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brasílIa coM câMera e MaIs ação Por Marcella Oliveira

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bruno Pimentel

rasília ainda tem 52 anos. cheia de rótulos, é vista como a cidade da política, do funcionalismo público, dos concursos, e vive culturalmente na rebarba das bandas de rock que daqui saíram nos anos 80. Pouco se conhece da arte produzida na capital federal, principalmente a mais recente. E no cinema, não é diferente. Uma prova disso é o próprio Festival de brasília do Cinema Brasileiro. Na edição deste ano, dos 580 filmes inscritos 103 eram de produções locais e apenas um foi selecionado para a mostra competitiva. Seria estranho se não fosse

A produção cinematográfica brasiliense não para. Filmes, diretores, atores e técnicos destacam-se no universo do cinema, mesmo que precisem primeiro do reconhecimento lá fora

recorrente. “Isso é um não reconhecimento da secretaria de Cultura em relação à produção da casa. É vergonhoso não entrar produções de Brasília”, lamenta o cineasta e roteirista João Paulo Procópio. o cineasta destaca o grande reconhecimento que as produções brasilienses têm, especialmente, com o júri popular. “Quem é cinéfilo sabe a posição privilegiada que os filmes de Brasília vêm alcançando”, afirma. Ganhador de um candango de Melhor Filme 16mm em 2003 com seu primeiro curta-metragem, Suicídio Cidadão, o cineasta Iberê carvalho, 36 anos, viu por duas vezes seus filmes serem deixados de lado em brasília para se tornarem reconhecidos em outros festivais. em 2009, o curta-metragem Para Pedir Perdão ficou de fora da mostra competitiva. Já na Mostra brasília foi um dos mais aplaudidos. e o reconhecimento internacional veio com o Prêmio coral, inédito para brasília, de melhor curta latino americano do Festival Internacional de cinema de Havana, em cuba.


Revista Gps Brasília 2