um pouco mais a fundo neste assunto podemos mencionar que normalmente o cliente se recusa a pagar conforme foi selado no contrato alegando que está tomando prejuízo. O interessante é que nestes casos quando o cliente está com seu equipamento funcionando normalmente será que ele lembra do seu fornecedor e o chama para dividir com ele parte dos seus lucros? Claro que não. E nem tem esta obrigação. Digo isto apenas para chamar a atenção daqueles que querem sempre levar vantagens em cima dos fornecedores. O que eu quero dizer é que se precisa ter bom senso quando se está diante da necessidade de se recorrer ao suporte técnico. O que é de direito do cliente não se discute, cumpre-se, mas é só até a este ponto que fornecedor tem de ir. Qualquer atendimento adicional depende da decisão do fornecedor e tem de ser vista como exceção e não obrigação. Portanto o cliente tem o direito de solicitar aquilo que lhe é de direito e o fornecedor de atende-lo. Mas se por exemplo o contrato rezar que o suporte poderá ocorrer em até 48h não adianta o cliente espernear e querer atendimento imediato. Tem de lembrar que assim como ele, o fornecedor também tem sua agenda de compromissos. Achar o cliente que ele é a única pessoa no universo a ser atendida é tirar dos demais o direito de também receberem o seu atendimento conforme já está agendado. Afinal ninguém é mais importante do que o outro, mesmo que este tenha desembolsado mais dinheiro para pagar por seu equipamento. Sendo assim esta mania que existe no Brasil de pessoas quererem se aproveitar, ou seja de levar vantagens ilegais e imorais precisa acabar. Caso contrário, o que irá acontecer é que as empresas fornecedoras que são honestas terão de tirar do seu lucro para custear o seu cliente até o ponto aonde ela mesma não terão mais folego para continuar a prestar um bom serviço e o mais provável é que elas acabem por abandona-lo mesmo contra a sua vontade simplesmente porque o dinheiro reservado ao suporte técnico em garantia é definido e limitado. Neste caso os dois perdem. Portanto, se o cliente deseja um bom

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suporte técnico em garantia ele também tem de cumprir com a sua parte, ao mesmo tempo que tem o direito de cobrar que o seu fornecedor também cumpra a dele.

Mas o que o cliente deve saber sobre suporte técnico e suas garantias? Em primeiro lugar existe muitas modalidades de suporte técnico e eles todos estão vinculados à garantia oferecida pelo fornecedor. Esta variação depende do que está sendo oferecido. Para as categorias que não estão, ou ainda não se encaixam no que será exposto mais adiante, fica sempre valendo o que reza o seu contrato ou segundo o entendimento da lei. Neste último caso tenho dúvidas sobre tal entendimento pois, em quase todas os casos em que tive oportunidade de acompanhar o que prevaleceu foram a mentiras dos clientes e de seus advogados que longe de defenderem a justiça e a verdade, inventaram tantas coisas que seus processos estavam mais para um roteiro de filmes de ficção cientifica hollywoodianos do que para um processo judicial.

Casos complexos Preparei uma tabela bem simples para ajudar ao cliente a saber o que deve esperar de um sistema de suporte técnico. Isto se dá porque além da parte física dos equipamentos estes trabalham em contato com outros produtos tais como as tintas, e é comum vermos clientes solicitarem suporte técnicos e garantias devido a problemas que são por ocasionados por estas. Nestes casos qual deve ser os procedimentos? Em primeiro lugar devemos entender que a impressora é um produto e a tinta é outro, sendo que este último pode ou não ser fornecido pelo mesmo fabricante. Normalmente o que os fornecedores de máquina, sejam eles fabricantes ou distribuidores costumam fazer é vincular

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a garantia de seus equipamentos ou de partes deles à tinta utilizada. Sendo assim alguns fornecedores retiram a garantia e, portanto, o suporte técnico caso o cliente use uma tinta diferente da por eles recomendadas. Porem isto está correto? Estas questões são complexas conforme tento explicar à baixo: • O fornecedor de impressoras vinculou a venda de um equipamento à venda de sua tinta. Isto está errado pois a lei interpreta este procedimento como venda casada o que é proibido. • O fornecedor se nega a dar suporte técnico porque o cliente mudou de tinta.

