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House

Revista Profissional e dirigida

Ano I – nº 1 – Julho 2011

Uma publicação Grafite I Divisão Editorial

Revista profissional de artigos têxteis para casa

Têxtil TÊXTIL HOUSE

TUDO PRONTO PARA A GRANDE ESTREIA DE 27 A 30 DE AGOSTO, NO ANHEMBI, EM SP A feira profissional de produtos têxteis para a casa será simultânea à 43ª House & Gift Fair

Governador Geraldo Alckmin incrementa competitividade do setor têxtil


Têxtil

House

Editorial

Revista Profissional e dirigida

Editor-Chefe Tarso Jordão CONSULTORA EDITORIAL Elisabeth Maciel PRODUÇÃO EDITORIAL Mega Texto Ltda email: megatexto@globo.com REDAÇÃO Valéria Gasperini (MTB 23.767)

Foto: Windsor M. Borges

Uma publicação Grafite | Divisão Editorial Julho 2011 – Ano I – Nº 1

REVISÃO Jane G. Aspergis REPÓRTERES Ana Paula Oliveira, Amanda Lissoni, Fernanda Dangelo, Nathalia Barboza e Sandra Scigliano

O Brasil é o quinto maior produtor têxtil do mundo e, diante dos investimentos em inovação e tecnologia por parte da indústria nacional do setor, este cenário tende a evoluir positivamente para a economia, posicionando o Brasil entre os mais importantes mercados têxteis do mundo.

APOIO EDITORIAL Juliana Aguiar (MTB 40.776) DIAGRAMAÇÃO Duílio Sarto Filho FOTOS Windsor M. Borges, Danilo Máximo e Divulgação PRODUÇÃO GRÁFICA Márcia Soares da Costa

Entretanto, acompanhar a evolução do setor têxtil nem sempre é tarefa simples, dada a velocidade das transações e à baixa visibilidade que as informações pertinentes a este segmento têm no mercado. Assim, a Têxtil House faz seu papel de veículo especializado do setor, que acompanha de perto e narra os principais fatos que traduzem a expansão deste segmento no mercado.

IMPRESSÃO Leograf GERENTE COMERCIAL Fabricio Baroni PARA ANUNCIAR Ligue: (+55 11) 2105-7000 publicidade@grafitefeiras.com.br ASSINATURA E DISTRIBUIÇÃO Envie e-mail com dados completos e ramo de atividade para: grafite@grafitefeiras.com.br INFORMAÇÕES SAC – Serviço de Atendimento ao Cliente Tel.: (+55 11) 2105-7000 sac@grafitefeiras.com.br ADMINISTRAÇÃO E CORRESPONDÊNCIA Grafite Feiras e Promoções | Divisão Editorial Av. Juscelino Kubitschek, 1830 -13º andar Torre 2 - 04543-900 - São Paulo / SP - Brasil TÊXTIL HOUSE – ANO I – EDIÇÃO Nº 1 A revista TÊXTIL HOUSE é uma publicação da Grafite Feiras e Promoções – Divisão Editorial. Distribuição gratuita para lojas e magazines especializados no Brasil e na América do Sul. Os pedidos de exemplares estão sujeitos à disponibilidade de estoque. Os direitos autorais estão reservados à Grafite Feiras e Promoções Ltda. A reprodução total ou parcial de artigos e reportagens é permitida desde que citada a fonte.

VISITE NOSSO SITE www.grafitefeiras.com.br

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Têxtil House - nº 1

E para somar a essa evolução, a Têxtil House South America, feira internacional de artigos têxteis para casa, surge com a missão de apresentar as tendências do setor têxtil para casa, e tem por objetivo proporcionar negócios entre a indústria e os canais de distribuição, expandindo o mercado e gerando lucro à cadeia produtiva do setor. Acompanhe a reportagem especial nas próximas páginas.

Tarso Jordão, Presidente da Grafite Feiras

Mas o item prioritário na pauta das empresas ainda é o desenvolvimento de produtos que atendam os desejos dos consumidores finais. E as cores traduzem ou despertam, como nenhuma outra característica, os anseios e emoções que impulsionam o consumo. Por isso, consultamos vários especialistas no assunto para explicar esse fenômeno e apontar as tendências mais promissoras, dentre eles a inglesa Nina Campbel, mestre na combinação de cores e estampas. Nas próximas páginas, você encontra assuntos sobre o setor de artigos têxteis para casa, com o propósito de levar informação especializada a todos os elos dessa dinâmica cadeia produtiva. Boa leitura!


S U M Á R I O

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Artigo

Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, fala das ações para desenvolver o setor

A 1ª Têxtil House, feira profissional de produtos têxteis para casa, será de 27 a 30 de agosto, no Anhembi, em São Paulo

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MERCADO

Abit defende medidas para tornar a indústria têxtil mais competitiva

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TECIDOS PARA DECORAÇÃO

Indústria incrementa a produção para oferecer novidades ao consumidor

TENDÊNCIA

Especialistas apontam as cores mais promissoras e explicam como elas influenciam no consumo

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CAMA, BANHO E MESA

O segmento gigante do setor têxtil mostra a força da indústria brasileira

s e r o C 14

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TAPETES

Com mais dinheiro no bolso, brasileiro investe em seu bem-estar

ENTREVISTA

Designer inglesa Nina Campbell fala com exclusividade à revista Têxtil House sobre suas estampas que conquistaram o mundo

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CORTINAS

Fabricantes e lojistas apostam em peças para pronta entrega

Têxtil

House

Revista profissional de artigos têxteis para casa

FEIRAS E NEGÓCIOS

REVISTA PROFISSIONAL E DIRIGIDA

Ano I – nº 1 – Julho 2011

Uma publicação Grafite I Divisão Editorial

SEÇÕES

TÊXTIL HOUSE

TUDO PRONTO PARA A GRANDE ESTREIA DE 27 A 30 DE AGOSTO, NO ANHEMBI, EM SP A feira profissional de produtos têxteis para a casa será simultânea à 43ª House & Gift Fair

Governador Geraldo Alckmin incrementa competitividade do setor têxtil

Nossa capa: fotos Shutterstock

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Têxtil House - nº 1

42 Notícias do Setor 45 Contatos 46 Artigo 44 Acontece


Artigo

A realização da 1ª Têxtil House South America reflete a importância desse setor para o País. Apenas em São Paulo, ele responde por 510 mil empregos. É responsável por um trabalho de ponta voltado à inovação, à tecnologia e com enorme responsabilidade na área ambiental. São Paulo abriga grandes produtores, tendo recebido, em 2010, 40% dos investimentos do setor no País, ou US$ 800 milhões. A indústria têxtil brasileira, somada à de couro e calçados, também exporta cerca de US$ 4,8 bilhões por ano, mostrando sua competitividade no mercado internacional. Mesmo assim, sabemos das dificuldades existentes, ocasionadas pela sobrevalorização da moeda e dos custos internos. Tais questões exigem do poder público a criação de estímulos para o seu crescimento. Em 2003, concedemos pela primeira vez a redução do ICMS à indústria têxtil, com os percentuais passando de 18% para 12%. Nós prorrogamos em 2011 a redução da alíquota, que agora está em 7%. Possibilita-se assim que se invista cada vez mais em máquinas, equipamentos e na geração de empregos. Além disso, a diminuição de impostos contemplou, este ano, novos itens como edredons, travesseiros, pufes e almofadas. São justamente alguns dos artigos em exposição na Têxtil House. Outra área que o Estado contribui é a de aumentar a capacitação da mão-de-obra. Fora o trabalho realizado pelas escolas de ensino técnico e tecnológico – as Fatecs e Etecs, teremos agora o Via Rápida para o Emprego. Com isso, disponibilizaremos cursos gratuitos de 80, 100, 200 horas que atuarão fortemente neste segmento. Enfim é trabalho duro recompensado com um produto final de ótima qualidade, que oferece conforto e beleza nas residências de brasileiros e estrangeiros. Dessa forma, desejamos que a 1ª edição da Têxtil House South America seja acompanhada de outras mais, refletindo o sucesso de um setor tão fundamental para todos nós. Um grande abraço e boa feira a todos, Geraldo Alckmin, Governador do Estado de São Paulo

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Mercado

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ompetir com igualdade de condições

Superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel, faz uma análise do setor e aponta os caminhos para o seu crescimento Por Nathalia Barboza

Quinto maior produtor têxtil do mundo e o segundo maior empregador da indústria de transformação, o Brasil se depara, hoje, com grandes desafios não só no sentido de reconquistar o mercado internacional, mas, também, de travar internamente uma batalha igualitária com similares vindos do exterior. Em entrevista exclusiva à Têxtil House, o superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel, fala sobre os números do setor e as estratégias para o desenvolvimento desta indústria. Como a indústria têxtil se posiciona hoje no mercado global? Fernando Pimentel – O Brasil é hoje o quinto maior produtor têxtil do mundo. Dados do setor referentes a 2010 e atualizados em 2011 mostram que as 30 mil empresas têxteis nacionais representam cerca de 3,5% do PIB brasileiro e figuram como o segundo maior empregador da indústria de transformação, com um contingente de 1,7 milhão de trabalhadores – fica atrás apenas da construção civil. O setor também é o segundo maior gerador do primeiro emprego no Brasil. Como tem sido o comportamento econômico do setor nos últimos anos? Pimentel – O faturamento da cadeia têxtil brasileira foi de US$ 52 bilhões em 2010, contra US$ 47 bilhões alcançados em 2009. Grande parte disso é fruto do forte crescimento econômico do país, que eleva a demanda interna por produtos têxteis. Mesmo assim, a produção está aquém da nossa capacidade instalada. As empresas vêm enfrentando uma disputa desequilibrada com produtos importados que chegam ao país com preços menores. A forte alta do preço do algodão neste ano também preocupa. O aumento por conta da quebra de safra de importantes produtores mundiais, como o Paquistão, e a decisão da Índia de suspender as vendas para o mercado externo, têm reduzido os estoques e elevado o preço do produto como nunca. Qual o maior reflexo da concorrência estrangeira? Pimentel – A nossa balança comercial, que era superavitária até 2005, vem amargando resultados cada vez piores. Em 2010, o déficit do setor chegou a US$ 3,5 bilhões, ante os US$ 300 milhões de superávit de cinco anos antes e os US$ 2,25 bilhões negativos em 2009. As exportações (sem fibra de algodão) até subiram de US$ 1,21 bilhão em 2009 para US$ 1,44 bilhão em 2010, mas as importações cresceram muito mais: US$ 4,97 bilhões contra US$ 3,46 bilhões em 2009. Para 2011, a previsão é de que a entrada dos importados, sobretudo os chineses, será entre US$ 5 bilhões e US$ 6 bilhões maior do que as exportações brasileiras. Esse resultado significa a não geração de 135 mil postos diretos de trabalho – no ano passado, o setor gerou 65 mil empregos, mas poderia chegar a 200 mil. O sinal amarelo já foi dado. Esse quadro tem que ser revertido. Fernando Pimentel, superintendente da Abit

