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Círculo do Graal

2012

Alma Lusa

TEMPOS DIFÍCEIS

* OS FATORES DE DECADÊNCIA DECADÊNCIA

O luxo, o ceticismo, cismo, o cansaço e a superstição, superstição, são constantes. A civilização de uma época torna-se torna se o esterco da próxima! Cyril Connolly Connol

* Artigos generalistas sobre o comportamento do homem face à crise de valores da sociedade política, económica e espiritual.

PORTUGAL


Tempos difíceis

TEMPOS DIFÍCEIS De crise em crise a Humanidade evolui e faz História!

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INDICE

Introdução ……………………………………………………….. Pág P 04 01 – As Flores da guerra …………………………………………… ……… Pág 05 02 – Eras foram, Eras virão ………………………………………. ……………………………………… Pág 09 03 – Esperança ………………................................................ ………………... .............. Pág 13 04 – O Homem está só? …………………………………………… ………. Pág 17 05 – De crise em crise ………………………………………………… …………… Pág 19 06 – Tempos difíceis ………………………………………………….. …………….. Pág 22 07 – Espiritualidade e política ……………………………………… …………………………………… Pág 25 08 – Arrogância ………………………………………………………… …………………………………… ……………… Pág 28 09 – Relações interpessoais ………………………………………… …………………… Pág 31 10 – Natureza e consumo ……………………………………………. ……………. Pág 33 11 – Ecologia vs Sustentabilidade ……………………………….. ……………………………… Pág 35 12 – Mitologia …………………………………………………………… ……… ………………………………………… Pág 38 13 – Deuses ou Enteais? Enteais Mito ou realidade? ………………… Pág 41 14 – Religiões …………………………………………………………….. …………………………………………………………… Pág 47 15 – Europa ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… Pág 50 Epílogo …………………………………………….……………....... ……………………………………………. ....... Pág 53

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Introdução

Desde o alvorecer da humanidade que a busca se intensifica na demanda profícua do homem, homem consigo e com a sua espiritualidade. Quem sou? De onde venho? Para onde vou? Por quê? Na nossa contemporaneidade temos um manancial de informação vivencial histórica que pode e deve ser utilizado para a construção de um mundo melhor, numa sociedade mais equilibrada, isenta de maus pensamentos e outros estados de alma que já não se sujeitam sujeita à evolução do indivíduo indiví como tal. A ligação com a sua espiritualidade, apesar das muitas intolerâncias, crenças e descrenças, não foi cortada, e o tempo se encarregará de consolidar a vontade e a lei do Criador,, naturalmente. naturalmente O homem está só neste trabalho trabalho de Sísifo? Estará?

Alma Lusa

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As flores da guerra *

Eis que o semeador saiu a semear. E, quando semeava, uma parte da semente caiu ao pé do caminho, e vieram as aves, e comeram-na; comeram e outra parte caiu em pedregais, onde não havia terra bastante, e logo nasceu, porque não tinha terra funda; mas, vindo o sol, queimou-se, queimou e secou-se, se, porque não tinha raiz. E outra caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram, e sufocaramsufocaram na. E outra caiu em boa terra, e deu fruto: um a cem, outro a sessenta, sessenta e outro a trinta. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. Jesus (Mateus 13, 3-9)

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Os valores humanos não se medem pelas ações e comportamento de uma vida¹.. Pessoas frívolas e com baixo índice de cultura cívica podem dar exemplos de abnegação e amor ao próximo, que muitos que praticam os bons costumes e se impõem regras de conduta não seriam capazes em tempos de guerra e outras calamidades, teatros humanos onde se despem os preconceitos e outros artifícios comportamentais; a nu está o ser humano diante da d realidade efetiva! O comportamento humano é imprevisível e, e por consequência, consequência insondável, ele contém o fruto do universo, a espiritualidade, que germina nos campos da materialidade por onde peregrina², peregrina com seus afetos, criadores de emoções e sentimentos, conflitualidades inerentes ao desempenho do livre-arbítrio, livre arbítrio, misto de progresso e evolução na boa vontade, tão só, assim deveria ser!³. ser! A história tem exemplos aterradores de genocídios que mancharam a mácula da espiritualidade humana [e não são poucos], relegaram o homem para o nível mais baixo da Criação e viceja em campo escuro, alimentando cada vez mais esse ensejo. Nem só de pão vive o homem, mas também do alimento para a alma que o lançará para fora do lodaçal onde se envolveu, tão logo seja capaz dee se livrar dos muitos liames que ainda o sufocam em questiúnculas e atitudes meramente intelectivas, imbuídas de falsa espiritualidade, hipocrisia farisaica que domina e esconde no seu colo o sono de Morfeu, com face beatífica e atitude repousante. Diantee de situações de verdadeiro sofrimento humano, sobrepujam-se se aqueles que, pela sua vida difícil e mundana [ou fácil, também os há], poderiam passar incólumes, já que a experiência da vida assim os ensinou, no entanto, detêm-se detêm ante a dor e a necessidade de de auxílio do seu próximo e agiganta-se agiganta no seu íntimo o que de mais belo têm, a espiritualidade altruísta. São estes exemplos que a história da humanidade não regista, acabam por se http://circulodograal.pt

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perder na voragem das calamidades e dos muitos martírios humanos, exemplos anónimos que valem mais do que muitas flores bem-nascidas, a que a vida reservou um berço dourado, não souberam ou não quiseram, pelo facto de terem merecido uma graça, aproveitar o seu património espiritual para auxílio e amparo do seu próximo; porque assim assim o Senhor clama pela misericórdia, que na consumação da lei da Reciprocidade alivia a dor e dá alento para uma nova vida a quem em verdade o ansiar, chamas bruxuleantes que brilham no caos escuro da ignomínia humana, humana onde tantos outros se perdem⁴. perdem A análise lise histórica ao passado do património e legado da humanidade não nos deixa dúvida quanto ao comportamento passado e futuro da mesma, já que os sentimentos e afetos prevalecem na alma humana, num misto de ansiedade e prossecução de objetivos. É este o nosso so valor e é este o nosso porvir, cumprir o destino que Deus fez num ciclo eterno de fazer e desfazer de ações e comportamentos, até té que, cumprida a peregrinação sejamos absorvidos à vida eterna num misto de nirvana que nos acalentará a espiritualidade de eternidade em eternidade, em evolução permanente. Não é fácil contextualizar a sociedade humana numa simbiose de progresso e sustentabilidade, se a evolução espiritual e boa vontade assim não o entenderem. Enquanto o individuo mantiver e alimentar a sua complexa omplexa espiritualidade em desequilíbrio, jamais o altruísmo poderá exercer o papel que lhe cabe no atuar humano na compensação do egoísmo. “A existência terrena deve ser realmente vivenciada, se é que deva ter uma finalidade. Somente o que for experimentado experimentado no íntimo de modo vivencial em todos seus altos e baixos, quer dizer, sentido intuitivamente, vamente, torna-se torna algo próprio⁵.”

