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IGUAIS

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trário, é briga na certa. Juntas viveram vários casos, como a vez em que Taiana foi para uma festa e deixou a identidade com um amigo. No dia seguinte, o rapaz embarcou para o exterior e esqueceu de devolver o documento. “Foi quando surgiu um convite para uma campanha publicitária em São Paulo. Sem identidade, comprei uma passagem no nome da minha irmã, peguei o documento dela e embarquei”, narra Taiana. Taís lembra a vez em que a irmã morava na Tailândia e pediu para que os pais abrissem uma conta internacional para ela. Para tal, Taiana precisava estar presente. Mas ela já estava há quilômetros do País. Num rompante, Taís resolveu assumir o papel de Taiana. “Fui ao banco fingindo ser ela, abrimos a conta e conseguimos enviar o dinheiro”, lembra.

Beatriz e Luciana Elas são idênticas. Além da bela aparência, também são semelhantes quando o assunto é personalidade. Inteligentes, sinceras e divertidas. Essas são as gêmeas Beatriz e Luciana Medeiros. Elas malham na mesma academia, frequentam o mesmo salão, possuem o mesmo ciclo de amizade e têm o mesmo gosto para se vestir. De diferente, a profissão. Beatriz é dermatologista e a Luciana, advogada. Casadas, respectivamente, com Renault Ribeiro Junior e Vitor Rezende, combinaram até engravidar juntas para terem filhos da mesma idade.

Luciana e Beatriz Medeiros

Mineiras de Belo Horizonte, somam boas historias. Beatriz conta que, quando ainda eram solteiras, Luciana vivia na casa do namorado Vitor. Renault Junior era amigo de infância do rapaz e morava no mesmo prédio. “Assim que Vitor se mudou, eu comecei a namorar Renault. Quando o pai de Vitor foi visitar o prédio onde morou, o porteiro nos confundiu e disse: Dr. Rezende, não quero fazer fofo-

ca, mas a namorada do Vitor vive na casa do Renault. Foi quando ele explicou que nós éramos gêmeas”, lembra. Luciana lembra que o pai tinha marcação cerrada. Certa vez, viajou para a Bahia com Vitor sem avisar à família. Quando o burburinho chegou ao ouvido do patriarca, logo ele ligou para a casa das gêmeas. “Beatriz atendeu o telefonema e se passou por mim, livrando assim minha

pele”, diz Luciana. Outra vez, Beatriz foi para um show de axé music e apareceu no jornal local em cima de um trio elétrico. “Na época, eu fazia residência médica. Quando cheguei ao hospital, todos meus colegas falaram que me viram na televisão dançando e em cima do trio. Morrendo de vergonha, falei que aquela não era eu. E sim minha irmã gêmea”, finaliza a dermatologista.


Revista GPS Brasília 5