Situação I Por exemplo digamos que a impressora apresentou falhas no funcionamento eletrônico da placa mãe. O fornecedor então alega não poder dar suporte técnico porque o cliente não usa a sua tinta. Isto está errado pois, se a tinta não teve participação no problema e a impressora está na garantia o suporte técnico deve ser acionado e o cliente tem direito a ele. • O fornecedor se nega a dar suporte técnico porque o cliente mudou de tinta.

Situação II Neste caso o fornecedor estará correto caso tenha sido a tinta a causadora do dano. Pode poder exemplo ocorrer que determinada tinta tenha causado danos a cabeças de impressão que por sua vez provocou danos a outras placas eletrônicas da impressora. O fornecedor da impressora não é o responsável em consertar danos causados por produtos de terceiros. • A impressora adquirida possui um sistema de bloqueio por chip ou senha. Alguns fabricantes incorporam um sistema de senhas para que nos casos em que o cliente não pagar possam bloquear o equipamento e o fornecimento de suporte técnico. Isto pode parecer à primeira vista uma coisa errada, mas todas as empresas bloqueiam vendas a seus clientes no caso de inadimplência, sendo assim os fornecedores de impressoras possuem o mesmo direito. Outro sistema de bloqueio são os famosos chips para não permitir o uso de

tintas concorrentes. Devemos entender que milhões de dólares são gastos por fabricantes de impressoras e estes possuem o direito legal de protegerem os seus negócios. Portanto não é errado e nem ilegal este procedimento, porem o entendimento atual nos países desenvolvidos é que os fabricantes também precisam fornecer uma alternativa para o cliente poder usar outra tinta que não a sua. Porem no caso de problemas todas as etapas dentro da impressora que tenham contato com a tinta passam a ser de responsabilidade de quem vende a tinta. Porem ao cliente tem direito ao suporte técnico em garantia para as demais partes da impressora. Afinal o fabricante de impressoras não é obrigado a dar garantia em partes do equipamento que usarem tintas de terceiro pois, ele não tem controle sobre a qualidade da mesma. Oferecer garantias sobre produtos de terceiro é igual a trabalhar de graça para o concorrente e assumindo o ônus de produtos ruins. Resumindo: o fornecedor tem o direito de se recusar a fornecer suporte técnico caso a tinta utilizada tenha tido relação direta com a queima de partes eletrônicas do equipamento. Por exemplo digamos que a tinta fez com que a cabeça de impressão entrasse em curto circuito e, portanto, este curto circuito fez com que a placa mãe viesse a queimar, o fornecedor da impressora não pode ser responsabilizado.

Cabeças não possuem garantias Infelizmente este é um tema bastante amplo para se discutir nesta ocasião, mas os fabricantes de cabeças vinculam a garantia de seus produtos a diversas clausuras para valida-las. Embora possa parecer a princípio que estejam errados na verdade eles possuem uma boa gama de razões para fazer isto. Porque? Analise o seguinte: Se você produzisse cabeças de impressão iria querer ver o seu produto sendo instalados por pessoas muitas vezes desqualificadas? Basta dar uma olhada o Youtube e ver a quantidade de vídeos com aberrações de como se trocam ou limpam cabeças de impressão. Normalmente estas pessoas tiveram


Tipo do equipamento

Impressoras Digitais

Tipo

Direito a Suporte Técnico gratuito?

Direito a peças gratuitas?

Direito a Mão de obra gratuita?