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Houve avanço na relação comercial com a visita da presidente Dilma à China? Pimentel – Queremos competir em pé de igualdade. Embora a viagem tivesse um caráter institucional, o setor demonstrou uma preocupação profunda com o desequilíbrio do câmbio real-yuan. Fomos muito vigilantes em relação a isso durante aquela semana. Temos um diálogo com os chineses há pelo menos seis anos e, na visita, desenvolvemos contatos com representantes da indústria têxtil local para esclarecermos nossos pontos de vista. É preciso que o governo brasileiro também se coloque com clareza sobre isso, para que o surto importador não desequilibre ainda mais nossa balança. Quem mais preocupa? Pimentel – No Mercosul, infelizmente a Argentina tem tido uma relação difícil com o Brasil, promovendo medidas fora do contexto da união aduaneira. Penso que, no lugar de impor travas ao comércio bilateral, a Argentina poderia tirar proveito do tamanho do mercado consumidor brasileiro, até porque muitos dos seus custos de produção são menores que os do Brasil. O governo brasileiro também precisa agir em relação a isto. Quais as perspectivas para o mercado interno em 2011? Pimentel – O potencial de consumo interno é ainda bastante expressivo. Se o PIB do Brasil crescer ao ritmo de 5% ao ano, em breve o país será o quarto ou o terceiro maior produtor mundial. Nesse caso, o consumo per capita de produtos têxteis brasileiros poderia subir de 13 kg/habitante ao ano para algo em torno de 20 kg/hab/ano. Nossa expectativa é de que haja um crescimento de 3% ou 4% do PIB setorial neste ano, mas estamos acompanhando tudo com lupa, já que houve queda na produção por conta do desabastecimento do algodão e das dificuldades de competitividade. O programa habitacional Minha Casa, Minha Vida abriu um mercado importante para vários segmentos econômicos, pois, após a construção propriamente, vem a decoração. Vocês já sentiram um impacto positivo? Pimentel – Os reflexos ainda não foram sentidos porque só muito recentemente iniciaram a entrega das primeiras unidades. Certamente o programa tem muito potencial para afetar positivamente o setor. Já para frear o desequilíbrio da balança comercial, dependemos de medidas compensatórias do câmbio como, por exemplo, a desoneração dos investimentos, o incentivo às exportações e a redução da tarifa de energia elétrica. Mesmo assim, o setor não para de investir. Pimentel – Sem dúvida. Estamos investindo mais do que produzindo. Somente em 2010, as empresas investiram US$ 2 bilhões contra US$ 867 milhões em 2009, em máquinas, equipamentos, tecnologia, inovação e capacitação. Qual o principal atrativo da indústria nacional para os compradores estrangeiros? Pimentel – Nosso parque industrial é moderno e verticalizado, já ditamos

moda e criamos novos materiais. Mas tem ainda o fantasma da concorrência externa desequilibrada. O que é preciso mudar, então, na questão cambial? Pimentel – A ação sobre o câmbio é a medida mais contundente a ser tomada. O produtor brasileiro não tem nada que compense desequilíbrios cambiais. Queremos um câmbio equilibrado. O valor ideal seria aquele em que tanto os exportadores quanto os importadores elogiam ou reclamam juntos. Quais os desafios de competitividade que o setor tem pela frente? Pimentel – O câmbio é o maior vilão e acaba potencializando todas as deficiências do país. O Brasil tem legislações muito mais rígidas que vários outros países que competem conosco. Não há sentido em regredir nos avanços, mas, além da questão cambial, há muito que fazer em termos de desoneração dos encargos sobre a folha de pagamento e de investimentos produtivos, bem como de melhoria da infraestrutura. Em maio de 2010, foi lançada a Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), que visa fortalecer e aumentar a competitividade de vários setores, e o têxtil foi o primeiro a receber do governo informações sobre esta ação. Temos, também, o Programa de Competitividade Setorial (PCS) de Têxtil e Confecção, criado pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) para apoiar ações que garantam a competitividade das empresas brasileiras do setor por meio de ferramentas gerenciais e operacionais voltadas à inovação. Já o Plano Estratégico Setorial foi elaborado para um período de 15 anos, até 2023, e busca ampliar o potencial de exportação das empresas do setor. Qual a importância do trabalho da recém-criada Frente Parlamentar que homenageia o ex-vice-presidente José Alencar? Pimentel – A Abit capitaneou e coordenou o lançamento da Frente, cujos méritos são levar ao Parlamento a visão do setor e apresentar projetos de desenvolvimento da indústria nacional. Num país democrático como o nosso, o Congresso é o melhor lugar para este debate. Quais os primeiros projetos que serão apresentados? Pimentel – A Frente foi relançada em 5 de abril e terá como pilares de trabalho a reversão do déficit da balança comercial do setor, a preservação e ampliação do emprego, o combate às importações desleais e à competição desigual e, também, o fortalecimento das compras governamentais. Mas já há no Congresso alguns projetos de lei em tramitação, como o que cria regulamentos técnicos que devem ser seguidos pelos importadores e o que reduz o preço da energia elétrica fornecida às indústrias têxteis em horários alternativos. A feira Têxtil House, que acontecerá em agosto, em São Paulo, no Anhembi, pode contribuir de que forma para o desenvolvimento do setor? Pimentel – O momento é muito oportuno. A feira permitirá aproximar compradores e vendedores, além de promover a interação entre os elos da cadeia produtiva. O evento será muito importante no desenvolvimento do segmento têxtil de decoração e na tomada de consciência da importância dessa porção do mercado. Têxtil House - nº 1

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Mercado

F

rente parlamentar sai em defesa do setor têxtil

Aliviar a carga de impostos, desonerar a folha de pagamento e criar linhas de financiamento são algumas questões para aumentar a competitividade do setor Por Nathalia Barboza

Encontro de parlamentares com empresários do setor têxtil, em Brasília

Defender os empregos e promover a geração de novos postos de trabalho; reverter o déficit da balança comercial; combater as importações desleais e a competição desigual e acelerar a implementação da agenda de competitividade do país são os objetivos fundamentais da Frente Parlamentar Mista da Indústria Têxtil e de Confecção, que foi lançada no início de abril, em cerimônia na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF). Fazem parte da Frente 215 deputados e 34 senadores. A atual formação será mantida até 2014. Segundo o gerente comercial da Grafite Feiras, Fabricio Baroni, a Têxtil House será lançada em um período estratégico para o setor. “A feira irá promover o encontro da cadeia produtiva. A Grafite quer, com isso, expandir esse mercado no Brasil, além de abrir novas oportunidades para que essas indústrias cresçam também em outros países da América do Sul.” A expectativa do setor é que a Frente atue por uma competição igualitária no mercado têxtil global. Para isso, os parlamentares se comprometeram com uma plataforma de trabalho que abrange ações de defesa do setor que já foi pioneiro no desenvolvimento industrial do Brasil. Estão incluídas as áreas de tributação, financiamento, proteção às micro e pequenas empresas, relações trabalhistas, infraestrutura, educação, inovação e comércio exterior. Na questão tributária, as principais propostas da Frente são a de não tributar investimentos produtivos e de alongar os prazos de pagamento dos impostos.“”O Brasil não pode ser um país que exporte preferencialmente commodities. Tem que produzir e exportar produtos com valor agregado, como faz a indústria têxtil”, lembrou o deputado federal Henrique Fontana (PT-RS), nomeado coordenador-geral da Frente Parlamentar – a coordenação no Senado será feita por Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC). O deputado federal Vanderlei Macris (PSDB-SP), coordenador da Frente no Estado de São Paulo, defendeu a luta constante por parte do governo em defesa do

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setor têxtil e prometeu uma “árdua ação” para aumentar a competitividade dos produtos nacionais e melhorar a capacitação e qualificação dos profissionais do setor. “”Vamos fazer uma pauta importante para garantir o pleno funcionamento do setor têxtil. Não podemos ficar a mercê de uma estruturação econômica que não vislumbre uma política industrial clara, colocando o setor têxtil e de confecção em insegurança”, afirmou. O ponto mais sensível, hoje, diz respeito à balança comercial do setor. Por isso, entre as diretrizes da Frente Parlamentar estão a desoneração integral das exportações do segmento têxtil, o aprimoramento e a intensificação das ações voltadas à identificação e ao combate ao comércio desleal, a criação de mecanismos legais de tratamento igualitário para produtos nacionais e importados, observandose leis sociais, ambientais e trabalhistas, e a reestruturação do sistema brasileiro de defesa comercial. Já em relação ao financiamento do setor, a Frente promete criar, o quanto antes, linhas de crédito para atenuar os impactos dos aumentos das matérias-primas e preservar as linhas do Programa de Sustentação do Investimento com custos competitivos. Deputados e senadores lutarão pela desoneração dos encargos sobre a folha de pagamento e o incentivo à contratação de jovens sem experiência no mercado de trabalho. Isso é importante para o país porque o setor têxtil é uma das âncoras de empregabilidade, com cerca de 1,7 milhão de trabalhadores formais e uma estimativa de quase 8 milhões de brasileiros economicamente envolvidos direta, indiretamente e pelo efeito renda. A Frente também proporá ampliar o limite de faturamento das empresas têxteis enquadradas no Simples Nacional e retirar o valor das exportações do limite de faturamento do sistema. Também há a ideia de desenvolver um sistema tributário, trabalhista e previdenciário que permita que as micro e pequenas empresas não fiquem restritas aos limites de enquadramento do Simples, podendo crescer, ganhar escala e criar mais oportunidades de emprego e desenvolvimento. Entre os desafios de melhoria da infraestrutura, a Frente deverá propor a redução dos encargos incidentes sobre os preços da energia elétrica e do custo da energia elétrica para os setores intensivos em mão de obra no horário das 22 às 6 horas. Outro segmento que será atendido com projetos de lei deverá ser o de inovação, com a regulamentação de uma lei específica para as compras governamentais com margem de preferência para produtores nacionais, como fator de inovação e desenvolvimento tecnológico, a capilarização das linhas de financiamento voltadas à inovação, com o objetivo de facilitar o acesso das micro e pequenas empresas a esses financiamentos, o incentivo à realização de consórcios de inovação, promoção de uma maior integração entre empresas e universidades nos processos de pesquisas, além da ampliação dos programas de capacitação e qualificação profissional voltados ao segmento têxtil.