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* Invasão da China pelo Japão em 1937; o massacre de Nanquim. Realizador: Zhang Yimou, 2011. Filme. ¹ Essa livre resolução precedeu cada ação de retorno, portanto, cada destino! Com cada querer inicial o ser humano produziu e criou algo, no qual ele mesmo, mais tarde, em prazo curto ou longo, terá que viver. É, no entanto, muito variável quando isso ocorrerá. ocorrerá. Pode ser ainda na mesma existência terrena em que teve início esse primeiro querer, assim como também pode ser depois de despir o invólucro de matéria grosseira, já portanto no mundo de matéria fina, ou então ainda mais tarde, novamente numa existência existênci terrena na matéria grosseira. (Mensagem do Graal, Dissertação O Destino-Vol. Destino II) ² Parábola do semeador: Mateus 13, 1-23 1 ³ Cada intuição forma imediatamente uma imagem. Nessa formação de imagem participa o cerebelo, que deve ser a ponte para domínio do corpo. É aquela parte do cérebro que vos transmite o sonho. Essa parte se acha por sua vez em ligação com o cérebro anterior, de cuja atividade se originam os pensamentos, mais ligados ao espaço e ao tempo, e dos quais, por fim, é composto o raciocínio! (Mensagem do Graal, Dissertação Intuição-Vol. Intuição II) ⁴ Muitos se assustam com isso e temem aquilo que segundo essas leis ainda têm m que esperar de outrora, nos efeitos retroativos. No entanto, são preocupações desnecessárias para aqueles que levam a sério a boa vontade, pois nessas leis automáticas reside também ao mesmo tempo a segura garantia da graça e do perdão! (Mensagem do Graal, l, Dissertação Destino-Vol. Destino II) ⁵ Mensagem do Graal, Dissertação O Mistério do Nascimento-Vol. Nascimento Vol. II

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Eras foram, Eras virão! A realidade é séria e inexorável. Os desejos humanos não podem, a tal respeito, provocar alterações de espécie alguma. Férrea se mantém a lei: “Aquilo que o ser humano semeia, colherá multiplicadamente!” Abdruschin

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Dois milénios de história condicionaram a humana vontade na sua evolução comportamental e civilizacional. Anseios que a história registou em clamores débeis dos desvalidos e gritos desvairados dos poderosos numa simbiose egocêntrica de evolução cultural e espiritual. Apesar de tudo o homem evoluiu no pensamento, iluminou-se iluminou no conhecimento, desbravou o oceano largo e a sua capacidade neural, saiu iu da época das trevas para a época das luzes, agigantou-se agigantou na sua formação… e manteve-se manteve em desequilíbrio! Entranhámo-nos nos na Era da Religião desfiando as contas de um rosário de atitudes beatíficas, condicionámos o conhecimento e a ciência em prol da condução condução das almas para o caminho da construção do Reino de Deus na Terra; numa mão a espada, na outra o livro sagrado, evangelizamos povos para sustento da nossa visão religiosa e dos nossos desejos e anseios, sempre no cumprimento do dever e em boa vontade. Tornaram-se se poderosas as organizações eclesiásticas deste e do outro lado, moldaram-se moldaram se civilizações e povos, nasceram impérios, a Terra ficou mais pequena na proximidade humana. A intolerância, em nome de uma causa justa, sentou-se sentou se no trono da ignomínia e reinou. Mas a humanidade não se conformou e as grilhetas da história rebentaram. A Era da Razão nasceu, opulenta no seu conhecimento e filosofias e os protagonistas de outrora foram relegados para plano secundário, minimizados e com novo olhar para os novos novos tempos, perseguidos mas não derrotados. Vibra a Razão, o conhecimento, a intelectualidade, a ciência faz escola nos laboratórios, a filosofia floresce, a economia desponta em novos preceitos liberais, a tudo a luz da Razão ilumina: “Liberdade, Igualdade, Igualdad Fraternidade”. Onde fica a espiritualidade? http://circulodograal.pt

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Este grito de esperança desvanecer-se-á desvanecer á lentamente nas filosofias do iluminismo, liberalismo, socialismo, que não tiveram a capacidade de construir uma sociedade equilibrada para sustento do homem entre a religião religião e a ciência; castraram a espiritualidade do homem em nome da Razão, liberalizaram a economia em nome do progresso, socializaram em nome da igualdade, e o que resta hoje dos anseios filosóficos dos visionários do passado, prenhes de esperança e utopia? Uma sociedade tecnologicamente evoluída e frágil, uma economia relegada ao lucro excessivo e ao poder, cheia de desperdício, um brutal atentado à natureza para satisfação de anseios egocêntricos e uma classe dirigente igual à que tinha sido destronada em nome da liberdade, da igualdade e fraternidade. A transparência ficou ofuscada pela opacidade do ser humano intelectualizado e desprovido de espiritualidade. Se a Era da Religião não ajudou a humanidade a encontrar o caminho do equilíbrio e bem-aventurança bem a do homem em sociedade, tão pouco o conseguiu a Era da Razão. A obscuridade espiritual continua o seu penoso caminho arrastando as grilhetas da sua vontade… Dois mil anos se passaram, duas eras emolduraram a humanidade e o seu anseio de construir uma sociedade sociedade justa e equilibrada. Virá a Era da Espiritualidade e o anseio do homem, experimentado com as suas ações do passado como património inalienável, tomará nova forma e brilhará qual farol em noite tempestuosa. ¹“O passado foi religioso e anticientífico; anticientífico; o presente é científico e antirreligioso; o futuro será religioso e científico.” Não se tornarão vãos e vazios de sentimento e ação os pensamentos profundos que nos conduzem ao equilíbrio, “o que semeares colherás”, “ama o teu próximo como a ti mesmo” e tantas outras asseverações que nos dias de hoje são badaladas frequentemente, sem emoção, de modo intelectivo e oportuno. http://circulodograal.pt

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O respeito pelo meio ambiente, o trabalho em prol da comunidade, a educação cívica e intelectual, não serão uma imposição por força dee lei ou de práticas egocêntricas, mas um atuar de modo natural, quão natural é o correr da vida. O homem não pode ser separado da sua espiritualidade por filosofias religiosas ou o liberais, é integrante do eu, é ele como ser espiritual que peregrina nas planícies planícies na procura incessante do seu destino, no cumprimento do Graal! Uma nova realidade, uma nova geração, uma nova Era. ²”Não está longe a hora em que os seres humanos terão que reconhecer que não será difícil viver de maneira diversa de até agora, conviver viver em paz com o próximo! O ser humano tornar-se-á tornar lúcido porque lhe será tirada por Deus toda a possibilidade do atuar e do pensar errado de até agora.” Eras foram, Eras virão… e o ciclo do homem cumprir-se cumprir se-á na Lei e na Vontade!

¹ Ernest Renan ² Na luz da Verdade - Mensagem do Graal, dissertação “Vê o que te é útil” – Volume III

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03

Esperança

“ Enquanto houver sobre a Terra alguém que procure levantar o Céu, quer dizer, implantar um pouco de bondade e de beleza sobre a Terra, restabelecer equilíbrios, perdoar ofensas, respeitar o “Céu”, renunciar ao poder, plantar uma árvore e regá-la regá la todos os dias, vibrar com uma cantata de Bach, arriscar a vida para matar a fome a alguém, comover--se se com o riso de uma criança, sentir-se sentir interpelado elado pelo mistério de Jesus Cristo no Getsémani como Aquele que carrega os pecados do mundo – enquanto houver alguém que teime em entregar-se entregar se à Vida, sem pensar em si mesmo, mas tendo em mente os seus semelhantes – não é insensato manter a esperança. “ José Mattoso