Outras despesas

Garantia

Novas

Sim

Sim

Sim

Depende contrato

1 ano

Usadas

Sim

Sim

Sim

Depende contrato

90 dias

Depende contrato

1 ano para peças novas 90 dias para a mão de obra

Peças préexistentes não possuem garantias

Depende contrato

1 ano para peças novas 90 dias para a mão de obra

Peças préexistentes não possuem garantias

Reformadas

Up-grades

Sim

Sim

algum sucesso em realizar algum procedimento e passaram a creditar que aquela era a forma certa de se tratar uma cabeça de impressão. Mas pergunte a elas qualquer questão inerente ao funcionamento de tais cabeças e elas ficam mudas pois, não possuem respostas seu conhecimento é baseado apenas no achismo. Outro fato que leva os fabricantes de cabeças de impressão a não darem garantias explícitas é o fato de que eles não sabem quais tintas irão ser utilizadas. Portanto os fabricantes precisam se resguardar. Porém, embora eles tenham razão válidas se olharmos sobre este ângulo nestes aspectos, devemos observar que existem defeito que independem da tinta ou de procedimentos de manuseio das cabeças que as levam a apresentar problemas. Por exemplo, a queda acentuada na qualidade da fabricação de muitas

Sim

Sim

Sim

Sim

cabeças de impressão atualmente vendidas no mercado. Alguns fabricantes alegam em off, que são estas cabeças de qualidade duvidosa são cabeças adquiridas na China e que são de segunda ou terceira linha. Então devemos nos perguntar: Quem vende estas cabeças para a China? Se os fabricantes possuem diversos níveis de qualidade para seus produtos isto deve ser indicado por eles. Neste caso, com a palavra os fabricantes de cabeças. Portanto o cliente não deve esperar obter facilmente o suporte técnico caso o assunto seja cabeça de impressão. Normalmente quando os distribuidores dão alguma garantia é por sua conta e risco. Agora veja a tabela acima. Ela indica uma maneira de se estabelecer de forma razoável os prazos de garantias. Para finalizar, quero apenas mencionar que toda impressora deve ser bem tratada. Não adianta o cliente reclamar do suporte técnico em garantia ou fora dela, se ele mesmo não tratar seu equipamento com carinho. Ele deve cuidar bem do seu equipamento

Observações

pois, como eu costumo dizer: impressora limpa não quebra. Ele deve fazer as manutenções regulares conforme indicadas pela fábrica. Se ele mesmo quiser intervir tecnicamente na impressora primeiro deve aprender como fazer isto, ou então deixe-a nas mãos dos bons técnicos que felizmente temos no Brasil. Mas o mais importante é que tanto fornecedores como clientes entendam que a responsabilidade de manter o equipamento funcionado pertence a ambos. Vinícius R. Timi é diretor técnico na empresa Printer Expert, especialistas em impressoras digitais. vinicius.timi@printerexpert.com.br www.printerexpert.com.br Celular: 041 99684 7299

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Como não parar suas máquinas por