Te n d ê n c i a

E

m sintonia com as

r o C

O estudo de tendências de cores se tornou uma ferramenta fundamental para orientar todos os setores da indústria e acompanhar o ritmo do consumidor por Sandra Scigliano

As cores estão por toda parte. Do branco ao preto, são milhares as possibilidades de escolhas e de sensações que provocam. As cores expressam sentimentos e influenciam pessoas, tanto que passaram a ser estudadas, difundidas e, principalmente, utilizadas com mais precaução pela indústria. Seja na utilização em tecidos, em ambientes ou na moda, a cor virou tendência! E passou a despertar o interesse de profissionais que gastam boa parte do seu tempo planejando e analisando as tonalidades para os próximos anos. A antecipação do que será tendência tornou-se uma ferramenta obrigatória

Blanca Liane

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Regina Strumph

para quem trabalha com o consumidor – desde a própria indústria da moda até a automobilística, passando, obviamente, pelo segmento têxtil. Esses profissionais estão espalhados por todo o mundo, sempre ligados em história, política, economia e artes. Qualquer assunto que possa ser relevante para o estudo das cores vale a pena ser observado. “A moda, a decoração, a arquitetura, a tecnologia e os novos padrões de comportamento, entre muitos outros elementos, são fundamentais para serem analisados e discutidos. Somente depois de muito estudo é que apontamos as tendências”, explica Sabina Deweik,

Paola Vieira

Sabina Deweik


s e r sócia do Future Concept Lab (FCL) do Brasil, uma filial do FCL de Milão, na Itália. O instituto não estuda especificamente as cores, mas as tendências de consumo de um modo geral. Já a Pantone, empresa norte-americana representada no país pela consultora de tendências Blanca Liane, é totalmente focada no lançamento das cartelas de cores. Durante o ano, as novidades são divulgadas nos meses de maio e novembro e este resultado é fruto de um longo trabalho de pesquisas, reflexões e discussões. “As pesquisas de cores e tendências de moda e mercado são fruto da nossa observação, reflexão, discussão e conhecimento”, afirma. No caso do Comitê Brasileiro de Cores (CBC), com sede em São Paulo, as pesquisas que apontam novas tendências são resultado, principalmente, das feiras internacionais de decoração, design e moda. “Além disso, é importante afinar o olhar, estar sempre conectada com o que acontece pelo mundo”, ensina Regina Strumpf, consultora do Comitê. No caso deste instituto, as cartelas de cores são lançadas a cada dois anos e ficam à disposição das empresas que têm parceria com a entidade. Outra vertente de pesquisas vem da indústria de tintas imobiliárias. As cores são fundamentais para este segmento que pensa, diariamente, em inovar e lançar tons diferenciados. Só para se ter uma ideia da variedade deste mercado, o último lançamento da cartela de cores da Suvinil contou com mais de 1.500 tons, sendo 650 totalmente novos!

Já a AkzoNobel, que detém a marca Coral, conta com um estudo de tendências de cores chamado Colour Futures, que serve como uma ferramenta de comunicação de cor e é elaborada por uma equipe internacional de consultores especialistas em cores. “O livro é resultado de pesquisas mundiais sobre tendências, previsões e desenvolvimento de cores. Uma vez por ano, a equipe se reúne para discutir e determinar quais são as referências de cores para o próximo ano e o resultado é uma paleta de cores contemporâneas, guiadas pelas tendências e interesses da sociedade”, diz Paola Vieira, gerente global de Colour Marketing da AkzoNobel. Tendências para a indústria têxtil Em 2011, a indústria têxtil está retomando seu processo artesanal, de acordo com Sabina Deweik. “Os tecidos exclusivos estão sendo valorizados, assim como a releitura de itens do passado”, conta. Portanto, o lema é usar objetos do passado para projetar o futuro, ou seja, dar uma nova cara para o que é antigo, reinventá-lo. Blanca, consultora da Pantone, acrescenta neste cenário o retorno do algodão e da lã para o verão 2012, além de citar uma tendência de tecidos ornamentais, matérias-primas fluídas e luminosas para esta estação. “Outra inovação neste segmento é o trabalho fotográfico dentro das estamparias e a utilização de penas, simbolizando a natureza”. Têxtil House - nº 1

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Te n d ê n c i a

As cores de 2011 Toque de Limão A Coral escolheu para este ano a tonalidade “Toque de Limão”, um amarelo esverdeado que apresenta características como simplicidade, tranquilidade e criatividade. É uma cor que surpreende e reflete o entusiasmo pela vida, que corresponde perfeitamente à palavra-chave “Apreciação”, tema central do Colour Futures para 2011. De acordo com Paola, o “Toque de Limão” foi escolhido porque é brilhante e, ao mesmo tempo, aconchegante e surpreendente. Além disso, ressalta um momento mais sereno e feminino vivido atualmente pela sociedade, “podemos encontrar significado em objetos simples e na própria atmosfera familiar. Depois de renovar as esperanças (com o azul proposto em 2010), estamos buscando uma vida mais descontraída, procurando estar contentes com o que temos e acalentando o que nos pertence, com carinho e orgulho”, descreve. Mesmo sendo um tom incomum, o “Toque de Limão” é flexível e pode ser usado livremente, tanto em combinações contrastantes quanto harmônicas. Essas associações podem ser feitas com tons neutros frios, violetas profundos, azuis bem definidos e tons pastéis (como os encontrados em sorvetes de frutas).

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Te n d ê n c i a

Vermelho Cereja, Azul Sibéria, Verde Hortelã, Magenta, Amarelo Pavão Essas são as apostas da Suvinil, divididas em três temas: Real, Binário e Imaginário. Eles trazem tons que simbolizam e incorporam o passado, o presente e o futuro; a acessibilidade e mobilidade tecnológica e ainda o lúdico e a fantasia dos sonhos. O Real conta com o vermelho cereja e se baseia nos conceitos da simplicidade, bem-estar e relaxamento; reinterpreta o passado com um olhar contemporâneo e tem como principal cor o Cereja, que simboliza o drama.

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Te n d ê n c i a

O Binário é o despertar tecnológico, é o momento da chamada vida líquida ou fluída, na qual aquilo que nos chega, no momento seguinte e na mesma rapidez, se esvai, escorre e não é apreendido. É representado pelo Azul Sibéria. Já o Imaginário é uma fusão entre arte e tecnologia, como no mundo da fantasia, se não fosse real. Imagens chocantes, intensas ou vibrantes pigmentam o cenário em que atuamos e criam surpresas contrastantes, transpondo limites e desafiando o design tradicional. As cores que o representam são o magenta, o verde hortelã e o amarelo pavão.

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Te n d ê n c i a

Suculentas, Futuristas, Tranquilizantes e Bioelétricas A Pantone indica para a indústria têxtil cores suculentas, que nos remetem à alimentação. Como atualmente a decoração pode ser mais divertida, pois os consumidores estão muito mais abertos às novidades, é a vez da inovação. “O rosa chiclete, por exemplo, pode aparecer em detalhes, em cortinas, mesmo em ambientes totalmente cinzas e beges”, aponta Blanca. Ela diz que as cores suculentas, em um primeiro momento, vêm aplicadas em ambientes para crianças, em segundo lugar para jovens e, por último, para jovens casais – este é o público que mais aceita a “decoração divertida”.

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Outros tons citados e que se tornaram a cara de 2011 são os futuristas, como o ouro, o preto fosco ou cores com brilho frio. A Pantone ainda destaca os tons pastéis, como os embranquecidos, esfumaçados ou sutilmente mais esbranquiçados, assim como os bioelétricos – tons sólidos e fortes como o verde dos cactos, o azul do oceano ou a própria terra.


E n t r e v i s ta

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lquimia floral

Trazendo as cores e a beleza das flores para os tecidos, a designer de interiores inglesa Nina Campbell transformou seu nome em uma marca de luxo para decoração no mundo Entrevista a Maria Claudia Araujo Perassolli

Para Nina Campbell, a decoração de interiores une luxo, praticidade e bom senso. Com essa receita básica, a cor e suas famosas flores, Nina transformou suas coleções em verdadeiros objetos de desejo no mundo todo. “Estilos de decoração vêm e vão, mas minha filosofia sempre foi muito consistente. Eu gosto de uma casa glamourosa, confortável e fácil de se viver, que reflita o estilo de vida e a personalidade do dono”, afirma em seu livro recém-lançado Elements of Design. Papéis de parede, acessórios, carpetes, fragrâncias para casa e, claro, os

tecidos que decoram ambientes, trazem a marca dessa designer de interiores nascida e radicada na Inglaterra, formada pela Inchbald School of Design de Londres, com título em doutorado honorário pela Universidade de Middlesex. Ministrando palestras, escrevendo livros e desenvolvendo novas peças, Nina visita países do mundo inteiro, inclusive o Brasil, onde lançou a coleção Paradiso na famosa loja de tecidos e papéis de parede Miranda Green, em São Paulo. Aproveitamos uma de suas paradas para uma conversa exclusiva com a Têxtil House.