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Enquanto houver esperança, o ser humano dará mais um passo na longa jornada, que é a sua vivência experiencial, no sentido da vida individual e nos equilíbrios da vida em comum. Um manto de névoa cobre a sociedade dos homens na época atual, nada de extraordinário, já que, em tempos idos, outras épocas de nevoeiro obscureceram a nossa visão humanista e o sofrimento se abateu sobre nós; no histórico da sabedoria popular, podemos usufruir do seu património cultural e educacional, “não há mal que sempre dure nem bem que não acabe”. Sabemos ser fortes diante das muitas adversidades com que a vida nos contempla, dos muitos sofrimentos que nos afligem, das injustiças com que nos deparamos, perante situações verdadeiramente complexas, doenças, calamidades, calamidades, guerras, pobreza e um rosário de outras aflições… “ No dia em que eu clamei, escutaste-me; escutaste me; alentaste-me, alentaste fortalecendo a minha alma. ” Salmos 138 – 3 A viragem do século trouxe um (des) ajustamento aos fatores socioeconómicos criando estados de tensão, suscetíveis na mudança; mudam-se se os tempos, mudam-se mudam se as vontades. A globalização dos mercados e o seu enquadramento a nível social e produtivo acentuou a fraqueza de regiões, antes prósperas e agora em crise, e o crescimento de outras, antes pobres e agora prósperas, mas não eliminou a fome, o empobrecimento e o sofrimento inerente, os fatores sociais são ajustados ao ritmo de políticas liberais e egocêntricas ricas com a premissa de que só os capazes podem evoluir no sistema, os outros… são sustentáveis. Qualquer mudança traz consigo o bloqueio do novo, os poderes instituídos movimentam-se movimentam se no sentido de não permitir alterações ao seu status quo, só o tempo e a perseverança poderão permitir a http://circulodograal.pt

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mudança, sem violência, do velho para o novo sistema; as alterações climáticas, o controlo dos bens naturais, tal como a água e o petróleo, o controlo financeiro do dinheiro, a má repartição da riqueza, a degradação do ambiente, ambiente, a violência organizada, tais são os pontos de conflito latente no milénio que ainda agora começou. As assimetrias entre povos e no próprio povo geram conflitualidades que nos conduzirão a um quadro de instabilidade social que a qualquer momento pode explodir explodir em caos incontrolável. As medidas de ajustamento orçamental na governação e adaptação aos novos desafios levam a criar ondas de pobreza entre os desvalidos que do pouco que têm muito lhes é tirado. E os senhores do mundo, acantonados nos seus sistemas sistemas de gestão, analisam situações de recurso para este quadro, a fim de manter os contribuintes em estado socialmente aceitável e estável, até lá, a ignomínia permanece. Entretanto, os senhores da politica e finanças fazem os seus jogos de poder e domínio,, que em tempo levaram os países ao estado em que agora se encontram, e o povo paga os desvarios dos poderosos, ontem e hoje, e o futuro? Valerá a pena perguntar pelo futuro? Certamente que sim, porque há esperança… e onde houver equilíbrio será restabelecida restabelecida a paz e o progresso no cumprimento do dever e cultivo da beleza! “ O fruto do justo é árvore de vida, e o que ganha almas, sábio é. Eis que o justo é punido na Terra; quanto mais o ímpio e o pecador. ” Provérbios 11-30,31 30,31 O quadro que se depara à humanidade humanidade não tem cores bonitas, estão empalecidas pela ação do tempo, tempo apocalítico, não no sentido escatológico, mas na realidade dos acontecimentos! Perante este quadro, sentimo-nos sentimo nos frágeis e abandonados, injustiçados e duvidosos... A sustentabilidade sustentabilidade do sistema político, económico e social, deve introduzir uma nova variável na equação, o altruísmo, e o valor x, como resultado, certamente será diferente, http://circulodograal.pt

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mais equitativo e equilibrado, enquadrado nos parâmetros das leis naturais que só dando se pode receber. re No olhar de uma criança, descobrimos o futuro e sentimos esperança; ao passar a invernia, descobre-se descobre se o desabrochar da natureza e o sol brilha mais quente, sentimos esperança; no consolo do nosso semelhante, companheiro de aflição e alegrias, sentimos sentim esperança… Enquanto o sol raiar no horizonte, dia após dia… dia após dia sentiremos a esperança de um novo começo, de um novo dia. “ Olhai para os lírios do campo, como eles crescem: não trabalham, nem fiam; e eu vos digo que, nem mesmo Salomão, em toda a a sua glória, se vestiu como qualquer deles. “ Jesus Enquanto o homem peregrinar nas planícies da matéria com o olhar no céu, haverá esperança… e o horizonte será a meta!

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O homem está só?

Aqueles que não podem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo. George Santayana

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Na sociedade de hoje as palavras mais comuns e que traduzem toda uma preocupação e nova cultura são a democracia, laicismo, finanças, bolsa, ecologia, desenvolvimento sustentável, toda uma cultura virada para o desenvolvimento material; onde está a palavra Deus nesta sociedade? Foi confinada aos templos e nos templos é pregada, dissociou-se dissociou se do quotidiano humano preocupado com a sua sustentabilidade material. Mesmo os homens que tratam dos assuntos da da sociedade não pensam em Deus na sua vida diária, relegam-No relegam No para o culto dominical. Atitude que não lhes faculta o sentido de amor ao próximo e da promessa de entrega e louvor Àquele que o criou e o alimenta com a Sua Obra e Vontade. A história revela-se no passado, e no presente o homem podia tomá-la la como exemplo para não repetir os mesmos erros. O que o faz caminhar nessa direção? Repetir a história no que ela tem de pior? O que o faz perseguir e repetir ações que não surtiram efeito no passado e que se pautaram sempre por desastres para si e para os seus povos? A loucura? Somos loucos! A ignomínia? Somos pérfidos! Quando o homem esquece ou ignora a história os erros repetem-se, repetem não esqueças o passado para não repetir os mesmos erros. O homem está só e só enfrenta os desafios da sociedade que pesam na sua alma como o trabalho de Sísifo. Ele não será capaz de vencer tão árduo trabalho, ele precisa de ajuda, e tem-na, tem na, dentro de si, a sua espiritualidade, falta-lhe falta lhe a ligação humilde com as centrais de força que estão à sua disposição, com os fiéis servos do Altíssimo disponíveis para seu auxílio nesta grande empresa, basta pedir; pede e ser-te-á á dado! Construir o presente com conhecimento do passado para memória futura!

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De crise em crise…

“De crise em crise a Humanidade evolui e faz História!”

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O homem, por força da sua natureza, é um ser sociável, a liberdade, fruto do livre arbítrio, é a ferramenta certa para a sua evolução como ser criativo, nas artes, nas ciências, na política… política a livre expressão e o caudal do pensamento permitem que o homem evolua no Conhecimento. A espiritualidade molda o comportamento primário e aprimora-o aprimora no sentido da sensibilidade e refinamento do trato, é uma conjugação importante que define o estado do ser, a espiritualidade e o raciocínio como um todo, atuando atuando em benefício e equilíbrio, assim fomos criados, assim seremos até ao fim dos tempos, no cumprimento da Vontade do Altíssimo. A sobreposição de um destes estados, espiritual e material, em relação ao outro, utro, traz consequências trágicas fruto do desequilíbrio implantado, criando sociedades totalitárias e fundamentalistas, amordaçando a livre expressão individual, seja na política ou na religião. O raciocínio frio passa a dominar, o egoísmo toma contornos epidémicos, as ações ações de domínio, a falta de respeito pela dignidade humana e a hipocrisia dominante de quem, “de barriga cheia, fala moralmente sobre a fome!”. As sociedades constroem-se constroem se com modelos políticos e económicos baseados na produção e consumo, capital capital e trabalho, numa relação conflituosa e desequilibrada, riqueza em excesso para uns, controlo de ganhos para outros, miséria e incerteza para a maioria. Manipulação e influências, falta de conhecimento e de cultura, falta de tudo. Passo a passo, devagar, devagar, mas firme, a sociedade humana caminha para o descalabro; excedentes de produção consomem as matérias-primas, primas, e cada vez mais a máquina do consumo exige novos produtos num ciclo interminável de satisfação altamente inflacionado. Povos industrializados alimentam-se se de povos deficitários, compram as suas riquezas naturais, transformam-nas transformam e geram riqueza, criadoras de desigualdades e beneplácito de http://circulodograal.pt

