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ilustração em embalagens

Ao longo de mais de 10 000

anos, as embalagens evoluíram desde simples formas de transportar e acondicionar produtos para objectos de enorme relevância comercial. Os dias de hoje atribuem-lhe uma série de funções e o cargo de principal intermediário na relação que se estabelece entre o consumidor e o produto. A embalagem afirma-se como protagonista na

comunicação com o indivíduo consumidor. É ela que informa sobre o produto, que expõe o seu carácter. Esta associação é de tal maneira forte que o consumidor não dissocia a embalagem do respectivo conteúdo, considerando-os como constituintes de uma mesma entidade indivisível. Para eles, a embalagem, é o próprio produto. Desta forma, pode-se considerar que a embalagem é, simultaneamente, expressão e atributo do conteúdo. Nesta comunicação, há a assinalar uma função primordial. A de sedução do

cliente. A embalagem tem de atrair, de encantar, de fazer valer o seu produto perante as prateleiras e prateleiras da concorrência. Apenas uma pequena percentagem de produtos vendidos em supermercados estão associados a propaganda massiva, logo, é muito frequente que não exista uma publicidade sustentada por outros meios que não a embalagem. E aqui ela é o único verdadeiro comunicador. E como tal, torna-se um “vendedor silencioso”. Para que este papel seja correctamente interpretado, acumulam-se uma série de considerações a ter na criação de uma embalagem. Para informar, para atrair, para diferenciar, para efectivamente vender, é de extrema importância alcançar um bom design de embalagem. Para consegui-lo são necessários estudos de representação variados a fim de determinar as mensagens qualitativas e quantitativas a transmitir. E neste processo, a ilustração toma uma importância preponderante. O ramo da ilustração está de facto espalhado por en-

tre uma imensa diversidade de embalagens, referentes aos mais diversos produtos, encaminhados aos mais diversos públicos-alvo e nos mais diversos contextos. O diferencial competitivo que a embalagem tem de incorporar, todo o conceito de inovação e distinção que tem de representar, é muitas vezes conseguido pela conjugação adequada de formas, cores, tipos de letras. A amplitude desta área é uma autêntica fonte de soluções para a sempre tão ansiada criação de uma personalidade que conquiste a fideli-


dade do consumidor. A decisão de compra é assiduamente tomada no ponto de venda, no momento em que o consumidor se depara com uma sucessão de prateleiras a abarrotar de caixas. O apelo da embalagem é, por consequência, factor determinante para que o produto seja adquirido. E se em tempos o uso de uma cor mais garrida ou uma figura mais amigável bastava para chamar a atenção dos compradores, na actualidade, é

preciso bem mais do que isso. São necessárias estratégias de imagem muito bem planeadas. A consciência de que a embalagem vende é mais do que evidente e as preocupações em torno desse facto crescem como um investimento crucial. A ilustração de embalagens tem, então, de assegurar uma correcta comunicação produto-consumidor, mediante as perspectivas da concorrência que tem de poder ultrapassar, fazendo uso de todo o seu potencial. A pesquisa realizada procurou recolher

exemplos variados, reflectindo não só a diversidade de áreas como também exemplos de grande criatividade onde é notória a importância do ramo da ilustração na concepção de embalagens:

comida. O sector alimentar

é de uma variedade extrema. Massas, molhos, batatas fritas, bolachas, congelados. Todos eles têm de emanar o melhor dos apetites e muitas vezes fazem-no tirando partido da imagem. bebida: refrescos, bebidas da noite, vinhos prestigiados. Os recipientes destes produtos servem-se frequentemente da imagem para seduzir, quer para satisfazer a sede colorida de Verão, quer para acompanhar o prestígio de bebidas refinadas. higiene e estética: num mercado essencialmente direccionado a mulheres, o factor visual conta muito. Desde a essencial pasta de dentes à glamourosa maquilhagem, a ilustração das embalagens requer-se à altura dos atractivos aromas, sabores e texturas. tecnologia: numa área em que a novidade é um conceito em constante renovação, é preciso que

a embalagem se encaixe na inovação protagonizada por cada telemóvel, cada programa informático ou cada jogo de computador. sacos e caixas: seja qual for o produto, os sacos e caixas são formas divertidas de tirar partido do poder da imagem.

Em suma, como

objecto que representa simbolicamente o produto e num cenário tão competitivo a embalagem tem na ilustração uma forte estratégia para alcançar a comunicação que pretende.

Graça Bilelo 33133 Ana Sousa 33295

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