Quais são as suas inspirações? Minha inspiração vem de qualquer lugar e qualquer coisa ao meu redor. Eu viajo muito a trabalho e constantemente tenho a sorte de ver coisas novas e belas. Estive recentemente no Brasil e me inspirei em toda a cor, alegria e leveza de tudo o que vi. Por que é tão apaixonada pelas flores e cores? Eu acho que as flores são o maior milagre da natureza, é uma alegria vê-las aparecendo. Quando você mora na Inglaterra, ver as flores se abrindo na primavera significa uma nova vida, com dias ensolarados. As cores dão um ar mais alegre, mas devem ser usadas com moderação. Você precisa ter cuidado para não usar muitas cores berrantes juntas. Eu gosto de trabalhar com as cores e suas profundidades em tons diferentes. Qual a tendência atual para a indústria têxtil? No momento, parece haver um movimento na direção de versão menos rebuscada, de impressões clássicas. Os grandes florais e as cores estão de volta. Acho que as pessoas querem que suas casas fiquem aconchegantes, coloridas e acolhedoras. Qual contexto sócio-econômico leva a essa tendência? Em tempos de dificuldades financeiras, as pessoas precisam economizar e, assim, acabam saindo menos. Por isso, se preocupam mais em deixar suas casas aconchegantes e convidativas. Afinal, por que temos as tendências? Por que é tão importante saber o que está na moda?

A designer Nina Campbell, sempre cercada de suas flores

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Essa é uma boa pergunta, até porque eu não acredito totalmente em tendências, eu sigo minha própria intuição. Muitas vezes, todos vão na mesma direção de maneira subliminar, mas


eu acho que as tendências não são muito importantes no design de interiores, porque ele deve ter uma característica mais duradoura, não pode envelhecer subitamente. O que você está preparando para a temporada de 2012? Já estamos criando os designs para 2012. Não haverá uma mudança de direção muito grande. A cor é realmente importante na decoração. Você poderia falar uma ou duas cores que permaneceram da última coleção e quais continuarão na moda pelos próximos anos? As cores que mais se destacam em nossa atual coleção Paradiso são, e provavelmente continuarão sendo, os aquas, rosas e cinzas/prateados. Em tons mais quentes. Para a coleção seguinte, com lançamento em setembro de 2011, teremos um pouco mais de vibração com a introdução do fúcsia (magenta), que vai destacar os tons de lilás, muito populares no passado. Também usaremos um pouco mais de vermelho-tomate e verde-oliva. Quais as diferenças entre as coleções brasileiras e europeias? É uma pergunta bem difícil de responder, porque nossos designs são globais e é interessante ver que há coisas populares no mundo todo. Um exemplo são os tecidos da coleção Paradiso, que fazem muito sucesso. Foi assim também com o Perroquet de uma coleção anterior. Às vezes, as pessoas preferem cores diferentes de acordo com o lugar, mas geralmente é bem global. Você poderia dar algumas dicas aos nossos leitores sobre como criar combinações de tecidos interessantes e atrativas em suas lojas para chamar a atenção dos clientes?

A natureza inspira todas as criações da designer e mostra que o romantismo está sempre na moda

Quando eu vou ao shopping, gosto de ver as coisas agrupadas em paletas de cores com algum outro ponto que chame a atenção, mas não é apenas colocar tudo de uma só cor. Eu gosto de mostrar como você pode usar os tons aqua com fúcsia ou as tonalidades em oliva com vermelhos, ou rosas com azuis. A ideia é mostrar ao cliente como montar seu ambiente ao redor de uma cor e, ao mesmo tempo, introduzir pinceladas de alguma outra coisa. Você precisa oferecer ao cliente ideias de combinações. Se você também vende objetos de cristal ou porcelana, inclua essas peças na decoração para que as pessoas saibam como montar uma mesa, ou arrumar suas camas, enfim, decorar suas casas como um todo. Têxtil House - nº 1

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Têxtil House South America chega para esquentar o setor

Compradores profissionais e expositores do Brasil e do mundo se preparam para a estreia da feira, promovida pela Grafite Feiras e Promoções Por Valéria Gasperini

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A 1ª Têxtil House South America irá reunir os maiores players do setor de artigos têxteis para casa, de 27 a 30 de agosto, no pavilhão de exposições do Anhembi, em São Paulo, que concentra o maior centro consumidor e polo de negócios da América Latina. Mais de 120 expositores estão confirmados, entre fabricantes, importadores e distribuidores brasileiros e estrangeiros, distribuídos entre quatro grandes salões: cortinas e acessórios, tapetes e carpetes, tecidos e revestimentos para decoração, além de cama, banho e mesa. Portugal, Turquia e Espanha estão entre os países que já garantiram presença para apresentar suas novidades ao mercado profissional. A Grafite Feiras e Promoções irá realizar a feira simultaneamente à tradicional House & Gift Fair South America, que acontece todos os anos, no Expo Center Norte. Os dois locais ficam muito próximos e haverá transporte gratuito para um rápido deslocamento entre um pavilhão e outro. Outra facilidade: a mesma credencial dará acesso às duas feiras, sendo que o visitante poderá credenciar-se no pavilhão que julgar mais conveniente. Foco total Ao visitar uma feira especializada em produtos têxteis para casa, os compradores estarão totalmente concentrados nos negócios do setor. “O resultado disso é que os expositores irão potencializar suas vendas porque o comprador, a partir desse ano, vai se programar para estar parte do seu tempo na House & Gift Fair e parte na Têxtil House. Ao destacar uma feira independente, nós enfatizamos o setor têxtil que, com certeza, vai ser atração por ele mesmo. A partir desse ano, o comprador não precisará ir a outra cidade do Brasil e do mundo para comprar esses produtos, pois vai encontrar as principais tendências mundiais na Têxtil House, em São Paulo”, afirma o gerente comercial da Grafite Feiras, Fabricio Baroni. Os lojistas e profissionais de compras aprovam o lançamento de uma feira exclusiva de artigos têxteis para casa. “Com a segmentação, conseguiremos manter um relacionamento melhor com os fornecedores da área. Essa iniciativa é muito válida para essa linha do mercado que estava carente de atenção”, sustenta Marcelo Magela, gerente de produtos da Líder Interiores. Ele é diretamente responsável pela compra de todos os produtos que não são fabricados pela própria empresa, como acessórios, tapetes e adornos. O grupo está presente no mercado há 65 anos e possui seis fábricas de móveis, além de uma rede com 22 lojas (entre próprias e franqueadas) espalhadas por todo o Brasil. As tendências do setor Como já é tradição nas feiras da Grafite Feiras e Promoções, a Têxtil House South America irá apresentar aos visitantes o Espaço Conceito Casa Têxtil, que trará uma síntese das principais tendências mundiais em artigos para cama, banho e mesa, tecidos para decoração, cortinas e tapetes. A designer Viviana Hauck antecipa alguns detalhes do projeto. “Fomos muito influenciados pelas grandes feiras internacionais do setor. Vamos apresentar quatro tendências, retratando personalidades diferentes, com resultados bem distintos entre si.” “As tendências contemplam todas as personalidades dos consumidores. Os frequentadores da feira terão no Espaço Conceito Casa Têxtil as explicações e aplicações das linhas, com exemplos de produtos, cores e texturas que traduzem cada uma das tendências apontadas. Vai ser bem interessante”, finaliza.

Marcelo Magela, gerente de produtos da Líder Interiores

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xpositores se preparam para a 1ª Têxtil House

Fabricantes, importadores e distribuidores de produtos têxteis para casa que, durante muitos anos, participaram da House & Gift Fair, se preparam para estrear na Têxtil House, no Anhembi. A opinião recorrente é que uma feira exclusiva e focada irá beneficiar os negócios do setor

Luis Carlos Felber, da CortBrás

João Pereira, da Tecelagem WS

CortBrás “Faltava uma feira como a Têxtil House em São Paulo. Essa setorização, sem dúvida, é positiva, pois o evento será focado e mais forte. Acredito que vai dar certo. Estou certo de que, a longo prazo, se tornará uma grande feira”, afirma Luis Carlos Felber, proprietário da CortBrás, uma indústria de Rio Sul (SC), que atua no mercado há cinco anos com a produção de mantas, almofadas, futons e zabutons, além de uma linha de produtos com aqua block, que torna os tecidos impermeáveis, ideais para ambientes externos. Tecelagem WS “Depois que começamos a participar da House & Gift Fair, nossa projeção aumentou. Estamos na expectativa para participar da Têxtil House, no Anhembi. Acreditamos que essa iniciativa vai trazer um público mais focado. Imaginamos que isso acarretará mais vendas, pois o visitante virá procurar exatamente os produtos do nosso ramo”, comenta João Pereira, proprietário da Tecelagem WS. Situada em Carmo do Rio Claro (MG), a empresa foi fundada há 23 anos por seus pais, Wellington e Vaninha (hoje falecida), que trabalhava no tear desde os dez anos de idade. Especializada em tecidos

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Roberto James Hermann, da Omicron Mônaco Tapetes

artesanais, a Tecelagem WS cresceu nos últimos anos produzindo peças de cama, banho e mesa em fibras naturais como linho, seda, algodão e rami. Omicron Mônaco Tapetes “Eu, particularmente, gosto muito das feiras da Grafite por serem mais direcionadas. Não tenho dúvida de que a Têxtil House será muito boa, pois eu tenho clientes que vêm apenas para ver a área têxtil e outros que não vinham para a feira de presentes por não ser específica do nosso ramo. Hoje, até existem pequenas feiras especializadas em tapetes, mas ainda não havia uma com essa síntese de produtos têxteis para casa na cidade de São Paulo. Acredito que a tendência é melhorar os resultados que temos com as feiras da Grafite”, acredita Roberto James Hermann, diretor comercial da Omicron Mônaco Tapetes, uma indústria de tecnologia têxtil de tapetes, com sede em Itapevi (SP), fundada há 19 anos. Zipping Os importadores também estão otimistas com o lançamento da Têxtil House como feira independente, como é o caso da Zipping. A diretora de vendas da empresa, Karina Oliveira, espera que a novidade traga ainda mais profissionalismo aos negócios. “Confesso


A House & Gift Fair é a maior feira de artigos para casa da América Latina e quinta maior do mundo no setor. Diversidade e qualidade são sinônimos desta que há 20 anos impulsiona a indústria e o varejo especializado.