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futilidades. De crise em crise a Humanidade evolui e faz História. O passado ensina a sua história… a Humanidade Humanidade não aprende com os seus erros e a História repete-se! repete Entretanto, aparecem os arautos da salvação na crença; condutores de almas em alta voz apregoam os benefícios do seu culto e utilizando as modernas ciências de gestão comportamental humana, recrutam am mais e mais crentes para a causa, desvalidos e necessitados de esperança, de salvação. Intolerantes, praticam uma guerra surda de influências e medos. Novamente a manipulação dos anseios e dos medos daqueles que, desorientados, procuram auxílio e estendem em a mão a quem lhes oferecer ajuda, a fé, essa, vem em segundo lugar. A procura da Verdade e de valores perenes ficaram soterrados na ânsia de poder e domínio, necessidade e medo, em tudo grassa a mentira e a ilusão. No nevoeiro dos pensamentos clamam vozes vozes débeis… Senhor, onde estás? A verdadeira fé está no espírito humano consoante o nível de confiança que ele depositar na sua crença. A intranquilidade espiritual absorve energias e incentiva ao confronto ideológico e intolerância, fruto da falta de confiança. confiança. Na diversidade está a diferença e na diferença a avaliação do conteúdo. Deve cada um seguir o seu caminho no cumprimento da Vontade do Altíssimo e cultivar na diferença e em respeito a sua cultura. Em prol da Paz, do Conhecimento e da Verdade, levantem ntem os olhos ao alto… e peçam auxilio!

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Tempos difíceis!

Decorrente da lei eterna, uma força obrigatória de expiação inalterável pesa sobre vós, a qual nunca podereis passar para outros. O que carregais mediante vossos vossos pensamentos, palavras ou ações, ções, ninguém mais, senão vós próprios, podeis resgatar! Ponderai bem, pois de outro modo a Justiça Divina seria apenas uma vibração oca, reduzindo tudo o mais consigo a ruínas. Abdruschin

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A Humanidade está a passar por tempos difíceis! Os empregados perdem os seus empregos e vão engrossar as fileiras dos que dependem da Ação ção Social; os empregadores fecham as suas empresas aumentando o número de falências ou tomam medidas restritivas para manterem os postos de trabalho; as igrejas continuam a pregar as mesmas palavras repetitivas, clamando por mais fiéis, apáticos e chorosos, mas obedientes no cumprimento dos dogmas; os políticos procuram soluções para debelar a crise e manter a coesão social, evitando assim as manifestações populares de desagrado agrado e indignação, mais ou menos hostis, que, indubitavelmente vão despontar. De quem é a culpa desta crise? Do sistema ou dos que o mantém a funcionar? *”Nem ”Nem empregador nem empregados têm culpa disso, nem o capital nem a sua falta, nem a Igreja nem o Estado, tado, nem as diferentes Nações, mas tão-somente tão somente a sintonização errada das pessoas, individualmente, fez com que tudo chegasse a tanto!” Abdruschin. Os homens alimentam o sistema com ganância e despotismo e perdem o seu controlo! Os sistemas são, de base, exequíveis e bons para a sociedade, trazendo progresso e bem-estar, bem estar, educação e cultura, tolerância para retificar desvios e adequá-los adequá los aos preceitos do amor ao próximo. Quando o ser humano é dominado pela ganância introduz uma variável no sistema que traz desequilíbrio e desordem. É a vontade do ser humano, individualmente e no coletivo, que faz com que o sistema progrida favoravelmente ou não; as lutas politicas que sustentam a fraude e a corrupção, com discursos humanistas e sempre a falar do bem-estar bem das populações, são o que de pior a hipocrisia humana consegue criar, a desigualdade e a falta de equilíbrio nas relações humanas, http://circulodograal.pt

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profissionais, politicas etc., levam a que o sistema, mais tarde ou mais cedo imploda. A culpa é do ser humano, por não procurar procura o sentido da vida, da verdade e do amor, se assim fora, certamente teríamos uma sociedade diferente. O querer saber melhor do que o outro, o ter sempre razão, defender altos valores como se de um clube se tratasse, tratasse, conduz o ser humano para o caminho da intolerância intolerância que tanto mal faz, tanta dor provoca e que nos priva da liberdade, bem precioso que nos foi outorgado pelo Criador no livre arbítrio. Animem-se se os desvalidos porque à responsabilidade ninguém se furta e a Justiça Divina cumpre-se cumpre inexoravelmente. Profetas trouxeram para os seus povos, em épocas certas e diferentes, uma doutrina de tolerância e amor, transmitida conforme o seu estado de evolução; que fizeram os seres humanos dessas dessa doutrinas? Criaram religiões com os seus dogmas e introduziram introduziram filosofias e complexas teorias intelectivas que ensombram esses mesmos profetas, fecharam as suas portas uns aos outros e alimentam no seu seio a intolerância em nome do Altíssimo; sacrilégio! A História tudo regista e o tempo tudo guarda! “Pai perdoai-lhes, lhes, pois não sabem o que fazem!” Culpados? Somos nós, humanidade. Perante o tribunal Divino, só nos podemos considerar: culpados!

* Excerto da dissertação “Pai “ perdoai-lhes lhes pois não sabem o que fazem! “ da obra “Mensagem do Graal”, Na Luz da Verdade, volume II de Abdruschin.

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Espiritualidade e Politica

Faz, eu te peço, Senhor, que saboreie por amor o que saboreio pelo conhecimento; faz que sinta pelo afeto o que sinto pela razão. Anselmo de Cantuária

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Espiritualidade é o caminho que o homem tem que seguir para alcançar a bem-aventurança, aventurança, o Paraíso, sua Pátria, de onde veio e para onde deve voltar. Este caminho não pode ser desvirtuado pelo homem e suas ações sem sofrer as consequências inerentes por força da Lei, ninguém foge ao seu destino. Fazemos parte da Espiritualidade porque de origem espiritual somos, é um caminho natural a percorrer em consciência, conhecimento e em Equilíbrio. Na espiritualidade cumprem-se, cumprem rigorosamente, amente, as Leis do Altíssimo, o Reino de Deus, esse reino que na oração pedimos “Venha a nós o Teu Reino, seja feita a Tua vontade assim na Terra como no Céu”. Religião é um conjunto de ditames, dogmas e outras convenções cuja estrutura foi organizada pelo homem para regular a sua espiritualidade. Tem como pressuposto principal interpretar as Leis do Altíssimo e fazê-las fazê las cumprir. Aqui, ao invés da Espiritualidade, entram em campo os pensamentos e as interpretações próprias do ser humano para condução do seu semelhante conforme a sua vontade e proveito, seja individual ou no benefício da estrutura eclesiástica, por arrogância ou desconhecimento, dando origem a descontentamentos e dissensões cuja base está no desequilíbrio. Política é um conjunto de ações que visam regular a convivência em sociedade e a sua organização a níveis estruturais e educacionais. A organização é necessária para o bom funcionamento das instituições. O homem por si desenvolve as estruturas e cria as leis que irão regulamentar esta convivência, de ordem prática e material, fruto da sua vontade e dos interesses que, entretanto se instalam. O homem está só nesta tarefa, por vontade própria, a espiritualidade é relegada para plano secundário e a religião, cujos interesses são semelhantes, é combatida como concorrente ao poder e, por consequência, separada do Estado pela via constitucional, política para um lado, religião para o outro. Assim, as leis do Homem, embora com base de equidade e valores humanitários é fria, cega e permeável na sua constituição a ser http://circulodograal.pt