Maicol Souza

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Antigamente trabalhos de comunicação visual eram feitos manualmente, pelos chamados pintores letristas, então surgiram as maquinas de recorte e as impressoras digitais que mudaram esse mercado fazendo que esses profissionais tivessem seu trabalho rapidamente assumido pelas empresas de comunicação visual que se espalharam pelo Brasil. Primeiramente máquinas de recorte mudaram esse cenário e a forma de produzir placas, faixas, personalização de veículos e outros serviços, e na sequência a impressão digital com o seu dinamismo e praticidade. Com o surgimento de novos equipamentos logo surgiu a concorrência e conforme a quantidade de equipamentos aumentava os preços foram baixando. Se analisarmos esse mercado pela quantidade de equipamentos logo vamos ver que impressão digital está cada vez mais comum, novos equipamentos são vendidos frequentemente, os antigos são vendidos para novas empresas ou as que antes não possuíam impressão, da mesma forma as empresas que quebram ou fecham suas portas, suas impressoras permanecem e também continuam produzindo para um novo proprietário. Uma impressora forma uma empresa de comunicação visual? Podemos dizer que sim, uma impressora em uma garagem já é capaz de produzir seus metros quadrados, com o mínimo de estrutura está impressora pode atender clientes com um custo muito reduzido e preços de venda baixo, comprometendo o mercado de empresas que possuem estruturas maiores. Ao vender um m² de impressão temos o custo de material, tinta, comissões e impostos, custo que gastamos quando produzimos, isso chamamos de custos variáveis, além disso temos os fixos, aqueles que independente de produzir ou não temos que honrar todo mês. Se juntar todos os gastos operacionais e administrativos formaremos um montante que deverá ser pago com o lucro dos trabalhos, ou seja, com o valor que é cobrado a mais na venda do material além dos custos variáveis, mas você sabe quanto é seu custo fixo? Qual é seu custo administrativo? Qual a sua margem de lucro e quanto precisa produzir para chegar ao seu ponto de equilíbrio? O que uma empresa que funciona em uma garagem, que tem uma única pessoa administrando e produzindo tem de diferente da sua? Quantos metros de impressão ela precisa rodar a menos todo mês para pagar essa despesa administrativa? o que você tem a mais que ela para oferecer ao seu cliente? Olhando desta forma posso até estar banalizando ainda mais a impressão digital, mas a realidade é que o mercado tem cada vez mais equipamentos rodando e a tendência é que o ato de imprimir material fique cada vez mais comum. Nesta edição estamos justamente falando delas, “as impressoras” equipamentos com diferentes valores de aquisição, analisando o custo x benefício de cada uma. Qualidade, produtividade, durabilidade são tópicos avaliados na compra de um equipamento. Uma primeira conta é dividir o valor total da impressora pela vida útil esperada para saber o custo de depreciação, se o equipamento custa R$ 90.000,00 e a vida útil será de 10 anos por exemplo, você começa com um custo de R$ 750,00 mensais. Outros fatores a ser avaliados são: Qual a média do valor mensal gasto com manutenção? Qual o valor total pago ao operador mensalmente? Precisamos reunir todos os custos fixos que temos com esse setor. Além disso existem outros setores na empresa diretamente envolvidos com a impressão


como o administrativo que gerencia esses valores e o setor comercial que gera a venda do seu m². Reunindo todos esses números temos que avaliar qual a sua capacidade de venda, qual é a sua demanda? Quantos metros são rodados todo mês? Reúna todo esse custo fixo e dívida por esse total de metros rodados em média, o resultado dessa conta deve ser adicionado aos custos variáveis.

Tintas

Sabemos que existem qualidades de tintas diferentes que alteram o custo litro, e também durabilidade da cor na impressão e desgaste de equipamento. Você pode usar uma tinta barata para ter um custo baixo, ou optar por qualidade, pagando um preço um pouco maior e gerando um diferencial. Pra isso a equipe de vendas tem que estar alinhada e ressaltar esse diferencial na hora da venda. Além disso temos qualidades de impressão diferentes no mesmo equipamento, que mudam o tempo de impressão e consequentemente seu custo.

Materiais Quando se vende por m² sem ter um conhecimento detalhado do seu processo e dos seus custos, as empresas se obrigam a entrar na guerra de preços para se manter no mercado, obrigando-se a reduzir custos usando materiais sempre o mais barato possível. Mas sabemos que além do preço existe uma grande diferença de qualidade entre eles, principalmente adesivos desenvolvidos para aplicações especificas. O valor do m² é composto pela impressão (que é a mesma para o material caro e para o material barato), mais o valor de venda do material. Com essas informações organizadas e um processo de venda definido você presta uma consultoria para o seu cliente dando opções de materiais, preços e garantias diferentes, oferecendo o melhor custo x benefício, tendo a opção do preço baixo mas também da qualidade e cobrando de forma correta cada uma delas.

Impostos e margem de lucro Sabendo seus custos chega a hora de montar o seu preço de venda, neste momento temos um erro bem comum