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No dia 30/8, o credenciamento será encerrado às 15 horas. Este material poderá ser alterado pela promotora sem aviso prévio.O visitante isenta a GraÄte Feiras e Promoções por quaisquer vícios ou falhas decorrentes dos expositores e demais prestadores de serviços.


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que ficamos um pouco assustados com a nova estratégia da Grafite em separar o setor têxtil do restante da feira House & Gift Fair, mas acreditamos que pode gerar bons resultados. Com essa setorização, vamos ter relações de negócios mais profissionais, já que os clientes virão mais focados. Estamos ansiosos para ver como será.” A Zipping iniciou suas atividades no ramo da decoração há dez anos e importa tapetes da Turquia, Bélgica, China e Índia, tendo mais de quatro mil clientes em todo o país. Empório dos Bordados “São Paulo estava precisando de uma feira têxtil”, afirma Fulvia Jacobsen, proprietária da Empório dos Bordados que, desde 1999, se dedica à criação de produtos têxteis para uso na copa, cozinha, mesa e lavabo, além de acessórios

Karina Oliveira, da Zipping Tapetes

de decoração e organização pessoal, e uma linha de presentes personalizados para o setor escolar e festas de casamento. Formas y Colores A Formas y Colores, empresa argentina com 50 anos de atuação no segmento de tapetes para banheiro, pisos antiderrapantes, cortinas para box e acessórios para cortinas, participou da House & Gift Fair nos últimos dez anos, desde que abriu uma filial no Brasil. Em 2011, a empresa irá participar da Têxtil House, no Anhembi. “A feira será importante, pois teremos uma interação maior com todos os nossos clientes, uma vez que não conseguimos visitar a todos no dia a dia”, sustenta Malgarete Rancan, gerente de marketing da empresa.

Fulvia Jacobsen, Empório dos Bordados

Malgarete Rancan, da Formas y Colores

Ciclo de Palestras Os visitantes da Têxtil House terão a oportunidade de assistir a ótimas palestras - todas gratuitas - e interagir com os melhores especialistas do mercado. Os temas vão desde a estreita relação do varejo com o desempenho da economia e como usar informações de forma estratégica, até os tipos e aplicações de tecidos, além de conceitos e desafios para os pontos de venda. Participe! Inscreva-se até 22 de agosto pelo site www.grafitefeiras.com.br 27 de agosto 14h - “As decisões no varejo refletindo as mudanças sociais” O palestrante Hyppolito Neves tem grande experiência no mercado de varejo, atuando na diretoria de importantes empresas do Brasil, como Lojas Riachuelo e Casas Pernambucanas, além de ser co-fundador do Provar: Programa de Administração de Varejo da FIA-USP. Participou do Programa Avançado de Administração de Empresas da Escola Graduada de Administração de Empresas da Universidade de Harvard, em Boston (EUA). 28 de agosto 14h - “Uma viagem ao universo dos tecidos de decoração” Noções técnicas, curiosidades e aplicações compõem o conteúdo dessa palestra que será apresentada por Ramiro Sanchez Palma, da Anfra Tecidos. Ele é formado em

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Técnica Têxtil pelo Senai e coordena o Comitê de Tecidos para  Decoração da AbitTexbrasil Decor, além de ser diretor do Sinditextil e membro do Comtextil-FIESP.  16h30 - “O caminho do setor de cama, mesa e banho no Brasil: do enxoval da vovó às passarelas de moda e decoração” O conteúdo inclui o panorama do mercado e suas transformações. Como o consumidor percebe os produtos e o que as empresas podem fazer por ele, além de conceitos, aplicações e oportunidades de crescimento. O palestrante, Rafael Almeida, atua no setor há mais de 30 anos, tendo trabalhado em empresas como Casa Almeida e Buddemeyer. Criou o conteúdo da escola técnica “Paula Sousa” de Ibitinga (SP) na área de Desenvolvimento e Marketing de Produtos de Cama, Mesa e Banho. Atualmente, gerencia as linhas de produtos Neo da Camesa, assim como os 50 clientes prime, além de compor a equipe estratégica e de Marketing da empresa. 29 de agosto 14h - “A importância do ponto de venda no setor de cama, mesa e banho: desafios do setor. Aprenda a entendê-lo” Despertar a compra por impulso no setor, as lojas de cama, mesa e banho do século XXI, os novos compradores e exposição dos produtos estão entre os temas dessa palestra, que também será comandada por Rafael Almeida.


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O segmento gigante do setor têxtil Os produtos de cama, banho e mesa fabricados no Brasil estão presentes em lares do mundo todo, no entanto, a tradicional Döhler, com 130 anos, vende 90% de sua produção aqui mesmo Por Fernanda D’Angelo

Coleção Valeria, da Döhler

Com uma produção média anual de 9,8 bilhões de peças, a indústria brasileira de roupas de cama, banho e mesa vem mostrando sua força tanto no mercado interno, quanto no cenário internacional. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Roupa de cama da coleção Viviane Têxtil e de Confecção (Abit), em 2010 foram exportados 26.128 toneladas de toalhas de banho e rosto, de mesa, edredons, colchas, jogos de lençóis e capas de travesseiros, entre outras peças. Com a evolução do setor e o aumento da demanda, a concorrência também cresceu. Assim, as empresas brasileiras passaram a ter necessidade de uma produção ainda mais qualificada e inovadora, agregando tecnologia, variedade de modelos e preços atrativos. Até mesmo fabricantes tradicionais no mercado não escapam dessa competitividade. Pesam em seu favor a tradição e a força de suas marcas. Um exemplo é a catarinense Döhler, que produz itens para cama, banho e mesa há 130 anos. O diretor comercial, Carlos Döhler, afirma que a empresa possui estratégias bem definidas para fazer frente à concorrência dos produtos importados dos países asiáticos. “A Döhler aposta na produção 100% nacional, na qualidade da matéria-prima e no preparo de seus representantes, entre outras ações que posicionam nossa marca no mercado e referendam nossa gestão”, destaca Döhler. Com fábrica em Joinville – cidade que concentra o maior parque industrial do Estado de Santa Catarina – e três mil funcionários, a empresa alcançou seu reconhecimento também no exterior com sua linha de produtos, porém, atualmente, destina a maior parte da produção (90%) ao mercado interno. Segundo o empresário, a fase atual do país é promissora para o segmento, especialmente com a elevação do poder aquisitivo do consumidor. “Os brasileiros investem mais no aconchego de suas casas e isso tem aumentado a procura por este tipo de produto”, ressalta o diretor da Döhler, cuja produção destina-se, principalmente, aos consumidores de classe média. A empresa deve fabricar 1.200 toneladas de roupas de cama, banho e mesa este ano, o que ocupará 100% da capacidade do parque fabril, em fase de expansão. Seus lançamentos, assim como os de dezenas de outros fabricantes e distribuidores de cama, banho e mesa poderão ser conferidos pelos profissionais da área na Têxtil House, no Anhembi, em agosto. “Espero que seja um espaço consolidado para esta finalidade, que considero indispensável no nosso negócio: a apresentação do produto ao mercado e também a oportunidade de relacionamento Carlos Döhler com os públicos de interesse das empresas”, conclui Carlos Döhler.


Zelo faz sucesso com peças assinadas e edredons O consumidor brasileiro sabe reconhecer e valorizar um bom produto. O sucesso dessa rede de lojas de artigos para cama, banho e mesa é a maior prova disso Com uma receita que combina o bom design a um preço mais acessível, a Zelo, rede com 42 lojas e presente em seis Estados (PR, SP, RJ, MG, BA, MS e Distrito Federal), trouxe uma pitada de glamour à marca e conquistou uma fatia de consumidores mais exigentes por meio de uma parceria com Alexandre Herchcovitch, um dos nomes mais importantes da moda brasileira. O estilista assina uma linha de roupões, jogos de banho e roupas de cama. Aos poucos, o público assimilou a novidade. No primeiro mês de lançamento, em 2003, a marca vendeu apenas três mil peças. Hoje, são vendidos cerca de 30 mil itens da coleção a cada mês. “Nos últimos anos, o nosso mercado evoluiu muito e os preços, com a entrada dos importados, ficaram mais acessíveis. Isso possibilitou a muitos consumidores o acesso a produtos de melhor qualidade e não há recuo por parte deles, por isso, temos que trazer, cada vez mais, novidades e evoluções. Um exemplo são as cores lilás e uva (ou roxo), que nunca venderam no nosso mercado e hoje são campeãs”, destaca o diretor Mauro Razuk, um dos cinco filhos de Anis Razuk, que fundou a empresa em 1962. Desde então, a Zelo vem fazendo história no segmento de cama, banho e mesa. A maior fabricante de acolchoados do Brasil é muito conhecida pela venda de edredons, chegando a comercializar cerca de 200.000 unidades por mês durante o inverno. Além dos edredons, que ganham cores diferentes a cada temporada, a rede oferece jogos de cama para vários perfis de consumidores, desde linhas mais populares até as mais sofisticadas, como a Select 400, 750 e 1000 fios, que também ostenta a cobiçada assinatura de Herchcovitch. Para a coleção primavera-verão, a marca irá privilegiar tecidos de fibras naturais (100% algodão) e de microfibra de poliéster; cores em tons pastéis (dessaturadas), com destaque para o ameixa, os vermelhos e o cinza, além dos clássicos preto e branco e as consagradas estampas florais, coordenadas com listras. “Os cobertores, porta-travesseiros e roupões de microfibra são exemplos de produtos novos que visam atender aos clientes que buscam muita qualidade, mas com preços justos”, revela Mauro Razuk, que aprova a iniciativa da Grafite Feiras e Promoções de lançar a Têxtil House, feira exclusiva de artigos têxteis para casa. “Esse evento é importantíssimo, pois vai trazer muitas novidades ao mercado.”