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defraudada pelos seus executantes em favor das classes superiores, endinheiradas digamos, mas com base legal, as classes inferiores, indigentes digamos, olham para a lei, receosas, porque esta é pesada para si e os conhecedores da lei não se dão ao trabalho da defesa consistente que deveriam ter, apesar de a lei ser tendencialmente gratuita, porque aos poderosos tudo é permitido. O mesmo se passa na saúde e na educação, educação, imperam os valores da sociedade, dita democrática e como antes, os senhores e os plebeus ou, melhor dito, a mão-de-obra, mão essa mão-de-obra obra que cria a riqueza com as suas mãos calejadas para que os senhores possam ter brancura e finura de pele, rendas e outros outros predicados que os diferenciam. Se a educação e o ensino fossem de início ministrados às gerações mais novas com base na evolução cultural e cívica, essas diferenças atenuar-se-iam iam e a sociedade seria mais equilibrada. Mas, como no passado, porque o passado assado faz História, a ambição domina a alma humana degradando a sua espiritualidade e as consequências farfar se-ão ão sentir duramente, como dantes. Substituímos a espiritualidade e o amor pelo materialismo e pela ganância. Por mais democráticas que sejam as sociedades, sociedades, nunca irão terminar os desmandos dos homens, pela simples razão que todos aspiram ao mesmo, dinheiro. A separação da religião da vida política trouxe maior equilíbrio a ambas as instituições, já a separação da espiritualidade da vida do homem não o lhe trouxe equilíbrio nem paz.

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Arrogância

Mateus 6-28,29. “Olhai para os lírios do campo, como eles crescem, não trabalham, nem fiam; E Eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.” Jesus

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Esplendorosa e magnífica é a obra do Altíssimo, as Suas leis regem as Criações em harmonia e equilíbrio em sua evolução. Altas montanhas de branco vestidas,, vales profundos em aromas de verde, etéreo vibrante em azul iluminado. Correm rios, nascem cascatas, na procura incessante incessante do abraço amigo do profundo oceano longínquo, o que esconde no seu seio a arte e segredos que o vento sussurra às montanhas, montanhas e as montanhas nada nos diz. diz E o paraíso circula nos céus de Éfeso, bola azul no espaço negro, acompanhada mpanhada de séquito de luz no caminho para o infinito… na Vontade de seu Criador. Pequenas e grandes obras formam o Planeta, moldadas por mãos diligentes de pequenos e grandes mestres, morada morada de muitos, por muitos amada! Tudo vibra em uníssono e sincronia em Sua Vontade e no labor de Seus servos. Como pode a criatura humana, parte integrante desta obra, enclausurar por arrogância, as Leis do Criador em dogmas e opiniões próprias, formando as suas igrejas e os seus séquitos, pavoneados na sua liderança, seguidos seguidos de filas intermináveis de fiéis vazios de querer e bom entendimento. Olhar evangélico, na ponta da língua desfiam capítulos e versos dos seus livros sagrados, interpretados por muitos e mal compreendidos por outros tantos. E assim, estão divididos, pregando pregando o mesmo mestre, a mesma Palavra, mas com a intenção própria do bom entendimento que é o seu. Arrogância de mão dada com a boa intenção. Na fala do povo, “de boas intenções está o inferno cheio”, cheio” e estes são mais que muitos. Assim estão a generalidade generalidade dos fiéis… vazios de espírito, sagazes de entendimento! E a natureza segue o seu percurso indiferente a este estado de coisas e de gentes: Venha a nós o Teu Reino, seja feita a Tua Vontade, assim na Terra como no Céu… clamam os humildes, em devota prece prece e outros sem nada compreender! http://circulodograal.pt

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Memórias de tempos ancestrais que do passado clamam por liberdade, agigantam-se agigantam no o presente para a remissão de ações, a fecha-se se o círculo, repõe-se repõe a verdade. Humildade e verdadeiro amor ao Altíssimo, o caminho que deveria ser!

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Relações Interpessoais Interp

“Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas, estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas, naquele que me fortalece.” Epístola de Paulo aos Filipenses (4; 12, 13)

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A nossa preocupação diária com os nossos afazeres, manter o emprego, porque o desemprego é uma “praga”, subir na carreira profissional, mesmo que às custas de algum colega, correr para o nosso meio de transporte e fundirmo-nos fundirmo nos no seio da calamitosa rede viária, sentirmo--nos nos sós, no meio da multidão solitária… A angústia e o medo edo dominam o nosso ser e a reação reação natural, nas nossas relações pessoais, familiares, profissionais ou sociais, é a agressividade e a irritação. É um comportamento de hostilidade e ataque ue que caracteriza as pessoas inseguras… A passagem (4; 12, 13) de Paulo aos Filipenses, traduz a nossa evolução pessoal, as diversas fases da vida pela qual, de um modo geral, todos passamos e o último parágrafo “Posso todas as coisas, naquele que me fortalece” fort é o consolo e a força que necessitamos para erguer o rosto, e com dignidade, seguir em frente, olhando para o lado e sorrir para o nosso próximo e com ele construir um mundo novo e melhor.

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Natureza e Consumo

Cumpri e cultivai a beleza! “Não consumas mais do que necessitas, respeita a Natureza!” Ghandi

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Quantas palavras sábias, pensamentos repletos de bembem aventurança, são desprezadas pelo homem, na sua estreita visão dominada pela vaidade e arrogância. Nesta fase de desenvolvimento olvimento da Civilização, a Humanidade deveria ter consciência do mal que está a fazer à Natureza, com o consumo desenfreado e sem regras, com a produção de bens sem qualquer controlo, em nome do progresso e do desenvolvimento económico. É verdade que a tecnologia cnologia trouxe muitos benefícios e bem-estar bem à Humanidade, no entanto, esta mesma tecnologia mal usada, para além dos benefícios que nos trouxe, também nos traz miséria, destruição do meio natural e seus recursos, paisagens desagradáveis cheias de lixo, cursos cursos de água poluídos, chuvas ácidas, etc. … O respeito pela Natureza começa em cada um de nós, o sentido da beleza começa em cada um de nós, o sentido da ordem começa em cada um de nós… Cumpri! Vamos aderir e por em prática o pensamento de Ghandi e respeitar respe a Natureza. Bem-haja haja os que respeitam a morada que lhes foi doada para viver, o planeta Terra.

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Ecologia vs Sustentabilidade

A natureza pode suprir todas as necessidades do homem, menos a sua ganância! Gandhi

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Ecologia e sustentabilidade, palavras recentemente adicionadas à nossa verbosidade e que traduzem o apego do homem à natureza perdido na neblina do tempo. Utilizamos os recursos naturais de modo leviano e descuidado, como se de uma fonte inesgotável se tratasse. Não é assim. Os recursos são finitos. Convém esperar do ser humano uma “ponte” de respeito pela natureza, da qual fazemos parte pela nossa constituição, e usufruirmos dos seus recursos para nosso benefício de modo regrado. A ecologia é defendida por duas vias de atuação: Uma dedicada à natureza na sua simplicidade e beleza e quer mantê-la la tal qual uma adoração enraizada em rituais ancestrais e enquadrar no meio o homem como parte integrante. O progresso tecnológico é, por natureza, um entrave e invasor deste pensamento p e desta postura de vida. Outra dedicada à evolução da sociedade humana por meios tecnológicos e ao uso intensivo das matérias-primas, matérias primas, recursos explorados até à exaustão para alimentar uma máquina produtiva e degradativa do meio ambiente. A necessidade necessidade natural do enquadramento do ser humano na natureza é substituída por imagens relaxantes e música suave nos ecrãs dos televisores e por outros meios artificiais. Pragmaticamente o ser humano procura uma via de consolidação destas duas vias. Não abandonar a natureza, integrar-se se nela, não abandonar o progresso tecnológico mas moderá-lo moderá lo na sua atuação a e desenvolvimento numa ação ação consertada. Procura de meios alternativos de produção tecnológica sustentável sem prejuízo do meio ambiente e do modo de vida do ser humano em sociedade. Quer se trate de uma ou outra convém estabelecer sempre uma “ponte” de equilíbrio:

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Na verdade, as nossas sociedades de evolução materialista, capitalista e financeira, ditas liberais, com o seu séquito de profissionais alinhados nhados de visão fria e calculista em que os números substituem os seres humanos, não permitem devaneios de beleza e espiritualidade mas, tão-somente tão somente o lucro e o crescimento exponencial das suas empresas em detrimento do bem-estar bem do homem. É uma rutura com a ligação do ser humano à sua origem e o crescente enquadramento na evolução tecnológica cada vez mais endeusada. O homem olha para dentro de si e repudia o seu envolvimento natural, desumaniza-se! desumaniza O homem deve despertar para a sua espiritualidade, o seu enquadramento natural no meio ambiente é o caminho, olhar a natureza como o seu lar e respeitá-lo, respeitá lo, olhar para o próximo e partilhar. Esta sociedade seria, certamente, mais humana, mais evoluída e mais integrante. Poderemos então ser chamados infantes de Deus eus e ocupar o lugar na Pátria que nos é devido.

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Mitologia Lucas, 8 -25 E disse-lhes: lhes: Onde está a vossa fé? E eles, temendo, maravilharammaravilharam se, dizendo uns aos outros: Quem é este, que até aos ventos e à água manda, e lhe obedecem? Jesus

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A relação do homem com o seu meio envolvente, conhecido e desconhecido, leva-nos nos a construir imagens fantásticas do que não é percetível ao olho humano e o que é percetível percetível é fruto de imagens prolíferas e exageradas do nosso próprio comportamento. comportamento. Apesar de termos capacidade criativa para construirmos um Mundo melhor e mais evoluído, no respeito pelo meio ambiente, para nosso benefício, no respeito pelo lugar e liberdade do nosso próximo, para nosso equilíbrio, preferimos a violência do domínio domíni sobre o outro, numa manifestação de força e sofrimento, criando sociedades desequilibradas e em permanente estado de alerta. A evolução faz-se se lentamente e á custa do sofrimento e atraso cultural dos povos para enriquecimento de classes, privilegiadas e broncas. O nosso horizonte de conhecimento cinge-se cinge se ao nosso meio material, tal qual antes dos descobrimentos de quinhentos, o conhecimento situava-se situava se na bacia do Mediterrâneo e por falta de mobilidade, o mundo de além era perfeitamente desconhecido. As doutrinas outrinas eclesiásticas não permitiam evolução para além do seu próprio horizonte, mantendo o povo e a cultura numa idade de trevas e desconhecimento. Hoje, não nos mesmos moldes, mas com a intelectualidade desenvolvida, caminhamos passo a passo, devagar, á espera que a ciência nos dê a indicação do caminho, depois de devidamente “pesado, analisado e comprovado”, porque o que nos for dado a conhecimento por outros caminhos, que nos envolvem e do qual somos parte integrante, isso é classificado como crendice barata, espíritos fracos e literalmente iletrados. A espiritualidade está sufocada na predominante ação ação científica do nosso século; como diz o povo, “nem oito nem oitenta”, no passado, a religião dominava sobre a ciência, no presente, a ciência domina sobre re a religião, ambas as épocas criaram desequilíbrios. Na época da espiritualidade, onde a ciência e a religião estarão de mãos dadas, numa perfeita simbiose de Conhecimento, a espiritualidade não sufocará a ciência e a ciência aproveitará os conhecimentos da espiritualidade para evolução além da matéria visível. http://circulodograal.pt

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Quando o homem, como tal, se libertar dos dogmas que o alimentam e sufocam, e livre se lançar no espaço do Conhecimento vai compreender muitos dos avisos e ensinamentos que no passado foram transmitidos em frases simples e imagens, próprias da época e dos conhecimentos de então, dos Universos e da Vida e da complexa estrutura da Criação, que de tão maravilhosa se apresenta de simples entendimento. Libertar a Mitologia do seu cárcere de milénios e entender os supostos deuses, as suas aventuras e desventuras, os seus sofrimentos eternos, a sua proximidade humana no nosso nosso dia-a-dia; dia entender a sua ação ação na construção e manutenção dos mundos, segundo a Vontade do Criador… eis o que devemos fazer! * “Entre as criaturas, espírito e ente, não existe em si na Criação nenhuma diferença de valor. A diferença existe somente na espécie diversa e disso resulta também o modo diferente de sua atuação! tuação! O espírito, que também pertence ao grande enteal, pode andar por caminhos cami de sua própria escolha e atuar atuar na Criação, correspondentemente. ndentemente. O ente, porém, se encontra diretamente tamente no impulso da Vontade de Deus não tendo, portanto, possibilidade alguma de decisão própria, ou como se expressa o ser humano, não tem livre arbítrio. Os enteais são os construtores e os administradores da casa de Deus, isto é, da Criação. Os espíritos são nela hóspedes.” *Obra “Na Na Luz da Verdade - Mensagem do Graal”, dissertação O Enteal de Abdruschin.

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Deuses ou Enteais? Mito ou Realidade? “ Vi por mandado da santa & geral inquisição estes dez Cantos dos Lusíadas de Luís de Camões, dos valerosos feitos em armas que os Portugueses fizerão em Asia & Europa, e não achey nelles cousa algűa escandalosa nem contrária â fe & bõs bõs custumes, somente me pareceo que era necessario necessario aduertir os Lectores que o Autor pera encarecer a difficuldade da nauegação & entrada dos Portugueses na India, usa de hűa fição fição dos Deoses dos Gentios. E ainda que sancto Augustinho nas sas Retractações se retracte de ter chamado nos liuros que compos de de Ordine, aas Musas Deosas. Toda via como isto he Poesia & fingimento, & o Autor como poeta, não pretende mais que ornar o estilo Poetico não tiuemos por inconueniente yr esta fabula dos Deoses na obra, conhecendoa por tal, & ficando sempre salua a verdade de nossa sancta fe, que todos os Deoses dos Gentios sam Demonios. E por isso me pareceo o liuro digno de se imprimir, & o Autor mostra nelle muito engenho & muita erudição nas sciencias humanas. Em fe do qual assiney aqui. “ Frei Bertholameu Ferreira.

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O poema a épico que canta os feitos da lusitana lusitana gente, nos idos gloriosos da época dos descobrimentos, novos mares, terras e gentes, sob os auspícios da Ordem de Cristo, está imbuído de uma geração de deuses, antigos mas vivos no imaginário do poeta, que à época oca se tornava heresia, não fora o censor da santa inquisição ter dado um parecer mui diplomático para que a obra não fosse censurada. Polémica na aceitação da chamada mitologia, chamada, porque à luz da narrativa cristã o que se passava nessa mitologia era er um atentado à dignidade humana, histórias que a mitologia sustentava, um eco contrário ao primeiro mandamento da Lei de Deus, “Não terás outros deuses a Meu Lado! “; assim sustentavam os seguidores dos mandamentos, ciosos dos seus compromissos para com a divindade em público, mas tolerantes no círculo da sua intimidade. Estava mais perto o eco do “faz “faz o que te digo, não faças o que eu faço”. É de estranhar que a pátria da civilização ocidental, Grécia, que tanto contribuiu para o florescimento da cultura europeia e através desta, universal, no campo da democracia, organização e justiça, na filosofia, lógica e dialética, nas ciências, aritmética e astronomia, aceitassem uma religião que, paradoxalmente, contribuía com mitos e superstições na alma culta deste deste povo, com um panteão deveras profícuo. Também é de estranhar que a portentosa Roma que herdou e adaptou a cultura grega ao seu engenho construtivo e organizacional, professasse pelas mesmas vias essa cultura religiosa, que para muitos dos hipotéticos sabedores sabedores das novas realidades da religião não passavam de mitos obscuros de um povo sem horizontes e por tal, merecedores de evangelização.

