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IGUAIS

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Por Marina Macêdo Fotos Celso Junior

Eles fazem sucesso, despertam curiosidade e são objetos de estudo entre cientistas. Os gêmeos aumentam a cada década e tornamse peculiares por se diferenciarem na semelhança, sem perder a forte conexão que os une

Q

ualquer semelhança não é mera coincidência. Eles são realmente parecidos, ou até mesmo iguais. Muitos dizem que são abençoados, pois já nascem com o seu melhor amigo. O cúmplice para toda a vida. Para os pais, o trabalho é em dobro. O amor também. E a alegria, assim como as descobertas e as experiências únicas, vem multiplicada. Eles possuem uma sintonia que nem mesmo a ciência é capaz de precisar. Eles são irmãos gêmeos.

Os vizinhos de útero podem ser univitelinos ou bivitelinos. Para entender melhor, os univitelinos são provenientes de um único óvulo fecundado por um único espermatozoide, que se divide. São conhecidos também como gêmeos idênticos e são do mesmo sexo. Já os gêmeos bivitelinos são formados por dois óvulos, fecundados por espermatozoides diferentes, formando dois embriões. São identificados como irmãos de gestação. Eles podem ser ou não do mesmo sexo.

“Em gestações gemelares espontâneas, 85% correspondem a gêmeos bivitelinos e 15% a univitelinos”, aponta o obstetra Valdecir Gonçalves Bueno, do Centro de Medicina Fetal (Cemefe), lembrando que a cada mil gestações espontâneas há, em média, 12 gravidezes múltiplas. E detalhe: o número de gêmeos tende a crescer com o volume de tratamentos de fertilização. “Esses pacientes têm 50% de chance de ter gestações gemelares”, ressalta o obstetra. Mas se os gêmeos, atual-

Revista GPS Brasília 5  
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