Coleção em matelassê, assinada por Alexandre Herchcovitch. A cor é campeã de vendas da marca

Uma das lojas da Zelo em São Paulo. São 42 pelo País

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Tecidos têm moderno parque fabril O setor de tecidos para decoração acompanha o aquecido mercado da construção civil no país e incrementa a produção para oferecer novidades ao consumidor Por Maria Claudia Araujo Perassolli

Procurar a excelência nos produtos e oferecer um leque maior de opções para atingir um novo consumidor. Este é o desafio de um dos segmentos da indústria têxtil que mais cresce e se desenvolve no Brasil - o de tecidos para decoração. “Esse mercado é arrojado, inovador e está sempre buscando novidades”, afirma Rose Alves Cervelati, gerente de vendas, produtos e desenvolvimento da Corttex, empresa com sede em Campinas (SP), totalmente dedicada à produção e importação de tecidos decorativos. À medida em que as empresas incrementaram suas estruturas, aumentou a oferta de novos tecidos, cores e bordados para abastecer este aquecido segmento. Esse mercado, com forte presença nas regiões Sul e Sudeste, se espalha pelo país e já demonstra expansão no Nordeste. “Com o crescimento da construção civil, o mercado de decoração tende a acompanhar essa curva positiva. Para atender a demanda estamos investindo cada vez mais e buscando maior produtividade, com qualidade e estilo”, complementa Rose. De fato, ao longo dos anos, as empresas vêm se preparando para os reflexos do crescimento econômico no consumo, por meio da aquisição de novos maquinários e a expansão de seus parques fabris. Tudo isso para ganhar a preferência do consumidor moderno, bem informado e ligado nas tendências da moda na decoração. O desafio para as indústrias do setor é realmente grande e não basta introduzir novas tecnologias na fabricação dos tecidos. É preciso aprimorar ou mesmo revolucionar os processos. A Corttex, por exemplo, investiu em mudanças na sua planta industrial com a verticalização de toda a cadeia produtiva e unificação dos setores. “Nosso foco na inovação, diversificação de produtos, qualidade e novas técnicas de produção garantem a melhora contínua dos processos produtivos”, afirma Rose. “Iniciamos com tecidos para cortinas e, há quatro anos, entramos no segmento de forração para estofados e cadeiras”, informa a gerente. Hoje, a empresa trabalha com uma linha completa de tecidos de produção própria ou importados, como forros, tafetá, gorgurão, cetim, rústicos, entre outros, que abastece grandes confecções de cortinas e fábricas de estofados, além do mercado varejista especializado. A Corttex participará da primeira edição da feira Têxtil House, em agosto, com um estande inspirador, ocasião em que apresentará lançamentos nacionais e importados, variações nos voils especiais, novos desenhos, bordados e cores. “Já que vendemos tecidos e não o produto pronto, vamos montar ambientes decorados para que o cliente possa visualizar nossos produtos como se fosse em uma casa”, finaliza Rose.

Da Corttex, veludo e jacquard, dois dos tecidos mais usados para estofados

A série Linhos Rústicos, destinada ao mercado de luxo, será lançada pela Corttex na 1ª Têxtil House

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O frescor das tendências A Donatelli é uma das redes varejistas de tecidos para decoração preferidas dos arquitetos, decoradores e designers para personalizar e trazer aconchego aos seus projetos Perto de completar 70 anos, a Donatelli é uma das empresas mais bem sucedidas do país na venda de tecidos para decoração. O investimento na busca e pesquisa de tendências e conhecimentos na área explica uma parte desse sucesso, que também pode ser atribuído a uma história que já começou muito bem. Fundada por Luiz Donatelli, o primogênito de uma família de imigrantes italianos e já conhecido por seu talento como tapeceiro, junto com os irmãos Oswaldo e Mário e o cunhado Eduardo Barbosa, a Tapeçarias Donatelli teve sua primeira loja no centro de São Paulo, na Praça Marechal Deodoro. O ano era 1943 e sua principal atividade era abastecer, no atacado, os pequenos comerciantes do interior paulista com tecidos e ferragens para cortinas. Unindo o conhecimento em tapeçaria com a qualidade do mix de produtos, a aposta desses empreendedores foi certeira e tornou-se um grande sucesso. Nove anos mais tarde, foi aberta a primeira filial, na Rua Augusta e, em 1965, foi inaugurado mais um ponto de venda na avenida São Gabriel. Para manter o status de “referência” no mercado e estar um passo à frente da concorrência, a empresa se modernizou e montou uma equipe, dirigida pela arquiteta Eliana Esteves, para pesquisar tendências de padronagens, texturas e cores em feiras têxteis internacionais. “Isso se mantém até hoje. Para criar a próxima coleção, nossos especialistas visitaram várias feiras e designers no exterior para buscar a inspiração e trazer para nossos clientes as tendências e os melhores tecidos do mundo”, afirma Marcela Barbosa, gerente de marketing da Donatelli. E para os consumidores que gostam de exclusividade, na década de 1990 a empresa começou a importar tecidos da Europa, Estados Unidos e Índia, passando a oferecer produtos nacionais e importados. Ao mesmo tempo, criou o Spazio Donatelli, para o atendimento exclusivo a clientes muito especiais nesse segmento: arquitetos e decoradores. Com tanta experiência, a empresa sabe o que os brasileiros gostam em suas casas, tanto em tecidos para ambientes internos quanto externos. O mercado pede novidades, mas os tecidos para decoração mais vendidos no país continuam sendo os tradicionais veludo e linho. “A seda, os diferentes tipos de linhos e veludos são os preferidos, combinados com cores neutras, beterraba e tons de azuis”, afirma Marcela. As tendências acompanham as estações. De acordo com a gerente, no verão as cores são mais vibrantes e os estampados ganham espaço, já no inverno predominam os tons mais escuros e as texturas. “Mas o que nunca sai de moda são os florais. É um verdadeiro clássico e é o que mais vendemos nas lojas”, completa, lembrando ainda que uma forte tendência são os tecidos naturais e ecológicos. Atualmente, a Donatelli possui 13 lojas espalhadas pelas principais capitais brasileiras e comercializa tecidos nacionais e importados, além de oferecer um serviço especializado para decorar a casa. A linha inclui tecidos para ambientes internos e externos com tratamentos especiais e padrões temáticos. Os tecidos para decoração representam 90% das vendas das lojas da rede, que também oferecem acessórios e outros complementos para a decoração, como luminárias, suportes, cortinas e almofadas.

Marcela Barbosa, gerente de marketing da Donatelli

A coleção Essencial, importada da Espanha, traz padrões geométricos e florais

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Murilo Lima, gerente comercial da Abdalla Imports

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Mercado em crescimento Com mais dinheiro no bolso, o brasileiro investe em seu bem-estar, adquirindo produtos para deixar a casa mais acolhedora e confortável. A indústria de tapetes aproveita o bom momento Por Maria Claudia Araujo Perassolli

Eles deixam os ambientes requintados, ajudam no conforto térmico e acústico, e estão cada vez mais dentro das casas dos brasileiros. Decididamente, os tapetes estão na moda. A indústria e o varejo se preparam para agradar a todos os consumidores, seja com os tradicionais modelos feitos à mão ou os tapetes industrializados para a nova classe média. Com o fortalecimento da economia, cada vez mais as famílias brasileiras ampliam seus gastos com a decoração e o segmento de tapetes aproveita o momento. “Com o aumento do poder aquisitivo, a oferta de crédito no país, além da expansão do mercado imobiliário, esperamos que o da decoração e o de tapetes também possam colher os frutos desse bom momento econômico do Brasil”, afirma Murilo Lima, gerente comercial da Abdalla Imports. Mas esse cenário promissor não passou despercebido para fabricantes e distribuidores de outras partes do planeta. “O Brasil tem despertado o interesse de fornecedores de outros países, que vêem no país um grande potencial consumidor, já que outros mercados, como o Europeu, passam por crises e retração do consumo”, analisa Murilo. No entanto, quem conhece as particularidades do país leva vantagem. A Abdalla, por André Abdalla exemplo, está apostando na expansão do segmento de tapetes no país, principalmente no Nordeste. “Temos um mercado crescente, ainda com mercados a serem explorados, pois, sendo um país tropical, as regiões mais quentes apresentam um consumo inferior ao registrado no Sul e Sudeste”, afirma Murilo. Experiência e conhecimento não faltam a essa empresa, criada há 106 anos pelo imigrante sírio Assad Abdalla. No início, ele comercializava cortinas prontas, depois implementou a ideia de vender cortinas prontas com medidas definidas, e foi um grande sucesso. Para ampliar a oferta de produtos, também passou a importar tapetes da China, Índia e Bélgica, hoje sendo um dos maiores importadores do ramo. Atualmente, a Abdalla já está sendo administrada pela quarta geração da família e possui duas lojas na Rua 25 de março, em São Paulo. Fornece tapetes, artigos de cama, banho e mesa, além de utilidades domésticas, tecidos e outros itens de decoração. “O setor de tapetes representa aproximadamente 80% dos nossos negócios. Estamos sempre investindo em novos produtos e coleções, visando a qualidade e a beleza dos itens que comercializamos”, diz Murilo. Dentro do mercado de distribuição, a empresa vende produtos importados, já nas lojas de varejo trabalham com fornecedores nacionais e suas linhas próprias. Antenada aos fatos mais importantes do mercado, a Abdalla confirmou presença na primeira edição da Têxtil House. “Participamos da House & Gift Fair há praticamente 10 anos, e isso nos tem ajudado bastante a fomentar as vendas. Agora, garantimos o nosso espaço para participar da Têxtil House. Acho que vai ser positivo por ser um evento bem setorizado. O cliente que visitar a feira estará, realmente, focado em comprar”, afirma o empresário André Abdalla. Para a feira, a empresa deve apresentar sua nova coleção, como a Kilim Patchwork, uma linha especial da Índia feita de pedaços de desenhos, ao preço de R$ 152 o m² para o lojista. Outra novidade será o tapete Egipcia Pearl, feito em trama bouclê com fio especial de polipropileno nos tons de bege e fendi, custando R$ 80 o m². Já a coleção Dune promete agradar aos consumidores mais exigentes, produzida com fios de poliéster em alto relevo, com base forrada de algodão, por R$ 350 o m². Os três lançamentos estarão disponíveis em quatro tamanhos diferentes. Modelo Rumba Alta, da Abdalla