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Não pertence, contudo, à Grécia e a Roma, o domínio dos deuses, outros povos, distantes entre si, professavam os mesmos mesm deuses, com outros nomes, mas com os mesmos conceitos, culturas diferentes e mitos diversos. É certo que o homem a tudo adultera no cumprimento do seu anseio de poder, também aqui passou o halo nefasto desse mau hábito e a deturpação do conceito de “deuses” ses” e da sua obra foi deturpada por uns e cegamente combatida por outros. Nem por isso o Olimpo dos Gregos ou o Valhala dos Germânicos perdeu o seu lugar na Criação e o seu esplendor no ápice das criações, logo abaixo do Paraíso espiritual, pátria dos espíritos humanos, desempenhando o destino ao qual foi ligado desde tempos imemoriais. O Olimpo permanece o que é e o que sempre foi, independentemente do querer intelectualizado ou anseio do homem, para sustento desta ou daquela via filosófica, que no tempo tem muda segundo a evolução do bem-querer. bem O conhecimento evolui no tempo desmontando conceitos e adaptando as novas gerações a novos conhecimentos, que originam outros conceitos… e assim será sempre o ciclo do conhecimento… Mas nem só de pão vive o homem, e os novos horizontes da espiritualidade esperaram milénios até desabrochar o conhecimento acerca dos supostos deuses que afinal não passam de fiéis servidores do Eterno, contribuindo para a sustentabilidade das materialidades visíveis e invisíveis, senhores senhores dos elementos e da natureza, amigos do ambiente e que para ele trabalham diligentemente para que o homem possa tirar usufruto desse labor e possa ser feliz no seu meio, meio esse, que os humanos tão afincadamente destroem para sustentar as suas sociedades socieda sedentas de consumo cada vez mais célere. O papel do homem na Criação é destrutivo e degradativo, mais do que as histórias da assim chamada mitologia, todos os Deoses dos Gentios sam Demonios, Demonios, mas o seu lugar deveria ser de hóspede amado. Entealidade,, o novo horizonte no Milénio! http://circulodograal.pt

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O Altíssimo a tudo rege com o Seu halo de vida e sustenta todas as Suas criaturas, que no cumprimento de Sua Vontade, cumprem o mandamento, “amai--vos vos uns aos outros” porque no dar e receber está a sustentação da vida e o desenvolvimento desenvolvimento plural da comunidade. Luís de Camões não era cego na sua espiritualidade e a sua obra, Os Lusíadas, é um canto de louvor a todos esses seres que povoam o imaginário dos humanos; saíram do reino da mitologia, da obscuridade, para tomar parte num num teatro universal de verdadeiros acontecimentos, perfeitamente adaptados à sua realidade, cantados em poesia na história de um povo singular que os levou nas suas angústias e naufrágios, amores e conquistas, por esse mundo fora, desbravando os mares que ¹Neptuno Neptuno dominava, protegidos por Vénus bela, afeiçoada à gente lusitana, e por Marte, que da deusa sustentava entre todas as partes em porfia, ou porque o amor antigo o obrigava. Mas o infortúnio também perseguia a lusa gente e o Adamastor, dos filhos aspérrimos érrimos da Terra, qual Encélado, Egeu e Centímano, cobrou em vidas a ousadia de tal gente cantada pelo poeta que assim agradecia às sereias do Tejo: e vós, tágides minhas, pois criado tendes em mim um novo engenho ardente. Vem do fundo do tempo o tempo da deidade, que na aspérrima humana vontade se mescla para novo tempo e que no tempo se perpetua em ciclos eternos de cumprimento da divina Vontade. No Olimpo renasce Zeus no tempo de outrora, tomando novo alento no tempo hodierno, brilha em luz áurea a figura, figu que em vontade cumpre a Vontade do Altíssimo como seu servo, fulgurosos são os raios que emana para condução de seus súbditos no cumprimento de leis universais; brilha Apolo em luz etérea que ao sol confunde a luminescência; Afrodite bela no tempo de agora a que em beleza a tudo ofusca em amor puro e casto; em jardins floridos as hespérides alimentam e cuidam das flores da vida, de seu néctar colhido cuidadosamente alimentam as crianças enteais que despertam, futuras almas que a humana prole em condição geram; g http://circulodograal.pt

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fulgurosos são os raios de Hefesto na construção do portentoso planeta Terra para condição humana, vigorosa conduta no cumprimento da Vontade; Gaia a tudo rege como senhora do planeta Terra, é mãe e devota ao Altíssimo, na sua condução os deuses a tudo do se obrigam. Passado que foi o tempo sobre os tempos, novos tempos se nos afiguram para cumprimento dos resgates do tempo de outrora. È de realçar para *consulta consulta sobre o tema, os livros que valorizam o sentido intrínseco dos “deuses”, numa abordagem mais mai séria e adaptada a uma nova realidade espiritual que percorre universos, aqui, no correr da palavra, os deuses tomam vida e o seu lugar junto aos homens é ressuscitado para uma nova era. Os enteais sempre estiveram presentes, os homens, no seu aparato religioso re e intelectual, desvirtuaram o sentido e circuncisaram o conhecimento sobre estes diligentes construtores e mentores da obra Divina Se até Jesus ordenou aos seres elementares dos ventos e do mar que se acalmassem: ²Ele Ele lhes respondeu: Por que temeis, temeis, homens de pouca fé? Então, levantando-se se repreendeu os ventos e o mar, e seguiu-se seguiu grande bonança. E aqueles homens se maravilharam, dizendo: Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem? Na obra, “Na Na Luz da Verdade - Mensagem do Graal”, Graal o autor, Abdruschin, refere: ³Nisso Nisso jaz a incomensurável grandeza de Deus, Seu Amor, Sua Justiça. Isto é, em Sua obra, que Ele legou às criaturas humanas, ao lado de muitos outros seres, como morada e pátria. A nova Era desbravará o conhecimento da civilização no mais recôndito ser espiritual, num equilíbrio espirito-matéria, espirito matéria, simbiose que se faz necessária para evolução e os caminhos dos universos não se farão desconhecidos, antes abertos por seres prestimosos que no cumprimento da Vontade a tudo conduzirão conduzirão no conhecimento.