também. No m² impresso temos o custo de impressão, e o custo de material. É comum as pessoas nessa formação comprar um adesivo por R$ 5,00, vender por R$ 10,00 e acreditar que está ganhando 100% de lucro. Se aplicarmos impostos e comissões e fazer essa conta de trás para frente vamos ver que a realidade é bem diferente. Valor de venda >> R$ 10,oo Material >> 50% (R$ 5,oo) Impostos >> 10% (R$ 1,oo) Comissão >> 5% (R$ 0,5o) Lucro >> 35% (R$ 3,5o) Analisando esses fatores, como está a sua empresa diante da concorrência? Então mais uma vez eu pergunto, o que a sua empresa oferece além da impressão que pode ser feita em uma garagem qualquer? Qual o custo real do seu m²? No livro “A Arte da Gerra” Sun Tzu já falava: “Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas...” Essa mensagem serve como uma boa reflexão para enfrentar as batalhas diárias desse mercado, intender a realidade é conhecer a si mesmo, você precisa de dados para auxiliar nas decisões a serem tomadas, até quanto você pode chegar no seu preço de venda sem comprometer a saúde financeira da sua empresa? Quais os tipos de clientes te possibilitam um mercado mais tranquilo? Quais seus gastos desnecessários? Onde estão suas dificuldades e como solucioná-las? Além disso tem o pró-labore, trabalhamos para visar lucro, todos temos metas pessoais e profissionais. Cada empresa tem estrutura e custos diferente, não dá para generalizar tudo por m². Esta baixa no valor de venda do m² reduziu muito a margem de lucro,

as empresas que pretendem se manter no mercado precisam saber o que estão fazendo e que direção estão tomando. Softwares específicos auxiliam nessa organização, gerenciamento não pode ser encarado apenas como mais um custo. Quanto vale pra você esse tipo de informação? Isso que até agora só falamos sobre impressão, onde as empresas dificilmente erram no valor de venda, acreditem o grande vilão está na dificuldade de cobrar por serviços. As impressoras continuam sendo o coração das empresas, sua venda mesmo em baixa continua gerando lucro, as vezes não suficiente para bancar o custo administrativo e de outros setores, mas na impressão em si as empresas dificilmente erram porque ao cobrar por m² ela está formando um preço baseado no material que está sendo impresso, tinta, materiais mesmo sabendo que existem variáveis no seu custo, ele nunca é menor que a soma destes itens, mas como fica o restante da empresa? Ouvimos falar no m² impresso, no m² com acabamento, e no m² aplicado, precisamos compreender que isso é muito vago, infelizmente tenho que informar a vocês que escolheram um mercado nada fácil de gerenciar, a grande diversidade de materiais e processos aliados a serviços na grande maioria das vezes personalizados dificulta esse gerenciamento. Abrir uma loja de roupa que você compra uma calça por R$ 50,00 e vende por R$ 100,00 é muito mais fácil de gerenciar, o custo final do produto é fixo e as outras despesas também sofrem pouca alteração. Agora uma empresa de comunicação visual com todas essas variáveis exige um esforço realmente maior, mas isso é possível. Só é preciso aceitar que a realidade é outra, e é preciso uma mudança de atitudes para se manter no mercado. Caso tenha dúvidas ou sugestões, envie um e-mail para maicol@vivasys.com.br.

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Espero que sua leitura até aqui tenha incluído suspiros, e ao menos uma ida à cozinha para buscar uma xícara de café. “Uau” é o que temos a dizer depois de ler o que estes mestres trouxeram de informações para enriquecer nosso especial. Se ainda não tomou sua xícara de café e nem tenha suspirado, fica aqui o convite, porque ainda não acabou.

Agora, vamos à pesquisa realizada pela GF para saber a intenção de compra para 2017 e o panorama do mercado referente à quantidade de equipamentos instalados. Por Luciana Andrade Todos estes anos levantamos os dados do mercado através de uma pesquisa que fazemos para obter o máximo de informações dos nossos leitores. Muitos de vocês responderam e puderam perceber que vamos a fundo para oferecer o que vocês precisam e conhecer cada uma das empresas que acompanham a GF! Agradeço de coração o carinho em preencherem e as muitas mensagens, sugestões e opiniões que pude ver! Neste ano os resultados foram muito diferentes dos anos anteriores. Li cada uma das pesquisas e fiquei surpresa! Nos anos anteriores as intenções de compra de equipamentos eram de uma tecnologia especifica clara, ex: ecosolvente, ou UV, ou então uma laser,

normalmente quando analisamos este equipamento é complementar ao parque gráfico que o empresário já possui. Desta vez a maioria dos entrevistados quer comprar uma solução diferente! Por ex: faz sinalização e quer uma máquina que corte acrílico ou uma sublimação! Não é diferente quando perguntamos o que gostariam de ler na GF, é quase unânime nas respostas a vontade de saber mais sobre “novidades”; “novos nichos”; “ideias”. Senti como se fosse um grito de socorro positivo! “Vou mudar a história da minha empresa, só me inspirem que preciso saber para onde ir!” Isto é ótimo! Um sinal de resiliência de altíssimo nível que permeia todo nosso mercado e o resultado será um ano muito diferente de 2016!