Casa Fortaleza atende diversos perfis de clientes O grupo possui um tipo de loja para cada perfil de consumidor, de modo a explorar todo o potencial que o mercado de tapetes e decorações oferece atualmente A Casa Fortaleza foi fundada em 1936 pelo imigrante sírio Abdo Al Makul. Trabalhando com fornecedores nacionais e internacionais, com produtos exclusivos e de qualidade, o Grupo Casa Fortaleza procura oferecer soluções adequadas aos seus diversos clientes: arquitetos, decoradores, empresas, construtoras e, principalmente, consumidores finais. Seu mix de produtos inclui cortinas, persianas, pisos, carpetes, tecidos e, desde sua fundação, tapetes. Com a terceira geração da família no comando, o grupo segmentou em diferentes marcas para melhor atender seus públicos: Vitrine by Casa Fortaleza, Casa Fortaleza Home & Office e Casas Fernandes Home & Office. “Temos dois segmentos dentro do mercado consumidor de tapetes: aqueles feitos à mão, que atendem ao público de alta renda, e os produzidos à máquina, em polipropileno, que atinge as emergentes classes C e D”, afirma Daniel Al Makul, sócio e diretor de marketing e de produto da Casa Fortaleza. A loja-conceito Vitrine by Casa Fortaleza, marca que reúne a linha Premium, foi pensada para atender a um público diferenciado e muito exigente, formado por arquitetos, decoradores e consumidores finais. As unidades Vitrine estão localizadas na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, reduto paulistano de alta decoração e design, e trabalham com projetos específicos. ‘’Se o cliente optar por adquirir, do Nepal, um tapete de tamanho fora do padrão convencional, em determinada cor e textura, a Vitrine by Casa Fortaleza faz acontecer”, explica Daniel. Entre os tapetes feitos à mão estão as linhas Kelin Nômade e Nômade, que possuem trama rústica e tintura de origem animal ou vegetal, tecidos de forma milenar, com pura lã. Esses tapetes seguem o conceito Daniel Al Makul, sócio e diretor de marketing e de produto da Casa Fortaleza das listras, com cores suaves ou intensas para criar ambientes atuais. Porém, o modelo mais vendido na loja é o Shaggy. “É uma releitura dos tapetes dos anos 1970 e que, nas cores neutras, como cru, prata e fendi, possibilita a criação de ambientes mais modernos e aconchegantes”. Esse modelo de tapete tem uma espessura maior e é feito de fibras sintéticas mescladas entre si, formando desenhos geométricos ou lisos. Outra forte tendência são os tapetes com fibras naturais, como folha de bananeira e bambu. A série Naturalis mistura trançados de couro e palha de bananeira escura, ou sisal na cor chocolate com tiras de bambu. Todos feitos sob encomenda. Mas o público mais fiel é o consumidor dos tapetes orientais. Eles são confeccionados há mais de três mil anos do mesmo modo, mantendo até hoje suas características e desenhos originais. “É uma parcela pequena de consumidores, mas muito fiel a este tipo de tapete”, complementa Daniel.

Coleção Kelin Nômade: feito à mão e com pura lã

Tapete confeccionado em couro e palha de bananeira

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Hábitos de consumo ditam as mudanças Esse mercado está em sua melhor fase e tende a crescer, principalmente no segmento de cortinas prontas, afinal, o consumidor de hoje tem muita pressa Por Fernanda D’Angelo

O setor de cortinas, principalmente para pronta-entrega, teve um crescimento extraordinário nos últimos três anos e tende a manter esse ritmo nos próximos cinco, na perspectiva de Edivaldo Figueira, gestor comercial da Branyl. “Pelo volume de obras que existem no país, temos uma demanda garantida e ascendente de cortinas prontas pelos próximos cinco anos”, prevê. Ele calcula que, hoje, são vendidas 200 mil cortinas prontas por mês no Brasil, sendo que até 2008 não passavam de 20 mil. Para chegar a esses números, a empresa, que declara produzir sozinha 100 mil cortinas por mês, baseia-se no crescimento de suas vendas de produtos prontos e de tecidos - esses últimos ainda respondem por 80% da produção da marca. “Acredito que o consumo total de cortinas no país, atualmente, seja de aproximadamente 700 mil unidades, somando as prontas e os tecidos vendidos nas lojas para posterior confecção sob medida”, calcula Figueira. Para cada estilo, uma cortina

As cortinas trazem aconchego aos ambientes da casa. Atrelado a isso, dependendo do quanto o consumidor está disposto a investir e do estilo com o qual ele se identifica, a decoração pode ganhar um toque sofisticado, despojado ou romântico, com tecidos como algodão, linho, voal, entre muitos outros. É natural que um mercado consumidor que tem acesso a um grande volume de informações, ideias e novidades, tenha se tornado muito exigente nos últimos anos, levando as empresas do setor a uma superação no desenvolvimento de seus produtos. Outros aspectos a serem considerados são a falta de tempo e o imediatismo dos comportamentos modernos, que levam a uma necessidade de consumo instantâneo, colocando em cena as cortinas para pronta entrega, sem perder de vista a qualidade e a variedade de tecidos. Para atender a esse público, a Branyl, que há 20 anos fabrica tecidos e cortinas manufaturadas, tem investido na expansão desses produtos. Incluindo a matriz na cidade de Capivari, a empresa possui três parques industriais no Estado de São Paulo, onde trabalham 1.200 funcionários. Além de distribuir para mais de mil pontos de vendas em todo o Brasil, exporta seus produtos para toda a América Latina e Europa. “Nosso grande diferencial é poder fabricar nosso próprio tecido e criar as coleções baseadas nas necessidades dos consumidores brasileiros”, revela Figueira. Com produção voltada tradicionalmente para os consumidores das classes C e D, a Branyl quer agregar mais um público em seus objetivos de mercado, por isso, lançou recentemente uma linha para a classe B, cujas cortinas são confeccionadas com tecidos mais nobres e resistentes, como linho, chenile, cetim, além do eterno voal. Nos showrooms, localizados na loja da fábrica de Capivari e na Avenida Faria Lima, na capital paulista, estão todas as coleções e modelos disponíveis. Há cortinas para “vestir” a casa toda, seja qual for o estilo, desde peças para sala, até modelos mais casuais para quartos masculinos, ou despojados para dormitórios infantis e de casais. Cortina pronta, modelo Differente, da Branyl

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Casa Mineira faz sucesso no coração de São Paulo A empresa paulistana de alma mineira, que se consagrou fornecendo cortinas sob medida para arquitetos e decoradores, já tem uma linha própria de produtos para pronta entrega Especializada na confecção de cortinas desde 1984, a Casa Mineira se tornou referência entre os arquitetos, decoradores e, mais recentemente, para os consumidores finais, pela qualidade de seus produtos, acabamentos de primeira e sintonia total com as tendências mais atuais para “vestir” as janelas. O nome Casa Mineira foi inspirado no Estado de origem da família, mas a loja fica nos Jardins, bairro nobre de São Paulo (SP). Sua história teve início por acaso, sem grandes pretensões. “Tudo começou porque uma família precisou reformar a casa inteira e apostou todas as fichas em mim, eu nem sonhava em fazer decoração. Pesquisei, fui atrás de mão de obra e, com a ajuda deles, ficou tudo muito lindo”, lembra Rosamaria Issa Costa. Depois de se consagrar confeccionando modelos sob encomenda para os projetos de interiores dos melhores profissionais de arquitetura e decoração da capital paulista, a Casa Mineira também passou a representar as Cortina com prega americana, varão e argolas de madeira Cortina com tarja, embutida na sanca marcas Luxaflex, Stobag e Vener, e enveredou pintada em ouro por um caminho natural nessa evolução: passou a produzir suas próprias cortinas para o consumidor final. A decisão de desenvolver produtos para pronta entrega foi influenciada pelas constantes solicitações e sugestões dos clientes. “Colchas, duvets, almofadas, linha de aromas, enfim, um mix de produtos vem completando nossas linhas e oferecendo ao consumidor novidades que ele já leva para casa no ato da compra”, conta Rosamaria. Em média, a loja vende 200 cortinas por mês, número que promete crescer diante dos lançamentos frequentemente renovados pela empresa. Os modelos da Casa Mineira que fazem mais sucesso atualmente são confeccionados em tecidos leves com composição de poliéster, linho ou seda. As cores predominantes são o branco e o fendi. “Estamos atualizados com as novidades do mundo por meio de pesquisas em revistas e catálogos internacionais, além de viagens a lugares como Milão, Paris e até mesmo China. Também desenvolvemos as novas ideias trazidas pelos arquitetos”, complementa. Antenada, ela comemora a estreia da Têxtil House como feira independente, em agosto desse ano, no Anhembi. “Acho a ideia ótima. Nosso mercado está cada vez mais amplo e, afinal, São Paulo é o grande difusor de novidades para todo o Brasil.” Rosamaria Issa Costa: especializada em cortinas finas Têxtil House - nº 1

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N o t í c i a s d o Se t o r

Safira Sedas valoriza o artesanato brasileiro Uma das marcas mais conceituadas do ramo de tecidos, a Safira Sedas convidou o designer Renato Imbroisi para assinar a criação e o desenvolvimento das coleções Seda Pura, Seda Rara e Seda Única da Safira Sedas. A linha é composta de panôs, cortinas, almofadas e caixas que foram confeccionadas artesanalmente por bordadeiras em três temas diferentes: o Céu em Brasília, o aquário em Bonito, Mato Grosso do Sul, e o jardim em Carmo do Rio Claro, Minas Gerais. “O futuro da indústria será a intervenção manual”, conclui Eliane Gamal Mesquita, proprietária da grife que aposta na criatividade e beleza do design e artesanato brasileiros.