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*Consulta bibliográfica: Na Luz da Verdade – Mensagem do Graal de Abdruschin; Editora Ordem do Graal O Círculo do Enteal, Volume III O Livro do Juízo Final de Roselis Von Sass; Editora Ordem do Graal Da atuação dos pequenos e grandes enteais da natureza! 1ª e 2ª parte ¹Lusíadas, canto I, 20;42 – Concílio dos deuses ²Mateus, 8-25;27 Mensagem do Graal, dissertação Culto! Volume I ³Na Luz da Verdade-Mensagem

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Religiões

Entre a tolerância e a intolerância não há conciliação possível. Deus, porém, é um só. O mesmo para judeus, cristãos e muçulmanos. Só Ele tem direito de julgar, e de salvar ou condenar. Querer tomar o seu lugar e matar em seu nome é a pior das blasfémias. A história da humanidade humanidade está cheia de blasfémias. Já é tempo de resgatarmos aquelas que os nossos antepassados cometeram. José Mattoso

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As três religiões monoteístas hodiernas, Judaísmo, Cristianismo e Islamismo, professam a mesma crença no DEUS Único, Senhor e Criador de todos os Mundos, da Criação visível e invisível. Sob diferentes conceitos de Deus, cada uma delas, interpreta-O interpreta com base nos seus interesses, nos seus conhecimentos, no seu(s) profeta(s), ), na sua capacidade e sagacidade intelectual emoldurando-O O no seu contexto contexto de Universo, ou seja, cada uma delas criou-O O à sua semelhança. Arrogância é uma palavra suave para descrever tal devaneio! Como pode um ser criado, como é a espécie humana, construir uma imagem do seu Criador? À semelhança dos nossos conceitos humano-terrenais, terrenais, da nossa ciência e erudição, quisemos construir a imagem de Deus, mas Ele é o Criador e nós somos parte da Sua Criação. Tantas imagens, conceitos, nceitos, erudição, profetas, tantos livros… E tudo isto para quê? Ele é o Senhor dos Universos, Deus Único e Criador, alimentai o espírito com esta alegação e o Universo vibrará em uníssono; fomos criados à semelhança da Sua Imagem, fazemos parte desta Criação como hóspedes amados, façamos para merecer este estatuto integrando-nos nos na grande obra que é a Criação, Criação, vibrando na Sua vontade, evoluindo para a nossa Pátria, para onde Ele nos conduzirá se seguirmos o caminho. Religiões, sinal de separação e hostilidade entre os homens, quando o caminho para Deus se apresenta à nossa frente de modo simples e visível, não o há necessidade de erudição e conhecimentos secretos, meandros escuros da alma que a sacrifícios obriga; sacro e mundano é uma expressão que separa a divindade e sua atuação e a humanidade e sua atuação, no entanto, esta atuação não é divisível, ela é una,, porque a Criação também o é! http://circulodograal.pt

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Tempos difíceis

Paremos um momento na nossa correria do dia-adia -dia, temos tempo, a vida de hoje é complicada, é verdade, no entanto podemos dispor de um momento para pensar no Criador e em nós! Somos uno com Ele e Sua Vontade é Lei, se cumprimos cumprimos com a lei dos homens porque não cumprir com a Lei de Deus que nos dá direito à vida e à felicidade?

11 de Setembro, data “da vergonha e do horror”, da capacidade do homem para fazer mal, da loucura que alimenta tantas almas humanas. Sob o signo da Religião e da defesa dos oprimidos, quanta maldade é praticada…

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Europa

A Europa jaz, posta nos cotovelos: De oriente a ocidente jaz, fitando, E toldam-lhe toldam românticos cabelos, Olhos gregos, lembrando. O cotovelo esquerdo é recuado; O direito é em ângulo disposto. Aquele diz Itália onde é pousado; Este diz Inglaterra onde, afastado, A mão sustenta, em que se apoia o rosto. Fita, com olhar esfíngico e fatal, O ocidente, futuro do passado. O rosto com que fita é Portugal Fernando Pessoa

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Tempos difíceis

Que herança legaste ao mundo, Europa? A tua filosofia, a tua organização, a tua temeridade… de herança helénica recebeste o batismo e Europa foste chamada! Com olhos gregos filosofaste e de mãos hábeis nasceu o legado da história, cérebros romanos os organizaram, legislaram e construíram impérios, ao mar te fizeste com espírito lusíada e novos rumos e terras deste ao mundo… “oh! “ mare nostrum, quanto do teu sal, são lágrimas dos meus olhos…” E após, os teus filhos se espalharam pelos quatro cantos do mundo desbravando a terra que foi tua e o mar que navegaste, numa imensa teia de civilização. Hoje, Europa, que te recolheste às tuas planícies e serranias, na beleza bucólica de tuas paisagens,, verdes em imensos prados no teu coração, brancas nas escarpass das montanhas a roçar o azul do céu, céu morenas nas planícies quentes da Ibéria que espreitam o largo oceano, na multifacetada cultura que te alimenta a alma e enriquece o folclore, folclore, tentas encontrar o caminho irmanando os teus povos numa união, que de natural natural nos separa pelos mundos que semeamos. Que valores? Pelos tormentos e guerras passadas. Que exemplo? Pela história e episódios alimentados. Europa, quão de ti alimenta a minha alma, nascida e criada nas tuas entranhas! Clamas por teus filhos, clamas pelo teu passado que te pesa com o registo da História; ligado estou e separar-me separar me não desejo, a terra clama por mim e de mim recebe a ligação que do passado me une. Renasce bembem aventurada mãe de heróis, portentosos guerreiros, cuja honra valia mais que a vida, e nos meandros do legado e na conquista de civilizações te alevantaste e soçobraste em teus devaneios de loucura e glória! Foste cantada por poetas, filhos teus, escrita por romancistas, filhos teus, filósofos pensaram-te, te, filhos teus, construída por simples, simples, homens rudes, filhos teus… que anseias hoje, Europa? Dar novos mundos ao mundo? Já o fizeste. Espalhar cultura? Já o fizeste? Transmitir a fé? Já o fizeste. Que te falta, então? Olhar para a tua obra no mundo, que já foi teu, e pensar até onde és digna do que transmitiste e que papel deverás assumir num teatro globalizante que de imenso se torna cada vez mais pequeno. http://circulodograal.pt

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Tempos difíceis Consola-te, te, que no desespero da falta, não esqueças, que outros também participaram nesse legado, caminhos que se cruzaram, enredos que qu se finalizam. Não estás só! Falta-te te cumprir o desígnio há muito alimentado, por gerações e homens sós, que pela força da espada sonharam unir os teus filhos no mesmo propósito e cumprir o destino que te separou e agora une. Em tua cultura e espiritualidade espiritual está o nosso cumprimento. Edifica o símbolo da unidade, que na história construíste no legado de Cristo, vivifica a mensagem que transmitiste ao mundo, qual farol em noite tempestuosa; no paradigma cristológico alimentaste o novo mandamento, “Amai o vosso próximo como a vós mesmos”, e o liberalismo económico e egocentrista que te levou à alimentação de um caminho tortuoso que te aproxima do abismo e que te afasta de tua prole, separando-a separando a e alimentando o egoísmo, latente na condição humana. Onde está a tua raiz de índole humanista e cristã, cuja unicidade foi minada por desejos megalómanos de poder e de lutas intestinas no desejo de “saber melhor”, mas que no tempo se mostraram iguais aos que lutaram contra ou [o tempo a tudo mostra a sua experiência] alimentaram novos desígnios que tão perto da verdade estão como os outros! Estamos no limiar de uma era temporal histórica e os desafios são enormes para a sustentabilidade da dignidade humana; criar uma sociedade cujos valores civilizacionais sejam de raiz raiz naturalmente humanista, na economia e no desenvolvimento social. Toma a dianteira e como no passado cultiva para colher no futuro, Europa. Multiculturalidade e paradigma do conhecimento! Cruza o tempo, cumpre o destino! Europa, mãe de Pátrias!! Senhor, falta cumprir-se…

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Tempos difíceis

EPILOGO

A evolução global do trabalho e as suas assimetrias, a ganância do homem, o poder financeiro do dinheiro, levaram as sociedades para uma crise cujos contornos ainda estão por definir. Os erros da História são ignorados e repetem-se. repetem se. A esperança é a ultima a morrer! O homem afastou-se se de Deus, ignorou a sua espiritualidade, ofuscado pelo esplendor do seu progresso material. Um erro que o leva a estar só! Espiritualidade e materialidade em uníssono. Alma Lusa

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Tempos difíceis (rev II)