Números levantados de forma geral 1. Comprou equipamento em 2016?

24,3% sim 75,7% não

40

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2. Pretende comprar equipamento em 2017?

48,6% sim 12,9% não 40% talvez 3. Pretende fazer algum treinamento este ano para sua equipe (treinamentos que oferecemos na GF Profissional)?

90% sim 6% talvez 4% não Nas últimas analises sempre separamos de forma regional para mostrar a base instalada e quais intenções predominam de forma sazonal. Nesta edição não temos parâmetros para mostrar números e percentuais das tecnologias que eles querem! As variações são muito grandes e seria um risco estabelecer algum “top of mind” como fazíamos sempre com segurança. Então mostraremos como está a base instalada no país de forma regional, isto é real. A necessidade de compra também é real como pudemos ver na análise geral. Então, na minha opinião cabe aos fornecedores servir de consultores de negócios, podendo levar múltiplas escolhas e esclarecer cada foco de atuação para cada empresário. Um desafio muito prazeroso!


REGIãO SUL Média de colaboradores por empresa Média de equipamentos por empresa

bAse instAlAdA Solvente e eco solvente

REGIãO SUDESTE Média de colaboradores por empresa Média de equipamentos por empresa

bAse instAlAdA Solvente e eco solvente

98%

38% textil 6% Corte 46% uV

42

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11 4

23% textil 3% Corte 38% uV

97%

8 3


REGIãO CENTROOESTE Média de colaboradores por empresa Média de equipamentos por empresa

bAse instAlAdA Solvente e eco solvente

95%

14% textil 2% Corte 28% uV

44

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5 2


REGIãO NORTE E NORDESTE Média de colaboradores por empresa Média de equipamentos por empresa

bAse instAlAdA Solvente e eco solvente

97%

12% textil 1% Corte 25% uV

Fonte: Revista GF/dezembro e janeiro 2017

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Gostou da matéria? Dê a sua opinião! Envie suas impressões sobre esta matéria para faleconosco@ grandesformatos.com com seu nome, empresa, Cidade e Estado, ou ligue para: (41) 3023-4979


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HP e Serilon oferecem solução para o cliente que busca entrar em novos mercados A empresa americana HP, em parceria com o distribuidor Serilon, lança no mercado nacional a Impressora Látex Série 500, nova versão do equipamento que promete maximizar ainda mais a capacidade de inovação das empresas de comunicação visual brasileiras, isso porque é um equipamento que permite impressão direta em substratos têxteis, materiais que imitam couro, termo transfer e também lona e vinil. A impressora latex permite que o bureau ofereça produtos inovadores ao mercado, com elevado padrão de qualidade de imagem. A Impressora HP garante mais 48

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produtividade ao bureau, posiciona-se como uma máquina robusta e com o menor custo operacional do mercado. Ricardo Muniz, Business Partner Manager da HP, conta que “graças

a diversidade de materiais, a tecnologia Latex permite que os clientes de comunicação visual embarquem em mercados muito lucrativos, como o mercado de decoração”. E completa que “as aplicações e desenvolvimento de novos mercados, permitiram que os clientes que possuem a

tecnologia Látex aumentassem consideravelmente suas demandas de produtos”. Vale destacar que, além de permitir a impressão e produção de tapetes, revestimentos de puffs, cadeiras e sofás, cortinas, almofadas e papel de parede, a impressora látex permite que o bureau de impressão faça produção de comunicação visual para hospitais, escolas, hotéis e restaurantes, isso porque é a única modalidade de impressão que não exala cheiro.