Celebridades ganham homenagem da Trousseau Com o mote de celebrar o jeito paulista de viver, a grife Trousseau lançou a sua nova coleção em grande estilo. Ela presta homenagem às personalidades que são a cara da Sampa. Entre elas: a consultora de moda Costanza Pascolato, a atleta e medalhista Maurren Estampas animal print despontam na Camesa Maggi, a empresária Viviane Senna e outras figuras que circulam pela metrópole. A cartela de cores está com o tradicional e Presente no ramo têxtil desde 1980, a Camesa tem experiência de sobra indispensável branco, tons clássicos de bege, marrom, marinho, para fabricar produtos de cama, banho e mesa. De olho nas tendências, a novidade rosa, cinza, verde e umas pitadas de tons mais fortes, como do portfólio da marca é o estilo animal print. A estampa, muito utilizada no vestuário fúcsia e vermelho. Nas estampas aparecem suaves florais e, feminino, agora dá um toque de irreverência às roupas da casa. Dentre as opções também, o xadrez e o listrado – que aparecem revisitados está o jogo de cama 200 fios (70% algodão e 30% poliéster) composto por lençóis, e dão um ar moderno à coleção. A cama Viviane é uma das edredon e fronha. O tecido de gramatura mais espessa, de toque macio e aconchegante, peças que brilham no catálogo. garante bons momentos de descanso.

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Novos aromas da Antik Para comemorar os 20 anos de mercado, a marca Antik, referência e pioneira em perfumes para ambientes, lançou a linha Allegra com exclusividade na La Façon. “Idealizei uma fragrância marcante e vibrante, com notas de saída de grama cortada e pomelo rosa, de coração como jasmim e violeta, e o fundo de carvalho e musgo. É gratificante saber que as nossas fragrâncias contribuem para esse despertar dos sentidos voltados aos espaços onde se vive”, declara a fundadora e diretora executiva da Antik, Miriam Penteado Kuhlmann. A linha apresenta produtos que sugerem diferentes maneiras de deixar os espaços aromatizados por muito mais tempo.

Donatelli abraça a causa verde Há mais de 60 anos no mercado, a Donatelli é expert em antecipar tendências em tecidos e cortinas nacionais ou importados. Com a questão da sustentabilidade na ordem do dia e os recursos do planeta cada vez mais escassos, a marca trouxe da Espanha a novidade de seu portfólio. Os tecidos da coleção Essencial são ecológicos e certificados, não prejudicam o meio ambiente e preservam os recursos naturais. Nos padrões geométricos, florais e nas cores naturais, toda a linha garante um toque sofisticado no décor sem perder o conforto.


Fotos: Marina Malheiros

Hebe Camargo e Mariana Ximenes

Adriana e Romeu Trussardi, responsáveis pela marca de cama, mesa e banho Trousseau, celebraram o lançamento da nova coleção inverno, em 19 de abril, no restaurante Due Cuochi do shopping Cidade Jardim, em São Paulo. Os convidados também puderam conferir o novo catálogo da grife, que celebra o jeito paulista de viver.

Romeu Trussardi Neto e Adriana Trussardi

Gilberto Elkis e David Bastos

Fotos: Rodrigo Zorzi

João Dória Jr. e Bia Dória

A loja Miranda Green, de Ligia Lowndes, recebeu, no badalado bairro dos Jardins, em São Paulo, a top designer de interiores inglesa Nina Campbell para um café da manhã, no dia 24 de março. Na ocasião, ela lançou uma nova coleção de tecidos e papéis de parede e também falou das novas tendências de decoração.

Edson Paduan e Ligia Lowndes

Christiana Neves da Rocha e Nina Campbell

Juliana Benfatti, Marco do Carmo, Tânia Person e Alberto Lahós

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C o n t a t o s A Abit Tel.: (11) 3823-6100 www.abit.org.br Abdalla Imports Tel.: (11) 3272-1033 www.abdallaimports.com.br AkzoNobel/Coral Tel.: 0800 117711 www.coral.com.br B Branyl Tel.: (11) 3031-6899 www.branyl.com.br C Casa Fortaleza Tel.: (11) 5696-8282 www.casafortaleza.com.br Casa Mineira Tel.: (11) 3733-4914 www.casamineira.com Comitê Brasileiro de Cores Regina Strumpf Tel.: (11) 3083-3758

O Omicron – Mônaco Tapetes Tel.: (11) 4144-9100 www.monacotapetes.com.br

CortBrás Tel.: (47) 3521-6765 www.cortbras.com.br Corttex Tel.: (19) 2109-7750 www.corttexcasa.com.br

P Pantone - Blanca Liane Tel.:(11) 3679-9747 www.pantone.com.br

D Döhler Tel.: (47) 3433-1902 www.dohler.com.br

R Rafael Almeida Tel.: (11) 9965-6240 www.camesa.com.br

Donatelli Tel.: (11) 3885-6988 www.donatelli.com.br E Empório dos Bordados Tel.: (16) 3341-8222 www.emporiodosbordados.com.br F Formas y Colores Tel.: (51) 3347-7447 www.formasycolores.com Future Concept Lab Brasil Sabina Deweik sdeweik@futureconceptlab.com www.futureconceptlab.com/brasil

S Suvinil Tel.: 0800 117558 www.suvinil.com.br Tecelagem WS Tel.: (35) 3561-1213 www.tecelagemws.com.br Z Zelo Tel.: 0800 701-9356 www.zelo.com.br Zipping Tapetes Tel.: (11) 3674-4141 www.zipping.com.br

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27 a 30 de AGO Anhembi

São Paulo

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sse tal de “tantos” fios

Estou muito contente em estrear este canal de comunicação em nosso setor e principalmente com nossos consumidores. A matéria desta primeira edição fala exatamente de uma questão que, em minha opinião, causa muitos transtornos e confusões em nossos clientes: esse tal de “tantos fios”. São 200 fios para cá, 400 para lá e até o tal do idolatrado mil fios. Pois bem, a quantidade de fios que designamos em um determinado lençol é contada da seguinte forma: quantos fios há em uma polegada quadrada levando-se em consideração a soma destes no urdume e na trama. Para ficar mais fácil, é a quantidade de fios que contamos na vertical e na horizontal do tecido dentro desse quadrado imaginário de 1 polegada. Entendido esse ponto, vamos à construção desses fios no tecido. Atualmente, existem basicamente dois tipos de construção que encontramos no nosso mercado: o percal e o cetim de algodão. A partir de 180 fios por polegada quadrada, podemos chamar este tecido de percal, desde que a construção dele tenha sido em tela. Xi! Construção em tela? Quando tramamos o tecido no tear fazendo com que o fio da trama passe por baixo de um fio e depois por cima do próximo e novamente por baixo e por cima, formando uma espécie de tabuleiro, como no xadrez, o chamamos de tela. Assim, a partir de 180 fios (ou, mais precisamente, de 176, pois podemos arredondar), chamamos esse tecido de percal. Atenção, não existe percal 150 ou 160 fios. A outra construção, que cada vez ganha mais espaço no mercado, é a construção cetim. Esse ano, na feira de Frankfurt (Alemanha), a proporção de lançamentos de jogos de cama confeccionados em cetim de algodão já era duas vezes maior do que em percal. Esta forma de construção de tecido chamada “cetim”, e que muitos confundem com uma variedade de tecido, na verdade, é chamada assim porque tem uma forma diferente de trama têxtil. Isto é, o fio passa por cima de 4 ou 5 fios e por baixo de 1, fazendo esta montagem sucessivamente, mas de forma quase aleatória com o próximo fio. Assim ele deixa um fio como se fosse aéreo e longilíneo dando uma aparência mais escorregadia, como uma espécie de “tobogã”, criando uma estrutura que, inclusive, tem avesso (diferente da tela, que é igual dos dois lados). Após calandrarmos a quente (imagine a calandra como uma espécie de ferro gigante que passa este tecido sob altas temperaturas), o tecido ganha uma aparência sedosa, com certo brilho e muito agradável ao toque, além de uma ótima aparência. Muito bem. Já sabemos como se contam os fios de um lençol e como se constroem os tecidos mais usados na sua fabricação. Mas ainda nos falta explorar dois pontos fundamentais nessa nossa discussão: a espessura e a qualidade dos fios. Quando chamamos um fio de algodão de 40/1, “40” é a espessura dele e “1” o número de “cabos”. Quanto maior o número da espessura, mais fino é o fio. Assim, um fio 80 é mais fino que um 60 e assim por diante. Outro detalhe é que podemos ter um fio 40/2, isto é, um fio de cabo duplo. Uma das estratégias utilizadas em nosso mercado na descrição do produto é a utilização de construções de inserção dupla para designar um tecido com mais fios. Por exemplo: existem construções de fio 60/2, na qual se trama um tecido com 300 fios duplos. Assim, na descrição do produto encontra-se a designação de tecido de 600 fios (300 x 2 = 600). Este tipo de procedimento, infelizmente, é mais comum do que se imagina, o que, mais uma vez, nos confirma que quantidade de fios não significa qualidade. Podemos ter um lençol de 300 fios melhor do que um de 400 ou até um de 1000 fios. O que vem acontecendo em nosso setor, com certa frequência, são algumas discrepâncias. Por vezes, o consumidor final pode levar gato por lebre. Por isso, penso que podemos aprender mais uma vez com o mundo da moda. Outro dia, ao perguntar a quantidade de fios do tecido de uma camisa em uma loja de marca conhecida, a vendedora me respondeu que no setor de moda não se designa o tecido pela quantidade de fios e sim por sua titulagem. Assim, um fio 80/1 ou 120/1, por exemplo, que são extremamente finos, só são feitos com algodão de fibra longa e de ótima qualidade. Dessa forma, o consumidor tem certeza da qualidade do produto que está adquirindo. Concluindo, amigos e amigas, a moral da nossa primeira história é: não se deixem seduzir pela quantidade de fios e sim por sua qualidade. E para saber sobre sua qualidade, o velho método funciona: peçam para abrir o produto e sintam o toque do tecido, vejam a aparência, a espessura e a qualidade dos fios. Experimentem e comparem. Ainda não inventaram forma melhor de reconhecer um bom produto.

Entenda, fio por fio, de que maneira são produzidos o percal e o cetim de algodão e como identificá-los na hora da compra Por Rafael Almeida

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