Do Desenho

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ARTIGO

Como parar de adiar coisas chatas que você nunca termina Por Christian Barbosa Todo mundo, por mais que goste do seu trabalho, tem uma ou outra tarefa chata para ser feita ao longo do dia. Em geral o que acontece, naturalmente, é priorizarmos o gostoso e deixamos o chato para o final. Isso faz com que aquilo que já era chato se torne impraticável e empaque, porque no fim do dia estamos cansados e é aí que nada vai ser feito mesmo. Quando escrevi meu livro Equilíbrio e Resultado, estudei muito a respeito dessa ideia. Deu para perceber que tem gente que passa a vida toda ‘empurrando com a barriga’ até o momento em que se dá conta disso e começa a correr para tentar recuperar o tempo que perdeu, aí acaba estressado, esgotado, correndo o tempo todo e, por esse motivo, volta a procrastinar no dia a dia. Dentro do Neotriad, nossa ferramenta de gestão produtiva, descobrimos que existem pessoas que adiam a mesma tarefa dezenas de vezes ao longo do ano. Se você se encaixa nesse perfil, não se culpe tanto assim. Afinal, todo mundo procrastina, seja ao apertar o botão ‘soneca’ do despertador ou quando evita aquelas tarefas chatas.

Dá para vencer esse mal? Erradicar a procrastinação da nossa rotina é impossível, mas podemos criar ‘atalhos’ ou ‘trapacear’ para nosso 50

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cérebro receber estímulos que gerem mais vontade de executar: Coloque as coisas mais chatas do seu dia para serem feitas no seu período de maior produtividade, mas faça isso dividindo essa “grande chatice” em pedaços pequenos que não ultrapassem 30 minutos. Sendo assim, se a tarefa, inicialmente, durava, por exemplo, 2 horas, reparta ela em 4 períodos de 30 minutos ao longo do dia ou distribua em diversos dias. Quando começar a fazer algo que te der preguiça, pense no pior e no melhor que pode acontecer se você fizer ou adiar a tarefa. Coloque bastante emoção nessas hipóteses e veja o resultado. Adicione fatores prazerosos durante ou pós a atividade, como, por exemplo, música, um bombom de presente, um intervalo, etc. Se a tarefa exigir muitas decisões, faça um intervalo, alimente-se adequadamente (cereais, frutas, etc.) e reinicie a atividade. Existe uma relação direta entre alimentação e capacidade de decisão de acordo com recentes pesquisas. Se nada der jeito, planeje a atividade para outro momento, preferencialmente mais tranquilo. Se ainda assim o “deixa para depois” falar mais alto dentro de você, peça ao seu chefe para colocar um prazo bem apertado, porque com a pressão o resultado se torna inadiável, mas saiba que esta atitude mantém você no ciclo de sobrevivência e, provavelmente, entre os

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35% dos brasileiros que apresentam níveis de estresse tão altos que chegam a gerar problemas de saúde. E então, quer ser estatística dessa pesquisa ou vai Tirar a bunda do Sofá? #TireaBundadoSofá

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Christian Barbosa é o maior especialista no Brasil em administração de tempo e produtividade, é CEO da TriadPS, empresa multinacional especializada em programas e consultoria na área de produtividade, colaboração e administração do tempo. Ministra treinamentos e palestras para as maiores empresas do país e da Fortune 100. Autor dos livros “A Tríade do Tempo”; “Você, Dona do Seu Tempo”; “Estou em Reunião”; co-autor do “Mais Tempo, Mais Dinheiro”; e “Equilíbrio e resultado – Por que as pessoas não fazem o que deveriam fazer?”. Sua mais recente obra: “60 Estratégias práticas para ganhar mais tempo”. www.triadps.com.br www.maistempo.com.br


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Revista GF+ Edição 119 | Janeiro e Fevereiro 2017  

Máquinas XI O dia em que a máquina parou. Especialistas dão as dicas de como manter suas máquinas produzindo durante o ano todo.

Revista GF+ Edição 119 | Janeiro e Fevereiro 2017  

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